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SALVADOR E SUAS ROTAS EM MEIO À BOEMIA, PASSANDO PELA ARTE E HISTÓRIA ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 8
MINEIROS MOSTRAM SUAS APOSTAS PARA O VERÃO DURANTE O SPFW ... Páginas 26 e 27 ZE TAKAHASHI/FOTOSITE
2 a 8 de setembro de 2017 ANO XXVII número 1414 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
NA BATIDA DOS ORIXÁS Ao evocar elementos de religiões de matrizes africanas, série de eventos em BH – dentre eles a estreia do espetáculo “Gira”, do Grupo Corpo – fortalece a luta contra a intolerância religiosa FRED MAGNO
opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de setembro de 2017
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Mr. Presidente, se você não pensa no Brasil, pense nos netos do Michelzinho”
Editorial
O atraso é nosso ão é segredo para quem trabalha seriamente que, quanto menor é a presença do Estado, maiores são o êxito econômico e o resultado social. Hoje o Estado é visto e sentido como inimigo do progresso, um sinônimo de corrupção e de bandalheiras. Os próprios bons servidores vêm perdendo autoestima e conceito. O Estado, tomado por quadrilhas partidárias de assalto, existe não para ajudar, mas para atrapalhar, chantagear, subjugar e arruinar o progresso nacional. Temos no agronegócio, com sua pujança que sustenta a arrecadação nacional, o setor mais bem-sucedido, exatamente por ser o mais diluído num imenso território e distante do cerne do problema. Fora de concursos são as obras públicas que resolvem com propinas seus problemas e chegam a pagar bilhões de reais, sem que a fiscalização pública se aperceba das montanhas de desvios. Também precisa considerar que nem todos os Estados e municípios são iguais, alguns, como Minas Gerais, conseguem ser piores que os outros. E isso não é de hoje, é uma tradição secular que teve poucas tréguas, como foi o governo de Rondon Pacheco, que deu partida aos maiores projetos de Minas e, sobretudo, deixou um exemplo. Daquela só os cacos sobraram. Apesar das supostas precauções burocráticas, as reservas amazônicas estão desaparecendo, as clareiras são visíveis a olho nu em qualquer mapa tirado pelo satélite. Como se pode constatar, o ambientalismo tupiniquim de salto alto não serviu e não serve a nada, a burocracia defende a possibilidade de cobrar pedágios da serra elétrica. As leis pantagruélicas são ineptas e derretem ao calor das propinas. O caos alcançado em solo brasileiro é proposital e cultu-
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ral, embebeceu o lado mau da alma brasileira, que como nenhuma outra no planeta sabe impingir dificuldades a troco de facilidades. A tirania estúpida se agravou, o gigantismo da “inutilidade” alcançado em Brasília se multiplicou nos cabides de emprego que geram currais eleitorais. A Lava Jato confirma que todos os cuidados geraram um monstro cleptocrático e tirano. Exemplos sobram, mas coloco aqui um que merece o repúdio. Estive no Ministério da Justiça, em Brasília, para tentar reverter a devolução de uma verba de cerca de R$ 600 mil, que se encontra depositada nas contas da Prefeitura de Betim há mais de quatro anos. Foi ativada por mim, como prefeito, em maio, quatro meses após minha posse, interrompendo a inépcia de 40 meses do governo anterior. Tudo funcionando muito bem há dois meses, prestando contas da distribuição de microssalários de R$ 190 a 70 mulheres e 90 jovens, para serem portadores de cartilhas que estimulem a paz social. Exatamente nos bairros que assistem à maior violência e à pior criminalidade. Em julho, depois de ativado o programa, veio a ordem de devolver os recursos, cerca de 90% do total. Em três semanas, depois do aviso, protocolamos pedidos de reconsideração, fizemos quatro visitas, e na última fui pessoalmente com amplo relato de fotos, vídeos, manifestações da comunidade. Nada serviu. Fiquei na cadeira de espera por 40 minutos, apesar de não ter fila e ninguém sair da sala do chefe. Assisti a duas recepcionistas dotadas cada uma de dois computadores e duas telas de LED sem que fizessem deles qualquer uso em algum momento. Passei pela sala da secretária, que nem sequer levantou a cabeça, e cheguei ao “atarefado” chefe para ouvir que não tinha saída, tinha que desativar, dispensar e suspender tudo pelas falhas que já tinham sido sanadas. Essas mulheres, na penúria por que passa a prefeitura, infelizmente foram suspen-
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180
sas no meio de lágrimas e pesares. Os recursos devolvidos para um governo que está entre os mais corruptos e cruéis de todos os tempos. Acham que a justiça divina não existe. Esse é o Estado-excremento que faz do Brasil um país líder em corrupção e injustiças, além de estupidez. Em Betim, minha terra, transcorreram alguns anos para dar um alvará de funcionamento a uma associação de catadores de papel que arranquei na marra. O local e as instalações foram doados pelo governo federal e executados também com contrapartidas municipais. Mas sem alvarás de licenciamento da prefeitura e dos bombeiros, sem estudo ambiental e por aí afora. Deixar para essas humildes pessoas as obrigações do poder público, complexas, onerosas e penosas. Tudo fora do alcance delas. Esse é o Estado que dá com uma mão e tira com a outra. Mostrei aos entes fiscalizadores que essas pessoas foram traídas em sua inocência e que o Estado tem que resolver e entregar tudo licenciado. E, ainda, obras doadas pela iniciativa privada, interessada em apressar o que o “público” só promete em dia de eleição, sofre atrasos por picuinhas. Como se o mínimo que o “público” devesse fazer fosse ajudar a solucionar o problema fazendo-se presente e ativo. Isso infelizmente não é compreendido, não se entende que apenas com o desenvolvimento se arrecadam recursos para pagar salários e atender a demanda da população. Nas atitudes do Estado se enxerga o equívoco, o não concatenamento de causas e efeitos. Por isso, vivemos e pagaremos por muitos anos o castigo do desemprego e da miséria.
vittorio.medioli@ otempo.com.br
Dizeres na camisa do estilista Ronaldo Fraga no São Paulo Fashion Week, durante lançamento de coleção inédita de moda praia
“Quando eu era adolescente, não ficava confortável sem roupas. Tenho estria desde que meu corpo se desenvolveu, e isso era um pavor. Hoje em dia eu não ligo!” Taís Araújo, atriz; ela pediu que sua barriga “que gerou duas crianças” não fosse retocada nas fotos que sairão na próxima edição da revista “Women’s Health”
BOB WOLFERSON/DIVULGAÇÃO
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“Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa Delegacia da Mulher ser questionada... Não quero impunidade de criminoso sexual, mas também não quero me submeter à violência do Estado” Clara Averbuck, escritora, que foi vítima de um estupro por um motorista do Uber; ela questionou o fato de a violência sexual ser o único crime que a vítima é que tem que provar
“Eu posso chorar. Aliás, me deixem chorar! O feminismo também liberta o homem” Alexandre Nero, ator, em entrevista à revista “Cláudia”
“Entendo que não houve o constrangimento, tampouco violência ou grave ameaça” Justificativa do juiz José Eugenio do Amaral Souza Neto, que liberou o homem preso por ejacular em uma mulher no ônibus, em SP
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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EM ALTA> Espetáculos que abordam religiões afro-brasileiras fortalecem luta contra intolerância Exu Tranca Rua das Almas já havia assoprado para o pai de santo Marcelo Augusto de Oliveira: se aproximava um importante momento para as religiões de matrizes africanas e para seu terreiro, a Casa do Divino Espírito Santo das Almas, que há 34 é solo sagrado de umbandistas belo-horizontinos. Por isso, “esperávamos algo, mas não que fosse tanto”, comenta o pai Marcelo, lembrando que teve a revelação em uma gira, como são chamadas as cerimônias da umbanda em que divindades se manifestam. Meses depois, recebia com uma espécie de “consciente surpresa” os bailarinos do Grupo Corpo, que preparavam o espetáculo “Gira”. “Acho que o astro está nos dando essa oportunidade de, através desses artistas, levantar nossa bandeira, alcançar outras tribos, desfazer esse preconceito cultural que existe no nosso país”, propõe o pai de santo, fazendo menção especialmente a “Gira”, que estreia no Palácio das Artes neste sábado (2), mas também a outros eventos que, igualmente, fazem referência a elementos das religiões afro-brasileiras, caso, por exemplo, das apresentações musicais Terreiro Zen e Suíte para os Orixás, também marcados para este sábado (2) – confira no quadro abaixo. Sentindo-se “agraciado” e com a “certeza do dever cumprido perante meus antepassados”, o pai Marcelo celebra que sua religiosidade ganhe eco em importantespalcos da cidade. Sua opinião é compartilhada por praticantes e pesquisadores das religiões afro-brasileiras. Célia Gonçalves, a Makota Celinha, presidente do Centro Nacional de Africanidade e Resistência AfroBrasileira (Cenarab) também comemora a representação nos palcos. O antropólogo Rafael Barros, por sua vez, destaca a importância desse tipo de ação afirmativa também no campo das artes. “Penso que a visibilidade seja uma das maiores estratégias para a gente conseguir lutar contra essa realidade triste e concreta do racismo no país”, assegura. E, bem, levar estas manifestações para os palcos da cidade faz todo sentido. Afinal, “Exu (que é temática da apresentação do Grupo Corpo) é isso, é arte, é o que nos liga entre céu e terra”, estabelece o pai Marcelo, buscando concordância em Yasmin Almeida, bailarina da companhia e candomblecista desde seus 13 anos. Embora seu terreiro seja o Gutevi, em Salvador, Yasmin também frequenta a Casa do Divino Espírito Santo das Almas quando está em Alex Bessas
Ilustre terreiro FRED MAGNO
Luta
Yasmin Almeida, bailarina do Grupo Corpo e filha de santo: “Através da arte conseguimos quebrar preconceitos”
BH. Sua história com a religião vem de sua adolescência, quando viveu na Bahia. Embora já tivesse contato como espiritismodesde criança, através de tias e da avó, foi lá que travou contato com o candomblé. “Esse contato direto com o divino é algo muito especial. Sabe, você vai cada vez mais se apaixonando por esse universo”, diz. AÇÃO Da vivência religiosa para seu fazer artístico, Yasmin vê paralelos. “Para mim está muito claro que é uma obrigação nossa levar essa cultura para as pessoas, porque através da arte a gente consegue conversar com muita gente e vencer preconceitos”. Tal consciência se firma frente à situações de intolerância. Ela mesma, na adolescência, conviveu com o estranhamento de amigos ao se assumir candomblecista. Hoje, no entanto, “eles puderam formar uma outra opinião”, comenta. “Essas religiões são pouco faladas e, também por isso, pouco compreendidas”, analisa. Assim, “a ação do Grupo Corpo é essencial”. O percurso do espetáculo, aliás, fala por si. Em São Paulo, pela primeira vez na história da companhia, foram abertas duas sessões extras, tamanho o sucesso. No Rio de Janeiro, enquanto se apresentavam, os bailarinos ouviam do lado de fora o som de atabaques, palmas e cânticos: acontecia uma manifestação em defesa das religiões afro-brasileiras, que vêm sofrendo com ações criminosas como incêndios e arrombamentos de terreiros. Do lado de dentro, os artistas viam “as pessoas saindo extasiadas do espetáculos, muitas delas se questionando sobre suas certezas”, menciona Yasmin.
PROGRAME-SE JOSÉ LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃO
GIRA Guiados pela trilha da banda paulistana Meta Metá, Grupo Corpo reverencia Exu em seu novo espetáculo, com coreografia assinada por Rodrigo Pederneiras. Onde Palácio das Artes Quando Dias 2, 5 e 6, às 20h30, 3 e 7, às 19h. Foi aberta uma sessão extra no dia 8, sexta-feira. Quanto Entre R$ 100 e R$ 80 (inteira). MARCO ANTONIO GONÇALVES/DIVULGAÇÃO
TERREIRO ZEN Com repertório calcado no cancioneiro afro-brasileiro, Maurício Tizumba, Leopoldina Azevedo, Renato Motha e Patricia Lobato entoam composições autorais, além de canções de domínio público, sempre com arranjos originais e em ritmos mântricos Onde Tambor Mineiro (Rua Ituiutaba, 339, Prado) Quando Neste sábado (2), às 21h Quanto R$ 10.
Claro, lembra a bailarina, há outros casos de artistas que, “há muito tempo, já levantam a bandeira das religiões afro-brasileiras”. Maurício Tizumba, que se apresenta neste sábado no show Terreiro Zen (veja mais sobre a apresentação no quadro abaixo) é um desses exemplos. Já em 1976, o artista havia colocado grupos decongadoemum palco belo-horizontino e já levava para seus shows, fossem em bares ou teatros, cânticos para os orixás. E até mesmo o Terreiro Zen, que apresenta agora, remonta o início dos anos de 1990. O retorno, avalia, vem em boa hora. BH, lembra ele, é uma cidade jovem, que agora completa 120 anos. “Essas religiões estão aqui desde sua fundação, vieram com os povos negros que ajudaram a construir a cidade”. E agora, mais do que justo, ganham mais visibilidade através de “vários grupos de arte, teatro e dança negros que vêm surgindo cidade afora”. Para Tizumba, a tomada de consciência acerca da importância de levar para as artes sua religiosidade veio no início dos anos de 1970, quando começou a se inserir nas lutas do movimento negro.
Há tanto tempo neste fronte, o artista é categórico: “não se trata de um preconceito somente religioso, mas,fundamentalmente, racista”. Ator e músico, ele se orgulha de ser filho de uma ekedi – cargo feminino em casasde candomblé, umaespécie de “zeladora dos orixás” – , lembra que foi criado em meio às religiões afrobrasileiras e que, por isso, afinal, “não posso negar essa origem”. FORÇA DE VIDA Diferentemente de Yasmin e Tizumba, Mauro Rodrigues, um dos músicos compositores do projeto “Suíte para os Orixás” não se entende dentro da religiosidade afro-brasileira. Ele, no entanto, se auto-declara “umbandista cultural”. Curiosamente, digase, o show partiu de uma experiência um tanto quanto singular. “Em 1992, tive um sonho muito forte que fazia um show com orquestra, flauta, bateria... Aquilo me provocou e eu procurei o Esdra (Neném Ferreira) e ele me sugeriu que a gente assim fizesse”. Detalhe: Mauro sequer imaginava que Esdra era um ogã (cargo masculino que exerce diversas funções nas casas de candomblé, dentre elas, tocar o atabaque para evocar os orixás). Junto, os dois artistas experimentaram diversos formatos enquanto Mauro se aprofundava em pesquisas etnológicasacerca dessas religiões. A produção, aliás, foi acompanhada e teve orientação dos povos de terreiros. O resultado foi apresentado no primeiro Festival de Arte Negra de BH (FAN), em 1995. “Na época, fizemos com a Orquestra Sesiminas, mas continuamosexperimentandoformatos até chegar, em 2006, à gravação do disco, já ganhando o corpo definitivo de um quinteto”. Um dos aspectos que deixa Mauro impressionado na religiosidade afrobrasileira é a “força de vida” nela expressa. “A cultura, a religião, sempre foram para essas pessoas uma força para continuar existindo. Hoje, quando você vai a esses lugares, isso é muito bonito de ver, como a vida é soberana”.
FERNANDO FIUZA/DIVULGAÇÃO
SUÍTE PARA OS ORIXÁS O jazz se mistura a músicas afro-brasileiras no show do quinteto formado por Esdra Ferreira, Mauro Rodrigues, Ivan Correa, Fernando Rocha, Guda e Ricardo Cheib Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046) Quando Neste sábado (2), às 20h, e domingo (3), às 19h Quanto R$ 10.
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reportagem
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PRECONCEITO> Para a candomblecista Makota Celinha, luta contra a intolerância é grande desafio
‘Nossa sociedade está doente’ FRATELO/DIVULGAÇÃO
Na véspera do Dia dos Pais deste ano, um policial militar evangélico, armado, invadiu o terreiro Manzo Ngunzo Kaiango, na cidade de Santa Luzia, na Grande BH. O local é o mesmo que vem lutando contra uma determinaçãodoMinistério Público que, entre outras imposições, determinou o uso de apenas um atabaque nos rituais da casa. Toda esse imbróglio motivou a realização deumapasseata na principal avenida da cidade. Ali, mais de duas centenas de pessoas se concentraram para o ato “Axé pela Democracia, Justiça e Paz”. Se hoje o medo é cotidiano na vida dos candomblecistase umbandistasda cidade mineira, a verdade é que tal situação se estende por todo território nacional. Na capital carioca, por exemplo, 70% dos casos de ofensas, abusos e atos violentos registrados entre 2012 e 2015 são contra praticantes de religiões de matrizes africanas,conforme pesquisa divulgada no ano passado pela Comissão de Combate à Intolerância Religiosa do Rio de Janeiro. Em Minas Gerais, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa não tem dados oficiais sobre casos desse gênero, mas o Disque 100 (serviço nacional de denúncias e proteção contra violações de direitos humanos 24 horas), indica que, entre 2011 e 2015, o Estado ficou em terceiro lugar em número de denúncias desse tipo de violência, atrás apenas dos paulistas e fluminenses. “Nossa sociedade está doente”, afirma Célia Gonçalves, a Makota Celinha, presidente do Centro Nacional de Africanidade e ResistênciaAfro-Brasileira (Cenarab), em referência a casos de intolerância. Ela baliza sua opinião em casos recentes, como a agressão sofrida por uma idosa na Baixada Fluminense, apedrejada por uma vizinha por ser candomblecista. “Há quem teve problemas por estender roupas brancas no varal, coisa que nunca tínhamos visto”, destaca. Quanto à situação enfrentadaem SantaLuzia,Celinha é enfática. “Não foi a primeira vez que aconteceu. Quando o terreiro foi inaugurado (em 2012), foi a mesma coisa”, afirma. Estes grupos, por sinal, ainda enfrentam violações institucionais. “Essa determinaçãodoMinistério Público de só poder usar um atabaque... É um absurdo! Não nos comunicamos com nosAlex Bessas
Resistência
Depois de situações de intolerância, um ato foi realizado em Santa Luzia
sa ancestralidade sem os três”, frisa, lembrando que “o Estado não deve legislar sobre a religiosidade, mas para a religiosidade”. Assim,critica também projetos de lei que criminalizam o sacrifício de animais. Como há quem defenda essa legislação argumentando que os sacrifícios não têm fins alimentares, ela lembra que “a carne destes animais vira comida que é servida em solenidades públicas. O que oferecemos às divindades são penas, vísceras, sementes”, esclarece. Portanto, “não sejamos ingênuos, é uma proposta perversa, racista, que não vai, por exemplo, proibir abate em rituais judeus”. VIZINHANÇA “Já aconteceu de um vizinho, que havia acabado de se mudar, me oferecer um abaixo-assinado contra o nosso terreiro”, recorda pai Marcelo Augusto. “Quando ele viu que era eu, levou um susto”, diz, entre risadas. Em resposta à intolerância, ele abriu seus portões. “Falei que se tivesse incomodando, ele podia ir lá, que a gente se ajustava, mudava horário, faria o possível”. Dessa forma, “o abaixo-assinado morreu ali”, comenta. No fim, “o vizinho entendeu que nossa religião é como todas as outras, com uma diferença: estamos abertos para todos, católico, evangélico, macumbeiro, o que for”. Aliás, com muita graça, o pai de santo lembra já ter tido em seu terreiro um padre, que foi ali para se benzer, e um pastor, que esteve no lu-
gar para o casamento de um parente, “entrou carrancudo e saiu sorridente”. Marcelo, é verdade, herdou da mãe, Lúcia Maria dos Santos, a paciência e capacidade de diálogo. Quando recorda situações de intolerância, ela diz que vai conversando, “ficando amiga e tudo se resolve, cada um na sua”. Bem, mas em uma reflexão mais profunda, as dificuldades enfrentadas na convivência com vizinhos, argumenta Celinha, também tem caráter político. Afinal, “enquanto em outras religiões cristãs é comum que as prefeituras cedam lotes, imóveis, nós precisamos construir nossos terreiros em propriedades privadas cedidas para uso coletivo”.
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Os desafios são inúmeros, mas tenha certeza: não vamos permitir que o outro, o externo, diga como devemos agir. Não calarão os nossos tambores Makota Celinha FRED MAGNO
Lúcia conta que tenta cativar e ficar amiga dos intolerantes
Religião africana em nossa cultura A tradição da religiosidade de matriz africana é parte fundamental do que se entende como cultura brasileira. Na música, na dança, no teatro, nas artes plásticas, na gastronomia e até no vocabulário há elementos advindos dessas experiências religiosas. O antropólogo Rafael Barros, membro do Centro de Estudo da Religião Pierre Sanchis, da UFMG, vê com naturalidade o trânsito entre sagrado e profano destas tradições. “Não há, propriamente, uma ruptura: a vida dessas pessoas é atravessada fundamentalmente pela experiência do sagrado, que não estabelece limite entre o espaço de culto e de vida ordinária”. “A gente vê até nos nossos hábitos alimentares coisas provenientes dessa matriz cultural, como as comidas preparadas para os orixás – o quiabo, o amendoim, o milho amarelo ou branco...”, aponta o pesquisador. Apesar de algumas igrejas cristãsrechaçaremas afro-religiosidades, elas não passam incólumesàsuariquezaetambémincorporam seus elementos. “No catolicismo, exemplos são as Pastorais Negras, a Missa Conga”, lembra. Do ladodoprotestantismo, “amúsica gospel, em si, só existe por influência da comunidade negra norte-americana”. Por serem religiões “de
muito canto e dança”, “sua presença é marcante nos tambores e instrumentos percussivos de toda tradição musical brasileira”. Vale lembrar, Pixinguinha, um dos pioneiros do samba, tem sua raiz musical em terreiros. Dorival Caymmi, por sua vez, foi considerado padroeiro do candomblé na música brasileira. Além do samba, também de matriz africana, advém outros ritmos, como o maracatu, mais tarde atualizado no manguebeat. Na própria MPB e Bossa Nova há vários exemplos de artistas que recorrem a elementos da umbanda e candomblé em suas composições, como Maria Bethânia, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Expoente maior, diga-se, é o álbum “Os Afro-Sambas”, de Vinícius de Morais (1913–1980) e Baden Powell (1937–2000). A força dessa religiosidade, aliás, se apresenta na presença de um estilo que carrega seu nome, o Axé, surgido na década de 1980, na Bahia, e que ganhou todo país. Hoje, por sinal, essa matriz religiosa espalha seus braços por várias outras vertentes musicais, indo do rap de Criolo ao novíssimo trabalho de Chico Buarque, o recém-lançado “Caravanas”.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
O gosto dos alimentos redução ou a perda do paladar é uma condição muito comum na terceira idade e é tecnicamente chamada de ageusia. Com aumento exponencial da população idosa, este problema passou a ser uma queixa cada vez mais presente nos nossos dias e, por isso mesmo, é de suma importância que seja detectado e revertido. Pois está envolvido com alto risco de perda ponderal, de massa muscular e, inclusive, de desnutrição. A literatura médica aponta uma relação direta entre o avanço da idade e a redução da percepção gustativa, especialmente quando se trata do gosto salgado. Daí vermos a preferência dos idosos pelo sabor doce. A idade compromete a identificação de alguns sabores e o problema fica mais acentuado para o salgado e o amargo. Isso faz com que o idoso aumente o consumo de alimentos mais temperados, em uma tentativa de recuperar os sabores, ou passe a consumir mais alimentos doces, o que pode evoluir ou piorar os quadros de diabetes. O declínio da acuidade gustativa ocorre, em geral, a partir dos 70 anos, quando diminui o número de receptores gustativos existentes na superfície da língua. A condição pode, muitas vezes, ser a porta de entrada para agravar doenças crônicas como a hipertensão arterial (pelo aumento do sal na comida) ou diabetes (pelo aumento da ingestão de doces). Existem sinais indicativos de que o idoso A literatura está tendo uma perda médica aponta do paladar: redução progressiva de peso, uma relação perda do apetite sem direta entre o um motivo aparente, episódios de infecções avanço da idade de repetição associada e a redução da a imunidade baixa e desinteresse por alipercepção mentos que antes gustativa eram prazerosos. Os distúrbios do paladar raramente constituem uma ameaça à vida e, portanto, eles podem não receber a atenção clinica devida. Além da idade mais avançada, existem outros fatores que podem causar a ageusia: boca seca, o tabagismo intenso (especialmente fumar cachimbo), a radioterapia da cabeça e do pescoço, e os efeitos colaterais de drogas como a vincristina (um medicamento anticâncer) ou de alguns antidepressivos (como os da classe dos tricíclicos). O tratamento, inicialmente, visa a detecção de potenciais fatores causais, substituindo medicações ou suspendendo a droga em questão. De igual forma, fatores como refluxo gastroesofagiano, doenças das glândulas salivares, gengivites e outras doenças da boca devem ser tratadas como o objetivo de corrigir a ageusia. Em vários casos, suplementos à base de zinco podem ajudar bastante na melhora do paladar. Este mineral é um elemento essencial em várias reações no organismo e está envolvido em diversas vias metabólicas, uma vez que é requerido para a atividade de mais de 200 reações químicas, entre elas para a percepção do paladar e secreção da saliva. Assim, a administração de zinco contribui para aumento da secreção de saliva e consequente melhora dos distúrbios do paladar. Dúvidas? Converse com seu médico. Corroborando o que disse um autor desconhecido: “entre os odores e cores, prefiro o paladar...” – porque comer é bom demais! Faça uma boa semana.
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Companhia no leito ameniza sofrimento Funçãodo acompanhante hospitalaré oferecerapoio emocional A aposentada Maria Celeste dos Reis, 80, ficou doente e precisou passar três dias hospitalizada. Como a irmã, que também é idosa, não podia ficar com ela, Celeste contratou o serviço de uma acompanhante hospitalar, que tem ajudado muitas famílias que não têm tempo ou que, por outro motivo, não podem dar assistência a parentes em momentos difíceis como esse. “Fui muito bem tratada”, conta a moradora de Entre Rios de Minas, na região Central do Estado. Em Belo Horizonte, cresce cada vez mais a procura pelo acompanhante hospitalar. Tanto que a Pedro Ferreira
empresária Cristiana Aparecida Ramos da Cruz deixou o emprego de enfermeira para abrir o próprio negócio, que oferece o serviço há dez anos. “Meus clientes são pessoas que trabalham, têm filhos pequenos ou não podem largar tudo para ficar com parentes no hospital”, conta Cristiana, cuja empresa tem 20 funcionários, que fazem acompanhamentos domiciliar e hospitalar. Muito mais do que a presença física, a acompanhante hospitalar Maria das Graças de Jesus, a dona Fia, faz o papel dos familiares até no afeto. Ela passa a maior parte do tempo confortando doentes no hospital de Entre Rios de Minas. “Quando a pessoa está muito mal e agitada, dou beijinhos nela, chamo de ‘minha menina’, passo a mão nos cabelos dela. Aí, ela se acalma”, conta dona Fia, que já amparou pacientes até na hora da morte. “Rezo pela alma da pessoa que está indo embora. Eu digo: ‘Vá com Deus, em paz. Jesus está te esperando de braços abertos”, relata.
JOÃO XXIII Regras No Hospital João XXIII, pacientes com menos de 18 anos e mais de 60 têm direito a um acompanhante, que deve ser maior de idade e apresentar identificação.
Ela diz que já chegou a ficar nove dias direto no hospital, trabalhando 24 horas, sem ir para casa. “Almoço, janto, tomo banho, tudo no hospital”, completa. Mas ela não reclama. Dona Fia conta que foi acompanhando enfermos no hospital que curou sua depressão e jogou os remédios controlados para o alto. “Eu era muito triste vivendo sozinha. Curei minha doença cuidando de outras pessoas no hospital. Nem tomo mais remédio. Depressão, nunca mais!”, brinca, dando gargalhada. Por isso, fazer amizade com as pacientes de que cuida e visita depois em suas casas é algo comum para dona
Fia. “Fico muito feliz quando a pessoa melhora e volta para casa com saúde”, comenta. Contudo, quando a paciente piora e volta para o hospital, embora seja mais uma oportunidade de trabalho, a acompanhante fica muito triste, conforme diz. Grande parte dos clientes de dona Fia mora na zona rural de Entre Rios de Minas. “São pessoas que não podem ficar na cidade e deixam parentes no hospital comigo”, informa. Ela cobra R$ 70 pelo serviço por dia, mas faz por até R$ 50, dependendo das condições da família. Valéria de Fátima dos Santos também é acompanhante hospitalar e atende na capital, cobrando R$ 100 por 12 horas de trabalho. “Tenho o maior carinho com os pacientes. Se eles não querem dormir, eu fico ali batendo papo até tarde da noite. Eles gostam de contar histórias, e os enfermeiros não têm a disponibilidade de ouvir”, diz Valéria, que deixou de cuidar de idosos em residências para atuar em hospitais. PARCERIA
SAIBA MAIS Legislação O Projeto de Lei (PL) 4.996/16, da senadora Ana Amélia (PP-RS), prevê direito a acompanhante para todos os usuários de serviços de saúde públicos ou privados. O acompanhante seria de livre escolha. Mudança O texto altera a lei do SUS. Hoje, ela assegura o direito a acompanhante apenas em caso de internação e só para alguns segmentos: crianças e adolescentes, mulheres grávidas e no pós-parto, pessoas com deficiência e idosos. Tramitação O projeto foi apensado ao PL 6.567/2013, que trata do mesmo assunto, e tramita com outras 12 propostas. Todos se encontram na Comissão de Educação, aguardando parecer do relator Lincoln Portela (PRB-MG).
Presença e apoio da família contribuem para recuperação A acompanhante hospitalar Valéria de Fátima dos Santos ressalta que, mesmo quando a família contrata alguém para ficar com o parente no hospital, é importante que ela sempre esteja presente e apoie a pessoa enferma. “Percebo o descaso de algumas famílias, e os pacientes ficam tristes. Muitos parentes alegam que não têm tempo para ficar no hospital, principalmente quando o enfermo é idoso, e, depois, telefonam das baladas querendo saber como ele está. Isso se telefonam”, lamenta. Valéria afirma que percebe a carência de alguns pacientes, que se sentem abandonados. “Você vê a diferença do idoso que tem a família presente. Ele é mais feliz. A sensação de abandono aumenta o sofrimento de quem está doente”, declara Valéria.
Cooperação Quando se trata de profissionais da enfermagem, os acompanhantes hospitalares são considerados parceiros pelas equipes médicas dos hospitais, conforme relata o técnico em enfermagem e acadêmico Cláudio Ferreira Barbosa, 40. É um serviço muito positivo”, diz Cláudio, que trabalha como acompanhante hospitalar em Belo Horizonte. Confiança Segundo o técnico em enfermagem, o paciente se sente mais seguro quando confia na pessoa que o acompanha. “Ter um acompanhante profissional facilita o trabalho até da equipe do hospital. A gente sabe o horário dos remédios, a hora do banho, tudo”, comenta ele.
reportagem
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LINCON ZARBIETTI
Órgão orienta quanto a técnicas
Cuidador: O técnico em enfermagem Cláudio Ferreira trabalha como acompanhante hospitalar
O presidente do Conselho Regional de Enfermagem de Minas (CorenMG), Marcos Rúbio, informa que os Estatutos do Idoso e da Criança e do Adolescente exigem acompanhante para crianças, adolescentes e idosos. “Como as pessoas não têm tempo, e todo mundo trabalha, fica difícil acompanhar. Daí muitos utilizam essa mão de obra”, informa. Ele orienta que todo procedimento técnico seja feito por funcionários do hospital, mesmo que o acompanhante seja um profissional da enfermagem. “Pode dar um banho de leito, uma comida, mas não pode aplicar uma injeção”, esclarece. Algumas instituições, segundo ele, não permitem que seus funcionários atuem como acom-
panhantes em outro horário por questões trabalhistas. Mas, de acordo com Rúbio, “o conselho não tem nada contra e até aconselha que sejam profissionais da enfermagem, que sabem avaliar os sintomas do paciente e passar informações para a equipe médica”, diz ele, lembrando que todo enfermeiro tem registro no órgão. “Além disso, se esse profissional fizer algo errado, a família pode nos procurar. Se houver negligência, ele pode ser punido pelo Conselho de Ética”, alerta. A empresária Cristiana Ramos da Cruz esclarece que a principal função de seus funcionários é oferecer apoio emocional ao paciente. “Isso é muito importante quando ele está debilitado. É oferecer o apoio que a família daria”, diz.
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com
O ADAMASTOR DA POLÍTICA á uma semana, tivemos o renovado prazer de conversar, rir, ouvir e almoçar, mais uma vez, com o senador Antonio Anastasia, sempre brilhante e bem-humorado. Aliás, a única dificuldade nessas agradáveis tertúlias é decidir como tratá-lo: professor, governador ou senador.
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O ADAMASTOR DO PICADINHO nastasia é um homem tranquilo. Não bebe (raramente um vinho), não fuma e prefere as comidas mais triviais à gastronomia sofisticada. Ele até sonhava com o dia seguinte e o arroz de forno, promessa da grife/amiga Patrícia Soutto Mayor. Também contou “causos” sorrindo com sua infundada fama de sério e formal.
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O ADAMASTOR DOS REGABOFES
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO
senador confessou que, ao chegar a animados eventos, o ambiente fica sério. As pessoas ficam respeitosas, comedidas com sua presença ilibada. Mais de uma vez, ao deixar uma festa, escuta, na saída, os convidados subitamente de volta à animação, risadas e balbúrdia típicas de uma boa pândega.
sas reuniões.
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Carlos Bequo, um dos mineiros que marcaram presença no Encontro de Ferraris na Fazenda Dona Carolina em Itatiba, interior de São Paulo
O ADAMASTOR DO FUTURO rindo completou: “Não sei de onde vem esta minha fama de sisudo. E sempre acho que, ao deixar o ambiente, os convidados pensam: ‘lá vai o chato, podemos rir tranquilamente agora’”. Toleima! O homem é simpática unanimidade entre muitos que já o querem e veem como presidente!
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LIRA DO DELÍRIO udu Fonseca e sua Casa da Insanidade conseguiram ficar mais insanos. Agora, resolveram fazer uma festa de
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pura “Ostentação”, na quadra da Escola de Samba Cidade Jardim. Para o magno evento convidaram Buchecha, que promete agitar ossos, e a banda Cash, com o velho e bom rock. Então, caprichem no figurino, colares, bonés para aquele ostentado visual. Dia 15 de setembro, todos sambando rock.
LEITÃO E ARTE
P
aulo Henrique Pentagna Guimarães reuniu, nos jardins
de sua casa no Bosque da Ribeira, familiares e amigos. Foi mais uma confraternização anual em torno da performance do banco que preside, o Bonsucesso, que, em novembro, completa 25. Como nos anos anteriores, no capítulo degustação, o leitão assado brilhou emoldurado por champagne e vinhos. Palmas para o acervo de arte.
BRASIL DE POUCOS
recente embarque de 16 Ferraris em caminhões cegonha, em frente ao BH Shopping, parou o trânsito da BR 356. Além de chamar a atenção, os brinquedinhos tinham destino: São Paulo, onde os mesmos juntaram-se a mais de cem outros e diferentes modelos da marca. Era o Segundo Encontro Nacional dos Apaixonados pelo Cavalinho Rampante Ferrari. A mineirada apaixonada como sempre foi capitaneada pelo vibrante Carlos Berquo, sempre presente nes-
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BRASIL DE RAROS aior encontro de Ferraris já realizado na América Latina. A concentração foi em São Paulo, saindo em comboio pela rodovia dos Bandeirantes – 110Km até a Fazenda Dona Carolina, Itatiba. Sábado de congraçamento e comemoração pelos 70 anos da mais querida e apaixonante Scuderia Automobilistica mundial.
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BRASIL DO RESTO ertinente reflexão, desesperado desabafo da amiga Adriana Dias sobre o mais recente ataque à Amazônia, assunto campeão na Internet esta semana: “Todos os países do mundo usam de seus recursos naturais. Os países inteligentes sabem que, se não usarem com consciência e muito cuidado, o destino da humanidade é triste e único”.
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ESPECIAL CASACOR MINAS EDY FERNANDES
SEMANA DE ENCONTROS equipe regional da Renault, uma das patrocinadoras da CASACOR em todo o Brasil, inclusive em Belo Horizonte, recebeu um time de convidados para um coquetel na Art! Garage Renault, que tem o projeto assinado pela arquiteta Nara Cunha na CASACOR Minas. Outros eventos importantes também foram realizados na mostra, que segue no bairro Floresta até o dia 17 de setembro. Mais informações, acesse www.otempo. com.br/hotsites/casacor.
EDY FERNANDES
EDY FERNANDES
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João Filipe Gomes Batista, Nara Cunha, Eduardo Faleiro e João Paulo Lott EDY FERNANDES
Juliana Grillo, João Filipe Gomes Batista e Keyla Pitanga
Sérgio Costa e Moacir Merlin ANA JUNQUEIRA/DIVULGAÇÃO
Mariana Nogueira
Pedro Lázaro EDY FERNANDES
Maria Célia Martins da Costa, Cida e Margareth Vasconcellos e Pedro Martins da Costa
reportagem
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HORIZONTES DA CIDADE
Febre no mundo, campeonato de LoL movimenta a capital PEDRO PAVANATO/RIOT GAMES BRASIL/DIVULGAÇÃO
Finalíssimanacionaldogameonline acontecenoMineirinhonestesábado (2)comingressosesgotados Cifras bilionárias, arenas e estádios lotados, venda de camisas e artigos de luxo, jogadores muito jovens e patrocinadores engajados. Pode parecer, mas nada disso refere-se ao futebol e, sim, ao império do jogo online League of Legends (LOL) pelo mundo. Dentro deste cenário, a capital mineira dá seus primeiros passos para integrar o circuito do mais popular dos chamados esportes eletrônicos. Não é à toa que, neste sábado (2), o Mineirinho sedia pela primeira vez, a final do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o CBLoL, com os 8.000 ingressos esgotados. O confronto acontece a partir das 17h entre as equipes “Team One” e “Pain Gaming” e, além do prêmio de R$ 70 mil, o vencedor será o representante do Brasil no Campeonato Mundial, que acontece entre os dias 23 de setembro e 4 de novembro no Estádio Nacional de Pequim, na China. A demanda pelos ingressos para a final brasileira foi tantaque asentradascolocadas à venda esgotaram, segundo a organização do evento, em oito horas. Para quem não conseguiu comprar, a partida também será transmitida ao vivo no cinema do Shopping Boulevard (e em outras 53 salas espalhadas pelopaís) e na Hefestus Arena – uma hamburgueria no bairro Serra dedicada aos amantes de games. Lara Alves (*)
UNIVERSO DO E-SPORT Tratados apenas como diversão há alguns anos, os jogos online já conquistaram o status de negócio e, para tal, foi criado o termo “e-sport”. Por definição, ele diz respeito às competições profissionais de jogos eletrônicos – como o CBLoL, por exemplo. Esta profissionalização dos campeonatos fez emergir no Brasil algumas equipes profissionais que, inclusive, possuem sedes onde os jogadores vivem e treinam cerca de 12 horas diárias. Alexandre “Kakavel”
Peres, CEO da Team One, uma das finalistas, explica este crescimento da modalidade. “Acredito que esteja diretamente ligado à globalização e à nova geração consumidora, formada por jovens gamers do passado. Isso junto à facilidade de acesso e ao público da geração millenials que não vê TV e sim “streams” online”. MINEIRO NO TOPO Jogador desde os 10 anos, o belo-horizontino Bruno “Brucer” Peres é um dos cyberatletas da Team One. Aos 21 anos, vive na sede da equipe, em São Paulo, e tem uma rotina agitada. “A gente acorda cedo, às 9h, já começa jogando, mesmo que não sejam treinos com outros times. À tarde e à noite, temos blocos de treinos com diferentes times até 21h, depois eu costumo ir pra academia e, quando volto, continuo jogando mais pra treinar”, conta. Contratado pela equipe, o jovem não pôde revelar seu salário.
A final do CBLoL de 2016 aconteceu no ginásio do Ibirapuera e contou com a presença de cerca de 12 mil fãs do jogo RIOT GAMES BRASIL/DIVULGAÇÃO
Afinal, game pode ser um esporte?
* Sob supervisão de Marília Mendonça
Campeonato >Brasileiro de LoL Neste sábado (2), às 17h. - Mineirinho. Ingressos esgotados. - Cinema do Shopping Boulevard (av. dos Andradas, 3000). R$ 50 (inteira). - Hefestus Arena (r. Pirapetinga, 200, Serra). R$ 30 (2° lote, vendas via Sympla).
COMO É O JOGO? League of Legends Espécie de rouba bandeira dos tempos modernos, o LoL é disponibilizado em plataforma online e gratuita. Objetivo O jogo é composto por um mapa principal dividido em “topo”, “meio”, “rota inferior” e “floresta”, onde cada time com cinco integrantes deve atravessá-lo para destruir o “Nexus” (a base) da equipe adversária. Perfis Os jogadores escolhem seus personagens no jogo segundo as habilidades de cada um e cada equipe precisa ter um jogador em cada posição: tanque, franco-atirador, mago, lutador e suporte.
O mineiro Bruno “Brucer” Pereira estará na final em BH
Mulheres são maioria nos jogos
Apesar da ausência de atividade física e dos intensos treinos das equipes profissionais de League of Legends – que preveem cargas de, aproximadamente, 12 horas diárias jogando –, definições modernas afirmam que os jogos eletrônicos podem sim ser considerados esporte. Tanto que o Comitê Olímpico Internacional já discute a inclusão das competições de games nos Jogos Olímpicos de 2024, em Paris e os próprios Jogos Asiáticos já anunciaram as disputas online na edição de 2022. O professor Rafael For-
tes Soares, especialista em Estudos do Lazer, explica. ›“O que define se algo é ou não é esporte não é a atividade propriamente dita, mas sim uma maneira de organização desta atividade. Não há qualquer impedimento para que campeonatos envolvendo jogos eletrônicos possam ser consideradas esporte. O que precisamos observar são as características em torno das quais a atividade se organiza. Como o fato de haver equipes, treinamento físico e apoio psicológico...”.
NÚMEROS DO LOL PELO MUNDO Ainda que o machismo esteja presente em jogos online com agressões verbais como “volta para a cozinha!” e “já lavou a louça?”, mulheres como a estudante Luísa Ribeiro Bezerra, 24 anos, não são minoria no universo dos e-sports. Se, em 2015, as mulheres representavam 47,1% do público brasileiro que atuava neste cenário, o levantamento da Pesquisa Game Brasil 2016 aponta que representam, hoje, 52,6% dos jogadores. Apesar de maioria quantitativa, os casos de machismo continuam expressivos.
“Lembro que tive um blog sobre games e fomos hackeados. O hacker avisou que todos os blogs femininos deveriam ser fechados, porque mulheres não podiam falar sobre jogos”, conta Luísa, treinadora da equipe de League of Legends que representa a UFMG em campeonatos. O League of Legends, inclusive, já toma as primeiras providências para o banimento de jogadores com comportamentos machistas. Mulheres que sofrerem agressões podem denunciar os agressores ao jogo.
Jogadores A desenvolvedora do League of Legends (LoL) aponta que o jogo tem, atualmente, mais de 100 milhões de ‘players’ ativos ao redor do globo. CBLoL No ano passado, o Campeonato Brasileiro de League of Legends (CBLoL) lotou o ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e a equipe vencedora embolsou R$ 80 mil, além das cifras não contabilizadas derivadas de patrocinadores e anunciantes.
Audiência De acordo com Roberto Iervolino, gerente-geral da Riot Games no Brasil, 2 milhões de pessoas assistiram ao vivo à final do CBLoL 2016 em cinemas, canais de televisão ou plataformas online, como o YouTube. Ídolo Lee “Faker” SangHyeok, tricampeão mundial de LoL, tem um contrato que prevê como salário anual US$ 2,5 milhões (cerca de R$ 8,5 milhões).
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DIA A DIA
Na hospedagem colaborativa, até alugar ilha vira uma opção AIRBNB/REPRODUÇÃO
Pesquisarevela que40%das pessoasnoBrasil jábuscarama casadeterceiros Você já trocou a hospedagem em hotel por uma casa, apartamento ou mesmo um quarto na casa de um desconhecido? Apesar de ainda prevalecer a desconfiança, a cada dia mais brasileiros fogem do consumo convencional. Levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais do país mostra que 40% já trocaram hotel por residência de terceiros. E a principal vantagem apontada por 47% dos entrevistados é a economia de dinheiro. O benefício não é só para o bolso. Com a locação dos mais diversos tipos de produtos e serviços, é possível sentir o gostinho que antigamente apenas os muito afortunados tinham, como alugar uma ilha, em Ilha Grande (RJ), por R$ 5.000 por dia, ou ainda se hospedar num castelo europeu. Da Escócia à Toscana, na Itália, há castelos listados em sites como Hometogo. co.uk e Celticcastles.com que podem ser alugados por dia, fim de semana ou temporada, custando a partir de R$ 200 a diária – claro que o céu é o limite. A plataforma de hospedagem Airbnb iniciou suas operações no Brasil em Juliana Gontijo
2012 com 3.500 anúncios. Em 2016, os anúncios dobraram frente àquele ano e a marca de 1 milhão de hóspedes no país foi superada, alta de 140%. A administradora e estudante de direito Paula Norte é uma das adeptas da economia colaborativa. “É uma tendência. E é fato que ainda estamos no começo. O consumo está mudando”. Ela aluga seu apartamento pelo Airbnb há cerca de quatro anos e há sete participa do couchsurfing – comunidade online na qual pessoas do mundo inteiro se dispõem a hospedar outros num cantinho de suas casas, sem cobrar nada. Paula também usa carona compartilhada e faz parte de uma cooperativa agrícola (www.tudomuda.com). “Todo sábado, recebo um cesta com produtos orgânicos”, diz. Para ela, não é apenas o lado financeiro que conta. No caso da hospedagem em um quarto pelo Airbnb ou couchsurfing, a administradora ressalta a possibilidade de fazer amigos. “Acredito que há mais prós do que contras. Ficar na casa de uma pessoa envolve a questão do
Duas ilhas no arquipélago de Ilha Grande são ligadas por ponte, têm seis quartos e capacidade para grupo de até 14 pessoas
aconchego”, observa. Outras formas de consumo colaborativo mais utilizadas pelos brasileiros, conforme o levantamento, são as caronas para o trabalho ou faculdade (39%) e aluguel de roupas (31%). EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CONSUMO COLABORATIVO Modalidades mais conhecidas e utilizadas pelos brasileiros
40%
aluguel de casas e apartamentos em contato direto com o proprietário
39%
caronas para o trabalho ou a faculdade
31%
aluguel de roupas
O que se acha nos sites de hospedagem compartilhada
VANTAGENS (%) ECONOMIA DE DINHEIRO
47
EVITAR O DESPERDÍCIO
46
AJUDAR O PRÓXIMO
45 38
Castello di Tassara, a 75 km de Milão Diárias a partir de R$ 2.678 por pessoa Castelo do Drácula na Transilvânia, Romênia Alugam em determinados períodos do ano
42% dos consumidores entrevistados afirmaram ter receio de lidar com estranhos no consumo colaborativo. Passada a desconfiança, Camila conta que a experiência foi positiva, tanto na economia como na comodi-
Perfil Os anfitriões do Airbnb têm em média 42 anos, com maioria feminina (51%), e alugam, na maioria dos casos, imóveis inteiros. No país Entre os hóspedes que viajam pelo Brasil, a
média de idade pelo responsável das reservas é de 34 anos, e 91% deles viajam em grupos de quatro pessoas ou menos. Impacto Durante os Jogos do Rio 2016, a plataforma impulsionou em cerca de
R$ 325 milhões a atividade econômica da cidade do Rio de Janeiro, com geração de renda extra de cerca de R$ 100 milhões para os anfitriões cariocas que abriram seus lares para mais de 85 mil hóspedes do Brasil e do mundo inteiro.
MEDO consumidores têm receio de 42% dos lidar com estranhos no consumo colaborativo
Castelo em Cumbria, Reino Unido Diária média de R$ 832 por pessoa
Alugar um quarto em Portugal, em 2013, trouxe receio para a administradora de empresas Camila Bretas Santos. O sentimento é comum entre os brasileiros, conforme levantamento da SPC Brasil e da CNDL, já que
DADOS
COMBATER O CONSUMO EM EXCESSO
GARIMPANDO
Desconfiança vira uma oportunidade
dade. “Eu tinha um apartamento montado pra mim. Eu não precisava comer fora, não precisava gastar para lavar e passar roupa, eu mesmo podia fazer isso”, diz. Para o professor de ciência política do IbmecMG Adriano Gianturco, uma das vantagens da economia colaborativa é ampliar as opções. “Com a concorrência maior, os preços caem”, diz.
a falta de garantias no 37% citaram caso de não cumprimento de acordos
que ações de economia 71% pensam compartilhada podem enfrentar
problemas no Brasil pelo fato de as pessoas não serem confiáveis
* METODOLOGIA: FORAM ENTREVISTADOS 607 CONSUMIDORES NAS 26 CAPITAIS E MAIS O DISTRITO FEDERAL COM IDADE IGUAL OU SUPERIOR A 18 ANOS, DE AMBOS OS SEXOS E DE TODAS AS CLASSES SOCIAIS. A MARGEM DE ERRO É DE, NO MÁXIMO, 4 PONTOS PERCENTUAIS, COM MARGEM DE CONFIANÇA DE 95% FONTE: SPC BRASIL E CNDL
Hotelaria condena disputa com Airbnb A economia compartilhada não agrada a todos. O Airbnb, por exemplo, já foi criticado por representantes do setor hoteleiro, que afirmam que a disputa é desigual, já que a plataforma não paga impostos. “Sou contra a não
regulamentação, e não contra seu funcionamento”, diz o presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio. Conforme o Airbnb, no país há mais de 89 mil anfi-
triões ativos, que têm um ganho anual de cerca de R$ 6.070, sendo que 20% desses declararam que usaram a renda extra proveniente do aplicativo para manter o lar (evitar o despejo ou a perda do imóvel). A polêmica fez com que a Câmara dos Deputados instalasse uma Comissão Especial da Economia Colaborativa, no último dia 16.
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DIA A DIA
Combustíveladulterado OR MID U S CON
Proprietários e funcionários de postos e distribuidoras de combustíveis que atuam em Belo Horizonte vão pensar duas vezes na hora de “batizar” álcool, gasolina ou diesel na capital. Pelo menos é o que se espera caso seja aprovado o projeto de lei 196/17, de autoria do vereador Irlan Melo (PR), que determina a cassação do alvará de funcionamento dos estabelecimentos infratores. Segundo o texto em tramitação na Câmara Municipal, será considerado adulterado o combustível que assim for caracterizado por laudo pericial emitido pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), ou por entiEurico Martins
Projetodeleiquecassalicençaestá emtramitaçãonaCâmaraMunicipal dade por ela credenciada ou com ela conveniada. Além disso, os responsáveis pelo estabelecimento que tiver seu alvará de funcionamento cassado ficarão proibidos, pelo período de cinco anos, de obter nova licença para o mesmo ramo de atividade. Conforme a proposta, a cassação, no entanto, ocorrerá somente após a instauração de processo administrativo, que deverá ser concluído no prazo máximo de 60 dias. Nesse período, o estabelecimento permanecerá interditado, tendo o acusado assegurado seu direito à ampla defesa. Uma vez cassado o alvará, serão encaminhadas cópias do processo administrativo e dos respectivos documentos ao Ministério Público Estadual para as devidas providências legais.
Atualmente, o projeto encontra-se em fase finalde análise na Comissão de Administração Pública da Câmara Municipal, de onde seguirá para o plenário para ser votado em primeiro turno pelos vereadores. Dados da ANP reforçam a importância da aprovação do projeto. Segundo a agência reguladora, no primeiro semestre deste ano foram realizadas 92 ações de fiscalização e constatadas 23 infrações em BH. E quando o assunto é adulteração de combustível, os métodos são velhos conhecidos dos fiscais e técnicos da agência reguladora. No caso do etanol hidratado (aquele que é combustível), o mais comum é vender em seu lugar uma mistura de
MOISÉS SILVA – 21.7.2017
Fiscalização: Lei municipal quer combater adulteração
etanol anidro (que é misturado à gasolina e que tem cor laranja) com água, o chamado “álcool molhado”. Já nas ocorrências envolvendo gasolina comum ou aditivada, predomina a presença de etanol anidro acima da porcentagem determinada por lei, entre 18% e 25%, e
adição de solventes. Quando o assunto é óleo diesel, a irregularidade mais frequente é a venda do diesel S1800, mais barato e mais poluente, em estabelecimentos não autorizados. Em caso de constatação de irregularidades na fiscalização, o posto é autuado e, no caso de combustíveis fora das especificações da ANP, é realizada a interdição cautelar da bomba e do tanque, para que aquele combustível não seja vendido ao consumidor. No momento em que a agência reguladora identifica que cessaram as causas da interdição, é feita a desinterdição, mas o posto continua respondendo a processo administrativo. As principais consequências do uso de combustível adulterado no veículo são resíduos em bicos injetores, válvulas, velas de ignição e câmara de combustão; diminuição de potência; aumento de consumo; e batida de pinos.
RECOMENDAÇÕES
Confira a origem do combustível O posto deve informar claramente de onde vêm seus produtos. Aqueles sem distribuidora exclusiva (bandeira branca) têm que informar, em cada bomba abastecedora, qual a distribuidora que forneceu o combustível. Nota fiscal Exija e não deixe de guardá-la. Ela prova que você comprou naquele posto e identifica o produto. Etanol hidratado Verifique se o etanol hidratado está límpido, isento de impurezas e sem coloração alaranjada, que pode ser sinal de irregularidade. Suspeita Em caso de suspeita, informe no site da ANP ou pelo telefone 0800 970 0267. Para registrar sua queixa, a ANP precisa do maior número de informações possível sobre o posto, como CNPJ, razão social, endereço e distribuidora.
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I
Porque gim!
BRUNO SOARES FOTOGRAFIAS/DIVULGAÇÃO
Destilado ganha a vez na cidade Pode espetar à vontade Barato e prático, o espetinho tornou-se uma das pedidas mais aclamadas no happy hour. É por isso que a cidade ganhou um festival especialmente dedicado a ele. Até o dia 24 de setembro, 30 estabelecimentos da capital vão oferecer a sua versão do petisco para concorrer durante o Circuito do Espeto, pelo preço único de R$ 10. A competição exige que cada espeto pese, no mínimo, 120 g e contenha, obrigatoriamente, no mínimo três ingredientes visíveis. O resultado tem opções como a bochecha de porco marinada na cachaça com cebola roxa e molho de rapadura (foto).
Os modismos não acompanham somente o que diz respeito à moda. Na gastronomia e na coquetelaria, as tendências também vêm e vão. Mas tudo indica que há uma delas que parece ter conquistado de vez os mineiros. Trata-se do gim, o destilado de ervas com personalidade marcante e aroma perfumado que surgiu na Holanda no século XVII e se popularizou na Inglaterra no século seguinte – em 1730, Londres contava com mais de 7.000 pontos de venda. Séculos depois, a bebida voltou a ser incensada, desta vez, na Espanha, e há cerca de três anos desembarcou com força no Brasil. Agora, é em Belo Horizonte que ele cresce e vira uma das principais pedidas da noite mineira – chegando a desbancar a tradicional vodca. “Aqui no Pajubar, não temos drinques com vodca. Apenas com gim. Quem nunca tinha experimentado, acaba tomando de início a contragosto e termina a noite experimentando todos os sabores. Tem virado a bebida preferida de muitos”, comenta Gregório Fiorotti, um dos sócios do estabelecimento, localizado bem no centro da cidade e inspirado pelos bares europeus, responsáveis por tornar o gim-tônica uma febre. Por lá, são comercializadas três opções refrescantes do drinque ao valor de R$ 15 cada. A de hibisco com licor de romã tornou-se uma das mais apreciadas. E, apesar de ser ofertada em um local que engloba o circuito “baixo centro” da cidade, Gregório explica que a única ostentação do lugar é garantir que a bebida seja servida na taça. “O gim é muito aromático, então, a taça precisa ter a boca larga para exalar o cheiro”, justifica. Inspirada no sucesso recente das cervejarias artesanais, surgiu na cidade, há pouco tempo, o primeiro bar focado na comercialização do produto, o Ginger, que, com uma proposta pop-up, ficará aberto apenas temporariamente, durante a mostra CASACOR Minas, que segue até o dia 17 deste mês. O local produz a própria bebida, chamada de Yvy. Um dos donos da ideia ao lado dos ingleses Darren Rook, um dos fundadores da London DistilLorena K. Martins
Festival reúne muita cerveja Já faz algum tempo que BH se tornou uma das capitais mais aclamadas quando o tema é cerveja artesanal, principalmente pela quantidade de eventos destinados ao setor. Para incrementar a agenda, o festival Junglebier estreia neste sábado (2), às 11h, em Macacos, no Bar do Marcinho (alameda Seu João s/n, Macacos) e promete mais edições. Informações em www.junglebier.com.br
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
“Se a vida te der um limão...”
Em tempos de crise, o engenheiro eletricista e chef Weberth Hauers conseguiu reiventarse. Quando foi dispensado do emprego, aproveitou para dedicar-se melhor à cozinha e transformou os pratos que mais gostava de cozinhar em uma oportunidade de comercializálos e marcar presença na mesa de outras famílias, além da dele. Foi neste ano que a Iguaria Hauers ganhou força, com opções como antepastos de berinjela, caldos, canjiquinha e o carro-chefe – a salada de polvo que faz sucesso em feiras gastronômicas da capital, como a BH Cult, que acontece no próximo dia 30, no Museu Histórico Abílio Barreto.
UARLEN VALERIO
Bebidaperfumada vaimuitoalémda clássicagim-tônica eagradapaladares nacoquetelaria
No Ginger é servido o drinque 001, feito com o gim de produção (Yvy) própria com água tônica, hibisco, gengibre e limão capeta
lerry, e Ryan Chetiyawardana, o mineiro André Sá Fortes afirma que a aposta na destilaria de gim nacional foi certeira. “É uma bebida muito gostosa e há várias possibilidades de receitas. Com a destilaria, conseguimos produzir uma bebida de boa qualidade com um preço bem acessível”, explica. A produção própria faz sentido, uma vez que a preferência do destilado está em alta no país todo. Segundo a IWSR (International Wine & Spirit Research), o consumo de gim no Brasil subiu 40% nos últimos cinco anos. Além do zimbro – fruta obrigatória para que seja batizado de gim –, outros dez ingredientes entram na receita do Yvy, como semente de coentro, cardamomo, noz moscada, casca de li-
mão siciliano e amêndoa; com destilação a base de álcool de cana – que garante o teor alcoólico de 46,6%. Depois de pronto, vira opções de drinques pelas mãos do bartender Honório Gonçalves. Caso do 001, feito com gim, água tônica, hibisco, gengibre e limão capeta. Já nas mãos do chef Felipe Rameh, o ceviche de peixe branco, polvo e coco servido por lá ganha um sabor especial com uma marinada ácida de gim. NOVAS VARIAÇÕES O gim também serve de base para muitos coquetéis do menu do Olga Nur, pelas mãos de Sebastian Pires. “A vodca tem um sabor mais neutro, enquanto o gim tem um peso no paladar de um drinque”, explica.
Ainda de acordo com Sebastian, muitos clientes têm impressão errada do gim por causa da tradicional gim-tônica – amarga, por causa do quinino presente na água tônica que compõe um dos mais clássicos drinques. “Ele experimenta a gim-tônica e acha que não gosta de gim. Mas é possível criar outras variações com o destilado e combinar com hortaliças e licores que não mascarem o aroma e o sabor do gim”, explica. Por outro lado, Gregório, do Pajubar, acredita que, para agradar de vez o paladar, a gimtônica precisa ser feita com equilíbrio. “O segredo é a proporção. O gim é muito perfumado, e a água tônica, muito amarga. Nenhum desses dois ingredientes deve ‘pesar’ a mais na boca”, pondera, com sabedoria.
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FRED MAGNO
DE BANDEJA II EDSON TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO
Drinques feitos a base de gim, no Olga Nur, mesclam outros ingredientes como infusão de hibisco e licor de uísque
Missão: comida feita com afeto História O gim foi criado na Holanda, derivado de um destilado de cereais chamado Genever, bebida bastante rústica e com alto teor alcoólico. Para diminuir o amargor, passou-se a incluir o zimbro, uma fruta pequena, semelhante ao mirtilo, responsável pelo aroma perfumado da bebida Mais consumido O Tanqueray é um gim originalmente inglês e é o mais consumido na América do Norte. Ele já foi, inclusive, citado na música “You Know I’m No Good”, da cantora Amy Winehouse, morta em 2011
RECEITA CECILIA GANZAROLLI/DIVULGAÇÃO
Negroni Receita do Maximiliano Faustino, do Nimbos Bar
Ingredientes 1 parte de campari 1 parte de vermouth tinto italiano 1 parte de gim
Foi há pouco mais de um ano que o chef Felipe Oliveira recebeu a incumbência de assumir a cozinha do tradicional restaurante Tragaluz, localizado na cidade de Tiradentes – local, antes, conduzido há anos por sua fundadora, Zenilca Navarro. Desde fevereiro deste ano, Felipe elaborou novos pratos, aprimorou alguns processos – como uma costela que demora 24 horas para ficar pronta em baixa temperatura –, mas sem deixar de lado o afeito da comida “feita em casa”. O arroz de galinha d’Angola, feito ao vivo durante a última edição do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, foi um dos pratos mais aclamados. RENATA FERRI/DIVULGAÇÃO
Modo de preparo Monte o coquetel direto no copo old-fashioned com gelo. Mexa para que as partes se misturem e decore com uma casca de laranja dentro do copo
PAJUBAR/DIVULGAÇÃO
Tudo junto e misturado Em pleno centro da cidade, o Pajubar foi um dos bares responsáveis por popularizar o gimtônica durante a noite mineira
Longe das obrigatoriedades e sofisticação de restaurantes especializados em gastronomia de outros Estados, mesclar referências de outras cozinhas tem se tornando frequente na cidade. E, de forma simples, sem firulas, como mostra a proposta do chef Don Klebinho, expert em misturar Minas Gerais com a Bahia. Desde que assumiu a cozinha do restaurante Abaianera, no Sion, em janeiro desde ano, ele gosta sempre de transitar entre as clássicas moquecas baianas (de peixe, camarão, frutos do mar ou mista) e xinxim de galinha e pratos típicos do norte de Minas, como o Baianão (feito com arroz, feijão de corda, carne de sol, linguiça, couve e ovo).
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almanaque 30 ANOS> Grupo radicado no Rio traz sua versão de “Hamlet”
Sex. a seg. 2 a 25.set.
Armazém visita o Bardo texto mais comunicativo, que não perdesse a poesia. Queríamos um texto seco, uma poesia mais crua, mais carnal, não tão rebuscada”, comenta o diretor. Para comemorar seus 30 anos de estrada, a companhia criada em Londrina e radicada no Rio de Janeiro preferiu, em vez de construir uma dramaturgia inédita, como vinha fazendo nos últimos anos, um processo em que o que está em jogo é seu posicionamento sobre a narrativa. “Nossa questão era como abarcar uma narrativa tão conhecida e ter um posicionamento pessoal. Transformar o ‘Hamlet’ não só no do Shakespeare, mas no meu, no da companhia. Como montamos obras próprias, criamos uma relação afetiva não só com o autor, mas com o próprio texto”, observa. “Dessa vez, não queríamos uma relação afetuosa, mas de embate, de questionamento. Buscar um jeitode rebater certas verdades já estabelecidas sobre a peça. Queria uma relação provocativa com ela”. “Hamlet” foi a primeira escolha durante o processo de pesquisa. Depois de experi-
mentar com várias outras possibilidades, inclusive dentro do próprio legado de Shakespeare, acabaram fechando mesmo o ciclo na primeira opção. No fim das contas, preferiram apostar no poder de comunicação da história do príncipe da Dinamarca, que poderia ser avassalador. PEÇA-ESPONJA Ele se finge de morto para provocar a revelação da verdade, mas acaba perdendo o controle de sua própria realidade no processo. “Um estudioso polonês da obra de Shakespeare chamado Jan Kott dizia que ‘Hamlet’ é uma espécie de ‘peça-esponja’, como se ela tivesse o poder de absorver, com a própria história, o momento do mundo em que é montada”, afirma Paulo. “É a história da destruição de uma ordem estabelecida, que é uma coisa que se parece com o que vivemos. Uma espécie de colapso, um momento em que o mundo como conhecemos começa a perder o sentido e precisamos procurar uma nova forma de apreendê-lo”. Há também um diálogo direto com o contexto brasilei-
ro. “Obviamente, fala-se sobre um golpe de Estado, uma usurpação de poder. Qualquer paralelo com a nossa realidade está ali”, analisa. “Mas também há outros. O Reino da Dinamarca, como colocado por Shakespeare, é um reino de aparências, um faz de conta que a gente precisa espiar por dentro e é isso que o Hamlet tenta fazer, tirar a casca, entrar na víscera”. A cargo da atriz Patrícia Selonk, a construção do protagonista demandou atenção específica para a questão da violência que traz em si. “Em muitas versões que foram feitas, essa violência fica absolutamente amenizada, mas ela está dentro dele. Ele é violento com a mãe, isso está dentro dele. Quando Horácio diz que há algo de podre no Reino da Dinamarca, o Hamlet está incluído. Não é uma figura heroica e pura de um lugar que está se desfazendo. Ele tenta entender, não concorda, mas está contaminado, assim como nós estamos contaminados pelo que está acontecendo no mundo. De alguma forma, permitimos que chegasse a esse caos”. A construção cênica do es-
FOTOS LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
De cara, logo na primeira cena do “Hamlet” da Armazém Companhia de Teatro, espetáculo que entra em cartaz em Belo Horizonte neste sábado (2) e permanece até o fim de setembro, toda a trama já é entregue: o fantasma do Rei da Dinamarca, pai do protagonista, aparece para dizer ao filho que sua morte repentina foi resultado de um envenenamento engendrado por seu próprio irmão, Claudius, que assume a coroa e se casa com a viúva, Gertrudes, também envolvida com o plano. Ele exige que o filho se vingue e mate o novo Rei, seu tio e agora padrasto. No texto original, de William Shakespeare (1564 – 1616), a cena só acontece no fim do primeiro ato da peça. “Começar dessa forma acaba com qualquer possibilidadede surpresa, de cara já são jogadas todas as informaçõese podemos absorver de forma mais fluida o que vem em seguida, sem ficar buscando entendimento”, explica o diretor Paulo de Moraes. Outras adaptações foram feitas ao texto original, que teve o número de personagens reduzido a sete e algumas inserções assimiladas, como um trecho da obra do poeta russo Boris Pasternak (1890-1960). A tradução ficou por conta do parceiro de outros projetos Maurício Arruda Mendonça. “Estudamos quase dez traduções que já existiam e montamos muitos exercícios a partir delas, mas sentimos uma necessidade muito grande de conseguir um Jessica Almeida
petáculo é toda contemporânea, mas há uma série de pequenas referências à Idade Média, período em que a peça foi escrita. “O cenário é uma espécie de estrutura envidraçada, que permite enxergar muito da relação entre público e privado porque a história é isso, um espionando o outro o tempo inteiro. É tudo quase totalmente fincado no hoje, mas de vez em quando uma armadura, uma roupa meio medieval faz ver aquela época”, comenta o diretor. Depois da temporada aqui, a Armazém vai à China participar de um festival, dando continuidade à carreira internacional iniciada em 2013.
> Hamlet
Armazém Companhia de Teatro CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 2 a 25, de sexta a segunda, às 20h. R$ 20 (inteira).
Hamlet mulher
Na versão da Armazém Companhia de Teatro, o príncipe da Dinamarca é interpretado pela atriz Patrícia Selonk
almanaque
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ARTES CÊNICAS Umaherançaprachamardesua Patrícia Cassese
Como se estivesse portanto uma espécie de abacaxi na cabeça. Foi assim que Maurício Canguçu se sentiu no primeiro ensaio com figurinos de “Essa Herança é Minha”, nova aposta da Cangaral, a companhia que divide com Ílvio Amaral, com estreia na próxima quinta, dia 7. Sim, estamos falando de uma dupla que dispensa apresentações, mas, ok, vá lá: são os nomes por trás do fenômeno “Um Espírito Baixou em Mim”. Aliás, Canguçu conta que desde a citada montagem – que estreou há 19 anos e segue no repertório –, os dois não se enveredavam por uma comédia de viés tão popular. A trama se passa em 1784, e tem como alavanca a morte de Sissi, uma famosa baronesa da Inglaterra. Ao saber da notícia, e ávidas pelo dinheiro, Mary e Elizabeth enfrentam frio, neve e o que mais for preciso para colocar a mão na grana. Ocorre que o mordomo George também quer a bufunfa – e a confusão está armada. O texto leva a assinatu-
ra de Fred Mayrink, cujo nome pode soar familiar ao público que acompanha novelas globais: ele foi diretor geral de novelas como “Salve Jorge”, “Haja Coração”, “Caminho das Índias”, assim como da nova versão de “Os Trapalhões”, exibido no Canal Viva. Mas sim, houve toda uma história por trás do processo de feitura do espetáculo. “Ílvio e eu, a gente recebe muitos textos, todo dia. E tínhamos um em mente. Daí, pensamos: ‘Vamos chamar o Fred’, que é uma pessoa que a gente admira pela relação com o humor. E nós dois sempre mantemos essa coisa de propor novas parcerias, conhecer outras pessoas”, lembra Maurício. Fred assentiu ao convite, mas ponderou: “Vocês querem mesmo fazer esse texto?”. Frente ao titubeio, o carioca (que já morou em BH) propôs que revelassem todas as expectativas que acalentavam. “E a gente falou um monte de coisas, daí, ele acabou desenvolvendo a dramaturgia, e de modo picado, ia mandando trechos– aliás, como assumiu a direção também, continua mandando”, diverte-se Canguçu. Em janeiro, os três se co-
estreia 7.set.
CANGARAL/DIVULGAÇÃO
Em cena
Ílvio e Canguçu contracenam com Carolina Cândido e Mônica Horta
nheceram pessoalmente. “E criou-se uma empatia enorme. Sabe quando você encontra uma pessoa e as ener-
gias batem? Nesses dois meses intensos, de encontros e ensaios, a gente criou um elo lindo, de sair junto, em
família, beber”. Maurício conta que, desde sempre, todos os envolvidos não firmaram nenhum
compromisso para defender “nenhuma questão política ou moral”. “A ideia era um entretenimento mesmo. Mas não sei se sem querer ou por intuição, acabou sendo atual. São quatro trapaceiros querendo dar o golpe. Mais atual impossível. Na crista da onda”, diz, aos risos. Canguçu, porém, lembra que a peça trata do tema de forma mais ampla, referindo-se a pessoas que querem ficar ricas a qualquer preço. Em tempo: a produção é pralá deesmerada, earrebanha profissionais conhecidos por atuar nas produções operísticas da Fundação Clóvis Salgado – caso da figurinista Sayonara Lopes. Já o cenário é de Juliana Carneiro, que fez diversos trabalhos na telinha. E sim, que ninguém se assuste ao ver que, mesmo sendo uma peça “de época”, os atores usam celulares ou até uma cadeira de rodas motorizada. Ou acessem o Facebook. O espírito é esse mesmo.
Essa Herança é >Minha Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). De 7 a 10 de setembro. Quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 19. R$ 40 (inteira)
Turma da Mônica em musical CAIOGALLUCCI FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO
O cenário do musical conta com recursos de mapping, uma projeção digital e interativa
Considerado um dos bens mais preciosos do planeta – se não o mais –, a água é o epicentro da história que inspira o musical “Turma da Mônica Contra o Capitão Feio”, que aterrissa em Belo Horizonte no próximo fim de semana. No palco, a turminha do Bairro do Limoeiro enfrenta o vilão cujo nome é citado no título. E sim, o tio do personagem Cascão tem planos pra lá de malévolos para a Terra: poluir e desperdiçar a água. Na verdade, abordar questões ambientais sempre foi uma diretriz presente nas aventuras da Turma da Mônica, reverberando uma orientação de seu criador, Maurício de Sousa. No caso do musical, o diretor-geral Mauro Sousa relembra a gênese do projeto: “Consultamos professores, pedagogos e especialistas para detectar como esse tema vem sendo tratado em salas de aula”, explica. “A peça foi criada do zero. É uma história nova”, emenda, lembrando, po-
rém, que não foi propriamente uma tarefa hercúlea. “Os roteiristas e produtores têm muita intimidade com os personagens e as histórias do Maurício”, completa ele, cujo sobrenome, aliás, entrega: trata-se de seu pai. Maurício de Sousa, aliás, fez questão de acompanhar o processo, do roteiro à montagem de cenário. O que não é problema algum para a equipe. “Temos muito orgulho de trabalhar com ele, e continuar a expandir essa obra, que é tão querida pelas pessoas”, pontua Mauro. Vale dizer que, como toda a prole, Mauro também inspirou um personagem. Nas historinhas, ele é o Nimbus, um aficionado por meteorologia. “Na verdade, ainda tenho medo de chuva, então, talvez inconscientemente tenha pensado nesse tema da água e da conservação do meio ambiente”, brinca o diretor.
mundo. Para a peça, a produção decidiu levar ao palco um ator sem máscaras. “Para dar a ideia do bem e do mal, é preciso dar feições ao personagem. A expressão facial é fundamental para criar essa oposição”, explica Mauro. Em setembro, o vilão também ganhará uma graphic novel – o equivalente ao gênero romance dos quadrinhos – que contará suas origens. “O nosso objetivo (com esse formato) é oferecer uma gama de personagens para todos os públicos, seja crianças ou adultos. E, ainda, mostrar o trabalho de outros artistas, bem como contar histórias em outros formatos”, conclui Mauro.
AMOR À SUJEIRA O Capitão Feio mora nos esgotos. E não mede esforços para emporcalhar o
Feio
* João H. Motta, sob a supervisão de Patrícia Cassese
Turma da Mônica >Contra o Capitão Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Dias 9 e 10 (sábado e domingo). 16h. A partir de R$ 50 (plateia 2, inteira)
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ARTES CÊNICAS Poesia para tempos difíceis Patrícia Desde o ano passaCassese do, Marcelo Castro acalentava o sonho de dar início à carreira solo com uma montagem que tivesse como espinha dorsal a poesia. Um dos fundadores do grupo Espanca!, o ator e diretor deu início, pois, a uma pesquisa sobre poesia contemporânea. Um dos livros aos quais recorreu, ainda em 2016, foi “Livro dos Poemas”, do carioca Carlito Azevedo. “Mas, num primeiro momento, achei-o estranho. Não foi, digamos, amor à primeira vista, mas alguma coisa, ali, já me provocou um incômodo”. Marcelo partiu para ler outras coisas, até que, este ano, voltou a Azevedo. E uma epifania se deu. “Me deu a impressão de que o poema falava do que está acontecendo no Brasil agora. Veio uma urgência, no sentido de não poder postergar, do ‘tenho que dizer isso agora’”. O resultado é o monólogo “Prólogo CaninoOperístico”, que ele apresenta na próxima quarta (6), no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec. Vale dizer que, nesta estreia, tudo foi minuciosamente pensado, da data (véspera do Dia da Independência) ao teatro, que tem “Brasil” em seu nome, ao fato de ser “de câmara”. “Trata-se de um espaço pequeno, mas
com cara de teatro clássico, com cortinas de veludo, assentos em madeira... São escolhas conscientes que já revelam muito”. Na verdade, Marcelo queria dar primazia à relação do público com o texto. “E estudei de que forma o material das palavras poderia chegar às pessoas de forma mais palpável”, pondera, dizendo que, no caso, o próprio teatro entra como cenário. No palco, ele surge como um cão que está preso. ARQUÉTIPO DO CÃO Curiosamente, em “Por Elise”, espetáculo de estreia do Espanca!, Marcelo também fazia as vezes de um cão em cena. “Tive críticas incríveis, foi um trabalho muito importante na minha carreira. Gosto muito do arquétipo do cachorro – aliás, dos animais em si – para, a partir dele, pensar sobre o homem. Mas, agora, o texto trata esse arquétipo de forma distinta do ‘Por Elise’. Aqui, temos um cachorro sofrido, tocado a pontapés, que passa fome e frio. Por isso quis dar voz a ele”. E no que o poema faz referência de modo tão agudo ao Brasil de hoje? “Estou sentindo que, mesmo com toda essa ruindade, esse cenário desesperador, está todo mundo meio que paralisado, ao contrário de outros momentos, nos quais ainda se acreditava em mudanças. Nisso o poema dialoga. Cada nova notícia que a gente recebe é mais hor-
rível que a anterior. Na peça, o cachorro está num cubo, preso, mas, mesmo assim, precisa falar...”, explana.
Qua. 6.set.
TIAGO NUNES/DIVULGAÇÃO
REVOLUÇÃO RUSSA Mas o poema também se conecta com a Revolução Russa, que está completando cem anos. “O texto traz várias citações a poetas russos, como Maiakovski, Anna Akhmátova e Marina Svietáieva. “Mas é (uma referência) mais poética. É preciso lembrar que estamos falando de poesia, portanto, há várias coisas que não podem ser explicadas”. Em tempo: o poeta Carlito Azevedo festejou a encenação de sua obra, quando contactado. “Isso me deu um super gás”, frisa Marcelo. Também é necessário frisar que o ator e diretor se desligou da empresa Espanca!, mas segue no elenco dos espetáculos de repertório. “Queria ter mais tempo. Tive uma filha, que está com 1 ano e meio, e passo o dia com ela. O Espanca! não é só a companhia, tem a administração do teatro, por exemplo”. É bom lembrar ainda que a colega Grace Passô está nos créditos de “Prólogo Canino-Operístico”, como colaboração artística.
Sofrido
>
Marcelo Castro faz as vezes de um cão em cena em novo trabalho
Prólogo Canino-Operístico Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Dia 6 (quarta), às 20h. R$ 30 (inteira).
RICARDO S. GONÇALVES/DIVULGAÇÃO
teatro adulto A CASA DOS BUDAS DITOSOS Dir. Domingos de Oliveira Com Fernanda Torres Inspirado no romance homônimo de João Ubaldo Ribeiro, o espetáculo traz o monólogo de uma libertina baiana de 68, que narra passagens de sua vida sexual. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (2), às 21h. R$ 130 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia 3, inteira).
ANTES DO FIM Dir. Rita Clemente Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Diante de seus limites, um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando, por acaso, suas vidas se entrelaçam. A peça oferece várias versões do mesmo conto e em cada dia da semana será apresentada uma história. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.
AS MENINAS DE MADAME MIMI Dir. Carluty Ferreira e Janaina Starling Com Wilma Henriques A história de uma atriz em decadência que resolve buscar outras formas de arrecadar dinheiro para manter suas necessidades. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Neste sáb. (2), às 20h; dom. (3), às 19h. R$ 20 (inteira).
CASSINO DA KAYETE Dir. Guilherme Oliveira Com Paloma Santos, Thiago Comédia
O espetáculo “Suave Coisa Nenhuma” estreia na próxima sexta (8), no Sesc Palladium
e Glauber Cunha O programa de rádio homônimo à peça ganha os palcos e Kayete comanda a comédia com grande elenco e convidados especiais. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Sex. (8), às 21h. R$ 17.
CONTROLE DE ESTOQUE Dir. Daniel Toledo Coletivo T.A.Z. A rotina de uma grande organização onde todas as funcionárias se chamam Sandra. Teatro 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Neste sáb. (2), às 20h30; dom. (3), às 19h. R$ 10 (inteira).
ESSA HERANÇA É MINHAS Dir. Fred Mayrink Com Ílvio Amaral e Maurício Canguçu Assim que uma baronesa morre, Mary e Elizabeth enfrentam muita confusão para garantir a fortuna deixada. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui (7), sex. (8) e sáb. (9), às 21h; dom. (10), às 19h. R$ 40 (inteira).
HAMLET (Leia mais na página 14)
IMPROVÁVEL Com Cia Barbixas de Humor Um Mestre de Cerimônias faz uma pequena introdução e na hora das improvisações ele seleciona as sugestões da plateia e explica as regras dos jogos. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste
GIRA Dir. Rodrigo Pederneiras e Paulo Pederneiras Com Grupo Corpo Inspirados por ritos da umbanda, os bailarinos celebram Os ritos da umbanda são a grande fonte de inspiração da estética cênica do espetáculo, fruto da parceria inédita com a banda Metá Metá. O Grupo Corpo também apresenta “Bach”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (2), ter. (3) e qua. (4), às 20h30; dom. (3) e qui. (7), às 19h. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira).
DESVAIRADOS Dir. Manoel Alves dos Santos Com Michell Sarantides, Pedro Henryquez, Wander Leonel Um rapaz cheio de dívidas, resolve montar uma peça de teatro e, em apuros, começa a buscar pessoas para ajudá-lo numa corrida contra o tempo. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (3), às 20h. R$ 20 (inteira).
Com Grupo Sarandeiros e Chico Lobo A apresentação com participação especial do músico Chico Lobo comemora os dez anos do espetáculo que resgata manifestações folclóricas de todo o estado de Minas Gerais. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (8) e sáb. (9), às 20h30. R$ 10 (inteira).
NUVENS DE BARRO sáb. (2), às 19h e às 21h; dom. (3), às 18h. R$ 60 (inteira).
NOSSA SENHORA DA AÇOTEIA Dir. Jane Porto Com Adyr Assumpção A história de mulheres de gerações diferentes que vivem o mesmo drama: diversos tipos de violência na relação. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (2), às 20h; dom. (3), às 18h. R$ 20 (inteira).
PRÓLOGO CANINO-OPERÍSTICO
Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste dom. (3), às 18h. R$ 50 (inteira).
Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (2), às 20h. R$ 10.
RISCO
SUAVE COISA NENHUMA
Dir. Ricardo Alves Júnior Com Luísa Bahia A odisséia de Dora, uma narradora errante e solitária, que delira num fluxo constante em meio a ondas marítimas, imagens fantásticas e alucinações sonoras. Museu da Moda de Belo Horizonte (r. da Bahia, 1149, centro). Neste sáb. (2), às 20h. Entrada gratuita (com distribuição de ingressos 1 hora antes).
Dir. Samira Ávila Com Henrique Cordoval, Lorena Tófani, Manu Ranilla Dois artistas dividem palco e vida, mas em algum momento esta relação se perde e expõe o vazio. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (8) e sáb. (9), às 20h; dom. (10), às 19h. R$ 10 (inteira).
(Leia mais na página 15)
PUTZ GRILL...
SORRIR FAZ BEM PARA A PELE
Com Oscar Filho O stand-up do ex-CQC traz humor a partir da vida pessoal do humorista e de fatos do cotidiano.
Com João Relâmpago Um show de humor que aborda assuntos da atualidade, relacionamentos, política, religião e cotidiano.
dança GERAIS DE MINAS Dir. Gustavo Machado
Dir. Fernando Martins e Joaquim Elias Cia de Dança Palácio das Artes Um mergulho no universo lírico de Manoel de Barros e a busca para descobrir, inventar e reinventar a delicadeza, a simplicidade e o realismo fantástico. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (2) e dom. (3), às 18h30 e às 20h30. R$ 20 (inteira).
SAADA TALIBAH – VENTRE SAGRADO – AS DEUSAS EM MOVIMENTO Dir. Dunyah Zaidam Com Grupo Talibah de Danças Árabes O espetáculo pretende encontrar a deusa latente em cada mulher. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (2), às 20h30. R$ 40.
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MÚSICA Diva do feminejo de volta a BH Chega a ser incontável a quantidade de vezes que Marília Mendonça, 22, cantou “Infiel”, hit responsável pelo estouro da voz da moça, que antes costumava ficar só nos bastidores, assinando composições. E ela parece não se cansar – e, muito menos, cansar o público, que vai recebê-la na capital mineira no próximo sábado (9), no Mineirão, em mais uma edição do Festeja. “Fico até emocionada quando vejo aquela multidão toda cantando comigo”, relata a intérprete, que vai dividir o palco do festival com Henrique & Juliano, Zé Neto & Cristiano e Maiara & Maraísa, Tomate e Anitta. “Tenho um carinho muito grande pelo público de BH, que sempre me recebem muito bem, de braços abertos. Isso é gratificante! Quero fazer um grande show e conto com todos os fãs presentes para torná-lo inesquecível”, convida. Recentemente, a mesma canção “Infiel” veio à tona na vida pessoal da cantora, mas de uma maneira nada proposital. Após terminar o noivado com Yugnir Lorena K. Martins
Ângelo, há algumas semanas, a cantora, então solteira, foi flagrada aos beijos com o ator Matheus Corcione, que, embora ela não soubesse, era comprometido – a namorada, aliás, está grávida de quatro meses de um filho dele. Mas para quem ostenta rótulos como o de “musa da sofrência”, Marília optou por tirar a situação de letra. E, claro, sem sofrer. “Hoje, o meu foco principal é a minha carreira, e quero dedicar grande parte do meu tempo a isso”, declarou a artista, que privilegia, em suas composições, narrativas que, até então, não eram comumente cantadas na voz feminina. E ela tem consciência disso. “O que vem à minha cabeça quando canto é o poder de ajudar as pessoas, principalmente as outras mulheres. É poder mostrar que existem milhões de saídas para os nossos problemas, principalmente dentro dos nossos relacionamentos amorosos”, dá o recado. E, longe dos holofotes que envolvem polêmicas sobre sua vida pessoal, a cantora comemora sua recente conquista: ela atingiu o posto de brasileira com maior número de visualizações no YouTube. Ao lado de nomes como Adele, Ariana Grande
Sáb. 9.set.
MAURÍCIO ANTÔNIO/DIVULGAÇÃO
Recorde
Marília entrou para a lista de artistas mais assistidos na internet
FESTEJA Onde Estádio Mineirão – Av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, Pampulha. Quando Sábado (9), às 14h Quanto A partir de R$ 60 (inteira, arquibancada superior amarela)
e Taylor Swift na popularidade, a cantora ultrapassou três bilhões de visualizações em seu canal oficial, em menos de dois anos. “Eu fiquei muito feliz, quase não acreditei. Mas depois que a ficha caiu, fiquei muito orgulhosa de mim mesma. Eu não esperava essa repercussão toda em tão pouco
tempo, e hoje só tenho a agradecer. Quero sonhar cada vez mais alto e realizar todos eles”, planeja. ENGROSSANDO O CORO Um deles é levar o projeto “Festa das Patroas” ao Brasil todo, juntamente a outras cantoras do segmento como
Maiara & Maraisa e Simone & Simaria. Nele, há espaço para músicas que falam de decepções amorosas, traições, amantes, relacionamentos que deram certo e mulheres que se mostram cada vez mais bem resolvidas com essas situações. “Nós só queremos divertir nossos fãs da forma mais consciente possível. Vamos cantar ‘sofrência’, mas vamos falar de amor próprio, que é muito importante também”, observa a cantora, que enxerga a importância do sertanejo feminino – ou feminejo, como foi batizado. “O sertanejo feminino chegou e foi muito bem recebido, acredito que estamos fazendo a nossa parte para pegar o nosso espaço no mundo, e isso é o que nos deixa feliz”, acredita. Marília vê a possibilidade de sua música funcionar como uma alavanca que ajude a colocar a mulher em posições cada vez mais de destaque, protagonizando espaços que não se restrinjam somente à música. “Felizmente, nós, mulheres, estamos crescendo muito não só dentro do universo sertanejo, como em outras áreas também, e isso é maravilhoso”, finaliza.
PEDRO GONTIJO/DIVULGAÇÃO
ALTEMAR DUTRA JR Filho do consagrado seresteiro apresenta tributo ao pai. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 60 (inteira)
CAPITAL INICIAL Turnê “Acústico NYC” KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir de R$ 130 (arquibancada, inteira)
FESTIVAL VIBRA Festival apresenta diversas atrações no Parque Municipal. Lenine, Renegado e Maneva são atrações do Fim de Semana. Sábado (2) e domingo (3). Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/n, centro). A partir de 19h. R$ 30
HORIZONTE BLUES FESTIVAL Festival reúne Blacktrack Blues, Redblues e Dom Preto para saudar clássicos do blues Amadoria (r. Mucuri, 325, Floresta). Às 16h. R$ 30 (na porta)
domingo (3) BANDA 12 DE MARÇO Lançamento do quarto CD do projeto, com músicas populares e eruditas. Praça Duque de Caxias, Santa Tereza. Às 10h. Entrada gratuita
DOMINGO NO MUSEU Edição apresenta Ná Ozzetti e Zé Miguel Wisnick. Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, Pampulha). Às 11h. R$ 20 (inteira)
VIRGÍNIA ROSA Cantora interpreta Clara Nunes no show “Eterna Guerreira”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h. A partir de R$ 20 (inteira)
segunda (4) SEGUNDA MUSICAL Duo de violões e piano. 1ª parte: Fábio Ramos e Marlon Nascimento (duo de violões). 2ª parte: Jennifer Pereira (piano). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues VINICIUS XAVIER/DIVULGAÇÃO
SÉRGIO PERERÊ E MATEUS ALELUIA
Coral Lírico de Minas Gerais interpreta obras de Edu Lobo e Mozart. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 12. Entrada gratuita
THE GET UP KIDS Precursores do Emo-core fazem show em BH. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 20h. A partir de R$ 140 (inteira).
quarta (6) 14 BIS Show comemora 35 anos de carreira do grupo. Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 22h. A partir de R$ 40
A.EXPOSTION #1 Festival de música psicodélica apresenta as bandas Bike e Mineiros da Lua. Luthier Bar (r. Tabaleiros, 20, Floresta). Às 19h. R$ 15 (pelo sympla.com)
Atrações animam a noite do feriado no Chalezinho. Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 22h. A partir de R$ 40
sexta (8) NATASHA LLERENA
Mateus Aleluia
O lançamento da Secretaria Municipal de Cultura será aberta ao público e contará com apresentações de números musicais de Maurício Tizumba, Aline Calixto, Flávio Renegado, Thiago Delegado e Marcelo Veronez. O sociólogo Juca Ferreira é quem assume a Secretaria em Belo Horizonte. Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena s/n, Parque Municipal) Quando Dia 4 (segunda-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita
SARAU AO MEIO DIA
MOLEJO E HAWAIANOS
TRIBUTO ÀS QUATRO ESTAÇÕES
marca abertura com 6 SMC shows de artistas locais
terça (5)
quinta (7)
Músico mineiro convida o integrante do grupo baiano Os Tincoãs para a programação da Semana Idea de Arte Negra. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 20h. Entrada gratuita com retirada de ingresso uma hora antes do evento.
