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Pampulha Sábado-20.05.2017

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turismo

estilo

almanaque

NATUREZA, VINHEDOS E URBANIDADE NA ELEGANTE E EUROPEIA CIDADE DO CABO ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 8

FLORES DÃO O TOQUE NA BELEZA ESPECIAL PARA NOIVAS ... Páginas 30 e 31

SKANK E CÉU EM HOMENAGEM AO ÍDOLO JORGE BEN JOR EM BH ... Página 11

super motor

SÉRIE ESPECIAL RACING SPIRIT INCREMENTA VISUAL DO SANDERO RS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

20 a 26 de maio de 2017 ANO XXVII número 1399 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ARQUIVO PESSOAL

JORNADA PARA DENTRO DE SI Em busca da autossuperação e de uma relação mais próxima com a natureza e o sagrado, belo-horizontinos se rendem às aventuras, desafios e prazeres das trilhas

Rodrigo Alves de Oliveira trocou BH pela Serra do Cipó; na foto, o guia caminha rumo à cachoeira do Tabuleiro


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 20 a 26 de maio de 2017

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

Esconder dívida causa insônia, descontrole alimentar e vícios

Viver Procurei entender das religiões o sentido mais profundo que faz de Deus o refúgio de seus filhos. Reconheci que no silêncio existe sua Voz, que nos obstinamos a não escutar. Passei pela leitura de Paul Brunton, Krishnamurti, Aurobindo, Yogananda, Arthur Powell, Stefan Zweig, Herman Hesse, Thomas Mann, Huberto Rohden, Bernardino del Boca, Charles Leadbeater, Annie Besant, Karl Jung, Georg Groddeck e muitos outros. Reconheci verdade nas Vidas Paralelas de Plutarco. A força das orações, a importância dos claustros. Meditei sobre o Eclesiástico e o Eclesiastes de Qolet. Estudei a linguagem oculta dos Evangelhos e do Apocalipse de são João, que Rudolf Steiner descortina com luminosidade, matando a sede de saber. Compreendi que nos cantos gregorianos e nos cantos dos monges budistas do Himalaia, ainda nos desenhos de Maurits Cornelis Escher e de Moebius, existe a mensagem que pode explicar o “cronovisor” do monge Pellegrino Ernetti, uma ficção real. Visitei e vi Sai Baba em seu ashramem Puttaparthi, noCeilão, entrei no templo que guarda o dente de Buda. Senti a presença da Irmandade Branca, de um Mestre queme guiasemsemostrar,ea presençadocondedeSaintGermain na Estátua da Liberdade, emNova York,e o do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, deixando a Guilherme Marconi a tarefa de iluminá-la. Ainda no chá produzido em Darjeeling. Compreendi o mito de Sísifo, de Midas, a viagem de Ulisses, o acorrentado Prometeu, Ícaro e Lúcifer, que desafiam Deus. Da esfinge que mostra a peregrinação do homem; da saída do Éden provocada pela serpente e pela maçã. Em seguida, a morte de Abel, e disso sermos todos descendentes de Caim. Ajoelhei-me aos pés da Madonna de Fontanellato e

agradeci, distribuí imagens de são Judas e guardo uma ao meu lado. Compreendi o livre-arbítrio que me dá a possibilidade de mudar o meu destino e ser vencedor. Senti nas profundezas da Cabala uma via, no sufismo a sublimidade, na doação da carne dos mortos aos abutres a destinação mais correta que praticam os budistas himalaios. Passei a compreender a necessidade dos animais e da natureza e respeitá-los em suas necessidades, a entender o amor incondicional ao dono quando são respeitados. Em são Francisco descobri a santidade na simplicidade, a força que abre os estigmas como olhos para o além da ilusão. Amansei minhas angústias quando senti que todo bem que nós fizermos aos outros nos protegerá. Que no ahimsa (não violência) existe a arma mais poderosa. Agradeciporterpassado pelos maiores sofrimentos e aprendido que nesses momentos Deus me deu presentes. Hoje é Dia das Mães, e todos temos, ou tivemos, uma que nos ensinou, sem palavras, o maior dos sentimentos entre os seres humanos: o amor para o filho. Em qualquer hipótese vale a pena aceitar a vida como uma grande oportunidade, não culpar outros pelos nossos insucessos, entendê-la como uma obra de arte que cabe a nós modelar, reconhecer que a solução está em nós, assim como o Reino de Deus. A verdade chegará, porque a justiça divina tarda, mas não falha. Mais fácil que guerrear é perdoar,algoqueoorgulhodeixa impossível. Servir deixará um crédito que o destino nos devolverá.

DANIEL DE CERQUERIA – 3.112005

59 milhões de brasileiros estão inadimplentes. Contu6 Hoje, do, quatro em cada dez dessas pessoas escondem essa situação das famílias e enfrentam reflexos na saúde, como insônia, distúrbios alimentares e compulsões. No momento em que mais precisam de ajuda, 42% afirmam sentir menos vontade de socializar-se com os outros, segundo dados do SPC, e 15% se tornam mais desatentos no trabalho. Pessoas com dívidas se encontram em grupos inspirados no AA em busca de uma saída do descontrole. Confira em nosso site!

escorbuto FALTA DE VITAMINA C PODE FAZER RESSURGIR DOENÇA DO SÉCULO XVI MARIELA GUIMARÃES – 29.12.2015

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lém dos Evangelhos edeseussignificados esotéricos, estudei a vida de Gandhi, de Buda, de Marco Aurélio, de Adriano, de Tolstoi, de Leonardo da Vinci,de RudolfSteiner, dePietro Ubaldi, de H.P. Blavatsky (Doutrina Secreta), de Albert Einstein, de Júlio César, adentrei-menopensamento de Pitágorasede Platão,visitei as cidades da Magna Grécia, vibrei com a força dos versos de Dante Alighieri, de “A Obra em Negro”, de Marguerite Yourcenar,davidaextrema deGiordano Bruno, Galileu Galilei, Maria Antonieta e conde Fersen, de Napoleão, dos imperadores Augusto César, Calígula e Nero, de Hermes Trismegisto, Cosimo, Lorenzo e Caterina de Medici, Nicolau Maquiavel, Corregioda Parma,santoAgostinho e são Francisco, de Jean Victor Moreau, Victor Hugo, Giuseppe Mazzini,do conde de Cavour, dos Templários de Rhodes (fui visitar o castelo), dobarão de Mauá, do conde de Saint Germain e de Cagliostro, Eliphas Levi, de Stevenborg, Gurdjieff, Trigueirinho, dos navegadores Cristóvão Colombo, Américo Vespúcio e Fernão de Magalhães. Li sobre os evangelhos apócrifos do mar Morto, sobre os segredos das pirâmides, os romances de Júlio Verne, a vida de Gengis Khan, dosimperadores chineses, de Rasputin e do cardeal de Richelieu, do rei SoleileJoanad’Arc,desantaTereza e de Torquemada, do imperador Carlos Magno, os segredos de Michelangelo, Rafael, Giotto e do Veronese, que até hoje vibram e se manifestam. Li sobre os Rosacruzes, sobre os Illuminati, os Rothschild, o Clube de Bilderberg. Estive entre sadhus e na casa da virgem Kumari, em Katmandu, no Nepal, molhei a cabeça nas águas de Varanasi.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

A falta de vitamina C pode levar ao ressurgimento do escorbuto, uma doença comum entre os séculos XVI e XVIII e muito rara atualmente. A enfermidade é consequência de uma dieta pobre em frutas cítricas e outros vegetais que contêm o nutriente e já reapareceu na Austrália, onde foram registrados 12 casos em dezembro do ano passado. Leia matéria completa no nosso site!

vittorio.medioli@otempo.com.br

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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TRILHAS> Belo-horizontinos se rendem às aventuras, desafios e prazeres do hiking e do trekking Caminhar quilômetros e quilômetros a pé em trilhas. Travessias difíceis, trechos escorregadios, alturas que causam vertigem. Por metro quadrado, a possibilidade de encontrar insetos ou mesmo animais selvagens e peçonhentos é real. Não bastasse, joelhos e costas reclamam o esforço, que ainda tem a adição de uma mochila, responsável pela sobrevivência. Mas nenhum desses obstáculos assusta os adeptos do hiking e do trekking – modalidades distintas, mas que têm em comum o propósito da caminhada em contato direto com matas, campos, florestas, cerrados. Diga-se até que, em vez de desmotivar, as dificuldades enfrentadas só fazem aumentar a vontade de vencer cada obstáculo. A recompensa: a autossuperação, o livrar-se momentaneamente da hiperconectividade da vida moderna, o contato com a natureza em seu estado mais puro e até mesmo, para alguns, um encontro com o sagrado. A professora de Yoga Ana Virgínia Azevedo, 44, por exemplo, gosta das duas modalidades – e fez delas um estilo de vida. “Há dois anos, fiz uma caminhada bem leve, com guia, na região de Ipoema (distrito de Itabira). E algo acordou em mim”, lembra. Estar na natureza em seu estado mais primitivo era a motivação inicial. “É um processo de desintoxicação dos excessos da cidade grande”. Com o tempo, as razões se interiorizaram. Hoje, o que a move é a autosuperação. “Ao me aventurar por trilhas maiores, senti dores no joelho, mas, na verdade, isso acabou se tornando o meu desafio pessoal”, diz ela, que atualmente faz entre um e dois trajetos por mês. Para Ana, uma experiência marcante foi a travessia entre Petrópolis e Teresópolis. Com cerca de 32 km, o trajeto íngreme foi percorrido em três dias. “No segundo, pegamos muita chuva, passamos frio, a situação se complicou... Mas, olha, é muito gostoso”, assegura. Aliás, para ela, “uma trilha muito fácil, de ir só para curtir”, não é, definitivamente, o seu propósito. “O que quero é ter uma experiência nova, é conhecer lugares novos”, sustenta. O professor de educação física Fernando Costa Vilar, 34, também não saiu imune de sua primeira experiência com trilhas, em dezembro de 2015. “Aquela ligação com a natureza despertou Alex Bessas

O despertar pela natureza ARQUIVO PESSOAL

Com a empresa Trilhas das Gerais, Fernando Vilar caminha com trilheiros em jornada entre Lavras Novas e Chapada

MARIANA FLORENCIO/CAMINHOS DO SERTÃO/DIVULGAÇÃO

Noventa pessoas, entre organizadores e participantes, realizaram a travessia rosiana do projeto Caminhos do Sertão

ARQUIVO PESSOAL

Ana Virgínia (terceira da esq. para dir.) considera o trajeto de Petrópolis a Teresópolis o mais significativo que já fez TRILHAS DO CIPÓ/DIVULGAÇÃO

ENTENDA

Grupo faz trajeto para Cachoeira do Congonhas, na Serra do Cipó, com o guia Rodrigo Alves de Oliveira

Hiking x trekking O hiking pode ser entendido como uma caminhada de menor duração, um circuito bate-volta, muito comum em parques. Assemelha-se muito a um passeio contemplativo com compromisso de voltar ao ponto inicial no mesmo dia. Já o trekking são percursos maiores, que implicam em dormir fora de casa em algum momento do percurso. Nesses casos, é necessário que os praticantes estejam preparados para uma atividade física maior

algo em mim e tive a certeza de que despertaria também em outras pessoas”, recorda. Em março de 2016, reuniu 18 amigos para uma segunda expedição. Resolveu fazer disso, então, seu ofício, e fundou, juntamente com o amigo e colega de formação, Roberto de Oliveira, o Trilhas das Gerais. Em setembro do mesmo ano, reuniu um grupo de 30 pessoas para sua primeira aventura como profissional. Hoje, Fernando se auto-intitula um guia de aventuras. Neste domingo (21), não por acaso, vai liderar 46 pessoas numa travessia entre Lavras Novas e Chapada, um subdistrito de Ouro Preto. O hiking, também chamado de bate-volta, será feito em um dia: em cerca de seis horas e meia, o grupo percorrerá os nove quilômetros da trilha. O professor de educação física já levou mais de 200 pessoas para percorrer hikings e trekkings em Minas e também em outros Estados, como Rio de Janeiro e Espírito Santo. E, para ele, é muito nítido como, em um ambiente adverso, as pessoas mais diferentes tendem a ser solidárias entre si. Aliás, o convívio com grupos de exploradores é uma vivência gratificante também para Ana Virgínia. “Na primeira vez que senti o joelho, foi impressionante como pessoas que sequer conhecia me acolheram e ajudaram”, lembra, agradecida. TRAVESSIAS DE SI A escolha das palavras muito diz da vivência destes aventureiros. Se Vilar usa o verbo “despertar” para descrever o efeito das práticas de hiking e trekking em sua vida e Ana Virgínia opta pela expressão “acordar”, há nestas escolhas algo que insinua o impacto das travessias nas suas vidas. Não à toa, João Guimarães Rosa usa a ideia da jornada como alegoria em sua obra-prima, “Grande Sertão: Veredas”. A trajetória de Riobaldo e seu bando, aliás, inspirou a concepção do projeto “Caminhos do Sertão”, que neste ano chega à sua quarta edição em julho. Guidyon Augusto, um dos organizadores, descreve a experiência como “uma jornada sócio-eco-literária" e lembra que muitos candidatos ao percurso advêm de grandes centros urbanos. A caminhada de nove dias percorre 178 km e alinha “estudos literários, geográficos e históricos, tanto da região, quanto da literatura rosiana”, explica Augusto.


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TRILHAS> Mais que um meio de se revigorar, alguns viajantes veem, nas jornadas, oportunidades

Travessias que mudam vidas ARQUIVO PESSOAL

Assim como a professora de yoga Ana Virgínia Azevedo, outra Ana também vê, no hiking e trekking, a fuga necessária de um cotidiano hiper-conectado. A personal trainer Ana Carolina, 26, diz estar habituada a atravessar trilhas e visitar cachoeiras desde criança. Mas foi só na juventude que a prática se tornou mais presente. “Tento ir a cachoeiras sempre. Se não for, fico mais ansiosa durante toda semana. É algo que não sei explicar, mas, com certeza, faz muita diferença”, expõe. Mas não, não se trata apenas de ir a quedas d’água: fazer todo percurso é essencial para ter uma experiência plena. “Chegar a uma cachoeira em que o carro consegue parar na porta não tem a mesma graça, fica faltando algo”. Para Ana Carolina, “chegar até uma cachoeira está relacionada com uma ideia de recompensa”. Talvez por isso, a experiência que narra com mais entusiasmo é a visita à cachoeira da Fumacinha, na Chapada Diamantina (BA). “É a coisa mais incrível que já vi”, sentencia. No percurso de ida e volta, a personal precisou caminhar por cerca de sete horas. “Todo mundo indica fazer em dois dias, mas eu estava no final da viagem e não tinha grana para pagar o guia por mais de um”, lembra. Acompanhada apenas de um guia, ela se decidiu a fazer o trajeto. “Tenho um problema na coluna, sinto dores nas costas, mas quando vi que era possível, fui. A trilha tinha muita parte de escalada, por isso foi a mais difícil. Não acreditei que ia conseguir concluir. No final, foi a água mais gelada que já entrei. Mas, ao mesmo tempo, a mais gratificante”, diz. “Não fosse a dificuldade, não seria tão maravilhoso”, conclui. Alex Bessas

NATUREZA VISTA DE CIMA Na família de Ana Carolina, o gosto pelas trilhas na selva parece capricho genético. Seu irmão, Paulo Tadeu Gonçalves, 31, é prova disso. Até junho de 2016, ele se dedicava à profissão de formação, engenheiro, atuando em uma mineradora multinacional. Quando foi transferido para o Brasil, ao se deparar outra vez com o cerrado, viu crescer em si o desejo por uma nova vida. “O que me motivou foi

a riqueza do contato puro, sem nenhum artifício com a natureza e a fuga da agitação da cidade, dessa energia pesada que encontramos nas metrópoles”, indica ele, que há quase um ano se dedica a fazer trilhas sistematicamente, registrando os destinos através de filmagens aéreas com drones. Hoje nômade, o rapaz se identifica como produtor de conteúdo. Ele trabalha em um projeto que será lançado na web ainda em maio. Trata-se da Tico Tico TV, mídia dedicada a filmar a natureza. “Atualmente, alterno minha rotina entre capturar imagens e trabalhar esse conteúdo”, explica. Nas travessias, Paulo Tadeu muitas vezes precisa ficar acampado para cumprir os trajetos. “Hoje, por conta do projeto, o máximo que fico são 60 dias, porque preciso de uma base com energia elétrica para carregar os equipamentos”, lembra. Por conta da rotina de trabalho, ele fica entre um e cinco dias em campings. Com o material capturado, volta para sua base. “Agora, minha ilha de trabalho está em Milho Verde (região do Alto Jequitinhonha, em Minas Gerais)”. Situações adversas estão propensas a acontecer. O atolamento de um carro, uma crise alérgica e até ficar perdido em trilhas estão entre as memórias do produtor. Mas nada disso foi suficiente para abalar sua vontade de continuar a caminhada, assegura. Ainda trabalhando na pré-produção da Tico Tico TV, Paulo já filmou rios, vales e cachoeiras em Minas Gerais, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro. A estreia do projeto será com os cânions do Rio São Francisco, entre os Estados da Bahia e Alagoas. “Ainda neste ano quero filmar a região de Tucumán (Norte da Argentina), Chapada dos Veadeiros (GO) e Amazônia”, revela.

Em família Na foto, os irmãos Paulo Tadeu e Ana Carolina em percurso na Chapada da Diamantina (BA)

OBRAS DE CABECEIRA DOS TRILHEIROS FOTOS DIVULGAÇÃO

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Vagabundos Iluminados Ou “Os Vagabundos do Dharma” é um livro de 1958, escrito pelo autor beat Jack Kerouac. O romance semi-ficcional relata a escalada do autor à Matterhorn Peak, na região de Nevada (EUA). Marcado por divagações zen-budistas, a obra faz vários paralelos entre a prática e a religião oriental.

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Na Natureza Selvagem Inspirado no livro do jornalista Jon Krakauer, o filme de 2007 diz da tragédia real de Chris McCandless, que abandona a vida urbana e se torna um nômade, ambicionando chegar ao Alasca. Livro e filme trazem referências a autores eremitas, como o filósofo americano Henry Thoreau, autor de Walden.

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Livre Inspirado no best-seller autobiográfico de Cheryl Strayed, “Livre: A Jornada de Uma Mulher em Busca do Recomeço”. Protagonizada por Reese Witherspoon no cinema, a história conta a jornada de 1.770 km percorridos em uma trilha que atravessa a costa oeste dos EUA. Detalhe: a travessia é feita sem nenhuma experiência.

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Nos parques urbanos você está no verde, mas ouve os ônibus. Já a experiência nas trilhas de contato real com a natureza

The Way Filme de 2010, narra a saga de Tom, um médico americano que percorre o trajeto de Santiago de Compostela em busca do corpo de seu filho – morto em uma tempestade durante a jornada. Em uma caminhada existencialista, Tom conhece outros aventureiros e refaz os passos do filho.

Busca por um novo horizonte Corretor de seguros por sete anos, Rodrigo Alves de Oliveira, 39, viu sua vida mudar depois de ser atropelado por um motorista alcoolizado. O acidente lhe custou um ano em cadeira de rodas. Foi nesse período que ele decidiu mudar de vida e trocar Belo Horizonte pela Serra do Cipó. É verdade que, mesmo enquanto vivia na capital mineira, o ex-corretor de seguros já possuia vínculos com a região onde hoje mora. Sua família já sabia: em qualquer feriado, era para lá que Oliveira ia. O acidente acentuou o desejo de explorar a região da Serra do Cipó. “Larguei tudo. Peguei o carro e vim para cá. E, então, eu vi que não precisava de muito para ser feliz, que o dinheiro não podia guiar minha vida”. O ex-corretor se orgulha de ter folgado o nó da gravata – como canta Gilberto Gil –, mas precisou atar ainda mais os dos cadarços para, então, “falar com Deus”. É assim que o trilheiro descreve a experiência que todos os dias o extasia. No começo, ele contou com a hospitalidade e simpatia dos nativos. “Eles que me acolhiam em casa. Não tinha nem onde dormir”. Trabalhando em pousadas e como

garçom, começou a se dar conta da demanda por guias locais. Como nunca deixou de explorar a região, começou a organizar expedições. Com o tempo, Oliveira foi se tornando referência. Até que decidiu empreender e fundou a Trilhas do Cipó, empresa em que trabalha ao lado da esposa e de dois nativos. Para ele, guiar grupos de pessoas pelas trilhas da Serra do Cipó é dividir uma experiência com o sagrado. “Vêm pessoas que nunca fizeram nada parecido, que andam 10 km, ficam cansados, mas também apaixonados diante dessa imensidão divina”. O guia nunca esqueceu ocarinho que recebeu da população local. Por isso, os passeios organizados por ele incluem almoço e descanso na casa de nativos. Assim, acredita ser capaz de demonstrar seu agradecimento, além de colaborar para a economia da cidade, e, por fim, consegue aproximar o visitante da acolhedora cultura local. “A comida no fogão à lenhae a boa prosa são revigorantes. Não vemos a hora passar quando estamos com eles”, diz.


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TRILHAS> Para fazer uma jornada segura, alguns cuidados e equipamentos são indispensáveis Entre os interessados em participar das trilhas, há desde jovens, famílias com crianças e até septuagenários. Atento a isso, o guia Fernando Vilar qualifica os trajetos de acordo com graus de dificuldade técnica e de esforço físico. Assim, é possível avaliar o nível de preparo necessário para cumprir o trecho proposto. “Fizemos uma trilha em Macacos, são 6 km em uma estrada que não demanda muita técnica. Este percurso avaliamos com nível de técnico 2 e nível físico 2. Uma senhora de 70 anos conseguiu realizar a caminhada”, conta. “Já o Pico da Bandeira, na Serra do Caparaó, na divisa entre Minas e Espírito Santo, avaliamos com grau 4 de técnica e grau 3 de físico”,explica. “Este é um trajeto muito interessante. Saímos às 23h, subimos a montanha e chegamos ao topo às 5h”, comenta. Mas todo esforço tem sua justificativa: “ao chegar lá, assistimos ao nascer do sol. Algo mágico, não dá pra explicar”, garante. Essa travessia, conta Fernando, exige equipamentos térmicos, já que as temperaturas são negativas. Para fazer uma trilha segura, cuidados são indispensáveis. Confira ao lado.

Crianças, jovens e idosos CONFIRA ABAIXO ALGUMAS DICAS DE TRILHEIROS PARA NÃO SER PEGO DE SURPRESA Cuidado com os pés Gerente da loja de equipamentos Trilhas de Minas, Dante Anastasia, 44, recomenda o uso de bota impermeável (em média, R$ 250). “Elas protegem calcanhares de pedras e ataques de bichos”. Recomenda, ainda, que o calçado não seja usado pela primeira vez na trilha. “Tem que ir se adaptando”. Cuidados também para escolher meias. O ideal é que sejam térmicas e capazes de realizar controle de umidade (cerca de R$ 70).

Mochila O ideal são as mochilas ataque, preferencialmente com proteção contra chuva. Para trilhas de um dia, as de 28 l são suficientes (entre R$ 175 e R$ 410). Anastasia lembra que é importante se informar antes de comprar. Uma economia impensada pode custar caro à aventura, assegura.

Protegendo a pele A calça deve ser de poliamida (preço médio de R$ 150). O tecido é de secagem rápida, leve e protege a epiderme dos raios UVs, explica Anastasia. Quanto à camisa, recomenda-se que seja de manga longa e proteja contra raios solares (aproximadamente, R$ 80). Se o percurso inclui temperaturas mais amenas – mas não rigorosamente frias –, vale usar jaquetas térmicas corta-vento (entre R$ 139 e R$ 299). Na cabeça, bandana com proteção UV (R$ 35, em média), boné legionário ou chapéu australiano (cerca de R$ 60). Filtro solar e repelente também são indispensáveis. FOX FILMS/DIVULGAÇÃO

deu), guardam mapas offline, evitando que o viajante se perca.

Hidratação constante O trilheiro sugere o uso de refil de camelbak – que pode ser associado à mochila – para portar água. O reservatório com capacidade para 2 l custa entre R$ 59 e R$ 259. “Eu costumo sair com a água congelada, assim, vai descongelando durante o percurso e consigo tê-la gelada por oito horas”, aconselha. Com preço pouco superior a R$ 10, o purificador de água Clorin é sempre recomendado pelos profissionais. Vilar lembra que sempre leva o produto para trilhas maiores.

Nas trilhas longas Para o trekking, é essencial levar itens como a barraca com proteção contra chuva (custa até R$ 500 para 1 pessoa); a lanterna de cabeça (entre R$ 40 e R$ 90); a mochila ataque deve ser de mais de 30 l, “mas que nunca deve pesar mais que 10% do peso de quem for carregá-la”, comenta Anastasia. Fogareiro (R$ 170), gás portátil (R$ 22) e jogo de panelas e talheres também são recomendados. Vale lembrar, “o critério é sempre menos peso e volume”, informa Anastasia. Neste sentido, destaque para as toalhas super absorventes (cerca de R$ 35): eficientes na secagem, ocupam pouco espaço. Isolantes térmicos e sacos de dormir são indispensáveis. “É preciso ficar atento ao clima local. Já peguei sete graus negativos! Sem equipamento apropriado, teria tido hipotermia”, lembra Anastasia. Também para se proteger do frio, a jaqueta anarok 3 em 1 (entre R$ 510 e R$ 840) completa o vestuário.

App Normalmente, o trilheiro fica desconectado durante o percurso. Mas convém levar o smartphone, pois aplicativos de geolocalização, como o WikiLoc (indicado pelo trilheiro Paulo Ta-

Preparo Além de equipamentos e indumentária, o trilheiro deve estar atento ao condicionamento físico. Exercícios de musculação, aeróbica, ciclismo e caminhadas ajudam na preparação. Ana Virgínia também lembra da importância do alongamento, que evita cansaço excessivo. “Neste sentido, a yoga me ajuda muito”, diz.

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Divergências familiares enho presenciado brigas e desentendimentos entre familiares de pacientes de forma muito frequente. É entre marido e mulher, entre irmãos, com um sobrinho (a) etc. São tantos os casos que acho que daria um livro. Muito comumente os conflitos deságuam, infelizmente, em um ponto em comum – dinheiro e herança. É disso que vamos tratar na coluna de hoje, e de como podemos lidar melhor com estas desavenças. As brigas de família podem surgir por diversos motivos: ciúmes, dinheiro, descaso, negócios familiares, choque de personalidades, rivalidade entre irmãos... Esses conflitos poderão se estender por muitos anos enquanto alguém não der o primeiro passo rumo à necessária reconciliação. A relação entre familiares é complexa, pois cada pessoa é singular em relação à sua história, seu temperamento, idade, estrutura genética. No jogo das relações, ocorrem tanto alianças quanto lutas por poder e dinheiro. Nos diversos relacionamentos existem diferenças individuais quanto às percepções e necessidades de cada um. São justamente estas diferenças nas relações que se tornam as bases dos conflitos. Infelizmente, estas diferenças não são percebidas como oportunidades de crescimento pessoal. Assim, o ponto de antagonismo é percebido pelo outro como um insulto, uma ameaça ou desconfiança. É daí que advêm as brigas. Quem se encontra numa situação de conflito familiar Pedir desculpas é conhece muito bem matador, ou seja, as sensações ruins produzidas pela mánão existe uma goa ou pela raiva desavença que sentidas. Sabe quão constrangedor é enresista a um contra-lo em aniverpedido de sários ou natais promovidos pela famídesculpa lia e desejar que ele verdadeira (a) não estivesse lá. Isso quando a família se reúne e um deles acaba não sendo convidado. Em casos como esse a situação se agrava, pois a família acaba tomando partido de um lado. Ou então se divide em apoio a um e a outro. A fim de dar um basta nesta problemática familiar, alguns pontos são essenciais. Inicie tentando uma reaproximação através de uma carta ou e mail. Proponha uma conversa franca sobre o assunto divergente e ambos vão ver que saíram perdendo devido a pontos de vista antagônicos. Durante o encontro, seja empático, ou seja, se coloque no lugar do outro. Isto irá amenizar a conversa e facilitar os entendimentos. Lembre também que quando “um não quer, dois não brigam” – não seja intransigente. Tenha em mente que “errar é humano”. Pedir desculpas é matador, ou seja, não existe uma desavença que resista a um pedido de desculpa verdadeiro. Entretanto, as contendas envolvendo dinheiro e herança são particularmente sensíveis. Neste tipo de conflito pode ser necessária a intermediação de terceiros que não têm envolvimento com o caso – pode ser um advogado, um consultor financeiro, um psicólogo ou outro profissional, para analisar a situação e dar um parecer imparcial. Não espere muito para a reconciliação, pois a vida passa rápido. Estamos aqui para aprender um com o outro. Um velho ditado árabe diz: “Uma panela grande deve, necessariamente, caber uma pequena”. Se você não entender o outro, saiba, pelo menos, compreender. Faça uma boa semana

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Rejeição é um trauma para a vida

KHUSEN RUSTAMOV/PIXABAY

Maturidade A instalação do trauma está relacionada à capacidade emocional do indivíduo para lidar com situações temíveis

Desprezodos paisnainfância causaanosde feridasemarcas malcuradas O trauma é a causa do sofrimento mais negada, ignorada, pouco entendida, confundida e malcurada, atesta um dos maiores especialistas no assunto, o médico e terapeuta norte-americano Peter Levine. Apesar de o ser humano ser biologicamente programado para experimentar, suportar e sobreviver a rejeições, lidar com esse tipo de sentimento, principalmente na infância, pode gerar feridas psicológicas que v ão acompanhar a vítima até a fase adulta. No livro “Emotional First Aid” (“Primeiros Socorros Emocionais”, em tradução livre do inglês), o psicólogo norte-americano Guy Winch mostra, com estudos feitos usando exames de ressonância magnética, que a dor da reLitza Mattos

jeição ativa no cérebro as mesmas áreas que a dor física. Esse tipo de marca, segundo a coach e educadora Suely Buriasco, pode criar feridas profundas que prolongam o sofrimento pela vida inteira. “A baixa autoestima e a vitimização impossibilitam a satisfação e tornam a pessoa dependente emocionalmente. O pior é que essas pessoas acabam acreditando que não merecem nada de bom e se submetem a todo tipo de atrocidade e exploração”, diz. De acordo com a Associação Brasileira do Trauma, esse tipo de abalo psicológico nem sempre tem associações óbvias com o evento gerador (como no caso de um assalto ou sequestro), mas pode vir da uma resposta do sistema nervoso ao acontecimento. Quando a pessoa não tem condições de reagir a um perigo, a resposta fica “incompleta”, o sistema nervoso se desorganiza, e aí o trauma se instala. Recentemente, um casal foi condenado a mais de 30 anos de prisão em São Paulo por agredir e torturar uma criança de 10 anos. Por quatro anos seguidos, a garota teve a línguacortada,asunhasarran-

cadas, o corpo ferido por não “realizar direito as atividades domésticas” e por se referir à progenitora como “mãe”. Infelizmente, a menina é uma entre as incontáveis pessoas que sofrem silenciosamente pelo país e pelo mundo. Atualmente, a criança está sob os cuidados da ONG Ciranda para o Amanhã, em São Paulo, que tenta intermediar tratamentos e cirurgias para “apagar” as inúmeras marcas deixadas pelos maustratos. O maior trabalho dos especialistas, no entanto, é ajudar a menina a livrar-se da rejeição. “A gente oferece apoio e oportunidades para eles superarem (os traumas) e reescreverem suas histórias de diversas formas. A gente costuma dizer que o passado não estava nas mãos deles, mas o futuro está. Então, é um trabalho de formiguinha para resgatar a autoestima e fazer com que eles caminhem com autonomia e felizes. Esperamos que, saindo as marcas físicas, ela (a vítima) possa se sentir melhor com ela mesma”, diz a sócia-fundadora da ONG, Nubia Forestieri. A instituição ajuda outros 19 abrigos e cerca de 350 crianças e adolescentes de até 17 anos.

PERSONALIDADE Ser amado ou rejeitado pelos pais afeta a personalidade e o desenvolvimento das crianças até a fase adulta, segundo uma pesquisa recente feita pela Universidade de Connecticut, nos Estados Unidos, que estudou o poder da rejeição. O trabalho revelou ainda que essa negligência em relação à criança é mais sentida se vier do pai. O abandono paterno é a primeira e mais forte lembrança de rejeição da analista de sistemas Flávia Cunha, 30. “Ele entendeu que se separar da minha mãe significava romper laços também comigo. O momento que me senti mais rejeitada foi quando ele se casou novamente, e a nova esposa exigiu que ele fizesse um exame de DNA para confirmar ser meu pai. Nesse momento senti uma dor física, emocional e profunda, que até hoje não se curou completamente”, conta. Flávia acredita que rejeições como a que ela sentiu marcam para sempre a forma de ver o mundo e as pessoas, mas cabe a cada um decidir o que fazer com isso. “Procuro entender que cada um dá aquilo que tem”, diz.


reportagem

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Canal oferece suporte online 7O trauma psicológico tem cura e pode ser um portal para o autoconhecimento, conforme texto publicado pela Associação Brasileira do Trauma. Ainda de acordo com a publicação, o terapeuta norte-americano Peter Levine diz que o ser humano pode aprender a se adaptar às situações de ameaça e, ao sair desse estado de imobilidade, tornarse mais forte para lidar com os eventos futuros. A artesã cearense Virna Maria Soares, 56, ainda não superou as várias rejei-

ções que sofreu ao longo da vida, mas há pouco mais de cinco anos ela resolveu criar na internet um canal de apoio mútuo. Hoje seu maior sofrimento é a rejeição do filho, tema de sua página no Facebook, mas outros episódios também deixaram marcas dolorosas em sua trajetória. Aos prantos, ela lembra que foi rejeitada pelo pai logo quando nasceu. “Minha mãe também não pôde ficar comigo, e fui criada pelos meus avós. Na adolescência, meu primeiro namo-

rado também me rejeitou. Depois fui abandonada grávida, e meu outro companheiro, com quem vivi 16 anos, me rejeitou. Como era muito imatura, acabei me separando do meu filho, que cortou relações comigo até hoje”, conta. Virna já participou de grupos de apoio, fez acompanhamento psiquiátrico e espiritual, mas acredita que só quando voltar a conviver com o filho vai superar esse trauma. “Preferia ter um filho malcriado do que a rejeição dele”, desabafa.

Entrevista Suely Buriasco

Coach e Mediadora de Conflito RUDAMESE / PIXABAY

ARQUIVO PESSOAL

Memória. Flávia Cunha, 30, precisou enfrentar a realidade de ser rejeitada pelo próprio pai e sente as feridas

Terapias em grupo ou individuais podem curar traumas; no SUS, tratamentos alternativos estão em uso

O sentimento de rejeição é natural. É possível aprender a reagir às várias rejeições ao longo da vida?

Tratamento exclui mais pobres O sofrimento causado pela rejeição dos pais não escolhe classe social, mas um abismo separa as vítimas de famílias ricas e pobres com relação ao acesso aos tratamentos, diz o gerente executivo da National Association for Children of Alcoholics (Nacoa) no Brasil, Marcelo Brunstein. Ele critica a falta de políticas públicas para a população mais fragilizada. “O ideal seria um trabalho preventivo e o atendimento da família como um todo”, diz.

Pessoas que sofreram com a rejeição na infância e que não aprenderam a lidar com sua dor tendem a transmitir a própria vivência de abandono emocional aos filhos, que, por sua vez, assimilarão a sua maneira, diz a coach Suely Buriasco. Pais em situação de dependência (de álcool ou drogas) estão mais propensos a ampliar a dor da rejeição nos filhos. Estudos internacionais mostram que filhos de adultos dependentes têm maio-

res chances de desenvolver distúrbios psicológicos, além de apresentarem índices mais altos de suicídio e vício, segundo Brunstein. “É comum filhos de famílias ricas conviverem com o estigma da dependência e a vergonha de falar que o pai ou mãe tem problema com álcool e drogas, e isso acaba adiando a busca por ajuda”, diz. Normalmente, aos menos favorecidos economicamente resta a sorte de receber o apoio de algumas ONGs.

A rejeição faz parte da vida. Aprender a lidar com ela não só é possível, como recomendável. É uma dor dilacerante que pode influenciar sobremaneira os comportamentos, os relacionamentos, a vida. Vale a pena buscar amenizá-la e até superá-la. Quais as formas para superar traumas como o da rejeição vinda de pessoas tão próximas e que deveriam ser sinônimo de segurança e confiança?

A dor causada pela rejeição é tão intensa que, em muitos casos, se assemelha à dor física. Sem dúvida é um dos sentimentos mais difíceis de serem superados. Cada pessoa sente de uma forma diferente, portanto diferentes também são os caminhos para a solução. Nas sessões de coaching é possível detectar esse sentimento e promover exercícios para substituir crenças negativas por positivas. É um caminho eficaz para um

grande número de pessoas, mas em casos mais acentuados o ideal é a busca de tratamento psicológico. Como o coach atua para reverter as sequelas desse tipo de maus-tratos?

Quando atendo uma pessoa que se sente de alguma forma rejeitada, sempre incluo no trabalho questões relacionadas com autoestima e necessidade extrema de aprovação social. Esses são elementos sempre presentes em seu modo de ser, pensar e agir. Qual deve ser o papel da escola e outros familiares para não negligenciar os sintomas?

Crianças e adolescentes pedem socorro por sinais que variam na forma, mas o fundo é sempre ligado a um tipo de disfunção ou mudança de comportamento. O melhor é sempre a aproximação pelo diálogo, o não julgamento e o respeito. O fundamental é estar atento, não acreditar em “é só uma fase” e buscar ajuda psicológica sempre que preciso.

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sociedade

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DOLCEVITA TEMPLO DA MÚSICA

CERTEZA PORTUGUESA

mítico clube de jazz Blue Note, de Nova York, vai ganhar filial, na Lagoa Rodrigo de Freitas, zona sul do Rio de Janeiro, em agosto. À frente das negociações, o empresário Luiz Calainho. Será a sétima franquia do Blue Note no mundo, a primeira na América Latina. Calainho já “namora” grandes artistas brasileiros e estrangeiros, como o não menos mítico, lendário e imortal Tony Bennett.

O

atrações internacionais, vindas de Portugal, como a banda Virgem Suta, de Beja, conhecida pelo seu pop-rock de inspiração tradicional portuguesa, e o fadista, compositor e pianista Mario Moita. DJs e bandas locais completam a programação artística. Na culinária, barracas dos melhores restaurantes portugueses de BH, feirinha de produtores e artesanato. Para saborear os pratos e doces típicos, vinhos portugueses e chope Verace.

MUITO BEM

O SEGREDO GENEROSO

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o maio das noivas, o empresário Fábio de Paula, diretor da Vem Casar Comigo Comunicação, traz a 13ª edição do Bem Casados, dia 23, das 18h30 às 23h30, no novo Sua Sala, Ponteio Lar Shopping. As noivas conhecerão as novidades em decoração, comes/bebes, convites, foto/ filmagem, viagens, lembranças e música com 30 respeitados fornecedores de Minas. O que difere o Bem Casados das tradicionais feiras de casamento é o seu formato: a recriação de uma festa de casamento onde os convidados vivenciem a experiência.

CASA PORTUGUESA

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om jeito de imperdível a 7ª edição da Festa Portuguesa, dia 10 de junho, das 10h às 22h, na área externa do Museu Abílio Barreto, Cidade Jardim. Música, dança, artesanato, literatura, vinhos e deliciosas comidas típicas, ambiente reservado para convidados e espaço kids.

E

T

rechos do belo texto do publicitário Nizan Guanaes, de 13 de maio, na “Folha de S. Paulo”: “Hoje, faço 59 anos, momento de enfrentar uma hora ‘H’ – ou aposentamos nossos sonhos ou vamos atrás deles como nunca. Foi nessa dimensão transcendente que Abílio (Pão de Açúcar) Diniz comemorou seus 80 anos, num dos eventos mais comoventes que já vi”.

GENEROSO E SÁBIO

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o invés de receber, Diniz deu o presente. Juntou os maiores especialistas do mundo em longevidade com qualidade, justamente o que as pessoas esperam nesse momento de suas vidas: tempo, alegria, legado... vida. Aprender um ofício, ganhar a vida e depois servir ao seu país, à sua comunidade.

SÁBIO E PLURAL

S

egue Guanaes: “Muito aprendemos com o maior especialista de

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

sono de Oxford, com a criadora do conceito mindfulness, com o expert em controle de estresse de Harvard, com o explorador que identificou as comunidades mais longevas do mundo e seus segredos, com a pura emoção de Guga Kuerten, com pesquisadores brasileiros incríveis”.

PLURAL E LÓGICO

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icou claro que não dá para ter bom desempenho em nenhuma atividade se você não administrar sua cabeça, seu sono, seu foco, sua alimentação. Porque sem essa gestão pessoal você não vai ter a inteligência emocional para fazer tudo o que aprendeu na faculdade.

lançaperfume o livro e o 6 Lançados web documentário “Ur-

LÓGICO E EMOCIONAL

banas”. É o primeiro livro de “street style” com 180 mulheres da cidade de São Paulo.

Em evento na Bel Lar Exclusive, a bela e competente Cláudia Cipriano

A

bílio disse: “Eu não quero elogios, eu quero que vocês me paguem, que vocês relatem tudo o que viram aqui aos seus parentes, amigos, empresas”. “Eu não quero que nosso grupo empresarial seja apenas um lugar de gente talentosa. Eu quero que ele seja um lugar de gente feliz. Não é o dinheiro que traz felicidade, mas a felicidade que traz dinheiro. E coisas muito melhores, como saúde, amor, equilíbrio”, finaliza Guanaes.

Lilian Pacce, 6 Como: Julia Petit, Costanza PasDIVULGAÇÃO

colato, Vanessa Rozan, Érika Palomino, Ana Canãs, Laura Neiva, Daniele Suzuki e outras.

foi inventa6 Odoasfalto para que os automóveis circulem sem solavancos. Locomoção mais fácil, rápida e segura. O de BH é o contrário. Colcha de retalhos e remendos.

desleixo, falta 6 Revela de compromisso com padrões; desrespeito ao contribuinte, ao cidadão. desse mal 6 Ostêmvilões nomes: Copasa, Ce-

A consultora de moda Erika Palomino que, juntamente com outras 180 mulheres contemporâneas da cidade de São Paulo, ilustra o ensaio do livro e do web documentário “Urbanas”

mig e Gasmig. Abrem o asfalto e o devolvem cheio de caroços devido à má compactação.

calombos 6 Temos com mais de cinco anos.

Este problema criminoso e vergonhoso atinge toda a cidade. E vamos levando, reclamando, aceitando o absurdo; mais um exemplo de Brasil porco.

CENÁRIO BH Minas Fashion Kids traz moda para crianças Neste fim de semana, o Ouro Minas se torna palco para desfile de coleções de marcas infantis, que contarão com ex-participantes do The Voice Kids. O evento teráprogramação para toda a família. Onde Ouro Minas Palace Hotel (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga) Quando Neste sábado (20), das 13h30 às 21h; domingo (21), das 16h30 às 21h Quanto R$ 50 (ingresso para o sábado); R$ 100 (ingresso para o domingo + taxa de administração). Confira programação em www.minasfashionkids.com

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IDEA promove Semana de Artes Transversais No mês em que a IDEA celebra dois anos de atividades em BH, a casa promove festival que contemplará, em quatro dias, a música popular contemporânea, a música de câmara, o cinema autoral e a literatura de escrita feminina. Entre as atrações, está a apresentação musical de Hélio Flanders (foto), além da exibição de filmes e debates literários Onde IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200) Quando De terça (23) a sexta (26). Programação em www.ideacultura.com.br Quanto Preço sob consulta.

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ESPAÇO GOURMET KAKA CRUZ/DIVULGAÇÃO

BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO

DE BANDEJA

Bolo de pão de queijo da casa Faví e, ao lado, sorvete também feito com a iguaria em pedaços e crocante de castanha e melaço d’A Pão de Queijaria

GUSTAVO XINGU/DIVULGAÇÃO

Confece celebra seus dez anos

O que era bom... ...pode ficar ainda melhor! Novasreceitas,como coxinha,pizzae sorvetes,sãocriadas compãodequeijo Lorena K. Martins

Pizza de pão de queijo do Braga

PIZZA! A versatilidade da receita também con-

quistou o Braga Pão de Queijo, que pensa na iguaria 24 horas por dia – motivo pelo qual, surgir uma nova ideia relacionada ao produto, ali, não é propriamente motivo de surpresa. Ano passado, por exemplo, veio a pizza, cuja massa é feita de pão de queijo canastra. “Quando ia ao forno, a tendência era queimar. Por isso, adaptamos a quantidade de ingredientes de forma que a crocrância fosse mantida e o tempo de forno fosse menor”, explica Paulo Braga, sócioproprietário. A pizza demora apenas 15 minutos para ser assada em um forno combinado – menos tempo, portanto, que a tradicional. E ganha recheios como o de quatro queijos, feita comocheddar, cream cheese, canastra e requeijão mineiro. Uma das novidades (que, aliás, vai entrar no cardápio a partir da semana que vem) é a coxinha com massa de pão de queijo. A boa nova é que o petisco vai ganhar recheios como os de doce de leite e goiabada com queijo. “Se estamos na terra do pão de queijo, por que não pensar em outras aplicações?”, questiona.

VIVIANE DE PAULA/DIVULGAÇÃO

RECEITA

Quitanda mineira O Festival da Quitanda acontece neste domingo (21), em Congonhas (MG). O Museu da Romaria será decorado para espelhar uma atmosfera de vida no campo. As quitandeiras da região mostram receitas variadas da culinária mineira, como o chá de congonha e o cubu. A programação tem início a partir das 9h. Outras informações pelo telefone: (31) 3731-3133

Cinema além da pipoca A Rede Cineart acaba de renovar o cardápio da Sala Premier do Cineart Ponteio. Para acompanhar a sessão de cinema, o novo menu – assinado pelo chef Pablo Abreu – traz opções diversificadas de pães de queijo recheados, sanduíches, saladas, pipocas gourmet – com possibilidade de acréscimo de azeites aromatizados –, quiches, vinhos, cafés e milk-shakes. Ah, e uma novidade: pizza feita com pão sírio. Além disso, a casa elabora cardápios especiais para eventos de grupo de amigos, família ou corporativos.

BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO

Croutons de pão de queijo Receita do Mario Santiago, d’A Pão de Queijaria Ingrediente 1 pão de queijo dormido Modo de preparo Corte o pão de queijo em cubinhos pequenos usando faca de pão para que o corte fique

mais fácil. Coloque no fogo uma frigideira com óleo e deixe esquentar até 180°C . O óleo deve ser suficiente para cobrir os croutons. Frite os pedaços cortados até que fiquem dourados, cuidando para não queimar. Deixe esfriar em papel absorvente. Se preferir, tempere os croutons a gosto.

CINEATR DI/DIVULGAÇÃO

Quem resiste ao cheiro do pão de queijo saindo do forno, pronto para ser servido com um café bem quentinho? Sim, a iguaria, em sua forma tradicional, figura na lista das paixões gastronômicas nacionais. A novidade é que o quitute é cada vez mais cotado para agregar outras criações – e algumas, bem inusitadas. E para uma das casas belo-horizontinas especializadas na iguaria, nem o céu é o limite. Mário Santiago, um dos nomes à frente d’A Pão de Queijaria, aproveita a mistura de queijo canastra, polvilho, leite e manteiga para criar delícias como panqueca, sorvete, farofa e croutons. “O pão de queijo dormido já está mais seco que o normal e, em vez de ele ser descartado, geramos novos produtos. Os pedaços podem ser caramelizados para acompanhar o sorvete de queijo da Alento, ou fritos em cubinhos e transformados em croutons, que acompanham saladas”, diz Mário. Para ele, a massa que dá origem à receita já deveria ser melhor aproveitada em outras criações pela culinária há tempos. “Exploramos muito pouco as derivações do polvilho. Usamos mais a farinha de trigo,

que é base de muitas receitas. O polvilho é mais ‘chato’ de trabalhar pois a massa pode ‘emborrachar’. Tem características muito peculiares”. Fabiana Martins, da Casa Faví, também precisou fazer alguns testes com a massa de polvilho até alcançar o ponto que deu origem ao bolo de pão de queijo, disponível também na House of Food. “A receita foi do livro que a minha avó me deu de presente, no meu aniversário de 30 anos, e feita a par-

tir de uma mistura dos queijos do Serro, canastra e salitre com o polvilho azedo da mesma marca que a minha avó usava”, conta, sem entregar nomes. De acordo com ela, a textura do bolo é leve – e bem fofinha. “É preciso uma faca de serra para cortá-lo, pois a casca é crocante e o recheio, macio”, ensina. Para alcançar a textura exata, a receita precisa ficar de 40 a 50 minutos no forno. Presa à afetividade da memória da avó, Fabiana retirou do mesmo livro a receita de uma pasta à base de tomate e pimenta, ideal para acompanhar a iguaria. Já para evitar o aspecto mais seco e aproveitar para degustar o bolo mesmo dormido, um truque: “Nos dias seguintes, é só ir cortando as fatias e esquentá-las na torradeira ou misteira para o queijo derreter. Fica uma delícia!”.

A Confraria Feminina de Cerveja (Confece) comemora 10 anos em 2017. Parte da celebração é a festa de aniversário que acontece na Casa Pampulha, no próximo sábado (27), das 13h às 19h. O evento terá a participação de aproximadamente 50 cervejarias e 25 bares e restaurantes. Serão, ao todo, mais de 100 rótulos de cervejas e pratos da culinária mineira, italiana, alemã e contemporânea. Com o tema “A Vida é Agora”, a ideia é que os convidados aproveitem ao máximo cada momento. Os ingressos devem ser adquiridos antecipadamente pelo e-mail confrariafemininadecerveja@gmail.com


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almanaque TRIBUTO>Skank e Céu colocam em repasse a obra de Jorge Ben Jor, ao lado do homenageado LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Dom. 28.mai.

Salve Simpatia Antes de BH, o show passou por Porto Alegre, Rio e Fortaleza; No Recife, o encontro será neste domingo, 21

Para animar a festa A cantora Céu e os integrantes do Skank são unânimes:seria tarefa hercúlea mensurar a importância de Jorge Ben Jor para o cenário musical. “Ele está entre os ‘como ninguém’. Fez uma mescla de soul e samba com o rock que ouviu nos anos 50 e 60, então, também o colocaria na classe dos inventores”, diz Samuel Rosa. “Ele chegou a um resultado muito distinto, sua música não tem paralelo, é diferente de tudo e de todos – e por isso é mundialmente conhecido e requisitado. Pensando no cenário musical atual, aí fica maior ainda, como se já não fosse gigante (risos)”, prossegue o vocalista do Skank. Já para Céu, a música de Ben Jor sintetiza “toda música brasileira numa linguagem verdadeiramente pop, universal”. “Sou doida por ele”. No próximo domingo (28), ícone e devotos se reúnem no Projeto Nívea Viva, para show na praça da Estação, que terá momentos de encontro entre os artistas e, ao fim, uma celebração, com todos. Serão mais de 30 músicas, de todas as faPatrícia Cassese

ses do carioca que, por sua vez, é só alegria com a homenagem. “Realmente, não esperava”, admite. Samuel Rosa brinda o fato de os shows estarem dando ao Skank a oportunidade de tocar músicas que fizeram parte da formação musical dos integrantes. “A ideia por trás do nosso set list é jogar luz em canções de Ben Jor que não são necessariamente as mais conhecidas. ‘Samba Esquema Novo’ (1963) e ‘A Tábua de Esmeralda’ (1974) são fundamentais para quem

“

Quando ele ficou sabendo que a gente ia regravar ‘Cadê o Pênalti’, no nosso primeiro disco, ficou muito interessado Samuel Rosa

gosta de Ben Jor e para mim, na minha história. São discos que escuto com frequência. Das 14 músicas que tocamos no show com a Céu, as cinco com as quais me divirto mais são: ‘O Telefone Tocou Novamente’, ‘Oba Lá Vem Ela’, ‘Os Alquimistas Estão Chegando’, ‘Oé Oé (Faz o Carro de Boi na Estrada)’ e ‘Xica da Silva’”. CAROLINA A paulistana Céu tem uma história particular com a obra de Ben Jor. É que a música “Carolina Carol Bela” foi composta para sua mãe, a artista Carolina Whitaker. “Minha mãe namorava o Toquinho. Eles conviviam bastante na década de 70 e, assim, surgiu a canção. Minha mãe já tinha me contado, Jorge confirmou com veemência, e tem sido emocionante vê-lo cantar a música no show e dedicar à dona Carolina!”, brinca ela, que, no entanto, crava um X em “Oba, Lá Vem Ela”, do disco “Força Bruta”, como a que a pegou “na primeira edição”. Já Samuel Rosa frisa que ele e colegas de grupo cresceram ouvindo as músicas de “Samba Esquema Novo” (1963). “Mais pra frente, ‘País Tropical’, ‘Chove Chuva’... Isso está no inconsciente

coletivo de qualquer brasileiro nascido nos anos 60 e 70. A música do Ben Jor é muito forte e muito impactante, e desde que me dei por gente já sabia discernir o que era Ben Jor”, assegura o mineiro. Em meados dos anos 70, criança, Samuel ouvia o álbum “A Tábua de Esmeralda” (1974) nos bares “e durante o verão na praia”. “Na adolescência, sucessos como ‘Oé Oé’ e ‘O Dia Que o Sol Declarou Seu Amor Pela Terra’. E via ele no Chacrinha defendendo essas musicas, bem co-

“

É um bom momento para olhar como chegar a uma produção musical tão singular própria e distinta, mas que tem ecos de várias coisas Samuel Rosa

mo shows que passavam na TV com frequência”. Já falando como músico, Samuel reforça que Ben Jor é da primeira geração que escutou rock no Brasil. “Isso está muito impregnado na música dele, que, ao mesmo tempo, carrega um DNA brasileiro fortíssimo. Acho que é aí que entra o Skank um pouco, também uma banda fruto dessa ambição de misturas”. O homenageado devolve os confetes. “Acompanho o grupo desde o início, me considero padrinho e me identifico muito”. CONFETES O carinho pelo grupo mineiro também resvala na fala deCéu: “Sempre fui fã!São talentosíssimos, amo ‘Dois Rios’. Depois desse tempinho de convivência, posso dizer que são muito queridos também”, afiança. Ao citar a convivência, Céu se refere não só aos ensaios, mas ao fato de o projetojá terpassado porcapitais como Fortaleza. E foi o estreitamento do convívio que fez Samuel Rosa comprovar o que sempre intuiu sobre Ben Jor. “Ele é uma pessoa muito cuidadosa. Bastante criterioso na forma de se apresentar e muito carinhoso com os músicos da banda. Também está

sempre muito antenado nos arranjos e no setlist, sugerindo mudanças e alterações. Tem muito interesse e despende muita energia para o que faz, mesmo estando tantos anos na estrada. Deus queira que o Skank chegue ao patamar dele, com essa vontade e esse comprometimento todo”. Ao ressaltar o carioca, o mineiro acaba fazendo uma análise do cenário da música atual. “O que a gente vê é uma música voltada unicamente e exclusivamente para repetição de um modismo. Não condeno – mas vejo um exagero hoje na redundância e na repetição. Os artistas têm a mesma cara, cantam do mesmo jeito, têm a mesma batida, não têm pretensões autorais e vêm tocando nas rádios em exaustão. Então, se a gente olhar um pouco para o Ben Jor e o cenário de onde ele vem, vê quanta diversidade existia ali, cada um fazendo seu som de forma diferente. Ele ainda é uma lição para a gente, agora mais do que nunca”.

> Nívea Viva

Com Jorge Ben Jor, Skank e Céu Praça Estação. Dia 28 (domingo), às 16h30. Gratuito


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almanaque

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MÚSICA Unidos pela ‘fina melancolia’ Jessica Era para ser Almeida um projeto pequeno: um show de meia hora no Real Gabinete de Leitura Português, no Rio de Janeiro, no início de 2015. O cachê não era alto e a infraestrutura teria de ser toda providenciada por ela. Mesmo assim, Teresa Cristina, 49, se esmerou o máximo que pôde para realizá-lo. A resposta do público foitão positiva que o trabalho cresceu, virou uma gravação para plataformas de streaming e depois também CD e DVD. Seu maior e mais recente desdobramento é uma turnê pela Europa com Caetano Veloso. Umdostrabalhos maisricos da carreira da cantora, o show “Teresa Cristina Canta Cartola” vai ser apresentado na próxima sexta (26) em Belo Horizonte, no Teatro Bradesco. A apresentação abre a edição 2017 do projeto Uma Voz, Um Instrumento, que trará shows intimistas à cidade. A relação de Teresa com a obra do compositor começou nos anos 1980. “Já tinha ouvido ‘As Rosas Não Falam’ e ‘O Sol Nascerá’ quando era mais nova, mas

estudar com atenção, ler as músicase conhecerocompositor, só fui fazer próximo da morte dele. Desde então, eu sempre tive uma admiração muito grande e passei a reconhecê-lo como um gênio. Quando eu comecei a cantar samba (no início dos anos 2000), tive mais admiração ainda. Nessa época, eu comecei a descobrir suas músicas desconhecidas”, conta. Outro ponto importante pra que se estabelecesse a relação é que Cartola é um grande ídolo de Paulinho da Viola, por sua vez, alguém que Teresa admira muito. Acompanhada doviolonista Carlinhos Sete Cordas, a cantora canta canções como “O Mundo É Um Moinho”, “Ao Amanhecer”, “Disfarça e Chora”, “Tive Sim” e “Acontece”. “O show sempre é uma obraem aberto.A gente começa o espetáculo sempre com o roteiro definido e com uma maneira de cantar já estabelecida. Mas ele já mudou porque o Carlinhos sempre traz novidades e levadas diferentes, minha relação e emoção com as músicas também mudaram com o tempo, e nós inclusivenos arriscamos em mudanças de interpretação só comumolhar.Nossacumplicidade aumentou”, analisa. “É

Sex. 26.mai.

UNS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

Acompanhada do violonista Carlinhos Sete Cordas, Teresa Cristina homenageia Cartola

engraçado, porque eu já estoufazendo esseshowhámuito tempo e ainda o sinto muito vivo. Mesmo agora, na Europa, onde eu me apresento com Caetano apenas durante meia hora, parece que eu comecei a fazer ontem”. APROXIMAÇÃO Teresa e Carlinhos vêm praticamente direto dos showseuropeuspara a apresentaçãoemBH.Efoigraçasao pro-

jeto que a relação entre ela e o tropicalista foi estreitada. “Nos conhecíamos de antes e ele me sugeriu que colocasse minha assinatura na interpretação dascanções. Quando foi me ver nesse show ele percebeu quesegui suarecomendação e se emocionou com meu canto”, lembra. A emoção resultou num texto em que Caetano diz que “os sambas de Cartola surgem mais precisos e mais tocantes do que nunca”

econsequentementenoconvite da gravadora norte-americana Nonesuch que os dois se apresentassemjuntospela Europa. “A oportunidade de me apresentar em tantos lugares do mundo ao lado dele é uma coisa que eu nunca esperei. Nem nos meus maiores sonhos”, diz. Além de Caetano Veloso, o crítico de música Mauro Ferreira também ficou impressionado com a leitura de Teresa

Cristina sobre a obra de Cartola. Para ele, as canções do sambista encontraram nela uma intérprete ideal, uma vezqueambas asvozes compartilham do que ele chama de “fina melancolia”. “Acho que a melancolia existe na obra do Cartola de um jeito muito pontual. Está exposta, por exemplo, na melodia ou nos caminhos que ele leva para chegar as conclusões queele tira a partir das canções (ou não tira conclusão nenhuma)”, comenta.“Eusempremeconsiderei uma pessoa bem melancólica, mas eu não sei de onde vem isso. Pode ser por eu ser pisciana, por ser tímida, porgostar de ser solitária e fazer muita coisa sozinha, não sei... A melancolia é um sentimento que não é estranho a mim. Eu sempre tendo a gostar das músicas mais tristes. Não que eu não goste de música animada, eu adoro! Mas aquela música que me toca, que me faz querer ouvir de novo e correr atrás dela, é sempre uma música triste”.

Cristina >cantaTeresa Cartola

Projeto Uma Voz Um Instrumento Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 26 (sexta), às 21h. R$ 130 (inteira)

Roberta Sá em alta potência Sex. 26.mai.

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

A intérprete vem a BH lançar CD e DVD ‘Delírio no Circo’

Ao avaliar o último disco de estúdio lançado por Roberta Sá, “Delírio” (2015), o crítico de música Mauro Ferreira o colocou um patamar abaixo de trabalhos anteriores da intérprete. Segundo ele, porque seria um álbum menos sedutor e eventualmente até apático. O lançamento do CD e DVD ao vivo “Delírio no Circo”, no fim do ano passado, no entanto, para Ferreira, corrigiu o “problema”. A vivacidade do registro, para ele, potencializou as qualidades da artista. Ela concorda. “Sempre pensei no ‘Delírio’ como um disco ao vivo. Acho que ele tem razão ao dizer isso”, diz. E é para apresentar essa versão do trabalho que a potiguar radicada no Rio de Janeiro retorna a Belo Horizonte na próxima sexta (26), para show no Sesc Palladium. A gravação, feita no Circo Voador há exatamente um ano, teve participação de Martinho da Vila, na canção escrita por ele “Amanhã É Sábado”, e de Moreno Veloso,

nas dele “Meu Novo Ilê” e “Um Passo À Frente” – que não estava presente no disco de estúdio. “Foi a primeira canção que escutei do Moreno e por causa dela eu o procurei. Na época, a Gal tinha acabado de gravá-la num disco muito lindo dela que chamado ‘Hoje’. Ele fez, junto com o Quito Ribeiro, ‘Mais Alguém’ pra mim e eu deixei de lado o desejo de gravar a outra canção. Quando chamei o Moreno pra participar do DVD, eu achei que havia chegado a hora de cantarmos juntos”, conta. Além da música extra do filho de Caetano (que está no DVD, mas não está no CD ao

OUTRA FASE DA VIDA Experiências Formada em jornalismo, Roberta Sá chegou a ser aluna de Leda Nagle durante a faculdade, até aproveitar as férias para se inscrever no programa “Fama” e investir na carreira musical. “Acho que um aprendizado nunca fica pra trás”, diz.

vivo), foram incluídas músicas de trabalhos anteriores, como “Samba de Amor e Ódio”, de “Que Belo Estranho Dia para se Ter Alegria” (2007) e “O Nego e Eu de Segunda Pele” (2012). Olhando em retrospecto, ela acredita que, desde o lançamento da primeira versão de “Delírio”, sua relação com o que faz se transformou. “Acho que a principal diferença, e isso eu tenho percebido bastante, é o meu olhar para o meu trabalho e que lugar ele ocupa na minha vida. Eu amo o que eu faço, mas hoje encaro tudo com muita leveza. Sem o peso de ter que dar certo. Acho que isso está presente no DVD”, analisa. O combo “Delírio” + “Delírio no Circo” marcam o retorno da cantora ao samba, “sua casa”, após um trabalho anterior que explorava outras influências (o disco “Segunda Pele”). Desde então – e com o advento das plataformas de streaming – ela diz que tem ouvido muita música e aproveitado para expandir o uni-

verso de referências. Roberta não descarta, inclusive, tirar desse mergulho novos experimentos em sua própria música e, eventualmente, até parcerias. “Tenho escutado muito Rubel. Adoraria trabalhar com ele. O Terno também, tenho escutado bastante”, comenta. PELO MUNDO Depoisqueencerraraturnê de lançamento do DVD, a intérprete pretende focar em sua carreira internacional. “Minha prioridade é ter uma experiência de vida rica através da música. Isso me fez querer cantar pra outros públicos, outros países. Acho que isso estabelece um intercâmbio cultural fundamental. Mas o Brasil sempre será uma prioridade”, afirma. (Jessica Almeida)

> Roberta Sá

Lançamento do DVD “Delírio no Circo” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 26 (sexta), às 21h.R$60 (inteira, plateia 1),R$ 50 (inteira, plateia 2), R$ 30 (inteira, plateia 3).


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MÚSICA Karabtchevsky rege a OSMG Onze anos se passaramdesde a última vez que Isaac Karabtchevsky regeu a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Nas próximas terça (23) e quarta-feira (24), o maestro, um dos maiores expoentes da música erudita brasileira, volta a se reunir com o conjunto em um concerto que reverencia Tchaikovsky. O eventotambémabarca o pianista carioca Aleyson Scopel. “Mais que ser um dos maestros de maior importância, no cenário nacional e internacional, é um prazer, para a Orquestra, desfrutar do talento dele”, elogiaSérgio Gomes, 57, regente assistente da Sinfônica. “E se para a gente é um orgulho que um maestro que chegou a esse patamar tenha começado sua carreira em BH, para ele, retornar aqui é um momento de saudosismo. É algo que ele mesmo sempre declara”, afirma Gomes, em alusão ao início da trajetória do paulistano na década de 1950, quando foi responsável por impulsionar o coral Madrigal ReAlex Bessas

nascentista, que, à época, circulou pelo Brasil e Europa. Além do elo com Belo Horizonte, a competência do regente de 82 anos, sendo 26 dedicados à regência da Orquestra Sinfônica Brasileira, explica que seu nome seja sempre cotado para parcerias propostas periodicamente pelo conjunto orquestral mineiro. “Ele é sempre cogitado, porque sua participação não abrilhanta só o concerto, mas a orquestra como um todo”, aponta Gomes. ERUDITO E POPULAR Os dois concertos regidos por Karabtchevsky integram os programas “Sinfônica ao Meio Dia”, apresentação gratuita, e “Sinfônica em Concerto”, com preços populares. As iniciativas, que visam a formação de público, são um motivo de orgulho para Gomes. E ele lembra que, em geral, os convidados ficam surpresos em se deparar com a sala cheia ao meio-dia de uma terça-feira comum. O desejo de estabelecer uma ponte entre a música erudita e o popular, vale lembrar, faz parte da história de Karabtchevsky. Nos anos de

TV CULTURA/DIVULGAÇÃO

Ter. e qua. 23 e 24. mai.

Karabtchevsky vai conduzir repertório composto pelo “Concerto para Piano e Orquestra Nº 1” e pela “Sinfonia Nº 5”

1970, o maestro desenvolveu o projeto “Aquarius”, levando concertos gratuitos para importantes cidades da América Latina. Por isso, “tenho certeza que vai ser uma grande alegria para ele ver que, passados quase 40 anos, seus ideais ainda estão vivos”, co-

menta Gomes. TCHAIKOVSKY Um dos maiores representantes do período romântico, o compositor foi o responsável por internacionalizar a tradição musical russa. “Sua técnica de composição é muito

apurada, e sua obra, carregada de emoções”, analisa Gomes. Para ele, a presença de um pianista competente é essencial para interpretar Tchaikovsky – no caso, o já citado Aleyson Scopel, 35. “Apesar da pouca idade, conhecemos sua história e sabemos de seu

reconhecimento nacional e internacional”, elogia.

ao >MeioSinfônica Dia/Sinfônica em Concerto

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 23 (terça), às 12h. Entrada franca. Dia 24 (1uarta), às 20h30. R$ 30 (inteira).

O tropicalismo de Ava Rocha Sáb. 27.mai.

ANA ALEXANDRINO/DIVULGAÇÃO

Ava Rocha apresenta seu disco mais recente no Bradesco

Os versos da canção “Tropicália”, de Caetano Veloso, concretizam em voz e mistura sonora o movimento que abalou as estruturas da música brasileira. Quarenta anos depois de seu surgimento, os reflexos desta revolução ainda podem ser sentidos na arte de uma descendente direta do tropicalismo, Ava Rocha. Filha do cineasta Glauber Rocha e da multiartista Paula Gaitán, ela desembarca no próximo sábado (27), no Teatro Bradesco. Em sua terceira passagem pela capital mineira, a cantora e também cineasta apresenta, em um show, a amálgama sonora de seu último álbum, “Ava Patrya Yndia Yracema”. Mais que resgatar este momento de ruptura e reinvenção da música brasileira, acontecido em 1967, Ava cria nas canções de seu álbum uma mescla entre “a estética lúdica da Tropicália e o novo rock, funk, samba”, como dito pelo crítico musical do “The New York Times”, Ben Ratliff, que projetou a cantora no cenário internacional. “Ele enxergou isso por-

que a minha formação é, de certa forma, tropicalista. Eu não procuro produzir a mesma sonoridade que eles produziam, mas procuro estar nesse movimento de constante invenção, de trazer a força desse devir revolucionário”, explica Ava. No entanto, a revolução musical de Ava Rocha não se restringe apenas às melodias. A cantora também se posiciona politicamente em suas composições e canta abertamente sobre questões de gênero e feminismo. “O disco, de forma inconsciente, se revela extremamente feminino, acho que pelo fato de eu ser uma mulher e trazer questões implícitas deste universo, do devir feminino, e isso naturalmente é transbordado”, pontua Ava que, na canção “Auto das Bacantes”, entoa às mulheres o mantra “meta um grelo na geopolítica”. Para o show da próxima semana na cidade – depois de uma apresentação reverenciada pelo público no Festival Coquetel Molotov, no Cine 104, em outubro do ano passado –, a artista busca con-

tinuar esse movimento feminino. No palco, Ava recebe a mineira Juliana Perdigão e destaca a alegria que sente em voltar à cidade. “Cara, eu amo Belo Horizonte. Acho as pessoas aí maravilhosas, de uma sensibilidade extrema, são pessoas que gostam de música. Nesse show, vou ter a participação esplendorosa da Juliana, que é uma grande amiga, uma irmã mesmo, e eu ‘tô’ muito feliz de tê-la no palco comigo”, conta Ava. LEGADO Filha da artista Paula Gaitán, Ava afirma que a mãe foi uma de suas maiores referências, bem como seu avô, o poeta colombiano Jorge Gaitán Duran. “Minha maior influência mesmo, da minha vida inteira, é a minha mãe. E ela sempre trouxe a poesia do pai dela para a nossa vida, então, eu já tinha uma vontade muito forte de musicar um poema dele”. Depois de resgatar a memória do avô com o poema musicado “Sé Que Estoy Vivo”, Ava segue os passos do pai no cinema – embora te-

nha convivido com Glauber Rocha por apenas 2 anos. “Não gosto de ficar muito centrada na questão da paternidade, mas no fato de que ele é um grande artista, cuja obra permanece viva, reveladora, e que é um presente dos deuses para a humanidade”, comenta a cantora, quando perguntada sobre o pai. Neste ano, em que se comemora o aniversário de 50 anos do filme “Terra em Transe”, Ava planeja trazer de volta aos palcos o show “O Som de Glauber Rocha por Ava Rocha”, apresentado pela primeira vez em 2015. No espetáculo, a filha do cineasta apresenta obras musicais e poemas criados por Glauber. “Ele era um cara que de certa forma se via como músico – e que sempre flertou com a música”, afirma. (Lara Alves/ sob supervisão de Marília Mendonça)

> Ava Rocha

Com participação especial de Juliana Perdigão. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 27 (sábado), às 21h. R$ 30 (inteira).


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MÚSICA Em memória de Bola de Nieve Jessica Ignácio JacinAlmeida to Villa Fern a n d e z (1911-1971) , mais conhecido como Bola de Nieve, pianista, cantor e compositor, o maior nome da música cubana. Divertido, escrachado, intelectual, paquerador, debochado, contido, bon vivant dos salões e comunista de primeira hora na Ilha de Fidel. Negro e homossexual, o celebrado pianista viveu as honras e as contradições de sua condição. Marginalizado em sua terra, Bola de Nieve acabou se refugiando no México. É em homenagem a ele que a cantora Fabiana Cozza apresenta o espetáculo “Ay, Amor! – Canto Teatral para Bola de Nieve”, no próximo sábado (27), no Sesc Palladium. “Conheci Bola de Nieve por indicação do escritor (pernambucano) Marcelino Freire e me apaixonei. Ele é uma referência de intérprete, de ator que faz da arte o seu gesto político”, conta a intérprete. Dirigida por Elias Andreato, Fabiana alterna canções como “No Quiero Que Me Odies”, “No Me Compreendes” e “Ay, Amor”, que dá nome ao espetáculo, com textos de autores como Oscar Wilde (1854-1900), Ferreira Gullar (1930-2016), Cecília Meireles (1901- 1964) e Castro Alves (1847- 1871). “Elias havia apresentado o projeto a diferentes atores e ninguém seguiu adiante. Soube do roteiro através de uma amiga e pedi que ela me encaminhasse antes d’eu falar com o diretor. Ao ler, fiquei tão emocionada que entrei em contato com Elias me oferecendo para interpretar”, lembra. O encontro resultou numa forma específica de olhar para a obra do cubano. “O que levamos ao palco é o que entendemos da alma feminina do Bola de Nieve, o homem alegre que cantava triste. Sou muitas formas e dizeres do Bola em cena. Falamos dos amores impossíveis, passíveis de uma certa loucura, a que todos temos e sobre a qual muitas vezes passamos um verniz para nos esconder. O que eu canto ali não é higiênico, inodoro, insípido. O que fazemos neste espetáculo é vertical, intenso”, explica. Acompanhada no palco

pelo pianista Pepe Cisneros (também cubano, radicado no Brasil), diz ter procurado em seu próprio corpo – músculos, vísceras, ossos, coração – o tom para criar sua performance. “Falo tecnicamente e não de forma romântica. Procurei na minha memória corporal (nisso está a minha voz) onde estavam os sentimentos que eu iria cantar, como eu os sentia, como dizer as palavras e respirar ao som dos acordes do Pepe”, diz. Em tempos em que o mundo inteiro parece estar em ebulição, Fabiana acredita que falar de um artista como o Bola de Nieve nos tempos de hoje é também falar de que lado você está. “É ter um gesto. Assumir esse gesto. Querer levar e reverenciar a música desse grande artista que foi Bola de Nieve é uma escolha e diz muito do que penso e sinto. Bola era preto, gay, e sofreu numa Cuba que matava homossexuais e negros. Defendo a arte resistente do Bola com a força de cada nota”, declara. DIRETAS JÁ A artista também não se furta de se posicionar abertamente a respeito de (mais uma) reviravolta no cenário político no país. “Eu defendo eleições diretas imediatamente. Tivemos um golpe político duríssimo que está nos custando alto. Acho ordinário, repreensivo o que a maioria dos políticos, empresários, industriais, banqueiros, mídia faz conosco e com o país. As pessoas precisam ser investigadas e, mediante as provas, condenadas”, afirma.

Sáb. 27.mai.

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#FICAADICA SITE DO GRUPO

FOTOS KRIZ KNACK/DIVULGAÇÃO

“Manhãs Musicais” leva 6 Série sexteto de berimbaus à FEA

O sexteto de berimbaus Arcomusical Brasil explora as possibilidades timbrísticas e harmônicas desse instrumento arcomusical afrobrasileiro. No programa, obras de Gregory Beyer, Mateus Oliveira, José Henrique Soares e Alexis Lamb. Onde Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Quando Neste domingo, (21), a partir das 11h. Quanto R$ 20 (inteira).

HORTA/DIVULGAÇÃO

à Portela 6 Homenagem traz a cantora Eliane Farias Em agosto, Fabiana lança ‘Ay, Amor!’ em CD: ‘Pretendo viajar para o exterior mostrando esse trabalho’, diz

Campeã do desfile do Rio em 2017, a escola ganha homenagem da comunidade Portelense de BH. Shows de Eliane Farias, filha de Paulinho da Viola, de Serginho Procópio, da Velha Guarda, Nonato do Samba e bateria Explode Coração. Onde Contemporâneo Gastrô Show (r. Pasteur, 4, Santa Efigênia). Quando Neste sábado (20), a partir das 13h. Quanto R$ 30 (antecipado). Info: 98423-6733

LB ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO

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Fabiana Cozza

Ay, Amor! – Canto Teatral para Bola de Nieve Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 27 (sábado), às 21h. R$ 30 (inteira)

“

Trabalhamos Pepe, eu e Elias como artesãos e ficamos sentindo o Bola, o Garcia Lorca, o Oscar Wilde, que também compõem o espetáculo

Música Itinerante 6 Projeto traz show de Flavia Ellen

A cantora e compositora belo-horizontina Flávia Ellen apresenta o show “Logo Ali”, no qual utiliza a poesia, o jogo de palavras e a estética para falar de sentimentos como o afeto e a luta. Além de músicas próprias, interpreta composições da MPB e do pop. Onde Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, Praça 7). Quando Dia 26 (sexta), 20h. Quanto R$ 40 (inteira)


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MÚSICA Renaissance debuta no Brasil São quase 50 Jessica anos de estraAlmeida da, mas só este ano a banda de rock progressivo Renaissance está vindo ao Brasil pela primeira vez. Embora alguns dos integrantes já tenham estado aqui se apresentandoindividualmente ou de férias, e ainda que um deles até more aqui há 13 anos, a turnê “Songs For All Times”,que passapor Belo Horizonte no próximo domingo (28) e inclusive já está com ingressos esgotados, é a primeira vinda oficial do grupo britânico ao país. Por telefone, a vocalista Annie Haslam, 69, demonstrou empolgação por finalmente vir com a banda, formada no fim dos anos 1960, a um dos lugares que mais gosta. “A primeira vez que estive aí foi em 1979, só com Michael Dunford (guitarristado Renaissance, falecido em 2012), por um convitede última horada gravadora em que estávamos”, lembra. “Não fizemos nenhum show, mas gravamos muitas entrevistas e um pequeno acústico para a TV Globo. Depois voltei algumas vezes no fim dos anos 1990 e início dos anos 2000

com meu projeto solo”, conta a cantora, que em um dos shows teve Flávio Venturini como seu convidado. Mas sua relação com o país vai muito além do aspecto profissional. Com amigos aqui, ela diz que sente que o ar brasileiro tem algo diferente e mesmo as pessoas mais pobres parecem felizes. Por ser vegetariana, ela lembra com especial apreço dos restaurantes a quilo, que têm diversas opções sem carne, e da vez em que acabou sem querer participando de um concurso de samba no alto do Pão de Açúcar. Annie até passou seu aniversário de 50 anos em Petrópolis, em 1997, e há três anos ficou um período do Natal a pouco depois do Réveillon, quando conheceu e ficou impressionada com as Cataratas do Iguaçu. Dessa vez, ela diz que por pouco não ficou aqui pra sempre. ‘TODOS OS TEMPOS’ Escolher o repertório para uma primeira vinda depois de tantos anos de estrada não foi tarefa fácil. A turnê “Songs For All Times”, no fim das contas, vai ter clássicos do início da banda, como “Mother Russia”, “Running Hard”, “Song for All Seasons”, “Ocean Gipsy”e “Ashes are

OUTRO TALENTO Pintura Além da música, desde o início dos anos 2000 que Annie Haslam também se dedica a pintar quadros. “Estudei artes nos anos 1960, mas pintura nunca foi meu interesse. Até que um dia achei que precisava mudar a direção da minha vida, ouvi uma voz me dizer é hora de começar a pintar com tinta a óleo”, conta. Desde então, ela concilia as duas atividades e frequentemente se inspira em músicas para pintar.

Burning”. Mas também vai contemplar canções do álbum mais recente “Symphony of Light” (2014), como a que dá nome ao disco, “Grandine Il Vento” e “The Mystic And The Muse”. “São músicas que lembram muito as antigas e quando as tocamos pela primeira vez fomos aplaudidos de pé. Normalmente, leva um tempo até as pessoas criarem vínculo, mas com essas foi instantâneo, muito devido ao lindo traba-

sábado (20) AUDERGANG

Lançamento do DVD “Audergang Blues Sessions”. Stonehenge Rock Bar (r. dos Tupis, 1448, Barro Preto). Às 22h. R$ 15

ANDRÉ CARVALH/DIVULGAÇÃO

Julia Rocha debuta seu primeiro álbum Cantora mineira realiza show de lançamento de seu primeiro CD, “Cheiro de Flor”, dedicado ao samba. Das 13 faixas do LP, sete são composições da artista em parceria com os baianos Fabiano Lie e Marília Sodré. O álbum já está disponível nas plataformas digitais. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Quinta-feira (25), às 21h. Quanto R$ 30 (inteira)

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ZÉ CARLOS DE ANDRADE/DIVULGAÇÃO

A Escola de Música Cavalieri festeja o instrumento símbolo do rock em um festival com shows, workshops e jam sessions. Os convidados são grandes instrumentistas do país, como Frank Solari (foto), Rafael Bittencourt, Mozart Mello, Roger Franco, Luciano Magno, Reginaldo Silva e Marcelo Morais. Onde Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia) Quando Domingo (21), a partir das 14h Quanto R$ 30 (inteira)

Em BH

Show vai ter clássicos do início da banda e músicas do álbum mais recente, de 2014

#FICAADICA

Player Festival 6 Guitar acontece no Music Hall

RENAISSANCE/DIVULGAÇÃO

Dom. 28.mai.

ARA MALIKIAN

Violinista libanês apresenta referências do clássico ao popular. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h30. A partir de R$ 50 (inteira)

BENVENUTI A NAPOLI

Espetáculo apresenta repertório histórico do cancioneiro napolitano. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

FÁBIO JÚNIOR

Turnê “O Que Importa É A gente Ser Feliz”. Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001). Às 22h. A partir de R$ 70 (pista, inteira, 1º lote)

FESTIVAL DO FIM DO MUNDO Festival apresenta revelações da cena punk e do rap nacional. A Fábrica (av. dos Andradas, 1.145, centro). Às 12h. R$ 80 (inteira)

JOSÉ IZQUIERDO

Show de encerramento da 4 ª semana Afro-latina. Pça. Pisa na Fulô, Carlos Prates. Às 15h. Gratuito

lho que Michael fez ao compô-las”, comenta. A ausência do guitarrista, aliás, é a única coisa que Annie lamenta sobre a turnê. “Sua partida foi muito inesperada e devastadora para todos nós e sua família. Fiquei em estado de choque”, lembra. Depois que passou o choque da perda repentina, ela diz que fez questão que Mark Lambert, que já havia feito parte do grupo, retornasse à formação, mesmo ele já mo-

Apresntação no festival Caixa Acústica. Teatro Santo Agostinho (r. Aimorés, 2.679, Santo Agostinho). Às 21h. R$ 30

rando aqui no Brasil. “Desde então, nós terminamos o disco, fizemos duas turnês na Europa, dois cruzeiros, e assim que voltarmos do Brasil trabalharemos em um novo álbum. Tenho certeza de que onde ele estiver está nos acompanhando e ajudando a funcionar”, diz.

> Renaissance

Turnê Songs For All Times Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dia 28 (domingo), às 19h. Ingressos esgotados.

terça (23) GUILHERME SÁ

domingo (21) MARIZA

Cantora portuguesa lança o disco “Mundo”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h. A partir de R$ 120 (inteira)

PÉRICLES GARCIA & TUIA

Encontro dos músicos no show “Universo Folk” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 15

TAMBOR NA PRAÇA

Carlinhos Ferreira é o convidado desta edição do festival de percussão. Praça da Saúde (av. Silva Lobo, Grajaú). Às 16h. Gratuito

segunda(22) SEGUNDA MUSICAL

Atração musical no Teatro Assembleia, toda segunda. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1

Vocalista do Rosa de Saron apresenta o show solo “Íngreme”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. A partir de R$ 60 (inteira)

quinta (25) DOIS NA QUINTA

Edição com Manu Dias e Ana Cristina. Teatro da Biblioteca Pública (pça. da Liberdade, próximo ao Palácio da Liberdade). Às 19h3. R$ 10

NA LAMA COM BETHÂNIA

Rafael Moreira e Vinicius Luiz homenageiam Maria Bethânia num show em versão acústica Pajubar (av. Santos Dumont, 360, centro). Às 20h. R$ 10 (em dinheiro)

sexta (26) ROCKAHOLLIC

Festival de rock apresenta as bandas locais Qairo, O Caso e Young Lights. A Autêmtica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (antecipado) DANIELLE PINTO/DIVULGAÇÃO

O RAPPA

Acústico Oficina Francisco Brennand Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D’Água). Às 20h. A partir de R$ 180 (4° lote pelo sympla.com)

MÚSICA QUENTE

Violins, Teach Me Tiger e Caos & Luz. A Autêntica (r. Alagoas, 1.144, Savassi). Às 23h. R$ 35 (na portaria)

ZEBERTO CORRÊA E BILORA

Vinicius Luiz e Rafael Moreira no show Na Lama com Bethânia


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O QUE VEM POR AÍ maio

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

R$ 100 (plateia 1B, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).

Inhotim. R$ 340 (passaporte para os três dias, inteira).

DIA 27

1.000 (mesa setor 2 com quatro cadeiras), R$ 150 (arquibancada, inteira, 1° lote).

DIOGO NOGUEIRA ALMA BRASILEIRA

DIA 10

DIA 22

DIA 8

IRA!

THE MAINE

Music Hall. 19h30. Preço médio: R$ 220.

Estacionamento Shopping Del Rey. 21h30. R$ 600 (mesa 4 pessoas), R$ 90 (inteira, 1° lote).

DIA 9

DIAS 23 E 24

DIAS 29 E 30

BOSSA NOVA IN CONCERT LEILA PINHEIRO, MPB4, MARCOS VALLE, WANDA SÁ E ROBERTO MENESCAL

A HISTÓRIA DE NÓS 2 – COM ALEXANDRA RICHTER E BRUNO GARCIA

NELSON FREITAS E VOCÊ

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 110 (plateia 1, inteira), R$ 100 (2, inteira), R$ 90 (plateia superior, inteira). DIA 30 ED SHEERAN

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 560 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 260 (pista, inteira, 1° lote) DIA 30 SALUTE TO SINATRA - 100 ANOS DE FRANK SINATRA COM LOUIS HOOVER

Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 220 (plateia 1, inteira), R$ 200 (2, inteira), R$ 180 (superior, inteira)

BOYCE AVENUE

Palácio das Artes. 21h. R$ 200 (plateia 1, inteira), R$ 180 (2, inteira), R$ 160 (superior, inteira) DIA 10 ARRAIAL INCRÍVEL LANÇAMENTO DO DISCO “ESPIRAL DE ILUSÕES”, DE CRIOLO

Cine Theatro Brasil. Às 21h. R$ 50 (inteira). DIA 24 BIQUINI CAVADÃO

BH Hall. 24h. R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote). ROUPA NOVA

DIA 2

DIA 10

ALMIR SATER

TIAGO IORC - TROCO LIKES E SIGO DE VOLTA

DIA 30

junho Palácio das Artes. Às 21h. R$ 140 (plateia 1 e 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira). DIA 3 MARIA BETHÂNIA

BH Hall. Às 21h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro cadeiras), R$

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira).

Cine Theatro Brasil. Sáb., 21h; dom., 19h. R$ 70 (inteira). DIA 29 ANA CAROLINA

BH Hall. Às 22h. R$ 1.000 (mesa 4 lugares), R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

agosto

ALICE CAYMMI

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 40 (inteira).

DIA 12 CIDADE NEGRA

BH Hall. Às 22h. R$ 70 (pista/ arquibancada, inteira, 1° lote).

Cine Theatro Brasil. Às 18h. R$ 250 (plateia 1A);

teira, 1° lote), R$ 80 (pré-venda Queremos!) DIAS 15 E 16

DIA 26 O GRANDE ENCONTRO

BH Hall. Às 22h. R$ 110 (inteira, 2° lote), R$ 720 (mesa setor 1 com 4 lugares), R$ 600 (mesa setor 2 com quatro lugares)

julho

setembro

DIAS 7, 8 E 9

DIA 10

MECAINHOTIM – COM JORGE BEN JOR E KAROL CONKA

DEVENDRA BANHART

DIA 10 MANU GAVASSI

Alice Caymmi confirma show em BH no dia 30 de junho

DIA 30 BH Hall. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro cadeiras), R$ 440 (mesa setor 2 com quatro cadeiras), R$ 80 (arquibancada, inteira, 1° lote)

Parque Municipal. Às 19h. R$ 40 (promocional); R$ 100 (inteira, 1° lote).

Teatro Bradesco. Às 20h. R$ 240 (setor 1, inteira), R$ 200 (setor 2, inteira).

Music Hall. Às 21h. R$ 180 (in-

TRINCA DE ASES – GAL COSTA, GILBERTO GIL E NANDO REIS

Palácio das Artes. Preços e horário ainda não informados. DIA 18 AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote). DIA 23

PÉRICLES

BH Hall. Às 22h. R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2), R$ 90 (arquibancada, inteira).

outubro DIA 17 PAUL MCCARTNEY

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).


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ARTES VISUAIS A Babel por Miguel Gontijo MIGUEL GONTIJO/DIVULGAÇÃO

Patrícia T r a b a l h a r Cassese com um excesso de elementos não é propriamente uma novidade na trajetória do artista plástico Miguel Gontijo. “É uma característica da minha obra, essa constante prevalece desde o início da minha carreira”, conta o mineiro (nascido em Santo Antônio do Monte, em 1949), prêmio Mário Pedrosa da Associação Brasileira de Críticos de Arte em 2011. Em “Babel”, exposição que acaba de inaugurar na Grande Galeria do Palácio das Artes, ele parte do mito bíblico para abordar questões como a incompreensão. A referência à célebre torre, citada no livro Gênesis do Antigo Testamento, é pertinente também para fazer uma alusão às várias obras públicas que são constantemente abandonadas país afora, gerando “elefantes brancos”. Babel, a torre cuja construção foi motivada pela vontade dos descendentes de Noé de que a obra alcançasse o céu, acabou suscitando, na lenda, a ira de Deus, ou Jeová, que decidiu, então, confundir, nos homens envolvidos na labuta, as línguas. Ao fim, um grande vento a teria derrubado. No caso das obras tocadas com dinheiro público, Miguel Gontijo lembra que basta “mudar um governo” para a população ter notícia de alguma.

exposições 3° SINAL: BELO HORIZONTE EM CENA Textos, figurinos, fotos e depoimentos que homenageiam o teatro. Museu Histórico Abílio Barreto Foyer (av. Prudente de Morais, 202, 3277-8575). 3ª, 6ª, sáb. e dom., 10h às 17h. 4ª e 5ª, 10h às 21h. Até julho.

ABRINDO A CAIXA A exposição da artista Lívia Moura remete ao mito de Pandora. dotART Galeria (r. Bernardo Guimarães, 911, 3261-3910). 2ª a 6ª, 9h às 19h; sáb., 9h às 13h. Até 24/6.

ALEXANDRE SEQUEIRA Fotos que retratam a cidade de Pedra Azul, sob a ótica de jovens moradores. Café do Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade). 3ª, 4ª, 6ª e sáb., 10h às 17h30, 5ª, das 10h às 21h30, dom., 10h às 15h30, Até 29/6.

A MARGEM: ÁGUA, CULTURA E TERRITÓRIO A história do rio das Velhas e a trajetória do Projeto Manuelzão pela revitalização de sua Bacia. Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, 3409-8350). 3ª, 4ª, 6ª, sáb. e dom., 10h às 17h; 5ª, das 10h às 21h. Até 18/6.

BABEL (Leia mais nesta página)

BARULHO

“Ou basta ligar o noticiário e constatar o número de obras abandonadas – escolas, hospitais, prédios públicos... Mesmo na transposição do Rio São Francisco há trechos abandonados. E esses abandonos não acontecem apenas pela falta do dinheiro, mas, em algumas vezes, pelo descaso mesmo. Vários quadros meus, presentes nesta mostra, transmitem uma sensação de abandono”, diz o artista. Ao todo, “Babel” reúne 60 obras, todas inéditas. Mas Miguel salienta que algumas foram iniciadas por volta dos anos 80, e estavam, até então, abandonadas. “Exclusivamente para esta exposição, fiz uma instalação, as pinturas e alguns trabalhos, que chamo de ‘brinquedos’, tridimensionais. Foram feitos usando figuras de ‘Guernica’ (o célebre painel pintado por Pablo Picasso em 1937)”. FRANCO-ATIRADOR Gontijo narra que o processo de elaboração das obras seguiu o fluxo livre da criação, sem amarras e prédeterminações. “A gente (referindo-se aos artistas) não tem certezas absolutas. Você se propõe a alguma coisa e pensa: será que vou dar conta? Uma coisa que estava na minha cabeça há oito meses, por exemplo, acabei não dando conta. Outros trabalhos, depois vi que não precisava ter feito. Mas a verdade é que certezas não são para os artistas”, pontifica ele.

Felipe Fernandes parte de formas simples como folhas, círculos e manchas. dotART (r. Bernardo Guimarães, 911, Funcionários, 3261-3910). 2ª a 6ª, 9h às 19h; sáb., 9h às 13h. Até 24/6.

BORDA Obras de Domingos Mazzilli, Juçara Costa e Rodrigo Mogiz evidenciam as potencialidades da técnica do bordado. PQNA Galeria do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, 3236-7400). 3ª a sáb, 9h30 às 21h; dom, 16h às 21h. Até 25/6.

CASA&MATÉRIA

Torre de Babel: Partindo da metáfora bíblica, Gontijo analisa o mundo atual, onde diferentes línguas coexistem e a tradução é cada vez mais necessária para que os homens possam se comunicar – ainda que a mensagem transmitida nem sempre seja recebida em sua completude

Independentemente, Gontijo ressalva o fato de que o artista não pode trabalhar sob o fantasma do medo. “A verdade é que, como artista, não tenho compromisso nenhum com verdade nenhuma. O artista é um franco-atirador. É inte-

ressante, existe, dentro dele, um cara que tem um CPF e um outro, o que faz a obra de arte. Tem um ser político e o que mora dentro da gente. Arte a gente faz, e, por meio dela, fala todas as bobagens que nos vêm à cabeça”, diverte-se.

Em tempo: “Babel” é um desdobramento de “Almanaque”, mostra que Gontijo apresentou ano passado, na Casa Fiat – só que se enveredando para outra direção. “Saí de uma iniciativa que falava sobre as facilidades que a cultura do alma-

naque sugerem para a babel, a confusão”.

vo do grupo, contam a história do Duelo. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737). 3ª a sáb., 9h30 às 21h. De 24/5 a 26/8.

da Liberdade, 210). 2ª a 6ª, 8h às 18h; sáb., 8h às 12h. Até sábado (20).

como tema o Hospital Colônia, fundado em outubro de 1903, em Barbacena. Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Balena, 586). 2ª a 5ª, 10h às 18h; 6ª e sáb., 10h às 20h; dom., 10h às 19h. Até 11/6.

Espaço Expositivo da Reitoria UFMG (av. Antônio Carlos, 6.627). De 2ª a 6ª, das 8h às 18h. Até 6/8.

EMPRESTA-ME TEUS OLHOS? A exposição dos Centros de Convivência de SaúdeMentaldeBHflagrahistóriasquemarcarama reforma psiquiátrica. CCBB BH (Pça da Liberdade, 450). 4ª a 2ª, 9 às 21h. Até 29/5.

ENI D’CARVALHO Mostra de pinturas táteis. Biblioteca Estadual Luiz de Bessa (Pça

ENTRE NÓS - A FIGURA HUMANA NO ACERVO DO MASP A exposição tem como eixo central a representação da figura humana. CCBB (Praça da Liberdade, 450). 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Até 26/6.

EU SOU, TU ÉS, ELE É, NÓS SOMOS, VÓS SOIS, ELES SÃO A nova série de Guilherme Bergamini tem WILLIAM GOMES/DIVULGAÇÃO

A mostra celebra a própria Casa do Baile. Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751). 3ª a dom., 9h às 17h; 5ª, 9h às 21h. Temporada indeterminada. Duas exposições: “Casa Kubitschek: Uma Invenção Modernista do Morar” e “Pampulha: Território da Modernidade”. Casa Kubitscheck (av. Otacílio Negrão de Lima, 4.188, , 3277-1586). 3ª a sáb., 10h às 17h. Temporada indeterminada

GUIGNARD E A PAISAGEM MINEIRA - O ANTES E O DEPOIS

IMPRESSÕES - MULHERES Gravuras de mulheres somando 52 obras de 43 artistas. cAsA - Obras Sobre Papel (av. Brasil, 75, 2534-0899). 2ª a 6ª, 10h às 19h. Até 30/5.

DONINHAS QUE PINTAM E BORDAM

NEM TUDO TEM QUE SER PRA SEMPRE

O universo feminino retratado pela artista Regina Meireles, com pinturas, ilustrações, bonecas de pano e objetos. Patrícia de Deus (r. Fernandes Tourinho, 145, Savassi). 2ª a 6ª, 9h às 19h; sáb., 9h às 14h. Até 31/5.

Fotografias, selecionadas a partir do acer-

Trabalho desenvolvido para uma vídeo escultura executada na Bélgica pela artista Regina Vater. dotART (r. Bernardo Guimarães, 911, Funcionários, 3261-3910). 2ª a 6ª, das 9h às 19h; sáb., 9h às 13h. Até 24/6.

Obras do artista. Galeria do Minas I (r. da Bahia 2244). 3ª a sáb., das 10h às 20h; dom. e feriados, 11h às 19h. Até 11/6.

CASA KUBTISCHECK

DUELO DE MC’S - UMA DÉCADA OCUPANDO AS RUAS

GREEN OU SINAL VERDE PARA O SAQUE DAS AMÉRICAS

A exposição de Renata Laguardia explora o gênero de retratos de grupo. Piccola Galleria – Casa Fiat (Praça da Liberdade, 10, Funcionários, 3289-8900). 3ª a 6ª, 10h às 21h; sáb., dom. e feriados, 10h às 18h. Até 28/5.

Inhotim A partir deste sábado (20), o público terá acesso a mais duas obras instaladas no Inhotim, ambas de Elisa Bracher: as esculturas “Embrionário” (foto) e “Equilíbrio Amarrado”

OLHAR REVISITADO A exposição é composta por obras doadas ao longo da história da Universidade.

Babel – Miguel >Gontijo Grande Galeria Alberto da Veiga Guignard do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Até 20 de agosto, de terça a sábado, das 9 às 21h; aos domingos, das 16 às 21h. Gratuito.

PALAVRAS VISÍVEIS: USOS DA TIPOGRAFIA EM BELO HORIZONTE A mostra explora a diversidade do uso da tipografia na capital mineira. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, 3277-8573). 3ª, 6ª, sáb e dom., 10h às 17h; 4ª e 5ª, 10h às 21h. Temporada indeterminada

PINTURA COLETIVA Um contraponto entre a delicadeza e a força na mostra “Sororidade Artística”. Casa Leopoldina (r. Leopoldina, 357, Santo Antônio). De 3ª a 6ª, das 14h às 21h; sáb., das 9h às 13h. Até 1/7.

PINTURA - OU A FOTOGRAFIA COMO VIOLÊNCIA Revela como a população paraense, amplamente negra e mestiça é retratada nas páginas policiais dos jornais, reunindo 30 pinturas dividida em nove séries. Galeria Genesco Murta do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). 3ª a sáb., 9h30 às 21h; dom., 16h às 21h. Até 13/8.

RUSÁ E LA DU RUSÁ Os registros do fotógrafo Tiago Aguiar em formato de selos postais sobre a Rusá, festa tradicional do Congado. CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737). 3ª a sáb., 9h30 às 21h. De 24/5 a 26/8.


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ARTES CÊNICAS Uma rainha fora dos padrões Patrícia Rainha da InCassese glaterra e da Irlanda de 1558 até sua morte, em 1603, Elizabeth Tudor é uma figura histórica cuja trajetória suscita um interesse que não se arrefece com o tempo – basta citar o sucesso do filme homônimo, de 1998, com a atriz Cate Blanchett como a monarca. Filha de Ana Bolena e Henrique VIII, a regente também é foco do espetáculo “Elizabeth Tudo Pode”, que se apresenta no Galpão Cine Horto no próximo final de semana. Aparentemente, uma peça infantojuvenil. Mas, sim, a chancela acaba soando redutora, pelo fato de, ao final das contas, a iniciativa contemplar todas as faixas etárias. Idealizadora da empreitada da Cia. YinsPiração Poéticas Contemporâneas (DF), Juliana Zancanaro conta que as crianças mais

novas podem até não assimilar todas as referências do texto, mas se rendem à música e ao cenário, coloridíssimo. Os já alfabetizados serão plenamente contemplados, enquanto aos pré-adolescentes, vão soar familiares algumas das referências espraiadas sem didatismos no texto, como “absolutismo” ou “Companhia das Índias”. Finalmente, aos adultos é reservada uma série de “piadas particulares”. “A diretora fica até contrariada quando dizem peça infantil’, brinca Juliana, referindo-se à colega Luciana Martuchelli, que também assina a criação do cenário, feito pelo artesão Virgílio Mota. Em cena, Juliana vive Alexandria, uma referência à célebre biblioteca que existia na cidade egípcia de mesmo nome. Além dela, o palco recebe William Shakespeare (Similião Aurélio), contemporâneo da monarca, enquanto Filipe Lima dá vida a 37 per-

Sex. a dom. 26 a 28.mai

SARTORIY/DIVULGAÇÃO

Juliana Zancanaro interpreta Alexandria, referência à famosa biblioteca do mundo antigo

sonagens, que saem dos livros incorporados em bonecos. Caso de Dona Cesárea, uma traça tão milenar quanto gourmet – só devora bons livros. Ah, sim. O no-

me é uma brincadeira com Julio César, o imperador romano a quem o famoso incêndio de 48 a.C – que destruiu aquele que era considerado um centro do saber

– é creditado. Juliana conta que, na gênese, a ideia era fazer uma montagem destinada ao público adulto. A ideia de contemplar o infantojuvenil

veio da lembrança do fascínio que a realeza exerce sobre ele. “Mas, no âmbito da ficção, ao final, sempre há o: ‘e viveram felizes para sempre’, o que, na vida real, nem sempre acontece. Elizabeth, por exemplo, nunca se casou”, diz ela, revelando que todo o cuidado do mundo foi tomado ao tangenciar fatos mais cabulosos, como a decapitação (de Ana Bolena). Em tempo: a peça virou livro, que será comercializado na temporada mineira. E no sábado (27), após a sessão, haverá bate-papo com o público sobre o processo de criação, teatro, história e sobre a relevância do protagonismo feminino na história e nas artes.

>PodeElizabeth Tudo

Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613). Dias 26 (sexta), às 19h; e 27 (sábado) e 28 (domingo), às 16h. R$ 20(inteira)


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ARTES CÊNICAS Falando de sexo abertamente Jessica Era para ser Almeida só um esquete que a atriz, dramaturga e advogada argentina Mónica Salvador escreveu para apresentar na despedida de solteira de uma amiga. Mas o texto, sobre os desafios de manter a rotina sexual com um único parceiro, fez tanto sucesso, quefoi transformado no monólogo“Como Ter Sexo a Vida Toda com a Mesma Pessoa”, e já está há dez anos em cartaz. A versão brasileira, estrelada por Tania Bondezan, 61, sob a direção de Odilon Wagner, estreou há cinco, e passa por Belo Horizonte neste fim de semana (dias 20 e 21). Foi um fotógrafo de Buenos Aires, que a atriz conheceu no set da novela “Terra Nostra”, em 1999, que lembrou dela para o papel, quando viu o espetáculo, já de volta à sua terra natal. Ele tentou encontrá-la, mas acabou chegando ao diretor e amigo de Tania. Juntos, eles embarcaram no projeto. Entre o esquete e o monólogo, Mónica se debruçou sobre estudos de sexólogos, psiquiatras e psicólogos para embasar seu texto. “Ela teve uma ideia mui-

to interessante, criativa, que conseguiu amarrar a fatos científicos e o grande lance é que fez isso de maneira muito engraçada e legal de assistir”, comenta a protagonista brasileira. Em cena, Dra. Annetta Poché, sexóloga búlgara formada na Sorbonne, apresenta ao público técnicas para manter ativa a vida sexual dos casais. “Ela propõe que conversem, façam exercícios de toque, manda buscarem lugares inusitados. Ela começa muito comportada,deóculos, cabelinho preso. Conforme a coisa vai indo, arranca os óculos, solta o cabelo, arregaça as mangas, vai se entusiasmando”, conta a atriz. IDENTIFICAÇÃO Ver a reação das pessoas na plateia é dos aspectos mais recompensadores para ela. “Quando vão em casais, ficam se cutucando. Eu faço perguntas que não são para serem respondidas, mas as pessoas respondem, se sentem muito à vontade. Já fiz essa peça em várias regiões do país e, independente do lugar, da formação, da faixa socioeconômica e mesmo se heterossexuais ou gays, todo mundo reage parecido. Porque todo mundo teve ou vai ter uma relação”, observa.

ROBERTO WAGNER/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 20 e 21.mai.

A atriz Tania Bondezan já levou o monólogo a várias partes do país e diz que a reação do público costuma ser parecida

“

Talvez eu substitua outra vez a Nívea Maria na peça ‘A Última Sessão’, mas por ora estou focada no monólogo

A relação que se estabelece, no fim das contas, é quase que a de um seminário mesmo. “Apesar de viver num país tão sexualizado, ninguém fala de sexo de verdade. Fala-se de bunda, peito, mulheres seminuas, mas dificilmente os casais estabelecem uma relação de falar um pro outro do que gosta, o que quer. Quando se veem representados, os homens, principalmente, acabam rindo. E quando se ri do tema, metade do problema está resolvida”, analisa.

PARA BAIXINHOS Recentemente, Tania teve duas experiências com o público infantojuvenil. Uma delas foi a novela “Cúmplices de um Resgate”, encerrada no fim do ano passado. “Fiquei bege, meu Instagram chegou a 350 mil seguidores. Eles participam,reconhecem,é um carinho enorme”, diz. A outra é a peça “Branca de Neve e Zangado”. “Fuiconvidada pelaJuliana Baroni, que contracenou comigo na novela, o texto é do marido dela, Eduardo Moreira.Éumaversão do clás-

sico conto de fadas, só com um anão, e a Branca de Neve se encanta por ele, provando que às vezes o príncipeé um chato”, afirma. O espetáculo volta ao cartaz em São Paulo este ano, mas sem Tania, que focará no monólogo.

Ter Sexo a >VidaComo Toda com a Mesma Pessoa

Com Tania Bondezan. Direção. Odilon Wagner .Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Nestes sábado (20), às 21h, e domingo (21), às 19h. R$ 80 (inteira)

Chico Buarque para crianças Procurando bem, todo mundo tem uma ligação afetiva com algum verso de Chico Buarque – até mesmo a bailarina. É que o compositor carioca criou considerável obra para o público infantil – dentre elas, escreveu “Os Saltimbancos” para o teatro e a trilha para a versão com Os Trapalhões para o cinema. E Mariana Arruda, atriz e pesquisadora do Grupo Maria Cutia de Teatro, imergiu nesse universo lúdico da obra do compositor para criar o espetáculo “ParaChicos”, que estreia neste domingo (21), no Sesc Palladium. O show cênico traz Mariana no papel da desengonçada bailarina Begônia, que sonha ser perfeita e vai se descobrindo uma artista muito mais completa do que imaginava quando adentra o universo dos palhaços e do circo. Acompanhada de uma banda, Mariana traça a história de Begônia com canções essenciais deste recorte da

obra de Chico. O trabalho vocal é fruto de uma pesquisa desenvolvida por Mariana, sob orientação da professora de canto Babaya, com quem trabalha há cerca de dois anos desenvolvendo métodos e estudos sobre as formas de canto e interpretação, e como eles auxiliam o artista a conduzir a narrativa de um espetáculo musical. “A aceleração, a mudança de timbre, o volume são elementos que ajudam a conduzir a narrativa do espetáculo. Mais do que cantar bem, com afinação, é poder contar a história”. Além das canções d’Os Saltimbancos, outras como “A Banda”, “João e Maria”, “Paratodos” e “Valsa dos Clowns” também foram lembradas no espetáculo. Apesar de não configurarem exemplares do gênero infantil, têm em si a atmosfera da infância, uma inocência de sentimentos que, para a artista, “lembram a ingenuidade do olhar da criança e do palhaço também”. “A poesia des-

Dom. 21.mai.

TATI MOTTA/DIVULGAÇÃO

Mariana Arruda interpreta a bailarina Begônia no espetáculo infantil “ParaChicos”

sas composições é reconstruída no cenário, com uma iluminação bem poética, feita por Richard Zaira e Pedro Paulino”, completa. MEMÓRIA AFETIVA “Eu sou de São Francisco, no interior de Minas Gerais, e minha mãe, desde

que eu era bebê, realizava várias serestas na cidade e me levava no carrinho, então, fui ninada no meio dessas rodas de músicos, com ela cantando. Essas músicas foram as que me marcaram na infância. Por causa desses cantos, cresci admirando Nara Leão e Elis Regi-

na, ídolos um tanto peculiares para uma criança.” A performance do personagem do palhaço é objeto frequente na pesquisa do Grupo Maria Cutia. Há 11 anos, o grupo realiza mergulhos profundos nas formas de linguagem das artes cênicas, principalmen-

te a atuação do palhaço que também canta. “Estamos muito felizes em poder fazer outra peça voltada para o público infantil. Nos preocupamos em fazer espetáculos com faixa etária livre, mas esse foi direcionado para o público infantil, uma forma de apresentar as canções do Chico de uma maneira lúdica. Não queremos nos prender nas canções de ninar também. Às vezes, pensamos que as crianças só se interessam por elas e não gostam de peças dramáticas, o que é um engano: as crianças adoram ver coisas sensíveis. Gostaria que os pequenos já saíssem cantarolando as canções”, brinca Mariana. (João H. Motta, sob supervisão de Marília Mendonça)

> ParaChicos

Com Mariana Arruda, do Grupo Maria Cutia Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Neste domingo (21), às 16h. R$ 5 (inteira)


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ARTES CÊNICAS teatro adulto BELATRIZ

Dir. Antônio Rodrigues Com Antônio Rodrigues e Harley Winter O encontro de um traficante foragido da polícia e um homem que usa a imaginação para fugir de sua realidade. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (20), às 20h; dom. (21), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado).

BISPO

Dir. João Miguel Com João Miguel O espetáculo solo do ator dialoga com a lógica do artista sergipano Arthur Bispo e a sua visão da Virgem Maria. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (20) e dom. (21), às 20h. R$ 40 (inteira).

CERTOS RAPAZES – O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA

Dir. Maurício Canguçu O espetáculo conta a história da paixão entre um casal homossexual. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). De 25/5 a 11/6.

COMO TER SEXO A VIDA TODA COM A MESMA PESSOA (Leia mais na página 20)

ELIZABETH TUDO PODE (Leia mais na página 19)

GRITOS

Dir. André Curti e Artur Luanda Ribeiro Com Cia Dos a Deux O espetáculo narra três histórias, que abordam temas ásperos. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 12/6.

HAPPY HOUR

Dir. Éder Rodrigues e Sérgio Nicácio Com Mayombe Grupo de Teatro O encontro ocasional de dois homens para um Happy Hour acaba desencadeando um duelo entre eles. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 28/5.

IMPROVÁVEL

(Leia mais nesta página)

TOMÁS ARTHUZZI/DIVULGAÇÃO

NOS PORÕES DA LOUCURA

Com Teatro Universitário da UFMG Uma corte de cinco mascarados saem pela cidade. Parque Municipal Américo Renné Gianetti (portão principal da av. dos Andradas). Dom. (21), às 11h.

Dir. Luiz Paixão Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues A trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, onde cerca de 60 mil pessoas morreram desde a sua fundação. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 12 (postos Sinparc). Até 11/6.

dança US4

Jovens coreógrafos abordam linguagens e possibilidades diferentes em quatro espetáculos. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (20), às 21h. R$ 10 (inteira).

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO

Texto Carlos Simões Com Marcelo Ricco A história de Jonas, um rapaz que tenta encontrar uma mulher pra se casar. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (20), às 20h; dom. (21), às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

OS INOCENTES

Dir. Marco Amaral Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis Oito inocentes são colocados em uma cela para arrancar de um revolucionário capturado, os nomes de quem os financia. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. e sáb., às 20h. R$ 40 (inteira). Até 27/5.

S/TÍTULO, ÓLEO SOBRE TELA

Dir. Gustavo Bones e Mariana Maioline Com Cristiane Andrade, Jésus Lataliza, Igor Leal Políticos se reúnem para decidir o futuro do quadro da independência, que descobrem ser ilegítimo. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Neste sáb. (20) e dom. (21), às 20h. R$ 20 (inteira).

T3DDY

Dir. Lucas Olioti Com Lucas Olioti O youtuber interpreta o showman responsável pelo “The T3ddy Show”, um programa onde o ator interage com o público. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Dom. (21), às 17h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).

UM INTERLÚDIO: A MORTE E A DONZELA

Dir. Wilson Oliveira Com Christiane Antuña, Gustavo Werneck, Nivaldo Pedrosa Um jogo psicológico entre uma mulher que jura ter reencontrado seu carrasco, seu marido e o acusado. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro,

circo Mayombe Grupo de Teatro estreia seu novo espetáculo, “Happy Hour”, no Espaço 171 3236-7400). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 28/5.

3277-6325). Dom. (21), às 10h e às 16h. R$ 15 (inteira).

VARIAÇÕES SOBRE UM TEMA AMARELO

JOÃO-DE-BARROS

Dir. Lucas Vasconcelos Com Alice Vieira, Camila Trindade, Felipe Vaz Uma nova leitura para o clássico feminista “O Papel de Parede Amarelo”. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (26) e sáb. (27), às 20h; dom. (28), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

teatro infantil AS AVENTURAS DE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS

Dir. Marcos Malafaia Com Grupo Giramundo A história recontada por bonecos ganha contornos contemporâneos com a trilha de Fernanda Takai. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Qua. (24), às 20h. R$ 40 (inteira).

DE MALA ÀS ARTES

Dir. Rodrigo Robleño Com Cia Circunstância Um espetáculo de palhaços inspirado nas histórias de Pedro Malasartes. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro,

EM CENA JEFFERSON LIMA/DIVULGAÇÃO

Barbixas de Humor comemoram dez anos de 6 Cia. “Improvável” com apresentação no Teatro Sesiminas

Criado em 2007, o espetáculo de humor e improvisação da Cia. Barbixas tem uma longa e sólida trajetória por Belo Horizonte: até hoje foram 67 apresentações e mais de 44 mil espectadores na cidade. Para celebrar o marco da primeira década do espetáculo, a companhia se apresenta no Teatro Sesiminas. Durante as seis sessões que acontecem na próxima semana, o ponto de partida de “Improvável” é o mesmo: conduzidos por um mestre de cerimônias, o trio recebe sugestões da plateia para um jogo de improvisação Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181) Quando Sexta (26), às 20h e às 22h; sábado (27), às 19h e às 21h; domingo (28), às 18h e às 22h Quanto R$ 70 (inteira)

Dir. Charles Valadares Com Charles Valadares Um menino criou um mar em seu quintal. Em uma de sua viagens, João descobre que precisa salvar um povo. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Dom. (21), às 16h. R$ 12 (inteira).

O MENINO MAIS RICO DO MUNDO

Dir. Diego Benicá Com Marcelo Ricco Um pequeno catador de papel convida a plateia para um dedo de prosa. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (20) e dom. (21), às 16h. R$ 20 (inteira); R$ 10 (postos Sinparc).

PARACHICOS

(Leia mais na página 20)

UM BAÚ DE FUNDO FUNDO

Com Grupo Giramundo A peça é um conjunto de estórias, lendas e cantigas populares. Museu Giramundo (r. Varginha, 235, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 15. Até 4/6.

teatro de rua INTERMITENTES OU VAI E VEM

Dir. Rogerio Lopes Com Teatro Universitário da UFMG Como um balão que de repente estoura, eles surgem. Caminham e descobrem o que há ao seu redor. Av. Augusto de Lima com r. Rio de Janeiro (próximo ao Sesc Palladium). Sáb., às 15h30. Até 27/5.

MOSTRA DE TEATRO LAMBE LAMBE

Com Coletivo EmCaixa Espetáculos curtos, onde um único espectador assiste cada peça através de um visor e fones de ouvido. Parque Municipal Américo Renné Gianetti (av. Afonso Pena, 1377, centro). Dom. (21), das 10h às 12h. R$ 2.

SEIS PERSONAGENS À PROCURA DE UM LUGAR

Dir. Rogerio Lopes Com Teatro Universitário da UFMG Ao anoitecer, seis estranhas figuras estão à procura de um lugar. Av. Santos Dumont, 174. Sex. (26), às 18h.

TRINCAMATRACA: UMA MASCARADA DE RUA Dir. Rogerio Lopes

ATIARE’S CIRCUS

A trupe traz malabaristas, equilibristas e muito mais para debaixo da sua lona. Espaço Cênico Yoshifumi Yagi do Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Qua. a sex., às 20h; sáb., às 16h e às 20h; dom., às 16h, às 18h e às 20h. R$ 20 (inteira). Até 4/6.

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (20) Homem Bomba (com Luiz Arthur) Guardo meus rancores com o maior carinho (com Gu Freitas) Coisas boas acontecem de repente (com Cynthia Paulino) Domingo (21) Lady Macaxeira (com Denise Lopes) Ponto do Prazer (com Mariana Rabelo) Trago Verdades (com Débora Vieira) La Movida Microteatro Bar (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). Sex. e sáb., das 18h às 1h; dom., das 17h às 23h. R$ 8 (por peça).


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ARTES CÊNICAS Teló e o universo do sertanejo Patrícia A proposta é Cassese ousada. Mas as apresentações lotadas país afora parecem comprovar que o público embarcou na aventura proposta pelo cantor Michel Teló: a de colocar em repasse a história da música sertaneja. “Bem Sertanejo – O Musical” chega a Belo Horizonte em clima de superprodução, com 11 atores em cena (Teló incluso). “A verdade é que estou muito orgulhoso, mas sou até suspeito, porque é um projeto que idealizei há muito tempo. Fico muito emocionado em todas as cenas”. O paranaense de 36 anos, você se lembra, despontou na mídia há seis anos com o sucesso “Ai Se eu Te Pego”. Em 2014, estrelou um quadro no programa “Fantástico”, da Globo, homônimo ao espetáculo que capitaneia agora. Foi justamente ali que veio a ideia de

um desdobramento a essa espécie de documento de uma história que finca suas raízes na chamada “música caipira”. Durante cerca de dois anos, a produção se debruçou sobre livros – como “Música Caipira – da Roça ao Rodeio”, de Rosa Nepomuceno – e, claro, discos. Muitos. Passarelas de moda também, em particular, as percorridas pelas criações das grifes italianas Gianni Versace e Roberto Cavalli. Pode parecer estranho, mas esse universo também serviu de referência para a elaboração dos figurinos, assinados por Marcelo Olinto – que se inspirou ainda nas telas de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e, principalmente, Almeida Junior. O repertório certamente vai emocionar tanto o público da urbe quanto aquele que veio do interior. “O êxodo rural, aquela coisa de ouvir a música no interior, na roça, o momento em que a música sertaneja agregou outros instrumen-

Sáb. e dom. 27 e 28.mai

BRUNO FIORAVANTI/DIVULGAÇÃO

Ao centro do elenco, Michel Teló, que quer resgatar o sertão que existe em cada um que for assistir ao espetáculo

tos... Cada uma (das músicas que compõem o repertório) me toca de forma diferente”, analisa Teló. “Mas tem uma chamada ‘Poeira’ que acho muito bonita. E ‘Caipira’, que fala dessa coisa do caipira, e todo o respeito que eles merecem”, acrescenta o cantor, que coloca a sua voz a servi-

ço de clássicos como “Romaria”. “Essa, um hino. Me emociono muito”. Pai de Melinda e de Teodoro (este, ainda na barriga da mãe, a atriz Thaís Fersoza), Teló vem se dividindo entre família, turnê e a nova temporada do quadro Bem Sertanejo no Fantástico. “É complicado,

mas tudo se ajeita. A gente aprende a dividir o tempo. De todo jeito, após essa temporada, quero tirar uns dias para cuidar desse momento especial que estou vivendo. Mas neste ano ainda tem o lançamento do DVD ‘Bem Sertanejo’, gravado em Curitiba, em março, com várias participa-

ções”. Sobre ser ator, ele compartilha: “Um desafio, porque não é só decorar falas. Mas sim, um desafio maravilhoso”.

“Bem Sertanejo >o Musical”

Minascentro (av. Augusto de Lima, 785). Dias 27 (sábado), às 22h, e 28 (domingo), às 16h e e 20h. A partir de R$ 50 (inteira, setor IV).

ESPAÇO DO CONHECIMENTO/DIVULGAÇÃO

ISMAEL SOARES/DIVULGAÇÃO

Espetáculo “Campo Santo” está de volta a BH Em sua sexta temporada na capital mineira, o espetáculo volta em meio ao quente cenário político nacional. A montagem traz à tona temas como o machismo a pedofilia e a identidade de gênero através da história de uma vila onde seus personagens são desmascarados aos poucos, revelando a hipocrisia, a alienação e os fantasmas sociais de um povo. Onde Funarte (r. Januária, 68, centro) Quando Dias 26 e 27 (sexta e sábado), às 20h, e 28 (domingo), às 19h Quanto R$ 20 (inteira, na bilheteria)

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conversa com Charles 6 Uma Darwin sobre Ciência e Religião O Espaço do Conhecimento UFMG apresenta a Intervenção Teatral: Ciência e Religião. O espetáculo compõe a programação da Semana Internacional de Museus. Na intervenção, o personagem do famoso cientista mostra aos visitantes como essas culturas produzem seus conhecimentos. Confira mais atividades especiais do museu no site www.espacodoconhecimento.org.br Onde Espaço do Conhecimento UFMG (praça da Liberdade, próximo à av. Bias Fortes) Quando Neste sábado (20), às 16h Quanto Entrada Gratuita


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CINEMA Terror social em “O Rastro” IMAGEM/DIVULGAÇÃO

Daniel Cinema é a Oliveira conjunção de vários elementos – roteiro, atuações, fotografia, design de produção, figurino, direção – e mentes as mais diversas que precisam se harmonizar em um todo coeso. É um pequeno milagre, uma tempestade perfeita que, quando não dá certo, pode resultar em um Frankenstein – não o filme, mas o monstro. Infelizmente, esse é o caso do nacional “O Rastro”, que estreia esta semana. Existe um desencontro entre o roteiro de Beatriz Manella e André Pereira – que parece querer fazer um suspense de conotações sociais – e a direção do estreante J.C. Feyer, que realiza essa proposta puxando para um terror mais clássico. E o resultado não satisfaz nem como um, nem outro, desperdiçando uma boa ideia. A trama segue o médico João Rocha (Rafael Cardo-

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 20 (sábado) e 21 (domingo)

estreias ANTES QUE EU VÁ (Before I Fall, EUA, 2017, 1h40, 12 anos) Dir. Ry Russo-Young. Com Zoey Deutch, Elena Kampouris, Halston Sage. Samantha Kingston é uma jovem com uma vida perfeita, que chega a um final abrupto no dia 12 de fevereiro. Porém, segundos antes de morrer, ela terá a oportunidade de mudar a sua última semana. BH Shopping 6: 13h10, 15h50, 18h10, 20h50 Boulevard 4: 14h10, 16h20,21h Cidade 5: 14h20(*), 16h40,

so), encarregado de supervisionar a transferência de pacientes após o fechamento de um hospital público carioca. Quando uma garota que estava na UTI desaparece, ele embarca numa busca obsessiva pelo paradeiro da menina – o que coloca em risco sua vida e a de sua esposa grávida, Leila (Leandra Leal). Enquanto a direção sóbria e tensa de Feyer e a fotografia azulada e sombria de Gustavo Hadba constroem um típico terror psicológico, o roteiro está mais interessado em fazer um comentário sobre a corrupção e o descaso com a saúde pública no país. Só que o primeiro é sabotado pela performance fraca e sem carisma de Cardoso e pela montagem arrastada e sem ritmo de Tainá Diniz e Marcio Hashimoto – que precisa recorrer ao batido sobe som para arrancar sustos, sem conseguir construir um real envolvimento do espectador. E o segundo tropeça em personagens rasos e no reiterado uso do telejornalismo como fonte

de exposição – algo que funciona da primeira vez, mas empobrece bastante a produção com seu exagero. O produto final é esquizofrênico, que se perde de vez no terceiro ato. Feyer faz uso de uma elipse que redireciona o mistério central de “O Rastro” para uma conspiração maior, cujo segredo acaba entregue pelo onipresente telejornal. Com isso, a questão central da jornada de João é levemente chutada para escanteio, sem ser claramente esclarecida no final. Quem tenta salvar essa confusão do fim é Leandra Leal, que exibe seu talento habitual quando Leila é alçada ao primeiro plano e mostra que, se o longa fosse centrado nela, poderia até funcionar. No fim, “O Rastro” se destaca por aspectos técnicos – especialmente a bela fotografia e a boa, ainda que exagerada, edição de som. Narrativamente, porém, ele desperdiça uma boa ideia, nunca se decidindo entre discurso político, suspense e terror.

18h50(*), 20h50(*) Contagem 3: 14h20(*), 16h40, 18h50(*), 20h50 Del Rey 4: 14h30, 16h30, 18h40, 20h40, 22h30(somente sábado) Diamond 3: 19h, 21h40 Itaú Power 2: 14h30(*), 19h(*), 21h05 Minas 2: 16h30 e 21h15(*) Minas 4: 14h(*) Pátio Savassi 1: 11h40, 14h15, 16h45, 19h15, 21h30

21h10(*) Del Rey 6: 14h20(*), 16h40, 18h50(*), 20h50, 23h(*)(somente sábado) Diamond 1: 13h50, 16h50, 19h40, 22h10 Itaú Power 4: 14h, 16h10, 18h25, 20h50(*) Minas 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30(*) Monte Carmo 1: 14h30(*), 16h40, 18h50(*), 21h Pampulha 2: 15h(*) 17h05, 19h10(*) e 21h15(*) Paragem 2: 14h, 16h10, 18h20, 20h40 Partage Shopping Betim 6: 14h15, 16h50, 19h30, 21h50(*) Pátio Savassi 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h, 23h55(somente sábado) Shopping Estação 4: 14h30, 17h, 19h45, 22h15(*) Shopping Norte 5: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50(*) Via Shopping 2: 13h50, 16h, 18h10, 21h(*)

(*) Sessões dubladas

CORRA! (Get Out, EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Jordan Peele. Com Daniel Kaluuya, Allison Williams, Catherine Keener. Chris é um fotógrafo negro prestes a conhecer a família de sua namorada caucasiana, Rose. Com o tempo, ele percebe que a família esconde algo muito mais perturbador. BH Shopping 5: 13h30, 16h20, 18h50, 21h10 Big Shopping 3: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50(*) Boulevard 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h40 Cidade 2: 11h50(somente domingo), 14h, 16h10, 18h20, 20h40(*) Contagem 4: 14h40(*), 16h50, 19h(*),

(*) Sessões dubladas

EU, OLGA HEPNAROVÁ (Já, Olga Hepnarová, República Tcheca/ Polônia/Eslováquia/França, 2017, 1h45, 16 anos) Dir. Petr Kazda, Tomás Weinreb. Com Michalina Olszanska, Klára Melísková, Martin Pechlát. Olga Hepnarova cresceu numa família que nunca a aceitou, por ser homossexual. Alienada e solitária, ela fará escolhas trágicas que a levarão a cometer atos que marcaram a história. Cine 104: 20h40(somente sábado)

UM HOMEM DE FAMÍLIA (A Family Man, EUA, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Mark Williams. Com Gerard Butler, Gretchen Mol, Max Jenkins. Dane Jensen, implacável headhunter corporativo, está disputando a chance de substituir o chefe da empresa, prestes a se aposentar, mas uma tragédia familiar faz com que ele coloque na balança suas prioridades. Belas 1: 14h, 16h30, 21h30 Diamond 6: 19h20, 22h Ponteio 2: 13h45, 16h20, 18h50, 21h20

O RASTRO (O Rastro, Brasil/ EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. J. C. Feyer. Com Rafael Cardoso, Leandra Leal, Natália Guedes. João Rocha, jovem médico em ascensão, supervisiona a transferência de pacientes quando um hospital público é fechado. Quando uma criança desaparece, ele é levado a uma jornada obscura e perigosa.

Rafael Cardoso e Leandro Leal vivem um casal assombrado por uma busca

BH Shopping 9: 14h50, 17h15, 19h40, 22h10 Boulevard 1: 15h30, 17h20, 19h10, 21h Cidade 1: 14h30, 16h30, 18h40, 20h30 Contagem 7: 15h, 17h, 19h, 21h Del Rey 7: 15h20, 17h10, 19h, 21h, 22h50(somente sábado) Itaú Power 1: 15h20, 17h10, 19h, 21h10 Minas 6: 15h20, 17h10, 19h e 21h10 Via Shopping 5: 15h30, 17h10, 19h, 21h10 Shopping Estação BH 5: 14h15, 16h30, 18h45, 21h Monte Carmo 2: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Pampulha 4: 14h10, 16h, 17h50, 19h40, 21h30 Partage Shopping Betim 5: 19h40, 22h Partage Shopping Betim 7: 14h10, 16h20 Pátio Savassi 8: 11h30, 14h, 16h15, 19h30, 21h40

REI ARTHUR – A LENDA DA ESPADA (King Arthur: Legend of the Sword, EUA/ Austrália/Reino Unido, 2017, 2h05, 14 anos) Dir. Guy Ritchiey. Com Charlie Hunnam, Astrid Bergès-Frisbey, Jude Law. Arthur é um jovem das ruas que controla os becos de Londonium e desconhece sua predestinação até o momento em que entra em contato pela primeira vez com a Excalibur. Betim 1: 13h30, 18h30 (*) Boulevard 2: 13h50, 21h20 Boulevard 4: 18h30 Cidade 7: 13h20, 15h45, 18h10, 20h40(*) Contagem 6: 13h20, 15h45, 18h10, 20h50(*) Del Rey 1: 15h40 Del Rey 3: 18h20 Itaú Power 5: 13h30,18h30(*) Minas 1: 13h40, 18h40(*) Via Shopping 1: 16h(*) Via Shopping 4: 13h30, 18h30(*) Big Shopping 2: 18h10(*) Shopping Norte 3: 18h10 (*) Shopping Estação 1: 12h30, 15h15, 18h, 20h45 (*) Monte Carmo 3: 15h40, 20h50 (*) Pampulha 6: 14h,19h (*) Partage Shopping Betim 7: 18h30,21h20 (*) Sessões 3D: Betim 1: 16h, 21h (*) BH Shopping 2: 13h, 16h, 19h, 21h50 BH Shopping 3: 14h10, 17h05, 20h10 (*) Big Shopping 1: 16h, 18h20, 20h40(*) Boulevard 2: 16h20,18h50

Cidade 4: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Contagem 1: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Del Rey 1: 23h20(somente sábado) Del Rey 2: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h10 ( Diamond 2: 18h10 Diamond 5: 14h20, 17h10, 20h Itaú Power 5: 16h e 21h10 (*) Minas 1: 16h10, 21h10 (*) Monte Carmo 5: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Pampulha 1: 14h05(*), 16h30(*), 18h55, 21h20(*) Paragem 5: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Partage Shopping Betim 1: 14h30, 17h40, 20h30 (*) Pátio Savassi 2: 19h, 21h50 Pátio Savassi 5: 12h30, 15h15, 18h, 20h50, 23h40(somente sábado) Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Shopping Estação 3: 13h30, 16h15, 19h, 21h45 (*) Shopping Norte 1: 16h, 18h20, 20h40 (*) Via Shopping 4: 16h, 21h (*) (*) Sessões dubladas

SOBRE VIAGENS E AMORES (L’Estate Addosso, EUA/Itália, 2017, 1h43, 14 anos) Dir. Gabriele Muccino. Com Matilda Lutz, Brando Pacitto, Joseph Haro. Moradores de São Francisco, nos EUA, um casal gay decide acolher um casal de viajantes desconhecidos da Itália, Maria e Marco. Os quatro se envolvem em uma relação improvável. Belas 1: 19h

em cartaz ALÉM DAS PALAVRAS (A Quiet Passion, Reino Unido/Bélgica, 2016, 2h05, 12 anos) Dir. Terence Davies. Com Cynthia Nixon, Jennifer Ehle, Jodhi May. História da grande poeta norte-americana Emily Dickinson, desde os primeiros dias como uma jovem estudante até seus últimos anos como uma artista reclusa e praticamente irreconhecida. Belas 3: 18h30

ALIEN: COVENANT (Alien: Covenant, EUA, Reino Unido,

2017, 2h02, 14 anos) Dir. Ridley Scott. Com Michael Fassbender, Billy Crudup, Katherine Waterston. 2104. Viajando pela galáxia, os tripulantes da nave colonizadora Covenant encontram um planeta inexplorado. Encantados, eles ignoram os terríveis segredos do local, com David como habitante solitário. Betim 3: 13h20, 21h (*) BH Shopping 10: 15h BH Shopping 4: 13h50, 16h40, 19h20, 22h Big Shopping 2: 15h50 e 20h30(*) Boulevard 5: 16h15, 21h15 Boulevard IMAX: 13h30, 18h45 Cidade 6: 16h10, 18h45, 21h10 (*) Contagem 8: 13h25, 15h50, 18h15, 20h40 (*) Del Rey 3: 13h30(*), 15h50(*), 21h10 Diamond 2: 12h30, 15h10, 21h Diamond 6: 16h30 Itaú Power 6: 15h50, 18h15(*) Minas 5: 13h10 e 18h30(*) Monte Carmo 4: 13h30(*), 18h35 Pampulha 3: 18h50 e 21h10(*) Paragem 1: 15h50, 20h50 Partage Shopping Betim 2: 13h50, 16h30, 19h10, 22h10(*) Pátio Savassi 8: 12h20, 15h, 17h45, 20h30, 23h30(somente sábado) Shopping Estação 1: 23h30(*)(somente sábado) Shopping Estação 6: 22h30(*) Shopping Norte 3: 15h50 e 20h30(*) Via Shopping 1: 13h30, 21h(*) (*) Sessões dubladas

A AUTÓPSIA (The Autopsy of Jane Doe, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h26, 14 anos) Dir. André Øvredal. Com Emile Hirsch, Brian Cox, Ophelia Lovibond. Tommy Tilden e Austin Tilden, seu filho, comandam o necrotério de uma pequena cidade. Certo dia, uma mulher desconhecida é encontrada morta, e eles tentam descobrir sua identidade, colocando suas vidas em perigo. BH Shopping 10: 12h30

BEDUÍNO (Brasil, 2016, 1h15, 12 anos) Dir. Júlio Bressane. Com Alessandra Negrini, Fernando Eiras. Um casal bastante curioso torna-se dramaturgo de sua própria existência, na qual a arte surge acompanhada de uma singular pretensão metafísica, a partir de repetidas e variadas representações. Cine 104: 18h(somente sábado)


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CINEMA UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

em cartaz (continuação) A CABANA

(The Shack, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Stuart Hazeldine. Com Sam Worthington, Octavia Spencer, Tim McGraw. Um homem atormentado após perder a filha mais nova recebe um chamado misterioso e retorna à cabana onde o corpo dela foi encontrado para receber uma lição de vida. BH Shopping 1: 12h, 15h30, 18h30, 21h30 Big Shopping 4: 18h(*) Boulevard 5: 18h40 Cidade 8: 13h, 18h15(*) Contagem 2: 13h10, 18h20(*) Del Rey 5: 13h10, 18h30(*) Diamond 4: 11h20, 14h40, 17h30, 20h30 Itaú Power 3: 13h10, 18h20(*) Minas 4: 16h, 18h35, 21h10(*) Monte Carmo 4: 16h(*) Pampulha 5: 13h55 e 18h55(*) Paragem 3: 18h25 Partage Shopping Betim 4: 14h, 17h05 e 20h50(*) Pátio Savassi 4: 12h40, 15h30, 18h45 e 22h Shopping Estação 6: 16h45(*) Via Shopping 1: 18h30(*) (*) Sessões dubladas

O CIDADÃO ILUSTRE

(El Ciudadano Ilustre, Argentina, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Mariano Cohn, Gastón Duprat. Com Oscar Martinez, Andrea Frigerio, Dady Brieva. Daniel Mantovani, escritor argentino e vencedor do Prêmio Nobel radicado há 40 anos na Europa, volta ao povoado onde nasceu e que inspirou a maioria de seus livros para receber o título de cidadão ilustre. Belas 2: 14h, 18h50, 21h20 Belas 3: 11h (*) Paragem 1: 18h20 Pátio Savassi 2: 13h Ponteio 3: 13h45, 18h45, 21h15 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

O DIA DO ATENTADO

(Patriots Day, EUA, 2017, 2h09, 14 anos) Dir. Peter Berg. Com Mark Wahlberg, John Goodman, Kevin Bacon. Após os atentados terroristas à Maratona de Boston em 2013, um grupo de oficiais se une aos bravos sobreviventes para identificar e capturar os responsáveis pelo ataque antes que eles façam novas vítimas. BH Shopping 7: 20h45 Ponteio 4: 16h15 e 21h20 Pátio Savassi 2: 15h45

ÉDEN

(Brasil, 2012, 1h13, 12 anos) Dir. Bruno Safadi. Com Leandra Leal, João Miguel, Júlio Andrade. Karine, grávida de 8 meses, perde seu marido assassinado. Ela e o irmão quase morrem, mas são salvos pelo Pastor Naldo da Igreja Evangélica do Éden. Karine carregará consigo o conflito de buscar a salvação na religião evangélica ou no nascimento do filho. Cine 104: 16h40(somente sábado)

FATIMA

(Fatima, França, 2015, 1h19, 18 anos) Dir. Philippe Faucon. Com Soria Zeroual, Kenza Noah Aïche, Zita Hanrot. Fatima cria sozinha as duas filhas. Ela não fala bem francês, o que frustra sua comunicação com elas. Um dia, ela cai de uma escada e, convalescendo, escreve em árabe tudo o que nunca conseguiu dizer às filhas em francês. Belas 3: 14h30

GUARDIÕES DA GALÁXIA VOL. 2

(Guardians of the Galaxy Vol. 2, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. James Gunn. Com Chris Pratt, Dave Bautista, Zoe Saldana. Os Guardiões viajam ao longo do cosmos e lutam para manter sua nova família unida. Enquanto isso tentam desvendar os mistérios da verdadeira paternidade de Peter Quill. Betim 3: 15h45 (*) Big Shopping 4: 20h35 (*) Cidade 8: 15h35, 20h50 (*) Contagem 5: 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 1: 18h10 Diamond 3: 13h e 16h Itaú Power 3: 15h40, 21h (*) Minas 5: 15h50, 21h15 (*) Monte Carmo 4: 21h (*) Pampulha 5: 16h25 e 21h25 (*) Paragem 3: 14h, 21h (*)

Partage Shopping Betim 3: 15h, 18h40 e 21h30 (*) Pátio Savassi 3: 13h45, 17h15, 20h15, 23h20(somente sábado) Shopping Estação 6: 14h, 19h30 (*) Via Shopping 3: 13h, 18h15 (*)

Neste sábado (20) 18h “Uî Kãnã Pataxí” (Brasil, 2016, 1h8) Dir. Edgar Correa e Guilherme Cury Domingo (21) 18h “Ava Yvy Vera - A Terra do Povo do Raio” (Brasil, 2016, 54 min) Dir. Genito Gomes, Valmir Gonçalves e outros.

Sessões 3D: BH Shopping 8: 14h30, 17h30, 20h30 Big 5: 15h10 e 17h45 (*) Boulevard IMAX: 16h, 21h10 Del Rey 1: 13h, 20h50 (*) Shopping Norte 2: 15h10 e 17h45 (*)

Terça-feira (23) 19h “Martírio” (Brasil, 2016, 2h42) Dir. Vincent Carelli. Sessão comentada pelo diretor.

(*) Sessões dubladas

JOAQUIM

Quarta-feira (24) 19h30 “Uî Kãnã Pataxí” (Brasil, 2016, 1h8) Dir. Edgar Correa e Guilherme Cury. Sessão comentada pelos diretores

(Brasil, 2016, 1h37, 16 anos) Dir. Marcelo Gomes. Com Júlio Machado, Nuno Lopes, Romulo Braga. Joaquim José da Silva Xavier, dentista comum de Minas Gerais, mais conhecido pela alcunha de Tiradentes, transforma-se em herói e mártir da Inconfidência Mineira. Belas 3: 16h30

Quinta-feira (25) 19h30 “Urihi Haromatipe” (Brasil, 2014, 1h) Dir. Morzaniel Iramari. Sessão Comentada

NINGUÉM ENTRA, NINGUÉM SAI

(Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Hsu Chien. Com Leticia Lima, Danielle Winits, Rafael Infante. Quando um funcionário é diagnosticado com um vírus raro, um motel é imediatamente colocado em quarentena, com seus funcionários e hóspedes sendo impedidos de deixar o local. Betim 2: 16h30, 18h40, 20h30 Paragem 4: 14h30, 16h30, 18h40, 20h30

NORMAN: CONFIE EM MIM

(Norman: The Moderate Rise and Tragic Fall of a New York Fixer, EUA/Israel, 2017, 1h59, 14 anos) Dir. Joseph Cedar. Com Richard Gere, Dan Stevens, Michael Sheen. Norman Oppenheimer, dono de um pequeno negócio, faz amizade com um jovem político que, três anos depois, torna-se um influente líder mundial, transformando a vida de Norman. Ponteio 3: 16h05

PATERSON

(Paterson, EUA, 2016, 1h58, 14 anos) Dir. Jim Jarmusch. Com Adam Driver, Golshifteh Farahani, Rizwan Manji. Na cidade de Paterson, Paterson, um motorista de ônibus local, vive uma rotina banal com sua esposa e seu cachorro, que ele transforma em algo sublime ao compor poesias em seu tempo livre. Belas 3: 21h

O PODEROSO CHEFINHO (*)

(The Boss Baby, EUA, 2017, 1h37, livre) Direção: Tom McGrath. Um bebê falante que usa terno une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo, além de salvar os pais. Betim 2: 14h20 BH Shopping 8: 12h10 Boulevard 1: 13h30 Cidade 6: 11h40(somente domingo), 13h45 Contagem 5: 13h40 Del Rey 7: 13h20 Diamond 6: 11h40, 14h Itaú Power 1: 13h20 Minas 6: 13h20 Monte Carmo 3: 13h40 Pampulha 3: 14h50, 16h50 Paragem 1: 13h50 Partage Shopping Betim 3: 12h45 Pátio Savassi 3: 11h20 Via Shopping 5: 13h20 (*) Sessões dubladas

A PROMESSA

(The Promise, EUA/Espanha, 2017, 2h14, 14 anos) Dir. Terry George. Com Christian Bale, Charlotte Le Bon, Oscar Isaac. Após se casar, o armênio Michael viaja à Turquia para estudar medicina durante os meses finais do Império Otomano e vive um triângulo amoroso em meio ao genocídio turco contra a minoria armênia. Belas 2: 16h20 Ponteio 4: 13h40 e 18h50

ROCK DOG – NO FARO DO SUCESSO

(Rock Dog, China/EUA, 2016, 1h20, livre) Dir. Ash Brannon. Quando um rádio cai do céu diretamente nas mãos de um atônito cão da raça mastim tibetano, ele sai de casa em busca da realização de seu maior sonho: tornar-se músico. Paragem 3: 16hh35 (sessão dublada)

OS SMURFS E A VILA PERDIDA

(Smurfs: The Lost Village, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kelly Asbury. Após se sentir sem função no vilarejo dos Smurf, Smurfette

Sexta-feira (26) 19h30 “As Hiper Mulheres” (Brasil, 2012, 1h20) Dir. Takuma Kukiro, Carlos Fausto e Leonardo Sette

O suspense “Corra!” estreia nesta semana e retrata o preconceito racial nos EUA parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com diversas criaturas mágicas. BH Shopping 7: 14h, 16h30, 18h40 (sessões dubladas)

TAEGO ÃWA

(Brasil, 2016, 1h15, livre) Dir. Marcela Borela, Henrique Borela. Dupla de cineastas encontra cinco fitas VHS contendo registros culturais da tribo Ãwa. Reunindo outros materiais, eles partem em busca do grupo, apresentando as imagens pela primeira vez e descobrindo a trajetória de enfrentamento com o povo branco desde 1973. Belas 2: 19h30 Cine 104: 19h20(somente sábado)

VELOZES E FURIOSOS 8

(The Fate Of The Furious, EUA/ Reino Unido/ França/ Canadá/ Samoa, 2017, 14 anos, 2h16) Dir. F. Gary Gray. Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham. Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata, mas uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime. Betim 3: 18h25 (*) BH Shopping 10: 18h20 e 21h20 Big Shopping 4: 15h30 (*) Boulevard 5: 13h40 (*) Cidade 3: 13h10, 15h50, 18h30 e 21h10 (*) Contagem 2: 15h40 e 21h10 (*) Del Rey 5: 15h40 e 21h (*) Itaú Power 2: 16h30 (*) Itaú Power 6: 13h20 e 20h40 (*) Minas 2: 13h50 e 18h30 (*) Monte Carmo 3: 18h10 (*) Pampulha 6: 16h30 e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 5: 13h30 e 16h40 (*) Via Shopping 3: 15h35 e 20h50 (*) Sessões 3D: Big Shopping 5: 20h20 (*) Shopping Estação 2: 13h10, 16h, 19h15 e 22h (*) Shopping Norte 2: 20h20 (*) (*) Sessões dubladas

MOSTRA DE CINEMA FEMINISTA (*)

Dir. Chan-wook Park

mostras PASSOU BATIDO (*)

Filmes que fizeram sucesso nas últimas temporadas nas salas de cinema do mundo. Neste sábado (20) 15h “Mãe só há uma” (BRA, 2016, 1h28) Dir. Anna Muylaert 16h45 “A Mulher que se Foi” (FILIPINAS, 2016, 3h46) Dir. Lav Diaz 20h45 “Guerra do Paraguay” (BRA, 2015, 1h20) Dir. Luiz Rosemberg Filho Domingo (21) 15h30 “Toni Erdmann”, (ALE-AUS, 2016, 2h42) Dir. Maren Ade 18h30 “A Assassina” (China-FRA-Hong Kong-Taiwan, 2015, 2h) Dir. Hsiao-Hsien Hou 20h45 “É apenas o fim do mundo” (FRA-CAN, 2016, 1h39) Dir. Xavier Dolan Segunda-feira (22) 15h45 “Jovens Infelizes ou um Homem que Grita Não é um Urso que Dança” (BRA, 2016, 2h5) Dir. Thiago B. Mendonça 18h “Fome” (BRA, 2015, 1h30) Dir. Cristiano Burlan 19h45 “Já Visto, Jamais Visto” (BRA, 2014, 54 min) Dir. Andrea Tonacci 21h “Creepy” (JAP, 2016, 2h10) Dir. Kiyoshi Kurosawa Terça-feira (23) 15h “Cinema Novo” (BRA, 2016, 1h30) Dir. Eryk Rocha 17h “O Apartamento” (IRÃ-FRA, 2016, 2h3) Dir. Asghar Farhadi 19h15 “Aracati “ (BRA, 2015, 1h2) Dir. Aline Portugal e Julia de Simone 20h30 “A Criada” (Coréia do Sul, 2016, 2h31)

(*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.

Quarta-feira (24) 15h “Certo agora, errado antes”, (Coréia do Sul, 2016, 2h1) Dir. Hong Sang-soo 17h15 “A Vida Após a Vida, (China, 2016, 1h20) Dir. Hanyi Zhang 19h “Sabor da vida” (An, FRA-ALE-JAP, 2016, 1h53) Dir. Naomi Kawase 21h15 “Agnus Dei” (FRA-POL, 2016, 1h55) Dir. Anne Fontaine Quinta-feira (25) 15h “Personal Shopper” (FRA, 2016, 1h45) Dir. Olivier Assayas 19h15 “À sombra de duas mulheres” (FRA-SUI, 2016, 1h13) Dir. Philippe Garrel 20h30 “Sieranevada” (FRA, CRO, Bósnia, Macedônia, Romênia, 2016, 1h53) Dir. Cristi Puiu Sexta-feira (26) 15h “O Estranho Caso de Ezequiel” (BRA, 2016, 1h11) Dir. Guto Parente 16h15 “O Lamento” (Coreia do Sul, 2016, 2h36) Dir. Hong-jin 19h “As Mil e Uma Noites – Volume 1, O Inquieto” (POR-FRAALE-SUI, 2015, 2h10) Dir. de Miguel Gomes 21h30 “Joaquim” (BRA, 2016, 1h40) Dir. Marcelo Gomes (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita medienate retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.

TERRITÓRIO AMERÍNDIO (*)

Mostra traz visibilidade para coletivos e realizadores do cinema indígena. Confira a programação de curtas metragem no site sescmg.com.br/sesc_palladium

WARNER/DIVULGAÇÃO

O exjogador de futebol David Beckham atua na nova versão de “Rei Arthur”, dirigida por Guy Ritchie e estrelada por Charlie Hunnam

Mostra reúne obras com a temática da luta feminista Neste sábado (20) 17h “Cada um na sua casa” (EUA, 2015, 1h34) Dir. Tim Johnson. Sessão infantil 19h “Olmo e a Gaivota” (BRA/DIN/ FRA/POR/SUI, 2015, Dir. Petra Costa, Lea Glob (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 30, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.

16ª MOSTRA DO FILME LIVRE (*)

Mostra reune curtas e longas com diversidade de temas e linguagens. Confira a programação completa em: mostradofilmelivre.com/17/agenda.php Neste sábado (20) 14h Mostrinha Livre 1 Curtas: “Astrogildo e Astronave”, de Edson Bastos; “Lá do Alto”, de Luciano Vidigal; “Órion”, de Rodriane DL. 15h Caminhos 3 Curtas: “O Mundo Sem Nós”, de Robson Levy; “Formosura”, de João Pedro Albuquerque; “Vazio do Lado de Fora”, de Eduardo Brandão Pinto; “Disforia Urbana”, de Lucas Simões. 16h30 “O Espelho” (Brasil, 2015, 1h05, 12 anos) Dir. Rodrigo Lima. 18h “Carnívora” (Brasil, 2016, 1h03, 12 anos) Dir. Arthur Tuoro. 20h “Um Homem Sentado no Corredor” (Brasil, 2017, 1h12, 14 anos) Dir. Felipe André Silva. Sáb., às 20h Domingo (21) 14h Mostrinha Livre 2 Curtas: “Fuga do Orfanato”, de Maria Eduarda Rossi de Oliveira; “Quando Pisei em Marte”, de Analu Favretto, Taís Percone; “Eric Acorde”, de Telmo Carvalho; “O Caçador de Árvores Gigantes”, de Anttonio Pereira; “Xavier”, de Ricky Mastro. 15h Caminhos 4 Curtas: “Aquele Céu de Azul Petróleo”, de Fernanda Brasileiro; “Antes da Encanteria”, de Livia de Paiva, Jorge Polo, Elena Meirelles, Gabriela Pessoa, Paulo Victor Soares; “Janaina Overdrive”, de Mozart Freire. 16h15 “Origem do Mundo” (Brasil, 2015, 1h05, livre) Dir. Moa Batsow. 18h “Aracati” (BRA, 2015, 1h02, livre) Dir. Aline Portugal e Julia de Simone. Exibição do curta “Stanley”, de Paulo Roberto. 19h45h “Diário da Greve” (Brasil, 2016, 1h16, 14 anos) Dir. Guilherme Sarmiento. (*) CCBB (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Entrada gratuita


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Vencedor do concurso em BH será conhecido na Saideira FOTOS BETO ETEROVICK/DIVULGAÇÃO

Neste sábado Juliana (20) é dia de Siqueira saber qual é o grandevencedor do Comida di Buteco, concurso que elege o melhor-tira-gosto em Belo Horizonte e em outras19cidadesdo país.Onome do estabelecimento que recebeu o maior número de votos dos jurados e do público em geral (coube a cada parte50%daresponsabilidade pelo resultado) vai ser anunciado durante a tradicional Saideira, que tem início às 12h. O evento acontecerá no Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, e vai reunir os 49 estabelecimentos participantes da capital mineira. Alémdisso, contará comapresença deDavidBispo, proprietário do Bar do David, localizado no Rio de Janeiro e vencedor nacional do concurso em 2016 com o pratoRessurgência,umvinagrete de frutos do mar com feijão fradinho. O público terá acesso aos diversos petiscospreparadosespecialmente para a competição, que vão ser comercializados a R$ 10 pela nona vez consecutiva. Para agitar ainda mais o dia, o grupo Baianas Ozadas convida Moraes Moreira, bastante conhecido por ser o primeirocantordetrioelétrico, para um grande encontro.A ideia éselara homenagem ao cantor que foi feita pela banda durante o Carnaval deste ano em BH, já que, na ocasião, o artista não pôde estar presente. Entre as atrações estão ainda Falcatrua, que realizará um tribu-

Durante o período de um mês, público pôde experimentar uma série de receitas preparadas especialmente para o evento; tema do ano foram os cererais

toaTimMaia,OideGatoeRoda de Samba com Me Assume ou Me Esquece. ESPERA Muitas das expectativas em relação ao título estão voltadas para o Já To Inno, que concorre ao seu quarto prêmio consecutivo – título inédito na competição. Neste ano, o estabelecimento preparou uma receita que foi chamada de Tu Di Mí. Conforme afirma

Washington Sheffield, proprietário do local, o “frio na barriga” é algo inevitável em um momento como esse. “O pessoal tem gostado bastante do prato, e creio que temos chances, sim, de ganharmospelaquarta vez. A receita chama a atenção pela suasimplicidade,emboramuitas pessoas estivessem esperando algo mais glamouroso. Nós mexemos em um prato tradicional mineiro, que é o

tropeiro, e substituímos o feijão pelo milho. Acredito que é necessário realmente seguir uma linha assim, sair da zona de conforto”, ressalta ele. Além disso, para Sheffield, após a conquista dos três títulos, as pessoas esperam que o estabelecimento as surpreenda cada vez mais. Quemtambémestánabusca da vitória é o Us Motoca, que, neste ano, participou do concursocom o Prato Bom Pra

2. Mas, para Rogério Teixeira, proprietário do local, um dos maioresprêmioséoaprendizado adquirido ao longo dos anosdeexperiêncianacompetição. “Com o tempo, nós percebemos que temos muito a aprendere nosdedicamosbastanteemtodososaspectos.Entendemos o que agrada mais o público e focamos nisso”, afirmaele.“ASaideiraéumagrandefesta, umaoportunidade de conhecer as pessoas e de expe-

rimentar outros pratos”, diz. ELEIÇÃO NACIONAL Os vencedores das demais cidades participantes vão ser divulgados até o dia 10 de junho. No mês de julho, é a vez de ser escolhido o melhor ‘buteco’ do Brasil. A eleição nacional teve início no ano passado e também tem gerado muitas expectativas tanto nos participantes quanto no público.


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estilo BELEZA>Tendênciaparaoscasóriosdatemporadaéinvestirnosarranjosexuberantesnoscabelos

Buquê na cabeça Depois de escolher o vestido para o casamento, a próxima decisão importante é a maquiagem que será feita para o grande dia. Muito além de ornar com a roupa, a beleza precisa, principalmente, combinar com o estilo de cada noiva. “A tendência, sempre, é ter uma pele com aspecto natural e sem excesso de produtos, além de procurar um profissional que seja especialista em fazer uma maquiagem de noivas, que vá durar toda a cerimônia”, diz o beauty artist Washington Rodrigues. Uma novidade é incrementar o penteado com flores – neste caso, vale usar joias neste formato ou até mesmo arranjos naturais, que conferem ainda mais leveza e romantismo ao visual, principalmente para cerimônias diurnas ou na praia. O ideal é que confiram um perfume especial e que sejam usadas para ornar tranças, coques ou rabos de maneira confortável. Veja inspirações a seguir.

FOTOS FRED VIANNA/DIVULGAÇÃO

Lorena K. Martins

FICHA TÉCNICA Produção: Deia Lansky Beleza: Washington Rodrigues

Pink Power

A sombra rosé, tendência da estação, é a dica para as noivas que não querem passar despercebidas e que têm personalidade, mas, ao mesmo tempo, não querem perder o romantismo. “A pele ganhou uma dose extra de iluminador. Os lábios ficaram hidratados e o acabamento foi feito com muita máscara de cílios”, explica Washington Rodrigues. O cabelo acompanha a tendência dos fios mais naturais, com leves cachos, e as flores naturais ornam o penteado, que foi pensado para aquelas que querem se casar aproveitando a luz do dia.

Fotografia: Fred Vianna Modelos: (Live Management) Alyne Lira Flávia Ker Gabriela Magalhães Joias e acessórios de cabeça: Ajour Atelier

Suavidade

Rabo baixo, várias mechas soltas e um visual bem despojado. Ideal para a noiva bem clássica e que pretende se casar de branco. “É para aquela mulher que não usa quase nada de maquiagem no dia a dia, mas, para o casamento, vale a pele é bem coberta, porém com textura mais hidratada”, sugere.


estilo

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NÉCESSAIRE

Arranjo natural Para uma noiva que vai se casar na parte da manhã, a pele precisa transparecer frescor. “O arranjo natural dá um toque de romantismo, principalmente para quem for casar no campo”, diz Washington Rodrigues.

As máscaras faciais são os produtos mais visados no momento na categoria skincare. Em poucos minutos, propiciam uma revigorada na pele quase que de maneira instantânea. Confira, a seguir, uma seleção. FOTOS DIVULGAÇÃO

FOTOS FRED VIANNA/DIVULGAÇÃO

lifting Esta luxuosa másca6 Efeito ra firma a pele e refina a região do rosto e do pescoço. Após a limpeza, aplique uma camada fina com o pincel e, depois, massageie a pele Quanto R$ 1.470 Onde www.lamer.com.br

Girly A inspiração na coroa grega com flores naturais é foco para as noivinhas mais modernas. A tática de combinar a cor do arranjo com a da sombra, além de ser um clássico, é uma boa estratégia para dar ainda mais vida ao tradicional vestido branco.

e caviar A máscara da Derma6 Ouro ge tem uma fórmula que contém micropartículas de ouro, extrato de caviar e ácido hialurônico com propriedades hidratantes, iluminadoras e revitalizantes. Use na pele durante 20 minutos Quanto R$14,90 Onde Dermage (31) 3889-8580

Ares latinos Para as mais ousadas, lábios bem coloridos, delineador e uma pele bem contornada. “Essa é para as noivas que são amantes da maquiagem e vão se casar entre o fim da tarde e o início do anoitecer”, pontua Washington. A clássica coroa românticas de flores ganhou, aqui, ares latinos, e substitui muito bem o véu e a grinalda.

Feita com carvão natu6 Purificada ral e sílica natural, essa máscara é ideal para uma limpeza profunda na pele Quanto R$ 189 Onde www.clinique. com.br

Clássico O penteado solto ainda é um dos mais pedidos pelas noivas e pode ser usado em qualquer horário do dia. “O arranjo lateral proporciona um ar mais glamouroso e é o arremate perfeito para acompanhar ondas bem naturais”, assegura Rodrigues.

safira Essa máscara fa6 Contém cial deixa a pele com toque suave e macio, sem deixar residual oleoso após uma hidratação power Quanto R$ 193 Onde Adcos (31) 3299-2000

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crônica

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vida leve D

ia 9 deste mês foi meu aniversário, mas foi no dia 7 que ganhei os melhores presentes, afinal, ser campeã duas vezes, no mesmo dia, não é para qualquer um. De manhã, enlouquecida, comemorei o pentacampeonato na Superliga masculina de vôlei do meu Sada Cruzeiro. Seis horas depois, saí pulando pela casa, comemorando e gritando sozinha (para o espanto dos meus cachorros) o título de campeão mineiro do meu Atlético querido, carinhosamente chamado de “Galão da Massa”. Minha alegria só diminuiu ao ver mensagens postadas por atleticanos nas redes sociais, de maneira preconceituosa, referindo-se ao meu outro time campeão. “Maria joga vôlei…”, cantavam duran-

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Um merecido puxão de orelha HÉLVIO

te comemorações futebolísticas, “Marias gostam de vôlei”, e coisas do tipo. Sim, concordo que as Marias, as Lauras, as Terezas, os Pedros, os Antônios, os Elias e os Alexandres também gostam. Aliás, foi justamente o time de vôlei do Atlético que me despertou para esse esporte. Lembro-me de que pegava dois ônibus na Pampulha só para vê-lo jogar no Ginástico, no alto da Afonso Pena. Isso mesmo: o time de vôlei do Clube Atlético Mineiro, sob a gestão do saudoso Elias Kalil e direção do seu filho Alexandre, na época com 25 anos. Em 1980, quando a equipe foi criada, Alexandre ar-

mou um time de estrelas (sem trocadilhos), que bombou nas quadras mineiras, com nada mais nada menos

que sete títulos em três anos. Desde então, ele veio se destacando como um dos mais competentes dirigentes de

equipes esportivas do país. Os titulares naquela época eram Pelé, Helder, Badalhoca, Zé Eduardo e Fernandão, que despertavam “tietices” entre as mulheres, oscilando entre os atletas dos gramados e os das quadras. E eu lá, claro!!! Não perdia um jogo: nem os de futebol, nem os de vôlei. E me apaixonava por todos. Bons e velhos tempos… Recentemente, no dia do meu aniversário, recebi uma notícia chata. Queimaram o nosso bandeirão e ainda filmaram a cena. Explico: o bandeirão era aquele do Atlético, lindo e quilométrico, sob o qual, por tantas vezes, eu e milhares de torcedores ficávamos no momento de

comemorar os gols. Um fato desses pode parecer banal, mas não é, pois existe toda uma história por trás daquelas cinzas que ficaram. E o pior: um perigoso despertar de ódios com a vontade insana de represálias por parte de quem se sentiu lesado. Assim, possivelmente, teremos mais um capítulo triste entre torcidas rivais que já estavam se apaziguando, mas agora, depois do bandeirão queimado, sei não… Minha vontade, como torcedora, é dar um puxão de orelha nos dois: em um pelo atrevimento e no outro pelo preconceito. Roubar uma bandeira gigante e pôr fogo não é coisa que se faça. Cantar bobagens a plenos pulmões, também não. Desse jeito vou virar americana. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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MERCADO: CONSTRUTORAS APOSTAM EM PROJETOS QUE OFERECEM MAIS QUALIDADE DE VIDA E CONFORTO

FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

RECONHECIMENTO

INTERNACIONAL O arquiteto David Guerra e a designer de interiores Laura Rabe receberam o prêmio Silver A' Design Awards pelo projeto do Empório Santa Isabel


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ARQUITETURA> Estabelecimento se localiza no bairro Coração Eucarístico, região Noroeste de BH

Empório ganha destaque FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Um prêRenata mio, muitas Abritta vezes, é o reconhecimento de um trabalho bem feito. E quando essa condecoração vem de um concurso internacional, é sinal de que um projeto se destacou sob olhares de notáveis jurados de várias partes do mundo. Foi o que aconteceu com o trabalho do arquiteto David Guerra e da designer de interiores Laura Rabe. Ambos receberam a premiação Silver A’ Design Awards (Itália) na categoria Arquitetura, Construção e Design de Estruturas, concedido a apenas 5% dos projetos mais bem classificados entre os inscritos com nível exemplar de perfeição e design. Guerra e Laura foram os únicos mineiros contemplados em 2017. O projeto vencedor assinado por eles é o Empório Santa Isabel, localizado no bairro Coração Eucarístico, na região Noroeste de Belo Horizonte. “Esse projeto impactou toda a região. Desde a esquina, onde a arquitetura exuberante propicia uma surpresa – logo se avista uma ponta, o triângulo que a arquitetura criou, emoldurada por um jardim com influência das casas e fazendas do interior”, explica Laura. Para a concepção do projeto, Guerra explica que apostou na ligação entre o alimento, a memória e o afeto. “A comida remete ao aconchego, ao acolhimento. O espaço tem que ser sedutor, ter cor, mistura de elementos, itens que levam à identidade barroca mineira”, afirma. Os profissionais contam ainda que a proposta foi criar um local múltiplo, com várias funções – padaria, patisserie, selfservice, empório, minimercearia, pizzaria, cafeteria etc –, originando um fluxo contínuo de clientes durante o horário de funcionamento. “Tudo isso está dividido em quatro andares, num total de 1.000 m². Enormes esquadrias de vidro deixam a claridade entrar e integram o verde do jardim, situado em todo entorno”, pontua Laura. Também trabalharam no projeto Gisela Lobato, Gabriel de Souza, Guilherme França, Jefferson Gurgel, Laís Machado e Nínive Resende.

Estrutura Local possui quatro andares que abrigam padaria, pizzaria, patisserie, self-service etc

“ David Guerra imprimiu a identidade mineira ao projeto

Obter um reconhecimento do outro lado do mundo, por meio da maior premiação mundial, é um impulso para você acreditar naquilo que faz

“

Ver trabalhos premiados é muito gratificante, principalmente quando se mostra a tradição do nosso Estado, expondo o afeto através do design de interiores e da arquitetura

A designer de interiores Laura Rabe valoriza a tradição Luminária escultural de bambu gera iluminação intimista


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MINHA CASA MINHA VIDA> Imóveis têm piscina, sauna, churrasqueira, área fitness e até espaço zen

Populares e diferenciados PRECON/DIVULGAÇÃO

AtualDa mente, consRedação t r u t o r a s vêm investindo em empreendimentos que oferecem mais qualidade de vida e conforto aos clientes do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). São projetos que apostam em um conceito que vai além de uma moradia acessível, agregando áreas de lazer completas, com piscinas e quadras, espaços de convivência e até mimos como espaço zen e áreas gourmet. Além disso, essa modalidade conta com uma atenção maior para o projeto arquitetônico, valorizando a vista, a localização e o apuro estético em seus projetos. Essa aposta já é uma realidade nas principais cidades do país e vai ao encontro da demanda de um público que busca um apartamento que não pese tanto no orçamento e ofereça conforto. Além disso, os moradores podem usufruir de variadas opções de lazer e entretenimento sem sair de casa. Em Belo Horizonte, a Precon Engenharia, que participa do programa do governo, já investe nesse modelo de empreendimento. Um exemplo é um novo projeto na região da Pampulha, que terá ampla área de lazer, com dois salões de festas, dois espaços gourmet, playground, espaço kids, quadra, ambiente fitness, sala de jogos, pomar e horta. O projeto arquitetônico é assinado por Gustavo Penna e é o primeiro da catego-

Amplo Ville Toronto, em Santa Luzia, possui o maior quarto da categoria, com 47m²

ria MCMV a contar com vista definitiva. Outra aposta é um empreendimento em Santa Luzia que possui o maior apartamento de dois quartos da categoria MCMV, com 47 m². O projeto possui seis torres de 12 andares com elevador, além de área de lazer com piscina, quadra de areia, sauna, dois salões de festas, quatro espaços gourmet, ilha de churrasqueira e de pizza, espaço fitness, playground e espaço zen. Outro grande diferencial é que o empreendimento conta com um complexo de loja na porta para facilitar o dia a dia dos moradores.

“São condomínios diferenciados, que contam com muitos atributos que geralmente não são encontrados no mercado de empreendimentos do MCMV, como elevadores, vagas para todos as unidades, excelente acabamento, janelas e portas amplas, isolamento térmico e acústico, paredes removíveis, gás canalizado e piso laminado”, comenta Felipe Bernardes, diretor comercial e de crédito imobiliário incorporação da Precon. ECONOMIA A construtora alcança grande economia no custo

dos empreendimentos por meio de tecnologia de ponta adotada em seu sistema de gestão e inspirada nas práticas de gestão de startups do Vale do Silício (EUA). Trata-se do uso de estruturas pré-fabricadas que são montadas no canteiro de obras, gerando em média 85% menos resíduos que um processo convencional, reduzindo o custo com mão de obra e permitindo, ainda, grande agilidade na construção, com entrega da obra na metade do tempo. Um prédio de oito andares, por exemplo, pode ser erguido em 30 dias com apenas oito colaboradores.

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São condomínios diferenciados, que possuem muitos atributos que geralmente não são encontrados no mercado de empreendimentos do MCMV

Feirão tem saldo positivo O Feirão Antecipado Precon, realizado de 11 a 14 de maio no Shopping Del Rey, foi considerado um sucesso pela construtora. O evento rendeu uma média de 400 atendimentos por dia, totalizando 1.200 clientes. Segundo um balanço da Precon Engenharia, cerca de 30 apartamentos foram vendidos, além do trabalho de prospecção a partir do qual 30% dos clientes estão em fase de reunião de documentação ou de análise para liberação do crédito. Esse dado também é muito relevante para a empresa, uma vez que pode potencializar ainda mais o resultado das vendas. A construtora, que atua exclusivamente com imóveis do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apresentou opções para compra em Belo Horizonte, Contagem, Betim, Ibirité, Vespasiano, Santa Luzia, Lagoa Santa e Sete Lagoas, a partir de R$ 129 mil, com parcelas a partir de R$ 299 e possibilidade de parcelamento da entrada em até 36 vezes. Além disso, os clientes puderam contar com a opção de utilizar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para complementar o financiamento.

REAÇÃO> Resultado segue abaixo da linha divisória de 50 pontos, mas desempenho aumentou

Índice da construção civil melhora em Minas Em março, o nível de atividade da construção em Minas Gerais chegou aos 44,8 pontos, maior patamar desde julho de 2014. Na comparação com o mês anterior, o indicador registrou incremento de 7,2 pontos e em relação a março de 2016 a melhora foi de 12,8 pontos. Os dados são da Sondagem da Indústria da Construção de Minas Gerais. De acordo com o economista e coordenador sindical do Sindicato da

Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti, apesar de o resultado de março continuar abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o indicador vem apresentando uma melhora no seu desempenho desde o início do ano, o que é uma sinalização positiva para o setor. O índice que apura o nível de atividade em relação ao usual para os meses de março fechou em 24,1 pontos. Já o indicador de emprego fechou o mesmo

mês em 43,9 pontos. Dentre os principais desafios citados pelos empresários da construção no primeiro trimestre do ano, a demanda interna insuficiente ficou em primeiro lugar, com 47% das citações. Em seguida foi apontada a falta de capital de giro, que na sondagem foi mencionada em 38% das respostas. Em terceiro lugar no ranking está a elevada carga tributária, sendo citada por 34% dos entrevistados. Também em relação ao primeiro trimestre de

2017, os empresários da construção mineira se mostraram insatisfeitos com a situação financeira, cujo indicador apurou 30,8 pontos. O índice referente à margem de lucro operacional fechou em 29,8 pontos. Já quanto ao acesso ao crédito, o indicador fechou o período de janeiro a março de 2017 em 28,8 pontos. EXPECTATIVAS A sondagem também pesquisou as expectativas dos empresários para os próximos seis meses. O ín-

dice referente ao nível de atividade da Indústria da Construção registrou 46,8 pontos em abril, alta de 10,5 pontos frente ao mesmo mês do ano passado. O indicador de novos empreendimentos e serviços fechou em 42,3 pontos, o de compra de insumos e matérias-primas foi de 46,2 pontos e o de investimentos ficou em 29,4 pontos. Já o resultado do índice de expectativa de emprego foi de 43,3 pontos, sinalizando que a redução no número de postos de

trabalho também permanecerá nos próximos seis meses. A Sondagem é elaborada pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em conjunto com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e em parceria com o Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG). Entre os dias 3 e 17 de abril foram ouvidos 50 empresários do setor da construção no Estado.


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habitar

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DIA A DIA> Atenção dos moradores pode fazer a diferença, coibindo ações contra os condomínios

De olho na segurança ALEX DE JESUS/02.07.2012

Em janeiRenata r o d o a n o Abritta passado, o economista Wilton Valle teve seu apartamento, que fica no primeiro andar de um prédio situado no bairro Sion, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, invadido por um ladrão durante a madrugada. Enquanto ele dormia na sala, o criminoso cerrou a grade da janela e roubou uma mochila com laptop e outros equipamentos eletrônicos. “Ele cerrou um espaço mínimo e entrou. Eu custei a perceber que tinha sido furtado, principalmente porque a janela não é de frente para a rua. Desde aquele dia, reforcei a segurança das grades e não deixo mais as janelas abertas. Além disso, sempre que a minha esposa vai entrar na garagem, observa bem e dá a volta no quarteirão se sentir que há perigo”, comenta o economista. Casos como o de Valle não são raros, pelo contrário. Nos últimos cinco anos, os registros de crimes contra o patrimônio aumentaram 86%, passando de 23.186 para 43.120 ocorrências, segundo balanço da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp). Diante desses dados e situações, a violência se tornou um grande motivo de preocupação principalmente para os moradores de condomínios que possuem alta circulação de pessoas. Segundo Geraldo Vitor, gerente geral de gestão condominial da administradora APSA, algo pode fazer a diferença entre uma moradia segura e uma que apenas aparenta segurança: as pessoas. OBSERVAÇÃO Ele afirma que a atenção do morador e do porteiro do prédio é crucial, uma vez que, atualmente, os bandidos estão ousados e preferem entrar pela porta da frente. “Há casos em que os porteiros abrem portões para qualquer um que toque o interfone. É muito comum também o morador abrir a porta para um desconhecido, achando que ele é visitante, quando o porteiro não está por perto. Isso jamais pode ser feito”, alerta. Vitor acrescenta que muros altos e janelas escurecidas em portarias não

Defesa Tecnologia aliada à atenção dos moradores pode reduzir crimes

DANIEL PROTZNER/09.07.2013

aumentam a proteção, ao contrário do que se imagina. “Isso facilita a ação, uma vez que protege os bandidos da visão das pessoas da rua assim que eles entram nos prédios”, diz. Para ele, uma maneira eficaz de impedir que esse tipo de crime aconteça é orientar bem os funcionários e moradores e treinálos para melhor agirem durante uma situação de risco. “Não há sistema de segurança, controle de acesso ou câmera que funcione

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Não há sistema de segurança, controle de acesso ou circuito de câmera que funcione bem se não houver treinamento e consciência

bem se não houver treinamento e consciência. O empregado deve estar sempre muito atento e trabalhar com zelo”, ressalta ele, que também alerta que “é fundamental que as pessoas que recebem prestadores de serviço apenas abram a porta quando avisadas pelo dono da casa de que alguém vai lá entregar algo. Se não tiverem informações sobre isso, é melhor não abrir”, diz. TECNOLOGIA Porém, mesmo com equipes muito bem treinadas, é fundamental que o condomínio instale os circuitos internos de TV. “As câmeras inibem a ação do bandido e permitem ainda a apuração do que aconteceu, além de facilitar a identificação do criminoso”, lembra Vitor. “A tecnologia somada aos cuidados humanos é o melhor caminho”, frisa. No Brasil, sistemas de circuito interno de TV, interfone com vídeo, catracas biométricas e cercas elétricas e concertinas são algumas das soluções de segurança usadas com mais frequência nos grandes condomínios.

Matéria de O TEMPO veiculada em 2013 mostrou que na região Centro-Sul de BH, criminosos roubaram vários apartamentos de luxo

ALEX DE JESUS/02.05.2013

Edifício localizado na região Oeste da capital foi invadido por três assaltantes em maio de 2013; eles levaram R$ 100 mil


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shopping SHOPPING OI >Iniciativa agrada clientes, que agora aproveitam as facilidades dadas pelo recurso

Compras pelo site rendem ingressos JULIANA FLISTE/AGENCIA I7

De olho no Felipe crescente Castanheira mercado de vendas on-line, o Shopping Oi decidiu inovar e fazer uma ação para conquistar a clientela que opta por fazer as compras pelo computador. Desde fevereiro deste ano, quem compra mais de R$ 250 pelo site do empreendimento ganha um ingresso para o próximo jogo de futebol no Mineirão. Caso a compra seja de um valor acima dos R$ 500, um segundo ingresso é oferecido para um acompanhante. A iniciativa agradou os clientes, que agora aproveitam a facilidade da compra virtual e ainda podem assistir, ao vivo, o jogo do seu time do coração. Para realizar a ação, o Oi dispõe de 30 camarotes, cada um com capacidade para receber 20 pessoas. Com isso, até 600 compradores podem ir de graça a cada jogo. Torcedor do Cruzeiro, o analista de sistemas Tarumã Miranda foi ao campo para assistir a vitória do Cruzeiro sobre o São Paulo na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Ele ganhou um par de ingressos depois de comprar um aparelho eletrônico pelo site e conta que ficou surpreso ao saber que teria direito ao ingresso. “Foi a primeira compra que fiz pelo site. Pesquisei o preço e foi o melhor que encontrei. Quando fui informado que ainda poderia ir ao jogo, foi uma ótima surpresa”, relata o torcedor. Um colega de trabalho o acompanhou no Mineirão. O médico Alexandre Rezende disse que o fato de o shopping oferecer frete grátis para a região metropolitana de Belo Hori-

zonte o ajudou na hora de decidir comprar pelo site. “Fiz a compra na parte da tarde e em menos de 24 horas o produto já estava na minha casa. Além disso, era o melhor preço entre os orçamentos que fiz”, lembra. Ele também foi ao jogo do Cruzeiro e elogiou a iniciativa. “Acho que vai ajudar a mobilizar mais gente para ir ao campo”, avalia. Além dos ingressos para o Mineirão, o Shopping Oi escalou o jogador Ronaldinho Gaúcho para ser seu garoto propaganda. INTERNET A iniciativa é uma forma de enfrentar o desafio das vendas virtuais, que vem abocanhando o mercado tradicional. Mario Valadares, proprietário do Shopping Oi, explica que o site funciona como um marketplace, que reúne todos os lojistas do shopping de forma semelhante ao Mercado Livre, que atualmente é líder do setor no Brasil. “Essa é uma tendência do mercado, que está crescendo e, por isso, resolvemos seguir esse caminho”, conta. Segundo o empresário, atualmente as vendas on-line estão na casa dos R$ 200 mil por mês, e ele aguarda um crescimento significativo, já que o projeto está em fase embrionária. “Centra-

SERVIÇO Site do Shopping Oi Compra pela internet acima de R$ 250, com entrega grátis para BH e região metropolitana, dá direito a ingresso para jogos no Mineirão. Regulamento disponível no site. Toda semana cinco produtos são oferecidos com preços especiais. Mais informações, acesse www.shoppingoi.com.br.

Vantagem Compras pela internet acima de R$ 250 dão direito a ingresso para jogo no Mineirão

ARQUIVO PESSOAL

mos as vendas no Sudeste do país. Rio de Janeiro e São Paulo são nossos maiores compradores”. Valadares destaca ainda que as mercadorias com preços mais competitivos ganham maior visibilidade na página, além de serem impulsionadas por meio do AdWords, ferramenta de publicidade do Google que identifica palavras-chave das buscas dos internautas e oferece os produtos em páginas da internet diretamente para o público-alvo. Valadares diz também que mesmo com as novidades das vendas virtuais, o shopping está fazendo investimentos em sua estrutura física. “Fizemos uma grande ampliação do estacionamento, o que era uma demanda dos nossos clientes”, frisa.

Torcida. Tarumã Miranda (centro) foi assistir a jogo com seu colega de trabalho Erison Lopes


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MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

WAs cinco mais. Chapadas brasileiras reúnem espetáculos naturais. Página 11 pampulha WServiço. Visto para a Austrália pode ser feito pela internet. Página 12

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BELO HORIZONTE Sábado 20/5/2017

Não pense, apenas vá Vinhedos, natureza exuberante, Cape Point, praias, cultura e atrativos diversos dentro e no entorno da Cidade do Cabo Páginas 4a 8


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

Capital mineira no primeiro The Tour no Brasil Realizado no hotel Radisson Blu, na Savassi, o primeiro The Tour no Brasil, evento da operadora Hotel DO, tinha o objetivo de ser um facilitador de negócios entre agentes, hotéis e receptivos nacionais e estrangeiros. Além das mesas de negócios dispostas em três ambien-

tes, os participantes tiveram oportunidade de assistir à palestra “Comunicação digital e a importância para o seu negócio”, ministrada por Maru Filho, antes da apresentação institucional e do jantar. Entre os 27 expositores estavam as redes Accor, Atlântica, Bourbon e Iberostar e os interna-

cionais Grupo Hotelero Santa Fe e Playa Resort, ambos do México, Aadesa, da Argentina, e Hotel Guarani, do Paraguai. Para prestigiar o evento estava a diretora de marketing global do grupo Best Day, Lillian Grau. Segundo o diretor comercial da marca, Marcio Nogueira, assim como Belo Hori-

zonte atua fazendo o papel de mercado-chave para a Hotel DO, capitais nordestinas, por exemplo, deverão desempenhar papel parecido e fundamental no crescimento do setor do turismo no Brasil”. No segundo semestre, o próximo evento ocorrerá no Rio de Janeiro.

in/ Wcheck check out Melhor Grupo de 2017 A rede Iberostar Hotels & Resorts conquistou o prêmio de Melhor Grupo 2017, concedido pela Cristal International Standards (www.checksafetyfirst.com), líder mundial em sistemas e serviços de qualidade, gestão de padrões e de riscos. A rede ainda conquistou outras cinco certificações, que representam o mais alto padrão de qualidade, limpeza, segurança e saúde nas três propriedades do país.

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Voos extras nas férias A menos de dois meses das férias de julho, a Azul já se prepara para atender ao acréscimo de demanda na alta temporada, com a inclusão de novos mercados domésticos e aumento de voos internacionais. As bases que mais receberão frequências serão São Paulo, Belo Horizonte e Recife. Uma das novidades para os mineiros é a rota Belo Horizonte-Fortaleza. EDY FERNANDES/DIV ULGAÇÃO

Da equipe do Hotel Do, Hérika Alves, Márcio Nogueira e Lilian Graw

Sofia Espinosa (Adesa), Emanuelle Barreto e Ivy Brant (Vert Hotéis)

Silvana Capanema lançou o livro “Tutankhamo - A Maldição do Anel”

15º aniversário

Nathália Barbosa (rede Hotels & Resorts), Giselle Souto (Hotéis Vila Galé) e Rosana Souza (Porto Seguro Praia Resort, de Porto Seguro)

Entre os agentes de viagens presentes, Simone Pires (Ideal Viagens), Luciana Lessa (Tia Eliane Tours) e Ana Luíza Lana (ALR Viagens)

Em comemoração do 15º aniversário do Tryp Iguatemi, em Itaim Bibi, administrado pela Meliá Hotels International, a gerente geral do hotel organizou uma festa comemorativa com todos os seus colaboradores. Intitulado de Festa de Debutante, o evento contou com a presença de 15 casais que representaram cada ano do hotel, com direito a valsa e a brinde para comemorar essa jornada de sucesso. RCVB/DIVULGAÇÃO

Michael Nagy, Sonia Chami e Alfredo Lopes

Nova presidente do RCVB Janaína Souza (My Way), Marina Lima e Vivian Ambrósio (Roteiros Tour)

Adriana Faria (Mabu), Natália Souto e Jessica d’Amico (Atlantica)

Michael Nagy se despediu como dirigente do Rio Convention & Visitors Bureau no últimodia 9. Para o biênio 2017-2019 foi eleita a empresária Sonia Chami como presidente executiva e Luiz Fernando Horta como vicepresidente. Assembleia Geral Ordinária ocorreu no Belmond Copacabana Palace Hotel. A partir de agora, Alfredo Lopes assume a presidência do Conselho Curador.

Nevados de Chillan

Da equipe da Ibiza Turismo, o quarteto de agentes formado por Patrícia Saraiva, Miriam Soares, Juliana Machado e Danielle Cavalcante

Carla Patrícia Marzano (Futura Viagens) e o marido Cláudio Marzano (Primus Viagens) com Evaldo Gualberto (da agência ASB Viagens)

A Boischio Comunicação é a nova representante no Brasil de Nevados de Chillan, estação de esqui na região de Bío Bío, no Chile, a 194 km de Concepción e a 407 km de Santiago. O charme do destino de inverno não está apenas nos bosques milenares ou nas acomodações construídas aos pés das montanhas: Chillán é o nome de dois vulcões da região.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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Mandela

Para seguir os passos do líder Na Cidade Cabo, o roteiro de Nelson Mandela inclui o The Mandela Rhodes Building, onde funciona a Fundação Rhodes Mandela, as esculturas de Mandela, Desmond Tutu, FW de Kierk e Albert Luthuli na praça Nobel, em W&A Watefront, City Hall, onde Mandela fez o discurso de sua libertação, em 1990, e a Robben Island Museum (robben-island.org.za), antiga prisão dos séculos XVII a XX onde ficou o líder sul-africano. Os barcos partem do porto para a ilha a partir das 9h, 11h e 13h. Os bilhetes custam 320 rands para os adultos (R$ 75) e 180 rands (R$ 42) para crianças. SOUTH AFRICA TOURISM/DIVULGAÇÃO

Dicas preciosas * Chegando à Cidade do Cabo, compre um chip da Vodafone, que custa por volta de R$ 100 para ter plano de voz, mensagem e dados suficientes durante toda a estadia no país; * A moeda da África do Sul é o rand sul-africano (ZAR): 1 rand = R$ 0,237. Leve dólares e troque um pouco no aeroporto na chegada, porque não se aceita moeda estrangeira facilmente; * Se você pretende fazer a Garden Route (ou Rota Jardim) – 800 km de Port Elizabeth à Cidade do Cabo –, precisará de, pelo menos três dias. O preço? 9.680 rands (três dias) ou R$ 2.292 * Os guias não recomendam permanecer na rua após às 22h por questões de segurança; por esse motivo, os locais saem para jantar cedo e quase todos os restaurantes fecham cedo também; * O aluguel de carro e as reservas de hotéis podem ser feitos no Brasil. Os passeios podem ser comprados nos sites com antecedência. O ingresso para a Montanha da Mesa (tablemountain.net) também, porque tem validade de sete dias.

turismo

Cidade do Cabo

Metrópole solar com influência europeia Colonizada pelos ingleses e pelos holandeses, a capitallegislativa da Áfricado Sul tematrativos que vão de praias atéatrativos histórico-culturais Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

A Cidade do Cabo é cosmopolita, multicultural. Percebe-se isso claramente no centro, pela convivência harmoniosa entre edifícios modernos e históricos. É impossível ficar indiferente às construções de estilo vitoriano, com varandas de ferro forjado, de herança inglesa. A segunda maior cidade da África do Sul foi descoberta em 1488 pelo português Bartolomeu Dias, em sua procura pelas Índias. Logo foi tomada por ingleses e holandeses,oqueexplicasuaatmosfera europeia. Você pode passar meses na cidade sem se dar conta de que está na África. Comece a explorá-la por Victoria & Albert Waterfront, a região portuária revitalizada para a Copa de 2010. Antigas docas foram transformadasem centro comercial ecultural, ao lado da marina, de onde saem os passeios de barcosparaRobben Island,a ilhaprisão de Nelson Mandela, e Gnsbaai, melhor local para mergulhar com tubarões.

A área portuária ainda abriga o Two Oceans Aquarium, uma roda-gigante – compensa pagar 100 rands (R$ 23) para avistar a região do alto – e um relógio vitoriano em estilo gótico. É ponto de encontro de turistas por causadosshoppingse dosrestaurantes. Aproveite para comer um kingklip, saboroso peixe local, no charmoso Ginja, e para visitar o Market on the Wharf, mercado de comidas gourmets, com sorvetes artesanais, chocolates, azeites, sucos naturais, bubble tea e sanduíches. Dali, continue o passeio

pelo Woodstock, bairro abandonado que ganhou ares cool após a revitalização. Os muros grafitados indicam que se trata de um lugar de artistas e descolados. Escolha visitá-lo numa manhã de sábado, quando acontece o Neighbourgoods Market, uma feirinha onde se vende de tudo. Outras duas paradas curiosas são Bo Kaap, o bairro muçulmanoque teve as habitações recuperadas e pintadas em tons fortes – visite a mesquita e o Bo Kaap Museum –, e a área no entorno do Compan’s Garden, com a St.George’s Cathedral e o South African Museum. Perto dali está a agitada Long Street, a única via pública da cidade com algum movimento após as 22h, e o Green Market Square, um mercado de rua com barracas espalhadas pela praça, o melhor local para comprar lembrancinhas. Na Cidade do Cabo, escolha hospedar-se em um hotel em local mais afastado do centro da cidade, como Tamboerskloof ou na orla. É tranquilo andar na cidade, sem a necessidade de pegar ônibus ou táxi. Mas, se curte um pouco de burburinho, escolha um dos hotéis na região central, próximo ao porto.

Para saber mais sobre a Cidade do Cabo acesse capetown. W mais fotos no site .otempo.com.br/ travel Confira interessa/turismo

SOUTH AFRICA TOURISM/DIVULGAÇÃO

As casas coloridas de Bo-Kaap, na parte mais pitoresca da Cidade do Cabo MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Saiba mais

Quem leva

City Pass. 980 rands para dois dias (R$ 232), 1.380 rands para três dias (R$ 326) e 1.600 rands para cinco dias (R$ 378): ingresso grátis para Table Mountain e Robben Island, um dia de city sightseeing, descontos em safáris, vinhedos e aluguéis de bikes e barcos

Aéreo: A South African Airways (www.flysaa.com) tem voos a partir de R$ 1.725, decolando diariamente de Guarulhos, às 18h. Operadora: CVC Informações e reservas: www.cvc.com.br/lojas Saídas: Junho a dezembro Preço: A partir de US$ 925 por pessoa em ap. duplo Inclui: Traslados para o aeroporto, seis noites de hospedagem (1 em Johanesburgo com café, 2 no Kruger Park com meia-pensão e 3 na Cidade do Cabo com café), safári em veículo 4x4 no Kruger Park, visita ao cânion Blyde River e a God’s Window, passeio panorâmico em Pretória, passeio de um dia a Robben Island com visita panorâmica à Cidade do Cabo de manhã e Rota dos Vinhos à tarde, guia em português, transporte por todo roteiro em veículo confortável. Aéreo sob consulta.

Voos de helicóptero: Na Waterfront Helicopter Tours, depende do número de passageiros (no máximo 6) e do tempo (até uma hora). A partir de 1.250 rands por 15 minutos (R$ 295) BikeTour.A Up CyCles aluga bikes em Capetown a 60 rands por uma hora (R$ 14), 90 rands por duas horas (R$ 21), 120 rands por três horas (R$ 28), 180 rands por 1/2 dia (R$ 37) e 220 rands por um dia inteiro (R$ 52). www.upcycles.co.za A 13 km do centro da cidade, o Jardim Botânico Nacional Kirstenbosch é um dos maiores e mais belos do mundo


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MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Entardecer em Victoria & Waterfront, com a roda-gigante em primeiro plano PAULO CAMPOS

O City Pass permite acesso a 60 atrativos e descontos em aluguel de bikes, barcos, vinhedos e transporte Camps Bay é a praia mais badalada, point de encontro de modernos e descolados

Areia fina e branquinha só em Clifton e Camps Bay Quem curte praia pode terminar o dia na orla salpicada de praias, como Sea Point, com um antigo farol, Three Anchor Bay, frequentada pelo público LGBT, Rocklands Bay, ponto de pouso de asadelta, Boat Bay e Bantry Bay, todas ligadas por calçadão à moda de Copacabana, com quiosques em sua extensão. A faixa de areia não é grande, tem muitas pedras, mar aberto e águas agitadas e frias para banho. Se quiser praia de verdade, com faixa de areia fina e branquinha, terá que alugar um carro para ir a Clifton Bay – famosa pelos condomínios cinematográficos, com acesso por escadarias – e Camps

Bay, emoldurada pelo morro Doze Apóstolos e pelo Lion’s Head. Camps Bay é também ótima opção à noite, com sua rua principal, Victoria Road, apinhada de gente e com restaurantes, lojas, hotéis e galerias. Para jantar com estilo, a

Camps Bay Onde comer. O menu do Umi (www.themarly.co.za/ cuisine) é extenso: sashimi, sushi, tempura, grelhados e frutos do mar. Preço a partir de 800 rands (R$ 189,44), incluindo entradas, uma salada, prato principal, uma sobremesa e dois coquetéis

dica é o Umi (umirestaurant.co.za). O restaurante aposta na culinária japonesa contemporânea – salmão norueguês com teriyaki, soja e aspargos ou o bacalhau preto com misoyaki como exemplos – e nos coquetéis exóticos. Também não deixe de provar as famosas samosas, pastel frito de massa folhada de origem indiana recheado com carne, batata, vegetais, ervas aromáticas e pimenta. Se ainda quiser se surpreender na Cidade do Cabo, peça ao garçom do Umi uma cachaça, e ele servirá uma autêntica Germana.


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turismo MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Três milhões de pessoas já visitaram a Montanha da Mesa

MATEUS BARANOWSXKI/DIVULGAÇÃO

Monumentos naturais

Sua majestade, a imponente Table Mountain Comece sua viagem pelo balneário sul-africanopor seucartão-postal máximo,a onipresente muralhaque servede moldura e proteção à cidade Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

É comum as pessoas compararem a Cidade do Cabo com o Rio de Janeiro. As semelhanças são apenas geográficas:ambasestão entre o mar e as montanhas, num recorte singular da natureza. Basta uma hora na Cidade do Cabo para você descobrir que essa é a única semelhança entre elas – a atmosfera é muito diferente. A Cidade do Cabo, assim comooRio,noBrasil,éodestino que oferece mais atrativos turísticos na África do Sul. No lugar do Cristo Redentor, está seu cartão-postal máximo, a Table Mountain (ou Montanha da Mesa, denominação traduzida do africâner “Tafelberg”), uma moldura natural com cerca 1.800 m de altura. Mas a Table Mountain é uma protagonista diferente do Cristo Redentor, que discretamente protege a cidade do Rio. O monumento sul-africano é onipresente, pode ser visualizado de qualquer ponto da cidade, como se espreitasse o cotidiano das pessoas, como se impusesse sua presença. Ninguém pode dizer que esteve na Cidade do Cabo se não subir até seu principal cartão-postal. Deve-se

reservar, pelo menos, uma tarde para isso. Subir ao topo da montanha depende das condições climáticas. Como o tempo muda rapidamente, nuvens podem baixar e dificultar a visibilidade. Para chegar à Table Mountain, pegue o ônibus hop-on/hop-off City Sighseeing (citysightseeing.co. za, ao preço de 190 rands ou R$ 47,57), em frente ao Two Oceans Aquarium, em Victoria & Alfred Waterfront, ou a linha 110 do MyCiti (myciti. org.za/en/routes).

Para subir a Table Mountain, um bondinho giratório e envidraçado oferece uma vista panorâmica de 360º e comporta 65 pessoas

Boulders Penguin Colony consiste em três praias, uma área de visualização de pinguins e três passarelas MATEUS BARANOWSXKI/DIVULGAÇÃO

Onde hospedar Cape Milner. Hotel-butique elegante, com bons serviços e terraço para Table Mountain. Diárias a partir de R$ 260. MilnerRoad, Tamboerskloof. capemilner.com

Trilha ou teleférico O turista também precisa decidir a maneira de se atingir a montanha: por uma trilha íngreme ou por teleférico. O primeiro é recomendado só para as pessoas com saúde e fôlego. O segundo leva menos de cinco minutos, se der sorte de não pegar filas gigantescas. Depois de chegar ao topo, é só contemplar a Cidade do Cabo de maneira arrasadora. Láem cima, três trilhaspermitem que se vasculhe o monumento,de onde se avistaa Robben Island, o porto e a Camps Bay Beach.

Radisson Blu Le Vendome. Perto da praia de Sean Point está esse hotel de quartos amplos e excelentes serviços. Diárias a partir de R$ 215. Beach Rd, Granger Bay. radisonblue/levendome The Westin. Em estilo contemporâneo e todo envidraçado, o hotel oferece vistas para a cidade, além de quartos amplos e confortáveis. Diárias a partir de R$ 500. westincapetown.com

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O teleférico para a Montanha da Mesa funciona das 8h às 21h30, mas não está aberto em dias de tempo fechado. Há tours guiados entre 9h e 15h.O bilhete custa 255 rands (R$ 60) .

Table Mountain é uma montanha de cume plano como o tampo de uma mesa, que domina a paisagem da Cidade do Cabo


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ALAIN PROUST/AFRIKA PHOTOS/DIVULGAÇÃO

O Cabo da Boa Esperança, o ponto remoto da terra durante as grandes navegações

Aventura Peninsula Tour. Até o cabo de Boa Esperança e arredores: 990 rands (R$ 213) por um dia de passeio. Cabo da Boa Esperança: Funciona de 6h às 18h (outubro a março) e de 7h às 17h (abril a setembro). R$ 135 (R$ 33,87). www. tmnp.co.za Boulders Penguins. Área de preservação do pinguim africano na cidade de Simon: 60 rands (R$ 14). Mergulho com tubarões. A Shark Cage Diving (sharkcagediving.net) leva turistas até Gansbaai para a atividade. E devolve o dinheiro se você não encontrar os bichos. Preço sob consulta, no site.

Um cabo no extremo sul do continente Um dia inteiro deve ser dedicado a Cape Point, 60 km ao sudeste da Cidade do Cabo, onde fica o cabo da Boa Esperança (www.tmnp. co.za), no Parque Nacional de Table Mountain. Ele pode ser atingido pela estrada de Chapman’s Peak Drive, em meio à mata exuberante e

próximo a praias de areias finas e águas gélidas. O local já serviu de cenário para o filme “O Piano”. O cabo foi batizado por Bartolomeu Dias como cabo das Tormentas, em 1488, por causa das condições climáticas ruins e dos perigos para navegações, e

mais tarde, rebatizado por dom João II. O caminho até o atrativo é dos mais aprazíveis, com mirantes para se apreciar a paisagem. No cabo, o cenário inclui o restaurante Two Oceans (two-oceans.co.za) e um farol desativado, construído em 1859, 249 m aci-

ma do nível do mar, tudo acessível pelo funicular. Há turistas que preferem ir de bicicleta ou por caminhada. Cuidado com os babuínos, que costuma roubar óculos, celulares, bonés e comidas dos descuidados. No caminho de volta, a dica é uma parada no Boul-

ders Penguin Colony, na Boulders Beach, uma área de preservação do pinguim africano, uma colônia única no mundo. A área foi inaugurada em 1982 com dois casais reprodutores e atualmente tem mais de 3.000 aves. O acesso de visitantes é controlado.

Depois de atravessar as catracas, percorre-se uma trilha de madeira suspensa entre a vegetação. As passarelas colocam os visitantes a poucos metros das aves, mas é proibido o contato humano. O local ainda tem restaurante, café e lojinhas de suvenires.


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turismo FOTOS PAULO CAMPOS

Spier (I)

Uma adega turística Nossa primeira parada é na vinícola Spier (www. spier.co.za), na estrada N 310. Fundada em 1692, ela é formada por um complexo de prédios, entremeados por gramados e jardins que se estendem até o rio. Entre as construções estão chalés, anfiteatro para mais de mil pessoas, ampla área de degustação, dois restaurantes, uma loja de vinhos, espaço destinado a eventos, estábulo e até um centro de reabilitação de aves de rapina. TI/DIVULGAÇÃO

Passeio de segway custa a partir de 300 rands (R$ 71)

Spier (II)

De piquenique a segway É aconselhado hospedarse na Spier por duas noites para apreciar a arquitetura, degustar vinhos selecionados, fazer piqueniques e empreender um divertido passeio guiado de segway pelos vinhedos. Na Spier, as uvas são colhidas à mão e resfriadas antes de passar por processo de seleção, seguindo para prensagem, trituração, fermentação e maturação.

Spier (III)

Degustação de vinhos Na Tasting Spier, os visitantes degustam três vinhos da seleção Signature e um dos dois vinhos premium, 21 Gables ou Criative Block. Há, ainda, a Collection of Wines, com garrafas-design de artistas como Mohau Modisakeng, Alex Emsley e Sam Whlengethua, que repensam a cultura negra pós-apartheid. A vinícola também faz uma mistura de degustação de vinhos com chocolates a partir de 70 rands (R$ 16,57).

Stellenbosch

Vinhedos a perder de vista Próximo à Cidade do Cabo, Cape Winelandsconta com trêsrotas de vinhosque oferecem de degustação a tour desegway e wine safáris Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br

Um vale de beleza cênica e ótima infraestrutura turística está a 50 minutos da Cidade do Cabo pela N1. Em Cape Winelands, três rotas de vinhos podem ser alcançadas por estradas pavimentadas e bem-sinalizadas, distintas e margeadas por vinhedos – Stellenbosch pela R44, Paarl pela R45 e Constancia Groove, a mais antiga e famosa, pela N2. No trajeto entre elas, além de belíssimas paisagens, contempla-se imponentes montanhas de granito. Mais próxima, Stellenbosch é uma cidade universitária, berço da cultura africâner, como são chamados os sul-africanos de origem holandesa, com mais de 200 vinícolas em seu entorno, algumas com restaurantes e ótima infraestrutura dehospedagem. Em comum, essas vinícolas oferecem bons vinhos e excelência em serviços para turistas, como passeios de quadriciclo e segway, a cavalo ou de bike, spa, piqueniques e degustações.

A cidade Para aproveitar a cidade sul-africana, aconselha-se uma caminhada pelas ruas para contemplar a curiosa arquitetura holandesa e vitoriana, visitar galerias e lojinhas de artesanato – a maioria, obras produzidas em madeira, com preços que variam de 35 rands (R$ 8,26) a 2.000 rands (R$ 472) –, comprar bons vinhos em supermercados a 175 rands (R$ 41) a garrafa e sentar-se em cafés na calçada para observar o pacato cotidiano local. Os vinhos sul-africanos estão entre os melhores do mundo, e as rotas têm, pelo menos, 300 anos de história. As primeiras videiras foram importadas da França e da Espanha em 1655 por Jan van Riebeeck, governador da Cidade do Cabo. Hoje, produz-se ali as uvas chardonnay, sauvignon blanc, cabernet, merlot e shiraz, mas principalmente a pinotage, cruzamento das uvas pinot

noir e hermitage. As degustações nessas vinícolas são gratuitas, mas é dificil você sair sem comprar uma garrafa de vinho. A maioria delas está aberta o ano todo, diariamente, das 10h às 17h, e não exige agendamento prévio. O tour é conhecer o processo de produção e visitar as adegas, o que se torna desnecessário depois que você já conhece de outras visitas a vinícolas. Mas não abra mão de degustar os vinhos.

As vinícolas de Stellenbosch são próximas umas das outras; na foto, vista da Jordan Wine Estate durante o wine safári

Franschhoek No nosso último dia em Cape Winelands, antes do retorno à Cidade do Cabo, visitamos Franschhoek. Mais charmosa que Stellenbosch, essa simpáti-

ca cidade também tem vinícolas, como a Haute Cabrieri. Mas nosso programa foi degustar chocolates em chocolaterias como a Huguenot (huguenotcho-

colates.com). Se você for lá aos sábados tem um plus: um Village Market, com produtos que vão de frutas a vestuário, na praça principal, a preços convidativos.

Hospedagem Para se hospedar, tenha uma experiência no Klein Zalze (kleinezalze.co.za, diária a partir de 1.288 rands ou R$ 320 o ap. standard), um hotel-residência em estilo clássico com sala de estar com lareira, cozinha, quarto com banheiro privativo e varanda debruçada sobre um vale de vinhedos. Ganhou fama depois que o Chein Blanc 2013 foi eleito por 299 especialistas de 49 países como o melhor vinho branco do mundo. Em Klein Zalze, tudo passa pela palavra elegância. A propriedade, com habitações, campo de golfe e o restaurante Terroir, não faz partedo circuito das grandes vinícolas, masé a opção de hospedagem de bom gosto e conforto em Stellenbosch. Seus vinhos também não pesam no bolso do visitante, custam entre 40 rands (R$ 9,47) e 250 rands (R$ 60) a garrafa.

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Para saber mais, acesse www.stellenbosch. travel ou www.wineroute.co.za. Preço do tour: 990 rands para dia inteiro (R$ 234)

O vinho sul-africano ganhou fama graças a um tipo de uva híbrida, a pinotage, cruzamento de pinot noir com hermitage

Vinícola reproduz um safári

A Spier exibe para os visitantes os tipos de uvas produzidos na vinícola

Onde comer Rust en Vrede. O chef John Shuttleworth e sua esposa Andrea criam pratos artísticos a partir de ingredientes locais e combinações inusitadas. A partir de 620 rands (R$ 146). rustenvrede.com Overture. Na região, seus “wine pairings” – degustações de vinho harmonizadas com a comida – fazem sucesso. A partir de 435 rands (R$ 102) menu com três pratos. dineatoverture.co.za The Big Easy. Experimente o risoto de camarões e os vi-

nhos da excelente adega. A partir de 130 rands (R$ 30). thebigeasyrestaurant.co.za Terroir. O chef Michael Broughton faz o menu com especialidades sazonais, tudo produzido na fazenda. Experimente Springbok Wellington com purê de panela. A partir de 240 rands (R$ 56, 83). kleinezalze.co.za Makaron Restaurant. Situado no hotel-butique Majeka House. Peça o pato assado com batatas. A partir de R$ 180 rands (R$ 42). makaronrestaurant.co.za

No dia seguinte, nosso guiaYusof Pamoes, que apelidamos de Joe, nascido na Malásia, leva nosso grupo a Jordan Wine Estate (jordanwines.com/tastingtours), onde a moda é um winesafári, em jipescom capacidade para 12 pessoas. Emumtrajetopré-estabelecido, o guia Roben explica as diferenças entre as uvas pelo tamanho e pela textura das folhas, por exemplo. No pontomaisaltodaadega,improvisa-seumpiqueniquepara degustar vinhos da casa. Mas você deve incluir a Jordan em sua agenda por outros motivos: o chef George Jardine continua inspirando a culinária sul-africana com receitas maravilhosas para se “comer”, inclusive, com os olhos. Ofinaldosafári éummenu-degustação na Jordan Bakery.O menuprestigia ingredientes da época, combinados com Black Magic, merlot2014,Prospector, shiraz 2015 e The Long Fuse, cabernet sauvignon 2014. Na Jordan Wine Estate, a vista espetacular do lago, das montanhas pontiagudas e das vinícolas forma um cenário típico de cartãopostal,daqueles que se aprecia nas publicidades das agências de viagens.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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Belo Horizonte

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Salvador

Novo up para a capital baiana A Orla e o centro histórico foram repaginados; para a melhoria de outrostrechos,está previstoum aporte deUS$ 52,5 milhões RITA BARRETO/BAHIATURSA/DIVULGAÇÃO

No próximo mês, O Maior São João do Mundo acontece em Salvador

Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Primeira capital do Brasil por 214 anos (entre 1549 e 1763), Salvador reserva aos visitantes uma belíssima arquitetura histórica, aliada à sua localização privilegiada na Baía de Todos-os-Santos, salpicada de praias maravilhosas, e a estrutura moderna conquistada nos últimos anos. Dos tempos de sede do governo geral até o início do século XX, a capital baiana ganhou suntuosos templos católicos – reza a lenda que são 365 igrejas, sendo uma para cada dia do ano –, com destaque para as basílicas Mosteiro de São Bento, da Conceição da Praia, do Senhor do Bonfim e a catedral, além da igreja de São Francisco, toda revestida em ouro e considerada a mais rica do país. A gastronomia baiana, com vatapá, acarajé, abará e moqueca – embora a nova onda fitness que tomou conta da orla, agora equipada para tal finalidade, também tenha inspirado pratos mais saudáveis nos restaurantes locais –, é uma das mais distintas. Para o argentino Roberto Becerra, que vive em Salvador há 33 anos, “são co-

midas bravas”, traduzindoas como “fortes, apimentadas e deliciosas”. Mas nada, segundo Becerra, compara-se às festas populares como o São João, que acontece em junho. “O São João é a melhor festividade do Brasil, é uma festa típica linda”, enaltece.

Mais obras A revitalização da orla, que teve início com as obras para a Copa do Mundo de 2014, já contemplou Farol da Barra, Tubarão, Boca do Rio, São Tomé de Paripe, Piatã e Itapuã. Agora, para estendê-la aos trechos de Stella Maris, Flamengo, Ipitanga, Barra e Ondina, além da requalificação da praça Cayru – onde ficam o Mercado Modelo e o elevador Lacerda – e da avenida Sete de Setembro, a Prefeitura de Salvador deve assinar com o Ministério do Turismo, na próxima semana, a contração de um empréstimo de US$ 52,5 milhões (cerca de R$ 105 milhões). Essesrecursos,segundoa assessoriadeimprensadaSecretaria de Turismo e Cultura (Secult), são provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Prodetur nacional.


turismo

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HERMES DE PAULA/AGÊNCIA O GLOBO

Chapadas

Natureza em pleno esplendor Extensões serranas para visitar no Brasil:Diamantina, dasMesas, Araripe,Veadeiros e Guimarães

Goiás

Maranhão

Veadeiros. A Chapada dos Veadeiros é procurada por quem busca contato com a natureza ou experimentar seu lado esotérico – motivado pelo paralelo 14, linha imaginária que atravessa Machu Picchu, no Peru, e corta Alto Paraíso. Lá são encontradas cachoeiras como o Salto do Rio Preto (foto), de 120 m de altura, e a bela formação rochosa Vale da Lua.

Das Mesas. No centro-sul do Maranhão, está nossa versão de Table Mountain: a Chapada das Mesas. Menos conhecido dos brasileiros do que a versão sul-africana, o Parque Nacional da Chapada das Mesas é de uma beleza ímpar, com cânions, incríveis formações rochosas, poços (como os Azul e Encanto Azul, que formam convidativas piscinas de águas cristalinas) e muitas cachoeiras, a exemplo da de Santa Bárbara, de 76 m de altura.

MÁRCIA FOLETTO/AGÊNCIA O GLOBO

Bahia

Na divisa

Diamantina. O Parque Nacional da Chapada Diamantina, a 430 quilômetros de Salvador, ocupa uma área de 1.500 quilômetros quadrados do noroeste baiano. São cerca de 300 cachoeiras e 150 grutas, com águas cristalinas – no Poço Encantado, elas ganham uma tonalidade azul. O Vale do Pati é um dos cenários mais belos da região.

Ceará, Piauí e Pernambuco. Provavelmente uma das menos conhecida das chapadas do país, a do Araripe fica na divisa de Ceará, Piauí e Pernambuco. Além da beleza natural, o local abriga o Geoparque Araripe, sítio protegido por sua relevância geológica e o primeiro desse tipo nas Américas a ser reconhecido pela Unesco.

GABRIEL CARVALHO/DIVULGAÇÃO

RENE FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Mato Grosso Guimarães. Ocupando uma área de 33 mil hectares no Mato Grosso, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães tem belas paisagens e várias cachoeiras, além de grutas e cavernas, como a Casa de Pedra (foto), que, diz a lenda, serviu de abrigo aos homens da Coluna Prestes durante a viagem pelos sertões.

SETUR-MA/DIVULGAÇÃO


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turismo TURISMO DA AUSTRÁLIA/DIVULGAÇÃO

2° passageiro

Gratuidade para EUA e Canadá A CVC retomou a promoção Segundo Passageiro Grátis para sete roteiros de nove ou 17 dias nos EUA e Canadá, nas compras até 31/5. Inclui hospedagem com café, ônibus, traslados, guia (português), tours panorâmicos e parte terrestre do segundo passageiro grátis. Pagamentos em 12x e embarques deste mês a dezembro de 2018. Inf.: cvc.com.br/lojas.

Visto

Austrália tem menos burocracia Para obter autorização de entrada no país, oturista pode conduzirtodo o processopela internet; a notificação sai emtorno de dezdias úteis Tânia Ramos

Divinaexpo

Shows, rodeio e concurso A Divinaexpo, em Divinópolis, será realizada de 25/5 a 4/6, com rodeio e shows de Jorge e Mateus, Maiara e Maraísa, Henrique e Juliano, Dennis DJ, Gusttavo Lima, Marília Mendonça e Edson e Hudson, entre outros. Em 3/6, haverá a tradicional Queima do Alho (ingressos a partir de R$ 40) e o concurso de berrante.

Melbourne é a segunda cidade mais populosa da Austrália

taniaramos@otempo.com.br

O processo de concessão de visto para entrada de estrangeiros na Austrália, ao contrário de outras nações do mundo, é um dos menos burocráticos. Não por acaso, o país dos cangurus é, atualmente, o campeão no recebimento de estudantes de nacionalidades diversas que querem turbinar o currículo no exterior – ou até mesmo de imigrantes. E o que é melhor: o visto de turismo também pode ser utilizado por aque-

les que irão ao país para estudar por um período de até 12 semanas (três meses), permanência média da maioria de estudantes de línguas (inglês). A modalidade turismo, além de ter menor tempo de tramitação – a resposta demora, em média, dez dias úteis, enquanto o visto de estudante requer uns 25 dias –, também libera o requerente dos exames médicos exigidos para a liberação dos vistos de estudante, que são realizados por médicos credenciados pela Embaixada da Austrália no Brasil.

Como tirar O programa eTourist permite que brasileiros façam todo o processo de solicitação do visto via internet. Basta acessar http://www.immi.gov.au/visas/visitor/600/. Essa modalidade custa a partir de 135 dólares australianos (+ IOF), pagos com cartão de crédito. O tempo máximo de permanência no país para esses vistos é de até um ano, e se aplica tanto para quem quer conhecer o lugar quanto os que pretendem estudar. Para requerer o visto de estudante, o candidato precisa preencher o formulário 157A, ter passaporte válido, taxa de visto (nesse caso, o pagamento pode ser efetuado com um cheque nominal à Embaixada da Austrália), resulta-

do dos exames médicos – eles são enviados para a Embaixada pelo médico credenciado (ver lista no site www.brazil.embassy. gov.au) e documentação comprobatória para o pedido do visto. O país ainda exige dos brasileiros cartão de vacinação contra a febre amarela, além, é claro, de passaporte com validade de pelo menos seis meses a partir da data de entrada no território australiano.

Residentes Pesquisa recém-divulgada pela Scanlon Foundation, que ouviu 10 mil estrangeiros de mais de 50 nacionalidades, entre residentes, estudantes e trabalhadores temporários, mostra que todos eles se dizem felizes com a escolha do país para viver ou ter uma experiência no exterior. TURISMO DA AUSTRÁLIA/DIVULGAÇÃO

Passaporte com visto para o país

FLICKR

Exigem visto Afeganistão Argélia Armênia Angola Austrália Bangladesh Benin Burkina Faso Cabo Verde Camarões Camboja* Canadá Catar China Congo Cuba Egito* El Salvador Emirados Árabes Unidos Estados Unidos Etiópia Gabão Gana Índia Honduras Irã Iraque Indonésia* Japão (Como não há vôos diretos, turistas devem verificar as exigências de entrada ou trânsito do país onde farão conexão ou escala na viagem) Jordânia (Contar com visto de entrada aposto no passaporte ou solicitá-lo no aeroporto) Líbano Laos* Mali Moçambique (Na embaixada ou nos aeroportos) Nepal* Nigéria Quênia* República da Guiné São Tomé e Príncipe Vietnã Tanzânia * Turistas podem solicitar visto na chegada

Casal de peixes-palhaço, a espécie do Nemo, na Barreira de Corais australiana


W Serviço. Baterias exigem cuidados na hora da troca ou da recarga. Página 16

RODOLFO BUHRER/LA IMAGEM/RENAULT

W Moto. Harley-Davidson CVO Street Glide traz luxo e sofisticação. Páginas 22 e 23 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 20/5/2017

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Francês invocado SérieespecialdoRenaultSanderoR.S2.0chegaaomercadocomvisualexclusivo.Páginas 18e 19


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Bom exemplo Contrariando a máxima que diz que para chamar atenção é preciso fazer barulho, mais uma vez São Paulo, cidade onde tudo acontece, mostra vanguarda ao sediar no próximo dia 27 de maio uma carreata de veículos elétricos e híbridos. Intitulada como Dia da Mobilidade Elétrica, a iniciativa partiu da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Além de automóveis, serão bem-vindos também scooters e motos, desde que híbridos ou movidos 100% a bateria. A carreata tem presença confirmada dos grandes fabricantes mundiais desses modelos como Toyota, Mercedes-Benz, Tesla, Le-

xus, Renault, Volvo, BYD, entre outros. As marcas levarão suas principais novidades do setor para as ruas da capital paulista. Segundo Ricardo Guggisberg, presidente da ABVE, o objetivo será sensibilizar a população, o poder público e a iniciativa privada a respeito dos benefícios que uma frota limpa trará às grandes metrópoles. Para quem quiser participar, mas não possui veículo elétrico ou híbrido, a ABVE irá oferecer ônibus (evidentemente elétricos) que acompanharão o desfile pelas ruas de São Paulo. Bicicletas também serão permitidas dentro do trajeto preparado para o evento. A carreata será das 10h às 13h entre as praças

Altas Rodas W Na última semana, os empresários Leonardo Augusto Ferreira e seus filhos, Leonardo Filho e Marcelle, diretores do Grupo Pisa, re-

ceberam parte da diretoria da Peugeot do Brasil e a imprensa especializada em veículos de Belo Horizonte, para marcar a inauguração da

Amadeu Amaral (Rua Treze de Maio) e Charles Miller, em frente ao estádio do Pacaembu. Na chegada, será inaugurado um posto elétrico de abastecimento de veículos doado pela BYD do Brasil. A organização estima que 250 veículos participem da carreata, o que representa cerca de 10% da atual frota nacional de elétricos e híbridos. A ABVE estima que, atualmente, existam cerca de 2.500 unidades “verdes” rodando pelo país. Iniciativas como essa são muito bem-vindas e têm como papel mostrar que a matriz energética que vamos conviver doravante pode estar entre esses dois modos de propul-

mais nova concessionária da marca na cidade, a Pisa Peugeot. De São Paulo especialmente para o evento, esteve em BH o diretor de desenvol-

Iniciativas como essa são muito bem-vindas e têm como papel mostrar que a matriz energética pode estar entre esses dois modos de propulsão

são, 100% elétrica ou híbrida, que reúne dois motores, um a combustão e outro a eletricidade. O bolso e o meio ambiente agradecem. Quem quiser saber mais informações sobre a carreata, basta acessar www.diadamobilidadeeletrica.com.br. A propósito, a Toyota, que lidera as vendas de veículos híbridos no mundo, mostra disposição de produzir seu Prius no Brasil. Para isso, o local da planta industrial que viabilizará a produção do híbrido tupiniquim já está escolhido: São Bernardo do Campo (SP). Como a tecnologia construtiva é avançada, o modelo nacional terá kits prémontados oriundos do Japão em uma ordem de

1.500 unidades por ano. Os dois motores (a combustão e elétrico) geram, juntos, 138 cv de potência, e está na ação dos freios regenerativos, que acumulam energia a cada vez que o condutor aciona o sistema, a fonte para recarregar a bateria do motor elétrico. Por este motivo, não há necessidade de conexão externa, como plugar em uma tomada. Levando em conta os dados do Inmetro, a média de consumo do Prius é de 15,7 km/L, na cidade, e 14,3 km/L, na estrada. A autonomia ultrapassa os 600 km. No mercado desde 1997, o Prius é o veículo híbrido mais vendido no mundo.

vimento de rede, Domingos Boragina Neto, o diretor comercial da Peugeot, Frederico Battaglia, e o diretor de comunicação, Marcus Brier,

além de seu assistente Ícaro Costa. O grupo Pisa, presente há 23 anos em BH, é um tradicional nome no ramo. A nova concessionária fica na

avenida Antônio Carlos, 4.175 e tem 5.500 m² construídos, com 1.200 m² de oficina com dez boxes e ferramental especializado. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Leonardo Augusto Ferreira Filho, Marcelle Ferreira, Leonardo Augusto Ferreira e o diretor comercial Frederico Battaglia

Domingos Boragina, Anderson Camacho e Leonardo Augusto Ferreira Filho durante o evento de inauguração da revenda

O editor do Super Motor, Raimundo Couto, com Leonardo Augusto Ferreira, Marcelle Ferreira e Leonardo Augusto Ferreira Filho

Naiara Moreira, Vinicius Patente e Josiane Soares

Emilio Camanzi, Antonio Longuinho e Marcelo Ramos

As colaboradoras Jade Moura, Joicilene Pereira e Liliane Batista


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

Proteção veicular

Aumento no número de roubos reforça comportamento cuidadoso MARIELA GUIMARAES 30.3.2017

Segundo pesquisa, no país um carro é roubado a cada minuto

LEO FONTES

Dados revelam que cresceu a ocorrênciade casos no anode 2016 emrelação a 2015;especialistas discutemesse cenário a fundo A indústria automotiva não fechou 2016 tão bem quanto esperava. A produção de pouco mais de 2 milhões de veículos, de acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), é muito menor do que a capacidade produtiva brasileira, que beira os 5 milhões, ainda segundo os dados da organização. O fato gera um círculo vicioso de desemprego, diminuição do dinheiro em circulação e economia em recessão. Esse cenário, no entanto, vem mudando. Os dados dos primeiros meses de 2017, também conforme a Anfavea, dão conta de que a produção de carros e utilitários no Brasil cresceu 18,1% em março na comparação com o mesmo período do ano passado, o que pode, para além de demonstrar o crescimento da indústria, vislumbrar um ano melhor para as montadoras. Por outro lado, enquanto uma recuperação é espe-

rada não só no setor automotivo, mas em toda a economia brasileira, o cenário de furtos e roubos também se altera. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança mostram que um carro é roubado no Brasil a cada minuto. Em dois anos, foram registrados mais de 1 milhão de casos como esses no país. Os Estados mais perigosos nesse sentido são Rio de Janeiro, Goiás e São Paulo. Embora não apareça entre os três mais visados, Minas Gerais, em 2016, apresentou um número de furtos e roubo muito maior do que os que foram registrados em 2015. Segundo dados da Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais (Sesp), somente entre os meses de janeiro e novembro de 2016 foram levados 21.818 veículos, contra 19,8 mil no ano anterior, o que representa um crescimento de 10,2% dos casos. Elder Campos, de 29 anos, é uma das vítimas. Ele teve o carro furtado na porta de casa. Ocorrências co-

mo a dele mostram que a situação é mesmo grave. Segundo Ronei Vital, consultor de segurança pública, grande parte dos furtos e roubos em Minas Gerais é para desmanche. Ele afirma que há um mercado pronto para o reaproveitamento de peças. “Existe muita expectativa em relação à regulamentação de uma lei que obrigue a etiquetagem das peças com a origem delas. É a única maneira de a polícia realmente atuar e impedir a venda ilegal pelos receptadores”, diz.

Violência A agressividade com a qual muitos roubos são realizados também assusta. Walery Ayres, relações-públicas, é outra vítima. “Meu amigo e eu fomos abordados por dois indivíduos. Ficamos assustados, pois o assaltante estava armado e nos fez entrar no carro. Eu permaneci na parte de trás, deitado entre o banco e o assoalho, e meu amigo ficou dirigindo com o outro indivíduo ao lado dele. Durante todo o tempo, os bandidos diziam que não tinham nada a perder e que, se fizéssemos qualquer movimento brusco, atirariam em nós. Eles nos mandaram conduzir o carro até Nova Lima. Entramos em uma rua de

terra, onde fomos deixados amarrados com os cadarços dos nossos tênis e fomos avisados de que não deveríamos deixar o local. O carro, graças a Deus, foi recuperado no dia seguinte, e nós estamos inteiros”, relata. Mas nem todos têm a mesma sorte. Ainda segundo Vital, na capital mineira o índice de recuperação de veículos é de 60%.

Proteção Diante desse cenário, segundo Nayara Marques, gerente comercial e de relacionamento da Auto Truck, o número de pessoas que procuram associações vem crescendo. “O fato de o associativismo ser visto pela população como um caminho seguro para a solução da proteção do veículo, além do atual cenário de furtos e roubos que vivemos, é o principal motivo para o aumento da demanda desse tipo de serviço”, diz. No entanto, muitas vezes, isso só acontece após perderem o bem. Nathália de Kássia, de 18 anos, por exemplo, já passou por momentos muito difíceis em relação ao assunto. “Eu estava com o meu sogro, em Betim, na Grande BH, quando quatro bandidos armados nos renderam e pediram a chave do carro”, conta.

Nayara Marques diz que cresce a busca por associações LEO FONTES

Ronei Vital diz que a maioria dos carros vai para desmanche


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super motor EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Serviço

Trabalho em alta tensão para

tudo funcionar direito Apesar de serem livre de manutenções, baterias automotivasexigemconhecimento na horada troca ou da recarga; mauuso pode comprometer suavida útil

DÚVIDAS SOBRE BATERIAS 1

Bateria necessita manutenção preventiva?

Baterias automotivas hoje não exigem nenhum tipo de manutenção e não possuem acesso a parte interna

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Qual a vida útil de uma bateria?

Não há um prazo determinado. O tempode vida varia conforme a qualidade do produto e as condições de uso e da instalação elétrica do carro

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O que é aquela borra verde que às vezes 5 aparece?

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Zinabre é o nome dado a essa substância que surge nos contatos da bateria. É um sinal de oxidação causado pelo contato de ácidos que escapam da bateria com o oxigênio. O acúmulo de zinabre pode impedir o funcionamento correto dela. Por isso, pode 6 ser preciso fazer uma limpeza

Bateria pode ser recarregada?

Sim, mas o ideal é sempre consultar ou chamar um especialista para realizar o processo. O período de recarga pode levar de 5 a 10 horas. Nunca tente recarregar bateria com fios domésticos

Igor Veiga A principal função da bateria de um carro é fornecer alta corrente elétrica, por um curto período de tempo, para que o motor dê a partida. Além disso, ela é necessária para que diversos dispositivos elétricos do veículo funcionem, mesmo com o motor desligado, como, por exemplo, lâmpadas, aparelhos de som, alarmes, microprocessadores etc. Só que, às vezes, quando você menos esperar ela pode te deixar na mão sem qualquer aviso ou recado. A bateria não tem prazo determinado de validade. Quando nova, dura, em média, três anos. No entanto, desde um cabo solto e sujeiras, até a má utilização ou mesmo a falta de uso do veículo, podem impedir o correto funcionamento dessa peça, que todo mundo sabe que existe, mas só dá a devida atenção quando chega a hora em que ‘bate a chave’ e o motor fica ali, paradão, sem dar qualquer sinal de vida. “A bateria não encerra a vida útil de repente. Normalmente, vai dando sinais. Cabe ao motorista interpretálos e se preparar para o momento da troca. Alguns destes sinais são a partida se tornando mais fraca ou os faróis mais fracos, por exemplo”, explica Antônio Junior, diretor de engenharia das ba-

terias Moura, uma das marcas mais tradicionais no mercado brasileiro. De acordo com ele, seria ideal que todo mundo fizesse um check-up na parte elétrica do veículo a cada seis meses para conferir se não está havendo, por exemplo, fuga de corrente elétrica, além de testar se o alternador/regulador de tensão estão em ordem.

Solução paliativa Só que, infelizmente, é uma minoria que tem tempo e dinheiro para seguir essa recomendação e a bateria usada pode sempre dar aquela arriada. Aí, não tem jeito. A primeira opção pode ser dar a partida com

Segurança Sem gambiarra. Nunca tente recarregar a bateria com fios domésticos. Evite ainda que os fios negativo e positivo da bateria se toquem. Caso isso ocorra, a bateria pode ser danificada e, em casos mais graves, pode causar princípio de incêndio. Não tome choque. Para evitar tomar choques elétricos, se possível, além do cabo auxiliar de recarga de bateria compre e use luvas de borracha se precisar fazer uma “chupeta” na bateria.

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o auxílio de outro carro por meio de um cabo específico, e fazer a chamada “chupeta”, que é a conexão da bateria de um veículo com a de outro só para dar a partida. Em último caso, vale até empurrar o veículo e fazê-lo ‘pegar no tranco’. Mas lembre-se, deve ser a última opção pois, o método pode, sim, danificar componentes do motor e da transmissão. Para quem não quer ter trabalho, muitas empresas especializadas em baterias automotivas, além de seguradoras, oferecem o serviço de socorro e vão até o local onde o carro está parado para trocar ou recarregar o equipamento.

Escolha certa De acordo com Antônio Júnior, a escolha da bateria nova adequada para o veículo exige o conhecimento de um profissional. “Uma bateria com uma capacidade ou potência menor resulta em uma vida útil mais curta e em sua falha precoce”, ressalta o especialista. Segundo Júnior, bateria errada causa baixo nível de carga acompanhado de defeitos como sobrecarga, sulfatação das placas da bateria ou descarga profunda, além disso, o carro pode apresentar falhas de funcionamento.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

20 de maio de 2017


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

Linha 2018

Spin ganha novo MyLink A Chevrolet divulgou nesta segunda-feira as novidades da linha 2018 da minivan Spin. A principal é a introdução da nova geração da central multimídia MyLink, que já equipava os modelos Onix, Prisma e Cobalt desde o ano passado. O equipamento agora figura como item de série em todas as versões da Spin, menos a mais básica, a LS. O sistema é compatível com Android Auto e Apple Car Play. A tela é de sete polegadas sensível ao toque.

Mercado

Toyota sobe preço da Hilux A Toyota aumentou o preço de todas as versões da picape Hilux. A versão de entrada com motor a diesel da picape, por exemplo, subiu R$ 590, já a versão mais completa, constatou R$ 950 a mais na conta final do consumidor. Em relação às três versões disponíveis com motor flex, o aumento variou de R$ 570 a R$ 670. A tabela de preço do SUV Toyota SW4 também sofreu reajuste.

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Lançamento

Hatch preparado para as pistas de corrida Renault estreia nova sérielimitada do SanderoR.S; equipadacom motor 2.0de até150 cv,versão Racing Spirit do esportivo sai porR$ 66,4 mil Igor Veiga De Curitiba

Com o Autódromo Internacional de Curitiba (PR) servindo de cenário, a Renault acaba de lançar uma versão especial do Sandero R.S 2.0, batizada de Racing Spirit. Produzida na fábrica da Renault em São José dos Pinhais, a série limitada do “hot hatch” tem preço sugerido de R$ 66,4 mil e será limitada a 1.500 unidades. As rodas de liga leve aro 17 trazem novos pneus esportivos 205/45, modelo Michelin Pilot Sport 4, e pinças dos freios na cor vermelha. Entre vários itens, o Racing Spirit sai de fábrica com: controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR), assistente de arrancada em subidas (HSA), faróis de rodagem diurna (DRL) de LED, ar-condicio-

nado automático, vidros elétricos dianteiros e traseiros, banco do motorista regulável em altura, piloto automático (controlador e limitador de velocidade), sensores de estacionamento e sistema Media NAV Evolution, a central multimídia integrada ao painel com tela de sete polegadas sensível ao toque. A versão não tem opcionais. O revestimento do teto agora é preto, e a cor vermelha está nos aros dos difusores de ar laterais e no contorno do velocímetro, além de nas costuras e nas faixas dos bancos. Com acabamento black piano, o painel central e as maçanetas internas dão uma pegada ainda mais esportiva ao interior, destacado pelas cores preta e vermelha. O volante multifunção é

o mesmo do Sandero R.S, assim como os pedais de alumínio e a central multimídia com revestimento em preto brilhante. A cor vermelha está também no contorno inferior do parachoque específico com desenho das lâminas ao estilo Fórmula 1, espelhos retrovisores, difusor e nova faixa lateral com a inscrição “Racing Spirit”.

ge até 202 km/h e vai de 0 a 100 km/h em apenas 8s. A versão mais “apimentada” do Sandero também vem equipada com o sistema RS Drive, em que é possível escolher entre três modos de condução: Standard, Sport e Sport+. O dispositivo atua no ajuste fino dos controles eletrônicos de tração e de estabilidade, além do acelerador.

Desempenho e tecnologia

W O jornalista viajou a convite da Renault

Desenhado e desenvolvido pela Renault Sport Cars, em conjunto com as equipes do estúdio Renault Design América Latina e do centro Renault Tecnologia Américas, o Sandero R.S. 2.0 é mesmo um legítimo esportivo. Além da suspensão esportiva, o Sandero R.S tem motor 2.0 flex, aspirado, que entrega até 150 cv com 20,9 kgfm de torque, quando abastecido com etanol. O câmbio é manual de seis marchas. Segundo a Renault, com esse conjunto mecânico, o Sandero atin-

Defletor, aerofólio e escapamento duplo reforçam a esportividade

Rodas da série limitada vêm com pinças de freios em vermelho e novos pneus de alta performance da marca Michelin


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

FOTOS RODOLFO BUHRER/LA IMAGEM/RENAULT

Encostos de cabeça dos bancos dianteiros são alusivos à versão

Esportividade que vai além da estética Definitivamente, o Sandero R.S 2.0 Racing Spirit é um carro para quem não se contenta em ter um veículo só com o visual de um modelo esportivo. Após algumas voltas na pista do autódromo de Curitiba, pudemos comprovar que a versão apimentada do Sandero permite ao motorista uma tocada mais esperta e ágil, seja na cidade ou na estrada. Uma real esportividade circula nas veias do Racing Spirit graças à tecnologia embarcada de ponta da versão e, principalmente, ao motor 2.0 flex e ao câmbio manual de seis velocidades, que tem relações de marcha mais curtas em relação ao Sandero ‘normal’. Apesar de a suspensão ser mais dura, o conforto a bordo do ‘hot hatch’ também é satisfatório. (IV)

Interior do esportivo é todo em tom preto e traz detalhes na cor vermelha por todos os lados

Ficha técnica Motor. 2.0 16V flex, aspirado, quatro cilindros Potência máxima. 145 cv (gasolina)/ 150 cv (etanol) a 5.750 rpm Torque máximo. 20,2 kgfm (gasolina)/20,9 kgfm (etanol) a 4.000 rpm Peso/potência. 7,74 kg/cv Câmbio. Manual de seis marchas. Tração dianteira De 0 a 100 km/h. 8,4s (gasolina)/8s (etanol) Velocidade máxima. 200 km/h (gasolina)/202 km/h (etanol) Suspensão. Dianteira do tipo McPherson e traseira semi-independente. Freios. A discos nas quatro rodas

Uma placa numerada, perto do câmbio, identifica o número de série da edição Racing Spirit


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

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Transporte

Teoria e prática para desenvolver caminhões MAN inaugura novo circuito de testesem Resende(RJ), capazde reproduzira realidadeencontrada namalha rodoviária brasileira Victor Alves Auto Press

A precária infraestrutura da malha rodoviária no Brasil é um dos principais problemas enfrentados pelos motoristas de caminhões. Não só pela elevação dos custos da manutenção e pela redução na velocidade, que causa queda na produtividade, mas principalmente pela falta de segurança. As más condições das estradas forçam as fabricantes a adequarem

seus produtos e aumentar a robustez. De olho nisso, a MAN Latin America montou em sua fábrica em Resende, interior do Rio de Janeiro, um campo de provas capaz de simular 26 eventos para testar seus modelos de acordo com suas necessidades de uso, com diferentes tipos de pavimentação, obstáculos e inclinações. Há ainda uma pista para aferir o nível de ruído externo, única na América Latina com certificação ISO 10.844. Em funcionamento des-

de o final do ano passado, o circuito de testes de ônibus e caminhões MAN Latin America sujeita os veículos a situações que comprometem suas estruturas e durabilidades, com trajetos em pedras de rio, paralelepípedos, trilhos de trem, ondulações conhecidas como “costelas de vaca”, lombadas e remendos de asfalto. O objetivo é certificar a eficiência e a robustez dos modelos confor-

me seu padrão de uso. O circuito possui uma área de 35.500 m² e representou um custo de R$ 9,5 milhões para ser construído. De acordo com Leandro Siqueira, diretor de engenharia de planejamento de produto, em três meses de testes, os caminhões e os ônibus passam pelos mesmos eventos que passariam em dez anos de uso nas rodovias do país.

Transporte de cargas valiosas Pesado blindado. Outra novidade da MAN é o inédito modelo Volkswagen Constellation 25.420 8x2 Tractor, de 420 cv. O caminhão extrapesado é blindado e atende empresas

que transportam altos valores em carga, como eletrônicos, medicamentos e dinheiro. Feito sob medida para o grupo Protege, o modelo tem capacidade para transportar até 28 pallets.

Campo de provas tem rampas com inclinações de 20%, 40% e 60%, sendo a última voltada para o desenvolvimento de veículos militares


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FOTOS MAN/DIVULGAÇÃO

Modelo TGX, da Man, traz atualizações

MAN TGX chegou à linha 2018 com discreta reestilização

Modelo blindado é o maior do gênero no mercado brasileiro

Pistas do campo de provas reproduzem 19 tipos de pisos

A MAN Latin America também revelou a linha 2018 dos caminhões TGX. Sem atualizações desde 2011, os modelos ganharam um face-lift para renovar suas roupagens e “aquecer” as vendas da gama. As alterações nos MAN TGX 2018 consistem na mudança de cor do interior da cabine e na adoção de luzes diurnas de rodagem no conjunto ótico. Por dentro, foram incorporados mais porta-objetos, e as tonalidades dos revestimentos agora são mais claras e transmitem maior sensação de requinte ao painel de instrumentos, portas e cortinas. Já nos faróis, há a presença de luzes em LEDs com acendimento automático ao girar a chave na ignição que funcionam atendendo a legislação atual. Em termos de valores, a tabela de preços da gama MAN TGX 2018 parte dos R$ 360 mil na configuração com tração 6x2, e R$ 380 mil, nos modelos 6x4. (VA/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

Suspensão

Tecnologias dinâmicas A suspensão traseira da moto traz amortecedor com pré-carga da mola, com sistema de regulagem milimétrica manual, que indica a posição de acordo com o peso de ocupantes e bagagem. Na frente, os amortecedores telescópicos Showa têm sistema que aumenta a rigidez na proporção da velocidade: quanto mais rápido, mais duro.

Áudio

super motor

Moto

Luxo on road, para o piloto e o garupa Harley-Davidson CVO Street Glide exibe requinte,potência exorbitantes, maso preçode compraimpressiona emigual proporção: R$ 142,4 mil

Moto tem sistema multimídia

Eduardo Rocha

O sistema de som da CVO Street Glide conta com altofalantes Boom!, com woofers instalados em cones de fibra de carbono, cúpula de fibra de polipropileno de médio alcance e tweeter de cúpula em alumínio, alimentados por um amplificador de 300 watts. O sistema multimídia tem ativação por voz e traz GPS e conexão Bluetooth com streaming de áudio.

Nada representa mais o luxo da Harley-Davidson que os modelos da linha Touring com a assinatura CVO (Custom Vehicle Operations, ou operação de personalização de veículos, traduzido do inglês), que são customizados de fábrica e recebem o que a marca tem de melhor em relação a tecnologia e performance. Esse conceito é aplicado à Street Glide Special e à Ultra Limited,

Auto Press

que passam a se chamar CVO Street e CVO Limited. Enquanto a primeira segue na linha Grand Turismo, a segunda Glide adota uma lógica mais esportiva. A diferença de roupagem dá uma vantagem à Street Glide de 34 kg – a seco, são 380 kg. O menor peso tem reflexos na performance e no preço. Enquanto a CVO Limited custa R$ 158,8 mil, a CVO Street Glide sai a R$ 142,4 mil. A CVO Street Glide fica nada menos que R$ 55 mil mais cara que a Street Glide

Special normal de linha. Há uma lista enorme de alterações para justificar essa diferença, todas relacionadas ao status de exclusividade. A mais importante, sem dúvida, é a do motor. Na linha normal, a Street Glide recebe o propulsor da Milwaukee-Eight de 107 polegadas cúbicas, ou 1.800 cm³, refrigerado a óleo. Na CVO, trata-se de um propulsor de 114 polegadas cúbicas, ou 1.870 cm³, com Twin Colled, sistema de refrigeração mista – líquida no cabeçote e por óleo no bloco. A família de propulsores, Screamin’ Eagle, a nona da história de 108 anos da Harley, foi apresentada no ano passado e traz como principal mudança a adoção de quatro válvulas por cilindro,

comandadas por varetas ligadas diretamente ao virabrequim. Segundo a marca, o torque do 114 é de 16,6 kgfm a 3.250 giros, 1,5 kgfm a mais que no 107. Já a potência máxima é de 100,6 cv, aferida pela EPA, a agência ambiental norte-americana – a Harley-Davidson não divulga esse dado oficialmente. Outras diferenças são mais notáveis, caso da pintura com tintas especiais com detalhes feitos à mão. Os acabamentos nos para-lamas e carenagens são específicos da CVO, e o tanque recebe um grande console cromado com a marca da Harley em fundo eletroluminescente. As rodas são em liga leve cromadas com partes com pintura em preto, e os alforjes laterais são em plástico injetado.

Apenas 30 exemplares da Harley-Davidson CVO Street Glide foram trazidos ao Brasil, e todos foram vendidos


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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Aumento da suavidade de manejo é bem perceptível A estética não denuncia, mas a evolução dos modelos de turismo da Harley é flagrante. Na CVO Street Glide, suspensão, câmbio e funcionamento do motor, tudo ganhou suavidade. Em marcha normal, a impressão é a de que o propulsor está ainda mais suave que os 75% divulgados pelo fabricante, por conta da adoção de contrapesos internos. No visual, tudo parece igual. Mui-

tos cromados, motor com aletas para dissipar o calor e bancos que mais parecem poltronas. As novas características ainda são potencializadas pelo acabamento primoroso, o visual caprichado, a riqueza de detalhes. O sistema de arrefecimento líquido no cabeçote reduziu bastante a transferência de calor do motor para a parte posterior da coxa do piloto. Além disso, os

bancos da CVO são ainda mais confortáveis que os dos modelos normais. Os comandos ficam todos à mão do piloto, e o sistema multimídia torna a viagem bem agradável. O sistema de som é forte o suficiente para vencer o vento e o abafamento do capacete, mas ainda não se inventou um jeito de ouvir música em velocidade e ao ar livre com pureza. (ER/AP)

Linha CVO funciona como uma espécie de vitrine estética e tecnológica para o fabricante

Dinâmica é boa dentro da categoria custom A posição de pilotar da CVO Street Glide é a tradicional das Harley de turismo. As pedaleiras tipo plataforma são bem avançadas, e o assento tem uma altura reduzida, de 69 cm, em relação ao solo. Isso aumenta o controle sobre a motocicleta e rebaixa o centro de gravidade, o que torna a condução bastante prazerosa. Outra mudança que chama atenção é a da suspensão. Tanto o conjunto dianteiro quanto o traseiro trabalham com precisão, graças ao ajuste manual atrás e ao sistema autorregulável

na frente. A CVO Street Glide encara as curvas sem robolar e faz as transferências de peso em acelerações e frenagens de forma absolutamente controlada. As acelerações são fortes, e as retomadas dispensam a redução de marchas, tal a elasticidade do propulsor. Mas no caso de se trabalhar com o câmbio, aparece uma boa surpresa: as trocas são macias e precisas, e é fácil encontrar o ponto morto – tradicionalmente, era uma luta colocar o câmbio em neutro nas Harley. (ER/AP)

Sistema multimídia tem tela sensível ao toque de 6,5 polegadas


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 20 de maio de 2017

super motor LAMBORGHINI/DIVULGAÇÃO

Nas telonas

História do fundador da Lamborghini vai virar filme VidadeFerruccioLamborghiniserá interpretadaporAntonio Banderas Da redação A revista norte-americana “Variety” afirmou que o ator Antonio Banderas assinou contrato para interpretar nos cinemas a vida e a

carreira de Ferruccio Lamborghini, o lendário criador da marca de carros esportivos, que fundou a fabricante em 1963. O elenco terá outro nome de peso, o ator Alec Baldwin, que deve interpre-

tar Enzo Ferrari no filme. O longa-metragem será baseado no livro biográfico “Ferruccio Lamborghini: A História Oficial”, escrito pelo filho do fundador, Tonino. “Meu livro é o único texto perfeitamente respeitoso da vida real do meu pai, apesar das inúmeras lendas e anedotas escritas e ditas por outras

O lendário Ferruccio Lamborghini faleceu em 1993, com 76 anos

pessoas em busca de um momento de fama”, disse Tonino à revista “Variety”. Reza a lenda que a Lamborghini nasceu de uma desavença entre Ferruccio Lamborghini e Enzo Ferrari. “Eu realmente acredito que esse filme possa traduzir em imagens e palavras a grande humanidade do Ferruccio e transmitir às pessoas a personalidade do meu pai: um homem cheio de energia, carisma e paixão”, contou. O novo filme deve ser rodado na Itália e em outros países a partir de 2018. Ainda não há data oficial de lançamento.


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Pampulha Sábado-20.05.2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu