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Brazilian Overview Monthly Report - PT - JUN 2021

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Edição 18

JUNHO/21

ECONOMIA BRASILEIRA .......................................................................2 DADOS IMPORTANTES ............................................................................3 DADOS MACRO AMÉRICA LATINA ............................................................3 ÍNDICES DE CONFIANÇA ..........................................................................4

INDÚSTRIA DO TURISMO ....................................................................5 VIAGENS DE LUXO COM A ILTM ........................................................6


PRINCIPAIS FATOS Boas notícias sobre a economia brasileira. O Produto Interno Bruto do país avançou 1,2% no primeiro trimestre em relação aos três últimos meses do ano passado e retorna ao patamar anterior à pandemia, conforme divulgação do IBGE. O destaque foi o setor agropecuário que mostrou crescimento de 5,7%, bem cima dos desempenhos da indústria (0,7%) e dos serviços (0,4%). Esse último o mais importante da economia com cerca de 70% de participação no PIB brasileiro. A agropecuária tem atravessado um excelente momento. Contribuiu para o crescimento do PIB e para o superávit da balança comercial recorde para o mês de maio. As exportações subiram 43%, junto com outra categoria, a da indústria extrativa (85,8%). A subida dos preços das commodities agrícolas e minerais favorece a venda para o Exterior, além do ganho pela desvalorização do real. Ainda no setor primário, a estimativa para a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas (soja, milho, feijão, entre outros) para 2021 é 3,4% maior do que a do ano passado, com um total esperado de 262,8 milhões de toneladas, com destaque para a soja que corresponde a metade do total, com 133 milhões de toneladas, recorde histórico. Indo para o comércio varejista, em abril as vendas cresceram 40,9% na comparação com o mesmo mês de 2020. Porém, essa avaliação não é a adequada, pois foi o momento do ano passado em que o varejo atravessava o “fundo do poço”, durante a primeira onda da pandemia do coronavírus. Mesmo assim, quando comparado com abril de 2019, mês que teve condições normais no pré pandemia, o comércio cresce 2,2%. Embora a nova etapa do auxílio emergencial, programa social de apoio do governo para as famílias mais vulneráveis, tenha sido para um público mais restrito e com um valor médio mais baixo, média atual de R$ 250 (aprox. US$ 50), o efeito no comércio é imediato. Setores de supermercados, farmácias, eletroeletrônicos e materiais de construção ampliaram o ritmo de crescimento nas vendas. Os demais setores da economia, serviços e indústria, também tiveram forte aumento em abril, mas pelo efeito estatístico da base de comparação fragilizada. E comparando com o mesmo mês de 2019, as variações são negativas de -0,9% e -2,5%, respectivamente. Apesar desses resultados, estão em patamares próximos ao anterior a pandemia, mostrando que conseguiram se recuperar. O ponto de preocupação é com a inflação. No acumulado de 12 meses até maio, a variação está em 8,06%. Anteriormente a pressão maior vinha dos alimentos. No entanto, nos últimos dados tem havido uma distribuição maior com o aumento dos combustíveis, dos remédios e da tarifa de energia. Esse último sendo impactado pelo baixo nível das reservas hidrelétricas e, por conta disso, há um custo maior pela produção de energia pelas termelétricas. O Banco Central tem observado atentamente o aumento dos preços acima da meta estabelecida pelo governo. Por isso, o Conselho de Política Monetária, o COPOM, decidiu aumentar a taxa básica de juros, de 3,50% ao ano para 4,25%. Os juros mais altos ajudam a reduzir a demanda agregada. Ao mesmo tempo que pode potencializar a queda do dólar frente ao real, o que gera um efeito positivo de longo prazo para a inflação. A valorização recente do real, agora próximo dos R$ 5 por dólar, é decorrente da expansão monetária nos Estados Unidos para estimular a economia. O dólar mais baixo reduz os custos de

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produção, seja através da compra mais barata do Exterior, seja pelo pagamento de produtos que são commodities, cotados em moeda estrangeira. Mesmo com a valorização do real, o patamar ainda é elevado em termos históricos. Desta forma, com a economia brasileira relativamente “barata” em dólar e o país dando sinais de recuperação, aumenta o apetite para os investidores de fora. Tanto que os dados do Banco Central dos investimentos diretos no Brasil mostram alta de 49% no primeiro quadrimestre do ano, totalizando 21,3 bilhões de dólares no período. No geral, a economia brasileira dá sinais claros que começa a entrar nos trilhos para a rota do crescimento. Ainda há setores, entretanto, que continuam numa situação muito delicada, como é o caso do Turismo. Em abril, o faturamento do setor foi de 8,5 bilhões de reais (aprox. US$ 1,7 bi), 38,3% abaixo do nível pré pandemia, conforme dados da FecomercioSP. Todavia, com a vacinação avançando e a reabertura gradual da economia vão criando um ambiente mais favorável para o aumento da confiança de empresários e consumidores, variável fundamental para dar tração para a roda econômica. Novamente, ainda é cedo para se pensar numa normalidade, mas tão importante é a expectativa de que o futuro próximo tende a melhorar. DADOS IMPORTANTES: Destaque negativo vai para o desemprego que atingiu 14,7% no primeiro trimestre, maior patamar desde 2012. Esse é a pesquisa que mostra o cenário de quem está procurando emprego. Pois, quando observado o dado do CAGED, do Ministério da Economia, o saldo entre admitidos e demitidos com carteira assinada está quase em um milhão nos quatro primeiros meses.

n

O comércio varejista cresceu em abril 2,2% quando comparado com o mesmo mês de 2019. Os setores básicos, supermercados e farmácias, registram bom desempenho, de 2,8% e 21%, respectivamente. Outros destaques são dos setores de materiais de construção (14%) e móveis e eletrodomésticos (10,3%).

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A inflação em maio foi de 0,83%, a maior já registrada para o mês. Os destaques foram os grupos de Habitação com alta de 1,78% e impacto no resultado geral de 0,28 ponto percentual, e o de Transporte variando 1,15% com 0,24 p.p. de contribuição absoluta. Ou seja, somente esses dois sendo responsáveis por 62% da variação no mês.

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Dados Macro América Latina

Argentina

Brasil

Chile

Colômbia

México

Peru

Taxa de desemprego

11,00%

14,70%

10,20%

15,10%

4,60%

15,10%

Taxa básica de juros

38,00%

4,25%

0,50%

1,75%

4,00%

0,25%

Inflação (LTM - out *)

46,30%

8,06%

3,65%

3,30%

5,89%

2,77%

*LTM - Últimos Doze Meses Até Fev Legenda: Verde, Vermelho e Preto Os dados ficam melhores, piores e iguais do que no mês anterior.

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ÍNDICES DE CONFIANÇA: O Índice de Confiança do Consumir volta a se recuperar após duas quedas consecutivas. Em maio, o ICC ficou nos 105,9 pontos, leve alta de 0,9% em relação a abril e sobe 9,4% na comparação com o mesmo período de 2020. Com o relaxamento das medidas restritivas de circulação e de funcionamento das atividades, os consumidores vão aumentando gradativamente a confiança na expectativa da volta a normalidade cada vez mais próximo, sobretudo com o avanço da vacinação na capital paulista. O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) despencou mais uma vez. A queda foi de 6,4%, ao passar dos 89,6 pontos em abril para os atuais 83,8 pontos, o menor patamar desde agosto do ano passado. Na comparação anual, a redução é de 10,6%. Mesmo com a reabertura da economia pós segunda onda do COVID-19, os comerciantes sofrem com os consumidores cautelosos em se deslocar pela cidade, evitando o risco de contaminação, mas também com os impactos da pandemia sobre a renda das famílias.

Consumer Confident Index (ICC) and Comerce Businessman (ICEC)

Índice de Confiança do Consumidor (ICC) e Empresário Comercial (ICEC)

150 140 130 120 110 100 90 80

ICC

mai/21

fev/21

nov/20

ago/20

mai/20

fev/20

nov/19

ago/19

mai/19

fev/19

nov/18

ago/18

mai/18

fev/18

nov/17

ago/17

mai/17

fev/17

nov/16

ago/16

mai/16

60

fev/16

70

ICEC

Note: O ICC e ICEC variam de 0 a 200. De 100 a 200 pontos é considerado um patamar otimista, e abaixo dos 100 pontos pessimista. Apesar dos indicadores serem da cidade de São Paulo, eles seguem na tendência do que está acontecendo no resto do País já que a cidade, maior do Brasil, representa 11% do PIB nacional.

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VIAGENS E TURISMO Viagens começam a aquecer Chegamos à metade do ano e a 15 meses de pandemia e todas as pesquisas mostram: o brasileiro quer viajar. Recente pesquisa da Booking.com aponta que para 63% dos brasileiros, viajar agora se tornou mais importante que antes da pandemia. E o brasileiro não se importa de seguir protocolos e medidas de segurança, além de 70% afirmarem que aceitariam comprovar que foram vacinados para poderem viajar. Destinos menos frequentados, com menos aglomeração, continuam sendo preferência, assim como é alto o índice dos que buscam hospedagens alternativas, mais isoladas e onde a família pode ficar unida. A grande expectativa agora é em relação às viagens para os Estados Unidos, Europa, Argentina e Chile. Ou seja, os principais destinos para brasileiros no Exterior continuam fechados. Confira a seguir, algumas boas notícias para a retomada das viagens no País:

1 – O Brasil deve atingir no segundo semestre altos índices de vacinação, com previsão de encerrar o processo entre outubro e dezembro. Em São Paulo, espera-se que todos os adultos tenham recebido ao menos a primeira dose até setembro.

2 – Em meio à pandemia, o País está ganhando uma nova companhia aérea, a ITA, do grupo de viagens rodoviárias Itapemirim. As rotas domésticas ligarão as principais capitais e cidades turísticas do Brasil. Os primeiros voos estão marcados para 1° de julho.

3 – A aviação está sentindo a força da retomada. As empresas aéreas nacionais devem chegar a dezembro com 100% da oferta recuperada.

4 – As tarifas aéreas domésticas, mesmo com as viagens corporativas ainda mais lentas nessa volta, já igualaram os valores de 2019.

5 – Hotéis de lazer já registram alta ocupação em feriados e datas especiais, mostrando que o brasileiro quer sair de casa e viajar. Vários hotéis chegaram a 100% de ocupação no Dia dos Namorados. Para julho, mês de férias de inverno, é esperado um boom pontual de viagens domésticas, e internacionais para onde o brasileiro puder viajar.

6 – O Turismo de vacina é uma realidade e faz sucesso no País. Não querendo esperar até o fim do ano para vacinar os mais jovens da família, diversos brasileiros têm ido para o México, Bahamas ou República Dominicana fazer a quarentena de 15 noites para depois entrarem nos Estados Unidos para a vacinação. O mesmo ocorreu em Dubai. Um Turismo de oportunidade, mas que rendeu boas vendas para as agências de viagens.

7 – A Eastern Airlines anunciou a contratação de Nelson de Oliveira, ex-Alitalia e South African Airways, como seu country manager. A empresa está esperando apenas as fronteiras abrirem para voar de Belo Horizonte para Boston, Miami e Nova York.

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8 – Quem também está de volta são os famtours para agentes de viagens: no Brasil e também para o Exterior. Destinos como Egito e México têm sido escolhidos por operadoras e DMCs para mostrar aos profissionais de Turismo no Brasil que viajar com segurança é possível. Há boas notícias, mas o cenário ainda é preocupante e a recuperação será em alguns anos. O Brasil ainda tem um alto índice de desemprego, e o dólar, apesar de menos valorizado, ainda é muito alto para as viagens internacionais em massa. A CNC aponta que as perdas sofridas pelo Turismo no Brasil já somam R$ 355,2 bilhões desde março do ano passado, início da pandemia, até maio de 2021. Os Estados de São Paulo (R$ 142,6 bilhões) e do Rio de Janeiro (R$ 43,4 bilhões) concentram mais da metade (52%) do prejuízo nacional apurado pelo setor. O Turismo brasileiro ainda opera bem abaixo da sua capacidade: apenas 48% da possibilidade mensal de geração de receitas. Olhar a reabertura de Estados como Califórnia e Nova York, ver todos os parques Disney reabertos no mundo e a Europa iniciando a adoção de seu passaporte de saúde digital, permitindo a circulação de turistas são fatos que nos enchem de ânimo e esperamos estar nessa fase da retomada poucos meses adentro do segundo semestre do ano.

VIAGENS DE LUXO COM A RESPOSTAS MÚLTIPLAS Para onde irá o segmento de viagens de luxo no próximo ano? Há no momento mais ideias sobre tendências e previsões do que nunca, mas a realidade é que o mundo ficou mais ou menos fechado por tanto tempo que essa pergunta poderá ter várias respostas. Na ILTM, nós acreditamos que as viagens de luxo são uma certeza em nossas vidas e que continuarão a ser, mas também temos a esperança de que haverá um novo sentido de apreciação a partir deste momento, pois agora sabemos como é não poder viajar. Nossa indústria está tendo um impulso de atividade com novas aberturas de hotéis ao redor do mundo. Com muitas propriedades fechadas durante a pandemia, foi também uma oportunidade para renovações de empreendimentos. Todos nós aprendemos com 2020 e uma lição para as marcas levarem é que elas precisam mostrar que a indústria aprendeu com as mudanças fundamentais em atitude e responsabilidade em relação ao planeta e às mudanças climáticas. Ouvimos que muitos viajantes mudaram sua percepção sobre o que é luxo para eles. Isso é obviamente influenciado por dados demográficos e de idade, mas a indústria está

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nos dizendo que será sobre qualidade e não quantidade, com muitas decisões delicadas tendo de ser somadas. Estender a viagem no lugar de fazer várias viagens, planejadas a tempo de visitar amigos e aqueles que amam, achar locais onde todos podem se reunir. Haverá também uma ênfase em viagens com atividades ao ar livre, cuidados com a saúde e bem-estar, destinos privativos e remotos, e a necessidade, mais que nunca, de ter um consultor de viagens confiável. A covid-19 também removeu de vários países os benefícios financeiros óbvios dos viajantes internacionais HNW (high net worth). Faz diferença para as comunidades rurais quando não viajamos e 2020 teve um impacto terrível nas vidas dos afetados (pela não viagem). Todos os sinais indicam que a indústria está desesperada para se recompor, e a pergunta “para onde irá o segmento de viagens de luxo no próximo ano?” provavelmente será respondida quando os agentes e planejadores de viagens começarem as discussões com seus clientes para 2022 e além, na ILTM North America, no México, de 20 a 23 de setembro, e na ILTM Cannes, de 6 a 9 de dezembro. SAIBA MAIS www.iltm.com

Relatório produzido pela PANROTAS e pela FecomercioSP com o objetivo de servir como norteador de decisões para destinos e empresas nacionais estrangeiras. Para mais informações ou esclarecimentos, entre em contato com ri@fecomercio.com.br ou redacao@panrotas.com.br.

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