Show traz homenagem à Legião Urbana. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 30 (inteira)
Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 1
Cantora, compositora e bailarina apresenta pela primeira vez o espetáculo “Canto Sem Pressa”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. R$ 20 (inteira)
LU GONTIJO/DIVULGAÇÃO
sábado (2)
Lobo apresenta 6 Christiana show “Navegador” A cantora e compositora mineira apresenta espetáculo intimista em homenagem à memória de seu pai, Soares da Cunha, que foi trovador e integrante da Academia Mineira de Letras (AML). O show leva mesmo nome de seu recém-lançado e terá participação de Mila Conde e Rafael Dias, além de projeções de pinturas e desenhos de sua mãe (leia entrevista no site do Pampulha). Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 5 (terça-feira), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)
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MÚSICA ‘Barbatuquices’ pra lá e pra cá mada música corporal, ou seja, sons produzidos pelo próprio corpo, como palmas, estalos ou assovios. Criado em 1997, o Barbatuques mantém, atualmente, três espetáculos em repertório – além dos já citados “Ayú” e
“Barbatuquices”, tem, ainda, “Tum Pá”. Cada um demanda um elenco diferen-
te, em termos quantitativos. “No caso de ‘Ayú’, a estrutura das músicas pede no mínimo 12 pessoas em cena, enquanto ‘Tum Pá’, oito”, segue Giba. Questionado so-
JONATHAN NÓBREGA E BEL MEDEIROS/DIVULGAÇÃO
Ainda no rastro da turnê baseada no mais recente álbum de sua discografia – “Ayú” (2015) –, os integrantes do Barbatuques sentiram necessidade de fazer um show ainda mais interativo que o habitual. Surgiu, pois, “Barbatuquices”, que os paulistanos trazem a Belo Horizonte para duas apresentações, no domingo (3), no “Diversão em Cena Arcelor Mittal”, no Teatro Bradesco. “Na verdade, nossos shows já propõem a interação e as crianças normalmente se levantam e vêm para perto do palco. Mas, aqui, a gente se propõe a ensinar, a fazer com que o espectador participe do roteiro. A ideia é que as crianças saiam do teatro levando para casa um brinquedo que, na verdade, nem sonhavam que já tinham”, diz Giba Alves, referindo-se ao fato de o Barbatuques propor a chaPatrícia Cassese
Estripulias: A trupe convoca os “baixinhos” para uma divertida lição de música corporal
Dom. 3. set.
bre a faixa etária à qual “Barbatuquices” se destina, ele diz: “Posso dizer que toda a primeira infância é contemplada. É um programa tranquilo de acompanhar, tem um bom ritmo, e duração de 50 a 60 minutos, para as crianças não se cansarem”, assegura ele, lembrando que muitos pais levam crianças de colo às apresentações. Além das apresentações Brasil afora, o Barbatuques tem outros modos de extravasar a criatividade de seus componentes. Para ficarmos em dois exemplos, participaram da festa de encerramento das Olimpíadas no Brasil, ano passado, e marcaram presença na bela trilha da animação “O Menino e o Mundo”, de Alê Abreu. Também mantém uma grade de oficinas e um grupo de estudos em São Paulo, além de oferecer treinamento para professores e capacitação de arteeducadores. Segundo Giba, um dos
projetos é levar o Barbatuques para a TV. “Mas é uma coisa embrionária. Nestes 20 anos, a gente viajou por muitos países e pelo Brasil, e o que a gente vê é que há muita coisa bacana sendo produzida por gente que faz música usando o corpo, não necessariamente com uma linguagem similar à nossa”, diz, revelando que essa poderia ser uma vertente explorada pelo programa. “Mas queríamos começar pelo público infantil mesmo”. Em tempo: no primeiro semestre, Fernando Barba, 45, fundador do grupo, descobriu um tumor no cérebro. Submetido a uma cirurgia de extração, ele hoje se encontra afastado para os decorrentes processos de fonoaudiologia e fisioterapia. “A recuperação é lenta, mas está indo bem”.
> Barbatuquices
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Domingo (3), às 14h e às 16h. Livre. R$ 20 (inteira).
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ARTES VISUAIS ‘Arteminas’ chega à 3ª edição FOTOS FCS/DIVULGAÇÃO
Patrícia Quatro talenCassese tos que percorrem veredas distintas, agrupados numa mesma mostra por terem alguns denominadores comuns. Entre eles, a inquietude. Ocupando quatro espaços do Palácio das Artes, a terceira edição do programa “Arteminas” entra em cena rendendo homenagem ao artista Pedro Moraleida, morto há 18 anos, com apenas 22 de vida. Se estivesse vivo, portanto, Pedro teria feito 40 anos no último dia 10 – lembrando que sua morte também se deu em agosto. Segundo o curador Augusto Nunes-Filho, presidente da FCS, as obras da mostra “Faça Você Mesmo Sua Capela Sistina”, de Moraleida, que ocupa a Grande Galeria, vêm de uma itinerância por vários países, como o Canadá. Mas o que ele situa como um diferencial é a série que dá nome à exposição, que era a menina dos olhos do artista, embora não tenha sido apresentada completa em vida. Agora, a FCS tenta preencher essa lacuna. Na Grande Galeria, uma cruz posicionada de modo central e uma plotagem no pi-
Morto precocemente, Pedro Moraleida é reverenciado na mostra
so são alguns dos elementos que tratam de concretizar o projeto tal qual o artista sonhava. Em torno, o visitante se depara com outras obras de Moraleida, elaboradas a partir de materiais como crayon, tinta automotiva, radiografias ou gesso. NunesFilho enfatiza que, nesse caso, dividiu as responsabilidades curatoriais com o pai do artista, Luiz Bernardes. Ocupando a Sala Arlinda Corrêa Lima, Randolpho Lamonier conta que a sua mostra, “Vigília”, abarca tanto obras recentes como outras produzidas especificamente para a “Arteminas”. O ponto de partida, lembra, é Contagem, onde morou. “Daí fiz
PEDRO GARCIA/CARTIÊ BRESSÃO/DIVULGAÇÃO
lança e-book 6 Inhotim com fotos inéditas
DIVULGAÇÃO
Em comemoração ao dia da fotografia, celebrado no dia 19 do mês passado, o Instituto Inhotim convidou cinco fotógrafos brasileiros para visitar o museu e capturar recortes e ângulos ainda não explorados. Um dos convidados, inclusive, foi Pedro Garcia, autor da página do Facebook “Cartiê Bressão”. O resultado dos ensaios pode ser conferido no livro digital que reúne 50 fotografias e está disponível gratuitamente no link: inhot.im/singular.
edição do “Letra em 6 Próxima Cena” analisa Drummond Um dos poetas mais influentes do século XX ganha destaque na sétima edição do projeto “Letra em Cena. Como ler...”. Na próxima terça-feira (5), o professor de literatura da Universidade de São Paulo (USP), Murilo Marcondes, apresenta e analisa a poesia de Carlos Drummond de Andrade Onde Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2244, Lourdes) Quando Dia 5 (terça-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita (retirada de ingressos via Sympla)
Em “Vigília”, o jovem Rodolpho Lamonier estabelece uma espécie de rota
uma espécie de rota que chega ao Baixo Centro de BH, onde estou há cinco anos. Nesse percurso, passeio por mídias diversificadas, trazendo elementos, figuras, situações ou questões, com a palavra escrita, narrativas visuais, relatos...”. Os outros pilares da “Arteminas” são as mostras “À Boca Pequena, Naturalmente”, de Marta Neves, na Genesco Murta, e “Vulgo. Lembra-se da Grande Mesa na Sala de Jantar”, de Desali, na Mari’Stella Tristão. Obra “Cenas Para uma Vida Melhor”, de Marta Neves
Acima, um dos trabalhos do artista Desali
> Arteminas
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Até 19/11. Terça a sábado, das 9h30 às 21h. Domingo, das 16h às 21h. Entrada franca.
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LITERATURA A rua como espaço de leitura Patrícia I n f o r m a l Cassese mente, os belo-horizontinos já se referem à Fernandes Tourinho – mais especificamente ao trecho compreendidoentre aavenida Getúlio Vargas e a Cristóvão Colombo – como a “rua das livrarias”. Desde a última sexta (1º), o Festival Livro na Rua (Flir) trata de calibrar ainda mais essa fama com um rol de atividades que segue até domingo (3). Curador do evento, José Eduardo Gonçalves conta que a experiência partiu da união de projetos afins que vinham sendo articulados paralelamente. “De toda forma, o que a gente percebeu é que precisava colocar o bloco na rua”, diz ele, lembrando que o Flir é realizado em parceria com a Câmara Mineira do Livro e com o Sesc MG. A urgência se dá ante uma constatação que pode ser aferida em todo o país: a redução drástica das chamadas livrarias de rua. “Veja, considero que todas as livrarias são importantes, e isso inclui as megas. Mas as de rua têm um perfil distinto: estão mais abertas a editoras independentes, a autores ainda desconhecidos... Claro, também são negócios, dependem da venda
dos livros, mas têm uma forma de atuar que difere bastante das grandes redes. Há editoras que não conseguem entrar nas grandes livrarias por razões que não cabe aqui discutir, mas, nas de rua, encontram abrigo. Além disso, são espaços bem abertos ao diálogo, à conversa, à troca, ao café. Pontos de encontro, e não só passagem. E é esse espírito que deve ser mantido”. José Eduardo salienta, ainda, o fato de o evento ser gratuito e com a programação quase toda na rua, “um espaço pulsante, símbolo da vida coletiva, da diversidade”. Um projeto visual e arquitetônico, que busca o acolhimento, foi especialmente elaborado. Os expositores vão se valer de um sistema modular, pensado a partir de caixas, que visa conferir mais “humanidade” à iniciativa, além de deixar o mínimo possível de resíduos. Não só. A produção disponibilizará cadeiras de praia, para que o público tenha mais conforto na hora da leitura. A mostra literária da Flir abarca as livrarias Quixote, Ouvidor, Scriptum, João Paulo II, Café com Letras, D’Plácido, A Savassi Livraria, Cia do Livro, Esquerda Literária, Leitura, Livro Arbítrio, Livraria Internacional de Belo Horizonte, Papel de Seda, Paulinas e Livraria da Rua. A programação contem-
Sáb. e dom. 2 e 3.set.
MARIELA GUIMARAES – 17.5.2016
Na rua
A livraria Quixote participa do Flir neste final de semana na Savassi
pla, ainda, exposição de artistas e artesãos, intervenções, narração de histórias e mesasredondas com autores, que serão realizados na Casa Flir. (rua Fernandes Tourinho, 81). Em um palco baixo, shows acústicos entram em cena não para roubar o protagonismo dos livros, mas para servir quase como uma trilha sonora. “Em alguns casos, são shows conectados com a lite-
ratura, vibrando na mesma sintonia”, lembra José Eduardo, referindo-se, por exemplo, à apresentação de Celso Adolfo, que recentemente estreou o espetáculo “Música e Letra Para Sagarana”, inspirado no universo de João Guimarães Rosa. DEPOIMENTOS Uma das meninas dos olhos de José Eduardo é o
projeto “Felicidade Clandestina”, que consiste em uma coleta de depoimentos em vídeo. A ideia é que as pessoas se sintam instigadas a compartilhar o momento em que a leitura se tornou marcante em sua trajetória. “A leitura é um processo transformador, que impacta a vida, emociona, transforma. O que queremos é ativar, na memória de cada um, momentos
decisivos envolvendo um livro (que pode inclusive ser uma obra não lida), uma biblioteca, uma livraria. Temos a certeza de que (a iniciativa) vai gerar um documento de muita contundência”. A ideia veio do próprio José Eduardo, livremente inspirado no conto “Felicidade Clandestina”, de Clarice Lispector, e num depoimento dado pelo escritor Luiz Ruffato ao projeto “Ofício da Palavra”. “Ele contou que seu interesse pela leitura foi despertado quando, ainda criança, em sua cidade natal, Cataguases, literalmente caiu em uma biblioteca (ao encostar em uma porta que, com o peso, se abriu)”. Em tempo: a Flir fará algumas homenagens, como ao saudoso Bartolomeu Campos de Queiroz, frequentador assíduo do cinturão literário da Savassi – no caso, por meio da leitura de um dos seus livros – “Vermelho Amargo” – pelos atores Arildo de Barros e Inês Peixoto, do Grupo Galpão, domingo, às 10h.
> Flir
Rua Fernandes Tourinho (entre as avenidas Getúlio Vargas e Cristovão Colombo). Nestes sábado (2), das 10h às 22h, e domingo (3), das 10h às 18h. Entrada franca.
Luís Capucho lança seu diário Instado a falar sobre “Diário da Piscina” (Ed. É Selo de Língua), seu mais recente livro – que será lançado este mês em BH –, Luís Capucho opta por, inicialmente, recorrer ao título que marcou sua estreia na escrita, em 1999: o elogiado “Cinema Orly”. “Naquela época, como achava que ia morrer, dei um grande mergulho (na escrita). Tão profundo que, na verdade, quase esqueci de mim mesmo. Já em ‘Diário da Piscina’, que surge dos registros que fiz logo após ‘Orly’, e como parte dos esforços que fazia para me recuperar, o ‘drama’, no caso, é mais do leitor. Nele, enquanto vou contando as histórias, entendo que a viagem é mais de quem está lendo”, explica. Em sua fala, Capucho se reporta a um episódiobaliza em sua trajetória. Em 1996, ele entrou em
coma, devido a uma neurotoxoplasmose. Até aí, o artista de Cachoeiro do Itapemirim (mesma cidade de Roberto Carlos e Sérgio Sampaio), mas radicado em Niterói, onde estudava Letras, apostava suas fichas na música, cantando e compondo. Ao recobrar a consciência do coma, mas tendo que lidar com as sequelas físicas e psicológicas e, ao mesmo tempo, com a revelação de ser portador do vírus HIV, Capucho estreou na literatura com o citado “Cinema Orly”, livro de temática confessional, visceral, que lhe rendeu inclusive o prêmio ArcoÍris de Direitos Humanos, pela temática LGBT. Sua bibliografia inclui, ainda, “Rato” (2007) e “Mamãe Me Adora” (2012). Como parte da reabilitação pós-coma, ele passou a frequentar a piscina que agora é citada no título do novo livro. Detalhe: o relato parte do diário real, escrito
Sáb. 9.set.
PEDRO PAZ/DIVULGAÇÃO
O autor: além do novo livro, ele prepara o 5º disco
pelo artista entre 2000 e 2001 – lembrando que até hoje ele segue com as aulas. “Embora tenha essa metáfora da imersão, ‘Diário da Piscina’ é um livro no qual não mergulho tanto, é mais uma contação de história”, define. Embora o diário tenha sido o ponto de partida, o texto, claro, foi reelaborado para o livro, com os personagens que orbitavam na academia recebendo nomes “de pessoas que viveram na Roma Antiga”, como Claudio. Em cena, professores de corpos moldados pela atividade física dividem espaço com o senhor que necessita que outros o coloquem na água, assim como a senhora rica, a cadeirante... Uma fauna que compõe um microcosmo permeado por nuanças. Cumpre dizer que, após lançamentos no Rio e São Paulo, Belo Horizonte é a terceira capital a receber a sessão de autógrafos, que
vai contar ainda com um pocket-show de Capucho. “Para o repertório, escolhi músicas que têm a ver com o ‘Diário’, bem como as mais recentes”, avisa. A boa relação de Capucho com Minas já vem de alguns anos, e se solidificou quando ele lançou uma campanha de financiamento coletivo pela plataforma mineira Variável 5, para seu disco “Poema Maldito”. “Minha aproximação com a capital mineira aconteceu muito através do João Santos (jornalista e curador do Variável, que, atualmente, está em suspenso). Fiquei superfeliz com o resultado do crowdfunding”, avalia ele, que, atualmente, prepara o disco “Crocodilo”.
> Luís Capucho
Espaço 171 (Rua Capitão Bragança, 75, Santa Tereza). Dia 9 (sábado), às 16h30. R$10 (inteira). Após a apresentação, bate-papo e sessão de autógrafos.
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CINEMA SOKOL.M/DIVULGAÇÃO
“Le Grand Bain”: Um dos títulos que concorrem na mostra competitiva FestiFrance
RAI/DIVULGAÇÃO
Festa Italiana: cena de “Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo”
Mostras reúnem pepitas do cinema francês e italiano “Allons-y”. Ou “andiamo”. Seja em francês ou italiano, o convite está feito: a capital mineira recebe duas mostras do cinema produzido nestes dois icônicos – quando o assunto é a sétima arte – países europeus. O 3º FestiFrance oferece 70 títulos (curtas, médias e longas), workshops, oficina e debates. O evento, gratuito, ocupa o Sesc Palladium até o dia 13. Já o Cine Belas Artes recebe, até dia 6, o “8 1/2 Festa do Cinema Italiano”. Há, claro, nuances entre os dois. O FestiFrance é Patrícia Cassese/ Raphael Vidigal
uma mostra competitiva – o júri revelará os vencedores no dia 12. A curadoria que definiu os concorrentes é assinada pelo produtor e coordenador do festival, Roberto de Matos. A exibição dos filmes será a partir das 17h, durante a semana, e à tarde e à noite, nos finais de semana. Neste ano, o evento traz ao Brasil a atriz, diretora e roteirista Valérie Leroy – que, com o seu “Le Grand Bain”, está na competição de curtas de ficção – e a diretora Naïs van Laer – de “Vivre Avec Son Oeil”, inscrito na de documentários. Valérie vai ministrar uma Oficina de Criação de Rotei-
ro de Cinema, enquanto Naïs, um workshop de realização de filmes. Ambas vão conversar com o público após a exibição de seus curtas. Na verdade, as duas ficarão em BH durante todo o curso do festival, sendo que Naïs também irá a Cataguases (zona da Mata mineira) e ao Rio de Janeiro. Já a produtora Marie Carrot, de “De Plomb”, vem para ministrar workshop sobre Mecanismos da Produção de Filmes. O Festifrance vai contar, ainda, com a discussão: “Cinema em Debate: Como Mudar o Mundo?”, além de oferecer aulas de francês na UNA, com foco no cinema.
Segundo Anderson Ribeiro, produtor local do evento, a terceira edição traz, em seu bojo, a preocupação de valorizar o cinema feito por mulheres em tempos nos quais questões como a diferença salarial entre gêneros estão em discussão mundo afora. De toda forma, ele celebra o crescimento do alcance da iniciativa: “Na primeira edição, a mostra trazia 35 filmes. Na segunda, 60. Agora, já são 70 – alguns dos quais sequer foram exibidos em circuito mesmo lá fora”, comemora ele, que também lembra o projeto FestiFrance na Escola, que, este ano, irá à escola estadual Dr.
Orestes Diniz, em Citrolândia, Betim, para falar sobre cinema. SOTAQUE ITALIANO A festa do cinema italiano leva a várias capitais do país longas selecionados sob a expectativa de alcançarem um público “que seja amplo e diverso ao mesmo tempo”, define o curador do festival, Stefano Savio. Entre os títulos, estão dois filmes narrados sob o ponto de vista feminino: “Algo de Novo” e “Histórias que Não Pertencem a Este Mundo”. “‘A Hora Oficial’ é uma comédia popular que, sem sair do entretenimen-
to, deixa mensagens sociais’”. No cômputo geral, ele diz que o riso, no caso do cinema italiano, nunca vem desatrelado a um sabor amargo. “A ironia torna-se uma chave para enfrentar as dificuldades do mundo sem as esconder”, sublinha Savio.
> FestiFrance
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Até 13/9. Programação: https://goo.gl/PsEvRm. Gratuito.
8 1/2 Festa do >Cinema Italiano Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581). Duas sessões por dia, às 19h e às 21h30. R$ 20 (inteira). Até 6/9. Programação em www.belasartescine.com.br
FESTIVAL ITINERANTE DO AUDIOVISUAL ABRE ESPAÇO PARA CURTAS-METRAGENS FOTOS FITA/DIVULGAÇÃO
Se longas-metragens independentes já têm pouco espaço nos circuitos de cinema, mais marginalizados ainda, em termos de visibilidade, são os curtas. Mas mesmo que se desenvolvam em um tempo menor, não são necessariamente obras menos potentes. É por isso que o Festival Itinerante do Audiovisual (Fita), promovido pelo coletivo Cinefronteira a partir da próxima terça (5), é focado nesse formato. “Embora seja muito rico, entendemos que o curta tem muito pouca distribuição no Brasil, não tem espaço no cinema convencional, o ‘cinemão’, como dizemos. Só em festivais e em alguns canais fechados”, explica Laryssa Braga, uma das integrantes do Cinefronteira. Além de focar em curtas de produção independente, o Fita também é um festival itinerante. As sete sessões que o compõem serão realizadas em três espaços diferentes: o Viaduto Santa Tereza, o MIS Cine Santa Tereza e a Praça Duque de Caxias. “A dinâmica nômade está na nossa essência enquanto Cinefroneira. Queríamos levar o cinema para mais lugares e descentralizar a distribuição de filmes”, afirma. De um universo de cerca de 500 filmes inscritos, foram selecionados
‘Atrito’, de Diego Lima, será exibido na quinta
‘Na Missão, com Kadu’ será exibido na terça
‘São Paulo Com Daniel’ será exibido na quinta
‘Vando Vulgo Vedita’ será exibido na quarta
31 e agrupados em diferentes mostras conforme eixos temáticos. São elas as mostras Expressa, Madame Satã, Paula Gaitán, Cao, Aloysio Raulino, além da competitiva Tonacci. “A Expressa são filmes produzidos em BH e região, tem esse nome por conta da Via Expressa. A Madame Satã traz filmes que dialogam com o universo LGBT. A Paula Gaitán trata do feminino – não necessariamente do feminismo. A Tonacci perpassa a questão do urbano, enquanto a Cao traz temas mais intimistas. E a Aloysio Raulino encerra o festival tratando da solidão”, pontua Laryssa. Cada sessão será sucedida de uma mesa de debates, compostas por entusiastas do cinema, especialistas, pesquisadores, ativistas. Além de convidados envolvidos com os temas apresentados nos curtas. Mostra Festival Itinerante do Audiovisual (Fita) Onde Viaduto Santa Tereza (terça), MIS Cine Santa Tereza (quarta a domingo) e Praça Duque de Caxias (segunda) Quando De 5 a 11. Terça, quarta, sexta, sábado e segunda, às 19h. Quarta (feriado) e domingo, às 17h. Quanto Entrada franca. Programação Confira roteiro da próxima semana na página 25
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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 2 (sábado) e 3 (domingo).
estreias O ACAMPAMENTO (Killing Ground, Austrália, 2017, 1h28, 14 anos) Dir. Damien Power. Com Aaron Glenane, Mitzi Ruhlmann, Stephen Hunter. Ian e Samantha chegam a um acampamento isolado, onde descobrem uma criança angustiada vagando na floresta, desencadeando terríveis eventos. Boulevard 4: 15h20, 19h30(somente domingo) Contagem 5: 18h40, 20h30
Del Rey 5: 16h, 18h40, 21h Del Rey 7: 22h30(somente domingo) Itaú Power 4: 13h50(*), 16h15(*), 18h25(*), 21h05 Monte Carmo 4: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Pampulha 3: 14h30(*), 18h40, 21h(*) Paragem 2: 13h50, 16h10, 18h40, 20h50 Partage Shopping Betim 5: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (*) Pátio Savassi 3: 15h10, 18h, 20h50 e 23h40(somente sábado) Shopping Estação BH 2: 19h15, 21h50 (*) Via Shopping 5: 16h10, 18h30, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
DAVID LYNCH – A VIDA DE UM ARTISTA (David Lynch: TheArtist Life, EUA/ Dinamarca, 2017, 1h28, 12 anos) Dir. Jon Nguyen, Rick Barnes, Olivia Neergaard-Holm. O filme acompanha David Lynch pelos acontecimentos que moldaram o seu enigmático cinema.
Del Rey 1: 14h20, 18h20 Diamond 5: 14h30, 17h05, 19h20, 21h40 Diamond 6: 13h50, 16h Itaú Power 5: 14h30, 18h30 Minas 1: 14h20, 18h20 Monte Carmo 5: 14h20, 18h20 Pampulha 1: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Paragem 5: 14h20, 18h20 Partage Shopping Betim 6: 14h50, 17h20, 19h40, 22h Pátio Savassi 4: 14h10, 16h30, 18h50 Pátio Savassi 6: 12h30, 14h50, 17h15, 19h40, 22h Shopping Estação 4: 14h, 16h15, 18h30 Shopping Norte 1: 14h30, 18h30 Via Shopping 4: 14h20, 18h20 (*) Sessões dubladas
EVA NÃO DORME (Eva no Duerme, Argentina/ Espanha/ França, 2015, 1h27, 12 anos) Dir. Pablo Aguero. Com Gael García Bernal, Daniel Fanego, Denis Lavant. Em 1952, Evita Peron, a primeira-dama
A VIAGEM DE FANNY
BINGO – O REI DAS MANHÃS
CAINDO NA ESTRADA (*)
(Le Voyage de Fanny, França, 2016, 1h34, 12 anos) Dir. Lola Doillon. Com Léonie Souchaud, Fantine Harduin, Juliane Lepoureau. Escondida num lar distante de seus pais, Fanny precisa fugir da França e torna-se líder de um grupo de crianças. Belas 3: 11h(somente sábado)(*), 14h e 21h40
(Brasil, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Daniel Rezende. Com Vladimir Brichta, Augusto Madeira, Leandra Leal. Cinebiografia de Arlindo Barreto, um dos intérpretes do palhaço Bozo nos anos 80. BH Shopping 9: 11h40, 14h45, 17h25, 20h20 Boulevard 2: 21h10 Cidade 12: 16h10 Contagem 7: 16h10 Del Rey 4: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Diamond 3: 14h e 19h Minas 6: 15h Monte Carmo 2: 13h40 e 18h40 Pampulha 4: 14h35, 16h45 e 18h55 Paragem 4: 16h30 e 21h Partage Shopping Betim 7: 16h30 e 21h30 Pátio Savassi 8: 19h, 21h50 Ponteio 2: 16h30 Shopping Estação 6: 19h30 e 22h Via Shopping 5: 13h50
(Diary Of A Wimpy Kid: The Long Haul, EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para o aniversário de sua avó. Mas, na verdade, ele quer assistir uma convenção de jogos. BH Shopping 4: 13h30, 15h50 Diamond 4: 13h Partage Shopping Betim 2: 13h Pátio Savassi 3: 12h50
(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
em cartaz ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Após a morte de sua filha, um artesão de bonecas decide acolher em sua casa uma freira e as meninas de um orfanato, enquanto lida com um demônio do passado: Annabelle.
