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Pampulha - sábado, 5.8.2017

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RODEADO DE LAGUNAS, FLAMINGOS E VULCÕES, SALAR DE UYUNI É ATRAÇÃO NA BOLÍVIA ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 8

ALEX ATALA É UMA DAS ATRAÇÕES DO MESA AO VIVO ... Páginas 10 e 11

MUSICAL NARRA VIDA E OBRA DE CARTOLA ... Página 14

KWID CHEGA PARA OCUPAR A POSIÇÃO DE CARRO DE ENTRADA NA LINHA RENAULT ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

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5 a 11 de agosto de 2017 ANO XXVII número 1410 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

Moradores da rua do Sanhaço, no Caiçara, são exemplo de boa convivência e amizade entre vizinhos

VIZINHO: O PARENTE MAIS PRÓXIMO

Caso da espanhola encontrada morta em seu apartamento após cinco anos desperta reflexões sobre o distanciamento das relações com quem mora ao lado


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 5 a 11 de agosto de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Pela preservação da biografia sem mácula de Michel Temer, voto sim!”

Editorial

Deputado Mauro Lopes (PMDB-MG), durante votação da análise ou não da denúncia contra o presidente Michel Temer na Câmara dos Deputados. A Casa rejeitou a denúncia por 263 votos a 227

Bonito seria corrigir brar os antigos esplendores ideológicos. Esquerda e direita apresentam-se como faces de uma moeda que apodreceu na passagem pelo poder e deixou seus fantasmas incapazes de conquistar a confiança das massas. As intenções dos eleitores de agora não serão exatamente aquelas que se manifestaram numa campanha, mas precisam levar a sério que o sofrimento avassalador ofusca o intelecto e acende a revolta. O que interessou aos corruptos foi o ganho, custe ou que custar. O resto ficou na irrelevância. Provavelmente, a insensibilidade, não de consciência calcificada, não permitiu concatenar os efeitos avassaladores que atingem o último elo da cadeia social, repleto de miserabilidades, de sofrimentos e›de fome.

O que interessou aos corruptos foi o ganho, custe ou que custar. O resto ficou na irrelevância Parece que o patrimônio comum foi considerado um bolo de chocolate à disposição de quem o garfa primeiro e com maior ferocidade. Levados obcecadamente para manter o poder e se fartar temerariamente. Os golpes se deram em expressiva parcela por meio das nomeações de apadrinhados nos principais entroncamentos das finanças públicas. Como se dava nas cobranças de taxas e pedágios pela Coroa portuguesa nas principais vias hídricas que serviam

de comunicação. Instalava-se antigamente um posto de controle armado ao longo dos rios, como aquele que resta nas margens do Jequitinhonha, lá onde acaba a região aurífera em Berilo, na erma localidade chamada Bonito. Quem me levou a conhecer essa localidade foi o exprefeito João Tobinha. Chegamos lá atrasados, já na escuridão, e os poucos moradores fizeram uma festa com direito a um comício. Nunca tinham visto um deputado. “Por que Bonito?”, perguntei. “Ora, aqui é Bonito mesmo”. Do alto do barranco se avistava,à luz do luar, um longo trecho do rio que se estreitava naquele ponto facilitando o enfrentamento de qualquer situação que rendia a cobrança de 20% aos mercadores que retornavam a Caravelas, localidade às margens do oceano na Bahia. A Coroa apenas cobrava, sem nada fazer. Mais recentemente os cargos cobiçados pelos líderes de partidos, mais que cabides de emprego, representam um posto avançado de cobrança de taxas, como em Bonito. Ensina Eduardo Cunha que a cobrança se dava por meio dos apadrinhados fincados nos entroncamentos que mapeava cirurgicamente para extorquir suas propinas. A desfaçatez e a ousadia se alongaram com outras fórmulas, como ameaçar abertura de CPI e vender o conforto da libertação do pesadelo. Neste momento, em que as regras da corrupção se evidenciaram, o governo e o próprio Congresso deveriam legislar para que isso não se repita. Difícil!

vittorio.medioli@ otempo.com.br

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GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

SEMPRE EDITORA LTDA.

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos

Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

“Eu não vou negar, eu sou livre, dona da minha vida e ele também, ele é um gato! Foi bom não, foi ótimo” Glória Maria, repórter, falando sobre o breve relacionamento com o ator Gerard Butler ao jornalista Matheus Mazzafera

“O problema do Lula é que ele não pode suportar a ideia de a sua autoridade moral estar sendo questionada. Ele se coloca num patamar superior ao dos mortais.” Deputada Luciana Genro (PSOL), em entrevista à “Folha de S.Paulo”

“Tanto Temer quanto Dilma usaram a Presidência para assegurar a si mesmos e a seus auxiliares a manutenção do foro privilegiado” Marina Silva, em entrevista ao jornal O TEMPO de 30.7.2007

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

Deputado Wladimir Costa (SD-PA), que fez uma tatuagem para homenagear o Presidente da República. Descobriu-se mais tarde que a tatuagem era de hena. Após o episódio, o deputado voltou às manchetes depois de ser flagrado pedindo nudes pelo Whatsapp durante a sessão da câmara que votava o arquivamento das denúncias contra Michel Temer

RAMON VASCONCELOS/REDE GLOBO

A

maior crise enfrentada em nossos dias deriva essencialmente da voracidade de grupos econômicos que se associaram com líderes políticos e governantes para devorar o Estado. Aniquilaram assim o potencial de desenvolvimento nacional e, por tabela, geraram incalculáveis perdas sociais e injustiças. Tem quem ache que o Brasil viveu bons momentos durante a fase de genuína cleptocracia e não consegue conectar a crise de agora aos desperdícios e rombos de apenas alguns anos atrás. Isso leva a crer que o erro se repetirá e se agravará. As delações de empreiteiros e de figuras do submundo da roubalheira, que operaram o maior assalto à coisa pública já ocorrido no planeta, são elementos que, por meio de acordos baratos de leniência, voltarão em breve “ad delinquerem”. Alguns nunca pararam, confiando que aqui é o paraíso da corrupção que está sofrendo apenas uma desaceleração. Pau torto não se endireita, torto ficará para sempre ou até ser incinerado. Partidos, ministérios e miríades de derivados de estatais parecem ter sido constituídos para dar fartura aos criminosos, e não para atender o cidadão em suas necessidades. O sacrifício do contribuinte evaporou-se inutilmente. A pátria foi arrombada, e nota-se que, quanto mais opulentos os arrombadores, mais ganância despudorada usaram. Algumas interceptações telefônicas refletem a abominável cobiça que imperou e provavelmente ainda impera à sombra de renovados cuidados. Não existem hoje ruínas de partido que possam lem-

“Doeu um pouco, mas eu lembrava do Temer, passava a dor”

Distribuição gratuita

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


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PROXIMIDADE>Especialistas e moradores de BH ressaltam a importância do convívio entre vizinhos FRED MAGNO

Boas amigas Eunice e Franciele habitam o “corredor da felicidade”, na região centro-sul: todos no andar do prédio se ajudam

Pode soar como enredo de um filme de suspense, mas aconteceu na vida real. No dia 3 de julho, ao arrombar a porta de um apartamento localizado em Culleredo, Espanha, a polícia se deparou com um quadro estarrecedor: no chão, entre o corredor e a cozinha, estava o cadáver mumificado de uma mulher. A perícia inicial comprovou que sim, o corpo era da moradora do imóvel, Maria del Rosario Otero Vieites, que, pelo cálculo de vizinhos (e pela correspondência acumulada na caixa de correio), teria morrido há quatro ou cinco anos. O caso reverberou mundo afora por ser um exemplo extremo de um fenômeno que, em graus distintos, assola a sociedade contemporânea: o distanciamento que o próprio ser humano se impõe ante aquele que, muitas vezes, mora ali, do lado, mas que, por conta da correria cotidiana ou até mesmo da aversão ao contato, preferimos evitar – ou ignorar. O caso de Rosario é emblemático: no edifício em que morava, outros 130 apartamentos são habitados – e praticamente ninguém se deu conta do “sumiço” da vizinha, que, hoje, teria 56 anos. “No mundo atual, estamos cada um dentro da sua própria caixa. É um mundo do ego: eu, minhas coisas, meu celular, meus amigos virtuais”, pontua Izabella Ceccato, fundadora do projeto O Poder da Colaboração, vitrine “para pessoas e projetos que estão fazendo coisas diferentes para tornar o mundo melhor”. Patrícia Cassese

Lado a lado Para ela, já está mais do que na hora de a humanidade migrar para o que chama de um “mundo Eco”. Ou seja, baseado no “nós”. “O que podemos fazer juntos, como nos unimos para colaborar... É tempo de sairmos da escassez para a abundância nas relações”, sustenta ela, que não se furta a elaborar alguns conselhos para colocar em prática esta diretriz. “Que tal fazer uma horta no seu prédio? E cuidar dela com seus vizinhos e até preparar um jantar com o que plantam? Parece algo muito simples, mas que vai nos tocar profundamente e, com certeza, mudará a forma como encaramos muitas outras situações que a vida nos apresenta”, argumenta.

BOA VIZINHANÇA Na região centro-sul da capital mineira, um chá comunitário e um bingo foram algumas das alternativas lançadas pela administração de um grande condomínio para unir os moradores. Mas sim, há outras iniciativas que surgem de forma espontânea. Uma das mais recentes moradoras do local, a jornalista Franciele Carvalho, 22, não se furta a interagir com os vizinhos. Uma das amizades que firmou desde que aportou de mala e cuia no oitavo andar, há oito meses, foi com a vizinha Eunice Antunes Soares. Os quase 50 anos de vida que as separam não são empecilho para conversas animadas e eventuais gestos de so-

lidariedade, da troca de uma lâmpada ao socorro diante de uma queda. Fran arrisca uma explicação para o trânsito fácil com outras gerações: “Sou do interior (Presidente Olegário), e, lá, morava com meus avós. Fazia crochê com a minha avó”, rememora ela, que, no antigo prédio em que residiu, estranhava o fato de ninguém se cumprimentar. Por seu turno, Dona Eunice, 71, não tem do que reclamar do edifício no qual mora desde 1992. “A gente costuma brincar que esse é o andar da felicidade”, diz ela. Simpática e acolhedora ao extremo, Eunice brinca até com o fato de ter uma estatura considerada baixa. “Falo

que tamanho não é documento”, diverte-se ela, que, de fato, é uma guerreira. Só para se ter uma ideia, cuidou da sogra (que morava em outro andar, e era portadora do Mal de Alzheimer) e do marido (que teve vários problemas decorrentes da diabetes) até o fim da vida. Hoje, com o mesmo empenho, se incumbe de dar assistência ao filho, que traz sequelas da violência sofrida em um assalto. Involuntariamente, Franciele e Eunice integram um time que vai ao encontro do que Izabella Cecatto preconiza: “Sorria. Diga: ‘bom dia’, ‘como você está?’, e você vai ver como isso transformará a sua relação com o seu vizinho e, mais impor-

LEO FONTES / O TEMPO - 26.11.13

“

Para mudar o mundo, precisamos da ousadia de cada um, para construirmos, juntos, um novo caminho Izabella Ceccato

Léo do Fonte, da Vila Werneck: “Os vizinhos batem papo na pracinha, a gente se preocupa um com o outro”

tante, com você mesmo”. A cantora Izza é outra signatária desta corrente. Ela, que nasceu em Fortaleza e está radicada em BH já há alguns anos, conta que os vizinhos são sempre o seu primeiro público. “Recebo bilhetinhos, pela janela, pedindo determinada música, ou agradecendo a música de cada dia...”, brinda a moça. OÁSIS NO CENTRO Em meio ao centro, a Vila Werneck, localizada na rua Guajajaras, resiste à especulação imobiliária e se destaca pelo bom relacionamento entre os moradores. “Faltou pó de café, passa no vizinho antes de comprar. Tem essa coisa simpática – o futebol, você assiste na casa do outro”, conta Hélio D’Ávila Maciel, o Léo do Fonte. Para ele, o que constrói uma convivência boa são os pactos que vigoram, escritos ou não. A começar do respeito mútuo, premissa básica, “pelo fato de estarmos encostadinhos um no outro”. Hélio lembra que já levou filho de vizinho ao hospital e nutre a certeza de que, se precisar, certamente contará com a ajuda do outro. Hoje, as 12 casas da Vila Werneck seguem regras escritas. “Para se ter uma ideia, o número de carros aumentou, não há vaga para todos. Então, hoje, somos um condomínio, com regras, normas”. Nada que afete a vontade de preservar o espírito de solidariedade, que, na verdade, até destoa do mundo moderno. “O longe, hoje, está ao alcance de um teclado, mas, curiosamente, temos menos tempo para o vizinho”, analisa.


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reportagem

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TODA TURMA REUNIDA> Iniciativas na rua celebram e incentivam a ligação entre a vizinhança INVERSO FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Com direito a mesa na rua Não tem tempo ruim para os moradores de uma rua fechada no Caiçara. “Tem festa de Natal com amigo oculto, tem a locação do trenzinho da alegria no fim do ano, tem o aniversário surpresa”, enumera a jornalista Nalu Saad, sobre os eventos da rua do Sanhaço. Ela lembra que tudo começou por conta da vontade das crianças de brincar na rua. “Um dia, um grupo de pais vigiando os meninos de bicicleta deu a ideia de pegar uma cerveja, daí outro buscou uma churrasqueira...”. Hoje, tem encontros para todos os gostos, facilitados ainda mais pelo advento do Whatsapp. Mais nova a aderir ao movimento, a administradora de empresas Cristiane Maria Rocha Caldeira viu a força dessa corrente quando, no trabalho, foi avisada pela funcionária que a febre que acometia seu filho pequeno, então com 3 anos, estava se aproximando dos 40°. Assustada, uma vizinha foi logo se incumbido de levar o menino ao hospital. Detalhe: de pijamas. “Cheguei lá, correndo, e vi ela assim, de pijamas”, lembra Cristiane, que, por sua vez, festeja o fato de ter sido chamada de “fada madrinha” de outra vizinha. Se está fazendo calor, a turma vai logo armando a churrasqueira. Se está frio, a mesa de caldos entra em cena. Entre as regras, não falar de religião, futebol e política. “Todo mundo sabe o limite. O que prevalece é o espírito de harmonia”, diz Cristiane. Festivo também é o espírito que rege a Mesa de Thereza, o já famoso café na manhã empreendido pela artista plástica Thereza Portes no Centrão. Tudo começou em 2011, quando ela voltou ao casaPatrícia Cassese

rão onde viveu a infância com seus avós. “Vinte anos depois, encontrei outra realidade. Percebi que, apesar de a rua ser pequena, havia uma distância entre as pessoas”, lembra ela, acrescentando que a nova realidade mesclava pontos de jogo do bicho, caminhoneiros e até um cinema dedicado a filmes pornô, ao lado, claro, das tradicionais famílias. Thereza resolveu, pois, reeditar os tempos dos avôs, quando a casa vivia com as portas abertas. “Hoje, vejo o mundo dividido entre o grupo que não quer conviver, que quer excluir, e as tantas iniciativas bonitas chamando para o espaço público, buscando convivência”. No caso da rua que abraçou, a Padre Belchior, Thereza lembra que, certa vez, um jornal a chamou de “a mais feia da cidade”. “Isso me incomodou, e quis trazer uma outra convivência. Daí a ideia da mesa de café. Pedi xícaras aos vizinhos, e a loja do lado já foi dando algumas, mesmo quebradas”. Por muito tempo, Thereza bancou tudo do próprio bolso. Hoje, os vizinhos (e passantes) levam bolos e outros quitutes. O envolvimento é tal que a mesa chega a invadir uma das lojas,

com o aval do comerciante. ABRAM, POR FAVOR A professora Mannuella Luz é outra a se valer da boa relação com a vizinhança. Aliás, ela se mudou para o endereço atual seguindo o exemplo do casal de amigos Elaine e Daniel. Como todos dão aulas em Ouro Preto em dias distintos, um cuida dos animais do outro. “Na verdade, não sou muito de fazer amigos, mas eles estão sempre disponíveis, presentes”, diz ela, reconhecendo que “dá mais trabalho a eles que eles a mim”. Certa vez, Mannu não hesitou em bater à porta dos dois ante a iminência de um curto-circuito. “Estava com sobrinhos em casa me visitando, e eles, com medo de um incêndio, começaram a chorar. Resultado: baixamos lá à uma da manhã”, lembra, divertida. Mannuella entende que a falta de tempo tem minado um pouco as relações. Um fenômeno que não desestimula Izabella Ceccato. “Na minha opinião, chegou o momento de inovarmos na forma de viver em sociedade. Algo de extraordinário já está acontecendo, na forma como convivemos, compartilhamos e colaboramos”,

Mesa farta A Mesa de Thereza já é tradição na cidade, e atrai vizinhos e passantes

Pode chegar O convívio na rua do Sanhaço já virou parte da agenda dos moradores

Famílias contidas em cápsulas Para o sociólogo Euclides Guimarães Neto, o Kika, a tendência a minimizar o contato físico pode ser consequência radical de uma sociedade que ensina que o sentido da vida está no sucesso individual. “Uma sociedade que, desde a invenção da ‘família nuclear’ (pais e poucos filhos), encapsula-se em apartamentos, transformando sua abertura para o mundo social em algo que se realiza pela mediação de telemundos. “A TV já foi um golpe naquela forma tradicional de sociabilidade, na qual nada era mais importante que o vizinho. A extensão do consumo a todos os tipos de mercadoria fez também com que tudo o que se compartilha fique ‘precificado’

e, assim, o convívio com vizinhos, visitas e compartilhamento da mesa e até filhos passam a significar, de antemão, despesas”. A situação assumiu ares mais radicais com o advento das redes sociais. “A proximidade física perde a importância, sendo substituída por outras formas de proximidade. Os amigos se tornam ‘desligáveis’ e passam a valer mais pela quantidade do que pela qualidade – afinal, amigos desligáveis dão bem menos trabalho e acumula-los significa prestígio”. Nesse processo, as relações de vizinhança ficam restritas aos aspectos operacionais da vida que se resolvem (ou não) em reuniões de condomínio e afins.


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URBANISMO>Para socióloga, espaço urbano não facilita o coletivo nem possibilita de encontro

Cidades não ajudam vivência DENILTON DIAS – 14.10.2015

Patrícia Para o jornaCassese lista e professor universitário Robson Fontenelle, viver em comunidade é viver unido por interesses comuns. “No caso, nosso prédio: nossa casa”, diz ele, mesmo cônscio que os tempos modernos propiciam um isolamento. “Todo mundo passa muitas horas fora de casa. Ao chegar, quer descansar e curtir casa e família”. Existe, ainda, o medo de incomodar. “Quando morava em casa, ouvia música alta, por exemplo. Em prédio, passei a ouvir o liquidificador da vizinha às 5h30, os passos de salto... Percebi o quanto incomoda”. Hoje, toma cuidado redobrado. “Evito até pisar em partes do assoalho que sei que rangem”, diz ele, que, por ser síndico (desde 2013), procura manter um bom relacionamento com todos. Ou seja, na contramão do individualismo vigente que, segundo a socióloga e

professora da PUC Minas, Cristina Filgueiras, traz, em seu bojo, várias facetas. “Por um lado, está conectado a uma retração, uma vontade de proteção, de preservar um espaço pessoal”. Na sociedade contemporânea, diz ela, busca-se mais autonomia, fazer escolhas sobre a própria vida. “Logo, por um lado existe a necessidade de estar só (entendida como ser mais livre, ter e realizar os próprios projetos, proteger a individualidade). E por outro, a necessidade de pertencimento, pois o individuo não se forma e não existe desconectado totalmente das relações sociais e do coletivo”. Outro elemento que ela menciona diz respeito à vida urbana. “O sociólogo alemão Georg Simmel, no início do século passado, estudou a experiência de vida nas grandes metrópoles e observou que as pessoas adotam comportamentos de indiferença, de preservação da distância social e certa frieza nas interações em espaços públicos. Seria uma

Vida urbana Socióloga diz que vida nos grandes centros levam a indiferença

forma de proteger-se da intensidade dos ritmos e sensações da vida urbana, onde estão milhões de pessoas no mesmo espaço, e preservar o espaço pessoal”. Pensando em cidades onde o urbanismo não ajuda a

LEO LARA/DIVULGAÇÃO

Fiat comemora o 6 Casa Dia do Patrimônio Histórico Para celebrar a data, a Casa Fiat lança seu novo percurso de visitação para os visitantes - a atividade acontece em todos os primeiros domingos do mês até o fim do ano. Além disso, o público poderá conferir os trabalhos de restauração dos paineis de Portinari no espaço e participar de atividades referentes à obra do artista Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando Confira a programação completa em: www.casafiatdecultura.com.br Quanto Entrada gratuita

BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO

Mercado.ria promete 6 Feira agitar o Circuito Liberdade Em sua terceira edição, a Mercado.ria estaciona ao lado da Praça da Liberdade e, neste domingo (6), reúne cerca de 60 produtores locais. Além dos expositores com produtos de moda, decoração, arte e artesanato, a feira também conta atrações para crianças Onde Calçada entre os museus MM Gerdau (Museu das Minas e do Metal) e Memorial Minas Gerais Vale Quando Neste domingo (6), das 10h às 18h Quanto Entrada gratuita.

RICARDO LAF/DIVULGAÇÃO

recebe “Semana 6 MuMo da Moda Franco-Mineira” Exposição, leituras, palestras e mostras de cinema são algumas das atividades oferecidas na programação da Semana da Moda Franco-Mineira que, aliás, propõe reflexões sobre a relação entre as culturas mineira e francesa Onde Museu da Moda de Belo Horizonte (r. da Bahia, 1149, centro) Quando Até dia 13. Confira a programação completa em: www.bhfazcultura. pbh.gov.br Quanto Entrada gratuita

vivência do coletivo e as possibilidades de encontro, convívio e circulação comum no espaço, lembra Cristina, é mais difícil criar e manter vínculos/laços com os desconhecidos ou com quem não é das relações imediatas. Voltando ao caso da espanhola citada no início da matéria, Cristina ressalva que a concentração de centenas de pessoas vivendo no mes-

mo edifício ou milhares numa mesma quadra não é, evidentemente, sinônimo de proximidade social. “Não há dúvida de que há, em muitos setores da sociedade, um maior distanciamento em relação ao outro, uma menor interação social e o esforço de evitar o diferente. Ou mesmo de isolamento. Em certa medida, os condomínios fechados e

shoppings-centers expressam isso”. No entanto, ela alerta que não se deve generalizar. “No Brasil, isso é mais observável em certos setores da sociedade, os que têm mais recursos. A maior parte da população, ao contrário, não viveria essa possibilidade de distanciamento ou menor interação caso quisesse fazêlo – mesmo porque, nas grandes cidades, está muito próxima fisicamente dos vizinhos”. Nesse caso, o fenômeno, enfatiza, talvez seja o contrário. “O excesso de proximidade por falta de opção em razão de recursos escassos, problemas de moradia, necessidade de residir vários núcleos familiares em um mesmo domicilio etc. Quando se trata da sociedade brasileira, é difícil abordar os temas apontados aqui sem considerar o alto grau de desigualdade social que faz, inclusive, com que as pessoas vivam de forma muito diversa o ‘individualismo’”.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Tratamento da

VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Síndrome do bolso vazio m tempos de alta inadimplência, crise por todo o país e grande dificuldade das pessoas em honrar suas finanças, é importante esclarecer que nossa saúde financeira está diretamente ligada com nossa saúde física e mental. Em outras palavras, caso você esteja com dívidas e nome negativado, sua saúde certamente estará pior do que a de alguém com as finanças em dia. O que podemos fazer para acertar os ponteiros da saúde com os ponteiros das contas a pagar e não ser infectado pela síndrome do bolso vazio (SBV)? O número de pessoas inadimplentes apresentou um crescimento expressivo no primeiro trimestre deste ano. No final de março, já era de 60 milhões de consumidores brasileiros nas listas de devedores. Os dados são do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e mostram que, em termos percentuais, 40% da população adulta, entre 18 e 95 anos, está com o nome sujo. Uma pesquisa publicada no periódico “Social Science and Medicine” mostra o grande impacto na saúde das pessoas endividadas. São vários os problemas clínicos decorrentes da SBV. Para iniciarmos, o primeiro da lista tem o estresse como principal culpado. Para exemplificar: o telefone toca e trata-se de um credor questionando-o sobre o pagamento de uma dívida. Oh! De repente, você se lembra que está devendo alguém. Essa lembrança gera ansiedade, logo interpretada pelo cérebro como uma ameaça e aciona as glândulas suprarrenais que, por sua vez, produzem cortisol e adrenalina, hormônios associados ao estresse. Esses hormônios despejados Para tratar a na corrente sanguínea síndrome do desencadeiam diversas alterações importantes bolso vazio, só no organismo, procestem dois so que, se repetido com frequência, passa a proremédios no vocar graves problemercado: ou mas de saúde, como úlceras gástricas, compulsaber fazer são alimentar com gaeconomia ou nho de peso, insônia, elevação da pressão arganhar mais terial, etc. O problema não para por aí. A persistência do estresse pode levar à depressão. Não é difícil compreender o efeito que as dívidas podem ter no indivíduo depressivo. A angústia das cobranças, a ansiedade de não achar uma saída para o problema associada ao desarranjo financeiro, afetam o humor, tiram a motivação, geram medo, insegurança e aumentam o pessimismo. Tais mudanças são um convite para a depressão. Dando prosseguimento aos sintomas da SBV, vem o pior. São os problemas de relacionamento. Retirar da esposa e filhos o que já estão acostumados é uma aflição. Começam a ocorrer ofensas mútuas, quando um passa a culpar o outro pela situação. A cumplicidade fica fragmentada e caminha para o “fundo do poço”. Para agravar a situação, a queda na produtividade e concentração no trabalho vira uma rotina. Funcionários que enfrentam problemas financeiros utilizam tempo de trabalho para cuidar de questões pessoais. Segundo pesquisa feita nos EUA pela PricewaterhouseCoopers em 2012, 97% dos funcionários utilizam horas de trabalho para cuidar de questões financeiras pessoais, sendo que 22% despendem pelo menos cinco horas por semana. Para tratar a síndrome do bolso vazio, só tem dois remédios no mercado: ou saber fazer economia ou ganhar mais. Faça uma boa semana.

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Índicedecura docoquetel oferecidodesde 2015éde90%, dizemestudos Na semana passada, quando se celebrou o Dia Mundial de Combate à Hepatite, o Ministério da Saúde anunciou a ampliação do tratamento atualmente oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tipo C da doença, o mais grave. A ideia é passar a ofertar a terapia composta pelos medicamentos sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir para todos os pacientes diagnosticados, independentemente do grau de comprometimento do fígado. Hoje, esses medicamentos são utilizados no SUS apenas para portadores de Thuany Motta

HIV, pessoas que passaram por transplantes ou pacientes mais graves – caso daqueles hoje chamados de F3 e F4, categorias mais avançadas na classificação utilizada para medir os danos no fígado devido à doença. Agora, a proposta é passar a incluir os pacientes com graus mais leves, que hoje utilizam outros medicamentos com menor chance de cura. Atualmente, o país tem 135 mil pessoas diagnosticadas com o tipo C da doença. Pacientes na fase F2 passarão a ser atendidos já a partir do primeiro semestre de 2018. A estimativa é que 80 mil a 90 mil

pessoas estejam nesse grupo. No segundo semestre, seriam incluídos os pacientes com graus F0 e F1, casos geralmente assintomáticos. Conhecida como uma doença silenciosa, a hepatite C tem poucos sintomas. Em casos mais graves, pode levar complicações como cirrose e câncer de fígado. A mudança no protocolo ocorre diante do avanço no tratamento de pacientes indicados para receber os medicamentos sofosbuvir, daclatasvir e simeprevir, incorporados ao SUS em 2015. “É muito importante que o maior número de pessoas tenha acesso ao trata-

“

É muito importante que o maior número de pessoas tenha acesso ao tratamento de melhor qualidade. Esses avanços são valiosos

mento de melhor qualidade. Esses avanços são valiosos. Antes, com a antiga droga, a cura não ultrapassava 70% e, agora, já passa dos 90%”, afirma o hepatologista e gastroenterologista Mário Magalhães. O combate a essa doença deve começar o quanto antes. “O tratamento oferece maiores chances de eliminação total do vírus, de cura, sendo feito no começo”, diz o gastroenterologista Leonardo Veloso, médico da Associação Brasileira de Portadores de Hepatite. Ele explica que o diagnóstico é obtido por meio de exames laboratoriais. No ano passado, os registros de hepatite C somaram 27.358, ou 13,3 casos por 100 mil habitantes. A doença é transmitida pelo contágio com sangue contaminado, como transfusão de sangue, sexo desprotegido e compartilhamento de objetos de uso pessoal como agulhas de tatuagem, alicates, tesouras. Não há vacina para o tipo C.

DANILO RAMOS/DIVULGAÇÃO

‘Eu jamais imaginei ter essa doença’

Alerta Exame de detecção de hepatite C é a melhor forma de prevenção, já que não existe vacina

Para os tipos A e B, vacina é a melhor forma de prevenção Em 2016, o Brasil registrou 42.830 casos de hepatites virais. Desses, 14.199 foram do tipo B, transmitida por sexo desprotegido e sangue contaminado. A vacina é a melhor forma de prevenção. Nos tipos A e E, a transmissão ocorre por

fezes ou por via oral. Para a A, também existe vacina. “Após contrair hepatite tipo A, o infectado pode eliminar o vírus do organismo sem saber que teve a doença. Já os tipos B, C e D podem apresentar formas agudas ou crônicas, podendo persistir por

anos ou décadas”, afirma o infectologista Estevão Urbano, da Unimed de Belo Horizonte. Para tratar formas agudas, explica Urbano, é preciso que o paciente repouse, tenha boas alimentação e hidratação e não consuma bebidas alcoólicas.

Foi o exame preventivo que salvou a vida da aposentada Lourdes Vianna, 69. Em 2011, ela descobriu que tinha contraído hepatite C depois de participar de uma campanha que incentivava a realização do exame. “Jamais imaginei ter a doença, ainda mais pela forma silenciosa que ela ataca o corpo. Eu não queria morrer, então, comecei imediatamente o tratamento na Associação Brasileira de Portadores de Hepatite, em Belo Horizonte”, conta. Lourdes relata que a luta durou quase dois anos, já que, na época, a terapia era feita com o uso de injeções que causavam efeitos colaterais devastadores. “A consequência mais grave desses medicamentos foi o desenvolvimento de uma anemia aguda. Por causa disso, eu tinha tonteira constantemente”, diz a aposentada. Mas, por fim, veio a cura. “Não sei descrever a felicidade que senti ao saber que estava curada. É por isso que digo, sem medo: salvem a vida de vocês, façam o exame”, alerta Lourdes.


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reportagem

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hepatite C é ampliado EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CONHEÇA OS TIPOS DE HEPATITE

HEPATÓCITOS

Os principais são: HEPATITE A

HEPATITE C

É transmitida por ingestão de material fecal, alimentos e bebidas infectadas. A vacina é recomendada para crianças a partir de 1 ano

É o tipo mais grave. Na fase aguda, pode levar à cirrose e a câncer no fígado. A transmissão se dá pelo contato com sangue de pessoa infectada. Não há vacina para a hepatite C

HEPATITE B A transmissão se dá por contato com sangue, sêmen e outros fluidos corporais infectados, compartilhamento de agulhas e drogas injetáveis, e de mãe para recém-nascido. A vacina é ideal para crianças e adultos sob risco de contaminação

HEPATITE D A hepatite D, também chamada de Delta, é causada pelo vírus D (VHD). É um tipo grave, que pode provocar complicações, e que não conta com vacina. HEPATITE E A transmissão se dá pela ingestão de material fecal, mesmo em quantidades microscópicas. Não existe atualmente vacina aprovada para hepatite E

FONTE: ESTEVÃO URBANO, INFECTOLOGISTA/LEONARDO VELOSO, HEPATOLOGISTA

FÍGADO

A hepatite é a inflamação do fígado, causada por um vírus, uma intoxicação do corpo ou alguma outra infecção

Esses agentes atacam o fígado, se reproduzindo no interior de suas células, chamadas de hepatócitos O sistema imunológico do indivíduo contaminado passa a atacar e a destruir os hepatócitos contendo o vírus, dando início a um processo de inflamação no órgão

1,4 MILHÃO de pessoas morreram em 2015, em todo o mundo, por causa das hepatites virais. Na maioria dos casos, por complicações como cirrose e câncer no fígado

42.830 CASOS de hepatites virais foram registrados no Brasil no ano passado, segundo o Ministério da Saúde

PÂNCREAS

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sociedade

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DOLCEVITA DE VOLTA AO PASSADO

A

volta às aulas tinha perfume de infância, onde “a gente era obrigado a ser feliz”. Agora é rotina, trabalho duro e nobre. Trânsito péssimo. Trânsito como metáfora de tudo que anda tão difícil. Quando anda! Como os mil problemas do país dos problemas sem fim. Mas problemas também apimentam a vida e viver é muito bom. Todos revitalizados?

Portugal: sair do Brasil para sempre, rever ou conhecer Portugal e, finalmente, conhecer um templo para os amantes do vinho do Porto.

O

grupo The Fladgate Partnership, dono de marcas como Taylor’s, Croft, Fonseca e Krohn, investe € 100 milhões na construção do World of Wine, um complexo no centro histórico de Vila Nova de Gaia, Porto.

B

ão cinco áreas, um museu de moda e design, escola de vinhos, lojas, espaço para exposições, praça e colossal estacionamento. A primeira fase começa no início de 2018, mas a Primus Turismo já está organizando a fila.

A

partir de 2020, mais três ótimos motivos para ir a

lançaperfume

QUEREMOS A METRÓPOLE

QUEREMOS RECOMEÇAR

QUEREMOS SER COLÔNIA

pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

DE VOLTA AO PRESENTE aterias recarregadas de esperança? Uma vida mais tranquila, e humana? Para sonharmos com as próximas férias e vivermos as próximas aulas: fim de 2017 e 2018 de eleição presidencial. Até lá, toma Lava Jato, delações, prisões, reformas que não saem; desemprego, falências, crises que não têm fim. Mas o pulso ainda pulsa, a vida passa bem, e os ipês continuam floridos. Bemvindos, voltem sempre.

Paulo Navarro com Walter Navarro

o opa6 Continuando co horizonte. É luxo no

lixo. Logo ele, porque luxo é ter recursos para melhorar o mundo. E recurso não é só “money”: é atitude e informação. Simples assim. a empresária 6 Fala Mônica “Contempo”

S

DEPRIMENTE HORIZONTE

C

omeçamos 2017 com a triste notícia de empresários que, mesmo acreditando no potencial premium da gastronomia, encerraram suas atividades devido ao “Brasil Cronicamente Inviável”. Impostos indecentes, aluguéis

No 5° Encontro Nacional dos Franqueados da Escolinha Guga, que aconteceu no PIC Pampulha, o presidente do clube, Antônio Eustáquio da Rocha Soares e o tricampeão de Roland Garros, Gustavo Kuerten

pornográficos, leis trabalhistas obtusas e obsoletas. Muitos nem chegaram a falir. Recuaram o exército antes de aumentar o prejuízo, as dívidas.

HORIZONTE PERDIDO

P

ra começar o fim, o restaurante Villa Roberti, no Belvedere. A morte anunciada nasceu na campanha presidencial de 2014, com pedaladas e

ficção científica. Em 2015, cavaram a tumba. No final de 2016, começou o massacre empresarial. A lista é medonha.

HORIZONTE EMPOBRECIDO

E

ntre outras, Bendita Gula, Domi, Mabel Magalhães, Monograma, H.Stern; Leitura Savassi, Laporte. Ruim para consumidores e empresários que acreditaram no Brasil e proprietários de lojas que “apreciam”, todo dia, inquilinos substituídos por placas de “Alugase”, “Vende-se”.

FIM DE HORIZONTE

D

epois de 27 anos, o Alambique, cachaçaria e casa de shows, fechou suas portas e porteiras. Antes do Alambique, a Villa Vittini. Dezenove luxuosos e elegantes anos de uma linda história, com muito trabalho e amor. Pé-

rolas aos porcos e aos poucos. Villa Vittini era uma referência de bom gosto.

MEDÍOCRE HORIZONTE

A

lém da tristeza, reflexo da economia: Vivemos sob o signo da inveja. Gente que comemorou a queda das torres em NY e tem orgasmos quando políticos e empresários são presos. Nem tanto pelo crime cometido, mas porque são ricos. É a raiva e a torcida contra as “elites”.

RAIVOSO HORIZONTE

E

lite que, em sua grande maioria, produz e constrói este país. Sucesso no Brasil é ofensa pessoal, agride. Pobres ricos que ousam investir em arte, moda, esportes, gastronomia, tecnologia e tentam fazer da cidade e do país um lugar desafiante, empolgante.

Fleury: “Muito triste com cada empresário que encerra atividades! Mais desemprego, resultado desse desastroso desgoverno. Villa Vittini, Mary Design e tantos! Empreendedores há mais de 20, 30 anos! Não podemos desistir!”. próxima edição do 6 AFestival Cultural Meu Vizinho Pardini vai agitar a região do Museu Histórico Abílio Barreto. Neste domingo (6), a partir das 11h.

a Cres6 Aprendendo cer – Música para To-

dos os Sentidos, oficinas espetáculos musicais neste sábado (5), a partir das 9h30, Praça da Assembleia. Festival Cultu6 Ora 20º e Gastronomia Tiradentes acontecerá de 18 a 27 de agosto.

a edição come6 Para morativa de 20 anos, o tema será Minas Gerais, exaltando a riqueza gastronômica do Estado.

Andreola e 6 Miguel Hans Saraiva convidando para conhecer a grife de calçados masculinos We Basic, na avenida Prudente de Moraes. O convite inclui homens antenados à moda internacional.

Ao lado do marido, o médico Henrique Carneiro, a bela dermatologista Eveline Bartels comemora aniversário amanhã, ao lado de chegados de primeira hora, no Nutreal


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ESPAÇO KIDS LÉO FONTES

Criançasque fazemarte direcionadaa outrascrianças Quando a reportagem ligou, Luís Dorión Schenk, 12, demorou a atender. Como estava de férias, brincava na casa de um vizinho, e a mãe, Marie Dorión, precisou interrompê-lo. Luís, um menino que vive a infância como qualquer outro, também pode ser considerado, graças a uma nova visão do setor, produtor de arte e cultura voltadas para um público do qual ele também faz parte, o infantojuvenil. Há alguns meses, ele desenvolveu história, ilustrações e narração para um desenho autobiográfico sobre as emoções de autistas, exibido nas redes sociais da série “De Criança para Criança”. “Gostei bastante de participar. Quero ser ilustrador, criar personagens”, diz o garoto. O “De Criança para Criança” é um dos exemplos de novos meios para os pequenos mostrarem suas opiniões, sonhos e desejos, colocandose como sujeitos agentes e pensantes na cultura, algo incomum até bem pouco tempo. O projeto foi criado em São Paulo, há menos de dois anos, pelos sócios Vitor Azambuja, Gilberto Barroso e Gian Carlo Rocchiccioli. Tratase de uma plataforma colaborativa, que já alcança até 3.000 acessos por dia. Cada criança, entre 6 a 12 anos, pode mandar uma história que, se selecionada, volta ao site para que Aline Gonçalves

Thiago Navarro, Ana Carolina de Oliveira e Clara Inácio participaram da produção de uma série de televisão

Pequenos produtores outras (ou ela mesma) façam desenhos que, depois, serão transformadas em animações 2D – aí, sim, por uma equipe de adultos. “A plataforma liga crianças do mundo inteiro por meio de uma linguagem simples e particular da idade. É uma maneira de conectar sonhos e estimular ideias. As crianças passam a criar conteúdo e o resultado tem sido maravilhoso. Interferimos o mínimo possível”, garante Barroso. Desde 1º de julho, 24 episódios vêm sendo exibidos também na TV, no canal infantil ZooMoo (103 da Sky), mas, desta vez, as histórias foram propostas pelos produtores, com desenhos e locuções feitas pelas crianças. “Até o

fim do ano, vamos ter mais de 300 filmes, e as próximas temporadas queremos que sejam totalmente feitas por crianças”, diz Barroso. PROCESSO Na visão da curadora educativa Clarita Gonzaga, essa mudança de paradigma, que parte de uma criança considerada inapta a desenvolver algo cultural e vai para um sujeito agente, faz parte de um longo processo. “A partir dos anos 80, tivemos uma crescente ‘adultização’, por assim dizer, das crianças. Eram meninos e meninas que falavam como adultos, cantavam como adultos. A produção da criança para a criança que está acontecendo agora é a redescoberta de si mesmo. Ela

está vendo como ser agente ativo, personagem da história. É como se dissesse: ‘olha, eu também tenho algo a dizer e não preciso me fantasiar de adulto para isso”, explica. Foi com a máxima de que os pequenos têm muito a dizer, na TV e no cinema, que a produtora cultural mineira Sarasvati criou a série de TV “Pintando a Sétima Arte”, produzida e dirigida por crianças, sobre o universo infantil. A iniciativa resultou na implantação da escola de cinema infantil Lanterna Mágica. “Elas fizeram roteiro, filmagem e cuidaram de todo o processo de produção”, explica a sócia-fundadora e diretora da Sarasvati, Graziella Luciano. O primeiro projeto re-

sultou em 13 episódios, produzidos em 2016. A partir do próximo mês, eles serão exibidos em canais públicos, comunitários e educativos de todo o país, como a TV UFMG. “As crianças trataram de diversos temas atuais, como morte, família e consumo”, diz Graziella. Ao todo, 23 meninos e meninas, entre 9 e 12 anos, participaram. Nesse grupo estão Ana Carolina de Oliveira, 11, Thiago Navarro, 10, e Clara Inácio, 11, trio de Belo Horizonte. “Gostei demais de mexer na câmera”, diz Thiago. “Quando vejo uma animação na TV hoje, entendo melhor”, diz Ana Carolina. “Acho que a série vai ter muitas visualizações, vai ‘explodir’, e as crianças vão

gostar porque é animação, e toda criança gosta de animação. E, como nós somos crianças, todo mundo vai saber que pode fazer aquilo”, comenta a animada Clara. Para fazer a iniciativa funcionar, a Sarasvati ofereceu oficinas de audiovisual e animação aos pequenos, que aprenderam técnicas variadas. “Elas aplicaram na produção do vídeo, discutiram roteiro, escolheram o que iam usar. O que apresentamos foi a temática”, explica Graziella. Edição e finalização também foram feitas pela equipe da produtora. Para a mestre em literatura brasileira e gestora da Idea Casa de Cultura em BH, Carol Barreto, a academia já vem absorvendo ações como essa, mas o processo ainda é lento. “Dentro da academia, ouvimos muito sobre resignificação da criança, começar a vê-la como ser completo, mas isso tem acontecido pouco na prática. A minha filha, desde os 7 anos, fala que não existe literatura infantil porque ela não pode ser escrita por adultos”, diz ela, mãe de Luiza, hoje com 9 anos. “Para mim, a criança está apta sim, a produzir cultura, mas esse é um processo longo de mudança de visão”, diz. Em sua opinião, ao se dar espaço para criança produzir arte, tem-se a possibilidade de desenvolver representações únicas do mundo. “Ao fazer uma escrita, uma animação, ela vai precisar exercitar a imaginação, que anda meio apagada em tempos de excesso de informação, celular, aplicativos, tudo pronto. Quando a criança faz arte voltada para outra criança, é ainda melhor, porque ela vai estimulá-la a querer produzir também”, reflete. REPRODUÇÃO

Artes plásticas e escola são portais Se o movimento de conscientização das possibilidades de produção infantil em algumas áreas ainda é recente, há outras que já ganham atenção, em Minas, há mais tempo – não sem ter de enfrentar desafios. Desde 1999, o arquiteto, artista plástico autoditada e especialista em arte e educação Elias Rodrigues de Oliveira realiza cursos itinerantes e exposições que envolvem crianças e adolescentes de escolas públicas, por meio de recursos de leis de incentivo, em seus projetos Arteirartista e Arte na Infância – ele estima já ter atingido 50 mil crianças. Em 2016, os projetos já passaram por cidades do in-

terior de Minas, pelo Espírito Santo e, ainda, por centros culturais de BH. “Realizamos minicursos de arte para um processo de alfabetização gráfico-plástica. Damos uma introdução relevante à linguagem visual. É interessante porque a criança aprende questões como a articulação dos elementos, da cor, do espaço do papel. Essas técnicas, somadas à memória afetiva, resultam em peças nas quais elas falam sobre o que interessa a elas”, diz Oliveira. Para o artista, no entanto, há muita rejeição por parte da academia no entendimento da arte feita pelas crianças. “A arte convencional está vinculada à histó-

ria, aos estilos europeus, coisas que fazem sentido para o adulto, para o mercado. Essa criança, então, fica à margem, sem espaço na galeria, na mídia. E ela, que já não tem autonomia financeira, acaba impedida de realizar sua expressão cultural”, pontua. A curadora educativa Clarita Gonzaga acredita que o caminho para a mudança passa pelo aprimoramento do ensino das artes na escola. “Eu não jogo no lixo a escola tradicional, mas o modo de ensino precisa de revisões, inclusive no campo da artes. Existe uma verticalização grande, até por um sistema, um currículo rígido, e isso pode comprometer a expe-

riência da criança. No caso da arte, isso é definitivo, porque a maneira como a criança a vivencia será levada para a vida – e sabemos que muitas famílias não levam os filhos a exposições, por exemplo. É preciso trabalhar a autonomia na escola até para a formação de adultos mais conscientes, e a arte é uma possibilidade, já que, ao fazê-la, é preciso escolher cor, discurso e formas, por exemplo”, explica. A mestre em literatura brasileira e gestora da Idea Casa de Cultura em BH, Carol Barreto, pontua a dificuldade que crianças e adolescentes encontram para tirar seus projetos da esfera doméstica, algo essencial para

Em “De Criança para Criança”, os pequenos enviam desenhos, como este, que serão animados e exibidos

reforçar o papel dos pequenos enquanto seres produtores e agentes da cultura. “Infelizmente não há interesse editorial na publicação de textos feitos por crianças. O que se produz fica em casa, e, se as crianças não leem coisas feitas por crianças, não ficam estimuladas”, argumen-

ta. “Lembro que, uma vez, dei um livro para minha filha e ela me disse: ‘Então, um adulto selecionou o que acha que as crianças devem ler?’. Esse pensamento é incrível, porque realmente temos que dar espaço para a criança selecionar e escolher”, diz.


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DIA A DIA

Busca de refúgio nas compras FRED MAGNO

Pesquisaapontaquepessoasgastamquandoestãotristes ouestressadas;economistaalertasobreperigodeprejuízos Thuany “Você comMotta pra porque brigou com o namorado ou porque se estressou no trabalho? Eu sou assim”, afirma a programadora Kelly Artiaga, 31. Essa é uma realidade para a grande maioria das pessoas que estão deprimidas. Uma pesquisa da empresa americana Ebates mostrou que 96% dos entrevistados já fizeram compras apenas para se sentirem bem. Ao todo, foram 1.084 participantes com mais de 18 anos nos Estados Unidos. Desse montante, 66% afirmaram que compram quando estão entediados, enquanto 56% disseram que roupas novas trazem mais satisfação no ato da compra. Outros estudos científicos comprovam esse comportamento. Um deles, feito por especialistas da Universidade de Nova York, constatou que, no instante em que decidem comprar, as pessoas se sentem bem e há uma onda positiva. No Brasil não é diferen-

te. A psicóloga Marília Gama, da Universidade Federal de São Paulo, explica que esse fato influencia a hora de alguém adquirir um bem depois de uma decepção. Além disso, muito do que acontece no momento da compra está fora das decisões racionais. “É o tipo de escolha que nos faz evitar a negligência em um projeto de trabalho ou pensar duas vezessobre a condução imprudente. A maioria de nós gasta menos de um segundo para decidir se deve ou não fazer a compra”, diz. A programadora Kelly concorda. “Faço compra sempre que passo por uma situação difícil ou quando preciso levantar o ânimo”, admite. Ela garante que nunca se arreTRANSTORNO Dados Segundo o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, cerca de 5% dos brasileiros tem oniomania, transtorno que provoca hábitos compulsivos de compra.

Programadora Kelly Artiaga, 31, diz que sempre faz compras quando passa por uma situação difícil para “levantar o ânimo”

pende, porque encara o fato como uma compensação. A psicóloga acrescenta que, além de uma sensação de gratificação momentânea, há uma explicação histórica. “Antigamente, os bens eram raros e difíceis de se adquirir, por isso, era comum fazer estoques. Essa sensação de segurança veio conosco por meio de gerações. Mesmo com fácil acesso, sentimos a necessidade de ter uma reserva diante de um possível imprevisto”, analisa. CUIDADO Apesar de ser comum, comprar passa a ser preocupante quando afeta negativamente a vida da pessoa, prejudicando, principalmente, a situação financeira, alerta Marcela Kawauti, economistachefe do SPC Brasil. “A pessoa já se conhece e sabe que, se tiver uma semana ruim, vai querer comprar algo. Por que não deixar um dinheiro separado para isso? Pagou as contas e deixou uma reserva de emergência? Esse é o caminho para uma boa compra”, diz.

Mulheres são mais impulsivas em gastos Pode parecer perseguição, mas não é. As mulheres agem mais por impulso na hora de comprar em comparação aos homens. Um estudo feito pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revelou que 47% das 647 entrevistadas compraram coisas depois de se sentirem com a autoestima baixa, ou estar em uma situaEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

BEM OU MAL? Entenda a diferença entre quem compra por impulso e quem compra por oniomania Comprador impulsivo Está sempre atento a lançamentos e novidades Não pensa na necessidade, basta gostar para comprar Tem poucos objetivos e sonhos, o que faz o dinheiro ir para compras imediatistas e desnecessárias É facilmente seduzido por apelos de promoção

Tem sentimentos de alegria ao comprar Sempre que recebe o salário, gosta de comprar alguma coisa para se agradar Sempre encontra um motivo para comprar: ficar bonito, momentos de vida, eventos, agradar aos outros etc.

ção de tristeza, como tensão pré-menstrual e até mesmo insegurança com a aparência. Por outro lado, o público masculino que admitiu ter a mesma atitude foi de 36% na pesquisa. O descontrole dos homens, de acordo com o estudo, está relacionado à ansiedade com algum evento, como, por

exemplo, a proximidade de férias ou de viagem. O mesmo estudo ainda constatou que há uma dificuldade geral em poupar. Dos entrevistados, 43% das mulheres e 41% dos homens afirmaram que não conseguem guardar parte dos rendimentos até o final do mês para alguma emergência.

COMO SABER SE VOCÊ É UM COMPRADOR COMPULSIVO

Comprador compulsivo Preocupações excessivas ou impulsos frequentes que são sentidos como irresistíveis, intrusivos ou sem sentido Perda de controle sobre o ato de comprar Aumento progressivo do volume de compras/compras frequentes Tentativas frustradas de reduzir ou controlar as compras

Na maioria das vezes, acaba nem usando o que compra

? SIM

Mentiras para encobrir o descontrole com compras

Não resiste ao impulso de comprar?

Interferência significativa nas áreas social, profissional e familiar

Impede ou prejudica seus planos de vida e o das pessoas a sua volta?

Problemas financeiros causados por compras/comprar mais do que pode pagar Consumo de tempo ligado a compras

Gasta mais que o planejado e se prejudica financeiramente?

Precisa efetuar a compra de qualquer forma, independentemente do produto comprado? Percebe que está comprando coisas que não usa ou usa muito pouco? Assume dívidas acima de cinco vezes o valor de sua renda mensal? Se a maioria de suas respostas foi SIM, você pode ter problemas com o hábito de comprar. No entanto, o diagnóstico exato só pode ser dado a partir de entrevistas com profissionais da área. FONTE: DESENVOLVIDO POR COORDENADORES DO AMBULATÓRIO DE JOGOS PATOLÓGICOS

FONTE: MARÍLIA GAMA, PSICÓLOGA

E OUTROS TRANSTORNOS DO IMPULSO (AMJO), DO INSTITUTO DE PSIQUIATRIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS/SP

NÃO


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DIA A DIA

Doe seu computador sem uso Máquinaspodemserrecondicionadas edestinadasaquemprecisa Sabe aquele computador velho, sem uso, que está encostado e ocupando espaço em um canto da sua casa? Ele pode fazera alegriademuitas pessoas, graças ao trabalho do Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC),da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel). Atualmente, a cada três PCs sem utilidade quesão doados,ogrupoconsegue fazer um novo, com condições de promover a inclusão digital em BH. Somente desde 2015, mais de 1.200 máquinas foram distribuídas aos mais de 300 telecentros espalhados pelas nove regionais da capital, que são responsáveis por ministrar cursos para o desenvolvimento digital da população de suas respectivas regiões. Só neste ano, mais de 200 computadores foram recondicionados e entregues, conforme explica Leandro Garcia, presidente da Prodabel. “NoCRC, são recondicionados computadores, peças e equipamentos de informática doados por pessoas físicas,órgãos públicoseparceiros da iniciativa privada. Tudo que é produzido é doado e serve para a inclusão digital de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social”, afirma. Segundo Garcia, além de oferecer equipamentos que possibilitam o acesso à informática, o programa tem como finalidade estimular o desenvolvimento profissional nas regiões. “Buscamos, também, a caWallace Graciano

OR MID U S CON

pacitação de jovens e adultos para que possam atuar na área de reconstrução dos aparelhos, abrindo as portas do mercado para várias pessoas”, completa. Apesar de não ter números exatos de quantas pessoas foram diretamente beneficiadas pelo programa, alguns casos servem para ilustrar sua influência. Uma delas foi a Associação das Mães Chefes de Família do Estado de Minas Gerais (Assmig), no bairro São Bernardo. Segundo Lúcia Helena de Melo Batista, chefe de comunicação e

DENILTON DIAS

eventos da organização, o projeto foi determinante para ajudar a população. “Já recebemos 12 computadores da Prodabel, sendo que dez estão disponíveis, e possibilitam acesso a quase 60 pessoas por dia. Com eles, podemos ajudar a população da região que não tem acesso à internet, e também dar cursos a cerca de 35 idosos que frequentemente vêm aqui”. Segundo Lúcia Helena, há uma comunicação direta do órgão com a entidade. “Quando eles mandam os computadores, vai algum voluntário da Assmig aprender como montar e desmontar um computador. Esses cursos vêm ajudando a comunidade, que está mais ativa”, relata.

Maria Eduarda e Thiago estão entre os beneficiados por computadores renovados EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

RECONDICIONAMENTO DE COMPUTADORES Entenda o projeto Destino Todo o material doado serve para a inclusão digital de milhares de pessoas em situação de vulnerabilidade social, distribuídas em centros destinados à capacitação

2011 foi o ano de início do projeto

A cada três computadores doados

302 telecentros recebem as peças para promoverem a inclusão digital em Belo Horizonte

Saiba como apagar seus dados antes de doar Em Windows: Em computadores Windows, é possível usar programas como o DBAN para apagar arquivos e dados, impedindo que eles sejam recuperados posteriormente. MAC: Os donos de Mac precisam apenas selecionar a unidade removível desejada e ecolher a opção “apagar”.

COMPUTADORES DISTRIBUÍDOS Dados a partir de 2015 apontam que mais de

um novo é recondicionado e doado

1.200

unidades já foram distribuídas em Belo Horizonte

PEÇAS COLETADAS Em média, são coletadas cerca de

200

unidades por mês

LOCALIZAÇÃO DOS TELECENTROS Nas nove regionais de Belo Horizonte. Os dados completos estão disponíveis no site da prefeitura inclusaodigital.pbh.gov.br

COMO FAÇO PARA DOAR Basta entrar em contato que uma equipe do CRC vai buscar o equipamento ou entregá-lo diretamente na rua José Clemente Pereira, 440, bairro Ipiranga (31) 3277-8343 e-mail: crc.bhdigital@pbh.gov.br

FONTE: PRODABEL

Adesão ainda é baixa, avalia a Prodabel Apesar de o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) buscar o equipamento na casa do doador, e dos bons resultados já obtidos, o presidente da Prodabel, Leandro Garcia, ainda vê a baixa adesão como entrave. “Esse é nosso desafio: fazer com que a população reconheça a importância da proposta. Certamente milhares de pessoas possuem computador, teclado ou monitor sem uso em casa. Esse material parado pode ter muito valor para outra pessoa”, explicou. Segundo Leandro, quando o material não é utilizado numa peça, ele é leiloado, o que também gera retorno às entidades cadastradas na Prodabel.

NADA SE PERDE O que sobra do recondicionamento dos computadores é leiloado (alguns componentes têm até ouro na composição), e o dinheiro é usado nos telecentros, na compra de papel e tinta para impressoras, por exemplo.

AMPLIAÇÃO Há previsão de construção de uma linha de montagem para o CRC em 2018, com investimento de R$ 1,2 milhão, em convênio com o governo federal, para mais de 2.000 máquinas.

Cartão de crédito lidera reclamações

Somente no primeiro semestre deste ano, o Procon-MG recebeu quase 7.000 reclamações relativas a abusos de operadoras de cartão de crédito. E, entre os mais de 50 tipos de demandas levadas ao órgão, destacam-se as cobranças indevidas, com mais de 2.000 casos. Desses, boa parte refere-se a serviços não contratados, como aconteceu com o aposentado Jorge Lúcio Miranda, que teve grande dificuldade para acabar com a cobrança de SMS em seu celular. Cliente de duas operadoras de cartão, a Hipercard e a Credicard, ambas adminis-

tradas pelo Itaú Unibanco, Miranda foi duplamente cobrado por um serviço de envio de mensagens automáticas sobre transações, que ele não solicitou. “No mês passado, ao abrir a fatura da Credicard, vi a cobrança pelo envio de mensagens no valor de R$ 5. Pouco depois, chegou a da Hipercard, de R$ 5,50. Parece ‘mixaria’, mas são mais de R$ 200 ao ano por um serviço que sequer uso”, afirmou. Revoltado, ele tentou cancelar o valor cobrado. Até conseguiu, mas sem ser ressarcido. “Entrei em contato, contestei. Mas eles não estornaram. Apenas informaram que a fatura já estava fechada”, lamentou.

Segundo Rafaella Saltarelli, advogada da área corporativa da Andrade Silva Advogados, nesse tipo de situação o consumidor tem o direito ao ressarcimento em dobro. “Quando a cobrança for abusiva, por um serviço que não contratou, o artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor estabelece que a operadora deve pagar em dobro o valor cobrado”, explicou. Conforme o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor de Belo Horizonte, Glauber Tatagiba, a operadora é a responsável pela cobrança dos valores. “A resolução 3.954 do Banco Central é bem clara ao determinar que o banco ou

a operadora são os responsáveis pelas transações”, apontou. Porém, segundo Tatagiba, ainda que as operadoras do cartão sejam responsáveis, é recomendável procurar, também, o estabelecimento onde o cartão foi feito. “Caso não haja solução, ele deve buscar as vias judiciais, podendo, inclusive, ser ressarcido por danos morais e materiais”, completou. Procurado, o Itaú Unibanco, administrador da Hipercard e da Credicard, afirmou que não recebeu os dados dos clientes citados e que por isso não iria comentar os dois casos. (Wallace Graciano)


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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA

Ele estará entre nós

BREWHOUSE/DIVULGAÇÃO

Alex Atala desembarca em BH RODRIGO MARQUES/GQ BRASIL/DIVULGAÇÃO

Renomadochefé umadasatrações docircuitoMesaao Vivo,entreosdias11e 12destemêsemBH

Brewhouse Beer Station em BH

Feira Aproxima neste sábado Neste sábado (5), das 10h às 17h, acontece mais uma edição da Feirinha Aproxima, desta vez no estacionamento do DiamondMall (av. Olegário Maciel, 1.600, Lourdes). O evento oferece aos amantes da boa culinária a opção de provar várias delícias mineiras. Neste encontro, os pais serão homenageados e poderão degustar cafés especiais, cervejas artesanais, vinhos e cachaças. A entrada é gratuita.

ARQUIVO PESSOAL

Antön Beer lança novidades

De cara nova, a cervejaria sete lagoana Antön Beer acaba de lançar novidades no mercado cervejeiro. Com os rótulos das garrafas repaginados, a marca que tem um jacaré como símbolo oferece ao público três novos estilos da bebida, são eles a Joaquina (Witbier), a News Orleans (Black IPA) e a deliciosa Session IPA nomeada Noronha, em referência ao arquipélago pernambucano. A Session, por exemplo, é boa pedida para acompanhar iscas de peixe frito e outros petiscos como queijos e batatas.

A presença mais do que cativa dos ingredientes brasileiros nas receitas contemporâneas e a busca pela valorização da gastronomia regional são motivos suficientes para mover a cozinha do chef paulistano Alex Atala, 49, nome por trás do D.O.M., eleito o 11º melhor restaurante do mundo segundo a publicação britânica “Restaurant” deste ano. Inclusive, foi Atala que, em 2013, criou o Instituto ATÁ, uma organização com o intuito de colocar sob holofotes o patrimônio gastronômico nacional e estruturar as cadeias produtivas. É por isso que entre os dias 10 e 12, o chef é um dos convidados a fazer coro à cozinha regional durante a primeira edição do circuito Mesa ao Vivo em BH, que traz o tema “Gastronomia Além das Fronteiras”. Ele é um dos palestrantes da programação, que contempla outros representantes locais, e também vai cozinhar, no dia 11, ao lado dos companheiros de profissão Carlos Bertollazzi, Ligia Karazawa, Rodolfo Mayer, Leo Paixão e André Melo, especialmente para o jantar beneficente para a Casa de Acolhida Padre Eustáquio (Cape). Na ocasião, o prato que ele irá assinar será um pirarucu grelhado com purê de açaí. Além de mostrar a cozinha mineira em escala nacional, o evento também quer destacar a nova safrade profissionais e a necessidade de reconhecimento dos mesmos, como aponta Atala. Aliás, é justamente sobre os novos caminhos, gastronomicamente falando, que visam articular o ato de comer como ato político, econômico, social e cultural, que o chef fala na entrevista a seguir. Lorena K. Martins

A tendência dos growlers (garrafões retornáveis) cresce a cada dia na capital mineira e, na semana passada, a Brewhouse Beer Station abriu as portas como mais uma opção de estação cervejeira para os amantes da bebida. A Brewhouse Beer Station (av. Prudente de Morais, 513 Lj 09,Santo Antônio) disponibiliza de 15 torneiras de marcas diferentes, entre elas Laut, Barbarossa, Vinil, Magbeer e Dos Caras. Para quem não quer apenas abastecer o growler, também pode beber no espaço montado, onde é oferecido cardápio de frios, antepastos e embutidos para acompanhar um chope gelado.

