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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.207 2 a 8 de março de 2016
ENTREVISTA
MARCELO SANOVICZ
O que pensa, como decide e para onde olha o sócio e presidente executivo da maior consolidadora de produtos e serviços turísticos do País, a Rextur Advance
> Páginas 04 a 06
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2 a 8 de março de 2016 JORNAL PANROTAS
Check-IN
GASTOS
LEIA NESTA EDIÇÃO
Movimentação financeira de turistas brasileiros no Exterior e dos estrangeiros no Brasil. Tendo como base o mês de janeiro e a maior cotação do dólar no período
Página 07
Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 1,8 bilhão
MMTGapnet investe em produtos nacionais Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 1,2 bilhão
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 595 milhões
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 566 milhões
Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 2,3 bilhões Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 2 bilhões Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 661 milhões
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 643 milhões
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 568 milhões
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 650 milhões
R$4,16
R$2,70 R$2,43
Página 07
Personagens Disney ilustram Boeing 767 da Tam
Gastos de estrangeiros no Brasil - US$ 695 milhões
Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 2,1 bilhões
Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 2,2 bilhões
Gastos de turistas brasileiros no Exterior US$ 840 milhões
R$1,88
R$1,68
R$1,87
2011
2012
R$2,00
Páginas 10 e 11
Tendências do mercado de luxo para inspirar as viagens
2010
2013
2014
2015
2016 Fonte: Banco Central do Brasil
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
Não pode parar
Páginas 12 e 13
GJP chega a Minas Gerais em dose dupla
Página 16
Argentina, Chile e lideranças em debates no Fórum PANROTAS
A reportagem de capa desta semana é uma entrevista com o presidente da Rextur Advance, Marcelo Sanovicz, no Turismo desde 1987 e com uma carreira singular. Sua trajetória não é melhor ou pior que a de outros, não é esse o objetivo da matéria. Nem queremos fazer comparações, pois diversos líderes ou ótimos cases como empresários e gestores escolheram e escolhem caminhos diferentes. Alguns dão mais atenção a certos aspectos, outros vão na direção contrária, mas não há erros e acertos. Até os que caem nos inspiram. Até os que não dão as caras frequentemente. Inspiração, aliás, é a palavra.
E sem conhecer o que pensam, como fazem e que decisões tomaram os gestores das maiores e melhores empresas de Turismo, não há como concordar ou discordar, ser inspirado ou mesmo repelido por suas ideias. Foco nos resultados e no trabalho, e menos na política e no “disse me disse” do setor, separação do pessoal e do profissional, alianças oriundas do trabalho e de metas estabelecidas, meritocracia, ousadia ao aceitar o novo, o diferente e o que é maior... São muitos os aspectos da trajetória de Sanovicz que podem no mínimo fazer pensar. Nunca ficar indiferente.
E tamanho, vale ressaltar, não é documento no caso da inspiração. Em seu começo, foi o trabalho com os produtos terrestres da British Airways que abriram para Marcelo Sanovicz as portas para ser GSA da empresa aérea. Em dois anos, ainda pequeno e “sozinho”, ele se transformou no maior vendedor da aérea no País. Ou seja, tudo tem um começo e os esforços geram consequências, positivas ou negativas, que precisam ser assimiladas e incorporadas, mas não, na ótica dele, lamentadas. Olhar para frente e não para trás, depois de tomada a decisão. Boa leitura. Boas reflexões a todos.
03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta
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DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
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UE Q A T ES
DO PORTAL
PANROTAS
18 a 24/02
1 - Titanic ressurge e ganha os mares; viagem será em 2018 – em 19/02
2 - Tam pinta avião com personagens
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Rafael Faustino, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Flávio Sica (sica@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
PARCEIRAS ESTRATÉGICAS
MEDIA PARTNER
LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE
ASSOCIAÇÕES
Disney – em 22/02
6 - Lucro do Grupo CVC foi de R$ 203 milhões em 2015 – em 18/02
7 - Iron Maiden apresenta novo Boeing; jato voará ao Brasil – em 23/02
3 - Conheça 30 destinos onde o real ainda 8 - Promotor CVC que mais vender GJP vale mais – em 19/02
4 - Saiba quais são os 8 países menos visitados do mundo – em 19/02
5 - Ministro afirma que redução do IRRF deve sair hoje – em 19/02
ganha casa e carro – em 19/02
9 - Tam Viagens, CVC e Rextur Advance contratam; confira – em 24/02
10 - Tap confirma voos diários para Nova York e Boston – em 22/02
11 - MTur reconhece ilegalidade no registro da Azul Viagens – em 19/02
12 - Hard Rock anuncia mais três
unidades no Brasil – em 19/02
13 - Irmão de ator da Globo aplica golpe no Turismo – em 19/02
14 - Tam cancela voo direto entre RJ e Manaus a partir de abril -em 24/02
15 - “Para não fechar, agências devem investir em fusões” - em 18/02
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Gente
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>> Artur Luiz Andrade
Marcelo Sanovicz, presidente da Rextur Advance
O CLUBE DOS PODEROSOS E DOS EMPRESÁRIOS-REFERÊNCIA DO SETOR VAI GANHANDO e perdendo sócios ao longo da evolução do próprio Turismo. Na atualidade, é formado por nomes como o de Marcelo Sanovicz, que vai relutar em assumir que está mudando a indústria (e esse clube dos poderosos) e que dificilmente vai falar em público metade do que você vai ler a seguir. A outra metade, também não sairá de sua boca: você saberá pelos números, resultados, ações de sua empresa, a Rextur Advance, maior consolidadora de produtos turísticos do Brasil, hoje parte do Grupo CVC, o maior de viagens da América do Latina. Usar duas vezes a palavra “maior”, como fizemos na frase anterior, aliás, não combina com a atitude de Marcelo, avesso (outra palavra de que não gosta) a eventos sociais e festivos e focado, 24 horas por dia, em seu negócio, em fornecer “serviço integrado com tecnologia para que os agentes de viagens possam atender seus clientes”.
Em entrevista exclusiva ao Jornal PANROTAS, na sede da Rextur Advance no centro de São Paulo (em abril toda a estrutura se muda para Santo André, para ficar mais perto da CVC e economizar com sinergias e pagamento de impostos), Marcelo Sanovicz falou de vendas e aquisições, relembrou o passado, revelou como toma decisões (e como comemora e lamenta ganhos e perdas), não se esquivou de falar da concorrência, apontou tendências, criticou o excesso de entidade em nossa indústria e mostrou, em números e ideias, por que é membro-fundador desse novo clube no Turismo brasileiro.
