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Pampulha, sábado, 03/08/2018

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turismo

estilo

EXUBERÂNCIA E SOSSEGO EM CARRANCAS, A CAPITAL DAS CACHOEIRAS ... Páginas 6 a 8

SELEÇÃO DE PRESENTES CRIATIVOS PARA MIMAR O PAIZÃO ... Página 28

almanaque

ADRIANA CALCANHOTTO TRAZ NOVO SHOW A BH ... Página 15

super motor

VW GOL E VOYAGE GANHAM INÉDITA VERSÃO COM CÂMBIO AUTOMÁTICO ... Páginas 18 e 19

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

4 a 10 de agosto de 2018 ANO XXVII número 1462 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

O RETORNO DO GURU Nos últimos meses, a figura do mais famoso guia espiritual dos anos 1980, Osho (1931-1990), voltou aos holofotes após polêmico documentário na Netflix e belo-horizontinos revelam experiência que tiveram ao se encontrarem pessoalmente com o mestre

Cristina Winter ganhou do indiano o aval para abrir um centro de meditação em BH


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 4 a 10 de agosto de 2018

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI Editorial

O sucesso de um italiano

N

o último dia 25, faleceu o maior dos italianos da última década. A Itália chora sua morte. Uma personalidade que entrou pela esfera automotiva e, depois, em quase tudo em que mereceu uma admiração global. Presidente da mítica Ferrari, que neste domingo entrará na pista de luto, e ainda presidente do grupo FCA, Sergio Marchionne deixa a fama de um Midas. Seu toque transformou em ouro o que nada valia. Numa empreitada mais do que árdua, teve êxito extraordinário, tirou o grupo Fiat de uma crise financeira assombrosa, esmagado por dívidas e pronto a passar para as mãos do primeiro ofertante estrangeiro. A Fiat, nascida em Turim em 1899, passava em 2004 por quedas seguidas de vendas, com exceção apenas no Brasil, que tinha se tornado seu maior mercado e sustentáculo mundial. Naquele momento, Sergio Marchionne assumiu o comando da montadora em estado crítico. Um craque na consultoria empresarial, ele entrava com a tarefa de preparar a montadora para ser vendida a um magnata estrangeiro ou para um fundo de investimentos árabe. A habilidade de Marchionne inverteu em pouco tempo a situação desesperadora, colocando a Fiat como compradora de marcas históricas americanas, lá onde a Mercedes, após uma década de tentativas, jogou a toalha. Chrysler, Dodge, Ram e Jeep foram arrematadas pelo corajoso Marchionne, que rapidamente conseguiu o milagre de reerguê-las, como já tinha conseguido com o Alfa Romeo e a Maserati. O destaque mais portentoso foi o da marca Jeep, que, de 300 mil veículos vendidos no mundo, disparou para 1,4 mil hão e colocou a FCA como a sexta maior fabricante mundial e a marca “esquecida” como uma das mais cobiçadas. Marchionne sabia recolher um ferro-velho e, com paciência, deixá-lo um brinco. Dizem que ele enxergava o possível no impossível. Ensinou às equipes de colaboradores que a qualidade em sua “totalida-

de” é a chave do sucesso, desde o menor e mais remoto detalhe. A filosofia da qualidade entrava em cena como uma obsessão. A mesma fórmula que fez de Steve Jobs o empresário mais bem-sucedido dos últimos 50 anos, Marchionne adotava, com os mesmos princípios. Até o modo de vestir despojado, sem qualquer vaidade e requinte, estava a mostrar que, mais importante que “ter” um guarda-roupa, era “ser” de verdade um líder, uma locomotiva, um gênio. Quem “é” não precisa ter grifes. A obra dele representa mais que mera aparência. Como disse Leonardo da Vinci: “A maior elegância está na simplicidade”; esta permite enxergar o homem que “é”, revelar a riqueza de uma personalidade. A roupa acaba, a personalidade se pereniza.

Marchionne sabia recolher um ferro-velho e, com paciência, deixá-lo um brinco. Dizem que ele enxergava o possível no impossível. Jobs teve à disposição 40 anos para levar a Apple ao topo das melhores marcas. Marchionne, apenas 14 anos à frente de uma claudicante fábrica de automóveis, que passava por seu pior momento de existência. Se a saúde o tivesse preservado, o céu seria o limite a que chegaria por sua coragem e competência. Na Itália, ele tinha atingido o ápice da fama, conseguiu devolver o orgulho a um país que, como a Fiat, passava por uma depressão e perda de identidade. Respeitado como um “condottiere”, ele teve a audácia de ampliar o domínio em outras terras. Marchionne fez do grupo que comandava um grupo sem fronteiras, adotou o melhor de várias culturas, e seu

staff contava com alemães, americanos, ingleses, japoneses, brasileiros e italianos. As marcas de automóveis se deslocaram de seus berços nacionais para ter, como afirma o axioma dos ocultistas, “seu centro em qualquer ponto (ou país) e a circunferência em nenhum”. Imprevisível, despojado, admirado e até, em doses necessárias, “temido”, como deve ser um conquistador, ganhou a confiança de Obama no maior e mais exigente país do planeta. Ousou muito, já que tinha menos a perder do que a ganhar. Imagino que muito se escreverá sobre ele, até porque a morte tende a “beatificar” e deixar ainda mais admirados os bem-sucedidos. Conheci-o de perto, em 2014, na inauguração de uma exposição de arte italiana na Casa Fiat de Cultura. Ele me chamou, conversamos por alguns minutos, durante os quais mostrou que me conhecia como fundador de jornais em Minas e como um bom parceiro de suas fábricas. Sabia mais da minha vida do que muitos outros que deveriam ter esse cuidado. Familiarizados e à vontade, me convidou a segui-lo na solenidade. Entrando pela multidão, de repente ele se agachou, pálido e ofegante, pediu água, que ninguém conseguia. Saí entre os tantos e encontrei um copo abandonado pelo meio numa mesa, levei a ele, que o tomou; com algumas respirações profundas, se recuperou e se levantou. Enquanto todos se espalharam à procura da água, sugeri que ele se retirasse. Nada disso: logo em seguida, subiu ao palanque e fez, em italiano, um discurso admirável. Depois disso, nos últimos anos, eu o segui na imprensa, e ficou marcada em mim uma frase singela, que para bom entendedor explica muito de seu sucesso e os motivos para ele entrar na história: “Lembro-me de meus primeiros 60 dias aqui, na Fiat. Visitava todas as fábricas e, quando voltava a Turim, nos fins de semana, ia a Mirafiori, sem ninguém, para ver os chuveiros, os vestiários, o refeitório e os banheiros. Eu mudei tudo: como posso exigir um produto de qualidade de meus operários e, ao mesmo tempo, oferecer uma fábrica degradada?”

“Se nada mudar no orçamento do MEC de 2019, jovens cientistas brasileiros não terão bolsas de estudos da Capes a partir de agosto de 2019! O dia do Juízo Final da ciência brasileira foi marcado!” Cientista Miguel Nicolelis, na última quinta (2), em seu perfil no Twitter, após a divulgação da notícia de que a Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) só teria recursos para cumprir seus compromissos até o mês de agosto de 2019. Ou seja, quase 100 mil alunos ficariam sem bolsas de estudos.

“O português nem pisava na África. Foram os próprios negros que entregavam os escravos” Presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na última segunda (30), ao ser questionado sobre a política de cotas raciais e uma possível reparação da dívida histórica existente diante da escravidão. Ao contrário do que ele disse, porém, de acordo com o historiador Laurentino Gomes, “só em Angola os portugueses ocuparam um território superior a 2,5 milhões de km², quase um terço das dimensões do Brasil de hoje”.

REPRODUÇÃO/TWITTER

“Oh Matt! Não precisa rezar. Eu a acertei!” Atriz Reese Witherspoon, em seu perfil no Twitter, na última quarta (1º), respondendo um fã que havia dito “Eu estou rezando para que ela tenha acertado a Meryl (Streep) com aquele sorvete”, sobre uma foto que mostra o set de gravação da segunda temporada da série “Big Little Lies”, da HBO. O retorno do programa ainda não tem data prevista.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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RELATOS> Belo-horizontinas contam as experiências que tiveram com o guia espiritual indiano LEO FONTES

Presente de seu líder espiritual, o centro de meditação Shantydeva, em Belo Horizonte, foi confiado por Osho a Cristina Winter Satto

“Alguém escreverá um livro sobre isso. E eu garanto a vocês: quando for lançado, as pessoas vão dizer que é ficção”. As aspas estão em uma gravação que data da década de 1980 e são de um policial do Oregon, nos EUA. Espantado, ele se refere à construção de uma cidade, no meio do deserto, cujos habitantes se vestiam de vermelho-alaranjado, dedicavam-se à meditação e tinham códigos morais que rompiam com o pensamento conservador. A previsão do oficial provou-se verdadeira – não no formato de um livro, mas em um documentário viral da Netflix, “Wild Wild Country”. Em seis episódios, a série usa vasto material de arquivo combinado a relatos atuais para tentar elucidar a história de Rajneeshpuram – como era chamada a cidade fundada no Oregon – desde sua edificação até a queda. Ao longo desse percurso, foram diversos os conflitos com a pequena e pacata cidade de Antelope, onde viviam pouco mais de 50 pessoas. E um punhado de crimes – entre eles, sonegação fiscal, um ataque bioterrorista e tentativas de homicídio. No frigir dos ovos, o seriado documental pôs em xeque nada menos que um dos maiores gurus espirituais dos tempos modernos, o indiano Bhagwan Shree Rajneesh (1931–1990), mais tarde conhecido como Osho – cuja importância mobilizou a construção de uma cidade no deserto e que é especialmente impressionante se observamos que Osho não partiu de uma religião consolidada. Ao contrário disso, as questionava. Ao mesmo tempo que Alex Bessas

Frente a frente com Osho polemiza, “Wild Wild Country” renova o interesse pelo indiano: no Brasil, por exemplo, registrou-se aumento na venda de livros relacionados ao assunto – entre 20% e 50%, dependendo do título. Já a procura por Osho na internet subiu 100% no mundo, conforme indica o Google Trends. Evidências que revelam a força que a imagem e os preceitos de Osho ainda têm na contemporaneidade. A belo-horizontina e mestre em meditação Cristina Winter Satto é testemunha da força que Osho é capaz de catalisar. Tanto que, estando em Rajneeshpuram nos anos 1980, ela, que foi levada ali por desconfiança, sucumbiu frente ao líder espiritual. “Fiquei incomodada, pensando que aquilo era uma seita. Só permaneci ali porque via pessoas muito inteligentes participando daquilo. Então, estava curiosa”, confessa. Desmaios e um entusiasmo incomum eram tachados como “histeria” por Cristina. “Até que eu senti a energia”, expõe. Mesmo assim, a sensação de ser abatida por uma inexplicável força ainda não era suficiente para convencêla. “Sou psicóloga. Quando vi Bhagwan passando pela primeira vez, ele acenava, mas não olhava nos olhos, evitava nosso olhar. Isso me deixou ir-

ritada”, rememora. No período, o mestre estava em retiro de silêncio (ele não falou publicamente de 1981 a 1984), o que alimentava a desconfiança da mineira. E encarálo tornou-se uma meta. Após participar de muitas sessões de meditação (porém, evitando as festas que por lá aconteciam), Cristina conseguiu seu intento. Isso, somado ao acumulado de experiências, finalmente a convenceu: “Osho era um ser iluminado”. Hoje, Cristina mantém em Belo Horizonte um centro de meditação consagrado ao líder. Criado em 1982, o Shantydeva é, atualmente, um amplo

espaço dedicado à formação espiritual localizado no bairro Santa Lúcia. O curioso é que ela lembra que, em um primeiro momento, foi relutante à ideia de fundar o espaço. “Eu não queria essa responsabilidade”, diz, entre risadas, ao lembrar que foi por conta da interferência de um amigo que aceitou o “presente”, dado por meio de uma secretária de Osho. Algo que, garante, mudou sua vida. MEMÓRIAS Hoje radicada em Londres, a osteopata Valéria Alves Ferreira foi outra belo-ho-

rizontina a vestir-se de vermelho-alaranjado e a ostentar um cordão de 108 contas com a foto do mestre ao centro. Ela reforça que o momento delicado vivido no país associado ao zeitgeist de uma contracultura em todo ocidente foram fundamentais para a formação de células de seguidores de Osho no Brasil. “Haviam muitos seguidores em Brasília, onde eu morava na época, e também em outras cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro”, recorda. Já perto da eleição de Fernando Collor de Melo, em 1989, corriam boatos sobre a possível “desencarnação” de REPRODUÇÃO/NETFLIX

Cena do documentário “Wild Wild Country”, da Netflix, que narra a ida de Osho para os EUA

Osho, o que funcionou como mobilizador para que a seguidora – que conhecia seus ensinamentos por meio de livros e da meditação – fosse ao encontro do guru, que já havia retornado para a Índia, após um acordo com o governo americano, onde respondia por uma série de crimes. “Ele andava com dificuldade e não falava publicamente. Mas sua presença era algo poderoso”, lembra. Hoje, Valéria pondera se a energia que sentia ali vinha de fato dele ou se estaria mais relacionada à reunião de 10 mil pessoas com um objetivo comum. Embora tenha uma perspectiva crítica à organização que se criou em torno do líder e já não o tenha na estatura de um guia espiritual, Valéria guarda na memória o dia 19 de janeiro de 1990: “Eu estava em Pune (centro de meditação, na Índia) quando ele morreu – e aquilo foi muito marcante”. Ela lembra de estar no Buddah Hall (grande salão de meditação), dançando, já que na Índia se celebra a morte com uma grande festa, enquanto era tomada por sentimentos conflituosos, de êxtase e de perda. Ao mesmo tempo, não sabia bem o que fazer, se voltaria para o Brasil ou se iria viver na Inglaterra. “Vir para o Reino Unido foi colocar o pé no chão. Aqui, tudo é bem rápido e pragmático. Então, acabei me distanciando dos meus amigos sanyasis (como eram chamados os seguidores de Osho)... Nunca perdi a amizade, mas fui seguindo meu caminho”, constata Valéria. Mesmo assim, admite: “Até hoje sinto que ganhei muito naquela viagem e por 12 anos sendo uma discípula dele”.


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LÍDER> Belo-horizontinos mantêm Osho como guia espiritual e veem produção como equivocada

Série incomoda seguidores LEO FONTES

Alex Guiando seu Bessas grupo por ideais de paz, liberdade e do autoconhecimento por meio da meditação e contra qualquer tipo de repressão quanto à sexualidade – o que lhe rendeu o apelido de “guru do sexo”, por parte da imprensa –, Osho pregava um modo de vida que fazia dialogar espiritualidade e hábitos mundanos. Ele falava abertamente sobre o sexo livre, pautas já latentes da contracultura à época, noções socioambientais e de expansão de consciência, mas sem negar-se ao dinheiro e ao luxo. Ser dono de uma coleção de mais de 90 Rolls Royce é apenas uma das polêmicas deflagradas pela série “Wild Wild Country”. Junta-se a ela: a tentativa de envenenamento por Salmonella que deixou cerca de 750 pessoas doentes (até hoje, o maior do tipo nos EUA), o armamento de alguns seguidores, o recolhimento de pessoas em situação de rua para garantir votos em pleito, tentativas de assassinato, sonegação fiscal e fraude em relação à legislação de imigração. O documentário, no entanto, não esclarece se o líder espiritual sabia destes crimes, que, por isso, acabam ficando na conta de Ma Anand Sheela, secretária de Osho entre 1981 e 1985. É a isso que se apega Cristina Winter Satto, mestre em meditação na casa Shanntydeva. Para a discípula do guru indiano, “Sheela quer matar o mestre outra vez”. A razão, teoriza, seria o fato de Sheela não deter direitos sobre a obra de Osho. Em outros países, o fenômeno se repetiu. Cristina ainda argumenta que, por estar em silêncio, o mestre se mantinha desligado do mundo externo, “ele estava consigo, então, não teria como saber”. Produtor e músico da banda Cromossomo Africano, Ricardo Cunha também duvida que ele soubesse dos crimes. “Acredito que a devoção de Sheela a levou a medidas de dimensões que podem ter fugido sim, do controle e aval de Osho. A conduta dele nunca foi contraditória ao meu ver, e nunca foi provado nada contra ele”, diz Cunha, que se aproximou da obra através de livros e, desde então, adotou Osho como um guia espiritual, pois foi o único que desarmou seu espírito contestador, “desmistificou a fronteira Ocidente e Oriente e abriu o

Mestre Através de livros, Ricardo chegou aos ensinamentos do indiano

Como surge um novo líder esotérico

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

universo de busca de elevação espiritual e meditação”. Opinião compartilhada pelo ator e diretor belo-horizontino Jefferson da Fonseca. Filho de pai budista com trajetória pelo kardecista, ele indica que Osho se tornou um dos seus guias desde que travou contato com os ensinamentos, por meio de livros. O artista, por sinal, frisa que não vê o guru como um enviado divino, e sim como um “ser humano que nunca escondeu seus defeitos, mas que tinha um pensamento iluminado”. Os seguidores são unânimes quanto às críticas. Para eles, a série seria parcial e teria tom sensacionalista. “Mas, mesmo assim, fui me encantando por detalhes desconhecidos e, ao fim, fiquei satisfeito por ser levado a um universo mais íntimo”, pontua Cunha. Eles também apontam para o conservadorismo da pequena comunidade de Antelope, cidade pacata vizinha à movimentada Rajneeshpuram. “Essa perspectiva sem dúvida é o carrochefe de todo desentendimento”, analisa o músico, reiterando acreditar que a reação seria parecida em qualquer outro lugar. Considerando que a frota de Rolls Royce é uma polêmica menor – que seriam usados apenas como garantia de hipoteca para a construção da cidade, justifica ele –, Fonseca engrossa sua crítica à organização em torno de Osho por sua vinculação política – para o ator, trata-se de algo completamente dissociado à espiritualidade.

Admirador de Osho, o mestre Satyaprem realiza evento em BH neste sábado (4) e domingo (5), entre 10h e 16h, na rua Ascânio Burlamarque, 369, Mangabeiras (www.satyaprem.com)

Em defesa de um legado Hoje considerado iluminado, um “mestre”, Satyaprem, nascido no Rio Grande do Sul, teve seu primeiro encontro com Osho no início dos anos de 1980. “Foi como sentir-se, finalmente, protegido”, descreve. O líder espiritual está, neste fim de semana, em Belo Horizonte, onde participa de uma série de eventos voltando à meditação. Para ele, o que faz com que uma pessoa sinta a necessidade de buscar um mestre vem de uma sensação de vazio. “O mundo não satisfaz. Cada ser

humano traz, em seu âmago, esse anseio, essa falta”, aponta. “No comum, todo ser humano tenta satisfazer isso de maneiras conhecidas – relacionamentos, dinheiro, poder”, mas esse vazio, continua ele, só pode ser preenchido pela busca espiritual, que é “a busca por si mesmo”. Sobre a série documental “Wild Wild Country”, da Netflix, Satyaprem não se furtou a assistir. A sensação, confessa, foi de desconforto em relação a “uma narrativa superficial e sensacionalista de um

evento tão importante e violento na história dos Estados Unidos”, critica. Para ele, o experimento iniciado por Osho foi encerrado “por medo da sociedade americana da época, medo da liberdade, da paz e do amor”. O guru categoriza a secretaria de Osho, Ma Anad Sheela, como “uma psicopata no lugar errado, na hora certa”, e condena o comportamento da comunidade de Antelope, “profundamente moralista, com raízes religiosas ortodoxas, caipira (redneck)”, e que “sentiu a fragilidade de suas crenças serem questionadas”. Satyaprem acredita que o legado de Osho é “trazer a meditação para dentro da vida das pessoas, compreender que devemos viver de acordo com a verdade interior, em compaixão e paz”.

Entender a busca por novos guias espirituais na contemporaneidade é algo que José Paulo Giovanetti busca compreender. Professor aposentado do departamento de psicologia da UFMG, ele acredita que estes gurus ganham relevância à medida que se propõem a ocupar um vazio existencial que surge com uma mudança de costumes e do modo de vida no Ocidente. O pesquisador pontua que a sociedade ocidental se reestrutura a partir do período Renascentista (do século XIV até o século XVI), quando o sujeito passa a estar “no centro de tudo”: “Antes, a referência era externa, vinha do divino, da Igreja. Agora, é o próprio indivíduo que importa”, analisa. Giovanetti salienta que, diferentemente de alguns países islâmicos, a religião deixou de ser o princípio organizador. Autor do artigo “A Religião como Força Organizadora da Subjetividade na Contemporaneidade”, ele lembra que houve ainda um acentuado processo de individualização, a partir dos anos de 1960. A sociedade, portanto, passa a estar centrada no “eu”, e não no “outro” ou no “transcendente”. Essa mudança radical deixa a dimensão religiosa em eclipse – não desaparecendo, mas ocupando apenas um segundo plano. “O sentido da vida, porém, não está na ordem do sensorial: é algo abstrato, mais ligado aos objetivos, algo que transcende”. Sem a religião para ocupar esse lugar, surge um vazio existencial, “capaz de adoecer as pessoas”. Acontece que, em uma sociedade pós-Iluminista, que valoriza a razão em detrimento da fé, o abstrato precisa se concretizar. É aí que estes gurus ou novas teologias se forjam. Estas novas lideranças respondem às demandas de preenchimento de um vazio existencial ao mesmo tempo que se adequam “às marcas que a sociedade contemporânea imprime espontaneamente em nossas vidas”. “Jesus e Gandhi mobilizaram uma sociedade que tinha outros valores. Hoje, o que se busca são profetas que confirmem nosso modo de vida”, argui.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Busca pela beleza ossa sociedade sempre foi regida por inúmeros padrões e costumes, entre eles, o da beleza. Com isso setores da indústria e do comércio ligados à estética crescem de forma exponencial, aumentando a influência no comportamento das pessoas. Esta busca incessante pela beleza ideal está demonstrando sua face mais perversa, com o aumento de problemas de saúde. Casos de sequelas físicas e até de óbitos estão sendo presenciados. Então, o que devo fazer quando quero um determinado procedimento estético sem incorrer em riscos desnecessários? A busca por lábios carnudos, seios empinados, bumbum durinho e medidas de modelo são exemplos de alguns destes procedimentos. Basta ligar a tevê, acessar as mídias sociais e observar os outdoors para perceber que a propaganda da beleza tem no sexo feminino seu principal alvo. No século XIX, a mulher usava espartilhos de ferro que dificultavam a sua respiração só para obter a “beleza da época”. Hoje, não muito distante disso, as pessoas continuam submetendo-se a práticas que colocam em risco a sua saúde, a exemplo de dietas extremas, procedimentos milagrosos e cirurgias estéticas realizadas por profissionais não qualificados. Não se deixe Do lado oposto, há levar por quem procure meios saudáveis para atingir propagandas. algum objetivo relacioÉ importante nado ao corpo: academias, esportes, atividasalientar que des físicas ao ar livre, médico não entre outros. Em muitos casos, a motivação pode fazer desses é apenas sentirpropaganda. se bem consigo mesmo ou até melhorar a saúde, mostrando, desse modo, que nem todos estão escravizados pela obsessão do corpo perfeito. Entretanto, a influência do mercado da estética continua regendo a vida de milhares de pessoas, que vão ao extremo para obter uma invejável aparência. É o caso daquelas que recorrem a procedimentos estéticos para se assemelhar a pessoas famosas e até para se parecer com “bonecos perfeitos”, como foi o caso do brasileiro Celso, que recebeu o título de “Ken Humano” – o rapaz morreu em 2015, em decorrência de um câncer. E, mais recentemente, em caso muito divulgado na imprensa, uma mulher que foi realizar um procedimento estético – em local inadequado – também faleceu. Diante disso, faz-se necessária uma conscientização social acerca dos problemas de saúde ocasionados pela busca do físico ideal. Essa se faz possível através de instituições como a mídia juntamente com o governo, por meio de campanhas publicitárias e programas educacionais de alerta aos riscos de alguns procedimentos estéticos, incentivo à prática de atividades físicas e a manutenção de hábitos mais saudáveis. A pessoa interessada em realizar determinado procedimento estético deve, primeiramente, acessar o portal do Conselho Regional de Medicina (CRMMG) e lá procurar pelo nome do médico e em qual especialidade ele está registrado ou procurar pelo profissional nos sites da Sociedade Brasileira de Dermatologia ou de Cirurgia Plástica. Esse é o primeiro passo! Não se deixe levar por propagandas feitas em mídias sociais. É importante salientar que médico não pode fazer propaganda. Quando você se deparar com algo milagroso, desconfie. Gostar de você é uma coisa, mas narcisismo em demasia pode virar doença. Pense nisso e faça uma boa semana.

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Método egípcio sem agulha tem efeito de acupuntura FOTOS FRED MAGNO

Tabuletas de argila e óleos essenciais conseguem ativar campos energéticos Pequenas pedras de argila aquecidas, colocadas na pele e impregnadas com algumas gotas de óleos essenciais de ervas podem ter o mesmo efeito das finas agulhas usadas pela medicina tradicional chinesa para tratar doenças e promover saúde. Por isso, a técnica egípcia recebeu o nome de acupuntura sem agulha (ou sistema QAP). As tabuletas de argila, como são chamadas as peças, são usadas sobre os pontos energéticos do corpo, obedecendo aos princípios da terapia holística – que trabalha, principalmente, a energia, mas também os quatro elementos (fogo, água, terra e ar), com o objetivo de reconstruir o equilíbrio fisiológico, conforme explica a terapeuta holística Adriana Marques. Segundo ela, qualquer pessoa pode se submeter ao tratamento, mas crianças menores de 12 anos, idosos e gestantes merecem uma avaliação mais cautelosa. Por isso, uma Litza Mattos

Terapeutas especializados por meio de cursos podem aplicar esse tratamento

pré-avaliação deve ser feita por um terapeuta. “Cada paciente é uma história diferente, tem uma abordagem diferente. É um

As tabuletas de argila preaquecidas são combinadas às quintessências

tratamento bem complexo. A gente trata todo tipo de patologia e trata a emoção, porque é ela que leva o paciente a sentir dores e ten-

são de acordo com a pressão do trabalho e do dia a dia”, diz Adriana. Nervosa com as atividades da escola, a estudante Luiza Roberta, 11, aderiu à técnica. “Quando ela vai pingando as essências, sinto um aconchego, parece que vai ‘limpando’ tudo. Depois, me sinto mais relaxada e focada”, conta. Conforme Adriana explica, as duas técnicas (o QAP e a acupuntura) tratam os mesmos problemas com resultados igualmente eficazes, mas a ausência de agulhas é “menos invasiva e mais adaptável às diferentes necessidades”. Além disso, o entendimento da fisiologia energética é diferente na técnica egípcia. “Vemos o funcionamento energético corporal de forma diferente”, diz. Essa percepção diferente se deve aos óleos usados. As gotas de quintessência espagírica são verdadeiros remédios que evaporam lentamente de acordo com a substância utilizada. A estudante de direito Vanessa Ferreira, 37, já fez três sessões. “Parece que a gente entra em um estado de relaxamento extremo”, conta. O método vem sendo praticado no Brasil há cerca de seis anos, desde que foi trazido pelo italiano Stefano Stefani. As sessões duram, em média, de 40 a 90 minutos. O custo do tratamento varia de R$ 50 a R$ 180.

O ambiente é harmonizado com aromas, luz e música de acordo com o tratamento


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Reforço contra sarampo e pólio EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Ministério da Saúde inicia na próxima segunda (6) campanha de vacinação A convocação aos pais e aos responsáveis está feita. Toda criança entre 1 e 5 anos, independentemente da situação vacinal, deve ser levada a um posto de saúde a partir da próxima segunda-feira (6), para ser vacinada contra a poliomielite (paralisia infantil) e contra o sarampo. Até mesmo os pequenos que já receberam as vacinas previstas na caderneta de vacinação devem ser imunizados na Campanha Nacional de Vacinação contra sarampo e poliomielite. Quem nunca tomou a vacina contra a pólio receberá uma dose injetável. Aqueles que já receberam uma ou mais doses terão um reforço oral (a gotinha). Quanto à triviral Carla Chein

(contra sarampo, caxumba e rubéola), mesmo as crianças que já tomaram as duas doses previstas (aos 12 e aos 15 meses) receberão um reforço. As exceções são aquelas vacina-

DOENÇAS Sarampo Neste ano, foram registrados 519 casos no Amazonas e 272 em Roraima, além de 14 casos no Rio de Janeiro, 13 no Rio Grande do Sul, dois no Pará, um em Rondônia e um em São Paulo. O sarampo era considerado eliminado no Brasil desde 2016. Poliomielite O Brasil está livre da doença desde 1990.

das nos últimos 30 dias contra sarampo. A pasta informou que o público infantil foi escolhido por conta da baixa cobertura vacinal e porque é mais suscetível às doenças e as suas complicações. “É o momento de chamar todas as crianças, criar uma barreira sanitária e corrigir possíveis falhas vacinais, porque as crianças podem não responder ao esquema, e dar um reforço adicional corrige essas falhas. Não tem risco de a criança ficar sobrecarregada”, disse a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do ministério, Carla Domingues. No dia 18 deste mês, um sábado, mais de 36 mil postos de saúde abrirão suas portas no Dia D de mobilização. A meta é vacinar mais de 11 milhões de crianças de 1 a 5 anos em todo o país – 1 milhão em Minas. Hoje, a Secretaria da Saúde concede entrevista para detalhar como será a campanha no Estado.

IMUNIZAÇÃO EM QUEDA Veja a cobertura vacinal em crianças no Brasil (%) POLIOMIELITE (PARALISIA INFANTIL) 2011

101,3

2017

78,4

SARAMPO - PRIMEIRA DOSE 102,3

2011 2017

85,2

SARAMPO - SEGUNDA DOSE 92,8

2014 2017

69,9

Para a Campanha Nacional de Vacinação, realizada entre 6 e 31 de agosto, foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas, a um custo de R$ 160,7 milhões Segundo o Ministério da Saúde, todos os Estados do país já estão abastecidos. São:

871,3 mil

doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP)

14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP)

13,4 milhões

da tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba

FONTE: MINISTRO DA SAÚDE, GILBERTO OCCHI, DURANTE COLETIVA TRANSMITIDA ONTEM PELA PASTA NAS REDES SOCIAIS

Pasta estuda estender horários Detectada de forma crescente nos últimos dois anos, a queda no índice de vacinação é atribuída pelo Ministério da Saúde a fatores como a falsa sensação de segurança de pais diante da redução da doenças, a limitação do horário das salas de vacinação e o avanço de informações falsas nas redes sociais. Titular da pasta da Saúde, Gilberto Occhi garante que os problemas serão ajustados. “Se alguém está trabalhando e não tem tempo de vacinar, temos que ter algum tipo de ajuste. Estamos construindo soluções”, garantiu. “Também é necessária uma ação mais proativa na vacinação com creches e escolas. E manter o sistema de vacinações atualizado”.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

ENGANO GOSTOSO

Final de semana é dia de moça bonita na coluna: a empresária Júlia Garcia na 37ª Exposição do Cavalo Mangalarga Marchador

Se non è vero, è ben trovato”. Um clássico da perigosa e malandra internet. Uma suposta entrevista com o cardiologista gaúcho Paulo Ubiratan, sob o tentador título: “Achei o médico que estou precisando!”. Na TV, o médico responde, por exemplo, se exercícios cardiovasculares prolongam a vida. A resposta: “Não!”. A função é outra.

“

ENGANO SUCULENTO O coração foi feito para bater uma quantidade de vezes e só. Não o desperdice com exercícios. É como prolongar a vida do seu carro dirigindo mais depressa. Quer viver mais? Tire uma soneca”. “Dr. Ubiratan, devo trocar a carne vermelha pro frutas e vegetais?”.

esposta: “O que a vaca come? Feno e milho. Um bife é um mecanismo eficiente de colocar vegetais no seu sistema. Precisa de grãos? Coma frango”. E “vinho é feito de fruta. Brandy é um vinho destilado. Cerveja também é feita de grãos...”.

R

ENGANO TRANQUILO utras do “médico ideal” sobre as frituras: “A comida é frita em óleo vegetal. Como pode um vegetal ser prejudicial?” E as flexões ajudam a reduzir a gordura? “Absolutamente, não! Exercitar um músculo faz apenas com que ele aumente de tamanho. A vida não é uma viagem para o túmulo, para chegar lá são e salvo, com um corpo atraente e bem preservado”.

O

lançaperfume

Na mesma noite, no coquetel do Haras El Far, Ana Marquito fazendo e acontecendo

“

ENGANO LÍQUIDO

4004-9000

sobre a 24ª Casacor Minas, 6 Ainda detalhe dos mais merecidos. O arquiteto Carico é o grande homenageado. retrospectiva de sua obra, em 6 Uma ambiente assinado por Júlia Gontijo Du-

A FORMA DA ÁGUA

de ser traduzido como refúgio especial.

24ª edição da Casacor Minas, de 7 de agosto a 16 de setembro, terá 51 ambientes, assinados por 86 profissionais das áreas de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado. E a mostra está de volta ao belo casarão que a acolheu em 2017, na Floresta. Só o local é o mesmo, no mais, novidades! Será completamente diferente do ano passado. Os ambientes serão a chave desse diferencial.

A FORMA ESSENCIAL

A

A FORMA DA VIDA s ambientes mostrarão como “dar cara completamente nova a um ambiente”, destaca o diretor de conteúdo e relacionamento Eduardo Faleiro. O tema, “Casa Viva”, tem como proposta deixar que o visitante esteja mais próximo da natureza, o lar po-

O

efúgio para celebrar a vida com amigos, familiares. E, claro, por que não, os animais de estimação? É um prolongamento da que foi proposta ao longo de 2017, batizada de “Foco no essencial”. Outro aspecto fundamental da Casa Viva é a sua estreita relação com a natureza.

R

A FORMA DO VERDE os pequenos arranjos de plantas aos grandes jardins, o verde não é luxo, mas necessidade. Sem falar que deixa tudo mais bonito. É natural que essa relação se estenda às mostras do setor, priorizando o bem-estar dos moradores. “O tema destaca exatamente o que os clientes têm procurado no meu escritório:

D

espaços multifuncionais que possam ser utilizados ao máximo possível, permanecendo sempre vivos”, destaca o arquiteto Felipe Soares, um dos nomes confirmados nesta edição da Casacor Minas.

A FORMA DO GOSTO h! A Casacor é mais. Plataforma de conteúdo e networking entre diversas áreas e deliciosa opção gastronômica. Restaurante oficial, bar aberto ao público, armazém de produtos mineiros e o lançamento dos destilados da Backer, incluindo o Whiskey 3 Lobos e o Gin Lebbos. O “Restaurante Na Mesa com Agnes”, em projeto arquitetônico assinado por Beth Nejm, será comandado pela chef Agnes Farkasvolgyi, apresentando o conceito “Quilômetro Zero”: ingredientes originais de Minas. O bar é inspirado numa viagem a Cuba feita pelo mesmo Eduardo Faleiro.

A

mont e Tina Barbosa. São 40 anos de um dos profissionais mais completos e versáteis do Estado. reconhecimento nacional e in6 Com ternacional, Carico possui em seu portfólio mais de 2.000 projetos comerciais e empresariais, entre centenas de outros residenciais. 7, o BrazilFoundation Gala Minas, 6 Dia no Casa Tua, Jardim Canadá. O evento arrecada recursos para projetos em Minas. atriz e embaixadora da BrazilFoun6 Adation Flávia Alessandra será a mestre de cerimônia da noite e show de encerramento com Preta Gil. O homenageado será Rubens “MRV” Menin. a arrecadação do leilão irá para 6 osTodaprojetos sociais que transformam a realidade social de centenas de pessoas no Estado. chef Massimo Battaglini, do Club 6 6O do Chef/Osteria Mattiazzi e chefs de alto padrão assinam o cardápio do BrazilFoundation Gala Minas. da coluna e o diretor da ge6 Oraltitular da Band Minas, Nilson Moysés foram recebidos, na última semana, na icônica sede da Localiza, marco da tecnologia e da sustentabilidade, pelos anfitriões Eugênio Mattar e Herbert Viana.

CENÁRIO BH JULIANO ARANTES E LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

Casal de fotógrafos expõe expedição pelo Atacama As fotos da mostra “Tomando Rumo” foram produzidas pelo casal Leca Novo e Juliano Arantes durante uma expedição pela América Latina, em companhia dos amigos Giovanna Di Spirito e Pedro Lamounier, entre dezembro de 2016 e fevereiro de 2017. Foram 40 dias, 15 mil quilômetros, cruzando Brasil, Paraguai, Argentina, Chile e Peru. A exposição faz parte do projeto “Manda Foto” com curadoria do fotógrafo Weber Pádua Quando Até o dia 13 de setembro Onde Green Up (r. Alagoas, 851, Funcionários) Quanto Entrada Gratuita

6

DILSON FERREIRA/DIVULGAÇÃO

Feira Mercado.ria reúne arte, moda e gastronomia Com foco em moda, arte, decoração e gastronomia, a 7ª edição da feira Mercado.ria vai ter 46 mercadores que vão apresentar seus produtos, além de oficinas gratuitas de terrários e ilustração, aulão de yoga e espaço gastronômico. A feira tem a proposta de engajar, incentivar e valorizar a rede de produtores, empreendedores, fazedores e vendedores locais Quando Domingo (5), das 10h às 18h Onde BeGreen, no Boulevard Shopping (r. Professor Otaviano Almeida, 44, Santa Efigênia) Quanto Entrada Gratuita

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reportagem

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DIA A DIA

Startups são as estrelas de novo reality show UARLEN VALÉRIO/DIVULGAÇÃO

Serão 27 empresas competindo entre si, em programa diário no YouTube Uma ideia na cabeça e uma câmera na mão. O icônico lema do Cinema Novo pode ser aplicado também ao universo das startups. Há dois anos em gestação, o web-reality “Startup Show” entra em cena no próximo dia 27 com vistas a oxigenar o já pulsante universo dos empreendedores brasileiros – a estimativa, segundo os produtores, é que existam nada menos que dez mil empresas nascentes, que já movimentam mais de R$ 2 bilhões no país. O programa vai reunir 27 startups que competirão entre si durante dez semanas até a grande final, em outubro. “É o maior reality de empreendedorismo nacional”, sustenta Leonardo Soltz, CEO da Fill the Blank e idealizador do projeto. “Nosso interesse é ativar o ecossistema, aproximando os atores – muitas vezes, investidor e criador têm dificuldade em se descobrir”, prossegue ele. Aberto a todo tipo de iniciativa, o “Startup Show” impõe apenas uma condição: que o projeto tenha apelo tecnológico. Por ora, já são mais de uma centena de candidatos, com projetos de diversas searas – do agronegócio à saúde, passando pelo setor financeiro. As inscrições se encerram dia 19. Soltz reforça que, mesmo se não for selecionado, o candidato só tem a ganhar com a inscrição, que é gratuita. É que, no ato, ele ganha uma avaliação financeira do projeto, algo que “costuma ser oneroso para negócios nascentes”. Pensado originalmente para a TV, o “Startup Show” migrou para a internet para se comunicar com “essa geração disruptiva”, como define Soltz. Na primeira fase, os inscritos serão pré-selecionados por uma solução tecnológica

Programa ratifica potência do ecossistema mineiro Não é de hoje que o organizado ecossistema de startups em Minas Gerais tem chamado a atenção de investidores em todo o mundo – a capital mineira tem, inclusive, o seu similar, o San Pedro Valley. Agora, a cena ganha mais projeção ainda com o web-reality “Startup Show”, que se desenrolará nas redes sociais e onde 27 empreendedores vão competir entre si. O programa vem sendo pensado desde o ano de 2016 e é belo-horizontino por natureza, mas cosmopo-

Alex Bessas

Leonardo Soltz é o idealizador do “Startup Show”, que estreia em agosto

baseada em inteligência artificial, a Watson, da IBM, maior patrocinadora do reality – que deve custar cerca de R$ 1 milhão. Na etapa seguinte, em blocos de três, empresas ou projetos serão avaliados e, a cada semana, um será pinçado para as semifinais. Esses negócios serão apresentados, sendo que cada um terá um programa dedicado a ele, usando como base os dois vídeos exigidos no ato da inscrição – um falando da trajetória do empreendedor e outro, da ideia. Posteriormente, as ideias serão avaliadas por um dos 15 especialistas. “Os jurados são nomes de reconhecimenPRÊMIO Polo O grande vencedor do reality “Startup Show” vai faturar, ainda, uma viagem de uma semana para o Vale do Silício, na Califórnia (Estados Unidos), hoje o maior cinturão de empresas de tecnologia do planeta.

to nacional e internacionalmente”, garante Soltz, citando, por exemplo, Felipe Matos, fundador da Startup Farm (que já acelerou mais de 280 startups) e o tecladista do Skank Henrique Portugal, que mantém iniciativas voltadas à cena musical. “Estes dois mineiros, e também investidores e empreendedores de todo país, vão dar oportunidade de o participante aprender e ganhar visibilidade”, explica. Mas sim, o público também poderá votar. Mesmo porque, “todas as soluções são pensadas para o consumidor final. É ele quem vai dizer se aquela ideia serve ou não”, frisa o idealizador. Passadas nove semanas, haverá uma semifinal com nove startups. Um trio de jura fará uma avaliação, escolhendo, cada um, uma iniciativa para a final. O competidor só precisa gravar os vídeos no ato da inscrição (e vale até produção caseira com celular). Os candidatos que chegarem até a final vão receber uma cesta de produtos da IBM e um programa de mentoria, feito sob medida para cada projeto.

lita por vocação. “Estamos recebendo inscrições de todo o país, em especial de São Paulo, Minas, Santa Catarina e Rio de Janeiro”, destaca Eduardo Campelo, investidor do projeto “Eusaúde” e sócio-proprietário do web-programa. Mesmo com apelo nacional – e patrocinadores, em sua maioria, com sede na capital paulista –, Campelo lembra que o grupo faz grande esforço para manter suas raízes em Belo Horizonte. “Somos um dos maiores celeiros de startups do país

e temos um dos ecossistemas mais organizados”, examina ele. Explicar por que a ideia surgiu aqui não é tarefa tão difícil: “Minas Gerais é um lugar muito empreendedor e criativo. Somos um povo que tem fama de desconfiado, mas, neste ponto, somos pioneiros”, estabelece ele, frisando que a grande final, único episódio que será transmitido ao vivo, deve ser gravada em BH. “Somos uma iniciativa orgulhosamente mineira”, brada.


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reportagem

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CONSUMIDOR

Banco Central recebeu 2.923 queixas contra consórcios MOISÉS SILVA

Eurico Apesar de seMartins rem uma modalidade de financiamento em expansão no país, os consórcios ainda são alvo de muitas reclamações. Segundo o último balanço do Banco Central (BC), no primeiro semestre deste ano foram 2.923 queixas, sendo 88 consideradas procedentes – a maioria delas nos segmentos de veículos e imóveis. Entre as mais frequentes, nas quais foram encontrados indícios de irregularidades, conforme o BC – responsável pela fiscalização do setor –, estão o “descumprimento de obrigações previstas em contratos”, com 34 ocorrências, e “irregularidades relacionadas à liberação do crédito”, com 19 registros. A aposentada Odail da Mota Silva, 49, conhece muito bem os problemas relativos às obrigações previstas no contrato. No ano passado, aderiu a um consórcio de veículo com direito a isenção de tributos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto de Importação, concedido às pessoas com deficiência. “Minha carta de crédito era de R$ 56 mil e o carro, com a isenção, custaria R$ 44 mil. Com isso, fiquei com um saldo de R$ 12 mil, que foi usado para abater, sem problemas, parcelas ainda não pagas”, lembra.

Deste volume, 88 foram consideradas procedentes pelo órgão fiscalizador A surpresa veio na hora de retirar o carro, com câmbio automático, na concessionária. “Foi aí que soube que seria entregue sem pintura – e que isso estava previsto no contrato. Achei um absurdo, mas, mesmo assim, paguei R$ 1.107,22”, conta ela, que admite não ter lido com atenção todo o contrato. “Esse tipo de informação deveria ser passada com mais clareza”, entende Odail. Hoje, existem no país 6,05 milhões de consorciados ativos no mercado de veículos (leves, pesados e motos), segundo a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac). Só na compra de seminovos, a participação do sistema de consórcios praticamente triplicou, comparando os cinco primeiros meses de 2018 ao mesmo período de 2011. “A liberdade de escolha que o consorciado detém

Adesão deve ser feita com critério

quando é contemplado possibilita a realização do objetivo com maior flexibilidade. Ao ser informado que o crédito para compra, por exemplo do carro zero, está disponível, o consorciado pode optar por ele ou mesmo por outro, como um seminovo, mais equipado”, explica Paulo Roberto Rossi, presidente executivo da Abac, em comunicado recente sobre o crescimento da modalidade. Vale dizer que problemas parecidos com os enfrentados por Odail não são raros. “Frequentemente, o descumprimento de obrigações contratuais está vinculado à cobrança de tarifas, taxas e valores abusivos, além de prazos para liberação das cartas contempladas e demora para a devolução das parcelas em caso de desistência”, explica a economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Ione Amorim.

Odail pegou o carro, mas teve que pagar a pintura do veículo

CUIDADO PARA NÃO CAIR EM ARMADILHAS - Confira se a empresa é séria. A lista das administradoras autorizadas a funcionar pelo Banco Central está disponível no site www.bcb.gov.br.

- Verifique nos órgãos de defesa do consumidor se há queixas contra a empresa. - Leia cuidadosamente o contrato antes de assiná-lo e efetuar

qualquer pagamento. - Não faça pagamentos em dinheiro. Eles devem ser feitos em cheques nominativos à administradora do consórcio ou de outra

forma que permita comprovar que o pagamento foi mesmo realizado. - Avalie a inadimplência do grupo e as taxas cobradas.

Apesar dos avanços, na avaliação de Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), o consumidor ainda não é de todo respeitado. “É preciso atenção na escolha da administradora. Vale verificar os índices de inadimplência e de desistência, que muitas vezes são omitidos, induzindo o consumidor a escolhas desvantajosas”. Ainda segundo ela, no geral, a fiscalização pelo Banco Central é feita a partir de denúncias e por meio de atos normativos, o que dificulta detectar falhas. “No passado, tivemos empresas que encerraram as atividades por fraude, o que provocou dezenas de ações. Mesmo assim, muitas seguem desrespeitando as regras, o que exige uma fiscalização mais efetiva”, diz ela. “Além de se informar sobre a empresa, o interessado deve consultar pessoas que estão nos grupos sobre cumprimento de prazos e das cláusulas. E, ainda, pesquisar o histórico de reclamações no site consumidor.gov.br – e não cair no golpe do consórcio já contemplado”, conclui ela. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PROBLEMAS À VISTA Reclamações mais frequentes, consideradas procedentes, no primeiro semestre deste ano

1º

DESCUMPRIMENTO DE OBRIGAÇÕES PREVISTAS EM CONTRATOS

34

2º

IRREGULARIDADES RELACIONADAS À LIBERAÇÃO DO CRÉDITO

19

3º

OUTRAS IRREGULARIDADES

11

4º

DESCUMPRIMENTO DE CLÁUSULAS REFERENTES À DEVOLUÇÃO DE VALORES

10

5º

INSATISFAÇÃO COM A RESPOSTA FORNECIDA PELA ADMINISTRADORA DE CONSÓRCIO RELATIVA À DEMANDA REGISTRADA CONTRA ELA

9

IRREGULARIDADES RELACIONADAS ÀS CONDIÇÕES PARA CONTEMPLAÇÃO POR LANCE OU SORTEIO

2

DESCUMPRIMENTO DE PRAZO DE RESPOSTA A DEMANDA

2

NÃO FORNECIMENTO, REMESSA OU DIVULGAÇÃO DE DOCUMENTOS OBRIGATÓRIOS

1

Total de

88

reclamações consideradas procedentes FONTE: BANCO CENTRAL

6º 7º

ADMINISTRADORAS MAIS RECLAMADAS ADMINISTRADORA

ÍNDICE (*)

RECLAMAÇÕES PROCEDENTES

CONSORCIADOS

1º

Remaza Administradora de Consórcio Ltda.

252,18

5

19.827

2º

Itaú Unibanco Veículos Administradora de Consórcios Ltda.

199,10

8

40.179

3º

Multimarcas Administradora de Consórcios Ltda

125,34

3

23.934

4º

Caixa Consórcios S.A Administradora de Consórcios

88,90

13

146.229

5º

Consórcio Nacional Volkswagen - Administradora de Consórcio Ltda.

25,63

5

195.055

6º

Gmac Administradora de Consórcios Ltda.

24,06

3

124.686

7º

Itaú Administradora de Consórcios Ltda.

19,55

7

357.902

8º

Bradesco Administradora de Consórcios Ltda.

6,25

9

1.438.638

9º

BB Administradora de Consórcios S.A.

4,33

3

692.725

10º

Administradora de Consórcio Nacional Honda Ltda

3,94

6

1.522.541

(*) NÚMERO DE RECLAMAÇÕES DIVIDIDO PELO NÚMERO DE CONSORCIADOS ATIVOS E MULTIPLICADO POR 1.000.000


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TECNOLOGIA

TODO CUIDADO

S

É POUCO Dicas para não deixar sua vida exposta na internet ISIS MOTA

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

e até as celebridades, que vivem cercadas por guarda-costas e contratam os serviços mais sofisticados, têm dados, fotos e vídeos vazados na internet, imagina as pessoas com menos recursos? Desde uma conversa íntima até suas informações bancárias, sempre tem alguém interessado em você. A mais recente invenção é a “sextorsão”, uma chantagem com ares de novela: você conhece alguém (na internet ou fora dela), a conversa avança, essa pessoa te convence a mandar um nude; de posse da foto, ele ou ela começa a te chantagear, ameaçando divulgar a imagem caso você não faça sexo (virtual ou não) com ele(a). A especialista em infraestrutura de tecnologia da informação Sylvia Bellio, da IT Line Technology, aconselha desativar o armazenamento automático de suas fotos e vídeos para as chamadas “nuvens”. A ideia é que você filtre só o que não for comprometedor, no caso de o provedor ser hackeado. “Lembre-se de deletar as imagens também da lixeira e de sempre apagar seus dados antes de mandar o aparelho para a assistência técnica”, orienta. Sexo à parte, há interesse comercial nos dados, que podem valer muito dinheiro. Quando se preenche um cadastro numa página, não se sabe ao certo quanto será repassado para outros interessados. Nessa hora, cabe conhecer o site e ter o bom senso de não informar aquilo que você não quer compartilhar. Muita gente não sabe, mas os navegadores, ou browsers, oferecem alternativas de privacidade como utilizar a função “in private”, que permite realizar a navegação sem gerar cookies e registros de acessos. Impedir que esses acessos sejam rastreados ou hackeados pode ser o primeiro passo para se proteger de enxeridos. Outra coisa importante na atualização do navegador é verificar com certa frequência a configuração de privacidade. Confira, a seguir, outras dicas para não ter a intimidade revelada ou perder dinheiro na internet.

AMIGOS SECRETOS PROTEÇÃO EÇÃO ÃO DE D FOTOS S E VÍDEOS VÍDE VÍDEOS OS Cuidado ao armazenar armaz rmazen rmazenar azenar enar ar fotos e vídeos. Algumas mass informações formaçõe rmaçõe podem ficar registradas em aplicativos mesmo quando você apaga, ou ser hackeadas pelo e-mail, caso sua senha não tenha um bom nível de segurança. Por isso, a criação de senhas mais seguras é primordial. Desative o armazenamento automático de suas fotos e vídeos para a nuvem, assim você filtra somente o que não for comprometedor. Delete as imagens da lixeira e apague seus dados antes de mandar o aparelho para a assistência técnica. Pesquise na internet e use programas e aplicativos que apagam definitivamente arquivos do sistema. Use aplicativos (baixados ou do próprio aparelho) para colocar senhas ou até biometria como barreira para acessar os apps, pastas ou arquivos que você não quer que alguém veja. O cruzamento de dados e de conteúdo pode gerar muito mais informações do que você imagina. A câmera do celular tem capacidade, por exemplo, de fazer a associação de uma foto com data, horário e geolocalização. Fique atento a esse tipo de função antes de compartilhar uma imagem. Por último, mas não menos importante: tem que confiar na pessoa com quem você compartilha seus arquivos.

GEOLOCALIZAÇÃO AÇÃO AÇÃO

BLUETOOTH TOOTH TOOT OT O bluetooth tooth oth h realiza re real realiz aliza iza conexões com om aparelhos parelhos ou o dispositivos de outras pessoas que estão ao redor, mas não necessariamente suas conhecidas. Então, se você está conectado com pessoas ao lado, certifique-se de que elas só receberão arquivos com seu consentimento, e ponto final. Para evitar a possibilidade de seu aparelho ser infectado por vírus, desative, quando não for necessário, esse recurso nas configurações do seu dispositivo.

Se o GPS estiver ligado, vai ai gerar erar ar dados e informações para alguém vender nder er algo para pa você ou rastrear sua localização. Para impedir o acesso de aplicativos a sua localização, verifique as configurações de seu aparelho celular e desative nos ajustes essa opção.

FILTRAGEM DOS APLICATIVOS

BUSCADORES No buscador Google, porr exemplo, exem exempl emplo, em sua conta haverá canais nais is com com “informações pessoais” e “privacidade” “pr “priv “privac “privacidad privac privacid ivacidade” acidade” idade” ade” que têm a alternativa de ser er verificados. erificados. ificados. icados. ados Exclua atividades, deletando naa página o histórico armazenado de suas ações naquele ambiente. Também é possível impedir a armazenagem de informações que são guardadas todos os dias, como o uso de aplicativos, atividades de voz e áudio, histórico de localização, entre outras coisas.

REDES SOCIAIS Analise no menu de configurações as alternativas rnat rnativ ativ ativas ivas as de d privacidade e limite o acesso a dados quee você você não não queira que sejam públicos. Na plataforma do Facebook, por exemplo, você pode ode ver os aplicativos que armazenam seus dados pessoais, inclusive sua lista de amigos. Dá para eliminar conexões com aplicativos externos. O conteúdo postado nas redes sociais também dá muitas pistas para intrusos. Procure não mostrar endereço, telefone, data de nascimento, placa do carro, fotos da frente da casa, passagens aéreas, uniformes escolares ou mesmo marcar os lugares que frequenta.

Nunca deixe quee um programa pro progr program rogr grama gram ama saiba quem participa ticipa cipa pa de de sua su lista de contatos, s, porque porqu orque quee você vo pode deixá-los à mercê ercê cê de intrometidos. Há notícias de que empresas de TI armazenaram um mundo de dados e informações de usuários de redes sociais, sem consentimento, porque não tomaram o cuidado devido de impedir o acesso a essa lista.

Cuidado na hora de conceder onceder ceder derr permissões. permissões permissõ rmissõ Quando você instala alaa um aplicativo, plicativo, icativo, ele e pergunta se pode ter acesso cesso sso o a fotos, fo foto vídeos, contatos etc. Analise se aquele aplicativo realmente precisa disso para funcionar. Reveja o que já liberou sobre sua privacidade em cada um deles e verifique se há alguma notícia na web sobre a boa-fé do app. Nunca se esqueça de pôr na balança o que você ganha realmente usando este ou aquele sistema. Delete os que usa pouco ou raramente.

COOKIES Os cookies guardam temporariamente suas uass visi vi visitas, visita sitas, tas, histórico de navegação, formulários com seus us dados, dad dados dados, os,, além al de outras informações compartilhadas. Há rastreadores em sites de compras que podem m sugerir anúncios para você, quando estiver navegando em outras páginas. Eles sabem pelos cookies quais foram as buscas, sites visitados e até o IP (uma espécie de endereço virtual) de seu computador. Portanto, use a navegação anônima ou “in private” para não gerar cookies e registros de acessos. Periodicamente, entrar nas configurações do navegador que você usa para entrar na internet e limpe informações e cookies, por precaução.


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CENÁRIO BH HENRIQUE MADEIRA/DIVULGAÇÃO

GUI MACHALA/DIVULGAÇÃO

Galeria de Arte recebe a exposição 6 AM INQUIET(AÇÃO) de Antonio Bokel

Com projeto da historiadora e curadora de arte Vanda Klabin, a exposição de Antonio Bokel possui cerca de 40 trabalhos, alguns inéditos, entre pinturas, esculturas e uma grande instalação com inspiração nas temáticas de morte e renascimento. Onde r. do Ouro, 136, Serra Quando De 4 de agosto até 3 de setembro. De segunda a sexta, das 10h às 19h; aos sábados, das 10h às 13h30 Quanto Entrada gratuita RICARDO LAF/DIVULGAÇÃO

de Educação Artística (FEA) 6 Fundação abre inscrições para os cursos de música

Jovens e adultos que queiram iniciar-se no estudo da música ou dar continuidade à sua formação musical têm oportunidade na Fundação de Educação Artística. Neste semestre, são oferecidos cursos de formação musical em formatos, níveis e horários variados Onde FEA (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários, 3224-1744) Quando Início das aulas: segunda (6)

MAURIZIO MACIOLI/DIVULGAÇÃO

Mostra e oficina Horizonte em Foco relaciona patrimônio e audiovisual O MIS Cine Santa Tereza recebe atividades que contam com mostras de vídeos de acervo do MIS, debates com pesquisadores sobre a temática, além de oficina de fotografia e registro urbano. Onde r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza Quando Do dia 10 (sexta) ao dia 31 Quanto Inscrições e entradas gratuitas no endereço: even3.com.br/horizontemfoco

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de Marco Paulo Rolla, resgata sua 6 “Ópera”, trajetória artística de 1980 até os dias atuais

A Galeria Mari’Stella Tristão recebe a exposição Ópera, do artista mineiro Marco Paulo Rolla. A mostra, que faz parte do programa Arteminas, conta com trabalhos do artista em diversas linguagens, tendo por marca mais notável a presença do corpo e da figura humana Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 737, centro) Quando Deste sábado (4) a 21 de outubro; de ter. a sáb., das 9h às 21h; dom., das 16h às 21h Quanto Entrada gratuita


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ESPAÇO GOURMET

Seu mestre mandou MARI LEMOS/DIVULGAÇÃO

Conceituados chefs repassam conhecimentos em cursos É bem provável que você já tenha ficado frustrado ao abrir o Instagram e se deparar com uma quantidade considerável de fotos sugestivas de pratos preparados por seus amigos de rede, enquanto seu conhecimento sobre forno e fogão se limita, quando muito, à capacidade de fritar um ovo. O consolo é que você não está sozinho nessa. A boa notícia é que nem tudo está perdido: é possível aprender segredos culinários com chefs que, além de responderem pela cozinha de emblemáticos restaurantes, abrem suas agendas para concorridas aulas de gastronomia – aliás, muitas classes vão se iniciar agora, no segundo semestre. Encarar a cozinha pela primeira vez pode ser um grande desafio. E é por isso que o chef Renato Quintino opta por fazer uma imersão cultural atrelada ao tema da aula de gastronomia antes de partir para a prática propriamente dita. “Sempre passo uma cena de filme que seja ligada a algo que vou ensinar, justamente para contextualizar o tema da aula”, explica ele, que há 21 anos ministra cursos semestrais de gastronomia e vinho. Detalhe: todos encontros são em formato de aulasshow, com direito à degustação dos pratos. Mas os alunos também acompanham todo o processo das criações, geralmente baseadas em preparos rápidos. A cada aula, cinco pratos são ensinados para turmas de, no máximo, 15 pessoas. “Mais do que aprender as receitas, os cursos são importantes para que o aluno possa identificar ervas e temperos, além de aumentar o repertório gastronômico na hora de escolher um prato em um restaurante, por exemplo”, pontua. Se por um lado interpretar o menu de um restaurante e saber fazer boas escolhas também são bons motivos para querer apurar os sentidos do paladar,

O chef Renato Quintino ministra cursos semestrais de gastronomia. Abaixo, camarões com legumes, uma das iguarias ensinadas na aula

Lorena K. Martins

NÉLIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

BRUNA CABRAL/DIVULGAÇÃO

aprender a cozinhar também está ligado à forte tendência de valorizar o querer ficar em casa e receber os amigos. Mais do que isso, quem opta por fazer um curso também quer ficar ciente das técnicas de preparo dos alimentos, seja para conhecimento pessoal ou mesmo para aumentar o repertório de quem trabalha em outros estabelecimentos. “A maioria dos alunos que procura o curso não tem muita habilidade na cozinha e quer aprimorar os conhecimentos para preparar receitas em casa, para os amigos”, confirma o chef Ivo Faria, do renomado restaurante Vecchio Sogno, que iniciou seus cursos há mais de 10 anos. As aulas são ministradas na cozinha do próprio restaurante e contam com alunos – amadores ou profissionais – de diversas faixas etárias, dispostos a absorver os ensinamentos do mestre. NOVAS PERSPECTIVAS Ivo Faria explica, ainda que, às vezes, a receita é um mero detalhe. O mais importante é tentar repassar as várias técnicas possíveis de serem praticadas em torno de um preparo, justamente para que o aluno possa dar continuidade aos conhecimentos adquiridos na aula – e não se prender apenas ao formato exato do menu que foi ensinado. Para ele, outro desafio é “desacostumar” o paladar o aluno – e abrir a sua cabeça. “É comum que algumas pessoas sempre procurem comer as mesmas coisas. Por isso, procuro despertar, nelas,

O chef Felipe Caputo, do Green Up, ministra cursos de gastronomia funcional e saudável. O resultado são pratos como o talharim de farinha de grão de bico

O chef Ivo Faria do Vecchio Sogno possui turmas regulares para as aulas de gastronomia. Acima, um dos pratos ensinados: creme de azeite trufado e lagostim NÉLIO FARIA/DIVULGAÇÃO

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

ONDE FAZER Ivo Faria As aulas são ministradas na cozinha do restaurante Vecchio Sogno. Informações sobre turmas pelo telefone (31) 3292-5251 Renato Quintino Cursos semestrais de gastronomia e vinhos, em três formatos: turmas com 5 aulas, turmas com 8 aulas e aulas de harmonização de vinhos. A primeira turma do semestre começa nesta segunda, dia

6, e as aulas acontecem às segundas e quintas. www.renatoquintino.com.br Felipe Caputo As aulasshow são ministradas no restaurante Green Up (r. Alagoas, 851, Savassi)) com duração de 3h30 a 4h. As aulas são divulgadas no Instagram: @eatgreenup Agnes Farkasvolgyi A chef do Bouquet Garni (r. Tenente Anastácio de Moura,

676, Santa Efigênia) ministra cursos que duram o ano inteiro, com encontros mensais, que acontecem sempre à noite. Informações (31) 99942-0980. Rusty Marcellini As aulas de culinária acontecem seis vezes por mês, e cada turma tem uma aula mensal, ministrada no supermercado Verdemar (av. N. S. do Carmo 1.900, Sion). www.rustymarcellini.com.br

o paladar, para que possam sentir o prazer de experimentar novos pratos, sem restrições a algo que, na verdade, ela nunca comeram”, frisa Farias, referindo-se também a ingredientes como carne de pato e jiló, que já foram alvos de objeção entre alunos. Mas não é só Ivo que compartilha dessa ideia. À frente das cozinhas do Green Up, o chef Felipe Caputo já capacitou mais de 600 alunos nos últimos três anos – e, mesmo assim, reconhece que ainda há muitos desafios na hora de ensinar a culinária funcional, que é a sua especialidade. “Tento mostrar às pessoas que a cozinha saudável pode ser gostosa e ao alcance de todos para o dia a dia”, propõe ele, que lança seu foco a aulas temáticas e também a preparos que contemplam duas entradas, um prato principal e uma sobremesa. SEGREDOS DISSEMINADOS Seja qual for o direcionamento gastronômico a ser repassado, todos os chefes ouvidos pela reportagem compartilham a mesma ideia: são completamente desapegados quando se trata de repassar o que já sabem. “Cozinhar é um ato particular. Mesmo quando alguém aprende uma receita de minha autoria, não vai fazer igual. A verdade é que, quando o aluno adquire confiança, imprime o seu toque particular à receita”, acredita Ivo. O chef Renato Quintino vai na mesma linha. “Crio minhas receitas para todo mundo fazer”, conclui.


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almanaque SHOW> De volta ao Brasil por um período, Adriana Calcanhotto traz a BH show da nova turnê LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

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A Mulher

do Um espetáculo que fo i acontecendo de modo inusual, “em camadas”. “De repente, me dei conta de que essa é a quarta vez que penso esse show”, diverte-se a cantora e compositora Adriana Calcanhotto, ao falar de “A Mulher do Pau Brasil”, show que estreia nacionalmente na capital mineira, na próxima sexta-feira (10), no Grande Teatro do Palácio das Artes. Que fique bem claro: o show é novo, novíssimo. O fato de a artista ter se referido a uma “quarta vez” alude às mutações que a espinha dorsal da iniciativa sofreu no curso do tempo. Explica-se: lá atrás, em 1987, ela fez um show com esse título, ainda em Porto Alegre, sua terra natal. “Era um show que começava com uma versão de ‘Eu Sou Terrível’, do Roberto e Erasmo Carlos, e que estava repleto do impacto das ideias antropofágicas, do Manifesto da Poesia Pau Brasil, das ideais modernistas, sobre meu trabalho”, lembra ela. Ocorre que todo esse manancial voltou à sua mente Patrícia Cassese

durante a sua primeira ida para Portugal a convite da Universidade de Coimbra, em 2015, onde foi ministrar o curso “Como Escrever Canções” e onde acabou recebendo o título de embaixadora. “Lá, comecei a pensar nesta tradição dos brasileiros que estudaram em Coimbra, que olharam para o Brasil do ponto de vista dali, da universidade. Essa tese do professor (cientista político e historiador) José Murilo de Carvalho, da elite cultural que se conheceu em várias ondas no tempo. Todas as ideias de independência do Brasil em relação a Portugal, essas sementes, começaram com os alunos daqui que iam para lá, que se conheciam lá, alunos de diferentes cursos, da medicina, do direito das letras, enfim”, explana. Ainda enfronhada na história do país, ela rememora que, na volta de Portugal, já formados, esses brasileiros começavam a conversar, a pensar a nação “do ponto de vista de quem a tinha visto do outro lado”. “Isso aconteceu em muitos movimentos, com os Inconfidentes foi isso, com José Bonifácio (de Andrade e Silva) foi isso... Enfim, então, comecei a pensar sobre tudo

isso, e sobre a erudição e o pensamento selvagem, sobre a antropofagia, sobre Oswald de Andrade, que é um assunto que me interessa – e foi sobre isso que pensei no primeiro semestre em que dei aulas lá, quando, para encerrá-lo, me convidaram a fazer um show – e inventei um show-tese, como trabalho de final de curso mesmo”. Veio, portanto, o segundo dos quatro momentos de “A Mulher do Pau Brasil”. No citado show-tese, Adriana estava acompanhada por três músicos, na guitarra, baixo e bateria. “E mantive algumas canções do show original, de 87, como ‘Eu Sou Terrível’”. Acontece que, até ali, Adriana Calcanhotto permaneceria na Universidade de Coimbra apenas por aquele semestre. “Mas me pediram para voltar – e isso não era suposto! Aí, continuei trabalhando essas ideias, e, num segundo momento, resolvi fazer o show (completo, o terceiro momento da empreitada, portanto). Para isso, quis fazer uma canção que se chamasse assim (“A Mulher do Pau Brasil”) para abri-lo. Fiz, e fui ficando cada vez mais envolvida com essas ideias – e parece que quando

Pau Brasil a gente está neste tipo de processo, as coisas vão linkando, vão chegando”. A turnê portuguesa, avalia ela, foi ótima. “Até mesmo surpreendente pra mim, a resposta, as críticas maravilhosas...”. E veio, na sequência, a possibilidade de viajar pelo Brasil com o show. No entanto, Adriana se deparou com a impossibilidade de os músicos que a acompanharam por lá (Gabriel Muzak e Ricardo Dias Gomes) cruzarem o Atlântico. “Eles têm uma vida lá, filhos... Então, aqui, já é uma outra versão (a quarta)”.

“

Na verdade, estou, já há algum tempo, num indo e vindo de Portugal. Aliás, estou fazendo um curso de antropologia lá

Assim, Adriana e músicos estão ensaiando tudo de novo. “Desta vez, chamei o Bem Gil e o Bruno de Lullo. Quer dizer, é a quarta vez que penso o show: a primeira, lá em 87, depois no show ao ar livre, em Coimbra. Depois, a turnê portuguesa e, agora, a parte brasileira. Daí, às vezes me dou conta, nos ensaios: ‘Meu Deus do céu: ainda estou aqui, ensaiando ‘Eu Sou Terrível’ (risos). Mas é bacana, as coisas mudaram nesse meio tempo, algumas, muito rápido”, avalia, sobre seu país. E nesta efervescência, neste pensar o Brasil (“e mesmo a língua portuguesa falada no Brasil, com sua contribuição indígena e africana”), Adriana Calcanhotto acabou caindo em si. “Tudo isso é o meu assunto! Então, na verdade, a ‘Mulher do Pau Brasil’, que, no primeiro show, lá atrás, era alguma mulher, um pessoa idealizada, uma personagem, agora me dou conta de que sou eu! Porque sou embaixadora de Coimbra, mas me sinto a mulher do paubrasil. Quando mais eu fico na Europa, mais me sinto a mulher do pau-brasil”, diz ela, que no ano que vem vol-

ta a cruzar o oceano para mais um curso. “Farei, mais uma vez, a ponte Atlântica”, ri, brincando com a ponte aérea Rio-São Paulo. Em tempo, além de “Eu Sou Terrível” (claro) e de “A Mulher do Pau Brasil”, o show traz músicas como “Geleia Geral”, “que também é da primeira versão”. “Vou cantar, ainda, ‘As Caravanas’, do Chico Buarque, ‘Nenhum Futuro’, do João Bosco...”. E sim, tem uma parte solo, de voz e violão. “Na qual canto... o que me der na telha”, gargalha. Antes de se despedir, Adriana Calcanhotto fala sobre sua relação com a capital mineira. “É de sempre: a cumplicidade do público com o meu trabalho, uma sala que adoro, uma das melhores do Brasil... E é tão bacana voltar, e voltar com outras coisas, e saber que o público está ali, me esperando. Então, acho que vai ser bonito”.

>BrasilA Mulher do Pau Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro. Dia 10 (sexta), às 21h. A partir de R$ 80 (inteira, plateia superior)


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MÚSICA Para celebrar os regionalismos Lara Se há algum Alves tempo o mo(*) do de produzir o queijo artesanal do Serro foi considerado Patrimônio Imaterial de Minas Gerais, em junho deste ano foi a vez da viola caipira receber o reconhecimento. “É um momento especial, precisamos festejar a importância da viola na cultura mineira e na cultura brasileira”, diz o violeiro Chico Lobo. A conquista da honraria, aliás, veio a calhar para os projetos de Chico. Em turnê desde o começo do ano com Zé Alexandre e o álbum “Tempo de Paz”, o violeiro e o cantor aportam em Belo Horizonte no próximo dia 10, no Centro Cultural Minas Tênis Clube, para apresentar as novas canções e comemorar junto ao público mineiro o novo título da viola. Inclusive, no setlist os artistas homenageiam o instrumento com novos arranjos para canções conhecidas, como “Bandolins” e

“Trenzinho do Caipira”. PARCERIA INÉDITA Gravado durante uma imersão de uma semana e meia em um estúdio na zona serrana do Rio de Janeiro, o álbum “Tempo de Paz” nasceu de um desejo antigo de Chico e Zé: produzir um trabalho juntos. Há algum tempo os músicos começaram a se corresponder pela internet, a conversa fluiu e, quando perceberam, Zé Alexandre já estava musicando letras enviadas por Chico. “Percebemos que havia uma grande empatia entre nós dois e de canção em canção chegamos ao álbum. Quando compusemos ‘Tempo de Paz’, eu achei tão bonita que enviei imediatamente para minha gravadora, que se apaixonou e comprou a ideia do projeto”, conta Chico. Enquanto Zé Alexandre costuma se enveredar por ritmos brasileiros, Chico opta pelas raízes do que gosta de chamar de “Brasil profundo”. O encontro surge da mis-

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DIOGO FARIA/KUARUP/DIVULGAÇÃO

vência harmônica com o meio ambiente. “Nós nos tornamos porta-vozes de bons sentimentos com esse álbum”, afirma o músico. Além de todas as experimentações oriundas da parceria com Zé Alexandre, Chico Lobo foi desafiado a também assumir os vocais. “Eu me considero um cantador, canto as músicas que eu componho. Estar ao lado de um grande intérprete como o Zé me tira da minha zona de conforto”, explica. Nos próximos meses, Chico e Zé intercalam a turnê “Tempo de Paz” com suas carreiras solo e, no começo do ano que vem, o violeiro lança o álbum “Sagrações”, um mergulho no universo do mineiríssimo Guimarães Rosa.

Harmonia Chico Lobo e Zé Alexandre se correspondiam pela internet; da amizade nasceu “Tempo de Paz”

* Sob supervisão de Marília Mendonça

celânea entre um e outro e pretende valorizar a multiplicidade da cultura brasileira. Dessa forma, os arranjos passeiam por violoncelos, percussão, violão de 12 cordas, vio-

la, bandolim e gaita. “No relacionamento comigo, o Zé aprofundou seu regionalismo. É por isso que a parceria acrescenta tanto. Um se abre para o que o outro tem de me-

lhor”, conta Chico. As canções também trazem à baila as raízes dos artistas e versam sobre a importância da amizade e da reflexão, o valor do amor e a convi-

> Tempo de Paz

Com Chico Lobo e Zé Alexandre. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 35161360). Dia 10 (sexta-feira), às 21h. R$ 30 (inteira).


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MÚSICA Oswaldo, a música e o afeto João H. A infância de Motta O s w a l d o (*) Montenegro foi povoada pelas rodas de seresta ao luar. Com nostalgia, o artista lembra dos episódios da infância em São João del-Rei, onde deu seus primeiros passos na música: os primeiros acordes de violão ensinados pelo mestre Mendes; a experiência comocarregador do contrabaixo de Chico Bagunça; ou mesmo das canções italianas de Francesco Caputto. Ele confessa: “A serenata é 50% da minha obra, está na fundação. É a base do que eu faço e do que sou eu. Foi lá que aprendi a ligar a música ao afeto”. No próximo sábado (11), Oswaldo traz ao Palácio das Artes o show “Serenata”, em que reúne repertório de sua obra para prestar homenagem ao espírito seresteiro e ao clima das noites do interior mineiro. Na lista estão “Bandolins”, “Lua e Flor”, “Travessuras”, “Mel do Sol”, “A Lista”, adianta o músico. O espetáculo traz instrumentais acústicos com Sergio Chiavazzoli no bandolim, Madalena Salles na flauta e Alexandre “Meu Rei” na viola

de 12 cordas. Em formato intimista e cenário composto por lampiões, Oswaldo também promete atender a pedidos do público. O compositor recorda que foram as personagens boêmias da bucólica São João que o inspiraram a se tornar um artista. “Eram figuras muito doces e muito loucas, muito ligadas a esse aspecto mais carinhoso do ser humano”, afirma Oswaldo. Ao lado de Chico Bagunça, ele ainda relembra com bom humor de uma peculiar semana em que saíram tocando em frente a várias casas de uma rua e o parceiro dizia estar atrás de sua noiva. No entanto, a inocência de criança não o permitiu perceber que aquelas eram casas de meretrício. Aos 15 anos, Oswaldo mudou-se com a família para Brasília. Para ele, foi um “choque cultural absoluto”. “Brasília era o avesso de São João del-Rei. São João com suas ruas estreitas e Brasília com aquela ruas imensas, parecendo um autorama. São João remetendo ao passado e Brasília pretendendo apontar o futuro. Em São João não havia solidão, já Brasília a gente sentia a solidão quase estrangular”, explica. Para ele, visitar Belo Horizonte desperta ainda mais

Sáb. 11.ago.

EDUARDO GALENO/DIVULGAÇÃO

Origens Músico de São João del-Rei presta homenagem ao espírito seresteiro

saudade. “Minas é minha terra preferida, eu não me conformo de não morar aí. É sempre alegre e doce (visitar o Estado) mas com uma ponta de melancolia que essas montanhas acabam provocando”, afirma. Na capital, ele desenvolveu inúmeras parcerias com personagens das artes cênicas mineiras, seja na montagem de balés ou de peças teatrais. “Cristal”, de 1982, que contou com as participações de Cássia Eller, Zélia

Duncan e Zé Alexandre, é a menina dos olhos do artista. OSWALDO NA TELA O músico está trabalhando também em um projeto na TV, no Canal Brasil, no qual assina a direção da série “De Sonhos e Segredos”, em que a vida de pessoas comuns é interpretadas por atores em uma sessão de terapia em grupo. A psicóloga, no entanto, é uma profissional real, não conhece os textos

apresentados e precisa lidar com os dilemas de cada um dos participantes. A série está na segunda temporada. Oswaldo Montenegro também caminha para a estreia de seu próximo longametragem, dedicado ao público infantil, intitulado “A Chave do Vale Encantado”. A obra é uma adaptação do livro “O Vale Encantado”, lançado pelo músico em 1995. Na época, foi premiado e indicado pelo MEC para ser ado-

tado nas escolas. O filme terá sua primeira exibição na Mostra Infantil do Festival de Gramado e, em seguida, na Mostra Competitiva do Festival de Vitória. * Sob supervisão de Jessica Almeida

Oswaldo >Montenegro

Espetáculo “Serenata”. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 11, às 21h. A partir de R$ 110 (inteira)

#FICAADICA LEONARDO LARA/DIVULGAÇÃO

CORINGA/DIVULGAÇÃO

Festival apresenta atração 6 Savassi internacional e estreia de disco

Até o dia 12 de agosto, Belo Horizonte volta a ser ocupada pelo tradicional festival de jazz e música instrumental que chega a sua 16ª edição. Os destaques deste fim de semana são o show da estreia do álbum da pianista mineira Luísa Mitre, intitulado “Oferenda” e a apresentação da pianista israelense Shira Ouziel. Onde Conservatório UFMG (Luísa Mitre) e praça Floriano Peixoto (Shira Ouziel). Confira a programação completa em savassifestival.com.br Quando Neste sábado (4), a partir de 18h30 e domingo (5), às 17h30 Quanto R$ 20 (Luísa Mitre, inteira); Shira Ouziel: gratuito MARINA MITRE/DIVULGAÇÃO

Dussek se apresenta no 6 Eduardo Festival Som Clube, na Savassi

Aos 60 anos, o cantor e compositor Eduardo Dussek é o protagonista da terceira semana do Festival Som Clube. Em show gratuito, o carioca (nascido em Copacabana) vai colocar em repasse alguns de seus sucessos, como “Nostradamus”, “Barrados no Baile”, “Doméstica”, “Cabelos Negros”, “Cantando no Banheiro” ou “Rock da Cachorra”, para citar alguns. Onde Palco montando na esquina das ruas Antônio de Albuquerque com Paraíba, na Savassi. Quando Dia 10 (sexta), a partir das 18h30. Quanto Gratuito.

Monobloco estreia Arraiá 6 Grupo em BH com batuqueiros mineiros O Monobloco faz em BH a primeira edição do Arraiá do Monobloco, com a presença de batuqueiros de Minas Gerais. O evento terá decoração temática, quadrilha, barraquinhas com comidas e bebidas tradicionais. Na trilha sonora, temas como “Esperando na Janela”, “Água da Minha Sede”, “Feira de Mangaio”, além do medley já lançado nas plataformas digitais, reunindo “Queimando Lenha”, “Fogaréu” e “Nem se Despediu de Mim”. Onde Samba da Quadra (r. do Mercado, 47, Luxemburgo). Quando Neste sábado (4), às 19h. Quanto R$ 30.


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MÚSICA LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Festival Verbogentileza ocupa praça Floriano Peixoto entre os dias 10 e 12 Tradicional no calendário da cidade, o Verbogentileza leva sua próxima edição para a praça Floriano Peixoto, entre os dias 10 e 12 de agosto. A intensa programação reúne aulas de ioga, discotecagens, oficinas de plantio, fotografia e montagem de brinquedos, além de inúmeras apresentações musicais. O line-up é comandado por Castello Branco, Nath Rodrigues (foto) e a Orquestra Típica de Lhamas. Confira a programação completa em: facebook.com/verbogentileza Onde Praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia) Quando Dia 10 (sexta), das 17h às 22h; dias 11 (sábado) e 12 (domingo), das 10h às 22h Quanto Entrada gratuita

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LUIZA VILLARROEL/DIVULGAÇÃO

sábado (4) EGBERTO 70

Yamandú Costa e Gabriel Grossi participam das homenagens ao compositor carioca. CCB BH (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

IDEA APRESENTA

Pablo Castro convida Bárbara Barcellos para interpretar a obra de Edu Lobo. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 19h. R$ 20

FESTIVAL QUINTAL JAZZ

Evento traz atrações dos diversos estilos que compõem o jazz. Praça de Eventos da Filarmônica Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 12h. R$ 25 + 1 kg

XI BH SOUL BLUES FESTIVAL

Edição especial em homenagem a John Lee Hooker. Com Audergang, Little Trouble, Eduardo Sanna – Harmônica Blues Band e outros. Stonehenge Rock Bar (r. Tupis, 1448, Barro Preto). Às 15h. R$ 20

Santos se apresenta no 6 Lulu “Tarde de Inverno”, no Vale do Sol

domingo (5)

Sucessos que marcaram época e hits que fizeram a cabeça de gerações, como “Apenas Mais Uma de Amor”, “Como Uma Onda” e “Desculpe o Auê”, dão a tônica da turnê “Canta Lulu”, que estreou em abril deste ano e, neste sábado (4), passa pela região metropolitana. O show de Lulu Santos integra a programação do “Tarde de Inverno”, evento organizado pela boate naSala em parceria com o Land Spirit e que reúne apresentações musicais e uma pegada gastronômica para celebrar o frio Onde Chevals (rua Atlas, 464, Vale do Sol, Nova Lima) Quando Neste sábado (4), a partir das 16h Quanto R$ 150 (2° lote).

MENINAS DE SINHÁ

Grupo apresenta o espetáculo “Balaio de Sinhá: Raiz, Agulha, Rosário e Pião”. Memorial Minas Gerais (pça. da Liberdade, 640, Funcionários). Às 11h. Entrada gratuita

terça (7) DUO ASSAD

11ª EDIÇÃO

Duo de violões apresenta repertório variado, de Scarlatti a Tom Jobim. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 60 (inteira)

quinta (9) BERNARDO DO ESPINHAÇO

Lançamento do álbum “Thardi”. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60 Santa Efigênia). Às 21h. R$ 40 (inteira)

DUO FINLANDIA

A dupla traz uma fusão de ritmos latino-americanos e elementos de música eletrônica, dando ênfase no acordeão e no violoncelo. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h. R$ 20 (inteira)

LUIZ ROCHA

Lançamento do EP “Rastro Quente”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

SALVE O COMPOSITOR!

Edição traz o produtor e compositor Jongui no show de 'Eletrico Fio que Teço', título do primeiro álbum solo do artista. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

sexta (10) CONECTO

Banda mineira celebra três anos do encontro do acid jazz com a música brasileira. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo). Às 20h. R$ 20 (antecipado)

IDEA EM PAUTA

Luiz Gabriel Lopes, Luan Nobat e Fase Rosa. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 15 (antecipado)

23 DE AGOSTO DE 2018 20h • MIX GARDEN

R. Projetada, 65 • Jd. Canadá

Apresentação do Corpo de Baile de "O Proação" MESTRES DE CERIMONIA Ricardo Carlini e Nayra Lellis PRODUÇÃO EXECUTIVA Assim Produção de Eventos DIREÇÃO CRIATIVA Alex Moreira STYLIST Alberth Franconaid DESIGNER GRÁFICO Fernando Jorge RELAÇÕES PÚBLICAS Matheus Menezes ASSESSORIA DE IMPRENSA benedita comunicação LINE UP Alex Moreira Alta Costura, Anna Barroso, Apartamento 03, Brooksfield, Choc Color, Lovea Princess, Manoel Bernardes, Pat Bo, Patricia Mo a, Victor Dzenk CASTING Agência Doze, Ford Minas, Live Management BEAUTY Alex Mar!ns, Andrea Alencar, Beleza Eliza Mar!ns, Bruno Cândido, Cláudia Guimarães Beauty, Elias Ferry, Fernando Damasceno, Húbio Júnior, Ivonete Rodrigues, Luiz Bicalho, Theodoro Remigia BUFFETS Coordenação Geral: Buffet Cris!na Misk, Bouquet Garni, Brigadeiro de Colher, Célia Sou o Mayor, Eloi Bistrô, Far Tu o Chocolate Belga, Fo#ssimo ‐ Bolos Caseiros, Fora do Comum, Fusión Du Chocolate, Graciliano, Kinoko, L&O Pa!sserie, Lagrezete, Latelier Du Sucre, Meu Chocolate Gourmet, Morena Clara, Mr. Choco, Pichita Lanna, Rullus, Uai Gourmet.

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ARTES CÊNICAS E assim se passaram 27 anos... A atriz ClauPatrícia dia Ohana Cassese tem plena ciência de que está vivendo uma oportunidade rara em seu ofício: reviver uma personagem de sucesso passados nada menos que 27 anos da primeira experiência. “Isso é uma coisa única”, resume. O papel em questão é praticamente um marco da teledramaturgia tupiniquim: Natasha, a protagonista de “Vamp”, novela de Antonio Calmon que a Rede Globo levou ao ar de julho de 1991 a fevereiro do ano seguinte. Um salto temporal flagra a carioca mais uma vez nas vestes da cantora que vende sua alma ao Conde Vlad (Ney Latorraca) em troca do sucesso – a diferença é que, agora, estamos na seara das artes cênicas. E é em clima de super produção que o musical “Vamp” chega a Belo Horizonte para três sessões: na próxima sexta (10), às 21h, e no sábado (11), às 17h e às 21h. A direção da empreitada ficou a cargo de Jorge Fernando, que, dessa forma, também reassume a tarefa que exerceu na telinha. O espetáculo estreou em setembro do ano passado, em São Paulo. Depois de uma temporada no Rio, iniciou turnê que, a julgar pelo afluxo do público, já pode reivindicar a alcunha de bem sucedida. Em mais de duas horas de musical, os 32 atores/dançarinos vestem nada menos que 350 figurinos para colocar essa história recheada de vampiros e rock’n’roll em repasse. Ao Pampulha, Ney Latorraca reconhece que

Sex. e sáb. 10 e 11.ago.

CAIO GALUCCI/DIVULGAÇÃO

Claudia Ohana (que, vale dizer, vem como atriz pela primeira vez à capital mineira) e Ney Latorraca: revivendo Natasha e o Conde Vlad, de “Vamp”

sim, um certo interesse do público pela transposição da saga de Vlad e Natasha para o palco já era esperado. “A novela foi um grande sucesso na época, teve um Ibope altíssimo, que nem existe mais”, rememora. Mesmo com a expectativa positiva, as partes envolvidas se surpreenderam com o feedback aferido. “Talvez seja devido ao fascínio exercido por esses signos, o vampiro, a capa”, aventa ele, aliás, o único da trupe com o aval para improvisar em cena. “Aliás, há crianças que vão vestidas de vampiros”. Não bastasse, o ator também conta que interage – e muito – com a plateia. “Desço (do palco), mordo as pes-

soas, distribuo dentinhos, tiro fotos, selfies... As pessoas adoram”, comemora. Mesmo porque, ressalva Latorraca, trata-se de um musical no gênero comédia. “Não tem nada de sair (dela) triste, amargurado. O público sai feliz”, afiança. PARA BAIXINHOS E por falar em público, Cláudia Ohana ratifica a fala de Ney, de que as crianças entram no embalo do musical. Meu neto de quatro anos (Arto), por exemplo, adorou”, diz, referindo-se a um dos dois filhos de Dandara Guerra. Mas ela inclui neste rol o público fã de musicais, que, lembra, caíram no gosto dos

brasileiros. “Aliás, a própria novela ‘Vamp’ já era um musical”, diz ela, que, no palco, coloca sua voz a serviço de hits mundiais, como “Simpathy For The Devil”, dos Rolling Stones. Outra música que está presente na montagem é “Thriller”, de Michael Jackson. No que tange ao fato de o musical condensar uma trama que foi exibida meses a fio na telinha, Latorraca situa: “Mas o teatro tem essa capacidade, o poder da síntese, de enxugar. Claro, tem personagens que vão embora. Mas, nesse caso, também houve outros incluídos, como a mãe do vampiro, uma Mandrácula (interpretada por Claudia Netto),

que manda nele. No caso, uma portuguesa, com certeza, e que até dança fado. Foi uma ideia do Jorge Fernando e ficou muito engraçado”, salienta. Sobre uma eventual mudança nos matizes de seu personagem, ele diz apenas: “Estou mais velho”, ri, do alto de seus 74 anos. “44 desses só na Globo, de profissão, são 54”, emenda. Na verdade, a conexão de Ney Latorraca com diferentes públicos se dá também pelo fato de o ator nutrir o que chama de “um lado infantil”. “Eu levo a coisa mais no prazer, no lúdico, e o público percebe isso. Tenho uma alegria real de estar em cena. O palco é o

meu lugar de verdade. Minha função é essa. Nasci para ficar ali”. E, neste caso, ele acrescenta ainda o fato de estar muito bem cercado. “Pela coreografia, pelo maestro, pela direção e pelos bailarinos, que são geniais. Se o espetáculo está marcado para as 21h, às 16h já está todo mundo lá dentro, fazendo aquecimento, testando microfones... É um ritual mesmo, que demonstra muito profissionalismo e, acima de tudo, o respeito ao público”, conclui.

> Vamp, O Musical

Grande Teatro do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dias 10 (sexta), às 21h; e 11 (sábado), às 17h e 21h. A partir de R$ 50 (inteira, plateia 2).

#FICAADICA BETO ROMA/DIVULGAÇÃO

Carramanhos e Dadá Coelho apresentam comédia “Corta!”, onde revisitam 6 Beto histórias vividas em salões de beleza, no teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube No palco, logo que começa o espetáculo “Corta!”, Beto Carramanhos (visagista e apresentador do quadro “Tapa no Visual” do programa “Mais Você”) seleciona uma das mulheres da plateia para cortar seu cabelo ao vivo. Se o público pode ficar espantado com as “tesouradas”, quem dá conta de quebrar o clima é a atriz Dadá Coelho que, em cena, vive a manicure e faz-tudo Celeste. Ela é a brasileira que ganha a vida com os dentes, muito trabalhadora e muito empoderada”, adianta Dadá. A história é simples: Roberto Carlos (Beto Carramanhos) é dono do salão em que Celeste trabalha. O estabelecimento está à beira da falência e uma surpresa pode provocar reviravoltas no possível fechamento do local. “As pessoas ficam muito envolvidas com o espetáculo, nós trocamos muita felicidade com o público que, no fim, nos agradece pelo fato de gargalharem tanto. Isso, pra gente, é a maior recompensa que existe, exatamente essa felicidade que as pessoas sentem ao sair do teatro quando assistem à peça”, conta Beto Carramanhos. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360) Quando Dia 11 (sábado), às 21h Quanto R$ 60 (inteira, antecipado até o dia 10); R$ 80 (inteira, no dia).


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ARTES CÊNICAS Sobre amizade e superação Jessica Miguel FalaAlmeida bella estava sendo preparado por Mirna Rubim – uma das solistas de maior destaque do meio operístico nacional e preparadora vocal das mais requisitadas do país no meio artístico – para algum de seus projetos. Um dia, chegou cedo e pegou a amiga Alessandra Maestrini terminando uma aula e cantando o vocalise à capela que inicia a “Ária dos Sinos”, da ópera “Lakmé”. Ficou absolutamente inconformado de que o público só a conhecesse “fazendo palhaçada na TV” e disse que iria escrever uma peça para aquela voz e a cantora de ópera que “não pode ficar escondida do público”. Assim nasceu “O Som e a Sílaba”, espetáculo que faz curta temporada no Cine Theatro Brasil Vallourec no próximo fim de semana (dias 11 e 12) e que traz também Mirna no palco. A inspiração para o enredo da peça veio das próprias protagonistas. Em 2016, ele viu Alessandra no musical “Yentl em Concerto”, sobre uma menina que

no século XIX se traveste de homem para conseguir estudar. E também assistiu a Mirna na peça “Paradinha Cerebral”, que conta a história de um jovem amante de óperas que vive em uma cadeira de rodas como consequência de uma paralisia cerebral e seu encontro com uma apresentadora de TV. “Pronto! Ele teve a certeza de qual seria o enredo: escreveu para nós duas um espetáculo justamente da relação professor-aluno (“a arte imita a vida”), através de uma trajetória tão cheia de humor quanto de delicadeza e profundidade”, lembra Alessandra. Em “O Som e a Sílaba” ela interpreta a jovem e talentosa Sarah, que apresenta a síndrome de Asperger, que faz parte do espectro do autismo. Órfã e vivendo com o irmão casado, sente-se sem lugar na vida e acaba encontrando o alento que precisava na música e na relação com sua professora, Leonor, interpretada por Mirna. A questão do autismo também era algo com que o dramaturgo se via envolvido à época da escrita do texto. Para criá-lo, aliás, se aprofundou de forma incansável no tema.

Sáb. e dom. 11 e 12.ago.

PEDRO JARDIM DE MATTOS/DIVULGAÇÃO

Canto lírico Em ‘O Som e a Sílaba’, Alessandra Maestrini mostra outra faceta artística

Alessandra, por sua vez, quis honrar sua dedicação e também mergulhou nos estudos. Seu maior aprendizado, no entanto, veio da convivência com Julia Balducci, cineasta portadora da síndrome de Asperger, como sua personagem. “Eu sou essencialmente cinestésica. O que significa que meu aprendizado pela empatia é muito superior ao visual, mental, teórico ou mesmo auditivo. Conhecer, conversar e, assim, poder sentir a Julia de perto, me fez final-

mente sacar mais do mundo interior de minha personagem: seus anseios, medos, desejos, charmes... e como transparecer tudo isso para o público leigo ou ‘neurotípico’”, relata. A recompensa tem sido à altura do grau de envolvimento com a questão e com frequência Alessandra ouve frases como “Eu vi meu filho em você”, “Minha filha se reconheceu em você assim que entrou”, “Quantas vezes eu, como terapeuta (ou parente),

me reconheci nas situações pelas quais já passei” e até “Eu agora entendo muito melhor o meu sobrinho”. OUTROS PROJETOS Alessandra conciliou recentemente uma temporada do espetáculo com a participação no quadro “Show dos Famosos”, do “Domingão do Faustão”. Seu maior desafio para conseguir foi conseguir “virar a chave” do canto lírico para o pop, o heavy metal e o gospel, alguns dos gêneros

que interpretou. O esforço, porém, valeu a pena. “Aprendi muito e descobri muitas facetas minhas que não conhecia através dos artistas homenageados. O ‘Show dos Famosos’ fez com que eu finalmente começasse a estudar dança. Por enquanto, só um pouquinho, até pela falta de tempo. Mas sei que, como boa taurina, seguirei estudando e, cada vez com mais afinco. Isto vai tornar a abrangência do meu leque como artista performática muito maior”. Por falar tem TV, ela retorna à telinha no ano que vem num seriado de humor na Globo. Também fará uma participação numa série da Netflix, ambos previstos para 2018. E em novembro, estreia novo show musical. “Nele, quero explorar mais o meu lado autoral, o repertório brasileiro e quero também exercer mais dessa brincadeira acrobata que aprendi no Show dos Famosos. Me aguardem...”.

> O Som e a Sílaba

Com Alessandra Maestrini e Mirna Rubim. Texto e direção: Miguel Falabella Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 11 (sábado), às 21h; e 12 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira)

Kiev volta a BH com duas peças Desta vez, dez cidades brasileiras terão oportunidade de assistir a um baluarte do balé clássico em uma homenagem pra lá de especial. Diretamente da Ucrânia, o Ballet da Ópera Nacional da Ucrânia, ou Ballet Kiev, aporta no país com duas peças de seu repertório clássico no formato suíte, que prestam reverência ao compositor austríaco Ludwig Minkus (1826–1917), autor da música que embala “Dom Quixote” e “Paquita” (esta, em parceria com Édouard Deldevez), as montagens em questão. E a capital mineira mais uma vez é contemplada. Após a homenagem a Tchaikovsky, no final de agosto do ano passado, a companhia volta a ocupar o palco do Grande Teatro do Palácio das Artes na próxima quinta-feira (9). Ruslan Bentsianov, tour manager da companhia, salienta que os componentes têm um carinho especial pelo Brasil. “Aí, as reações são sempre es-

pontâneas e calorosas. Na Europa e na Ásia, por exemplo, as pessoas são mais contidas. Claro, demonstram sua apreciação também, mas de forma mais distante – creio que deve ser influência do clima”, aventa. O diretor também ressalta o fato de os ucranianos serem atavicamente seres mais passionais. “Isso cria um vínculo com os brasileiros – com os latinos, em geral, que são mais efusivos”.

Cena de “Paquita”, uma das peças que serão mostradas em BH: trata-se de um balé pantomima, ou seja, no qual bailarinos se manifestam mediante a mímica, gestos e expressões

Qui. 9.ago.

De acordo com Ruslan, em todas as apresentações por aqui, o grupo se sente tocado pelos aplausos e demonstrações de carinho angariados. No entanto, ele aponta uma apresentação em particular que calou fundo o grupo. “Foi em Sobral, no Ceará, no ano passado. Uma apresentação ao ar livre, de graça. Nos marcou muito, pois pudemos ver muita gente – inclusive muitas

crianças – que claramente nunca haviam assistido a uma apresentação de balé clássico. E isso é a síntese de nossa missão: emocionar as pessoas com a nossa arte”, reforça. MUNDO AFORA O Kiev Ballet tem como sede e origem o Teatro de Ópera da Ucrânia, inaugurado em 1867. De início, era um grupo de bailarinos que se apresentava em mostras

de danças folclóricas e balés das óperas locais. A partir de 1950, começa a ocupar palcos consagrados da Europa. Após a independência da Ucrânia, em 1990, o Kiev passou a estender suas tours à América do Norte e à Ásia. Durante as viagens mundo afora, conta Ruslan, há, sim, momentos em que os integrantes têm intervalos que possibilitam travar contato com a cultura dos países visitados. “Há dias de fol-

KATERYNA KOZACHENKO/DIVULGAÇÃO

ga e, sempre que podemos, tentamos visitar os pontos turísticos e experimentar a culinária local. Na verdade, às vezes até pedimos para que ela seja incluída no catering”, diz o manager, referindo-se ao planejamento de alimentação da trupe durante as viagens pelo exterior. Em relação aos números da atual turnê, ele conta que são 32 bailarinos, além de um técnico de luz e outro de som, diretor artístico, produtor e gerente da turnê. “Montamos a logística tentando ter o cuidado de deixar tempo para os bailarinos se recuperarem entre as viagens, pois são atletas da arte e dependem do corpo. Precisam de tempo de recuperação para boas performances”. (Patrícia Cassese)

Ballet Tour >BrazilKiev2018 – Dom Quixote e Paquita

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Dia 9 (quinta), às 21h. A partir de R$ 100 (inteira, plateia superior). Há pacotes promocionais para aquisição de mais ingressos.


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ARTES CÊNICAS O circo ganha o protagonismo Patricia Tendo, em Cassese s e u b o j o , uma homenagem aos 20 anos da companhia paulistana LaMínima e, claro, a um de seus fundadores (junto a Fernando Sampaio), o saudoso ator Domingos Montagner (1962-2016), o Festival Mundial de Circo chega à sua 18ª edição com uma série de novidades – entre elas, o fato de a programação ter sido desdobrada, com uma espécie de suíte em outubro. Nesta, digamos assim, primeira parte, que se inicia na próxima quinta-feira (9), com sequência até o dia 18, espetáculos nacionais e internacionais darão o ar da graça – dois deles, do LaMínima. “Montagner foi um grande parceiro na história do evento, e o grupo volta agora com duas montagens. A primeira, ‘A La Carte’, de 2001, veio a Belo Horizonte na primeira edição do festival. Já o outro, “Pagliacci” (baseado na ópera de Leoncavallo), é mais recente. Com direção de Chico Pelúcio, a montagem já foi pensada como parte das comemorações dos 20 anos do LaMínima”, conta Juliana Sevaybricker, idealizadora do festival. A LaMínima também se-

teatro adulto A PESTE

Dir. Vera Holtz e Guilherme Leme. Com Pedro Osório Inspirada no livro de Albert Camus, é a história de um médico isolado em uma cidade, devido a uma doença contagiosa. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 27/8.

CALOR NA BACURINHA

Dir. Mariana Viana. Com Coletivo Bacurinhas Um levante de diversas vozes e modos de ser mulher que re-existem diante da cultura patriarcal. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (4) e dom. (5), às 20h. R$ 30 (inteira).

COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO

Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass Narrando fatos típicos em ambientes de festas, o ator ensina alguns truques para que a plateia não passe por situações desagradáveis em recepções com pouca comida. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (4), às 21h; dom. (5), às 19h. R$ 40 (inteira).

CONTRAÇÕES

Dir. Grace Passô. Com Débora Falabella e Yara de Novaes A gerente de uma grande corporação convoca sua funcionária para ler em voz alta uma cláusula que proíbe os funcionários de manter qualquer relação com outro empregado da empresa. Para manter seu emprego, a funcionária se rende e

rá reverenciada com a exibição do filme “Pagliacci”, dirigido por Chico Gomes, Julio Hey, Luiza Villaça e Pedro Moscalcoff. “O filme trata da arte do palhaço, da questão do rir de si mesmo”, explica Juliana. A abertura do evento, por sua vez, foi delegada ao espetáculo “Concerto Pour Deux Clowns”, da companhia francesa Les Rois Vagabonds, formada por Julia Moa Caprez e Igor Sellem. “É um espetáculo surpreendente na sua dramaturgia, além de ter uma delicadeza, uma destreza! Na edição passada, havia inclusive o desejo de integrá-lo à grade, já que a montagem chegou a ir a São Paulo, além de ter circulado com sucesso pela América Latina. Não conseguimos por falta de verba, mas é maravilhoso, imperdível”, assegura ela, frisando que é o único espetáculo que terá três sessões. No escaninho dos espetáculos de rua, o evento acolhe “A Sanfonástica Mulher Lona”, da Bahia e “OTETO”, do coletivo mineiro Na Esquina em co-produção com a França – esse último, desenvolvido em torno da palavra “saudade”. “A nossa preocupação é, a cada edição, tentar sempre dar um panorama da diversidade da linguagem do circo. Apesar de ser uma pro-

danifica sua vida privada. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (4), às 21h. R$ 60 (inteira).

HAMLET E EU

Dir. Humberto Câmara. Com Humberto Câmara O personagem principal pode ser visto como um espelho d'água onde contemplamos nosso próprio reflexo. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 12/8.

NUNCA FUI SANTA

Dir. Anderson Malta Com Cia. Santinhas do Pau Oco Madre Terezinha, uma freira louca e atrapalhada, ensina assuntos picantes durante uma aula de catecismo. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (4), às 20h; dom. (5), às 19h. R$ 40 (inteira).

abertura 9.ago.

P-RAPPENEAU/DIVULGAÇÃO

A produção francesa “Concerto Pour Deux Clowns”, da Les Rois Vagabonds, é a atração da abertura do evento, com direito a mais duas sessões na grade

PAULO BARBUTO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

A LaMínima chega ao evento com duas montagens de épocas distintas, homenageando o saudoso Domingos Montagner

des aventuras. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Neste sáb. (4) e dom. (5), às 15h, às 17h e às 19h. R$ 60 (inteira).

dança CON(FLUÊNCIAS)

Dir. Marize Dinis e Patrícia Werneck Com Marize Dinis e Patrícia Werneck O território vibra o encontro entre artistas que utilizam a linguagem da improvisação para compor e criar uma poética do instante. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-

18º Festival >Mundial de Circo

Abertura no dia 9 (quinta), às 21h, no Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto). Apresentações em locais fechados, R$ 20 (inteira). Espetáculos de rua serão gratuitos. O evento segue até o dia 18. Programação no site festivalmundialdecirco.com.br

7827). Qui. (9), às 19h. Entrada gratuita.

IALANGUE: CARTA À MÃE

Dir. Morena Nascimento Com Cia. de Dança Palácio das Artes Montagem colaborativa propõe um olhar para o feminino como tema central da criação, para as inquietações femininas sobre as relações. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (4), às 20h; dom. (5), às 19h. R$ 20 (inteira).

musical

MANOLETRA

Dir. Humberto Câmara Com Bremmer Guimarães, Jorge Rios e Ricardo Catizane O pai de um menino não acorda há dois dias, desde que os aviões do planeta vizinho começaram a atacar com jatos de fumaça para roubar letras e palavreados. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira). Até 12/8.

PAIXÃO DE BRUTUS

Dir. Norberto Presta Com Pedro Sá Moraes Solo de teatro-canção propõe uma releitura contemporânea do Julius Caesar de Shakespeare. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, MARCIO CANEDO/DIVULGAÇÃO

Horto, 3481-5580).Neste sáb. (4) e dom. (5), às 19h. R$ 30 (inteira).

VAMP, O MUSICAL (Leia mais na página 19)

cia mário nascimento 20 anos TERRITÓRIO NU

Dir. Mário Nascimento Com Dalton Walisson, Eliatrice Gischewski, Fabio Costa A forma com que os indivíduos controlam um determinado espaçoterritório. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (4), às 20h. R$ 20 (inteira).

DANÇA DE BRINQUEDO

Dir. Rosa Antuña Com Dalton Wallison, Eliatrice Gichewski, Fábio Costa Brinquedos constroem relações, enfrentam desafios e vivem momentos poéticos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste dom. (5), às 16h. R$ 20 (inteira). 18° festival mundial de circo

O LOUCO E A CAMISA

Dir. Elias Andreato Com Priscilla Squeff, Guilherme Gorski e Ricardo Dantas Uma família distorcida e marcada pela convivência hipócrita para esconder a existência de um filho "louco". Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (4), às 21h; dom. (5), às 19h. R$ 60 (plateia 1, inteira), R$ 50 (plateia 2, inteira).

18° Festival de circo POUR DEUX CLOWNS

teatro infantil PATRULHA CANINA

Dir. Cristiano Duarte Com Bárbara Martins, Cleide Matias, Davds Lacerda Um grupo de filhotes liderados por um menino de 10 anos se reúnem para viver gran-

gramação relativamente curta, com nove atrações, entendo que o festival traz essa representatividade – tanto do panorama nacional quanto de possibilidades de linguagens. E também nos preocupamos em atender a públicos diversos, com montagens tanto para adultos quanto para famílias”, frisa ela. Por último, mas não menos importante, Juliana também destaca a inserção do evento na iniciativa Circo Futuro, plataforma de apoio à criação artística, construída colaborativamente por uma rede internacional de operadores, produtores, centros culturais, teatros, escolas de circo, festivais e/ou coletivos de artistas da América do Sul. “A rede foi criada no final do ano passado e tenta abarcar da pesquisa à circulação do espetáculo. É uma iniciativa super importante”, garante. O modelo é inspirado no Jeunes Talents Cirque Europe, atualmente CircusNext, rede com 18 parceiros de 12 países europeus.

Companhia de Dança Palácio das Artes estreia o espetáculo “lalangue: carta à mãe”

Dir. Les Rois Vagabonds Com Julia Moa Caprez e Igor Sellem Palhaços contemporâneos interpretam obras de Vivaldi, Strauss e Bach. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. (9) e sex. (10), às 21h; sáb. (11), às 19h. R$ 20 (inteira).


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LITERATURA Uma história criada em família Jessica Contar históAlmeida rias “inventadas” é um hábito que a maioria das pessoas cultiva e exercita quando criança. E, mesmo sendo corriqueiro na infância, é um costume que muitos de nós abandonamos à medida que a vida passa, seja para deixar claro que já somos grandes, na adolescência, ou por causa do excesso de compromissos da vida adulta. Não foi, porém, o que aconteceu com a jornalista e escritora Ana Paula Pedrosa, que lança seu primeiro livro neste sábado (4), o infantil “O Gênio Preguiçoso” (Páginas Editora). Mesmo depois de crescer, ela continuou criando histórias. Misturando suas ideias aos desenhos da irmã, Renata Pedrosa, que é professora de artes, criavam os mais diversos tipos de “planos infalíveis”. E a prática só se intensificou após o nascimento de Beatriz, 10, e Helena, 3, filhas de Ana Paula. “Eu sempre as criei rodeadas de livros para estimular o hábito da leitura, mas inevitavelmente começamos a criar nossas próprias histórias. Por exemplo, uma vez, quando elas não queriam dormir, começamos a falar so-

bre como foi o dia em que o sono fugiu”, conta. Da mesma forma espontânea nasceu a história de um gênio da lâmpada chamado Ronilson, que é desafiado por uma criança a realizar o desejo de ter uma vida cheia de aventuras. Acontece que ele não sabe como realizar um desejo tão complexo, uma vez que está acostumado a pedidos “batidos” como chocolates ou notas boas. Assim, o gênio acaba descobrindo o poder da imaginação e aprendendo quantas aventuras cabem dentro de um livro. A obra é um incentivo à leitura e deixa uma lição: é muito simples viver uma vida emocionante. O nome Ronilson do protagonista e a participação de dinossauros na trama são traços de coautoria das meninas no processo. A “prova de fogo” aconteceu quando Ana contou a fábula para amigas de Beatriz e depois para outras crianças. Da boa recepção com esses públicos, nasceu a vontade de fazer um registro. A princípio, seria uma coisa só da família, para guardar para as meninas verem quando crescerem. Então Renata, que é madrinha das duas, entrou em cena. A tia foi responsável por fazer as ilustrações. Despre-

Sáb. 4.ago.

FOTOS ARQUIVO PESSOAL

tensiosamente, no entanto, Ana um dia comentou com uma amiga, dona de editora, que tinha esse “projeto familiar” e acabou despertando seu interesse. INSPIRAÇÃO Um outro propósito para o livro é que ele possa inspirar outras família a criarem suas próprias histórias. “Esse exercício é muito legal, seja quando inventamos coisas baseadas nas nossas experiências ou em questões mais gerais. Proporciona o aumento da nossa proximidade, a criação de uma identidade entre nós. E agora, com o livro, é uma alegria a mais. Até a pequenininha, que tem só 3 anos, está superempolgada. Outro dia, perguntou: ‘todo mundo vai conhecer o gênio?’”, diz. O lançamento não podia

Ana Paula escreveu e Renata ilustrou a história criada junto com suas filhas/sobrinhas

ser num local mais adequado – aliás, é um ambiente familiar a Ana e suas filhas –, a Biblioteca Estadual Luiz de Bessa. “Nós frequentamos tanto para pegar livros quanto para elas usarem a brinquedoteca. As duas têm carteirinha, e a menorzinha, que acha o maior barato”, afirma. Durante toda a manhã, o livro estará disponível para venda – a R$ 32 – e será

autografado. Haverá também um contador de histórias e decoração, tudo com o intuito de proporcionar uma experiência prazerosa para as crianças. “Tudo foi feito com o intuito de divertir quem for até lá, independente de comprar o livro ou não. Dá para aproveitar e dar uma esticada pra brinquedoteca. É um espaço muito legal na cidade que muitas pessoas não

conhecem. Nosso intuito é proporcionar uma manhã gostosa e aproximar os visitantes não só do nosso livro, mas de todo esse universo”, conclui.

Lançamento >do livro ‘O Gênio Preguiçoso’

De Ana Paula Pedrosa Biblioteca Estadual Luiz de Bessa (praça da Liberdade, 21, Funcionários). Neste sábado (4), das 9h ao meio-dia. Entrada gratuita.

PÁGINAS/DIVULGAÇÃO

Bruno Santiago lança “Pai Tem Que Fazer Tudo” O sonho da paternidade foi concretizado. Mas veio a vontade de lutar por uma divisão igualitária, entre pai e mãe, das tarefas do lar e da criação dos filhos. Esse é o bojo da história do publicitário e blogueiro Bruno Santiago, que lança seu primeiro livro, “Pai Tem Que Fazer de Tudo” (Páginas Editora). O evento terá participação da cantora Christiana Lobo, com o pocket show “Escolher – Música Infantil Que Encanta”. Onde Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, L3.). Quando Neste domingo (5), das 10h às 13h. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 30.

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Brito lança romance-ensaio 6 Leila “Bendita Mulher Maldita” A escritora e poeta Leila Brito lança o livro “Bendita Mulher Maldita”, no qual tenta analisar o confronto entre igreja, patriarcado e o amor eros. Mergulhando no feminismo, ela entrelaça o mito de Eva a um histórico do movimento, de seu marco, com a Declaração dos Direitos da Mulher, à Quarta Onda, demarcada pela greve internacional das mulheres. Haverá pocket show de Sofia Cupertino e do violinista Leopoldo Rezende. Onde Associação Suricato (rua Souza Bastos, 175, Floresta). Quando Neste domingo (5), das 17h às 22h. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 50.


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ARTES VISUAIS Símbolo da religião e da arte jo nome de batismo é Giovanni di Pietro di Bernardone, abriu mão de uma vida confortável para defender a dignidade do voto de pobreza. Esse gesto foi considerado extremamente radical, inclusive por frades contemporâneos dele. NÚCLEOS “São Francisco na Arte de Mestres Italianos” está organizada em três núcleos. O primeiro, constituído de quatro obras, centrase no retrato do santo, destacando sua simplicidade. O segundo reúne 12 telas que ressaltam a estigmatização de São Francisco – fenômeno descrito como a inscrição das mesmas cinco chagas de Jesus, depois de sua crucificação, no corpo do italiano. “A parte mais importante das obras que vieram para Belo Horizonte tratam desse tema. São Francisco foi o primeiro santo a receber esses sinais, que apareceram dois anos antes de ele morrer”, afirma Papetti. Ainda no segundo núcleo, figura “San Francesco Riceve Le Stimmate” (São Francisco Recebe os Estigmas, em tradução livre), de Tiziano Vecellio. Com 3 metros de altura, é a maior peça da mostra. Pepetti sublinha que esse, entre outros quadros do mais célebre dos mestres na exposição, demonstra como os artistas italianos do período barroco e renascentista aplicaram uma perspectiva moderna ao pintar são Francisco. “Isso aparece com bastante frequência, especialmente nas obras de Tizia-

PINACOTECA CIVICA / DIVULGACAO

Entre os santos católicos, são Francisco é um dos mais populares no mundo. Sua trajetória é conhecida até por não religiosos, especialmente após ele ter se tornado um símbolo de pacifismo, humildade e respeito à natureza. Mesmo em lugares de população não majoritariamente católica, ele é frequentemente lembrado. “Em qualquer país que você vá, seja no Japão ou na África do Sul, você vai encontrar igrejas locais que prestam alguma homenagem a são Francisco”, comenta o historiador e professor italiano Stefano Papetti. A onipresença do santo também se deve à difusão de sua imagem por meio do trabalho de renomados artistas, entre eles Tiziano Vicellio, Guido Reni e Guercino, que fixaram uma valiosa iconografia. Ao longo do tempo, essa transcendeu o cunho religioso, e passou a ser respeitada como uma das principais expressões da arte italiana. São exemplos as obrasprimas que poderão ser conferidas na mostra “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que será aberta ao público na próxima quarta-feira, dia 8, na Casa Fiat de Cultura. Inédita no Brasil, a exposição reúne 20 trabalhos produzidos entre os séculos XV e XVII. O acervo apresentado na capital mineira é parte de uma mostra promovida em 2016 em Ascoli Pisceno, na Itália. Mas, na Casa Fiat, também poderão ser apreciadas peças que não foram reunidas no projeto anterior, como o quadro “St. Francis Contemplating a Skull” (São Francisco contemplando uma caveira, em tradução livre), de Ludovico Cardi. A obra pertence à coleção privada do ator ítalo-americano Federico Castelluccio e veio de Nova York. De acordo com Pappeti, que divide a curadoria com o especialista em história da arte Giovanni Morello, as pinturas são inspiradas em momentos diversos da vida de São Francisco. Filho do bemsucedido comerciante italiano Pietro di Bernadone dei Moriconi e de Pica Bourlemont, o santo, cuCarlos Andrei Siquara

no, porque ele não desenha sobre a tela e pinta diretamente sobre ela. Então, o resultado é um pintura, de certa forma, impressionista”, comenta o curador. O terceiro e último núcleo, composto de quatro telas, demonstra como a imagem de são Francisco passa a integrar a iconografia da Virgem Maria com o Menino Jesus, além da cruz de Cristo e de outros santos franciscanos. Isso aponta para a consolidação do lugar central do italiano entre as principais referências do catolicismo. Construída a partir do acervo de 15 museus de sete cidades italianas, a mostra é, portanto, uma oportunidade rara para apreciar todo esse conjunto. “Ver essas peças reunidas não é comum nem mesmo na Itália. Além de algumas pertencerem a coleções privadas ou ao acervo de igrejas ou museus, elas estão espalhadas por Milão, Roma, entre outras cidades”, completa o curador. Depois de Belo Horizonte, "São Francisco na Arte de Mestres Italianos" segue para o Rio de Janeiro, onde poderá ser vista no Museu Nacional de Belas Artes.

na >ArteSãode Francisco Mestres Italianos Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade, 10, Funcionários). De 8 a 21/10; de terça a sexta, das 10h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 18h. Entrada gratuita. MUSEO DI ROMA/DIVULGACAO

Obra de Guido Reni também refere-se à estigmatização do santo italiano

Pintura de Tiziano retrata estigmas de São Francisco

Pintura de Cola dell’Amatrice aproxima São Francisco da imagem de Jesus e da Virgem Maria

PINACOTECA CIVICA/DIVULGAÇÃO


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CINEMA FestCurtas debate cinema negro JOÃO SALAVIZA, RENÉE NADER, KARÕ FILMES/DIVULGAÇÃO

Lara Afetar e ser Alves afetado. Es(*) sa é uma das premissas que norteiam todas as edições do Festival Internacional de Curtas de Belo Horizonte (FestCurtasBH), pensado e organizado desde 1994. É a potência de cada curta o que determina as sessões e o eixo curatorial, sempre atualizados pela necessidade de manter um diálogo com o que está sendo exibido e com aquilo que é discutido na sociedade. O FestCurtasBH é, portanto, um festival de urgências e em tempos como os atuais, em que muito se discute o cinema negro no Brasil, a temática da 20ª edição não poderia ser outra. A partir da próxima sexta (10), o Cine Humberto Mauro e a Sala Juvenal Dias, recebem 138 filmes, de 70 países e 12 Estados brasileiros, distribuídos ao longo de mais de 65 sessões que privilegiam o cinema negro e sua história. Às voltas com o FestCurtasBH desde 2008, a curadora Ana Siqueira sentia há algum tempo a necessidade de colocar em pauta discussões sobre a negritude e o cinema. “Nos últimos anos do festival, temos percebido um aumento grande na produção do cinema negro no

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 4 (sábado) e 5 (domingo)

pré-estreia VIDAS À DERIVA (Adrift, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Baltasar Kormákur. Com Shailene Woodley, Jeffrey Thomas, Sam Claflin. Tami Oldham e Richard Sharp velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro. Cidade 5: 21h10 (*) Contagem 8: 21h (*) Pampulha 4: 21h25 (*) Pátio Savassi 1: 19h10 (*) Sessões dubladas

estreias ANA E VITÓRIA (Brasil, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Ana Caetano, Vitória Falcão, Victor Lamoglia. Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla. As duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando encontrar quem elas realmente são. Belas 2: 14h, 16h30, 19h, 21h40

Brasil. Tem mais filmes sendo produzidos por negros, mas ainda precisamos pensar a história do cinema de curta-metragem negro. Por que ela não é contada quando se fala da história do cinema brasileiro?”, indaga. Com o intuito de propor essa reflexão nasceram três mostras especiais. A primeira, “Cinema negro: capítulos de uma história fragmentada”, tem curadoria do crítico e pesquisador Heitor Augusto e está dividida em cinco programas – Família, Genocídio, Raízes, Diáspora e Corpo. São 25 curtas produzidos entre 1973 e 2018 organizados com o objetivo de traçar uma “árvore genealógica do cinema negro” no país. A segunda mostra passeia pela obra da jovem cineasta ganesa-americana Akosua Adoma Owusu e apresenta nove filmes da artista, que aborda questões relacionadas à cultura negra, ao feminismo e à imigração. A terceira é um tributo a Safi Faye, uma diretora e etnóloga senegalesa que foi a primeira realizadora negra africana a dirigir e lançar filmes comercialmente. “Em diálogo com a temática, optamos por essas duas cineastas. É um pequeno recorte do cinema afro-americano, que visualiza como ele está sendo trabalhado por essas duas cineastas”, explica Ana. Além das especiais, o Fest-

BH Shopping 7: 13h20, 16h10, 18h50, 21h40 Boulevard 4: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Cidade 8: 12h, 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Cidade 8: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Del Rey 4: 13h40, 16h10, 18h20, 20h30 Del Rey 4: 13h40, 16h10, 18h20, 20h30, 22h40 Minas 6: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Pátio Savassi 8: 16h20, 19h20, 22h10 Shopping Estação BH 1: 13h30, 16h, 18h45, 21h30 Via Shopping 1: 13h40, 16h10, 18h30, 20h50

MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO! (Mamma Mia! Here We Go Again, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Ol Parker. Com Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep. Um ano após a morte de Donna, sua filha Sophie está prestes a reinaugurar o hotel da mãe. Ela convida seus três "pais" e as amigas da mãe Rosie e Tanya, e o reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna no final dos anos 70. BH Shopping 4: 13h40(*), 16h30, 19h10, 21h50 Big Shopping 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 1: 14h, 16h20, 18h40, 20h50 Cidade 6: 11h50(*), 14h10(*), 16h25(*), 18h40(*), 21h Cidade 6: 14h10(*), 16h25(*), 18h40(*), 21h Contagem 2: 16h25(*), 18h40(*), 21h Del Rey 1: 14h, 16h10, 18h30, 21h Del Rey 1: 14h, 16h10, 18h30, 21h, 23h10 Diamond 1: 13h40, 16h20, 19h, 21h40 Diamond 3: 19h30 e 22h05 Itaú Power 1: 14h10(*), 16h25, 18h40(*), 21h10(*) Minas 2: 16h20(*), 18h40(*), 21h Monte Carmo 1: 14h10(*), 16h25,

CurtasBH também secciona os curtas nas mostras Competitivas Minas, Brasileira e Internacional, mostras Juventudes, Animação e Infantil e nas mostras paralelas (“Atravessamentos – memória da matéria, acessos alterados”, “Extravasamentos – torções do artifício, maneiras de saltar” e “Mulher – Corpo Político”).

Russa Curta de João Salaviza e Ricardo Alves Jr. será apresentado na sessão “Atravessamentos: memória da matéria, acessos alterados” BESOURO FILMES E CENA EXPANDIDAS/DIVULGAÇÃO

OBIBINI PICTURES/DIVULGAÇÃO

ALÉM DAS EXIBIÇÕES O público também poderá participar de oficinas e seminários gratuitos, além de conferir a programação nas “Cabines de Exibição”, espaços individuais instalados na antiga livraria do Palácio onde todos os filmes exibidos no festival estarão disponíveis. Para celebrar a 20ª edição, a abertura conta com uma sessão de filmes no Cine Humberto Mauro e o show musical do Bala da Palavra, no Jardim Interno do Palácio. Além disso, entre o filme e o show, haverá discotecagem. * Sob supervisão de Jessica Almeida

20° >FestCurtasBH “Kwaku Ananse” de Akosua Adoma Owusu compõe a mostra da ganesa-americana

“Um Corpo Feminino”, de Thais Fernandes, será exibido na sessão Mulher Corpo Político

18h40(*), 21h10 Pampulha 3: 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (*) Paragem 1: 14h15, 16h45, 19h, 21h15 Partage Shopping Betim 3: 12h50, 15h40, 18h20, 21h10 (*) Pátio Savassi 3: 22h Pátio Savassi 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h10 Ponteio 3: 13h30, 18h40 Ponteio Premier: 16h10, 21h15 Shopping Estação 6: 13h45(*), 16h45(*), 19h40, 22h15(*) Shopping Norte 5: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 5: 13h40(*), 16h(*), 18h20(*), 20h30 (*) Sessões dubladas

Ponteio 2: 13h30, 21h10

O NOME DA MORTE

ALGUMA COISA ASSIM

(Brasil, 2018, 1h38, 16 anos) Dir. Henrique Goldman. Com Marco Pigossi, André Mattos, Fabíula Nascimento. Júlio Santana é um pai de família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada: ele é um assassino profissional responsável por 492 mortes. BH Shopping 10: 15h40, 18h10, 20h30 Cidade 1: 15h10, 17h10, 21h10 Del Rey 7: 15h10, 17h10, 21h Del Rey 7: 15h10, 17h10, 21h, 23h Pátio Savassi 2: 18h50, 21h20 Shopping Estação 2: 22h Shopping Estação 5: 21h15

A OUTRA HISTÓRIA DO MUNDO (Otra Historia del Mundo, Uruguai, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Guillermo Casanova. Com César Troncoso, Natalia Mikeliunas, Roberto Suárez. Em um vilarejo, Milo e Esnal são dois amigos inconformados e criativos que resolvem se rebelar contra as regras rígidas instauradas pelo novo coronel local sequestrando seu bem mais precioso: uma coleção de anões de jardim.

em cartaz 50 SÃO OS NOVOS 30 (Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está muito velha para seu emprego e o marido a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel, que também vive situação parecida. Ponteio 4: 16h40 (Brasil, 2018, 1h20, 16 anos) Dir. Esmir Filho, Mariana Bastos. Com André Antunes, Caroline Abras, Clemens Schick. Aos 17 anos, Mari ajudou o melhor amigo Caio a sair do armário, mas se descobriu apaixonada por ele. Mais de dez anos depois, os dois se reencontram em Berlim, e os sentimentos não-ditos voltam à tona. Belas 3: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 19h50

ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE (Skyscraper, EUA, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Chin Han, Neve Campbell. Will Ford, assessor de segurança do arranha-céu Pérola, é acusado de ter colocado o edifício mais alto do mundo em chamas e inicia uma jornada para limpar seu nome e salvar sua família, presa dentro do prédio. Cidade 7: 13h20 (sessão dublada)

UMA CASA À BEIRA-MAR (La Villa, França, 2018, 1h47, 12 anos)

Dir. Robert Guédiguian. Com Ariane Ascaride, Gérard Meylan, Jean-Pierre Darroussin. Três irmãos se reúnem ao redor do leito de morte de seu pai e agora precisam pensar no que será do pequeno paraíso que ele construiu, em torno de um restaurante à beira-mar. Belas 3: 14h Ponteio 4: 14h30

EGON SCHIELE - MORTE E DONZELA (Egon Schiele, Áustria/ Luxemburgo, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Dieter Berner. Com Noah Saavedra, Maresi Riegner, Valerie Pachner. Egon Schiele é um dos artistas mais provocativos de Viena no início do século XX. Sua vida e obra são impulsionados pelas mulheres que o cercam, mas com seu estilo radical, Egon causa um escândalo na sociedade local. Ponteio 2: 17h15

A FESTA (The Party, Reino Unido, 2018, 1h11, 14 anos) Dir. Sally Potter. Com Kristin Scott Thomas, Patricia Clarkson, Timothy Spall. Janet é uma política que convida os amigos do partido para comemorar a sua escolha para o cargo de Ministra da Saúde britânica. Uma surpresa revelada pelo seu marido, porém, vai transformar completamente o evento. Ponteio 2: 15h40, 19h30

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida com suas responsabilidades como o Homem-Formiga, ele é confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). De 10 a 19 de agosto. Entrada gratuita (mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão). Confira a programação completa em: festivaldecurtasbh.com.br

com uma nova missão urgente. Boulevard 3: 21h15 Boulevard 5: 13h Big Shopping 4: 20h40 (*) Cidade 5: 18h50 (*) Contagem 3: 16h40, 19h e 21h20 (*) Del Rey 5: 21h Del Rey 6: 18h30 Itaú Power 4: 14h15 e 18h55 (*) Minas 5: 16h40 e 21h20 (*) Monte Carmo 4: 18h50 (*) Pampulha 5: 21h30 (*) Shopping Norte 3: 20h40 (*) Via Shopping 2: 21h (*) Sessões 3D: Cidade 5: 16h30 (*) Partage Shopping Betim 4: 21h30 (*) (*) Sessões dubladas


almanaque

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CINEMA HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula ganha um cruzeiro da filha. E acaba engajado no passeio ao se apaixonar. Betim 2: 14h20, 16h20 e 18h20 BH Shopping 5: 13h e 15h20 Big Shopping 4: 14h20 e 16h20 Boulevard 2: 13h30, 15h30, 17h30 e 19h30 Cidade 3: 13h, 15h, 17h, 19h e 21h10 Contagem 2: 14h Contagem 3: 14h40 Contagem 5: 13, 15, 17, 19h e 21h05 Del Rey 3: 13h20 Del Rey 5: 13h30, 15h20, 17h20 e 19h10 Diamond 5: 13h e 15h55 Itaú Power 6: 15h15, 19h15 e 21h10 Minas 1: 15h20, 19h20 e 21h20 Minas 3: 13h30 Monte Carmo 5: 13, 15, 17, 19h e 21h Pampulha 5: 13h50, 15h45, 17h40 e 19h35 Paragem 3: 13h20, 15h20, 17h20 e 19h20 Partage Shopping Betim 4: 14h40 e 19h20 Pátio Savassi 3: 12h30 Shopping Estação 4: 13h Shopping Estação 5: 14, 16h30 e 19h Shopping Norte 3: 16h20 Via Shopping 3: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Sessões 3D: BH Shopping 1: 12h20, 14h50, 17h20, 19h40 Big Shopping 5: 14h15, 18h25 Diamond 5: 18h20, 20h50 Itaú Power 6: 13h15, 17h15 Minas 1: 13h20, 17h20 Pampulha 1: 15h10, 17h10, 19h10 Partage S. Betim 4: 17h Partage S. Betim 6: 14h10, 16h30, 18h50, 21h20 Pátio Savassi 3: 15h, 17h20, 19h40 Shopping Norte 2: 14h15, 18h25 (*) Sessões dubladas

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra volta a encarnar a Mulher-Elástica e seu marido terá que cuidar das crianças. Betim 2: 20h20 Betim 3: 14h BH Shopping 5: 17h40, 20h40 Big Shopping 4: 18h20 Boulevard 3: 13h40, 16h15, 18h50 Cidade 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Cidade 5: 11h40 Contagem 1: 13h30 Contagem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 6: 13h40, 16h, 20h40 Diamond 6: 19h10 Itaú Power 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Minas 4: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h45, 21h15 Pampulha 6: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 Paragem 2: 13h30, 16h10, 18h40, 21h10 Partage Shopping Betim 7: 19h05 Pátio Savassi 6: 14h40 Shopping Norte 3: 14h, 18h15 Via Shopping 2: 13h30, 16h, 18h40 Sessões 3D: BH Shopping 8: 11h30, 14h20, 17h10, 20h10 Big Shopping 5: 16h05, 20h20 Diamond 6: 13h25, 16h15 Partage Shopping Betim 2: 13h30, 16h20, 19h40 Pátio Savassi 6: 11h40, 17h30, 20h30 Shopping Estação 2: 13h15, 16h15, 19h20 Shopping Norte 2: 16h05 (*) Sessões dubladas

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (*) (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard. Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão põe em risco a ilha Nublar. Claire e Owen decidem retornar à ilha para salvar os animais. BH Shopping 1: 22h BH Shopping 10: 12h40 Cidade 4: 13h10, 18h20 Contagem 8: 16h, 18h40 (*) Del Rey 2: 13h10, 18h20 Itaú Power 4: 16h30, 21h10 Minas 5: 14h15, 19h Monte Carmo 4: 13h30 Pátio Savassi 2: 12h50 (*) Sessões dubladas

LÁMEN SHOP (Ramen Teh, Japão/ Singapura/ Fran-

SUPO MUNGAM FILMS/DIVULGAÇÃO

ça, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Eric Khoo. Com Takumi Saitoh. Masato, jovem chef de lámen, embarca em uma viagem culinária em Singapura. Belas 3: 18h

MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Quando uma missão não sai como o planejado, Ethan Hunt e o time do IMF unem forças para acertar contas com os erros do passados. Betim 1: 15h, 18h10, 20h50 (*) BH Shopping 6: 14h40(*), 17h50(*), 21h Big Shopping 3: 15h15, 18h, 20h45 (*) Boulevard 5: 15h20, 18h10, 21h10 Cidade 7: 15h20, 18h10, 21h (*) Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h (*) Del Rey 3: 15h20, 18h10, 21h (*) Del Rey 5: 23h Diamond 4: 13h15, 16h50, 20h30 Itaú Power 2: 15h20, 18h10, 21h (*) Itaú Power 5: 16h (*) Minas 3: 15h20, 18h10, 21h (*) Monte Carmo 4: 21h Monte Carmo 6: 15h20, 18h10, 20h50 (*) Pampulha 2: 14h50, 17h50, 20h50 (*) Paragem 5: 15h, 18h10, 21h Partage Shopping Betim 5: 15h20, 18h40, 22h (*) Pátio Savassi 1: 16h, 21h30 Pátio Savassi 4: 11h20(*), 14h30, 17h40(*), 20h50 Shopping Norte 2: 20h20 (*) Via Shopping 4: 15h10, 18h10, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 11h50, 15h10, 18h20, 21h30 BH Shopping 3: 12h30(*), 15h50, 19h (*) Boulevard Imax: 15h, 18h, 21h Cidade 4: 15h30(*), 20h50 Contagem 1: 16h(*), 20h50 Del Rey 2: 15h30(*), 20h40 Diamond 2: 14h40, 17h50, 21h10 Itaú Power 5: 20h50 (*) Minas 2: 13h30 (*) Monte Carmo 4: 16h (*) Pampulha 1: 21h10 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h15, 16h50, 20h10 (*) Pátio Savassi 5: 13h50, 17h05, 20h20 Ponteio 3: 15h45, 21h Ponteio Premier: 13h20, 18h30 Shopping Estação 3: 14h20, 17h30, 20h45 (*) Shopping Estação 4: 15h20, 18h30, 21h45 (*) Shopping Norte 1: 15h, 17h45, 20h30 (*) (*) Sessões dubladas

O ORGULHO (Le Brio, Fran/ Bélg., 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Yvan Attal. Com Daniel Auteuil, Camélia Jordana. Neila, jovem de origem árabe, confronta-se desde o primeiro dia de aula com seu professor de Direito, Pierre Mazard, conhecido por provocações e comentários racistas. Belas 3: 16h Ponteio 4: 21h10

PROMESSA AO AMANHECER (La Promesse de L’aube, França, 2018, 2h11, 14 anos) Dir. Eric Barbier. Com Pierre Niney, Charlotte Gainsbourg. Da infância difícil às proezas como aviador na Segunda Guerra, Romain Gary viveu uma vida extraordinária graças à mãe Nina. Belas 3: 21h30 Ponteio 4: 18h40

UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond. Quando uma série de assassinatos abala a rotina de Joinlândia, o subdelegado Claudio recebe a ajuda de Keyla nas investigações. BH Shopping 9: 14h, 18h40, 20h50 Betim 3: 16h20, 18h30, 20h30 Boulevard 2: 21h20 Cidade 1: 13h20, 19h10 Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 7: 13h20, 19h10 Diamond 3: 14h Diamond 6: 22h Itaú Power 5: 18h50 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 4: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 4: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Partage Shopping Betim 7: 16h40, 22h10 Pátio Savassi 2: 16h10 Pátio Savassi 8: 14h

TODO DIA (Every Day, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Michael Sucsy. Com Angourie Rice, Justice Smith. Rhiannon, 16, se apaixona por uma alma misteriosa, “A”, que habita um corpo diferente todos os dias. BH Shopping 9: 16h20 Cidade 5: 14h30 (*)

17h “O Exterminador do Futuro” (EUA, 1984, 1h48, 14 anos). Dir. James Cameron 19h “Blade Runner” (EUA, 1982, 1h57) Dir. Ridley Scott 21h15 “Fuga de Nova York” (EUA, 1981, 1h39, 14 anos). Dir. John Carpenter Quarta-feira (8) 17h “Elvira, Rainha das Trevas” (EUA, 1988, 1h36, 12 anos) Dir. James Signorelli 19h “Akira” (JAP, 1988, 2h04, 14 anos) Dir. Katsuhiro Otomo 21h15 “Os Caça-Fantasmas” (EUA, 1984, 1h47). Dir. Ivan Reitman (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, 3236-7400). Gratuito. Retirada de ingressos 30 min antes da sessão

O LOBO À ESPREITA (*)

“Nico, 1988” está na programação da Festa do Cinema Italiano Contagem 1: 18h50 (*) Contagem 8: 14h (*) Diamond 3: 17h10 Itaú Power 5: 14h (*) Monte Carmo 6: 13h20 (*) Paragem 3: 21h10 Partage Shopping Betim 7: 14h (*) Pátio Savassi 1: 13h40 Via Shopping 3: 21h15 (*) (*) Sessões dubladas

sessão especial MEU MALVADO FAVORITO 2 (Despicable Me 2, EUA, 2013, 1h38, livre) Dir. Pierre Coffin e Chris Renaud. Gru volta a ser recrutado pela Liga Antivilões. BH Shopping 6: 12h10 Diamond 2: 12h10 Partage Shopping Betim 5: 13h Pátio Savassi 5: 11h30

Festa do Cinema Italiano (*) Neste sábado (4) 14h “Pobres mas Ricos” (ITA, 2016, 1h30) Dir. Fausto Brizzi 16h20 “Fortunata” (ITA, 2017, 1h43) Dir. Sergio Castellitto 18h40 “Aqui em Casa Tudo Bem” (ITA, 2018, 1h48). Dir. Gabriele Muccino 21h “A Garota na Névoa” (ITA, 2017, 2h07). Dir. Donato Carrisi Domingo (5) 14h “Emma” (ITA, 2017, 1h55) Dir. Silvio Soldini 16h20 “Pobres mas Ricos” (ITA, 2016, 1h30). Dir. Fausto Brizzi 18h40 “Made in Italy” (ITA, 2018, 1h44) Dir. Luciano Ligabue 21h “A Vida em Família” (ITA, 2017, 1h50). Dir. Edoardo Winspeare Segunda-feira (6) 14h “Fortunata” (ITA, 2017, 1h43) Dir. Sergio Castellitto 16h20 “A Garota na Névoa” (ITA, 2017, 2h07). Dir. Donato Carrisi 18h40 “Uma Questão Pessoal” (ITA, 2017, 1h24). Irmãs Taviani 21h “Emma” (ITA, 2017, 1h55) Dir. Silvio Soldini Terça-feira (7) 14h “Pobres mas Ricos” (ITA, 2016, 1h30) Dir. Fausto Brizzi 16h20 “Aqui em Casa Tudo Bem” (ITA, 2018, 1h48) Dir. Gabriele Muccino 18h40 “A Ternura” (ITA, 2017, 1h43) Dir. Gianni Amelio 21h “Nico, 1988” (ITA, 2017, 1h33) Dir. Susanna Nicchiarelli Quarta-feira (8) 14h “A Garota na Névoa” (ITA, 2017, 2h07). Dir. Donato Carrisi 16h20 “Made in Italy” (ITA, 2018, 1h44) Dir. Luciano Ligabue 18h40 “Nico, 1988” (ITA, 2017, 1h33) Dir. Susanna Nicchiarelli 21h “Uma Questão Pessoal” (ITA, 2017, 1h24). Dir. Irmãos Taviani (*) Belas Artes, Sala 1 (r. Rua Gonçalves Dias, 1581, Lourdes).

mostras

CINECLUBE ROCINANTE (*) Neste sábado (4) 16h “Pelo Amor e Pela Morte” (ALEFRA-ITA, 1994, 1h30, 18 anos) Dir. Michele Soavi. Sessão seguida de debate com os críticos Larissa Muniz, Pedro Veras e Roberto Cotta. Mediação de Fábio Feldman.

A VINGANÇA NERD (*) Neste sábado (4) 19h “Massacre na Festa do Pijama” (EUA, 1982, 1h17, 18 anos). Dir. Amy Holden Jones 20h30 “Trash – Náusea Total” (NZL, 1987, 1h32, 18 anos). Dir. Peter Jackson Domingo (5) 16h “Clube dos Cinco” (EUA, 1985, 1h34, 14 anos). Dir. John Hughes 18h “Os Goonies” (EUA, 1985, 1h54) Dir. Richard Dooner 20h15 “Conta Comigo” (EUA, 1986, 1h25, 12 anos). Dir. Rob Reiner Segunda-feira (6) 17h “A Vingança dos Nerds” (EUA, 1984, 1h30, 16 anos). Dir. Jeff Kanew 19h “Gremlins” (EUA, 1984, 1h46) Dir. Joe Dante 21h “Tron – Uma Odisseia Eletrônica” (EUA-Taiwan, 1982, 1h36) Dir. Steven Lisberger Terça-feira (7)

Neste sábado (4) 15h “Fanny & Alexander” (SUE, FRA, ALE, 1982, 3h08, 14 anos) 18h30 “Persona” (SUE, 1966, 1h25) 20h “Sonata de Outono” (SUE, FRA, 1978, 1h39, 14 anos) Domingo (5) 17h “Na Presença de um Palhaço” (SUE, 1997, 1h58, 16 anos) 19h “Face a Face” (SUE, 1976, 57 min, 18 anos) (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (4) 17h “Babe – O Porquinho Atrapalhado” (AUS/EUA, 1995, 1h29)

MULHERES NA TELA (*) Neste sábado (4) 19h30 Sessão de curtas: “The Very Best Fantastic Short Films” Dir. Chris Noonan Domingo (5) 17h Todas as Mulheres do Mundo (BRA, 1966, 1h26). Dir. Domingos de Oliveira 19h30 “Um Céu de Estrelas” (BRA, 1996, 1h10). Dir. Tata Amaral Quarta-feira (8) 19h30 “Os Cafajestes” (BRA, 1962, 1h40). Dir. Ruy Guerra Quinta-feira (9) 19h30 “A Hora da Estrela” (BRA, 1985, 1h36). Dir. Suzana Amaral Sexta-feira (10) 19h30 “Deus e o Diabo na Terra do Sol”

(BRA, 1964, 2h) Dir. Glauber Rocha

AUDIOVISUAL EM DEBATE Terça-feira (7) 19h30 Julgamento, 20 Anos de Rap (BRA, 2017, 40 min). Dir. Carlos Machado MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89). Gratuito. Retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

CURTA DEGUSTAÇÃO (*)

Terça-feira (7) 13h “Neighbours” (EUA, 1921, 20 min) Dir. Buster Keaton; e “Um Curioso Conjunto de Coincidências” (Países Baixos, 2012, 9 min). Dir. Joost Reijers (*) Prodemge (av. Augusto de Lima, 270, centro). Entrada gratuita

MOSTRA DO FILME LIVRE 2018 (*) Terça-feira (7) 19h30 “Navios de terra” (BRA, 2017, 1h10) Dir. Simone Cortezão. Sessão seguida de debate com Simone Cortezão e GuiWhi Quinta-feira (8) 18h Sessão de curtas: “Todas As Casas Menos A Minha”, de Julia Baumfield; “Travessia”, de Safira Moreira; “A Terceira Margem”, de Fabian Remy 20h Sessão de curtas: “O Golpe em 50 Cortes ou A Corte em 50 Golpes”, de Lucas Campolina; “Contragolpe”, de Alex Oliveira; “Starnight”, de Yuji Kodato; “Anja”, de Julia Baumfield e Sara Não Tem Nome; “Vala”, de João Campos; “Nada”, de Gabriel Martins; “Historiografia”, de Amanda Pó; “Com Amor”, de Luciano Azevedo Quinta-feira (9) 18h30 Sessão Caminhos (filmes de escola) 20h “Diários de Classe” (BRA, 2017, 1h12) Dir. Maria Carolina Da Silva e Igor Souza Sexta-feira (10) 18h15 “O Desmonte do Monte” (bra, 2017, 1h25) , Dir. Sinai Sganzerla 20h Sessão “Cinemargem”, de Duo Strangloscope, “A moça do calendário” (BRA, 2017, 1h26) Dir. Helena Ignez (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.


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estilo DICAS> O inverno é um convite para renovar a cútis; confira sugestões de dermatologistas

Troca de pele É quase uma unanimidade: dermatologistas indicam o inverno como o melhor período para os tratamentos de pele. O motivo é simples: a estação do ano tem uma menor incidência dos raios ultravioleta. Isso facilita alguns tratamentos estéticos, como aqueles que promovem a renovação celular, como peelings e a aplicação de ácidos. “Com a menor exposição ao sol, podemos fazer uso de ácidos mais fortes, como a tretinoína – antigamente chamaLorena K. Martins

Creme facial em gel, com acido hialurônico e vitamina E, R$ 79, da The Body Shop

Com ácido fólico, o sérum proporciona hidratação e nutrição para a pele, R$ 169,90, da Biomarine

ÁCIDO TRANEXÂMICO JOÃO AVELINO/DIVULGAÇÃO

da de ácido retinoico –, um dos mais eficazes ácidos usados na dermatologia”, sustenta o médico da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) André Piancastelli. “Esse ácido tem comprovada ação na síntese de colágeno e no afinamento da camada córnea da pele. O resultado é uma pele mais viçosa e de aspecto mais saudável”, salienta. De forma geral, as substâncias presentes nos ácidos podem ser usadas com menos restrições nesta época do ano e, assim, promover uma renovação eficaz da cútis, além de auxiliar o tratamen-

to para tratar manchas, rugas profundas e até cicatrizes, por exemplo. O contato com o sol ou o calor, além de ocasionar manchas, pode fazer com que os tratamentos – como o peeling – percam suas propriedades e causem um maior desconforto. A fim de sanar essas e outras dúvidas, profissionais da pele enumeram o que há de mais relevante nos ácidos para os tratamentos – desde que, claro, a pessoa não abandone o uso de protetor solar – afinal, mesmo nos dias nublados, os raios ultravioleta também estão presentes.

Creme com ácido hilurônico, é ideal para preencher as rugas, R$ 223,69, da Eucerin

Máscara facial com efeito peeling, possui ácidos orgânicos, R$ 109, da Korres

ÁCIDO AZELÁICO

ÁCIDO ASCÓRBICO

Funções A dermatologista Ana Paula Furst, da Lenz Clinic, explica que o ácido azelaico é totalmente natural, uma vez que é extraído de plantas, como grãos de trigo, a partir da fermentação por um fungo. É o mais indicado para tratamento de acne e cicatrizes, além de fazer o controle da oleosidade na pele e auxiliar o clareamento de manchas.

Funções O nome “ácido ascórbico”, talvez você nunca tenha ouvido falar, mas “vitamina C” com certeza. Conhecida por todo mundo, esse ácido – ou vitamina – tem ação antioxidante, combate radicais livres e, assim, ajuda a retardar o envelhecimento da pele. Tem também função de prevenção de danos causados pelo sol e de uniformização da cor da pele.

Como e quando usar Pode-se usar em toda face à noite ou em noites alternadas. Por ser um ativo medicamentoso, é proibido em cosméticos. Portanto, só pode ser usado quando indicado por seu dermatologista.

Como e quando usar Pode ser encontrado nas versões sérum, creme e musse em vários cosméticos. “Sempre recomendo usar em todo o rosto pela manhã, antes do protetor oral”, orienta a dermatologista.

Sérum com ácido tranexâmico, é indicado para uniformizar o tom da pele, R$ 155 da, Dermage

Máscara esfoliante com ácido glicólico para peles oleosas e acneicas, R$ 65,90, da Avène

ÁCIDO GLICÓLICO THIAGO BARROS/DIVULGAÇÃO

RENATA MELO/DIVULGAÇÃO

Funções O dermatologista Bruno Vargas explica que o ácido tranexâmico é um dos principais aliados do clareamento de manchas, como o melasma. Ele tem o papel de prevenir o estímulo à produção de melanina que é induzida pelos raios ultravioleta (UV). Como e quando usar A versão tópica do ácido tranexâmico pode ser usada no período da manhã e à noite, de acordo com a prescrição do profissional. Na forma injetável, que é feita em consultório médico, a aplicação (feita na derme – camada intermediária da pele) pode ser mensal. O uso oral pode ser utilizado, em casos selecionados, por tempo determinado.

FUNÇÕES: O profissional da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) André Piancastelli explica que o ácido glicólico, extraído da cana-de-açúcar, tem uma propriedade encontrada em poucos tratamentos tópicos a de deixar a pele com uma sensação aveludada e estimular o colágeno. “As pacientes adoram a sensação de uniformidade que esse ácido promove. Ele melhora pequenas imperfeições”, pontua o médico. Também é eficaz no tratamento de olheiras escuras. COMO E QUANDO USAR: Pode-se aplicar diariamente os cosméticos feitos com a substância, de preferência antes de dormir. Há a possibilidade de fazer peelings a partir desse ativo mensalmente.


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DECORAÇÃO

Ambientes conectados ao verde FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Casacor Minas convida visitantes a estarem mais próximos da natureza Trazer a natureza para dentro de casa é uma tendência que começou forte no ano passado. Para 2018, o movimento ganha ainda mais força com a 24ª edição da Casacor, que começa no próximo dia 7 em Belo Horizonte e tem com o tema “Casa Viva”. A proposta da mostra é justamente fazer com que o visitante esteja mais próximo do verde em refúgios aconchegantes. Em todos os 51 ambientes, percebe-se que o significado de lar nada mais é do que um local de reconexão e Lorena K. Martins

de equilíbrio. Para isso, profissionais das áreas de arquitetura, design de interiores e paisagismo investiram dos pequenos arranjos de plantas aos grandes jardins para mostrar que viver bem próximo ao verde deixou de ser luxo e passou a ser uma necessidade. A boa nova é que, apesar da ostentação de ambientes altamente desejáveis, é possível adaptar as tendências apresentadas ao dia a dia. Muitos espaços foram adornados por vasos de plantas e folhagens – destaque para a costela-de-adão, planta nativa do México. O verde, inclusive, contrasta muitíssimo bem com outra tendência apresentada: paredes pintadas com paletas de rosados claros. Inspirações para você adicionar frescor à decoração da sua casa você confere nesta página.

CASACOR Minas >Gerais Rua Sapucaí, 383, Floresta. De 7 de agosto a 16 de setembro. De terça a sexta, das 15h às 22h; sábados, das 13h às 22h e aos domingos e feriados das 13h às 19h. R$ 50 (inteira).

As folhagens causam a impressão de uma pequena floresta no ambiente Sala do Botânico, por Ana Paula Fonte Boa

multifuncionais e verdes 6 Espaços Um dos ambientes que reflete a também é destaque na mostra 6 Gastronomia Um dos ambientes mais movimentados da mostra é o bar que fica na área externa do casarão. O ambiente, assinado por Isabela Vecci, foi inspirado a partir de uma viagem a Cuba. Na composição das cadeiras, um verdadeiro mix de tecidos africanos, que abusam das cores. As imagens se repetem nos tampos das mesas, estampados em azulejos assinados por renomados artistas, arquitetos e designers como Isaura Pena, Mário Valle, Amílcar de Castro, Benjamim, José Bento e muitos outros. O bar tem operação assinada pela produtora Secreto e o menu é assinado pelo chef Matheus Gontijo. A gastronomia ainda terá destaque na programação de aulas-show, que serão promovidas na Cozinha Funcional do Chef, com projeto assinado por Fabíola Constantino.

proposta verde da mostra é o Home Studio, assinado pelo Estúdio Base (Bruna Gribel, Alexia Barbosa e Sarah Barreto). O espaço funciona como uma casa “mínima”, com dormitório, pequeno estar, biblioteca na “varanda”, pontuados pelo bom design; além de closet, banheiro e cozinha práticos. Todos os ambientes são integrados e mutáveis. Lembranças de viagens, adornos, obras de arte e plantas exuberantes se unem a tecidos de diferentes texturas e móveis em madeira para criar uma atmosfera aconchegante, enquanto as cores dão o ar jovial. A vegetação verde, é claro, também está presente nos detalhes nas plantas no teto do ambiente.


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VITRINE TOK&STOK/DIVULGAÇÃO

Paizão querido O SEGREDO DO VITÓRIO/DIVULGAÇÃO

Presentes pra lá de criativos

cheia Para os pais místicos, essa lumi6 Lua nária possui três opções de iluminação:

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branco frio, branco quente e amarelo, para trocar de cor basta dar uma leve batida na lua com a palma da mão Quanto R$ 225 Onde www.osegredodovitorio.com.br

Não dá para passar em branco: amigo para todas as horas, seu pai merece um mimo escolhido com muito carinho No próximo domingo (12), será celebrado o tradicional Dia dos Pais, data que é um convite para que todo mundo lembre o quanto o seu pai é especial. E é este o objetivo aqui: apresentar uma seleção que fuja dos presentes clichês da data com sugestões diferenciadas para homenageá-lo de acordo a preferência de cada um. Já parou para pensar qual é o estilo do seu pai? Ele faz a linha mais aventureira e curte desbravar trilhas em busca de lindas paisagens? Ou, quem sabe, é um apaixonado pela gastronomia e um admirador do universo cervejeiro? Pode ser também vaidoso. Para este, uma boa notícia: marcas aumentaram o seu portfólio com produtos especiais para cuidados da pele e cabelos. Veja a seleção a seguir e capriche no mimo pro paizão.

assada com estilo Os domingos 6 Carne não serão mais os mesmos com esse carri-

nho de madeira especial para incrementar o churrasco. Ele vem com tábua para carnes, gaveta para guardar talheres e ganchos para pendurar pano de prato e utensílios Quanto R$ 1.799 Onde www.tokstok.com.br

Lorena K. Martins

firme As botas são um tipo de 6 Pisada calçado essencial e que todo mundo gos-

JOÃO SANTOS/DIVUKLGAÇÃO

Para 6 Brinde os papais

amantes de um bom vinho, esse kit Semblante inclui três garrafas (carmenere, sauvignon blanc e cabernet sauvignon) para momentos especiais Quanto R$ 105 Onde Cabernet Butiquim (31) 3889-8799

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Vaidosos A nova linha da L’Occitane au Brésil é feita com o grão de café verde, ideal para ajudar a melhorar a qualidade e o metabolismo da pele. O kit contempla colônia, xampu para corpo e rosto, desodorante, gel hidratante e sabonete Quanto R$ 266 Onde br.loccitaneaubresil.com

Batiza6 Temática da de “Papito”, a

o passarinho Em temos de imediatis6 Olha mo de smartphones, que tal resgatar o hábi-

to de clicar fotos com a câmera instantânea e guardar os bons momentos? Quanto R$ 590 Onde Polaroid disponível em conceitoe.com.br

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Pelos caminhos de Compostela ARQUIVO PESSOAL

T

enho u m a amiga incrível! Pessoa do bem, leve, interessantíssima, meio zen, meio doida, linda e totalmente exemplar. Quer dizer, ela é o próprio bom exemplo ambulante. Certa vez, decidiu parar de comprar, achava que este nosso consumismo desenfreado não tem razão de ser. Ficou um ano sem entrar numa loja, sem comprar absolutamente nada: desde um casaquinho pro inverno até uma bijuteria barata de feira hippie. Entendeu que uma vida mais simplificada e com menos lhe traria maior felicidade. E assim o fez e praticamente continua a fazer. Compras? Apenas o essencial. Na primeira vez em que ouviu falar do Caminho de Santiago de Compostela, disse a si mesma: “Eu vou!”. E foi. Não sabia nada sobre a viagem, não tinha uma programação, pouco falava o inglês e mal mal o espanhol. Na cabeça, uma vontade grande e, nas costas, uma mochila de 6 kg para carregar durante os 850 km de caminhada. Seriam 35 dias, por lugares inóspitos, solitários ou turísticos, entre bosques e praias, estradas e trilhas que compõem o famoso e instigante Caminho de Santiago, na Espanha. A única coisa que sabia é que tinha de ir de Madri a Pamplona, o resto descobriria no local. Lembra-se da mulher que encontrou no percurso. Com 78 anos, ela fazia sua

12ª peregrinação, sempre passando pela França. “A primeira vez que fiz esse caminho foi quando fiquei viúva e estava muito triste. Mas, ao chegar, eu estava tão feliz, mas tão feliz, que prometi a São Tiago que todos os anos da minha vida, enquanto tivesse forças, faria esse roteiro”, disse-lhe a idosa, que, com 78 anos, tinha consciência de seus limites e precisava de certo suporte. Caso lhe acontecesse alguma coisa, no caminho francês sempre teria gente a seu redor. Denise, ao chegar a Compostela pela primeira vez, assim feito a mulher, estava tão feliz que prometeu a si mesma que todos os anos, enquanto tivesse forças nos pés, na mente e no espírito, faria um novo caminho. E foi assim que começou suas andanças, ou “caminhanças”, como gosta de dizer. Ela me explica que existem sete rotas milenares que levam a Santiago. Neste ano, completou o quarto, conhecido como “Caminho do Norte”. “Laurinha, as pessoas pensam que não dão conta, mas dão, porque a caminhada é contemplativa, a gente nem percebe o tempo passar e os quilômetros caminhados. Somos donos dos próprios destinos, ditamos nossos limites e vontades. É muito boa essa sensação de estar com nós mesmos, numa viagem longa, difícil, bela e, muitas vezes, introspectiva. É lindo!!!”, me diz, sorrindo. Curiosa, quero saber mais. Descubro que Denise caminhava cerca de 25 km por dia, dormindo em albergues no meio das estradas. “Quem tiver o mínimo de frescura é melhor que não vá!”, me conta, rindo, enquanto se lembra-

va dos inúmeros dormitórios pelos quais havia passado. Um amontoado de beliches, banheiros coletivos, rodeada por desconhecidos com suas mochilas enormes e sacos de dormir. Era nos albergues que tinham que lavar suas roupas para serem usadas no dia seguinte. Na sua mochila: três calças, três blusas, uma bota, um chinelo, saco de dormir, um agasalho leve e outro mais grosso. As cidades por onde passam os caminhantes são obrigadas a oferecer-lhes o “menu do peregrino”, que custa € 10 e inclui salada, sopa, carne com batata, sobremesa e uma garrafa de vinho. Quem quiser fazer sua própria comida compra os ingredientes, com uma vaquinha de € 5, e cozinha. O que sobra, como azeite, temperos ou qualquer outra coisa, fica disponível para os próximos peregrinos. Alguém se dispõe a cozinhar, e, depois, compartilham a refeição. Momento ideal para se fazer amizades, bater papo ou desabafar com desconhecidos dispostos a escutá-los.

Lembra-se da senhora que, de dez em dez minutos, saía para fumar, chegando sempre cansada. À noite, começou a tossir, uma tosse assustadora, não deixando ninguém dormir. No dia seguinte, caminhava fumando e tossindo. Na segunda noite, a mulher a convidou para jantar e, no meio da refeição, começou a chorar. Disse que, havia três anos, tinha descoberto um câncer no pulmão. Fez quimioterapia e todos os tratamentos possíveis, mas não conseguia deixar o vício. O marido se separou, pois não aguentava o fato de ela não ter parado de fumar. Entre choros e recordações, a mulher disse a minha amiga: “O caminho de Santiago pode ser uma despedida. Vou caminhar e fumar até morrer”. Tinha 64 anos. Impressionou-a também um senhor de 95 anos, caminhando com a própria mochila junto à filha, de 63. A única regalia que os mais idosos têm é dormir no primeiro andar dos beliches. Denise conta que, na pri-

meira vez em que foi a Compostela, foi pela rota francesa, a mesma feita por Paulo Coelho, que é a mais conhecida, com muitos jovens e turistas. Na segunda vez, saiu de Portugal. A viagem preferida foi a deste ano, saindo do norte, um caminho mais isolado, mais a sua cara, menos turístico, com bosques alternandose com casas medievais abandonadas de frente para o mar, cujo trajeto ela fez praticamente sozinha entre bosques, no total silêncio. Poucos jovens, mas pessoas interessantíssimas, em sua maioria acima de 60 anos, que, no percurso e nas estadias dos albergues, dividiam com ela suas histórias, segredos e expectativas. Desconhecidos que se fizeram amigos. “Uma coisa incrível!”, me conta com seus olhos verdes cheios de brilho. Quero saber mais e mais. E “viajo” com ela. Pergunto sobre a origem dessas peregrinações, e ela me conta de forma simplificada: “Um homem estava caminhando e viu uma chuva de estrelas cair, isso em 800 e al-

guma coisa depois de Cristo. Contou o fato ao bispo da região, que, dirigindo-se ao local indicado, lá encontrou o que seriam os restos mortais do apóstolo Tiago, depois confirmado (ou inventado) pela Igreja. No lugar, fizeram uma capela em homenagem a São Tiago, e as pessoas de toda a Europa começaram a fazer peregrinações para visitar os restos mortais do apóstolo, hoje guardados numa catedral”. Mais de dois séculos depois, as peregrinações continuam. Pessoas que vão para cumprir promessas, outras que querem apenas fazer atividades físicas, umas que desejam mudar suas rotinas ou, então, questionar suas existências. Conhecendo de perto minha amiga, Denise Gobbo, em sua simplicidade, desapego e espiritualidade, deduzo que ali, naquelas estradinhas silenciosas da Europa, ela foi em busca da felicidade. E encontrou. * PS: Santiago de Compostela é uma cidade no noroeste da Espanha, famosa como um dos destinos de peregrinação cristã mais importantes do mundo, cuja popularidade só é superada por Roma e Jerusalém. Ligada a essa tradição, que remonta à fundação da cidade no século IX, destaca-se a catedral de Santiago, que alberga o túmulo de Santiago Maior, um dos apóstolos de Jesus Cristo. A visita a esse túmulo marca o fim da peregrinação, cujos percursos, os chamados Caminhos de Santiago, se estendem por toda a Europa Ocidental ao longo de milhares de quilômetros. Fonte: Wikipédia

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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Pampulha, sábado, 03/08/2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu