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R$ 11,00 - Ano 22 - nº 1.161 8 a 14 de abril de 2015
Em 2016, mais nove aeroportos devem ser entregues à iniciativa privada. Em paralelo, a Infraero, agora com menor participação na administração, ensaia um processo de reestruturação e planeja demitir 2,6 mil funcionários. A pergunta que fica é uma só: concessões são a saída para o desenvolvimento da aviação nacional? Saiba os próximos passos do setor, ainda em turbulência, nesta edição.
> Páginas 14 a 17
Crédito: ME/Portal da Copa/Ademir Rodrigues
SOB NOVA DIREÇÃO
O Aeroporto de Brasília foi considerado um dos melhores durante a Copa do Mundo de 2014
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8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
Check-IN
LEIA NESTA EDIÇÃO Páginas 08 e 09
Gol tem recorde de receita e passageiros em 2014
S
“
Gestão de risco e cuidado com o viajante são temas recorrentes na minha fala, e o estresse do viajante tem que ser levado em conta na hora de se montar em as regras de uma política de viagens
Página 10
Ministro Joaquim Levy tenta tranquilizar empresários no Lide
”
Viviânne Martins, no seu blog Inteligência em Viagens, no Portal PANROTAS
“
Página 11
Nascimento Turismo explica voo solo pós negociação com CVC
“
Páginas 18 a 20
Editorial >
Tarcísio Gargioni, vice-presidente da Avianca
”
>
1 Tam inaugura neste domingo operação para Canadá — em 27/3
Encontro Ancoradouro; fotos — em 28/3
4 Azul confirma voo para Caiena no Encontro Ancoradouro — em 27/3
5 Veja o trade de gala para 50 anos de Leonor Bernhoeft — em 29/3
6 Empresas aéreas falam de cenário de crise e ajustes — em 26/3
“
R$ 2,5 bi gastos de aéreas — em 26/3
8 Confira mais flashes do Encontro Ancoradouro — em 28/3
9 Veja flashes da abertura do 24º Encontro Ancoradouro — em 26/3
10 Singapore celebra vinda de A350 para o Brasil — em 28/3
11 Nova Petrópolis (RS) aluga centro 12 Novos cliques da festa da Latam no Encontro; veja — em 28/3
13 Luiza Possi anima jantar da Latam na Ancoradouro — em 28/3
No final do ano ou no início de 2016 reencontraremos o caminho do crescimento
artur@panrotas.com.br
7 Impostos e dólar aumentam em
de eventos a custo zero — em 26/3
comunicado da Azul Linhas Aéreas sobre nota da colunista da Folha de S. Paulo, Monica Bergamo
Alberto Fajerman, vice-presidente da Gol
Artur Luiz Andrade
26/3 a 1/4
3 Delta, Gol e samba encerram
”
Ancoradouro realiza seu 24º encontro, em Atibaia (SP)
PANROTAS
neste final de semana — em 27/3
Ações como essa (demissão de 700 funcionários) não fazem parte da cultura da companhia e nem de seu fundador, David Neeleman, que ao longo de sua trajetória esteve à frente de outras três aéreas e nunca realizou demissões. A Azul esclarece ainda que sua permanência em algumas cidades hoje servidas depende da implementação do Plano de Desenvolvimento da Aviação Regional (PDAR). Caso não ocorra, a companhia não descarta a saída de alguns mercados
Delegação de São Francisco mostra novidades
>
DO PORTAL
2 CVC reduz cotação do dólar e euro
O cenário é de custos pressionados pela alta do dólar, entre outros fatores, e incerteza na demanda. A crise vai passar, mas a questão é saber quando ela passará
Páginas 12 e 13
E U Q A DEST
”
14 Veja fotos da manhã do 2º dia do Encontro Ancoradouro — em 27/3
15 Azul opera três novos destinos a partir de Guarulhos — em 26/3
Assista ao editorial comentado na versão digital do JP
Arrocho só na gente? Duas reportagens dessa edição (sobre o evento Abear em Debate, em Brasília, e o encontro do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com os empresários do Lide) abordam o tema da retirada de renúncias fiscais por parte governo. A conta, claro, vai cair no colo da iniciativa privada e seus clientes. Mas como pagar essa cota extra em ano de crise? Faltou planejamento de longo prazo ao poder público? Será que o governo, em ano pré-eleitoral e no próprio ano das eleições, estava apenas jogando para o eleitorado? Os incentivos à produção industrial, ao setor de serviços e a empresários e trabalhadores, não deveria ser fortalecido em anos de recessão? Quando o governo cortará da própria carne e desmontará o aparelho criado nos últimos anos, com excesso de ministérios e cargos de confiança? O jeito é mesmo jogar todo o ônus em cima dos empresários?
O ministro Levy diz que o ajuste fiscal afetará também as contas do governo (que já está tendo prejuízos enormes, em dinheiro e imagem, com o escândalo na Petrobras) e os empresários ainda acreditam nele. Ainda confiam que ele é o homem certo para mudar os rumos da economia. Até quando irá esse voto de confiança? No ano que vem, vale lembrar, teremos novas eleições. E a iniciativa privada? Se preparou para esse baque? Se iludiu com programas efêmeros? Muitas perguntas e pouquíssimo tempo para respostas. O importante é você, da indústria do turismo, ter sua opinião formada, reivindicações na ponta da língua e o caminho traçado para superar mais essa barreira. Tudo bem que nunca esperamos muito do governo, mas se não é para ajudar, melhor não atrapalhar, não é mesmo?
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8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
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04 Hotelaria
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> Danilo Alves — Manaus (AM)
Uma década de Brasil Navio Iberostar Grand Amazon
EM 5 DE JUNHO, A REDE IBEROSTAR HOTELS & RESORTS COMPLETA UMA DÉCADA DE ATUAÇÃO NO BRASIL, GRAÇAS AO ANIVERSÁRIO DE DEZ ANOS DO SEU PRIMEIRO PRODUTO NO PAÍS: O IBEROSTAR GRAND AMAZON. O navio, que faz parte da categoria The Grand Collection e conta com 73 cabines e duas amplas suítes, navega durante todo o ano por dois roteiros, o Rio Negro e o Rio Solimões. “Quando começamos, éramos uma hoteleira totalmente afastada da América do Sul e desconhecida no Brasil. Hoje, as coisas mudaram e já somos reconhecidos pelos nossos clientes”, disse o primeiro funcionário brasileiro da Iberostar e atual diretor da rede no Brasil, Orlando Giglio. Segundo ele, o navio foi construído com o objetivo de atrair estrangeiros para a região amazônica, público este que deveria ser responsável por 80% do faturamento da embarcação. “Naquela época, nós tínhamos a Varig, que era a nossa maior promotora no Exterior. Com a falência dela, Manaus perdeu boa parte de sua
malha internacional. Obviamente isso nos prejudicou, porque ninguém queria atravessar o oceano, ir para São Paulo ou Rio de Janeiro e ainda pegar uma conexão para chegar na Amazônia. O número de estrangeiros caiu drasticamente e o mercado doméstico se sobressaiu”, destacou o executivo. A situação começou a mudar a partir do ano passado, quando, em junho, a Tap começou a ligar Belém e Manaus à Europa. Com um público estimado de 66% de brasileiros, o Iberostar Grand Amazon completa dez anos enxergando no futuro melhores resultados no âmbito internacional. “O turista estrangeiro está começando a vir para o barco novamente, principalmente o norte-americano, pela proximidade. Torço para que seja concedida a flexibilização do visto, pois isso nos ajudaria bastante. O número de estrangeiros vem subindo mês a mês”, afirma Giglio. Hoje, o navio conta com quatro tipos de clientes: o regional, com uma parcela mínima de share; o que vem de operadoras nacionais e internacionais; o hóspede que
compra pelas OTAs; e o mercado corporativo e de incentivos. “Estamos trabalhando amplamente na promoção não só do navio, mas de todos os produtos da Iberostar no Brasil, para todos esses nichos”, garante. Para iniciar os festejos de comemoração do aniversário do Iberostar Grand Amazon, a rede realizou na primeira quinzena de março a nona edição do Estrellas, evento anual promovido pela rede hoteleira com o objetivo de reconhecer e premiar os principais parceiros da companhia. A distinção é entregue às operadoras que mais venderam os três produtos da empresa espanhola no Brasil em 2014 – o barco Iberostar Grand Amazon, no Amazonas, e os resorts Iberostar Bahia e Iberostar Praia do Forte, na Bahia. “Trata-se de um reconhecimento pela preferência e pelo trabalho dessas operadoras em vender os nossos produtos”, afirmou Giglio. “É um prazer receber todas essas empresas, que têm um importante papel no turismo nacional e internacional para celebrar o aniversá-
O diretor da Iberostar no Brasil, Orlando Giglio
rio de dez anos da chegada da Iberostar no Brasil”, disse. Segundo ele, apesar de ter sido um ano conturbado, com Copa do Mundo e eleições, o balanço foi bom. “Conseguimos bater nossas metas e chegar ao sucesso. Devemos isso a cada um de vocês que estão aqui hoje, que prestigiam os nossos produtos e ajudam a propagar o verdadeiro conceito all inclusive”, concluiu.p
--- O Jornal PANROTAS viajou a convite da Iberostar
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R ES O RTS B R A SIL PREMIADOS ESTRELLAS 2015 Maiores vendedores do Complexo Iberostar: Azul Viagens, CVC, Flytour, FRT, Iberoservice, Litoral Verde, Master, MGM, Tam Viagens, Turnet e Visual. Receptivos: Blumar, Infinitas, Journeys, North Sidel e Tourmed. OTAS: B2W (Submarino e Americanas Viagens), Booking, Decolar.com, Groupon e Hotel Urbano.
Cone Sul: All Seasons, Eurovips, Interlands, Juliá Tours e Top Dest. Maiores vendedores do Iberostar Grand Amazon: Alcance, CVC, GB, Transmundi e Viverde. Eventos: Alatur, Central de Eventos, Cias das Artes, CWT e M Travel. Placa Parceiros: Avon, Biolab, Capitania dos Portos, Ecosight, IT Mídia, Mansão do Caminho, Paradise, Raízen e PANROTAS.
O NAVIO IBEROSTAR GRAND AMAZON É ASSOCIADO DA RESORTS BRASIL DESDE JANEIRO DESTE ANO. COM SEU INGRESSO NA ASSOCIAÇÃO, A RESORTS BRASIL AMPLIA O CONCEITO DE RESORT PARA UMA NOVA CATEGORIA. “Resorts são
produtos acessíveis e completos para quem gosta de viajar. Nossa missão é consolidar o produto resort cada vez mais entre o público consumidor, seja ele de campo, praia, montanha ou flutuante”, explicou o presidente da Resorts Brasil, Daniel Guijarro, na época da associação do Grand Amazon. A Resorts Brasil reúne 50 empreendimentos e passa a contar com mais presença na região Norte do País, com a inclusão da embarcação, que
também tem forte apelo internacional, com ocupação garantida por visitantes estrangeiros. Desde 2005, quando passou a operar, o Iberostar Grand Amazon recebeu mais de 20 mil turistas e navegou mais de 58 mil quilômetros. “Nós temos um cruzeiro incomparável, que agrada tanto o público nacional — que hoje representa 66% dos nossos hóspedes — quanto internacional. A entrada na Resorts Brasil foi um grande avanço para sua divulgação horizontal em todo o País”, comemorou o diretor comercial e de Marketing da Iberostar Brasil, Orlando Giglio, que lamentou a ausência de um membro da associação no Estrellas 2015. > Continua na pág. 06
PAN N o t a s Sustentável A Tam Viagens recebeu a certificação “Sustentabilidade Travelife Nível Parceiro”, que integra o Programa Braztoa de Sustentabilidade. “É o reconhecimento de nosso Programa de Sustentabilidade que, logo em seu primeiro ano de implementação, já trouxe ações importantes dentro de nossas atividades”, comemorou o diretor executivo da operadora, Sylvio Ferraz.
MSC Sinfonia A MSC Cruzeiros anunciou que o MSC Sinfonia já deixou Gênova para retomar suas operações, após passar por um programa de revitalização chamado Renaissance. O trabalho teve início no ano passado, com o objetivo de expandir e renovar quatro dos 12 transatlânticos da frota atual até o final deste ano. O projeto incluiu a inserção de mais cabines com varanda, áreas públicas mais espaçosas, novas opções de restaurantes e clubes dedicados ao público mais jovem, incluindo o Spray Park, um parque com cascatas e tobogãs.
Em Orlando A Azul Viagens firmou parceria com a Magic Stars Vacations, empresa de receptivo com sede em Orlando, para o atendimento aos clientes da operadora no destino. “Nosso objetivo é otimizar ainda mais a qualidade dos pacotes internacionais com a inclusão deste novo serviço”, afirma o diretor da companhia, Marcelo Bento, acrescentando que os clientes terão atendimento 24 horas.
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Flashes
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Premiação Estrellas 2015
< Continuação da pág. 05
1 Rafael Silva, Ramón Girón, David Malagelada, Arnoud le Lanchon e Orlando Giglio, da Iberostar 2 Danilo Alves, da PANROTAS, entre Elaine Accacio e Raul Monteiro, da Iberostar 3 Rodrigo Galvão, da CVC, com Arnoud e Orlando 4 Helena Costa, David e Daniel Dias, da Master Viagens, com Orlando 5 Glaucia Mello, da Iberostar, e Luana Pohl, da B2W, além dos diretores da rede 6 Ra-
Veja mais fotos na versão digital do JP
fael Silva e Orlando Giglio, da Iberostar, com Daniel Firmino e Rafael Ortiz, da Flytour Viagens 7 Renato Kido, da Visual Turismo, entre os diretores da rede espanhola 8 Da Decolar.com, Gustavo Santana recebe o troféu
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Te c n o l o g i a
Pente fino A MASTERCARD LANÇOU O TRAVEL CONTROLLER, FERRAMENTA QUE PROMETE RESOLVER PROBLEMAS COM RECONCILIAÇÃO DAS DESPESAS EM VIAGENS CORPORATIVAS INDIVIDUAIS, PRINCIPALMENTE POR conta da variedade na fonte de gastos. Trata-se de uma solução que, segundo a empresa, identifica e reconcilia 100% das despesas de viagens com informações de reserva. Da compra de passagens aéreas ao aluguel de veículos e reservas em hotéis, o Travel Controller tem a proposta de transformar recibos de viagens em um sistema integrado, de pouco investimento e fácil interação. A ideia, claro, é facilitar o dia a dia de agências e empresas no controle dos gastos, reduzindo o custo operacional. Os maiores diferenciais da ferramenta, segundo o vice-presidente de Produtos da Mastercard para Brasil e Cone Sul, Marcelo Tangioni, são a segurança e eliminação da margem de erros das despesas. “O Travel Controller gera um número de cartão de crédito virtual para cada transação da empresa. Isto é, cada passagem, reserva de hotel, aluguel de carro ou qualquer outro produto em uma viagem terá um cartão específico para aquela compra. Isso praticamente zera os riscos de fraude. É fundamental para empresas de médio e grande portes, nas quais as despesas são bem mais complexas de controlar”, explica.
SOB MEDIDA
Outro bom argumento de venda do sistema, segundo Tangioni, é o atendimento às especificidades de cada empresa. “A reconciliação dos gastos na viagem é facilitada uma vez que as empresas recebem automaticamente as informações específicas que precisam inserir em seus sistemas de ERP”, afirma. “Os dados de reser-
vas são atribuídos a um número de cartão exclusivo, assim as informações vêm detalhadas tanto sobre a transação original quanto sobre créditos ou reembolso”, reforça. Ainda de acordo com o executivo, o Travel Controller integra-se facilmente ao sistema de gerencia-
mento de despesas das empresas, desde que essas sejam relacionadas ao Bradesco. “Por enquanto é o único que oferece plataforma ao sistema, mas estamos dialogando com outros bancos, e em breve teremos o Travel Controller disponível neles.”p
Vice-presidente de Produtos da Mastercard para Brasil e Cone Sul, Marcelo Tangioni
08 Aviação
8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
> Artur Luiz Andrade
Números recordes
A GOL DIVULGOU NA SEMANA PASSADA BALANÇO COMPLETO DAS OPERAÇÕES NO ANO PASSADO. ENTRE OS PRINCIPAIS DADOS, destaque para a receita líquida, que alcançou R$ 10 bilhões no ano, um incremento de 12,4% frente a 2013, e recorde na história da companhia. Do total, R$ 9 bilhões são relacionados à receita com transporte de passageiros. Já as receitas auxiliares, incluindo carga e taxas de re-
marcação, geraram R$ 1 bilhão, passando de 9,3% para 10,1% da receita líquida total. A receita internacional registrou 12% de participação, alcançando R$ 1,2 bilhão. O prejuízo da companhia chegou a R$ 1,1 bilhão. De acordo com o presidente da Gol, Paulo Kakinoff, o resultado negativo deve-se, principalmente, à desvalorização do real frente ao dólar norte-americano e pelas perdas com posições de hedge de petróleo.
A Gol comemorou a liderança no transporte de passageiros domésticos, com 37,7 milhões, mais de 3,5 milhões de diferença em relação à Tam. No internacional, foram 2,1 milhões de clientes, 18,1% acima de 2013. O fluxo de caixa de R$ 2,5 bilhões, ou 25% da receita, é um dos melhores índices da companhia (e um dos maiores do mundo), assim como os R$ 505 milhões de lucro operacional (EBIT).
FALHAS NO SISTEMA No balanço de 2014 da Gol, um item chama atenção: prejuízo de R$ 140,9 milhões no canal de venda direta. A Gol nega que sejam fraudes, pois não há comprovação disso. O diretor executivo de Vendas e Marketing, Eduardo Bernardes, explicou ao Jornal PANROTAS que são processos que foram concretizados fora do procedimento padrão da Gol. Ou seja, falhas de sistema que levaram a emissões que não deveriam ter acontecido. “Já fizemos investimentos em 2014 e esses problemas diminuíram bastante”, afirmou Bernardes, citando a criação de um time de prevenção, a compra de sistemas adicionais e o treinamento interno e externo. Na venda indireta, também houve problemas desse tipo e a Gol tomou duas medidas. Hoje as agências de viagens só compram no site da companhia se suas máquinas tiverem a certificação digital da empresa. Sem essa certificação, a compra não se realiza. A segunda medida é a implantação de um token para os administradores das agências.p
Paulo Kakinoff afirma que plano de voo de empresa segue com sucesso
09
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V END A N A EUR O PA A GOL ANUNCIOU TAMBÉM O INÍCIO DA VENDA VIA GDS NA EUROPA. AGENTES DE VIAGENS DA ALEMANHA, FRANÇA, BÉLGICA, HOLANDA, ITÁLIA, INGLATERRA, LUXEMBURGO E PORTUGAL
já podem vender voos domésticos da companhia via GDS. Segundo o diretor executivo de Vendas e Marketing, Eduardo Bernardes, a meta é ampliar essa quantidade, dentro da estratégia de aumentar a receita da companhia em moeda estrangeira. A venda no site, no canal “Other Countries”, já existe,
PAN N o t a s Programa Amigo A Avianca Brasil anunciou mudanças no programa de fidelidade Amigo. A principal delas é a possibilidade da utilização dos pontos para o resgate de passagens da Avianca Internacional, que pode ser feito por meio da Central de Atendimento, nos telefones 4004-4040 (capitais) e 0300789-8160 (demais localidades). Além disso, os passageiros que comprarem passagens na Avianca Internacional também poderão acumular pontos no programa Amigo.
Brasileiros na Alemanha O ano de 2015 começou positivo para o turismo da Alemanha em relação ao Brasil: janeiro registrou 66 mil pernoites de brasileiros, o que equivale a 38% de crescimento. “Assim, o Brasil passa da 21ª colocação para a 17ª entre os maiores emissores de turistas para o destino Alemanha”, calcula a diretora do Centro de Turismo Alemão (DZT) para América do Sul, Margaret Grantham.
Manifestação Cerca de 200 funcionários da Tam fizeram uma manifestação no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na semana passada. O grupo, formado por colaboradores de diversos setores (rampa, check-in, entre outros), reivindicou o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), assegurado em lei, além de melhores condições de trabalho.
faltava apenas essa ligação via GDS. Vale destacar que a Gol já vende em outros mercados off-line, como Colômbia e Canadá, e obviamente tem sinal de GDS liberado em todos os países onde opera. “É uma grande facilidade que os agentes desses países possam vender voos domésticos da Gol via GDS”, finalizou Bernardes. O presidente Paulo Kakinoff espera que essa iniciativa signifique um incremento de 1% na receita em moeda estrangeira.
Eduardo Bernardes: outros mercados europeus estão na mira da Gol.
10 Política
8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
> Renê Castro
Caminho sem volta
DISCURSAR PARA UM GRUPO DE MAIS DE 600 EMPRESÁRIOS SOBRE AS PRINCIPAIS MEDIDAS DE AJUSTE FISCAL DO GOVERNO FEDERAL É UMA ATITUDE LOUVÁVEL – MESMO QUE O TEMA CENTRAL NÃO SEJA nada
agradável em momento de recessão econômica e escândalos políticos. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, mostrou no Encontro do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), realizado na semana passada, na capital paulista, que é um político sério e está disposto a ouvir mais críticas que elogios. Com diálogo franco e explicativo, ele deixou claro que a tão sonhada retomada do crescimento só poderá ser alcançada com uma série de medidas “dolorosas”, nas palavras do próprio. “O objetivo agora é equilibrar as contas e tornar os gastos sustentáveis. Só assim voltaremos a ter uma trajetória positiva”, explicou ele, citando não só a redução das contas públicas, como também revisões nas regras para o seguro-desemprego, a previdência social e o acesso ao crédito. “O nosso esforço está em fazer toda essa reforma sem gerar impactos negativos para a classe trabalhadora e o empresariado.” Na visão do ministro, as renúncias fiscais autorizadas nos últimos anos foram as grandes responsáveis pelo atual momento. Agora, para reverter o quadro negativo, o governo conta com o apoio de toda a sociedade. A lição de casa do poder público é conseguir reduzir em cerca de 30% os gastos, equiparando aos índices de 2003. Medidas para alcançar melhor qualidade nas despesas já estão em andamento, como é o caso de revisões de contratos. Levy destacou também que o arrocho nas contas, a diminuição da dívida pública e a criação de uma poupança doméstica não significam novos impostos. “Reduzir as renúncias fiscais é o fundamental. Tomo como exemplo a reforma do seguro-desemprego. Precisamos garantir a competitividade reduzindo a rotatividade de trabalhadores. Essa medida estimula o investimento da iniciativa privada e mantém o País produtivo. Vamos alcançar o superávit primário de 0,2% e continuar as medidas para conquistar resultados melhores em 2016. Não podemos errar agora”, completou ele.
