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RE
R$ 11,00 - Ano 23 - nº 1.177 29 de julho a 4 de agosto de 2015
a g e n t e s Efeito Nascimento: em movimento atípico no mercado, grupo de agentes de viagens de Santos (SP) passa a se reunir periodicamente e "convoca" Aviesp para uma reunião sincera, franca e de alto nível. Ação marca o início de um novo momento no turismo e deveria servir de inspiração e exemplo à indústria > Páginas 06 a 09
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LEIA NESTA EDIÇÃO
Check-IN
Página 04
Presidente da Abav comenta papel das entidades
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Páginas 10 e 11
A atuação do Sebrae Nacional no Turismo Aroldo Schultz, sobre os conselhos do presidente da Abav, Antonio Azevedo, de que o agente tem de pensar como consultor e não apenas na comissão
Página 12
Simon Mayle, da ILTM, debate lugar do Brasil no segmento de luxo Páginas 14 e 16
Avianca leva Brasil de volta à Star Alliance
Páginas 24 a 27
Berlim – a cidade em constante mutação PANROTAS Corporativo
Sistema Reserve cresce em semestre complicado para o País
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“
Falar que ganhar comissão é passado é o mesmo que entrar em um ringue de luta e jogar a toalha no chão.
”
“
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DO PORTAL
PANROTAS 16 a 22/7
1 Ex-funcionários da Nascimento fazem protesto em SP – em 16/7
2 Conheça os maiores vendedores de aéreo deste ano – em 21/7
3 Crise faz Tam cortar voos domésticos e funcionários – em 20/7
4 Nascimento responde ao protesto de ex-funcionários; leia – em 16/7 agentes santistas – em 21/7
Seguimos com nossa missão de representar e defender os interesses das agências de viagens, sinalizar caminhos e difundir boas práticas, mas — reiteramos — foge inteiramente da alçada desta ou de qualquer outra entidade de classe a gestão direta sobre os negócios das empresas associadas.
Antonio Azevedo, presidente da Abav, em artigo na página 04
Editorial >
Judicial à Nascimento – em 17/7
7 Viajanet troca Luan Santana por 8 Agentes santistas convocam Aviesp para reunião urgente – em 17/7
9 Navio da Royal Caribbean pega fogo na Jamaica – em 22/7
10 Depois de 3 décadas, AL Turismo fecha as portas no Rio – em 16/7
11 Avianca Brasil ingressa oficialmente na Star Alliance – em 22/7
12 Jogos Olímpicos: última chance para
“
sorteio de ingressos – em 17/7
Éo capital que precisávamos
Fernando Pinto, presidente da Tap, sobre a venda de 61% da empresa para o consórcio de que faz parte o empresário David Neeleman
6 Tribunal concede Recuperação
clientes em campanha – em 20/7
”
Os 20 anos da Passaredo, que aborda sua recuperação judicial
Avião, iate e novos navios. Crystal Cruises e seus planos ousados
UE Q A T ES
5 Feirão Flytour causa polêmica entre
Páginas 18 e 19
Páginas 20 e 21
29 de julho a 4 de agosto de 2015 JORNAL PANROTAS
Artur Luiz Andrade
”
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13 Travelport: “Ancoradouro é o maior interesse no Brasil” – em 16/7
14 Tam pede à Anac remanejamento de 23 voos; entenda – em 21/7
15 Conheça 10 monumentos para visitar
artur@panrotas.com.br
antes de morrer – em 17/7
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
1 ou 1 milhão O destaque dessa edição é a reportagem sobre os personagens e a reunião de agentes de viagens de Santos (SP) com a Aviesp na semana passada, para um debate construtivo sobre se a entidade pode ou não cumprir o papel desejado pelos associados neste momento turbulento, pós-recuperação judicial da Nascimento Turismo e em meio a uma crise econômica e política séria. Os agentes chamaram, a entidade aceitou o convite, o debate foi livre e agora esperam-se ações. A associação tem sim limitações legais, mas a boa vontade sempre supera obstáculos. E vontade de mudar nesse momento precisa ser
algo vital em profissionais, empresas e associações. Infelizmente mudar é difícil, o ser humano resiste, empresas e entidades mal organizadas sequer sabem que precisam mudar. Classificamos esse debate como histórico pois pode suscitar um momento que deveria ter ocorrido há pelo menos uma década. Um copo de água fria (não chega a ser um balde, pois a vontade veio para ficar) nos chegou via um dos “líderes” da indústria. Segundo ele, que via a reunião como ameaça ao status quo e não como contribuição para melhorar o que pode (e deve) ser melhorado, “eram apenas 20 agentes de viagens
que levaram prejuízo com o caso Nascimento. Logo passa”. Será que passa? É engraçado que o trade turístico tem tanta intimidade e momentos de relacionamento descontraído, mas na hora de cobrar e falar sério, uma parte se retrai. Não pode e não deve. Falar sério não é falar mal. Seu interesse não pode ser sobreposto ao meu. E dialogar é a solução. Antes que seja tarde e nem ações resolvam, ouçam, troquem ideias, respeitem... Sem “um” não se chega ao milhão. E é a soma de várias opiniões que produz, muitas vezes, a melhor solução.
03 Expediente
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PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETOR EXECUTIVO José Guilherme Condomí Alcorta DIRETORA INTERNACIONAL Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa
REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago e Karina Cedeño Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Pedro Guilherme Moreno Querim Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)
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Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê
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Como você pode ler no quadro ao lado, a PANROTAS está nas redes sociais, compartilhando momentos diversos da indústria – de inaugurações e mudanças nas empresas às festas e encontros. Em muitas notícias, colocamos os conhecidos álbuns de fotos, que também pode ser visualizado no aplicativo do portal e na versão responsiva do site. Uma das recentes melhorias no álbum de fotos, além da disposição e do tamanho das mesmas, é a facilidade de se compartilhar apenas uma das fotos diretamente no seu Facebook. Bem mais fácil para você dividir esses momentos com sua rede de amigos.
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04 A
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Sobre associativismo e o futuro dos
agentes de viagens
Antonio Azevedo Presidente da Abav Nacional
Muitos são os desafios impostos a uma entidade de classe que congrega 3,5 mil associadas, e eles se potencializam quando o quadro é tão heterogêneo quanto o que compõe o Sistema Federativo Abav. Sob a representação de nossas 27 Abavs, temos consolidadoras, operadoras e agências de viagens — físicas e on-line — que, por consequência, apresentam objetivos e demandas distintas. Uma entidade justa deve trabalhar igualmente por todas as associadas, independentemente do porte, das estratégias ou dos recursos tecnológicos que empregam no atendimento aos consumidores, que cada vez mais demandam consultoria profissional para realizarem suas viagens de lazer ou negócios. O que poucos parecem compreender é que há limitações legais e institucionais no papel que desempenhamos enquanto associação, e certamente não nos cabe ingerir na gestão das empresas dos nossos associados e nem na escolha dos parceiros comerciais que utilizam. Somos interlocutores das necessidades e defendemos os interesses da categoria junto aos órgãos públicos e privados, incentivamos a qualificação profissional por meio de programas, campanhas, capacitações e treinamentos constantes, e exemplo disso é o quanto lutamos por incansáveis 13 anos para que as agências de viagens finalmente tivessem sua atividade reconhecida por lei. Além disso, contamos com uma assessoria jurídica ativa e atuante, sempre
apta a orientar nossos associados. Indicativos como os bem-sucedidos programas desenvolvidos em parceria com o Sebrae, Proagência 1 e 2 — Programa de Desenvolvimento Setorial em Agenciamento e Operações Turísticas — e o Benchmarking — nacional e internacional — de boas práticas do setor, além de sucessivas capacitações e cursos que promovemos ininterruptamente por todo o Brasil por meio do nosso Instituto de Capacitação e Certificação (Iccabav) são exemplos do empenho da entidade em preparar suas associadas a enfrentarem as atuais e inevitáveis mudanças do mercado. A indústria de viagens passou por muitas transformações na última década, com reflexos em todo o mundo e cabe aos agentes de viagens entenderem e se adequarem a um novo posicionamento empresarial. Cortes no comissionamento e a concorrência acirrada de quem vende direto, sem intermediação de um agente de viagens, colocaram em xeque um modelo de operação que durante anos sustentou a atividade. E este é um cenário que não tem volta, portanto, o momento pede inovação, criatividade e, principalmente, qualificação. É com serviços, e não mais apenas com produtos, que o agente de viagens deve buscar a sua diversificação no mercado e, consequentemente, a fidelidade de seus clientes. Cabe aos empresários escolher seu diferencial competitivo ou então rever a existência do próprio negó-
cio. Reservas de mercado não existem mais e os avanços da tecnologia são irreversíveis — o que é preciso e está ao alcance de todos é a adoção de ferramentas que lhes permitam tirar o melhor proveito dos recursos disponíveis para ganhar competitividade. O agente de viagens do futuro deve ser proativo e encontrar um novo posicionamento dentro da cadeia produtiva do turismo, agregando mais valor a ela. Desenvolver produtos e serviços, em vez de apenas intermediar, convencer-se de que o cliente é a razão da sua existência, e trabalhar em prol dele. Virá daí a sua remuneração, pela efetiva prestação de um serviço diferenciado e não mais simplesmente pela venda intermediada. Não podemos mais depender apenas das comissões dos fornecedores, mas sair em busca de negociações vantajosas, porque cada vez mais as agências de viagens serão reconhecidas como geradoras de demandas de mercado. Em constante transformação, o mercado já testemunhou inúmeras inovações que alcançaram maior ou menor êxito mas evidenciaram a superação dos agentes de viagens. Seguimos com nossa missão de representar e defender os interesses das agências de viagens, sinalizar caminhos e difundir boas práticas, mas — reiteramos — foge inteiramente da alçada desta ou de qualquer outra entidade de classe a gestão direta sobre os negócios das empresas associadas.p
06 A gê nc i as d e v i agen s
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> Alex Souza e Renê Castro
A hora da
mudança
Frente a frente: diretoria da Aviesp “encara” os cerca de 35 agentes de Santos (SP)
Tudo começou quando a Nascimento Turismo pegou o mercado de surpresa ao anunciar que, passando por uma “crise aguda”, conforme classificou o fundador Eduardo Nascimento, estava entrando com pedido de Recuperação Judicial (aceito pela Justiça somente no dia 17 de julho). Boatos de que a operadora não estava bem circulavam no mercado, mas a maior parte da indústria não acreditava que uma empresa com tamanha tradição — 54 anos de história — realmente pudesse viver uma situação tão grave. Resultado: inúmeras agências contabilizando prejuízos por terem de honrar com os compromissos assumidos juntos aos clientes. O problema com a Nascimento Turismo, somado a situações de natureza
semelhante, como a falência da Calcos e da Luxtravel, motivou um grupo de agentes de viagens de Santos (SP) a se reunir periodicamente a fim de debater o rumo dos negócios e de pensar em maneiras de se proteger contra percalços como os observados nesses últimos tempos. A troca de informações, no mínimo, aumenta o conhecimento de todos sobre o mercado. Em uma das reuniões surgiu a dúvida: criar uma nova associação, fundamentada nos interesses específicos dos agentes da Baixada Santista, ou se filiar a alguma entidade já existente? A solução foi sugerir uma reunião com a Aviesp para sentir o modo como a associação responderia aos anseios do grupo. Por que a Aviesp? Pelo fato de ser uma entidade regional – do interior de São Paulo –, em tese mais específica, e por estar um pouco mais
próxima do mercado santista, com a atuação de um diretor regional na cidade — Orlando Santos. O encontro ocorreu na terça-feira, 21, e pode ser considerado um marco para o turismo nacional. Pois em pouquíssimos outros momentos se viu uma reunião tão franca, sincera e sem filtros, com o Jornal PANROTAS presente durante todo o tempo. O encontro foi conduzido a partir de uma pauta pré-desenvolvida pelos agentes santistas, baseada em quatro pilares: 1) benefícios de ser um associado Aviesp; 2) medidas que a associação pretende implementar junto às operadoras a fim de minimizar o impacto gerado por eventuais novas quebras; 3) posicionamento da entidade em relação à abertura de lojas e à realização de feirões por parte das operadoras – nesse último caso, especifi-
camente ao Feirão da Flytour Viagens, marcado para 2, 3 e 4 de outubro, em Santos; 4) e o desenvolvimento de ações de mídia para promover a importância do trabalho dos agentes de viagens junto ao consumidor final. O que se viu ao longo das quase três horas de reunião, na presença da diretoria da Aviesp e de 35 agentes de viagens, foi um debate construtivo, profundo e de alto nível, com a discussão também de itens não inclusos na pauta inicial, principalmente ligados à legislação aplicada ao turismo. Uma das principais lições que se pôde tirar da reunião não é novidade: os agentes de viagens, definitivamente, querem ser ouvidos. De fato! Querem entidades que atuem proximamente a eles. Entidades que interajam, ouçam suas necessidades, proponham soluções e os amparem em situações mais complexas.
