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R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.178 5 a 11 de agosto de 2015
DCC confirmada Tido como criador da taxa que incidirá sobre as vendas do Grupo Lufthansa via GDS, a partir de 1 o de setembro, CCO da companhia esteve no Brasil e explicou as razões que motivam a implementação da cobrança
> Páginas 12 a 14
Jens Bischof, CCO do Grupo Lufthansa
02
LEIA NESTA EDIÇÃO
5 a 11 de agosto 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN
Páginas 04 a 10
Empresários mineiros mostram criatividade contra a crise
S
Edmar Bull, presidente da Abracorp, sobre os R$ 6,9 bilhões apurados pelos associados no primeiro semestre – um crescimento de 7,8% sobre 2014
“
”
“
Rio de Janeiro volta a ter escritório da Embratur
PANROTAS 23 a 29/7
1 Schultz critica Abav: “submissa” na defesa dos agentes – em 23/7
2 Antonio Azevedo responde Schultz no Facebook; leia – em 24/7
3 Agente de viagens desafia Schultz a presidir a Abav – em 23/7
4 Operador lamenta argumento de vice5 Hotel Urbano abre 28 oportunidades no Rio de Janeiro – em 27/7
Jens Bischof, CCO do Grupo Lufthansa, confirmando que a empresa implementa em 1º de setembro a taxa para emissão via GDS
”
Páginas 20 e 21
>
DO PORTAL
presidente da Abav – em 24/7
Não queremos que o consumidor pague mais com a DCC, mas nos livrar do custo enorme dos GDSs. No ano passado, o Grupo Lufthansa pagou mais de 500 milhões de euros aos sistemas de distribuição
6 Disney oferece pacote com três dias de graça; confira – em 27/7
7 Copa Airlines anuncia nova equipe de Vendas; conheça – em 27/7
8 Depois do DCC, Lufthansa surpreende e assina com GDS – em 28/7
9 Abav: Schultz descarta ser presidente e sugere diretor – em 24/7
10 Operadora Século XXI supera recuperação judicial – em27/7
11 Air Canada cancela voos na rota São
presidente Dilma Rousseff, em encontro com governadores
“
Paulo-Toronto – em 29/7
12 Vídeo mostra pouso assustador de
Nosso povo está sofrendo, e muita coisa tem que melhorar
Páginas 22 a 28
Austrália: conheça três cidades incríveis
D
O crescimento poderia ter sido maior, mas os nossos custos aumentaram bastante
Páginas 16 e 17
Curso da Imaginadora une turismo e arte
UE Q A T ES
”
B777 da KLM em MAS – em 28/7
13 Empresa promete ser o “Uber” da aviação executiva – em 24/7
14 Fundador da P1: “o agente será um mini operador” – em 27/7
15 Operadora Flytour Viagens tem novo
E d i t o r i a l > Artur Luiz Andrade > artur@panrotas.com.br
gerente de Vendas – em 19/7
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
Muitos Brasis PANROTAS Gente
A nova equipe de Vendas da Copa Airlines no Brasil
É sabido e aceito que a maioria das decisões do turismo saem da capital paulista. É onde estão as sedes das empresas aéreas, das maiores operadoras, redes hoteleiras, consolidadoras, dos big players. Quer negociar algo, vá para São Paulo. Não há o que se discutir. Isso não quer dizer que não haja decisões em nível regional ou que não se possa crescer e inovar sem precisar da benção dos caciques paulistas (se é que isso ainda existe...). A diversidade e a regionalidade são características fundamentais para se entender a indústria de turismo e o próprio País. Dizem que gaúchos e mineiros são os mais “bairristas” ou apaixonados fervorosamente por suas respectivas terras, mas esse viés do “faço negócio com
quem conheço” tem bons exemplos em todo o Brasil. E encontrar a solução para o seu negócio regionalmente é fundamental, pois o nacional ou multinacional nem sempre (ou quase nunca) vai atender às especificidades de alguns mercados localmente. Estivemos recentemente em Brasília e Belo Horizonte e pudemos ver, nesse ano de crise, como redes hoteleiras, agências de viagens tradicionais, TMCs, empresas de evento, consolidadoras, players grandes e pequenos e até entidades e órgãos públicos estão inovando, criando ou diversificando para combater recuos de demanda e a instabilidade. Muito se disse que a especialização é o futuro para alguns profissionais, mas para certas empresas pode ser uma faca
de dois gumes. Nesta edição, trazemos uma reportagem especial sobre o mercado mineiro, que está pautado no mix de negócios. Uma agência corporativa tem de ter um braço de lazer, outro de eventos e até estar aberta a novos negócios (como um estacionamento no aeroporto — para clientes da agência e gente de fora). Um hotel quer o filão corporativo, mas grupos religiosos, participantes de concursos públicos, jovens em formatura são muito bem vindos. E o trabalho com os canais de distribuição tem de estar igualmente atualizado e diversificado. Importante é parar, observar, refletir e agir. Investir e não ter medo de trilhar novos caminhos. Vamos continuar nossas visitas pelo País. Nos esperem.
03 Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta
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DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago e Karina Cedeño Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Pedro Guilherme Moreno Querim Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
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04 Mercado
5 a 11 de agosto de 2015 JORNAL PANROTAS
> Artur Luiz Andrade, Belo Horizonte (MG)
Minas
contra a crise
Onde a crise é mais grave na indústria do turismo? Em quais segmentos? Mais importante que essas respostas é saber o que fazer para compensar perdas inevitáveis e para ver as oportunidades muitas vezes camufladas. Em recente visita a Belo Horizonte, a reportagem do Jornal PANROTAS encontrou alguns dos principais players da cidade e buscou algumas respostas para as perguntas e indagações acima. Sim, a crise mais evidente é
a do mercado de viagens corporativas, o que impacta diretamente nos negócios das TMCs e dos hotéis, mas há ações e articulações para compensar isso. Também há otimismo, que anda lado a lado com a lição de casa necessária. A hotelaria da capital mineira amarga uma média de 33% de ocupação em julho, de tirar o sono de muitos; as agências corporativas falam em queda; as de lazer comentam a migração do internacional para o nacional; a gigante Localiza comemo-
ra com parcimônia o lucro (R$ 93 milhões) do segundo trimestre, pois ele foi 7,2% menor que no mesmo período do ano passado; o CVB de BH fala em momento de acomodação; a Secretaria de Turismo de MG tenta articular o trade... Porém, nesse mar de problemas a serem combatidos, e que estão espalhados por todo o País, há também sinais de inovação e criatividade, que já trazem um crescimento das viagens de lazer e do segmento Mice, por exemplo. Belo Horizonte e o interior de Mi-
nas estão vendo mais aberturas de lojas por algumas agências tradicionais, o que mostra que o lazer é um dos caminhos escolhidos para minimizar a queda no corporativo. A Belvitur conta com 13 lojas (uma no Rio de Janeiro) e já está com a 14ª engatilhada. Na concorrente Master, com dez lojas, a novidade é o lançamento de quiosques em shoppings e um projeto de busca de parcerias com empreendedores, em um modelo similar, mas não igual ao de uma franquia. Para a hotelaria, que ainda sonha
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REESTRUTUR AÇÃO Presidido por Anderson Rocha, o BHCVB passa por um momento de transformação e resgate. Segundo Rocha, o mercado hoteleiro da cidade passa por uma transformação, depois do crescimento intenso no período da Copa do Mundo, o que resultou, também, na chegada de novos investidores, que não sabiam o que era o turismo como negócio. Cerca de 30 hotéis foram abertos do centro ao aeroporto e mais dez estão engatilhados. “Estamos trazendo os atores para dialogar, nosso Hernani Castro, Fernanda Fonseca e Anderson Rocha
com um projeto de captação de eventos e modernização dos centros de convenções existentes, a solução tem sido investir em novos canais, como o receptivo a lazer e o regional. Mas a ocupação não reage. No BH Othon, a ocupação oscila bastante, segundo o gerente geral, Bruno Heleno, e em julho a média foi de impressionantes 65%. O mix de canais de distribuição da rede ajuda nesse resultado, além das reformas recentes no hotel. O problema é a falta de constância, com semanas melhores para eventos e outras nem tanto. O Ouro Minas sente o mesmo, com a área de eventos indo bem, mas sem gerar hospedagem. A ocupação do hotel deve ficar abaixo da de 2014 este ano, como em toda a hotelaria mineira. O CVB, por sua vez, passa por uma retomada depois de problemas internos e o presidente Anderson Rocha, que vem do comércio, tem como prioridade integrar toda a cadeia novamente e iniciar esforços com o governo municipal e estadual para uma agenda positiva, seja com eventos regionais que podem ser maximizados, gerando mais visitação e até hospedagens, seja com uma divulgação melhor e mais integrada. A Grande Belo Horizonte tem novos produtos, como o circuito de cervejarias artesanais, e o complexo cultural de Inhotim, a cerca de uma hora da capital, mas o viajante que busca experiências ainda não sabe disso. Some-se a tudo isso um aeroporto ainda longe do desejado, esperando os investimentos da concessionária. Como inovar diante de tantos obstáculos? Confira a seguir alguns exemplos.p
foco é na indústria produtiva. Temos de fazer mudanças para agilizar a captação de eventos”, disse o presidente, que também coordena a Frente da Gastronomia Mineira, que visa unir todos os players do setor de alimentação, do produtor ao vendedor e os usuários. Na foto, ele com Fernanda Fonseca, também da Abav-MG, que tem dado, segundo ela, importante impulso ao receptivo em MG, e diretora da Libertas Viagens, e Hernani de Castro Júnior, assessor da diretoria do CVB.p
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< Continuação da pág. 05
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Raio local Nascida da Primus Turismo, membro da Abracorp e com know how em viagens corporativas, a Snow Operadora hoje é independente e tocada pelos filhos de Humberto Vieira, fundador da Primus. Rafael e André Vieira comandam a empresa com os pés no chão: fundada há oito anos, a operadora tem como público-alvo cerca de 150 agências de viagens em Minas Gerais. Especializada no internacional, com força na América do Sul, especialmente Chile, América do Norte, Europa e Caribe, a Snow tem ainda 15% vindo do esqui. A empresa, que já se chamou Snow Adventure, tem esse leque variado, mas decidiu manter o nome. Há ambições, claro. A empresa contratou recentemente quatro ex-funcionários da Nascimento Turismo e já viu seu movimento de cruzeiros marítimos crescer. Esta semana, a Snow deve lançar a terceira versão de seu site, o My Snow, exclusivo para agentes, e André acredita que a tendência é crescer o atendimento fora de Minas Gerais. O processo de compra é 100% on-line. “Será um site com a ferramenta de pacotes dinâmicos melhorada, com venda em três cliques e integração às reviews do Tripadvisor”, conta André. A empresa também opera nacional
Rafael Vieira, diretor, Eduardo Pereira, executivo para o interior do Estado, Niceia Cazara, supervisora comercial, e André Vieira, diretor
e ele vem crescendo bem, segundo seus diretores, mas são os fretamentos e bloqueios internacionais que fazem a diferença no mercado. Este ano pela primeira vez operou com a Gol para o Chile. “É um destino que não é só neve e que tem uma grande diversidade. Sem falar de Santiago que, ao contrário de Buenos Aires, está sem-
pre evoluindo e com novidades”, avalia o diretor da Snow. Para o final de ano, as saídas para Orlando já estão acertadas com a Azul.p
informações andre@snowoperadora.com.br www.snowoperadora.com.br
P r imus Na Primus Turismo, cuja sede fica a poucos metros da Snow, o mix corporativo e
lazer está equilibrado, segundo a gerente Rosana Queiroz. Mas o corporativo tem sentido os efeitos da crise com mais intensidade. De acordo com Fabrizio Serra, já há sinais de melhora para o segundo semestre, mas o primeiro foi complicado. Os eventos têm se mantido. No lazer, um dos destaques da Primus são os pacotes para a Disney, tanto que é o único produto operado pela Snow, mas que mantém a marca Primus Fun.p
informações rosana@primus.com.br www.primus.com.br www.loucospeladisney.com.br
Rosana Queiroz e Fabrizio Serra
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Novidades na manga Uma das maiores empresas mineiras e 32a marca mais valiosa do País, segundo a Isto É Dinheiro, a Localiza está preparando um de seus maiores investimentos nos últimos anos: uma sede própria high-tech, com 25 andares, nas proximidades do Ouro Minas, na capital de Minas Gerais. Terá agência de aluguel de veículos, loja de venda de seminovos, auditório, salas de reunião, heliponto e 800 vagas de garagem e deverá abrigar 1,3 mil funcionários, hoje espalhados em três endereços. A inauguração deve ocorrer em maio de 2016. A empresa, que anunciou lucro de R$ 193,4 milhões no primeiro semestre do ano, sentiu a crise (o lucro caiu 6,2% no período, em relação a 2014), mas não ficou parada. Segundo o diretor de Marketing, Herbert Viana, como o mercado de lazer responde bem às promoções com foco em preço, houve algumas ações que ajudaram a melhorar a performance. Há uma série de novidades agendadas para o segundo semestre, desde ferramentas para os agentes de viagens e lojas até produtos, mas o lançamento deverá ocorrer apenas na Feira
banco dedados Localiza Rent a Car (1o semestre): Aluguel de carros ll Frota: 71,5 mil ll Clientes: 4,6 milhões ll Agências: 476 ll Funcionários: 4.522 Gestão de frotas ll Frota: 33,2 mil ll Clientes: 799 ll Funcionários: 399 Franquias ll Frota: 12,9 mil ll Agências: 175 no Brasil e 67 no Exterior ll Funcionários: 38 Share de receita 2014 ll Rent a car: 33% ll Gestão de frotas: 15% ll Venda seminovos: 52%
ll Site: www.localiza.com
p
Fonte: Localiza
da Abav, no final de setembro, em São Paulo. No primeiro semestre, a Localiza cresceu 5,8% em faturamento líquido (R$ 1,96 bilhão), com o aluguel de veículos caindo 0,8% (R$ 913,3 milhões) e a venda de seminovos aumentando de R$ 929 milhões no mesmo semestre de 2014 para R$ 1,04 bilhão este ano.p José Guilherme Alcorta, diretor executivo da PANROTAS, e o diretor de Marketing da Localiza, Herbert Viana > Continua na pág. 08
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Ícone repaginado Com 296 apartamentos, no centro da cidade, bem em frente ao também icônico Parque Municipal, o Belo Horizonte Othon Palace está passando por uma nova fase, de mudanças, reinvenção e bons resultados. O gerente geral Bruno Heleno, que foi gerente de Vendas da rede Othon em São Paulo, está levando novas ideias e uma gestão moderna e focada em serviço e na boa relação com os diversos canais de vendas. “A rede Othon tem feito um ótimo trabalho com as novas oportunidades de distribuição, temos laços sólidos com os diversos canais e, claro, renovamos o produto, que é cheio de referenciais na cidade”, afirma. Entre os diferenciais, os 18 salões de eventos, espalhados por três andares e que comportam até 1,5 mil pessoas simultaneamente. “Nosso A&B, além de próprio, o que nos dá um controle total sobre a operação, é também um dos melhores da hoteleria de BH”, continua Heleno. O hotel está em vias de ser certificado pela HAPCC (confira detalhes em www.segurancalimentar.com) e estará no topo das normas e medidas em segurança alimentar. Renovado recentemente, o empreendimento também restaurou obras de arte dos quartos e áreas públicas (há pinturas de Burle Marx, Volpi e outros artistas), o que dá um charme extra e cultural aos ambientes.
Bruno Heleno, gerente geral do BH Othon Palace, em frente a um dos painéis de Burle Marx do acervo do hotel
Nos quartos, houve mudança nos pisos, tapetes, janelas, cortinas, roupa de cama, TV, implantação de wi-fi, entre outros elementos. Apenas os banheiros não foram trocados ainda, mas nas suítes já há novos componentes, como chuveiros e amenidades. “Mudamos tudo e mantivemos o charme
do hotel. Os quartos são os mais espaçosos da cidade. Muito grandes, todos com vista para o Parque Municipal”. No 23o andar funciona um business lounge para hóspedes executivos, que também têm direito a check-in privativo no lobby, entre outros mimos. Com ocupação de 65% em julho, o
BH Othon sabe que os tempos são de desafios, mas a marca Othon, o know how em vendas e o charme e espaço do hotel fazem a diferença.p
informações bruno@othon.com.br www.othon.com.br
Quartos espaçosos e renovados são diferenciais do hotel
Área da piscina, na cobertura do hotel, à noite
O lobby, reformado no ano passado
Um dos 18 salões de eventos do BH Othon Palace, que está na área central da cidade
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Aposta no lazer
Lázaro Resende, responsável pelo corporativo na Belvitur, e David Cohen
Com 52 anos de atividades, a Belvitur, de David Cohen, vem investindo há vários anos em diversidade, para não depender apenas das viagens corporativas (a empresa é associada à Abracorp). Assim, hoje já possui 13 lojas, algumas delas com câmbio (terceirizado com a Daycoval), uma unidade Mice, para atender eventos e incentivos, com estrutura independente, e até um estacionamento perto do Aeroporto de Confins, o B Park. “É preciso se reinventar, não adianta só olhar a tecnologia mudar o mundo”, disse David Cohen, não poupando elogios ao filho Marcelo, que trouxe as novidades para o grupo. A Belvitur também tem uma operadora, mas segundo Cohen, não entra na briga de comissões e fixou sua remuneração em 11%. “Sei o que vendo”, ressalta ele, destacando o diferencial da empresa. Um dos grandes sucessos da área de lazer da Belvitur é a parceria com o Transamérica Ilha de Comandatuba. “No lugar do hotel nos procurar, fomos até eles e dissemos que íamos colocar fretamentos para o resort. Na alta de final de ano são três voos por semana, com a Azul, e já temos três voos lotados, com cinco meses de antecedência”, conta. Com 180 funcionários, 50 no corporativo, a Belvitur aposta nesse mix para que nos momentos de crise um segmento compense o outro. E podem anotar: são 13 lojas, sendo uma no Rio, e a 14a está para ser anunciada, também na capital mineira.p
informações www.belvitur.com.br
Juliana Serri, gerente da loja de Mice, com sua equipe
> Continua na pág. 10
10
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Nova estrutura Uma das muitas empresas familiares e tradicionais do turismo brasileiro, a Master Turismo também ampliou negócios, investindo em lojas e em um projeto que pode virar franquias, em uma operadora, hoje com filiais em Vitória, São Paulo e Rio de Janeiro, e em ferramentas on-line para o lazer. Mas também em uma nova estrutura organizacional, com a contratação de um dos executivos top do segmento de viagens corporativas no País: André Carvalhal, ex-Carlson Wagonlit Travel, como diretor geral. Atualmente, segundo Carvalhal, 50% do movimento vem do corporativo, 10% do Mice, que inclui o receptivo em Belo Horizonte, 15% do lazer, com as dez lojas (quatro no interior do Estado) e o setor de intercâmbio, e 25% da operadora. “Somos a maior operadora mineira e a empresa ao lado dos eventos têm apresentado os maiores crescimentos no grupo”, diz o fundador e presidente do Grupo Master, Fernando Dias. A operadora tem fretamentos famosos no mercado mineiro, tendo como destinos Porto Seguro, Salvador, Maceió, Natal e Fortaleza. Com a chegada de Carvalhal, a estrutura ganhou novas diretorias e
Daniel e Fernando Dias
Felipe Dias, Alexandra Peconick, Fernando Dias, presidente do grupo, André Carvalhal e Rodrigo Santos
está mais integrada. Um dos focos este ano é achar alternativas para a crise no corporativo e investir nos segmentos que mais crescem, como o lazer, com as lojas, e a operadora, que em julho chegou a 29% de participação no faturamento (25% na média do ano). “Eficiência, gestão e crescimento são nossas metas, apostando nos novos segmentos, como o lazer e eventos, mas também fazendo mudanças nos já
consolidados, como o corporativo “, explicou André Carvalhal. De acordo com ele, a carteira corporativa tem grandes contas mas é muito pulverizada com outras pequenas e médias (são cerca de 600 empresas clientes) e o objetivo é criar ferramentas para fidelizar esses compradores menores, que são mais inconstantes.
LOJAS
Uma das novidades na abertura de lojas foi a criação do quiosque em shoppings. “É um quiosque espaçoso, com quatro posições de vendas e já tem aumentado nossas vendas no shopping onde foi instalado, em Contagem”, disse Alexandra Peconick, diretora de Lojas e Marketing. O objetivo é usar esse novo modelo para atrair empreendedores e investidores para crescer em unidade, em uma espécie de franquias, mas ainda sem esse nome. Segundo Alexandra, a rede de lojas tem apresentado bons resultados, mas tem havido uma migração do internacional para o nacional. Em alguns shoppings, as lojas chegam a atingir a classe C e D, que continua viajando. As lojas da Master são multimarcas e apenas 30% do movimento vai para a operadora do grupo, os
bancodedados Master Turismo
ll Presidente: Fernando Dias ll Diretor geral: André Carvalhal ll Diretor da operadora: Daniel Dias ll Diretor de Projetos: Felipe Dias ll Diretora de Marketing e Lojas:
Alexandra Peconick ll Diretor de Gente e Gestão: Eduardo Junqueira ll Diretor corporativo: Rodrigo Santos ll Diretor de Operações e Suppliers: Igor Santos ll Diretor Mice: José Cordeiro ll Diretor financeiro: Amável Costa ll Sede: Belo Horizonte ll Filiais: Interior de MG, São Paulo, Rio de Janeiro, Vitória e Lisboa
p
informações www.masterturismo.com.br www.voemaster.com
70% restantes vendem operadoras diversas. A Master também tem uma OTA, a www.voemaster.com, que explora a força da marca da empresa no mercado mineiro e tem 80% das vendas em passagens aéreas.p
12 Aviação
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> Artur Luiz Andrade
Potência alemã Enquanto seus concorrentes europeus estão cortando custos e voos em todo o mundo ou buscando alian-
ças com o capital estrangeiro (incluindo o árabe), o Grupo Lufthansa, que engloba dez companhias aéreas diferentes, como Swiss, Austrian e Eurowings, segue em missões ambiciosas: ter a alemã Lufthansa como primeira empresa aérea ocidental com classificação cinco estrelas na Skytrax (hoje tem o título apenas na primeira classe); forçar uma inovação na distribuição de passagens aéreas com a implantação confirmada para 1º de setembro da Distribution Cost Charge (DCC ou cobrança do custo de distribuição) apenas para as vendas via GDSs; aumentar sua participação na América Latina (o Panamá é o próximo destino); e oferecer aos clientes sempre os melhores produtos em cada mercado, seja do ponto de vista de tecnologia (como wi-fi ou formas de melhorar a experiência a bordo), frota (o A380, o A350 e o novo 777-9X), produtos (são quatro classes nos voos transcontinentais), serviço e inovação. Para começar, os números vão bem:
Gabriel Leupold, diretor América Latina da Lufthansa, o CCO do grupo, Jens Bischof, Annette Taeuber, diretora Brasil, e Juergen Siebenrock, VP Américas
no primeiro semestre, o EBIT ajustado subiu de 290 milhões de euros no ano passado para 468 milhões, incremento de 160%, e a receita cresceu 8%, chegando a 15 bilhões, 12,1 bilhões (+5,2%) somente com o transporte aéreo, já que o grupo também
possui empresas de tecnologia, serviços terrestres e carga. O lucro registrado pelo grupo foi de 954 milhões de euros, contra perdas de 79 milhões no mesmo período em 2014. A chefe de Finanças e Aviação, Simone Menne, disse, ao comentar o balanço
do primeiro semestre, que o foco estratégico da empresa está no caminho certo. “De um lado, nossas marcas premium — Lufthansa e Swiss — têm obtido muito sucesso, e de outro, a Germanwings e a Eurowings têm mostrado bons desenvolvimentos de negócios como marcas secundárias. Estamos focando na qualidade premium de nossas companhias hub e no alto grau de competitividade dessas empresas secundárias, em ligações ponto a ponto. Isso tem nos garantido lucratividade e competitividade para o futuro no mercado de aviação”. “Temos hoje a melhor Lufthansa da história”, disse o chief comercial officer e membro da Presidência do Grupo Lufthansa, Jens Bischof, em visita a São Paulo na semana passada, depois de passar por Venezuela e Panamá. “O Brasil é estratégico para a Lufthansa e não temos planos de cortar capacidade ou voos. Nossa relação já é de quase 60 anos e olhamos para frente a longo prazo. Vemos crescimento de passageiros do Brasil e de investimentos de nossa parte. Estamos atentos e prontos para as oportunidades de crescimento”, disse ele. O CCO não nega, porém, que a empresa vê a crise e alguma instabilidade no curto prazo. No primeiro semestre, a ocupação dos três voos diários da Lufthansa e do diário da Swiss no Brasil ficou com média maior que os já altíssimos 80% conseguidos no resultado mundial. “Temos as quatro classes renovadas nos nossos voos, a aeronave 747-8 no Rio e em São Paulo e em 2016 a Swiss trocará o A330 pelo Boeing 777, oferecendo mais assentos entre a capital paulista e Zurique”, analisou Bischof.p
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TAXA PARA EMISSÃO E PARA QUEM ACHAVA QUE A LUFTHANSA QUERIA USAR A DISTRIBUTION COST CHARGE
(DCC) somente para renegociar contratos com os GDSs, Jens Bischof refirmou que começará mesmo a cobrar, em 1º de setembro, 16 euros para reservas via GDS. Há sim uma renegociação de contratos com os GDSs, mas a Lufthansa está encontrando alternativas mais baratas e eficientes de estar nos sistemas, sem precisar de contratos de full content. Foi o caso do contrato para usar o Rich Content & Branding, da Travelport. Bischof, tido como o pai da ideia de criação da DCC, explicou por que a taxa para emissões via GDS foi criada. “Não queremos que o consumidor pague mais com a DCC, e sim nos livrar do custo enorme dos GDSs. No ano passado o Grupo Lufthansa pagou mais de 500 milhões de euros aos sistemas de distribuição. Mas não estamos nem um pouco felizes e satisfeitos com a forma que os GDSs expõem nossos produtos. Somos uma companhia com foco em qualidade e nos posicionamos como empresa premium, temos de mostrar isso aos consumidores, como os hotéis fazem”. Crítico feroz do modelo dos GDSs (e seus ganhos), Bischof diz que a companhia aérea tem de poder diferenciar canais, ao contrário do que os sistemas querem. Segundo ele, os GDSs estão forçando que as aéreas ofereçam a mesma tarifa a todos os centros de distribuição e isso “é ridículo”. “Não posso garantir menor preço nem no site da Lufthansa. Temos de poder distinguir canais”. “A tecnologia facilita mudanças, estamos liderando esse movimento. Ouvimos várias críticas à nossa decisão, também ob-
tivemos apoio, e estamos sentando e conversando com todos os segmentos, pois queremos criar alternativas para que eles evitem a DCC. Não é uma imposição, não é para todos, apenas para venda via GDS”, continuou. No Brasil, a diretora Annette Taeuber já se reuniu com Abav, Air Tkt e Abracorp, exatamente para achar essas alternativas de a DCC não ser cobrada. O objetivo é atingir o fluxo via GDS senão acabar o relacionamento com agências e contas corporativas, de onde vieram as maiores reclamações.
V I A GDS
“Estamos forçando a inovação. No ano passado gastamos 18 euros em média por bilhete com os GDSs. No site da Lufthansa o custo é de dois euros. A Lufthansa fica com oito euros por passagem. É muita diferença (em favor dos GDSs)”, acrescenta Bischof. Ainda no tema distribuição, ele citou o lançamento das chamadas branded fares nos voos da Europa. São tarifas em que se paga por serviço, como nas companhias low cost, mas com amenidades de uma empresa premium, como comida grátis, milhas no programa de
fidelidade e disponibilidade até o último assento da aeronave. É a forma de a Lufthansa e a Swiss se adaptarem aos novos modelos de compra de assentos na aviação, movimento liderado pelas low cost, mas continuar oferecendo o que se espera de uma empresa premium. Para concorrer diretamente com as empresas de baixo custo, o grupo tem marcas como a Germanwings e a Eurowings, que usam aeroportos secundários e na Alemanha, por exemplo, sequer passam por Frankfurt ou Munique, os dois principais aeroportos do país. > Continua na pág. 14
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CRÍTICA FEROZ ÀS EMPRESAS ÁRABES JENS BISCHOF (FOTO) SE ALINHA ÀS MAIORES AÉREAS AMERICANAS (AMERICAN, DELTA E UNITED) E À CONCORRENTE AIR FRANCE-KLM EM RELAÇÃO à polêmica sobre a atuação das companhias aéreas do Golfo (Etihad, Emirates e Qatar). As últimas são acusadas de conseguirem competir graças a subsídios dos governos do Catar e dos Emirados Árabes Unidos, que, para conquistar novos negócios que substituam o petróleo, com data para acabar, decidiram apostar na indústria de viagens e turismo. “Não tememos a concorrência e gostamos dela, pois na comparação nossos produtos são melhores que os das empresas do Golfo, mas fica difícil concorrer contra Estados, países... Basta ler o relatório preparado pelas três grandes americanas para vermos que não é uma competição de igual para igual”, explicou o CCO da Lufthansa. De acordo com ele, o marketing das aéreas árabes “mascara falhas de produto e estrutura”. “Nós somos uma das poucas empresas cinco estrelas Skytrax na primeira classe e queremos nos tornar a primeira ocidental com essa classificação. Nos-
sos produtos, comparados um a um, são melhores que os da Emirates, uma empresa quatro estrelas”. Segundo ele, os executivos não querem voar para Dubai e ficar esperando horas por conexões e terem sua viagem quebrada com longas esperas. “Os lounges estão sempre lotados também. O preço
é bom, mas há muito desconforto para o executivo em viagem. Por isso levamos vantagem. Mas daí a concorrer com o dinheiro de Estados, não temos condição. Algo precisa ser feito. As companhias aéreas árabes são uma ameaça e estão inundando mercados com seus voos subsidiados”. p
LUFTHANSA:
O QUE VEM POR AÍ
ll Até novembro, 100% dos 105
aviões de longo curso do grupo terão a classe Premium Economy, hoje em apenas 50% deles
ll A nova business class estará em todas as 105 aeronaves nas próximas semanas (o Brasil é um dos mercados com as quatro classes completas, já renovadas)
ll Ainda em 2015, a empresa inicia
voos para Nairóbi, Maldivas, Mauritius, Cancun (México) e Tampa (EUA)
ll Troca do A340-300 da Swiss na ligação São Paulo-Zurique pelo Boeing 777
ll Em 2 de março, Lufthansa começa
a voar de Frankfurt para a Cidade do Panamá, com um novo conceito de configuração: 18 assentos na executiva, 19 na Premium Economy e 261 na econômica. É uma configuração usada em mercados novos, para ver como a demanda se comporta
ll Em 2016 quer se tornar uma em-
presa cinco estrelas na classificação Skytrax (hoje apenas a primeira classe obteve o título)
ll Receberá o A350 X wide body em
2016
ll Será a companhia estreante do Boeing 777-9X, em 2020
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Aviação
Disputa acirrada A Tam seguiu na liderança do mercado doméstico em junho de 2015, segundo dados divulgados pela Anac. A aérea obteve 36,6% de participação de mercado, um pouco à frente da Gol, com 36,3%. No entanto, a companhia presidida por Cláudia Sender viu sua participação cair 2,2%, enquanto a Gol apresentou aumento de 3,5%. A participação somada das demais empresas foi de 27,1%, o que representou redução de 1,4%. A demanda por transporte aéreo doméstico de passageiros registrou crescimento de 2,1% em junho de 2015, comparada com o mesmo mês de 2014, enquanto a oferta (em assentos-quilômetros oferecidos – ASK) registrou aumento de 2,8% no mesmo período. Com o resultado de junho de 2015, a demanda doméstica completou 21 meses consecutivos de crescimento e alcançou o seu maior nível para o mês nos últimos dez anos. Entre as principais empresas aéreas brasileiras, Gol e Avianca destacaram-se com as maiores taxas de crescimento da demanda doméstica em junho de 2015 – 5,6% e 2,9%, respectivamente. A Tam apresentou retração de 0,2% e a Azul teve sua demanda doméstica reduzida em 2,5%. Avianca, Gol e Tam aumentaram a oferta doméstica, em termos de ASK, em 7,8%, 3,5% e 3,1%, respectivamente. A Azul apresentou redução de 3,4%. Em junho de 2015, a demanda (em RPK) do transporte aéreo internacional de passageiros das empresas aéreas brasileiras aumentou 11,7%, quando comparada com o mesmo mês de 2014. Já a oferta internacional (em ASK) registrou o 11º mês consecutivo de crescimento, com alta de 12,5%, em comparação ao mês de junho de 2014. No acumulado de janeiro a junho de 2015, a demanda internacional aumentou 13,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. A oferta internacional cresceu 13,6% no período.p
16 Eventos
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> Henrique Santiago e Karina Cedeño
Turismo com arte
Profissionais do trade protagonizaram o “espetáculo” no palco do Teatro Itália
Quem diria que turismo e teatro um dia andariam juntos? A Imaginadora School, braço educacional recémcriado pela Imaginadora, reuniu cerca de 25 profissionais do setor no Teatro Itália, no centro da capital paulista, para o seu primeiro curso, intitulado “Como Vender Viagens Utilizando a Arte de Contar Histórias”. Reunidos em um círculo no palco do teatro, os alunos protagonizaram um espetáculo sobre o momento do mercado de uma maneira inusitada e altamente interativa. A PANROTAS participou com dois jornalistas. Para a diretora da Imaginadora, Ana Maria Donato, o agente de viagens jamais será substituído pelas on-line travel agencies (OTAs). Porém, é preciso que ele se diferencie ao vender arquétipos e não estereótipos. “O profissional tem de vender ‘viagens significativas’, ou seja, deve atribuir um significado especial para o cliente”,
opina. “Quando eu falo de Nova York, logo remeto ao filme Bonequinha de Luxo. Eu quero ser Audrey Hepburn na 5a Avenida”, exemplificou. Ao compartilhar uma experiência pessoal, Ana deu seu toque ao que seria uma viagem significativa. “Estava no La Dolce Vita, um restaurante repleto de fotos e informações do Frank Sinatra. Só havia mais uma senhora no local. Em seguida, o garçom me disse que aquele era o lugar favorito de Sinatra e a mulher, que tinha acabado de sair, era Barbara, sua viúva”, comentou. Ana se aprofundou mais no assunto ao avaliar que o agente de viagens não deve vender apenas um itinerário, pois isso as OTAs já fazem massivamente. É preciso agregar informações históricas e culturais sobre os destinos. “Apresente o destino não só como lugar geográfico, mas principalmente com os detalhes encantadores que ele envolve, contando as histórias que
estão por trás dos principais pontos turísticos ou curiosidades que quase ninguém sabe. As pessoas viajam para escrever suas biografias”.
INTERMEDIAR
O agente de viagens tem um papel determinante na decisão da venda de um destino. Ele está no centro de uma venda, exatamente entre o cliente e a sua vontade de conhecer uma cidade ou um país. Consultor de viagens da Personal Travel, Alessandro Almeida relatou uma experiência presenciada recentemente com uma cliente. “Eu apresentei os atrativos culturais, locais e as belezas naturais de países da Ásia. Mas o que ela queria era fazer compras em shoppings e comer em restaurantes. Para mim, tudo bem”, disse ele. Mas o papel do agente de viagens não se resume em mostrar o destino de interesse do viajante. Se o cliente quer ir para a Itália e você vende Gré-
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cia, Ana Donato acredita que apresentar as similaridades e as qualidades do destino é um bom caminho. Professora do Senac e ex-Alatur, Juliana Aranega é a prova viva disso. “No passado, eu queria fazer intercâmbio na Suíça. Mas o agente de viagens me apresentou a Nova Zelândia e eu me encantei. Acabei escolhendo esse destino que, à época, era pouco conhecido pelo brasileiro”, comentou.
ARTE DE ATUAR
A atriz, contadora de histórias e escritora Ana Luísa Lacombe trouxe aos participantes sua bagagem de mais de 30 anos na arte. Ela exibiu dicas de
PAN N o t a s Locação de casas O serviço de locação de casas no Exterior, até então oferecido apenas de modo off-line na Trend, agora já está disponível também no portal da operadora. Em comunicado, a empresa informa ter opções de 15 mil casas em 500 cidades de diversos países. “Alugar casas está se tornando uma das opções mais aceitas pelos brasileiros por vários motivos. O primeiro é o preço acessível. Outra vantagem é que este tipo de hospedagem normalmente tem capacidade para receber famílias inteiras, acomodando até 20 pessoas, e é completamente equipada. Na Trend, a procura por esta categoria de acomodação registrou aumento de 30% no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2014”, destaca Simone Araújo, diretora de Produtos para os Estados Unidos e Canadá da operadora.
África do Sul A South African Tourism (Sat) e a operadora Maktour deram continuidade na segunda-feira, 27, em Santos (SP), uma série de oito roadshows que pretende capacitar 350 agentes de viagens sobre a África do Sul. As cidades de Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre já receberam o evento, que agora segue para São José dos Campos (9/9), Uberlândia (17/11), Campinas e Recife — as duas últimas ainda sem datas definidas.
melhores vendas a partir do treino da voz com tom, ritmo, dinâmica e também da respiração. “A voz não pode assumir um tom monocórdio, caso contrário irá se transformar em um mantra. E os mantras têm a função de nos desligar do que acontece no momento, ou seja, o seu cliente pode se dispersar”, explicou. Para pôr em prática o que foi falado, os alunos se dividiram em grupos, treinaram textos de fábulas e apresentaram o que foi aprendido em dois dias. Ao término do curso, os participantes só se queixaram de uma coisa: o tempo passou muito rápido.
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Ana Luísa Lacombe, contadora de histórias que dirigiu o curso, José Guillermo Alcorta, da PANROTAS, e Ana Maria Donato, da Imaginadora
Eventos
Expoeventos 2015
Com a premissa de continuar se consolidando como o encontro icônico para o mercado latino-americano, a Exposição Internacional de Organização de Eventos e Turismo de Reuniões (Expoeventos 2015) será realizada de 11 a 13 de agosto no Centro Costa Salguero, em Buenos Aires. Tendo em conta a expansão territorial dos eventos por todo o país, o encontro anual dos negócios se apresenta como uma feira mais nacional e com maior protagonismo dos destinos. É nesse contexto que o presidente da Associação Argentina de Organizadores e Provedores de Exposições, Congressos e Eventos (Aoca), Diego Gutiérrez, adiantou que, junto ao Ministério do Turismo, a intenção é aprofundar o trabalho e o desenvolvimento do setor Mice em todo o país. “Estamos elaborando o Plano de Marketing de Turismo Interno de Turismo de Reuniões”, confirmou Gutiérrez. “Há um objetivo para que qualquer evento que se realize na Argentina, seja uma festa regional ou uma convenção, seja conduzido com maior profissionalismo possível.” Em relação ao evento nacional pioneiro do segmento Mice, o dirigente empresarial comentou que “a feira propicia encontros de negócios e conecta a oferta de organizadores profissionais de congressos, exposições, eventos corporativos, convenções com a demanda qualificada de corporações, empresas, instituições, câmaras e associações profissionais, científicas e empresariais”. O presidente da Aoca salientou que
Daniel Hermida, Enrique Meyer, Oscar Ghezzi e Diego Gutiérrez
a essência da feira são as rodadas de negócios. “Temos convidado hosted buyers que, durante os três dias, vão conversar com os provedores.” Gutiérrez destacou que “os êxitos alcançados nas edições anteriores nos serviram como motivadores para continuar pelo caminho que nos permitiu chegar este ano com um grande presença de expositores e algumas novidades”. Também participaram do lançamento o ministro do Turismo, Enrique Meyer, o presidente da Câmara Argentina de Turismo, Oscar Ghezzi, o diretor da HS Eventos, Daniel Hermida, e outros.
JORNADAS DE NEGÓCIOS A versão 2015 do Expoeventos terá a presença dos destinos da Argentina e de alguns da América Latina e se caracterizará por encontros pré-agendados, pelos programas para os hos-
ted buyers e pela apresentação das novidades das empresas provedoras. Durante o evento também vão ocorrer as Conferências Magistrais com convidados internacionais, dirigidas à profissionalização e atualização do setor. Por exemplo, a conferência “O Management dos Centros de Convenções e sua Promoção Internacional” estará a cargo da presidente do Capítulo Latinoamericano da Icca e titular do Bogotá Convention Bureau, da Colômbia, Alexandra Torres; o diretor regional do Icca para América Latina e Caribe, Santiago González, dissertará sobre “As Ventagens Competitivas e a Indústria de Reuniões, suas Tendências e Estratégias”; a presidente da Cocal, Alisson Batres, falará sobre a “A Gestão em Redes Sociais e a Tecnologia para Superar a Concorrência”. Haverá ainda um painel denominado “Motivação: o que as pessoas querem ou o que a empresa convém” e um workshop sobre as novas tendências dos mercados.
Entre as novidades, no ExpoEventos 2015 será possível pré-agendar entrevistas entre os mesmos expositores. “Esta iniciativa responde ao que muitos participantes têm interesses em comum quanto a destinos e fornecedores”, afirmou Gutiérrez. A 12ª edição da feira contará com um salão especial para que as empresas fornecedoras possam fazer uso dessas instalações e difundir seus produtos e serviços. As Províncias de Catamarca, Concordia, Córdoba e San Carlos de Bariloche farão apresentações exclusivas para o grupo de hosted buyers, em almoços ou jantares, expondo todos os atrativos turísticos junto com a oferta e a infraestrutura específica. Após o encontro, os hosted buyers internacionais realizarão tours a Córdoba, Iguazú, Mendoza, San Carlos de Bariloche, Puerto Madryn, Salta, Ushuaia e Villa La Angostura.p
19 Hotelaria
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> Hugo Okada – Olímpia (SP)
Investimento no interior O Grupo Ferrasa apresentou no último dia 18 detalhes de um novo empreendimento: o Celebration Resort Olímpia, em Olímpia, no interior de São Paulo. “Hoje, estamos inaugurando nosso segundo empreendimento, o Celebration Resort Olímpia, de 264 apartamentos, e anunciando outros dois para breve, que aumentarão as opções para os viajantes e fomentarão o turismo e a economia da cidade, além de gerar oportunidades de trabalho”, disse o diretor de Operações e Entretenimento da empresa, Manoel Carlos Cardoso. “O Celebration tem público-alvo composto por famílias com crianças, foco no lazer e diversão e também nos eventos e convenções, com espaços elaborados para atender todos os perfis de clientes”, completa. “A operação do complexo, iniciada há menos de 30 dias, conta com um quadro de 140 colaboradores. Trouxemos dois consultores da Accor para o treinamento e preparo da equipe. Descrevo este complexo como um condo-hotel com unidades vendidas para investidores pulverizados, gerando mais rentabilidade para quem investe. O destaque fica por conta da estrutura para crianças, que conta com kids club totalmente equipado para recreação, fraldário e copa para preparo de alimentos para os pequenos”, revela o diretor executivo do grupo, Sérgio Ney.
HOT BEACH RESORT “Nascido da necessidade de proporcionar ao visitante de Olímpia uma alternativa ao Thermas de Laranjais, até então uma das únicas opções de entretenimento da cidade, desenvolvemos o Hot Beach Resort, que está com 70% de suas obras concluídas, com previsão de abertura para setembro de 2016. O conceito é de um parque aquático com hotel em seu interior, que contará com 464 apartamentos. Além disso, o grande diferencial ficará por conta dos equipamentos, todos importados dos Estados Unidos e inéditos no País, e uma praia artificial com areia e 13 tipos de ondas”, anunciou o acionista presidente do grupo, Newton Ferrato.
HOT BEACH SUÍTES
Além do Hot Beach Resort, também já está em fase de desenvolvimento o Hot Beach Suítes, que será um misto de fracionado, hotelaria comum e vacation club. “O empreendimento deve ser finalizado em 2020, quando somaremos, no total, 1.238 apartamentos e um parque aquático, colocando o Grupo Ferrasa no top 10 dos grupos de entretenimento e hospedagem do Brasil”, finaliza Ferrato. O total investido pelo Grupo Ferrasa nos três empreendimentos é de R$ 500 milhões.p
Manoel Carlos Cardoso, diretor de Operações e Entretenimento, e Newton Ferrato, acionista presidente, nas obras do Hot Beach
20 Mercado
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> Diego Verticchio
Surfar a boa onda O encerramento dos Jogos Paralímpicos, em 18 de setembro de 2016, marcará o fim do ciclo olímpico no Rio de Janeiro. A data será importante também para o Brasil com um todo, já que fechará a série de grandes eventos internacionais iniciada em 2011 com os Jogos Militares, depois Rio+20, Jornada Mundial da Juventude e Copa do Mundo. Esses grandes eventos, na avaliação do presidente da Embratur, Vinicius Lummertz, trouxeram mais do que receitas e turistas: foram importantes para colocar o Brasil no cenário internacional e agora é a hora de “surfar” essa boa onda. “Chegou a hora de o Brasil se abrir para o mundo. A Copa foi importante e os Jogos Olímpicos serão essenciais para este processo de abertura, mas temos que nos tornar ainda mais conhecidos”, afirmou o dirigente, que esteve no Rio de Janeiro em 29 de julho acompanhando os executivos que trabalham no Escritório Brasileiro de Turismo (EBT) e participando da reunião do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur). Neste “processo de abertura” do Brasil para o mundo, o Rio de Janeiro foi escolhido como destino-chave, aquele que será responsável por atrair mais turistas ao País. Principal porta de entrada dos visitantes estrangeiros, a cidade ganhará um escritório da Embratur até outubro, visando à programação dos Jogos Rio 2016. Funcionará em uma sala pertencente ao governo federal e deverá ter três pessoas trabalhando in loco pela promoção do município no mercado internacional. “Esses profissionais vão atuar em parceria com os EBT’s e junto com o trade do Rio, com destaque para Riotur, Turisrio e Rio CVB”, explicou Lummertz. Paralelo ao escritório, a Embratur planeja uma série de ações de engajamento durante os eventos olímpicos. O instituto estuda o melhor formato, mas deverá adotar a mesma estratégia realizada nas últimas Copas (África do Sul e Alemanha) e Olimpíadas (Pequim e Londres), quando mon-
Jaime Recena, secretário do DF e presidente do Formatur, Vinicius Lummertz, presidente da Embratur, Henrique Alves, ministro do Turismo, e Junior Coimbra, secretário nacional de Políticas do Turismo do MTur
tou um Espaço Brasil, apresentando a cultura e diversidade do País. Outra estratégia adotada pelo órgão foi trazer para o Rio de Janeiro os executivos responsáveis pelos EBTs no Exterior. O objetivo foi fazer com que esses profissionais conhecessem de perto a transformação da cidade. “Mais do que isso, esses dias no Rio serviram para conhecer melhor a cidade e vamos ter mais embasamento na hora de vender o destino”, destacou a executiva responsável pelo EBT da Espanha, Rosiane Rockenbach.
VISTOS
O encontro de Lummertz com representantes dos EBTs e secretários de Turismo do Fornatur contou com a presença do ministro do Turismo, Henrique Alves, que afirmou estar estudando uma forma de flexibilizar vistos a países que não exigem reciprocidade. A medida é mais um passo para atrair mais visitantes estrangeiros e está em fase de finalização para então ser
levada aos Ministérios de Relações Exteriores e da Justiça. A ideia é que o estudo vire um Projeto de Lei. Caso saia do papel, este será mais um passo para flexibilizar o visto para turistas norte-americanos, o grande desejo do trade brasileiro. Alves afirmou que levará à presidente Dilma nesta semana a possibilidade de isentar de vistos os turistas dos Estados Unidos apenas para 2016. “É uma medida para fazer com que este público, que respira esporte, possa vir ao Brasil. Não quero aqui acabar com a reciprocidade, mas abrir uma brecha para um determinado período, seja de um ano ou seis meses. E com isso teremos embasamento para então continuar lutando pelo fim dos vistos”, afirmou Alves. Durante encontro com a presidente Dilma, que acontecerá esta semana em Brasília, o ministro terá a companhia do colega Joaquim Levy, da Fazenda, a quem também pretende levar dados que comprovem a importância do segmento para a economia do País, entre eles es-
tudos comparativos com Cancun, no México, e Tailândia. Em comparação com a ilha caribenha, Alves pretende alertar Levy que o destino recebeu US$ 11 bilhões em receitas provenientes do turismo, enquanto o Brasil recebeu US$ 7 bilhões. “Estamos falando de Cancun, um destino com 22 quilômetros de praias, em comparação com um País continental”. Já com a Tailândia, Alves se mostrou indignado pelo fato de o país do destino receber mais de 20 milhões de turistas internacionais. “Eles (Tailândia) não inventaram a roda, simplesmente notaram a importância do segmento e facilitaram a chegada de turistas, criando rotas aéreas com destinos chaves e isentando empresas de impostos. Por que o Brasil não pode fazer algo igual?”, questionou. “Muitas pessoas ainda pensam que turismo é ‘oba-oba’, é ir a evento. Quem pensa isso não faz ideia do potencial do segmento. Não há atividade melhor para sair da crise do que investir no turismo.” p
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Estados na Abav Os Estados deixaram para o último minuto a decisão de ter ou não estandes padronizados e subsidiados pelo Ministério do Turismo na Feira da Abav. Na penúltima reunião antes do evento, ficou decidido que os Estados que forem participar terão 50 m² de estandes subsidiados pelo Ministério do Turismo. A medida, já adotada na WTM, não impede, no entanto, que os Estados aumentem o tamanho se assim desejarem. Até o momento, 22 Estados já garantiram participação – a Bahia é quem tem o maior espaço até o momento: 400 m2. “Com essa parceria do Ministério do Turismo, acredito que todos os Estados participarão da feira, se não cerca de 90%”, apostou o presidente do Fornatur, Jaime Recena, secretário de Turismo do Distrito Federal. A participação dos Estados na Abav foi o assunto principal, mas não o único na reunião do Fornatur. Em sua breve participação, o ministro Henrique Alves voltou a falar dos vistos e pediu aos Estados que façam um “mutirão” junto aos respectivos governadores pedindo ajuda na pauta. “Sozinho não conseguiremos, mas juntos somos mais fortes. Portanto, levem esta ideia aos governadores e peçam apoio. Quanto maior o barulho, maiores as nossas chances. Não queremos acabar com a reciprocidade, mas sim conseguir uma brecha para que turistas, principalmente os norte-americanos, possam vir ao Brasil sem a necessidade de tirar o visto”, pediu.
TAX FREE
Outra pauta levantada durante o encontro foi o tax free nas compras. O Rio de Janeiro poderá ser o primeiro Estado do País a ter tax free (devolução parcial dos impostos embutidos nos valores da compra), prática adotada em alguns países para estimular o comércio por parte dos estrangeiros. O modelo desejado é o mesmo adotado na Argentina e em países da Europa, como Portugal, e será feito através do ICMS. Na prática, ao adquirir qualquer produto em um estabelecimento credenciado, o visitante estrangeiro pode receber em dinheiro o valor gasto em
impostos. “A primeira coisa que fazemos ao chegar em países com essa prática é ir nas lojas que vendem com tax free e nada mais normal do que nós aplicarmos”, afirmou o secretário Estadual de Turismo, Nilo Sergio, autor da ideia que já foi aprovada pelo governador Pezão e agora deve ser levada ao Confaz – Conselho Nacional de Política Fazendária. A iniciativa foi bem vista pelos demais secretários estaduais de Turismo e o presidente do Fornatur, Jaime Recena, pediu que Nilo Sergio enviasse um passo a passo do que foi feito para que os Estados interessados possam apoiar a iniciativa.p
Secretário do Turismo do Rio, Nilo Sergio quer tax free na cidade
22 Destinos
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> Diego Verticchio — Austrália
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Austrália
A mais bela vista de Sydney, com seu skyline, Opera House e Habour Bridge
A Austrália está situada no continente mais antigo do mundo. Os aborígenes da região estão por lá há mais de 60 mil anos. Os colonizadores ingleses chegaram em 1788 e, desde então, o país passou de posto colonial para uma nação, hoje com cerca de 23 milhões de habitantes. Mesmo geograficamente isolada e sem nenhum vizinho para fazer fronteira, dribla adversidades devido a uma diversidade que vai de praias paradisíacas, espalhadas por 36 mil quilômetros de litoral, até o deserto, o outback. No inverno, as poucas e desconhecidas estações
de esqui dão o ar da graça. E no outono ou primavera, uma boa pedida pode ser escapar para as regiões de montanha para curtir os vinhos nacionais. Por ano, o país recebe sete milhões de turistas internacionais, com o Brasil ocupando posição ainda tímida no ranking dos maiores emissores: 24ª, com cerca de 45 mil viajantes por ano. O mercado brasileiro, porém, atrai cada vez a atenção do Turismo da Austrália, principalmente pelo potencial gastador do viajante tupiniquim. Segundo dados oficiais dos órgãos australianos, o brasileiro que vai para
o país tem entre 24 a 43 anos, viaja acompanhado de mais uma pessoa, fica geralmente duas a três semanas e viaja por três diferentes cidades/regiões: Sydney, Melbourne e Queensland, região onde está localizada a Grande Barreira de Corais. O Jornal PANROTAS esteve no país acompanhando um grupo de operadores e mostra, nas próximas páginas, novidades e dicas sobre como vender melhor esses três destinos australianos.
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Turismo da Austrália, com proteção GTA
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Sydney
Porta de entrada de quase 100% dos brasileiros, é geralmente o primeiro ou último destino da viagem. Sede dos Jogos Olímpicos de 2000, a principal cidade australiana guarda similaridades com o Rio de Janeiro, que vão muito além de ser “apenas” uma sede olímpica. Assim como a Cidade Maravilhosa, Sydney é banhada pelo mar e está repleta de lindas praias. A população soma cinco milhões de habitantes, muito bem atendidos pelo sistema público de transporte. Os dias de sol prevalecem durante boa parte do ano, principalmente no inverno. Nessa época, de junho a agosto, as temperaturas tendem a cair ficando em torno dos 15º C, mas nada que se compare ao frio que faz em Melbourne, por exemplo. O vento que assopra do mar ajuda a diminuir ainda mais a sensação térmica e faz com que o turista mais desavisado precise usar o casaco, mas nada que o faça ficar no hotel. Sydney é mais bonita de dia, mas as belezas da Habour Bridge e Opera House se acentuam quando o sol se põe. Qual melhor período para visitá-las? Qualquer hora do dia.
COMO CHEGAR Saindo do Brasil, chegar até Sydney não é fácil. No caminho mais curto, pela rota transpolar, leva-se cerca de 30 horas entre tempo de voo e espe-
Além da vista de 360o, o Sydney Tower oferece um jantar harmonioso tendo a baía da cidade como vista
ra nos aeroportos. Segundo o Turismo da Austrália, a maioria dos brasileiros (28%) opta por ir via Qantas Airways no voo que sai de Santiago e segue direto para Sydney. A Latam e a Gol têm acordos com a companhia australiana. Há quem prefira viajar via Emirates (com escala em Dubai) ou South African
Airways (com escala em Joanesburgo). Se optar pela Lan, é possível combinar a viagem com um stop over em Auckland, na Nova Zelândia, onde a aérea faz uma parada de cerca de três horas. A Austrália exige visto dos turistas brasileiros, que pode ser tirado via internet. O resultado sai on-line e o viajante não terá nenhum carimbo no
passaporte exibindo o visto. Assim como boa parte dos países do Exterior, a Austrália exige vacina contra febre amarela. Para ter um certificado internacional que valha em outros países é preciso pedir e retirar o formulário no escritório da Anvisa, nos aeroportos. Todo este processo leva menos de 30 minutos. > Continua na pág. 24
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ONDE FICAR Antes de escolher onde hospedar seu cliente, é melhor conhecer o perfil do viajante e entender bem o que ele quer. Se está viajando em família e pretende conhecer o que há de melhor na cidade, a opção pode ser a região central, tendo como vista a Opera House. Nenhum outro hotel apresenta uma vista tão estonteante do cartão postal e da Habour Bridge do que o Park Hyatt Sydney o único da bandeira na cidade, com serviço e infraestrutura de um grande cinco estrelas. Próximo a ele está o Four Seasons Sydney, que também tem uma vista de tirar o fôlego para estes dois monumentos. Ainda na região é possível encontrar hotéis de bandeira como Intercontinental, Shangri-la, Radisson, entre outros. Se o cliente viaja com o cônjuge e está em busca de agito, indique os hotéis de Darling Habour, uma região “criada” para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos 2000 e que, desde então, se tornou uma das mais badaladas entre australianos e turistas. No complexo, estão o Madame Tussauds, Aquarium Sea Life e Grande Jardim Chines, entre muitas atrações. Há ainda o único cinema Imax da cidade, roda gigante e uma infinidade de bons restaurantes. Em frente ao complexo encontra-se uma variedade grande de hotéis, com destaques para empreendimentos de rede, como Novotel, da Accor, e Sheraton Four Points, da Starwood. Por fim, se ele quer relaxar nas praias e curtir a beleza natural de Sydney, não faltarão opções. Boa parte dos hotéis está em frente ou próximo ao mar, basta escolher a melhor praia. A mais conhecida e procurada é Bondi Beach, preferida dos brasileiros. No entanto, por ser uma área menos corporativa, é mais difícil hospedar-se em hotéis de redes. Há uma infinidade de hotéis menores e mais simples, mas sem a qualidade dos mesmos hotéis que estão próximo da Ópera House.
Cangurus, demônios da Tasmânia e coalas podem ser vistos no Taronga Zoo
O QUE FAZER É justamente nesta parte que Sydney se mostra ainda mais especial. A maior cidade australiana faz jus ao tamanho e apresenta uma infinidade de opções que vão de surfe e esportes náuticos até escalada em um dos principais monumentos turísticos do país. Para conhecer o que há de melhor é preciso tempo, fôlego e um pouco de dinheiro, afinal, Austrália não é um destino barato para nós, brasileiros, mesmo que o dólar australiano seja inferior ao norte-americano — no fechamento desta edição a cotação estava AU$ 1 = R$ 2,60. Há opções para todos os bolsos, até para aqueles que não querem gastar nada. E por sorte, Sydney é uma cidade preparada para viajantes com pouco dinheiro. Dentro das opções gratuitas, não deixe de indicar o Royal Botanic Gardens, um parque lindíssimo no centro da cidade. Os jardins foram abertos em 1816 e hoje podem ser visitados diariamente, a partir das 7h até o pôr do sol. Na parte cultu-
ral, outra opção gratuita é a Galeria de Arte de New South Wales, um dos principais museus de arte da Austrália. Reúne coleções australianas, aborígines, europeias, arte asiática e arte contemporânea. Para quem gosta de igrejas, vale visitar a Catedral de Sydney, consagrada em 1868 e localizada no coração da cidade, ao lado da Câmara Municipal. Também há as atrações pagas. Quem vai a Sydney quer ver de pertinho a Ópera House. Por fora, o teatro é lindíssimo e por dentro, idem. Os tours são pagos, assim como os shows. Uma dica é emendar um dos shows com jantar dentro da própria Opera House ou nos restaurantes que estão localizados abaixo do monumento e oferecem vista espetacular da Habour Bridge. Falando da ponte, poder visitar seu interior e caminhar até o ponto mais alto é uma opção. Para isso é preciso ter coragem para encarar a altura, não ter ingerido álcool no dia anterior
(eles fazem teste do bafômetro) e disposição para aguentar a subida e o forte vento. Toda a caminhada é feita com segurança e guias e quem foi diz que é imperdível. Gosta de ver a cidade de cima? Indique ao seu cliente, então, a Sydney Tower, uma torre com ponto de observação a 270 metros de altura. Em dias com pouco vento, os mais corajosos encaram o Skywalk, uma opção na qual você caminha por uma plataforma transparente pisando em chão de vidro. Um andar abaixo da torre há dois restaurantes giratórios, uma dica é emendar o passeio de observação com um jantar a dois. E as praias? Há quem não as dispense; há aqueles que vivem bem sem elas e outros que são indiferentes. Na Austrália, a praia é algo tão importante quanto canguru ou coala, prova disso é que as escolas utilizam as areias e o mar para a prática de educação física. Duvida? Basta chegar em Bondi Beach para ver alunos uniformizados jogando futebol australiano ou aprendendo a surfar. Aliás, Bondi Beach é o início do Walk Beach, um conjunto de trilhas que leva até Coogee Beach. Ao todo são 6,5 quilômetros de caminhada por trilhas suspensas, calçadões, escadas e até um cemitério, tudo tendo como pano de fundo o mar do pacífico. Nesta caminhada é possível fazer diversas paradas para mergulho e o ideal é fazer o dia todo, devagar e curtindo o visual. Territorialmente grande e isolado geograficamente dos vizinhos, a Austrália ostenta o título de ter alguns dos animais mais exóticos do mundo e que só são possíveis de serem observados por lá, como cagurus, coalas e o diabo da tasmânia. Esses três animais podem ser vistos facilmente no Taronga Zoo, um grande zoológico que reúne grandes animais, entre eles leões, girafas, além dos típicos australianos. Há uma sessão onde seu cliente poderá interagir com os cangurus e darlhes alimentos.
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Cairns & Port Douglas Numa comparação com o Brasil, a região australiana de Queensland seria o nosso Nordeste, com praias paradisíacas, sol o ano todo, temperatura sempre girando entre 25º a 35º C e uma diversidade turística inigualável. Símbolo desse mix turístico é a região de Cairns, que engloba a pequena e linda Port Douglas. Localizada na região norte de Queensland, perto de Darwin e Outback, esta parte mostra um pouco do lado selvagem australiano — que vai muito além de cangurus e coalas. Porta de entrada da Grande Barreira de Corais e da Daintree Rainforest, neste pedaço de terra as praias de mar calmo dividem espaço com a densa floresta australiana, que lembra muito nossa mata atlântica. E é lá que estão alguns dos maiores animais do país, como os crocodilos, que chegam facilmente aos cinco metros, a píton australiana, uma espécie de cobra que chega a ser maior que nossa sucuri, e morcegos gigantes. Ainda que possa parecer assustador, dar de cara com um desses animais requer muita sorte (ou azar). Há empresas que fazem este tipo de passeio e, acredite, há muita procura. Menos assustador é fazer o passeio de barco pela Barreira de Corais, a maior do mundo. De Cairns ou Port Douglas saem diariamente inúmeros barcos, todos tendo a grande barreira como destino. Os passeios são feitos por inúmeras empresas e há desde catamarãs luxuosos a barcos para quase 200 pessoas. Os roteiros também são diversificados e há empresas com ilhas próprias. Uma outra opção é conhecer esta gigantesca barreira de helicóptero.
COMO CHEGAR Para visitar a parte norte de Queensland, o ideal é pegar um voo até Cairns, uma cidade considerada de grande porte e com um aeroporto muito bem estruturado. Algumas empresas como Air New Zealand, Cathay Pacific, China Southern, Jet Star e Silk Air operam no terminal internacional. No doméstico, Qantas, Virgin e outras menores operam voo de todos os estados australianos. De Sydney até lá são pouco mais de duas horas de voo.
ONDE FICAR Localizado em frente ao cassino e muito próximo à praia,
o Hilton tem quartos espaçosos e internet grátis, com direito a um farto café da manhã. A favor do hotel está o fato de ter uma agência de viagens receptivo, onde o hóspede pode agendar na hora seu passeio. Mas se o seu passageiro busca algo mais exclusivo, Cairns tem duas excelentes opções que mesclam perfeitamente a selva e o mar da cidade. Localizado literalmente no meio da rainforest, o Silky Oaks Lodge & Healing Waters Spa oferece bangalôs super exclusivos, com varanda para a mata, banheira, cama king size e rede. O hotel ainda conta com spa e duas piscinas, uma de água natural,
A incrível diversidade marinha da Barreira de Corais encanta os turistas
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onde é possível desfrutar do rio de águas cristalinas. Ideal para casal, este hotel recebe um bom número de hóspedes brasileiros — se comparado com os demais da Austrália, e por isso conta com uma funcionária falando em português. No mesmo estilo do Silky Oaks Lodge está Thala Beach Nature Reserve, um hotel tão exclusivo quanto, só que voltado para a praia. Os quartos são no estilo bangalô, distantes uns dos outros para que haja exclusividade. Dentro dos quartos os hóspedes encontram varanda, todas com vista para o mar, redes, máquina Nespresso, cama king size e amenities exclusivos. Durante as noites estreladas de Cairns, o hotel promove uma ida ao planetário próprio, onde o hóspede pode se familiarizar sobre o assunto e ver a constelação que insiste em brilhar mais naquela região.
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Praia privativa no Thala Beach Nature Reserve
O QUE FAZER Conhecer Cairns é chegar próximo de uma viagem completa pela Austrália, onde você pode ver vida selvagem, ilhas paradisíacas, animais marinhos e terrestres, experimentar boa gastronomia, conhecer a vida dos primeiros moradores do país, e de quebra, mergulhar em algum rio cristalino. Tudo isso é possível experimentar entre três e quatro noites. Se Cairns não for seu primeiro des-
tino, você muito provavelmente chegará ao destino no início do tarde e que tal começar caminhando por trilhas para entender um pouco mais da vida dos aborígenes? Primeiros habitantes do país, eles viveram durante muitos anos em diferentes tribos e até hoje é possível conhecer alguns — fisicamente eles são bem diferentes dos australianos colonizados pelos britânicos. Um dos lu-
gares que mais bem retrata os aborígenes é o Mossman Gorge Centre, uma grande área verde com diversas trilhas e cachoeiras. Refúgio para moradores da cidade que vão em busca das inúmeras e belas quedas, o espaço ainda abriga alguns aborígenes, que trabalham dentro do parque. Entre as opções de passeio há trilhas guiadas por aborígenes. O parque natural faz parte da Dain-
tree Rainforest, um parque nacional que cobre uma área de mais de 76 mil hectares. A região do parque ao redor do Cape Tribulation é um dos poucos lugares onde a floresta alcança o mar. Para ver essa extensa mata do alto tem um passeio de teleférico que leva até a parte alta da montanha. No alto, uma trilha suspensa percorre boa parte da parte superior da montanha fazendo com que se tenha uma vista completa da cidade. Situado a 70 quilômetros de Cairns está Port Douglas, um centro turístico que mantém em sua aura de vila de pescadores. Se seu cliente for ficar por lá, nada melhor que acomodá-lo na Macrossan Street, um rua típica do interior da Austrália cercada por lojas e restaurantes e que finda em uma belíssima praia. Shoppings modernos e mansões se misturam à arquitetura original. Port Douglas é a porta de entrada para a Grande Barreira de Corais, o maior conjunto de corais do mundo. Na Reef Marina estão alguns dos barcos que levam os turistas para Green Island. A Sailaway Reef & Island Tours conta com três barcos, dos quais dois fazendo diariamente a viagem de Port Douglas e Green Island — o terceiro barco está dando volta ao mundo com um grupo de viajantes australianos. O passeio pela Sailaway dura o dia todo e conta com refeição a bordo — frutas, snacks, frios e bebidas. Partindo diariamente às 12h, o barco navega por 40 minutos até atracar na Low Isles, uma pequena ilha que abriga um farol secular. A Low Isle marca o início da grande barreira de corais e um mergulho, seja de snorkel ou cilindro, é mais que convidativo. Tartarugas, peixes multicoloridos, lagostas e tubarões habitam naquela parte e encontrá -los em seu habitat é a cereja de um passeio perfeito.
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BARREIRA DE CORAIS:
10 C U R I O S I D A D E S 1 — Tem aproximadamente 350 mil
km e se estende 2,2 mil km ao longo da costa de Queensland. Para efeitos de comparação, é do tamanho do Japão. 2 — É passível de ser vista do espaço. 3 — É um conglomerado de 2,9 mil recifes de coral e 1,05 mil ilhas e ilhotas. 4 — Mais de 4,4 mil (ou 1/3) das espécies de coral do mundo podem ser encontrados na Grande Barreira de Corais. 5 — O recife é praticamente uma metrópole subaquática movimentada, lar de mais de 1,5 mil espécies de peixes, 215 de aves, mais de três mil de moluscos, sete de tartarugas marinhas, 30 de baleias e golfinhos. 6 — Indiretamente você está contribuindo para preservação do local. 2
Um imposto de AU$ 6 por dia é pago por qualquer visitante (acima dos quatro anos), com o dinheiro indo para o Great Barrier Reef Marine Park Authority por seus esforços em curso para proteger o ecossistema delicado. 7 — A profundidade média das águas costeiras da Grande Barreira de Corais pairam em torno de 35 metros. 8 — Novembro é o mês da desova e a vida fica muito movimentada nos corais. É o mês ideal para ver peixes e tartarugas. 9 — A Grande Barreira de Corais é reconhecida como uma das sete maravilhas naturais do mundo. Foi nomeado Patrimônio Mundial da Unesco em 1981. 10 — Em 2012, o Google lançou o primeiro submarino Street View na
Grande Barreira de Corais, única estrutura que pode ser vista do espaço
Grande Barreira de Corais. O projeto Underwater Earth utiliza dados e imagens a partir do projeto Catlin Seaview
Survey. Assim você pode acompanhar daqui do seu computador como anda a vida marinha por lá.p > Continua na pág. 28
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Veja mais fotos na versão digital do JP Cosmopolita, Melbourne reúne todos os atrativos de uma cidade grande
MELBOURNE
A capital do Estado de Victoria é a segunda principal cidade australiana. Por conta da “Guerra do Ouro”, em 1850, despontou como uma das mais ricas da Austrália e ganhou o título de capital do país. Em 1927, o parlamento foi transferido para Canberra, mas nem por isso tirou o brilho da cidade. Depois de passar pela Segunda Guerra sem sofrer danos, a cidade ganhou projeção internacional com os Jogos Olímpicos de 1956. Uma nova onda de imigrantes invadiu o município e hoje Melbourne é considerada a cidade mais étnica da Austrália, com forte presença de asiáticos. Passados mais de 50 anos dos Jogos Olímpicos, ainda guarda muitas surpresas, como uma arquitetura vitoriana mais elaborada, várias opções gastronômicas e um calendário de
eventos que, no verão, faz a cidade ferver durante 24h.
COMO CHEGAR Há voos chegando da Nova Zelândia e de regiões como Ásia, Europa e África. Para quem viaja do Brasil via Lan, com parada na Nova Zelândia, é possível voar a Melbourne via Virgin e Qantas. O voo chega cedo, mas junto com outros dois voos vindos da Ásia. Portanto, o tempo de espera na imigração pode ser um pouco longo. O lado bom desse voo é que a aeronave pousa no início da manhã e seu passageiro tem o dia todo para aproveitar. O lado ruim é que mesmo cansado o hotel só estará disponível a partir das 14h.
ONDE FICAR O mais correto aqui não é qual hotel
ficar, e sim em qual região. Tem o centro, que é perto de tudo, tem a região descolada, com bares e baladas; hotéis corporativos; de lazer. São inúmeras opções para uma cidade com mais de 30 mil quartos de hotéis, basta saber o perfil do seu cliente. Se ele está a negócios ou mesmo a turismo, mas com ideia de explorar a cidade a pé, o ideal é ficar na região da Federation Square, uma grande praça da onde saem os trens, metrôs e ônibus para os quatro cantos da cidade. É lá onde estão alguns dos principais hotéis da cidade, com destaque as redes multi conhecidas, como Hilton, Starwood, Accor e a australiana Mantra. Perto dali, uns 15 minutos de caminhada, fica a Flinders Station, região onde há centro de convenções, algumas atrações turísticas e um grande cassino, que em seu entorno conta com diversos hotéis da rede Crown. Um pouco mais distante do grande centro está a Kings Domain, uma região muito habitada por jovens. Por lá, hotéis cults dão o ar da graça, como o The Cullen, pequena rede com quatro hotéis, todos próximos um dos outros, onde o clima jovem predomina. Os quartos são amplos, com janelas grande favorecendo a luz natural, internet nos quartos e dois restaurantes, um asiático e com preços um pouco salgado e outro mais barato, no entanto com limitação de pratos.
O QUE FAZER
Paisagens urbanas se misturam com praças na segunda maior cidade da Austrália
Melbourne é informalmente organizada por distritos e embora seja territorialmente grande, seus atrativos turísticos estão bem próximos um dos outros. Ficando hospedado na região da Federation Square é possível conhecer boa parte dos atrativos a pé, em caminhadas que não passam de 30, 40 minutos. E por conta disso, uma das melhores maneiras de conhecer a cidade é caminhando. Outra opção numa cidade plana e planejada para ciclistas, como Melbourne, é poder desfrutar dos atrativos de bike. Da Federation Square aos principais pontos turísticos há estações de bike que você pode alugar e/ou devolver a bicicleta. A diária custa AU$ 20,00 e você
pode ficar até 12h com a bike. Se for usar transporte público, da Federation Square você consegue acesso de ônibus ou trens para os quatro cantos de Melbourne e cidades do interior. Além de eficiente, o transporte público é inteligente e você paga pela quantidade de quilômetro rodado. Há aqueles que alugam carro, mas em Melbourne algumas rodovias municipais são pedagiadas e caso o carro alugado não tenha dispositivo de passagem rápida, é preciso comprar o bilhete antes de circular. Para evitar transtornos, vá a pé e tenha sempre como ponto de partida a Federation Square, área central da cidade e de onde os australianos se reúnem para comemorar, protestar, festejar, reclamar ou qualquer outra ação que reúna um grupo de gente. De lá é possível desfrutar da área histórica, que tem entre os atrativos a aprazível Swanston Street, um distrito que oferece um esboço da arte vitoriana encontrada em Melbourne, com uma série de ruas, alamedas e galerias. Duas atrações imperdíveis desta região são a Hall of Melbourne e a St Paul`s Cathedral. A primeira é a prefeitura da cidade, prédio histórico erguido em 1870 e parcialmente destruído em 1925 após um incêndio. A segunda é a principal igreja da cidade, erguida em 1866 e que hoje recebe fieis e turistas. Do outro lado do Yarra River está a parte moderna de Melbourne, área que conta com o Melbourne Convention and Exhibition Center, área onde há um centro de convenções, salas de cinema e teatros e o cinco estrelas Hilton Melbourne, com vista privilegiada para o Yarra River. É na frente do rio onde estão também os melhores restaurantes desta região, servindo desde pratos típicos, à base de peixe, a cozinha contemporânea. Além de dividir informalmente a parte histórica à moderna, o rio serve como ponto geográfico para se conhecer a cidade. A pé ou bicicleta é possível conhecer boa parte dos atrativos caminhando à margem do rio Yarra, como o estádio de futebol australiano patrocinado pela Etihad e a Melbourne Star, uma grande roda-gigante com vista privilegiada da cidade. Ambas atrações estão presentes na Docklands Park, uma grande área de 200 hectares que contempla ainda píeres, obras de arte urbana de artistas australianos, loja e restaurantes. Seguindo pela parte sua do Rio chega-se a uma área relativamente nova, onde estão o Sea Life Aquarium, com mais de três mil espécies de peixes do mundo todo e uma área dedicada a répteis (não deixe de ver o crocodilo gigante com quase seis metros de comprimento). Na frente do aquário está o complexo Crown, que conta com hotéis, spas, restaurantes, casa de shows, teatros e o único cassino da cidade. Bem próximo do complexo está o Eureka Tower, uma torre de 300 metros de altura que tem no 88º andar um ponto de visitação. Chamado de Skydeck, a atração oferece uma visão 360º da cidade. Do lado externo, além de muito vento, tem o “The Edge”, uma opção para os mais radicais onde eles, presos por cordas, caminham pelo lado externo do prédio.
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SurFACE
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GJP no Pará
A GJP Hotels & Resorts, do empresário Guilherme Paulus (foto), anunciou que chegou à região Norte, no Pará, por meio da administração dos dois hotéis Regente – um em Belém e um na cidade de Paragominas. As unidades somam mais de 300 apartamentos. O Hotel Regente Belém, um dos mais tradicionais da cidade, fica a cerca de dez quilômetros do Aeroporto Internacional de Val-de-Cans. Indicado para turistas de lazer e hóspedes corporativos, o hotel oferece 219 apartamentos, sete salões multiuso com capacidade total para até 600 convidados, bar, restaurante, piscina com deque, sauna e academia de ginástica, entre outras facilidades. O Hotel Regente Paragominas, distante 300 quilômetros de Belém, atende o segmento do agronegócio e da indústria da madeira e mineração. Oferece 112 apartamentos, centro de eventos, internet wi-fi gratuita, piscina, bar molhado, sauna, sala de ginástica e restaurante.
Azul à Martinica
Ilha francesa localizada no Caribe, a Martinica está otimista em relação à possibilidade de receber mais turistas brasileiros. A ligação aérea com o Brasil ficará mais fácil e rápida, com o voo da Azul para a capital da Guiana Francesa, Caiena. Segundo a chairman da Autoridade de Turismo da Martinica, Karine Roy-Camille, a Azul iniciará no próximo mês um voo entre Belém e Caiena. “A partir da capital da Guiana Francesa, com conexões com a Air France, o brasileiro vai chegar de forma mais fácil ao nosso destino”, disse Karine. De acordo com dados do Turismo da Martinica, a ilha – “que une a alegria caribenha à arte de viver à la française” – recebeu, em 2014, um total de 718.842 visitantes. Esse número, que engloba todos os turistas estrangeiros, corresponde a um aumento de 11,1% em relação a 2013.
Após dez anos
Após uma década na presidência da Avianca, Fabio Villegas (acima) anunciou ao Conselho Administrativo da empresa aérea sua intenção de se retirar da presidência da transportadora colombinana a partir de 2016. O dirigente manifestou seu interesse no desenvolvimento de outros projetos e iniciativas de caráter profissional.“São anos de trabalho intenso e coletivo, de transformação constante e criação de valor para uma companhia que em 2004 estava ´às portas da liquidação´e encontrou a salvação na atitude visionária do Grupo Synergy e seus acionistas Germán e José Efromovich. O trabalho que temos levado a cabo neste ano nos permitiu colocar a Avianca como uma das aéreas de maior crescimento e prestígio no mundo”, disse Villegas em comunicado.
Karine Roy-Camille, do Turismo da Martinica, Jean-Philippe Pérol, da Atout France, Muriel Wiltord-Latamie, também do Turismo da Martinica, e Caroline Putnoki, que representa o destino no Brasil
Ponto a ponto O Aeroporto de La Guardia (NY) será resconstruído do zero a partir do ano que vem. A primeira parte das obras termina em 2019 e a totalidade em 2021. Custo do investimento: US$ 4 bilhões. Após 14 anos, a República Dominicana voltará a ter uma companhia aérea. A Pawa Dominicana começando voando para Aruba, Curaçao e St. Maarten.
Assistente comercial da PANROTAS, Nathália Falcão casou-se no último dia 25 com Arthur Martins Garcia. Na foto, o casal com os pais da noiva: Marcos de Oliveira Falcão e Solange Falcão, que trabalha no financeiro da editora
A operadora Século XXI finalizou seu processo de Recuperação Judicial, que já durava dois anos.
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Contra a maré
Atuando há apenas seis anos na consolidação aérea, a Sakuratur, de São Paulo, conseguiu uma façanha no primeiro semestre do ano: cresceu 20% em vendas (e em dólares), alcançando faturamento de US$ 30,1 milhões. O número de bilhetes subiu 8% e a tarifa média caiu 13%. Especializada na venda de passagens aéreas para a Ásia, especialmente Japão, China e Coreia do Sul, a consolidadora já atende 1,6 mil agências de viagens, a grande maioria do Estado de São Paulo. O diretor da empresa, Wagner Chaves, diz que desde que entrou de sócio da Sakura, há seis anos, a equipe vem crescendo e não houve cortes. “Só dispensei um funcionário nesse meio tempo”. Já as contratações vão de vento em popa, com a entrada, há menos de um ano, de Pati Figueiredo, ex-British Airways, como gerente de Vendas (pati.figueiredo@sakuratur.com.br) um executivo que veio da Esferatur (Ricardo) e outros cinco da Rextur Advance (Luiz, executivo que tem duas semanas de Sakura, e Emerson, Ivonete, Sayuri e Diogo, há menos de um mês, para o operacional). “Tudo para mantermos o padrão de atendimento aos agentes nessa fase de crescimento. Também estamos buscando atuação mais forte para além da Ásia e teremos boas novidades em breve.”p
São Paulo-Toronto
A Air Canada anunciou o cancelamento de dois voos na rota São Paulo-Toronto, nos dias 10 e 17 de setembro, datas em que serão operados os voos Rio de Janeiro-Toronto, sem escalas. O cancelamento deveu-se à redução de despesas operacionais e à meta de realizar a manutenção programada da aeronave. “O Brasil é um mercado muito importante para a Air Canada, e nossa operação de dez voos semanais sem escalas, do Brasil (São Paulo e Rio de Janeiro) para o Canadá, permanece sem alterações”, afirmou o diretor comercial da Air Canada no Brasil, Gleyson Ranieri.p
Vagas no Hotel Urbano
Pati Figueiredo, Wagner Chaves e Paulo Faloppa
Novo gerente Ronaldo Faria (foto) está desde a fundação na Flytour Viagens como gerente de Treinamento e Capacitação, cargo que agora acumula com a gerência de Vendas Brasil da operadora do Grupo Flytour. “Ronaldo visita todo o Brasil por causa dos treinamentos e vi que ele podia cuidar também da parte comercial, de uma forma até mais criativa”, disse o presidente da Flytour Viagens, Michael Barkoczy. Recentemente a operadora abriu bases de atendimento em Belo Horizonte, Campinas e Porto Alegre, mas tem filiais por todo o Brasil. Ronaldo Faria está bastante entusiasmado com o novo momento e, claro, viajando todo o País. Seu e-mail é ronaldo.faria@flytour.com.br. p
O Hotel Urbano está selecionando 28 profissionais para diversas áreas. As vagas estão divididas entre operadores, emissores e analistas nacionais, internacionais e eventos. Os candidatos devem ter formação superior nas áreas de Turismo, Hotelaria, Administração ou Marketing, além de experiência nas respectivas áreas de interesse no segmento de turismo. As vagas são para o Rio de Janeiro, na Barra da Tijuca. Ao longo dos últimos meses, a OTA vem investindo em novas linhas de negócios e diversificando suas fontes de receita. “Somos uma empresa jovem e buscamos profissionais que queiram construir algo grande e crescer junto conosco”, afirma o cofundador e CEO do Hotel Urbano, José Eduardo Mendes. Os interessados podem encontrar mais informações e se candidatar as oportunidades em www.vagas.com.br/hotelurbano.p
g e n te Edição 89 – 5 a 11 de agosto de 2015
Aviação
> Karina Cedeño
Equipe
“agressiva ”
O diretor Diógenes Toloni, à direita, com a equipe de vendas da Copa Airlines
Reestruturar para crescer. Esse é o objetivo da Copa Airlines com a montagem de uma nova equipe de Vendas no Brasil, que une profissionais com conhecimento de mercado e expertise sobre a própria companhia. O grupo de sete pessoas é coordenado por Cássio Takano e composto, ainda, por duas gerentes e quatro executivos de Vendas. “Sentimos a necessidade de ter uma equipe de Vendas agressiva e com
perfil mais comercial para atender os clientes. Procuramos unir profissionais com vasta experiência de mercado a funcionários da Copa que já têm conhecimento suficiente sobre a empresa, integrando o melhor dos dois lados. A expectativa, agora, é consolidar a marca Copa, estando cada vez mais preparados para atender às necessidades do mercado e de nossos parceiros”, afirmou o gerente geral da companhia no Brasil, Diógenes Toloni.
Entre os profissionais da equipe há contratações e promoções. Bruno Melo, executivo de Vendas, já atuou em aeroporto e na área de Inside Sales. O coordenador, Cássio Takano, foi executivo de Contas para o Estado de São Paulo. A gerente Jacqueline Silva, por sua vez, começou com gerente de Vendas em Belo Horizonte, em 2008, depois gerenciou as regiões Norte e Nordeste. Claudia Silva, que já havia trabalhado na área, foi uma
das recém-contratadas. Atualmente, no Brasil, a Copa Airlines voa para São Paulo (três por dia), Rio de Janeiro (dois por dia), Brasília (um diário), Porto Alegre, Belo Horizonte, Campinas (cinco vezes por semana, em cada um), Recife (quatro vezes por semana) e Manaus (um voo por dia). Conheça a nova equipe de Vendas da companhia no Brasil.p > Continua na pág. 02
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Nome: Nádia Kardouss Cargo: gerente de Vendas para Campinas, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo Tempo de turismo: 17 anos Tempo de Copa Copa Airlines: 7,5 meses Empresas em que já trabalhou: Swiss, Lufthansa e U.S. Airways Objetivos na função atual: consolidar o reconhecimento da marca Copa Airlines no Brasil, além de contribuir para o crescimento de origens e frequências Contato: nkardouss@copaair.com
Nome: Jacqueline Miranda Cargo: gerente de Vendas para Belo Horizonte, Brasília, Manaus e Recife Tempo de turismo: 23 anos Tempo de Copa Airlines: sete anos Empresas em que já trabalhou: Tam, Varig e Rio Sul Objetivos na função atual: fazer com que a marca Copa Airlines se fortaleça ainda mais no Brasil, cuidando da relação e dos negócios com os parceiros e clientes da companhia Contato: jaledo@copaair.com
Nome: Paula Daros Cargo: executiva de Vendas Tempo de turismo: 11 anos Tempo de Copa Airlines: dez meses Empresas em que já trabalhou: Tam e Ancoradouro Objetivos na função atual: manutenção e prospecção de clientes com emissão direta com a companhia; manutenção e novas negociações de acordos corporativos; visitas a agências de viagens para divulgação da companhia; participação em eventos; realização de treinamentos; gestão da carteira de clientes por meio de relatórios e reuniões semanais Contato: pdalge@copaair.com
Nome: Cássio Takano Cargo: coordenador de Vendas Tempo de turismo: 27 anos Tempo de Copa Airlines: quatro anos Empresas em que já trabalhou: Varig, Banco Panamericano, Webjet, Avis/Budget Rent a Car e Ancoradouro Objetivos na função atual: contribuir para o fortalecimento das vendas e para a expansão da Copa Airlines no Brasil Contato: ctakano@copaair.com
Nome: Bruno Melo Cargo: executivo de Vendas Tempo de turismo: dez anos Tempo de Copa Airlines: pouco mais de cinco anos Empresas em que já trabalhou: Varig, Sea Aviation (Lufthansa) e Gol Objetivos na função atual: reconhecimento da marca Copa Airlines e aumento da carteira de clientes Contato: bdemelo@copaair.com
Nome: Claudia Silva Cargo: executiva de Vendas Tempo de turismo: 15 anos Tempo de Copa Airlines: sete meses Empresas em que já trabalhou: Sata, Lan e Aviareps Objetivos na função atual: reconhecimento da marca Copa Airlines e aumento da carteira de clientes Contato: clsilva@copaair.com
Nome: Cristiane Cortizo Cargo: executiva de Vendas Tempo de turismo: 27 anos Tempo de Copa Airlines: dois meses Empresas em que já trabalhou: Vasp, Alitalia, Swiss Air e Lufthansa Objetivos na função atual: reconhecimento da marca Copa Airlines e aumento da carteira de clientes Contato: ccortizo@copaair.com
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Quem é quem na
Multidestinos Fundada em 1999 Pelo casal Pepe Masid e Kim Deborah, a operadora Multidestinos nasceu com o objetivo de trabalhar Cuba. Com o passar dos anos, no entanto, a empresa foi ganhando espaço no mercado carioca e passou a apostar em novos produtos. Para isso foram firmadas parcerias com companhias aéreas como Copa Airlines e Avianca, também com diversas redes hoteleiras. Resultado: a operadora tornou-se referência no Rio de Janeiro para viagens ao Caribe. A meta agora é levar o nome da empresa para outros Estados, contando com representantes em diferentes regiões. Conheça mais detalhes da Multidestinos.”p
Parte da equipe da Multidestinos
ll Nome: Multidestinos Turismo ll Endereço: av. Rio Branco, 156 / Grupo 2238 ll Proprietários e autores das respostas: Pepe Masid e Kim Deborah Massiah ll Fundação: 1999
ll Produto que mais vende: Caribe e Estados Unidos.
momentos especiais de suas vidas”.
ll Novos produtos: destinos específicos
existe lado ruim, existem momentos de desafios, como o que estamos vivenciando atualmente com a situação do dólar e instabilidade financeira e política do País”.
para Lua de Mel.
ll Desafios: “Aumentar a nossa representatividade em outros Estados do Brasil”.
ll Número de funcionários: 18
ll Parcerias: “Uma tendência do mercado atual”.
ll Estrutura: matriz no Rio de Janeiro e representações em outros Estados do Brasil
ll Parcerias futuras: “Abertura de novas representações pelo Brasil”.
ll Diferencial: “especialização
em Caribe e Américas, prezando pela excelência nos serviços prestados”.
ll Como lida com a concorrência: “É essencial para o nosso crescimento e especialização”.
ll Lado ruim do turismo: “Não
ll História curiosa: quando fez sua primeira viagem à Cuba, o diretor Pepe Masid resolveu estender a outra ilha do Caribe e recebeu um folheto com várias opções de destinos possíveis. O nome do folheto: Multidestinos. Após 13 anos da viagem, ele fundou a operadora com mesmo nome.
ll Metas para 2015: “Consolidar nossa marca junto aos agentes de viagens de alguns importantes Estados do Brasil”. ll Eventos do trade que não perde: Feira da Abav, Visit USA e WTM. ll Lado bom do turismo: “Ter a oportunidade de atender pessoas em
Kim Deborah Massiah e Pepe Masid, os proprietários
Leandro Horta, gerente comercial
Marcio, Mônica, Ana Paula, Antonio Carlos, Fernanda Paiva e Carlinhos, do departamento de Vendas
Felipe Luiz e Isabela Lins, do comercial
Daniele Silva e André Chaves, de Operações