Joaquim Levy, ministro da Fazenda
SER O EXEMPLO
Pouco antes, o presidente do movimento, João Dória Jr., afirmou que a crise política é maior que a atual fase da economia, e que retomar o crescimento exige sacrifícios do próprio governo, em uma tentativa de minimizar os prejuízos gerados pelos altos gastos públicos. “Será uma reforma profunda e o empresariado está dando esse voto de confiança ao ministro,
na esperança de assistir um novo cenário na economia”, completou ele. Não demorou para um participante do encontro questionar Levy sobre a gestão dos gastos do governo. A sugestão do empresário era começar o arrocho pela redução dos atuais 39 ministérios, número considerado desnecessário, já que algumas pastas são pouco efetivas para o País. Joaquim Levy desapontou muitos ao afirmar que, na condição de ministro, não tem como
opinar sobre essa situação. O ponto alto ocorreu, porém, quando um participante questionou se o plano de redução dos gastos inclui o fim do financiamento do BNDES para projetos em Cuba e na Venezuela. Em meio a aplausos e risadas, Levy respirou fundo e improvisou um discurso ameno, desviando o foco da investida. João Dória aproveitou a deixa e disparou: “não é fácil ser ministro no governo Dilma, não é, Levy?”p
R ECEI O E INS AT ISFA Ç Ã O AO FINAL DO ENCONTRO, FOI APRESENTADA A 102ª EDIÇÃO DA PESQUISA CLIMA EMPRESARIAL LIDE-FGV, ÍNDICE BASEADO EM UMA NOTA DE ZERO A DEZ, RESULTANTE DE TRÊS COMPONENTES com o
mesmo peso: governo, negócios e empregos. Ao observar os dados, fica claro o receio dos líderes empresariais. A eficiência gerencial e o desempenho dos governos obtiveram a menor nota em 12 anos de pesquisa: 0,7% para a esfera federal, 4,7% para estadual, e 1,3% para municipal. Fora isso, apenas 11% dos participantes vão empregar em 2015, enquanto 39% pretendem manter o quadro atual e 33% vão demitir. A previsão de receita chega a ser alarmante, já que 38% acredita que o faturamento será pior este ano, em comparação a 2014. Entre os fatores que impedem o crescimento das empresas, o cenário político foi o maior entrave (77%), ultrapassando a inflação (12%) e o câmbio (10%). Entre as áreas que precisam melhorar, os números apontam novamente para a política, com 39% das respostas.p João Dória Jr., presidente do Lide
11 Operadoras
8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
> Artur Luiz Andrade
Sozinha, mas atenta OS MESES DE NEGOCIAÇÃO COM A CVC, PARA UMA POSSÍVEL COMPRA PELA LÍDER DA INDÚSTRIA, NÃO FORAM EM VÃO PARA A NASCIMENTO TURISMO. “APRENDEMOS MUITO, NOS CONHECEMOS, FIZEMOS O DEVER DE CASA, O QUE ESTÁ SENDO BOM NESTE MOMENTO DE TURBULÊNCIA ECONÔMICA, em que estamos reestruturando a operadora”, disse Plínio Nascimento, diretor geral, ao Jornal PANROTAS. Essa reestruturação, segundo ele, deveria ter sido feita no ano passado, mas o possível acordo com a CVC segurou os planos. “Temos uma estrutura para atender e vender de 40% a 50% mais. Também otimizamos processos e departamentos e, como disse, descobrimos muitas coisas nesses meses de levantamento de dados para a CVC”, explicou. Hoje, a operadora conta com 450 funcionários e filiais em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, em Santos e em Brasília, além de dez lojas. Um dos grandes trunfos da Nascimento é a distribuição equilibrada das vendas e dos produtos. Ou seja, nem ela depende apenas de uma região consumidora, nem há um produto que domine as vendas. A capital paulista, por exemplo, responde por 15,84% das vendas da operadora, seguida pelo interior de São Paulo, com 12,47%, Rio de Janeiro (10%), Santos (7,7%), Brasília (7,2%, e
crescimento de 12% no último ano), e Belo Horizonte (6,4%). No Sul do País, onde a operadora atuou com a marca New Line enquanto durou o arrendamento da operadora paranaense, a empresa pretende colocar um promotor em Porto Alegre e já tem profissionais em Santa Catarina e no Paraná. Como a New Line também tinha filial em Manaus, há a possibilidade de um profissional na região Norte.
PRODUTOS
Com uma imagem forte em vendas internacionais, especialmente Caribe e Estados Unidos, a Nascimento já tem 21% de seu faturamento vindo dos produtos nacionais. Caribe e México dominam com 29%, seguidos dos Estados Unidos, com 22%. A Europa fica em quarto lugar, com 17%. “Há três anos, o nacional era apenas 7%. Este ano triplicou e vamos investir em mais ações e produtos domésticos”, disse o diretor de Vendas, Cleiton Feijó. “Passamos um tempo entendendo a dinâmica do nacional, como funcionam as tarifas operadora, os descontos, as promoções de final de semana e agora pegamos o jeito”. Segundo ele, a atuação da Nascimento no doméstico era uma solicitação dos próprios clientes. A América do Sul foi a única região que caiu em vendas na operadora, representando 7,5% do total. Os destinos exóticos representam 4%. Todos os dados levam em conta somente a parte terrestre.
Conselho da Nascimento Turismo é formado por Eduardo Nascimento (sentado) e os filhos, Dado e Plínio Nascimento
Contando as vendas em geral, o internacional responde por 64%, o nacional por 17% e os cruzeiros com o restante, sendo 9,3% no Brasil e 10,6% no Exterior. No ano passado, a operadora embarcou 110 mil passageiros. “Nosso DNA é atender o cliente da forma que ele pedir. Somos a operadora que mais trabalha com FIT, customizando as viagens para as necessidades e os desejos dos clientes. Isso vai continuar”, salientou Plínio Nascimento. Segundo ele, a operadora mantém
uma consultoria contratada para buscar oportunidades de investimento, como foi o caso da CVC, mas por ora continua 100% familiar, com a fórmula de sucesso que nasceu há 54 anos. No ano fiscal entre abril de 2014 e março de 2015, a Nascimento teve uma queda em vendas de cerca de 2%, dentro do esperado pela empresa. Na visão mais pessimista para 2015, a operadora prevê queda de 20% nas vendas, mas Plínio Nascimento não acredita que chegue a tanto.p
NASTUR
R EE ST UD A D O ASSIM COMO OUTRAS EMPRESAS, COMO TREND E CVC, QUE ADIARAM E ESTÃO REPENSANDO SEUS EVENTOS PARA AGENTES DE VIAGENS, A NASCIMENTO TAMBÉM SUSPENDEU O NASTUR, SEU ENCONTRO DE CAPACITAÇÃO. Até que ele retorne, em
Cleiton Feijó: “investimento no doméstico foi pedido dos clientes”
novo formato, provavelmente, a operadora seguirá com treinamentos e eventos pequenos itinerantes, como os roadshows que acaba de realizar para promover os produtos Europamundo. O Nastur deve voltar em 2016, mas pode ser que em novembro deste ano haja uma versão nacional, pois
há uma proposta sendo analisada. O Nastur Exclusivo Cuba, no ano passado, é uma referência para mudanças. “Estamos vendo o melhor formato para capacitar os agentes de viagens, algo em que acreditamos e continuaremos investindo”, finaliza Plínio Nascimento. Durante a Aviesp 2015, esta semana, em Campinas (SP), a Nascimento lançará seu novo sistema de reservas, unificando o inventários on-line de brokers com suas negociações diretas, que respondem por 60% do total. Tudo estará em um único ambiente pela primeira vez. p
Plínio Nascimento: “já fizemos o dever de casa para a reestruturação”
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Destinos
Missão São Francisco
“OS BRASILEIROS SÃO ÓTIMOS PARA SÃO FRANCISCO”, SEGUNDO O PRESIDENTE E CEO DA SAN FRANCISCO TRAVEL ASSOCIATION, JOE D’ALESSANDRO, que esteve em
missão no mês passado, em São Paulo e no Rio de Janeiro, para justificar o bom relacionameno com o mercado nacional. Além das capitais paulista e fluminense, o San Francisco Travel também visitou agências e operadoras e promoveu eventos em Buenos Aires, na Argentina. Foram 17 representantes da associação e de empresas, hotéis, atrações e prestadores de serviço da cidade da icônica Golden Gate e vários outros atrativos clássicos. “O número de brasileiro subiu de 17 mil para mais de 100 mil em dez anos e vemos potencial para muito mais no Brasil. Por isso nomeamos a South Marketing, de Newton Vieira, como representante no País, lançamos um site em português, organizamos essa mis-
EMPRESAS PARCEIRAS
HOTEL ZEPHYR
Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, Joe D’Alessandro, presidente e CEO da San Francisco Travel Association, e Newton Vieira, da South Marketing
são e vamos intensificar nossa presença aqui”, explicou D’Alessandro.
ATRATIVOS
São Francisco também veio mostrar que está repleta de novidades, como o novo museu Exploratorium, bem interativo e ótimo para as famílias, um novo porto para cruzeiros,
um novo centro de leões marinhos no Pier 39 e a implementação de mais infraestrutura na orla. Vem por aí também o remodelado Museu de Arte Moderna, três vezes maior, com previsão para o próximo ano; o Superbowl 2016, em fevereiro; e a expansão do centro de convenções, que estará pronta em 2018.p
O Radisson localizado no Fisherman’s Wharf está prestes a se tornar Hotel Zephyr Fisherman’s Wharf. Mais de US$ 30 milhões foram investidos na conversão, incluindo reforma dos 361 quartos à beira-mar. O Zephyr abre as portas em julho, com a promessa de um conceito totalmente diferente do Radisson. Site: www.hotelzephyrsf.com e e-mail: bertin.salas@radisson.com.
COVA HOTEL
O Cova Hotel está no mercado brasileiro há três anos, com participações em feiras, como WTM Latin America e roadshows. “Apesar de ainda estarmos aprendendo nesse mercado, já temos ótima relação com os operadores e há cada vez mais brasileiros entre os hóspedes, afirma o CEO, Simon Sin. Site: www.covahotel.com.br e e-mail: simon@ covahotel.com.
EXTRANOMICAL
O Extranomical Tours é ideal para quem pretende conhecer o Yosemite Park e outros pontos da região de São Francisco sem aglomerações. A empresa é especializada em pequenos grupos, com passageiros acomodados em veículos confortáveis e possui áudio tour em português. Site: www.extranomical.com e e-mail: rodrigo@extranomical.com.
HOLIDAY INN
“Somos o hotel com a melhor localização turística de São Francisco”, afirma, sem rodeios, a diretora do empreendimento, Kathleen Kearney. “Estamos a algumas quadras do Pier 39, do Alcatraz Tours, do Cable Cars e de vistas espetaculares da Golden Gate.” São 835 quartos na soma do Holiday Inn Suites e o Holiday Inn Express Fisherman’s Wharf. Site: www.hiefishermanswharf.com e e-mail: kathleen.kearney@ihg.com.
AEROPORTO
A chefe de Marketing do aeroporto de São Francisco, Kandance Bender, está há 13 anos no terminal. Ela é responsável por todo o serviço aéreo e desenvolvimento de rotas, tal como comunicação, tecnologia, mídias sociais e tradicional. Site: www.flysfo.com e e-mail: kandance.bender@flysfo.com.
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BLAZING SADDLES Vá de bicicleta à Golden Gate e volte de balsa. A Blazzing Saddles é um negócio de família que possui mais de 30 anos no mercado. Conta com profissionais experientes e preparados para levar ao turista às melhores vistas de São Francisco, tudo com muita aventura e, claro, saúde, pois estamos falando de pedalar. Site: www. blazingsaddles.com/san-francisco e e-mail: marketing@blazingsaddles.com.
CITYPASS
Explore a baía de São Francisco com um desconto bastante expressivo. O San Francisco Citypass reduz a tarifa daqueles passeios obrigatórios na região, como museus, Alcatraz, Aquário, Academia de Ciência da Califórnia, além dos Cable Cars (bondes) e passeios de aventura. Site: www. citypass.com/san-francisco e e-mail: annie@citypass.com
HORNBLOWER CRUISES Que tal um belo jantar com música e um bom vinho enquanto passa por debaixo da Golden Gate? O dining cruise Hornblower pode oferecer um serviço surpreendente em um de seus 32 iates, que podem ser encontrados em praticamente toda região de São Francisco. São mais de 35 anos de experiência no ramo. A diretora de Desenvolvimento Turístico, Estelle Miller, se coloca à disposição do trade brasileiro. Site: www.hornblowersf.com e e-mail: emiller@hornblower.com.
HOTEL NIKKO
O Hotel Nikko dispõe de um atendimento nos padrões asiáticos. Trata-se de um hotel-butique, localizado a alguns metros da Union Square. Desfrute do que há de mais fino na arte omotenashi em algum de seus 532 quartos, e relaxe no fitness center de mil metros quadrados com piscina indoor, spa e saunas. Site: www.hotelnikkosf. com e e-mail: apresutti@hotelnikkosf.com.
PIER 39
De cenários maravilhosos e um mar amado pelos leões marinhos e outras espécies, o Pier 39 é uma das visitas mais icônicas de São Francisco. É o local ideal para amantes de vinhos e de uma gastronomia de primeira. A refeição acontece enquanto uma bela paisagem e uma atmosfera empolgante cercam o visitante e e-mail: odi@pier39.com.
SCOMA’S
No que depender de tradição, poucos restaurantes superam o Scoma’s. Tratase de uma propriedade familiar de 50
Na ponta esquerda, Newton Vieira, da South Marketing (newton.vieira@smi.net.br), representante de São Francisco no Brasil, ao lado dos fornecedores do destino
anos, que ostenta uma lista de vinhos premiados, frutos do mar frescos e uma vista incrível no Pier 37. Aproveite para
dar uma olhadinha no barco pesqueiro do restaurante. Site: www.scomas.com e e-mail: mcostello@scomas.com. p
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> Maria Izabel Reigada — Brasília (DF)
Dias nublados
O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, e o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha: visões divergentes
REPRESENTANTES DO GOVERNO E DA INICIATIVA PRIVADA PARECEM NÃO TER O MESMO CÉU SOBRE SUAS CABEÇAS. EM UMA SEMANA TRÁGICA PARA A AVIAÇÃO, MARCADA PELA QUEDA DO AIRBUS DA GERMANWINGS NOS ALPES FRANCESES, o ministrochefe da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha, garantiu que o ano – assim
como as próximas duas décadas – será de “céu de brigadeiro” para a aviação brasileira. Na mesma semana, o vice-presidente comercial e de Marketing da Avianca, Tarcísio Gargioni, usou igual expressão ao falar sobre o cenário de crise que prevê para 2015. “Não temos nenhum céu de brigadeiro no horizonte. Temos muitas nuvens, diante da pressão de custos, do aumento do dólar e
da alta da inflação, e um produto extremamente perecível”, disse, em discurso semelhante ao dos representantes da Azul, Gol e Tam que participaram do seminário Aviação em Debate, promovido pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), em Brasília. A declaração do ministro da Aviação Civil, que também participou do evento da Abear, havia sido dada dois dias
antes, na abertura do Airports Infra Expo, também no Distrito Federal, que recebeu três dias de debates em torno do setor aéreo. Segundo a Abear, há 23 projetos em discussão no Congresso com alto impacto na aviação civil. “A alta do dólar e o reajuste fiscal — com revisão nas alíquotas de PIS e Cofins e na desoneração na folha de pagamentos — poderão aumentar em R$ 2,5 bilhões os custos das companhias aéreas brasileiras neste ano”, disse o presidente da associação, Eduardo Sanovicz. “As empresas tiveram um início de ano muito difícil com essas notícias. Nos preocupa a oscilação do dólar, uma vez que uma companhia aérea tem 60% de seus custos em dólares, mas também o reajuste fiscal que o governo pretende fazer”, acrescentou Sanovicz, em discurso na abertura do seminário, ouvido pelo ministro Padilha e pelos presidentes de três comissões na Câmara dos Deputados: Benjamim Maranhão Neto, da Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público; Clarissa Garotinho, da Comissão de Viação e Transporte; e Eli Correa Filho, da Comissão de Defesa do Consumidor. O ministro da Aviação Civil disse reconhecer que a Abear esteja preocupada com os 23 projetos relacionados à aviação em debate no Congresso, mas falou de outros 111 projetos “com grande impacto para toda a sociedade”, em resposta à Abear. “O reajuste fiscal é necessário para cumprir as metas do governo, que devem ser atingidas. Quando a desoneração foi concedida, tínhamos outra situação. Para o crescimento do mercado, o ajuste é indispensável”, completou, garantindo, no entanto, que o modo como ele será feito será “modulado no Congresso”.
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A abertura do Aviação em Debate, da Abear, teve a presença do deputado Eli Correa Filho (Comissão de Defesa do Consumidor), do presidente da Anac, Marcelo Guaranys, do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, Eduardo Sanovicz, da Abear, e dos deputados Clarissa Garotinho (Comissão de Viação e Transporte) e Benjamin Maranhão Neto (Comissão de Trabalho, de Administração e de Serviço Público)
APERTAR OS CINTOS
O presidente da Abear ressaltou que as empresas aéreas já estão tratando de absorver os custos – e que não haverá demissões. “É nossa intenção manter todos os ativos, bem como as equipes. No entanto, é muito difícil lidar com o acréscimo de mais de R$ 2 bilhões aos orçamentos projetados para este ano”, disse. Questionado sobre um possível aumento de tarifas aéreas, Eduardo Sanovicz ressaltou que há uma fatia do mercado muito sensível a preços. “Nossos estudos mostram que o aumento de 10% nas tarifas já representaria uma queda na demanda. E o universo de 111 milhões de brasileiros que utilizam o transporte aéreo é uma conquista do País, que não deveria ser ameaçada”, completou. Mas foi também o VP da Avianca que fez o primeiro alerta de que essa demanda pode já ter começado a encolher. Segundo Gargioni, até a semana do evento, a penúltima de março, a companhia já registrava redução de 10% na demanda. “A hora da verdade é o mês de março, que trará números bem diferentes dos registrados no início do ano. Até ontem, na comparação com o mesmo período do ano passado, já tínhamos verificado queda de 10%”, contou o executivo. “O cenário
é de custos pressionados pela alta do dólar e incerteza na demanda. A crise vai passar, mas a questão é saber quando ela passará”, acrescentou. “Tentamos olhar para o programa de aviação regional e acreditamos que a concessão dos aeroportos são boas notícias nesse momento de crise”, disse a representante da Azul, Patrizia Xavier (leia matéria na página 16). Menos desanimador, o vice-presidente da Gol, Alberto Fajerman, classificou 2015 como um ano de ajustes. “Não devemos ser muito pessimistas, porque no final do ano ou no início de 2016 reencontraremos o caminho do
Tarcísio Gargioni, da Avianca, e Alberto Fajerman, da Gol
crescimento”, acredita. Pela Tam, Basílio Dias comemorou o aumento do load factor da empresa em fevereiro, tanto nas rotas domésticas quanto internacionais, mas alertou para a ma-
nutenção da rentabilidade. “Tivemos esse aumento da ocupação, sem que isso se revertesse em crescimento de rentabilidade”, disse.p > Continua na pág. 16
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< Continuação da pág. 15
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MAIS CONCESSÕES O GOVERNO FEDERAL VAI CONCESSIONAR MAIS AEROPORTOS E JÁ TEM UM LOTE DE NOVE AERÓDROMOS QUE DEVEM SER ENTREGUES À INICIATIVA PRIVADA, MAS AS CONCESSÕES SÓ DEVEM ACONTECER A PARTIR DE 2016. SEGUNDO O MINISTRO-CHEFE DA SECRETARIA DE AVIAÇÃO CIVIL, Eliseu Padilha, as concessões devem ocorrer, mas a prioridade da SAC neste momento é com a reestruturação da Infraero (leia na pág. 17), que perdeu 58% de sua receita com a privatização dos aeroportos de Guarulhos, Confins, Galeão, Viracopos e Brasília, além de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte. “Trabalhamos com um lote de nove aeroportos que poderão ser entregues à iniciativa privada, mas estamos estudando novos modelos de concessão”, disse o ministro, anunciando a provável redução na participação da Infraero nas concessões futuras. Nos seis aeroportos entregues à administração da iniciativa privada, a Infraero detém 49% de participação em cinco deles. De acordo com o ministro, o governo estuda permitir que empresas que já participam dos consórcios administradores de aeroportos brasileiros possam ser candidatas nas futuras licitações. “Estamos estudando um modelo para isso, talvez optemos pelo critério de um raio de distância, para assegurar a concorrência”, antecipou. “Estamos analisando”, disse o ministro, que já havia anunciado que os aeroportos de Salvador, Florianópolis e Porto Alegre fazem parte do grupo de futuras concessões. Durante o evento Aviação em Debate, da Abear, o ministro de Aviação Civil disse, em resposta à deputada federal Clarissa Garotinho, que preside a Comissão de Viação e Transporte da Câmara, que o governo não estuda a possibilidade de concessões patrocinadas de aeroportos. “Isso não está em debate por duas razões. Primeiramente porque os aeroportos que podem ser concessionados ainda têm valor de outorga muito grande. Recebo continuamente interessados na concessão dos próximos aeroportos”, afirmou.
