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TGI I_Pablo Zúñiga Olgado

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INSTITUTO DE ARQUITETURA E URBANISMO, UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO (IAU. USP)

trabalho de graduação integrado i - 2016 Pablo Zúñiga Olgado

COMISSÃo DE ACOMPANHAMENTO PERMANENTE Prof. Dr. David Moreno Sperling Prof. Dr. Jaubert jose lancha Prof. Dra. Luciana Bongiovanni Martins Schenk Prof. Dra. Lucia Zanin Shimbo

PROFESSOR COORDENADOR GT Prof. Dr. Tomás Antonio Moreira


Ă?NDICE

1. 2. 3. 4.

QuestĂľes previas Contexto atual proposta: O Sistema desenvolvimento: O Silo


1. Questões Previas É requerimento imprescindivel para o entendimento do projeto entender o contexto no que ele surge. A cidade a ser estudada é mérida. Trata-se, hoje em dia, de uma cidade pequena, sem grandes industrias ou polos comerciais, que facilmente passaría inadvertida se não for por um elemento inevitável: A HISTÓRIA. E é justamente a história a que nos coloca nesse lugar, já que a cidade que conhecemos hoje é produto da superposição do acontecido nesse lugar ao longo do tempo. A cidade é, em resumo, um conjunto de lembranças e esquecimentos, e são eles os que definem não apenas a forma, mas também a fisionomía social da cidade.

Recreação da cidade romana de Emérita Augusta (Mérida) na hora da sua fundação no ano 25 a.c.


A cidade de Mérida foi fundada no ano 25 a.c. sob o nome de “Emérita Augusta” pelo emperador romano Octavio Augusto. Foi uma cidade planejada para o lazer. Lugar de retiro dos legionários aposentados das legiões V e X, a cidade contava com todas as infraestruturas e avanços que correspondem a nona cidade mais importante do imperio romano. Mas a história da cidade não termina com a queda do imperio romano. No século V se torna capital do reino visigodo da “Hispania”. No ano 713 e conquistada pelos muçulmanos até o ano 1230, quando é reconquistada pelos cristãos. a cidade absorveu em cada período características da fisionomía de cada cultura, ganhando uma riqueza cultural inacreditável para os que conheceram a cidade nos seguintes 7 séculos nos que a cidade foi esquecida pelo mundo e até pela própria história.

Comparação com a Mérida atual

Primeiro plano datado da cidade (1806). 18 séculos mais tarde, a cidade reduziu o seu tamanho à um terço do que era na época romana.


A cidade, depois de mais de 700 anos de esquecimento, volta a ser valorizada por dois motivos bem diferentes. O primero deles olha para o passado. Por acaso, começam a aparecer ruínas romanas, enterradas sem pressa ao passar dos séculos. A quantidade e a qualidade dos restos achados desperta o interesse de estudiosos da história e da arqueología, e volta a colocar a cidade de mérida num lugar privilegiado. O outro estímulo que provoca o crescimento da cidade e a chegada da ferrovía na cidade, que trouxe indústria e comércio numa cidade predominantemente agrária. Ao mesmo tempo a ferrovía vai condicionar o desenvolvimento da cidade, já que cria uma barrera que precisa ser considerada.

Comparação com a Mérida atual

plano histórico de 1878 Aparição da ferrovía


Durante os 100 anos seguintes, a cidade experimentó um crescimento notável e foi atingindo as barreras que limitavam á. A cidade, surgida na várzea do río Guadiana, cresceu em direção nordeste ate atingir o antigo limíte da muralha romana, agora substituido pela ferrovía, mas ainda tinha espaço para crescer em direção sul quando começam a surgir, nos anos 60, alguns bairros de moradía popular afastados da cidade, do outro lado da ferrovía. Nos anos 80 a com a construção do conjunto de moradía social “San Lázaro” pela prefeitura, nesse mesmo lugar, se consolida o maior foco de marginalidade e segregação da cidade, fruto da especulação inmobiliaria e a atuação de interesses particulares no planejamento da cidade.

Comparação com a Mérida atual

FOTO AÉREA DA CIDADE DE MÉRIDA (1963)


2. contexto atual Na atualidade, a zona centro da cidade de Mérida conta com um sistema de espaços livres envidiável. As ruas para pedestre e os pequenos espaços públicos que se abrem entre as estreitas ruas do casco histórico favorecem o bom desenvolvimento da atividade comercial e de serviços além de dar resposta as necesidades dos moradores.


Moradía renda baixa (V.P.O.) Moradía renda alta

Por outro lado, quando de superpõem os planos de espaços livres da cidade com as localizações dos principais grupos de moradía de alta e baixa renda, se percebe a desigualdade programada e as carenças duma parte da cidade na que foi negada a urbanidade. É por isso que o proyeto propõe a criação dum sistema de espaço público e mobilidade que permita levar a urbanidade a essa área, marginada desde a sua concepção, e ao mesmo tempo, aproximar essa área ao centro histórico.


3. Proposta: O SISTEMA No contexto atual, a cidade se encontra dividida pela ferrovia, não apenas fisicamente, mas socialmente também. As atividades de comercio, serviços e lazer são concentradas todas na área do centro histórico, onde a rede de espaços livres tem muita qualidade. Porém, a região do bairro de “San Lázaro” apenas tem espaço livre ou atividade que não seja habitacional ou industrial. É por isso que a proposta desloca alguns dos usos industriais que agora ocupam espaços muito relevantes para o espaço público, e realoca eles no polo industrial que cresceu na região leste da cidade, e que ta se área livre existente área livre proposta equipamiento ciclovía bicicletario


tornando uma área de atividades mistas, com usos industriais, de lazer, comerciais, habitacional, etc. Desse jeito as duas áreas, praticamente limítrofes, se complementam uma a outra, e ao mesmo tempo, complementam ao centro histórico, que vão absorver algumas atividades até agora limitadas a região centro. No sistema de mobilidade encontramos dois níveis viarios hierarquizados. 0 primeiro trata-se de uma ciclovía que planteia a possibilidade de aproximar as diferentes áreas da cidade, aproveitando as ruas e avenidas sem inclinacão para conectar os elementos que compõem o segundo nivel viario: Áreas nas que você chega mediante o primero nivel viário e os recorridos internos são feitos a pé. Além disso o sistema de mobilidade propõe a localização de pontos de alugel de bike nos pontos de cruzamento das barreiras, podendo chegar a criar espaços públicos. O sistema não propõe apenas inserir espaços livres nas áreas mas inserir também alguns usos que podem significar um impulso para a melhora da área. Usos como um Centro Cultural, creches, bars, equipamentos esportivos e de lazer. A intenção é ter uma verdadeira mistura de usos que ajude a conseguir uma vedadeira urbanidade Tomo como referença de atuação concreta a intervenção feita pelo arquiteto José María Sánchez, no espaço que ocupa o “Templo de Diana” no centro histórico, onde conseguiu fazer uma intervenção limpa, sem artificiosidade desnecessa ria, que consegue potenciar o espaço que abre e coloca uns usos muito compatíveis com o espaço e o resto de atividades na área.


SILO DE TRIGO

A proposta consegue ligar a área frágil da cidade com as áreas centro e industrial leste mediante o sistema de mobilidade, mas são os equipamentos junto com os espaços livres os que funcionam como polo atrator e nos que se produzem as trocas e interações sociais que permitem abandonar essa situação de marginalidade na que se encontra hoje o bairro de “San Lázaro”. é por isso que o ponto escolhido para o desenvolvimento de uma das intervenções foi O SILO de grão abandonado que constitui um nexo de união entre o centro e a cidade em expansão e um referente para ambas, além de uma oportunidade de melhorar a conexão entre elas criando novos jeitos de atravessar a ferrovía.


4. Desenvolvimento: O SILO

ciclovía bicibletário espaço verde equipamento espaço livre proposto espaço livre existente


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1. Biblioteca 2. Cuadras de esporte 3. Edifício de apoio esportivo 4. Skatepark 5. Bar 6. Auditorio 7. espaço público 8. passajem sob a trilha do tren 9. área de estudo aberta 10. espaço para mostras, ferias, etc. 10M

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Salas de estudo restaurante bar bar loja cafĂŠ Coworking

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Uma das principais intenções do projeto de rehabilitação da área do silo e melhorar os fluxos entre a área centro e a área Este da cidade. para isso é fundamental a construção de dois passajems sob a trilha do trem, e também lograr a conexão entre a rua Séneca e o espaço do Silo mediante a construção duma plataforma que sirva de alargamento da rua Séneca e que crie um espaço de praça embaixo, ao nivel do Silo. Este espaço público se prolonga embaixo do Silo. O andar térreo, salvo o auditório, e tudo elevado sobre pilotis e disponibiliza um espaço para realizar múltiples atividades, desde show até skatebord. O espaço da plataforma também se extende até o silo, coneitando á mediante passarelas ao andar primeiro do Silo.


O espaço público e os equipamentos esportivos dão resposta a carências da estrutura urbana de toda a área em expansão da cidade (zona este). E um foco atrativo tanto para as pessoas do centro quanto para as pessoas da periferia.


A expansĂŁo da cidade na zona leste tem um uso habitacional predominante. Isso junto com o crescimento da universidade na cidade faz muito conveniente construir uma biblioteca na ĂĄrea, com salas de estudos alĂŠm das de consulta para evitar el congestionamento das atuales bibliotecas da cidade.


Enquanto ao silo, o uso dele é completamente público. O andar térreo totalmente voltado para a cidade cria um espaço público semi-enterrado que se presta a múltiplas opções de uso. O primeiro andar e o segundo do Silo são dedicados a comercio e gastronomía, criando espaços com pe direitos duplos e terraços. Os terceiro andares e quarto são ocupados por ateliés e oficinas nos que se organizam todo tipo de cursos e atividades culturais. Por último, o andar superior será reabilitado como sala de exposições, controlando a iluminação e mantendo a estutura, apenas ampliando o mezanino para habilitar ele para exposições.


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