OLHANDO PARA TRÁS “Em negócio, tomada a decisão, não olho mais para trás”. A frase é uma das que definem bem o estilo Marcelo Sanovicz. Durante seus 29 anos de Turismo (o setor só perde para os 30 anos casados com Vera), ele teve
que decidir, praticamente sozinho, novos rumos. Em seguida, passou a compartilhar as decisões com Goiaci Guimarães, da Rextur. Agora, como executivo número um da Rextur Advance, tem um conselho acima dele, interlocutores na CVC e ainda os sócios e acionistas... Decisões pensadas, analisadas, tomadas. Hoje, é olhar para frente. “Depois que me associei ao Goiaci, sem dúvidas o maior agente de viagens e maior lutador da causa dos agentes que já conheci, o que foi um grande passo nessa minha trajetória, ouvi um conselho do (Constantino) Júnior, da Gol: Marcelo, musculatura é o primeiro passo e você já deu esse passo muito bem. Agora, parta para buscar um investidor que possa lhe ajudar a dar passos maiores, com governança e novos horizontes. Pouco tempo depois, ao nos associarmos à CVC, veio tudo junto: a melhor governança, a visão de investidores globais e uma mudança estrutural na Rextur Advance
que nos deixa prontos para o futuro. É para frente que estamos olhando”. Segundo Marcelo, sua interlocução com o (Luiz Eduardo) Falco, o Fogaça (Luiz Fernando) e o (Valter) Patriani tem sido excelente, proveitosa e promissora. Além de intensa. “É um grande desafio, percebo que em minha carreira sempre estou trabalhando mais ano a ano, mas também mais feliz e realizado”. Realização que ele não gosta de comemorar muito. “Aprendi que é preciso saber ganhar e perder. Por isso, nem sofro e nem vibro tanto”, diz, descontraído. “Mas é claro que temos de ter mais ganhos que perdas”. E na associação com a CVC, perdas e ganhos estão evidentes nos balanços publicados. No ano passado, por exemplo, a Rextur Advance vendeu R$ 2,9 bilhões, R$ 300 milhões a menos em relação aos R$ 3,3 bilhões de 2014. A crise que afetou o País e a indústria e as adaptações à “gestão e governança de primeira linha oferecida pela CVC” foram os “culpados”. 2016, garante ele, já começou diferente.
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O COMEÇO
Discreto e reservado com a vida pessoal (“aprendi que a vida profissional é uma e a particular é outra), o presidente da Rextur Advance esclarece que acredita bastante no relacionamento como um dos pilares do Turismo. Se antes ele vinha na frente ou até sozinho, hoje está de mãos dadas com a tecnologia e o serviço. “Não vou a eventos festivos, e o Turismo está mudando e focando mais em eventos profissionais, mas tenho relacionamento diário com clientes e fornecedores. Só que o foco não é a festa”, explica, ainda um pouco irritado ao ser chamado de “avesso” ou “arredio”. E relacionamento foi algo fundamental em sua trajetória. Os tios Raul e Moisés foram os primeiros sócios na Advance Turismo, uma agência de viagens criada em 1987, na capital paulista. “A primeira chance que me deram, ao acreditarem em mim.” Depois vieram outros, como Renê Hermann (que abriu as portas da British Airways para ele e logo ele retribuiu tornando-se o maior vendedor no Brasil — e construindo seu caminho em direção ao “clube”), Adolfo Sen (que o escolheu para abrir a Copa Airlines no Brasil e assim desbravar o País e ter a ideia de nacionalizar a Advance), João Roberto Sabino (que elogiou seu trabalho na consolidadora e lhe deu a cobiçada e blindada condição para vender Varig), o próprio Goiaci (que confiou em sua palavra ao entregar a base de dados da Rextur para ser usada no Reserva Fácil, ainda antes da ideia de fusão) e tantos outros. Em todas essas etapas, relembra ele, mesmo com perdas no caminho, a empresa sempre melhorou. O foco sempre foi, desde lá atrás, nos resultados e no trabalho bem feito. Por isso, apareceram convites, parcerias e investimentos.
EXCLUSIVIDADE
A Advance Turismo cresceu em cima de produtos exclusivos (como GSA) e de um time especializado, algo hoje inviável para uma consolidadora. Escala, tecnologia, serviço e relacionamento precisam estar entrosados, dosados e controlados milimetricamente. Sanovicz aposta em mais consolidação de empresas em sua área e elogia a recente decisão de junção dos grupos Flytour e Gapnet. “Esse é o caminho. Acho até que demoraram. Desejo sucesso”, diz, evitando também comentar as críticas que o projeto de fusão com a Rextur recebeu na época do anúncio. A consolidação em outros segmentos também se dará e é o caminho. Ele acha, porém, que, apesar dessa necessidade, o mercado não está preparado. “Goiaci e eu nunca tivemos uma discussão. E hoje, com ele no conselho e eu na presidência exe-
cutiva, tenho o apoio dele em todos os problemas. É preciso haver um desapego e um foco em resultados”, explica. É preciso uma adaptação para o mundo dos resultados e da meritocracia, da governança. E isso necessita de desprendimento e entendimento dos donos e fundadores de empresas. Ou seja, menos paixão e mais negócios (ou frieza mesmo). “A visibilidade e os ensinamentos que a CVC nos trouxe, por exemplo, nos dá uma nova condição de crescer e prestar melhor serviço aos agentes. Esse é o foco e não as vaidades pessoais ou ter a palavra final”. A maior ameaça para a Rextur Advance hoje seriam as OTAs? “O mercado é cíclico e todos os canais de distribuição estão oferecendo soluções concorrentes. Não há um apenas. Acho que há espaço, sim, para todos, mas em um momento em que a demanda
diminui, vemos que a intermediação continua, mas com novos modelos. Há dez anos, falar em fee era um escândalo. Hoje não. Tudo evolui. Nós também temos de evoluir e sempre buscar o melhor para nossos clientes, os agentes de viagens”, responde.
GUERRA TARIFÁRIA
A crise de 2015 levou a resultados menores na Rextur Advance, mas a guerra tarifária também atrapalhou. Para Marcelo Sanovicz, no doméstico as companhias aéreas já entenderam que a guerra é inviável e prejudicial a todos. No internacional, houve, segundo ele, exageros na resposta ao dólar alto. O que virá em seguida é uma dificuldade de recuperação dessa tarifa, que atingiu patamares antes impensáveis. Este é um assunto que faz parte também do dia a dia da Air Tkt, entidade que reúne 11 dos maiores consolidadores do País. Marcelo Sanovicz, aliás, é um dos fundadores e defensores da associação, mas, para ele, deveria haver apenas uma grande entidade e, abaixo dela, diversos capítulos. O excesso de associações, para ele, atrapalha o todo e a representatividade diante do governo, do Congresso e até do mercado.
O QUE VEM POR AÍ
Como ele afirmou anteriormente, passadas as adaptações ao novo momento e com o cenário econômico definido como desafiador, a Rextur Advance vai continuar investindo em melhorias na tecnologia para as agências de viagens, nas sinergias com a CVC e na ampliação de produtos (a locação de carros é o próximo passo). “Estamos realmente preparados para o futuro”, finaliza ele, com uma trajetória vencedora no passado, mas definitivamente olhando para frente.p > Continua na pág. 06
< Continuação da pág. 05
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LINHADOTEMPO 1987 Entra no Turismo em 1o de setembro
1993 Em 1993 vira GSA da British Airways e cria o Euroclub No final dos anos 1990 passa a consolidar empresas aéreas como Air Canada, Delta e Continental; e implanta a Copa Airlines no Brasil
2000 No ano 2000 passa a vender Varig (antes, Wagner Ferreira já havia lhe dado condições na Vasp e na Tam) Também em 2000 já consolida todas as empresas aéreas, menos a American, que veio depois
BANCODEDADOS MARCELO SANOVICZ
ll 54 anos, casado com Vera, três filhos ll Presidente executivo e sócio da Rextur Advance ll Vendas da empresa em 2015: R$ 2,9 bilhões (75% no segmento de viagens corporativas)
p
2011 Em 2011, surpreende ao anunciar a Rextur como cliente do Reserva Fácil
No começo dos anos 2000 começa expansão da Advance pelo Brasil, iniciando pelo Paraná, em parceria com Mauro Melo. Compra a empresa de tecnologia que havia desenvolvido o Reserva Fácil para a Advance e traz André Freller para o time
2012 Em 2012 inicia-se a fusão da Advance com a Rextur
2013 Em 2013 negocia com um fundo de investimentos, mas operação não vai para frente
2014 Em 2014 a Rextur Advance já é duas vezes maior que dois anos antes Em janeiro de 2014, CVC procura a Rextur Advance (já havia existido uma negociação em 2012 da operadora com a Rextur, que não prosperou) e em dezembro a venda da RA é anunciada, sendo concretizada em .
2015
“O dia 18 de dezembro de 2014 foi um dia de êxtase para mim, tive a sensação muito boa de um objetivo atingido, apesar de um processo difícil e detalhista”, revela ele, quebrando um pouco sua regra de “comemoração comedida”. Uma exceção que, aliás, só confirma a regra.
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Operadoras
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>> Henrique Santiago
Rumo ao nacional O BALANÇO FINANCEIRO DA MMTGAPNET EM 2015 NÃO SAIU DO ZERO A ZERO. SE NÃO HOUVE
queda em volume de vendas, por outro lado, o crescimento não veio e os números (ainda que não revelados) ficaram similares ao do ano anterior. A chegada de Sylvio Ferraz como CEO mudou o jeito de trabalhar da empresa. Ele defende a bandeira da maior aproximação com o agente de viagens como parceiro e canal de vendas. Em meio ao lançamento de novas ferramentas, enfrentou a alta do dólar americano, a crise brasileira, o início do processo de fusão com o Grupo Flytour e, mais recentemente, o imposto sobre remessas ao Exterior, que jogou um mar de lama em qualquer expectativa de recuperação do mercado. A ação de trazer o segundo Workshop Europa com a Gapnet para São Paulo e Belo Horizonte, na última semana, serviu para trazer um novo gás na
Aviação
venda do destino e, claro, apresentar a renegociação com fornecedores europeus. “Tivemos queda nos Estados Unidos e no Caribe, América do Sul e Brasil cresceram e Europa permaneceu estável”, resumiu Ferraz. As vendas de Brasil crescem em ritmo vertiginoso, chegando a cerca de 25% do share, quando há um ano não alcançava os dois dígitos. Para chegar aos esperados 40% ao fim de 2016, Ferraz enxerga a estratégia de realizar eventos menores e concentrados para os parceiros agentes de viagens. O executivo já descartou, por exemplo, a realização de eventos nos moldes dos workshops de Foz do Iguaçu (PR) e Costa do Sauípe (BA). “Além de serem encontros caros, nós discutimos como atingir mais agente de viagens. Em Foz, por exemplo, levamos 300 profissionais. Nós queremos conversar mais com eles e não apenas trazê-los para uma cidade. Va-
Eventos concentrados e nacional são investidas para a MMTGapnet marcar no placar neste ano, segundo Sylvio Ferraz
mos conversar mais vezes ao longo do ano”, explicou. O que está confirmado para este ano é o 5º Megafam do Grupo Gapnet. Após edições em Cancun, duas vezes em Orlando e em Nevada, Ferraz ainda faz suspense quanto à cidade que receberá a comitiva dos melhores vendedores da empresa. “Nós estamos em negociação com destinos novos e consolidados. A decisão deve
sair em março.” À procura de sinergia com a Gapnet em seus primeiros meses à frente da operadora, Ferraz tem pela frente o desafio de aproximar as estratégias do seu lado com a Flytour. Após a fusão, a Innovation Travel Brasil lançou o primeiro produto, um fretamento para Porto Seguro. Mas ele prefere deixar as discussões do que será feito para Rui Alves e Ivo Lins.p
>> Karina Cedeño - Brasília
Avião dos Sonhos QUEM VAI À DISNEY WORLD, EM ORLANDO, COM A TAM ACABA DE GANHAR COMPANHIA PARA A
viagem: Mickey, Minnie, Pato Donald, Pateta e Pluto agora estão estampados na cauda e parte da cabine de um dos Boeing 767-300 da companhia, que foi apresentado ao público em Brasília no último dia 22. A escolha da capital federal para a divulgar a novidade não foi ocasional, segundo o diretor da operadora Tam Viagens, Marcelo Dezem. "Nos últimos dois anos Brasília se consolidou como hub operacional da Tam e centro de conexões para voos domésticos, e isso graças a dois fatores: geografia privilegiada e condições adequadas de infraestrutura do aeroporto, ainda mais após a concessão para a iniciativa privada", afirma Dezem Para a tematização do avião, foram necessárias dezenas de funcionários e 536 placas de adesivos, que totalizam 842 metros quadrados de impressões, aplicadas em dez dias. A imagem mostra os personagens se divertindo em uma montanha–russa, ao mesmo tempo em que destaca o Castelo da Cinderela, principal marca do complexo e ícone do Magic Kingdom, um dos parques de Walt Disney World. Mas não só por fora o “Avião dos So-
