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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.186 30 de setembro a 6 de outubro de 2015
50 MAIS PODEROSOS Esta edição destaca os 50 profissionais indicados pela PANROTAS como os mais influentes da indústria. Versões ampliadas das entrevistas do Suplemento Diário na Abav, conteúdo exclusivo sobre a Tam e a Gol, feitos para o JP, um infográfico analisando a lista e nossas colunas com foco em pessoas dão a tônica desta edição especial do PANROTAS Gente.
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Check-IN S
E U Q A DEST
DO PORTAL
>PANROTAS 17 a 23/9
1 Copa Airlines anuncia fim dos voos para Campinas (SP) – em 22/9
2 Falco explica integração com Rextur Advance e Submarino – em 21/9
3 Operador rebate Grécia Turismo; empresa responde – em 18/9
4 Copa lança avião com escudo do São Paulo; veja fotos – em 17/9
5 Turismóloga se inspira em Londres e abre agência em SP – em 18/9
6 Azul teria feito lobby para segurar céus abertos BRAEUA – em 21/9
7 Orinter contrata Fabiano Baccari e anuncia expansão – em 21/9
8 Azul divulga imagens de novos assentos; veja – em 21/9
9 Gabriella Cavalheiro é nova diretora na Universal Orlando – em 21/9
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
10 Ex-Nascimento assume gerência de filiais da Visual – em 17/9
11 Hub da Latam gera até US$ 520 milhões ao Nordeste – em 17/9
12 Dólar chega a 2º maior valor da história do real: R$ 3,958 – em 18/9
13 Conheça 10 destinos mágicos para passar a lua de mel – em 18/9
14 Deusa Rodrigues funda operadora de turismo conceitual – em 20/9
15 Turismo está cheio de oportunidades, segundo Kühnast – em 18/9
Sísifo na política federal Se o lado bom do dólar forte (e nas alturas) é favorecer as exportações, no Turismo isso não tem adiantado muito. Ou quase nada. Muito pelo contrário, os gastos de estrangeiros no Brasil estão ladeira abaixo. Ah, mas 2014 foi ano de Copa do Mundo. Mas não iria o evento futebolístico alavancar o nosso receptivo internacional? Iria, se tivéssemos aproveitado a oportunidade. A Embratur, de uns anos para cá, vem se mantendo com projetos tímidos, estrutura confusa, troca-troca de titulares. A troca de ministros do Turismo
também não ajuda. A cada ano e meio, em média, tudo recomeça praticamente do zero. Novas ideias mirabolantes prometem mudar o setor, o ministro descobre no turismo um grande gerador de divisas e empregos (mas não de votos), aproxima-se do trade e... parte para outra pasta, candidata-se a um cargo público e o Turismo fica como poeira em sua história. Mas quem trabalha e depende do setor, mais uma vez se desilude com a política pública para a indústria. Em 2016 teremos a Olimpíada do Rio. E eleições municipais. Se o mi-
nistro Henrique Alves se candidatar a prefeito de Natal (RN), deve deixar a pasta no começo do ano. Isso se ela (e ele) sobreviverem à reforma ministerial. Ou se a própria presidente se mantiver no cargo. Ou seja, perspectivas para aproveitarmos essa nova janela para o mundo? Não muito boas. De o turismo ser alavancado com a ajuda do governo federal? Sombrias. A previsão é de chuvas, trovoadas e pedras sendo roladas morro acima, morro abaixo, morro acima, morro abaixo... Como no angustiante e triste mito de Sísifo.
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#FICADICA FEIRA DA ABAV
PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta
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DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
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REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editor: Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Danilo Alves, Henrique Santiago, Rodrigo Vieira, Hugo Okada, Karina Cedeño, Luiza Gil (estagiária) e Roberta Queiroz (estagiária) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Pedro Guilherme Moreno Querim Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
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E s p e c i a l PA N R O TA S G e n t e
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> Artur Luiz Andrade
50 MAIS
PODEROSOS
COMO EM SUA PRIMEIRA EDIÇÃO, EM 2011, A PUBLICAÇÃO DA LISTA DOS 50 NOMES MAIS PODEROSOS DA INDÚSTRIA TURÍSTICA NACIONAL VOLTOU A ser destaque na última edição da Feira da Abav, realizada em São Paulo na semana passada. Para entrar na lista, há um conjunto de critérios: relevância, ativismo e brilhantismo nos últimos 12 meses. É preciso, acima de tudo, estar presente na indústria e influenciá-la. Por isso o ranking não traz investidores — com poder econômico inquestionável —, mas aqueles que atuam nos rumos da distribuição de produtos e serviços. Guilherme Paulus, Luiz Eduardo Falco e Paulo Kakinoff são os primeiros colocados na edição deste ano, que pela primeira vez teve um empate triplo. O empresário Guilherme Paulus, que ocupou o topo da lista em suas três primeiras edições (dividindo a primeira coloca-
ção com Constantino de Oliveira Jr., em 2011; com Goiaci Alves Guimarães, em 2012; e sozinho em 2013), volta ao topo depois de um ano em que deixou Luiz Eduardo Falco tomar decisões e “brilhar” sozinho. Com o “novo” projeto da CVC consolidado, Paulus se sobressai como presidente do conselho da operadora, acionista individual majoritário (depois do fundo Carlyle) e ainda como um dos maiores investidores da hotelaria nacional. Com tantas atividades e com grande poder de decisão, volta ao primeiro lugar. Quem permaneceu nessa posição foi o presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, primeiro colocado também em 2014. Falco ratifica o acerto que foi sua liderança no ano passado: os números da CVC na bolsa e nos balanços de 2014 e dos dois primeiros trimestres do ano mostram lucro, recuperação da venda via agências de viagens
multimarcas e ainda a resistência frente à crise. Já Paulo Kakinoff, de 2014 para cá, consolidou o projeto de companhia de baixo custo, melhor tarifa, e levou a Gol a um salto tecnológico, especialmente nos serviços para o cliente, e operacional. Neste último, incluemse a liderança no doméstico e no corporativo, aumento da parceria com a Delta (que hoje tem cerca de 8% da aérea nacional), maior quantidade de voos no Brasil e para diversos destinos na América do Sul e pontualidade reconhecida pelas autoridades e clientes.
A LISTA
Em 2015, a lista dos 50 mais poderosos tem algumas novidades. Continuam sendo 50 mais poderosos, mas o ranking segue somente até a posição 25. Depois, há três novas categorias: “Referências”, “Vendedores” e “Fique de olho”. Foi uma forma de
mudar e arejar o ranking e tirar um pouco do foco da posição em si. Entre os dez primeiros, qualquer um poderia estar na primeira posição. Guilherme Paulus poderia estar em Referências, Valter Patriani no Top 10, Christiano Oliveira no Fique de Olho. O caráter nacional também conta, o que nos faz querer ter categorias regionais (em outros rankings, talvez), assim como liderança, vendas, capacidade de mudar a indústria. O foco, porém, é nas pessoas. Mais uma vez também, destacamos o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta, fora do ranking, mas como um dos que interagem em projetos com esses 50 e outros poderosos e influentes do turismo. Alcorta comanda o comitê que se reúne para debater a lista anual, e que inclui também os diretores da PANROTAS, Heloisa Prass, Marianna Alcorta e José Guilherme Alcorta, e o editor-chefe da editora, Artur Luiz Andrade.p
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GUILHERME PAULUS GJP Hotéis e CVC
SÃO MAIS DE 40 ANOS DEDICADOS AO TURISMO E À CVC. HOJE, ALÉM DE SER ACIONISTA E PRESIDIR O CONSELHO DE Administração da operadora, que tem faturamento na casa dos R$ 5 bilhões, Paulus constrói e administra hotéis. Nos últimos seis anos, a GJP Hotels investiu mais de R$ 500 milhões em reformas, ampliações e novos hotéis. “Dinheiro é bom, mas tem que trabalhar para consegui-lo, para ir buscar os resultados”, diz Paulus, que viaja todo o País em busca de projetos e negócios de hotelaria. A pior parte é negociar com governos, convencer da importância do turismo, enfrentar a burocracia... Mas ele leva números e é a força econômica que abre os olhos dos políticos. A melhor parte do negócio é reencontrar velhos amigos de 40 anos (em projetos e parcerias), continuar o contato com a indústria (“Tenho um bom relacionamento no mercado”, brinca ele) e levar desenvolvimento para os destinos que ajudou a criar, vender, promover. Outra vantagem do negócio atual é que ele pode usar processos e ideias que deram certo na CVC. Por exemplo, a distribuição de “representações” dos hotéis da GJP. É o projeto que ele inicia agora, com um teste piloto com Artur Fernando, executivo da GJP, que vira uma espécie de franqueado no Rio de Janeiro. Toda a área de Vendas no Rio ficará aos seus cuidados. O mesmo acontecerá em outras praças, como a Bahia, que já tem a representante escolhida. O escritório em São Paulo também está passando por mudanças e terá foco em vendas. O corporativo se divide entre Santo André (SP) e Porto Alegre. A sede do ABC paulista fica
bem em frente ao prédio da CVC. Hoje, Paulus diz que dedica apenas cinco horas por semana à operadora. Mas nesse cálculo não entram os telefonemas diários a Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC, ou os papos e consultas que recebe de acionistas, investidores, parceiros do Carlyle... Na capital gaúcha está Alberto Grau, a quem Paulus confiou o dia a dia operacional da rede. Uma parceria de confiança que lembra o início da CVC, quando a dupla Paulus-Patriani ferveu o turismo brasileiro. Encontrar as pessoas certas para cada hotel, segundo Guilherme Paulus, é um desafio, ainda mais com o boom hoteleiro vivido nos últimos três anos. “Vejo que temos espaço para crescer e vamos dar muito trabalho à concorrência, às redes já consolidadas”, diz o empresário. Sem modéstia, afirma que a GJP “é a grande novidade na hotelaria nacional”. “Temos bons ativos e muitas surpresas para 2016”.
NOVOS HOTÉIS
Com 15 hotéis em seu portfólio (incluindo os dois recentes no Pará), a GJP Hotels & Resorts chegará a 18 unidades ainda este ano com a abertura do Prodigy Santos Dumont Airport Hotel (previsto para o final de outubro, ao lado do aeroporto carioca) e dos dois hotéis na região do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais — um com a marca Linx, econômica, e outro Prodigy, quatro estrelas. A unidade do Santos Dumont, aliás, ameaça tirar dos hotéis da Serra Gaúcha a preferência de Guilherme Paulus. O projeto é ousado, de frente para a Baía da Guanabara, integrado ao aeroporto e repleto de inovações. Mas, não... o Serrano e o St. Andrews con-
tinuam com lugar cativo com o dono da GJP, que tem em Gramado modelos que inspiram toda a rede. Além dos hotéis de Minas e do Rio, serão abertos em 2016 o Prodigy Gramado, em frente ao complexo do cinco estrelas Wish Serrano, e unidades em Juiz de Fora (MG) e Brasília. O Marupiara Hotel, em Porto de Galinhas (PE), em 2016 ganhará mais 120 apartamentos. “Praticamente
um novo hotel”, diz Paulus. Os outros apartamentos foram reformados recentemente, assim como as áreas públicas. Mas a GJP negocia empreendimentos em Natal, Fortaleza e Santa Catarina. Novidades podem ser anunciadas em breve, com a rapidez e o faro para grandes oportunidades que só quem construiu a maior operadora de viagens da América Latina tem. p > Continua na pág. 06
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LUIZ EDUARDO FALCO CVC
ELE FORMOU UMA DOBRADINHA HISTÓRICA NA AVIAÇÃO BRASILEIRA, NO COMEÇO DA ÉPOCA DE OURO DA TAM: LUIZ EDUARDO Falco era o vice-presidente do comandante Rolim Amaro e é dessa época a aposta no Aeroporto de Congonhas, na unificação da frota, na criação da Tam Viagens (em parceria com os sócios da Gapnet) e no desenvolvimento da imagem de uma empresa focada em serviço e no mercado corporativo. Depois de dez anos no desafiador setor de telefonia, Falco retornou ao turismo para apagar alguns incêndios na CVC, depois de ter sido comprada pelo fundo Carlyle. Sem querer inventar a roda, entregou de volta o controle das vendas e do marketing a Valter Patriani, preparou o processo de abertura de capital e iniciou a fase de aquisições de outras empresas. Hoje comanda, além dos R$ 5 bilhões de faturamento da CVC, mais R$ 3,2 bilhões da Rextur Advance e estimados R$ 600 milhões da Submarino Viagens. A meta dos R$ 10 bilhões pode ser alcançada ainda este ano, se algumas negociações em andamento derem certo, mas de 2016 não passa. Com compromisso com a CVC por pelo menos mais três anos, Falco vibra com essa nova fase da operadora e do turismo, conhece seus desafios e aposta em mudanças mais rápidas no setor. JORNAL PANROTAS — A CVC finalmente é um grupo... Como está o processo de integração e sinergias entre a operadora, a consolidadora e a OTA?
na execução disso tudo, por isso não dá para comemorar nada antes dos resultados reais. É o que acontece na bolsa. Os acionistas, os investidores querem ver para crer.
LUIZ EDUARDO FALCO — É a oportunidade de criarmos a multicanalidade de verdade. A soma dessas três empresas traz um mix muito interessante e com administrações e fluxos de caixa diferentes. Visam atender públicos diferentes, com estratégias diferentes. Ninguém tem essa diversidade na indústria.
JP — Outras empresas se juntarão ao grupo? FALCO — Olha, estamos conversando com várias e há muitas oportunidades, tanto no Brasil como no Exterior. Há bons ativos no mercado, mas não temos uma prioridade nem prazo. Há diversos segmentos e perfis de empresas sendo analisados. A Submarino Viagens fechamos em um mês. A Rextur Advance demorou mais. É um mercado de relacionamento em última instância e muitos donos querem precificar o que não tem preço, como a tradição e a história. E o que vale na hora de fechar negócio é resultado. O turismo amadureceu, começa a ser mais percebido e buscado. Quem investe na CVC tem tido bons resultados, nossas ações perderam menos que as demais com a crise.
JP — Mas como está a integração? Como é a administração de três empresas? FALCO — A primeira coisa vai ser integrar o back-office das três empresas. Ainda este ano. Em 2016 todas estarão aqui em Santo André, tanto a Rextur Advance (que tem sede no centro de São Paulo) quanto a Submarino Viagens (hoje em Osasco). Assim como a CVC tem, deveremos manter uma base no centro da capital paulista, mas a ideia é juntar todos aqui na rua das Figueiras (onde fica a CVC). O mais demorado será a criação de uma plataforma única. Hoje, temos três, mas a ideia é unificar. Quanto a administrar, é fácil. Valter (Patriani) toca a operadora, Marcelo (Sanovicz), a consolidadora. Eles têm o dia a dia nas mãos. Eu e o (Luiz Fernando) Fogaça tocamos a soma disso tudo. JP — E as sinergias? FALCO — A avaliação inicial é sobre as oportunidades que mais fazem sentido. Já estamos vendendo hotéis na Rextur Advance, vamos fazer o mesmo na Submarino Viagens. Mas estamos em um ano difícil para todos. Há um grande risco
JP — E o contrário? Empresas de fora têm olhado para a CVC? Vai ser necessário fazer parte de um grupo internacional? FALCO — Fazer parte de um grupo maior pode ou não ser necessário ou interessante. Uma massa crítica maior leva a uma posição mais forte. A CVC tem uma posição muito forte e é sim procurada por grupos de fora. Mas não há uma busca por um ou outro projeto. O que há são oportunidades. JP — E a notícia da negociação do Carlyle com o Smiles para a venda da CVC? Vem aí a Gol Viagens? FALCO — A ideia não é ruim, mas não vai ocorrer. Simplesmente porque
a conta não fecha. Hoje não é sequer uma possibilidade. Mas que o Carlyle vai sair, nem notícia é mais. O plano do fundo é de até dez anos para isso ocorrer. Estamos no sexto. JP — Nesse ano difícil, em que 70% da venda da CVC já vem do doméstico e a empresa anunciou mais de mil fretamentos nacionais para o verão... pode-se dizer que o nacional vai salvar a temporada 2015/2016? FALCO — Estamos apostando no nacional, com o dobro de fretamentos em relação ao ano passado e também com pagamento em 60 dias para quem compra este mês. Apostamos no crescimento em 2015. Se compararmos mês a mês, haverá pequenas variações em relação a 2014, mas vamos fechar o ano com aumento, especialmente no doméstico. Está chovendo para todos, mas vamos conseguir. JP — Nesse momento de crise, o on-line se beneficia pelo fato
das pessoas estarem mais sensíveis a preços e encontrarem isso mais facilmente na internet? FALCO — Como buscador, sim. Para fechar negócios, não. A internet vende passagens aéreas, vemos isso na Submarino Viagens. Nós vendemos pacotes e temos um mix de produtos bem maior. Nosso site é o melhor para pacotes e o sistema que as lojas e as agências têm em suas máquinas, o Venda Compartilhada, lançado há dois meses, é melhor ainda. Nosso site gera tráfego para todos os canais. JP — A meta de 100 lojas por ano será batida este ano? FALCO — Sim. O final do ano sempre é melhor para aberturas. Há novos shoppings que serão abertos para aproveitar o Natal. JP — E as lojas temáticas, como a primeira de Mice? São tendência? FALCO — Sim. Já temos essa primeira de Mice, estamos negociando a segunda, e também de nichos, como o golfe, entre outros. p
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PAULO KAKINOFF Gol Linhas Aéreas
O EXECUTIVO PAULO KAKINOFF FOI A SURPREENDENTE CARTA NA MANGA QUE A FAMÍLIA CONSTANTINO APRESENTOU AO MERCADO EM 2012, quando decidiu pela contratação de um diretor-presidente fora do clã. Oriundo do setor automobilístico, Kakinoff presidiu a Audi, mas hoje quem o conhece não duvidaria se dissesse que está há 20 anos na aviação. O setor tem se beneficiado da expertise de executivos de outras indústrias e Kakinoff tem mostrado que, na busca pela rentabilidade, tem como foco a satisfação do passageiro. Não à toa tem a maior malha doméstica e para alguns destinos da América do Sul, os maiores índices de pontualidade da indústria, e tecnologia a serviço do usuário e dos parceiros da indústria. A Gol hoje é uma nova empresa (mesmo com apenas 14 anos de atividades) e por isso decidiu mudar de identidade visual, e se posicionar como empresa mais abrangente e tecnológica, moderna e pronta para os desafios do País e da indústria. JORNAL PANROTAS — Como esse ano de desafios está impactando a Gol? PAULO KAKINOFF — Em 14 anos de companhia, esse é o ambiente mais adverso, especialmente pela forte redução no mercado de viagens corporativas. Há um excesso de oferta, mas vale lembrar que já identificamos isso há algum tempo e desde 2012 cortamos a oferta, o que se mostrou acertado e foi seguido por nosso principal competidor. As empresas aéreas são rápidas em ver a oferta excessiva, mas a aplicação não é tão rápida. Fizemos uma redução adicional no segundo trimestre de 2015 e nesse semestre devemos diminuir entre 2% a 4%, pois a crise se mostra mais aguda que o previsto e os custos continuam elevados. Nossa previsão inicial era mantermos a mesma oferta. JP — O ambiente estimula uma guerra de tarifas? KAKINOFF — Há uma guerra por ocupação, já que o avião vai decolar de qualquer jeito. Mas a tarifa média no geral caiu sim, especialmente no corporativo, que está mais sensível a preço. JP — Haverá reação até o final do ano? KAKINOFF — É cedo para dizer a expectativa de vendas, pois as pessoas estão decidindo agora suas viagens de dezembro e janeiro. As viagens pela América do Sul estão com o mesmo preço em reais e as primeiras projeções mostram aumento da demanda para esses países nas fé-
rias de final de ano. Também o Caribe mostra crescimento de interesse e a Flórida tem uma força muito grande. Vamos começar a voar em dezembro para Havana, em Cuba, e essa também é uma aposta boa. O desejo de viajar não diminuiu, o de descobrir novas localidades também não, mas é preciso haver estímulos, como estamos fazendo com Mendoza, na Argentina, por exemplo. JP — E a recuperação do corporativo? KAKINOFF — Acho que atingimos o vale no segundo trimestre. Não vejo piora adicional nem melhora este ano. Vemos alguns sinais de recuperação depois das férias de verão, em março. As empresas dependem das viagens, mas hoje ainda trabalham com restrições. JP — E como a crise muda o planejamento e os investimentos previstos pela Gol? KAKINOFF — Temos um planejamento estratégico feito nos últimos três anos e que foi revisado e confirmado em 2014. O setor aéreo demanda tempo. Somente a pintura de nossas aeronaves, para a colocação da nova identidade da Gol, vai levar de 28 a 36 meses. Para colocar wi-fi nos 140 aviões da frota, dois anos e meio. A troca dos tecidos dos assentos por couro ecológico, mais quatro meses. Nesses três anos, aumentamos e adaptamos nossa malha para o segmento corporativo, chegamos a 100 voos a mais por dia que nosso principal competidor, investimentos em
pontualidade, tecnologia, serviços mobile, somos a única empresa no mundo a ter a geolocalização... Tudo isso para dizer que o plano estratégico leva tempo e traz resultados. Nosso plano é maior que a crise. Nos estruturamos para isso. Temos R$ 3,5 bilhões em caixa, recorde em nossa história, e não vamos nos desviar de nossos objetivos. JP — Mas não houve nem adaptações nos cronogramas dos investimentos? KAKINOFF — Cronogramas podem ser atrasados ou adiantados. Nossa previsão para o wi-fi era 2016, mas vimos como um diferencial muito grande e o conselho aprovou a antecipação para este ano. A companhia tem um planejamento sólido e inclui esses investimentos. Temos agilidade para adaptações, mas sem nos desviarmos do plano. Graças a ele chegamos à marca de quatro milhões de passageiros domésticos a mais que nossa principal concorrente. Isso é um mês de vendas. JP — Qual a participação do corporativo e da venda direta no movimento da Gol? KAKINOFF — O corporativo responde por cerca de 50% das vendas, o que mostra que as mudanças que fizemos deram muito certo. A venda direta varia de 40% a 45% do total. JP — Há uma grande expectativa em relação ao início da política de céus abertos entre o Brasil e os Estados Unidos, prevista para 2016. O que
muda, especialmente na Gol, que tem uma parceria intensa com uma americana, a Delta? KAKINOFF — Nada muda. Hoje já existem voos autorizados que não são usados. A perspectiva maior é a longo prazo, quando não haverá mais dependência de cotas e sim das estratégias de cada empresa. Também apoiamos o aumento da participação de estrangeiras no capital das aéreas brasileiras. Isso é liberdade de mercado e só vai beneficiar novas parcerias. Hoje já operamos para mais de 80 destinos com a Delta. Estamos seguindo o mesmo para a Air France KLM... A intensificação dessas parcerias é uma tendência. JP — A venda de ancillaries chegou para ficar no Brasil? KAKINOFF — Cobrar pelo consumido é uma tendência em diversos setores, não apenas na aviação. Na Gol, cargas e ancillaries já respondem por 13% da receita da empresa. A combinação de itens inclusos e vendidos à parte torna a passagem mais barata do que se tivesse tudo cobrado na tarifa. Hoje a tarifa do avião disputa com a de ônibus e esse novo desenho nos ajuda a buscar mais eficiência e rentabilidade. JP — Alguma previsão de cobrar por serviços diferentes a curto prazo? KAKINOFF — Por enquanto só o já anunciado, que é o wi-fi, que será uma receita importante para a companhia e um serviço fundamental para o passageiro atual.p
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o CLAUDIA SENDER Latam
ENGENHEIRA QUÍMICA DE FORMAÇÃO (PELA USP) E COM MBA PELA HARVARD BUSINESS SCHOOL, CLAUDIA SENDER RAMIREZ INGRESSOU NA TAM EM DEZEMBRO DE 2011, como vice-presidente comercial e de Marketing. Depois de junho de 2012, com a criação oficial do Grupo Latam Airlines, assumiu a Unidade de Negócios Doméstica Brasil, com ampliação de funções, agregando todo o atendimento a clientes. Assumiu a presidência da Tam Linhas Aéreas em maio de 2013 e, em abril de 2015, assumiu a presidência da Tam S/A. Antes de entrar na Tam, foi vice-presidente de Marketing da Whirlpool Latin America e consultora da Bain & Company, onde chegou a atender a Tam e outras companhias aéreas internacionais. Desde a fusão de Lan e Tam, o grupo passa por
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transformações e mudanças, todas lideradas por Claudia. Por conta da crise econômica, a presidente da Tam anunciou corte de até 10% na malha doméstica da empresa, mas reafirmou que os investimentos de longo prazo no País estão mantidos, como a ampliação e renovação da frota (a Tam será a primeira empresa latino-americana a operar o A350, que chega em dezembro) e o investimento nos hubs do Nordeste, Brasília e Guarulhos, o principal da companhia. “A Tam está tomando esta medida para enfrentar um contexto econômico difícil no Brasil, por isso se faz necessário buscar ajustes de malha sem prejudicar a conectividade dos nossos passageiros e fortalecendo ainda mais a nossa competitividade no País”, afirma Claudia Sender, presidente da Tam S.A. e da Tam Linhas Aéreas. p
o DAVID NEELEMAN Azul Linhas Aéreas
NEELEMAN NASCEU EM SÃO PAULO, EM 1959, MAS VEM “CAUSANDO” NA AVIAÇÃO BRASILEIRA DESDE 2008, AO CRIAR a Azul Linhas Aéreas. Antes disso, fundou duas empresas low cost icônicas, a canadense West Jet e a americana Jet Blue. No Brasil, comanda a terceira maior companhia aérea da indústria, com cerca de 18% de participação de mercado, conquistado com o investimento no hub de Campinas (SP) e operações em cidades secundárias, e também com a compra da Trip e suas linhas regionais. Este ano, não saiu da mídia: se uniu ao empresário português Humberto Pedrosa e comprou o controle da Tap. Também se associou à United Airlines e vendeu 5% das ações da empresa brasileira à americana. Mostrou-se contrário ao início dos céus abertos entre Brasil e Estados Unidos e ainda comprou briga com a Braztoa, ao, segundo a entidade, oferecer tarifas até 30% menores para sua operadora, a Azul Viagens. Sobre o atual cenário econômico, manifestou-se, via assessoria de imprensa, dizendo que “fez alguns ajustes em nossa malha aérea, reduzindo frequências em algumas localidades e aumentando em outras, mas o saldo não é negativo”.p
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o CHRISTIANO OLIVEIRA Grupo Flytour
NESTE MOMENTO, AOS 41 ANOS, CASADO DESDE 2007, COM UM FILHO DE QUATRO ANOS, E NA empresa desde 1989 (oficialmente desde 1991), Christiano Oliveira vive a transição para assumir a posição de CEO do Grupo Flytour, que tem faturamento previsto de R$ 4,5 bilhões este ano. Ele passou por diversos setores da empresa em sua primeira fase lá, incluindo franquias, promoção e a área administrativa. Uma verdadeira faculdade prática, que incluiu ainda acompanhar de perto a incursão da Flytour no mundo on-line, em uma parceria com a Voxel, a Uol e a PANROTAS. E que gerou o primeiro portal da empresa, pioneira no turismo. Em 2003, ele interrompeu a trajetória para abrir a pousada (e só se desfez dela no ano passado), mas voltou transformado. Acompanhou o processo de compra da parte de business travel da Amex, negociou, com o pai, o contrato de franquias com a marca Amex, acompanhou todo o projeto da operadora Flytour Viagens (já em 2012). “Sempre trabalhei como braço direito do Elói (ele se refere ao pai pelo primeiro nome no ambiente de trabalho) e apoiando os três diretores que construíram a Flytour com ele. Somente em 2013, quando assumi a Flytour Business Travel, é que fiquei à frente de um canal de negócios. Foi a época em que decidimos repensar a empresa, criamos os conselhos de família e o administrativo, sempre pensando em perpetuar o grupo”, relembra. De 2013 ao começo de 2015 ele se dedicou à unidade de business travel. “Mudamos processos, aumentamos a produtividade, investimos mais ainda em pessoas, uma tradição do grupo, que hoje tem 2,8 mil funcionários”. Deu tão certo que em 1º de janeiro assumiu como COO (vice-presidente executivo). Hoje ainda acumula a diretoria executiva da consolidadora, onde são necessários ajustes, segundo ele. Quando assumir o cargo de CEO, em algumas semanas, ainda não fechou se essas posições por ele ocupadas terão novos nomes. “Há muitas novidades vindo por aí”, diz.p
CR ISE E T UR ISMO O ATUAL MIX DE NEGÓCIOS DA FLYTOUR (CONSOLIDAÇÃO, BUSINESS TRAVEL, FRANQUIAS, EVENTOS, TECNOLOGIA) AJUDA NESTE ANO DE CRISE AGUDA, “A PIOR DA HISTÓRIA RECENTE DO PAÍS”. “É mais desafiador ainda eu ter essa
oportunidade em meio a essa crise, mas não olho para ela. Como diz o Elói, a crise é o momento de investir e mudar”, avalia o futuro CEO do Grupo Flytour. Enquanto a consolidação aérea está empatando com o ano passado, a operadora e a empresa de eventos crescem 50%. O corporativo cresce menos, mas cresce. “Vamos fazer nosso planejamento de 2016 nas próximas semanas, ouvir especialistas da indústria, o mercado financeiro... Sabemos que vai haver consolidação de empresas no mercado, mas não estamos negociando com ninguém. Estamos focados em fazer a Flytour crescer”, finaliza.p > Continua na pág. 10
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o ALÍPIO CAMANZANO Decolar.com
ALÍPIO CAMANZANO COMEÇOU SUA CARREIRA NO SETOR EM UMA OPERADORA DE TURISMO TRADICIONAL, A DIMENSÃO, PELA QUAL ABRIU CERCA DE 90 LOJAS E mais de 85 agentes de viagens representantes em todo o Brasil, durante 11 anos de atuação. Em 1990, assumiu o escritório de Nova York, retornou ao País em 1993 para assumir o cargo de diretor operacional e Novos Negócios da empresa. Em agosto de 1999, Alípio assumiu a diretoria comercial e Marketing da Tia Augusta Turismo e de lá saiu em 2006 para a Submarino Viagens.
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Em 2007, assumiu a diretoria da Decolar.com, integrando o time de executivos da maior agência de viagens da América Latina e uma das cinco líderes do segmento no mundo. Apesar da crise, Camanzano diz que, até o começo de setembro, as vendas da Decolar.com apresentaram crescimento de 30% e o número de passageiros subiu 20%, mostrando um aumento da tarifa média, especialmente no internacional, em reais (a tarifa doméstica de lazer caiu cerca de 25%). “Para compensar temos mais produtos, mais ingressos, mais hotéis...”, afirma.p
o JOSÉ EFROMOVICH Avianca Brasil
PRESIDENTE DA AVIANCA BRASIL E MEMBRO DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA AVIANCA HOLDINGS, SYNERGY GROUP, JOSÉ Efromovich iniciou sua carreira em 1976, atuando em empresas nos setores de energia, de exploração de petróleo, de construção naval, de diagnósticos médicos e no setor aéreo. Natural da Bolívia, ele está no Brasil desde 1964. É formado em Engenheira Civil, graduado pelo Mackenzie, em São Paulo. Dinâmico e motivador, viveu este ano um dos maiores momentos da história da companhia, com o ingresso na Star Alliance.p
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o EDMAR BULL Abracorp, Abav Nacional e Copastur EDMAR BULL É SÍNDICO DO PRÉDIO ONDE MORA. MAS SOBRA TEMPO
para comandar a Abracorp e ainda ser vicepresidente da Abav-SP e da Abav Nacional. Na Copastur, sua agência, conta com os filhos Sabrina e Edmar, que têm se mostrado afinados e alinhados com o pai. Um dos mais bem relacionados empresários da indústria, Bull agora mira a presidência da Abav Nacional. Por onde passa, deixa uma marca construtiva, por isso é grande a expectativa se for eleito presidente da Abav Nacional. JORNAL PANROTAS — Quais os principais desafios do setor de viagens corporativas hoje? EDMAR BULL — A integração de sistemas, a venda organizada de hotéis independentes, as fraudes e a preocupação com capacitação e treinamento, já que a busca por produtividade é sempre uma das metas das empresas. Por conta da crise, a gestão de orçamento está mais apertada, com um processo desgastante de corte de custos e mais pressão sobre as TMCs. Por outro lado, a crise faz com que as empresas tenham de viajar para buscar negócios e oportunidades. JP — Seu mandato na Abracorp está chegando ao fim e o senhor se lançou candidato à presidência da Abav Nacional. Por que esse desejo agora? BULL — Um misto de desafio em mudar e melhorar a entidade, modernizar sua atuação, e também pedido de agentes de viagens e lideranças que já acompanham meu trabalho na Abracorp e na Abav-SP. Há um desafio muito grande de trabalhar bem perto das Abavs estaduais, dar mais atenção, recursos e ferramentas a elas. Qualquer Abav do País precisa falar a mesma língua e ter a mesma capacidade que a outra de um Estado maior. Se eleito, esse será um dos maiores focos: a aproximação com as Abavs e um trabalho especial com as pequenas, para fortalecê-las. Assim como investiremos, cobraremos resultados na mesma proporção, com o objetivo de fortalecer sempre mais a marca Abav, a atividade do agente de viagens.p
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MARCELO SANOVICZ Rextur Advance
MARCELO SANOVICZ TEM UMA DAS MAIS BRILHANTES TRAJETÓRIAS DA INDÚSTRIA DO TURISMO. ENTROU NO SETOR JÁ NA SEGUNDA OU TERCEIRA onda de empreendedores, tendo podido beber da fonte dos pioneiros, mas também inovar e se diferenciar. Literalmente, comeu pelas beiradas, investiu acertadamente em tecnologia e quando vimos, a Advance estava espalhada por todo o País
e com o Reserva Fácil se destacando entre os sistemas de reservas. A partir daí, os resultados e ações falam por si: a fusão da Advance com a Rextur, de um dos ícones do turismo, Goiaci Guimarães; a venda para o Grupo CVC; e a marca de mais de R$ 3 bilhões em vendas. Tudo isso com seu estilo low profile, focado no que dá retorno e no relacionamento selecionado. Tem dado certo, não é mesmo?p
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CARLOS VAZQUEZ e ROBERTO SANTOS Esferatur e Grupo Orinter CRISE E OPORTUNIDADE... A ESFERATUR APOSTA NO DIFÍCIL ANO DE 2015 PARA EXPANDIR NEGÓCIOS, COM O LANÇAMENTO DE SUA CONSOLIDADORA HOTELEIRA, AMPLIAÇÃO DA EQUIPE DA OPERADORA ORINTER e crescimento e expansão da atuação na consolidadora. Tudo isso comandado pelos sócios Carlos Vazquez e Roberto Santos, cuja união se mostrou mais que acertada. Há complementaridade entre eles, expertise em áreas diferentes e uma rede de relacionamento imbatível. Como a variedade de negócios irá afetar o grupo é uma das questões a serem respondidas nos próximos meses. Vazquez e Santos, porém, já estão olhando mais à frente, e prometem mais novidades.p
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LUÍS PAULO LUPPA Grupo Trend
HÁ ALGUNS ANOS SERÁ QUE O VENDEDOR PIT-BULL IMAGINARIA QUE ESTARIA SENTADO NA CADEIRA DE PRESIDENTE DO GRUPO TREND, com mais de R$ 1,5 bilhão de vendas anuais? Luppa e seus sócios mudaram a cara da Trend nos últi-
mos anos, e a deixaram mais completa, abrangente e profissional. O famoso olhar de fora ajudou os pioneiros José Anjos e Washington Pretti a dar uma guinada positiva na Trend. Este ano, Luppa lançou uma consolidadora aérea, a TC World, enquanto viu players graú-
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dos tentarem mexer no seu queijo.; mudou a estratégia de vendas da Shop Hotel; e ainda promete novidades na área de Lazer. Dinâmico e rápido em mudanças, ele não atua mais como vendedor pitbull, mas, numa gíria paulistana, mantém o “sangue nos olhos”.p
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FRANCISCO CARPINELLI e RICARDO FERREIRA Alatur JTB
FRANCISCO CARPINELLI, PRESIDENTE DO CONSELHO DA ALATUR JTB, INICIOU SUA VIDA PROFISSIONAL NO TURISMO EM 1977, quando atuou como atendente na Varig. Entre 1979 e 1997 foi consultor de viagens na Califórnia Turismo, a maior agência de viagens corporativas do Brasil no período. Em 1991, Carpinelli fundou a Alatur Viagens e Turismo, que, em 2013, viria a se unir em uma joint-venture com a JTB, a gigante japonesa do mercado de turismo. Discreto e objetivo,
Francisco Carpinelli foge dos holofotes, mas os números de sua empresa o levam para o centro da ribalta. Já Ricardo Ferreira é quase oposto de Carpinelli: enturmado, antenado, sempre em busca de tendências e inovações. Está sempre com um pé no avião e outro na Alatur e ousa em contratações e novos projetos. Tem acertado. Foi o primeiro brasileiro a fazer parte do Global Board of Directors da Acte, coordenou o board da rede Virtuoso por três anos e colabora com uma série de comitês e grupos exclusivos de trabalho. Juntos e com todo o time de sócios e diretores, Carpinelli e Ferreira garantem o lugar da Alatur como referência do setor. Doa a quem doer.p > Continua na pág. 12
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o IVO LINS e RUI ALVES Grupo Gapnet
IVO LINS, ANTES DE SE TORNAR UM EMPRESÁRIO CONHECIDO NO SETOR, TRABALHOU NA VARIG E COM DOIS ÍCONES DO TURISMO, Goiaci Guimarães e Elói de Oliveira. Mudou a vida e parte do turismo ao fundar, com Rui Alves, a Gapnet e a Tam Viagens, esta também com Sylvio Ferraz Filho. Formado em Sociologia pela Faculdade St. Louis e jornalismo pela
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19 o EDUARDO BERNARDES Gol Linhas Aéreas
Alcântara Machado, Rui Alves ingressou no turismo em 1977 e passou por grandes empresas, até fundar, há 20 anos, a Gapnet. Uma das mentes mais diferenciadas e criativas da indústria, Rui está sempre atento às tendências e sua sociedade com Ivo faz com que a Gapnet nunca pare e esteja sempre lançando novos produtos, plataformas e facilidades aos agentes de viagens.p
o LUCIANO
MACAGNO Delta Air Lines
EDUARDO BERNARDES ASSUMIU A VICE-PRESIDÊNCIA DE VENDAS E MARKETING EM FEVEREIRO DESTE ANO, UM RECONHECIMENTO MAIS que justo a sua trajetória na empresa, onde está desde o ano da fundação, 2001. Ele coordenou a abertura das bases internacionais e nacionais da Gol, atuou como diretor comercial e criou uma expertise na área comercial e estratégica da aviação, além de uma relação produtiva e transparente com os interlocutores da indústria. Este ano, trouxe Fábio Mader de volta ao time de Vendas e esse é outro talento seu: formar boas equipes.p
LUCIANO MACAGNO É O RESPONSÁVEL PELO SALTO DE ATUAÇÃO E PROXIMIDADE COM A INDÚSTRIA DA DELTA AIR LINES NO ÚLTIMO ANO. A EMPRESA MOSTRA CLARAMENTE QUE QUER SER A número um e Macagno personifica uma companhia moderna, tecnológica, diferenciada e com uma identidade única. Macagno é argentino e se formou em Engenharia Industrial pela Universidad Tecnológica Nacional de Buenos Aires. Trabalhou na Ambev e na Danone na Argentina, e na Lan e na Tam antes de ingressar na Delta. Teve elogiada participação em debate no Fórum PANROTAS mostrando que as ideias correspondem aos fatos. Ponto para a Delta.p
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o DILSON
VERÇOSA JR American Airlines
NA AMERICAN AIRLINES DESDE 1990, COM UMA PEQUENA SAÍDA DE MENOS DE UM ANO PARA ATUAR NA VARIG, DILSON VERÇOSA JR. CONHECE a companhia e o trade como poucos. Tendo atuado também na British Caledonian e na Oremar Representações, comanda a maior oferta semanal de voos para os Estados Unidos (107), com saídas de todo o Brasil. A empresa ainda sofre com a falta de verba para ousar mais, mas o relacionamento dele, de José Roberto Trinca e de toda a equipe com o trade compensam qualquer marketing mais apertado.p
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o JUAREZ CINTRA FILHO Grupo Ancoradouro ELE JÁ ATUOU NA POLÍTICA, EM CAMPINAS, NO COMEÇO DA CARREIRA, NA DÉCADA DE 1970. LOGO DEPOIS INGRESSOU NO TURISMO, MAS FOI EM 1987 QUE DEU O passo mais acertado de sua trajetória profissional, fundando a Ancoradouro. Todos os passos da empresa foram eternizados em um livro, lançado há poucos dias. Aos 28 anos, graças à inquietude e visão de Juarez Cintra Filho, a Ancoradouro continua imbatível no Interior de São Paulo e sempre em evolução, como mostra a recente transformação do E-Fácil Plus em uma empresa independente.p
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AFONSO GOMES LOURO Visual Turismo
AFONSO GOMES LOURO SE MOSTRA, AO LONGO DOS ANOS, UM DOS MAIS RESPEITADOS empreendedores do turismo. Focado e com uma imagem de bom serviço e expertise no que faz, Louro não faz o estilo que sai atacando a concorrência ou daqueles que espalham notícias mentirosas na mídia. Construiu uma operadora que é referência e tem compradores fieis. Lançou também a E-HTL, tocada pelo filho, Flávio, e vem investindo com consistência na capacitação dos agentes de viagens e dos seus colaboradores.p > Continua na pág. 14
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o SYLVIO FERRAZ JÚNIOR MMTGapnet NASCIDO EM UMA DAS MAIS TRADICIONAIS FAMÍLIAS DO TURISMO BRASILEIRO, SYLVIO FERRAZ JÚNIOR COMEÇOU A CARREIRA NA MONARK, MAS LOGO DEIXOU OS negócios familiares para fundar a Tam Viagens com Rui Alves e Ivo Lins. Ficou na operadora depois da venda para a Tam em 2009 e até este ano, quando decidiu voltar a empreender, tornando-se sócio na MMTGapnet, novamente com Alves e Lins. Casado com Bruna Lima Duarte, da rede Marriott, Ferraz mantém seus pés no turismo até em casa.p
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o LUIZ DA GAMA MÓR Tap Portugal OS DESAFIOS POR QUE A TAP PORTUGAL PASSOU NO ÚLTIMO ANO E A NOTÍCIA DA VENDA DE PARTE DA EMPRESA PARA O CONSÓRCIO FORMADO POR DAVID NEELEMAN chacoalharam a empresa aérea portuguesa, que comemorou 70 anos em março. Graças ao time liderado por Fernando Pinto e tendo Luiz da Gama Mór como interlocutor principal com a indústria, os obstáculos não tiraram a empresa do rumo.p
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ALEXANDRE SAMPAIO FBHA
HOTELEIRO COM FORMAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS, ALEXANDRE SAMPAIO DE ABREU ATUA HÁ 35 ANOS NA INDÚSTRIA DE HOTÉIS no Rio de Janeiro. É presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA) e um grande articulador político no setor e com o governo federal e outras instâncias. Atuante, tem sempre os argumentos e os caminhos para tentar chegar ao bem maior do turismo e da indústria de alimentação.p
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E s p e c i a l PA N R O TA S G e n t e
GRANDES
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VENDEDORES
o VALTER PATRIANI CVC
1 É preciso gostar de gente e ser bom observador.
2 As pessoas esperam uma opinião de um vendedor, de um prestador de serviços. E elas estão dispostas a aceitar sugestões. 3 Dê opinião, mas não mexa no sonho do cliente. Ele pode ter motivos sólidos para ir passar o carnaval em Brasília ou o réveillon no interior. Entenda e incentive o sonho dos clientes.
4 Ouça mais e descubra as necessidades do seu cliente. Não espere que ele saiba exatamente o que quer. Converse e antecipe essas necessidades.
5 Ligar para o cliente se ele ainda não deu uma resposta é importante, mas não para cobrar ou “encher o saco”. Busque uma notícia nova que tenha a ver com a possível viagem e ligue para informá-la ao cliente. Seja uma nova disponibilidade, um benefício que passou a ser oferecido, um prêmio que o hotel sugerido recebeu...
NÃO É EXAGERO RECONHECERMOS VALTER PATRIANI COMO O MAIOR VENDEDOR DO TURISMO BRASILEIRO. SUA história na CVC e fora dela, quando resolveram inventar a roda e a máquina andou de lado, provam isso. Seu mérito maior é entender e gostar de gente. Patriani está sempre
falando com as pessoas, ouvindo (entre uma frase e outra ele dá aquela parada... absorve e continua a conversa), revendo suas posições... ele está sempre vendendo. Pedimos a ele algumas dicas sobre como vender bem para o turismo. E claro que gostar de gente é uma delas. Confira abaixo.
empresa. Contrate os experientes com vivência e viagens na bagagem. Só o vendedor novo, que ganha pouco e está começando, não vai te dar o mix necessário de funcionários. Ah, sim: viaje e estimule que seus funcionários viajem.
10 Tenha postura, não concorra com o cliente em aparência ou atenção. Você está ali para dar soluções. Não é à toa que o tíquete médio de uma loja é 40% maior que o da venda na internet. Gente faz a diferença. Invista nisso.
6 Tire uma foto com o cliente. Imprima ou mande para ele depois da venda ou pós-viagem. Ele pode compartilhar a foto em suas redes sociais e te recomendar. Tenha certeza de que eles saíram bem na foto (tire três, para garantir). Que tal produzir molduras ou acessórios para celebrar cada viagem? Ou seja, interaja de forma inteligente com o cliente.
7 O turismo está na internet e o cliente começa a viajar na preparação, nas pesquisas na internet. Portanto, ele já está viajando há muito tempo e com muitas informações. E se ele te procurou, é porque quer comprar com você e não na internet. Invista na relação pessoal com esse cliente, dê atenção. É como se ele estivesse indo ao médico. O cliente quer sua ajuda. Ajude.
8 Informação em demasia não é algo bom. Seja focado e dê recomendações precisas e que mostrem seu diferencial. 9 Mescle vendedores novos com os mais experientes na sua agência ou
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AROLDO SCHULTZ Grupo Schultz
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DEFENSOR FERRENHO DOS AGENTES DE VIAGENS, SCHULTZ COLOCA SEU PElotão de vendas na rua, usa as redes sociais como poucos e compra brigas, em nome dos mesmos agentes, sem se preocupar com a autoridade que está à frente. Sabe argumentar e adora surfar nas ondas dos grandes desafios. “Temos que acreditar no futuro e seguir trabalhando no presente, com mais vontade do que nunca. A receita que mais se aplica para o momento é: trabalhar dobrado!”
MICHAEL BARKOCZY Flytour Viagens ELE JÁ TEVE SUA OPERADORA, DIRIGIU O INTERNACIONAL DA CVC e é sócio e presidente da Flytour Viagens, unindo-se ao poderoso Grupo Flytour. Nos últimos meses, Barkoczy rodou o Brasil vendendo o Hiper Feirão Flytour, que ocorre na próxima semana. Mas também vende para grupos de incentivos, famílias, empresas... A arte de vender está em seu DNA e sua parceria com a família Oliveira é das mais promissoras.
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JOSÉ ROBERTO TRINCA American Airlines ALGUÉM DIZ UM NÃO COM MAIS CHARME E COM MAIS LÁGRIMAS NOS OLHOS DO QUE ELE? Jamais. José Roberto Trinca é o grande vendedor da aviação brasileira e está na American Airlines há 25 anos, mesmo tempo da companhia no Brasil. Antes, trabalhou na Oremar, mas sua imagem está mesmo ligada à aérea americana.
LUIZ HENRIQUE TEIXEIRA Delta Air Lines LUIZ HENRIQUE TEIXEIRA INCLUI EM SEU CURRÍCULO EMPRESAS COMO A HERTZ, Sabre e o antigo Favecc, mas foi na Delta Air Lines, há 18 anos, que iniciou um duradouro e produtivo casamento. Seu jeito boa praça e cheio de intimidade ganham a confiança de imediato e quase sempre isso se traduz em... vendas. Um dos grandes conhecedores de aviação no País. > Continua na pág. 18
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IGOR MIRANDA Latam
TARCÍSIO GARGIONI Avianca Brasil VASP, GOL, AVIANCA. A TRAJETÓRIA DE TARCÍSIO GARGIONI FAZ DELE UM DOS GRANDES especialistas em aviação no País. A sintonia com a família Efromovich, na Avianca Brasil, repete o êxito conquistado nas duas outras aéreas. Gargioni lidera uma equipe motivada e vive momento histórico na companhia, com a entrada na Star Alliance e as operações dos Airbus com serviço diferenciado.
ESTRANHO NO NINHO NA AVIAÇÃO, IGOR MIRANDA DEVE TER SE SURPREENDIDO com o jeito próximo e ainda pouco organizado de alguns setores do turismo, mas conseguiu impor nova metodologia e processos na diretoria de Vendas Indiretas da maior companhia aérea brasileira. Formado em Administração de Empresas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), ele tem pós-graduação em Gestão Estratégica de Negócios na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo Igor Miranda, a intenção do Grupo Latam é estreitar parcerias e investir cada vez mais no
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trade turístico. “A gente vem intensificando a relação com o trade por meio de investimento em uma plataforma inédita na aviação, que é o Club Latam”, conta. Com 550 agências e mais de cinco mil profissionais do turismo cadastrados, o Club Latam, lançado em dezembro de 2013, segue em constante evolução buscando cada vez mais incentivo à fidelização das agências e dos agentes de viagens “O engajamento está cada vez maior. Dividir por canal (corporativo, consolidação, operadoras e OTA) gerou motivação adicional e isto é refletido nos números”, diz. “Ao oferecermos capacitações e experiências únicas como forma de premiação queremos não apenas reconhecer e agradecer o desempenho de nossos parceiros, mas também contribuir para o seu contínuo sucesso.” Outro ponto destacado pelo executivo é a presença de um time de vendas em todo o território nacional. As estratégias de ambos os canais (direto e indireto), de acordo com o executivo, são distintas, mas complementares. “Eu não posso citar quais são as estratégias que adotamos, mas o que posso dizer é que o nosso direcionamento segue
uma otimização de yeld”, disse Igor. Os investimentos de R$ 13 bilhões até 2017, sendo R$ 11 bilhões em frota, também foram citados. Grande parte deste montante está focado na América Latina, região considerada um pilar estratégico para a empresa, e no Brasil. Os novos equipamentos — B777 e A350 — foram usados como exemplos de melhorias em serviços. “A Tam será a primeira operadora das Américas do novo A350. Trata-se de um avião que consome 25% menos de combustível”, disse. O primeiro A350 da aérea chega em dezembro e voará entre janeiro e março do ano que vem na rota São Paulo-Manaus. Em março, a rota utilizada será a São Paulo-Miami. A segunda aeronave do modelo chega no primeiro semestre de 2016, ainda sem data definida, e fará o trecho São Paulo-Madri. Mas a empresa investe também na experiência de voar do passageiro. “Hoje, o equipamento em si não vai diferenciar uma companhia da outra. O que torna isto possível são as pessoas que atuam em cada uma delas, o serviço e a cultura de servir. E tudo isso está no DNA da Tam”, disse. (Colaborou Danilo Alves)
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ANNIE MORRISSEY Atlantica Hotels A INGLESA ANNIE MORRISSEY ESTÁ HÁ 30 ANOS NO BRASIL E DESDE 2001 NA ATLANTICA HOTELS, onde, como vice-presidente de Vendas e Marketing, soube evoluir e se adaptar como poucos aos novos tempos do turismo e da hotelaria. A Atlantica lançou marcas, mudou de dono, avançou por diversas plataformas, contratou e recontratou e Annie comandou com dedicação e conhecimento essas duas áreas cruciais da rede hoteleira.
ROSÂNGELA GONÇALVES Windsor Hotéis FORMADA EM LETRAS E ADMINISTRAÇÃO, E COM MBA EM GESTÃO ESTRATÉGICA DE SERVIÇOS PELA FGV, Rosângela Gonçalves está na rede Windsor desde 1998 e cresceu com ela. Hoje comanda as vendas de mais de R$ 500 milhões por ano da rede, em 14 hotéis no Rio de Janeiro e, novidade recente, Brasília. O inventário que tem nas mãos é proporcional a seu poder e expertise no setor.
10o TOMÁS RAMOS Rede Othon DIRETOR COMERCIAL E DE MARKETING DA REDE DE HOTÉIS OTHON, TOMÁS RAMOS CHEGOU À EMPRESA PARA SER TRAINEE, em 1988. Em 27 anos de carreira, o executivo investiu na evolução dos canais de distribuição da rede, virou especialista em novas plataformas e também se preparou para os novos tempos. Estudante da Universidade de Cornell onde, por três vezes, esteve em busca de aperfeiçoamento nas áreas de Marketing e Desenvolvimento na atividade hoteleira e de turismo, Tomás atualmente cursa a pósgraduação em docência do ensino superior na UCAM.p
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FIQUE DE OLHO ELES INICIARAM PROJETOS OU NOVAS FASES PROFISSIONAIS
recentemente. Há empresários, mas também o poder público, com a pre-
ALEX MANENTE deputado federal De novo vamos apostar em um parlamentar para defender nossa indústria? Sempre. Não podemos esmorecer. E o jovem deputado federal por São Paulo Alex Spinelli Manente, formado em direito e filiado ao Partido Popular Socialista (PPS) desde os 18 anos, trouxe novo frescor e gás à Comissão de Turismo da Câmara.
ANA MARIA BERTO Orinter Tour & Travel Foram 25 anos de Dimensão Turismo e 12 de MMTGapnet. Ana Berto é ou não fiel quando está em uma empresa? Além de dedicada, especialista em vendas e operações, ela agora está com um belo desafio nas mãos, fazer da Orinter Tour & Travel uma das grandes do setor. Contra a crise? Ana Maria Berto. > Continua na pág. 18
sença de deputados que acreditam no turismo. Estão com a faca e o queijo na mão, e ainda têm de fazer malabarismos neste difícil e desafiador 2015. Têm
tudo para conseguir, por isso integram a nossa lista dos 50 mais poderosos do turismo. E nós acompanharemos cada passo que derem nos próximos meses.
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CÁSSIO OLIVEIRA
DIÓGENES TOLONI
Air Tkt
Copa Airlines
Articulado e articulador, especialista em distribuição (e blogueiro PANROTAS), Cássio Oliveira experimenta dirigir uma entidade de classe. Os associados? Seus ex-concorrentes e ex-patrões. Está em casa. E tem tudo para transformar a Air Tkt em uma referência setorial como a Abracorp.
Diretor geral da Copa Airlines no Brasil, Diógenes Toloni comanda uma das maiores malhas aéreas internacionais do País. O hub da Cidade do Panamá conquistou os brasileiros para chegar ao Caribe, Estados Unidos e América do Sul. O desafio da crise é para todos e o projeto da Copa no Brasil é maior que ela. Apostamos em Toloni. Você também?
HERCULANO PASSOS
LUCIANO GUIMARÃES
deputado federal
Rextur Advance
Ex-prefeito de Itu, em São Paulo, por dois mandatos, três vezes presidente da Aprecesp, que reúne as 70 estâncias paulistas, e atual presidente da recém-criada Frente Parlamentar Mista em Defesa do Turismo (Frentur), o deputado federal Herculano Passos (PSD/SP) é mais um forte defensor do turismo na Câmara Federal.
Luciano Guimarães já responde a Marcelo Sanovicz, presidente da Rextur Advance, há três anos, mas pela primeira vez se vê dentro de uma grande estrutura corporativa (o Grupo CVC) e onde o pai, Goiaci, é “apenas” acionista (ou conselheiro). Rotina estressante que ele está aprendendo a domar e a neutralizar com seu know how.
MAGDA NASSAR
MARCO FERRAZ
Braztoa e Soft Travel
Clia Abremar
Magda Nassar na política associativa? Quem duvidou está revendo seus conceitos. A cada presidente a Braztoa dá novos passos rumo à modernidade, mas com Magda pode haver uma aceleração necessária. Direta e com visão abrangente do turismo, ela sobe no salto quando dizem que a operadora é hoje o setor mais fragilizado da indústria. Está aí para provar o oposto.
Quando estava chegando ao auge do amadurecimento na Braztoa, que dividia com a gestão da empresa da família, a Monark, Marco Ferraz deu uma guinada em sua carreira e se tornou executivo de uma entidade, a Clia Abremar. É o modelo que outras terão de adotar para serem mais eficazes, produtivas e relevantes. E Ferraz vai fazer história nesse novo caminho.
PATRICK MENDES Accor Hotels Na Accor há 22 anos e há alguns poucos no Brasil, o substituto de Roland de Bonadona traz novo gás e ideias desse novo tempo para o mercado brasileiro e para a liderança da rede hoteleira na América do Sul. A crise pode atrasar seus avanços, mas eles já são visíveis. Mendes sabe aproveitar o que foi construído no passado e olhar para anos à frente, para onde quer levar a Accor Brasil.
RENATO COSTA Grupo Forma Renato Costa está na lista pela hegemonia do Grupo Forma na área de viagens de formatura, mas no grupo do “fique de olho”, porque a Forma decidiu se aventurar em novas searas (do nicho esportivo à operação, da consolidação aérea a novidades que estão na iminência de um lançamento) e todos estão de olho para ver como vai se sair.p
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REFERÊNCIAS ESSAS SÃO CINCO DAS MAIORES REFERÊNCIAS DA INDÚSTRIA DE VIAGENS E TURISMO. HÁ OUTRAS? COM CERTEZA. ELES PODERIAM RECEBER outras identificações, mas neste ano queremos homenageá-los aqui, por sua trajetória, pelo que representam e pelos planos que, ouvimos dizer, estão desenvolvendo.
CHIEKO AOKI Nome respeitado e conhecido dentro e fora da indústria, Chieko Aoki é mais que a dona da rede Blue Tree ou a ex-comandante dos hotéis Caesar Park. Ela é a referência quando os assuntos são bem receber, ousar, usar a criatividade, ser resistente, fazer a ponte entre passado e futuro e as culturas ocidental e oriental... São muitas as qualidades que colocaram seu nome na história da indústria. Um nome que só cresce.
ELÓI D’ÁVILA DE OLIVEIRA A história de vida de Elói D’Ávila de Oliveira já é inspiradora por si só. As fugas de casa, as noites na rua, o trabalho com Vovó Stella, o carinho e a forma de relação com os filhos e a mulher, a criação de sua fundação, que foca na educação de crianças e adolescentes... No turismo, seu Grupo Flytour também é referência e ele nunca parou de evoluir, investir, experimentar. Seu cargo agora? Inovador. > Continua na pág. 22
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GOIACI ALVES GUIMARÃES Nome respeitado e conhecido dentro e fora da indústria, Chieko Aoki é mais que a dona da rede Blue Tree ou a ex-comandante dos hotéis Caesar Park. Ela é a referência quando os assuntos são bem receber, ousar, usar a criatividade, ser resistente, fazer a ponte entre passado e futuro e as culturas ocidental e oriental... São muitas as qualidades que colocaram seu nome na história da indústria. Um nome que segue crescendo.
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RICARDO ROMAN
TERESA PEREZ
Ricardo Roman ajudou a diretoria da Abav em 1974 para a realização do segundo Congresso da Abav em seu hotel, o Delphin, no Guarujá (SP). Isso 15 anos depois do primeiro congresso. É referência em setores como a aviação, representação turística, assistência em viagens e em administrar bem a família. A esposa, Gladys, começou a Interamerican com ele e os filhos (Ricardo Júnior, Danielle e Roberto) abraçaram o turismo como todo pai gostaria.
Viagens de luxo? Experiências incríveis? A arte de conhecer o cliente? Serviço impecável? Para essas perguntas, muitas respostas incluirão o nome de Teresa Perez. E ela começou a trabalhar no turismo apenas aos 36 anos, depois de ter criado os quatro filhos. Sua empresa foi fundada em 1991, foi a primeira associada Virtuoso na América Latina e hoje a Teresa Perez Tours é presidida pelo filho, Tomás, com sua presença, claro, para que tudo continue como começou... em altíssimo padrão. p
EMPRESÁRIOS VÃO TIRAR PAÍS DA CRISE (MAIS UMA VEZ) GUILLERMO ALCORTA FUNDOU A PANROTAS HÁ 41 ANOS E, DESDE ENTÃO, COMO MUITOS OUTROS EMPRESÁRIOS DA INdústria do turismo, presenciou e viveu diversas crises econômicas, políticas, institucionais e circunstanciais, como a do triste 11 de setembro. Em todas as ocasiões foi a força e a insistência dos empresários do turismo (e suas empresas, colaboradores, investimentos...) que conseguiram vencer os obstáculos e manter a economia se movimentando. “Tivemos que aprender a não depender de governo. Se ele não atrapalhar, já é um bom negócio”, afirma. “Por isso, nós, empresários do turismo, que geramos divisas, impostos, desenvolvimento e, mais importante, empregos, temos de continuar trabalhando duro, com ética e responsabilidade, com honestidade e união, para vencermos esse momento, que é de descrença política, de falta de confiança no governo”. Para ele, o crescimento do turismo e das viagens dentro e para fora do Brasil é inevitável e imparável. E a despeito de fatores como a crise atual, que podem forçar uma desaceleração, o turismo brasileiro só tem um caminho: a expansão. O que, consequentemente, leva ao desenvolvimento do País, beneficiando das pequenas comunidades às grandes metrópoles. Nos 41 anos de PANROTAS, ele sempre apostou na integração com o trade, nas parcerias, nos projetos em que todos ganham. Por isso, tanto ele quanto a empresa têm credibilidade e
relacionamento, a capacidade de unir pontas e desenhar projetos que fazem o turismo avançar. No último ano, a PANROTAS, como as demais empresas do turismo, também apostou em novos projetos e mudanças. Internamente, seus dois filhos, Marianna e José Guilherme, passaram a cuidar de áreas específicas: a primeira com foco nos mercados internacionais, o segundo na diretoria executiva da empresa. Para a indústria, a editora lançou um novo tipo de evento, o PANROTAS Next, cuja primeira edição ocorre em 1º de outubro, em Recife; mudou a dinâmica e o local do Fórum PANROTAS, que chegou à 13ª edição; e reforçou a interatividade entre seus veículos
e publicações, com o Portal PANROTAS crescendo em número de usuários diários (média de 14 mil) e as redes sociais dialogando com o trade de forma mais dinâmica e também integrada com o Jornal e o Portal PANROTAS. “Há mais projetos e ideias no forno. Menos para combater a crise, que vai passar, mas para garantir o crescimento da empresa e sua sintonia com seus parceiros e leitores, pois nossa missão é fornecer conhecimento, mostrar caminhos, promover debates e integrar a indústria do turismo. É lamentável o que fizeram com o País, mas a força dos empresários do turismo mais uma vez fará diferença”, finaliza.p
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E s p e c i a l PA N R O TA S G e n t e
NO SEGUNDO DIA DA FEIRA DA ABAV, A EDIÇÃO DO SUPLEMENTO DIÁRIO PANROTAS NA ABAV APRESENTOU AO TRADE A LISTA dos 20 empresários mais inovadores do turismo. Se na lista dos 50 Mais Poderosos do Turismo mostramos aqueles empresários com influência direta no setor, sendo constantemente ouvidos em recomendações e estratégias, aqui
no ranking dos mais inovadores queremos destacar as ações. Seja em momentos de crise ou durante a bonança, há uma série de empresários que esbanjam capacidade de inovar. Seus passos devem ser observados e suas iniciativas, muitas vezes, podem servir de inspiração. A lista inclui, ainda, cinco destaques em empreendedorismo.
1 – Luiz Ferrinho – Omnibees 2 – Ana Maria Donato – Imaginadora 3 – Felipe Carreras – Secretaria de Turismo de Pernambuco 4 – Toni Sando – SPCVB 5 – César Costa – Via Dourada 6 – Inês Melo – Stanfetur 7 – Michael Nagy – Rio CVB 8 – Raffaele Cecere – R1 9 – José Maruilson – Pullmantur 10 – Paulo Palaia – Gol (leia entrevista na página 24) 11 – Ricardo Amaral – Royal Caribbean 12 – Viviânne Martins – Cevec e Academia de Viagens 13 – Adrien Genier – Turismo da Suíça 14 – Fábio Mendes – Delta Air Lines 15 – Marcelo Cohen – Belvitur 16 – Jeanine Pires – CTI-NE e Secretaria de Turismo de Alagoas 17 – Marcus Rossi – Honey Dreams e Festuris Gramado 18 – Newton Vieira – SMI e OTC 19 – Thiago Campos – T4W e Anzol 20 – Alexandre Cordeiro – Sabre
EMPREENDEDORES DE DESTAQUE 1 – Antonio Dias – Royal Palm Hotels & Resorts 2 – Luís Vabo – Reserve 3 – Jackson Andrade – Wooba 4 – Roberto Bertino – Nobile Hotéis 5 – André Khouri – CNT e TC World
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Aviação
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> Danilo Alves
Gol da tecnologia QUANDO ASSUMIU O CARGO DE CIO DA GOL LINHAS AÉREAS, EM 2012, PAULO PALAIA, TINHA como principal objetivo integrar 13 sistemas que impactam diretamente na operação, venda e relacionamento da aérea, assegurando que fossem robustos o suficiente para suportar o crescimento da empresa. Naquela mesma época, o TI da Gol contava com 140 sistemas, das mais diferentes tecnologias e desintegrados uns dos outros. “Esse foi o cenário que eu encontrei assim que fui contratado. Eram muitas informações e plataformas, adquiridas por conta do aumento de passageiros transportados pela companhia e pela compra da Varig. Hoje, aqueles 13 importantes sistemas já estão integrados e o cenário é bem diferente”, diz o executivo. Paulo também conseguiu elevar o uptime — tempo que os sistemas ficam no ar — da Gol de 98,6% para 99,9% e reduzir custos do departamento. “Em 2012 reduzimos o orçamento de TI em 27%; em 2013, 22%; em 2014, em 7% e em 2015 reduzimos em quase 8%”, afirmou o diretor. Toda essa redução está atrelada a diversos fatores adotados por Palaia. “Mudamos o nosso posicionamento e a forma de agir. Em agosto de 2012, a diretoria da Gol se juntou e questionou qual era a diferença da companhia para a sua principal concorrente, sem levar em consideração o transporte de passageiros? Nenhuma. A partir desse mo-
mento, começamos a investir no relacionamento digital, internacionalizar o desenvolvimento do site, quiosques e aplicativos”.
PIONEIRA
Em âmbito nacional, a Gol foi pioneira na criação de um aplicativo dedicado aos funcionários, o Colaborador Mobile. Lançado em 2014, o dispositivo auxilia tripulantes reunindo ferramentas para o dia a dia desses profissionais que estão sempre em trânsito. Em maio último, a ferramenta expandiu o serviço para os mais de 16 mil funcionários que emprega atualmente. Desde então, o aplicativo também é utilizado por colaboradores de outras áreas da companhia e com funções como consulta de demonstrativo de pagamento, portal de viagens, canal de sugestões de uniformes e marcação de passagens para tripulantes. Há um ano, a Gol lançou oficialmente o serviço Bagagem Expressa, que dá autonomia ao passageiro e permite que o autoatendimento contemple o check-in, a pesagem e etiquetagem da bagagem. “No Santos Dumont, o Bagagem Expressa nos ajudou bastante. Nosso volume de passageiros naquele aeroporto é grande e o espaço físico é bem limitado. Quando colocamos 12 quiosques com balanças na área de check-in, a nossa capacidade de processamento aumentou consideravelmente”, conta Palaia. Em relação à inovação mundial, a Gol tem o trunfo, de acordo com o CIO,
O CIO da Gol, Paulo Palacia
de ser a primeira empresa aérea a oferecer serviço de geolocalização para o passageiro. “Foi uma ideia que nasceu dentro da empresa, de forma despretensiosa. Sabíamos o horário do voo, a localização do cliente e a situação atual do trânsito.” Ainda segundo o executivo, mais de 100 mil passageiros já foram auxiliados pela tecnologia. Uma segunda fase da ferramenta de geolocalização já está em fase de desenvolvimento e será lançada em breve. Segundo especialistas, o aplicativo da
Gol tem apenas um “gap” crucial: não está disponível para smartphones com sistema operacional Windows Phone. “Tirando esse gap, podemos dizer sem sombra de dúvidas que nós somos lideres da nossa indústria no que se refere a inovação tecnológica. Estamos à frente dos nossos concorrentes em funcionalidades e usabilidade. Nossa ferramenta é objetiva e fácil de usar”, garante o executivo. De acordo com Palaia, a partir de novembro o app da companhia já estará disponível para Windows Phone.p
N Ú MER OS RESULTADOS RECENTES DA COMPANHIA APONTAM QUE OS CANAIS DIGITAIS SÃO RESPONSÁVEIS POR 60% DO ATENDIMENTO REALIZADO.
Nos últimos 12 meses, o crescimento da plataforma móvel é de 95%. “Existe ainda volume grande de clientes que procuram o balcão para ser atendidos. Mas a tendência é que isso diminua aos poucos. O nosso check-in no totem registrou pequena queda e o do site cresceu um pouco. O atendimento no balcão também caiu e os dispositivos móveis dispararam na frente”, disse. A redução do atendimento físico, no balcão do aeroporto, permite à empresa dar suporte maior para aquele passageiro que necessita de mais atenção. “Nossa intenção é que o colaborador Gol nos aeroportos preste uma consultoria ao cliente. Mas não podemos esquecer que o smartphone já faz parte da cesta de consumo do brasileiro, que por sua vez está cada vez mais adepto às tecnologias”, comentou Paulo.p
Aviação
Comemoração dupla A AEROLÍNEAS ARGENTINAS COMEMOROU O TERCEIRO ANIVERSÁRIO DE SUA ENTRADA NA ALIANÇA SKYTEAM E, AO mesmo tempo, os 15 anos de criação da própria aliança, que reúne hoje 20 empresas aéreas. “Ingressar na Skyteam representa um reconhecimento internacional que deixa claro o nosso crescimento e coloca a nossa companhia de bandeira como um parceiro estratégico de empresas aéreas de primeira categoria, como a Delta, a Air France-KLM, a Air Europa e a Alitalia”, disse o presidente da Aerolíneas Argentinas, Mariano Recalde. “A Aerolíneas é a única empresa aérea da América do Sul que integra a aliança e isso representa não apenas uma grande responsabilidade, mas
Andrea Tadei (Alitalia), Gustavo Guacci (Aeroméxico), Viviana Santángelo (Air Europa), Mariano Recalde (Aerolíneas Argentinas), Agustín Durán (Delta Air Lines) y Sergio Berton (Air France)
também o compromisso de continuar por um caminho de permanente crescimento e melhoria dos serviços”,
completou. Além disso, ele destacou os benefícios para a aérea argentina depois do ingresso na aliança e
as mudanças recentes na empresa. “Desde que retornamos às mãos do Estado renovamos a frota de aviões, aumentamos frequências e alcançamos um índice muito alto de pontualidade nos serviços”, disse. “O serviço ao passageiro é um dos pontos essenciais para as companhias aéreas membros da aliança”, ressaltou, enfatizando ainda a recuperação do prestígio da empresa argentina internacionalmente. Sobre os objetivos da empresa argentina, Recalde destacou que “chegar a 2018 com 89 aviões em operação” é uma das metas. “Estamos construindo um novo hangar, o maior da América Latina, e queremos seguir acrescentando destinos à malha. Estamos trabalhando para o futuro.” A Skyteam opera em 1.057 destinos em 179 países.p
Hotelaria
Em Palermo Hollywood O EMPRESÁRIO ADOLFO SUAYA ACABA DE INAUGURAR O HOTEL CLÁSICO, HOTEL BUTIQUE DE APENAS 42 APARTAMENTOS E UM PENTHOUSE NO quinto andar. A decoração e os serviços foram cuidadosamente planejados, com objetos de arte e amenidades que fazem do hotel uma combinação de luxo e aconchego. A designer Gaby Boccardo foi a res-
ponsável pelos detalhes, muitos em feltro de lã de ovelha, enquanto o Estudio Zatloukal realizou o projeto que combinou o estilo clássico ao conforto moderno. O empreendimento fica na rua Costa Rica, 5.480, ao lado do restaurante gourmet Möol, com receitas contemporâneas a cargo da chef Jessica Lekerman. Mais informações no www.hotelclasico.com.p
O hotel transmite a cultura argentina na combinação do clássico e moderno
SurFACE
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Nos parques
A Universal Orlando tem nova diretora de Desenvolvimento de Negócios para a América Latina. É Gabriella Cavalheiro, conhecida do trade por sua atuação naTrend, Aeromexico e Royal Caribbean. Segundo Marcos Paes de Barros, diretor para a América Latina, a quem ela se reportará no escritório em São Paulo, a crise passa ao largo na Universal Orlando. “Com todos os investimentos que fizemos, como as novas áreas de Harry Potter e o Cabana Bay, temos obtido ótimos resultados e vem muito mais por aí, do parque aquático Volcano Bay ao novo hotel Sapphire, além de King Kong e Velozes e Furiosos”, disse ele, dando as boas-vindas a Gabriella ao time no Brasil. Anote o e-mail dela: gabriella.cavalheiro@nbcuni.com Gabriella Cavalheiro e Marcos Paes de Barros
Duas contratações...
Serafim Oliveira, ex-Avipam, com 22 anos de mercado, e Renata Maida, exTam Viagens, com 20 anos de experiência, são as duas novidades na MMTGapnet. Oliveira vai cuidar dos projetos recém-lançados Hotelair e TWS. A Hotelair é uma ferramenta que visa facilitar a venda de passagens aéreas e hotéis com preços e condições especiais, por meio de um único sistema de busca. “Geralmente as ofertas encontram-se separadas, e este sistema as integra, por meio de um mecanismo, como um carrinho de compras”, explicou Rui Alves, sócio da MMTGapnet. Já o TWS permite que os agentes de viagens criem o próprio site, podendo utilizá-lo como desktop ou divulgá-lo de maneira on-line para o mercado. Renata Maida trabalhou em aéreas nacionais e internacionais, tendo passado por marketing, eventos, turismo receptivo e gastronomia. Na MMTGapnet, vai gerenciar o departamento nacional e de hotelaria, reforçando um dos setores que mais vêm crescendo em vendas na operadora. Os contatos dos dois são serafim.oliveira@mmtgapnet.com.br e renata.maida@mmtgapnet.com.br. Serafim Oliveira, Sylvio Ferraz e Renata Maida
...e um aplicativo
A MMTGapnet desenvolveu um aplicativo, compatível com iOS e Android, com o objetivo de facilitar a busca pelos pacotes regulares ou as saídas garantidas da empresa. “O MMTGapp foi criado para potencializar as vendas dos agentes de viagens, com uma seleção de pacotes sempre atualizados, com filtros que garantem praticidade e rapidez na consulta a qualquer momento em celulares e tablets”, disse o diretor de Marketing, Jorge Souza. “É uma ferramenta inovadora que permite ao nosso cliente montar um e-mail marketing com pacotes da sua escolha, personalizados com a logo da sua agência para que possa divulgar ao seus passageiro”, continua ele. Além disso, o agente receberá notificações sobre ofertas especiais e novidades. Saiba mais em www.mmtgapnet.com.br/mmtgapp. Jorge Souza, à esquerda, com sua equipe
Ponto a ponto A Merlin Entertainments PLC agora é representada no Brasil pela Interamerican Network. Com o acordo, anunciado pela gerente de Negócios da Interamerican, Cibele Moulin, a empresa brasileira passa a representar o Legoland Orlando, além do Sea Life Orlando, a Orlando Eye e o Madame Tussauds (no complexo I-360), também de Orlando. A Starwood Hotels & Resorts anunciou, para 2017, o Sheraton Santos Hotel, no litoral paulista, como décimo empreendimento da rede no País. O hotel, de propriedade do Grupo Mendes, contará com 213 apartamentos, junto ao Shopping Praiamar.
Roberto Sanches, Barbara Saitow, Ana Maria Berto e o recém-contratado Fabiano Baccari
Baccari na Orinter
A Orinter Tour & Travel anunciou reforço em sua equipe. Fabiano Baccari cuidará da gestão comercial no Estado de São Paulo. Com passagens pela CVC e Nova Operadora, o executivo estará baseado em Campinas e terá como missão fortalecer ainda mais a presença e o relacionamento da operadora na região. Seu e-mail é fabiano.baccari@orinter.com.br. No Interior de São Paulo, a Orinter Tour & Travel acaba de anunciar a implantação de uma estrutura operacional e de produtos exclusiva. A célula operacional e de produtos ficará sob o comando de Barbara Saitow e já conta com posições de consultores aéreos e terrestres.
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Na JTB Americas
Oswaldo Freitas e Melissa Rosa estão à frente da expansão da JTB Americas no Brasil. Ambos ex-Nascimento Turismo, agora têm como missão introduzir uma de suas marcas no País, a TPI. Receptivo na América do Norte, presente em 21 cidades, dos Estados Unidos e Canadá, a TPI está desenvolvendo produtos e atendimento exclusivo para os brasileiros. Freitas é o diretor para a América Latina da JTB Americas e Melissa gerente de Vendas. Freitas promete tours com saídas em português garantidas, pacotes flexíveis em diversas cidades, hotelaria voltada aos brasileiros e também muita estrutura para o segmento Mice. Além de Oswaldo e Melissa, a JTB Americas contratou Sérgio Pires, em Orlando, para cuidar do atendimento aos brasileiros. Contatos: Oswaldo Freitas – ofreitas@tpi-global.com; e Melissa Rosa – mrosa@tpi-global.com.p Melissa Rosa, Jeffrey MArcio Tano, Ken Hasunuma e Oswaldo Freitas
Country manager da SAA A South African Airways (SAA) nomeou Altamiro Medici Severino (foto) como o novo country manager para o Brasil. Ele está na empresa desde 2002 e tem 18 anos na indústria. Será responsável por “desenvolver e implementar as estratégias comerciais da South African Airways no Brasil, trabalhando em estreita colaboração com os parceiros comerciais do trade turístico, agências de viagens on-line e canais de distribuição das contas corporativas”. Altamiro responde ao vice-presidente executivo para as Américas, Marc Cavaliere, que está baseado na Flórida. Medici substitui Nelson Oliveira, que deixou a empresa no primeiro semestre. O executivo já trabalhou na Tam Linhas Aéreas e no Sesi e possui MBA em Administração de Transportes Aéreos e PósGraduação em Marketing.p