FORA DAS PRIVATIZAÇÕES Padilha anunciou ainda que três aeroportos não serão concessionados, segundo decisão do Governo Federal: Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ) e Manaus (AM). “A Infraero está sendo reestruturada e teremos a Infraero Serviços, uma empresa com o know-how da Infraero para a gestão aeroportuária”, disse. “Essa empresa seguirá as mesmas condições de comparação das concessionárias, fis-
Congonhas é um dos aeroportos que não serão entregues à iniciativa privada
calizada pela Anac, garantindo a qualidade dos serviços em seus aeroportos”, disse o ministro. Na prática, os três aeroportos fora do programa de concessões serão passados à própria Infraero. Hoje, eles representam 22% da receita da estatal. A deputada Clarissa Garotinho defendeu a necessidade de mais investimentos e maior transparência no dinheiro resultante das outorgas dos aeroportos. “Hoje temos R$ 44 bilhões como resultado das outorgas dentro do Fundo Nacional de Aviação Civil cuja aplicação é exclusiva à atividade, por lei. Desse montante, já temos R$ 7,3 bilhões dedicados ao programa de aviação regional, para investimento nos 270 aeroportos previstos”, disse o ministro.
MODELOS DE CONCESSÃO Modelos para a concessão de aeroportos foram apresentados por diferentes consultores e empresários, com destaque para a expertise do di-
retor de Aeroserviços da Egis, Emmanuel Legrand, durante a programação da Airports Infra Expo. O executivo da empresa de consultoria e engenharia, com participação no consórcio que administra o Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), falou sobre a experiência de administração da empresa em outros 14 aeroportos do mundo. “Nosso grupo adota diferentes modelos em diferentes países e com diversos tamanhos de aeroportos”, explicou o executivo, listando equipamentos em países como a Bélgica, o Congo, Chipre e a Polinésia Francesa. O diretor da Egis falou ainda sobre modelos de concessões em bloco – caso do Chipre, onde a empresa tem um contrato apenas, incluindo a administração de dois aeroportos. “Esse modelo é o mesmo da concessão do Congo, onde temos um contrato incluindo três aeroportos de dimensões diferentes: dois deles com mais de um milhão de passageiros ao ano e outro com apenas 18 mil”, ressaltou.
Co-head de Investimentos em Infraestrutura da GP Investments, Helcio Tokeshi falou sobre a possibilidade de concessões em bloco para os aeroportos brasileiros. “Precisamos lembrar que o primeiro bloco de concessões entregou os aeroportos considerados mais interessantes pelos investidores. Mais de 70% do Ebitda da Infraero em 2010 vinha dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos, Confins, Galeão e Brasília, hoje com a iniciativa privada”, analisou. Para Tokeshi, o modelo de blocos que agrupariam mais de um aeroporto em concessões futuras deve ser estudado. “No México, temos 35 aeroportos divididos entre quatro concessionários por um período de 50 anos”, contou. Entre as sugestões apresentadas pelo executivo estava a configuração de um bloco de aeroportos da região Sul do País e outro da região Nordeste ou a combinação de aeroportos de maior e menor fluxos de passageiros.
AS NOVAS INFRAEROS Reestruturar a Infraero é prioridade máxima da Secretaria de Aviação Civil, segundo anunciou o ministro Eliseu Padilha. “Precisamos da Infraero Serviços, que deverá ter um parceiro internacional, da Infraero Participações, uma vez que a Infraero deixou de seu uma empresa monopolista e passou a ter participação de 49% nos cinco maiores aeroportos do País, e da Infraero Navegação Aérea”, explicou o ministro. O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, lembrou que as concessões dos seis aeroportos já realizadas encolheram a receita da empresa em 58%, transferindo apenas um terço dos custos da Infraero para o setor privado. Segundo ele, a estatal conta hoje com 12,8 mil funcionários em seu quadro, mas já abriu um Programa de Demissão Voluntária (PDO) para diminuir o excesso após as concessões, calculado em 2,6 mil funcionários.
O presidente da Infraero, Gustavo do Vale
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Foto: divulgação Infraero
AV I A Ç Ã O R EGION A L CLASSIFICADA COMO “A MENINA DOS OLHOS” DA PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF PELO MINISTRO DA AVIAÇÃO CIVIL, ELISEU PADILHA, a aviação re-
gional tem recursos assegurados pelo Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), bem nutrido graças à receita com as concessões dos aeroportos. Segundo o ministro, dos 270 aeroportos regionais previstos no plano do governo federal, 83% estão em operação. “Apenas 17% terão de ser construídos ou reaproveitados e, nesse caso, já estamos na etapa de licenciamento ambiental”, disse. Empresa responsável pela elaboração do Plano Econômico e Urbanístico do Sitio Aeroportuário de Viracopos, em Campinas, entre outros projetos, a Ur-
PAN N o t a s Lounge em GRU A Bradesco Cartões inaugurou, no Terminal 1 do Aeroporto de Guarulhos, a Bradesco Cartões Lounge. Trata-se de uma sala vip projetada para receber clientes dos cartões American Express Gold Card, American Express Gold Corporate, The Platinum Card e Elo Nanquim. Com 600 metros quadrados, o ambiente é composto por sala de estar, sala de reunião, cinema com televisores e canais de filmes, espaço kids, banheiros com duchas e fraldário, buffet exclusivo, além de espaço cyber wi-fi e serviços de atendimento bilíngue, sem contar que a área é também estruturada de acordo com questões de acessibilidade.
Quase 60 Ao menos 59 eventos estão registrados pelo São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPCVB) para acontecer na capital paulista até 2019, dos quais 34 nacionais e 25, internacionais. Entre os confirmados para este ano estão o N Design, longe da cidade há 17 anos; a Convenção do Rotary Internacional, com 40 mil participantes; a competição profissional World Skills Competition; e o Oh! Future Sensations, em comemoração ao 350º aniversário da francesa Saint Gobain.
ban Systems elaborou um ranking dos aeroportos regionais brasileiros com maior potencial de desenvolvimento econômico. “Neste momento em que se desenha um plano para a aviação regional, em que o governo aposta na criação e desenvolvimento de 270 aeroportos regionais, decidimos olhar com atenção para esses aeroportos”, explicou o presidente da Urban Systems, Thomaz Assumpção. Segundo ele, os critérios para análise dos aeroportos foram enviados à Anac, à SAC e à Infraero para elaboração de um Índice de Qualidade Mercadológica (IQM) para os aeroportos regionais. O líder nesse ranking é o aeroporto de São José dos Campos (SP), seguido por
Aeroporto de Foz do Iguaçu (PR)
Ribeirão Preto (SP) e por Joinville (SC). Os “quesitos” analisados para a composição do ranking incluíram fatores ligados à infraestrutura e localização; ao transporte de passageiros; transporte de cargas; e receitas acessórias. Além
dos três primeiros colocados, a lista dos “dez melhores” inclui ainda, na ordem: Campos dos Goytacazes (RJ); Uberlândia (MG); Maringá (PR); Cascavel (PR); Londrina (PR); Caxias do Sul (RS); e Foz do Iguaçu (PR).
18 Operadoras
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> Danilo Alves — Atibaia (SP)
Cada vez mais otimista
A 24a EDIÇÃO DO ENCONTRO ANCORADOURO, REALIZADA ENTRE 26 E 29 DE MARÇO, NO BOURBON ATIBAIA (SP), TROUXE AOS AGENTES DE VIAGENS, ALÉM DE MUITA CAPACITAÇÃO, UMA MENSAGEM POSITIVA. “No
Juarez Cintra e Juarez Cintra Neto, presidente e vice-presidente do Grupo Ancoradouro
Grupo Ancoradouro só há espaço para otimismo. Nenhuma crise econômica afetará o nosso dia a dia”, garantiu o vice-presidente da empresa, Juarez Cintra Neto. “Em 2014, passamos por momentos bons e ruins. Mas nada nos impediu, sempre estivemos juntos e assim permaneceremos por muitos e muitos anos”, garantiu Neto. “Sabemos que 2015 não será fácil. Exigirá ainda mais trabalho, criatividade, determinação e comprometimento.” A previsão é que o Grupo Ancoradouro registre crescimento de 15% até dezembro. “Nós sempre crescemos em crise e agora não será diferente. Janeiro e fevereiro foram meses bons, acima do esperado, e que deverão contribuir para um primeiro trimestre promissor”, disse o vice-presidente. Para atingir o incremento projetado, a aposta é o mercado doméstico e o sistema Efacil Plus, que foi reformulado e apresenta agora um novo conceito, desenvolvido a partir de sugestões dos agentes de viagens. “Com três cliques é possivel ter uma cotação”, garantiu o diretor operacional da empresa, Robson Camargo. “Melhoramos a usabilidade do portal”, sintetizou Juarez Cintra. Os executivos não detalharam os investimentos no portal, apenas afirmaram que são contínuos há três anos. Juarez também comentou a atual malha aérea internacional do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Ele, que na abertura do evento no ano passado pediu mais voos internacionais para a cidade, disse que a infelicidade nos atrasos das obras e a ligação da construtora responsável pela reforma do Viracopos com a Operação Lava Jato prejudicaram a cidade. “O aeroporto não ficou pronto, vieram as eleições, a crise econômica e os escândalos políticos e chegamos no cenário que estamos hoje”, disse. Duas aéreas internacionais que estariam interessadas em operar na cidade, segundo Juarez, desistiram em seguida. “Mais uma vez eu recorro ao meu otimismo. Não tenho dúvidas do destino que está reservado para Viracopos. Será um dos maiores hubs do País”, apostou.
19 LONGEVIDADE
Para o presidente do Grupo Ancoradouro, o nível do encontro vem melhorando anualmente e atraindo mais a atenção do agente de viagens, tornando o evento mais profissional. “No cenário econômico atual, uma capacitação como essa é fundamental. Os participantes saem daqui aptos a enfrentar qualquer tipo de crise”, afirmou. O formato do encontro deu tão certo que, segundo Juarez Neto, é o mais antigo evento privado do turismo brasileiro. “Criamos, fomos copiados e não temos nada contra quem copiou. Eu não capacito só o agente de viagens que compra apenas da Ancoradouro. Eu capacito quem compra do mercado. Toda empresa deveria se preocupar com o treinamento do seu canal de vendas”, analisou. Outro fator que agrada o staff do grupo e os participantes é o local do evento. Após ser realizado em Campinas, no Royal Palm Plaza, em 2014, o encontro retornou ao Bourbon Atibaia. “O Royal Palm Plaza é um hotel espetacular, tem aco-
modações excelentes e uma infraestrutura muito boa. No entanto, o Bourbon atende perfeitamente nossa formatação atual, é o hotel ideal para o que queremos”, afirmou Cintra. Nos dois dias de treinamento, os agentes de viagens visitaram 44 quartos transformados em salas de capacitação. A cada 20 minutos, eles participavam de treinamentos e palestras, em sistema de rodízio. Esses profissionais eram de pelo menos 70 cidades dos Estados de São Paulo, do Rio de Janeiro, Sul do Brasil, de Minas Gerais e do Espírito Santo. Ao todo, cerca de 800 pessoas participaram do 24º Encontro Ancoradouro. Para 2016, a palavra é comemoração, já que o evento comemora 25 anos de existência. “Vamos fazer algo bem diferente, como reformular algumas coisas, inovar e deixar os momentos de lazer entre agentes e fornecedores mais especiais”, adiantou Juarez. Segundo ele, a 25ª edição devera ocorrer no Bourbon Atibaia no final de fevereiro.p
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A Z U L E TA M DURANTE O 24º ENCONTRO ANCORADOURO, A AZUL ANUNCIOU UM VOO LIGANDO MACAPÁ A CAIENA, NA GUIANA FRANCESA. Segundo o
diretor da aérea, Antônio Américo, os dois voos semanais solicitados já foram aprovados pelas autoridades competentes e deverão começar em agosto. O executivo aproveitou a oportunidade para reforçar que a empresa aguarda aprovação para operar voos diretos de Guarulhos para Maringá (PR), Joinville (SC) e Cascavel (PR). Do Santos Dumont, no Rio de Janeiro, a companhia aguarda autorização para voar para Florianópolis e Navegantes (SC). Já o diretor da Tam, Igor Miranda, disse que a aérea é a que mais investe no trade na América La-
tina. “Não existe empresa forte sem uma boa distribuição. Isso nós temos e reconhecemos a importância dos agentes de viagens para o nosso crescimento”, disse, revelando ainda que ao longo do ano serão desenvolvidas diversas ações de capacitações e treinamentos em todo o Brasil. Ele revelou ainda que a companhia pretende investir R$ 13 bilhões até 2017, sendo que R$ 11 bilhões serão apenas em frota. “A Tam em 2015 e 2016 vai ser uma outra companhia, tanto no doméstico quanto no internacional. Não posso falar muita coisa, só posso dizer para vocês que será uma companhia muito diferente e, acima de tudo, muito melhor”, concluiu.p
NAS SALAS DE CAPACITAÇÃO VISITANTES INTERNACIONAIS A representante do Turismo do Chile no Brasil, Maria Victoria Altez (foto) revelou que o país registrou crescimento de 18,7% no número de visitantes internacionais de dezembro de 2014 a fevereiro deste ano. Segundo ela, ao longo de 2015, o Chile investirá na promoção por meio de diversas feiras de turismo e eventos. “Vamos participar dos principais encontros do trade para promover nossos atrativos e a oferta”, comentou.
LANÇAMENTOS DE NAVIOS A Royal Caribbean destacou seus próximos lançamentos, como o Anthem of the Seas, que será inaugurado no mês que vem, na Inglaterra, e o Ovation of the Seas, previsto para o ano que vem. Em 2016, a armadora
também apresenta o Harmony of the Seas, o maior navio do mundo, segundo a empresa. O transatlântico será gêmeo do Allure, que partirá para uma temporada na Europa entre maio e outubro deste ano.
MAIS DUAS PARCELAS
Alexandre Zachello, Vanessa Martusceli, Edi Guerreiro e Silvio Luiz, da Pullmantur
O presidente da Pullmantur Brasil, Alexandre Zachello, disse que a alta do dólar não prejudicou as vendas dos cruzeiros internacionais da ar-
PARA LOS ANGELES
A Avianca se prepara para voar, a partir de 1º de julho, entre Bogotá (Colômbia) e Los Angeles (Estados Unidos). A frequência será realizada com uma aeronave A330. O lançamento foi ao encontro do objetivo da companhia no evento da An-
madora. O dirigente ressaltou também que a companhia aumentou o parcelamento de dez para 12 vezes sem juros.
coradouro, que é mostrar que a empresa não opera apenas no Brasil, na Colômbia e no Peru. “Temos excelentes opções para os Estados Unidos e também para alguns países da América Central”, disse a executiva da Avianca, Joyce Rego.
Marcelo Rolim, Alexander Haim e Elisa Gonzalez, da Royal Caribbean
CITY TOUR E PERNOITE A Turkish Airlines oferece pernoite grátis e city tour em Istambul para passageiros em conexão internacional. O primeiro é concedido aos clientes com conexão acima de dez horas, na classe econômica, e sete, na executiva. Já o passeio, que inclui ingresso para as principais mesquitas e museus, acontece durante o dia e o passageiro precisa ter seis horas de conexão, independentemente da classe de serviço.
Reinaldo Moreno, Diego Castagnet e Joelma Martins, da Avianca
GEOLOCALIZAÇÃO
Joana Benvenuti e Douglas Araújo, da Turkish Airlines
A Gol destacou o mais novo serviço disponível em seu aplicativo: o de geolocalização. Segundo os executivos Marcelo da Silva e Carina Tosello (foto), a ferramenta, mostra em tempo real a localização e a distância do passageiro em relação ao aeroporto de origem do voo. Todos os serviços de geolocalização só serão possíveis com uma antecedência de até quatro horas antes do voo.p
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Flashes Encontro Ancoradouro
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< Continuação da pág. 19
1 Fábio Mader, da Gol, Juarez Neto e Juarez Cintra, da Ancoradouro, Luiz Teixeira e Luciano Macagno, da Delta Air Lines 2 Juarez Cintra com Ricardo Amaral e Alexander Haim, da Royal Caribbean 3 Débora Prass e Tathiana Leal, da Imaginadora, representando o Greater Miami Convention and Visitors Bureau 4 Martim Diniz, do Sea World 5 Eduardo Gianpietro, da Plena Negócios, Gabriel Comin, da Barbosa Turismo, Ana Claudia Di Sicco, da Conex Travel, e Fernando Brigante, da Fernando Viagens 6 Jéssica Guedini, da Portal Turismo, e Rafaela Souza, da Planeta Turismo
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Veja mais fotos na versão digital do JP
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Marra, Anna Homem, da Air France-KLM, e Luciana Alcini, da Alitalia 8 Juliana Lopes, da PHS Rio, e Hilanna Andrade, da Nova Prática 9 Cássio Lucas, da South African Airways, com Yasmin Campassi, da Campassi Turismo, e Fernanda Moura, da Monções Turismo 10 Danillo Barbizan, da Delta, entre Ana Ravaneli, da Top Tours Viagens, e Aline Figueiredo, da APC Turismo 11 Alessandro Almeida e Daniela Bergamini, da Imaginadora, que representa Capital Region USA no Brasil 12 Pedro Rossini, Letícia Bernardi e Luciano Cardoso, da Qatar 13 Juarez Neto entre Tais Ballestero, Marianna Alcorta e Priscilla Ponce, da PANROTAS 14 António Américo, da Azul, entre Juarez Neto e Juarez Fielo 15 Guillermo Alcorta, da PANROTAS e Adriana Cavalcanti, da Air France – KLM
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Operadoras
Rumo a
Bariloche NO ÚLTIMO DIA 27, A CVC REUNIU CERCA DE 80 AGENTES DE VIAGENS NA CAPITAL PAULISTA PARA UMA CAPACITAÇÃO SOBRE BARILOCHE. O esforço da operadora tem motivo: o objetivo é levar este ano quatro mil brasileiros à principal estação de esqui da Argentina, 1,5 mil a mais que o ano passado. A confiança no produto está em alta, a ponto da empresa bloquear três mil assentos com a Aerolíneas Argentinas e fretar voos da Tam a partir de Porto Alegre. A novidade desta temporada é que a operadora está trabalhando com roteiros flexíveis de três, quatro, cinco e oito dias. “Nossos pacotes sempre foram de sete noites, tempo que considerávamos ideal. No entanto, o perfil do viajante mudou e hoje nem todos conseguem tirar 30 dias de férias, por isso adaptamos nossos roteiros para aqueles que não conseguem tirar mais do que um final de semana de descanso”, explicou o diretor Internacional da CVC, Adriano Gomes. A operadora iniciará suas operações para Bariloche em 1º de julho, e seguirá até 15 de agosto, totalizando mais de 80 saídas de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília.
RETOMADA
Também conhecido como “Brasiloche”, o destino vive a expectativa de receber 30 mil brasileiros na temporada de inverno. Até o final do semestre, a estimativa da Emprotur, órgão oficial de turismo da cidade, é que 40 mil visitem a cidade andina. “Ano passado foi muito bom e 2015 será ainda melhor. Depois das cinzas do vulcão (2011), os brasileiros estão voltando a visitar a cidade com mais frequência. Faremos uma campanha de Marketing no trade e uma maior ainda para o público final,
além de uma série de treinamentos”, afirmou o diretor da Emprotur, Leopoldo Tiberi. “Ninguém entende de brasileiros tanto quanto a gente”, brincou.p
Leopoldo Tiberi, de Bariloche, entre Adriano Gomes e Valter Patriani, da CVC
SurFACE
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Touch screen
Gonzalo Romero, novo diretor geral do Brasil, com Ivan Blanco, da área comercial
Novo diretor
A Aerolíneas Argentinas tem novo diretor para o mercado brasileiro. É Gonzalo Romero, que desde 1º de março atua no País, em substituição a Ariel Rodríguez, que voltou para a base da empresa, em Buenos Aires. Há 14 anos na aérea, dos quais os últimos três cuidando do mercado chileno, Romero assume pela primeira vez o mercado brasileiro. “É um desafio estar à frente de um País que conta com mais de 100 frequências semanais de sete diferentes cidades (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília e Salvador). Venho para fazer crescer ainda mais a presença da empresa no Brasil, aumentar o número de conexões e consolidar a marca da Aerolineas no País”, afirmou.
5° Workshop Visual
O presidente da Visual Turismo, Afonso Louro, anunciou que a quinta edição do Workshop Visual será realizada no Club Med Itaparica (BA), entre 27 e 30 de junho. Neste ano, o evento contará com 234 agentes de viagens, que serão divididos em 14 equipes nas 38 business suítes. Serão selecionadas as dez maiores agências nas 12 bases de operação da Visual no Brasil, além dos melhores vendedores na "Corrida de Vendas do Agente". No total, cerca de 500 pessoas, entre agentes, patrocinadores e staff deverão participar do evento, que este ano tem o patrocínio das empresas Club Med, Gol, Global Travel Assistance (GTA) e Delta Airlines
A Airbus patenteou, nos Estados Unidos, a “smart aircraft window”, uma janela de alta tecnologia que funcionará em touch screen no que a empresa chama de “aeronaves do amanhã”. De acordo com a descrição da patente, a janela é “um método para a visualização interativa de informações em uma cabine de avião”. Ou seja, provavelmente os passageiros terão, à distância de um toque, informações dos destinos para os quais estarão viajando. A Airbus também promete para a “aeronave do amanhã” fuselagem transparente, de modo que os passageiros possam apreciar o visual externo.
Reestruturação
O Sheraton WTC, que fica no mesmo complexo do World Trade Center São Paulo e Shopping D & D, na zona sul da capital paulista, vai passar por uma reestruturação para “se adequar a uma nova fase de crescimento na região onde se encontra”, diz o diretor do hotel e do WTC, João de Nagy, sem revelar detalhes. “É o melhor hotel para executivos de São Paulo”, resume ele. “Na zona sul paulistana, sobretudo da avenida Faria Lima para cá, observamos a construção, alguns em fase final, de inúmeros prédios de escritórios. Isso vai gerar uma demanda muito maior do que a de anos anteriores, já que novos milhares de executivos e executivas estarão trabalhando, se alimentando e fazendo diversas atividades na região, como ir a eventos e se hospedar”, explicou o dirigente.