O “Avião dos Sonhos”, exibido ao público no Aeroporto de Brasília
nhos”, como é chamado, encanta os passageiros: por dentro ele também trouxe muitas novidades àqueles que embarcaram em seu primeiro voo. Os clientes receberam uma sacola cheia de brindes e foram recepcionados por uma tripulação toda caracterizada com luvas e orelhinhas do Mickey, o que contribuiu para manter a magia da Disney a bordo até que os passageiros chegassem ao destino. E a tematização não parou por aí: até o menu servido durante o voo contou com as delícias da terra do Mickey, oferecendo pink lemonade (refresco à base de morango e limão), e mini cupcake com massa red velvet, coberta por creme e
decorada com as orelhas do Mickey. Isso sem contar a pipoca para acompanhar a seleção de filmes do entretenimento de bordo, a pizza, o brigadeiro e as balas de gelatina em formato do Mickey, detalhes que deram à aeronave a incumbência de transportar não só passageiros, mas também sonhos. E lucros.
DISNEY EM CIFRAS Hoje o destino Disney representa 15% da receita da Tam Viagens para destinos internacionais, e a meta é crescer ainda mais este ano. "Mesmo com a alta do dólar, temos crescido dois dígitos ao
ano, desde 2009. E somente neste período, mais de 400 mil pessoas viajaram à Disney com a Tam", complementa o gerente de Produtos Internacionais da Tam Viagens, Arthur Sorelli. Aproveitando o clima mágico da Disney, a operadora lançou uma promoção direcionada aos clientes que comprarem pacotes para o destino: a cada seis dias de hospedagem e quatro dias de ingresso, o passageiro ganha uma noite adicional e dois dias de ingressos. A promoção teve início em 22 de fevereiro e é válida até o final de março.p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Tam Viagens
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Mercado
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>> Paula Daidone
O futuro do luxo Fotos: Divulgação
Tóquio, Cingapura, Nova York, Hong Kong, Frankfurt, Paris, Osaka e Zurique, algumas das cidades com o maior número de super-ricos do mundo
BEM OU ATIVIDADE QUE NÃO É CONSIDERADO NECESSÁRIO, MAS GERA CONFORTO OU PRAzer. Essa é a definição oficial da palavra luxo. Mas, na prática, luxo tornou-se algo maior que isso. Nos dias de hoje, o cliente de luxo não busca apenas uma peça de roupa de alta costura ou uma joia, mas experiências exclusivas e originais. O luxo, atualmente, é sinônimo de personalização. Essa afirmativa é reforçada pelo relatório global de tendências, o The Future of Luxury, desenvolvido pelo Beverly Hills Conference and Visitors Bureau (BHCVB), braço de marketing da cidade californiana. Ao examinar o panorama macroeconômico, o relatório identificou as dez cidades com mais indivíduos de altíssima renda — (UHNWIs — Ultra High Net Worth Individual) e analisa quem está consumindo bens e serviços de luxo, além de examinar os diferentes hábitos de consumo nas várias gerações, especialmente os millennials — cada vez mais influentes. Para ser considerado um cidadão de altíssima renda, o patrimônio líquido por membro da família deve ser de US$ 30 milhões. Na última contagem, havia 199.235 HNWIs em todo o mundo, com um patrimônio líquido combinado de US$ 27,7 trilhões. Londres (Inglaterra) é a capital global dos super-milionários, seguida de Tóquio (Japão), Cingapura, Nova York (Estados Unidos), Hong Kong (China), Frankfurt (Alemanha), Paris (França), Osaka (Japão), Pequim (China) e Zurique (Suíça).
TECNOLOGIA E LUXO O estudo distingue ainda o luxo 2.0, momento atual em que o consumidor procura tecnologia agregada a serviços que facilitem sua vida, e o luxo 3.0, o futuro desse mercado, quando o consumidor voltará ao “passado”, buscando experiências que não podem ser usufruídas on-line e irá optar por produtos, alimentos e bebidas caseiras, entre outras opções artesanais. Vivemos um momento em que as marcas de luxo precisam definir onde investir e para qual lado ir. Uma vez que a receita de vendas pela internet vem crescendo consideravelmente, essa plataforma torna-se essencial dentro da empresa. Atualmente, cerca de 7% do total de vendas dessas lojas vem do on-line. Mas o desenvolvimento tecnológico no setor de luxo ainda caminha lentamente. De acordo com a Bain Consulting, em novembro de 2014, 40% dos comerciantes de luxo ainda não disponibilizavam vendas on-line. A presença nas mídias sociais também é tímida, talvez por receio de prejudicar a exclusividade das marcas. Mas o que as empresas começaram a perceber é que os filhos desses consumidores de alto luxo serão os clientes do futuro e, atualmente, são parte da geração millennials, que possuem o mesmo apetite por luxo, mas com gostos e valores diferentes. São usuários de smartphones e grandes consumidores de tecnologia (89% dos jovens de 18 a 29 anos
possuem conta nas redes sociais e 85% utilizam smartphone em torno de 45 vezes ao dia). Algumas marcas, percebendo esse movimento, estão se posicionando nas mídias sociais oferecendo conteúdo exclusivo e em primeira mão, como por exemplo, pré-lançamento de coleções no Instagram, como fez Oscar de La Renta, em 2013. Em outubro de 2015, a Burberry foi a primeira grife a criar uma campanha exclusiva para os usuários do Snapchat. Essa tecnologia também chegou às redes hoteleiras. A diferença está na velocidade de adaptação dos grupos de hotéis em adquirir e oferecer tecnologia para satisfazer seus hóspedes, principalmente os millennials, que vivem a vida através de seus smartphones. Exemplo de campanha de marketing digital apontada pelo estudo foi a da Samsung durante os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, que criou um aplicativo que transformava o telefone em um controle remoto de televisão, luzes e ar condicionado. A Marriott desenvolveu o “high tech, high touch”, uma experiência tecnológica para o hóspede durante a estada, com muitas portas USB para carregar dispositivos móveis e o Marriott Guest Services, aplicativo com recursos como wake up call e solicitação de serviço de quarto. A Starwood Hotels & Resorts foi a primeira rede a integrar seu aplicativo com o Apple Watch. O grupo também inovou na marca W Hotels, permitindo que os hóspedes usem
seus smartphones como chaves dos quartos.
