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Jornal PANROTAS 1203

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www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.203 3 a 9 de fevereiro de 2016

NA MIRA Estrategista por natureza, David Neeleman capitaliza a Azul, se aproxima da United e investidores chineses, e, de quebra, assume o controle da portuguesa Tap. Ao unir todas as pontas (convém não esquecer da Jet Blue, também fundada por ele), o empresário cria um verdadeiro exército para brigar com os grandes grupos da América do Sul e Europa. Quais os próximos passos? > Páginas 11 e 12


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3 a 9 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Check-IN Páginas 04 a 06

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Discussão sobre IRRF e presença brasileira marcam a Fitur 2016

Segundo Pesquisa Trimestral de Satisfação, realizada pela Secretaria de Aviação Civil, os aeroportos brasileiros com nota acima de quatro são avaliados como bons ou muito bons. Apenas três terminais não atingiram a marca: Cuiabá, Salvador e Galeão. Curitiba foi o melhor.

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2015 2013

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LEIA NESTA EDIÇÃO

OS MELHORES E PIORES AEROPORTOS DO BRASIL

Página 07 e 08

United leva melhores vendedores para esquiar em Vail (EUA)

Cuiabá Salvador Galeão 3,36

3,67

3,91

3,49

3,95

3,52

Confins S.Dumont Brasília 4,10 4,14 4,13 3,5

3,9

3,6

Manaus Congonhas P. Alegre Fortaleza

Natal

Recife Guarulhos Campinas Curi ba

4,19

4,19

4,19

4,29

4,36

4,38

4,41

4,48

4,52

3,33

4,06

4,08

4,39

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4,27

3,79

4,3

3,67

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br Páginas 13

Tam realiza primeiro voo com o A350 XWB

Páginas 14

MTur terá R$ 10 milhões para eventos da tocha olímpica Páginas 15

Gastos no Exterior são os menores desde 2010; gastos no Brasil também caem

Pela continuidade... E pelas condições necessárias para que os produtos turísticos brasileiros se desenvolvam, se renovem e até consigam nascer, já que apostamos que ainda há muito o que ser transformado em experiências turísticas dentro da diversidade do País. O que vem primeiro? A vontade política? A continuidade dos projetos, independentemente de quem tenha sido o pai da criança? O investimento em infraestrutura? Talvez a capacitação e o auxílio na formatação dos produtos? A promoção aqui e no Exterior? Ou tudo isso junto, embalado em uma abrangente, detalhada e continuada política de desenvolvimento do turismo? Em resumo: estratégia que continue e pense anos à frente e não apenas no imediatismo.

Na semana passada, relançaram a Rota das Emoções. Sim, é possível que você não saiba do que se trata (um roteiro que inclui alguns dos melhores destinos do Piauí, Maranhão e Ceará, com foco em aventura), mas é mais um dos produtos que nascem, consomem verba oficial para o lançamento e são esquecidos pelo caminho por diversos motivos, a falta de continuidade política sendo o principal deles. E assim foi com a Estrada Real, com a Rota Romântica, com a Brasília Cívica e por aí vai. Até a Marca Brasil está sendo reavaliada e poderá ser relançada. Para melhor ou apenas por falta de estratégia, continuidade e conhecimento histórico ou, pior, a vontade de “mudar por mudar”? O Turismo sobreviveu à refor-

ma ministerial, tem secretarias exclusivas em quase todos os principais destinos do País (e a moda de fundir Turismo com outras pastas mostra um retrocesso que não se justifica pelo “corte de gastos”), tem gestores públicos especializados há anos trabalhando em sua defesa... não pode se reinventar a cada temporada nem achar que, para conter gastos, melhor juntar com outros temas. Ou é importante, ou melhor investir em açúcar, gado, trigo e usar melhor o dinheiro (ainda) existente. A estratégia pública precisa ainda acompanhar os avanços do empresariado. Para isso, é necessário ser pensada a longo prazo, sem barreiras de partidos, sem inimizades regionais e picuinhas do passado.


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3 a 9 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass

S

E U Q A DEST >

DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

DO PORTAL

PANROTAS

21 a 27/1

1 Ex-funcionária acusa Web Viagens de enganar clientes – em 27/1

2 Em petição on-line, trade tenta

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Fernanda Cordeiro (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Pedro Moreno, Rodrigo Mota e Thalya Brito Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

LACTE 11 LATIN AMERICAN CORPORATE TRAVEL & Events E XPERIENCE

ASSOCIAÇÕES

chegar a Nelson Barbosa – em 26/1

3 Normativa 1.611 ainda não é resposta definitiva aos 6% – em 29/1

4 Ministro do Turismo promete acordo assinado até sexta – em 26/1

5 Veja os 25 melhores hotéis do

mundo; 2 são brasileiros – em 21/1

6 EUA anunciam novas restrições de entrada de turistas – em 22/1

7 Crise faz Roberto Carlos trocar cruzeiro por resort na BA – em 22/1

11 Azul anuncia fim da rota Belo Horizonte-Orlando – em 22/1

12 Azul passa a voar para Lisboa com três voos semanais – em 21/1

13 Capistrano Viagens anuncia

8 Hotel de Gramado é eleito o melhor

encerramento das atividades – em 26/1

do País e Am. Latina – em 21/1

14 Saiba como é o interior do A350 da

9 Agente de viagens cria “Hogwarts brasileira” em SP – em 27/1

10 Gerstner: “governo despreza agências e operadoras” – em 21/1

Tam; veja fotos – em 26/1

15 Turismo cervejeiro: 5 cidades europeias para os fãs da bebida – em 22/1


04 Eventos

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> Maria Izabel Reigada – Madri (Espanha)

