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Jornal PANROTAS 1191

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www.panrotas.com.br

R$ 11,00 - Ano 23 - nยบ 1.191 4 a 10 de novembro de 2015

...que levou a

> Pรกginas 02, 04 e 22 a 24

Foto: Alexandre Macieira - Riotur

Rio combate a crise...


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4 a 10 de novembro de 2015 JORNAL PANROTAS

Check-IN LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 06 a 10

Os melhores promotores da consolidação em MG Páginas 14 e 15

Mendoza e o crescente mercado de resorts e vinícolas Página 18

Test drive do pacote romântico do Prodigy Berrini (SP)

Página 19

Mala Pronta deixa de existir e é absorvida pela Tui Brasil Páginas 26 a 28

Espírito Santo mostra estratégia para crescer em turistas PANROTAS Destinos

Embarque com a gente para o Havaí

E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br

Prepare-se

22/10/2015 11:29:40

GUIA DELTA Com esta edição, o guia Descobrindo os Estados Unidos e Canadá com a Delta

Para a próxima onda de crescimento do País. Para a crise atual, não dá mais. Se você não preparou sua empresa há dois ou um ano atrás, agora é segurar e adequar custos, ser rápido e criativo, mas não dá para fazer milagres. A profissionalização do Turismo passa por gestão, por conhecer financeiramente sua própria empresa. Seja ela grande ou pequena. O bom empresário, ouvimos essa frase algumas vezes na semana passada, fica evidente no momento de queda do mercado, de descer a ladeira. Em anos de crescimento de dois dígitos, todo mundo é bom. Muito generalista? Claro. Mas o que é importante é estar

bem preparado, inclusive para imprevistos, e conhecer bem seu negócio. Estar preparado para a volta do crescimento, seja daqui a um ou dois anos, e enquanto isso viver com um mercado menor, é um desafio enorme, que se soma a tantos outros que nossa indústria enfrenta, como a não ajuda das políticas públicas, a concorrência de destinos mais eficientes e a alta carga de impostos e leis pouco inteligentes, só para ficarmos em alguns. Aliás, já vimos antes essa crise no fluxo internacional. Na virada do milênio enviávamos menos de 400 mil turistas aos Estados Unidos (e dois anos antes quase atingimos um milhão de viajan-

tes). A Soletur fechou. A Stella Barros idem. Operadoras que só vendiam internacional abriram departamentos de nacional e receptivo. Quinze anos depois mandamos 2,2 milhões de turistas às cidades americanas, outros tantos para a Europa, estamos descobrindo a Ásia... E chega outra crise do dólar. Somada à crise política e econômica do País. E, não menos importante, a indústria do Turismo atinge um grau de mudanças que exige muito das empresas, a cada instante, a cada crise momentânea. Não há mais surpresas. Ao mesmo tempo em que tudo é novo e se renova. Difícil, mas quando foi fácil?


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Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

S

E U Q A DEST >

DO PORTAL

PANROTAS 22 a 28/10

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Coordenadores: Danilo Alves e Paula Daidone Reportagens: Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino

Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Pedro Guilherme Moreno Querim Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

PARCEIRAS ESTRATÉGICAS

MEDIA PARTNER

ASSOCIAÇÕES

cruzeiro dedicado ao público LGBT – em 23/10

6 Operadora Fui Viagens encerra atividades em São Paulo – em 28/10

1 Diretor da CVC mostra 10 destinos

7 Navio da Royal Caribbean pega

onde o real é forte – em 22/10

fogo na Grécia – em 22/10

2 Crise faz família Martinez fechar Século 21 e se mudar – em 22/10

3 Grande São Paulo pode ganhar mais um aeroporto – em 23/10

4 Empregos: CVC, Decolar e Rextur Advance contratam – em 28/10

MARKETING

5 Conheça o primeiro

8 Marcelo Araújo, da RXT Travel, falece em SP – em 23/10

9 Sem crise: aplicativos para facilitar qualquer viagem – em 23/10

10 CVC é primeira marca

de turismo na cabeça do brasileiro – em 27/10

11 Saiba quem são os campeões de venda de Teresa Perez – em 26/10

12 Justiça cassa liminar e CNC volta a atuar no Turismo – em 23/10

13 Veja as rotas aéreas com maior movimentação do Brasil – em 22/10

14 Emirates fará voo único com A380 no Brasil – em 28/10

15 Pullmantur reduz temporada do Empress – em 19/10


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Mercado

Fim de um ciclo COM 29 ANOS DE ATIVIDADES, COMPLETADOS EM OUTUBRO, A OPERADORA DESIGNER TOURS ANUNCIOU, NA QUINTA-FEIRA (29), O FIM DA EMPRESA ESPECIALIZADA EM DESTINOS EXÓTICOS, LUA DE MEL E VIAGENS

Olga Arima era a única sócia da Designer Tours quando a empresa anunciou o final das operações

diferenciadas. A empresa nasceu com quatro sócios (Wilson Azevedo, Silvia Sá, Deusa Rodrigues e Olga Arima), todos especialistas em operações. Em 2012, Olga e Deusa compraram a parte dos dois outros sócios e tocaram a operadora até julho de 2015, quando Olga Arima se tornou a única sócia. Segundo comunicado da Designer, as vendas caíram 50% depois da intensificação da crise do dólar e as operações não se sustentaram. O Jornal PANROTAS apurou que diversos operadores ajudaram a Designer com embarque e pagamento de passageiros. Ainda de acordo com a Designer, a parte aérea dos pacotes já comercializados foi regularizada e já está quitada, garantindo assim o embarque de todos os passageiros, que estariam com seus bilhetes emitidos. Os serviços terrestres, no entanto, deverão ser contratados novamente e pagos de forma direta pelo passageiro e/ou agência, sem qualquer participação da Designer. Quem já pagou teria de pagar de novo. “Para minimizar o impacto e prejuízo financeiro dos passageiros e parceiros, estaremos estornando as parcelas dos cartões de credito ainda não vencidas, nas respectivas operadoras, ficando, a critério dos passageiros a confirmação e ratificação direta perante as respectivas operadoras e administradoras dos cartões utilizados para pagamento do pacote. Com relação às viagens pagas à vista, deverão ser adotados os mesmos procedimentos, no que tange a contratação e o pagamento direto pelo passageiro da parte terrestre, e estaremos tentando buscar fluxo de caixa para promover as respectivas devoluções. Lamentamos o ocorrido e esperamos contar com a compreensão e colaboração de todos”, disse a direção da operadora, em carta divulgada ao trade. A diretora da Designer, Olga Arima, no dia do anúncio, ficou incomunicável e a empresa deixou um e-mail e telefone de contato: gestaodesignerturismo@gmail.com e (11) 97059-0080.

BRAZTOA E SEGURO A Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), da qual a Designer era associada, enviou comunicado dizendo ter sido notificada pela empresa de seu fechamento e preferiu ressaltar a importância do seguro Trip Protector, lançado durante a Feira da Abav. “A Braztoa, como uma das mais representativas entidades do País, tem trabalhado para desenvolver ações, produtos e estratégias em prol da sustentabilidade econômica do setor de turismo. Um desses produtos é o Trip Protector, seguro de proteção contra quebra de qualquer player da cadeia de Turismo, no Brasil ou no Exterior.” Atualmente, há sete empresas associadas à Braztoa (cerca de 10% do total de operadoras membros) aptas a vender o seguro, já tendo passado pela análise da Ifaseg e QBE. Segundo Mário Gasparini, da Ifaseg, há ainda muita documentação sendo analisada. Como é um diferencial da Braztoa, as não associadas estão recebendo a recomendação para ingressarem na entidade. Três já pediram filiação. O seguro não é obrigatório (para consumidores ou mesmo operadoras) e há empresas que têm sua própria opção para resguardar o passageiro. Antes da Designer, a Braztoa já perdeu, este ano, associadas como a ADV, Século 21 e Nascimento Turismo. p


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Melhores promotores

Consolidadoras

Minas Gerais QUANDO PARTICIPOU DA ÚLTIMA CONVENÇÃO DE VENDAS DA TREND, EM SETEMBRO, VINÍCIUS OTTONO GIRUNDI NÃO tinha ideia da finalidade daquela foto que a equipe do Jornal PANROTAS tinha acabado de lhe pedir. Poucos dias depois, ao saber que estava entre os melhores da consolidação

em Minas Gerais, ficou surpreso. “Minha indicação nesta pesquisa se dá pelo respeito que eu tenho pelos meus clientes e pela a forma que eu mantenho a relação com cada um deles”, afirmou, ainda sem saber que ocupava o primeiro lugar do ranking, entre os melhores consolidadores (aéreos, hoteleiros, de auto-

móveis) do estado de Minas Gerais. Essa é a primeira vez que a pesquisa feita pelo Portal PANROTAS chega ao mercado mineiro. Mas não foi a primeira vez que o trabalho do promotor foi reconhecido. Uma das grandes conquistas de sua carreira é uma viagem para Orlando que recebeu como prêmio da própria

Trend por estar entre os melhores vendedores da empresa. “A dica que eu dou para quem está começando agora na área é: estude, mas estude muito e procure aprender o máximo de coisas possíveis”. Abaixo você conhece um pouco mais de Vinicius e de outros cinco profissionais da consolidação do mercado mineiro.

Promotores de consolidadoras VINICIUS OTTONI GIRUNDI Empresa: Trend Operaodra Idade: 37 anos Cargo: executivo de Contas Tempo de empresa: três anos Tempo de Turismo: 15 anos Empresas em que trabalhou: Rede Bristol, Rede Transamérica, Club Med, Ouro Minas Palace Hotel, Grupo BRT Estado civil: solteiro

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? ALMEIDA — Uma presença constante nas agências, boa relação comercial e confiança no produto.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? ALMEIDA — Minha mudança da área de operação para o comercial. Foi um desafio novo e eu acredito que consegui superar minhas próprias metas. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? ALMEIDA — Minha família, pois eles me dão suporte para enfrentar o dia a dia. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? ALMEIDA — Claudia Wischansky, da Flytour Business Travel. Foi

JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? GIRUNDI — Minhas conquistas.

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? VINICIUS GIRUNDI — O respeito que tenho pelos meus clientes.

JP — Que dicas tem para quem está começando? GIRUNDI — Acreditar e estudar muito. Procure aprender outros idiomas e informações sobre os destinos no mundo.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? GIRUNDI — Uma viagem que fiz para Orlando por ter conquistado os melhores vendedores do Brasil pela Trend.

JP — Em tempo de crise, como ser diferente? GIRUNDI — Somar conhecimento com atitude, que vai resultar em sucesso.

ALOÍSIO FABIANO BARBOSA ALMEIDA Empresa: Rextur Advance Idade: 35 anos Cargo: executivo de Contas Tempo de empresa: dois anos e seis meses Tempo de Turismo: 11 anos Empresas em que trabalhou: Flytour Business Travel, CWT e Técera Viagens Estado civil: solteiro

JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? GIRUNDI — Deus.

com ela que comecei no Turismo, em 2004, e que passei da operação para o comercial.

JP — Que dicas tem para quem está começando? ALMEIDA — Estudo, conhecimento do cliente e do produto que você está vendendo e boa relação interpessoal. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? ALMEIDA — A gente deve entender o que o cliente está passando e dar ferramentas para que ele consiga atingir os objetivos dele. E, claro, ir para a rua.


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RANKING DOS MELHORES PROMOTORES DE CONSOLIDADORAS EM MINAS GERAIS* 1º – Vinicius Ottoni Girundi — Trend Operaodra 2º – Aloísio Fabiano Barbosa Almeida — Rextur Advance 3º – José Luiz Meireles da Costa — Frontur Consolidação 4º – Grazielle Aguilar Rocha Tostes — Trend Operadora 5º – Roseane Cavalcante da Silva — Rextur Advance 6º – Paulo Rogério de Moraes — Esferatur * Pesquisa feita por meio do Portal PANROTAS

JOSÉ LUIZ MEIRELES DA COSTA Empresa: Frontur Consolidação Idade: 30 anos Cargo: executivo de Contas Tempo de empresa: um ano Tempo de Turismo: dez anos Empresas em que trabalhou: Rextur Advance Estado civil: casado

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? JOSÉ MEIRELES — Eu acredito que pelo trabalho diferenciado que eu presto para os meus clientes. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? MEIRELES — Meu filho, Enzo, que me dá forças e me motiva todos os dias. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? MEIRELES — O Moacir Barbosa, pois foi ele quem me deu a oportunidade de trabalhar na área que estou hoje. Eu comecei como motoboy da outra empresa e hoje sou executivo de Contas da Frontur. JP — Que dicas tem para quem está começando? MEIRELES — Ser bastante humilde e aprender a assumir o erro. Estar presente no cliente, pessoalmente, é algo que ajuda bastante também. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? MEIRELES — Ter um bom suporte por trás do atendimento do executivo. A superação nossa é o atendimento e a força da equipe. > Continua na pág. 08


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< Continuação da pág. 07

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GRAZIELLE AGUILAR ROCHA TOSTES Empresa: Trend Operadora Idade: 36 anos Cargo: executiva de Vendas Tempo de empresa: cinco anos e meio Tempo de Turismo: 15 anos Empresas em que trabalhou: Dayrell Hotel e Hoteis Othon Estado civil: casada

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? GRAZIELLE TOSTES — Muita dedicação e gostar do que faz.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? GRAZIELLE — Reconhecimento profissional e pessoal. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? GRAZIELLE — Minha família, em especial minha filha, Maria Luisa, e meu marido. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? GRAZIELLE — Pessoas que bus-

cam o aprendizado e crescimento constante.

JP — Que dicas tem para quem está começando? GRAZIELLE — Primeiro gostar do que faz e fazer bem feito. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? GRAZIELLE — Buscar sempre conhecimento e estar atento as exigências do mercado.

PAULO ROGÉRIO DE MORAES Empresa: Esferatur Idade: 45 anos Cargo: executivo de Contas Tempo de empresa: um ano e três meses Tempo de Turismo: 26 anos Empresas onde trabalhou: Flytour Consolidadora Estado Civil: casado

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? PAULO MORAES — Eu e o time da Esferatur trabalhamos em cima da atenção e da manutenção do atendimento, sempre prestando um serviço que o mercado merece.

ROSEANE CAVALCANTE DA SILVA Empresa: Rextur Advance Idade: 31 anos Cargo: executiva de Contas Tempo de empresa: cinco meses Tempo de Turismo: dez anos Empresas onde trabalhou: MMTGapnet e Viagens Master Estado Civil: casada

JORNAL PANROTAS — O que te levou a estar entre os melhores? ROSEANE SILVA — O tempo de relacionamento que eu tenho de mercado e a amizade que construí com meus clientes nesse tempo. JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? ROSEANE — O meu próprio crescimento profissional e a experiência que fui adquirindo ao longo desses anos. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? ROSEANE — Meu pai, Gilmar da Silva, porque ele é um exemplo de honestidade, relacionamento e bom humor. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? ROSEANE — Todos com quem já trabalhei. JP — Que dicas tem para quem está começando na profissão? ROSEANE — Ser persistente, pois o relacionamento demora a se construir. É necessário ter boa vontade também para atender os clientes. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? ROSEANE — A crise faz a gente correr mais atrás do cliente, da venda. Não podemos esperar a venda cair simplesmente, como estávamos acostumando. É o momento de batalhar e ser criativo, para gerar oportunidades.

JP — Qual é a grande conquista da sua carreira? MORAES — Ser reconhecido pelo mercado. JP — Quem é sua fonte de inspiração na vida? MORAES — Minha mãe, a Isaura. Porque ela me passou importantes lições de vida. JP — Quem é sua fonte de inspiração no Turismo? MORAES — Minha gerente de Vendas, Márcia Tonidandel. Conheço a Márcia faz bastante tempo e aprendi muito com seu trabalho. JP — Que dicas tem para quem está começando na profissão? MORAES — Ter conhecimento do produto e do mercado, e procurar satisfazer todos os clientes do setor que você atua. JP — Em tempo de crise, como ser diferente? MORAES — A crise me mostra oportunidade de buscar melhores negócios.


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Melhores promotores

Reação das

vitoriosas IZABELLA MOURA, DA AZUL LINHAS AÉREAS, E JULIANA COSTA, DA TAP, FORAM AS PRIMEIRAS COLOCADAS NA CATEGORIA “AVIAÇÃO” DA PESQUISA “MELHORES PROMOTORES DO TURISMO – MINAS Gerais”, realizada pelo Portal e Jornal PANROTAS, pela primeira vez no Estado. Ambas se mostraram surpresas com o resultado da eleição e disseram que foram avisadas da colocação pelos próprios clientes. “Um agente me avisou e eu entrei no portal para ver a minha colocação. Fiquei feliz e surpresa, pois acabei me destacando no meio de tantos profissionais competentes no mercado”, disse Juliana. Izabella soube através de uma mensagem no Whatsapp, enviada também por um cliente. “Logo em seguida, comecei a receber diversas menções no Facebook e recados no celular. Nas minhas redes sociais, onde eu também adiciono meus clientes e postei a notícia, registrei um grande número de curtidas e comentários”, disse a executiva da Azul. Para Juliana, o reconhecimento do trade e do Jornal PANROTAS foi um dos grandes feitos dos seus 18 anos de Turismo. “Depois de tanto tempo de mercado, vem essa pesquisa mostrar que você faz um trabalho bem feito e que agrada sua carteira. Meu chefe direto, o gerente comercial regional

Izabella Moura, da Azul Linhas Aéreas

Juliana Costa, da Tap

Minas Gerais e Espírito Santo da Tap, Carlos Tavares Dias, me encontrou no escritório e se mostrou feliz com o resultado”, revelou. Já Izabella afirmou que esperava uma boa colocação, pois sempre foi uma executiva presente. “Eu li a nota no Portal PANROTAS que anunciava o início da votação. Não fiz nenhuma boca de urna e não divulguei a pesquisa. Optei por esperar o resultado e ver se eu seria lembrada. O primeiro lugar nada mais é que um sinal de que estou agradando”, completou. A pesquisa “Melhores Promotores do Turismo”, realizada anualmente pelo Jornal PANROTAS, é “vitrine” para muitos executivos, inclusive para as duas premiadas na última edição. “É um marco, o PANROTAS é o principal veículo do turismo e todo mundo da nossa área tem acesso a ele. Quem não quer estar em um prêmio como esse, ainda mais em primeiro lugar?”, disse Izabella, que já foi reconhecida pela Azul como uma das melhores profissionais de vendas durante uma ação interna da companhia.

PAN N o t a s Promoção Neila Araújo é a nova diretora de Vendas e Marketing da Nobile Hotéis. Desde 2011 no grupo e com mais de 20 anos de experiência no setor, Neila tem passagens pelas redes Othon, Caesar Park, Blue Tree e Holiday Inn e, entre 2006 e 2011, a profissional comandou o Escritório Brasileiro de Turismo em Lisboa (EBT Portugal), sendo responsável pela promoção turística do Brasil no destino.

Mudança Após seis anos de atuação no Grupo Latam, Flávio Passos anunciou sua saída. O gerente Territorial de Vendas da empresa chegou a passar por diversos desafios como a gestão estratégica do canal corporativo e mais recentemente a gestão comercial do Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Minas Gerais. Passos iniciará uma nova jornada no trade, mas ainda não revelou detalhes da nova empreitada.

Boas novas Adriana Varella é a nova representante comercial para o Brasil da broker de acomodações, transfers e pacotes Hotels Pro, com sede em Istambul, na Turquia. A profissional, que atuou na Tourico Holidays, já está atuando próxima ao mercado e, segundo a empresa, já fechou contrato com “diversos operadores no País”, resultado considerado muito positivo, apesar do momento de crise.


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Eventos

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> Luiza Gil

Lua de mel em alta

PLANEJAMENTO PRÉVIO DO ROTEIRO E RESERVA DE VERBA SÃO AS RAZÕES PELA QUAL O MERCADO

de destinos de casamento e lua de mel não só fique de fora da crise, como viva seu melhor momento. É o que afirma a proprietária da agência Be Happy, Jacqueline Dallal Mikahil. De acordo com Jacqueline, os agentes de viagens voltados para esse mercado estão trabalhando mais do que em outras épocas. “Hoje, com a situação cambial, ocorre uma adequação de budget. É nesse ponto que entra o consultor, para ajudar os noivos a encontrarem uma alternativa que cabe no orçamento. Casais que poderiam recorrer à internet, agora estão perdidos e precisam de ajuda especializada. Nunca trabalhamos tanto”, completa.