MENOS TECNOLOGIA Olhando mais adiante, porém, algumas empresas e grupos hoteleiros já começam a antecipar o futuro e trazem para a atualidade o luxo 3.0. A tendência é uma vida mais artesanal e ainda mais exclusiva, fugindo de experiências tecnológicas e vivendo momentos autênticos. Uma das novas tendências são os empreendimentos pop-ups, espaços-conceito que oferecem produtos e serviços diferenciados e exclusivos por um curto espaço de tempo. Hotéis também aderiram a essa proposta. Beverly Hills, para comemorar seu centenário em 2014, criou 100 suítes pop-ups. O The Peninsula Beverly Hills, por exemplo, ofereceu aos hóspedes a suíte Birth of Modern Luxury, onde o hóspede podia sentir a sensação de ser um astro do cinema, com uma sessão de fotos ao melhor estilo hollywoodiano no tapete vermelho do hotel. Enquanto o L'Ermitage ofereceu uma suíte temática com decoração de época. Uma outra forma de conseguir a atenção do viajante 3.0 é associar grandes nomes ao hotel, como designers de interiores e chefs de cozinha. Uma camada extra de serviço de luxo também pode ser fornecida por meio de uma parceria com fornecedores selecionados. A finalidade é sempre fornecer uma experiência inesquecível ao cliente.p
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ONDE ESTÃO OS SUPER-MILIONÁRIOS Fotos: Divulgação
Prédio da prefeitura de Beverly Hills, um dos principais destinos de luxo do mundo, e um exemplo de espaço-conceito
LONDRES É, ATUALMENTE, A CAPITAL MUNDIAL DOS SUPERRICOS, COM 4.364 RESIDENTES e o epicentro é o distrito de Mayfair. O preço inicial de um imóvel na área é de cinco milhões de libras, podendo chegar a 40 milhões. Até 2018, o Reino Unido pretende ultrapassar a França e a Itália e tornar-se o líder na Europa no mercado de luxo. O Japão, tem duas cidades no ranking, Tóquio e Osaka, mesmo assim, é um dos países mais difíceis para a manutenção da riqueza. Com o imposto de renda alto (45%) e recaindo também sobre heranças (55%), as famílias japonesas têm grande dificuldade em conseguir passar a fortuna de geração para geração. Essa pode ser a razão pela qual muitos estão se mudando de Tóquio para Cingapura ou Austrália. Além de perder famílias com alto nível de riqueza, Tóquio também deixou de ser a cidade mais cara do mundo, posto agora de Cingapura. Até 2023 a cidade pretende ser a casa
do maior número de HNWIs de toda a Ásia. Sua estabilidade política, o foco nos negócios e o crescente status como um centro financeiro estão atraindo os super-ricos. Atualmente, na quarta posição do ranking, Nova York está se preparando para “roubar” o lugar de Londres no topo da lista. O crescimento dos Estados Unidos está tornando o país um lugar seguro para os fluxos de riqueza da Europa, Oriente Médio e África. Filantropia também é algo que os super-ricos levam em consideração e a cidade abriga 10% das 63 mil fundações de caridade do país. Assim como Nova York, Hong Kong também tem uma longa história em filantropia. Um relatório da Coutts verificou que, em 2013, mais de US$ 935 milhões foram doados à caridade, cerca de US$1 milhão por cidadão HNWI. A Alemanha está entrando nessa briga. O mercado de luxo alemão está crescendo anualmente cerca de 5% mais rapidamente que o mercado global.
Grande parte do fluxo do mercado de luxo alemão vem de viajantes a negócios, visitantes de feiras e da indústria automobilística. Sem contar a grande contribuição dos chineses em Frankfurt, que gastam 38% de sua despesa total na cidade, principalmente no aeroporto. A fim de atrair os viajantes super-ricos, a Lufthansa inaugurou um terminal inteiro dedicado aos passageiros de primeira classe, com restaurantes, banheiros em mármore e aluguel de Porsches. Os chineses, junto com os russos e norte-americanos, também são os turistas que mais gastam em varejo em Paris. A França contribui com US$ 229 bilhões para a economia global em comercialização de bens de luxo. A capital francesa tem investido fortemente em hospitalidade. Com a remodelação dos hotéis Ritz e Hôtel de Crillon, Paris teve um acréscimo de 50% em quartos de hotéis cinco estrelas, somando dois mil no total. Os turistas provenientes da China são os maiores gastadores de todo o
COMO UM DOS DESTINOS ORIGINAIS DE LUXO DO MUNDO, BEVERLY HILLS CONTINUA A DOMINAR NESSA ESFERA,
atraindo visitantes de todo o mundo para suas incomparáveis atrações, como as renomadas lojas, restaurantes, hotéis e pontos turísticos. Beverly Hills é um dos destinos mais cobiçados do mundo e sempre foi referência em hospedagem de luxo. A região aparece na 20a posição dentro da lista das cidades com o maior número de cidadãos de HNWIs, com um total de 969 pessoas de altíssima renda. As famílias de Beverly Hills têm um patrimônio líquido de US$ 1 milhão, mais do
que o dobro da média dos Estados Unidos. Refletindo a sua condição de exclusividade, o preço de uma casa em Beverly Hills é de US$ 3,8 milhões, mais de dez vezes o valor no resto da Califórnia. E os preços estão subindo rapidamente — um aumento de 13,4% nos 12 meses anteriores ao relatório. De 92 bilionários da Califórnia, 27 vivem em Los Angeles County, e quase um terço mora em Beverly Hills. A cidade recebe cerca de seis milhões de visitantes por ano, contribuindo com US$ 2,1 bilhões em receita direta e indireta. O que podemos concluir é que um local de luxo atrai gastos de luxo. p
A região está na 20ª posição na lista das cidades com o maior número de indivíduos com altíssima renda
Fotos: Divulgação
B E V E R LY H I L L S
mundo. Em 2004, havia quatro bilionários no país, em 2015, o número saltou para 715. Os super-ricos chineses representam 2% de toda a riqueza do país e são responsáveis por 33% dos gastos com luxo em todo o mundo. No entanto, os gastos de luxo caíram 15% em 2014 devido a uma ofensiva do governo contra a corrupção, e esse pode ser o motivo pelo qual 64% dos super-ricos têm planos de emigrar para os Estados Unidos, fazendo do país sua segunda casa. Pequim também tem visto suas taxas de natalidade aumentarem. Enquanto há um resfriamento no consumo de bens de luxo, as marcas de produtos para crianças estão aquecidas. Fechando a lista está Zurique, com a terceira maior densidade de moradores milionários no mundo, depois de Mônaco e Genebra. Os gastos com os chamados "investimentos de paixão" (arte e automóveis) têm aumentado significativamente, assim como a participação em atividades de lazer, como esqui e iatismo.p
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Hotelaria
2 a 8 de março de 2016 JORNAL PANROTAS
>> Rafael Faustino - Confins (MG)
Novidades não param na GJP
A fachada do novo dois em um da GJP em Confins, com 174 apartamentos três e quatro estrelas
A CRISE ECONÔMICA PODE ESTAR PARALISANDO MUITAS COMPANHIAS E INVESTIMENTOS NO Brasil. Mas não os da GJP Hotels and Resorts. O grupo de Guilherme Paulus continua avançando e promovendo novidades em várias frentes, e a última delas foi a inauguração de um novo hotel, o primeiro em Minas Gerais. O Linx & Prodigy Hotel Confins é o 19º empreendimento da companhia no País, e pela primeira vez concentra duas bandeiras do grupo no mesmo equipamento. É também o terceiro hotel inaugurado pela GJP junto a aeroportos, após as aberturas no Galeão e no Santos Dumont, ambas no Rio de Janeiro, em 2015. Com a novidade, que custou um investimento de R$ 38 milhões, a GJP espera atrair diversos segmentos de executivos no mesmo hotel. São 135 apartamentos Linx, de padrão três estrelas, e 39 da marca Prodigy, de quatro, dispostos em um prédio de dez andares, que também tem restaurante, academia, um centro de convenções para 400 pessoas e outras salas de reunião. O transfer gratuito do aeroporto ao hotel é outra facilidade para os hóspedes. “Queremos facilitar a vida do usuário, e por isso estamos criando essa possibilidade de se hospedar junto ao aero-
porto. Cidades como Belo Horizonte e São Paulo têm um trânsito caótico que prejudica alguns compromissos. Com esses hotéis, um executivo pode trazer seu pessoal, fazer uma reunião em nosso escritório com toda a comodidade e não precisar se deslocar”, explicou Guilherme Paulus à reportagem do Jornal PANROTAS, que acompanhou a inauguração do hotel em Confins. No evento, estiveram presentes autoridades do governo mineiro, executivos de operadoras turísticas e da BH Airports, empresa que administra o aeroporto. O presidente da concessionária, Paulo Rangel, foi o único, além de Paulus, a discursar no evento de inauguração, mostrando uma grande afinidade entre os dois novos vizinhos. Para o primeiro ano de operação do Linx & Prodigy, Paulus estima uma ocupação média de 40%, além de uma geração de caixa de R$ 8 milhões e rentabilidade próxima de 12%. Nos dois anos seguintes, o presidente da GJP espera que a ocupação chegue a níveis próximos de 70%. “Vai crescer conforme a região se desenvolver mais”, apontou, lembrando que o aeroporto passa por obras de modernização e outros empreendimentos estão sendo levantados nas proximidades. Há também uma aposta no crescimento de Confins como hub de cargas.
Jan von Bahr, novo diretor de Operações, e Guilherme Paulus, presidente da GJP
NOVOS NEGÓCIOS As mudanças no portifólio de hotéis da GJP não vão parar por aí. O conceito dual branded, que Paulus trouxe a partir de experiências observadas no Exterior, poderá ser aplicado novamente nos hotéis da empresa, segundo ele. “Não é algo exclusivo para hotéis próximos a aeroportos. Até mesmo em um hotel de lazer você poderia ter um prédio com três estrelas, um com quatro e outro com cinco”, sugere. O que já está certo é que a empresa terá novos tipos de hotéis corporativos. A GJP terá em breve um “Linx Oba”, estabelecimento três estrelas de modelo mais econômico, voltado para jovens executivos que possuam um estilo mais informal. “Vai ser para quem vem de mochila resolver um problema para a empresa dele e também quer relaxar. Temos uma geração inteira de novos empreendedores, muitas vezes mais despojados, e é um público importante a atendermos”, disse Paulus. Segundo ele, o primeiro hotel nesse modelo será em Santa Maria (RS), um pólo universitário que atende o perfil desejado pela GJP, e deverá estar pronto em 2018. As próximas inaugurações, entretanto, seguirão o modelo corporativo que a GJP já opera. Minas Gerais ganhará
mais um Linx, em Juiz de Fora, e outros Prodigy serão abertos em Gramado (RS) e Brasília (DF) ainda neste ano. Assim, a GJP espera encerrar 2016 com 22 hotéis, além de uma receita beirando os R$ 270 milhões. Tudo isso em um ano de crise econômica.
