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Jornal PANROTAS 1160

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www.panrotas.com.br

Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS

R$ 11,00 - Ano 22 - nยบ 1.160 1o a 7 de abril de 2015


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Check-IN

LEIA NESTA EDIÇÃO

“

Páginas 06 e 08

Presidentes das aéreas falam de crise e concorrência Páginas 14 e 15

Cases de empreendedorismo no Fórum PANROTAS 2015 Páginas 16 e 17

Aquisições no turismo: visão de investidores e executivos do setor

O que falta é um mapeamento desses profissionais por parte das empresas. A substituição de líderes pode estar um pouco irregular no País, mas essas irregularidades podem estar na empresa, não nos talentos em si

“” Waze é vida

Martha Gabriel, em sua apresentação no Fórum PANROTAS

“

Duas coisas nunca aconteceram com a Esferatur: nos procurarem para comprar a empresa e o Ibope nos consultar sobre em quem vamos votar nas próximas eleições

”

Carlos Vazquez, vice-presidente da Esferatur

“

Página 28

”

Dináurea Cheffins, VP de RH da Atlantica Hotels, na discussão sobre uma possível falta de talentos na indústria do turismo no Brasil

Página 30

Pesquisa da PANROTAS com os líderes do 13º Fórum Caderno Tendências e Turismo

Números, análises e dicas dos experts que subiram ao palco

Paulo Kakinoff, presidente da Gol

“

Liderar o entusiasmo é muito mais produtivo que gerenciar a obediência

Artur Luiz Andrade

”

Luciano Macagno, diretor da Delta Air Lines no Brasil

>

S

E U Q A DEST >

DO PORTAL

PANROTAS

19 a 25/3

1 Depois de negociar com CVC, Nascimento segue voo solo – em 23/3

2 Hotel Urbano segue culpando Time Brazil, Avianca e Copa – em 20/3

3 Time Brazil confirma parte de pagamento pelo Hotel Urbano – em 20/3

“

O segredo do sucesso de um líder na indústria de serviços é metade ser temido e, na outra metade, querido

”

Luiz Eduardo Falco, presidente da CVC.

Nosso planejamento está sendo revisto a cada semana. Há dez dias estávamos com dólar acima dos R$ 3,30, com o dólar turismo chegando a R$ 3,70. Hoje está R$ 3,14

Jeanine Pires entrevista o ministro Vinicius Lages

Editorial >

1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS

4 Acidente aéreo vitima profissionais de eventos da Argentina – em 20/3

5 Turkish Airlines exibirá Barcelona x Real Madrid ao vivo – em 20/3

6 Copa mantém versão contra Hotel Urbano e Time Brazil – em 21/3

7 Gol terá voo direto de Natal a Ezeiza no 2º semestre – em 19/3

8 Inscrições antecipadas estão encerradas para o evento – em 22/3

9 Azul afirma que terá voos para Nova

” “

York no 2º semestre – em 20/3

10 Leo Mignani deixa Grupo High Light depois de 16 anos – em 19/3

11 Faltam bons executivos no turismo?

Rede social não é só uma brincadeira. O mundo vai ficar punk. Vocês terão de saber vender uma viagem em 140 caracteres

”

Líderes respondem – em 25/3

12 Azul confirma adiamento da rota para Nova York – em 24/3

13 Hotel Urbano vendeu 1 diária a cada 8 segundos em 2014 – em 20/3

14 Nascimento reforça atendimento onde tinha New Line – em 23/3

15 Gol anuncia voo na rota São Paulo Juiz de Fora (MG) – em 20/3

Fábio Gandour, da IBM

artur@panrotas.com.br

Assista ao editorial comentado na versão digital do JP

Mais que verdades, reflexões Companhias aéreas passando uma mensagem quase pessimista, de um ano difícil, com tarifas abaixo do custo em muitos casos, e previsão de diminuição de oferta. Grandes empresas dizendo que vão ficar maiores ainda e outras apostando em estratégias diferenciadas, que ora envolvem as agências de viagens, ora os nichos, e ainda um público final mais selecionado. Cientista falando em probabilidades. Ou seja, dependeremos de análises, estatísticas, instinto, máquinas e um tanto de sorte para acertar. Consultor dizendo que o estresse é o mal do século e pode contaminar a indústria de viagens. Escritora dando o recado claro de que o mundo está conectado e chegar em um destino ou hotel e não ter wi-fi potente e tomadas para carregar bateria é pior que não ter banheiro. Alguém também destacou a importância de olhar o próximo, de dialogar. Outros disseram o que é importante em uma carreira. Quem tem talento

faz o que com ele? Quem chefia deve entusiasmar ou administrar pessoas? Em outro momento, alguém se lembrou dos jovens, e dos que se recusam a mudar. Do vício em smartphones ou de como a tecnologia pode nos ajudar a escolher mais e melhor. Ah sim, falaram sobre como é importante ter opinião, humildade, espírito crítico... Não é para ficar estressado e ansioso com tanta informação ao mesmo tempo, tanta pressão por todo lado? Relaxe, respire, viaje... E reveja conosco as ideias e inspirações do 13º Fórum PANROTAS – Tendências do Turismo. Um evento feito a 1.421 cérebros e 2.842 mãos. Mas antes que vocês passem para a próxima página, nunca é o bastante dizer a todos vocês que lá estiveram ou que nos acompanharam por redes e emaranhados digitais: “obrigado, obrigado, muito obrigado”.


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#FICADICA PORTAL PANROTAS

CONECTE-SE COM A PANROTAS portalpanrotas

> Expediente PRESIDENTE José Guillermo Condomí Alcorta DIRETORA EXECUTIVA Marianna C. Alcorta DIRETORA DE MARKETING Heloísa Prass DIRETOR FINANCEIRO ADMINISTRATIVO José Guilherme Alcorta DIRETOR DE TI Ricardo Jun Iti Tsugawa

REDAÇÃO Editor-chefe: Artur Luiz Andrade (artur@panrotas.com.br) Editores: Alex Souza (alex@panrotas.com.br) e Renê Castro (rcastro@panrotas.com.br) Editor Rio de Janeiro: Diego Verticchio (diego@ panrotas.com.br) Reportagens: Claudio Schapochnik, Danilo Alves, Rodrigo Vieira, Henrique Santiago, Karina Cedeño, e Raphael Silva (estagiário) Fotógrafos: Emerson de Souza e Marluce Balbino MARKETING Assistente: Erica Venturim Marketing Digital: Sandra Gonçalves PRODUÇÃO Coordenação: Alice I. Rezende (alice@panrotas.com.br) Gerente de Produção: Newton dos Santos (newton@panrotas.com.br) Diagramação e tratamento de imagens: Adriana Antico, Kátia Alessandra, Marilani Pistori e Rodrigo Mota Projeto Gráfico: Graph-In Comunicações COMERCIAL Executivos: Angela Chamma (angela@panrotas.com.br) Paula Monasque (paula@panrotas.com.br) Priscilla Ponce (priscilla@panrotas.com.br) Ricardo Sidaras (rsidaras@panrotas.com.br) Tais Ballestero de Moura (tais@panrotas.com.br) Analista Adm. de Vendas Nathália Falcão (nathalia@panrotas.com.br) EXECUTIVO SÊNIOR DE RP Antonio Jorge Filho (jorge@panrotas.com.br) FALE CONOSCO Matriz: Avenida Jabaquara, 1761 – Saúde São Paulo - Cep: 04045-901 Tel.: (11) 2764-4800 | Fax:(11) 2276-1602 Brasilia: Flavio Trombieri (new.cast@panrotas.com.br) New Cast Publicidade Ltda SRTVS - QD 701 - BL. k - Sala 624 Ed. Embassy Tower - Cep: 70340-908 | Tel : (61) 3224-9565 Rio de Janeiro: Simone Lara (sblara@seasoneventos.tur.br) Season Turismo e Marketing e Esportes Ltda R. Gal. Severiano, 40/613 - Botafogo | Cep: 22290-040 - Rio de Janeiro - RJ Tel: (21) 2529-2415 / 8873-2415 ASSINATURAS Chefe de Assinaturas: Valderez Wallner O Jornal PANROTAS é vendido somente por assinatura. Para assinar, ligue no (11) 2764-4816 ou acesse o site www.panrotas.com.br Assinatura anual: R$ 468 Impresso na Lis Gráfica e Editora Ltda. (Guarulhos/SP)

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Eventos

A força do turismo

Guillermo Alcorta discursou para um Golden Hall lotado

Na abertura do Fórum PANROTAS 2015, o presidente da PANROTAS Editora, José Guillermo Condomí Alcorta, destacou à plateia de exatos 1.421 profissionais de turismo não apenas a produção de notícias que a empresa oferece para o segmento, como também o quão estratégica ela é para o desenvolvimento dos negócios no setor. “Em um cenário como esse, de muitas mudanças no mercado, vocês têm de estar bem informados e por isso vale ressaltar o trabalho de análise do Jornal PANROTAS, o único semanário da área no País”, afirmou. E ao JP se somam diversas outras publicações,

como o Portal PANROTAS, os eventos e as ações variadas, além do próprio Fórum PANROTAS, que mostrou este ano, mais que nunca, no palco e na plateia, a força do turismo brasileiro. Presidentes e diretores das maiores e mais relevantes empresas de turismo do Brasil estiveram no evento não para cumprir agenda, aparecer em fotos, agradar a imprensa. Em qualquer conversa nos horários de descanso ou nos lounges criados na nova casa do fórum, o WTC Events Center, ouvia-se a repercussão do que era debatido ou apresentado no palco. Opiniões concordantes ou opostas. Opiniões de decision makers da nossa indústria. Opinião de quem não tem medo de opinar.

“A PANROTAS, como empresa líder na distribuição de conhecimento e notícias à indústria do turismo, sente um dever e uma responsabilidade ainda maiores depois de receber, em dois dias, a melhor plateia que um evento pode ter. Uma plateia com inteligência, capacidade e vontade de dialogar, desejo de aprender e experiência para ensinar. Nós nos esforçamos por todo um ano para levar ao palco o melhor conteúdo, pois sabemos que assim a plateia do fórum, formada por profissionais e empresários da indústria, é exigente e tão importante quanto os debates e apresentações”, disse Guillermo Alcorta, comemorando o sucesso da adaptação do evento ao novo local e o recorde de inscritos, apesar

de quantidade não ser um objetivo prioritário do evento.

PORTAL

A responsabilidade a que se refere também vem dos números da empresa. Ao abordar o portal de notícias, Alcorta disse que o site vem “quebrando recordes de audiência, com mais de 13 mil visitantes únicos por dia”. Para enfatizar esse dado, mostrou uma tela do Google, que mostra o Portal PANROTAS líder absoluto em audiência, muito distante do segundo e terceiros veículos. Alcorta também falou de capacitação ao apresentar o curso “Estratégias de Turismo On-line”, concebido em parceria com a PANROTAS e sob a consulto-


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ria de Paulo Salvador, ex-Worldhotels e Accor. O curso é dado na Comschool, em São Paulo, de forma presencial e virtual. A primeira turma já se formou e a PANROTAS promete mais cursos e novidades nessa área.

CASA NOVA

Após anos sendo realizado no Centro Fecomercio de Eventos, em Cerqueira César (região central de São Paulo), o Fórum PANROTAS mudouse para a zona sul da capital paulista – o Golden Hall do WTC Events Center. “Gostaram daqui?”, perguntou Alcorta ao público de 85 cidades brasileiras e de vários países. “Este espaço grande, bonito e confortável é um upgrade que vocês e o turismo merecem.”

ELOGIO A Lages Alcorta valorizou também a presença na plateia do ministro do Turismo, Vinicius Lages, e elogiou sua gestão e sugeriu a permanência dele na pasta. Mas que isso, o presidente da PANROTAS enfatizou o trabalho que Lages faz em aproximar o Ministério do Turismo da iniciativa privada e das associações e lideranças do setor. “Ele [Lages] recebe as nossas demandas, anota no seu famoso bloquinho e faz acontecer”, reconheceu Alcorta, que em seguida homenageou os 70 anos da Tap e agradeceu à plateia, aos patrocinadores, aos funcionários da PANROTAS e da Imaginadora, que organizam o evento, e a todos que aceitaram subir ao palco para debater o futuro do turismo no Brasil. A data do evento em 2016 já foi confirmada: 15 e 16 de março.

APOIO

O Fórum PANROTAS teve o apoio do Ministério do Turismo, patrocínio do Sebrae, Chile, CVC, Delta Air Lines, Gol, Tourism Australia, GJP Hotels & Resorts, Pernambuco, R1 Soluções Áudio Visuais, Sabre, Tap, Accor, Best Western International, Esferatur, Gapnet, GTA, Localiza, Reserve, Alatur JTB, Dallas-Fort Worth International Airport e Greater Miami and the Beaches. O destino patrono foi a Bahia. Assessoria de imprensa pela B4T, interpretação pela Vice Versa e transfers realizados pela Cep Transportes. O evento teve também compensação de carbono realizada com apoio da Tour House.p

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Em dois dias de evento foram apresentadas 19 palestras sobre as principais tendências do setor


06 Aviação

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> Renê Castro

Conversa de presidente

Antonoaldo Neves, da Azul

O primeiro painel do fórum foi o esperado debate entre os presidentes de companhias aéreas nacionais. Antonoaldo Neves (Azul), José Efromovich (Avianca) e Paulo Kakinoff (Gol) subiram ao palco principal para expor opiniões sobre o mercado e revelar planos para o ano. A baixa, infelizmente, foi Cláudia Sender, da Tam, impedida de participar por conta de uma reunião do Grupo Latam, no Chile. O que não

Paulo Kakinoff, da Gol

quer dizer que a discussão tenha perdido o altíssimo nível de anos anteriores. Com respostas claras e diretas, os dirigentes foram capazes de mostrar outra faceta aos participantes, e, ao colocarem dificuldades e virtudes na mesa, chegaram a uma conclusão: será um ano difícil para a aviação. A perigosa combinação entre dólar alto — e oscilando — e preço dos combustíveis está forçando as aéreas

José Efromovich, da Avianca

a deixarem de lado o planejamento a longo prazo e utilizar toda a energia no presente, voo após voo. Indagado pelo jornalista William Waack, o presidente da Azul afirmou que esperava um início de ano melhor, mas segue confiante. “Dentro da Azul, e imagino que nas empresas aéreas brasileiras, mais da metade dos custos está atrelada ao câmbio, e essa variação não ajuda. A equipe econômica nomeada pela presidente está fazendo o seu

trabalho e torcemos para que a situação do câmbio se estabilize. É o momento de viver um dia de cada vez”, afirmou ele, revelando que a demanda corporativa, responsável por dois terços da movimentação da Azul, está em ritmo lento e isso, claro, gera impactos nos resultados da empresa. Para o mandatário da Gol, “câmbio e combustível possuem aspecto crônico e nefasto em uma companhia aérea”. A posição de estagnação, à espera pela > Continua na pág. 08


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< Continuação da pág. 06

normalização, é o que mais incomoda Kakinoff. “O ‘x’ da questão é a ocupação dos voos. Entre sair com assento vazio e sair com receita menor, melhor escolher a segunda opção, o que não quer dizer que os custos estão sendo pagos. Muitas vezes só 30%, 40%, 50%. O que vai acontecer é a realocação da malha e diminuição da oferta. Para esse ano, nossa oferta será mantida, mas para o próximo ano deve diminuir, seguindo o nível de mercado. Ainda não sabemos como reduzir custos e manter o ritmo. É uma resposta que estou buscando”, conformou-se. Efromovich, da Avianca, lembrou que o preço do petróleo baixou em junho do ano passado, mas o preço do querosene só foi ter redução em dezembro de 2014. “É uma situação de pura incógnita. A gente se acostuma a se preocupar com essa oscilação do dólar e tem de saber se virar com a instabilidade política. É complicado administrar o dia a dia. A dificuldade é conseguir grandes parâmetros de diminuição de custo para suprir essa situação”, considerou, informando que cancelar voo hoje significa perder slots, e isso nenhuma empresa quer. “Estamos indo ao extremo da criatividade para encontrar uma saída. A Avianca vai terminar o ano com o mesmo número de aviões que começou o ano. Vamos apenas substituir os Fokker. Deixar o cliente satisfeito e criar diferenciais é a saída para passar por esse momento conturbado.”p

MERCADO INTERNACIONAL

A privatização da Tap foi outro assunto que mereceu destaque no painel. A Gol despachou rapidamente o tema, informando que não fez proposta pela empresa portuguesa e não tem qualquer interesse futuro. O foco está voltado para a aliança com Delta e Air France-KLM. A

Delta, aliás, pode aumentar sua participação na Gol. “É uma possibilidade”, disse Kakinoff, sem entrar em detalhes. A Azul também se esquivou, mas Antonoaldo Neves ressaltou a importância da aérea para o Brasil e para sua empresa, já que 90% da manutenção é feita com subsidiárias da Tap. “Não vejo uma

fusão entre Azul e Tap, mas queremos entender o que se passa na empresa. É o nosso direito como parceiros.” Ficou para José Efromovich, da Avianca, o discurso final. E o dirigente não titubeou. “Nos interessamos muito pela Tap e, inclusive, chegamos a encaminhar uma proposta ao governo de Portugal, mas, na última hora, a negociação foi declinada. Hoje seguimos mais atentos às oportunidades, mas não com o mesmo entusiasmo”, encerrou. Ainda sobre o mercado internacional, Antonoaldo Neves confirmou o adiamento da rota para Nova York, marcada para o segundo semestre. Dias antes, a empresa havia negado ao mercado essa posição por meio de comunicado institucional. O presidente da Azul aproveitou também para comunicar o cancelamento dos voos extras para Fort Lauderdale, na Flórida. “É um momento de reflexão. Já estamos com 15% de participação no internacional, e isso é muito bom, mesmo sabendo que não temos a mesma rentabilidade que o nacional. Cancelamos algumas rotas adicionais porque estamos com medo”, declarou, com sinceridade. Já o presidente da Avianca Brasil teve de responder a um questionamento sobre uma possível incorporação à Avianca Internacional, com sede na Colômbia. “Podem, sim, ser uma só empresa, mas precisa ter um motivo, como, por exemplo, a Avianca Internacional querer voar no Brasil e nós para o Exterior. Vale dizer também que a Avianca Internacional registra lucros há dez anos, e nós, por outro lado, estamos fechando com prejuízo nos últimos anos. Não vamos estragar os resultados deles, portanto, estamos em stand by com relação a esse assunto”, decretou Efromovich.p


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Cartas do LEITOR “Parabéns pelo sucesso do evento. Nos sentimos orgulhosos em participar do Fórum PANROTAS, que este ano superou todas as expectativas. Excelente conteúdo, perfeição em todos os detalhes, ótima união com todos os setores do mercado” Tárik Potthoff, PMWeb

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“É redundante dizer: que evento maravilhoso! Fórum PANROTAS é sempre = sucesso! Adorei as pequenas e grandes mudanças (local, timing etc). Além da qualidade dos palestrantes, parece que tudo foi mais informal e leve. Um super beijo a vocês e a toda a equipe PANROTAS” Jussara Haddad, US Commercial Service

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“Mais uma vez a PANROTAS deu um show. Tudo maravilhoso, do conteúdo à organização. Parabéns” Valéria Gordilho, hotéis Armação e Kembali (PE)

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“Parabéns pelo excelente evento! Como sempre vocês realizaram um trabalho incrível! A cada ano mais inovador” Karla Ventura, Visit Britain

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“Parabéns pelo fórum, mais uma vez mostrando sua qualidade em favor da indústria do turismo” Matt Teixeira, Best Western International

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“O Fórum PANROTAS está se superando a cada ano. Mais uma vez um sucesso. Obrigado pela oportunidade e espero ter colaborado com um tijolinho para esse enorme sucesso” Jeanine Pires, secretária de Turismo de Alagoas e presidente da CTI Nordeste

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“Parabéns pelo Fórum PANROTAS, que se superou na organização, conteúdo e no poder de convocação de uma plateia altamente qualificada” Ana Maria Berto, Orinter Tour & Travel

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“O Fórum PANROTAS está cada vez melhor: local, infraestrutura e conteúdo super profissional. Foi mais robusto e bem bacana mesmo. Mantenham assim para os próximos anos. Parabéns” Thiago Cuencas, Viagens & Cia.

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“Foi muito bom rever tantos amigos da indústria e sentar por dois dias para assistir a debates e apresentações tão profissionais e antenadas com o que ocorre no mundo. Parabéns à PANROTAS por mais esse evento de sucesso” Luiz da Gama Mór, Tap

“Obrigado pela oportunidade de poder participar do excelente evento. O Fórum PANROTAS este ano foi sensacional. Parabéns”

“Parabéns pelo Fórum PANROTAS. Muito profissional e cada ano mais imperdível”

Aldo Leone Filho, Agaxtur

Jorge Souza, MMTGapnet e Gapnet

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“Foram dois dias de imersão e reflexão para tocar o meu negócio” Heloisa Levy, Interpoint

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“Como representante do governo da Bahia, tiro como proveito no Fórum PANROTAS a ideia de adaptar a promoção turística para que tenhamos cada vez mais turistas. Parabéns pelo evento” Mauro Figueiredo, Bahiatursa

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Flashes

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Fórum PANROTAS 2015

1 Luciano Macagno, diretor da Delta no Brasil, experimenta o confortável assento da Business Elite, ladeado pelos comissários Mateus Cardoso e Yuri Rodrigues 2 Paulo Kakinoff, presidente da Gol, Jeanine Pires, secretária de Turismo de Alagoas e blogueira PANROTAS, e Eduardo Sanovicz, presidente da Abear 3 Luiz Eduardo Falco e Guilherme Paulus com time da CVC: Claiton Armelin, Renato Kaiser, André Mesquita, Priscila Bures, Tutty Bicalho e Emerson Belan 4 Vicente Neto, presidente da Embratur, Vinicius Lages, ministro do Turismo, e Nelson Pellegrino, secretário de Turismo da Bahia 5 Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, e Vinicius Lages, ministro do Turismo 6 Guilherme Paulus, presidente da GJP Hotels e do conselho da CVC, e Luiz Mór, vice-presidente da Tap

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7 7 Guto Jones, da secretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro (BA), Mauro Figueiredo, da Bahiatursa, Marianna Alcorta, da PANROTAS, Renato Senna, diretor Nacional da Bahiatursa, Heloisa Prass, da PANROTAS, e Rui Carvalho, superintendente de Porto Seguro 8 Equipe do Sebrae: Luciane Quadro, Sandra Brunholi e Mariana Costa 9 Da Imaginadora: Victoria Altez, responsável pelo Turismo do Chile, e Daniela Bergamini, pelo de Miami 10 Integração das baianas da Bahiatursa com o comissário da Delta

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Cartas do LEITOR “O Fórum PANROTAS debate e aponta caminhos. A principal tendência do evento é a diversificação pelas quais estão passando as agências. Além disso, está cada vez mais evidente essa questão de internet, de redes sociais. Quem sabe usar essas ferramentas, tem um aliado fortíssimo, enquanto, quem não sabe, tem um grande inimigo. Parabéns pelo evento”

“O conteúdo, acima de tudo, é fundamental e surpreendente. Diria que é a melhor edição de todas”

“O network foi excelente, me atraiu. Ser parte de um evento que reúne tantas personalidades em dois dias e com tanta riqueza não tem preço”

“O Fórum PANROTAS instiga as pessoas. Eu saio daqui reflexiva, com a cabeça pensando no futuro do mercado”

“O Fórum PANROTAS é sinalizador para o mercado, sem dúvida, um formador de opinião”

Ricardo Ferreira, Alatur JTB

Paulo Mentone, Beach Park

Maria Cláudia de Paula, Empetur

Cássio Oliveira, AirTkt

p “Para a Gol é uma honra participar ativamente deste que é considerado um dos principais encontros do setor de viagens e turismo, e que mantém todos os anos a proposta de reunir os diversos representantes desta indústria no Brasil, discutir assuntos de grande relevância para o setor e favorecer a expansão deste mercado. Parabéns” Eduardo Bernardes, Gol

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“Escrevo para parabenizar pelo excelente evento que vocês mais uma vez realizaram. O novo espaço deu outra dimensão ao Fórum PANROTAS. Temas super relevantes, tempo destinado aos assuntos muito adequado e organização impecável. Mais uma vez a estrela de vocês brilhou muito como sempre, e além de tudo...o que é a energia das pessoas no Fórum PANROTAS, hein? Algo inexplicável. Todos felizes e integrados. Que vocês colham muitos frutos. Será mais do que merecido” Paulo Amorim, Alagev

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“O Fórum PANROTAS é imprescindível para o mercado. Como operador, o debate entre operadores e consolidadores foi excepcional” Michael Barkoczy, Flytour Viagens

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“O desafio do mercado do País apresentado no evento é motivador. Como não sou brasileiro, a tradução simultânea me ajudou muito” Robert Craft, Iata

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Luís Vabo, Reserve

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“Eu vou levar o conteúdo apresentado para lidar com o negócio. Aproveitei muito os painéis de tecnologia, gestão de custos e as discussões sobre como encantar um cliente” Gelson Popazoglo, GTA

“Neste momento de transição da economia do Brasil, o Fórum PANROTAS reuniu lideranças para mostrar o caminho para os profissionais” Ricardo Domingues, Resorts Brasil

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12 Capacitação

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> Alex Souza

Para manter-se no topo Especialista em vendas com 17 anos de experiência como coordenador da Disney University, em Orlando (Estados Unidos), Jim Cunningham injetou uma boa dose de empreendedorismo nos participantes do segundo dia do Fórum PANROTAS. O consultor comprovou

Jim Cunningham, especialista em vendas

o currículo invejável com números, afirmando que a taxa de retorno dos clientes para a Disney é hoje de cerca de 75%. O segredo? “Se você não pedalar na descida, a subida ficará difícil. Interessante este pensamento, não é? Muitos pedalam para chegar ao topo, mas, quando alcançam o cume, cruzam os braços e descem sem fazer esforço. Não se pode pensar dessa forma. É preciso estar em velocidade máxima sempre.” p

atendimento

e x emp l a r Para ele, o cliente tem um ciclo de vida, e todas as etapas, do planejamento ao fechamento do negócio, devem ser tratadas com a mesma prioridade. “Um momento trágico do consumidor exige 38 momentos fantásticos para ser considerado superado. É muito trabalho, portanto é preciso ter atenção e entregar a melhor experiência em todas as etapas”, recomendou, incentivando uma cultura de excelência no atendimento para fidelizar consumidores. “Os fatos podem ser negociados, percepções não”, completou. O executivo ainda advertiu que, se a empresa tem um cliente frequente, ele vai avaliá-la a cada novo contato. “E se um dia essa avaliação for ruim, você está em apuros. É necessário pensar: ‘o que motivou uma avaliação negativa a meu respeito?” p

Cunningham brincou com os participantes ao sugerir que fizessem massagens uns nos outros


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Fórum PANROTAS 2015

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5 1 Alexandre Cordeiro e Luiz Ambar, ambos do Sabre 2 Victoria Altez (Turismo do Chile/Imaginadora) 3 Leonardo Kaiser, Raffaele Cecere,

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Simone Martins e Rodrigo Caetano, todos da R1 Soluções Audiovisuais 4 Devin Rambo (Embaixada dos Estados Unidos), Jussara Haddad (Consulado Americano), Mitzi Chollampel, John Ackerman (Dallas-Fort Worth International Airport) e Vera Achcar (Interamerican Networking) 5 Carloz Vazquez (Esferatur) e Leonor Bernhoeft (LTN Brasil) 6 Goiaci Guimarães (Rextur Advance) e Walter Patriani (CVC) 7 Katherine Droga (Tourism Australia), Danielle Roman (Interamerican Networking), Jane Whitehead (Tourism Australia) e Ricardo Roman (Interamerican Networking)

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12 8 Guilherme Paulus junto às recepcionistas no estande da GJP Hotels & Resorts 9 Eduardo Bernardes (Gol), Luiz Eduardo Falco (CVC), Florence Scappini e Fabio Mader, também da Gol 10 Ana Donato (Imaginadora) e Guillermo Alcorta (PANROTAS) 11 Richard Alves (Barcelona Media Inovação) e Valéria Barros (Sebrae) 12 Display para carregar celular no estande da Delta 13 Foto geral do almoço no Golden Hall do WTC 14 Alberto Grau Neto e Thomas Hartmann (GJP Hotels & Resorts) 15 Carlos Prado (Tour House) entregando a Guillermo Alcorta (PANROTAS) o certificado de compensação de carbono do evento

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Mercado

Poder de ALGUMAS PÍLULAS DE INSPIRAÇÃO FORAM DISTRIBUÍDAS AOS PARTICIPANTES DO FÓRUM PANROTAS POR MEIO DAS CHAMADAS FAST PRESENTATIONS. De maneira sucinta, executivos revelaram cases de sucesso e empreendedorismo. São empresas que identificaram oportunidades e, com muita criatividade, investiram em nichos pouco ou nunca explorados. Conheça abaixo quem são eles e por que mereceram destaque na 13ª edição do Fórum PANROTAS.p

FAVELA TOUR

criação

VILLA BRUNHOLI

A empreendedora Sandra Elisa Brunholi transformou um sítio em Jundiaí (SP) em um complexo de vinhos que recebe mil visitantes por mês. Segundo ela, a intervenção do Sebrae foi fundamental para o sucesso da empreitada, fazendo com que a empresa estivesse sempre à frente da concorrência. “Porque o que você faz o concorrente copia, então é preciso ser sempre criativo.” Site: www.brunholi.com.br.p

Marcelo Armstrong

A Favela Tour foi criada no Rio de Janeiro, em 1992, por Marcelo Armstrong e não é feita nem em jipe nem em moto. “Nosso movimento mensal gira em torno de 1,3 mil pessoas, sendo que 98% é de origem estrangeira. São viajantes mais experientes e com bom nível cultural que estão em busca de viagens experiências junto à comunidade do Rio de Janeiro”, afirmou Armstrong. Site: www.favelatour.com.br. p

Sandra Brunholi

MATUETÉ

Martin Frankbert

Especializada em levar viajantes de alto poder aquisitivo para os lugares mais “raros” e exclusivos possíveis, sempre oferecendo a melhor estrutura. “Depois de um tempo no mercado, nós percebemos que o luxo tem muito mais a ver com o raro do que com o caro. Para essas pessoas, luxo é o tempo”, comentou Martin Frankenbert, fundador da empresa. Site: www.matuete.com. p


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Forma Turismo

Pub Crawl

Renato Costa

Kyu Shim

Mostrou ao mercado o real potencial das viagens de formatura e hoje é líder absoluta no setor, com 200 fretes por ano apenas com a Gol. “Era um setor que estava excluído, e hoje ficamos só nos melhores hotéis e viajamos com bons aviões. Somos os maiores vendedores de Club Med do mundo”, disse Renato Costa, sócio-diretor da empresa. Site: www.formaturismo.com.br.p

Pub Crawl é um conceito que vem atraindo muitos fãs ao redor do mundo. Simplificando: a atração se baseia em levar pessoas para baladas e bares pela cidade para curtir uma noite a um preço fixo. No Brasil, quem comanda a atração é Kyu Shim (Kyu Bill), que vislumbrou a oportunidade em 2011 e hoje atende mais de 150 pessoas por noite. Site: www.pubcrawlsp.com.p

Turismo 4 patas

Vai Voando

Larissa Rios

Rui Alves

A Turismo 4 Patas foi criada há sete anos, quando Larissa Rios não encontrou agências ou passeios que aceitem levar seu cão. Foi então que ela buscou mais informações sobre o tema, se inspirou em uma agência similar nos Estados Unidos e hoje ostenta o selo de empresa pioneira no País nesse ramo. “O foco da viagem é o cachorro. Ele é o cliente, mas quem paga é o dono”, brincou ela. Site: www.turismo4patas.com.br.p

A Vai Voando começou em 2009 como uma startup e foi desenvolvida e fundada por Rui Alves, do Grupo Gapnet. A empresa vende apenas passagens aéreas de forma pré-paga, sem a necessidade de comprovar renda, fiador ou consultar SPC e Serasa. Já embarcou 150 mil passageiros nos primeiros cinco anos. Site: www.vaivoando.com.br.p


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> Claudio Schapochnik e Diego Verticchio

Aquisições e investimentos

Fernando Ferreira (Lerosa Investimentos), João Junqueira (GP Investiments), Luis Motta (KPMG), Fernando Borges (Carlyle) e Cristian Gamboa (PWC Brasil)

ENTRE OS VÁRIOS PONTOS QUE O INVESTIDOR — FUNDO DE INVESTIMENTO E PRIVATE EQUITY — LEVA EM CONSIDERAÇÃO QUANDO HÁ INTENÇÃO DE COMPRA DE UMA COMPANHIA, A COMPLEMENTARIDADE DOS SÓCIOS TALVEZ SEJA O ITEM MAIS RELEVANTE. Em contrapartida, a falta de ideias alinhadas pode afastar um negócio. Essas e outras questões foram debatidas no segundo painel do primeiro dia do evento e contou com a participação do sócio na PWC Brasil e Líder de Private Equity, Christian Gamboa; do diretor-geral do Grupo Carlyle,

Fernando Borges; do diretor da GP Investiments, João Junqueira; e do sócio de Finanças Corporativas na KPMG, Luis Motta. O painel contou com moderação do sócio-diretor da Lerosa Investimentos, Fernando Ferreira. Sempre atenta ao mercado, a GP dá prioridade à intenção do sócio para então avaliar se a empresa a ser comprada gera algum valor. “Comprar uma empresa requer planejamento e estudo. Olhamos o que ele tem a nos oferecer, depois analisamos se as contas estão em dia e, por fim, fazemos um estudo para avaliar se a aquisição irá gerar um valor conjunto”, explicou Junqueira.

Já a estratégia do Carlyle é investir em empresas que tenham apelo para a classe média e posição de liderança no segmento em que atuam. Com esse pensamento, o grupo desembarcou no País e adquiriu parte da CVC Operadora, da Tok Stok e da Ri Happy. “Nós nunca compramos 100% de uma empresa. Mas, para chegarmos a concluir uma compra, seguimos algumas regras, como conhecer quem será o nosso sócio e entender quais são suas intenções. O segundo fator é saber se as ideias da empresa batem com a nossa”, afirmou Fernando Borges. Segue por caminho inverso o discur-

so do sócio na PWC Brasil e Líder de Private Equity, Christian Gamboa, lembrando que práticas não muito ortodoxas podem afastar um negócio. “Se não existe química, se as ideias não batem e se os números da empresa não fecham, ao menos com a gente o negócio não é concluído”, sentenciou. O sócio de Finanças Corporativas na KPMG, Luis Motta, seguiu na mesma linha e ressaltou que quando não há comunhão de interesse, o negócio tende a não acontecer. “Conhecer a estratégia da empresa e se posicionar de forma correta ajuda muito na negociação.”p

CAMINHOS PARA CRESCER EXECUTIVOS DE QUATRO DAS PRINCIPAIS EMPRESAS DO TRADE TURÍSTICO NACIONAL REVELARAM, EM PRIMEIRA MÃO, PLANOS AGRESSIVOS DE EXPANSÃO E CRESCIMENTO DURANTE O ÚLTIMO PAINEL DO PRIMEIRO DIA DO FÓRUM PANROTAS 2015. Os mais de 1,4

Os integrantes do painel com o presidente da PANROTAS, Guillermo Alcorta

mil profissionais na plateia ouviram os planos de Aldo Leone Filho (Agaxtur), Carlos Vazquez (Esferatur), Luiz Eduardo Falco (CVC) e Ricardo Ferreira (Alatur JTB), sob a moderação do editor-chefe da PANROTAS, Artur Luiz Andrade. “Se você quer ter o benefício da escala, você tem de crescer com capital. E nesse processo aparece a informalidade como entrave. É preciso ajustar essas questões antes de pensar em crescimento com rentabilidade”, opi-


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nou o presidente da CVC, Luiz Eduardo Falco, afirmando que está aberto a qualquer negociação que agregue valor à CVC. De acordo com Falco, “hoje a CVC tem 1.002 donos”, se referindo ao número de acionistas, que varia de acordo com os negócios na Bolsa de Valores. Desse total de proprietários, o que detém a maior fatia é o fundo norte-americano Carlyle.

PLANEJAMENTO

Ao contrário da CVC, que aceitou a oferta de compra de um fundo, a Alatur trilhou um caminho diferente. “Tomamos a decisão de vender uma parte da empresa em 2010, aí viajei para diversos países, conversei com muitas empresas até chegar à JTB, no Japão, com quem iniciamos negociações e fechamos o negócio após 14 meses”, recordou um dos sócios e membro do board da Alatur JTB, Ricardo Ferreira. Ele relembrou ainda outros casos de compra no setor, como a da Carlson Wagonlit Travel, que fez várias aquisições entre 1995 e 1997, e da Rextur e Advance, que primeiro promoveram uma fusão e depois, como Rextur Advance, negociaram a venda para a CVC. “Foi um negócio brilhante”, disse ele.

SEM MEDO

Das quatro empresas presentes ao painel, apenas uma “foi, é e continuará familiar”, destacou o presidente da Agaxtur Viagens, Aldo Leone Filho. “Não temos medo de nada e seguiremos uma companhia familiar”, afirmou o dirigente, bastante aplaudido neste momento. No entanto, ele confirmou que recebeu propostas de compra, sem revelar nomes. “Não há problema algum em ouvir”, disse. Por outro lado, o presidente da Agaxtur afirmou que propor e fazer “parcerias estratégicas” é comum no mercado e

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que sua empresa – e também dos dois irmãos, Marcelo e Andrea, e da mãe, Olga – tem planos de crescimento. “O que estamos fazendo? Diversificando os canais. Não queremos ter mais de 900 lojas, como a CVC, mas 50 lojas”, revelou Leone Filho.

HOTELARIA

“Temos uma trajetória de crescimento de sete anos para cá e qual é o segredo? A empresa tem cinco sócios que trabalham arduamente e fazem um planejamento semanal. Além disso, somos 100% formais”, contou o vicepresidente e um dos sócios da Esfera-

tur Consolidação, Carlos Vazquez. Carlinhos, como é conhecido no trade, relembrou à plateia as empresas que a Esferatur comprou e se fundiu e da criação da Orinter Tour & Travel, com a chegada, como sócia e diretora geral, da ex-MMTGapnet Ana Maria Berto. Em sua participação, Carlinhos revelou, em primeira mão, que a companhia vai trabalhar em um novo segmento. “Vamos abrir uma nova empresa: a Esferatur Hotéis, que atuará em reservas hoteleiras.” Segundo ele, os negócios começam já no próximo mês.p

Luiz Eduardo Falco (CVC), Aldo Leone Filho (Agaxtur), Carlos Vazquez (Esferatur), Ricardo Ferreira (Alatur JTB) e Artur Luiz Andrade (PANROTAS)


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1 Paulo Kakinoff, da Gol, Antonoaldo Neves, da Azul, o ministro Vinicius Lages, Eduardo Sanovicz, da Abear, e José Efromovich, da Avianca 2 Alexandre Cordeiro e Isabela Araújo, do Sabre 3 Maurício Vianna, da Net Hospitality, e Francisco Guarisa, da Tap 4 Luciano Macagno, da Delta, Luiz Eduardo Falco, da CVC, Dinaurea Cheffins, da Atlantica Hotels, Ana Maria Berto, da Orinter, e Sergio F. Averbach, da Korn/Ferry 5 Bárbara Picolo, da Flytour Viagens, Leslie Benveniste, da CBS Marketing, e Luis Moura, da Insight Travel 6 Ted Wham, do Oracle, com Tárik Potthoff e Guto Rocha, da PMWeb 7 Luiz Teixeira e Mônica Afonso, da Delta 8 José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, com Claudia Gonzalez e Alberto Sanches, do Ladevi 9 Claudia de Paula e Danielly Aguiar, da Empetur 10 Alex Souza, da PANROTAS, entre Solange e Luis Vabo, da Solid e do Reserve 11 Ivo Lins, da Gapnet, e Marcelo Cohen, da Belvitur 12 Adriana Cavalcanti, da Air France-KLM, e Roberto Santos, da Esferatur 13 Fabio Mader, da Gol, entre Marcos Franquilino e Fabiano Alves, do Beach Park 14 Fernando Cavalheiro e Dayse Taiar, da Cep Transportes 15 Gelson Popazoglo, da GTA, com Fernando Santos, Juliana Assumpção e Marcelo Matera, da Aviesp 16 Serafim Oliveira e Luis Paulo Luppa, da Trend, com Antonio Azevedo e Salvador Saladino, da Abav 17 Gustavo Santana, da Decolar.com, Thomas Hartmann, da GJP, Artur Fernando, da GJP, e Emerson Cordova, também da GJP 18 Bob Rossato, do Viajanet, e Greetje de Haan, da Decolar.com 19 Priscila Fabri e Hugo Lagares, da MMTGapnet

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20 José Guilherme Alcorta, da PANROTAS, e Gisele Alvarez, do She27 raton WTC 21 Mônica Aguiar, do Copa Sul Hotel, e Marluce Magalhães, da FBHA 22 José Francisco da Silva, da TMG, e Luana Nogueira, da Siemens 23 David Coles e Rebecca Rocha, da Vice-Versa 24 Luis Ferrinho, da Omnibees Distribuição, com Ezequiel Ribeiro e Luiz Fernando, do Sabre 25 Edílson Oliveira, da Solfesta Turismo, Evandro Lopes, da Maranatha Viagens, e Cezar Aveiro, da BCA Turismo 26 Recepcionistas do evento 27 Fernando Dias, da Master Turismo, Vinicius Santola, da BTM Viagens, e Mark Bryan, da Localiza 28 Abel Castro, da Accor, Daniel Guijarro, da Resorts Brasil, e João Carlos Pollak, do Sofitel Jequitimar 29 Pablo Bernhard, da TT Operadora, Luciana Fernandes, do MTur, e Guillermo Alcorta, da PANROTAS 30 Renata di Bernardo, Claudia Marinaro, Francisco Guarisa e Adriana Tolentino, da Tap 31 Da PANROTAS: os editores Artur Luiz Andrade, Renê Castro e Alex Souza 32 Fernando Filho, do WTC, entre Rodrigo Caetano e Raffaele Cecere, da R1 Audiovisual 33 Mariana Rodrigues, Renata Vescovi, Ana Clévia e Valéria Barros, do Sebrae

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Mercado

Onde e como distribuir As diversas opções de canais on-line de distribuição de viagens no Brasil e no Mundo foram os destaques do primeiro painel do segundo dia de evento. Entre os painelistas, Bob Rossato, da OTA Viajanet, Luís Paulo Luppa, do Grupo Trend, Victor Donmez, diretor da América Latina no Booking.com, e Roland de Bonadona, CEO da Accor para as Américas. A mediação ficou por conta do vice-presidente do GDS Sabre, Luiz Ambar. Para se ter uma dimensão da importância dos canais on-line de distribuição do mercado, Bonadona iniciou o discurso afirmando que 5% das OTAs hoteleiras são responsáveis por 45% das reservas com o perfil de lazer nos hotéis da Accor. Na visão de Luppa, a distribuição on-line já atingiu o ponto de ser revista. “Esse modelo de vendas é um veneno silencioso, pois é baseado em preço, muitas ve-

zes deixando o serviço de lado. Agentes de viagens se beneficiarão com isso no futuro, pois são eles os responsáveis pelo bom serviço”, explicou. “Além do mais, se o hoteleiro independente se basear na venda on-line vai ter de vender tarifa muito baixa e não terá retorno em seu negócio, ao mesmo tempo que se não entrar na internet, pode ficar para trás.” O dirigente aproveitou a oportunidade para anunciar um novo sistema de reservas de hotéis para agentes de viagens. Para Victor Donmez, da Booking. com, a questão, para o consumidor, deixou de ser a escolha por reservar entre 48 e 72 horas. “A penetração da internet mudou tudo. Agora, a plataforma tem de entregar todas as informações necessárias em conteúdo rápido e eficiente, para otimizar o tempo e a experiência do seu consumidor em seu maior nível”, afirmou.

Painel reuniu dirigentes com opiniões distintas, o que esquentou o debate

Segundo Rossato, da Viajanet, os desafios são o que fazem sua empresa seguir adiante. “Para quem está no foco B2C desse segmento, a chave é procurar o cliente, saber onde ele está. A transformação do mobile fez com que focássemos na adaptação

da plataforma”, revelou. “Hoje investimos em propaganda off-line na TV e nosso desafio é convencer o consumidor de que ele não precisa de um novo televisor LCD, pois viajar pode trazer uma experiência bem mais interessante.” p

Gente

Gestão de talentos Grandes empresas brasileiras de turismo têm passado por uma dança das cadeiras nos últimos tempos no que diz respeito a seus líderes, e o último painel do fórum trouxe nomes diretamente envolvidos nessas trocas para discutir sobre o tema.

Sérgio Averbach (Korn/Ferry), Luiz Eduardo Falco (CVC), Ana Maria Berto (Oninter Tour & Travel), Luciano Macagno (Delta), Dináurea Cheffins (Atlantica Hotels) e Guillermo Alcorta (PANROTAS)

Foram eles: Ana Maria Berto, da Orinter Tour & Travel, Dináurea Cheffins, da Atlantica Hotels, Luciano Macagno, da Delta, e Luiz Eduardo Falco, da CVC. O moderador foi Sérgio Averbach, da Korn/Ferry, que, de primeira, levantou a questão: faltam executivos de ponta no turismo? A resposta de Dináurea foi que não falta talento no mercado brasileiro, “o que falta é um mapeamento desses profissionais por parte das empresas.

A substituição de líderes pode estar um pouco irregular no País, mas essas irregularidades podem estar na empresa, não nos talentos em si.” Macagno concordou: “não adianta só sair pegando líderes com case de sucesso de outras empresas”, avaliou. “É outra realidade, talvez esse perfil possa não se encaixar na função que você precise para sua empresa.” Para Ana Maria, determinação, comprometimento, credibilidade e uma pitada de sorte fazem de um profissional um bom líder. “Minha sorte foi formar equipes talentosas e manter os melhores profissionais ao meu lado durante o tempo, proporcionando sucesso em todas as empresas por onde passei.” Falco concordou com Ana Maria e fez questão de exaltar sua opinião sobre união da equipe. “Metade da vida você é temido e a outra metade você precisa tentar ser querido. Humildade, justiça e opinião. Esse trio faz a diferença”, ressaltou. “Um time tem de ter opinião diferente, mas sua ação tem de ser monolítica.”p


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Cartas do LEITOR

“O Fórum PANROTAS tornou-se, por meio de uma natural evolução, um evento cuja presença de líderes do trade é praticamente obrigatória”

“O Fórum PANROTAS é um dos mais qualificados e importantes instrumentos para a atualização e o compartilhamento de informações e de experiências no setor turístico”

(Luiz Ambar, do Sabre)

(Vinicius Lages, ministro do Turismo)

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“Quero cumprimentá-los pelo excelente Fórum PANROTAS, realizado por todos das famílias PANTORAS e Imaginadora. Parafraseando o Guillermo, foi um upgrade de executiva para a primeira classe. Parabéns a todos” (Eduardo Bittencourt, da CH Travel)

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“Parabéns pelo evento e pelo sucesso, queridos. Adorei! Foi um prazer participar! Um grande abraço” (Martha Gabriel, palestrante do evento)

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“É no Fórum PANROTAS que podemos debater, em alto nível, os desafios da indústria, as novas tendências e compartilhar experiências com os principais lideres do mercado brasileiro” (Herbert Viana, da Localiza)

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“O Fórum PANROTAS é um evento muito completo e esclarecedor no que se refere aos temas do setor. Este ano se superou e promoveu debates que fizeram muito bem à toda indústria. Parabéns” (Carlos Vazquez, da Esferatur)

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“Parabéns pela qualidade do evento. Este ano vocês se superaram em tudo: criatividade, inovação, organização e conteúdo. É, sem sombra de dúvida, o melhor evento do turismo nacional” (Luciane Leite, da SP Turis)

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“Tratar o turismo como indústria e como polo gerador de emprego e renda para o País é um grande papel desenvolvido pelo Fórum PANROTAS, que transforma a cidade de São Paulo, anualmente, no maior palco de debates do turismo no Brasil” (Guilherme Paulus, da GJP Hotels & Resorts)

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“O Fórum PANROTAS coloca em perspectiva o balanço e as tendências do setor, abre espaço para os mais importantes players e confronta a nossa realidade com as tendências mundias” (Roland de Bonadona, da Accor)

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> Rodrigo Vieira

Atenção às inovações

Martha Gabriel: “a substituição da mediação humana pela tecnologia continuará deixando muitos segmentos sem função”

Ela é engenheira, pesquisadora, consultora e escritora, mas fez grandes nomes do turismo nacional pararem e aprenderem com suas ideias e perspectivas no 13º Fórum PANROTAS. Martha Gabriel falou sobre inovação e tendências em marketing digital e afirmou que, apesar da velocidade das mudanças no mundo moderno, é possível ao menos estar em um caminho próximo sendo um profissional antenado. “Ninguém sabe ao certo o que vai acontecer amanhã, mas prestar atenção nos processos de inovação faz com que você tenha pelo menos uma indicação, pois a próxima mudança vai acontecer muito rapidamente e, se você estiver no caminho certo, pelo menos saberá o que fazer com ela”, afirmou Martha. “Tudo isso porque nós somos a tecnologia. Isso faz parte de nós, do nosso comportamento.

É um híbrido do nosso cérebro com a máquina. Quem um dia optou por uma carreira no mundo dos negócios, nunca mais pode esquecer disso. A nuvem, por exemplo, é a alma digital de hoje e wi-fi e bateria de celular são os itens mais valiosos da vida moderna.” Ainda de acordo com a palestrante, as empresas têm de fazer acontecer, pois a tecnologia está fazendo tudo crescer exponencialmente, enquanto nosso cérebro cresce de maneira linear. Tomando como exemplo o Facebook, empresa líder em seu segmento, mas de inovações constantes, ela questionou: “estamos ferrados? Depende de como usaremos a tecnologia e de como nós inovamos para nos adiantar às tendências. A substituição da mediação humana pela tecnologia continuará deixando muitos segmentos sem função, mas, ao mesmo tempo, muitas outras áreas seguem abrindo”, explicou. “Pergunte-se e procure o que você pode explorar.”

Quando a plateia já ansiava pelo assunto turismo, ela apontou a tendência de descarte dos intermediários. “É a realidade, em especial no caso dos agentes de viagens. Hoje, a diferença entre OTAs e agências físicas está no serviço e na consultoria, mas vejo tendência de empresas web possibilitarem experiências sensacionais”, previu Martha. “Preocupação para uns, oportunidade para outros”, completou. Por fim, ela voltou a bater na tecla que a experiência do consumidor é o que norteia o segmento. Como exemplo, ela citou soluções tecnológicas voltadas às viagens, como o Gogo in Air Online, de conectividade em aeronaves, além de hotéis que geram chave do quarto por aplicativo e tradutores pela câmera do celular. “Isso sem contar o Tripadvisor, que norteia diretamente as escolhas do turista”, afirmou. “Juntar as tecnologias digitais em todas as áreas é essencial.”p


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1 1 Roberto Rotter, presidente do Fohb, Guilherme Paulus, da CVC e da GJP Hotels, Eduardo Sanovicz, presidente da Abear, Manuel Gama, presidente eleito do Fohb, e Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS 2 Ana Maria Berto, da Orinter Tour & Travel, com Marianna Alcorta e Ricardo Tsugawa, da PANROTAS 3 Viviane Amadei, Karen Schmidt e Matt Teixeira, da Best Western International, que apoia o Fórum PANROTAS pelo segundo ano 4 José Melo, Victor Donmez e Flávio Moura, da Booking.com 5 João Pastori, do Facebook 6 Tony D’Astolfo, presidente da Phocuswright, suas representantes no Brasil, Carolina de Haro e Tricia Neves, da Mapie, e José Guilherme Alcorta, da PANROTAS 7 Valéria Gordilho, do Hotel Armação (PE), Helena Diogo, do Hotel Diogo (CE), Rosângela Gonçalves, da rede Windsor (RJ), e Rosana França, da Bahiatursa 8 John Ackerman e Mitzi Chollampel, do Aeroporto de Dallas-Fort Worth, com duas recepcionistas do evento, representando os embaixadores que recebem turistas estrangeiros no DFW

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17 9 Ana Maria Donato, da Imaginadora, Marco Ferraz, da Abremar, e Cátia Frias, da American Airlines 10 Marianna Alcorta, da PANROTAS, com o deputado federal Otávio Leite (PSDB-RJ) 11 Fred e Heloisa Levy, da Interpoint, Cássio Oliveira, da AirTkt, e Rick Still, da feira La Cita 12 Renata e José Guilherme Alcorta, diretor da PANROTAS 13 Gelson Popazoglo, da GTA, Marco Ribeiro, da Eldorado Empreendimentos, e Thiago Cuencas, da Viagens & Cia. 14 Alipio Camanzano e Marcio Santos, da Decolar.com, e Marianna Alcorta, da PANROTAS 15 Vicente Neto, presidente da Embratur 16 Massimo Pellitteri, dos hotéis Armação e Kembali, de Porto de Galinhas, e Rui Xavier, secretário de Turismo de Ipojuca (PE) 17 Mário Carvalho e Luiz Mór, da Tap, com Antonio Azevedo, presidente da Abav


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18 18 Valéria Gordilho, do Hotel Armação, Danielly Aguiar, da Empetur, Heloisa Prass, Nathalia Falcão, Priscilla Ponce e Paula Monasque, da PANROTAS 19 Leandro Garcia e Adriano Donzelli, da Goiás Turismo, e José Francisco Salles, do MTur 20 Danillo Barbizan e Luiz Teixeira, da Delta Air Lines, com Ignacio Tamarit e Robert Craft, da Iata 21 Yumi Nakayama e Sacha Ancona, da Orbitz 22 Maurício Alexandre, dos parques Sea World, e Eduardo Bittencourt, da CH Travel, de Orlando 23 Toni Sando, do SPCVB, Gisele Alvarez, do Sheraton WTC, Ricado Aronovich, presidente da Flex Eventos e João Nagy, do WTC São Paulo 24 Eduardo Murad e Paulo Amorim, da Alagev, com Marta e Marcus Rossi, do Festival do Turismo de Gramado, e Rose Larrat, da Abav-PA 25 Ruth Avelino, presidente da PBTur, Claiton Armelin, diretor da CVC, Christiane Teixeira, da Luck Paraíba, Catharine Brasil, secretária de Turismo de Campinas Grande (PB), e Breno Mesquita, da Abav-PB 26 Fatima Correia, da Harabello Turismo (RN), Maria Amélia, da Aerotur (também de Natal), Diassis Rosado, presidente da Abav-RN, e Edna Rocha, da AbavPA 27 Roberto Silva, da Sanchat Turismo, Monica Samia, da Braztoa, e Afonso Gomes Louro, da Visual

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33 28 Peterson Paiva, do Voopter, Cristovão Lou-

reiro, do Nativoo e do blog Travel Tech, do Portal PANROTAS, e Artur Luiz Andrade, editor-chefe da PANROTAS 29 Juan Pablo de Vera, da Reed Exhibitions 30 Vadis da Silva, da Gestour, Felipe Gonzalez, da Cassinotur (Foz do Iguaçu) e Edilson Andrade, do Recanto Cataratas Thermas 31 Luciana Fernandes, do Ministério do Turismo 32 Guillermo Alcorta, presidente da PANROTAS, com Ana Regina Barreto, da Imaginadora 33 Pedro Romio, do Miami CVB/ Imaginadora 34 Gisele Abrahão, da GVA, com Fernanda Acacio e Marjorie Camporini, ambas da Submarino Viagens

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> Renê Castro

Entre fãs e seguidores A diretora de Mercados Ocidentais e Desenvolvimento de Distribuição Global do turismo da Austrália, Katherine Droga, revelou alguns segredos do destino que possui um dos maiores engajamentos nas redes sociais. Com 6,4 milhões de fãs no

Katherine Droga, do Turismo da Austrália

Facebook e 1,2 milhão de seguidores no Instagram, o maior país da Oceania ostenta postagens diárias com mais de 50 mil curtidas e centenas de compartilhamentos. São fotos de regiões paradisíacas, histórias emocionantes e curiosidades de pinguins famosos, cangurus brincalhões e coalas que pesam mais que um adolescente. Tamanha interação na grande rede resultou em nada mais, nada menos, que 1,8 milhão de fotos espalhadas pela internet, boa parte delas dos próprios internautas, que entraram na onda do

marketing digital australiano e agora fazem questão de manter a imagem do destino sempre em alta. “Os brasileiros são o terceiro maior público da Austrália nas redes sociais”, citou Katherine, informando que o processo de engajamento traz credibilidade para o país e instiga novos consumidores. Algumas das histórias postadas chegaram, inclusive, a estrelar noticiários locais e internacionais, além da criação de fanpages dedicadas a contar o dia a dia de animais. “Alguns temas trabalhados pela nossa equipe tornaram-se uma verdadeira febre mundial. As hashtags também nos ajudam muito e motivam os compartilhamentos e as interações. Realizamos recentemente uma pesquisa que mostra que 61% dos nossos visitantes recentes se sentiram motivados ou influenciados pelas redes sociais”, completou ela. Durante a apresentação, a dirigente mostrou também todos os benefícios de se investir em um site responsivo, que funciona perfeitamente em vários dispositivos. Facilitar a navegação e oferecer conteúdo multimídia de qualidade faz toda a diferença. “Somos um destino seguro e completo, com atrativos naturais, praias belíssimas, vida noturna pulsante e ótimos roteiros para os amantes do segmento food and wine.”

T R EIN A MEN TO PARA AGENTES Atualmente, o Brasil ocupa a 20ª posição no ranking dos países que mais enviam turistas para a Austrália, com 42 mil visitantes. Quando se fala em gastos, a posição sobe para a 4ª (média de oito mil dólares australianos por pessoa). Apostando no potencial do mercado brasileiro, o Turismo da Austrália, que no Brasil é representado pela Interamerican, preparou para este ano uma nova ferramenta on-line de treinamento para os agentes de viagens. É o aussiespecialist.com, espaço virtual que possibilita especialização dos profissionais e, de quebra, contato com os principais fornecedores da região. “Em 2009 lançamos uma meta visando 2020 e o Brasil era um dos países onde faríamos investimentos massivos. Nos últimos anos, o fluxo de visitantes brasileiros cresceu 22%”, explicou Katherine.p


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Turismo cognitivo O mundo está mudando, a tecnologia passou a desempenhar papel aparentemente indispensável na vida do ser humano e, para “vencer no futuro”, segundo o cientista Fábio Gandour, o turismo terá de dominar uma nova área abordada por ele durante a apresentação: a computação cognitiva. Por meio dela, os players do setor precisarão transformar o conhecimento em informação aos potenciais viajantes. “O turismo será, se é que já não está sendo, fortemente influenciado pelo o que o turista sabe. O que ele não sabe, ele não tem vontade de conhecer. Portanto,

é preciso usar mecanismos que transformem o conhecimento [dos profissionais] em saber [para os viajantes] para que o turista saiba aquilo que ele quer”, explicou Gandour. Segundo ele, a máquina aprende a criar ligações por meio das informações passadas pelo cliente. Ao rastrear seus passos na web [Big Data], estabelece padrões de consumo e é capaz de trazer respostas certas aos anseios de uma pesquisa em determinados ambientes digitais. “As informações desestruturadas vão ser organizadas e trabalhadas a favor das empresas. O futuro chegou, e não dá mais para ir para trás”, encerrou ele.p

Fábio Gandour, cientista-chefe da IBM

A importância do mobile Não é de hoje que ouvimos sobre a necessidade — praticamente a obrigação — das empresas investirem em plataformas móveis, desenvolvendo sites responsivos e aplicativos para smartphones ou tablets. Não é novidade mas, de tempos em tempos, parece importante que os empresários sejam lembrados do fato para que, ou invistam no aprimoramento de plataformas já existentes, ou corram atrás do prejuízo e comecem agora a investir. Esta foi uma das mensagens passadas pelo diretor global de Serviços Estratégicos de Viagens e Consumo

Lee McCabe, do Facebook

Comunicação certeira As OTAs que não souberem distinguir os diferentes perfis de internautas ficarão para trás da concorrência. Foi esse o teor da palestra do vice-presidente da Indústria de Soluções da Oracle Marketing Cloud, Ted Wham. Para ele, o meio on-line já não pode mais ser tratado como uma “terra de ninguém”, pois já incorporou em diversos níveis de mercado a vida das pessoas. Isso significa que a internet tornou-se uma plataforma perfeita para filtrar o público-alvo de uma OTA e facilitar sua viagem. Difícil, porém, é aplicar esse filtro e saber comunicá-lo de maneira que não pertube o cliente.

“Em uma plataforma ampla, é difícil detectar sinal de intenção de viajar do consumidor. Com sorte, essa intenção vai se encaminhar para seu site. Depois de algumas buscas, temos um consumidor de certa forma conhecido, ou seja, que demonstra a intenção de viajar. Essa é a hora de ser agressivo, pois você já tem um potencial viajante em mãos. Nesse caso, é possível tentar algo pelas mensagens push (notificação de smartphone), e-mail, SMS e display, por exemplo. Durante a viagem, o push e o SMS podem ser interessantes para indicar locais, passeios e restaurantes. Após o término da viagem, você terá um cliente conhecido em mãos, e o ciclo recomeça, dessa vez, para fidelizá-lo”, afirmou.p

Ted Wham, da Oracle Marketing Cloud

do Facebook, Lee McCabe, em palestra no Fórum PANROTAS. Ele lembrou que a rede fundada por Mark Zuckerberg nasceu como um site mas que, cada vez mais, coloca a atenção no aplicativo, utilizado diariamente por mais de 700 milhões de pessoas – 15 milhões apenas no Brasil. “Os apps dirigem as ações do dia a dia das pessoas, que passam 86% do tempo on-line em aplicativos”, afirmou o executivo, dando uma dica para as empresas do setor: “Se eu fosse uma companhia de turismo, correria para desenvolver o melhor app possível, pois há poucos aplicativos de viagens nos smartphones das pessoas.”p


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> Claudio Schapochnik

À procura de uma marca

O ministro Vinicius Lages foi entrevistado pela secretária de Turismo de Alagoas e blogueira PANROTAS, Jeanine Pires

Na opinião do ministro do Turismo, Vinicius Lages, entre os vários desafios do setor no País, a busca de uma brand (marca, em inglês) tem um peso importante. “O Brasil é uma potência alimentar, somos um dos maiores exportadores de alimentos do mundo, mas não somos uma potência gastronômica”, exemplificou Lages. O ministro esteve presente no primeiro dia do Fórum PANROTAS 2015, quando foi entrevistado pela secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Alagoas, Jeanine Pires. Outro item que o ministro disse que precisa ser mais e melhor trabalhado pelo Brasil é a natureza. Ele afirmou que em vários países há um grande número de parques nacionais com infraestrutura e abertos à visitação, atraindo milhões de visitantes por ano. Em relação à alta do dólar norte-americano sobre o real – que já subiu

mais de 20% apenas este ano –, Lages destacou a “grande oportunidade” de incentivar o turismo nacional. “O brasileiro não conhece o Brasil”, resumiu o chefe da pasta. “O brasileiro precisa sonhar com o Brasil. É isso que queremos fazer por meio de uma estrutura digital com material de qualidade para promoção de experiências.” Justamente sobre as experiências, sobretudo aquelas compartilhadas nas redes sociais pelos turistas, o ministro Lages é da opinião que o ministério deveria investir no acesso à internet. “Temos de financiar a estrutura digital dos destinos para que os turistas disseminassem suas experiências em vídeos e fotos”, afirmou ele, sabendo da importância que esse tipo de iniciativa tem para o turismo. Em relação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, Lages assegurou que a cidade será capaz de oferecer uma “experiência muito superior ao que se tem no imaginário popular”, durante e após o evento.

“Após a Copa do Mundo, é a vez do Rio alavancar, e de forma definitiva, a imagem do Brasil no Exterior”, completou ele. “A estimativa é que vamos receber 30 mil jornalistas e precisamos aproveitar essa oportunidade única”.

EMPRESARIADO

Nas respostas às perguntas de Jeanine e de outros convidados, como o presidente da GJP Hotels & Resorts, Guilherme Paulus, o ministro Lages deixou claro que pretende trabalhar “ouvindo o setor privado”. Ele disse ainda saber que, “em política, tenho ‘nascido’ e ‘morrido’ todos os dias”, se referindo a uma possível saída da pasta para atender interesses partidários diante da crise que passa o governo federal. “Em uma audiência longa que tive com a presidente Dilma Rousseff, disse também que deveríamos trabalhar junto com o setor privado.” Lages deixou claro que pretende rever o modelo de governança

A entrevista de Jeanine com o ministro teve o patrocínio da Accor, dirigida no Brasil por Roland Bonadona

da Embratur. “Discutimos isso desde 2014, para que a Embratur trabalhe com mais liberdade e com a iniciativa privada”, finalizou.p


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Flashes

1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS

1

Fórum PANROTAS 2015

1 Equipe da B4T, assessoria de imprensa do fórum: João Paulo Benini, Juliana Santos, Nayara Fernandes, Alberto Martins, Osmar Maduro e Rodrigo Andrade

2 Juarez Neto e Juarez Cintra, do Grupo Ancoradouro 3 Adriana Nunes, da Providence Viagens, e Flavia Bortolazo, da Bycor Consultoria 4 Rick Still e Marina Barros, do La Cita, que ocorre de 2 a 4 de setembro, em Palm Beach 5 Douglas Simões e Marianne Costa, da Abeta 6 Afrânio Lages Filho e Afrânio Lages Neto, da Aeroturismo, de ALagoas 7 Eduardo Bernardes, diretor da Gol, e Antonio Jorge Filho, da PANROTAS 8 Leandro Oliveira, secretário de Turismo de Canela, e Adriana Rambo, do Parque Terra Mágica Florybal (também em Canela) 9 Francis-

co Guarisa, da Tap, entrega a uma participante do Fórum PANROTAS uma meia de pressão, dentro da campanha de saúde vascular promovida pela empresa aérea 10 Celso Guelfi e Agenor Bertoni, da GTA 11 Celeste Andrade, da Copastur, e Edmar Bull, da Abracorp 12 Ibrahim Tahtouh, da Academia de Eventos, e Roland de Bonadona, da Accor 13 Michael Nagy, diretor do Rio CVB 14 Luiz Martins, da Ativa Turismo, e Marcello Restivo, da Tivolitur, foram convidados do sistema Reserve

2

3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

15 José Francisco de Salles e o secretário Vi-

14

15

nicius Lummertz, do MTur, Rita Vasconcellos, da Abav-RS, e Tarcísio Gargioni, da Avianca 16 Guilherme Marques, secretário de Turismo de São Luís 17 Rodrigo Vazquez, da Esferatur, e Sachin Keni, da Mystifly 18 Augusto Bezerra, da Localiza, Ricardo Costa, da Flytour Amex Business Travel, Sandra Ferreira e Mark Bryan, também da Localiza

16

17

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1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS

Mercado

Opinião de quem entende A PANROTAS EDITORA, COM O APOIO DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DO COMÉRCIO DE BENS, SERVIÇOS E TURISMO (CNC), REALIZOU UMA PESQUISA COM OS PARTICIPANTES DO FÓRUM PANROTAS PARA ENTENDER quais as perspectivas para 2015, como está a formação de novos profissionais para a indústria e quais os legados dos grandes eventos para o futuro do mercado. Falando em expectativas para o ano, os dirigentes não se mostraram animados. Isso porque menos de 19% dos entrevistados acreditam que o faturamento das empresas vai crescer em 2015. Em uma análise mais profunda, pode-se dizer que a movimentação interna poderá se beneficiar durante o período, em um efeito de substituição ao internacional, que neste momento sofre com as oscilações da moeda norte-americana. Em relação à formação, o quadro não chega a ser péssimo, mas pode ser classificado como ruim, já que mais de 50% não considera que o Brasil possui boas universidades e escolas técnicas. O que mais preocupa os entrevistados é o volume necessário de formados na área para atender a demanda do futuro. O consenso é de que o governo precisa rever suas prioridades em educa-

PERGUNTA 1 — QUAIS AS EXPECTATIVAS DE FATURAMENTO EM 2015 (EM %):

ção e formação técnica profissional no Brasil para alavancar o surgimento de novos talentos. Quando o assunto é o legado de eventos como Jornada Mundial da Juventude, Copa das Confederações e Copa do Mundo, representantes da indústria se mostram satisfeitos com os resultados obtidos, mesmo com o período de instabilidade econômica. Resta saber se o efeito será duradouro para o País. A maioria (52,7%) ainda não acredita que ter sido sede de eventos tão importantes ajudou na consciência dos brasileiros com relação à importância do setor na economia, mas a opinião pode ser considerada dividida, já que 43% pensa o contrário. A lição de casa é agora manter o espírito de que o Brasil pode e deve melhorar as condições como região de atração de visitantes estrangeiros. Por outro lado, ficou evidente para a maioria (70,5%) que grande parte do legado de infraestrutura não foi entregue conforme previsto. Esse é ainda um gargalo importante que atravanca a economia não só na execução dos eventos mundiais, mas no dia a dia. Ressalva feita apenas aos aeroportos, que conseguiram absorver a demanda sem sofrer na operação. Confira abaixo os resultados detalhados.

O SETOR VAI CRESCER

O SETOR VAI SE MANTER ESTÁVEL

O SETOR VAI REDUZIR O FATURAMENTO

NÃO SABE/ NÃO RESPONDEU

18,8

42,0

37,2

1,9

SIM

NÃO

NÃO SABE/ NÃO RESPONDEU

P2.1 - Temos boas escolas técnicas formando mão de obra para a indústria?

39,1

58,5

2,4

P2.2 - Temos boas faculdades formando mão de obra para o segmento?

42,0

55,6

2,4

P2.3 - As entidades/escolas de formação técnica estão formando pessoal para o setor em quantidade suficiente para atender ao mercado?

27,5

70,0

2,4

P2.4 - As entidades/escolas de formação superior estão formando pessoal para o setor em quantidade suficiente para atender ao mercado?

35,3

62,3

2,4

P2.5 - O governo precisa rever os conceitos de educação pública para atender à demanda do setor?

94,7

2,9

2,4

PERGUNTA 2 — CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL NO PAÍS (EM %):

PERGUNTA 3 — LEGADO DOS MEGA EVENTOS (EM %):

SIM / POSITIVO

NÃO / NEGATIVO

NÃO SABE / NÃO RESPONDEU

P3.1 - Você acredita que houve um legado de mídia importante para exposição do País no Exterior?

67,1

28,5

4,3

P3.2 - Se sim, o legado é positivo ou negativo?

80,6

19,4

-

P3.3 - O brasileiro hoje, após esses eventos de magnitude global, entende a importância da indústria para a economia?

43,0

52,7

4,3

P3.4 - Por conta desses eventos, você acredita que a mobilidade urbana melhorou?

25,1

70,5

4,3

P3.5 - Por conta desses eventos, você acredita que os aeroportos estão melhores?

57,5

38,2

4,3

NÃO VÃO PERMANECER POR MUITO TEMPO

NÃO HOUVE EFEITO POSITIVO PARA O SETOR

NÃO SABE / NÃO RESPONDEU

51,7

20,3

4,3

P3.6 - Você acredita que os efeitos positivos desses eventos DURADOUROS para o mercado serão:

23,7

Fonte: Pesquisa Direta PANROTAS / CNC


Destinos

Trem para as nuvens A história do icônico Trem para as Nuvens (Tren a Las Nubes, em espanhol), da Província norte de Salta, terá um novo capítulo com a retomada das operações, a partir da próxima Semana Santa. O ministro de Interior e Transporte da Argentina, Florêncio Randazzo, confirmou as informações sobre o término do conserto das locomotivas, liberando o atrativo para voltar à cena. “Estamos levando adiante também obras em todo o traço do ramal C14, região onde estamos investindo mais de 160 milhões de pesos”. O dirigente também se comprometeu a habilitar, nos próximos 60 dias, a travessia ao Chile. Nas próximas semanas, será feita a licitação para a recuperação do ramal de cargas C15, que une Salta a Bolívia. Por enquanto, a partir da Semana Santa, o Trem para as Nuvens sairá com cinco vagões, em vez dos oitos ou dez habituais, o que, naturalmente, diminui para 170 passageiros a capacida-

de. “O trem pode sair com dez vagões, mas isso não se faz por uma questão econômica, e sim porque é baixa temporada. No mais, não é útil porque não há muito tempo para a venda de passagens”, expôs o presidente do atrativo, Diego Valdecantos. Em relação às tarifas, o mandatário havia adiantado dias atrás que fará um valor diferenciado para o salteño no valor de 350 pesos. Turistas terão de desembolsar 1,1 mil pesos para aproveitar o passeio. Vale recordar que a última saga de descarrilamentos resultou na suspensão do serviço (chegou a ficar três anos sem operar) e a retirada da concessão, quando o governo salteño decidiu tomar cargo da operação. Na ocasião, em plena alta temporada, as agências tiveram de reembolsar o valor pago para aproximadamente 3,2 mil passageiros que haviam reservado tickets durante julho de 2014. Espera-se agora uma nova fase para o Trem para as Nuvens. Site: www.trenalasnubes.com.ar.p

A “viagem para as nuvens” está confirmada a bordo de um trem na Argentina


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1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS

SurFACE

Equipes PANROTAS e Imaginadora

Guillermo Alcorta com os filhos, Marianna, Maria Camilla e José Guilherme, e o genro, Ricardo Jun Tsugawa

Heloisa Prass comanda a selfie da editora

Heloisa Prass e Marianna Alcorta com a equipe comercial da PANROTAS e da PanHotéis: Simone Lara, Antonio Jorge Filho, Nathália Falcão, Ricardo Sidaras, Priscilla Ponce, Tais Ballestero, Paula Monasque, Renê Amorim e Ângela Chamma

Redação PANROTAS e PanHotéis: Cláudio Schapochnik, Henrique Santiago, Artur Luiz Andrade, Karina Cedeño, Renê Castro, Alex Souza, Marluce Balbino, Emerson de Souza, Rafael Silva, Danilo Alves, Diego Verticchio, Rodrigo Vieira e Hugo Okada

Ponto a ponto Heloisa Prass com a equipe de Marketing: Luciane Garcia, Valderez Wallner, Renata Cruz, Sandra Gonçalves, Erica Venturim e Weliton Lima

Daniel Santos foi o único que declarou abertamente que se dirigiu à Fecomercio, antiga casa do Fórum PANROTAS. Por sorte ele chegou a tempo ao WTC para o início dos trabalhos, que este ano foi mais tarde, às 10h15.  A delegação do Nordeste aumenta a cada ano no Fórum PANROTAS. Bahia, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão enviaram vários participantes. Teve até reunião da CTI-NE no evento. A comissão agora é presidida por Jeanine Pires, de Alagoas.  Erratas: US$ 115,4 milhões é o valor exato das vendas da Alatur JTB, segundo o relatório Smash, referente às vendas de aéreo internacional em 2014 (excluindo as empresas nacionais e parte da Tam). Na edição passada saiu “bilhões” em vez de milhões.  E o contrato 5-way citado em outra reportagem inclui as empresas Delta, Gol, Air France, KLM e Alitalia. 

José Guilherme e Guillermo Alcorta, da PANROTAS, ladeiam Isabela Camargo, apresentadora do evento, e Ana Maria Donato, da Imaginadora


33

Nas duas fotos acima, Guillermo Alcorta, da PANROTAS, com Luiz da Gama Mór e Mário Carvalho

Homenagem

Um vídeo com funcionários, exfuncionários e clientes selou a abertura do Fórum PANROTAS, realizado no WTC Events Center, na capital paulista. O presidente da editora, Guillermo Alcorta, entregou um controle remoto para o vice-presidente da Tap, Luiz da Gama Mór, que, quando acionado, iniciou a homenagem. “Celebrar 70 anos não é para qualquer empresa”, comentou Alcorta, ao lado também do diretor da aérea para a América do Sul, Mário Carvalho. A Tap é uma das principais companhias aéreas a transportar brasileiras para a Europa, pois voa para 12 cidades brasileiras. No início do mês, a empresa levou a Lisboa seus principais vendedores brasileiros para um jantar com homenagens e a presença de autoridades, além de celebrações e show da brasileira Roberta Sá. A companhia, que está prestes a iniciar um projeto de privatização, tem planos para investimentos mais agilidade seu plano de marketing "Uma nova onda de crescimento", que contempla o período de 2015 a 2020. As principais decisões podem ser dividida de acordo com as rotas da empresa (longa distância, média e curta), mas há decisões que afetam todo o conjunto, como a digitalização da companhia (todos os processos e não apenas reservas e vendas), a experiência nos aeroportos e a relação mais próxima com o cliente, já que está nos planos iniciar a venda de serviços auxiliares, os ancillaries. A principal novidade será a inclusão na frota de aviões do modelo A350, que substituirão quatro A340 e alguns A330.p

1o a 7 de abril de 2015 JORNAL PANROTAS


tendências e tecnologia Edição 82 - 1o a 7 de abril de 2015

Mercado

> Diego Verticchio

A vez dos emergentes

Apresentação de Tony D’Astolfo, da Phocuswright

NÃO É SEGREDO QUE O DESENVOLVIMENTO DA TECNOLOGIA VEM TRANSFORMANDO O SETOR DE VIAGENS. DESDE OTAS A SITES DE REVIEWS, o mundo tem utilizado cada vez mais ferramentas tecnológicas no dia a dia, sobretudo para viagens. Segundo estudo apresentado pelo presidente da

Phocuswright, Tony D’Astolfo, os negócios no segmento on-line relacionados ao turismo não vão parar de crescer. Comandando o painel “Tendências Mundiais na Indústria de Viagens”, D’Astolfo trouxe o estudo inédito “Travel is our World”, no qual apresentou um raio-x global de como

viajantes, fornecedores e passageiros estão conectados e como as ferramentas on-line estão crescendo no cenário mundial das viagens. Durante 25 minutos, ele apresentou diversos dados referentes ao setor, com destaque para o mercado emergente, que é o que mais cresce, tanto no off-line quanto no on-line.

Em sua primeira visita ao País, o dirigente apresentou ainda um estudo de 2011 a 2015 sobre as tendências do setor. Em 2014, segundo dados apresentados pela empresa especializada em pesquisas, o mercado global de viagens gerou receita de US$ 1,3 trilhão no mundo (valor referente


02

1o a 7 de abril de 2015 PANROTAS TENDÊNCIAS E TECNOLOGIA

a reservas brutas). Este montante está baseado em seis segmentos: aviação, hotelaria, aluguel de carros, pacotes de viagens/operadoras de turismo, cruzeiros e viagens de trem. Se inclusos aluguel de temporada, acomodações privadas, atividades e atrações turísticas, a receita final estaria próxima dos US$ 1,5 trilhão. Ainda de acordo com dados apresentados pelo presidente da Phocuswright, Europa e Estados Unidos respondem por metade de toda receita, mas o crescimento está em todos os continentes. Oriente Médio, Leste Europeu e América Latina são as regiões com crescimento mais acelerado, com 11%, 7% e 6%, respectivamente. “Os mercados emergentes estão tendo um crescimento acima da Europa e dos Estados Unidos. Há um salto de 16% de pessoas que estão trocando o mercado tradicional pelo on-line. A vez é dos emergentes e dos on-lines e são dados importantes a serem considerados”, alertou D’Astolfo. A indústria de viagens como um todo vai colocar mais de US$ 200 bilhões em receita bruta de reservas entre 2011 e 2015, valor superior à soma das receitas da França, > Continua na pág. 03

Os Estados Unidos e a Europa são responsáveis por 2/3 do total do mercado on-line de viagens

Oriente Médio Leste Europeu e Rússia Fonte: Phocuswright’s Global Online Travel Overview Third Edition


03

1o a 7 de abril de 2015 PANROTAS TENDÊNCIAS E TECNOLOGIA

< Continuação da pág. 02

Alemanha e do Reino Unido no ano passado. Nesse cenário, cerca de dois terços do percentual de receita por mercado virão dos emergentes, que devem representar 63%, contra 37% do mercado considerado desenvolvido. Fazendo um comparativo com 2011, com previsão para 2015, os emergentes terão índice de crescimento em torno de 7,4%, enquanto os desenvolvidos devem registrar 2,5%.

MERCADO ON-LINE

A receita global de reservas de viagens em 2014 está distribuída da seguinte forma: 65% foram feitos no off-line, enquanto 35% pelo o on-line. Os dados da Phocuswright consideram o mercado on-line no segmento de lazer e as receitas não gerenciáveis feitas por meio de OTAs e sites de fornecedores (hotéis, companhias aéreas e locadoras, entre outras). O segmento corporativo, mesmo que tenha sido feito em ferramentas digitais, como o Get There, não são considerados on-line.

“As viagens on-line estão crescendo mais rápido que o mercado tradicional. Hoje o acesso a ferramentas digitais é muito maior do que nos últimos anos nos países emergentes”, explicou Tony D’Astolfo. Segundo ele, os dois principais players do mundo neste segmento (Priceline e Expedia) representam 47% do mercado. Apesar da polaridade, ainda há, na visão do executivo, espaço para novas empresas. “Esses dois gigantes não vão tirar o pé do acelerador. Os investimentos irão continuar, mas há espaço para aqueles que querem entrar neste mundo”, afirma o executivo, lembrando que empresas estão mudando o foco para conseguir obter maior presença e mais receita. Ele citou o exemplo do Tripadvisor, que deixou de ser um site apenas de reviews para efetuar reservas. Dentro desse cenário, ninguém compra mais viagens on-line que os Estados Unidos e a Europa, que, juntas, representam dois terços desse mercado. América do Sul e Oriente Médio estão empatados com 4%, enquanto o Leste Europeu e a Rússia representam 6%. Ásia e Pacífico, juntos, res-

A palestra da Phocuswright foi patrocinada pela Best Western, do diretor de Vendas para América Latina e Ásia, Matt Teixeira

Oriente Médio, Leste Europeu e América Latina são as regiões com o crescimento mais acelerado nas receitas com viagens 11%

7%

6% 5%

4% 2%

Oriente Médio

Leste Europeu

América Latina

Estados Unidos

Ásia Pacífico

Europa

Percentual de receita global de reservas de viagens por canal em 2014

On-line 35%

Off-line 65%

Fonte: Phocuswright’s Global Online Travel Overview Third Edition


04

pondem por 21%. Assim como os dados do mercado geral de viagens, no on-line os emergentes também são os que mais crescem em receita. De acordo com a Phocuswright, a receita bruta de reservas por tipo de mercado, entre 2011 e 2015, será 22% nos países emergentes (previsão de US$135 bilhões) e apenas 7% nos desenvolvidos (previsão de US$ 357 bilhões).

1o a 7 de abril de 2015 PANROTAS TENDÊNCIAS E TECNOLOGIA

Receita bruta global de reservas por mercado, 2011-2015 (US$B) 2011

2015

2011

2015

809 732

519

MOBILE

390

Tony D’Astolfo encerrou sua participação falando da força do mobile no cenário atual e lembrando que não se trata de uma tendência, mas de realidade. O presidente do Phocuswright afirmou que as reservas feitas por meio de dispositivos móveis estão literalmente decolando. Ele alerta, no entanto, que “reservar” não é a coisa mais importante: “mais viajantes usam o celular antes e depois da reserva. Segundo a pesquisa da Phocuswright, o 35% dos viajantes escolhem o destino usando um smatphone; já 41% compartilham momentos da viagem pelo celular. p

Mercados emergentes*

Mercados desenvolvidos**

*Mercados emergentes são aqui considerados: Leste Europeu, Oriente Médio, América Latina e Ásia Pacífico (excluindo o Japão, Austrália e Nova Zelândia) **Mercados desenvolvidos: Europa, Estados Unidos, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Fonte: Phocuswright’s Global Online Travel Overview Third Edition

Percentual de receita por mercado: 2011-2015

37%

Mercados desenvolvidos**

63%

Mercados emergentes* *Mercados emergentes são aqui considerados: Leste Europeu, Oriente Médio, América Latina e Ásia Pacífico (excluindo o Japão, Austrália e Nova Zelândia) **Mercados desenvolvidos: Europa, Estados Unidos, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Fonte: Phocuswright’s Global Online Travel Overview Third Edition

US$B

Mais viajantes usam o celular antes e depois da reserva

Tablet

82%

Smartphone

81%

82%

Desktop

57% 35%

22%

Escolha do destino

34%

19%

21%

Compras

12% Reservas

Base: viajantes dos Estados Unidos que possuem smartphones (N=1,658) Fonte: Phocuswright’s Traveler Technology Survey

41%

15% Compartilhar


05 Te c n o l o g i a

1o a 7 de abril de 2015 PANROTAS TENDÊNCIAS E TECNOLOGIA

> Diego Verticchio

Renovar e Inovar

Paulo Iudicibus, diretor da Microsoft

Não chega a ser uma regra, mas boa parte das empresas não busca com frequência a inovação. E qual o preço de não inovar? Esse foi apenas um dos inúmeros questionamentos que o diretor de Inovação e Novas Tecnologias da Microsoft, Paulo Iudicibus, fez em sua apresentação. Ciente que a indústria do turismo precisa se renovar e inovar, ele indagou a plateia sobre qual a próxima indústria a desaparecer. “É difícil inovar, eu sei. Sobra muito pouco dinheiro para inovação, mas é preciso entender que os turistas usam diversos gadgets (ou widgets) disponíveis e, com isso, conseguem obter as informações em pouquíssimo tempo, portanto, sem inovar é correr muito risco”, afirmou o palestrante, que

apresentou o tema “Tendências Globais de Tecnologia e Viagens”. Segundo ele, nos próximos anos o mundo terá à disposição mais de 50 milhões de dispositivos gerando dados. A Microsoft será responsável por alguns deles, como uma ferramenta ainda sem nome ligada ao Skype, que já está em teste nos Estados Unidos como versão beta, e que promete fazer com que duas pessoas de línguas diferentes conversem em tempo real graças a uma tradução instantânea. Iudicibus garante que a margem de erro na tradução é abaixo de 1%. “Os dispositivos estão ficando cada vez mais poderosos e, consequentemente, conectados entre si”, disse. O diretor da Microsoft apresentou diversos vídeos, muitos produzidos

pela sua empresa, com novas tecnologias e “convidou” as empresas a fazerem uso delas. Como exemplo, ele mostrou um vídeo da ação feita pela Boticário, em São Paulo, no qual clientes de um restaurante eram convidadas a irem ao banheiro retocar maquiagem. De frente ao espelho touchscreen, escolhiam com apenas um toque o tipo e a tonalidade da maquiagem. Para ver como ficaria na pele, era preciso passar o dedo no lábio ou na bochecha. “A Boticário fez essa ação de marketing transformando-a em venda. As companhias aéreas poderiam fazer uma ação similar com os produtos que são vendidos dentro das aeronaves. É uma forma de rentabilizar com mais eficiência os produtos que estão sendo comercializados. Os hotéis

que vendem seus produtos poderiam fazer o mesmo”, disse o palestrante, lembrando que essa tecnologia já está disponível. O diretor da Microsoft no Brasil falou ainda da evolução da “nuvem”, conceito no qual utiliza-se da memória e das capacidades de armazenamento e cálculo de computadores e servidores interligados por meio da internet. Ele usou como exemplo aparelhos da Apple, que são interligados entre si fazendo com que o usuário consiga abrir suas informações em diferentes dispositivos móveis. “Queremos todas as nossas informações armazenadas em um só dispositivo, sejam elas pessoais ou profissionais, afinal referem-se à mesma pessoa. Isso faz parte da inovação”, concluiu o diretor da Microsoft.p


06 Te c n o l o g i a

1o a 7 de abril de 2015 PANROTAS TENDÊNCIAS E TECNOLOGIA

> Renê Castro

O pós-digital O mundo deixou de ser digital. Vivemos agora na era “pós-digital”, de acordo com Walter Longo, especialista em comunicação, inovação e utilização de tecnologia como força competitiva no mercado. O dirigente ministrou palestra no segundo dia do fórum e afirmou que, antes de mais nada, é preciso saber diferenciar pendência de tendência. O trocadilho revela a necessidade das empresas nunca perderem foco no futuro, assim como a capacidade de ajustar o que Longo chama de básico, como relação constante e individual com os clientes, ficar de olho nos custos e criar canais complementares de venda. “No turismo, o material impresso ainda é muito utilizado. Hoje, com a realidade aumentada, por exemplo, é possível colocar um folheto simples na frente de um smartphone ou tablet e visualizar imagens em 3D, projeções e até mesmo vídeos. Experiências imersivas podem e devem ser utilizadas a favor da indústria”, considerou ele, afirmando que o pós-digital, na teoria, é a junção dos universos on-line e off-line. Não há mais distinção entre um e outro. De acordo com o palestrante, a rede hoteleira Marriott já identificou esse conceito e implementou uma tecnologia intitulada “teleporter”, capaz de colocar o consumidor em hotéis e destinos ao redor do mundo por meio de uma espécie de óculos com fones de ouvido que simula uma inspeção real. Em ações de marketing, a companhia instalou cabines que deixavam a experiência ainda mais real, com rajadas de vento, piso sensível e gotas de água ativados em momentos específicos da “viagem”. Soluções de geolocalização, conteúdo em nuvem, redes sociais, inteligência artificial, realidade aumentada e wearable computing são algumas das ferramentas que o mercado pode utilizar para incrementar a experiência do consumidor e garantir vendas. “A indústria cosmética está observando garotas de 16 anos fazerem tutoriais no You Tube e indicarem suas marcas. Essas empresas não foram capazes de pensar nisso e hoje chegam a pagar por esse serviço. No turismo, a mesma coisa.

Walter Longo, especialista em comunicação e inovação

Quantos blogs de amadores ditam tendências e indicam lugares?”, questionou ele.

NOVA GERAÇÃO

Em meio a tantas novas possibilidades, não considerar os jovens nessa complicada equação é impossível. Walter Longo deixou participantes de olhos arregalados ao afirmar que planejamento passou a ser algo “coxinha”. Para ele, não saber o dia de amanhã é a tendência mais visível do novo público, ao contrário da geração passada, que sempre planejou a vida. “A nova geração não se preocupa mais com as perdas. O conceito do video game (que quando o jogador perde, ele pode reiniciar e tentar novamente) moldou essas pessoas. O mundo está efêmero”, ressaltou, citando o senso de urgência criado por empresas como Google Express e Amazon Prime, capazes de fazer entregas de qualquer lugar do mundo no mesmo dia. No caso da Amazon, a promessa de entrega é de apenas — e inacreditável — uma hora. “Pensem em como estimular o consumidor e reduzir o estresse duran-

A palestra de Walter Longo foi um oferecimento da Localiza, representada pelo diretor de Marketing Herbert Viana

te a viagem. Rastreadores de malas via celular, bagagens que informam automaticamente o peso e outras soluções precisam entrar em operação o quanto antes. Vocês devem

continuar sendo uma indústria que fabrica um mundo maravilhoso, e, para isso, precisam evoluir sempre. O que não regenera, degenera”, finalizou ele.p


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