CASAR E VIAJAR A demanda por esse serviço cresceu expressivamente nos últimos anos, o que fez com que Jacqueline, em parceria com Camila Piccina, do Casar.com, e Marina Bedaque, do ramo da assessoria de casamento, organizasse a primeira feira especializada em destinos de casamento e lua de mel voltada para o trade, a Casar & Viajar. O evento aconteceu em São Paulo, entre 26 e 27 de outubro, no Shopping JK Iguatemi, e reuniu cerca de 40 expositores, entre agências de viagens, representantes de hotéis e destinos, companhias aéreas e fornecedores. Para Jacqueline, uma das grandes missões da Casar & Viajar é mostrar a relevância do trabalho das agências de viagens em um dos momentos mais importantes da vida dos noivos. “Todos os fornecedores foram norteados para orientar a noiva a comprar com um agente de confiança. Esse mercado requer consultoria especial. É difícil uma agência generalista ter a mesma expertise que uma especializada”, finaliza.p

Camila Piccini, do Casar.com, e Jacqueline Dallal, da Be Happy, organizadoras do Casar & Viajar


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Eventos

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> Henrique Santiago

"Ainda estamos aqui" A QUEENSBERRY REALIZOU DURANTE A SEMANA PASSADA DOIS EVENTOS PARA PROMOVER SUAS NOVIDADES AO

Celso Oliveira, Eby Piaskowy, Martin Jensen, Ana Luiza Fernandes, Teresa Thoma e Marco Lourenço, da Queensberry

trade paulista. Na segunda-feira (26), a operadora lançou um “novo velho” produto: o South Africa’s Finest, que agora estará centralizado apenas na África do Sul, e não mais em Maurício e Zâmbia. Na quarta-feira (28), foi lançada a temporada 2016 do consolidado Grupo de Brasileiros no Mundo (GBM). Essas ações, diante de um ano turbulento, se resumem em uma palavra: superação. Após superar a crise do ebola, que afetou criticamente a venda de África do Sul, o “melhor” do país foi lançado com todas as pompas e luxos para o viajante aproveitar o destino com exclusividade. Os grupos também foram prejudicados. Mas não foi apenas o país sul-africano que teve baixa. De acordo com o diretor presidente da Queensberry, Martin Jensen, são tempos de crise político-econômica e incerteza no mercado. Somente neste ano, o executivo veio a público duas vezes desmentir o fechamento da Queensberry. O mais recente deles decretaria o fim da operadora em 30 de setembro. Em tempos em que Nascimento, Século 21 e, mais recentemente, a Designer Tours encerraram as atividades, Jensen tem de passar por cima de boatos e de números insatisfatórios. Em setembro passado, mês considerado o pior em vendas dos últimos seis anos, a empresa comercializou apenas 40% do esperado, enquanto outubro encerrou com 80% das expectativas alcançadas. “O nosso faturamento em 2015 vai ficar cerca de 20% do esperado. Em 2014, a nossa receita foi de R$ 220 milhões, e vamos encerrar este ano com R$ 180 milhões”, lamentou Jensen. Em um momento de aposta no mercado nacional pelas empresas brasileiras, Jensen está à frente dos 101 funcionários para motivar a venda de internacional, principalmente África do Sul, Austrália e Nova Zelândia, cujas moedas estão desvalorizadas em relação ao dólar americano e, consequentemente, são destinos mais atraentes e baratos para o viajante brasileiro. A Queensberry até desenhou vender nacional no passado, mas os pla-


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Á FR I C A D O S UL PRESENTE NA REALIZAÇÃO DO SOUTH AFRICA’S FINEST, A SOUTH AFRICAN TOURISM (SAT), LIDERADA

no Brasil por Tatiana Isler, mantém com firmeza a promoção do destino no País. Além da Semana da África do Sul, promovida em eventos, o órgão realizará roadshows em parceria com a South African Airways (SAA) ao longo deste mês: Porto Alegre (5), Brasília (11) e Belo Horizonte (12). Confira abaixo uma entrevista com Tatiana:

JORNAL PANROTAS — Estados Unidos ou África do Sul? TATIANA ISLER — O brasileiro costuma olhar para o lado es-

nos foram interrompidos por um único problema. “As companhias aéreas brasileiras dão condições muito especiais para as grandes operadoras. Com isso, as menores são prejudicadas. Felizmente, somos fortes no internacional”, disse ele. Ainda que se classifique como otimista confesso, Jensen acredita que o ano vindouro será “melhor ou menos pior” do que este ano prestes a encerrar. A palavra redução de custos está no cronograma da Queensberry. Em breve, a base do Rio de Janeiro será reestruturada e migrará para um prédio menor na cidade maravilhosa. Segundo o diretor, porém, o plano de demissões está descartado até o presente momento. “Nós ainda estamos aqui”, finalizou, com um sorriso no rosto. p

Martin Jensen com os catálogos de Europa, Américas e Slow Travel do GBM 2016

querdo do mapa (se referindo aos norte-americanos). A África do Sul ainda é um destino desconhecido para o nosso viajante.

JP — Como o ano será encerrado? TATIANA — 2015 tem sido o mais difícil dos últimos dez anos. Nós não vamos crescer no número de brasileiros ao destino. Apenas a partir de maio sentimos uma leve melhora na ida. A crise assusta e as pessoas esperam mais para viajar. Mas se o dólar para de oscilar, o turista já passa a se preparar mais. JP — De que forma a SAT trabalhará para trazer mais brasileiros

para a África do Sul? TATIANA — Nós trabalhamos com quatro perfis de viajantes: profissionais jovens, viajantes experientes, casais maduros e famílias sofisticadas. Eles já estão prontos para visitar a África do Sul. Temos de deixar o país em evidência também para o consumidor final. JP — Quais ações serão programadas em 2016? TATIANA — A SAT anunciou uma nova agência de marketing: a FCB entrou no lugar da Ireland/Davenport. Ano que vem será lançada uma nova campanha para o segundo semestre. p

Em 2014, cerca de 50 mil brasileiros embarcaram para o destino


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Destinos

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> Roberta Queiroz, Mendoza (Argentina)

Terra de luxo

COMO EM OUTROS PAÍSES, O TURISMO DE LUXO É UM DOS POUCOS SETORES DA ARGENTINA QUE NÃO FORAM ABALADOS

pela crise. A resistência é fruto de uma ação conjunta que une filosofias inovadoras, estrutura de divulgação e, claro, um público sem medo de por a mão no bolso. Adicione uvas Malbec e chegue a Mendoza, capital e maior cidade da província homônima, a cerca de mil quilômetros de Buenos Aires. O destino, que combina vinho, gastronomia de ponta e glamour, se desenvolveu em grande escala nos últimos 20 anos e hoje conta com vários complexos e resorts voltados para um público restrito, normalmente, formado por casais ou pequenos grupos com um elemento em comum: o amor ou a vontade de explorar o universo das taças. “Vim para a Argentina para realizar um sonho, fazer dos vinhedos a minha casa e o meu negócio”, contou a proprietária do hotel butique Entre Cielos, a suíça Cecile Adam. A realização custou US$ 5 milhões e deu origem a um projeto inaugurado em 2011 na região de Luján de Cuyo. “Nossas atividades começaram com o Haman, uma espécie de spa com circuitos de banhos turcos. O hotel veio um pouco mais tarde e oferece 16 quartos, distribuídos em seis categorias, e um restaurante interativo”, explicou Cecile. O complexo é rodeado por vinhedos responsáveis pela bebida tomada por todos os hóspedes e exportada para outros países. No sudoeste de Mendoza, no Valle de

Casa de Uco é um dos resorts do Valle de Uco privilegiado com a vista dos Andes

Uco, outros investidores apostaram no enoturismo, mas foram além: compartilharam, ou melhor, “venderam” seus sonhos aos visitantes. “Aqui é possível comprar uma parcela das 160 propriedades de terra, passar por uma consultoria, plantar uvas, colher, processar e dar vida a um vinhedo, que pode ser encarado como hobby ou negócio de longo prazo”, esclareceu o diretor do The Vines of Mendoza para o Brasil e outros países da América Latina, Pablo Goldember. Segundo o executivo, 90% daqueles que compram um pedaço de terra o fazem pelo prazer. O resort surgiu de uma parceria casual entre um político norte-americano e um mendocino. “Os vinhedos existem

há dez anos e a parte hoteleira há dois. Apesar dos ótimos resultados, ainda somos uma startup na hotelaria e, como uma boa startup, precisamos amadurecer”, continua o diretor. O The Vines segue a mesma estrutura intimista do Entre Cielos e faz parte do portfólio da Leading Hotels of the World. A fertilidade, de safras e de lucro, é comum à maioria das construções de Mendoza. O fundador da Casa de Uco, também situada no Valle de Uco, Alberto Tonconogy, opina sobre o assunto. “Os viajantes desejam geografias novas e muitas das construções oferecem uma vista privilegiada para a Cordilheira dos Andes. Para o brasileiro que aprecia um bom vinho e tem a oportunidade de usufruir o luxo, por exemplo, isso é único, é um mix de eno e ecoturismo”, disse. Com um case semelhante ao The Vines, a Casa de Uco é cercada por quatro lagoas e, em breve, irá inaugurar nove quartos ao redor do complexo de três andares.

BRASIL EM FOCO A ocupação média anual dos três empreendimentos varia entre 60% e 70%. Dentro dessa dinâmica, o mercado brasileiro figura entre o segundo emissor, atrás do norte-americano e à frente do

argentino, exceto no The Vines. “O Brasil ultrapassou os Estados Unidos e, atualmente, é nosso mercado número um. Até na relação de vinhedos o saldo é satisfatório, 30% das terras são de brasileiros”, revelou Pablo, que desembarca no Brasil com frequência para estreitar relações com agências de viagens especializadas em roteiros de luxo. No entanto, a crise financeira enfrentada no Brasil travou a assinatura de novos contratos no setor de vinhedos. “Perdemos US$ 1 milhão só no Brasil. Muitos brasileiros cancelaram negócios com a mesma justificativa, poupar gastos”, contou. De acordo com o diretor, a perda refletiu na vinda de hóspedes, mas não o bastante para inverter as posições de mercado. “Uma antiga máxima prevalece: quem tem dinheiro é o último a trocar o destino dos sonhos pelo ‘plano B’”.

QUEM OPERA

A operadora, e agência, Ketek Eventos & Turism atua ao lado desses e de outros resorts desde os primeiros passos do enoturismo em Mendoza. Em 2011, a empresa foi nomeada para representar a região na Great Wine Capitals, uma rede formada por oito cidades, localizadas nos hemisférios Norte e Sul,

Uma das áreas de lazer do Entre Cielos, em Luján de Cuyo


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Pablo Goldember, diretor para o Brasil e da América Latina, entre Sharon Nieuwenhus, gerente de Relações Públicas, e a diretora de Vinhos, Mariana Onofri, todos do The Vines of Mendoza

que possuem vinícolas reconhecidas internacionalmente. “Ainda não temos o balanço deste ano, mas de 2011 para 2014, o número de visitantes do Brasil aumentou quase 50%. Em 2014, por sinal, mais de 86 mil turistas brasileiros desembarcaram em Mendoza”, afirmou uma das proprietárias e gerente comercial da Ketek, Luciana Cerutti. Para Luciana, a situação melhorou depois que o número de voos entre São Paulo e Mendoza aumentou. “Atualmente, o viajante pode escolher chegar à capital via Aerolineas Argentinas, Tam e Lan Airlines, além da Gol, que estreou a rota este ano.” A executiva também fala sobre o perfil do brasileiro. “A permanência média dos viajantes vindos do Brasil é de quatro dias e três noites. Normalmente, o itinerário contém acomodações na área central e, em seguida, um descanso nos resorts mais afastados, com direito a aventuras, cavalgadas e, claro, experiências baseadas no vinho”, explicou. A equipe da Ketek soma cerca de 40 colaboradores, entre eles motoristas, coordenadores e guias bilíngues especializados em turismo do vinho, que trabalham com o suporte da equipe de logística localizada na própria Mendoza. De acordo com Luciana, todos os trajetos são personalizados a partir de pesquisas com o intuito de conhecer características, preferências e curiosidades dos turistas.p

INFORMAÇÕES Entre Cielos: www.entrecielos.com

The Vines of Mendoza: www.vinesofmendoza.com Casa de Uco: www.casadeuco.com Ketek Events & Tourism: www.ketekevt.com

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Destino Argentina com apoio da Lan Airlines.

Cecile Adam escolheu o destino para realizar seu sonho, o hotel butique Entre Cielos

Alberto Tonconogy, proprietário da Casa de Uco


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Entendendo as motivações dos hóspedes

Marco Jorge é gerente sênior de Parcerias do Tripadvisor para a América Latina

Pode parecer uma pergunta óbvia, mas o que motiva as pessoas a viajarem de férias e o que elas esperam ganhar com a experiência? E, no entanto, historicamente há pouquíssima pesquisa da indústria nesta área. Em parte, porque achamos que as respostas são óbvias (embora essa percepção não considere a diferença de influências que afetam a decisão de um indivíduo de viajar) e, em parte, é porque a relação entre a motivação dos hóspedes e a linha de partida é menos óbvia. Quem se importa por que as pessoas viajam, desde que a gente saiba o que elas querem quando chegam lá? De fato, nosso recente estudo Trip Barometer Psicologia da Viagem revela onde alguns hoteleiros do Reino Unido podem estar “perdendo a mão”. Para muitos viajantes, a experiência da viagem não começa quando eles saem de casa, mas durante a pesquisa e as reservas — e isso pode acontecer na frente de um computador, de um agente de via-

gens ou em um dispositivo móvel. A empresa de pesquisa Ipsos entrevistou mais de 53 mil viajantes e hoteleiros em todo o mundo como parte do estudo bianual Trip Barometer. O que descobrimos foi que a principal emoção para a maioria dos viajantes globais (54%) é ao fazer a reserva. Contudo, quase dois terços dos hoteleiros do Reino Unido (62%) disseram que sua principal prioridade nesta fase da viagem é garantir um processo de reserva eficiente. Apenas um em cada oito (12%) disse que sua prioridade era fazer com que os hóspedes se sentissem como se o feriado já tivesse começado. Esta poderia ser uma oportunidade para que os profissionais da área começassem a desenvolver uma relação duradoura com os seus hóspedes, construir a emoção desde o início, criar uma “contagem regressiva para o feriado” e, de alguma forma, fazer com que se tornem clientes fiéis no futuro.

Quando se trata de necessidades e motivações psicológicas dos hóspedes, mais uma vez, há algumas lições importantes para empresas hoteleiras. Nós exploramos motivações e sentimentos do que chamamos de holidaygoers (na tradução literal, “frequentadores de férias”), tanto em uma perspectiva da experiência pessoal, bem como na forma como eles gostariam de ser vistos pelos outros. Usando esta metodologia, a Ipsos constatou que a motivação número um para viajar é o desejo de “aumentar a perspectiva” (citado por 71% dos viajantes globais). Já nove em cada dez hoteleiros do Reino Unido (86%) dizem que querem proporcionar aos seus hóspedes uma sensação de “harmonia”. Na verdade, esta é a motivação que menos influencia a decisão da maioria dos turistas que viajam em férias, ao lado da sensação de “ordem”. Mesmo com viajantes britânicos mais afeitos à harmonia do que a maioria dos turistas (29% contra a média global de 21%), este fator ainda é relativamente baixo na lista de influências motivadoras. Hoteleiros que estão fazendo mais para atender a viajantes que procuram a perspectiva de uma experiência acolhedora terão mais chances de ganhar vantagem sobre a concorrência. Quando analisamos as motivações de diferentes tipos de viajantes, curiosamente elas são muito semelhantes às dos holidaygoers ingleses. Na verdade, o perfil motivacional de um millennial no Reino Unido tem mais em comum com o de um aposentado inglês do que com os seus pares millennials em outras partes do mundo. A única diferença significativa é no seu desejo de agitação. Os UK millennials são quase duas vezes mais motivados por sentimentos de emoção e aventura do que os aposentados britânicos (12%), mas ainda são notadamente menos aventureiros do que outros de sua idade em todo o planeta. Em última análise, o benefício da pesquisa é realmente entender o que impulsiona e influencia o comportamento do viajante em todos os estágios da viagem. Em uma indústria tão competitiva, essas ideias podem oferecer a hoteleiros uma vantagem real para diferenciar sua proposta, elevando a oferta de serviços e, finalmente, garantindo a fidelização do cliente.p


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EXPERIMENTAMOS O PACOTE ROMÂNTICO DO PRODIGY BERRINI (SP)

> Rodrigo Vieira

Suíte executiva superior, uma das que ganham o ar romântico aos finais de semana

Mimos que os apaixonados encontram nos finais de semana românticos do Prodigy Berrini

REGIÃO CHEIA DE ENGRAVATADOS, COM ALTA CONCENTRAÇÃO DE BANCOS, NEGÓCIOS E ALTAS CIFRAS. UMA ALTERNATIVA À AVENIDA PAULISTA. ESSA É A famosa área da Berrini (o entorno da avenida Luís Carlos Berrini, paralela à marginal do rio Pinheiros), em São Paulo, de segunda a sexta-feira. Aos finais de semana, porém, toda essa correria dá espaço a um ambiente tranquilo, com pouco trânsito e, no que depender do hotel Prodigy Berrini, romântico. O hotel da rede GJP Hotels & Resorts retira sua capa business nas noites de sexta para vestir algo mais leve, requintado e (por que não?) apimentado. Desde julho, o Prodigy Grand Hotel & Suites Berrini preparou um roteiro romântico para casais e para a noite de lua de mel dos recém-casados. Os apaixonados lá hospedados poderão aproveitar diversos mimos como café

da manhã no apartamento, amenidades especiais, espumante, chocolates, pétalas de rosa, velas decorativas e frutas variadas da estação. Não é só isso. A região em que está localizado o Prodigy Berrini permite acesso fácil a famosos shopping centers upscale de São Paulo, como o JK Iguatemi, Cidade Jardim e Shopping Vila Olímpia, além dos tradicionais Morumbi e Market Place. Além de compras em lojas de grife e ótima gastronomia, esses centros oferecem diversas opções culturais como cinemas e teatros. Atento a isso, o hotel oferece serviço de motorista e, dependendo do espetáculo, reserva de ingressos antecipada, para evitar filas. Esse é o caso do espetáculo Raia 30 Anos, o musical de Claudia Raia, no Teatro Net, localizado no Shopping Vila Olímpia. Outro atrativo do Prodigy é seu spa. Localizado na cobertura, o Olimpia

O Olímpia Spa, que fica na cobertura do prédio, junto ao fitness center

Spa oferece uma série de serviços. Uma escolha certeira é o spa day casal, que oferece shiatsu e banho de ofurô, ou o spa day vinho, com ofurô de vinho, e o day spa chocolate, com banho ofurô de chocolate. Tudo a dois. Considerando que esse tipo de mimo já é muito bom sozinho, compartilhar a dois essas experiências é atingir o ápice do romantismo. O Prodigy Berrini acaba de ser reformado e modernizado. São 183 suítes, além de uma estrutura que apresenta academia com personal trainer, piscina coberta e climatizada, spa e restaurantes. As suítes executivas superior designadas aos casais são umas das mais amplas. São praticamente um

apartamento, com sacada, banheiro grande com banheira, closet, sala, sala de jantar, duas televisões e amenidades especiais.

SERVIÇO

Prodigy Grand Hotel & Suítes Berrini Local: rua Quintana, 1.012 – Brooklin Novo – São Paulo (SP) Local: Centro de Convenções Frei Caneca (São Paulo) Tel. (11) 5508-5000 E-mail: reservas@prodigyberrini.com.br Site: prodigyberrini.com.br

NOTA: 8

SÃO TRÊS PACOTES QUE COMPÕEM O LADO ROMÂNTICO DO PRODIGY BERRINI NOS FINAIS DE SEMANA. PACOTE PAIXÃO

Acomodação em suíte júnior; Café da manhã no restaurante; Espumante; Chocolates, pétalas e taças Prodigy; Estacionamento; Late check out até 14h mediante disponibilidade.

PACOTE ROMÂNTICO

Acomodação em executiva superior; Café da manhã no restaurante; Amenidades especiais; Espumante, chocolates, pétalas, cachepot, velas decorativas e taças Prodigy; Estacionamento; Late check out até 14h mediante disponibilidade.

PACOTE NÚPCIAS

Acomodação em suíte premium com hidromassagem ou suíte superior com banheira de imersão; Amenidades especiais, roupão para uso interno e pantufas; Espumante, chocolates, pétalas, cachepot, velas decorativas, frutas e taças Prodigy; Estacionamento; Late check out até 14h mediante disponibilidade.


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Mercado

Tui Brasil A STARTUP MALA PRONTA FOI ENCERRADA NO BRASIL. MAS POR UM BOM MOTIVO: O GRUPO Tui, detentor do projeto, resolveu adotar uma nova postura nos principais mercados e prepara agora o lançamento da marca Tui Brasil. A base da nova empresa é um motor de reservas B2B e B2C capaz de oferecer pacotes dinâmicos e serviços diversos, como aéreo, aluguel de automóveis, serviço de concierge, hotelaria e passeios, entre outros. “Foi uma decisão do grupo posicionar-se de outra forma no Brasil, mas é importante ressaltar que alguns ativos do Mala Pronta, como a relação com cerca de três mil hotéis e uma base de mais de 100 mil clientes, serão migrados para a nova plataforma, que, aliás, não existe no mercado brasileiro. Traremos um novo conceito”, garantiu o diretor Leandro Carvalho, que segue na função de principal nome da empresa no Brasil e agora amplia seu comando para a América Latina. Além de atuar como operadora/OTA, a Tui Brasil oferecerá também um white label para os agentes de viagens que se interessarem em trabalhar com o portfólio do grupo. “Estamos falando de um sistema capaz de atuar como plataforma de reservas, metasearch e administrador completo. É um modelo tecnológico que já existe na Europa e que, agora, o Brasil também terá”, finalizou Leandro Carvalho.

OPERAÇÃO

Dos 60 funcionários do Mala Pronta, 15 foram mantidos para o novo projeto. O escritório em Curitiba também foi preservado. “A Tui Brasil utilizará toda a robustez operacional do grupo, por isso a diminuição do quadro de funcionários foi necessária. Estaremos focados em comercial e marketing, enquanto outros serviços serão absorvidos pela companhia, como por exemplo o call cen-

ter, baseado na Espanha e capaz de prestar atendimento em português por meio de um 0800”, explica ele, completando que a nova empresa entra em operação em meados de dezembro.p

Leandro Carvalho comandará a Tui Brasil


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Mercado

Rumo a

2018 DEPOIS DE CONTAR SEUS PLANOS, COM EXCLUSIVIDADE, NA EDIÇÃO 1.190 DO JORNAL PANROTAS,

o CEO da Alatur JTB, Eduardo Kina, reuniu parte dos 850 colaboradores da empresa para contar mais detalhes de sua contratação, de futuros investimentos e do processo de profissionalização que a empresa começa a partir de sua chegada. Segundo Kina, o primeiro grande movimento é o planejamento de médio prazo pactuado entre os sócios brasileiros e japoneses que prevê um faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2018 e R$ 5 bilhões em 2020. “Para isso, estão programados investimentos na ordem de R$ 40 milhões, sendo R$ 27 milhões em novas aquisições e R$ 13 milhões em melhorias tecnológicas”, disse. Quando se refere à tecnologia, o maior aporte será em um sistema desenvolvido pela Totvs. Em relação às aquisições, a Alatur JTB mira em empresas que a permitam consolidar ainda mais o corporativo e entrar em áreas que não atua ou que atua de forma tímida. “Enquanto está todo mundo chorando, a Alatur JTB mostra mais uma vez que não está para brincadeira”, afirmou Kina. Novidades deverão ser anunciadas a partir de novembro. Entre elas está a criação de uma operadora de lazer, que deverá começar pequena até ganhar o seu espaço no mercado, e uma maior participação da empresa na área de esportes. “Queremos que nossa receita seja 50% oriunda do corporativo e 50% de lazer e eventos. Uma empresa com o profissionalismo e tamanho da Alatur JTB não irá sobreviver apenas com um segmento”, disse Francisco Carpinelli, um dos sócios brasileiros da Alatur JTB, que agora faz parte do Comitê Executivo, junto com Ricardo Ferreira, Marcos Balsamão e Tetsu Suzuki.p

O CEO da Alatur JTB, Eduardo Kina, entre Ricardo Ferreira, Marcos Balsamão, Francisco Carpinelli e Tetsu Suzuki, do Comitê Executivo

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Mercado

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> Diego Verticchio

Rio entre a crise e a Olimpíada

Fabiano Araujo, da RCA, e Julio Souza, da MMTGapnet

O ANO COMEÇOU PROMISSOR PARA O TRADE BRASILEIRO. COM DÓLAR A R$ 2,69 (EM 2 DE JANEIRO), A PREVISÃO ERA DE 2015 DESAFIADOR, COM OBJETIVO DE retomar as vendas tentando repetir o sucesso de 2013, já que a Copa do Mundo teve um gosto amargo para muitos no País. No entanto, o que se viu foi uma série de notícias negativas em relação à economia brasileira e pouca ou nenhuma ação do governo para dar rumo à nação. Em paralelo, o dólar e euro seguiram se fortalecendo, aumentando a diferença cambial. O resultado foi um crescimento substancial da moeda norte-americana, que em setembro ultrapassou a barreira dos R$ 4. O ano desafiador deu lugar a preocupação, fazendo com que as empresas mudassem as estratégias apostando em novos nichos, como cruzeiros, ou mesmo em novos mercados, como o doméstico, que passou a ganhar atenção de tradicionais operadoras. Especializada em Estados Unidos, a RCA escolheu 2015 para apostar no nacional e não se arrepende. No Rio de Janeiro, as vendas cresceram 50% em relação ao mesmo período do ano passado. “Estamos vendendo principalmente Beto Carrero World. Penso que as pessoas ligam muito o nome da RCA aos parques de Orlando e por isso


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nos escolhem também para o Beto Carrero”, afirmou o gerente da RCA no Rio, Fabiano Araújo, lembrando que mesmo com a alta do dólar o destino Estados Unidos continua sendo o principal produto da empresa. A MMTGapnet segue o mesmo caminho e investe na promoção de destinos brasileiros. Segundo o gerente Julio Souza, da filial do Rio, a operadora está focando as estratégias para impulsionar as vendas domésticas. No Rio, Julio trouxe da Voetur uma executiva para ajudar na promoção e em São Paulo foi contratada uma nova gerente de Produtos. “A MMTGapnet conseguiu ótimos acordos com fornecedores e estamos oferecendo aos agentes de viagens pontuação em dobro no Eureka (programa de fidelidade da empresa) para quem comprar pacotes nacionais com a gente”, afirmou. Segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens do Rio de Janeiro (Abav-RJ), destinos na Europa (Portugal, Itália, Paris e Londres) estão tendo boa procura, assim como Caribe. Os Estados Unidos continuam sendo destaque, mas a comercialização teve ligeira queda frente às duas regiões.

FOCO NO EXTERIOR Para quem não vende Brasil, a solução é encontrar jeitos de enfrentar o dólar. A AIT Operadora, empresa do Grupo High Light, está focando em produtos terrestres. A estratégia é uma resposta às companhias aéreas que estão oferecendo melhores acordos para consolidadoras ou direto nos seus sites do que operadoras. “O preço do aéreo está muito baixo na consolidação. Se a AIT oferecer pacote completo (aéreo + terrestre) a gente perde a venda por conta do bilhete aéreo, nossa solução foi investir em produtos terrestres e compramos o bilhete com a High Light, a consolidadora do grupo”, afirmou a diretora da AIT, Karla Haimenis, que confirmou uma queda no volume de pacotes para os Estados Unidos, porém, crescimento em destinos do Caribe e Oriente. “Caribe está vendendo muito bem, mas no geral houve uma queda”, afirmou. Já a carioca Multidestinos está diversificando os ni-

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Karla Haimenis, da AIT Operadora, e Leandro Horta, Multidestinos

> Continua na pág. 24


< Continuação da pág. 23

chos. Especialista em Caribe, a operadora foi uma das pioneiras no Rio em roteiros para Cuba e agora aposta em públicos específicos: “Estamos buscando nichos que seguem movimentando negócios, como: viagens de lua de mel, surfe e LGBT, em que somos, atualmente, operador parceiro e indicado pela Abrat LGBT. Estes novos segmentos e produtos foram implantados em meio à crise como estratégia de captação de novos negócios”, afirmou o gerente de Vendas, Leandro Horta. Um dos segmentos com mais vendas é o de cruzeiros marítimos, ainda que o preço cobrado seja em dólar. Um dos vendedores mais experientes de cruzeiros do Rio, o gerente da Sealink, Osmar Souza, credita as vendas ao congelamento do dólar por parte de algumas empresas, facilidade de pagamento e promoções, como upgrade de cabine e pacote de bebidas, por exemplo. “De julho para até outubro houve um crescimento muito grande na comercialização de cabines, algo em torno de 15%. Os passageiros estão trocando os Estados Unidos por viagens de cruzeiros pelo Brasil e pela América do Sul”, afirmou Osmar Souza.

CONSOLIDAÇÃO

Se com as operadoras a estratégia foi apostar em novos mercados e nichos, na consolidação o trabalho é

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Fabio da Luz, da Esferatur, e Douglas Azevedo, da Flytour

conseguir aumentar a rentabilidade em um período em que as passagens estão mais baratas. Por conta da crise e da concorrência, as tarifas, que são cobradas em dólar tiveram uma redução acentuada. Hoje, um tíquete médio para os Estados Unidos pode ser encontrado por menos de US$ 300, recorde negativo na história do Turismo brasileiro. “As tarifas estão lá embaixo. Sema-

na passada um bilhete de executiva saindo do Rio para Nova York estava custando US$ 600”, resumiu a gerente da Gapnet, Danielle Silveira. Com a alta do dólar e com a grande demanda de voos entre Brasil e Estados Unidos, a consolidação passou a enfrentar a concorrência das próprias companhias aéreas. “Com os investimentos que estão sendo feitos é normal ter essa queda

de tarifa. A Delta e a United trouxeram novas aeronaves para o Rio, a American Airlines fará o mesmo na rota São Paulo–Los Angeles. Até o final do ano teremos novas rotas entre os dois países. É preciso jogar o preço lá embaixo para encher o avião”, afirmou um executivo de companhia aérea que preferiu não ter seu nome identificado. E por conta dos preços abaixo da média e da alta do dólar, as consolidadoras estão tendo queda em número de bilhetes comercializados e na rentabilidade. “As empresas de consolidação estão em queda. As companhias norte-americanas reduziram o preço e houve um volume bom de venda. Esta tendência está começando a ser seguida pelas empresas europeias. Recentemente, a Alitalia jogou o preço abaixo do normal. Estamos recuperando o número de processos (venda de bilhetes), mas a rentabilidade continua baixa”, afirmou o gerente da Flytour no Rio, Douglas Azevedo. Segundo ele, a solução é captar novos clientes, mas a Flytour esbarra na liberação dos créditos. “Estamos buscando novas agências, mas por muitas vezes são empresas pequenas e sem credito e não adianta insistir porque nosso departamento é bem rigoroso. Hoje, de dez prospecções, a gente consegue cinco”, concluiu. Na Esferatur do Rio houve uma queda na venda de bilhetes internacionais, compensada pelo aumento das vendas do nacional. Segundo o diretor da Esfera, Fabio da Luz, é natural acontecer em função das despesas com viagens nacionais serem em reais. Quanto à expectativa para a próxima temporada, ele aposta numa estabilidade do mercado. "Mas é muito difícil prever qualquer cenário para os próximos meses no Brasil de hoje", lamentou. Façam suas apostas para 2016.p


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Eventos

Delta

na pista

A DELTA AIR LINES LEVOU CERCA DE 30 COLABORADORES DA ANCORADOURO, ESFERATUR, Flytour, Gapnet e Rextur Advance para uma competição de kart, no Kartódromo Ayrton Senna, anexo ao Autódromo Internacional de Interlagos, na capital paulista. As cinco consolidadoras participaram de uma campanha de vendas de bilhetes Delta One, em setembro, e os profissionais com os melhores resultados foram convidados para o Grand Prix Delta. Leonardo Silva, da Gapnet, foi o emissor vencedor e faturou uma passagem aérea ida e volta para Atlanta, com direito a acompanhante, voando na classe Delta One, e a oportunidade de dirigir um Porsche em uma das pistas do Porsche Experience. Para o diretor da Delta Air Lines no Brasil, Luciano Macagno, esta foi uma oportunidade de proporcionar aos participantes um momento de descontração junto aos seus familiares, já que acompanhantes estavam liberados no evento, e com os principais nomes da área de vendas da aérea norte-americana no País. Segundo o executivo, a ação foi positiva e ajudou em melhores resultados. "As vendas cresceram bastante em relação ao mesmo mês do ano passado. Deveremos repetir em 2016 esse tipo de ação com outras empresas também”, adiantou Macagno. Na ocasião, a aérea aproveitou para reiterar o início da nova rota brasileira: São Paulo-Orlando (Estados Unidos), com quatro operações semanais e diário a partir do mês de março. O novo serviço será operado com um Boeing 767-300 com 35 assentos na classe Delta One, 32 na Delta Comfort + e 143 na econômica. “A ocupação está satisfatória e o voo está performando muito bem. As pessoas estão procurando, reservando e emitindo”, destacou o diretor comercial da Delta, Luiz Teixeira.p

Leonardo Silva, da Gapnet, entre Luciano Macagno, Luiz Teixeira e Danilo Barbizan, da Delta Air Lines

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Destinos

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> Rodrigo Vieira - Vitória

Para ser peixe grande

Praia Curva da Jurema vista a partir do Hotel Senac Ilha do Boi, na capital capixaba

EM UM ANO DE CAIXA COMPLICADO, A SECRETARIA DE TURISMO DO ESPÍRITO SANTO TENTA ARRUMAR A CASA PARA TER UM ESPAÇO MAIOR no cenário nacional. Muitos consideram um desperdício o baixo fluxo de turistas a um destino de sol, mar, gastronomia riquíssima e tão perto dos principais mercados emissores brasileiros, que também estão no Sudeste. Para tentar reverter esse quadro, o secretário estadual de Turismo José Sales Filho, que tem 45 anos de aviação no currículo (Transbrasil, Varig e Tam), investe a curta verba destinada à pasta em um novo website voltado ao público final e

planeja focar em nichos específicos no ano que vem, como o de pesca, observação de aves e religioso. “Começaremos com o portal sem um aspecto institucional, mas com uma cara atraente ao consumidor final. Não há turista no mundo, hoje em dia, que viaje sem consultar on-line informações sobre seu destino. O descubraespiritosanto.com. br estará no ar no meio de dezembro e queremos que a página seja referência no setor no País, com fotografias e filmes atraentes de nossas principais atrações, como Palácio Anchieta e Penha”, afirma Sales. “Também estamos começando diálogos com a iniciativa privada

para criar nichos em nosso Estado.” Quando questionado sobre o pouco volume de visitantes de outros continentes no Espírito Santo, Sales reconheceu as dificuldades e afirma que há outras prioridades no momento, como usar seu bom relacionamento com o setor aéreo para negociar charteres para o destino. “É complicado convencer um turista como o norte-americano, por exemplo, a vir pra cá. A divulgação do Brasil lá fora é baseada primeiramente no eixo Rio-São Paulo, e depois ainda tem os destinos do Nordeste. O ideal para o momento seria fretar aviões vindos dos vizinhos latino-americanos para a

temporada de verão. Se eu consigo fazer isso, o mercado ganha um desenvolvimento sólido. Essa é uma de minhas prioridades.”

NICHOS

Assim como é tendência para uma agência de viagens se focar em nichos para se diferenciar dos canais direto de venda, o Turismo do Espírito Santo procura o que tem de melhor para canalizar seus esforços no que realmente vale a pena no destino. “Se tentarmos divulgar tudo, esbarraremos na questão financeira”, explica o secretário. Um desses nichos é o de observação de aves. E no meio da revoada de


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José Sales Filho, secretário de Turismo do Espírito Santo, que tem 45 anos de experiência no setor de aviação

pássaros da rica fauna capixaba, um se destaca. É a saíra apunhalada. A espécie foi considerada extinta por 50 anos, mas foi recentemente descoberta na região serrana do Estado. “O turista norte-americano é o que mais demonstra interesse pelo assunto, mas temos que ir com calma nas expectativas, pois não traremos hordas de turistas dos Estados Unidos da noite para o dia por conta desse nicho. É o mesmo caso da pesca”, avalia Sales. A pesca a que ele se refere é principalmente sobre o marlim—azul, o popular “peixe-espada”, nicho no qual o Turismo capixaba também pretende mergulhar. Vitória é considerada a capital mundial do peixe e detém dois recordes internacionais pela captura de marlim azul e branco. A espécie azul agora é o peixe-símbolo do Estado. Sales ressalta que o Estado é referência em pesca esportiva oceânica. “Pescadores do mundo inteiro são fascinados pela quantidade e tamanho dos peixes do litoral capixaba. O marlim-azul é um dos destaques da pesca esportiva no Espírito Santo, e atrai diversos turistas que sonham em encontrá-lo”, ressaltou. “A intenção é dialogar com a iniciativa privada capixaba para fazer um produto sólido e propagar esse título ao mundo.” Outros nichos como o turismo religioso, com o Passos de Anchieta, o caminho que o padre percorreu no Estado, estão em pauta ao lado de festivais de música. Uma das maiores preocupações de Sales é também aumentar os gastos dos turistas com apoio ao setor de Mice (reuniões, incentivos, congressos e eventos).p

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Moqueca capixaba, a maior especialidade gastronômica do Estado

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E S P ECI A L I Z A D A EM P E S C A

Divulgação

Barco de pesca marinha da P1 no fim da tarde de Vitória

OPERAÇÃO VOLTADA TANTO PARA AGÊNCIAS DE VIAGENS, QUANTO PARA O B2C E PARTICIPAÇÃO ATIVA EM FEIRAS ESPECIALIZADAS NOS ESTADOS UNIDOS, ONDE, INCLUSIVE, POSSUI DUAS BASES DE ATENDIMENTO. ESSE É O PRODUTO DE PES-

ca da filial capixaba da Poltrona 1 (P1), talvez a maior parceira em potencial que a Secretaria de Turismo do Estado pode encontrar nessa possível união público-privada. Em 2010, seu diretor, Leonardo Menezes, deixou de lado as funções convencionais de sua agência de viagens de olho no potencial que a capital mundial do marlim teria a apresentar. Desde então, ele afirma ter investido pelo menos R$ 1,2 milhão em um produto que “era totalmente amador na época.” “Antes era um passeio feito por pescadores locais, agora é um produto digno de colocar na prateleira dos agentes de viagens. Temos piloteiros bilingues, assistentes, embarcação própria, equipamento completo com tudo o que é preciso para o pescador”, garante Menezes. “É uma pena que eu tenha de vender um produto tão valioso no Exterior, em feiras de pesca nos Estados Unidos, e não tenha espaço no trade turístico brasileiro. Estou tentando buscar ajuda do Estado do Espírito Santo para ganhar força, mas essa, infelizmente, é minha maior dificuldade.” Menezes garante que o seu produto pode ser aproveitado pelos profundos conhecedores do mar e também pelos principiantes. “O passeio todo vale a pena e temos profissionais muito capacitados na retaguarda. O cliente não precisa trazer nada, pois, no passeio, alimentação e equipamento estão incluídos”, afirma, ainda argumentando que não há o que temer em termos

O marlim-azul, peixesímbolo do Estado do Espírito Santo

de acidente. “Nosso maior apreço é a segurança e nossos passageiros não embarcam caso haja qualquer previsão negativa.” Com falta de um retorno positivo com as feiras de Turismo, Menezes reúne seus esforços para atingir diretamente os amantes da pesca em eventos do nicho. Ele também divulga a pesca do marlim (de setembro a fevereiro) em três programas de televisão especializados e em cinco operadoras norte-americanas. “No Brasil, tenho quatro agências paulistas que conhecem meu produto, além da operadora carioca Del Bianco.” Segundo ele, o público brasileiro cresce 50% a cada ano, mas seu foco mesmo está no estrangeiro. “Lá são 60 mil pescadores registrados, muito acima dos nossos seis mil”, compara. “O que não me conformo é que no ano passado o Panamá, que tem um turismo de pesca muito aquém do nosso, recebeu 280 mil norte-americanos com esse intuito, enquanto nós recebemos menos de 15. Não, não são 15 mil, são 15”, completa.

ROTINA

O turista sai cedinho do hotel em Vitória para pescar. Cerca de uma hora depois, ele está em alto mar, no local perfeito para fisgar um peixe-espada, se possível bater o recorde. “Não existe lei que proíba a morte do Marlim, mas, por questões ambientais, usamos um anzol que não atinge o esôfago e o estômago do animal, que pode ser mortal”, explica Menezes. Estando lá, ele não precisa se preocupar com nada. Alimentação, bebida, isca, vara... tudo está incluso no pacote. “E não é só Marlim que o pescador pode encontrar. A costa capixaba tem uma diversidade muito rica em espécies de animais. O passageiro fica sempre encantado com as possibilidades que encontra aqui. Ele se surpreende não só com a pesca, mas com a gastronomia, a cultura e a beleza do Espírito Santo. A maioria volta”, conclui o diretor.p

INFORMAÇÕES Leonardo Menezes, diretor da Poltrona 1 de Vitória, e seu principal produto: barco de pesca marinha

www.poltronaplus.com.br www.pescaoceanica.tur.br leonardo@poltronaplus.com.br


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Eventos

Os top da Teresa Perez As agências que mais se destacaram em vendas de Teresa Perez Tours foram reconhecidas na semana passada no evento Travellers 4 Agents, que a operadora promove semestralmente para os agentes de viagens. Dessa vez, a premiação ocorreu na Sala São Paulo, um dos ícones culturais da capital paulista. O Turismo da Áustria, de Viena e de Salzburg (também austríaco) foram parceiros no evento. “Essas agências premiadas chegam a deter 50% das vendas em alguns produtos”, afirma o diretor de Marketing e Atendimento da Teresa Perez Tours, Erik Sadao. “Esses troféus indicam parceria, nossos melhores vendedores e também algumas agências em potencial.” Veja abaixo a lista das agências.

TOP PARTNERTS – AS LÍDERES • Elaine Scanavacca • Top Travellers

OUTRAS CAMPEÃS DE VENDA

• Next2 • Magari • Hip Tour • Estação (Belo Horizonte) • Embarque • Costa Brava • Attuale • AG1 (Curitiba) • Noely • Nomad Roots (Curitiba) • Paulalie • Positivo (Curitiba) • Ruylage • Stroll (Curitiba) • Study • Via Mare (Ribeirão Preto-SP)p

Erik Sadao, da Teresa Perez, Ines Wizany, de Salzburg, Ingrid Frizberg, do Turismo de Viena, e Georg Kapus, do Turismo Austríaco


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SurFACE

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RECONHECIMENTO

No último dia 27, a revista Negócios da Comunicação promoveu, na capital paulista, uma premiação dedicada aos jornalistas especializados do País. Em "Turismo e Hotelaria", um dos premiados foi o editorchefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade. A gerente de Comunicação da CVC e Submarino Viagens, Priscila Bures, foi quem entregou o prêmio.

Artur Luiz Andrade, editor-chefe da PANROTAS, recebe o prêmio Jornalista Especialista em Turismo e Hotelaria das mãos de Priscila Bures, da CVC e Submarino Viagens

CASSINO NO BRASIL

O ministro do Turismo, Henrique Alves, revelou em almoço-debate do Lide, no último dia 26, na capital paulista, que elaborou um projeto para propor a legalização do jogo no País, o que, segundo ele, seria mais uma arma na batalha contra o baixo desempenho da indústria frente ao mercado internacional. “Dos 194 países que fazem parte da ONU, 165 permitem o funcionamento desses estabelecimentos. Estamos enquadrados em um grupo de rejeição formado, basicamente, por países com cultura árabe/religião muçulmana. Agora eu pergunto: o que estamos fazendo lá? Me respondam, porque eu não sei, sinceramente”, argumentou o mandatário.

O ministro do Turismo, Henrique Alves, durante pronunciamento no encontro de empresário Lide

VOLTA EM 2017

Artur Luiz Andrade, editor-chefe, Paula Daidone, coordenadora do Jornal PANROTAS, Danilo Teixeira, coordenador do Portal PANROTAS, e Renê Castro, editor

COORDENADORES

A Redação da PANROTAS Editora tem nova estrutura. Para atender de forma mais qualitativa os dois principais canais de conteúdo da empresa (web e impresso), foi criado o cargo de coordenador, que passa a ser ocupado por Paula Daidone (impresso), recém-contratada, e Danilo Teixeira (web), que atuava como repórter e foi promovido. Os dois profissionais respondem ao editor Renê Castro e ao editor-chefe, Artur Luiz Andrade. Fale com eles nos emails pdaidone@panrotas.com.br e danilo@panrotas.com.br

Um dos principais eventos de capacitação de agentes de viagens do Brasil está cancelado em 2016. Pelo menos na edição do ano que vem. O Workshop Visual, que chegaria à sexta edição em 2016, não irá mais acontecer. Em entrevista, o presidente da Visual Turismo, Afonso Louro, afirmou que foi uma decisão difícil de ser tomada, ainda mais quando a empresa está prestes a completar 30 anos. “O Workshop Visual é muito custoso. Nós precisávamos de recursos de secretarias de Estados para realizar o evento. Devido a essa crise, nós não conseguiríamos alcançar a verba necessária”, lamentou ele. Mas o evento deve voltar com tudo em 2017. E os top sellers da operadora serão premiados com viagens em 2016.

Ponto a ponto  Shop Hotel troca Cangoroo por Na Trend como sistema A Embraer registrou prejuízo no terceiro trimestre de R$ 387,7 milhões  Trend Operadora passa a emitir visto para Cuba.


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CONECTE-SE COM A PANROTAS

HOMENAGEM

Sergio Medina Pasqualin, presidente da Academia de Eventos, Armando de Arruda Pereira, presidente da Ubrafe, e detentor da cadeira 11, Nizan Guanaes, presidente do Grupo ABC, e João de Simoni, detentor da cadeira 4 da academia

YOUTUBER DE CERA

A filial nova-iorquina do museu Madame Tussauds instalou a primeira estátua de uma celebridade da internet. A homenageada é a youtuber Jenna Marbles, que possui mais de 15 milhões de inscritos no seu canal, que já atingiu a marca de 1,8 bilhão de visualizações. A grande novidade é o fato da escultura possibilitar que o visitante tire uma selfie direto do celular da webcelebridade. A figura tem o braço estendido e segurando um celular, que captura a foto do visitante ao se posicionar.

FALTA A PRESIDENTE

O Senado Federal aprovou, no último dia 28, o PLC 149/2015 (PL 3161/2015 na Câmara), que elimina a exigência do visto de turistas no período da Olimpíada do Rio de Janeiro. A proposta é de autoria conjunta dos deputados Carlos Eduardo Cadoca (PCdoB-PE) e Alex Manente (PPS-SP). A dispensa do visto não está condicionada à aquisição do ingresso para os jogos. A medida também não interfere nas regras já existentes de controle de fronteiras por parte da Polícia Federal e da Receita Federal. O projeto determina que o tempo máximo de permanência do turista será de 90 dias, até a data limite de 18 de setembro, quando os jogos já estarão encerrados. O projeto depende agora de sanção da presidente Dilma Rousseff.

A Academia Brasileira de Eventos e Turismo realizou, no último dia 27, em São Paulo, a cerimônia de entrega de certificados à primeira turma do “Projeto Educacional”, incentivador da qualificação de estudante nos mercados de feiras e eventos por meio de estágios monitorados no Brasil e no Exterior. Além da certificação dos alunos, a solenidade homenageou o publicitário Nizan Guanaes com a Medalha do Mérito Acadêmico, tradicional outorga oferecida pela academia a profissionais relevantes junto ao setor da comunicação, eventos e turismo brasileiros.

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Edição 85 - 4 a 10 de novembro de 2015

> Diego Verticchio, de Oahu, Havaí (Estados Unidos)

MUITO MAIS QUE ONDAS EM TEMPO DE DÓLAR INSTÁVEL E CRISE ECONÔMICA, É PRECISO MUITO JOGO DE CINTURA PARA CONVENCER SEU PASSAGEIRO A VIAJAR PARA O EXTERIOR. MAS há destinos cuja unicidade é um ponto que fala mais alto, como o Havaí (Estados Unidos), um dos sonhos de consumo quando se fala em viagens dos sonhos. E para viabilizar um sonho, o profissional de viagens precisa de conhecimento, bons relacionamentos e

argumentos de venda. O Jornal PANROTAS esteve recentemente no Havaí para um congresso de hotelaria e conheceu duas das ilhas do arquipélago e traz agora uma série de dicas que vão ajudar a vender melhor o destino, que, embora pertença aos Estados Unidos, em nada lembra a “ilha principal” – como a parte continental é chamada pelos havaianos. E por que o Havaí? O brasileiro já está habituado e gosta de viajar para

os Estados Unidos, mesmo com o dólar beirando os R$ 4. Para quem nunca esteve por lá, o arquipélago é um destino à parte dentro do território norte-americano. É uma espécie de paraíso ecológico e natural. E ainda que esteja dentro do território dos Estados Unidos, trata-se de um destino novo para nós brasileiros. E nas próximas linhas apresentamos um Havaí diferente, longe das ondas grandes e dos surfistas; um Havaí

onde você pode se divertir nas ilhas, nas montanhas, praias e no alto mar, seja vendo baleias, mergulhando com tubarões ou peixes multicoloridos. Muito radical? Apresentamos também uma faceta para casais da terceira idade, que buscam ótimos hotéis, excelente gastronomia e relaxamento. Descubra nas próximas páginas um Havaí surpreendente, capaz de agradar todos os gostos, idades e bolsos.

Waikiki é o bairro mais turístico de Oahu, com ótimo hotéis e restaurantes


Oahu Sabe aquele destino que você sempre sonhou em conhecer? O Havaí costuma causar este sentimento nas pessoas, sejam aquelas que gostam de praias, histórias e cultura. Arquipélago no meio do Pacífico, o Havaí é o 50o Estado dos Estados Unidos e foi oficialmente considerado um território norte-americano em 1900. A ilha principal é Oahu e a capital é Honolulu, onde costumam chegar os principais voos internacionais e dos Estados Unidos. Para quem sai do Brasil, trata-se de um voo longo. O melhor acesso é via Los Angeles (há voos direto de São Paulo para a cidade norte-americana, com a American Airlines e a Korean), mas aeroportos de Dallas, Phoenix, Chicago, Atlanta e Houston conectam com rapidez ao arquipélago. No “melhor dos mundos” seu passageiro terá voado por 18 horas, descontando duas horas de espera em Los Angeles. Se o seu passageiro não for surfista e se o surfe não for o motivo número um da viagem dele, o ideal é hospedá-lo em Waikiki, localizado na parte sul da ilha. À beira da avenida Kalakaua estão os principais hotéis de Oahu, entre eles o moderno e luxuoso Moana Surfrider, resort urbano pé na areia da rede Westin, em frente à praia, com excelente infraestrutura. Depois de quase um dia inteiro voando, nada melhor que um hotel à beira mar para estrear no Havaí com pé direito. Como será inevitável cheNeste cenário, entre mar e montanha, foi filmado Jurassic Park

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Inúmeras cachoeiras decoram a paisagem da cidade

gar no Havaí cansado depois de horas de voo, nada melhor que separar umas duas ou três horas se “recompondo” no spa do hotel, que oferece mais de 50 opções de massagem, saunas, banhos térmicos, entre outros serviços de relaxamento. O hotel conta ainda com dois restaurantes, ambos à beira mar, sendo um bar com música ao vivo, e espaço privativo na praia. Quem se hospeda tem também direito a internet wi-fi e late check-out, que deve ser negociado com a recepção.

A praia de Waikiki é a preferida dos turistas e o mar calmo e a água transparente com ondas pequenas quebrando longe da areia branca reforçam este sentimento. O pôr do sol não chega a ser aplaudido como no Arpoador, no Rio de Janeiro, mas é espetacular e digno de inúmeras fotos. Hospedando-se em Waikiki e com tempo livre, o ideal é dar uma caminhada nos arredores do hotel. Na av. Kalakaua estão os principais endereços comerciais e lojas como Louis Vuitton, Jimmy Choo, Bila-

bong e uma grande Macy’s. A cerca de 30 minutos de carro há um outlet com preços bem abaixo do que está sendo oferecido em Kalakaua, mas talvez fazer compras seja uma das últimas opções do seu passageiro neste paraíso. Depois de se instalar no hotel, dar uma volta pela região e experimentar as águas quentes (comparando com Rio de Janeiro, por exemplo) do mar, é hora de conhecer a ilha e o melhor jeito é alugando um carro. Em qualquer > Continua na pág. 03


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North Shore, indicada caso seu cliente seja surfista

ilha do Havaí ter um carro sempre à disposição é essencial. Se seu cliente tiver hábito de dirigir fora do Brasil, recomende esta opção e o aconselhe a conhecer a ilha de carro – mapas estão disponíveis no hotel. Se dirigir não fizer parte do escopo da viagem, a melhor forma de conhecer Oahu é fazendo um passeio pela ilha. Há diversas empresas que fazem roteiros similares passando por North Shore, praia da nata mundial do surfe, pela área militar, por Waimea Bay e pelas montanhas onde foi filmado Jurassic Park. Este passeio passa por Pearl Habour, mas não para. A atração está aberta a visitação e ironicamente é muito visitada por japoneses. O indicado é reservar meio período do dia para poder ver com calma o que Pearl Habour tem a oferecer. Depois de conhecer a ilha, a dica é desbravar o mar do Havaí. De novembro a abril é época de ondas grandes e também de baleias. Há passeios de barco, mas se limitam à área sul da ilha. Para ver as ondas gigantes é preciso seguir até North Shore. Nesta época, os golfinhos e peixes dividem espaço com baleias Jubarte, a mesma espécie que vem ter seus filhotes no sul da Bahia. Inúmeras empresas fazem este passeio e é possível chegar muito pertos dos cetáceos. Para os mais

radicais há mergulhos em gaiolas com tubarões – neste caso o turista fica na gaiola e não o animal. Ambos os passeios duram o dia inteiro e são realizados de acordo com as condições de maré. Em relação às ondas, vê-las é um espetáculo à parte. Para quem estiver em Waikiki é preciso ir até North Shore de carro, táxi ou ônibus. Banzai Pipeline, Sunset e Waimea são, geralmente, onde estão as maiores ondas. Reserve para seu cliente um dia inteiro e aconselhe visitar antes do sol se pôr o Waimea Waterfalls, parque

que fica em frente à praia onde deságua um rio que forma uma linda cachoeira. Em dias de chuva o fluxo do rio aumenta e os moradores de Oahu fazem um paredão com areia da praia formando uma eterna onda, ideal para crianças brincarem de surfe enquanto os adultos encaram as verdadeiras ondas grandes. Outra dica é um passeio no final do dia ao Centro Cultural Polinésio, onde está guardada toda a história deste povo milenar. É um espaço em que as culturas e tradições das diversas ilhas da Polinésia estão representa-

das. Por vezes esquecemos que os polinésios dominaram esta região no Pacífico que vai desde Nova Zelândia à Ilha de Páscoa, passando inclusive pelo Havaí. Termine o passeio jantando no próprio parque onde acontece um luau típico polinésio. Outra dica gastronômica é experimentar os inúmeros restaurantes da avenida Kalakaua. Alguns dos melhores estão dentro dos hotéis, mas há inúmeras opções servindo todos os tipos de prato, inclusive o tradicional mahi mahi, peixe de água salgada encontrado na Polinésia.

Maui

Termine sua viagem em um jantar típico polinésio

Devido à distância, os brasileiros costumam ficar cerca de dez dias no Havaí e visitam mais de uma ilha. Em média fazem duas ilhas, às vezes chegando a três. Depois de explorar Oahu é hora de seguir viagem e 30 minutos depois, de avião, chega-se a Maui, a segunda ilha mais visitada do Havaí. Diferente da capital, Maui, com cerca de 300 mil habitantes e turistas, é mais ligada à natureza, tem praias mais “selvagens” e uma vida menos agitada. Se em Oahu alugar carro é uma opção, em Maui é quase que uma obrigação. Tudo na ilha é muito espalhado e se deslocar de táxi sai muito caro. A outra opção é pegar transporte público, mas os ônibus costumam rodar em horários definidos e geralmente em horas cheias. Alugar carro, portanto, é essencial para o sucesso da viagem. Chegando na ilha, os grandes hotéis estão localizados em Kaanapali, a cerca de 45 minutos do aeroporto. Para efeito de comparação, Kaanapali é uma versão havaiana da Costa do Sauípe, só que com hotéis mais luxuosos (Westin, Hyatt, Hilton, entre


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Desbrave as maravilhas de Maui dirigindo um carro

outras redes) e uma vila comercial com lojas como Gucci, Lacoste, entre outras marcas. Se seu cliente busca algo mais em conta, hospede-o no excelente Best Western Pioneer Inn, na turística Lahaina, antiga capital havaiana. Este hotel foi erguido em 1901 e é o primeiro hotel havaiano e talvez um dos mais antigos dos Estados Unidos ainda em operação. Embora a praia de Kaanapali seja muito mais bonita do que em Lahaina, ficar neste bairro histórico tem suas vantagens: além de estar muito bem posicionado, o bairro é um pequeno centro turístico com inúmeros restaurantes (Hard Hock Café, Bubba Gump e restaurantes locais especializados em frutos do mar e peixes) e lojas de suvenir, possui uma marina de onde saem barcos para ilhas e praias. Se seu cliente não

quiser alugar um carro, esta é sem dúvida melhor opção. Devidamente instalado, é hora de explorar o que Maui tem a oferecer e muitos dos seus atrativos são off praia, embora as praias de lá sejam realmente lindas. Um dos passeios mais procurados é ver o nascer do sol do topo do Haleakala, montanha mais alto da ilha, cujo topo está a mais de três mil metros acima do nível do mar. Seu cume pode ser alcançado de carro ainda que haja “loucos” que sobem correndo ou de bicicleta. É tão alto que no inverno costuma nevar em alguns dias. Assistir ao nascer do sol é um programa quase que obrigatório, mas há aqueles que chegam um pouco mais tarde. Em dias raros de céu claro, sem nuvem, avistam-se outras ilhas havaianas lá do alto. Descendo a serra

a dica é seguir para o Iao Valley, uma grande área verde onde o rio Iao corre a toda velocidade. É possível parar e banhar-se ou apenas contemplar a natureza. O roteiro off praia conta ainda com uma visita ao Maui Brewing Co,

Melhor forma de ver o nascer do sol é do alto do Haleakala

uma fábrica de cerveja artesanal nova e moderna e de onde saem os principais rótulos etílicos havaianos.

--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Best Western, com parceria do Escritório de Turismo do Havaí, voando American Airlines e com proteção GTA

CRATERA E PRAIA Voltando às praias, comece seu roteiro pelo que há de melhor e nada se compara a Molokini, uma cratera submersa que fica a quatro quilômetros da costa sul, entre Maui e a ilha de Kaho’olawe. No trajeto até Molokini, você estará navegando em um santuário de baleias jubartes e entre dezembro e abril, é quase certo que você verá uma delas pelo caminho. Molokini talvez seja o melhor exemplo de um aquário natural, tamanha sua diversidade de peixes. É impossível olhar de cima do barco e não mergulhar, mesmo que você não tenha tanta afinidade com o mar. Este passeio acontece sempre na parte da manhã – à tarde o vento muda e as saídas são suspensas. Portanto, de lá explore outras praias que ficam depois de Kaanapali, como baías de Napili, Oneloa e Honolua, praias mais desertas,

com menos infraestrutura que Lahaina e Kaanapali, por exemplo, mas de igual beleza. Se tiver tempo siga pela estrada de Hana, um caminho repleto de curvas que segue pela costa e com paisagens de tirar o fôlego. Este passeio é ideal fazer com calma, ainda com luz do dia para poder aproveitar todo o caminho, inclusive as paradas nas praias e cachoeiras. Portanto, reserve o dia inteiro, saia cedo e leve garrafas de água e biscoitos. E não esqueça de garantir o passeio com tanque cheio já que não há posto de gasolina na Estrada de Hana. Assim como Oahu, em Maui existe um ótimo local para conhecer mais das tradições da Polinésia. O Old Lahaina Luau é um espaço onde acontecem diariamente luaus à moda polinésia, com direito a cânticos havaianos e convites para dança. O espetáculo é

Principal ponto de mergulho em Maui, Molokini é acessada somente na parte da manhã

seguido de jantar e se inicia às 17h30, quando o sol começa a se pôr, seguindo até as 20h. Se você se hospedar em Lahaina, consegue ir andando curtindo a brisa e a paisagem. Este é o passeio mais bem avaliado em Maui

no Tripadvisor e conseguir uma mesa requer antes de tudo se programar. Indique este jantar ao seu cliente e reserve quanto antes para garantir a presença dele no espetáculo que conta a história deste povo milenar. 


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