Ponto a ponto Faleceu no último dia 30, em São Paulo, Marisa Carone, aos 83 anos, da operadora Turnet. No próximo dia 24, a British Airways lançará um aplicativo para o Apple Watch que permite visualizar detalhes de voos. Cristiano Rodrigues é o novo presidente da Assembleia Geral Ordinária da Associação Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de Turismo (Anseditur). Gustavo França anunciou a saída da direção da Web Viagens e Travelmoon, onde atuou nos últimos dois anos.
O diretor comercial do Club Med, Marco Oliva, o diretor comercial da Gol, Fábio Mader, o presidente da Visual Turismo, Afonso Louro, e o diretor comercial da GTA, Gelson Popazoglo
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Shows exclusivos
A Celebrity Cruises anunciou a redefinição de sua experiência a bordo com o lançamento de uma série de 18 shows exclusivos a serem implementados nos 11 navios nos próximos 18 meses. Os espetáculos envolvem teatro, dança, comédia e musical. Um destaque é a apresentação de Elyria, uma produção de final de noite para o Celebrity Costellation, com estreia agendada para este mês, que promete levar os hóspedes a um espirituoso mundo de sonho. Há também o Imagic, que estará disponível a bordo do Celebrity Summit e será uma interpretação moderna de ilusionismo, com a utilização de alta tecnologia, como hologramas, lasers e iPads. p
Ingressos para 2016
Os ingressos para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, já podem ser comprados e parcelados em até cinco vezes. As solicitações para as cerca de 700 competições de 42 esportes devem ser feitas até 30 de abril, por meio da página oficial do evento. A organização informa que as compras pela internet só podem ser feitas por maiores de 18 anos, com a informação do número do CPF e endereço no Brasil. Quem não morar no País, só poderá adquirir os ingressos por meio de revendedores autorizados onde reside. Também é possível obter informações sobre a compra pelo telefone 3004-2016. Haverá meia-entrada para estudantes, professores da rede pública municipal do Rio, idosos, pessoas com deficiência e obesos. Os ingressos custam, em valores inteiros, de R$ 40, como nas preliminares de vela e maratona aquática na praia de Copacabana, a R$ 4,6 mil, para os melhores lugares na cerimônia de abertura, no Estádio Maracanã. Sobre os valores, cabem os descontos de 50% para meia-entrada e também há preços menores, dependendo do setor. p
8 a 14 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS
Posto de vendas O sítio arqueológico de Machu Picchu ganhou um novo ponto de venda de ingressos, no Centro Histórico de Cusco (Peru). A nova opção facilita quem deseja visitar uma das sete maravilhas do mundo moderno, que já possui venda de ingresso on-line e por meio de agências de viagens e operadoras. Para efetuar a compra, é necessário apresentar passaporte ou RG, tanto para comprar como para entrar no parque. Além disso, a subida de Aguas Calientes, trajeto que leva ao sítio, é feito somente por um ônibus oficial do povoado local. Os preços para visitar Machu Picchu variam de acordo com o horário da visita. p
corporativo Edição 84 – 8 a 14 de abril de 2015
Hotelaria
> Maria Izabel Reigada — Brasília (DF)
Estreia dupla
Lobby e recepção do novo hotel da rede, e que funcionou por anos como Naoum
Fachada do hotel e a marca dourada da Windsor
A CONVERSA NO RESTAURANTE DO RECÉM-INAUGURADO WINDSOR PLAZA BRASÍLIA, PRIMEIRO HOTEL DA REDE NA CAPITAL FEDERAL, É INTERROMPIDA PELO HÓSPEDE DA MESA AO LADO. EDUCADAMENTE, ELE DIZ QUE NÃO PÔDE EVITAR OUVIR A ENTREVISTA que eu fazia com o gerente geral do hotel. “Me hospedo aqui há 11 anos e preciso dizer que a melhoria é notável. E muito bem-vinda, digna de elogios”, diz o hóspede fiel do Naoum Plaza Hotel, adquirido no ano passado pela Windsor Hotéis e
Apartamento dos andares executivos
reinaugurado com o novo nome em 19 de janeiro. Foi durante o café da manhã do restaurante principal do Windsor Plaza Brasília que a entrevista ocorreu. O bufê do café da manhã é, aliás, um dos pontos altos do novo hotel, segundo o gerente geral Alexandre Esmeraldo. “Já somos considerados o melhor bufê de café da manhã da hotelaria de Brasília. Triplicamos o número de itens que havia antes. O hóspede nota isso, especialmente aqueles que já eram clientes do Naoum”, conta o gerente. Segundo o gerente regional de Ven-
das da rede, Demetrius Guerra, foi a sinergia entre os hóspedes do tradicional Naoum e da rede Windsor uma das principais razões para a aquisição do hotel brasiliense pela rede. “O Naoum era um hotel fundamentalmente corporativo, como boa parte da hotelaria de Brasília. A rede Windsor também. Além do mais, houve uma complementaridade entre este hotel e o Windsor Brasília, que a rede está construindo aqui na capital e que será inaugurado em maio”, conta Guerra. Segundo ele, o fato de os hotéis estarem nas Asas Norte e Sul cria essa complementação geográfica.
Nos menos de três meses de sua abertura, o Windsor Plaza Brasília já comemora alguns resultados. “A ocupação em fevereiro ficou entre 48% e 50%. Essa é a baixa temporada, mas o período esteve aquecido pela posse dos parlamentares neste ano”, conta Guerra, que há oito anos trabalha no escritório de Vendas da Windsor em Brasília. “Trabalhava exclusivamente com o emissivo, mandando clientes para os hotéis do Rio de Janeiro, mas agora tenho os 190 apartamentos do Windsor Plaza para oferecer, além dos 150 do Windsor Brasília, quase finalizado”, analisa o executivo. p
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REPAGINAÇÃO TOTAL AO ASSUMIR O ANTIGO NAOUM PLAZA, EM 5 DE DEZEMBRO, A WINDSOR HOTÉIS FECHOU O EDIFÍCIO, DE 25 ANOS, E DEU INÍCIO A SUA MODERNIZAÇÃO. EM POUCO MAIS DE 40 DIAS O HOTEL TEVE OS CARPETES DOS 190 APARTAMENTOS substituídos por piso frio, estruturas elétricas e hidráulicas modernizadas, troca de todos os aparelhos de ar-condicionado e adequação para internet de alta velocidade. Mas as mudanças estruturais não pararam por aí. “Começamos a mexer nas varandas dos apartamentos. Percebemos que incluindo a varanda no quarto, ganhamos entre dois e três metros quadrados. Parece pouco, mas os apartamentos ficaram muito mais amplos”, conta o gerente geral do Windsor Plaza Brasília, Alexandre Esmeraldo. A obra de ampliação dos quartos tem previsão de conclusão no final deste ano. Mas a principal novidade do hotel foi a inclusão do Windsor Club. Disponível para os hóspedes do 14º ao 17º andares, o serviço conta com concierge, área de check-in privativa e café da manhã na cobertura. Nessa área, há ainda duas salas de reuniões que podem ser utilizadas gratuitamente pelos hóspedes dos andares executivos e happy hour diário, das 18h às 23h. “Temos recebido muitos elogios com as mudanças já realizadas, mas ainda temos muitos ajustes que só devem ser concluídos no final do ano”, conta Esmeraldo. Na área de eventos, a troca do carpete ainda será realizada, mas as divisórias que separam as salas já foram substituídas. “Também pretendemos reativar o bar do lobby, que terá uma integração mais completa com o hotel, assim como o restaurante que temos nesse piso, com saída para a rua”, conta Esmeraldo. “Mas essas são mudanças a médio prazo”, antecipa o gerente geral, que divide seus trabalhos ainda com os preparativos para a inauguração do Windsor Brasília, hotel de 150 apartamentos que a rede inaugura na cidade em 10 de maio (leia no box). p
BANCODEDADOS Serviços do Windsor Club
ll Presente apenas no Windsor Plaza
Brasília (antigo Naoum); ll Disponível dos andares 14 a 17; ll Concierge e área de check-in/checkout exclusiva; ll Café da manhã na cobertura; ll Duas salas de reunião na cobertura, sem custo adicional; ll Amenidades L´Occitane e cafeteira Nespresso; ll Happy hour diário das 18h às 23h na cobertura.
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Windsor Club é diferencial para hóspedes executivos do novo hotel da Windsor em Brasília
O gerente geral do hotel, Alexandre Esmeraldo, e o gerente regional de Vendas da Windsor, Demetrius Guerra
SEGUNDO HOTEL A C A M I N H O NEM BEM COMPLETADOS OS DOIS MESES DE ABERTURA DO PRIMEIRO HOTEL WINDSOR EM BRASÍLIA, O WINDSOR PLAZA BRASÍLIA, A REDE HOTELEIRA JÁ TEM DATA PARA SUA SEGUNDA ABERTURA NA CAPITAL FEDERAL: 10 DE MAIO. “NA VERDADE, O WINDSOR BRASÍLIA, que abriremos em maio, foi anunciado antes do Windsor Plaza Brasília, por se tratar de uma construção. Em tese, ele foi o nosso primeiro hotel, mas, com a aquisição do Naoum pela rede, conseguimos abrir primeiro o Windsor Plaza”, conta o gerente geral do hotel
aberto em 19 de janeiro, Alexandre Esmeraldo. Segundo ele, 95% do novo hotel já está pronto. Com a abertura, a rede, que em dezembro não tinha apartamentos na cidade, acrescentará 150 quartos à oferta atual, já em 190. Otimistas com os resultados, os executivos da rede Windsor comemoram a presença da rede nas duas principais áreas da capital federal: a Asa Sul, com o Windsor Plaza, e a Asa Norte, onde está sendo finalizado o Windsor Brasília. Na próxima abertura, as diárias serão entre 15% e 20% inferiores às praticadas no Windsor
Plaza, segundo o gerente regional de Vendas. “Não teremos o serviço Windsor Club nesse hotel, é importante que os clientes da rede já habituados ao club sejam encaminhados ao Windsor Plaza”, alerta. E a rede carioca parece totalmente adaptada a Brasília. Tanto que um terceiro empreendimento está nos planos do grupo, segundo o gerente geral do Windsor Plaza. “A Windsor tem mais um terreno em Brasília, para outra construção. Mas esse é um projeto de prazo maior. Agora temos duas aberturas para trabalhar”, conclui.
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> Alex Souza
Las Vegas para feiras Foto: Arquivo - LVCVA
DOS 41 MILHÕES DE VISITANTES RECEBIDOS POR LAS VEGAS NO ANO PASSADO, 13% ESTIVERAM NA CIDADE PARA PARTICIPAR DE FEIRAS E CONVENÇÕES. Os brasileiros foram parte considerável desse percentual, visto que apenas Canadá, China e México enviaram mais participantes do que o Brasil. Este desempenho importante do mercado brasileiro pode ser creditado a vários fatores, entre eles o trabalho do órgão de promoção da cidade norte-americana, a Las Vegas Convention and Visitors Authority (LVCVA), que, além de representada pela Interamerican, vem ao País constantemente para divulgar novidades e trabalhar pela aproximação entre os players do destino e do Brasil. Na semana passada, o vice-presidente de Vendas Globais da entidade, Chris Meyer, esteve por aqui para
palestrar e participar de diversos encontros. Uma das principais novidades trazidas por ele foi o megaprojeto de ampliação do Las Vegas Convention Center, administrado pela LVCVA, que, quando finalizado, em até oito anos, dará origem ao Las Vegas Global Business District. O investimento é de US$ 2,3 bilhões. Em conversa com o Jornal PANROTAS, Meyer fala sobre o mercado brasileiro, as perspectivas para 2015 e a competição com outros destinos norte-americanos pela captação de eventos.
JORNAL PANROTAS — O que diferencia Las Vegas de outros destinos em relação ao turismo de eventos? CHRIS MEYER — Pessoas de todas as partes do mundo vão a Las Vegas para fazer negócios e participar de feiras, como o Consumer Eletronics Show (CES) e o National Association
of Broadcasters Show. Ou seja, quando participa de uma feira em Las Vegas, você atinge uma audiência global. O que significa que você pode vender produtos e serviços, ou comprar produtos e serviços, de pessoas de todo o mundo. Acho que é isso o que diferencia nosso destino de muitos outros mundialmente.
JP — Quão difícil é para a cidade concorrer com um grande número de destinos norte-americanos também aptos a receber grandes eventos? MEYER — É muito competitivo, com todos os principais destinos do país querendo tirar negócios de mim! Eu sempre os vejo no nosso centro de convenções conversando com nossos clientes, dizendo “Hey, venha a Orlando, Chicago, São Francisco, Nova York”. Mesmo com o mercado de feiras sendo amplo nos Estados
Unidos, a competição é bem grande. Todos querem ganhar o nosso share porque eles sabem o quanto as feiras são importantes não somente para o compartilhamento de conhecimento, o desenvolvimento de conteúdo e os negócios que são feitos, mas também pelo dinheiro gasto na comunidade. Por exemplo: em média, cada participante de um evento em Las Vegas gasta cerca de US$ 1,3 mil por estada. Então, se você multiplica mil pessoas em um evento por US$ 1,3 mil, é mais de US$ 1 milhão. É muito dinheiro!
JP — A participação de brasileiros nos eventos em Las Vegas está crescendo? MEYER — Sim, principalmente por conta do estabelecimento do novo processo de vistos. Hoje, os viajantes do Brasil e da China conseguem vistos de dez anos. Eu mesmo acabei de
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tirar o meu visto brasileiro, que agora vale por dez anos, o que me deixa muito feliz! Há cinco anos a participação desses mercados não era a mesma. Para o mercado chinês, especificamente, a participação em feiras internacionais é muito importante, é o canal preferido por eles para fazerem negócios.
JP — Quais são as principais características do mercado brasileiro? MEYER — É um mercado muito vibrante que cresce exponencialmente. O que percebemos em relação aos mercados emergentes, e o Brasil é um deles, é que estas viagens acabam fazendo crescer também as viagens de lazer, pois uma vez que você visita um lugar a negócios, você está mais apto a retornar para férias. Há pesquisas que mostram que 85% das pessoas retornam para lugares que já conhecem. JP — Qual o balanço de 2014 em relação à participação dos brasileiros nos eventos de Las Vegas? MEYER — 2014 foi o melhor ano para o turismo do destino. Uma parte substancial do crescimento dos viajantes internacionais tem relação com o Brasil por conta, também, das novas operações da Copa Airlines, que voa para diversos destinos no Brasil e duas vezes para Las Vegas, via Panamá. Isso facilitou muito a ida dos brasileiros a Las Vegas. JP — E o que espera de 2015 diante deste momento mais complicado da economia brasileira? MEYER — Não temos visto nenhuma mudança até o momento, mesmo com a alta do dólar. Deveremos receber nos próximos dias os resultados do primeiro trimestre, mas em janeiro tivemos um recorde nas viagens para eventos e convenções – 8,1% sobre mesmo período do ano passado. Ou seja, estamos esperando que mais coisas boas venham a acontecer. Acho que 2015 pode ser melhor que 2014. JP — Quais as expectativas para o Las Vegas Global Business District? MEYER — O projeto garantirá a atualização do Las Vegas Convention Center de modo a atrairmos mais feiras ao destino. O complexo também
incluirá um centro de negócios onde companhias globais poderão ter seus escritórios. Será um centro internacional de negócios para Las Vegas. Haverá ainda um hub de transporte, com a conexão entre trens sob trilhos e ônibus, um local central para pessoas se movimentarem na Las Vegas Strip e arredores. Estamos no estágio inicial, com recente aquisição da propriedade que ser tornará parte do complexo, o Riviera Hotel, programado para ser fechado em 4 de maio. É um projeto para entre cinco e oito anos e que será feito por partes, pois não podermos fechar todo o centro de convenções por ser um dos mais movimentados do país.p
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Chris Meyer, VP da Las Vegas CVA
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Travelport debate tendências de mercado com TMCs Reunidos com o country manager da Travelport no Brasil, Luís Carlos Vargas, todos os dirigentes das 30 Travel Management Companies (TMCs) participantes da Associação Brasileira das Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), tiveram acesso e analisaram dados e informações que atestam um fato irrefutável: a adoção de novas tecnologias é cada vez maior, inclusive no Brasil, onde 84% das empresas, dos mais variados ramos, estão alinhadas à tendência global de unificar e padronizar o uso de equipamentos e de processos por meio da implementação de políticas de viagens atreladas aos equipamentos mobile, desde que eles ofereçam recursos de pesquisa e reservas em tempo real. De acordo com os estudos compilados e apresentados, atualmente a busca por inovações é motivada prioritariamente por 55% das empresas devido à necessidade delas reduzirem gastos excessivos com estacionamento, táxi, alimentação, entretenimento, entre outros itens complementares à compra das passagens aéreas e diárias hoteleiras. Excessos esses que geram, em média, acréscimo de custos na ordem de US$ 232 por viagem. O comportamento típico da geração “Y”, que é marcado predominantemente pela exigência do atendimento personalizado e, também, pelo aumento vertiginoso da procura corporativa por soluções tecnológicas que assegurem acesso ao conteúdo local, alinhado aos processos globais de gestão, ganharam destaque como desafios a serem rapidamente vencidos no âmbito do mercado brasileiro. Segundo Vargas, por estar posicionada como plataforma líder no comércio de viagens, oferecendo distribuição, tecnologia e outras soluções para a indústria global de viagens e tu-
rismo, a Travelport assinou contrato com 100 empresas aéreas em todo o mundo, incluindo as principais companhias brasileiras, para participação no Travelport Rich Content and Branding – “um produto pioneiro, que permite às companhias aéreas comercializarem o seu portfólio de maneira integral (famílias tarifárias e serviços adicionais, tais como: pré-reserva de assentos, refeições e bagagens), incluindo o conteúdo anteriormente só disponível em suas próprias páginas web”, afirmou. Ou seja: o Travelport Rich Content and Branding está alinhado ao conceito do protocolo de distribuição concebido pela International Air Transport Association (Iata), chamado de NDC (New Distribution Capability), com o objetivo de definir novos padrões voltados ao desenvolvimento de ferramentas tecnológicas, a partir de 2016. “Por isso, nós já dispomos de produtos compatíveis com os avanços irreversíveis em curso, que permitem prestar atendimento one-to-one no ambiente mobile e desktop”, disse Vargas, ao demonstrar às associadas Abracorp como funciona a inovação tecnológica. Além das empresas aéreas, os aeroportos também têm planos para corresponder a essas tendências, sendo que já existem aplicativos, integrados a programas de relacionamento personalizado com os clientes, que prestam outros serviços, como, por exemplo, orientar rotas aos passageiros para que eles evitem os indesejáveis congestionamentos e possam chegar, com mais rapidez e segurança, ao seu terminal de embarque. “Soluções como essas concentram atualmente 19% dos investimentos corporativos, mas a tendência é esse percentual aumentar cada vez mais”, informou Vargas, acrescentando,
Luís Vargas, country manager da Travelport
Gervásio Tanabe, Luís Vargas e Edmar Bull
baseado nas estimativas da Iata, que até o ano de 2020, 80% das empresas aéreas associadas oferecerão aos passageiros as ferramentas mobile que permitirão, inclusive, reemitir bilhetes, além de outras facilidades relacionadas ao processo de viagem. A melhor notícia para o setor de Viagens e Turismo como um todo, na avaliação do country manager da Travelport é que o mercado de transporte aéreo também não vai parar de crescer, assim como o empenho das empresas aéreas em criar fontes complementares de receitas; especialmente obtidas por meio da venda de serviços adicionados à compra dos bilhetes. Isso porque, além de existir um cenário de competitividade tarifária acirrada, não é possível diminuir os impostos e nem deixar de realizar investimentos cada vez maiores em inovação. Neste contexto, a solução comum a todas as empresas do setor é gerar valor agregado com a venda dos serviços adicionados – os quais, “cresceram 1.900% nos últimos anos (de 2007 a 2014), encabeçados pela American Airlines, que tem sido a companhia aérea líder na atuação desta estratégia”, afirmou o convidado da Abracorp para abordar o tema. Enquanto, por parte das empresas aéreas os passageiros hoje querem ter satisfeitas as suas novas expectativas de atendimento personalizado, as agências de viagens demandam acesso ao conteúdo ofertado de maneira ampla, cientes de que os seus clientes estão dispostos a pagar mais por isso, como, aliás, tem sido observado no Brasil desde quando foram instituídos preços diferenciados para quem prefere ocupar assentos onde a distância (pitch) entre as poltronas é maior. “Nossa missão é democratizar o acesso a essas informações e a conteúdos diversos para
nossos clientes através de conexões de API e do Travelport Rich Content and Branding”, finalizou Vargas, lançando uma dúvida à reflexão de todos: “Será que estamos preparados no Brasil para oferecer essas facilidades?”, indagou, lembrando que esta tendência global já é uma realidade, uma vez que as empresas áreas de bandeira adotam a venda de alguns destes serviços via seu próprio canal de venda direta. Questionado sobre o papel a ser desempenhado pelas agências de viagens no futuro próximo, com a implementação do NDC, Vargas reiterou: “Começamos a trabalhar no projeto do Travelport Rich Content and Branding faz alguns anos, alinhado ao conceito do novo protocolo que está sendo desenvolvido pela Iata. Esta é a razão que explica o fato de mais de 100 empresas aéreas já terem contratado o produto. O nosso objetivo, a partir deste encontro, é disponibilizar às agências de viagens, por meio da nossa plataforma chamada Universal API, uma série de produtos exclusivos, mantendo a liderança no processo das mudanças tecnológicas que impactam o comércio de viagens em âmbito global. Assim, sempre garantindo a possibilidade das agências de viagens oferecerem este conteúdo por meio dos seus canais de venda on-line e off-line. Edmar Bull, presidente do Conselho de Administração da Abracorp, agradeceu a participação do executivo da Travelport e afirmou que: “as informações apresentadas por Vargas sobre o tema enriquecem o debate que pauta a atuação das agências de viagens associadas, capacitadas para agregar excelência tecnológica, qualificação profissional e inovação em benefício dos clientes”.