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Pampulha - sábado, 12.11.2016

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turismo

almanaque

PORTO DE GALINHAS É UM DESTINO ÚNICO QUE VALE UMA VISITA O ANO TODO ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 9

LAURA MEDIOLI E FERNANDO FABBRINI LANÇAM LIVRO ... Página 16

estilo

TURBANTES, LENÇOS E BANDANAS EM ALTA ... Páginas 29 e 30

direção

SUVS E COMPACTOS SÃO AS GRANDES NOVIDADES NO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE SP ... Caderno Super Motor. Páginas 16 a 19

LINCON ZARBIETTI

pampulha 12 a 18 de novembro de 2016 ANO XXVII número 1372 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

BRUNA BRANDÃO/DIVULGAÇÃO

Momento do duelo de vogue realizado na edição do ano passado do BH Vogue Fever

Cidade sedia evento internacional e se consolida como referência nacional e latino-americana no estilo de dança

BH, CAPITAL DO VOGUE


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opinião

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VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

Brinquedos e mimos atraem novos talentos

Moro e 2018

MOISES SILVA

M

uitos são os que arris- atrás de Fernando Pimentel, que liquidou a cam previsões eleito- fatura no primeiro turno. rais para 2018, mas De lá pra cá, Aécio se distanciou de Micreio que nenhuma nas, acionando de longe seus generais na delas tem lastro de frente de batalha. confiabilidade. A LaO PSDB aumentou o controle de municíva Jato ainda tem um pios em Minas. No entanto, eles são de relaano para funcionar e redesenhar o quadro tiva importância. Faltou o principal: aquenacional. le tido como o mais expressivo reduto tucaAgora, no centro das atenções está a de- no, Belo Horizonte, cidade que deu a Aécio finição interna do PSDB, que será uma lon- ampla margem em 2014. BH, que represenga e pouco atraente novela, provavelmente ta R$ 9 bilhões de Orçamento e acolhe o jogada mais debaixo que por cima do pano. que de mais relevante tem no Estado, não Aécio, Alckmin ou Serra? Os três têm ra- perdeu e ainda deixou os destroços de zões e potencial, os três já disputaram e per- alianças que se perderam. deram a Presidência. A ambição deles pareAlckmin vem aí com tudo. A pretexto de ce maior que a capacidade de conciliar-se. um evento de marginal importância, anunPor sua vez, FHC perdeu com os anos o pe- ciou sua primeira visita a BH para amanhã, so que tinha. Ganhar a disputa no recinto segunda-feira. O que se entende desse gestucano não significa poder contar integral- to é a procura não só de visibilidade, como mente com o apoio dos vencidos, como Aé- de alianças no Estado, aproveitando-se do cio teve, excepcionalmente, em 2014. Pro- desgaste provocado pela “dura e baixa” vavelmente, não o terá mais. campanha que marcou BH. No passado, aos Sabem todos os candidacandidatos de São Pautos a presidente que Minas Aécio, Alckmin lo faltaram os votos em Gerais é o cerne da questão, ou Serra? Os Minas que sobraram tanto por sua centralidade para Lula e Dilma, e a por sua tradição. três têm razões como Aécio e Anastasia para Quem ganha aqui sai para e potencial, governador. Mesmo receber a faixa no Planalto. quando o candidato esPor outro lado, Aécio os três já colhido foi Aécio, este tem, a favor, a presença e o arrancou o apoio de disputaram e trânsito privilegiado no ConSão Paulo, mas inespegresso com sua incrível e perderam a radamente saiu machucomprovada capacidade de cado de Minas. aglutinação política. Presidência Alckmin tem fortes Porém, o Brasil de 2018 motivos, neste momento, para ser o escolhi- certamente não será o Brasil de agora. do, principalmente pela força eleitoral esAs delações premiadas de duas embanjada em outubro com o estreante João preiteiras, onipresentes e ex-financiadoDoria no primeiro turno e com a onda ‘al- ras de todas as campanhas, Odebrecht e quimista’ que o consagrou como o maior Andrade Gutierrez, ainda não caíram no vencedor do país. mundo político. Com previsão de serem Aécio, mais uma vez, num momento um meteorito que encerra uma era juráscrucial e, ainda, em sua terra, sofreu o ma- sica, imprevisíveis são as consequências logro com o experiente João Leite, vencido daquele que é o maior caso de corrupção pelo estreante nanico Alexandre Kalil. sistêmica do planeta. Atingirá sem dúviO resultado em BH repetiu a infelicida- da dezenas de senadores, ministros e gode de 2014, quando Aécio perdeu em Mi- vernadores, mais centenas de parlamennas por 550 mil votos contra Dilma Rousse- tares e figuras de proa. Resta saber quem ff, contrariando as previsões de uma vitó- sobreviverá e terá condições de disputar ria de até 3 milhões de votos, no Estado cargos em 2018. que governou por oito anos e que o escoAgora, mais que previsões, o que vale é lheu como senador. adivinhar os sobreviventes da Lava Jato de Também Pimenta da Veiga caiu contra Sergio Moro – figura que concentra um poo PT, partido que não conhecia vitórias no der determinante, mais que o Congresso Estado, por mais de 1 milhão de votos, Nacional inteiro e todos os partidos juntos.

atrair e manter o 6 Como profissional que faz parte de uma geração conectada, inquieta e exigente? A julgar por vagas de emprego anunciadas em sites, pode-se dizer que é oferecendo o que eles gostam: videogames, sinuca, salão de beleza, acupuntura, massagem, chocolate, suco, refrigerante e até cerveja à vontade. Esses são alguns atrativos que as empresas, na maioria de tecnologia, divulgam hoje em seus anúncios de vagas de emprego, junto com benefícios tradicionais, como vale-alimentação e assistência médica. Leia mais em nosso site! JOÃO GODINHO

Rede social DE SIMPLES HOBBY A PROFISSÃO Usuários de redes sociais deixam de produzir vídeos amadores e se destacam em plataformas digitais, como o YouTube, compondo uma geração de influenciadores digitais que transformaram um passatempo em profissão. Confira em nosso site, quem são esses brasileiros que são sucesso dentro e fora das redes sociais.

Gel promete tratar cáries sem dor e sem usar o motorzinho nova tecnologia tem tudo para ser a alegria de quem aguarda 6 Uma na antessala do dentista. Um gel que está chegando ao mercado brasileiro promete tratar as cáries com um método indolor, rápido e dispensando – ou reduzindo – o uso do temido motorzinho do dentista. O gel, desenvolvido na Argentina, é aplicado sobre o dente cariado. Depois de dois minutos, o dentista já consegue retirar tanto o gel como a cárie com o auxílio de uma ferramenta chamada “colher de dentista”. O procedimento é indolor, portanto, dispensa o uso de anestesia. Leia mais em nosso site!

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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PIONEIRA> Uma das cenas mais movimentadas do Brasil, BH se consolida como a capital do vogue GLAYDSON OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Jessica Se você proAlmeida curar, vai encontrá-lo em vários lugares ao seu redor: de videoclipes de música pop às cerimônias de abertura e encerramento das Olimpíadas do Rio, passando até por propagandas de desodorante masculino (leia mais na página 4). Mas ele está ainda mais perto. O vogue – estilo de dança caracterizado por braços ágeis que fazem linhas marcadas, ângulos precisos e movimentos velozes – está crescendo no mundo inteiro e encontrou em Belo Horizonte um polo para sua expansão, tanto no Brasil quanto na América Latina. Pioneira na realização regular de batalhas do estilo com o duelo de vogue da já tradicional festa Dengue, realizada mensalmente desde o fim de 2013, a cidade vive um momento de efervescência dessa cultura com a segunda edição do BH Vogue Fever, na próxima semana (entre os dias 17 e 19). O festival promove workshops com referências internacionais da modalidade de dança e encerra com um grande “baile”, nos moldes dos que acontecem em Nova York, berço da expressão. A primeira vez que o mundo ouviu falar do vogue enquanto expressão foi em 1990, quando Madonna apresentou o movimento na música homônima. “Fale ‘vogue’ em alguma balada e qualquer um vai colocar as duas mãos espalmadas ao lado do rosto, no gesto característico do videoclipe”, observa o jornalista Pedro Nogueira, 28, um dos editores do site BH is Voguing, que reúne informações sobre o assunto aqui, no Brasil e no mundo. Masa origem é muito anterior a isso, remonta à época em que ser homossexual era crime nos Estados Unidos. Nos anos 1940, homens gays presos tinham como única fonte de entretenimento revistas de moda como a “Vogue”, e começaram a imitar as poses das modelos. “Dentro das prisões, sabemos que já havia batalhas de pose, mas mais tarde, nos anos 1970, essa prática foi incorporada à ‘ballroom scene’, uma subcultura LGBT na qual as pessoas de diferentes ‘houses’, como são chamados os grupos em que se reúnem como uma família, competem por troféus e prêmios em eventos chamados ‘balls’, ou bailes”, explica Tetê Moreira, 25, integrante do trio Lipstick, de dançarinas especialistas em vogue. Desde que Madonna atraiu os holofotes para a prática e também graças à realização do documentário “Paris is Burning” (1990), de Jennie Livingston, que evidencia a “bal-

minhar juntos e o trio se tornou jurado e atração da competição. De lá para cá, além da festa mensal, o duelo já foi realizado na Virada Cultural da cidade, no encerramento da edição deste ano do FIT e em parceria com o Duelo de MCs, além de, mais recentemente, na programação do festival Coquetel Molotov, tanto na edição de Belo Horizonte, quanto na do Recife, sem contar intercâmbios com eventos no Rio de Janeiro e em Brasília.

Parceria O norte-americano Archie Burnett, que retorna a BH, e suas afilhadas do trio Lipstick

Batalha de poses room scene” nos anos 1980, que o vogue vem ganhando o mundo – e isso vem acontecendo com mais intensidade nos últimos anos. Países como França e Rússia já têm cenas bastante estabelecidas nesse sentido. Itália, Japão, Holanda, Estônia, Ucrânia e República Tcheca também vêm se fortalecendo. CHEGADA A BH Em BH, o movimento começou quando o trio Lipstick, até então o único grupo do Brasil a estudar a modalidade, participou de um concurso de “dança no salto” no programa TV Xuxa,

em 2012. Lá, elas conheceram o nova-iorquino Archie Burnett, 57, professor e dançarino que vivenciou a explosão do estilo na cena underground da cidade. Jurado da competição, ele se revoltou com o fato de elas não terem vencido, e começaram ali uma parceria. “Ele achou um absurdo, ficou indignado, e nos disse: ‘meninas, o que eu puder fazer para ajudar o trabalho de vocês eu farei. Sou seu padrinho’”, conta Tetê. No início do ano passado, o trio passou um período em Nova York fazendo

uma residência artística e vivenciando a “ballroom scene”, como é chamado o conjunto de festas no qual as disputas da dança acontecem. Na ocasião, foram hospedadas pelo próprio Archie. Nesse meio tempo, o diretor e coreógrafo Guilherme Morais, 32, criou a festa Dengue e encontrou, nela, uma oportunidade para experimentar a proposta de promover um duelo de vogue na cidade, desejo que alimentava desde 2011, quando morou na Argentina e conheceu a dança e a cultura em que está

inserida. “Eu comecei a procurar pessoas que poderiam dançar. Encontrei algumas e as meninas do Lipstick. A Tetê, inclusive, foi a primeira vencedora”, conta. “Foi um acontecimento, uma coisa impressionante, com grande poder de liberação e libertação, algo que me interessa muito como performer. Decidi que tinha que manter aquilo porque, enquanto produtor de dança contemporânea e improviso, vi que ali havia uma coisa muito viva”. Dali em diante, Dengue e Lipstick começaram a ca-

ATRAÇÕES INTERNACIONAIS Lasseindra Ninja Nascido no sul da França, Xavier Barthelemi tem 30 anos e é responsável pela criação da cena de Vogue de Paris. Se apresenta no vogue como Lasseindra, membro da House of Ninja, de Nova York, onde conheceu a dança aos 15 anos. Protagoniza a batalha de vogue mais vista do Youtube, contra Inxi Moon, com cerca de 3 milhões de visualizações.

FREDERIC NAUCZYCIEL/DIVULGAÇÃO

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INTERNACIONAL No ano passado, a primeira edição do BH Vogue Fever, organizado pelo trio, além de trazer Archie Burnett pela primeira vez à capital, atraiu dançarinos de várias partes do Brasil. Houve também quem viesse do Chile, como foi o caso da chef de cozinha Martha Keller, 30, que na arena assume a personagem Tofu Quing. “Nós seguimos dançarinos que admiramos pelas redes sociais para ver fotos e vídeos de suas apresentações e assim aprender e nos nutrirmos da cultura. Foi como conhecemos o trabalho do trio Lipstick”, conta. “Eu e os membros da minha house queríamos tomar aulas com professores estrangeiros e naquele momento era quase impossível que viessem a Santiago, então decidimos ir ao BH Vogue Fever”. Depois de virem aqui, a “House of Keller”, da qual Martha faz parte, organizou o primeiro baile do Chile. “Conhecemos gente que gostava das coisas que aqui no Chile ninguém compreendia além de nós. Mesmo falando uma língua diferente da de vocês nós falávamos o idioma do vogue, que é universal”, diz. “Isso nos fortaleceu porque levamos tudo que havíamos aprendido para compartilhar com a galera daqui. Já organizamos vários bailes depois, vamos voltar este ano e sonhamos com o dia que nossos amigos brasileiros virão dançar com a gente”.

II BH VOGUE FEVER Dashaun Wesley Um dos dançarinos de vogue mais famosos da atualidade, foi alçado à popularidade internacional depois de sua participação no programa “America’s Best Dance Crew”, da MTV. Participou também do corpo de baile da recém-terminada turnê ANTi, da cantora Rihanna. É famoso também como ‘commentator’, aquele que faz as rimas enquanto a batalha acontece e o fará em BH.

BH IS VOGUING/DIVULGAÇÃO

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Workshops com Archie Burnett, Lasseindra Ninja e Dashaun Wesley. Qui. (17), das 19h às 22h15; sex. (18), das 15h às 18h30; e sáb., das 9h30 às 13h. R$ 370 (pacote, lote 2), R$ 200 (dia avulso). Academia A2 (r. Guaicuí, 660, Luxemburgo). Festa Zodiac Ball. Sáb. (19), às 22h. R$ 30. (r. Ituiutaba, 339, Prado). Mais informações: www.bhisvoguing.com/ voguefever


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RESISTÊNCIA> Mais do que uma forma de diversão, dança é maneira de excluídos se afirmarem

Muito além de movimentos BRUNA BRANDÃO/DIVULGAÇÃO

Jessica Mais do que Almeida uma modalidade de dança, o vogue é uma forma de resistência. As pessoas envolvidas com sua criação viviam à margem da sociedade. Eram, na maioria, gays ou transexuais, negros e latinos. Por isso, seus locais de sociabilidade eram bastante restritos, e os espaços da “ballroom scene” novaiorquina eram os únicos em que eles podiam existir livremente. É por isso que o fato de Belo Horizonte absorver uma cultura como essa representa mais do que pode parecer. “Acho fantástico que isso aconteça logo no nosso Estado, terra da ‘tradicional família mineira’, onde ainda há muito conservadorismo. Porque o vogue é esse berro, essa vontade de se expressar e de exigir respeito”, afirma Tetê Moreira, dançarina do trio Lipstick. Por conta disso, a dança se apresenta como uma manifestação inclusiva, como explica a professora de dança do departamento de educação física da UFMG Isabel Coimbra. “Ela trabalha com a autoafirmação, porque não está preocupada com tipo físico, etnia, questões de gênero. Cabem o gordo e o magro, o negro e o branco, o gay e o hétero”, diz. “Me lembra muito o que disse o filósofo Roger Garaudy, sobre a dança ser um estilo de vida, um modo de viver”. Na medida em que as pessoas podem simplesmente ser o que são, a professora acrescenta, há espaço também para o exagero. “É como se o raciocínio fosse ‘eu posso ser isso, então, serei mais ainda’. Daí surgem os movimentos exagerados com os braços, os tombos, e isso acaba fazendo com que eles desenvolvam muito as técnicas corporais, que são necessárias pra que os dançarinos se joguem no chão sem se machucarem, por exemplo”, afirma.

FERRAMENTA Num país em que as desigualdades sociais são tão evidentes como o Brasil, o vogue se torna uma ferramenta ainda mais potente. “Em qualquer lugar onde haja injustiças, preconceito e violação dos direitos humanos, há trabalho a ser feito. E se um estilo de dança pode juntar pessoas sob o guarda-chuva do entretenimento e da alegria,

Mara o quê? Vilhoso! Frequentador dos duelos, Lázaro faz um dos movimentos característicos do vogue

“

Os eventos de vogue eram o lugar onde todos podiam ser o que quisessem Tetê Moreira

“

A Dengue veio para levantar várias questões, pôr várias posturas em teste Guilherme Morais

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Essa adesão em BH gera uma espécie de empoderamento local Isabel Coimbra

a mudança já está acontecendo. Não precisa ser imediatamente e, em geral, mudanças sociais levam um longo tempo, mas já está mudando”, observa o dançarino e professor nova-iorquino Archie Burnett. O autônomo Lázaro dos Anjos, 23, sente isso na pele. Interessado por vogue desde os 12 anos, quando assistiu ao documentário “Paris is Burning”, se surpreendeu positivamente ao encontrar outros praticantes do estilo na Virada Cultural de 2014. Daquele momento em diante, parou de dançar só em casa e se tornou frequentador assíduo dos duelos e um dos concorrentes com mais vitórias. “Eu costumo ter muitas ideias, mas não tomo iniciativa, sou muito travado. Mas decidi que queria mudar e fui. Uma das minhas memórias mais vivas são a forma como me senti incluso”, lembra. “Por isso, não acho que os eventos de vogue em Belo Horizonte são simplesmente de dança, são grupos de diversidade”. Ele, que é gay e já sofreu uma tentativa de assassinato só por estar na rua usando uma saia, chama atenção para os espaços de acolhimento que são criados. “Eu sou uma pessoa normal como qualquer outra, mas não tenho dias normais. Tenho dificuldade de encontrar emprego, preciso lidar com os olhares, risadas, agressões. Até o ato de ir à padaria é di-

fícil para mim. Mas no vogue eu me sinto à vontade. As pessoas não olham pra mim com reprovação, mesmo se eu estiver de salto, peruca e maquiagem. Lá, quem estiver incomodado é que tem que sair”, diz. ABRASILEIRADO Embora beba direto da fonte original, o vogue brasileiro tem suas especificidades, como observa o jornalista e um dos editores do site BH is Voguing Pedro Nogueira. “Como tudo o que fazemos aqui, absorvemos de uma maneira mais despretensiosa. Temos liberdade de fazer misturas, ainda que busquemos muito acessar a fonte original e dominar bem a técnica, também fazemos com leveza, com uma outra criatividade típica do brasileiro”, comenta. Em Recife, por exemplo, Nogueira diz ter conseguido perceber influências do frevo no modo das pessoas dançarem. “Em BH, eu percebo que as pessoas não têm medo de duelar sem saber a técnica. Se souberem fazer o que chamamos de ‘pombagirismo’ e estiverem com um look legal já é suficiente”, diz. A própria proposta da festa Dengue tem a ver com experimentalismo, como assinala seu criador Guilherme Morais. “A gente preza mais por isso do que pela competição em si ou realmente saber quem é melhor ou pior”, afirma.

O VOGUE FORA DO NICHO OLYMPIC CHANNEL/DIVULGAÇÃO

Na abertura das Olimpíadas, Deborah Colker incluiu o vogue Clipes Além do icônico “Vogue”, de Madonna, outras cantoras incluíram a dança em seus videoclipes. Willow Smith, em 2010, trouxe o vogue no vídeo de “Whip My Hair”. Azelia Banks e Fergie fizeram o mesmo, e até a banda indie Pillar Point convidou a artista Kia Labeija para estrelar o clipe da música “Dove” dançando vogue pelas ruas de Bogotá. A própria Madonna revisitou a dança na apresentação que fez durante a entrega do prêmio Brit Awards, em 2015. Fora do eixo A publicidade também já percebeu as potencialidades do vogue e, no início do ano, a marca de desodorantes Axe lançou um comercial cujo conceito era de que cada um

precisa procurar sua própria mágica e trazia um dos atores fazendo passos da dança. Cerimônias E até nas Olimpíadas Rio 2016 o vogue apareceu, nas cerimônias de abertura e encerramento. Responsável pela composição coreográfica da cerimônia de abertura, a coreógrafa Deborah Colker foi apresentada aos passos por seus dançarinos e na seção da cerimônia chamada “box city”. Na cerimônia de encerramento, quase passou batido, mas também houve uma alusão à dança. No vídeo do Japão, apareceu a dupla Aya Sato e Bambi, que foram recebidas no corpo de baile de Madonna, fazendo os movimentos.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL

Nova onda é ficar sem Portas fechadas comer por 24h Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

É

tempo de crise, de desemprego, de muita incerteza no ar e de angústias, onde boa parte das pessoas só enxerga as portas se fecharem. E isso gera um ciclo vicioso de desânimo. É como levantar todos os dias para “matar um leão” e encontrar as portas cerradas. Vários de nós têm histórias de dificuldades durante a vida e encontramos um “não” como resposta. O que fazer quando passamos por essas situações? Quais as melhores ações que devemos ter? A palavra porta pode ter diversos significados. Em casa, porta significa proteção e privacidade. No trabalho, porta significa oportunidade e sucesso. Na vida, significa algo novo, uma barreira ou uma chance extra. Na vida espiritual, porta significa uma escolha, tipo céu e inferno, certo ou errado, Jesus ou o diabo. Na vida, passamos por muitas situações difíceis. Situações que aparentemente não oferecem alternativas. As portas se fecham, tudo parece dar errado. Buscamos uma saída que parece não existir. Não enxergamos aquela luz no final do túnel. Você, caro leitor, vive algo parecido, onde tudo está fechado, as coisas parecer não andar pra frete, não encontra saída para suas respostas? Nessas horas até os amigos desaparecem. Dias ensolarados com céu de brigadeiro mais parecem com dias nublados e chuvosos, pois nada do que foi pensado sai como planejado. As portas estão se fechanO erro é do pra você? Pois bem, você já pensou se essas essencial para mesmas portas que vonosso cê insiste em bater podem não ser o camiauto-desenvolnho correto? Se ela não se abre, pode não vimento. Não ser a porta certa, muito desanime com menos o trajeto de vida a percorrer. Em váculpa ou fique rias ocasiões, investiarrependido. mos muito tempo, energia e esforço busMas pare de cando chaves para bater na abrir uma porta que não poderá nunca ser mesma porta aberta. O caminho deve ser outro. A rota deve ser alterada. É certo, no entanto, que nenhum de nós acerta nosso destino pessoal logo no primeiro momento. Cabe dizer também que não é errado perder-se de vez em quando. Abrir portas que logo fechamos é bom para adquirir experiência. Os erros fazem parte da vida. O erro é essencial para nosso auto-desenvolvimento. Não desanime com culpa ou fique arrependido. Faça uma análise de como pode aprender com seus erros. Mas pare de bater na mesma porta. Aprenda com o erro e vá bater em outra. Procure o novo! Você está pronto para mudar? Você está preparado para aceitar o novo sem reservas? Algumas pessoas conseguem ser flexíveis e mudar sem problemas, mas outras sentem dificuldades, e isso acarreta tensão e angústia. E o que é pior, em alguns casos, causa estagnação. A pessoa fica engessada. Portanto, seja corajoso, siga em frente para bater em novas portas, procurando novos horizontes. Está com medo? Não fique, tenha fé! Machado de Assis, em Dom Casmurro, dissertou sobre o tema: “Sim, eu me faço de forte, mas já chorei no meu quarto, em silêncio, a porta fechada com travesseiro no rosto, chorei por dentro e sofri. Mas sabe o que tudo isso resultou? Em nada. É preciso aprender a crescer, viver, ser gente grande e enfrentar os próprios problemas”. Aliás, na vida tudo passa, até as coisas ruins. Faça uma boa semana e vá bater em outra porta.

REPRODUÇÃO INSTAGRAM

Paraespecialista, privaçãototalde comidapossui riscosenãovale paratodos Se tem uma orientação quase padrão recomendada pelos nutricionistas é a de que as pessoas devem comer de três em três horas. Mas esse regra parece estar sendo substituída por um método bastante polêmico – o do Jejum Intermitente (JI) – em que, para emagrecer, as pessoas devem ficar até 24 horas sem comer, pelo menos duas vezes por semana. Uma das adeptas é a atriz Deborah Secco, que atribuiu ao jejum a rápida recuperação da forma, poucos meses depois do parto da filha Maria Flor. Em entrevista à revista “Glamour”, a atriz contou que chegou a engordar 19 kg, mas depois, por indicação de sua nutricionista, passou a se alimentar a cada 23 horas para “secar”. “Quando eu chegava no estágio de fome, comia seis bifes com queijo, quatro ovos, bacon... daí só sentia fome dez horas depois. Quanto mais gordura, mais tempo entre as refeições”, disse à revista. Nessa nova “moda” de ficar sem comer, a regra número um é estabelecer uma prática planejada do jejum, na qual a pessoa, sob orientação de um profissional de saúde, define os momentos em que vai ou se alimentar, baseando-se em diferentes protocolos que tentam imitar o padrão alimentar do homem primitivo. Uma das metodologias mais restritivas é o “Eat Stop Eat” (Coma, pare, coLitza Mattos

Atriz Deborah Secco quis voltar à forma depois do parto de Maria Flor

ma, em tradução livre). Idealizado por Brad Pilon, autor do livro de mesmo nome (disponível apenas em inglês), o método recomenda não comer nada por 24 horas, uma ou duas vezes por semana e, ao sair do jejum, optar por uma refeição de tamanho normal. Além de praticar exercícios regularmente, inclusive nos dias de jejum. Os adeptos e idealizadores dos principais protocolos defendem que o corpo humano está adaptado para passar por períodos de privação de comida, seja por religião ou por hábitos

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culturais, sem que isso seja um sofrimento. Para essas pessoas, o JI não é uma dieta, mas sim um “estilo de alimentação”. ORIENTAÇÕES Várias mudanças acontecem no corpo quando ficamos longos períodos sem alimentação, mas a principal delas diz respeito à insulina, de acordo com o médico Vitor Azzini, criador do “Método do Homem Super Saudável”. “Quando a pessoa faz o jejum, ela reduz os níveis de insulina e aumenta a quantidade de glucagon, um hormônio que

“Sem o respaldo de um profissional, fica sem sentido e arriscado. A pessoa pode ficar com a glicose baixa, ter dor de cabeça, desmaios e enjoo Lupércio Farah, nutricionista

faz a função oposta, reduzindo o armazenamento de gordura do corpo e transformando essa gordura em glicose”, afirma (veja a infografia). A prática, porém, não serve para todos, conforme alerta Lupércio Farah, nutricionista e doutor em medicina bioquímica, da clínica Be Light Estar Bem. “Sem o respaldo de um profissional, fica sem sentido e arriscado. A pessoa pode ficar com a glicose baixa, ter dor de cabeça, desmaios e enjoo. Os benefícios aparecem para quem está preparado, quem não está não tem a menor chance de dar certo”, diz. Segundo Farah, para quem quer obter hipertrofia (ganhar massa muscular) pode não funcionar, pois o jejum pode levar a perder músculos e não gordura. “Para fazer o jejum, o corpo tem que saber usar a gordura em excesso. Se a pessoa está engordando, é preciso, antes consertar a dieta”, afirma o nutricionista.


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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COMIDA

Na janela alimentar, os protocolos de jejum intermitente orientam o consumo de gorduras boas, ovo, abacate e proteínas, e a diminuição de carboidratos. “Pode ser uma boa estratégia para quem já tem pouca gordura no corpo. Não adiante quem é gordinho querer fazer”, diz Farah.

QUEIMA DE GORDURA COM O JEJUM A gordura corporal é composta basicamente por calorias estocadas Quando estamos acordados, o principal combustível para executar as tarefas de sobrevivência é a glicose

Ao ingerir alimentos com açúcar (carboidratos, por exemplo), aumentam os níveis de insulina – hormônio que transforma a glicose em energia e que “diz” ao corpo quando armazenar gordura

EM JEJUM Sem carboidrato, não há aumento de glicose no sangue e, por isso, não é preciso insulina para aumentar o armazenamento na forma de gordura Os níveis de insulina no sangue caem muito, não permitindo que mais gordura armazenada fique disponível para ser queimada

Aumenta a produção do hormônio glucagon – que tem função oposta à insulina, reduzindo o armazenamento de gordura do corpo e transformando-a em glicose Os níveis de hormônio do crescimento (HGH) têm um pico, chegando a ficar cinco vezes mais elevados do que antes, favorecendo a queima de gordura Diminui as chances de se desenvolver diabetes, pois o excesso do consumo de carboidrato aumenta a produção de insulina, e o corpo se torna resistente a ela

FÍGADO PÂNCREAS

FONTE: MÉDICO VITOR AZZINI

RISCOS O corpo pode usar a glicose do fígado, depois parte para a glicose muscular e, por fim, consome a glicose das fibras musculares e dos tecidos Desacelerar o metabolismo Sem o alimento, o combustível, o corpo entra em estado de inanição

CONHEÇA DIFERENTES PROTOCOLOS Leangains (ou Método 16/8) Consiste em jejum diário de 16 horas e janela alimentar de oito horas. Durante o jejum, só é permitida a ingestão de líquidos não-calóricos. Dias Alternados Possui variações. Alguns rituais admitem ingestão de 500 calorias durante os dias de jejum. Os períodos sem comer podem chegar a até 36 horas. Dieta do Guerreiro (Warrior Diet) Consiste em comer frutas e vegetais durante o dia e fazergrande refeição rica em proteínas à noite. A brecha de alimentação é de quatro horas. Coma quando a fome chegar Recomenda pular refeições ao longo do tempo, quando você não sentir fome. Indicado para quem sabe diferenciar fome de vontade de comer.

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Cigarro provoca mutação genética Washington. Fumar um maço de cigarros por dia provoca, em média, 150 mutações por ano nas células pulmonares, segundo investigadores que identificaram vários mecanismos pelos quais o fumo danifica o DNA. O estudo, publicado na revista “Science”, avalia com precisão – pela primeira vez – os devastadores efeitos genéticos do cigarro, e não apenas para os pulmões, mas também para outros órgãos que não estão diretamente expostos ao fumo. Estudos já revelavam que o cigarro contribui com ao menos 17 tipos de câncer, mas até o momento não se havia estabelecido como o fumo provocava estes tumores, destacam os pesquisadores do britânico Wellcome Trust Sanger Institute e do americano Los Alamos National Laboratory. O maior número de mutações genéticas causadas pelo ta-

bagismo se observou no tecido pulmonar, mas outras partes do corpo também apresentaram alterações do DNA que explicam como fumar causa diferentes tipos de câncer. O cigarro contém mais de 7.000 substâncias químicas diferentes, das quais mais de 70 são cancerígenas, destacam os pesquisadores, assinalando a complexidade das interações do fumo com o organismo. “Este estudo aporta novos elementos sobre os diferentes mecanismos pelos quais o fumo provoca o câncer”, destaca Ludmil Alexandrov, do Los Alamos National Laboratory, um dos principais autores do trabalho. “Já dispúnhamos de muitos dados epidemiológicos sobre um vínculo entre o fumo e o câncer, mas agora podemos observar e determinar o número de alterações moleculares do DNA provocadas pelo hábito de fumar”.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com DIVULGAÇÃO

25 ANOS DE ELEGÂNCIA undada pelo casal Adriana e Romeu Trussardi Neto em 1991, a Trousseau comemora Bodas de Prata. E um time poderoso vai eternizar a data em um livro. A publicação traz fotografias de personagens como Mariana Ximenes, Irmãos Campana, Glória Maria, Amir Slama e Antônia Frering, entre outros, que construíram uma bela amizade com a marca.

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25 ANOS DE ESTILO om curadoria do fotógrafo Romulo Fialdini, as fotos revisitam performances de grandes ícones do cinema, arquitetura, moda e design; como Oscar Niemeyer, Marilyn Monroe, Coco Chanel. O lançamento em BH será em 2017, mas os livros já estão disponíveis em todas as lojas Trousseau. As vendas serão 100% revertidas para o “Trousseau do Bem”, projeto social da marca.

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EMPREGO BOM otícia portuguesa a conferir. A Islândia oferece cinco mil dólares mensais a quem casar com uma islandesa, para incentivar a natalidade. O país tem apenas 320 mil habitantes. Como em BH, há escassez de jovens do sexo masculino. Não temos como comprovar esta notícia, mas os interessados devem ficar atentos. À primeira vista a proposta é sedutora, mas não existe almoço de graça. O clima

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lá é gelado e, o mais importante, nem todas as mulheres são umas beldades. No mais, qualquer coisa, o país é cheio de cabras e ovelhas.

Trousseau em dois momentos: No lançamento do livro comeDOCE PÁSSARO morativo DA JUVENTUDE de 25 anos da marca onhos e rebeldia são em SP, Glocomuns aos jovens. ria Maria, O problema é a juvenAdriana tude transviada, a rebeldia Trussardi, sem causa em todo o Brasil. MarianaArruaceiros, vândalos e deGodoy e linquentes disfarçados de Fabiana manifestantes. Estudantes Scaranzi que gritam e invadem escolas em vez de estudar e aprender dentro delas. Não sabem por que protestam nem o que querem. Cabeça NOVELA vazia, oficina do diabo e da bagunça inútil. ARES

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AMARGO PÁSSARO DA JUVENTUDE os hormônios à flor da pele causam outros males. A vida deve ser vivida, a mil por hora, mas velocidade tem limite. Esta estranha mania de brigas em boates evidencia uma doença. Pra que brigar, machucar, matar? O que leva um jovem a agredir outro com tanta violência, como vemos, em BH?

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lançaperfume

NOS

em mais delongas, o aeroporto da Pampulha ganha novo voo para o Rio de Janeiro a partir do dia 31. A Flyways oferecerá voos, sem escala, para o Santos Dumont. Às segundas, quartas e sextas, uma vez por dia. A partir de dezembro, dois horários por dia partindo dos dois destinos. Aviões de grande porte

S

na Pampulha geram polêmica. Moradores temem acidentes e barulho.

NOVELA REAL ara o especialista em segurança Deusdedit Reis, “tem segurança sim. Desde a inauguração do aeroporto da Pampulha, em 1933, não houve um único acidente. E já operou com aeronaves de maior complexidade, velocidade, capacida-

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NOVELA ACEITÁVEL eusdedit conta que as aeronaves da Flyways são menores e o ruído não é alto. Ok, mas só uma lembrança e conselho. Alguma obra tem que ser feita no entorno, para evitar enchentes provocadas pelas chuvas de verão que inundam até o interior do aeroporto.

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lançam o livro de crônicas divertidas “Só de Bicho”, no próximo sabado, dia 19, das 10h às 14h, na Casa Amarela, Savassi. E dia 26, das 10h às 13h, no Shopping Monte Carlo, Betim. 8, o Diamond 6 Dia Mall comemorou 20 anos com a bela “Party at The Mall”, inaugurando a decoração de Natal, no “Parque de Natal Vintage”. mais: a exposição 6 E“Próximos 20 anos”, de Déia Lansky, com os novos nomes da moda em Belo Horizonte.

PERIGOSO PÁSSARO rogas, bebidas? Falta de perspectivas, de educação, de atenção, cidadania? E os motivos fúteis? Por que alguém “cantou” a namorada, porque torce para outro time de futebol; vota em outro partido. Seria uma válvula de escape do quê? E estamos falando no trânsito também. Faça amor, faça um país, não faça guerra.

Medioli e 6 Laura Fernando Fabbrini

de de passageiros”.

Experience, 6 OdeCasino Daniel Veneziani e Marcelo Lara, é entretenimento em festas e eventos, opção criativa e inovadora. Pioneiros no Brasil do que já é sucesso nos EUA e em vários países da Europa.

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êxito! Casino Ex6 Um perience - Festas e

Comemorando 20 anos de Trousseau em Belo Horizonte, Sandro Oberhammer, Mônica Gonçalves e o casal Adriana e Romeu Trussardi

Eventos inaugurou parceria com a 68 Pizzeria na promoção de um torneio de pôquer. A proposta é promover a experiência lá de 15 em 15 dias.

CENÁRIO BH IGNÁCIO COSTA/DIVULGAÇÃO

Presépio colaborativo volta a Casa Fiat Sob a curadoria do artista plástico Léo Piló, o público da capital poderá colaborar com a construção do presépio de natal da Casa Fiat de Cultura em ateliês abertos. A montagem colaborativa acontece desde o ano passado e, para 2016, o artista propõe uma releitura das tradições através de uma temática futurista. Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10. Telefone: 3289-8900) Quando Confira a programação dos ateliês em: http://www.casafiat.com.br/?p=2377 Quanto Entrada gratuita

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ELMO ALVES/DIVULGAÇÃO

Mostra homenageia mestres do samba Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira recebe até a última semana deste mês um ensaio fotográfico que traz os protagonistas da Velha Guarda do Samba da capital. Produzidos por Elmo Alves, os registros dividem espaço com fotos das antigas comemorações carnavalescas de Belo Horizonte e, juntos, celebram a tradição dos mestres sambistas na cidade. Onde Mercado da Lagoinha (av. Antônio Carlos, 821, São Cristóvão) Quando Até 29/11; de seg. a sex., das 8h às 17h Quanto Entrada gratuita

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HORIZONTES DA CIDADE

Superlua Nestasegunda(14),aLuacheiaestaráemseupontomais próximodaTerra;belo-horizontinossepreparampara veroastronaversãomaisluminosadosúltimos70anos MANOEL FREITAS/DIVULGACÃO

A véspera do feriado da Proclamação da República trará aos belohorizontinos a chance de presenciar um espetáculo inesquecível. Na noite desta segunda-feira (14), a maior e mais luminosa Lua cheia dos últimos 70 anos tomará os céus – e algumas pessoas já se preparam para ocupar espaços ao ar livre da capital mineira para se inundar de luz. A possibilidade de chuva não é preocupação para a produtora Dani Lages, que reunirá amigos para um piquenique na Serra da Moeda.Dani, aliás, já prepara a cesta (com direito a vinho). “Optamos por um lugar especial, longe da iluminação da cidade – que pode atrapalhar o brilho da Lua”, explica, sobre sua escolha. O interesse de Dani tem respaldo de estudiosos. “Os observadores terão a impressão de que a Lua é gigante”, assegurou, à Agência France Presse, Pascal Descamps, do Observatório de Paris. A “superlua” resulta de dois fenômenos concomitantes: a fase de Lua cheia e o momento em que o astro, cuja órbita é elíptica, estará o mais perto possível da Terra. Por isso parecerá maior e mais brilhante que o normal. Lara Alves (*)

A Lua atingirá seu perigeu, ponto de órbita mais próximo ao centro do nosso planeta, às 9h22 de Brasília, e estará cheia às 11h52. Ao anoitecer, será vista em toda sua magnitude. Segundo a Nasa, a agência espacial americana, a superlua pode ser até 14% maior e 30% mais luminosa que a Lua cheia no seu apogeu (posição na sua órbita na que se encontra mais afastada da Terra). Há uma “superlua” a cada ano e 48 dias, mas “algumas são mais ‘super’ que outras”, explica Pascal. ILUSÃO LUNAR Nesta segunda, a Lua estará a “apenas” 356.509 km da Terra – a distância média é de 384.400 km. “É necessário remontar a 26 de janeiro de 1948 para ter uma superlua cuja distância em relação à Terra seja menor do que essa”, afirma ele. Outra similar, só em 25 de novembro de 2034. Por isso ela foi batizada de “superlua extra”, acumulação de prefixos udados pela Nasa. “Observado ao nascer, o efeito será dobrado, devido ao efeito ‘ilusão lunar’”, diz Descamps. Esta ilusão faz com que o satélite pareça maior quando está perto do horizonte do que alto, no céu. Além disso, “como o sistema Terra/Lua se aproximará da época do ano em que

está mais perto do Sol (em 4 de janeiro de 2017), a Lua receberá mais luz solar do que habitual, o que também aumentará seu brilho aparente”, diz a Associação Astronômica Irlandesa (IAA). Mesmo visível a olho nu, com o auxílio dos binóculos ou telescópio, a superfície lunar poderá ser perscrutada como nunca. “E assim compreender por que nossos antepassados imaginavam ver coisas na Lua”, comenta Mark Bailey, diretor emérito do Observatório de Armagh, na Irlanda do Norte. Para ele, eventos como esse têm a vantagem de incentivar os cidadãos a olharem para o céu. “Fazer com que as pessoas estejam mais atentas para perceber seu ambiente natural”. ONDE IR Para admirar a superlua, o belo-horizontino pode ir à Praça do Papa ou ao bairro Santa Tereza, que receberá, a partir das 20h30, a “Meditação da Superlua Cheia”, no Amar Centro de Kundalini Yoga (r. Mármore, 386, entrada franca). Já o restaurante Topo do Mundo (Estrada da Serra, 10, Serra da Moeda – 3575-5545) funcionará até a 1h da madrugada de terça-feira (15). * Com agência, sob a supervisão de Marília Mendonça

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ESPAÇO GOURMET PEDRO GONTIJOPEDRO GONTIJO

Com o rei na barriga

ALISSON GONTIJO

Rei do Kibe (rua dos Caetés, 537, centro, 31, 2557-4131, e em outros nove endereços). De segunda à sexta, das 5h30 às 21h30. Preço: R$ 2,80

Estabelecimentos que se intitulam Reis são comuns em Belo Horizonte: tem o Rei do Espaguete, do Kibe, da Tapioca, do Caldo de Mocotó, e por aí vai... Pelas ruas da cidade pipocam majestades para todos os gostos Conheçaumpouco dahistóriadasmais famosas“realezas” dacapitalmineira Apesar de ter acabado no Brasil há 127 anos, a “monarquia” deixou herdeiros. Não por acaso temos aqui o Rei do Futebol (Pelé), o Rei da Música (Roberto Carlos)... E Belo Horizonte não foge à tradição, pelo menos no que se refere à culinária. Pelas ruas da cidade pipocam majestades para todos os gostos, do espaguete ao pastel, da tapioca à omelete. São eles os reis da comida, que, quando elegem um prato para governar, dificilmente saem do trono. É o caso do Rei do Kibe, que, atualmente, com dez lojas espalhadas pelo centro, se mantém seu império. Por dia, são vendidos de 6.000 a 7.000 quibes. O sucesso se explica pela decisão que Moacir Coelho, 75, o dono, tomou ainda em 1972. “Naquela época em BH tinha muito pastel, e não tinha outro salgado especial. E, como eu sabia fazer o legítimo quibe do Oriente Médio, virei o Rei do Kibe”, conta. O diferencial, segundo Coelho, são os ingredientes que pouco se veem nos quibes brasileiros. “O meu quibe tem segredos e ingredientes especiais, como casca de laranja e manjericão. Por isso, na nossa clientela tem muito turco, muito árabe, muito grego. Deve ser saudade de casa”, brinca. Nem coxinha, nem mortadela. Até mesmo o prefeito eleito da cidade, Alexandre Kalil, se inspirou na famosa iguaria para criar um bordão, logo após ganhar as eleições. “Acabou coxinha e mortadela, agora é quibe”, disse na ocasião. Por se tratar de um dos frequentadores assíduos do Rei do Kibe, como reJuliana Baeta

BELOHORIZONTE.MG.GOV.BR

Rei da Tapioca (rua Sergipe, 1.437, Savassi, 2512-6553). De segunda a sexta, das 9h às 20h; sábado, das 16h às 21h. De R$ 5 a R$ 13

Bolão, Rei do Espaguete (praça Duque de Caxias, 39 e 288, Santa Tereza). De 2ª a 5ª, das 7h às 3h; 6ª e sábado, das 7h às 5h30; e domingo, das 7h às 17h. R$ 20 (espaguete à bolonhesa)

vela Coelho, a “propaganda” veio a calhar. Perto dali, na Savassi, o reinado é da tapioca. Há dez anos ocupando o mesmo ponto, o Rei da Tapioca encontrou um mercado diferente daquele dos salgados fritos e gordurosos e se deu bem com a clientela em ascensão. “Quando começamos, em 2007, muitas pessoas ainda não conheciam a tapioca, então oferecíamos degustações. Não podia ter dado mais certo, como toda comida saudável, o mercado é crescente”, conta uma das donas do estabelecimento, Vânia Lúcia Passarini, 57. Com preços variando de R$ 5 a R$ 13, a tapioca é feita ao gosto do freguês, que pode até mesmo criar combinações. Uma espécie de self-service de tapioca. Mas é possível perceber certo condicionamento ao sabor de acordo com a hora do dia. “O público é diverso, e a casa está sempre cheia, mas, por exemplo, na hora do almoço os clientes querem uma tapioca com carne de sol ou frango. Na parte da manhã, preferem uma mais leve, só com manteiga ou queijo”, diz Vânia. CLÁSSICO DA MADRUGADA Sócia-proprietária do Bolão – O Rei do Espaguete, Karla Rocha, 38, ainda nem havia nascido quando seu tio teve a ideia de inserir no cardápio dos avós o espaguete, em 1961. “Quando abriu, era só uma portinha onde meus avós vendiam salgado. Foi o meu tio, o Bolão, que inseriu a venda do espaguete, sua primeira receita de sucesso. Em BH naquela época não tinha lugar que ficava aberto de madrugada e matava a fome, por isso fez tanto sucesso”, conta. Mas, nesse caso, o trono do espaguete é dividido com o rochedão e o mexido, outros favoritos dos fregueses. Mas só o espaguete tem um segredo especial ao ser feito. “E é claro que

não dá pra revelar. Adianto que o segredo está no molho, um ingrediente especial que faz com que o espaguete seja muito pedido”, conclui. OMELETE OSTENTAÇÃO A popularidade do estabelecimento localizado na avenida Brasil se divide entre dois nomes: Rei da Omelete ou, simplesmente, Bar do Cláudio. O dono, que empresta o nome ao negócio, Cláudio Gonçalves Pedrosa, 49, explica que o estabelecimento existe desde 1987, mas começou a “tomar corpo de bar” em 1991 e, em 2003 passou a funcionar no atual endereço, já com o império da omelete conquistado. “O nome foi quase por acaso. Quando o bar foi mudando, ganhei uma pintura e, na hora que o pintor perguntou que nome era para colocar, eu falei pra escrever Rei do Omelete. Isso deu até uma polêmica, porque, depois que me falaram que omelete era no feminino, tive que mudar a pintura”, se diverte Pedrosa. “Aí fui aprendendo a fazer a omelete, fui fazendo do meu jeito, arrumando a estrutura da cozinha com chapas especiais para o prato e, hoje, é o carro chefe do bar. Aí você me pergunta ‘mas Cláudio, dá pra tirar gosto da cerveja com ovo?’ e eu te respondo ‘peraí que eu vou fazer uma omelete, você vai comer e depois você que vai me responder”, completa, confiante. O que começou com apenas três sabores acabou ganhando outros dez e novas possibilidades de combinação. O preço, R$ 40 por omelete, a princípio pode assustar, mas, quando se vê a iguaria na mesa, com 35 centímetros de diâmetro, o cliente passa a reconhecê-lo como justo. O prato sacia quatro pessoas com fome, mas para quem vai sozinho ou em dupla, há a opção da omelete pequena, por R$ 28.


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MARIELA GUIMARÃES

LEO FONTES - 18.8.2015

Nonô, Rei do Caldo de Mocotó (avenida Amazonas, 840, centro, 31 3212-7458). Aberto 24 horas todos os dias da semana, exceto aos domingos. R$ 8,20 (caldo de mocotó simples)

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Rei da Omelete ou Bar do Cláudio (avenida Brasil, 125, Santa Efigênia, 31, 3037-2601). De segunda a sexta, das 17h à 1h, e sábado, das 13h à meia-noite. R$ 40 (omelete grande, serve quatro pessoas)

MARIELA GUIMARÃES

Caldo de mocotó real do centro agrada uma clientela diversificada desde 1962

Omelete meio à moda meio lombo canadense preparado no Rei da Omelete

Impossível falar de império sem citar o Nonô, estabelecimento localizado na avenida Amazonas pelo qual todo morador de Belo Horizonte já passou, pelo menos na porta. O Rei do Caldo do Mocotó começou em 1962 como uma banquinha no Barreiro, onde vendia balas, chicletes e outras guloseimas. “Meu pai, o Nonô, ficava ali na entrada de uma grande indústria na época e percebia que os funcionários que iam e viam, geralmente, estavam com fome. Por isso, ele decidiu oferecer alguma coisa com mais sustância, no caso, o caldo de mocotó”, conta Clério Correa, 53, um dos sócios. Nonô modificava a receita conforme a opinião das

DE BANDEJA LUIZ CABRAL/DIVULGAÇÃO

Topo do Mundo Bistronômico O Topo do Mundo (estrada da Serra, 10, Piedade do Paraopeba, Serra da Moeda, Brumadinho) apresenta um menu especial preparado pelo chef Vitor Pacheco. O Menu Bistronômico consiste em entrada (consumé do dia ou salada), pratos principais (massa artesanal, carne vermelha e acompanhamento ou peixe) e sobremesas (duas opções, uma com frutas da estação ou outra com chocolate). O cliente pode escolher uma opção de cada pelo valor de R$ 60. A cada semana, um menu diferente, lembrando que, em novembro, além da novidade, o restaurante estará funcionando normalmente com os serviços convencionais. Mais informações e programação especial de feriado no site: www.topodomundo.com

pessoas que degustavam a invenção. “Um dizia que estava muito salgado, aí ele mudava. Outro dizia que faltava tempero, aí ele ajustava. No dia que começaram a falar que estava bom, aí ele começou a vender e ganhar dinheiro com isso”, lembra Correa. Ainda hoje o caldo de mocotó é o carro-chefe do bar, reduto de todo tipo de cliente. “Lá vai juiz, desembargador, mendigo, militar, batedor de carteira. O tratamento é o mesmo para todos, não há bajulação nem destrato. Ali ninguém é doutor ou bandido, ali todo mundo é cliente”, deixa claro. Talvez este seja o segredo do sucesso de um império permanente e inabalável.

E também pela oferta. O bar abre às 6h de segundafeira e só fecha as portas à meia-noite de sábado. Nesse período o funcionamento é constante e o caldo de mocotó está sempre pronto e quentinho para quem quiser. O valor também atrai: R$ 8,20 pela caneca comum e R$ 8,70 se o cliente quiser dois simpáticos ovinhos de codorna cozidos na fervura do próprio caldo. “Acho que o que atrai a clientela também é o carisma da casa, o espírito acolhedor”, arrisca Correa. E acerta ao entender que nunca precisou ampliar ou modernizar o local para agradar à freguesia. As cadeirinhas do balcão, o caldo quente na caneca e uma do-

se de conhaque do lado já fazem todo o trabalho. Mesmo assim, o bar foi fechado para reforma no dia 10 de setembro e deve ser reaberto até o final de novembro. Mas sem mudanças na estrutura, só algumas melhorias e reforços para se adequar às regras da Vigilância Sanitária e do Corpo de Bombeiros. A propaganda, segundo ele, é conforme o pai, que morreu em 1973, ensinou. “O famoso boca a boca. Se a comida é boa, se o atendimento é bom, o cliente vai falar com os amigos e vai voltar. Isso é certo, não precisa de mais divulgação”, conclui, conforme mostram os resultados.


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almanaque FESTIVAL> Sarará chega à 4ª edição e convoca artistas como Criolo para falar de tema urgente Sáb. 19.nov.

WILLIAM VOLCOV/ESTADÃO CONTEÚDO

ANDRE MAGA/DIVULGAÇÃO

RODRIGO SCHMIDT/DIVULGAÇÃO

Juntos Criolo (ao centro) dividirá o palco com Ney Matogrosso (dir.) e Tulipa Ruiz

Mais tolerância, por favor Data fechada para a quarta edição do Festival Sarará, faltava, pois, definir o tema. A produção do evento, então, decidiu listar alguns tópicos. “E chegamos a um consenso: a de que todos tinham como fonte primária a intolerância”, conta Carol de Amor, diretora artística do evento. Mas quando tudo indicava que o martelo seria batido sobre a necessidade de exercer a tolerância, veio o primeiro workshop e, de pronto, a noção de que “o buraco era mais embaixo”. É que a troca de ideias desaguou na evidência de que cada um tende a pensar o significado da palavra “intolerância” segundo sua história de vida. “E a gente foi entender que cada um de nós também carrega uma dose de intolerância sobre a qual uma reflexão é necessária”, segue Carol. E assim, a (in)tolerância virou o tema de um evento que quer propor a reflexão. A começar pela lista de artistas convocados para subir ao palco do Parque Municipal no próximo dia 19. Caso de Criolo, convidando Ney Matogrosso e Tulipa Ruiz. O set list inclui Patrícia Cassese (*)

ainda Liniker e os Caramelows, MC Marechal, MC Carol e Gabriel O Pensador. “Sou do rap, nascido e criado numa favela da zona sul de São Paulo, filho de negro e nordestino”, diz Criolo, ao ser instado a citar algum episódio envolvendo a intolerância que o tenha impactado de forma mais contundente. “Para responder a esta questão, portanto, teria que ter todas as páginas do jornal – e as de mais um outro – apenas para tentar descrever o que na verdade não se consegue. A dobra profunda que cada ação de intolerância é capaz de marcar na alma”, diz ele, ressaltando, porém, que essas marcas não foram suficientes para abalar suas estruturas. “Amo o lugar de onde vim e amo minha arte, que me trouxe autoestima e dignidade, e amo a linda cor da pele de meu pai e toda a ancestralidade que nossa alma carrega”, situa. A resistência que o impediu de se curvar não impede Criolo de entender a pertinência de falar sobre o assunto. “É muito importante. De alguma forma tentar melhorar, crescer, evoluir, mas num ambiente positivo, de troca humana. Porque, às vezes, não percebemos coisas que apenas reproduzimos

ou replicamos, devido ao fato de ser criado um ambiente de mundo no qual tudo parece normal. (É importante) Falar sobre e tentar ‘humanizar’, para levantar este e tantos outros (problemas): intolerância, pré-conceitos, para a construção de uma sociedade que pode (e tem forças para) ser mais humana”. Na entrevista, um Criolo esperançoso desponta. “Estamos criando nosso tempo, o de não ter mais isso, de não dar espaço a coisas que intoxicam a alma. Somos jovens cheios de sonhos e

cheios de energia, não queremos mais um mundo de tristezas. Convivemos com as intolerâncias desde que o mundo é mundo. Mas também não é novidade ter pessoas por todo o país, e de várias gerações, contribuindo, cada uma a seu modo, para a construção de mundo mais humano”. E é nesta vibração positiva que Criolo fala de seus convidados. “Que felicidade, pessoas maravilhosas”, diz, sobre Tulipa e Ney. Aliás, é com um toque de poesia que ele se delonga so-

bre o cantor. “Um menino iluminado, sorriso lindo, mente nas estrelas! Generosidade e beleza em forma humana, Ney é lua e sol”. GAYMADA O Festival Sarará abarcará também outras experiências, como a Gaymada. “Só que as bolas trazem palavras que afetam e podem machucar, como ‘bicha’. No caso, estão ali para provocar a reflexão”, explica Carol, que também cita o “Duelo de Respeito”, edição especial do “Duelo de MCs”.

“Em vez de se atacarem, os duelistas vão se elogiar”. Oficinas de estêncil e grafite também vão trabalhar a questão cerne do evento, bem como o Sarau da Diversidade e a Cabine da Intolerância. * Especial para o Pampulha

> Festival Sarará

Parque Municipal. Sábado (19), a partir das 19h. A partir de R$ 140 (3º lote, inteira). Paga meia-entrada quem doar 1kg de alimento não-perecível ou um livro, ou apresentar carteira de estudante. À venda no Sympla. Confira programação completa em festivalsarara.com.br ou Facebook.com/festivalsarara

LINIKER E OS CARAMELOWS TRAZEM A BH O SHOW DO CD “REMONTA” GABRIEL QUINTÃO/DIVULGAÇÃO

No cesto de atrações do Festival Sarará, Liniker e os Caramelows voltam a BH com uma novidade e tanto: o CD cheio “Remonta”. O álbum chega ao mercado para saciar a sanha dos fãs que se resfestelaram com o EP de estreia (“Cru”). “O disco novo fala de várias questões, pontos de vista. Não é só musical, não vende só música”, diz Liniker, dizendo estar feliz com o resultado. “Acho que a gente chegou no lugar que queria desde o começo. Os arranjos, por exemplo, estão mais maduros”, diz, ressalvando também o fato de o grupo estar afinado com o norte do evento. “A tolerância é uma construção diária, e o processo é necessário

para que a gente consiga entender que não precisa concordar com tudo, mas que o respeito ao que pensa diferente é fundamental”, advoga. O músico Rafael Barone acrescenta: “É importante levantar essa bola, é um tema que permeia a nossa vida”. Sobre a apresentação, o baixista conta que vão fazer o show quase completo. “Temos visto cada vez mais o acesso de mineiros na nossa página e no primeiro semestre, quando estivemos aqui, as pessoas sabiam as letras de cor! Agora, a gente volta para estreitar essa relação – e tomara que as novas músicas já estejam decoradinhas”, brinca.


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CONSCIÊNCIA NEGRA ‘Somos negros o ano inteiro’ “Alguns celebram o dia 20 de novembro. Outros realizam uma semana ou o mês inteiro de atividades. Mas é preciso ampliar para o ano todo, para toda uma vida”, pontua o ator e produtor Denilson Tourinho, referindo-se ao dia da Consciência Negra. “É preciso celebrar a data, que tem uma referênJoyce Athiê

cia histórica, mas esse dia não pode ser limitador da realização de atividades que contemplem negros e suas produções artísticas”, completa. E esse mês de novembro veio repleto de atividades que celebram e refletem a cultura e a luta negras. Para viver esse período com consciência, a reportagem conversou com negros militantes de Belo Horizonte, que falaram sobre a data e ainda indicaram uma

programação diversa que vai além da festividade. Tainá Rosa, historiadora, problematiza a data que marca o dia de morte de Zumbi dos Palmares. “Não queremos ser lembrados apenas em novembro. Esse mês é a síntese de uma luta que acontece o ano inteiro, todos os dias. É um mês para chamarmos a atenção das pessoas desse lugar de luta diária”, esclarece.

A fala de Tainá é recorrente e ganha outras ressonâncias. “Não somos negros apenas no dia 13 de maio e no 20 de novembro. Somos negros o ano inteiro”, afirma a jornalista Etiene Martins. Para Tainá, o dia da consciência negra ainda é lembrado com pouca reflexão. “Há pouca discussão sobre o que ele significa. Quando chega novembro, os negros são chamados pelos centros culturais para

se apresentarem. E aí ficamos no lugar do exótico, do folclorizado, inclusive dentro das escolas. Ficamos muito localizados no dia 20”, comenta. Etiene também lembra o momento de reflexão e a importância da data para ser trabalhada nas escolas. “Há uma diferença simbólica do 13 de maio, dia da Abolição da Escravatura, que é doloroso, em especial para as crianças, pensar a escravi-

dão. Além disso, acabamos idolatrando a Princesa Isabel, sendo que temos nossos heróis negros. Em novembro, reforçamos a resistência e o protagonismo negro porque é uma data específica para falarmos de Zumbi, de Dandara, dos nossos heróis”, afirma. Confira abaixo, alguns destaques da programação do Mês da Consciência Negra.

DIEGO MOREIRA/DIVULGAÇÃO

“SambAlto”, cidade viva A proposta do SambAlto, também conhecido como o Samba do Noel, é tomar cerveja na rua enquanto se escuta um bom samba de raiz. “Especialmente nessa data, é bom pensar na cidade viva, essa que é aberta, e não institucionalizada, e nesses espaços, como o SambAlto, que as pessoas da periferia frequentam, que são diversos, plurais e agregadores durante o ano todo”, indica Tainá Rosa. O SambAlto acontece todo último domingo do mês. Onde Praça Padre Marcelo, Alto Vera Cruz Quando 27 de novembro, às 18h Quanto Gratuito

Comum Luiz Estrela celebra o 6 Espaço dia da Consciência Negra com feirinha

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As atividades do mês de novembro também adentram a rotina do Luiz Estrela. Neste sábado, 12, o espaço recebe artistas e expositores para a tradicional Feirinha Estelar que, desta vez, traz uma programação voltada para a cultura negra, com músicas de origem e influências africanas, bem como oficinas. O público visitante poderá conferir a roda de conversa “Gênero, raça e sistema prisional” e um sarau aberto, além de apresentações musicais de forró, DJs e do grupo Berimbrown. A feirinha também contará com a presença de expositores que priorizam a cultura africana, como o Coletivo Ilustre e a Eu Não Me Calo Camisetas Onde Espaço Comum Luiz Estrela (r. Manaus, 348, Santa Efigênia) Quando Neste sábado (12), das 10h às 19h Quanto Entrada gratuita DIVULGAÇÃO

de MCs respira 6 Duelo no Viaduto

O Viaduto Santa Tereza segue recebendo o Duelo de MC’s (foto abaixo). Organizado pelo Coletivo Família de Rua desde 2007, o evento recebe pessoas do país inteiro e acontece sempre no segundo e no quarto domingo de cada mês, às 14h. O movimento artístico-cultural atrai um público cada vez maior com as batalhas musicais que abordam diversos temas sob a perspectiva da cultura hip-hop. Neste domingo (13), às 14h, será realizada uma edição especial do evento com a eliminatória mineira para o Duelo de MCs Nacional 2016. Já no domingo, 20, também às 14h, o viaduto recebe a final do Duelo, com lançamento do primeiro disco da Família de Rua.

Interseccionalidade. Cristal Lopez apresenta performance que reflete o corpo trans e negro

Feirinha Estelar PABLO BERNARDO/ DIVULGAÇÃO

tem debate sobre o corpo negro 6 Sesc O debate “Corpo Negro, Transexualida-

de, Diversidade Sexual e Direitos Humanos”, que contará com a participação de Gael Benítez e Rafaela Vasconcelos Freitas, abre um espaço para reflexão sobre a representação de um corpo trans. Antes da conversa, Cristal Lopez apresenta uma performance que traz para a cena a interseccionalidade de temas. “A questão negra vai ser discutida também com a reflexão sobre as travestis e transexuais”, comenta Denilson Tourinho. Onde Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100) Quando Nesta qua. (16), às 19h Quanto Entrada gratuita PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

MC Tamara Franklin

e poesia no 6 Rap Memorial Vale

Em mais uma ação do projeto “Resenhas Pretas no Memorial”, o Instituto Cultural Casarão das Artes apresenta o show “Anônima”, de Tamara Franklin. Indicação de Denilson Tourinho, a MC traz uma proposta rítmica que perpassa do samba ao blues, aliados à poesia do rap e a influências da cultura afro-brasileira. O projeto foca na valorização da cultura africana e propõe reflexões sobre temas sociais. Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, s/n°, Funcionários) Quando Neste domingo. (13), às 11h30 Quanto Entrada gratuita

Zumbi 6 Prêmio reconhece iniciativas

O Prêmio Zumbi de Cultura e Conscientização é uma tradição em Belo Horizonte “O prêmio é um reconhecimento do que mantém a memória, a cultura e as tradições negras. Além das atrações, traz também uma programação de conscientização”, afirma a jornalista Etiene Martins. A iniciativa realiza, nos dias 18 e 19 de novembro, a exibição de documentários, roda de conversa, oficina e shows no Sesc Palladium. A abertura fica a cargo da Cia Baobá, realizadora do Prêmio, e acontece neste domingo, no Sesc Palladium. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046) Quando Neste domingo (13), às 19h (confira a programação completa das atividades no link:. https://goo. gl/0Inf7o) Quanto Entrada gratuita (com retirada de ingresso 1h antes do evento).


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LITERATURA Afetividade pelos animais Laura Medioli e Fernando Fabbrini compartilham uma opinião em comum: a vida ao lado dos animais é mais prazerosa. É um pouco dessa experiência que eles apresentam no livro “Só de Bichos: Crônicas Divertidas para Quem Ama os Animais”, a ser lançado no dia 19 no Espaço Cultural do jornal O TEMPO. Laura conta que a ideia de produzir o título, centrado num conjunto de crônicas escritas pelos dois, partiu dela, mas foi Fabbrini quem ampliou o recorte. “A minha intenção era fazer um livro que trouxesse histórias de cachorros. Há um tempo, eu tive a ideia de fazer algo específico sobre a Pretinha, nossa vira-lata que aparecia em várias das minhas crônicas e era muito querida pelos leitores. Mas Fabbrini sugeriu que incluíssemos outros bichos, não só cachorros. Eu achei ótimo, porque o contato com vários tipos de animais foi o que não faltou na minha vida”, conta a autora que traz a público o seu quarto título, cuja venda será revertida em doações para ONGs protetoras dos animais como Rockbicho e Cão Viver. Desde a infância, ela recorda que viveu num ambiente muito diferente da configuração urbana atual de Belo Horizonte. Na região da Pampulha, onde cresceu, o Mineirão nem havia ainda sido construído e o acesso a uma linha telefônica era algo raríssimo. Nesse local, a sua residência ocupava parte de um terreno de 70 mil metros quadrados, e ali, volta e meia, chegavam diferentes e novos inquilinos. “Meu pai era construtor e costumava viajar muito por conta do trabalho. Ele tinha um funcionário que ia para vários lugares do país e de lá trazia alguns bichos. Como não tinha onde deixar, eles acabavam ficando lá em casa. Meu pai ficava uma fera, mas a meninada adorava”, afirma Laura. Foi assim que a escritora passou a conviver com a presença de jacarés, jacus, cobras e seriemas, entre outros. “Uma vez chegamos ao jardim e notamos uma confusão. De repente, avistamos seis vacas que comiam as flores e uma tinha caído dentro

LINCON ZARBIETTI

Carlos Andrei Siquara

“Uma cachorra da pesada”

“O jeito do Tubarão” Acho que devemos observar mais os bichos, aprendendo com as aranhas, ursos, gatos, cachorros. São Bernardo (o santo; não o cão) dizia que ‘há mais nas florestas do que nos livros’, convidando-nos a um olhar mais atento às formas de vida do reino vegetal e animal, abandonando o engodo do antropocentrismo. Trecho de crônica de Fernando Fabbrini

Minha filha sempre diz que a Pretinha, se fosse gente, certamente estaria presa ou às voltas com a Justiça. Malandra, esperta, inteligentíssima e criadora de casos, não tenho dúvida. Não que ela seja ‘do mal’; muito pelo contrário, é amável, carinhosa, fiel. Mas carrega em sua personalidade algo de transgressor e atrevido que jamais vi em cachorro algum. Trecho de crônica de Laura Medioli

da piscina. Precisamos ligar para os bombeiros para retirá-la dali, porque ninguém conseguia”, diz. Havia também Rebeca, a égua de estimação e uma variedade de cachorros, especialmente os vira-latas adotados. “Quando criança eu e meus irmãos criávamos de tudo até os gambazinhos. Para a gente, bicho era bicho. Não tinha preconceito, podia ser gambá, morcego, o que fosse”, acrescenta ela, que tinha ao lado da cama, inclusive, um formigueiro dentro de um pote de vidro. “Foi meu tio Ângelo (Machado), que é zoólogo, quem me ensinou como fazer isso”, relata. Essa diversidade de espécies está presente nas páginas de sua autoria e nas de Fabbrini. O autor sublinha que abordar o universo dos animais é fascinante e reforça a importância deles no mundo. “Tem bicho que é mais hu-

mano que muita gente pela maneira como reage a determinadas situações, pelos sentimentos e pela fidelidade que manifesta”, pontua ele. Se Pretinha surge com frequência nos textos de Laura, ele conta que o cachorro Bruno tem sido um dos principais personagens de sua escrita. “Ele foi adotado pela minha irmã e quando chegou em casa estava muito doente. Quase não conseguia subir as escadas. Estava muito fraco. Hoje virou um capeta e apronta muito. Ele está muito presente por ser o bicho do momento, mas tem outros do passado que já passaram por minha casa ou são de amigos que também aparecem nos textos”, diz. Em relação às crônicas da coautora do livro, Fabbrini destaca “Meus Bichos”: “Há historias muito engraçadas e essa é uma delas. Toda a vez que eu leio essa

crônica ela me faz rir muito”, relata. Laura, por sua vez, comenta “Bela, Carmela e Fiorela”, do escritor e amigo. “Essa história é muito bacana e tem uma coisa que gosto muito na escrita dele que é a combinação entre o bom humor e a inteligência. Ingredientes que eu acho que agradem em cheio”, finaliza.

AGENDA O quê Laura Medioli e Fernando Fabbrini vão lançar “Só de Bicho: Crônicas Divertidas para Quem Ama os Animais” Quando Sábado, dia 19, das 10h às 14h Onde Espaço Cultural do Jornal O Tempo (Rua Pernambuco, 712, Funcionários) Valor promocional do livro R$ 25


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MÚSICA Pagodinho volta com mais parceiros Lucas No meio da Simôes e n c h e n t e

que desolou Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, há três anos, Zeca Pagodinho, 57, foi um dos personagens que chamou a atenção e a responsabilidade para si, ao ser fotografado com o próprio quadriciclo resgatando vítimas. “Eu sempre tenho esperança no ser humano, mas realmente é tanta violência, tanta miséria, que às vezes desanima. Queria ver um Brasil com mais educação, com mais emprego. Acho que isso já seria um bom começo”, diz Zeca. É baseado nesse espírito de humanidade e numa esperança sem fim que um dos principais sambistas do país volta a Belo Horizonte neste sábado (12) apresentando o show do seu último disco, “Ser Humano” (Universal Music), no BH Hall. Há cinco anos sem um álbum de inéditas – o último foi “Vida da Minha Vida” (2010) –, Zeca retorna ao mercado fonográfico após passar uma temporada dedicado aos recorrentes projetos em que convida amigos, como o disco “Multishow Ao Vivo: 30 Anos – Vida Que Segue” (2013). No início do ano passado, porém, com a perda do filho mais velho, Elias Gabriel, em janeiro, e do pai, Jessé da Silva, em março, mais uma vez “o samba veio atuar como meu remédio”, como o próprio

Zeca define sua relação com a música em mais de 30 anos de carreira. A força para compor, novamente, veio dos amigos e parceiros, como Dunga e Gabrielzinho do Irajá (“Amor pela Metade”), Nelson Rufino (“Mangas e Panos”), Gilson Bernini e Xande de Pilares, que assinam juntos “Só Na Manha”. “Na verdade, só tem uma composição minha nesse disco, com o Arlindo Cruz e o Sombrinha (“Foi Embora”), o restante é da turma de compositores que me acompanha”, diz Zeca. UNINDO DIFERENÇAS Além de reunir os parceiros conhecidos, o novo disco, com direção musical de Paulão 7 Cordas, traz participações nada convencionais. Pepeu Gomes, guitarrista dos Novos Baianos, traz a harmonia característica de sua guitarra para o samba “A Monalisa”, enquanto o humorista Pedro Bismark incorpora o personagem Nerso da Captinga em “Mané, Rala Peito”. Mas, para Zeca, unir as diferenças não é incomum. “A música é isso, todo mundo junto e misturado. Eu, de vez em quando, também estou no disco de outros artistas que não são do samba”, diz o sambista. O disco ainda tem a estreia do sobrinho de Zeca, Juninho Thybau, na canção “Tempo de Menino”. Apesar de apresentar boa parte das 14 inéditas que compõem “Ser Humano”, é quase um ritual para o artista sempre tocar can-

ções que estão na boca do povo, como “Verdade” e “Vai Vadiar”, por exemplo. Por isso, o sambista também aproveita para colocar na roda canções que preenchem o recém-lançado “Quintal do Pagodinho 3”. Sempre cercado de convidados de peso, no terceiro volume do projeto realizado no sítio do artista em Xerém, em Duque de Caxias, onde o compositor cresceu, os convidados são nomes como Paulinho da Viola e Maria Bethânia, que protagoniza momento sublime ao declamar o poema “Mora Comigo”, de Luiz Carlos Lacerda (que a baiana gravou no álbum “Drama 3º Ato”, de 1973), além de cantar “Esse Cara”, de Caetano Veloso. Esta semana, Zeca gravou uma participação no especial de Roberto Carlos na TV Globo cantando um pout-pourri em homenagem ao centenário do samba, que incluiu “Com Que Roupa?”, de Noel Rosa, “Se Acaso Você Chegasse”, de Lupicínio Rodrigues e “O Sol Nascerá”, de Cartola. Roberto e Zeca cantaram também “Caviar”. EXTERIOR Após a pequena turnê, Zeca parte para uma série de shows na Europa, a partir do dia 19. Ele vai passar pela Alemanha, Portugal, Inglaterra e Holanda.

> Zeca Pagodinho

BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 3209-8989) Neste sábado (12), às 22h. Os ingressos variam entre R$ 70 (meia-entrada para arquibancada) e R$ 640 (inteira, mesa para 4 lugares)

Em BH Zeca faz show com inéditas e entoando maiores sucessos da carreira

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MÚSICA Sobre o maestro soberano Novembro João de 1977. No Motta palco do Ca(*) necão, Tom Jobim, Vinicius de Moraes, Toquinho, Miúcha e convidados. Nas coxias, com apenas 5 anos, o neto do maestro se encantava pelo som do piano e pelo clima descontraído que reinava na antológica casa de shows carioca. Passados 38 anos, Daniel Jobim guarda semelhanças impressionantes com o avô: além da aparência física (e do chapéu panamá), o timbre da voz, a sensibilidade sobre o piano e a delicadeza para criar arranjos. Mas não só. Com leveza (e certa timidez), o carioca conta que a paixão por pássaros – e pela natureza em geral –também é uma característica que remete a Tom (1927– 1994), a quem ele reverencia em BH na próxima quinta-feira (17), com o show “Daniel Jobim Canta Tom”. “Gosto muito das canções mais ecológicas dele, como as do disco “Urubu’”, revela à reportagem, pouco antes de viajar para o sítio da família em Petrópolis, o mesmo que inspirou “Águas de Março”. O espetáculo que traz a

BH é todo calçado na obra do maestro da Bossa Nova. As canções que mostraram ao mundo o jeito brasileiro de fazer jazz compõem um saudoso repertório: “Samba de uma Nota Só”, “Corcovado, “Luiza”, “Insensatez”, “Ela é Carioca” e “Wave” estarão presentes. O show pretende reviver a atmosfera que Tom criava em suas apresentações, suscitando a beleza das notas, a suavidade dos arranjos e o intimismo das composições. “Garota de Ipanema”, claro, não poderia ficar de fora. Daniel, aliás, recorda a recente execução deste standard na abertura das Olimpíadas do Rio, embalando o impactante desfile de Gisele Bündchen ao som das notas de seu piano. “Foi muito, muito especial. O estádio cantando, a voz e o piano baixinhos se harmonizando com a beleza da Gisele”, enumera. Para ele, a canção segue muito significativa por “remeter imediatamente à imagem do Brasil para nós e para o exterior, à imagem da praia, das moças bonitas, e a leveza da bossa nova”. Sobre suas outras referências na MPB, Daniel cita o Clube da Esquina e o prazer de ter gravado, com Milton Nascimento, “Caminhos Cruza-

DANIELA DACORSO/DIVULGAÇÃO

Qui. 17.nov.

O neto de Jobim também incluiu, no repertório do show que apresenta na capital mineira, a música “Dias Azuis”, de sua autoria

dos”, do avô. E fala também de João Gilberto: “Ficava encantado como aquela voz se fazia sumir”, conta o músico. Desde os 17 anos, Daniel Jobim já se apresentava ao piano pelo país. Desde então, dividiu palco com nomes como Dorival Caymmi, João Gilberto, Caetano, Chico Buarque, Gal Costa, Ma-

ria Bethânia... Também fez parte da gravação do último disco de Tom. “Gravei com ‘Antônio Brasileiro’. Eu mudava um acordezinho, ele mudava mais um pouco, evoluía... Era uma colaboração muito boa”. Para o pianista, a Bossa Nova “tem uma mágica que faz as pessoas se relaciona-

CAUANA FERNANDES/SBT/DIVULGAÇÃO

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cida, a começar de Paulo Jobim, seu pai, e outros músicos que foram colegas de Tom.(Sob a supervisão de Marília Mendonça)

“Daniel Jobim >Canta Tom”

Daniel Jobim revive sucessos do maestro e avô. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Savassi). Às 21h. R$ 180 (inteira)

LEONARDO LIMA/DIVULGAÇÃO

Claro 6 NET Festival

em 6 Wado “Ivete”

Quinta edição do evento em BH. No line up, nomes da música eletrônica nacional e internacional: Steve Angello (foto), Blasterjaxx, Infected Mushroom, FTAMPA, Hot Bullet, Joy Corporation e Clubbers! Onde Esplanada do Mineirão Quando Sábado (12), a partir das 14h Quanto A partir de R$ 230 (pista)

O cantor e compositor pernambucano apresenta o nono álbum mergulhado no tropicalismo, com referências que vão de Nina Simone, Racionais MC’s e Gilberto Gil. A Orquestra Mineira de Brega abre o show. Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1172). Quando Sexta (18), às 22h Quanto A partir de R$ 20 (promocional)

TIMOTHY SACCENTI/DIVULGAÇÃO

25 anos do Del Rey Final de semana com atrações como a banda da novela “Cúmplices de um Resgate” (foto ao lado) e os veteranos do Capital Inicial Onde Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001) Quando Domingo (13) e segunda (14), respectivamente Quanto A partir de R$ 40 e de R$ 50, respectivamente

rem com ela para tocar ou ouvir, influencia muito nos estilos brasileiros, ela é ampla, não é fechada”. E acrescenta: “É o meu estilo de tocar, é a base do que faço, tocar baixinho. Gosto de rock, pancada, mas prefiro fazer do meu jeito, mais intimista”. A banda que acompanha Daniel também é conhe-

ALZIR LIMA/DIVULGAÇÃO

Gigantes do Samba Show revive sucessos do samba dos anos 90. Alexandre Pires (Só Pra Contrariar) e Luiz Carlos (Raça Negra) apresentam clássicos como “Cheia de Manias”, “Mineirinho” e mais. Onde BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Sion) Quando Sexta (18), às 22h. Quanto A partir de R$ 90 (inteira, arquibancada)

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MÚSICA De volta a seu celeiro musical “Minha primeira professora de piano, aos 11 anos, disse a meu pai que eu não tinha talento”, confidencia, à reportagem, o músico mineiro Marcus Viana que, muitos anos após o episódio, e com a carreira mais do que reconhecida, desembarca no Teatro Bradesco para duas apresentações, na próxima semana, tendo como foco seu trabalho de compositor de trilhas. Quem segue a carreira do compositor sabe: o violinista assinou trilhas de sucesso em novelas como “Pantanal” (da extinta TV Manchete) e “O Clone” (Rede Globo). “É um processo que exige trabalhar com imagens que às vezes nem estão prontas. É pura interação com o diretor, é quando ele abre sua alma e me torno parte do processo criativo”, explica o músico. Um processo que também atravessa os territórios de seu Estado natal, Minas. Viana já viajou ao redor do globo atrás de referências. Contudo, destaca os traços permanentes da “mineiridade” em sua obra. “Minas é um celeiro musical e, musicalmente, moro aqui. Essa raiz é algo que existe em mim e a presença de algo mineiro em minhas músicas simplesmente acontece”, afirma. Lara Alves *

Na apresentação no Teatro Bradesco, ainda em homenagem ao Estado brasileiro onde o barroco floresceu – e de onde o compositor também resgata traços musicais –, Marcus (que compôs o “segundo hino dos mineiros”, “Pátria Minas”) apresentará a inédita “O Tempo e a Viola”. Mas não só. “É a primeira vez que ‘Sinfônica dos Sonhos’, muito querida pelo público, será cantada”, entusiasma-se Viana. Não bastasse, a Transfônica Orkestra (outra vertente da carreira do mineiro) acompanhará Viana na execução de suas principais trilhas, como a abertura da série “A Casa das Sete Mulheres” e algumas músicas da novela “Ana Raio e Zé Trovão”. O público poderá conferir, ainda, algumas surpresas no show, que terá a participação das cantoras Gabi Drumond, Raya Hilal (libanesa que interpretará “Pai Nosso” em árabe) e de Lulia Dib (que cantará mantras em sânscrito). TRAJETÓRIA Se a história colocada em repasse no início desta matéria é surpreendente para quem conhece o hoje abalizado trabalho do multiinstrumentista, vale dizer que muitas outras pedras apareceram no caminho de Viana. Sua trajetória é, em realidade, uma viagem repleta de percalços que aumen-

TARCÍSIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO

Sex. e sáb. 18 e 19.nov.

O músico volta à capital para apresentar canções inéditas e as trilhas sonoras que marcaram sua carreira

tam a bagagem de seu embornal. A formação musical de Viana começou antes das citadas aulas de piano e também antecede sua entrada ao curso de formação de violinistas da Orquestra da PM. O músico, é bom lembrar, é filho de Sebastião Viana, flautista e assistente de VillaLobos no período magistral de produção do maestro. A televisão, ainda pouco usual e recorrente na infância de Viana, era substituída

pelas imagens que o menino criava na cabeça a partir das composições que o pai tocava. “Ouvia ele tocar e imaginava cenas. Perguntava se aquilo era o fim do mundo e ele me dizia que era o começo dele”, conta Marcus, que hoje entende ter nascido ali sua alma musical. O que não desconfiava é que também florescia seu talento para idealizar grandes trilhas sonoras, tônica da apresentação do incansá-

PAULO VALLE/DIVULGAÇÃO

criações no show “Marimbaia” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 19h30. R$ 10

sábado (12)

PRÊMIO DE MÚSICA DAS MINAS GERAIS

GAROTAS SOLTEIRAS E CORTE DEVASSA

HOUSE OF ROCK Tempo Plástico, Dopaminas, Seu Juvenal e Isso Casa Estúdio (r. Dr. Sette Câmara, 295, Luxemburgo). Às 16h. R$ 15

Jonhny Herno e Duarte fazem o show “Canções de Guardanapo” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 30

MALVINA Cantora e compositora homenageia Milton Nascimento Memorial Minas Gerais Vale (pça. da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias). Às 16h. Entrada gratuita.

domingo (13) GETÚLIO PRATES Lançamento do álbum “A Distância Não Separa” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 20

MANHÃS MUSICAIS Encontro de Cássia Lima e Miguel

* Sob supervisão de Marília Mendonça

Marcus Viana >Trilhas Sonoras em Concerto

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (18) e sáb. (19), às 21h30. R$ 100 (inteira)

SAUDADES Piano Quando chegou aos Estados Unidos para um intercâmbio, Marcus Viana não dominava o idioma. O músico confidenciou que “chorava as saudades do Brasil no piano”. “Na verdade, eu não sabia tocá-lo, mas comecei a tirar som dele e descobri que o som é a verdadeira linguagem da música”, conta Viana que, também ali, começou a compor.

#FICAADICA ANDRÉ FOSSATI/DIVULGAÇÃO

Nesta edição se apresentarão Cachaça com Arnica, Jouber Nabor, Vitrolas, Banda Maracutaia, Banda Resisttência, Dolores 602 e Electra Lee e Borba. Teatro Alterosa (Avenida Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Às 19h30. Entrada Gratuita

Circuito de Pré Carnaval Granfinos (av. Brasil, 326, Santa Efigênia). Às 22h. R$ 25

MÚSICA ITINERANTE

vel artista que ainda encontra fôlego para liderar o grupo Sagrado Coração da Terra, que une a música progressiva à erudita e aos ritmos tribais ameríndios.

TALES AUGUSTO

Péricles Garcia lança seu novo trabalho n’ A Autêntica

Show “Reencontrando Amigos” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 28

quinta (17) Rosselini Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

DOMINGOS CLÁSSICOS Orquestra Ouro Preto, regida pelo Maestro Rodrigo Toffolo, dá continuidade às ações de democratização da música clássica Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 11h. R$ 5

segunda (14) THAEME & THIAGO A dupla vai tocar grandes sucessos como “Ai que Dó”, “Foi Daquele Jeito”, “Sinto Saudade” e “Perdeu”.

Hanga 677 (r. Henriqueto Cardinale, 121, Olhos d'Água). Às 22h. R$ 50 (feminino) R$ 60 (masculino)

terça (15) MARCELA TAÍS

A jovem cantora une folk, surf music, reggae, mpb, pitadas de pop e poesia em um estilo próprio de música gospel. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Savassi). Às 19h30. R$ 60 (inteira)

quarta (16) LEANDRO CÉSAR O músico e compositor apresenta suas

MARI BLUE Lançamento do álbum “Fruto da Flor” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 30

RETROFOGUETES, THE FOLSOMS & HANS Música autoral e independente. A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 21h. R$ 25 (portaria)

sexta (18) PÉRICLES GARCIA Cantor lança o álbum “Rua Universo” com abertura de Tuia A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 25

o período de assinaturas 6 Aberto para Filarmônica de Minas

O público já pode adquirir assinaturas para a décima temporada da Orquestra Filarmônica. Os assinantes têm acesso a benefícios e podem conferir apresentações de grandes mestres da música clássica. Onde Site da Filarmônica (www.filarmonica.art.br) e Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) Quando De terça a sexta, das 12h às 21h; sábado das 12h às 18h. Até 28 de janeiro Quanto Preço sob consulta


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ARTES CÊNICAS FERNANDA ABDO/DIVULGAÇÃO

estreia 17.nov.

Espetáculo resulta de observações e pensamentos baseados principalmente no cotidiano das pessoas cegas

Diferenças que não impedem conexões As diferenças entre a pessoa cega e aquela que enxerga são diversas: o andar, a lida com o espaço, as formas de aprender. E é sobre as particularidades e a interação entre essas realidades que Oscar Capucho e o Victor Alves dançam em “E a Cor a Gente Imagina”, espetáculo que estreia quarta-feira (17), no CCBB BH. Com texto e dramaturgia de Capucho e coreografia de Alves, a montagem condensa três anos de trabalho dos dois. Tudo começou quando montaram uma performance que abriu a exposição fotográfica “Texturize-se”, de Fernanda Abdo. Capucho, que é cego, recorda que o resultado reverberou inicialmente na montagem Alex Bessas (*)

de “Sentidos”. Agora, deságua em “E a Cor a Gente Imagina”. “As pessoas ficavam muito impressionadas com a gente em cena. Sempre perguntavam como é esse trabalho que relaciona o corpo da pessoa cega e o do que enxerga. A gente quis responder essas questões e, assim, construiu o espetáculo”, explica. SIGNIFICAR A COR Por sua vez, Victor Alves, que é negro, comenta que a questão racial também está presente no espetáculo. Ele destaca que o próprio título já vem imbuído de significados: “E a Cor a Gente Imagina” foi a resposta dada por Oscar ao ser questionado sobre a importância da cor para a pessoa cega. “É um espetáculo que fala dos dois lugares, da pessoa cega e da que enxer-

ga, mas em um mundo predominantemente visual”, explica Alves. Essas diferenças impactam também na dança, já que a percepção dos movimentos é outra. Por isso, Alves costuma dizer que eles são sintonizados – e não, sincronizados. Na sexta (18) e no sábado (19), o grupo Svoa (especializado em recursos para acessibilidade voltados a pessoas com deficiência visual) vai realizar uma autodescrição da peça, ampliando a acessibilidade. “Sei que a pessoa cega já iria perceber nossos movimentos, mas queremos oferecer possibilidades”, diz Capucho.

Manifesto de amor e entendimento “O mundo precisa de colo, e não de palmada”. Esta é uma das mensagens do monólogo “Coisas Boas Acontecem De-Repente”, assinado – e protagonizado – por Cynthia Paulino. A montagem da Cia. Teatro Adulto integra as comemorações de 20 anos da Cia Pierrot Lunar (iniciadas no último dia 7), e estará em cartaz na sede da companhia, na Floresta, de sexta (18) a domingo (20). Com a proposta de pensar o feminino por meio de uma anti-diva, a peça marca o retorno da atriz aos palcos após hiato de cinco anos. Fundadora da Teatro Adulto, Cynthia vinha de um tempo se dedicando à direção. Mas foi justamente a “abstinência” do lado atriz que resultou no embrião do novo projeto. Tempos atrás, Cynthia descobriu a

cantora e artista plástica cearense Karine Alexandrino, conhecida como “Mulher Tombada” (por sempre tirar fotos no chão). O desejo de voltar aos palcos somado, pois, à inspiração despertada pelas criações de Karine fez com que Cynthia elaborasse o roteiro, idealizasse (e costurasse) o figurino e assumisse a direção – e a única voz – em cena. “Foi um momento importante para mim. De encontro comigo mesma, com esse feminino que precisava de carinho. Espero que as pessoas visualizem esse acolhimento que encontrei durante o processo de criar a peça”, explica a artista. Quase tudo, aliás, foi feito no quarto de Cynthia. Mais que seu laboratório, ela descreve o espaço como “um útero”. O resultado é

“um manifesto de amor e entendimento. Tem a ver com o equilíbrio desse feminino. O planeta está pedindo acolhimento”, defende. E, enquanto cantarola “Masculino e Feminino”, de Pepeu Gomes, adverte: “O espetáculo é para os homens também”. Afinal, “está na hora de menos glamour e mais verdade, menos maquiagem e mais cara limpa”, provoca ela, destacando, do alto de seus 47 anos, que as certezas que tinha aos 20, felizmente, ruíram. (Alex Bessas/Especial para o Pampulha).

Coisas Boas >Acontecem De-Repente

Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta, 2514 0440). Sex. (18) e sáb (19), 20h; dom. (20), 19h. R$20. CATARINA PAULINO/DIVULGAÇÃO

Sex. a dom. 18 a 20.nov.

* Especial para o Pampulha

E a Cor a Gente >Imagina

CCBB BH(Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). De quarta (17) a segunda (28), às 19h. R$ 20 (inteira).

“Menos glamour e mais verdade”, defende a atriz Cynthia Paulino

Mostra celebra a performance Sáb. 12.nov.

JOACÉLIO BATISTA/DIVULGAÇÃO

Marco Paulo Rolla (aqui, na performance “Elos”) coordenou a iniciativa do Ceia

No documentário “A Artista Está Presente”, a sérvia Marina Abramovic fala sobre seu sonho de ver a arte que advoga – a performance – ampliar seu espectro a ponto de se tornar uma dita “arte popular”. Em BH, a performance vem sendo a bandeira de várias ações que comungam o mesmo objetivo – e uma delas compartilha seus resultados com o público por meio da “Mostra de Performance”, que acontece neste sábado (12), na sede do Undió. Em cena, a formatura dos participantes do curso “Iniciação à Performance”, do Centro de Experimentação e Informação de Arte (Ceia), de setembro ao início deste mês, nos centros culturais Padre

Eustáquio e Pampulha. No curso, que foi gratuito, as duas turmas se inteiraram da história geral da performance, bem de artistas de várias gerações, além de, claro, terem vivenciado a performance. As aulas foram dadas por Ana Luisa Santos, Renato Negrão e Wilson de Avellar, tendo Marco Paulo Rolla (que já trabalhou com Abramovic) como coordenador. Ao longo do curso, as turmas tiveram encontros sob a orientação de DududeHermann (BH) e Fernando Ribeiro (PR). Segundo Marco Paulo Rolla, o retorno da iniciativa surpreendeu. “Houve quem procurasse (o curso) sem saber direito do que se tratava, mas os que fizeram são pes-

soas esclarecidas e levaram tudo muito a sério”, frisa, acrescentando que a maior procura foi do público feminino. “Talvez por uma certa dificuldade que o homem ainda tem de mexer com o corpo”, opina. Já sobre a vertente, de um modo em geral, Marco Paulo lembra: “A performance abre o campo humano de várias maneiras, o que pode chegar à educação, à sociologia...”. (Patrícia Cassese/Especial para o Pampulha)

Mostra de >Performance

Instituto Undió (rua Padre Belchior, 280, Centro). Neste sábado (12), das 10h às 18h. Entrada gratuita.


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ARTES CÊNICAS “M” leva reflexões ao palco “A cultura é a Patrícia regra. E a arCassese te, a exce(*) ção”. A frase foi dita no filme “Je Vous Salue Sarajevo” (1993). Mas foi André Lage, cineasta, fotógrafo e doutor em Antonin Artaud (dramaturgo francês que viveu entre 1896 e1948), que a ofereceu à dançarina Margô Assis durante o processo de preparação de “M”, espetáculo de dança que estreia na próxima quinta (17), cumprindo temporada até o domingo (20), no Espaço CulturalAmbiente.Amontagem tem um significado especial para a artista: baliza seus 30 anos sobre o palco. Nãopor outromotivo, in-

citada a fazer um balanço sobre essas três décadas, é à frase que ela recorre. “Este lugar da exceção é o da resistência, da produção de sensibilidade, da invenção de outros modos de existência e de percepção do mundo. Tudo isso nos é apresentado através da literatura, cinema, música, dança, artes plásticas...”, enumera Margô, única presença no palco nesta iniciativa de caráter também autobiográfico. E que vem de um outro processo, iniciado há dois anos, quando ela começou a fotografar camas pelas ruas. “Tenho pensado muito no ‘desaparecimento’ do corpo, no sentido mais amplo possível. Comecei a elaborar isso com as fotos. Por questões sociais

óbvias, mas também pelo rastro do corpo inscrito nas imagens. A presença do corpo na sua ausência”. Hoje, em “M”, dirigida por Lage, ela diz buscar o desaparecimento/aparecimento do corpo, “revelando, assim, o objeto”. Sobre o espetáculo em si, Margô lembra que todo processo de criação é poroso. “Está em constante troca com tudo à sua volta. Um sistema aberto”. E diz que “M” passou por vários lugares. E muita experimentação. A montagem agrega, em seu bojo, referências de nomes das artes plásticas, da dança, do cinema e da fotografia. “Nomes que tanto eu quanto André admiramos. Além disso, há um caráter biográfico presente neste corpo de agora, que se apresenta após um processo de 30 anos”. Margô quer desafiar o público a criar conexões com as imagens oferecidas. “Por mais que o trabalho tenha uma estrutura, e que com ela eu crie internamente conexões, sinto que este espaço está aberto”. * Especial para o Pampulha.

> “M”.

Espaço Cultural Ambiente (rua Grão Pará, 185). De quinta (17) a sábado (19), às 21h, e domingo (20), às 20h. 50 min. 16 anos. R$10 (inteira)

estreia 17. nov

Desafio “Busco provocar o meu corpo com aquilo que ele não conhece”, diz a dançarina

ANDRÉ LAGE/DIVULGAÇÃO


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ARTES CÊNICAS FID adentra a cena Não é “mimimi de artista”. É fato que o Fórum Internacional de Dança, o FID, corria (mais uma vez) o risco de não acontecer – mesmo com o reconhecimento de uma história de 21 anos. Com atrações de seis Estados brasileiros e uma do Canadá, o FID acontece dos dias 15 a 23 graças a um patrocínio de última hora. Mesmo salva, a edição terá formato reduzido, dentro do que os R$ 280 mil de orçamento permitem. A abertura traz o canadense Benoît Lachambre, que volta ao festival pela quarta vez – participou, inclusive, da primeira edição. Dessa vez, ele traz a performance (inédita na cidade) “Lifeguard”. “Mesmo sendo conhecido, trazê-lo é também uma aposta. O trabaJoyce Athiê

teatro adulto 60 PRA RIR - DOIS É DEMAIS Dir. Christiano Junqueira e Leandro Nassif (também no palco) Improvisação em esquetes. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, 3277-6437). Dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (Sinparc).

AMOR DE SALTO ALTO

Dir. Daniel Lima Com Barbara Nunes e Marcelo Prosdocimi Mulher fala aos homens, de forma leve, tudo o que muitas mulheres gostariam de dizer. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Sáb.(12), 21h; dom. (13), 19h. R$ 40 (inteira).

A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE

Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos do bardo, como Hamlet e Romeu & Julieta, compõem um painel da obra de Shakespeare. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Qui., sex. e sáb., às 20h30. R$ 50 (inteira). Até 18/12.

ATÉ QUE O FACE NOS SEPARE

Texto Bruno Félix Com Bruno Félix e Dannyelle Gama Casal tem a vida virada depois de acontecimentos do passado caírem no Facebook e no WhatsApp. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc)

BOA NOITE CINDERELA

Dir. Inês Peixoto Com Amauri Reis Três dias após conhecer rapaz na boate, homem acorda sozinho, sem móveis, sem dinheiro, e sem coragem de acionar um socorro. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

BRINCANDO EM CIMA DAQUILO

Dir. Ítalo Laureano Com Marisia do Prado Comédia em quadros onde a tônica é a força da mulher e seus conflitos entre a vida profissional, a de esposa e mãe. Teatro Raul Belém Machado (r.

lho que será mostrado não tem entrada no circuito de festivais. Ninguém o compra, por ser restrito a poucas pessoas”, conta a idealizadora do FID, Adriana Banana. A performance de Benoît acontece na terça (15), às 20h, no Espaço Ambiente, para um público de 80 pessoas (pela estética da proximidade e pela noção de alteridade). “O sentido político está impregnado no trabalho dele e é explicitado na necessidade do público para que aconteça, principalmente por meio do tato”,afirmaBanana, quetambém é destaque neste FID. A gestora e dançarina se apresenta pela primeira vez no festival que idealizou. “Nunca achei ético me escolher, mas agora que o FID tem mais de 20 anos, me dei esse direito”. Ela leva “Desenquadrando asPossibilidadesdo Movimento” à Sala Juvenal Dias na quarta (16), às 20h. O traba-

lho também traz Benoît e a dançarina mineira Cinthya Reyder.

Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (12), às 19h e às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

marido. A única pista é uma marca de batom deixada na camisa dele. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, 3014-5382). Sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 19h. R$ 17 (Sinparc).

ELEFANTE BRANCO

Dir. Gustavo Bones e Mariana Maioline Com Charles Valadares, Fabrício Trindade, Helaine Freitas Cinco pessoas encerradas em uma pequena sala vivem uma rotina até que uma novidade rompe com o cotidiano. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Ter. (15) a sáb. (19), às 20h. R$ 10.

ENSAIO PARA SENHORA AZUL

Dir. Robson Vieira Com Kelly Crifer Situações limite do cotidiano: nomes, números, cores, sons, formas, silêncios e a loucura como forma de expressão. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, 3481-5580). Sex. (18) e sáb. (19), 20h; dom. (20), 19h. R$ 20 (inteira).

ESTRANHA CIVILIZAÇÃO

Dir. Lydia Del Picchia Com Carloman Bonfim, Cristiano Peixoto e Fábio Furtado Três atores ensaiam peça que nunca irá estrear. E recebem o público para apresentar o que ainda resta de suas cenas. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). De sáb. (12) a ter. (15), às 20h. R$ 12 (inteira).

GATA EM TELHADO DE ZINCO

Dir. Eduardo Tolentino de Araújo Com Bárbara Paz e grande elenco. História de família obcecada pela herança do patriarca doente, envolvendo ambição e competitividade. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450. 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 28/11.

HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL

Dir. Eri Johnson Com Guilherme Oliveira O amor e a incompreensão entre os sexos ganham novas cores, longe do politicamente correto. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

KEEP CALM, ESTAMOS DE BATOM

Texto Wesley Marchiori Com Daine Brasileiro, Aloiso Pires, Carlos Nunes Laura Lúcia, milionária de meia idade, visitará o salão de Sophie e Greg para um acerto de contas com a amante do seu

PARCERIAS Diferentemente de eventos como o Festival Internacional de Teatro Palco e Rua (FIT-BH) – que estão no arcabouço da Prefeitura de Belo Horizonte –, o FID segue como uma empreitada tocada por artistas. É que, desde os períodos de maior crise, Adriana tornou público o orçamento do festival e passou a receber apoios e parcerias, como a da Cia. Suspensa, que mantém, em Nova Lima, o Centro de Arte Suspensa Armatrux (C.A.S.A). Além de o espaço receber o festival, a Suspensa também contribui para a gestão do projeto há três anos. “Não é possível deixar que uma iniciativa como essa não aconteça”, afirma a dançarina Patrícia Manata, que, além da pro-

MARILYN MONROE.DOC

Dir. Juarez Guimarães Dias Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre como Norma Jean Monroe se tornou o mito Marilyn Monroe. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, 2108-7827). Sex. (18), às 20h. R$ 20 (inteira).

NÃO SÃO SÓ SEIS SEGUNDOS

Dir. Lucas Rangel Com Lucas Rangel e Danielle Diz O Youtuber divide o palco com a colega Danielle Diz. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, 3201-5211). Neste dom. (13), 16h. R$ 80 (plateia I, lote 1, inteira); R$ 60 (plateia II, lote 1, inteira); R$ 100 (plateia I, lote 2, inteira); R$ 80 (plateia II, lote 2, inteira).

QUEM TEM MEDO DE TRAVESTI

Dir. Silvero Pereira Com Coletivo As Travestidas Jovem se suicida por não suportar mais um mundo de preconceito. Crianças que brincam sem medo do desejo, pessoas sem classe social, a mãe que perde o filho por causa de uma sociedade cruel. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, 3214-5350). Sex. (18), 21h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciário).

gramação, destaca as provocações que o FID traz em seu bojo. Ano passado, por exemplo, os artistas que se apresentaram no Território Minas, espaço criado para abrigar os trabalhos locais, abriram mão do cachê e se mobilizaram para apoiar a realização do festival. “O FID é partilha, e feito pelos artistas que ainda insistem nesse ofício. Dentro do que temos, é preciso pensar em outras relações de trabalho a partir das trocas”, afirma Banana. É pensando na realidade do artista hoje que o FID 2016 amplia os espaços para que os trabalhos ganhem o palco, mas também o lugar da conversa e do compartilhamento das pesquisas.

ZAN WIMBERLEY/DIVULGAÇÃO

O dançarino canadense Benoît Lachambre volta ao festival com a inédita performance “Lifeguard”

> FID

Festival Internacional de Dança Em diversos espaços da cidade. De 15 (terça) 23 (quarta). R$ 8 (inteira). Confira a programação completa no site fid.com.br

Dir. Alexandre de Sena Com Rafael Lucas Bacelar Espetáculo performativo que radicaliza a narrativa como lugar de resistência, insurgência e crítica. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12), às 20h; dom. (13), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

SHIRLEY VALENTINE

Dir. Miguel Falabella Com Susana Vieira Casada, mãe de dois filhos, Shirley tem a oportunidade de conhecer a Grécia. E parte ao encontro do seu verdadeiro eu. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 100 (plateia I, inteira); R$ 80 (plateia II de AA até HH, inteira); R$ 70 (plateia II de II até LL, inteira).

UM SOLTEIRO FORA DE FORMA

Dir. Carlos Nunes Com Christiano Junqueira e Matheus Vargas Após 10 anos de casamento, Ariel é colocado para fora de casa e precisa se inserir no mundo das conquistas. Teatro Francisco Nunes ( Parque Municipal – 3277-6325). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 40 (inteira). TARCÍSIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO

TOC, SEDUÇÃO E MUITA CONFUSÃO

Dir. Kalluh Araújo Com Paulo Rezende, Camila Felix, Jaqueline Francisco Fidélis sofre de TOC e precisa lidar, aos 50 anos, com o fim de seu casamento. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, 3269-1166). Neste sáb. (12), às 20h30; dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (Sinparc).

VIOLETAS NA JANELA

Dir. Ana Rosa e Guilherme Correa Com Ana Rosa A peça espírita narra as experiências de Patrícia, que desencarnou aos 19 anos e acordou em uma Colônia Espiritual. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 50 (inteira).

teatro infantil A PRINCESA GAIA

Dir. Isabela Oliveira e João Valadares Com João Valadares, Julio Gomes, Piera Rodrigues A princesa Terra tem a permissão do pai, o Rei Sol, para se casar. Infeliz com os pretendentes, foge para o nada e se apaixona pelo primeiro homem. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (12), às 16h. R$ 20 (inteira)

BEIJO DE TANGERINA

Dir. Mariana Bizzotto Com Fabiana Brasil, Fabiana Loyola, Samara Teodoro, Bia Rodrigues Quatro amigas precisam superar as dificuldades da adolescência, incluindo o cyberbullying. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Sáb. (12) e dom. (13), 17h. R$ 30 (inteira).

… RICOCHETE!

Dir. Rita Clemente Com Marcio Monteiro, Ramon Brant e Rita Clemente Três personagens entrelaçados pelo percurso de uma bala. Laura, vítima do acaso, Alex, alvo perfeito e o perdido Leopoldo. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Sáb. (12), dom. (13) e seg. (14), 19h. R$ 20 (inteira).

BRANCA DE NEVE E OS SETE ANÕES

Dir. Roberto Freitas Com Lorena Jamarino, Elias Lima, Barbara Lima Branca de Neve precisa fugir de sua madrasta que não aceita não ser a mais bonita do reino. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, 3269-1166). Sáb. (12) e dom. (13), 16h30. R$ 32 (inteira); R$ 15 (Sinparc).

RUA DAS CAMÉLIAS

Dir. Gabriela Luque Com Companhia Vórtica Um espetáculo que fala da rua dos Guaicurus, de prostituição e de realidades ignoradas. Hotel Imperial Palace (r. Guaicurus, 436, centro). Sáb. e dom., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 27/11.

SER – EXPERIMENTO PARA TEMPOS SOMBRIOS

abertura 15.nov.

DONA BARATINHA

Espetáculo “Trilhante” estreia no Sesc Palladium

Dir. Gilberto Lainha e Thalita Laira Com Gilberto Lainha Uma sonhadora baratinha a procura de

um companheiro ideal na internet. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (13), às 16h. R$ 20 (inteira).

musical CIDADE DOS SONHOS – UM MUSICAL NATALINO

Dir. Daniel Kostás Com Nichollas Torres, Letícia Zapulla, Arthur Berger, Raquel Antunes Em um vilarejo, os cidadãos se preparam para o Natal. Mas o Fantasma da Desesperança envolve os cidadãos. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta ter, (15), qua. (16) e qui. (17), às 20h. R$ 40 (inteira).

dança E A COR A GENTE IMAGINA (Leia mais na página 20)

TANGO NUESTRO BAILE

Companhia El Abrazo Espetáculo em três atos mostra a força de uma cultura que, com sua música e seu baile, revelam a essência humana. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Nesta qua. (16), às 21h. R$ 40 (inteira).

TRILHANTE

Dir. Cia Sesc de Dança Com Alan Keller, Joelma Barros e Rafael Bittar Coreografias de três jovens estimulam a continuidade das experimentações e criações em dança no estado. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 10 (inteira).

M

(Leia mais na página 19)

ópera O GUARANI

Dir. Silvio Viegas e Walter Neiva Com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais A história do amor proibido entre Cecília e o índio Peri. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (12), seg. (14), qua. (16) e sex. (18), às 20h. R$ 60 (inteira).


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O QUE VEM POR AÍ novembro DIA 14 CAPITAL INICIAL

Shopping Del Rey. Às 20h. R$ 40 (pista, inteira), R$ 60 (área VIP, inteira), R$ 120 (camarote, inteira) e R$ 140 (front stage, inteira). DIA 24 “SEMPRE UM PAPO” COM GREGÓRIO DUVIVIER

Auditório da Cemig. Às 19h30. Entrada gratuita. DIA 24 OSWALDO MONTENEGRO ACÚSTICO

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 130 (plateia I, inteira) e R$ 120 (plateia II, inteira). DIA 25 ANGRA & CONVIDADOS E ALMAH

Music Hall. Às 21h. R$ 120 (pista, inteira, 1º lote), R$ 180 (pista VIP, inteira, 1º lote) e R$ 150 (camarote open bar, 1º lote). DIA 25 SANDRA DE SÁ E ORQUESTRA OPUS

Cine Theatro Brasil Vallou-

DIVULGAÇÃO

rec. Às 21h. R$ 100 (plateia 1A de J até P, inteira), R$ 90 (plateia 1B de A até I, inteira), R$ 90 (plateia 2A de AA até HH, inteira) e R$ 60 (plateia 2B de AA até HH, inteira).

BECAUSE - O ESPETÁCULO

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 20h30. Ingressos esgotados.

dezembro

DIA 26 IRA! FOLK

Sesc Palladium. R$ 120 (plateia I, inteira), R$ 100 (plateia II, inteira) e R$ 80 (plateia III, inteira).

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 18h e às 21h . R$ 80 (plateia I, inteira), R$ 60 (plateia II, inteira).

MOACYR FRANCO E ANTÔNIO BAHENSE

DIA 17

Palácio das Artes. Às 12h. R$ 80 (inteira). DIA 3 JOELMA

Music Hall. Às 22h. R$ 160 (área vip, inteira), R$ 120 (camarote open bar, inteira) e R$ 120 (pista, inteira) DIA 8

HISTERIA COM DIREÇÃO DE JÔ SOARES

SIMPLE PLAN

DIA 27 GEMINIS BEE GEES NUMBER ONES

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 20h30. R$ 100 (inteira).

Music Hall. Às 21h. R$ 220 (inteira) DIA 10 DIOGO NOGUEIRA

BH Hall. Às 22h. R$ 60 (inteira, 1º lote), R$ 80 (inteira, 2º lote), R$ 100 (inteira, 3º lote), R$ 520 (mesa setor I), R$ 440 (mesa setor II). DIA 10

DIAS 30 E 1° DE DEZEMBRO

HUMBERTO GESSINGER, EM “LOUCO PRA FICAR LEGAL”

Palácio das Artes. Às 20h. R$ 120 (inteira).

DIAS 26 E 27

Palácio das Artes. Sáb. às 20h30; dom. às 18h30. R$ 100 (plateias I e II, inteira) e R$ 50 (plateia superior, inteira).

DIAS 10 E 11

DIA 2

DIA 26 “DNA O SHOW” COM A BANDA OFICINA G3

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 80 (fileiras de A a S, inteira), R$ 60 (fileiras de T a V, inteira), R$ 50 (vale-cultura).

ZÉLIA DUNCAN EM TOTATIANDO

“TOCANDO EM FRENTE” – ALMIR SATER, RENATO TEIXEIRA E SÉRGIO REIS

BH Hall. Às 22h. R$ 150 (arquibancada, inteira), R$ 1.000 (mesa setor 1), R$ 800 (mesa setor 2) DIA 31 LANÇAMENTO DO LIVRO “CRISTIANO ARAÚJO – ONZE MIL HORAS”

Cantora Joelma desembarca em BH com sua nova turnê

R$ 79,90 (1º lote)

DIAS 25 A 28

fevereiro

FESTIVAL CARNAVÁLIA COM NANDO REIS, GABRIEL O PENSADOR, KAROL CONKA, BLOCO PRA IAIÁ E OUTROS

DIA 5 CLARICE FALCÃO – TURNÊ “PROBLEMA MEU”

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 20h30. R$ 130 (plateia I, inteira) e R$ 110 (plateia II, inteira).

Parque das Mangabeiras. R$ 150 (passaporte, lote promocional), R$ 180 (passaporte, 1° lote), R$ 210 (passaporte, 2° lote), R$ 30 (para o sábado, 1° lote), R$ 80 (domingo, 1° lote), R$ 30 (segunda, 1° lote), R$ 80 (terça, 1° lote)

março DIA 25 ROGER HODGSON – TURNÊ MUNDIAL BREAKFAST IN AMERICA

BH Hall. Às 22h. R$ 250 (pista/arquibancada, inteira, 1º lote), R$ 280 (pista/arquibancada, 2º lote), R$ 320 (pista/arquibancada, 3º lote), R$ 350 (pista/arquibancada, 4º lote).


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CINEMA DIAMOND FILMS;DIVULGAÇÃO

Drama ‘Pequeno Segredo’ frisa a relação maternal entre Kat e Heloisa

Aposta brasileira ao Oscar DavidSchurmann, diretor de “Pequeno Segredo”, que estreou na quinta-feira (10) em cerca de 250 salas de cinema, retornou ao Brasil nesta semana. Ele estava em Los Angeles, onde projetou o filme para um comitê de 250 membros da Academia que organiza o Oscar. “Muita gente não sabe, mas essa primeira fase de seleção dos títulos que vão concorrer ao prêmio de melhor filme estrangeiro é composta por um grupo mais sênior quevive em LosAngeles. Depois é que outros integrantes da Academia do mundo todo têm acesso à obra”, conta. Esse, de acordo com ele, é também um público estratégico, porque tem direito ao voto necessário para emplacar a produção entre os cinco finalistas do Oscar na categoria de melhor filme Carlos Andrei Siquara

estrangeiro. O resultado deverá ser divulgado em janeiro de 2017, e Schurmann está otimista. Ele afirma que o retorno desses espectadores decisivos foi surpreendente. “Nós fizemos duas projeções, e os votantes disseram que este é um filme muito diferente de outros do Brasil”, diz Schurmann. O longa-metragem apresenta a trajetória da garota Kat, irmã adotiva do diretor, que morreu em 2006 e é homenageada no livro “Pequeno Segredo: A Lição de Vida de Kat para a Família Schurmann”, escrito por Heloisa Schurmann (sua mãe) e publicado em 2012. Para o diretor, o fato de grande parte do conteúdo levado às telas ser, portanto, biográfico, fortalece o projeto cinematográfico, tendo em vista o interesse da Academia de Hollywood por projetos dessa natureza. Ele sublinhou o potencial comovente da história, uma

Para comover o público “Pequeno Segredo”, de David Schurmman, leva às telas uma história que ele conhece de perto. Ela foca a relação entre Kat (Mariana Goulart) e Heloisa, vivida pela atriz Júlia Lemmertz. Vilfredo, que é interpretado por Marcello Antony, surge no filme com participações em grande parte silenciosas e ele mes-

mo, como irmão, não aparece. A princípio, essa configuração poderia sugerir um certo distanciamento intencional almejado pelo diretor. Afinal, a produção apresenta situações bastante íntimas ligadas às pessoas com quem viveu e ainda convive. A homenagem à menina, que nasceu da relação amorosa entre Jeanne (Ma-

vez que, diferentemente daqui, raramente alguém dos Estados Unidos tem alguma ideia do enredo apresentado na narrativa. “No Brasil, algumas pessoas já sabem da história da Kat (sua irmã adotiva), mas lá não. Então, o impacto é muito mais forte. Nós ficamos impressionados com o que aconteceu. Nunca vi norte-americanos chorando tanto”, comenta o cineasta catarinense, que em seguida pontua a forma como a produção chegou até as pessoas. “As duas sessões que fizemos mostra o quanto o filme funciona com qualquer tipo de público. É uma história muito universal, que toca o coração de quem assiste a ela. Após a exibição, inclusive, o grupo ficou na sala ainda por cerca de dez minutos, e todos estavam curiosos para descobrir mais sobre os personagens, especialmente ao saberem que o que viram era algo real”, afirma Schurmann.

“Existe uma tradição em torno das histórias reais de superação, de amor e de guerra. Elas reverberam muito bem entre os integrantes da academia. Então, com esse retorno, nós acreditamos que há uma chance boa de seguirmos adiante. Estamos mais confiantes depois da reação manifestada por eles”, declara o diretor, que embarca hoje para o México, onde participará do Festival de Cinema de Los Cabos. No fim do mês, ele retornará a Los Angeles para acompanhar outras projeções que acontecerão até dezembro.

ria Flor) e Robert (Erroll Shand), surge carregada de forte apelo emotivo. O que pode ser algo compreensível em razão da proximidade do cineasta com a personagem e com os acontecimentos trágicos relacionados à experiência dela. Contudo, essa carga modula grande parte da narrativa, que parece ter sido feita para levar o espectador aos prantos. O clima é construído desde a abertura do filme e se estende ao longo de todas as cenas com trilha sonora que praticamente implora por uma lágrima derramada. O enlace entre Jeanne e Robert também se

mostra permeado por clichês, e a figura de Barbara (Fionnula Flanagan), mãe do neozelandês, se encaixa no padrão da megera. A forma como os personagens são delineados os aproximam do enredo dos contos de fadas, o que não deslegitima o gênero. Porém, a associação pode soar, para alguns espectadores, bastante desgastada. As atuações também estão diluídas, a ponto de dificilmente se encontrar uma cena ou uma fala que seja realmente memorável. Fica a certeza da singularidade de Kat e de como a doçura dela ainda reverbera. (CAS)

POLÊMICAS “Pequeno Segredo” vai finalmente estrear nacionalmente, após ser exibido em setembro, numa única sala de cinema e em apenas um horário, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. A estratégia foi fundamental para que a obra conseguisse atender os pré-requisitos ne-

cessários para se inscrever na disputa pelo Oscar. O certame exige que os filmes encaminhados tenham sido projetados em, no mínimo, uma sala comercial, durante sete dias consecutivos, antes do dia 30 de setembro. A escolha do título pela comissão montada pelo Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar, em vez de “Aquarius”, de Kleber Mendonça Filho, que após a boa repercussão em Cannes era apontado como o título favorito, também gerou muita discussão nos últimos meses. Mendonça questionou o olhar isento do júri, especialmente ao saber que o crítico. Schurmman afirma que

as primeiras 24 horas após o anúncio da decisão do MinC foram as mais duras, em razão das diversas críticas lançadas contra seu filme. Agora, ele aponta que o clima está mais ameno. “Muitas pessoas vieram e defenderam também o meu filme, dizendo que ele não tinha culpa. Eu estava em Cannes, do lado do Kleber, e bati palmas para o filme dele, que eu acredito que tem uma linguagem diferente da do meu. O dele tem a mais a ver com Cannes. E ‘Pequeno Segredo’ eu acho que pode reverberar bem com a academia (de Hollywood)”, diz o diretor.


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CINEMA EUROPA FILMES/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 12 (sábado) e 13 (domingo)

Cidade 6: 12h(*)(somente domingo), 14h30(*), 16h30(*), 18h40(*), 20h40 Contagem 4: 14h30(*), 16h30, 18h30(*) e 20h30 Estação 5: 18h(*), 20h20, 22h45(*) Itaú Power 4: 14h40(*), 16h40(*), 18h40(*) e 20h40 Minas 3: 18h35, 20h50 (*) Partage Shopping Betim 7: 13h30(*), 15h50(*), 18h10 e 20h50(*) (*) Sessões dubladas

pré-estreias AS CONFISSÕES (Le confessioni, Itália/ França, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. Roberto Andò. Com Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino. Em um resort europeu, o FMI está prestes a adotar uma manobra secreta que afetará gravemente alguns países, mas um evento trágico e a presença de um monge muda a situação. Belas 2: 21h30(somente sábado)

DEPOIS DA TEMPESTADE (Umi yori mo Mada Fukaku, Japão, 2016, 1h50, 10 anos) Dir. Hirokazu Koreeda. Com Hiroshi Abe, Kirin Kiki, Yoko Maki. O Japão está prestes a receber o 23º tufão do ano. Yoshiko, uma mulher idosa que mora sozinha, recebe a visita de dois filhos que não costumam ir à sua casa. Juntos, eles aguardam a chegada do tufão e relembram a morte do pai e marido. Belas 3: 21h40(somente sábado)

estreias ATRAVÉS DA SOMBRA (Brasil, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. Walter Lima Jr.. Com Virginia Cavendish, Ana Lúcia Torre, Domingos Montagner. A tímida Laura é contratada por um homem rico para cuidar de seus dois sobrinhos órfãos, numa fazenda de café. Aos poucos, Laura tem a impressão de que alguns segredos são escondidos naquela casa. Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h50 e 21h

HORIZONTE PROFUNDO – DESASTRE NO GOLFO (Deepwater Horizon, , 2016, 1h47, 12 anos) Dir. Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Dylan O’Brien, Kate Hudson. Baseado em fatos reais, o filme conta a história da plataforma de perfuração marítima Deepwater Horizon, responsável por um dos piores vazamentos de petróleo na história dos EUA. BH Shopping 3: 14h20, 17h05, 19h40 e 22h20 Boulevard 5: 14h20, 17h, 18h45 e 21h15 Cidade 8: 14h20, 16h30, 18h45 e 20h50 (*) Contagem 5: 14h20(*), 16h30(*), 18h45 e 20h50(*) Del Rey 4: 14h10, 16h20, 18h20, 20h30 e 22h30(f) Diamond 2: 14h30, 17h05, 19h35 e 22h10 Estação 6: 14h45(*), 17h15(*), 19h45 e 22h30(*) Minas 5: 14h10, 16h20, 18h40 e 20h50 (*) Monte Carmo 4: 14h(*), 16h10, 18h20(*) e 20h30 Pampulha 1: 14h30(*), 16h45, 19h(*) e 21h15 Paragem 3: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 Partage Shopping Betim 2: 19h10, 13h50, 16h40 e 22h10 (*) Pátio Savassi 8: 12h30, 15h, 17h30 e 20h15 Via Shopping 2: 14h20, 16h30, 18h45 e 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

INVASÃO DE PRIVACIDADE (I.T., Irlanda/ França/ Dinamarca, 2016, 1h35, 12 anos) Dir. John Moore. Com Pierce Brosnan, Michael Nyqvist, Stefanie Scott. Mike Ryan é um homem de negócios com um mau relacionamento profissional com um jovem consultor de informática. O rapaz começa a assediar a filha de Mike e passa a usar suas habilidades para ameaçar os negócios, a família. BH Shopping 7: 13h30, 15h50, 18h20 e 20h50

MARIAS (Brasil, 2016, 1h15, livre) Dir. Joana Mariani. O documentário aborda as diferentes devoções e representações religiosas das Marias através das festas padroeiras por toda a América Latina. Belas 1: 11h(somente sábado)(*) (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

PEQUENO SEGREDO (Brasil, 2016, 1h48, 10 anos) Dir. David Schürmann. Com Júlia Lemmertz, Marcello Antony, Maria Flor. Conhecida por seus cruzamentos marítimos, a família Schurmann guardou por um longo tempo um segredo: a comovente história da adoção de Kat, falecida em 2006. Belas 1: 14h, 16h, 19h40 e 21h40 BH Shopping 5: 13h40, 16h40, 19h15 e 21h50 Boulevard 1: 13h50, 16h10, 18h20 e 20h40 Cidade 1: 13h45, 16h, 18h20 e 20h40 Contagem 8: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Del Rey 5: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 e 22h50(somente sábado) Diamond 3: 13h15, 15h50, 18h50, 21h30 Estação 1: 14h30, 17h, 19h30 e 22h Itaú Power 1: 14h15, 16h30, 18h45 e 21h Monte Carmo 2: 13h45, 16h, 18h20 e 20h40 Net Ponteio 2: 14h10, 18h50 e 21h Partage Shopping Betim 5: 12h, 14h30, 17h05, 19h30, 22h Pátio Savassi 1: 13h, 16h45, 19h30, 22h10

O PLANO DE MAGGIE (Maggie's Plan, EUA, 2016, 1h39, 14 anos) Dir. Rebecca Miller. Com Ethan Hawke, Greta Gerwig, Julianne Moore. A jovem Maggie deseja ter um filho, criando-o por conta própria, mas quando ela se envolve com John, casado, as coisas se complicam e todo o equilíbrio dos planos de Maggie pode cair por terra. Net Ponteio 4: 16h35, 21h15

SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR (Snowden, EUA/ Alemanha/ França, 2016, 2h15, 14 anos) Dir. Oliver Stone. Com Joseph Gordon-Levitt, Melissa Leo, Shailene Woodley. Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, divulgou para a imprensa uma série de documentos sigilosos da Agência de Segurança Nacional que comprovaram atos de espionagem dos. Del Rey 2: 18h10 Del Rey 6: 20h40 e 23h(somente sábado) Net Ponteio Premier: 13h30, 16h15 e 21h15 Pátio Savassi 4: 17h15, 20h30

em cartaz 13 MINUTOS (Elser, Alemanha, 2016, 1h54, 14 anos) Dir. Oliver Hirschbiegel. Com Christian Friedel, Burghart Klaußner, Katharina Schüttler. Uma biografia de Georg Elser, que tentou matar Adolf Hitler em 1939 ao colocar uma bomba atrás do púlpito que seria usado pelo Führer. O plano, que poderia ter evitado a Segunda Guerra Mundial, não dá certo. Belas 2: 16h30, 19h e 21h30(somente domingo) Net Cineart Ponteio 3: 14h

AMNÉSIA (Amnesia, Suíça/ França, 2017, 1h36, 12 anos) Dir. Barbet Schroeder. Com Marthe Keller, Bruno Ganz, Max Riemelt. Martha vive sozinha de frente para o mar em Ibiza e sua vida começa a mudar quando surge uma amizade inesperada entre ela e Jo, um músico de 20 anos. Belas 2: 14h30

CANÇÃO DA VOLTA

Suspense

Em “Através da Sombra”, Virgínia Cavendish vive a professora Laura

(Brasil, 2016, 1h32, 14 anos) Dir. Gustavo Rosa de Moura. Com Marina Person, João Miguel, Marat Descartes. Julia e Eduardo formam um casal que se ama, mas que precisa aprender a lidar com os problemas que surgem em seu caminho. Belas 1: 18h Cine 104: 17h

CEGONHAS – A HISTÓRIA QUE NÃO TE CONTARAM (Storks, EUA, 2016, 1h29, livre) Dir. Nicholas Stoller, Doug Sweetland. Júnior, um dos principais entregadores da companhia de cegonhas, está prestes a ser promovido quando acidentalmente ativa a máquina que faz bebês, produzindo um não autorizado bebê. Agora, ele tem que entregá-lo antes que seu chefe descubra. BH Shopping 10: 13h (sessão dublada)

CURUMIM (Brasil, 2016, 1h40, 12 anos) Dir. Marcos Prado. Os últimos dias e as últimas horas de Marco Archer, mais conhecido nas comunidades do surfe e da asa-delta pela alcunha de “Curumim”, o primeiro brasileiro a ser condenado à pena de morte por tráfico de drogas, na Indonésia. Belas 3: 18h

DEPOIS DA CHUVA (Brasil, 2013, 1h30, 16 anos) Dir. Cláudio Marques, Marília Hughes. Com Aicha Marques, Pedro Maia, Sophia Corral. Em 1984, quando a ditadura militar se enfraquece, dois jovens baianos de 16 anos misturam a descoberta do contexto político, com as eleições diretas, às descobertas sexuais. Belas 3: 21h40(somente sábado)

DOUTOR ESTRANHO (Doctor Strange, EUA, 2016, 1h55, 12 anos) Dir. Scott Derrickson. Com Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton. Stephen Strange leva uma vida bem-sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Big 2: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Betim 1: 16h10 e 20h50 (*) Betim 3: 19h20 e 21h50 (*) BH Shopping 8: 13h20 e 16h Boulevard 3: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Cidade 7: 13h45, 16h10, 18h35 e 21h (*) Contagem 6: 13h45, 16h10, 18h35 e 21h (*) Del Rey 3: 13h40, 16h10, 18h30, 21h e 23h10(somente sábado) Diamond 4: 12h50, 15h30, 18h10 e 20h50 Itaú Power 3: 13h30, 15h50, 18h30 e 20h45 (*) Minas 4: 13h45, 16h10, 18h36 e 21h (*) Monte Carmo 1: 13h45, 16h10, 18h35 e 21h (*) Norte 5: 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Pampulha 2: 14h40, 16h55, 19h10 e 21h25 Pampulha 3: 18h15 e 20h30(*)

Paragem 1: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Pátio Savassi 7: 13h15, 16h Via Shopping 3: 14h, 16h20, 18h40 e 21h (*)

cia na conservadora faculdade, onde lida com anti-semitismo e repressão sexual. Belas 3: 14h, 16h, 21h40(somente domingo)

Sessões 3D: Betim 1: 13h50 e 18h30 (*) Big 1: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 (*) Betim 6: 13h, 15h40, 18h20, 21h20 BH Shopping 1: 13h50(*), 16h30(*), 19h10(*) e 22h BH Shopping 2: 12h, 14h40, 17h15, 20h, 22h35 BH Shopping 8: 18h40 e 21h20 Boulevard IMAX: 14h25, 16h45, 19h e 21h25 Cidade 4: 13h25(*), 15h50, 18h20(*) e 20h45 Contagem 1: 13h40(*), 16h, 18h20(*) e 20h45 Del Rey 1: 13h30(*), 16h, 18h20(*), 20h40 (*) , 20h40(somente sábado) e 23h(*) (somenta sábado) Diamond 1: 13h50, 16h30, 19h10 e 21h50 Estação 3: 13h45, 16h30, 19h15 e 22h15 (*) Estação 4: 12h45(*)(d), 15h30(*), 18h20(*) e 21h Itaú Power 5: 13h45(*), 18h35(*), 16h10(*) e 21h Minas 1: 13h30(*), 16h, 18h25(*) e 20h50 Monte Carmo 5: 13h40(*), 16h10, 18h25(*) e 20h50 Net Ponteio 3: 16h15, 18h30 e 21h Norte 1: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 (*) Pampulha 6: 14h10, 16h25, 18h40 e 20h55 (*) Paragem 5: 13h40(*), 16h, 18h20(*) e 20h45 Partage Shopping Betim 1: 12h20, 14h50 e 20h10 Partage Shopping Betim 1: 17h30 Pátio Savassi 5: 12h40, 15h30, 18h15 e 21h Pátio Savassi 6: 13h45, 16h30, 19h15 e 22h Via Shopping 4: 13h40(*). 16h(*), 18h20(*) e 20h45

O CONTADOR

(*) Sessões dubladas

É FADA (Brasil, 2016, 1h25, 12 anos) Dir. Cris DAmato. Com Kéfera Buchmann, Klara Castanho. Uma fada tagarela e atrapalhada recebe a missão de ajudar uma jovem garota que não acredita no mundo da magia. Betim 2: 15h, 16h50, 18h40 e 20h30 BH Shopping 9: 14h e 16h15 Contagem 7: 14h10 e 16h20 Estação 5: 14h e 16h Minas 6: 14h50 e 16h40 Pampulha 3: 14h15 e 16h15 Partage Shopping Betim 3: 11h30, 14h e 16h50 Pátio Savassi 2: 14h, Via Shopping 5: 14h50 e 16h40

(The Accountant, EUA, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. Gavin O’Connor. Com Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons. Christian Wolff é um contador autista que usa seu escritório em uma cidadezinha pequena como fachada para trabalhar para algumas das mais perigosas organizações criminosas do mundo. Big 3: 14h30, 17h30 e 20h30 (*) BH Shopping 9: 18h30 e 21h30 Contagem 3: 13h40 (*) Del Rey 7: 13h20 e 18h20 Diamond 6: 18h20 e 21h20 Net Ponteio 4: 18h35 Norte 3: 18h40 e 21h (*) Pampulha 4: 16h35 e 21h10 (*) Pátio Savassi 2: 16h15, 19h, 21h45 (*) Sessões dublada

OUIJA – ORIGEM DO MAL (*) (Ouija: Origin of Evil, EUA, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Mike Flanagan. Com Annalise Basso, Elizabeth Reaser, Lulu Wilson. Quando Doris usa o tabuleiro de Ouija da mãe golpista para se comunicar com o falecido pai, acaba liberando uma série de seres malignos que se apoderam de seu corpo e ameaçam todos ao redor. Minas 2: 20h20 (*) Sessões dubladas

SATÂNICO (*) (Satanic, EUA, 2016, 1h25, 16 anos) Dir. Jeffrey G. Hunt. Com Marc Barnes, Sarah Hyland, Steven Krueger. Quatro jovens buscando aventura e ocultismo decidem ir para em Los Angeles encontrar locais onde foram realizados atos de satanismo. As coisas se complicam quando eles se envolvem em um misterioso culto. Cidade 5: 21h10 Itaú Power 6: 20h30 Via Shopping 2: 18h10 (*) Sessões dubladas

TÔ RYCA (Brasil, 2016, 1h48, 12 anos) Dir. Pedro Antonio. Com Samantha Schmütz, Katiuscia Canoro, Marcelo Adnet. Selminha é uma frentista que precisa gastar R$ 30 milhões em 30 dias, sem acumular nada e nem contar para ninguém, para receber uma herança de família. Cidade 3: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Contagem 7: 18h30 e 20h40 Minas 6: 18h30 e 20h45 Via Shopping 5: 18h30 e 20h40

INDIGNAÇÃO

TROLLS (*)

(Indignation, EUA, 2016, 1h50, 14 anos) Dir. James Schamus. Com Logan Lerman, Sarah Gadon, Tracy Letts. Em 1951, Marcus, um jovem judeu de Nova Jersey, recém chegado à Universidade Winesburg, em Ohio, sofre repressões e violên-

(Trolls, EUA, 2016, 1h33, livre) Dir. Mike Mitchell, Walt Dohrn. Ramo parte para uma jornada de descobertas e aventuras ao lado de Poppy, líder dos Trolls. Inicialmente inimigos, conforme os desafios são superados eles desco-

brem que combinam. Betim 3: 14h20, 16h20 e 18h20 BH Shopping 10: 15h40 Boulevard 2: 14h30 e 18h30 Cidade 5: 11h40(somente domingo), 13h30 e 17h20 Contagem 2: 14h30, 16h30 e 18h30 Del Rey 2: 14h Diamond 2: 12h Diamond 6: 13h40 e 16h Itaú Power 6: 14h30 e 18h30 Minas 2: 16h20 Monte Carmo 3: 14h30 e 16h30 Norte 5: 14h20 Pampulha 5: 14h, 15h45, 17h30, 19h15 e 21h Paragem 2: 14h30 e 16h30 Partage Shopping Betim 4: 12h10(d), 14h20 e 19h Via Shopping 1: 14h10 e 16h10 Sessões 3D: Big 5: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 BH Shopping 4: 12h50, 15h10 e 17h50 Boulevard 2: 16h30 e 20h30 Cidade 5: 15h25 e 19h15 Del Rey 2: 16h e 20h50 Estação 2: 12h, 14h15, 16h45, 19h Itaú Power 6: 16h30 Minas 2: 14h20 e 18h20 Norte 2: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30 Partage Shopping Betim 4: 16h30 Pátio Savassi 4: 12h20 e 14h45 Pátio Savassi 6: 11h30 (*) Sessões dubladas

clássicos da Disney VALENTE (*) (Brave, EUA, 2012, 1h40, livre) Dir. Mark Andrews e Brenda Chapman. A princesa Merinda desafia um antigo costume e traz uma maldição para o reino. Para desfazer o feitiço, ela deve descobrir o significado da coragem. BH Shopping 6: 11h45 Diamond 5: 11h35 Partage Shopping Betim 7: 11h Pátio Savassi 2: 11h45 (*) Sessões dubladas

projeto clássicos ESTRANHOS NO PARAÍSO (Stranger Than Paradise, EUA, 1984, 1h30, 12 anos) Dir. Jim Jarmusch. Com John Lurie, Eszter Balint, Richard Edson. Willie recebe, em Nova York a visita inesperada da jovem prima Eva, vinda da Hungria. Eles não se dão muito bem e, assolados pelo tédio, resolvem ir visitar a tia Lotte deles em Cleveland. Belas 3: 20h(e)


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CINEMA mostras TELA BRILHADORA (*)

A mostra tem a proposta de pensar em produções de baixíssimo orçamento, que contassem com o apoio de todo o grupo em sua realização, os quatro longasmetragens foram realizados com apenas 150 mil reais, com financiamento do Canal Brasil e da TB Produções. De 10 a 15 de novembro. Neste sábado (12) 19h “Garoto” (Brasil, 2015, 1h16, livre). Dir. Julio Bressane. 20h30 “Origem do Mundo” (Brasil, 2015, 1h05, livre). Dir. Moa Batsow. Domingo (13) 19h “O Prefeito” (Brasil, 2015, 1h10) Dir. Bruno Safadi 20h30 “O Espelho” (Brasil, 2015, 1h05) Dir. Rodrigo Lima Terça (15) 19h “Memórias de Um Estrangulador de Loiras” (Brasil/Inglaterra, 1971, 1h11) Dir. Julio Bressane. Sessão comentada pelo diretor. 20h30 “Garoto” (Brasil, 2015, 1h16, livre). Dir. Julio Bressane. (*) Cine 104 (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). R$ 12 (inteira)

LONGAS DE ANIMAÇÃO (*)

Animações de diferentes nacionalidades e grande destaque no cenário cinematográfico recente estão na programação da mostra Longas-metragens de Animação, no Cine Humberto Mauro. Entre 11 e 16 de novembro, Neste sábado (12) 14h “Persépolis”, de Marjane Satrapi e

DIVULGAÇÃO

Vincent Paronnaud (FRA-EUA, 2007, 1h36) 16h “Akira”, de Katsuhiro Otomo (JAP, 1988, 2h24) 18h15 “O mágico”, de Sylvain Chomet (L’illusionniste, FRA-ING, 2010, 1h20) 20h “O Fantasma do Futuro”, de Kôkaku Kidôtai (Ghost in the shell, JAP, 1995, 1h23) Domingo (13) 16h “Valsa com Bashir”, de Ari Folman (Vals Im Bashir, Israel - França - Alemanha - EUA- Finlandia - Suiça- Belgica Austrália, 2008) | 90’| 18h “Porco Rosso: O último herói romântico”, de Hayao Miyazaki (Kurenai no buta, JAP, 1992, 1h34) 20h “Paprika”, de Satoshi Kon (Papurika, JAP, 2006, 1h30) Segunda (14) 15h “O Fantasma do Futuro”, de Kôkaku Kidôtai (Ghost in the shell, JAP, 1995, 1h23) 17h “As Bicicletas de Belleville”, de Sylvian Chomet (Les triplettes de Belleville, França- Bélgica - Canadá - Reino Unido, 2003, 1h18) 21h “Contos da noite”, de Michel Ocelot (Les contes de la nuit, FRA, 2011, 1h24) Terça (15) 15h “Paprika”, de Satoshi Kon (Papurika, JAP, 2006, 1h30) 17h “Meu vizinho Totoro”, de Hayao Miyazaki (Tonari no Totoro, JAP, 1988, 1h26) 19h “Kurikou e a Feiticeira”, de Michel Ocelot (Kirikou et la sorcière, França, Bélgica e Luxemburgo, 1998, 1h14) 21h “Persépolis”, de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud (FRA-EUA, 2007, 1h36) Quarta (16) 15h “Valsa com Bashir”, de Ari Folman (Vals Im Bashir, Israel - França - Alemanha- EUA- Finlandia - Suiça - Belgica Austrália, 2008, 1h30) 17h “Porco Rosso: O último herói romântico”, de Hayao Miyazaki (Kurenai no

21h “Polyester” (Dir. John Waters, EUA, 1981, 18 anos, 1h26) Terça (15) 17h “Fabulous! The Story Of Queer Cinema” (Dir. Lisa Ades e Leslie Klainberg, EUA, 2006, 1h22) Quarta (16) 16h30 “A Louca Corrida do Ouro” (Dir. Paul Bartel, EUA, 1985, 1h24) 18h30 “Cry- Baby” (Dir. John Waters, EUA, 1911, 1h31) 20h30 “Mamãe É de Morte” (Dir. John Waters, EUA, 1994, 1h35) Quinta (17) 16h30 “The Neon Woman” (Dir. Ron Link, EUA, 1980, 18 anos, 1h40) 18h30 “O Preço da Fama” (Dir. John Waters, EUA, 1998, 1h27) 20h30 “Cecil Bem Demente” (Dir. John Waters, EUA, 2000, 18 anos, 1h 27)

“Kiriku e a Feiticeira” integra mostra “Longas-Metragens de Animação”, no cine Humberto Mauro buta, JAP, 1992, 1h34) 19h “Contos da noite”, de Michel Ocelot (Les contes de la nuit, FRA, 2011, 1h24’) 21h “Akira”, de Katsuhiro Otomo (JAP, 1988, 2h04’) (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1537, centro). Os ingressos devem ser retirados 30 minutos antes de cada sessão

JOHN WATTERS – O PAPA DO TRASH (*)

A mostra homenageia o polêmico realizador. Serão exibidos todos os títulos, curtas e longas, dos mais alternativos até os que chegaram ao grande público. De 11 a 29 de novembro

Neste sábado (12) 15h “Midnight Movies: From The Margin To The Mainstream” (Dir. Stuart Samuels, EUA, 2005, 1h26) 17h “Mondo Trasho” (Dir. John Waters, EUA, 1969, 18 anos, 1h35) 19h “Mutiple Maniacs” (Dir. John Waters, EUA, 1970, 18 anos, 1h30) 21h “Pink Flamingos” (Dir. John Waters, EUA, 1972, 1h33) Domingo (13) 15h “O Mundo Imundo de John Waters” (Dir. Jeff Garlin, EUA, 2006, 1h26) 17h “Problemas Femininos” (Dir. John Waters, EUA, 1974, 18 anos, 1h32) 19h “Desperate Living” (Dir. John Waters, EUA, 1977, 18 anos, 1h30)

Sexta (18) 19h “Clube dos Pervertidos” (Dir. John Waters, EUA, 2004, 18 anos, 1h29) 21h “Hairspray: Éramos tão felizes” (Dir. John Waters, EUA, 1988, 1h32) (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Os ingressos devem ser retirados 30 minutos ante de cada seção

CINE CLÁSSICOS (*)

CineCentro revive clássicos do cinema Quinta (17) 19h “Quem tem medo de Virginia Woolf?” (USA, 14 anos, 1966, 131’). (*) Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Os ingressos devem ser retirados 30 minutos ante de cada seção

MOSTRA CINEMA E CONTRA-CULTURA

Exibição de clássicos do cinema ocidental que levantam questionamentos

Programação fornecida pelas salas de cinema e sujeita a alterações por parte dos exibidores

estéticos na própria cinematografia e na moda, discutindo todo o processo de construção e desconstrução de culturas e contra-culturas marginalizadas na sociedade. Neste sábado (12) 17h “Cada um vive como quer” (Dir. Bob Rafelson, EUA, 1970, 1h38) 19h “Um estranho no ninho” (Dir. Milos Forman, EUA, 1975, 2h14) Domingo (13) 17h “ Ânsia de amar” (Dir. Mike Nichols, EUA, 1971, 1h38) 19h “Butch Cassidy e Sundance Kid” (Dir. George Roy Hill, EUA 1969, 1h43) Terça (15) 17h ”Hair” (Dir. Milos Forman, EUA, 1979, 2h01) 19h30 “A Última Sessão de Cinema” (Dir. Peter Bogdanovich, EUA, 1971, 2h) Quarta (16) 19h “Laranja Mecânica” (Clockwork Orange) (Dir. Stanley Kubrick, 1971, 2h07) Sessão comentada por Leonardo Vidigal. Mediação de Carolina Bicalho Quinta (17) 19h “Blow-up, depois daquele beijo” (Dir. Michelangelo Antonioni, 1966, Reino Unido/Itália, Drama, 1h51) Sessão comentada por Geraldo Veloso. Mediação de César Gilcevi Sexta (18) 19h “Sem destino” (Easy Rider) (Dir. Dennis Hopper, EUA, 1969, gênero, 95 min) Sessão comentada por Amarildo Ferreira. Mediação de Siomara Faria (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Os ingressos devem ser retirados 30 minutos antes de cada sessão.


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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br ARQUIVO PB

Cogitatio intellectualis O título (pensamento intelectual) está em latim para ficar mais refinado, afinal, o texto é dirigido a alguns dos grandes cérebros e apoiadores úteis da esquerda que, em sua magnânima luta contra a injustiça, criaram um observatório para acompanhar e defender o ex-presidente Lula da “perseguição política” que vem sofrendo. Estes “homens cerebrais”, ainda aprisionados em seu obscurantis-

O

mo ideológico, precisam rever seus conceitos, pois na defesa de Lula e do petismo, eles menosprezam a verdade dos fatos e desconstroem valores morais, assumindo o papel de cúmplices das ilicitudes inseridas no poder público. Ao vê-los agir desta forma, começo a pensar que os intelectuais (com as devidas exceções) são falaciosos, isto é, têm uma irrefreável tendência de tentar dar uma aparência correta a questões absolutamente erradas.

entre a gente

“

da Associa6 AçãoDiretoria dos Membros do Cor-

É cada vez maior o número de pessoas capazes de raciocinar, que não engolem discursos ideológicos

SENHORES MEMBROS da intelligentsia vermelha, não passo de um pobre aprendiz neste país que despertou para o verde e amarelo, mas ao ler o que assinaram, comecei a duvidar de vossas credenciais. Vamos a alguns trechos: “...as elites e a oligarquia, inconformadas com a ascensão da esquerda ao poder, iniciaram uma verdadeira caçada ao Presidente Luiz Inácio Lula da Silva... Por que Lula? Porque ele é filho da miséria; porque ele é nordestino; porque ele não tem curso superior; porque ele foi sindicalista; porque foi torneiro mecânico; porque bebe cachaça; porque tirou da invisibilidade milhões de brasileiros... Fosse ele um homem de posses, sulista, ‘doutor’, poliglota, bebesse vinho e tivesse governado para os poucos que detêm o poder e o capital em detrimento dos que lutam sofregamente para ter o mínimo necessário para uma vida com dignidade, certamente a história seria outra...”

Destaque Rejane de Paula, eficiência na Fortune International Realty

ESTA TAL “DEFESA” tem argumentos tão rasos, tão simplórios, que cheguei a não acreditar no que estava lendo. Me perdoem a sinceridade, mas os senhores estão completamente descolados da realidade, perderam-se na própria arrogância e subverteram-se aos valores errôneos de seu atrasado mundo paralelo. Confesso que me subiu um arrepio na espinha ao pensar que a prepotência deste seu quadro de pensamentos tem a pretensão de sobrepujar o intelecto de pessoas comuns, como eu. Acham mesmo que somos assim tão medíocres? Que não temos visão de mundo, que desconhecemos o senso de justiça e que não queremos o bem-estar social? Como podem ser tão levianos. Não pensem que suas idiotices estão alimentando uma nação repleta de imbecis, é cada vez maior o número de pessoas capazes de raciocinar, que não engolem discursos ideológicos sem nenhum fundamento. Lembrem-se, o Brasil é verde e amarelo.

po Consular, tendo como Presidente Manoel Guimarães Neto, realizou mais uma edição do jantar de congraçamento e solenidade de entrega da Medalhae Diplomado“MéritoConsular”. A personalidades agraciadas em 2016 foram o Ex-Presidente do STF, Carlos da Silva Velloso, o General Walmir Schneider, o Embaixador Paulo Miranda, o Presidente do Conselho da MRV, Rubens Menin e o Presidentedo Conselho do Grupo Asamar, Sérgio Cavalieri. domingo (13), 6 Neste a Brazil Foundation, em parceriacom a Fortune International Realty, realiza a “Feijoadafor the Brazil Foundation MinasFund”.O almoçobeneficente mobiliza recursos para apoiar mais iniciativas sociais e celebrar um ano da criação do Fundo Minas. Será uma tarde bembrasileira comdireito asorteiodeprêmios. Oevento acontece no East Hotel, no complexo do Brickell City Centre.


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estilo LENÇOS, BANDANAS E TURBANTES> Acessórios em alta no tempo chuvoso dão mais cor aos looks

Fazendo a cabeça RAMON VASCONCELOS/DIVULGAÇÃO

Q u e m acompanha a novela das 21h, com certeza já reparou na variedade de lenços que a personagem Letícia Bezerra, vivida pela atriz Isabella Santoni, exibe com frequência em seus looks. São amarrações, cores, estampas em modelos diferentes usados, a princípio, para “disfarçar” a cabeça raspada em decorrência do tratamento de uma leucemia em “A Lei do Amor”, mas acabaram também ganhando o status de item fashion. Isso porque, de acordo com o cabeleireiro Eduardo Augusto Fernandes, do salão Platinum Visage, os lenços usados nos cabelos são capazes de incrementar o visual em qualquer situação. “O lenço já traz esse ar de glamour há muito tempo. Mas o mais legal é sua versatilidade, ele é capaz de ir ao luxo num segundo. Uma calça jeans, uma camiseta básica, um lenço e pronto. Deu um up”, destaca Fernandes. Bandanas e turbantes também têm feito a cabeça de quem sabe que acessório vai muito além de colares, brincos e pulseiras. As aparições da estilosa Titi, a filha de apenas 3 anos do atores Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank, chamam a atenção especialmente pelo uso de bandanas combinando com a roupa, com os tênis e mesmo com o aro dos óculos de grau. Ícone do visual roqueiro nos anos 1990 – vide Axl Rose, vocalista da banda norte-americana Guns N’ Roses –, a bandana com estampa paisley reaparece ainda no ensaio com a atriz Bruna Marquezine para a capa da revista “Glamour” deste mês. Sem nunca ser saído totalmente da moda, os lenços, bandanas e turbantes voltam com tudo às listas de desejos, conforme Fernandes, por dialogar com propostas de arrumação rápidas e práticas que têm ganhado mais espaço nas passarelas. Além do mais,

para o cabeleireiro, em uma época chuvosa como a que se inicia agora, os acessórios caem muito bem para domar os fios revoltosos por conta da umidade. “Dá para usar com os cabelos ao natural ou mesmo fazer um coque despojado. Com o lenço, por exemplo, o cabelo pode estar todo bagunçado, mas não dá aquela sensação de cabelo maltratado. Costumo dizer que esses acessórios servem para socorrer os fios em dias de chuva”.

Bárbara França

QUIRLYCUES/DIVULGAÇÃO

AGNEWS/DIVULGAÇÃO

Isabella Santoni abusa dos lenços como Letícia em “A Lei do Amor”

Alicia Keys arrasa de turbante no The Voice

Greta Garbo

Marilyn Monroe Carmen Miranda DIVULGAÇÃO

MPTVIMAGES.COM/DIVULGAÇÃO

MGM/DIVULGAÇÃO

Titi e sua estilosa bandana

FEMINILIDADE Mas são só para isso, garante Camila Rabelo. A visagista ressalta a feminilidade que os laços de lenços e bandanas trazem ao look. “Ainda que se tampe os cabelos, que são um tradicional símbolo da feminilidade, esses acessórios permitem deixar a nuca à mostra, conferindo sensualidade e poder ao look”, destaca ela, a partir de personalidades como Greta Garbo, Marilyn Monroe e Carmen Miranda, lembradas como ícones fashion inclusive pelo uso de tais adereços, seja nos cabelos, seja no pescoço. Mas não precisa ser uma diva para sair por aí com algum tecido na cabeça. De acordo com a visagista, não existe proibição em se tratando de lenços, bandanas e turbantes, sendo recomendável, no entanto, ficar atento às cores. “Ao usar qualquer acessório que vai muito perto do rosto, é preciso considerar a ‘temperatura’ da sua pele para não matar a sua luminosidade. Peles frias, aquelas que, por exemplo, quando vão para o sol, reagem ficando vermelhas, combinam mais com cores como azul royal, rosa pink, fúcsia. Já as peles quentes combinam mais com tonalidades de laranja, amarelo gema…”, aponta. A combinação entre as estampas dos adereços e a presente nas roupas também é bem-vinda, conta a visagista. O conselho aqui é o de procurar uma cor que perpasse todas as peças para gerar uma harmonia entre elas. E Camila garante que amarrar o lenço ou a bandana na alça da bolsa é um charme.


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VITRINE

FOTOS DIVULGAÇÃO

As temperaturas começam a esquentar, mas os lenços não saem de moda. Ideais para prender a cabeleira em wet hair days, bandanas e turbantes também ajudam a complementar o look

Visual Retrô A modelo Catarina Vuolo (Woll Agency) usa o lenço cobrindo o cabelo, preso em coque, feito a partir de um rabo de cavalo. Ao amarrar, trance as pontas do lenço sob o queixo e amarre-as na altura da nuca. Para o visual ganhar ainda mais charme, a visagista Camila Rabelo sugere deixar o topete à vista.

Lenço de seda com 6 Levinho estampa Old School. Para crianças e adolescentes de até 14 anos Quanto R$249 Onde Monnalisa (r. São Paulo, 2.150, Lourdes, 2514-8741)

REGISTRO HAUDREY SOUZA STUDIO H7/DIVULGAÇÃO

Conhecer a história e os significados por trás dos adereços é importante No Brasil, por meio da matriz africana, os turbantes são hoje símbolo do empoderamento e do orgulho negro, diz Énia Dára Medina, design de turbantes da grife Enia Dara e especialista na estética e no visual afrobrasileiros. O uso do adereço no país, portanto, traz embutida essa carga de história e cultura que, lembra ela, precisa ser considerada. “Há muitos significados no uso do turbante, inclusive religiosos. Para muitas culturas africanas, por exemplo, é um símbolo de poder e proteção. Ele é um elemento fundamental na moda afro, mas sua apropriação indiscriminada pelo grande mercado pode promover o esvaziamento desses senti-

dos.É importante procurar conhecer mais sobre o que você está usando”, alerta. Segundo a designer, os turbantes se adaptam às mais diferentes ocasiões e, mais que o tipo de tecido ou de detalhes, o que confere requinte é o tipo de amarração. “Existem turbantes feitos com tecidos mais nobres, e algumas pessoas gostam até de colocar broches. Mas o destaque, definitivamente, é a sua torção”, esclarece. Para conhecer mais sobre os turbantes e a moda afro em geral, vale lembrar que neste domingo (13) acontece mais uma Ébano Feira Afro Mineira de Moda, Arte e Beleza, das 10 às 19h, no Necup – Núcleo de Estudos da Cultura Popular (av. Nossa Sra. de Fátima, 3.312, Prado, 3295-0716). A entrada é gratuita. FOTOS: LINCON ZARBIETTI

Visual Pin-up Após fazer um coque alto, escolha um tecido com a estampa de sua preferência e deixe a amarração (laço ou nó) bem cima, para ficar bem à vista. A visagista Camila Rabelo sugere tecidosque não “escorreguem” muito, como o algodão. O lenço ou a bandana também vão muito bem na alça da bolsa.

Lenço em poliéster. O 6 Tropical modelo tem padronagem formada por coqueiros e o detalhe é a barra com franjas. Permite brincar com amarrações na cabeça e no pescoço Quanto R$69,99 Onde C&A

básico O lenço com estam6 Preto pa Paisley em preto e branco cabe em qualquer situação. As franjinhas nas extremidades dão mais graça ao look Quanto R$69,90 Onde www.tvz.com.br

O lenço em formato 6 Requintado quadrado da marca Emilio Pucci agrega valor até às alças de bolsas. No pescoço é super elegante, mas vale também usar a imaginação Quanto R$ 900 Onde Lojas Emilio Pucci


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VITRINE

Febre rosa Flamingomania

com 6 Pisando estilo A ave enfeita o chinelo Capricho. Onde dafiti. com.br (eventualmente, o produto pode se esgotar, mas o site avisa quando o estoque se repõe). Quanto Preço não informado

Umadasmaismajestosasaves doplanetainspiraumasériede objetosrepletosdecharme Digamos que boa parte do fascínio que essa ave desperta possa ser creditado à plumagem. Ou melhor, à cor da plumagem, que passeia por espectros dos mais diversos da cor rosa. Não bastasse, o flamingo é um animal gregário, o que faz com que o impacto visual seja ainda mais potencializado: reunidos, é impossível passarem despercebidos. Ave nacional de Trinidad & Tobago, os flamingos vêm, nos últimos anos, inspirando uma série de itens para a casa, bem como adornos. Vamos nos jogar? Patricia Cassese (*)

* Especial para o Pampulha

e/ou de adorno. A almo6 Utilitária fada confere à casa um certo ar vintage. Onde Llbb Home Decor (elo7.com.br). Quanto R$ 54,90

Charme na estante. O aparador de 6 livros em chapa de aço, dobrada e recortada, com acabamento em pintura epóxipó. Onde Tok & Stok Quanto a R$ 32,90 (preço loja) ou R$ 34 (entregar em casa).

FOTOS DIVULGAÇÃO

6 Vamos nessa? A

estilo. 6 Puro Essa caneta é

marca nova-iorquina Soludos apostou na estampa de flamingos para essa espadrile. Se não der para comprar, dá para se inspirar

puro charme. Ao preço acaba sendo uma boa opção para quem quer presentear com criatividade, mas sem provocar grandes danos à conta bancária. Onde Imaginarium (lojas físicas e no site loja.imaginarium.com.br). Quanto R$ 17,90.

Bloco de notas. O caderno tem 6 miolo costurado à mão, e pode ser

é para o bebê. Mas nin6 Atenção, guém vai estranhar se o brinquedo

encomendado com ou sem pauta. Mede 15 X 11 cm. R$ 35. elo7.com.br

de crochê (amigurumi) acabar virando item de decoração. Onde site elo7.com. br. Quanto R$ 120 (ou, eventualmente, R$ 98, em oferta)

de 6 Cheia charme A

lacrar O brinco de flamingo é 6 Para para quem não medo de chamar a atenção. Mas, pode acreditar, fica lindo! Feito em resina acrílica. Onde www.virginiamoretti. com.br Quanto R$ 50

caneca da foto ao lado tem todas as credenciais para assumir o status de peça decorativa na casa. Onde charlotees.com. br Quanto R$ 39,90.


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

ACIR GALVÃO

Fiéis companheiros

S

aindo da casa de minha mãe, numa manhã de domingo, tropecei na vasilhinha de alumínio em que a pequena Marilu, sua poodle, costumava se alimentar. Há alguns meses Marilu se foi, acometida por uma doença que lhe trouxe grandes sofrimentos. Partiu num sono profundo e eterno através de uma injeção de misericórdia. Com 13 anos, a cachorrinha só faltava falar. Dormia no quarto com minha mãe e passava os dias sob os pés de meu pai, há anos acamado, devido a um AVC. Era sua mais fiel companheira, lambia seus pés e suas mãos quando estava feliz; compartilhava o silêncio e a tristeza nos momentos de reflexão e latia enlouquecidamente quando sentia algum perigo se aproximar. Meu pai era sua “propriedade particular” e, assim sendo, ela zelava por ele. Assistiu, em sua companhia, a todos os filmes possíveis, assim como viu as novelas das seis, os jor-

nais nacionais, a desastrosa final da Copa, os “Vale a Pena Ver de Novo”, os emocionantes torneios de vôlei e os distraídos domingos com o Silvio Santos. E ela lá, sem se desgrudar: dele e da TV. Não gostava de visitas, dos “intrometidos” que entravam no quarto de meu pai para jogar conversa fora e distraí-lo. Não entendia que ele precisava de pessoas a seu lado, e não apenas da companhia de uma cachorrinha doce, sensível, de pelos escuros e encaracolados. Marilu, como se diz, engoliu o disco e, com um latido de uma nota só, agitava o pequeno mundo do quarto de meu pai. – Filha – disse minha mãe -–, leve para sua casa a vasilhinha da Marilu! Não vamos mais precisar dela. – Deixa aí, mãe, logo, logo irei presenteá-los com uma cachorrinha linda. – Como assim? – quis saber minha mãe. – Vamos adotar. Já estou à procura de uma. Será ótimo para ela e, principalmente, para vocês. – Não, filha – interrompeu minha mãe. – Acho melhor não... – Mas, mãe – tentei questionar –, seria bom para o papai, um cachorrinho sempre

dá vida à casa e seria uma grande companhia para vocês. Depois que a Marilu morreu, a casa não é mais a mesma... – Eu sei, filha, também seu pai não quer mais cachorros. A gente acaba se apegando a eles e, quando morrem, fica aquele vazio ruim. Deixa pra lá, esquece... Leva a vasilhinha, leva! Peguei a vasilha e fui saindo. Até que minha mãe, do nada, em altíssimos decibéis começou a recitar um poema. Retornei. – Mãaae! Até hoje você se lembra disso? É do Olavo Bilac, não? E ela, sem responder a minha pergunta, continuou a proclamar um dos antigos versos, com que, durante minha infância, fomos presenteados. Olhando divertida a inusitada cena, lembrei-me que não foi a escola quem me apresentou à poesia, ou ao mundo das crônicas, dos romances, das biografias... A literatura desde sempre esteve em minha casa. As poesias, em especial, nos foram introduzidas em altos tons quando ela, inspirada, recitava Bilac, Gonçalves Dias, Castro Alves... Por causa de seus saraus particulares e de tanto escutá-la, decorei várias. Poe-

mas que ficaram e que minha mãe, ainda hoje, na hora do almoço, cisma de recitá-los, para divertimento dos netos e doces lembranças dos filhos. Ao terminar de ouvir seu repertório, me despedi. Com a ajuda da internet, localizei o poema tão bem interpretado por ela, escrito por Olavo Bilac em 1904. Poema que, emocionada, transcrevo para vocês... Plutão Negro, com os olhos em brasa, Bom, fiel e brincalhão, Era a alegria da casa O corajoso Plutão. Fortíssimo, ágil no salto, Era o terror dos caminhos, E duas vezes mais alto Do que o seu dono Carlinhos. Jamais à casa chegara Nem a sombra de um ladrão; Pois fazia medo a cara Do destemido Plutão. Dormia durante o dia, Mas, quando a noite

chegava, Junto à porta se estendia, Montando guarda ficava. Porém Carlinhos, rolando Com ele às tontas no chão, Nunca saía chorando Mordido pelo Plutão... Plutão velava-lhe o sono, Seguia-o quando acordado: O seu pequenino dono Era todo o seu cuidado. Um dia caiu doente Carlinhos... Junto ao colchão Vivia constantemente Triste e abatido, o Plutão. Vieram muitos doutores, Em vão. Toda a casa aflita, Era uma casa de dores, Era uma casa maldita. Morreu Carlinhos... A um canto, Gania e ladrava o cão E tinha os olhos em pranto, Como um homem, o Plutão. Depois, seguiu o menino, Seguiu-o calado e sério; Quis ter o mesmo destino: Não saiu do cemitério.

Foram um dia à procura dele E, esticado no chão, Junto de uma sepultura, Acharam morto o Plutão. Histórias de cachorros sempre me emocionam e ultimamente não os tenho tirado da cabeça. Neste mês, eu e o cronista Fernando Fabbrini lançaremos o livro “Só de Bicho”, no qual os cães, além de macacos, gatos, gambás, cavalos e outros, são os grandes protagonistas. Um livro de crônicas divertidas para quem ama os animais, cuja renda será destinada a entidades voluntárias que trabalham no cuidado, castração e adoção de cães e gatos de rua. Aguardem! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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DE OLHO NO MERCADO: REVITALIZAÇÃO DE FACHADA PODE CONTRIBUIR PARA A VALORIZAÇÃO DO IMÓVEL RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

Lar, doce lar Uma decoração bem planejada em casa pode ajudar a relaxar e a evitar o estresse da vida moderna


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RELAX> Com planejamento, sua casa é capaz de se tornar um refúgio de paz e tranquilidade

Lar pode ser decorado para aliviar o estresse GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

Se você se Da Redação sente cansa-

do, nervoso e angustiado em função da pressão da rotina do dia a dia, saiba que você não está sozinho. O brasileiro é o segundo povo que mais sofre de estresse no trabalho, segundo uma pesquisa realizada pela Associação Internacional de Controle de Estresse. Por conta disso, é essencial que a nossa casa seja suficientemente acolhedora e relaxante de forma a eliminar a exaustão cotidiana. De acordo com o arquiteto Junior Piacesi, a residência precisa ter leveza para proporcionar ao morador um descanso efetivo e ser um local para recarregar as energias. “O ideal é que a casa te abrace e, para isso, os principais elementos a serem trabalhados são luz, muito verde, ventilação e cores bem claras, pois elas conseguem deixar as pessoas mais tranquilas”, diz. A integração com a natureza, visando o relaxamento, é uma das principais características de seu projeto Suíte Master – Quarto de Hotel. O espaço conta com uma caixa de vidro, no box do banheiro, que vai do teto ao chão, permitindo a entrada de luz natural durante o dia. Além do uso de vidros, o arquiteto destaca a composição dos ambientes com flores, distribuídas dentro da casa, e o uso de materiais naturais, que ajudam a trazer boas sensações. “Materiais como pedras e outros elementos naturais são tendências. Eles têm essa capacidade de aproximar o homem estressado da natureza. As cores também podem ser aliadas. A minha aposta é sempre no branco, que é atemporal e que não cansa”, afirma Piacesi. Já a designer de interiores Melina Mundim diz que é possível transformar os cômodos da casa em locais para relaxamento adotando um mobiliário adequado. Exemplo disso é o ambiente Suíte Master, no qual a profissional inseriu elementos que ajudam a deixar o estresse bem longe de casa. “Ao mesmo tempo em que é um ambiente cheio de concreto, contemporâ-

Suíte Master Ambiente projetado pelo arquiteto Junior Piacesi para a Casa Cor 2016

GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

neo, não quis deixar de lado essa questão de torná-lo um espaço de descanso. A poltrona ao lado da cama, como um puff, permite a pessoa relaxar no quarto, sem ser deitada na cama. O canto da poltrona, por exemplo, com a escrivaninha, proporciona um momento para relaxamento com leitura e escrita e, até mesmo, para um breve cochilo. A iluminação mais focada também cria um ambiente acolhedor”, descreve Melina. TRABALHO Já a designer de interiores Iara Santos afirma que é possível ter um dia mais tranquilo trabalhando em casa, em um home office leve e acolhedor. Para isso, ela projetou um home office sem o layout de design corporativo. “O mobiliário (escrivaninha, cadeira, aparador) possui detalhes em couro, o que proporciona sensação deliciosa ao toque. O tapete de cor neutra, feito de lã, e a cortina de camurça, dão um toque acolhedor ao espaço. O divertido móvel volante com gavetinhas que giram, juntamente com as obras de arte, ajudam a criar uma atmosfera mais suave ao espaço destinado ao trabalho”, pontua.

O ambiente tem entrada de luz solar e possui elementos naturais, como pedras e plantas

“

O ideal é que a casa te abrace e, para isso, os principais elementos a serem trabalhados são luz, muito verde, ventilação e cores bem claras

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Home office projetado por Iara Santos para a Casa Cor 2016

Espaço para trabalhar em casa com conforto e sem estresse


habitar

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RODRIGO TOZZI /DIVULGAÇÃO

No charmoso cantinho de leitura da suíte, Melina Mundim cria um local superagradável onde o usuário pode se encontrar consigo mesmo

JOMAR BRAGANCA/DIVULGAÇÃO

Elementos naturais também estão presentes nesta área gourmet de Junior Piacesi, como a madeira na mesa e no teto e o jardim vertical

Cores para o relaxamento As cores podem ter mais influência em nosso dia a dia do que podemos imaginar. Tanto é que existe um tratamento, a cromoterapia, que serve para estabelecer o equilíbrio e a harmonia entre o corpo e a mente a partir do uso de determinadas tonalidades. Assim, as cores escolhidas em um projeto de decoração podem influenciar de maneira positiva ou negativa a vida dos moradores. O rosa quartzo, por exemplo, considerada a Cor de 2016 pelo Instituto Pantone, transmite sensações de equilíbrio, calma, bem-estar, tranquilidade, compaixão e compostura. “O rosa

quartzo é um tom mais aconchegante e leve. Ele representa tudo o que é contrário a esse momento atual que vivenciamos. Essa cor reforça a mulher e a sua importância na família e na sociedade”, explica a designer de interiores Fabiana Visacro. O verde, cor da natureza, também é calmante e traz bastante equilíbrio, sendo capaz de melhorar as energias negativas e energizar o corpo. O azul é a cor da paciência e da serenidade (tanto que é usada em muitos hospitais e clínicas), ajudando a tranquilizar e a combater a insônia. (Renata Abritta)

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O rosa quartzo é um tom mais aconchegante e leve. Ele representa tudo o que é contrário a esse momento atual que vivenciamos. Essa cor reforça a mulher e a sua importância DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Este projeto de Iara Santos conta com um tapete que proporciona sensação de relaxamento

A iluminação diferenciada contribui para o aconchego neste projeto de Iara Santos

#ficaadica GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

WPoltrona I

WPoltrona II

WBanheira

Descanso. Poltronas soft em tecido náutico da Tidelli, encontradas na São Romão Móveis, são uma ótima pedida para aquele momento de repouso no fim do dia.

Relaxamento. Poltronas Lautus, de camurça bege, da Tom sobre Tom, são superconfortáveis para ler um livro ou para conversar com a família, relaxando o corpo e esticando as pernas.

Revitalização. Banheira de hidromassagem Eura Dupla feita de acrílico com apoio para duas pessoas, encontrada na Jacuzzi, é o local ideal para repor as energias.


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habitar

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 12 a 18 de novembro de 2016

ESTÉTICA> A revitalização das fachadas de edifícios pode refletir na valorização do patrimônio

Aprimeira impressão éaque fica Na hora de procuDa Redação rar um imóvel para

comprar ou para alugar, as condições internas das casas ou dos apartamentos em vista são sempre avaliadas detalhadamente. Mas esses não são os únicos pontos observados pelos futuros compradores ou locatários. As fachadas também têm papel relevante nesse processo. Elas são responsáveis pelas condições estéticas e podem valorizar ou até mesmo desvalorizar um empreendimento. Uma vez que os admiradores da arquitetura e compradores em busca de boas opções precisam ser conquistados antes mesmo de adentrarem o edifício, a manutenção e a revitalização das fachadas se mostram cada vez mais importantes para dar cara nova ao imóvel, deixando-o mais atrativo. Para a designer de interiores Melina Mundim, um edifício em boa conservação demonstra mais credibilidade, além disso, sinaliza respeito aos moradores que merecem uma habitação saudável. “A arqui-

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tetura de um lugar conta sua história. Não sou a favor de grandes modificações, mas de modernizações sem perder a característica original do imóvel. Em muitos casos, apenas um toque de cor ou um revestimento diferenciado modifica tudo. Importante é não deixar a construção deteriorar a ponto de ser necessária uma revitalização mais drástica”, explica. Segundo a designer de interiores, para que o primeiro impacto seja positivo, a fachada pode ser leve e ter design atemporal. “Precisamos agradar a todos os gostos. A elegância nesses casos se pauta em como harmonizar os detalhes. A iluminação correta e o paisagismo sempre completam a cena de forma primorosa. No caso de um edifício que revitalizei, o detalhe dos tubos da grade fez toda diferença”, relata Melina, que ressalta também a importância da manutenção. “Uma vistoria de tempos em tempos é sempre bem-vinda para evitar surpresas. Lavar a fachada, por exemplo, ajuda a deixar o imóvel com aspecto melhor e sinaliza se há revestimentos soltos”, encerra.

FOTOS RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

A arquitetura de um lugar conta a sua história. Não sou a favor de grandes modificações, mas de modernizações sem perder a característica original do imóvel. Um toque de cor ou um revestimento diferenciado modifica tudo

Edifício reformado contou com mudança de revestimento, retirada das grades e colocação de vidro

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Segundo Melina Mundim, um projeto simples e criativo pode dar um up na fachada

Uma vistoria de tempos em tempos é sempre bem-vinda para evitar surpresas. Lavar a fachada, por exemplo, ajuda a deixar o imóvel com aspecto melhor e sinaliza se há revestimentos soltos

Edifício citado acima antes da reforma em sua fachada


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shopping MATERNIDADE> Cuidar Materno oferece ajuda especial nos cuidados com o filho recém-nascido

Apoio às mamães FOTOS STOCKXPERT/DIVULGACAO

Empresa aposta na informação sobre bebês, oferecendo cursos, serviços e plantões

Renata A maternidaAbritta de é uma fase

extremamente desejada por muitas mulheres (assim como a paternidade para muitos homens) e, após, em média, nove longos meses de expectativa, o nascimento de um ser revela, a cada dia, novas situações com as quais é preciso lidar. Infelizmente, muitas vezes ainda não há o conhecimento necessário, e a solução é recorrer a outras pessoas com experiência na causa. Diante da percepção que muitos casais não têm informações suficientes sobre cuidados com recémnascidos, aleitamento materno, primeiro ano de vida

da criança e primeiros socorros, foi criada a Cuidar Materno, visando orientar e acompanhar os pais durante a gestação, parto e desenvolvimento da criança. “Realizamos um trabalho personalizado com o objetivo de humanizar, informar e desmistificar assuntos como a gestação, o parto e o nascimento através de evidências científicas e também de carinho, cuidado e amor. Nossa missão é orientar e acompanhar mães e pais no momento mais importante da vida: a chegada de um bebê”, comenta Wanessa Bastos, enfermeira especialista em neonatologia e pediatria. Ela, que também é fundadora da empresa, explica que são oferecidos vários cur-

sos preparatórios para mães e pais, como de primeiros socorros, de shantala e de banho de balde, além de consultorias em aleitamento materno e primeiros cuidados com o recém-nascido. Também estão disponíveis serviços, como aplicação do primeiro brinco e plantões de enfermagem. “Oferecer aos pais segurança e uma vivência saudável da maternidade/paternidade através da informação e acompanhamento da gestação, parto, pós-parto e desenvolvimento do bebê por meio do atendimento humanizado e personalizado é nosso objetivo”, frisa Wanessa. DEMANDA Pais de primeira viagem,

As dúvidas dos pais podem ser tiradas pelo telefone ou por mensagem de WhatsApp

gestantes, puérperas e casais são o público-alvo da Cuidar Materno. Segundo a fundadora, a maioria das dúvidas são sobre aleitamento materno, dificuldades para amamentar, choro e cólicas, insegurança para higienizar o bebê e o coto umbilical, primeiros socorros, rotina de sono e dia a dia do pequeno. Para atender a demanda, o contato é feito pelo telefone ou via WhatsApp, de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h. Qualquer dúvida que surgir em casa, basta ligar ou enviar mensagem. O pagamento é realizado em dinheiro ou cheque. “A maternidade é uma mistura de alegria, insegurança, descoberta, cobrança, superação, medo e um enorme amor, sendo o momento

mais transcendental da vida de um casal. O nascimento é o evento mais maravilhoso da vida do ser humano. Nossa dica para mães e pais de primeira viagem é a informação. Eles devem buscar, pesquisar e se informar o máximo possível sobre todos os assuntos pertinentes à gestação, ao parto e aos cuidados com a criança. A informação nos assegura e tranquiliza para viver de maneira plena esse momento tão lindo”, ressalta Wanessa. Cuidar Materno: WhatsApp (31) 99559-3964 Telefone (31) 3656-5776 E-mail: contato@cuidarmaterno.com.br Facebook: www.facebook. com.br/cuidarmaterno

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A maternidade é uma mistura de alegria, insegurança, descoberta, cobrança, superação, medo e amor, sendo o momento mais transcendental da vida do casal


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WCircuito das Águas. São Lourenço é ideal para relax e aventura. Páginas 4 e 5

pampulha

W BELO HORIZONTE . Sábado . 12/11/2016

Clássico nordestino Porto de Galinhas é destino queridinho dos mineiros. Páginas 6 a 9

THIAGO CAVALCANTI/DIVULGAÇÃO

WPacotes. Confira as promoções para Natal, réveillon e férias. Página 11


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

sala vip (1) W

personagem da semana

Fretamentos para Ilhéus e Itacaré em 2017 De olho nas potencialidades do mercado, a operadora Visual Turismo lançou, na última quarta-feira, os fretamentos para Ilhéus e Itacaré, num evento prestigiadíssimo pelos agentes de

viagens no hotel Holiday Inn, na Savassi. Os fretamentos começam em julho do ano que vem e se estendem até o Carnaval de 2018, com frequência aos sábados. O pacote de sete dias da Visual – que

pode ser adquirido em um agência de viagem – custa a partir de R$ 1.370 e inclui aéreo, sete noites de hospedagem e traslado. De acordo com André Rossi, gerente da Visual em Minas, essa é uma

forma de garantir a malha aérea antecipar as vendas. “Na Europa, os operadores lançam pacotes com um ano de antecedência”, salienta. Sete hoteleiros participaram do evento para mostrar as novidades de seus produtos.

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

FOTOS PAULO CAMPOS

Alberto Antonini,

que atua desde 1982 no setor e foi sócioproprietário por 18 anos na Porto Velho Turismo, anuncia ao mercado mineiro que está abrindo a Bio Travel, agência de produtos exclusivos e personalizados para os viajantes

Como foi e por que a saída da sociedade da Porto Velho Turismo?

Entrei na sociedade na Porto Velho em 1998, permanecendo lá por 18 anos. Meu desligamento foi no final de outubro deste ano. Um processo de desenvolvimento colocou-me frente a uma opção mais coerente com meus ideais de vida. Assim, desfizemos a sociedade, e criei uma nova empresa, onde meus ideais compactuam com as opções profissionais.

Da equipe comercial da Visual Turismo em Minas, Bruno Sousa, Thaís Roberti, Carol Estanislau e Luís Cláudio Barros

O que você leva dessa experiência na Porto Velho?

Sempre priorizei um atendimento personalizado e cuidadoso aos clientes, faz parte da minha maneira de ser e atender. Tem clientes que atendo há mais de 30 anos, uma relação profissional de respeito que se transforma em amizade. Depois de tantos anos, alguns atendimentos não são trabalho, mas uma relação pessoal que extrapola o lado profissional.

Você está criando a Bio Travel, ao lado de seu filho Felipe Antonini e da Karla Guerra. Como será essa nova agência?

André Rossi, gerente da Visual em Minas, “anfitrionou” os agentes de viagens, que lotaram as salas do hotel Holiday Inn

Grupo de hoteleiros apresentou as novidades de seus hotéis; a ideia é aproveitar o fretamento para impulsionar destino

A Bio Travel nasce com o propósito de ser uma agência focada em oferecer bons serviços, roteiros personalizados, atendimento diferenciado. Nossa prioridade serão grupos que já operamos há alguns anos, sempre com foco em determinado objetivo além do turístico e atendimentos individuais.

Quais os produtos que a Bio Travel oferecerá aos clientes?

Atuamos no Brasil e no mundo. Iremos utilizar da experiência profissional de cada um para poder atender nossos clientes e satisfazer cada um da melhor forma possível.

Você é um viajante costumaz, experiente, que gosta de programas exclusivos, de experiências novas. Quais os destinos que estarão em alta na próxima temporada?

Cida Ferreira (Potencial Turismo e Viagens), Zenaide Chaves (Lumini Viagens e Turismo) e Regina (Ayres Turismo)

Silvana Pacelli (Classtur), Arthur Veríssimo (Houston Turismo) e Fabrício Fidelis (diretor da agência Travel Tour)

Um profissional do turismo tem sempre que atualizar e vivenciar os variados destinos. O brasileiro está viajando mais e cada vez deseja conhecer novos destinos, já que os tradicionais não exercem tanto fascínio. Tem tantos destinos interessantes e pouco conhecidos pelo mercado brasileiro. Posso citar Atacama, no Chile, o oeste canadense com Alaska, um safári na África, a Patagônia chilena e argentina e a Tailândia, entre outros. São destinos exóticos, e cada um tem sua particularidade.

Como você repassa sua experiência de viagem aos clientes? Me dê um exemplo.

Sempre que viajo, do momento que estou fazendo o check-in até o final da viagem, procuro ter a visão de um profissional do turismo. Conheço a hotelaria, opções de passeios, restaurantes e logística do destino visitado e repasso aos meus clientes minha experiência. Tenho meta de conhecer, no mínimo, um destino diferente em cada viagem. Além de ser uma característica minha, acrescenta à minha vida profissional.

A que o viajante deve estar atento antes de contratar uma viagem?

As veteranas Celina Melo e Eliane Lodi (Terramares)

check in/check out W

Camila e Jaqueline (SR Viagens) com Celso (Canabrava)

SANDRO SEEWALD/DIVULGAÇÃO

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Austrália

A Tourism Australia (TA) anunciou a RGS Assessoria como a nova empresa de representação comercial e relações públicas na América do Sul.

Rita Durão, que será comandada pelo casal André Valle e Marcelle Cardoso.

Minas-Portugal

Intercâmbio A Global Study inaugurou a 17ª franquia, desta vez em BH, na rua Santa

Antes de contratar uma viagem, procure referências sobre a agência e quem o está atendendo. Procure conhecer mais da vida profissional dele, das suas experiências de viagem. Um bom consultor de viagens procura sempre se atualizar, viajar e conhecer o perfil do seu cliente e também as condições comerciais. O mercado de turismo muda muito.

Chefs do Diamantina Gourmet: evento vai até o dia 19 de novembro

De 10 e 12 de novembro, a Secretaria de Estado do Turismo de Minas Gerais (Setur-MG) participa do VI Congresso Internacional das Cidades-Santuário, em Fátima, Portugal.

Hotelaria azul Fachadas iluminadas e lobbies com decoração azul são ações da rede Meliá para a campanha Novembro Azul.

Operadores premiados com o Troféu Pesquisa Infinito, da Brocker Turismo, durante o Manaus, BH e Curitiba são os destiFestival de Turismo de Gramado: Visual, Flytour, Latam Travel, Azul Viagens, nos mais baratos para se visitar nas Viagens Master, FRT e Grupo Abreu férias, segundo o site Trip Advisor.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

12 de novembro de 2016


O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

Fontes

Parque tem até francesa Das nove fontes do Parque da Águas, destacamos a Vichy e a Ferruginosa. A primeira por ser uma das duas no mundo em funcionamento: uma em São Lourenço e a outra, na França. A segunda chama atenção pelo belíssimo jardim com chafariz em seu entorno.

Artesanal

Capelinha de Nhá Chica Um imperdível atrativo turístico-religioso de São Lourenço é a capelinha de Nhá Chica. Construída pelo artista plástico Marco Aurélio, ela encanta pelo trabalho artesanal: é toda recoberta com milhares de cacos, cortados manualmente e colocados um a um.

turismo

São Lourenço

Passado e futuro para garantir total diversão Estância aguarda a legalização doscassinos no país para associar essaantiga atração aosconvidativos ParquedasÁguas e voos debalão Tânia Ramos

Relax e aventura

taniaramos@otempo.com.br

Principal cartão-postal de São Lourenço, o Parque das Águas tem atrações espalhadas por uma área verde de 400 mil m². São fontes de águas minerais, perfeitas para banhos relaxantes – e, de modo geral, benéficos à saúde –, e lago para passeios de pedalinho. Aliás, mergulhar em suas nove fontes hidromine-

Um tour de charrete para visitar os pontos turísticos urbanos, uma subida de teleférico até o morro do Mirante – de onde se tem uma incrível visão panorâmica de toda a cidade e região –, um passeio no Trem das Águas por trilhos que datam do início do século passado. Isso é só uma pequena amostra do que você pode apreciar em São Lourenço, no Sul de Minas, estância hidromineral que conta com um moderno Parque das Águas, em meio a atrativos históricos, e já está de olho no futuro dos jogos de azar no Brasil. famoso remanescente dos tempos áureos dos cassinos no país, “a cidade de são lourenço, por sua infraestrutura e tradição, possui todos os pré-requisitos necessários para voltar a ser um centro de jogos de alto nível no país”, aposta o presidente do sindicato de hotéis de são lourenço e região, o empresário marco aurélio lage. ele acompanha, no congresso nacional, a tramitação do projeto de lei que legaliza os cassinos no brasil, previsto para entrar na pauta de votação em 2017.

FOTOS CÉLIO FERRAZ/DIVULGAÇÃO

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rais, cada uma com características físico-químicas distintas, é relaxamento garantido. Depois, nada como voltar no tempo e seguir pelos trilhos da maria-fumaça que liga São Lourenço a Soledade de Minas, num percurso de 11 km, às margens do rio Verde. O Trem das Águas resgata a memória da legendária ferrovia que ligava o eixo Rio-São Paulo à cidade mineira de Três Corações, passando pelo Circuito das Águas. Mas, se o negócio é radicalizar e admirar tudo isso do alto, tendo a sua volta um cenário de cair o queixo, a opção é um voo de balão.

Fachada do Hotel Brasil, que completa cem anos em 2017

Tradicional hotel oferece uma intensa programação Kart

Adrenalina sobre rodas São Lourenço possui, ainda, um Center Kart com uma pista de 380 m, situada numa área de 12 mil m². O circuito, que oferece comodidade e segurança, foi criado em 1992, sendo hoje todo informatizado. No local, é possível alugar karts da Riomar Karts, com motor Honda.

Trem das Águas faz passeios aos sábados (10h e 14h30) e aos domingos (10h)

De passado nobre, o Hotel Brasil de São Lourenço é, atualmente, um atrativo em si. Com instalações luxuosas e confortáveis, além de completa área de lazer, a unidade oferece, durante os fins de semana, uma intensa programação cultural. Neste mês, por exemplo, estão acontecendo, às sextasfeiras, a Festa Tropical, com coquetel, e, aos sábados, a Festa de Queijos e Vinhos, ambas com música ao vivo.

Para dezembro, está prevista a denominada “grande festa”, que, segundo o diretor Marco Aurélio Lage, começa no Natal e termina no Ano-Novo, com variadíssimo bufê e festas animadas por bandas de baile. E o que é melhor: quem unir as duas festividades num pacote de dez dias, o décimo primeiro será grátis. O pagamento pode ser efetuado com uma entrada de 20% e o restante em três vezes.

História O Hotel Brasil, que completa cem anos em 2017, foi instalado inicialmente na antiga mansão de veraneio da baronesa Angélica Queiroz de Barros. Demolido em 1922, ele ganhou novas instalações e um cassino ao lado, que foi incorporado a seu interior em 1935, depois de o prédio vir abaixo pela segunda vez e se transformar no primeiro arranha-céu, com oito andares, do Sul de Minas.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

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Passeio de balão sobre o Parque das Águas, com o Hotel Brasil ao lado

Aventura de balão é a pedida

Em dia de tempo bom, turistas curtem a emoção do voo ao sabor do vento

Serviço São Lourenço Como chegar: De carro. Seguir pela BR-381 no sentido SP e pegar a saída 774-B, na BR-267, para Campanha; após 62 km, entrar à direita para Soledade de Minas; São Lourenço está a 19 km.

consulta, com meia-pensão ou só café da manhã. Em tempo: De 9 a 10 de dezembro, o hotel recebe o 2° Campeonato de Pôquer Reservas: (35) 3339-2550 ou info@hotelbrasil.com.br

Hospedagem: Hotel Brasil. Na baixa temporada, a diária em apartamento standard duplo, com pensão completa, está a partir de R$ 460. Há também opções, sob

Passeio: De balão. R$ 400 por pessoa; de 3 a 10 anos, paga metade. Agendamento: (35) 99187-1609 ou contato@flatbalonismo.com.br

Desde Ícaro – segundo a mitologia grega, ele teria voado muito próximo ao Sol e a cera de suas asas teria derretido, fazendo-o cair no mar –, os homens desejam voar. Então, por que não aproveitar sua ida a São Lourenço para “dar asas” a esse sonho? Uma das opções de aventura na cidade, que garante uma visão imperdível de seu complexo montanhoso e do Parque das Águas, com suas fontes e lagos, é um voo de balão – são três modelos, que comportam um total de oito, 12 e 16 pessoas por passeio, normalmente com uma saída a cada sábado, domingo e feriado. A decolagem acontece na ilha Antonio Dutra, no Parque de Exposições, ao lado do Parque das Águas, e “voa-se ao sabor do vento”, explica o presidente da Federação de Balonismo do Estado de Minas Gerais e chefe da equipe local Balonismo Flat, Flamarion Barreto. Depois de um voo de pouco mais de uma hora de duração, os turistas (que são apanhados pelas equipes balonistas e devolvidos a seus respectivos hotéis) são agraciados com um café colonial, recheado de delícias mineiras.


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Transporte

Jangadas levam até piscinas O melhor jeito de acessar as piscinas naturais de Porto de Galinhas (destino que aderiu ao turismo acessível) é por meio de jangadas. Elas são contratadas a R$ 25 por pessoa. Cada barco leva no mínimo seis pessoas, e o passeio dura cerca de uma hora. JOÃO RENATO FARIA

turismo

Porto de Galinhas

Muito além das paisagens deslumbrantes Praias são as principais atrações daantiga vila de pescadores,mas destinooferece experiências únicas para todos os perfis depúblico João Renato Faria

Diversão

Mergulho de profundidade Porto de Galinhas também é exuberante debaixo d’água. Quem investe em uma sessão de mergulho pode encontrar animais como lagostas e polvos e até um barco naufragado há pelo menos 300 anos. O mergulho oferecido pelo Aicá Diving dura duas horas e meia. PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Se engana quem acha que Porto de Galinhas tem apenas paisagens de tirar o fôlego. Claro que as piscinas naturais no mar, as praias deslumbrantes e a água cristalina já são mais do que suficientes para justificar uma visita. Mas o distrito de Ipojuca, a cerca de 50 km de Recife, em Pernambuco, oferece atrações e é diversão garantida para todas as idades, gostos e vontades. Seja entre os restaurantes de comida típica, que oferecem pratos com sabores regionais bem-executados ou no contato com o artesanato e as artes locais, Porto de Galinhas emerge como um destino cosmopolita, que recebe cerca de 1 milhão de visitantes por ano, sendo que 20% deles são estrangeiros. “Hoje, o nosso público é extremamente diversificado, indo desde famílias a casais em lua de mel”, afirma o presidente do conselho do Porto de Galinhas Convention & Visitors Bureau, Otaviano Maroja. É claro que a festa dos

sentidos para o visitante começa diante do oceano Atlântico. São 18 km de praias no distrito, sendo que a mais famosa é a que dá nome ao local e conta com as magníficas piscinas naturais. Elas se formam nos recifes durante a maré baixa e são mais do que convidativas para um mergulho. Além da água, sempre com uma temperatura agradável, o banhista nada entre peixes coloridos de diversas espécies. Quem volta do mergulho costuma se divertir com um passeio pelas simpáticas ruas do local. Saindo da ferveção na antiga vila, praias como

Cupe e Muro Alto também são bastante frequentadas pelos visitantes, que preferem o bugue como meio de transporte para se locomoverem entre os pontos. O aluguel do veículo sai por R$ 250 a diária e dá direito a visitar essas e outras praias nos arredores de Porto de Galinhas. Outro passeio imperdível é o encontro do rio Maracaípe com o mar. Um trajeto feito de caiaque, que dura cerca de uma hora e meia e passa pelo mangue, revela um cenário incrível, onde o contato com a natureza ocorre de maneira intimista, com a presença, inclusive, dos exuberantes cavalosmarinhos em seu habitat natural. A aventura sai a R$ 25 por pessoa e é garantia de boas lembranças. PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Porto de Galinhas possui 18 km de praias e o mangue cobre uma área de 60 km de extensão As mulheres artesãs da cidade dão um show de criatividade, utilizando, a exemplo do artista Carcará, materiais locais JOÃO RENATO FARIA

Arte local Quem passeia pelo vilarejo à beira-mar se depara, certamente, com esculturas que imitam galinhas feitas a partir de troncos de coqueiros. As obras são feitas pelo artista Gilberto Carcará, que mantém o ateliê (rua Carcará, 8) aberto à visitação do público. “Trabalho muito com madeira por uma questão de sustentabilidade, é um material que consigo com facilidade”, afirma Carcarcá. Além de apreciar as obras, o visitante pode também adquirir uma peça do trabalho de Carcará. Os preços de esculturas e quadros variam de R$ 60 a R$ 20 mil. Ateliê de Carcará, o autor das galinhas estilizadas que decoram toda a cidade


turismo

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PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Gastronomia local é uma atração à parte

Jangadas coloridas dão um toque especial às praias urbanas de Porto de Galinhas

JOÃO RENATO FARIA

Onde comer BarCaxeira: rua da Esperança, 458, (81) 3552-1913. www.barcaxeira.com.br Domingos Restaurante: rua Beijupirá, s/n, galeria Paráoby, (81) 3552-1464 www.domingosrestaurante.com.br Beijupirá: rua Beijupirá S/N, (81) 3553-2354. www.beijupira.com.br. La Crêperie: rua Beijupirá, s/n, (81) 3552-1831. www.lacreperie-pe.com.br. Bar da Praia Pontal do Cupe: praia do Cupe, S/N, (81) 9282-4166. João Restaurante: av. Beira Mar, S/N, casa 01, (81) 3552-2495. Peixe na Telha: av. BeiraMar, 40-B, (81) 3552-1323. www.peixenatelha.com.br Projeto Hippocampus preserva os cavalos-marinhos, símbolos do balneário PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Cartola de brigadeiro e chocolate granulado é a nova versão dessa tradicional sobremesas do destino pernambucano

Assim como os mineiros, os pernambucanos costumam se orgulhar bastante de sua gastronomia. Em Porto de Galinhas, é possível experimentar toda a potência da cozinha regional em restaurantes e bares que oferecem pratos com ingrediente típicos, como frutos do mar, queijo coalho e tapioca. O BarCaxeira é o lugar para quem quiser conhecer um clássico local, a macaxeira gratinada. Espécie de antecessor do popular escondidinho, a receita consiste em uma travessa com mandioca cremosa e recheios como bacalhau, carne de sol, camarão e filé. Perto de lá, o restaurante Peixe na Telha é conhecido justamente pelo prato que o batizou. As telhas de barro chegam à mesa com

filé de linguado coberto com molho de legumes e molho bechamel gratinado. Espécie de marisco, o sururu é servido em caldo no Bar da Praia Pontal do Cupe. Serve de entrada para um prato mais substancioso, como o arroz de camarão ou de polvo. A sobremesa mais tradicional é a cartola, que consiste em bananas fritas cobertas com queijo manteiga e polvilhadas com açúcar. No João Restaurante, à beira-mar, a versão clássica tem disputado espaço com uma novidade, que leva brigadeiro e chocolate granulado no lugar da canela. Outra sobremesa típica é o famoso bolo de rolo, feito de pão de ló e goiabada. O doce é facilmente encontrado em diversas lojas.

Quando ir

Fim de ano é a época ideal Os melhores meses para visitar Porto de Galinhas são entre setembro e abril, quando a temperatura se mantém alta. Vale a pena conferir a tábua de marés: quanto mais baixa, melhor é para visitar as piscinas naturais e outras atrações marítimas do destino. JOÃO RENATO FARIA


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turismo PORTO DE GALINHAS C&VB/DIVULGAÇÃO

Praia de Maracaípe é conhecida como point de surfistas

Meio ambiente

De olho nas tartarugas Espécie de versão local do projeto Tamar, a ONG Ecoassociados é responsável por cuidar dos ninhos de tartaruga nas praias de Porto de Galinhas na época de desova (filhote, na foto), de setembro a novembro. O grupo sinaliza até 120 ninhos, principalmente da tartaruga-de-pente.

Serviço Para conhecer os trabalhos de preservação em Porto de Galinhas, contate: Ecoassociados: Rua Caraúnas, s/n. (81) 3552-2465

Diversão completa e garantida para a família inteira JOÃO RENATO FARIA

Projeto Hippocampus: Rua da Esperança, s/n. Ingresso a R$ 12. (81) 3552-2191 ICMBIO/DIVULGAÇÃO

Hotel Village oferece opções queencantam a criançadae ajudam papaise mamães a descansarem darotina pesadado dia a dia João Renato Faria

Ecologia

Cavalo-marinho tem cuidados Oprojeto Hippocampus luta pelapreservação do cavalomarinho.O grupofaz uma conscientizaçãopara evitar queo peixe seja capturado (etransformado em suvenir ouobjeto ornamental).No local,aquários com diversos espécimes mostrama rotina docavalo-marinho.

Hospedagem Preços: Os apartamentos para duas pessoas têm diárias a partir de R$ 686, com café da manhã incluso. Uma criança de até 12 anos não paga. Os bangalôs para duas pessoas saem a partir de R$ 1.235, também com café. Informações: (81) 35524222 ou www.villageportodegalinhas.com.br

Apesar de ser apontado como um destino romântico para recém-casados, Porto de Galinhas também oferece excelentes opções para famílias que querem se divertir nas férias. Entre os 15 resorts que se espalham pelo vilarejo, o hotel Village se destaca para receber adultos e crianças, com uma estrutura de primeira linha e uma programação caprichada. A diversão começa pelas três piscinas, sendo duas adequadas para a meninada. Além disso, o hotel, como outros da região, não tem divisória entre suas dependências e o mar: basta atravessar o pátio e chegar

aos guarda-sóis exclusivos dos hóspedes. Além de uma programação intensa, com atividades como gincanas e brincadeiras – sempre acompanhadas de monitores –, a criançada pode se divertir na Vila Brincante, que tem parquinho de madeira, casa na árvore, balanços, gangorras e escorregadores. Uma horta orgânica põe os pequenos em contato com a natureza, enquanto opções como cineminha também estão disponíveis. As hospedagens são dividas entre apartamentos que acomodam até quatro pessoas e seis bangalôs, que oferecem mais privacidade e tranquilidade para os pais.

Aprazível complexo aquático do hotel Village, na singular praia do Cupe JOÃO RENATO FARIA

Foz do rio Maracaípe é o habitat dos cavalos-marinhos em Porto de Galinhas


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

12 de novembro de 2016

Vale a pena uma boa esticada até Recife Porta de entrada obrigatória para Porto de Galinhas – por meio do aeroporto dos Guararapes –, a capital pernambucana também vale a visita para quem tem alguns dias a mais de férias. Moderna e acolhedora, a cidade tem opções culturais, boa cozinha e excelente estrutura de hospedagem para o turista. Um dos principais atrativos é a praia de Boa Viagem. Protegida por recifes naturais – que deram nome à cidade – nos seus 7 km, a praia oferece uma boa estrutura para o banhista, com quiosques, salva-vidas e até uma rampa para cadeirantes. Vale a recomendação de evitar ultrapassar os corais e não nadar na ma-

ré alta, quando a presença de tubarões pode trazer algum risco para os banhistas.

Revitalização Símbolo da renovação de Recife, o Marco Zero é uma praça que passou recentemente por uma revitalização. Além dos prédios históricos que a circundam, de lá é possível passear a pé por algumas das atrações mais interessantes da cidade, como a rua do Bom Jesus, que conta com um casario erguido ainda na época do domínio holandês na região Nordeste. No endereço, está a primeira sinagoga das Américas, a Kahal Zur Israel, que tem visitação aberta ao público (R$ 6, exceto aos sábados). Por lá também fica a

Embaixada de Pernambuco, que conta com um acervo dos bonecos gigantes que encantam o Carnaval recifense e da vizinha Olinda. Além de personalidades brasileiras como Ayrton Senna, Lampião e Tim Maia, marcam presença representações dos Beatles, dos personagens da série Star Wars e até mesmo do juiz Sergio Moro. Perto de lá, o Cais do Sertão (av. Alfredo Lisboa, s/n, a R$ 10) ocupa um antigo galpão do porto de Recife. A exposição permanente conta com uma representação do rio São Francisco atravessando o salão do museu como fio condutor da história do Nordeste. Além da vida do sertanejo, o local também reverencia a obra de Luiz Gonzaga. RECIFE C&VB/DIVULGAÇÃO

Quem leva Azul. A Azul (www.voeazul. com.br) tem voos diretos saindo de BH (Confins)para Recife, com tarifas a partir de a partir de R$ 458,90. Operadora: Viagens Master Pacote: Inclui três noites de hospedagem no Summerville com café da manhã e jantar, aéreo para Recife e traslado. Preço: A partir de R$ 2.499 (válido para baixa temporada 1º semestre 2017, exceto feriados), com parcelamento em até de dez vezes. A praia da Boa Viagem, enaltecida em versos e prosa pelos recifenses RECIFE C&VB/DIVULGAÇÃO

Rua do Bom Jesus é um celeiro de cultura regional; é lá, na Embaixada dos Bonecos, o acervo dos gigantes do Carnaval


W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

turismo

sala vip (2) W

Seychelles é um destinos mais exclusivos e belos do mundo

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Seychelles é um lugar perfeito: reúne belezas naturais, floresta tropical exuberante, aventura subaquática, romantismo, povo multiétnico (influências europeias, africanas e asiáticas), hotéis de luxo e praias de tirar o fôlego do viajante desavisado. O arquipélago com 115 ilhas no oceano Índico – próximo do Quênia e da Tanzânia, na África – recebeu no ano passado 1,5 milhão de turistas – o número cresceu depois que o casal da realeza britânica William e Kate escolheu o destino para passar

a lua de mel. Mas brasileiros mesmo foram apenas 156. Para divulgar o destino no Brasil, o Escritório de Turismo de Sheychelles realizou eventos na última semana nas principais capitais do Sudeste. Em Belo Horizonte, houve um almoço no restaurante Pellegrino, no Anchieta, para as agências de luxo, em parceria com a operadora FVOTravel e a companhia aérea Etihad. Segundo David Germain, diretor de Seychelles para a Américas, a ideia é mostrar mostrar que Seychelles é um destino perfeito para casais e famílias.

Regina Casale (Ytur), Vânia Haddad (Hello), Julianna Bini (Bini) e Suzana Raché (Mappa)

Rafael Romeiro (FVO Travel), Christian Marranghello (Etihad Airways), Philippe Laplace (FVO Travel), Flávia Géo (FVO Travel), David Germain (diretor para África e Américas do Escritório de Turismo de Sheychelles) e Vinícius Pereira (GVA)

André Vasconcelos (Greenwich), Alessandra Lemos (Fly Me) e Rafael Romeiro (FVO Travel)

Paula Melo (Terramares), Wilter Machado (Beth Coutinho), Flávia Géo (FVO) e Luiz Carlos (Destaque)

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sala vip (3) MSC e as novidades desta e da próxima temporada EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Daniela Lage (diretora da GD), Rose Nunes (GD), Ricardo Rocha (MSC Cruzeiros), Marinels Azevedo (GD), Gracia Issa (diretora da GD) e Ricardo Duarte (GD)

Felipe Petrucelli (Viagens Petrucelli), Laura Prosdocimi (Express Viagens), Kelly Vieira (Primeira Classe) e Leandra Barros (Allegro)

Alberto Guelman (Mazel Tour), Suely Diniz (Viva Tours), Alvimarina Paiva (ABC Turismo) e Judson Antunes (Latam do shopping Boulevard)

Renata Ferreira Azevedo (Speed System), Marcelo Aguiar (Personal Tour) e Carolina Silva (Honey Moon)

FabrÍcia Melillo (Ideal), Alexandre Rocha (Personal), Sulamita Martins (Persona) e Bernardo Diniz (B8)

Desde o dia 18 de outubro, a MSC Cruzeiros vem realizando road shows pelo Brasil. A última parada foi na quarta-feira passada, em Belo Horizonte,comumacapacitação para os agentes de viagens no hotel Royal Savassi. Com a sala de eventos lotada, Ricardo Rocha mostrou em detalhes os navios que estarão na costa brasileira nesta temporada – MSC Musica e MSC Preziosa –, os

Ricardo Rocha, da MSC Cruseiros, fez apresentação para um auditório lotado

Thalita Ribeiro e João Batista Ramos (Primus Turismo), Maria José Pinto (Volée Viagens) e Daura De Caux Alvarenga (De Caux Viagens)

dois lançamentos para 2017, o MSC Meraviglia (o mais moderno da frota e que começa a navegar em junho de 2017, com tarifas a partir de R$ 1.611) e o MSC Sea Side (com o maioraquapark nomare estilofuturista). Entre outras novidades, estão ainda cruzeiros com aéreo incluso, MSC Book e duas ilhas adquiridas pela armadora, uma no Caribe e outra nos Emirados Árabes.

Armando Siebla (A1), Ramon Ferraz (Ramon Turismo) e Alexandre Brandão (Uai)

Rodrigo Tavares (Caminhos de Minas), Cristina Camarano (Condotti), João Carlos Almeida (Primus) e Luiz Moreira (Destaque)


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Natal e Ano-Novo

Ainda dá tempo de programar as festas de fim de ano Operadoras estão com os últimos programas para você curtir um Papai Noel bemdiferente e assistir aosfogoscom toda a mordomia; os preços sãoconvidativos, e os operadores começam a oferecer descontos Praia do Forte

Desconto de 15% no Natal O Tivoli Ecoresort, na Praia do Forte (BA), está com uma promoção para a semana do Natal (21 a 28/12), com 15% de desconto nas diárias. A parte terrestre em apartamento Premium duplo, incluindo cinco noites de hospedagem com café e jantar e traslado, que antes custava R$ 4.460, com desconto de 15% sai a R$ 3.790 por pessoa. O valor pode ser pago em até dez vezes sem juros. O aéreo não está incluso. Consulte seu agente ou ligue para a Território Viagens: (31) 3264-3300. MÁRIO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Férias

Fortaleza e Natal Para janeiro, a Latam Travel está com pacote para o período de 8 a 15 e 15 a 22 em duas capitais. Para Natal, o programa custa a partir de dez parcelas de R$ 197,20, com sete diárias no Marina Travel. Para Fortaleza, o preço está a partir de dez parcelas de R$ 197,65, com sete diárias no Fortpraia Hotel. Ambos incluem aéreo (sem taxa de embarque) e café da manhã. Promoção é válida para as lojas Latam do BH Shopping (31/3286-3999), Diamond Mall (31/2533-0933) e Boulevard (31/2515-3310).

Papai Noel

Porto Seguro

Na praia potiguar

All sistema com 18% de desconto no final de ano

CANINDÉ SOARES/DIVULGAÇÃO

Papai Noel vindo do mar, coral infantil, réveillon em clima de cassinos, limusine e Elvis Presley. Natal e réveillon no La Torre Resort terão programações ricas de atividades. E para aproveitar tudo isso, a Viagens Master está com um pacote no período de 25/12 a 1/1 com 18% de desconto. São sete noites em sistema all inclusive, aéreo e traslados. Antes, o valor por pessoa era R$ 5.844, e agora está R$ 4.794. Uma criança acompanhada de dois adultos tem cortesia. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master.

Hoje Natal é, talvez, a capital nordestina mais procurada pelos viajantes mineiros. A cidade tem sol, belas praias e passeios interessantes nos arredores. A partir de R$ 2.125,50 (ou 10 x R$ 212,55), você pode passar as celebrações natalinas na capital potiguar, incluindo aéreo, traslado e city tour. São sete noites no hotel Porto do Mar, um quatro estrelas, com café da manhã. A saída é no dia 24/12. Consulte a central de atendimento da Azul Viagens (4003-1181), o website www.azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.

Fim de ano

Natal

Pacotes e cruzeiros

Pacotes para vários destinos

Com atendimento diferenciado, a agência da CVC Savassi já está comercializando pacotes promocionais para o final do ano e as férias de janeiro. Para isso, conta com voos e hotéis a preços exclusivos, além de cruzeiros marítimos com ofertas imbatíveis. A CVC Savassi fica na rua dos Inconfidentes, 926, entre ruas Pernambuco e Paraíba. Informações e reservas pelo telefone (31) 3045-0100.

A Visual Turismo está com pacotes superespeciais para quem quer viajar e passar um Natal agradável com a família. “São vários destinos com a qualidade de quem preza por uma viagem perfeita”, afirma André Rossi, gerente da filial mineira. Os destinos mais concorridos são os do Nordeste. As vagas são limitadas. Consulte seu agente de viagens e peça pacotes da Visual Turismo.

Salvador

Pernambuco

Para aproveitar as praias e um réveillon com mais de 22 atrações

Férias na ‘Cidade do Sol’

BAHIATURSA/DIVULGAÇÃO

O réveillon em Salvador começa em 28/12 e se estende até 1º/1. Na programação estão agendados shows de Wesley Safadão, Ivete Sangalo, Luan Santana, Anitta, Jorge e Mateus, O Rappa, Aviões do Forró, Claudia Leitte e Daniela Mercury, entre outros, que acontecerão na praça Cayru, no Comércio. O pacote da Latam Travel para o destino na virada (29/12 a 5/1) custa a partir de R$ 2.678,11 (ou 10 x R$ 267,81), com aéreo e sete diárias no Vila Galé Salvador com café da manhã. Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31/3286-3999), Diamond Mall (31/2533-0933) e Boulevard (31/2515-3310).

Férias de Janeiro em Porto de Galinhas é, com certeza, sombra e água fresca. No período de 14 a 21 de janeiro, o pacote da Latam Travel inclui passagem aérea, sete diárias no Estação do Sol Praia Hotel com café da manhã e traslado, além de pontos no cartão de fidelidade Multiplus. O peço está a partir de dez parcelas de R$ 229,52 (mais taxas de embarque) por pessoa em apartamento duplo. Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31/3286-3999), Diamond Mall (31/2533-0933) e Boulevard (31/2515-3310).


W 12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

sabores do mundo renatoquintinogastronomia@hotmail.com

Câmbio

Dólar congelado a R$ 2,88 Enquanto nos últimos dias o dólar sofreu um aumento de 4%, na CVC ele caiu 15%. Isso porque a operadora retomou, por tempo indeterminado, a promoção Câmbio Reduzido, em que a moeda é cotada a R$ 2,88 para a compra de viagens ao exterior e parcelamento fixo em reais. O euro também foi reduzido a R$ 3,19. A iniciativa visa incentivar as vendas de viagens ao exterior. RUTH FREMSON/DIVULGAÇÃO

Amazônia (I)

Turismo e bem-estar

Amsterdã, Den Haag e Roterdã RENATO QUINTINO

É senso comum hoje que, se antigamente as pessoas tinham o sonho de viver nos países do Mediterrâneo, à sombra de uma oliveira, hoje preferem viver no norte da Europa pelo nível de civilização, desenvolvimento, segurança e estilo de vida pragmático, eficiente, reservado e independente, como a Holanda. A quase onipresença das vacas na paisagem holandesa e a qualidade de sua criação explicam o fato de os queijos holandeses estarem entre os melhores do mundo, impressionando os turistas pela variedade e pela qualidade do leite e dos derivados, como o creme de leite fresco, que batido gera uma receita de creme de grande sabor para acompanhar a deliciosa torta de maçã. Entre os grandes destaques em Amsterdã estão o Ron, casa com decoração e comida mais arrojada e barata do chef estrelado Ron Blaauw (www.rongastrobar.nl), o Daalder (www. daalderamsterdam.nl), o Wilde Zwijnen (www.wildezwijnen.com), o italiano Mazzo (www.mazzoams-

terdam.nl) e o Lion Noir (www.lionnoir.nl). Vale uma parada na cafeteria mais famosa da cidade, a Lot Sixty One (www. lotsixtyondecoffe.com). A rede Sla agrada aos vegetarianos; o Yoghurt Barn (www.yoghurtbarn.nl) é um ótimo programa; o Plantage (www.restaurantdeplantage.nl), restaurante que funciona no jardim zoológico, tem boa comida e vista para o grande parque local. Já o café do Museu do Cinema é imperdível, assim como uma visita ao mercado da cidade, que tem um clima entre o aconchegante e o descolado, com opções para todos os paladares, que vão desde hambúrgueres de primeira, comida vegana e asiática até embutidos, queijos, vinhos e as famosas cervejas artesanais locais.

trelados pelo guia “Michelin”, como o contemporâneo e variado Milu (www. restaurantmilu.nl) e o simpático bistrô francês Pastis (www.pastis.nl).

Roterdã O mercado de Roterdã é um caso à parte, tanto pela arrojada arquitetura em forma de arco e teto revestido de pinturas estilizadas de frutas como pelas dezenas de opções de almoço e jantar. Em Roterdã, o Las Palmas (www.restaurantlaspalmas.nl) é também a versão despojada-contemporânea da gastronomia do chef estrelado Herman den Blijker. O Hotel New York (www.hotelnewyork.com) é imperdível pelo movimento cool e pela comida descomplicada. O italiano Oliva (www.restaurantoliva.nl se destaca também na cidade, assim a conhecida melhor torta de maçã da Holanda, do Dudok (www.dudok.nl).

Haia Em Den Haag (Haia), a cena cosmopolita da cidade do tribunal internacional, da sede da realeza e do corpo diplomático tem ótimas opções de restaurantes es-

W Visão do restaurante e gastrobar Ron, um dos dez melhores de Amsterdã

Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br

HERVE FABRE/DIVULGAÇÃO

Viajar é sinônimo de descansar e relaxar. E que tal fazer uma viagem para a Amazônia, para estar em contato direto com a natureza e ainda aproveitar para se conhecer um pouco melhor? Essa é a nova proposta que a psicoterapeuta Solange Rolla, em parceria com a agência de turismo Zênith Travel Club, vai desenvolver no encontro Constelando com a Natureza.

França

As cores e os

A ideia do encontro Constelando na Natureza é associar turismo e lazer ao bem-estar pessoal e emocional. O encontro acontecerá no período de 27 de novembro a 4 de dezembro e será realizado no hotel de selva Amazon Ecopark Jungle Lodge (www. amazonecopark.com. br). Mais informações pelo site www.solangerolla.com.br ou pelos telefones (31) 3295-7739 e (31) 99871-7739.

O La Bastide de Marie, da rede Maisons & Hotels Sibuet (en.experience-sibuet.com), está no coração de um vinhedo. São 15 suítes exclusivas, além de restaurante, lounges, piscinas integradas ao jardim e spa, que oferece tratamentos com pedras semipreciosas. Tudo em um ambiente intimista e bem decorado.

aromas da Provença Festivais de colheita dauva e tradições deNatal sãoatrações do outonona belaregião; LaBastide de Marieé opção de hospedagem O charmoso hotel La Bastide de Marie, que é por si sóuma beleza cênica

Amazônia (II)

Constelando na Natureza

Hospedagem

DIVULGAÇÃO

Da redação A estação que vai de setembro até antes do Natal colore os campos e vinhedos do sul da França com uma paleta encantadora, que enche os olhos e faz os visitantes suspirarem a cada curva. Os tons de lilás da lavanda dão lugar às nuances carameladas e douradas das folhas queimadas, marcasdo períodoque antecede o inverno. Ménerbes, uma das aldeias da região, é famosa pelas trufas, pelos azeites e pelos vinhos rosé. Depois de bem instalado no hotel La Bastide de Marie, a sugestão é que os

visitantes comecem o roteiro provençal pela degustação de vinhos. Setembro marca o início da colheita das uvas e, pela região, só se fala das festas nas adegas. A Rota do Vinho da Provença é formada por mais de 350 vinhedos, e alguns fazem parte do Appellation d’Origine Contrôlée (AOC), que cataloga as bebidas mais respeitadas do país. Entre eles, estão os vinhos produzidos nos vilarejos Chateauneufdu-Pape e Côtes-du-Rhône. Em novembro, começam os eventos que marcam as vendas das primeiras garrafas feitas com a safra do ano, o chamado “Beaujolais Nouveau”.

Epicurium Além da uva, Provença celebra outras frutas e verduras típicas do outono. Na cidade de Avignon, a 100 km de Ménerbes, o Festival de Epicuro comemora as mudanças que a estação traz à mesa. Já em Arles, a 100 km, o Festival do Arroz ganha espaço e, em vários outros lugares, a abóbora também tem sua própria homenagem. Mas, caso não consiga ver de perto esses festejos específicos, as famosas feiras locais fazem parte do cenário da região e oferecem, diariamente, o melhor da culinária e dos produtos franceses. Um dos momentos festi-

vosmaisesperadosdessaépocacomeça em 4 de dezembro e marca o início das celebrações de Natal. As ruas ficam cheias de luzes e enfeites, os presépios são montados e as vitrines das lojas ganham decorações impressionantes. A Provençamantém tradições natalinas. Os apaixonados pela magia da data podem, por exemplo, visitar um ateliê de artesanatos que fabrica os santons, personagens típicos de decoração, em Aix-en-Provence. Já as cidades de Saint-Rémy-de-Provence e Les Baux-de-Provence são famosas pelas apresentações de teatro e pelas atrações temáticas.

A tradição da mesa farta na Provença é atração à parte para os turistas


WMoto. Honda CG comemora 40 anos no mercado brasileiro. Páginas 22 e 23

JOSÉ PATRÍCIO/ESTADÃO CONTEÚDO

WLançamento. Fiat Toro ganha nova opção de motor, um 2.4 flex. Página 15

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BELO HORIZONTE Sábado 12/11/2016

pampulha

W Começa

o show Salão de São Paulo abre as portas exibindo conceitos e carros que estarão em breve em nossas ruas. Págs.16 a19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

No bolso e na consciência DENILTON DIAS – 10.2.2016

Já estão em vigor, desde o começo do mês, os novos valores para multas por infrações de trânsito, e, desta feita, foi considerável o aumento. Segundo o Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o valor a ser pago por infrações gravíssimas passará de R$ 191,54 para R$ 293,47. Os valores das multas leves, médias, graves e gravíssimas serão reajustados entre 52% e 66%. Os condutores que dirigirem embriagados ou se recusarem a fazer o teste do bafômetro pagarão multa de quase R$ 3.000, além de terem a carteira suspensa por um ano. As multas consideradas graves serão ajustadas para R$ 195,23. Anteriormente, o valor dessa penalidade era de R$ 127,69. Para infração média, o valor passa de R$ 85,13 para R$ 130,16. As infrações leves, que custavam R$ 53,20, passam a totalizar

R$ 88,38. Dirigir e utilizar o telefone celular ao mesmo tempo, agora, é uma infração gravíssima e é um dos hábitos inapropriados que a medida também visa combater. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram registradas 117.426 infrações desse tipo. A propósito deste tema, entre os dias 17 e 19 deste mês, a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico realizará o 48º Congresso Brasileiro de Ortopedia, e está sendo preparada uma grande ação de conscientização em Belo Horizonte. “Se dirigir, não digite”, esse será o mote de um estande exclusivo durante o evento. O foco do encontro são ortopedistas, e a ideia é o alerta sobre os perigos de se usar celular enquanto dirige. Muita gente acha que é um exagero toda atenção para o assunto, mas os números não mentem e, muito mais, assustam. Estudos indicam que o uso do celular ao volante é o principal motivo

de distração entre os motoristas e aumenta em 23 vezes as chances de o condutor e os passageiros sofrerem um acidente. A mesma fonte garante que a média de tempo para que uma pessoa leia uma mensagem é de três segundos, o mesmo tempo necessário para que se provoque um acidente. São muitos os dados, co-

mo, por exemplo, os seguintes: 80% motoristas se arriscam utilizando celular ao volante e 95% dos acidentes de trânsito são causados pela imprudência dos motoristas. Os acidentes de trânsito no Brasil respondem por mais de 1 milhão de mortes por ano. Segundo a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego

(Abramet), 80% dos motoristas brasileiros utilizam o celular enquanto dirigem. Tão nefasto quando o uso do telefone é a mistura de direção e bebida alcoólica. Outra ação perigosa que o reajuste visa combater é a quantidade de acidentes e mortes por colisões envolvendo motoristas alcoolizados. O Ministé-

rio das Cidades aponta que, apenas entre janeiro e setembro deste ano, foram totalizadas 20.157 multas por dirigir sob o efeito do álcool. Nesse caso, as penalidades para motoristas embriagados continua sendo a mesma, o que mudou foi o valor da multa gravíssima. A multa é dez vezes o valor da infração gravíssima. Além disso, o condutor enquadrado nessa situação registra sete pontos na carteira e tem a carteira de habilitação suspensa pelo prazo de 12 meses. Quem sabe, agora, com o reajuste dos valores cobrados para esses abusos cometidos a todo instante, os motoristas se conscientizem e passem a respeitar e cumprir o que determina a lei. Infelizmente, se não tiver outra solução, que a educação no trânsito aconteça de um modo ou de outro, nem que seja pela “dor” no bolso.


super motor

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FOTOS FIAT/DIVULGAÇÃO

Fiat

Lançamento

Fim da produção do Siena EL

Motor novo na Toro Picape da Fiat ganha novaopção depropulsor flex, um2.4 de186 cv; eleequipará a versão Freedom com câmbioautomático denove marchas Felipe Boutros De São Paulo

A Fiat está satisfeita com o desempenho da Toro no mercado. Desde seu lançamento, mais de 32 mil unidades da picape foram comercializadas. Agora, com o intuito de incrementar as vendas em até 5%, a marca italiana lança a versão intermediária Freedom equipada com um novo motor flex, o Tigershark 2.4, e câmbio automático de nove marchas. Ela está tabelada em R$ 98.730, o mesmo preço da Freedom diesel 4x2. Mas, neste caso, o câmbio é manual. Além disso, a nova configuração preenche uma lacuna na linha, já que, até então, a Toro era equipada apenas com o propulsor 1.8 e câmbio automático de seis marchas – muito criticada por seu fraco desempenho – ou com o diesel, que, quando equipada com transmissão automática, tem preço elevado (R$ 124.550).

Mecânica O novo motor que equipa a Toro é da família Tigershark, a mesma que está no recém-lançado Jeep Compass, mas com algumas diferenças. A mais notável é a cilindrada, já que na picape

Jogo rápido

Após tirar de linha o Palio Fire, que hoje só é oferecido por encomenda, a Fiat dá adeus ao Siena EL, versão de entrada do sedã. A variante EL era a única opção do modelo a manter a carroceria antiga e utilizar a base da primeira geração do carro, lançada em 1997. Desde então, foram vendidas aproximadamente 830 mil unidades do Siena com a plataforma da primeira geração. No site da Fiat já não constam mais informações sobre o modelo. FIAT/DIVULGAÇÃO

No Salão do Automóvel, a Fiat lançou uma série especial da Toro equipada com o motor 2.4, a Blackjack, que tem como base a versão Freedom. O consumo da nova picape medido pelo Inmetro é de 5,9 km/L com etanol e 8,6 km/l com gasolina na cidade. Na estrada, os valores são de 7,4 km/L e 10,8 km/L, com os mesmos combustíveis, respectivamente.

Por fora, a única maneira de identificar o motor é o emblema da transmissão ‘AT9’ ele é 2.4 enquanto no utilitário-esportivo ele é 2.0. Ele tem bloco e cabeçote feitos de alumínio e adota a tecnologia Multiair 2 no cabeçote, que permite diversas variações na admissão, privilegiando, de acordo com a necessidade, torque, potência ou consumo. Ele tem 186 cv a 6.400 rpm com etanol e 174 cv com gasolina. Já o torque é de 24,9 kgfm a 4.000 rpm e 23,5 kgfm, com os mesmos combustíveis, respectivamente. E a apenas 2.000 rpm já se tem 91% de seu torque máximo. Para efeito de comparação, o motor 1.8, única opção flex até então disponível, tem 139 cv e

19,3 kgfm com etanol. A Fiat ainda agregou algumas novas tecnologias à picape na versão, como o sistema start-stop, que desliga o motor de forma instantânea quando o carro encontrase parado e volta a ligá-lo automaticamente quando o motorista aciona novamente o acelerador. Há também, como novidade, a função Sport, acionada por uma tecla no painel, que muda os parâmetros de funcionamento do motor e do câmbio, esticando mais as marchas, por exemplo. Além de todos os itens de série da Freedom 1.8 flex, ela ganha capota marítima, retrovisores elétricos, brake

Kit multimídia com tela tátil de 5 polegadas é opcional na configuração

O novo motor que equipa a Toro é da família Tigershark, a mesma que está no Jeep Compass, mas com algumas diferenças

light, luz de caçamba, sensor de pressão nos pneus, volante em couro com comandos para áudio, borboletas para as trocas de marchas, rodas de 16 polegadas, além da nova cor perolizada exclusiva para a versão, a Branco Polar. Entre os opcionais, estão teto solar, barras longitudinais no teto, faróis de neblina, bancos revestidos parcialmente em couro, sensor de chuva, sensor crepuscular, retrovisor interno eletrocrômico, câmera de ré, central multimídia, rodas de liga de 17 polegadas, e airbags laterais, de cortina e de joelho.

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O jornalista viajou a convite da Fiat

Única mudança no interior são as teclas Sport e do sistema start-stop

Competição

Bólido exposto na Valence A concessionária Renault Valence está com uma atração imperdível para os fãs de corrida de carro: um Fluence utilizado pela marca francesa no Campeonato de Marcas está exposto no salão da revenda (avenida Barão Homem de Melo, 3420). A Valence também tem unidades na Catalão, na Cristiano Machado e em Contagem. Mais informações pelo telefone (31) 3958-1917.

Modelismo

Miniaturas em encontro No sábado (12), a partir das 14h, a unidade Cidade Nova do restaurante Xico da Carne (rua Dr. Júlio Otaviano Ferreira, 772) será palco de mais uma edição do Encontro de Colecionadores de Miniaturas de Carros. Aproximadamente 2.500 modelos de carros modernos e antigos farão parte da exposição. O público também poderá conferir miniaturas de cenários, como garagens, oficinas e até pequenas cidades.


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Tecnologia

Atualização no Android Auto O Google anunciou que o app Android Auto poderá ser usado diretamente na tela do smartphone. Até então, o aplicativo lançado há dois anos estava disponível apenas para os carros compatíveis com ele. Essa nova atualização do app permite que qualquer pessoa – com smartphone Android 5.0 ou mais recente – use uma interface amigável para acessar as coisas que mais precisa na estrada – mapas, música e comunicação – sem se distrair com o que não é essencial enquanto se dirige.

Scania

Soluções em gestão de frota A Scania lançou o Serviços Conectados, uma nova solução para ajudar transportadores de cargas ou de passageiros a fazer a gestão de sua frota por meio do uso inteligente de dados do veículo e parceria com a rede de concessionárias da marca. Por meio da tecnologia, é possível implementar ações que contribuam na redução do custo por quilômetro rodado e no aumento do resultado da empresa. O transportador e a Scania têm acesso aos dados do veículo e, por meio deles, podem identificar e corrigir problemas.

super motor

Motor show

Salão de São Paulo reflete a crise, mas de olho no futuro Mostra deste ano traz poucas novidades;queridinhosdomercado, utilitários-esportivossãoasgrandes atraçõesnosestandesdasmontadoras Alexandre Carneiro De São Paulo

O Salão do Automóvel de São Paulo, que estará aberto ao público entre os dias 10 e 20 deste mês, é reflexo, ao menos em parte, do momento de crise que o mercado automotivo brasileiro atravessa. Não que sejam poucas novidades em exibição, pelo contrário. Afinal, fabricantes já haviam feito investimentos nos anos anteriores e não tinham mais condições de abortá-los. Porém, quase todos os novos modelos já haviam sido mostrados em outros motor shows ao redor do globo. Coube à Honda apresentar uma das poucas novidades mundiais do salão. A marca mostrou, em primeira mão, o WR-V, um veículo que entrará no segmento de SUVs compactos. Ele não é fruto de um projeto inteiramente novo, uma vez que foi desenvolvido com base no Fit. Os dois dividem não só mecânica e plataforma, como também peças de lataria e de acabamento interno. O fabricante ainda não

revelou dados técnicos, apenas afirmou que a produção em Sumaré (SP) começa no primeiro semestre de 2017. A Hyundai também apresentou novidades de peso. Revelou o Creta, um SUV compacto que compartilha a plataforma com a linha HB20. O utilitário já é vendido em outros mercados, mas a versão que será produzida em Piracicaba (SP) ganhou detalhes de design próprios, além de opções mecânicas específicas. Os motores serão um 1.6 16V e um 2.0 16V de 166 cv. A Jeep, especialista em SUVs, apresentou no Salão de São Paulo a linha 2017 do Renegade, que traz um aperfeiçoamento consistente: as versões flex ganharam uma versão atualizada do motor 1.8 16V e.TorQ, que elevou os números de potência e torque para 139 cv e 19,3 kgfm, com etanol. No estande da Chrysler, ainda se destacam o Dodge Challenger Hellcat, um superesportivo equipado com motor V8 de 717 cv.

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Veja outras atrações do Salão de SP em www.otempo.com.br

Honda WR-V é feito sobre a plataforma do Fit; montadora não divulgou dados técnicos

Hyundai Creta é a arma dos coreanos para encarar Jeep Renegade e Honda HR-V


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

Renault tem três novidades

Creta STC é conceito de uma possível picape da Hyundai

FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO

Captur é novidade da Renault entre os SUVs; ele ficará posicionado acima do Duster

Kwid é hatch com apelo aventureiro; ele será o modelo de entrada da Renault no Brasil

A Renault foi uma que entrou de sola na categoria dos utilitários-esportivos: revelou, de uma só vez, o Captur, o Koleos e o Kwid, embora o último esteja mais para um hatch aventureiro, e não um SUV autêntico. Por sua vez, o Captur irá ocupar uma faixa acima do Duster na gama e será equipado com motores 1.6 16V e 2.0 16V. Já o Koleos é um utilitário grande, que chegará ao país via importação. A Renault ainda anunciou o lançamento de novos motores 1.0 de três cilindros e 1.6 de quatro cilindros no Brasil ainda em 2016. Dados de potência e torque não foram revelados, mas está confirmado que eles têm bloco e cabeçote em alumínio e duplo comando de válvulas variável. (AC)


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

Triumph

Condições de aniversário A Triumph lança, na semana de celebração dos seus quatro anos de operação no Brasil, a promoção “Triumph Week”. Até o dia 14, o consumidor ganhará IPVA e emplacamento grátis na compra de qualquer modelo da marca. Além disso, há condições especiais para a aquisição de toda a linha. A marca promete, até o final de 2016, dando prosseguimento a suas comemorações de quatro anos de operação no mercado brasileiro, outras ações promocionais.

Mercado

Mês com retração nas vendas Dados divulgados pelo Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos de Minas Gerais (SincodivMG) apontam nova queda no número de emplacamentos em Minas Gerais no mês de outubro na comparação com o mês de setembro de 2016. As vendas de todos os segmentos somados (varejo de automóveis e comerciais leves, caminhões e motocicletas) tiveram queda de 5,35% em relação a setembro de 2016.

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Motor show

Compactos dão as caras em SP AlémdosSUVs,montadoras anunciaminvestimentosnosegmento; esportivos,sériesespeciaise importadostambémestãonosalão Alexandre Carneiro De São Paulo

Embora os holofotes estejam virados para os SUVs, alguns compactos também têm vez em São Paulo. A Volkswagen, por exemplo, anunciou o investimento de R$ 7 bilhões em uma nova linha de veículos no Brasil, baseada na plataforma MQB. Embora não tenha anunciado mais detalhes, esses produtos são, na verdade, os futuros integrantes da linha Gol, que deverão ser lançados em 2018. Os lançamentos da marca que chegam de imediato ao país são versões de hatches já existentes, entre as quais Gol e up! Track e CrossFox Urban White. O setor de design concebeu para o Salão o GT Concept, um show car baseado no Gol atual. Tem para-choques, spoilers e rodas redesenhadas, além de detalhes no interior. Correndo por fora, há a Amarok 2017, que chega

com uma reestilização. No mais, ratificando anúncios já feitos em outros motor shows mundiais, a empresa confirmou que investirá pesado em tecnologias de propulsão não poluente, o que se comprova pelos carrosconceito expostos em seu stand, entre os quais o Budd-e, um monovolume elétrico, o Golf GTE, um esportivo híbrido, e o T-Cross, um SUV conversível. A Fiat, que tem uma longa história na fabricação de compactos, voltou a apostar nessa categoria com uma nova versão do Mobi, denominada Drive. O maior apelo dessa versão não está nos equipamentos ou no padrão de acabamento, e sim sob o capô: ao contrário do restante da gama, que segue com o propulsor 1.0 Fire, ela é impulsionada pelo 1.0 Firefly, de três cilindros, que estreou recentemente no Uno e desenvolve 77 cv de potência com eta-

nol. Além disso, esse conjunto trouxe a opção do câmbio automatizado Dualogic para o modelo. Segundo a Fiat, com essa mecânica, o Mobi obteve os melhores índices de consumo de combustível entre os carros 1.0 nas aferições do Inmetro. A fabricante italiana ainda lançou a série especial Blackjack para Toro, que conjuga o recém-apresentado motor 2.4 a uma pintura escurecida da carroceria. Um destaque à parte é o esportivo 124 Spider, que não tem previsão de ser comercializado no Brasil, mas terá sua receptividade avaliada durante o salão. Outra que irá entrar mais firme no segmento de compactos é a Kia, que confirmou o lançamento do modelo Rio, nas carrocerias hatch e sedã, para o ano que vem. O lugar de maior destaque, entretanto, vai para o Cerato reestilizado, que chega ao mercado ainda em 2016, em versão única, por R$ 76.990. Ambos os modelos chegam por importação do México, que tem acordo comercial com o Brasil.

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O jornalista viajou a convite da Anfavea


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FOTOS ALRXANDRE CARNEIRO

Ford confirmou venda do esportivo no mercado brasileiro, mas sem mais detalhes

O veterano Gol voltou a ganhar uma versão esportiva, a GT Concept, mas, como o nome sugere, é apenas um conceito

Cruze Sport6 é derivação hatch do médio da Chevrolet; motorização é a mesma, 1.4 turbo

Jogo rápido A Ford confirmou que irá importar o Mustang; as vendas começam no fim de 2017, e as entregas, no começo de 2018.

A marca ainda apresentou o Cruze Sport6 2017, com carroceria hatch, reprojetado aos moldes do sedã.

A Chevrolet não deixou por menos e expõe o Camaro 2017, completamente renovado.

Duas ausências entre os fabricantes chamaram atenção: a da Volvo e a da JAC Motors.

124 Spider é atração da Fiat no salão; montadora informa que não há planos de importá-lo


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

Estradas

Pesquisa aponta vários problemas Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) no mês passado revelou que mais da metade das rodovias brasileiras tem problemas graves. A entidade encontrou falhas em 58,2% dos 103.259 km analisados durante o levantamento. Entre os problemas encontrados estão sinalização deficiente, pavimentação em más condições, falta de acostamento e de faixa adicional em subida, curvas perigosas e pontes e viadutos danificados, queda de barreiras e erosões. O número de pontos críticos aumentou 26,6% em relação a 2015.

Caminhões 4x4

Aplicações civis atraem clientes Originalmente desenvolvidos para utilização militar, os caminhões 4x4 da Volkswagen e da MAN têm atraído também outros compradores. Segundo a primeira empresa, já foram comercializadas 50 unidades do modelo Worker 15.210 para aplicações civis. Os maiores atrativos do veículo, além da tração total, são o peso bruto total de 15 toneladas e a altura elevada em relação ao solo. Entre os setores que podem tirar proveito dos caminhões 4x4 estão o de silvicultura, o eletricitário, o de mineração, o de construção e diferentes tipos de usinas.

super motor Transporte

Câmbio favorável e oportuno Com foco na economia de combustível,Volvo lança no mercado brasileiroa sextageração da caixa demarchas automatizada I-Shift Luiz Humberto Pereira Auto Press

Em tempos difíceis para o setor de transporte de cargas, oferecer menores custos totais aos frotistas pode fazer a diferença entre vender e não vender caminhões. Esse é o argumento da Volvo para lançar no Brasil a sexta geração de sua caixa de câmbio eletrônica I-Shift. Desde que foi lançada, em 2003, a transmissão automatizada da fabricante sueca de caminhões sempre foi reconhecida por proporcionar redução no consumo de combustível e mais conforto para o motorista. Não por acaso, atualmente 100% dos caminhões FH já saem de fábrica sem pedal de embreagem. Na linha de caminhões VM, que oferta essa transmissão automatizada desde 2014, o índice já chega a 84%. Segundo a Volvo, a nova geração do câmbio possibilita trocas mais rápidas e eficientes, o que permite uma melhor performance, mais economia de combustível e mais rentabilidade

na operação de transporte. “Os transportadores brasileiros e latino-americanos terão, mais uma vez, acesso ao que há de mais moderno e avançado em transmissão para veículos comerciais. Esta nova geração propicia ainda mais qualidade e desempenho na estrada”, comemora Bernardo Fedalto, diretor de caminhões Volvo no Brasil. A sexta geração da caixa I-Shift foi lançada neste ano na Europa. Ela incorpora novos softwares e, segundo os engenheiros da Volvo, tem uma “inteligência” mais sofisticada e pode gerar até 3% de economia de combustível em relação à versão anterior. A conexão entre a transmissão e os demais módulos que compõem a arquitetura eletrônica do caminhão foi ampliada para permitir trocas mais rápidas de marchas, diminuição no consumo de diesel, melhor desempenho em aclives e mais conforto para o motorista. Com 12 marchas para frente e quatro a ré, a nova caixa gerencia melhor a relação com o motor que a geração anterior, proporcionan-

Sistema automatizado aumenta o conforto para o motorista

do um maior aproveitamento da força gerada pelo motor. “A nova I-Shift entende qual é o momento adequado para despender mais potência e garante um comportamento correto para cada situação”, afirma Álvaro Menoncin, gerente de engenharia de vendas da Volvo.

Nova transmissão tem 12 marchas para frente e quatro a ré

Opções A linha FH está disponível nas configurações 4x2, 6x4, 8x2 e 8x4 e é movida por um motor 12.8 com duas opções de potência: 550 cv ou 610 cv. Já a gama VM conta também com uma versão 6x2, mas é menos potente: o propulsor 7.2 pode ter 220 cv, 270 cv ou 330 cv.

Novos softwares aplicados ao câmbio otimizam economia de combustível em até 3%


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO

Facilidade de manejo é o ponto alto do sistema Para um cavalo mecânico de mais de 4 metros de altura, movido por um motor de 540 cv, chega a ser assustadora a facilidade para dirigir o Volvo FH equipado com a sexta geração da caixa I-Shift. No campo de provas da marca escandinava na capital paranaense, o grandalhão FH 540 esbanjou docilidade. No modo automático, basta acelerar e frear. E, para quem prefere o modo manual, um simples toque em um botão na alavanca troca as marchas. O motorista pode escolher se quer dirigir no modo econômico ou se prefere ter à disposição a máxima potência. O sistema ajusta automaticamente a atuação da caixa à forma de condução, controlando o consumo e inibindo trocas indevidas. A economia de combustível também é reforçada pelo I-See, um sistema de monito-

ramento das estradas integrado na plataforma eletrônica dos caminhões FH com a caixa I-Shift. Através dele, a transmissão otimiza as trocas de marchas conforme a topografia e as cargas transportadas. Na hora de reduzir a velocidade – para entrar em uma curva mais fechada, por exemplo -, em vez de pisar no pedal do freio, basta acionar o freio-motor, que reduz sozinho a velocidade, e parar de acelerar. É possível até graduar a intensidade de sua atuação. Além de proporcionar uma redução de velocidade mais gradual e segura, o uso do freio-motor ainda evita o desgaste no sistema de frenagem e reduz despesas. Tudo para, mais uma vez, atingir em cheio a parte mais sensível dos gestores de frotas de transporte de cargas: o bolso. (LHP/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

Identidade

Nome tem a ver com a proposta A nomenclatura CG é exclusiva do Brasil e significa City Ground – cidadeterra –, indicando que era pensada para andar tanto para uso urbano quanto em estradas de chão. Apesar de passados 40 anos, a precariedade de nossas ruas e estradas mantém o conceito de robustez e durabilidade do modelo absolutamente atual. Apesar de a relação da Honda com o país ter começado pouco antes – em outubro de 1971, quando passou a importar oficialmente seus modelos –, o desenvolvimento de uma moto designado pela sigla CG mostra bem a leitura afinada que a marca fez do mercado nacional.

Mercado

Linha com várias configurações Nestas quatro décadas, a Honda CG se manteve no topo do ranking ao acompanhar a evolução do mercado e da indústria. Podese dizer que ela passou da era analógica para a digital sem perder o ritmo. A CG 160 hoje tem as versões Titan, Fan, Start e Cargo, enquanto a CG 125 tem somente a Fan e a Cargo. De janeiro a outubro deste ano, a linha CG já vendeu quase 250 mil exemplares, sendo que mais de 180 mil são da CG 160. Ou seja: a CG chega aos 40 anos com muita estrada ainda pela frente.

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Moto

Quatro décadas que passaram aceleradas Honda CG, primeira motocicletada marcafabricada no Brasil,chega aos 40anos conservando a essênciaque a tornou umsucessode mercado Eduardo Rocha Auto Press

A história da motocicleta no Brasil e a Honda CG têm uma ligação profunda. A ponto de o modelo ter se tornado o veículo mais vendido de todos os tempos no país, com mais de 11 milhões de unidades emplacadas desde o início de sua produção em Manaus (AM), em 1976. A primeira geração trazia um motor 125 cm³ de 11 cv bem tradicional – com platinado, câmbio de quatro marchas e comando por varetas. A novidade era o fato de ser uma moto de pequeno porte com motor a quatro tempos, que proporcionava grande durabilidade e economia. Na época, os motores de dois tempos tinham mais prestígio, principalmente pelo comportamento mais esportivo, pois conseguiam arrancar praticamente o dobro da potência de uma mesma cilindrada. Desde o início, no entan-

to, a Honda buscava se afastar da imagem marginal associada às motocicletas e apostava no conceito de veículo racional e bem-comportado. Foi com essa filosofia que a CG foi se atualizando. Ainda na primeira geração, recebeu melhorias na suspensão e, em 1981, ganhou uma versão movida a álcool. Em 1983, na segunda geração, o sistema elétrico passa de 6 para 12 volts, os freios a tambor ficam mais eficientes, e o sistema de carburação é melhorado. Numa segunda fase, o câmbio passa a ser de cinco marchas. Em 1989 chega a terceira geração. A maior evolução fica por conta do fim do platinado com a adoção da ignição eletrô-

Pintura exclusiva é maior atrativo da CG 160 Titan 40 Anos

nica, e, dois anos depois, o motor com comando no cabeçote, já usado na versão Turuna, é adotado em toda a linha. A potência vai a 12,5 cv. Houve resistência inicial à alteração pela fama de robustez do motor original, mas logo o mercado aceitou. Na quarta geração, lançada em 1995, as linhas ganham musculatura e maior integração entre o banco e o tanque, na moda do design orgânico. Em cada mudança de geração, a suspensão e o chassi iam sofrendo evoluções. E todos os outros sistemas acompanhavam a modernização. Na quinta geração, de 2000, ganhou partida elétrica e freios a disco nos modelos de topo. Na sexta geração, de 2004, recebeu um novo motor de 150 cm³, com 14,2 cv, para compensar a perda de desempenho imposta pelas leis antipoluição. Mas o motor de 125 cm³ fica fora de linha por apenas um ano. Em 2005, ele volta na CG 125 Fun, que passa a ser o modelo de entrada. Na sétima geração, de 2009, a CG mantém basicamente o mesmo visual no tanque e no corpo da motocicleta. A maior

mudança fica no chassi, que passa a ser do tipo diamond, mais rígido, e no motor, que ganha um sistema de injeção eletrônica. No ano seguinte, passa a trazer tecnologia bicombustível. A CG 150 se afasta tecnologicamente das versões de entrada com 125 cm³ e passa a ser tratada como modelo premium no segmento de baixa cilindrada. A oitava geração chega em 2013 com um design completamente reformulado. As linhas aproximam a CG 150 de modelos de maior cilindrada, e a Honda aposta no pósvenda para alavancar as vendas: oferece três anos de garantia, com sete trocas de óleo inclusas. Novamente as leis de regulação de emissões forçam a Honda a modificar o motor da CG. Em 2016, chega a nova geração com o propulsor redimensionado para 162,7 cm³. Apesar da maior cilindrada, a potência cresce pouco, para 15,1 cv. Nesta fase o modelo ganha também sistema de freios combinados e algumas alterações no visual, como os defletores laterais maiores.

Série especial de aniversário Para comemorar o aniversário da linha CG, a Honda lançou uma série especial para a Titan 160, batizada de 40 Anos. A tiragem é limitada: apenas 7.000 unidades irão sair da linha de montagem de Manaus (AM). O maior destaque do modelo é a pintura inspirada nas motos esportivas da marca, com detalhes como rodas pintadas em dourado e grafismos azuis e vermelhos nas

laterais, além de emblemas de identificação. A tonalidadebase é sempre branca. Todavia, não há mudanças mecânicas: o motor continua desenvolvendo 14,9 cv de potência a 8.000 rpm e 1,40 kgfm de torque a 6.000 rpm, quando abastecida com gasolina. Com etanol, são 15,1 cv e 1,54 kgfm, nas mesmas faixas de rotação. A CG 160 Titan 40 Anos tem preço sugerido de R$ 10.290 e garantia de três anos.


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Evolução

Primeira geração, chamada de “bolinha”, foi lançada em 1976

Motor de 160 cilindradas estreou na atual geração, a nona da história da motocicleta

Segunda geração ganhou design com linhas mais geométricas

As fases de uma motocicleta Para marcar os 40 anos de mercado da CG, a Honda preparou um test-ride um pouco diferente. A marca disponibilizou sete unidades de seu museu para mostrar “in loco” a evolução do modelo ao longo do tempo. Os convidados começavam andando com um modelo de 1976 e iam avançando no tempo até chegar à CG 160 Titan comemorativa dos 40 anos de produção. O circuito, dentro do Centro de Educação de

Trânsito da Honda, CETH, era bem curto. Mas no confronto entre as gerações fica fácil constatar a evolução da motocicleta. O que mais impressionou foi que a ciclística da CG, que é equilibrada e agradável desde a versão inaugural. Obviamente, melhorou com os diversos reforços no chassi e pelo sistema de suspensão mais desenvolvido, mas eram, por assim dizer, os periféricos que faziam a

diferença. Os freios, que eram esponjosos nos primeiros modelos, ficaram precisos e eficientes. As respostas ao acelerador também melhoraram bastante. O câmbio de quatro velocidades, com todas para cima, da primeira geração foi o que exigiu mais atenção. Mas a maior diferença foi mesmo na qualidade das mudanças de marcha. Em todos os modelos testados, duas características

em comum ficaram explícitas: a versatilidade e o prazer de pilotar da CG, presente em todas as gerações. A suspensão robusta trabalha sem torcer o conjunto. As respostas do motor, embora desprovidas de esportividade, são sempre honestas. Nestes 40 anos, foi a Honda CG que mostrou o que é motocicleta aos brasileiros e por isso se tornou referência de solução simples e confiável para a mobilidade. (ER/AP)

Faróis quadrados e mudanças nas linhas da terceira geração

Sétima geração ganhou carenagem com piscas integrados


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de novembro de 2016

super motor PEUGEOT/DIVULGAÇÃO

Serviço

Uso correto das luzes é essencial para a segurança Equipamentos servem para ver e servisto;saibaqualusarnahoracerta Da redação Há diferentes tipos de sistemas de iluminação no veículo e cada um serve para uma situação. Mas você sabe a hora certa de utili-

zar cada um desses sistemas? O Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi) esclarece que a luz de posição, ou lanterna, por exemplo, serve tanto para indicar presença quanto

para sinalizar aos outros motoristas qual é a largura do seu veículo. Já a luz baixa é o farol mais usado à noite para iluminar a via à frente do veículo, mas com um alcance e intensidade calculados para não provocar ofuscamento ou desconforto aos motoristas que vêm na direção

Farol deve ser regulado para evitar o ofuscamento

contrária, nem aos que seguem a sua frente, olhando pelo retrovisor. Já o farol alto ilumina a via a uma longa distância a sua frente, principalmente em estradas sem iluminação. Mas não pode ser usado ao cruzar com outro veículo ou segui-lo, justamente para não atrapalhar a visão do outro motorista. Usado de maneira errada por muitos motoristas, o farol de neblina tem como objetivo melhorar a visibilidade do motorista em casos de neblina, tempestade ou nuvem de poeira. Ele não substitui a luz baixa.


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