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COM 45 AMBIENTES, MOSTRA TEM INÍCIO NESTE SÁBADO (12), NA RUA SAPUCAÍ ... Caderno Especial. Páginas 1 a 8
EM SUA 15ª EDIÇÃO, SAVASSI FESTIVAL TERÁ PROGRAMAÇÃO DIVERSIFICADA ... Página 14
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12 a 18 de agosto de 2017 ANO XXVII número 1411 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE INSTITUTO MOREIRA SALLES/DIVULGAÇÃO
A BH DE DRUMMOND Na próxima quinta-feira, dia 17, completam-se 30 anos da morte do poeta Carlos Drummond de Andrade, que viveu na capital mineira entre 1920 e 1934
Nos 30 anos da morte do poeta, estudiosos de sua obra falam da relação de amor e saudade, mas também de crítica e mágoa, que ele tinha com a capital mineira
opinião
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A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Não tinha dúvidas. Aqui se atrasa, mas não falha”
Editorial
Ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em resposta ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que o havia informado sobre o pagamento de propina em conversa de 2012, segundo relatório da Polícia Federal (PF) produzido a partir de mensagens capturadas do telefone do político, preso no âmbito da operação Lava-Jato
gasto irresponsável de um governo dura até acabar o dinheiro dos contribuintes. Quando acaba, é necessário emitir moeda para honrar compromissos oficiais. A injeção de liquidez para tapar o rombo impulsiona artificialmente a procura de bens que ainda não foram produzidos. O fenômeno que se segue é a inflação, que corrói o valor da moeda tirando poder de compra aos salários. Equacionam-se a procura e a demanda. Mais dinheiro com menor poder de compra, ou seja, uma farsa. O caso das aposentadorias pagas pela União chega a ser surreal quando comparado às maiores economias do planeta. No Brasil arrecada-se muito, mas paga-se até dez vezes mais para o setor público. Embora não seja a única razão de desequilíbrio, agravamse substancialmente as contas públicas. Em 2012, a presidente Dilma sancionou a Lei 12.618, que institui o Fundo de Previdência Complementar do Servidor Público Federal (Funpresp), gerando um teto único entre aposentadorias pública e privada; as eventuais diferenças serão pagas em regime de sustentabilidade pelos fundos, eximindo assim a Previdência da União de arcar com as diferenças. A regra, entretanto, vale para quem entra hoje e terá efeitos mais relevantes a partir de 2050. Até lá o déficit previdenciário será pago pela União, quer dizer, pelo contribuinte via arrecadação de impostos. O que ocorreu em 2015 e continua em 2017 deriva, em parcela preponderante, das elevadas aposen-
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tadorias que beneficiam um universo de 980 mil servidores públicos inativos, que representam 2,9% de todos os aposentados. Em 2015 o déficit referente aos servidores foi de R$ 92,9 bilhões, proveniente da diferença entre a entrada por desconto em folha de R$ 12,6 bilhões e os pagamentos de R$ 105,5 bilhões a título de aposentadorias. A média da aposentadoria “pública”, para os 980 mil beneficiados, era em 2015 de R$ 8.950 por mês, com déficit médio por aposentado de R$ 7.900, ou R$ 94,8 mil por ano; a correspondente “privada” registrou a média de R$ 1.255 para os 18,5 milhões de aposentados, com déficit médio mensal 19 vezes menor que o correspondente “público”, R$ 400 (contra R$ 7.900). As contas da União precisarão arcar – até a Lei 12.618, sancionada por Dilma, gerar efeitos – com um rombo anual “público” próximo de R$ 100 bilhões para pagar apenas 3% do universo de aposentados no Brasil. Hoje cem trabalhadores arcam com 13 aposentados, já em 2060 deverão arcar com 63. Isso é inconcebível, já que os 13 de hoje já geram um déficit assombroso. Embora entenda-se que qualquer reforma seja vista como uma agressão aos trabalhadores, o déficit da Previdência, especialmente do setor “público”, ou de apenas 3% do universo brasileiro, aniquila a lógica e a capacidade de se sustentar. Hoje, entrelaçado com o “privado”, não se mostra tão impraticável, mas a cada dia será mais diferenciado, evidente e impagável. Muitos pagarão a conta de poucos, e os muitos são exatamente os trabalhado-
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180
res da economia privada. Apenas a presidente Dilma, por ser de esquerda e do PT, conseguiu aquilo em que todos os seus antecessores falharam, contando com o apoio de seu partido para aprovar uma medida que, ao menos, cola um limite no horizonte mais distante a cessão dos rombos atuais. Entretanto, a progressão do envelhecimento da população deixa menor até a Lei 12.618. Como propuseram analistas da esquerda, poderse-ia congelar o que ultrapassa o teto da previdência privada e atender uma irredutibilidade constitucional. Isso também permitiria fazer-se justiça com melhores aumentos na base da pirâmide. Por que não haver uma trégua e se discutir com maturidade? Tentar preservar um sistema que, antes de falir, deixará o país inteiro na bancarrota? O “quanto pior, melhor”, que vale de regra universal na oposição, ou fora do governo, deveria ter uma trégua serena. Embora o presidente não seja do PT, é recomendável haver uma discussão e abordagem objetivas. Uma análise de entradas e saídas, de possível, de recomendável, de saída da queda livre em que o sistema está lançado para a falência e ruína da nação. Não tem cartola que possa compensar o tamanho desse déficit. “O governo, seja de quem for, só pode dar para alguém aquilo que tira de outro alguém”.
vittorio.medioli@ otempo.com.br
CHRISTIAN GAUL - REVISTA TPM/DIVULGAÇÃO
Não se dá sem tirar
“Estou vivendo um tempo muito difícil na minha vida, mas com muita disposição, também, não me sinto vítima. Não gosto desse ‘ai, coitadinho, tá cansado’. Quero continuar minha vida e fazer o que eu faço” “Mas eu já traí todas as pessoas com quem eu estive. Todos. Menos o Hugo (seu atual marido)”
Padre e cantor Fábio de Melo, que atua na diocese de Taubaté, no interior de São Paulo, a respeito da síndrome do pânico, a qual vem enfrentando; em entrevista ao programa “No Ar”, na Rádio Globo
REPRODUÇÃO INSTAGRAM
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Atriz Deborah Secco, em entrevista ao programa “Fofocalizando”, do SBT
“Nunca aconteceria na Alemanha de um presidente sob suspeita de corrupção, com denúncia apresentada pela própria Procuradoria Geral da República, não renunciar imediatamente ao cargo... O Brasil é outro mundo” Herta Däubler-Gmelin, ex-ministra da Justiça da Alemanha
“Não é uma volta dos Tribalistas, nós sempre estivemos por aí” Arnaldo Antunes, em vídeo ao vivo no Facebook, ao lado de Marisa Monte e Carlinhos Brown. Após um hiato de 15 anos, o trio lançou, na última quarta (9), quatro músicas inéditas, uma prévia do segundo álbum dos Tribalistas, que sai no final deste mês
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reportagem
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MEMÓRIA> Relação conturbada de Drummond com BH é revista nos 30 anos da morte do poeta
Um amor contraditório MOISES SILVA
Alex O calendário Bessas data o ano de 1929. Belo Horizonte, a cidadesímbolo da República brasileira, ganha um novo elemento: o viaduto Santa Tereza passa a integrar a paisagem urbana da capital de Minas Gerais. No cotidiano descer a rua da Bahia, Carlos Drummond de Andrade (1902 - 1987) passeia pela nova ponte, obra influenciada pelas principais tendências arquitetônicas da época. Errante e anônimo entre outros passantes, o poeta segue seu caminho até que, para surpresa de todos, começa a escalar o arco direito de quem logo sobe pelas vias do bairro Floresta. Inusitada,a anedota écomumente lembrada ao sefalar da relação de Drummond com a Belo Horizonte dos idos de 1920 e 1930, ondeviveupor14anos. Ahistóriailustra bem a ambígua relação do escritor com a recém-inaugurada capital – apenas cinco anos mais velha que ele. O pacato e o efêmero, a tradição e a modernidade – as contradições da cidade foram registradas pelo poeta e não escaparam de seu olhar crítico. “Drummond tem uma relação permeada por tensões com Belo Horizonte”, analisa a professora do departamento de Letras da UFMG, Maria Zilda Ferreira Cury. Afinal, “a mesma cidade projetada para ser o símbolo da República, a capital da Luz, fundada sob o signo do modernismo e do iluminismo, é também aquela que ainda guardava algo de bucólico e de provinciano”, lembra. Além disso, em matéria de Brasil, “as coisas aconteciam mesmo era no Rio de Janeiro, capital da República na época”. Era esta a referência de Drummond, que, por vezes, se punha crítico à pacatez de Belo Horizonte em contraste à efervescência da Cidade Maravilhosa. “BH ainda era provinciana demais para os sonhos de ocupação intelectual e política de Drummond”. Por isso, ele várias vezes a classifica como “cidade do tédio”. A capital, obviamente, foi importante para a formação intelectual do poeta e é também um lugar de muitos afetos – além das amizades, ele se casa aqui em 1925 e tem dois filhos, observa o jornalista e escritor Fabrício Marques, autor do livro “Uma Cidade Se Inventa” (2015). Marques, no entanto, vai além, pontuando que a capital, com menos de meio século desde sua fun-
Parc Royal
A pesquisadora Valéria Machado em frente a um dos poucos prédios frequentados por Drummond e ainda de pé na cidade, na rua da Bahia
dação, se beneficiou sobremaneira do prestígio da vanguarda literária que abrigava. E se falando do horizonte afetivo de Drummond na capital mineira, “é preciso lembrar que, ao se instalar em BH, ele se agrupou a outros intelectuais”, frisa a professora Maria Zilda. Participavam do grupo de Drummond nomes como Abgar Renault, João Alphonsus, Pedro Nava, Milton Campos, Ciro dos Anjos e Alberto Campos. Juntos, eram conhecidos como
“Meninos do Estrela”, em referência aos encontros no Café Estrela, que, como o Bar do Ponto e outros espaços, são lugares antológicos na obra drummondiana. Lá, trocavam versos entre um chope e outro. O grupo, é verdade, também se beneficiou do fato de a cidade, ainda com pouco mais de 50 mil habitantes, ser lugar que gozavade certa importância–afinal, foia primeiragrande obra da República. “Eles logo ocuparam espaços de rele-
vância no meio intelectual”, pontua a professora. Drummond, por exemplo, se tornou redator do “Diário de Minas”, jornal conservador do Partido Republicano Mineiro, mas que serviu de acesso para as publicações modernistas do poeta. O conservadorismo literário, aliás, foi trincheira vencida pelo itabirense já em 1927, quando publicou, em uma revista carioca, o poema “NoMeio doCaminho”,considerado um escândalo para os padrões de então. Em 1930, o
poeta, ainda em BH, lançou “Alguma Poesia”, seu primeiro livro, com a expressiva tiragem (para a época) de 500 exemplares. CONTRADIÇÕES Em 1934, a convite de Gustavo Capanema (1900 –-1985), então interventor de Minas Gerais, o escritor passa a trabalhar em seu gabinete pessoal, no Rio de Janeiro. Desde então, volta pouco a BH. Primeiro, apenas para visitar a mãe. Com sua morCINEMATECA BRASILEIRA/ACERVO
LIVRARIA FRANCISCO ALVES/ACERVO
PASSEIO POR BH Em BH, a vida de Drummond se passou em poucos e manjados lugares, indica o jornalista e biógrafo Humberto Werneck, que prepara livro biográfico do poeta. A rua da Bahia, claro, tem seu protagonismo, pois “concentrava quase tudo que havia de moderno e avançado na cidade”. Caso da primeira loja de departamento da capital, o Parc Royal, “prédio que milagrosamente está em pé”, avalia. Na livraria Francisco Alves, “onde chegavam as novidades literárias”, o “Grupo do Estrela” se reunia para ver a abertura dos caixotes de livros. “Point da cautelosa paquera que a moral mineira admitia”, a rua abrigava o Cine Odeon. A redação do “Diário de Minas”, também na via, se tornou “trincheira do movimento modernista em Minas”. Werneck lembra, claro, do café Estrela, “uma confeitaria onde se reuniam quase todos os dias e onde, entre goles de café ou chope, trocavam seus escritos”. O biógrafo opina que, embora não tocasse no assunto, é provável que Drummond, quando solteiro,
Livraria Francisco Alves, onde chegavam novidades literárias
Cine Odeon era o lugar de uma recatada paquera na capital mineira frequentasse o cabaré da espanhola Olimpia Vazques. Morando no bairro da Floresta, “numa rua onde seu pai construíra duas casas”, o poeta “indo ou voltando da rua da Bahia, mesmo já
casado e pai de família, atravessava o viaduto de Santa Tereza, muitas vezes não pela calçada, mas pela estreita faixa de cimento dos arcos”. A proeza virou ritual de passagem das gerações ARQUIVO PUBLICO MINEIRO
Escalar o Viaduto Santa Tereza era o “esporte” do poeta
literárias que se seguiram. “Embora reservado e aparentemente tímido, o poeta sempre teve um lado moleque e o exercia plenamente em BH”, diz Werneck. Basta lembrar que ele ajudou a incendiar um bonde durante um protesto contra o aumento do preço dos ingressos do cinema. A vocação piromaníaca ainda apareceria outra vez, quando pôs fogo no casarão dos Vivacqua, onde ia para frequentes saraus, “só para ver as moças saindo de camisola na recatada madrugada mineira”.
te, na década de 1940, se distancia ainda mais da capital, voltando apenas nos idos de 1970. Todavia, Belo Horizonte permanece constante em sua obra. “Há uma certa nostalgia de Minas, que também guarda uma grande mágoa”, diz Maria Zilda. Então, o tempo todo, a sua relação é contraditória, cheia de tensão e ao mesmo tempo que sente saudade, não deseja regressar. “Belo Horizonte, assim como Itabira, é para ele um lugar de onde você nunca sai e para onde nunca quer voltar”. A expressão máxima deste conflito de sentimentos é o mote de “Triste Horizonte”, publicado em 1976. “Sossega minha saudade. Não me cicies outra vez o impróprio convite. Não quero mais, não quero ver-te, meu Triste Horizonte e destroçado amor”, escreveu o poeta. Em boa parte, o receio de retornar a BH se relacionava à inconformidade com as transformações que atravessaram a cidade. Drummond demonstrava desgosto de ver construções que guardavam importantes experiências afetivas indo abaixo para um projeto de cidade em latente desenvolvimento. “Fechado o Cinema Odeon, na Rua da Bahia. /Fechado para sempre. / Não é possível, minha mocidade / fecha com ele um pouco”, diz trecho de um poema feito em parceria com Pedro Nava, em 1928. Para Marques, “para Belo Horizonte existir, tudo que era relacionado ao passado precisou ser destruído”. Depois de sua fundação, “a cidade continuou e continuaapagando suasmemórias”, diz. O escritor pontua que as críticas do itabirense daquela épocasão ainda atuais. Para demonstrar essa “sofrível relação com o patrimônio”, Marques menciona a casa em que Drummond viveu em BH. O poeta, diga-se, já questionava a falta de memória da cidade. “A casa não é mais de guarda-mor ou coronel/ Não é mais o Sobrado/ E já não é azul/ É uma casa entre outras”, escreveu, no poema “A Casa Sem Raiz”. Décadas depois de abrigar o itabirense, já nos idos de 1980, a casa na rua Silva Jardim, número 107, em frente à Igreja Nossa Senhora das Dores, no bairro Floresta, de fato não fincou raízes e foi demolida para a construção de um prédio de pequeno porte. “Esse esquecimento parece algo programático, inconsciente. É uma pena, porque muita coisa se perde”, lamenta Marques.
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MEMÓRIA> Em crônicas e poemas, o itabirano já lançava luzes sobre questões hoje prementes
Homem de escrita visionária MOISÉS SILVA
Se a obra de Drummond denuncia uma relação conflituosa com BH, esta não é uma inclinação só do poeta, mas característica da literatura modernista. As contradições, afinal, “não são só dele ou de seus pares, mas do próprio tempo moderno”, avalia a pesquisadora e doutora em Literatura pela PUC Minas, Valéria Machado. Por isso, “o paradoxal é aspecto comum aos escritores da sua geração”. Se debruçando sobre a obra do itabirense entre os anos de 1930 e 1934, quando foi redator do “Diário de Minas” e assinava com pseudônimos como “Barba Azul” e “Antônio Crispim”, Valéria identifica contradições evidentes. Em “Luzes da Cidade”, por exemplo, soa debochado ao falar sobre as vitrines que, à noite, ficavam apagadas. “(...) Os jornais do Rio anunciam ironicamente os concursos de vitrinas. Nós aqui podíamos fazer o mesmo: indaAlex Bessas
gar qual a vitrina mais escura e, como prêmio, oferecer ao proprietário um lampião a gasolina”, ironizou. Todavia, ao mesmo tempo que satiriza o lento desenvolvimento da cidade, critica os avanços. “As posturas municipais, sacrificando o pitoresco em benefício da segurança pública, proibiram o Judas, como proibiram os balões coloridos da noite de São João. Belo Horizonte hoje é uma capital como as outras, com as suas noites de junho e os seus sábados de aleluia desprovidos dessa matéria-prima de poesia, demasiado explosiva talvez, mas por isso mesmo mais humana, porque há sempre uma porção de dinamite esperando estourar, dentro de nossa pobre alma urbana e civilizada”, escreveu, em “Música da Cidade”. CONTRASTES Um olhar mais atento detecta que, nas contradições – ao abraçar e até cobrar o novo e, simultaneamente, lamentar os ideais de modernidade impostos pelo projeto
Relação
Mário Alex Rosa em frente à residência dos Vivacqua, cujo salão era frequentado pela nata da literatura
de cidade –, Drummond já jogava luz sobre preocupações hoje recorrentes no meio urbano. Valéria lembra que discussões acerca do “resgate de expressões da cultura popular no meio urbano”, da “construção de espaços para as pessoas” e “valorização do espaço público” permeiam o legado drummondiano. “Ele sempre mantém uma postura muito crítica ao projeto moderno de cidade, inspirado em centros como Paris e Washington, e que varre a população para a periferia, para fora da área da avenida do Contorno, que marcava os limites de BH”, avalia Valéria. Em “Ruas”, a inquietação é evidente. “Porque ruas tão largas?/Porqueruas tão retas? Meu passo torto/foi regulado pelos becos tortos/de onde venho./Não sei andar na vastidão simétrica/implacável”. A pesquisadora também menciona que Drummond “nunca perdeu de vista os contrastes sociais”. Em trecho da crônica “Kodak”, por exemplo, comemora um fato inédito: “a vitória de ‘miss’ Carlos Prates é de algum modo a vitória de Carlos Prates, do bairro desmerecido que até bem pouco a Serra e os Funcionários não ligavam...”. Esse olhar, avalia Valéria, denota o entendimento amplo domeio urbano. “Veladamente, ele queria dizer que a cidade não é construída apenas de algumas histórias, mas de todas, inclusive as que foram postas para fora do centro”. Outra crítica frequente recai sobre a inversão de valores e a diluição das ideias de público e privado. Em “A Casa Habitável”, Drummond diz que, até então, o lar era “lugar onde o indivíduo se abrigava do mundo... Agora, surge-nos o sr. Pierre Chareau e instala, numa casa de vidro, um homem sem mistério e sem intimidade...”, provoca. Por mais paradoxais que fossem, portanto, as críticas
de Drummond, na avaliação de Valéria, dizem muito do modelo de cidade moderna que era posto em sua época. Suas ponderações são até mesmo “visionárias”. RUA DA BAHIA A vivência de Drummond em BH tambémé marcada pela noção de como a ação humana interfere na realidade
OLHAR CITADINO Histórias parecidas Identificando-se como um poeta drummondiano, Mário Alex Rosa lembra com muita estima a relação do poeta com Belo Horizonte. Assim como o itabirense, Alex Rosa não nasceu em Belo Horizonte. Por isso, a relação com a cidade guarda semelhanças. São-joanense, ele mudou-se para a capital em 1999 e aqui permanece. “Mas há uma diferença importante, ele viveu sua juventude aqui, por isso BH tem, para ele, grande valor afetivo”, pondera. Legado vivo Olhando para o legado de Drummond, Alex Rosa considera “importante que escritores e poetas consigam traduzir suas cidades”. “Acho muito importante que esse diálogo continue, que outros poetas consigam também trazer o meio urbano para dentro de sua poesia”, avalia. O poeta faz questão de, em sua obra, dialogar com o universo drummondiano e também com a cidade. Por esse método já criou músicas e poemas, como “Praça da Liberdade”, que parte do verso “proibido pisar no gramado” do itabirense.
da cidade. A rua da Bahia é um bom exemplo. Mesmo que não constasse como uma via de importância no projeto do urbanista Aarão Reis (1853 – 1936), se tornou um relevante ponto boêmio e cultural da capital, principalmente na década de 1920. No artigo “Subir Bahia” (2014), João Marcos Veiga de Oliveira, pós-graduado em História pela UFMG, observa que a via guardava todas as contradições da alma belo-horizontina, abrangendo do baixo-meretrício, na parte baixa, às missas e bailes de alta sociedade na parte alta. A via, claro, era presente no cotidiano do poeta. Mas, à medida que a cidade crescia, acabou perdendo prestígio. Como em sua relação com BH, o poeta deixou registrada sua mágoa. “Eu conheci a rua da Bahia quando ela era feliz. (...)Um dia, parece que a rua da Bahia teve um desgosto qualquer e começou a decair. Hoje, a gente olha para ela com um respeito meio irônico e meio triste...”, escreveu, em “Kodak”. Não por acaso as pesquisadoras Eliane Vasconcelos e Matildes Demetrio dos Santos escolheram o título “Descendo a Rua da Bahia” para nomear o livro que resgata a correspondência entre Carlos Drummond e Pedro Nava. A coletânea (ed. Bazar do Tempo) será lançada em Belo Horizonte no Museu Inimá de Paula na quinta, dia 17, quando se completam 30 anos da morte do poeta mineiro. Eliane explica que a pesquisa que desaguou no livro foi feita ao longo de muitos anos – e chegou a ser interrompida algumas vezes. No total, são 63 correspondências, que datam de 1926 a 1983. A organizadora chama atenção para a iconografia do livro. “Muitas das fotos são inéditas”, diz. A iconografia, aliás, em um campo mais literário, é presente na forma de Drummond retratar a cidade. Valéria menciona a citada “Kodak” para balizar essa análise. Para ela, o poeta faz menção à principal marca de um equipamento próprio da modernidade, a máquina fotográfica, para fazer registros permanentes de cenas efêmeras que vivenciou ao flanar pelas ruas de Belo Horizonte. Em sua genialidade, consciente de experimentar as oportunidades e reveses do mundo moderno, “ele usa algo da modernidade para criticar a rapidez industrial com que tudo muda na cidade – algo próprio da modernidade”.
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MEMÓRIA>Itabira tenta resgatar orgulho da obra do poeta, cujos textos citam também a cidade GUSTAVO ANDRADE
Cartas e afetos Apesar de Itabira se fazer presente em todas as fases da obra de Drummond, muitos de seus conterrâneos ainda parecem guardar certa “mágoa” do escritor. Tanto que frases como “ele abandonou Itabira” são comuns entre os mais de 100 mil moradores da cidade. Superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, Marta Mousinho Gomes Barbosa, 66, diz ter tido uma surpresa ao se mudar para a cidade, no início da década de 90. “Fiquei encantada, mas foi um susto ver que havia essa mágoa. Falam que ele virou as costas para Itabira, que nada fez pela terra natal, o que é um contraponto ante a opinião de muitos especialistas. Isso foi se dissipando José Vítor Camilo
com o tempo, principalmente entre os mais jovens, mas ainda existe”. Marta entende que tudo decorre de uma má interpretação de texto, com base no poema “Confissão de um Itabirano”. “Quando ele diz que ‘Itabira é apenas uma fotografia na parede’, entenderam que era uma despedida, um não querer da cidade. Mas se esquecem da última frase: ‘E como dói’. É preciso frisar o amor de Drummond por Itabira, que perpassa toda a sua obra. Ele sempre se refere à fazenda do Pontal, onde passava férias, a sinhá Maria, aos pais, irmãos e a outras pessoas da cidade”, frisa. A foto a que Drummond se referia ficava na parede do apartamento em que vivia no Rio de Janeiro – e, segundo Marta, continua lá. “Ele sentia falta de Itabira, mas, por questões pessoais, que
Homenagem Estátua de Drummond em sua terra natal, Itabira
não me cabe analisar, não quis voltar. Embora há quem diga que viesse, e que andava pela cidade à noite. Mesmo que não, a gente sabe que, de coração e em pensamento, andava por estas ruas”, finaliza. Sobrinha-neta do escritor, Otávia Senhorinha de Andrade Muller, 47, também vê até hoje uma certa resistência ao “tio Carlos”. “Constantemente escuto que
ele não gostava daqui. Mesmo a criação dos museus, dos Caminhos Drummondianos, não mudou a concepção sobre a sua figura. Por isso penso que é preciso fazer com que o itabirano leia, perceba e sinta Drummond. Nas escolas e com a população. É fácil criticar o que não se conhece e, infelizmente, a leitura não é um hábito entre as pessoas”. Apesar de não ter conheci-
do o tio-avô pessoalmente, Otávia ressalta “delicadezas” que fizeram diferença em sua história. “Tenho cartas dele para mim, de quando era uma criança. E na década de 70, os adultos não conversavam com os pequenos, que tinham que ficar apáticos, sentadinhos. Tio Carlos não, ligava para minha mãe toda semana e, quando eu atendia, queria saber como estava na escola, várias coisas.
Não era só gentileza, ele era assim. Por isso, o sentimento que tenho por ele é de afeição”. E não era só da família que o poeta sentia falta. Segundo ela, várias pessoas o mantinham informado sobre os acontecimentos locais. “Em 1976, minha mãe mandou, pelos correios, uma farinheira de jacarandá, com farinha de fubá feita com torresmo. Ele respondeu que a farinheira era um objeto muito bonito, mas tinha gostado mesmo era da farinha, que o tinha feito se lembrar de Itabira. Está vendo como é o sentimento, o amor à cidade?”, pontua. São várias as pessoas que guardam as cartas trocadas com o escritor que, lembra a sobrinha-neta, a todas respondia. “Aos cinco anos, desenhei uma menininha tomando sol e coloquei no envelope do cartão de aniversário que meu irmão enviou a ele. A resposta foi que os presentes que mais tinha gostado eram o cartão e minha menininha. Se hoje a gente não tem tempo para responder e-mails, imagina uma pessoa se dignar a responder as cartas, ir ao correio e postá-las? É típico de alguém muito afetuoso”.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Dr. Google busca por informações sobre saúde na internet aumentou de forma exponencial, o que seria impensável há 40 anos. Se por um lado estas informações colocam o paciente mais informado, por outro, podem trazer problemas de ansiedade, pelo fato de o internauta não saber interpretar a relação entre sintomas clínicos e resultados de exames laboratoriais. Essa conjunção de fatores, que irão desaguar no diagnóstico e em um tratamento, é uma prerrogativa do médico – nunca do Dr. Google. Há várias razões que explicam a procura por respostas sobre saúde na internet. Uma delas é a conveniência. As pessoas se acostumaram a fazer pesquisas online para resolver todo tipo de problema ou simplesmente para se informar melhor sobre diversos assuntos. Devido a esta praticidade, o mesmo está sendo feito em relação à saúde. Continuando o raciocínio, também há o fator ansiedade envolvido. Existem pessoas que tendem a se preocupar mais e, portanto, pesquisam na internet para identificar a gravidade de um problema. Para este tipo de pessoa, sobre uma dor de cabeça, que pode ter várias causas, normalmente o pensamento recaí sempre para a pior alternativa: “será que pode ser um aneurisma ou um tumor”? A ansiedade se instala e perdura até que a procura ao médico solucione as dúvidas. Outra causa é a dificuldade no atendimento. Todo mundo sabe que, nos serviços públicos de saúde, a marcação de consultas ou mesmo de um simples exame pode demorar meses. Até nos planos de saúde não são raras as queixas sobre a dificuldade de marcar consultas dentro de um prazo razoável. O Dr. Google Todo site sério sobre saúde ressalta, pode ajudar a de uma forma ou de informar. O outra, que as informações contidas ali diagnóstico e não substituem uma tratamento consulta médica. As informações acerca cabe ao médico. de uma condição de saúde ou doença disponíveis online muitas vezes são tratadas como diagnóstico pelo usuário. A pessoa lê as informações, se identifica com os sintomas descritos e, por conta disso, acredita que a condição ou enfermidade ali abordada corresponde ao seu caso, levando necessariamente a uma automedicação. Suponha, por exemplo, que você esteja com dor de garganta. Você faz uma pesquisa na internet, descobre que o problema pode ser uma infecção bacteriana e decide tratálo com antibiótico. Este mesmo sintoma pode ter origem viral ou de um quadro alérgico. Nessas circunstâncias, o antibiótico não tem efeito benéfico, pelo contrário, pode causar problemas secundários e indesejados. Dito isso, é importante deixar claro que assuntos médicos e de saúde na internet servem para nos deixar informados, não para fazer diagnósticos. Nesse sentido, elas podem assumir o importante papel de divulgar informações preventivas e a necessidade de fazermos determinados tipos de exames regularmente, por exemplo. Temos que considerar, porém, que por mais que uma página sobre saúde seja detalhada e precisa, ela não consegue reproduzir os efeitos de uma consulta médica. Essas páginas são generalistas e não podem, nunca, dar a entender que vão ajudar a dar diagnósticos e fazer um tratamento. O Dr. Google pode ajudar a informar. O diagnóstico e tratamento cabe ao médico. Pense nisso! Faça uma boa semana.
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Nova técnica para combater varizes em BH SantaCasafaz procedimento comespumaejá atendeumaisde 400pacientes Conhecidas por serem veias dilatadas e tortuosas que se desenvolvem abaixo da pele, as varizes acometem, atualmente, cerca de 75% da população brasileira – 45% são mulheres, e 30%, homens, de acordo com dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV). E o problema vai além da estética. Caso progrida, a doença pode levar ao desenvolvimento de sérias complicações, como inflamação da pele, dermatite, trombose, hemorragias e úlceras. Mas a notícia é boa. De acordo com o cirurgiãoplástico Sérgio Meirelles, secretário geral da instituição, apesar de não haver cura para as varizes, um novo aliado promete ajudar os pacientes. “A chamada escleroterapia ecoguiada com espuma – ou, simplesmente, polidocanol – é uma ótima opção. A técnica tem várias vantagens em relação aos tratamentos convencionais por ser sem cortes, indolor e rápida (dura apenas 20 minutos). O resultado completo pode ser observado em até 30 dias”, explica o médico. Em Belo Horizonte, esse procedimento é realizado gratuitamente na Santa Casa e já ajudou mais de 400 pacientes desde o começo do ano,
DOUGLAS MAGNO
Inovação
Técnica com espuma não apresenta cortes é indolor, e sessão para aplicar o medicamento dura20 minutos
Thuany Motta
quando foi implementado. O angiologista Carlos Eduardo Jorge, que atua na unidade hospitalar, explica como a escleroterapia funciona. “Injetamos nas varizes o polidocanol, que é misturado com o ar sob a forma de espuma. Por causa da densidade, ela parece uma espuma de barbear, concentrando-se na variz por mais tempo e murchando seu volume instantaneamente”, afirma. O especialista acrescenta que a veia fica entupida pelo processo inflamatório e, posteriormente, acontece a cicatrização do local onde a substância foi aplicada. Um dos pacientes atendidos foi o aposentado Geraldo Alves, 64. “Fiz o procedimento em maio e já não tenho mais problemas. É tão simples que meia hora de-
pois eu já estava voltando para casa”, revela Alves, que passou mais da metade da vida lutando contra as varizes. “Fiz todos os tratamentos possíveis de se imaginar, e nada dava resulta-
IDADE De acordo com dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as varizes podem atingir até 70% da população do planeta. Cerca de 80% dos casos registrados costumam ser hereditários, e os primeiros sinais podem aparecer por volta dos 30 anos.
do. Graças a Deus, as dores e os inchaços diminuíram muito”, conta o aposentado. Segundo Meirelles, a técnica não tem contraindicações, mas pessoas com histórico de alergia devem estar atentas. “O método não é proibido a esses pacientes, mas eles serão acompanhados de forma especial pelo médico na hora de passar pelo processo para evitar qualquer complicação”, aponta. De acordo com o angiologista Carlos Eduardo, o acesso gratuito ao tratamento na capital mineira acontece com encaminhamento realizado nos postos de saúde. “Nesses locais, os especialistas analisarão a gravidade das varizes e qual é o melhor procedimento”, finaliza.
Alimentos: aliados na prevenção Não são apenas os procedimentos médicos que ajudam a combater as varizes. Alimentos que contribuem para a circulação do sangue ajudam –
e muito – a evitar o desenvolvimento da doença, segundo a nutricionista Amanda Costa. “Fontes de vitamina C são potentes antioxidantes e excelentes pa-
ra a circulação”, diz. Ela revela que morango, tomate, ameixa e pêssego são alguns dos exemplos. Amanda ainda afirma que frutas vermelhas, co-
mo amora, framboesa, uva e mirtilo também trazem benefícios. “O mirtilo é o ideal, pois fortalece as paredes das veias e dos capilares”, afirma.
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Infecções sexuais em alta Usoexageradode medicamentos temdeixadoas bactériasmais resistentes Os diferentes males causados por vírus, bactérias ou outros microrganismos, transmitidos durante a relação sexual, que pareciam estar, pelo menos, sob controle, voltaram a ser motivo de preocupação entre profissionais da saúde. Sífilis, gonorreia e a Aids – causada pelo HIV – são algumas das doenças que tiveram aumento de casos no país nos últimos anos. Esse cenário levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a emitir um alerta recenteLitza Mattos
PIXABAY
mente sobre as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). Dados do Ministério da Saúde mostram que, do ano de 2010 até junho de 2016, foi registrado um total de 227.663 casos de sífilis adquirida, popularmente conhecida como cancro duro. Esse aumento “gradual e persistente” intensificou-se nos últimos cinco anos, segundo o presidente Sociedade Mineira de Infectologia (SMI), Estevão Urbano. Belo Horizonte teve 2.634 casos no ano passado, 16% a mais do que os registros de todo o ano de 2015. De acordo com o infectologista, esse aumento deu-se principalmente entre os jovens. “De 20 a 25 anos teve uma maior incidência porque é exatamente nessa faixa etária que as pessoas têm tido menos rigor nas estratégias de prevenção”, afirma. No caso da Aids, os dados divulgados pela Unaids, órgão das Nações Unidas para
As ISTs são transmitidas, principalmente, pelo contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha
lidar com a epidemia, apontam que o total de novas infecções a cada ano no Brasil aumentou em 3% entre 2010 e o ano passado, em tendência contrária ao que registra a média mundial. No planeta, a taxa contraiu 11%. No ano passado, 550 novos casos de Aids foram notificados em Belo Horizonte até setembro. Os números são considerados altos pela
Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). Esse aumento foi paradoxalmente provocado pela melhoria no tratamento, que passou a garantir uma expectativa de mais de 15 anos a quem tem o vírus, diz o presidente da SMI. “Esses avanços fizeram com que as pessoas perdessem um pouco o receio da doença. Elas banalizaram os atos de pre-
venção e não se protegem tanto”, diz Urbano. Mais do que a necessidade novas campanhas e políticas públicas, Urbano vê nesse fenômeno um aspecto cultural latente. “O ser humano tem um tino aventureiro e vai se adaptando muito às situações, passando a ter práticas pouco preventivas mesmo que esteja consciente dos riscos”, afirma.
Antibióticos podem causar supergonorreia A gonorreia é outra IST que preocupa. A bactéria atinge os órgãos genitais, a garganta, os olhos e o ânus e, quando não tratada, pode causar dor durante relações sexuais e gravidez nas trompas, entre outros danos à saúde. Mas, segundo a OMS, o sexo oral e as relações sem camisinha estão disseminando outra perigosa forma da doença: a supergonorreia. De acordo com o Ministério da Saúde, “não há registro de casos de gonorreia super-resistente no país”. Conforme análise do infectologista Estevão Urbano, a causa da gonorreia resistente aos antibióticos está relacionada ao uso indiscriminado desses medicamentos no mundo inteiro.
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DOLCEVITA DESCOBRINDO O BRASIL
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eliz reflexão do advogado Humberto Theodoro Neto: “O Brasil luta por investidores estrangeiros. Pior que ver nossas empresas fecharem, é apreciar os empresários brasileiros investindo no exterior, por uma questão de sobrevivência. Precisamos mudar. Além das reformas, precisamos mudar a forma de tratarmos o Brasil”.
DESCOBRINDO O ÓBVIO
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Brasil é nossa casa, e assim precisamos tratá-lo. Basta de usá-lo para vantagens imediatas, pessoais, nunca duradouras. “Precisamos mudar a mentalidade de toda a população. Afinal, queremos ou não ser uma nação? O espírito de nação existe onde deixa-se para os próximos um lugar melhor para se viver”.
DESCOBRINDO E RINDO
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s passageiros na sala de embarque veem o copiloto e o piloto, impecavelmente fardados, óculos escuros e uma bengala branca. A aeromoça esclarece que, apesar cegos, são os me-
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com VIRGÍNIA ZAGNOLI/DIVULGAÇÃO
lhores da empresa. Todos, desconfiadíssimos, embarcam. O avião começa a corrida para a decolagem.
lançaperfume
RINDO E CHORANDO
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avião aumenta a velocidade, a pista acabando e os passageiros aterrorizados. Nada de decolar, os passageiros, histéricos, começam a gritar. O avião finalmente decola e o piloto diz ao copiloto: “No dia em que os passageiros não gritarem, estamos perdidos”. Assim está o Brasil hoje, governado por cegos, esperando que o povo grite para levantar voo! E aí?
o Festi6 Continuando val Cultura Gastrono-
mia Tiradentes. Entre os dias 18 e 27, estes números ganham novos recordes com a 20ª edição do evento. Praça da Rodoviá6 Na ria, shows, cozinha ao vivo e estandes dos mais importantes restaurantes mineiros.
Largo das Forras, 6 Ochamadode Praça do Co-
TRAGANDO LUZ
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emana passada, em Tiradentes, vivemos o prazer de um jantar no Tragaluz Restaurante Casa, da fundadora Zenilca de Navarro, passando o timão ao sobrinho Pedro de Navarro e sua Patrícia. No jantar para privilegiados jornalistas de BH, entornando sabor e arte, palmas para as alquimias do chef Felipe Oliveira.
nome nasceu dos votos de fim de ano, onde Zenilca desejava: “que este ano novo traga luz”. Desde então, é assim, caminhando para a frente, arrastando a tradição que o “sabor” vai aumentando.
TRAGANDO TRADIÇÃO
TRAGANDO NOVIDADES
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o já incontornável Tragaluz, depois de 17 anos, o singular
No Tragaluz, os anfitriões, Pedro e Patrícia Navarro ao lado do Chef Felipe Oliveira no jantar harmonizado para convidados da imprensa.
oi uma aula magna de como praticar a gastronomia e a re-
cepção com amor, açúcar ou adoçante e muito afeto. Que venham mais 17 e outros 34 anos cheios de graça. E que todos, claro, tragam mais luz. Ah! a Tragaluz Residence, a casa de Zenilca Navarro, além do café, loja de objetos e arte, ainda oferece dois apartamentos para felizes hóspedes.
VIZINHO LEGAL
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acana ver a população curtindo os espaços públicos. Foi o que vimos, em mais uma edição do projeto “Meu vizinho Pardini”, do Hermes Pardini, domingo, no Museu Histórico Abílio Barreto. Evento itinerante com programação cultural gratuita, cercada de atrativos gastronômicos. Um dia inteiro de convivência e bem estar com os moradores da região. Polêmica à parte, pobre exposição em cartaz no museu, como avaliada pelos presentes.
VIZINHOS EM PERIGO
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propósito, falando sobre espaços públicos, fica outra ressalva dos participantes. Como na praça JK, praça Professor Godói Bethônico, na Cidade Jardim etc, descaso total com a conservação, passando pelo paisagismo, equipamentos e limpeza. Se a PBH está sem verba, vale retomar as parcerias públicoprivadas.
SHOW DE SABORES
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á 20 anos, o Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes começou a se transformar na maior referência da cultura gastronômica do Brasil. Mais de 3.000 profissionais em quase 2.000 atrações gastronômicas e cerca de 900 artísticas. Mais de meio milhão de visitantes.
nhecimento, será o núcleo em que se concentram aulas teóricas e interativas com grandes nomes da gastronomia.
toda a cidade são 6 Por realizados eventos espe-
ciais, restaurantes locais oferecendo pratos exclusivos do festival, turismo gastronômico, jantares e atividades culturais. ano, o evento 6 Este homenageia o Estado de Minas Gerais. O festival faz parte do calendário anual do Projeto Fartura – Comidas do Brasil. a Bruna Marquezine 6 Seterminou o namoro com o Neymar, significa que ela é uma ex-usuária de craque?
8, no brunch para 6 Dia a imprensa da CasaCor, pudemos conhecer todos os ambientes e as novidades da 23ª edição, incluindo a recuperação da casarão da Rede Ferroviária Federal-RFFSA, local da mostra.
23, na lagoa Rodri6 Dia go de Freitas, Rio, inauguração da filial do Blue Note, o lendário clube de jazz de Nova York. Entre as atrações internacionais do proprietário Luiz Calainho, Tony Bennet.
ANA LUÍSA ARRUNÁTEGUI
No Spa Premier, a consultora de imagem Bianca Ladeia, a proprietária do spa, Carolina Magalhães e a angiologista Livia Lyra
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reportagem
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ESPAÇO KIDS ARQUIVO PESSOAL
Opçãoéprática, masinterfere nasaúde,pois mastigaçãoage nosmúsculos daface De produtos práticos as prateleiras dos supermercados estão cheias. Mas nem sempre as opções que atraem os pais e até caem no gosto das crianças são as melhores para os pequenos. As papinhas industrializadas e os purês de frutas em sachê são alguns produtos que devem ser usados com cautela, segundo os nutricionistas. O problema foi exposto pela blogueira Marisa, em um texto intitulado “Carta de um bebê de 6 meses sobre sua introdução alimentar”. No postagem feita no blog Eco Maternidade, ela simula os pedidos de uma criança para abordar questões referentes ao momento da refeição, como a presença de companhia e de televisão, além dos tipos de alimentos que os pais estão dando aos pequenos. “Por favor, evitem me dar papinha industrializada, principalmente essa novidade do mercado que vem em um sachê. Eu não consigo ver o que está dentro do sachê, então não tenho como aprender sobre o que estou ingerindo. Eu gosto de ver o que como!”, escreveu a blogueira em um dos trechos. Para os profissionais da área de nutrição, a atenção deve ser redobrada principalmente na fase da introdução alimentar – a partir dos 6 meses de idade –, quando a criança está formando seu paladar, diz a nutricionista Marcela Sales Rocha. “O único ponto positivo é a praticidade. Mas, pensando na saúde do bebê, o sachê não deve ser utilizado, pois contém aditivos, farinhas, açúcar e conservantes, além de provocar a perda de nutrientes. Os alimentos devem ser in natura e, de preferência, orgânicos”, explica. A melhor forma de oferecer esses alimentos, conforme orienta a nutricionista, é dar a fruta amassada ou raspadinha para estimular a mastigação e os reflexos do bebê. “Nunca se deve peneirar ou bater no liquidificador, pois há perda das fibras. O ideal é raspar, amassar grosseiramente com garfo ou oferecer em pedaços”, afirma. Quando se opta por ofe-
Nicole, 3, come fruta todos os dias, mas faz o uso dos sachês quando viaja com a mãe
Litza Mattos
recer comida embalada, como os purês, a criança não aprende sobre os alimentos, explica a nutricionista Bianca Iuliano, especializada em alimentação infantil. “A criança precisa conhecer a fruta, saber qual é a cor, o formato e a textura para associar ao sabor”, diz. Outra observação é em relação ao estímulo da mastigação. “Mastigar tem papel importante no desenvolvimento dos músculos da face da criança, do maxilar e até da fala”, complementa. Bianca diz ainda que o processo de pasteurização usado pela indústria faz os produtos terem uma vida útil maior que a dos purês feitos em casa, mas “algumas vitaminas são termossensíveis, ou seja, sensíveis à temperatura”, e podem perder-se nesse caminho. COM CUIDADO A nutricionista reconhece que algumas marcas presentes no mercado são 100% naturais, ou seja, não possuem nenhum tipo de aditivo. Nesses casos, podem ser oferecidos às crianças com cautela. Mães brasileiras que moram no exterior contam que optam por sachês devido à dificuldade de encontrar frutas frescas ou durante os períodos de viagem com os filhos. Uma delas é a jornalista do blog “Viajar pela Europa” Gisele Almeida, que mora na Suécia e tem uma filha de 3 anos. Ela conta que aderiu ao sachê desde que a pequena Nicole tinha 9 meses, porque “é mais prático de carregar na bolsa”. “Ela come frutas (in natura) também, em casa e na escolinha. Mas, para viagens e quando saímos, opto por levar os sachês. Aqui tenho a facilidade de encontrar sachês ecológicos e orgânicos”, diz.
Variedades em pedaços no desmame Conforme a nutricionista Marcela Sales Rocha, no método “Baby Led Weaning” (BLW) – desmame guiado pelo próprio bebê, na tradução –, as frutas são oferecidas em pedaços. “Isso deve ser avaliado individualmente”, diz. A bacharel em direito, Paola Rivera,39, mora no Chile com a filha Lara, de 2 anos, onde segundo a mãe é “mais complicado encontrar frutas variadas”. Sem tempo para fazer os purês naturais em casa, Paola acabou conhecendo os industrializados. “Ela come os sachês desde os 8 meses, mas aqui em casa usamos as frutas inteiras picadinhas”, conta.
Moda de frutas em sachê traz riscos e pode até afetar a fala EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
INTRODUÇÃO ALIMENTAR As recomendações para a alimentação das crianças são: Introdução lenta e gradual de novos alimentos, como creme de legumes ou papa de cereais sem glúten (arroz e/ou milho) e frutas, mantendo o leite materno
Amamentação exclusiva
ATÉ OS 6 MESES DE IDADE (180 DIAS)
Juntam-se mais dois alimentos à dieta do bebê: o peixe e o iogurte. A partir do oitavo mês, a criança já pode comer os alimentos da família, desde que não sejam condimentados e preparados com sal moderado
A PARTIR DOS 6 MESES
8 MESES
9 MESES O creme de legumes deve ser gradualmente mais consistente e granuloso (carne menos passada e o peixe finamente desfiado). A fruta já não precisa de ser sempre reduzida a purê mas raspada ou grosseiramente esmagada, permitindo ao bebê treinar a mastigação e ter contato com novos sabores e texturas
7 MESES
10 E 11 MESES
A dieta do bebê é cada vez mais diversificada, e há uma grande receptividade para novos sabores e texturas. O purê de legumes deve ser agora mais denso e com os legumes cortados em pedacinhos. A fruta fresca pode ser cortada em pequenos pedaços
FONTE: ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE (OMS) E FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF)
Gradualmente, a consistência do creme de legumes e dos purês de fruta deve aumentar, incentivando o bebê a mastigar. À base inicial com batata, cenoura, abóbora e cebola juntam-se novos legumes. Introduz-se a segunda refeição salgada na dieta do bebê
12 MESES A alimentação da criança deverá estar integrada à do restante da família
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HORIZONTES DA CIDADE
A vida entre linhas e agulhas ALEX DE JESUS
Moradorde ruaganhou umanova oportunidade fazendocrochê Aos 17 anos, ele viu a mãe ser assassinada pelo padrasto. No olhar, as marcas do passado ainda não foram superadas. No entanto, a violência que permeou a vida de Gleiton Malafaia Andrade, 39, hoje éuma cicatrizque não foi capaz de tirar a delicadeza e a concentração na hora de tecer um cachecol de crochê. Há três anos, ele confecciona tapetes, cachecóis e forros de mesa no local onde mora: as ruas da região Centro-Sul da capital mineira, mais precisamente nas ruas próximas à igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem. As cores das linhas não apenas dão vida às peças que ele produz. “É minha terapia. Enquanto teço, penso na vida que eu ainda quero para mim”, diz. O morador de rua aprendeu a prática na Penitenciária Professor Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, onde esteve preso por homicídio durante oito anos. “Tive um desentendimento com outro morador de rua e eu acabei o matando a tiros. Eu me entreguei à polícia. Enquanto pagava pelo crime que cometi, fui me tornando uma pessoa melhor e me envolvi nas aulas de crochê”. As mãos calejadas de Andrade não hesitam ao realizar o movimento certo para um ponto perfeito. “Esse tapete que estou fazendo é o
Maria Lúcia Gontijo
ponto alto-relevo. Sei todos os pontos, mas esse é o que acho mais bonito”, conta. As agulhas de alumínio feitas por ele ficam dentro de uma caixa de óculos que achou na rua. As linhas ficam distribuídas em duas sacolas de supermercado junto com as revistas que ensinam modelos de crochê. “Algumas revistas eu achei, outras, ganhei da mesma loja que me doa as linhas”, diz. Ele ainda conta que, “quando o movimento está bom”, consegue faturar R$ 200 por semana, chegando a R$ 800 por mês. “É daqui que tiro meu sustento”, destaca. Os preços dependem da peça e do tamanho, mas podem girar entre R$ 50 e R$ 150. PASSADO TRISTE Morador de rua, Andrade conta que a criminalidade ficou no passado. “Vivo aqui tranquilo, fazendo meu crochê, dormindo e vivendo a vida como ela vem”, ressalta. Porém, as drogas ainda são um obstáculo em sua vida.
“
Enquanto pagava pelo crime que cometi, fui me tornando uma pessoa melhor e me envolvi nas aulas de crochê. Vivo aqui tranquilo, fazendo meu crochê, dormindo e vivendo a vida como ela vem Gleiton Malafaia Andrade, artesão e morador de rua
População de rua cresce na capital
Além de ser um ganha-pão, o crochê também funciona como um tratamento para Gleiton Andrade encarar a rotina das ruas
“Vivo uma das minhas fases mais tranquilas, mas até hoje não consegui ficar livre do crack e da maconha. É muito difícil. O crochê me ajuda um pouco a ficar mais tempo longe das drogas”, revela. Andrade foi para as ruas depois que a mãe, a dona de casa Ivani Malafaia Andrade, foi assassinada a facadas pelo padrasto dentro da casa onde moravam, no bairro Maria Helena, em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele presenciou o crime. O padrasto foi preso, e, segundo Andrade, não se sabe do seu paradeiro. “Éramos só eu e minha mãe no mundo. Depois que ela se foi dessa forma, eu me perdi. Eu me vi sem rumo na vida e me afundei nas drogas”, conta.
Delicadeza e concentração são expressas nas mãos de Andrade
A população em situação de rua em Belo Horizonte apresentou um crescimento de 38% nos últimos meses. No primeiro semestre deste ano, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Municipal de Políticas Sociais, 4.553 pessoas declararam-se em situação de vulnerabilidade social, sendo que 63% delas estão concentradas na região Centro-Sul. Assim como Gleiton Malafaia Andrade, 30% dessa população relata problemas familiares como o principal motivo da vida nas ruas, e 98% são homens. Ainda segundo o levantamento, 83% declaram-se como negros ou pardos e 95% consideram-se analfabetos. Cerca de 92% dos moradores so-
brevivem em situação de extrema pobreza, com renda de até R$ 85 mensais. Há quatro anos sem expansão nos serviços de acolhimento, atualmente existem cerca de 900 vagas em casas de passagem, abrigos e condomínios sociais na capital. Mais de 90% dessas vagas foram criadas entre o final da década de 90 e início dos anos 2000. Entre as ações da prefeitura, em média, são realizadas 120 abordagens diárias, com assistentes sociais e psicólogos. Para este semestre, um novo abrigo deve ser aberto, na avenida Paraná, na área central, com 120 vagas para homens. (Letícia Fontes)
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DIA A DIA
Da favela para o trabalho pela via do empreendedorismo MARIELA GUIMARÃES
Jovensaprendemnovas profissões,comoorganizador deeventoseconfeiteiro Thaís Campelo, 24, e a prima Marcela Mendes Campelo, 23, moram na vila Santa Rita de Cássia, no Morro do Papagaio. Ludymila Soares, 24, vive no aglomerado da Serra. Luiz Antônio Pereira, 21, no Alto Vera Cruz. Além de residirem em favelas de Belo Horizonte, eles têm mais três coisas em comum: nunca se envolveram com drogas nem com violência, mas conhecem de perto seus efeitos; integram a dura estatística de jovens sem carteira assinada, que atinge 28,8% dos brasileiros até 24 anos; e acabaram de se formar no projeto Trampos, criado pelo governo estadual para preparar jovens da periferia para encontrar um caminho profissional. Até o fim deste ano, 1.220 alunos, nas mesmas condições, se formarão em seis cursos oferecidos gratuitamente. A assessora de programas especiais da Secretaria de Estado de Trabalho e Desenvolvimento Social (Sedese), Aidê Cançado, explica que o Trampos faz parte do programa Juventudes, criado em meados do ano passado. Para parQueila Ariadne
ticipar, o interessado tem que ter entre 15 e 29 anos e morar em uma área exposta à vulnerabilidade e à violência. “O objetivo é afastá-los da criminalidade e promover a inclusão produtiva desses jovens, incentivando o lado empreendedor de cada um. O diferencial é que buscamos, através de pesquisas com eles mesmos, setores nos quais eles realmente têm interesse em desenvolver os projetos. E montamos cursos a partir desse desejo”, explica. OPORTUNIDADES Desse diagnóstico de interesses surgiu o curso de assistente de organização de eventos. Foi o que chamou a atenção das primas Thaís e Marcela Campelo, moradoras do Morro do Pa-
DESEMPREGO
13% é a taxa média no Brasil, no segundo trimestre de 2017
28,8% é a taxa entre os jovens de 14 a 24 anos
As primas Thaís e Marcela Campelo, do Morro do Papagaio, se formaram em organização de eventos e vão lançar um site
pagaio. Desempregadas e vivendo de alguns bicos, elas ficaram sabendo do Trampos por meio de um tio, que viu a divulgação e avisou às sobrinhas. Formaram-se na primeira turma, em meados de julho, e já têm um plano. “Já fazíamos informalmente, organizando festas para conhecidos. Agora aprendemos partes mais técnicas, desde o planejamento até o pós-evento. Queremos nos profissionalizar e montar um site para divulgar nossos serviços”, conta Thaís. “Muitos jovens querem empreender e isso aconte-
ceu durante o curso. Em outro momento, pensamos em oferecer cursos mais específicos sobre empreendedorismo, para ajudar nesses projetos”, destaca Aidê. Marcela também está empolgada com a oportunidade. Ela nunca se envolveu com drogas, mas sabe como projetos como o Trampos ajudam a manter os jovens afastados da violência. “A pessoa sai, fica quatro horas por dia no curso, conhece mais gente e vê que existem outras coisas que pode experimentar. Vê que existem outras oportunidades lá fora, e basta correr atrás para conquistar”, ressalta.
GIL LEONARDI/ IMPRENSA MG/ DIVULGAÇÃO
COMO FUNCIONA O PROJETO Critérios Jovens entre 15 e 29 anos, que vivem em área exposta à violência e à vulnerabilidade Cursos Analista de mídias sociais; editor de projeto visual gráfico; produção cultural; organização de eventos; desenvolvedor de aplicativos para dispositivos móveis; confeitaria Regiões atendidas Aglomerados do Morro do Papagaio, Alto Vera Cruz, Barragem Santa Lúcia, aglo-
merado da Serra e Morro das Pedras Expansão A meta é levar o projeto para mais dez cidades mineiras até o ano que vem, entre elas: Ribeirão das Neves, Contagem, Betim e Passos Como participar Inscrições para as novas turmas (fevereiro de 2018) serão abertas até dezembro. Acompanhe pelo site www.social.mg.gov.br
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Projeto multiplica ganhos sociais
No dia 19 de julho, a primeira turma, com 215 alunos, se formou
Luiz Antônio Dias Pereira, 21, é DJ. Morador do Alto Vera Cruz, ele acaba de se formar na turma de produção cultural do projeto Trampos e já emendou um segundo curso, de analista de mídias sociais. Vai usar tudo no aperfeiçoamento da profissão. “Graças aos meus pais e ao meu contato com a cultura, por meio dos meus irmãos, nunca estive envolvido com drogas ou violência, mas sei os danos que podem causar aos jovens. Agora, quero desenvolver um projeto para in-
tegrar os jovens das periferias por meio da música”, conta. Ludymila Gomes, 24, do aglomerado da Serra, região Centro-Sul, se formou em produção cultural e agora faz design gráfico. Junto com colegas do Trampos, ela já saiu com um projeto que deve virar realidade em novembro deste ano, na barragem Santa Lúcia. “A ideia é fazer um grande palco aberto para artistas da comunidade se apresentarem”, anuncia Ludymila.
Luiz Antônio quer criar um evento para conectar jovens pela arte
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DIA A DIA OR MID U S CON
Site “compra” reclamação de cliente
Você já teve dúvidas, enquanto consumidor, dos seus direitos? Já ficou sem saber o que fazer em situações como atraso e cancelamento de voos, extravio de bagagem ou overbooking? Nesses casos, o passageiro tem a opção de conseguir informações através do site Quick Brasil (https://quickbrasil.org), lembra um dos sócios da startup, o empresário mineiro Thiago Naves. Ele explica que os consultores da Quick Brasil avaliam gratuitamente o problema do consumidor. Caso haja real direito à reparação, a startup propõe ao cliente lesado pela companhia aérea o valor de R$ 1.000 em dinheiro, em até cinco dias úteis a partir do início da reivindicação. “A pessoa cede os seus direitos, para que a empresa possa negociar um acordo com a companhia aérea. Assim, o risco fica com a gente, pois podemos ganhar ou mesmo perder a causa”, observa. Para Naves, o site pode incentivar as pessoas a lutarem pelos seus direitos. O empresário, que também é advogado, explica que a cessão de direitos está amparada no artigo 286 do Código CiJuliana Gontijo
vil. E que o procedimento da Quick Brasil está respaldado pelo Código de Defesa do Consumidor e lei 9.099/95, sendo que a última trata dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais. No mercado desde maio deste ano, a plataforma já atendeu 200 casos no país. “Como não são problemas que o consumidor tem todos os dias, o acesso pelo site acaba sendo uma opção melhor. De toda forma, para quem prefere, estamos desenvolvendo o aplicativo”. IDEIA O empresário conta que a ideia da startup foi desenvolvida por ele e mais três empresários no Global Entrepreneurship Bootcamp 2017, na Austrália, um programa do MIT – Massachusets Institute of Technology. Os outros fundadores e sócios são de países diferentes: Amory Gonzalez (Guatemala), Gaurav Tandel (Índia) e Jon Hanson (Estados Unidos). “Já nascemos internacionais”, brinca o sócio mineiro. Prova disso, é que o próximo passo da startup é atuar fora do território brasileiro, com o apoio de uma instituição canadense, conforme Naves. “A intenção é ir para países em desenvolvimento. Vamos
começar pelo Peru e Bolívia”, adianta. O empresário Marcos Alexandre Baseia Fochi foi um dos usuários do site, depois que teve a viagem para Madrid cancelada. Fochi conta que ficou sabendo da plataforma através de uma amiga. Para ele, a proposta do Quick Brasil é boa. “Nós somos mal informados enquanto consumidores. Por isso, eu recomendo o site”, diz. O geógrafo Lucas Ávila lembra que teve a mala extraviada no voo de volta ao Brasil em outubro do ano passado. “Eu precisava de roupa. Fui informado por um funcionário da companhia aérea que poderia comprar umas peças no free shop, que seria reembolsado. Entretanto, só recebi metade do valor. Depois, me informaram que teria que enviar as roupas para a sede da empresa, na Europa, para receber o restante. Achei um absurdo, pois tinha a nota fiscal”, reclama. O problema foi parar na Justiça e o processo já tem um ano. “É desgastante, mas vale a pena, pois envolve lutar pelos nossos direitos”, ressalta. Em relação à proposta do Quick Brasil, ele considera interessante. “Acho que vale para problemas menores”, diz.’
Meios tradicionais Entidades de defesa do consumidor, como a Proteste e o Idec, recomendam os meios tradicionais na hora de fazer uma reclamação contra companhias aéreas. “O consumidor deverá primeiro reclamar no SAC e ou ouvidoria da empresa. Se não houver solução, deverá recorrer a um órgão de defesa do consumidor”, diz a responsável pelas relações institucionais e mídia da Proteste, Sonia Amaro. Ela ressalta que, se o consumidor não conseguir resolver o problema, o caminho é ajuizar uma ação no Juizado Especial Cível, que contempla causas de até 40 salários mínimos. “Lembramos que para causas de até 20 salários não precisará de advogado”, frisa. A advogada diz que um dos problemas do site Quick Brasil é a generalização do valor indenizado. “Isso pode ser desvantajoso, por isso, recomendo cautela”, diz ela.
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I
Onde há fogo...
CRIS RUSSO/DIVULGAÇÃO
Há fumaça! E como ingrediente GUSTAVO ANDRADE/DIVULGAÇÃO
Chefesredescobrem novasformasde defumaçãona brasaquedãosabor especialàsreceitas
Sim, dá para ficar mais doce
Para aprender a cozinhar(mesmo) Neste mês, o restaurante Alma Chef preparou14aulascomtemasbem diversificadospara atender aos mais variados paladares. Entre os temas, destaca-sea aula“Frutos do Mar”, ministrada pela chef Paul Nielsen, no dia 14, a partir das 14h. Para fechar a programação, no dia 30 será a vez de o chef Felipe Galastro ensinar novas técnicas do churrasco. A agenda completa pode ser acessada em almachef.com.br/cursos
HAUS MÜNCHEN/DIVULGAÇÃO
Barba, Bigode e Cerveja
No Dia dos Pais, comemorado nesse domingo (13 de agosto), o Haus München (rua Juiz de Fora, 1.257) vai proporcionar, além das tradicionais iguarias da gastronomia alemã (como joelho de porco, embutidos da casa e cervejas especiais), um novo visual aos pais que estiverem presentes na casa. Em parceria com a barbearia Seu Elias, o cliente poderá dar aquele “tapa no visual” com os serviços, que serão oferecidos gratuitamente. Lembrando que, aos domingos, a casa funciona das 12h às 17h.
Um ancho grelhado na parrilla Argentina servido com legumes. A descrição já soa bem apetitosa. Na boca, entretanto, além da maciez e do gosto único da carne assada, um outro sabor se destaca: o da fumaça – que, acredite se quiser, pode conter levemente notas de frutas, gerada pela queima de madeiras e processos de defumação que andam conquistando cada vez mais os profissionais da gastronomia. Muitos deles se inspiram no chef Felipe Bronze, que protagoniza o programa “Perto do Fogo”, do GNT – que, aliás, estreou a segunda temporada na última quinta-feira (10). Como o nome da atração sugere, todas as receitas, ali, são preparadas na brasa. A proposta de Bronze é mostrar as várias funções da churrasqueira e proporcionar toques defumados (suaves ou não) em receitas que vão de saladas a molhos, para além da já usual carne. Na verdade, tratar a fumaça como mais um ingrediente é uma das peculiaridades do chef Felipe Galastro, do Templo Cervejeiro da Backer. Na última sexta-feira (11), ele inclusive apresentou sugestões sobre o tema durante o circuito Mesa Ao Vivo, aqui, em Belo Horizonte. Um dos pontos principais do processo é a escolha da madeira usada na defumação – o que, claro, influencia o resultado da receita. “Cada fumaça que se forma com a brasa tem um aroma específico porque cada lenha tem características próprias. Em qualquer receita, o Lorena K. Martins
Amantes de bolos, chocolates e de outras coisinhas doces já contam com um novo endereço para degustar delícias aqui, na capital. Recém-inaugurada, a Assim, Doce (r. Padre Rolim, 100, Santa Efigênia) foca na produção artesanal feita pela chef Lu Oliveira. Um dos destaques é o balcão repleto de brigadeiros gourmet, feitos com chocolate belga e em diferentes sabores, como leite ninho com Nutella, limão siciliano e churros. Há, ainda, espaço para os mais de 20 sabores de bolos, com destaques para o de pera & chocolate, iogurte com geleia de morango e, para as celebrações, o já clássico naked cake (foto).
A costela de ancho servida com legumes, no Templo Cervejeiro da Backer, é defumada em brasas de lenhas frutíferas pelo chef Felipe Galastro
tempo, o tipo de madeira, a temperatura e o fluxo da fumaça no alimento interferem no sabor”, explica Galastro, que trabalha especialmente com lenhas frutíferas, como as da ameixa, maçã e caqui, fornecidas pela King Of Lambs, da Estância Amira, no interior de São Paulo. COMBUSTÍVEL Ainda de acordo com ele, as lenhas derivadas de árvores frutíferas, como a maçã ou caqui, têm aromas mais doces, enquanto a de ameixa, por exemplo, tem um toque mais cítrico. Geralmente para as carnes a cocção é finaliza-
da durante a defumação. Ele explica ainda que os processos de defumação podem ser simples e rápidos – de cinco e dez minutos – ou demorados – chegando a durar horas, para deixar os alimentos ainda mais saborosos. É possível também emprestar o sabor defumado a outros ingredientes, como vegetais e frutas – como a goiaba, que sofre um processo de cocção de aproximadamente duas horas, até se transformar em insumo perfeito para um molho barbecue de goiabas defumadas artesanalmente, ideal para acompanhar as carnes. “Por muito tempo a fumaça era só mais uma técnica de conservação. Atualmente, passa a ser também um importante ingrediente. As nuances frutíferas das lenhas agregam aromas e perfumes particulares ao alimento, dando a ele um novo sabor, como se fosse um tempero”, acredita Galastro.
ROBERTO BENATTI/DIVULGAÇÃO
No Taste Burger, a maionese artesanal, que acompanha o sanduíche, é defumada
NOVAS POSSIBILIDADES Para trabalhar a fumaça como notas de sabor, além da queima da madeira ou carvão, alguns chefs optam por agentes aromáticos como a fumaça líquida – produto químico que simula o sabor defumado – e temperos em pó com o mesmo aroma, como sal, gengibre, alho e páprica, que passam a integrar o time que expandem o sabor da receita. “Para molhos e geleias, por exemplo, é interessante usar a fumaça em pó ou qualquer outro alimento que tenha, em sua essência, o processo de defumação”, explica o chef Pedro Calazans do The Taste Burger. “As essências são outra opção para a culinária, e são feitas com ingredientes – como cebola e alho – que foram defumados”, sugere o chef, que, vale dizer, produziu uma maionese defumada para acompanhar os sanduíches, batatas e algumas porções elaborados por ele. “Todos os sabores que lembram churrasco, grelha e fogo são essenciais em uma hamburgueria. A maionese só acrescenta mais no sabor”, finaliza.
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CORA FOOD CONCEPT/DIVULGAÇÃO
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DE BANDEJA II GUIRI REYES / DIVULGAÇÃO
Gastronomia em Tiradentes
SEGUNDA TEMPORADA Sinopse A segunda temporada de “Perto do Fogo”, que estreou na semana passada, vai homenagear a vasta e rica gastronomia brasileira. Do Oiapoque ao Chuí, o programa vai abordar a culinária de forma geral, seja ela a de beira de rios, a vinda do interior, seja a indígena ou a trazida pelos imigrantes da época do Brasil Colônia – mas tendo sempre a churrasqueira como personagem principal. A série Estreada em março deste ano pelo canal GNT, a série confirma que a churrasqueira é o lugar perfeito para elaborar uma comida brasileira, mostrando pratos autênticos de cada estado, mas sempre com o toque pessoal de Bronze. A primeira temporada contou com 13 programas e foi gravada no Rio de Janeiro.
Insumos defumados no drinque Não é novidade, na coquetelaria, apresentar drinques e coqueteis flamejantes à mesa – quase um espetáculo pirotécnico à parte. Entretanto, profissionais aproveitam o maçarico da cozinha para gerar fumaça de uma outra forma, que não apenas para acender ou aquecer algum ingrediente. O fogo e outros ingredientes defumados são um sabor à parte nos drinques. A invenção do mixologista Rafael Morais, do Kanpai, se deu a partir do processo simples de defumação, gerando um drinque servido em copo aromatizado com fumaça de alecrim. “Acendo um ramo da erva e tampo com o próprio copo, para absorver a fumaça, como uma estufa. Espero de dois a três minutos – e pronto”, ensina. “O alecrim é muito aromático. Vale usar também canela em pau, para dar um toque perfumado”, explica.
Entre os dias 18 e 27 deste mês, a charmosa e histórica Tiradentes recebe mais uma edição do Festival Cultura e Gastronomia. Celebrando 20 anos de vida e trazendo, como tema principal, a riqueza da comida mineira como patrimônio do estado, o evento apresenta uma novidade: o espaço da Praça das Vertentes, que contará com mais chefs e atrações musicais, de modo a fazer com que o público possa viver inteiramente a experiência do festival. Entre os nomes confirmados, estão: Carlos Bertollazi (Zena Café), Ricardo Rodrigues (Maria das Tranças) e Felipe Oliveira (Tragaluz).
RECEITA
Kanpai Spritz
BRUNO ALVES/DIVULGAÇÃO
Receita do Rafael Morais, mixologista do restaurante Kanpai JULIA LEGO/DIVULGAÇÃO
Ingredientes: 50ml saquê 100ml de espumante rosé 25ml calda de lichia Garnish de limão siciliano e alecrim Copo defumado Modo de preparo: Acenda um ramo de alecrim e coloque o copo virado com a boca para baixo e o ramo de alecrim dentro dele. A fumaça que sair da queima da erva é que irá dar o sabor no copo. Misture todos os ingredientes em um copo à parte e, depois, transfira para o copo defumado e decore com o garnish. Sirva.
Degustação mediterrânea O Festival Cultura e Gastronomia de Tiradentes também vai oferecer programações especiais. A pousada Aromas da Montanha, por exemplo, vai promover duas tardes de harmonizações de vinhos e azeites, dias 25 e 26. O evento vai contar com a presença do premiado enólogo português Álvaro Van Zeller. Também farão parte do encontro a azeitóloga Ana Beloto e o chef de cozinha Marcelo Lopes, que irá preparar pães portugueses e espanhóis, além de massa artesanal. As vagas são limitadas (até 20 pessoas). Outras informações e valores no telefone (32) 3355-1406
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almanaque SAVASSI FESTIVAL>Evento chega à 15ª edição se desdobrando em vários palcos da cidade e no Rio VÍTOR SÁ/DIVULGAÇÃO
MARIANA MITRE/DIVULGAÇÃO
Mitre Contabilizando cer6 Luísa ca de dez anos de carreira, Luísa
Mitre é pianista e há seis anos integra o grupo Toca de Tatu. A novidade é que, no evento, ela apresenta sua faceta compositora: a obra, na verdade, é uma suíte, que agrega sete peças – até o fechamento desta edição, ela ainda não tinha decidido o título. “Se dá um frio na barriga? Com certeza! Afinal, é a primeira vez que meu nome está à frente do trabalho. A inspiração veio das minhas próprias referências musicais, principalmente a música brasileira”.
Passos No Savassi 6 Rosa Festival, Rosa Passos vai
colocar em repasse a obra de Tom Jobim. Instada a eleger suas músicas preferidas do maestro, ela desconversa: “Nossa, agora você me pegou. Acho que vou ficar com ‘Dindi’ e ‘Lígia’, principalmente pelas melodias. No caso de ‘Lígia’, música e letra são de Jobim, já ‘Dindi’, a letra é de Aluísio de Oliveira, que teria feito para a Sylvinha Telles. Outra que mexe muito comigo é ‘Águas de Março’, mas faço um arranjo todo diferente”. Rosa Passos se apresenta no Sesc Palladium, no dia 19 (sábado), às 21h. R$ 60 (inteira)
Selva O percussionis6 Fred ta e vibrafonista é um dos
convidados do “Música Nova”, uma novidade do Savassi Festival 2017. Selva foi um dos vencedores do Prêmio BDMG Instrumental 2015 e, no ano seguinte, levou o conceituado prêmio Marco Antônio Araújo. Lançou o disco “A Estranheza e o Poliglota” e, atualmente, vive na cidade de Buenos Aires. No Savassi Festival, apresenta obra para quatro vibrafones e banda, com participação especial do português Eduardo Cardinho.
Dias de jazz Na próxima sexta -feira (18), o Savassi Festival invade a cidade com a sua 15ª edição, desde que entrou em cena, em 2003. Mas uma das cerejas do bolo da programação realiza um sonho antigo do idealizador do evento, Bruno Golgher. “Há 20 anos, quando planejava a primeira edição, no (Museu Histórico) Abílio Barreto, que acabou não acontecendo, já pensava em trazer a Rosa Passos”, admite ele, referindose à baiana. Até o dia 27, o evento ocupa espaços fechados (CCBB, Sesiminas, Teatro Bradesco, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec e anfiteatro do Pátio Savassi), cafés (Café com Letras Savassi e CCBB, Café 104 e Mind The Coffee) e espaços abertos, como a praça Floriano Peixoto (“Jazzinho – Jazz Para Crianças”) e a rua Antônio de Albuquerque, em frente ao Café com Letras, que, nos dias de encerramento, Patrícia Cassese
abriga os palcos AeC e Oi. Além de Rosa Passos, há atrações para todos os gostos. No recorte “Novo Jazz de Israel”, virão o Oded Tzur Quartet, Shai Maestro e Guy Mintus. Outra atração internacional é o português Eduardo Cardinho. “Quando propus ao (músico) Fred Selva uma orquestra de vibrafones, ele me falou dele (visto que ambos são vibrafonistas) e, na verdade, eu já queria estabelecer uma ponte com Portugal”, prossegue Bruno. O citado Fred Selva, aliás, é um dos nomes que compõem o projeto “Música Nova”, novidade no Savassi Festival, que mostrará o resultado do convite feito a quatro artistas para criarem obras especialmente para o evento. Os outros três são Juliana Perdigão, Rafael Martini e Luiza Mitre. “O festival quer seguir na direção, de apresentar novos conteúdos”. Aliás, o concurso Novos Talentos do Jazz teve, como vencedor, o Vitor Arantes Quarteto, que, claro, se apresentará no evento.
Outra ação que entra no rol das novidades é o palco “Mulheres Criando Música Instrumental”, parceria com o Coletivo Mulheres Criando. “Há cerca de dois anos, participei de um seminário no Centro Cultural Padre Eustáquio, e uma das integrantes do coletivo me falou de uma eventual parceria. Percebi, ali, que o Savassi também poderia ser uma espécie de plugin, como um computador, aproveitando a expertise de grupos que têm interesses que se encaixam, com o que o Café com Letras faz”. Mas o Savassi não deixa de prestar continência a veteranos como o saxofonista mineiro Célio Balona, que será agraciado com o Mastermaq Jazz de Minas, em noite que contará, ainda, com a Orquestra de Câmara Sesiminas e o grupo Projeto Brasil. Vale acrescentar que, este ano, o Savassi Festival terá sua 3ª edição no Rio de Janeiro, dias 23 e 24, com shows (na sala Cecília Meirelles) e workshops (na Universi-
ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA/DIVULGAÇÃO BDMG
dade Federal do Rio e na UniRio). E, ainda, sua volta a Nova York (a 4ª edição nos EUA) e uma estreia em Lisboa. HOMENAGEM Rosa Passos, que se apresenta no evento no dia 19 (sábado), no Sesc Palladium, interpretará Tom Jobim. Ela lembra que, desde a infância, sempre fui muito ligada à obrado maestro. “Meu pai sempre teve essa preocupação, a de fazer com que a gente ouvisse a boa música desde cedo. Como teve essa data redonda dos 90 anos (de nascimento de Jobim, em janeiro), ele está sendo homenageado por outros colegas também. No meu caso, comecei a turnê em Salvador, e já passei por Ilhabela, Campinas, São Paulo em duas oportunidades... É um deleite, uma honra. Tom Jobim é, sem dúvida,uma referência para mim”.
> Savassi Festival
Em vários espaços da cidade. De 18 a 27 de agosto. Programaçaõ: www.savassifestival.com.br REPRODUÇÃO SITE DO ARTISTA
como Is6 “Éraelimpressionante gera músicos incríveis”,
diz Bruno Golgher, lembrando que o Oded Tzur Quartet foi paixão à primeira vista. “Conheci o trabalho deles este ano, mas curadoria começa assim mesmo, com a paixão ao ouvir. O Shai Maestro já veio ao evento, e hoje também integra o Oded Tzur. O Guy Mintus vem trabalhando com o (percussionista mineiro) Túlio Araújo, e uma ideia do Savassi Festival é justamente apoiar esse tipo de parceria”. Radicado atualmente em NY, o saxofonista Oded (foto ao lado) formou o seu quarteto em 2011.
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MÚSICA Reunião de velhos conhecidos Qui. 17.ago.
MESTRINHO NATURA/DIVULGAÇÃO
A lista de colaborações do baixista Marcelo Mariano é longa. Começa quando ele ainda era adolescente, com sua mãe, a cantora Marisa Gata Mansa (1938-2003), e passa por uma série de nomes da MPB, tais como Flávio Venturini, Gal Costa, Leila Pinheiro, Leni Andrade, Lenine, Paulo Moura, Simone, Nivaldo Ornelas, Djavan, Dani Black, e segue entre vários outros. Dois desses parceiros são seus convidados para a apresentaçãoquefazemBeloHorizontena próxima quinta(17), no Circuito ViJazz & Blues: Ed Motta e seu pai, o pianista Cesar Camargo Mariano. A ideia do show é ser uma espécie de aperitivo do primeiro disco do baixista, que, embora tenha maisde30anosde carreira,estápreparandoseuprimeiroregistro somente agora. “Eu já trabalhei com muitaspessoas,comeceimuitonovinho, aos 14 anos, então resolvifazerumálbum comconvidados, os vários artistas com quem já trabalhei. Inclusive já tenho uma faixa gravada com Dianne Reeves e Romero Lubambo, que deve ser lançada como single até o fim do ano”, adianta o músico, que pretende estar com o trabalho pronto em meados de 2018. O show será uma mistura entre o que vai integrar o disco e heranças de outros moJessica Almeida
Marcelo Mariano adianta o que virá em seu primeiro disco
TARCISIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO
Vale recebe 6 Memorial Coral Jovem do Sesc
MULTISHOW/DIVULGAÇÃO
Regido pela maestrina Flávia Campanha, o Coral Jovem Sesc – que tem seu corpo formado por crianças e adolescentes com idades entre 10 e 18 matriculadas na rede pública de ensino – leva ao público do Memorial Vale sucessos da música como Tim Maia e Criolo. Onde Memorial Minas Vale (praça da Liberdade, 640). Quando Neste sábado (12), às 16h. Quanto Gratuito. Senhas distribuídas uma hora antes do evento.
Gadu e Orquestra 6 Maria de Câmara Opus A cantora se une aos 22 músicos no projeto “Orquestra Opus Convida” para rever canções como “Shimbalaiê”. “A gente procurava uma artista mais jovem e tivemos a indicação do querido Derico Sciotti (sax), que também estará no palco”, diz o maestro Leonardo Cunha. Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Quando Sex (18), às 20h30. Quanto R$ 60 a R$ 100 (inteira).
mentos.“Vou apresentaralgumas músicas desse CD junto a trabalhos que fiz por muito tempo com meu pai, nossos ‘melhores momentos’, e com o Ed, com quem passei dois anosemeiofazendoshowspelo Brasil afora”, explica. Nesse conjunto, serão contemplados clássicos do jazz, como “Naima”, de John Coltrane, e do cancioneiro popular, como “Bala com Bala” de João Bosco e Aldir Blanc. Além de Cesar Camargo e de Ed Motta, Marcelo será acompanhado pelos músicos Cuca Teixeira, na bateria, Danilo Santana, nos teclados, Peter Farrell, no violão e na guitarra, além de Marcelo Martins, nosax, eJessé Sadoc,no trompete. Antes da apresentação na capital mineira, eles passam por Viçosa e Ouro Preto. Aliás, Marcelo se diz ansioso pelo retorno a Minas Ge-
rais. “Tenho um carinho muitoespecialpela músicadaí.Estou feliz e honrado por voltar e reencontrar os muitos amigos que tenho em Minas”, diz.
MARCIO LISA/DIVULGAÇÃO
CHACHI RAMIREZ/DIVULGAÇÃO
PRIMEIRO CONVITE Embora já tenham feito inúmeras coisas juntos, essa é a primeira vez que o músico é quem convida seu pai. “Eu sempre o convidei, mas agora partiu dele, que fez um grande rodeio. Primeiro, disse que faria com seu quinteto, depois que queria ter convidados, falou que ia chamar o Ed. Por fim, eu disse: ‘Marcelo, fala aí o que você quer!’. Aí ele disse que queria me convidar. Obviamente,respondique sóprecisava saber a que horas e que roupa usar”, lembra o conceituado pianista. A sintonia entre os dois vai muito além do fato de serem pai e filho. “O Marcelo é um
cara muito sensível, tanto como pessoa quanto como músico, e isso se reflete na forma dele de tocar. Ele é muito melódico, faz bonitas sequências de harmonia, texturasdearranjo.Éumótimo arranjador e excelente produtor. Mesmo quando o contrabaixo dele faz ritmo com a bateria, é melódico”, afirma Cesar. “Não sou só eu que digo, todo mundo gosta muito de tocar com ele. Além de tudo, tem uma ótima noção de grupo”. Marcelo acabou de encerrar,mês passado,suaparticipação na turnê “Vidas pra Contar”, de um de seus grandes parceiros, Djavan. “Nosso primeiro trabalho em conjunto foi em 1993. De lá pra cá, fizemos várias incursões”, conta. “Quando minha mãe trabalhava na noitenos anos1970, elechegou ao Rio e foi cantar na mesma boate que ela. Nos conhecemosdesdeque eutinha 10 anos, sou amigo da família inteira, nos frequentamos há muito tempo. Isso cria uma cumplicidade musical grande, é uma alegria estar com ele”, pontua.
Marcelo Mariano >convida Cesar Camargo Mariano e Ed Motta Para dividir o palco, o baixista convidou seu pai, o pianista Cesar Camargo Mariano, e o cantor e compositor Ed Motta
Circuito VIJazz & Blues Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 17 (quinta), às 20h30.R$40(inteira,plateia1),R$30(inteira, plateia 2), R$ 20 (inteira, plateia 3).
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MÚSICA Um deserto inebriante João H. O stoner roMotta (*) ck é um gênero que transita pelo metal, pelo progressivo e pelo psicodélico. O encontro desses estilos produz músicas de sonoridade intensa e timbres inebriantes. Na sexta-feira (18), o Stonehenge Rock Bar recebe o “Rock do Deserto”, festival dedicado a este recorte, e que traz a BH um dos maiores nomes desta escola: o Stoned Jesus. Em turnê pela América Latina, a banda ucraniana aterrissa na capital mineira com o repertório do clássico “Seven Thunders Roar” (2012) – trabalho que é apontado pela crítica como uma das pérolas do gênero. As influências vão da “Bíblia” ao som da banda norteamericana Alice in Chains. E foi justamente ouvindo Stoned Jesus que a banda paranaense Red Mess decidiu se enveredar pelo stoner. “O som deles nos marcou muito”, lembra Douglas Labigalini, baterista do grupo, que acompanha os ucranianos na tour pelo país. Alias, em entrevista ao site “Garotos de Liverpool”, o Stoned Jesus garantiu apresentações explosivas. “Somos um trio
de rock tentando manter a nossa música e nossa performance interessante para os dois lados – nós e o público. É um ótimo álbum e adoramos tocá-lo ao vivo, especialmente ‘I'm the Mountain’”. Além dos ucranianos e dos paranaenses, o Rock do Deserto recebe outras bandas que batalham para reforçar o estilo no cenário nacional. No palco do Stonehenge, ainda se apresentam Duna, Brisa e Chama, Muñoz e Blackdust. “Pensamos em trazer a diversidade dos Estados e as novidades, além de uma atração internacional de peso. O stoner é um estilo que vem crescendo no Brasil e gerando bandas que conseguem dialogar com outros gêneros. E, por isso, conquista cada vez mais público”, diz o produtor Merlin Oliveira. EM CRESCIMENTO Labigalini, do Red Mess, confirma: esse é, sim, um bom momento para o gênero no Brasil. “Estão aparecendo bandas boas, bons festivais, produtores e selos dedicados. Até o reconhecimento da crítica e da mídia tem ajudado a impulsionar o stoner rock no país”, afirma. O Red Mess, vale lembrar, lança seu terceiro álbum no festival. “Into The
sex. 18.ago.
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sábado (12) DIAS DE FEIRA Projeto une atrações artísticas à cultura das feiras da cidade. Show dos músicos Matheus Barbosa e Marcus Abjaud. Feira da Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 11h. Gratuito
FORA DE SÉRIE Concerto da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 40 (inteira)
IZZA Cantora apresenta o show de lançamento do EP “Cosmópolis”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)
SÉRGIO DALL’ORTO Cantor brasiliense interpreta canções do álbum “Esperar é suicídio lento”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 60 (inteira)
FESTIVAL TRANSBORDA 2017
De Londrina, o Red Mess apresenta seu mais recente lançamento, o álbum “Into The Mess”
Mess” traz uma capa instigante. Em um alinhamento triangular, a foto exibe objetos macabros e delicados, que provocam, no fã, uma grande confusão. Uma cabeça de porco com um cachimbo na boca, margaridas brancas e vermelhas, um castiçal com velas também vermelhas e um peixe dentro de uma jarra de vinho são uma amostra do caos. “Pensamos que a capa deveria significar a identidade da banda. O triângulo dá a ideia do trio que formamos. Os elementos têm significados subjetivos, mas não são
aleatórios, As referências parecem estar espalhadas, mas foram pensadas, construídas pela banda”, explica Douglas. A “confusão”, aliás, parece ser a linha do trabalho. Com guitarras tecendo texturas experimentais, uma bateria pesada e um baixo marcante, a banda propõe uma atmosfera intensa, além de uma experimentação entre o progressivo e o psicodélico que remete ainda mais ao caos da vida. Para chegar a este resultado, os integrantes do grupo vivenciaram um processo de
imersão intenso. “Queríamos lançar um álbum com conceito, uma qualidade de mixagem e timbres. Ficamos duas semanas em Florianópolis por conta da criação, da escolha das músicas, instrumentos... Trabalhamos no estúdio da Infrasound Records, selo dedicado ao rock independente”, ressalta o baterista. O disco foi lançado no último dia 4.
> Rock do Deserto
Stoned Jesus, Duna, Brisa e Chama Muñoz, Red Mess e Blackdust. Dia 18 (sexta-feira), às 20h. A partir de R$ 50 (antecipa do pelo sympla.com .br)
O retorno de Lee Ranaldo
Far From Alaska (RN), Djonga (MG), Iara Rennó (SP), Pequeno Céu (MG), Young Lights (MG), El Toro Fuerte (MG), DeSkaReggae Sound System (MG) Museu de Arte da Pampulha (av. Dr Otacílio Negrão Lima, 16585, Pampulha). A partir das 12h. Entrada gratuita
UMA VOZ, UM INSTRUMENTO Projeto traz a cantora Susana Travassos e o violonista Jean Charnaux. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 60 (inteira)
XICAS DA SILVA Coletivo apresenta o espetáculo “Pindorama: Mulheres do Brasil”. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro). Às 20h30. R$ 30 (inteira).
domingo (13) DEAD FISH Lançamento do DVD “Dead Fish XXV”. Abertura da banda Devotos. Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 18h. R$ 60 (inteira)
MAÍSA Artista mirim apresenta show Pocket Tour. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 16h. A partir de R$ 60 (inteira)
MANHÃS MUSICAIS Stanley Levi apresenta o recital “Isto não é um violão”com obras de Victório, Barrios e Kampela. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 11h. R$ 20 (inteira)
ORQUESTRA OURO PRETO
A apresentação de Lee Ranaldo, guitarrista da célebre banda Sonic Youth, no palco de um dos mais tradicional pontos do underground na capital mineira mobilizou fãs a tal ponto que as entradas para A Obra esgotaram-se em apenas 12 horas. Lee está em turnê pelo Brasil antecipando o repertório do álbum “Eletric Trim”, previsto para chegar às lojas no dia 15 de setembro. O músico está empolgado com o novo álbum, no qual volta a colocar sua voz e sua poesia em canções – seus dois álbuns solo anteriores são basicamente instrumentais. “Estou muito contente. É um momento de grande mudança para mim. O álbum foi um trabalho colaborativo com o produtor Raül Fernandez (Acoustic Dust). Eu viajava entre Nova York e Barcelona para
acertar os detalhes das gravações. Me dediquei muito, foi um trabalho de estúdio que nunca tinha feito antes”. “Eletric Trim” também conta com composições do novelista norte- americano Jonathan Lethem. Alternativamente às as-
Qua. 16.ago
sombrosas texturas de guitarras que marcam seu trabalho no Sonic Youth e em seus últimos lançamentos, Lee fará uma apresentação solo e acústica em uma Obra lotada. “Levo alguns amplificadores, mas a proposta é o show acústico com o novo
material. É importante manter a dedicação ao experimentalismo. É o que eu tenho feito por toda a minha carreira”, conta o músico. É a segunda vez que Lee vem a BH. Em 2012, o músico realizou uma performance transcendental com guitarGUILLERMO COLUCCIO /DIVULGAÇÃO
ras e efeitos elétricos em um festival de artes visuais (ART. MOV), no Palácio das Artes. “Quero muito tomar uma cachaça e descobrir mais da cidade. Da última vez, fui fazer um trabalho com umas guitarras bem loucas e levei algumas coisas de artes visuais, algumas pinturas e desenhos”, lembra. O artista conta que envolveu-se desde cedo com o sincretismo das artes. “Desde pequeno me interesso por desenho, pintura e poesia, que, assim como a música, sempre estiveram lado a lado para mim. Por isso, continuo praticando, experimentando e criando, atento aos novos olhares e às novas formas de usar arte”, pontua. * João H. Motta, sob supervisão de Marília Mendonça
> Lee Ranaldo Lee Ranaldo apresenta seu novo trabalho em formato intimista na Obra
Eletric Trim, acústico. A Obra (r. Rio Grande Do norte, 1168, Funcionários). Dia 16 (quarta-feira), às 20h30. Ingressos esgotados.
Série Domingos Clássicos traz homenagem ao Tropicalismo. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 10 (inteira)
TREMBEMDITOS A banda homenageia o rock mineiro e convida o músico Fernando Mascarenhas. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20. R$ 15 (inteira)
segunda (14) MARCELO D2 Cantor apresenta-se seu samba rap em show intimista. Freud Bar (av. Nossa Senhora da Candelária, 5100, Vila da Serra). Às 20h. R$ 90 (3° lote)
quinta (17) EDUARDO FILIZZOLA Show de lançamento do álbum “Meu Nome É Terra” A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 21h. R$ 10
sexta (18) LIL’ JIMMY REED Rota do Blues convida o lendário músico americano para show em BH. Underground Black Pub (Av. Itaú, 540, Dom Cabral). Às 22h. R$ 25 (antecipado pelo sympla.com.br)
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ARTES CÊNICAS Em revista, 50 anos do Brasil Patrícia São várias, Cassese a s v e z e s que, ao final do espetáculo, o ator Otávio Augusto escuta frases do tipo: “Você é igual ao meu pai” ou “impressionante como você lembra meu tio”. E ele adora. “É muito prazeroso”. Mas cumpre dizer que, no caso, a plateia não está se referindo à pessoa Otávio Augusto, mas ao personagem que ele interpreta em “A Tropa”, peça teatral que chega agora à capital mineira – sábado e domingo (19 e 20), no Sesiminas – com a proposta de passar a limpo os últimos 50 anos do país da ditadura à operação Lava Jato. “Interpreto um pai (viúvo), militar aposentado, que recebe os quatro filhos no hospital. Mas cada um está em um momento de vida delicado. Um, metido na Lava Jato, o outro pediu demissão do emprego, o terceiro, envolvido com drogas. O encontro desses homens é, na verdade, a síntese do Brasil dos dias atuais”, diz o ator paulista, que, com a encenação, e aos 72 anos, festeja cinco décadas de trajetória artística. O “pai” interpretado por Augusto é um homem autoritário que, no entanto, é flagrado em um momento de vulnerabilidade. “Na minha opinião, a peça tem uma provocação brilhante, que é não rotular nenhum dos personagens. Não há ‘herói’ e ‘vilão’, pois todos temos um pouquinho de cada um deles. Aqueles homens são seres humanos, com seus acertos e erros”, contemporiza. Outro trunfo que ele aponta é o uso do elemento humor. “A melhor maneira de fazer uma crítica é pelo humor. E no Brasil
Sáb e dom. 19 e 20.ago
ELISA MENDES/DIVULGAÇÃO
Em festa
Em cena ao lado dos “filhos”, Otávio Augusto celebra seus 50 anos de carreira
de hoje, só rindo”, argumenta – aos risos. RETORNO O texto chegou ao veterano ator pelas mãos do próprio dramaturgo, o jovem carioca Gustavo Pinheiro – que, com ele, venceu a sele-
“
O balanço (dos 50 anos de carreira) é muito positivo, pois tenho o privilégio de trabalhar com o que amo
ção “Brasil em Cena”, promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), no qual se sobressaiu entre mais de 250 candidatos de todo o país. “O Gustavo me ligou, deixou o texto na minha casa e, ao ler, entendi que se tratava de um texto que precisa ser dito. É uma peça extremamente atual, sobre o Brasil de hoje. E só o teatro possibilita esse tipo de troca com o que está acontecendo no país no momento. Se durante o dia está nos jornais, à noite é possível colocar na peça. Isso é muito rico. A forma como a peça está construída, que vai surpreendendo a plateia aos poucos, é muito interessante”. Na verdade, a empreitada marca o fim de um longo hiato – a peça anterior por ele encenada (“Rock’n Roll, de Tom Stoppard) foi em 2009. “Acabei emendando muitos trabalhos na TV e
no cinema nos últimos anos. Mas o teatro é a minha casa, onde gosto de estar, onde sempre estive. É no palco que me reciclo”, diz ele, que atuou em montagem basilares dos palcos nacionais, como “A Ópera do Malandro”, “Galileu Galilei” e “O Rei da Vela”. RELAÇÃO No caso de “A Tropa”, a proposta de Gustavo Pinheiro, frisa Otávio Augusto, é colocar todas as diferenças da nossa sociedade “trancadas” em um quarto de hospital. “Limitadas ao círculo mais estreito de afeto que existe, que é a família. Mas todos nós sabemos como pode acabar uma noite de Natal às duas da manhã, né? (risos). É sobre isso que a nossa peça fala”, sintetiza. A importância do exercício da tolerância é um dos subtextos que dá calço à montagem. Mas o próprio
Augusto ressalva. “Nossa democracia é recente. Não estamos acostumados ainda a conviver, com tranquilidade, com ideias opostas à nossa”. Criado por Bia Junqueira, o cenário apresenta um quarto de hospital com al-
“
Sem dúvida, estrear nos anos 60 foi muito tenso por conta da censura. Mas o artista sempre foi um sobrevivente neste país. Ainda é.
FABIO JUNIO/DIVULGAÇÃO
guns poucos objetos que foram levados pelos filhos – de pertences do pai a presentes. Os figurinos de Ticiana Passos tentam ressaltar as particularidades de cada um. Humberto (Alexandre Menezes) é um dentista militar aposentado que mora com o genitor. João Batista (Daniel Marano), o caçula, é usuário de drogas, com passagens por reabilitações; Artur (Eduardo Fernandes) é um empresário casado, pai de duas filhas, e atua numa empreiteira investigada por corrupção. Por último, Ernesto (Rafael Morpanini) é um jornalista que acaba de se demitir de um jornal e está em crise com a profissão. RETROSPECTO Sobre os 50 anos de carreira, Otávio Augusto lembra que o início foi turbulento – por conta dos anos de chumbo vigentes. “Às vezes, estávamos ensaiando há dois meses e a censura proibia o espetáculo na véspera”. Apesar dos percalços, sua trajetória é pontuada por momentos marcantes. Além dos já citados no teatro, fez, no cinema, personagens inesquecíveis, como o Edgard, de “Bendito Fruto” (2005). Na telinha, onde estreou em 1965, incontáveis papéis em seriados, minisséries e, claro, novelas – como “Vamp” e “Avenida Brasil”. Ano passado, foi o senador César Venturini, que viveu cenas hilárias ao lado de Luciane (Grazzi Massafera) em “A Lei do Amor”. Desde 1986, é casado com Cristina Mullins, a eterna Santinha, de “Paraíso”.
> A Tropa
Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 19 (sábado), às 21h, e 20 (domingo) às 18h. R$ 60 (inteira). Ingressos à venda na bilheteria ou pelo site tudus.com.br
DIVULGAÇÃO
Ouro Minas recebe 6 Teatro festival de humor
Cênico recebe a 6 Espaço atriz Ingra Lyberato
Com nomes de peso na história do humor brasileiro e referências da nova geração, como Victor Sarro, Bruno Berg, Nany People e Bruna Louise, o festival “Rock in Riso” desembarca no teatro do hotel Ouro Minas. Durante a noite deste domingo (13), os humoristas se apresentam no teatro com suas principais esquetes Onde Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga) Quando Neste domingo (13), às 19h Quanto R$ 100 (inteira); R$ 35 (antecipado)
No ano em que celebra quase duas décadas, o Espaço Cênico Escola de Atores preparou uma programação especial. E, para dar início à comemoração, recebe a atriz Ingra Lyberato (protagonista da clássica novela “Ana Raio e Zé Trovão”) para um batepapo sobre sua carreira e o universo artístico. Onde Espaço Cênico Escola de Atores (r. Paraíba, 297, Funcionários, 3226-4329) Quando Dia 18 (sexta), às 19h Quanto Entrada gratuita
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ARTES CÊNICAS Arte como forma de resistência Patrícia Quando o Cassese grupo Ponto de Partida adentrar o palco do Teatro Bradesco para estrear, em BH, seu mais recente espetáculo, além dos integrantes, outras 271 pessoas estarão no palco. Ao menos simbolicamente. É que este foi o montante que ajudou a viabilizar “Vou Voltar”, montagem que trata a questão dos refugiados a partir da experiência de exílio de um outro grupo de teatro – no caso, o mais antigo da América Latina, o uruguaio El Galpón. Integrante do grupo de Barbacena há 13 anos, Júlia Medeiros fala sobre a gênese da empreitada: “O Ponto de Partida trabalha com a criação coletiva, após o mote proposto – no caso, a questão dos refugiados. Daí, cada ator sugere o seu personagem”. Foi no início deste processo que o grupo se lembrou do Galpón, que contabiliza nada menos que 68 anos de trajetória. Na verdade, o Ponto de Partida já havia feito algumas parcerias com a companhia hermana. “Decidimos, pois, contar a história deles”, diz Júlia, lembrando que, nas etapas iniciais, o
Sex. e sáb. 18 e 19.ago.
KARINE MONTENEGRO/DIVULGAÇÃO
Exílio
História e luta do grupo uruguaio El Galpón será contada em cena grupo mineiro chegou a ir a Montevidéu, conversar com os colegas, em particular, os que se exilaram durante o período da ditadura militar uruguaia (1973-1985). “A partir daí, e de muitos estudos, a gente começou a propor os personagens à Regina (Bertola, diretora geral e dramaturga), que, então, foi dando os direcionamentos, costurando as cenas – na verdade, algumas, para dar liga, ela escreve”.
Júlia, então, propôs a sua personagem: Pilar. “Todos (os papéis) retratam integrantes do Galpón, então, isso já era um direcionamento que a gente tinha (na criação). No caso, a Pilar tem uma relação muito forte com a política: seu marido chegou a ser preso. Quando ela partiu para o exílio, deixou a filha no Uruguai, com sua mãe. Na verdade, partiu dividida entre a saudade e a vontade de reforçar o coleti-
vo, de manter a chama ideológica acesa”, explica Júlia, acrescentando que a trupe uruguaia sempre teve em mente a convicção que a arte é um instrumento poderoso “tanto na transformação como na reflexão do tempo presente”. A história do El Galpón é, de fato, particular. Em pleno recrudescimento da ditadura no Uruguai, muitos dos que eram perseguidos conseguiram, antes de partir para
o exílio, abrigo na Embaixada do México em Montevidéu. “Houve um período em que até 200 pessoas ficaram ali”, lembra Júlia. Exilados por nove anos, o grupo viajou, neste período, por 17 países, não só fazendo espetáculos, como denunciando a situação do Uruguai “Nos outros países, o grupo atuava em uma configuração distinta: todo o dinheiro angariado era dividido irmãmente por todos os integrantes”.
A FORÇA DA ARTE No geral, a atriz entende que são várias as mensagens que o texto quer passar. “Uma delas é reforçar como a arte e os artistas são fundamentais na composição da história e nos rumos de toda nação. Tanto que toda vez que existe um movimento de repressão, artistas são os primeiros alvos. O El Galpón teve uma força absurda de lutar colocando em risco a própria vida”. Mais especificamente sobre o tema “refugiados”, ela entende que a solução da questão passa pelo acolhimento, independentemente de país, crença ou língua. “Precisamos nos conectar ao outro até pelo fato de estarmos ligados por um fio inquestionável: somos todos seres humanos. É preciso que a gente consiga se despir dos preconceitos para tentar resolver o problema dos refugiados e, de uma maneira ampla, questões como a da fome no mundo”. Em tempo: Júlia conta que dois integrantes do Galpón vieram do Uruguai para assistir à estreia (em Barbacena).
> Vou Voltar
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244 – 3516-1360). Dias 18 (sexta) e 19 (sábado), às 20h. R$ 40 (inteira).
BH recebe intercâmbio teatral DIEGO BRESANI/DIVULGAÇÃO
Sendo o Brasil um país de proporções continentais, é natural que cada região tenha suas particularidades em todos os aspectos, sobretudo em termos de produção cultural. Justamente por isso, é natural também que nem sempre haja trocas entre esses núcleos produtivos, e que se criem ilhas em que o conhecimento e práticas não sejam intercambiados. É no sentido oposto a essa tendência que o Festival do Teatro Brasileiro, que segue em Belo Horizonte com espetáculos, oficinas, residência artística e outras ações até o dia 27, opera. Sua proposta é justamente levar a cena teatral de determinado Estado a outro e este ano é a vez da cena do Distrito Federal vir a Minas Gerais. “A cada edição, fazemos o recorte de uma cena, para que o público que a recebe tenha uma percepção sobre a produ-
curadores e coordenador local, nos apontou que a construção da dramaturgia na primeira infância poderia ser muito relevante”, afirma. Ele também destaca a ação de formação que será realizada com alunos da rede pública municipal. “É um processo desenvolvido em várias etapas,que envolve uma coordenação pedagógica e uma equipe de arte-educadores. E tem o subtexto de criar novos grupos de teatro dentro das escolas e uma preocupação séria com os novos públicos”, pontua. ‘Fio a Fio’ é um espetáculo de dança-teatro e será apresentado nos dias 19 e 20
ção dos últimos três, quatro anos naquele Estado”, comenta o idealizador do festival, Sergio Bacelar. Entre as muitas trocas promovidaspelo evento, cena mineira já viajou para Brasília e para o Paraná. Também já recebemos os cearenses. Bace-
lar acredita que o mais importante nesses processos são os legados que eles deixam. “São passagens aparentemente curtas, mas são ações múltiplas e intensas que sempre são fecundas”, observa. Entre os destaques desta edição, ele aponta a oficina
“A Poética no Jardim da Primeira Infância”, para bebês de 0 a 2 anos, que será conduzida por Carlos Laredo, um dos fundadores da companhia de teatro hispano-brasileira La Casa Incierta. “Estamos em contato com vocês e o Marcelo Bones, um dos
PANORAMA GLOBAL Quanto aos espetáculos, são 12 montagens que passam por diferentes linguagens do teatro e da dança, para o público adulto e infantil, indo da acrobacia aérea ao teatro para bebês. Não há uma linha temática que os una, a não ser o fato de que tratam de questões urgentes da sociedade contemporâ-
nea, como o racismo e a transexualidade. “O critério é que sejam espetáculos de excelência e componham um recorte representativo de diferentes segmentos, mostrando de forma bem enfática o que o Distrito Federal vem produzindo”, explica. “O DF, por exemplo, junto com o Ceará e São Paulo, é onde mais tem-se investido em produções para a primeira infância, então estamos levando isso. Outro ponto pungente são os espetáculos de circo com dramaturgia, que também estão na programação. É basicamente uma fotografia do que vem acontecendo noDistrito Federal”. (Jessica Almeida)
Festival do >Teatro Brasileiro
Espetáculos, oficinas, residência artística e outras ações em vários espaços da cidade. Até dia 27 (domingo). Entrada franca. Confira programação completa em www.festivaldoteatrobrasileiro. com.br
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ARTES CÊNICAS Valor e poder em perspectiva Patrícia Os conceiCassese tos “valor” e “poder” foram o ponto de partida para “Antes do Fim”, nova empreitada da atriz, diretora e dramaturga Rita Clemente, que, na verdade, integra um projeto maior – “Bala Perdida”, que já originou as peças “19:45”, dirigida pela artista e encenada pela míuda cia; e “Ricochete”, escrito e dirigido por Rita, que também integra o elenco. Um diferencial é que, em “Antes do Fim”, a mesma história será contada em várias versões e com protagonismo diferente do elenco a cada noite. Assim, o espectador poderá conferir “Selvagem, O Fogo” às sextas; “Cruzadas”, aos sábados; “Diáspora”, aos domingos, e “Antes do Fim”, às segundas-feiras. “A história é praticamente a mesma, mas ela se divide em três versões (apresentadas às sextas, sábados e domingos), por isso, os títulos distintos. No fundo, todas estão discutindo basicamente valor e poder, mas cada uma tem sua especificidade, ligada ao conflito de cada personagem. Já a da segunda-fei-
estreia 18. ago.
BIANCA AUN/DIVULGAÇÃO
Em cena
Pessoas comuns, levadas ao limite do absurdo e da impotência
ra, um motoboy (na verdade, um entregador de sanduíches) busca um ato heroico de uma forma que nos ajuda a fazer um resumo geral”. Mas tem mais. A temporada de “Antes do Fim” (que ocupa uma das salas do CCBB BH) prevê, ainda, uma instalação artística (que contempla uma performance e uma exposi-
ção), batizada de “Antes do Fim: Missa”. No caso da peça, Rita esclarece que manteve, em todas as versões, um personagem pivô, “uma violoncelista, que não está presente na peça como figura, ou seja, um ator interpretando-a”. Mas, na verdade, é ela a movimentar toda a estrutura dramática. “A ausência dela nos conduz a ca-
da uma das histórias neste projeto”, explica a artista. O revezamento entra em cena também com o intento de discutir a ideia do protagonismo, “uma vez que a gente dá, a cada um dos atores, essa dimensão”. A música, por seu turno, entra como fio condutor, já que, em cena, há um quarteto de cordas que vai realizar sua última récita. Em
cena, as vidas de Cesar, Rosa Levy, Lucas, Marcos e Laura se entrelaçam. “Na música, a ideia de valor e de poder tem uma fricção muito presente, em tudo, tanto na estética quanto na forma de trabalho. Na música clássica e em suas configurações, por exemplo, ela apresenta elementos como hierarquia, importância dos instrumentos e dos ins-
trumentistas, as ideias de performances valiosas ou não... Há uma espécie de quantificação do valor que torna a discussão mais presente”, diz. Em cena, estão os atores Odilon Esteves (como Cesar, o primeiro violinista), Márcio Monteiro (Lucas, um motoboy), Fafá Rennó (Rosa Levy, violista) e Ramon Coelho (Marcos, o segundo violinista). A personagem Laura é a violoncelista que, como já fixado, não aparece na peça, mas ganha a interpretação da própria Rita Clemente na instalação “A Missa”, quando é flagrada logo após ter o filho vitimado por uma inesperada situação trágica, gerada pelo acaso. Diante do desespero, ela se perde pelas ruas da cidade, a caminho do tal último concerto.
> Antes do Fim
CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). Abertura dia 18 (sexta-feira). De sexta a segunda, sempre às 19h. Até 25/9. R$ 20 (inteira).
> “Missa”
Instalação artística. Galeria térreo do CCBB. Abertura dia 18 (sexta). Até 4/9 (depois, no Foyer do Teatro II). De quarta a segunda, das 9h às 21h. Gratuito Performances Todos os sábados e nas segundas-feiras dias 28/8 e 4/9: “Adoração”, às 15h; “Devoção”, às 17h, e “Oferta”, às 18h30. 13 minutos (cada).Gratuito
Entre memórias e fronteiras A lembrança de uma amiga que não pôde se despedir e o amor imenso e cansativo de um artista plástico por sua esposa doente são algumas das histórias reais que atravessaram os sete anos de existência da Cia Afeta. Com a premissa de “afetar e ser afetada pelo outro” por meio de suas criações, a tríade que integra a companhia teatral mineira revisita, entre agosto e setembro, todo o trajeto percorrido até este aniversário em uma mostra especial, dedicada não apenas a seu repertório, mas também à realização de conversas sobre o fazer teatral. A mostra “Afeta entre Fronteiras” acontece entre os dias 18 de agosto e 3 de setembro e passeia por três diferentes espaços da cidade: os tradicionais Galpão Cine Horto e Teatro 171, além do novo Lume 7. Para norteá-la, os integrantes da Afeta – Beatriz França, Lud-
milla Ramalho e Nando Motta –, dividiram as semanas da mostra em três eixos-temáticos: “Autobiografia e Performatividade” (na qual acontecem apresentações do espetáculo da companhia “Talvez Eu me Despeça”, e da peça convidada “Conversas com Meu Pai”), “Linguagens em Trânsito” (com três apresentações de “180 Dias de Inverno”) e “Dramaturgias em Processo” (quando a companhia abre o processo de criação de seu novo espetáculo, “Orlando”, para o público). A separação das semanas por eixos traz à baila os métodos de criação e de pesquisa da companhia. “Tradicionalmente, se faz uma mostra de repertório, mas a gente pensou diferente. A mostra traz o que fez parte da nossa vida e cadasemana éuma fase de investigação nossa. Não é pra mostrar apenas o que a gente fez, mas como nós fizemos”, explica o ator e diretor Nando Motta. Para compor as
Abertura 18.ago.
GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO
O espetáculo “Talvez Eu Me Despeça” marca o primeiro dia da mostra da Cia Afeta
conversas e debates, foram convidados artistas como Fernanda Lippi e Barulhista. ENTRE FRONTEIRAS Transitando por diversas linguagens para criar seus trabalhos, a Cia Afeta não faz apenas teatro ou performan-
ce. Foi este lugar entre um e outro que motivou a escolha do nome da mostra. “A fronteira a gente entende como esse lugar que divide as possibilidades artísticas, e o ‘entre’ é o lugar do risco. Um território não necessariamente conhecido, mas um lugar de encontro entre identidades artís-
ticas, o lugar onde acontece a criação”, explica a atriz Beatriz França. ORLANDO No próximo ano, a Cia Afeta rompe um hiato de dois anos sem a criação de um novo espetáculo e apresenta “Orlando”. Ainda em proces-
so de criação, o solo de Ludmilla Ramalho tem direção de Diego Bagagal e é uma coprodução da Afeta com a Madame Teatro. Inspirado na obra “Orlando – uma Biografia”, de Virginia Woolf, o espetáculo será levado ao público durante a mostra “Afeta Entre Fronteiras” para um “aberto de processo”, onde artistas e público podem dialogar, partilhar e refletir a produção. “No decorrer das criações, nós sempre abrimos o processo. Acho que mostrar o ‘Orlando’ é, de certa forma, concluir um ciclo e começar outro”, conta Ludmilla Ramalho. * Lara Alves, sob supervisão de Marilia Mendonça
Afeta entre >Fronteiras
No Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto); Teatro 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza) e Lume 7 (r. Capitão Bragança, 40, sala 7, Santa Tereza). De 18/8 a 3/9. Programação completa em facebook.com/ciaAfeta/
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ARTES CÊNICAS O outro lado de Marilyn Monroe GUGA MELGAR/DIVULGAÇÃO
Qui. e sex. 17 e 18.ago.
Encerramento
A turnê de ‘Depois do Amor’ se encerra em BH, após passar por mais de 30 cidades
teatro adulto A MOSCOU! UM PALIMPSESTO Dir. Ada Luana Com Ada Luana, Ana Paula Braga, Camila Meskell Inspirada no clássico “As três irmãs” de Tchekhov, a peça explora a dificuldade de resistir à erosão da vida e dos sonhos pela ação do tempo. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. (17) e sex. (18), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).
ANTES DO FIM (Leia mais na página 24)
COLÓQUIO SENTIMENTAL Dir. Mônica Ribeiro Com Camila Felix e Gabriel Correa Um casal vai a uma festa para tentar reavivar seu relacionamento. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (12), às 20h; dom. (13), às 19h. R$ 20 (inteira).
DEPOIS DO AMOR – UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE Dir. Marília Pêra Com Danielle Winits e André Gonçalves O espetáculo revela uma outra Marilyn. A mulher por trás do mito, mais humana e mais fascinante. Cine Theatro Brasil (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qui. (17) e sex. (18), às 21h. R$ 50 (inteira).
DESESPERADOS Dir. João Fonseca Com Marcus Majella, Pablo Sanábio e Pedroca Monteiro A história de Bia, Marcondes e Ricardo. Os três sofrem de solidão e carência e encaram situações cotidianas com a
A atriz Marilyn Monroe (1926 –1962) viveu apenas 36 anos elásevão55recém-completados desde sua morte, mas a marca que ela deixou na cultura pop mundial é tão indelével que sua figura segue como uma das mais prolíficas em termos de inspiraçãoparacriaçõesartísticas. A ponto de uma exposição só com retratos seus reunir mais de 120 obras de nomes consagrados como Andy Warhol (1928–1987), Henri Cartier-Bresson (1908–2004) e Richard Avedon (1923 –2003), como foi o caso da mostra “Quero Ser Marilyn Monroe” queesteve em cartaz no ano do cinquentenário de sua morte em São Paulo. O espetáculo “Depois do Amor”, que estará em cartaz em Belo Horizonte nas próximas quinta (17) e sexta (18), porém, extrapola o foco de sua imagem icônica e investiga o lado humano do mito. “A peça fala mais sobre Norma Jean (nome verdadeiro dela) e menos do furacão Monroe”, observa Danielle Winits, que interpreta Marilyn na montagem, cujo texto é de Fernando Duarte. “O que mais me interessounoprojetofoijustamente por ele trazer à tona a Marilyn comum, humanizada, forte. Porém, expondo suas vulJessica Almeida
nerabilidades”, completa. “Depois do Amor” retorna aos últimos dias de vida da atriz de Hollywood, nos bastidores do filme “Something’s Got to Give”, cujas gravações ela não chegou a concluir. Depois de várias ausências no início das filmagens, ela aparece no set com vários quilos a menos, provocando a necessidade de ajuste nos figurinos, encomendados por ela ao famoso estilista Jean Louis (1907–1997).Margot Taylor, assistente do estilista, foi designada para a tarefa. Dez anos antes, Margot namorava o jogador de beisebol Joe DiMaggio (1914 –1999), que rompeu com ela para se casar com Marilyn. Mais uma vez frente a frente, elas vão tratar de questões dopassado edo presente.“Fernando (Duarte) esboça em cena dois perfis de mulher contemporâneos um tanto complementares, pois são formas femininasdeservidãono mundo dos homens. No entanto, são, afinal, perfis antagônicos. Ambas, em 1962, época em que se passa a peça, estão tentando se firmar num mundo regido pelos homens”, pontua Danielle Winits. Atualmente, o responsável pelo papel de Margot Taylor é André Gonçalves, marido da atriz.“É um desafiopara ele interpretar uma recatada e ele-
VOU VOLTAR (Leia mais na página 21)
VOVÓ PLACIDINA Com Agnaldo Pereira da Silva O humorista dá a vida a vovó e apresenta suas histórias. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste dom. (13), às 19h. R$ 15.
FAUNA Dir. Italo Laureano Com Assis Benevenuto e Marcos Coletta Nesta peça-conversa, dois atores convidam o público a explorar a dimensão política dos afetos. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 19h. R$ 10 (inteira).
teatro infantil
FRÁGIL
HERMANOTEU NA TERRA DE GODAH Dir. Coletiva Com Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo A história de Hermanoteu, um hebreu que precisa chegar até a terra de Godah. Durante a trajetória, ele precisa passar por situações inacreditáveis. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).
HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL Dir. Eri Johnson Com Guilherme Oliveira Um terapeuta tenta pacificar o relacionamento entre homens e mulheres. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. (18) e sáb. (19), às 20h; dom. (20), às 19h. R$ 34 (inteira).
> Depois do Amor
Com Danielle Winits e André Gonçalves Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 17 (quinta) e 18 (sexta), às 21h. R$ 50 (inteira)
GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO
presença de outros personagens. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (12), às 21h; dom. (13), às 18h. R$ 60 (plateia 1, inteira); R$ 50 (plateia 2, inteira).
Dir. Igor Godinho Com Maru Rivera Misturando sonho, memória e delírio, o espetáculo é a viagem por uma infância solitária e seus acidentes de percurso. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste dom. (13), às 20h. R$ 10 (inteira).
gante mulher de 1960. André é um grande ator, generoso em cena, tem sido uma grande alegria dividir o palco com ele. A feminilidade da Margot está justamente na delicadeza da interpretação.Apersonagemtemaelegânciae orecatodaJacqueline Kennedy”, comenta. Além de poder interpretar alguém por quem semprefoifascinada, Winitstambém foi dirigida por Marília Pêra, em seu último trabalho. “Marília trabalhou até cinco dias antes de falecer. Infelizmente, ela faleceu no mesmo dia da estreia. Mas tenho certeza que ficou feliz com o resultado. A peça é uma homenagem a Marilyn e a Marília também. Ela faz muita falta. Teatro era mesmo o seu território sagrado”, observa. Longe da televisão desde a novela “Totalmente Demais” (2015), ela ainda não tem planos de retornar, mas está se dedicando ao cinema.“Anopassadofizacomédia ‘Ninguém Entra, Ninguém Sai’ (lançada este ano). Agora estou filmando ‘Os Farofeiros’, uma comédia divertidíssima”, diz.
3 PORQUINHOS
Debate O diretor, ator e dramaturgo Eid Ribeiro e o ator Kimura Schetino comentam a adaptação para o teatro da obra “Relatório para uma Academia”, de Franz Kafka. A apresentação será seguida de um debate. Onde Academia Mineira de Letras (rua da Bahia, 1466) Quando Dia 17 (quinta), às 20h30. Quanto Gratuito LITORAL Dir. Quatroloscinco Com Descoletivo Coletivo Releitura da tragédia grega Antígona, que dialoga com temas contemporâneos como a guerra e a xenofobia. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Qua. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). De 16/8 a 20/8.
REDONDAMENTE ENGRAÇADO Com Léo de Castro O humorista apresenta seus textos nesta comédia stand-up e faz observações sobre as situações do cotidiano. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (12), às 19h. R$ 15.
Dir. Roberto Freitas Com Andersson Assis, Cristian Amaral, Heloísa Prado A história de três porquinhos que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (12) e dom. (13), às 16h30. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).
BRIBRINCANDO – UMA AVENTURA Dir. Sandro Júnio Com Toni Marques, Thalita Laira, Zé Mário Brincadeiras, fantasias e música se misturam neste espetáculo para despertar no público a capacidade de sonhar. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (13), às 16h. R$ 20 (inteira).
TALVEZ EU ME DESPEÇA OS INDICADOS Dir. Vinícius Souza Com Vinícius Souza e João Marcelo Emediato Uma hora é o tempo que dois personagens têm para preparar um discurso que será dito numa importante cerimônia. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). De 18/8 a 27/8.
Dir. Ludmilla Ramalho Com Beatriz França Anos depois de receber a notícia da morte da atriz Cecília Bizzoto, Beatriz França homenageia a amiga e volta à cena para lembrar de quem não pôde se despedir. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Sex. (18), sáb. (19) e dom. (20), às 20h30. R$ 10 (inteira)
dança DE CARNE E CONCRETO UMA INSTALAÇÃO COREOGRÁFICA Dir. Luciana Lara Com Anti Status Quo Companhia de Dança de Brasília O espetáculo coloca o público diante da questão da coletividade, dos centros urbanos e do sistema econômico. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Qui. (17) e sex. (18), às 19h30. Entrada gratuita (distribuição de ingressos 1 hora antes da apresentação).
musical CARTOLA – O MUNDO É UM MOINHO Dir. Roberto Lage Com Flávio Bauraqui, Eduardo Silva, Larissa Noel Os conflitos e as emoções dos integrantes de uma escola ao desenvolver um enredo em homenagem ao sambista. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12), às 19h. R$ 70 (plateia 1, inteira); R$ 60 (plateia 2, inteira); R$ 50 (plateia 3, inteira).
ópera
CINDERELA Dir. Roberto Freitas Com Amanda Papatella, Bruno Righi, Cleyton Fagundes A vida de uma menina maltratada por sua madrasta e as irmãs que tem sua história mudada com ajuda da fada madrinha. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (12) e dom. (13), às 16h. R$ 15.
O SEGREDO DE SUSANA Dir. André Brant e Henrique Passini Com Cia Mineira de Ópera Conde Gil desconfia que sua mulher, a Condessa Susana, o está traindo e procura descobrir a verdade. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (12), às 20h. R$ 20 (inteira).
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LITERATURA É de pequeno que se aprende Jessica Embora ofiAlmeida cialmente seja a 3ª edição do Salão do Livro Infantil e Juvenil de Minas Gerais, o evento, que se inicia na próxima terçafeira (15), já é um dos mais tradicionais do país no segmento – na verdade, é realizado com nomes diferentes há 17 anos. Este ano, porém, traz uma notável novidade: após várias edições na Serraria Souza Pinto, será realizado pela primeira vez no Parque Municipal Américo Renné Giannetti. “O preço da Serraria estava muito alto, e acabamos nos lembrando da experiência muito bem sucedida que foi o primeiro Festival Literário Internacional (FLI-BH) em 2015, e do quanto aquele lugar combinou com livro. Eu fui uma das curadoras e foi tão gratificante ver a meninada no parque e as pessoas circulando”, explica Rosana de Mont’Alverne, presidente da Câmara Mineira do Livro, realizadora do evento. A diversidade de espaços nas dependências do parque foi mais um fator que contribuiu para sua escolha como sede neste edição. “A pessoa pode sair de uma exposição num canto e ir pro teatro ver um espetáculo, uma
palestra. Lá do outro lado tem um palco com um seminário, é um complexo muito diverso. Além disso, é um espaço convidativo, as pessoas vão e ficam fazendo o que chamamos de fruição da leitura, pensam, leem, batem papo”, observa. A programação do evento foi pensada de modo a atingir crianças, adolescentes e adultos, com bate-papos, oficinas, seminários, apresentações artísticas, lançamentos de livros e palestras. Tudo com o objetivo de formar leitores. “Se você realmente quiser criar uma cultura literária, despertar paixão e curiosidade pela literatura, precisa oferecer acesso ao livro. É isso que estamos fazendo, para um público que está numa idade que é um trampolim e pode dar um salto. Está muito aberto, com a imaginação ávida. É nesse momento que precisamos oferecer para a criança e o jovem os instrumentos pra que eles mergulhem na arte literária”, pontua. A expectativa é receber mais de 100 mil visitantes durante os seis dias de evento. Entre eles, alunos das escolas públicas e da rede municipal e estadual, que receberão vales-livro. Haverá também seminário para educadores e bibliotecários sobre formação de leitores. Esta edição do Salão do
Ter. a dom. 15 a 20.ago.
ARQUIVO PESSOAL
DESTAQUES
Homenageada A ilustradora Marilda Castanha terá uma exposição no Salão Literário
Oficina de contação de histórias Com Celso Sisto Onde Palco Rede Social, às 14h Dia 17 (quinta) Bate-papo “Poesia para crianças: Jogo e Emoção”, com Sônia Barros e Angela Leite de Souza. Mediação: Heloísa Davino Onde Teatro Francisco Nunes, às 14h
Livro também prestará uma homenagem à ilustradora e autora Marilda Castanha, que terá uma exposição com alguns de seus trabalhos – as imagens que fez para ilustrar o conto “Bárbara”, de Murilo Rubião (1916-1991). VISIBILIDADE Além de criar imagens para as histórias de outros autores, Marilda também cria as suas, às vezes sem palavras, inclusive. E, mais do que reconhecimento pessoal, ela acredita que o evento dá visibilidade para todos os ilustradores. “Para
todo mundo que escolheu a imagem e não só como acessório do texto, mas também como recurso narrativo. Essa homenagem pode trazer olhares para a ilustração”, afirma. Ela conta que seu vínculo sempre foi com a imagem, mas é uma leitora ávida. “Uma coisa acabou levando à outra e eu comecei a criar minhas próprias historias, afinal é possível fazer isso por meio de uma música, uma dança ou qualquer outra expressão”, diz. Premiada dentro e fora do Brasil, há poucos meses recebeu o prêmio Nami
Concours, no festival NamBook, na Coreia do Sul. “Um prêmio pode ser estimulante ou paralisante, pelo medo de não nos superarmos. É importante para o reconhecimento, mas quando sento na minha prancheta, eu procuro não pensar nisso”, afirma.
Salão do Livro >Infantil e Juvenil de Minas Gerais
Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1.377, centro, 3241-2177). De 15 a 20. Quarta a sexta, das 8h30 às 20h; sábado, domingo e feriado (terça), das 9h às 20h. Entrada franca. Programação completa em www.salaodolivro.com.br
Era uma vez, uma caixa Sáb. 12.ago.
BIANCA DE SA/DIVULGAÇÃO
Val Prochnow: “Me ocupei de cada mulher desse inventário”
Dia 16 (quarta) Bate papo “Sexo, Morte e Religião: os Tabus na Literatura Infantil e Juvenil”. Com Ilan Brenman e José Mauro Brant. Mediação: Antonieta Cunha Onde Teatro Francisco Nunes, às 9h
A premissa inicial era simples. “Registrar, todos os dias, por um ano, textos curtos e primitivos, que saíssem de algum tipo de observação”, lembra a jornalista Val Prochnow, que tratava de colocar os escritos em uma prosaica caixa de sapatos. Passada a primeira semana, ela percebeu um denominador comum: todos os textos lançavam foco sobre a figura feminina. “Em cafés, começava a dar nomes às mulheres próximas, inventava uma vida para elas, ouvia trechos das conversas e anotava. Sempre a mulher no centro”, lembra. Com a constatação do protagonismo feminino, Val fez um recorte mais preciso. “Passei a levar, para a caixa, só os trechos que davam conta desse universo”, diz ela, que, recentemente, resolveu transportar os escritos ao formato livro. “Inventário de Mulhe-
res Possíveis” (Modular) traz desenhos de Julia Panadés e reúne 37 textos, cada um com o nome de uma mulher. “Algumas trazem o nome da figura feminina que se postou à minha frente no momento da captura dos textos. Ouvia o nome e registrava. Outros surgiram ao abrir a caixa e recriar essas figuras. Com o texto pronto, recorria à memória para encontrar mulheres conhecidas que poderiam passar pelas situações descritas ou por aqueles sentimentos. Em alguns casos, senti a necessidade de buscar nomes e ler seus significados. Alice, por exemplo, é minha avó, mas o texto foi escrito a partir do registro de outra figura. À medida que ia editando o texto e encontrando a sua forma, a mãe da minha mãe apareceu nitidamente”, descreve. Bem, também houve
uma “morte” no meio do caminho. “Eu e a Júlia estávamos relendo os textos, juntas, num processo precioso de edição, e uma das mulheres apresentava pontos não muito bem resolvidos. Falei que queria matar aquela mulher. E então, a matamos. Tirar esse texto em um momento de quase finalização do livro só foi possível pela cumplicidade que eu e Julia estabelecemos: houve uma entrega muito valiosa da parte dela de continuar valorando o processo da escrita, de abraçar a proposta com o foco no processual. Matamos juntas a mulher que não entra no livro”. (Patrícia Cassese)
Inventário de >Mulheres Possíveis
Casa Matita (r. João Ribeir, 313, Santa Efigênia). Lançamento neste sábado (12), às 15h. Entrada franca.
Seminário “África: Presença na Literatura Infantil Brasileira”, com Ieda de Oliveira e Rubem Filho. Mediação: Celso Sisto Onde Teatro Francisco Nunes, às 19h Dia 18 (sexta) Oficina para adultos “Começando do Zero: Literatura para Bebês”, com Alessandra Roscoe Onde Palco Rede Social, às 15h30 Dia 20 (domingo) Oficina para crianças Criação de quadrinhos com João Marcos. Onde Palco Rede Social, 9h30
E MAIS... Sempre um Papo recebe Márcia Tiburi Filósofa de renome em terras brasileiras, a autora de obras de sucesso desembarca em Belo Horizonte na próxima semana para o debate e o lançamento do seu livro de ensaios “Ridículo Político – Uma Investigação Sobre o Risível, a Manipulação da Imagem e o Esteticamente Correto”. Onde Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1200, Santo Agostinho) Quando Dia 17 (quinta-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido no local. Livraria Ouvidor promove lançamento de livro Mineiro de Belo Horizonte e vencedor do Concurso Internacional de Contos, o escritor Júlio Silveira lança, neste fim de semana, o livro “O Domínio da Noite e Outros Contos” pela Editora Ramalhete. Onde Livraria Ouvidor Savassi (r. Fernandes Tourinho, 253, Savassi) Quando Neste sábado (12), a partir das 11h Quanto Entrada gratuita (o livro estará a venda por R$ 35)
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CENÁRIO BH LEO LARA/DIVULGAÇÃO
FELIPE FERREIRA/DIVULGAÇÃO
Tupinambá participa de 6 Yara encontros com o público
Inimá de Paula 6 Museu recebe exposição de Mazzili
Durante os próximos meses, a artista plástica Yara Tupinambá se encontra com o público, na Casa Fiat, para analisar a vida e a obra de artistas que marcaram época. Cada encontro conta com uma temática diferente que vai de "Mulheres Artistas" a "Horrores da Guerra" Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários) Quando Confira a programação completa em www.casafiatdecultura.com.br Quanto Entrada gratuita (com distribuição de senhas a partir de 18h30)
Propor reflexões sobre identidade e gênero. É este o ponto de partida da mostra "Fotoperformances", do artista Domingos Mazzili, que apresenta retratos maquiados de grandes personalidades e permanece exposta no Inimá de Paula até setembro Onde Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1201, centro) Quando 3ª a sáb., das 10h às 18h30; 5ª, de 12h às 21h; dom., das 10h às 16h30. Até 24/9. Quanto Entrada gratuita.
ALICE SÁ/DIVULGAÇÃO
NEREU JR./DIVULGAÇÃO
de Iemanjá acontece 6 Festa na Lagoa da Pampulha
“Canção Amiga” 6 Exposição realiza atividade interativa
Em sua quinta edição, o evento já tradicional na capital mineira celebra a orixá rainha das águas na orla da Lagoa da Pampulha. Com vasta programação, a festa compreende desde a concentração dos terreiros até apresentações culturais. Onde Praça Alberto Dalva Simão/Praça de Iemanjá (av. Otacílio Negrão de Lima, s/n°) Quando Neste sábado (12), a partir das 18h Quanto Entrada gratuita
A atividade “Recompondo Esquinas” acontece neste domingo (13), e começa com uma intervenção onde os participantes cantam algumas músicas do Clube da Esquina e, em seguida, recebem instrumentos de percussão para compor juntos uma nova canção Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários) Quando Neste domingo (13), às 14h Quanto Entrada gratuita (mediante retirada de senha na recepção)
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CINEMA Jesuíta Barbosa na comédia DOWNTOWN/DIVULGAÇÃO
Daniel Jesuíta BarOliveira bosa, 26, nunca se sentiu parado, em um único lugar, durante a infância e a adolescência. Ele nasceu em Salgueiro, no interior de Pernambuco, em 1991, e aos 10 anos mudouse para Fortaleza com os pais. Entre as duas cidades, no entanto, houve algumas outras. E mesmo a mudança, segundo o ator, não foi definitiva: a família continuou num movimento constante entre interior e cidade grande. Para ele, a vontade, que surgiu na adolescência, de trabalhar com arte e estudar atuação veio muito desse “lugar de movimento”. “Quando fui fazer teatro, fiquei encantado com o trabalho lúdico, de voz, corpo, com o espaço e a liberdade que tinha de poder me movimentar”, recorda. A sensação que Barbosa encontrou ali ele nunca tinha experimentado antes – muito menos, na escola – o que o fez ter certeza, na primeira aula, de que tinha de estar ali. “Era um lugar que eu precisava explorar. Vi como uma possibilidade de vida, não de trabalho”, explica.
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 12 (sábado) e 13 (domingo)
estreias
Esse senso de liberdade refletiu-se, na época, em papéis que não tinham medo do ridículo. “Havia uma comicidade sempre. Eu enxergava aquilo como uma diversão”, conta. É essa diversão e a leveza cômica que o ator tem a chance de viver no cinema, pela primeira vez, em “Malasartes e o Duelo com a Morte”, que estreia esta semana nos cinemas. Na farsa, no estilo dos trabalhos de Guel Arraes, Barbosa vive o Malasartes do título, um misto de caipira e malandro cujo padrinho é a Morte (Júlio Andrade), que, cansada de seu ofício, deseja que o afilhado o substitua no trabalho de encomendar as almas finadas. “O Malasartes tem uma pegada do palhaço que é ridículo porque não sabe que é ridículo. E não tem medo daquilo. Pude resgatar um estudo de clown, de acrobacia e percussão corporal que tive em Fortaleza e de que gosto muito”, exalta o ator. A empolgação, assim como o encontro com a comédia, não é por acaso. “Quando peço algo ao universo, geralmente consigo. Estava vindo de uma escola de cinema muito dramático e falei ‘quero fazer comédia’”, revela. Quem não sabe do que ele
rett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para ir ao aniversário de 90 anos de sua avó. Mas, na verdade, o que ele realmente quer é assistir a uma convenção de gamers. BH Shopping 7: 13h15, 15h30, 17h45, 20h Diamond 5: 14h, 16h20, 18h40 Partage Shopping Betim 3: 14h, 16h20, 18h40 Pátio Savassi 8: 13h15, 15h30, 17h45 (*) Sessões dublada
O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DE OLLI MÄKI
O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS
(Hymyilevä Mies, Finlândia/Alemanha/ Suécia, 2017, 1h33, 12 anos) Dir. Juho Kuosmanen. Com Jarkko Lahti, Eero Milonoff, Oona Airola. Em 1962, o boxeador finlandês Olli Mäki leva uma vida tranquila, que é virada ao avesso quando ele recebe a chance de lutar na final do Campeonato Mundial de Boxe na categoria Peso-Pena. Belas 2: 15h50, 19h40
(The Beguiled, EUA, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Sofia Coppola. Com Colin Farrell, Kirsten Dunst, Nicole Kidman. Virginia, 1864. Três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney é um cabo da União que, ferido em combate, acaba sendo cuidado em um internato de mulheres, que se interessam por ele. Belas 2: 14h, 17h50, 21h40 Diamond 2: 16h40, 19h30, 21h50 Pátio Savassi 7: 19h10, 21h40 Ponteio Premier: 15h, 17h, 19h, 21h
DIÁRIO DE UM BANANA: CAINDO NA ESTRADA (*) (Diary of a Wimpy Kid: The Long Haul, EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Eve-
MALASARTES E O DUELO COM A MORTE (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Paulo Morelli. Com Jesuíta Barbosa,
uma energia tão intensa a ponto de te fazer sofrer” – e com atores de escolas tão diferentes da sua, como Leandro Hassum e Augusto Madeira. “Surgiu algo muito específico nessa liga de estilos. Eu não tinha noção do que era fazer comédia no cinema, mas encontrei gente como o Hassum, que é um showman, não para de contar piada. Essa mistura deu algo muito genuíno ao filme”, considera.
‘Malasartes e o Duelo com a Morte” é a produção com o maior número de efeitos especiais da história do cinema brasileiro; mais de 50% de suas cenas geradas por computação
está falando não acompanhou o audiovisual brasileiro nos últimos três anos. Barbosa despontou como o soldado sisudo e misterioso de “Tatuagem” em 2013 e emendou com o irmão explosivo e abandonado de “Praia do Futuro”, o que o levou a papéis na TV, como o assassino arrependido e misógino de “Justiça”. Todos muito intensos, dramáticos, mas com a marca do talento do pernambucano: um entendimento de que atuar para a câmera é menos “atuação” e mais “comportamen-
to”. Um habitar o personagem com uma economia de artifícios, deixando que o olhar – sempre vivo, inquisitivo e carismático – convide o público a viver aquela dor e aquela experiência com ele. Um comedimento que não significa que a carga de todos esses personagens não cobrou seu preço do ator. Barbosa conta que começou no cinema na escola de Wagner Moura e Fátima Toledo, carregando em cada cena uma energia “extremamente pessoal e íntima”, que é difícil de
dispersar depois. “Adoeci muito fazendo filmes. Terminava a filmagem doente e fui aprendendo com o tempo a dispersar essa energia, não deixar isso me consumir”. “Malasartes” foi um contraponto a isso não só por ser uma produção bem mais solar, em todos os sentidos, mas especialmente pelos encontros que proporcionou. Barbosa celebra sua primeira parceria com “Julinho” Andrade – que, mesmo interpretando a Morte, “se diverte muito e não cria um lugar de
Ísis Valverde e Júlio Andrade. Pedro Malasartes é um malandro que, por mais que seja apaixonado por Áurea, não resiste a um rabo de saia, e deve dinheiro ao irmão dela, Próspero. Só que seu padrinho, a Morte em pessoa, tem outros planos para ele. Betim 2: 14h, 16h10 e 18h20 BH Shopping 10: 13h35, 16h10, 19h e 22h Boulevard 4: 15h50 Boulevard 5: 14h, 16h10 e 18h20 Cidade 6: 14h15, 16h25, 18h35 e 20h45 Contagem 8: 14h15, 16h25, 18h35 e 20h45 Del Rey 4: 14h10, 16h20, 18h40 e 20h40 Diamond 3: 15h, 18h50 e 21h30 Itaú Power 2: 14h10, 16h20, 18h40 e 21h Minas 6: 16h, 18h20 e 20h30 Monte Carmo 2: 14h15, 16h25, 18h35 e 20h45 Pampulha 4: 14h25, 16h35, 18h45 e 20h55 Paragem 2: 14h15, 16h25, 18h35 e 20h45 Partage Shopping Betim 7: 14h15, 16h50, 19h20 e 21h50 Pátio Savassi 1: 14h10, 16h40, 19h, 21h Shopping Estação 6: 13h30, 15h50, 18h15 e 20h45
Via Shopping 5: 16h, 18h20 e 20h30
Dir. Luc Besson. Com Dane DeHaan, Cara Delevingne, Clive Owen. Século XXVIII. Quando chegam no planeta Alpha, os agentes Valérian e Laureline precisam acabar com uma operação que deseja destruir os sonhos e as vidas de seus 17 milhões de habitantes. Betim 1: 13h30, 18h30 (*) BH Shopping 9: 20h30 Big Shopping 3: 15h50, 18h15, 20h40 (*) Boulevard 2: 16h10 e 21h05 Cidade 7: 13h10, 15h45, 18h20 e 20h50 (*) Contagem 4: 13h10, 15h45, 18h20 e 20h50 (*) Del Rey 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Diamond 6: 13h, 16h, 19h10 e 22h Itaú Power 6: 13h30, 16h05 (*) Minas 2: 13h30, 16h10 (*) Minas 5: 15h40 (*) Monte Carmo 5: 13h30, 16h10 (*) Pampulha 3: 14h10, 18h30 (*) Paragem 5: 13h30, 16h10 Partage Shopping Betim 4: 19h e 22h (*) Shopping Norte 5: 18h10 (*) Via Shopping 3: 16h, 21h10 (*) Via Shopping 4: 13h30, 16h10 (*) Sessões 3D: Betim 1: 16h, 21h (*) BH Shopping 3: 13h25, 16h30, 19h30,
O REINO GELADO – FOGO E GELO (*) (Snezhnaya Koroleva 3. Ogon I Led, Rússia, 2017, 1h20, livre) Dir. Aleksey Tsitsilin. Crescidos, os irmãos Kai e Gerda se metem em um desastre de proporções globais, tudo para encontrar seus pais que estão desaparecidos após serem levados pelo Vento do Norte. BH Shopping 5: 11h40, 14h, 16h25, 18h50 Cidade 4: 11h50(somente domingo), 14h30, 16h30, 18h30 Contagem 5: 14h30, 16h30, 18h30 Del Rey 5: 14h30, 16h30 Minas 3: 14h30, 16h20 Pampulha 3: 16h40, 21h Partage Shopping Betim 5: 13h45, 16h30, 19h10 Shopping Estação 1: 12h, 14h15, 16h30 Sessão 3D: Pampulha 1: 15h05, 19h25 (*) Sessões dubladas
VALERIAN E A CIDADE DOS MIL PLANETAS (Valerian and the City of a Thousand Planets, França, 2017, 2h18, 12 anos)
O FILME A produção do diretor e roteiristaPaulo Morelli (“Entre Nós”) é um filme de Guel Arraes sem Guel Arraes no comando. O que significa que a dramaturgia típica da farsa, com seu ritmo e sua irreverência únicos, deixa um pouco a desejar. A trama apresenta um potencial que Morelli não consegue explorar totalmente – como as desperdiçadas fiandeiras do destino, vividas por Vera Holtz, Luciana Paes e Julia Ianina. Esculápio (Leandro Hassum), nunca justifica a necessidade de estar ali. Milhem Cortaz sofre com Próspero, antagonista de uma notasó. E a Áurea de Ísis Valverde é uma mocinha pouquíssimo desenvolvida.
22h30 (*) BH Shopping 8: 12h30, 15h20, 18h30, 21h30 Big Shopping 5: 15h30, 18h, 20h25 (*) Boulevard 2: 13h40, 18h40 Cidade 5: 13h20(*), 15h50, 18h25(*), 21h Contagem 1: 13h20(*), 15h50, 18h25(*), 21h Del Rey 1: 13h20(*), 15h50, 18h20(*), 20h50 , 20h50(somente sábado), 23h10 (somente sábado) Diamond 1: 20h50 Itaú Power 6: 18h40(*), 21h10 Minas 2: 18h45(*), 21h15 Monte Carmo 5: 18h45(*), 21h15 Pampulha 1: 16h55, 21h15 (*) Paragem 5: 18h45(*), 21h15 Partage Shopping Betim 1: 14h40(*), 17h35(*), 20h30 Pátio Savassi 4: 13h05, 16h, 19h, 22h Pátio Savassi 5: 12h30, 15h20, 18h20, 21h20 Ponteio 3: 16h10, 18h40, 21h10 Shopping Estação 2: 13h15(*), 16h15(*), 19h15, 22h15(*) Shopping Norte 2: 15h35, 18h, 20h25 (*) Via Shopping 4: 18h35(*), 21h05 (*) Sessões dubladas
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CINEMA em cartaz 7 DESEJOS (Wish Upon, EUA, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. John R. Leonetti. Com Joey King, Ki Hong Lee, Ryan Phillippe. A adolescente Claire descobre uma caixa mágica, que lhe concede sete desejos. Claire faz apenas desejos pessoais, e coisas ruins começam a acontecer porque dentro da caixa vive uma entidade malvada. Cidade 2: 16h30 (sessão dublada)
CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Dir. Brian Fee. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâmpago McQueen acelera demais e acabou perdendo o controle. O acidente é tão grave que, com os estragos, ele pode ter que se aposentar de vez. Betim 3: 13h50 Big Shopping 4: 14h05 Boulevard 4: 13h40 Cidade 8: 13h40 Contagem 3: 16h Itaú Power 1: 14h Paragem 3: 14h Shopping Estação 5: 12h15, 14h45 Shopping Norte 3: 14h05 (*) Sessões dubladas
D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. BH Shopping 9: 13h10 Cidade 1: 12h(somente domingo), 14h20, 18h40 Contagem 7: 14h20, 18h40 Del Rey 7: 14h20, 18h20 Itaú Power 4: 14h40, 19h Minas 6: 14h10 Paragem 4: 14h30, 16h20 Via Shopping 5: 14h10 Monte Carmo 3: 14h20, 18h40 Pampulha 2: 14h35, 16h25 Partage Shopping Betim 2: 13h Pátio Savassi 1: 12h
DUNKIRK (Dunkirk, EUA/ França/ Reino Unido, Holanda, 2017, 1h47, 14 anos ) Dir. Christopher Nolan. Durante a Evacuação de Dunkirk, soldados aliados são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados durante uma feroz batalha no início da Segunda Guerra Mundial. BH Shopping 6: 14h30, 17h15, 20h15 Boulevard IMAX: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Contagem 6: 13h (*) Diamond 1: 13h20, 18h20 Paragem 3: 21h Pátio Savassi 2: 12h50, 15h40, 18h10, 20h50, 23h30(somente sábado) (*) Sessões dubladas
EM RITMO DE FUGA (Baby Driver, EUA, 2017, 2h03, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Jamie Foxx, Lily James. O jovem Baby precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que perturba seus ouvidos desde um acidente na infância. Mesmo assim, ele trabalha para uma gangue como motorista. Quando um assalto a banco não sai como planejado, ele cai na estrada em fuga. BH Shopping 9: 17h55 Boulevard 1: 21h Cidade 8: 18h30 (*) Contagem 3: 13h40 Del Rey 5: 18h20 Diamond 1: 15h50 Itaú Power 1: 18h50 (*) Minas 5: 13h20 (*) Pátio Savassi 3: 13h40, 19h35
UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO
Boulevard 5: 20h30 Cidade 1: 16h10, 20h20 Cine 104: 16h40, 20h30(ambos somente sábado) Contagem 7: 16h10, 20h40 Del Rey 7: 16h10, 20h20 Diamond 2: 13h50 Itaú Power 4: 16h40, 20h55 Monte Carmo 3: 16h10, 20h30 Paragem 4: 18h40, 20h50 Partage Shopping Betim 4: 13h10, 15h40 Pátio Savassi 7: 14h, 16h30 Ponteio 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (Kedi, Turquia, 2016, 1h19, Livre) Dir. Ceyda Torun. Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente, servindo como espelhos para as pessoas, permitindolhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia. Belas 3: 14h, 17h50
Terça-feira (15) 17h30 “Aqui Favela, o Rap Representa” (Brasil, 2002, 1h20) Dir. Júnia Torres e Rodrigo Siqueira 19h30 “Vizinhança do Tigre” (Brasil, 2014, 1h35) Dir. Afonso Uchoa
HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR
(*) Sessões dubladas
MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 3: 16h10 Big Shopping 4: 16h05 Boulevard 1: 14h20, 19h Cidade 3: 14h, 16h Contagem 2: 14h, 18h45 Del Rey 6: 14h, 18h50 Itaú Power 3: 14h, 18h50 Minas 4: 14h20, 19h Monte Carmo 1: 14h, 16h Pampulha 5: 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 3: 19h Estação BH 5: 17h15 Norte 3: 16h05 Via Shopping 2: 14h, 18h50 Sessões 3D: BH Shopping 4: 13h, 15h45, 18h (*) Sessões dubladas
OS MENINOS QUE ENGANAVAM NAZISTAS (Un Sac De Billes, França/ Canadá/ República Tcheca, 2017, 1h53, 12 anos) Dir. Christian Duguay. Com Batyste Fleurial, Dorian Le Clech, Patrick Brue. Durante o período de ocupação nazista na França, os jovens irmãos judeus Maurice e Joseph embarcam em uma aventura para escapar dos alemães e reunir sua família mais uma vez. Belas 3: 15h40 Diamond 5: 21h Ponteio 3: 13h50
(*) Sessões dubladas
MONSIEUR & MADAME ADELMAN
O FILME DA MINHA VIDA
(Monsieur & Madame Adelman, França, 2016, 2h, 16 anos) Dir. Nicolas Bedos. Com Denis Podalydés, Doria Tillier, Nicolas Bedos. Por mais de 45 anos, Sarah e Victor estiveram juntos. Como eles conseguiram isso? Quem realmente é Sarah, essa mulher enigmática que sempre viveu na sombra do seu marido? Belas 3: 11(somente sábado)(*), 21h40 Ponteio 4: 14h10
(Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 1: 14h20, 16h40, 19h e 21h20 BH Shopping 9: 15h25
Domingo (13) 15h30 “A Batalha do Passinho” (Brasil, 2012, 1h12) Dir. Emilio Domingos. 17h30 “Cinco Vezes Favela” (Brasil, 1962) Dir. Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e outros. 19h30 Sessão Curtas: Cultura Periférica
GATOS
(Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. BH Shopping 6: 11h20 Big Shopping 4: 17h50 (*) Boulevard 1: 16h20 (*) Boulevard 4: 20h50 Cidade 8: 15h50, 20h45 (*) Contagem 2: 16h, 20h45 (*) Del Rey 4: 22h50(*)(somente sábado) Del Rey 6: 16h10(*), 20h50 Itaú Power 1: 16h10, 21h05 (*) Minas 3: 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 18h10 (*) Pampulha 5: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 2: 15h15 (*) Partage Shopping Betim 5: 21h30 Pátio Savassi 8: 20h10, 23h10(ambos somente sábado) Shopping Estação 5: 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 3: 17h50 (*) Via Shopping 3: 13h30, 18h30 (*)
(*) Clube do professor. Necessário a
15h30 Sessão curtas: Moradia 17h30 “Os Inquilinos” (Brasil, 2009, 1h43) Dir. Sergio Bianchi 19h30 Sessão Curtas: BH
Quarta-feira (16) 17h30 “Nenê Bandalho” (Brasil, 1970, 1h22) Dir. Emílio Fontana 19h30 “Crueldade Mortal” (Brasil, 1976, 1h36) Dir. Luiz Paulino dos Santos
“O Estranho que Nós Amamos”: Palma de melhor direção a Sofia Coppola em Cannes
comprovação do mesmo
PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 4: 19h10 e 21h10
POESIA SEM FIM (Poesía Sin Fin, França, Chile, 2016, 2h08, 16 anos) Dir. Alejandro Jodorowsky. Com Adan Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Pamela Flores. Nos anos 1940 e 1950 em Santiago, Alejandrito Jodorowsky decide se tornar poeta e vive sensualmente, autenticamente, livremente e loucamente com Enrique Lihn, Stella Diaz, Nicanor Parra e tantos outros escritores que se tornariam mestres da literatura moderna latino-americana. Belas 3: 19h20
RIFLE (Brasil, 2016, 1h28, 14 anos) Dir. Davi Pretto. Com Andressa Nogueira Goularte, Dione Avila de Oliveira, Evaristo Pimentel Goularte. m jovem misterioso vive com uma família em uma região rural remota. A tranquilidade da região é afetada quando um rico fazendeiro tenta comprar a pequena propriedade em que eles vivem. Cine 104: 19h(somente sábado)
PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César parte em busca de vingança. Betim 3: 18h10, 20h50 (*) BH Shopping 1: 14h50, 18h10, 21h20 BH Shopping 2: 12h55, 16h, 19h10, 22h15 (*) BH Shopping 4: 20h50 Big Shopping 2: 14h50, 17h30 e 20h10 (*) Boulevard 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 2: 13h50, 18h10 e 21h (*) Contagem 5: 20h30 Contagem 6: 15h, 18h10 e 21h (*) Del Rey 2: 14h(*)(f) e 14h50(*)(c) Diamond 4: 14h30, 17h30 e 20h30 Itaú Power 5: 13h e 18h20 (*) Minas 4: 16h20 e 21h (*) Monte Carmo 4: 14h50(*), 18h20(*) e 21h Pampulha 6: 15h30, 18h20 e 21h10 (*) Paragem 1: 14h50(*), 18h20 e 21h Partage Shopping Betim 3: 20h56 (*) Ponteio 4: 16h30 Shopping Norte 5: 15h30 e 20h40 (*) Via Shopping 1: 13h20, 15h50, 18h30 e 21h10 (*) Sessões 3D: Big Shopping 1: 15h10, 17h50, 20h30 (*) Cidade 4: 20h30 (*)
Del Rey 2: 16h40(*)(somente sábado), 18h10(*)(somente domingo), 19h20(somente sábado), 21h(somente domingo), 22h(*)(somente sábado) Itaú Power 5: 15h40, 21h (*) Minas 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Partage Shopping Betim 6: 15h30, 18h50 e 22h10 (*) Pátio Savassi 3: 16h20 e 22h15 Pátio Savassi 6: 11h50, 14h50, 18h, 21h05, 0h10(somente sábado) Shopping Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Shopping Estação 4: 14h30(*), 17h30(*), 20h30, 23h30(*)(somente sábado) Shopping Norte 1: 15h10, 17h50 e 20h30 (*) (*) Sessões dubladas
TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (Transformers: The Last Knight, EUA, 2017, 2h29, Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Optimus Prime parte em busca dos Quintessons, seres possivelmente responsáveis pela criação dos Transformers, enquanto na Terra uma nova ameaça alienígena tenta destruir a humanidade. Betim 2: 20h30 (*) Big Shopping 4: 20h20 (*) Boulevard 4: 18h Cidade 3: 18h, 20h50 (*) Contagem 3: 18h10, 21h (*) Del Rey 5: 20h40 Del Rey 7: 22h20(somente sábado) Itaú Power 3: 16h, 20h50 (*) Minas 5: 18h10, 21h05 (*) Monte Carmo 1: 20h50 (*) Pampulha 2: 18h15, 21h05 (*) Paragem 3: 16h10 Pátio Savassi 8: 20h10 Shopping Norte 3: 20h20 (*) Via Shopping 2: 16h e 20h50 (*) (*) Sessões dubladas Sessões 3D: BH Shopping 5: 21h40 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h20 e 21h40 (*) Shopping Estação 1: 18h40 e 21h45 (*)
mostras MOSTRA SPIKE LEE (*) Sábado (12) 14h “O Verão de Sam” (EUA, 1999, 2h22) 16h30 “Ela Quer Tudo” (EUA, 1986, 1h24) 20h45 “A Última Noite” (EUA, 2002, 2h15) Domingo (13) 16h “Todos a Bordo” (EUA, 1996, 2h) 18h15 “Mais e Melhores Blues” (EUA, 1990, 2h09) 20h30 “Quatro Meninas - Uma História Real” (EUA, 1997, 1h42) Segunda-feira (14) 14h15 “A Doce Sede de Sangue” (EUA, 2014, 2h) 16h30 “Malcolm X” (EUA, 1992. 3h22)
Terça-feira (15) 14h30 “Faça a Coisa Certa” (EUA, 1989, 2h) 16h45 “Código das Ruas” (EUA, 2004, 1h53) 19h Masterclass Afrânio Vital Quarta-feira (16) 16h “Verão em Red Hook”(EUA, 2012, 1h44) 18h “Febre da Selva”(EUA, 1991, 2h12) 20h30 “Lute Pela Coisa Certa” (EUA, 1988, 2h01) Quinta-feira (17) 15h “Os Verdadeiros Reis da Comédia” (EUA, 2000, 1h55) 17h História permanente do cinema: “Super Fly” (EUA, 1972, 1h33) Dir. Gordon Parks Jr. Sessão comentada 19h30 “Oldboy: Dias de Vingança” (EUA, 2013, 1h44) 21h15 “Crooklyn” (EUA, 1994, 1h55)
CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (14) 20h “Os Noivos” (RJ 1979, 1h28, 18 anos) Após a exibição lançamento do Livro: Esfinge Negra - A História do Cineasta Afranio Vital com autor do livro Carlos Ormond e o cineasta Afranio Vital. (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
FACES DO SUBÚRBIO (*) Neste sábado (12)
Quinta-feira (10) 17h30 “Chuvas de Verão” (Brasil, 1978, 1h33) Dir. Cacá Diegues 19h30 Sessão Curtas: Aloysio Raulino (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão
LUIZ ROSEMBERG FILHO: MESTRE DO CINEMA DE INVENÇÃO (*) Mostra reúne obras de todas as fasesdo diretor brasileiro. Neste sábado (12) 19h “A$suntina das Amérikas” (BRA, 1976, 1h37, 16 anos) Domingo (13) 17h “Crônica de um Industrial” (BRA, 1978, 1h27, 16 anos) 19h “O Santo e a Vedete” (BRA, 1982, 1h20, 16 anos) Terça-feira (15) 19h “Jardim das Espumas” ( BRA, 1970, 2h) Quarta-feira (16) 19h30 Sessão Curtas: “O trabalho”, “Afeto”, “As Últimas Imagens de Tebas”, “Bricolage” e “Uma carta” Quinta-feira (17) 19h30 “Guerra do Paraguay” (BRA, 2016, 1h20) Sexta-feira (18) 19h30 “Azouge (BRA, 2016, 47 min) (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
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O QUE VEM POR AÍ agosto DIA 19 POSTMODERN JUKEBOX
Hangar 677. Às 21h. R$ 240 (inteira, 1° lote).
DIVULGAÇÃO
tor 1 com 4 lugares), R$ 600 (mesa setor 2 com 4 lugares). Ingressos esgotados para o sábado (26).
setembro
1), R$ 400 (mesa setor 2). DIA 7 LUAN SANTANA - 1977
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote).
DIA 24
DIA 1°
KIEV BALLET
VICTOR & LEO
DIA 10
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 350 (plateia 1, inteira), R$ 300 (plateia 2, inteira), R$ 200 (plateia superior, inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 140 (mesa setor 2, cadeira individual, inteira), R$ 160 (mesa setor 1, cadeira individual, inteira).
DEVENDRA BANHART
DIA 2
Centro de Referência da Juventude. Entrada gratuita. www. flibh.com.br
Gilberto Gil, Céu, Moreno Veloso e Maíra Freitas levam ao palco o histórico disco “Refavela”
DIA 15
PÉRICLES
EM FAMÍLIA – COM A FAMÍLIA LIMA
Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 100 (inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2).
DIA 18
DIA 29
HARLEM GLOBETROTTERS
DIA 28
AEROSMITH
REFAVELA 40 ANOS - COM GILBERTO GIL, CÉU, MORENO VELOSO E MAÍRA FREITAS
KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira, 1° lote)
3030 – LANÇAMENTO DO CD “ALQUIMIA”
DIA 25 HANSON – MIDDLE OF EVERYWHERE 25TH ANNIVERSARY WORLD TOUR
KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 270 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote) DIA 26 MULHERES EM AUTOAJUDA - COM ROSANE GOFMAN
Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 60 (inteira).
CAPITAL INICIAL – ACÚSTICO NYC
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 640 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 160 (mesa setor 1, inteira), R$ 560 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 140 (mesa setor 2, inteira).
DIAS 26 E 27
DIAS 2 A 6
MINHA MÃE É UMA PEÇA COM PAULO GUSTAVO
GIRA - COM GRUPO CORPO
Palácio das Artes. Sáb., 19h; dom., às 18h. Esgotado.
Palácio das Artes. Sáb., seg., ter. e qua., às 20h30; dom., às 19h. R$ 90 (inteira).
Music Hall. Às 21h. R$ 200 (inteira, 2° lote) DIAS 14 A 17 2° FESTIVAL LITERÁRIO INTERNACIONAL (FLI-BH)
DIA 3
O GRANDE ENCONTRO
SHOW DAS PODEROSINHAS – COM ANITTA
KM de Vantagens Hall BH. Sáb., às 22h; dom., às 20h. ; R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 720 (mesa se-
KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 480 (mesa setor
outubro
DIA 20 JOHN MAYER
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira).
DIA 5
Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote). DIA 20 CIRKOPOLIS - CIRQUE ELOIZE
DIAS 26 E 27
teia 2, inteira), R$ 70 (balcão, inteira)
Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira). DIA 23
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 240 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira), R$ 160 (plateia superior, inteira). DIA 30 LÔ BORGES – DISCO DO TÊNIS
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira), R$ 80 (pla-
DIA 17 PAUL MCCARTNEY
Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, 1° lote).
novembro DIA 11 ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA
Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)
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estilo ENTÃO,BRILHA!>Inspiradonosfigurinosdasdanceterias,olurexressurgeparaasproduçõesatuais FOTOS REPRODUCAO / TV GLOBO
A trama global Dancin’ Days, de 1978, marcou a moda do movimento disco ao Brasil e imortalizou a meia lurex com sandália de salto
Lorena K. Entre meados de 70 Martins e 80 a moda viveu o
seu momento mais revolucionário, no que diz respeito à cores, texturas e materiais. Um desses, inclusive, foi o lurex. O tecido com fios metalizados e tudo aquilo que era associado à dosagens divertidamente exageradas de brilho e glitter foram impulsionados por emblemáticos personagens como o cantor David Bowie – e sua onda futurista ao lançar o disco Ziggy Stardust (1972) – e pela novela Dancin’Days, sucesso do fim do anos 70 com o figurino de Marília Carneiro. Aliás, foi a novela responsável pela clássica dobradinha da meia lurex com sandálias de salto alto, símbolo fashion da fase disco no Brasil. Longe do tempo áureo das discotecas, esses símbolos reforçam, mesmo sem intenção, o que está nas ruas em tempos atuais. O empurrão, é claro, foram com os desfiles desta temporada internacional de moda, em grifes como Saint Laurent, Isabel Marant e Dries Van Noten. As brasileiras experts em tricô, como Gig e Lollita também foram responsáveis
Ligação metálica por provar que o brilho não precisa ser restrito ao dia e não só pode como deve ser um aliado para o inverno que, há algumas temporadas, cansou de ser sóbrio. Na moda festa, o tecido também tem o seu lugar. A mineira Arte Sacra introduziu o lurex em versão tule para a sua coleção de verão: “Usamos sobreposto com um tule invisível e, por cima, bordamos com vidrilhos e cristais. O forro colorido também exalta o contraste e o brilho”, explica a estilista Marcella Maloy. “É um presente poder utilizar o lurex
de novo. As produções ficaram lindas com um resultado incrível”, garante. RETORNO Materiais metálicos e brilhantes, como o lamê, nunca desapareceram completamente no mundo da moda, é o que garante Rejane Lamounier, consultora de estilo e criadora do aplicativo de personal stylist Stella. “Eles eram usados em um contexto muito restrito à shows e, ao longo do tempo, caiu em desuso e, de repente, foi sendo re-
cuperado”, disse. “A moda de hoje sempre volta nas décadas mais relevantes, como a de 80, que mudaram a forma das pessoas vestirem. Hoje as pessoas usam o brilho a qualquer hora, e antes era restrito a festas e ocasiões especiais, além do Carnaval. Todo mundo tem uma peça brilhante guardada, e isso ajuda a retomar o uso do brilho”, acredita Rejane. Tendências como as meias de lurex, combinadas com tênis, sandálias e outros calçado, firmaram-se como o truque de styling
do momento, além de ser uma boa opção para usar o brilho, principalmente em versões mais discretas. “É uma composição bem mais jovial, mas o efeito é bem bonito”, garante. Para atualizar o look, a consultora de estilo sugere combinar o brilho com peças mais simples, investindo no bom e velho high-low, que consiste em misturar peças luxuosas com outras mais simples. “Esse contraponto com as peças mais casuais enriquece a produção, sem ficar datado”, sugere. Quer um look certeiro? “Combine jaqueta brilhante com jeans, camiseta mais básica e até um tênis”, sugere. Tá pronta para brilhar? As produções na página ao lado vão lhe dar boas doses de inspiração.
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estilo
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AGENCIA FOTOSITE
ZE TAKAHASHI/FOTOSITE
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NÉCESSAIRE Pai não é tudo igual, cada um tem um estilo diferente e, claro, seus produtos de beleza preferidos. Para os atrasados, ainda dá tempo de escolher o presente especial para quem tem o pai vaidoso. Veja abaixo. FOTOS DIVULGAÇÃO
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T-shirt de lurex da Amissima, R$ 197,90 A dobradinha sapato + meia de lurex no inverno da Isabel Marant
MARISA/DIVULGAÇÃO
O tricô feito com fios metálicos para o inverno foi destaque na GIG
AGÊNCIA FOTOSITE
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Novidade pra moda festa, o tule lurex foi explorado pela Arte Sacra
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#FICAADICA Museu da Moda (Mumo) realiza o Slow Week A segunda edição da “Slow Week – Moda, Ética e Sustentabilidade” acontece entre os dias 17 e 27 deste mês e traz uma programação extensa especialmente para fomentar ações de estilistas, designers, profissionais e artistas que trabalham com propostas sustentáveis. Vão acontecer palestras, exposições, ações sociais, mesas redondas e oficinas, discutindo assuntos relevantes como consumo consciente, mão de obra escrava, reciclagem e o reuso de materiais. A programação completa pode ser acessada na fanpage www.facebook. com/MUMOBH/
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Lurex + metalizado juntos no mesmo look no Christopher Kane
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NoclimadoDiadaFotografia,listamos achadoscriativosparapresentearos fotógrafoseosapaixonadospelaarte Já dizia o pai do fotojornalismo, Henri CartierBresson (1908–2004) que “fotografar é colocar na mesma linha a cabeça, o olho e o coração”. E é para essa arte peculiar de captar um momento e torná-lo inesquecível que foi escolhido um dia especialmente para comemorar a fotografia: 19 de agosto. Foi nesse mesmo dia, no ano de 1839, que foi anunciada oficialmente a invenção da fotografia pelo governo francês. A data, desde então, é um convite para presentear quem admira essa arte. E, para isso, não faltam opções de artigos inspirados em produtos fotográficos. No formato de câmeras, é possível encontrar canecas, tapetes e até marmitas no formato dos modelos vintage. As bolsas especiais para carregar câmeras e outros acessórios andam cada vez mais em sintonia com design. Lorena K. Martins
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CIRCUITO LIBERDADE No clima da comemoração, Belo Horizonte vai receber o Circuito da Fotografia e do Patrimônio Cultural, entre os dias 16 e 20 de agosto, com programação intensa e gratuita com galerias a céu aberto, projeções de fotos, oficinas, feira de livro, debates e outras ações no Circuito Liberdade. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site fotografiaepatrimonio.com.br.
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shopping PRÁTICA> Profissionais do segmento relatam a importância de não negligenciar a saúde ocular
Enxergar individualidade é uma das tarefas de ótica FOTOS LEO FONTES
NahoradeesFelipe colher boas Castanheira armações e lentes, muitas dúvidas podem surgir. Afinal, nem sempre é possível saber qual é o produto mais indicado para cada tipo de problema, bem como aquele que se encaixa melhor às necessidades específicas. Além disso, esse é um momento que exige muita responsabilidade, pois a negligência pode causar problemas variados na visão. Nesse universo, diversas empresas têm se preocupado em orientar os consumidores em questões que, em alguns casos, eles até mesmo desconhecem. A Óptica Artesanal, por exemplo, tem um importante princípio na hora de atender seus clientes. “Os funcionários orientam sobre a armação correta para o que cada pessoa precisa. A função deles é ajudar a fazer a escolha certa. Não é como vender uma roupa ou um sapato: é necessário ter uma atenção bem maior”, destaca Alaor de Castro, empresário que trabalha no ramo há quase 50 anos. Formado como técnico óptico desde 1976, Castro lembra que a escolha correta vai muito além da estética e da moda, principalmente quanto se trata de óculos de grau. “Estamos no ramo da saúde e, por isso, é importante ter todo cuidado com o que oferecemos aos clientes”, diz. Com mais de 30 anos à frente de seu próprio negócio, ele frisa que sua ótica possui um laboratório próprio para a montagem e preparo das lentes nas armações. “Esse é um importante diferencial, pois, hoje, muitas lojas, pequenas e grandes, encaminham toda a montagem para laboratórios que concentram muita demanda. Isso faz com que não seja possível um acompanhamento de qualidade do produto”, explica. “A pes-
soa pode ter comprado uma lente importada da melhor qualidade, ter feito o melhor exame, com o melhor médico, que tudo vai por água abaixo se todo o trabalho da lente não for realizado com precisão”, afirma. Ele diz que, caso não seja feito corretamente o polimento das lentes, não seja seguida de forma correta a receita médica ou mesmo que se confunda quais serviços deveriam ser feitos em cada lente, o resultado pode ser muito ruim. “Pode dar uma sensação de desconforto, provocar dor de cabeça ou até levar a um estrabismo induzido, que é algo que acontece muito com crianças quando elas recebem produtos mal feitos”, alerta. A dedicação em acompanhar todo o processo é reconhecida por oftalmologistas, que costumam recomendar os serviços da Óptica Artesanal. O médico Fernando de Melo Bonfim conta que tem o costume de pedir para que seus pacientes levem os óculos para serem conferidos em seu consultório. “Com isso, eu pude perceber que a margem de erro de algumas óticas é grande. Já o Alaor é uma pessoa que trabalha com muita atenção com a qualidade”, diz o médico. O oftalmologista explica que, apesar de terem muito contato com os óculos, os médicos não dominam o conhecimento sobre a confecção, polimento, ajuste e posicionamento das lentes, trabalho que é realizado pelos óticos. VARIEDADE Débora Castro é gerente geral da óptica e filha de Alaor. Ela trabalha há dois anos com o pai e explica que existe o cuidado de oferecer uma ampla gama de produtos, inclusive entre os óculos de sol e as linhas esportivas. “Gostamos de ter marcas de todos os preços, pois temos clientes muito diversificados. Temos desde as
Óptica Artesanal
Empresa destaca que a escolha certa dos produtos deve ir muito além das questões estéticas
marcas mais caras e conhecidas até as mais simples, para atender o bolso de todos”, afirma. Ela lembra que, no caso das lentes, a tecnologia aplicada ao produto é proporcional ao valor, mas a seleção dos itens vendidos na loja preza por oferecer preço sem abrir mão da qualidade. Débora conta que essa variedade é importante para
SERVIÇO Site: www.opticaartesanal.com.br Contato: (31) 3261-8079 Endereço: avenida Getúlio Vargas, 668 – loja 03, Funcionários, Belo Horizonte
que os vendedores possam ter opções para atender as necessidades dos clientes. AULAS O oftalmologista e professor do curso de formação de residentes do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg), Jaimes Balmes Pires, conta que leva os alunos para aprenderem sobre a parte da óptica com Castro. “Nós o convidamos para ministrar aulas porque ele tem um grande conhecimento prático e passa tudo isso de forma precisa e didática, o que é muito importante para a formação desses médicos”, relata. Castro conta que a busca por aulas com ele é grande e que residentes de várias clínicas o procuram para receber orientação.
Clientes têm orientações conforme as suas particularidades
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Oúltimo‘Ooh’ emParis(2ªparte) ACIR GALVÃO
ois é, torrou o que tinha e o que não tinha para levar Gabi a Paris. No início foi o contratempo com o hotel. Também! Foi muito azar o motorista ter trocado as bolas e mandá-los para aquela coisa colossal, esplendorosa, chamada Mercory Boulevard! Imagina! O nome era praticamente o mesmo, a não ser pelo “Trois” do outro. Chato foi ter que pegar o táxi de volta, para chegar ao outro Mercory, um predinho de três andares descascado e sem gracinha, no final de uma rua escura e esquisita e, o pior, com uma francesa enfurecida que se recusava a entender o portunhol de ambos. – Parlez-vous français? – repetia, pela quinta vez, a mulher. – Non parlevamo nada, minha senhora. Já te dei os passaportes, o voucher, os diabos... O que mais a senhora quer? Só queria ter a certeza de que o casal não lhe traria problemas, sendo necessário um depósito no cartão de crédito para sanar possíveis despesas. E ele: – Quais despesas? Almoçar nessa espelunca é que não vou. A mulher, ao vê-los juntos, instalou-os no 201, cama de casal. – Non, non! – dizia a Gabi, impaciente. E a outra explicando: era o melhor que tinha,
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com vista para a rua. – Non, non! – continuava a Gabi. – I want two bedrooms. – Comment? – Two quartos, comprendes? – Comment? Ao perceber a confusão se formando, Carlinhos pegou sua mala e se dirigiu ao corredor. A mulher, ofendida, começou a reclamar. Afinal, seu hotel não era de luxo, mas era limpo, asseado, “de família”, e aquele quarto era o que tinha de melhor. Só depois verificou que na reserva constavam dois “single bedrooms”. Acabou instalando-o no 302, sem janelas. Ele queria trocar, mas estava cansado demais para reclamar alguma coisa. Pelo interfone combinou com a Gabi de se encontrarem mais tarde, na portaria. O problema foi que ela, após o banho, apagou! E nada, nada a tiraria da cama naquele dia. Nem as milhões de interfonadas do Carlinhos, que, preocupado, tentava explicar à mulher que a amiga poderia ter morrido lá dentro, sei lá, ultimamente as coisas pro seu lado estavam tão complicadas, com a bruxa tão solta, que pra Gabi ter tido algum “troço” não custava. No decorrer da tarde continuou ligando, ligando, até bater à sua porta. Bateu, bateu, esmurrou, e nada. Desesperado, chamou a mulher novamente. Quis que ela, com a chave mestra, entrasse no quarto, mas a mulher não o entendia e sequer se esforçou para isso. A noite chegou. Exausto,
acabou dormindo. Um sono cheio de pesadelos: Gabi se jogando da janela, Gabi voando da Torre Eiffel, Gabi se afogando no Sena. Uma coisa horrorosa! Até que às três da manhã foi despertado pelo interfone. – E aí, Carlinhos? Vamos sair? – Como? Agora? – É, uai! Tô morrendo de fome... – Mas, Gabi, são três horas da manhã. – O quê? E por que você não me chamou? Eu falei que queria sair... Bom, já deu pra sentir o drama, né? Levantou-se de um pulo e foi se encontrar com a amiga na portaria. Tudo escuro, a não ser pela luzinha do balcão, onde roncava nas alturas um rapazinho. – Ei! Psiu! Oiiiiii! O garoto levantou assus-
tado e, desorientado, foi abrir a porta. Tentou falar alguma coisa, mas, ao ver que não era compreendido, deixou pra lá. Na rua escura e deserta, ficaram meio assim... Encontrar um restaurante, um bar ou qualquer coisa nessas alturas do campeonato era querer demais. Entre gatos e latas viradas, acharam por bem retornar. Nem é preciso dizer que o rapazinho, cujo ronco nas alturas se escutava de longe, custou uma eternidade a aparecer. E não tinha “pardon madame” que acalmasse Gabi: cansada, esfomeada e no auge da TPM. Putz! Barraco em Paris às três e meia da manhã era a última coisa de que precisava, pensou desanimado, enquanto voltavam aos seus respectivos quartos. E foi assim a primeira noite deles em Paris.
No dia seguinte, na mesa do café, combinaram a programação. Gabi queria ir à Torre Eiffel, enquanto ele sugeria o Louvre. Pretendia deixar a Torre para o final, quando estivessem mais íntimos e ela pudesse ouvir suas declarações. E, envolvida pela atmosfera do lugar, descobrisse que era ele o homem da sua vida. Na sua cabeça já havia arquitetado tudo: o que dizer, como dizer, as caras, o olhar ensaiado no espelho, para no final, sob ares parisienses, viver o “gran finale”. “É tiro e queda”, havia lhe dito o amigo. E ele acreditou. Acabaram indo passear no Sena. Depois, caminharam pelas calçadas, lojas e cafés. Ele, falando e falando. Ela, calada, indiferente à sua presença. Queria mesmo era curtir o local, não propria-
mente a companhia. Esfomeados, entraram no primeiro restaurante que viram. Ela, observando tudo, nos mínimos detalhes; ele, observando o menu e os preços. Apavorado. Pediu um crepe, enquanto a Gabi, um “poisson à la Bourguignonne”. Ficou indignado por ela ter comido apenas a metade – disse que o peixe estava “meio esquisito”. Imagina! Naquele preço a última coisa que ele poderia estar era esquisito. Claro, desperdiçar seria um absurdo. Apesar de satisfeitíssimo de tanto crepe, comeu a contragosto a outra metade. E foi dentro do metrô que o “poisson” começou a fazer efeito. Com aquela cara de espanto ele olhava ao redor, enquanto procurava um toilette. Claro, “toilettes” não existiam em vagões de metrô. Pararam na primeira estação, ela perguntando o porquê, e ele, mal respirando, saiu em disparada. Não deu tempo. O desastre se concretizou ali mesmo. Quis morrer, pular na frente do trem. E ela, horrorizada, quis sumir, tipo “Não te conheço!”. Mas, como nada é por acaso, também nela o poisson foi dar o ar da sua graça. Ou melhor, da sua desgraça. E foi numa enfermaria de hospital que Carlinhos e Gabi passaram sua segunda noite em Paris. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
pampulha TATIANA AZEVICHE/SETUR BAHIA
WJerusalém. Conheça a igreja onde Jesus Cristo foi sepultado. Páginas 8 e 9 WCuritiba. Um outro lado da capital paranaense em cinco dicas. Página 10
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Pra onde você vai? Confira os pacotes para a baixa temporada, próximos feriados e festas de fim de ano Páginas 4e 5
W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
paulo campos paulocampos@otempo.com.br
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
sala vip W
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Oásis para brasileiros no Caribe A rede hoteleira mexicana Oasis, que possui dez hotéis no México (oito em Cacún e dois na Riviera Maya), promoveu treinamento de capacitação e jantar na churrascaria Fogo de
Chão na última semana, para apresentar seus produtos a 60 agentes de viagens. Mari Magalhães, representante da rede no Brasil, explicou os diferenciais entre as marcas The Pyramid, Oasis Cancun
e Oasis Cancun Lite, entre eles o número de bares e restaurantes de cada empreendimento, a localização privilegiada nos destinos, os serviços personalizados e o sistema all inclusive. “Além de
oferecer excelente custo-benefício, a Oasis é grande parceira da CVC e possui excelência em produtos e serviços para os brasileiros”, garante Thiago Benfica, gerente de atendimento da CVC às agências multimarcas.
Mari Magalhães (representante da Oasis no Brasil), entre Bruno Matos, Emanuel Coelho, Thiago Benfica e Wellington Lemos (CVC)
Vinícius Lage e Alisson Brito (Eu Mereço Viagens), Ágata Nascimento (Master), Welisson Castro e Eberth Celeghini (Ypê)
Karina Nascimento (Graça Tour), Nádia Almeida (Multitour), Guilherme Silva (Graça Tour) e Geisa Lopes (Speed System)
A dupla Denise e Letícia Rabelo (Belvitur Viagens), o casal Wismar Dabess e Ana Paula Chagas (FlyVip Viagens e Turismo)
Jessika Soares e Darian Lopes (Absolut Turismo), Luciene Ferreira e Marília Oliveira (agência Itapoã Viagens e Turismo)
Camila Andrade (Multitour Viagens), com o trio da IBR Turismo, os agentes Marcelo Mesquita, Karina Azevedo e Felipe Andrade
Bruna Costa e Maria José Pinto (Volée Viagens), Simone Ferreira (Yes Brasil) e Heloísa Mafia (Realizar Viagens)
A dupla de agentes de viagens Áurea Sousa e Fernanda Thomas (C3T Viagens) e Diana Lourenço (Hibisco Viagens)
O trio de agentes de viagens da Mundos e Rumos, as sorridentes Alessandra Souza, Fabrícia Marques e Helena Pacheco
Letícia Rabelo, da Belvitur, ganhou o sorteio de hospedagem na rede Oasis, em Cancún (Mèxico), com acompanhante
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
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Experiências de luxo
A Carlson Wagonlit Travel promoveu, no último dia 8, no hotel Intercity Raja, um treinamento gratuito para os agentes de viagens e prospects da CWT, bem como outras empresas interessadas, para mostrar como a tecnologia pode influenciar no processo de gestão de viagens. Hoje, há ferramentas focadas no comprador, no gestor, no aprovador, no solicitante e no usuário final (o viajante). A palestra foi ministrada pelas executivas Vivianne G. Martins e Patrícia Thomas, da Academia de Viagens Corporativas.
ARQUIVO PESSOAL
Simone Scorsato, diretora executiva da Brazilian Luxury Travel Association (BLTA), convida para brunch no dia 30, das 10h30 às 14h30, no Alma Chef. Quer mostrar experiências de luxo autênticas do Brasil.
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Depois de um belíssimo trabalho realizado frente à gerência sênior de vendas das lojas CVC em Minas, Marcelo Nathanson, o Nathan, vai encarar novos desafios; em seu lugar assume Daniel Cattani (ex-Latam), com experiência em várias bases
Lawrence Wahba Lawrence Wahba faz palestragratuita no dia 17, às 19h15, na escola de mergulho Mar a Mar, para falar dos bastidores do filme “Todas as Manhãs do Mundo”, rodado em santuários naturais de sete países, entre eles o Brasil.
Tecnologia nas viagens
Feira em Catas Altas
Simone Scorsato, da Brazilian Luxury Travel Association (LBTA)
No próxima sexta-feira (19), no Espaço Laviolla Bier Garden, acontece a 1ª Fetur de Catas Altas e Região. A feira vai mostrar aos operadores e agentes de viagens os atrativos dos municípios de Catas Altas, Barão de Cocais, Santa Bárbara e Caeté, entre eles cachoeiras, montanhas para escaladas, parque de ecoaventuras e rico patrimônio histórico. Informações e inscrições pelo telefone (31) 98776-3155 ou envie email para reserva@circuitosturismo.com.br.
Márcio Adler e Lúcia Lima (United), Patrícia Thomas e Vivianne Martins (Academia de Viagens), Amauri Ribeiro, Juliana Bueno e Adriano Nagao (executivos da Carlson Wagonlit Travel)
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
turismo JOÃO RAMOS/BAHIATURSA
Promoções
Mercado sempre aposta no segundo semestre Operadores já estão com pacotes para os próximos feriadosprolongados e festas de fimano nasprateleiras; Nordesteainda é odestino preferido dosviajantes Para quem ainda não teve a oportunidade de aproveitar algum dos feriados prolongados do primeiro semestre de 2017, ainda dá tempo na fase final do ano. Em setembro, o Dia da Independência, 7, será numa quinta-feira. Em outubro, também na quinta, dia 12, tem o de Nossa Senhora Aparecida, o Dia das Crianças.
O Dia do Servidor Público será festejado num sábado, dia 28 de outubro. Já o feriado nacional de Finados, sempre no dia 2 de novembro, será numa quinta. A Proclamação da República será comemorada numa quarta-feira, dia 15 de novembro. Para completar o calendário, o Natal foi parar numa segunda-feira, a última folga oficial do ano.
Porto de Galinhas
Dia das crianças a partir de R$ 998 GOVERNO DE PERNAMBUCO/DIVULGAÇÃO
Porto Seguro (I)
Sete dias de praia e sol Para aproveitar Porto Seguro no próximos feriado (7 de Setembro), a Azul Viagens oferece pacote ao preço de R$ 891 (ou dez parcelas de R$ 89,10), com sete dias de hospedagem no Baía Cabrália Hotel, na praia de Arakakaí, em Santa Cruz de Cabrália. Está incluso no programa café da manhã, passagem aérea e traslado. A saída é no dia 3/9. Ligue para a central de atendimento (4003-1181), acesse o website azulviagens. com.br ou consulte seu agente de viagens. TAIS ARGOLO/BAHIATURSA
Para quem ainda não programou sua viagem para o feriado de outubro, no dia 12, a CVC conta com preços especiais para viagens a Porto de Galinhas, em Pernambuco. O pacote, com duração de três noites e saída no próprio dia 12, com passagem aérea, hospedagem na pousada Radiante, com café da manhã, e traslado do aeroporto até o hotel, sai a partir de R$ 998 por pessoa, em apartamento duplo. Outras informações: cvc.com.br/lojas.
Fortaleza (I)
Fortaleza (II)
No feriado de Finados
Uma das três melhores viradas
A operadora Visual Turismo está com pacote sob medida, com saída no dia 28/10, para você aproveitar o feriado de Finados. O programa inclui sete noites no Diogo Hotel, com café da manhã, aéreo (com uma bagagem de 23 kg), traslados e passeio pela capital cearense e praia de Cumbuco. O preço está a partir de R$ 2.020 por pessoa em apartamento duplo. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
O réveillon de Fortaleza é um dos três melhores do Brasil. Para o período de 30/12 a 6/1, a Latam Travel oferece pacote com aéreo, sete diárias com café no Fortpraia Hotel, na praia de Iracema, e pontos Multiplus. O preço está a partir de 10x R$ 204,38 (mais taxas de embarque) por pessoa em ap. duplo. Promoção válida para as lojas da Latam Travel do BH Shopping (31-3286- 3999), Boulevard Shopping (312515- 3310), Diamond Mall (31-2533- 0933) e Minas Shopping (31-3245- 5718).
Porto Seguro (II)
Réveillon antecipado Réveillon em Porto Seguro é tudo de bom. Para você não passar o fim de ano em branco, a Latam Travel oferece pacote com aéreo, sete diárias no Marlim Porto Hotel, com café da manhã, no período de 26/12 a 2/1, e pontos Multiplus. O pacote custa a partir de 10x R$ 229 (mais taxas de embarque). Promoção válida para as lojas da Latam Travel do BH Shopping (31-32863999), Boulevard (31-2515- 3310), Diamond Mall (31-25330933) e Minas Shopping (31-3245-5718).
Salvador
Ilhéus
Chegada do ano novo com estilo
Sete noites no 7 de Setembro para aproveitar a Costa do Cacau
MANU DIAS/SECOM BAHIATURSA
Ainda dá tempo de programar a viagem para Ilhéus (BA) no feriado de 7 de Setembro. Pacote para o destino, com saída no dia 2/9, sai a partir de R$ 1.920 por pessoa, em quarto duplo. A oferta inclui sete noites de hospedagem no Jardim Atlântico Beach Resort (com café da manhã), aéreo ida e volta com saída de Belo Horizonte (sem bagagem), traslados e um passeio pela cidade. Consulte o seu agente de viagens e peça esse e outros pacotes da operadora Visual Turismo.
Ainda dá tempo de programar o réveillon em Salvador, a vibrante capital baiana. A Latam oferece pacote de para o destino, com saída em 30/12, a partir de dez parcelas de R$ 200 (mais taxas de embarque) ou em 12 prestações no boleto bancário. A oferta inclui aéreo saindo de Belo Horizonte, em voo direto Latam, mais sete diárias em apartamento duplo no Mercure Salvador Boulevard. Clientes Multiplus, a cada R$ 2 ganham 1 ponto. Outras informações na loja da Latam no BH Shopping (31) 3286-3999.
Maceió (I)
Maceió (II)
Fim de ano na praia do Francês
Feriado da República
Uma das praias mais famosas do Estado de Alagoas é a do Francês, situada no município de Marechal Deodoro. Pacote da CVC para o Natal no destino, com duração de sete noites e saída no dia 23/12, sai a partir de R$ 2.418 por pessoa, em apartamento duplo. O programa inclui aéreo, traslado e hospedagem na pousada Capitães de Areia, com café da manhã. Mais informações em cvc.com.br/lojas.
Quer conhecer Maceió (AL) e ainda passear pelas redondezas no feriado da Proclamação da República? A Visual está com programa a partir de R$ 1.938 por pessoa em ap. duplo, incluindo aéreo saindo de BH (sem bagagem), traslados, sete noites no Ritz Suítes, passeio pela cidade e pela praia do Francês. A saída é dia 11/11. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacotes da Visual.
Santo André (I)
Santo André (II)
Festival da Lagosta no Costa Brasilis Réveillon com na deslumbrante Vila de Santo André muito conforto COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO
Depois do sucesso em sua primeira edição, em novembro do ano passado, o Costa Brasilis All Inclusive Resort & SPA promove o II Festival da Lagosta: Costa do Descobrimento, entre os dias 7 e 10/9, em Vila de Santo André, no sul da Bahia, com apresentação de vários pratos elaborados com essa iguaria especial, para agradar aos paladares mais exigentes. Durante os quatro dias do evento, o resort oferecerá uma série de atrações para os hóspedes, que vão desde quiz, gincanas e brincadeiras para as crianças com sorteios de brindes até jantares temáticos. Informações e reservas: (73) 3282-8200 ou acesse costabrasilis.com.br.
Desfrutar da passagem de ano com os pés na areia e pulando as sete ondas (para os supersticiosos), é uma oportunidade única. Quem quiser garantir uma vaga no badalado Costa Brasilis Resort, em Santo André (BA), pertinho de Porto Seguro, precisa anteciparse. Pacote com aéreo, sete noites de hospedagem no sistema all inclusive e traslado está a partir de R$ 4.318, por pessoa em apartamento duplo. A saída é no dia 30/12. Informações e reservas podem ser feitas na loja da CVC mais próxima de você ou no site www.cvc. com.br/lojas.
turismo
5W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
TURISMO DE SAINT MARTIN/DIVULGAÇÃO
Praia de Anse Marcel pode ser acessada após caminhada em meio à mata
Serviço Onde hospedar-se La Samanna. Diárias a partir de US$ 945. belmond. com Le Petit Hôtel. A partir de US$ 455. Em Grand Case. lepetithotel.com Le Temps des Cerises. A partir de 280 euros. letempsdescerises Mercure St. Martin. A partir de 146 euros. mercurehotelstmartin.com Hotel Riu Palace. Único all inclusive do lado francês. Diárias a US$ 468. riu.com/pt/Paises/sao-martinho Onde comer Anse Marcel. Menu com entrada, prato principal e sobremesa por 35 euros. ansemarcelbeach.comLe Santal. Pratos principais a partir de US$ 26. lesantalrestaurantsxm.com Le Temps des Cerises. Pratos a partir de 22 euros. letempsdesceriseshotel. com TURISMO DE SAINT MARTIN/DIVULGAÇÃO
Saint Martin
Lado francês na medida para o ecoturismo Trilhas em meio à mata levam turistas a praias paradisíacas, comimensa riquezade exemplaresda faunae da flora,ideais para ocontato coma natureza
Águas cristalinas são um convite ao mergulho
Da Redação THE BUTTERFLY FARM/DIVULGAÇÃO
Estufa para as borboletas Os amantes da natureza devem agendar uma visita à imperdível fazenda das borboletas em uma estufa de 900 metros quadrados, em que os criadores, ao lado de cientistas trabalham juntos para salvar espécies em extinção. No local, centenas desses insetos de todos os cantos do mundo, em diversas cores e formas, flutuam por um jardim tropical com pequenas cachoeiras e piscinas cheias de peixes. Funcionamento. Diariamente, das 9h às 15h30. A fazenda tem uma lojinha de suvenires.
Fazenda das borboletas tem mais de 300 espécies ameaçadas de extinção LOTERIE FARM/DIVULGAÇÃO
Pico do Paraíso abriga a Loterie Farm, antiga fazenda produtora de açúcar
Saint Martin, a charmosa ilha francesa-holandesa no Caribe, é o destino ideal para os adeptos do ecoturismo. Mais que um paraíso para amantes de praia, a península é abraçada por flora e fauna excepcionais, com um contraste entre cactos, buganvílias, e flamboyants que florescem ao lado de hibiscos, palmeiras e samambaias em um mágico cenário. Para os que desejam viver uma aventura, em que o destino final é uma praia deserta, a trilha que conecta as praias Anse Marcel e Petites Cayes é acessada por meio de uma caminhada de cerca de 40 minutos em meio à Reserva Natural Nacional. O exercício é compensado pela chegada em um lugar paradisíaco, intocado, onde os únicos protagonistas são o mar-turque-
sa e a areia branca. Se mesmo assim a vontade for caminhar um pouco mais, a trilha continua até a praia de Grandes Cayes em um percurso que leva em torno de uma hora e meia. A ilha ainda conta com mais de 300 restaurantes e inúmeros lolos – típicos quiosques de praia caribenhos – onde come-se maravilhosos pratos à base de frutos do mar, como as famosas lagostas grelhadas. A parte francesa da ilha está ao norte e a capital é Marigot, onde bistrôs e hotéis-butiques dominam a paisagem. O idioma local oficial é o francês, e a moeda, o euro, mas a maioria dos estabelecimentos aceita o dólar. No centro da capital, a sensação é de se estar na Riviera Francesa, com barcos de luxo atracados, cafés e creperias com mesas na calçada.
Fazendas Entre as atrações, estão uma fazenda de borboletas com milhares de espécies, uma reserva natural de 54 ha repleta de piscinas naturais e trilhas para praias paradisíacas. Um pouco mais acima, localizada no pico mais alto de Saint Martin, em Pic du Paradis (Pico do Paraíso, na tradução), está a Loterie Farm, uma antiga fazenda produtora de açúcar, de 1773. Hoje, o local faz parte de uma reserva natural de 54 ha, que une o ecoturismo e a gastronomia em meio a milhares de espécies. Aberta ao público, os visitantes podem fazer diversas atividades, desde trilhas, escaladas, equitação e tirolesa, e almoçar ou jantar em seus charmosos restaurantes.
W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
turismo SAUIPE POUSADAS/DIVULGAÇÃO
PEDRO KIRILOS/RIOTUR/DIVULGAÇÃO
Caldas Novas
Relax nas águas termais A ABC Turismo está com pacote para Caldas Novas (seis dias e quatro noites), com saída em 26/8, incluindo transporte em ônibus leito turismo (foto), café da manhã extra na chegada, almoço extra no retorno da viagem, hospedagem em hotel com meia-pensão (café da manhã e almoço) e um dia de acesso ao Acqua Park e Splash. O preço está a partir de 8x R$ 135 (Hotel Thermas di Roma) ou 8x R$ 126 (Hotel Exclusive). O passeio ao Hot Park, no Rio Quente Resorts, é opcional e custa R$ 130. Pagamentos efetuados até 20/8 têm 5% de desconto. Informações pelo telefone (31) 3519-8800.
Rio Quente
Praia em pleno Cerrado
Portugal
Fim de ano na ilha da Madeira TURISMO DA MADEIRA/DIVULGAÇÃO
O Rio Quente Resorts é um dos maiores parques aquáticos do Brasil. Além de possuir o Hot Park, sua maior atração é a praia do Cerrado, maior praia artificial em águas quentes naturais do mundo. Para o Rio Quente Resorts, a ABC Turismo oferece pacote de seis dias e quatro noites com hospedagem no Rio Quente Suíte Flat 1, com meia-pensão, ao custo de 8x R$ 287 por pessoa em ap.duplo, incluindo transporte em ônibus leito, café manhã extra na chegada e almoço extra no retorno. A saída é no dia 26/8. Informações: (31) 3519-8800. RIO QUENTE RESORT/DIVULGAÇÃO
Rio de Janeiro
Para aproveitar a cidade no próximo feriado
A Saint Germain Turismo & Atrium Turismo tem pacote para o réveillon na capital da ilha da Madeira, Funchal, com parte terrestre a partir de € 1.490 (+ taxa de remessa) e aéreo a US$ 1.595 (+ taxas). De 27/12 a 4/1, o pacote, em apartamento duplo ou triplo com café, inclui quatro dias em Funchal, com tour panorâmico por Curral das Freiras e Monte na ilha da Madeira, jantar típico e ceia de Ano-Novo, e três em Lisboa, com tour panorâmico por Lisboa, Sintra, Cabo das Rocas, Cascais e Estoril. Mais informações: (31) 2129-8032.
Rio das Pedras
Promoção Mês do Amigo
Costa do Sauipe
Festa da virada em all inclusive A Visual Turismo ainda tem pacotes para curtir a virada do ano na Costa do Sauipe, no litoral norte da Bahia. O programa, com saída prevista para o dia 26/12, inclui sete noites de hospedagem no Sauípe Pousadas, no sistema all inclusive, e está a partir de R$ 5.084 por pessoa, em apartamento duplo. A oferta também prevê passagem aérea, saindo de Belo Horizonte (com bagagem de 23 kg), além de traslado. Consulte o seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
A Samba Hotéis lançou o Mês do Amigão no Samba Rio das Pedras, em Itabirito (MG). A cada reserva de chalé neste mês e em agosto, você ganha a reserva de outro chalé da mesma categoria para presentear um amigo. Não é um sorteio, mas uma promoção. A alimentação não está inclusa na diária. Para a garotada, o hotel inaugurou o parque aquático Tsunami, com vários brinquedos e equipe de recreação nos finais de semana. Reservas pelo telefone 0800 20 72 622.
Serra Gaúcha (I)
Serra Gaúcha (II)
Semana no feriado de 12/10
Semana do feriado de 7/9
Gramado é um ótimo destino para se curtir com as crianças. Para o feriado de 12 de outubro, a Visual Turismo oferece sete noites no Prodigy Alpenhaus, com café da manhã, aéreo saindo de BH (com bagagem de 23 kg), traslados e tíquete de um dia para o Bustour. A saída é no dia 8/10, e o preço está a partir de R$ 2.557 por pessoa em apartamento duplo. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
A Azul Viagens está com pacote para Gramado no feriado de 7 de setembro. A saída é no dia 6/9, e o programa inclui passagem aérea, quatro noites de hospedagem com café da manhã na Pousada Rosa, traslados e tíquete do Bustour. O preço está a partir de R$ 1.770 (ou dez parcelas de R$ 177). Para outros detalhamentos e informações sobre o pacote, ligue 4003-1181, acesse o website azulviagens.com. br ou consulte diretamente seu agente de viagens.
Renovado após as Olimpíadas, com novo sistema de transporte (VLT, Linha 4 e Transolímpica), uma zona portuária revitalizada, o Parque Olímpico e uma hotelaria renovada, o Rio de Janeiro é destino perfeito para os mineiros, especialmente nos feriados e finais de semana. A Azul Viagens está com pacote promocional para a capital fluminense no feriado de 7 de Setembro, com saída no dia 6/9. Inclui aéreo, quatro noites de hospedagem no Aeroporto Othon Hotel com café da manhã, passeio ao Pão de Açúcar com ingresso e visita ao centro histórico do Rio mais catedral. O preço está a partir de R$ 973 (ou 10x R$ 97,30). Ligue para a central de atendimento (4003-1181), acesse o website azulviagens.com.br ou consulte seu agente de viagens.
turismo
7W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
Beto Carrero exibe atrativos e celebra resultados FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
O Beto Carrero World encerrou 2016 com um crescimento de 24% em faturamento em relação ao ano anterior. E celebrou mais um recorde de público: o complexo localizado em Penha (SC) recebeu mais de dois milhões de visitantes no ano passado. Em julho último, o parque superou o público do mesmo período do ano passado, com aumento significativo de 14%. Nesta semana, Rafaela Marques, coordenadora multiestados do parque, esteve em Belo Horizonte para mostrar aos agentes toda
a estrutura do parque catarinense – que tem programação para um público que vai desde famílias com criança até terceira idade – e os atrativos que podem ser visitados
a partir do empreendimento. Também foi apresentado ao trade o executivo de contas do Beto Carrero World para Minas, Bruno Dias, ex-Saint Germain Turismo.
O trio de agentes da Belvitur Viagens, Maria Angela Dionísio, Edvaldo e Maria Aparecida Silva
Ana Luísa (Asas Turismo), Valéria Linhares (Gaia Tur) e Gabriela Marques (Zippori Tour)
Felipe Petrucelli (Viagens Petrucelli), Helena Pacheco (Mundos e Rumos Viagens), Hugo Júnior e Luciana Kroger (Escotur Viagens)
Evandro Miranda (Miramar Turismo), Wânia Calonge e Fernanda Chaves (São José Viagens) e Sonia Souza (Encontre sua Viagem)
Bruno Dias (executivo do Beto Carrero em MG) e Rafaela Marques
Tânia Gomes (Saint Germain), Lilian Pires (Greentours), Luís Carvalho e Geize Ribeiro (My Travel) e Rita Rodrigues (Destinar)
A dupla de veteranas da Fontes Turismo, Geni e Zerbina Fontes, o casal da agência Castle Tour, Aparício e Ana Paula Almeida
W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
Rio de Janeiro (I)
Promoção em Ipanema Localizado em Ipanema, na zona sul do Rio, o hotel Arena Ipanema oferece tarifas especiais para quem planeja passar um fim de semana na Cidade Maravilhosa. O pacote de duas diárias para casal sai a partir de R$ 764 e inclui café da manhã. JEAN-JACQUES LIMBOURG/DIVULGAÇÃO
turismo
Terra Santa
Emoção, fé e história juntas em Jerusalém Sagrada para cristãos, muçulmanos e judeus, cidadeisraelense é destino demultidões deperegrinos e turistas,que lotam seus templos emonumentos milenares Eduardo Vessoni Agência O Globo
Rio de Janeiro (II)
Com toque contemporâneo Com ambientes elegantes e tecnológicos, o Arena Ipanema dispõe de 136 apartamentos amplos, com mobiliário contemporâneo. No terraço, há uma área de lazer com piscina, bar, fitness center e sauna. Reservas e informações: (21) 3512-8200. JEAN -JACQUES LIMBOURG/DIVULGAÇÃO
Bahia
Tour de escuna exclusivo O Campo Bahia Hotel, em Santo André, a 27 km de Porto Seguro, oferece a seus hóspedes a oportunidade de explorar praias e rios da Costa do Descobrimento a bordo da escuna Dreamcatcher. Os roteiros são variados e adaptáveis. Informações: (73) 3162-4690. CAMPO BAHIA/DIVULGAÇÃO
No universo das religiões, a fé não só move montanhas, como também arrasta multidões a endereços sagrados, como Jerusalém, importante ponto de referência e peregrinação não apenas para o cristianismo, mas também para o islamismo e o judaísmo. E a Basílica do Santo Sepulcro, suposto local de crucificação, sepultamento e ressurreição de Jesus Cristo, tem visto engrossar a fila de fiéis desde que a edícula imponente no centro do templo foi reaberta ao público, em março, após longo período em obras de restauração. Para se ter uma ideia da fé que movimenta o turismo em Jerusalém, somente no mês de abril deste ano foram registrados quase 350 mil visitantes nessa cidade, a 70 km de Tel Aviv. Em seu setor histórico, uma massa de estrangeiros acotovelase nos becos estreitos da Via Dolorosa e fica paralisada diante de pontos de referências bíblicas. Atravessando uma porta estreita, localizada no acesso sul da Igreja do Santo Sepulcro, que abriga as cinco estações finais das 14 da via-crúcis, grupos de fiéis lotam um dos mais importantes locais do mundo cristão. Choros e vozes exaltados quebram o silêncio do que deveria ser um ambiente de contemplação. Peregrinos debruçam-se sobre a pedra rosada que teria abrigado Jesus Cristo antes de seu sepultamento. Filas formam-se diante do altar do segundo andar, onde a cruz teria sido erguida com seu corpo açoitado.
de acredita-se que Cristo foi crucificado. O local é considerado a 11ª estação da Via Dolorosa, cujo altar em bronze data de 1588, ano em que a obra foi doada por Fernando de Médici, então duque da Toscana. Ao lado, onde outra fila de fiéis segue a passos lentos, a capela do Calvário abriga um pedaço da rocha sobre a qual a cruz teria sido erguida, nessa que é considerada a 12ª estação da via-crúcis. Sob o cuidado de gregos ortodoxos, o local pode ser tocados pelos fiéis, através de uma abertura no disco de prata sob o altar que marca o ponto em que a cruz fora colocada.
História e religiosidade A atual via-crúcis, estabelecida no século XVI, é formada por 14 estações, cujas últimas cinco encontram-se no interior do Santo Sepulcro remontam aos
passos de Cristo, desde sua condenação até seu sepultamento. Percorrer aqueles pontos sagrados é como protagonizar outro calvário por becos de Jerusalém, onde visitantes dividem espaço com comerciantes árabes, católicos que atravancam a passagem em orações e cantorias coletivas, e grupos de turistas sem pressa que se perdem em selfies diante de tantos endereços com referências bíblicas. Às sextas-feiras, sempre às 15h, frades franciscanos conduzem uma caminhada com peregrinos pela Via Dolorosa, passando por suas 14 estações, como os locais onde Simão de Cirene teria ajudado Jesus a carregar a cruz (estação 5), e Santa Verônica, ajudado a enxugar o rosto com o sudário, conhecido como Véu de Verônica e identificado como estação 6.
Multidão Jerusalém. É preciso ter fé, muita fé (ou, pelo menos, algum interesse histórico) para encarar a multidão que lota o setor ocidental dessa cidade de 3.000 anos de uma história conturbada, que parece estar longe de ser concluída. Mas, assim como a visita ao Muro das Lamentações é, sem dúvida, uma das experiências mais emocionantes que podem ser vividas nesse país do Oriente Médio.
Via Dolorosa Seguindo a visita à Basílica do Santo Sepulcro, a primeira sala no caminho para o Calvário é a Capela da Crucificação, local pertencente aos franciscanos, on-
Fiel se ajoelha sob altar na Capela do Calvário , a 12ª estação da via-crúcis
Turismo em Israel. O site oficial é o goisrael.com.br. Pedra da Unção é um dos pontos mais concorridos da visita ao Santo Sepulcro
Atualmente sob a custódia de franciscanos, ortodoxos e armênios, o Santo Sepulcro foi inaugurado pelo imperador romano Constantino, em setembro do ano de 335
turismo
9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
FOTOS EDUARDO VESSONI/AGENCIA O GLOBO
Edícula foi desmontada e reconstruída durante a restauração
Templo reabriu após obras Construída originalmente a mando do imperador Constantino, no século IV, sobre um antigo templo dedicado a Vênus, a igreja do Santo Sepulcro tem como epicentro da fé cristã a edícula que envolve a tumba de Jesus Cristo, segundo as tradições religiosas. A restauração levou nove meses para ser concluída, num trabalho que foi liderado por uma equipe da Universidade Técnica Nacional de Atenas. Os técnicos trataram de recuperar a cor original da edícula de mármore, retirar os andaimes instalados pelos britânicos – que sustentavam a construção, abalada por um terremoto, em 1927 –, além de consolidar toda a estrutura para evitar even-
Pinturas ornamentam o teto da Capela da Crucificação, no interior da Basílica
Peregrinação Cenário bíblico. Um dos locais mais concorridos da atual Basílica do Santo Sepulcro é a Pedra da Unção, logo na entrada da igreja. Decorada com candelabros e lâmpadas que parecem flutuar sobre a cabeças dos visitantes, essa pedra teria sido o local, segundo a tradição cristã, onde Nicodemos e José de Arimateia teriam lavado o corpo de Cristo e o envolvido com panos embebidos em especiarias como mirra e aloé, antes de levá-lo à sepultura. Não é raro ver fiéis debruçados sobre o local, em reverência à história que se
acredita ter ocorrido no local. Local sagrado. À direita, no segundo andar da igreja, uma escada estreita leva ao Calvário, outro ponto de peregrinação para os fiéis, dividido em duas naves, em um dos ambientes mais impressionantes, visualmente, de toda a igreja. Agora, encarar a fila que se forma para acesso ao local e o calor das velas lembra um calvário contemporâneo. Serviço. Informações sobre o Santo Sepulcro em santosepulcro.custodia.org.
tuais danos que possam ocorrer no caso de futuros abalos sísmicos. A construção foi completamente desmontada e reconstruída como a original. Segundo nota divulgada pelo Ministério do Turismo de Israel, o local exigia intervenções urgentes, devido a fatores como umidade e excesso de fumaça das velas deixadas pelos fiéis do lado de fora da construção. O Santo Sepulcro não via uma restauração nessas proporções desde a segunda metade do século XIX, devido à falta de acordo entre três comunidades cristãs. “Em meados dos anos 60, fizemos uma grande renovação na igreja, pois era
necessário. Mas, naquela época, a edícula não foi renovada por alguma razão, e consideramos que agora era o momento certo de fazê-lo, e as três comunidades, armênios, gregos e católicos, decidiram dar início à renovação”, explicou o reverendo Samuel Aghoyan, o representante do patriarcado armênio no Santo Sepulcro. Entre as liberações conseguidas pela equipe de restauração, está o acesso ao interior da câmara funerária, em outubro do ano passado, onde foi aberta uma camada de mármore que cobria a pedra onde o corpo de Cristo teria sido colocado. Ali, os vestígios remontam aos períodos da cons-
trução por ordem do imperador romano Constantino e do fim do período das Cruzadas, quando expedições cristãs foram organizadas para a retomada de Jerusalém, à época sob comando turco.
Reconstruções Ainda assim, o que se vê atualmente é uma estrutura que data de 1810 – dois anos depois que um incêndio destruiu o Santo Sepulcro. O santuário foi vítima de devastação ao longo de diversos momentos da História, como na tomada de Jerusalém pelos persas, no século VII, e sua destruição em 1009, a mando do chefe muçulmano do Egito, Al-Hakim biAmr Allah.
W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
turismo LEONARDO FINOTTI/DIVULGAÇÃO
Aparecida
Pinturas contam trajetória de fé Até setembro, o Memorial da Devoção Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), em parceria com o Hotel Rainha do Brasil, será cenário da exposição “Mãe Rainha Aparecida – a história em arte”. São 14 pinturas produzidas pela artista Andreza Katsani, que retratam fatos e figuras marcantes da trajetória de fé e devoção à Nossa Senhora Aparecida nos últimos 300 anos. A mostra está disponível ao público no hall de entrada do complexo. REPRODUÇÃO
Curitiba
Capital além de seu tempo Consideradofuturista, o município paranaenseabriga belos parquese monumentos,além de oferecer rica gastronomiatradicional einternacional Conhecida por sua arquitetura expressiva, com traços ricos, culinária de alto nível com oferta gastronômica para todos os paladares, além da fama de ser uma das melhores cidades do Brasil para se viver, Curitiba possui lugares incríveis para serem visitados. Com fama de ser uma cidade futurista, Curitiba conta com meios de transporte modernos que garantem a circulação por belas e inusitadas construções, como o museu Oscar Niemeyer. Emoldurada por bosques e
praças, a capital paranaense reflete aos turistas o bemestar e a qualidade de vida vivenciados no dia a dia. Chuvas e baixas temperaturas costumam fazer parte da parte da paisagem curitibana em qualquer época do ano. O friozinho da região Sul sempre está presente na cidade, que também tem em sua origem traços de imigrantes europeus, em especial os italianos e os poloneses. Em uma circulada pela rua XV de Novembro, a rua das Flores, é possível apreciar esse mix cultural.
Museu Oscar Niemeyer A forma futurista, pensada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, criou, em Curitiba, um dos pontos turísticos mais intrigantes da capital paranaense. Na entrada do museu, encontra-se uma estrutura que fica sobre um pedestal de cores vivas e é também conhecida popularmente como “Olho”, por sua semelhança ao olho de um ciclope: um convite imperdível à selfie. As galerias apresentam exposições temporá-
rias dedicadas a artes visuais, arquitetura e design. As peças mais significativas do museu podem ser encontradas nas nove salas do primeiro andar. Entre os nomes famosos que tiveram seus trabalhos expostos no museu estão Frida Kahlo e Andy Warhol. Funcionamento. De terça-feira a domingo das 10h às 18h. Entrada. R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada)
LUCILIA GUIMARÃES/CAPELA SANTA MARIA/DIVULGAÇÃO
Feira de artesanato
Pernambuco (I)
A Feira de Arte e Artesanato Garibaldi, conhecida como Feira do Largo da Ordem, é um espaço com barracas de suvenires e artesanatos que vendem produtos genuinamente brasileiros, além dos quitutes regionais. Lá, o visitante encontra tudo o que precisa para levar uma bela lembrança da cidade. A feira está situada no centro histórico de Curitiba, com alguns dos edifícios mais antigos da cidade. Funcionamento. todo domingo das 9h às 14h Entrada. gratuita
Réveillon em grande estilo Para o período de 27/12 a 03/01, a Latam Travel oferece pacote para Porto de Galinhas, com aéreo, sete diárias na pousada Água Marinha e pontos Multiplus. O preço está a partir de 10x R$228,74 (mais taxas de embarque) por pessoa em ap. duplo. Promoção válida nas lojas da Latam Travel do BH Shopping, Boulevard Shopping, Diamond Mall (31-2533- 0933) e Minas Shopping (31-3245- 5718).
Pernambuco (II)
Dezembro com os pés na areia A operadora Visual Turismo tem oferta especial para quem busca curtir o feriado do Natal à beiramar. O programa, com saída no dia 20/12, inclui sete noites no hotel Armação Porto de Galinhas (com café da manhã), aéreo (com uma bagagem de 23 kg) e traslados. O preço está a partir de R$ 3.487 por pessoa em apartamento duplo. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
JOEL ROCHA/SETUR-PR
Capela Santa Maria A capela foi inaugurada na década de 30 e é uma das joias da arquitetura de Curitiba. A construção em estilo neoclássico foi inserida no programa Marco Zero, que tem como objetivo revitalizar e restaurar a região central da cidade. Com uma programação movimentada, a capela virou um
grande reduto da música erudita. O espaço é um convite à cultura e conta com 203 lugares na plateia, além de outros 75 distribuídos nos mezaninos laterais e no primeiro balcão. Confira programação, horário de funcionamento e preços no site: capelasantamaria.org.br/
JOEL ROCHA/SETUR-PR
Parque Barigui No Parque Barigui, é possível ver simpáticos animais, como garças brancas, tico-ticos e sabiás. O espaço é excelente para celebrar o contato com a natureza. Frequentadores de todas as idades aproveitam a ampla área verde para a prática de esportes durante todos os dias da semana. Os jardins são disputados para piqueniques. Funcionamento. Diariamente Entrada. Gratuita
Gastronomia requintada com o chef Paco Roncero O recém-inaugurado Estado Puro está dentro do complexo The Five East Batel e oferece diversas opções de pratos da culinária espanhola. O menu foi elaborado pelo chef Paco
Roncero, ganhador de duas estrelas Michelin. O local é uma excelente opção para os que desejam vivenciar novas experiências gastronômicas. Para os indecisos, uma boa
opção é o menu degustação, que oferece cinco tapas (quatro salgadas e uma doce), além de uma jarra de sangria. Funcionamento. Diariamente, das 12h30 à 1h
turismo
11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
CHRIS STEPHENSON/DIVULGAÇÃO
Cook
Nova Zelândia
Montanha com de 3.764 m
Maravilha
A montanha Cook, a mais alta da Nova Zelândia e de seus arredores, cobre mais de 1.600 km², e foi designada uma Reserva Internacional de Céu Escuro (Rice), formando a maior zona do tipo no mundo. Localizado na ilha sul, o Rice Aoraki Mackenzie inclui o Parque Nacional da Montanha Cook e a bacia do Mackenzie. Essa é a quarta reserva de céu escuro já reconhecida pela entidade.
a ser descoberta Great Barrier, próxima à cidade de Auckland, é a primeirailha do mundo a ser consideradaum“Santuário Internacional deCéu Escuro” Da redação Localizada a 100 km da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, Great Barrier tornou-se a primeira ilha a ser considerada um “Santuário Internacional de Céu Escuro” e apenas o terceiro lugar do mundo a conseguir esse status depois dos santuários no Novo México (EUA) e no Chile. UmSantuário de Céu Escuro é uma região pública ou privada com qualidade excepcional ou diferenciadapara observação de estrelas, protegida por seu valor científico, natural, educacional, herança cultural, assim como para o lazer público. Grande parte da Ilha Great Barrier não tem energia elétrica, o que diminui a poluição luminosa e favorece a vista do céu durante a noite. Mais de 60% do seu território é de propriedade pública administrada pelo Departamento de Conservação.
Hirakimata (Monte Hobson), que está a cerca de 627 m acima do nível do mar, de onde pode-se observar a ilha com vistas 360°. Próxima a Great Barrier está a Reserva de Céu Escuro Aoraki Mackenzie, que recebe visitantes do mundo todo para turismo astronômico, mas diferente de uma reserva ou parque, um santuário encontra-se localizado em áreas mais remotas, com pouca ou nenhuma ameaça à qualidade de seu céu noturno, além de não atender determinados requisitos para ser considerado um parque ou uma reserva.
PAULA AUTRAN/AGÊNCIA O GLOBO
Aoraki Mackenzie é a quarta reserva de céu escuro já reconhecida pela Associação Internacional de Céu Escuro TOURISM NEW ZEALAND DIVULGAÇÃO
JULIAN APSE/DIVULGAÇÃO
Atrativos Sua floresta nativa abriga várias espécies de plantas e aves exclusivas da região, várias trilhas que levam a piscinas naturais de águas termais e o monte de
Great Barrier: antes que o homem branco chegasse à Nova Zelândia... DANIEL ROOD/DIVULGAÇÃO
Saiba mais Atividades. Great Barrier e a Reserva de Céu Escuro Aoraki Mackenzie fazem da Nova Zelândia um dos destinos mais cobiçados pelos astrônomos e turistas, que, além de observar as estrelas, também poderão desfrutar de outras atividades muito praticadas na ilha, como mergulho, pesca, surfe, passeios de caiaque, mountain-bike, trilhas e acampamentos. Como chegar. É possível acessar Great Barrier via aérea, com voos saindo de Auckland, Coromandel, Northland, Tauranga e Hamilton, ou por balsa, saindo do centro de Auckland. Há opções de hospedagem desde campings às pousadas de luxo. O céu noturno faz parte da paisagem natural e cultural da Nova Zelândia
...os maoris viam o céu como parte da cultura e usavam as estrelas como guia
Os sete mais
Para ver as estrelas Noites de céu limpo, sem nuvens ou poluição luminosa, são ideais para a observação de estrelas. Geralmente, em locais altos. Entre os melhores locais do mundo para observar estrelas estão, além de Aoraki Mackenzie, o deserto de Atacama (Chile), o Novo México (EUA), o vulcão Mauna Kea (Havaí), o Kruger National Park (África do Sul), a reserva NamibRand (Namíbia) e Tenerife (arquipélago das Canárias).
W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
Gastronomia
Para apreciar massas e doces Fomos conhecer o Maritaca, um restaurante tradicionalíssimo em Trancoso com mais de 16 anos de existência. O lugar é especializado em pizzas, mas também serve grelhados, sanduíches na massa de pizza e massas em geral, além de oferecer sobremesas deliciosas. Na ocasião, minha mulher, Lu, pediu uma pizza de gorgonzola e presunto de parma (R$80) e eu optei por um polvo com palmito grelhado (R$95). De sobremesa, petit gateau de doce de leite para Lu (R$45) e um mix de churros (R$40) para mim.
Polvo com palmito grelhado é uma das especialidades servidas pelo restaurante Maritaca
Na praia
Pão de queijo bem recheado Bons mineiros que somos, fomos à praia para comer pão de queijo. Descobrimos, em meio às andanças, uma casa da iguaria recheada e fomos conferir. Os proprietários são mineiros, da serra da Canastra, e trazem o queijo de lá, ou seja, o pão de queijo é uma delícia! O Joias de Minas e fica bem pertinho do Quadrado. Experimentamos com vários recheios: carne seca e requeijão (R$12), queijo coalho e banana da terra (R$14), Nutella (R$10) e doce de leite (R$10). Vale a pena experimentar.
Pão de queijo recheado com carne seca e requeijão custa R$ 2 no Joias de Minas
Viagens para casal
Trancoso
Vila de pescadores simples e exclusiva Viagem de dois dias comdireito a bangalô privativoa beira-mar e passeiossem pressa,para curtir bem devagar odistrito de Porto Seguro Uma viagem incrível para um lugar mais incrível ainda. Essa é a definição de nossa passagem por Trancoso, um distrito de Porto Seguro (BA) que fica um pouco afastado do centro da cidade – cerca de 80 km pela rodovia, ou 43 km encurtando a distância através da travessia em balsa. Saindo do aeroporto de Porto Seguro, há duas maneiras de chegar a Trancoso: de carro ou ônibus. Optamos pelo aluguel de um carro por considerarmos mais rápido e seguro. O pequeno distrito de Trancoso encanta pelo charme e pela simplicidade de sua arquitetura. Durante muitos anos, o lugar ficou “escondido” do mundo. Era uma simples vila de pescadores. Hoje, mesmo com as fachadas originais preservadas, o Quadrado apresenta renomados restaurantes e pousadas para um público selecionado, que gosta de tranquilidade e luxo. Os principais atrativos da região são as praias, que pouco conhecemos por conta do curto período que ficamos (dois dias) e pelo conforto oferecido pelo local em que nos hospedamos. Cerca de cinco dias em Trancoso são o suficiente para poder descobrir as praias mais distantes e aproveitar bem a
“Estávamos no bangalô master, que tinha um quarto enorme, uma cama extremamente confortável, uma piscina privativa e um gazebo para relaxarmos.”
gastronomia do Quadrado.
Hospedagem Nós nos hospedamos na Pousada Estrela d’Água (estreladagua.com.br), de alto luxo, com conceito pés na areia, na praia dos Nativos. Desde nossa chegada, fomos bem-tratados e acomodados em um quarto que até hoje não sabemos como definir, de tão perfeito. Estávamos no bangalô master, que tinha um quarto enorme, uma cama extremamente confortável, uma piscina privativa e um gazebo para relaxarmos. Para curtir a praia, bastava pegar nossas toalha e ca-
Praia dos Nativos é ideal para uma caminhada a beira-mar
minharmos um pouco em direção ao deck da pousada, sem se preocupar com cadeiras, guarda-sol ou ambulantes. Curtimos vista com cerveja gelada e saborosas porções de carnes e peixes. Durante nossa passagem pelo distrito, podemos dizer que experimentamos diferentes opções gastronômicas, mas tudo igualmente gostoso. Trancoso é um encanto fora do comum. É um lugar que agrada todos os gostos e bolsos.
Bangalô na pousada Estrela d’Água tem piscina privativa e lindo gazebo
FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO
Igrejinha do Quadrado tem como padroeiro São João Batista e, segundo historiadores, foi erguida entre os séculos XVII e XVIII para trabalho dos padres jesuítas à época, na região
Quarto é aconchegante, com cama confortável e bom espaço para o casal
Quadrado Andando de mãos dadas. É um delicioso local para deixar o tempo passar. Durante o dia, a região é pouco movimentada e se torna perfeita para fazer inúmeras fotografias, principalmente em frente à igrejinha de São João Batista ou nas casinhas coloridas que a cercam. À noite, luzes e velas iluminam e trazem um clima bucólico para a região, com diversos restaurantes, lojas de grife e de artesanato que vendem produtos de artistas de toda parte do país.
W Quadrado à noite tem ambiente romântico, com direito a iluminação de velas, que traz um charme a mais a Trancoso
Mateus Baranowsk e Luiza do Nascimento escrevem no blog Casal Mil (acesse www. casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais
WAvaliação. Chevrolet S10 flex vai bem com câmbio automático. Páginas 16 e 17
LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
WImpressões. Antes do lançamento, já andamos no novo VW Polo. Página 15 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 12/8/2017
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Britânico sem limites Direto da Noruega, testamos o Range Rover Velar; novo SUV fabricado na Inglaterra desembarca no Brasil a partir de novembro. Páginas 18 e 19
W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
interCâmbio
Pela estrada da vida... Sábio quem disse que na vida mais vale um grama de exemplo do que uma tonelada de conselhos. Já que na próxima semana comemora-se o Dia dos Pais, peço licença ao amigo leitor para dedicar este espaço não aos tradicionais assuntos ligados ao mundo do automóvel, mas para prestar uma homenagem a um grande amigo e maior incentivador: meu pai, o jornalista Raimundo Couto e Silva, o V. de Ouro Preto, pioneiro na cobertura especializada sobre automóveis em Minas Gerais. A ele devo muito mais do que o exemplo, mas a inspiração de buscar, lutar e almejar um sonho que parecia distante em minha vida, o de seguir seus passos. Para dizer a verdade, muitas passagens em nossas vidas que ficaram marcadas para sempre na memória tiveram os automóveis como os principais
protagonistas. Ainda hoje, passados mais de 30 anos do acontecido, não consigo atravessar o temido viaduto Villa Rica (ora conhecido como viaduto das Almas) sem me lembrar de uma viagem de férias para Saquarema (RJ), que foi interrompida quase na entrada desse viaduto. Seguíamos todos – meus pais, meu avô (que sempre nos acompanhava), minhas irmãs – felizes e alegres a bordo do possante Aero Willys, azul, rumo às tão esperadas férias na praia, quando, de repente, ele começou a ferver e soltar fumaça pelo motor. Foi perdendo força até parar no acostamento. Fundiu o motor, e dali não iríamos passar. Fui escolhido para acompanhar meu pai na busca da única solução: outro carro. E, assim, pegamos um ônibus na estrada e depois um táxi até a Bolsa de Veículos, que ficava
na avenida Amazonas. Ali, o sempre bom amigo, o saudoso Wilson Alves dos Santos, emprestounos um Itamaraty dourado pelo qual me apaixonei à primeira vista. Voltamos para o ponto da parada junto a um caminhão para rebocar o velho Aero Willys para a oficina. Resolvido o problema, todos entraram no Itamaraty dourado, e seguimos seguros em direção ao nosso destino. Fomos e voltamos muito bem. Meu pai, por necessidade e de tanto eu insistir, acabou comprando o tal Itamaraty e com ele ficou por muitos anos. Depois do Itamaraty, foi a vez do Opala, bege, placas AF-0033, que chegou às vésperas de outra viagem de férias. Desta vez, muito mais ousada. Fomos em janeiro de 1970, de carro, de Belo Horizonte até o Sul do Brasil, e, de lá, para Argentina, em uma época em
ARQUIVO PESSOAL
“Já que na próxima semana comemora-se o Dia dos Pais, peço licença ao amigo leitor para prestar uma homenagem a um grande amigo e maior incentivador: meu pai”
que aventuras assim eram raras. De novo toda a família, três adultos (meu avô junto, sempre um grande incentivador) e cinco crianças, desta vez em um Opala 70, para um grande e inesquecível passeio que até hoje nos encanta. Meu pai foi um bandeirante que desbravou trilhas desconhecidas e ajudou a abrir o espaço na imprensa para a cobertura jornalística especializada sobre a in-
dústria automotiva, que encanta a tantos brasileiros. Ainda hoje, tanto tempo depois de deixar o setor, quando encontro pela vida profissional afora algum remanescente da época, o nome de meu pai é lembrado e reverenciado por sua conduta de vida, pautada pela ética e pela postura profissional. Confesso que sinto o maior orgulho. Obrigado, pai, por me ensinar o caminho...
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Primeiras impressões
Parente
Pode-se dizer que a nova geração do hatch é um mini-Golf
bem próximo Andamos no Volkswagen Polo; comlançamento no Brasilprevisto para setembro,nova geração do hatchse comportacomo o irmão Golf Raimundo Couto De Itu (SP)
A nova geração do VW Polo marcará uma nova fase na história da Volkswagen no Brasil e já começa a ser desvendada. Na última semana, na pista da fazenda Capoava, no interior de São Paulo, um pequeno e restrito grupo de jornalistas brasileiros, do qual o Super Motor fez parte, teve o primeiro contato
com a versão nacional do novo hatch, que já entrou em produção na planta industrial da Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP). Rodamos alguns poucos quilômetros com uma unidade pré-série ainda bastante camuflada, como pode-se observar pelas fotos. Na oportunidade, a Volkswagen disponibilizou a versão do novo Polo equipada com motor flex turbo, TSI 1.0, três cilindros, de 128 cv, que
será oferecido na configuração top de linha do Polo. Após algumas voltas na pista do circuito, foi possível perceber a semelhança na dirigibilidade com seu irmão de berço, o Volkswagen Golf. O novo hatch desloca-se com boa desenvoltura graças também à transmissão automática Tiptronic de seis marchas. As versões de entrada e intermediária do modelo devem receber motor
1.6 aspirado. A pegada de mini-Golf se comprova também pelo bom nível de equipamentos. A partir da versão intermediária, o novo Polo trará recursos como controles de estabilidade e de tração, freios a disco nas quatro rodas, além de sistema detector de fadiga do condutor e de frenagem póscolisão, que detém o veículo para evitar novas batidas após o carro envolver-se em algum acidente.
Pequenas mudanças A versão nacional do Polo será praticamente idêntica à ofertada na Europa. O Polo brasileiro, no entanto, será 20 mm mais alto em relação ao solo. Outro detalhe que deve mudar na versão brasileira do modelo são as saídas de ar na parte posterior do console central direcionadas aos ocupantes do banco traseiro.
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O jornalista viajou a convite da Volks
Lançamento O que sabemos? O novo VW Polo nacional será revelado para a imprensa na última semana de setembro. As vendas iniciam-se no fim de outubro. A maior incerteza é a faixa de preço do hatch. Especula-se que a versão de entrada custe menos de R$ 50 mil.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
super motor
Avaliação
Descanso para o pé esquerdo do motorista Chevrolet S10 com motor flex e câmbio automático preenche lacunadentro da linha;desempenho edirigibilidade agradam no segmento Alexandre Carneiro Quem quer uma picape grande movida a diesel tem muitas opções no mercado brasileiro. Porém, se a opção for por um modelo flex, as alternativas diminuem bastante: apenas Chevrolet S10, Ford Ranger e Toyota Hilux têm versões capazes de consumir gasolina ou etanol. Das três, a primeira era a única a não ter opção de câmbio automático: isso mudou em abril deste ano, quan-
do o modelo enfim recebeu tal opção de transmissão. A caixa automática da S10 flex é semelhante à das versões a diesel, com seis marchas e opção de trocas sequenciais por meio de toques na alavanca (não há paddle shifts no volante). Ela pode ser associada tanto a um sistema de tração traseira quanto a outro 4x4, com acionamento por meio de seletor eletrônico. Foi essa última configuração que o Super Motor avaliou. O câmbio manual, também com seis ve-
locidades, segue sendo oferecido para a picape. O motor flex não mudou: trata-se do 2.5 da família Ecotec, com quatro cilindros, 16 válvulas com duplo comando variável acionado por corrente, bloco e cabeçote em alumínio, injeção direta de combustível – que, além de otimizar a queima do combustível, dispensa sistemas auxiliares de partida a frio – e eixos de balanceamento para anular vibrações. Esse propulsor gera potência de 206 cv com etanol ou 197 cv com gasolina, além de 27,3 kgfm com o combustível vegetal e de 26,3 kgfm com o derivado do petróleo. Em movimento, a S10 mostra que o casamento entre motor e câmbio foi bemfeito: na prática, não se per-
cebe queda de desempenho em relação à versão manual. A picape arranca com agilidade e apresenta bom desempenho para os seus 1.835 kg de peso. Na estrada, consegue proporcionar ultrapassagens seguras e manter a velocidade de cruzeiro sem dificuldade. A única ressalva vai para a calibração da central eletrônica, que muitas vezes faz trocas de marchas desnecessárias e em momentos inconvenientes.
Consumo Em consumo, a S10 flex automática também não mostra grandes diferenças em relação à similar manual. A reportagem obteve médias de 7,1 km/L em deslocamentos urbanos e 9,5 km/L em trajetos rodoviá-
Versão LTZ vem com rodas de 18 polegadas calçadas com pneus 265/60
rios, Longe de ser econômico, o veículo apresenta números aceitáveis para seu porte, peso e cilindrada. No mais, o comportamento da S10 mostra-se correto. A direção elétrica tem boa progressividade – é leve em manobras e firme em alta velocidade – e os freios com discos da dianteira e
tambores na traseira (padrão no segmento) apresentam resultados corretos. A estabilidade é típica de picapes construídas sobre chassi e com suspensão traseira por eixo rígido e molas parabólicas: não assusta em uma tocada normal, mas pode trair o motorista se a condução for mais agressiva.
Interior, que passou por uma reformulação em 2016, tem boa quantidade de porta-objetos
Nível de conforto razoável associado a boa caçamba Quem dirige a S10 conta com um posto de controle bem-resolvido, com comandos à mão e instrumentos de leitura fácil. A posição de dirigir, porém, é prejudicada pela ausência de regulagem telescópica da coluna de direção, que pode ser ajustada apenas em altura. Os bancos dianteiros, por outro lado, são anatômicos e apoiam bem o corpo. Quem viaja atrás, por outro lado, terá de conviver com inconvenientes, entre os quais o assento muito baixo e o encosto verticalizado, que, todavia, são comuns em picapes médias. Ali, o espaço
é razoável para três adultos, mas o passageiro central não conta com a proteção do encosto de cabeça, embora possa desfrutar de um cinto de três pontos. O acabamento melhorou após a reestilização que a Chevrolet aplicou à S10 no ano passado. Apesar de o plástico duro ainda predominar no habitáculo, há áreas emborrachadas no painel e nos forros das portas, embora esses últimos tenham perdido o acolchoamento. Já os encaixes dos componentes são precisos. Uma das benesses do interior da S10 é a central multimídia MyLink, com tela
touch de oito polegadas, CD/ DVD player, rádio AM/FM, conexão Bluetooth, integração com smartphones por meio de Android Auto e Apple CarPlay, entradas USB e Aux-in, função Audio Streaming e navegador GPS. Intuitivo e fácil de usar, o sistema é integrado ao OnStar, um concierge acionado por telefone, gratuito pelo período de um ano. Quem pretende transportar carga não tem do que reclamar: a caçamba da S10 tem 1.570 L de volume e traz protetor e capota marítima. A capacidade de carga é de 816 kg. (AC)
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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO
Toyota RAV4
Linha 2018 chega em breve
Visual da carroceria não traz diferenciações entre as versões equipadas com motor 2.5 flex ou 2.8 a diesel
A linha 2018 do RAV4 será lançada ainda no segundo semestre pela Toyota no Brasil. O modelo chegará às lojas da rede de concessionárias com uma nova versão top de linha, batizada de “Limited”. Uma novidade é a volta da opção de tração integral, que na linha 2017 havia sido descontinuada – em seu lugar, permaneceu uma variante única com tração dianteira. O motor segue o 2.0 a gasolina de 145 cv e 19,1 kgfm, associado ao câmbio automático do tipo CVT. TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Ficha técnica Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, longitudinal, 2,457 L, com quatro cilindros em linha, 16 válvulas e injeção direta de combustível. Potência: 197 cv a 6.300 rpm com gasolina e 206 cv a 6.000 rpm com etanol. Torque: 26,3 kgfm a 4.400 rpm com gasolina e 27,3 kgfm com etanol.
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SEGURANÇA A BHTrans exige que todos os táxis de BH sejam renovados a cada 5 anos, contudo, essa renovação costuma ocorrer antes mesmo deste período. PRA QUE PAGAR MAIS CARO SE TUDO QUE VOCÊ PRECISA A GENTE FAZ?
Transmissão: Câmbio automático de seis marchas e tração 4x4 com reduzida. Suspensão: Dianteira independente, com braços articulados e molas helicoidais, traseira com eixo rígido e feixe de molas. Freios: Dianteiros por discos ventilados e traseiros a tambor, com ABS e EBD.
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Muitos equipamentos, mas só airbags frontais
Altura em relação ao solo de 22,8 cm e tração 4x4 permitem boa desenvoltura fora do asfalto
A versão LTZ da Chevrolet S10 vem de série com ar-condicionado automático, computador de bordo, controlador de velocidade, alarme, monitoramento da pressão dos pneus, travas e vidros elétricos, retrovisores com ajuste e rebatimento elétrico, retrovisor interno eletrocrômico, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, câmera de ré, rodas de alumínio de 18 polegadas, faróis de neblina, luzes diurnas de LED e sensores de chuva e crepuscular. Entre os equipamentos de segurança, há alerta de colisão frontal, alerta de saí-
da de faixa, controles eletrônicos de tração e estabilidade, airbags frontais e freios ABS. Contudo, a picape fica devendo mais airbags: apenas os dianteiros, obrigatórios por lei, são disponibilizados. Outro item que faz falta é a ancoragem Isofix para fixação de cadeirinhas infantis. Uma S10 flex automática LTZ 4x4, como a avaliada pelo Super Motor, tem preço sugerido de R$ 130.990. A picape vem com pacote fechado, sem opcionais; o único item pago à parte é a pintura metálica, que adiciona R$ 1.650 ao valor final. (AC)
BMW X5 M
SUV volta ao país em 2018 A BMW vai voltar a vender no Brasil o X5 M a partir do primeiro semestre de 2018. O motor é o mesmo da X6 M, versão cupê do modelo e a única opção de SUV grande esportivo da marca no mercado brasileiro: tratase de um V8 biturbo a gasolina, com 575 cv de potência, associado a um câmbio automático de oito marchas. O conjunto é capaz de levar o modelo aos 100 km/h, partindo da imobilidade, em menos de 5 segundos.
Chevrolet
Grande Minas é premiada As três unidades Grande Minas (Pampulha, Contagem e Cristiano Machado) foram agraciadas nesta semana pela General Motors com a certificação de Concessionário A. O prêmio é concedido anualmente às autorizadas da marca que alcançam o padrão de qualidade exigido pela montadora em uma série de requisitos, incluindo atendimento ao cliente. Quanto melhor a atuação, maior é a pontuação, sendo A o conceito máximo.
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
Rival do Velar
Novo Audi Q5 estreia no Brasil A Audi acaba de lançar no Brasil a nova geração do Q5. Totalmente reprojetado, o modelo chega às lojas em três versões: Attraction, por R$ 244.990, Ambiente, por R$ 274.990, e Ambition, por R$ 292.990. Toda a gama é equipada com o conhecido motor 2.0 TFSI a gasolina, que gera até 252 cv de potência e possui 37,7 kgfm de torque. O propulsor é associado a uma transmissão automatizada de dupla embreagem com sete velocidades. AUDI/DIVULGAÇÃO
super motor Prévia exclusiva
Aventura pelo Atlântico Norte Testamos na Noruega o Range Rover Velar; novo e luxuosoutilitário-esportivo da LandRover desembarca no Brasilem novembro com preçoa partir de R$ 291 mil Igor Veiga
De Molde, na Noruega
Pelas belas e sinuosas estradas em meio aos vales e fiordes do norte da Noruega, Super Motor testou em primeira mão o Range Rover Velar. O novo utilitário-esportivo da marca inglesa acaba de ser lançado na Europa e desembarca no Brasil a partir de novembro. Em termos de tamanho e custo, o luxuoso SUV se en-
caixa entre o Range Rover Evoque e o Range Rover Sport na gama de modelos da Land Rover. No Brasil, o Velar entrou em pré-venda em maio. O modelo fabricado na planta da Land Rover em Solihull, no Reino Unido, é oferecido em quatro versões, todas equipadas com motor 3.0 V6 Supercharged, de 380 cv, a gasolina. Todas elas vêm com câmbio automático de oito marchas. Os preços partem de R$383,1 mil (R-Dynamic S), R$405,4 mil (R-Dynamic SE), R$445,5 mil (R-Dyna-
mic HSE) e chegam a R$513,9 mil para a versão First Edition, limitada no Brasil a 20 unidades. No fim do ano, a marca promete importar o Velar também com duas opções de motores 2.0 L: a gasolina de 250 cv – partindo de R$291 mil – e a diesel, com 180 cv – e preço a partir de R$311 mil.
Design e tecnologia O irmão do Evoque tem um visual bem classudo. Para se ter uma ideia, as linhas do Velar são tão limpas a ponto de as maçanetas do carro
ficarem embutidas nas portas. O teto solar panorâmico pintado de preto e as alongadas lanternas traseiras também destacam-se no refinado design do SUV. Por dentro, não há como não se encantar com a dupla tela sensível ao toque de dez polegadas no console central do Velar. Elas servem para ajustar quase todas as configurações do carro, do ar-condicionado digital de três zonas ao sistema Terrain Response 2, que capacita o Velar a transpor todo tipo de terreno sem sustos, do cascalho a neve, areia ou lama. Não custa lembrar que a capacidade off-road excepcional está no DNA da Land Rover, e o Velar, claro, não poderia ser exceção. Apesar de uma pegada mais urbana, ele está pronto para encarar qualquer obstáculo que ouse impedir sua passagem. As rodas de liga leve aro 22, com pneus de uso misto e tração 4x4 integral, além da suspensão a ar e dos bons ângulos de ataque e de saída, denunciam isso. Para a marca, Porsche Macan, Audi Q5 e BMW X5 pintam como rivais do novo Range Rover.
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O jornalista viajou a convite da Land Rover
Durante o percurso do test drive, passamos por diversas pontes sobre o mar com o Range Rover Velar
Interior luxuoso pode trazer bancos com o tecido alcântara
Traseira é o que mais chama a atenção no desenho do Velar
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
FOTOS LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
Velar prova que tem muito equilíbrio em qualquer terreno
SUV subiu tranquilão os 1.200 m até a estação de esqui Strandafjellet, ainda com pouca neve, por conta dos 13°C do verão norueguês
Carro vira ‘provedor’ de internet
Vista parcial da vertiginosa estrada da montanha Trollstigen
Sistema Touch Pro Duo traz dupla tela digital de dez polegadas
O alto nível de conectividade do Velar é outro ponto que chama atenção no novo Range Rover. O carro vem com entrada para chip de celular 4G e se transforma em um hotspot com capacidade de conectar simultaneamente até oito dispositivos à internet, via wi-fi. Além disso, é possível navegar na web por meio do próprio browser instalado na central multimídia do carro, que traz um HD com 60 GB de espaço. Por questão de segurança, o navegador fica travado caso o Velar esteja em movimento. O sistema de som do Velar, da marca Meridian, vem com incríveis 24 altofalantes. Para se divertir ainda mais, o Velar pode vir equipado com duas telas independentes de oito polegadas nos apoios de cabeça dos bancos da frente. Dá para assistir filmes e até os canais da TV digital. O sistema tem duas portas USB 3.0, uma HDMI e Mobile High-Definition Link (MHL), compatível com a maioria dos dispositivos. Dois fones de ouvido sem fio completam o interessante pacote. (IV)
Nossa jornada de 450 km dirigindo o Velar pela Noruega partiu do pequeno aeroporto de Molde, a 500 km da capital Oslo, e terminou na portuária cidade de Alesund. Para o longo test drive, a Land Rover reservou apenas unidades da versão limitada e top de linha do Velar, a R-Dynamic First Edition. Logo ao desembarcar, as novas “aeronaves” já estavam lá, à espera dos jornalistas. Apesar do comprimento e largura mais avantajados em relação ao Evoque, no percurso até Alesund o Velar mostrou muito equilíbrio. O SUV esbanjou desempenho e conforto na medida certa e em vários tipos de situação como, por exemplo, ao ser acelerado pela estonteante estrada da montanha Trollstigen, uma das principais atrações turísticas da Noruega,
que destaca-se pelo terreno íngreme (com inclinação de 9%) e, sobretudo, pelas 11 curvas acentuadas que desenham seu curso, serpenteando as encostas. Toda a capacidade offroad do Velar foi posta à prova ao subir e descer 1.219 m pela estrada com pedras gigantes e muito cascalho, que leva até a estação de esqui Strandafjellet, situada nos Alpes Sunnmore, perto de Stranda. No asfalto, com aceleração suave e bom torque a baixas rotações, o motorzão 3.0 V6, de 380 cv, trabalhou firme e silencioso, com as rodas deslizando como se estivessem sobre trilhos pelas estreitas e tortuosas rodovias à beira dos fiordes, cortados por vários túneis e pontes sobre o mar da Noruega. (IV)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
Caminhões
DAF atinge marca histórica Após quase quatro anos de operação de sua fábrica, em Ponta Grossa (PR), a fabricante holandesa DAF superou a marca de 2.000 caminhões vendidos no Brasil. Neste mês, a unidade número 2.000 montada na planta paranaense foi entregue pela concessionária DAF Barigui à transportadora Transgobbi, com sede em Araquari (SC), que adquiriu um modelo topo de linha produzido pela marca no Brasil, o extrapesado XF105 6x4, com motor de 510 cv e cabine Super Space, pintada de azul. DAF/DIVULGAÇÃO
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História
Um século com muita carga na caçamba Ford comemora cem anos de produçãode picapesna Américado Norte; primeiro modelofoi projetado a pedidodo fundadorda empresa Márcio Maio Auto Press
Nos Estados Unidos, o segmento de picapes sempre movimentou bastante o mercado automotivo. Tanto que, no último dia 27 de julho, a Ford comemorou um século de produção de picapes. Uma história que começou com o lançamento do Ford TT, em 1917, e segue forte até hoje, com as atuais linhas Ranger e Série F – incluindo aí a F-150, pi-
cape mais vendida do mundo e há 40 anos na liderança geral do segmento nos Estados Unidos. A ideia de produzir picapes partiu do próprio fundador da empresa, Henry Ford, que queria um veículo comercial com chassi reforçado e espaço para carga na traseira. Na época, sua primeira investida no segmento foi derivada do lendário Modelo T, nove anos depois de seu lançamento, compartilhando motor e cabine. O chassi,
no entanto, era mais pesado, para que fosse possível transportar uma tonelada de carga útil. Com preço de fábrica de US$ 600, vendeu 209 unidades naquele ano. De cara, Henry Ford imaginou um chassi capaz de acomodar diferentes caçambas e implementos fornecidos por terceiros – uma maneira de ampliar a vocação profissional do veículo. O resultado foi a emblemática marca de 1,3 milhão de modelos TT vendidos em 11 anos, quando ele foi substituído pelo modelo AA, com chassi de 1,5 tonelada. Como o TT, o AA era oferecido apenas como chassi-cabine, em dois comprimentos, com motor e eixo de maior capacidade. O segmento tornou-se
altamente competitivo, a ponto de logo a Ford substituir o modelo AA pelo modelo BB, em 1933. Dois anos depois, veio o modelo 50. O ano de 1941 acabou tornando-se um ponto de virada na trajetória da marca em relação às picapes: foram mais de 4 milhões de unidades comercializadas. A mudança da produção devido à guerra reduziu as vendas para os consumidores, mas trouxe um ganho de experiência na construção de picapes militares pesadas e 4x4 para transporte de pessoal. Um ano depois da retomada da produção para os consumidores, em 1947, a Ford aproveitou esse conhecimento para oferecer novos produtos aos clientes.
Primeira picape da marca, modelo TT foi lançado em 1917
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Segunda geração da Série F foi a primeira picape Ford com produção genuinamente brasileira
Lançamento da Série F mudou o mercado dos EUA
Picapes ganharam conforto
Modelo BB, de 1933, foi o primeiro a ter opção de propulsor V8
Ranchero inovou nos EUA ao ter projeto derivado de sedã
Primeira geração da Ranger, de 1982, não chegou ao Brasil
A procura por características mais parecidas com as dos carros de passeio em picapes fez com que, em 1957, aparecesse a primeira picape Ford baseada em automóvel – a Falcon Ranchero, que herdou confortos de sedã. Em 1982, a Ford lançou a Ranger, picape média totalmente nova e que circula pelas ruas brasileiras com sua atual geração. A Série F também ganhou conforto ao longo do tempo. A F-100 1953 introduziu itens como apoios de braço, luzes internas e quebra-sol. Com cabine mais baixa e mais larga, a então nova picape tinha para-choques dianteiros integrados e design mais aerodinâmico. O pacote Lariat introduzido em 1978 oferecia recursos como arcondicionado,bancos de couro, travas e vidros elétricos. A Série F também ganhou modelos esportivos: a F-150 Raptor de segunda geração tem hoje motor V6 EcoBoost de mais de 450 cv de potência, transmissão de dezvelocidades e sistema de gerenciamento de terreno, com diferencial e caixa de transferência e eletrônica. (MM/AP)
Em 1948, surgiu uma nova geração de picapes, que ficou conhecida como Série F “Bonus Built”. Esta primeira geração da Série F partia da F-1 de meia tonelada. Com a chegada da Série F de segunda geração em 1953, a Ford aumentou a capacidade e a potência do motor e renomeou a linha. A F-1 tornou-se F-100, enquanto F-2 e F-3 foram integradas na nova F-250. A F-4 virou F-350, e as picapes Classe 8 formaram uma nova unidade de picapes comerciais, que trouxe as famosas picapes Séries C, H, L, N, T e W da Ford. Foi a partir daí também que algumas delas pas-
saram a adotar um visual menos de utilitário, com pintura em dois tons, e transmissão automática e sistemas aprimorados de climatização e rádio. A quarta geração da Série F veio em 1961, também mais baixa, estreando seis anos depois um pacote batizado de Ranger, que dava um ar mais luxuoso e ao mesmo robusto, com itens como direção e freios hidráulicos e chassi de perfil menor. A versão com cabine estendida SuperCab foi introduzida em 1974, com bancos mais confortáveis e adequados para o uso profissional e familiar. Com a chegada da Série
F de sexta geração, em 1975, a Ford substituiu a popular F-100 pela F-150, com maior capacidade para combater as picapes C/K da General Motors. Em 1977, a Série F assumiu a liderança de vendas – que se mantém até hoje. Em 1998, a Ford lançou a Série F Super Duty, para serviço pesado. E expandiu a linha com novos pacotes de acabamento e tecnologia, como King Ranch, Platinum e Limited, trazendo bancos premium de couro, multimídia SYNC com navegação, teto solar, bancos aquecidos e maior capacidade de carga. (MM/AP)
No Brasil Em alta. Responsáveis por boa parcela do mercado dos EUA, as picapes vêm crescendo cada vez mais no Brasil. Segundo números da Federação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, no ano passado o segmento teve alta de 21% em relação a 2015.
Motor de mais de 450 cv dá alto desempenho à F-150 Raptor
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
super motor
Moto
Modificações pontuais na média japonesa Kawasaki Vulcan S chega à linha 2018 comtrês versõesde acabamento epainel de instrumentos renovadopara crescer no mercado Márcio Maio Auto Press
O mercado de motos segue em queda no Brasil, com 21,9% de retração no primeiro semestre de 2017, em relação ao mesmo período de 2016. Mas, mesmo assim, a Kawasaki tem motivos para comemorar. A marca segue como a nona fabricante no ranking de emplacamentos nacionais desde 2015, quando tinha 0,45% de participação. Hoje, o índice é de 0,56%, um núme-
ro que parece não instigar tanto, mas apenas quando analisado de forma isolada. Isso porque só Honda e Yamaha, juntas, detêm 93,5% de todas as vendas de motocicletas nacionais. Para se destacar nesse cenário, é necessário apostar em novidades e não atrasar tanto por aqui os lançamentos feitos lá fora. É isso que a Kawasaki tem feito. Agora, começa a vender no Brasil a linha 2018 da Vulcan S. E com direito a edição especial e versão nova:
Special Edition e Café, respectivamente. Já em um primeiro olhar, o visual da nova Vulcan S chama atenção. Principalmente pela mistura de elementos, que expressam alguma elegância com uma boa pitada de agressividade. A moto traz uma pintura escura, mesclando tons sóbrios de cinza e preto. A frenagem da Vulcan S garante ainda maior eficiência e segurança nas mais diversas situações de pilotagem, com sistema ABS de série, disco de 300 mm com pinça de pistão duplo no freio dianteiro e disco de 250 mm com pinça de pistão único na roda traseira. O painel de instrumentos também recebeu mudanças. A versão 2018 ga-
Painel redesenhado, com tela de LCD e velocímetro digital, é uma das alterações da linha 2018
nhou um indicador de marchas – uma atualização que já está presente nos modelos mais recentes da Kawasaki. Com essa adição, o painel conta agora com contagiros analógico e display em LCD com velocímetro digital, indicador de combustível, relógio e hodômetro, além do novo item.
Mecânica
Toda a linha é equipada com freios ABS de série
Com relação à motorização, a Vulcan S 2018 mantém o robusto bicilíndrico paralelo de 649 cm³ com potência máxima de 61 cv a 7.500 rpm e o torque máximo de 6,4 kgfm a 6.600 rpm. A nova versão recebeu atualizações no catalisador, para atender os requisitos do Promot 4 – regulamentação que define os níveis máximos de emissão de gases.
Propulsor de dois cilindros paralelos desenvolve 61 cv de potência e 6,4 kgfm de torque
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
FOTOS KAWASAKI/DIVULGAÇÃO
Novas versões fazem parte das novidades
Scooter
Na linha 2018, a Kawasaki Vulcan S conta também com as versões Special Edition e Café, todas com freios ABS de série. As duas novas versões mantêm as mesmas configurações técnicas, mas recebem algumas alterações na parte estética. A Vulcan S Café se distingue por suas cores e grafismos em verde e cinza e pelo exclusivo defletor, que lhe confere o es-
A Yamaha fez alguns aperfeiçoamentos no NMAX: o modelo chega à linha 2018 com uma recalibração nos amortecedores traseiros para tornar o rodar mais confortável. Além disso, há três novas opções de cores: vermelho fosco, preto sólido e branco metálico. O motor segue como estava: o monocilíndrico de 160 cm³ rende 15,1 cv de potência a 8.000 rpm e 1,47 kgfm de torque a 6.000 rpm. Os preços começam em R$ 11.690. Entre os equipamentos, há freios ABS, painel de LCD, faróis e luz de freio em LED e porta-capacete sob o banco.
tilo café racer. Já a Special Edition traz uma pintura metalizada exclusiva. A Kawasaki Vulcan S 2018 parte de R$ 33.990. Nesta configuração, o valor sobe para R$ 34.490. A versão mais cara é a Vulcan S Café, que sai a R$ 35.490. As três variantes já estão disponíveis na rede de concessionárias brasileiras da marca. (MM/AP)
Yamaha NMAX traz novidades
YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Preços vão de R$ 33.990 até R$ 35.490, na versão S Café
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de agosto de 2017
super motor CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Balanço positivo
Mercado de novos em fase de recuperação Vendas de veículos registram discretaalta de 1,9% em julho Márcio Maio Auto Press
Já estava virando clichê analisar as vendas de automóveis no Brasil e constatar, ao final de cada semestre, mais queda no número de emplacamentos. Mas depois de um 2016 para lá de amargo, 2017 parece ter vindo com sinal de melhora. Pela primeira vez em quatro anos, o saldo é positivo, ainda que de forma fraca: nos sete primeiros meses, houve crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período do ano
passado nas unidades comercializadas de automóveis de passeio e comerciais leves. Em julho, a alta foi de 1,9% em comparação ao mesmo mês de 2016, apesar de ter ocorrido queda de 5% quando o parâmetro de análise é junho de 2017. Os números foram divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Mesmo com esse aumento, o momento ainda parece ser de mais cautela. “O ano passado foi extremamente fraco, já estávamos abaixo do fundo do poço. Estamos
vendo esforços das montadoras para desovarem seus estoques, com muitas promoções sem juros. Pelo que vejo, acredito que fecharemos 2017 com uma melhora de uns 5,5% ou 6% em relação a 2016. Não acredito em algo tão superior”, prevê Paulo Roberto Garbossa, consultor da ADK Automotive. Para Alarico Assumpção Jr., presidente da Fenabrave, a instabilidade política no país segue como um problema grave para a indústria automotiva. “Precisamos ainda blindar a economia dessa questão política. Mesmo com esse cenário político lamentável, se separássemos uma da outra, a economia poderia estar um pouco me-
O hatch Chevrolet Onix segue como o líder de vendas no Brasil TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Entre os sedãs médios, Corolla teve 6.250 emplacamentos em julho
lhor”, imagina. Entre todas as fabricantes nacionais, a que parece em melhor situação é a Chevrolet. Não foi a que mais cresceu – está longe disso, aliás –, mas conseguiu manter-se na liderança, com uma participação de 18,7% no mercado brasileiro. Esse número aponta, inclusive, uma discreta alta em relação ao índice obtido pela marca no primeiro semestre, que foi de 17,7%. O principal responsável pelo avanço da Chevrolet é o hatch compacto Onix, o automóvel mais vendido do país, que acumula 98.469 emplacamentos nos primeiros sete meses de 2017. Mas Garbossa tem uma explicação para esses resultados. “Há uns quatro anos, a Chevrolet estava em terceiro lugar, mas em processo de renovação de quase todo o portfólio. Trocou praticamente tudo. Isso traz perdas iniciais, mas é preciso lembrar que o mercado gosta de novidades”, explica.