Receios e

oportunidades OS EMPRESÁRIOS BRASILEIROS NÃO CONTRIBUÍRAM PARA O AUMENTO DE 2% NA PARTICIPAÇÃO de visitantes profissionais na última edição da Fitur, principal feira de turismo da Espanha e uma das maiores do mundo. Realizada entre 20 e 24 de janeiro, o evento recebeu 232 mil visitantes, sendo 125 mil deles profissionais. O aumento em relação ao ano passado – de 6%, quando considerado o número total de visitantes – não teve a participação do Brasil, muito por causa da ausência de importantes operadores, que tradicionalmente visitavam a feira para reunir-se com fornecedores. Desvalorização cambial e preocupação em relação à alíquota que será fixada para o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), no caso das remessas internacionais do Turismo, foram apontadas pelos empresários presentes como as possíveis razões para a menor participação brasileira. Em sua primeira participação na Fitur, o ministro do Turismo, Henrique Alves, foi questionado

Fazenda, Dyogo Oliveira, e com os ministros da Casa Civil, Jacques Wagner, e do Planejamento, Valdir Simão, sobre a nova taxa. Ainda assim, deixou Madri na manhã do dia 22 falando que a aprovação da alíquota de 6,38% para o Turismo seria realizada “nos próximos dias”. “Sabemos que as empresas do setor anteciparam pagamentos aguardando uma nova resolução ainda em janeiro e devemos ter isso nos próximos dias”, garantiu o ministro, explicando que o orçamento elaborado pelo Ministério do Planejamento inclui R$ 2,7 bilhões resultantes da nova taxa.

SEM ECO Estande do Brasil na feira

pelo presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, sobre a não assinatura do acordo pactuado entre governo e empresários do setor, fixando a alíquota do imposto em 6,38% - em lugar dos 25% previstos.

“Vocês precisam ter outra visão do Turismo”, disse. Durante a feira, o ministro afirmou ter mantido conversas telefônicas com o secretário executivo do Ministério da

Representando a Comissão de Turismo da Câmara dos Deputados na feira espanhola, o deputado federal Edinho Bez (PMDB-SC) lamentou a não assinatura do acordo para a alíquota reduzida de IRRF para o Turismo. “Infelizmente, não há eco no governo para as demandas do Turismo, porque ele está muito insensível a reduções na carga tributária”, comentou. “O que a presidente Dilma não entende é que nenhuma economia do mundo abre mão, hoje, do Turismo”, pontuou. Para o deputado, é uma pena ver um país com o potencial do Brasil perder para competidores menos diversos em natureza e cultura. “O orçamento do Ministério do Turismo precisa ser melhorado. Hoje ele é uma vergonha”, continuou. “Nada contra o Ministério de Ciência e Tecnologia, mas enquanto ele tem um orçamento de R$ 9,9 bilhões, o Turismo conta com apenas R$ 600 mil”, comparou. “Reduzir a carga tributária é fomentar a economia, com consequente aumento de arrecadação. É um pensamento muito pequeno não dar a devida atenção ao turismo como ferramenta de desenvolvimento econômico”, completou. O presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, também mostrou preocupação com a situação. Para ele, é necessário que o governo cumpra o que foi acordado com a indústria turística. “Na verdade, a alíquota de 6,38% já é alta. Em mercados competitivos como o nosso, não há espaço para isso”, afirmou Lummertz, que teme consequências como “informalidade e contravenções”, caso a alíquota reduzida não seja aprovada para o Turismo. “Além do desemprego, de imediato”, concluiu.p

--- O Jornal PANROTAS foi media partner da Fitur 2016


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PELA FEIRA

A Abreu Online passou a vender o Brasil também para os brasileiros. “Decidimos utilizar todo esse nosso conhecimento para oferecer os destinos brasileiros também para o o viajante nacional”, contou o diretor da Abreu Online, Luís Tonicha, acrescentando que a empresa já colhe os primeiros resultados desse trabalho. Segundo Tonicha, as vendas do produto doméstico para brasileiros têm contribuído para equilibrar as contas, diante da redução na procura por viagens internacionais verificada pela operadora a partir de novembro. “Termos esse produto é fundamental neste momento da moeda brasileira desvalorizada”, analisou

A Air Europa levou boas novidades à Fitur, entre elas a apresentação do próprio programa de milhagens, o Suma, e a entrega do primeiro Boeing 787 Dreamliner, que fará a rota Madri-Bogotá, na Colômbia, em junho. A aérea receberá mais três aviões do mesmo modelo e até 2020, outros 22 Boeing 787 Dreamliner. “Esse avião muda a experiência de viagem do passageiro, acrescentando conforto, além de aumentar a oferta de assentos”, observou o gerente geral da Air Europa no Brasil, Luís Sobrinho

“Imagina a força que têm juntas a Amazônia e a Patagônia, o samba e o tango, o peixe e a carne no ramo da gastronomia”, disse o ministro do Turismo do Brasil, Henrique Alves, a seu par argentino, Gustavo Santos. Em encontro durante a Fitur, os dois ministros assinaram acordo para promoção integrada em destinos como a China. Os detalhes do acordo serão analisados em encontro agendado para a próxima edição da WTM Latin America, em março, em São Paulo

A empresa low cost de locação de veículos da Europcar, a Inter Rent, do diretor Jehan de Thé, passa a ser representada no Brasil pela Insight, de Luiz de Moura Jr., que já representa no País a locadora com sede na França. “A Inter Rent tem boa representatividade na Europa, com pontos de atendimentos nos principais aeroportos e estações de trem do continente”, explicou Moura

A Iberostar, que completa três décadas neste ano, revelou durante a Fitur as novidades para 2016, que incluem seis inaugurações. Serão três hotéis na Espanha (Marbella, Ibiza e Mallorca), dois em Cuba (Cayo Guillermo e Varadero) e um em Miami. No Brasil, o diretor da Iberostar, Orlando Giglio, prepara o lançamento da categoria “Prestige”, levando serviços diferenciados para dentro do hotel, em uma espécie de “hotel dentro do hotel”

