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estilo
OPÇÕES DE PACOTES QUE VÃO TE AJUDAR A ORGANIZAR SUA PRÓXIMA VIAGEM ... Páginas 6 a 8
CRIANÇAS DÃO SHOW NA VALORIZAÇÃO DOS FIOS NATURAIS ... Páginas 19 e 20
almanaque
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MARINA LIMA LANÇA ‘NOVAS FAMÍLIAS’ NA CAPITAL ... Página 11
COM NOVIDADES NO VISUAL, GOLF GTI GANHA MOTOR DE 230 CV ... Páginas 18 a 19
ROGÉRIO CAVALCANTI/DIVULGAÇÃO
21 a 27 de julho de 2018 ANO XXVII número 1460 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE CRISTIANE MATTOS
VANGUARDA E TRADIÇÃO
Grupo formado por artistas, produtores e empreendedores se junta para promover festival de arte urbana que requalifica estética e artisticamente reduto boêmio da capital
Na Zona Leste de BH, o Santa Tereza concilia aspectos díspares: é boêmio e familiar, tradicional e vanguardista; agora, o bairro vai ganhar um circuito artístico com a realização da primeira edição do Território Urbano de Arte (TAU)
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de julho de 2018
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI Editorial
Reféns do atraso
“Eu havia falado no passado que iria estudar a possibilidade, depois eu falei que participaria, sim, sem problema (dos debates). Não vou deixar alguns ocuparem os microfones, falar para o Brasil todo, pelos cotovelos, sem eu estar presente” Deputado Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à Presidência, rebatendo críticas na última quinta (19), em Goiânia. O político tem tido dificuldades em conseguir um vice e fechar alianças políticas para a sua candidatura.
O
próximo inquilide 1999 até 2013, que levou o Brasil no do Palácio a atingir o patamar de grau de invesdo Planalto certimento, foi perdido por sucessivos tamente enfrenerros do governo. Um déficit que chetará uma situagará este ano ao redor de R$ 150 bição fiscal muito lhões e pode crescer R$ 100 bilhões difícil quando com o pacote de irresponsabilidades chegar à Presiem tramitação no parlamento. Uma dência. Desde o desequilíbrio que coconta que nasce inviabilizando espemeçou em 2014, as contas do govercialmente o próximo governo. no federal mosRefém de despetram sinais de frasas obrigatórias e de Sem um queza, sem qualgrupos corporativisgoverno quer perspectiva tas sindicais, imposside melhora. O salbilitado de reduzir as realmente do segue negatidespesas mediante reformista que ações de privatizavo, e as consequências mais séção pelo ativismo poaltere este rias ainda estão lítico das cortes e orestado de por vir. gulhoso do papel de A margem de Estado provedor, o coisas, o país manobra que posfuturo certamente estará fadado não sorri para o Brasui um presidente é muito pequena. sil. Sem um governo ao fracasso O Brasil possui realmente reformisuma estrutura enta que altere este esgessada e corporativista, que mantado de coisas, o país estará fadado tém o governo refém de diversos gruao fracasso, preso a convicções arcaipos sindicais, que visam proteger cas, práticas corporativistas e ações apenas os interesses de suas própopulistas. prias classes. Sabemos que reformas Este governo, que começou proimportantes para o país já foram permissor, inviabilizou-se por meio de didas porque foram paralisadas por seus próprios erros, medos e covarpequenos e barulhentos grupos que, dia. Carece do elemento essencial paao olhar para o ra encabeçar qualpróprio umbigo, quer processo de reSe falharmos desconhecem a deformas, que se chafinição de nação. liderança. Nesta neste caminho, ma Nossa Constitransição, o Brasil teveremos a tuição é a princive a chance de arrupal responsável mar a casa e asfaltar falência por engessar os o caminho para a regastos do governo tomada da sensatez. completa do e jogar em cima Infelizmente, mais modelo de nossa adminisuma vez optou-se petração obrigações implementado las benesses pessoais que passam ao larem detrimento do desde a Nova go das funções país. reais de qualquer Um novo goverRepública modelo moderno no terá liderança e e racional de Estado. Se somarmos a legitimidade para implementar as isso o ativismo de uma corte constitureformas, que agora precisam ser cional mais preocupada com a polítimuito mais profundas e densas, porca do que com o direito e com os hotanto, mais desafiadoras. Se falharlofotes mais do que com a prestação mos neste caminho, veremos a fajurisdicional efetiva, enxergamos a lência completa do modelo impleprofundidade do problema. mentado desde a Nova República, Arrumar a casa é trabalhoso. Deuma irresponsabilidade que pode sarrumar é rápido. Nosso equilíbrio colocar em xeque inclusive nossa defiscal, alcançado ao longo dos anos, mocracia.
REPRODUÇÃO/TWITTER
“Estou muito feliz, é um sonho realizado vestir uma camisa tão prestigiada de um clube deste tamanho, que está acostumado com vitórias. Em termos da minha vida e da minha carreira, é um grande passo fazer parte deste clube e desta família” Alisson, goleiro titular da seleção brasileira durante a Copa do Mundo da Rússia, que tornou-se na última quinta (19) o jogador mais caro da sua posição. Contratado pelo Liverpool, o atleta de 25 anos deixou o Roma por 72,5 milhões de euros (cerca de R$ 323 milhões).
“É uma injustiça o que estão falando de mim na televisão. É uma injustiça me acusarem de não ser médico. Eu tenho CRM (registro profissional) ativo. É uma injustiça dizerem que é um procedimento não habilitado” Médico Denis César Barros Furtado, conhecido como “Doutor Bumbum”, que foi preso na última quinta (19), no Rio de Janeiro, após ficar quatro dias foragido. Denis é acusado pela morte de uma paciente, a bancária Lilian Calixto, 46, que faleceu na madrugada de domingo (15) após ter sido submetida a um procedimento estético realizado no apartamento do médico
“As pessoas são ensinadas a odiar e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, porque o amor é algo mais natural para o coração humano do que seu oposto” Frase dita por Nelson Mandela, no ano de 1994, quando tornou-se o primeiro presidente negro da África do Sul. Na última quarta (18), foi comemorado o 100º aniversário do líder sul-africano.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“E começa a caçada por cliques... Camila é minha colega de trabalho e temos o mesmo grupo de amigos. Não estou vivendo romance algum” Ator Chay Suede, em sua conta no Twitter, na última quinta (19), sobre a suposta motivação do fim de seu relacionamento de quatro anos com a também atriz Laura Neiva – segundo o jornal “Extra”, Chay estaria tendo um caso com Camila Lucciola, sua colega de elenco na novela “Segundo Sol”. A assessoria do ator também emitiu nota, afirmando que Chay e Camila são apenas “colegas de trabalho e amigos”.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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COMPLEXO> Bairro de Santa Tereza mescla passado e presente sem deixar de mirar o futuro CRISTIANE MATTOS
Alex Quando publicou o Bessas livro “A Alma Encantadora das Ruas”, em 1910, João do Rio (1881-1921), citando Balzac (1799-1850), foi categórico: as vias nos dão impressões humanas. A observação é especialmente latente ao andar pelas que cortam o bairro de Santa Tereza, na zona Leste de BH. Mas não pense ser fácil encontrar adjetivos certeiros, pois as ruas, como humanos, são ambíguas e o bairro acolhe universos aparentemente díspares. É, afinal, reduto de um povo pacato, mas que não foge à luta; uma região sensivelmente familiar, mas também reconhecida zona boêmia; um celeiro artístico com vocação especial (e eclética) para a música. Basta percorrer o bairro para notar que, ali, passado e presente convivem harmonicamente, como descreveu o poeta Libério Neves no livro “Santa Tereza” (Conceito Editorial, 2010): “Prateleiras antigas e tecnologia, armarinho e supermercado, mercearias e restaurantes coexistem, sempre atendendo a todos – ontem e hoje”, observou. Paradoxos de um lugar que, por um lado, soube preservar sua memória histórica e, por outro, se abre a iniciativas vanguardistas e modernas, como o Território de Arte Urbana (TAU): com sua primeira edição tendo Santa Tereza como palco, o projeto selecionou 15 artistas, entre mais de 200 inscritos, para construir um circuito de artes que vai se iniciar na praça Duque de Caxias, passando pelas ruas Mármore, Dores do Indaiá, Divinópolis e Silvianópolis, até culminar na Praça Joaquim Ferreira da Luz, onde acontecerão mais intervenções no muro do metrô, na parte baixa do bairro. O pontapé inicial ocorre na terça (24), mas o projeto se estende até sábado (28), com vasta programação (leia mais na página 4). De diversas linguagens artísticas, as obras vão colorir fachadas de comércios e muros, com trabalhos que vão do grafite e muralismo a instalações e fotografias, escultura e bordados. O objetivo não é apenas a exaltação da arte urbana, mas também a incorporação desse gênero, mais associado aos grandes centros, verticalizados, a uma escala menor – e, por isso, mais intimista. Um desafio que não poderia encontrar terreno mais ideal que Santa Tereza e suas idiossincrasias e dualidades, como examina Gisele Milagres, idealizadora do TAU.
UM BAIRRO ÚNICO A conservação de uma identidade, diga-se, é algo caro aos moradores de Santê (como o bairro é carinhosamente apelidado). As palavras do historiador, escritor e jornalista Luis Góes, 74, confirmam: “Daqui a uns 20 anos, espero que, quando uma pessoa quiser saber o que é um bairro de BH, que venha aqui. Esse é o único bairro que existe”, entende ele, que soma 14 publicações sobre a região, entre livros e revistas. Um dos fundadores e ex-presidentes da combativa associação de bairro e membro do mais tradicional clube da região, o Oasis, Góes tem memória enciclopédica. Lembra, por exemplo, que a edificação mais antiga dali está na rua Hermilo Alves, 275, e foi erguida em 1910, por um português. Recorda que a região já foi uma colônia que reunia brasileiros e estrangeiros e
Herança
Filho de Beto e neto de Godofredo, Gabriel Guedes contribui para a aura do bairro em saraus, como o que fez na última quarta (18)
Alma encantada servia de suporte à construção da cidade. Ri de quem acredita que o lugar já foi conhecido por “Fundos da Floresta” – foi só um mal entendido. É com essa precisão que situa: Santa Tereza começou a se tornar um destino na década de 1940, quando a vocação para a vida noturna já dava sinais nos clubes locais, que reuniam seresteiros da cidade. Enquanto papeia, em frente à Confraria São Gonçalo – garagem que funciona como espaço de reunião às segundas –, Góes é a toda hora interrompido para cumprimentar passantes, que reconhece
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O bairro de Santa Tereza soube conservar a improvável combinação de boemia e tranquilidade Toninho Horta, músico
por nomes ou apelidos. Mas logo retoma o assunto. “Já que não posso impedir que os imóveis sejam derrubados, os mantenho em memória e escrita”, diz, de forma quase blasé, por mais que a frase soe um tanto cabalística. Felizmente, Góes encontrou aliados. Criado em 1995, o grupo “Salve Santa Tereza” ganhou novo fôlego em 2010, “quando uma meninada retomou a defesa do bairro”, lembra o historiador. Foram muitas as lutas – mas também as conquistas, entre elas, o pré-tombamento de 288 casarios e a classificação do bairro como uma Área de Diretrizes Especiais, que limita a altimetria dos prédios, evitando a verticalização da região. Mas os ares de renovação também passam por lá, como garante Eliza Peixoto, do portal “Santa Tereza Tem”. Ela lembra que, enquanto estão preservados espaços tradicionais, como o Mercadinho Bicalho (mistura de mercearia, sacolão e bar), e os bares/restaurantes Bolão e Orlando, a paisagem ganha cada vez mais diversidade. “São dezenas de ateliês e vários estúdios e escolas de música”, narra. Assim, “a cultura, as tradições populares, religiosas e a hospitalidade fazem parte do dia a dia do bairro”. Além disso, o lugar vem se firmando como circuito gastronômico. Por lá estão espaços como Birosca S2, Bitaca da Leste, Pro-
tótipo Bar e Santa Pizza. Frederico Felippe, gerente deste último, acredita que mais casas devem despontar, pois a procura pela região é crescente. Mais uma prova disso é a realização do “Circuito Gastronômico de Favelas”, neste domingo (22), às 12h, perto do Bar do Orlando. NA MESMA ESQUINA Hoje vivendo em Trancoso, na Bahia, Gabriel Guedes, 40, faz parte da “meninada” a que o historiador Luis Góes fez menção. O instrumentista, que já foi até vice-presidente da associação de bairro, com-
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Cultura e tradições populares e religiosas, bem como a hospitalidade, fazem parte do dia a dia Eliza Peixoto, site Santa Tereza Tem
para o reduto com a Vila Madalena, em São Paulo, e o Santa Teresa, no Rio de Janeiro: “é um lugar pacato, mas que conserva uma identidade artística muito forte”. Durante a entrevista, feita por telefone, Guedes, mesmo distante, praticamente descreve as cenas que se desenrolavam na praça Duque de Caxias, onde a reportagem estava. “Há muitas características interioranas: gente sentada na calçada, jogando bola, meninos de bicicleta, passeando com cachorro... Coisas comuns a cidadezinhas mineiras que o bairro conserva”, observa, acrescentando que a calmaria esconde uma história de muita luta. Guedes lembra que alguns moradores ainda têm posturas com um quê de intransigente. A realização do Carnaval, por exemplo, esbarra em obstáculos. E olha que foi ali que surgiu a Unidos de Santa Tereza, tricampeã em 1990. Com o renascimento da folia na cidade, Santa Tereza voltou a ter protagonismo, com blocos como “Volta, Belchior” e “Bloco da Esquina”. Quem também celebra a efervescência cultural de Santê é o compositor e guitarrista Toninho Horta. Um dos expoente do Clube da Esquina, movimento cujos sons começaram a ser gestados ali, ele lembra que o bairro foi berço também de outros acordes, como o metal do grupo Sepultura e o pop do Skank. Horta diz ainda encontrar muito do que viveu “nos tempos do Clube” nos dias atuais. Para ele, com a proliferação de ateliês “e uma clientela sedenta por música e arte, o bairro soube conservar a vocação para a improvável combinação de boemia e tranquilidade”. Gabriel que o diga. Sempre que volta a BH, o filho de Beto e neto de Godofredo Guedes procura organizar saraus, feito o que aconteceu na última quarta (18), na icônica esquina da rua Paraisópolis e Divinópolis – ou no “encontro do paraíso com o divino”, como ele define. Nela, está a prova cabal de que Santê soube dar um nó no tempo: ainda dá para ouvir uma canja de ninguém menos que Toninho Horta naquele modesto lugar onde tudo começou.
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OLHAR> Projeto propõe nova perspectiva ao escolher o Santa Tereza como local de intervenção
Arte urbana sob outro prisma CRISTIANE MATTOS
Mais associaAlex da aos granBessas des centros, o exercício de pensar arte urbana é, muitas vezes, imaginar a disputa da linguagem artística com o excesso de informação das verticalizadas metrópoles. Afinal, é esse o lugar de origem dessa escola artística. No Santa Tereza, no entanto, a lógica é diferente. A idealizadora do Território Arte Urbana (TAU), Gisele Milagres, viu a ideia surgir quando fazia mestrado em Madri, em 2014, e travou contato com o Calle, projeto que acontece anualmente no bairro Lavapiés – que também é uma região que preservou casarios. Por aqui, Gisele acredita que as obras terão um efeito diferente de outros projetos que colorem BH, como é o caso do Circuito Urbano de Artes (Cura) ou o Profeta Gentileza. “No centro, os murais e grafites costumam ser vistos de passagem, às vezes, uma vista rápida, por medo de não ser atropelado ou de atropelar alguém”, examina ela, completando que o TAU dá outra perspectiva à arte urbana. Frederico Felippe, gerente do Santa Pizza, casa que integra o já consolidado circuito gastronômico do Santa Tereza, concorda com a moça. E vai além: por ser um bairro que tem construções em escala menor, as obras poderão ser apreciadas como se estivessem em uma galeria, arrisca. “Na região central, até as calçadas são maiores e, então, passamos ao largo dos edifícios. Aqui não, as pessoas estarão próximas, muitas vezes caminhando a pé pela redondeza”, analisa. Destacando o surgimento de mais casas voltadas para a experiência gastronômica, Felippe acredita que o TAU reforça ainda mais o potencial turístico da região – algo que já é notadamente sensível, diz. O Santa Pizza, vale dizer, também ganhará uma intervenção: uma árvore, feita de sucata pelo artista plástico Guilherme Pam, de Guapé, será colocada na calçada do restaurante. ABERTURA Assinando a curadoria do circuito conjuntamente a Tales Bedeschi, Marcela Yoko comemora a disposição dos empreendedores em receber a ação. “Se antes eles pensariam em criar identidade visual me-
Santê Empreendedores, produtores e artistas se unem para criar circuito de urbano de arte
ramente mercadológica, agora recebem trabalhos que não estão interessados em vender, mas em fazer pensar questões da vida, da modernidade”, diz, citando que, ao abrir o edital, todo tipo de proposta foi aceita. O filtro foi, basicamente, se adequar ao bairro – e que fossem pensadas obras que “falassem do comum, que se comunicassem com todas as pessoas”. A expectativa, afinal, é criar a “experiência de estar na cidade de uma maneira mais humana, mais íntima”, aponta. O fato de ser formado majoritariamente por mulheres se deu de forma espontânea, durante o processo de curadoria, e até surpreendeu Marcela. Uma das artistas selecionadas, Zadô Luz confessa que não estava muito certa do que ia fazer com o material fotográfico que reunia quando se inscreveu no edital. A fluminense, ago-
ra, se diverte com a coincidência de ter registrado, justamente, regiões limítrofes a Santa Tereza. Outra selecionada foi Camila Lacerda, única moradora do bairro entre os 15 escolhidos. Seu trabalho, por sinal, é metalinguístico: ela levará para Santê pinturas que reproduzem os becos da Vila Dias. “Como uma integrante que é do bairro, quero evidenciar essa região como ela de fato é, e quebrar esse muro invisível que ainda existe”, garante. Seja como for, a realização do TAU remete ao parágrafo que abre o livro (homônimo ao bairro) do poeta Libério Neves: “Santa Tereza lembra-me, por extensão, a imagem de um arco-íris. Cheguei depois de seu começo e não permanecerei ‘para sempre’. Mas, enquanto vivo, faço parte de suas vivas cores” – cores que, diga-se, ficarão ainda mais vívidas.
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No centro, os murais e grafites costumam ser vistos de passagem, às vezes, uma vista rápida, por medo de não ser atropelado ou de atropelar alguém Gisele Milagres, idealizadora do TAU
Tráfego ameno favorece aura acolhedora MARIELA GUIMARÃES - 10.9.2015
Pode ser tentador recorrer a explicações mágicas para a conservação do Santa Tereza, um bairro que se mantém tradicional e familiar, boêmio e artístico. Mas urge pensar menos no fenômeno como dotado de uma “aura especial” e examinar com mais acuidade as circunstâncias que possibilitaram a preservação dessa identidade. É o que alerta o urbanista Roberto Andrés. Pesquisador do grupo Cosmópolis e professor da UFMG, Andrés lembra que o bairro “emana o que foi a vida em muitas cidades brasileiras – BH, inclusive”. Ocorre que o que ainda hoje é visto em Santê – como a presença forte de um comércio local, onde proprietários são também moradores, ou da rede de convivência ampla, bem como a vida noturna – foi se deteriorando em outras regiões, como a Lagoinha. “Lá também havia esse aspecto boêmio, que se perdeu com o advento de viadutos, duplicação das avenidas Antônio Carlos e Pedro II”, examina, completando que “o trânsito intenso coloca a vida das pessoas em risco e ninguém quer ficar parado em luga-
Santa Tereza é mais destino do que lugar de passagem
res cheios de barulho e poluição”. No caso de Santa Tereza, persiste a característica de ser muito mais um destino que um lugar de passagem – afinal, não há grandes vias de ligação de regiões que atravessem o lugar. Até hoje, por sinal, só duas linhas de ônibus circulam por lá. Dessa maneira, o bairro privilegia o pedestre, fugindo de uma lógica “rodoviarista”, como ele nomina. Andrés fundamenta seu ponto de vista com um estu-
do do urbanista norte-americano Donald Appleyard, feito na década de 1960. Nele, o estudioso demonstra como moradores de regiões com menos tráfego têm mais amigos entre seus vizinhos e frequentam mais o comércio local do que aqueles que vivem em lugares onde há maior trânsito, mesmo que a tipografia seja parecida. Para ele, esta seria a peça chave para que o Santa Tereza se mantenha como lugar de agregação da atividade humana.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Dispositivo detecta idade gestacional
Fritando na cama ocê já teve insônia? Já ficou “fritando” na cama a noite toda, rolando de um lado para o outro? Terrível, não é? Pois bem! A coluna de hoje se destina a falar um pouco sobre o tema e especialmente sobre o que fazer para ter uma noite de sono reparadora. Pessoas com insônia têm dificuldade de iniciar ou manter o sono com consequente prejuízo na atividade social e profissional. Em outras palavras, quem não dorme bem vai arrastar corrente o dia inteiro. O problema é tão sério e atinge um número tão grande de pessoas que deve ser visto como uma questão de saúde pública. Acordar no meio da noite e “ficar fritando na cama”, interrompendo o sono mais profundo – que acontece entre 2h e 4h da madrugada – pode ter diversos significados, entre eles ansiedade e estresse. Se isso ocorre uma vez ou outra, não há problema, mas se ocorre com muita frequência, a causa deve ser detectada e tratada. O tempo necessário para um sono reparador varia de pessoa a pessoa. A maioria, porém, precisa dormir de sete a oito horas para acordar bem disposta. Localizar as causas da insônia pode ser facilitado pela polissonografia, um exame que monitora a pessoa enquanto dorme. A insôLembre-se nia pode ter causas orque depois gânicas e/ou psíquicas. Pesquisas apontam pade uma boa ra uma produção inadenoite de sono quada de serotonina pelo organismo e o estresas soluções para se provocado pelo desos problemas gaste do dia a dia. A insônia crônica pode repodem fluir sultar em vários problemelhor mas, como distúrbios da memória e concentração, ansiedade, depressão, irritabilidade, sentimento de insatisfação constante, baixo rendimento profissional, prejuízo do convívio social e aumento do risco de acidentes no trabalho. Em tempos em que várias pessoas já estão dependentes do Rivotril e outras medicações de “tarja preta”, tenho a informar que podemos, com pequenas alterações nos hábitos, melhorar nosso sono. Primeiramente, limite o consumo de cafeína – presente no café, chás, refrigerantes do tipo colas, chocolates etc. – até as 14h. A prática de exercícios físicos estimula a produção de serotonina e reduz os quadros de estresse. Estabeleça uma rotina para seu horário de dormir e de despertar. O relógio biológico agradece. Procure relaxar antes de ir para cama. Tome um banho perto do horário de dormir. Isso pode ajudar a relaxar a musculatura do corpo. Tome um copo de leite morno. O leite contém o aminoácido triptofano, substância precursora da serotonina. Vá de chás que ajudam no relaxamento, como camomila, erva-doce, erva-cidreira etc. Certifique-se de que não há claridade no quarto e de que a temperatura esteja agradável. Mesmo uma pequena claridade pode atrapalhar o sono de algumas pessoas. Verifique seu o colchão, pois os muito macios ou muito duros podem estar contraindicados. Ouça música ou leia um pouco. Lembre-se que depois de uma boa noite de sono, as soluções para os problemas podem fluir melhor. Caso você acorde no meio da noite, uma medida é importante: não “brigue” com a cama. É contra producente procurar o sono à força. Vá ler um livro com uma luz de leitura e aguarde o sono retornar. Todas essas dicas fazem parte da “higiene do sono”. Se nada disso resolver, procure ajuda especializada. Faça uma boa semana.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
COMO FUNCIONA
GRAVIDEZ
Dispositivo Skinage Um sensor capta luz de leds refletida na pele para avaliar a idade gestacional do bebê ao nascer
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São usadas três cores diferentes de luz, cada cor tem um comprimento de onda de luz, que identifica determinado elemento da pele: colágeno, queratina e glóbulos vermelhos
A luz interage com a pele e a maneira como é refletida determina a idade gestacional do bebê: Prematuro - Tem a pele muito fina, absorve muita luz e reflete pouco A termo - A pele já está mais formada e expressa, refletindo mais luz
SIMULAÇÃO DA AÇÃO DA LUZ NA PELE 15 a 19 semanas
20 a 38 semanas
39 a 42 semanas
Tem duração de 40 semanas Prematuro: antes de 37 semanas A termo ou maduro: a partir de 37 semanas
55%
dos recém-nascidos do Brasil por ano possuem idade gestacional imprecisa ou desconhecida
FONTE: UFMG
A prematuridade é a principal causa de morte no primeiro ano de vida no Brasil
Tecnologia criada na UFMG e em teste em BH tem margem de erro menor do que a de outras ferramentas A sutil diferença na forma como a pele de um bebê que nasce antes ou depois de 37 semanas de gestação reflete a luz foi o caminho encontrado por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para determinar a idade gestacional dessas crianças, de forma não-invasiva, mais precisa e de baixo custo. Em um país como o Brasil em que 55% das crianças nascem com idade gestacional imprecisa ou desconhecida – cerca de 1,5 milhão por ano –, e a prematuridade é considerada a principal causa de morte no primeiro ano de vida, o dispositivo criado pelos pesquisadores se torna bastante promissor para evitar complicações inerentes ao parto antes da hora. Até agora, os mecanismos usados dependiam de recursos humanos ou tecnológicos muito específicos, e apresentavam erro de duas a três semanas, ou demoravam a ser feitos. No caso do dispositiLitza Mattos
vo desenvolvido e patenteado pela Faculdade de Medicina da UFMG – Skinage – os testes foram realizados nas maternidades do Hospital das Clínicas e do Hospital Sofia Feldman, com 122 recém-nascidos de 24 a 41 semanas, entre 510 g e 3,5 kg, e o erro médio não ultrapassa 11 dias (leia o infográfico). Segundo a professora da Faculdade de Medicina da UFMG Zilma Reis, o dispositivo não pretende substituir o ultrassom. Ela explica que não é simples para o médico saber a correta idade gestacional. “É preciso que a mulher tenha ciclos menstruais regulares, que ela se lembre com muita confiança qual foi sua última menstruação e tenha feito exame de ultrassom obstétrico até o terceiro mês de gravidez”, explica. Nesse caso, quando o bebê nasce, o médico conta os
dias de gestação e descobre se a criança está nascendo na hora ou se é prematura. Dessa forma, para os bebês que nascem antes do previsto é necessário destinar um aparato e um suporte médico completamente diferente em relação àqueles que nascem de nove meses. “As complicações de um parto prematuro são imediatas e vão desde a não sobrevivência do bebê, até a dificuldade de respirar, de manter a temperatura corporal, e complicações ao longo da infância”, diz Zilma Reis. RISCOS Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pediatria mostram que os prematuros que sobrevivem apresentam maior risco de ter alterações no neurodesenvolvimento na infância e maior risco de apresentar hipertensão, diabetes e obe-
sidade quando adultos. O projeto financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e pela Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) será ampliado para a segunda bateria de testes em outros hospitais de Moçambique, Portugal e Brasil (Pernambuco, Brasília e Rio Grande do Sul).
GRAVIDEZ O projeto, financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e Fapemig, também apresenta outro produto, um aplicativo para dispositivos móveis chamado Meu Pré-Natal, que já conta com cerca de 70 mil downloads no Brasil e em outros países. O programa busca responder as principais dúvidas das gestantes. UFMG/DIVULGAÇÃO
40% das mães não fazem pré-natal nos três primeiros meses da gestação.
2 anos é a previsão para que o Skinage esteja pronto para entrar no mercado.
15 mi de bebês nascem prematuros no mundo, segundo a ONU.
O dispositivo poderá ser usado por médicos, enfermeiras, parteiras e até em ambulâncias
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SAÚDE E BEM-ESTAR
Remédios intoxicam crianças Quase cinco crianças ao dia sofrem complicações de saúde provocadas por ingestão de remédios em Minas Alguns medicamentos apresentam cores atraentes, como rosa, verde e azul. Outros têm sabor de laranja, chocolate e framboesa. Tornados atraentes pela indústria farmacêutica, eles facilmente seduzem as crianças que, entre uma brincadeira e outra, podem ingerir uma dessas substâncias e sofrer graves complicações na saúde. Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com dados do Sistema Nacional de Informações Tóxico-farmacológicas (Sinitox), revela que todos os dias 37 crianças e adolescentes, com idades entre 0 Lara Alves (*)
e 19 anos, sofrem as consequências da exposição inadequada a medicamentos. Minas Gerais ocupa o quarto lugar no ranking dos Estados com maior incidência de intoxicação medicamentosa. São 4,6 casos por dia no Estado, que é o terceiro com o maior número de mortes – 24 entre 1999 e 2014. “Em crianças menores de 1 ano, as intoxicações são geralmente acidentais, como erro na administração ou quando os pais confundem substâncias. Quando a criança começa a engatinhar, a subir nos móveis, passa a vasculhar o ambiente e pode ter acesso a medicamentos em casa. Nessa situação, a principal causa da intoxicação é a disponibilidade, a
ADDYI/DIVULGAÇÃO
existência de ‘farmacinhas’”, diz o médico toxicólogo Adebal Andrade, coordenador da Unidade de Toxicologia do Hospital João XVIII, em Belo Horizonte. Segundo a SBP, o índice de casos de intoxicação é maior entre crianças de 1 a 4 anos, grupo seguido por adolescentes (entre 14 e 19 anos). No caso desses jovens, a causa da intoxicação parece ter outra face, que acende o alerta para os cuidados mentais durante esse período da vida. “Especialmente entre jovens, a principal causa é a tentativa de autoextermínio. Isso no serviço de urgência, que, claro, costuma atender casos mais graves”, diz Andrade. Para o pediatra Edson Ferreira Liberal, segundo vice-presidente da SBP, é preciso que os pais estejam atentos. “Se for um processo repetitivo, pode estar atrelado à autoagressão. E há uma tendência de o adolescente pensar que sabe mais do
Sociedade Brasileira de Pediatria divulga alerta: maioria das vítimas tem até 4 anos; adolescentes são o 2º grupo mais afetado
que sabe e, por isso, acaba administrando doses incorretas”, diz. A variedade de medicamentos disponíveis no mercado costuma inviabilizar um tratamento universal para a intoxicação. É preciso estar atento a sintomas como sonolência, vômito e convulsões para realizar um diag-
nóstico rápido. “Se houver suspeita de ingestão, os responsáveis devem coletar todos os medicamentos que podem ter sido ingeridos e ir até uma unidade de urgência para o médico avaliar o melhor tratamento. Se o paciente chegar até o hospital antes que tenha passado duas horas desde a inges-
tão, é possível contornar a situação com o esvaziamento gástrico”, explica Andrade. Ele diz que o tratamento tardio do envenenamento pode levar a sérias consequências, como perda da função hepática e lesões em órgãos vitais. * Sob supervisão de Carla Chein
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sociedade
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DOLCEVITA BSAINDO À FRANCESA
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ão é à toa que a sabedoria popular ensina: “tudo que é bom dura pouco”, “o que é raro é caro”, “amor sincero custa caro”. Não à toa cantava Vinicius de Moraes: “A gente mal nasce começa a morrer”. Por isso a Copa do Mundo é tão boa e cativante. Porque é rara, se acontecesse todo ano, a cada dois anos, não teria a mesma graça, a mesma dificuldade, os mesmos obstáculos, as mesmas superações.
SAINDO DE CENA
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or isso, como uma Copa do Mundo, a vida é tão boa, louca e breve. Por isso a vida é inestimável, sedutora, valiosa. Porque a vida não acontece de quatro em quatro anos, a vida acontece todos os dias, todos os segundos. Mas o tempo não para, é curto e não para de passar.
SAINDO RÁPIDO
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ó os vampiros sabem como é chato ser imortal num mundo em que tudo passa, acaba. Viver eternamente seria um castigo, mas ninguém quer envelhecer, nem morrer. “Vida louca, vida breve, já que eu não posso te levar, quero que você me leve”. Me leve não de leve, mas a mil.
SAÍDA PARA SEMPRE
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voltando a Vinicius de Moraes, o poeta aconselhou: “Cuidado, companheiro! A vida é pra valer e não se engane não, tem uma só. Duas mesmo que é bom, ninguém vai me dizer que tem, sem provar muito bem provado, com certidão passada em cartório do céu e assinado embaixo: Deus. E com firma reconhecida! A vida não é brincadeira, amigo. A vida é arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”. E Gilberto Gil completou: “O melhor lugar do mundo é aqui. E agora”. Férias enquanto podemos!
SAINDO
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com BARBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO
MAIS TARDE
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im, as férias estão aí! Sim, férias que são boas como a vida e a Copa do Mundo, porque passam rápido, por isso devem ser bem vividas, aproveitadas. Não tem pão, come brioche! Não tem verão na Croácia ou em Paris, passe as férias no Brasil, em seu Estado, sua cidade, sua casa. O importante é relaxar, desligar. Para ligar e continuar o show da vida.
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DIRETO DO MESTRE
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om o publicitário Washington Olivetto podemos gastar e renovar o clichê de gênio. Mesmo que pareça meio aposentado, deixou um legado e muita aula de anatomia em criatividade. Criou “algumas das mais marcantes, emocionantes e divertidas campanhas da propaganda nacional”.
sobre Olivetto 6 Ainda e a filha da vizinha:
“atualmente, futricas são feitas no Facebook.
Chique
O nome dela é grife: Momô Machado
DIRETO E RETO
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o livro, “Direto de Washington – W. Olivetto por Ele Mesmo”, o mestre conta histórias sobre ele mesmo, o criaLUCIANA CHEIN/DIVULGAÇÃO
Fazendo e acontecendo para muito além das montanhas, Ângela e Marco Túlio Lara
dor de criaturas e aventuras. “Ganhou o primeiro Leão de Ouro do Brasil em Cannes, conquistou todos os prêmios da publicidade mundial, entrou para o ‘Guinness Book of Records’, inspirou personagem de novela, virou letra de músicas de sucesso, nome de pratos em restaurantes famosos”.
DIRETO E INESQUECÍVEL
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irou selo de correio e vice-presidente do Corinthians. Uma das pérolas de “Direto de Washington”, está no comentário sobre o lendário comercial que fez para a Valisère, com o slogan “o primeiro sutiã a gente nunca esquece”. Diz ele que, nos
dias de hoje, seria um crime.
DIRETO E TORTO
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om o “politicamente correto e a grande quantidade de ignorantes e covardes protegidos pelo anonimato nas redes sociais, seria enxovalhado como incentivador da pedofilia. Isso, apesar de refletir um sentimento que não é de ontem nem de hoje: é de sempre”. Para o mestre (DPZ, W/GGK e W/Brasil), certas coisas não mudam, o que muda é o contexto ou a tecnologia: “Quando eu era menino, as redes sociais já existiam. Eram formadas por senhoras que futricavam entre si sobre a filha da vizinha”.
lembra o 6 Olivetto antigo chato que convidava amigos para um “fondue” e ver “slides” de viagens. “O que é o Instagram senão slides de chatos? E sem fondue...”.
de ler inverda6 “Cansei des a meu respeito, garanto que essas páginas não contêm mentiras”. E lembra que a frase divertida “parece ser do Groucho Marx, mas é minha”.
Aviação confir6 AmaLíder presença na 16ª Labace (Latin American Business Aviation Conference & Exhibition), segunda maior feira de aviação executiva do mundo. evento reunirá, na 6 Ocapital paulista, os
maiores fabricantes mundiais de aeronaves executivas, empresas de manutenção, táxi aéreo e comercialização de equipamentos voltados para a aviação executiva.
DE BANDEJA Vinhos do Alentejo desembarcam em BH Algumas vinícolas da região do Alentejo, em Portugal, irão apresentar na Feirinha Aproxima cerca de 50 rótulos, entre clássicos – como vinhos de reserva, desde 2011 – até produções recém-lançadas. Tudo será harmonizado com pratos feitos por chefs expoentes da gastronomia mineira. Iguarias como polenta de canjica com ragu de galinha caipira vão estar disponíveis Quando Neste sábado (21) das 10h às 17h Onde Museu Abílio Barreto (ruas Bernardo Mascarenhas e Josafá Belo) Quanto Entrada gratuita
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LEO FONTES/05/07/2018
Doceria Francesa promove 2º Festival de Macarons A Espetacular Doceria realiza o 2º Festival de Macarons, um dia todo dedicado ao famoso doce de receita centenária, símbolo da confeitaria francesa. A chef pâtisserie e proprietária da doceria, Elisa Dayrell, preparou sabores como chocolate, tiramisú, pistache, avelã com nutella, manga com maracujá, hibisco, açaí, cappuccino, prestígio e limão siciliano, a R$ 3 a unidade Quando Dia 24 (segunda), das 9h às 20h Onde rua Bernardo Guimarães, 229, Funcionários Quanto Entrada gratuita
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DÉBORA GABRICH/DIVULGAÇÃO
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reportagem
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CENÁRIO BH NAIARA NAPOLI/DIVULGAÇÃO
CACÁ LANARI/DIVULGAÇÃO
de Câmara Opus 6 Orquestra homenageia Vivaldi e Monti A obra dos compositores italianos serão revisitadas no próximo concerto da Orquestra Opus. O ano de 2018 marca o 340º aniversário de Antonio Lucio Vivaldi e o 150º de Vittorio Monti. O violinista Edson Queiroz e pianista Valéria Gazire são os convidados para compor o time de 14 músicos, sob batuta do maestro Leonardo Cunha. Na seleção, obras do repertório violinístico, como o Inverno das Quatro Estações de Vivaldi e a peça “Czardas”, de Vittorio Monti. Onde CCBB BH (pça da Liberdade, 450, Funcionários) Quando Quartafeira (25), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)
ESTÚDIO CASA NOSTRA/DIVULGAÇÃO
6Samuel Cabral faz show de pré-lançamento de “Criadouro” O violonista mineiro Samuel Cabral faz um passeio sobre a sonoridade do violão de 7 cordas, apresentando seu recém-finalizado EP “Criadouro”, que conta com as participações de Kristoff Silva, Marina Flor, Sofia Cupertino e Sérgio Pererê. O músico fará dois dias de shows em espaços diferentes. Onde Museu das Minas e do Metal (pça da Liberdade, s/nº, Prédio Rosa) e Odara (r. Arthur de Sá, 380, União) Quando Quinta-feira (26), às 19h30, no Museu das Minas e do Metal; e sexta-feira (27), às 19h30, no Odara Quanto Entrada gratuita.
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Horizonte recebe 3ª edição do Festival 6 Belo de Inverno de Vilas e Favelas
Realizado pela Associação Arebeldia Cultural, o Festival chega à sua terceira edição com uma programação extensa, que leva oficinas, palestras, shows e workshops ao Alto Vera Cruz. Entre os destaques, está a gravação de um documentário em parceria com a ONG Contato, que pretende contar a história da região e dos grafites. Ainda no campo audiovisual, Flávio Renegado e a Orquestra Ouro Preto gravam um DVD, no dia 4 de agosto. Há, ainda, cursos e oficinas sobre geração de renda e sustentabilidade. Confira a programação completa em: facebook.com/arebeldia Onde Associação Arebeldia Cultural (r. Desembargador Bráulio, 167, Alto Vera Cruz, 3483-4561)
TRANSLITERARIA/DIVULGAÇÃO
de arte LGBTI-Q 6 Mostra retorna ao Chico Nunes
Com a temática “Memórias e Territórios”, a segunda edição da mostra “Quarta Queer” volta a ocupar o Teatro Francisco Nunes na próxima semana. O festival traz, em sua programação, rodas de conversas, oficinas e shows. O destaque fica para atração musical SusyShock, de Buenos Aires, com o show “Canto TransSudaca”. O ateliê aberto e a QueerFeira também são destaques. Confira a programação completa da mostra na página: facebook.com/quartaqueer. Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº) Quando Quarta-feira (25), a partir das 13h, e até as 22h. Quanto O passaporte custa R$5 (sujeito à lotação do espaço)
RENATO STOCKER/DIVULGAÇÃO
de Inverno da UFMG 6 Festival recebe espetáculos e debates
Em sua 50ª edição, o Festival de Inverno da UFMG acontece até o dia 28 de julho e é orientado pela temática “CoExistência: um, dois, Nós”. A ideia é promover a criação artística como ação transformadora. A partir disso, o evento reúne residências artísticas, oficinas, conferências, jornada de estudos, exposição e eventos culturais – como a apresentação do Ars Nova Coral. Entre os destaques, estão conferências com Ione de Medeiros, Grace Passô, Nuno Ramos e José Miguel Wisnik. Cada atividade acontece em um espaço da universidade, há atividades no Campus Pampulha e no Conservatório da UFMG. Confira a programação completa em: www.ufmg.br/festivaldeinverno/
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almanaque EMPODERADA> A bordo de seu novíssimo CD, “Novas Famílias”, Marina Lima volta à capital mineira ROGÉRIO CAVALCANTI/DIVULGAÇÃO
Patrícia Bem-humoraCassese da, Marina Lima compartilha o sentimento que a invade ao constatar que BH está mais uma vez em sua agenda de shows. “É uma coisa meio: ‘Oba! Mais um encontro daqueles’. Parece uma paixão daquelas que você encontra apenas duas vezes por ano, mas que nunca te decepcionam”, brinca, referindo-se ao fato de não vir por aqui tanto quanto gostaria. “Sempre que faço show aí, volto pensando: ‘Tenho que ir mais’. Mas no Brasil a gente nem sempre consegue fazer o que quer, e sim, o que consegue”, diz ela que, para alegria de seu contingente local de fãs, ocupa o palco do Sesc Palladium no próximo domingo (29). O show tem como base o recentíssimo CD “Novas Famílias”, o 21º de sua carreira, que traz oito inéditas, além da regravação de “Pra Começar” (agora, registrada em estúdio). Naturalmente, outras músicas foram agregadas. Caso de “Muito”, de Caetano Veloso. “No meu primeiro disco (“Simples Como Fogo, de 1979), gravei muito Caetano, mas nunca cantei essa em show”, conta ela, acrescentando que o critério que usou para definir o repertório foi incluir canções que dialogam com o momento atual. “Quis que o disco fosse um cartão de visitas mesmo (de seu momento), e ornar o show com outras coisas que acho sugestivas. No CD, são nove faixas, no show, 19 – então, você pode pirar mais. É um espetáculo, uma experiência audiovisual. A pessoa está ali também, e tem o som”. Definida como “antológica” pelo crítico musical Mauro Ferreira, a apresentação no Rio (no Circo Voador) fez o público se esbaldar com a presença das parcerias-hits firmadas com o irmão, Antonio Cícero: “Acontecimentos”, “Charme do Mundo”, “Virgem”, “O Chamado”, “Fullgás”, “Anna Bella” e a já citada “Pra Começar”. Ah, sim: o show “Novas Famílias” contempla uma nova dobradinha dos dois, “Juntas”. O espetáculo traz músicas de outros autores que ela, em tempos distintos, tratou de recolocar nas paradas, como: “Não Sei Dançar” (Alvin L), “Uma Noite e Meia” (Renato Rocket), “Mesmo Que Seja Eu” (Roberto e Erasmo Carlos), “À Francesa” (Claudio Zoli e Antonio Cícero) ou “Pessoa”
tá sentindo. “Mas, impreterivelmente, milhões de pessoas se conectam e se identificam com isso, seja em que instância for. Neste momento, estou conectada a toda uma coisa que me faz querer criar, fazer poesia – porque, antes de mais nada, sou uma pessoa afirmativa: gosto da vida, quero a vida e ela tem que ser boa. E se tiver que brigar por isso, vou brigar”. Se o mundo passa, como ela diz, por “um momento nervoso”, Marina reafirma as atitudes que vê como possíveis. “Ou ignorar, retroceder e perder tudo o que se conquistou, ou sair do conforto e se colocar, para poder sentir pequenas mudanças rumo a uma vitória ainda meio longe (risos). De todo jeito, não é hora de se abstrair. E meu trabalho, no momento, é sobre isso”.
Inquieta Marina Lima repassa sucessos de sua carreira e apresenta a lavra de canções novas, como o funk “Só os Coxinhas”
Fora da zona de conforto (Dalto e Claudio Rabello). Ou, ainda, “Nem Luxo Nem Lixo” (Rita Lee e Roberto de Carvalho). Algumas das faixas do disco incluídas no show trazem a assinatura exclusiva de Marina – caso de “Novas Famílias” e “Árvores Alheias”. Ou o instigante funk “Só os Coxinhas”, parceria sua com Arthur Kunz e Dustan Gallas.
Se o título parece provocativo, é necessário lembrar que ficar em cima do muro é uma atitude que não condiz com a trajetória da carioca, hoje com 62 anos. “Na verdade, acho que o mundo está atravessando um ‘turning point’, um momento, um ponto de mudança. E penso que não é hora de os artistas, principalmente os que trabalham com
arte popular, se abstraírem. Acho que a gente tem que ajudar as pessoas a terem coragem de sair do conforto e tomar uma posição. Se o mundo está em momento de mudança, ou ele vai ficar cada vez mais de direita, mais reacionário, pensando só no dinheiro; ou vai ter realmente um olhar mais humanista”. A cantora e compositora
frisa, porém, que essa postura não se desincompatibiliza com a poesia. “É sem perder a ternura, a graça, tudo isso que a arte indica. A gente tem que falar de algumas situações, alguns assuntos, para clarear e ajudar. E penso que faço isso”. Marina ressalta que, ao compor, escreve primeiramente para si, sobre o que es-
DIÁLOGO Se o show ecoa obras de estandartes da música brasileira, como Roberto & Erasmo, o disco ratifica a disposição de Marina Lima em dialogar com novos expoentes da cena nacional, como Marcelo Jeneci, Letrux, Silva, Dustan Gallas e muitos mais. “Veja, meu interesse em música sempre foi um interesse real. Gosto de estudar, de saber o que aconteceu antes, é importante a história, para ter embasamento. Mas também sempre fui uma artista ligada à cultural pop, ao que acontece em volta. Isso me dá tesão, ânimo, alegria, entusiasmo”, contextualiza. “O passado me alimenta, mas quero colocar isso no presente e arrematar mais seguidores, mais gente que entenda o que estou descrevendo. Então, procuro, na música, pessoas que também estão retratando isso que é uma das coisas que mais me atraem no mundo, a inquietação. E onde vejo que tem gente que pode potencializar uma veia criativa, chego perto, a fim de criar uma terceira coisa a partir dessa convivência”, reflete. E acrescenta: “Tem muita gente interessantíssima de gerações após a minha, e sinto que o trabalho delas está no ar. E que vai ser bom para mim misturar – e para essas pessoas também. São esses, os encontros que busco”, conclui.
> Marina Lima
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Dia 29 (domingo), às 19h. Ingressos a partir de R$ 80 (inteira, plateia 3).
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MÚSICA Encontros musicais de Amaral Patrícia Não há uma Cassese data redonda que justifique a iniciativa. Mas, sim, é com vistas a celebrar sua trajetória que o compositor e instrumentista Chico Amaral inaugura, a partir da próxima quinta (26), o projeto Chico Amaral Convida Seus Parceiros, em que, até outubro, receberá colegas no palco do Teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube. Quem inaugura a iniciativa é o cantor e compositor Ed Motta. Os demais encontros serão com Leo Gandelman, Samuel Rosa e Marina Machado + Affonsinho. Aos 61 anos, Chico Amaral lembra que, ao longo de sua carreira, já firmou outras tantas parcerias, mas esses nomes foram escolhidos para essa primeira versão do projeto “de forma espontânea”. “O Samuel, claro, porque foi a pessoa que me possibilitou um destaque no cenário musical, devido à nossa parceria”, diz ele, que, junto ao vocalista do Skank, escreveu sucessos como “Pacato Cidadão”,
“Tão Seu” e “Vou Deixar”. Marina Machado e Affonsinho são outros dois mineiros arrebanhados. “O Affonsinho é um querido! Foi meu primeiro parceiro e, na verdade, o responsável pelo meu encontro com o Samuel. Ele estava procurando um letrista e o Affonsinho falou para me contactar”. Sobre Marina, Amaral diz: “Sem contar o Skank, é a minha intérprete mais constante. Fora das parcerias, foi a pessoa que mais se interessou em gravar minhas músicas, é muito próxima. No seu primeiro disco (“Baile das Pulgas”, de 1999), a Marina gravou muita coisa minha, inclusive duas parcerias com o Flávio Henrique (“Casa Aberta” e “Bagaceira”)”. O saxofonista Leo Gandelman transita em um universo musicalmente distinto, mas Chico Amaral o considera uma persona de muita importância em sua carreira. “A gente tem uma antiga camaradagem, uma admiração mútua. Sou muito grato a ele, que sempre foi muito generoso comigo, me deu muita força. É um cara de ou-
Qui. 26.jul.
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Pontapé inicial Ed Motta é o primeiro convidado do projeto que celebra as parcerias de vida de Chico Amaral
tra cena, que não é mineiro, e, sim, carioca, e atua lá (no Rio) e no mundo todo”. Por último, mas não menos importante, ele fala de Ed Motta. “A gente tem uma parceria muito legal, e quero afirmá-la, mostrá-la. E o Ed é importante na minha trajetória por uma particularidade:
me incentivou a tocar saxofone. Vou dizer de outra forma: valorizou muito o saxofonista que me tornei. Eu queria muito mostrar às pessoas o meu lado instrumentista, não só o letrista, e ele foi um dos primeiros a reconhecer isso”. A apresentação com Mot-
ta abre espaço para releituras, como a de “Nefertiti”, de Wayne Shorter, “que é uma curtição minha e dele também”. “A gente gosta muito de jazz, e essa é uma música que eu já tocava há tempos. E foi uma coincidência (na hora das sugestões). Então, falei: ‘vambora’, pelo
prazer de fazer uma música instrumental de um cara que a gente admira”. Mas, claro, o repertório também abre espaço para as parcerias dos dois, como: “Daqui pro Méier”, “Lustres e Pingentes”, “Luna & Sera”, “Mágicas de um Charlatão”, “Flores da Vida Real” – “essa, a mais recente que fizemos, há coisa de uns 4 ou 5 anos” – e “Fox do Detetive”, “mais jazzística”. Sim, há uma outra dobradinha, “Rosa de Areia”, mas, segundo Chico, essa vai ficar para outra ocasião. “Ele ainda nem gravou”, justifica o músico, que foi apresentado ao Motta pelo radialista e produtor Dênio Albertini. Os elogios ao parceiro são generosos. “É um apaixonado por música. Encara com seriedade o que faz e tem de fato alma de músico. Respira isso e gosta de trocar figurinhas, saber da música do outro, como o outro pensa”, conclui.
Chico Amaral >Convida Ed Motta
Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.224, 3516-1027). Dia 26 (quinta), 21h. R$ 40 (inteira).
O incessante Juarez Moreira Sobre sua carreira, Juarez Moreira propõe uma analogia: o desejo de estar sempre ativo, compondo e se apresentando pode ser comparado ao ofício de um pintor que não se desgruda de sua arte, retorna às telas antigas e está sempre em movimento. O mineiro (de Guanhães) completa 40 anos de carreira este ano, mas iniciou as comemorações no fim de 2017, com o projeto “Juarez Moreira e Convidados”, que homenageou Milton Nascimento, Antonio Carlos Jobim, Ary Barroso e Baden Powell. Dando continuidade às festividades, Moreira se apresenta na próxima quinta (26), no Sesc Palladium, a convite do projeto “Salve o Compositor!”. Dessa vez, o artista não propõe homenagens ou se debruça sobre os clássicos que marcaram sua trajetória, mas apresenta um “work in progress”, onde adianta para o público trechos do show inédito que prepara para o Savassi Festival, que será realizado
em agosto. Essa apresentação, aliás, obrigou o músico a revisitar composições escritas e esboçadas nas últimas quatro décadas com o intuito de produzir um repertório inédito. “Eu componho o tempo todo, estou em constante laboratório. Para montar esse repertório, precisei procurar músicas que nunca tinha apresentado, composições que comecei a fazer e não terminei, e outras às quais faltavam partes. Algumas eram grandes demais e precisavam diminuir, em outras, eu só tinha os primeiros acordes. Precisei fazer uma imersão”, explica. A árdua tarefa de selecionar esse material e trabalhar nas canções que precisavam ser finalizadas surgiu logo que Juarez retornou de uma turnê de dois meses pela Europa. “Voltei muito cansado, mas fiquei um mês inteiro trabalhando nelas, finalizando e dando corpo. Contei com a ajuda de amigos que iam até a minha casa e me ofereciam ajuda”, conta. Aliás, para a apresentação no Sesc, o músico conta
com muitas parcerias. Juarez costuma tocar com trios ou quartetos, mas, desta vez, ampliou o espectro e contará com Kiko Mitre (contrabaixo), Lincoln Cheib (bateria), Cléber Alves (saxofone) e Deangelo Silva (piano). “É muito criativo, o processo com mais músicos. Dei-
Qui. 26.jul.
xo muito espaço para todo mundo tocar um pouco, crio as músicas de uma forma diferente. Distribuo cada artista conforme a natureza de cada canção”, avalia Juarez. SEM PARAR Após a apresentação noSesc Palladium e quando
concluir o processo de criação do Savassi Festival, Juarez vai se envolver ainda mais com a produção dos três discos que pretende lançar nos próximos meses. O primeiro, “Cuerdas del Sur”, deve sair já em novembro. Trata-se de um projeto coletivo, elaborado junto a ToniÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
nho Horta e Chiquito Braga (1936-2017), além do argentino Luis Salinas e do chileno Christian Gálvez. Outro álbum é “Cine Pathé”, reunião de canções que receberam letras escritas por amigos de Juarez ao longo dos anos. São 20 composições, apresentadas com a participação de artistas como Monica Salmaso e Wagner Tiso. “É um disco que fala muito dessa minha história com BH”, explica. O álbum, aliás, leva o nome da faixa que homenageia a antológica sala de cinema. Em tempo: o artista deve começar a produzir ainda este ano o CD que registra a homenagem feita a Tom Jobim no começo do ano. Sobre outros projetos, Juarez brinca: “Se eu falar, vai até demorar”. (Lara Alves/ Sob supervisão de Patrícia Cassese)
Salve o >Compositor! traz Juarez Moreira Músico Juarez Moreira comemora os 40 anos de carreira em show com produções inéditas
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Dia 26 (quinta), às 20h. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA Savassi recebe ‘Som Clube’ Na última terça (17), Simone Mazzer teve uma grata surpresa: seu nome despontou entre os das três cantoras indicadas ao Prêmio da Música Brasileira 2018, na categoria Pop/Rock/Reggae/Funk/Hip Hop. No caso, a paranaense, radicada no Rio de Janeiro, concorre com Gal Costa e Tulipa Ruiz. Independentemente do resultado (a vencedora só será revelada no dia 15 de agosto), vale lembrar que, em 2016, ela faturou o mesmo certame, na categoria Revelação. O feito de agora dividiu os holofotes com outro acontecimento de destaque na semana: pela primeira vez, Simone dividiu o palco com a diva Angela Maria. A constatação do bom momento amplia-se com a oportunidade que a traz de volta à capital mineira: Simone é uma das atrações do Som Clube, festival que vai ocupar a Savassi a partir da próxima sexta (27) e até o dia 12 de agosto. A cantora, aliás, é a atração de abertura, em uma grade que também contempla a banda Teach Me Tiger, Gui Hargreaves, Eduardo Dussek e Liniker e os CaramePatrícia Cassese
sábado (21) ARTHUR MOREIRA LIMA Pianista volta à capital para apresentação única, repertório é “De Bach a Pixinguinha”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 21h. R$ 100 (inteira)
HOMENAGEM A BERNSTEIN Orquestra Filarmônica presta tributo ao centenário do compositor Leonard Bernstein. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 44 (coro)
FESTIVAL ROLÉ Graveola celebra doze anos de trajetória. Abertura com Laura Catarina. Parque Municipal Fazenda Lagoa do
lows. Vale dizer que a entrada é gratuita. Feliz com a oportunidade, Simone confessa que quer o público com os ouvidos bem abertos, “para se divertir, cantar junto, curtir, pular, dançar, sair feliz”. Na verdade, o primeiro contato da moça com as plateias locais se deu não por meio da música, mas do teatro. “Comecei a ir aí com a Armazém Cia. de Teatro, que tinha uma relação legal com o (Grupo) Galpão. A gente sempre trocou muita figurinha”, rememora. Já na sua vertente cantora, ela veio pela primeira vez para o lançamento do primeiro disco, “Férias em Videotape”. “E, depois, com o (cantor e compositor gaúcho) Felipe Catto, na turnê do Prêmio da Música Brasileira”. O novo show, conta ela, está super recente. “Estreou há pouco tempo, para lançar single, mas aconteceu só no Rio (em junho, no Teatro Ipanema). Então, é a primeira vez que vamos sair. Tem músicas do primeiro disco, que não poderiam ficar de fora, que são bem representativas do trabalho, e algumas que eu já poderia chamar de embrião do que pode ser um novo projeto, seja um novo disco ou uma sequência de singles”, anuncia.
Heterogêneo, o espetáculo também é, segundo ela, “bem forte”. “Musicalmente, há desde baladas, coisas mais delicadas, até um rock mais padrão – mas tudo dentro de um contexto que é
Nado (R. Des. Lincoln Prates, 904, Pampulha). Às 9h. Entrada Gratuita
Centro Cultural MTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h. R$ 100 (inteira)
FRESTA
Sex. 27.jul.
LEONI E LEONARDO
Rock independente. Ainda na noite, shows de Devise e Rover. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 30
Elomar Figueira Mello e João Omar apresentam histórias do sertão.
THIAGO SACRAMENTO/DIVULGAÇÃO
Com dois discos na bagagem, Simone Mazzer, 50, lançou recentemente seu novo single, “Corpo”, base do show que a traz de volta à capital mineira; repertório também contempla uma música de Eduardo Dussek (“Conta Marinheiro” e outra de Adriana Calcanhotto (“Tanto”)
do. “E sim por um conceito mais humano, para o qual utilizo desde a delicadeza de uma música no formato piano e voz até a porrada do rock por meio de uma guitarra distorcida”. NOVO SINGLE O single que motivou o novo show é “Corpo”, de Luisão Pereira. “O curioso é que conheci a música no momento que estava selecionando o repertório do disco, mas ela acabou não entrando. Mas isso é que legal na música, você não usa para o disco, mas fica com isso na cabeça, e aí a gente começou a trabalhar, a arranjar, a pensar na nova roupa... É uma música muito simples, de letra objetiva. Tem a ver com o corpo, mas não só o meu, o de todo mundo, e da relação com o outro. As pessoas ficam muito fixadas na plástica, na forma, e se esquecem que, ali, habita uma pessoinha que precisa ser cuidada”, diz ela, que também deve colocar a voz a serviço de “Paralelas”, de Belchior.
Abertura com Simone Mazzer. Dia 27 (sexta), às 18h30. Praça da Savassi (esquina da rua Antônio de Albuquerque com Paraíba). Gratuito.
SEMI BREVE
MUNTANO O MONDEGO
momento delicado no mundo. E o ser humano se querer como igual, isso tem falado muito em mim”, diz ela, esclarecendo, porém, que não trabalha esse viés de modo panfletário ou mesmo politiza-
>ClubeFestival Som
Festival apresenta o duo de música experimental e eletrônica “Teach Me Tiguer” que lança o clipe do single “Drive. Evento ainda conta com oficina de serigrafia. Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 19h. Entrada gratuita Leoni e Leo Jaime voltam a dividir o palco em show que repassa hits do rock nacional. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir de R$ 90 (inteira)
muito atual, que aborda questões como a aceitação do outro”. Tema que, vale pontuar, está na ordem do dia. “Sim, é um tema recorrente, mesmo porque, estamos vivendo um
Prévia do festival Breve apresenta a banda “Francisco, El Hombre”. Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Opala, s/n, Cruzeiro). Às 20h. R$ 30
SELVAGENS À PROCURA DE LEI
Deputado Bernardino de Sena Figueiredo, 1.022, Cidade Nova). Às 9h. Entrada Gratuita
segunda (23) THE PULSO IN CHAMAS Banda faz show na programação do Inverno das Artes. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.567, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
terça (24) JULIA BRANCO
FESTIVAL ROLÉ
Cantora presta homenagem à “Ovelha Negra” no espetáculo “Grita Lee”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.567, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
Graveola celebra doze anos de trajetória. Abertura com A Outra Banda Da Lua Parque Professor Marcos Mazzoni (r.
SINFÔNICA E LÍRICO AO MEIO DIA
domingo (22)
Edição visita Villa Lobos e Bach. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.567, centro). Às 12h. Entrada gratuita
quarta (25) ORQUESTRA OPUS Orquestra convida o violinista Edson Queiroz e a a pianista Valéria Gazire CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h. R$ 20
SINFÔNICA E LÍRICO EM CONCERTO Concerto para o Inverno das Artes visita Villa Lobos e Bach. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.567, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
quinta (26)
MARI BLUE, MÁRIO WAMSER E ANA SUCHA Show reúne três cantautores da cena mineira. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)
sexta(27) FERNANDO MACIEIRA Sambista lança o disco “Segredos de Amar”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 21h. R$ 30
ZEZÉ DI CAMARGO E LUCIANO Show no festival “Modão Mangalarga Marchador”. Expominas (av. Amazonas, 6.200, Gameleira). Às 22h. R$ 210 (Arena open bar)
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de julho de 2018
ARTES CÊNICAS Uma celebração à amizade Patrícia Fafy Siqueira Cassese não hesita em entregar a colega: “Ela chegou a falar que já havia trabalhado comigo, mas é engano... Essa é a primeira vez que dividimos o palco”, diz, rindo, referindo-se à colega Suely Franco, sua companheira na montagem “Muito Louca”, que chega à capital mineira no próximo fim de semana. Fafy completa: “Quando avisei que nunca tínhamos atuado juntas, ela disse que o ato falho se deu em função do tanto que queria esse encontro”. Verdade seja dita: no que tange às artes cênicas, o máximo que as duas chegaram perto foi no início dos anos 90, na montagem “As Noviças Rebeldes”, de Wolf Maia – no entanto, quando uma entrou no elenco, a outra já havia saído. Seja como for, Suely Franco e Fafy Siqueira não disfarçam o entusiasmo com a empreitada que finalmente as une. No palco, elas dão vida, respectivamente, a Tetê e Janete, duas amigas de personalidades bem distintas. Embora o texto de Gabriel Chalita seja apresentado como uma comédia, Fafy faz uma pequena ressalva: “Tem muita coisa engraçada, mas chego a discordar
que seja comédia. Tem uma dramaticidade, ela é de muita emoção”. Independentemente do gênero ao qual se filia, Fafy é certeira em dizer: “A peça coroa amizade. O barato, ali, é amizade”. Confessando ter a impaciência como um dos traços marcantes de sua personalidade, a atriz ressalta que sua personagem caminha em direção diametralmente oposta. “É o que mais admiro nela: a paciência de Jó, o carinho que ela tem com a outra”. Uma definição para Janete seria a de uma “hippie de butique”, que se relaciona com dois homens. Tetê, por sua vez, é uma moradora dos Jardins (bairro nobre de São Paulo) que foi abandonada pelo marido, cujo nome cita toda hora, não obstante o desafio dado por sua terapeuta, o de que teria que pagar uma multa fictícia de R$ 10 a cada menção. SEIS DÉCADAS A peça, que tem direção de Hudson Glauber (pupilo do já citado Wolf Maia), baliza os 60 anos de trajetória de Suely Franco, 78, conhecida por papéis memoráveis, inclusive um de seus mais recentes, o de Dona Benta, do “Sítio do Picapau Amarelo”. Também fez bonito em novelas como “O Cravo e a Rosa” (2000) e “Êta Mundo Bom”
CHRISTIAN PARENTE/DIVULGAÇÃO
Sex. e sáb. 27 e 28.jul.
Opostas Janete e Tetê são duas mulheres de personalidades distintas
(2016). “Dividir o palco com ela é um aprendizado!”, pontua Fafy Siqueira, 63. “É diva. E o fato de ter escolhido fazer essa peça comigo, nossa, me deixou muito honrada”. Exalando bom humor, Suely Franco se esquiva de fazer um balanço dessas seis décadas de bons serviços prestados à arte de atuar. “Ih, sou péssima para falar dessas coi-
sas”, diz ela, que estreou no teatro em 1961 – mas já havia sido garota propaganda na TV Tupi no fim dos anos 1950 –, na montagem “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, feita pelo grupo Teatro dos Sete, de Fernanda Montenegro e Fernando Torres. Detalhe: Suely foi indicada por Zilka Salaberry, que, coincidentemente, também interpretou Dona Benta, na primei-
ra versão do “Sítio”, na Globo. Com muitas outras peças, novelas e filmes no currículo, Suely Franco lamenta o descaso atual com a cultura. “Veja, eu comecei a fazer teatro na escola. Era normal. A gente brincava de teatro. Hoje, isso não existe mais, ninguém conhece mais os grandes clássicos de literatura, é uma coisa absurda, como estão acabando com tudo, com a educa-
ção...”, lamenta ela, que também não se furta a falar da situação econômica do país. “As pessoas estão sem dinheiro para comprar remédio, como esperar que tenham como ir ao teatro?”, argumenta. Apesar da constatação, as duas não têm do que reclamar do que diz respeito a “Muito Louca” – embora Belo Horizonte seja a primeira capital a recebê-las em turnê, a temporada em São Paulo foi muito bem, obrigado. “A gente vê as pessoas da plateia catucando umas às outras”, diverte-se Fafy. “E depois do espetáculo, quando a gente vai tirar fotos, sempre nos contam casos, dizem que conhecem uma pessoa exatamente assim”, segue. Mesmo com o êxito, a peça seguirá país afora com outro elenco (depois de BH): saem Fafy e Suely e entram Bárbara Bruno e Débora Duarte. O motivo: Fafy estará mais uma vez no “Pop Star”, da Globo. Já Suely Franco, que brilhou como Gilda, em “Era o Hotel Cambridge”, está nas telas dos cinemas em “Mulheres Alteradas”.
> Muito Louca
Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2.244, Lourdes, 35161360). Dias 27 (sexta) e 28 (sábado), às 21h. R$ 100 (inteira)
Produções para ficar e durar As provocações do saudoso Antônio Abujamra (1932-2015) ainda ecoam na mente do mineiro Humberto Câmara, que atuou sob a batuta do mestre como integrante d’Os Fodidos Privilegiados, companhia carioca conhecida por trabalhar com as escolas rodriguiana e bretchiana. “‘Abu’ nos provocava muito na questão da fomentação da cultura. Queria que, mais que atores, a gente se tornasse pensadores da produção brasileira”, recorda ele, que, tendo voltado a Minas há cerca de quatro anos, inicia agora nova fase na carreira: como produtor, à frente da Arapuka Cultural. Cheia de gás, a produtora abre neste sábado (21), no teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes, as temporadas de “Hamlet e Eu”, solo escrito e interpretado por Humberto, e “Manoletra – Um
Musical Infantil”, co-escrito com o ator mineiro Bremmer Guimarães. As montagens ficam em cartaz até 12
Sex. a dom. até 12.ago.
de agosto. Detalhe: Humberto conta que uma das preocupações da Arapuka é justamen-
te recuperar a cultura de manter um espetáculo em temporada, algo que, a seu ver, está se perdendo. JOICE MARQUES / DIVULGAÇÃO
“Hamlet e Eu” é um tributo ao teatro brechtiano – e provocativo – de Antônio Abujamra
TEXTOS MODERNOS Foi justamente a morte de Abujamra que fez brotar em Câmara a coragem para produzir suas próprias criações. O solo “Hamlet e Eu” repassa questões filosóficas e existenciais propostas por Shakespeare e as atualiza para a percepção do que compõe a humanidade nos tempos atuais, sem deixar de abordar temas como a política e as relações sociais. Já o musical “Manoletra” é fruto de um trabalho conjunto de Humberto e Bremmer realizado no Centro de Criação Para Atores e Diretores do Sesc Palladium. Lá, sob a supervisão do Grupo Oriundo, os dois optaram por propor novas linguagens para as simbologias dos espetáculos infantis, trabalhando temas não tão recorrentes nesse recorte, bem como abordagens diferenciadas para questões inerentes ao universo da criança – ou, no sentido mais amplo, da vida.
“A morte, por exemplo, não é um tema fácil, mas é um fato da vida – e as crianças podem lançar olhares a essas questões por meio da arte”, entende Humberto. O enredo apresenta um universo no qual a linguagem é a grande fonte de poder. Em um “lixão de palavras”, uma criança procura a palavra certa para acordar o pai, ferido na guerra por uma misteriosa fumaça. A história é guiada por um fio narrativo – pedagógico e dramatúrgico – baseado em pesquisas sobre a centralidade das palavras no cotidiano. (João Henrique Motta/ Sob supervisão de Patrícia Cassese)
Arapuka >apresenta
Teatro João Ceschiatti (av. Afonso Pena, 1.537, centro). “Hamlet e Eu”.Sex. e sáb. 21h, domingo, 19h. “Manoletra”. Sábado e domingo, 16h30. R$ 30 (inteira), para cada um. Até 12 de agosto.
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de julho de
reportagem
2018
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ARTES CÊNICAS teatro adulto CAMARIM
Dir. Luciana Antunes. Com Cia Valentina Solo com bonecos traz um recorte na vida de Marie, uma mulher que passou a vida em um cabaré. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (21), às 20h. R$ 30 (inteira).
CÉREBROCORAÇÃO
Dir. Renato Linhares e Enrique Diaz. Com Mariana Lima Peça-conferência que mostra o caminho percorrido entre o teatro e a sala de aula. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 30/7.
HAMLET E EU
(Leia mais na página 14)
ÓPERA BRUTA
Dir. Juan Castrel. Com Coletivo Bacurinhas As narrativas sobre o homem são objeto de reflexão. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 30 (inteira).
PROVA DE FOGO
Dir. Nilmara Gomes. Com Beth Grandi, Bianca Crispim, Heberton Lopes Caleb é um bombeiro exemplar, mas seu está casamento prestes a ruir. A salvação vem quando seu pai lhe dá de presente um diário. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 20h. R$ 40 (plateia superior, inteira); R$ 60 (plateias 1 e 2, inteira).
QUEM FAZ O LUGAR?
Dir. Nil César. Com Bruna Souza, Erika Duarte, Geissiany Reis Um residencial popular tem sua rotina interrompida pela visita de um estranho. Casa do Beco (r. Manoel Guilherme Roscoe, Vila Predinhos, Santa Lúcia). Neste sáb. (21), às 16h. Entrada gratuita.
teatro infantil ÆA BELA E A FERA
Com Cia. do Abração Bela pede a seu pai, um ex-compositor de samba, que lhe traga de presente o samba da Rosa. Mas o homem escuta o samba vindo do castelo da Fera. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (22), às 16h. R$ 20 (inteira).
dança MEXERICA
Com Cia Fusion de Danças Urbanas Uma gatinha dançante vai conhecer um mundo novo em que cachorros e gatos do hip hop, um pássaro e uma coelhinha surda ensinam a conviver. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. e sex., às 16h; sáb., dom. e seg., às 11h e às 16h. R$ 20 (inteira). Até 29/7.
musical LÁ NA CASA DA GALINHA PINTADINHA
Dir. coletiva. Com Cia Luna Lunera Inspirada no conto homônimo de Caio Fernando Abreu. A relação entre Raul e Saul, dois funcionários de uma repartição que compartilham o ambiente burocrático e desenvolvem laços afetivos. Jardim Interno do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Qui. (26), às 20h. R$ 20 (inteira).
MANIA DE EXPLICAÇÃO
Dir. Rodolfo Vaz. Com Cia Canguro A história de uma garotinha que busca explicações para várias palavras. Jardim Interno do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Neste sáb. (21), às 18h. Entrada gratuita.
festival bh de artes cênicas teatro adulto 180 DIAS DE INVERNO
Dir. Nando Motta. Com Camilo Lélis, Fabiano Persi e Michelle Barreto Um relato de um homem em sua batalha diária para salvar sua esposa. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 29/7.
60 PRA RIR - DOIS É DEMAIS
Dir. Christiano Junqueira e Leandro Nassif. Com Christiano Junqueira e Leandro Nassif Improvisação com esquetes. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex (27) e sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
A MINHA VIDA APÓS A MORTE
Dir. Roberto Freitas. Com Amanda Padula, Bruno Alba e Kainan Ferraz Três espíritos se encontram e se entrelaçam em três diferentes épocas. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h30. R$ 20 (postos Sinparc).
A PRÓXIMA VÍTIMA
Dir. Luiz Henrique Moura. Com Cléo Gomes, Raimundo Farinelli, Renato Falci D. Marta, ex-modelo das passarelas nos anos 50, ainda se mantém na mídia devido aos assassinatos de seus maridos. Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).
ARCO-ÍRIS DE PLÁSTICO
Dir. Paudua Teixeira. Com Michael Douglas, Vinícius Rocha, Lucas Rocha Três catadores de plástico vivem uma busca incansável pela cura. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Neste sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
AS BARBEIRAS
Dir. Freddy Mozart. Com Renato Millani, Rafael Neves, Will Soares Afundadas em dívidas, duas amigas decidem abandonar o comando de um salão de beleza e passam a administrar uma barbearia. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sex. (27) e sáb. (28), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).
COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO
Dir. Ernesto Piccolo. Com Carolina Baptista, Gabi Mariquito, Giovana Vitorino. Clarinha, uma menina do interior, conta as histórias da turma da Galinha. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Neste sáb. (21), às 17h. R$ 60 (plateia 1, inteira); R$ 50 (plateia 2, inteira).
Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes Zé da Silva conta como foi para a prisão por roubar a galinha da filha de um deputado. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
MANOLETRA
COMO SE LIVRAR DAS DÍVIDAS EM 12 HILÁRIAS PRESTAÇÕES
(Leia mais na página 14)
ópera CARMEM
Dir. Fátima Carretero e Carlos Carretero. Com Centro de Cultura Flamenca A história de uma cigana que usa seus talentos para enfeitiçar e seduzir homens. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (21), às 20h. R$ 40 (inteira).
inverno das artes AQUELES DOIS
Dir. Carlos Nunes. Com Thiago Comédia Limites do cheque especial, juros do cartão de crédito e cheques pré-datados. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Seg. (23), ter. (24) e qua. (25), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).
COMO SE LIVRAR DELA
Dir. Wesley Marchiori. Com Bruno Righi, Bruno Leonel, Nilo Faustino A morte chega para buscar um homem que se recusa a ir embora, ele tenta barganhar sua partida. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Sex. (27), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).
CONCESSA EM DEFEITO ESTUFA
Dir. Iolene de Stéfano. Com Cida Mendes Concessa “desmigra” para o interior, exaurida pela vida nas grandes cidades. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
DEFUNTO BOM É DEFUNTO MORTO
Dir. Ricardo Batista. Com Ricardo Batista Um ator muito conhecido é assassinado enquanto apresentava uma peça. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.
FAMÍLIA PÃO COM OVO
Dir. Wesley Marchiori. Com Dany Viggo, Diogo de Carmo, Italo Dinati Comédia representa famílias de baixa renda no país da crise,. - Itaú Power Shopping (av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial). Neste sáb. (21), às 20h30; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Qui. (26), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).
GENTE, A LILI SUMIU!
Dir. Christiano Junqueira. Com Eraldo Fontiny Lili desaparece misteriosamente. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Qui. (26), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).
GUA-RA-PA-RIR
Dir. Maurício Canguçu e Ílvio Amaral. Com Kayete e Guilherme Oliveira Um casal sai de férias em busca de descanso e diversão nas areias de Guarapari. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
INTIMIDADE INDECENTE
Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 29/7.
MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO
Dir. Ricardo Batista Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Jorge e Vanessa tem aprendido como as coisas funcionam no casamento. - Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Sex. (27) e sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
MINHA MÃE É PIOR QUE GRUPO DE WHATSAPP
Dir. Ilvio Amaral. Com Andreia Quaresma e Diego D’Leon Após a separação, filho volta pra casa e descobre outro lado de sua mãe. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sex., sáb. e dom., às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.
OH, MEU DEUS
Dir. Robson Lima. Com Marcelo Duque Um jovem perde sua fé, até que Deus resolve falar com ele. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. (27) e sáb. (28), às 20h30. Dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
OS INOCENTES
Dir. Marco Amaral. Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis Inocentes são colocados numa cela para que se descubra quem os financia. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. (27), sáb. (28) e dom. (29), às 20h. R$ 15 (postos Sinparc).
O SORTILÉGIO DA MARIPOSA
Dir. Yuri Simon. Com Trupe de Teatro e Pesquisa A forma poética de uma fábula de amor no mundo dos insetos. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Neste sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).
OS RAPAZES DA RUA AUGUSTA
Dir. Roberto Freitas. Com Bruno Alba e Kainan Ferraz Mariano e Gabriel são dois garotos de pro-
FELIPE MÜLLER/DIVULGAÇÃO
grama que trabalham na rua Augusta. - ItaúPower Shopping (av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial, Contagem). Qui. (26), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sex. (27) e sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 19h30. R$ 20 (postos Sinparc).
PRIMA DONNA
Dir. Raimundo Farinelli. Com Abel Reis, Alaíde Albino, Axeheys Emílio O cotidiano de um ensaio, uma sátira ao próprio universo teatral. Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Ter. (24) a sáb. (28), às 20h30; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
VELÓRIO À BRASILEIRA
Dir. Luiz Henrique Moura. Com Alinne Lacerda, Heloísa Duarte, Kênia Costa No velório de um funcionário público, descobre-se que ele ganhou na mega-sena. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
teatro infantil 3 PORQUINHOS - O CLÁSSICO
Dir. Cristian Amaral. Com Heloísa Prado, Alê Magalhães, Paulo Diniz A história de três porquinhos que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 16h. R$ 20 (inteira).
3 PORQUINHOS - VINTE ANOS Dir. Roberto Freitas. Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do Lobo Mau, os três porquinhos constroem cada um sua casinha. - Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Neste sáb. (21), às 18h30. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Dom., às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.
A BELA E A FERA
Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Fernanda Hallais Para salvar seu pai, uma jovem aceita viver no castelo de uma fera. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. (26), às 16h. R$ 22 (postos Sinparc).
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS
Dir. Diego Benicá. Com Copas Produções A história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.
A LIGA DA JUSTIÇA VS CORINGA
Dir. Bruno Righi. Com Bruno Righi, Guilherme Melo, Amanda Papatella O Coringa apresenta seus novos planos.
Espetáculo “Prova de Fogo” estreia no Palácio das Artes Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 15h e às 17h. R$ 20 (postos Sinparc).
AS HISTÓRIAS DAS PRINCESAS E SEUS PRÍNCIPES
Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo O jovem Simba tenta recuperar o trono que lhe foi tomado por Scar. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sex. (27), às 16h. R$ 22 (postos Sinparc).
Dir. Diego Benicá. Com Freddy Mozart, Bernard Bravo, Fernanda Hallais O avô de Joca e Clara conta histórias sobre princesas e príncipes. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (22), às 17h30. R$ 22 (postos Sinparc).
OS SALTIMBANCOS
CHAPEUZINHO VERMELHO
OS VINGADORES
JOJÔ E PALITO EM: DONA BARATINHA QUER SE CASAR
PATRULHA CANINA
Dir. Livia Gaudêncio. Com Cia O Trem A história da menina que leva doces para a avó e é surpreendida pelo Lobo. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro). Sáb. e dom., às 16h. R$ 24 (inteira); R$ 12 (postos Sinparc). Até 5/8.
Dir. Joselma Luchini. Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Juliana Almeida D. Baratinha procura um companheiro para se casar. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, Ouro Preto). Neste sáb. (21), às 16h30; dom. (22), às 11h. R$ 20 (postos Sinparc).
O CHAPELEIRO MALUCO
Dir. Ricardo Martins. Com Dannyelle Gama, Rodrigo Mangah, Rafael Eleotério O Chapeleiro maluco deixa de ser maluco. Apenas Alice poderá ajudá-lo. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).
O MÁGICO DE OZ
Dir. Fernando Bustamante. Com Raíssa Alves, Alex Alves, Rafael Ventura Após um tornado, Dorothy vai parar na fantástica Oz e tenta voltar para casa. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro). Seg. (23) a sex. (27), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).
O REI LEÃO
Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo,
Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Gabriela de Paula Animais partem para a cidade para tentarem a carreira musical. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Qua. (25), às 16h. R$ 22 (postos Sinparc). Dir. Bruno Righi. Com Amanda Papatella, Bruno Righi, Gustavo Andrade O maior vilão das galáxias está vindo à terra para recuperar as joias do infinito. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Sex. (27), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc). Dir. Cristiano Duarte. Com Bárbara Martins, Cleide Matias, Davds Lacerda Um grupo de filhotes reúne para viver grandes aventuras. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Sáb., às 16h30; dom., às 11h. R$ 20 (inteira). Até 29/7.
SOLTANDO OS BICHOS
Dir. Marcus Vinícius Loureiro. Com Alinne Lacerda, Danielle Fortunato, Túlio Temponi Os animais deixam de lado suas desavenças para lutar contra o Bicho-Homem. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 32691166). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.
dança AMAR-TE
Dir. Cassiano Rodrigues Com Interpasso Cia. de Dança Investigação sobre várias situações de amor trazidas à cena. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Ter. (24), às 20h. R$ 20 (postos Sinparc).
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CINEMA PERSONAFILM/DIVULGAÇÃO
Bergman, 100 anos O centenário de um dos grandes nomes da história do cinema não poderia, claro, passar em brancas nuvens. E em meio às várias homenagens mundo afora, BH recebe a mostra “O Lobo à Espreita – Uma Homenagem ao Centenário de Ingmar Bergman”, que programa, no Sesc Palladium, a exibição de nove filmes do diretor sueco (1918-2007) a partir da próxima terça (24). “Bergman realizou mais de 50 filmes. Evidentemente, seria impossível exibir todos, então, optamos por um recorte”, explica o analista em audiovisual do Sesc Marco Aurélio Lopes Fialho, curador da mostra. Títulos icônicos, como “Morangos Silvestres” (1957), “Persona” (1966) ou “Fanny e Alexander” (1982), claro, estão arrolados. “São filmes que falam muito sobre o cineasta. Mas incluímos outros cujo acesso é mais difícil, como ‘Na Presença do Palhaço’ (1997), feito para a TV, na época em que anunciou sua aposentadoria (do cinema)”, prossegue Fialho, lembrando que os longas flagram as influências que conduziam a carreira do icônico regente. “Bergman veio do teatro, foi muiPatrícia Cassese
to influenciado por nomes como (o norueguês Henrik) Ibsen. E isso surge muito forte em sua obra”. REFERÊNCIAS ESCANDINAVAS Por outro lado, o curador pontua: “Muita gente enxerga Bergman como uma pessoa que reproduziu o teatro por meio da sétima arte. Entendo que, no curso dos anos, ele foi diluindo essa influência para se tornar cada vez mais cinematográfico. De todo modo, e mesmo considerando que foi uma figura que influenciou mais do que foi influenciado, sua obra traz mais referências da Escandinávia do que de fora”. Um exemplo seria a influência do cinema de Victor Sjöstrom (1879-1960), a
quem Bergman inclusive convidou para “Morangos Silvestres”. “Ele está ali, fazendo o papel de um professor aposentado, que vai receber um prêmio na universidade onde trabalhou. Sjöstrom foi do cinema mudo e influenciou muito Bergman – tanto que ele tratou de trazê-lo para seu filme, em homenagem”. Outra referência forte foi a do dinamarquês Carl Theodor Dreyer (1889-1968), que dirigiu “Joana D’Arc” (1928), “com muitos closes, que viraram uma marca de Bergman”. Mas Fialho pondera: “No caso do sueco, não era só um close descritivo, mas uma forma especial de revelar mais dos personagens, trazendo à tona sentimentos, emoções”. No rol de influências, o cuSVT DRAMA/DIVULGAÇÃO
A relação entre mãe e filha é a tônica do clássico “Sonata de Outono”, com Liv Ullmann e Ingrid Bergman
rador cita, ainda, a do dramaturgo August Strindberg (1849-1912), “que também soube bem traduzir a angústia do ser humano”. “Assim como ele, Bergman não fugiu dos temas ditos ‘difíceis’, como a angústia perante a morte e mesmo perante a vida, ou a religiosidade, mas uma religiosidade austera – seu pai
era pastor luterano e impingia muitos castigos ao filho”. Fialho lembra que, com o passar dos anos, tornou-se cada vez mais raro encontrar cineastas que se proponham a enfrentar temas tão intrincados. “Se Bergman não foi o mais, foi um dos mais (a fazer isso). Junto a nomes como (Andrei) Tarkovski (1932SVENSK FILMINDUSTRI/DIVULGAÇÃO
1986), figura no seleto time de cineastas reflexivos, que buscavam entender as angústias e as dificuldades do homem – não que não tenha feito comédias. Fez, poucas, mas há até uma insólita, quase rasgada. A nonsense ‘Para Não Falar de Todas Essas Mulheres’ (1964) é um filme totalmente fora da curva em sua trajetória”. Para o curador, numa época “tão superficial, onde tudo é muito célere, e a gente não para refletir sobre questões mais profundas, exibir Bergman e quase uma forma de resistência”. “Apesar de estar na contramão do momento atual, é um convite à reflexão”.
Mostra O Lobo à >Espreita
“Na Presença do Palhaço”: feito por Bergman para a TV
“A Hora do Lobo”: tensões e tormentas em foco, na tela
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). De 24 (terça) a 5 (domingo). Vários horários (confira programação completa em sescmg.com.br). Entrada franca. Retirada de ingressos 30 min. antes da sessão.
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CINEMA CINESANTA FILMES/ DIVULGAÇÃO
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 21 (sábado) e 22 (domingo)
pré-estreias TODO DIA (*) (Every Day, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Michael Sucsy. Com Angourie Rice, Justice Smith, Owen Teague. Rhiannon é uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A”, que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro. BH Shopping 10: 14h50, 17h10 (sessão legendada) Cidade 1: 16h20 Cidade 8: 18h50 Contagem 2: 21h25 Contagem 5: 19h20 Del Rey 4: 16h20 (sessão legendada) Pátio Savassi 8: 16h, 21h50 (*) Sessões dubladas
estreias BERGMAN - 100 ANOS (Bergman - ett år, ett liv, Suécia, 2018, 1h56, 12 anos) Dir. Jane Magnusson. Uma homenagem ao diretor sueco Ingmar Bergman, no ano de seu centésimo aniversário. O cineasta é reconhecido até hoje como um dos precursores do cinema moderno. Belas 2: 17h30, 21h30 Belas 2: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 17h30, 21h30 Ponteio 3: 16h50, 21h15
EGON SCHIELE - MORTE E DONZELA (Egon Schiele, Áustria/ Luxemburgo, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Dieter Berner. Com Noah Saavedra, Maresi Riegner, Valerie Pachner. Egon Schiele é um dos artistas mais provocativos de Viena no início do século XX. Sua vida e obra são impulsionados pelas mulheres que o cercam, mas com seu estilo radical, Egon causa um escândalo na sociedade local. Ponteio Premier: 16h30, 21h10
O ORGULHO (Le Brio, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Yvan Attal. Com Daniel Auteuil, Camélia Jordana, Jean-Baptiste Lafarge. Neila, jovem de origem árabe, confronta-se desde o primeiro dia de aula com seu professor de Direito, Pierre Mazard, conhecido por provocações e comentários racistas, mas que pode ser o mentor de que ela precisa. Belas 2: 14h10, 20h30 Ponteio 2: 14h40, 19h
PRIMAVERA EM CASABLANCA (Razzia, França, 2018, 2h, 14 anos) Dir. Nabil Ayouch. Com Maryam Touzani, Arieh Worthalter, Dounia Binebine. Entre o passado e o presente, cinco destinos estão inconscientemente interligados. Diferentes rostos, diferentes lutas, mas a mesma busca pela liberdade. E o som de uma revolta que cresce. Ponteio 2: 16h40, 21h
UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Betim 2: 13h40, 15h30, 17h20, 21h10 BH Shopping 4: 15h20, 20h BH Shopping 9: 13h50, 16h20, 18h40, 21h20 Big Shopping 3: 15h25, 19h20, 21h10 Boulevard 5: 13h40, 17h30, 19h20, 21h15 Cidade 6: 11h50, 15h30, 17h20, 19h10, 21h10
Cidade 6: 15h30, 17h20, 19h10, 21h10 Contagem 7: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h10 Del Rey 7: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h Del Rey 7: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h, 22h50 Diamond 3: 12h20, 14h50, 17h50, 20h10 Itaú Power 1: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10, 21h10 Minas 6: 13h20, 15h10, 19h30, 21h20 Monte Carmo 2: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Pampulha 4: 13h45, 15h40, 17h30, 19h20, 21h10 Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Partage Shopping Betim 7: 12h50, 15h, 17h10, 19h40, 21h50 Pátio Savassi 2: 14h15, 17h40, 19h45, 22h Pátio Savassi 8: 13h20 Shopping Estação BH 6: 12h30, 14h40, 17h, 19h10, 21h40 Via Shopping 5: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40
TIO DREW (Uncle Drew, EUA, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Charles Stone. Com Kyrie Irving, Lil Rel Howery, Shaquille ONeal. Dax é um grande fã de basquete e coordena seu próprio time amador. Porém, ele perde o controle do grupo e precisa formar uma nova equipe, com a ajuda do Uncle Drew, que está aposentado há anos. BH Shopping 10: 19h40, 22h20
em cartaz 50 SÃO OS NOVOS 30 (Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está muito velha para seu emprego e o marido a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel, que também vive situação parecida. Ponteio 4: 18h50
ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE (Skyscraper, EUA, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Chin Han, Neve Campbell. Will Ford, assessor de segurança do arranha-céu Pérola, é acusado de ter colocado o edifício mais alto do mundo em chamas e inicia uma jornada para limpar seu nome e salvar sua família, presa dentro do prédio. Betim 2: 19h10 (*) Big Shopping 3: 17h20 (*) Boulevard 4: 21h10 Boulevard 5: 15h40 Cidade 3: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Contagem 5: 13h10, 15h15, 17h20, 21h25 (*) Del Rey 2: 23h10 Del Rey 5: 16h30, 21h10 Diamond 4: 16h40, 21h50 Itaú Power 5: 16h45, 21h20 (*) Minas 1: 16h30, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 16h30, 21h (*) Pampulha 2: 19h, 21h05 (*) Paragem 2: 19h Partage Shopping Betim 3: 11h30, 20h Pátio Savassi 1: 14h, 22h10 Ponteio 4: 20h50 Shopping Estação 5: 18h40, 21h (*) Shopping Norte 3: 18h20 (*)
Via Shopping 2: 17h10, 21h15 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 12h50, 17h40, 22h10 Big Shopping 5: 20h40 (*) Pampulha 1: 19h20, 21h25 (*) Shopping Norte 2: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas
BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na região Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Belas 3: 15h50, 20h (sessões vitrine: R$ 12 inteira)
UMA CASA À BEIRA-MAR (La Villa, França, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Robert Guédiguian. Com Ariane Ascaride, Gérard Meylan, Jean-Pierre Darroussin. Três irmãos se reúnem ao redor do leito de morte de seu pai e agora precisam pensar no que será do pequeno paraíso que ele construiu, em torno de um restaurante à beira-mar. Belas 1: 15h50, 21h40 Ponteio 3: 14h30, 19h10
CUSTÓDIA (Jusqu’à la Garde, França, 2018, 1h33, 14 anos) Dir. Xavier Legrand. Com Léa Drucker, Denis Ménochet, Mathilde Auneveux. Miriam e Antoine se divorciaram, e ela pede a custódia exclusiva de seu filho Julien, para protegê-lo de um pai que ela afirma ser violento. Mas a juíza decide a favor da custódia compartilhada. Belas 2: 18h30
DEDO NA FERIDA (Brasil, 2018, 1h30, livre) Dir. Silvio Tendler. O documentário trata do fim do estado de bem-estar social em um cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza a justiça social, fazendo um panorama de como o capital pode influenciar a política e os governos. Belas 3: 14h
DESOBEDIÊNCIA (Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Rachel McAdams. A fotógrafa Ronit retorna para sua comunidade judaica ortodoxa após a morte do pai. Lá, ela recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, atualmente casada com o amigo Dovid. Belas 2: 16h10
HANNAH (Hannah, França/ Bélgica/ Itália, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Andrea Pallaoro. Com Charlotte Rampling, André Wilms, Jean-Michel Balthazar. Hannah é uma mulher que perdeu quase tudo que acreditava ser sua vida e tem que lutar com as consequências da prisão do marido. Belas 1: 14h, 17h50, 19h40
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confron-
de cinema do Festival Território Arte Urbana exibe o 6 Mostra documentário “Batalha do Passinho” (2012), de Emílio Domingos O filme acompanha concursos de dança que ocorreram nas periferias do Rio de Janeiro para eleger o melhor dançarino do “Passinho do Menor” e conta a história dos jovens que desenvolveram a vertente do funk. O documentário também denuncia o assassinato de Gualter Damasceno Rocha, o Gambá “Rei do Passinho”, morto por asfixia e espancamento em 1º de janeiro de 2012. Onde MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza) Quando Dia 26 (quinta), às 19h30 Quanto Entrada gratuita, mediante retirada de ingressos 30 min antes da sessão tado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Betim 3: 21h (*) Big Shopping 2: 13h55 e 18h35 (*) Cidade 5: 13h40, 16h e 20h40 (*) Contagem 3: 13h45(*), 16h10(*), 18h30(*) e 21h10 Del Rey 5: 14h10 e 18h40 Del Rey 5: 14h10, 18h40 e 23h Diamond 4: 14h e 18h50 Itaú Power 4: 13h40, 16h10 e 18h40 (*) Minas 4: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h10
(*) Monte Carmo 6: 13h50, 16h15, 18h40 e 21h10 (*) Pampulha 3: 14h15, 16h35, 18h50 e 21h15 (*) Paragem 2: 21h (*) Ponteio 4: 14h20 Shopping Norte 5: 13h55 e 18h35 (*) Via Shopping 1: 13h40, 16h e 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 12h20(*), 15h e 17h50
Big 1: 16h25 e 21h (*) Boulevard Imax: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 Cidade 5: 18h20 (*) Del Rey 1: 21h (*) Partage Shopping Betim 2: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h Pátio Savassi 3: 12h, 15h, 17h50 e 21h Shopping Norte 1: 16h25 e 21h (*) Estação 2: 14h20, 17h20, 20h e 22h30 (*) (*) Sessões dubladas
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CINEMA HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*)
(Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante que esconde um segredo nada amigável. Betim 1: 15h10, 19h10, 21h10 BH Shopping 5: 12h, 14h20, 16h40, 18h50, 21h10 BH Shopping 5: 14h20, 16h40, 18h50, 21h10 BH Shopping 7: 13h40, 19h20 Big Shopping 4: 14h05 e 16h05 Boulevard 1: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 Boulevard 2: 15h05, 19h05, 21h15 Cidade 2: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Cidade 4: 15h10, 19h10, 21h10 Contagem 1: 15h20, 19h20, 21h20 Contagem 4: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Del Rey 2: 15h10, 19h10, 21h10 Del Rey 6: 13h, 14h50, 16h40, 18h40, 20h40 Diamond 2: 16h, 22h Diamond 6: 15h, 21h Itaú Power 2: 13h, 14h50, 16h40, 21h Itaú Power 6: 15h15, 19h15, 21h15 Minas 2: 15h20, 19h20, 21h20 Minas 5: 13h, 17h30, 19h30 Monte Carmo 4: 16h40, 20h40 Monte Carmo 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Pampulha 5: 13h50, 15h45, 17h40, 19h35, 21h30 Paragem 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Paragem 5: 17h10, 19h10, 21h10 Partage Shopping Betim 4: 12h, 14h10, 16h50, 19h50 Pátio Savassi 7: 11h30, 13h45, 16h20, 19h10 Shopping Estação 5: 12h, 14h, 16h20 Shopping Norte 3: 14h20, 16h20 Via Shopping 2: 13h10, 15h, 19h15 Via Shopping 4: 13h, 19h20, 21h10 Sessões 3D: Betim 1: 13h20, 17h10 BH Shopping 8: 12h, 15h40, 18h, 20h20 Big Shopping 5: 14h30, 16h30, 18h30 Boulevard 2: 13h10, 17h10 Cidade 4: 13h10, 17h10 Contagem 1: 13h20, 17h20 Del Rey 2: 13h10, 17h10 Diamond 2: 13h20, 19h30 Minas 2: 13h20, 17h20 Monte Carmo 4: 14h40, 18h40 Itaú Power 6: 13h15, 17h15 Pampulha 1: 13h35, 15h30, 17h25 Paragem 5: 13h10, 15h10 Partage Shopping Betim 6: 11h40, 13h50, 16h10, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 6: 13h, 15h50, 18h05, 20h50 Shopping Estação 4: 13h, 15h20, 17h40, 20h30
Shopping Norte 2: 14h30, 16h30, 18h30 Via Shopping 4: 17h20 (*) Sessões dubladas
Shopping Estação 3: 13h50, 16h40, 19h30 Shopping Norte 1: 14h, 18h40
OS INCRÍVEIS 2 (*)
(*) Sessões dubladas
(The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 3: 16h, 18h30 BH Shopping 7: 16h10 BH Shopping 7: 22h (sessão legendada) Big Shopping 2: 16h10, 20h50 Big Shopping 4: 18h05 Boulevard 3: 13h40, 16h15, 18h50, 21h20 Boulevard 4: 13h30, 16h, 18h35 Cidade 2: 11h50 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30, 21h Cidade 8: 13h50, 16h20, 20h50 Contagem 2: 14h, 16h30, 19h Contagem 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 1: 13h30, 16h Del Rey 3: 13h20, 15h50, 18h20, 21h Diamond 1: 12h40 Diamond 5: 14h35, 20h30 Itaú Power 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Itaú Power 5: 18h50 Minas 1: 18h40 Minas 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 6: 17h Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h45, 21h15 Pampulha 2: 14h10, 16h35 Pampulha 6: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 Paragem 1: 13h30, 16h10, 18h40, 21h10 Paragem 2: 14h, 16h30 Partage Shopping Betim 5: 11h50, 14h35, 17h20, 20h30 Pátio Savassi 4: 11h50, 14h35, 17h20 Pátio Savassi 4: 20h30 (sessão legendada) Shopping Estação 1: 12h50, 15h40 Shopping Norte 5: 16h10, 20h50 Via Shopping 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Via Shopping 4: 15h Sessões 3D: BH Shopping 2: 12h40, 15h30, 18h30, 21h30 BH Shopping 3: 11h50, 14h35, 17h20, 20h30 Big 1: 14h e 18h40 Del Rey 1: 18h30 Diamond 1: 21h30 Diamond 1: 15h30 e 18h30 Diamond 5: 11h50 e 17h20 Itaú Power 5: 14h15 Minas 1: 14h Partage Shopping Betim 1: 12h40, 15h30, 18h30, 21h30 Pátio Savassi 5: 12h40, 15h30, 18h30, 21h30 Ponteio Premier: 13h50, 18h40
JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO
(Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar., onde os dinossauros vivem livremente. Claire e Owen decidem retornar à ilha para salvar os animais. BH Shopping 6: 14h(*), 16h50(*), 19h50 Big Shopping 4: 20h30 (*) Boulevard 1: 21h20 Cidade 1: 13h50, 18h20, 20h50 (*) Contagem 8: 13h50, 16h10, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 4: 13h50, 18h30, 20h50 (*) Del Rey 4: 13h50, 18h30, 20h50, 23h10 (*) Itaú Power 2: 18h30 (*) Itaú Power 4: 21h10 (*) Minas 5: 15h e 21h30 (*) Monte Carmo 1: 14h, 18h30 (*) Partage Shopping Betim 3: 14h, 17h (*) Pátio Savassi 1: 16h30(*), 19h20 Shopping Estação 1: 18h20, 21h20 (*) Shopping Norte 3: 20h30 (*) Via Shopping 1: 18h30 (*) Sessão 3D: Diamond 6: 12h e 18h (*) (*) Sessões dubladas
MULHERES ALTERADAS
(Brasil, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Pinheiro. Com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi. Keka enfrenta uma crise no casamento, Marinati é uma workaholic e se apaixona, Leandra se sente insegura pelo fato de ainda não ter constituído uma família, e Sônia está cansada da rotina doméstica, sonhando com a época em que era solteira. Cidade 6: 13h40
OITO MULHERES E UM SEGREDO
(Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. BH Shopping 6: 11h35 Pátio Savassi 8: 18h50 Ponteio 4: 16h40
mostras VINGANÇA NERD (*) Neste sábado (21) 16h “Tron - Uma Odisséia Eletrônica” (EUA-Taiwan, 1982, 1h36) Dir. Steven Lisberger 18h “Akira” (JAP, 1988, 2h04) Dir. Katsuhiro Otomo 20h15 “Blade Runner – O Caçador de Andróides” (EUA, 1982, 1h57) Dir. Ridley Scott Domingo (22) 16h “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”, (EUA, 1981, 1h55) Dir. Steven Spielberg 18h15 “Indiana Jones e o Templo da Perdição” (EUA, 1984, 1h58) Dir. Steven Spielberg 20h30 “Indiana Jones a Última Cruzada” (EUA, 1989, 2h07) Dir. Steven Spielberg Segunda-feira (23) 15h “Fuga de Nova York” (EUA, 1981, 1h39) Dir. John Carpenter 17h “S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço” (EUA, 1987, 1h36) Dir. Mel Brooks 19h “Mad Max 2 - A Caçada Continua” (EUA, 1981, 1h31) Dir. George Miller Terça-feira (24) 15h “Os Goonies” (EUA, 1985, 1h54) Dir. Richard Donner 17h15 “Conta Comigo” (EUA, 1986, 1h25) Dir. Rob Reiner 19h15 “Mulher Nota 1000” (EUA, 1985, 1h34) Dir. John Hughes 21h “A Vingança dos Nerds” (EUA, 1984, 1h30) Dir. Jeff Kanew Quarta-feira (25) 15h “Duro de Matar” (EUA, 1988, 2h10) Dir. John McTiernan 17h30 “Stallone Cobra” (EUA, 1986, 1h27) Dir. George P. Cosmatos 19h15 “O Predador” (EUA, 1987, 1h47) Dir. John McTiernan 21h15 “O Exterminador do Futuro” (EUA, 1984, 1h48) Dir. James Cameron Quinta-feira (26) 15h “Robocop - O Policial do Futuro” (EUA, 1987, 1h42) Dir. Paul Verhoeven 17h “Barbarella” (FRA-ITA, 1968, 1h38) Dir. Roger Vadim. Sessão comentada pela pesquisadora e crítica Yasmine
Evaristo 19h30 “Elvira, Rainha das Trevas”, (EUA, 1988, 1h36) Dir. James Signorelli 21h15 “Os Fantasmas se Divertem” (EUA, 1988, 1h32) Dir. Tim Burton
Sexta-feira (27) 20h “Persona” (SUE, 1966, 1h25)
Sexta-feira (27) 15h “De Volta para o Futuro” (EUA, 1985, 1h56) Dir. Robert Zemeckis 17h15 “De Volta para o Futuro 2” (EUA, 1989, 1h48) Dir. Robert Zemeckis 19h15 “De Volta Para o Futuro 3” (EUA, 1990, 1h58) Dir. Robert Zemeckis 21h30 “Matrix” (EUA, 1999, 2h16) Dir. Lilly Wachowski, Lana Wachowski 0h “Jurassic Park - O Parque dos Dinossauros” (EUA, 1993, 2h07) Dir. Steven Spielberg 2h30 “Jornada nas Estrelas I – O filme” (EUA, 1979, 2h17) Dir. Nicholas Meyer 4h “Jornada nas Estrelas II – A Ira de Khan” (EUA, 1982, 1h52) Dir. Nicholas Meyer 6h Café da Manhã Nerd 6 6h30 “Jornada nas Estrelas III – À Procura de Spock” (EUA, 1984, 1h45) Dir. Leonard Nimoy 8h30 “Jornada nas Estrelas IV - A Volta para Casa” (EUA, 1986, 1h52) Dir. Leonard Nimoy (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 min antes da sessão
SESSÃO INFANTIL (*)
O LOBO NA ESPREITA (*)
Mostra faz homenagem ao cineasta Ingmar Bergman Terça-feira (24) 20h “O Sétimo Selo” (SUE, 1957, 1h36) Quarta-feira (25) 20h “Morangos Silvestres” (SUE, 1957, 1h31)
(*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Neste sábado (21) 17h “Piratas Pirados” (EUA, GBR, 2012, 1h28) Dir. Peter Lord e Jeff Newitt
FACES DA JUVENTUDE (*) Neste sábado (21) 19h “Meninas” (BRA, 2006, 1h11) Dir. Sandra Werneck
Domingo (22) 17h “À Deriva” (BRA, 2009, 1h40) Dir. Heitor Dhalia 19h “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias” (BRA, 2006, 1h40) Dir. Cao Hamburguer
MOSTRA TAU (*) Terça-feira (24) 19h30 “Residência Sarandira” (BRA, 2018, 28 min) Dir. Fernando Biagioni Quarta-feira (25) 19h30 “Do Outro Lado do Muro” (BRA, 2010, 20 min) Dir. Marcio Rodrigues da Silva Quinta-feira (26) 19h30 “A Batalha do Passinho” (BRA, 2013, 1h12) Dir. Emílio Domingos Sexta-feira (27) 19h30 Sessão Especial (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão NBC PRODUCTIONS/DIVULGAÇÃO
Mostra Vingança Nerd exibe ‘Elvira, Rainha das Trevas’, na próxima quinta (26)
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estilo INCENTIVO >Crianças estão inspiradas a assumir as suas madeixas como elas são naturalmente
Cachinhos com representatividade Valorizar a beleza natural durante a infância, incentivando a criança a gostar do próprio cabelo, pode, sim, resultar em adultos com autoestima elevada. É o que faz a estilista Bruna França com a filha, Maria Antônia, de 6 anos: a valorização do cabelo cacheado é parte da rotina da garota desde cedo “Ela é uma criança que sabe suas raízes e quem ela é. Ela é negra – e gosta muito de seu cabelo”, conta. “Durante muitos anos, lembra Bruna, o cabelo crespo foi rejeitado. “Mas é preciso respeitar o espaço do outro e o jeito que ele quer se mostrar ao mundo”, esclarece. Na semana passada, o caso da garota Izabella, ou simplesmente Bella, de 8 anos, repercutiu em todo o Brasil. A menina de Governador Valadares teve o cabelo cortado e alisado contra sua vontade pela madrasta. A mãe da garota, a mineira Fernanda Thaysa, usou as redes sociais para reverberar sua indignação. Felizmente, a história teve um desfecho feliz e a garota, com ajuda de profissionais, teve a Lorena K. Martins
beleza natural de seus fios de volta na semana passada. No final de uma das gravações postadas pela mãe, a pequena aparece feliz por ter recuperados seus cachos. O episódio também chocou Bruna. “A madrasta não respeitou a vontade da menina de manter o cabelo daquele jeito, cacheado. O adulto acha que a criança não tem voz. Eu dou pra minha filha o espaço para ela ser o que ela quiser”, opina ela, que reconhece o fortalecimento das ideias que quebram os padrões de estética e colocam em evidência os cabelos cacheados e crespos. Mc Soffia, uma rapper de 13 anos, é uma das porta-vozes desse movimento ao cantar músicas que falam com propriedade sobre representatividade e convidam crianças negras a aceitarem seu cabelo. A atriz Samara Felippo, mãe de duas filhas cacheadas, Alícia e Lara, também usa suas redes sociais para falar da importância de despertar nas crianças o amor por seus cabelos – inclusive, foi uma das
apoiadoras no caso da garotinha Bella. No ano passado, uma das filhas da atriz sofreu de uma “crise de aceitação”, o que fez a atriz pesquisar informações sobre o assunto. “Quero que ela se ame, se aceite e saiba cuidar de seus cachos maravilhosos. E cresça ajudando a empoderar cada nova cacheada”, disse Samara em sua conta no Instagram. Quem compartilha da mesma opinião de Bruna é a psicóloga Lenir Souza. Para ela, a criança deve ter o direito de escolher como quer usar os cabelos e se mostrar ao mundo. “Claro que os pais e
responsáveis precisam entender que esse direito passa por uma série de critérios. Não tem que fazer alterações no visual para atender as outras pessoas”, disse. Lucia Santana, coordenadora técnica das cabeleireiras do Beleza Natural, rede especializada em cabelos crespos e cacheados, explica que existe uma espécie de falácia de que esses tipos de fios são difíceis de cuidar – e, por isso, o alisamento viria como um alento, para facilitar a rotina de cuidados. “Em geral, o primeiro pensamento na cabeça de uma mãe de criança com cabelo crespo, para facilitar o dia a dia, é alisar. Mais tarde, quando começam a aparecer os danos e a diferença de textura quando cresce ou o cabelo começa a ficar fraco e quebradiço, bate o arrependimento na mãe, e ela se vê desesperada, sem saber como cuidar da recuperação dos fios da filha”, exemplifica Lucia. CUIDADOS Assim como o cabelo de Bella, que surgiu com as madeixas mais curtas, o corte duran-
REPRODUÇÃO/FACEBOOK/CREUZAATELIE
INSTAGRAM @MCSOFFIA/REPRODUÇÃO
INSTAGRAM @MAEDEBOLINHA/REPRODUÇÃO
te o processo de recuperação se faz necessário para tirar as partes com químicas alisantes e deixar apenas a parte natural, da raiz, que não foi danificada. “Na maioria das vezes, a criança não está preparada para um corte radical”, disse Lucia. Entre as técnicas para passar pelo processo da melhor forma possível, o mais recomendado é modelar a parte alisada para se igualar à natural. “Esse recurso de texturização disfarça a parte alisada e ameniza esse caso. Também é mais fácil de ‘brincar’ com penteados diferentes a cada dia, pois é algo que as meninas gostam e que mexe com a vaidade e autoestima delas”, acredita. O dermatologista Damiê De Villa, do centro médico e spa Kurotel, também alerta sobre os perigos de procedimentos químicos nas crianças. “A pele do couro cabeludo delas é muito mais fina e, consequentemente, mais sensível que a dos adultos. Além disso, os produtos aplicados na cabeça das crianças normalmente têm maior absorção, podendo levar a consequências mais danosas”, assegura.
Com apenas 6 anos de idade, Maria Antônia adora exibir seus fios naturais e compartilha – por meio da mãe, Bruna França – imagens inspiradoras de penteados. Confira no Instagram @maedebolinha
Do alto de seus 13 anos, a rapper MC Soffia inspira outras crianças negras a terem orgulho de seus cabelos
Bella, de 8 anos, teve seu cabelo cortado e alisado pela madrasta – com o consentimento do pai, mas não da mãe. Depois do episódio, conseguiu recuperar seus cachinhos e agora inspira outras crianças na web
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estilo
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O ativador dá maciez e movimento aos cachos, R$ 27,90, O Boticário
Cuidados.
Produtos.
Para tratar o cabelo e fazer com que ele cresça saudável, é necessário realizar hidratações, higienização e o uso diário de leave-in, para estimular a ondulação dos fios das crianças. “O processo é: lavagem e hidratação duas vezes por semana e tirar o excesso de água com a toalha sem esfregar”, explica Lucia Santana, coordenadora técnica das cabeleireiras do Beleza Natural.
Os cuidados devem ser diários e redobrados, e é extremamente importante o uso de produtos como xampu, condicionador e creme para pentear com ativos específicos para cabelos cacheados e de uso infantil (veja a seleção de cosméticos ao lado).
Dicas e vitrine de cosméticos infantis para cuidar dos fios cacheados e crespos
FOTOS DIVULGAÇÃO MARCAS
Finalizador para cachos hidratados e definidos, R$ 15,20, Natura
Creme para pentear deixa os fios sem frizz, R$ 14,90, Salon Line
Espuminha para dar um up no creme hidratante, R$ 12, Aspa
Xampu evita a formação de nós e ajuda a controlar o volume, R$ 21,10, Bio Extratus
Kit de xampu e condicionador dá maciez e brilho, R$ 11,13, Novex
Recuperação. Se o cabelo da criança sofreu algum procedimento químico que possa alterar a estrutura dos fios, o ideal é cuidar para a recuperação. A estrutura dos cabelos cacheados é levemente mais frágil do que a dos cabelos lisos, portanto, requer ainda mais cuidados. “Use apenas produtos que recuperem as cutículas, como máscaras regeneradoras com queratina ou outros elementos que servem para deixar os fios mais resistentes”, opina o dermatologista Valcinir Bedin, da Sociedade Brasileira de Dermatologia Clínico Cirúrgica.
Conheça alguns perfis inspiradores de crianças crespas e cacheadas para seguir no Instagram FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Com um Instagram cheio de fotos de looks e penteados estilosos, as gêmeas norte-americanas Ava e Alexis McClure (@mccluretwins) somam mais de 1 milhão de seguidores Ana Beatriz (@anabeatriz_diva) só tem 8 aninhos e ostenta seus cachinhos com orgulhos. Não poderia ser diferente – afinal, Ana é filha da blogueira Luany Cristina (@diivadoblack), uma das embaixadoras na internet dos fios livres
“Meu cabelo não é duro – ele é crespo e muito lindo”, canta Elis Mc (@elismc_oficial), em uma de suas canções. A jovem de apenas 7 anos faz sucesso cantando músicas contra o racismo
Zuri (@____zuri) é a prova viva de que tamanho não é documento. A modelo mirim compartilha looks estilosos e vários penteados para inspirar
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Agora eu vou! HÉLVIO
S
abe aquela minha empolgação no início do ano para voltar à malhação, corrida, pilates e o escambau?
Pois é, acabou. Matriculei-me na academia três vezes por semana, com direito a caminhadas matinais, tênis novos e aquela sensação gostosa de começo de namoro, quando já acordamos alegres e dispostos. No espelho, pura cara de felicidade, “agora eu vou!”, as endorfinas nos tirando cedo da cama! Você no espelhão, se achando esportiva, linda e magra, até começar a sessão de abdominais e aparelhos maçantes, com o personal insistindo em aumentar o peso até suas pernas não aguentarem mais. – Se não sentir dor, é porque o exercício não está surtindo efeito – diz uma amiga entendida nessas coisas. E eu lá, enferrujadíssima, sendo desenferrujada na marra. “Aguenta firme!”, digo pro espelho, já de volta a casa. Suada, descabelada, dolorida e esfomeada. Será que aguento mesmo? Aí chegou o inverno, meio fajuto, concordo, mas inverno. Aquela época do ano em que dá vontade de ficar mais meia horinha na cama, debaixo da coberta, pensando na programação do dia e aguardando o raio do despertador dar o segundo alerta, aquele que diz: “Agora chega! Anda logo, que você vai se atrasar!” E, em vez de andar, a gente corre, porque, afinal, nossa vida e nossa agenda demandam corridas constantes. Não as dos fins de semana, com training e bonezinho, nem aquelas chatíssimas nas esteiras (que acabam virando cabides), mas corridas que se iniciam em casa: tomar banho, lavar o cabelo, secar mais ou menos, trocar de roupa (já separada no
dia anterior), tomar café folheando o jornal, comentando as notícias com a família, que também já está correndo, beijinhos de despedida e tchau, tchau! Do lado de fora, gente se exercitando, caminhando, pedalando, enquanto eu, de dentro do carro, escuto as notícias cabulosas da política na rádio Super Notícia. Nas ruas congestionadas, o caos me espera. E me vejo xingando sozinha: “Quem me mandou largar a academia? Quem mandou marcar compromissos no mesmo horá-
rio da dita? Quem me mandou fazer matrícula somente para um mês e ainda por cima arrumar desculpas esfarrapadas para não ir? Quem mandou ser preguiçosa, odiar abdominais, achar que meia hora de esteira é uma eternidade e o personal, um torturador? Pois é, assumo que minha tentativa fitness foi um fracasso. Mas não é a primeira vez nem será a última que o meu namoro com a academia termina abruptamente. Faltou química (ou “física”), sei lá. Sempre foi assim, não sei por
que ainda insisto. Nesta semana recomecei o pilates, que já fiz por dois anos consecutivos. Uau! Se eu dissesse que sou apaixonaaaada por aqueles alongamentos, elásticos, bolas gigantes e estiramentos musculares, estaria mentindo. Trata-se de um namoro menos conturbado, menos “dolorido”, mais equilibrado, mais zen. Até renovei meu guarda-roupas com meinhas próprias para a atividade. A professora, um doce de pessoa, vai ter de ter paciência. Ando enferrujadíssima ultima-
mente. Não adianta me mandar esticar a perna até Marte, porque mal mal ela chega à lua. Aliás, ela é super de lua! Tem dia que vai, tem dia que não vai. Que nem eu. Mas dessa vez será diferente! Bola pra frente, menina! (Adorei esse “menina”!). E, por falar em bola, estava vibrando com as zebras da Copa. Tenho uma amiga entusiasmada que assistia a todos os jogos e me ligava contando as novidades. – Laurinha, vamos jogar com o Japão! Eles estão ganhando de 2 a 0 da Bélgica! Você acredita? – O quê? Jura? – perguntei achando graça. Daí a pouco ela mandou uma mensagem: a Bélgica virou. Ganhou de 3 a 2. Pois é; zebra assim também era querer demais, pensei cá com meus botões. E, aos trancos e barrancos, lá fomos nós. Até cair, com Neymar e tudo, frente à própria Bélgica. Voltando ao pilates, outro dia descobri com uma fisioterapeuta que minha coluna é meio torta. Ela até falou o nome da encrenca, mas esqueci. E ainda disse com convicção: – Você deveria fazer RPG ou Gyrotonic. – Gyro o quê??? – Já perguntei desconfiada. – Pelo amor de Deus, não me complica a vida. Deixa a coluna quieta no lugar. Nasci assim, deixa ela aí. – O problema é esse, Laurinha, com o tempo a coisa pode piorar, aí vêm a dor, a artrose, a... – Não, não e não!!! Uma coisa de cada vez. Primeiro eu desenferrujo, depois eu penso no resto. E, com a cara mais boa do mundo, mostro a ela a minha nova meinha colorida de pilates, que, se Deus quiser estreio nesta semana. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO