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Pampulha, sábado - 25/08/2018

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GRAMADO INICIA VENDA DE INGRESSOS PARA SEU NATAL LUZ E ESPERA RECORDE ... Páginas 6 a 9

VEJA O ESTILO DOS PRESIDENCIÁVEIS E COMO ELES USAM A MODA A SEU FAVOR ... Páginas 26 e 27

MOSTRA CINEBH CHEGA A SUA 12ª EDIÇÃO COM BOAS NOVIDADES ... Páginas 23

CAOA CHERY TIGGO 2 AUTOMÁTICO SE DESTACA PELO BOM CUSTO-BENEFÍCIO ... Páginas 18 e 19

25 a 31 de agosto de 2018 ANO XXVII número 1465 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FOTOS LEO FONTES

NO MEIO DO CAMINHO TINHA UM CCBB Frequentadores narram como a vivência no centro cultural, que completa cinco anos, marcou suas vidas


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 a 31 de agosto de 2018

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“As pessoas me olham feio, me sinto tratado como um cachorro”

Editorial

Delvi Zapata, 11, garoto venezuelano, por telefone, na ultima quarta-feira (22), à reportagem do jornal O TEMPO, direto de Pacaraima, em Roraima, onde a população local cometeu atos de violência contra imigrantes do país vizinho no último sábado (18)

Minas em debate o primeiro debate entre seis candidatos ao governo de Minas, transmitido pela rede Band, ouviram-se poucas propostas, algumas intenções genéricas e muitas, muitas críticas ao desmonte do Estado, que se apresenta como o mais assombroso desafio do escolhido deste ano. Assistiu-se ao ataque contra os dois últimos governadores de Minas, presentes e líderes das pesquisas mais recentes. Colocaram-se em discussão as causas da falência. Minas se encontra, de fato, sem prestígio, sem ministros, sem crédito, sem participação nas decisões nacionais. Humilhada por vários escândalos e constrangimentos, acumula saldo negativo nas últimas décadas – perdidas no crescimento econômico, na infraestrutura, na saúde e na educação. Os governos mostraram-se desmotivados ao enfrentamento dos imensos problemas da população e das regiões mais sofridas, eternamente esquecidas. O Norte de Estado, grande exportador de seus jovens, nunca recebeu nos últimos 30 anos mais que 1% dos empréstimos do BDMG, nenhuma diferenciação tributária, sequer um incentivo para os investimentos. Zero com zero, o nada absoluto. Além disso, as atividades nessas regiões, sem voz e sem vez, são castigadas por um Estado despreparado ao dever de fomentar e apoiar prioritariamente quem mais necessita. Ao contrário, mostram-se aguerridos na prática de abusos, sem muitas alterações desde a época do Império. Perdeu-se significativamente a produção de bens em todo o Estado, não se investiu em tecnologia, na atração de empreendimentos, ninguém reagiu à perda e à transferência de produção automotiva e petroquímica para o Nordeste, nem mesmo à desapropriação do potencial de irrigação do São Francisco via transposição. A Codemig produz estádios e palácios, e não apoia a infraestrutura. Mais um ente que serve a empreiteiras e banqueiros. Nada se fez para recuperar a produção da Samarco, para combater o estrangulamento do setor de açúcar e álcool, que faz a festa

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

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em São Paulo e vive à míngua em Minas. Nada, ainda, para evitar a fuga da indústria farmacêutica, para eliminar os entraves burocráticos decorrentes de mentalidade medieval incrustada nos governos de Minas que fizeram do Estado um parque jurássico da administração pública. Anastasia acusou Pimentel, Pimentel acusou Anastasia, mas todos os demais reconheceram que o tucano, tanto quanto ou mais, tem culpa no desastre por ter possibilitado comprometimentos de receita insuportáveis, especialmente no setor previdenciário, pela concessão de privilégios, inconstitucionais e incompatíveis com o equilíbrio fiscal. O candidato da Rede, João Batista Mares Guia, sem medo de ser castigado, como se costuma fazer aqui, em Minas, abriu a caixa-preta. Em 2017 a receita líquida própria de R$ 56 bilhões teve R$ 22 bilhões despendidos com aposentadorias. E isso não vai parar. Algo demolidor, que Pimentel se queixou ter herdado em época da crise mais profunda de Minas. Disse ser motivo do desastroso desequilíbrio das contas públicas, já que se arrecadam apenas R$ 5 bilhões a título previdenciário, gerando-se um saldo negativo anual de quase R$ 17 bilhões. Quer dizer, o dobro do déficit geral que se produz nas contas do Estado. Ele, já no início, disse que não há mágica, e qualquer outro governador estaria nessa penúria, no momento de maior recessão do Brasil. Anastasia reconheceu, sem afirmá-los, os excessos medievais e disse que não vai aumentar impostos, vai desburocratizar e simplificar o Estado. Uma espécie de marcha à ré do choque de gestão. Ainda disse que vai usar gente nova, reconhecendo indiretamente que os anteriores deixaram a desejar, especialmente aquele pego em casos desabonadores. Pimentel retribuiu as críticas de inoperância de seu governo, acusando Anastasia da construção de obras inúteis como a Cidade Administrativa e a Cidade das Águas, ou R$ 2,5 bilhões que deixaram sem atendimento obras socialmente imprescindíveis nos setores de saúde, segurança e educação. Pimentel repetiu a necessidade de uma reforma previdenciária para sanar as contas. Anastasia, não; apesar de ser evidente, contornou

o assunto. Promoveu-se pessoalmente como solução aos males de Minas. Paradoxalmente, o PT de Pimentel se recusou a realizar no Congresso a reforma previdenciária e estabelecer um teto das aposentadorias, que é o mais grave problema do momento. Defendeu Lula e a ele se associou em todas as intervenções, de olho no rebanho eleitoral de 35% do ex-presidente. João Batista Mares Guia, o mais desembaraçado, fez sucesso. Desferiu críticas, bem-elaboradas, e disse coisas que nunca se ouviram de público em Minas. A verdade! Não, ninguém, de direita e de esquerda, se alinhou mais com Marcio Lacerda. O ex-prefeito de Belo Horizonte, apesar de um evidente embaraço inicial, e de postura tímida, é quem mais recebeu benefícios do debate, por não ser do PT ou do PSDB e acenar naturalmente para uma terceira via. Nem o PSOL, da professora Dirlene Marques, mais calma do que a fama de seu partido, também atacou os partidos que se alternaram em Minas e os definiu igualmente marcados pela corrupção. Boa surpresa o candidato do Avante, Claudiney Dulim, com presença desinibida e corajosa, seguiu a linha traçada por seu partido, que sustenta a necessidade de se arquivar a polarização PSDB versus PT numa campanha que tomou as ruas de “nem um, nem outro”. Ou seja, nem PT, nem PSDB. São previstos outros quatro debates em redes abertas antes do dia 7 de outubro. Embora o desgaste do mundo político seja grave como nunca, promete-se grande audiência, pois mostrou candidatos interessantes e preparados. Certamente, esses momentos serão brindados por grande audiência e determinarão a escolha do próximo governador. * Este artigo foi escrito logo após a realização do primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Minas Gerais, ocorrido no dia 16.

vittorio.medioli@otempo.com.br

“Se eu sofrer impeachment, o mercado vai desabar” Donald Trump, presidente dos EUA, em entrevista à Fox News na última quinta (23). Trump passou a semana envolvido em imbróglios judiciais relacionados a crimes de violação das leis eleitorais e fraudes fiscais.

FREDERICK M. BROWN AND LOIC VENANCE/AFP

“Inicialmente, não falei da minha história porque decidi lidar com isso em particular com a pessoa que me ofendeu (...). Meu trauma ressurgiu quando ela apareceu como uma vítima. Eu não fiz uma declaração pública nos últimos dias porque eu tinha vergonha e medo de fazer parte da narrativa pública” Jimmy Bennet, músico e ator que alegou ter sido sexualmente assediado, aos 17 anos, por Asia Argento, uma das cabeças do movimento #MeToo, contra o assédio masculino. O garoto, hoje com 22 anos, teria recebido US$ 380 mil da atriz para não contar o caso

“Todos os esforços em favor da simplicidade despojada são bemvindos num país como o nosso, onde ainda se cultiva uma escrita ornamental, feita mais para iludir do que expor e esclarecer” Otávio Frias Filho, diretor de redação do jornal “Folha de S. Paulo”, que morreu na última terça-feira (21), aos 61 anos. Frias Filho lutava contra um câncer de pâncreas.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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reportagem

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VIVÊNCIA> CCBB-BH faz cinco anos e frequentadores narram como foram influenciados pelo local LEO FONTES

Diversão e arte para qualquer parte Há quatro anos e nove m e s e s , Washington Silvestre, 45, vai, de quarta a segunda, com um carrinho de pipoca, para a frente do prédio onde localiza-se o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Belo Horizonte – ele é figurinha carimbada na região. Foi ali que começou a reconstruir sua própria história, depois do fim de um casamento de 15 anos e do assombro de um vício lhe acometer. Ex-gari, o pipoqueiro não só encontrou renda para ajudar a criar os seis filhos como ampliou horizontes em meio às galerias de arte e salas de teatro que estão logo ali, a poucos passos. Ele, que chegou a viver nas ruas entre 1984 e 1985, nunca havia visitado um museu em sua vida. De repente, três meses depois da abertura do CCBB, viu, no lugar, a oportunidade de fazer seu ganha pão. O movimento logo naqueles primeiros meses o surpreendia – tanto que, intrigado, não tardou adentrar o casarão, que antes o intimidava. Caminho sem volta. Silvestre é exemplo da diversidade de um público que, de quarta a segunda adentra o imponente prédio ocupado pelo CCBB BH. Na próxima segunda (27), aliás, completa-se cinco anos da inauguração do equipamento. Desde então, foram mais de 360 projetos, entre mostras, espetáculos musicais e teatrais, intervenções, performances e outras manifestações artísticas que atraíram pelo menos 3,3 milhões de visitantes. “Aqui vem de lobisomem a mula sem cabeça”, é assim, com gracejo, que Silvestre analisa o perfil dos que vê cotidianamente por ali. “Um dos prédios mais bonitos e populares, que não faz distinção de ninguém”, reforça o pipoqueiro. A verdade é que a proximidade física com esse templo da cultura em Belo HoriAlex Bessas

zonte fez com que ele vencesse a timidez. Hoje, orgulha-se de duas credenciais que antes escondia da própria família: “Sou poeta e compositor”. Sonhando publicar um livro, talvez até gravar um disco, ele faz do carrinho de pipoca a ferramenta para expor suas criações poéticas. Não deixa de ser curioso que, assim como Silvestre, a atual exposição do CCBB seja de um artista que fez de tudo – fossem telas ou geladeira, porta e pneus – um sustentáculo para seus trabalhos artísticos: o pintor, desenhista e músico Jean-Michel Basquiat (1960-1988). As tantas facetas do nova-iorquino não passaram despercebidas pelo rapper Djonga, que visitou a mostra. “Ele é referência absoluta para mim. Foi e é um dos maiores artistas, um dos que mais admiro”, expõe ele, que aos 24 anos já é considerado um dos nomes mais influentes do rap atual. Tanto que, admite, os trabalhos de Basquiat, mesmo que de maneira inconsciente, estão presentes em suas músicas e videoclipes, que alcançam milhões de visualizações e causam furor na internet. O uso indistinto de suportes por Basquiat, diga-se, é também motivo de encantamento para a ilustradora e designer Janaína Barboza, 22, – ou simplesmente Jana, como prefere ela. À época da abertura do dispositivo, um dos 16 que integram o Circuito Cultural da Praça da Liberdade, a moça não era habitué dos palcos das artes na cidade. Em 2014, quando começou a faculdade de design gráfico, se viu na obrigação de frequentar estes espaços. Para a estudante, no começo, as visitas ao centro cultural eram meramente obrigação, exigências do curso. Com o passar do tempo, passou a notar, ali, uma fonte de referências que compunham seus trabalhos. Agora, Jana percebe que as passagens pelo CCBB deixaram marcas indeléveis no seu trabalho artístico. O abstracionista russo, posteriormente radicado na Alema-

DESTAQUES

Referência

Janaína leva para seus trabalhos bagagem cultural adquirida em mostras no CCBB

A mostra “Elles” foi destaque na capa nha, Kandinsky (1866do Pampulha na inauguração em 2013 1944), foi o tema da exposição que recorda ter visto pela primeira vez no lugar. Do modernista Mondrian (18721944), um dos grandes exLEO FONTES – 4.1.17 poentes do movimento De Stijl, por exemplo, herdou uma diferenciada perspectiva de traços postos em planos. Mas é de “Ex Africa”, exposição que trouxe panorama da arte contemporânea do continente e da identidade da África moderna, e, principalmente, de Basquiat, que vieram as mais fortes referênADRIANO BASTOS/DIVULGAÇÃO cias da jovem designer e ilustradora. “Foram mostras que, de formas diferentes, vieram com uma proposta de refletir sobre a ancestralidade, algo importante para mim, algo que quero imprimir em meu trabalho”, pontua Jana. O guitarrista Guilherme Bacellar, 23, também se viu inebriado em uma visita ao luCCBB/DIVULGAÇÃO gar. Hoje vivendo em Ouro Preto, onde cursa direito, ele carrega na epiderme as vicissitudes provocadas nele pela exposição panorâmica de Leonilson (1957-1993), que esteve em BH em 2015. É que reproduziu, no bíceps, um desenho em nanquim, de 1993, do artista cearense radicado em São Paulo, REPRODUÇÃO no qual se vê um homem sobre uma corda bamba e, abaixo, tubarões. Visitante assíduo do centro cultural, o poeta Pedro Muriel, 31, na verdade, tem expertise no que concerne a museus mundo afora: já perscrutou obras em espaços situados em Florença, Lisboa e Madri, assim como se delei-

Maior público Foi a artista australiana Patricia Piccinini que atraiu maior número de visitantes para BH: no total 311.665 pessoas foram ao CCBB, entre outubro de 2016 e janeiro de 2017, para ver a exposição ComCiência, que leva a questão das mutações genéticas para o território da arte.

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Prata da casa Em matéria de artes cênicas, foi a peça “Prazer”, do grupo belo-horizontino Luna Lunera, que atraiu maior público: de outubro a dezembro de 2013, o espetáculo inaugural da sala de teatro do centro cultural, com capacidade para 264 pessoas, levou ao CCBB 9.533 espectadores.

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Próxima mostra Em 12 de outubro, o CCBB de BH recebe “Construções Sensíveis”, um recorte da abstração latinoamericana. Nela, o legado do concretismo e neoconcretismo brasileiros, são apresentadas as poéticas abstratas que prosperaram em outros países latinos a partir dos anos 1930.

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Programação diversa No último sábado (18), o CCBB recebeu os coletivos Batekoo e Classic’s Hip Hop, dois importantes representantes da cultura negra e periférica da capital. Ações assim fazem parte do projeto Múltiplo Ancestral, iniciativa do Programa CCBB Educativo.

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tou no Museu do Vaticano, para ficar em alguns exemplos. Não por outro motivo, lembra ter ficado apreensivo após dois adiamentos da abertura do casarão – uma em 2011 e uma em 2012, por conta de entraves na restauração e adequação do prédio, erguido em 1927, e que abrigava a Secretaria da Defesa Social e a Procuradoria Geral do Estado. Esperar, assegura Muriel, valeu a pena. O autor que usa uma cadeira de rodas, classifica o lugar como um oásis em matéria de acessibilidade em Belo Horizonte. Tanto que o visita de forma recorrente. Só entre julho e agosto, foram quatro idas. E elas começaram logo com a mostra inaugural: “Elles – Mulheres Artistas na Coleção do Centro Pompidou”, de 2013 (em destaque no alto desta página na capa do Pampulha que anunciava a abertura do centro cultural). Sem ter perdido nenhuma exposição até hoje e também acompanhando a programação teatral (“nunca saí decepcionado”) e musical (“a que mais me marcou foi um show de Jaques Morelenbaum, durante o Savassi Festival”), Muriel é categórico que sim, “estamos muito bem representados, mesmo diante de outros dispositivos em vários países do mundo”. Para o autor, aliás, o prédio em si é uma “portentosa obra de arte”. O teto de vidro, situa ele, traz à sua mente uma poesia nova a cada visita.


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reportagem

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CINCO ANOS> Capital se firma na rota das grandes exposições, mas também apoia cultura local

Espaço insere BH no circuitão LEO FONTES – 18.1.18

Alex Com “PraBessas zer”, a companhia de teatro Luna Lunera inaugurava, há cinco anos, uma das salas do CCBB BH. De lá para cá, ir ao lugar passou a ser uma constante no cotidiano dos atores, como reforça Odilon Esteves. “Além das peças, exposições e shows, os cafés são muito atrativos para encontrar e conversar com amigos”, elogia ele, para quem o equipamento trouxe grande ganho para a cidade. “Há duas coisas importantes aí: a insistência na continuidade, com temporadas longas, e a aposta na diversidade, indo de grupos experimentais a artistas reconhecidos no teatro ou na TV”, situa. Com a celebração do quinto aniversário, Esteves relembra sua memória mais forte: a temporada inaugural. “Seriam 36 apresentações e foram 40”, diz, exaltando a aposta do espaço de que haveria público para tanto tempo – somaram, ao fim, dez mil espectadores. No último dia, no pátio, realizaram um flash mob, com direito a banho de mangueira. “Foi algo emocionante, um batismo para nós – e para o espaço”.

GRANDIOSIDADE Em outubro passado, Adélia Pinheiro, recepcionista do CCBB BH, se acomodou na praça da Liberdade e, como habitualmente faz defronte obras de arte, contemplou a cena de um guindaste instalando, no meio do pátio do equipamento, uma das grandes obras da exposição “O Corpo É a Casa”, do austríaco Erwin Wurm. É a essa memória que recorre para expor como viu materializar diante de si a importância da instituição, que há cinco anos chegava à cidade. Dos anos de CCBB, Adélia é parte desde 2014. Nesse tempo, coleciona histórias – e uma recentíssima está entre as mais marcantes. “Um senhor que mora aqui, na região, na rua, sempre vem”, comenta, contando que ele faz orações à Deusa da Justiça – uma alegoria nos vitrais do prédio histórico. Ali, busca água e faz uso dos banheiros, mas rejeitava a ideia de ir às galerias. No último convite, cedeu e participou de uma visita guiada à mostra “Basquiat”. “Saiu com olhar gratificado”, comemora. Se os perfis de visitantes são diversos, a razão, arrisca ela, seria a programação dinâmica, em largas temporadas, preços acessíveis (as

entradas custam no máximo R$ 30, para a programação paga), além de horários atraentes (as portas ficam abertas entre 9h e 21h). Além disso, a experiência não é meramente contemplativa. O gerente geral da unidade mineira do CCBB, Marcelo Nonnenmacher, frisa o empenho do espaço em proporcionar exposições interativas, carro-chefe, por exemplo, de “File: Arte Eletrônica na Época Disruptiva” – segunda maior em público, somando mais de 167 mil visitantes entre janeiro e março deste ano. Aliás, o volume de público atraído pelo CCBB é imponente. Para se ter uma ideia, em 2017, cerca de 1,6 milhão de pessoas passaram pelo Circuito da Praça da Liberdade. Deste público, analisa Nonnenmacher, quase metade (775 mil) passou pelo equipamento. Portanto, mais que um espaço cultural, trata-se de um centro turístico, pontua Adélia. E se ela se deu conta da grandiosidade do projeto ao se deparar com uma opulenta operação para levar uma exposição ao local, foi da perspectiva de uma jornalista francesa, que estava na cidade por conta da Copa do Mundo de 2014, que o arte educador Danilo Filho passou a compreender o significado do CCBB para BH. “Ela ficou muito surpresa, disse não esperar que um museu em Belo Horizonte, cidade que pouco tinha ouvido falar, fosse deixá-la tão impressionada”, comenta, reforçando que a moça vinha de um lugar que é referência e de grande tradição quanto à manutenção de centros culturais. Ex-funcionário da instituição, Filho lembra que quando era integrante do braço educativo do CCBB era cena comum ver pessoas abandonando o ponto de ônibus atraídas pelas visitas teatralizadas – nelas, o educador coloca em repasse a história da cidade e do casarão. “Além da programação, o próprio prédio diz muito sobre nós, sobre nossas raízes”, sustenta. As observações de Filho são ratificadas por Raquel Meireles, há 23 anos professora de arte da rede pública de BH e de Betim. Ela conta que sempre teve o hábito de levar alunos aos dispositivos de cultura da cidade. Com a chegada do CCBB, então, passou a incluir a programação do local às aulas. “Tive uma turma que me surpreendeu ao fazer um link entre a abstração de Athos Bulcão (1918-2008), que puderam ver em exposição, e a arte indígena”, menciona ela, orgulhosa.

Interação

Aposta do CCBB, mostras interativas são tendência

Democratização é desafio Em meia década, o Centro Cultural do Banco do Brasil em Belo Horizonte foi capaz de causar transformações significativas na cartografia das artes na cidade, mas a luta pela democratização do acesso ainda é um desafio constante – é o que examina Fabiana Abaurre, professora de Circuitos Artísticos Culturais e Arte Contemporânea da PUC Minas. “O fato de estar na região Centro Sul já é um empecilho ao acesso, embora a instituição se esforce em se abrir a todos os públicos”, pondera. Claro, a disponibilidade de ônibus para visitas escolares e a gratuidade no acesso às exposições marcam pontos

contra o estigma de os centros culturais serem vistos como elitizados. Para a professora, a força do dispositivo é ligada, fundamentalmente, à capacidade de trazer para a cidade novos olhares, com mostras de artistas renomados, como a “Elles”, com acervo do centro Georges Pompidou. “Belo Horizonte está levando a arte para a rua com o carnaval, a Praia da Estação, os grafites, festivais...”, examina a docente, adicionando que o circuito institucional acaba integrando esse roteiro. “Não diria que o CCBB trouxe para a cidade uma revolução, mas causou, sim, transformações ELISA MENDES/DIVULGAÇÃO

Celeuma Polêmicas também pontuam a trajetória do espaço: a peça “Gisberta”, por exemplo, foi acusada de transfake

significativas”, baliza ela. René Lommez Gomes, professor curso de Museologia da UFMG, ratifica as observações de Fabiana. Ele sustenta que há dois aspectos fundamentais da instalação do equipamento na cidade: oferecer acesso a uma vasta produção artística e “reforçar uma transformação que vem ocorrendo na economia da cultura em Minas”. Fazendo vislumbrar os próximos anos, Gomes sustenta que o CCBB pode apostar em uma conversa mais profunda com a produção de artistas locais. Outro docente da universidade federal, Eduardo de Jesus, do Departamento de Co-

municação, acredita que a instituição pode mirar investimentos em cinema. “Em uma cidade como a nossa, que tem vocação ligada ao audiovisual, com eventos e salas alternativas cheias, este é um ponto para se conectarem mais com a BH”. Um projeto assim, por sinal, já está no radar de Marcelo Nonnenmacher, gerente da unidade belo-horizontina do CCBB. Ele impõe como meta, para os próximos cinco anos, a abertura do quarto e do quinto andar, ampliando o espaço expositivo do equipamento, e a inauguração de duas salas de cinema. UARLEN VALERIO – 13.7.2017

Área externa Uma das características do equipamento é reverberar o conteúdo das mostras para a rua: no alto, instalação da exposição “O Corpo é a Casa”, de Erwin Wurm; já em 2014, a escultura “Gum Head”, do canadense Douglas Coupland, da mostra “Ciclos”, convidou o público a colar chicletes


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CENÁRIO BH PATRÍCIA ALMEIDA/DIVULGAÇÃO

NILO ZACK/REPRODUÇÃO

convida cidadãos para 6 FIT-BH participarem da abertura do festival

Zack expõe suas 6 Nilo obras no Museu Mineiro

A PBH e o Instituto Periférico abriram inscrições para interessados em participar de residências artísticas que resultarão nos espetáculos de abertura da 14ª edição do FIT-BH. A primeira montagem é “Batucada”, concebida pelo coreógrafo Marcelo Evelin, e a segunda é “Looping: Bahia Overdub”, idealizado por Felipe de Assis, Leonardo França e Rita Aquino. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até o dia 2 de setembro, por meio de preenchimento de formulário disponível no site: www.fitbh.com.br

Autor do menino palhaço grafitado pelas ruas da capital, o artista Nilo Zack estreia a mostra “Sentimento de um Niilista”. A exposição apresenta 33 trabalhos em óleo sobre tela, no qual o artista retrata personagens com diferentes expressões faciais Onde Museu Mineiro (av. João Pinheiro, 342, Funcionários) Quando 3ª, 4ª e 6ª, das 10h às 19h; 5ª, das 12h às 21h; sáb. e dom., das 12h às 19h Quanto Entrada gratuita

GILMARA OLIVEIRA/REPRODUÇÃO

KPOP FESTIVAL/DIVULGAÇÃO

Francisco Nunes 6 Teatro recebe 3º Kpop Festival

Oliveira inaugura 6 Gilmara mostra na Aliança Francesa

Neste sábado (25), acontece no Francisco Nunes o maior evento de Minas destinado aos fãs de Kpop em Belo Horizonte. Entre os destaques desta edição está um concurso de covers de Kpop, estandes com comida asiática e a presença do youtuber Codyzitos Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325) Quando Neste sábado (25), a partir das 11h Quanto R$ 50 (inteira)

Mineira de Timóteo, a artista visual Gilmara Oliveira inaugura, no dia 31, sua exposição “Do Que o Coração Está Cheio ou Sobre Começo, Meio e Fim”, na Aliança Francesa. A mostra reúne oito obras inéditas que pretendem dar voz a mulheres invisibilizadas Onde Aliança Francesa de Belo Horizonte (r. Tomé de Souza, 1.418, Savassi) Quando 2ª a 5ª, das 7h30 às 20h15; 6ª, das 7h30 às 17h15; sáb., das 8h às 13h. De 31/8 a 20/9 Quanto Entrada gratuita


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL

Luzes do celular EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

DESLIGUE-SE

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Solidão na terceira idade

20h

O hormônio atinge seu nível máximo durante o sono

2h

GLÂNDULA PINEAL

Com o nascer do sol e o aumento da claridade, a glândula reduz a produção de melatonina e sinaliza para o organismo que está na hora de acordar

6h

PRODUÇÃO DE MELATONINA E

T

Quando escurece, a glândula pineal começa a produzir a melatonina

CORTISOL PELA GLÂNDULA PINEAL

odos nós sentimos em algum momento uma sensação de solidão. Para a maioria é um sentimento passageiro e eventual, mas que pode se tornar crônico e sofrível, em especial na turma dos mais idosos. Este sentimento de vazio leva com o tempo a graves problemas de saúde. A solidão de forma isolada é causadora real de doenças. Viver só e conviver com poucas pessoas aumenta o risco de se morrer de infarto e de acidente vascular cerebral (AVC). É o que revela um estudo realizado na Grã-Bretanha e publicado em março deste ano. Este e outros estudos têm vinculado essa solidão crônica e o isolamento social a uma maior incidência de doenças e a um risco maior de morte prematura. O problema da solidão é tão assustador que um em cada três solitários irão desenvolver doenças cardiovasculares, evoluindo com problemas de coração e derrames cerebrais. Certamente alguns mecanismos estão implicados como fator de agravamento da situação. Um deles é o fator psicológico, pois as pessoas que se sentem sós, com mais frequência, têm mais chance de desenvolver ansiedade e depressão. De igual forma, a pessoa solitária costuma ter hábitos comportamentais pouco saudáveis, como fuO isolamento mar, apresentar comsocial e a pulsão alimentar, não se exercitar e, por fim, solidão estão experimentarem noiassociados a tes de sono de baixa qualidade. Excluindo um aumento todos os riscos aqui cide 30% no tados se concluiu que a solidão aumenta, de risco de morte forma isolada, em prematura 32% o risco de morte por infarto ou AVC. Um estudo das universidades da Califórnia, publicado em 2015 em uma revista especializada, investigou o efeito sobre as células em humanos e macacos solitários, e concluiu que o sentimento de isolamento pode reduzir a eficiência do sistema imunológico. Com um sistema imune enfraquecido o advento de infecções oportunistas é dado como certo. Outro estudo publicado em 2010 na revista Psychology and Aging, da Universidade de Chicago, concluiu que as pessoas que sofrem de solidão têm maior probabilidade de ter pressão sanguínea mais alta no futuro. A hipertensão arterial está associada a um maior risco de derrame, ataque do coração, problemas renais e demência. O isolamento social e a solidão estão associados a um aumento de 30% no risco de morte prematura, segundo um estudo da Universidade Brigham Young, dos Estados Unidos, publicado em 2015 na revista da Association for Psychological Science. A investigação analisou 70 estudos diferentes com a participação de 3,4 milhões de pessoas. Eles concluíram que, ao contrário do que poderia parecer, idosos e adultos de meia-idade têm um risco maior de mortalidade quando sofrem de solidão crônica em comparação com a mesma classe de pessoas que tem uma rede social bem estabelecida. Especialmente os idosos estão muito vulneráveis à solidão. Com famílias menores, com menos filhos e já aposentados, a solidão e o isolamento social certamente irão cobrar sua fatura. Josh Billings, humorista americano do século 19, certa vez disse que a “solidão é um lugar bom de visitar vez ou outra, mas ruim de adotar como morada”. Faça uma boa semana

Veja como a melatonina atua no funcionamento normal do cérebro

CORTISOL

Um estudo feito desde a década de 80 com os moradores da cidade de

São Paulo revela que cerca de MELATONINA

6h

9h

12h

15h

18h

21h

O QUE ACONTECE QUANDO O CÉREBRO ESTÁ ESTIMULADO

Se antes de dormir os olhos estão em contato com o brilho das telas (celular, computador, televisão...), a retina envia uma mensagem para o cérebro indicando que ainda não está na hora de dormir O cérebro recebe tanto os estímulos da luz quanto os estímulos das atividades realizadas (troca de mensagens ou leitura de notícias, por exemplo) Em alguns indivíduos, esse estímulo pode desencadear ansiedade e estresse, o que provoca o aumento da noradrenalina e do cortisol e no consequente desaparecimento do sono No dia seguinte, a pessoa acorda cansada, irritada e de mau humor

0h

3h

6h

80% reclamam que não dormem bem

9h

DICAS PARA MANTER UMA ROTINA SAUDÁVEL DE SONO

Estabelecer horários para dormir e para acordar É possível variar até duas horas nesta rotina no fim de semana Desligar os aparelhos eletrônicos uma hora antes de dormir Evitar bebidas estimulantes – como café e chá preto Praticar exercícios físicos regularmente para melhorar a qualidade do sono Se não conseguir dormir, é recomendado não permanecer na cama. Uma indicação é aproveitar para ler à luz baixa (preferencialmente luzes amarelas ou alaranjadas) e retornar para a cama quando o sono voltar O “modo noturno” de alguns celulares contribui para não afetar a produção de melatonina. No entanto, não adianta usá-lo e realizar atividades que estimulam o cérebro

FONTE: DRA. LUCIANA PALOMBINI, ESPECIALISTA DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO SONO E COORDENADORA DO INSTITUTO DO SONO DE SÃO PAULO / ESTUDO COORDENADO PELO PROFESSOR EDUARDO TUFIK/UNIFESP

Redução do tempo de descanso provoca de depressão a aumento de peso Se você chega em casa exausto, se deita e, antes de dormir, troca mensagens, lê notícias ou joga em aplicativos no celular, pode estar prejudicando a produçãode melatonina no cérebro hormônio natural produzido com o intuito de regular o sono. Quando o dia começa a escurecer, o cérebro libera a Lara Alves

melatonina para “avisar” ao corpo que está na hora de descansar. Com a chegada da manhã, há uma redução na produção da substância, o que sinaliza que está na hora de levantar. ‘“Quando a pessoa se expõe ao estímulo luminoso, seja pelo computador, pelo celular ou pela televisão, um receptor na retina capta a informação e inibe a secreção da melatonina. É uma mensagem imediata para o cérebro dizendo que não está na hora de dormir”, explica a médica Luciana Palombini, especialista em sono. Demorar a dormir, acordar cansado e de mau humor no dia seguinte, sem que o sono tenha sido reparador, são algumas das consequências a curto prazo da desregulação da produção de melatonina. Com o tem-

po, a tendência é que haja prejuízos ao sistema imunológico, o corpo corre mais riscos de ter diabetes, sofrer doenças cardíacas e até câncer. Entre crianças e adolescentes, a má qualidade do sono tem sido uma queixa frequente, especialmente por conta da tendência de contato cada vez mais excessivo com produtos eletrônicos. “Na adolescência, existe uma tendência natural de começar o sono mais tarde e há também uma necessidade maior de grandes quantidades de sono. Hoje, jovens são extremamente estimulados por celulares e computadores. Isso faz com que eles durmam menos. Tem vários trabalhos associando esse adolescente que tem poucas horas de sono à depressão, ao distúrbio bipolar e ao aumento de

peso”, aponta Luciana. Os comprimentos luminosos de onda azul, como os emitidos pelo celular e pela TV, são responsáveis por simular para o cérebro que ainda está claro e, portanto, não está na hora de dormir. Para diminuir a confusão, alguns celulares oferecem a opção “modo noturno”, quando o aparelho filtra a luz azul da tela com o intuito de prejudicar menos a visão do usuário. Há ainda aplicativos como o f.lux e o Twilight que cumprem a mesma função. No entanto, segundo a especialista, essas opções resolvem apenas parte do problema. “O ideal é que a pessoa não realize atividades que continuem estimulando o cérebro, como ler notícias ou trocar mensagens”. * Sob supervisão de Carla Chein


reportagem

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prejudicam noite de sono COOLTRENDY /TWITTER / REPRODUÇÃO

Substância também pode ser vendida em farmácias

Leite materno passa hormônio para os bebês

Foi apenas no fim de 2016 que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a importação e a manipulação da melatonina como medicamento no Brasil, diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, onde a substância é comercializada como suplemento alimentar em drogarias e até em supermercados há muito tempo. “Muitas pessoas consomem a melatonina sem uma orientação médica e ultrapassam a dose que costuma ser recomendada. Com isso, no outro dia acordam

Do momento do nascimento aos seis meses de idade, os bebês não produzem melatonina, mas a recebem através do leite materno. “A mamãe precisa ter um padrão de sono semelhante ao do filho. Se o ritmo é diferente, ela vai ter mais dificuldade de secretar melatonina. Aí o bebê vai ficar acordado, e a casa vira uma bagunça”, afirma o professor Marco Tulio de Mello. Depois desse período, a indicação é manter o ambiente claro quando a criança cochila durante o dia, para que o cérebro comece a se programar para priorizar o sono no-

chapadas, com muito sono”, explica o professor da UFMG, Marco Tulio de Mello, especialista em sono. Outra grande questão que cerca a utilização da melatonina no Brasil diz respeito ao uso contínuo e excessivo para tratar e curar problemas de insônia. “As pessoas tomam melatonina de uma forma desorganizada, e isso pode provocar uma ‘downregulation’, ou seja, o corpo pode produzir menos melatonina porque o hormônio sintético já está sendo usado continuamente”, explica o professor.

Conferir o celular antes de dormir é hábito cada vez mais frequente

turno. “A tendência é que a criança vá diminuindo o tempo de sono no período do dia e sincronizando com o sono dos adultos”, pontua o professor. A partir daí, o foco deve ser voltado para a criação de hábitos saudáveis de sono. A doutora Luciana Palombini dá as dicas: “É preciso que os pais organizem o sono desde cedo, que evitem a exposição ao eletrônico uma hora antes de dormir e criem um ritual, fazer uma leitura com a criança, por exemplo”.


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sociedade

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DOLCEVITA do, gostam de ver e ser vistas.

oje, abordaremos vários assuntos sem fronteira: beleza, estética, moda, solidariedade, caridade, ostentação, vaidade, luxo, riqueza, miséria, ou seja, Brasil! Todos sabem que, se o Brasil não se cuidar, se não cuidarmos do Brasil, a Venezuela vai nos pegar, contaminar. Finalmente, Chico Buarque concretizará seu sonho de ver o Brasil como um enorme canavial cubano. O mote é dinheiro!

TODOS POR UM

VÁRIOS E VARIADOS o sagrado e satânico capitalismo, dinheiro é tudo. No socialismo, moreno ou não, também. Isso, no mundo, antes da invenção da roda, da moeda. O dinheiro no Brasil não sumiu, está guardado, aguardando-se para quando o carnaval voltar. Guardado em colchões ou paraísos fiscais.

N

VÁRIOS PARA TODOS inheiro honesto não é pecado. O dono dele pode e deve fazer o que quiser com ele. Alguns poucos gastam para ajudar os necessitados em festas nababescas que revertem suas rendas para obras sociais. Muitos dizem que o dinheiro das festas também deveria ser doado e não exibido.

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pnnavarro@gmail.com BARBARA DUTRA/DIVULGAÇÃO

VÁRIOS EM UM

H

Paulo Navarro com Walter Navarro

ntão, as mulheres, gastam, e muito. Gastam o seu próprio dinheiro ou o do maridão. Tudo gira a roda do capitalismo. Repetimos: e se estes gastos “fúteis” também fossem doados? Afinal, caridade anunciada não é solidariedade, é exibição, faz bem à imagem e à consciência. Mas haveria doação sem ostentação? O “mal” é necessário? Os fins justificam? Onde ficaria o glamour, né? Fica ao lado do respeito, da tolerância e da bacia de ouro de vários quilates e Pilatos, onde uma mão lava a outra.

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Desfilando sua beleza pelos salões do Gala BrazilFoundation para Minas Gerais, Camila Mattar

TODOS E TODAS do para o segmento da beleza. O objetivo foi fidelizar clientes utilizando estratégias de comunicação nas redes sociais.

PAÍS TROPICAL m dos sintomas da barbárie que grassa o mundo, em particular o Brasil, é a falta de respeito pelo outro. Recentemente, no (ex) paraíso de Angra dos Reis, litoral

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FOTO: EDY FERNANDES

TODOS EM UM nas festas vemos dinheiro de todas as cores. Até em roupas e joias de grife alugadas. Festas movimentam a economia, são distribuição de renda, onde ganham empresários e, indiretamente, seus funcionários, familiares etc. Quanto custa para sair de casa, para brilhar numa festa. Beneficente ou não, as mulheres, sobretu-

lançaperfume sobre a praga. Não conten6 Ainda tes em consumir tal baixaria, fazem

aí, e talvez justamente por isso, tantas redes sociais e marketing de conteúdo para o segmento da beleza. O setor da beleza é o que registra o maior número de profissionais formalizados como Microempreendedores Individuais (MEI) em Minas Gerais. O tema inspirou, recentemente, o Sebrae Minas a oferecer um workshop com o tema redes sociais e marketing de conteú-

D

4004-9000

E

do Rio de Janeiro, conhecemos o lado náutico da imbecilidade sobre rodas, infelizmente, tão comum nas cidades. Estamos falando daqueles seres que circulam pelas ruas com a pior música (sic) já feita no Brasil, como funk e pagode, no mais alto volume.

TROPICAL E TRISTE sso no Brasil que, há exatos 60 anos, inventou um dos ritmos e várias das músicas mais lindas do mundo, com a bossa nova. A falta de educação e de educação e cultura marcam a decadência do país, “tá tudo dominado”. Na já citada Angra dos Reis, este comportamento horrendo atingiu barcos e lanchas.

I

música infernal de 55ª cate6 Essa goria “mancha” outras paisagens. O vírus atinge ricos e pobres, ambos órfãos de Tom Jobim, filhos do ruído. Tiradentes, com em Angra, no 6 Em último fim de semana rodava aquele acinte sobre rodas, com caixas de som no porta-malas aberto, insultando inteligências e torturando ouvidos. que proibir! Multar! Melhor, 6 Tem depois de proibir e multar, ensinar, educar, para evitar! nem tudo está perdido. Na 6 Mas, mesma Tiradentes, uma lição de bom gosto: o ícone restaurante Tragaluz participa pela 18ª vez do Festival Cultura e Gastronomia, que vai até dia 2 de setembro.

TRISTES TRÓPICOS

seus 18 anos, a casa preparou 6 Em um menu especial em cinco tempos:

“crime” nas águas de Angra dos Reis é claro exemplo da contagiante estupidez que grassa o Brasil. Música (sic) e letras (sic) da pior qualidade são típicas de um país maior abandonado, não abençoado por Deus.

todos os pratos existe uma 6 “Em ligação com nossa região. Cultivamos

O

O casal Bruno e Juliana Ferrari durante a inauguração da Oncobio no Vila da Serra

pior; impõem seu mal gosto, obrigam o próximo a ouvir, no mínimo, o que não gostaria numa altura ensurdecedora.

“Tiradentes 300 Anos”, um cuidadoso menu que homenageia a cidade, momentos em volta de uma boa mesa.

as memórias afetivas que uma boa comida nos traz”, compartilha a “prima” Patrícia Navarro, esposa do “primo” Pedro Navarro.

ARTES VISUAIS Museu de Sant’Ana inaugura nova exposição Para comemorar os quatro anos que se passaram desde sua abertura, o Museu de Sant’Ana abre a exposição “A Menina de Ana”. A mostra exalta a figura de Maria ainda criança em imagens nas quais aparece ao lado de sua mãe, Sant’Ana. O museu que está localizado em Tiradentes possui um acervo que abriga 300 imagens da mãe de Maria e avó de Jesus Onde Museu de Sant’Ana (r. Direita, 93, centro, Tiradentes, (32) 3355-2798) Quando Qua. a dom., das 10h às 19h. Até 15/10 Quanto Entrada gratuita

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BERNARDO DIAS/DIVULGAÇÃO

Mostra revisita trajetória do artista Décio Noviello Prestes a completar 90 anos, o artista plástico Décio Noviello é homenageado com a exposição “Cor Opção”, que ocupa a galeria Genesco Murta até o dia 21 de outubro. A mostra reúne momentos e obras impactantes na vida do artista e o trocadilho no nome, que faz referência à palavra “corrupção”, reafirma o lado contestador do artista Onde Galeria Genesco Murta do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Ter. a sáb., das 9h às 21h; dom., das 16h às 21h. Até 21/10 Quanto Entrada gratuita

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ARQUIVO PESSOAL


reportagem

JOSEP M SURIA/DIVULGAÇÃO

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Alarmante

Tabagismo está associado a 30% de todos os cânceres e a 80% dos casos de câncer de pulmão

ROMBO >Morte na população economicamente ativa é um dos principais fatores da perda

Custo do câncer no Brasil gera prejuízo à economia M&LAHAN/DIVULGAÇÃO

Leonardo O câncer é uma Cunha das maiores causas de morte no mundo e é definido como uma doença dos genes, surgindo como consequência de alterações cumulativas no material genético de células normais, as quais sofrem transformações até se tornarem malignas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada ano 225 mil pessoas morrem vítimas da doença no Brasil. Ainda segundo a instituição, o número aumentou 31% nos últimos 18 anos. Além dessa tragédia humana, outra questão demonstra os danos que essa patologia pode gerar: o forte impacto econômico causado pela perda de produtividade provocado pelos 87 mil óbitos da população economicamente ativa – ou seja, pessoas com idade entre 15 e 65 anos. Prova disso é a divulgação recente de uma pesquisa realizada pela revista “Cancer Epidemiology”, que apontou um prejuízo estimado de US$ 4,6 bilhões anuais, o equivalente a R$ 17,83 bilhões (na cotação atual) e a 0,21% de toda a riqueza produzida pela economia brasileira. A pesquisa revela ainda as perdas causadas pelo câncer na economia do Brics (grupo composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Os dados são relativos ao ano de 2012 (número mais recente disponível para todas essas nações). Os prejuízos às economias desses países somam US$ 46,3 bilhões (aproximadamente R$ 172 bilhões) por ano, segundo os parâmetros da pesquisa. Em todo o mundo, cerca de

8,2 milhões de mortes têm o câncer como causa. Desse total, cerca de 42% dos casos concentram-se nos Brics, ou seja, quatro em cada dez fatalidades. O estudo aponta que o câncer de fígado, especialmente em homens, foi o responsável pela maior perda de produtividade, com US$ 8,8 bilhões. No caso das mulheres, o câncer de mama é o responsável pelo maior impacto econômico, com aproximadamente US$ 2,1 bilhões. No Brasil, as maiores perdas ocorrem por causa do câncer de pulmão, tendo o cigarro como o grande vilão. Para se ter ideia, o custo de mortes por fumo chega a US$ 402 milhões (aproximadamente R$ 1,5 bilhão). “Como fator de risco, o tabagismo está associado a 30% de todos os cânceres e a 80% dos casos de câncer de pulmão. O tabagismo está ainda associado aos cânceres de boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas e bexiga, dentre outros”, aponta o oncologista e di-

“

A mamografia é um exame de rastreamento relativamente pouco invasivo e é capaz de identificar lesões milimétricas na mama, favorecendo o diagnóstico da doença em uma fase muito inicial

retor da Oncomed-BH, Amândio Fernandes. Ele também revela que outros tipos da doença, como os cânceres de mama, estômago, intestino grosso, cérebro, esôfago e colo uterino trazem grande impacto à economia devido às mortes prematuras. PRECAUÇÃO Para conseguir reduzir o número de pessoas com a doença e, consequentemente, os prejuízos financeiros causados por ela, Fernandes destaca que são necessárias campanhas de prevenções primárias e secundárias. “Na literatura médica, está claro que aproximadamente de 30% a 50% dos cânceres podem ser evitados com hábitos saudáveis de vida, como fazer dieta adequada, praticar atividade física, evitar o uso excessivo de bebidas alcoólicas e evitar a obesidade”, ressalta. Um bom exemplo disso está associado ao diagnóstico precoce do câncer de mama. Segundo o profissional, o ideal seria que esse tipo da doença fosse reconhecido em uma fase bem inicial, quando ainda não há sintomas. “A mamografia é um exame de rastreamento relativamente pouco invasivo e é capaz de identificar lesões milimétricas na mama, favorecendo o diagnóstico da doença em uma fase muito inicial, antes mesmo de existirem nódulos que possam ser percebidos ao exame clínico”, frisa. Ele ainda revela que esse tipo de exame tem sido reconhecido com grande valor de prevenção para mulheres entre 40 e 75 anos. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados para este ano cerca de 600 mil novos casos da doença no Brasil.

O oncologista Amândio Fernandes aponta a importância de exames preventivos

US$ 46,6 bi de perda de produtividade decorrente de mortes por câncer em 2012 nos Brics

US$ 45.926 dólares é o custo por morte de cada paciente com câncer


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reportagem

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DIA A DIA Mulheres sentem mais os efeitos da crise econômica CRISTIANE MATTOS

Com taxa de desemprego maior do que os homens, elas têm mais dívidas As mulheres sentem mais os efeitos da crise econômica, e vários motivos contribuem para que isso aconteça, segundo economistas, entre eles o desemprego mais alto e a renda mais baixa na comparação com os homens. Além disso, muitas ainda sustentam a casa sozinhas. Dessa forma, manter as contas em dia se torna ainda mais difícil, o que fez com que a taxa de inadimplência entre as mulheres aumentasse mais do que entre os homens em junho, na comparação com maio. Conforme levantamento da Câmara do Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH), a taxa subiu 1,07% no público feminino, ante 0,03% entre os consumidores masculinos. “As mulheres costumam gastar não só com elas, mas com a família, com roupas e calçados para os filhos, por exemplo. Já os homens compram produtos mais caros, de maior valor agregado”, observa a economista da entidade, Ana Paula Bastos. Conseguir emprego no país de fato não é uma tarefa fácil, já que, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), falta trabalho para 27, 6 milhões de brasileiros. Só que se for uma brasileira, a situação fica ainda pior. Enquanto o índice de desocupação para os homens é de 11%, a taxa para mulheres é de 14,2% no segundo trimestre deste ano. A taxa global foi de 12,4%. “Além disso, vale lembrar que mesmo que a mulher desempenhe o mesmo tipo de trabalho, ela ganha menos”, observa a economista da CDL-BH. Ainda conforme o IBGE, 64,9% das pessoas fora da força de trabalho são mulheres. O levantamento feito pelo instituto – Estatísticas de Gênero: Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil – mostra que, entre 2012 e 2016, as muJuliana Gontijo

lheres ganhavam, em média, 75% do que os homens recebem. A pesquisa do instituto também mostra que elas ganham menos mesmo estudando mais. É que a taxa de frequência escolar líquida ajustada no ensino médio em 2016 exibe maior percentual de mulheres (73,5%) que de homens (63,2%). A média Brasil atingiu 68,2%. Pesquisa realizada neste ano pelo site de empregos Catho, confirma os ganhos menores das mulheres na comparação com os homens em todos os cargos, áreas de atuação e níveis de escolaridade pesquisados. A diferença salarial chega a quase 53%. O levantamento, feito com cerca de 8.000 profissionais, também mostra que as mulheres são minoria nos principais cargos de gestão, como diretoria, por exemplo. Conforme estudo coordenado pela Escola Nacional de Seguros, baseado em dados da Pnad, o número de famílias chefiadas por mu-

Thamires foi trabalhar com o marido em uma oficina mecânica após não conseguir emprego fora por ser mãe

lheres mais que dobrou em uma década e meia. O contingente de lares em que elas tomam as principais de-

cisões saltou de 14,1 milhões, em 2001, para 28,9 milhões, em 2015, alta de 105%.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CRISE - PIOR PARA ELAS TAXA DE DESOCUPAÇÃO NO BRASIL - IBGE Período: 2º trimestre 2018 (%) Mulheres

14,2

Homens

11

INADIMPLÊNCIA EM BH Período: junho 2018

0,81%

foi a alta em junho na comparação com maio

1,07%

Da força de trabalho no país é formada por mulheres

alta entre as mulheres

0,03%

64,9%

alta entre os homens VALOR MÉDIO DAS DÍVIDAS EM BH Divisão por gênero

DESOCUPAÇÃO EM BELO HORIZONTE Período: 2º trimestre 2018 (%)

R$ 1.200

Mulheres

13,9

Homens

11

DEVEDORES POR GÊNERO - SPC BRASIL Período: julho 2018 (%) 50,48 Feminino FONTE: IBGE, SPC BRASIL E CDL-BH

49,52 Masculino

Mulheres

Acima de R$ 1.500

Homens*

*Gastos com produtos de maior valor agregado

Maternidade dificulta entrada no mercado de trabalho Se o fato de ser mulher dificulta conseguir uma vaga no mercado de trabalho, ser mãe complica ainda mais a situação, observa o professor de economia do Ibmec/BH, Felipe Leroy. “As empresas fazem isso pautadas nas finanças, já que a mulher quando engravida tem direito a licença maternidade. Se for feito um cálculo com mulheres casadas e com filhos, o tempo de procura por uma vaga de trabalho deve ser ainda maior”, analisa. Thamires de Souza Laia sabe bem o que é isso, já que depois que teve filhos encontrou dificuldades para voltar para o mercado de trabalho. Cansada de procurar por uma vaga, acabou optando por trabalhar com o marido na área administrativa de uma oficina mecânica. “Quando meu primeiro filho, o

Theo, tinha dois anos, procurei emprego. Foi um ano tentando, mesmo na área que eu tinha experiência, que era a de vendas de joias. Não conseguia nada”, conta. Para ela, o mercado de trabalho discrimina as mulheres. “Já ouvi empresários falando que não gostam de contratar mulheres, pois elas têm TPM (Tensão Pré-Menstrual) e ainda engravidam. Eu mesma vi que os empregadores não queriam uma mulher que fosse mãe, pois na entrevista perguntavam a idade do meu filho e o que faria caso ele adoecesse”, relata. Thamires afirma que o fato de ter filhos não a impede de trabalhar. “Eu levo o meu caçula Caio junto comigo todos os dias e o outro vai para a escola”, diz.


almanaque

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COMPORTAMENTO Nem vegano, nem vegetariano, mas totalmente natural Adeptos retiram da rotina comida industrializada, como açúcar e óleo Frutas, verduras, legumes, cereais, cogumelos, grãos e sementes. Todos esses alimentos, quando minimamente processados, ou seja, em sua forma integral, são os pilares da alimentação “whole foods plant based” (em tradução livre para o português: “alimentação à base de vegetais íntegros”) – um estilo de vida consciente para repensar melhor os hábitos alimentares, e torná-los benéficos também ao meio ambiente. Nem vegetariana, nem vegana (leia quadro nesta página) – embora semelhante a esses estilos em alguns aspectos – essa alimentação conquistou adeptos e vem tirando o foco de outros modelos alimentares e dietas, como low carb, cetogênica e glúten free, segundo a nutricionista Alessandra Luglio – guru de celebridades e blogueiras como Gabriela Pugliesi, cujo perfil no Instagram tem 149 mil seguidores. “Produtos glúten free estão vendendo menos do que há dois anos. Acabou de ser publicado estudo na revista científica ‘Lancet’ mostrando que pessoas que praticam dieta low carb têm uma vida mais curta porque não é saudável. Litza Mattos

Você pode emagrecer, mas não ganha saúde e acaba impactando demais o meio ambiente”, diz Alessandra. No caso da dieta “plant based”, os alimentos industrializados ultraprocessados (farinhas refinadas com corantes, conservantes e outras substâncias) são retirados da rotina, assim como açúcares e óleos, o que nem sempre acontece em cardápios veganos e vegetarianos. “A alimentação vegetariana ‘plant based’ preconiza uma dieta sustentável, saudável, equilibrada, que pode reverter doenças crônicas – que não são transmissíveis e que mais matam no mundo (obesidade, hipertensão, diabetes e câncer)”. RECENTE Esse é um conceito novo no Brasil, mas, recentemente, uma revisão de estudos sobre alimentação e problemas cardiometabólicos, feita por pesquisadores da Universida-

ALIADO Emagrecer O alto teor de fibras da alimentação “whole foods plant based”, juntamente com a exclusão de alimentos processados, é uma combinação que pode ajudar a perder quilos em excesso.