O prêmio Silvia Zorzanello in Memorian, concedido anualmente pelo Grupo Excelencia, reconheceu o trabalho realizado pelo Rio Grande do Norte. Uma parceria entre o grupo turístico e os organizadores do Festival do Turismo de Gramado (Festuris), o prêmio é entregue sempre a algum destino brasileiro que tenha se destacado no trabalho de promoção, captação de voos e desenvolvimento do turismo. O secretário de Turismo do Rio Grande do Norte, Ruy Gaspar, recebeu a premiação ao lado da presidente da Emprotur, Ana Maria da Costa

Guillermo Alcorta, da PANROTAS, entre o novo ministro de Turismo da Argentina, Gustavo Santos, e Diego Garcia, da Aerolíneas Argentinas

Da E-HTL, Kleber Yoshida e Flávio Louro > Continua na pág. 06


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< Continuação da pág. 05

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MERCADO EM ASCENSÃO BRASIL MAIS BARATO E ESPANHA RECUPERADA DA CRISE. FOI ESSA COMBINAÇÃO QUE animou os empresários brasileiros que participaram como coexpositores no estande da Embratur, na Fitur. A diretora do Escritório Brasileiro da Embratur (EBT) na Espanha, Rosiane Rockenbach, comemorou o aumento de 15,9% nos gastos médios dos espanhóis em viagens internacionais em 2015, em relação ao ano anterior. “No ano passado, os espanhóis também viajaram mais, cerca de 5%, mas aumentaram de forma muito significativa os gastos, o que mostra um turista de maior poder aquisitivo viajando”, analisa. Segundo ela, os pacotes que incluem circuitos pelo Brasil, com duração média de dez dias, custam entre 2,5 mil e três mil euros, no mínimo. Para o diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marco Lomanto, a retomada do mercado espanhol reflete-se também na procura pelo Brasil. “Os espanhóis procuram muito os destinos de sol e praia, bem como ecoturismo e aventura. Eles sabem que o Brasil tem isso para oferecer”, analisou. Para ele, a desvalorização do real diante do dólar e do euro cria cenário favorável para a comercialização do Brasil. Mesmo assim, em 2015 os gastos de estrangeiros no Brasil cairam 14,6%, contra 32% dos brasileiros lá fora. Ou seja, não aproveitamos

A diretora do EBT da Espanha, Rosiane Rockenback

o câmbio a nosso favor no receptivo internacional. “Percebemos que os compradores internacionais acompanham esse movimento, já sabem da desvalorização e estão interessados nas oportunidades que isso pode representar”, disse, otimista, o diretor da Embratur. Rosiane acredita que o principal desafio é tirar a imagem do Brasil como destino caro. “A Copa do Mundo teve aumento de preços e, agora, queremos que o espanhol se beneficie da desvalorização do real, transformando a imagem de destino caro”, explicou. A diretora defende ainda que poderá haver um rápido crescimento da demanda do mercado espanhol

Parte do time do Grupo Trend na Fitur: Pedro Pucci, Emmanuel Labastida, Simone Araújo e o presidente Luís Paulo Luppa

para o Brasil após os Jogos Olímpicos. “Os grandes eventos despertam curiosidade e geram visibilidade, mas podem ter esse efeito nos mercados internacionais, colocando o País em uma lista de destinos caros”, acrescentou. Em 2014, 166 mil espanhóis visitaram o Brasil, redução em relação aos 169 mil de 2013. Em participação na Fitur, o ministro de Energia, Indústria e Turismo da Espanha, José Manuel Soria, comemorou os números do turismo espanhol em 2015. O destino alcançou o recorde de 68 milhões de turistas estrangeiros e o setor responde por 12% dos empregos na Espanha – e 11% do PIB.

PRESENÇA BRASILEIRA Em sua primeira participação como coexpositora no estande da Embratur na Fitur, a E-HTL tinha como foco a ampliação dos serviços em receptivos, especialmente para estrangeiros que visitam o Brasil, segundo o diretor Flávio Louro. “Temos de buscar novos negócios em período de crise. Não podemos nos render. Sempre vendemos no Brasil, mas agora é o momento de vender o Brasil aqui fora”, disse, assegurando ainda que a expectativa da empresa é garantir o crescimento de dois dígitos registrado em 2015 também este ano. Outro participante da Fitur foi Grupo Trend, que levou para a feira a nova empresa do grupo, a Trend Travel USA. Com sede nos Estados Unidos, a empresa atuará como receptivo para os clientes da Trend Operadora no país, mas também venderá o Brasil no Exterior, segundo o presidente do grupo, Luís Paulo Luppa. “Com a Trend Fun Florida faremos nosso receptivo, enquanto a Global Trend, ambas marcas da Trend Travel USA, irá vender o Brasil nos Estados Unidos, Europa e América Latina”, contou. “Nossos parceiros farão negócios conosco pelos Estados Unidos. Agora a Trend é uma solução global”, acrescentou.

OLIMPÍADA

Quase sem referências aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o estande da Embratur reuniu apenas oito destinos, além de empresas privadas. Questionado sobre a falta de promoção da Olímpiada do Rio, o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz, afirmou que essa era uma das competências do Rio de Janeiro. “A Olímpiada é da cidade do Rio e acho que por contenção de gastos estamos sentindo essa ausência”, disse. “É preciso lembrar que o Estado do Rio foi muito prejudicado pela crise na Petrobrás, além dos recentes problemas com a saúde”, analisou.p


07 Aviação

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> Renê Castro – Beaver Creek, Colorado (Estados Unidos)

Top 10 na neve DONOS DE MAIS DE 50% DAS VENDAS DA UNITED AIRLINES NO BRASIL EM 2015, ALATUR JTB, Ancoradouro, BCD Travel, Esferatur, Flytour, Gapnet, High Light, Rextur Advance e Skyteam tiveram a oportunidade de começar 2016 abaixo de zero. A segunda edição do Top 10 da aérea reuniu os maiores vendedores na pacata Beaver Creek, no Colorado, para uma semana de negócios e, claro, muita diversão. A única baixa da viagem foi a CWT, que integra o seleto grupo de maiores vendedores, mas não enviou representante para a viagem. Em uma semana de intenso relacionamento, agradecer a parceria dos brasileiros foi o que mais se viu por parte da equipe da companhia, que escalou uma equipe de sete pessoas para acompanhar e auxiliar os representantes em absolutamente todos os momentos. Entre eles estavam os vice-presidentes para as Américas, Jake Cefolia, de Vendas para a América Latina, Alex Savic, e a diretora para o Brasil, Lucimar Reis. Nos momentos dedicados aos discursos oficiais, reconhecimento foi a palavra de ordem. “Essas empresas sempre nos deram um feedback sincero do que precisávamos fazer para atender cada vez mais e melhor. Penso que teremos um 2016 de crescimento, por isso já há planos de investimento em melhorias de produtos e serviços. O maior exemplo é o B787-800 que colocamos na rota Guarulhos-Houston”, adiantou Savic. Mais incisivo, Cefolia não per-

A bela e pacata cidade de Beaver Creek recebeu os maiores vendedores da United em 2015

deu tempo e disparou que o sucesso da United no Brasil tem total relação com a performance dos Top10. “A parceria que mantemos com essas empresas é fundamental para os nossos resultados. Não haveria sucesso se não fossem eles. Este evento serve não

Equipe United: Cibele Narazaki, Alex Savic, Lucimar Reis, Jake Cefolia, Sandra Kaspar, Fabiano Ferreira e Estelle Love

só para agradecer todo o apoio, como também para mostrar outros destinos importantes para a United, como Vail e Beaver Creek. Temos uma malha extremamente diversificada e capaz de atender vários perfis de passageiros.” Entre aulas de esqui e snowboard nas

montanhas de Beaver Creek, passeio de snowmobile a -15ºC e compras em Vail (ou snowtubing, para os mais radicais), um encontro de negócios revelou alguns dos muitos planos da aérea norte-americana para o ano. O objetivo da empresa, no entanto, é um só: ser conhecida pela alta qualidade na prestação de serviços. “Seremos a companhia preferencial não só dos brasileiros, como também dos passageiros de todos os destinos que operamos. No Brasil, por exemplo, tivemos um ótimo desempenho com grupos em 2015, com crescimento de 33%, em relação a 2014”, revelou Lucimar Reis. A dirigente também fez questão de enfatizar que a United manteve suas operações em solo nacional mesmo com toda a instabilidade que o País sofre. A chegada do B787-800 na rota São Paulo-Houston mostrou que a empresa está mesmo disposta a crescer. “Temos muitos planos, mas é preciso esperar o cenário melhorar para voltarmos a crescer gradativamente. O que temos realizado junto ao trade é investir nos destinos de neve e tam> Continua na pág. 08


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bém na Ásia, em um trabalho muito focado. O produto da United é um diferencial claro; portanto, estamos certos de que seremos uma empresa sustentável e lucrativa no Brasil. De uma coisa se pode ter certeza: não estamos investindo para depois ir embora. Temos quase 25 anos de história no Brasil.” Em conversas informais, a equipe da United em Beaver Creek mostrou-se entusiasmada com a guinada da empresa nos últimos meses. Para muitos, a mudança de postura tem nome: Oscar Munoz, novo CEO da empresa. Apesar da infelicidade de ter sofrido um ataque cardíaco um mês após assumir a função — e passar recentemente por um transplante de coração —, é visível a admiração pela determinação de Munoz em melhorar os serviços e colocar o consumidor como ponto focal da empresa. Ao que tudo indica, a imagem de uma aérea extremamente tradicional está caindo por terra nas asas do novo CEO. Até mesmo a traumática fusão com a Continental tornou-se assunto superado.p

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da United, com proteção Vital Card

O Top 10 United 2015 recebeu o prêmio em Saddle Ridge, uma residência repleta de recortes da história norte-americana

LONGO PRAZO EM ENTREVISTA EXCLUSIVA AO JORNAL PANROTAS, JAKE CEFOLIA SUSTENTA A POSIÇÃO DE MANTER A ESTABILIDADE EM solo brasileiro. Encarar a atual situação do País de frente, sem dar passos em falso, se mostra a estratégia mais correta, na visão do dirigente. “Queremos pensar o Brasil no longo prazo por ser um mercado essencial para as nossas aspirações. É a maior economia da América do Sul e um país repleto de oportunidades para o nosso negócio, com ótimas margens de lucro e diversidade de atuação. A propensão da classe média em viajar cada vez mais para o Exterior também nos interessa muito, especialmente no segmento de lazer”, explica ele. O curto prazo, porém, pode surpreender, em especial pelo investimento feito na Azul. “Em março, teremos o início do codeshare com a Azul, o que nos possibilita acessar mais de 100 cidades brasileiras – e à Azul, toda a extensa malha que mantemos ao redor do mundo. Estamos falando de algo realmente expressivo. De qualquer forma, seremos muito prudentes nas nossas atitudes nesse momento, investindo nos lugares e momentos certos.”

PARA O CORPORATIVO

Jake Cefolia é franco sobre o mercado norte-americano: tem muitas ideias e projetos para brigar cada vez mais forte com American Airlines e Delta, mas tem dificuldades neste momento para desenvolver e entregar grandes

projetos de forma qualitativa e em um curto espaço de tempo. Somam-se a este cenário os problemas enfrentados pela empresa no ano passado no quesito sistema, o que forçou uma série de melhorias para estabilizar o que já vinha sendo trabalhado. Para suprir a aparente limitação, a saída é dar vida ao que realmente fará a diferença no futuro, e é onde entra em cena novas implementações tecnológicas. Para o final deste ano, o vice-presidente da United para as Américas trabalha com a expectativa de lançar uma plataforma de autoatendimento dedicada ao público corporativo dos Estados Unidos. O projeto prevê que o cliente tenha acesso a diversas alterações no plano de voo, com personalização total do serviço e produto adquiridos. “Estamos debruçados para melhorar cada vez mais a experiência do passageiro com a United, antes e depois do voo. O nosso relacionamento tem de ser cada vez mais profundo neste sentido. Estamos cientes também que precisamos ser ainda mais rápidos nesse processo, mas estamos trabalhando forte. É importante ressaltar que disponibilizamos tecnologia de última geração ao nosso consumidor via website united.com e o app para dispositivos móveis. Trata-se de uma plataforma extremamente amigável e universal. Diria que, nestes dois temas, somos imbatíveis”, garantiu Cefolia. No paralelo, a empresa promete oferecer, no segundo semestre, tarifas sem benefícios para fazer frente às low costs. O modelo exato de comercialização ainda não foi definido, mas tudo leva a entender que o passagei-

Jake Cefolia é vice-presidente da United para as Américas

ro terá a possibilidade de adquirir um produto sem a inclusão de reserva de assentos, despacho de bagagem ou snacks gratuitos durante o voo.

RESULTADOS POSITIVOS

O bom desempenho global da United Airlines no ano passado motivou a encomenda de 40 Boeing 737-700. A estimativa é que os jatos comecem a operar a partir de 2017, em substituição a

uma parcela da capacidade atualmente preenchida por parceiros regionais. Em números, a empresa obteve lucro líquido de US$ 4,5 bilhões, sem a inclusão de itens especiais — que se referem a ganhos ou perdas não previstos no balanço. Com estes, o resultado seria de US$ 7,3 bilhões. Especialmente no quarto trimestre do ano passado, o valor chegou a US$ 934 milhões, sem acrescentar os serviços especiais. Com os itens, o lucro líquido foi de US$ 823 milhões. p > Continua na pág. 10


Flashes

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TOP 10 UNITED BRASIL 2015

3 a 9 de fevereiro de 2016 JORNAL PANROTAS

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< Continuação da pág. 08

1 Uma das atividades mais radicais foi o passeio de snowmobile, com direito a temperatura de –15ºC 2 Aula de esqui e snowboard foi a primeira grande atividade da viagem de premiação 3 Parte do grupo investiu no snowtubing em Vail 4 Luciano Guimarães, da Rextur Advance, com a esposa, Daniela Favoretto 5 Fabiano Ferreira, Lucimar Reis, Sandra Kaspar e Cibele Narazaki, todos da United 6 Lucimar Reis com Jake Cefolia, da United 7 Alex Savic, da United, Eduardo Camargo, da Esferatur, com a esposa, Gyza, Cibele Narazaki, também da United, Mariana Neves com o marido, Antonoaldo Neves, presidente da Azul, e o casal Silvia e Juarez Cintra, da Ancoradouro 8 Soely Oliveira, da BCD Travel, Daniela Favoretto, Sandra Kaspar, da United, e Fabio Rossi, da Flytour Eventos, com a esposa, Ana Cecilia 9 José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, com Sandra Kaspar e Alex Savic, da United 10 Paula e Eduardo Kina, da Alatur JTB, Jake Cefolia, da United, e Rui Alves, da Gapnet, com a esposa, Marcia Kalim 11 Lucimar Reis, da United, Jussara e Peter Weber, da Skyteam, Wania Fasulo, da High Light, com a filha, Priscila, e Fabiano Ferreira, da United 12 Fabio Rossi, da Flytour Eventos, Eduardo Kina, da Alatur JTB, Peter Weber, da Skyteam, e a esposa, Jussara 13 Wania Fasulo, da High Light, com a filha, Priscila, e Soely Oliveira, da BCD Travel

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11 Aviação

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> Renê Castro

Busca por espaço

O JOGO DE TABULEIRO ENVOLVENDO AS AÉREAS QUE ATUAM NO BRASIL OBSERVOU UMA importante movimentação na última semana: Azul e Tap estão cada vez mais dispostas a manter uma relação de companheirismo nos negócios em que não duelam diretamente. O principal articulador dessa aproximação é David Neeleman, fundador da aérea brasileira e proprietário de 61% da empresa portuguesa, em uma aquisição concretizada em parceria com Humberto Pedrosa, via consórcio Atlantic Gateway. O Neeleman, aliás, está disposto a quebrar paradigmas. Em uma rápida reconstrução dos fatos, não é difícil lembrar que, antes de colocar a mão no bolso, costurou a venda de 5% da Azul para a United, pelo valor de US$ 100 milhões, em uma estratégia que, seis meses mais tarde, mostrou-se extremamente valiosa, com a recente formalização de codeshare com a gigante americana e outras integrações que virão na sequência. Como se não bastasse a audaciosa negociação, em novembro do ano passado o mercado foi surpreendido com a chegada do conglomerado chinês HNA Group,

agora dono de 23,7% do capital da Azul. O poder de investimento do novo acionista estrangeiro chega a R$ 1,7 bilhão e direito a assento no conselho. Foi o bastante para a negociação envolvendo a Tap — na época já em andamento — mostrar-se um projeto grandioso e de interesse global. Com

a Azul extremamente capitalizada, cobrindo 100 cidades no Brasil e arriscando os primeiros voos no internacional, foi a vez da Tap se reerguer com 338 milhões de euros de Neeleman e Pedrosa, em um processo de privatização que muitos consideraram a salvação da companhia. Uma nova

era começou. Para as duas empresas. Voltando a 2016, Tap e Azul seguem para colocar em prática os muitos planos que agora carregam para conquistar território e incomodar cada vez mais os grandes grupos, como Latam, Gol (que conta com o apoio da Delta e Air France-KLM), Lufthansa e IAG (British e Iberia). Além da readequação de malha aérea, buscando unicamente a melhoria de performance nas rotas, e o incremento/modernização nos serviços prestados, as novas parceiras decidiram iniciar negociações conjuntas. Em resumo, pode-se de afirmar que Azul e Tap pretendem negociar, juntas, compra de aeronaves, contratos de manutenção e treinamentos e até seguro.

AÇÕES CONCRETAS

David Neeleman: no histórico profissional tem a West Jet, Jet Blue, Azul e agora a Tap

Em entrevista ao Jornal PANROTAS, o vice-presidente executivo da Tap, Luiz da Gama Mór, explicou que o início da relação com a Azul se mostrou promissora, em especial pelo fato de as companhias não ocuparem os mesmos espaços. “Estamos criando uma aproximação > Continua na pág. 12


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por complementariedade. Vamos acoplar Azul e Tap para ocupar mais terreno e tornar as duas empresas mais competitivas”, conceituou o dirigente. “Ao negociarmos em conjunto, conquistamos descontos importantes para as companhias e melhoramos a performance de cada uma”, completou. E não para por aí: um extenso acordo de codeshare torna as empresas ainda mais unidas. “O projeto é tudo ser da Tap e tudo ser da Azul”, resumiu Mór. O primeiro exemplo é a recém-anunciada operação da Azul para Lisboa, que deve começar com três frequências semanais, tornando-se diária em pouco tempo, nas palavras do presidente da Azul, Antonoaldo Neves. Nesta operação, o A330 da empresa brasileira sai de Viracopos e vai até a capital portuguesa. De lá, a Tap aparece como companhia preferencial para conexões na Europa. Já na triangulação envolvendo Belém e Manaus, a Tap, até então disposta a abandonar a operação após um ano e meio, encontrou na Azul a solução para os seus problemas. Dessa forma, a partir de março os passageiros que saem de Lisboa, também em um A330, chegam ao Pará e podem fazer a ligação para o Amazonas via Azul. Outro fato que comprova o entrosamento entre as marcas é o envio de 19 aeronaves Azul para a Tap. São três modelos: Embraer 190, ATR e A330. Os equipamentos estão endereçados também à Tap Express, substituta da PGA no intraeuropeu.

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Luiz da Gama Mór fica até dezembro para cuidar da transição

“Com isso, nossa oferta deve reduzir em 7% no doméstico. O internacional também será repensado. Nossa ideia neste momento é ter apenas um voo diário para Orlando e outro para Fort Lauderdale”, afirmou Antonoaldo Neves, falando a respeito das operações já existentes. Nova York estava nos planos da empresa, mas a alta do dólar não motiva a implementação da rota. Em contrapartida, a brasileira está à espera da entrega de 35 A320neo para reformular a frota. As primeiras aeronaves devem chegar no final deste ano, mas a exploração em solo nacional segue de vento em popa, com abertura de rotas principalmente

O presidente da Azul, Antonoaldo Neves

no Nordeste (Recife e Salvador são dois dos destaques da estratégia da Azul). Coincidência ou não, pelo lado da Tap os Estados Unidos são prioridade, já que o Brasil se mostra um investimento arriscado neste momento. Segundo Luiz da Gama Mór, há planos para tornar as ligações com Miami e Newark diárias, além da expansão para JFK e Boston, com auxílio da Jet Blue no regional. Alemanha, Espanha e França também devem ganhar reforços. A cidade de Vigo, na Galícia, já foi confirmada como nono destino da Tap na Espanha a partir de 1º de julho. O diretor da companhia aérea portuguesa na

Espanha, Paulo Henrique Cunha, revelou que a Tap agora tem 168 voos por semana entre Portugal e Espanha. “Os brasileiros que viajam com a Tap tendo a Espanha como destino final são muito significativos na ocupação dos voos. Para eles, queremos reforçar a mensagem de que oferecemos nove cidades na Espanha”, afirmou. Em 2015, a Tap transportou 1.030.821 passageiros nos voos entre Espanha e Portugal, cerca de 6,9 mil a mais que no ano anterior.p

DATA MARCADA A PASSAGEM DE LUIZ DA GAMA MÓR, HOJE VICE-PRESIDENTE EXECUTIVO, PELA TAP, TEM DATA

marcada para terminar: 31 de dezembro deste ano. Quem também está de saída é o atual presidente da companhia, Fernando Pinto, que deve agendar sua despedida para o final de 2017. Mór revela que a decisão foi tomada em conjunto, e que poderia ter sido sacramentada em dezembro do ano passado, mas os novos administradores da Tap fizeram questão de sua permanência por mais um ano. O motivo é um só: a reestruturação da empresa, agora com investimentos privados e muitos sonhos pela frente. “Tenho um longo ano e estou muito animado com este novo momento da empresa. Meu envolvimento é 100% e focado nessa transição, não só minha, como também da Tap, que será uma empresa muito mais agressiva daqui para frente. Temos uma equipe de diretores altamente qualificada e que já está assumindo algumas responsabilidades e funções que acumulei com o tempo”, explicou ele, sem saber se a decisão da empresa será por um substituto ou se todas as atribuições do seu cargo serão absorvidas pela equipe. p


13 Aviação

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> Henrique Santiago – Manaus

Máquina nova

Veja mais fotos na versão digital do JP O A350-900 tem mais de 66 metros de comprimento

OS MOVIMENTOS INICIAIS MOSTRAVAM A PREOCUPAÇÃO PARA ENTREGAR TUDO PERFEITAMENte nos mínimos detalhes. Entre um respiro de intervalo e outro, os comissários trocaram palavras de boa sorte e selfies registravam o momento que prometiam “arrasar”. Os passageiros cruzavam aos poucos um imaginário laço vermelho e se colocavam em seus lugares. Eram 348 assentos, aliás, todos ocupados. Os burburinhos nos corredores mostravam a surpresa geral. “Dá até para entender porque o serviço demora mais um pouco, mas vale muito a pena”, disse um passageiro sentado na última fileira, a 51. Ao pousar, palmas para todos os envolvidos.

Foi no aniversário da cidade de São Paulo, na segunda-feira (25) que a Tam se deslocou para seu hub no aeroporto de Guarulhos para celebrar o primeiro voo de um Airbus 350 XWB das Américas. O atraso de 1h15 para a decolagem só aumentou a ansiedade de paulistas, manauaras e estrangeiros que voaram para Manaus, o destino do voo inaugural JJ3408. Até o início de abril, o jato A350-900 percorrerá a rota diária São Paulo-Manaus. A partir de março, com a chegada do segundo modelo, a aeronave irá fazer o que está ao seu alcance: voar para o Exterior. Será Miami no mês três, Madri em abril, e Orlando e Nova York em julho, com partidas de Guarulhos.

Os assentos da econômica têm tela plana de nove polegadas

O diretor de Operações e Treinamento da transportadora, Harley Meneses, explica que a escolha pela capital do Amazonas se deu, antes de tudo, pela distância do voo. São mais de dois mil quilômetros que separam Guarulhos de Manaus, enquanto a distância para Miami é de 6,5 mil quilômetros. “Para este ano não vamos lançar mais novos voos e novas rotas com o A350”, adiantou. Mas o que deve surgir como novidade nos próximos meses é o recebimento do A320neo para operar o recém-inaugurado serviço de Brasília-Punta Cana e um segundo destino na segunda metade do ano. Outro anúncio que irá mexer com as estruturas da empresa em nível mundial é a presença da identida-

A iluminação com led dá um clima diferente na Premium Business

de visual da Latam em um período muito especial: a Olimpíada no Rio de Janeiro. “É bem provável que aconteça [a divulgação a marca] depois da entrega do quarto A350 no segundo semestre”. Como manda o script, a equipe de tripulação da Tam é treinada para lidar com o equipamento há mais de um ano. Mas a relação com o Airbus 350-900 é ainda mais distante, como relembra o coordenador sênior do Projeto A350, Grégori Daminelli. Ele está à frente do projeto, com mais 50 profissionais ligados direta e indiretamente, para levar a operação adiante. “Foram oito anos desde o anúncio da compra até este voo”, recordou. Com um avião mais sustentável, potente e silencioso, a Tam investiu cerca de US$ 310 milhões por aeronave e irá receber em cinco anos mais 26 jatos da família, sendo 14 A350-900 e 12 A350-1000. Com esta compra bilionária, a transportadora irá substituir gradativamente os Airbus 330 por um modelo mais dinâmico e confortável até 2018. Até lá, a tripulação, sobretudo piloto e copiloto, irá celebrar cada feito como se fosse o primeiro. Com metade da vida dedicada à Tam, o comandante José Antônio Dias Neto recorreu a outro idioma para descrever a sensação de pilotar o novo investimento da empresa. “It’s the best thing [é a melhor coisa]”. E que ele e os demais comandantes se acostumem a falar cada vez mais inglês para fazer história com a Latam pelo mundo.


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SurFACE

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De malas prontas

Fábio Mendes não trabalha mais na Delta em São Paulo. Ele representará a companhia como o novo Global Advertising and Branding manager na Skyteam em Amsterdã. Seus trabalhos começam a partir de 1o de fevereiro em um contrato de dois anos. “Quero agradecer a todos os meus parceiros nesses quase 20 anos no trade brasileiro de viagens, e quero desejar ainda mais determinação, convicção e garra para os próximos anos, nos quais o Brasil vai ter de mostrar que é guerreiro”, afirmou o executivo. Os contatos dele são fabio.mendes@gmail.com ou fabio.mendes@skyteam.com.

Austrália é logo ali

O Rio de Janeiro foi a cidade brasileira escolhida para o lançamento global da nova campanha de marketing do Turismo da Austrália, que contou com a narração do ator australiano Cris Hemsworth (Thor e Avengers), embaixador global do Tourism Australia. O lançamento aconteceu simultaneamente ao evento organizado em Nova York e que contou com a presença do ator. A campanha complementará as ações de marketing do Tourism Australia que estão em andamento, incluindo a promoção atual de gastronomia e vinhos e experiências indígenas, proporcionando uma amostra adicional ao fato de que "nada se compara à Austrália".

Gerente de produtos

A CVC anunciou a contratação de Guilherme Campos como novo gerente de Produtos para Estados Unidos e Canadá, na equipe dirigida por Adriano Gomes. O executivo tem 14 anos de experiência no Turismo, com passagem pela New Age, e na operadora assume posição que estava aberta há alguns meses, com o desafio de desenvolver novos produtos e incrementar ofertas ao portfólio (exceto Flórida). Anote os contatos de Guilherme na CVC: (11) 2191-1040 e guilhermecampos@ cvc.com.br.

Klaus Becker, gerente comercial da Qantas, e Katherine Droga, diretora do Turismo da Austrália

Tocha olímpica

Caravana Aviesp

A 39ª edição da Aviesp, que acontece nos dias 8 e 9 de abril deste ano, contará com 11 roteiros rodoviários gratuitos que ligarão o interior de São Paulo ao Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), local onde será realizado o evento. As caravanas partem das cidades paulistas de Sorocaba, Franca (Ribeirão Preto), Santos, Vale do Paraíba e São Paulo. Os que incluem hospedagem (entre os dias 7 a 9 de abril) sairão de São José do Rio Preto e Dracena (Presidente Prudente). Saiba mais: site www.aviespexpo.com.br.

O Ministério do Turismo terá disponível verba de R$ 10 milhões para eventos com a tocha olímpica, que percorrerá mais de 300 cidades brasileiras, pernoitando em cerca de 80, sendo 50 com apoio do ministério, de acordo com o diretor de Marketing e Publicidade, Márcio Nascimento. O ministério vai priorizar cidades que não sejam as capitais, pois essas já possuem maior visibilidade e recursos para os eventos da tocha. A Rio 2016 será destaque em diversas ações do ministério este ano. “A Olimpíada é uma oportunidade única e não é apenas do Rio de Janeiro e sim do Brasil. O roteiro da tocha olímpica é uma ótima oportunidade para divulgarmos o evento e o Turismo”, afirmou.

Márcio Nascimento, diretor de Marketing e Publicidade do MTur

Presidência da Alagev

Patrícia Thomas, da Academia de Viagens Corporativas, presidirá associação

Patrícia Thomas, da Academia de Viagens Corporativas, será a presidente da Alagev de 2016 a 2018. A nomeação acontecerá em 16 de fevereiro, no Grand Hyatt, em São Paulo, no Lacte 11, durante o qual será realizada uma Assembleia Geral Extraordinária. Candidata única à presidência, Patrícia deve ter como vice o presidente do Grupo TX, Walter Teixeira. O atual presidente, Eduardo Murad, como past president, pode indicar dois participantes do conselho atual para a nova gestão. Ele indicou Viviânne Martins, da Academia de Viagens, e Matt Teixeira, da Best Western.

Autorizadas

De acordo com o diretor da Ifaseg, Mário Gasparini, existem hoje oito operadoras aptas a comercializar viagens com o Trip Protector: Soft Travel, Agaxtur, Flot Viagens, Raidho Tour, Turnet, New It, Schultz e MMTGapnet. A aprovação dos documentos não significa necessariamente que as empresas possam vender com a garantia do seguro. O processo envolve o envio de documentos, aprovação e, depois de apresentar informações garantias e contra-garantias, a operadora terá o serviço implementado. Segundo Gasparini, há um total de 40 operadoras envolvidas no processo de documentação e aprovação. Em até 15 dias o empresário afirma que mais novas parceiras serão apresentadas. “Temos de dez a 15 em formalização [de dados] e 20 em análise de aprovação”, concluiu.

Ponto a ponto  O faturamento das associadas Abracorp caiu 2,3% em reais no ano passado, em comparação com 2014. Dezembro encerra com desemprego de 6,9%, diz IBGE, a maior já registrada para um mês de dezembro desde 2007. 


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As companhias aéreas American Airlines, United, Jet Blue, Lan e Tam permitirão que grávidas que queiram cancelar suas passagens ou alterar a data de retorno de países com presença do zika vírus possam fazer isso sem nenhum custo. As alterações gratuitas estão disponíveis para passageiras que tenham como destino os seguintes países: Brasil, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Guiana Francesa, Haiti, Honduras, Martinica, México, Panamá, Paraguai, Porto Rico, Suriname e Venezuela. Para receber o reembolso a cliente deverá apresentar um atestado médico que mostre em qual período de gestação está. Na Tam e na Lan, o benefício se estende ao acompanhante que esteja viajando com a passageira grávida.

Divulgação

Reembolso garantido

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Rota das Emoções

As autoridades do Turismo voltam a olhar mais de perto para a Rota das Emoções, que envolve 14 municípios do Nordeste. Os governadores do Maranhão, Piauí e Ceará assinaram um contrato de rateio para a reativação da Agência de Desenvolvimento Regional Sustentável (ADRS), criada para desenvolver o Turismo da Rota das Emoções, famosa pela passagem nos Lençóis Maranhenses, Delta do Parnaíba e Jericoacoara. A Embratur, que também participa do projeto, propõe incentivar operadores e empresários do turismo a investir na região. O presidente do instituto, Vinícius Lummertz, sugeriu a realização de roadshows para apresentar a Rota das Emoções tanto pelo País quanto no Exterior.

Menor índice

Vinicius Lummertz, da Embratur, Valdir Maranhão, VP da câmara maranhense, Edivaldo Jr, prefeito de São Luís, Alberto Alves, do MTur, Camilo Santana, governador do Cerá, Flávio Dino, governador do Maranhão, Wellington Dias, governador do Piauí, Othelino Neto, VP da Assembleia do Maranhão

De acordo com Banco Central, o brasileiro gastou US$ 17,3 bilhões em viagens internacionais durante o ano passado. O número representou uma queda de 32% se comparado a 2014, ano em que o público desembolsou US$ 25,5 bilhões, e é o mais baixo desde 2010 (US$ 15,9 bilhões). Em reais, porém, o valor é maior a alta do dólar e a instabilidade econômica são as justificativas dessa sucessão de quedas. Já os turistas que visitaram o Brasil no ano passado gastaram um total de US$ 5,8 bilhões. O número significa uma queda de 14,6% se comparado a 2014. Ou seja, não aproveitamos o câmbio favorável e estagnados. Com despesas maiores que as receitas, a conta de viagens internacionais fechou o ano passado negativa em US$ 11,5 bilhões, contra US$ 18,7 bilhões registrados em 2014.

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