EXECUTIVOS
A inauguração do Linx & Prodigy em Confins marcou também a troca na diretoria de Operações da GJP. Depois da saída de Alberto Grau Neto, que voltou para Portugal e estuda novas propostas de trabalho na Europa, quem assumiu o cargo foi Jan von Bahr, gerente geral do Sheraton da Bahia e que está na empresa há quatro anos. Segundo o novo diretor, a troca não representa nenhuma mudança drástica na condução dos hotéis do grupo. “Só o que muda é que vamos dividir um pouco mais as responsabilidades. O Alberto trabalhava muito com o desenvolvimento de novos produtos, e eu vou ficar muito mais concentrado no operacional, implantando e desenvolvendo soluções”, afirma von Bahr, que continuará baseado em Salvador gerenciando o Sheraton. Durante metade do mês, entretanto, o executivo estará viajando pelas propriedades da GJP para monitorar os hotéis. A saída do multifuncional Alberto Grau, entretanto, demanda mais contrata-
13 ções para assessorar o novo diretor. O Jornal PANROTAS apurou que dois novos nomes serão anunciados em breve pela GJP: André Lameiro e Reginaldo Olivi atuarão como consultores para as áreas de Vendas e Expansão, respectivamente. Ambos vêm de passagem recente pela BHG, e assumirão as funções a partir de 1º de março. Além dessas chegadas, a GJP trouxe também sua sede de Porto Alegre para Santo André, na Grande São Paulo. O novo diretor de Operações passará constantemente pelo local, que concentra agora a maior parte do pessoal administrativo do grupo. Na capital gaúcha, permanecem apenas os departamentos de Reservas, Recursos Humanos e Marketing.p
SEM MED O
COM TANTAS NOVIDADES, A GJP DESAFIA O CLIMA DE INSEGURANÇA QUE ENVOLVE
o empresariado do País em meio à crise. Para Paulus, mesmo que sejam necessários ajustes em função da situação, não é hora para desespero. “Precisamos ter confiança no que estamos fazendo e determinação para seguir em movimentação. Podemos fazer alguns cortes de custos, mas sem deixar de investir”, comentou. Para superar a adversidade, a empresa promove, além de inaugurações e investimentos, ações comerciais para manter o mercado movimentado. No evento em Confins, foi anunciada uma nova parceria com a CVC, que teve vários representantes na inauguração do Linx & Prodigy – entre eles o presidente Luiz Eduardo Falco. Em um sistema de pontuação que envolve as mais de mil lojas da operadora, os promotores que mais venderem os hotéis da GJP até o final deste ano serão agraciados com uma casa e um carro, entre outros prêmios. Com tudo isso, Paulus continua esbanjando confiança para sua empresa seguir crescendo. “Sempre falo que, na crise, você tira o s e deixa o ‘crie’. Eu tenho 66 anos de idade, trabalho desde os 18 e já vi muitas crises. Mas aprendi a sempre superar essas fases”, concluiu. A festa seguiu, e, se depender do presidente da GJP, ainda continuará por muitos anos.p --- O Jornal PANROTAS viajou a convite da GJP Hotels and Resorts
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A sala Opala é um dos espaços para reuniões corporativas no hotel
Um quarto padrão superior no Prodigy. Há também opções para casais, com três camas e para pessoas com deficiência
SurFACE
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Balanço 2015
A Accor Hotels criou um comitê de direção para a América do Sul, composto por 14 colaboradores da rede e liderado pelo CEO regional, Patrick Mendes. A crise impactou os resultados no Brasil em 2015, quando o mercado teve queda de 15% a 20%. O volume de negócios registrou queda de 2,9% na região das Américas, em comparação a 2014; no Brasil, a queda foi de 5,8%, ainda em comparação com o ano passado. O Revpar teve queda de 8,9%. No resto do mundo, o lucro líquido total foi de 665 milhões de euros. “Nossa meta é alcançar a marca de 500 hotéis na América do Sul até 2020, sendo 400 deles no Brasil, totalizando 70 mil apartamentos, entre franquias, administrados e unidades próprias”, declarou Mendes. Atualmente, a rede conta com 253 empreendimentos espalhados pelo Brasil, que, juntos, somam 39 mil apartamentos.
Internacionalização
O presidente da Trend, Luís Paulo Luppa, embarcou na última semana de fevereiro para Portugal com uma comitiva de 20 executivos do grupo. O intuito, abrir uma empresa na Europa. Depois da Trend Travel USA, com receptivo nas cidades americanas e venda de Brasil nos Estados Unidos, agora é a vez da Trend Travel Europe. Luppa vem estruturando a internacionalização da Trend há alguns meses e a chegada na Europa é o segundo grande passo. Segundo apurou o Jornal PANROTAS os planos internacionais da Trend e também no Brasil não param por aí. Nada de intimidação com o momento de crise. Luís Paulo Luppa toca a internacionalização da Trend
Transição
Gerente geral da Alagev, Paulo Amorim ficou bastante satisfeito com a realização do Lacte 11, no mês passado, e já trabalha na transição de gestão da entidade. Patricia Thomas (na foto com ele) assumirá a presidência da Alagev no começo de maio, substituindo Eduardo Murad, que ocupará vaga no conselho. Amorim também já está a mil com a agenda de eventos deste ano e com novos projetos que virão, além da coordenação dos comitês de trabalho. Vale lembrar que a Alagev tem um espaço mensal no Jornal PANROTAS, que passou a publicar, na última semana do mês, o informativo O Gestor.
O CEO da Accor na América do Sul, Patrick Mendes
Azul vs. Braztoa
O imbróglio envolvendo a Azul Viagens e a Braztoa continua. O Ministério do Turismo reconheceu a ilegalidade na atuação da operadora como filial da companhia aérea Azul. A associação das operadoras alega que as empresas atuam sob o mesmo CNPJ e, além disso, promovem práticas anticompetitivas no mercado ao fixarem tarifas exclusivas. A Braztoa pontua ainda que, sendo filial da transportadora, trabalha com atividades distintas das turísticas. Em contrapartida, a companhia aérea informou que não foi notificada sobre o caso. A Azul terá 90 dias para criar uma empresa autônoma.
Luciano de Camargo, Marili Rodrigues e Isabelle Grechi, as novas contratações do Nacional Inn
Novos gerentes
O Grupo Nacional Inn está com novos profissionais em seu quadro de funcionários. A rede anunciou a contratação de Luciano de Camargo, que será responsável pela área de Lazer dos hotéis junto às operadoras, com foco em Poços de Caldas (MG), Foz do Iguaçu (PR), Campos do Jordão (SP), Recife, Salvador e Rio de Janeiro, além dos demais destinos da rede. A gerência Nacional de Vendas também tem nova responsável: Isabelle Grechi, que atua gerenciando a equipe, além do foco em eventos e na reestruturação da operação hoteleira da rede. O setor de Eventos contará com Marili Rodrigues como nova gerente. Dentre os objetivos da profissional está a fomentação de eventos nos hotéis do grupo e o aumento de participação de eventos e hospedagem no market share. Os contatos dos recém-contratados são: Luciano de Camargo - vendaslazer@gruponacionalinn.com, Marili Rodrigues geventos@gruponacionalinn.com, e Isabelle Grechi - gnv@gruponacionalinn.com
A presidente da Braztoa, Magda Nassar, e o presidente da Azul, Antonoaldo Neves
Ponto a ponto Air Tkt e a Amadeus firmaram uma parceria para ações patrocinadas em conjunto com o foco no "desenvolvimento do turismo brasileiro".
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Mercado novo
A Alatur JTB apresentou ao trade sua nova empresa. Trata-se da Honour, voltada para viagens de incentivo. Gilmar Pinto Caldeira (foto), ex-Grupo Águia/Top Service, será o diretor responsável por tocar o negócio. A negociação do grupo em entrar neste mercado já acontecia há pelos menos três anos. A aquisição de uma empresa do segmento era prioridade. “Crise à parte, é na hora de queda nas vendas que as empresas têm que motivar seu time, distribuidores e a cadeia produtiva a reagir e ir à captura de clientes. E a grande vantagem do negócio com incentivos é que os programas se auto pagam, já que a conquista do prêmio só acontece quando se atingem as metas”, comentou Caldeira. A Alatur JTB ainda irá anunciar uma operadora nas próximas semanas.
Foco carioca
Adriano Gomes, (foto) até então diretor de Produtos Internacionais da CVC, deixou a área para assumir a diretoria regional de Vendas e Expansão para o Estado do Rio de Janeiro. Com a novidade, o executivo prepara-se para voltar à cidade natal após 12 anos. Segundo o vice-presidente de Produtos, Vendas e Marketing da CVC, Valter Patriani, “Adriano conhece muito bem o mercado do Rio de Janeiro e, além disso, tem gabarito para ajudar a CVC em mais essa importante etapa estratégica, que é fortalecer o Estado do Rio de Janeiro em nossas vendas nacionais”. O dia a dia na nova função prevê apoio à master franquia do Rio de Janeiro, aos franqueados e agentes de viagens. Para seu lugar foi chamado Fábio Mader, que estava deixando a Gol Linhas Aéreas. O Rio de Janeiro é o quarto mercado para a CVC em vendas no Brasil, atrás dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. A empresa acredita que o Rio tem um potencial para estar mais à frente desse ranking, ficando atrás apenas de São Paulo. “A CVC sempre investiu em times e equipes para atender bem seus clientes agentes de viagens. O Mader e o Adriano são reforços em posições estratégicas nesse momento”, finalizou o vicepresidente.
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Eventos
Futuro em debate EM UM MOMENTO EM QUE A ECONOMIA BRASILEIRA ESTÁ ABALADA E O MERCADO COM dúvidas de como será o futuro, o Fórum PANROTAS Tendências do Turismo 2016 traz para seu palco gigantes do setor para debater essa situação em que a indústria está inserida e mostrar caminhos. O evento ocorre em 15 e 16 de março (terça e quarta-feira), no Golden Hall do WTC Events Center, na capital paulista, e no primeiro dia o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, será sabatinado por Edmar Bull (Abav Nacional), Magda Nassar (Braztoa), Marco Ferraz (Clia Abremar) e Luiz Eduardo Falco (CVC). O assunto "imposto sobre remessas", claro, estará em pauta, bem como outros temas que envolvem a relação do governo com a indústria. O painel está marcado para o dia 15, a partir das 11h50. Ainda no primeiro dia, o Fórum PANROTAS reunirá o novo ministro do Turismo da Argentina, Gustavo Santos, e a subsecretária de Turismo do Ministério do Desenvolvimento Econômico e Turismo
do Chile, Javiera Montes, para apresentar as estratégias dos dois destinos internacionais mais populares entre os turistas brasileiros na América Latina. Santos abordará o novo momento da Argentina, a recuperação econômica, as expectativas para o mercado brasileiro e deve trazer uma delegação de secretários regionais. Já Javiera Montes falará como o Chile quer continuar evoluindo sua imagem e seus produtos junto ao trade brasileiro. O encontro dos dois ocorre às 16h45, antecedendo o painel de presidentes de empresas aéreas, que este ano terá a mediação de Luiz Eduardo Falco, da CVC.
ECONOMIA
Já no segundo dia, 16 de março, a eco-
nomista coordenadora do departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco, Fabiana D´Atri, falará aos participantes do evento. A profissional responderá questões que andam rondando o cotidiano de todos: como a crise avançará nos próximos meses no Brasil, quais os desafios e oportunidades e como o maior banco privado do País vê a atual situação e quais são suas análises e recomendações. Fabiana, que já atuou na Tendências Consultoria, Mauá Asset Management e no Banco Real ABN AMRO, iniciará sua apresentação às 12h25. Logo depois, às 14h15, o painel “Novos ciclos começando em diversos segmentos do Turismo” reunirá líderes de vários setores para abordar essas mudanças em suas empresas,
O Fórum PANROTAS tem aliança institucional com a CNC, Sesc e Senac, o apoio institucional do Ministério do Turismo e patrocínio do Chile, CVC, Air France-KLM, Delta, Gol, Best Western Hotels & Resorts, GJP Hotels & Resorts, HRS Global Hotel Solutions, México, Pernambuco, R1 Soluções Audiovisuais, Sabre, Tap, Beto Carrero World, Esferatur Orinter, GTA Global Travel Assistance, Localiza, Omnibees, Reserve, Visit Orlando, B4T Comm, Cep Transportes, Vice Versa Traduções e programa carbono neutro pela Tour House. www.panrotas.com.br/forum
setores e na indústria em geral. O debate entre Eduardo Kina, presidente da Alatur JTB, Maurizio de Franciscis, novo CEO do Hotel Urbano, Patrick Mendes, presidente da Accor Hotels na América do Sul, e Marcelo Sanovicz, presidente da Rextur Advance, será mediado por Adriana Cavalcanti, diretora de Vendas da Air France-KLM.