Preocupação forte em ser sustentável O conceito dessa alimentação baseada em vegetais e alimentos em sua forma mais natural possível passa ainda pela sustentabilidade e vai além do modismo. “Não tem como ser moda. É cool, pois pessoas antenadas e atualizadas estão praticando por se sentirem responsáveis por tudo que está a nossa volta. É uma dieta mais responsável, mais ética e muito mais nutritiva do que qualquer outro modelo pra-

ticado pela humanidade até hoje”, diz Alessandra Luglio. Diante da atual situação crítica do meio ambiente, a nutricionista sugere: “Sabemos que, para produzir proteínas animais, a gente gasta mais água, usa termelétricas e emite mais gases de efeito estufa. Sabemos que a alimentação é o que mais impacta o meio ambiente. Sabendo escolher, preservamos o meio ambiente”.

ARQUIVO PESSOAL

A nutricionista Alessandra Luglio

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

ENTENDA A DIFERENÇA Vegano

Plant based

É considerado um estilo de vida Seus adeptos evitam utilizar produtos de origem animal para qualquer fim (alimentar, higiênico, de vestuário, produtos de limpeza, entre outros) Permite o consumo de hambúrguer vegano, macarrão, batata frita, doces (desde que não tenham nenhum ingrediente animal ou relação com exploração animal)

Também é considerado uma filosofia de vida Coloca a pessoa e sua alimentação em plena conexão com a natureza Os alimentos são consumidos em suas formas mais naturais (integrais) Processados e refinados são extintos da alimentação Inclui uma porção mínima de carne ou ovos por semana (em torno de 70 g), mas exclui totalmente laticínios

FONTE: PESQUISA DIRETA

de de Wisconsin, nos Estados Unidos, associou a “plant based” à redução de todas as causas de mortalidade e risco diminuído de obesidade, diabetes tipo 2 e doença cardíaca coronária, além de certos tipos de câncer e declínio cognitivo. “A gorduras saturadas animais, os excessos de proteínas e tudo o que vem em termos de contaminantes influenciam negativamente nosso corpo. Uma alimentação ‘whole food plant based’ valoriza os alimentos que são mais nutritivos. A gente tem um aporte maior de vitaminas e sais minerais, fibras e compostos bioativos. Uma ingestão controlada de carboidratos e proteínas preserva nossa saúde, e o meio ambiente ganha muito com isso”, explica Alessandra.

Vegetariano É considerado regime alimentar Aquele que exclui de sua alimentação todos os tipos de carne, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovo

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reportagem

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COMPORTAMENTO Pesquisa diz quais técnicas de paquera online funcionam Estudo analisou a troca de mensagens entre mais de 186,7 mil usuários virtuais Com a paquera online se tornando cada vez mais popular, os internautas contam com uma variedade de aplicativos e parceiros em potencial para escolher. Por conta disso, eles estão tendo que se esforçar muito mais para ter destaque nessa multidão virtual. O gerente de vendas Jean Pierry, 28, é um exemplo. Usuário dessas plataformas, ele afirma que determinados fatores contribuem. “É importante ter uma descrição sugestiva no perfil. As fotos também ajudam muito na hora de escolher a melhor forma de abordagem”, diz Pierry. A boa notícia é que sociólogos da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, conseguiram dar uma mãozinha aos namoradores de plantão. Segundo eles, existem determinadas técnicas online de paquera que parecem funcionar melhor do que outras. O resultado foi obtido depois de analisarem a troca de mensagens entre mais de 186,7 mil pessoas. Os pesquisadores descobriram que, quando as mulheres enviam mensagens para parceiros considerados “interessantes”, elas tendem a escrever textos mais Thuany Motta

longos. Entretanto, o envio de mensagens mais curtas resultou na mesma quantidade de respostas. A equipe percebeu também que, entre os métodos de conversação observados, havia uma queixa recorrente sobre a taxa de resposta ser muito baixa. Em geral, a maioria das mensagens não foi respondida: apenas 23% delas receberam retorno. Dessas, quase 37% enviadas por mulheres obtiveram retorno, em comparação com apenas 16% dos homens. Para os estudiosos, isso pode ser explicado porque os internautas procuram parceiros que são, em média, 25% mais “desejáveis” do que eles mesmos. “Temos tantas teorias folclóricas sobre como funciona o namoro que não foram cientificamente testadas. Ninguém tem provas concretas sobre essas coisas, então foi incrível analisar se essas estratégias funcionam”, disse a coordenadora do estudo, Elizabeth Bruch, ao periódico “Quartz”. Outro detalhe observado pelos especialistas é que as mulheres são mais propensas a enviar mensagens animadas para homens considerados desejáveis. Os resultados também mostraram que a perseverança é o segredo quando se enviam textos a parceiros em potencial. E, mesmo que a situação não pareça favorável,

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Saiba como potencializar seu perfil online

Seja proativo, enviando a primeira mensagem. Mas seja breve e evite conversas pesadas nos primeiros contatos

Suas fotos são tudo Olhar diretamente para a câmera e sorrir mostrando os dentes. Isso quer dizer que a pessoa está aberta, é amigável e passa confiança

Aos domingos Domingo é o melhor dia para ficar online. Pesquisas mostram que o horário de pico para os usuários é na tarde de domingo, especialmente depois das 17h

Não se expor demais

Manter a mente aberta A paquera é online, então, a maioria das pessoas conversará com outras ao mesmo tempo. Não leve isso para o lado pessoal

Não desanimar

Assim como conhecer um estranho na vida real, mantenha-se seguro também quando estiver online. Antes de fornecer informações como cargo ou detalhes pessoais, pense primeiro em como esses dados podem ser usados pelo outro

Pedir um amigo para ver o seu perfil Tente evitar clichês no perfil com frases de efeito.Peça a um amigo para ficar de olho nesse tipo de conteúdo

Ao longo do caminho, você certamente não vai acertar sempre: você pode ter perfis correspondentes ou química zero. Mas o importante é continuar tentando FONTE: LUCY VINE, PSICÓLOGA

DOUGLAS MAGNO

ainda vale a pena tentar manter contato. “Embora a taxa de resposta seja baixa, nossas análises mostram que 21% das pessoas que se envolvem nesse comportamento aspiracional recebem respostas de um parceiro que, a princípio, pode estar fora de seu alcance. A perseverança vale a pena”, afirmou Elizabeth. Por outro lado, a socióloga americana alertou que, embora os resultados pudessem oferecer um panorama geral de como as técnicas de desejo e conversação afetam o sucesso do flerte online, eles não serão iguais para todas as pessoas.

“NÃO LEVE A SÉRIO”

Presença na rede: O gerente de vendas Jean Pierry, 28, utiliza aplicativos de paquera online há mais de três anos

De acordo com a psicóloga Lucy Vine, autora do livro “Hot Mess” (“Bagunça quente”, em inglês), a paquera online deve ser uma experiência divertida. “Não leve muito a sério e prepare-se para conhecer muitas pessoas simpáticas e amáveis que você absolutamente pode não gostar. Em algum momento, haverá alguém que você goste. As pessoas vivenciam, em média, 30 paqueras antes de conhecer alguém pelo qual realmente se interessem. Portanto, mantenha isso em perspectiva e aproveite o processo”, diz.

Nada substitui o ‘olho no olho’, afirma psicóloga Não é novidade que a internet possui tanta influência na vida das pessoas que vem moldando as interações sociais nos mais variados âmbitos. No campo amoroso não é diferente. De acordo com a psicóloga Daniela Queiroz, especialista em terapia positiva e comportamental, o resultado desse processo tem apresentado aspectos um tanto quanto negativos. “A internet, as redes sociais e os aplicativos de conversa, em geral, bloqueiam comportamentos que são inerentes a todo ser humano”, afirma. Ela complementa di-

zendo que “são condutas, procedimentos ligados à impulsividade, à espontaneidade e à imprevisibilidade que devem fazer parte das relações sociais, incluindo as amorosas também. Os parceiros devem conhecer um ao outro tanto pelas qualidades, gostos, experiências, quanto pelos defeitos, falhas ou limitações”. A psicóloga explica que os usuários tendem a buscar o controle dessas interações. “Você tem tempo para escrever e analisar a mensagem que vai enviar, com o mínimo de erros. O outro vai ter tempo de responder àquilo que melhor lhe convém”, diz.

Para Daniela, a possibilidade de se ter uma frustração e a falta de garantia para se chegar ao objetivo costumam assustar. “As pessoas se cercam de medidas que acreditam ser as melhores alternativas na hora de lidar com os parceiros em potencial, como se expor a sua verdadeira natureza fosse algo completamente prejudicial à relação”, pontua. A especialista alerta para o uso saudável dos aplicativos. “É ótimo conhecer novas pessoas, mas não substitua o clássico olho no olho”, declara.


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almanaque BIOGRAFIA> Aos 60 anos, Mauricio Tizumba lança livro em que revê a sua rica trajetória artística Sex. 31.ago

ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

De Camarões

Descoberta feita pelo músico de suas origens no continente africano motivou a publicação da biografia de Tizumba

No ritmo do tambor “Não suporto esse Tizumba”. O protagonista da frase diz que essa “é uma coisa rara de ouvir”, e comemora. “De vez em quando um ou outro pode falar isso, porque eu estou com o garfo pronto pra colocar na boca e não dou a atenção que me solicitam, ou estou naquele dia em que a mulher dormiu de calcinha. Mas é bom, já que toda unanimidade é burra”, declara, com citação a frase do dramaturgo Nelson Rodrigues (19121980). Na próxima sexta (31), Mauricio Tizumba lança Raphael Vidigal

“

Quem ler o livro vai ver um Tizumba frágil, limitado, acho que o limite é muito profundo

“De Camarões: Veredas de Mauricio Tizumba”, biografia em que revê alguns episódios de sua longa trajetória. Aos 60 anos, o músico traz no currículo oito discos lançados, inúmeras participações em trabalhos alheios, a criação de uma companhia teatral feita para negros e de um grupo de percussão para mulheres, além da presença em filmes, seriados e novelas que lhe renderam encontros memoráveis com astros da cultura nacional, como o também mineiro Grande Otelo (1915-1993), natural de Uberlândia. Das conversas com o parceiro de Herivelto Martins no samba “Praça Onze”, ele se lembra dos conselhos recebidos. “Grande Otelo me falava para fazer um ‘pé de meia’, construir uma vida regrada, cuidar da carreira, não fumar, enquanto ele mesmo fumava e tossia muito”, recorda. Cerca de seis meses depois do papo, Otelo morreria vítima de um infarto. Tizumba confessa que não chegou a seguir todos os ensinamentos do amigo. “Parei de fumar, mas não sei se cuidei da minha carreira, porque sempre fui muito livre, não sou de escolher,

saio fazendo mesmo, sem medo, faço minha arte com o que tiver na mão, sem frescura”, garante. “Apesar de ter mirado sempre um trabalho mais popular dentro das cidades, às vezes as pessoas estranham, de vez em quando um ou outro pode falar: ‘não suporto esse Tizumba’, porque eu estou com o garfo pronto pra colocar na boca e não dou a atenção que me solicitam”, diz. O que nos leva de volta ao início da conversa. CARETA Esse movimento cíclico e não linear pautou a carreira de Tizumba, e por isso definiu a narrativa do livro. “A capa é vermelha não é a toa, o objetivo é mostrar o colorido do Tizumba, não dava para

ser uma biografia careta. Do fim vamos para o meio, do meio para o princípio, aí tem fim, fim, fim, princípio, meio, princípio, princípio, meio”, diverte-se o biografado. Apesar da condição de personagem, Tizumba participou ativamente de todo o processo, e também deu os seus pitacos. “O livro foi escrito a quatro mãos”, define. Com organização de Elias Gibran e Pedro Kalil, a pesquisa, e uma entrevista com Tizumba, foram conduzidas pela dupla em parceria com Viviane Maroca. Já a escolha do título partiu do homenageado. Foi graças ao filme “Brasil: DNA África” (2016), dirigido por Mônica Monteiro, que ele descobriu sua origem cama-

LANÇAMENTO O que Lançamento do livro “De Camarões: Veredas de Mauricio Tizumba”, biografia do multiartista Maurício Tizumba, com show ao lado de Sérgio Pererê Onde Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244). Quando Dia 31 (sexta), às 20h30 Quanto Entrada R$ 20 (inteira). O livro será vendido no dia a R$ 30.

ronesa no continente africano. “Esse negócio de biografia, na verdade, é pra pessoa mais velha, e não um rapaz tão novo como eu, mas com essa história de descobrir a minha ascendência, começamos a falar sobre o livro e a pegar minha vida, desde criança até agora, pelos bares, bailes, ruas e congado, ao qual sou muito ligado”, destaca Tizumba. Além do enredo circular, outro atrativo da publicação é a reprodução de bilhetes de fãs. Num deles o remetente ameaça: “Tizumba se você tocar pagode eu vou embora”. Noutro, o pedido é mais afetuoso: “Trouxe a minha mãe! Toca uma música para ela”, escreve a fã. Como se não bastasse, há rascunhos com letras de músicas, cartazes de shows e um rico acervo fotográfico que capta o artista da infância pobre em Belo Horizonte ao êxito mundo afora. Razão pela qual um mapa com os locais e festivais onde Tizumba se apresentou é anexado ao final do livro. Bangladesh, Cuba, Portugal, Alemanha, Itália, França, Argentina e Estados Unidos (no Festival de Jazz de New Orleans) são destinos que comparecem.

Como a pluralidade e o paradoxo teimam em alcançar o cantor, compositor, ator e instrumentista, uma frase na contracapa parece captar toda a essência de Tizumba: “Eu não conseguiria ver o mundo sem ver Minas Gerais”. “Quando comecei, na década de 70, todo mundo falava que eu tinha que ir para o Rio, mas o medo de ter que dormir na praia, igual muita gente que conheci, me manteve aqui, o que me fortaleceu na minha aldeia”, afirma. “Posso não ser conhecido nacionalmente, mas sou muito querido na minha terra”, orgulha-se Tizumba.

“

Sempre fui mais performático, nunca tive a manha de compor como um Vander Lee


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ARTES CÊNICAS Janela para outros quintais A primeira vez que o Janela de Dramaturgia aconteceu, em 2012, era uma reunião entre amigos apaixonados pelas artes cênicas e transeuntes que atravessavam a rua Aarão Reis, no centro da capital, onde fica o teatro Espanca!, sede da primeira edição. Passados seis anos, o projeto já se consolidou como espaço de discussões sobre dramaturgia e leitura de textos inéditos escritos por autores de vários pontos do Brasil e do mundo. Agora em nova casa, o CCBB BH, a iniciativa recebe, até dezembro, a leitura dramatizada (feita por atores da cidade) de dez obras, sendo duas por encontro (uma assinada por um mineiro e outra, por um dramaturgo “de fora”). Aliás, a mudança para o CCBB é vista como uma possibilidade de agregar novos interessados. “O CCBB tem um público próprio e uma repercussão grande na cidade. Isso pode estimular quem já frequenta o lugar a ir ao Janela, e será muito enriquecedor para nós”, conta Vinícius Souza, um dos idealizadores do Janela. Para abrir o projeto, no dia 29, às 19h, Marcelo Souza e Bárbara Colen leem “O Lara Alves (*)

Candidato”, texto do cuiabano Joelson Jogosi, e Flora Maurício, “Sem Dono: ExílioAgência-Existência”, ao lado dos escritores mineiros Daniel Toledo e Will Soares. Ao fim de cada leitura, haverá espaço para o público debater o texto com os autores. Além disso, a edição desse ano conta com a participação de mais de 15 pesquisadores e artistas que ficarão por conta de produzir textos críticos sobre as obras apresentadas. Se em 2017 os autores participantes do projeto foram convidados para redigirem obras dramatúrgicas voltadas ao público infantojuvenil, em 2018 não houve um foco específico. No entanto, a linha curatorial se debruçou sobre o desejo de fazer uma mostra plural, a partir da análise dos mais de 250 textos enviados. “Essa é uma das nossas maiores edições. Seguimos uma linha curatorial que é nos é muito cara, a de tentar trazer o máximo de pluralidade. É uma pluralidade de formas (alguns se aproximam da performance, outros da poesia), de temas abordados e dos lugares de onde os autores vêm”, explica Vinícius. A diversidade faz-se presente logo na estreia. O texto “O Candidato”, por exemplo, acompanha a jornada de um homem que se lança entre en-

abertura 29.ago.

THEO BRAGA/DIVULGAÇÃO

trevistas e testes em busca de emprego. Já a segunda obra traz três perspectivas de uma mesma história que remete à vida nas bordas de grandes cidades latino-americanas.

VALENCIA/DIVULGAÇÃO

O Janela de Dramaturgia fez uma participação especial na programação do Verão Arte Contemporânea (VAC) deste ano

INTERNACIONAL Um dos diferenciais da Mostra Janela de Dramaturgia é apresentar, aos mineiros, o que está sendo escrito em termos teatrais no resto do país, na América Latina e mesmo na Europa. Desta vez, o projeto conta com a leitura de um texto da dramaturga argentina Romina Paula e outro do lisboeta Tiago Rodrigues, no encontro de encerramento, que acontece no dia 20 de dezembro. “A participação dela reafirma um desejo de diálogo com a América Latina – é a terceira edição que a gente aposta em se aproximar dos países vizinhos. O texto dela, por exemplo, vai ser traduzido especialmente para o Janela”, frisa Vinícius. * Sob supervisão de Patrícia Cassese

Janela de >Dramaturgia

A dramaturga argentina Romina Paula, que também atuou no premiado longa “Medianeras”, ARG, 2011) traz seu texto “Fauna” para o encontro

Serão dez encontros até dezembro. Confira a programação no site: www.janeladedramaturgia.com Primeiro encontro: CCBB (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Dia 29 (quarta-feira), às 19h. Entrada gratuita.

EDUARDO MOURA/DIVULGAÇÃO

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Montenegro faz leitura dramática do livro 6 Fernanda “Nelson Rodrigues por Ele Mesmo”, de Sônia Rodrigues Em cena, uma cadeira e uma mesa de escritório. No palco, a atriz Fernanda Montenegro, que completará 89 anos em outubro, repassa fragmentos do livro idealizado e publicado pela filha de Nelson Rodrigues, Sônia Rodrigues. A obra reúne entrevistas e crônicas inéditas. Na verdade, Fernanda Montenegro costurou a dramaturgia e também assina a direção da empreitada, que integra o projeto homônimo, que, por sua vez, visa apresentar o dramaturgo aos jovens, a artistas, a estudantes e, num espectro mais amplo, ao público de todas as gerações, inclusive como uma forma de promover a identidade nacional. O espetáculo já foi apresentado em eventos como o Festival Internacional de Londrina (Filo 2017), onde teve lotação esgotada. Fernanda Montenegro chegaria ontem a Belo Horizonte, para lançar o livro “Itinerário Fotográfico”, que traz material organizado por ela mesma. Onde Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Quando Nestes sábado (25), às 21h, e domingo (26), às 19h. Quanto A partir de R$ 20 (inteira, plateia III). SESC/DIVULGAÇÃO

Bara volta a 6 Teuda apresentar “Doida” em BH

Cia de Dança 6 Mimulus estreia seu novo espetáculo

Longe dos palcos desde 2017, a atriz Teuda Bara (Grupo Galpão) volta aos palcos mineiros com o espetáculo “Doida”, projeto que estreou ao lado de seu filho mais novo, Admar Fernandes, em 2015, inspirado na obra de Carlos Drummond de Andrade. A montagem cumpre temporada a preços populares no Teatro Espanca!, Espaço Zap 18 e Teatro 171 entre os dias 27 de agosto e 2 de setembro. Em algumas sessões haverá bate-papos com a atriz. Confira datas, horários e valores de ingresso no site: www.sympla.com.br/doida

Em “Âmago”, nova criação da companhia mineira Mimulus, os bailarinos pretendem mostrar o que está fora de enquadramento – e convidam o espectador a ver o que está por trás do balé. Com direção de Jomar Mesquita, o espetáculo investe em uma trilha sonora que reúne antigos sucessos da música popular brasileira a composições de novos expoentes do gênero Onde Galpão da Mimulus (r. Ituiutaba, 325, Prado) Quando Neste sábado (25), às 21h; domingo (26), às 20h Quanto R$ 40 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Deborah Colker retorna a “Nó” Patrícia P a s s a d o Cassese mais de um ano da apresentação de seu mais recente espetáculo, “Cão Sem Plumas”, a companhia Deborah Colker volta a Belo Horizonte a bordo de “Nó”, montagem de 2005 que ela resolveu revisitar atendendo a uma espécie de chamado interno. Na capital mineira, “Nó” poderá ser visto nos próximos sábado (1º) e domingo (2), no Sesc Palladium. “’Cão Sem Plumas’ talvez tenha sido o espetáculo no qual fui mais fundo, no mais profundo. Um poema árido, espesso. Não havia como dispersar na densidade dele, era na lama que eu tinha que encontrar uma nova pele para construir o corpo”, lembra Deborah, fazendo referência ao poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, onde buscou a inspiração. Paralelamente, Deborah vivia uma momento delicado: o neto Theo, que nasceu com uma alteração na pele, a epidermólise bolhosa distrófica recessiva, submetia-se a um transplante de

teatro adulto A OBSCENA SENHORA H Dir. Juarez Guimarães Dias. Com Luciana Veloso Episódios da biografia da escritora Hilda Hilst durante a criação do livro "A Obscena Senhora D" atravessados pela história da personagem Hillé. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). De 30/8 a 2/9.

A PESTE Dir. Vera Holtz e Guilherme Leme. Com Pedro Osório Inspirada no livro de Albert Camus, é a história de um médico isolado em uma cidade, devido a uma doença contagiosa. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (25), dom. (26) e seg. (27), às 19h. R$ 30 (inteira).

BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega. Com Marcelo Prosdocimi e Felipe Abreu As situações vivenciadas na infância de dois homens se juntam e se transformam em obsessão e desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes). Neste sáb. (25), às 20h30; dom. (26), às 19h. R$ 19 (postos Sinparc).

CABARÉ LIDÔ Dir. Marco Amaral. Com Matheus Noviello, Rogério Hasten, Philip Feitosa Ambientado em um bordel de beira de estrada, o Cabaré é embalado por clássicos e músicas que narram o universo de garotas de programa. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex., sáb. e dom., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 30/9.

COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes,

medula em Minneapolis, EUA. “Em um ano, foram nove idas e voltas”, conta. “Daí, comecei a pensar qual seria o meu próximo passo. Mas havia um buraco dentro de mim. E foi lá, em Minneapolis, que tive a certeza de que voltaria a ‘Nó’”. Naquele início dos anos 2000, Deborah reconhece que não tinha consciência do que o espetáculo significava. “Mas hoje vejo que foi realmente uma mudança de caminho. Não tinha consciência, mas era como se já tivesse esgotado uma pesquisa, uma experimentação que vinha desenvolvendo, na relação do movimento e do espaço, do corpo e do movimento, de ideias pop relacionadas à construção de um corpo, e à construção desse corpo no espaço”. Com “Nó”, Deborah passou a sentir a necessidade de falar sobre a existência, sobre a condição humana. “Sobre aquilo que a gente não escolhe, mas que, por sorte, percebe, reconhece e se aprofunda”. Em um espectro mais amplo, “Nó” fala sobre o desejo. “Sobre a condição do ser humano de ser um ser ‘desejante’ e o fato de, muitas vezes, ter

Douglas Gonzales e Marcos Kass O ator ensina truques para que a plateia não passe por situações desagradáveis em recepções com pouca comida. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Qui. (30), às 20h30. R$ 15 (antecipado); R$ 40 (inteira, no dia).

CHOPIN OU O TORMENTO DO IDEAL Dir. José Possi Neto. Com Nathalia Timberg e Clara Sverner Recortes textuais da vida do músico polonês Chopin, por meio de cartas de George Sand e poemas. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste sáb. (25), às 20h. R$ 50 (inteira).

DOIDA Dir. Inês Peixoto. Com Teuda Bara e Admar Fernandes Inspirado no conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade, onde meninos de uma cidade interiorana passam pela casa da doida para provocá-la. - Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Seg. (27) e ter. (28), às 20h. R$ 14 (inteira). - Zap 18 (r. João Donada, 18, Santa Terezinha, 3475-6131). Qui. (30) e sex. (31), às 20h. R$ 14 (inteira).

EDIFÍCIL DU CARVALHO Dir. Wesley Maciel Um caipira veio decide vender imóveis falsos em construção para seus conhecidos na roça. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Neste sáb. (25), às 20h30; dom. (26), às 19h. R$ 40 (inteira).

JULIA E A MEMÓRIA DO FUTURO Dir. Kalluh Araújo. Com Juçara Costa A história de uma mulher que se redescobre com muito mais maturidade ao se deparar com seu poder de reconstruir sua própria história. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro). Sex. (31) e sáb. (1°), às 20h30; dom. (2), às 19h. R$ 40 (inteira).

Sáb. e dom. 1 e 2. set.