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Orlando Santos, Sebastião Martins, Marcos Lucas, Marcelo Matera, Marcelo Oliveira e Daniel Biacareli, diretores da Aviesp
Muitos profissionais se sentem desprestigiados pelas associações de classe, não raro se dizem “abandonados”. Principalmente em um momento de crise como o atual, bastaria que as entidades mostrassem interesse e disposição de estar junto a esses profissionais de maneira periódica. Não apenas em Santos, mas no Brasil todo. A Abav-SP, com seus fóruns, é um bom exemplo. A repercussão da reunião em Santos foi extremamente positiva e, possivelmente, um novo encontro deve ser realizado, dessa vez em Campinas (SP). A real união da classe (e não das entidades) pode estar começando agora.
BENEFÍCIOS
Basicamente, os benefícios de ser um associado Aviesp, apresentados pela diretoria da entidade, são a prestação de assessoria jurídica a cargo do advogado Marcelo Oliveira, blogueiro do Portal PANROTAS (blog.panrotas.com.br/prevenindo/) e também proprietário de agência de viagens; acesso a um seguro de responsabilidade civil que cobre parte de eventuais prejuízos causados por fornecedores; e parceria com o Iccabav, o instituto de capacitação da Abav, para a realização de seis cursos semestrais. Os dirigentes deixaram claro, porém, que ser associado vai além dos benefícios citados. Eles lembraram, por exemplo, não haver no Congresso sequer um deputado “do turismo”, da maneira como vemos parlamentares representando outros setores e até religiões. Ter força em Brasília significa fazer com que os políticos se atentem à importância do turismo para se mobilizar pela causa, o que só acontecerá caso o maior número possível de agentes esteja > Continua na pág. 08
< Continuação da pág. 07
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29 de julho a 4 de agosto de 2015 JORNAL PANROTAS
reunido e representado por uma ou mais associações que trabalhem juntas.
SISTEMA
A “segurança para trabalhar” foi um dos temas mais discutidos ao longo da reunião. Sob o “efeito Nascimento”, os agentes demonstraram grande preocupação em atuar com operadoras que, eventualmente, corram o risco de fechar as portas. Mas como se precaver dessa possibilidade? Como ter certeza que determinada operadora passa por maus bocados ou não? Parte dos profissionais questionou sobre a possibilidade de a Aviesp desenvolver um sistema com dados relativos à saúde financeira das principais operadoras. Foram informados que a associação está desenvolvendo um software – em breve disponível no site – que apresentará certidões fornecidas pela Junta Comercial do Estado de São Paulo. Os diretores da Aviesp lembraram, porém, que certidões negativas não necessariamente refletem a saúde da empresa. Pois muitas vezes o CNPJ pode até estar em dia, mas existe a possibilidade de, fora do Brasil, a operadora estar devendo a fornecedores. Esse foi o caso da Nascimento, que até um mês antes do anúncio de crise honrou determinadas operações e até participou de eventos, como a Feira da Aviesp, onde distribuiu farto material aos agentes. Mas estava devendo alguns milhões de dólares para empresas estrangeiras. Sobre os prejuízos oriundos da quebra de fornecedores, o assessor jurídico Marcelo Oliveira levou um exemplo implementado em Quebec, no Cana-
dá. “Eles criaram uma situação impositiva de que, para tudo que é adquirido no turismo, um dólar canadense é remanejado a um fundo de garantia, que já acumula 200 milhões de dólares canadenses. Existindo um problema, como esses tantos aqui no Brasil, o fundo é automaticamente acionado e resolve o problema do consumidor – internamente, eles tratam da questão com o real causador. Agora, imagine a criação de um fundo como esse no Brasil, quando formos pensar em gestão...” O advogado lembrou também o fato de a legislação do turismo no País ainda ser muito nova, de 2008, e a da aplicada às agências de viagens mais ainda, de 2014. “Ainda é algo em ebulição.” A apresentação do que é o turismo não apenas ao parlamento, mas também ao judiciário, é mais uma das pautas atuais da Aviesp e de associações congêneres. O objetivo é demonstrar a juízes que o
equilíbrio e uma interpretação diferente de processos relacionados ao setor são possíveis. Agências de viagens sofrem em demasia por conta da responsabilidade solidária, com o judiciário tendendo a não observar o lado das empresas porque, muitas vezes, desconhecem os mecanismos do turismo, a relação entre fornecedores, intermediários e clientes. “A união é importante porque com a pulverização fica mais difícil”, resume Oliveira.
OFÍCIO
Uma das soluções nascidas na reunião, ainda sobre o tema “segurança para trabalhar”, foi a Aviesp elaborar um ofício endereçado à Braztoa pedindo que a entidade, de alguma forma, comprove a saúde financeira das associadas. “Por que eu tenho de vender empresa A ou B? Não se trata de equilibrar a relação – é uma necessidade de mercado. As agências têm de ter seguran-
ça para vender”, disse Oliveira, sendo complementado por uma das agentes presentes: “Temos de valorizar o fato de muitas operadoras dependerem da força de venda dos agentes de viagens para conseguirem seus números. Não é justo que apenas as agências sejam obrigadas a provar idoneidade para iniciar um trabalho conjunto”.
FEIRÃO FLYTOUR
Outro momento acalorado da reunião foi o debate acerca do Feirão Flytour, que reunirá 90 agentes em um centro de convenções em Santos para venderem os produtos da operadora diretamente ao público final. A indignação dos profissionais decorre de algumas situações. Uma delas: o fato de 50 das agências presentes serem de outras regiões, contra apenas 30 de Santos e dez de outras cidades da Baixada. “É uma vergonha trazer agências de fora para vender em nossa porta”, criticou Aurelio Costa, da Viagem Yes, em comentário no Portal PANROTAS. Outra bronca dos presentes à reunião: o fato de os agentes terem de vestir a camisa da Flytour Viagens ao longo de todo o feirão. “O agente vai aparecer com a camiseta laranja da Flytour, não vai participar como agência, mas parecendo empregados deles”, indignou-se uma agente. Acompanhando a cobertura do encontro em tempo real pelo Portal PANROTAS, o presidente da Flytour Viagens, Michael Barkoczy, ligou na hora ao presidente da Aviesp para se colocar à disposição dos agentes para uma futura conversa. Marcelo Matera, então, sugeriu que os profissionais preparem uma pauta para um encontro na Flytour Viagens, no qual ele também estará presente, acompanhando os agentes.
BALANÇO
Ao término da reunião, a agente Inês Melo, uma das organizadoras do encontro, mostrou-se satisfeita e destacou a receptividade da diretoria da Aviesp. “Eles estavam totalmente abertos a nos escutar e se atentaram à distância que existia entre os agentes e eles. Nós queremos nos sentir aconchegados. Queremos colo. Acho que esse foi o ponto de partida para mudanças”, disse. O grupo de agentes santistas vai se reunir novamente na primeira quinzena de agosto para decidir entre afiliação à Aviesp ou a partida para um plano B.p
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Conheça alguns dos agentes de Santos Nome: Bianca Pontes Tempo de turismo: 13 anos Agência: DM Tur (16 anos) Principais produtos: lazer Depoimento: “Em um momen-
Nome: Ines Melo Tempo de turismo: 19 anos Agência: Stanfer Turismo (19 anos) Principais produtos: lazer Depoimento: “A lei diz que
to de crise, não vemos nenhuma associação para nos amparar. A dificuldade é encontrar alguém que realmente defenda nossos interesses. Mas também é necessário que os agentes apostem mais em profissionalismo e busquem mecanismos para evitar prejuízos em situações como a atual”.p
somos co-responsáveis [por determinados problemas ao longo da viagem do cliente]. Precisamos de uma associação que vá aos deputados e explique o que realmente acontece. É como uma construtora que ergue um prédio, o apartamento dá problema e a culpa é do corretor”. p
Nome: Fernando Santos Tempo de turismo: 26 anos Agência: Dia Pleno Turismo (cinco anos)
Principais produtos:
eventos corporativos e cruzeiros Depoimento: “Esta é a primeira vez que sentamos para conversar em uma situação que não seja um evento do trade. Queremos uma entidade que esteja junto, que trabalhe conosco e que agregue”.p
Nome: Roberta Perchiavalli Tempo de turismo: 11 anos Agência: Allegra Turismo (11 anos)
Principais produtos:
lazer
Depoimento: “Associações têm que dar respaldo mas acho que a culpa não é delas, mas dos agentes, que não se unem. Não dá para poucas pessoas irem atrás do reconhecimento de uma classe. Nesse contexto, a Aviesp é uma entidade conduzida por donos de agências que vivem os mesmos problemas que a gente”.p
10 Em pre e nd ed o ris mo
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> Artur Luiz Andrade, Brasília (DF)
Para os micro e pequenos O NÚCLEO DE TURISMO E ALIMENTAÇÃO FORA DO LAR DO SEBRAE NACIONAL, QUE FUNCIONA DENTRO DA UNIDADE de Atendimento Setorial — Serviços, tem uma equipe dedicada a projetos e convênios dessa indústria, pronta para municiar os Sebrae regionais de soluções e ferramentas para o micro e pequeno empresário. A gerente adjunta de Serviços, Ana Clévia Guerreiro, conta que existem atualmente 61 projetos de Turismo no Sebrae, além de convênios, como com a Abeoc, MTur, Abottc, CNTur e Abrasel. As maiores demandas vêm do segmento de ecoturismo e aventura, onde o Brasil ainda não está tão bem organizado e desenvolvido como, por
Philippe Figueiredo, Ana Clévia Guerreiro, Graziele Vílela, Rosimar Martins e Geraldo da Costa
PROJETOS NÚCLEO DE CULTURAL
Turismo Cultural Religioso no Vale do Rio Tijucas – Sebrae-SC (R$ 411 mil) Turismo de Experiências – Vida Açoriana e Sabores da Serra – Sebrae-SC (R$ 920 mil) Desenvolvimento do Turismo na Região de Belém e Marajó, na Região do Caeté e na Região Guamá – os três em análise com o Sebrae-PA (R$ 4,41 milhões) Circuito Turístico Fé no Coração do Brasil – em análise pelo Sebrae-GO (R$ 824 mil) ECOTURISMO
Desenvolvimento do Turismo Cultural e Ecoturismo na Região dos Quilombos – Sebrae-AL (R$ 1,26 milhão) Rota das Emoções e seus Novos Desafios – Sebrae-CE, Sebrae-MA e Sebrae-PI (R$ 1,2 milhão) Salão do Turismo Rota das Emoções (terceira edição) – Sebrae-CE (R$ 709 mil) Turismo e Cultura na Regional Norte de Goiás com foco no ecoturismo – Setur-GO (R$ 1 milhão) Turismo na Região Oeste de Goiás e Brasil Centro – Sebrae-GO (R$ 1,3 milhão) Novo projeto de Turismo em Goiás – Sebrae-GO (R$ 410 mil) Turismo no Polo Araguaia, com foco no ecoturismo – Sebrae-MT (R$ 483 mil) Turismo na Chapada dos Guimarães e no Pantanal – Sebrae-MT (R$ 1,67 milhão) Brasil Centro – Sebrae-MT (R$ 386 mil) Novo projeto de Turismo no Piauí –
T UR IS M O D O S EB R A E
em análise (R$ 912 mil) Estruturação do Polo Ecoturístico e Produtivo de Taquaruçu – Sebrae-TO (R$ 3 milhões) Turismo e Produção Associada no Tocantins – Sebrae-TO (R$ 1,5 milhão) Turismo na Serra do Cipó – Sebrae-MG (R$ 168 mil) Fomento ao Turismo nas Unidades de Conservação – Arraial do Cabo, Parque Nacional de Itatiaia, Parque Nacional da Tijuca, Parque Nacional da Serra dos Órgãos, Parque Nacional de Jurubatiba e Parque Nacional de Bocaina – Sebrae-RJ (R$ 1,1 milhão) Fortalecimento do Turismo de Observação de Baleias no Litoral Catarinense – Sebrae-SC (R$ 1,6 milhão) Brasil Central – Sebrae-DF (R$ 386 mil) Brasil Central – Sebrae-MS (R$ 386 mil) Ecoturismo e Turismo de Aventura na Serra da Bodoquena – Sebrae-MS (em análise, R$ 2,3 milhões) Ecoturismo e Turismo de Aventura em unidades de Conservação do Espírito Santo – Sebrae-ES (em análise, R$ 1 milhão) NEGÓCIOS E EVENTOS
Turismo de Negócios e Eventos em Belo Horizonte – Sebrae-MG (R$ 202 mil) Turismo de Negócios e Eventos em Londrina/MICE – Sebrae-PR (R$ 1,4 milhão) Turismo de Negócios e Eventos em Maringá/MICE – Sebrae-PR (R$ 589 mil)
Turismo de Negócios e Eventos em Curitiba/MICE – Sebrae-PR (em análise, R$ 896 mil) Fortalecimento do Turismo de Negócios e Eventos da Grande Florianópolis – Sebrae-SC (R$ 1,7 milhão) Turismo de negócios e Eventos – Grande Vitória – Sebrae-ES (em análise, R$ 309 mil)
Doce e Pampa Gaúcho – Sebrae-RS (R$ 311 mil) Ruraltur – Feira de Turismo Rural no Rio Grande do Norte – Sebrae-RN (R$ 676 mil) Agroturismo nas Montanhas Capixabas – Sebrae-ES (R$ 150 mil) Circuito Turístico Quintais de Goiás – Sebrae-GO (R$ 50 mil)
SOL E PRAIA
GERAL
Turismo Náutico na Costa Verde – Sebrae-RJ (R$ 249 mil) Fortalecimento do Turismo de Sol e Praia na Costa Esmeralda – Sebrae-SC (R$ 588 mil) Desenvolvimento Sustentável do Turismo Náutico Catarinense – Sebrae-SC (R$ 831 mil) Projeto Turístico de Sol e Praia em Alagoas – Sebrae-AL (R$ 533 mil) Projeto Integrado de Sol e Praia em Gurirí e Itaúnas – Sebrae-ES (em análise, R$ 315 mil) Rota das Falésias – Cenário das Cores – Sebrae-CE (em análise, R$ 823 mil)
Roteiro Integrado Rio Serra Mar – Sebrae-RJ (R$ 1,43 milhão) Tour da Experiência Caminhos do Brasil Império – Sebrae-RJ (R$ 809 mil) Gestão Turística e Sustentável dos Meios de Hospedagem – Sebrae-RJ (R$ 1,27 milhão) Turismo de Experiências Paraíba – Sebrae-PB (R$ 1,37 milhão)
RURAL
Fomento do Turismo Rural no Rio de Janeiro – Sebrae-RJ (R$ 189 mil) Rota do Café Norte do Paraná – Sebrae-RJ (R$ 160 mil) Turismo Rural em Roraima – Sebrae-RR (R$ 200 mil) Turismo Rural em Campo Grande e Região Central – Sebrae-MS (R$ 273 mil) Turismo Rural em Sergipe – SebraeSE (R$ 366 mil) Turismo Rural nas Regiões Costa
TOTAL PROJETOS: cerca de R$ 43 milhões CONVÊNIOS: R$ 17,7 milhões com o
MTur, de 2013 a 2017, em cooperação técnica e financeira; R$ 5,56 milhões com a CNTur, para o Projeto Avançado na Gestão de Micro e Pequenas Empresas, de 2014 a 2016; R$ 1,37 milhão com a Abeoc, para a Qualificação da Gestão na Micro e Pequenas Empresas, de 2014 a 2015; e R$ 4,4 milhões com a Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais, no projeto Trem é Turismo, de 2014 a 2016. TOTAL CONVÊNIOS: R$ 29 milhões TOTAL: R$ 72 milhões
Fonte: Sebrae Nacional
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exemplo, em sol e praia ou viagens corporativas. Praticamente todas as regiões têm projetos em vigor ou em análise nos Estados, via Sebrae (veja box na página anterior) . “O turismo está dentro de serviços pois tem correlação com diversos setores”, diz o diretor de Administração e Finanças do Sebrae, José Claudio dos Santos. Segundo ele, de 2015 a 2018, o turismo tem um orçamento de cerca de R$ 100 milhões no Sebrae, para atender os 61 projetos, envolvendo 20 Estados. Nesse período, o setor de Turismo do Sebrae fará cerca de 125 mil atendimentos, que são efetuados pelas unidades do Sebrae de cada Estado. Segundo José Cláudio, o atendimento do Sebrae aos micro e pequenos empresários é fundamental para ajudá-los na implantação e nos primeiros passos de seus negócios. Em 2002, de acordo com ele, a média de pequenas empresas que sobreviviam aos dois primeiros anos era de 48%. Hoje, esse índice já está em 75%. Inovação, sustentabilidade, gestão financeira, acesso a crédito, análises de mercado são algumas das áreas de soluções do Sebrae aos empreendedores. “Cada negócio tem uma solução diferente, depende da etapa do projeto, da formação dos empresários”, explica o diretor do Sebrae. “Nosso esforço é para que haja um ambiente mais formalizado entre esses micro e pequenos empresários”. O Sebrae trabalha no Congresso para que o limite de faturamento anual de uma micro ou pequena empresa seja de R$ 7,4 milhões, no lugar dos atuais R$ 3,6 milhões, o que abrangeria mais empresas ainda pequenas, mas hoje não contempladas pelo Simples.
60% DOS EMPREGOS A estimativa do Sebrae, para todos os segmentos, é chegar a 2022 com 15 milhões de micro e pequenos negócios formalizados no Brasil: 5,4 milhões de micro e pequenas empresas (hoje em 2,6 milhões), e 9,6 milhões de micro empreendedores individuais (hoje em cinco milhões). De acordo com José Claudio dos Santos, esses micro empreendedores e micro e
pequenas empresas respondem por cerca de 60% dos empregos do País, 40% da massa salarial e 27% do PIB nacional. E onde está o maior volume de novas ocupações. Mesmo com as dificuldades atuais da economia, o Sebrae acredita no crescimento dessa formalização e coloca à disposição dos empresários soluções, ferramentas e cases de sucesso que podem ajudar nos primeiros passos e novas etapas de cada empresa. “Temos duas mil pessoas do Sebrae nas ruas buscando esses pequenos empreendedores, com foco na inovação. Inovar no negócio é a solução”, conclui o diretor do Sebrae.p
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BANCODEDADOS EQUIPE DE TURISMO SEBRAE NACIONAL
ll Gerente Unidade de Atendimento Setorial Serviços – André Spínola ll Gerente adjunta – Ana Clévia Guerreiro ll Analistas: Geraldo Henrique da Costa – analista de Turismo; Germana Barros – analista de Alimentação Fora do Lar; Graziele Vilela – analista de Turismo; Karen Sitta – analista de Alimentação Fora do Lar; Philippe Fauguet Figueiredo – analista de Turismo; e Rosimar Martins – estagiário. José Claudio dos Santos, diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional
ll Contatos: (61) 3348-7357 ou 7764p
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A nova geração de consultores de viagens de luxo aos pés do Brasil
Simon Mayle (simon.mayle@reedexpo.co.uk/ @ILTM_events), gerente da ILTM Americas e da Travelweek São Paulo by ILTM
Não há dúvida de que o Brasil está na lista dos viajantes de alto padrão dos quatro cantos do mundo. Sortudo por estar morando nesse país incrível há quase um ano, apenas agora eu comecei a entender as possibilidades fantásticas que o Brasil tem a oferecer ao turista high-end — de viagens em família às aventuras, passando por cultura, tradição e por um vasto leque de empreendimentos que abrange de hotéis-boutique de luxo a praias escondidas. Porém, quando os viajantes de luxo da Europa, dos Estados Unidos, da Ásia, da África ou da Áustrália vêm para o Brasil ou para a América do Sul, eles tendem a confiar no conhecimento, na experiência e nos contatos dos agentes de viagens para planejar cada passo da jornada. Uma nova geração de agentes focados no público high-end vem combinando o olhar crítico com experiências pessoais, também acrescentando ou recomendando atividades pouco conhecidas, opções de gastronomia ou de lugares que ajudam os clientes a organizar seu ativo mais valioso: o tempo.
E é exatamente esta nova geração de consultores de viagens de luxo, oriundos de mercados influentes da América do Norte, os convidados do encontro de negócios de viagens de luxo mais importante da região — a ILTM Americas (www.iltm.com/americas). Marcado para o período entre 28 de setembro e 1º de outubro, no Fairmont Mayakoba, na Riviera Maia (México), a ILTM Americas reuniará 285 dos melhores planejadores de viagens, designers e agentes, tanto da nova geração quanto da geração já consagrada. Trata-se de uma ocasião de ganha-ganha para todos os envolvidos, com oportunidades de negócios sendo discutidas cara-a-cara entre compradores de mercados da América do Norte, de onde vêm os viajantes mais gastadores e fornecedores dos melhores produtos internacionais. O Brasil estará construindo uma imagem na ILTM Americas deste ano com a presença do Fasano e das propriedades da rede Belmond — Hotel das Cataratas e Copacabana Palace — com a expectativa de atrair a atenção e os
negócios dos mercados da América do Norte e do México. Porém, se pensarmos que as palavras da moda no setor de viagens de luxo da atualidade são “autenticidade”, “conhecimento profundo” e “experimental”, veremos que há uma série de outros empreendimentos e experiências no Brasil que se beneficiariam do encontro com os donos da Felgueres Travel, do Lozano Travel e do ITG Mexico ou com agentes especializados na indústria de entretenimento da New Act Travel e da Pro Travel. Outros países da América do Sul estão em papel de destaque no jogo devido a seus órgãos de Turismo, que não apenas estimulam, mas facilitam a presença de uma vasta gama de propriedades na ILTM Americas. O pavilhão 13 será dedicado à Argentina, o 10 ao Peru e o 8 à Colômbia — Peru e Colômbia também promoverão apresentações específicas a compradores. São países que entendem o valor do turismo sustentável de alto padrão para a economia de toda a comunidade. E quanto ao Brasil?
PAN N o t a s Quinta a sábado A Abav Expo 2015, ou Feira da Abav, terá novidades de funcionamento este ano. A cerimônia de abertura, que no ano passado ocorreu na noite anterior ao primeiro dia da feira, será de manhã, antes do início da exposição. Acontecerá às 9h30, no Auditório Elis Regina, no Anhembi, em São Paulo. A feira funcionará das 12h às 20h, nos dias 24, 25 e 26 de quinta-feira a sábado, exclusiva para profissionais de turismo
Inscreva-se A inscrição para a Abav Expo 2015 é gratuita até 31 de julho para agentes de viagens não associados. Agentes abavianos entram de graça mesmo fazendo a inscrição no dia. Segundo Antonio Azevedo, presidente da entidade, já havia, na semana passada, cerca de três mil inscritos.
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> Alex Souza e Henrique Santiago
Mais uma
estrela
Cerimônia na Base Aérea de Guarulhos (SP), para a imprensa
Há 17 anos, José Efromovich não imaginava que o avião recebido pelo irmão como pagamento de uma dívida poderia ser o embrião de uma futura companhia aérea. Depois, no início dos anos 2000, também não imaginava que sua empresa de táxi aéreo,
a Ocean Air, viria a ser rebatizada com o nome de uma grande marca sul-americana e que, no longínquo 2015, tornaria-se parte de uma das principais alianças de companhias aéreas do mundo: a Star Alliance. Essa foi a tônica dos discursos do empresário na quarta-feira, 22, tanto na
Comissários na escada de acesso ao A-320 pintado com as cores e logo da Star Alliance
cerimônia de oficialização da Avianca Brasil na Star Alliance, pela manhã, quanto na festa oferecida a parceiros, à noite. “Nunca imaginaríamos que aquele avião viraria a melhor empresa em qualidade de serviço e frota do Brasil. E agora trazendo o País de volta à Star Alliance, ligando nossos oito milhões de passageiros a todo o mundo”, disse o empresário, emocionado. Efromovich também fez questão de mencionar a sequência de conquistas da companhia ao longo dos anos, como o fato de o share no mercado brasileiro ter saltado de 2% em 2010 para 9% em 2015. “Somos a única empresa aérea do Brasil a crescer organicamente, sem fusões, aquisições ou investimentos”. Ainda sobre a fatia de mercado ocupada pela companhia, ele destacou que, nas rotas operadas pela Avianca Brasil, o share sobe para 18%. “No trecho Guarulhos-Salvador temos 30%; entre Guarulhos e Recife, 23%; de Guarulhos a Fortaleza, 21%. Na ponte aérea somos quase
20%. E do Galeão para Brasília chegamos a 30%”, enumerou. Voando para 22 cidades brasileiras – além de Bogotá, a partir de Fortaleza – a Avianca Brasil possui 41 aeronaves na frota e aumentará a capacidade em 15% nos próximos meses, devido à troca de oito Fokker 100/ MK-28 por oito A320 – esse incremento de oferta será o responsável por absorver a demanda esperada com o ingresso na Star Alliance.
CRISE?
A crise econômica e política no País não parece assustar o presidente da Avianca Brasil, que garantiu não ter planos de demitir funcionários ou diminuir o número de rotas atendidas. Não há, também, planos para a implementação de um hub no Nordeste. “Estamos olhando as possibilidades mas não há necessidade nesse momento. Para 2016 vai depender de vários fatores”, explicou o empresário, referindo-se basicamente a uma possível recuperação do País
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e ao esperado aumento de tráfego a ser gerado pelo ingresso na aliança. “Temos hubs em São Paulo, Rio de Janeiro de Brasília. E a maior parte das companhias estrangeiras chega ao País por Guarulhos e Galeão, por isso estamos focando nas conexões. Nossos parceiros [de Star Alliance] Tap e Copa Airlines voam para muitas cidades, procurando fazer o atendimento direto. Quando isso não ocorre, cabe a nós fazer o transporte do passageiro para onde ele quiser chegar.”
PARCERIAS
Com a entrada na Star Alliance, os membros do programa de fidelidade da Avianca Brasil, o Amigo, já podem resgatar pontos junto às 27 aéreas da aliança. Os acordos de code-share, no entanto, serão negociados individualmente ao longo dos próximos seis meses. O que há no momento são os acordos interline.
MAIS UMA STAR Embora o ingresso da Avianca Brasil na Star Alliance seja a boa notícia do momento, o mercado tem consciência da limitação da malha aérea da companhia. Por conta disso já há movimentação para que uma outra brasileira, a Azul, também faça parte da aliança. Perguntado sobre isso, o CEO do grupo, Mark Schwab, desconversou, mas deu a entender que o tamanho do Brasil possibilita a presença da duas companhias. Presente à cerimônia, o presidente da Tap, Fernando Pinto, que agora tem o CEO da Azul, David Neeleman, na sociedade da empresa, revelou que sim: há negociações em andamento para a entrada da Azul.p
bancodedados Avianca no Brasil
ll Funcionários: 4,2 mil ll Frota: 41 aeronaves ll Cidades atendidas: 22
no Brasil e uma no Exterior (Bogotá) ll Passageiros transportados (até 2014): 100 milhões ll Em 2014: 8 milhões ll Programa Amigo: 2,7 milhões de membros
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Mark Schwab, presidente da Star Alliance, parabeniza José Efromovich, presidente da Avianca Brasil
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> Continua na pág. 16
Flashes
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Avianca Brasil na Star Alliance
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< Continuação da pág. 15
1 Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, e German Efromovich, presidente do Synergy Group 2 José e German Efromovich, presidentes da Avianca Brasil e do Grupo Synergy, respectivamente 3 José Guilherme Alcorta, diretor executivo da PANROTAS, e Daniela Bergamini, gerente da Imaginadora 4 Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, Viviânne e Bernardo Martins, da Academia de Viagens, e Paulo Amorim, da Alagev 5 Gustavo Esusy, da Copa Airlines, Ian Gillespie, da Avianca Internacional, e Dannis Cary e Diógenes Toloni, também da Copa 6 Show do Monobloco com muita percussão e belas dançarinas 7 Altamiro Médici, gerente de Vendas Brasil e country manager interino da SAA no Brasil, Louis du Plessis, chefe global de Vendas e Alianças, o CEO interino da SAA e CEO da Mango, low cost da empresa sul-africana, Nico Bezuidenhout, sua esposa, Glynis, VP da Mango Airlines, e Marc S. Cavaliere, vice-presidente executivo América do Norte 8 José Efromovich, Wilson Sampaio, German Efromovich e Frederico Pedreira, da Avianca
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Efeitos da crise A Tam anunciou que cortará de 8% a 10% de sua oferta doméstica para adequar a empresa ao novo momento econômico do Brasil. “Diante de um cenário desafiador no País, provocado pelo aumento da inflação e pela alta do dólar em relação ao real, resultando numa desaceleração do setor aéreo, a companhia começa, a partir de agora, uma redução gradual de suas operações no mercado doméstico que será, aproximadamente, de 8% a 10%. Isto implica na revisão do guidance de capacidade (ASK) no mercado doméstico brasileiro de 0% para uma contração de 2% a 4% em comparação com 2014”, disse a empresa em comunicado. Ou seja, a previsão de manter os números de 2014 foi substituída por uma queda de até 4% no doméstico. A aérea informa, ainda, que não deixará de operar em nenhum dos destinos onde hoje está presente e que prevê a demissão de menos de 2% dos funcionários, “já incluindo a rotatividade natural da empresa”. “Não haverá impacto nas equipes de tripulação, dados os planos de crescimento de médio prazo. A companhia dará apoio aos colaboradores impactados por meio de consultorias especializadas em recolocação profissional”. “A Tam está tomando esta medida para enfrentar um contexto econômico difícil no Brasil, por isso, se faz necessário buscar ajustes de malha sem prejudicar a conectividade dos nossos passageiros e fortalecendo ainda mais a nossa competitividade no País”, afirma Claudia Sender, presidente da Tam S.A. e da Tam Linhas Aéreas. “Seguimos acreditando na retomada do crescimento do nosso País e essa adequação não afeta a estratégia de longo prazo da empresa, que inclui a renovação da frota, o projeto de estudo de viabilidade do hub Nordeste e de contínuo fortalecimento dos hubs de Brasília e São Paulo/ Guarulhos”, finalizou.p
Claudia Sender, presidente da Tam
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> Danilo Alves, Ribeirão Preto (SP)
2 décadas Fundação da Passaredo Linhas Aéreas, com três Embraer 120
1995
1997 Companhia recebe primeiro A310300 para operar charters, em parceria com um pool de operadoras
Dois anos depois chegaram mais duas aeronaves ATR 42-300
1999
2002 Companhia suspende as operações
Divulgação
O A310-300 da companhia em 1997
... retomando dois anos depois, com Embraer 120
2004 COM UMA HISTÓRIA REPLETA DE ALTOS E BAIXOS E VIVENDO ATUALMENTE EM MEIO A UMA RECUPERAÇÃO JUDICIAL, A PASSAREDO TRANSPORTES Aéreos completou 20 anos de operações no último dia 3. Com cerca de 900 colaboradores, a aérea opera atualmente em 21 destinos do território brasileiro, dos quais 60% considerados regionais. Fundada por José Luiz Felício e presidida por José Luiz Felício Filho, a empresa vive um momento bastante positivo. O processo de Recuperação Judicial, iniciado em 2012, deverá chegar ao fim em setembro de 2016. Pelo menos é o que estima o vice-presidente executivo da aérea, o comandante Fernando Paes de Barros. Segundo ele, os resultados obtidos pela companhia nos últimos meses, com a reformulação do produto e o aumento de ocupação após o codeshare com a Tam, foram fatores cruciais para elevarem a receita. “Fizemos uma reestruturação, padronizamos a frota com ATRs 72 e otimizamos nossa malha aérea. Com isso, retomamos o acordo de codeshare com a Tam e vimos os números saltarem. Nossa pontualidade média em 2015 está em 87%, regularidade em 94% e transportamos mais de 600 mil passageiros no primeiro semestre”, disse o executivo. Vale lembrar que esta não foi a primeira vez que a Passaredo se vê diante de uma crise financeira. Em 2002, diante de uma crise cambial e com o intuito de preservar o patrimônio da empresa, José Luiz optou por encerrar as operações, retornando dois anos depois, em 2004, com mais força. Em 2009 chegou a ter 15 ERJ-145 e iniciou voos para destinos como Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Bauru (SP), Barreiras (BA) e Presidente Prudente (SP). Foi nessa época que a empresa praticamente dobrou a malha aérea e se consolidou como uma das principais
19 Inicia expansão da malha, com frota composta por 15 ERJ 145
2009
2012 Em maio, recebe seu 1º ATR 72-600
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Em outubro, entra com pedido de Recuperação Judicial
2015
2012
Ainda em RJ, opera 21 destinos em território brasileiro e conta com 14 ATR 72 na frota Divulgação
O ATR 72 atualmente na frota
companhias regionais do País. As recentes mudanças de estratégia, que incluíram a padronização da frota por ATR 72 (600 e 500) e a reformulação do produto fizeram com que a Passaredo atingisse bons números nos últimos meses. A companhia e a Tam iniciaram em junho passado o acordo de código compartilhado que haviam assinado em dezembro de 2014. Desde então, os clientes podem comprar pelos canais de venda da Tam as passagens com origem ou destino para dez localidades operadas pela Passaredo. As cidades são: Araguaína (TO), Barreiras (BA), Cascavel (PR), Dourados (MS), Pampulha (MG), Rondonópolis (MT), Sinop (MT), Três Lagoas (MS), Uberaba (MG) e Vitória da Conquista (BA). “Nossa estratégia é manter e fortificar cada vez mais essa união. Queremos ser o braço da Tam em destinos que eles não conseguem alcançar e vice-versa. É um acordo benéfico para as duas empresas e que já se mostrou bastante oportuno”, explicou o VP.
A parceria, aprovada pela Anac e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), também permitirá, em breve, um só check-in para todo o itinerário, incluindo conexões e trechos exclusivos da Passaredo, permitindo ao passageiro despachar a sua bagagem uma única vez, diretamente para o destino final. Em tempo: o gerente comercial e Marketing da Passaredo, Jaelcio França, revelou também que as agências e consolidadoras são responsáveis por 68% dos passageiros embarcados, contra 12% de vendas diretas (B2C e central de vendas). “Nós só temos que agradecer a parceria com o trade, que sempre foi parceiro da Passaredo, assim como todas as associações e entidades do nosso setor”, disse o executivo.
AVIAÇÃO REGIONAL “Uma ótima ajuda para a Passaredo seriamos avanços do Plano de
Aviação Regional, que não sai nunca do papel”, afirmou Paes de Barros. Para ele, tal medida deve estar baseada em três pilares: regulamentação, investimento e incentivos. “Precisa ter primeiro uma regulamentação para distinguir o que é aviação regional e o que não é. O Brasil fez a burrice de não ter leis específicas para esse tipo de atividade. Um Boeing 777 e um ATR são tratados da mesma forma pelas leis brasileiras”, explicou o VP. “Investimentos em aeroportos regionais, para que eles cumpram as exigências da legislação, e incentivos de isenção tarifaria ou de navegacao aérea para o operador também devem ser levados em conta”, completou. De acordo com o comandante, são esses três itens, que se trabalhados corretamente pelo governo, farão com que as empresas regionais se sustentem e “permaneçam no ar”. O programa de aviação regional foi criado em 2012 com o objetivo de conectar o Brasil e levar desenvol-
vimento e serviços sociais a lugares distantes dos grandes centros. Para isso, a Secretaria de Aviação Civil (SAC) vai investir cerca de R$ 7,3 bilhões na construção ou reforma de 270 aeroportos em todo o território nacional. Segundo a SAC, a ideia é deixar 96% da população a pelo menos 100 quilômetros de um terminal de passageiros. Atualmente, 40 milhões de pessoas estão a uma distância maior que esta de um aeródromo e apenas 77 aeroportos regionais operam voos comerciais com regularidade. p
BANCODEDADOS PASSAREDO:
ll Fundação: 3/7/1995 ll Presidente: José Luiz Felício Filho ll Colaboradores: 900 ll Frota: 14 ATR 72 ll Destinos: 21 ll Site: www.voepassaredo.com.br
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Divulgação
SONHO
A NTIG O UM DOS SONHOS ANTIGOS DA FAMÍLIA FELÍCIO FOI REALIZADO EM MARÇO DESTE ANO, JÁ EM COMEMORAÇÃO AOS 20 ANOS DA COMPANHIA, A EMPRESA LANÇOU A
Pass, sua revista de bordo, distribuída gratuitamente aos clientes. Com periodicidade mensal e circulação na primeira quinzena de todo mês, a Pass conta com matérias com conteúdos diversificados, abrangendo dicas culturais e gastronômicas, destinos turísticos, moda, beleza, esporte, saúde, negócios, entrevistas e informações sobre a companhia. “A revista é mais uma plataforma de comunicação oferecida pela empresa para seus clientes e parceiros. O feedback que temos recebido é de total aceitação do público”, afirma o gerente comercial e de Marketing, Jaelcio Françap Comandante Fernando Paes de Barros, vice-presidente da companhia
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Cruzeiros marítimos
Terra, mar... e ar Os cruzeiros marítimos de volta ao mundo são um dos produtos mais cobiçados e com valor agregado da indústria de viagens. Em uma empresa de luxo, como a Crystal Cruises, é a famosa viagem dos sonhos. Pois a companhia marítima, premiada por seus serviços e equipamentos, deu alguns passos à frente dos concorrentes e anunciou, ao mesmo tempo, três novos navios, venda de residências a bordo deles, a entrada nos segmentos de iate e cruzeiros fluviais, e ainda um avião 787 Dreamliner, da Boeing, próprio da empresa e que tornará as incríveis viagens de volta ao mundo em um produto ainda mais impressionante. Tudo isso parte da comemoração dos 25 anos de atividades da companhia marítima de luxo e da chegada do novo acionista, a Genting Hong Kong, que entregará à empresa em 23 de dezembro o Crystal Esprit, que inicia as operações para a marca Crystal Yacht Cruises.
Navios da classe Exclusive farão expedições aos polos (perspectiva artística/divulgação)
IATE
O Crystal Esprit foi completamente redesenhado para atender aos padrões da Crystal Cruises e acomoda apenas 62 hóspedes. Tem três mil toneladas e oferece um ambiente de hotel-butique, segundo a própria Crystal. Entre os diferenciais do iate estão um submarino para dois pas-
sageiros, quatro botes de borracha Zodiac de dez lugares para excursões e uma lancha Wider de 32 pés para outras aventuras. Esqui aquático, wakeboard, caiaques, jet-ski, pesca, mergulho com tanques e equipamento de snorkel também estarão disponíveis para os viajantes do iata. A Crystal Yacht Cruises será all inclusive e oferecerá a maioria de seus
itinerários para um período de sete dias, com alguns roteiros menores. A primeira viagem, de dezembro, vai explorar as Ilhas Seychelles, no Oceano Índico, seguida de um pós-cruzeiro para o Ano Novo no Taj Dubai Hotel, nos Emirados Árabes. Até 31 de agosto, somente os membros do programa de fidelidade Crystal Society poderão fazer reservas para os itinerários do iate por Seychelles, Dubai e a Costa Adriática.
EPICENTRO DO LUXO
Esses e os demais anúncios foram feitos simultaneamente pelo CEO e presidente, Edie Rodriguez, e pelo chairman, Tan Sri Lim Kok Thay, durante os cruzeiros anuais do Presidente e do Chairman, a bordo dos navios Crystal Serenety e Symphony, respectivamente. “Nossa meta é fazer da Crystal Cruises o centro do que será o principal portfólio de marcas de hospitalidade de luxo e lifestyle do mundo, em um futuro próximo e nos anos que seguirão”, disse o chairman da companhia.
CRUZEIROS FLUVIAIS
Para a primavera de 2017, a novidade da Crystal Cruises será a Crystal River Cruises, com roteiros fluviais de categoria seis estrelas, incluindo alta gastronomia e excursões exclusivas. Será a estreia da Crystal Cruises no segmento de cruzeiros fluviais, apontado como um dos que mais crescem no mundo.p
informações www.crystalcruises.com. No Brasil, a Crystal Cruises é representada pela Pier 1: www.pier1.com.br/crystalcruises
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NOVOS NAVIOS
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DREAMLINER
PR Ó PR IO
para 2017 está previsto o início de operações da Crystal Luxury Air, que oferecerá extravagantes viagens ao redor do mundo, a
Submarino para dois: um dos minos do Iate
No final de 2018, a Crystal promete a chegada do primeiro de três novos navios da classe Crystal Exclusive, que poderão fazer expedições aos polos, pois terão a tecnologia que permite navegar nas águas congeladas. Hoje a Crystal tem dois navios, o Serenity e o Symphony, e sua frota triplicará, incluindo o iate. A Genting Hong Kong assinou carta de intenções com a Lloyd Werft, da Alemanha, para construir os novos navios. O objetivo é oferecer navios de expedição com todos os produtos e serviços de um navio tradicional de cruzeiros. As novas embarcações acomodarão cerca de mil passageiros, e terão mais de 100 mil toneladas cada, o que dá a noção da quantidade de espaço disponível por viajante. No topo dos navios haverá um deque com 48 residências, dentro da nova classe Crystal Residences. Restaurante privativo, pé direito mais alto que nos navios concorrentes e com o tamanho e facilidades de apartamentos em terra, as residências terão de 55 a 370 metros quadrados, para que poucos felizardos chamem o navio de “minha casa”. Eles poderão comprar essas casas e chamá-las de seu segundo lar. Os novos navios também terão mínimo de 37 metros quadrados nas suítes, aumento do pé direito nas mesmas, mil tripulantes a bordo para aumentar a exclusividade do serviço, chefs estrelados pela Michelin e amenidades como submarinos, helicópteros e os botes Zodiac. p
bordo do Boeing 787 Dreamliner e com o padrão seis estrelas Crystal. No lugar dos cerca de 300 as-
sentos regulares da aeronave, o Dreamliner da Crystal terá apenas 60 poltronas padrão business class. Os itinerários terão média de 28 dias, visitando de dez a 12 locais desejados, remotos e com o que há de melhor em hospedagem e gastronomia. p
22 Eventos
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> Artur Luiz Andrade
Mais que rebatizado
O Grupo Chieko Aoki Management está lançando o Villa Blue Tree – Espaço de Eventos, localizado na Chácara Santo Antônio (São Paulo), no lugar onde funcionava o Villa Noah, que já era do grupo. Segundo a presidente Chieko Aoki, a mudança não se resume apenas na troca do nome do espaço. “Fizemos um projeto amplo, com revisão de conceitos e unificamos todos os processos da casa, para operar da mesma forma como os hotéis hoje trabalham em eventos. Nossas unidades se destacam com suas áreas de eventos e esta é uma referência importante para os clientes. Além disso, o Villa Blue Tree passou por retrofit e foi totalmente renovado”. As melhorias vão desde a troca no tipo do piso ao tratamento acústico. O Villa Blue Tree – Espaço de Eventos tem área de sete mil metros quadrados, com capacidade para receber cerca de quatro mil pessoas em um único evento, um grande diferencial na capital paulista. Também conta com a possibilidade de realizar dois eventos simultaneamente sem que um se comunique com o outro, inclusive com entradas distintas. Segundo a empresa, já há reservas para todos os sábados até 2016, mostrando o quão consolidada está a marca. O diretor-geral do Noah Gastronomia, Felipe Nishimura, explica que a empresa manterá suas atividades focadas na gastronomia, com os serviços de banqueteria, catering, bem como o serviço de A&B para os hotéis e os restaurantes Noah nas unidades Blue Tree Faria Lima, Morumbi, Verbo Divino, Paulista e no novo Blue Tree Premium Alphaville, que inicia suas atividades em soft opening no dia 1º de agosto. O constante crescimento do mercado de eventos foi, segundo a rede, decisivo para a decisão de reforçar sua atuação no setor, associando o nome do espaço à Blue Tree Hotels, uma das maiores redes do País. “Qualidade é uma palavra que marca toda a trajetória da Blue Tree, que oferece sempre soluções completas aos seus hóspedes e clientes corporativos. Este é o DNA que agora também fará parte do novo Villa Blue Tree – Espaço de Eventos”, explica Nishimura. “O que sempre busco em meus empreendimentos é expressar a alma Blue Tree de uma maneira única. E o Villa Blue Tree não será diferente, é caminho que vem adotando desde a sua origem e agora, com foco ainda mais forte para que a excelência em atendimento e inovação sejam diferenciais importantes do Blue Tree Espaço de Eventos. É a grande oportunidade de juntar, fortalecer e ter maior presença de nossas atividades de eventos, catering e de gastronomia para âmbito além de nossos hotéis. Queremos ampliar e dar salto em gastronomia com excelência e muitas novidades”, afirma Chieko Aoki, presidente do Grupo Chieko Aoki.p
Felipe Nishimura e Chieko Aoki
Homenagem a
Chieko A o k i
A empresária Chieko Aoki, presidente da Blue Tree Hotels, recebeu o título de Personalidade de Vendas 2014, da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB). Pre-
sidida por Latif Abrão Jr., a associação, que tem quase 60 anos de atuação, premia, desde 1962, os destaques de Vendas do ano. O presidente da entidade elogiou o trabalho da hoteleira, destacando a qualidade como seu principal foco. “Os empresários brasileiros têm de ser homenageados sempre. Nós resistiremos”, disse ele. A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza e uma das melhores amigas de Chieko, fez uma homenagem citando as principais características da presidente da Blue Tree e aproveitou para pedir que os empresários presentes continuem investindo e divulgando as coisas boas que estão acontecendo no
País. “A inadimplência está sob controle, vejo investimentos em várias áreas. Sim, vivemos uma crise séria, que afetou a confiança do consumidor, mas já passamos por tantas crises com nossa força. Vamos continuar”. Além das homenagens a Chieko Aoki, que se disse feliz e emocionada com o título recebido, o evento contou com a reprodução, em menor escala, da cerimônia do chá japonesa. Uma forma que a sra. Aoki encontrou de retribuir a homenagem a todos os presentes e à ADVB. “Espero que vocês lembrem desse momento por muitos anos e obrigada por dedicarem parte de seu precioso tempo para estarem aqui comigo nesta manhã”, disse. Quatro ex-agraciados estiveram no evento: João Doria Jr., do Lide, Sônia Hess de Souza, da Dudalina, José Carlos Pinheiro Neto, da GM, e André Beer, que também recebeu a homenagem na GM.p
Homenagem da ADVB: José Carlos Pinheiro Neto, André Beer, Takahiro Nakamae, Sonia Hess, Luiza Helena Trajano, Latif Abrão e João Doria com Chieko Aoki ao centro
24 Destinos
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> Suzana Liskauskas, Berlim (Alemanha) – Especial para o JP
Nova a
cada instante Divulgação
Portão de Brandemburgo, localizado na Unter den Linden, principal rua da cidade, onde estão os museus mais famosos e o Hotel Adlon
HÁ 70 ANOS, O MUNDO COMEMORAVA O FIM DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL E ASSISTIA COM ENTUSIASMO À RENDIÇÃO DA ALEMANHA NAZISTA AOS ALIADOS. PARA BOA PARTE DAS pessoas a Alemanha foi, por décadas, o símbolo do massacre covar-
de, principalmente a judeus. Um peso que o país nunca fez menção em apagar da memória. Talvez seja esta consciência que torne ainda mais instigante e atraente uma das cidades mais cosmopolitas e bonitas do mundo: Berlim. A capital alemã é um convite para
Ruínas de uma antiga estação de trem, na mesma praça onde foi construído o Tempodrom, um espaço para espetáculos, nos arredores da Potsdamer Platz
quem tem disposição de andar a pé ou de bicicleta (é uma das cidades com mais ciclovias no mundo) e está realmente disposto a despirse de preconceitos. Apesar de sempre haver comparações com Nova York, como se o destino alemão fosse uma espécie de Big Apple da Europa, Berlim tem personalidade forte e muito peculiar, com seus 3,5 milhões de habitantes. Porém, a semelhança com Nova York existe, sobretudo em pontos referenciais, como a região da Potsdamer Platz. A área é um hub do destino, concentra muitos shoppings, e tem arranha-céus, como a plataforma panorâmica, também conhecida como Panoramapunkt, no prédio Kollhoff Tower, que descortina uma das vistas mais bonitas da cidade. Berlim também é um símbolo da reunificação alemã, que completa 25 anos no próximo dia 3 de outubro. Após a Segunda Guerra Mundial, a ci-
dade foi dividida em Berlim Oriental, tornando-se a capital da Alemanha Oriental, e Berlim Ocidental, que se tornou um território político da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro, entre 1961 e 1989. No lado ocidental do país, a capital era Bona. As marcas deixadas pela Segunda Guerra Mundial em Berlim e, consequentemente, pela construção do muro, ainda são visíveis. No entanto, a divisão imposta tende a sumir dia a dia em função de uma flexibilidade extrema que a cidade traz no DNA para transformar paisagens e surpreender habitantes e visitantes.
RENOVAÇÃO CONSTANTE É muito comum um turista perguntar a um alemão que mora em Berlim sobre uma determinada atração (cultural, turística ou gastronômica) e não conseguir uma resposta pre-
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Divulgação
cisa. Não por falta de boa vontade. Os alemães são um povo extremamente solícito e educado. Ainda que um alemão não fale inglês, ele vai se esforçar para entender a dúvida do turista e tentar ajudá-lo. Mas a ausência de resposta virá porque Berlim apresenta uma mudança na paisagem a cada minuto. É uma cidade em constante revolução. Não à toa é relacionada à contemporaneidade em termos de design e cultura. Mesmo quem mora na cidade se surpreende diariamente com novas paisagens. Um bom exemplo é a região da Postdamer Platz, que viveu uma época de apogeu nos anos de 1920 e 1930 e foi devastada pela guerra, passando a fazer parte das áreas degradadas enquanto Berlim foi dividida. Após a queda do muro, a região não para de oferecer novos olhares. As construções modernas começaram a invadir a cidade com mais força a partir dos anos 2000. Uma delas, que para muitos brasileiros vai trazer a lembrança dos projetos de Oscar Niemeyer, é o Tempodrom (tempodrom.de). Construído nos arredores da Postdamer Platz, a partir de 2001, é um espaço multifacetado próprio para eventos e espetáculos musicais. Com arquitetura arrojada, projetada por Gerkan, Marg e Partner, combina estética e ecologia de forma inovadora, e pode receber até quatro mil pessoas. O espaço foi construído ao lado de um bosque e constrasta com as ruínas de uma antiga estação de trem, destruída na época da Guerra. Bem próximo do Tempodrom está
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Pôr do sol com a Berliner Fernsehturm, torre de televisão, ao fundo, em uma das pontes da área central da cidade
um dos locais em que se encontra um dos mais longos trechos das ruínas do Muro e também uma exposição a céu aberto, a Topografia do Terror. Um dos muitos locais de lembrança dos horrores da guerra que os alemães fazem questão de preservar, tem como destaque as ruínas da sede da Polícia Secreta, ou Gestapo. Algumas delas ainda mostram as celas da SS, também conhecida como “Tropa de Proteção”. Esses prédios, que foram quase
todos destruídos em bombardeios, ficavam em uma rua que era a fronteira entre o setor americano e o soviético. Parte da área que pertencia a Berlim Ocidental, essa área de exposição a céu aberto foi inaugurada em 1987 como parte das comemorações dos 750 anos de Berlim. Vinte anos depois, em 2007, começou a ser construído um prédio de arquitetura muito contemporânea, inaugurado em 2010 e que hoje abriga do Centro de Documentação. No interior é possível
ter acesso a áudios com gravações originais, como discursos de autoridades das instituições nazistas. Os textos das exposições são disponíveis em alemão e inglês.
LADO ORIENTAL
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Vista da área posterior da Catedral de Berlim (Berliner Dom) e do rio Spree
Do outro lado da cidade, na região que pertencia a Berlim Oriental, as lembranças dos horrores da Guerra são sutis, mas não menos impactantes. Uma das áreas mais interessantes de Berlim, que pertencia à antiga parte oriental, ganha novos restaurantes, bares e lojas a cada dia, mas preserva em detalhes o massacre ao povo judeu. Trata-se do Mitte, que em alemão significa meio ou centro. Nos arredores do Mitte, há um conjunto de prédios que foram tomados por artistas e representantes da cultura underground após a queda do muro. Hoje, essa área apresenta muitas semelhanças aos arredores do Soho e do Meatpacking, em Nova York. Os destaques são as inúmeras galerias de arte e cafés. Além de estabelecimentos que mesclam gastronomia, serviços e lojas de roupas e acessórios, bem ao gosto da praticidade alemã. Para quem vai a Berlim em busca de novidade, a região é destino obrigatório. Outro destaque do Mitte é o Hackescher Markt, uma praça que é visita obrigatória, sobretudo na primavera ou no verão.Há um prédio que precisa ser profundamente contemplado: próximo ao Hackescher Markt, o Ehemalige Jüdische Mädchenschule Berlim é uma construção do arquiteto Alexander Beer, de 1928,erguida para abrigar uma escola de meninas judias. Hoje, o local conta com uma sofisticada galeria > Continua na pág. 26
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de arte, a CWC Gallery (camerawork. de/en/cwc-gallery/), e um restaurante estrelado pelo Guia Michelin, Pauly Saal (paulysaal.com/en/), cujo ponto forte é gastronomia moderna com produtos naturais e frescos. O prédio foi completamente preservado e tem a foto das meninas que frequentavam o colégio antes de a maioria ser enviada para campos de concentração nazistas. Mesmo com o toque de modernidade e conforto, o salão do Pauly Saal tem um foguete instalado em uma parede que contrasta com a decoração naturalmente sofisticada, e um belíssimo pátio. O prédio não deixa o visitante imune aos horrores nazistas. Em frente ao Hackescher Markt, uma área que sofreu muitos impactos da guerra e hoje reúne lojas de estilistas locais, restaurantes, cafés e muitos artistas de rua, está outra construção muito abalada durante os bombardeios, o Hackesche Höfe (Pátios Hackesche). São prédios entre as ruas Rosenthalerstr e Sophienstr e interligados por oito pátios internos, protegidos pelo Patrimônio Histórico desde 1977. O conjunto foi criado pelo arquiteto e empresário da construção civil Kurt
Manifestação artística em um dos antigos prédios da Alemanha Oriental nas ruas do Mitte
Berndt e inaugrado em 23 de setembro de 1906. Era ocupado por escritórios, comércios, fábricas e apartamentos residenciais, e a maioria dos habitantes era formada por judeus. Nas calçadas em frente aos prédios, há uma das marcas do massacre
Hotel Adlon, o mais famoso de Berlim. Construído no início do século 20, no Unter den Linden, principal rua da cidade, ao lado do Portão de Brandemburgo
nazista mais impressionantes, no qual os alemães fazem questão de tropeçar, literalmente. As Stolpersteine, ou pedras do tropeço, são placas douradas encrostadas nas calçadas com o nome do judeu que morou ali, as datas de extradição, de chegada a um campo de concentração e morte. Tudo isso explica os números do Visit Berlin registrados em 2014 com relação ao fluxo de turistas na cidade. Os dados mostram que, no ano passado, a cidade teve 28,7 milhões de pernoites e 546 mil visitantes a mais do que em 2013. Entre os turistas, os que mais gastam são os chineses, seguidos dos ucranianos e dos russos. Berlim também vem se tornando um dos destinos mais populares na Europa. De acordo com os números do Visit Berlin, a maioria dos turistas que visitam a cidade pela primeira vez, vem da Espanha. Em segundo lugar estão os brasileiros e em terceiro, os franceses, uma verdadeira rendição aos encantos de Berlim. p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite do Turismo da Alemanha (DZT) e do Visit Berlin, com proteção Travel Ace Divulgação
Vista aérea da cidade e do rio Spee
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Ao ar livre Basta que um pequeno raio do Astro Rei apareça timidamente entre nuvens para que a maioria dos habitantes de Berlim busque um lugar ao sol. Um dos programas prediletos de domingo é tomar um café da manhã ao ar livre (e bem demorado), com uma mesa farta de produtos orgânicos. O berlinense adora gastronomia e está sempre disposto a experimentar a última novidade. Não é difícil comer na cidade devido à infinidade de restaurantes e cafés, muitos deles exóticos. Como, após a Segunda Guerra Mundial a população estava dizimada e faltava mão de obra, muitos trabalhadores estrangeiros foram convocados, sobretudo da Turquia. Isso explica a quantidade exponencial de restaurantes especializados na culinária turca em Berlim. Mas o café da manhã nos fins de semana é praticamente sagrado. O berlinense gosta de jogar conversa fora em cafés charmosos da vizinhança onde possa encontrar os amigos. Uma das regiões próprias para isso é Pankow, vizinha ao Mit-
te. A área reúne parques, outra fixação berlinense, e inúmeros restaurantes de comida orgânica onde se pode apreciar um delicioso café da manhã que se estenderá pela tarde de domingo. O berlinense acorda tarde, porque aproveita a noite da cidade, um verdadeiro convite para festas e baladas. Depois do café da manhã, aproveitar a grama bem verdinha do parque vizinho pode ser uma grande pedida. Berlim ganha um novo parque a cada estação. Um dos mais novos é o Park AM Gleisdreieck, ao lado do interessante museu da Ciência e Tecnologia, Deutsches Tecknikmuseum. A região ao redor do Park AM Gleisdreieck, que fica ao longo da Möcknerstr, é um exemplo de novas paisagens de Berlim. Há uma infinidade de novas construções, comerciais e residenciais. É uma área muito frequentada por famílias. O parque é vizinho a ruínas de uma estação de trem e de galpões, que já sediaram edições da Berlim Fashion Week. Para quem gosta de caminhar, uma boa pedida é seguir pela Möckners-
Um típico Biergarten, local onde os alemães se reúnem para tomar muita cerveja e jogar conversa fora. Este fica na região do Mitte
tr até o Viktoriapark, inaugurado em 1894 e localizado na região de Tempelhof Schöneberg. Mais frequentado por jovens, o parque tem um belvedere que revela uma belíssima vista de toda a cidade. Neste local está um monumento de ferro fundido, datado de 1821, em homenagem ao rei Frederick William III,
da Prússia, pelo êxito nas guerras de libertação contra a França, durante as batalhas do período de Napoleão. Na primavera e no verão, há uma cachoeira artificial que tem origem na base do monumento e desce toda a encosta até o cruzamento das ruas Großbeerenstraße and Kreuzbergstraße.p
SurFACE
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Gapnet em Santos
O Grupo Gapnet inaugurou, na sexta-feira, 17, uma filial em Santos, no litoral paulista, que terá operações tanto da operadora MMTGapnet quanto da consolidadora Gapnet. "Estamos abrindo este escritório na contramão da economia, em um momento em que não há muita demanda no mercado corporativo, mas esperamos crescer ainda mais com a nova filial e ter mais proximidade com os nossos clientes da Baixada Santista, que ganham destaque com a venda de destinos nos Estados Unidos e Caribe, além de produtos brasileiros", explicou o CEO da MMTGapnet, Sylvio Ferraz.
Arnaldo Franken, Rui Alves, Alexandre Mesquita, Raphael Magalhães, Sylvio Ferraz e Ivo Lins
Loja virtual
A Azul Linhas Aéreas anunciou o lançamento da linha de produtos Azul Collection, que traz a marca da aérea em roupas, acessórios, canecas, miniaturas de aeronaves, entre outros produtos, todos produzidos e comercializados em parceria com a empresa Brand Up! por meio do website www.lojinhaazul.com.br.
A equipe da unidade: Raphael Magalhães, Aysha Nunes, Tainá Figueiredo, Carol Bianchi, Mari Santos, Elaine Abreu, Adriana Ribeiro e Giuliano Ginsanti
Orinter em CWB
23 anos de Trend
Para comemorar o aniversário de 23 anos, celebrado no dia 23 de julho, a Trend inaugurou em sua sede, localizada no centro de São Paulo, o Boteco Amigos da Trend, destinado aos parceiros da operadora e agentes de viagens, que podem aproveitar o espaço para estreitar relacionamento e fechar negócios. "Em nosso setor, o relacionamento é muito imperativo, e a equipe de Vendas da Trend realiza, a cada semana, cinco mil visitas presenciais aos clientes. Sendo assim, já que vamos à casa deles, por que não convidá-los a nos visitar também? Inauguramos o Boteco em nossa sede justamente pelo fato de podermos ter nossos parceiros ainda mais perto, permitindo que estejam em constante contato com nossas equipes", diz o presidente do Grupo Trend, Luis Paulo Luppa. A operadora também lançou uma série de promoções para comemorar os 23 anos, a exemplo da Super Semana Trend, que ofereceu comissão adicional de 1% para agências de viagens, e da Super Tarifa Trend, voltada à hotelaria nacional, com a oferta de mais de 370 hotéis em 39 destinos, sem contar outras seis promoções voltadas à locação de carros. De acordo com Luppa, para os próximos meses estão previstas mais novidades.
A Orinter Tour & Travel inicia o segundo semestre otimista. De acordo com a diretora da operadora, Ana Maria Berto, a operadora iniciou uma ampliação em sua equipe de atendimento da filial Curitiba, cujo gerente comercial da base é Wilson Mundim. “A região Sul nos respondeu muito bem na primeira metade do ano, por isso iniciamos as mudanças por lá”, destacou ela ao Jornal PANROTAS. Segundo Ana Maria, a partir de agosto, a operadora estará presente em Londrina e Maringá (PR) com atendimento por telefone. “Aos poucos, vamos apresentar mais notícias para o mercado como um todo”, disse, sem revelar mais detalhes. A equipe de atendimento de Curitiba ainda tem vagas em aberto. Os interessados devem enviar currículo para trabalheconosco@orinter.com.br.
Wilson Mundim à frente de sua equipe
Ponto a ponto O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo aprovou o pedido de Recuperação Judicial da Nascimento Turismo. O Aeroporto de Guarulhos recebeu 19 milhões de passageiros no primeiro semestre, crescimento de 0,16%. A Disneyland celebrou 60 anos no dia 17. O presidente do Grupo Trend, Luis Paulo Luppa
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Tchau, Luan
A mais recente ação publicitária da Viajanet, batizada de “É pra todo mundo”, tem como objetivo permitir o acesso de todos às melhores ofertas e condições para adquirir uma passagem aérea. O sócio-fundador da OTA, Bob Rossato, explicou que a ideia nasceu da vontade de fazer algo diferente. No primeiro semestre, a empresa tinha como garoto propaganda o cantor sertanejo Luan Santana. “Tivemos uma repercussão super positiva, tendo em vista que o Luan é bem posicionado na mídia. No entanto, queríamos mudar e mostrar que a preocupação com o cliente faz parte do nosso DNA.”p
foto: divulgação/Ark at JFK
Animais em aeroporto
Você já imaginou estar em um aeroporto e se deparar com gatos e cachorros aproveitando um spa depois de uma viagem de horas? Pois bem, isso será realidade em breve. O Aeroporto Internacional John F. Kennedy, em Nova York, será o primeiro a receber um terminal exclusivo para animais, o The Ark at JFK, em referência à construção bíblica de Noé, com um custo total de US$ 48 milhões. Previsto para ser inaugurado em 2016, o novo espaço, que ocupa cerca de 16 mil metros quadrados, substituirá o antigo terminal existente no aeroporto, o Cargo Building 78, desocupado desde 2004. A Arca receberá o selo de aprovação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (USDA), funcionará 24 horas por dia, e terá um hospital veterinário, laboratório de diagnóstico, um centro de treinamento para cães e gatos até um spa para os pets. Além disso, contará com um espaço para exportação e importação de animais desde aves a gado e cavalos, que viajam para competições esportivas e precisam de uma quarentena de três dias.p
Equipe Viajanet posa com a camiseta da nova campanha
corporativo Edição 88 – 29 de julho a 4 de agosto de 2015
Gestão de despesas
Expansão
contínua
Solange e Luís Vabo, diretores da Reserve
Market-share aéreo Tipo de serviço
Market-share aéreo Tipo de sistema
2015 -1o Sem
2015 -1o Sem
1,7%
0,7% 0,3%
12,3%
5,5% 17%
77,5%
85%
Aéreo Hotel Carro
Ônibus Seguro
Conexão direta com cias. aéreas
GDS
Tripulada
Fonte: Reserve
O SISTEMA RESERVE DE GESTÃO DE DESPESAS E VIAGENS CORPORATIVAS CRESCEU 11,4% EM TRANSAÇÕES NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2015 EM RELAÇÃO A IGUAL PERÍODO DO ANO PASSADO. As 3,9 milhões de transações geradas pelo sistema são distribuídas pelos diversos serviços integrados relacionados à gestão de viagens corporativas, como reservas aéreas, de hotel, de locação de carros, de seguro viagem e de passagens de ônibus, além de serviços relacionados à gestão de despesas, como alimentação, deslocamento terrestre (táxis, combustível, quilômetro rodado, pedágio, estacionamento), comunicação, despesas administrativas, de eventos e de marketing, entre outras. “É surpreendente como as empresas descobrem novas funcionalidades e novos meios para controlar e reduzir despesas com o Reserve”, comentou Solange Vabo, presidente do sistema. As reservas aéreas continuam sendo o carro-chefe do Reserve, representando 85% de todos os serviços de viagens, contra 12,3% de reservas de hotel e 1,7% de locação de carros, sendo o restante distribuído entre ônibus e seguro viagem. “Há um potencial enorme de crescimento nas reservas de hotel, carro e seguro viagem”, afirma Sidney Filho, diretor de Operações, responsável pelos novos contratos de distribuição de conteúdo. “As reservas on-line de passagens de ônibus estão crescendo no mesmo ritmo da maior participação deste modal, em relação ao transporte
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Market-share cias. aéreas com conexão direta 2015 -1o Sem
0,4
%
Market-share aéreo GDS 2015 -1o Sem
1,
4%
3% ,2% 1
0,
15,9%
0,2%
8,5%
91,3%
14,6%
35,6%
30,8%
Tam Map
Pass Piqui
Sete Avianca
Azul Gol
Sabre
Amadeus
Travelport Fonte: Reserve
aéreo comercial no Brasil”, complementou. Pela primeira vez desde que o Reserve foi criado, em 2004, as reservas aéreas por meio de conexão direta apresentaram redução para 77,5% do total, sendo que as reservas via GDS cresceram para 17%, com o Sabre destacando-se com mais de 90% de market-share entre as reservas realizadas em GDS, tendo o Amadeus em segundo lugar com 8,5% e o Travelport, que voltou a ser integrado no Reserve este ano, iniciando gradual escalada de participação dentro do sistema. Entre as companhias aéreas com conexão direta, a liderança permanece com a Gol (35,6%), seguida de Azul (30,8%), Tam (15,9%) e Avianca (14,6%) — outras companhias regionais (Passaredo, Sete, Piquiatuba e Map) obtiveram 3,3%. “Devemos ressaltar que parte das reservas da Tam é realizada nos GDS e, por isso, este indicador deve ser analisado considerando esta ressalva do ponto de vista de market-share comercial”, explica Sidney. A nova integração Reserve B2B Reservas, exclusiva para associados Abracorp, alcançou 10,3% de participação entre as reservas hoteleiras, mas a Trend permanece isolada na liderança, com mais de 36% de participação. “Oferecemos condições similares para todos os parceiros de distribuição de conteúdo. A maior ou menor participação de cada um ocorre em função das tarifas apresentadas e das condições comerciais de cada operadora
com nossos licenciados”, afirmou Álvaro Pinto, diretor de Clientes do Reserve.
EXPENSE
Desde 2014, o Reserve passou a divulgar dados relativos ao sistema de gestão de despesas corporativas (expense management), que indicam a proporcionalidade de 55,6% de despesas com serviços de
viagens contra 44,4% das diversas outras despesas. “As agências de viagens corporativas que também oferecem consultoria para gestão de despesas já começam a perceber o potencial de dobrar o tamanho do negócio em que atuam”, analisa Luís vabo, vice-presidente executivo do Reserve. Entre as despesas corporativas destaca-se o serviço de táxi, com
18,2% de participação entre todas as despesas, incluindo viagens, ou 41% de todas as despesas corporativas, exceto viagens. A integração do Reserve com o aplicativo 99Taxis revelou-se o serviço mais demandado pelas empresas, que passaram a contar com controle on-line do itinerário, rastreamento do trajeto por geolocalização e faturamento on-line das corridas.
Despesas por categoria 2015 -1o Sem
3,2% 6,5%
0,9% 0,6%
Market-share Reservas de Hotel por Sistema 2015 -1o Sem
1,8%
2,2%
10,2%
21,3%
36,1%
4,8% 55,6%
17,6%
18.2%
Viagem Alimentação Comunicação Comunica Entretenimento
Escritório Miscelânea Promocional Táxi
10,3%
Trend Indireta B2B Sabre
10,7%
CMNet Travel Pool Hoteldo
Fonte: Reserve
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Inversão de papéis “Temos lido muita coisa sobre o papel das pessoas e das empresas no contexto das viagens. A insana pretensão de levar para o ambiente corporativo as pontuais oportunidades do varejo tem dado protagonismo a alguns personagens interessantes. E tudo isso vem à tona nos momentos difíceis, nunca nos momentos de bonança, já reparou nisso? Nesses momentos difíceis, vem à cabeça pequena de alguns a ideia de pressionar para comprar na bacia das almas, no oportunismo de um retorno minguado de curtíssimo prazo, para que o fornecedor reduza seus preços. Afinal, business is business, diria o mais capitalista dos capitalistas”. O texto acima, extraído do portal www. abracorp.org.br, com o mesmo título “Inversão de Papéis”, levanta uma importante reflexão. Independentemente de qual seja o segmento ou nicho de atuação do leitor, que compõe a complexa rede de atividades empreendidas no âmbito do mercado de viagens e turismo, cabe questionar. O que vale mais: vender bem ou bastante? Vender muito e bem é a resposta certa. Entretanto, mais um pedido não corresponde, necessariamente, à conquista de mais um cliente.
Quantidade e qualidade são aspectos distintos e que, quando não administrados e confundidos no processo de avaliação de desempenho comercial, resultam em perdas. As agências de viagens corporativas, também chamadas TMCs, investem cada vez mais em recursos tecnológicos e no treinamento de profissionais qualificados para atender uma grande quantidade de corporações, a partir de métricas que parametrizam o desempenho. Os riscos decorrentes da inversão de papéis extrapolam os aparentes ganhos imediatos, resultando em perdas de médio e longo prazos para quem vende sem entender onde, quando e com quem podem fazer uso de suas estratégias e táticas comerciais. A dinâmica concorrencial, sob a ótica de quem presta serviços de gestão de viagens para o mercado corporativo, especialmente em cenários que exigem adaptação às mudanças, requer dos fornecedores papéis definidos e entendimento sobre “onde e quando podem fazer uso de suas estratégias e táticas comerciais,
de modo a buscar efetivos resultados e a manter o equilíbrio justo de mercado, em vez de simples migrações dentro dos segmentos, e ainda com resultados piores no bottom line”. Além disso, a Abracorp esclarece que não se refere “aos canais de vendas diretas das empresas, absolutamente justas e soberanas, pois nesse caso, cabe às agências mostrar competência para oferecer serviços melhores que os sites e call centers das empresas”. A entidade foca sim é na necessidade da definição de conceitos sobre o significado e o papel de cada um dos canais: da TMC, do operador de turismo, do consolidador, de uma OTA e de uma agência de varejo segmentado, cobrando regras de negócio “que devem ou deveriam existir, visando a correta segmentação”. Ainda, segundo a Abracorp, “poucos pensam ou agem numa percepção de médio ou longo prazos, como se as empresas não fizessem seus planejamentos.” Ou seja: “como se vivêssemos, simplesmente, um dia após o outro, ao sabor da sorte e dos ventos, num negócio que representa, talvez, a terceira maior conta de despesas das organizações. E que, portanto, deveria ser visto de maneira mais profissional”.
Edmar Bull é presidente do Conselho de Administração da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp)
Para contribuir com a reflexão sobre o tema, algumas frases inteligentes podem ajudar:
“Um negócio que não produz nada além de dinheiro é um negócio pobre” Henry Ford “Não sejas um especialista em usar a crítica ao que está feito como pretexto para nada fazer” Abraham Lincoln
“Hoje em dia conhecemos o preço de tudo e o valor de nada” Oscar Wilde
“Lágrimas não são argumentos” Machado de Assis