Qual a importância de eventos que visam discutir a gastronomia como cultura, como o Mesa ao Vivo?

O repertório que a biodiversidade brasileira nos proporciona é suficiente para pautar uma discussão infinita sobre a gastronomia do nosso país. Em todo o Brasil ou mesmo na América do Sul, todos os lugares estão passando por um movimento de grande valorização de suas culinárias regionais. Dentro do Brasil, existem vários “Brasis”, com culturas e culinárias completamente diferentes entre si. Por isso, algumas vezes, o estranhamento acontece, é algo natural. Isso não quer dizer que não trabalhamos para mudar isso. Pelo contrário. Precisamos valorizar nossos sabores. O Mesa ao Vivo chega pela primeira vez a Minas Gerais e também quer valorizar novos profissionais da cozinha. Qual a importância dessa nova safra?

Eu penso que o que levou a França, a Itália e a Espanha a serem referências gastronômicas no mundo foi ambos terem muitos bons chefs e bons ingredientes. Bons ingredientes, o mundo já sabe que nós brasileiros temos. O que talvez muita gente não saiba é que em lugares como Belém do Pará, Manaus, Curitiba, Mato Grosso, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais hoje existe uma legião de novos chefs talentosíssimos e esses garotos e garotas precisam ser reconhecidos, não somente por meio da imprensa, mas fundamentalmente com apoio do governo. Eles viajam e viajarão o mundo levando nas suas malas uma marca chamada Brasil, levando na sua comida uma mensagem com gosto brasileiro. O futuro do Brasil é aprender, valorizar e divulgar o patrimônio gastronômico cultural brasileiro. O futuro do Brasil é esse: aprender, valorizar e divulgar o patrimônio gastronômico cultural brasileiro.

“O futuro do Brasil é aprender, valorizar e divulgar o patrimônio gastronômico cultural brasileiro”, diz Atala

Quais os principais desafios de ser um chef de cozinha, atualmente?

O Brasil é um país bastante hostil ao empreendedorismo. Principalmente na relação de entender melhor que a construção de custos, impostos, taxas de cartão são fundamentais para desenvolver o restaurante ou um negócio qualquer. Os controles sanitários também são bastante complicados e importantes de serem cumpridos. Entender essas minúcias burocráticas legais é essencial. Essa é uma coisa que eu conhecia muito pouco antes de empreender. Estamos vivendo em um mo-

mento de valorização de pequenos produtores, de ingredientes locais e típicos de cada região, ações que você sempre priorizou em sua cozinha. Qual é a importância dessas iniciativas que discutem a gastronomia de maneira mais consciente?

A necessidade hoje não é de que os chefs especificamente considerem isso nos restaurantes, mas sim que nós, como indivíduos, entendamos que conseguimos ser ferramentas de transformação. O conceito de cidadania pode ser traduzido na atitude do indivíduo em favor do coletivo. Acredito em um consumo cidadão e em uma cozinha cidadã.

@ALEXATALA NA REDE FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

Momento de descontração, durante pescaria “corporal”

Coalhada, caju, castanha, vinho e especiarias, servido no D.O.M

Na cozinha de um de seus restaurantes, o D.O.M, em São Paulo


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Qual é sua relação com a gastronomia mineira e quais são os ingredientes mais interessantes extraídos daqui que você gosta de trabalhar?

Minha relação é totalmente afetiva. Em um dos meus restaurantes, o “Dalva e Dito” servimos vários pratos da cozinha mineira ou inspirados nela, como lombo de porco com feijão tropeiro, porco na lata e rabada com agrião. Usamos muito o queijo canastra, que está em todos os nossos pães de queijo, café mineiro, broa, ora-pro-nóbis, enfim, todo um universo de ingredientes. Na sua cozinha, quais ingredientes mais têm te interessado recentemente? E técnicas?

Sem dúvida, os cogumelos brasileiros, produzidos pelo indígenas Sanöma, um subgrupo do povo Yanomami. Eu já havia ouvido falar de comunidades tradicionais e ribeirinhas que utilizavam cogumelos, mas sem ter acesso direto a esse ingrediente. Por volta de seis anos atrás, tive os primeiros contatos com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), e ouvi falar sobre o estudo formal dos cogumelos comestíveis. Essa informação, além de me impressionar, me remeteu ao ano de 2003, quando em meu primeiro livro escrevi que não era possível que no Brasil não houvesse cogumelos comestíveis. A descoberta desses cogumelos e o quanto o projeto avançou até hoje reforçam uma crença nossa: a importância do diálogo entre diferentes disciplinas. O estudo de cogumelos em terras brasileiras é muito anterior a isso, mas, infelizmente, a cozinha e a pesquisa/ciência não souberam conversar para que as coisas andassem mais rápido. Hoje, o projeto

reportagem

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dos cogumelos segue avançando pela união de forças do Inpa, Instituto Socioambiental (ISA) e ATÁ. Mais que a questão do produto, tem sido também importante o convívio com a cultura?

Os cogumelos com os quais trabalhamos hoje são colhidos por meio do sistema agrícola tradicional Yanomami. Acho que o grande objetivo não é só trazer os cogumelos para o mercado comum, mas, sobretudo, proteger os modos de vida e a cultura Yanomami. Os cogumelos comestíveis não são exclusividade dos Yanomami, muito menos da Amazônia. Hoje, manejamos por volta de 11 espécies espontâneas (não são plantadas, apenas colhidas dentro do sistema tradicional), e durante o ano é possível ver mais de uma espécie aparecendo numa mesma área. Acho que o sonho não é outro que não o de trazer para a gastronomia um novo saber e devolver à natureza um benefício real.

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Rango de favela

O pastel Trem de Minas tem recheio de carne seca e elementos mineiros como torresmo e couve, e é preparado por Diones Ferreira da Silva FOTOS JÚLIA LANARI/DIVULGAÇÃO

SERVIÇO O que Mesa Ao Vivo Minas Gerais Quando 10 a 12 de agosto Onde Espaço Sicepot MG (av. Barão Homem de Melo, 3.090, Estoril) Quanto R$ 60 (o dia) e R$ 100 (dois dias) Detalhes da programação das cozinhas shows, palestras e outras informações podem ser encontrados no site: www.mesaaovivominasgerais.com.br

RICARDO D'ANGELO/NETFLIX/DIVULGAÇÃO

Alex Atala foi o primeiro brasileiro a ganhar documentário na série “Chef’s table”, produzida pela Netflix

Um circuito lançado neste ano visa trabalhar como uma de vitrine de boas notícias que vêm das comunidades locais que, até então, eram menos vislumbradas em roteiros gastronômicos. Agora, seis endereços da região metropolitana de Belo Horizonte disponibilizam para o público mais de 25 pratos elaborados pelos moradores das favelas Alto Vera Cruz, Morro das Pedras, Barragem Santa Lúcia, Serra, Vila São Vicente e Jardim Teresópolis – as duas últimas em Contagem e Betim, respectivamente. Tudo faz parte da terceira etapa do Circuito Gastronômico de Favelas, com eventos gratuitos e abertos ao público, que se iniciam neste domingo (6) e seguem até 10 de setembro, sempre aos domingos. As primeiras etapas da iniciativa, que começou em junho, contou também com curadoria de alguns chefs da capital para selecionar os moradores e suas criações que eram destaque em suas comunidades. Depois, o evento visou ao processo de formação dos participantes com o intuito de potencializar e qualificar o trabalho desenvolvido por eles. “Mostramos ao participantes as possibilidades e necessidades, como precificar os pratos, formas de divulgação do produto e outras questões burocráticas”, destaca Danusa Carvalho, idealizadora do circuito. Iguarias singelas como macarrão maravilha – com molho quatro queijos e manjericão –, porco na lama – linguiça defumada, pé de porco e bacon refogados com inhame – e o inédito pó de quiabo com frango são alguns dos destaques que podem ser contemplados nessa fase do evento. “É uma gastronomia mais pura e os participantes que selecionamos são reconhecidos justamente pelo que cozinham, pela sua mão de obra. É uma iniciativa para ‘quebrar’ esse muro da favela e pensar juntamente a outras pessoas”, destaca o chef Américo Piacenza, da cantina Piacenza e que foi um dos curadores do circuito. Está prevista também a festa de encerramento nos dias 16 e 17 de setembro, na Praça da Estação, em Belo Horizonte, com a roda Samba da Vera, que conta com as participações de Manu Dias e de Flávio Renegado. Na ocasião, será possível experimentar os pratos de todos os participantes em um só lugar. “A gastronomia vem, muitas vezes, de protagonistas de favelas. Então, a ideia do circuito é que os moradores possam receber outras pessoas nas comunidades deles”, anuncia Danusa sobre o Circuito Turístico de Favelas, projeto que vai começar após o encerramento, convidado outros visitantes a conhecer as peculiaridades de cada comunidade. (Lorena K. Martins)

Amélia Aparecida Pereira, da comunidade do Santa Lúcia, com o seu frango feito com pó de quiabo

PROGRAMAÇÃO Quando 6 de agosto (domingo) Onde Vila São Vicente (rua São Vicente, em frente ao número 320, Contagem), das 10h às 18h. Entrada Gratuita Cardápio Diones Ferreira da Silva: pastel Trem de Minas (massa de pastel sequinha, acompanhada de carne seca e elementos mineiros como torresmo e couve); Amélia Aparecida Correia Pereira: frango com pó de quiabo; O Fundo do Bar: costelinha com ora-pró-nobis (acompanha angu); Ronaldo Evangelista de Souza: macarrão na chapa (espaguete na chapa com bacon, couve-flor, cenoura, brócolis, milho e cebola); Maria Raquel Silva: flor de jiló (isca de frango empanada, flores de jiló e molho de abacaxi picante e alho); Ester Oliveira Guimarães: torresmo à mineira (torresmo de costela frito com toque de limão). Mais Os cardápios especiais nas comunidades acontecem em eventos sempre aos domingos até o dia 10 de setembro. Confira a programação completa no site www.circuitogastronomiacodefavelas.com


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almanaque BIOGRAFIA>Musical encena a vida e a obra de um dos maiores nomes da MPB no SescPalladium

Os moinhos de Cartola Alex O apelido, é Bessas v e r d a d e , veio de um resquício de vaidade, quando o então pedreiro com um chapéu côco escondia a cabeleira dos respingos de cimento. Hoje, no entanto, é sinônimo de samba. Dono de uma biografia conturbada, até o nome de batismo do eterno Cartola (1908 -1980) tem sua história particular: até 1960, assinava como Agenor de Oliveira, mas descobriu, quando se preparava para o primeiro casamento que, por um erro de cartório, seu nome fora registrado como Angenor, passando a assinar assim a partir de então. Entre músicas, amores e a boemia, o musical “Cartola – A Vida É um Moinho” tem a difícil e valiosa missão de levar ao público a história do “bamba dos bambas”. O espetáculo chega a Belo Horizonte e fica em cartaz no Sesc Palladium nos dias 11 e 12. Bem, misturar biografia e musical não foi lá uma tarefa muito difícil para o dramaturgo carioca Artur Xexéo, habituado a transitar entre o texto de teatro e as produções biográficas (lançou “Hebe – A Biografia”, sobre a vida de Heber Camargo, e “Janete Clair – A Usineira de Sonhos”, sobre a trajetória da autora de novelas). Mas a riqueza de histórias da vida de Cartola é que se tornou uma dificuldade. “Diferente do livro, no teatro é tudo resumido, às vezes precisamos resolver tudo com uma citação”. A peça foi, portanto, um exercício de escolhas, segundo Xexéo. “Não é algo definitivo. O que você tem ali é algo da história que eu queria contar, que eu queria comunicar”, examina.

MUSICAL BIOGRÁFICO O dramaturgo comenta que levou cerca de um ano para construir o espetáculo. “Eu não me dedicava integralmente, então, escrevia, parava, voltava...”, lembra. O resultado é uma peça que passa por duas histórias paralelas que se alimentam. “A intenção era fazer uma comédia, então a gente tem duas narrativas”, explica.

Sex. e sáb. 11 e 12.ago

DIVULGAÇÃO

IDENTIFICAÇÃO Além da preparação, vale lembrar, o sambista e o ator trabalharam como porteiros em paralelo à carreira artística. Mas Bauraqui lembra que há muito mais em comum entre eles. “Eu me assemelho a ele, como todos os brasileiros, sobretudo os negros”, diz. Já falando no coletivo, o ator diz que “a gente se enxerga um pouco ali, na labuta do ator negro que precisa ser mais forte que a própria realidade”. Aliás, para um mundo que diz tantos nãos, a peça, formada majoritariamente por artistas negros, é a oportunidade de um importante sim para aqueles que, como ele, se dedicam ao teatro. “Para mim, é algo histórico! Você via tantos negros fazendo testes e outros tantos na plateia... Falam que a gente não existe, que não tem artistas negros. E a gente desmentiu isso!”, afirma.

Clássicos Pérolas da música brasileira como “As Rosas Não Falam” e “Fiz Por Você O Que Pude” garantem emoção

Por um lado, com mais carga do texto de um musical, o espetáculo diz de uma escola de samba cujo samba enredo vai homenagear o cantor. Nesse entremeio, um carnavalesco conta a história de Cartola para seus colegas. É aí que entra a encenação mais biográfica. Para narrar a trajetória do músico, a montagem se vale de 18 atores e oito músicos. O ator Flávio Bauraqui dá vida ao cantor. E essa, diga-se, não é sua primeira vez no papel. “Ele chegou a mim em 2004, quando fiz a peça ‘Obrigado, Cartola’”, lem-

bra. A montagem, no entanto, permaneceu apenas três meses em cartaz. Mas, com a bagagem que havia construído, outros trabalhos vieram. “Fiz o ‘Cem Anos de Cartola’, no Canecão (Rio de Janeiro), a minissérie ‘JK’ (Rede Globo), interpretando o cantor, e a Beth Carvalho também me chamou para show dela...”, enumera. “A partir daí, decidi não ter mais essa ligação”, diz. Mas, então, “essa possibilidade reapareceu”. Apesar de já ter feito o personagem, Bauraqui se dedicou a “reconstruí-lo junto com o elen-

co”. “Minha pesquisa começa em 2004, trabalho voz, timbre, movimentos, roupas, sapatos, trejeitos... Dou movimento às fotos. A base, então, vem de lá”. Para se ter uma ideia, para reproduzir os curtos lábios do cantor, o intérprete não se vale de nenhum equipamento artificial. “Desenvolvi uma máscara muscular mesmo”, comenta. E é de agora a construção do que considera um Cartola mais pronto, completo. “É algo que veio com a maturidade”, afirma. Outra possibilidade que a peça trouxe foi interpretar o

sambista desde jovem até a velhice. “Tem todas essas transformações no palco, uma mudança de voz, do jeito de andar, de tudo!”, aponta. Para ele, o momento mais forte é quando incorpora o Cartola malandro, de branco, bigode, aquele já impresso no inconsciente popular. A experiência e dedicação de Bauraqui são características elogiadas por Xexéo. “Não posso dizer que o Cartola dele influenciou meu texto. Mas, sem dúvida, o trabalho dele influenciou a forma como o texto foi representado”.

TIZUMBA E CALIXTO Entre esses artistas que participaram dos testes de elenco estava o mineiro Maurício Tizumba. Ele recorda que haviam pelo menos “umas 3.000 pessoas”. “Fiquei até o finalzinho, entre os 30 últimos”. Agora, ele terá a oportunidade de subir ao palco com os atores: Tizumba e Aline Calixto foram convidados para se apresentar quando a peça for montada em BH. “Eu me sinto muito feliz e honrado de poder participar de um espetáculo com esse”, diz. “Afinal, é um dos maiores compositores do Brasil. Um compositor nato, que não precisou de escola, de academia para escrever as maravilhas que escreveu!”, elogia, fazendo menção ao fato de Cartola ter cursado apenas o primário. Além disso, “é uma alegria ver um espetáculo contando a história de um poeta e artista negro”, elogia.

– A Vida >é umCartola Moinha

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 11 (sexta), às 21h; e dia 12 (sábado), às 19h. A partir de R$ 50 (inteira).


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ARTES CÊNICAS O importante legado da dúvida Alex Acusado de Bessas matar o pai, um jovem é julgado, restando ao réu duas possibilidades: condenação à morte, caso seja considerado culpado por unanimidade pelos jurados, ou a libertação. A trama, é verdade, deve soar familiar para muita gente, afinal, “Doze Homens e Uma Sentença” se tornou um clássico do cinema em 1957. A obra, vale dizer, teve sua primeira aparição na forma de um seriado, exibido pela CBS, nos EUA, a partir de 1954. Coincidentemente, nascia no mesmo ano Eduardo Tolentino, que, desde 2010, dirige a adaptação brasileira do texto de Reginald Rose (1920 – 2002) no teatro. Dos sete anos de estrada, “Doze Homens e Uma Sentença” já havia passado por Belo Horizonte em 2014. Agora, o Grupo Tapa volta à cidade para mais duas apresentações. “A gente não consegue mais sair de cartaz! Sempre tem demanda de várias cidades”, comemora Tolentino. Ao explicar o sucesso, o diretor analisa que “fatos pontuais geram interesse do público” e, afinal, “hoje, no Brasil, isso é uma coisa mui-

Qua. e qui. 9 e 10.ago

to presente”, diz, se referindo a discussões acerca de casos que ultrapassam os tribunais, como a situação de Rafael Braga Vieira, único preso em razão das manifestações de 2013e de sua situação deinvisibilidade social, ou o julgamento do ex-presidente Lula pelo juiz curitibano Sérgio Moro, que ocupa boa parte do noticiário nacional. “Além destes fatos e de ser um clássico conhecido, temos um elenco de qualidade excepcional”, elogia.

GRUPO TAPA/DIVULGAÇÃO

A peça, diga-se, não passa incólume ao momento de polarização. “Já ouvimos reações de ‘Fora, Dilma!’ e de ‘Fora, Temer!’”, lembra o diretor. Mas, diz, a montagem transita por outros caminhos. “Como alguns personagens, há quem queira respostas rápidas e fica tudo movido por paixões, meio Atlético e Cruzeiro”, analisa. “Doze Homens e Uma Sentença”, no entanto, mostra que “é preciso ir até as raízes mais profundas das questões”.

JURADO NÚMERO 8 É do ator paulistano Norival Rizzo a responsabilidade de dar vida ao personagem imortalizado por Henry Fonda (1905 – 1982) no filme de 1957. “Quando vi o filme, na década de 1980, pensei que seria uma ótima peça de teatro. Cheguei a comentar com o Eduardo (Tolentino), que tinha a mesma opinião, mas ponderava sobre a dificuldade de manter um espetáculo com 13 atores...”, lembra Rizzo. Por um capricho do desti-

no, décadas depois Tolentino foi chamado para dirigir a adaptação brasileira. Ao falar de seu personagem, Rizzo diz da importância de interpretar o “Jurado Número Oito”. “É o cara que joga a dúvida! Todos outros estavam inclinados a condenar e ele levanta um questionamento, não porque acredita na inocência do réu, mas porque não tem certeza da culpa!”. Para o ator, esse é o tema essencial da montagem.

“Precisamos aprender a questionar quando não conhecemos a totalidade... Esse caso do menino que tatuaram a testa! A gente está tomando as decisões muito rápido, quer todo mundo na cadeia. Mas não é assim, tem que ponderar mais. E a peça suscita isso, suscita a dúvida”, aponta. Além de bem engendrado, o espetáculo tem mais trunfos. Um deles é demonstrar, na prática, como se pode mudar de opinião várias vezes sobre um mesmo assunto durante a uma hora e 30 minutos do desenrolar da peça. “Do palco, a gente escuta as pessoas pensando alto, ‘é culpado’, ‘é inocente’. O público acaba sendo envolvido, acaba se sentindo no lugar do júri”, avalia Rizzo, que deseja imprimir estas questões também na cabeça dos mineiros. E, afinal, embora encare o papel há algum tempo, essa será a primeira vez de Rizzo em BH. Como toda estreia, claro, a apresentação traz consigo o velho friozinho na barriga.

Homens e >UmaDoze Sentença

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Dia 9 (quarta) e 10 (quinta), às 21h. R$ 50 (inteira).

Desesperadamente solitários Três personagens sozinhos e carentes. É este o ponto de partida para a narrativa da comédia “Desesperados” que, a partir das histórias de Bia, Ricardo, Marcondes e outros 37 personagens propõe reflexões sobre questões relativas aos tempos modernos e à solidão. Estreado neste ano, o espetáculo atravessou 14 cidades no Brasil e, agora, desembarca no Teatro Sesiminas, nos dias 12 e 13. Com um elenco de peso, “Desesperados” é estrelado por Marcus Majella (o “Ferdinando” de “Vai que Cola”), Pablo Sanábio (que encarnou personagens de peso na telinha, como o Max de “Totalmente Demais”) e Pedroca Monteiro, a montagem conta, ainda, com direção de João Fonseca. Aliás, João Fonseca – reconhecido por sucessos como “Minha Mãe é uma Peça” (que vem a BH ain-

da neste mês) e o musical “Tim Maia: Vale Tudo” – foi um dos responsáveis por repaginar o texto escrito por Fernando Ceylão – que, inclusive, chegou a estrear um espetáculo homônimo em 2006. Na montagem dirigida por Fonseca, cada um dos três atores chegam a se desdobrar em 8, 10 e 11 personagens que são imprescindíveis para a trama. Para ele, “as cenas são quase esquetes infinitas que vão contando a história dos três personagens”. Ele completa que o espetáculo pode até ser visto como situações independentes que se interligam, mas também como uma narrativa linear. Dirigir tantos personagens em um só espetáculo não é tarefa fácil para Fonseca. Mas vivê-los também é uma grande provocação para os atores. “Ator gosta de desafios. Durante a montagem, a gente se desafiou o tempo todo. A gente

Sáb. e dom. 12 e 13.ago.

SERENDIPITY/DIVULGAÇÃO

Marcus Majella, Pedroca Monteiro e Pablo Sanábio se apresentam no Sesiminas

ia brincando para descobrir as vozes, os corpos, as expressões de cada personagem. Fomos experimentando, acertando e errando”, conta Pablo Sanábio que, dentre todos os outros, também dá vida a Bia. Uma das questões no

início do processo de montagem partia exatamente do número de personagens: afinal, como caracterizar 40 diferentes personagens? Para Sanábio, a escolha não poderia ser mais satisfatória: “A gente não faz nenhuma troca ti-

po de figurino, só mudamos uma placa que fica colada no peito e que mostra ao público qual personagem está ali. Depois de um tempo, a plateia já reconhece os personagens pelo jeito que a gente fala”, explica o ator.

FAZER GRAÇA DA SOLIDÃO Entre diretor e atores ressoa uma unanimidade sobre o espetáculo: “é uma comédia sobre a solidão”. Por ofício, a comédia desde os tempos do teatro grego, tem a tradição de entreter a partir da abordagem cômica da vida e, no espetáculo, não poderia ser diferente. “A peça existe no lugar em que se pode falar de assuntos sérios para gerar um pensamento crítico sobre estes assuntos. Por isso ela fala muito sobre a atualidade, sobre a falta de escuta das pessoas e a necessidade de ser aceito pelas pessoas”, pontua Sanábio. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça

> “Desesperados”

Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Dias 12 (sábado), às 21h; 13 (domingo), às 18h. R$ 60 (setor 1, inteira); R$ 50 (setor 2, inteira).


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ARTES CÊNICAS Nova roupagem para Drácula Em sua adaptação de “Drácula”, do escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912), o dramaturgo Pedro Kosovski reuniu referências que abarcam desde o expressionismo alemão do filme “Nosferatu”, de F.W. Murnau (1888-1931), à saga “Crepúsculo”, fenômeno recente entre milhões de adolescentes. O texto, que embora seja permeado de diversas outras histórias de vampiros, também se mantém fiel à essência criada pelo autor, vai ser apresentado na próxima quarta (9) em leitura dramática pelo ator Emílio Mello, dando sequência ao projeto Histórias Extraordinárias. Dirigido por Fabiano de Freitas, Emílio acredita que o texto de Kosovski traz em si múltiplas possibilidades. “A sensação que eu tenho ao ler o ‘Drácula’ dele é que ali há várias ideias, maneiras de abordar esse mito de uma maneira teatral. A meu ver, ele foi por vários lados, e se inspira, sim, no ‘Crepúsculo’, faz alusões ao expressionismo do ‘Nosferatu’ e também traz referências contemporâneas nossas, do nosso cenário político. Ele vai as misturando e abrindo vários caminhos para desenvolver o texto”, afirma o ator. O resultado disso, ele Jessica Almeida

Qua. 9.ago.

acrescenta, é um grande laboratório de dramaturgia. “Ele aponta para vários percursos, quem for montar a peça poderá escolher um deles e desenvolver uma dramaturgia mais específica. Quem for à leitura vai perceber claramente que há uns cinco espetáculos diferentes ali, e fica a cargo do diretor escolher qual deles quer trilhar”, diz. Logo após a encenação, o jornalista e crítico literário Manuel da Costa Pinto conversa com o ator, o diretor e o público presente. TERROR EM ALTA Mais do que interessado pela temática do terror e do fantástico, que tem ganhado popularidade nos últimos anos tanto no mercado editorial quanto no audiovisual – e não por acaso deu origem ao projeto de leituras dramáticas de clássicos dessa seara, que foi sucesso no Rio e agora segue em Belo Horizonte com mais cinco apresentações, além desta, até janeiro de 2018 – Emílio se diz atraído pela nova dramaturgia. “Acho super bacana que o terror esteja em alta, um gênero que já foi discriminado e agora está voltando a ter espaço e valor, mas o que me interessa especificamente nesse projeto é a nova dramaturgia. A possibilidade de trabalhar com jovens autores inspirados em clássicos da literatura, mas escrevendo textos

em formato contemporâneo teatral”, comenta. E o formato leitura dramática, para ele, é o ideal para a experimentação. “Estamos experimentando um texto ali, uma encenação que o Fabiano propôs. Para mim é muito interessante testar e sentir o que funciona ou não. E fico na expectativa de tentar coisas novas. A leitura é um ambiente muito propício para isso, tudo o que vier ali é lucro. Fico muito inspirado e feliz por poder fazer esse tipo de trabalho”, observa. “Espero que o público de BH possa acompanhar não só a minha apresentação, mas todas as sete desse projeto, porque dele podem nascer novos espetáculos. É interessante que participem e falem sobre o que assistiram. A dramaturgia tem que ser muito incentivada no Brasil, porque é um dos lugares mais potentes do teatro”. Longe da TV aberta desde a novela “Sete Vidas” (2015) – está na série “Psi”, do canal pago HBO – ele está de volta à Globo na série “A Fórmula” e fará um triângulo amoroso com Glória Pires e Marcello Novaes na próxima novela das 21h, de Walcyr Carrasco.

Drácula – >Histórias Extraordinárias

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Dia 9 (quarta), às 19h30. Entrada franca, com retirada de senhas na bilheteria a partir das 18h30.

ESTEVAM AVELAR/TV GLOBO/DIVULGAÇÃO

Emílio de Mello faz leitura dramática do clássico do irlandês Bram Stoker

ACERVO PÚBLICO

com Letras: Carlos 6 Chá Drummond de Andrade

A próxima edição do projeto Chá com Letras homenageia o poeta itabirano. Sua trajetória pessoal e literária será abordada pela especialista Maria Antonieta Cunha, que propõe um olhar sobre o diálogo que a poesia de Drummond estabelece com outras artes. Onde Idea Casa de Cultura (rua Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários) Quando Dia 8 (terça), às 19h. Quanto Gratuito, com retirada de senha 30 minutos antes do evento.

INSTITUTO SUSTENTAR/DIVULGAÇÃO

do Fórum Sustentar 6 Edição foca urgências climáticas

Acontece em 29 de agosto, na sede da Fundação Dom Cabral, o 10º Fórum Internacional pelo Desenvolvimento Sustentável – Sustentar. Um dos eventos mais importantes da América Latina sobre sustentabilidade, o fórum prevê a participação de startups de tecnologias sustentáveis, em parceria com grandes empresas. As inscrições para o Fórum são gratuitas e podem ser feitas pelos sites www.sustentar.net e www. sympla.com.br/sustententar2017

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ARTES CÊNICAS teatro adulto 12 HOMENS E UMA SENTENÇA (Leia mais na página 16)

ATÉ QUE O FACE OU O ZAP ZAP NOS SEPARE

Dir. Emília Marcílio Com Bruno Félix e Dannyelle Gama Um casal tem a vida virada de cabeça para baixo depois de deixar cair na internet acontecimentos comprometedores do passado. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (5), às 19h. R$ 16.

CALANGO DEU!

Dir. Isaac Bernat Com Suzana Nascimento Dona Zaninha é uma guardiã de ricos acervos da memória menina e, neste espetáculo, conta causos de amor, de assombração e até de padres. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (5), às 20h30. Entrada gratuita.

CEGUINHO É A MÃE

Dir. Geraldo Magela Com Geraldo Magela O humorista conta histórias vividas por cegos em seu dia a dia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Sex. (11), às 21h. R$ 17.

COLÓQUIO SENTIMENTAL

Dir. Mônica Ribeiro Com Camila Felix e Gabriel Correa As mazelas da relação amorosa de um casal que vai a uma festa para tentar reavivar seu relacionamento. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. (11) e sáb. (12), às 20h; dom. (13), às 19h. R$ 20 (inteira).

FAUNA

Dir. Italo Laureano Com Assis Benevenuto e Marcos Coletta Nesta peça-conversa, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política dos afetos. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qua. (9), qui. (10), sex. (11) e sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 19h. R$ 10 (inteira).

GOD

Dir. Miguel Falabella Com Miguel Falabella, Elder Gatelly e Magno Bandarz Deus criou o mundo em seis dias e se preparou para descansar no sétimo. Só que o plano de tirar uma folga eterna não deu nada certo e o Todo Poderoso se vê obrigado a repetir a visita. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (5), às 18h. R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2A, inteira); R$ 80 (plateia 2B, inteira).

PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

ELA SÓ PENSA NAQUILO

Dentro da programação do Aquilombô, Mostra de Artes Negra, a Rede Sola Dança apresenta “Kalundú”, com texto, direção e trilha de Benjamin Abras

Dir. Marcelo Vieira Com Othon Valgas Maria, uma dona de casa trancafiada em casa pelo marido, é obrigada a suportar o cunhado semiparalítico, o “voyeur” do prédio vizinho, o tarado do telefone e o apaixonado rapaz que é professor de inglês. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (5), às 20h30. R$ 20 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

ISSO A GLOBO NÃO MOSTRA

Dir. Marcus Vinile Com Marcus Vinile O artista fala sobre a própria carreira, com paródias, imitações e stand-up. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qua. (9), às 20h. R$ 60 (inteira).

NA ESTRADA

Com Carlinhos Maia Em seu stand-up, o youtuber alagoano conta histórias do dia-a-dia com muito humor. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (11), às 21h. R$ 80 (inteira).

O MARIDO DA MINHA MULHER

Dir. Sérgio Abritta Com Dudu Graffite, Rafael Mazzi, Eraldo Fontiny Depois de morrer, Alex planeja transformar seumelhor amigo em um ótimo pretendente para sua mulher, que também está sendo disputada por seu maior inimigo. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (5), às 21h; dom. (6), às 19h. R$ 17.

O GRITO DO OUTRO – O GRITO MEU!

Dir. Cia. Espaço Preto Com Cia. Espaço Preto O espetáculo aborda o racismo e a construção da identidade em uma sociedade que se funda sobre o mito da democracia racial. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Qui. (10), às 20h. R$ 10.

OUTRO LADO

UMA SURPRESA PARA BENEDITA

Dir. Rogério Sette Câmara Com Grupo Trampulim Sabonete quer preparar um jantar surpresa para Benedita, mas vários imprevistos acontecem e ele mergulha em uma enorme confusão. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). Neste dom. (6), das 11h às 20h. Entrada gratuita.

dança CÃO SEM PLUMAS

ISSO TE INTERESSA?

Dir. Marcio Abreu Com Cia Brasileira de Teatro Acontecimentos banais e marcantes nas trajetórias de quatro gerações de uma mesma família dão o tom do espetáculo. Auditório da Reitoria da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Neste sáb. (5), às 20h. Entrada gratuita.

3118-9902). Neste sáb. (5), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado).

Dir. Berenice Neide Brandão Com Fundação Caminho, Verdade e Vida Baseado no romance espírita, o espetáculo conta a história de personagens que têm sua trajetória iniciada em Paris, em 1662, mas atravessam a peste e o descobrimento de novas terras. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste dom. (6), às 19h. Entrada gratuita.

RIRVOTRIL - PORQUE RIR É O MELHOR REMÉDIO Dir. Carlos Nunes Com Othon Valgas, Marcelo Vieira A comédia brinca com temas ligados a saúde pública como os descasos de pacientes na fila do SUS, usando como mote vários tipos de doenças e seus estágios. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste dom. (6), às 19h. R$ 20 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

SOBRA

Dir. Zeca Richa Com Cia em obra Sete pessoas e suas realidades distintas são apresentadas simultaneamente, em uma jornada de mistério, intrigas e sobrevivência. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244,

Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (5), às 21h. R$ 60 (inteira).

teatro infantil 3 PORQUINHOS

Dir. Roberto Freitas Com Andersson Assis, Cristian Amaral, Heloísa Prado A história de três porquinhos, Pedrito, Palito e palhaço que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 13/8.

A BELA E A FERA

Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Danilo Martins A montagem conta a história de Bela, uma garota que, para salvar seu pai, aceita viver no castelo de uma Fera. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (6), às 17h. R$ 40 (inteira).

A VIDA ÍNTIMA DE BABI

Dir. Renato Linhares Com Juliana França, Marília Nunes, Raquel Rocha

Babi é uma menina curiosa e cheia de questionamentos quanto às estruturas do mundo. Um dia, sua professora preferida desaparece, e Babi e seu melhor amigo, Jorge, armam uma fuga. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (5) e dom. (6), às 11h e às 15h; seg. (7), às 15h. R$ 20 (inteira).

O CONFUSO E MISTERIOSO ROUBOS DAS VÍRGULAS

Dir. Pedro Emanuel Com Eduardo Parreira, Mario Terra, Pedro Casarin Todas as vírgulas da cidade começam a desaparecer e um grupo de crianças precisa resgatá-las. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (5), às 16h. R$ 22 (inteira).

OS SALTIMBANCOS

Dir. Diego Benicá Com Anderson da Mata, Daniela Cassimiro, Efigênia Marya Descontentes com a vida que levam, um jumento, um cachorro, uma gata e uma galinha partem para a cidade para tentarem a carreira musical. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova,

Dir. Deborah Colker Com Cia Deborah Colker Baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, a obra leva para a cena o relato poético do escritor sobre o Rio Capibaribe, da sua nascente ao encontro com o mar. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (5), às 21h; dom. (6), às 19h. R$ 110 (plateia 1 e parte 1 da plateia 2, inteira); R$ 50 (parte 2 da plateia 2 e plateia 3, inteira).

KALUNDÚ

Dir. Benjamin Abras Com Benjamin Abras A performance de dança evoca um espiral onde assenta memórias poéticas da diáspora afro-brasileira. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Ter. (8), às 20h. R$ 10.

PRIMEIRAPESSOADOPLURAL Dir. Jorge Garcia e Tuca Pinheiro Com Cia de Dança do Palácio das Artes O espetáculo consiste em um encontro de ideias, conflitos, indivíduos e pensamentos. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (5), às 20h30; dom. (6), às 19h. R$ 20 (inteira).

musical CARTOLA - O MUNDO É UM MOINHO (Leia mais na página 13)

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Dir. coletiva Com Quatroloscinco A estória de pessoas que compartilham alguns anos de suas vidas dentro de um pequeno espaço. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (5), às 21h; dom. (6), às 19h. R$ 10 (inteira).

RENÚNCIA

volta à terra de Godah em 6 Hermanoteu nova apresentação no Palácio das Artes

De volta a Belo Horizonte, a Cia de Comédia Os Melhores do Mundo traz um dos seus espetáculos de maior renome. Prestes a ganhar as telonas, a comédia “Hermanoteu na Terra de Godah” desembarca nos dias 12 e 13, no Grande Teatro do Palácio das Artes, e retrata a saga do protagonista para guiar seu povo à Terra Prometida e o encontro com personagens icônicos, como o rei César da Grécia e o Diabo. A vinda também faz parte de uma grande comemoração: neste ano, o grupo completa seus 23 anos de existência. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro) Quando Dia 12 (sábado), às 21h; dia 13 (domingo), às 19h Quanto R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).

espírita é destaque na 6 Peça programação do Teatro Sesiminas

Não é de hoje que os espetáculos espíritas vêm ganhando os palcos belo-horizontinos e também o público da cidade. Depois de receber outros títulos com esse viés em seu palco principal, o Teatro Sesiminas acomoda neste domingo (6), a peça “Renúncia”. Produzida com a ajuda de voluntários da Fundação Caminho, Verdade e Vida que encabeçam o elenco do espetáculo, “Renúncia” é baseada em um romance espírita de sucesso e conta a história de personagens de 1662 que enfrentam a Inquisição, a peste, o descobrimento de novas terras Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181) Quando Neste domingo (6), às 19h Quanto Entrada gratuita (limitada à capacidade do teatro)


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MÚSICA Tear lírico de Luana na música Há muitas formas para descrever Luana Carvalho. A mais fácil, claro, é lembrar que ela é filha de Beth Carvalho. Mas é também a mais rasa. Antes de tudo, a cantora e compositora é uma mulher de sensibilidade à flor da pele. E também ligada ao ofício da escrita. E por escrever, canta. É pela música que Luana chega a BH neste domingo (6), para apresentar o CD duplo “Sul | Branco”. “Meu tempo talvez seja mesmo mais lento que o da minha geração”, diz ela, ao explicar porque só aos 36 anos se sentiu pronta para sua estreia solo na música. Antes,Luanajáhaviapassado pela TV (“Malhação”) e pelo cinema (“Mulheres do Brasil” e “O Passageiro”, ambos de 2006). Na música, teve uma banda na adolescência e por anos foi backing vocal da mãe. Tambémjá foi tradutora simultânea e trabalhou em livrarias. Tudo isso, porém, considera como “bicos”. “Fui morar sozinha cedo e, para sobreviver, fiz coisas que até deram mídia. Mas não é bem parte da minha trajetória... ”. O álbum duplo que lança agora, Luana classifica como samba, “só porque, como diAlex Bessas

Dom. 6.ago

ALINE MACEDO/DIVULGAÇÃO

Assinatura Artista reafirma sua particular identidade musical ria João Gilberto, ‘tudo é samba’. Mas só por isso”. “Sul” e “Branco”, diga-se, funcionam bem de forma independente. “Mas têm o mesmo sangue”, indica ela. Afinal, “todo universo de composições de ‘Sul’ existiu em um tempo de espera para que as burocracias do ‘Branco’ ficassem prontas”, comenta. Até pela forma como foram concebidos, os discos

têm suas distinções. “Branco’ é invadido por influências diversas”. Já ‘Sul’ é mais intimista, “de um momento meu comigo, no qual já sabia que queria aquelas canções, e que só o Domenico (Lancelloti), Pedro (Sá) e o Moreno (Veloso) estariam ao meu lado”. SEM COMPARAÇÕES Além de Moreno, filho de Caetano, outros herdei-

ros da MPB já trabalharam com Luana. Caso de João Cavalcanti (filho de Lenine) e Davi Moraes (de Moraes Moreira). Mas não, ela não se vê em um “movimento geracional”. E lembra que costuma ouvir mais músicas de outras gerações do que de seus contemporâneos. Mas sim, sugere que existe um tear musical. “Fazer música é costurar refe-

rências, sentidos”, analisa. Instigada a falar da mãe, Beth Carvalho, Luana se declara: “Uma trabalhadora, de profunda dedicação. Aprendi muito com ela”. Mas enfatiza: “Gente é única, nem gêmeo repete”. Portanto, não entende comparações. “Até porque, ela é intérprete, eu, compositora, e os momentos são outros...”.

CASA CAIS Por sua forte ligação com a palavra, Luana mantém a Casa Cais, espaço virtual (e por vezes físico, em eventos como a Festa Literária de Paraty) para pensar a língua portuguesa. “Meu corpo é muito musical, rítmico, mas minha cabeça é muito palavreira”. Em suas músicas, portanto, há o lirismo em seu sentido mais amplo. “Das notícias de guerra ao preço da laranja, do barulho do vizinho de cima ao choro do bebê...”. Em seu mundo de afetos, Minas Gerais tem lugar de destaque. “Minha relação com o Estado está no corpo, nos sentidos, na arquitetura, nas paisagens naturais, na energia profunda daí. O jeito que vocês falam... É de uma doçura!”, comenta a moça, que, no palco, estará acompanhada por Alberto Continentino (contrabaixo), Domenico Lancellotti (bateria e MPC), Pedro Sá (guitarra) e seu violão. O repertório, além das autorais, abarca versões de Caetano, Dona Ivone Lara, Chavela Vargas, Pedro Luís, Djavan, Arlindo Cruz e Gilberto Gil.

> Luana Carvalho

No projeto Domingo no Museu. Museu de Artes da Pampulha (av. Dr Otacílio Negrão Lima, 16585). Neste domingo (6), 11h. R$ 20 (inteira).

Transborda chega à 6ª edição O Coletivo Pegada traz a Belo Horizonte, de 8 a 12 deste mês, a 6ª edição do Festival Transborda, uma celebração à música independente nacional. O evento é pautado por shows e encontros, distribuídos pela casa de shows Autêntica e pela orla da Pampulha. A missão é revelar experiências sonoras e, ao mesmo tempo, promover uma reflexão sobre a cena musical, seus atores e a relação com a cidade. Os bate-papos acontecem nas sessões do “Sonâncias”, que antecedem os shows. A produtora Camila Cortielha lembra que a edição dialoga muito com o momento tenso que vivemos. “Com essa agressividade – parece que estamos todos meio bravos”. Este ano, acrescenta ela, o festival trazumacuradoria de extremos.“Artistasquefalamdesde o âmago do masculino ao íntimo do feminino, da

Ter. a sáb. 8 a 12.ago

DIVULGAÇÃO

Djonga traz sua irreverência ao palco do festival

poesia ao instrumental, além de outros temas que revelam todo o tipo de conflito”. O norte reverbera-se nas atrações selecionadas. “Pesquisamos os destaques e os

PHILLIPE NOGUCHI/DIVULGAÇÃO

Duda Brack traz influências de Gal a Fiona Apple

melhores shows que fomos no ano. O festival também serve de vitrine”, explica. Há algum tempo surpreendendo o underground de BH, Djonga é o headliner

do sábado (12). Com letras ácidas, meio que crônicas sobre a periferia da Grande BH, ele conta que, no momento, está “ouvindo coisas mais tranquilas”. “Muito samba e

MPB”, especifica. Suas raízes, aliás, estão no funk carioca e no samba. “Exaltasamba, Revelação e os clássicos Elza Soares, Martinho da Vila...”, lista. O cantor traz a BH o repertório do álbum “Heresia” e os novos singles, “Olho de Tigre” e “Lupa” – que, vale dizer, já ultrapassam os milhões de views no YouTube. A gaúcha Duda Brack, 23, é outra a marcar presença no evento.Acantoratemangariado destaque interpretando jovenscompositoresdesua geração, como Ian Ramil e Dani Black, presentes no álbum “É”. “Sou uma pessoa interessada no que a minha geração está fazendo. E no meio da música, você vai criando vínculos, encontrando pessoas. Há uma troca, e, daí, absorvo os elementos com os quais me identifico.” Duda chega a BH com o repertório do citado “É” – e algumas novidades. Caso das músicas do projeto “Primavera

do Dentes”, idealizado pelo ex-Titã Charles Gavin, que propõe a releitura da discografia do grupo Secos & Molhados. * João H. Motta, sob a supervisão de Patrícia Cassese

PROGRAMAÇÃO N’A Autêntica (rua Alagoas, 1172, Centro) 8.8 Às 19h, Mauricio Pereira (SP) e Pelos (MG) 9.8 Às 19h, Vivendo do Ócio (BA) e Miêta (MG) 10.8 Às 19h, Test (SP) e CARAHTER (MG) 11.8 Às 19h, Duda Brack (RS) e Luneta Mágica (AM) No MAP (av. Dr Otacílio Negrão Lima, 16585, Pampulha) 12.8 Às 12h, Far From Alaska (RN), Djonga (MG), Iara Rennó (SP), Pequeno Céu (MG), Young Lights (MG), El Toro Fuerte (MG), DeSkaReggae Sound System (MG)


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MÚSICA ‘Boa filha’ volta acompanhada Jessica Dentro de Almeida umalongalista de influências e colaborações com brasileiros, a compositora e intérprete portuguesa Susana Travassos tem um lugar especial para os encontros queviveucom mineiros.“Minhas Gerais, mais precisamente Belo Horizonte, marca um momento de viragem na minha vida. O meu encontro com o Brasil, a minha porta de entrada”, diz. “Passei muito tempo na cidade e fiz laços muito fortes com músicos e artistas. Já havia umaidentificação,algofamiliar que encontrei em Minas, mas que ao mesmo tempo foi uma expansão... As harmonias mineiras, a poesia... Acho que foi algo que se entranhou debaixo da pele e já não mais saiu”. É por isso que, mais que um compromisso, seu retorno à capital para se apresentar junto do violonista Jean Charnaux, dentro do projeto“UmaVoz,UmInstrumento”, no próximo sábado (12), é uma alegria. Brisa Marques, Murilo Antunes, Toninho Horta, Mestre Jonas, Leopoldina,Flávio Henrique e Luiz Gabriel Lopes são apenas alguns dos nomes enumerados por ela quedeixaramumamarcaindelével em sua trajetória. Na ocasião do retorno, porém, a parceria é com um carioca. “Quando conheci o Jean, fiquei impressionada, em primeiro lugar com a sua

Sáb. 12.ago.

MARCELLO VITORINO/DIVULGAÇÃO

Registro Show que o duo apresenta em BH será também lançado em CD interpretação,com asua técnica, a capacidade que tem de se apropriar de uma canção, com o seu trabalho de encontrar um arranjo próprio e único para as canções. Depois, fui conhecer as suas composições e aí fiquei realmente deslumbrada. É um dos maiores compositores com quem tive a oportunidade de cantar. É uma grande alegria para mim contribuircomaminhavoz para que algumas delas nasçam”, conta. Na apresentação, os dois compartilham o palco durante todo o tempo, e trazem um repertório que mistura fados,

como “Meu Amor, Meu Amor”, do Pedro Homem de Melo e Alan Oulman, composições inéditas do violonista em parceria com Guinga e uma série de releituras com novos arranjos feitos por ele. LABORATÓRIO PORTUGUÊS Oshowfoigestado emPortugal, onde os dois fizeram uma turnê no início do ano. “Foi uma experiência muito positiva. Ficamos um mês em residência artística em Lisboa, trabalhando diariamente no repertório. Essa turnê foi o lugar onde pudemos ir experi-

PAULO LACERDA/DIVULGAÇAO

Sinfônica 6 Orquestra apresenta Valsas Vienenses

Sob regência de Silvio Viegas, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais executa raro repertório dedicado a grandes clássicos vienenses, como “O Danúbio Azul” e “Valsa do Imperador” Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro) Quando Dias 8 (terça), às 12h; 9 (quarta), às 20h30 Quanto Entrada gratuita para o dia 8; R$ 20 (inteira para o dia 9).

MARCUS TURIBIO/DIVULGAÇÃO

Casa de Cultura recebe 6 IDEA concerto “Brahms e Debussy”

Os músicos Jônatas Bueno (clarinete), Juan Díaz (viola) e Alice Belém (piano) se encontram na próxima semana no IDEA para homenagear a obra de Brahms e Debussy. Além de obras dos músicos, o trio também interpreta canções originais Onde IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200) Quando Dia 9 (quarta-feira), às 20h30 Quanto R$ 30 (inteira)

mentando com o público o que íamos experimentando em casa. Então, a estrutura foi sendo alterada em cada show, atéchegarmosao repertóriofinal”, explica. A sintonia entre osdoisfoitãograndequeotrabalho também será transformadonum CD,que será lançado em breve. Susanatambémestáfinalizandooqueconsidera,emcerta medida, seu primeiro disco

solo. “É um trabalho muito especial para mim, que mostra realmente quem sou enquanto artista. Como me coloco perante os estilos, as referências, qualaminhasonoridade,aminha verdade... Com algumas canções minhas, poesias, cançõesinéditasdeamigosecompositores que admiro muito”. O trabalho foi gravado em Buenos Aires, porque, segundo ela, só lá encontraria a so-

noridade que buscava. “É um CD um pouco mais jazzístico, clássico, com toques de tango, mas ao mesmo tempo contemporâneo, quebrando alguns conceitos musicais que estavam a ficar cristalizados em mim. Uma maneiratambémdemereinventar”, analisa. Escolheu Buenos Aires também porque é um lugar de afeto. “Uma das minhas referências musicais, familiar, é o meu avô Artur, que cantava os tangos de Gardel e tinha uma paixão por Buenos Aires. Talvez no meu inconsciente tenha sido uma maneira de o reencontrar, de matar saudades, de chegar mais perto de quem sou, das minhas raízes, da minha voz”, diz. O álbum deve ser lançado até o final do ano, assim como o DVD do show em quehomenageouacompositoraAna Terra.“Está um lindo trabalho e estou ansiosa para que todos possam ver e conhecer a obra da Ana, que tem tanta música inédita ainda”, adianta.

Susana >Travassos e Jean Charnaux

Projeto Uma Voz, Um Instrumento Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 12 (sábado), às 21h. R$ 60 (inteira)


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MÚSICA sábado (5) BUCHECHA Cantor relembra os hits “Só Love”, “Fico Assim Sem Você”, “Cristal” e “Hot Dog”. naSala ( Ponteio Lar Shopping, BR 356, 2.500, Santa Lúcia). Às 23h. A partir de R$ 70 (masc.)

quarta (9) HUGO GUEDES E PROJETO SAMBA DE TRONCO

RODRIGO JERÔNIMO

Rodrigo Negão e Guilherme Ventura apresentam show Imune no festival Aquilombô. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Parque Municipal, centro). Às 20h. R$ 10 (na bilheteria ou pelo sympla.com.br)

Show com canções de Gilberto Gil. Com Raphael Sales e seguido de bate papo com Rita Gusmão. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Parque Municipal, centro). Às 20h. R$ 10 (na bilheteria ou pelo sympla.com.br)

Show de lançamento do álbum “Pêndulo”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

domingo (6) MANHÃS MUSICAIS Recital de piano com Eduardo Hazan (piano). Obras de J.S. Bach, Chopin e Beethoven. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

ERAS Coletivo Negras Autoras faz apresentação no festival Aquilombô. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Parque Municipal, centro). Às 19h. R$ 10 (na bilheteria ou pelo sympla.com.br)

segunda (7)

Concerto com os músicos Jônatas Bueno (clarinete), Juan Díaz (viola) e Alice Belém (piano). Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

VALSAS VIENENSES Concerto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Palácio das Artes (av. Afonso Penas, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

quinta (10) COBRA CORAL Projeto apresenta canções de Caetano Veloso interpretadas em vocais, arranjos e sonoridade contemporânea. Dias 10 e 11. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 30 (inteira)

FRANCESCO NAPOLI

Turnê “Essencial”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. A partir de R$ 80 (inteira)

Show do guitarrista no projeto Salve o Compositor!. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)

Duo de violões e piano. 1ª parte: Fábio Ramos e Marlon Nascimento (duo de violões). 2ª parte: Jennifer Pereira (piano). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1

Produzida por Sandra Leão, a DJ Sandri, a primeira edição da festa “Sonzêra” traz shows com foco na música eletrônica. Na tarde, apresentam-se o duo de trip hop Loquàz, a compositora Raquel Coutinho e do rapper Max de Souza. A discotecagem fica por conta do DJ Bill. A experiência é um projeto de Sandra para levar aos palcos os artistas que passam pelo programa de rádio “Conversa Afinada”, o qual apresenta na Rádio UFMG Educativa. Onde Mama/Cadela (r. Pouso Alegre, 2048, Santa Tereza). Quando Neste sábado (5), às 16h20 Quanto Entrada gratuita.

CONCERTO BRAHMS E DEBUSSY

ROSA DE SARON

SEGUNDA MUSICAL

leva novos 6 “Sonzêra” sons ao público mineiro

Lançamento do álbum “Manual Prático de Relações Afetivas”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

IMUNE

MÁRCIO LUGÓ

NATALIA GOMES/DIVULGAÇÃO

IMUNE Show de Batuque Cello, Carla Gomes e Pêlos. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/n, Parque Municipal, centro). Às 20h. R$ 10 (na bilheteria ou pelo sympla.com.br)

ANDRE LUPPI/DIVULGAÇÃO

Coração palpita lança o 6 Grupo CD “Os Palpitinhas” em BH

A próxima edição do Música Para Crianças recebe o espetáculo lúdico dos mineiros do grupo Coração Palpita, formado por Guto Passarinho e Marina Flor. O show marca o lançamento do disco “Os Palpitinhas”. O repertório autoral tem, entre as músicas, “Voa Teco” e “Bela Primavera”, e até uma música em homenagem à “cosquinha”. A apresentação alia teatro e música a um divertido e criativo clima, com a cara das crianças. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Domingo (6), às 16h Quanto R$ 10 (inteira)


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ARTES VISUAIS Arte para tocar e transformar Jessica Embora seja Almeida filho, neto e sobrinho de costureiras, e praticamente tenha sido criado no ateliê de costura de sua mãe, o artistaparaibanoMartinho Patrício não acredita que realize trabalhos em tecido – como a instalação “Me Molde”,que fica exposta à visitação e interação com o público a partir da próxima terça (8), no Sesc Palladium – por conta disso. Ao menos não de uma maneira direta. Emseupercursocomoartista, passou por diversos aparatos e ainda hoje se arrisca em outros. Mas o tecido, ele acredita, torna possível trabalhar com a riqueza do dia a dia. “Não acho que haja uma influência direta daminha família. Nãosei explicar, mas é muito mais fácil para mim pensar trabalhos com tecido”, afirma.

exposições ATENAS E SUA ACRÓPOLE A mostra discute a relação entre os monumentos, a cidade e os cidadãos atenienses, desde a época de sua criação, até as mudanças experimentadas pela cidade através dos séculos. Hall da Prefeitura de Belo Horizonte (av. Afonso Pena, 1.212, centro). 2ª a 6ª, das 9h às 18h.

BABEL Mais de 60 obras de Miguel Gontijo, entre pinturas, desenhos, assemblages, objetos e instalações. Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 20/8.

BAX E A CIDADE MODERNISTA Composta por pinturas, esculturas, documentos e fotografias que, dentro de uma perspectiva histórica, reflete sobre a relação entre Petrônio Bax e a capital mineira. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª a dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h.

BDMG MEMÓRIA VIVA A exposição mostra a história do banco por meio de vídeos, textos e outros arquivos da instituição. Hall de entrada do BDMG Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes, 3219-8599). Diariamente, das 10h às 18h; 5º, das 10h às 21h. Permanente.

CADEIRAS CONTAM

“Me Molde” é um projeto que começou a ser pensado em2007, mas foirealizadosomente no ano passado. Tratase de um conjunto de mesas desenhadas pelo artista, nas quais o público pode manusear recortes coloridos de tecido. Cada pedaço tem uma série de botões de pressão que permitem desenhar a partir de cada tecido e também unilos, criando novas peças. “Ele surge de desdobramentos de outros projetos meus e levou todo esse tempo por questões que não necessariamente têm a ver com o processo artístico, mas o afetam”, explica. “Tem a ver com a proposta de pegar um plano e transformar num objeto com três dimensões, uma escultura. Mas não sou eu quem faço, é o público”. O envolvimento do outro com o que produz, inclusive, é parte importante de seu fazer artístico. “O trabalho sempre

abertura 8.ago.

FLÁVIO LAMENHA/DIVULGAÇÃO

“Me Molde” é uma instalação formada por um conjunto de mesas e recortes de tecido

começa na comunidade, até mesmo para se distanciar um pouco dessa coisa de ter que ir a um espaço, uma galeria, para ver uma obra de arte”, diz, lembrando “Brincar com Lygia”, instalação apresentada na 27ª Bienal de São Paulo, que foi confeccionada por um

grupo de mulheres que trabalhava no Carnaval de Olinda. “Isso é muito importante para mim,arealizaçãocomumgrupo,com determinada comunidade. De certa forma agrega valor e se torna participativo desde a leitura até a exposição, quando as pessoas vão in-

terferir”, completa.

HISTÓRIAS

HISTÓRIA

A exposição narra a trajetória do móvel da chegada dos portugueses ao Brasil aos bancos escolares, passando pelo design modernista e contemporâneo. Museu de Artes e Ofícios (praça da Estação, s/nº, centro, 3248- 8600). 3ª, das 9h às 21h; 4ª a dom., das 9h às 17h. Até 31/7.

A exposição aborda o processo de criação da av. Prudente de Morais. Esquina das avenidas Prudente de Morais e av. do Contorno. Diariamente. Temporada indeterminada.

De 2ª a 6ª, das 9h às 17h. Temporada indeterminada.

psicológicas e espirituais. CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Até 18/9.

CANÇÃO AMIGA A exposição apresenta aos visitantes um contexto de importantes transformações políticas, culturais e sociais. Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários). 3ª a 6ª, das 10h às 17h; e sáb. e dom., das 10h às 21h. Até 30/9.

CASA&MATÉRIA AmostracelebraaprópriaCasa doBaile,ícone mundial e Patrimônio da Humanidade. Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha). 3ª a dom., das 9h às 17h; 5ª, das 9h às 21h.

CASA KUBTISCHECK As mostras pretendem levar o visitante a experimentar o movimento cultural que deixou marcas profundas no local. Casa Kubitscheck (av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha, 3277-1586). 3ª a sáb., das 10h às 17h. Temporada indeterminada

CCBB PERMANENTE O museu abre como espaço expositivo o Salão Nobre e o Gabinete do Secretário do prédio da praça da Liberdade. CCBB (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Permanente.

DE RIBEIRÃO A AVENIDA: CONTORNOS DE UMA

DESCONSTRUÇÃO DO ESQUECIMENTO: GOLPE, ANISTIA E JUSTIÇA DE TRANSIÇÃO A mostra foi montada em cinco salas da e reúne obras inéditas de oito artistas. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, Centro). 2ª a 6ª, das 10h às 19h; sáb., das 10h às 13h.

DOM QUIXOTE - PORTINARI E DRUMMOND: RELEITURAS E CERVANTES Desenhos do pintor Portinari e poesias de Drummond fazem parte da homenagem a Miguel de Cervantes. Conservatório da UFMG (av. Afonso Pena, 1.534, centro). 2ª a sáb., das 8h às 18h. Até 15/8.

DUELO DE MC’S - UMA DÉCADA OCUPANDO AS RUAS Cerca de 50 fotografias, selecionadas a partir do acervo do grupo, contam a história do Duelo. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h. Até 26/8.

IMAGEM E SOM: MEMÓRIA, REGISTRO E MOVIMENTO A mostra leva o público a explorar curiosidades e truques que envolvem a produção e dos registros sonoros, visuais e audiovisuais. Museu da Imagem e do Som (av. Álvares Cabral, 560, centro, 3277-6330).

IMPERMANENTE De Carolina Santana, aborda as relações do corpo e sua impermanência. Galpão da Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). 2ª e 3ª, das 13h às 19h; 4ª a sáb., das 13h à 0h. Até 20/9.

MÃEPRETA De Isabel Löfgren e Patricia Gouvêa, a mostra é composta por instalações, colagens e intervenções. Galeria Arlinda Corrêa Lima do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 13/8.

MUSEU BRASILEIRO DO FUTEBOL O visitante pode conhecer a história do Mineirão por meio de um grande acervo. MBF – Museu Brasileiro do Futebol – Mineirão (av. Coronel Oscar Paschoal, s/nº, portão G2, Mineirão). 3ª a 6ª, das 9h às 17h; e sáb. e dom., das 9h às 13h. R$ 20 (inteira). Permanente.

MUSEU DE CIÊNCIAS NATURAIS PUC MINAS Panorama da fauna brasileira. Museu de Ciências Naturais PUC Minas (av. Dom José Gaspar, 290, Coração Eucarístico, 3319-4152). 3ª a sáb. e feriados, das 9h às 17h; 5ª, das 9h às 21h. R$ 10 (menores de 4 anos não pagam; de 4 a 12 e maiores de 65 pagam meia). Permanente.

O CORPO É A CASA Série de trabalhos onde o artista discute o corpo humano não apenas a partir do físico, mas também de suas camadas

REFERÊNCIA A instalação integra programaçãoespecialvoltada para o conceito de arte e participação que celebra os 50 anos da obra “Tropicália”, de Hélio Oiticica no Sesc Palladium.

OLHAR REVISITADO A exposição é composta por obras doadas ao longo da história da Universidade. Espaço Expositivo da Reitoria UFMG (av. Antônio Carlos, 6.627, campus Pampulha). De 2ª a 6ª, das 8h às 18h. Até 16/8.

O MUSEU E A CIDADE SEM FIM A exposição exibe acervo do Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) para expressar a diversidade social, espacial e cultural da cidade. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª, 6ª, sáb e dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h. Temporada indeterminada

PALAVRAS VISÍVEIS: USOS DA TIPOGRAFIA EM BELO HORIZONTE A exposição explora a diversidade da utilização da tipografia na capital. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim, 3277-8573). 3ª, 6ª, sáb e dom., das 10h às 17h; 4ª e 5ª, das 10h às 21h. Temporada indeterminada

PANAMÉRICADSUEÑO A exposição de Ricardo Burgarelli é composta por 23 desenhos. Galeria Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 13/8.

PERSEGUINDO A LUZ

Martinho se considera, de certa forma, herdeiro da obradoartista carioca.“Estaria mentindo se negasse essa influência, assim como a da própria Lygia Clark (1920-1988) e Lygia Pape (1927-2004). Mas também há outras influências mais próximas, aqui do nordeste, comoChicoCésar,PedroOsmar”, enumera. O artista também se diz ansioso pela vinda a BH. “É um lugar que tem muitos artistas, o Cao Guimarães, a Laura Lima. Uma série de pessoas de quem gosto muito e aprecio o trabalho”.

> Me Molde

Foyer do Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420, 3270-8100). De 8 de agosto (terça) a 17 de setembro. De terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca. Workshop de experimentação de processos artísticos com Martinho Patrício Foyer do Sesc Palladium. Dia 9 (quarta). Das 9h às 12h, para crianças de 8 a 12 anos; das 15h às 18h, público em geral. Participação gratuita.

Esculturas construídas com fibra de vidro e iluminação interna produzidas pelo artista Magno Perez. Galeria de Arte da Assembleia de Minas (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). 2ª a 6ª, dasa 8h às 18h. Entrada gratuita. Até 25/8

PINTURA - OU A FOTOGRAFIA COMO VIOLÊNCIA A exposição revela como a população paraense, amplamente negra é retratada nas páginas policiais dos jornais. Galeria Genesco Murta do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 13/8.

PIRAJÁ O artista Renato Morcatti apresenta um conjunto de objetos cerâmicos. CCBB (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Até 28/8.

RUSÁ E LA DU RUSÁ O fotógrafo Tiago Aguiar acompanhou durante vários anos a Rusá, a festa tradicional do Congado. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro). 3ª a sáb., das 9h30 às 21h. Até 26/8.

SONATA Dez imagens fotográficas produzidas por Gui Mazzoni obtidas com equipamento de ultrassonografia. Galeria de Arte da Assembleia de Minas (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). 2ª a 6ª, dasa 8h às 18h. Entrada gratuita. Até 25/8


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 5 a 11 de agosto de 2017

CINEMA Um carinho feito em família BANANEIRA FILMES/DIVULGAÇÃ’O

Daniel Selton Mello Oliveira tem repetido muito que “a beleza salvará o mundo”. É uma frase de Dostoiévski que ele leu no livro de um escritor búlgaro cujo nome não lhe vem à cabeça, mas que foi uma indicação de Jorge Furtado. “Ele propõe que, quando tudo vai mal a seu redor, é hora de enaltecer o ser humano, o que ele tem de melhor”, explica. Nos tempos difíceis que o mundo atravessa hoje, é isso que o ator e diretor deseja oferecer com “O Filme da Minha Vida”, que estreia amanhã: uma chance de exaltar o lado bendito da vida. Para Selton, seu novo longa é “carinhoso, gentil, uma celebração da delicadeza e do lado luminoso de cada um. É um presente, uma flor que eu dou para o público”. No universo cinematográfico do diretor, esse carinho e essa beleza são sintetizados pelo conceito de família. Adaptado do romance “Um Pai de Cinema”, do chileno Antonio Skármeta, o filme acompanha o jovem Tony Terranova (Johnny Massaro), que, nos anos 60, retorna a sua cidade natal, na serra gaúcha, ao mesmo tempo em que o pai, o francês Nicolas (Vincent Cassel), retorna a Paris. O protagonista tenta, então, entender esse abandono paterno, enquanto descobre o amor com a jovem Luna (Bruna Linzmeyer). É um conto terno, que caminha entre a melancolia e o humor, sobre a ruptura numa relação entre pai e filho – uma descrição que também serviria para “O Palhaço”, longa anterior do cineasta. “Minha relação com meus pais e meu irmão é muito afetiva, e acho que é por isso que gosto de falar tanto de família. Ver os pais juntos, ter a família reunida, talvez seja um desejo infantil meu”, reconhece Selton. Conscientemente ou não, “O Filme...” acabou sendo um de seus trabalhos mais “familiares”. Uma de suas inspirações durante a adaptação foi um quadro que está em seu quarto: a imagem pintada por sua mãe de uma mulher com tranças, de costas, em frente a uma janela. Há uma cena no longa em que Sofia (Ondina Clais), mãe de Tony, é enquadrada de forma idêntica. “Eu não tinha falado nada para a maquiagem, e eles fizeram a trança. Quando olhei, disse ‘é o quadro da minha mãe’.

Acredito que, se você alinha seu grupo emocional e afetivamente, coisas desse tipo começam a acontecer”, revela. Esse preciosismo visual, especialmente na reconstituição da época, é o grande destaque da produção. A bela fotografia de Walter Carvalho – abusando de molduras de janelas, sombras e espelhos para ressaltar o caráter metalinguístico do título –, o design de produção de Claudio Amaral Peixoto e os impecáveis figurinos de Kika Lopes recriam uma década de 60 pelo olhar romantizado do protagonista. Na idealização de suas memórias com o pai, Tony permanece preso nesse limiar entre infância e vida adulta, o passado e o futuro e entre duas figuras paternas – Nicolas e Paco, um amigo da família vivido pelo próprio Selton –, tendo que definir, entre os dois, que homem ele será. O ator e diretor reconhece ainda que, além do visual e da decisão acertada de filmar na Serra Gaúcha, esse passado romântico ganha vida na tela, em grande parte, graças à excelente trilha musical. Ele explica que já apontava canções desde o roteiro, e que o resultado final – que inclui de Charles Aznavour a Sérgio Reis – é a soma de uma pesquisa dele, do com-

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 5 (sábado) e 6 (domingo)

estreias DEIXA NA RÉGUA (Brasil, 2015, 1h25, 12 anos) Dir. Emílio Domingos. Um corte de cabelo estiloso pode representar muita coisa. O dia a dia movimentado das barbearias da periferia é retratado com leveza e graça, a partir de depoimentos dos jovens que as frequentam. Cine 104: 19h

O FILME DA MINHA VIDA (Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 1: 14h20, 16h40, 19h, 21h20, 11h(somente sábado) BH Shopping 10: 17h30, 20h, 22h30 Boulevard 5: 16h40, 18h50, 21h10 Cidade 1: 16h40, 18h50, 21h05 Cine 104: 20h30 Contagem 7: 16h40, 18h50, 21h05 Del Rey 7: 16h40, 18h50, 21h Diamond 6: 19h10, 21h40 Itaú Power 4: 16h40, 18h50, 21h05 Monte Carmo 3: 16h40, 18h50, 21h05 Paragem 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h Partage Shopping Betim 7: 14h10,

Selton Mello e Johnny Massaro em cena de “O Filme da Minha Vida”

positor Plínio Profeta, do supervisor musical Gustavo Montenegro e do montador Marcio Hashimoto. Um dos destaques é uma longa sequência ao som de “I Put a Spell on You”, de Nina Simone, no clímax do filme. “É uma das minhas músicas favoritas. Ela dá uma envenenada ali, do cara que cresceu. Tem um veneno bom”, revela o diretor.

Esse crescimento, essa passagem da bicicleta para a moto, da infância para a vida adulta, ganha corpo – e rosto – na boa atuação e nos olhos de filhote sem dono de Johnny Massaro. Conseguir o ator não foi fácil (leia a entrevista na página 2), mas Selton tinha certeza, desde o início, de que a mistura inusitada do carioca era seu Tony. “Ele tem um rosto mui-

to especial. Parece ator antigo, é meio francês. É gauche, mas é gato. É esquisito, mas é protagonista. Tem humor, mas tem uma melancolia”, descreve, afirmando que ele é a encarnação do que Skármeta explica como alguém “que se sente coadjuvante na própria história”. Esse casamento perfeito foi fundamental, já que o maior defeito do longa é que

16h35, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 8: 14h10, 16h40, 19h15, 21h45 Ponteio 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10

21h Del Rey 2: 12h30(*)(f), 15h10(f), 17h50 (*)(f), 20h30(f), 23h10 (*)(f) Del Rey 2: 12h50(*)(c), 15h30(c), 18h10 (*)(c), 20h50(c) Diamond 1: 15h30 e 18h30 Itaú Power 5: 13h (*), 15h40 (*), 18h20 (*), 21h Minas 1: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h Monte Carmo 4: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h Pampulha 1: 15h15 (*), 18h05 (*), 20h55 (*) Paragem 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*) (sessão 3D), 21h Partage Shopping Betim 1: 12h(*), 15h(*), 18h, 21h Pátio Savassi 3: 18h, 21h30 Pátio Savassi 6: 13h40, 17h05, 20h25 e 23h30 (somente sábado) Ponteio 3: 18h30 Ponteio Premier: 16h, 20h50 Shopping Estação BH 3: 13h (*), 16h (*), 19h(*), 22h (*) Shopping Estação BH 4: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 , 20h30, 23h30 (*), Shopping Norte 1: 15h10 (*), 17h50 (*), 20h30 (*) Via Shopping 4: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 20h45(*), 21h

(Un Sac De Billes, França, Canadá, República Tcheca, 2017, 1h53, 12 anos) Dir. Christian Duguay. Durante o período de ocupação nazista na França, os jovens irmãos judeus Maurice e Joseph embarcam em uma aventura para escapar dos alemães e reunir sua família mais uma vez. Belas 2: 14h, 21h30 Diamond 2: 19h30 e 22h Ponteio 3: 14h, 16h15, 21h05

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César parte em busca de vingança. Betim 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h BH Shopping 2: 12h, 15h, 18h, 21h BH Shopping 3: 12h40, 15h50, 19h, 22h10 BH Shopping 8: 11h10(*), 14h15, 17h20, 20h30 Big Shopping 2: 14h50 (*), 17h30 (*), 21h10 (*) Cidade 7: 12h40 (*), 15h30 (*), 18h20 (*), 21h10 (*) Contagem 6: 12h40(*), 15h30(*), 18h20(*), 21h10(*) Del Rey 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Diamond 4: 14h30, 17h30, 20h30 Minas 5: 18h10(*), 20h50(*) Pampulha 6: 15h30 (*), 18h20 (*), 21h10 (*) Partage Shopping Betim 2: 19h(*), 22h(*) Partage Shopping Betim 6: 14h20 (*), 17h20 (*), 20h20 (*) Pátio Savassi 5: 12h50, 16h, 19h05 e 22h15 Shopping Norte 5: 14h50 (*), 17h30 (*), 20h10 (*) Sessões 3D: Big Shopping 1: 15h10 (*), 17h50 (*), 20h30 (*) Boulevard 2: 13h, 15h40(*), 18h20, 21h(*) Cidade 4: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Contagem 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*),

(*) Sessões dubladas

ESTEROS (Esteros, Argentina, Brasil, 2016, 1h17, 16 anos) Dir. Papu Curotto. Com Ignacio Rogers, Esteban Masturini, Renata Calmon. Matias e Jeronimo cresceram juntos em Paso de Los Libres, na Argentina, e tiveram uma inesperada atração sexual na adolescência. A vida acabou os separando, mas anos mais tarde os dois se reencontram. Paragem 4: 18h30, 20h40

OS MENINOS QUE ENGANAVAM NAZISTAS

RIFLE (Brasil, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Davi Pretto. Com Andressa Nogueira Goularte, Dione Avila de Oliveira, Evaristo Pimentel Goularte. m jovem misterioso vive com uma família em uma região rural remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade em que eles vivem. Belas 3: 19h50

em cartaz 7 DESEJOS (Wish Upon, EUA, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. John R. Leonetti. Com Joey King, Ki Hong Lee, Ryan Phillippe. A adolescente Claire descobre uma caixa mágica, que lhe concede sete desejos. Claire faz apenas desejos pessoais, e coisas ruins começam a acontecer porque dentro da caixa vive uma entidade malvada. Cidade 3: 18h50 (*), 20h45 (*) Contagem 5: 17h05 (*), 21h10 Itaú Power 3: 21h15 (*) Monte Carmo 2: 16h10 (*) Pampulha 4: 19h25 (*) Partage Shopping Betim 3: 22h (*)(somente domingo), 19h40 (*)(somente sábado) Pátio Savassi 2: 16h30 Pátio Savassi 7: 13h30 Shopping Estação 1: 21h15 (*)

as demais personagens – em especial, as femininas – em torno do protagonista não são muito bem-definidas. “O Filme da Minha Vida” é, em grande parte, um longa sobre a definição de uma masculinidade, com garotos obcecados por garotas e sexo, e Tony entendendo, no meio disso tudo, o que significa ser homem. E o resultado é que o roteiro acaba retratando as mulheres como meros objetos de desejo, existindo ali para definir o caráter dos homens que as escolhem, sem aprofundar nem dar voz a nenhuma delas – Sofia, a mãe abandonada, é o pior sintoma disso. Selton tenta compensar isso e a falta de um terceiro ato satisfatório, com uma boa direção de atores. Algo que, depois de dirigir a série “Sessão de Terapia” sozinho, ele tira de letra. “Faço uma analogia com futebol. ‘Sessão’ foi como ficar treinando dois toques no meio de campo. E ‘O Filme...’ foi sair para o campo, onde eu podia abrir o quadro, mas com a sabedoria de como manter a atenção do público”, compara. O resultado pode não ser um jogaço, mas deve agradar à geral.

Via Shopping 5: 17h (*) Sessões dubladas

CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Dir. Brian Fee. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâmpago McQueen acelera demais e acabou perdendo o controle. O acidente é tão grave que, com os estragos, ele pode ter que se aposentar de vez. Betim 2: 13h40, 15h50 BH Shopping 1: 14h00 BH Shopping 9: 18h15 Big Shopping 3: 14h15 Big Shopping 4: 16h40 Boulevard 3: 13h40, 15h50 Cidade 3: 12h(somente domingo), 14h30, 16h40 Contagem 5: 12h45, 14h55, 19h Del Rey 1: 13h10 Del Rey 5: 16h10 Itaú Power 1: 14h20, 16h30 Minas 5: 13h40, 15h50 Monte Carmo 4: 13h40, 15h50 Pampulha 3: 14h25, 16h35 Paragem 2: 13h50, 16h Partage Shopping Betim 3: 14h, 11h15(somente sábado) Pátio Savassi 3: 11h25, 14h Shopping Estação 1: 13h30, 16h15, 18h45 Shopping Norte 3: 14h15 Via Shopping 5: 13h, 15h (*) Sessões dubladas

COMO SE TORNAR UM CONQUISTADOR (How To Be a Latin Lover, EUA, 2017, 1h55, 12 anos) Dir. Ken Marino. Com Eugenio Derbez, Kristen Bell, Rob Lowe. Um homem mulherengo é despejado pela namorada e se vê forçado a voltar a morar com a distante irmã e seu jovem filho, que aparentemente é problemático. Pátio Savassi 1: 11h35


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CINEMA em cartaz (continuação) D.P.A - O FILME

(Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Betim 3: 15h BH Shopping 8: 13h50, 16h Big Shopping 3: 16h15 Boulevard 5: 13h, 14h50 Cidade 1: 13h, 14h50 Contagem 7: 13h, 14h50 Del Rey 7: 13h, 14h50 Diamond 5: 13h40, 15h45 Itaú Power 4: 13h, 14h50 Minas 6: 13h, 14h50, 16h40 Monte Carmo 3: 13h, 14h50 Pampulha 4: 14h05, 15h50, 17h35 Paragem 4: 14h20, 16h20 Partage Shopping Betim 7: 11h40 Pátio Savassi 3: 13h10, 15h30 Shopping Estação 1: 13h30, 16h15 Shopping Norte 3: 16h15 Via Shopping 5: 19h10

DUNKIRK

(EUA, França, Reino Unido, Holanda, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Christopher Nolan. Durante a Evacuação de Dunkirk, soldados aliados são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. BH Shopping 7: 14h05, 17h05, 19h40, 22h15 Big Shopping 4: 18h40 (*), 20h40 (*) Boulevard IMAX: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Cidade 6: 15h50 (*), 20h40 (*) Contagem 8: 16h10 (*), 20h50 Del Rey 4: 16h20 e 20h50 Diamond 3: 18h50 e 21h30 Minas 4: 21h20 (*) Monte Carmo 2: 14h Pampulha 4: 21h15 Paragem 2: 18h20 e 20h30 Partage Shopping Betim 3: 14h10(somente sábado)(*) 16h45(somente domingo)(*), 22h20(somente sábado)(*) Pátio Savassi 4: 12h40(somente sábado), 15h10, 17h50, 20h35, e 23h10(somente sábado) Ponteio Premier: 13h50 e 18h40 Via Shopping 5: 21h10 (*) (*) Sessões dubladas

GATOS

(Kedi, Turquia, 2016, 1h19, Livre) Dir. Ceyda Torun. Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente, servindo como espelhos para as pessoas, permitindolhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia. Belas 3: 14h50, 15h50, 20h

EM RITMO DE FUGA

(Baby Driver, EUA, 2017, 2h03, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Jamie Foxx, Lily James. O jovem Baby precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, ele trabalha para uma gangue como motorista. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga. BH Shopping 1: 16h40, 19h20, 22h Boulevard 1: 16h10, 21h10 Cidade 6: 13h30(*), 18h20(*) Contagem 8: 13h50(*), 18h30 Del Rey 4: 13h50, 18h40 e 22h50 Diamond 2: 16h50 Diamond 5: 18h, 20h50 Itaú Power 1: 18h50(*), 21h10(*)

FOX/DIVULGAÇÃO

Minas 6: 18h30(*), 20h45(*) Pampulha 3: 18h45 (*), 21h (*) Partage Shopping Betim 3: 16h40 (*), 19h30 (*)(somente sábado) Pátio Savassi 7: 15h50, 18h30, 21h15, 00h05(somente sábado) Shopping Estação 5: 20h(*), 22h30(*)

1h36) Dir. Afrânio Vital. Bate-papo após a sessão com a atriz Jussara Calmon

(*) Sessões dubladas

FACES DO SUBÚRBIO: CINEMA E PERIFERIA

(*)Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita medeiante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

HOMEM-ARANHA –DE VOLTA AO LAR

(Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. Betim 3: 21h (*) BH Shopping 6: 15h30, 18h30 e 21h40 Big Shopping 3: 18h10 (*) Boulevard 1: 21h (*) Boulevard 3: 21h15 Cidade 5: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Contagem 2: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h20 (*), 21h10 (*) Del Rey 5: 13h30 (*), 18h20 (*), 21h (*) Itaú Power 2: 13h10 (*), 15h45 (*), 18h20 (*), 20h55 (*) Minas 3: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Monte Carmo 2: 18h10(*), 20h50(*) Pampulha 5: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h45 (*), 18h45 (*), 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 14h30, 17h30, 20h50, 23h50(somente sábado) Shopping Estação BH 6: 15h15 (*), 18h30 (*), 21h45 (*) Shopping Norte 3: 18h10 (*) Via Shopping 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h20 (*) Sessão 3D: Diamond 2: 13h50 (*) Sessões dubladas

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*)

(Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 3: 13h, 16h50, 18h50 BH Shopping 6: 13h Big Shopping 4: 14h40 Big Shopping 5: 14h05, 15h50 Boulevard 3: 13h, 15h05, 17h10, 19h15 Cidade 8: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Contagem 4: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Del Rey 6: 12h50, 15h, 17h, 19h10, 21h10 Diamond 3: 14h, 16h30 Diamond 6: 13h30 Itaú Power 3: 13h, 15h, 17h10, 19h10 Minas 2: 13h30 Monte Carmo 1: 14h10, 16h10, 18h20, 20h30 Pampulha 5: 14h, 15h50, 19h30 Paragem 1: 14h30, 16h40, 18h50 Partage Shopping Betim 2: 14h40 16h50 Partage Shopping Betim 5: 13h30 Pátio Savassi 4: 12h30(somente domingo) Shopping Estação 5: 13h15, 15h30, 17h45 Shopping Norte 2: 14h05, 15h50 Via Shopping 3: 12h50(*), 14h50 (*), 16h50 (*), 18h45 (*) Sessão 3D: BH Shopping 5: 11h20, 13h40, 16h20, 18h50, 21h20 (*) Sessões dubladas

MONSIEUR & MADAME ADELMAN

(Monsieur et Madame Adelman, França,

Mostra lança olhares questionadores para periferia, enquanto espaço fílmico

Capítulo final da trilogia, “Planeta dos Macacos: A Guerra” completa a transição trágica entre homens e símios 2016, 2h, 16 anos) Dir. Nicolas Bedos. Com Denis Podalydés, Doria Tillier, Nicolas Bedos. Por mais de 45 anos, Sarah e Victor estiveram juntos. Como eles conseguiram isso? Quem realmente é Sarah, essa mulher enigmática que sempre viveu na sombra do seu marido? Belas 2: 16h20 Ponteio 4: 14h15, 18h30

MULHER MARAVILHA

(Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Cidade 8: 21h10 (*) (*) Sessões dubladas

PARIS PODE ESPERAR

(Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 4: 16h35, 20h50

POESIA SEM FIM

(Poesía Sin Fin, França, Chile, 2016, 2h08, 16 anos) Dir. Alejandro Jodorowsky. Com Adan Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Pamela Flores. Nos anos 1940 e 1950 em Santiago, Alejandrito Jodorowsky decide se tornar poeta e vive sensualmente, autenticamente, livremente e loucamente com Enrique Lihn, Stella Diaz, Nicanor Parra e tantos outros escritores que se tornariam mestres da literatura moderna latino-americana. Belas 3: 17h40, 21h40

O REENCONTRO

(Sage Femme, França, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. Martin Provost. Com Catherine Frot, Catherine Deneuve, Olivier Gourmet. Claire exerce sua profissão de parteira com muita paixão. Mas ela vê a sua vida virada de cabeça para baixo pelo retorno de Beatrice, a extravagante ex mulher de seu falecido pai. Belas 2: 18h50

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO

(Transformers: The Last Knight, EUA, 2017,2h30 , Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Opti-

11ª MOSTRA CINEBH ABRE INSCRIÇÕES PARA CINE-ESCOLA Professores e educadores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) já podem inscrever seus alunos para participar do programa “Cine-Expressão – A Escola vai ao cinema”, que acontece na 11ª CineBH. A programação da mostra vai de 22 a 27 agosto. O programa possibilita conscientizar, sensibilizar e envolver o universo educacional no contexto do audiovisual. As inscrições gratuitas para as sessões do cine-escola podem ser feitas até 11 de agosto, pelo site www.cinebh.com.br

DIVULGAÇÃO

mus Prime parte em busca dos Quintessons, seres possivelmente responsáveis pela criação dos Transformers, enquanto na Terra uma nova ameaça alienígena tenta destruir a humanidade. Betim 2: 18h (*), 20h50 (*) Big Shopping 3: 20h40 (*) Boulevard 4: 20h50 Cidade 2: 12h (*), 14h50 (*), 17h45 (*), 20h40 (*) Contagem 3: 12h20 (*), 15h15 (*), 18h10 (*), 21h10 (*) Del Rey 1: 21h Del Rey 6: 23h Diamond 6: 16h Minas 2: 18h10, 21h Monte Carmo 4: 18h (*), 20h50(*) Pampulha 2: 15h25 (*), 18h15 (*), 21h05 (*) Paragem 1: 20h50 Pátio Savassi 2: 18h50 e 22h Shopping Norte 3: 20h40 (*) Via Shopping 1: 14h30(*), 17h30 (*), 21h(*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 14h35 (*), 17h50 (*), 21h50 (*) Big Shopping 5: 17h35 (*), 20h20 (*) Del Rey 1: 15h (*), 18h (*) Itaú Power 6: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) Minas 2: 15h20 Partage Shopping Betim 4: 13h45(*), 17h30 (*), 20h40 (*) Shopping Estação 2: 14h45 (*), 18h (*), 21h30 (*) Shopping Norte 2: 17h35 (*), 20h20 (*) (*) Sessões dubladas

A VIDA DE UMA MULHER

(Une Vie, França, Bélgica, 2016, 2h09, 14 anos) Dir. Stéphane Brizé. Com Jean-Pierre Darroussin, Judith Chemla, Yolande Moreau. Jeanne volta para casa após completar os estudos para ajudar os pais no campo. Encantada pelo visconde Julien de Lamare, ela se casa, mas ele se mostra infiel, avarento e nada companheiro. Cine 104: 16h40

mostras MOSTRA SPIKE LEE (*)

Mostra reúne obras do ator, diretor, produtor e ativista do cinema negro Neste sábado (5) 15h30 “A Doce Sede de Sangue” (EUA, 2014, 2h) 18h “Mais e Melhores Blues” (EUA, 19902,2h09) 20h30 “Código das Ruas” (EUA, 2004, 1h53) Domingo (6) 16h “Lute Pela Coisa Certa” (EUA, 1988, 2h1) 18h15 “Faça a Coisa Certa”(EUA, 1989, 2h) 20h30 “Ela Quer Tudo” (EUA, 1986,1h24) Segunda-feira (7) 15h30 “Irmãos de Sangue” (EUA, 1995, 2h08) 18h “Crooklyn” (EUA, 1994, 1h55) Terça-feira (8) 14h30 “Malcolm X” (EUA, 1999, 3h22) 18h30 “Todos a Bordo” (EUA, 1996, 2h) 21h “Febre da Selva” (EUA, 1991, 2h12) Quarta-feira (9) 16h “Jogada Decisiva” (EUA, 1998, 2h16) 18h30 “O Verão de Sam” (EUA, 1999, 2h22) 21h15 “Quatro Meninas - Uma História Real” (4 Little Girls, EUA, 1997, 1h42) Quinta-feira (10) 14h15 “A Hora do Show”, (EUA, 2000, 2h15) 16h45 “A Última Noite” (EUA, 2002, 2h15) 19h Palestra sobre a obra de Spike Lee ministrada pelo crítico de cinema, pesquisador e jornalista Heitor Augusto Sexta-feira (11) 15h “O Plano Perfeito” (EUA, 2006, 2h09) 17h30 “Elas Me Odeiam, Mas Me Querem” (EUA, 2004, 2h18) 20h “Milagre em Sta. Anna” (EUA, 2008, 2h40)

CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (7) 20h “Longa Noite do Prazer” (RJ, 1983,

Neste sábado (5) 15h30 “A Margem” (Brasil, 1967, 1h36) Dir. Ozualdo Candeias 17h30 Sessão curtas: Aloysio Raulino< 19h30“A Batalha do Passinho” (Brasil, 2012, 1h12) Dir. Emilio Domingos. Batalha do passinho no foyer do Sesc após a sessão. Domingo (6) 15h30 “Vizinhança do Tigre” (Brasil, 2014, 1h35) Dir. Afonso Uchoa 17h30 Sessão curtas: Moradia 19h30 “Branco Sai, Preto Fica” (Brasil, 2014, 1h33) Dir. Adirley Queirós Terça-feira (8) 17h30 Sessão Curtas: BH 19h30 “Aqui Favela, o Rap Representa” (Brasil, 2002, 1h20) Dir. Júnia Torres e Rodrigo Siqueira Quarta-feira (9) 17h30 Sessão Curtas: Cultura Periférica 19h30 “Chuvas de Verão” (Brasil, 1978, 1h33) Dir. Cacá Diegues Quinta-feira (10) 17h30 “Crueldade Mortal” (Brasil, 1976, 1h36) Dir. Luiz Paulino dos Santos 19h30 “Nenê Bandalho” (Brasil, 1970, 1h22) Dir. Emílio Fontana Sexta-feira (11) 15h30 “A Margem” (Brasil, 1967, 1h36) Dir. Ozualdo Candeias (*) Sesc Paladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

WES ANDERSON (*)

Mostra reúne as obras do cultuado diretor americano. Neste sábado(5) 19h “O Grande Hotel Budapeste” ( Reino Unido, Alemanha, 2015,1h40) Domingo (6) 17h “Viagem a Darjeeling” (EUA, 2007, 1h47) 19h “Moonrise Kingdom” (EUA, 2012, 1h34)

SESSÃO INFANTIL (*) 17h “O Fantástico Senhor Raposo” ( EUA, 2009, 1h28, livre) Dir. Wes Anderson. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita


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estilo RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

BASTIDORES>ThássiaNavesmostrarotinacomoblogueiraemdocumentário

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THASSIA NAVES/DIVULGAÇÃO

documentados Com look da grife italiana Gucci durante a semana de moda em Paris

RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

Thássia usando look da grife Animale em Paris

exatamente o que queria, mas gostava muito de moda e sempre fui muito criativa”, relembra a blogueira Thássia Naves, em um de seus depoimentos para o “Thássia.DOC”, documentário que mostra os bastidores de sua rotina e que foi disponibilizado em seu canal no YouTube desde o dia 18 de julho. Até a semana passada, o vídeo já contabilizava quase 260 mil visualizações – o número confirma que, em meio a um nicho já tão saturado (e nem sempre atrelado à credibilidade), a mineira (de Uberlândia) segue preenchendo, com segurança e talento, os requisitos que a “profissão” blogueira demanda, garantindo a fidelidade de seus milhares de seguidores. As cenas do documentário foram capturadas durante um ano e mostram detalhes marcantes da vida da digital influencer, principalmente os retratados nas semanas de moda em que ocupa, tranquilamente, espaços cativos da fila A. A produção inclui, ainda, depoimentos de familiares, amigos, parceiros e dos profissionais que a cercam – como sua assessora, responsável por organizar e montar suas malas. Tudo foi captado pelo fotógrafo e amigo pessoal, Rhaiffe Ortiz, que acompanha e clica Thássia em todas as suas viagens e

eventos, desde o começo de seu blog, há oito anos. HISTÓRIA Lá atrás, quando tudo começou, Thássia não imaginava que hoje estaria pilotando um perfil no Instagram com nada menos que 2,9 milhões de seguidores. Ou um canalnoYouTubecom156milinscritos – nesse caso, os números não mentem. Ou, ainda, ter uma equipe que a ajuda nas postagens praticamente diárias de seu blog. A ideia desta iniciativa, inclusive, surgiu no dia 9 de março de 2009, após o conselho de um professor da faculdade que cursava (publicidade e propaganda). Um dos primeiros posts a bombar aconteceu em meados de 2012, quando, em parceria com a marca mineira Skazi, Thássia surgiu usando uma calça listrada em P&B que, como num passe de mágica, virou peça das mais cobiçadas. “Essa parceria projetou a marca em todo o Brasil. Foi o nosso primeiro contato e um boom de vendas. Foi a primeira publicação da Thássia usando nossa roupa, e o resultado, nunca esqueceremos”, relata Vander Martins, da Skazi. “Queria ser alguém reconhecida, mas não imaginava chegar aonde cheguei”, conta ela, no filme, como se estivesse vivendo em um conto de fadas. Bem, na verdade, está. Thássia já conquistou o aval até mesmo da “Vogue Japonesa”, que, em 2013, apontou-a como uma das melhores

blogueiras do globo. Não bastasse, foi eleita, pelo Business of Fashion (BoF), como uma das personalidades mais influentes da moda no mundo. Mas a mineira quer ir além. Em entrevista para o Pampulha, Thássia conta detalhes dos bastidores do documentário.

Um dos posts mais bombásticos da blogueira foi em 2013, em que usou a calça da marca mineira Skazi

RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

Lorena K. “Quando eu era peMartins quena, não sabia

A dupla por trás do documentário: Thassia Naves e Rhaiffe Ortiz

Minientrevista Thássia Naves Blogueira Como surgiu a ideia de registrar sua rotina em um documentário?

Adoro compartilhar minha rotina com meus leitores, faço questão de sempre mostrar pelo menos um pouco do meu dia a dia no Instagram e até mesmo de forma mais completa com os vlogs no meu canal do YouTube. E, com o documentário, isso foi mostrado por outro viés, mais jornalístico, apresentando os bastidores das semanas de moda de uma forma diferente. Quais foram os grandes destaques dessas cenas capturadas em um ano?

Acredito que os bastidores das semanas de moda sejam a parte mais curiosa sobre

minha profissão e o que as pessoas menos imaginam. No documentário, contamos como é feita a preparação, o deslocamento entre um desfile e outro, as trocas de roupas...

mos uma relação muito boa. Faço questão de ouvir a opinião deles antes de tomar qualquer decisão e, mesmo que esteja quase sempre viajando, estou perto deles sempre que posso.

ffe, que é um profissional incrível, por mais essa conquista.

Como foi resumir todos os oito anos de blog em um vídeo de quase uma hora?

O documentário foi um grande passo em sua carreira. Qual foi o retorno dele desde o lançamento?

Minha equipe continua a mesma. Conto com a ajuda de uma pessoa responsável por organizar os posts do blog, outra que cuida da parte comercial, uma RP internacional e a assessoria de imprensa.

Esse foi nosso maior desafio. Fizemos a captação durante um ano inteiro, mas selecionar as partes que entrariam e o que seria descartado foi, sem dúvida, um dos momentos mais difíceis. Sua família, principalmente sua mãe, participa muito de sua vida profissional. Como você lida com essa relação e qual a importância dela para sua carreira?

Sou muito apegada a minha família, te-

Desde o momento em que o Rhaiffe apresentou a ideia do documentário me encantei. Começamos juntos a ter mil ideias para chegar a esse resultado final lindo. E assim que pude contar para o meu público sobre o documentário, bem antes do lançamento, já recebíamos mensagens lindas de carinho e apoio. Fico emocionada cada vez que leio alguém falando sobre o documentário. Tenho certeza de que foi um grande passo e agradeço muito ao Rhai-

Thássia Naves é uma empresa, concorda? Sua equipe conta com quantas pessoas, atualmente?

Já sabe aonde quer chegar?

Depois de oito anos de blog, sou extremamente grata a todas as pessoas que tornaram isso possível. Minha família, que me apoia tanto, meus leitores, que me acompanham, e a equipe incrível que trabalha comigo. Espero poder comemorar muitos anos com o blog.


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casacor 2017

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MOSTRA> Entre os arquitetos, há estreantes e também quem acompanha o evento desde o início FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Histórico Quem vai ao casarão se encanta com tanta beleza erguida no início do século XX

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Profissionalismo por trás dos diversos espaços Ambientes capazes de expressar uma série de encantos. Móveis e adornos que parecem contar verdadeiras histórias e que têm muito o que comunicar às pessoas, até mesmo por meio de vários de seus detalhes. Por trás de tudo isso, diversos profissionais que contribuem para que a CASACOR Minas, maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado, continue transmitindo tanta vida, o que já vem fazendo com propriedade ao longo de suas 23 edições. Muitos desses profissionais conhecem o evento há muitos anos e acompanham a sua trajetória desde o início. A arquiteta Dodora Gontijo, por exemplo, que é a responsável pela Sala Central em 2017, partiJuliana Siqueira

cipa desde a primeira vez em que a CASACOR Minas aconteceu. Para ela, estar presente na mostra é uma espécie de renovação. “O balanço que eu faço é superpositivo. Nessa época, eu pesquiso muito mais, as empresas nos procuram bastante. Além disso, há também o contato com outros profissionais, o que eu considero algo importante”, diz ela. Neste ano, o espaço preparado por Dodora traz elementos especiais. Um certo sentimento de saudosismo poderá ser sentido por quem adentrar o local. Elementos antigos casam com outros bem modernos e dão um tom aconchegante e familiar, de quem deseja, naquele momento, algo simples, como sentar, conversar, ouvir uma música e olhar a janela – o que, aliás, combina muito com o tema da mostra des-

Restauração do imóvel na rua Sapucaí é supervisionada pelo Iphan

te ano, que é “Foco no Essencial”. “Não existe exagero de elementos”, ressalta a profissional. NOVIDADE Mas também existem aqueles que estarão na mostra pela primeira vez. É o caso de Bernardo Farkasvölgyl, responsável pelo Restaurante e Lounge. Junto à irmã, a chef de cozinha Agnes Farkasvölgyl, que irá preparar receitas no local, ele deverá realizar uma parceria de sucesso. “Meu trabalho é mais focado em obras maiores, como prédios comerciais e shoppings. De uns 3 a 4 anos para cá, passei a atuar também com os projetos de interior daquilo que eu já estava fazendo. Então, para mim, é uma enorme satisfação estar presente na mostra, que é um evento de beleza e magnitude”, diz Bernardo. Um dos pontos de destaque do projeto do profissional será o teto – algo que ele sempre reparou nos restaurantes em que visitou ao longo do tempo, tendo descoberto várias propostas diferenciadas. A aposta é nas cores do arco-íris e na ideia de movimento, que foi cuidadosamente pensada. “Estou satisfeito e espero que o resultado seja muito positivo. A minha expectativa é de que esta seja a primeira vez de muitas”, finaliza ele. A MOSTRA O evento acontecerá de 12 de agosto a 17 de setembro no casarão onde funcionava a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta. O lugar vemsendo restaurado sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

CONHEÇA OS PARTICIPANTES AMBIENTE

PROFISSIONAIS

ILUMINAÇÃO FACHADA JARDIM DE ENTRADA GINGER BAR

Mariana Novais Carla Pimentel e Marina Pimentel Angela Roldão

VARANDA DE ENTRADA E BILHETERIA

Thales Batista, Marcelo Neves, Ana Paula Pereira

HALL CENTRAL E ESCADARIA HALL GALERIA SALA CENTRAL

Lena Pinheiro Luiza Ananias e Flavia Generoso Dodora Gontijo

ANTESALA E SALA JANTAR

Rosangela Mesquita, Junia Bernanos e Eduardo Mesquita

COZINHETA HALL DESIGN SUÍTE E CLOSET SALA DE BANHO HOME THEATER LIVRARIA E VARANDA SALA DE VESTIR LIVING QUARTO DE BEBÊ ESPAÇO GAMES COZINHA DE QUINTAL SUÍTE LOFT HALL DESIGN HOME OFFICE HALL DESIGN CLÍNICA

Isabela Bethônico Márcia Larica Rosane Guedes Rodrigo Aguiar Daniele Bellini Camila Ferreira Mariana Batista Luis Rezende Marco Reis Renata Ferreira Ana Rohlfs Carolina Robson e Roberta Robson Cássio Gontijo Greco Design Cláudia Martins Hardy Design Viviane Lima

CAFÉ

Kívia Costa, Graziela Costa, Zuleica Lombardi e Erika Steckelberg

HALL DESIGN ESCRITÓRIO DE IMPRENSA

Estúdio Lampejo Pedro Lázaro

BANHEIRO PÚBLICO

Elisa Campezzato, Rogério Vilela e Talita Marques

ESPAÇO NOVO MUNDO ILUMINAÇÃO CÊNICA SALA MULTIUSO

João Lucas e Luis Gustavo Pedro Pederneiras

GUAJA SAPUCAÍ

Lucas Duraes, Sarah Kubistchek, Pedro Haruf, Marcos Franchini e Gabriel Nardelli

EXPOSIÇÃO 100% MINAS ESTÚDIO GOURMET RESTAURANTE E LOUNGE SALA DE VINHOS BANHEIROS PÚBLICOS COZINHA FUNCIONAL

Carlos Teixeira Maurício Bonfim Bernardo Farkasvölgyi Camille Guedes Du Leal e Eduardo Beggiato Gabriela Azeredo e Patricia Pires

VARANDA

Droysen Tomich, Marcelo Serafim e Octávio Davis

VAGÃO E ÁREA EXTERNA COM PISCINA

Gislene Lopes

GARAGEM RENAULT

Nara Cunha

LOFT ITINERANTE

Caio Prates

BANHEIRO PÚBLICO

Sheila Mundim, Renata Paranhos e Mira Mundim


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VITRINE

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

O último “Ooh” em Paris (1ª parte) ACIR GALVÃO

H

á alguns meses, já pensando na viagem, começou a economizar. Humm... Ele, ela e Paris! Uau! Naturalmente, faltavam alguns detalhes: o dinheiro da passagem, da hospedagem, dos croissants, do passeio no Sena, da ida ao Louvre, enfim; pormenores que dependiam apenas de suas economias. O difícil mesmo seria convencê-la, afinal, ela adorou a ideia de ir a Paris, só não se empolgou mesmo foi com a companhia. Uma vez havia lhe dito com todas as letras: SAI DO MEU PÉ! E ele, naturalmente, não saiu. Ligava para sua casa, para o seu trabalho, mesmo correndo o risco de escutar um: “Pô! Carlinhos, se manca!” E ele, claro, não se mancava. Apaixonado, foi desabafar com o amigo, que, não se sabe por que cargas d’água, foi lhe falar de Paris. –Nenhuma mulher resiste! Vai por mim! E, como se não bastasse, ainda lhe enfiou na cabeça que do alto da Torre Eiffel, com aquela vista deslumbrante, uma declaração seguida de um beijo era tiro e queda. Desde então, a ideia não lhe saiu da cabeça. Vivia na internet, sondando preços, hotéis, passagens, descon-

tos, tudo que pudesse se encaixar no seu orçamento. Vendeu coisas, tomou empréstimos, correu atrás. “Que diabo de beijo caro”, pensou já meio assim. Mas o amigo entendia das coisas. E só em pensar que ela pudesse vir a se apaixonar, valia a pena. Endividando-se até a próxima reencarnação, nem se importou, levaria Gabi a Paris, “custe o que custar”. E ela, tamanha a insistência, foi se acostumando à ideia, afinal, não é todo dia que aparecia um maluco em sua vida, disposto a pagar a viagem dos seus sonhos. Tudo bem que o maluco poderia ser o moreno da academia, e não o vizinho sem gracinha, cheio de tiques e meio tarado que, da janela, com um binóculo na mão, seguia seus passos na calçada. Isso quando não saía correndo na rua, oferecendo carona, chocolates e ajuda com as sacolas. “Um carrapato!”, dizia às amigas. “Porém, inofensivo”, como gostava de frisar já na defensiva, justificando sua possível viagem. “Também fizemos um trato! Eu num quarto, ele noutro”. – Nada de intimidades, e que isso fique bem claro, ouviu bem Carlinhos? Mesmo assim, as amigas horrorizaram-se. – O cara é um chato, obsessivo, meio pancada... E quem garante que não é um maníaco? Um tarado do parque? – Gente! Que exagero! Ele não é nada disso. E, também, nem é tão chato assim. “Ai, ai! O que não se faz

por uma viagem a Paris”, pensava a outra se corroendo, enquanto corria para espalhar a notícia. – O hotel é bem simpático! Pelo que entendi, fica perto do “Boulevard” – dizia, dando uma de entendido. Pelo menos o nome era bacana, impressionava. E ela: – Legal! Vai ser bom conhecer o “Boulevard”. Após dezenas de ligações, idas e vindas na agência de turismo para devidos esclarecimentos, acabou fechando o pacote em 16 prestações. Queria um hotel digno da Gabi, algo que a impressionasse. “Hotel Mercory Boulevard Trois”. Como o próprio nome sugeria, um três estrelas “fantástico” (segundo a agente de viagens), num local “esplêndido” e a preço bastante acessível. Finalmente, partiram. Gabi com uma mala gigantesca, pagando o excesso de bagagem. E ele, Carlinhos, com uma malinha micro, quase que de mão. Tentou negociar com a atendente da compa-

nhia aérea. Nada feito, para cada passageiro uma bagagem, não se somam os volumes. Se na ida já tem excesso, imagina na volta? No avião, quase não dormiu. Descobriu que estar a 35 mil pés de altitude não era o seu programa predileto. Na primeira sacudida, quis pegar na mão da moça, mas, ao ver a cara de reprovação, mudou de ideia. E assim ficou. Onze horas angustiantes e prazerosas ao mesmo tempo. Chegando, foi aquele frisson. Pendurada na janelinha, Gabi exclamou: “Ooooh!!!” Pelo jeito estava felicíssima. Nem pousaram, e ela: “Ooooh!!!”. “Imagina quando estiver no alto da Torre Eiffel?”, pensava satisfeito. Após andarem horrores e se perderem no Charles de Gaulle, finalmente recuperaram as malas que circulavam sozinhas na esteira. Descobriu que seu inglês era uma lástima e o francês... bom, esse nem era. Foi salvo pela Gabi, que, arrastando um inglês muito dos mais ou menos, conseguiu se localizar.

Dentro do táxi, com o voucher do hotel na mão disse: – Hotel Mercory Boulevard, please! Chegando, mal pôde acreditar. Não é que a mulher da agência tinha razão? O hotel era realmente fantástico! Em mármore Carrara, com pilastras a se perder de vista. Um recepcionista elegantíssimo abriu a sua porta, enquanto outro levou suas malas. – Ooooh! – dizia a Gabi impressionada. E ele, eufórico: – Não te falei que o hotel era simpático? – Ooooh! Quadros do século XVII adornavam as paredes, enquanto arranjos florais esplendorosos davam o ar da graça. Dirigiram-se ao saguão, onde uma loira chiquérrima e sorridente pediu-lhes o voucher. Olhou no computador, olhou de novo, digitou aqui, ali, até, constrangida, explicar ao casal: – I’m sorry. You made a mistake! – Como? Aqui não é o Mercory Boulevard? – perguntou indignado. – Eu fiz a reserva. Está aqui, ó! Me entende? Me Understand? Mi comprendes? – I’m sorry – tentou explicara outranum espanholarranhado. – Usted es Mercory Boulevard Trois. Esse es Mercory Boulevard, comprendes? Somente após exaustivas explicações, mímicas e um portunhol desastrado, compreenderam. O deles era o “trois”, enquanto este, com certeza, era o “un”, só não en-

tenderam muito é que o “un” na verdade era um “cinque” – “cinque” estrelas. Mas, deixa pra lá, já estava cansado demais pra raciocinar sobre essas coisas. Pegando as malas de volta, aguardaram o táxi. Gabi, exausta, não dava um pio, enquanto ele, num esforço tremendo, repetia o nome do hotel ao motorista. – Trois, mi entendes? – Trois? – Não, não é “troá”, é “trois”, com i. Putz, que povo complicado! Por fim, mostrou-lhe o voucher com o endereço. Claro, do outro lado da cidade. “Mais euros”, pensou. Paciência! Afinal, uma semana com a Gabi em Paris... – Ué! Será que é aqui mesmo? – olhavam desconfiados para a semiespelunca no final da rua. Retiraram suas malas, enquanto uma senhora de cara sisuda requisitava os passaportes. E ele, para quebrar o gelo: – Eu não falei que era simpático? – Hum... “Sem problemas, quando estivermos na Torre Eiffel, muda tudo”, pensou. Só não sabia é que a torre, por motivo de reforma, estava fechada à visitação. * Continua na próxima semana

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha ALEXANDRE CARNEIRO

WIbitipoca. Parque mineiro é concorrido destino de ecoturismo. Páginas 4 e 5 WSua melhor viagem. Paris com toque moderno e contemporâneo. Página 12

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BELO HORIZONTE Sábado 5/8/2017

Espelho do céu Saiba que é possível viajar para o Salar de Uyuni, na Bolívia, de maneira confortável e segura Páginas 6 a 8


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

sala vip W

check-in/ W check-out

Dezessete anos do GBM numa aula de Lourenço Marco Lourenço é um expert em viagens. Suas palestras são verdadeiras aulas de geografia e história. O diretor de vendas da Queensberry sabe como ninguém envolver uma plateia em uma viagem, a ponto de hinoptizá-la com a riqueza de detalhes e inúmeras curiosi-

dades. Foi assim no evento que a VTours, representante daQueensberry emMinasGerais, promoveu na última terça-feira, no salão de convenções do hotel Radisson Blu, na Savassi. Lourenço explicou com costumeira desenvoltura um novo roteiro da operadora deluxopara a tem-

porada 2017/2018, Sultanato de Omã e Dubai, e revelou a Lapônia, inclusa no programa Experiências do Círculo Polar Ártico, para os agentes de viagens que não a conheciam. Mashavia muitonolançamento da temporada 2017/2018 do Grupo Brasileiros no Mundo (GBM):

Mendoza e Salta, Líbano e Egito, Japão, China e Coreia do Sul (na época da floração das cerejeiras) e Tradições Portuguesas (Açores, Madeira e Lisboa). O GBM é o grande diferencial da operadora – foi um dos primeiros programas a lançar roteiros com guia brasileiro durante todo o

percurso, hoje copiado pelos concorrentes – e chega ao17º anodesucessoabsoluto. Tanto que a Queensberry está comemorando crescimento do número de passageiros até abril deste ano, que foi 63% maior do que no mesmo período do ano passado.

Novo COO Guilherme Martini é o novo diretor executivo de operações da rede Atlantica Hotels, reportando-se diretamente a Christer Holtze, Chief Operating Officer (COO), até dezembro deste ano. Em janeiro de 2018, Martini assumirá a posição de COO, no lugar de Holtze. ATLANTICA HOTELS/DIVULGAÇÃO

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Novo head Marco Lourenço faz palestra para um seleto grupo de agentes na sala de eventos do Radisson Blu

Lourenço e a equipe da VTours, Vilma Alagiwanna, Gustavo Ramos, Alessandra Silva e Elcilane Gouvea

A querida Vilma Alagiwanna (diretora da VTours), entre Sérgio Amarante e André Guimarães (SRTurismo)

Guilherme Cesari é o novo head de desenvolvimento de novos negócios de luxo para a América do Sul da rede Accor. O executivo começou em julho na sede da empresa, em São Paulo.

Capacitação

Fernando Pessoa (Destaque), Tucha Falcon (Tucha Turismo), Dirceu Diniz (Mappa), Ana Maria Lascasas (Lascasas Turismo) e Sylvie Lodja (LCN)

Leonardo Vanucci e Júnior Azadinho (CI Intercâmbio), Gustavo Ramos (VTours, em estreia no evento), Jaqueline Girardi e Sara Amorim (Kepler Viagens)

Tatiana Druve (assistente do Ministério Publico), José Antônio (ASB Viagens), Maysa Romualdo (Get It Intercâmbio) e Cecília Correa (Multitour)

A Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais (Abav-MG), promove a 40ª edição do workshop no interior, desta vez no hotel Dubai Suítes, no dia 1º de setembro, a partir das 16h.

Nova franquia

Marilda Dias (April), Rose Fernandes e Itália Diniz (Master Turismo) e Reinaldo Ferreira (Speed System)

Manoela Buono (Acta Turismo), Regina Ayres (Ayres Turismo) e Ana Paula Franco (Continental)

As agentes de viagens Ellen Drummond e Bárbara (Belvitur) e Silvana Ramos (Sil Tour Viagens)

As reformulações na TAP continuam. Depois do escritório em BH ter sido fechado, a partir de 1º/9, passageiros que voam na classe econômica da companhia terão limite de 23 kg em bagagens despachadas. Os bilhetes já adquiridos estão isentos da nova franquia.

personagem da semana PEDRO VILELA/AGÊNCIA I7/DIVULGAÇÃO

pela Unesco. Os frequentadores do Mineirão vão além do futebol? Quantos visitantes o estádio recebe anualmente?

Samuel Lloyd,

diretor comercial do Mineirão, fala do legado deixado pelo estádio após a Copa do Mundo, do espaço como arena multiúso para shows e feiras, do Museu do Futebol, dos projetos implementados e as perspectivas para os próximos anos

Antes de assumir a função de diretor comercial do Mineirão, você atuou como representante no Brasil VisitBritain, órgão oficial de turismo do governo britânico. Entre 2012 e 2015, fui diretor do VisitBritain para a América Latina. Tínhamos a tarefa de entregar um legado turístico positivo após as Olimpíadas de Londres. Durante esse período, o número de brasileiros bateu recordes históricos de visitação. Foi uma

experiência memorável.

Que experiência você leva de sua atuação no turismo para o Mineirão?

O Mineirão é um ícone e tem uma grande ligação de identidade com os mineiros. Nosso trabalho é potencializar o turismo para que ele seja cada vez mais reconhecido e visitado. O meu aprendizado com o legado das Olimpíadas aplico todos os dias no Gigante. Só em 2016, mais de 50 mil pessoas visitaram

o Museu Brasileiro do Futebol. Temos a certeza de que oferecemos o melhor tour de estádios no Brasil. Iniciamos um trabalho de integração e conversa com toda a cadeia do turismo local, que já vem dando bons frutos.

Em vários países do mundo, estádios de futebol são atrativos turísticos. O Mineirão mais ainda, porque está próximo ao recém-tombado Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Pampulha

Os números do Mineirão impressionam. É a principal referência em legado da Copa e das Olimpíadas do país. Em 2016, foi o estádio com o maior número de jogos e de torcedores, cerca de 1, 2 milhão. Mais de 90 datas foram ocupadas com atividades que atraem o turismo e movimentam a economia da cidade, e, para este ano, previmos 120 datas, ou seja, um evento a cada três dias.

O Mineirão tem o Museu Brasileiro do Futebol (MBF), a exemplo de outras cidades do Brasil, como São Paulo, e do mundo, como Milão, Barcelona e Buenos Aires. Como funciona hoje o espaço?

O MBF é uma ótima opção de cultura e lazer. São salas que contam a história do futebol e grandes momentos

do Mineirão. O frequentador pode ainda conhecer os bastidores e visitar lugares muitas vezes restritos, como vestiários, sala de entrevistas e gramado. É um passeio inesquecível para todos os públicos.

O Mineirão é uma arena multiúso. Os grandes shows e feiras já viraram uma referência ou atrativo turístico para os visitantes?

Os maiores shows da cidade acontecem no Mineirão e movimentam a economia criativa. A cidade ganhou com a reforma do estádio um equipamento capaz de receber as grandes turnês mundiais. Abrimos espaço para a cultura regional e nacional também, realizamos o maior festival sertanejo do país, privilegiamos a gastronomia com nossa parceria com o Comida di Buteco. A grande novidade já planejada para voltar no segundo semestre será o Feirão do Mi-

neirão, no qualas pessoas poderão vender seus carros, como era tradição. O turista se sente atraído por uma cidade onde as coisas acontecem e há opções de diversão.

Depois que você assumiu, em 2015, quais projetos já se concretizaram e quais as perspectivas para os próximos anos?

Investimos na experiência do torcedor e do turista. Criamos o Mineirão Tribuna, que revolucionou a experiência de assistir aos jogos, com show, espaço kids num ambiente climatizado e com a melhor vista do gramado. Um novo departamento comercial e de eventos trouxe, além da agenda agitada para a cidade, grandes patrocinadores. Somos também o primeiro estádio do mundo a oferecer um setor especial para torcedores assistirem aos jogos com seu melhor amigo, a Arcãobancada.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

5 de agosto de 2017


W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

Típicos

Aprecie pães e cervejas Pães de queijo à parte, quem rouba a cena nas mesas da vila são os pães de canela. Eles são leves e vendidos frescos por R$ 5. Outro produto made in Ibitipoca são as cervejas artesanais Ibitibeer (cerca de R$ 15) e Serra do Ibitipoca (a partir de R$ 20).

Trilhas (I)

Janela do Céu é pura emoção São 16 km de questionamento: durante o trajeto, muitos arrependem-se de ter resolvido ir à Janela do Céu. Mas isso passa. Os primeiros mil metros são os mais difíceis, já que a enorme ladeira que leva ao Cruzeiro, o primeiro atrativo da trilha, desafia o fôlego do visitante. Só que o restante fica mais fácil, com belos pontos, como a Cachoeirinha e as grutas dos Três Arcos, dos Fugitivos e dos Moreiras. O trajeto é considerado de moderado a difícil.

Trilhas (II)

Do céu ao pôr do sol na saída Na volta, a chegada ao portão do parque acontece geralmente no auge do pôr do sol. O espetáculo do céu alaranjado, que ilumina as montanhas da reserva, deixa uma ponta de “ibiti-saudade” e uma certeza: o trauma das subidas vai passar. Afinal, quem não tiver um bom preparo terá dificuldades em recuperar o ritmo depois do mergulho na piscina natural.

turismo

Ibitipoca

Pico da Lombada, a 1.748 m de altura

Três caminhos entre subidas e descidas Reserva ambiental mineira atrai umalegião de visitantesem busca de aventuraspor cânions,cachoeiras, trilhase picos comincríveis vistas Carla Nascimento Agência O Globo

Um “ibiti-sucesso” nas redes sociais vem conquistando corações e um número crescente de visitantes. Em um feriado, a pacata Conceição do Ibitipoca, distrito de Lima Duarte com mil habitantes, chega a receber cinco mil visitantes atraídos pelo parque estadual local, o mais visitado de Minas Gerais. Na reserva ambiental, sinal de celular e internet são coisas raras, mas – acredite – a tecnologia quase não faz falta entre uma ladeira e outra. Quando a conexão funciona, é comum ver um aglomerado de turistas, todos encantados o suficiente para colocar “ibiti” na frente das palavras, a exemplo do que se vê com frequência em lojas e produtos locais. A proximidade de Juiz de Fora (90 km) e de Belo Horizonte (300 km) serve como chamariz para mineiros, mas a pequena vila já transbordou os limites estaduais e coleciona sotaques de outras partes do país o ano todo. Apesar da alta frequência de janeiro a janeiro, as estações mais indicadas para conhecer Ibitipoca são outo-

no e inverno, quando as chuvas dão um tempo e a segurança dos passeios aumenta consideravelmente – na tradução do tupi, “ibiti” quer dizer lugar alto, e “poca”, que estoura, numa alusão à alta incidência de raios na área da reserva ambiental. O mais badalado dos três grandes roteiros do parque é o da Janela do Céu, uma corredeira cercada por mata e rochas que emolduram a vista para o horizonte. Na beirada, o azul e as nuvens são refletidos na pequena piscina natural: é nela também que

Uma iguaria típica do local, os pães de canela são anunciados pelos moradores em plaquinhas penduradas nas janelas

os pés cansados aproveitam as baixas temperaturas para anestesiar as dores depois de 8 km de subidas e descidas (só para chegar lá). Apesar da fama, a extensão da trilha faz com que muita gente opte pelo Pico do Pião (11 km) e, principalmente, pelo Circuito das Águas (5 km), o mais democrático dos caminhos de Ibitipoca. O movimento é tanto que, em dias de pico, quem chega depois das 8h pode ficar de fora do parque, que tem como teto 1.200 pessoas – há relatos de filas de mais de duas horas além dos portões. Quem consegue entrar também pode ter que esperar para aproveitar alguns trechos, lotados de turistas.

JOHN BRANDÃO/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

Um atalho pela água Há uma alternativa ao trânsito das trilhas que pode tornar a ida ainda mais atraente. O guia Gabriel Fortes, 36, leva turistas por um tour de 40 minutos que batizou de Aquatrekking, uma caminhada por riachos, corredeiras e pequenas cachoeiras até chegar à Janela do Céu. A aventura ajuda a fugir do engarrafamento na entrada e é ideal para quem não tem medo de água gelada. “Esse passeio deve ser feito com guias. Além de pedras escorregadias, o visitante passa por trechos com água até o peito. É preciso estar atento às condições de segurança: se chover, nada feito”, diz o profissional.

O acolhedor centro de Conceição do Ibitipoca possui um singelo casario JOHN BRANDÃO/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

EVANDRO RODNEY/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

Serviço Visitação: De terça a domingo (e às segundas, apenas em feriados), das 7h às 18h. Ingressos: R$ 10 (dias úteis) e R$ 20 (em fins de semana e feriados) Inf.: (32) 3281-1101 e www. ief.mg.gov.br Guias: Gabriel Fortes, da Sauá Turismo, oferece o Aquatrekking para a Janela do Céu, de 40 minutos, por R$ 30 por pessoa (até seis) ou R$ 150 em grupos de até cinco. Inf.: (32) 98404-3905 e www.sauaturismo.com. Genecy Fernando cobra os mesmos preços. Inf.: (32) 98404-8063. Cachoeira dos Macacos faz parte do Circuito das Águas, de menor extensão


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

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JOHN BRANDÃO/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

JOHN BRANDÃO/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

Visitante percorre o caminho para o Pico do Pião, uma longa jornada de 11 km

Na reserva, sinal de celular e de internet são coisas raras, mas quase não faz falta entre uma ladeira e outra

Caminhos exigem preparo, mas há opções mais leves Não é à toa que o Circuito das Águas é a trilha mais visitada do Parque Estadual do Ibitipoca. Além de ser a que tem mais atrativos, como paredões, mirantes, cachoeira e quedas-d’água, sua extensão de 5 km (ida e volta) é a mais convidativa entre as três opções. Durante o passeio, os destaques são o Lago das Miragens, a Prainha e a Cachoeira dos Macacos. Há quem aproveite a faixa de areia da Prainha, uma queda-d’água com volume suficiente para mergulhos. As ladeiras ali são mais leves do que as das trilhas do Pico do Pião e da Janela do Céu, e o percurso, a não

ser por pedras escorregadias em alguns trechos, não apresenta obstáculos difíceis. Para evitar acidentes, é importante usar calçado com solado antiderrapante. No caso de grupos com idosos e crianças, é indicado contratar guias.

Grutas e ruínas A chegada ao Pico do Pião proporciona a vista do segundo ponto mais alto do parque, com altitude de 1.720 m acima do nível do mar – o primeiro é o Pico da Lombada, a 1.784 m. Lá de cima, dá para ver os vales e os cânions do parque e, no caminho, as grutas do Pião e dos Viajantes. Outro atra-

tivo é a ruína de uma igrejinha de 1928, destruída por um raio. Dela, restou um altar que dá pano para manga em fotos publicadas nas redes sociais. Com 11 km no total, a trilha é considerada simples. A dificuldade fica por conta, mais uma vez, do preparo físico. Afinal, além de ser um longo caminho, o sobe e desce das ladeiras acompanha os visitantes até o fim. “É o mais indicado para dias de muita visitação, justamente por ser mais sossegado. Além disso, a vista panorâmica faz valer a pena”, diz o guia da região, Genecy Fernando.


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turismo ALEXANDRE CARNEIRO

Laguna Colorada

No caminho, vulcões extintos

JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO

Bolívia

Um deserto que produz paisagens inusitadas Salar de Uyuni, planície de 10 mil metros quadrados no sul da Bolívia, podeser alcançado porLa Paze Tupiza ou San Pedrode Atacama João Lobato* Às vezes, não é preciso ir muito longe para explorar partes do mundo que parecem saídas das páginas de um livro de ficção científica. Aqui perto da gente, na Bolívia, fica uma das mais espetacularespaisagens do mundo, o Salar de Uyuni, uma planícieformadaporumbloco maciço de sal de mais de 10 mil m² de extensão, que equivale a quatro vezes o tamanho de Luxemburgo, um país da Europa. Rodeado por áridos picos e colinas resultantes de erupções vulcânicas muito antigas e por rochas esculpidas pelo vento, e cortado por lagos sulfúricos e lagoas esverdeadas, o deserto de sal é ainda o habitat de milhares de flamingos, ou seja, um lugar para atender todos os gostos. Mesmo estando lá, é difícil acreditar queestamos andando e dirigindo sobre um bloco de sal, e até onde a vista alcança não há nada

alémdisso. Segundoos geólogos, o salar foi formado a partir da evaporação de uma enorme lagoa, mas ainda pouco se sabe sobre esse que é o maior salar do mundo.

A imensidão Nossa viagem começou na vila de Uyuni, que fica à beira do Salar, distante 550 km ao sul da capita boliviana, La Paz. Na vila, existem inúmeras acomodações e agências de viagens – é essencial ter uma para visitar o local. É possível também organizar a viagem saindo de Tupiza, no sul, na fronteira com a Argentina, ou direto de La Paz. A opção por empreender os passeios por empresas locais tem uma vantagem: o dinheiro vai para moradores da comunidade. Os roteiros são todos parecidos – alguns são de um dia, outros de dois ou três. Escolhemos pelo mais procurado pela maioria dos turistas,a viagemde duas noites e três dias. No nosso caso em particular, como pretendíamos estender a viagem até

o deserto de Atacama, pedimospara ser deixados na borda do Chile, e, de lá, seguimos para Atacama. Mas boa parte dos viajantes costuma voltar para Uyuni.

Travessia No roteiro que inclui a travessia para o Chile, além do próprio Salar, visita-se o Parque Nacional Reserva Eduardo Avaroa, na Bolívia, que faz parte do deserto de Siloli, o mais alto do mundo, com cerca de 4.000 m acima do nível do mar. O local esbanja paisagens exuberantesetem várias atrações naturais, entre as quais as lagunas Colorada e a Verde, repletas de flamingos andinos. Em outra laguna, a Salada, há uma piscina natural, na qual é possível banhar-se. Outros pontos de interesse sãoa Árvore de Pedrae os gêiseres Sol da Mañana. Além de Uyuni, na Bolívia, é possível iniciar a travessia a partir de San Pedro de Atacama, no Chile, onde também existem agências de turismo,quepossibilitamadquirir o passeio sem reserva online. Há pacotes só de ida, que permitem ao visitante seguir viagem pela Bolívia, ou de ida e volta. (Com Alexandre Carneiro)

Imensidão de sal: por onde quem que se olhe, a paisagem é branca; não esqueça de levar óculos de sol para se proteger PATRÍCIA AZEVEDO/DIVULGAÇÃO

Quem leva Operadora: Visual Turismo Inf.: Consulte seu agente Roteiro: Peru e Bolívia (com Salar de Uyuni) Preço: A partir de US$ 2.021 (só a parte terrestre) por pessoa em ap. duplo. Inclui: Duas noites com café em La Paz e Sucre e uma em Potosí e Uyuni, traslados, catamarã até Isla Del Sol com almoço, visita à fonte inca, jardim e Inti Wata, jangada em Totora, visita ao Inca Palace Pikokaina; passeio a museu Ekako, city tour em Sucre e Potosí; Mina Colonial, traslado de Potosí para Uyuni com guia e jantar, passeio a Colchane, Playa Blanca, Museu de Sal e visita à ilha Incahuasi. No trajeto, receptivos servem almoço no próprio deserto para os viajantes


turismo

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JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO

Vila de cenário multicolorido Partimos para o Salar de Uyuni em uma picape relativamente confortável, com outras três pessoas que encontramos na agência de viagem. É possível organizar viagens particulares, mas dividir o carro com outros turistas sai mais barato. É difícil entender como o motorista, que também serve de guia, conseguia direcionar-se quando entramos naquela imensidão de sal.

As minhas referências espaciais logo perderam-se. Só era possível distinguir entre o céu azul e a planície branca, pois as noções de leste e oeste, norte e sul facilmente se misturam quando não há nenhum ponto de referência. Era apenas o azul e o branco para nos guiar. Não havia estrada, placas, árvores, construções... e assim mergulhamos em direção ao centro do Salar. Ao contrário do que po-

Como chegar a Uyuni

JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO

Estima-se que o Salar de Uyuni contenha 10 bilhões de toneladas de sal, das quais menos de 25 mil toneladas são extraídas anualmente; o deserto de sal possui uma das maiores reservas de lítio do mundo Flamingos brancos nas lagunas do Salar de Uyuni, uma visão comum

Turismo no altiplano andino é feito com simplicidade Para fazer o passeio de três dias pelo Salar de Uyuni e pelo Parque Nacional Reserva Eduardo Avaroa, é preciso ter disposição. A começar pela altitude de mais de 4.000 m, que pode provocar tontura, enjoo, dor de cabeça e palpitações em quem não está acostumado à baixa pressão atmosférica. Para evitar esses problemas, é aconselhável tomar chá de coca ou mascar diretamente as folhas da planta, como os povos andinos fazem há milhares de anos. Amarga, a coca não agrada a todos os paladares, mas seus resultados frente aos males da altitude são sur-

preendentes. Vale destacar que, in natura, a planta não é droga nem provoca qualquer efeito alucinógeno ou entorpecente no organismo. O turista deve estar ciente da simplicidade da hospedagem na região. Os hotéis de sal em Uyuni são confortáveis, mas no Parque Nacional Reserva Eduardo Avaroa o pernoite é em um hostel com quartos e banheiros coletivos; o banho quente é pago à parte. Porém, isso é facilmente compensado pela comida e pelo acolhimento dos bolivianos, além das paisagens espetaculares. Durante os três dias de duração do roteiro, os passeios

começam bem cedo: ver o nascer do sol, inclusive, é uma das maravilhas do Salar de Uyuni. À noite, a única atração é o céu estrelado: o local é um dos melhores do mundo, ao lado de Atacama, para a prática de astronomia. Algumas das refeições são feitas no meio do deserto, e essa experiência é incrível e estruturada: os motoristas carregam um mundo em seus jipes, desde mantimentos, pratos e talheres até banquinhos. Mas os turistas devem levar lanches, água potável e algum dinheiro em espécie, pois quase não há pontos de parada no trajeto. (Alexandre Carneiro)

De La Paz Voo: Os preços variam muito, podendo chegar a R$ 700 (só ida), com duração de cerca de uma hora. Ônibus: Diariamente, com preços na faixa de R$ 30. Duração entre 9h e 10h. Trem + ônibus: De trem, vaise de La Paz a Oruro e, de lá, pega-se um ônibus para Uyuni. Foi essa a nossa opção, gastando cerca de R$ 50, e fizemos uma viagem tranquila,

mas não é ideal se tiver pouco tempo. De Tupiza Ônibus: Diariamente, com preço de menos de R$ 40. Duração de cerca de cinco horas. Trem: Com saídas quase todos os dias, e preço do bilhete por volta de R$ 40. Demora um pouco mais do que o ônibus regular para chegar ao destino.

de-se esperar de uma paisagem como essa, a viagem nunca é monótona. Sempre surge algo inesperado no horizonte, como, por exemplo, um cemitério de trens abandonado no meio daquele nada. O guia não soube explicar ao certo como aqueles vagões chegaram ali, mas depois descobrimos que, no século XIX, a vila de Uyuni era conectada ao oceano Pacífico por ferrovias, que caíram em desuso – devido a grande depressão de 1930 e o fato de a Bolívia ter perdido uma saída para o mar – e hoje são uma atração turística. Quando estamos perto das bordas da planície de sal, vemos incríveis colinas formadas por erupções vulcânicas. Os diferentes minerais expelidos pelos vulcões criam uma paisagem multicolorida. No final do dia chegamos ao hotel, um ponto no meio do nada. Ele era todo feito de sal, até mesmo algumas mesas. Ao lado do hotel, havia uma estrutura circular com bandeiras de vários países. Parecia que estávamos no Polo Norte.


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turismo JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO

Laguna

Coloração da água é atração Laguna Colorada oferece visual estonteante e é habitat de centenas de flamingos. O lago contém ilhas de sal bórax, cuja cor branca contrasta com a cor avermelhada de suas águas, que é originada por sedimentos vermelhos e pigmentação de algas. A cor se torna mais intensa especialmente no período entre 11hs e 15h. Excelente para tirar ótimas fotos.

Incahuasi, uma iha de cactus

JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO

Típico. Visão externa de singular hotel de sal no Salar de Uyuni

Gêiseres

Vapor de água quente no solo Como os gêiseres de Tatio, no deserto de Atacama, os gêiseres Sol de La Mañana são bons para serem apreciados bem cedinho, quando os vapores têm mais volume e atingem até 50 m. Diferente dos de Atacama, não há delimitação para os turistas, o que requer muito cuidado. No topo da cratera, é possível ouvir o vulcão ativo.

Perto de Uyuni

Cemitério de trens Uyuni foi, historicamente, importante entroncamento ferroviário no meio do deserto, por onde passaram trens exportando minérios para os países vizinhos. Com a depressão de 1930 e perda da Bolívia de uma saída para o mar, a ferrovia deu seu último suspiro. No lugar nasceu um cemitério de trens, com centenas de carcaças abandonadas ao lado da linha férrea.

ALEXANDRE CARNEIRO

Atrativos

De sal a cactos, termas e lagunas coloridas Três dias sãosuficientes para desvendar os mistériose segredos do Salar deUyuni; melhor época para visitara regiãoé de dezembro a março para veros espelhos d’água Árbol de Piedra (Árvoe de Pedra), formação rochosa que é símbolo da região

João Lobato* Como chegamos ao hotel antes de anoitecer, pudemos caminhar um pouco ao redor. Como crianças, os turistas brincam naquele chão de sal compactado como se fosse neve. É uma boa ideia, no entanto, levar um bom livro, pois quando escurece não há nada para fazer no hotel. Saindo bem cedo no dia seguinte, fomos a uma lagoa sulfúrica que é um santuário de pelicanos. Nós os observamos de longe, e eu me sentia num filme de ficção científica. Os pássaros JOÃO LOBATO/DIVUGAÇÃO

brancos, com parte de seus corpos avermelhados, devido aos minerais da água em que se alimentam, pareciam seres de outro planeta movendo-se com delicadeza naquele lugar hostil. Fizemos aquela típica parada para compras em uma loja feita de sal, que, obviamente, vendia lembrancinhas feitas de sal: canecas, pratos, dados, esculturas... a lista é grande.

Cactos gigantes Continuamos o passeio e, quando parecia que a paisagem não podia ficar mais surreal, avistamos uma “ilha” de cactos; uma protuberância de rochas cobertas por cactos enormes – eles podem chegar a dez metros de altura –, um deles com mais de mil anos. As rochas erodidas pelo vento criam algo próximo de esculturas naturais, que tornam aquele lugar ainda mais parecido a um quadro surrealista. Do alto da ilha, vemos a planície de sal estendendose para além do horizonte,

e se não estivéssemos ali, tendo a certeza do que estávamos vendo, diríamos que aquela vastidão era água ou neve. Qualquer coisa, exceto sal.

Banho energético Depois de dormir em outro hotel de sal, acordamos antes do sol nascer e fomos direto para as águas térmicas. Estava bem frio, talvez por isso fomos os primeiros a chegar. Hesitei muito antes de entrar, mas quando se entra naquela água, a sensação é indescritível. O sol nascente parecia uma miragem com todo aquele vapor saindo da fonte. Estava tão quente que, mesmo dentro d’água, eu suava. Ao sair, não senti nenhum frio, pois meu corpo ficou “energizado”. Tomamos um rápido café da manhã. Na última parte da viagem, paramos para ver algumas rochas de estranhos formatos e uma caverna com alguns esqueletos preservados. O estranho já tinha virado rotina.

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Enviado especial

Dicas preciosas 0 Para entrar na Bolívia é necessário ter o Certificado Internacional de Vacinação de Febre Amarela válido; 0 É recomendável levar óculos de sol, protetor solar, chapéu/boné, hidratante, lenços umedecidos, protetor labial, lanterna e garrafinha de água. A maioria dos hotéis no salar não dão toalhas e papel higiênico, portanto leve; 0 A maioria dos banheiros são pagos, então carregue sempre algumas moedas; 0 É recomendável combinar o Salar de Uyuni com o Deserto de Atacama, o que implica, inclusive, em até baratear a logística; 0 A melhor época para se viajar para o salar boliviano é entre os meses de dezembro e março para ver a lâmina d'água que espelha o céu;

0 Prepare-se para o soroche, o mal de altura, tomando um remedinho que você pode comprar no aeroporto. Você vai enfrentar altitudes acima dos 3.000 m; 0 O trecho La Paz-Uyuni pode ser feito pela companhia aérea local Amaszonas (.amaszonas.com/es-bo) 0 Boa dica de hospedagem em Uyuni é o Jardines de Uyuni (hotelesrusticosjardines.com), com quartos confortáveis, bom restaurante e banho quente, TV e Wi-Fi; 0 Entre as agências de receptivos, duas sugestões são Estrella del Sur (travelestrelladelsur.cl) e Cordillera (cordilleratraveller.com). 0 Na Reserva Eduardo Avaroa, a dica é o hotel Tayka del Desierto (taykahoteles. com/hotel-del-desierto/),


turismo

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TIAGO DANTAS/AGÊNCIA O GLOBO PEDRO IBANEZ/DIVULGAÇÃO

Machu Picchu

Limites para garantir a preservação Hotelaria. O Explora Valle Sagra-

Desdeodia 1º de julho, visitas a Machu Picchuganharam restrições;visitação seráfeita em turnose em circuitos fechadose tambémserá limitadootempo de permanência

do está localizado em uma fazenda de milho, às margens do rio Urubamba, entre Cusco e Machu Picchu

Eduardo Maia

Ingressos

Preços a partir de R$ 102 Os ingressos para entrar em Machu Picchu podem ser comprados pelo site machupicchu.gob.pe ou nos postos oficiais de Cusco. Custam hoje 152 nuevos soles (cerca de R$ 155) apenas para a cidade inca, e 200 nuevos soles (cerca de R$ 204) incluindo uma das duas montanhas. Entradas a partir das 13h têm preço promocional de 100 nuevos soles (cerca de R$ 102), mas só há mil por dia. TIAGO DANTAS/AGÊNCIA O GLOBO

Agência O Globo

Desde 1º de julho, só as lhamas podem ficar do nascer ao pôr do sol e andar sem destino por Machu Picchu. É que entraram em vigor as novas regras de visitação da principal atração turística do Peru, que incluem limitação do tempo de permanência, entrada em dois turnos, circuitos fechados e obrigatoriedade do serviço de guias. O objetivo da resolução do Ministério da Cultura do Peru é diminuir o impacto do turismo na zona arqueológica. As medidas valerão até 31 de outubro, mas poderão ser estendidas por novembro e dezembro, quando sua continuidade será estudada.

Turnos de visitação

Transporte. Uma opção de acesso às ruínas é o trem Hiran Bingham, que liga Cusco a Machu Picchu em vagões de luxo

Foram criados dois turnos distintos para a entrada: das 6h ao meio-dia e do meio-dia às 17h30, que devem ser escolhidos pelo turista no momento da compra do ingresso. Quem quiser passar o dia inteiro no parque deve comprar tíque-

tes para os dois turnos, separadamente. Pela manhã, o número de visitantes será de até 3.267 pessoas, e, à tarde, máximo de 2.673, somando 5.940 por dia.

Tempo de permanência Será possível ficar até quatro horas por turno, no máximo, dentro do parque. Exceção feita àqueles que escolherem, pela manhã, fazer os roteiros alternativos para as montanhas Machu Picchu e Hauayna Picchu, que poderão ficar no parque por sete e seis horas, respectivamente.

Uma visão das ruínas de Machu Picchu, com detalhes das construções DANIEL MARENCO/AGÊNCIA O GLOBO

Guias de turismo Também não será possível visitar as ruínas sem a companhia de um guia registrado pelas autoridades de Cusco. Os profissionais poderão ser contratados com antecedência ou na entrada do santuário. Eles deverão acompanhar os visitantes pelos circuitos internos em grupos de até 20 pessoas. O serviço não será obrigatório nas trilhas para as montanhas Machu Picchu e Hauayna Picchu nem para visitas extras, no turno ou dia seguinte.

DANIEL MARENCO/AGÊNCIA O GLOBO

Circuitos Obrigatoriedade. Os visitantes deverão se ater a três circuitos fechados, escolhidos antes de entrar no santuário. O Circuito 1 é o mais amplo, contornando a área da cidade inca. O Circuito 2 valoriza mais a parte inferior das ruínas. O Circuito 3 é o que tem menos escadas. Todos podem ser cumpridos em até três horas. Nos casos dos roteiros que combinam as montanhas de Machu Picchu (entradas das 7h às 8h e das 9h às 10h) e Huayna Picchu (das 7h às 8h e das 10h às 11h), as ruínas podem ser visitadas antes ou depois. Lhama no ponto mais famoso para fotos, com a montanha Huayna Picchu

Machu Picchu, ou a “cidade perdida dos incas” está situada a 2.450 m de altitude e foi povoada entre os anos de 1450 e 1540

Um das mais incríveis experiências em Machu Picchu é visitar as ruínas e perceber o encaixe perfeito das paredes


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hotelaria FOTOS SAINT ANDREWS/DIVULGAÇÃO

Mangaratiba

Viagens em grupo O Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba (RJ), está apostando nas viagens em grupo para aquecer o setor de reservas. Com o mínimo de 15 apartamentos pagos, é possível negociar vantagens, como tarifas, coquetel de boas-vindas e late check-out, entre outros. Com diárias que incluem pensão completa, recreação e atividades, o resort tem atrações próprias, como passeio à Ilha Grande, sauna natural com degustação de palmito pupunha e um safári com 500 animais das faunas brasileira, africana e europeia. Inf.: 4020-8005. PORTOBELLO/DIVULGAÇÃO

Dia dos Pais

Vale-Viagem como presente Pensando nos filhos que querem presentear os pais e fugir do óbvio, a CVC lançou Vale-Viagem, uma espécie de cartão que funciona como um vale-presente comum e pode ser carregado com cotas a partir de R$ 200, para que o pai escolha onde e como deseja utilizar – no resgate de diárias de hospedagem, locação de carro, passagens aéreas e seguro viagem, entre outros serviços. O cartão pode ser adquirido em uma loja da CVC próxima de você ou no site www.valeviagemcvc.com.br.

Gramado

Como um rei em hotel exclusivo Hospedagem tem instalações de inspiraçãoescocesa, com decoração clássico-contemporâneaeatendimento diferenciadona Serra Gaúcha Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Exclusividade e glamour são a marca do hotel Saint Andrews Castle, do Grupo GJP Hotels & Resorts, em Gramado, na Serra Gaúcha, inspirado nos castelos escoceses, com decoração clássica. Em operação há pouco mais de seis anos, a unidade – única Exclusive House do Brasil e membro da seleta chancela Relais & Châteaux – já acumula prêmios: é tetracampeã pelo Word Travel Awards, considerado o Oscar do turismo, e foi laureada com o Best of Award of Excellence 2016 pela Wine Spectator, revista norte-americana especializada em vinhos, que contemplou apenas 88 estabelecimentos mundiais. E, convenhamos, o Saint Andrews faz jus a tais reconhecimentos, tanto em instalações de luxo como em serviços e atendimento primoroso. Não à toa que seu restaurante, o Primrose, ainda foi agraciado com o World Luxury Restaurant Awards 2017, premiação internacional concedida aos melhores restaurantes do mundo, por excelência gastronômica ou experiências memoráveis. Situado em um condomínio fechado, a cinco minutos do centro (ou 15 minutos a pé), com uma indescritível

Com construção em forma de castelo, hotel tem serviço personalizado

vista do Vale do Quilombo, cartão-postal da cidade, o Saint Andrews possui apenas 11 suítes, com nomes de pedras preciosas, que são ideais para quem queira desfrutar de ambientes elegantes, intimistas e impecavelmente decorados com elementos clássicos e contemporâneos, assim como de serviços diferenciados e totalmente personalizados. Lá, o toque de realeza não está apenas no modelo arquitetônico, mas também nos mínimos detalhes, que vão de maravilhosos lustres de cristais à suave e exclusiva fragrância no ar. “A ideia é que nosso hóspede sinta-se mais um convidado do que um cliente”, conclui o gerente geral, Umberto Beltramia.

Neste mês, será lançado o anexo Saint Andrews Mountain, com oito suítes, e o mirante, onde a sensação será de flutuação em meio às montanhas

O café da manhã no Saint Andrews, com vista para o Vale do Quilombo, é uma espécie de boas-vindas ao dia

Suíte. A Jade, nas cores prata e verde-água, apresenta uma atmosfera de leveza e bom gosto, com um toque oriental impresso pela cabeceira da cama e pelas cortinas, de seda; a vista do Vale do Quilombo completa o cenário

Primrose. Sob lustres de cristal Maria Tereza, as mesas do restaurante garantem a satisfação para os olhos, enquanto o cardápio franco-italiano, com ingredientes orgânicos gaúchos, encanta o paladar

Serviço Diárias: Custam entre R$ 1.800 a R$ 5.500. Preços válidos para agosto. Inf.: (54) 3295-7700 ou www.saintandrews.com.br

LUCIANA BRUM/AGÊNCIA O GLOBO

Infraestrutura: . Adega gourmet . Cigar lounge (degustação de bebidas premium e charutos raros) . Boulangerie (deliciosos pães caseiros e pizzas) . Biblioteca . Piscina (coberta e climatizada) . Spa (massagens etc.) . Gazebos


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sua melhor viagem

Curiosidades de uma Paris não turística FOTOS GUILHERME MENDES/DIVULGAÇÃO

Que tal viajar para a Cidade Luz e,além do tradicionalroteiro turístico, descobrirseuoutro ladopelos olhos do viajante Guilherme Mendes Em suas viagens recorrentes a Paris, Guilherme Mendes, diretor regional da rede hoteleira francesa Accor para Minas Gerais e Espírito Santo, uma das maiores do mundo, pinçou algumas pérolas parisienses para os mineiros

1. O museu Art Ludique faz parte do complexo

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da Cité de La Mode et du Design e é dedicado ao universo dos filmes de animação, com exposição de desenhos, pinturas e esculturas dos grandes estúdios de animação. Fica às margens do rio Sena, na Quai d’Austerlitz, e a poucos minutos de bike da catedral gótica de Notre Dame. O passeio de bicicleta entre a catedral e o museu, à beira do Sena, é de tirar o fôlego. Se tiver um tempinho e quiser sair um pouco da Paris turística, vá ao bairro de Bercy, onde há um excelente centro gastronômico, o Bercy Village.

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que visitam a capital francesa com regularidade. Além dos tradicionais pontos turísticos – Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Museu do Louvre etc. –, a cidade mais amada do mundo oferece atrativos que revelam seu lado moderno e sua ousadia arquitetônica.

2. A Fundação Louis Vuitton é um espaço de arquitetura e arte contem-

3. O Grande Arco de La Défense é a

porânea e está localizado no Bois de Boulogne, no Jardin D’Acclimatation, onde há também um parque de diversões e um zoológico. Atrás do Arco do Triunfo, o prédio, todo feito de vidro, é um bom motivo para se conhecer uma região da cidade pouco explorada pelos turistas. Dos andares mais altos, a vista da cidade é espetacular. Uma dica imperdível é comer no restaurante de lá. Há um ônibus elétrico que sai do Arco do Triunfo a cada 15 minutos em direção à fundação e custa 1 euro. Já a entrada custa 14 euros.

versão moderna do Arco do Triunfo. Feito em mármore branco e vidro, lembra um cubo e tem 112 m de altura. Está localizado entre os prédios do distrito comercial, totalmente revitalizado, onde há arranha-céus extremamente modernos. Em linha reta, é possível ir do Grande Arco de La Defense ao Museu do Louvre, passando por Arco do Triunfo, avenida Champs-Élysées e Jardins das Tulherias.

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Escolha um destino, mande suas fotos e dê suas dicas de viagens para outros viajantes, enviando um breve relato nesse formato para paulocampos@otempo.com.br ou taniaramos@ otempo.com.br

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4. O Museu Du Quai Branly é dedicado às civilizações não europeias, com artes de Oceania, Ásia, África e América. Fica às margens do rio Sena, praticamente ao lado da Torre Eiffel. Funciona de terça a domingo, e o valor do ingresso é 9 euros. Vale muito a pena conhecer, inclusive seus jardins.

5. O Centro Georges Pompidou é composto pelo Museu de Arte Moderna, pela biblioteca e por espaços dedicados à música e ao cinema. Ele abriga ótimas exposições. Numa rápida caminhada, ainda é possível passear pelo bairro Marais, onde há excelentes bares e restaurantes. O Pompidou também fica a poucos quarteirões da famosa rue de Rivoli, ótima para compras.

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WServiço. Sistema de freios precisa de manutenção periódica. Páginas 16 e 17

FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO

WMoto. Ducati lança nova Monster 1200 S no mercado brasileiro. Páginas 22 e 23 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 5/8/2017

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Popular da nova geração Renault retorna ao segmento de entrada do mercado com o Kwid. Páginas 18 e 19


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Lendas da paixão I Nesta e na próxima edição, vamos dedicar nosso espaço para falar da Ferrari, uma lenda que há décadas encanta, instiga e segue fazendo aficionados, verdadeiros discípulos mundo a fora. Os esportivos sempre ocuparam o imaginário de todos que curtem e apreciam os carros velozes, mas a Ferrari vai além, é mística. O nome da marca do “cavalinho” foi lembrado por ocasião do aniversário de 30 anos da F-40, um dos modelos de maior sucesso já produzido pela Casa de Maranello. Em toda sua vitoriosa trajetória, a Ferrari produziu dezenas de modelos, mas a F-40, em especial, ficou marcada para sempre. Considerada na época uma obra-prima de estilo e engenharia automotiva, além de ter visual marcante, o modelo tinha um poderoso mo-

tor V8. A F-40 foi o último modelo da Ferrari a ser assinado pelo fundador da marca, Enzo Ferrari, que dizia ter encomendado a seus engenheiros o desejo de produzir o melhor carro do mundo. Pouco mais de um ano depois, Enzo faleceu, aos 90 anos. O bólido chamava muita atenção por sua aparência de carro de corrida. A F-40 trazia um motor central-traseiro V8 biturbo, com 484 cv de potência. O superesportivo de tração traseira e com câmbio manual de cinco marchas acelerava de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e chegava à velocidade máxima de 320 km/h. Até hoje, poucos são os superesportivos que têm um desempenho como esse. A F-40 celebrou os 40 anos de fundação da marca e foi produzida entre 1987 e 1992. Foram vendidas cerca de 1.300 unidades, e, na época, custava

na Europa US$ 400 mil. Atualmente, quem é dono de uma F-40 não costuma pôr o carro à venda. Na Europa, unidades usadas não saem por menos de R$ 2,2 milhões. Mas comentar sobre Ferrari e não abrir espaço para falar de seu criador e de suas conquistas não seria justo. Na verdade é uma mística que envolve o nome Ferrari, com seus esportivos ao alcance de poucos mortais, mas objeto do desejo de milhões em todo o mundo. Enzo Ferrari é um nome dos mais importantes e conhecidos (se não o mais) do automobilismo mundial. O fundador da marca de automóvel mais famosa do mundo nasceu em Modena, em 18 de fevereiro de 1898. E foi de pai para filho que começou a paixão de Enzo pelos automóveis e por competições. Foi levado por seu pai para assistir às corridas, que naquela época já eram instru-

A F40 foi o último modelo da Ferrari a ser assinado pelo fundador da marca, Enzo Ferrari, que dizia ter encomendado a seus engenheiros o desejo de produzir o melhor carro do mundo

mentos de marketing para divulgação das marcas, e uma em especial lhe chamou mais atenção. Ele mesmo citava em suas poucas entrevistas que ficou marcado pela Targa Bologna, vencida à média de 119 km/h pelo Fiat de Felice Nazzaro, no dia 7 de setembro de 1908. Sempre acompanhado de seu irmão Alberto, o jovem Enzo via despertar ali o interesse do que viria a

ser sua trajetória de vida até o dia 14 de agosto de 1988, quando faleceu, sem poder assistir ao ápice da escuderia que criou e que experimentou sua fase áurea nas mãos do ex-piloto alemão Michael Schumacher, hoje em estado vegetativo, depois de um acidente de esqui, e que cravou recordes que permanecem, ainda, imbatíveis. Continua na próxima semana. Até lá! FERRARI/DIVULGAÇÃO


super motor

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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Recall

Prévia

Nissan convoca 145.912 veículos

Hatch já bate à porta Volkswagen confirma motor 1.0 TSI de128 cvde potênciae câmbio automáticopara o novo Polo; lançamentoocorrerá emoutubro Hatch está duas gerações à frente da que foi feita anteriormente no Brasil, nos anos 2000 Igor Veiga A Volkswagen divulgou as primeiras informações sobre o novo Polo, que já começou a ser produzido na fábrica de São Bernardo do Campo (SP) e deve ser lançado no Brasil em outubro. A principal novidade é que o novo hatch, conforme a versão, virá equipado com câmbio automático de seis marchas Tiptronic. Além disso, o Polo nacional mais caro vai trazer debaixo do capô o mesmo motor 1.0 turbo do Golf nacional, calibrado para render até 128 cv de potência e com 20,4 kgfm de torque. Na configuração top de linha, o carro ainda terá freio a disco nas quatro rodas, além de controle eletrônico de estabilidade e de tração com sistema XDS+, que freia a roda dianteira e a traseira do lado de dentro da curva a fim de corrigir a trajetória do veículo. Assim como na Europa, o modelo poderá ser equipado com painel de instrumentos digital. O item será opcional e oferecido apenas na versão top de linha. Para completar, também será ofertada

As dimensões do novo Polo são: 4,05 m de comprimento, 1,75 m de largura, 1,44 m de altura e 2,56 m de distância entre-eixos

Concorrentes Segmento. Apesar de não ter revelado os preços do novo Polo, a Volkswagen citou como principais concorrentes o Fiat Argo na versão Drive 1.3, que custa R$ 53,9 mil, e o Chevrolet Onix LTZ 1.4, tabelado em R$ 56.650. Desse modo, é de se presumir que ao menos as configurações de entrada do hatch compacto de origem alemã ficarão nos mesmos patamares de valor. Mas a linha deverá englobar também opções em faixas mais elevadas.

Modelo nacional terá a mesma carroceria do similar alemão, sem alterações no design uma completa central multimídia com tela touch de oito polegadas. O Polo fabricado no Brasil será 20 mm mais alto que o similar europeu, segundo a marca, para suportar as condições das vias brasileiras. Todas as versões do carro virão equipadas de série com direção elétrica. Apesar de a Volks não confirmar ainda, é esperado que a versão de entrada do hatch médio seja equipada com o motor aspirado 1.6 MSI, de 120 cv, e câmbio manual ou automático. Além da direção elétrica, o Polo “básico” terá ar-condicionado, controle de tração, sistema de regulagem

do freio-motor, limpeza automática dos discos de freio e monitoramento de pressão dos pneus. Conforme a versão, o modelo virá com equipamentos interessantes, como sistema keyless de entrada no carro e partida do motor, sensor de chuva e crepuscular, além de ar-condicionado digital, câmera de ré e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, além de retrovisores elétricos com função tilt-down, entre outros. A chegada do Polo nacional marcará também a nova nomenclatura dos modelos da Volks com o motor TSI no Brasil. A força mo-

triz do motor, expressa em Newton-metro (Nm), será informada à esquerda da sigla TSI. No caso do Polo, a versão top será chamada de Polo 200 TSI.

Plataforma vai originar mais carros

Preço é mistério Apesar de tudo, a Volkswagen não antecipou nenhuma informação sobre cada uma das versões do novo Polo ou de preços delas e dos itens opcionais. Como o hatch chega ao mercado para ficar logo abaixo do VW Golf, espera-se que o valor pedido pelo Polo comece na faixa dos R$ 60 mil ou pouco menos, mas chegue à casa dos R$ 80 mil, na versão mais completa.

Plataforma única e modular permite a padronização de peças estruturais e mecânicas

O Polo será o primeiro compacto nacional da Volkswagen a utilizar a plataforma modular MQB, a mesma do Golf. Porém, ao contrário do hatch médio, que é feito em São José dos Pinhais (PR), o novo modelo será produzido em São Bernardo do Campo (SP). A marca alemã confirmou que a nova base vai dar origem a quatro modelos completamente novos, que serão comercializados nos próximos anos. Um desses veículos é o Virtus, um sedã baseado no Polo com foco no mercado latino-americano, que também será fabricado no Brasil, cujo lançamento é esperado para o primeiro semestre de 2018. Segundo a Volkswagen, a adoção da plataforma MQB permitirá a padronização do processo de manufatura em todas as suas fábricas, o que proporcionará redução do tempo de produção dos veículos. Como essa base é modular, pode ser aplicada a carros de diferentes tamanhos e segmentos.

A Nissan anunciou um recall para 145.912 veículos, devido a um problema nos airbags. Trata-se de mais uma convocação provocada pelas bolsas de ar defeituosas da fornecedora Takata, que podem lançar fragmentos metálicos nos ocupantes caso sejam acionadas. Os modelos envolvidos são Tiida, Tiida Sedan, Livina, Grand Livina, Livina X-Gear e Frontier, fabricados de 2012 a 2014. Mais informações pelo telefone 0800 011 1090 ou no site www.nissan.com.br. NISSAN/DIVULGAÇÃO

Latin NCAP

Fiat Mobi vai mal em crash test O Latin NCAP, instituto de segurança veicular, realizou uma nova rodada de crash tests. Entre os avaliados está o Fiat Mobi, que obteve apenas uma estrela, de cinco possíveis, na proteção para ocupantes adultos e duas naquela para crianças. Os outros dois modelos testados, que não são vendidos no Brasil, também se saíram mal: o Chevrolet N300 recebeu zero estrela para adultos e uma para crianças, e o Kia Rio ficou com duas estrelas para cada tipo de ocupante.

Opel e Vauxhall

Grupo PSA conclui aquisição O grupo PSA anunciou a conclusão da compra da Opel e da Vauxhall, filiais europeias da General Motors (GM), em uma operação que terminou antes do previsto. Agora, o conglomerado automotivo francês, que já detinha as marcas Peugeot, Citroën e DS, tornou-se o segundo maior da Europa em volume de vendas: está atrás apenas do grupo Volkswagen. Ao todo, a operação custou € 2,2 bilhões.


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super motor

Serviço

Falta de manutenção pode aumentar o espaço de frenagem do carro

Sem surpresas na hora de pisar nos freios Fundamental para a segurança e a dirigibilidade do veículo,sistema exigemanutençãoperiódica para funcionar damaneira correta quando fordemandado Alexandre Carneiro Qual foi a última vez que você mandou verificar o sistema de freios de seu carro? Se você não se lembra ou se isso tiver acontecido há muito tempo, é melhor não esperar mais. Além de colocar em risco a segurança tanto dos ocupantes do veículo quanto de transeuntes e outros motoristas que circulam pelas vias, componentes desgastados podem provocar ainda prejuízos financeiros. Os componentes do sistema de freios têm vida útil diferente. Segundo Daniel Lovizaro, gerente de assistência, serviços e treinamentos técnicos da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para a América Latina, discos e pastilhas não têm uma vida útil predeter-

minada. “Varia muito de acordo com o tipo de condução, do modelo do veículo e do tipo de uso, urbano ou rodoviário. Assim, é recomendável seguir as paradas para manutenção previstas no manual do carro. Se o motorista não tiver mais o livreto, deve fazer uma verificação semestral”, recomenda. Tales Miranda, gerente de produto da ZF Aftermarket, também aconselha a inspeção de discos e pastilhas periodicamente: “Nós recomendamos a inspeção do veículo a cada 10 mil quilômetros ou de acordo com o manual. Nessa quilometragem, o proprietário tem uma margem de segurança; Porém, se for notado algum funcionamento incorreto, a verificação deve ocorrer antes”, diz. Lovizaro destaca que, apesar

da impossibilidade de determinar um prazo universal de troca, a vida útil desses componentes é limitada: “Discos e pastilhas são peças que se desgastam: mais cedo ou mais tarde, necessariamente, terão de ser trocados”. O gerente da Bosch explica que, em alguns modelos de carro, é fácil notar o desgaste: “Quando a pastilha chega ao fim da vida útil, por volta de 3 mm, ela aciona dois tipos de sensores: um no painel e outro sonoro, por meio de uma placa que encosta no disco e provoca um ruído. Mas, em alguns casos em que não há sensor, só verificando mesmo”. Apesar de as pastilhas apresentarem, de modo geral, uma vida útil maior que os discos, os dois componentes precisam ser observados ALEXANDRE CARNEIRO – 21.8.2015

Fluido de freio exige substituição, assim como os demais componentes do sistema

quando um deles é trocado: “Quando a pastilha é nova, a superfície de atrito também deve ser nova”, salienta Lovizaro. Porém, isso não exige, necessariamente, a troca de ambos os componentes: os técnicos da Bosch e da ZF explicam que não há problema em fazer o passe, uma espécie de recondicionamento do disco. “O disco tem uma espessura máxima e uma mínima; se a peça estiver acima do limite, é possível fazer o passe; o mecânico tem que avaliar a peça com um paquímetro”, explica Miranda. “Quando se faz o passe, tira-se, em média, de 2 mm a 3 mm do disco, o que faz com que esse procedimento não seja recomendável em peças muito próximas do limite. Além disso, se o desgaste não tiver ocorrido de modo uniforme, o recondicionamento pode chegar a até 6 mm, e, nesse caso, raramente será possível reaproveitar o disco. Porém, respeitando-se esses parâmetros, não há problema”, corrobo-

ra Lovizaro. O que o especialista da Bosch condena é a troca das pastilhas sem recondicionar ou substituir os discos: “Isso gera ruído, superaquecimento, trepidação e até aumento da distância de frenagem”, pontua.

Fluido Além de discos e pastilhas, o fluido de freio também exige trocas periódicas. Porém, ao contrário dos outros dois, ele tem um prazo fixo para substituição, determinado pelo fabricante do carro. E não basta apenas tro-

car o fluido de freio: é preciso conferir se ele não está em falta. “Se o nível do fluido estiver baixo, mas acima do mínimo, é possível completar o reservatório, desde que seja usado um produto com as mesmas características do que foi adotado anteriormente. Mas, se tiver baixado além do mínimo, certamente há um vazamento no sistema, pois o fluido não é consumido com o uso. Se isso ocorrer, é preciso ir ao mecânico. Não é recomendável completar o fluido nessas situações, e sim trocá-lo”, adverte Lovizaro. AUDI/DIVULGAÇÃO

Durante as frenagens, discos, pastilhas e fluido atingem temperaturas muito elevadas


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

BOSCH/DIVULGAÇÃO

Negligência gera prejuízo financeiro e insegurança Negligenciar a manutenção do sistema de freios pode ter graves consequências. Daniel Lovizaro, gerente de assistência, serviços e treinamentos técnicos da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para a América Latina, explica que um fluido de freio muito contaminado por umidade pode simplesmente não funcionar quando o sistema for submetido a situações mais severas: “Se houver muita umidade, o fluido entra em ebulição e perde eficiência. Pode acon-

tecer, por exemplo, em uma descida de serra, quando os freios são muito exigidos”, exemplifica. Além da questão da segurança, o desleixo pode gerar ainda prejuízos financeiros. “Quando o material de atrito da pastilha de freio chega ao fim, ela começa a danificar o disco. Nesses casos, é impossível reaproveitar essa peça; é preciso trocar tudo”, esclarece Lovizaro. Além disso, veículos com freios ABS – equipamento presente em todos

os automóveis novos vendidos no Brasil desde janeiro de 2014 – estão sujeitos a outro tipo de dano: “Quando é contaminado por água, o fluido de freio fica mais viscoso e, em casos extremos, pode entupir uma unidade hidráulica de ABS; se isso acontecer, é preciso trocar a unidade hidráulica, pois não há conserto. Vale ressaltar que esses componentes custam em média de R$ 8.000 a R$ 15 mil, mas pode chegar a mais em determinados modelos”, adverte o gerente da Bosch. (AC)

Linha 2018 I

Mitsubishi ASX ganha motor flex O Mitsubishi ASX ganhou motor flex na linha 2018. Essa novidade fez o SUV ficar um pouco mais potente quando abastecido com etanol, atingindo 170 cv e 23 kgfm de torque. Todavia, com gasolina, os números permanecem em 160 cv e 22 kgfm. Outra mudança é o fim da oferta de câmbio manual: agora, o modelo vem equipado apenas com transmissão automática, associada a tração dianteira ou integral. Os preços vão de R$ 97.990 até R$ 122.990. MITSUBISHI/DIVULGAÇÃO

Verificação Tambores. A maioria dos automóveis possui discos e pastilhas de freio apenas nas rodas traseiras. No eixo traseiro, é comum a presença de um sistema mais simples, composto por lonas e sapatas. Esses componentes costumam apresentar durabilidade maior, mas também devem ser verificados periodicamente, de acordo com a prescrição do manual do proprietário Após a troca. Depois da substituição de discos, pastilhas, fluidos ou lonas, o mecânico deve bombear o pedal do freio até pressurizar novamente o sistema. Durante as primeiras centenas de quilômetros, o motorista deve evitar frenagens bruscas, pois os componentes ainda estão passando por um processo de assentamento.

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APRENDA A DECIFRAR O FLUIDO DE FREIO PASTILHA

O fluido de freio é o responsável por pressionar, de maneira hidráulica, as pastilhas ou lonas contra os discos ou tambores. Durante esse processo, todo o sistema atinge altas temperaturas, que facilmente superam os 100°. O fluido de freio é higroscópico, ou seja, absorve umidade. À medida que vai sendo contaminado por água, suas características hidráulicas vão sendo alteradas. A umidade faz o ponto de ebulição do fluido baixar e gera bolhas de ar na tubulação, o que o torna mais vulnerável a superaquecimento. Nessa situação, o fluido perde eficiência.

DISCO

PASTILHA

A classificação do fluido é determinada pela sigla DOT (de Department of Transportation, órgão norte-ameticano responsável por estipular as diretrizes). Esse índice pode ser de 3, 4 ou 5.1: quanto maior for o número, mais moderna é a fórmula do composto e, consequentemente, mais alto é o ponto de ebulição do fluido, o que aumenta a resistência ao superaquecimento. Na hora de trocar o fluido, é necessário manter a especificação determinada pelo fabricante do veículo. Não é recomendável usar um fluido diferente do que o estipulado, mesmo se ele for superior, pois os freios são projetados para funcionar com um valor específico de DOT, e trocá-lo pode comprometer a eficiência do sistema.

Linha 2018 II

Mudança embaixo do capô A principal novidade da linha 2018 da S10 e da Trailblazer está na parte mecânica: as versões a diesel com câmbio automático ganharam um sistema batizado de CPA (Centrifugal Pendulum Absorber), que tem como objetivo reduzir os níveis de ruído e de vibração. Esse dispositivo é composto por contrapesos instalados no conversor de torque. Os valores de potência e torque não mudaram: são 200 cv e 51 kgfm, respectivamente.

Acessórios

Novidade para o Toyota Corolla Uma linha de acessórios homologados pela Toyota é a maior novidade do Corolla 2018. Ao todo, são mais de 40 produtos de personalização, entre os quais rádio 2DIN com CD-player e bluetooth, rodas de liga-leve aro 16 e farol de neblina com LED para a versão GLi. Já o XEi disponibiliza moldura cromada do vidro, kit de lâmpadas de luz branca em LED para faróis de posição e ponteira de escapamento cromada.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

Coluna do meio

Kwid Zen traz ar e direção elétrica Acima da versão Life, o Kwid traz a configuração Zen, que acrescenta no carro: direção elétrica, ar-condicionado, travas e vidros dianteiros elétricos. Um detalhe: o acionamento deles fica no console central, tal como era no Clio e nos primeiros Sandero e Logan. Uma solução para economizar fiação nas portas. Na prévenda, o Kwid Zen foi oferecido por R$ 34.990. Por mais R$ 400, é possível adicionar rádio (com Bluetooth e entradas USB e auxiliar).

Top de linha

Kwid Intense com Media Nav Além de todos os itens das versões de entrada e intermediária, a configuração mais cara do Kwid acrescenta faróis de neblina, retrovisores e maçanetas na cor da carroceria, computador de bordo, conta-giros, apoio de cabeça central na traseira, bolsas porta-revista, rodas de liga leve aro 14 e rádio double-din. Na prévenda, a Renault só ofereceu o Kwid Intense (R$ 39.990) com o pacote Connect, que soma central multimídia e câmera de ré, entre outros.

super motor Lançamento

Aposta no segmento de base Renault lança Kwid para ocupar faixade mercado abaixodo Sandero; commotor 1.0 de três cilindros, novidadeconcorrecom oVolkswagen up!e o FiatMobi Raimundo Couto A espera acabou! Em evento em São Paulo, nesta semana, a Renault lança no Brasil seu novo carro de entrada, o Kwid. O compacto francesinho fabricado em São José dos Pinhas (PR) chega em três versões de acabamento (Life, Zen e Intense) sempre equipado com o motor 1.0 SCe flex, de três cilindros, de até 70 cv de potência e câmbio manual de cinco marchas. Principal atração da Renault no último Salão de São Paulo, em 2016, e no Salão de Buenos Aires, em junho deste ano, o Kwid promete sacudir o mercado sobretudo pela excelente relação custo-benefício. A pré-venda do compacto começou em junho com preço a partir de R$ 29.990 e fez tanto sucesso que a Renault logo esgotou o primeiro lote de 2.000 unida-

des do Kwid. Desde a versão de entrada, o modelo traz rodas aro 14, além de sistema Isofix para cadeirinhas, por exemplo, mas o que merece mesmo destaque é que o modelo será o primeiro compacto no Brasil a vir com quatro airbags de série (além dos dois dianteiros obrigatórios, mais dois laterais). O Kwid diferencia-se também pela posição de dirigir, que é mais alta que a dos carros compactos disponíveis no mercado. Segundo a Renault, a altura do solo, de 18 cm, é parecida com a dos utilitários-esportivos médios.

modelo: o espaço interno. Nesse sentido, um dos vídeos de divulgação do compacto chegou inclusive a provocar um de seus rivais de mercado, o Volkswagen up!. Com 3,68 m de comprimento e 2,42 de distância entre-eixos, o Kwid promete surpreender quem viaja no banco de trás. O porta-malas de 290 L também é outra característica destacada pela Renault. Não à toa, a marca vende o peixe do Kwid tratando o simpático modelo como “o SUV dos compactos”. Enfim, vale a pena conferir.

Espaçoso e provocante

Ficha técnica

Na campanha publicitária já veiculada sobre o carro desde junho, os garotospropaganda do Kwid, o ator Bruno Gagliasso e a atriz Marina Ruy Barbosa, exaltam outra qualidade do

Motor. 1.0 flex, 12V, três cilindros em linha Potência. 66 cv (gasolina) e 70 cv (etanol) a 5.500 rpm Torque. 9,4 kgfm (gasolina) e 9,8 kgfm (etanol) a 4.250 rpm Dimensões. 3,68 m (comprimento), 2,42 m (entre-eixos), 1,42 m (altura) e 1,58 m (largura) Suspensão. Dianteira do tipo McPherson, traseira com eixo rígido Tanque de combustível. 38 L Porta-malas. 290 L

Central multimídia Media Nav 2 faz parte de pacote opcional

Motor 1.0 SCe é o mesmo que equipa Sandero e Logan, mas sem duplo comando variável

A partir da versão intermediária, painel do Kwid vem com conta-giros e computador de bordo

Nível da acabamento do Kwid é honesto e compatível com a proposta do compacto francês


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO

Modelo promete ser bem econômico Além do preço supercompetitivo, o novo compacto da Renault promete ser o mais econômico da categoria. O motor 1.0 SCe de três cilindros – de 70 cv com etanol e 66 cv com gasolina e torque de 9,8 kgfm (etanol) e 9,4 kgfm (gasolina), é o mesmo que já equipa a linha do Sandero e do Logan. A última tabela de eficiência energética divulga-

Além do vermelho, Kwid pode ser na cor laranja, prata, preto e em dois tons diferentes de branco

da pelo Inmetro no dia 30 de junho ainda não trazia os números de consumo do Kwid. No entanto, em testes feitos pela própria Renault no Kwid Life, o motor 1.0 SCe registrou média de 15,2 km/L com gasolina e 10,5 km/L com etanol, em trecho misto. Além do Brasil, o Kwid também é vendido no mercado indiano. Só que de acordo com a Renault, o

Kwid brasileiro teve 80% de seu conteúdo composto por peças novas, desenvolvidas pela Renault Tecnologia Américas (RTA), desde estrutura e mecânica até os equipamentos.

Entrega O segundo lote do Kwid encomendado na pré-venda tem entrega prevista para o mês de outubro. (RC)

Posicionado abaixo do Sandero, hatch passa a ocupar o posto de mais barato da Renault


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

Recall

Ford convoca o F-4000 A Ford anunciou um recall para o caminhão F-4000, devido a uma falha nas porcas das travas dos cubos das rodas do eixo traseiro, que podem provocar vibrações e até o desprendimento dos componentes. As unidades convocadas foram produzidas entre março e julho de 2017. O reparo, que consiste na substituição das porcas, já pode ser agendado. Mais informações estão disponíveis pelo telefone 0800 703 3673 ou no site www. fordcaminhoes.com.br. FORD/DIVULGAÇÃO

Carga

super motor Transporte

Bruta e elegante como nunca se viu antes Mercedes-Benz apresenta a versão final daClasse X;inédita picapeda marcaé fruto da parceria coma Aliança Renault-Nissan Márcio Maio Auto Press

Há tempos que o segmento de picapes médias passa por um momento de transformação em diversos mercados, incluindo o do Brasil. De veículos focados na vocação profissional de suas caçambas e nas capacidades off-road, esses modelos ganharam ares de carro de passeio e passaram a aparecer com mais frequência nas grandes cidades e garagens fa-

Identificação eletrônica A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) divulgou o cronograma de operacionalização da identificação eletrônica dos veículos automotores de cargas cadastrados no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC). Segundo texto publicado no “Diário Oficial da União”, o prazo começou nesta semana e só termina em dezembro de 2018.

miliares. Prova disso é a apresentação oficial da nova Mercedes-Benz Classe X, a primeira picape de luxo do mundo e também um marco para a fabricante alemã, que faz sua primeira investida nesse nicho. As vendas começam em novembro e a Classe X já está confirmada para o Brasil para o início de 2019. A picape é fruto de uma parceria entre a Daimler e a aliança Renault-Nissan, o que possibilitará sua montagem na fábrica de Santa Isa-

bel, em Córdoba, na Argentina. A unidade industrial produzirá, primeiro, a Nissan Frontier. Depois, será a vez da nova Renault Alaskan e, até o final do ano que vem, da Classe X, que tem a mesma cabine e também chassi da Frontier. Serão oferecidas ao todo três versões para a Classe X: Pure, Progressive e Power, sendo elas equipadas com motores de quatro e seis cilindros, tração traseira e tração integral adaptável ou permanente, câmbio manual de seis marchas e câmbio automático de sete marchas. A introdução no mercado será gradativa, começando em novembro de 2017 na Europa. No início de 2018, a picape chega na

África do Sul, na Austrália e na Nova Zelândia. O veículo chega ao mercado com dois motores de quatro cilindros. O propulsor diesel common rail com 2.3 L – utilizado na Nissan Frontier – está disponível em dois níveis de potência: 163 cv e 190 cv, em versão com tração traseira e tração integral acionável, com direção à esquerda e à direita. O modelo a gasolina 2.0 de 165 cv é fornecido somente com direção à esquerda e tração traseira. A transmissão é manual, com seis velocidades nesse último caso, ou automática de sete velocidades nas opções diesel. Em meados de 2018, será lançado um motor diesel V6 com 258 cv.

Interior da picape é luxuoso

Conforto Iluminação extra. Para que seja possível acessar confortavelmente a caçamba ao carregar e descarregar, o para-choque dispõe de um estribo integrado e a iluminação do espaço é de série, já que a terceira lanterna do freio é composta por luzes de LED que iluminam toda a área de carga. O comando dessas luzes é por meio de um interruptor no console central.

Dianteira robusta tem a identidade visual característica e marcante dos utilitários do fabricante

Traseira é bem limpa e tem lanternas bastante verticalizadas

Por dentro, o painel da Classe X apresenta o elemento decorativo côncavo típico da Mercedes-Benz, que se estende por toda a largura. Para a versão Power, existem três variações de detalhes no revestimento: visual pixelizado em preto fosco, de alumínio com arremate longitudinal e aparência de madeira marrom fosca. A parte superior do cockpit está disponível em material sintético preto ou castanho. O sistema multimídia tem tela de 8,4 polegadas, com resolução de 960 x 540 pixels e tecnologia IPS de grande contraste. Mapas de navegação e câmera de 360° estão inclusos. As teclas no volante multifuncional de série permitem operar as configurações no display – são 12 no total. Além da unidade de comando central, há também um touchpad multifuncional posicionado no console central, que pode ser operado como um smartphone, com gestos. Os bancos são eletricamente ajustáveis de série, com apoio lombar, também elétrico, de dois níveis. (MM/AP)


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Por dentro, a nova picape transpira requinte e sofisticação

Picape destaca-se por conforto e segurança Novo modelo tem passaporte carimbado para o Brasil, mas só deve chegar em 2019

No visual, os para-choques são em preto na linha Pure e pintados na cor do veículo na linha Progressive. Já a Power leva, atrás, para-choques cromados. A picape dispõe de uma lista extensa de equipamentos de conforto e segurança. Isso inclui sete airbags e sistema de fixação para duas cadeirinhas de criança. Os airbags dianteiros do motorista e do passageiro dispa-

ram ainda em duas etapas, com tempos diferentes. Estão disponíveis três sistemas de assistência ao motorista: o assistente ativo de frenagem, o assistente de manutenção da trajetória e o assistente de reconhecimento de sinais de trânsito. A estes, se alia o programa de estabilização do reboque e o sistema de controle da pressão dos pneus. (MM/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

BMW Motorrad

G 310 R chega neste mês Falta pouco para a BMW G 310 R chegar ao mercado: o lançamento da moto foi marcado para o próximo dia 12. Neste mês, serão entregues as unidades negociadas em pré-venda, e, em setembro, a rede terá os estoques totalmente formados. O modelo é equipado com motor de um cilindro de 313 cm³, capaz de gerar 34,4 cv de potência e 2,85 kgfm de torque e tem pintura branca. A G 310 R é produzida na unidade industrial de Manaus (AM), que recebeu investimentos de aproximadamente € 4 milhões para fornecer novos modelos ao mercado brasileiro. BMW MOTORRAD/DIVULGAÇÃO

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Moto

Tem monstro italiano novo no pedaço Nova Ducati Monster 1200 S estreia no Brasil;versão esportivada nakeditaliana produzidaem Manaus (AM)chega comboas novidades Da redação A Ducati começou a vender no Brasil a nova Monster 1200 S. O modelo apresenta novo visual e conteúdo, mas com o verdadeiro toque naked da Ducati e com maior desempenho. A Monster 1200 S tem tanque mais leve, traseira em estilo esportivo totalmente redesenhado, além de novo farol e um pacote de componentes eletrônicos de primeira categoria derivado do

modelo 1299 Panigale. Formas, silhuetas, tanque de combustível e farol são fiéis às linhas da moto lançada em 1993. O icônico tanque de combustível em aço foi novamente equipado com um grampo de fixação, assim como a primeira Monster. A nova moto da Ducati possui a mais recente versão do motor Testastretta 11° DS. A unidade de potência Ducati de dois cilindros da Monster 1200 oferece 150 cv a 9.250 rpm (15 cv a mais do

que a Monster 1200 anterior e 5 cv a mais do que a Monster 1200 S anterior) e torque máximo de 12,8 kgfm a 7.750 rpm. O quadro é um Ducati Trellis clássico, que emprega o Testastretta como um elemento de destaque do chassis. Acoplados ao motor estão: o novo braço oscilante compacto unilateral e os novíssimos estribos do piloto moldados em alumínio, separados dos estribos do passageiro. Um pacote abrangente de componentes eletrônicos com três diferentes modos de pilotagem (esportivo, turismo e urbano) inclui a Unidade de Medição Inercial (IMU), que envia informações aos sistemas de ABS de curva e de controle

de elevação de roda da Ducati (DWC). A nova Monster 1200 S ressalta o desempenho esportivo da linha graças ao garfo Öhlins de 48 mm e monochoque traseiro Öhlins, ambos totalmente ajustáveis. Uma capacidade de freio fantástica é fornecida por dois discos Brembo de 330 mm na frente, trabalhando em conjunto com pinças monobloco Brembo M50. Além disso, a Monster 1200 S apresenta o sistema de aumento/redução Ducati Quick Shift (DQS) – disponível como acessório na Monster 1200 –, rodas com três raios em Y com elementos gráficos exclusivos em S, um para-lamas dianteiro em carbono e o farol dianteiro com luzes diurnas.

Ficha técnica MV Agusta

Negociação com a macra italiana

Motor. bicilíndrico, quatro válvulas e duas velas por cilindro, refrigerado a líquido

A Mercedes-AMG vendeu sua participação na fabricante de motos MV Agusta para a empresa ComStar Invest. Três anos atrás, a marca alemã havia adquirido 25% das ações da fabricante italiana de motos do mesmo grupo para o qual os papéis foram redirecionados. Na época, o negócio custou € 30 milhões, mas as cifras da transação atual não foram reveladas. A Mercedes-AMG havia adquirido parte da MV Agusta para concorrer com o Grupo Volkswagen, que participa do mercado de motocicletas esportivas com a Ducati.

Potência. 150 cv a 9.250 rpm Torque. 12,9 kgfm a 7.750 rpm Câmbio. Seis velocidades Freios. Dianteiro com dois discos semiflutuantes de 330 mm, quatro pistões. Traseiro com disco de 245 mm, pinça com dois pistões. Suspensão. Dianteira com garfos Öhlins 48 mm ajustáveis. Traseira progressiva com monoshock Öhlins totalmente ajustável, monobraço oscilante em alumínio

Traseira da Monster 1200 S recebeu estilo totalmente novo; merece destaque mesmo as ponteiras duplas de escapamento


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

FOTOS DUCATI/DIVULGAÇÃO

O design da naked parece o mesmo, mas recebeu mudanças

Com a nacionalização, preço do modelo caiu no país de R$ 73,9 mil para R$ 59,9 mil na pré-venda

Modelo oferece uma ampla linha de acessórios

Tanque de combustível teve seu tamanho reduzido

Com uma vasta linha de acessórios disponíveis, a nova Ducati Monster 1200 S pode ficar ainda mais nervosa e invocada. Entre os equipamentos para compra avulsa, destaque para os silenciadores de carbono para corrida. O sistema com silenciadores de encaixe é produzido pela Termignoni e conta com um sensor map especial e db killer removível para liberar o som e a

potência da poderosa moto italiana. Entre outros itens, a lista de equipamentos extras da nova Monster é composta ainda por amortecedor de direção ajustável Öhlins, indispensável para reduzir as vibrações do guidão e melhorar a estabilidade da motocicleta. A Monster 1200 é uma motocicleta perfeitamente equilibrada que, graças a seu motor, freios, arranjo

de chassis e componentes eletrônicos, proporciona a última palavra em diversão ao pilotar. Seu manuseio, torque e potência excepcionais garantem diversão inigualável e sem concessões. Oferecida nas cores vermelha e cinza, a nova Ducati Monster 1200 S está em pré-venda no Brasildesde o último dia 15 com preço especial de R$ 59,9 mil até 15 de agosto.

A moto tem ainda painel de instrumentos com visor TFT colorido

As rodas de 17 polegadas com três aros em Y são calçadas com pneus Pirelli Diablo Rosso III


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 5 de agosto de 2017

super motor FOTOS JAC/DIVULGAÇÃO

Lançamento

Novo chinês desembarca em solo brasileiro JAC Motors começa a vender o T40 no país; modelo ocupalacuna abaixo do SUVT5 na linhada marcae apostano visual aventureiro para conquistar seuespaço Da redação De olho no segmento de SUVs compactos, que tem crescido progressivamente nos últimos anos, a JAC Motors lança no Brasil o T40, apresentado como opção abaixo do T5 em sua linha. Apesar do visual robusto, o modelo está mais para um hatch aventureiro: o fabricante pretende concorrer com Hyundai HB20X, Renault Sandero Stepway, Chevrolet Onix Activ e Volkswagen CrossFox. A mecânica do T40 é a mesma do T5, capitaneada pelo propulsor 1.5 16V de 127 cv de potência com etanol e 125 cv com gasolina, a 6.000 rpm, além de 15,7 kgfm de torque com o primeiro combustível e

de 15,5 kgfm com o segundo, a 4.000 rpm. O câmbio é sempre manual de cinco velocidades. A JAC vai lançar a versão de entrada, batizada de Pack 1, no futuro. Por enquanto, a gama começa com o T40 Pack 2, que custa R$ 56.990 e traz ar-condicionado, direção elétrica, assistente de partida em rampa, controles eletrônicos de estabilidade e tração, faróis de neblina, ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas, monitoramento da pressão dos pneus, retrovisores elétricos, rodas de liga leve de 16 polegadas e sensores de estacionamento traseiros e crepuscular, além dos obrigatórios por lei freios ABS e airbags frontais. Por R$ 58.990, o T40 Pack 3 vem com todo o conteú-

do das versões anteriores e acrescenta câmera frontal no retrovisor interno, câmera traseira de manobras, controlador de velocidade, luzes diurnas em LEDs, retrovisor interno eletrocrômico, tela multimídia de oito polegadas e volante revestido em couro.

Design é típico da JAC Motors, com linhas recortadas e muitos apliques cromados

Modelos têm preços sugeridos de R$ 56.990 e R$ 58.990

Painel exibe central multimídia com tela de oito polegadas


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