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Jornal PANROTAS 1193

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www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.193 18 a 24 de novembro de 2015

VINHO E TURISMO

Perfeita harmonização > Páginas 24 a 37


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18 a 24 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 04 a 08

Como as empresas estimulam a venda de Estados Unidos

Páginas 09 a 10

Os melhores promotores de Minas Gerais: hotelaria Página 16

Diretor da RCA diz que culpa de quebras é dos donos de operadoras Páginas 17 a 23

Cobertura da 27ª edição do Festuris Gramado

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Foco no negócio PANROTAS Corporativo

• Os gastos das empresas com correções de relatórios • O Boeing 787 da American chega ao Brasil • A briga para combater a Airbnb • Coluna Abracorp

O atual momento de crise do País e a redução efetiva do número de compradores em diversas indústrias, inclusive em viagens e turismo, obrigam todo e qualquer empresário, não importa o porte, não importa o nicho de atuação, a ter, mais que nunca, foco em seu negócio. E isso significa não tentar justificar seus resultados com o que acontece fora da empresa. O que ocorre do lado de fora força a uma reestruturação, ao saber lidar com um novo momento e mercado, que não aceitam mais práticas que até dois anos eram consideradas saudáveis. A não ser que sua empresa seja uma Kodak e a fotografia digital e os smar-

tphones venham para acabar com ela, não haverá desaparecimento de players ou funções no Turismo. Mas sim mudança de atuações, de processos e até de relevância. A crise econômica se soma a uma série de mudanças que a tecnologia trouxe a nossa indústria alguns anos atrás. Portanto, algumas alterações na sua forma de comercializar, precificar e se manter competitivos já deviam estar em andamento. Se já teve época em que era os fornecedores que comandavam a indústria, hoje é o cliente: conectado, achando que sabe muito por causa da internet, querendo valor agregado, pesquisando sempre e recomendando, ou não,

suas experiências aos amigos. Há um emaranhado de opções onde ele pode comprar e muitas vezes não efetuar a melhor compra. Surgem aí oportunidades para consultores e intermediários, que, ao exemplo do setor corporativo, precisam estar com a casa arrumada, com as contas em dia e com uma estratégia clara de onde querem chegar para poder atenderem não apenas esse novo consumidor, mas as novas necessidades do mercado. Antigamente era diferente? Até dois anos atrás isso dava certo? São constatações que não cabem mais. E nos próximos dois anos? Onde sua empresa estará?


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Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

S

E U Q A DEST >

DO PORTAL

PANROTAS 29/10 a 4/11

1 Gerstner: “culpa de quebras é dos donos das empresas” – em 9/11

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori, Pedro Moreno e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

ASSOCIAÇÕES

2 Agência com foco em mulheres encerra as atividades – em 9/11

3 Aluguel de mala: economize dinheiro e espaço – em 6/11

4 Aldo Leone: “Operadoras muito segmentadas fecham” – em 6/11

5 Descendência judaica facilita

nacionalidade portuguesa – em 10/11

6 São Paulo terá o primeiro parque erótico do Brasil; confira – em 9/11

7 Viajar sozinho: embarque nessa experiência – em 6/11

8 CVC anuncia nova estrutura comercial para o nacional – em 6/11

9 Tame (Equador) deixa de voar para o Brasil; saiba mais – em 10/11

10 Expedia compra concorrente do Airbnb por US$ 3,9 bi – em 5/11

11 Salinas (AL) é o melhor resort em ranking do Tripadvisor – em 10/11

12 Azul x Braztoa: “o crescimento incomoda a concorrência” – em 6/11

13 A investida da Expedia para combater a Airbnb; entenda – em 9/11

14 Líderes discutem importância da venda direta em hotéis – em 5/11

15 Copa se recupera e prepara novos voos para o Brasil – em 10/11


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Mercado

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> Henrique Santiago

EUA ainda atraente As orelhas do Mickey Mouse estão de pé. A Estátua da Liberdade mostra-se apreensiva. A Golden Gate balança, mas não cai. No ano da tão temida e sentida crise, o viajante tem pensado duas vezes antes de pôr a mão no bolso para realizar a viagem dos seus sonhos. Tudo por conta da instabilidade do dólar. Em contrapartida, as empresas têm de criar soluções para recuperar as vendas e a confiança do turista. A palavra de ordem é: trabalhar. Trabalhar em dobro. E mostrar os diferenciais dos destinos americanos, mesmo em época de crise e dólar forte ao redor do mundo. As companhias aéreas brasileiras e norte-americanas promovem uma verdadeira baixa tarifária, com valores nunca antes vistos, o que é um grande incentivo para quem está em dúvida sobre viajar para os Estados Unidos. O que de um lado pode aquecer o mercado, do outro gera menor receita mesmo com número de passageiros igual ou superior ao do ano passado. Hoje em dia, é possível viajar de clas-

Empresas estão apostando em novos destinos nos Estados Unidos

se executiva para os Estados Unidos com R$ 1,5 mil. As operadoras brasileiras, por sua vez, passam horas a fio em seus es-

critórios a fim de oferecerem o melhor produto e, o mais importante, fazer com que o interesse de viajar para a terra do Tio Sam não desapareça.

Adriano Gomes, da CVC

ALÉM DAS COMPRAS Dentro do universo da CVC, tudo está indo muito bem este ano, garante o diretor de Produtos Internacionais, Adriano Gomes. Segundo ele, a queda no tíquete médio do aéreo foi apenas um dos facilitadores para vender o destino. “Nós nos preparamos e aumentamos a oferta de serviços e passeios além das compras”, disse ele. Por compras, entenda-se que dada a atual conjuntura, o brasileiro pode até ter disposição, mas não terá dinheiro suficiente para gastar em shoppings e outlets. Ao observar o atual comportamento, a CVC investiu em atrações no destino “queridinho” do Brasil: Orlando. Para se diferenciar do habitual, ou seja, os parques temáticos e as compras, a operadora integrou produtos, como ingressos para jogos de basquete da NBA ou de futebol do Orlando City, time do brasileiro Kaká, visita ao parque Legoland e ao museu de cera Madame Tussauds, tudo enfatizando as experiências diferenciadas, que substituem as tardes passadas, anteriormente, nos shoppings. “O brasileiro viajava por 12 dias e reservava três


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Jarbas Correa Jr., da Agaxtur

ou quatro dias para compras. Hoje, a quantidade de dias da viagem reduziu para dez e o tempo está mais reservado para opções de entretenimento”, esclareceu Gomes. Estratégia parecida é adotada pela Agaxtur Viagens. Em vez de gastar tempo e dinheiro, por que não incentivar o viajante a ampliar o seu horizonte e o desejo de viajar pelos Estados Unidos? Para responder a esse questionamento, a companhia oferece programação pré e pós cruzeiros, opções que mesclam hospedagem com locação de automóvel em Miami e vende ingressos para os parques de Orlando integrados com aluguel de carros. Segundo o vice-presidente comercial da Agaxtur, Jarbas Correa Jr., é tal expertise que impõe a vontade do brasileiro de viajar, em especial pelos mares norte-americanos, onde têm a oportunidade de criar sua própria programação antes e depois de embarcar. “Quem compra Miami não se interessa por passeio. Diferente disso, Orlando pede automaticamente ingressos de parques”, destacou ele.

VIAGENS EM REAL O time de vendas da Orinter consiste atualmente de um verdadeiro exército. O lema proferido no combate é “cada atendente hoje é um vendedor”. O presidente da operadora, Roberto Santos, atesta que esta é apenas uma das habilidades para se destacar em meio ao mercado competitivo. Diariamente, os agentes de viagens parceiros são atualizados, via e-mail, com uma relação de destinos e tarifas. Para aliviar a queda de viagens das camadas B e C, a operadora oferece produtos internacionais em real. “Falar em dólar assusta o brasileiro, já com a nossa moeda, ele para, pensa e faz suas contas. Afinal, quem viaja uma vez vai querer sempre mais”, salientou. Com um público classificado pelo seu diretor, Abrahão Finkelstein, como “abona-

Beto Santos, da Orinter

do”, a Mercatur passa longe da crise da moeda brasileira. E tal destaque se deve, sobretudo, ao público corporativo. O grupo tem uma estrutura que compreende agência de viagens e operadora, com foco em locação de automóveis e no viajante de negócios. Finkelstein garante que os Estados Unidos

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Abrahão Finkelstein, da Mercatur

são o destino número um de qualquer empresa. Se Miami está no sonho de consumo de qualquer brasileiro, o público corporativo, por sua vez, viaja de leste a oeste e de norte a sul do país. Enquanto o lazer retrai, o corporativo cresce a ponto de ultrapassar este segmento em market share. Com quase 45 anos de agência e 25 anos

de operadora, o grupo tem como grande trunfo a tradicionalidade e fidelidade da clientela do Rio Grande do Sul. “Nós temos um cliente diferenciado. O nosso segredo está em trabalhar sob medida, não fazemos grupos, nem finalizamos um pacote já pronto”, destacou ele.p > Continua na pág. 06


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O OUTRO LADO Otimismo de um lado. Pessimismo do outro. Enquanto as empresas buscam soluções e colhem resultados, outras estão de mãos atadas e torcem para este momento inoportuno, que assola o Brasil e o mundo, passe o quanto antes. Às vésperas de sediar a Olimpíada, em agosto de 2016, a Cidade Maravilhosa será o centro das atenções do mundo. Mas não para viagens. Segundo o diretor da New It Club, Alexandre Lima, o evento terá o mesmo impacto negativo para a indústria registrado na Copa do Mundo. “O Rio ainda não saiu da crise, e os Jogos Olímpicos vão mexer muito no calendário de viagens do brasileiro”, lamentou. Ou seja, a chance de os brasileiros segurarem suas viagens durante o evento são grandes. Mesmo com as adversidades, a New It Club investe fortemente na capacitação e integração de sua equipe para melhor atenderem e, claro, venderem. Mas a queda do preço do aéreo, de hotéis e de outros produtos não surte efeitos positivos no internacional. “Não se tem como bancar um câmbio alto. Acredito que o mercado estará tranquilo para trabalhar em 2017. Enquanto isso, assistimos e es-

Alexandre Lima, da New It Club

peramos”, finalizou. Se o Rio de Janeiro é o cartão-portal do mundo, a Disney é, pelo menos há 60 anos, o destino dos sonhos da família brasileira nos Estados Unidos. A imagem do camundongo Mickey é passada de geração a geração, de crianças a jovens, de jovens adultos a adultos nem tão jovens assim. Por meio da iniciativa Kontik Jovem, a agência de viagens Kontik Franstur realiza os sonhos de crianças baianas há seis décadas. Desde o primeiro grupo embarcado na Disneyland, em Anaheim (Califór-

Eduardo Vasconcellos, da Kontik Franstur

nia), a empresa vê no mundo Disney uma das suas referências de vendas. De acordo com o seu diretor, Eduardo Vasconcellos, a Kontik Jovem fez de seu negócio referência em Orlando na indústria. Tamanha relevância foi reconhecida com a condecoração dele e de sua empresa como pioneiros na venda do destino pela prefeitura do destino. Em 2014, cerca de 800 jovens de 14 a 16 anos visitaram o Walt Disney World Resort com a agência de Salvador. Com a tradição de trabalhar sempre com a mesma faixa etá-

ria de um público estritamente da Bahia, a Kontik, porém, vê um resultado de vendas muito aquém do esperado para o próximo ano: não mais do que 150 jovens. Para Vasconcellos, 2015 é um ano difícil. Diferente do habitual, a Kontik se destaca por oferecer festas, serviços exclusivos e até fechar atrações para os jovens. “Nós renegociamos o preço, baixamos US$ 600, mas não consegui vender um pacote sequer. Este tem sido o pior dos últimos 30 anos, mas jamais perderemos a esperança”, disse o diretor. p

RETOMADA POSITIVA

Renato Alves, da Visual Turismo

Por mais que a mensagem deixada por uma parte significativa da indústria seja mais negativa, há empresas que preferem não se contaminar com esse risco. Com tradição no nacional desde sua fundação, há quase 30 anos, a Visual Turismo vê na imensidão territorial dos Estados Unidos uma série de oportunidades para vender e se diferenciar.


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MUDAR PARA

MELH O R A R

Magda Nassar, da Braztoa

COMPRAS, COMPRAS E MAIS COMPRAS. A IMAGEM DO BRASILEIRO NO EXTERIOR É MARCADA POR IDAS A SHOPPINGS E OUTLETS. “ALÉM DO ALTO PODER AQUISITIVO

Nick Abreu, da Trade Tours

Atenta à mudança de comportamento do brasileiro, a operadora se propõe a trabalhar de forma a apresentar o novo e também a tradição norte-americana. A resposta para isso está nas datas comemorativas que figuram no imaginário popular. “Nós vemos potencial no Dia da Independência, no Halloween e no Dia de Ação de Graças, com a Black Friday”, disse o supervisor do Departamento Internacional da Visual, Renato Alves. Para este ano e, talvez no próximo, as vendas internacionais estarão atreladas à adaptação. Se uma empresa, seja uma operadora de renome e tradição ou uma agência de viagens, não se atentar ao dia a dia, dificilmente se manterá com solidez e sustentabilidade. O diretor da CVC, Adriano Gomes, destaca que os Estados Unidos são e serão o principal mercado internacional e o que mantém a magnitude de seu departamento. Além de possuir escritório próprio com funcionários brasileiros em Orlando, a operadora manterá uma forte parceria com a cidade ao prolongar os investimentos em mídia on-line e off-line e capacitação para agentes de viagens sobre o destino. “Se os Estados Unidos se reinventaram para sair do estereótipo de compras, nós também temos de inovar e trazer soluções diferentes”, disse Gomes. Para Nicanor Abreu, da Trade Tours, “viajar para os Estados Unidos agora é um grande negócio. Valores das passagens aéreas nunca estiveram tão atrativos, e muitos hotéis americanos apresentam promoções de inverno com preços inferiores, mesmo aos do ano passado”. “Não há comparativo de valores com relação a nenhum destino doméstico. Finalmente as compras: a ilusão de que os preços estariam elevados se dissipa, conforme novas importações chegam ao Brasil com câmbio atual. O que por fim traz de volta a relação de preços, em reais de três a quatro vezes mais baratos lá do que cá." Trabalhar dobrado, pensar além do óbvio e, acima de tudo, acreditar nos Estados Unidos. Não existe fórmula mágica para lucrar acima do esperado em tempos obscuros, mas o passo inicial para crer e ter dias melhores é pensar no mercado de maneira positiva e mostrar as oportunidades e diferenciais que ainda estão evidentes. Ou como Beto Santos sintetizou. “Atravessamos uma floresta nebulosa, estamos em uma ponte ventosa para, enfim, chegarmos em breve a um belo jardim.”p

em centros como Miami, Orlando e Nova York, a Disney é seguidamente associada ao nosso viajante. De acordo com a diretora da Soft Travel e presidente da Braztoa, Magda Nassar, esta fragilidade se deve ao “marketing negativo” focado neste nicho. “A cultura do brasileiro é de adquirir apenas o básico para uma viagem internacional. O profissional tem de incluir junto ao bilhete aéreo e a hospedagem o máximo de produtos possíveis. Esta visão tem de mudar. Devemos nos organizar, oferecer

mais e dar condições flexíveis de pagamentos em dez vezes sem juros.” Além das passagens aéreas, cujos preços são considerados “irrisórios” por Magda, o viajante brasileiro tem mais razões para se conectar aos Estados Unidos. Assim que a moeda americana fixar em um valor abaixo de R$ 4, a tendência da indústria brasileira será investir em novos destinos para que sejam combinados com os tradicionais. “A capital Washington é um destino cultural incrível. A Califórnia, infelizmente, ainda tem uma promoção tímida no Brasil. Colorado e Texas são ótimos mercados a serem explorados”, sugeriu.p > Continua na pág. 08


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VA LO R IN E S T IM Á V E L

Danielle Roman, da Interamerican (NY e Las Vegas)

RESPONSÁVEL POR REPRESENTAR NOVA YORK, LAS VEGAS E NEVADA NO BRASIL, A INTERAMERICAN NETWORK SE DIFERENCIA NA PROMOÇÃO

desses três destinos em poucas palavras: custo zero e contemplação infinita. De acordo com a vice-presidente da empresa, Danielle Roman, tanto a Big Apple quanto Sin City têm, por exemplo, visitas a museus, como o Bronx Museum of Arts, e curiosidades, a exemplo do vulcão do hotel Mirage e os shows da fonte do Bellagio. “Temos que mostrar

Ana Donato, da Imaginadora (Miami e Sea World)

criatividade para fazer com que o brasileiro se sinta confortável para viajar”, disse ela. Por outro lado, a Imaginadora, que trabalha com Miami no Brasil, vê na crise a oportunidade de se manter fiel aos viajantes de padrão elevado. Sendo um destino consolidado em todo o mundo, o viajante brasileiro se interessa primariamente pelas compras das mais diversas grifes. Segundo a diretora da Imaginadora, Ana Donato, Miami se destaca pela sua personalidade. “Nós focamos no

Claudia Lobo, da Wolf Propaganda (Orlando)

nosso comprador potencial porque é a classe A que vai continuar a viajar nesses tempos”, destacou. Além disso, a companhia mostra este viés para os membros parceiros da indústria para se atentarem às boas mudanças. Os parques da Universal e Disney são os pontos favoritos de entretenimento não apenas do brasileiro, como do viajante mundial. Trazer o óbvio, claro, não é suficiente para um público exigente. Por esta razão, Orlando, representado no Brasil pela Wolf

Progaganda, inaugura uma série de atrações e espaços anualmente. Para a diretora Claudia Lobo, a variedade do destino deve ser explorada. A famosa roda-gigante Orlando Eye, inaugurada neste ano, o museu Madame Tussauds e o Sea Life Aquarium são algumas das novidades recentes. Sem contar o que está por vir. “Nós estamos confiantes que, mesmo com a moeda americana alta, o brasileiro vai escolher Orlando como destino máximo quando viajar para fora”, encerrou.

PAN N o t a s Economia retraída A balança de Turismo dos Estados Unidos (que analisa os gastos de americanos no Exterior e os de estrangeiros no país) continua positiva, mas caiu 17% de janeiro a agosto deste ano. Segundo os especialistas, a culpa é do dólar forte: enquanto os turistas americanos gastam mais no Exterior, os estrangeiros estão segurando os gastos no país. É o caso de países da América Latina, como o Brasil, cuja moeda desvalorizou bastante de um ano para o outro, além de outros como o Canadá e a Austrália.

Alta temporada A Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciou seis voos a partir de Salvador entre dezembro e janeiro. São Paulo (Congonhas), Rio de Janeiro (Santos Dumont), Maceió, Vitória, Natal e Aracaju estão na lista de destinos temporários. A companhia também confirmou a ampliação da oferta para Campinas, Belo Horizonte (Confins), João Pessoa, Aracaju, Porto Seguro e Ilhéus. Essas duas últimas ainda terão mais operações para as capitais paulista e mineira durante o verão.

Otimização A Tap e a Booking.com, site especializado em reservas on-line, anunciaram uma parceria que oferece aos clientes do programa de fidelização Victoria duas milhas bônus a cada euro gasto em reservas pelo Booking.com. Com a nova facilidade, clientes podem realizar reserva de aéreo e hotel no mesmo espaço on-line, facilitando o processo e otimizando tempo.


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Melhores promotores

Hotelaria

Minas Gerais “ACHEI QUE O TURISMO TINHA A VER COMIGO”, CONTA O PRIMEIRO COLOCADO DESTE RANKING DE MELHORES PROMOTORES DE HOTELARIA DE MINAS GERAIS, RONALDO LINHARES, deixando claro que abandonar a área de administração para ingressar no turismo foi uma escolha certa: hoje, à frente de sua própria empresa de representação hotelaria, a 4P Inteligência e Marketing Turístico, Linhares tem a certeza de que não sairá mais do turismo.

Promotores Hotelaria Minas Gerais RONALDO LINHARES JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? LINHARES — Ter aberto minha empresa de representação hoteleira e ter bons hotéis como representados.

Empresa: 4P Inteligência e Marketing Turístico Idade: 40 anos Cargo: representante de hotéis Tempo de empresa: três anos Tempo de turismo: 16 anos Empresas em que trabalhou: CVC, GJP Hotels & Resorts e Webjet Estado civil: casado

JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? LINHARES — Deus.

JP — Dicas para quem está começando? LINHARES — Ter muito conhecimento do produto, entender as necessidades do mercado e trabalhar com foco nelas, além de conhecer muito bem o mercado e o produto com o qual está trabalhando.

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? RONALDO LINHARES — Dedicação no trabalho, respeito ao cliente e bom atendimento.

JP — Quem é sua fonte de inspiração no turismo? LINHARES — Todos os lideres com os quais trabalhei deixaram um legado, em especial o Celso Andrade, que conheci

JP — Em tempo de crise, como ser diferente? LINHARES — Tendo criatividade e trabalhando com mais foco. Quando há uma crise, só o trabalho pode nos tirar dela.

na Assist Card e hoje está na Coris.

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ATHÁLIA BARBOSA

VIVIANE AYRES

Empresa: Iberostar Hotels & Resorts Idade: 28 anos Cargo: gerente de Contas para Minas Gerais e Brasília Tempo de empresa: três anos Tempo de Turismo: sete anos Empresas em que trabalhou: Primus Turismo, Grupo High Ligth/AIT Operadora Estado civil: solteira

Empresa: Costa do Sauípe Idade: 35 anos Cargo: gerente de Contas Tempo de empresa: sete anos de Sauípe S/A e 12 anos na Costa do Sauípe Tempo de Turismo: 18 anos Empresas em que trabalhou: Sofitel Salvador e Marriott Costa do Sauípe Estado civil: solteira

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? NATHÁLIA BARBOSA — Acredito que a peça-chave seja gostar do que se faz, gerando melhor desempenho, comprometimento e disponibilidade. Entendo que isso facilite uma relação de empatia com os clientes e colegas de trabalho, contribuindo para que o resultado final seja mais positivo.

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? VIVIANE AYRES — Gosto muito do que faço e estar sempre pronto a servir é uma qualidade básica de quem é hoteleiro. Acho que um dos motivos por ter sido lembrada nesta pesquisa é o fato de que estou sempre disponível para todos os meus clientes. Procuro resolver da melhor forma todas as necessidades que surgem, mesmo quando tenho que negar alguma solicitação.

JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? VIVIANE — Minha avó Teresinha. Ela é uma senhorinha forte, cheia de vida e muito carinhosa. Me ensinou a ser destemida, a ter força para atravessar os momentos mais complicados, esteve do meu lado em todas as situações em que precisei de apoio. Foi morando com ela que consegui terminar minha faculdade de Turismo e recebi todo o incentivo para batalhar pelos meus sonhos. Meu pai e minha mãe também são pessoas que possuem grandes habilidades, inteligência e valores e tenho orgulho de ser filha deles.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? VIVIANE — Minha carreira foi feita de pequenas conquistas ao longo da minha trajetória no Turismo, mas a maior delas foi ter sido convidada pela minha diretoria para morar em Minas Gerais, assumindo de vez o mercado mineiro e o Centro-Oeste, além de “ganhar” novos mercados, como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? VIVIANE — Minha primeira inspiração no turismo foi a minha primeira chefe, Cristina Oliveira, que me selecionou para trabalhar como assistente de eventos. Ela era extremamente dedicada e pude, durante três anos, absorver todo o ensinamento de hotelaria que ela proporcionava com generosidade.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? NATHÁLIA — Não tenho uma conquista específica. Minha conquista é diária. A cada novo grupo, novo mercado, novo desafio alcançado, sinto a satisfação de uma nova conquista. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? NATHÁLIA — Meus pais e meus irmãos. Procuro sempre fazer o melhor em tudo para que se orgulhem de mim. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? NATHÁLIA — A gerente de Vendas da

rede Iberostar, Helena Costa, mulher de competência e carisma ímpares! Espelho-me em sua forma de trabalhar, de conduzir equipes, alcançar metas e desafios, mesclando tudo isso com prazer e paixão no que faz.

JP — Dicas para quem está começando? NATHÁLIA — Trabalhe com o que gosta, sempre com muito respeito ao cliente e aos profissionais que trabalham com você. Tente estar sempre disponível, disposto e flexível a mudanças e desafios, além de bem informado. JP - Em tempo de crise, como ser diferente? NATHÁLIA — Sendo criativo, procurando inovar, prospectar novos clientes e nos esforçar para sermos sempre melhores.

LUIZ ESTEVÃO PERDIGÃO Empresa: Best Western Idade: 54 anos Cargo: Executivo de Contas (presta serviços para a Best Western) Tempo de empresa: oito anos Tempo de Turismo: 16 anos Empresas em que trabalhou: Samarino Suíte Maceió e Jatiúca Hotéis Estado civil: casado, tem um filho

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? LUIZ ESTEVÃO PERDIGÃO — O comprometimento e a fidelização que tenho com os agentes de viagens. Em todo este tempo de trabalho, não houve um problema que eles tenham apontado que eu não tenha resolvido.

quem eu dedicaria todos os prêmios da minha carreira.

JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? LUIZ — O Edgar Toledo, que hoje é responsável pelas franquias de Minas Gerais da CVC. Foi quem me abriu muitas portas na profissão, ao me convidar para trabalhar com ele.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? LUIZ — Ter me estabelecido no mercado, além de conquistar muitas amizades durante o exercício da profissão.

JP — Dicas para quem está começando? LUIZ — Acreditar no novo e ter muita criatividade, porque ela é a chave de todo trabalho. Além disso, aproveitar toda oportunidade que o cliente nos dá de fazer algo por ele.

JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? LUIZ — Minha família, que me inspira a trabalhar, e principalmente minha mãe Gercy, para

JP — Em tempo de crise, como ser diferente? LUIZ — Agarrar com unhas e dentes as oportunidades, aprendendo a tirar leite de pedra.


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RANKING DOS MELHORES PROMOTORES – HOTELARIA (MG) BRENO BAHIA

FABRÍCIO BERGER Empresa: Rede Mabu Hotéis e Resorts Idade: 46 anos Cargo: representante comercial de hotelaria (executivo de Contas) Tempo de empresa: três anos Tempo de Turismo: 21 anos, sendo dez na hotelaria Empresas em que trabalhou: Beija Flor Turismo, Viagens Costa, Soletur e CVC Estado civil: casado

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? FABRÍCIO BERGER — Dedicação, profissionalismo e determinação, fatores decorrentes de trabalhar na área de que eu gosto. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? BERGER — O crescimento e o reconhecimento profissional. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? BERGER — Minha família, que sempre me apoiou. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? BERGER — São muitas as pessoas que me abriram portas e me ajudaram a chegar onde cheguei, então prefiro não citar nomes específicos. JP — Dicas para quem está começando? BERGER — Ter determinação, ética profissional e não desistir nunca de seus objetivos. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? BERGER — Pensar que um dia sempre será melhor do que o outro, nunca deixando de acreditar.

Empresa: E-HTL Não conseguimos entrar em contato com Breno para a entrevista, pois ele se encontra fora do País, em férias.

1º – Ronaldo Linhares - Representante de Hotéis MG – 59 2º – Nathália Barbosa – Iberostar – 54 3º – Viviane Ayres - Costa Do Sauípe – 18 4º – Luiz Estevão Perdigão – Best Western – 14 5º – Fabrício Berger – Rede Mabu – 14 6º – Breno Bahia – E-HTL – 13


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Hotelaria

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> Rodrigo Vieira

Combatendo a crise

Crise, tecnologia e canais de distribuição. Esses foram os principais assuntos discutidos no 16° Encontro

Manuel Gama, presidente, Flávia Matos, diretora executiva, e César Nunes, VP de Marketing e Distribuição do Fohb

Comercial Fohb, na semana passada, em São Paulo. Esta edição teve o tema de “Vendedor estratégico: o olhar da rentabilidade nas vendas em hotelaria”. Segundo o presidente do fórum, Manuel Gama, foram levantados tópicos essenciais para o futuro dos departamentos comerciais dos hotéis associados. “São assuntos vitais para termos a ponta da flecha do comercial aguçada. Só a sincronia com a modernidade e a evolução tecnológica são capazes de atingir esse objetivo”, avaliou Gama. “O que buscamos aqui é um diálogo com foco nos canais de distribuição e estratégias de receitas, para fazer com que os vários players entendam o processo de venda e compreendam sua tarifa final”. O evento contou com painéis e palestras de Paulo Salvador (Intercity), Roland de Bonadona (Accor), Juan Jensen (4E Consultoria), entre outros. “Espero que todos consigam compreender um pouco mais as dificuldades que o setor enfrenta em momentos de crise e saiam com ideias para criar sinergia entre lucros e perdas das unidades para poder transformar na melhor rentabilidade para o hotel”, concluiu Gama. Bonadona e Jensen fizeram o principal painel do encontro. “Crise econômica – o que ainda está por vir e os impactos na hotelaria”, um tema que intriga praticamente todo o setor de hospedagem no Brasil. Jensen apresentou sua visão sobre o contexto atual do cenário econômico e político no País: inflação alta, perda de grau de investimento, dólar valorizado e com previsão de crescer ainda mais, e dificuldade em distinguir as crises da economia e política. Segundo ele, o cenário é de baixa confiança, o que limita a recuperação em curto prazo, e assim deve continuar em 2016. “No ano que vem a economia deverá se retrair para se recuperar em 2017. O Brasil não registra dois anos seguidos de queda no PIB desde 1930, para se ter uma noção da dimensão da atual crise”, previu o especialista. Bonadona concordou com as análises e reforçou que o cenário está complicado, mas que hoteleiros e operadores têm de pensar na ocupação aliada a preço e controle do canal de distribuição. “A taxa de ocupação é a principal indicadora de caixa e o importante é se focar nela, mas sempre de olho em ta-


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rifa e canais de distribuição”, apontou o executivo. “Fazer promoção para tirar o cliente do hotel vizinho não é a saída, pois essa estratégia prejudica todo o setor. O momento é de união. Assim retomaremos os investimentos da hotelaria no futuro. Vamos tentar construir uma consciência positiva”. Segundo Bonadona, fases como essa que o Brasil atravessa acontece desde que ele veio ao País, 25 anos atrás, e que o setor deve estar preparado para resistir. “Crises acontecem, e na fase atual a hotelaria está sofrendo mais, pois há uma queda na atividade. Isto é, a oferta aumentou muito devido ao crescimento que o Brasil atravessava, mas agora a demanda está caindo demais”, apontou. “Porém, não chegamos ao fim. Esta crise deve ter duração maior e provavelmente vai se agravar ainda mais. Esse ajuste de impostos e o corte de gastos ainda não aconteceram, mas o grosso disso ainda deve vir. A situação é ruim e temos de gerenciar nossos negócios dentro deste cenário, que sabemos muito bem que não é para três meses, nem para seis meses, mas para dois anos ou quem sabe até mais. Precisamos ter lucidez e não nos apoiarmos no otimismo”, concluiu. Daqui a cerca de dois anos, no entanto, o cenário vai melhorar, segundo o executivo. “A situação sempre melhora. Atualmente, presido a Câmara de Comércio Brasil-França e grandes empresas francesas que são globais continuam investindo nos seus negócios mesmo quando a situação não está das melhores naquele país. Elas não estão investindo em projetos novos, que seria o ideal, mas em compras de empresas para aumentar sua participação no mercado projetando a situação pós-crise. Ninguém está imaginando que essa crise vai acabar com o potencial do Brasil”.

VENDA DIRETA E AIRBNB O diretor de Distribuição da Rede Intercity, Paulo Salvador, fez uma leitura de uma pesquisa feita pelo Fohb com 14 redes respondentes e 476 empreendimentos. Para ele, a batalha pela distribuição direta dá sinais de que os canais diretos estão evoluindo. Esta é a tendência registrada de 2012 até aqui. A única categoria que apresentou

queda nas reservas via site próprio (9%) foi a de hotéis econômicos, que com a crise começa a ceder. Na categoria midscale e na upscale notou-se um aumento de 37% de vendas via canais diretos. Salvador também sinaliza que o upscale mostra resiliência e continua insistindo no B2C. O executivo também falou sobre a concorrência do Airbnb. “No Rio de Janeiro eles conseguiram em oito meses ampliar de maneira assustadora a oferta de apartamentos e ultrapassaram o número de leitos hoteleiros. Essa oferta impacta diretamente o Revpar hoteleiro. Com tendências como essa no nosso mercado não podemos mais planejar nossos ciclos econômicos em longo prazo. Temos que pensar a curto prazo e saber agir de maneira imediata para manter os negócios de maneira saudável”, concluiu. p

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Juan Jensen, da 4E Consultoria, assiste à fala de Roland Bonadona, da Accor


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Aviação

Parada obrigatória Para minimizar os efeitos da crise e aperfeiçoar a utilização dos recursos da companhia em rotas mais procuradas, a Gol anunciou importantes mudanças na sua malha aérea nacional e internacional. O grande destaque fica para as operações da companhia para Miami e Orlando, nos Estados Unidos, que serão sazonais a partir de 19 de fevereiro. Os voos regulares para Punta Cana, partindo de Guarulhos, permanecerão operando normalmente, garante a companhia (os voos de Miami e Orlando são extensões das paradas na cidade da República Dominicana). A empresa também afirmou que segue estudando a viabilidade da continuidade de suas operações para Caracas, na Venezuela. Neste momento, os voos estão mantidos e sua frequência reduzida para uma vez por semana. No entanto, a aérea também estuda novos destinos na América Latina, entre eles, Havana, em Cuba, que tinha previsão de início para o próximo

mês. A exemplo dos voos Fortaleza -Buenos Aires e Natal-Buenos Aires, a companhia estuda novas operações diretas para a capital argentina, partindo de outras cidades nordestinas. No nacional, a Gol terá voos diretos do aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, para Navegantes e Florianópolis, na região Sul do País. Mais cidades também serão ligadas a Porto Seguro (BA), com voos diretos partindo de Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília. De Campinas (SP), a companhia terá operações para Natal, Fortaleza, Salvador, Maceió e Recife.

PREJUÍZO NO TRIMESTRE

Paulo Kakinoff, presidente da Gol

A Gol registrou no terceiro trimestre do ano um prejuízo de R$ 2,13 bilhões. O motivo, segundo a companhia, é o reflexo da desvalorização do real ante o dólar sobre seus passivos na divisa norte-americana. A receita líquida da companhia atingiu R$ 2,4 bilhões no período e R$ 7,1 bilhões no acumulado de 2015, um recuo de 2,9% em comparação com o mesmo período de 2014.

A demanda doméstica por viagens aumentou 1,8% no trimestre e 3,8% no acumulado do ano. Isto se refletiu positivamente na taxa de ocupação dos voos internos, que aumentou para 79,3% no 3T15 e 78,7% no período de janeiro a setembro. No trimestre, a taxa de ocupação total expandiu e atingiu 78,6%. As receitas auxiliares e de cargas chegaram a R$306 milhões, apresentando crescimento de 12,6% ante o 3T14 e representando 12,3% das receitas líquidas totais. A receita internacional alcançou R$346,4milhões, constituindo 13,9% do total. A companhia anunciou uma nova projeção de margem operacional (EBIT) para o ano de 2015, com o intervalo de -2% até neutro, ante projeção de 2% até 5%.p

D em a nd a 10 % m e n o r O Grupo Latam Airlines divulgou que o tráfego de passageiros aumentou 2,9%, enquanto a capacidade cresceu 3,5%, em outubro passado. Como resultado,

a taxa de ocupação para o mês diminuiu 0,5 ponto percentual, alcançando 84,4%. O tráfego internacional de passageiros representou aproximadamente 54% do tráfego total de passageiros no mês. O tráfego do mercado doméstico no Brasil diminuiu 9,9%, enquanto a capacidade recuou 8,6%. Como resultado, a taxa de ocupação doméstica no País diminuiu 1,2 ponto percentual, chegando a 82,1%. Já o tráfego doméstico de passageiros na operação da companhia em países de língua espanhola (Argentina, Chile, Peru, Equador e Colômbia) registrou aumento de 5,7%, enquanto a capacidade cresceu 6,2%. Como consequência, a taxa de ocupação doméstica nesses países diminuiu 0,4 ponto percentual, chegando a 80,9%. O tráfego internacional de passageiros aumentou 10,5%, e a capacidade cresceu 10,9%. A taxa de ocupação internacional de passageiros para o mês diminuiu 0,3 ponto percentual, chegando a 86,8%. O tráfego internacional inclui as operações da Lan e da Tam nas rotas entre países da América do Sul e de longo curso.p


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Divulgação/Estúdio Vinicius Murari

Te c n o l o g i a

Nova geração A SABRE CORPORATION REALIZOU, EM SÃO PAULO, SEU PRIMEIRO HACKATHON REALIZADO NA AMÉRICA LATINA, ESTIMULANDO A UTILIZAÇÃO CRIATIVA DE SUAS APIs e tecnologia disponível na plataforma para desenvolvedores Sabre Dev Studio. O grande vencendor da premiação foi o Travll, um aplicativo que auxilia usuários a criar itinerários de visitas a pontos turísticos de uma maneira divertida e sem a necessidade de visitar diversos sites, blogs e outros canais similares. O Travll foi desenvolvido por Mauricio Giordano, desenvolvedor Full Stack e estudante de TI na Universidade de São Carlos, e Bruno Lemos, estudante de Ciências da Computação na Universidade de São Carlos e co-fundador da Inevent. Eles receberam o prêmio de R$5 mil e um contrato de seis meses no Distrito Venture Building Campus como apoio aos próximos passos do projeto. Os ganhadores foram definidos por André Freller (VP de Tecnologia do Reserva Fácil, Rextur Advance), Márcio Chaer (co-fundador da Rock Innovation), Artur Luiz Andrade (editor-chefe da PANROTAS), Ricardo Freire (fundador do Viaje na Viagem) e, oferecendo um prêmio exclusivo, Félix Rode, (diretor de Tecnologia e Inovação da Argo IT). “Foi incrível ver tantas ideias excelentes desenvolvidas em apenas 24 horas, o que comprova a dedicação dos desenvolvedores em criar

BANCO DEDADOS PREMIADOS

ll 1º lugar: Travll ll 2º lugar: Gotta Guide ll 3º lugar: Travel Analytics ll Prêmio do público: Travll ll Prêmio Argo IT: Travel Analytics

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aplicativos inovadores para a indústria de viagens”, comentou o vice-presidente internacional do Sabre no Brasil e sul da América Latina, Luiz Ambar.p

Alexandre Cordeiro, do Sabre, os vencedores Bruno Lemos e Maurício Giordano, e Elisa Carneiro, também do Sabre


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Operadoras

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> Artur Luiz Andrade

Opinião na mesa O empresário Rodolpho Gerstner, proprietário da RCA Turismo, que tem 22 anos de mercado, comentou, por e-mail, com clientes e parceiros, a situação atual do mercado em meio à crise e quebra de algumas empresas. Gerstner usou como referência o blog Sem Reserva, do editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade, em que este lamentava o fechamento da Designer e de outras empresas, sem deixar de afirmar que cada um tivesse a responsabilidade sobre os prejuízos causados ao mercado – de funcionários a clientes, de agentes de viagens a fornecedores. Confira parte da entrevista feita por Artur Andrade, por e-mail, com

Gerstner. A íntegra você pode ler no Portal PANROTAS.

JORNAL PANROTAS — A culpa é mesmo apenas do empresário ou há circunstâncias que levam às falências, já que falamos de empresas com 30, 50 anos de atividades? RODOLPHO GERSTNER — A responsabilidade é 100% dos donos das empresas. Os fatores que levam às dificuldades são vários, como crise, câmbio, carga de impostos, juros altos etc. Mas o empresário percebe se o negócio é viável ou não. Não é justo nem correto levar a empresa até a quebra por não tomar a decisão certa antes da catástrofe. A responsabilidade é sim dos titulares das empresas.

JP — Essas quebras estão afetando a imagem do segmento de operadoras? Os agentes ficam mais desconfiados e podem buscar a operação direta ou empresas mais sólidas? GERSTNER — O agente de viagens vive uma incógnita e precisa orientar-se sobre em quem pode confiar. As empresas sólidas têm relações e selos de qualidade reconhecidos mundialmente. É fácil identificar. Outro aspecto é observar se uma determinada empresa oferece preços, condições comerciais, tarifárias e cambiais muito vantajosas que nenhuma outra pode oferecer. Como diziam os antigos, onde há fumaça há fogo. E o fogo é comprar um produto que vale 100 por 50. Não há milagres em nosso segmento. As quebras e as falências são negativas para o mercado, sem dúvida. JP — O que acha do seguro lançado pela Braztoa? A RCA vai aderir? GERSTNER — A iniciativa de se criar um seguro nos moldes que a Braztoa buscou com a Ifaseg é positiva. A RCA apresentou a documentação solicitada pela seguradora e vai aderir a este seguro ou a outro similar. O que for mais conveniente em coberturas e preços. Mas o maior seguro que a RCA pode oferecer aos seus clientes são os vínculos estreitíssimos que mantemos com as duas maiores companhias de entretenimento mundial, a Universal e a Disney. No quesito seguros, a RCA apresentou 12 cartas de adimplência à seguradora, quando a exigência era de três. E vamos oferecer ainda uma carta de fiança de R$ 2 milhões. Estamos 100% de acordo à política implementada. JP — Muitos operadores ajudaram ou tentaram ajudar algumas das empresas que fecharam. Ou seja, ao menos os operadores sabiam previamente da situação. Acha que a Braztoa, como entidade, deveria tomar alguma providência nesses casos? Como suspender quem está com problemas, acompanhar de perto a saúde financeira dos associados? Ou não é papel de uma entidade? GERSTNER — Quando fui vice-presidente da Braztoa (ocupei o cargo por seis anos), entre o final dos anos 1990 e início dos anos 2000, sob a presidência de Ilya Hirsch (ou seja, nos primeiros quatro anos), convidamos algumas empresas que estavam para quebrar para que se

retirassem da entidade (isso foi possível porque estavam inadimplentes com a própria associação). É verdade que a associação teve de enfrentar muita cara feia e até ameaças de processos por estas iniciativas, mas faz parte do jogo. Se você quer ser político, tem de assumir suas responsabilidades e dar a cara a tapa. Não é fácil, até porque a legislação permite muitas interpretações nestes quesitos. Além do que, infelizmente, estelionatário não vai preso neste País. Quanto à ajuda às outras operadoras, posso falar pela RCA. Nunca ajudamos o responsável pelo problema e sim as suas vítimas, os agentes de viagens e seus clientes. Sempre que possível oferecemos no passado e continuamos oferecendo condições de preços netos para minimizar o impacto sobre os prejuízos que os agentes de viagens experimentaram nestas situações nos últimos 20 anos.

JP — Essa mesma crise (de viagens internacionais) já ocorreu antes, como na virada do milênio e 2001, inclusive com quebra de ícones como a Soletur e Stella Barros. O mercado não aprende ou isso é cíclico mesmo? GERSTNER — Acredito que há muita arrogância e despreparo na gestão de muitas empresas. Há gente que se preocupa muito mais com o que o concorrente está fazendo do que com o próprio negócio. Isso faz com que alguns adotem políticas que não podem e não têm cacife para bancar. Aí entram no rolo compressor de dívidas, juros e quando há queda de vendas a bicicleta para de rodar. Uma empresa tem de estar atenta aos movimentos do mercado, às tendências, às novidades, inclusive dos concorrentes. Mas para adotar qualquer política tem de se perguntar a si mesmas: estou preparada para isto? Tenho capital para isto? Isto é rentável? Assistimos neste momento a empresas parcelarem em até 15 vezes sem juros produtos em que o comissionamento para o operador é de 12,5% a 15%. Como isso é possível? A RCA pode adotar essa política? Pode oferecer esta condição? Não. Não pode. A inflação anual no Brasil está em 10%. O câmbio é volátil. Como perder 15% em um financiamento (por conta da inflação anualizada) se ganho 12% e ainda há a flutuação do dólar? As contas não batem. Mesmo fazendo hedge, não dá lucro. Dá prejuízo. p


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Eventos

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> Hugo Okada, Karina Cedeño e Renê Castro - Gramado (RS)

De peito aberto NÃO É UMA TAREFA FÁCIL, DEFINITIVAMENTE. ENCERRAR O CALENDÁRIO DE GRANDES EVENTOS DA INDÚSTRIA TURÍSTICA É um fardo que nem todos são capazes de suportar. A Feira Internacional de Turismo de Gramado (Festuris), encerrada no último dia 7, porém, parece não sentir o peso da responsabilidade. Com muito carisma, costumes interioranos e uma feira compacta — mas altamente efetiva —, o Festuris é capaz de se promover como poucos e, claro, entregar o prometido: decision makers ávidos por novos negócios. A Serra Gaúcha como pano de fundo também ajuda. A pacata Gramado, com cerca de 34 mil habitantes, estendeu mais uma vez o tapete vermelho para o trade do Brasil e do mundo e recebeu a injeção de cerca de R$ 14 milhões na economia. O resultado não poderia ser outro, com hotéis e restaurantes lotados, muitos eventos Marcus e Marta Rossi, com Eduardo Zorzanello, os organizadores do Festuris

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Neusvaldo Lima, do Ministério do Turismo, responde a perguntas ácidas de representantes da mídia segmentada: Marcos Araújo, Guilherme Paulus (GJP), José Augusto Machado (Abav-RS), Guillermo Alcorta e Roy Taylor

paralelos e trânsito. Antes de despedir-se dos visitantes, Eduardo Zorzanello, parceiro de Marta e Marcus Rossi na organização do evento, revelou que a 27ª edição do evento deve resultar em cerca de R$ 212 milhões em negócios para 2016. Número animador, que, segundo ele, é resultado de muito suor. “Em um ano extremamente difícil trabalhamos dobrado. Tivemos nesta edição um crescimento de 3%, com o registro de 14 mil visitantes, 36% estreantes”,

completou ele, seguido de Marta. “Aqui nós temos amigos, e a contribuição de cada um é fundamental para que tenhamos concluído com sucesso mais uma edição desta feira internacional.” Na vez de Marcus Rossi, destaque para a tecnologia. “O Buyers Club, plataforma de agendamento de reuniões de negócios do Festuris, teve pelo menos duas mil reuniões de negócios agendadas e realizadas na feira”. O uso de beacons, sistema de notificação por proximidade,

se fez valer ao lado do leitor de cartão de visitas via app e do novo site do evento. Pelos corredores, difícil esquecer a turbulência econômica, as flutuações do dólar, fechamentos de operadoras e agências de viagens... Transição e paciência são as palavras de ordem. Antes de iniciar o festival, Marta Rossi prometeu “não se esconder atrás da crise”. Cautela no gerenciamento e garra para vender. Na ausência do ministro do Turismo

Henrique Alves, o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Neusvaldo Lima, teve de enfrentar uma sabatina com representantes da mídia especializada justamente sobre o atual momento do mercado. Enquanto o secretário destacava a capacitação de 100 mil servidores do setor, desde que foi criado, em 2012, os jornalistas preferiram entender o porquê de as medidas adotadas pelo Ministério do Turismo não estarem surtindo resultados efetivos. Lima, por sua vez, apostou em um discurso polido e técnico, afirmando que muitos dos projetos da pasta não dependem da própria força de vontade, a exemplo da isenção do visto para norte-americanos, que aguarda aprovação do Ministério da Relações Exteriores. “Esse trâmite, porém, representa perda de receita para o Brasil, no nosso entendimento. Vale destacar que, de um bilhão de pessoas que viajam pelo mundo, apenas 6,4 milhões visitam o Brasil, ou seja, 0,5% do total de viajantes. A intenção é que com os Jogos Olímpicos do próximo ano este número aumente", afirmou ele.

POLÊMICA

Outro assunto quente saltou do debate Gestão de Empresas em Tempo de Mudanças, que contou com a presenta do diretor geral da rede Intercity, Alexandre Gehlen, e do presidente da Agaxtur, Aldo Leone Filho. Enquanto boa parte do mercado aposta e indica a segmentação para superar novas concorrências, em especial vindas da web, Leone afirmou que algumas das operadoras que fecharam as portas nos últimos anos eram especializadas em apenas um tipo de produto, o que decretou as respectivas falências. "Ainda que os agentes de viagens tenham que se especializar em nichos,


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Amigos do

Fe st i va l A já tradicional premiação que abre o Festuris lembrou de profissionais que, segundo a organização, contribuíram de

alguma forma para o desenvolvimento do festival. Confira abaixo quem agora faz parte da exposição de fotos do centro de eventos Serra Park, os novos "Amigos do Festival". Alexandre Sampaio (FBHA) Carlos Alberto Krause (agente de viagens) José Moacir de Oliveira Júnior (Voucher Tour Operator)

precisam ter em mente a diversificação dos produtos que vendem, dentro deste mesmo nicho. Se você é especialista em vender esqui, por exemplo, o que vai fazer quando não houver neve?", questionou ele. Já Gehlen preferiu destacar a qualidade dos profissionais que a empresa precisa ter para seguir concorrendo em alto nível. Para o diretor da Intercity, recursos humanos é a solução. "A qualificação de mão de obra, mais do que as ações de marketing, é o que levará uma empresa para a frente. É preciso padronizar o atendimento e os serviços oferecidos, evitando que o cliente tome sustos. É isso o que vai gerar a fidelização", completou ele.p

Aldo Leone, da Agaxtur, e Alexandre Gehlen, da Intercity, falaram sobre as possíveis saídas para não ser impactado pela crise econômica > Continua na pág. 20

Licério Santos (Brasil Total Receptivos) Marcia Ferronato (Sindicato de Hotéis da Região Uva e Vinho)

Maria Camilla Alcorta (Interamerican Las Vegas) Paulo Santiago (Magic Star)

Peter Weber (Skyteam) Roberto Maia (jornalista) Rogério Almeida (jornalista)p


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NEGÓCIOS

Adriano Gomes, Valter Patriani, Luiz Eduardo Falco e Claiton Armelin, todos da CVC

Tarcisio Gargioni e José Efromovich, da Avianca

Equipe PANROTAS: Erica Venturim, Alex Oliveira, Tais Ballestero, Heloisa Prass, Marianna C. Alcorta, Ricardo Tsugawa, Guillermo Alcorta, Ricardo Sidaras, José Guilherme Alcorta, Karina Cedeño, Priscilla Ponce, Renê Castro e Hugo Okada

Pelos corredores, nada melhor que notícias para esquentar a temperatura da cidade, que beirou os dez graus durante os dois dias de feira. Na Avianca, o assunto Star Alliance

ainda repercute, e a aérea estuda agora acordos de codeshare com as parceiras de aliança. A substituição da frota de Fokkers – por modelos Airbus 320 – também foi pauta para o presidente da empresa, José Efro-

A Orinter, do diretor Roberto Sanches, anunciou parceria com American Airlines, Snowland e o Turismo de Nevada

movich, que visitou Gramado com o vice-presidente comercial, de Marketing e Cargas, Tarcisio Gargioni. A consolidadora hoteleira Bestbuy Hotel implementou novos serviços à plataforma, como transfer, city tour,

excursão e venda de tíquetes para espetáculos e parques temáticos. Na CVC, a nova estrutura para produtos nacionais mereceu destaque. Débora Popitz, antes responsável pela região Sudeste, passa a assumir também as regiões Sul, Centro -Oeste e Norte, enquanto Cristiano Placeres incorpora sob sua responsabilidade Ceará, Maranhão e Piauí, passando a representar todo o Nordeste. Com uma comitiva formada por Luiz Eduardo Falco (presidente), Valter Patriani (vice), Claiton Armelin (diretor Nacional) e Adriano Gomes (diretor Internacional), difícil não descobrir outras ações, como a programada para a feira, em parceria com a American Airlines, do diretor de Vendas São Paulo e Sul, José Roberto Trinca. Até junho do ano que vem, a operadora vai oferecer tarifas especiais em mais de 40 destinos nos Estados Unidos, Canadá e Caribe. Já a Flytour Viagens preparou um hotsite para vender Serra Gaúcha. A plataforma inclui quatro opções de roteiros pelo destino, com pacotes terrestres e completos, a partir de São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e do Rio de Janeiro. Vendas de ingressos também estão disponíveis no espaço virtual. Ainda na web, a Skyteam Consolidadora lançou novo site institucional, com direito a espaços exclusivos para clientes e usuários do cartão de fidelidade da empresa. A Socaltur, de Novo Hamburgo (RS), investiu em um site responsivo, de olho nos acessos via dispositivos


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móveis. Em 2016, a empresa comemora 40 anos. Quem também reservou boas novas para o encontro foi o presidente da GJP Hotels & Resorts, Guilherme Paulus. Para comemorar os dez anos da rede hoteleira, o empresário lançou um selo comemorativo que vai integrar a comunicação visual da marca pelos próximos 12 meses. E não foi só isso: prometeu mais três hotéis em Gramado, incluindo o Prodigy Hotel, que já está em construção e deve ser inaugurado em setembro do ano que vem. No mercado de assistência e seguros de viagens, a GTA realizou um upgrade nas coberturas de até 200%, sem aumento de preço. Para diversificar o portfólio, a New Age anunciou que está vendendo destinos nacionais por meio do sistema Reservaqui. A ampliação da operação envolve também cidades históricas e cruzeiros nacionais da Pullmantur. A Orinter Tour & Travel marcou presença no Festuris com a formalização de uma parceria com o parque temático local Snowland, a American Airlines e o destino Nevada, nos Estados Unidos. Na prática, todo pacote adquirido para o destino norte-americano dará direito a um ingresso para o atrativo gaúcho. E-agente. Essa é a nova plataforma da Redetur, anunciada pelo diretor presidente da empresa, Juarez Barrozo, durante o Festuris. Segundo o dirigente, a novidade reúne em um só ambiente a venda de aéreo, hotéis e seguros. Para fortalecer a presença no Sul, a Trend Operadora quer expandir o produto lazer. Segundo a gerente de Produtos São Paulo e Lazer Nacional, Silvia Russo, o foco são os destinos da Serra Gaúcha, onde a empresa também tem negociação com hotéis, além de serviços de receptivo e lazer. O luxo interessa e deve ganhar reforço já no próximo ano. 

Dyogo Schroeder e Cristiane Jayme, da Trend

Confira a cobertura completa do Festuris no hotsite especial desenvolvido pelo Portal PANROTAS > Continua na pág. 22

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R EC O N H EC I M E N TO A BROCKER TURISMO ENTREGOU O 10º TROFÉU INFINITO PARA AS 15 OPERADORAS PARCEIRAS QUE MAIS

VENDERAM O PRODUTO SERRA GAÚCHA NO ÚLTIMO ANO. CONFIRA A SEGUIR OS PREMIADOS.

Os premiados foram Rosa Helena Volk, secretária de Turismo de Gramado, Edi Camargo, da Brocker, MMTGapnet, FRT Operadora, New It, Bancorbrás, Turise Operadora, MGM, Nova Operadora, Viagens Master, Tourlines, Visual, Azul Viagens, Flytour Viagens e Tam Viagens


Flashes

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1 Rosani Aguiar, Carla Davido-

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vich e Michele Pereira, da New Age 2 Cristina Hoyer, Thayane Moura, Cristian Oliveira, Marcos Bizotto e Daiane Fernandes, todos da Abreu Turismo 3 Flávio Engelberg, Carlos Gevaerd, Ricardo Melo, Rose Marina, José Menezes e Gabriella Sanches, todos da Affinity Assistência 4 Arlindo Farto, Dunia Gutierrez e Alejandro Levin, da Special Tours 5 Fernando Cardoso (Aeroméxico) 6 Maurício Alexandre (Seaworld) 7 Márcia Akiko (Visit Flórida) 8 Magda Nassar (Braztoa) e Luiz Teixeira (Delta) 9 Donizete Soares, do La Torre Resort (BA) 10 Rodrigo Canielas e Igor Miranda, ambos da Tam 11 Ricardo Gouveia (Hplus Hotelaria) e Tadeu Leal (FRT Operadora) 12 Patrick Yvars (Disney) 13 Julia Ruthes, Daniela Jordan, Sandro Barbosa, Gabrielle Silveira e Fernanda Martin, todos da Mapfre 14 Richard Abbade, Zeca Pitrez e Milton Côrrea Junior, da Flycard 15 Mark Bryan, Paulo Henrique Pires, Fabiane Martins e Carlos Augusto Bezerra, todos da Localiza

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16 Waldemir Souza Junior (Orinter), Carlos Vazquez (Esferatur), Ana Maria Berto e Roberto Sanches (Orinter) 17 Victor e Nice van Oorschot, da Bestbuy Hotel 18 Beatriz Rosa e Rodrigo Pilotto, da MMTGapnet 19 Jorge Santos (Beto Carrero World) 20 Denise Amaral (Palladium) 21 Rafael Peloi (Tivoli Praia do Forte) 22 José Maruilson (Pullmantur) 23 Renata Gasola e Kelly Campos (Travelport) 24 Junior Bonfim, Guilherme de Miranda, Igor Oliveira, Ednan Lemes, Silvia Cardoso, Amanda Mastro e Flavio Louro (E-HTL) 25 Diógenes Filho, Nádia Kardouss, Gustavo Esusy, Rosana Caporal e Julio Hagel (Copa Airlines) 26 Fabio Mader (Gol Linhas Aéreas) e Danillo Barbizan (Delta) 27 Claudia Helena Santos (Personal) e Vitor Spirandelli (MSC Cruzeiros)

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18 a 24 de novembro de 2015 Especial Enoturismo

> Maria Izabel Reigada Em 2016 o Brasil receberá, pela primeira vez, o congresso anual da Organização Internacional de Vinhas e Vinho (OIV). Bento Gonçalves, no Vale dos Vinhedos (RS), será a sede do evento, que deve reunir cerca de 600 especialistas de todo o mundo. A importância econômica da produção vitivinícola difere entre países como o Brasil,que começa a exportar seus produtos associados à uva – e os grandes produtores mundiais, como a França, Portugal, Itália, Estados Unidos ou os vizinhos Chile e Argentina. O que parece ter o mesmo peso para todos eles, no entanto, é o enoturismo. Onde há vinícolas, existem visitas e degustações, principalmente. Para ser ter uma ideia, o enoturismo já responde por cerca de 15% das receitas das vinícolas do Rio Grande do Sul, Estado responsável por 90% da nossa produção vitivinícola, segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin). “Segundo o Censo Vinícola realizado em 2014, 25% dos empresários entrevistados disseram possuir algum tipo de ação relacionada ao enoturismo”, diz o presidente do Conselho Deliberativo do Ibravin, Moacir Mazzarollo. De acordo com ele, entre as vinícolas que possuem ações de enoturismo no Brasil, cerca de 79% estão inseridas em roteiros turísticos. As provas de que o enoturismo desenvolve-se por todos os países com vinhedos, independentemente do volume produzido, estão por todos os lados. No Brasil, por exemplo, Bento Gonçalves ganhou um Hotel & Spa do Vinho, da rede Marriott, enquanto Garibaldi está na rota da Maria Fumaça “vinícola”. Chile e Argentina oferecem hotéis de luxo dentro de vinícolas, enquanto França, Portugal, Espanha e Itália apostam na tradição de roteiros que unem aldeias medievais a vinícolas centenárias. Nos Estados Unidos, a Califórnia, que produz 90% dos vinhos do país, tem excelentes roteiros self-drive, mesmo caso da Nova Zelândia, enquanto a Austrália aposta nas experiências de luxo, assim como a África do Sul. Para os enófilos – aqueles que apreciam vinhos, enquanto os enólogos são os estudiosos da bebida –, as opções são muitas. Há roteiros econômicos, visitas sofisticadas e hospedagens de todo tipo, inclusive com opções para as crianças. Muitos endereços oferecem cursos para aqueles que querem se aprofundar no tema e há, também, cruzeiros temáticos, onde se aprende sobre vinhos e aprecia-se a bebida com os melhores do mundo. É preciso conhecer o passageiro e o produto, para indicar exatamente aquela viagem capaz de satisfazer o cliente. Nas próximas páginas, mostramos as principais regiões vinícolas do globo e um pouco de sua oferta enoturística, com sites de apoios para os agentes de viagens que quiserem descobrir um pouco mais sobre o segmento. E comercializá-lo.


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18 a 24 de novembro de 2015 ESPECIAL ENOTURISMO

JURADO BRASILEIRO

Cenário de Stellenbosch, em Western Cape

Ela está entre os dez maiores produtores de vinhos do mundo e engana-se quem pensa que os vinhedos são recentes por lá. A origem de duas das principais cidades vitivinícolas da África do Sul, Stellenbosch e Franschhoek, em Western Cape, a cerca de 50 minutos da Cidade do Cabo, está associada à chegada das primeiras parreiras, em meados do século 17. Stellenbosch, onde foram plantadas as primeiras vinhas, ganhou sua rota de vinhos já em 1971, mostrando que se suas terras e clima eram perfeitos para os vinhedos, suas paisagens e charmosas construções são um prato cheio para o enoturismo. Franschhoek, traduzida como Canto Francês, foi fundada poucos anos depois e recebeu esse nome pela grande quantidade de franceses que desembarcaram ali, ainda no final do século 17, fugindo de perseguições religiosas, principalmente. Esse olhar histórico ajuda a entender a arquitetura que domina as duas cidades, assim como em Paarl, Swartland e Tygerberg, outros dos municípios que formam o coração da vinicultura e do enoturismo sul-africano, o Winelands Valley. O vale tem paisagens pontuadas por rochas e rodeadas de montanhas, sofisticadas vinícolas e charmosas propriedades rurais, além de cidades com restaurantes premiados. Para uma escolha certeira, uma das belas vinícolas é a Haute Cabrière, em Franschhoek, com adega e restaurante escavados, literalmente, nas montanhas que contornam a cidade. Experiente nas visitas com degustações, a Haute Cabrière produz também espumantes e tem demonstrações que incluem a sabrage, a abertura das garrafas com um sabre. As visitas guiadas passam pelo auditório, na adega de maturação do pinot noir, e a sala de degustação fica ao lado do restaurante, ambos instalados em cavernas. Os tours regulares ocorrem de segunda a sexta-feira e há o Master’s Tour aos sábados. Quem já tiver visitado outras vinícolas na região pode ainda ficar com a experiência de fazer alguma das refeições no restaurante da Haute Cabrière.

Restaurante com opção outdoor na rota dos vinhos e vinhedos

Para uma experiência exclusiva em meio ao principal vale vinícola sul-africano, Stellenbosch guarda uma surpresa: o Delaire Graff Lodge. Ostentando a grife Relais & Châteaux, o lodge está instalado em meio à vinícola, em colina nas montanhas de Stellenbosch. As suítes têm decoração única e o spa oferece tratamentos para toda a família, com destaque para as opções para gestantes e adolescentes. A piscina de borda infinita, com vinhedos ao fundo, e as especialidades do restaurante são os pontos altos do empreendimento. O ponto de partida para as viagens por Western Cape é a Cidade do Cabo. E vale degustar por ali a rica gastronomia com vistas para a icônica Table Mountain. Um dos hotéis mais sofisticados é o Belmond Mount Nelson Spa, mas mesmo quem não vai se hospedar ali pode aceitar a indicação para degustar seu spa, o Librisa, com menu que inclui a vinhoterapia. De esfoliação a massagens, a Vine Secret Vintage Experience é perfeita para quem quer conferir os efeitos rejuvenescedores das uvas e dos vinhos. A África do Sul gaba-se ainda de ter a rota de vinhos mais extensa do planeta. Trata-se da Rota 62, com 850 quilômetros, ligando a Cidade do Cabo a Port Elizabeth. No caminho, diversas áreas produtoras de vinhos, um sem-fim de vinícolas e paisagens de tirar o fôlego com suas cores dignas de quadros impressionistas. Hotéis butique e casas rurais, além de restaurantes premiados, também fazem parte da paisagem da Rota 62, conhecida como Rota da Montanha. l www.route62.co.za l www.cabriere.co.za l www.delaire.co.za l www.belmond.com l www.flysaa.com

DIVULGAÇÃO

LUXO E VINHOTERAPIA

A Cidade do Cabo é, anualmente, o cenário escolhido pela South African Airways (SAA), a companhia de bandeira da África do Sul, para o evento em que são selecionados os vinhos que serão servidos a bordo dos voos da empresa. Realizado na última semana de outubro, o evento deste ano contou, pela primeira vez, com a participação de um brasileiro entre os jurados, o diretor de Alimentos & Bebidas do Hotel Unique, na capital paulista, Wellington Melo (foto). “Foi uma experiência enriquecedora, de troca de informações e de aproximação à cultura local”, contou o diretor, que elogiou, ainda, a diversidade e qualidade dos vinhos sul-africanos. “Estamos acostumados aos vinhos pinotage (casta de uva autenticamente sul-africana) e foi muito bom comprovar que os vinhos da África do Sul têm muito mais a oferecer, dos cabernet sauvignon aos shiraz e, inclusive, os espumantes”, acrescentou Melo, elogiando a organização do evento e a escolha de quatro jurados nacionais e quatro internacionais, entre sommeliers e produtores de vinhos. “Essa mescla foi positiva para o evento e, sem dúvida, para o resultado que será visto nas classes econômica e business da SAA”, disse. Neste ano, em setembro, a companhia aérea comprometeu-se a servir somente vinhos sul-africanos a bordo, substituindo inclusive o champagne para adotar os espumantes nacionais. “A África do Sul é um dos maiores produtores mundiais de vinhos de qualidade, do maravilhoso shiraz aos incríveis espumantes”, disse o gerente comercial da companhia, Sylvain Bosc. “Enquanto não podemos oferecer aviões ou combustível produzidos no país, estamos na privilegiada posição de sermos capazes de oferecer aos nossos clientes o excelente vinho de alta qualidade produzido pela África do Sul”, analisou.

Da Relais & Châteaux, o Delaire Graff Lodge é opção de hospedagem nas montanhas de Stellenbosch


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Experiências

Vinhedos de Mendoza estão aos pés da Cordilheira dos Andes

O coordenador de Turismo de Gastronomia e Vinho do Inprotur, Sebastian de Miguel

Na quinta posição entre os maiores produtores mundiais de vinho, segundo a Organização Internacional de Vinhas e Vinhos (OIV), a Argentina aprendeu rapidamente como explorar o enoturismo. Visitas a vinícolas, somente na província de Mendoza, foram mais de 1,5 milhão no ano passado. Na última década, o turismo associado à produção vitivinícola cresceu 241%, segundo dados do Instituto de Promoção Turística da Argentina (Inprotur), que estima que ao menos 3% dos turistas argentinos e estrangeiros visitem vinícolas nas nove regiões produtoras do país, embora seja Mendoza a grande campeã do tema enoturismo, com 80% dos visitantes. Conhecida pela qualidade de seus malbecs, Mendoza responde por 70% da produção de vinhos argentinos. São 1,2 mil vinícolas, sendo que cerca de 160 estão abertas a visitas. Ainda assim, a oferta para os apreciadores de vinhos vai muito além de percorrer vinhedos e degustar em ade­gas. Em Mendoza, é possível observar os vinhedos em tours de bicicletas, a cavalo ou mesmo em balões. Há meios de hospedagem associados à produção, como o exclusivo Entre Cielos Wine Hotel & Spa, aberto em 2011, ou o Atamisque Lodge. “O turismo de vinho na Argentina caracteriza-se pelo grande envolvimento do visitante em diferentes experiências, não sendo limitado à visitação de vinícolas e venda de vinhos”, defende o coordenador de Turismo de Gastronomia e Vinho do Inprotur, Sebastian de Miguel. Ele conta que Mendoza integra a rede de Grandes Capitais do Vinho, junto a regiões como Napa Valley, nos Estados Unidos, e Bordeaux, na França, com o objetivo de intercâmbio profissional, econômico e turístico. “Pertencer à rede nos permite acompanhar de perto as experiências e inovações no enoturismo, bem como participar de ações de promoção conjuntas”, explica.

Para se entender um pouco da importância da produção vinícola para Mendoza, vale dizer que a festa da vindima – quando os cachos de uva são recolhidos e tem início o longo processo de seleção e preparo dos vinhos – está para a cidade argentina como o carnaval para o Rio de Janeiro. Não há exagero. “Em Mendoza, as expressões culturais encontraram no vinho um aliado incondicional. Há 80 anos é realizada a Festa Nacional da Vindima, em março, assim como o Festival de Música Clássica, na Semana Santa, e o Festival de Tango pelos Caminhos do Vinho, em setembro”, explica o coordenador do Inprotur. A região inova tanto nas experiências vinícolas que sete universidades da província, entre elas a Universidad de Mendoza e a Universidad del Aconcagua, uniram-se em um consórcio de exportação de educação, o Study in Mendoza. Os programas oferecidos para estudantes estrangeiros focam no aprendizado do espanhol combinado com temas relevantes para a região, como o Diplomado em Malbec e o Espanhol e Vinho. A diversidade de produtos, experiências e as constantes inovações explicam como em 2014, pelo quarto ano seguido, a Argentina registrou recorde histórico de turistas nacionais e estrangeiros em suas vinícolas e ade­gas. “Ao meu ver, a Argentina está na vanguarda mundial em relação à possibilidade de oferecer experiências vívidas aos turistas, quando falamos de enotu­rismo”, conclui o coordenador do segmento no Inprotur.

Para programas mais clássicos, como os passeios por vinhedos e aulas com degustação em vinícolas, as opções são fartas. A Trivento, em Maipu, a meia hora do centro de Mendoza, tem todas as informações em português e a vantagem de reunir, muito próximos, os vinhedos, a Degustação na sala da vinícola Trivento área de fabricação e as adegas. Uma wine experience mais completa deve considerar a visita a Tupungato, a quase uma hora do centro de Mendoza, onde foram plantados os vi­nhedos da Atamisque. Também com plantações aos pés das montanhas andinas, a Atamisque conta com lodge, campo de golfe e restaurante. No caso do lodge, são apenas seis unidades, onde a privacida­de é a característica predominante. Em Lujan de Cuyo, o Entre Cielos Luxury Wine Hotel & Spa tem nome e sobrenome autoexplicativos. É uma experiência luxuosa de hospedagem e spa em meio a vinhedos que produzem o exclusivo vinho Marantal, em três linhas. US$ 5 milhões foram investidos para a abertura das 16 acomodações dedicadas à temática vinícola, além do restaurante, do bar e do hamam e spa, de cultura turca, com circuito de banho dividido em seis etapas. Uma das acomodações da Atamisque, vinícola com hotel

l www.entrecielos.com l www.atamisque.com l www.trivento.com l www.studyinmendoza.org


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ULTIMATE EXPERIENCES

Para facilitar a vida de quem quer explorar o melhor do enoturismo australiano, 15 das mais premiadas vinícolas do país criaram a Ultimate Winery Experiences. Espalhadas pelas principais regiões produtoras, essas vinícolas oferecem experiências aos visitantes muito além da degustação dos vinhos. Aulas, espaços para eventos, exposições de arte e restaurantes de alta gastronomia são algumas das opções nas vinícolas. O site da associação reúne informações sobre a região e a história de cada uma, os vinhos que produzem e as atividades que oferecem – com muitas fotos. Distante em relação ao Brasil, pode até ser que você não tenha ido à Austrália ainda. Mas, se é apreciador de vinhos, certamente já teve em mãos alguma das 30 milhões de taças de vinho australiano consumidas anualmente. Entre os principais produtores da bebida, a Austrália conta com mais de 2,4 mil vinícolas espalhadas por cerca de 65 regiões produtoras. Em 2012, o Turismo da Austrália iniciou parceria com a organização Wine Australia, de olho na promoção da gastronomia e dos vinhos do país. A parceria ganha força com o resultado da pesquisa realizada pelo Turismo da Austrália com turistas que visitaram o país. Ela mostrou que o país é considerado o segundo melhor destino do mundo em experiências gastronômicas e vinícolas, perdendo apenas para o líder absoluto nesse segmento, a França. Além disso, estudo feito nos 15 principais mercados emissores para a Austrália apontou “rica gastronomia, vinhos e cozinha local” como principais fatores para escolha do destino de viagem (38%), à frente, inclusive, das belezas naturais (37%). Com dimensões continentais, a Austrália tem a favor dos enoturistas o fato de contar com vinhedos em quase todo seu território. A região vinícola mais visitada, por exemplo, é Hunter Valley, a cerca de duas horas de carro de Sidney. No outro extremo, a 25 minutos de carro de Perth, está o Swan Valley e sua trilha gastronômica e de vinhos, com apenas 32 quilômetros de lindas paisagens e nada mais nada menos que 150 endereços para satisfazer o apetite – e a sede! Em South Australia é realizado o principal festival gastronômico – e de vinhos – do país, o Tasting Australia. O evento será anual a partir de 2016, quando ocorre entre 1º e 8 de maio, em Adelaide, que tem vinícolas a 20 minutos de carro do centro, no MountLofty Ranges.

l www.tastingaustralia.com.au l www.ultimatewineryexperiences.

com.au


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Vik Hotel & Wine Spa, no Vale de Millahue

Entrada da vinícola Concha y Toro, a uma hora e meia do centro de Santiago

Ao lado dos argentinos, os vinhos chilenos são os mais consumidos aqui no Brasil. Para o Chile, a produção vinícola é tão importante que neste ano a presidente do país, Michelle Bachelet, instituiu o Dia Nacional do Vinho Chileno, comemorado em 4 de setembro. No ano passado, segundo a Wines of Chile, associação que responde por 90% das exportações de vinhos engarrafados do país, foram exportados mais de 450 milhões de litros, com resultado superior a US$ 1,5 bilhão na economia nacional. Tão desenvolvida quanto a produção vitivinícola está o enoturismo do outro lado da Cordi­ lheira dos Andes. O Chile tem 25 regiões vinícolas, de norte a sul, e em todas é possível visitar vinícolas ou descobrir atrativos turísticos combinados à produção da bebida. A região mais próxima da capital Santiago é o Vale do Maipo, um dos mais emblemáticos da zona central do Chile, onde foram plantados os primeiros vinhedos do país, ainda no período colonial. O destaque na produção é a casta cabernet sauvignon e, entre as vinícolas, a renomada Concha y Toro, a apenas uma hora e meia do centro de Santiago. Há dois tipos de tours e o Wine Bar é um restaurante, onde é servido almoço. Mas uma das principais regiões produtoras é o Vale de Colchagua, a 180 quilômetros de Santiago. Entre as cidades mais importantes da região, também no centro do país, está Santa Cruz, sede da Ruta del Vino del Colchagua, uma associação que reúne 13 vinícolas e uma série de atrativos turísticos. Os vinhedos, por exemplo, podem ser percorridos em bicicleta, a cavalo ou sobrevoados em passeios de helicóptero. A região também tem destaque na produção de carmènére, casta de uva exclusivamente chilena.

Requinte chileno

Apesar da origem europeia das parreiras e do vinho, o enoturismo desenvolveu-se no Chile de modo tão diversificado quanto na França ou Itália. A oferta de opções vai das mais simples e econômicas às mais sofisticadas. No Vale de Colchagua, uma das experiências mais requintadas que pode ser oferecida é a visita à vinícola Lapostolle, seguida de hospedagem no residencial de mesmo nome, associado à grife Relais & Châteaux. São apenas quatro suítes de 90 m² em uma colina de bosques nativos e decoração única. A hospedagem inclui todas as refeições, tour à adega Clos Apalta e passeios em bicicleta ou a cavalo pela propriedade. Ainda na região, o norueguês Alexandre Vik é o proprietário de um dos projetos mais mo­dernos do Chile. Trata-se da Viña Vik, instalada no Vale do Millahue, que na língua dos indígenas originais quer dizer lugar de ouro. Foi lá que o empresário norueguês adquiriu mais de quatro mil hectares, em 2006, para plantar suas vinhas e produzir os vinhos que levam seu nome. A arrojada arquitetura da vinícola, em forma de nave semienterrada vale a visita, com as primeiras fotos já no espelho d´água da entrada, com a Cordilheira dos Andes de um lado e vinhedos do outro. Visita guiada, degustação e restaurante atraem os visitantes, que podem ainda realizar cavalgadas, trekkings e passeios em mountain bike. Para melhorar, só mesmo hospedando-se em uma das 22 suítes do Vik Hotel & Wine Spa, ali, também em meio aos vinhedos. Vinícola e hotel Lapostolle, da grife Relais & Châteaux

l www.rutadelvino.cl l www.conchaytoro.com l www.lapostolle.com l www.vinavik.com


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Gastronomia e vinho são uma das apostas da Espanha para aumentar o número de visitantes brasileiros por lá. Tanto que o Escritório de Promoção de Turismo da Espanha no Brasil, a Tourspain, realizou durante a Feira da Abav, em setembro, ação voltada para a gastronomia, ofe­recendo uma paella no estande da PANROTAS no segundo dia da feira, em São Paulo. A diretora da Tourspain no Brasil, Elvira Salázar, acredita no aumento de 5% no número de visitantes brasileiros por lá neste ano, na comparação com os 460 mil que estiveram na Espanha em 2014. “Queremos que os operadores tenham produtos diversificados a oferecer, com destaque para a gastronomia e nossos vinhos”, contou Elvira, ressaltando que o turista brasileiro gasta, em média, o dobro do visitante europeu. No mês passado, ela acompanhou em São Paulo a visita do diretor de Turismo de La Rioja, Eduardo Oséas, província espanhola que produz os vinhos mais reconhecidos do país. Ele destacou que os brasileiros, além de degustarem a bebida, procuram aprender sobre enologia. Segundo ele, os brasileiros representam 9% dos turistas internacionais na província, que recebe anualmente cerca de 200 mil visitantes estrangeiros. Mas é possível conhecer todo o país por meio de rotas vinícolas, graças, em grande parte, ao trabalho da Associação Espanhola de Cidades do Vinho (Acevin). Ela reúne em 25 rotas vinícolas as principais regiões produtoras do país, destacando, justamente, o enoturismo. Em La Rioja, por exemplo, a oferta inclui a rota da Rioja Alavesa, com 15 municípios, a maioria deles com características medievais, e 13,5 mil hectares de vinhedos, além de 400 vinícolas, e a Rioja Alta. Nessa última, encontram-se todas as variedades de vinhos, elaborados em vinícolas centenárias.

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Exterior da vinícola Marques de Riscal, entre as espanholas mais conhecidas internacionalmente

Festas do vinho

Entre as muitas vinícolas com mais de 100 anos, uma das que mais bem trabalham o enoturismo é a Bodegas Franco-Españolas, próxima a Logroño, a capital de La Rioja. São quase 125 anos de produção vinícola, mas as visitas começaram a ser realizadas em 2009. Elas podem mostrar os espaços e concluir em degustações ou, ainda, ampliar os sentidos, como dizem os organizadores, por meio de experiências gastronômicas harmonizadas, claro, com os vinhos produzidos localmente. O destaque fica por conta da enoguarderia, uma visita desenhada para crianças, realizada aos sábados e feriados, com uma educadora infantil, para os pequenos entre dois e dez anos. Sem degustação, por supuesto! Quem quiser se hospedar nos vinhedos pode fazer isso na Hospedaría del Vino, em Ábalos, em La Rioja Alta. São apenas seis acomodações duplas na vinícola, rodeada por vinhedos e ao lado de um moinho do século 17. O destaque fica por conta do spa e das terapias à base de vinho, com direito, inclusive a enomassagens. Em Calahorra, a rede espanhola Paradores oferece o Parador de Calahorra, a 15 minutos de Aldeanueva del Ebro, endereço do Museu do Vinho de La Rioja Baja, e a poucos quilômetros de algumas das vinícolas tradicionais da região. Mas se há algo inusitado nessa província são suas festas do vinho. Quem quiser viver como um local vai encontrar excelentes oportunidades para fazê-lo em alguma dessas comemorações. Em San Asensio, por exemplo, é realizada a Batalla del Clarete, há mais de três décadas. Mais de 40 mil litros de vinho clarete vão parar em pistolas de água, bexigas e garrafas para serem disparados contra moradores e visitantes no último fim de semana de julho. Em Haro, outra cidade de La Rioja, a Batalla do Vino tem a mesma finalidade, desta vez com litros e litros de vinho tinto derramados. Na última edição, realizada no final de junho, mais de cinco mil participantes divertiram-se na festa. Não à toa os riojanos dizem que o vinho de La Rioja não é uma bebida, é cultura compartilhada. Literalmente.

l www.wineofspain.com l www.spaininfo.com l www.lariojaturismo.com l ww.rutasdelvinorioja.com l www.parador.es

Interior da vinícola Otazu

Seleção de uvas


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Balões são alternativa para explorar vinhedos da região

DIVULGAÇÃO

Castello di Amorosa e Chimney Rock, duas das vinícolas da Wine Trail

Transformar atrações em produtos é um dos trabalhos realizados de modo exemplar nos Estados Unidos. Assim, a produção vinícola do país, que é o quarto produtor mundial de vinhos, já se transformou em um dos mais procurados produtos turísticos da Califórnia, estado que responde por 90% da produção do país. Segundo o Visit California, que no mês passado esteve no Brasil divulgando, entre seus atrativos, os vinhedos e vinícolas de Napa Valley, 20 milhões de turistas visitam anualmente as 12 principais regiões vinícolas em que foi dividida a Califórnia. E há muito para ver, afinal, são 4,4 mil vinícolas em todo o Estado, um crescimento de 93% em relação ao número de dez anos atrás. O aumento numérico veio acompanhado de crescimento da qualidade, que faz com que hoje três em cada cinco garrafas vendidas nos Estados Unidos sejam de vinhos californianos. Com isso, a indústria já tem impacto de US$ 61,5 bilhões na economia do Estado, respondendo por 330 mil empregos. Parte deles, no turismo, como fica claro quando se vivencia alguma das experiências associadas ao enoturismo, como os passeios de balões por vinhedos, as aulas sobre as castas de uvas e vinhos ou mesmo a fabricação da sua própria bebida – da mistura das uvas à elaboração do rótulo. Mas talvez poucos lugares explorem tão bem quanto a Califórnia as rotas e trilhas pelas regiões produtoras de vinhos. A infraestrutura dos Estados Unidos, com roteiros self-driving oferecidos em todos os lugares, ajuda muito. Não há risco de encontrar um meio de hospedagem ou um restaurante/lanchonete no meio do caminho. Em se tratando das rotas vinícolas da Califórnia, no entanto, o meio de hospedagem vira um lodge entre vinhedos e o restaurante... Bom, a dificuldade será queimar as calorias depois. Uma boa dica no Condado de Sonoma, outra das principais regiões vinícolas da Califórnia, é o passaporte para a Wine Trail, que pode render descontos na compra de vinhos, inclusive. São mais de 50 vinícolas abertas a visitas, com diferentes programas, que podem ser conferidos no site para aquisição do passaporte.

l www.napavalley.com l www.sonomapassport.com l www.silveradotrail.com l www.winetrain.com


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Sala de aula da École du Vin, em Bordeaux

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Entrada de restaurante na aldeia medieval de Saint Emilion

Com mais de dez mil caves de vinhos abertas aos visitantes, a França tem de tudo quando o assunto é o enoturismo, o que dificulta, em muito, a escolha do que visitar. Entre as regiões produtoras – e a França disputa com a Itállia, ano a ano, a liderança no ranking dos maiores produtores de vinho –, todas são ícones: Bordeaux, na Aquitânia; Champagne -Ardenne, e a mais recente inclusão na lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco, Borgonha, com suas paisagens na­turais pontuadas por vinhedos. Mas há muito mais. Segundo a Atout France, que promove o turismo francês mundo afora, mais de 7,5 milhões de turistas visitaram caves francesas no ano passado. Deles, três milhões eram estrangeiros. Somente na Aquitânia, há cerca de 800 vinícolas abertas a visitantes. Os châteaux – denominação que pode ser empregada apenas pelas vinícolas que cuidam de toda a produção, da plantação das vinhas ao engarrafamento dos vinhos – oferecem hospedagem, piqueniques em meio aos vinhedos ou em adegas, degustações sofisticadas em restaurantes e cursos para apurar olfato e paladar diante da bebida. Os fãs de vinhos preocupados com a boa forma têm ainda a alternativa de explorar aldeias em meio aos vinhedos em provas de corridas – ou apenas em tours de bike, afinal, há que se guardar fôlego para as maratonas à mesa. A medieval Saint Emilion é uma das 63 denominações de origem ao redor de Bordeaux, com mais de 110 mil hectares de vinhedos no entorno, é uma excelente visita para fãs de vinhos que viajam com crianças, que vão encantar com as histórias contadas nos tours guiados pela aldeia amuralhada.

Civilização do vinho

Em junho de 2016, Bordeaux terá uma ótima novidade para os apreciadores de vinhos. Será inau­gurada a Cidade das Civilizações do Vinho, uma volta ao mundo vitivinícola em uma torre construída na entrada da cidade. “Nem museu, nem parque temático”, é como se define a novidade, no site de apresentação, que a compara, a construções emblemáticas, como o Museu Guggenheim, de Bilbao, na Espanha, ou a Opera de Sidney, na Austrália. Certa, por enquanto, é a vista que se terá do mirante no alto da torre, com Bordeaux e seus vinhedos no enquadramento das fotos. Para quem vai visitar a cidade ainda no primeiro semestre, a recomendação segura é a École du Vin, com opções de cursos de duas horas e rápida introdução aos vinhos da região – ou alternativas mais longas, para aqueles que já têm profundo conhecimento do mundo dos vinhos. Champagne-Ardenne é outra região ímpar do país, na lista de viagens de enófilos, enólogos e fãs da boa mesa. É o destino dos sabores que devem ser comemorados com brindes do famoso champagne de um dos mais de cinco mil fabricantes locais. Em Reims, a histórica capital da região, a dica é recomendar a visita à cave Veuve-Clicquot, com quatro diferentes tours, de 45 minutos a 2h30 de duração. Em Epernay, conhecida como a capital do champagne, percorrer a avenida do Champagne é obrigatória. São dezenas de maisons – onde são produzidos e comercializados champagnes – e hotéis em casarões do século 19, em estilo renascentista ou clássico. É o endereço da Moët et Chandon, para citar a vizinha mais famosa. Mais uma das excepcionais regiões vinícolas francesas, a Borgonha é um celeiro de experiências enoturísticas. Entre elas, os cruzeiros fluviais, graças à importante rede de vias navegáveis, como os canais de Bourgogne ou du Nivernais. Outra opção é percorrer a rota de Grands Crus da Borgonha, uma espécie de Champs-Elysées local, na comparação do Escritório de Turismo da região. O roteiro une a capital da Borgonha, Dijon, a Santenay, em uma estrada pontuada por alguns dos melhores produtores de vinhos tintos do mundo. O caminho tem 24 dos 33 grands crus da região, entre eles Chambertin e Clos de Vougeot. Outra opção é a Rota dos Grandes Vi­nhos, considerada mais natural, por contar com mais espaços verdes no percurso entre Santenay e Saint-Gengoux-le-National. São mais de 100 quilômetros de construções medievais, vinícolas e, claro, muitos vinhedos.

l www.burgundy-tourism.com l www.laciteduvin.com l www.ecoleduvindebordeaux-campus.com l www.saint-emilion-tourisme.com l www.veuve-clicquot.com

Cidade das Civilizações do Vinho, em construção em Bordeaux


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Um ano uma, no outro a outra. Itália e França rivalizam no ranking de maiores produtores de vinho, mas a briga não para por aí. Ambas também estão entre os destinos mais românticos do mundo. Desde a eterna “Nós sempre teremos Paris...”, que Humphrey Bogart disse a Ingrid Bergman na cena final de Casablanca, a capital francesa conquistou o título de destino de lua de mel por excelência. Mas encontra uma rival à altura nas colinas floridas e pontuadas por vinhedos e aldeias medievais da Toscana. A região não é a maior produtora de vinhos da Itália, mas é a opção número um dos românticos. Roma e Milão não estão longe, mas não há nada parecido com elas nas cidades toscanas de Siena, Pisa, Chianti, Montalcino, Volterra – a medieval cidade dos vampiros italianos da saga Crepúsculo, para manter a referência ao cinema – ou na capital Florença. A Toscana é a concretização do bem comer, beber e viver. Pode ter nascido lá o slogan de promoção do turismo da Itália: país dos sabores. E das cores. E dos vinhos. Está na Toscana a mais antiga demarcação de vinhos da Itália, em Chianti, entre Florença e Siena. É também da região um dos mais apreciados vinhos italianos, o tinto Brunello de Montalcino, da cidade da qual empresta seu nome. Montalcino é, ainda, a sede do Movimento Turismo Vino, uma associação sem fins lucrativos que reúne cerca de mil vinícolas, agências de viagens, receptivos e outras empresas que trabalham com enoturismo na Itália desde 1993.

Cenários de cinema

Il Borgo: castelo medieval transformado em hotel

Toscana

As referências cinematográficas não são à toa. A Toscana já serviu de locação para inúmeros filmes e, frequentemente, são suas aldeias medievais e seus vinhedos os protagonistas das imagens. Em Montalcino e Montepulciano, por exemplo, as vinícolas têm arquitetura impressionante. Há, inclusive, um grupo de 25 vinícolas membros de uma rede de Vinhos e Arquitetura, todas com suas construções assinadas por reconhecidos arquitetos. Entre elas estão a Cantina Icaro, em Montepulciano, que une tradição e modernidade, assim como a Cantina di Montalcino, em Montalcino, que combina perfeitamente elementos de madeira e aço. Ainda em Montalcino, merece atenção a Tenuta di Castelgiocondo, quase toda subterrânea, para quem procura indicações ímpares de passeios. Para um mergulho luxuoso no estilo de vida toscano, as recomendações devem incluir o Il Borgo. Trata-se de um castelo medieval transformado em hotel, com nove quartos e cinco suítes, e que pertence à vinícola Castello di Banfi. O castelo faz parte da grife Virtuoso, de propriedades de luxo, e os pacotes de três dias e duas noites incluem sofisticados jantares, tour e degustação na vinícola e até mesmo aulas de cozinha, dependendo do pacote. Entre os diferenciais, amenidades à base de... vinho. Mas, atenção: o Il Borgo fecha agora em novembro, no inverno europeu, reabrindo somente em março. No programa de duas noites/três dias, a suíte tem preço a partir de 1,5 mil euros para o casal. Além dos vinhos, a Toscana também é conhecida pelos excelentes spas. Siena, principalmente, é famosa por suas águas termais. Combinar visita às cidades históricas com algum tratamento em spa ou um day use em algumas das muitas termas da região pode ser uma boa recomendação. Em Rapolano Terme, por exemplo, há duas termas a Antica Querciolaia (www.termeaq.it) e a San Giovanni (www.termesangiovanni.it). Uma experiência diferente pode ser vivida em Bagni di San Filippo, uma cachoeira de águas termais que forma piscinas naturais que podem ser utilizadas durante todo o ano, mesmo nos dias frios de inverno – pelos mais corajosos, naturalmente. Ao lado, há um spa privado (www.termesanfilippo.com).

l www.turismointoscana.it l www.castellobanfilborgo.com l www.frescobaldi.it


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Bicicletas como alternativa para conhecer vinhedos de Marlborough

Tudo é novo na Nova Zelândia, inclusive seus vinhedos. As primeiras videiras de sauvignon blanc – casta de uva branca que hoje representa 72% da produção vinícola do país – foram plantadas no início da década de 1970 e o sucesso alcançado pelos vinhos neozelandeses, desde então, tornou-se um case. Hoje há mais de 500 vinícolas no país e o endereço daquelas primeiras vinhas, Marlborough, no extremo norte da Ilha Sul, tornou-se a principal região vinícola da Nova Zelândia, além de berço do sauvignon blanc. O case ganha corpo quando se analisam tanto a rápida expansão das videiras por diferentes regiões do país quanto o aumento anual na produção. Com taxas de crescimento de 25% ao ano, a Nova Zelândia ainda não está entre os dez maiores produtores de vinho, mas caminha aceleradamente para isso. A indústria já emprega 16,5 mil funcionários, muitos deles apoiando também o enoturismo, graças a produtos como a Classic New Zealand Wine Trail. Essa expansão ganhou ainda mais fôlego no ano passado, quando a Air New Zealand, companhia aérea de bandeira do país, assinou parceria com a Associação de Vinícolas da Nova Zelândia para promover nos voos os vinhos nacionais. Para o presidente da associação, Philip Gregan, a parceria divulga os rótulos e, ao mesmo tempo, favorece as exportações, reforçando a marca do país internacionalmente.

Mas é a Rota Clássica de Vinhos da Nova Zelândia o caminho para quem realmente quer mergulhar no enoturismo neozelandês. São 380 quilômetros espalhados pelas ilhas Norte e Sul que passam por 80% das regiões produtoras de vinho. O início pode ser na Ilha Sul, em Marlborough, com mais de 100 vinícolas e hospedagens em algumas delas. A Vintners Retreat fica a apenas 15 minutos de Blenheim, que pode servir de base para a exploração da região. Há também o St. Leonard Vineyard Cottages para quem quiser dormir em meio aos vinhedos. Entre as vinícolas mais clássicas, a Allan Scott Wines and Estates foi uma das pioneiras na plantação de uvas e a Cloudy Bay é uma das grandes exportadoras. A rota – muito bem sinalizada, para quem quiser fazer de carro, continua pela Ilha Norte, passando por Wellington, a capital neozelandesa, famosa pela excelente gastronomia. Wairarapa é outra importante região vinícola, na trilha, que termina em Hawke´s Bay, depois de passar por dezenas de aldeias, vinhedos e paisagens de tirar o fôlego. Em Napier, cidade que serve como referência em Hawke´s Bay, vale recomendar a visita ao New Zealand Wine Centre, para aqueles que quiserem fazer uma aula sobre vinhos ou participar de mais uma degustação, no programa Wine Tasting Adventure. Os visitantes que querem apenas incluir uma ou outra vinícola em sua viagem também encontram excelentes opções na Nova Zelândia, sem precisar mergulhar nas principais regiões produtoras. Pró­ximo a Auckland, maior cidade do país e que em dezembro ganha voos diretos de Buenos Aires, com a Air New Zealand, há boas opções. Uma delas é a Villa Maria Winery, a poucos quilômetros do centro de Auckland, bastante próxima ao aeroporto. A vinícola abre diariamente, com tours fixos às 11h e às 15h. O Auckland Vineyard Café, em seu interior, também abre todos os dias e é uma excelente opção para almoço harmonizado com os tintos e brancos produzidos na Villa Maria.

l www.wellingtonnz.com/classic-new-zealand-wine-trail l www.nzwinecentre.co.nz l www.vintnersretreat.co.nz l www.villamaria.co.nz

Divulgação

Ilhas Norte e Sul

Degustação de vinhos na Amisfield


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18 a 24 de novembro de 2015 Especial Enoturismo

Vinhos a bordo

Quinta do Vallado, no curso do rio Douro, no norte de Portugal

Portugal é um gigantesco vinhedo. São 14 regiões vitivinícolas demarcadas espalhadas pelo país – por onde se passa há vinícolas, ou quintas, a serem exploradas. Da produção, apenas 42% é exportado (excetuando o vinho do Porto), segundo a Wines of Portugal, marca de promoção da imagem do país e de seus vinhos internacionalmente. Com isso, raramente Portugal aparece na lista anual dos dez maiores exportadores de vinhos. No Brasil, no entanto, os vinhos portugueses têm destaque. É que o país está entre os cinco destinos dos quais mais importamos vinhos, em um ranking que traz Chile e Argentina nas primeiras colocações. Se há vinhos por todo o território – inclusive nos arquipélagos – há também turismo associado a essa produção. O visionário Marquês de Pombal, em 1756, quando era uma espécie de primeiro-ministro português, criou a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas e do Vinho do Alto Douro. Nascia, assim, a primeira região demarcada com vinhas registradas e vinhos classificados pela qualidade em todo o mundo, o Alto Douro Vinhateiro, hoje Patrimônio Mundial da Humanidade, tombado pela Unesco. É ali, às margens do Douro, que se produz o mais famoso vinho português, o Porto, desde seu início voltado para exportação. A fama internacional transformou a região também em uma das primeiras a explorar o enoturismo, quando nem se pensava na criação desse termo. Na margem direita do rio Douro, a cidade do Porto cresceu, mas era de Vila Nova de Gaia, do outro lado do rio, que partiam os rabelos, barcos de madeira que transportavam os barris com a bebida. Hoje, o transporte é realizado de muitas formas, mas é em Vila Nova de Gaia que o visitante encontra as melhores caves de vinho do Porto.

Entrada para visitação à cave Sandeman, em Vila Nova de Gaia

Cave na Quinta do Vallado

Pelo Douro

Escoadouros do vinho do Porto, as cidades do Porto e Vila Nova de Gaia são excelentes portas de entrada para experimentar, literalmente, o enoturismo local. A Associação das Empresas de Vinho do Porto reúne as principais caves, entre elas as tradicionais Calém e Sandeman, ambas visitas recomendadas. A primeira pode ser visitada sem reservas prévias, a menos que se trate de grupos. É a cave mais próxima da ponte Luiz I, sobre o rio Douro. A visita guiada inclui museu contando a história da região e da produção do vinho, além das tradições da casa. As caves onde a bebida é envelhecida podem ser visitadas e a degustação dos vinhos está incluída. A Sandeman, instalada em edifício de granito de 1811, tem museu com a história do escocês George Sandeman e visita à adega, com degustação incluída. Para um contraste entre a produção tradicional e a modernidade, a sugestão é visitar o Espaço Porto Cruz, da vinícola de mesmo nome, que transformou o edifício de 1881 em um espaço de exposições, cultura e lazer. Os inúmeros atrativos das cidades de Vila Nova de Gaia e do Porto são apenas a foz do rio Douro. Os amantes de vinhos vão gostar de conhecer seu percurso e as paisagens que ganharam o título de Patrimônio da Unesco. Para isso, há cruzeiros que partem do Porto e incluem visitas a alguns dos pontos emblemáticos da rota, com destaque para os mirantes. É possível dormir em algumas das embarcações ou nas quintas. De carro, pode-se fazer mais paradas, tanto nas vinícolas quanto nas aldeias que pontuam o caminho. Peso da Régua, por exemplo, tem o Museu do Douro, sobre a cultura regional, e seria criminoso deixar de indicar a um visitante o Parque Arqueológico de Foz Côa, uma galeria de arte rupestre ao ar livre, também Patrimônio da Unesco. O turismo rural junta-se ao enoturismo na região, onde vale sugerir a hospedagem em alguma das quintas que, além de produzirem vinhos, oferecem acomodações. Uma delas é a Quinta do Vallado, com seu wine hotel em Peso da Régua ou Vila Nova de Foz de Côa. Para uma hospedagem mais intimista, a sugestão é a Quinta do Portal, em Sabrosa. Há quartos na Casa das Pipas e na Casa do Lagar, todos com decoração única. Cozinha gourmet, piscina, sala de ginástica e bi­blioteca são alguns dos itens de lazer, que incluem visitas guiadas à adega e às caves. Cursos sobre vinhos também fazem parte da programação da quinta, apesar do ambiente informal.

Promotora internacional dos vinhos portugueses, a Tap serviu, em 2014, 700 mil garrafas da bebida em seus voos. Além das taças degustadas, os passageiros também compraram os vinhos portugueses nas lojas francas da companhia aérea, que comercializou no ano passado outras 800 mil garrafas. Válida por entre dois e três anos, a carta de vinhos a bordo dos voos da Tap é elaborada após longo processo, com provas cegas em terra e no ar, uma vez que os sabores são alterados em grandes altitudes. Segundo a Tap, a atmosfera seca da cabine faz com que o corpo humano perca até 30% da capacidade sensorial. O chef consultor da Tap, Vitor Sobral, selecionou 80 vinhos brancos, tintos e espumantes portugueses – entre 300 – para que nove provadores os experimentassem, em prova cega, dando início à escolha dos vinhos servidos a bordo. Com 24 vinhos selecionados, sendo dez tintos, dez brancos e quatro espumantes, a segunda fase da prova teve início, a bordo de um Airbus 330 que voou durante duas horas e meia. A degustação foi acompanhada por brunch e almoço com itens retirados do novo cardápio da classe executiva da Tap. Segundo os especialistas, os vinhos brancos e espumantes são os que melhor se adaptam às condições provocadas pela altitude. Eles, ao lado dos tintos portugueses, já podem ser degustados nos voos da companhia. O júri teve seis especialistas portugueses e três brasileiros, entre chefs de cozinha e jornalistas de publicações da especialidade. Segundo a companhia aérea, o objetivo é continuar sendo uma vitrine para os vinhos portugueses, divulgando a bebida entre seus passageiros em todo o mundo.

Teste cego para a carta de vinhos da Tap: em terra e no ar

l www.cavesvinhodoporto.com l www.calem.pt l www.sandeman.com l www.myportocruz.com l www.quintadoportal.pt l www.quintadovallado.com l www.flytap.com


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Se os vinhos têm importância reconhecida a bordo de aeronaves, o que dizer dos cruzeiros marítimos? Sempre destacados, os vinhos agora têm virado protagonistas de muitas viagens marítimas e fluviais. O diretor da Qualitours, operadora especializada na venda de cruzeiros, Ilya Hirsch, acredita que tanto a necessidade de fidelizar clientes quanto a concorrência entre as empresas de cruzeiros têm motivado a criação de viagens temáticas. “Todas as empresas se preocupam em oferecer algo a mais ao cliente que já viajou com ela, por isso temos visto muitos cruzeiros temáticos e saídas especiais, com enfoque na gastronomia e na degustação de vinhos”, conta. Abaixo, entrevista com o diretor da Qualitours sobre o tema.

Silver Explorer, com programações especiais para cruzeiristas que apreciam vinhos

Espaço La Reserve, nos navios Marina e Riviera, da Oceania

Jornal PANROTAS – Há demanda para cruzeiros e produtos enogastronômicos no Brasil? Qual é o perfil do passageiro que procura cruzeiros desse tipo? ILYA HIRSCH – Há um crescente interesse em vinhos em geral no Brasil, o que resultou na formação de confrarias de degustação de vinhos de todo o mundo, inclusive os produzidos no Brasil, com alguns se colocando em destaque. Os vinhos, em geral, têm rivalizado com a cerveja nas melhores mesas, nas residências e nos restaurantes. Vários restaurantes também apresentam cardápios harmonizando pratos com vinhos específicos. Quem gosta de comer bem e degustar bons vinhos é que procura os navios e cruzeiros com foco nesse segmento. JP – A Oceania lançou o Culinary Creations Land Tours, com a oferta de viagens gastronômi-

cas em terra, antes ou depois do cruzeiro. Há interesse do público brasileiro por esse produto? HIRSCH – Não conseguimos avaliar ainda se há clientes que selecionam seu cruzeiro em função desses programas específicos. Os programas do espaço Bon Appétit, a bordo dos navios Riviera e Marina (Oceania), oferecendo a possibilidade de ir às compras em feiras e mercados locais com preparação dos alimentos comandada por um chef, a bordo, são argumentos a mais para a decisão de escolha de um cruzeiro, mas não constituem motivação essencial. JP – Os navios Marina e Riviera contam com o La Reserva, espaço oferecido em par-

ceria com a publicação Wine Spectator. Que outros navios têm espaços dedicados exclusivamente a vinhos, além das adegas? HIRSCH – O La Reserve é limitado a 22 hóspedes que vivem uma experiência única enogastronômica, com harmonização de pratos preparados pelo chef dos navios e vinhso selecionados. Outros navios premium e de luxo oferecem programas semelhantes em restaurante alternativos, com os da Seaborun, Silversea, Hapag Lloyd, Regent Seven Seas, Crystal e outros. Outras companhias oferecem alguns cruzeiros com convidados especiais, como vitivinicultores e sommeliers a bordo para apresentação de produtos e degustações. Esses programas são lançados como motivação adicional – às vezes, principal – em determinados cruzeiros, oferecendo também valor agregado a seus passageiros fiéis.

Riviera, da Oceania, que lançou o Culinary Creations Land Tours

JP – Considerando sua expertise, que dicas daria para um passageiro de cruzeiro que

tenha interesse especial em vinhos? O que ele deve observar, tanto na embarcação quanto no roteiro? HIRSCH – O cliente-cruzeirista deve buscar, na categoria de cruzeiros em que está acostumado a viajar, as opções que se apresentam como temáticas em enogastronomia. Outra dica é procurar cruzeiros que passem por áreas conhecidas pela produção de vinhos, estudar o itinerário e acessar as excursões nos portos de escala. Nessas viagens, é certo que haverá passeios específicos com degustação de vinhos. É importante, no entanto, uma vez adquirido determinado cruzeiro, solicitar a reserva prévia para passeios e excursões com ênfase na produção e degustação de vinhos.

Ilya Hirsch, diretor da Qualitours


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Se você, está acostumado a recomendar os destinos do Rio Grande do Sul apenas para aqueles passageiros que querem experimentar o inverno brasileiro, está na hora de repensar isso. Não apenas porque Canela e Gramado, na Serra Gaúcha, competem para promover alguns dos maiores eventos de Natal do País, mas também porque entre janeiro e março o Vale dos Vinhedos, com destinos como Bento Gonçalves, vivem suas maiores festas em homenagem ao vinho – e 90% da produção brasileira é do Rio Grande do Sul. Caxias do Sul, por exemplo, realiza a Festa da Uva desde 1931, enquanto em Bento Gonçalves o evento é a Fenavinho, que completa 50 anos em 2017. Mas, além das festas, o Estado tem vinícolas que além de excelentes vinhos produzem, também, ótimas opções de enoturismo. Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), o enoturismo representa, em média, 15% da receita das vinícolas do Rio Grande do Sul, onde há 689 vinícolas, de acordo com o censo vinícola de 2014. A Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) reúne 26 vinícolas associadas e 43 empreendimentos de apoio ao turismo, entre hotéis, pousadas, restaurantes e ateliês de artesanato. O objetivo da associação é promover o desenvolvimento do Vale dos Vinhedos – onde estão cidades como Bento Gonçalves, por meio do enoturismo. “O enoturismo funciona também como canal de distribuição, com a venda direta ao consumidor final, já que 64% das vinícolas vendem diretamente aos clientes que as visitam”, conta o presidente do Conselho do Ibravin, Moacir Mazzarollo. Segundo ele, entre as vinícolas que não têm ações ligadas ao turismo, 42% delas têm a intenção de mudar esse cenário nos próximos cinco anos. “Nós, do Ibravin, indicamos e recomendamos que o turista venha para a Serra Gaúcha e conheça o maior número possível de roteiros”, diz Mazzarollo. “A Campanha Gaúcha e os Campos de Cima da Serra têm se destacado e apresentado ótimas atrações. Indicamos também que o turista visite o Estado em diferentes épocas do ano: desde a safra, entre janeiro e março, até no inverno e primavera, quando a paisagem é diferente e as vinícolas oferecem atrações”, defende. “Essa é uma das características do enoturismo: oferecer atrativos durante todo o ano”, completa.

Vale dos Vinhedos, no coração da Serra Gaúcha

PRODUTOS

Taças cheias e degustações à vista. Em Bento Gonçalves, a Vinícola Aurora já recebe mais de 100 mil visitantes a cada ano. A Peterlongo, em Garibaldi, que fez o primeiro espumante brasileiro em 1913, tem três castelos, um deles transformado em centro de visitantes. O Roteiro dos Espumantes reúne 20 vinícolas em Garibaldi. A cidade é também o ponto de partida para a Estrada do Sabor, com cinco localidades próximas que convidam o visitante a degustar produtos coloniais e vinhos locais. A região é fértil na linha de rotas e roteiros. Há o Caminho das Pedras, o roteiro de Cantinas Históricas, a rota de Termas e Longevidade, o Caminho do Moscatel e os Caminhos da Colônia, para mencionar alguns. Em Bento Gonçalves, cidade que em 2016 recebe o congresso anual da Organização da Vinha e do Vinho, a Marriott inaugurou o Hotel & Spa do Vinho, uma construção em formato de castelo, rodeado por vinhedos. Com sua abertura, a rede trouxe para o Brasil o primeiro empreendimento da marca Autograph Collection, para hotéis com atrativos especiais para apreciadores de arte, arquitetura e gastronomia. Além das muitas vinícolas, os visitantes também podem fazer passeios na Maria Fuma-

Vista do Hotel do Vinho

ça, que parte da estação de Bento Gonçalves e percorrer 23 quilômetros, em passeio de cerca de duas horas, com música italiana e muito suco de uva e vinhos moscatel, até o desembarque na cidade de Carlos Barbosa, passando antes por Garibaldi. Uma espécie de capital do Vale dos Vinhedos, Bento Gonçalves merece ser percorrida com calma. De seu Pipa Pórtico, um portal em formato de barril com 17 metros de altura, até a Igreja de São Bento, de concreto, que homenageia em sua arquitetura os imigrantes italianos por meio da primeira atividade que desenvolveram na região: a vitivinicultura. São quatro portas e dezenas de vitrais coloridos com altura de 13,5 metros, recebendo até mil pessoas. No mínimo, curioso.

MAIS INFORMAÇÕES: www.valedosvinhedos.com.br l www.estradadosabor.com.br l www.turismobento.com.br l www.autograph-hotels.marriott.com FOTOS DO ESPECIAL ENOTURISMO: divulgação e reprodução dos sites citados

OMT E O VINHO A Organização Mundial do Turismo (OMT) irá realizar a primeira Conferência Global de Enoturismo. O encontro acontecerá de 7 a 9 de setembro de 2016 em Kakheti, na Geórgia, país parte europeu, parte asiático. O anúncio foi feito durante a WTM London. “O enoturismo representa um segmento crescente com imensas oportunidades de diversificar demanda. No caso da Geórgia, este potencial é bem conhecido e estamos muito empolgados de oferecer a OMT Conferência Global de Enoturismo no país”, destacou o secretário-geral da entidade, Taleb Rifai. Segundo o ministro de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Geórgia, Dimitry Kumsishvili, a importância deste evento reflete os mais de oito mil anos de história na cultura de criação do vinho. “O nosso desenvolvimento em termos de produto, marca e marketing apresentam uma excelente plataforma para dividir as melhores experiências e práticas”, destacou ele. De acordo com a OMT, a gastronomia e o vinho têm se tornado componentes-chave para vivenciar a cultura e o estilo de vida de qualquer destino como motivação para viajar. Para desenvolver o segmento, a entidade lançou a OMT Rede de Gastronomia.


SurFACE

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DEZ VEZES COM JUROS

Guilherme Miranda é o novo gestor de Projetos na E-HTL

PROMOVIDO

Guilherme Miranda é o novo gestor de Projetos e Parcerias da E-HTL. O profissional, que já atuava na empresa como gerente de contratação, agora é responsável pela a gestão de novos projetos, novas tecnologias e novos negócios e parcerias. A estratégia, segundo a empresa, é ampliar a atuação no mercado junto a parceiros, fornecedores e agentes de viagens. “Os novos desafios chegam em um ótimo momento na E-HTL, pois com o grande crescimento da empresa e com as projeções para 2016, é necessário uma estrutura interna sólida para atingirmos os objetivos e oferecer novas oportunidades e soluções para o mercado de Turismo”, afirma Miranda. Para falar com Guilherme Miranda, envie um e-mail para guilherme@e-htl.com.br.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

O relatório Travel & Tourism 2015; Connecting Global Climate Action (Viagem e Turismo 2015 (Conexão Global de Ações do Clima, em tradução livre) divulgou as ações tomadas pela industria do Tursimo para reduzir as emissões de CO2. Publicado pelo World Travel & Tourism Council (WTTC), o estudo mostra que houve uma redução de 20% e a expectativa é que até 2035 caia para 50%. “Para atingir estes objetivos a longo prazo, muito ainda precisa ser feito pelo setor de Viagens e Turismo e também por outros mercados, mas agora temos um entendimento comum e estamos cada vez mais alinhados sobre as ações globais necessárias”, afirma David Scowsill, presidente e CEO da WTTC. 

Em tempos de redução da demanda e corte de custos, muitos fornecedores estão fazendo o dever de casa e mudando práticas comerciais. Os voos da Tam, Lan e Tam Mercosul podem ser parcelados em até dez vezes, mas com juros. Caso o cliente opte por parcelar em um número maior do que cinco parcelas, haverá incidência de 1,49%, com parcela mínima é de R$ 35. Até cinco vezes, continua pagando sem juros. Segundo a companhia, essa opção torna o valor das parcelas mais baixo, deixando os bilhetes mais acessíveis. Essa diretriz vai impactar especialmente os clientes que adquirirem bilhetes internacionais, pois a maior parte deles opta por parcelar sua passagem. As novas formas de pagamento já estão disponíveis nos sistemas do canal de vendas indireto (agências) da empresa. Para os passageiros que comprarem seus bilhetes com o cartão de crédito Tam Itaucard, o parcelamento em até dez vezes sem juros foi mantido. 

7% MAIS 2,5%

Durante convenção de trabalho para o biênio 2015/2017, o Sindicato da Categoria Profissional dos Empregadores e de Trabalhadores em Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Setetur) e o Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo (Sindetur-SP) fecharam acordo para reajuste salarial de 9,5% dos profissionais da indústria. A negociação foi encabeçada por Luiz Vecchia e Ilya Michael Hirsch, respectivamente. A aplicação do percentual será da seguinte forma: os salários reajustados em novembro de 2014, após a mesma convenção de trabalho, devem ser aumentados em 7%. Nos futuros salários de maio de 2016, já reajustados em 7%, deverá ser acrescido o índice de 2,5%. Os empregados que estiverem recebendo salário normativo terão também os reajustes estabelecidos. Já os empregados demitidos antes de 1º de maio de 2016 receberão o reajuste de 2,5% no ato do pagamento da rescisão.

CONEXÃO BAHIA

A Intermac Assistance anunciou a contratação de Fernando Mazzucato como novo representante da empresa para o Estado da Bahia. Mazzucato, que possui mais de 20 anos de experiência na área, acumula passagens pela Coris e pela própria Intermac, onde atuou por três anos. “Retorno à empresa de meu coração”, comentou. O executivo Fernando Mazzucato pode ser contatado por meio do e-mail: fernando@mazzucato.com.br ou pelo telefone (71) 3024.0344.

Ponto a ponto  A ocupação hoteleira de Salvador está em recuperação. A capital baiana apresentou taxa média de ocupação de 56,64% e diária média de R$ 219,57, acréscimo de 4,7%, em comparação ao ano anterior.  A aérea equatoriana Tame encerará suas operações no Brasil. O último trajeto da companhia em solo brasileiro ocorre em 6 de janeiro de 2016, quando percorrerá Quito-São Paulo-Quito. ERRAMOS: Na página 22 do Guia PANROTAS de Resorts & Hotéis de Lazer 2015, o nome correto do resort baiano é Arraial D’Ajuda Eco Resort.  Wellington Morato e Fernando Mazzucato


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CAPACITAÇÃO

A operadora RCA Turismo promoveu capacitação sobre as atrações da Disney, que contou com a participação de mais de 100 profissionais do Rio de Janeiro. O treinamento foi ministrado pela gerente de Vendas da Disney Destinations, Gabriela Delai, e abordou os três produtos da Disney, parques, hotéis e cruzeiros. “Este formato de evento é muito interessante porque é possível realizar interações com os agentes, eles participam e se envolvem no treinamento. É uma fórmula que dá muito resultado”, afirmou a executiva que está há dez anos trabalhando na Disney. Fernando Nobre e Fabiano Araujo com equipe da RCA

NOVIDADE EM LAX

A DKC Public Relations de Los Angeles (Estados Unidos) anunciou a abertura do Dream Hollywood em 2016, hotel de conceito lifestyle, que, de acordo com a empresa, fará parte de um extensivo plano de revitalização da área. O empreendimento terá oferta gastronômica operada pelo renomado Tao Group, design inovador e um lounge com bar no terraço com vistas para toda a cidade. 

PASSAGEM PARA SUÍÇA

A campanha Swiss Travel Pass Supestar, criada pela Rail Europe, em parceria com o Switzerland Tourism e a Swiss Travel System, premiou com uma viagem à Suíça os nove agentes de viagens que mais se destacaram nas vendas dos passes suíços entre 1° de abril a 30 de setembro deste ano, além de atingirem maior pontuação em um quiz sobre o destino. Os vencedores terão direito a hospedagem, passagens aéreas, Swiss Pass na primeira classe dos trens, todas as refeições, excursões para as montanhas e city tours, podendo conferir os atrativos da cidade em uma viagem de seis dias. Os vencedores foram: Amanda Alves e Daniela Bigas (ambas da TT Operadora); Leandro Ferreira e Ana Claudia Remacha (ambos da STB); Mariana Moreira e Gustavo Ramos, (ambos da Central de Intercâmbio); Ana Luisa Rebellato, da All Intercambio Viagens e Turismo; José Trecco, da Elite Travel, e Lucas Martins, da Viagens Masters.

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corporativo Edição 92 – 18 a 24 de novembro de 2015

Pesquisa

Gastos com correção O estudo Expense Reporting: Global Practices and Pain Points, lançado no último dia 10 na GBTA Frankfurt, conduzido pela GBTA Foundation e patrocinado pela HRS, mostra que, em média, a cada ano, as empresas ao redor do mundo gastam cerca de meio milhão de dólares (cerca de R$ 2 milhões) e aproximadamente três mil horas de trabalho corrigindo erros em relatórios de despesas. “Esse estudo buscou identificar pontos sensíveis e áreas de melhoria no processo de fazer relatórios de despesas, de modo que as empresas achem caminhos para aumentar sua eficiência economizando dinheiro, tempo e recursos”, disse Joseph Bates, vice-presidente de Pesquisas da GBTA Foundation. O custo médio para processar um relatório de despesas para uma única noite de hotel é de US$ 58, no entanto, 19% desses relatórios contêm erros ou falta de informações que custam US$ 52 adicionais e 18 minutos para serem corrigidos (contra 20 minutos para completar o primeiro relatório).p


02 Aviação

18 a 24 de novembro de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

> Luiza Gil

AA aposta na businnes

O B-787 DreamlineR iniciou as operações no dia 5 de novembro, substituindo a anterior, 777-200. De acordo

com o diretor de Vendas São Paulo-Sul da American Airlines, José Roberto Trinca, a troca do avião destina-se, principalmente, ao cliente premium. “Nós estamos colocando o 787 nessa rota pelo fato da executiva ser praticamente igual a uma primeira classe. Daremos atenção especial aos passageiros business, como já fazemos em outras rotas americanas. A companhia é muito voltada para esse público. A sala vip em Guarulhos teve investimento de US$ 4 milhões justamente para atendê-los. A rota está dando certo e merece tratamento especial, até pelas conexões que Los Angeles oferece para a costa oeste dos Estados Unidos e para a Ásia”, explica Trinca. O 787 Dreamliner traz 225 assentos, sendo 198 de classe econômica, distribuídos em três fileiras com três poltronas, e 27 na executiva. Rede wi-fi, tomadas de corrente alternada, entradas USB e opções de entretenimento estarão disponíveis em ambas. Outra novidade da aeronave é a ausência de cortinas nas janelas, substituídas por um dispositivo que controla os níveis de intensidade de luz com um botão, indo do transparente até o blackout. O design também sofreu algumas modificações, incluindo maior espaço no bagageiro; sistema de ar avançado na cabine, que proporciona maiores níveis de umidade em altitude e filtragem de ar; e redução de barulho do motor. “Esse é o avião mais moderno que tem na indústria. Antes era o Boeing 777300, que operamos com destino a Miami, Nova York e Dallas. Agora com o 787, oferecemos tecnologia de última geração, além de ser um equipamento mais leve, que consome menos energia, mais voltado ao meio ambiente, com a pressurização completamente diferente. Em outros voos você tem a sensação de estar a dois mil metros de altura, já no Dreamliner a mesma cai para 700 metros, fazendo com que o inchaço e o desconforto diminuam”, ressalta Trinca.

BUSINESS

Ainda com foco neste público, a classe executiva traz novos assentos Business Suíte, com poltronas totalmente reclináveis que viram camas, posicionados em forma de Z; acesso livre ao bar ex-

José Roberto Trinca, diretor de Vendas São Paulo-Sul da American Airlines, apresenta novo Boeing 787 Dreamliner da American Airlines

Layout da Admirals Club Lounge, nova sala vip da American em GRU

clusivo durante todo o voo, permitindo que os passageiros se sirvam; telas individuais de 16 polegadas; fones de ouvido para uso a bordo; acesso direto ao corredor e kit de cuidados pessoais. O sistema de entretenimento a bordo disponibiliza mais de 250 filmes, 180 programas de TV, 18 canais de rádio e 380 álbuns de música. O wi-fi, assim como nos outros aviões, é um serviço pago com algumas opções de pacotes, incluindo por tempo de uso ou para o trajeto inteiro.

SALA VIP

A outra novidade para os passageiros da classe executiva é a sala vip no Aeroporto Internacional de Guarulhos (GRU), em São Paulo, chamada Admirals Club Lounge. Inaugurado no dia 6 de outubro, o espaço traz inovações em design e alimentação, e foi projetado para as necessidades do cliente conectado. O lounge está localizado no novo

Novos assentos Business Suíte, com poltronas totalmente reclináveis

CR ISE

Mesmo na situação de desaceleração econômica e alta cambial, José Roberto Trinca afirma que o volume de vendas não baixou, o que caiu foi a rentabilidade. “Estamos vendendo por uma tarifa

muito baixa, 40% menor do que costumávamos. Não é uma estratégia, é uma necessidade. Existia uma oferta abundante de voos no Brasil, mas com essa enxugada na economia a demanda caiu drasticamente e a oferta continuou grande. Por isso estamos vendendo passagens a US$ 240. Na rota SP-Los Angeles com o 787, a business custa cerca de US$1,2 mil, mas já foi vendida a US$900. O mercado é quem dita. Se não fizermos nada a concorrência fará”, explica o diretor de Vendas São Paulo-Sul da American Airlines.p Terminal T3 do aeroporto, no mezanino (terceiro andar), acima da área de compras duty-free. O GRU é o primeiro internacional atendido pela American a receber a reforma. O Admirals Club conta com bufê de comida e bebidas à vontade, wi-fi gratuito, sala de TV, espaço infantil, cafeteria, bar self-service e banheiros masculinos e femininos com três chuveiros. “Estamos investindo na experiência

em aeroportos para criar verdadeiros santuários, tranquilos e relaxantes, que ofereçam serviços personalizados e conveniências extraordinárias. De um cardápio aprimorado de refeições leves gratuitas até novos móveis e espaços de trabalho especialmente projetados, o Admirals Club será o refúgio perfeito para nossos clientes”, afirma o vice-presidente de marketing global, Fernand Fernandez.p


03 A

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18 a 24 de novembro de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

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Compra da Home Away pela Expedia é jogada para desestabilizar a Airbnb

No ano passado, a Euromonitor diversas vezes destacou a consolidação na indústria de hospedagem, e, depois das notícias de que a Hyatt e a Starwood estão em conversas avançadas para uma fusão, foi a vez da Expedia anunciar que concordou em comprar a Home Away por US$ 3,9 bilhões. A Expedia este ano tem estado em um processo acelerado de aquisições, incluindo o Travelocity, por US$ 280 milhões, o Orbitz, por US$ 1,6 bilhão, e agora a Home Away. Outras marcas da Expedia incluem a Hotels. com, Hotwire.com e Trivago. A Home Away continuará a ser operada como entidade separada, mas a aquisição deve beneficiar ambas as empresas. Aqui vamos discutir os efeitos de curto e longo prazos dessa aquisição na Home Away, na Expedia e nos principais concorrentes.

EXPEDIA SE DISTANCIA DO PRICELINE Em 2014, a Expedia registrou o mais alto valor de vendas de qualquer companhia de viagens, US$ 50,4 bilhões, apesar de estar apenas um pouco à frente de seu maior concorrente, o Grupo Priceline. Esse último, com marcas como Priceline, Booking.com e Kayak, registrou vendas de US$ 50,3 bilhões em 2014. A adição da Home Away ao portfólio da Expedia irá resultar em um total de vendas de US$ 55,3 bilhões, e assim aumentar a liderança da Expedia sobre o Grupo Priceline, assegurando que a Expedia continue o maior player da indústria de viagens.

COLABORAÇÃO ANTERIOR A Home Away já havia feito uma parceria com a Expedia, em uma iniciativa piloto para listar dez mil propriedades de aluguel na OTA em 2013 e 115 mil em 2014, apesar de o acordo ter se tornado um projeto à parte para a Expedia, focada em suas negociações com a Travelocity e Orbitz. Um possível marco dentro da parceria veio no começo de agosto de 2015, quando a Expedia Alemanha incluiu propriedades da Fewo-direkt,

Wouter Geerts é analista de pesquisa da Euromonitor International

a marca alemã da Home Away. Isso, possivelmente, foi o resultado do anúncio da Home Away em junho de 2015 de que iria colaborar com o Kayak, o metabuscador pertencente ao Grupo Priceline, concorrente da Expedia. Durante a divulgação de resultados do segundo trimestre de 2015, o CEO da Home Away, Brian Sharples, disse que as propriedades para aluguel estariam no Kayak antes do fim do ano. Com a compra anunciada, é improvável que a parceria Home Away-Kayak continue, e possivelmente a Priceline terá de aumentar seu foco no mercado de aluguel nas férias por meio da Booking.com.

CONTRA A AIRBNB

O interesse da Expedia na Home Away, no entanto, não está apenas baseada em vencer a concorrência com o Grupo Priceline. A aquisição é um claro indício de que tanto a Home Away, tida como maior concorrente da Airbnb, e a Expedia estão preocupadas com a ameaça da Airbnb sobre seus negócios. A Airbnb está dando passos largos para tornar os alugueis de imóveis nas férias um sucesso em sua plataforma – tradicionalmente servida pela Home Away – e há grandes indícios de que a Airbnb passará a oferecer quartos de hotel em breve, atingindo o foco principal da Expedia

no segmento de acomodações. Com a Airbnb anunciando uma parceria com a Virgin America para começar a oferecer um produto diretamente ao consumidor, a empresa está dando sinais que quer competir com as OTAs, como a Expedia. A Expedia sempre priorizou hotéis sobre casas de aluguel para férias tanto nos resultados de busca quanto em sua estratégia, apesar de sua parceria anterior com a Home Away, mas a aquisição sugere que a OTA está preparada para dar mais ênfase que antes nos alugueis. A jogada fortalece a posição da Expedia como uma empresa de reservas de viagens em um ano dinâmico para a indústria, que inclui as próprias atividades corporativas da Expedia, a expansão do Tripadvisor para o setor de reservas e os rumores de potenciais novos players, incluindo o Google. A Home Away também havia anunciado sua intenção de mudar seu modelo de negócios. Até o fim de 2013 a empresa era unicamente baseada no modelo de assinatura. A Home Away cobrava dos donos das propriedades a serem alugadas uma taxa anual entre US$ 349 e US$ 999, mas não recebia qualquer ganho extra por reserva. Já seu competidor, a Airbnb, usa um modelo pague-por-reserva (PPB, em inglês), recebendo entre 6% e 12% do valor de cada reservas dos próprios hóspedes, e 3% dos anfitriões. Esse modelo se provou bem mais lucrativo, o que levou a Home Away a introduzir o sistema PPB no começo de 2014, com taxa de 10% a 20% paga pelos donos das casas de aluguel. A Home Away também anunciou que vai iniciar cobrança de 6% por reserva dos hóspedes, apesar de não ter informado detalhes. O CEO da Home Away, Brian Sharples, disse, em comunicado, que a aquisição vai oferecer distribuição ampliada, tecnologia e a expertise da Expedia. Uma área específica em que a Home Away fica para trás da rival Airbnb é em


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18 a 24 de novembro de 2015 PANROTAS CORPORATIVO

seu sistema de reservas on-line. Mais cedo este ano, a Home Away disse que apenas 50% de suas propriedades podiam ser reservadas on-line, enquanto acordos precisavam ser feitos entre anfitriões e hóspedes para as demais propriedades. O suporte da Expedia colocará a Home Away em uma posição melhor para chegar a um portfólio completamente reservável on-line.

CHINA: FUTURO CAMPO DE BATALHA? Devido à alta competição na China, a Expedia vendeu sua participação majoritária na eLong em maio deste ano, resultando em perdas operacionais que impactaram a performance financeira global da companhia. A região da Ásia/Pacífico é atualmente a que mais rapidamente cresce para os intermediários on-line, mas é uma região na qual a Expedia ainda precisa ganhar presença. A Home Away, por outro lado, está entrando no mercado chinês por meio de um investimento minoritário na Tujia, uma das plataformas

de maior sucesso na comercialização pessoa-pessoa. Tujia tem mais de 200 mil propriedades no portfólio e recebeu US$ 300 milhões de um fundo em julho deste ano. As propriedades da Home Away podem ser encontradas na Tujia para os turistas chineses buscando viagens no Exterior. Em uma entrevista com a Euromonitor, o co-fundador e membro do Board de Diretores da Home Away, Carl Shepherd, disse: “Há tanto crescimento e competição no Mercado de aluguéis a curto prazo na China que nós tomamos a

decisão estratégica de investir em um parceiro local forte que pode reagir rapidamente às mudanças de mercado locais. Meu dinheiro está sempre em empresas chinesas clones de estrangeiras porque é como o governo da China trabalha. O que colocamos no Tujia da homeway.com são casas que querem se conectar com os viajantes chineses, e então suas páginas são traduzidas para o mandarim. Tujia lida com isso e os viajantes chineses podem fazer negócios com o Tujia”. Ao contrário da Airbnb, a Home

Away fechou parceria com um player local de sucesso, o que, no momento, parece ser uma aposta segura e lucrativa. A presença da Home Away na China pode ser um novo caminho para a Expedia chegar a esse mercado ainda não desbravado. Enquanto o Grupo Priceline é um investidor minoritário na CTrip, a OTA chinesa de maior sucesso, e a Airbnb encontrou investidores chineses, a Expedia precisa da expansão no país, para não ficar atrás dos concorrentes. A Home Away pode ser esse portão de entrada.p

Abracorp chega ao sexto ano e mantém o foco na inovação Quando olhamos pelo retrovisor e revivemos as imagens destes seis anos de atividades da Abracorp, constatamos que, a despeito das turbulências por demais conhecidas, foi possível avançar. Conseguimos mostrar a que viemos, logramos reunir, em torno da nossa entidade, empresas e empresários efetivamente representativos do segmento de viagens corporativas e, em última análise, criamos uma identidade singular nesse mercado. Desde o início, buscamos investir em inovação, com base na crença de que o mercado é (e está) mais e mais exigente. Inovar, por definição, não tem ponto de chegada – é uma filosofia de trabalho aliada da busca incessante de excelência. Vencida a ‘fase heróica’ da Abracorp, hoje estamos decididos a fortalecer nossa imagem institucional no âmbito do mercado e, com isso, consolidar um posicionamento de entidade perceptiva, antenada e atenta ao seu papel de agente fomentador de iniciativas revitalizadoras do nosso universo de negócios. Um dos motes que

têm alimentado o diálogo com nossos pares recai sobre a busca de receitas auxiliares para nossas associadas. Falamos de serviços agregados, a exemplo dos seguros de viagens, sob o formato de parcerias bem estabelecidas que podem criar sinergia e alavancar o nosso negócio. Nessa direção, queremos marcar posição como consultores de notória expertise em viagens corporativas – afinal, as 29 associadas Abracorp dispõem de inegável know-how pronto para ser compartilhado com o mercado. Temos um importante papel de fomentadores, de indicadores de alternativas à luz do que de mais avançado e eficiente se pratica no mundo. Vamos estreitar parcerias junto a organizações e entidades com alto grau de penetração no universo business to business, visando alavancar negócios e revigorar a imagem institucional da entidade e a imagem organizacional das associadas. Temos ótimas perspectivas para nos tornar mais presentes no mercado, afinando possibilidades negociais que venham ao encontro do interesse

dos nossos clientes. Também faz parte desta reflexão a nossa preocupação obsessiva com os investimentos em qualificação profissional. Mais do que oferecer treinamento para operações de natureza tática, estamos determinados a investir, cada vez mais, na formação de quadros estratégicos. Estamos falando de incrementar e priorizar investimentos na preparação de detentores de inteligência de mercado de alto nível. No bojo de todas as nossas análises, estudos e projeções, entendemos que o momento que atravessamos é propício para se pautar nosso trabalho em um ambiente cada vez mais formal. Não há mágica nem soluções miraculosas. Posturas amadorísticas e oportunistas tendem a não prosperar – o mercado pede transparência e isso não acontece em ambientes marcados pela informalidade. Temos de avançar mais e mais na gestão de processos, para que possamos compreender melhor a movimentação dos cenários e desenhar futuros com o maior grau possível de acertos.


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