CORPO ELÉTRICO (Brasil, 2017, 1h34, 16 anos) Dir. Marcelo Caetano. Com Kelner Ma-
DUNKIRK (Dunkirk, EUA/ França/ Reino Unido, Holanda, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Christopher Nolan. Durante a Evacuação de Dunkirk, soldados aliados são rodeados pelo exército alemão e devem ser evacuados. Boulevard 1: 19h Savassi 5: 0h05(somente sábado)
(Atomic Blonde, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. David Leitch. Com Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella. Uma agente disfarçada do MI6 é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. BH Shopping 7: 13h15, 16h, 18h40, 21h35 Big Shopping 1: 16h20, 20h30 (*) Big Shopping 2: 14h20, 18h20 (*) Boulevard 5: 18h50, 21h10 Boulevard IMAX: 14h, 16h20 Cidade 7: 13h40, 16h, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 13h40(*), 16h(*), 18h20(*), 21h Del Rey 1: 22h10(somente sábado) Del Rey 2: 13h50, 16h, 18h30, 21h Diamond 1: 15h30, 18h40, 21h20 Itaú Power 2: 13h40, 16h, 18h30, 21h10 (*) Minas 2: 13h40, 16h, 18h40, 21h10 (*) Monte Carmo 3: 14h(*), 16h20, 18h40(*), 21h Pampulha 2: 14h15(*), 16h35, 18h55(*, 21h15(*) Paragem 1: 13h40, 16h, 18h30, 21h10 Pátio Savassi 7: 13h10, 15h50, 18h40, 21h30 Ponteio Premier: 14h, 16h20, 18h40, 21h Shopping Estação 3: 13h30(*), 16h45(*), 19h45, 22h30(*) Shopping Norte 1: 16h20, 20h30 (*) Shopping Norte 5: 14h20, 18h20 Via Shopping 3: 13h40, 16h, 18h30, 21h (*) (*) Sessões dubladas
O ESTRANHO QUE NÓS AMAMOS (The Beguiled, EUA, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Sofia Coppola. Com Colin Farrell, Kirsten Dunst, Nicole Kidman. Virginia, 1864. Três anos após o início da Guerra Civil. John McBurney é um cabo da União que, ferido em combate, acaba sendo cuidado em um internato de mulheres, que se interessam por ele. Ponteio 4: 14h30
UMA FAMÍLIA FELIZ (Happy Family, Alemanha, 2017, 1h33, livre) Dir. Holger Tappe. Emma, matriarca da família, planeja uma noite de diversão. Mas a confusão começa quando uma bruxa os transforma em monstros. Big Shopping 4: 14h35 (sessão dublada)
O FILME DA MINHA VIDA
BYE BYE ALEMANHA
COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe. Belas 2: 16h20, 18h40, 21h Cidade 1: 14h, 18h30, 20h40 Diamond 2: 16h50, 19h40, 22h Pátio Savassi 1: 17h05, 22h10 Pátio Savassi 2: 14h20, 19h10 Ponteio 2: 14h20, 18h45, 20h50
DUPLA EXPLOSIVA (The Hitman’s Bodyguard, EUA, 2017, 1h58, 14 anos) Dir. Patrick Hughes. Com Ryan Reynolds, Gary Oldman, Samuel L. Jackson. O principal guarda-costas do mundo possui um novo cliente: um assassino de aluguel que precisa testemunhar. BH Shopping 3: 19h15 e 22h BH Shopping 6: 19h45 e 22h30 Big Shopping 5: 16h15, 18h30, 20h45 (*) Boulevard 4: 13h, 17h10(somente domingo), 21h20(somente domingo) Cidade 5: 11h40(*)(somente domingo), 13h50(*), 16h10(*), 18h30(*), 20h50 Contagem 8: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50
DOIDAS E SANTAS (Brasil, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Paulo Thiago. Com Maria Paula, Georgiana Góes, Nicette Bruno. Beatriz, uma terapeuta de casais, tem que lidar com problemas em seu casamento, além de aturar sua filha e sua mãe. BH Shopping 6: 13h50 e 17h05 Del Rey 7: 13h50 e 18h30 Partage Shopping Betim 7: 19h10
ATÔMICA
(Es war einmal in Deutschland, Luxemburgo/ Bélgica/ Alemanha, 2017, 1h42, 14 anos) Dir. Sam Garbarski. Com Moritz Bleibtreu, Antje Traue, Mark Ivanir. Frankfurt, 1946. Sete amigos, todos judeus, querem ir embora da Alemanha. Mas, para juntar dinheiro, vão ter que vender lingeries para mulheres alemãs. Ponteio 3: 17h05, 21h10
(*) Sessões dubladas
Belas 3: 18h
EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Gene é um emoji que nasceu sem expressão. Determinado à se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada através dos aplicativos. Betim 1: 14h20, 16h20, 20h20 BH Shopping 1: 12h, 14h20 Big 2: 16h20, 20h40 Boulevard 2: 15h40, 19h20 Boulevard 3: 14h30 Cidade 2: 13h50 Cidade 4: 12h(somente domingo), 16h20, 20h20 Contagem 1: 16h20, 20h20 Contagem 5: 15h, 16h50 Del Rey 1: 16h20, 20h20 Del Rey 3: 14h40 (*) Itaú Power 5: 16h30, 20h30 Minas 1: 16h20, 20h20 Minas 5: 13h50, 16h Monte Carmo 5: 16h20, 20h20 Pampulha 5: 14h05, 15h55, 17h45 Paragem 5: 16h20, 20h20 Partage Shopping Betim 4: 14h05, 16h20 e 18h40 Shopping Estação 2: 13h20, 14h45 e 17h15 Shopping Norte 5: 16h30 e 20h40 Via Shopping 1: 14h30 Via Shopping 4: 16h20, 20h20
argentina, morre de câncer. Após uma série de golpes no país, seu corpo tornase o centro de um confronto. Belas 3: 20h
OS GUARDIÕES (Zashchitniki, Rússia, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Sarik Andreasyan. Com Alina Lanina, Sanzhar Madiyev, Sebastien Sisak. Em plena Guerra Fria, uma organização secreta recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro, para defender o país de ameaças. BH Shopping 9: 17h50, 19h55, 22h10 Cidade 6: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Cineart Minas 6: 17h15, 19h05, 20h55 (*) Cineart Paragem 2: 15h25, 17h35, 19h45, 21h55 (*) (*) Sessões dubladas
INUMANOS (Inhumans, EUA, 2017, 1h18, 12 anos) Dir. Roel Reiné. Com Anson Mount, Iwan Rheon, Serinda Swan. Após ser derrotada, a Família consegue escapar para o Havaí, onde suas interações com a humanidade podem salvá-los. Boulevard IMAX: 18h40, 20h30
ÚLTIMOS DIAS EM HAVANA Sessões 3D: Betim 1: 18h20 BH Shopping 1: 16h40, 19h, 21h20 BH Shopping 8: 13h, 15h30, 17h40, 20h Big Shopping 1: 14h30, 18h30 Boulevard 2: 13h50, 17h30 Cidade 4: 14h20, 18h20 Contagem 1: 14h20, 18h20
(Últimos Días en la Habana, Espanha/ Cuba, 2017, 1h32, 14 anos) Dir. Fernando Perez. Com Patricio Wood, Jorge Martinez, Yailene Sierra. Havana, Cuba. Miguel mora com Diego, portador de HIV. A relação é abalada quando Miguel recebe uma carta da embaixada norte-americana. Ponteio 3: 15h, 19h10
Betim 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (*) BH Shopping 2: 12h20, 15h, 18h, 20h50 Big Shopping 4: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 3: 16h20(*), 18h30, 20h40 Cidade 8: 13h30, 16h, 18h15, 20h30 (*) Contagem 4: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 (*) Del Rey 3: 16h20(*), 18h30, 20h40, 22h50(*)(somente sábado) Diamond 3: 16h30, 21h50 Minas 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Monte Carmo 1: 16h50 e 21h (*) Pampulha 6: 14h45, 16h55, 19h05, 21h10 (*) Paragem 3: 16h50, 21h Partage Shopping Betim 1: 14h35, 19h35 (*) Partage Shopping Betim 4: 21h(somente domingo) (*) Pátio Savassi 5: 13h, 15h40, 18h30, 21h10 Shopping Estação 1: 13h, 15h30, 18h, 20h30, 23h(somente sábado) (*) Shopping Norte 2: 16h40, 20h50 (*) Via Shopping 1: 16h20, 18h30, 20h40 (*)
cêdo, Lucas Andrade, Welket Bungué. Trabalhando numa confecção de roupas em São Paulo e sem contato com a família na Paraíba, Elias passa seu tempo livre com outros homens e reflete sobre possibilidades para o futuro. Cine 104: 16h40, 20h40(somente sábado)
(*) Sessões dubladas
O DIA MAIS FELIZ DA VIDA DE OLLI MÄKI
O CASTELO DE VIDRO
(Hymyilevä Mies, Finlândia/ Alemanha/ Suécia, 2017, 1h33, 12 anos) Dir. Juho Kuosmanen. Com Jarkko Lahti, Eero Milonoff, Oona Airola. O boxeador finlandês Olli Mäki leva uma vida tranquila, que é virada ao avesso quando ele recebe a chance de lutar no Campeonato Mundial de Boxe. Cine 104: 19h(somente sábado)
(The Glass Castle, EUA, 2017, 2h07, 14 anos) Dir. Destin Daniel Cretton. Com Brie Larson, Naomi Watts, Woody Harrelson. A trama retrata a infância de Walls, criada com os irmãos numa família desequilibrada, pobre e nômade. BH Shopping 9: 14h50 Diamond 6: 18h10 Ponteio 4: 21h
D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Contagem 7: 14h Itaú Power 1: 14h30, 18h40 Partage Shopping Betim 3: 14h20, 16h40 Pátio Savassi 8: 14h
O DESERTO DO DESERTO (Brasil, 2016, 1h26, 12 anos) Dir. Tito Gonzalez Garcia, Samir Abujamra. São muitos os conflitos que eclodiram no continente africano. Um deles ocorre no Saara Ocidental, impulsionado pela saída da Espanha do local. Belas 3: 16h
DIÁRIO DE UM BANANA:
(Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. Tony decide retornar a sua cidade natal. Ao chegar, descobre que seu pai voltou para França. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio a conflitos. Belas 1: 14h e 16h30 Contagem 7: 18h30 e 20h45 Del Rey 7: 15h50 e 20h20 Itaú Power 1: 16h20 e 20h30 Paragem 4: 14h10 e 18h50 Partage Shopping Betim 7: 14h Pátio Savassi 8: 16h40 Ponteio 4: 16h30
UM FILME DE CINEMA (Brasil, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Walter Carvalho. Documentário parte de relatos do dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas, para discutir questões sobre o cinema. Belas 2: 14h
HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR (*) (Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre amedronta a cidade. Minas 4: 16h20 (*) Sessões dubladas
JOÃO, O MAESTRO (Brasil, 2017, 1h56, 12 anos) Dir. Mauro Lima. Com Alexandre Nero, Alinne Moraes, Rodrigo Pandolfo. Após dois acidentes que prejudicam seus movimentos, o pianista João Carlos Martins, reinventa-se como maestro. BH Shopping 5: 14h, 16h50 Diamond 2: 14h15 Shopping Estação 6: 14h30, 17h
LADY MACBETH (Lady Macbeth, Reino Unido, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. William Oldroyd. Com Florence Pugh, Cosmo Jarvis, Naomi Ackie. Casada e sem amor, Katherine embarca em um romance com um trabalhador da propriedade do marido. Ponteio 4: 19h
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de setembro de 2017
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CINEMA PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação) MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O exator Balthazar Bratt foi um típico malvado nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar Gru, Agnes e os Minions. Big Shopping 5: 14h25 Pampulha 3: 16h50 Shopping Norte 3: 15h10 (*) Sessões dubladas
NA MIRA DO ATIRADOR (The Wall, EUA, 2017, 1h28, 14 anos) Dir. Doug Liman. Com Aaron Taylor-Johnson, John Cena, Laith Nakli. Soldados na mira de um atirador têm que encontrar uma maneira de sair vivos. BH Shopping 4: 18h25 Cidade 2: 18h30 (*) Contagem 2: 16h20, 20h50 (*) Del Rey 5: 13h50 Diamond 6: 21h Pampulha 4: 21h05 (*) Pátio Savassi 4: 21h20 (*) Sessões dubladas
PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra. Depois que vários macacos perdem suas vidas, César busca vingança. Big Shopping 3: 16h (*) Boulevard 5: 13h30, 16h10 Cidade 2: 15h50, 20h30 (*) Contagem 2: 13h40, 18h10 (*) Itaú Power 6: 13h40, 18h30 (*) Minas 5: 18h10, 20h50 (*) Monte Carmo 2: 16h e 20h55 (*) Shopping Norte 3: 17h50 e 20h30 (*) Via Shopping 2: 18h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 20h40
BH Shopping 8: 22h20 Partage Shopping Betim 4: 21h(somente sábado) (*) Shopping Estação 4: 21h (*)
Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
FITA – FESTIVAL ITINERANTE DO AUDIOVISUAL (*)
(*) Sessões dubladas
Leia mais na página 24
A TORRE NEGRA (The Dark Tower, EUA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Nikolaj Arcel. Com Idris Elba, Matthew McConaughey. Perseguindo o Homem de Preto, Roland Deschain percorre o mundo na direção de um prédio mágico que está prestes a desaparecer. Betim 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 BH Shopping 3: 14h35, 16h55 BH Shopping 5: 19h30, 21h50 Big Shopping 3: 14h10, 18h35, 20h25 (*) Boulevard 1: 15h, 17h, 21h15 Cidade 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Contagem 3: 15h(*), 17h, 19h(*), 21h Del Rey 6: 14h30, 16h30, 18h50, 20h50 Diamond 4: 15h10, 17h30, 20h, 22h10 Itaú Power 5: 16h30, 21h (*) Minas 4: 14h20, 19h, 21h (*) Monte Carmo 1: 14h50, 19h (*) Pampulha 5: 19h35, 21h25 (*) Paragem 3: 14h50, 19h Partage Shopping Betim 1: 17h15(*), 22h15(somente sábado) Partage Shopping Betim 3: 19h05 e 21h20 (*) Pátio Savassi 1: 14h40 e 19h50 Pátio Savassi 2: 16h50 e 21h40 Shopping Estação 5: 12h45, 15h, 17h30, 20h, 22h15 (*) Shopping Norte 2: 14h40, 18h50 (*) Via Shopping 2: 14h20, 16h20, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
mostras ALL THAT JAZZ (*) Neste sábado (2) 14h30 “Aristogatas” (EUA, 1964, 1h18) Dir. Wolfgang Reitherman. Sessão dublada em português 16h “O Show Deve Continuar” (EUA,
Terça-feira (5) 19h Curtas “Lembranças de Mayo”, “Estado Itinerante”, “Na Missão, com Kadu” Local Viaduto Santa Tereza Quarta-feira (6) 19h Curtas “O Chá do General”, “Baunilha”, “Piscina”, “Vando Vulgo Vedita” Local MIS Cine Santa Tereza
Maria Ribeiro protagoniza o novo longa de Laís Bodanzky
1979, 2h03). Dir. Bob Fosse 18h15 “Cotton Club” (EUA, 1984, 2h7) Dir. Francis Ford Coppola 20h30 Kansas City, de Robert Altman (EUA, 1996) | 14 anos | 116’ Domingo (3) 16h “Jazz num Dia de Verão Aram Avakian & Bert Stern” ( EUA, 1959, 1h21) 18h “Sombras” (EUA, 1959, 1h21) Dir. John Cassavetes 20h “Aleluia!” (EUA, 1929, 1h49) Dir. King Vidor Segunda-feira (4) 17h “Paris Vive à Noite” (Paris Blues, EUA, 1961, 1h38) Dir. Martin Ritt 19h “As Horas Vulgares” (BRA, 2011, 2h03) Dir. de Rodrigo de Oliveira, Vitor Graize 21h15 “Whiplash: Em Busca da Perfeição” (EUA, 2014, 1h46) Terça-feira (5) 17h “Poucas e Boas” (EUA, 1999, 1h35) Dir. Woody Allen 19h “Chet Baker: A Lenda do Jazz” (INGEUACAN, 2015, 1h37) Dir. Robert Budreau 21h “A Vida de Miles Davis” (EUA, 2016,
1h40) Dir. Don Cheadle Quarta-feira (6) 17h “Tempestade de Ritmo” (EUA, 1943, 1h17) Dir. Andrew L. Stone 19h “Êxito Fugaz” (EUA, 1950, 1h52) Dir. Michael Curtiz 21h15 “O Homem do Prego” (EUA, 1964, 1h56) Dir. Sidney Lumet Quinta-feira (7) 17h “A Embriaguez do Sucesso” (EUA, 1957, 1h36) Dir. Alexander Mackendrick 18h45 Por Volta da Meia-Noite, de Bertrand Tavernier (EUA-FRA, 1986, 2h13) 21h15 “O Homem do Braço de Ouro” (EUA, 1955, 1h59) Dir.Otto Preminger Sexta-feira (8) 16h “Bird” (EUA, 1988, 2h41) 19h “Música e Lágrimas” (EUA, 1953, 1h55) Dir. Anthony Mann 21h “Poucas e Boas” (EUA, 1999, 1h35) Dir. Woody Allen (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso
Quinta (7) 17h Curtas “Balada Para Os Mortos”, “Algo Do Que Fica”, “São Paulo Com Daniel”, “Atrito” 19h Curtas “Quase Consolação”, “Procura-Se Irenice”, “Retrato De Dora”, “Do Portão Pra Fora”, “Mercadoria” Local: MIS Cine Santa Tereza
FESTI FRANCE (*) Leia mais na página 24 Sábado (2) 17h “Anuktatop”, de Nicolas Pradal e Pierre Selvini 19h15 “Haramiste”, de Antine Desrosieres 20h15 “Vivre avec son oeil”, de Naïs Van Laer. Sessão comentada às 21h15 Domingo (3) 17h “C'est quoi ce travail”, de Sébastien Jousse, 19h Competitiva de Curtas de Animação 20h30 Sessão Carta Branca - Cannes 2017 Terça-feira (5) 17h Curtas Carta Branca Eroin 19h15 “Parole De King”, de Chriss Lag 21h15 Reapresentação: Curta Fora de Competição. Quarta-feira (6) 17h “À 14 ans”, de Helene Zimmer 18h40 “Tempete”, de Samuel Collardey 20h20 “Le fils de jean”, de Philippe Lioret
Quinta-feira (7) 17h “Le Permanence”, de Alice Diop 19h “L'âme du temps”, de Jan-Luck Lavasseur e Elina Löwensohn 19h30 “L'outsider”, de Christopher Baratier 20h45 “Chougmuud”, de CecileTelerman Sexta-feira (8) 17h “La jeune fille sans mains”, de Sebastién Laudenbachr 18h30 Competitiva de Curtas 20h45 Competitiva de Curtas (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita
8 1/2 FESTA DO CINEMA ITALIANO (*) Leia mais na página 24 Neste sábado (2) 19h “Histórias de Amor Que Não Pertencem a Este Mundo” (ITA, 2017, 1h32) Dir. Francesca Comencini. 21h30 “L’ora Legale (A Hora Oficial)” (ITA, 2017, 1h31) Dir. Salvatore Ficarra, Valentino Picone. Domingo (3) 19h “Lasciati Andare (Deixa Rolar)” (ITA, 2017, 1h42) Dir. Francesco Amato. 21h30 “Algo de Novo” (ITA, 2016, 1h33) Dir. Cristina Comencini. (*) Belas Artes – sala 1 (rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes, 3273-3229). R$ 20 (inteira)
CINE 104. (*) Sessão reúne pré-estreias de curtas sobre o dia da votação do Impeachment de Dilma Roussef Terça-feira (5) 20h30 “O Que Fica do Que Foi”, de Ricardo Murad “Democracia: Um Experimento Político-Cinematográfico”, da Almôndega Filmes
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estilo SPFW> Mineiros desfilam apostas de verão no evento, que teve também uma passarela inclusiva
A era da diversidade FOTOS ZE TAKAHASHI / FOTOSITE
Uma semana de moda norteada por diretrizes afinadas com os tempos atuais, nos quais as marcas precisam saber dialogar com o seu público. E, principalmente, apostar na diversidade. Esse foi um dos trunfos do recém-encerrado São Paulo Fashion Week, que, embora tivesse como objetivo apresentar as apostas e tendências para o próximo verão, deixou claro que a sintonia entre o consumidor e a marca é de extrema importância nos dias atuais. Aliás, mais do que apresentar o que vai bombar nas ruas, vale destacar que o SPFW ratificou a tendência de colocar, na passarela, as chamadas “pessoas reais”, contemplando vários biotipos e estilos – estratégia que provavelmente reverbera a pressão das redes sociais, onde consumidores manifestam seu anseio em ver as marcas mais conectadas com a realidade. Esse pode ser um dos motivos que moveu o desfile do mineiro Ronaldo Fraga. Estreando a sua coleção de moda praia, o estilista impressionou pelo casting diverso, com senhoras e senhores, modelos com pernas biônicas, mulheres plus size, homens barbudos, gente tatuada. “A coleção reitera algo que sempre frisei: lançar luz sobre os ‘invisíveis’. O Brasil é um país em que idosos, deficientes, gordos, mestiços, todos são invisíveis”, disse, a ‘O Estado de São Paulo’. Fraga desfilou uma moda praia de ar vintage, ao estilo dos anos 20, evocando o momento em que a elite brasileira descobriu a praia.
por negros e plus size. Já Gloria Coelho trocou modelos por “mulheres reais”, como a atriz Alinne Moraes, a cantora Marina Lima e a apresentadora Isabella Fiorentino. Paula Raia, por sua vez, apostou em uma modelo albina. Raquel Davidowicz, da Uma, repetiu a temporada passada e convidou a ex-modelo Suzana Kertzer (67) para o casting.
Lorena K. Martins
INCLUSÃO Outras marcas como a LAB, dos rappers e irmãos Emicida e Evandro Fióti, vêm praticando essa filosofia desde sua estreia, há três temporadas. Nessa edição, a grife recorreu novamente a um casting formado majoritariamente
Jaquetão jeans com bordados florais e acessórios de palha na PatBo
Estreando na moda praia, Ronaldo Fraga se inspirou nos anos 20
Camisaria revisitada combinada com o tricô de print africano na Coven
Arquitetura modernista inspira a alfaiataria da Apartamento 03
Juliana Jabour mesclou a estética náutica e o seu DNA no streetwear
Fabiana Milazzo apresentou peças cheias de transparências e fluidez
MINEIROS Mas sim, a passarela do SPFW também deu destaque a outros estilistas mineiros, além de Ronaldo Fraga. Mais madura, a PatBo foi outra a se inspirar na temática de uma praia vintage – porém, mais focada no clima de resort, que passeia pelas décadas de 20 a 90. O bordado, em suas versões coloridas e maximalistas, continuam lá, firmes e fortes, como em todas as coleções da grife, mas, agora, com a possibilidade de brincar com sobreposições – atenção para a camisaria e as possibilidades mil de usá-la na estação. Quem apostou também na versão branca com leves estampas na peça foi a Coven, que a combinou a saias plissadas em tricô – DNA da marca. Já Fabiana Milazzo persistiu na moda festa surpreendente de forma leve e fluida, mesmo com os bordados que caracterizam a sua marca. Juliana Jabour brincou com as proporções oversized com moletons e estampas divertidas com ares de marca gringa descolada e com elementos esportivos, enquanto Luiz Cláudio com a Apartamento 03, reforçou a sua alfaiataria sempre impecável, inspirada na arquitetura modernista e com uma interessante novidade: mix de jeans e pedrarias com elegância. Seja como for, todas apresentaram um ponto em comum: o conforto. Nos pés, flatform se fixam em mais uma temporada, assim como mules e sandálias com amarrações nos tornozelos – que prometem ser o hit da temporada.
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CAROLINA VIANNA/FOTOSITE
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RADAR FASHION SÉRGIO DE REZENDE/DIVULGAÇÃO
Apostas de beleza MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE
CÍLIOS Olho colorido Que tal recuperar o rímel colorido que estava esquecido na nécessaire? Ele ressurgiu no desfile da estilista Paula Raia, com a beleza assinada por Ricardo dos Anjos. Além da pele com cobertura o mais natural possível, os cílios cor de rosa pastel foram um destaque fofo para o olhar.
VERMELHOU Hit Usar sombra vermelha pode soar um exagero à primeira vista, mas a maquiagem da Lilly Sarti, assinada por Celso Kamura, é um ótimo exemplo de como recorrer à cor do momento. Um pequeno risco próximo aos cílios superiores, como um delineador, dá o ar cool que a temporada pede.
CAROL VIANNA /FOTOSITE
SOBRANCELHAS Sem correção No mesmo clima do movimento da beleza natural, as sobrancelhas acompanham a tendência. No desfile da Vix, cuja beleza foi assinada por beauty artist Rodrigo Costa, modelos usavam os fios naturais e, até mesmo, com falhas, abrindo mão dos produtos de correção
MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE
NA PRAIA
FOCO NOS OLHOS
Leve A beleza do desfile de Lenny Niemeyer mostrou uma proposta para quem não larga a maquiagem nem quando vai à praia. Vale usar uma fina camada de base, apenas para corrigir algumas imperfeições, um blush leve nas bochechas e iluminador nas têmporas
Então, brilha O pigmento dourado e textura glossy foram as apostas do beauty artist Rodrigo Costa para a marca nesta temporada. A pele surge, para o verão, apenas corrigida, deixando o destaque totalmente para o olhar.
lança nova série 6 Jardin Neste ano, a estilista Bharbara Renault, da Jardin, anunciou que, em vez de trabalhar com duas grandes coleções (verão e inverno) e obedecer a lógica do calendário fashion, iria transformar seu processo criativo em uma maneira mais orgânica e lançar coleções cápsulas durante todo o ano, feitas com poucas peças, focadas na atemporalidade. Semana passada, ela lançou a primeira parte da nova fase da marca. Batizada de #série1, a linha contempla peças versáteis, que permitem combinações incríveis tanto nos dias mais frescos quanto nos mais quentes. Tons neutros e elegantes funcionam de forma complementar às peças em cores mais sóbrias do inverno e às mais vivas do verão.
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Elementos que geram vida FOTOS JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO
Ao chegar à Juliana C A S A C O R Siqueira M i n a s , maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado, o casarão localizado na rua Sapucaí, 383, já revela toda a sua imponência, como se tivesse dando uma prévia de tudo o que será visto em seu interior. Junto a ele, emoldurando-o, estão os Jardins da Entrada, idealizados por Carla Pimentel e Marina Pimentel. Cores, texturas, formas e aromas são elementos que se destacam na composição do local. O visitante pode encontrar flores e folhagens, plantas frutíferas, como a laranjinha kinkan, aromáticas, como a lavanda, além de mais de 400 orquídeas Cymbidium. Quem vê tudo tão bonito nem pode imaginar o quanto foi desafiador chegar a esse resultado tão diferenciado, uma vez que os jardins foram pensados para integrar um patrimônio tombado. Por causa
desse fator, existem certas limitações e regras, como o tamanho máximo de 80 cm para as plantas, além da ausência de vasos ou de espelhos d’água. “Tivemos o cuidado para não comprometermos a fachada da casa. Os Jardins também representam o tema da CASACOR Minas deste ano: Foco no Essencial. Utilizamos plantas perenes, de fácil manutenção”, salienta Carla. A profissional relata que o trabalho realizado por Marina e ela foi aliado às produções de diversos arquitetos e que essa ação foi algo muito importante. “Um jardim, quando é bem-feito, valoriza a arquitetura da casa”, diz ela. DESCANSO Observando mais elementos e espaços presentes na CASACOR Minas, o visitante também se depara com a Varanda Green, de Droysen Tomich, Marcelo Dias e Octávio Davis. O ambiente conta com elementos rústicos e muito verde. Segundo Tomich, o local foi pensado para proporcionar relaxamento e bem-es-
Jardins da Entrada resgatam cores, texturas, formas e aromas
Varanda Green foi pensada para proporcionar relaxamento
tar para as pessoas. “É uma área para recarregar as baterias; um lugar tranquilo. Entre os elementos que contribuem para essa sensação, estão poltronas bastante confortáveis”, afirma ele. Além disso, outro fator que causa esse sentimento de aconchego são as lâmi-
azul, amarelo e aço corten.
nas de água, que escorrem em uma parede que é revestida de placas em 3D. “Os visitantes podem realmente se sentir à vontade”, salienta Tomich. Já o piso do ambiente foi feito em minério de ferro e conta com uma paleta de cores que lança mão do cinza,
EXPOSIÇÃO A CASACOR Minas acontece até o dia 17 de setembro na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta. O evento está sendo realizado no casarão onde funcionava a extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFF-
SA). Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do evento ou pelo site www. blueticket.com.br. Mais informações a respeito do que vem acontecendo na mostra, que teve início no dia 12 de agosto, podem ser conferidas no www.otempo.com. br/hotsites/casacor.
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GAROTO E GAROTA SUPER> Interessados deverão enviar suas fichas só até sábado, dia 9 de setembro
Inscrições estão a todo vapor para a 13ª edição do evento As inscrições para o concurso Garoto e Garota Super 2017 estão a todo vapor e já começam a entrar na reta final. O prazo vai só até sábado (9) para as inscrições deixadas na sede do jornal Super Notícia, na avenida Babita Camargos, 1645, Cidade Industrial, Contagem, e na loja Compre Certo, na rua da Bahia, 495, centro, Belo Horizonte. Até o dia 8, as entregas também podem ser feitas no jornal O Tempo Betim, na rua do Rosário, 182, bairro Angola, e no Espaço Cultural do jornal, na rua Pernambuco, 712, Funcionários, em Belo Horizonte. A mesma data também vale para quem deseja fazer a inscrição via Correios. Para participar é necessário ter de 16 a 25 anos e preencher a ficha de inscrição, que é publicada no jornal Super Notícia às terças, sextas, sábados e domingos. Outra opção é baixar e imprimir a ficha do site www.garotoegarotasuper.com.br. Depois é só preencher com seus dados e anexar duas fotos, uma de rosto e outra de corpo, Felipe Castanheira
com medida mínima de 10 cm x 15 cm e sem óculos escuros ou boné. No verso das fotos devem ser colocados os nomes completos dos participantes. Também é necessário enviar uma cópia do documento de identidade. Menores de 18 anos deverão enviar autorização e cópia do RG dos pais ou responsáveis autenticada em cartório. O concurso é uma grande oportunidade para quem deseja brilhar no universo da moda. Além disso, o casal vencedor ganha uma viagem, uma moto, um ano de serviços de beleza e muito mais. Os segundos e terceiros lugares também vão ser premiados (veja a relação abaixo).
CONCURSO NA WEB Fique ligado: para mais informações a respeito do concurso, acesse o hotsite www.garotoegarotasuper.com.br. Lá estão disponíveis o regulamento, a ficha de inscrição e todas as novidades sobre a edição deste ano. Você também pode seguir o evento no Instagram Garoto e Garota Super. No Facebook, siga a página do jornal O TEMPO.
DESTAQUE O evento é um dos maiores concursos de beleza do país e muito aguardado pelo público mineiro, que a cada ano se mostra mais ansioso para conhecer os participantes e apoiar seus candidatos favoritos. Os primeiros finalistas serão escolhidos no dia 16 de setembro. A cerimônia que decide os grandes vencedores deste ano vai contar com uma grande atração, que será anunciada em breve e promete muita emoção para os participantes e para o público. Marco Túlio, gerente de marketing do Só Marcas Outlet, diz que há anos patrocina o concurso devido à visibilidade gerada. “É sempre muito importante estarmos associados a um evento de destaque e referência. Espero que essa seja uma parceria duradoura”, diz. O empresário Mário Valadares, proprietário do Shopping Oiapoque, conta que o sucesso do concurso pode ser visto na movimentação causada principalmente junto aos consumidores mais jovens. “A divulgação do evento é muito grande e tem boa influência em quem tem de 16 a 25 anos – idade dos participantes. Isso para nós é muito importante”, garante.
PRÊMIOS PARA OS PRIMEIROS COLOCADOS CIA ATLHETICA/DIVULGAÇÃO
IBEROSTAR/DIVULGAÇÃO
SERGIO DE REZENDE/DIVULGAÇÃO
LEO FONTES
Saúde. Um ano de academia na Cia Atlhetica
Diversão. Uma viagem para o Iberostar/Bahia
Ensaio. Um book fotográfico com fotos incríveis
Dinheiro. Contrato com a Sempre Editora
MINAS MOTOS/DIVULGAÇÃO
ELIZA MARTINS/DIVULGAÇÃO
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Curtição. Um viagem para o Tauá Resort Caeté
Pele. Voucher de depilação a laser na Não + Pelo
Veículo. Uma moto Honda da Minas Motos
GAROTO& GAROTA SUPER 2017
Beleza. Um ano de serviços no Eliza Martins
PATROCÍNIO
O SUCESSO ESTÁ MAIS PERTO DE VOCÊ
CHEGOU A HORA
APOIO
PARCERIA REALIZAÇÃO
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
O peso do giz ACIR GALVÃO
eio no jornal o caso da professora de 52 a n o s , agredida por seu aluno de 15, em uma escola de Santa Catarina. Na foto, o rosto sangrando nos dá um tapa na cara. Mas que mundo é este em que estamos vivendo, gente? Sempre quis ser professora – das profissões mais honrosas e, lamentavelmente, menos valorizadas nos dias de hoje. Quando menina, um dos melhores presentes que ganhei de meu pai foi uma casinha de bonecas. Casinha não, casona; com um par de janelas, sala e cozinha. Grande parte do meu tempo passei ali, em meio a uma dezena de bonecas. Enfileirava-as nos banquinhos e, com a ajuda de um quadro-negro e alguns livros, exercia minha vocação. Tudo transcorria bem, até o dia em que, atônita, descobri no gramado pedaços espalhados de minhas pequenas “alunas”. Nunca se soube ao certo o causador da tragédia: o pastor Ástor ou o vira-lata Miltão, ou pior, os dois juntos numa noite de perdição e malvadezas. Na falta de alunas, a escola fechou suas portas. Alguns anos depois, deixei o antigo científico para fazer magistério. E foi num grupo escolar que tive oportunidade de ensinar a alunos de verdade.
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Crianças doces e humildes que me chamavam de “tia”, penduravam-se em meu pescoço e me escreviam bilhetinhos que ainda guardo numa caixinha e no coração. Da sala podia enxergar a rua, a mais ou menos seis quarteirões de minha casa. E foi num fim de tarde que avistei o cabrito. Pequenino, com manchinhas pretas no dorso, sendo arrastado por uma corda. Não tive dúvidas, desci as escadarias correndo, gritando para a faxineira dar “uma olhada” nas crianças. – Moço! Onde você achou esse cabrito? – perguntei indignada. E ele, junto a um amigo, tentou desconversar. – O cabrito é meu! – respondeu. E eu insisti: – Não, moço, ele é meu e se chama Estopa. O bate-boca não durou muito, perceberam que se desfazer de mim não seria assim tão fácil. Devolveramme o cabrito, com as pernas trêmulas e o olhar assustado. Na sala de aula, 20 crianças me aguardavam, enquanto eu, com o bichinho na mão, não sabia o que fazer. Resolvi entrar com ele na escola, amarrá- lo numa árvore até o final do expediente. A supervisora não compreendeu: além de irresponsável por abandonar a sala, fui tachada de “doida”. Estopa nasceu em minha casa e, por muito pouco, o salvei de virar guisado. Se a diretora não gostou, paciência! Eu era uma doida de consciência tranquila.
Alguns anos depois estudei, simultaneamente, geografia na Universidade Federal de manhã e estudos sociais, à noite, na Faculdade Newton Paiva. Pretendia realmente seguir carreira. No meio dos cursos, consegui um estágio próximo à cidade de Santa Luzia. Saía de casa às sete da manhã, só retornando por volta da meia-noite. Pequena, com cara de menina, meus novos alunos não compreendiam bem o que eu fazia ali, afinal, eram muito maiores do que eu. Garotos com seus bigodinhos e hormônios à flor da pele, meninas de quadris salientes e per-
nas grossas. E eu, aquela coisa miúda e magrinha, tentando me impor. – VOCÊ??? Você que é professora??? – perguntavam desconfiados, enquanto um deles, mais afoito, gritou lá de trás: – GOSTOOOOOSA! – Sem saber o que fazer, escutei os risos que se prolongavam e, desde esse dia, passei a ser chamada de “a professora gostosinha”. Respeito? Zero. Nessa época vivia exausta, estudando e corrigindo deveres praticamente dentro dos ônibus, onde passava grande parte do meu tempo. Uma noite, voltando da faculdade, dormi, só
acordando um bairro depois, numa rua escura e deserta. De almas vivas, apenas os cachaceiros do boteco da esquina. Não existiam celulares, mal, mal, orelhões quebrados, e o próximo ônibus sairia somente à uma da manhã. Encontrei no motorista uma bondade que hoje é difícil de se ver. Pai de duas mocinhas, compreendeu minha situação. Levou-me de volta a casa. Eu, a única passageira de sua lotação. Já formada, atendendo um pedido do meu irmão Virgílio, na época professor da Faculdade Milton Campos, apliquei uma prova aos
seus alunos. Pela primeira vez me vi na condição de docente no meio universitário. Distribuí as questões e, em questão de segundos, escutei: – Ah, não! Sem chance! – A reclamação era total. Pediam para a prova ser com consulta. Dizia que não podia, obedecia a ordens. Insistiam, e eu já meio assim... No dia seguinte, voltando de viagem, meu irmão me ligou: – E aí, Laurinha? Como foi? Nunca alunos da Faculdade Milton Campos tiveram notas tão boas. Enfim, foram essas minhas experiências: poucas, mas gratificantes. Magistério é um dom, que deve ser exercido com sabedoria, paciência, compreensão e, acima de tudo, amor. É por isso que, ao ler a matéria da professora agredida, dentre tantas outras agressões que sofrem no seu dia a dia, ficamos desesperançosos. É duro ver tamanho desrespeito e covardia com quem deveríamos admirar, valorizar e agradecer. * PS: Com alegria, durante dois anos, acompanhei minhas filhas, jovens e dedicadas “professoras”, darem aulas noturnas de alfabetização para adultos, de forma voluntária.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
JESSICA ALMEIDA
WPorto Seguro. Roteiros para a família toda, do agito ao sossego. Páginas 4 e 5 WArgentina. Estações de esqui ‘menos badaladas’, com boas ofertas. Página 10 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 2/9/2017
Do Rio Vermelho para Além do Carmo
Salvador preserva circuitos em redutos boêmios, de parada tão obrigatória quanto as famosas ladeiras do Pelourinho. Páginas 6 a 8
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paulo campos paulocampos@otempo.com.br
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personagem da semana
sala vip
JEFFERSON PANCIERI /DIVULGAÇÃO
As potencialidades do Peru em Minas De janeiro a maio deste ano, 61.456 turistas brasileiros visitaram o Peru, e a maioria deles é mineira. É que Minas Gerais é o terceiro Estado emissor de turistas para o país, motivo que fez com que Belo Horizonte recebesse pela primeira vez o road show Peru 2017, realizado pela Promperú (Comissão de Promoção do Peru para a Exportação e o Turismo). O evento, que aconteceu na última quarta-fei-
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
ra (18), no hotel Othon Palace, foi realizado para celebrar o crescimento turístico de 10% em comparação com o ano passado e promover, ainda mais, o turismo e a gastronomia do Peru junto a profissionais do trade turístico, como redes de hotéis, operadores, agências e transportadoras de 15 empresas peruanas. Vale destacar que, atualmente, há 52 voos diretos semanais ligando o Brasil ao Peru, partindo
de São Paulo (33 voos), Rio de Janeiro (sete voos), Porto Alegre (sete voos) e Foz do Iguaçu (cinco voos). Esse número de voos diretos por semana aumentará para 56 a partir do dia 31 de outubro de 2017, com a chegada de um novo voo saindo do Rio de Janeiro, da Latam, com quatro frequências semanais. Para ressaltar a gastronomia peruana como um importante motivador de viagem, o evento contou
com um almoço elaborado pelo premiado chef peruano Marco Espinoza, dono de grandes restaurantes no Brasil, como o Lima Restobar (SP), o Muju (Porto Alegre) e o Taypá (Brasília). Projetos que potencializam o país no que se refere à exportação de alimentos, como o Super Foods Perú, e à gastronomia do país, como a Peru Week, também foram apresentados. (com Lorena Martins) PROMPERU/DIVULGAÇÃO
Magda Nassar,
presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) fala de sua gestão à frente da entidade, sobre o Experiências Braztoa, que aconteceu no último dia 22 em Belo Horizonte, e quais as previsões de crescimento do setor no país
É o segundo mandato da senhora à frente da Braztoa. Quais os desafios da nova gestão? A Braztoa é um desafio em todos os dias. É muito trabalho, eu posso te dizer sem nenhum tipo de falsa modéstia, que nós somos a associação mais ativa do país. Atendemos a um grupo pequeno, são 90 associados, mas que tem o maior faturamento hoje do país em nível de associação. Temos um grande número de eventos, estamos à frente do nosso tempo, do tempo dos operadores, de trazermos aos associados ferramentas diferentes para eles trabalharem. Estamos hoje no laboratório de startups criando ferramentas para que elas (operadoras) possam trabalhar melhor e, consequentemente, vender melhor. A Braztoa sempre está inovando. Temos alguns eventos pela frente, fechamos o ciclo do Experiências Braztoa em Belo Horizonte, mas ainda temos o Convenções Braztoa e o evento da Abav (Associação Brasileira de Agência de Viagens) com a Braztoa. Desde o ano passados fizemos um acordo e, agora, a feira da Abav é assinada junto conosco. No ano que vem já trabalhamos com algumas novidades – que ainda não podemos contar. Estamos à frente do que os outros fazem.
Quais seriam esses avanços conquistados pela entidade? O
Fanny Thivierge (Promperú) e Milagros Koepke (escritório do Ministério do Comércio e Exterior e Turismo do Peru no Brasil)
O chef peruano Marco Espinoz elaborou almoço com pratos típicos da gastronomia peruana especialmente para o evento
prêmio Braztoa de sustentabilidade, por exemplo, lançado pela entidade há uns 7 ou 8 anos, é o único reconhecido pela Organização Mundial do Turismo (OMT). É um prêmio importante. Para nós, a sustentabilidade não é só ambiental, mas é do próprio negócio, da vida, de como cada um conduz suas coisas. Estávamos conversando com o pessoal do Sebrae para que eles inscrevessem o Sebrae Lab no prêmio de sustentabilidade, porque é um espaço incrível para as pessoas virem e pensarem. É importante que uma associação leve para o associado o bom inesperado. E a gente trabalha também, além de todos os eventos e ideias, com a questão das leis. Toda semana estou junto à Mônica, que é nossa CEO em Brasília, para resolver um grande problema que é a questão do ISS em São Paulo. Tivemos problemas também com o imposto de renda sobre as remessas, que já resolvemos parcialmente, enfim, temos vários temas políticos que, no Brasil, são difíceis de resolver. As associações têm um papel importantíssimo em um país instável como o nosso.
O que o Experiência Braztoa Sudeste traz de diferencial para operadores e agências de viagens da região, em especial para Belo Horizonte? Temos associados e filiais que são daqui, de Belo Horizonte, que conhecem muito bem o público local. Para a capital mineira, procuramos trazer caravanas do interior do estado e do Rio de Janeiro (quase 90 agentes). É importante que a gente entenda que o Brasil inteiro consome viagens. E consome muito. Belo Horizonte é um importante polo de vendas. Todo mundo concentra-se muito em São Paulo, mas todas as cidades são importantes e a Braztoa está feliz em poder fazer um evento também em Belo Horizonte.
Como está a expectativa para as operadoras de turismo neste ano? Há previsão de um crescimento melhor que em 2016?
No road show, empresários peruanos da hotelaria, agências de receptivo e operadores mostraram seus produtos ...
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... aos agentes de viagens e operadores mineiros, que prestigiaram o evento para conhecer as novidades do país vizinho
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Road show
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Marcelo Lopes, Marjane Giacometi, Eliton Ramos, Nathália Leão, Ricardo Andrade, Marcelo Oliveira, Deco Borges, Guilherme Bianchini e Eliane Carvalho, da equipe da MMTGapnet em MG
Destinos preferidos para feriados prolongados
Eduardo Fleury, country manager do Kayak no Brasil
Eduardo Fleury, country manager da plataforma de buscas Kayak no Brasil, esteve em Belo Horizonte na semana passada para falar dos principais destinos procurados pelos usuários da ferramenta nos feriados prolongados de 7/9, de 12/10 e de 2/11, entre eles Orlando, Miami e Nova York (EUA), Paris (França), Lisboa (Portugal), Madri (Espanha), Roma (Itália) e Bangcoc (Tailândia).
O 4º Workshop MMTGapnet: América Central, Caribe e México aconteceu no último dia 23, no BH Mercure Lourdes, das 9h às 18h, reunindo novidades e serviços de companhias aéreas, hotéis, resorts, receptivos, cruzeiros e atrações turísticas de um dos destinos mais procurados por brasileiros. “Além de participarem de intenso treinamento, os agentes ficarão por dentro de todas as novidades dos destinos para oferecerem sempre aos seus clientes as melhores opções”, afirmou Sylvio Ferraz, CEO da MMTGapnet.
Eu trabalho no turismo há quase 40 anos e o ano passado, com certeza, foi um dos piores anos do turismo, porque além da crise profunda que estourou no Brasil, tivemos uma instabilidade cambial muito grande: um dólar comercial de R$ 4 que vinha numa toada de R$ 2. Além de todos os problemas corriqueiros, ainda tivemos mais esses citados. Hoje a gente entende que o brasileiro colocou a viagem dentro do orçamento familiar. Além disso, a gente vê agora um momento de recuperação em relação ao ano passado. A economia está melhor, um pouco mais aquecida. Ainda não é o ideal, mas é um momento que já dá para discutir um pouco, já dá para respirar. Temos um dólar em estabilização em queda, que é sempre melhor que estabilização em alta. Temos ofertas muito boas, preços competitivos. Não sei se dizer se a gente fecha o ano em um crescimento de dois dígitos, mas é bem provável. É um ano de uma recuperação inesperada, principalmente pelo momento político ainda instável no país.
Historicamente, o segundo semestre sempre foi o melhor para vendas. Em especial, a baixa temporada neste ano (entre os meses de agosto e novembro) pode garantir melhores oportunidades para operadores e viajantes, principalmente nesse cenário de recuperação da crise? A baixa temporada traz oportunidades num momento em que o país ainda vive instabilidade e que há um nível de desemprego grande. Enfim, temos problemas econômicos, mas se você aparece com preços especiais e formas de pagamento diferenciadas, o consumidor reage. Viagem virou um item essencial. Hoje, a gente vê famílias viajando na baixa temporada, famílias com filhos pequenos e filhos maiores. São oportunidades importantes. Se a gente divide e conta por mês, a baixa temporada passa a ser até mais importante que a alta. (com Paula Coura)
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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turismo
Costa do Descobrimento
Rota de grandes histórias, passeios e riquezas Porto Seguro oferece experiências gastronômicase contato diretocom a naturezapreservadae roteiros para quemquer sossego ou busca agito Fernanda Viegas De Porto Seguro
Com mais de 500 anos de história, Porto Seguro e seus distritos preservam belezas da Mata Atlântica e de um litoral de praias exuberantes. Muito além de um destino para os baladeiros, a cidade oferece tranquilidade, ecoturismo, contato com a cultura indígena e conforto para os visitantes de todas as idades. Um local de visitação obrigatória é o Centro Histórico. Tombado pelo patrimônio nacional, foi reconhecido também pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade em 2000. Sem pagar nada e ideal para ser feito a pé, o passeio pela história do Brasil expõe o Marco do Descobrimento, vindo de Portugal junto às caravelas da frota de Cabral. Além disso, no local, é possível visitar igrejas, como a de Nossa Senhora da Pena, padroeira da cidade, com sua torre em louça de Macau, que tem, em seu interior, imagens sacras dos séculos XVI e XVII, e a de Nossa Senhora da Misericórdia, que guarda a imagem do Senhor dos Passos e a de são Benedito, construída pe-
los jesuítas e que tem, ao lado, as ruínas da primeira escola jesuíta do Brasil. Ainda é possível conhecer a Casa da Câmara e Cadeia, o museu de Porto Seguro. A cerca de 2 km está a Passarela do Descobrimento, palco dos grandes eventos, como réveillon, Carnaval e São João Elétrico, lugar onde o mar encontra-se com o rio Buranhém. O cais, à noite, abriga feira de artesanato e culinária típica – com tapioca ecocada, além do famoso “capeta”, bebida que leva vodca, guaraná em pó, leite condensado e fruta da época.
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A repórter viajou a convite da Prefeitura de Porto Seguro e da Fundação Convention & Visitors Bureau
Agora, caso a pretensão seja exercitar-se, com o belo cenário de Porto Seguro isso não será nenhum sacrifício. Com o sol gostoso da manhã é possível fazer caminhada, praticar ciclismo e canoagem e até mesmo aprender stand-up paddle. Tudo isso em meio a roteiros naturais suntuosos. Em grupo ou sozinho, é possível aventurar-se pela cidade e pela região, aliando segurança e relaxamento. O investimento vai de R$ 80 a R$ 450 em um leque de 17 diferentes roteiros, que contam com apoio de guias especializados, lanche incluso, equipamentos de segurança, seguro individual e traslado. (FV)
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Outras informações de passeios, acesse bahiaactive.com.br. E-mail: info@bahiaactive.com.br. Telefones: (73) 99985-9840, (73) 3288-2095/ (73) 3012-0040.
Marco do Descobrimentó é um dos cartões-postais
Conheça Borboletário. Oportunidade para caminhar em meio à Mata Atlântica e conhecer diversas espécies. As visitas são guiadas e há playground. A entrada custa R$ 40 adulto (R$ 25 estudante), R$ 20 crianças de
5 a 10 anos. O passeio de pedalinho custa R$ 10, 15 min. Funcionamento. De quarta a domingo, das 9h às 16h. Outras informações, ligue (73) 99817-5910/ (73) 99817-6287.
SETUR PORTO SEGURO/DIVULGAÇÃO
Aprendendo com os locais Para quem gosta de imergir na cultura do lugar que visita, uma boa pedida é a Reserva Indígena Pataxó da Jaqueira, com 827 ha de área e a 12 km do centro. O contato com 32 famílias indígenas (cerca de 105 pessoas), seus costumes, língua e trajes é enriquecedor. O passeio custa R$ 40 por pessoa e é guiado por índios, que realizam palestras e expõem sua realidade de luta. “Para chegarmos até aqui precisamos de preparação. Muitos jovens vieram de outras aldeias, e a maioria sai (da reserva) só para estudar. Elessabem daimportância de tê-losaqui paracontribuir, pa-
Infraestrutura similar à das grandes cidades Porto Seguro possui a terceira maior rede hoteleira do país (ficando atrás apenas de São Paulo e Rio de Janeiro), com mais de 40 mil leitos disponíveis. “Temos um alto índice de retorno e de satisfação, consequência de uma referência histórica importante e de recursos naturais. Ofertamos experiências incríveis, além de infraestrutura, gastronomia e facilidade de acesso. Estamos a uma hora de voo das principais capitais bra-
ra ajudar a buscar os nossos direitos.Podemoster econhecer tudo, mas sem deixarmos de ser índios”, reforça Nayara Pataxó, estudante de história e uma das fundadoras da reserva em 1997. Separe ainda umas duas horas e visite cerca de 17 espécies de borboletas nativas que vivem no Parque Ecológico Asas Mágicas. Em um espaço de extensa flora, há três estufas que possibilitam o contato com os insetos e saber mais sobre seus ciclos de desenvolvimento: ovo, lagarta, casulo e borboleta.
Aventuras de bike, canoa ou stand-up
sileiras e buscamos diversificar o serviço de acomodação”, destaca Richard Alves, secretário municipal de Cultura e Turismo. A cidade conta com um aeroporto internacional – há voos diários partindo de cidades brasileiras, além de Argentina e Itália. O turista ainda pode obter a companhia de um dos mais de 200 guias turísticos, contratando um receptivo que ficará responsável por leválo aos mais variados atrativos da região. (FV)
Descanso com privacidade e beleza é em Caraíva, situada a 70 km ao sul de Porto Seguro. É possível chegar ao distrito por meio do rio Caraíva, dentro de uma canoa remada por nativos. Lá não há automóveis, possibilitando o contato integral com a calmaria da natureza.
Arraial d’ Ajuda Para se divertir. Ir a Porto Seguro e não dar um pulo em Arraial d’Ajuda é até pecado. Com uma travessia de cinco minutos de balsa e apreciando o encontro do rio com o mar, você vai da sede ao distrito. A diversão em família é no Eco Parque Arraial d’Ajuda. São toboáguas, piscinas com ondas, prática de canoagem e tirolesa, dentre outras atividades, em meio a uma vasta preservação de Mata Atlântica. Parque aquático. De 10h às 17h (é necessário conferir calendário de funcionamento)
Ingressos. Adulto, R$ 120; idosos (de 60 anos ou mais), R$ 70, crianças (de 1 m a 1,3 m de altura), R$ 70. Crianças (de até 99 cm): entrada gratuita Contato: (73) 3575-8600 Hospedagem Arraial d’Ajuda Eco Resort. Oferece translado gratuito para Porto Seguro, acomodações com vista para o rio e para o mar. Diárias a partir de R$ 665, em apartamento duplo, que acomoda até quatro pessoas. Contato: (73) 3575-8500
O Eco Parque Arraial d’Ajuda conta com piscinas de ondas e toboáguas; diversão garan
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
FACEBOOK SETUR PORTO SEGURO/REPRODUÇÃO
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“Porto Seguro é um destino multicultural, uma cidade de diversidades, que oferece experiências” Richard Alves, secretário municipal de Cultura e Turismo FACEBOOK POUSADA MARIA BONITA/REPRODUÇÃO
Irresistível charme do Quadrado
Pousada Maria Bonita. São 16 aposentos reservados, voltados para casais e com serviço de alto padrão. Diárias vão de R$ 950 a mais de R$ 1.700, o casal, dependendo da temporada ano. Contato (73) 3668-1565/1986/2850 FSETUR PORTO SEGURO/DIVULGAÇÃO
Em Trancoso, o campo de golfe construído à beira-mar – um dos buracos, o 14, é bem no alto de uma falésia: um belo desafio a mais para os esportistas SETUR PORTO SEGURO/DIVULGAÇÃO
ntida para a família inteira
Porto Seguro Praia Resort. All inclusive com vasto cardápio de comidas e bebidas. Diárias custam, em média, R$ 880 por casal mais duas crianças de até 12 anos. O resort oferece atividades de esporte, lazer e festas. Contato: (73) 3288- 9330/ (73) 3288-9393 Toko Village. É um hotel um pouco mais afastado do centro de Arraial d’Ajuda e conta com apartamentos para até cinco pessoas. Diárias para casal variam entre R$ 260 e R$ 1.000, em média. Contato: (73) 3677-1300/ (73) 99118-1165.
O povoado de Trancoso, a 26 km de Porto Seguro, é o lugar certo para quem procura sossego e sofisticação. Muitas celebridades como Neymar, Isis Valverde, Elba Ramalho, Naomi Campbell, Will Smith, Beyoncé e o Príncipe Harry – para citar alguns –, escolheram o local para relaxar por sua calmaria e alta qualidade de serviços prestados. No centro está a igreja São João Batista dos Índios, rodeada por antigas casas, que, com suas variadas cores, dão vida ao Quadrado de Trancoso. Atualmente, as construções abrigam restaurantes, bares, lojas e pousadas de luxo. Logo atrás da igrejinha está a mais bela vista da praia de areias fofas. Do rio da Barra à praia dos Coqueiros, por exemplo, é impossível não se encantar com a água morna, protegida pelas faces enrugadas das imponentes falésias. Depois de uma caminhada, pare na cabana Aconchego e saboreie um delicioso peixe guaiúba vermelho, servido na telha e acompanhado de bobó de camarão na moranga. Na região foi construído um campo de golfe, famoso por ter um de seus 18 buracos em uma falésia: o de número 14. O esporte, originalmente escocês, pode ser aprendido em Trancoso com investimento de R$ 200 a cada 50 minutos de aula. No lugar, há um aeroporto privado e o teatro L’Occitane. Confira a programação no site teatroloccitane.com. br/agenda. (FV)
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Guapimirim
Gastronomia e boa música A cidade de Guapimirim, na região Serra Verde Imperial – a cerca de 80 km da capital, Rio de Janeiro – realiza até o próximo dia 10 o Degustarte 2017, circuito gastronômico. Além de apresentar o melhor da culinária local em restaurantes e bares da cidade, o evento também conta com uma variada agenda de shows de música instrumental durante dois fins de semana. A programação completa está disponível em visiteguapimirim.com. br/degustarte. DEGUSTARTE/DIVULGAÇÃO
Hospedagem (I)
Desconto para clientes ‘vips’ Localizado a apenas 9 km do São Paulo Expo, onde acontece o São Paulo Boat Show 2017 – entre 21 e 26 de setembro –, o Meliá Ibirapuera lança uma promoção exclusiva para clientes MeliáRewards. Os participantes do programa de fidelidade da rede terão 10% de desconto da melhor tarifa disponível para venda, além do café da manhã servido no restaurante e internet como cortesia.
Hospedagem (II)
Cadastro pode ser feito no site Para aqueles que ainda não são clientes MeliáRewards, o cadastro pode ser feito gratuitamente pelo site meliarewards.com. O programa oferece um universo de benefícios exclusivos e vantagens de acordo com o nível do cliente, tais como descontos progressivos em hospedagem, upgrades de apartamento e late check-out. As reservas podem ser feitas no próprio site.
turismo
Bahia
Salvador além dos contornos do Pelourinho Capital baianaoferece atrativos que vão depasseios tradicionais,mas obrigatórios,a visitas em cantinhos aindapouco exploradospelos turistas Jessica Almeida Que a Bahia é um dos destinos favoritos dos mineiros não é novidade para ninguém. A capital do Estado, no entanto, chega a ser preterida em favor de outros lugares, como Morro de São Paulo, Caraíva e Porto Seguro. Acontece que a multicultural Salvador tem tanto a oferecer quanto qualquer outro destino baiano. E os passeios não estão restritos ao centro histórico, Mercado Modelo, Elevador Lacerda e Pelourinho, embora sejam todos eles parada fundamental. Recheado de atrativos, o destino é rico em cores e sabores, tanto durante o dia quanto à noite. A cidade tem um orixá para cada dia da semana, e uma igreja para cada dia do ano – são 372 igrejas espalhadas por sua extensão, contando somente as católicas. Assim que chega, o visitante é recebido de braços
Hospedagem Sheraton da Bahia Hotel. Próximo ao centro histórico, fica num edifício antigo e renovado. Diárias a partir de R$ 324. Avenida Sete de Setembro 1.537. Tel.: (71) 3021-6700 Pestana Convento Carmo. Classificado pela Unesco como patrimônio mundial, fica num edifício do século XVI a poucos metros do Pelourinho. Diárias a partir de R$ 331. Rua do Carmo, 1, Santo Antônio. Tel.: (71) 3327-8400 Mar Brasil Hotel. Em frente à praia do Farol de Itapuã, tem como anexo a Casa de Vinicius de Moraes, cujos quartos podem ser reservados. Diárias a partir de R$ 270. Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã. Tel.: (71) 3285-7339
abertos praticamente desde o pouso do avião. Para nós, de Belo Horizonte, que particularmente não vemos sinal de chuva há mais de 80 dias, a receptividade começa pela umidade do ar e segue pelo frondoso corredor de bambus, com extensão de cerca de 1 km que orna a estrada que leva ao aeroporto desde os anos 40. A energia de Salvador, com sincretismo e diversidade, é algo muito peculiar e faz-se presente a cada minuto.
Primeira capital do país, Salvador tem 707 km² de extensão e população de 2,9 milhões de habitantes
Imersão baiana Fomos recebidos pela equipe da Salvador Destination, empresa especializada na promoção e na divulgação da cidade no segmento de eventos nacionais e internacionais. Fomos guiados em passeios por um representante da Grou Turismo, que também atua em outras regiões da Bahia. Em dois dias, foi possível conhecer bastante coisa e a sensação que fica é a vontade de retornar em breve para explorar a cidade com mais calma. Vivendo um processo de franca requalificação, Salvador melhorou bastante sua estrutura nos últimos anos, e uma série de outros projetos já estão engatilhados pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, como as novas orlas nos trechos Barra-Ondina-Rio Vermelho, Stella Maris-Flamengo-Ipitinga e Farol de Itapuã, assim como o Corredor da Fé, que será composto pela Basílica do Senhor do Bonfim, o memoriais e a praça Irmã Dulce. Se a capital da Bahia estava longe do topo de sua lista de destinos possíveis, talvez agora seja um bom momento para revê-la.
Até mesmo nas pichações pela cidade, o bom-humor típico baiano faz-se ver
Vista da varanda dos fundos de um dos cafés do bairro de Santo Antônio Além do Carmo
turismo
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FOTOS JESSICA ALMEIDA
Da praça Tomé de Sousa observa-se o Elevador Lacerda e o Mercado Modelo
Velho conhecido, de parada obrigatória É impossível visitar Salvador e fugir do roteiro do centro histórico, mas existe uma razão para isso: ele é fundamental. Para quem fica no ho Sheraton da Bahia Hotel, são cerca de cinco minutos de carro e dez no transporte público, com várias linhas. Uma boa pedida é começar pelo Mercado Modelo. Construído em 1861 para abrigar a terceira alfândega de Salvador, é o maior centro de artesanato da cidade e a parada ideal para garantir suvenires, seja ele um berimbau – um dos símbolos da cidade –, uma tradicional fitinha do Bonfim ou uma garrafa de azeite de dendê e pimentas que só existem na Bahia. Saindo do mercado, sobe-se o Elevador Lacerda – que cobra uma taxa simbólica de R$ 0,15 para sua manutenção. Da Tomé de Sousa (ou Praça Municipal), ponto de desembarque do elevador, tem-se uma das vistas mais bonitas da cidade. De lá, avista-se as embarcações da Bahia Marina e o
Igreja da Ordem Terceira de São Francisco impressiona pela quantidade de ouro em seu interior: são centenas de quilos
Charmoso reduto boêmio não pode passar batido Muitagente encerra o passeio pelo centro histórico no Pelourinho. Mas quem faz isso perde os encantos da região de Santo Antônio Além do Carmo, por onde se chega seguindo a ladeira do Carmo por cerca de 500 m. Reduto de artistas plásticos, escritores, arquitetos, produtores e músicos, é um dos bairros mais antigos de Salvador. Seu primeiro registro remonta ao século XVII. O bairro ainda está sendo descoberto pelos turistas. É bastante residencial e, por isso, conserva uma atmosfera de tranquilidade, ainda que perto de vários agitos. Entre seus principais marcos está a igreja de Santo Antônio Além
doCarmo,construídanoséculoXVI,mas reconstruídaeampliada a partir de 1813. Há também o convento do Carmo, hoje transformado num dos mais pitorescos e luxuosos hotéis da cidade, o Pestana Convento do Carmo. Com vocação boêmia e cheio de casarões antigos com fachadas charmosas, é no interior deles – muitos transformados em ateliês, pousadas, bares, cafés e restaurantes – que fica o maior trunfo: dos fundos da maioria é possível apreciar a vista da baía de Todos-os-Santos, ainda mais charmosa ao fim da tarde, com o pôr do sol. Uma boa pedida é fazê-lo no Cafelier Carmo. O espaço,
que pertence ao artista Paulo Vaz, foi inaugurado no bairro em 2006, após um período de 12 anos instalado no Pelourinho. O imóvel tem um antiquárioemseuprimeirocômodo, uma sala interna e um deque externo com teto retrátil, nos quais funciona o café. Na parededocorredor, queseparaos doisambientes, édivertido procurar fotografias de famosos que visitaram o local em meio a frequentadores da cidade. Ocardápio da casa évariadoecontempladesdecafésespeciais até refeições completas. Para acompanhar o poente, é bom chegar cedo, já que acasacostumaencherporvolta desse horário. (JA)
forte de São Marcelo. Seguindo a caminhada pela praça da Sé, chega-se ao Largo Terreiro de Jesus. Ao fim, está a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco. Tal como as igrejas católicas de Ouro Preto, a construção impressiona pelo ouro que orna seu interior – as estimativas da quantidade vão de 80 kg a 800 kg. Inaugurada em 1703, é uma das mais importantes peças do conjunto arquitetônico do centro histórico. O percurso desemboca no Pelourinho – recomenda-se uma parada no Carrinho do Milton, que fica pelas redondezas há mais de 30 anos vendendo seu delicioso suco de limão com coco. O local, que já foi usado para tortura de escravos, hoje impressiona pelas cores de seus casarões antigos, inclusive aquele em que Michael Jackson gravou o clipe de “They Don’t Care About Us”, em 1996. Não raro, é possível encontrar o Olodum ensaiando por ali. (JA)
Passeios* City tour histórico e panorâmico. O passeio começa no Farol da Barra e segue rumo à Cidade Alta, englobando o Largo do Pelourinho, o Terreiro de Jesus, a igreja de São Francisco e o Elevador Lacerda, fechando na igreja do Bonfim. Duração: 8h. Reservas a partir de R$ 130. Baía de Todos os Santos (Passeio de Escuna). Numa escuna com serviços de bar, som e guia especializado, navega-se pela baía de Todos-os-Santos e pode-se ver os principais cartões postais da cidade pela perspectiva do mar. Duração: 10h. Reservas a partir de R$ 110. Bahia à noite. Apresentações de manifestações culturais, como o candomblé, o maculelê, o samba de roda e a capoeira. Inclui jantar com pratos típicos. Duração: 5h. Reservas a partir de R$ 220. *Os passeios são oferecidos pela Grou Turismo. Tel.: (71) 3503-0707
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turismo FOTOS JESSICA ALMEIDA
Orla
Circuito alternativo tem pulsante vida noturna e cultural Rio Vermelho e Itapuã preservam a história denomes da literatura e da música brasileira,que encontraram nacapitalbaiana moradae inspiração Jessica Almeida Longe do eixo do centro histórico, Salvador ainda tem muito a oferecer, com início e fim em dois dos principais cartões-postais da cidade: a praia do Porto, uma das preferidas dos banhistas, e o Farol. A orla da Barra foi reformada em 2014 e desde então
converteu-se num calçadão que restringe o trânsito de veículos aos fins de semana. Seguindo pela beira da praia, eventualmente chegase ao Rio Vermelho, bairro boêmio e alternativo que tem pulsante vida noturna. Mas a visita também vale durante o dia. Por muitos anos, o local foi o endereço dos escritores Jorge Amado
(1912-2001) e Zélia Gattai (1916-2008), dois dos principais nomes da literatura brasileira que foram imortalizados com uma escultura no bairro. A casa em que viveram foi transformada num museu. Com curadoria do arquiteto Gringo Cardia, traz 17 instalações que revelam-se como um labirinto. Perto dali, onde por muitos anos funcionou o Mercado do Peixe, está a Vila Caramuru. Totalmente reformada, abriga 11 restaurantes com cardápio variado de comida baiana à italiana. Lá também está a Casa de Iemanjá, em frente à qual acon-
tece uma das maiores festas da cidade no dia 2 de fevereiro, em homenagem à orixá. Continuando pela orla, em mais alguns quilômetros está Itapuã, o bairro que inspirou as canções “Tarde em Itapuã”, de Vinicius de Moraes (1913-1980) em parceria com Toquinho, e “Saudade de Itapoã”, de Dorival Caymmi (1914-2008). Tanto Vinicius quanto Caymmi também ostentam suas esculturas no bairro. É claro que ainda há muito mais o que se ver, mas já demonstra que a cidade vale a visita, e não só em tempos de Carnaval.
Casa de Iemanjá é palco da grande festa à orixá no dia 2 de fevereiro
Onde comer Veleiro. Gastronomia autoral, variada e contemporânea. Avenida Sete de Setembro, 3.252, Ladeira da Barra. Tel.: (71) 2105-9111
Praia do Porto da Barra está entre as preferidas dos banhistas
Barravento. Oferece diversos pratos com frutos do mar, além de bebidas e receitas regionais. Avenida Oceânica, 814, Barra. Tel.: (71) 3247-2577 Casa di Vina. Preserva o charme da época em que era a casa onde Vinicius de Moraes morou com a atriz Gessy Gesse, uma de suas nove esposas. Tem cardápio especializado em frutos do mar. Rua Flamengo, 44, Farol de Itapuã. Tel.: (71) 3014-8730
Um cantinho beira-mar que inspirou o ‘Poetinha’
O Mar Brasil Hotel fica num complexo que abarca a casa de Vinicius de Moraes
Nos início anos 70, um amor fez o poeta Vinicius de Moraes trocar a pulsante vida boêmia do Rio de Janeiro pela atmosfera de Salvador. Casado com a atriz baiana Gessy Gesse, a quinta de nove esposas, 25 anos mais nova, o Poetinha fez morada no bairro de Itapuã. A casa de Vina, como os amigos apelidaram, era frequentada por artistas e foi reduto de parcerias, berço de famosas canções e de parte da vasta obra deixada pelo poeta. Transformada no memorial Casa di Vina, de visitação gratuita, abriga ob-
jetos, fotos e documentos da história do casal e da passagem do artista pela Bahia. No local, funciona o restaurante Casa di Vina, especializadoemcozinhamediterrânea e baiana, que tem no cardápio receitas ensinadas por Gessy. Parte de um complexo abarca o Mar Brasil Hotel, onde é possível se hospedar no quarto em que Vinicius dormia. A suíte mantém a arquitetura e disposição originaldosmóveis,tem vistapara o mar de Itapuã, além de uma bancada com discografia do poeta e uma biblioteca com suas principais obras.
Sala reúne objetos do poeta, inclusive a máquina de escrever em que compunha
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turismo JULIAN LAUSI / CERRO CHAPELCO SKI RESORT/DIVULGAÇÃO
Paraty em Foco
Ofertas para curtir o evento Entre os dias 13 e 17 de setembro, o Paraty em Foco acontecerá na histórica cidade do Rio de Janeiro. O evento vai reunir amantes e profissionais da arte de fotografar em palestras, workshops e exposições. Para o período, a Pousada Porto Imperial conta com pacotes de duas diárias a partir de R$924 (em apartamento standard duplo com café da manhã). Outras informações em portoimperial.com.br ou (24) 3371-2323
Argentina
Corre e vem curtir o fim do inverno Estações de esqui em San Martín delos Andes e VillaLa Angostura,mais tranquilase menos badaladas, estão com até30% dedesconto no fim do inverno no hemisfériosul JULIAN LAUSI / CERRO CHAPELCO SKI RESORT/DIVULGAÇÃO
PORTO IMPERIAL/DIVULGAÇÃO
Diversão garantida para esquiadores profissionais e amadores Cerro Chapelco é uma das charmosas estações de esqui que estão localizadas na província de Neuquén
Fim do mês
Oktoberfest agita São Paulo A capital paulista terá sua edição da “Oktoberfest” – tradicional festa da cerveja – entre 29 de setembro e 8 de outubro, e vai oferecer aos visitantes mais de 20 rótulos de cervejas artesanais no 1º Festival Internacional Brasil e Alemanha de Microcervejarias Artesanais. Os ingressos estão disponíveis no site ticket360.com.br. As entradas custam de R$100 a R$150, conforme as áreas de acesso.
Gastronomia
Eduardo Maia Agência O Globo
Ainda dá tempo de aproveitar a neve que continua caindo nas estações de esqui da Patagônia argentina, faltando menos de um mês para o início da primavera, em 22 de setembro, assim como os descontos de fim de temporada em cidades como San Martín de los Andes e Villa La Angostura, e suas respectivas estações, Cerro Chapelco (até 1º de outubro) e Cerro Bayo (até 24 de setembro). “Setembro é a nossa baixa temporada, com preços, em média, 30% menores. Ainda está frio, há neve,
mas o período de férias escolares já passou, tanto na Argentina quanto no Brasil, nosso maior mercado. Quem vem agora encontra boas ofertas em hotéis, promoções nas lojas e passes de esqui mais baratos”, explica o subsecretário de Turismo de San Martín de los Andes, Alejandro Apaolaza, lembrando que brasileiros também têm desconto de 21% do imposto sobre consumo (IVA) nas diárias de hotéis pagas com cartão de crédito no exterior, válido desde o começo do ano em todo o país. Chapelco e Cerro Bayo são boas alternativas para quem não quer o movimento das pistas de Cerro Catedral, em Bariloche, a maior
do a brincadeira. Na verdade, metade das 28 pistas são classificadas como de “fácil” e “médio” (grau de dificuldade). Em Cerro Bayo, as atividades que divertem adultos e crianças são o “tubing”, um tobogã gelado no qual se desce a bordo de uma boia, e o “culipatin”, pequena inclinação por onde se desliza sentado – versão do “esquibunda”. A estação tem 24 pistas. A área chamada “Cota 1.500”, que indica a altitude, tem ainda quatro pistas para iniciantes, um espaço para aulas, três restaurantes e uma bela vista para o lago Nahuel Huapi, que banha tanto Villa La Angostura quanto Bariloche.
EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO
Cidades pequenas são convite ao relaxamento
Festival em São Lourenço São Lourenço, no Sul de Minas, realiza, durante todo o mês de setembro, mais uma edição do Degusta, o festival gastronômico. O público pode agendar experiências em visitas guiadas a fazendas produtoras de café, com a “Rota do Café Especial”, o roteiro “Lenha no Fogão” e a “Rota do Queijo e Azeite”, nas terras da Mantiqueira. A programação completa está em saolourencocvb. com.br/degusta2017.
estação de esqui argentina e a mais conhecida dos brasileiros. Chapelco, em San Martín de los Andes, foi eleita duas vezes, em 2015 e 2016, a melhor da Argentina pelo World Ski Awards. A de Cerro Bayo, por sua vez, é mais barata e intimista, colada ao núcleo urbano de Villa La Angostura, ideal para quem viaja em família e com crianças. Esquiadores mais arrojados parecem gostar mais de Chapelco. Pelo menos é o que se deduz logo na base da montanha, tomada por gente de roupa colorida caminhando ao ritmo de músicas da moda. Mas há bastante espaço para quem está começan-
San Martín de los Andes é aconchegante e tem pequeno centro comercial
A tranquilidade marca o tempo em San Martín de los Andes e Villa La Angostura, duas cidades que parecem perdidas no sul da província de Neuquén, a cerca de 1.500 quilômetros de Buenos Aires. Ambas funcionam muito bem como base para exploração das atrações naturais deste pedaço da Cordilheira dos Andes. Aconchegantes, têm boasopçõesde hotéiserestaurantes e são ligadas pelo cênico Caminho dos Sete Lagos. Com 29 mil habitantes, San Martín de los Andes é a
maior cidade da região. O aeroporto de Chapelco recebe voos diretos de Buenos Aires, o que facilita a conexão para brasileiros. Outra opção é o de Bariloche, a 190 quilômetros, melhor para quem vai à Villa La Angostura, o Jardim da Patagônia. Em junho de 2011 havia um centro improvisado de atendimento às vítimas da erupção do vulcão CaullePuyehue, no Chile, que cobriu Villa La Angostura de cinzas. Seis anos depois, o jardim exibe flores no inverno. (EM/AG)
Serviço Como chegar. A Aerolíneas Argentinas e a Azul têm voos de BH para o aeroporto de Chapelco. HOSPEDAGEM Hosteria La Masía. Diárias para casal a R$ 245. Rua Gabriel Obeid, 811. hosterialamasia.com.ar Hotel Correntoso. Diárias para casal a partir de R$ 661. correntoso.com ONDE ESQUIAR Cerro Chapelco. Bilhetes para um dia: 930 pesos argentinos, na baixa temporada (3/9 a 1/10). Três dias, 2.520 pesos (baixa). Aulas. Baixa: 2.250 pesos (uma pessoa), 2.900 pesos (duas) e 3.380 pesos (três). É possível alugar roupas, luvas e óculos na estação. Cerro Bayo. Bilhete para um dia: 760 pesos argentinos, na baixa (3/9 a 24/9). Três dias, 1.870 pesos. Aulas. Baixa: 2.170 pesos (uma pessoa), 2.650 pesos (duas) e 3.000 pesos (três). Na estação, há somente aluguel de roupas.
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Cruzeiros
Ampliar portos é demanda nacional Temporada pela costa brasileira começaem novembro e, para este ano, sãoesperados setenavios, que transportarão400 mil passageiros Da Redação Uma pesquisa do Ministério do Turismo revela que 88,8% dos brasileiros são favoráveis à criação de portos com capacidade para chegada de cruzeiros marítimos ao longo dos 7,4 mil quilômetros de litoral. O levantamento ouviu 2.002 pessoas no país. “Mesmo em um cenário de retração, o setor de cruzeiros marítimos contribuiu com R$ 1,911 bilhão na economia brasileira na temporada 2015/16”, disse o ministro Marx Beltrão. Para a alta temporada de 2017/18, que começa em novembro, segundo o
Ministério do Turismo, são esperados sete navios que transportarão 400 mil passageiros. O melhor desempenho do setor no país foi registrado na temporada 2010/11, quando 20 navios levaram cerca de 800 mil turistas pelo Brasil. “Apenas para este ano são esperados 25,8 milhões de cruzeiristas (no mundo). No Brasil, vários motivos levaram à retração do segmento: infraestrutura, impostos e regulações”, avaliou Rene Hermann, presidente do Conselho da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Brasil). (com agências) DIVULGAÇÃO
Temporada de cruzeiros pelo Brasil começa em novembro e se estende pelo verão
Melhores épocas para navegação Hemisfério Sul. As temperaturas quentes entre os meses de novembro e março permitem momentos agradáveis para um passeio em alto-mar. É a época do ano em que as operadoras ofertam a maior seleção de navios e itinerários. As principais rotas na América do Sul são a Amazônica, o cabo Horn, o sul do continente e o canal entre Buenos Aires e Valparaíso. Na Austrália, o movimento é forte nos portos de Sydney, Adelaide, Perth e em Queensland. Em Galápagos, evite o período entre agosto e setembro, em que o mar, mais agitado, pode causar desconforto aos marinheiros de primeira viagem.
Hemisfério Norte. Tão cobiçada por turistas do mundo inteiro, é nos meses de junho a agosto que o Caribe tem sua alta temporada. Ótimo período para embarcar com as crianças, já que os programas infantis estão ainda mais presentes nas companhias. É bom lembrar que esse é o período de furacões em algumas rotas. Já os meses de setembro e outubro são os melhores para navegação por Canadá, Inglaterra e Europa. As temperaturas amenas de outono deixam mais atrativos os passeios por cidades portuárias. O Havaí é um ótimo destino para se visitar durante o inverno e o início da primavera na parte de cima do planeta.
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sua melhor viagem
Onde o mar compõe a melodia em meio ao calor humano FOTOS CAROLINA VILELA/ARQUIVO PESSOAL
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A leitora Carolina Vilela descreve suas aventurasem uma viagem pelo destinoque preservapaisagens de tiraro fôlegoe rica gastronomia Foi por meio de um convite de uma operadora turística, a Calvados Club, que Carolina Vilela, acompanhada do pai, teve a oportunidade de viver uma viagem em meio a belezas, histórias e sabores da Croácia. O destino, até 1991, era parte da antiga Iugoslávia. Sob o regime comunista, era pouco visitado por turistas. Com a independência conquistada
2 - Rovinj. É a pérola azul do Adriático e a estrela da Costa da Ístria, famosa por sua gastronomia, trufas, vinhos e azeites. A sugestão é ficar pelo menos duas noites para curtir as ruelas da cidade medieval e um pôr do sol em meio ao mar (sunset paddle – adistra.hr/em). Imprescindível fazer um daytour pela rota enogastronômica passando por Motovun, Groznjan, Zavrsje, Oprtali e Momjan (148 km no total), conhecendo ótimas vinícolas e restaurantes (kabola.hr/em e kozlovic.hr/en). A hospedagem indicada é no Lone Hotel, ícone de arquitetura, design e luxo. Imperdível visitar o Plitvice Lakes, o parque nacional mais belo da Croácia, reconhecido pela Unesco como um patrimônio natural da humanidade, com seus 16 lagos interconectados por cachoeiras, com cores que variam entre azulado e verde.
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após 1992, o país, formado por mais de mil ilhas e banhado pelo belíssimo mar Adriático, tornou-se um famoso point de praia entre os europeus. Além de excelentes estruturas hoteleira e de serviços ao turista, a Croácia destacase por sua gastronomia, ótimos vinhos e o povo acolhedor, que sempre recebe os visitantes com alegria e festa.
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1 - Zagreb. A dica é chegar à Croácia por sua capital ou por Veneza, na Itália, de onde é possível pegar ferry ou lancha para Rovinj. Do norte, o ideal é ir para Split de carro, e de lá seguir pelo mar até Dubrovnik – uma das cidades mais conhecidas e belas. Uma maneira bacana e em conta de viajar é pelo mar, experimentando a cultura e a gastronomia das ilhas Vis, Hvar, Mljet, Kornati, Brac, Korcula e Krapanj. O destino é mais badalado durante os fins de semana, quando a cidade ferve. Tomar o desjejum aos sábados pela manhã nos bares e cafés da Bogoviceva ou Tkalciceva Street é um costume local.
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3 - Zadar. O órgão do mar é uma instalação bacanérrima, em que, junto ao movimento do oceano, ao pôr do sol, produz um show de luzes e sons naturais. O The Garden Bar, para um drink, e o Kornat Restaurant, para apreciar a comida local, são as dicas gastronômicas.
Trogir. Charmosa, pequena e histórica, a cidade, declarada patrimônio da humanidade pela Unesco, foi construída em uma ilha e possui uma das maiores ruínas romanas da Dalmacia. A dica é experimentar pratos típicos, como a Pasticada e o Trogir Rafioli.
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Split. É uma das cidades mais vibrantes da Croácia, ótima para bate e voltas. Com mais de 1.700 anos, lá está o famoso palácio de Diocleciano. O ideal é se hospedar dentro dos muros dele e no centro histórico, onde tudo acontece. Zbirac e Dvor são as dicas gastronômicas.
4 - Hvar. Deixar Split de barco e seguir para Hvar e Korcula é a sugestão. A primeira é famosa pelas festas nos barcos durante o verão. É a partir dela que se vai para o belíssimo arquipélago de Pakleni, lugar de um dos melhores restaurantes da Croácia, o Zori Restaurant, na inabitada e belíssima ilha de Palmizana.
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Korcula. A ilha é famosa por se acreditar ser a terra natal de Marco Polo – o primeiro navegador e viajante do mundo. Para passar o dia, a dica é alugar alguma pequena embarcação de pescadores locais para alcançar algumas das praias mais incríveis – é importante levar aqueles sapatinhos para proteção dos pés e, em Korcula, eles são vendidos aos montes.
5 - Peljesac. A dica é pegar o ferry com parada na península, uma das melhores regiões vinícolas da Croácia. A sugestão é ir ao Korta Katarina Winery (kortakatarinawinery.com/kkwines). Após a degustação de vinhos, o legal é seguir para Ston, famosa por seu muro de defesa de pedras com 5 km de extensão – o maior da Europa. No local, a sugestão é almoçar com família Ostriga.
WLançamento. Novo Audi Q5 chega para brigar com SUVs de luxo. Página 15
EDUARDO ROCHA/CZN
WSuperesportivo. Dirigimos na Europa o Jaguar F-Type 2.0 turbo. Páginas 16 e 17 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 2/9/2017
W
Leão de cara nova
Segunda geração do Peugeot 3008 une interior ousado e confortável a atributos típicos dos SUVs. Páginas 18 e 19
14 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia -
Belo Horizonte
interCâmbio
2 de setembro de 2017
raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Vice-versa Há pouco menos de três décadas, nossa indústria automobilística vivia no regime de mercado fechado e os sonhos e aspirações do consumidor brasileiro, desde sempre um povo apaixonado por carros, era dividido apenas entre as chamadas quatro grandes – Fiat, VW, GM e Ford. Olhando para trás, percebemos o quanto foi feliz o então presidente Collor, quando disse, em alto e bom tom, que nossos automóveis eram, na verdade, verdadeiras “carroças”. Vinte e um anos depois da abertura, muitos ainda se recordam do quanto eram precários, antiquados e pouco seguros os veículos produzidos no Brasil àquela época. A entrada de novos fabricantes acirrou a concorrência e fez com que os que já estavam por aqui instalados há décadas, e trabalhando em um mercado cativo, se mexessem rápido. Tudo para se atualizarem e ficarem em pé de igualdade com o que as marcas novatas no país, ávidas pelo potencial de compra e em busca de uma demanda reprimida há tempos, começavam a oferecer no mercado. Posto este narigão de cera (introdução de um assunto no jargão jornalístico), vamos direto ao ponto, mas não sem antes creditar a uma antiga campanha da VW o empréstimo do título à coluna desta semana. Uma rápida pesquisa nos dados fornecidos pela Federação Nacional dos Distribuidores de Veículos Automotores (Fenabrave) nos
mostra que o ranking de vendas fechou 2016 com significativas alterações na relação dos dez maiores fabricantes em número de emplacamentos. O primeiro lugar ficou com a Chevrolet, depois de desbancar a FCA, que, por seu turno, havia tirado da Volks o primeiro lugar no mercado, que perdurou por longos 42 anos. Outra nota que vale destaque foi a saída da Ford do time das “quatro grandes” em relação às vendas de veículos zero-quilômetro. Quem terminou 2016 nesta quarta colocação foi a coreana Hyundai que, para alcançar esse patamar, precisou ter somados os números registrados pela Hyundai Motor do Brasil (HMB), dona de verdade da marca, e a CAOA, que, com reconhecida competência, contribui para fazer crescer o volume de emplacamentos com os modelos que importa da Coreia.
“Mudanças podem acontecer a partir do quarto lugar, sobretudo tratando-se da francesa Renault, que acaba de lançar o carro nacional mais barato em oferta.”
Outra curiosidade é o fato da japonesa Toyota vir logo depois dos coreanos e sua arquirrival Honda aparecer apenas na oitava posição. Em dezembro próximo, quando é chegado o momento de “passar a régua” nos números de 2017, é possível que não se alterem as posições entre os três primeiros colocados atualmente. Como o compacto Onix, da Chevrolet, segue mês a mês pontuando a lista dos mais vendidos, dificilmente a GM deixará a liderança. Pelo lado da FCA, o Argo, que chegou para substituir, de uma só tacada, o Palio e o Punto, ajudara a consolidar a segunda posição. Mudanças podem acontecer a partir do quarto lugar, sobretudo e principalmente tratando-se da francesa Renault, que acaba de lançar o carro nacional mais barato em oferta e que mostrou acerto na estratégia de prévendas, com cerca de 20 mil clientes mostrando-se interessados em adquirir o citadino Kwid, que em breve começará a ser visto com maior frequência em nossas ruas. Como é um produto de entrada, cuja proposta é a venda de altos volumes, a Renault deverá subir neste ranking. Ainda este ano, a Volkswagen lança o novo Polo, mais precisamente em 25 de setembro, que, mesmo sendo um automóvel de maior valor agregado, deverá ajudar a fabricante a manter sua colocação atual. Mas isso só saberemos quando fechar dezembro. RENAULT/DIVULGAÇÃO
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
MÁRCIO MAIO/CZN
Nova geração
Lançamento
Toyota Yaris deve chegar ao país
Na trilha correta Ampla grade com moldura sólida se destaca na dianteira
Audi inicia as vendas do novo Q5 no Brasilpara brigarno mercado de SUVs médios premium;modelo de luxoestá ainda mais tecnológico MÁRCIO MAIO/CZN
Márcio Maio Auto Press
No mundo, o SUV mais vendido da Audi é o Q5, com 1,6 milhão de unidades emplacadas desde seu lançamento, em 2008. Para o Brasil, a marca optou por apostar suas fichas inicialmente no Q3, que é fabricado em São José dos Pinhais, no Paraná. Mas agora a marca das quatro argolas lança por aqui a nova geração do Q5 com pretensão de melhorar suas vendas e aumentar sua participação no segmento de SUVs médios premium do país. E aposta em diversas tecnologias para isso, incluindo um pacote opcional de direção semiautônoma, chamado de “Traffic Jam Assist”. Em todas as versões, o novo Q5 é equipado com o motor 2.0 TFSI, a gasolina, de 252 cv de potência e 37,7 kgfm de torque, disponíveis entre 1.600 e 4.500 rpm. O suficiente para fazê-lo sair do zero e chegar aos 100 km/h em 6,3 segundos e atingir velocidade máxima de 237 km/h. As três versões contam com transmissão automatizada S tronic de sete velocidades, com dupla embreagem. O motorista pode fa-
Ficha técnica
A nova geração do Toyota Yaris pode ser feita no Brasil: ele deve preencher a lacuna entre Etios e Corolla e concorrer com o novo Volkswagen Polo e o Fiat Argo. O modelo será produzido sobre a plataforma modular TNGA, a mesma do atual Prius e que estará também na próxima geração do próprio Corolla, esperada para 2019. Na Tailândia, onde foi lançado recentemente, o Yaris usa um pequeno motor 1.2 de 82 cv associado a um câmbio automático CVT. TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Motor. 2.0, turbo, a gasolina, quatro cilindros em linha Câmbio. Automático de sete marchas Potência máxima. 252 cv entre 5.000 e 6.000 rpm Torque máximo. 37,7 kgfm entre 1.600 e 4.500 rpm Porta-malas: 550 a 610 L Tanque. 70 L
Linha 2018
Fiat Strada tem novidades sutis
Na versão de top de linha (Ambition), lanternas com luzes direcionais dinâmicas são de série zer as mudanças por meio da alavanca ou de aletas atrás do volante. Há ainda sistema de tração integral permanente Quattro com tecnologia ultra, que, segundo a Audi, distribui a força para as quatro rodas conforme a necessidade.
Boa sintonia A Audi escolheu o Rio de Janeiro para promover o primeiro contato com o Audi Q5. O trajeto foi predominantemente urbano, com uma pequena estrada de terra que passa longe das capacidades off-road do SUV médio. A versão top, Ambition, foi a avaliada, em trajeto que somou cerca de 90 km. O mo-
tor 2.0 de 252 cv, presente em todas as configurações do modelo, trabalha em excelente sintonia com o câmbio S tronic de sete velocidades com dupla embreagem. As trocas são extremamente rápidas e o carro mostra-se vigoroso já desde a arrancada. A boa marca de 6,3 segundos de zero a 100 km/h comprova isso. Há diferentes modos de condução, mas o mais instigante é sem dúvida o Dynamic, que torna as respostas ainda mais rápidas e eleva o giro do motor. No caminho de terra, o SUV conseguiu garantir conforto na cabine, apesar do solo bem irregular que percorreu. Mas não chegou a AUDI/DIVULGAÇÃO
O ar-condicionado é digital e de três zonas nas versões a partir da intermediária
Ficou maior Tamanho. Com 4,66 m de comprimento, 1,89 m de largura, 1,66 m de altura e distância entre-eixos de 2,82 m, o novo Q5 cresceu sutilmente em relação à geração anterior. São 34 mm a mais no comprimento, 4 mm a mais na altura e 12 mm a mais no entre-eixos. Mais leve. Em compensação, o modelo emagreceu: seu peso em ordem de marcha foi reduzido em cerca de 50 kg, graças à adoção de aços de alta resistência e alumínio na carroceria.
ser um percurso que colocasse à prova a tração integral “permanentemente disponível”, como a marca faz questão de frisar. Um ponto, no entanto, decepciona. Principalmente no que diz respeito à interatividade. A central multimídia MMI Plus segue sem tela sensível ao toque. É provável que o uso contínuo faça com que o motorista se acostume a utilizar o comando giratório e o touchpad integrado, mas para quem está acostumado a utilizar tecnologia touch screen – presente em quase todos os telefones celulares atualmente –, a experiência torna-se um tanto frustrante. AUDI/DIVULGAÇÃO
Visualmente, o SUV da Audi ganhou uma imagem mais esportiva e dinâmica
A Fiat Strada chega com novidades sutis à linha 2018. As versões Working e Hard Working trazem revestimento de teto, colunas e portas em cores mais escuras. Já na configuração Adventure, a central multimídia de 6,2 polegadas passou a ser item de série. Por fim, em toda a gama a localização da entrada USB migrou para o console central. Os preços vão de R$ 47.250 na Strada Working 1.4 cabine simples e chegam a R$ R$ 75.490 na Adventure 1.8 cabine dupla.
Novos produtos
GM investe mais R$ 4,5 bi no Brasil A General Motors anunciou investimentos de R$ 3,1 bilhões em suas fábricas de São Caetano do Sul (SP) e Joinville (SC). Recentemente, a empresa já havia divulgado a aplicação de R$ 1,4 bilhão na planta de Gravataí (RS), o que resulta em um aporte de R$ 4,5 bilhões no país. Os objetivos desses investimentos não foram revelados, mas eles provavelmente se destinam à produção de uma nova família de motores e à nova geração da linha Onix.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
Lançamento
Mercedes Classe E Coupé A Mercedes-Benz já comercializa no Brasil o novo Classe E Coupé, pelo preço de R$ 390,9 mil. O modelo chega ao país apenas na versão E300, que é equipada com um motor 2.0, capaz de gerar 245 cv de potência e 37,7 kgfm de torque, e com uma transmissão automática de oito marchas. Segundo o fabricante, esse conjunto faz o veículo acelerar de 0 a 100 km/h em 6,4 segundos e atingir velocidade máxima de 250 km/h.
super motor
Exclusivo
F-Type 2.0 é uma fera domesticada Com exclusividade em Minas, SuperMotor testou na Europa o irmão caçulado esportivo daJaguar, que deve chegar aoBrasil no ano que vem Igor Veiga De Alesund
MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Série Especial
Ford lança Ranger Sportrac A Ford lançou uma série especial da Ranger: a Sportrac, baseada na versão XLS. O maior atrativo é o visual incrementado com santantônio, estribos laterais, soleiras, aplique no para-choque dianteiro e adesivos. No interior, há apenas bordado nos encostos de cabeça dianteiros. Equipada unicamente com motor 2.2 turbodiesel de 160 cv de potência e 39,3 kgfm de torque, tração 4x4 e câmbio automático, a picape tem preço de R$ 159.990.
Durante o lançamento mundial do Range Rover Velar, na Noruega, no início deste mês, a Land Rover apresentou outra novidade para os jornalistas brasileiros: o Jaguar F-Type 2.0. O modelo esportivo britânico é o irmão mais jovem da família F-Type e acaba de chegar à Europa. Apesar da marca ainda não confirmar, é provável que essa nova versão desembarque no Brasil no ano que vem. O motor turbo Ingenium 2.0 a gasolina é 52 kg mais leve do que o da versão 3.0 V6 do felino e rende até 300 cv de potência (apenas 40 cv a menos que o F-Type V6). O esportivo de dois lugares da Jaguar traz rodas de liga leve aro 18 e muito estilosas, por sinal. No entanto, o escapamento central em formato retangular é a única e sutil diferença visual do F-Type caçula de seus irmãos. No F-Type V6, ele também é central, mas com dois canos arredondados. Nos F-Type V8, o sistema tem quatro canos, dois em
cada extremidade na traseira. A nova versão 2.0 possui tração traseira e é equipada somente com câmbio automático de oito marchas. Não há opção de tração integral ou caixa manual. Super Motor testou uma unidade na cor Ultra Blue da versão com carroceria cupê do F-Type 2.0, mas a configuração conversível do modelo também está disponível na Europa. Hoje, no Brasil, a Jaguar oferece a versão V6 do esportivo por R$ 460 mil. Por isso, é de se esperar que a nova opção mais comportada do modelo seja vendida aqui por um preço abaixo dos R$ 400 mil.
Ronco imponente Diferente do F-Type V6, a versão quatro cilindros do felino não tem sistema de amortecedores adaptativos, mas nada que tire todo o poder do felino. Desde seu lançamento em 2013, seja na versão V6 ou V8 (5.0 de 550 cv), o ronco do motor é algo marcante no F-Type, e a nova versão 2.0 do felino tem um rugido alto e estridente. Além disso, segundo a Jaguar, o motor é 16% mais
econômico que a versão V6. O sistema ativo do escapamento ajuda a criar esse ambiente. O barulho do motor é também amplificado por meio dos alto-falantes do sistema do som do F-Type 2.0.
Primeira classe A bordo do F-Type, o motorista logo consegue encontrar a melhor posição de dirigir. Os bancos oferecem ajustes 100% elétricos e com duas posições de memória. O volante também dispõe de ajuste elétrico de altura e profundidade e sobe alguns centímetros automaticamente para que o motorista não tenha que fazer muita ginástica ao tomar seu assento. Como uma saudação de boas-vindas, as maçanetas embutidas saltam das portas e convidam o felizardo a entrar. Ao ligar o ar-condicionado digital, as saídas centrais de ventilação embutidas também saltam do painel, sozinhas, um toque de charme sem dúvida. O motorista fica praticamente rente ao assoalho do carro, mas há espaço de sobra para esticar as pernas. O acabamento interno é sofisticado com presença de revestimentos em couro costurado para todos os lados, bancos, revestimento das portas, painel, volante e console central.
Esportivo é um verdadeiro ‘devorador’ de curvas
W
O jornalista viajou a convite da Jaguar
Superesportivo esbanja alta performance na pista Eis que chega a hora de apertar o botão de partida do motor e acelerar a máquina. Ao pisar fundo no acelerador do F-Type 2.0, a entrega de energia é bem rápida graças à injeção direta de combustível combinada com o turbocompressor de duplo caracol presente no carro, que atua de forma precisa e com pouco sinal de atraso no acionamento. O torque máximo de 40,8 kgfm chega logo aos 1.500 rpm até a faixa dos 4.500 rpm. Na prática, o propulsor menor do F-Type conversa muito bem com a decente transmissão automática de
oito velocidades. A aceleração de 0 a 100 km/h chega tão rápido que faz você ter a sensação de estar na pista bem mais devagar, a 50 km/h ou 60 km/h. Conduzir a “fera” chega a ser perigoso. Sem que o motorista perceba, olhando para a estrada, o carro já está a 150 km/h, 160 km/h. Logo, logo, você não dá a mínima para o fato de o motor ser “apenas” 2.0 e não ter seis ou oito canecos como das outras versões do F-Type. O único momento em que chega a sentir-se uma diferença é nas retomadas de velocidade, um tanto quanto mais lentas.
A tração traseira deixa a condução ainda mais divertida. Há controle eletrônico de largada no carro, mas que pode ser desativado para sair arrancando, dando uma bela “fritada” nos pneus. Ao acionar o modo Sport e trocar as marchas do câmbio automático pelas aletas atrás do volante, dá para sentir ainda mais a força do valente motor 2.0 turbo, que pode ficar com seu ruído mais alto com um simples apertar de um botão. O sistema altera o caminho dos gases do escapamento e também amplifica o ronco do motor via alto-falantes. (IV)
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
FOTOS JAGUAR LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
Modelo oferece direção veloz e muito segura
F-Type tem tração traseira; motor dianteiro 2.0 L é 52 kg mais leve que o V6
Pelas sinuosas estradas do norte da Noruega, o F-Type 2.0 se comportou como um legítimo devorador de curvas. Sem surpresas. Afinal, o carro conta com diversas assistências eletrônicas, como controle de tração e de estabilidade, além de outros detalhes como um aerofólio traseiro, que, acionado de forma manual ou automática, aumenta o downforce e deixa o superesportivo colado no chão. A cada curta acelerada, por alguns segundos deu para sentir um pouco do que só os pilotos de corrida vivenciam. Como os limites de velocidade na Noruega são rígidos, infelizmente não deu para tirar todo proveito do inquieto felino britâ-
nico. Entre os mais exigentes e puristas jornalistas especializados, há ainda quem tenha visto motivos para criticar o F-Type 2.0, seja pelo motor menor ou pela falta de emoção a bordo, se comparado com as versões mais potentes do carro. Tudo bobagem! Independente de comparações com outros supercarros dessa estirpe, sejamos honestos, com um F-Type, seja no Brasil ou na Europa, qualquer um tira onda de bacana. Afinal, o modelo da Jaguar é bonito, chama atenção, custa bem caro para a maioria dos mortais e tem um desempenho invejável na pista. (IV)
Ficha técnica Motor. 2.0 16V, turbo, movido a gasolina, quatro cilindros em linha Potência máxima. 300 cv a 5.500 rpm Torque máximo. 40,7 kgfm a 1.500 até 4.500 rpm Transmissão. Automática de oito marchas Suspensão. Do tipo Double wishbone na dianteira e na traseira Aceleração de 0 a 100 km/h. 5,7 segundos Velocidade máxima. 250 km/h (limitada eletronicamente) Média de consumo. 13,8 km/L (ciclo misto)
Acabamento interno é primoroso, com revestimento em couro por todos os lados e muito conforto
O esportivo de dois lugares tem bancos em forma de concha, com ajustes 100% elétricos
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
Volkswagen
Novo Polo terá três versões Com lançamento no Brasil previsto para o fim de setembro, o novo Polo nacional começa a ter mais informações divulgadas pela Volkswagen. O carro será vendido em três versões. A opção de entrada será equipada com motor 1.0 flex. A intermediária, motor 1.6 flex, e a top de linha, chamada de “Highline”, terá o mesmo motor 1.0 turbo do up!, de 128 cv. Na versão de entrada, especula-se que o modelo deva ser vendido por cerca de R$ 50 mil. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Potência extra
BH ganha nova oficina premium Foi inaugurada em Belo Horizonte a PHP – Pro Haus Performance, nova oficina que oferece a exclusiva tecnologia alemã Reiko de remapeamento de injeção. A tecnologia utilizada é 100% desenvolvida na Alemanha. Os ganhos de potência variam entre 10% e 70%, dependendo do modelo do automóvel e conforme avaliação feita por meio de dinamômetro. Além de serviços exclusivos voltados ao aumento de performance, a Pro Haus é uma oficina premium e completa com box para serviços rápidos sem necessidade de agendamento, como troca de óleo ou de pneus, além de manutenção dos freios e da suspensão. A oficina fica na rua Onze de Agosto, 256, no bairro Estoril.
super motor
Avaliação
Charme francês com mais pegada de SUV Nova geração do Peugeot 3008 entregatecnologia e soluções ousadasno interior, sem abrirmão de boaaltura do soloe aparência parruda Raimundo Couto “Este é o melhor Peugeot de todos os tempos”. A frase soa como lugar-comum e já foi utilizada por muitas marcas para definir um carro, mas, nesse caso, ela corresponde à verdade. O novo 3008 é, de fato, um divisor de águas na história da marca do leão. A nova geração cresceu em dimensões e ganhou mais itens que visam a segurança dos ocupantes. A função do 3008 é clara: o modelo deve tornar-se o utilitário-esportivo que a Peugeot não tinha. Inteiramente renovado, o francês deixou de ser uma minivan para se tornar um legítimo
SUV, com todas as atribuições inerentes a um automóvel com essa proposta de utilização. Muito mais encorpado, o 3008 assume agora outra personalidade. Sua linha de cintura confere um toque de esportividade. A altura em relação ao solo aumentou de 15 cm para 22 cm, o que o credencia a andar em estradas de terra sem incômodos de pedras e tocos de árvores raspando em seu assoalho, mas não significa ter pretensões para o fora de estrada. O modelo ficou mais comprido em 8 cm e ganhou maior distancia entreeixos, agora com 6,5 cm, o que confere mais conforto e espaço para pernas. Ava-
liamos o carro por alguns dias, e se a primeira impressão é que fica, o 3008 mostrou a que veio, sobretudo pelo belo visual, acabamento interno primoroso e excelente dirigibilidade.
Interior seduz Se por fora o 3008 encanta, por dentro ele seduz. A começar do “i-cockpit”, um conceito diferenciado em que o painel de instrumentos é uma tela digital de 12,3 polegadas, que envolve o motorista e o passageiro da frente. No caso do Peugeot, ele fica acima do volante, que tem raio menor e é mais embaixo, o que por si só aumenta sensivelmente o contato com o carro. Além de a localização facilitar a visualização das informações, o volante menor dá uma pegada mais esportiva. O painel, que se destaca pelo formato e posição, é também configurável. São
três modos: visores, que é o clássico. Mínimo, que mostra apenas o velocímetro. E o último, o pessoal. Este permite escolher o que ver, como GPS, computador de bordo etc. Em qualquer um, a visibilidade não fica comprometida nem mesmo com sol forte refletindo dentro do habitáculo.
Muita tecnologia No console central, a alavanca de câmbio é outra nota extra nesse Peugeot ousado com muita tecnologia e visual particular. Os botões remetem a um teclado e são atalhos para funções da central multimídia (com Android Auto/Apple CarPlay) e configuração do carro – da iluminação e arcondicionado à câmera 360°, que altera a visão de acordo com a situação. Tudo é controlado pela tela de oito polegadas localizada no alto do console, fixa e sensível ao toque. EDUARDO ROCHA/CZN
Ficha técnica Motor: a gasolina, dianteiro, transversal, 1,598 L, quatro cilindros, 16 válvulas, com turbo, intercooler e injeção direta de combustível. Potência: 165 cv a 6.000 rpm. Torque: 24,5 kgfm a 1.400 rpm. Câmbio: automático de seis velocidades. Suspensão: dianteira independente do tipo McPherson e traseira semi-independente por eixo de torção. Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. Dimensões: 4,45 m de comprimento, 1,91 m de largura, 1,63 m de altura e 2,68 m de entre-eixos.
Desenho adotou traços fortes e marcados, típicos de SUV; linha de cintura é alta e tem uma ondulação sobre a roda traseira
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
EDUARDO ROCHA/CZN
Gostoso de dirigir, graças à mecânica e à boa ergonomia Os carros da Peugeot sempre foram conhecidos pelo bom nível de acabamento. No novo 3008, isso se eleva ainda mais. O refinamento transmitido pelos revestimentos impressiona e aparenta ser de veículos de segmento superior. Além da qualidade dos materiais, o design é bastante futurista. Encontrar a melhor posição de dirigir é tarefa tranquila. A ajuda dos controles elétricos dos bancos facilita ainda mais a operação. A ergonomia é perfeita e todos os instrumentos estão à mão, assim como as informações, que são de fácil visualização. Durante nosso período de avaliação, dirigimos entre área urbana e estrada. Em todas as situações em que se exigiram do 3008, no quesito estabilidade, ele não decepcionou. A carroceria não inclina muito em curvas, mostrando ótimo equilíbrio da suspensão. Cerca de
Versão Griffe é a única vendida no país, por R$ 138.900
100 kg mais leve do que a primeira geração, graças ao emprego de materiais de maior resistência, o novo 3008 mostrou que está capacitado a enfrentar concorrentes de linhagem ditas como “premium”. Destaque para o baixo nível de ruído interno e para a elasticidade do motor 1.6 turbo de 165 cv, movido apenas com gasolina, e do câmbio automático de seis marchas. Aliás, o conjunto mecânico é o mesmo da geração anterior. Em resumo, graças à utilização de motores turbo, a reação do acelerador é imediata. As respostas da transmissão automática são rápidas e a entrega de torque é bastante linear em quase toda faixa de rotação. O desempenho superou as expectativas, visto que se trata de um SUV. O veículo é muito ágil, proporcionando uma condução muito agradável. (RC) EDUARDO ROCHA/CZN
Lista de equipamentos de série é bastante completa Serão importadas 250 unidades do Peugeot 3008 por mês, em versão única, a Griffe, que traz de série muitos equipamentos, entre eles o ar-condicionado com regulagens para motorista e passageiro, seis airbags, controles de tração e estabilidade, faróis full LED, retrovisor interno antiofuscante, rodas de 19 polegadas, sensores de luz, chuva e estacionamento dianteiro e traseiro, fixação Isofix, teto solar panorâmico, bancos de couro, além
dos citados quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas e a central multimídia com tela de oito polegadas. Até massagem o 3008 proporciona a quem viaja nos bancos dianteiros, que contam também com aquecimento; o do motorista traz ainda ajustes elétricos e memória. O 3008 ainda não é presença vista em nossas ruas. Não é um modelo para alto volume de vendas, mas chega com uma representativa credencial: foi eleito “Carro
do Ano 2017” na Europa, e venceu concorrentes como a Mercedes Classe E o Toyota C-HR, que deve ser lançado no Brasil em 2018. Agora, no Brasil, ele terá de vencer outro concorrente: o preconceito contra carros da Peugeot, que têm fama de se desvalorizar rapidamente e ter alto custo de manutenção. Para acabar de vez com essa má fama, a Peugeot está investindo alto e garante que a partir do 3008 passa a viver uma nova fase no país. (RC) PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
Bancos, volante, painel das portas e apoio de braços central exibem forrações em couro
Rodas de 19 polegadas têm acabamento diamantado e são calçadas com pneus 235/50 PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
Teto solar panorâmico deixa o ambiente mais agradável e conta com persiana elétrica
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
super motor
Transporte
Elétrico
Caminhão feito pela Tesla Novas informações, ainda não confirmadas, divulgadas pela Reuters, antecipam alguns dados sobre o caminhão totalmente elétrico que a Tesla está desenvolvendo: ele chegaria ao mercado em 2018, mas seria apresentado ao público já em setembro. O veículo teria autonomia entre 321 km e 483 km sem recarregar as baterias e seria do tipo semirreboque, de porte médio. Por isso, sua aplicação seria destinada a rotas de pequena e média distância. Há alguns meses, o fabricante divulgou uma imagem que mostra a silhueta do modelo. TESLA/DIVULGAÇÃO
Van para todas as necessidades de utilização Com 20 anos de Brasil,Mercedes Sprinter conquistao mercadopela versatilidadee pela ofertade diferentesversõesde carrocerias Eduardo Rocha Auto Press
Para marcar as duas décadas de mercado, completadas neste ano, a Sprinter ganhou uma versão 20 anos, com diversos apetrechos que dão um brilho ao modelo, como para-choques, protetores laterais e corpo dos espelhos pintados da cor da carroceria, grade cromada, volante multifuncional, câmera de ré, ar-condicionado automático digital, etc. Serão apenas
20 unidades, entre furgões de passageiros e de carga. A van da Mercedes-Benz vem ganhando mercado nos últimos anos: em 2016, emplacou, de janeiro a julho, cerca de 3.200 unidades. Boa parte disso se deve ao fato de que a crise reduziu a demanda para o transporte de carga e ampliou a procura para transporte de passageiros. Em condições mais estáveis na economia, o setor de carga costuma responder por 60% das vendas de veículos
comerciais leves – ainda mais com as limitações impostas para a circulação de caminhões em grandes cidades. Atualmente, o transporte de pessoas está dominando o setor, com 55% do total contra 45% de carga. A Sprinter pode ser montada em mais de 60 configurações diferentes, computadas todas as variações de motor, chassi, altura do teto, capacidade de carga e número de assentos. No catálogo, são 19 versões descritas. O menor modelo é da linha Furgão Street e tem 5,25 metros de comprimento. Já o maior, que é da linha Van 20+1 (para 20 passageiros e motorista), chega a 7,35 metros. A capacidade de carga também varia dos 1.230 kg trans-
portados pela Street de 5,90 metros de comprimento até os 2.950 kg da Sprinter linha Chassi, de 6,85 metros de comprimento – há ainda uma quarta linha, chamada apenas de Furgão, que tem maior capacidade de carga. Apenas dois motores turbodiesel movem toda a linha, com potências de 129 cv e 146 cv. De série, a Sprinter tem controle eletrônico de estabilidade, assistência para partida em rampa, vidros elétricos, espelhos elétricos com desembaçador, trava elétrica com controle remoto e rádio com Bluetooth. Como opcionais, aparecem ar-condicionado, airbag para passageiro, volante multifuncional e controle de cruzeiro.
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Tração traseira é particularidade entre as vans destinadas ao transporte de passageiros
Porta dupla na traseira é solução típica dos utilitários
Condução é simples e não revela surpresas A Sprinter é recheada por sistemas eletrônicos de auxílio à condução, como controle de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, ABS, etc. São recursos muito bem-vindos, ainda mais em um furgão com tração traseira – bem mais complicado de recuperar em uma derrapagem que um de tração dianteira. Mas são tecnologias bem manjadas, que já não impressionam ninguém. A ideia, então, foi testar o conforto ao rodar e a ergonomia na condução. Nesta avaliação, uma grande ajuda veio de um modelo velhinho, também disponível para teste. Trata-se do antecessor da Sprinter, um furgão MB180 de 1996, feito também na Argentina. Pequena, da altura de um carro de passeio, com tração dianteira, é bem divertida de dirigir em um passeio, e deu um bom parâmetro de como era árduo o trabalho dos motoristas de furgão. A alavanca do câmbio é empurrada para trás por causa do motor, que fica entre os bancos dian-
Mercado Série 20 Anos: Os preços iniciais são R$ 127 mil para a versão Chassi, R$ 148 mil para a versão Furgão Street, R$ 186 mil para a Van 15+1 e R$ 208 mil para a 20+1. Concorrentes: Atualmente, a líder do mercado de vans é a Renault Master, que neste ano emplacou, de janeiro a julho, cerca de 3.500 unidades. A principal diferença entre ambas é a tração, dianteira no modelo de origem francesa, o que traz algumas vantagens como simplicidade de manutenção, e traseira no originário da Alemanha, superior em aspectos como capacidade de subida em rampa. Além disso, a maior versão da Master é para 16 passageiros. As demais concorrentes com tração traseira, como Hyundai HR e Iveco Daily, atuam exclusivamente nos segmentos de carga.
Dianteira mantém as linhas adotadas em 2016, quando a van passou por uma reestilização
teiros, escondido sob um capô. Para engatar a marcha, primeiro é necessário encontrá-la na imprecisa caixade marchas. Só não se pode dizer que o som do motor invade a cabine porque, na verdade, ele está lá dentro o tempo todo. Nada disso ocorre na moderna Sprinter. Para começar, o tamanho é mais próximo ao de um caminhão do que ao de um carro de passeio. Por dentro, ao contrário, a não ser pela posição horizontalizada do volante, não parece um veículo de trabalho. O banco traz todos os ajustes necessários e o encosto tem abas projetadas para abraçar e sustentar o corpo nas curvas. E o motor a diesel, com turbo de geometria variável, mostra grande disposição para vencer a inércia, graças ao generoso torque – 31,1 kgfm ou de 33,6 kgfm, dependendo da versão. A direção é bem direta e a suspensão tem a firmeza necessária para manter o conforto sem deixar o furgão instável. (ER/AP)
Painel e parte da frente do habitáculo lembram os de um carro
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
Harley-Davidson
Marca revela novos modelos A Harley-Davidson apresentou nada menos que oito novos modelos, todos da linha Softail, de uma só vez em Los Angeles, nos Estados Unidos. Integrantes da linha 2018, as novas motos trazem um chassi totalmente reprojetado, além de alterações nos conjuntos de suspensão. Juntas, essas mudanças reduziram o peso e aumentaram a rigidez das motos. O motor é o já conhecido V2 de 1.745 cm³, conhecido como Milwaukee-Eight. HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO
BMW Motorrad
Nova opção para consórcios A recém-lançada BMW G 310 R, junto com toda a linha da BMW Motorrad no Brasil, acabam de ganhar mais uma opção de compra. Trata-se do Consórcio BMW, que disponibilizará cotas para a aquisição da nova roadster por meio de planos de 32, 42, 52, 62, 72 e 82 meses, com possibilidade de serem contemplados mediante sorteio mensal, lance livre, lance fixo ou lance limitado.
super motor
Quadriciclo
Veículo off-road com jeito de motocicleta Yamaha traz o YXZ 1000R SScom novo câmbiosequencial e sistemade partidapara melhoraro desempenho ea dirigibilidadefora do asfalto Victor Alves Auto Press
Em 2015, a Yamaha mergulhou no segmento dos UTVs com o lançamento do YXZ 1000R – em inglês, a sigla UTV representa “Utility Task Vehicle”, ou “Veículo Utilitário Multitarefas”. Naquele ano, a marca japonesa já apresentava o modelo como o primeiro side-by-side puramente esportivo do mundo. Mesmo com visual um
tanto quanto “estranho”, mas que favorece a visibilidade em situações de percursos em trilha, o YXZ 1000R caiu no gosto dos entusiastas de rali com sua proposta off-road. Tanto que a Yamaha resolveu trazer a versão SS do quadriciclo pouco mais de um ano depois de seu lançamento. As mudanças que o YXZ 1000R SS tem em relação ao modelo de origem se concentram no novo sistema de trocas localizado no
volante, no novo programa de controle de partidas e na transmissão sequencial que entrou no lugar de uma manual de cinco velocidades. O trem de força de 113 cv e a autonomia de 240 km – a maior da categoria – se mantêm os mesmos.
Motor e transmissão Mecanicamente, o modelo da Yamaha é impulsionado por um tricilíndrico 1.0, com 12 válvulas, duplo comando de válvulas no cabeçote e lubrificação por cárter seco. São 113 cv de potência e 10,50 kgfm de torque e tração integral nas quatro rodas, incluindo bloqueio de diferencial central e direção elétrica assistida. A caixa de câmbios conta com um progra-
ma chamado “YCC-S” que faz com que as trocas sejam feitas de forma rápida e sincronizada, e que mantém a embreagem desengatada até que o condutor queira arrancar. Já o programa Launch Control permite arrancadas mais “limpas” e rápidas, que um sistema manual não consegue proporcionar. Por segurança, o Launch Control não funciona se o condutor não estiver usando cinto de segurança, se o freio de estacionamento estiver puxado, se o veículo estiver com bloqueio de diferencial ativado, se a temperatura do líquido de arrefecimento estiver muito baixa ou se qualquer outro alerta estiver sendo indicado no painel.
Motor 1.0 de três cilindros e 113 cv de potência sobra para o baixo peso do veículo
Mudanças Aperfeiçoamentos. Outras duas novidades foram agregadas ao YXZ 1000R SS. A cabine agora conta com um maior isolamento térmico e os novos amortecedores Fox Podium X2 estreiam no modelo. Com eles, o veículo tem uma altura livre em relação ao solo de 33 cm, um curso de 41 cm no eixo dianteiro e 43,2 cm no traseiro.
Painel com vários instrumentos digitais é típico de motos
Tração nas quatro rodas permite encarar vários obstáculos
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
FOTOS YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Características técnicas permitem diversos usos A entrega de potência nesse novo YXZ 1000R SS está menos explosiva. Mas, por outro lado, a alta elasticidade permite uma locomoção mais cômoda, sem preocupações com os obstáculos do caminho. Outro ponto que merece destaque é a nova caixa de marchas que corta a brecha existente entre uma caixa manual e uma automática, graças ao fato de ser sequencial. Em relação à escolha
do câmbio sequencial, a justificativa é de que uma caixa automática ou uma CVT poderia atrapalhar a entrega de performance e traria mais custos de manutenção e reparo. Também surpreende o fato de que suas especificações permitem que o modelo possa competir em qualquer campeonato homologado – genuinamente um veículo que é “pau para toda obra”. (Jorge Beher/Auto Press)
Visual com rodas saltadas e tubulares lembra um buggy
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 2 de setembro de 2017
super motor GREFF/DIVULGAÇÃO
Diversão
Serviço
Antigos na
Data e local: De 7 a 10 de setembro, no Autódromo dos Cristais, na rodovia LMG–754, em Curvelo.
pista de Curvelo Dos dias 7 a 10 de setembro,cidade mineiravai sediar oClássicos nos Cristais,eventoque reunirá veículose antigomobilistas emvárias atividades
Evento anual promete ser um dos maiores do Brasil
Informações: É possível participar das atividades com carros antigos ou apenas assistir às atrações. Ingressos e informações estão disponíveis no site www.classicosnoscristais.com.br. CASA DE PISTA/DIVULGAÇÃO
Da redação O município de Curvelo, na região Central do Estado, vai tornar-se a capital do antigomobilismo durante o feriadão da Independência. O autódromo da cidade mineira vai sediar o Clássicos nos Cristais, evento que reunirá centenas de carros e motos de diferentes épocas, entre os dias 7 e 10 de setembro. Com reali-
zação pela primeira vez neste ano, a festa já tem participação confirmada de 15 clubes de veículos antigos de diferentes locais do país. Além de exposições, o evento vai proporcionar aos participantes várias atividades com os veículos clássicos, que vão desde passeios pela pista do Circuito dos Cristais até uma prova da Classic Cup Minas Gerais, categoria para carros de corri-
da vintage que, pela primeira vez, será em Curvelo. A programação inclui ainda as provas da Crazy Racers, divididas em quatro categorias, para permitir a inscrição de veículos com diferentes características e produzidos em vários períodos, desde o pré-guerra até as últimas décadas do século XX. Já as provas de arrancada da Old Drag Race serão disputadas durante quatro horas se-
guidas por dois veículos por vez, que devem ser originais ou ter preparação leve. Outra atração é o Rally de Regularidade, prova na qual o objetivo não é ser rápido, e sim preciso: os competidores devem manter a velocidade e o tempo pré-determinados. A dupla vencedora vai receber o Troféu Jan Balder, que homenageia um dos primeiros pilotos do automobilismo brasileiro.
Autódromo dos Cristais está entre os mais modernos do país