FLÁVIO COLKER/DIVULGAÇÃO

A companhia carioca revisita a coreografia que foi lançada em 2005, na Alemanha

um desejo impossível, não permitido, que tem que ser sublimado”. A coreógrafa entende que, naquele momento,

diante dessas constatações, ela adentrou o campo da filosofia. “E, a partir daí, senti necessidade de uma transformação na dramaturgia,

na construção do corpo. Comecei a pensar: ‘o que estava querendo dizer com a minha dança? Então, ‘Nó’ foi muito importante. Aliás, foi

O ATORMENTADOR

de aventuras marítimas. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. a sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 20 (inteira). Até 2/9.

JOJÔ E PALITO EM AS CIGARRAS E AS FORMIGAS

Dir. Eid Ribeiro. Com Glauce Guima e Diego Roberto Livremente inspirada em textos de Eduardo Galeano e Gonçalo M. Tavares, a trama mescla lendas, fábulas, histórias, de autores variados, utopias e distopias. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 15 (inteira).

O VENDEDOR DE SONHOS Dir. Cristiane Natale. Com Luiz Amorim, Mateus Carrieri, Marcos Veríssimo Júlio César tenta o suicídio e é impedido graças a um mendigo. Juntos encontram um bêbado que decide unir-se a eles na missão de vender sonhos e despertar a sociedade doente. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Sex. (31), às 21h. R$ 140 (plateia 1, inteira, 1° lote); R$ 80 (ingresso solidário, 1° lote - levar 1kg de alimento não perecível no dia do evento).

PEÇA DO CASAMENTO Dir. Guilherme Weber. Com Eliane Giardini e Antônio Gonzalez Após trinta anos juntos, uma crise é obrigado um casal a revisar suas vidas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 34319400). Qui. a seg., às 20h; dom., às 20h e às 17h. R$ 20 (inteira). Até 3/9.

QUERIDA CECÍLIA, Dir. Fernando Audmouc e Malu Falabella A mesa está posta e os objetos da casa estão no mesmo lugar. Enquanto espera por ele, ela embarca numa viagem por sua vida e seus relacionamentos. Sala Preta da Escola de Belas Artes da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6.627, Pampulha). Neste sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. Entrada gratuita mediante retirada de senhas 30 minutos antes da apresentação.

SANTIAGO - O PEIXE Dir. Dimitrius Possidônio. Com Francis Severino Um ator desenvolve narrativas físicas e tenta construir fragmentos de histórias

SEXO - A IDEIA FIXA DE HUMANIDADE Dir. Fabiano Lana. Com Edgar Quintanilha A comédia mostra como sexo foi visto, aceito e feito ao longo dos anos. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro, 3409-8290). Qua. (29), às 19h30. Entrada gratuita.

SOLO Dir. Anselmo Bandeira. Com Anselmo Bandeira O monólogo traz à tona questões que circundam os aspectos íntimos dos indivíduos quando estão ou se sentem sozinhos. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Neste sáb. (25) e seg. (27), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 30 (inteira).

SUSPEITOS - UM CRIME IMPROVISADO Dir. Fabiano Lana. Com Bruno Berg, Bruno Costoli, Cinara Diniz Um investigador, com auxílio da plateia, tenta desvendar um crime onde há uma vítima e quatro suspeitos através dos fatos que vão ocorrendo. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 30 (inteira).

teatro infantil A ZEROPEIA Dir. Francis Oliveira. Com Alex Prieto, Didi Moreira, Karine Terrinha História da Dona Centopéia que, ao ver os outros bichos vivendo bem com menos pernas que ela, decide amarrar as suas patas até ficar sem nenhuma. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (25) e dom. (26), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc).

Dir. Jordana Luchini. Com Joselma Luchini, Argileu Rodrigues, Olavino Marçal As cigarras passaram todo o versão cantando e, em um inverno apoteótico, precisam ser socorridas pela formiga Jojô que trabalhou durante a estação. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 40 (inteira). Até 2/9.

O PEQUENO PRÍNCIPE Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Gabriela de Paula Um aviador acaba perdido no deserto. Ele é surpreendido por um menino estranho que lhe enche de perguntas. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira). Até 2/9.

dança ÂMAGO Dir. Jomar Mesquita. Com Mimulus Cia. de Dança A companhia joga luz sobre o que está "fora do enquadramento", convida o espectador a enxergar o que está recôndito. Galpão da Mimulus (r. Ituiutaba, 325, Prado). Neste sáb. (25), às 21h; dom. (26), às 20h. R$ 40 (inteira).

GRUPO CORPO Dir. Rodrigo Pederneiras. Com Grupo Corpo Em programa duplo, companhia apresenta “Gira” e “21”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (25), às 20h30; dom. (26), às 19h. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).

TEXTURAS Com Átimo Coletivo Novas relações de desequilíbrio com o corpo, que ora busca estabilidade em meio ao caos, ora deixa-se levar pela instabilidade presente no espaço. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil

o espetáculo no qual mais demorei, foram três anos e meio. Foi difícil, para mim, transformar esse desejo em corpo, em movimento, em música, em imagem, em estética”. Em cena, o objeto escolhido para conduzir a narrativa foram as cordas. “Que, depois, se transformam em uma grande árvore, que se transformam em quatro grandes nós, depois, uma floresta... Algo orgânico”. Mas sim, a nova montagem de “Nó” traz algumas mudanças, a começar, cenográficas. Já a trilha sonora ganha mais temas, compostos por Berna Ceppas, e a música “Carne e Osso”, da banda Picassos Falsos. Os figurinos são de Alexandre Herchcovitch e a cenografia, de Gringo Cardia. Após a capital mineira, “Nó” cumpre temporada no Teatro Alfa, em São Paulo. “Em outubro, voltaremos com ‘Cão Sem Plumas’, com quatro apresentações nos EUA”.

> Nó

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dias 1º (sábado), às 21h, e 2 (domingo), às 19h. A partir de R$ 70 (inteira).

Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (25), às 20h. R$ 22 (inteira).

musical ALICE, O MUSICAL Dir. Max Oliveira e Fernando Mariano. Com Natália Foschini, Fernando Mariano, Márcio Godoy Alice está entediada em seu quarto, até que resolve ler um livro. De repente, a ficção vira realidade. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (26), às 16h. R$ 10 (inteira).

CANTA BICHO Dir. Luciano Pontes. Com Carol Levy A atriz conta histórias a partir de trilhas sonoras executadas ao vivo e criadas exclusivamente para cada conto. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (26), às 16h. R$ 10 (inteira).

armatrux mostra eid ribeiro THÁCHT Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Tragicomédia musical sobre a vida de Rafa e Rufo, artistas de variedades que vivem de suas recordações. Zap 18 (r. João Donada, 18, Santa Terezinha). Neste sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 20 (inteira).

NO PIREX Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Boquélia, Bencrófilo, Bonita, Ubaldo e Cinco personagens em volta de uma mesa dão vida a uma história que mais parece um pesadelo cômico. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. (30), sex. (31) e sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 19h. R$ 20 (inteira).


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MÚSICA Batendo continência a Jobim Patrícia A trajetória Cassese de Paula Morelenbaum na música registra u m feito de legado incomensurável: por nada menos que dez anos, a cantora acompanhou, nos palcos e em estúdios, ninguém menos que Antônio Carlos Jobim (1927-1994). A morte do maestro, porém, não fragilizou os laços que a carioca firmou com a obra do autor de pérolas que ecoaram pelo mundo. Não por outro motivo, é a esse manancial que ela volta a recorrer no projeto “Canção do Amor (Totalmente) Demais”, que estreiaria na capital mineira na última sexta (24) e fará uma segunda apresentação neste sábado (25), no Cine Theatro Brasil Vallourec, norteado pelos 60 anos da bossa nova. Mas, mais que se debruçar sobre a lavra jobiniana, Paula Morenbaum, 56, e o diretor artístico do projeto, Pedrinho Alves Madeira, optaram por um recorte: canções que ganharam notoriedade por meio de quatro vozes femininas. São elas: Elizeth Cardoso (1920-1990), Sylvia Telles (1934-1966), Nara Leão (1942-1989) e Astrud Gilberto. Não bastasse o repertório e o ensejo, o espetáculo ainda vai brindar o público com um trio calibrado de músicos, a começar de Cris-

Sáb. 25.ago

THEO BRAGA/DIVULGAÇÃO

Paula Morelenbaum: espetáculo faz homenagem a quatro cantoras ícones da fase inicial do movimento da Bossa Nova

tóvão Bastos ao piano. “É a primeira vez que a gente está se encontrando profissionalmente – e está sendo muito emocionante. Os arranjos são muito bonitos e estamos introduzindo alguns elementos, como o acordéon”, antecipa Paula, que também convidou Guto Wirtti (contrabaixo acústico) e Ricardo Costa (bateria). O set list dá primazia à parceria de Jobim com Vinícius

de Morais, caso de “Chega de Saudade”, “Janelas Abertas”, “Modinha”, “Água de Beber” e “O Morro Não Tem Vez”. Só do poetinha, entrou “Serenata do Adeus”. Já letra e música do maestro, “Outra Vez”. Aliás, sobre essa música, do repertório de Elizeth Cardoso, Paula diz: “São músicas muito tristes, mas que já têm uma levada de bossa nova. ‘Outra Vez’ tem um ritmo dançante, mas a letra é tristíssi-

ma, fala de perda”. Paula lembra que, quando já trabalhava com Jobim, certa vez, na casa dele, estava escutando as músicas do disco “Canção do Amor Demais” (1958), de Elizeth, quando o maestro exclamou: “Puxa, como eu era triste essa época”. Na verdade, pontua ela, neste período ainda se detectava uma herança de uma música brasileira em tons mais outonais, que a bossa nova tratou

de quebrar. O próprio cantar das outras três artistas reverenciadas já aponta os caminhos da MPB da época, “embora Sylvia Telles tenha tido uma morte precoce”. Já Astrud Gilberto (que atualmente reside na Filadélfia, EUA), lembra Paula, cantava “quase falando”. “Acho – mas, atenção, é o meu ponto de vista – que ela canta como se não tivesse o menor compromisso. E essa atitude

é muito interessante. Nara Leão também. Antes de entrar para um lado mais político, ela também tinha esse jeito de cantar, com o qual me identifico”, salienta Paula. A cantora frisa que todo o repertório é de seu apreço, por isso, hesita em escolher uma ou outra música como as de sua predileção. Mas, ao fim, capitula: “’As Praias Desertas’ é uma música que amo, é muito impressionista. E ‘Grande Amor’, um samba muito sofisticado”. Em tempo: além desse espetáculo, o projeto Bossarenova Trio, que ela compõe junto aos músicos alemães Joo Kraus e Ralf Schmid, lança, em novembro, novo disco na Europa (no Brasil, em 2019). “Nele, Jobim ainda é a tônica, mas também entram outros compositores, como Ivan Lins, Egberto Gismonti...”. Paula também segue viajando com o marido, o violoncelista Jaques Morelenbaum, a bordo do repertório do projeto “Omaggio a Jobim – Live in Itália”. “Ou seja, tenho vivido Jobim de todas as formas. Estou sempre voltando a ele”, conclui.

Canção do Amor >(Totalmente) Demais Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça Sete). Neste sábado (24), 21h. R$ 50 (inteira)

A potência do canto de Amud Qui. 30.ago.

KARLA PESSOA/DIVULGAÇÃO

Thiago Amud celebra retorno a BH, onde fez “muitos bons amigos”

A bordo do repertório do recentíssimo “O Cinema Que o Sol Não Apaga”, seu terceiro disco de carreira, Thiago Amud volta a Belo Horizonte como convidado do projeto “Salve o Compositor!”, que acontece no Sesc Palladium na próxima quinta (30), às 21h. Munido de seu violão, o carioca, hoje com 38 anos, desfila sua nova (e potente) lavra, à exceção apenas de uma faixa. “ ‘2022’ acabou não entrando. Por conta de sua carga pesada (profecia e bad trip), tenho que me preparar mais para levá-la ao palco. Mas todas as demais 15 (faixas) estão, além de uma inédita e de outra mais antiga”, conta. Entre as pepitas, está “A Mais Bela Cena”, que inclui o verso no qual ele se inspirou para batizar o álbum. “A cena do filme ‘Rio, Zona Norte’ (Nelson Pereira dos Santos, 1957) à qual me refiro na letra ultrapassou a distante década em que foi rodada. E trouxe a mim tanta delicadeza que me pa-

receu que traduzi-la era, no mínimo, exigir que cada um de nós se responsabilize de novo e de novo por uma renovação na vontade de criar o Brasil, de fazê-lo ainda habitável”, analisa. A faixa “Cinema Russo”, por sua vez, representaria o avesso. “A voz de onde vem essa canção é distante de tudo, desolada. Não há Brasil, não há povo, não há participação: há somente o fluir do tempo, como nos filmes do (diretor russo Andrei ) Tarkovsky (1932 – 1986)”. Desnecessário dizer que a música de Amud reverbera uma série de questões pulsantes nos dias atuais. “Tudo isso me afeta, sim. Nos discos e shows que faço, isso aparece de muitas formas. Quando vejo o momento político brasileiro, parece-me que conteúdos messiânicos muito poderosos e perigosos foram liberados e não temos grandeza de espírito para acolher, simbolizar e transformar o impacto dessa carga. E as redes

sociais, onde todos nós estamos pura e simplesmente por narcisismo, nos roubam tempo e a mínima capacidade de concentração para que possamos começar a entender o que de fato está se passando”, entende o artista. Inquieto, Amud é preciso ao apontar o que lhe traz desalento nos dias atuais. “Os mimetismos à solta me desesperam”. Mas o moço retorna ao lugar da esperança quando vê alguém que “não se deixou pegar por essas malhas miméticas”. “Alguém que, portanto, conserva algum espanto original, algum silêncio que é alegria. Podem ser pessoas organizadas ou desorganizadas, não importa. Podem ser artistas ou não. Ateus ou religiosos. Esses são meus amigos”, finaliza. (Patrícia Cassese)

> Thiago Amud

Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 30 (quinta), às 20h. R$ 20 (inteira).


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MÚSICA Uma ‘Ursal’ dos trovadores João H. A hipotética Motta (*) União das Repúblicas Socialistas da América Latina – Ursal gerou alguns dos memes mais reproduzidos nas últimas semanas, após a citação da sigla no primeiro debate dos candidatos à eleição presidencial deste ano. Mas, para além da piada, o que marcaria a ideia da Ursal – sigla criada em 2001, por uma socióloga (Maria Lucia Victor Barbosa), de forma irônica – seria a integração da América Latina. E por uma dessas coincidências do destino, Minas Gerais recebe, a partir da próxima quinta (30), a oitava edição do “Dándole Cuerda”, festival de cantautores latino-americanos. Pela primeira vez no Brasil, o evento aporta inicialmente em Pará de Minas, no dia 30. No dia seguinte, a trupe vem a BH e encerra a programação

sábado (25) BREVE FESTIVAL Pabllo Vittar, Mano Brown, Djonga, Carne Doce e mais. Mirante Beagá (r. Gabriela de Melo, s/n, Olhos D’Água). Às 15h. R$ 140 (inteira, diário)

RE-UNI Fábio Della e convidados em show de lançamento do novo disco do músico. Abertura com Borba.

em Moeda, nos dias 1º e 2 de setembro. Outra semelhança entre o festival de canções autorais e a “teoria da conspiração” Ursal é o símbolo do “Dándole Cuerda”: o mapa da América Central e do Sul invertidos. Giancarlo Bolla, anfitrião da edição brasileira, brinca: “A gente até riu ao ver o ursinho rosa ao lado do mapa invertido (referindo-se ao meme). “No nosso caso, uma referência à obra ‘América Invertida’ (1943), do uruguaio Joaquim Torres García, que simboliza que ‘nosso norte é o sul’, uma forma de valorizar o que temos de bom e bonito aqui na América Latina”. A obra de Torres Garcia propunha um novo paradigma para a América nos meados dos anos 1940: “Não deve haver norte, para nós, senão por oposição ao nosso Sul”, dizia o autor. A relação do festival com o Brasil nasceu no ano passado, quando Giancarlo e a A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 50 (porta)

LUÍSA LACERDA E GIOVANNI IASE Artistas se juntam em formato intimista com voz e violão. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 19h. R$ 20

FESTIVAL ORQUESTRANDO Recital de Inverno traz programação

Sáb. 1º.set.

GLÓRIA MAIA/JOAO LUCAS SALGADO MACHADO/DIVULGAÇÃO

O festival também vai ganhar um registro com a coletânea das canções do repertório

cantora mineira Sol Bueno, a outra anfitriã, participaram da edição Arequipa, no Peru. “A delegação de cantautores convidada em uma edição deve se comprometer a realizar a próxima”, explica Giancarlo. Em sua primeira edição no Brasil, a mostra vai contar com 15 participantes ori-

ginários de oito países: além dos locais, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Uruguai e Nicarágua. Gente como Cecilia Concha-Laborde, Fábian Meneses e a belo-horizontina Maíra Baldaia. O evento prevê apresentações com o repertório de cada artista intercalado. Pa-

ra os organizadores, o espírito do trovador e as temáticas da vida social do continente são o fio condutor a nortear os convidados.

diversificada na praça JK. Praça JK (av. dos Bandeirantes, Sion). APartir das 9h. Entrada gratuita

CORO DE COBRAS

nários). Às 20h. R$ 30 (inteira)

domingo (26) BREVE FESTIVAL Caetano Veloso e filhos, Baiana System, Rincon Sapiência, Luedji Luna e mais. Mirante Beagá (r. Gabriela de Melo, s/n, Olhos D’Água). Às 15h. R$ 140 (inteira, diário)

Próxima edição do programa “Música na Capela” recebe o Coral Coro de Cobras. Casa Fiat de Cultura (pça da Liberdade, 10, Funcionários). Às 11h. Entrada gratuita

quarta (29)

VOZES FEMININAS Recursos obtidos por meio do edital Música Minas viabilizaram a realização desta edição do festival.

SINFÔNICA E LÍRICO EM CONCERTO Série dedicada a Tchaikovsky. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20

quinta (30)

ORQUESTRA OPUS Concerto em homenagem à obra de Michael Jackson. CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcio-

MOZÃO MUNIZ Cantor belo-horizontina apresenta suas composições em formato intimista no

Mas Sol Bueno lembra que a curadoria precisava preencher uma lacuna detectada nas edições anteriores: a falta de representatividade feminina. Segundo Sol, ano passado, apenas três mulheres foram selecionadas, o que gerou um incômodo. Por esse motivo, neste ano, para oficializar sua inscrição, cada delegação deveria indicar uma cantautora. “São oito homens e sete mulheres. Discutir isso em um ambiente latino- americano foi importante para refletirmos sobre como estão sendo pensadas as questões de representatividade nos festivais e nas produções dos outros países”, pontua ela. * Sob supervisão de Patrícia Cassese

> Dándole Cuerda

Festival latino-americano de cantautores. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Dia 31 (sábado), às 19h e às 21h. R$ 20 (inteira). Programação completa: dandolecuerda.com

show “Motivos”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)

sexta (31) FESTIVAL CULTURAL DO MERCADO Show com Clube do Choro. Mercado Central (av. Augusto de Lima, 744, centro). Às 18h30. Entrada gratuita

PAULO RAPOPORT/DIVULGAÇÃO

Mano a Mano reúne 7 Projeto artistas na capital A cantora Mônica Salmaso, a Orquestra de Câmara Sesiminas e o músico Dudu do Cavaco se reúnem no Teatro Sesiminas para interpretar clássicos da MPB, em um show criado e dirigido por Pedrinho Alves Madeira. O objetivo é arrecadar recursos para ações do Instituto Mano Down Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) Quando Dia 29 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 180 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).

AKIKA ANTUNES/DIVULGAÇÃO

Ilumiara promove 6 Grupo apresentações gratuitas Dedicado à pesquisa musical de tradições populares, o grupo apresenta um repertório de cantos de trabalho que refletem o cotidiano de comunidades de várias partes do Brasil. O grupo faz shows nos dias 25, 26 e 27, às 10h no Centro Cultural Urucuia, às 16h no Grupo Cultural Meninas de Sinhá e às 9h15 na Secretaria de Saúde da PBH Mais informações facebook.com/ilumiara


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MÚSICA

Um abraço do erudito no popular Raphael A história Vidigal de um poderoso rei da Babilônia trazia cenas de sangue, amor e revolução. Ainda sem conhecer o enredo, Thiago Arancam, 36, se encantou, na infância, pelo mais famoso coro da ópera “Nabucco”, composta por Giuseppe Verdi (1813-1901) em 1842. O nacionalismo italiano de “Va, Pensiero” logo arrebatou o garoto nas aulas do coral infantil que ele frequentava em São Paulo, onde nasceu. “Era fascinante ouvir aquilo em italiano, a língua que o meu bisavô falava”, recorda o entrevistado. Depois de rodar o mundo com óperas e shows na Itália, Polônia, Alemanha, Canadá, Rússia, França, Emirados Árabes, Reino Unido e outros, foi Arancam quem sentiu a necessidade de se reconectar com suas origens. Morando fo-

ra do Brasil desde 2004, ele voltou a fixar residência no país este ano. “O calor do público aqui é diferente, ele sempre responde à nossa entrega”, assegura. No próximo sábado (1), o cantor lírico se apresenta em Belo Horizonte com o espetáculo “Bela Primavera”, fruto do disco homônimo lançado em 2016. A intenção é, justamente, unir a potente voz de tenor a canções do universo popular, sem dispensar a presença orquestral. Ao todo, 14 músicos o acompanham no palco. “Esse trabalho nasceu de um processo de transição, da minha vontade de querer popularizar, mas sem dar um salto repentino, então busquei clássicos que se adequavam bem à minha voz, com uma base pop rasgando, e elementos sinfônicos, como fuga e tocata”, afirma. No repertório de 22 músicas há espaço para Queen, U2, Leonard Cohen,

Sáb. 1. set

NOVO PALCO/DIVULGAÇÃO

Ópera-pop

Thiago Arancam apresenta na capital o show “Bela Primavera”

Giacomo Puccini e Paula Fernandes, que assina a faixa-título do álbum. “É emoção do início ao fim, uma porrada atrás da outra”, afiança o cantor, que viveu uma experiência inédita com a canção “Delirio”. Na parceria em espanhol feita com Maycon Ananias e Jor-

ge Zárath, ele se tornou compositor. “O meu time é o da interpretação, mas admiro alguns compositores, por exemplo, muitas canções eruditas de Puccini e Verdi têm melodias populares, sem falar de Caetano (Veloso), Chico Buarque e (Gil-

berto) Gil, que são mestres da poesia”, exalta Arancam, que admite ter sido picado pelo “bichinho da composição”. “Estou desenvolvendo outras músicas, sobre a questão da paternidade. O que me inspira é a vida, o amor e o cotidiano”, afirma. A superação das barrei-

ras entre o erudito e o popular é outra questão que sensibiliza o músico, que define a atual turnê como pop-ópera. “Não vejo porque limitar a experiência da música. O que une todos os estilos é a emoção, o fato de te lembrar uma viagem, uma pessoa, um animal de estimação, um momento. Quando a música te toca ela te conecta com sua alma”, afiança. Essa emoção ele admite sentir com a música mineira. Aluno do coral do Liceu Coração de Jesus, na capital paulista, ele se lembra de ter tido um professor de Araxá. Por conta disso, gravou na memória a música que o maestro sempre tocava. “Me vêm à cabeça os versos: ‘Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais’. A melodia é um carinho no ouvido”, diz.

> Bela Primavera

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dia 1 (sábado), às 21h. A partir de R$ 50 (inteira).


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CINEMA CineBH: hora de se programar Ter. a dom. 28.ago a 2.set

FOTOS CINEBH/DIVULGAÇÃO

“Os Embalos de Sábado à Noite”: exibição na praça

O longa “La Flor”, uma das produções do El Pampero Cine

Ney Matogrosso está no elenco do filme “Sol Alegria”

De um evento já tradicional na cidade, não se esperaria menos que, a cada nova edição, a produção se empenhasse em mimar o público com novidades. No caso do 12º CineBH, o desafio foi levado a sério. E o difícil, agora, vai ser o espectador se desdobrar para conseguir conferir todas as atrações programadas. Para se ter uma ideia, o evento, que se inicia na próxima terça (28), seguindo até o domingo (2/9), prevê de uma recriação da era das discotecas em plena praça Duque de Caxias a premières (como a de “Espera”, novo filme de Cao Guimarães), passando por presenças ilustres (como a de Ney Matogrosso) e exibição de pérolas, como o premiado “La Flor”, de Mariano Llinás, selecionado para

horas de duração, portanto, o filme será dividido em três sessões ao longo da mostra. Detalhe: toda a programação é oferecida gratuitamente ao público. A abertura do evento foi delegada à pré-estreia de “Sol Alegria”, de Tavinho Teixeira, com a presença do cantor Ney Matogrosso, que participa do filme.

1978. Os outros títulos são: “Superman – O Filme” (Richard Donner, 1978), “O Submarino Amarelo” (George Dunning, 1968) e “Corra que a Polícia Vem Aí!” (David Zucker, 1988). No caso da “grande boate na praça”, como define Raquel, o comando foi delegado à companhia teatral Toda Deseo. O CineBH exibe, ainda, filmes de dois diretores – Aly

Patrícia Cassese

o Festival de Locarno. Ao todo, são 75 filmes nacionais e internacionais, em pré-estreias e retrospectivas (27 longas, três médias e 45 curtas), somando 44 sessões. São títulos de 13 Estados brasileiros e de 13 países, de Cuba ao Qatar. Mas sim, há um veio principal explorado pela curadoria. “Estamos destacando a chancela do que seria o cinema latino-americano. E, por meio dessa temática (batizada de “Pontes Latino-Americanas”), vamos destacar uma produtora argentina, a El Pampero Cine, que está indo na contramão do cinema industrializado”, aponta Raquel Hallak, coordenadora da mostra. Fundada em 2012, a El Pampero terá dois de seus títulos exibidos aqui: além de “La Flor”, “La Mujer de los Perros” (2015), de Laura Citarella, diretora que, aliás, virá a BH. Vale destacar que “La Flor” tem nada menos que 14

CENTRAL Entre as novidades, destaca-se a Central do Cinema, espaço cenográfico instalado nas dependências da Fundação Clóvis Salgado, e que abrigará cine-café, cine-loja, cine-lounge e afins. O Cine Humberto Mauro, claro, integrará o rol de locais de exibição, que também abarca outros espaços da FCS, além do Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec, Sesiminas, MIS Santa Tereza e praça Duque de Caxias – aliás, a citada (no início da matéria) discoteFLÁVIO TAVARES/DIVULGAÇÃO

Cinema para Todos, organizada pela MAX, leva 6 Mostra grandes clássicos do cinema para a Praça da Estação Entre os dias 28 de agosto e 1° de setembro, a Praça da Estação se transforma num grande cinema a céu aberto. A mostra “Cinema para Todos” é um dos destaques da programação da Minas Gerais Audiovisual Expo (MAX) 2018, que acontece entre os dias 29 e 1° no Expominas. A mostra exibe seis filmes, na seguinte ordem: “Marinheiro de Encomenda” (de 1928, com trilha sonora executada ao vivo pela Orquestra de Câmara Sesiminas), “Pulp Fiction” (1995), “Forrest Gump” (1994) e, no sábado (1º) haverá uma programação infanto-juvenil com a exibição dos filmes “O Menino e o Mundo” (2014) e “O Pequeno Príncipe” (2015). “Nós escolhemos filmes que têm grande apelo popular. O principal objetivo é tecer uma ação de democratização da cultura e o fio que liga todas essas obras é o fato delas terem trilhas sonoras marcantes”, explica Manoel Castello Branco, um dos curadores. Onde Praça da Estação Quando Dias 28 a 31, às 19h; dia 1°, às 18h30 e às 20h30 Quanto Gratuito

ca entra em cena a bordo do projeto “Clássicos na Praça”, no caso, como desdobramento da exibição de “Embalos de Sábado à Noite”, um dos quatro títulos selecionados neste recorte. “Vamos exibir filmes que estão completando 30, 40 ou 50 anos, em sessões para até 500 pessoas”, diz Raquel. O filme de John Badham que catapultou John Travolta à fama estreou no Brasil em

Muritiba e Gustavo Pizzi – que participaram, em outras edições do CineBH, da mostra Cine Mundi e, graças a ela, realizaram, por meio de coprodução internacional, os filmes “Ferrugem” e “Benzinho”, respectivamente.

> Mostra Cine BH

De terça (28/8) a domingo (2/9). Confira programação no site cinebh.com.br ou, ainda, facebook (cinebh, brasilcinemundi, universoproducao)


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CINEMA Atenção! A programação abaixo refre-se a este fim de semana, dias 25 (sábado) e 26 (domingo)

estreias CAFÉ COM CANELA (Brasil, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Ary Rosa, Glenda Nicácio. Com Valdinéia Soriano, Aline Brune, Babu Santana. Após perder o filho, Margarida vive isolada da sociedade. Um dia, Violeta, uma ex-aluna, bate à sua porta e assume a missão de devolver um pouco de luz àquela pessoa. Belas 3: 11h(*)(somente sábado), 15h30, 19h30 (*) Clube do professor. Sessão somente para professores cadastrados

ESCOBAR - A TRAIÇÃO (Loving Pablo, Espanha, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Fernando León de Aranoa. Com Javier Bardem, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard. Uma jornalista engata um relacionamento com Pablo Escobar. Belas 1: 16h30. 21h30 BH Shopping 9: 13h10, 16h, 18h50, 22h Boulevard 1: 16h20, 21h15 Diamond 1: 13h, 15h50, 18h40, 21h30 Pátio Savassi 7: 12h, 15h, 18h15 Ponteio 3: 14h, 16h30, 21h10 Ponteio Premier: 18h45

GAUGUIN - VIAGEM AO TAITI (Gauguin - Voyage de Tahiti, França, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Edouard Deluc. Com Vincent Cassel, Malik Zidi, Tuheï Adams. No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele conhece Tehura, tema das suas telas mais importantes.

Belas 1: 14h, 19h Ponteio 4: 16h30, 21h

MEDO VIRAL (*) (Bedeviled, EUA, 2018, 1h31, 14 anos) Dir. Abel Vang, Burlee Vang. Com Saxon Sharbino, Bonnie Morgan, Brandon Soo Hoo. Depois de baixarem um aplicativo misterioso, um grupo de amigos começam a serem aterrorizados por uma entidade. Del Rey 4: 16h30, 20h40, 22h30 (somente sábado) Monte Carmo 5: 17h, 21h10 Via Shopping 3: 16h50, 21h10

Alemanha, França, 2018, 1h46, 12 anos) Dir. Georges Gachot. Georges Gachot desembarca no Rio de Janeiro em busca de João Gilberto. Ponteio 4: 14h20, 18h50

SLENDER MAN - PESADELO SEM ROSTO (Slender Man, EUA, 2018, 1h34, 12 anos) Dir. Sylvain White. Com Joey King, Jaz Sinclair, Julia Goldani Telles. Segundo o folclore, “Slender man” é homem muito alto, magro e sem rosto que persegue e

sequestra pessoas. BH Shopping 8: 15h(*), 17h30, 19h50, 22h20 Big Shopping 5: 15h, 16h55, 18h45, 20h35 (*) Boulevard 5: 15h25(*), 19h15(*), 21h10 Cidade 6: 12h (somente domingo), 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*) Contagem 4: 14h50(*), 16h50, 18h50(*), 20h50(*) Del Rey 2: 14h50(*), 16h50, 19h(*), 20h50, 22h40(somente sábado)(*) Itaú Power 6: 15h10, 17h10, 19h10, LIONSGATE/DIVULGAÇÃO

21h10 (*) Minas 4: 15h35, 17h30, 19h25, 21h20 (*) Monte Carmo 3: 14h40(*), 16h40(*), 18h40, 20h40(*) Pampulha 2: 15h25(*), 17h25, 19h25(*), 21h25(*) Partage Shopping Betim 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Pátio Savassi 5: 13h, 15h30, 18h, 20h30 Shopping Estação 3: 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (*) Shopping Estação 5: 20h, 22h20(*) Shopping Norte 2: 15h, 16h55, 18h45, 20h35 (*) Via Shopping 5: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*)

(*) Sessões dubladas (*) Sessões dubladas

MEU EX É UM ESPIÃO (The Spy Who Dumped Me, EUA, 2018, 1h57, 12 anos) Dir. Susanna Fogel. Com Mila Kunis, Justin Theroux, Kate McKinnon. Duas melhores amigas resolvem espionar o ex-namorado de uma delas, um agente secreto. BH Shopping 1: 12h50(*), 18h40, 21h30 Boulevard 2: 16h30, 18h50, 21h10 Cidade 3: 11h50(*)(somente domingo), 14h(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Contagem 5: 14h(*), 16h20(*), 18h40(*), 21h10 Del Rey 5: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50, 23h (somente sábado) Diamond 4: 15h40, 18h15, 20h50 Itaú Power 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Minas 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Pampulha 3: 14h25(*), 16h40(*), 18h55, 21h15(*) Paragem 2: 14h15, 16h35, 18h55, 21h15 Partage Shopping Betim 6: 13h, 15h50, 18h40, 21h30 (*) Pátio Savassi 8: 13h10, 15h50, 18h50, 21h50 Shopping Estação 1: 13h20(*), 16h(*), 18h30(*), 21h (*) Sessões dubladas

ONDE ESTÁ VOCÊ, JOÃO GILBERTO? (Where Are You, João Gilberto?, Suiça/

TE PEGUEI! (Tag, EUA, 2018, 1h41, 16 anos) Dir. Jeff Tomsic. Com Ed Helms, Annabelle Wallis, Jake Johnson. Um pequeno grupo de ex-colegas de classe organizam um elaborado jogo. Neste ano, no casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão de tudo para derrubá-lo. BH Shopping 4: 14h30, 17h, 19h30, 22h10 Pátio Savassi 1: 14h30, 17h05, 20h50

em cartaz ANA E VITÓRIA

Amizade

No longa, Mila Kunis e Kate McKinnon se juntam para espionar um agente secreto procurado

(Brasil, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Ana Caetano, Vitória Falcão, Victor Lamoglia. Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla. As duas precisam aprender a lidar com a fama. BH Shopping 10: 14h, 16h40 Cidade 1: 16h50 Del Rey 7: 14h40 Pátio Savassi 2: 13h40, 16h20, 19h

O ANIMAL CORDIAL (Brasil, 2018, 1h39, 18 anos) Dir. Gabriela Amaral Almeida. Com Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes. Inácio é o dono de um restaurante de classe média que vive um assalto. Em

meio ao tumulto, ele precisa defender os funcionários e clientes. Belas 3: 17h30

CHRISTOPHER ROBIN – UM REENCONTRO INESQUECÍVEL (*) (Christopher Robin, EUA, 2018, 1h44, livre) Dir. Marc Forster. Com Ewan McGregor, Hayley Atwell, Mark Gatiss. Christopher Robin cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância irão ajudá-lo. BH Shopping 5: 15h40, 18h10, 20h40 Big Shopping 4: 16h20, 18h20 Boulevard 4: 16h20 Cidade 5: 16h30, 21h Contagem 8: 16h40 Del Rey 6: 14h Diamond 3: 12h, 14h40, 17h20, 20h20 (sessão legendada) Minas 6: 16h20 Pampulha 5: 17h, 21h05 Shopping Estação 2: 19h40 (*) Sessões dubladas

FÁTIMA, O ÚLTIMO MISTÉRIO (Fátima, el Último Misterio, Espanha, 2018, 1h20, 10 anos) Dir. Andrés Garrigó. Investigação sobre as aparições de Fátima. BH Shopping 6: 14h10, 16h20, 18h30 (sessões dubladas)

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (*) (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como superherói quanto como pai. Cidade 8: 16h30 Contagem 3: 16h30 e 21h20 Via Shopping 2: 14h20 Monte Carmo 5: 18h50 (*) Sessões dubladas


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 a 31 de agosto de 2018

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CINEMA LEITE FILMES/DIVULGAÇÃO

HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula vai passar férias em um navio. Ele se encanta pela comandante que esconde um segredo. Betim 3: 18h20 BH Shopping 10: 11h45, 19h20 Boulevard 5: 13h30 Cidade 2: 14h30, 18h30 Contagem 8: 14h40, 18h50 Del Rey 1: 14h Itaú Power 1: 13h45, 18h40 Minas 5: 14h, 18h50 Paragem 3: 15h, 17h, 19h Monte Carmo 4: 14h30, 18h50 Pampulha 5: 15h, 19h05 Partage Shopping Betim 2: 14h40, 17h, 19h30 Shopping Estação 2: 13h, 15h, 17h20 Shopping Norte 3: 15h30 Via Shopping 2: 16h40, 18h40 Sessão 3D: Big Shopping 1: 16h30 (*) Sessões dubladas

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime. Roberto terá que cuidar das crianças. Betim 3: 15h Big Shopping 3: 18h10 Boulevard 1: 13h50, 18h45 Cidade 5: 13h40, 18h40 Contagem 3: 14h, 18h50 Del Rey 6: 16h, 18h20 Itaú Power 2: 14h, 18h40 Minas 6: 13h50, 18h30 Monte Carmo 1: 14h Paragem 5: 18h45 Partage Shopping Betim 5: 15h10 Shopping Estação 5: 14h, 17h Shopping Norte 2: 17h30 Via Shopping 3: 14h20, 18h50 (*) Sessões dubladas

MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO! (Mamma Mia! Here We Go Again, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Ol Parker. Com Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep. Um ano após a morte de Donna, sua filha Sophie está prestes a reinaugurar o hotel da mãe. Boulevard 3: 16h Contagem 8: 20h50 (*) Diamond 6: 19h e 21h50 Paragem 3: 21h Pátio Savassi 2: 21h40 Pátio Savassi 6: 15h40, 18h30, 21h30 Ponteio 2: 16h10 (*) Sessões dubladas

MEGATUBARÃO (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson. Um submarino foi atacado por uma criatura gigantesca, a qual se pensava estar extinta. Big Shopping 3: 15h50, 20h30 (*) Boulevard 4: 14h, 20h40 Cidade 4: 16h10, 18h30, 20h50 (*) Contagem 1: 16h20, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 1: 18h30(*), 20h40 Del Rey 1: 18h30(*), 20h40, 22h50(*) Itaú Power 5: 14h, 16h30, 19h, 21h15 (*) Minas 1: 16h10, 18h30, 20h50 (*) Monte Carmo 4: 16h30, 21h (*) Pampulha 1: 14h40, 19h (*) Paragem 5: 16h30(*), 21h15 Partage Shopping Betim 2: 21h50 (*) Partage Shopping Betim 4: 14h, 16h30, 19h10, 22h20 (*) Pátio Savassi 7: 21h15 Shopping Norte 5: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 4: 14h, 16h20, 18h50, 21h10 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h50(*), 16h30, 19h10, 21h50 Big Shopping 1: 18h40, 20h50 (*) Cidade 4: 13h50 (*) Contagem 1: 14h (*) Del Rey 1: 16h10 (*) Diamond 5: 13h30, 19h20, 22h Minas 1: 13h50 (*) Pampulha 1: 16h50, 21h10 (*) Pátio Savassi 3: 19h20 (*) Sessões dubladas

MENTES SOMBRIAS (The Darkest Minds, EUA, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Jennifer Yuh Nelson. Com Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Mandy

Moore. Em um mundo apocalíptico, alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. BH Shopping 10: 21h40 BH Shopping 6: 20h30 Boulevard 3: 13h50 (*) Boulevard 4: 18h30 Cidade 8: 14h20, 18h50, 21h10 (*) Del Rey 4: 14h20, 18h30 Itaú Power 2: 16h30, 21h10 (*) Minas 4: 13h30 (*) Minas 6: 21h (*) Pátio Savassi 4: 14h

Neste sábado (25) 19h “Cidade Baixa” (Brasil, 2005, 1h40) Dir. Sérgio Machado Domingo (26) 17h A Dona da História (Brasil, 2004, 1h24) Dir. Daniel Filho 19h “O Céu de Suely” (Brasil, 2006, 1h28) Dir. Karim Aïnouz

CINE DIVERSIDADE (*) (*) Sessões dubladas Terça-feira (28) 19h30 “Vestidas de Noiva” (Brasil, 2015, 50 min) Dir. Fabia Fuzeti, Gabi Torrezani

MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt e o time do IMF unem forças em ação. Betim 3: 20h20 (*) BH Shopping 7: 17h40, 20h50 Big 4: 20h20 (*) Boulevard 3: 18h10, 21h Cidade 2: 20h30 (*) Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h (*) Del Rey 6: 20h50 Itaú Power 1: 15h50, 20h50 (*) Minas 5: 16h, 20h50 (*) Monte Carmo 6: 15h20, 18h10, 20h50 (*) Paragem 5: 13h50 Partage Shopping Betim 5: 18h, 21h20 (*) Shopping Norte 3: 20h30 (*) Via Shopping 2: 20h40 (*) Sessões 3D: Diamond 5: 16h Estação 2: 22h (*) Pátio Savassi 3: 16h10, 22h (*) Sessões dubladas

A OUTRA MULHER (Amoureux de ma femme, França, 2018, 1h24, 12 anos) Dir. Daniel Auteuil. Com Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Sandrine Kiberlain. Ao conhecer a nova namorada de seu melhor amigo, Daniel se pega fantasiando sobre ela. Belas 2: 16h, 19h50 Ponteio 2: 18h40, 20h40

O PROTETOR 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Um empresário coloca uma mulher no carro de Robert McCall. Percebendo que ela foi violentada, McCall resolve ir atrás do tal homem. Betim 1: 13h50, 16h15, 18h40, 21h (*) BH Shopping 3: 11h40, 14h20, 17h10, 20h10 BH Shopping 5: 12h40 Big Shopping 2: 16h, 18h20, 20h40 (*) Boulevard Imax: 14h, 16h20, 18h45, 21h15 Cidade 7: 11h40(somente domingo), 14h, 16h20, 18h45, 21h05 (*) Contagem 2: 13h50(*), 16h10(*), 18h30 e 20h50(*) Del Rey 3: 13h40, 16h20, 18h40, 21h, 23h10 (somente sábado) Diamond 2: 12h20, 15h, 17h50, 21h Itaú Power 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 (*) Minas 3: 13h40, 16h, 18h40, 21h (*) Monte Carmo 1: 16h20(*), 18h45(*), 21h10 Ponteio Premier: 14h, 16h20, 21h10 Pampulha 6: 14h30, 16h50, 19h10, 21h30 (*) Paragem 1: 14h, 16h20, 18h45, 21h10 Partage Shopping Betim 3: 14h20, 17h10, 20h (*) Pátio Savassi 3: 13h30 Pátio Savassi 4: 16h30, 19h30, 22h10 Shopping Estação 6: 15h40, 18h45, 21h40 (*) Shopping Norte 1: 16h, 18h20, 20h40 (*) Via Shopping 1: 13h40, 16h, 18h30, 21h10 (*) (*) Sessões dubladas

UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade, o subdelegado Claudio recebe a ajuda de uma experiente investigadora. Betim 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 BH Shopping 7: 13h, 15h20 Cidade 1: 15h, 19h10, 21h Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 7: 16h50, 18h40, 20h30 Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Diamond 6: 14h, 16h30 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 4: 15h20, 17h20, 19h20, 21h20

(*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Acesso O “Circuito Cinematográfico de Periferia - A quebrada faz cinema” leva oficinas audiovisuais e mostras para comunidades de BH. Confira mais informações em: www.facebook.com/ong.contato Partage Shopping Betim 7: 15h30, 17h50, 20h10, 22h30

TROCA DE RAINHAS (L’Echange des Princesses, França/ Bélgica, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Marc Dugain. Com Lambert Wilson, Anamaria Vartolomei, Olivier Gourmet. Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o regente francês propõe uma troca de princesas. Belas 2: 14h, 17h50 Ponteio 3: 19h

UNICÓRNIO (Brasil, 2018, 2h02, 10 anos) Dir. Eduardo Nunes. Com Bárbara Luz, Patrícia Pillar, Zé Carlos Machado. Quando o pai de Maria deixa sua casa, a menina e sua mãe esperam que ele regresse, mas se entregam aos seus desejos quando seu destino se cruza com um criador de cabras. Belas 3: 21h30 (sessão vitrine: R$ 12 inteira)

16h “A Luz” (ALE-Burkina Faso- FRAMali, 1987, 1h45, 14 anos) Dir. de Souleymane Cissé 18h45 “O Encouraçado Potemkin” (URSS, 1925, 1h15, 14 anos) 20h15 “O Velho e o Novo” (URSS, 1929, 2h01, 18 anos) Dir. Sergei M. Eisenstein, Grigori Aleksandrov Domingo (26) 16h “Alexandre Nevsky” (URSS, 1938, 1h52, 14 anos) 18h “Ivã, O Terrível - Parte 1” (URSS, 1944, 1h49, 16 anos) 20h “Ivã, O Terrível - Parte 2” (URSS, 1h25, 1958, 16 anos) Segunda-feira (27) 15h30 “Que Viva Eisenstein! - 10 Dias que Abalaram o México” (URSS, 2015, 1h45, 189 anos) 17h45 “Que Viva México!” (URSS, 1979, 1h30, 16 anos) 19h30 “A Greve” (URSS, 1925, 1h22, 12 anos) 21h “O Encouraçado Potemkin” (URSS, 1925, 1h15, 14 anos)

VIDAS À DERIVA (Adrift, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Baltasar Kormákur. Com Shailene Woodley, Jeffrey Thomas, Sam Claflin. Tami Oldham e Richard Sharp velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas. Cidade 2: 16h30 (*) Monte Carmo 5: 15h (*) Pátio Savassi 6: 13h20 Ponteio 2: 14h10 (*) Sessões dubladas

VOCÊ NUNCA ESTEVE REALMENTE AQUI (You Were Never Really Here, Reino Unido, França, EUA, 2018, 1h29, 16 anos) Dir. Lynne Ramsay. Com Ekaterina Samsonov , Joaquin Phoenix, John Doman. Um homem resgata mulheres presas em cativeiros. Após uma missão malsucedida, a opinião pública se voltacontra ele. Belas 2: 21h40

sessão especial BUNGO STRAY DOGS: DEAD APPLE (Bungo Stray Dogs: Dead Apple, Japão, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Takuya Igarashi. Uma onda de misteriosos suicídios surge no mundo e todas as vítimas dessa prática têm algo em comum: elas possuem poderes especiais. Belas 3: 17h30

SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA (*) (Sing, EUA/ Japão, 2016, 1h48, livre) Dir. Garth Jennings. O coala Buster cria uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu teatro. BH Shopping 8: 12h30 Diamond 4: 12h50 Partage Shopping Betim 7: 13h10 Pátio Savassi 1: 12h15 (*) Sessões dubladas

mostras EISENSTAEIN (*) Mostra Dedicada ao cineasta soviético Neste sábado (25)

(*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão

TIMELINE #4 - FESTIVAL INTERNACIONAL DE VÍDEO ARTE DE BELO HORIZONTE (*) Neste sábado, (25) 17h Programa 04: Photo Film 2 - O sensual e a reflexão 19h Programa 05: Timeline Vídeos: Seleção de curtas 1 20h Programa 06: Mostra Victor Galvão Domingo (26) 17h Programa 07: Photo Film 3 - Imagem Estratigráfica 19h Programa 08: Timeline Vídeos Seleção de curtas 2 20h Programa 09: Laboratório Experimental de Cine - México (*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (25) 17h “Zé Colmeia - O Filme” (EUA, 2010,1h20) Dir. Eric Brevig

MOSTRA ELAS:MULHERES NO CINEMA BRASILEIRO (*)

CIRCUITO CINEMATOGRÁFICO DE PERIFERIAS (*) Segunda-feira (27) 19h Sessão de Abertura: Exibição do curta “Juventude e Periferia”, de Pablo Gomide, “22”, de Diego Lisboa, “Vênus - Filó, a Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite Ong Contato (r. Pouso Alto, 175, Serra) Terça-feira (28) 19h Curtas: “Égun”, “Oxum”, “Santino e o Bilhete Premiado” Arturos Contagem (Na rua em frente r. da Capelinha, 50 Jardim Vera Cruz II) Quarta-feira (29) 19h “Nada”, de Gabriel Martins; “Chico”, de Marcos Carvalho Pista de skate do Barreiro (av. Afonso Vaz de Melo, 1001, Barreiro) Quinta-feira (30) 20h “O som que vem das ruas”, de Daniel Veloso e Eduardo Zunza; “Quebra Cabeça de Tarik”, de Maria Leite; “Égun”, de Helder Quiroga ARebeldia (r. Desembargador Bráulio, 167, Alto Vera Cruz) Sexta-feira (31) 20h “O som que vem das ruas”, de Daniel Veloso e Eduardo Zunza; “Filme de Rua”, de Ed. Marte, Guilherme Fernandes, Zi Reis, Joanna Ladeira, Daniel Carneiro, Paula Kimo Centro Cultural Venda Nova (r. José Ferreira Santos, 184, Venda Nova)

12ª CINE BH (*) Leia mais na página 23


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estilo ELEIÇÕES >Candidatos à Presidência usam a moda a seu favor para conquistar o eleitorado

Palanque fashion MARCELO CAMARGO/FOTOS PÚBLICAS

do frequentemente no mundo da política de “picolé de chuchu”, surgiu recentemente com produções mais despojadas, com paletó e sem gravata – é possível que sua filha, a blogueira de moda Sophia Alckmin, esteja prestando uma assessoria de moda ao pai durante a campanha eleitoral. Para Miriam Lima, psicanalista e especialista em gestão de imagem e marca pessoal, esse gerenciamento do visual tem a finalidade de adequar as roupas ao biótipo e ao estilo pessoal do candidato, alinhado ao discurso dele. “O político deve expressar o que acredita por meio de sua roupa. Mas o figurino vai ajudar apenas se ele estiver adequado, e aqui não se trata de moda, mas de um estilo condizente com a pessoa e com o que ela deseja comunicar. A palavra-chave é ‘adequação’”, acredita. Quem compartilha da mesma ideia é o consultor de marketing político-eleitoral Leandro Grôppo, que também presta consultorias para o Partido Novo. Para ele, a naturalidade de um candidato é a segredo de seu sucesso. “A imagem é fundamental. Ninguém vai abrir um plano de governo do candidato se a aparência dele for ruim ou negativa”, opina. Ele ainda explica que, em uma campanha da dimensão como a atual, a estratégia do estilo entra no que ele chama de “guerra de percepção”. “O candidato não consegue percorrer todos os lugares do país. Isso significa que a maior parte do eleitorado vai conhecê-lo ou pelo ‘santinho’, ou pela televisão, ou pela internet. Neste momento, o trabalho do marketing é identificar a imagem que o elei-

tor demanda para esse candidato. E isso, evidentemente, passa tanto pela roupa quanto pela estética”, explica ele. CONCORRÊNCIA Miriam explica ainda que os eleitores querem acreditar que o dirigente de uma nação tem “pulso firme e objetivos claros”. “E isso a roupa precisa comunicar”, avalia. Ela cita a presidenciável Marina Silva como exemplo de coerência e, ao mesmo tempo, de uma certa abertura para mudanças, com o visual que passou a exibir recentemente. Mesmo sem abandonar o coque, uma de suas marcas registradas, a candidata agora investe em cores vivas – embora mantenha, em seu guarda-roupa, as peças sóbrias e neutras que costumava vestir. “Ela está usando peças mais folgadas e em tons claros, para aumentar a silhueta, já que ser muito ‘mignon’ não estava sendo bem-visto: era associado a uma política ‘fraca’, eventualmente sem força para administrar uma nação”, explica ela. Vale lembrar que Marina também tem, em seu histórico, a militância em causas ambientais – e isso Geraldo Alckmin (PSDB) com visual mais despojado

MARIELA GUIMARÃES-19.6.2018

Se as eleições presidenciais de 2014 foram marcadas pela polarização, as que acontecem neste ano estão sendo aguardadas com o dobro de ansiedade e ainda em meio a uma série de indefinições. E além do discurso dos candidatos e das movimentações de bastidores, há um componente que acaba atraindo o olhar de analistas – e, claro, dos eleitores: a escolha das roupas. Sim, no jogo eleitoral, a indumentária é tão repleta de significados que muitos presidenciáveis chegam a recorrer a assessorias para analisar as peças que pretendem adotar, a fim de passar credibilidade e, consequentemente, conquistar mais votos. É o caso de Marina Silva (Rede), que entendeu a importância de usar a moda a seu favor. Em sua terceira campanha eleitoral rumo à Presidência, a candidata investiu em uma consultoria de moda para repaginar seu visual e, principalmente, driblar uma eventual imagem de fragilidade que passava por conta de seu porte esguio. Já Geraldo Alckmin (PSDB), que é apelidaLorena K. Martins

Ciro Gomes (PDT) tem visual mais conservador, às vezes abandonando a gravata

costuma estar expresso em seus acessórios, como os colares de sementes confeccionados por ela. “O vestuário será usado a favor do candidato se estiver sustentado pela essência da pessoa, se a roupa comunicar o discurso do político. Cada vez mais, a coerência e a autenticidade contam pontos, seja para um político ou não”, pondera. MENOS FORMALIDADE Miriam também relembrou o figurino de Guilherme Boulos (PSOL) durante o primeiro debate de TV com os candidatos à Presidência da República, no último dia 9. “Assim como em seu material oficial de divulgação da campanha, ele também não usou paletó e gravata na

MARINA SILVA INVESTE EM CONSULTORIA DE MODA Desde julho, sob orientação da stylist brasiliense Clarice Dewes, a candidata Marina Silva (Rede) tem apostado em peças coloridas e largas, que conferem volume à silhueta. “Acho interessante ter volume nas peças, estrutura, o ombro marcado”, diz a consultora, que escolhe as peças em lojas como Fernanda Yamamoto e Satiko Isabel. Marina não usa marcas de fast fashion. “A gente tem esse cuidado por questão ética. Muitas marcas estão envolvidas com trabalho escravo”, diz Clarice. Um exemplo foi o look montado para a convenção da Rede, em Brasília, no dia 4 de agosto. Marina apareceu com uma pantalona escura e uma camisa branca, sem blazer. “Um tailleur ou blazer acaba ficando engessado”, diz Clarice. Algumas características conhecidas da ex-senadora não devem abandoná-la nesta campanha: os colares de sementes (foto à esquerda), feitos por ela, o batom artesanal de beterraba e o indefectível coque, que ela própria arruma todos os dias. (LKM com agências)

ocasião, talvez para comunicar que vai fazer diferente dos demais candidatos, e para estar mais próximo ao eleitor, uma vez que a roupa casual o aproxima do povo”, opina. Já a camisa branca social, aposta comum entre eles, “passa uma mensagem de pureza e limpeza, tão necessária aos políticos em tempos de corrupção”. O pior erro que pode ser cometido por um político, de acordo com Leandro Grôppo, é passar uma imagem falsa, ou seja, tentar ser o que não é. “Trabalhamos com o que o candidato é no dia a dia dele. Se ele é mais formal, não vamos colocá-lo de camisa esportiva, por exemplo. Mas se ele já prefere usar terno, vamos aprimorar isso. A credibilidade é feita de forma natural, e o eleitorado já está vacinado quanto a uma imagem falsa”, acredita. Miriam completa: “Apresentarse com aspecto desleixado nunca é bom. Os eleitores avaliam que um político bem-cuidado também vai cuidar bem do país, e isso não significa ter roupas caras e de grifes, mas de boa qualidade e bem-cuidadas”, finaliza. UARLEN VALÉRIO – 7.7.2018


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Descolada? Manuela D’Ávila (PCdoB), que é cogitada para ser vice numa eventual chapa com Fernando Haddad (PT) caso Lula seja impugnado, investe na formalidade do blazer combinado com camisetas que expressam seus ideais – com escritos como “lute como uma garota”

IGOR ESTRELA/ESTADÃO CONTEÚDO

Jair Bolsonaro (PSL) vai de visual conservador: camisa, gravata colorida e terno bem alinhado

JOAO GODINHO-24.5.2018

MARIELA GUIMARÃES 13.3.2018

Nesta produção, Alvaro Dias (Podemos) optou por blazer e camisa no mesmo tom e abandonou a gravata. “A produção monocromática e escura é bastante sofisticada e atual, mas não o aproxima do eleitor”, opina Miriam.

Blazer em declínio? A julgar pelas primeiras aparições dos candidatos em campanha à Presidência, pode-se dizer que alguns usaram a moda a seu favor com produções ligeiramente mais modernas. Muitos colocam o blazer em stand-by para investir em produções casuais, com camisa social com os punhos à mostra, fórmula já usada pelo ex-presidente norte-americano Barack Obama – que foi muito elogiado. Em contradição, há aqueles com carreiras de anos na política, como Ciro Gomes (PDT) e Henri-

que Meirelles (MDB), que, naturalmente, optam pelo visual mais conservador – leiase camisa branca, com ou sem gravata colorida e terno bem alinhado. Para Miriam Lima, especialista em gestão de imagem e marca pessoal, cada vez mais “os políticos da ala conservadora têm usado roupas mais clássicas, ao passo que os mais progressistas têm procurado flexibilizar o dress code, usando peças casuais, informais ou, pelo menos, sem o tradicional paletó e gravata”, contextualiza. Mas quem opta por abandonar o blazer e arregaçar as

mangas precisa ter ciência de que esse artifício embute uma mensagem. “O abandono do blazer representa um elemento de comunicação. Sendo assim, é uma forma de estabelecer uma confiança com aqueles que não usam essa peça. Mas, se você usa blazer todo dia e começa a usar uma camiseta, por exemplo, pode soar negativo e transmitir uma certa perda de personalidade”, explica Clarice Dewes, consultora de imagem e estilo pessoal, também responsável pela repaginação do visual de Marina Silva. NELSON ALMEIDA/AFP

“Roupa casual o aproxima do povo”, acredita Miriam Lima, especialista em gestão de imagem sobre Guilherme Boulos (PSOL)

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NELSON ALMEIDA/AFP

Henrique Meirelles (MDB) opta por um visual conservador. “A velha camisa social branca tem sido uma boa opção para acompanhar o blazer, pois a cor passa a mensagem de pureza e limpeza, tão necessária aos políticos em tempos de corrupção”, diz Miriam Lima, especialista em imagem.


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VITRINE

Agora fiquei doce princesa 6 Look Visual inspirado

Aposta forte para a temporada, as chamadas ‘candy colors’ trazem uma tonalidade delicada aos looks

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As cores demasiadamente quentes e vibrantes costumam ser bem comuns em uma cartela de tons pensada especialmente para o verão. Entretanto, as nuances bem clarinhas também entram como uma das favoritas para a estação quente, assim com tem acontecido neste inverno. A proposta das cores adocicadas – está aí o motivo de serem carinhosamente apelidadas de candy colors – foi apresentada por grande parte das coleções. O rosa millennial e o lavanda foram, sobretudo, as tonalidades mais exploradas, principalmente neste inverno, colorindo peças de alfaiataria como casacos e camisas. No mesmo embalo, as peças selecionadas a seguir te convidam a passear tranquilamente entre tons rosinhas, amarelos e lilases para até mesmo apostar, por que não, em produções totalmente monocromáticas? Vá sem medo!

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Do tamanho de nossa felicidade HÉLVIO

esde que eu me entendo por gente, as vacas das fazendas vizinhas nunca respeitaram as cercas. Nossa casa era naturalmente a continuação de suas pastagens. Contanto que se mantivessem para os lados da pedreira, não havia problema, o que elas não podiam fazer era se aproximar da gente, principalmente acompanhadas por suas crias. Minha mãe sempre dizia: – Nunca cheguem perto de vaca com bezerro! Seu pânico tinha razão de ser, pois, quando menina, correu muito de vaca brava, as vacas da fazenda de meu bisavô. E nos conta divertida que até de vaca morta ela já correu. A vaca morreu no pasto, fizeram um buraco na terra e a deixaram lá. No dia seguinte, sua barriga havia inchado tanto que parecia uma bola despontando do lado de fora. Olhando aquela cena, minha mãe, ainda menina, resolveu pular em cima. E a barriga foi esvaziando, enquanto a vaca, morta, mugia. Gritando muito, em pânico, minha mãe custou a sair do buraco. E nunca mais quis saber de vacas, nem mortas, nem vivas.

D

A natureza e os bichos sempre foram marcantes em minha família. Eu e meus irmãos crescíamos cada um de seu jeito. Eu, curiosa e demasiadamente ligada ao meio em que vivia. Paulo, o grande amigo dos animais. Virgílio, além de cuidar da cachorrada, era o “cientista” da casa, com mania de borboletas, sapos dissecados e outras maluquices. Assim como o nosso tio, professor, escritor, cientista e colecionador de libélulas, Ângelo Machado, que morava ao lado. Na Vila Paulo, como era conhecida nossa casa, havia um barranco enorme. Um dia, meu irmão Paulo, junto com meus primos, resolveu passar um susto na família. Lambrecado de ketchup, foi para o alto do barranco e começou a gritar, enquanto os cachorros latiam enlouquecidos. – Socooooorro! A vaca! Socooooorro! Ugh... Sooo... Agh! Claro que minha mãe, ao escutar os gritos, na hora de subir o morro, ficou sem forças e, desfalecida, caiu lá de cima. Mas não foi só minha mãe que caiu desse barranco. Que eu me lembre, também Rosinha, nossa vaquinha jérsei, quase se quebrou toda num tombo horroroso. Além de proporcionar quedas e acidentes, o barranco também

teve para nós certa utilidade. Do alto dele descia o “estrupício”, uma geringonça inventada por meu tio que, durante muito tempo, nos divertiu. O estrupício era feito por um cabo de aço amarrado ao tronco de uma mangueira, no alto do barranco. O cabo, por onde corria uma roldana, descia até o pé de jatobá, embaixo do barranco. Descíamos pendurados naquilo como se fosse o melhor brinquedo do mundo! Verdadeiros trapezistas em nosso “circo” particular. Só havia um problema: não conseguimos inventar um freio que evitasse o choque frontal com os galhos e troncos. Tudo bem, um arranhão a mais ou a menos não ia fazer nenhuma diferença em meio aos milhões de machucadinhos e machucadões que normalmente carregávamos. O tamanho de nossa felicidade estava diretamente ligado à quantidade de machucados e esfolamentos que tínhamos, pois estes eram a maior prova de que éramos ativos e, principalmente, de que éramos felizes. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha CLEITON THIELE/SERRAPRESS

W Costa Rica. Aventura por rios, vulcões e praias caribenhas. Páginas 4 e 5 W Bagagem. Como arrumar a mala perfeita para a sua viagem. Páginas 10 e 11

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 25/8/2018

Espetáculo de luz

A partir de segunda-feira, já estarão à venda ingressos para a 33ª edição da festa de Natal de Gramado. Páginas 6, 7, 8 e 9.


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de agosto de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W Novidades e mudanças em resort alagoano O Grupo Pratagy anunciou no último dia 14, em jantar para agentes e operadores de viagem de Belo

Horizonte, novidades e melhorias no resort alagoano, entre elas o retrofit nos apartamentos, no bar da

praia e no centro de convenções. Foram criadas, ainda, duas novas categorias de apartamentos, superior e

superior premium. No setor de Alimentos e Bebidas, foi feita uma reestruturação do cardápio e a capacitação de

funcionários, além de uma equipe para monitorar a expectativa do hóspede em tempo real. Durante o even-

to também foram apresentados os temas das programações de lazer do empreendimento para 2019. FOTOS EDY FERNANDES

Assis (Pratagy), Helder Ribeiro e Lillian Brandão (Nerds Viajantes), Mariana Mello (Pratagy) e Paulo Testa (Interpool Viagens)

Amanda Pizane e Rafizza Ferreira (Belvitur), Paulo Medina (Snow Operadora) e Rosana Queiroz (Primus Turismo)

Paulo Testa (Interpool Viagens), Duda Cordeiro e Daniel Gomes Toledo (Tam Viagens), Lillian Brandão e Helder Ribeiro (Nerds Viajantes)

Bruno Lima e Renata Nunes (CVC), Alex Almeida (Agaxtur Viagens) e Hugo Lagares (Visual Turismo)

Rodrigo Oliveira (FRT Operadora), Luciano de Souza e Geziel Rosa (Território Operadora) e Nery Luiz (FRT Operadora)

Melk Del Rei Jr. (Soul Traveler), Ricardo Andrade (Visual Viagens), Thyago Alencar e Isabela Picorelli (CVC)

check in check out W Hackatur

A Belotur divulgou as cinco startups finalistas que disputam os prêmios do Hackatur: totens digitais para o aeroporto de BH, em Confins; Inlive, um app de eventos; app ara planejar a viagem a Holambra; Traveller, para incentivar o envolvimento do turista com os atrativos e passeios da cidade visitada; e Hi Position, que consiste na implantação de dispositivos de comunicação micro localizados em alguns atrativos turísticos da cidade; e Made in BH, que visa transformar as chegadas e partidas do aeroporto numa experiência marcante.

GBM. A Queensberry, operadora de luxo, representada em Minas Gerais

Food service e hotelaria

pela VTours, está com um grupo de 25 pessoas atualmente na Europa, visitando Islândia, Holanda e Bélgica; o programa slow travel Grupos Brasileiros no Mundo tem saídas regulares até o final do ano para vários destinos no mundo e é sucesso garantido entre os brasileiros.

O Sirha - principal evento internacional para profissionais de food service e hotelaria –, chegará à sua quarta edição brasileira, a segunda em São Paulo, entre os dias 28 e 30 de março de 2019. O novo ingrediente especial da feira, antes exclusiva para membros de ambos os setores, será a abertura para um novo público consumidor. Os apaixonados por gastronomia que desejam equipar suas casas com produtos de ponta ou adquirir ingredientes direto do produtor, os pequenos empreendedores que precisam de insumos e maquinário para expandir suas vendas e todos os que desejam ter boas experiências gastronômicas em um só lugar serão contemplados pelo novo formato do Sirha São Paulo. A expectativa é a de apresentar 300 expositores e marcas brasileiras e estrangeiras e receber 18 mil visitantes.

PAULO CAMPOS


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de agosto de 2018

Rio Sarapiquí

Rafting saindo de La Virgen Na parte alta do rio Sarapiquí, o rafting é a atividade mais popular. A modalidade é oferecida em reservas ambientais privadas. O passeio começa, em geral, no distrito de La Virgen. Para quem se hospeda na região, o transporte é incluído no programa. São cerca de duas horas de descida. Em pontos mais profundos, o guia para o bote, e os visitantes podem nadar.

Selva Verde

Caminhada noturna na mata Na Reserva e Hotel Selva Verde, que ocupa uma área protegida de 500 hectares, os turistas podem fazer uma caminhada noturna. No passeio guiado pela floresta tropical, observa-se a fauna de perto: morcegos, serpentes e a rã-de-olho-vermelho, um dos símbolos do país. O programa é bastante seguro quando acompanhado por profissionais especializados.

turismo

San José

Aliança entre turismo e preservação atrai amantes da natureza Exibindo de rios e vulcões a praias caribenhas, Costa Rica é destino certo para aqueles que buscam aventura; litoral sul ainda é pouco explorado Gabriel Menezes Agência O Globo

A Costa Rica tem a natureza como um de seus bens mais preciosos. Com um cenário exuberante formado pela floresta tropical úmida, o turismo se transformou num dos principais aliados da preservação ambiental. E não somente nos circuitos mais tradicionais, que exibem vulcões como o Arenal, em La Fortuna; ou pelos famosos parques nacionais Manuel Antonio, na costa do Pacífico, e Tortuguero, no litoral caribenho. Num roteiro ainda pouco explora-

do, partindo da capital, San José, até o Caribe Sul, conhecemos atrações em que é possível aproveitar o melhor da natureza e contribuir para sua manutenção. A primeira parada foi em Puerto Viejo de Sarapiquí, na província de Heredia, a quase cem quilômetros ao norte da capital. Há três rotas até lá, saindo de carro. Para quem tem tempo, o trajeto mais bonito (e longo) passa pelo vilarejo de Vara Blanca. Por esse caminho, que pode ser feito em cerca de duas horas e meia, o viajante se depara com uma

deslumbrante paisagem serrana e atrativos como as cataratas de La Paz e San Fernando. Resquícios da destruição causada por um grande terremoto que atingiu a área em janeiro de 2009 ainda estão visíveis no percurso.

Entre crocodilos e lontras Situada na zona rural da Costa Rica, a região de Sarapiquí é um dos principais polos agrícolas do país, com plantações de banana, café, cardamomo, cacau, milho e, mais recentemente, abacaxi. O ecoturismo começou a ganhar força nas últimas décadas, ajudando a criar uma consciência de preservação entre os moradores. Na região, além da rica fauna e flora, o Rio Sarapiquí tem importância histórica e econômica. Com 84 km

de extensão, foi a primeira rota fluvial do país, além de palco de batalhas sangrentas do exército costa-riquenho contra tentativas de invasão de tropas lideradas pelo americano William Walker, em meados do século XIX. Há empresas que oferecem passeios de barco pela parte baixa do rio, e, no trajeto, o visitante pode observar macacos, crocodilos, lontras e uma grande diversidade de aves. O uso de binóculo é recomendado para quem não quer perder nenhum detalhe. Já na parte alta, o rafting é um dos passeios que fazem sucesso. Outra atração é a oferta de tours temáticos, em que o visitante pode fazer uma imersão em temas como chocolate e formigas.

W Gabriel Menezes viajou a convite do Instituto Costarricense de Turismo

GABRIEL MENEZES/AGÊNCIA O GLOBO

EDUARDO MAIA/DIVULGAÇÃO

Rafting é a atividade mais popular na região; são cerca de duas horas de descida nas águas do Sarapiquí, cuja parte alta é densamente rochosa SHIRLEY PACELLI

Tirimbina

Tour do chocolate Na Reserva Biológica Tirimbina, o tour do chocolate leva o visitante a conhecer de perto a cultura do cacau — que é originário da América Central — e suas atribuições ao longo da história, até ser usado como matéria-prima para o chocolate hoje. Além de experimentar a semente torrada, pode-se acompanhar o preparo artesanal e degustar a cacagua, bebida feita com o fruto, que era sagrado para os nativos da região.

Serviço Como chegar Pela Copa (copaair.com), via Panamá, a passagem aérea sai a partir de R$ 2.924,90. Pela Latam (latam.com), com escala em Guarulhos e Lima, o bilhete sai a partir de R$ 3.703,03. Tarifas para início de setembro, com taxas. Onde ficar - San José Tryp Sabana. Diárias a US$ 108. Avenida 3, ruas 38 e 40. tryphotels.com. Selva Verde Lodge. Diárias a US$ 190 (pensão completa). Expressão "pura vida" é usada como boas-vindas ou para demonstrar satisfação

selvaverde.com. El Bambú. Diárias a US$ 181. elbambu.com - Puerto Viejo de Talamanca Banana Azul. Diárias a US$ 144, bananaazul.com.

horas no Selva Verde Lodge sai por US$ 23. Crianças de 6 a 11 anos pagam US$ 12,50, e menores de 6 anos, participam gratuitamente. selvaverde.com

Tours Barco. Passeio de duas horas a US$ 35 por pessoa, na Oasis Nature Tours (oasisnaturetours.com). Rafting: US$ 60, em média (costaricaraft.com), ou Águas Bravas, por U$ 65 (aguasbravascr.com)

Chocolate. Reserva Biológica Tirimbina: US$ 31 e US$ 21 (crianças de até 7 anos), tirimbina.org.

Caminhada noturna. Para os adultos, a caminhada de duas

Parque Nacional Cahuita. US$ 60, terraventuras.com.

Formigas. Operadora Águas Bravas: US$ 15, aguasbravascr.com.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

GABRIEL MENEZES/AGÊNCIA O GLOBO

25 de agosto de 2018

Tudo azul. Praia de Punta Uva, uma das mais agitadas do Caribe Sul

Limón: o paraíso de surfistas De Sarapiquí, seguimos para Puerto Viejo de Talamanca, na província de Limón, no Caribe Sul. São três horas e meia de viagem, e o caminho exibe plantações de bananas e rios cobertos por pedras enormes. Passamos também pelo Parque Nacional Braulio Carrillo, um dos maiores do país, com vulcões adormecidos. No vilarejo, são perceptíveis as diferenças culturais em relação a outras partes do país. É ocupado, principalmente, por descendentes de africanos que foram trazidos para a América como escravos. O reggae e a herança africana estão bastante presentes em todo canto. Com praias como Chiquita, Negra e Punta Uva, a região atrai surfistas de todo o mundo por conta das grandes ondas. A vida noturna é agitada, com lojas de artesanato e restaurantes típicos. O Tamara serve lagosta caribenha, acompanhada de legumes e risoto de queijo e pimenta. O sabor é delicioso, mas o preço, salgado: a porção individual sai por US$ 60.

Mundo de corais A 17 minutos de carro do centro de Talamanca, está o Parque Nacional Cahuita, um dos santuários ecológicos do país. Transformado em reserva nos anos 70, tem o maior sistema de recifes de corais da Costa Rica, com grande variedade de peixes tropicais coloridos. GABRIEL MENEZES/AGÊNCIA O GLOBO

Hotel El Bambú, na região de Sarapiquí, é pequeno oásis natural no meio da cidade e vizinho do Bosque Tropical Lluvioso


W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de agosto de 2018

Ipatinga

Feira do doce mineiro Ipatinga, no Vale do Aço, promove nos dias 8 e 9 de setembro a 2ª edição da Feira do Doce Mineiro. O evento será realizado na praça Daniel Campos Rabelo, no bairro Cariru. No sábado, as atividades estão programadas para acontecer entre 14h e 21h, e no domingo, entre as 9h e às 18h. O destaque da edição será o doce de leite. Minas é o maior produtor da iguaria no país . A feira contará com a participação de 20 expositores. Entrada gratuita. feiradodocemineiro. com.br. FEIRA DO DOCE MINEIRO/DIVULGAÇÃO

Inhotim

Novos artistas em exposição O Instituto Inhotim, em Brumadinho (MG), inaugura no dia 6 de setembro novas exposições temporárias. Serão quatro projetos dos artistas David Lamelas, Paul Pfeiffer, Robert Irwin e Yayoi Kusama – além de uma mostra dedicada a obras audiovisuais. Elas ocuparão as galerias Lago, Praça e Fonte. A abertura contará com a performance “Stallwitter (Tempestade de Estábulo)”, realizada conjuntamente pelo artista brasileiro Marcellvs L. e pelo alemão Daniel Löwenbrück. INSTITUTO INHOTIM/DIVULGAÇÃO

turismo

Serra Gaúcha

Nossa “Disney” de luzes no Sul do país Gramado realiza 33ª edição do Natal Luz com novidades e expectativa de superar marca de 180 mil ingressos vendidos de 2017 Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

João vai para sua vigésima participação. Benedita, a Dita, é estreante. Os mineiros fazem parte do público de cerca de 2 milhões de turistas que são esperados ao longo dos 81 dias de festa do Natal Luz, realizado anualmente em Gramado, na Serra Gaúcha. Sua 33ª edição acontece entre os dias 25 de outubro e 13 de janeiro de 2019. Neste ano, a expectativa é superar a marca de 180 mil ingressos vendidos no ano passado. A venda oficial está prevista para iniciar na segunda-feira, 27. A aposentada Benedita Fátima Moreira, de 62 anos, já está com o pacote comprado para aproveitar a festa com a família entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro. Em sua companhia estarão o marido, filho, nora, netinho de apenas 2 anos, afilhado e um

casal de amigos do estado de São Paulo. Dita é do tipo que, se pudesse, se mudava para Gramado. “Já fui lá umas cinco ou seis vezes. É uma cidade muito linda e aconchegante. O povo é muito educado, tem uma comida maravilhosa… Só tenho a elogiar”, diz, entusiasmada. Apesar de conhecer muito bem a cidade, o máximo que ela conferiu do Natal Luz foram os ensaios pré-festividade. “Há cinco anos, a gente voltou para Minas justamente no

Foram gastos R$ 3,5 milhões somente com a decoração da cidade

Quem leva I Operadora: Agência Abreu Informações: Consulte o seu agente de viagens e peça já o pacote da Agência Abreu. Inclui: Passagens aéreas entre Belo Horizonte e Porto Alegre voando LATAM, sete noites de hospedagem com café da manhã no Estrelas da Serra Hotel, traslados, tour em Nova Petrópolis, tour Uva e Vinho com ingresso para o Parque Epopeia Italiana, passeio de trem Maria Fumaça e ticket Bustour para um dia de uso. Período: 07 a 14 de dezembro 2018 Preço: a partir de R$ 2.650 por pessoa em apartamento duplo ou 10 vezes de R$265.

Bailarinas e soldadinhos fazem a alegria da garotada na Parada de Natal

Portal mega iluminado dá as boasvindas aos visitantes

dia em que ia começar a festa”, lembra. A expectativa para, enfim, ver o evento completo, de pertinho, é grande. Além de aproveitar a programação natalina, Dita está se preparando para fazer passeios pelas fazendas de lavanda e um city tour completo pela cidade vizinha Canela. Como turista veterana em Gramado, ela sugere provar os cafés coloniais, com seus saborosos chás de maçãs, ir a uma casa de fondue no fim de noite e, para os mais animados, se arriscar na patinação de gelo.

Grande procura “Evento de atração internacional”. É assim que João de Souza, diretor da agência Mercatour Viagens e Turismo, define o Natal Luz. Segundo ele, a procura por pacotes para a festa é grande e o público é diversificado, mas formado especialmente por pessoas da terceira idade. “Já é uma das festas mais tradicionais do Brasil. A cidade fica toda iluminada com milhões de lâmpadas. É incrível! Quem vai volta e ainda convida a família”, garante João.

Show de Acendimento ocorre sempre ao entardecer e reúne milhares de pessoas


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

25 de agosto de 2018

FOTOS CLEITON THIELE/SERRAPRESS

É um momento em que Gramado consegue combinar a parte lúdica, com sua cenografia, com um tempo para reflexão Com direito à neve artificial, o bom velhinho fecha o Grande desfile de Natal

Decoração ganha lugar de destaque nesta edição Entre as novidades do Natal Luz deste ano está o maior investimento no projeto de decoração da cidade: foram gastos —R$ 3,5 milhões do orçamento total de R$ 26 milhões de 2018. Segundo Edson Néspolo, presidente da Gramadotur, empresa que realiza a festa, o valor foi 30% maior do que na edição passada. O show infantil Natal pelo Mundo, que conta a história da garotinha Sofia descobrindo como é a celebração da data em diferentes países, como Alemanha, Itália e Estados Unidos, foi reformulado. “Neste ano incluímos Argentina e Uruguai entre os países repre-

sentados”, conta o presidente da Gramadotur. O grande desfile de Natal também ganhará melhor estrutura e será realizado dentro de um novo pavilhão.

Origem Segundo Néspolo, a festa começou há 33 anos, de forma tímida. Uma orquestra se apresentava na rua, depois começaram os shows no lago e o desfile no centro até chegar ao ponto atual, com quase 500 apresentações. Além dos espetáculos pagos (com ingressos que variam entre R$ 145 e R$ 335), a programação conta com atrações gratuitas — Show de Acendimen-

to, Parada de Natal nos fins de semana, Vila de Natal e a Rua Coberta, com apresentações musicais. “É um momento em que Gramado consegue combinar a parte lúdica, com toda a sua cenografia, com um tempo para reflexão”, resume Néspolo. A expectativa de público da organização é bastante positiva. Além do evento, Néspolo lembra que Gramado atrai visitantes por uma série de atividades — de parques temáticos durante o dia até tours na Rota do Vinho (Gramado/Canela/Bento Gonçalves) e em colônias alemães.


W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de agosto de 2018

turismo FOTOS CLEITON THIELE/SERRAPRESS

Gramado

Para toda a família se emocionar e celebrar Entre shows, espetáculos musicais, desfiles, paradas, concertos e teatro, serão 500 apresentações no Natal Luz; programação conta com atrações pagas e gratuitas em diferentes partes da cidade gaúcha Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Um espetáculo de luz, onde pessoas de toda parte se unem em torno de uma única palavra: raiz. Não há como fugir da lembrança da família quando o assunto é Natal, ainda mais quando se trata da maior festa brasileira sob a temática, realizada em Gramado (RS). Em sua 33ª edição, o Natal Luz da cidade gaúcha trará mais de 500 apresentações em 81 dias de festa. O evento acontece entre os dias 25 de outubro e 13 de janeiro de 2019.

Desde o último dia 21, interessados podem se cadastrar para a pré-venda de ingressos. A venda oficial está prevista para iniciar na segunda-feira, 27, e poderá ser realizada pelo site oficial (natalluzdegramado.com.br). Segundo Edson Néspolo, presidente da Gramadotur, empresa que realiza a festa, as entradas para os finais de semana que antecedem o período natalino se esgotam rapidamente. O ideal é comprar com antecedência. Os espetáculos custam entre R$ 145 e R$ 335 (com meia-entrada para estudantes e idosos); os pre-

Tannenbaumfest É um momento de comunhão entre as pessoas, que saem de suas casas e vão para as ruas com o único objetivo de torná-la mais alegre e colorida. Em 2018, ao longo da avenida Borges de Medeiros, cerca de 70 pinheiros serão decorados pelos moradores e pelos

ços variam de acordo com o local de realização.

Pura emoção Haverá desfiles, paradas, concertos, espetáculos de teatro e música entre atrações pagas e gratuitas. O evento apresenta quatro grandes espetáculos: Reencontros de Natal, Natal pelo Mundo, Grande Desfile de Natal e o Show de Acendimento. Esse último é realizado diariamente, em frente ao Palácio dos Festivais (av. Borges de Medeiros, 2.697, Centro, Gramado). Há ainda espetáculos gratuitos e já tradicionais no período, como o Show de Acendimento, destaque da programação, que reúne milhares de pessoas a cada apresentação no centro da cidade. Visitantes também podem conferir de graça a Parada de Natal, a Árvore Cantante e os shows da Rua Coberta. A Vila de Natal é atração certa para a garotada. À frente da direção artística do Natal Luz está mais uma vez o diretor Edson Erdmann, que já dirigiu grandes eventos musicais como Criança Esperança. Segundo ele, a emoção vai conduzir as histórias que serão contadas.

Reencontros de Natal Emoção irá conduzir as histórias que serão contadas nos shows

Daqueles espetáculos feitos para fazer chorar até o mais duro dos marmanjos. A atração é sobre o reencontro de uma família, embalado por canções natalinas. Durante a apresentação, o espectador lembra de suas raízes e afetos. Clássicos nacionais, como “Então É Natal”, de Simone, e outras canções internacionais fazem a plateia cantar junto. Um show pirotécnico fecha a noite. Local: lago Joaquina Rita Bier Exibição: quartas-feiras e sábados. Em dezembro, também nas segundas-feiras.

Grande Desfile É como um desfile de escola de samba natalino: carros alegóricos com Papai Noel e alas e mais alas coreografadas… Bailarinos, acrobatas, patinadores e atores encenam um grande espetáculo. A apresentação é repleta de efeitos especiais. Em 2018, alegorias ilustram emoções que inspiram a festa, como o amor e a fé. Prepare-se ainda para o “gran finale”: nevará em Gramado nesta noite! Local: Expogramado Exibição: quintas-feiras e domingos

turistas. Empresas, hotéis e restaurantes participam da ação, e as árvores de Natal que se destacam ganham prêmios. Entre os critérios adotados estão beleza, criatividade, originalidade e manutenção do adorno durante a festa. Em novembro, há um encontro musical nas ruas. .

Natal pelo Mundo

Quem leva II

Sofia é uma menina que visita a fantástica fábrica de Natal. O que é verdade e o que é fantasia? Ela e seus amigos vivem muitas aventuras encantadas conhecendo tradições da festividade pelo mundo. O lúdico espetáculo apresenta múltiplos cenários e cria uma atmosfera envolvente com a plateia. Local: Expogramado Exibição: terças e sextas-feiras

Operadora: Agência Abreu Informações: Consulte o seu agente de viagens e peça já o pacote da Agência Abreu. Inclui: Aéreo BH/Porto Alegre pela Latam, cinco noites de hospedagem com café da manhã no Encantos Portal Hotel, traslados, tour em Nova Petrópolis, tour Uva e Vinho com ingresso para o Parque Epopeia Italiana, passeio de trem Maria Fumaça e ticket Bustour para um dia de uso. Período: 11 a 16/01 Preço: A partir de R$ 1.900 por pessoa em apartamento duplo.

Show de Acendimento Personagens mágicos trabalham em uma usina responsável por acender a cidade e ligar o Natal. Este é o enredo do espetáculo teatro-musical, aberto ao público, que reúne milhares de pessoas

ao longo dos 81 dias de festa. A plateia é convidada a participar da peça, afinal somente o pensamento positivo simultâneo de muitas pessoas é capaz de gerar a energia para que as máquinas

se liguem. Luzes, então, invadem a avenida. Local: Palácio dos Festivais Exibição: ocorre sempre ao entardecer. Entrada: gratuita


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de agosto de 2018 CLEITON THIELE/SERRAPRESS

Serra Gaúcha

Cidade com ares cenográficos convida a um passeio a pé Gramado tem arquitetura germânica, muitas praças com jardins floridos, além de atrações que vão de lojas de chocolate a parque de neve artificial Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Não dá para ir à Serra Gaúcha apenas para curtir o Natal Luz em família, assistir a alguns espetáculos e voltar correndo para casa. Gramado, com todo o seu charme, convida a um passeio despre-

tensioso pelo centro da cidade. Suas construções com inspiração germânica, de estilo enxaimel (técnica que utiliza estruturas de madeiras aparentes), dão um tom quase cenográfico ao destino. O clima ameno da serra, aliado à gastronomia italiana, a

Quem leva Operadora: CVC Informações: Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br Inclui: Passagens aéreas voando Latam, seis diárias de hospedagem com café da manhã, traslados, passeio e bagagem despachada. Período: Saída em 8/12 Preço: A partir de R$ 1.998 por pessoa em ap. duplo LEONID STRALIAEV/DIVULGAÇÃO

No inverno, azaleias emolduram o lago Negro; local é ideal para um passeio com a família

transformaram em um importante pólo turístico. Muitas das atrações podem ser conferidas a pé: a cidade é segura, e os locais são relativamente próximos entre si. A Rua Coberta, que liga a avenida Borges de Medeiros à Rua Garibaldi, reúne lojas e muitos restaurantes. É parada certa para tomar um chocolate quente. Na Chocolate Caseiro Planalto (chocolateplanalto.com.br), vale provar ainda o inusitado salame, com massa italiana, amêndoas e avelãs e co-

bertura de chocolate amargo. Aliás, chocolate é assunto sério por lá. Ao todo, existem mais de 30 lojas temáticas, e é possível percorrer um roteiro especial por elas. Na praça do Moinho, está o famoso Termômetro de Gramado, queridinho de selfies dos turistas durante os dias mais frios do inverno. A praça da Rosa, entre as ruas Aquilino Libardi e Emílio Sorgetz, faz jus ao nome com centenas de flores. Na Sorgetz, existe ainda a ladeira das Flores.

Até neve Para aqueles que não curtem muito a pegada de tours contemplativos e buscam um dia mais agitado, uma excelente opção é a Snowland (snowland.com.br). Trata-se do

primeiro parque de neve indoor das Américas. São mais de 30 atividades, com direito a vila, restaurantes e área para crianças. Passaporte adulto a R$ 129 e infantil a R$ 99. O ideal é reservar, no mínimo, três noites para explorar o que Gramado tem a oferecer e aproveitar as cidades vizinhas de Canela, Nova Petrópolis e Bento Gonçalves. Quem avisa é Ronnie Corrêa, diretor geral da Agência Abreu. “Para viagens em família, não deixe de ir a atrações como o Mini Mundo, as fábricas de chocolate locais ou o lago Negro, que tem pedalinhos e barcos para alugar. Com amigos ou a dois, inclua os tours com degustação, como de fondues e cervejas artesanais”, diz.


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Prêmio

Hotéis de luxo do mundo O Virtuoso, rede global de viagens de luxo, revelou os vencedores do prêmio Best of the Best, que elege os melhores nos segmentos da indústria da hospitalidade. O Andare Manor, da Irlanda, foi o vencedor na categoria mais prestigiada do evento: hotel do ano. Foram ouvidas cerca de 1.000 agências e 17.500 consultores de 50 países. Ranking completo em virtuoso.com.

turismo

Guia

Como arrumar a mala perfeita para o seu passeio? Saiba quais itens devem ser levados em consideração de acordo com o destino para onde você vai e torne essa tarefa mais simples e rápida Da redação

LINCONZARBIETTI/DIVULGAÇÃO

Mariana

Encontro de palhaços A cidade histórica de Mariana recebe a 10ª edição do Circovolante - Encontro Internacional de Palhaços entre os dias 6 e 9 de setembro. A programação gratuita inclui espetáculos variados e terá a presença ilustre de Dedé Santana e Baiaco na abertura. As atividades se concentrarão na Praça Gomes Freire, na Praça da Sé e na Rua Frei Durão. Informações: circovolante.com.br.

Bruxelas

Festival de gastronomia De 6 a 9 de setembro, o Parque de Bruxelas, antigo Parque Real, recebe o festival “eat! Brussels,drink! Bordeaux”. O público poderá conferir pratos emblemáticos de 20 chefs da cidade. Aproximadamente 50 viticultores e comerciantes de vinhos de Bordeaux (França) participarão do evento. Este ano, será possível também conhecer grandes mestres queijeiros locais. Informações: eat.brussels

SETUR CE DIVULGAÇÃO

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Quando falamos em viagem, todo mundo se anima. Porém, na hora de arrumar a mala, muitas pessoas acabam se perdendo e deixando para trás itens essenciais. Pior ainda é quando tudo parece importante e no final das contas nada parece caber em um espaço tão pequeno. Calma, não há motivo para pânico. Arrumar uma mala de viagem não precisa ser um tormento. Basta que você siga as nossas dicas e faça um check-list com os itens mais importantes. É fundamental levar em consideração o destino para onde você vai e quantidade de dias também. Separamos algumas dicas sobre como arrumar a mala perfeita para qualquer tipo de viagem. Você verá que, depois de entender a lógica por trás de cada item colocado na mala, tudo vai parecer mais simples e prático. Só não deixe para fazer as coisas na última hora! 1 – Pense no clima que vai encontrar Vamos supor que você planeje passar uma semana em Paris. Dependendo da época do ano, pode ser que o clima esteja extremamente quente ou que esteja nevando. Porém, raramente vai acontecer de as duas situações ocorrerem na mesma semana. Portanto, o primeiro passo é olhar a previsão do tempo para os dias em que você estará viajando. Se a previsão for de calor, não há porque colocar casacos pesados na mala. Se o tempo virar, um look é suficiente para dar conta do clima inesperado. 2 – Busque harmonia nas roupas Saber como combinar uma roupa com outra é fundamental na hora de arrumar a mala. Ao invés de le-

var um casaco que só combina com uma determinada camisa, é melhor levar um casaco que combina com quatro ou cinco peças de roupa. Quanto mais peças “coringa” você tiver na sua mala, menos roupas você precisará levar. Note que isso não significa levar poucas roupas, mas sim levar peças que sejam mais versáteis. Cores neutras e complementares são as mais indicadas. 3 – Duas partes de cima para uma de baixo Seguindo os conselhos acima, você ainda pode adotar uma outra regra de ouro: leve duas partes de cima para cada uma de baixo. O que isso significa? Bem, é mais provável que você repita uma calça do que uma camiseta. Se você pretende levar mais de uma calça, opte por modelos distintos, como uma mais clara e outra mais escura. O mesmo vale para

saias e shorts. Assim, você ganha mais opções de variações e com poucas peças é capaz de compor looks para mais de uma semana. 4 – Cosméticos: o que levar? Em uma viagem, não há necessidade de levar todos os cremes e cosméticos que você tem em casa. Aliás, produtos com embalagens grandes também não são indicados. O mais recomendado é separar um pouco do líquido em um potinho menor, algo suficiente para poucos dias. Assim, itens como shampoo e condicionador, por exemplo, podem muito bem caber em um frasco pequeno, sem a necessidade de carregar embalagens maiores. Deixe para trás também o secador de cabelo, pois a maioria dos hotéis oferece esse item: basta solicitar na recepção. 5 – Como guardar as roupas Agora que você já decidiu quais roupas vai levar, é hora de saber como dispô-las dentro da mala de forma que ocupem menos espaço. Aquelas peças que não amassam podem ser guardadas em forma de rolinho. As meias po-

dem ser guardadas dentro dos sapatos. Distribuir peças de roupas menores em pequenos necessaires é mais interessante do que levar uma sacola grande. Isso fará com que elas fiquem mais organizadas e facilitem a sua vida na hora de procurar um item específico. 6 – Não encha a mala completamente Quando você monta a sua mala é preciso que haja um espaço para adicionar mais itens, o que inclui roupas ou qualquer outra lembrancinha comprada no destino. Lembre-se que o peso LEO FONTES /30.06.18

Não encha a mala: é fundamental deixar um espaço adicional para incluir as lembrancinhas compradas no destino

máximo por mala despachada é variável entre as companhias aéreas e de acordo com o destino. Contudo, tenha em mente o peso máximo de 23 quilos. Antes de sair de casa, pode ser uma boa ideia pesar a mala e ver se não haverá risco de excesso de peso. 7 – Atenção à segurança Quando se trata da mala despachada, lembre-se que ela passará a maior parte do tempo longe de você. Por isso, não se esqueça de colocar um cadeado para fechá-la. Isso vai garantir que a sua mala não será violada por qualquer pessoa que tenha acesso a ela. Apesar dessa proteção, evite despachar itens eletrônicos, como notebooks e tablets. Esses itens podem ser danificados durante o manuseio e apresentar problemas no desembarque que serão difíceis de serem resolvidos. Os itens mais valiosos devem sempre viajar com você. 8 – Redobre a atenção com os itens da mala de mão Há uma série de regras estipuladas pelas companhias aéreas no que diz respeito aos itens que podem ser levados na bagagem de mão. Objetos cortantes, como tesouras e canivetes, por exemplo, devem ser despachados. Há regras também para líquidos. Eles não podem ter mais do que 100 ml e devem estar acondicionados em embalagens transparentes. Isso vale, por exemplo, para perfumes. Optar por vidros menores é o caminho mais seguro.


turismo

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Dá para evitar que as garrafas se quebrem? Para praias como Jericoacoara, invista nas roupas de banho

É difícil fazer uma viagem para o México e não trazer uma tequila, ir para a Argentina e não trazer um vinho ou viajar para a Inglaterra e não trazer um gim, não é verdade? Pois bem, felizmente, você pode transportar bebidas alcoólicas durante viagens internacionais, mas somente na bagagem registrada. Nada de tentar levar na bagagem de mão, tudo bem? Elas podem ser barradas e você vai ter que acabar deixando no aeroporto.

Seguras Para evitar que as garrafas quebrem ou sejam danificadas no caminho,

você pode comprar embalagens específicas para acondicioná-las, envolvê-las com meias ou peças de roupa ou deixá-las soltas na mala - mas essa não é uma boa opção, acredite. Porém, existe uma questão interessante sobre o assunto, que é comprar as bebidas no duty free, as lojas em que você compra produtos sem a incidência de impostos por um preço bem mais acessível. Se você fez uma viagem para a Argentina e está no aeroporto para voltar ao Brasil, as bebidas compradas no duty free de lá será considerada aqui no aeroporto do

Brasil como comprada fora do país e, logo, fará parte da sua cota. Porém, quando você chegar ao Brasil, no aeroporto em que for desembarcar, poderá comprar até 24 garrafas (12 garrafas de vodka e 12 garrafas de vinho, por exemplo) de bebidas alcoólicas, o que é uma ótima oportunidade para abastecer a sua casa ou presentear os amigos e a família. Ah, você também deve lembrar que apenas passageiros com mais de 18 anos podem comprar bebidas alcoólicas, e isso não muda com o fato de estar ou não em um aeroporto. MARGARIT RALEV/DIVULGAÇÃO

Aluguel de malas Atire a primeira pedra quem nunca precisou de uma mala na véspera de uma viagem e acabou pagando uma pequena fortuna por uma no shopping mais próximo. Pensando nessa oportunidade, surgiu a GetMalas, serviço de aluguel de malas, que surgiu em Belo Horizonte e já atende outras 12 cidades. Confira os valores: Mala pequena (10 kg): a partir de R$ 72,50 dez diárias.

Mala média (23 kg): a partir de R$ 87 dez diárias. Mala grande (32 kg): a partir de R$ 101,50 dez diárias. Em casos de danos e rachaduras no aeroporto, a GetMalas resolverá diretamente com a empresa que transportava a bagagem e não cobrará nenhum valor extra ao cliente. O cliente pode fazer a retirada gratuita na loja ou solicitar o delivery de mala. Inf.: getmalas.com.br

Itens considerados contundentes, que não foram feitos para ferir, mas podem ser usados para tal, como tacos de golfe, não podem ser transportados

Para não bater o desespero caso sua bagagem seja extraviada, coloque uma muda de roupas na mala de mão

REMY DE LA MAUVINIERE/ ASSOCIATED PRESS

Sempre confira a previsão do tempo: há meses onde o clima é extremamente quente e em outros há neve em Paris

O primeiro passo é olhar a previsão do tempo para os dias em que você estará viajando. Se a previsão for de calor, não há porque colocar casacos pesados na mala. Se o tempo virar, um look é suficiente para dar conta do clima inesperado

De caixa de fósforo a remédios: veja o que é permitido levar Dispositivos eletrônicos para entretenimento, como players de música, videogames portáteis e câmeras fotográficas, podem ser levados tranquilamente na sua viagem. Seu notebook também pode ir, mas não deve ficar no bolso de trás dos assentos. Calculadoras e barbeadores elétricos estão entre os itens autorizados para sua bagagem de mão, assim como uma caixa de fósforos e o seu celular. Mochilas, pastas, cabides com roupas, fraldas, remédios essenciais, como os de uso contínuo (se tiver, leve a receita, por precaução) e cosméticos sólidos, como blush, também podem ir na bagagem de mão. Além disso, é importante que a sua bagagem de mão

tenha itens essenciais ,em caso de cancelamento ou atraso de um voo, por exemplo. Por isso, é recomendável ter uma muda de roupa, creme dental, escova de dente, desodorante (vale lembrar que não pode ser aerosol), perfume e creme, para que você não passe nenhum aperto. Itens como cremes dentais, desodorantes e perfumes que estejam na sua bagagem de mão devem estar em recipientes de, no máximo, 100 ml. Além disso, a soma de todos os itens não pode ultrapassar 1 litro nas bagagens de mão. Podem ser 10 embalagens de perfume de 100 ml, 5 cremes dentais e 5 desodorantes de 100 ml cada ou a combinação que for.


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sua melhor viagem W

Santuário do Caraça: uma das 7 maravilhas da Estrada Real

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FOTOS ROBERTA MARINA/DIVULGAÇÃO

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2- Cachoeira da Cascatinha. A Cascatinha, formada por quatro quedas-d’água e quatro piscinas naturais, localiza-se a 2 km do santuário, por uma trilha de fácil acesso. Medindo 40 m, suas águas nascem acima das quedas, de onde vêm saltando pela encosta e pelas pedras. Suas águas, puras e espumantes, têm uma coloração amarelada que aumenta de intensidade no tempo das chuvas, em razão das matérias orgânicas que descem da serra. É um dos locais mais visitados no Caraça, por sua pouca distância, pela facilidade de acesso e, claro, pela beleza de sua paisagem e pela atração de suas águas.

A leitora Roberta Marina conta sobre as trilhas e as cachoeiras do destino, uma das unidades de conservação mais visitadas de MG Situado entre os municípios mineiros de Catas Altas e Santa Bárbara, com 11.233 hectares, o Santuário do Caraça é um centro de espiritualidade e missão, de cultura e educação, de conservação ambiental, lazer e turismo. Localizase num trecho da serra do Espinhaço, Caraça – como comumente é chamado – é apenas (sic) uma das sete Maravilhas da Estrada Real. O nome veio de uma parte da serra, que lembra a imagem de um rosto de um gigante deitado.

No local funcionou um dos primeiros colégios do país, onde estudaram personalidades da história brasileira como o presidente Afonso Pena. O santuário recebe, em média, 70 mil visitantes por ano. Isso o torna uma das mais importantes e mais visitadas Unidades de Conservação do Estado de Minas Gerais, além de ser uma das maiores – a Reserva Particular do Patrimônio Natural do Caraça responde praticamente por 51% das reservas do Estado.

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1- Museu do Caraça. O espaço

quando esteve no Caraça. Há máquinas de costuras, louças, fogareiro e jarros. Entre os artefatos religiosos, há esculturas de santos do século XVIII e XIX. Uma imagem de Nossa Senhora das Graças, salva pelos alunos na noite do incêndio, também está em exposição.

abriga o Museu do Colégio, o Museu Sacro e a Pinacoteca. Está localizado no prédio do antigo colégio, um dos primeiros do Brasil, que foi destruído em um incêndio em 1968. Visitantes podem conferir peças originais, como a cama onde Dom Pedro II dormiu

Uma série de aventuras espera pelos grupos que sobem a serra. Há trilhas diversas! O visitante pode escolher se quer chegar a uma cachoeira, uma piscina natural, antigas construções, grutas ou morros que só podem ser visitados com guias. São sete picos no total: pico do Sol (o mais alto da Cadeia do Espinhaço, com 2.072 m), pico do Inficionado (2.068m), pico da Carapuça (1.955 m), o pico da Canjerana (1.890 m), pico da Conceição (1.800 m), pico Três Irmãos (1.675 m) e o pico da Verruguinha (1.650 m).

A Reserva Particular do Patrimônio Natural do Caraça responde praticamente por 51% das reservas de Minas Gerais

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5- Jardins do santuário. Eram utilizados pelos estudantes de teologia para meditarem os estudos religiosos enquanto passeavam entre as plantas. Hoje, é um espaço ideal para dar-se um tempo para respirar e pensar na vida.

3- Santuário Neogótico de Nossa Senhora Mãe dos Homens. Com estilo arquitetônico francês, a igreja do Caraça foi construída sem mão de obra escrava e toda com material regional. A pedra-sabão foi retirada de perto da Cascatona, o mármore veio das proximidades de Mariana e Itabirito, enquanto o quartzito saiu da própria região. Esses materiais foram unidos com um produto a base de cal, pó de pedra e óleo. A edificação se tornou a primeira igreja neogótica do Brasil – toda desenhada, projetada e edificada por um padre da Missão.

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4- Cachoeira Tanque Grande. A trilha para o Tanque Grande não chega a 2 Km. O visitante caminha por estrada asfaltada até a Casa da Ponte. Em seguida, entra à esquerda por uma trilha muito fácil de ser percorrida e bem plana. Na primeira bifurcação, toma a direita. Mais uma pequena caminhada e se chega ao Tanque. Além da cachoeira, há uma represa (não é permitido o banho) de mesmo nome, formado por uma barragem erguida para a construção da segunda hidrelétrica mineira. Ela fornecia energia para o Colégio do Caraça entre 1949 e 1960. O Caraça é terra de muitas quedas-d’água. Além da cachoeira Tanque Grande, há a Bocaína e a dos Taboões. A primeira, além da beleza das montanhas e dos campos por onde se passa, oferece piscinas naturais e córregos para o descanso e o lazer. Sua trilha tem cerca de 5 Km. Para chegar até lá é preciso tomar o caminho da Cascatinha, no estacionamento de visitantes. Desse ponto, o visitante deverá virar à direita na terceira entrada, atravessar o rio e continuar em frente, sempre em direção à garganta do Gigante, que está de perfil, deitado na serra do Espinhaço. Ao chegar à pedra da Paciência, um afloramento rochoso, segue-se em frente, descendo até sua base, seguindo as setas indicativas, pintadas na rocha até a cachoeira. Já a cachoeira dos Taboões está situada a 4 km do centro histórico do Caraça. É possível ir de carro, por uma estrada asfaltada, até a entrada da trilha principal. No local, é possível nadar e relaxar numa pequena “praia” em uma das margens da piscina natural.

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WMoto. Nova ‘Ninjinha’ estreia no Brasil com motor de 400 cc. Páginas 22 e 23

IGOR VEIGA

WServiço. Saiba os prós e os contras da instalação do engate traseiro. Página 15

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BELO HORIZONTE Sábado 25/8/2018

Chinês

‘BBB’

Bom, bonito e barato, Tiggo 2 automático agrada e tem no custo-benefício seu maior apelo de compra. Páginas 18 e 19

pampulha

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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Crème de la crème BRUNO GONZAGA/STUDIO CERRI

A preservação da história não é uma qualidade do brasileiro, quando se fala da cultura do automóvel, então, esse é um assunto que pouco espaço recebe quando é levado às luzes da ribalta. Basta a constatação de que não é necessário mais do que os dedos de uma das mãos para contabilizar o número de museus com essa finalidade. Por isso, quando acontece uma iniciativa no sentido de expor essas relíquias tanto as de nossa indústria como o que de melhor já foi fabricado ao longo do tempo, é motivo mais do que justificado para “pegar carona” no evento e divulgar, para que um maior número de pessoas possa entender a importância de manter viva nossa memória. Dentro desse contexto, a cidade mineira de Araxá, no Alto Paranaíba, conhecida por

suas famosas termas, sediará, entre os próximos dias 5 e 9 de setembro, mais uma edição do Brazil Classics Renault Show. Esta é a 23ª edição do evento, que é realizado no complexo hoteleiro do Tauá Grande Hotel Termas & Convention Araxá. É o mais longevo encontro de automóveis antigos e considerado o de maior destaque, tanto pela qualidade de conservação, como pela raridade dos veículos expostos. Este ano, já confirmaram participação dois exemplares da Ferrari – a F40 e a F50 –, o Fiat Zagato e o Renault R8, veículo da primeira vitória do piloto brasileiro Emerson Fittipaldi, em 1965. Promovida pelo Veteran Car MG com patrocínio da Renault do Brasil, a mostra contará com a presença de 300 modelos de várias décadas e partes do mundo. Entre as atrações e curiosidades

da exposição está o raro Stanley Steamer. Fabricado em 1902 pela americana Stanley Motor Carriage Company, é o primeiro carro a vapor de que se tem notícia. Outra relíquia é o carro mais antigo emplacado no Brasil, o francês De Dion Bouton, registrado em solo nacional também em 1902. Mas nem só de veículos antigos viverá Araxá durante o feriado da Independência. Por lá também acontecerá uma mostra cultural diversificada, com exposição do artista plástico Sérgio Dotta e suas pinturas hiper-realistas de carros antigos e hot rods, shows com as bandas Bêjazz on the Street, Derico Duo e Quinteto Nota Certa, além de apresentações teatrais. Passeios, leilão e feira de peças farão parte das atividades durante os quatro dias de realização do evento. A festa se encerra na noite de

“O Brazil Classics Renault Show é uma verdadeira mistura fina que reúne muita história, charme, amizade e diversão entre amigos que se encontram, desde 1989.”

WAltas Rodas A Bamaq Automóveis, em parceria com a Mercedes-Benz do Brasil e a Continental Pneus, promove no último domingo (19), no condomínio Alphaville, em Nova Lima, mais uma edição do AMG Performance Tour. Na oportunidade, foi possível aos convidados da exclusiva revenda da Mercedes em Belo Horizonte conhecer em deta-

lhes todo o desempenho dos sofisticados e esportivos modelos que levam a chancela da divisão AMG. Entre os modelos disponíveis para test drive estava o imponente Mercedes AMG CLA 45, equipado com motor 2.0 turbo de quatro cilindros com 381 cv e câmbio automatizado de sete marchas. O modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,2 segundos.

sábado, com o anúncio dos automóveis premiados conforme vários critérios, como conservação e originalidade. Além do troféu da Federação Brasileira de Veículos Antigos (FBVA), há premiação para o carro mais conservado e a mais importante honraria do concurso, o Troféu Roberto Lee, batizado com o nome do pioneiro entre os colecionadores e que premia o automóvel mais raro e valioso presente no evento, além

de outros automóveis nacionais e importados em categorias especiais. O Brazil Classics Renault Show é uma verdadeira “mistura fina” que reúne muita história, charme, amizade e diversão entre amigos que se encontram, desde 1989, de dois em dois anos para dividirem uma mesma paixão: preservar a memória do automóvel. Nós é que agradecemos!

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Evento foi realizado no condomínio Alphaville, em Nova Lima

A modelo Gabrielle Wildberger posa ao lado dos possantes

Daniel Rodrigues, Raimundo Couto, Max Rodrigues e Humberto Alves

Hamilton de Carvalho Filho, Henrique Maia e Raimundo Couto

Jules Peixoto e o pequeno Heitor Nascimento curtiram o evento

Cristiane Maciel e Alysson Resende marcaram presença

Equipe da Bamaq Automóveis durante o AMG Performance Tour

A dupla de amigos Henrique Maia e Marcos Calmon


super motor

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DANIEL DE CERQUEIRA - 25.01.2007

Serviço

Segurança

Muitos motoristas também acabam instalando o acessório por motivo meramente estético

meio enganosa Engate pode ser útil para proteger o veículo em ‘encostadinhas’, mas pode anular o efeito do para-choque em caso de colisões traseiras fortes Igor Veiga O engate traseiro do tipo “bola” ainda gera polêmica sobre sua real função. Para desmistificar essa questão e alertar sobre seu verdadeiro uso, o Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi/Mapfre) elencou os cuidados que os motoristas devem ter ao instalar esse equipamento. O superintendente técnico do centro, Emerson Feliciano, lembra que a função do engate é de auxiliar no transporte de reboques,

carretas, baús, trailers e até mesmo um veículo quebrado em caso de emergência. O engate, de fato, pode proteger seu veículo em batidas leves, principalmente aquelas “encostadinhas” que ocorre nos estacionamentos. Porém, em um impacto um pouco mais forte, o acessório pode danificar seu carro de forma mais severa. “Muitos condutores acreditam que o engate irá proteger o carro e evitar possíveis danos ao para-choque no caso de uma colisão traseira. Mas é um equívoco perigoso, já que a peça pode,

inclusive, ser pior em uma batida”, alerta Feliciano. Segundo o especialista, o isso acontece porque, em colisões traseiras, dependendo do tipo de impacto, o equipamento poderá causar não só deformações pontuais na capa do para-choque, mas afetar pontos da estrutura do veículo. E pior: por reduzir a superfície de contato, o engate pode anular o efeito do para-choque, aumentando o impacto da batida para os ocupantes do carro.

Encontre o engate certo A dica para o motorista que realmente deseja ou precisa instalar o engate “bola” é procurar por sistemas homologados, de acordo com as regras do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), e compatíveis com seu veículo. O dispositivo só deve ser instalado apenas em modelos que tenham capacidade de tração. Essa informação é descrita no manual do proprietário. Além disso, devese observar o modelo de ca-

da engate, respeitando sua capacidade de carga, que pode variar entre 400 kg e 1.500 kg. Por fim, o engate deve ter sido testado pelo Inmetro e conter uma placa visível e inviolável fixada a ele com o nome do fabricante, CNPJ e identificação do registro concedido pelo órgão, modelo do veículo ao qual se destina, capacidade máxima de tração do veículo e uma referência à resolução 197/06, que regulamenta o uso do acessório.

Legislação Multa de R$ 195,23. Vale lembrar que, em caso do não cumprimento das exigências, em uma blitz policial, o motorista está sujeito a ser multado por cometer uma infração grave, somando cinco pontos à Carteira Nacional de Habilitação, além da retenção do veículo até a regularização do problema.


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Toyota

Hilux recebe discreto facelift Com nova dianteira, mais parecida com a do Corolla, a linha 2019 da Toyota Hilux já está à venda no Brasil. A picape subiu de preço e agora parte de R$ 111.990, chegando a R$ 196.990 na versão top de linha. Na frente, grade e para-choque foram redesenhados e ficaram maiores. Atrás, as lanternas têm nova disposição das luzes. No conjunto mecânico, nada de novo no modelo.

super motor

Avaliação

Coreano segue firme e forte Mesmo diante de rivais modernos, Hyundai HB20S se mantém como ótima opção de compra entre os sedãs compactos; versão Premium é destaque na gama Márcio Maio Auto Press

TOYOTA/DIVULGAÇÃO

Renault

Duster de sete lugares é boato Chegou-se a especular que a Dacia criaria uma nova versão para a segunda geração do Duster, com carroceria para sete passageiros. A marca romena, no entanto, garante que isso não acontecerá. E a razão é bem simples: a iniciativa aumentaria demais os gastos na produção do SUV, o que impossibilitaria que ele chegasse com um preço competitivo.

Design sempre foi um ponto forte do HB20S; seis anos após o lançamento, sedã com linhas bem atuais

Sempre que uma categoria vê vários lançamentos em pouco tempo, é natural que os modelos passados sofram algum tipo de retração nas vendas. A Hyundai, por exemplo, sempre esteve confortável com os emplacamentos do HB20S. Não era o líder entre os sedãs compactos – posto do Chevrolet Prisma –, mas, junto com o hatch HB20, conseguia números que empolgavam a marca no país. Com o boom dos SUVs compactos, as variantes topo de linha dos três volumes considerados “premium” acabaram precisando se renovar para seguirem competitivas como veículos familiares, e a movimentação entre muitas marcas foi grande. A Fiat lançou o Cronos, e a Volkswagen promoveu a estreia mundial do Virtus no Brasil. A Hyundai pouco se mexeu; promoveu um leve facelift em 2015 e esperou para ver o que acontecia. E o HB20S

não perdeu mercado. Ao contrário: ampliou suas vendas em 2018. Nos showrooms da marca, quem serve de vitrine para atrair os consumidores é a versão Premium, a mais abastada, que tem como único opcional os bancos de couro. A confiança da marca coreana é tão grande que, até agora, as únicas alterações promovidas no HB20S foram realizadas no facelift promovido há quase três anos. Na época, as principais mudanças estéticas ficaram por conta da grade hexagonal dianteira com detalhes cromados – que segue a atual identidade visual da Hyundai. Na versão top, os faróis ganharam projetores, incluindo os de neblina, e luzes diurnas em LED.

Saiu na frente Por dentro, o acabamento foi melhorado, e tentou-se elevar o patamar do sedã entre os rivais a partir de uma lista de itens de série que, naquele tempo, era bem interessante. Hoje, porém, ar-condicionado digital, airbags late-

rais e retrovisores com rebatimento automático, por exemplo, já entram no pacote de variantes top de linha de modelos da concorrência. Outros recursos, no entanto, ficaram de fora, como controles eletrônicos de estabilidade e tração, controle de velocidade de cruzeiro e até uma simples câmera de ré. O motor é um dos pontos a favor, já que desde o início chamava bastante atenção. É 1.6 flex trabalha em conjunto com transmissão automática de seis velocidades e rende 128 cv máximos de potência e 16,5 kgfm de torque. O computador de bordo tem função de aviso de manutenção programada, que emite um alerta visual quando faltam 30 dias ou 1.500 km para a próxima revisão. O sistema multimídia tem tela de sete polegadas sensível ao toque e compatível com Android Auto e Apple CarPlay. Desta forma, parte do conteúdo do celular pode ser exibido e controlado pela tela touch screen do BlueMedia.

Porta-malas de 450 L está dentro da média na categoria

Ficha técnica Motor. 1.6 flex 16V, quatro cilindros em linha Potência. 128 cv/122 cv a 6.000 rpm (etanol/gasolina) Torque. 16,5 kgfm a 5.000 rpm (etanol) e 16 kgfm a 4.500 rpm (gasolina) 0 a 100 km/h. 10,6 s Veloc. máxima. 191 km/h Freios. Discos ventilados na frente e tambores atrás Médias de consumo. 7,0/9,3 km/L com etanol na cidade/estrada e 10,2/12,9 km/L, com gasolina no tanque Peso. 1.086 kg Porta-malas. 450 L


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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Multimídia com TV digital a bordo

R$

72.290 Hyundai HB20S Premium

O interior do sedã já chamou mais atenção. Isso porque, antes, a concorrência da categoria não atentava tanto a esses detalhes. Só que o mercado está cada vez mais disputado, e é preciso olhar com mais carinho para todos os aspectos dos automóveis. Nas configurações mais caras dos compactos, isso significa, por exemplo, revestimentos em couro em assentos, painéis das portas

e manopla do câmbio. No sedã da Hyundai, os materiais são aparentemente de boa qualidade, e quase todos os comandos são de utilização simples e bem resolvidos – a exceção é o botão do computador de bordo. A central multimídia também agrada, espelhando celulares e transmitindo programação da TV aberta digital. Em movimento, os 128 cv e 16,5 kgfm do propul-

sor 1.6 se traduzem em um vigor capaz de impressionar. Ultrapassagens e retomadas são realizadas sem grande esforço: basta pressionar com vontade o pedal do acelerador. O barulho aumenta no habitáculo, mas esse leve incômodo compensa. A direção hidráulica tem o peso certo para manobrar o carro sem dificuldades e garantir firmeza em velocidades altas. (MM/AP)

Modelo oferece um interior agradável com tecnologia embarcada e materiais de boa qualidade


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Projeto de lei

Nova rodovia Capitão Senra Integrantes do Águias de Aço estão na maior expectativa com a tramitação na Assembleia Legislativa de Minas do Projeto de Lei 5.224/2018, que dá o nome de Capitão Senra à rodovia AMG–160, que liga a BR–040 ao distrito de Macacos, conhecida por ser um local muito procurado por motociclistas. O mineiro Capitão Senra foi fundador do Águias de Aço, um dos motogrupos mais antigos e respeitados do Brasil. Ele faleceu em 2016, aos 84 anos, deixando um legado de 61 anos dedicados às motos. MARTINHO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Linha 2019

March e Versa têm novidades A linha 2019 do Nissan March e do Nissan Versa chega às revendas nesta semana com novidades. Os modelos fabricados no Brasil passam a contar com sistema CarPlay e a Android Auto na central multimídia, menos para a versão 1.0 S manual. Outra mudança é o tamanho da tela, que aumentou para 6,75 polegadas.

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Lançamento

O encontro do

66,9 mil Caoa Chery Tiggo 2 Look automático

custo com o benefício Caoa Chery começa a vender o Tiggo 2 automático; SUV chinês produzido no Brasil chega com preço praticamente imbatível na categoria Raimundo Couto Poucos meses depois do lançamento da versão manual, o Caoa Chery Tiggo 2, primeiro fruto da parceria entre a marca chinesa e o grupo brasileiro Caoa, estreia no Brasil com câmbio automático. Para mostrar a novidade, o gerente de marketing da Caoa Chery, Henrique Sampaio, esteve em Belo Horizonte na última semana. Na apresentação do modelo, o maior destaque, segundo o executivo, é a ótima relação custobenefício do Tiggo 2 automático, que chega ao mercado com todas as credenciais para incomodar a concorrência, principalmente por ter a seu favor um dos pontos que mais pesam na decisão de compra: o preço. O Tiggo 2 automático chega nas versões Look e ACT, com preços sugeridos de R$ 66,9 mil e R$ 69.990, respectivamente. Produzido na fábrica da Caoa Chery em Jacareí, no interior de São Paulo, o SUV com transmissão automática

usa o mesmo motor 1.5 flex com 110/115 cv de potência das versões manuais do Tiggo 2, equipadas com câmbio de cinco velocidades.

Bom conteúdo Além de um visual moderno e atraente, o Tiggo 2 convence pelo bom pacote de itens de série. Além de todos os equipamentos da versão manual, o Tiggo 2 Look automático vem com volante multifuncional, câmera de ré e central multimídia com tela de oito polegadas e sistema de espelhamento de celular (que não é compatível com Android Auto ou Apple CarPlay). Nesta versão, o carro sai de fábrica com um recheio interessante, que inclui ar-condicionado, computador de bordo, direção hidráulica, retrovisores, vidros e travas elétricas, Isofix, monitoramento de pressão dos pneus, alarme, sensor de estacionamento traseiro e luzes diurnas, entre outros. A versão mais cara, a ACT automática, agrega ainda controle eletrônico de estabi-

lidade e de tração, assistente de partida em rampa, teto solar e bancos revestidos com couro sintético. Em ambas as versões automáticas, o câmbio traz funções Sport e Eco.

Como anda Em um breve test drive, na região da Pampulha, foi possível avaliar algumas virtudes e pecados do SUV chinês. O motor 1.5 oferece desempenho satisfatório para a categoria. O câmbio não é do tipo CVT, o mais utilizado hoje pela maioria dos SUVs no mercado. A transmissão automática é de quatro marchas, e, até pouco tempo, esse era um dos sistemas mais usuais entre os automáticos à venda no país. A escolha da Chery pela caixa de quatro velocida-

des pode ser explicada justamente pela adequação da proposta de baratear o custo do SUV que, sem dúvida, surge como uma nova e interessante opção de compra. Tal como o câmbio, a direção hidráulica do Tiggo 2 em nada compromete a dirigibilidade do modelo, que chama atenção não só pelo custo-benefício, mas também pelo desenho contemporâneo. Dentro do chinês, o espaço é suficiente para quatro adultos e suas respectivas bagagens. O acabamento é simples, mas bem-arrematado. A falta de extras como arcondicionado digital, faróis de LED e airbags adicionais, por exemplo, é o que possibilita ao Tiggo 2 um preço pra lá de competitivo. IGOR VEIGA

SUV é feito sobre a mesma plataforma do hatch Chery Celer e tem cinco anos de garantia de fábrica CAOA CHERY/DIVULGAÇÃO

Volante multifuncional, central multimídia e câmera de ré estão entre os itens de série da versão


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IGOR VEIGA

Tiggo 2 fica a 18,6 cm do solo, uma das maiores alturas da categoria

Marca pretende ter 60 lojas ainda neste ano

Tiggo 2 tem um design interessante com linhas expressivas

Não há dúvida de que a entrada do grupo Caoa, responsável pela exitosa trajetória da sul-coreana Hyundai no Brasil, com seus modelos importados, agregou mais valor em termos de confiabilidade à marca chinesa. Um dos principais pilares para o sucesso da nova fabricante está na garantia e em um pós-venda de qualidade. Durante sua visita à capital mineira, Henrique Sampaio, responsável pelo marketing da Caoa Chery, afirmou que, ainda neste ano, está prevista a inauguração de 35 novas lojas da Caoa Chery no Brasil, totalizando uma rede de 60 revendas. Em BH, a nova marca

conta com duas lojas: a Pisa Caoa Chery, da avenida Amazonas, que também é concessionário Ford e Peugeot, e a Caoa Chery da avenida Raja Gabaglia, loja que pertence ao próprio grupo Caoa. A ofensiva de mercado da Caoa Chery deve continuar ainda neste ano. Além do Tiggo 2, a marca prevê o lançamento de quatro novos modelos no Brasil (Tiggo 4, Tiggo 5 e Tiggo 7, além do sedã médio Arizo). Todos eles serão produzido no país. Essa e outras novidades serão exibidas no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. (RC)


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Campanha Iveco

Peças até 50% mais baratas A Iveco lançou a campanha nacional “Festival de peças”, que oferecerá até o fim de setembro mais de 90 itens de reposição com até 50% de desconto. A campanha abrange toda a rede concessionária da Iveco espalhada no Brasil e peças genuínas para todos os veículos da montadora. No período, o cliente Iveco encontrará, por exemplo, escovas limpa vidros para a nova Daily e caminhões Strallis com 50% de desconto. As bombas de combustíveis para o Strallis Ecoline estão 40% mais em conta. IVECO/DIVULGAÇÃO

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Transporte

Quando tamanho, sem dúvida, vira documento Sem rivais no Brasil, RAM 2500 recebe facelift e mais conectividade com central multimídia que agora ‘conversa’ com os smartphones Márcio Maio Auto Press

Entre os comerciais leves, nem sempre as regras de mercado são as mesmas que as seguidas nos carros de passeio. As capacidades vocacionadas para o uso profissional fazem com que os fatores de decisão, na maioria das vezes, sejam mais racionais do que emotivos. Por isso mesmo, é menos comum ver atualizações de visual ou até de recheio em picapes médias

e grandes, por exemplo. A RAM 2500 é um desses casos: em maio, o modelo vendido em versão única no Brasil ganhou sua linha 2018. E, desta vez, com algumas alterações interessantes no desenho. As mudanças são bem sutis e pontuais, afetando a frente do modelo. A grade dianteira foi mexida e agora exibe a nova identidade visual da marca especializada em utilitários do grupo Fiat Chrysler Automóveis, com o logotipo da RAM no

centro. A tradicional logomarca com o cabrito montês continua na tampa traseira, detalhe exclusivo para o Brasil na versão Laramie. E houve melhorias também no interior, mais especificamente na central multimídia da picape grande. Agora, o equipamento com tela de 8,4 polegadas sensível ao toque é compatível com os sistemas Android Auto e Apple CarPlay.

Superequipada Entre os itens de série da RAM 2500 estão seis airbags, controle de tração, controle de estabilidade, monitoramento eletrônico de rolagem da carroceria, controle de balanço do reboque, sistema Isofix para fixação de cadeirinhas in-

fantis, bancos com revestimento de couro e aquecidos ou ventilados na frente, ajustes elétricos dos bancos dianteiros, ar-condicionado de duas zonas com saída de ar para o banco traseiro, dois porta-objetos nas laterais da caçamba com capacidade para armazenar 102 L cada. O modelo traz também sistema de som premium com nove alto-falantes e subwoofer, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, volante ajustável em altura e profundidade, estribos laterais e extensor de caçamba. O preço não é baixo – e nem precisa, já que a RAM 2500 não tem concorrentes diretos no Brasil. Ela parte de R$ 264,9 mil.

264,9 mil RAM 2500 4x4 Laramie


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FOTOS FCA/DIVULGAÇÃO

Capacidade off-road da picape é interessante; modelo tem sistema de tração 4x4 com primeira marcha reduzida

Cabrito montês, símbolo da RAM, foi mantido na tampa traseira

Ficha técnica Motor. 6.7 L, 24V, turbodiesel, seis cilindros em linha

Peso. 3.410 kg

Torque. 104 kgfm a 1.600 rpm

Dimensões. 6 m (comprimento), 2 m (largura), 1,97 m (altura), 3,79 m (de distância entre-eixos)

Câmbio. Automático de seis marchas, tração 4x2, 4x4 e 4x4 com marcha reduzida

Pneus/rodas. Medida 275/70 com rodas de 18 polegadas

Suspensão. eixo rígido com molas helicoidais

Caçamba. 1.240 L ou 1.061 kg + dois boxes RAM (130 L)

Direção. Hidráulica

Tanque. 117 L

Potência. 330 cv a 3.000 rpm


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Honda

Nova linha de capacetes A Honda lançou uma nova linha de capacetes temáticos, todos em comemoração aos cem anos da imigração japonesa no Brasil. Os modelos são inspirados nas expressões de arte e cultura tradicionais do país oriental, com grafismos de dragão e carpa, do monte Fuji, mangá, e de samurai e origami. Os capacetes possuem forro removível e lavável com tecido antialérgico e têm fecho com engate rápido, além de anel antifurto. A nova linha já está disponível para venda na rede de concessionárias Honda com preço sugerido a partir de R$ 302. HONDA/DIVULGAÇÃO

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Moto

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Ícone japonês

23.990 Kawasaki Ninja 400 ABS

em constante evolução Kawasaki lança no Brasil a nova Ninja 400; modelo substituto da Ninja 300 tem motor mais potente e detalhes inspirados na H2 e na ZX-10R Igor Veiga Há exatos dez anos, a Kawasaki dava vida ao produto que criaria um novo ícone entre as motos esportivas: a Ninja 250R, que não era apenas a única de seu tipo, mas oferecia um interessante pacote para pilotos iniciantes e até aos mais experientes. Em 2012, a marca japonesa impulsionou novamente a evolução do segmento com o lançamento da Ninja 300, que inovou ao trazer várias novidades,en-

tre elas a embreagem deslizante disponível apenas em motos de alta cilindrada. Agora, em 2018, chegou a vez de uma nova evolução com a chegada da Ninja 400. Apresentado no Salão Duas Rodas do ano passado, o modelo acaba de ser lançado no Brasil. A nova “Ninjinha”, substituta da Ninja 300 traz motor e chassi inéditos com detalhes inspirados em outras motos de maior cilindrada da linha Kawasaki Ninja. Os spoilers na parte inferior da carenagem, por exemplo,

lembram os da nova Ninja H2 e da Ninja ZX-10R. A rabeta apresenta o mesmo estilo da Ninja H2, com luzes de direção mais afiladas. O design da lanterna em LED vem da Ninja ZX-10R. O novo motor de dois cilindros da Ninja 400 rende 48 cv a 10 mil rpm (7 cv a mais em relação à Ninja 300) e tem refrigeração líquida. O torque também é maior, de 3,9 kgfm, contra 2,8 kgfm da antiga “Ninjinha”. De acordo com a Kawasaki, a Ninja 400 é 4 kg mais leve que sua antecessora e pesa 168 kg. O modelo vem equipado de série com freios ABS além de embreagem antideslizante, que evita o travamento das rodas nas reduzidas de marcha. Outra novidade é o painel de instrumentos, o mes-

mo que equipa a Ninja 650, com tela de LCD em display negativo que, além do velocímetro digital e do indicador de marcha, inclui as seguintes funções: um hodômetro total e dois parciais, autonomia restante, consumos médio e instantâneo, temperatura externa, temperatura do líquido de arrefecimento, relógio e indicador de pilotagem econômica. A nova Ninja 400 estará disponível nas concessionárias da marca a partir da segunda quinzena de setembro com preço de R$ 23.990 para a versão ABS nas cores Lime Green e Metallic Spark Black e de R$ 24.990 para a versão Lime Green – KRT Replica, que traz a tradicional cor da Kawasaki e grafismos exclusivos da versão.

Tecnologia

Dos carros para as motocicletas A vida sobre duas rodas vai ficar mais segura e tecnológica nos próximos anos. A partir de 2020, a austríaca KTM e a italiana Ducati passarão a equipar parte de suas motos com tecnologias que já são comuns em carros de luxo, como sistemas de alerta de ponto cego, risco de colisão frontal e traseira e controle de velocidade de cruzeiro adaptativo (ACC, na sigla em inglês).

Entre-eixos mais curto (de 1,40 m para 1,37 m) contribui para uma pilotagem leve e fácil

Rabeta traz o mesmo estilo da Ninja H2, com luzes de direção mais afiladas


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FOTOS KAWASAKI/DIVULGAÇÃO

‘Ninjinha’ mais leve e estável

Nova Ninja 400 pesa 164 kg (4 kg a menos que a Ninja 300), ou seja, está na mesma faixa de peso das motos monocilíndricas

Modelo vem equipado com o mesmo painel de instrumentos digital da Kawasaki Ninja 650

Faróis duplos têm aparência mais esguia e são de LED, cada um deles com feixes baixo e alto de luz

O novo chassi da Ninja 400 tem design semelhante ao da H2 em estilo supersport, ou seja, com distância entre-eixos mais curta e braço oscilante mais longo. Outra semelhança com a Ninja H2 vem da montagem do braço oscilante, agora fixado à parte traseira do motor. Isso significa maior estabilidade e nova diminuição de peso, já que elimina a necessidade de componentes. Outro ponto de destaque é que a nova Ninja 400 possui os maiores discos de freio da categoria. Medindo 310 mm (mesmo tamanho dos utilizados na Ninja ZX-14R), o disco frontal semiflutuante oferece um alto poder de frenagem. Os freios ABS são da marca Nissin, com o sistema mais leve e compacto disponível no mercado das duas rodas. (IV)


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Belo Horizonte


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Pampulha, sábado - 25/08/2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu