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PAULO CAMPOS
A FASCINANTE EDIMBURGO E O MAIOR FESTIVAL DE ARTE DO MUNDO ... Páginas 4 a 10
MAQUIAGEM EM TONS TERROSOS É A PEDIDA CERTA PARA O FRIO ... Páginas 27 a 28
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INSPIRADO EM LIVRO DE ALBERT CAMUS, MONÓLOGO REFLETE EPIDEMIAS MODERNAS ... Página 16
CÂMBIO AUTOMÁTICO E PAINEL MULTIMÍDIA COMPÕEM NOVOS MODELOS FORD KA ... Páginas 18 a 19
PAULO CAMPOS
28 de julho a 3 de agosto de 2018 ANO XXVII número 1461 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
CAIU NA REDE, É POESIA Instagram cai no gosto de poetas dos mais diversificados perfis, do concretista Augusto de Campos a signatários do movimento hip hop
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opinião
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VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Tinha esse lado que eu não previa, e que acabou me preocupando: acabei expondo uma pessoa que tem uma vida comum, trabalha das 9h às 17h. Mas ele é muito firme, em nenhum momento estremeceu por causa disso”
Editorial
O mecanismo perda de prestígio e de rumo do Brasil tem nomes. Sem citar os pecadores, o que despertaria polêmica, vamos aos pecados, para que, revelados, ao menos se atenuem. A verdade vos libertará. Exatamente a verdade tem que ser mostrada sem paixão nem torcida. Doa a quem doer, para que depois não doa por quatro anos a milhões de ingênuos e inocentes. Quase sempre um governante em Minas ou no Planalto, antes de assumir, se fez preceder de acordos e compromissos fisiológicos, negócios espúrios com financiadores, partidos e grupos que atuam e se locupletam na esfera pública. Perde-se aí a possibilidade de dar certo. Deixa-se o Estado refém dos favores de campanha e de retribuir acordos lesivos ao interesse difuso e popular. A visão “negocial” da política impõe ao eleito “comprometido” transformar-se em tomador de conta do galinheiro para dar livre acesso às raposas. O acerto precisa ser “honrado”, devolvendo centenas de vezes mais o que foi financiado na campanha. Assim, quem manda não é bem o eleito, mas os financiadores, os partidos, aqueles que, depois, ditam as decisões. Os exemplos abundam nas revelações da operação Lava Jato. Interessante, embora romanceada, a série “O Mecanismo” da rede Netflix. Dá uma ideia de Brasil. No ambiente luxurioso e aloprado de mordomias e esbanjamentos com o dinheiro público, chafurdam figuras que, na vida real e competitiva, teriam lugar de chapéu na mão nas escadarias de uma igreja. A política se transformou numa transgressão quase permanente. Política não é mais o que significa, “o modo e a arte de convivência na comunidade”. Serve, sobretudo, ao mecanismo para explorar a ingenuidade da população e, assim, engordar a si com aquilo que se retira dela. A roda gira a favor do constitucionalmen-
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te incorreto. O mal que esgarça como lâmina a economia da nação se expandiu tão rapidamente, atingindo um aspecto monstruoso que envergonha o Brasil e sua gente, que faz milhões sonharem em sair daqui, como se sai de um pesadelo. Os governos são entregues a in-
A verdade vos libertará. Exatamente a verdade tem que ser mostrada sem paixão nem torcida. competentes cujo maior compromisso é serem fiéis às regras do mecanismo, não interessa a experiência e a competência. Paradoxalmente, chegou-se até a figura do ministro laranja, aquele que se presta a encobrir a ação delituosa de partidos. O único predicado necessário é saber ler, escrever e acima de tudo manter aberta a porta do galinheiro. Nota-se que as pequenas obras, talvez as mais necessárias à qualidade de vida da população e que são imprescindíveis garantias
Que governo teremos? Insustentável e sem apoio para tomar as medidas necessárias para que o Estado se recupere? de educação e saúde são menosprezadas, justamente por estarem ao alcance de milhões de empresas competitivas e trabalharem
sem margem de desvios. Gasta-se despudoradamente o valor de mil unidades básicas de saúde, que atenderiam 12 milhões de cidadãos a vida toda, pelo estádio que hospedou apenas três jogos da Copa do Mundo e ficou, depois, às moscas. Quando um governo é deixado refém, tem que ceder ao financiador, ao partido, ao bandido. As regras eleitorais desta eleição foram aprovadas para cercear a livre escolha, via o artificialismo, para exploradores manterem-se onde estão: no poder. Uma pesquisa divulgada recentemente que estimulou o entrevistado a escolher entre os principais candidatos ao governo de Estado de Minas revelou a definição de apenas 43% do eleitorado, com 57% decidido anão votar. Assusta. Mais ainda a rejeição dos mais citados nas intenções de votos. Isso mostra, em geral, que prevalece antipatia, e não admiração. Quer dizer, a avalanche de votos nulos e brancos é hoje superior ao volume de intenções da soma de votos de todos os candidatos. Isso pode levar a eleição a ser decidida em favor de um candidato com mais de 50% de rejeição. Seguindo adiante na análise, entende-se o risco de ingovernabilidade do próximo eleito, já que este assumirá sem respaldo da maioria, mas apenas em decorrência da maior fraqueza do adversário que passar de turno. A eleição está “sem propostas”, ancorada aos defeitos alheios. Que governo teremos? Insustentável e sem apoio para tomar as medidas necessárias para que o Estado se recupere? A campanha será marcada, como já é em grande parte, por personalismo, acertos de bastidores, alianças, falta de programas e, ainda, presença de velhas figuras que retornarão a seus lugares sem levar a responsabilidade de compromissos claros. Sem planos, sem apontar quadros competentes. Teremos uma campanha inútil. Valerá ter uma cota menor de defeitos para vencer. E isso será lamentável.
Cantor Lulu Santos, que na última terça (24) se declarou publicamente ao seu namorado Clebson Teixeira, 26, em post no Instagram. A foto com o rapaz foi postada com uma legenda que celebra o amor, um trecho de música de Frank Sinatra: “Fly me to the moon” (Me leve até a lua, em tradução literal)
“Amigas, vamos falar sério? Todo ano morre alguém fazendo alguma p... de estética, mas pelo menos a gente morre fazendo aquilo que a gente quer e não morre feia” Patricia Silvia dos Santos, 47, conhecida como “Paty Bumbum”, que foi presa na última quarta (25) no Rio de Janeiro, em espaço onde realizava práticas como “aplicação de silicone industrial” nas nádegas de clientes. Em um áudio anexado a seu inquérito, a mulher aparece ironizando as mortes recentes envolvendo procedimentos estéticos.
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
“Fui brincar, me jogar num colchão e dei uma joelhada na minha cara. Tô com muito ódio de mim mesma. Como que a pessoa é burra de se dar uma joelhada? Mas é isso aí, é botar um gelinho e desinchar” Drag queen cantora Pabllo Vittar que, na última quarta (25), adiou a gravação de um clipe após ficar com um olho roxo por uma joelhada dada em si mesma.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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ACERVO PESSOAL
Patrícia “Grite poeCassese sia”, brada Jorge Mautner em “S cream Poetry”, música do Paralamas do Sucesso da qual o artista participa. Forma de resistência desde sempre, a poesia, no curso do tempo, já se valeu de várias plataformas para fazer ecoar esse tal grito – motivo pelo qual não suscita surpresa que as redes sociais também sejam, hoje, celeiro de versos gerados em mentes das mais diversas gerações. O octogenário Augusto de Campos, 87, um dos pilares da poesia concreta no Brasil, por exemplo, tem mais de dois mil seguidores em sua conta que, vale dizer, é recentíssima (@poetamenos). A nova geração, por sua vez, se faz presente por meio de nomes como Zack Magiezi. Minas, como não poderia deixar de ser, engrossa o coro, tem adeptos das mais variadas vertentes, como Adriane Garcia, 45. “Por privilegiarem o texto curto, as redes acabam sendo um espaço propício à poesia, ainda que a rapidez de leitura, que é característica das redes, não beneficie propriamente a profundidade da poesia”, pondera ela. De toda forma, a poeta acredita nas redes sociais como uma alavanca que, num segundo momento, pode levar o internauta ao livro físico. “Esse, o espaço ideal da literatura, pois permite imersão, silêncio, concentração, duração. As redes não trabalham essas habilidades”, avalia ela, que, no entanto, exalta o feedback que a web garante. O que, aliás, a motivou a ampliar o seu uso: há quatro anos no Facebook, ela está há menos de um no Instagram (@adriane_garcia_poemas), mas já com um retorno que avalia como “ótimo”. Opinião compartilhada por Domingas Alvim (@domingasalvim), 37, poeta que, apesar de ter nascido em Angra dos Reis, residia na capital mineira há seis anos, até se mudar, ano passado, para Portugal. “Acho fantástico (o retorno). É imediato, sincero, presente, em tempo real. A pessoa lê o texto, gosta, curte, comenta, compartilha, indica para amigos. Acho isso muito
Domingas
“(O retorno) é imediato, sincero, presente, em tempo real”, pondera
MUNDO VIRTUAL> Instagram vira plataforma recorrente para poetas
Poética conectada gostoso. Não é mais aquela coisa, de você publicar o livro e alguns poucos leitores te darem um feedback via e-mail, pessoalmente ou por carta. Não há mais essa distância entre o tempo de publicação e o retorno”. Domingas aponta outro ponto a favor. “É interessante ver como textos que considero legais não repercutem, enquanto outros, que nem imaginava, viram sensação. Isso também me agrada. Essa imprevisibilidade, esse contato com o inesperado, es-
se ‘algo’ que foge ao controle do escritor”. Para ela, é como se o texto tivesse vida própria, “E, de acordo com o dia, ele é ou não aceito, faz ou não faz sucesso. É bem fluido e oscilante – como a vida”. Não bastasse, Adriane adiciona: “Também por elas (redes) cheguei ao trabalho de vários autores”, diz a moça, que faz questão de seguir os poetas da cena belo-horizontina. “Como exemplos, cito Ana Elisa Ribeiro, Bruna Kalil Othero, Leo Gonçalves, Ricar-
do Aleixo, Renato Negrão, Inês Campos, Laura Cohen, Lucas Guimarães, João Diniz, Simone Teodoro, Adri Aleixo, Nivea Sabino, Pedro Bomba, Laércio Pereira, Kaio Carmona e Amanda Vital – entre outros, pois não teria como citar todos”. Da mesma maneira, novos leitores chegaram à sua lavra poética por esse meio. “No Instagram, muitas pessoas procuram especificamente pelo seu trabalho, seja por ouvirem falar, por terem lido seu livro ou visto você em algum evento.
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Augusto de Campos teve sua entrada na rede saudada por Tom Zé: “Nosso poeta maior agora tem Instagram (...) É um privilégio”, festejou o tropicalista
Ou por sugestão de alguém. No Facebook, o próprio algoritmo vai cuidando das sugestões entre os contatos”, diz Domingas. OUTRO LADO Mas, como tudo na vida, há poréns. Além da já dita celeridade (na leitura), Adriane Garcia também aponta o motivo que a faz ter a convicção de que não espraiará seus versos por uma terceira rede, como o Twitter, por exemplo. “Se ajudam na divulgação, também tomam muito tempo do escri-
tor: tempo para ler, escrever, revisar...”. Já Domingas reconhece que, até pouco tempo atrás, nutria certa “preguiça” de redes sociais. “Até que, em abril do ano passado, entendi que, se quisesse dar um passo adiante em minha carreira literária, precisaria quebrar essa barreira e mergulhar de peito e alma não só no Instagram, mas nas outras redes”. Mas nem tudo foi simples. “Levei quase um ano para achar meu passo. Testei formatos, tipos de texto, cores, design de posts”. Por outro lado, Domingas reconhece que foi um processo interessante de aprendizagem – e entende que chegou a um modelo personalizado que a agrada bastante, “misturando posts de textos e de poesia com algumas poucas fotos minhas, acompanhadas de escritos que falam sobre o meu cotidiano, minhas viagens, minhas inspirações”. Domingas salienta que o uso de sua conta no Instagram é estritamente profissional. “Estou ali por meus textos, como a autora Domingas Alvim. É claro que, por ser uma rede social, algumas vezes, especialmente pelos stories (seção da rede em que as imagens duram apenas 24 horas) e de vez em quando nas lives (conversas ao vivo com os seguidores), me coloco em minha vida cotidiana, me apresento como a pessoa por trás da palavra – afinal, as redes são locais de interação, e interação implica pessoalidade e proximidade, mesmo que pela via virtual”, advoga. Quanto ao uso, Domingas faz no máximo um post por dia, “quando não um a cada dois dias”. “Acho que mais do que isso satura – afinal, é muita gente postando ao mesmo tempo. Temos que pensar que o leitor tem vida fora da rede, não é?! (risos)”. Hoje, Domingas tem 36 mil seguidores no Instagram. “Dado o meu pouco tempo na rede, acho maravilhoso”, afiança ela, que segue outros tantos poetas. “Alguns já são bem conhecidos, como o Zack Magiezi, o Rafa Magalhães e o Matheus Rocha. E, recentemente, descobri o Sérgio Vaz, um poeta com p maiúsculo”. RICARDO LAF /DIVULGAÇÃO
Para a poeta Adriane Garcia, o contato do internauta com a poesia por meio do Instagram pode fazer com que ele, instigado, procure, num segundo momento, o livro físico
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reportagem
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MUNDO VIRTUAL> Pesquisadora salienta que a poesia não pertence somente a um tipo de suporte
Um potente difusor de versos Mestre em literatura e outros sistemas semióticos pela Universidade Federal de Minas Gerais, Brenda Marques Pena entende que o uso do Instagram para a divulgação de versos é um caminho natural. “Quem imagina que a poesia nasceu ou pertença a algum tipo de suporte mais que a outro se engana”, advoga, lembrando que a primeira forma de divulgação do fazer poético foi a oral. Desde então, “passou por várias transformações tanto na sua estrutura formal como na difusão”. E prossegue: “As poéticas se fazem a partir de movimentos sociais, literários e artísticos no mundo de diferentes maneiras”. Instada a falar sobre o fato de uma lenda viva como Augusto de Campos usar a rede social, ela lembra que o século XX foi um período de grandes experimentações, mesmo ainda sem as plataformas digitais de hoje. “E Campos sempre foi um experimentador dessas linguagens poéticas em diferentes suportes, com o movimento concretista e o Grupo Noigandres”. Patrícia Cassese
ALINHADO COM O TEMPO O poeta Carlos Ávila concorda. Para ele, o fato de Campos ter criado uma conta no Instagram é uma “reafirmação do caráter experimental e vanguardista de toda a sua importante produção poética”. E, não bastasse, um sinal de vigor do poeta, “ainda ativo e produtivo, já na altura dos 87 anos”. “Trata-se, acredito também, do maior poeta vivo do país – sempre ‘up to date’ (atualizado) em relação aos novos meios e recursos digitais”, constata. Brenda acrescenta que o perfil @poetamenos, de Campos, tem sido utilizado pelo poeta e ensaísta no compartilhamento de trabalhos “que já foram pensados em um contexto hipermídia e por isso se adequam ao Instagram”. No entanto, num espectro mais amplo, ela entende que o desafio, para outros poetas, seria pensar em novas experiências de criação a partir dessas plataformas – “não apenas como meios de comunicação, mas de criação vanguardista”. E pormenoriza: “Se os poetas e artistas só utilizam esses novos meios como difusores de poesia e não passam a pensar o meio como uma possibilidade de ou-
LINCON ZARBIETTI – 16.10.2017
Felipe Arco
Hoje, o poeta e grafiteiro tem o Instagram como principal vitrine
tras criações não se produzirá novas fricções necessárias para que surjam inovações no campo das artes poéticas”, adverte ela, que é autora do livro “Poesia Sonora e Outras Vanguardas Poéticas” (Tradição Planalto Editora, 2009). A pesquisadora entende que, no geral, a força difusora da poesia está nos coletivos, nas vanguardas que se fazem nas trocas sócioculturais e artísticas. Atentos ao poder das redes, não são poucos os que, mais que divulgar seus poemas, enxergam, ali, um espaço para ecoar batalhas que estão na ordem do dia, co-
mo o empoderamento feminino, o combate ao machismo e o repúdio ao racismo e à homofobia, para citar alguns exemplos. Dar visibilidade aos movimentos que pululam à margem do mainstream é outra vocação inata desse fazer poético. Não por outro motivo, Felipe Arco (@felipe_arco) transpôs para o Instagram os versos que o tornaram conhecido ao serem espalhados pelas ruas da cidade. “Na verdade, tudo começou na rua, pois, além de escrever, já faço grafite há dez anos, e sempre deixei versos nele – só que não da forma que faço hoje”.
Das lixeiras da cidade ao boom no Instagram É provável que mesmo o mais desavisado dos leitores já tenha se deparado com os versos de Felipe Arco espalhados em prosaicas lixeiras da capital mineira. Ele, que na verdade começou a vender poesia nas estações de metrô, junto a um primo, de pronto passou a receber, dos transeuntes, su-
gestões para mostrar seus versos também em redes sociais. Veio, então, a conta no Facebook e, num segundo momento, no Instagram. Paralelamente, a vontade de espalhar versos a cada esquina ganhava força. Foi quando um objeto que passa despercebido à maioria das pessoas cataliACERVO PESSOAL
Um poema a cada dia Pedro Valentim, 34, o PDR do coletivo Família de Rua, é outro a difundir seus versos na rede, com o projeto Um Poema Por Dia (@umpoemapordia). “A ideia foi criar um exercício que me permitisse retomar a escrita”, diz ele. Os poemas são publicados com o traço típico da arte de rua, ou seja, há uma história visual, somando foto e versos com a métrica do rap. “O interessante é que, a partir do momento que você compartilha uma história que é só sua, ela, curiosamente, começa a fazer sentido para outras pessoas”, diz PDR. Ele explica que a rede tem esse papel de atuar co-
mo um diário. “Ali, coloco a maneira como vou percebendo as situações do dia”, diz ele, que se confessa inspirado por tudo o que afeta sua alma – e, nesse caldeirão, entram questões urgentes, como respeito à diversidade e combate ao racismo. Mas PDR frisa que seu projeto é pessoal, e que a preocupação em “bombar” nem passa pela sua cabeça. Mesmo assim, uma t-shirt com seus versos foi adotada até pela vereadora Áurea Carolina (PSOL). Aliás, seus versos, hoje, também estampam marcadores de livros, imãs e caderno. “Tudo 100% artesanal”, frisa.
Brenda Marques: Desafio é pensar em novas experiências
zou sua atenção. “As lixeiras eram um objeto degradado, que estava em todo canto, mas eram mal cuidadas. Daí, comecei a pegar um pano, a limpar e a escrever”, relembra. A repercussão desaguou num boom de seu perfil no Instagram. “Aí estourou mesmo, com várias pessoas, inclusive públicas, compartilhando e me marcando”. Com isso, teve gente que passou a travar contato com os versos de Arco apenas pela internet. “Hoje, trabalho unicamente no Instagram. Tudo o que vendo atualmente é via rede social, seja livro (“200mil Paçocas e Infinitas Poesias”, “12mil km e Infinitas Poesias” e “A Menina do Vestido Azul”), telas, pintura em quarto, palestra, camisa... Tudo, tudo, tudo”. Aos 27 anos, ele, que curiosamente confessa já ter tido uma resistência às redes, conta que a cada dia chegam pessoas novas, “que conhecem o trabalho, mandam mensagens...”. Na direção contrária, há os que ainda conhecem seus versos só das ruas. “Há muita gente que não tem redes sociais. Então, tem os dois lados, mas o Instagram me possibilita mensurar (o público), quantas pessoas me seguem, me curtem. Ele me dá todos os números, e isso é muito interessante”.
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reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Morrer de trabalhar omos criados em uma sociedade consumista e, em tempos de gastanças, o trabalho é o antídoto para as contas que não param de chegar. Estudos demonstram que longas jornadas de trabalho acarretam sérios problemas de saúde no médio e longo prazo. Mas qual seria o limite para o trabalho? Quando devemos descansar? É disso que vamos tratar na coluna desta semana. A aparente crença no equilíbrio entre trabalho duro e “il dolce far niente” (a doçura de não se fazer nada, em tradução livre do italiano) não deixa de ser intrigante. Até porque não fazer nada soa como o oposto de ser produtivo. E a produtividade, seja criativa, intelectual ou braçal, é a principal forma de se usar o tempo a nosso favor. Entretanto, à medida que preenchemos nossos dias com mais e mais afazeres, muitos de nós estamos descobrindo que a atividade ininterrupta não é o ápice da produtividade. Pelo contrário, é sua adversária. Pesquisadores estão notando que o trabalho após uma jornada de 14 horas não é apenas de pior qualidade, mas que esse padrão está prejudicando a criatividade e a memória. Ao longo do tempo, isso pode nos deixar fisicamente doentes, nos fazendo sentir que a vida não tem propósito algum. A ideia de que conseguimos estender indefinidamente nosso trabalho, com foco e produtividade, é um erro imenso. Como tudo na vida, o trabalho também tem limites. Uma grande pesquisa descobriu que trabalhar por muitas horas aumenta o risco de doença Atividade cardíaca em 40% – quase tanto quanininterrupta não to fumar, 50%. Oué o ápice da tro estudo mostrou que pessoas produtividade. que trabalhavam Pelo contrário, é muito tinham um risco bem maior sua adversária. de hipertensão arterial, infarto e derrame. Outra pesquisa apontou que os que trabalhavam mais de 11 horas por dia tinham 2,5 vezes mais chances de episódios depressivos do que os que trabalhavam sete ou oito. Já existem relatos de pessoas que literalmente morrem ou morreram de tanto trabalhar, como é o caso do Japão, onde a morte por excesso de trabalho é conhecida pelo termo “karoshi”. Um estudo com empresários de Helsinque, capital da Finlândia, mostrou que, ao longo de 26 anos, executivos e empresários que tiravam menos férias na meia idade tinham mais chances de morrer mais cedo ou ter piores condições de saúde na velhice. Outra pesquisa com mais de 5.000 trabalhadores norte-americanos descobriu que pessoas que tiram menos de dez dias de férias por ano têm três vezes menos chances de receber um aumento ou bônus em três anos. Como uma forma de reflexão, enxergamos o trabalho apenas do ponto de vista econômico. E, dessa forma, nos esquecemos de que o descanso e o ócio, assim como o trabalho, são atos humanos. Ambos devem conviver em harmonia. Tenho de trabalhar, sim. Entretanto, também precisamos do tempo de descanso, que é igualmente importante. Domenico De Masi, sociólogo e escritor italiano, que elaborou a obra “O Ócio Criativo”, disse: “O ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade”. Particularmente, penso que ócio permanente vira tédio, bem como o trabalho ininterrupto vira escravidão. Faça uma boa semana.
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Médicos fraudam o SUS com cirurgias estéticas, diz estudo ENGIN AKYURT/PIXABAY
Procedimentos entram nos registros do serviço público como reparadores Recentemente, a morte da bancária Lilian Calixto após uma bioplastia no apartamento do médico Denis Barros Furtado, que foi preso, chamou a atenção do país para os perigos do mercado paralelo de procedimentos estéticos. No entanto, o caso do “Dr. Bumbum”, como o médico é conhecido, é apenas mais um. Cirurgias plásticas estéticas disfarçadas de procedimentos reparadores – que têm como objetivo corrigir deformidades congênitas ou traumas – nos formulários do Sistema Único de Saúde (SUS) têm sido uma prática comum em hospitais da região Sudeste – especialmente em Belo Horizonte e Rio de Janeiro. As fraudes adotadas por médicos que usam pacientes de baixa renda para treinar ou aprimorar as técnicas cirúrgicas foram relatadas pelo antropólogo equatoriano Álvaro Jarrín no livro “Biopolitics of Beauty: Cosmetic Citizenship and Affective Capital in Brazil”, lançado em 2017 após três anos de pesquisa no país. De acordo com Jarrín, 95% das cirurgias plásticas no serviço público são estéticas, e essa banalização tem colocado esse tipo de intervenção “num pedestal sem que os riscos sejam avaliados a fundo pela sociedade brasileira”. No estudo, ele aponta que os procedimentos mais comuns são as cirurgias de mama, de abdômen e de nariz. Frequentemente, disse ele à reportagem, rinoplastias viram “desvio de septo”, e plásticas no rosto viram “correção de paralisia facial”, burlando as regras que não permitem cirurgias estéticas no SUS. “Os cirurgiões não descrevem isso como uma fraude, eles Litza Mattos
Foram feitas 90mil cirurgias estéticas em 2017 – Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica
falam que simplesmente dão um jeito para justificar as cirurgias aos olhos do governo”, afirma o antropólogo. Ao todo, ele entrevistou 197 pacientes, 43 cirurgiões plásticos, oito residentes de medicina e 28 outros profissionais da saúde que trabalham em hospitais da rede pública ou em clínicas particulares. Durante a pesquisa, Jarrín diz ter presenciado em consultas a “prática muito comum” de o médico dizer ao paciente como fazer para conseguir a aprovação de sua cirurgia, por exemplo, queixando-se de dores na coluna para conseguir uma cirurgia de mama. “ Na opinião do antropólogo, o país só se tornou uma superpotência na área “porque tem mais corpos disponíveis para residentes praticarem as técnicas e para cirurgiões desenvolvê-las”. “Em outros países, os residentes e cirurgiões têm muitos problemas para conseguir pacientes dispostos a receber cirurgia estética feita por alguém em treinamento ou com um método experimental”, diz. CFM Embora a maioria das pacientes fiquem felizes com os resultados, “um importante número sofre com erros médicos”, e não tem recurso para processar os profissionais depois. Ainda que tenha tido conhecimento do livro, o Conselho Federal de Medicina (CFM) informou, em nota, que “não teve acesso ao método utilizado pelo autor” e que, por isso, não teria condições de fazer análise do material.
entrevista Álvaro Jarrín, antropólogo e professor assistente do Departamento de Sociologia e Antropologia College of the Holy Cross, Estados Unidos Por que você decidiu pesquisar as cirurgias plásticas no Brasil? Como antro-
pólogo da saúde, fiquei surpreso com o grande número de clínicas de cirurgias plásticas em cidades como Rio de Janeiro e com a frequência com que o assunto era abordado em revistas, programas de televisão e websites brasileiros. Inicialmente, eu iria pesquisar os turistas que viajam ao Rio para fazer cirurgia plástica. Mas foram os próprios cirurgiões plásticos que me alertaram sobre os procedimentos que acontecem na rede pública. Isso é único no mundo, e, pela quantidade, eu queria investigar suas causas e as consequências. Com base em sua pesquisa, você fez alguma denúncia oficial em algum órgão brasileiro? O propósito
do meu livro não é denunciar o que está acontecendo, mas trazer atenção ao assunto para gerar uma discussão sobre se é ético ou não oferecer cirurgia plástica pelo SUS. Po-
de ser que meu trabalho gere mudanças, mas pode ser que a sociedade brasileira decida que os riscos valem a pena e que a beleza é, sim, um direito básico. Não cabe a mim como estrangeiro fazer essas denúncias aos órgãos públicos. O Ministério da Saúde nega que isso esteja acontecendo. Você teme que isso te prejudique ou teria como comprovar sua pesquisa de alguma forma? Meu projeto foi
financiado por importantes fundações norte-americanas, a Wenner-Gren e a Mellon/ACLS. Eu recebi um doutorado pela Duke University, e meu trabalho passou por avaliação e revisão antes de ser publicado. O Ministério da Saúde e os leitores do livro podem negar a importância de um trabalho acadêmico, mas, pelo menos na comunidade antropológica americana, meu livro é considerado um produto válido e verídico.
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SAÚDE E BEM-ESTAR
Pacientes mostram esquema SKEEZE U./PIXABAY
Litza Mattos
Ao comparar Belo Horizonte e Rio de Janeiro, o antropólogo equatoriano Álvaro Jarrín diz ter percebido que, nas duas cidades, as noções de beleza eram semelhantes, passando, inclusive, pela visão da eugenia como embelezamento, e mostrando a cirurgia plástica como o caminho para alcançar esse objetivo. “Os discursos biopolíticos dos cirurgiões plásticos em ambos os locais também eram muito semelhantes, ligados por uma linhagem comum à escola de cirurgia plástica de Ivo Pitanguy”, diz o pesquisador. No entanto, segundo Jarrín, não é possível afirmar que as duas cidades representam o país como um todo. Além disso, ao pesquisar as duas capitais, Jarrín conheceu o dr. Paulo* – um médico de sucesso e com consultório particular
no Rio de Janeiro, mas que viajava com frequência para a capital mineira para fazer cirurgias em pacientes de baixa renda. “O dr. Paulo se orgulhava do fato de ter baseado sua tese de doutorado em novas técnicas que havia desenvolvido nesses pacientes. Ao realizar dez cirurgias, ele já tinha dados suficientes para publicar um artigo e apresentar os resultados em conferências. Outros médicos do Rio de Janeiro tinham inveja, segundo ele, do acesso que o dr. Paulo tinha a esses pacientes, bem como da inestimável experiência que estava adquirindo, fazendo com que suas viagens semanais a Belo Horizonte valessem muito a pena”, conta o antropólogo. Em um grupo no Facebook, pacientes trocam dicas sobre como conseguir essas cirurgias estéticas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O grupo discute especificamente sobre rinoplastia (remode-
lagem do formato do nariz) e tem mais de 20 mil membros. A estudante de psicologia em Nova Iguaçu, Raíssa Bronson, 27, é uma delas. “Decidi fazer pelo SUS porque eu não tinha condições financeiras”, diz. Ela conta ainda que passou por quatro médicos até ser operada, há um ano, em um hospital universitário no Rio de Janeiro. “Foi só estética mesmo, eu não tinha nenhum problema funcional. Meu nariz era do tipo negroide, largo, e sempre me incomodou”, diz. Ela conta que se operou com um médico residente, mas não se arrepende. A graduanda em enfermagem Caroline*, 23, se submeteu ao mesmo procedimento, na Bahia. “Foi apenas estética. Demorou aproximadamente cinco meses para conseguir me operar”, afirma. Na capital mineira, o auxiliar de almoxarifado Kaio Padoock, 19, também conseguiu a operação pelo SUS,
com médicos profissionais. No caso dele, havia uma queixa de “desvio de septo”, mas o que mais lhe incomodava era o dorso do nariz mais elevado que rendeu a ele o apelido de “tucano”. “Ao longo do processo, passei somente por dois médicos”, diz. PERMISSÕES De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Níveo Steffen, o Sistema da Comissão Nacional de Médicos Residentes (CNRM), ligado ao Ministério da Educação (MEC), estabelece que quem vai fazer especialização em cirurgia plástica deve contemplar 80% da carga horária em cirurgias reparadoras e 20% em cirurgias estéticas. As instituições que têm residência em cirurgia plástica devem obedecer a esse critério. No entanto, Steffen reconhece que “eventualmente possa haver algum des-
Todo brasileiro tem o “direito à beleza”, disse Ivo Pitanguy
vio, algumas distorções”. Segundo ele, as cirurgias permitidas são as de face, de nariz, de orelha em abano, de pálpebra e lipoaspiração.
Outra observação é que, nos formulários, “não tem como catalogar” esses procedimentos. * Nomes fictícios
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sociedade
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DOLCEVITA TRISTE TRÓPICO
O
Brasil sempre foi um país em estado terminal respirando por aparelhos do SUS. De vez em quando suspira, mas é a famosa “melhora da morte”. Agora, com a pior crise de todos os tempos, sem data para respirar, estamos no fundo do poço, cavando os lados. Por isso, melancólico, o jornalista J. R. Guzzo, da Abril, escreveu: “O Brasil de hoje, dizem, é um grande lugar para você desperdiçar a sua vida”.
TRISTE PRESENTE
E
continua: “(...) Sua vida, sua propriedade e seu bem-estar são ameaçados todos os dias. As chances de progresso pessoal estão cada vez mais limitadas. (...) O Tesouro Nacional transformou-se em patrimônio particular de quem manda no governo. O mérito pessoal é visto como um insulto e a recompensa
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
material por ele é tratada como um delito social. (...) O Brasil é um país ruim para educar os filhos. Aqui o homem mau dorme bem”.
TRISTE FUTURO
E
continuou: “Sabe-se o resumo dessa ópera: está na hora de trocar o Brasil por algum país civilizado, onde se garante a cidadania, os direitos de cada um e os governos funcionam com eficácia, integridade e bom senso”. No Brasil, a começar pelo governo, nada funciona e, quando funciona, funciona errado, como os já citados aparelhos do SUS.
TRISTE E DOENTE
P
or falar em SUS, repararam outro sintoma irremediável da crise? Um estudo há de provar que o Brasil doente virou o país das farmácias com genéricos, preços possíveis e outros exorbitantes. Um comércio que nunca entrará em crise em países assim porque as pessoas estão cada vez mais doen-
tes, da cabeça e do corpo. É dinheiro que não se economiza, como o da alimentação. A qualidade cai, mas as pessoas precisam continuar comendo e consumindo uma gastronomia cada vez mais baixa e prejudicial.
TRISTE FIM
4004-9000
E
ai de quem ousar ficar doente e precisar dos serviços públicos de Saúde que estão no mesmo baixíssimo nível dos da Educação, Segurança, Transporte e um infindável etc. O brasileiro desempregado, ou com cada vez menos dinheiro devorado por impostos, é sério candidato à morte anunciada ou vítima dos extorsivos planos de Saúde. Os brasileiros estão agonizando e morrendo.
TRISTE SINA
Q
uerem um exemplo concreto de como a crise de mil fatores e causas mata e desperdiça vidas para sempre? Dia 20 foi o Dia do Amigo. Alguém conseguiu comemorar de verdade com os amigos, ao
Focando em newborns e crianças no seu novo estúdio inaugurado no Edificio Icon, também no Vila da Serra, a fotografa Mariana Bissoli ao lado da coruja mamãe Aloisia e da irmã Ana Claudia Bissoli
lançaperfume
7 de agosto, o 6 Em BrazilFoundation Ga-
Encontro
la Minas, no Casa Tua, Jardim Canadá. O evento arrecada recursos para projetos em Minas.
No restaurante Topo do Mundo, na Torre do Alta Vila, Ligia Jardim e Carol Parreiras agregando beleza, charme e glamour à festa em torno do titular da coluna
vivo? Temos milhares de amigos virtuais, mas as amizades estão em extinção. Amizade vai ser apenas uma palavra. O progresso que deveria unir as pessoas, acaba por deixá-las cada vez mais separadas, solitárias, sozinhas.
TRISTE FIGURA
A
viões e internet nos levam a qualquer parte do mundo. Mas viajar virou luxo impossível para a maioria. A internet, redes sociais, Whatsapp e até uma Netflix, em vez de unir, são fábricas de autistas. As pessoas não saem de seus casulos, não se comunicam, não conversam, interagem, dividem,
embaixa6 AdoraatrizdaeBrazilFoun-
não se falam; não escutam, digitam sozinhas, sem diálogo. Trocam e compartilham mensagens, mas nem leem.
TRISTE AMBULANTE
S
e exibem, mas não se encontram. É cada um por si. São como trens cheios de gente vazia. A crise econômica aumenta essa tristeza, esse egoísmo. Desemprego com D de depressão, doideira, dor, desespero. Celulares, por mais sofisticados, não beijam, não abraçam. São cercas de arame, campos minados virtuais. Então, feliz wifi para todos e boa sorte aos que sobreviverem num mundo de zumbis.
dation Flávia Alessandra será a mestre de cerimônia da noite e show de encerramento com Preta Gil. O homenageado será Rubens “MRV” Menin. 10 e 12 de 6 Entre agosto, a 6ª edição
do Casar BH, com fornecedores especializados do mercado de casamento, no Buffet Catharina. Hotel Fasano BH 6 Ofinalmente tem data de inauguração: dia 28 de setembro, em Lourdes.
pela Ber6 Assinado nardes Arquitetura,
terá 77 apartamentos, Business Center, SPA, espaço fitness e lobby bar. Também abrigará o restaurante Gero, considerado um marco gastronômico da capital paulista.
CENÁRIO BH Casa Azeitona recebe a mostra coletiva “Mata” Batizada de “Mata” a segunda mostra coletiva do novo espaço cultural Casa Azeitona reúne obras de Fernanda Jacques, Noemi Assumpção (foto) e Hélio Lauar. Esta é a segunda exposição do local que, no dia da abertura, vai receber o público ao lado do chef Americo Piacenza que vai preparar um arroz com carnes defumadas. Onde r. Oliveira, 140, Cruzeiro Quando Abertura: Sábado (28) das 14h às 22h. A mostra fica até o dia 17 de agosto, de segunda a sexta, das 14h às 19h Quanto Entrada gratuita.
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NOEMI ASSUMPÇÃO/DIVULGAÇÃO
Galvão Bueno dá palestra sobre vinhos nacionais Proprietário da vinícola Bueno Wines, o narrador esportivo Galvão Bueno, desembarca em BH, a convite do Grupo Super Nosso, para uma palestra sobre vinhos nacionais. Além de falar sobre o potencial dos vinhos brasileiros no mercado, Galvão fará uma degustação harmonizada. Segundo ele, é importante desmistificar a ideia de que só vinhos importados têm qualidade. Onde Super Nosso Xuá (av. Nossa Senhora do Carmo, 2.780, Sion) Quando Dia 1º (quarta) às 19h30 Quanto R$ 200 (R$ 50 dos quais podem ser convertidos em compras no Super Nosso Xuá)
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JOÃO MIGUEL JÚNIOR/GLOBO/DIVULGAÇÃO
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ENTREVISTA
Dr. Roberto Fonseca
M&LAHAN/DIVULGAÇÃO
Diretor da Oncomed-BH Oncologista destaca a importância em se realizar políticas de prevenção para que a incidência dos casos de tumor diminuam nas regiões mais carentes do Estado, como as da faixa nordeste, que sofrem devido à falta de informação. A cada ano, cerca de 225 mil pessoas morrem de câncer no Brasil, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). Ainda de acordo com a instituição, o número de vítimas fatais dessa doença aumentou 31% desde o ano 2000. Já números do Instituto Nacional do Câncer (Inca) revelam que apenas em Minas Gerais são esperados pouco mais de 29 mil novos casos por ano. Formado por 51 municípios, o Vale do Jequitinhonha apresenta dificuldades para diagnosticar casos nas primeiras fases da doença, o que possibilita maiores chances de cura, além de políticas voltadas à prevenção. Em função disso, a Oncomed-BH analisa a viabilidade de construir um centro avançado de atenção em oncologia para a região. Leonardo Cunha
Como se encontra a situação do câncer no Estado de Minas Gerais? A in-
cidência da doença vem aumentando a cada ano, assim como a mortalidade. Há grandes falhas, tanto na saúde pública quanto na saúde suplementar, com respeito a ações de prevenção primária, secundária e terciária. Considerando que de 30% a 50% dos tumores que acometem os seres humanos podem ser evitados, é inadmissível que nós, agentes de saúde, não nos esforcemos para realizar uma profunda mudança no modelo assistencial. O Estado possui centros de excelência em tratamento, porém, infelizmente, o acesso não é universal. A atenção à saúde em oncologia em Minas Gerais é um reflexo da situação socioeconômica e da saúde como um todo em nosso país. De acordo com o Inca, são esperados, em toda
a Minas Gerais, pouco mais de 29 mil casos a cada ano. O senhor acredita que muitos deles possam ocorrer na área nordeste do Estado? Por quê? A pe-
dido da Associação Capelinhense de Apoio aos Portadores de Câncer (ACPAC) do Vale do Jequitinhonha, temos realizado um estudo sobre a situação da incidência e da mortalidade pela doença na região. Até o momento, temos nos deparado com informações que demonstram acentuada fragilidade em todos os níveis de atenção, como ausência de ações programáticas em atenção primária e secundária, dificuldade de acesso aos serviços de saúde evidenciados pelo percentual elevado de casos avançados ao diagnóstico e tempo inaceitável para o início do tratamento. Quais são os principais tipos de câncer que mais atingem a população dessa região? Os dados levan-
tados até o momento possivelmente não refletem a realidade, pois seguramente são subnotificados. Não há notificação compulsória da doença na região. Nos chama atenção, porém, a elevada incidência de tumores do esôfago e do estômago. Como trabalhar a prevenção primária e secundária para que se possa diminuir o número de casos? O
poder público da região precisa ser sensibilizado para a gravidade da situação, que tem trazido sofrimento e desperdício de recursos em todos os níveis. Entramos em contato com um diretor do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems-MG) quando discutimos a realização de um evento com a participação dos secretários municipais de Saúde da região (organizada pela ACPAC, para não haver “politização” do processo). A partir de agora, serão discu-
tidas as medidas necessárias para implementação de um amplo programa de prevenção primária e secundária da doença, como campanhas informativas para a população. Como a Oncomed-BH pode contribuir no atendimento das pessoas que moram nessa região? Esta-
mos elaborando um manual de prevenção (primária, secundária, terciária e quaternária) a ser oferecido, sem custo, para a região do Vale do Jequitinhonha por meio da ACPAC. Estaremos, a partir de agora, assessorando a entidade no que for necessário para a captação das informações relativas à incidência da doença, suas causas e implementação de medidas que visem a seu controle. Efetivamos, também, a criação de uma equipe que analisa a viabilidade da construção de um centro avançado de atenção em oncologia para a região. O que é preciso para viabilizar a construção desse
centro? Planejamento, sen-
do que este deve partir de informações fidedignas sobre a incidência e a mortalidade relacionadas à doença na região. A luta contra o câncer, na atenção terciária, é complexa e cara. É uma doença que deve ser combatida por meio de uma equipe multidiscipli-
nar (oncologista, radioterapeuta, cirurgião, patologista, enfermagem especializada, nutricionista, psicólogo e assistente social) para que se obtenham níveis de excelência na atenção à saúde dos pacientes. Os recursos materiais e técnicos necessários estão relacionados à aparelhagem para méCÉSAR PARANHOS/DIVULGAÇÃO
Cidade
Capelinha é um dos 51 municípios que compõem o Vale do Jequitinhonha
todos propedêuticos de diagnóstico e acompanhamento e tratamento, incluindo aparelho de radioterapia, área hospitalar com unidade de tratamento intensivo, entre outros. A ação, neste primeiro momento, está focada em um amplo programa de prevenção.
“
Estamos elaborando um manual de prevenção (primária, secundária, terciária e quaternária) a ser oferecido, sem custo, para a região do Vale do Jequitinhonha por meio da ACPAC.
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reportagem
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DIA A DIA
Aéreas lucram com bagagem e estão na mira da Justiça PASSAGENS AÉREAS
MAIS CARAS 1º trimestre de cada ano
VALORES DE BAGAGENS DESPACHADAS* 361,03
Rafaela Mansur
RECLAMAÇÕES Insatisfação O despacho de bagagem pelas companhias aéreas também é alvo de queixas de consumidores: no segundo semestre de 2017, foram 2.334, no site Reclame Aqui, 90% a mais do que no primeiro semestre.
Era esperado que as tarifas caíssem após o início da cobrança da tarifa de bagagem, a partir de junho de 2017, mas os preços aumentaram
TARIFA AÉREA MÉDIA DOMÉSTICA REAL (EM R$)
VENDA DE PASSAGENS SEM FRANQUIA DE BAGAGEM DESPACHADA
360
Desde que as companhias aéreas começaram a cobrar pela bagagem despachada, em junho do ano passado, a medida tem sido alvo de uma avalanche de questionamentos, com os feitos pela Ordem dos Advogados do Brasil e pelo Tribunal de Contas da União. O que foi implantado com o objetivo de beneficiar os consumidores, reduzindo o preço médios das passagens, acabou gerando o efeito contrário e sendo um bom negócio para as empresas: além de incluir os ganhos com a cobrança dos despachos em suas margens de lucro, elas aumentaram os valores cobrados aos passageiros. No primeiro trimestre deste ano, a tarifa média das passagens subiu 7,9% em comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 361,03, a maior cifra desde 2015 para o período. “Antes, o preço da bagagem era embutido na tarifa e, mesmo quem não tivesse, pagava-se por isso. A ideia foi boa. Fora do Brasil funcionou, mas aqui, de imediato, já vimos que não deu certo. Ao que tudo indica, o preço não reduziu e, até então, não vimos benefícios”, afirma o advogado especialista em direito do consumidor, Rômulo Brasil. O relatório “O Brasil que Voa”, feito pela Secretaria de Aviação Civil
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
350,69 350
Gol
Início 20.6.2017
De R$ 50 a R$ 70 nos canais digitais
De R$ 100 a R$ 140 no aeroporto
Azul
Início 1.6.2017
De R$ 60 a R$ 100 nos canais digitais
De R$ 80 a R$ 120 no aeroporto
Latam
Início 24.6.2017
De R$ 49 a R$ 99 até três horas antes do voo
De R$ 110 a R$ 140 a menos de três horas do voo
Avianca
Início 25.9.2017
De R$ 40 a R$ 60 até seis horas antes do voo
De R$ 80 a R$ 120 a menos de seis horas do voo
344,38 340
334,49
VALORES DE PRIMEIRA E SEGUNDA BAGAGENS DESPACHADAS POR COMPANHIA EM VOOS NACIONAIS
330
320
310
300
2015
2016
2017
em 2014, mostrou que 65% dos passageiros despachavam a bagagem. A cobrança pelas malas é alvo de uma série de investigações no país. O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu, no mês passado, uma auditoria de conformidade para verificar se a cobrança de bagagem reduziu, de fato, o preço das passagens aéreas e trouxe algum benefício ao usuário. Segundo o TCU, o processo ainda não tem deliberações. PROPAGANDA ENGANOSA Outra ação, do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), do Ministério da Justiça, apura se a Associação Brasileira de Empresas Aéreas (Abear) fez propaganda enganosa ao divulgar, em setembro passado, que a tarifa média das passagens havia caído entre 7% e 30% nas companhias que já haviam implementado a medida. O processo está em fase de instrução e, em seis meses, deve ter resultados. “Houve indícios de que a fala da Abear era enganosa, porque a própria Anac (Agência Nacional de Aviação
2018
FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL (ANAC) E PESQUISA DIRETA
Objetivo de reduzir preços não foi alcançado e cobrança pelas malas é alvo de investigações
*OS VALORES DEPENDEM DAS CLASSES TARIFÁRIAS; EM ALGUMAS, AS BAGAGENS ESTÃO INCLUSAS. O PESO MÍNIMO DA BAGAGEM DE MÃO, QUE NÃO PODE SER COBRADO, É DE 10 KG. AS DIMENSÕES DA BAGAGEM SÃO DEFINIDAS E INFORMADAS AOS PASSAGEIROS PELAS EMPRESAS AÉREAS.
Civil) fala que precisa de um prazo maior para chegar àquilo que a Abear falou de forma pública. A gente entendeu que isso poderia lesar os consumidores”, explica a diretora do DPDC, Ana Caram, referindo-se à informação da Anac de que são necessários cinco anos para analisar os efeitos das mudanças. “A gente também tem questionado cobranças novas que têm sido feitas, como marcação de assento e cobrança de alimentos. O mercado aéreo está mudando de forma muito sensível,
e é algo que nos preocupa, porque está mudando com mais cobranças”, completa. A Anac declarou que a precificação dos bilhetes aéreos é feita pelas companhias e que “nunca projetou que os preços cairiam, mas, sim, que a medida aumentaria a concorrência no setor”. Segundo o órgão, as tarifas aéreas oscilam por fatores diversos, como antecedência da compra, sazonalidade e taxa de câmbio. Também em junho, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu à Justiça a AGÊNCIA O GLOBO/20.4.2016
Cobrança por mala despachada gera polêmica desde 2017
suspensão imediata da cobrança por bagagem despachada no país. A tarifa já é alvo de outra ação da entidade, que busca a suspensão da medida até a decisão judicial final. Para enfrentar as mudanças, os passageiros tentam se adaptar. Um gerente comercial de 30 anos, que não quis ser identificado por trabalhar com turismo, disse
que viaja de avião pelo menos duas vezes por semana e, desde o início da cobrança, tem buscado viajar apenas com a bagagem de mão, cuja franquia subiu de 5 kg para 10 kg. “Não acho justo, porque a promessa da diminuição dos valores não aconteceu. Pelo contrário, tenho notado que as passagens estão cada vez mais caras”.
RESPOSTAS E JUSTIFICATIVAS Abear A Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) afirmou que, desde a implantação das novas regras, as companhias passaram a oferecer uma nova classe tarifária, com valores menores, e cerca de dois terços dos bilhetes são vendidos nessa categoria. A entidade ressaltou que, nos últimos 12 meses, o querosene aumentou quase 45% e o dólar acumulou alta de 8,5% neste ano. E que as aéreas tentam alternativas para minimizar o repasse dessa alta de custo. Azul A Azul afirmou que o valor médio da passagem
depende de vários fatores, e muitos tiveram aumento no ano. Gol A Gol ressaltou que, no primeiro trimestre deste ano, 55% das passagens vendidas pela companhia custaram até R$ 299. Latam A Latam informou que o valor final das tarifas é influenciado por diversas variáveis, que vão além do despacho de bagagens. Avianca A Avianca disse que os valores das passagens são dinâmicos e que preza pela oferta de um serviço completo.
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET LEO FONTES
DE BANDEJA I ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA CONTEÚDO/DIVULGAÇÃO
Que massa?
Para comer pastel à vontade A iguaria de massa fina, recheio farto, consumo rápido e, principalmente, preço baixo vai ganhar um festival especial na capital mineira. Neste sábado (28) acontece o 1º Festival de Pastéis da Pastelândia – lanchonete que comemora seus 25 anos de existência. O evento acontece no Parque Municipal, das 8h às 18h, reunindo barraquinhas de pastéis, sucos naturais cerveja e música. Serão ofertados nove sabores diferenciados de pastel, como o Baião Mineiro (carne moída, queijo serro, couve e jiló), Pequi Canastra (carne de Sol, queijo canastra e pequi) e Umbigo de Banana (foto).
No Poke Sim, a chef Gabriela Harue prepara espaguete de legumes feito com chuchu, abobrinha e cenoura
Opções de receitas que não contêm farinha e outros carboidratos estão mais atrativas ao paladar
Tem chá mate no fast food Desde a semana passada, e atendendo a pedidos de clientes, o chá Matte Leão pode ser apreciado em algumas unidades McDonald’s em Minas, Rio de Janeiro, Bahia e no Espírito Santo. A novidade chega aos cardápios da rede de fast food em três tamanhos, sendo que o copo pequeno (300 ml) será comercializado ao preço de R$ 6,90. Os demais (500 e 700 ml), a partir de R$ 11,90.
Sentar-se em um restaurante e optar por uma refeição pensada especialmente para quem tem intolerância ao glúten – ou para aqueles que, por opção, fazem uma dieta mais restritiva – já foi uma missão um tanto quanto complicada. Nos últimos anos, porém, o cenário mudou. Muitos endereços especializados em gastronomia saudável, por exemplo, vêm trocando a massa (e outros carboidratos) por versões elaboradas a partir de vegetais, como a couve-flor, a abobrinha, o palmito pupunha e a cenoura. São sugestões criativas que agradam os mais distintos paladares – é o que garante a chef Gabriela Harue, do Poke Sim!, especializado em poke, prato que combina técnicas e insumos das culinárias japonesa e havaiana. Para ela, o público não tem mais a mesma resistência em experimentar um prato mais leve, como o espaguete feito com legumes – no lugar da massa feita com farinha, entra em cena a confeccionada com chuchu, abobrinha e cenoura. “Quem experimenta um prato assim automaticamente está optando por algo que não só está atrelado à saúde, mas ao sabor, pela textura e pela sensaLorena K. Martins
Marmita para descomplicar No próximo sábado (4), a chef Júlia Andrade ministra uma aula de marmitas práticas e saudáveis, em parceria com a Experimente Cozinha (r. Marte 320A, Santa Lúcia). A aula, que vai das 10h às 15h30, vai repassar 15 receitas que podem ser aplicadas em todos os preparos diários – do café da manhã ao almoço. O participante vai sair com cinco marmitas montadas para levar para casa. Lembrando que a chef também está na 4ª temporada do “The Taste Brasil”, reality do GNT. Inscrições no contato@experimentecozinha.com.br. Valor: R$ 250.
ção de conforto e leveza após o almoço”, opina ela. TEXTURA É O PONTO Ainda de acordo com Gabriela, os vegetais escolhidos para substituir ingredientes como a farinha (que dá liga à massa) precisam ser mais resistentes, de forma a facilitar o corte em tirinhas. Eles também precisam estar frescos, o que assegura a textura dessa opção de “massa”. “Corto todos os vegetais na mesma espessura. A abobrinha é servida crua. Já o chuchu é grelhado na frigideira, e a cenoura, desidratada com um pouco de sal, para ficar mais crocante. Depois, misturo todos os ingredientes a temperos e ao azeite”, explica ela, que serve a receita com molhos à base de shoyu e proteínas como salmão cru, salmão grelhado, atum cru ou cogumelos sal-
teados. Responsável pelo menu do espaço Marília Fit, a engenheira de alimentos Juliana Bahia explica que é possível fazer outras versões de massas sem farinha de trigo – e, automaticamente, sem glúten –, ingrediente responsável por dar elasticidade à receita. Porém, há as sugestões mais “tradicionais” – como a farinha feita de arroz, fécula de batata ou o amido de milho. “É importante lembrar que todos esses ingredientes vão ser usados em menos quantidade do que uma farinha de trigo tradicional, por exemplo”, alerta. No menu, a couve-flor, por exemplo, é utilizada como opção para massa de pizza sem a necessidade do uso de qualquer tipo de farinha para dar liga, enquanto no nhoque de batata baroa, por exemplo, o amido de milho é apenas polvilhado (aos poucos) sob o tubérculo já cozi-
do, para dar textura durante o processo de modelagem. A chef Carolina Fádel, do restaurante Santafé, também sugere outros candidatos à substituição da farinha, como a biomassa de banana verde, base para dar o formato ao petit gâteau servido no restaurante. “Percebo que não se vende tanta sobremesa tradicional, que vem repleta de farinha e açúcar, quanto antes”, ponderou ela, ao criar o menu. Nessa mesma onda batizada carinhosamente de “fit”, Carolina também utiliza o palmito pupunha no lugar do macarrão. O carboidrato do arroz também teve um substituto à altura. “O risoto feito com quinoa tem a mesma base de preparo, embora a quinoa cozinhe em menos tempo do que o arroz arbóreo. Usamos manteiga ghee e queijo para garantir a cremosidade”, ensina.
THIAGO MAMEDE/DIVULGAÇÃO
Nhoque de batata baroa com manteiga de sálvia e castanha – e sem farinha – do Marília Fit
CACAU GOUVEA/DIVULGAÇÃO
reportagem
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA II RECEITA
Risoto de quinoa Por Carolina Fádel do restaurante Santafé
Ingredientes - 200 g de quinoa mista - 4 aspargos - 10 tomatinhos sweet grape - 500 ml de caldo de legumes - Suco de 1 limão siciliano - 40g de manteiga ghee - 40g de queijo grana padano - 8 camarões VG
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Modo de preparo Deixe a quinoa de molho por oito horas para retirar os antinutrientes. Cozinhe a quinoa por 15 minutos no caldo de legumes. Branqueie os aspargos colocando na água fervente 3 minutos e, em seguida, jogando na água gelada. Enquanto isso, grelhe rapidamente os camarões no azeite e reserve. Adicione na quinoa os aspargos, o tomatinho e o suco de limão. Acrescente uma concha de caldo de legumes, a manteiga e o grana padano. Monte o prato colocando o risoto e dispondo os camarões por cima.
Para quem ama muito risoto ENAN CORREIA/DIVULGAÇÃO
DOCES SAUDÁVEIS Substituição A farinha branca estimula a formação de gordura. Isso acontece porque o trigo é transformado em açúcar mais rápido do que qualquer outro alimento no sangue. Uma vez que, em uma receita, esse ingrediente é substituído por um funcional, o resultado é um prato mais balanceado e leve. Essa foi justamente a proposta do chef Felipe Caputo ao criar a sobremesa Chocolate Cake, servida no cardápio do Green Up, estabelecimento focado em opções gastronômicas saudáveis. O bolo é feito com cacau em pó e, claro, sem farinha. Para dar liga à receita, o chef utiliza xilitol, que é um adoçante natural substituto do açúcar, e a clara de ovo. “A textura fica bem parecida com a de um bolo feito com farinha de trigo”, explica ele. “Tudo na cozinha é feito a partir de trocas inteligentes e o resultado só é obtido após testes, pois os ingredientes funcionais desencadeiam reações diferentes nas receitas”, conta.
FELIPE CAPUTO/DIVULGAÇÃO
A receita do Chocolate Cake, do Green Up, é feito de cacau e não contém farinha
Até o dia 30 de agosto, o Ristorante Un’Altra Volta (r. Grão Mogol, 627, Sion) realiza mais uma edição do festival de risotos. Sempre às terças, quartas e quintas-feiras, das 18h às 00h, o menu inclui uma entrada (duas opções de escolha), um risoto (10 opções) e uma sobremesa (duas opções), por R$ 59 por pessoa. Entre as sugestões, há até o risoto vegano, feito de espinafre com leite de coco e coco defumado.
Que tal um tour cervejeiro? A cervejaria Hofbräuhaus BH abriu oficialmente suas portas a um tour com vistas a mostrar os variados processos de preparação de cervejas. As visitações de até 20 pessoas acontecem sempre aos sábados, das 11h às 12h, marcadas de acordo com as reservas. O passeio é guiado por um beer sommelier e inclui degustação de alguns rótulos. As reservar podem ser feitas pelo e-mail contato@hofbraubh.com.br.
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reportagem
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DIA A DIA
Aposentados do INSS lesados De acordo com várias denúncias, entidade cobraria até R$ 4.000 por suposta revisão dos benefícios Aposentados mineiros estariam sendo vítimas de um golpe dado pela Associação Brasileira de Apoio aos Aposentados, Pensionistas e Servidores Públicos (ABSP). Uma denúncia aponta que idosos receberam cartas com a promessa – não cumprida – de terem suas aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social revisadas. Mas, para isso, teriam que pagar até R$ 4.000 e assinar uma adesão, em prazo estipulado. Com medo de perderem
OUTRO LADO A reportagem tentou entrar em contato com a associação, mas ninguém atendeu as ligações, nem respondeu ao e-mail enviado por meio de seu site. Porém, durante a audiência pública, o advogado
Fabiano Márcio de Moraes, representante da ASBP, afirmou que presta consultoria sobre direitos dos aposentados e que a correspondência seria apenas uma carta convite. E disse que, além de atendimento jurídico, a entidade oferece assistência médica e cursos, bem como parcerias em estabelecimentos. Também frisou que o aposentado teria direito a desistir do contrato no prazo de uma semana. Caso ultrapasse esse limite, poderia redigir uma carta de próprio punho solicitando o cancelamento. Um conselho estuda a devolução, que pode ocorrer entre 15 e 20 dias úteis. “Não há o intuito de lesar ninguém”, disse. A Delegacia Especializada em Defesa ao Consumidor, da Polícia Civil de MG informou que o inquérito “encontra-se em tramitação e que, diante dos novos fatos, serão realizadas as devidas apurações”. Marcelo Barbosa, coordenador do Procon Assembleia, também vê indícios de uma
11ª EDIÇÃO
Eurico Martins
LUIZ SANTANA/ALMG
o suposto prazo, após o qual não seria possível entrar com recurso, como faz entender a correspondência, os idosos aceitaram fazer o pagamento. Porém, passado um tempo, viram que foram lesados – e decidiram procurar o Procon Assembleia. Desde 2012, o Procon vem atendendo casos semelhantes, confirma o gerente geral do órgão, Gilberto Dias de Souza. Só para se ter uma ideia, de 1º de janeiro de 2018 ao dia 20 deste mês foram registradas, por lá, 119 reclamações, sendo 42 após 16 de julho, quando houve audiência pública da Comissão de Defesa do Consumidor e do Contribuinte da Assembleia sobre o caso.
Foram registradas 42 reclamações contra a associação no órgão de proteção ao consumidor
“organização criminosa” e entende que a associação comete várias infrações. Entre elas, cita o inciso IV do artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), segundo o qual “é vedado ao fornecedor de pro-
dutos ou serviços prevalecerse da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços”. Geraldo Fernan-
des Pires, 57, um dos lesados (chegou a fazer empréstimo para pagar a adesão), lamenta: “É uma quadrilha muito bem organizada. Muita gente está sendo prejudicada”, diz.
23 DE AGOSTO DE 2018 20h • MIX GARDEN
R. Projetada, 65 • Jd. Canadá
Apresentação do Corpo de Baile de "O Proação" MESTRES DE CERIMONIA Ricardo Carlini e Nayra Lellis PRODUÇÃO EXECUTIVA Assim Produção de Eventos DIREÇÃO CRIATIVA Alex Moreira STYLIST Alberth Franconaid DESIGNER GRÁFICO Fernando Jorge RELAÇÕES PÚBLICAS Matheus Menezes ASSESSORIA DE IMPRENSA benedita comunicação LINE UP Alex Moreira Alta Costura, Anna Barroso, Apartamento 03, Brooksfield, Choc Color, Lovea Princess, Manoel Bernardes, Pat Bo, Patricia Mo a, Victor Dzenk CASTING Agência Doze, Ford Minas, Live Management BEAUTY Alex Mar!ns, Andrea Alencar, Beleza Eliza Mar!ns, Bruno Cândido, Cláudia Guimarães Beauty, Elias Ferry, Fernando Damasceno, Húbio Júnior, Ivonete Rodrigues, Luiz Bicalho, Theodoro Remigia BUFFETS Coordenação Geral: Buffet Cris!na Misk, Bouquet Garni, Brigadeiro de Colher, Célia Sou o Mayor, Eloi Bistrô, Far Tu o Chocolate Belga, Fo#ssimo ‐ Bolos Caseiros, Fora do Comum, Fusión Du Chocolate, Graciliano, Kinoko, L&O Pa!sserie, Lagrezete, Latelier Du Sucre, Meu Chocolate Gourmet, Morena Clara, Mr. Choco, Pichita Lanna, Rullus, Uai Gourmet.
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almanaque MONÓLOGO> Espetáculo inspirado em livro que é alegoria sobre o nazismo entra em cartaz no CCBB RENATO MANGOLIN/DIVULG˜ÇÃO
Qui. a seg. 3 a 27.ago.
Ecos do passado Trio de peso
Pedro Osório, em parceria com Guilherme Leme e Vera Holtz, desenvolveram trabalho inspirado na obra de Albert Camus
Sem sombra de dúvida, Guilherme Leme acertou ao presentear o amigo Pedro Osório, em seu aniversário, com o livro “A Peste”, do filósofo e romancista Albert Camus (1913-1960). A leitura da obra, publicada pela primeira vez em 1947, impressionou o ator. Afinal, ali apareciam paralelos quase óbvios com a realidade brasileira – incluindo uma epidemia causada por bactéria. Animado, Osório retribuiu o agrado convidando Leme para, conjuntamente, levarem aquela densa história para os palcos. O resultado é o monólogo homônimo ao livro, que, depois de estrear com sucesso no Rio de Janeiro, chega a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (3), cumprindo temporada até o dia 27. Na literatura de Camus, vale contextualizar, “A Peste” funciona como uma alegoria da resistência dos europeus ao avanço do fascismo. A obra Alex Bessas
também costuma ser lida com um viés existencial, refletindo sobre como o bafo quente da morte afeta o modo como se leva a vida. Esses significados estão imbuídos na história do cotidiano de Oran, uma cidade argelina comum, “até feia”, como descreve o autor. Ocorre que o lugar passa a ser assolado por uma epidemia, que primeiro causa a morte de ratos, enquanto a maioria da população prefere dar continuidade às suas rotinas, como se nada de anormal estivesse acontecendo. Mas, mais tarde, o bacilo adoece e mata também os cidadãos. Embora cheia de personagens, a narrativa que conduz a história do escritor argelino é a do médico Bernard Rieux, que é interpretado por Osório no monólogo. “Fui fazendo leituras, retirando trechos e, no final, tinha quase duas horas de falas”, comenta o ator, que adaptou a obra ao lado de Leme. Juntos, foram depurando o material. “No Carnaval deste ano finalmente senti que estava com o texto pronto”, lembra.
EPIDEMIAS Embora na obra o surto epidêmico seja apenas uma alegoria, até essa crise de saúde encontrava eco em casos recorrentes de gripe suína, que ainda assola o país – o vírus H1N1 foi responsável por 66% das mortes por gripe neste ano no Brasil. “Minha enteada teve. Eu, no hospital, lia o livro, isso me impactou”, resume, completando que, na verdade, se impressionava menos com a coincidência e mais com o fato de, “diante dos sinais, a gente seguir incapaz de juntar as coisas, de mudar os hábitos”, como no registro de Camus. O ator comenta que, passada essa crise, outras epidemias se faziam notar. “Hoje (dia da entrevista), estou lendo aqui, o Raul Jungmann (Ministro da Defesa) disse que o Rio está vivendo uma metástase do crime. Temos um ex-governador preso, um ex-presidente preso. Isso deveria nos fazer pensar: o que faz que a nossa sociedade esteja tão adoecida?”, elabora ele, citando, em seguida, observações feitas por Camus quando esteve no
Brasil e observou um caráter carismático, mas também egoísta dos brasileiros – curiosamente, “A Peste” foi escrita no mesmo período em que ele visitou e, em um diário, chegou a registrar traços de Oran no país. Classificando o texto como uma “torrente” e garantindo que há “forte conexão” com o público, Osório faz questão de sedimentar que a obra funciona como alerta contra intenções totalitárias e que, em véspera de uma corrida presidencial, vem da cidade onde estreou
“
Veja esse flerte com o autoritarismo, essa ideia que se espalha como se fosse uma peste. Pedro Osório, ator
a peça uma “peste de ideias autoritárias que está se alastrando pelo Brasil”. ENCONTRO Tendo Guilherme Leme presente desde o início do projeto, Osório ganhou uma outra aliada, que ao lado do amigo, assina a direção do monólogo: Vera Holtz. “O encontro com ela foi filosófico”, resume. Aliás, foi em uma instalação polifônica no Instituto Inhotim que a peça ganhou assento. “Eu e o Guilherme (Leme), eventualmente, trabalhamos juntos”, diz Vera. A primeira parceira entre eles, por sinal, também foi um texto de Camus. “Dirigi ele em ‘O Estrangeiro’, que foi muito bem”. Quando foi convidada a assistir aos ensaios e ser uma provocadora de “A Peste”, ela colaborava com Leme no musical “Romeu e Julieta”. No início, estimulava Osório, propondo questionamentos. No fim das contas, Vera acabou se tornando codiretora do espetáculo. “Entrei na parte de concepção. Como a gente ia
mostrar aquelas ideias para o público, onde esse personagem estaria...”, resume ela. Com sua contribuição, o cenário passou a dialogar com “O Mito de Sísifo”, também um livro de Albert Camus, inspirado em um mito grego. Assim, Osório leva cargas de carvão de um lado para o outro do cenário. “Trabalhei um pouco mais outras camadas de leitura... É como se tivesse uma polifonia: temos o ator, o médico que narra a história e, ainda, tem uma movimentação dentro da peça, tudo funcionando junto”. Resume a diretora. E se Inhotim foi lugar de construção de “A Peste”, é também destino de Osório. “Estou indo de carro, que é para conhecer a cidade e voltar lá”, comenta o ator, que já esteve por aqui, mas em passagens rápidas. Dessa vez, tirou dois dias para explorar o horizonte.
> A Peste
CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qui. a seg., sempre às 19h. R$ 30 (inteira). De 3/8 a 27/8. Sessão extra no dia 15/8.
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ARTES CÊNICAS O incômodo que o ‘louco’ traz Patrícia Há poucas seCassese m a n a s , o ator Leonardo Miggiorin passou pela capital mineira integrando o elenco da versão de Bia Lessa para “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. E já no próximo final de semana, ele retorna à cidade a bordo de uma empreitada de viés distinto, mas que igualmente o seduz: a comédia “O Louco e a Camisa”, que poderá ser vista nos próximos sábado e domingo no Cine Theatro Brasil. Na verdade, no curso do ano passado, as duas experiências acabaram se entrelaçando harmonicamente na agenda do ator mineiro (nascido em Barbacena), que teve seu talento revelado em 2001 pela minissérie “Presença de Anita”, da Rede Globo. “A Priscilla (Squeff, atriz, produtora e tradutora) foi a Buenos Aires assistir a vários espetáculos e escolheu esse texto para montar no Brasil”, repassa ele, referindo-se ao fato de a dramaturgia ser assinada pelo portenho Nelson Valente e estar em cartaz há dez anos por lá. “Quando ela me convidou, já estava envolvido com ‘Grande Ser-
Miggiorin (sobre a mesa) contracena com Priscilla Squeff (à esquerda), Ricardo Dantas e Rosi Campos (o elenco se completa com Guilherme Gorski)
CAIO GALUCCI/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 4 e 5. ago.
tão’, mas, como a proposta era trabalhar em alternância – ou nos dias de folga ou entre uma temporada e outra (da empreitada de Bia Lessa) – deu para conciliar”. Na verdade, para o assentimento, pesou o fato de Miggiorin já ter firmado boas parcerias com os envolvidos em “O Louco e a Camisa”. “Com o (diretor) Elias Andreato, por exemplo, já trabalhei diversas vezes. E é um privilégio, uma pessoa que admiro muito”. Os elogios se estendem à produtora, Priscilla, já cita-
da, e aos demais atores, como a veterana Rosi Campos, com quem atuou na novela “Insensato Coração” (também na Globo) e no espetáculo “La Mamma”, “que produzi em São Paulo, junto a Priscila”. RELAÇÕES FAMILIARES Tal como em “La Mamma”, a personagem de Rosi Campos volta a ser a mãe de Beto, interpretado por Miggiorin em “O Louco e a Camisa”. “É um personagem maravilhoso. Na verdade, toda a
peça é muito bem escrita. É uma comédia, mas que trata de temas imprescindíveis, que, partindo das relações familiares, carecem de debate em nossa sociedade”. A ação se desenvolve em torno da irmã de Beto, que vai apresentar o namorado à família. Porém, tanto ela quanto os pais dos dois não estão, digamos assim, muito interessados em que o rapaz dê o ar da graça na sala de visitas. “Por saber que vai falar demais, a família tenta escondê-lo”, conta Miggiorin. O ator conta que existe
um conflito muito evidente em cena. “Esse filho discorda de algumas posturas da família e acaba apontando a hipocrisia que existe ali, o abuso nas relações. Então, é tido como louco por falar o que ninguém quer ouvir, por falar as verdades nas horas em que as pessoas não estão dispostas a escutar. Mas a plateia logo se torna cúmplice dele, mesmo porque, quando o personagem Beto entra em cena, o público já tomou consciência do que, na verdade, está se passando ali”, diz ele, citando, por exemplo, o
fato de o pai ser uma pessoa autoritária e machista. A versão brasileira, vale pontuar, recebeu o aval do dramaturgo portenho, que conferiu uma apresentação na temporada paulista. Mesmo empenhado em defender seu personagem com unhas e dentes, Leonardo Miggiorin, porém, anuncia que será obrigado a deixar a montagem – Belo Horizonte é a última praça na qual ele endossa as vestes de Beto. “A obra é maior do que os atores”, conforma-se ele, lembrando que o ator Rainer Cadete vai assumir o papel. “Estou disposto a dar todo o apoio a ele”. Na verdade, a saída do mineiro já estava programada. “Vou seguir com ‘Grande Sertão’ por outros Estados. Mas, por ora, posso dizer que estou muito feliz de voltar aí – onde tenho primos, tios – após ter ido com um épico, com um texto tão inteligente, que vai fazer as pessoas refletirem. Uma história para rir, mas também para chorar”.
O Louco e a >Camisa
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Dias 4 (sábado), às 21h. e 5 (domingo), às 19h. A partir de R$ 50 (inteira).
De portas abertas para todos Democrático. Esta, talvez, seja a melhor definição para dizer do festival de cenas curtas experimentais, A.Mostra-LAB, que acontece em Belo Horizonte desde 2012 e, neste ano, terá programação a partir da próxima quarta (1º), se estendendo até dia 12. Razão em recorrer ao adjetivo é a ausência de curadoria em todas as sete edições do projeto: basicamente, todos os artistas que inscrevem apresentações de até 15 minutos – seja para apresentação circense, performance, teatro ou dança – são aceitos. A proposta de ser “para todos” ganha ainda mais sentido com a inclusão da tradução simultânea em Libras na programação. E se há quem pense que uma metodologia tão abrangente não daria certo, vale registrar: desde a edição de estreia, A.Mostra-LAB tem lotado salas. Já a procura de artistas por essa vitrine é tamanha que, neste ano, as
45 vagas (sendo três internacionais) foram esgotadas em menos de 30 segundos. Cumpre dizer, BH já conta com um festival, encampado pelo Galpão Cine Horto, que é dedicado às cenas curtas.
Qua. a dom. 1º a 12.ago.
Ocorre que, para Cristiano Diniz, um dos organizadores do festival, a produção é tão vasta que se fazia urgente mais iniciativas do tipo. Ele explica que a proposta de A.Mostra-LAB é pensar outro
modelo de possível. “A nossa curadoria é o interesse do artista de participar”, resume. Aberta a todos, acolhendo formatos e ideias diversos, A.Mostra-LAB também funciona como o registro de um LAURA CERQUEIRA/DIVULGAÇÃO
Cena curta “Olha o Pesado Aí” é uma das integrantes da programação d’A.Mostra-LAB
mini “zeitgeist” – afinal, ali transborda o espírito de uma época. “Em 2016, o tema do racismo estava muito presente”, lembra Diniz. Agora, o assunto em voga se conecta a questão do gênero, perpassando da violência a aceitação. “Há pelo menos um trabalho em cada dia que traz essa problemática”, observa ele. Outro aspecto que salta aos olhos é a possibilidade de aprendizado, por vezes imbuído na grade de apresentações. “Sem curadoria, já aconteceu de ter um artista de 17 anos e na sequência um de 40. E, depois, como sempre fazemos bate-papos (este ano serão 12), eles dividiam suas experiências e conhecimentos”, cita Diniz. Que o espaço se torna lugar de troca e aprendizado, Ramon Brant é testemunha. Também organizador de A.Mostra-LAB, ele cita que levou “Chão de Pequenos” para a segunda edição do festival. A partir da apresentação e das conversas propiciadas pela ini-
ciativa, a cena se transformou em espetáculo – que estreou no ano passado. E há outros exemplos, garante. Além disso, observa que artistas começam a se conectar. “Houve casos de duas pessoas de searas diferentes da arte se conhecerem e voltarem juntos numa cena no ano seguinte”, lembra. O festival também promove laboratórios de discussão e criação. Nos seis primeiros dias, pela manhã, a professora e pesquisadora em dramaturgia Nina Caetano debate gênero e arte em “Manifesto para uma revolução”. Na segunda metade, o ator Fabiano Lana e o músico Barulhista discutem a intercepção tecnológica e suas possibilidades no meio artístico em “Quem tem medo de tecnologia?”. (Alex Bessas)
> A.Mostra-LAB
Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). Do dia 1º ao 12. Quarta a domingo, às 20h. R$ 10 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Despersonalização no trabalho Diante da comédia “Contrações”, às vezes, o riso se cala e a plateia, provocada, reage ao que vê entre sussurros e até sugestões, em alto e bom tom. Circulando desde 2013, prêmios, resenhas e, principalmente, histórias não faltam. Caso da vez em que uma moça, em Brasília, viu no espetáculo situações que havia vivido não fazia muito tempo. Estômago embrulhado, chegou a vomitar – contaram as atrizes que estrelam a peça no extinto “Programa do Jô”. Com humor ácido que faz rir e refletir, o espetáculo do Grupo3 de Teatro, volta a BH na próxima sexta (3) e no sábado (4). À flor da pele, as reações à comédia provam a capacidade de se comunicar com o público. Méritos do jovem dramaturgo inglês Mike Bartlett, mas, convenhamos, ele teve a sorte de ter seu texto levado ao palco pelas mineiras Débora Fallabella e Yara de Novaes, sob direção de Grace Passô. Comédia contemporânea, “Contrações” coloca lupa em situações de assédio moral no ambiente de trabalho. Com situações absurdas, o espetáculo mostra a Alex Bessas
doentia relação entre chefe e subordinada, que aos poucos abre mão de sua subjetividade para garantir que permanecerá empregada. Na peça, Yara assombra o cotidiano de Débora, exigindo que ela, funcionária do departamento que comanda, relate todo e qualquer envolvimento amoroso com outros funcionários – uma norma da empresa. Frente a esse tipo de burocracia, a peça aponta “como a pessoa chega a abdicar até de traços pessoais”, analisa Débora. Aqui, aliás, o espetáculo se comunica com algo que a filósofa Hannah Arendt (19061975) verificou em “Eichmann em Jerusalém – Um Relato Sobre a Banalidade do Mal”: a despersonalização do indivíduo frente a máquina da burocracia. Nesse tempo que vem circulando pelo país observa-se comportamentos repetidos pelas audiências de “Contrações”. “A plateia ri de situações muito absurdas, mas vai se calando”, cita a atriz, que ainda classifica esse riso como “nervoso”. Vale o registro: o público não relaciona o que vê em cena apenas ao ambiente profissional. “Apresentada para público muito diverso, todo mundo se identificava com a peça de alguma maneira, mesmo que não tivesse rela-
ção com o mundo empresarial”, comenta Débora, sobre as primeiras apresentações, no interior de São Paulo, em 2013, quando o público era convidado a comentar o espetáculo, participando de sua concepção. “Às vezes, as pessoas faziam paralelo com outros tipos de relações de dominação, até mesmo dentro da família”, pontua.
Sex. e sáb. 3 e 4.ago.
CRÍTICO Juntos, Débora,Yara e Gabriel Fontes Paiva, artistas mineiros radicados em São Paulo, formam o Grupo3 de Teatro. “No início, tivemos uma fase de desenvolver a temática do amor”, diz Débora. A companhia montou em seus primeiros anos “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, “O Continen-
te Negro”, do chileno Marco Antônio De La Parra, e “O Amor e Outros Estranhos Rumores”, de Murilo Rubião. “De uma forma espontânea, a gente foi se encaminhando cada vez para um diálogo cada vez mais contemporâneo e político”, examina Débora. Foi assim que vieram os textos “ContraVITOR ZORZAL/DIVULGAÇÃO
ções” (traduzido por Silvia Gomez) e “Love, love, love”, ambos de Bartlett. A atriz comenta que os trabalhos do dramaturgo vieram de um processo extenso e contínuo de pesquisa associado ao desejo de fazer uma peça em que as duas atrizes do grupo estivessem em cena. Deu tão certo que, entre os vários prêmios que arrebataram, três deles (APCA, APTR e Prêmio Aplauso Brasil) ganharam juntas. Para a direção, também naturalmente, veio o convite para Grace Passô. “A gente é fã do trabalho dela”, confessa. “A leitura que fez, como diretora, potencializou muito o texto”, elogia. EM FAMÍLIA Depois de já ter passado por aqui em 2014, “Contrações” volta a BH e Débora comemora o longo tempo em cartaz, além de entusiasmar-se em ficar em cartaz em um teatro “do lado de casa”. “Além de estar em nossa terra, em um ambiente muito nosso, estamos perto de nossas famílias”, diz ela.
> Contrações Débora Fallabella e Yara de Novaes refletem sobre assédio moral em relações profissionais
Teatro do Centro Cultural do Minas Tênis Clube. (r. da Bahia 2244, Lourdes). Dia 3 (sexta) e dia 4 (sábado), às 21h. R$60 (inteira).
CANGARAL/DIVULGAÇÃO
Um Espírito Baixou em Mim” comemora 20 anos 6 “Acredite, de existência com apresentação especial no Sesc Palladium Quando Ilvio Amaral apresentou o espetáculo pela primeira vez, os cabelos ainda eram pretos e Maurício Canguçu, seu companheiro de cena, tinha fios sobre a cabeça. Agora, 20 anos desde a primeira vez, os dois preparam uma apresentação comemorativa no exato dia do aniversário. Na segunda-feira (30), os atores encenam a comédia no Sesc Palladium e convidam mais de 40 atores que passaram pela montagem ao longo das duas décadas para subir ao palco. “Ao longo desses 20 anos, temos a certeza de que o espetáculo nunca é o mesmo. O ‘Acredite’ é um divisor de águas para mim e para o Maurício”, afirma o ator Ílvio Amaral. A montagem conta a história de um homossexual assumido que, inconformado com a própria morte, foge do céu e incorpora num machista radical Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Dia 30 (segunda), às 21h Quanto R$ 40 (inteira).
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ARTES CÊNICAS teatro adulto CALOR NA BACURINHA Dir. Mariana Viana. Com Coletivo Bacurinhas Um levante de diversas vozes e modos de ser mulher. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Qui. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 5/8.
CÉREBROCORAÇÃO Dir. Renato Linhares e Enrique Diaz. Com Mariana Lima Peça-conferência que mostra o caminho percorrido entre o teatro e a sala de aula a partir da memória, das alteridades e da experiência construída pela linguagem. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (28), dom. (29) e seg. (30), às 19h. R$ 20 (inteira).
HAMLET E EU Dir. Humberto Câmara. Com Humberto Câmara O personagem principal pode ser visto como um espelho d'água onde contempla o próprio reflexo. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. Até 12/8. R$ 30 (inteira).
MUITO LOUCA Dir. Hudson Glauber. Com Fafy Siqueira e Suely Franco Duas mulheres falam sobre superar as amarras que as fazem infelizes. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (28), às 21h. R$ 100 (inteira).
QUEM FAZ O LUGAR? Dir. Nil César. Com Bruna Souza, Erika Duarte, Geissiany Reis Um residencial tem sua rotina interrompida pela visita de um estranho. Praça da Saúde (av. Silva Lobo, s/n°, Grajaú). Neste dom. (28), às 16h. Entrada gratuita.
teatro infantil MASHA E O URSO Uma menina vive em uma floresta e se diverte com seu amigo urso. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste dom. (29), às 17h. R$ 100 (plateia 1,
inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira); R$ 60 (plateia superior, inteira).
dança MEXERICA Com Cia Fusion de Danças Urbanas Cachorros e gatos do hip hop, um pássaro e uma coelhinha surda ensinam a conviver com as diferenças. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 34319400). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 11h e às 16h. R$ 20 (inteira).
musical
180 DIAS DE INVERNO Dir. Nando Motta. Com Camilo Lélis, Fabiano Persi e Michelle Barreto Um relato poético de um homem que tenta salvar sua esposa atormentada por uma grave doença. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 15 (postos Sinparc).
60 PRA RIR - DOIS É DEMAIS Dir. Christiano Junqueira e Leandro Nassif. Com Christiano Junqueira e Leandro Nassif Esquetes elaboradas pelos humoristas. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM INVASÃO DE PALHAÇOS Com Grupo Trampolim Cinco palhaços tocam música ao vivo, em cortejo. Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640, Funcionários). Neste dom. (29), às 12h. Entrada gratuita.
MANOLETRA Dir. Humberto Câmara. Com Bremmer Guimarães, Jorge Rios e Ricardo Catizane O pai de um menino não acorda desde que os aviões do planeta vizinho começaram a atacar. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira). Até 12/8.
PAIXÃO DE BRUTUS Dir. Norberto Presta. Com Pedro Sá Moraes Releitura contemporânea do Julius Caesar de Shakespeare. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Qui. (2), sex. (3), sáb. (4) e dom. (5), às 19h. R$ 30 (inteira).
PETER PAN - POCKET SHOW AO VIVO Dir. Fernando Bustamante. Com Alex Alves, Rafael Ventura, Raquel Carneiro Peter Pan, um menino que se recusa a crescer, foge para a Terra do Nunca, onde vive grandes aventuras. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste dom. (29), às 16h. R$ 22 (inteira).
festival bh de artes cênicas teatro adulto
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AS BARBEIRAS Dir. Freddy Mozart. Com Renato Millani, Rafael Neves, Will Soares Duas amigas abandonam seu salão de beleza para trabalhar em uma barbearia. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Neste sáb. (28), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).
DEFUNTO BOM É DEFUNTO MORTO Dir. Ricardo Batista. Com Ricardo Batista Um ator é assassinado enquanto apresenta uma peça. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).
FAMÍLIA PÃO COM OVO Dir. Wesley Marchiori. Com Dany Viggo, Diogo de Carmo, Italo Dinati Comédia representa famílias de baixa renda no país da crise. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).
HOMEM É TUDO IGUAL, NÃO VALE UM REAL Dir. Eri Johnson. Com Guilherme Oliveira Um terapeuta tenta pacificar o relacionamento entre homens e mulheres. Teatro do Hotel Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4.001, Ipiranga). Neste dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha
ROH OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro). Neste sáb. (28), às 20h30; dom. (29), às 19h. R$ 40 (inteira).
MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista. Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Com o passar do tempo um casal aprende como funciona um relacionamento. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 32776437). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
MINHA MÃE É PIOR QUE GRUPO DE WHATSAPP Dir. Ilvio Amaral. Com Andreia Quaresma e Diego D'Leon Após a separação, filho volta pra casa e descobre que sua mãe pode ser pior que grupos de WhatsApp. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).
Cia. O Trem apresenta a peça “Chapeuzinho Vermelho” às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
teatro infantil 3 PORQUINHOS - VINTE ANOS
OH, MEU DEUS Dir. Robson Lima. Com Marcelo Duque A vida de um jovem que perde a sua fé, até que Deus resolver falar com ele. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (28), às 20h30; dom. (29), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).
Dir. Roberto Freitas. Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do Lobo Mau, três porquinhos constroem cada um sua casinha. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Neste dom. (29), às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc).
OS INOCENTES Dir. Marco Amaral. Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis Oito inocentes são colocados em uma cela para arrancar de um revolucionário, os nomes de quem os financia. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 20h. R$ 15 (postos Sinparc).
OS RAPAZES DA RUA AUGUSTA Dir. Roberto Freitas. Com Bruno Alba e Kainan Ferraz Mariano e Gabriel são dois garotos que vivem e trabalham na rua Augusta. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 19h30. R$ 20 (postos Sinparc).
ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá. Com Copas Produções Uma menina se vê no dilema de crescer ou permanecer criança. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc).
A LIGA DA JUSTIÇA VS CORINGA Dir. Bruno Righi. Com Bruno Righi, Guilherme Melo, Amanda Papatella A humanidade corre sérios perigos com os novos planos do Coringa. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 15h e às 17h. R$ 20 (postos Sinparc).
PRIMA DONNA Dir. Raimundo Farinelli. Com Abel Reis, Alaíde Albino, Axeheys Emílio O cotidiano de um ensaio, uma sátira ao próprio universo teatral. Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Neste sáb. (28), às 20h30; dom. (29),
CHAPEUZINHO VERMELHO Dir. Livia Gaudêncio. Com Cia O Trem Discussões atuais são mescladas à história da menina que leva doces para a avó e é surpreendida pelo Lobo Mau. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro).
Sáb. e dom., às 16h. R$ 24 (inteira); R$ 12 (postos Sinparc). Até 5/8.
JOJÔ E PALITO EM: O PIQUENIQUE Dir. Joselma Luchini. Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Jordana Luchini Jojô e Palito precisam preparar juntos "O Piquenique". Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 15 (postos Sinparc).
O PRÍNCIPE KEVIN NA TERRA ENCANTADA Dir. Maurício Canguçu. Com Andressa Medeiros, Branda Sol, Rogério Hasten Um príncipe, que vive em um país ditatorial, foge para outro reino. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).
PATRULHA CANINA Dir. Cristiano Duarte. Com Bárbara Martins, Cleide Matias, Davds Lacerda Um grupo de filhotes se reúne para viver grandes aventuras. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Neste sáb. (28), às 16h30; dom. (29), às 11h. R$ 20 (inteira).
SOLTANDO OS BICHOS Dir. Marcus Vinícius Loureiro. Com Alinne Lacerda, Danielle Fortunato, Túlio Temponi Os animais deixam de lado suas desavenças para lutar contra o Homem. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 32691166). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc).
#FICAADICA REPRODUÇÃO/EYMARD BRANDÃO
YURI KRIVONOSSOV/DIVULGAÇÃO
fotográfica retrata 6 Exposição a antiga União Soviética
FUMEC recebe 6 Universidade exposição de Eymard Brandão
Um total de 120 obras de seis importantes fotógrafos do período comunista. As imagens apontam para um registro visual histórico, abordando de maneira política e poética os acontecimentos do cotidiano da sociedade da época. Onde CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais (av. Afonso Pena, 737, centro) Quando Até 13 de outubro; ter. a sáb., das 9h30 às 21h Quanto Entrada gratuita
Artista plástico belo-horizontino e ex-diretor da Escola Guignard, Eymard Brandão exibe 15 obras de diferentes formatos, a maioria do período entre 2017 e 2018, com técnica mista. Onde Galeria da Biblioteca FCH – Universidade Fumec (r. Cobre, 200, Cruzeiro) Quando De 1°/8 a 6/9, seg. a sex. 7h30 às 22h, sáb. e dom. das 8h às 12h Quanto Entrada gratuita.
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MÚSICA Três homenagens a Gismonti Alex R e v i s a n d o Bessas anotações, o instrumentista Jaques Morelenbaum se deparou com observações de seu parceiro de estrada Egberto Gismonti feitas em folhas hoje amareladas. Diante das fibras frágeis, uma cascata de lembranças acorreu à sua mente, ao mesmo tempo em que recebeu um convite para celebrar o amigo no ano que marca os 70 anos de Gismonti e os 50 de seu debute como autor, no Festival Internacional da Canção. Desnecessário dizer que o sim foi imediato. Com vários chamarizes, “Egberto 70” desembarca agora em BH para três shows distintos, entre sexta (3) e domingo (5). A iniciativa foi engendrada pela musicista e pesquisadora Gaia Wilmer, desde sempre apaixonada pela obra do artista fluminense. É ela, aliás, que rege a big band que sobe ao palco em todas as apresentações, com seus 19 integrantes que, de alguma forma, têm uma ligação afetiva com Gismonti. A cada dia, a homenagem é acrescida por convidados, do naipe de Morelenbaum (violoncelo) e Mauro Senise (flauta), além de ex-
Sex. a dom. 3 a 5.ago.
ZIGA KORITNIK/DIVULGAÇÃO
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
ISABELA KASSOW/DIVULGAÇÃO
ANDREA PALMUCCI/DIVULGAÇÃO
Em sentido horário, a partir do alto: o homenageado Egberto Gismonti, Gaia Wilmer, Jaques Morelenbaum e Yamandú Costa
poentes da nova geração – “que já gravaram, tocam frequentemente e têm profundo conhecimento da obra dele”, diz Gaia. Caso de André Mehmari (piano), Gabriel Grossi (gaita), Ricardo Herz (violino) e Yamandú Costa (violão). Gaia, cumpre dizer, conheceu Gismonti quando ainda começava a tocar saxofone e um
amigo pediu que o substituísse em um show que faria com o músico. “Tivemos um ensaio sem ele. Quando o encontrei pela primeira vez, já na passagem de som, a impressão foi de muita generosidade: comigo, com o grupo e, acima de tudo, com a música”. Atualmente residindo em Boston, tendo estudado na Berklee College of Music e no
New England Conservatory, Gaia engendrou o projeto e, a partir do momento em que a participação de Gismonti foi acertada, partiu para o convite aos demais músicos. Um dos mais entusiasmado foi, claro, Morelenbaum, dada a amizade entre os dois. “De tal forma que acabamos reformulando para que ele estivesse nos três shows”, relata ela.
HISTÓRIA ANTIGA Morelenbaum confirma. “A música de Gismonti sempre me inspirou, até mesmo antes de eu sonhar em ser músico profissional, na adolescência”. O celista, vale dizer, circulou o mundo com Egberto entre 1988 e 1993. “Fomos incontáveis vezes aos Estados Unidos, Europa, Japão, além de todo o Brasil”.
O músico garante: todos os três concertos serão emocionantes. Mas, claro, para ele, em particular, o de domingo terá um sabor especial. É quando o grande homenageado adentrará o palco, já que os dois farão um duo. Aliás, ele faz questão de estender seu entusiasmo à mentora da iniciativa. “É muito bacana ela (Gaia) ser a ‘chefe’ desse projeto. É uma mulher estudiosa e super talentosa. E (o fato de ela estar à frente) é muito representativo de uma nova época da música instrumental, que sempre foi mais dominada pela ala masculina”. A observação é ratificada por Gaia. “Fico feliz de conquistar esse espaço depois de tanto esforço e determinação de tantas mulheres que me antecederam”, diz. Lembrando, pois, que todos os concertos contarão, no palco, com Morenlebaum e a Gaia Wilmer Big Band. Vale observar a distribuição dos demais convidados: na sexta (3), Herz e Mehmari. No sábado (4) Yamandú e Grossi. E domingo (5) Senise e Gismonti.
> Egberto 70
CCBB BH (praça da Liberdade, 450). Dias 3 (sexta) a 5 (domingo), às 20h30. R$ 20 (inteira).
O jazz se espraia pela capital As apresentações musicais são, claro, o chamariz. Mas em sua 16ª edição, o Savassi Festival reitera a vontade de deixar uma marca para além da “uma hora e meia de espetáculo”, aponta o idealizador da iniciativa, Bruno Golgher. Motivo pelo qual o evento, que começa na próxima sexta (3) e vai até o dia 12, mantém a sua espinha dorsal, mas agrega novidades, visando justamente “deixar um legado”, como enfatiza o mentor. “Um jeito interessante de se olhar para ele (festival) talvez seja o de um evento que contém uma série de iniciativas que visam perdurar”, prossegue. Além dos shows, o festival abarca exposições, ensaios abertos, lançamentos de discos e mesas redondas, espraiando-se por teatros, cafés, praças, bares e centros culturais. No que diz respeito a espaços fechados, o jazz vai ecoar no
CCBB, Sesc Palladium, Cine Theatro Brasil Vallourec, Idea Casa de Cultura, anfiteatro do Pátio Savassi e Conservatório UFMG. Já para os shows mais intimistas, Café Com Letras (Savassi e CCBB), Cabernet Butiquim (Savassi e Belvedere), Querida Jacinta, Santeria, Restaurante do Ano, Guaja, pizzaria Olegário Villa da Serra, Birosca S2, Salumeria e A Pão de Queijaria. E sim, a rua também será ocupada, seja com o Jazzinho, na praça Floriano Peixoto, ou o palco AeC, na rua Antônio de Albuquerque, em frente ao Café com Letras. Ou diante da Livraria de Rua. Entre as novidades, Bruno salienta a criação do selo Savassi Festival, para viabilizar obras inéditas de jazz e de música instrumental. Das iniciativas que têm sequência está, por exemplo, o braço “Novo Jazz de Israel”, que programa nomes como o da flautista e compositora Hadar Noiberg. O primeiro lan-
çamento será o disco “Oferenda”, da pianista e compositora Luísa Mitre. Já os músicos Frederico Heliodoro, Felipe Villas Boas, Juarez Moreira, Louise Wooley (SP) e Duo Desvio + Pedro Durães estreiam obras
compostas a partir do projeto “Música Nova”, iniciativa criada ano passado e que convida artistas para criarem obras comissionadas. “Compor por encomenda é sempre um desafio – mas um desafio bom, já que, ao fim, vo-
CLEVER SANGALAZA/DIVULGAÇÃO
cê vê o quanto vale a pena incentivar a criação local”, afirma Fred. O músico conta que, quando Bruno Golgher conversou com ele a respeito do projeto, já nos primeiros dias seguintes a primeira música ESTÚDIO TERTUÁLIA/DIVULGAÇÃO
já acorria à sua mente. “E ela deu a direção para as seguintes”, relata. Ele também conta que deu o nome “Savassi Futuro” à sua obra. “Tenho essa ideia de que precisamos sempre tentar levar a música mineira a patamares mais altos – para dentro das pessoas e também para fora de Minas. A minha ideia para o projeto, então, foi essa: unir o que tenho vivido com a música mundial, com a qual há três anos venho tendo um contato mais intenso”, diz ele, que, aliás, conversou com a reportagem do Japão. A obra de Fred mescla a música mineira com a eletrônica, jazz, rock... “Mais ou menos o que sempre busquei fazer, mas a cada trabalho que passa, vou fazendo diferente”. (Patrícia Cassese)
> Savassi Festival. Hadar Noiberg e Frederico Heliodoro são algumas das atrações da grade desta edição
De 3 a 12 de agosto. Leia mais no nosso site jornalpampulha.com.br e confira programação em savassifestival.com.br.
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MÚSICA Hip hop rima com orquestra Há dez anos, o rapper mineiro Flávio Renegado lançava seu primeiro disco, “Do Oiapoque a Nova York”. Ao mesclar vertentes da música negra – como o samba, o funk e o reggae – ao hip hop, sua praia por opção, o trabalho tratou de projetar o cantor e compositor na cena nacional, dando passagem a uma série de parcerias, projetos e outros trabalhos fonográficos de matizes variados. Inquieto, Renegado abre-se agora para um projeto que reverbera sua vontade de arriscar-se a novos voos – o artista se junta à Orquestra Ouro Preto para o registro (em CD e DVD) da peça “Suíte Masai”. O espetáculo cuja gravação vai servir de base para os produtos acontece no próximo sábado, 4 de agosto, no campo do Clube Atlético Riviera, no Alto Vera Cruz, comunidade e berço do rapper. Aliás, sobre a escolha do local, Renegado brinca: “Nunca fui bom de bola, mas agora vou ter a chance de brilhar no campinho do bairro”. Os ingressos João H. Motta (*)
sábado (28) ANIVERSÁRIO DO VERONEZ Cantor mineiro celebra seu aniverário com show que faz um repasse de sua carreira. Gruta (r. Pitangui, 3613, Horto). A partir das 16h. R$ 5
BAILE DA DIRETORIA
poderão ser obtidos mediante a doação de 1kg de alimento não perecível. MATRIZ AFRICANA O título do projeto faz referência à tribo africana Masai (presente majoritariamente no norte da Tanzânia e no centro e no sul do Quênia), na qual o fenótipo evidencia homens altos e magros – como Renegado. Nas tradições da tribo, o melhor guerreiro é eleito a partir de uma disputa de saltos – aquele que alcança a maior altura é reconhecido como “o mais forte”. O rapper reflete que a sua trajetória se conecta, metaforicamente, a essa tradição, e salienta que celebrar os dez anos de sua estreia fonográfica junto a uma orquestra simboliza “outro salto muito alto”. Mas é preciso dizer que, neste caso, a dimensão ancestral (presente já a partir do título) mistura-se ao “flow” moderno característico do rap – e se encontra com as métricas e harmonizações orquestradas minuciosamente pelo maestro Marcelo Ramos. A peça foi apresentada na Sala Minas Gerais em novembro passado, mas com Rene-
gado dividindo o palco com a Orquestra de Câmara Sesiminas. Desta vez, entra em cena a Orquestra Ouro Preto, que, sob a batuta de Rodrigo Toffolo, se desloca para um espaço de encontros rotineiros do Alto Vera Cruz. A nova “Suíte Masai”, acrescente-se, vai além da citada apresentação
Sáb. 4.ago.
TIQUEQUÊ
INVERNO DAS ARTES
STROBO
Espetáculo “MPBaixinhos para todas
Duo paraense apresenta a música con-
Siba apresenta o show “De Baile Solto” e Arthur traz seu novo do disco “Nhanderuvuçu”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 30
JF ASSESSORIA/DIVULGACÃO
um campo de futebol. “Na verdade, até o início do século passado, as orquestras eram sinônimo de inovação. Com o tempo, isso acabou se perdendo e elas se tornaram apenas guardiãs de um passado, de uma tradição. É preciso retomar esse desejo de trazer o novo e de fazê-lo chegar às pessoas”, defende Toffolo. O maestro lembra que foi ao telefone que recebeu, de Renegado, o convite para um café na casa do rapper, para a apresentação do projeto. Toffolo, que já era fã do moço, assentiu de pronto. Ele destaca que a articulação e a percepção das músicas são um desafio. “O hip hop é mais falado, mais rítmico, por isso, estamos preparando um jeito diferente para trazer a articulação da banda, do canto e dos instrumentos”, pontua o regente.
> Suíte Masai
Flávio Renegado e Orquestra Ouro Preto. Clube Atlético Riviera (r. Itaguá, 304, Alto Vera Cruz). Dia 4 (sábado). Às 16h. Entrada mediante a doação de 1kg de alimento não perecível.
O Alto Vera Cruz será o cenário do encontro
JULIANO GAUCHE E RAUL MARIANO
SIBA E ARTHUR MELO
ÍRIS ZANETTI/DIVULGAÇÃO
Toffolo e Renegado
temporânea regional do Pará. Lajinha (r. Grão Pará, 424, Santa Efigênia). Às 15h. R$ 20
Show de lançamento do DVD de Ferrugem e show de funk com GAAB. Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D’Água). Às 20h. A partir de R$ 90
novo convidado da Orquestra Ouro Preto, que já trabalhou com nomes como Alceu Valença ou sobre o repertório dos Beatles. Mas se o entrelaçamento com a música popular já é uma constante, vale dizer que é a primeira vez que o conjunto flerta com a black music – e, ainda, a estreia em
* Sob supervisão de Patrícia Cassese
as idades”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 11h. Entrada gratuita
Cantores dividem o palco em show intimista, no formato voz e violão. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)
de 2017. Para a gravação do CD e DVD, serão executadas 16 faixas, entre canções do repertório do rapper e versões de artistas pelos quais ele nutre admiração, como os saudosos Vander Lee e Luiz Melodia. O regente Rodrigo Toffolo compartilha o entusiasmo do
Grupo de música infantil apresenta o espetáculo “Barulinho, Barulhão”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 16h. A partir de R$ 30 (inteira)
domingo (29) CLÁSSICOS NA PRAÇA Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta série de concertos em praças. Praça Milton Campos, Betim. Às 11h. Gratuito.
Série apresenta o Coral Madrigal Presto. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
MARINA LIMA Estreia do show do álbum “Novas Famílias”, lançamento da cantora. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às19h. A partir de R$ 80 (inteira)
VIOLA DE FEIRA Rodrigo Delage convida Joaci Ornelas Centro Cultural Padre Eustáquio (r. Jacutinga, 821, Padre Eustáquio). Às 11h. Entrada gratuita
segunda (30)
MANHÃS MUSICAIS
DIEGO MORAES Cantor apresenta seu novo disco “#ÉqueEuAndodeÔnibus”. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
quarta (1°) ORQUESTRA DE CÂMARA DO SESIMNAS Orquestra de Câmara Sesiminas apresenta concerto didático. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Floresta). Às 20h. Entrada gratuita
sexta (3) ROTA DO BLUES
DIEGO ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
Edição celebra cinco anos do festival apresentando Lil' Jimmy Reed, acompanhado de Nico Fami, Adrian Flores e pelo mineiro Bruno Marques. Underground Pub (av. Itaú, 540, Dom Cabral). Às 22h. R$ 10
DUO DO JUÁ Letícia Maia e Luiza Salles apresentam o espetáculo “Impressões Francesas”. Espaço de Cultura e Arte (r. Odilon Braga, 1190, Anchieta). Às 20h30. R$ 20
VELEJANTE Show de lançamento do álbum “Alto Mar”. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Às 20h. R$ 30 (inteira) SYLVIO COUTINHO/DIVULGAÇÃO
desfila o rock psicodélico 6 Boogarins em show extra na capital mineira
Pau e Corda fazem show 6 Banda com convidados em Belo Horizonte
Moreira celebra 40 anos 6 Celso de carreira na turnê “Trajetória”
Após esgotar as entradas da apresentação de sexta-feira (3) e da grande demanda do público, o grupo de música psicodélica goiano realiza uma sessão extra para atender os fãs. Abertura com a banda Mineiros da Lua. Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi) Quando Dia 2 (quinta), às 22h Quanto R$ 30 (antecipado)
Uma das bandas expoentes da música nordestina dos anos 1970, a banda Pau e Corda celebra 45 anos com nova formação. O espetáculo em BH terá a participação de Tavinho Moura e Chico Lobo, parceiros do grupo. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Neste sábado (28), às 21h Quanto R$ 100 (inteira)
O compositor, guitarrista e violonista mineiro celebra sua obra em espetáculo com convidados especiais como Wagner Tiso, Tadeu Franco, Chico Amaral e Juarez Moreira. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis (r. da Bahia, 2244, Lourdes) Quando Dia 2 (quinta), às 21h Quanto R$ 10 (inteira)
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CENÁRIO BH FELIPE GIUBILEI/DIVULGAÇÃO
VALERIANO FERNANDEZ/DIVULGAÇÃO
fim de semana do Som Clube tem 6 Segundo shows de Teach Me Tiger e Gui Hargreaves Dando continuidade à programação do festival Som Clube, a Praça da Savassi recebe na próxima sexta (3) mais duas atrações: Gui Hargreaves e Teach Me Tiger. Na ocasião, Gui Hargreaves apresentará pela primeira vez o show de seu disco mais recente, “Rebento”. Onde Praça da Savassi (quarteirão fechado da r. Antônio de Albuquerque) Quando Dia 3 (sexta), a partir das 18h Quanto Entrada gratuita
Rota do Blues comemora 6 Projeto cinco anos com convidados especiais
Scofano & Minetti passa por 6 Duo Minas Gerais em sua turnê nacional
Em viagem com sua turnê internacional, Lil’Jimmy Reed pousa em Belo Horizonte para comemorar o aniversário do Rota do Blues. No palco, o artista divide espaço com os argentinos Nico Fami e Adrian Flores e com o mineiro Bruno Marques. A abertura fica por conta de Alexandre Araújo e convidados. Onde Underground Black Pub (av. Itaú, 540, Dom Cabral) Quando Dia 3 (sexta), às 22h Quanto R$ 10.
Dupla formada pelo argentino Richard Scofano (bandoneón) e o uruguaio Alfredo Minetti (piano), faz a sua estreia no Brasil com o show Estaciones, que passeia pelo tango e chamamé, ritmos tradicionais argentinos. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 2 (quinta), às 20h Quanto R$ 40 (inteira)
ARTHUR AGM/ ESTUDIO BUENA ONDA/DIVULGAÇÃO
Duo Perotá Chingó apresenta o repertório do disco “Águas” em Belo Horizonte No dia 1° de agosto, o duo argentino composto por Julia Ortiz e Dolores Aguirre sai de Buenos Aires e desembarca na em BH para o lançamento do álbum “Águas”, obra versátil e conceitual que promove uma viagem nas profundezas das novas composições da dupla Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi) Quando Dia 1° (quarta), às 20h Quanto R$ 70 (antecipado, especial).
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O
QUE VEM POR AÍ
agosto DIA 9 DOM QUIXOTE E PAQUITA KIEV BALLET TOUR BRAZIL
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 350 (plateia 1, inteira), R$ 300 (plateia 2, inteira), R$ 200 (plateia superior, inteira).
NOVOS BAIANOS ACABOU CHORARE
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
TRIBALISTAS
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 140 (pista, inteira, 1° lote), R$ 200 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 300 (camarote, inteira, 1° lote).
Cine Theatro Brasil Vallourec. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 50 (inteira).
DIA 24 DIA 18
LEANDRO KARNAL
FESTIVAL SARARÁ + SENSACIONAL
KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. R$ 100 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 160 (cadeira setor 2, inteira), R$ 200 (cadeira setor 1, inteira).
Esplanada do Mineirão. Às 14h. R$ 25 (inteira).
MPB4 E BANDA 50 ANOS DE MÚSICA
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).
Grande Teatro do Sesc Palladium. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2 e plateia superior, inteira). DIA 19
DIAS 10 E 11
TRIBUTO AO REI DO POP
VAMP, O MUSICAL
KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 120 (mesa setor 2, inteira), R$ 130 (mesa setor 1, inteira). DIAS 22 A 26
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 170 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 140 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 110 (plateia superior, inteira, 1° lote). DIA 11
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote).
“O SOM E A SÍLABA” - COM ALESSANDRA MAESTRINI E MIRNA RUBIM
DIA 18
OSWALDO MONTENEGRO SERENATA
CAPITAL INICIAL
DIAS 11 E 12
ADRIANA CALCANHOTTO A MULHER DO PAU BRASIL
DIA 11
Batizado com o nome de Quintal Jazz, o projeto tem como proposta promover o compartilhamento entre artistas. O festival contará com dois palcos para receber dez atrações que transitam entre diversos estilos. Confira a programação completa em: bit.ly/2vajDeb Onde Praça de Eventos da Filarmônica de Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) Quando Dias 4 (sábado), das 12h às 22h e 5 (domingo), das 12h às 20h Quanto R$ 25 (antecipado) + 1 kg de alimento não perecível
DIA 7
DIA 10
Sesc Palladium. Sex., às 21h; sáb., às 17h e às 21h. R$ 130 (plateia 1, inteira), R$ 90 (plateia 2, inteira), R$ 75 (plateia 3, inteira).
realiza primeira edição do 6 Amadoria Festival Quintal Jazz no início de agosto
GRUPO CORPO “GIRA” E “21”
Palácio das Artes. Qua. a sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).
outubro DIA 5
DIA 12
deira superior, inteira), R$ 340 (pista em pé, inteira), R$ 490 (cadeira inferior, inteira), R$ 720 (pista premium, inteira).
ANITTA SHOW DAS PODEROSINHAS
DIA 27
(plateia 2, inteira), R$ 90 (plateia superior, inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. A partir de R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote). DIA 20 ALMIR SATER E RENATO TEIXEIRA
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. A partir de R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
O GRANDE ENCONTRO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 800 (mesa setor 1 com quatro lugares).
novembro DIA 4 LOREENA MCKENNITT
DIA 21 ROGER WATERS
Mineirão. Às 20h. R$ 300 (ca-
KM de Vantagens Hall BH. Às 20h30. R$ 350 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 550 (cadei-
ra, inteira, 1° lote), R$ 650 (cadeira vip, inteira, 1° lote). DIA 14 SOLID ROCK - COM JUDAS PRIEST
Arena Expominas. Às 18h. R$ 200 (pista, inteira, 1° lote), R$ 400 (pista premium, inteira, 1° lote).
dezembro DIA 1° ZECA BALEIRO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 60 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 400 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 480 (mesa setor 1 com quatro lugares). JOÃO COTTA/GLOBO/DIVULGAÇÃO
SANDY
KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 3° lote), R$ 1.200 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 1.440 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 6 BETH CARVALHO ENCONTRA FUNDO DE QUINTAL
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 480 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 560 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 6
setembro
PATO FU E GIRAMUNDO “MÚSICA DE BRINQUEDO 2”
DIA 1°
Palácio das Artes. Às 19h. R$ 140 (plateia 1, inteira), R$ 120
A cantora Sandy volta a se apresentar em Belo Horizonte no começo do mês de outubro
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LITERATURA A mineração em Drummond Alex Embora perBessas meie todo fazer poético de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) e seja onipresente em seus livros, é nos versos finais de “Confidência de Um Itabirano” que está a mais notável menção a sua terra natal: “Itabira é apenas uma fotografia na parede / Mas como dói!”. O tom de despedida não é à toa. Afinal, como já havia declarado, o poeta dizia não sentir o menor desejo de voltar à cidade de sua infância e adolescência – que já transformada, pouco de suas memórias os olhos reconheciam. José Miguel Wisnik conheceu, em 2014, a Itabira que Drummond não quis revisitar. Potente, a passagem despertou nele o ímpeto de compreender melhor a relação do itabirano e sua terra – passando pelo crivo da mineração, indústria que se instalou ali, modificando não só o modo de vida local como também a paisagem. O resultado é a publicação do livro ensaístico “Maquinação do Mundo – Drummond e a Mineração” (Com-
panhia das Letras), que será lançado em Belo Horizonte neste sábado (28). Estudioso da poesia do mineiro, Wisnik não encontrou na Itabira contemporânea muitos elementos presentes na obra drummondiana. Não ouviu por lá as badaladas dos sinos da Matriz do Rosário: “Impossível dormir, se não a escuto”, impossível “ficar acordado, sem sua batida”, e “existir, se ela emudece”, como escreveu em “O Relógio”. A sacada da fazenda da família Andrade, de onde via a serra, chamando-a sua, também não se vê. Tampouco pôde vislumbrar o pico do Cauê, que compunha a paisagem local e era um patrimônio daquele povo. Ausentes, os elementos ajudam a traçar uma conflituosa relação, mas que não é exatamente entre Drummond e Itabira, mas sim contra a atividade da mineração. “A gente sempre soube da importância da cidade para a mineração e todos que estão habituados com a obra do poeta sabem que a cidade é onipresente”, detaca Wisnik. Assim, o estudioso retomou leituras e encontrou fortes paralelos entre a indústria do ferro e a
Sáb. 28.ago.
poesia do autor. Desde os anos de 1910 Itabira já estava no “olho guloso do mundo”, como prefere o pesquisador. Ainda criança, o itabirano viu o início das atividades de uma indústria anglo-americana explorando o minério da região. A isso se estendeu longo debate nacional, em duas linhas: a defesa da livre exploração e aqueles que defendiam o compromisso da exportação do minério com a implantação de uma siderurgia nacional. Com a iminência da participação brasileira na Segunda Guerra Mundial, em 1942, o então presidente Getúlio Vargas (1882-1954) garante a instalação da estatal Vale do
NINO ANDRES/DIVULGAÇÃO
Reencontro
Além de BH, Wisnik quer lançar o livro em Itabira, lugar que o despertou para a empreitada
Rio Doce. Durante todo esse período, Itabira estava no epicentro do debate. Contrapondo a ideia de que o poeta renega a cidade, Wisnik destaca que a realidade é exatamente o oposto. “Ele se envolveu em uma campanha em defesa de Itabira e essa campanha foi derro-
tada. Ir lá, portanto, era doloroso para ele, como o lugar onde ele tinha que se deparar com a destruição”. O autor lembra que nas poesias se encontram previsões lúcidas dos efeitos da mineração. É o caso de “A Montanha Pulverizada”, em que já diz da consumação do pico
do Cauê, hoje já completamente devastado: “Foge minha serra, vai / deixando no meu corpo e na paisagem / mísero pó de ferro, e este não passa”. A oposição de Drummond à atividade mineradora, cumpre dizer, havia ganhado notoriedade quando a barragem de rejeitos da Samarco, também ligada a Vale, se rompeu em Mariana, em 5 de novembro de 2015. À época um poema publicado apenas em jornal veio à tona. “O Rio? É doce. / A Vale? Amarga. / Ai, antes fosse / Mais leve a carga”. O desastre, aliás, chama atenção também de Wisnik, para quem o que acontece cronicamente em Itabira está ligado ao desastre criminoso de agora. A perspectiva do poeta, hoje, destaca o pesquisador, continua não só atual e lúcida, como urgente.
Maquinação do >Mundo – Drummond e a Mineração
Lançamento do livro com participação do autor. Livraria e Editora Scriptum (r. Fernandes Tourinho, 99, Savassi). Neste sábado (28), 13h30. Entrada gratuita. O livro estará a venda no dia por R$ 64,90.
Extraordinária vida de Herbert Ativista e guerrilheiro. Esta é apenas uma das possíveis maneiras para descrever o belo-horizontino Herbert Eustáquio de Carvalho (1946-1992) – ou “Herbert Daniel”, seu nome de guerra. De integrante da luta popular durante a Ditadura Militar a exilado e militante dos direitos LGBT e do combate ao preconceito contra soropositivos, Herbert marcou época. O militante e amigo da ex-presidenta Dilma Rousseff produziu ensaios e escreveu uma das primeiras ficções nacionais que tratava da Aids, “Alegres e Irresponsáveis Abacaxis Americanos” (1987), uma trama sobre personagens que sofrem discriminação no cortiço em que vivem por serem portadores do HIV. Da vida de Herbert nasceu a biografia escrita pelo norte-americano James N Green, que desembarca em BH, na próxima terça (31), para o lançamento do livro “Revolucionário e Gay: A Vida Extraordinária de Herbert Daniel”. Historiador e autor de
inúmeras obras sobre o período da Ditadura Militar no Brasil (como o livro “Além do Carnaval”), Green foi um dos fundadores do movimento LGBT no Brasil e conheceu a história de Herbert Daniel em meados da década de 1980. Entre idas e vindas, do Brasil para os Estados Unidos, ele contactou durante dez anos inúmeros amigos de Herbert e conseguiu a autorização da mãe do ativista para produzir a obra. “A dona Geni me recebeu na casa dela aí em Minas, e me emocionou muito quando pediu que eu escrevesse o livro porque o Herbert estava sendo esquecido e ninguém mais sabia quem era ele”, conta. ELO PERDIDO A partir daí, o pesquisador coletou dados sobre a infância e a juventude de Herbert. No entanto, detalhes sobre a militância do mineiro contra o governo militar foram mais difíceis de encontrar. “Como ele vivia na clandestinidade, quase nenhum dos companheiros sabia sobre ele, para evitar que falassem caso fossem presos e torturados. Cartas e coisas que ele escrevia fo-
ram queimadas”, explica. A salvação para esse obstáculo surgiu do encontro de Green com a ex-presidenta Dilma Rousseff (que, inclusive, foi
Ter. 31.jul.
apontada como “affair” do escritor que é casado há 24 anos com Moshe Sluhovsky). “Vivíamos a opção pela luta armada e compartilhamos PETER GOLDBERG/DIVULGAÇÃO
convicções, confidências e sonhos. Ficamos muito amigos e assisti no dia a dia daqueles tempos à sua progressiva transformação em Herbert Daniel”, revela Dilma em um depoimento ao professor norteamericano. Depois de dez anos de pesquisa, Green concluiu que “Herbert Daniel é uma pessoa extraordinária que estava 20 anos à frente do pensamento nacional. Ele pode nos ensinar muita coisa sobre como enfrentar o preconceito”, afirma. Aliás, sobre o combate à LGBTfobia nos dias atuais, Green pondera
que “o movimento LGBT no Brasil é muito forte, mas está enfrentando uma situação de consolidação de parcelas conservadoras da sociedade”. Nos próximos meses, Green lança uma versão atualizada de “Além do Carnaval” e já prepara “Geração 77”, um livro que conta a história de estudantes paulistas que se mobilizaram para combater a Ditadura Militar. Recentemente, o pesquisador também esteve à frente de um manifesto produzido com o intuito de alertar a comunidade acadêmica internacional sobre a “quebra da ordem democrática e o crescimento do conservadorismo no Brasil”. (Lara Alves/ sob supervisão de Jessica Almeida)
“Revolucionário >e Gay: A Vida Extraordinária de Herbert Daniel”
Professor norte-americano lança livro sobre Herbert Daniel
Lançamento do livro com participação do autor. Saraiva do Shopping Diamond Mall (av. Olegário Maciel, 1.600, Lourdes). Dia 31 (terça-feira), às 19h. Entrada gratuita. O livro estará à venda no dia por R$ 69,90.
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CINEMA
Improvisando o que é improvável PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO
Daniel “Missão: ImOliveira possível – Efeito Fallout” é como um musical, em que o ator principal machuca o pé no meio da coreografia e precisa improvisar um novo número, no calor do momento, para salvar o filme. É isso que Ethan Hunt (Tom Cruise) faz o tempo inteiro – e a tensão de ver um acidente fatal se transformar em uma manobra circense é o que carrega o filme que entrou em cartaz na cidade esta semana. O longa é um daqueles em que nenhum plano corre como o previsto, nada é o que parece ser, e tudo (e todos) é uma fachada escondendo sua real natureza. Nas palavras da CIA, “é um Halloween com um monte de homem brincando de fantasia”, enquanto o protagonista se estropia para salvar o mundo. E é exatamente para isso que o público paga os R$ 25 do ingresso. A trama é um desdobramento (o “fallout” do título) direto do capítulo ante-
rior. Com o fim do Sindicato, os discípulos do anarquista Solomon Lane (Sean Harris) – autodenominados “apóstolos” – vão atrás de três ogivas de plutônio para um ataque nuclear. E Hunt & sua patota devem detêlos, sob a vigilância do brucutu da CIA August Walker (Henry Cavill), e com a agente Ilsa Faust (Rebecca Ferguson), sempre à espreita com objetivos próprios. É claro que isso é mera desculpa para uma caçada de escala global, Tom Cruise saltando de prédios e aviões a mil metros de altura e uma perseguição de helicópteros no meio das montanhas do Paquistão. Se em “Nação Secreta”, o diretor Christopher McQuarrie se inspirou em Hitchcock e nos espiões dos anos 1940, “Fallout” é descendente direto da ação implacável e do desencantamento institucional de “Operação França” & afins nos anos 1970. E o que diferencia o longa estrelado por Cruise desses clássicos é a qualidade do roteiro. “Fallout” é um filme que só funciona quando engata a quinta marcha e acelera a
LÁMEN SHOP
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 28 (sábado) e 29 (domingo)
pré-estreias
(Ramen Teh, Japão/ Singapura/ França, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Eric Khoo. Com Takumi Saitoh, Seiko Matsuda, Tsuyoshi Ihara. Masato, um jovem chef de lámen, deixa sua cidade natal no Japão para embarcar em uma viagem culinária em Singapura e para descobrir a verdade sobre seu passado. Belas 1: 14h, 17h50, 19h40 Ponteio 3: 16h50, 21h
MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT VIDAS À DERIVA (Adrift, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Baltasar Kormákur. Com Shailene Woodley, Jeffrey Thomas, Sam Claflin. Tami Oldham e Richard Sharp velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Passada a tormenta, ela se vê sozinha na embarcação em ruínas e tenta encontrar uma maneira de salvar a própria vida e a do parceiro. Pátio Savassi 2: 18h50
estreias ALGUMA COISA ASSIM (Brasil, 2018, 1h20, 16 anos) Dir. Esmir Filho, Mariana Bastos. Com André Antunes, Caroline Abras, Clemens Schick. Caio e Mari são dois jovens adultos cujo relacionamento está além de qualquer definição. Ao longo de 10 anos, o enredo transita entre 3 momentos marcantes em que seus desejos estão em conflito e seu relacionamento é posto à prova. Belas 3: 17h50, 21h30
A FESTA (The Party, Reino Unido, 2018, 1h11, 14 anos) Dir. Sally Potter. Com Kristin Scott Thomas, Patricia Clarkson, Timothy Spall. Janet é uma política e convida os amigos do partido para comemorar a sua escolha para o cargo de Ministra da Saúde britânica. Uma surpresa revelada pelo seu marido, o intelectual Bill, vai transformar completamente o evento. Ponteio 2: 15h40, 21h20
(Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passado. Betim 1: 18h10, 21h (*) BH Shopping 2: 12h, 15h10, 18h20, 21h30 BH Shopping 3: 11h30, 14h40, 17h50, 21h (*) BH Shopping 4: 12h30(*), 15h40, 19h(*), 22h15 Big 3: 15h15, 18h e 20h45 (*) Boulevard 3: 12h30, 15h20, 18h10, 21h Cidade 7: 12h20, 15h10, 18h, 20h50 (*) Contagem 6: 12h30, 15h20, 18h10, 21h (*) Del Rey 3: 12h20, 15h10, 18h, 20h50 Del Rey 5: 22h30 Diamond 4: 13h, 16h5 e 19h35 Itaú Power 3: 12h30, 15h20, 18h10, 21h (*) Minas 3: 12h30, 15h20, 18h10, 21h (*) Monte Carmo 6: 12h30, 15h20, 18h10, 21h (*) Pampulha 2: 13h14, 16h, 18h45, 21h30 (*) Paragem 1: 12h30, 15h20, 18h10, 21h Partage Shopping Betim 3: 17h10, 20h40 (*) Pátio Savassi 7: 14h40(*), 17h50 Shopping Norte 5: 18h, 20h45 (*) Via Shopping 3: 15h30, 18h10, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h (*) Big Shopping 1: 15h, 17h45, 20h30 (*) Boulevard Imax: 12h45, 15h35, 18h25, 21h15 Cidade 4: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Contagem 1: 12h45(*), 15h35,
Peripécias
Sequências de ação arriscadas estreladas por Tom Cruise são o grande destaque do sexto capítulo da saga
300 km/h. Nos momentos de ação (e eles são muitos), a produção é empolgante, deliciosamente inverossímil e absolutamente divertida – o melhor exemplar do gênero em 2018. Mas quando bota o pé no freio para explicar a trama, ou um momento intimista e focado nos personagens, os diálogos são sofríveis.
A meia hora inicial é um desfile de bons atores, como Angela Bassett e Alec Baldwin, declamando longos monólogos expositivos. E o troca-troca engraçadinho entre Simon Pegg e Ving Rhames é meramente irritante. Nesses momentos em que a deficiência do roteiro fica clara, bons atores fa-
zem toda a diferença. É por isso que, mesmo sutilmente escanteada após roubar o longa anterior de Cruise, Rebecca Ferguson continua um dos melhores elementos da série. E que Henry Cavill é o ponto fraco do filme. O galã britânico é um exemplo perfeito da diferença entre um ator (Daniel DayLewis) e alguém que decora
18h25(*), 21h15 Del Rey 2: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Diamond 1: 12h, 15h10, 18h20, 21h30 Itaú Power 5: 12h40(*), 15h30, 18h20(*), 21h10 Minas 1: 12h40(*), 15h30, 18h20(*), 21h10 Monte Carmo 4: 12h40(*), 15h30, 18h20(*), 21h10 Pampulha 1: 16h20, 21h05 (*) Paragem 5: 12h40(*), 15h30, 18h20(*) 21h10 Partage Shopping Betim 1: 12h, 15h10, 18h20, 21h30 (*) Partage Shopping Betim 2: 18h50, 22h (*) Pátio Savassi 5: 12h, 15h10, 18h20, 21h30 Pátio Savassi 6: 13h(*), 16h10, 19h20(*), 22h25 Ponteio Premier: 12h40, 15h30, 18h20, 21h05 Shopping Estação 3: 12h, 15h15, 18h45, 22h (*) Shopping Estação 4: 14h(*), 17h30(*), 21h Shopping Norte 1: 15h, 17h45, 20h30 (*) Via Shopping 4: 12h40(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h
Cidade 8: 12h, 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Cidade 8: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Contagem 7: 13h10(*), 15h10, 19h15(*), 21h20(*) Del Rey 7: 14h45, 19h15, 21h10 Diamond 6: 14h50, 17h20, 20h30 Itaú Power 1: 17h30, 21h20 (*) Minas 6: 17h25, 21h15 (*) Monte Carmo 2: 15h20, 19h10, 21h10 (*) Paragem 4: 15h20, 19h10, 21h10 Partage Shopping Betim 5: 14h40(*), 17h(*), 19h30(*), 21h50 Pátio Savassi 8: 13h30(*), 15h50, 18h05, 21h Shopping Estação BH 6: 16h, 20h40 (*) Via Shopping 5: 15h20, 19h10, 21h10 (*)
colocado o edifício mais alto do mundo em chamas e inicia uma jornada para salvar sua família. Betim 3: 21h BH Shopping 6: 22h05 Big Shopping 4: 20h50 Cidade 5: 16h10 e 20h50 Contagem 7: 17h10 Contagem 8: 16h30 Del Rey 7: 12h40 (sessão legendada) Itaú Power 1: 15h30 Minas 6: 13h Monte Carmo 1: 14h Pampulha 4: 21h10 Shopping Estação BH 1: 21h40 Shopping Norte 3: 20h55 Via Shopping 2: 21h15
(*) Sessões dubladas
PROMESSA AO AMANHECER (La Promesse de l'aube, França, 2018, 2h11, 14 anos) Dir. Eric Barbier. Com Pierre Niney, Charlotte Gainsbourg, Didier Bourdon. As aventuras vividas pelo escritor Romain Gary quando jovem, incluindo a relação com sua mãe Belas 2: 18h40 Ponteio 4: 16h30, 21h10
TODO DIA (Every Day, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Michael Sucsy. Com Angourie Rice, Justice Smith, Owen Teague. Rhiannon é uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A”, que habita um corpo diferente todos os dias. Sentindo uma conexão incomparável, Rhiannon e A trabalham todos os dias para encontrar um ao outro. BH Shopping 9: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h50 Boulevard 1: 13h40, 17h30, 21h20
(*) Sessões dubladas
VINTE ANOS (Brasil, 2018, 1h20, livre) Dir. Alice de Andrade. Em uma Cuba onde o tempo parece não passar, uma mudança radical e imprevísivel promete alterar a vida de todos para sempre. E no meio desse turbilhão, três casais cubanos tentam viver suas histórias de amor. Belas 3: 19h40
em cartaz 50 SÃO OS NOVOS 30 (Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está muito velha para seu emprego e o marido a troca por uma mulher mais nova. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel, que vive situação parecida. Ponteio 4: 19h
ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE (*) (Skyscraper, EUA, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Chin Han, Neve Campbell. Will Ford, assessor de segurança do arranha-céu Pérola, é acusado de ter
(*) Sessões dubladas
BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na região Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Belas 3: 16h20 (sessão vitrine: R$ 12 inteira)
BERGMAN - 100 ANOS (Bergman - ett år, ett liv, Suécia, 2018, 1h56, 12 anos) Dir. Jane Magnusson. Uma homenagem ao diretor sueco Ingmar Bergman, no ano de seu centésimo aniversário. O cineasta é reconhecido até hoje como um dos precursores do cinema moderno. Belas 3: 14h
UMA CASA À BEIRA-MAR (La Villa, França, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Robert Guédiguian. Com Ariane Ascaride, Gérard Meylan, Jean-Pierre Darroussin. Três irmãos se reúnem ao redor do leito de morte de seu pai e agora precisam pensar no que será do pequeno paraíso que ele construiu, em torno de um restaurante à beira-mar. Belas 1: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 15h50, 21h30 Ponteio 2: 17h15
EGON SCHIELE – MORTE E DONZELA
falas (Cavill) – enunciando todas as facetas de Walker com a mesma cara e entonações de seu Superman. Mas “Missão: Impossível” pertence, desde o início, a Tom Cruise. E “Fallout” quer deixar isso bem claro. Tudo no filme é uma desculpa para botar o astro a um milímetro da morte certa, correndo e saltando na sua eterna sequência de testes para um Cirque du Soleil do inferno, com sua expressão de “salvar o mundo é TÃO difícil, mas no fundo, no fundo, eu amo pra caramba”. “Fallout” é um longa desinteressado e descolado da realidade – a não ser que você entenda que terroristas antirreligião e agências de inteligência que não podem ser confiadas são uma piscadela para os seguidores de Trump. O filme se passa na realidade de Cruise, em que um astro enviado pelo deus ET da Cientologia sempre vai salvar o mundo nos 45 do segundo tempo. E, ao menos por 2h30, isso é bem melhor e mais divertido que a realidade em 2018.
(Egon Schiele, Áustria/ Luxemburgo, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Dieter Berner. Com Noah Saavedra, Maresi Riegner, Valerie Pachner. Egon Schiele é um dos artistas mais provocativos de Viena no início do século XX. Sua vida e obra são impulsionados pelas mulheres que o cercam. Ponteio 2: 19h15
HANNAH (Hannah, França/ Bélgica/ Itália, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Andrea Pallaoro. Com Charlotte Rampling, André Wilms, Jean-Michel Balthazar. Hannah é uma mulher que perdeu quase tudo que acreditava ser sua vida e tem que lutar com as consequências da prisão do marido. Belas 2: 16h30
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Ele será confrontado em suas responsabilidades como o Homem-Formiga em uma nova missão. BH Shopping 7: 13h20, 21h55 Big Shopping 4: 16h30 (*) Boulevard 5: 18h50, 21h10 Cidade 5: 18h50, 21h10 (*) Contagem 3: 16h40, 19h(*), 21h20(*) Del Rey 4: 16h50, 21h Del Rey 4: 23h10 Diamond 3: 22h Itaú Power 4: 14h15, 18h55 (*) Minas 5: 16h40, 21h20 (*) Monte Carmo 1: 16h10, 21h (*) Pampulha 3: 16h45 e 21h25 (*) Partage Shopping Betim 7: 21h20 (*) Pátio Savassi 1: 16h50 Shopping Estação 5: 21h20 (*) Shopping Norte 3: 16h20 (*) Via Shopping 1: 21h (*) Sessão 3D: Cidade 5: 16h30 (*) (*) Sessões dubladas
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CINEMA HOTEL TRANSILVÂNIA 3: Férias Monstruosas (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante. Betim 2: 13h20, 15h10, 17h05, 19h BH Shopping 6: 13h10, 15h30, 17h40, 19h50 Big Shopping 2: 16h20, 20h35 Boulevard 2: 15h05, 17h10, 19h05, 21h15 Boulevard 5: 12h30, 14h20 Cidade 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h10 Cidade 5: 14h40 Contagem 2: 12h30 Contagem 3: 12h40, 14h40 Contagem 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Del Rey 4: 12h50 e 15h Del Rey 5: 13h, 14h50, 16h40, 18h40, 20h40 Diamond 5: 12h50, 20h50 Itaú Power 6: 15h15, 19h15, 21h15 Minas 2: 15h20, 19h20, 21h20 Minas 5: 12h30 Monte Carmo 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Pampulha 5: 13h50, 15h45, 17h40, 19h35, 21h30 Partage Shopping Betim 2: 12h10, 14h30, 16h40 Pátio Savassi 1: 11h50, 14h10 Paragem 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Diamond 5: 20h50 Shopping Estação 5: 13h20, 15h40 Shopping Norte 5: 14h20, 16h10 Via Shopping 2: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Sessões 3D: BH Shopping 1: 14h20, 16h30, 18h50 e 21h20 Big Shopping 5: 14h15 e 18h25 Boulevard 2: 13h Cidade 5: 12h40 Diamond 5: 15h20, 17h50 Itaú Power 6: 13h15 e 17h15 Minas 2: 13h20 e 17h20 Pampulha 1: 14h25 1 19h10 Shopping Estação 1: 12h20, 14h30, 16h40, 19h Shopping Norte 2: 14h15 e 18h25 Partage Shopping Betim 4: 13h40, 15h50, 18h, 20h15 Pátio Savassi 4: 12h30, 14h50, 17h05, 19h30, 21h50 (*) Sessões dubladas
OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30 BH Shopping 5: 11h50, 14h30, 17h20, 20h30 Big Shopping 2: 14h e 18h10 Boulevard 4: 13h40, 16h15, 18h50, 21h20 Boulevard 5: 16h30 Cidade 1: 14h50 Cidade 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Contagem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 7: 16h45 Diamond 2: 21h50 Itaú Power 2: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Minas 4: 13h50, 16h20, 18h50,21h15 Minas 6: 15h Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h45, 21h15 Pampulha 3: 14h20, 19h Pampulha 6: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 Paragem 2: 13h30, 16h10, 18h40, 21h15 Partage Shopping Betim 3: 11h30, 14h15 Pátio Savassi 1: 19h50 Shopping Estação 5: 18h Shopping Norte 3: 14h, 18h35 Via Shopping 1: 13h30, 16h, 18h30 Sessões 3D: BH Shopping 8: 12h20, 15h20, 18h10, 21h10 Big Shopping 5: 16h05, 20h15 Diamond 2: 13h20, 16h10, 19h Partage Shopping Betim 6: 12h20, 15h, 17h50, 20h30 Pátio Savassi 3: 11h30, 14h30, 17h30, 20h30 Ponteio 3: 14h20 Shopping Estação 2: 13h, 16h20, 19h20 Shopping Norte 2: 16h05, 20h15 (*) Sessões dubladas
JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (*) (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA,
2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar, onde os dinossauros vivem livremente. BH Shopping 7: 16h, 19h10 Big Shopping 4: 14h05 Cidade 5: 13h40, 18h20 Contagem 8: 13h50, 18h40, 21h15 Del Rey 1: 13h50, 18h20, 20h50 Del Rey 1: 13h50, 18h20, 20h50, 23h10 Diamond 6: 11h55 (sessão legendada) Itaú Power 4: 16h30, 21h10 Minas 5: 14h15, 19h Monte Carmo 1: 18h30 Pátio Savassi 7: 11h40 Pátio Savassi 7: 20h55 (sessão legendada) Sessão 3D: Shopping Estação BH 2: 22h20 (*) Sessões dubladas
OITO MULHERES E UM SEGREDO (Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. Pátio Savassi 2: 18h50
O ORGULHO (Le Brio, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Yvan Attal. Com Daniel Auteuil, Camélia Jordana, Jean-Baptiste Lafarge. Neila, jovem de origem árabe, confrontase desde o primeiro dia de aula com seu professor de Direito, Pierre Mazard, conhecido por provocações e comentários racistas. Belas 2: 14h, 21h20 Ponteio 3: 18h40 Ponteio 4: 14h30
PRIMAVERA EM CASABLANCA (Razzia, França, 2018, 2h, 14 anos) Dir. Nabil Ayouch. Com Maryam Touzani, Arieh Worthalter, Dounia Binebine. Entre o passado e o presente, cinco destinos estão inconscientemente interligados. Diferentes rostos, diferentes lutas, mas a mesma busca pela liberdade. Ponteio 2: 13h30
UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Betim 2: 20h50 BH Shopping 10: 11h55, 14h, 16h20, 18h25, 20h40 Big Shopping 4: 18h45 Boulevard 1: 15h40, 19h30 Cidade 1: 13h10, 17h20, 19h10, 21h05 Contagem 2: 19h, 20h50 Del Rey 1: 16h20 Del Rey 4: 19h10 Diamond 3: 12h10, 14h30, 16h40, 19h40 Itaú Power 1: 13h40, 19h30 Paragem 4: 13h30, 17h20 Minas 6: 19h25 Monte Carmo 2: 13h30, 17h20 Pampulha 4: 13h45, 15h40, 17h30, 19h20 Partage Shopping Betim 7: 14h, 16h25, 19h10 Pátio Savassi 2: 14h, 16h30, 21h15 Shopping Estação 6: 13h40, 18h20 Via Shopping 5: 13h30, 17h20
mostras CINE CLUBE FRANCÓFONO (*) Neste sábado (28 16h “Bom Trabalho” (FRA, 1999, 1h32, 14 anos) Dir. Claire Denis. Sessão comentada
A VINGANÇA NERD (*) Neste sábado (28) 18h45 “Clube dos Cinco” (EUA, 1985, 1h34, 14 anos) Dir. John Hughes 20h30 “Academia de Gênios” (EUA, 1985, 1h48) Dir. Martha Coolidge Domingo (29) 16h “Querida, Encolhi as Crianças” (EUA, 1989, 1h34)
DOWNTOWN/DIVULGAÇÃO
Dir. Joe Johnston. Sessão com áudio em português 18h Os Caça-Fantasmas (EUA, 1984, 1h47) Dir. Ivan Reitman 20h “Palhaços Assassinos do Espaço Sideral” (EUA, 1988, 1h28, 14 anos) Dir. Stephen Chiodo Segunda-feira (30) 15h “Curtindo a Vida Adoidado” (EUA, 1988, 1h48) Dir. John Hughes 17h “Mulher Nota 1000” (EUA, 1985, 1h34, 14 anos) Dir. John Hughes 19h “De Volta para o Futuro” (EUA, 1985, 1h56) | Livre | 116’ 21h15 “De Volta para o Futuro 2” Dir. Robert Zemeckis (EUA, 1989, 1h48) Terça-feira (31) 15h “Os Garotos Perdidos” (EUA, 1987, 1h38, 14 anos) Dir. Joel Schumacher 17h “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (EUA, 1986, 1h39, 14 anos) Dir. John Carpenter 19h “A História Sem Fim” (ALE-EUA, 1984, 1h42) Dir. Wolfgang Petersen 21h “Bill & Ted - Uma Aventura Fantástica” (EUA, 1989, 1h30) Dir. Stephen Herek Quarta-feira (1º) 15h “Vampire Hunter D” (JAP, 1985, 1h20) Dir. Toyoo Ashida 17h “Gremlins” (EUA, 1984, 1h46) Dir. Joe Dante 18h30 “O Último Dragão” (EUA, 1985, 1h49, 14 anos) Dir. Michael Schultz 20h30 “Batman” (EUA, 1989, 2h06, 12 anos) Dir. Tim Burton Quinta-feira (2) 15h “A Pequena Loja dos Horrores” (EUA, 1987, 1h34) Dir. Frank Oz 17h “Alien, O Oitavo Passageiro” (RU, 1979, 1h57, 16 anos) Dir. Ridley Scott Sessão comentada 20h “E.T. - O Extraterrestre” (EUA, 1982, 1h55) Dir. Steven Spielberg Sexta-feira (3) 15h30 “O Monstro do Pântano” (EUA, 1982, 1h31, 16 anos) Dir. Wes Craven 17h30 “Curtindo a Vida Adoidado” (EUA, 1988, 1h48) Dir. John Hughes 19h30 “O Incrível Exército de Brancaleone” (ESP-FRA-ITA, 1966, 2h) Dir. John Hughes (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão
O LOBO NA ESPREITA (*) Homenagem ao cineasta Ingmar Bergman Neste sábado (28) 19h “A Hora do Lobo” (SUE, 1968, 1h,39, 18 anos) Domingo (29) 19h “Vergonha” (SUE, 1968, 1h43, 16 anos) Terça-feira (30) 17h30 “Face a Face” (SUE, 1976, 57 min, 18 anos) 20h “Sonata de Outono” (SUE, 1978, 1h39, 14 anos) Quarta-feira (1º)
Atores Cauã Reymond e Tatá Werneck estrelam a comédia policial “Uma Quase Dupla” 17h “Fanny & Alexander” (SUE, FRA, ALE, 1982, 3h08, 14 anos) 20h20 “Na Presença de um Palhaço” (SUE, 1997, 1h58, 16 anos)
gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Quinta-feira (2) 17h30 “A Hora do Lobo” (SUE, 1968, 1h39, 18 anos) 19h30 “O Sétimo Selo” (SUE, 1957, 1h36, 12 anos). Sessão comentada.
Neste sábado (28) 17h Os Boxtrolls (EUA, 2014, 1h37) Dir. Graham Annable e Anthony Stacchi
Sexta-feira (3) 20h “Morangos Silvestres” (SUE, 1957, 1h33)
Neste sábado (28) 19h30 “Anjos do Sol” (BRA, 2006, 1h32) Dir. Rudi Lagemann
(*) Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada
Domingo (29) 17h “5x Favela – Agora por Nós Mes-
SESSÃO INFANTIL (*)
FACES DA JUVENTUDE (*)
mos” (BRA, 2010, 1h36) Dir. Manaira Carneiro, Wagner Novais e outros 19h “Pro Dia Nascer Feliz” (BRA, 2006, 1h28) Dir. João Jardim
CINE DIVERSIDADE (*) Terça-feira (31) 19h30 #Resistência (BRA, 2017, 55 min) Dir. Eliza Capai (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
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estilo TÁ FRIO? >Aposte em batons e sombras em nuances aquecidas para incrementar a nécessaire
Pode vir quente CAROLINA VI ANNA/DIV
Depois de alguns anos ocupando a pole position na preferência do público feminino, o “make nada” deixa de deter a primazia para dar espaço, mais uma vez, à “maquiagem tudo”. Na verdade, trata-se de uma tendência que paulatinamente vem arregimentando adeptas, dispostas a apostar suas fichas em produções mais ousadas, dignas de quem, de fato, não tem medo de se valer do potencial de uma boa maquiagem. O backstage de beleza das semanas de moda nacional e internacional serviu como um termômetro preciso: nos camarins e nos corredores dos espaços onde os desfiles aconteciam, modelos, estilistas e fashionistas atestavam que o make natural perdeu espaço para um combo marcante e glamouroso, pautado principalmente por tons quentes e terrosos – cartela que passa por cores como vinho, laranja e outros matizes amarronzados. Mas não só. As celebridades mais antenadas também aproveitaram para adotar as cores quentes nos olhos e na boca, seja nos tapetes vermelhos ou em outros acontecimentos sociais que, como de praxe, foram devidamente registrados por fotógrafos e paparazzi, em fotos que depois correram o mundo, em sites, blogs e revistas. Mas a melhor notícia é que a cartela de cores e nuances que se tornou a queridinha da temporada tem o dom de favorecer qualquer tonalidade de pele, como assegura o beauty artist Léo
ULGAÇÃO
Lorena K. Martins
FOTOS DIVULGAÇÃO MARCAS
Paleta de iluminadores da Revlon, R$ 59,90
Batom com acabamento aveludado e FPS 15 da Avon, R$ 29,99
Paleta da Océane em parceria com estilista Paula Aziz, R$ 120
Lip Balm na cor mandarina, da SD MAKE•UP, R$ 38
Conjunto de 4 tonalidades de sombra da Natura, R$ 53,90
SITE ÊNCIA FOTO
UBHIA/AG MARCELO SO
Beleza assinada por Marcos Costa e exibida no desfile do mineiro Ronaldo Fraga. O foco, aqui, foi o batom laranja vibrante
Batista, do salão Tif’s. “As morenas e as negras ficam ainda mais lindas se apostarem em tons de marrom e laranja, por exemplo”, sugere ele. Não bastasse isso, Léo acrescenta que variações do vermelho e do canela também são bem-vindas. O beauty artist aconselha que essa generosa cartela de tons terrosos ganhe a companhia de toques cintilantes – ou mesmo do próprio dourado –, tanto na boca quanto nos olhos. “Até o fim do ano, essa proposta de make vai estar em destaque”, avalia ele. CURINGA Para Duda Molinos, maquiador oficial da SD Make Up, as tonalidades marrons sempre mantiveram o posto de vedetes da maquiagem – e, no que diz respeito às sombras, ele entende que essa cartela pode dividir os ho-
Paleta de sombras da The Balm, à venda na The Beauty Box, R$ 99,90
Iluminador e blush em tons terrosos da marca Juliana Jabour
lofotes com o famoso smokey eye – ou seja, quando a sombra é esfumada, na cor preta. “Marrom é marrom, pode usar como desejar, a hora que quiser. É uma cor democrática, que permite ser adotada em qualquer horário do dia ou em qualquer ocasião. A maquiagem em tons terrosos é uma espécie de curinga”, enfatiza. Para a mulher que quiser aderir à tendência, o maquiador sugere, de início, as nuances mais foscas, os acobreadas e as metalizadas. “Cada uma com um resultado distinto: o fosco fechado é ótimo para dar o efeito de profundidade. Já os acobreados simulam um efeito tridimensional, e, por fim, as metalizadas sugerem um visual mais futurista”, pontua Molinos. Mas é preciso frisar: olhos e bocas com tonalidades quentes só fazem sentido se a pele do ros-
to, por sua vez, estiver iluminada, ainda que de modo suave – quase imperceptível. Apesar de parecer simples, essa maquiagem exige um respeitável arsenal de produtos – ou, ao menos, o uso de bons truques. O primeiro deles é caprichar na hidratação da pele, com o emprego de cremes e óleos à base de vitamina C. Outra dica é tentar fugir do contorno popularizado pela socialite norte-americana (de origem armênia) Kim Kardashian. “A técnica do contorno deixa o rosto fino e magro, mas acaba fazendo com que todo mundo fique igual. A tendência da maquiagem atual, na verdade, é a de valorizar os traços naturais e deixar a pele mais suave, combinando blush e sombras mais opacas”, esclarece Leo.
Paleta de sombras da The Balm, à venda na The Beauty Box, R$ 99,90
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MONOCROMÁTICA FICHA TÉCNICA
A mistura de cores matte e cintilantes pode ser um grande trunfo na maquiagem, pois ajuda a dar um glamour ao make monocromático. Comece aplicando uma sombra laranja mais terrosa e use uma dourada apenas no centro da pálpebra móvel, para dar um efeito iluminado ao piscar. Na boca, o batom faz o combinadinho com a sombra, arrematado com o gloss – sim, lábios hidratados no inverno!
Modelos: Talita Barros, Pamela Olivira, Hellen Pavitti, Vitória Lopes e Gabriela Eger Agência: Metropole4 Models Beleza: Tif’s (executadas por Léo Batista, Rafael Mazzega, Stefane Valli e Flávia Lima)
FOCO NO GATINHO O delineado colorido ganhou seu melhor momento quando a beauty artist Pat McGrath assinou a maquiagem do desfile de alta-costura da Valentino, neste mês. Para a vida real, aposte em uma versão mais delicada, com delineador vermelho, e em uma pele muito iluminada, com blush bronzeador e lábios levemente acentuados em tom de laranja
LÁBIOS EM EVIDÊNCIA As sombras quentes são ideais para iluminar os olhos. A dica, de forma geral, é esfumar suavemente em direção às sobrancelhas. Já na parte superior nos lábios – o chamado arco do cupido –, o truque foi fazer um delineado dourado, que deixa a boca ainda mais volumosa
TUDO CLEAN Para uma produção descomplicada, arrisque-se a passar a sombra com os próprios dedos. Ao aplicála na pálpebra, não se preocupe se, por ventura, borrar: cada deslize fora do contorno dá um charme ainda maior ao make, quase um esfumado proposital. A pele iluminada apenas com óleo hidratante deixa a face saudável. Arremate apenas com gloss nos lábios e máscara de cílios na cor marrom
OLHOS MARCADOS O olho com sombra rosa ou vermelha nas pálpebras, esfumado ou não, foi dominante nas recentes aparições das celebridades. Uma sugestão é fazer dos olhos o ponto principal do make, com um esfumado vinho nas pálpebras. Quando esses tons são combinados também com as vedetes da estação – marrom e dourado –, a maquiagem fica sofisticada. Não deixe que os lábios sejam os protagonistas dessa produção
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VISIBILIDADE> Evento na capital mineira discute as tendências e questões em torno da moda GG
O universo plus size em pauta FOTOS BRUNA FINELLI/DIVULGAÇÃO
Lorena K. É fato: ainda Martins f a l t a u m a boa estrada para que o segmento plus size alcance a mesma visibilidade e potência que outras searas do universo da moda. Por outro lado, é inegável que esse recorte esteja, aos poucos, atraindo mais e mais holofotes. Um bom exemplo é o Movimento BH + Estilo Plus, que a capital mineira sedia no próximo final de semana (dias 4 e 5 de agosto). Com o objetivo de debater a inclusão no mercado fashion, o projeto vai reunir criadores de marcas plus size em atividades que acontecerão tanto no Museu da Moda quanto na Casa do Jornalista. A grade prevê, por exemplo, conversas sobre moda e autoestima. Mas não só. “A ideia é também discutir a moda como um fenômeno político e cultural”, aponta Valéria Said, pesquisadora de moda e uma das organizadoras do evento, ao lado de Sandra Costa – responsável também pela curadoria das marcas que vão expor. Para ela, as pessoas ainda têm em mente a imagem de que a moda plus size consiste apenas em “roupas grandes”. Por outro lado, Valéria ressalta que é preciso que a indústria se disponha a trabalhar as tendências fashion em todos os tamanhos. “Incluindo os acima do 44”, defende. Logo no primeiro dia do evento, o debate “Moda e Política de Diversidade”, mediado por Valéria, convida nomes como o da blogueira Carol Cyrne, uma das autoras do blog “Garotas Fora do Padrão”. O blog instiga todos a sentirem orgulho de seus corpos e a contar histórias com o intuito de inspirar outras mulheres a também
se sentirem orgulho de si. “Elas querem convidar outras mulheres a quebrarem o padrão, a se impor e a imporem o seu estilo para um mercado que ainda não as reconhece”, explica Valéria. Assim como Carol, o Movimento BH + Estilo Plus reconhece que a mudança de paradigmas está apenas começando – e que muitas questões ainda precisam ser discutidas. Em tempo: para divulgar o projeto, Valéria organizou, junto a uma equipe multidisciplinar, um editorial (veja fotos nessa página) com modelos plus, mesclando referências vintage a produções contemporâneas. E por último, mas não menos importante, o projeto quer endossar BH como “capital da moda” – selo lançado em abril e que visa ratificar a cidade como uma vitrine potente do setor.
FICHA TÉCNICA Stylist: Isabela Itabayana Fotografia: Bruna Finelli e Mariana Arnoni (assistente de fotografia) Direção criativa: Valéria Said Modelos: Carolina Bresolini, Gi Freitas, Lu Santos e Thais Lourenço Beleza: Ângela Maria Marcas: Ackon, Alice Surtô, Carlotta Plus Size, Della Greicy Plus Size, Nila, Turez Store e acessórios de acervo Locações: Casa do Jornalista e Edifício Arcângelo Maletta
PROGRAMAÇÃO MOVIMENTO BH + ESTILO PLUS Sábado (04/08) 10h: Debate “Moda e Política de Diversidade” com Carolina Bresolini, Carol Cyrne, Lu Santos e Rafaela Coelho. Mediação: Valéria Said Onde Museu da Moda (r. da Bahia, 1.149, centro) Quanto Entrada gratuita* 12h: Desfile/Intervenção Cultural Urbana. As modelos vão desfilar nas dependências do Museu da Moda e seguirão pela r. da Bahia, em direção ao Museu Inimá de Paula. 11h às 18h: Exposição de marcas plus size + flash day tattoo (Louise
Tattoo), roda de conversa, brechó com peças das blogueiras do “Gorda é a Mãe”, confeitaria e gastronomia regional Onde Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, Centro) Quanto Entrada gratuita* Domingo (05/08) 11h às 18h: Exposição de marcas plus size + flash day tattoo (Louise Tattoo), roda de conversa, brechó com peças das blogueiras do“ Garotas Fora do Padrão”, confeitaria e gastronomia regional Onde Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, Centro) Quanto Entrada gratuita* *sujeita à lotação do espaço
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Uma experiência indigesta ACIR GALVÃO
D o mingo de m a nhã, volto do sacolão onde normalmente compro frutas e verduras. Quando me casei, era uma péssima dona de casa, principalmente no quesito culinário. Como na casa de meus pais a única verdura de que eu gostava era couve, naturalmente era a única que conhecia bem. E essa minha ignorância hortifrutigranjeira refletiu-se em pequenas dúvidas, compras equivocadas e muitos risos da cozinheira bem-humorada. – Laurinha! Que quiabão é esse? – Você viu? Foram os maiores que encontrei... – dizia satisfeita. Não sabia que quiabos, abobrinhas e afins quanto menores, melhores. Fazia tudo ao contrário. Isso para não dizer que vivia trocando alhos por bugalhos, coentro por salsinha, rúcula por espinafre... Com o tempo, passei a apreciar outras
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verduras, legumes e vegetais, assim como conhecê-los bem, até porque, em nossa mesa, a “carne” que se serve é a de soja. E é com horror que minha filha mais velha, vegetariana desde os 11 anos, retornando de uma viagem à China, contou de suas andanças pelos mercados abertos daquele país, onde escorpiões vivos fincados no espeto, cachorros, cobras e enguias fazem parte dos alimentos exóticos apreciados pelos clientes locais, assim como insetos, larvas, macacos e uma variedade de animais colocados à venda, no maior açougue aberto que já se viu na vida. O cheiro impregnante e a visão do lugar fizeram com que ela voltasse correndo ao hotel. Num país onde há 1,3 bilhão de bocas para se alimentarem, é natural que tudo, ou quase tudo, vire alimento. Num evento empresarial, minha filha teve dificuldades para comer: à sua frente, cabeças de passarinhos fritas, um peixe que ainda mexia no prato e um ovo marrom-esverdeado de aparência suspeitíssima. Pelo fato de ser vegetaria-
país admirável e surpreendente. E eu, após ouvir seus relatos, chego à conclusão de que bom mesmo é o “mercado das delícias” chamado sacolão, onde couves, alfaces e frutas frescas nos convidam à mesa.
na, livrou-se de maiores constrangimentos. Comeu legumes. À noite, sozinha em seu quarto, lembrandose do “mercado de horrores” no qual entrara por engano, passou mal. Um mercado daquele para
uma vegetariana convicta, que não mata sequer uma aranha, era dose cavalar. Aliás, eles também, os cavalos, fazem parte do cardápio chinês. Assim como os burros, cujos pedaços eram retirados e vendidos
com o animal ainda vivo. Ao escutar esses fatos, também me senti mal – cenas chocantes e incompreensíveis aos nossos olhos ocidentais. Apesar das dificuldades, sobretudo com a culinária, minha filha encontrou um
No último dia 19, participei como uma das palestrantes do “I Seminário de Defesa Animal e Bioética”. Uma iniciativa do deputado Fred Costa que abriu o evento falando sobre políticas públicas para a Defesa Animal. Da minha parte, mais que uma palestra, foi um bate-papo, em que contei, de maneira informal, sobre meu amor e respeito aos animais, com histórias vividas desde minha infância e juventude até os dias de hoje. Amor que eu e meu marido conseguimos repassar às nossas filhas de forma natural, bonita e verdadeira. E fico pensando no quão distante da China estão os direitos dos animais. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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BELO HORIZONTE Sábado 28/7/2018
Capital das artes
Edimburgo se transforma, em agosto, numa cidade ainda mais vibrante. Páginas 4 a 10
THE EDINBURGH FESTIVAL FRINGE SOCIETY/DIVULGAÇÃO
WAzerbaijão. O lado charmoso e luxuoso de uma pérola do Cáucaso. Página 12 pampulha WSocial. Beto Carrero e Nassau se promovem em Belo Horizonte. Página 2
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
paulocampos@otempo.com.br
sala vip (I) W
A última viagem
As praias e as belezas de Nassau Em parceria com a Copa Airlines, a operadora Viagens Master promoveu um treinamento em sua sede, no centro, para mostrar as
belezas naturais de Nassau, nas Bahamas, e os pacotes exclusivos de quatro noites a partir de US$ 426, 44 para o destino caribenho.
Terci Rodrigues faleceu no último dia 20 de forma inesperada e deixou um imenso vazio, uma eterna saudade. Conheci Terci em um evento de turismo e, de cara, pintou empatia. O profissional sorridente e bonachão revelou rápido seu bom
caráter e seu carinho. Sempre me privilegiou com notícias de primeira mão: foi assim quando saiu da TAM e quando assumiu a SkyTeam. Em um mundo de aparências, ele foi a transparência e a certeza de que pessoas boas ainda habitam o planeta!
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
André Biagioni (Viagens Master), Jessica Oliveira (Bahamas), André Rossi (Viagens Master) e Fabiano Dias (Copa Airlines)
sala vip (II) W
Beto Carrero se promove em BH Três ações contínuas na última semana promoveram Beto Carrero World em Belo Horizonte – no domingo, um treinamento
na CVC do Minas Tênis Clube; na segunda, treinamento na CVC da Inconfidentes; e, na terça, a participação no Next Panrotas. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Terci, o que falar de um amigo que se foi tão cedo... uma das pessoas mais importantes na minha vida, que acreditou no meu trabalho desde o início e me deu várias oportunidades de crescimento...Meu chefe querido, agora que você está do outro lado, o que desejo é que você descanse em paz! Carinho eterno por você. Cristiane Motta, gerente regional para MG e ES da Movida
Na blitz no Minas Tênis Clube, Erisson Carlos, Fabíola Schneider e Mônica Pitella (CVC) com os personagens Shrek e Fiona
Mesmo como concorrente, sempre parceiro e gentil! Lembro-me bem do competente gerente da TAM! Passada essa fase, Terci se tornou gerente de uma grande parceira, e aí tivemos a oportunidade de vivenciar todas essas características: grande coração, sempre ponderado em suas colocações, amável e cuidadoso! Vamos sentir sua falta, amigo Terci! Jaqueline Ledo, gerente da Copa Airlines em Minas Gerais
Fernando Gomes (Travel Mate), Raquel Marra (Acta), Valéria Linhares (Gaia), Laura Lima e Diogo Boross (Van Holland)
Fátima Costa (FC Consultoria), Maria Inês (Persona), Simone Carvalho e Andréa Peixoto (Arte Fly) e Zebrina Fontes (Fontes)
A equipe do Beto Carrero World: Fabíola Schneider, Bruno Dias e Rafaela Moreira marcaram presença no evento Next Panrotas
Perdemos um grande profissional, um aficionado pelo mundo do turismo e da aviação comercial. O Terci era um homem focado em seu trabalho e nas relações humanas, ético, pai amoroso e dedicado. Dignificou sua carreira no mundo da aviação e do turismo, sempre construindo muitos amigos, dentre os quais eu orgulhosamente me incluo. Compartilho meu respeito e homenagem ao amigo que nos deixou ainda novo e partiu para o maior voo de sua existência, para a eternidade. Valeu, Terci! Carlos Dias, gerente da TAP Portugal em Minas
Rafaela Moreira e Bruno Dias: semana intensa de treinamento para mostrar novidades do Beto Carrero, entre elas o Hot Wheels
TAP/DIVULGAÇÃO
Karla Santos (Master), Flávia Ribeiro (Viagens Master), Cláudia Delle Croce (Alps), Marselha Tavares e João Cruz
Sulamita Martins, Elaine Salera (Ilimitato), Tereza Cristina Zacarias (Check in Viagens) e Arthur Veríssimo (Houston)
Equipe da CVC Minas (Bruno Matos, Thiago Benfica, Emanuel Coelho e Wellington Lemos) com Rafaela Moreira e Bruno Dias
Terci era um homem batalhador e ético.Tínhamos uma parceria antiga, desde a época da TAM até a SkyTeam. Nós, da Belvitur, sentiremos muita falta desse profissional e amigo. Sem dúvida, uma grande perda. Marcelo Cohen, diretor da Belvitur Viagens
Bruno, Thiago, Emanuel e Wellington participaram do treinamento aos agentes de viagens na sede da CVC em Minas
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turismo
Carlton Hill é a acrópole de Edimburgo, uma colina com monumentos e uma bela vista da cidade
Edimburgo
‘Fascinante’ é adjetivo que define bem a capital da Escócia Além do castelo e de uísque, kilt e gim, muitos atrativos curiosos estão no caminho dos turistas; no próximo dia 3 começa o festival Fringe Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
No percurso sinuoso entre o pequeno e simpático aeroporto de Edimburgo ao e o estiloso hotel Eden Locke, em New Town, o motorista da empresa Scot Minicabs foi apontando ali e acolá o que faz da capital escocesa uma cidade única, fascinante. Tinha acabado de nevar dois dias antes e, apesar de estarmos na primavera, o frio gelava os ossos. “Edimbrá é assim mesmo nesta época do ano”, comentava o rapaz. “Edimbrá” é como os escoceses pronuciam o nome da cidade, e não “Edimburgh”, como eu erroneamente dizia orgulhoso. Pegar um táxi no aero-
porto e pagar 25 libras (R$ 122, 78 pela Scot Minicabs, scotminicabs.com) é apenas luxo quando se descobre que, bem perto do desembarque, está a estação do Airlink, o ônibus azulado da empresa Lothian Buses (lothianbuses.com) que o deixa, pelo custo de 4,50 libras (R$ 22) só ida ou 7,50 libras (R$ 36,71) ida e volta, uma hora depois na Waverley Station, a estação de trem icônica no centro de Edimburgo, em frente à principal avenida da cidade, a Princess Street. Além da neve, o taxista me revelou os nomes das ruas de New Town (Cidade Nova), onde fiquei confortavelmente hospedado, todas curiosamente com referências à realeza.
Nomes da realeza As ruas batizadas de George, Rose, Frederick e Charlotte, por sugestão do rei George III, tinham o objetivo de reforçar a união da Inglaterra e da Escócia após os sangrentos levantes jacobitas que duraram 58 anos, de 1688 a 1746, e tentaram reconduzir os herdeiros da casa Stuart ao trono. No caminho, o castelo se anuncia majestoso no alto do morro – cercada por muralhas no passado e expandida a partir de 1820, a cidade tem muitos rochedos, alamedas arborizadas e edificações neogóticas que sugerem um estilo sombrio. Tive a impressão de ter saído de um filme de Harry Potter – e olha que a referência aqui não é em vão, e, embora nenhuma cena da série tenha sido filmada na cidade, a escritora J. K. Rolling terminou de escrever “Harry Potter e as Relíquias da Morte” em uma das suítes do Hotel Balmoral, onde você pode inclusi-
ve se hospedar por 900 libras (R$ 4.422,24) a diária. Pela horda de turistas nas ruas, percebe-se que estamos numa cidade turística, com uma efervescência artística e cultural dificilmente encontrada em destinos desse porte.
“Edimbrá” para os escoceses, a cidade é compacta e pode ser percorrida em caminhadas. Para saber mais sobre a Escócia, acesse visitbritain.com/br/pt-br PAULO CAMPOS
Fringe A melhor época para visitar Edimburgo é agora em agosto, quando a capital escocesa abriga o Edinburgh Festival Fringe, o maior evento de arte do mundo. O Fringe começa no próximo dia 3 e termina no dia 27 – são 53 mil apresentações de mais de 3.300 peças encenadas por companhias de 62 países em 300 locais, alguns abertos ao público e outros pagos (no ano passado, foram 2.696.884 ingressos comercializados). Nesta época, sua primeira parada deve ser na loja do Fringe, na Royal Mile, para pegar um catálogo e comprar os ingressos a preços bem acessíveis.
Torre em estilo vitoriano na Princess Street é tributo ao autor escocês Walter Scott
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AD MESKENS/COMMONS SAFFRON BLAZE/COMMONS
O Carlton Hill e o mar visto da falésias de Salisbury Crag, em Holyrood Park CARLOS DELGADO/COMMONS
Monumento Nacional, homenagem aos falecidos nas Guerras Napoleônicas
Hospedagem com estilo fortáveis e elegantes. Seu café Hyde & Son traduz bem sua essência: muito estilo e cuidado em tudo. O café lounge serve desde cafés filtrados a cervejas e uísques de primeira e vinhos selecionados, tudo com abordagem científica, curiosa e apaixonada.
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127 George, New Town. Diárias a partir de 120 libras (R$ 585,33) para 2 pessoas. +44 330 056 3363, lockeliving.com/eden-locke) FACEBOOK/REPRODUÇÃO/EDEN LOCKE
rientes. O elegante lounge contínuo à recepção é uma área de convivência de hóspedes, um lugar que funciona como salão de café de dia e bar artesanal à noite, onde pode-se relaxar lendo um livro, tomando um café ou uma cerveja artesanal ou bebericando um vinho ou um coquetel exclusivo. O apart-hotel oferece 72 apartamentos con-
PAULO CAMPOS
Cidade Nova. Minha hospedagem em New Town foi no Eden Locke, apart-hotel que esconde seu estilo moderninho por trás da fachada antiga. Está localizado na St. George, a poucas quadras da Princess Street, a principal avenida da cidade. Com charme e aconchego de sobra, o hotel é queridinho de jovens descolados, casais e viajantes expe-
EDEN LOCKE/DIVULGAÇÃO
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turismo KIM TRAYNOR/COMMONS
Castelo de Edimburgo, na Castle Rock
Palácio Holyroodhouse: modesto para um castelo
GARY DENHAM/COMMONS
Obrigatório
Castelo no alto da colina e degustação da mais famosa bebida do país (e também de gim) são programas irrecusáveis para turista Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
A poucos metros do hotel Eden Locke, a Princess Street separa duas cidades – na icônica via pública foi filmada a sequência inicial do cultuado filme de Danny Boyle, “Trainspotting”, quando os personagens Renton (Ewan McGregor) e Daniel “Spudy” (Ewen Bremner) fogem de seguranças pela avenida até quase serem atropelados por um carro na Regent Bridge, a ponte em estilo neoclássico. Só nessa sequência cinematográfica de perseguição, seis pontos turísticos de Edimburgo surgem aos olhos do espectador – o parque Princes Street Gardens, a fonte Ross, o museu Royal Scots Greys, a Royal Scottish Academy, a Waverley Station e o Castelo de Edimburgo, o cartão-postal máximo da capital escocesa.
Castelo A fortaleza começou a ser erguida no século XII no Castle Rock, imenso rochedo de 130 m de altura que oferece vista panorâmica das cidades nova e velha. Recomenda-se adquirir o audio guide em espanhol para percorrer os museus (entre eles o das joias da coroa), os salões reais, a capela de santa Margarida e as
PAULO CAMPOS
Escócia sem uísque não é Escócia
Whiskey Experience
Scotch Whisky Experience tem a maior coleção de uísques do mundo, mais de 3.500; curiosamente, 3.384 garrafas foram doadas pelo brasileiro Claive Vidiz
Do castelo desci a Royal Mile, uma rua que serpenteia pela parte mais antiga de Edimburgo e onde se concentra a maioria dos atrativos turísticos. Recomendo que se adquira antecipadamente um Edimburgh Pass ao custo de 63,67 libras (R$ 311) para 48 horas, um cartão pré-pago que oferece acesso gratuito a atrações, inclusive com bilhete para o Airlink, o ônibus expresso entre o aeroporto e o centro da cidade. No percurso até o Palácio de Holyroodhouse, a primeira parada é na Scotch Whisky Experience, para descobrir as peculiaridades da mais famosa bebida escocesa. No tour com audio guide também em português, você vai confortavelmente instalado em um trenzinho em forma de barril. Desde a história do uísque até suas características e processo de produção (destilação, fermentação e armazenamento), tudo é narrado
com recursos multimídia. O uísque escocês depende de vários fatores -– localização, fonte de água, cevada, formato do alambique e qualidade do barril. Em um auditório, somos convidados utilizar o olfato para distinguir as cinco regiões produtoras – Lowland, Campbeltown, Islay, Highland e Speyside, esta última com metade das fábricas do país –, raspando as cores de uma cartela e sentindo o cheiro para depois escolher qual das opções queremos experimentar. Só depois da aula olfativa ganhamos um copo para colocar em uma prática de degustação os ensinamentos. Em outra sala com bancada, experimentamos os uísques e conhecemos os diferentes tipos de “single malt”. O tour termina invariavelmente em uma loja-restaurante, o Amber Restaurant & Whisky Bar. Principal suvenir escocês,
prisões de guerra. Para finalizar a visita, a Whisky and Finest Food Shop oferece a bebida escocesa como suvenir. Dependendo do horário de visita, é possível ver o canhão One o’ Clock Gun, que dispara um tiro religiosamente às 13h, de segunda a sábado, para marcar o horário.
Entrada da Scotch Whisky Experience, na Royal Mile
ao lado do kilt, o uísque está presente em qualquer esquina, em bares, restaurantes e museus, a preços variados. Quem quiser experimentar um uísque pode ir ao Newsroom (5-11 Leith St), em New Town, que dispõe de 400 rótulos da bebida. A Grassmarket, rua paralela à Royal Mile, hoje é famosa por concentrar os melhores pubs para degustar um autêntico uísque escocês a um bom preço, como The White Hart Inn, o mais antigo, The Last Drop Pub e Mulligans. Outra experiência etílica interessante é um tour a uma destilaria de gim como a Edinburgh Gin, uma das mais antigas e tradicionais para saber como é feita a bebida e experimentar variedades, algo que infelizmente, por falta de tempo, ficou na na vontade.
Quem leva Operadora. Abreu Viagens Informações. Consulte seu agente de viagens Pacote (terrestre). Inclui sete dias com café (uma noite em Manchester, duas em Edimburgo, uma em Glasgow, uma em Liverpool e duas em Londres), 13 refeições, circuito em ônibus, traslados, taxas hoteleiras, guia em português, visitas a Londres, Edimburgo, York, Durham, Pitlochry, Fort William, Loch Lomond, Glasgow, Gretna Green, Liverpool, Stratford-upon-Avon e Oxford e entradas em catedral de York, castelo de Edimburgo e destilaria em Pitlochry). Preço. A partir de 2.095 euros por pessoa em quarto duplo
Operadora. CVC Informações. Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br Pacote (terrestre). Inclui sete diárias com café da manhã e dois jantares, passeios panorâmicos em Edimburgo, York e Londres, visitas ao castelo de Stirling, Saint Andrews, Durham e Cambridge, guia em português, traslados e transporte em ônibus. Preço. A partir de R$ 4.369 por pessoa em ap. duplo Aéreo. Bristish Airways (britishairways.com). Bilhete a partir de US$ 1.585,04, ida e volta para uma pessoa, válido para embarque em agosto.
turismo
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PAULO CAMPOS
PAULO CAMPOS
Arthur’s Seat: homenagem ao rei Arthur
Castelo
Holyroodhouse
Experiências
City tour/transfer Guia/português
Tour close/vault
Preço. 19,50 libras (R$ 95,50) para adulto e 11,50 libras (R$ 56,32) para crianças
Endereço: Canongate Preço: 14 libras (R$ 68,50) para adulto
Scotish Whisky Experience. A partir de 27 libras (R$ 132,18), acesse scotchwhiskyexperience.co.uk
City SighTseeing. 15 libras (R$ 73,42) para 24h e 32 libras (R$ 156,64) para 48h
King’s Mary. 15,50 libras (R$ 75,90), realmarykingsclose.com
Site: royalcollection.org.uk/visit/palace-of-holyroodhouse Site: edinburghcastle.scot
Edinburgh Gin Destillery. 10 libras (R$ 48,95), acesse https://www.edinburghgin.com/
Audio guide (visita autoguiada). 3,50 libras (R$ 17,13) Site: edinburghcastle.scot
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
VISITE TAMBÉM CAMERA OBSCURA Em cinco andares, hologramas, ilusões de ótica, espelhos côncavos, truques visuais e um curioso periscópio por meio do qual se pode ver o que acontece em Edimburgo em tempo real. Ingressos a £ 15,50 (R$ 76,36). camera-obscura.co.uk. GREYFRIARS KIRKYARD A história do cão skye terrier que fez vigília durante 14 anos no túmulo de seu dono virou filme dos estúdios Disney. Pode-se visitar o túmulo onde está enterrado o cão. Tours a £ 8 (R$ 39,42) para adultos e £ 6 (R$ 29,56) para crianças. greyfriarskirk.com PARLIAMENT SQUARE O edifício mais moderno de Edimburgo pode ser visitado gratuitamente de segunda-feira a sábado, das 10h às 17h. Na cafeteria, experimente um sanduíche ou uma sopa. visitparliament.scot NATIONAL MUSEUM OF SCOTLAND De fósseis de dinossauros a carros de Fórmula 1, de sarcófagos do Egito a máscaras étnicas, de animais empalhados à história da Escócia, o acervo é enorme. A curiosidade é a ovelha clonada Dolly. Gratuito. nms.ac.uk/national-museum-of-scotland/ ST. GILES CATEDRAL A igreja tem como características a cúpula em forma de coroa, vitrais, a estátua de John Knox, líder da reforma na igreja escocesa, e a Thistle Chapel. Para tirar fotos, paga-se £ 2 (R$ 9,85). Ingressos para tours pelo rooftop a £ 6 (R$ 29,56). stgilescathedral.org.uk.
POS ULO CAM FOTOS: PA
MUSEU DA INFÂNCIA Primeiro museu do mundo dedicado à história da infância, exibe brinquedos e jogos de diferentes gerações. O brinquedo mais curioso é uma casa de bonecas que conta com 21 quartos e mais de 2.000 objetos no seu interior. Gratuito. edinburghmuseums.org.uk/venue/museum-childhood.
Aeroporto/centro. Lothian Buses (lothianbuses.com), 4,50 libras (R$ 22) só ida ou 7,50 libras (R$ 36,71) ida e volta
Diane Perna (See Scotland). Guia escocesa fala português e faz tours privativos com brasileiros em Edimburgo, nas highlands e em toda Escócia Preço. Sob consulta Contato. +44 07743722766 dianeperna@seescotland. info
Ghost Tour. Edimburgh Vaults Historical Walking Tour custa 13 libras (R$ 85,10), visitbritainshop.com
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turismo TILL BRITZE/DIVULGAÇÃO
Pub (I)
Greyfriars Bobby’s Bar PAULO CAMPOS
Gastronomia
Robusta, mas sem perder a alma escocesa Do haggis, prato típico mais popular da Escócia, às carnes nobres, Edimburgo está reinventando a culinária a sua maneira em restaurantes e gastropubs Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Em Edimburgo, recomendo dois locais clássicos – o pub Panda & Sons, escondido sob a fachada vermelha de uma barbearia, onde você precisa atravessar um corredor de livros que leva ao subsolo, e o Greyfriars Bobby’s Bar, em um edifício de 1722. Esses gastropubs não servem apenas bebidas, mas também pratos refinados como os de muitos restaurantes. No menu do Geyfriars, porção de peixe, fish & chips (peixe e fritas), haggis, pão de alho e frango e sanduíche de bacon, com preços que variam entre 5 e 12 libras (entre R$ 24 e R$ 58).
Com estômago fraco para haggis, o prato típico mais popular da Escócia – bucho de cordeiro com recheio feito de vísceras, cebola, coração, aveia e temperos, que lembra muito nossa buchada de bode –, preferi me refugiar na culinária local, que tem reinventado a sua maneira clássicos culinários. Mas é raro encontrar um restaurante que não sirva o tal haggis. Pela proximidade com o hotel, escolhi jantar no dia da
chegada no The Printing Press & Kitchen, restaurante do George Hotel que tem ilustre herança literária. A brasserie sóbria e elegante realmente parece retirada das páginas envelhecidas de um livro. Escolhi degustar o peito de pato com nozes cristalizadas e purê de cogumelos ao custo de 19 libras (R$ 92,82). Como a maioria dos hotéis europeus não inclui o café da manhã na diária, no dia seguinte me aventurei pelo bar-café Hyde & Son, que serve café artesanal e boa varie-
dade de chás, sucos e smoothies, bem como investe em uma padaria com donuts, doces e versões veganas de sobremesas escocesas, pelo valor de 12 libras (R$ 58,64). O típico café escocês inclui muita proteína e gordura – lembre-se de que a temperatura é baixa em boa parte da estações –, com ovos, salsichas, feijões doces, tomates grelhados, bacon, cogumelos, torradas, porridge (flocos de aveia cozidos em água com leite ou nata) e black pudding, linguiça feita de san-
Birdcage, drinque mais popular do Panda & Sons, pub escondido numa barbearia
gue de porco, aveia, gordura e especiarias. Os cafés são servidos em restaurantes e pubs até as 11h45, e, depois de um café desses, garanto
PAULO CAMPOS
que você não vai sentir fome tão cedo, o que explica o fato de os escoceses fazerem apenas um lanche rápido no almoço. THE PRINTING PRESS/DIVULGAÇÃO
Pub (II)
O agradável Panda & Sons PANDA & SONS/REPROODUÇÃO FACEBOOK
The Dome oferece em seu site uma excursão virtual pelo restaurante; fachada ganha cores à noite
Interior do The Printing Press, restaurante que serve bebida e comida até 1h da madrugada
Culinária diferente ou convencional Aberto em 2013, o Panda & Sons é um espaço legal e peculiar, com paredes com livros vintage, luminárias antigas, gramofones e outras bugingangas de época, tudo para criar uma atmosfera retrô. E, claro, quadros de pandas! O sucesso do lugar, interessante para todas as idades, não são apenas as cervejas artesanais e os vinhos selecionados, mas os coquetéis criativos – o mais pedido segundo o barman é o birdcage, à base de whisky e que chega à mesa em uma nuvem de cravo e canela.
Se quiser uma experiência diferente em Edimburgo, o Dishoom é um restaurante inspirado nos cafés iranianos que se instalaram em Mumbai no século XX e foram se espalhando pelo mundo, oferecendo refeições casuais. No Dishoom, você pode escolher pratos, acompanhamentos, saladas, grelhados, pãezinhos, biryanis, naans e arroz. O Dishoom eleva o conceito de comida indiana a um nível totalmente novo, com pratos frescos delicadamente temperados e com ótimas combinações para criar algo leve e saboroso,
como camarões crocantes mergulhados em tamarindo e chutney, perna de cordeiro marinada em chili, alho e gengibre ou tigela de grão de bico temperado servida com pão frito. Clássico, o The Dome impressiona pela fachada greco-romana. O imenso espaço é dividido em salas – The Grill Room (para jantar) The C l u b Room (para lanches leves), The Georgia Tea
Room (para cafés e chás), The Front Bar (para drinques), The Green Room (para eventos privados) e Conference Suites (salas para eventos e conferências). Na cozinha da chef Sue Snider, pode-se degustar salada caprese como entrada, alcatra de cordeiro, batatas, feijão fino, menta e pesto de ervilha como prato principal e pudim com sorvete de caramelo como sobremesa ao preço de 39,50 libras (R$ 192,86).
DISHOOM FACEBOOK/REPRODUÇÃO
Onde comer The Devil’s Advocate. 55, Thistle Street, 0131 225 3275, Old Town, cardápio com especialidades escocesas sazonais, http://devilsadvocateedinburgh.co.uk
Greyfrears Bobby's. 30-34 Candlemaker Row, próxima a Royal Mile, Old Town, 0131 225 8328, nicholsonspubs.co.uk/restaurants/scotlandandnorthernireland/greyfriarsbobby
Dishoom Edimburgh. 3a St Andrew Square, New Town, 0131 2026 406, dishoom.com/edinburgh
Hyde & Sons. 127 George street, New Town, 013128 52050, hydeandson.com
The Dome Edinburgh. 14 George Street, New Town, 0131 624 8624, thedomeedinburgh.com
The Printing Press. 21-25 George Street, New Town 0131 240 7177, printingpressedinburgh.co.uk
turismo
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Caça-fantasmas
O lado sombrio de Edimburgo PAULO CAMPOS
PAULO CAMPOS
Cidade tem fama de ter lugares mal-assombrados; The Real Mary King’s Close e ‘ghost tours’ podem ser programas imperdíveis para aficcionados do terror Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Advocate Close, um dos 13 projetos selecionado para prêmio
Caminhar pelas ruas de Edimburgo e se deparar com empresas oferecendo os ‘ghost tours’, programas de caça-fantasmas, é algo comum. Reconheço que a atmosfera da cidade – cinzenta e neogótica – favorece a proliferação dessas histórias. Muitas delas estão associadas aos antepassados, à época da peste negra, em 1645, quando os doentes foram trancafiados em closes até morrerem. Os closes são a característica mais fascinante da cidade. São becos estreitos e íngremes, alguns com escadarias, outros atravessando edifícios, uns ainda escondidos. A sensação de cruzá-los é quase sempre a de entrar na casa dos outros ou de se deparar com um pátio sem saída. Os mais famosos são Advocate, Jackson’s, Fleshmarket e, claro, The Real Mary King’s.
Dos 600 closes existentes no passado, sobraram menos de 60 hoje. Por causa da construção do prédio da Royal Exchange em 1715, construções antigas foram demolidas, e sua estrutura, utilizada como base para uma nova, formando uma cidade subterrânea. Escoceses pobres que se mudaram para Edimburgo foram ocupando esses becos insalubres. Cada um desses closes tem sua própria história. O mais famoso é o de Mary King’s, que virou atração turística paga e com agendamento prévio. Eu não resisti a fazer o tour de duas horas por seus subterrâneos para ouvir histórias como a da criança Annie, que até hoje assombra o lugar em busca de sua boneca favorita. O tour atravessa espaços claustrofóbicos, num percurso por labirintos e corredores estreitos, entrando em aposentos com tetos baixos, onde cenários de época são recriados e hologramas utilizados em quadros. E tudo termina com uma foto no close, que pode virar imã ou chaveiro.
Windy são os closes mais abertos, menos estreitos MARY KING’S CLOSE/FACEBOOK REPRODUÇÃO
Tours noturnos a vaults são oferecidos para os turistas As histórias de fantasmas também cercam a South Bridge, obra monumental de engenharia e design do século XVIII que liga a Cidade Velha ao lado sul de Edimburgo. Três closes foram demolidos para erguer a nova ponte, que consistia em 19 arcos de pedra e um abismo de 300 m de largura. Depois de concluída, a primeira pessoa a cruzá-la foi a viúva de um juiz, mas em um caixão. Bastou isso para a ponte ser amaldiçoada de vez. Durante décadas, os subterrâneos
da ponte (ou vaults – na tradução literal, “cofres”) foram habitados por pessoas pobres, doentes e ladrões. Esses lugares, uma rede labiríntica de salas e espaços residenciais, permaneceram abandonados por décadas até serem descobertos em 1985. Eles escondem memórias do passado e histórias macabras, como a de dois imigrantes irlandeses que assassinaram 16 pessoas e enterraram ali os corpos. Hoje, nesses subterrâneos, pessoas relatam, em programas de TV como “Ghost Adventu-
res” e “Most Haunted”, terem sentido rajadas de vento, ouvido vozes, notado arranhões na pele e visto sombras incomuns. Da meia-noite ao amanhecer, várias agências oferecem tours noturnos com guias aos vaults, utilizando equipamentos caça-fantasmas, como gravadores ENF e termômetros infravermelhos. Mas é preciso cuidado: alguns são armadilhas para turistas, e outros têm pegada muito mais cômica do que apavorante.
Visitantes deixam bonecas em Mary King’s para Annie
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turismo EDINBURGH FESTIVAL FRINGE SOCIETY
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Temas de 2018:
é hora de refletir! Neste ano, haverá uma série de temas que nortearão os espetáculos do Fringe. Entre eles estão o centenário da Primeira Guerra Mundial, lutas de classe e pobreza, cuidados com a saúde, consentimento no sexo, família, obsessão pela vida virtual, deficiência e fé. Em 2018, o circo comemora 250 anos no Reino Unido e, para celebrar, o evento traz 150 shows. O gênero continua a emocionar o público e quebrar novos limites a cada edição. Confira, a seguir, alguns destaques da programação do festival.
Democrático
Fringe: artistas ocupam ruas da Escócia De 3 a 27 de agosto, Edimburgo recebe festival de arte que transforma a encantadora cidade em uma grande festa; evento inclui musicais, dança, teatro e exposições EDINBURGH FESTIVAL FRINGE SOCIETY
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Queer Spice Girls
para pequenos SITE OFICIAL/REPRODUÇÃO
Sempre há o que ver: no Virgin Money Street Events, na HIgh Street, público poderá conferir mais de 250 shows por dia
São 150 shows! Em “Denim: The Denim Juniors”, cinco princesas drag do pop celebram o poder de ser você mesmo.
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Circo em festa:
força e inovação GUILLAUME MORIN/DIVULGAÇÃO
Da Redação “O maior festival de arte do mundo”. É bem possível que você escute essa apresentação repetidas vezes para identificar o Edinburgh Festival Fringe, que será realizado entre 3 e 27 de agosto na capital escocesa. Mas cá para nós: só em 2018 serão 3.548 atrações em 25 dias de evento. E a alcunha, empregada hoje com orgulho, tem explicação: há 71 anos, o evento começou com apenas oito grupos de teatro. De grandes nomes do mundo do entretenimento a artistas desconhecidos que procuram construir suas car-
reiras, o festival atende a todos e inclui teatro, comédia, dança, circo, cabaré, espetáculos infantis, musicais, ópera, shows e eventos de negócios em diferentes espaços da cidade. Há atividades gratuitas e pagas.
Ao ar livre Milhares de turistas transformam a rua em espaço de festa no Virgin Money Street Events. Artistas ocupam a Royal Mile (entre a Cockburn Street e a George IV Bridge) e o Mound Precinct, no coração da cidade. São mais de 250 shows por dia, além de mercados de artesanato. Tudo gratuito!
Os destaques incluem o “West Parliament Square Spectacular”, que ocorre quase todos os dias às 13h15 e às 20h15, e “Fringe Sunday Comédia”, no palco Mercat, todos os domingos às 13h. De 10 a 12 de agosto, “Let's Circus” levará sua plataforma aérea para a Royal Mile.
Era uma vez... Em 1947, oito grupos de teatro apareceram sem ser convidados para se apresentar no Festival Internacional de Edimburgo. Um dos grupos chegou a encenar na abadia de Dunfermline. Em 1948, o dramaturgo e jorna-
EDINBURGH FESTIVAL FRINGE SOCIETY
lista Robert Kemp nomeou esse conjunto de performances de “the fringe” (“a margem”, na tradução). Ano após ano, os artistas continuaram se apresentando, até que em 1958 foi criado o Festival Fringe Society, que formalizou a existência do coletivo. Como premissa de sua constituição está estabelecido que nenhum programa do festival passe pela avaliação da associação. Qualquer pessoa com uma história para contar e um local disposto a recebê-la pode fazer parte do Fringe.
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Programação e informações no site edfringe.com..
Em 2016, houve 50.266 apresentações de 3.269 shows em 294 locais, tornando o evento o maior festival de artes do mundo EDINBURGH FESTIVAL FRINGE SOCIETY
“Pratas da casa” : Fringe dá espaço a arte escocesa
Os rebeldes do “Tabarnak” fazem um rock musical, numa celebração do céu e do inferno. Serão 127 shows de circo.
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Sátira inspira-se
em Donald Trump REPRODUÇÃO/FACEBOOK/ TRUMP THE MUSICAL
Em “Trump the Musical” (e fora dele), o presidente dos Estados Unidos causa um tumulto em escala global.
Em 2018, celebra-se 250 anos desde o nascimento do circo no Reino Unido
Espetáculo “Trainspotting” faz referência ao sucesso de Danny Boyle, de 1996
Celebrando 10 anos, o Made in Scotland Showcase traz uma mostra especial de teatro, dança e música de artistas e companhias escocesas. Em 2018 serão 23 shows, que misturam espetáculos já reconhecidos a trabalhos emergentes e vibrantes da Escócia atual, como “Heroine”, que fará sua estreia internacional no evento e conta a história de Danna Davis, que serviu por 10 anos no Exército dos EUA. Confira a programação completa em madeinscotlandshowcase.com.
Para se organizar melhor, baixe o aplicativo do evento e monte sua programação
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 28 de julho de 2018
ARQUIVO PESSOAL
PERSONAGEM DA SEMANA
Sady Viana,
gerente geral do Intercity BH Expo, fala sobre seus dez anos na hotelaria, a mudança da Vert Hotéis para a rede Intercity, o desafio de gerenciar um hotel de negócios, os eventos para atrair novos hóspedes e as novidades que vêm nos próximos meses
Como foi sua trajetória no turismo? Estou há dez anos na hotelaria – trabalhei no Hotel Financial, no San Diego Suítes Pampulha e, mais recentemente, na Vert Hotéis, onde ajudei a implantar o Ramada Encore Minascasa e o segundo hotel da marca, naquela época, fora do Estado, o Ramada Campos de Goytacazes, no Rio de Janeiro. Estou há dois meses na Intercity, que é o terceiro maior hotel da cidade e o maior da rede, com 286 apartamentos e cinco salas de eventos com capacidade para mais de mil pessoas.
O que o hotel oferece em termos de infraestrutura para os hóspedes? Acolhemos os hóspedes para que se sintam em casa. Oferecemos serviços como room service 24 horas, piscina e jacuzzi aquecida, bar na recepção, academia e uma parceria com a Coopertáxi, além de transfer para o Expominas para grandes grupos.
Pela proximidade com o Expominas, o hotel tem apostado nos eventos.O foco do Intercity é o público que viaja a negócios? Sim, 90% de nosso público é de negócios. Fomos o hotel oficial do Megaleite, da Expocachaça e agora da Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. Na época do Megaleite, apostamos no calçadão cultural, com caldos e chope artesanal. Agora, no Mangalarga, estamos promovendo eventos exclusivos para hóspedes e convidados com música ao vivo e a presença de marcas renomadas. Com esses eventos, buscamos atender uma demanda específica do mercado, para proporcionar serviços além dos tradicionais oferecidos num hotel desse porte e conquistar novos hóspedes.
Sobre a campanha Live & Work, o Intercity também tem tentado atrair o hóspede mensalista? O pacote Live & Work custa a partir de R$
Wcheck-in/check-out
1.500 e inclui facilidades como serviço de quarto, café da manhã, TV a cabo, academia e Wi-Fi incluídos.
Quais são seus próximos desafios daqui para frente? Queremos oferecer não só hospedagem, mas comodidade e experiência para nosso hóspede e opções de entretenimento para o belo-horizontino. Estamos montando um andar de luxo nos próximos meses, com enxoval diferenciado, tipos diferentes de travesseiros, cafeteira, TV 50 polegadas e amenities. Temos, a partir do próximo mês, uma sala de massagem e um espaço de conveniência com venda de lembranças, queijos e doces mineiros. Estamos desenvolvendo uma nova roupagem para o setor de alimentos e bebidas, com novo menu e carta de vinhos e espumantes, e começaremos a oferecer noites com jazz e vinhos no restaurante. Queremos atender também um público diferenciado da cidade e região, em eventos sociais.
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
O Next Panrotas, evento itinerante sobre conteúdo, tendências e discussões sobre o mercado de turismo, promovido pelo Editora Panrotas, reuniu mais de 80 profissionais mineiros no salão do Belo Horizonte Othon Palace no último dia 24; entre os temas debatidos estava o mercado digital REXTUR ADVANCE/DIVULGAÇÃO
Após quatro anos, Moacir Barbosa está de volta ao comercial da Rextur/Advance; na foto, ele recebe as boas-vindas de André Velasque, gerente de vendas da base Belo Horizonte, e Leonardo Mignani, diretor regional de Vendas para Espírito Santo, Minas e Rio de Janeiro
W 12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
Viagens incríveis rafael@fvo.travel
Azerbaijão: onde Oriente Médio, Europa e Ásia se encontram FOTOS RAFAEL ROMEIRO
Quick Tips W
Cidade antiga: tapeçaria é uma tradição no Azerbaijão
BELO HORIZONTE
Abertura do hotel Fasano O principal grupo de hotelaria de luxo brasileiro chega finalmente a BH. O hotel Fasano será inaugurado no dia 29/9, no Lourdes, e contará com 77 apartamentos, além do bar Baretto e do restaurante Gero, já renomados em SP e Rio. Seguindo os outros hotéis do grupo, a ideia é oferecer programação e gastronomia para atrair também o público local.
RÚSSIA
Além de Moscou e São Petersburgo Destinos inusitados sempre me atraíram. Planejando o itinerário de minha viagem pela Rússia, para seguir o Brasil na Copa do Mundo, resolvi seguir de Kazan, onde a seleção jogaria as quartas-de-final, para Baku. Mas, afinal, onde fica isso? Baku é a surpreendente capital do Azerbaijão, que, juntamente com a Geórgia e a Armênia, forma a região do Cáucaso, onde Oriente Médio, Europa e Ásia se encontram. Em poucos lugares do mundo a mistura entre Ocidente e Oriente é tão visível. As vibrantes ruas para pedestres da cidade baixa, bordeadas por árvores, mansões e palacetes de estilo Haussmann, fazem você se sentir em Paris. Não faltam cafés charmosos e lojas de grife para completar a atmosfera. Artistas de rua dividem as calçadas com mulheres de burca e jovens vestindo as últimas
Embora os azeri sejam apreciadores de chás, é possível encontrar boas cervejas e vinhos de produção local em todos os lugares tendências da moda italiana. Embora os azeri, pessoas nascidas no país, sejam grandes apreciadores de chás, é possível encontrar boas cervejas e vinhos de produção local em praticamente todos os lugares, o que é surpreendente pa-
Moderno e antigo convivem harmoniosamente no país do Cáucaso
Um dos encantos de uma Copa do Mundo é levar milhares de estrangeiros a descobrir lugares que não estariam em um roteiro comum de viagem. Kazan, a capital do Tartaristão, região autônoma dentro da Rússia, era completamente desconhecida dos brasileiros, mas conquistou a todos com seu povo acolhedor, sua arquitetura incrível e suas ruas repletas de bares animados.
ra um país onde mais de 95% da população é muçulmana. A menos de cinco minutos de caminhada dali, basta atravessar uma das portas da muralha que cerca a cidade antiga para deixar os ares parisienses de lado e imergir em um labirinto de ruelas, mesquitas e palácios de arquitetura islâmica, considerados patrimônio mundial pela Unesco. Embora muitas construções ainda sejam residenciais, há vários hotéis-butique por ali, e a região concentra galerias de arte e lojas de suvenires ou de tapeçaria, lembrando os souks árabes ou a região de Sultanahmet, em Istambul.
ISTAMBUL
Gastronomia e arte em Karaköy
Canais Um bem-cuidado boulevard à beira do mar Cáspio é o ponto de encontro de famílias e esportistas. Em um dos trechos foram construídos canais onde se pode passear de gôndola, numa tentativa de imitar Veneza, mas que me remete mais às recriações dos xeiques de Dubai. As semelhanças com os Emirados Árabes ficam mais evidentes na arquitetura da cidade alta ou dos novos bairros ao longo da costa, com enormes arranha-céus de arquitetura moderna custeados pelo dinheiro do petróleo, o principal produto do Azerbaijão. As Flame Towers, um conjunto de três torres em formato de chama, viraram o cartãopostal da cidade desde a sua inauguração, em 2012. Um dos prédios abriga o hotel Fairmont, um dos mais luxuosos da cidade. A vista dos apartamentos é de tirar o fôle-
Só luxo: vista do quarto do hotel Fairmont Baku, na Flame Towers, cartão-postal local
go, e os bares e restaurantes são bastante frequentados pelos locais. Esse, aliás, é um hábito dos habitantes de Baku. Outros dos bares mais famosos da cidade estão em hotéis de luxo, como o 360 Rooftop, no Hilton, e uma filial do Buddha Bar, que fica no JW Marriott. Apesar da grande oferta de restaurantes das mais diversas especialidades, a gastronomia local é incrível, refletindo as diversas influências desse caldeirão cultural que é a região do Cáucaso. A influência árabe e asiática fica nítida no uso de temperos
e especiarias; da Turquia vem a tradição dos kebabs (carnes grelhadas), e do Mar Cáspio vem o esturjão, um dos peixes mais valorizados do mundo, do qual é extraído o caviar. Infelizmente, o tempo entre um jogo e outro era curto, e não pude explorar mais do interior do país e da região do Cáucaso, mas Geórgia e Armênia estão no topo da minha bucket list de destinos a visitar em breve.
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Rafael Romeiro, diretor da FVO Travel, escreve nesse espaço uma vez por mês sobre turismo de luxo e roteiros personalizados
A capital turca é uma das maiores e mais dinâmicas metrópoles do mundo, e pode ser redescoberta a cada visita. O bairro de Karaköy, no encontro do estreito de Bósforo com o Corno de Ouro, foi revitalizado e se tornou o novo endereço de bares e cafés descolados da cidade, que dividem as ruelas estreitas com galerias, ateliês de moda e gente jovem.
RIVIERA MAYA
Novidade na belíssima praia A praia de Maroma, 50 km ao sul de Cancún, no México, é frequentemente considerada uma das dez mais bonitas do mundo. No dia 1º de agosto, será inaugurado o hotel Chablé Maroma, elevando a hotelaria da região a um novo patamar, com foco em um serviço fora de série. Cada uma das 70 suítes tem sua própria piscina privativa.
JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
MICRO/DIVULGAÇÃO
W Moto. Harley-Davidson Road King Special mostra porque é referência máxima entre os modelos custom. Páginas 10 e 11
WEstilo. Elétrico feito na Suíça e inspirado no BMW Romi-Isetta é aprovado para rodar na Europa. Página 14
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FORD/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 28/7/2018
pampulha
Além do visual Ford lança a linha 2019 das versões hatch e sedã do Ka; modelo é reestilizado e ganha configurações inéditas com câmbio automático de seis marchas e a nova central multimídia Sync 3. Páginas 18 e 19
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Saudoso cinquentão! CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Minha história com automóveis vem de longa data. Em outras oportunidades, já contei aqui que passa pela genética não só esta paixão que nutro pelas quatro rodas, mas também o fato de eu ter escolhido como profissão o jornalismo especializado em automóveis – uma vocação que herdei de meu pai, que assinava suas matérias como V. de Ouro Preto. Ele foi o precursor em Minas Gerais da cobertura especializada da indústria automobilística e, para mim, um mestre, com o qual Deus me proporcionou o prazer e a bênção da convivência até agosto do ano passado. Quando recordo minha infância, não há momento em que o automóvel não tenha sido um protagonista. Um exemplo? Um Opala bege com o qual fizemos muitas via-
gens em família. Como em novembro serão comemorados, com toda a pompa e circunstância que a ocasião merece, os 50 anos de lançamento desse modelo, vou contar um pouco desta história que vivencie ainda muito jovem, mas da qual tenho boas e seguras lembranças. Recordo que, meses antes do lançamento, em meados de 1968, o então departamento de relações públicas da General Motors do Brasil – serviço de Divulgação e imprensa à época comandado pelo jornalista F.T.Brito – mandara para Belo Horizonte um exemplar para test drive do Opel Rekord (modelo alemão no qual o Opala foi inspirado). Confesso que desse carro são poucas as lembranças, mas a imponência de suas linhas ficou marcada. O melhor dessa festa ainda estava por vir. No ano seguinte,
em janeiro, um Opala, placa AF-0033, chegou a nossa casa às vésperas da tradicional viagem de férias. Ousado para a época, o roteiro do passeio era ir de carro de Belo Horizonte até o Sul do Brasil e de lá – aí, sim, de navio – para a Argentina. Naquele tempo, aventuras assim eram raras. Toda a família, três adultos, meu pai, minha mãe e meu avô, sempre um grande incentivador e cinco crianças se acomodaram no Opala para esta que foi uma grande e inesquecível viagem que, até hoje, tantos anos depois, nos encanta. De BH a São Paulo, de lá até Curitiba, depois Pelotas, Lages, Porto Alegre e por fim Rio Grande, onde o Opala ficou estacionado no porto, aguardando nosso retorno para iniciarmos o caminho de volta para casa. Durante todo o trajeto, o Opalão, zerado, tinindo de
O melhor desta festa ainda estava por vir. No ano seguinte, em janeiro, um Opala, placa AF-0033, chegou à nossa casa às vésperas da tradicional viagem de férias. novo, mostrou-se batuta. Quatro cilindros, motor de 2.500 cilindradas, 80 cv de potência, três marchas, com alavanca na coluna de direção, bancos dianteiros inteiriços e porta-malas ge-
neroso, o Opala bege seguiu com garbo e elegância por quase 3.500 km pelas estradas do Brasil. Bons tempos! Parabéns, Opala, pelos 50 anos de história! FOTOS MICRO/DIVULGAÇÃO
Internacional
Déjà vu na Europa Microlino, releitura elétrica do clássico Romi-Isetta, é aprovado para rodar nos países do Velho Continente; modelo custa 8,5 mil euros Microcarro feito na Suíça reaviva as características estéticas do famoso Romi-Isetta; modelo tem motor elétrico com 20,3 cv Igor Veiga Inspirado no clássico Romi-Isetta, da BMW, o modelo suíço Microlino acaba ser homologado para rodar na Europa. A releitura do microcarro alemão custa entre € 8.500 e
€ 12,8 mil (entre R$ 37 mil e R$ 56 mil, em conversão direta). Criado pelo empresário suíço Wim Ouboter em parceria com a Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique, na Suíça, esteticamente o Microlino é uma
Microlino tem assento único e inteiriço para duas pessoas
cópia escarrada do famoso Isetta. Tal como o modelo da BMW fabricado nos anos 50 e 60, inclusive no Brasil, o microcarro traz porta única de abertura frontal e eixo traseiro com bitola bem menor atrás. Em comparação com a
velho Isetta, o Microlino pesa 100 kg a mais (450 kg) e tem 2,34 m de comprimento, 145 cm extras em relação ao clássico modelo alemão. O motor é elétrico de 15 kW ou 20,3 cv, e há duas opções de bateria, com autonomia para 120 km ou 215
Patinete elétrico é brinde exclsivo da versão top de linha do carrinho
km. Apesar da pouca potência, o Microlino é leve, e a marca garante que ele atinge os 90 km/h e acelera de 0 a 50 km/h em apenas 5 s. Na versão top de linha, o carrinho para duas pessoas vem equipado com um patinete elétrico leva-
do no porta-malas do Microlino, que recebe até 300 L de bagagem. A produção em série do microcarro deve começar em dezembro. Inicialmente, as vendas serão feitas apenas na Suíça e na Alemanha, em 2019.
Faróis ficam integrados aos alongados retrovisores externos
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Serviço
Inverno é
Colaboradora da VW verifica a qualidade da pintura de um modelo na fábrica da marca alemã
vilão para a pintura Estação do ano caracterizada por clima seco e frio exige cuidados especiais para a preservação da pintura do veículo Da redação A época mais fria do ano requer atenção especial que vai além dos tradicionais agasalhos. Isso porque o clima seco e frio pode afetar a preservação da pintura de seu carro. “Ao realizar a lavagem em casa, use um sabão de pH neutro. Não utilize gasolina, álcool ou outros solventes na superfície pintada”, alerta Ricardo Vettorazzi, gerente técnico do laboratório de repintura da PPG Brasil. No caso de eventual queda do
sabão na carroceria é importante lavar a área afetada imediatamente com água. Também é importante secar o carro para evitar o acúmulo de novas sujeiras e manchas na pintura. Já para lavagens a seco é necessário analisar o nível de sujeira e contaminantes acumulados na pintura do veículo. Para lavagens a seco em carros muito sujos, o recomendado é que seja realizado por profissionais especializados. Outro cuidado relevante é evitar a utilização das máquinas de lava a jato automáticas caso o veículo
esteja recém-pintado. É recomendável recorrer a este tipo de lavagem somente 30 dias após o serviço. A mesma lógica vale para a aplicação de cera, mas neste caso, depois de 90 dias. Produtos que utilizam água como base e os de alto sólidos garantem uma durabilidade superior aos convencionais de mercado. Segundo Vettorazzi, o conhecimento do profissional na preparação e aplicação dos produtos é essencial. O
ideal é que ele seja qualificado para fazer o melhor uso de um produto com desempenho superior. Boas práticas e conservação da limpeza do ambiente também contribuem para a prolongação da vida útil da pintura ou repintura.
Não exagere Ainda sobre a vida útil da pintura e repintura, Vettorazzi afirma que não exagerar em lavagens e polimentos preserva muito
mais a cor. Segundo ele, a frequência de ambos não ajuda tanto na conservação da pintura ou repintura quanto se imagina. Isso vale para veículos de todas as cores, inclusive os brancos. “Apesar de as tecnologias de aplicação original serem iguais, a montadora varia a cor do carro, utilizando o mesmo verniz como camada de proteção final da cor, o que nem sempre assegura sua durabilidade”, explica o especialista.
Proteção Capa. Para carros que ficam estacionados por muito tempo, o uso da capa automotiva é útil para proteger a pintura do frio e das geadas. Tente comprar uma feita de polietileno. São mais caras, mas vale a pena. Ela só não deve ser colocada sobre o carro se estiver com a parte interna molhada ou se o veículo for recém-pintado.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
Amarok V6
Caçamba em versão exclusiva A Volkswagen Amarok V6 Highline passa a contar agora com a série Extreme, com design e equipamentos exclusivos. Posicionada acima da configuração Highline, a novidade é oferecida com o motor 3.0 V6 turbodiesel de 225 cv, carroceria de cabine dupla, com preço sugerido de R$ 194.930. A versão Extreme se diferencia das demais por fora e por dentro. No exterior, a nova configuração conta com rodas de liga leve de 20 polegadas com pneus 225/50 R20, estribos laterais planos de alumínio, santantônio esportivo, bancos em couro nappa e capas dos pedais esportivas. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Ford
Fusion será perua aventureira A Ford vai tirar de linha, a partir de 2021, todos os seus carros de passeio nos Estados Unidos. Segundo a agência Automotive News, só restarão os SUVs e o Mustang nas concessionárias de lá. Mas, para a mudança não parecer tão radical, a marca do oval azul deve manter o nome do Fusion, só que em um modelo diferente do atual: a nomenclatura será usada em uma perua aventureira. A Ford já reutilizou o nome do Fusion outras vezes. A primeira foi na Europa, em 2002, em um monovolume derivado do Fiesta. O modelo foi vendido até 2012, quando foi substituído pelo B-Max.
super motor
Serviço Na proteção veicular, a cobertura contra colisões, furtos ou roubos é garantida pelo rateio dos prejuízos entre os associados
Alternativa que cabe no bolso Proteção veicular atende o público excluído pelas seguradoras; modelo de associativismo tem crescido cada vez mais no país, sobretudo pelo custo mais acessível Da redação Muitas pessoas não querem ou não têm como arcar com um seguro automotivo porque o valor a ser pago é muito alto. Outras tantas, mesmo querendo pagar pelo serviço, são rejeitadas pelas seguradoras por ter o nome negativado ou possuir um veículo velho demais para ser segurado. Para preencher essas e outras lacunas que surgiram no Brasil as chamadas associações de socorro mútuo, algo mais conhecido como “proteção veicular”. Trata-se de um segmento diferenciado, em que o rateio dos prejuízos e a autogestão têm conquistado cada vez mais a atenção dos brasileiros. Tal como no seguro tradicional, a proteção veicular, também chamada de socorro mútuo, ge-
ra comodidade e amparo aos motoristas. De acordo com dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), hoje já são mais de 2.000 associações de proteção veicular espalhadas pelo país, com um total de 5 milhões de participantes. Ao se tornar associado, tal como no seguro tradicional, vários benefícios são colocados à disposição, como reboque e chaveiro 24 horas e proteção contra roubo, furto, acidentes e incêndio, além de carro reserva e desconto em farmácias e postos de gasolina. Cada associação de proteção veicular tem seu próprio regimento interno, e as normas não são uniformes, variam muito. Por isso, antes de fazer parte de qualquer uma delas, é importante ler atentamente e conhecer todas as regras da
associação pretendida. Uma dica legal para conferir se você está aderindo a uma associação livre de picaretagens é conferir se ela possui o selo da Federação Nacional das Associações de Benefícios (Fenaben). “Se indeniza pneu ou parabrisa, por exemplo, e quantas vezes, isso tudo tem que estar preestabelecido no regimento da associação, que pode ser alterado por meio de assembleia feita pelos próprios associados”, explica Patrícia Müller, advogada, mestre de ciências jurídico-políticas e professora de direito constitucional.
Capriche na pesquisa Para fugir de armadilhas, é importante não avaliar somente os valores mensais cobrados pela associação. É interessante conhecê-la melhor. Checar,
por exemplo se o telefone informado da associação está ativo e se ela possui sede própria, por exemplo. Outra dica é saber quais são os parceiros da associação e se a quantidade e a qualidade das oficinas e do
serviço de guincho são reconhecidas no mercado. Aí, vale dar também aquela velha e boa pesquisada pela internet e pelas redes sociais em busca de referências e mais informações sobre a associação. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
PROTEÇÃO VEICULAR X SEGURO AUTOMOTIVO Veja as principais diferenças PROTEÇÃO
SEGURO
Perfil
No seguro, há variação de valores conforme o perfil do condutor do veículo.
Na proteção veicular, o associado assina um Contrato de Responsabilidade Mútua e divide o risco com os demais associados.
Regras
No seguro, o segurado adere a uma apólice e transfere o risco de seu bem para a seguradora.
Na proteção veicular, o custo é uma das principais vantagens pois trabalha com o pagamento mensal com parcelas menores que um seguro. O valor é composto geralmente por uma taxa de administração fixa mais o rateio, que pode variar de mês a mês.
Preço
Na proteção veicular, não há variação no preço da adesão, em função da localização do bem, estado civil, idade ou sexo do condutor.
Na proteção veicular, a pessoa é tratada como associado
Grau de relacionamento
No seguro, o pagamento é anual e fixo e pode ser pago de uma só vez ou parcelado. O valor é reajustado ano a ano quando a apólice é renovada.
No seguro, a pessoa é tratada como cliente
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
ALEX DE JESUS - 13.7.2017
Associativismo é amparado por leis Recentemente, sugiram falsas notícias de que foi aprovada, em Brasília, uma lei que proíbe a atividade das associações de proteção veicular no país. Na verdade, o que acontece hoje é o Projeto de Lei Complementar 3.139/2015, que discute a regulamentação das associações, que são amparadas pela Constituição e também pelos princípios do associativismo e do cooperativismo, previstos na Lei Fede-
ral 5.764/1971. “Esse novo projeto de lei é um avanço no setor, porque inicialmente visava proibir e criminalizar as associações que atuam com proteção veicular. Hoje, ele vem regulamentando. Ainda temos pequenos pontos para serem discutidos, mas teremos um longo caminho para percorrer”, informou Cíntia Souza presidente da Fenaben. Entre os pontos debatidos, está quem será respon-
sável por fiscalizar a atividade das associações. O projeto prevê que essa missão caberá ao Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP), órgão ligado ao Banco Central. A sugestão é que seja criada uma comissão consultiva das associações, dentro do CNSP e para que se possa opinar, sugerir normas e procedimentos possíveis de serem adotados por elas. (Da redação) LEO FONTES - 29.3.2017
Serviços como reboque 24 horas costumam ser um dos benefícios oferecidos pelas associações
VEÍCULO PROTEGIDO
40% ROUBO, FURTO, COLISÃO E INCÊNDIO FENÔMENOS DA NATUREZA CARRO RESERVA ATÉ 30 DIAS PROTEÇÃO DE VIDROS 2 .000 KM DE REBOQUE*
CLUBE DE DESCONTOS*
*consulte as regras para o uso do reboque e clube de descontos pelo 0800 609 1350
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
Classe A sedã
Expectativa confirmada A Mercedes-Benz confirmou a possibilidade de produzir o Classe A sedã no Brasil. Porém, antes de ser feito por aqui, o carro será importado do México. Atualmente a Mercedes fabrica Classe C e GLA em nosso país. Os dois modelos correspondem a 60% das vendas da marca no Brasil. A fábrica de Iracemápolis, no interior do Estado de São Paulo, trabalha atualmente com apenas 35% de aproveitamento da capacidade instalada. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
A partir de 2020
Salão de Detroit muda de data Tradicionalmente realizado no mês de janeiro, o Salão de Detroit, um dos mais importantes do mundo, vai mudar de data. Os organizadores anunciaram que, a partir de 2020, o auto show anual será realizado sempre em junho. A mudança será para não disputar atenções com a CES, famosa feira de tecnologia que acontece também em janeiro, na cidade de Las Vegas.
super motor
Lançamento
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Ford apresenta
45.490 Ford Ka S 1.0 manual
a linha 2019 do veterano Ka Modelo ganha versões com câmbio automático de seis marchas e motor 1.5 do novo EcoSport, além da central multimídia Sync 3 Raimundo Couto De Gramado (RS)
Desta vez, a Ford fez diferente. Primeiro mostrou a inédita versão aventureira Freestyle, que chegou em junho, e foi assunto de capa do Super Motor. Entre as novidades, destaque para a estreia do novo câmbio automático de seis marchas e do motor 1.5, três cilindros, de 136 cv, herdado do irmão maior, o EcoSport. Agora, a montadora do oval azul reuniu a imprensa especializada em Gramado, na Serra Gaúcha, para apresentar os demais integrantes da famí-
lia de seu veterano compacto de entrada, que teve sua primeira aparição no Brasil há quase 20 anos. O câmbio automático passa a ser oferecido na gama do modelo desde a versão intermediária SE. Além disso, o Ka recebeu uma nova configuração Titanium, identidade das versões top de linha de outros modelos da Ford. Nessa configuração, estão presentes a central multimídia Sync 3 com tela flutuante de 6,5 polegadas, seis airbags, bancos revestidos em couro, partida do motor por botão, câmera de ré e sensor de estacionamento, entre ou-
Transmissão automática é a mesma que equipa o EcoSport
tros itens. Com os novos equipamentos, o Ka se revigora e ganha moral no segmento de entrada em que disputa terreno com modelos como o Chevrolet Onix e o Hyundai HB20. Vale lembrar que outro veterano, o VW Gol, também irá ganhar câmbio automático ainda neste mês.
Mais seguro e tecnológico As mudanças estéticas na linha 2019 do Ka foram muito sutis, mas, segundo a Ford, o modelo recebeu importantes modificações impossíveis de serem vistas, como os reforços estruturais na carroceria, que aumentam a rigidez torcional e a segurança do compacto. A suspensão ganhou nova calibração, e o isolamento acústico foi aprimorado. Como conectivida-
de é a palavra de ordem, a evolução da central multimídia Sync3 será percebida por meio da tela flutuante de 6,5 polegadas sensível ao toque e posicionada na parte superior do painel, o que favorece a visibilidade e o manuseio. Com uso intuitivo, a central oferece sistema de reconhecimento de voz aprimorado, que permite comandar várias funções sem precisar tirar as mãos do volante. Duas portas USB no painel permitem a carga rápida de celulares. A câmera de ré ajuda nas manobras de estacionamento e vem com linhas-guia que mostram o nível de proximidade por cores. O sensor de estacionamento conta com alerta sonoro, que pode ser desativado no painel de instrumentos.
Segundo a Ford, modelo recebeu reforços estruturais para aprimorar a segurança e dirigibilidade
Câmbio automático sai a partir de R$ 56.490 A maior novidade da linha 2019 do Ka sem dúvida é a oferta do câmbio automático de seis marchas. A novidade é oferecida a partir da versão SE, somente com o motor 1.5, que sai de fábrica equipada com um pacote honesto de itens de série. A lista é composta por airbag duplo, freios ABS, direção elétrica, ar-condicionado analógico, computador de bordo, travas e vidros dianteiros elétricos, ajuste de altura do banco do motorista, banco traseiro bipartido, Isofix e rodas de aço de 14 polegadas com calotas, além de rádio, suporte para celular e maçanetas e retrovisores na cor do veículo. A nova central
multimídia Sync 3 compatível com Android Auto e Apple CarPlay, só é oferecida a partir da versão SE Plus, que, além da novidade, acrescenta duas entradas USB iluminadas e de carregamento rápido, sensor de estacionamento, vidros elétricos traseiros, retrovisores elétricos, faróis de neblina e rodas de aço de 15 polegadas com calotas.
Basicão Nas versões mais baratas, o Ka segue com o motor 1.0 de três cilindros, de 85 cv, o mais potente da categoria, com câmbio manual de cinco marchas. Os itens de fábrica são basicamente os mesmos da citada versão SE 1.5. (RC)
Lista de preços Ka hatch. Na versão S manual, os preços são R$ 45.490 (1.0) e R$ 51.990 (1.5); na versão SE manual, os valores sobem para R$ 45.990 (1.0) e R$ 51.490 (1.5); a versão SE 1.5 automática sai por R$ 56.490. Na versão SE Plus manual, os preços são R$ 48.490 (1.0) e R$ 54.990 (1.5); a versão SE Plus 1.5 automática sai por R$ 58.990. Ka sedã. Na versão SE manual custa R$ 49.490 (1.0) e R$ 55.490 (1.5); a SE 1.5 automática sai por R$ 59.990. Na versão SE Plus manual, os preços são R$ 51.990 (1.0), R$ 57.990 (1.5) e R$ 62.490 (1.5 automático). O Ka SEL 1.5 manual sai por R$ 65.990, e o Titanium 1.5, por R$ 70.990.
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Modelo se destaca no quesito segurança Do test drive promovido pela Ford na Serra Gaúcha, entre Gramado e Canela, fez parte um visual com muita neblina e chuva, mas ainda assim foi possível perceber a segurança transmitida pela direção que também recebeu ajustes de calibração e ficou mais justa. Outro ponto a favor do Ka é que o modelo segue como o único compacto a oferecer, nas versões mais caras, o controle de estabilidade, acompanhando do as-
sistente de partida em rampa e de seis airbags, o que mostra evolução e a necessidade de um amadurecimento maior no mercado de entrada de carros no Brasil. Apesar dos quase 20 anos de história, o Ka segue firme e forte no mercado. Foi o segundo modelo mais vendido no país, tanto na versão hatch como no sedã, durante o primeiro semestre deste ano. (RC)
Para-choques, faróis e grade frontal foram reestilizados na linha 2019 do Ka Central Sync3 é item de série a partir das versões SE Plus
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
super motor
Caminhão
Transporte
MAN TGX 2019 traz novidades
Novo Kangoo
O modelo 2019 do caminhão MAN TGX chegou as concessionárias com novidades de conforto. A cama que as cabines TGX abrigam passam a contar com um console para diversas atividades, como o controle de operação dos vidros elétricos, relógio com função alarme, tomadas de 12V e 24V, além de entrada USB. O novo rádio vem equipado de série com bluetooth e viva-voz, além de MP3 com leitor de cartão SD ou USB. MAN/DIVULGAÇÃO
Mercado
Vendas crescem 50% em 2018 De acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), foram emplacados 5.717 caminhões em maio e 5.731 em junho, acima da média dos primeiros quatro meses do ano. No acumulado do primeiro semestre, foram vendidos 32.338 unidades, 50% mais que os 21.457 comercializados no mesmo período do ano passado. O segmento dos pesados representou 44,2% das vendas no país.
Furgão ficou maior e tem 4,38 m de comprimento, 38 cm a mais que o atual modelo à venda no Brasil
faz sua estreia na Argentina Renault lança nova geração do furgão no país vizinho e aposta em mudanças radicais no segmento; modelo estreará em breve no Brasil Daniele Ramiro Auto Press
A primeira versão do Renault Kangoo surgiu no final dos anos 90. O tempo passou e, embora o modelo caísse no gosto dos consumidores, principalmente argentinos, nunca foi lançada uma nova geração embora tenha recebido uma série de atualizações ao longo dos anos. Agora, a montadora francesa decidiu criar uma nova geração para o veículo comercial leve. O Kangoo 2019 está à venda
na Argentina, onde é produzido, e deve chegar em breve ao Brasil. Apesar de a fabricante não ter divulgado oficialmente a data do seu lançamento por aqui, no site brasileiro da montadora o carro já consta no catálogo. O modelo foi pensado para o transporte de cargas leves, com capacidade de transportar até 750 kg. O baú de carga comporta 3.300 L e o banco do passageiro dianteiro é rebatível para ser usado como apoio para objetos longos, por exemplo, e eleva a
capacidade para 3.900 L. Comparado com a versão anterior, o Kangoo cresceu 38 cm no comprimento, o que faz a atual versão ter 4,39 m. Outros acréscimos também aparecem: são 9 cm a mais de bitola e 21 cm somados nos entre-eixos, que chega agora a 2,81 m. O carro tem 1,76 m de largura e 1,81 m de altura. O Kangoo 2019 apresenta um estilo bem parecido com o Dokker, um furgão da Dacia, marca romena do Grupo Renault, mas o para-choque é novo e os faróis de neblina foram reposicionados. A grade também apresenta diferenças e o losango, que é o logotipo da Renault, é grande e cromado. As laterais estão mais largas e os trilhos das portas de correr se desta-
cam. Os faróis são verticais e todas as versões terão portas de abertura laterais e portas traseiras assimétricas.
Interior de Sandero A cabine oferece mais espaço. Ao entrar, são encontrados muitos elementos de outros carros da marca como o Sandero e o Logan. Para isso, basta notar a parte central, como as saídas de ar redondas, os botões de controle de clima, a alavanca de câmbio e painel de instrumentos com três indicadores redondos. O que muda mesmo é o volante. Foi usado o mesmo da nova geração do Duster, que contribui com um estilo até mais elegante que dos outros modelos de entrada da Renault.
Oferta de tecnologia cresce
Mais barato lá Comparação. A nova geração do Kangoo, além de uma boa parte mecânica, chegará ao mercado com mais refinamento e tecnologia que os demais modelos do segmento. Na Argentina, os preços do novo Kangoo partem de 320,9 mil pesos, algo equivalente a R$ 53 mil. Por aqui, o modelo de antiga geração, com porta lateral corrediça, começa em R$ 61 mil.
Baú de carga do novo Kangoo comporta até 3.300 L; capacidade de carga é de 750 kg, segundo a Renault
Bancos podem ser rebatidos e elevam a capacidade para 3.900 L
Apesar de ser um carro para o trabalho, o modelo ganhou itens que vão contribuir para o conforto do motorista como ar-condicionado, computador de bordo, direção eletro-hidráulica, trio elétrico, rodas de aço aro 15 polegadas, multimídia MediaNav 2.0 com GPS e dados de tráfego, bluetooth, USB e auxiliar, controle de cruzeiro com limitador, coluna de direção ajustável e câmera de ré. Entre os itens de segurança se destacam o airbag duplo, reforço de frenagem em emergência, controles de tração e estabilidade, além de assistente de partida em rampa. O Renault Kangoo de nova geração chega com motor SCi 1.6, de 114 cv e 15,8 kgfm. Na Argentina, é abastecido apenas por gasolina. Outra versão diesel estará disponível por lá, com motor 1.5, com 89 cv e 22,5 kgfm. Aqui, a configuração será diferente, sendo a mesma encontrada no Sandero e no Logan, com 115 cv na gasolina e 118 cv no etanol, ambos com 16 kgfm. Em todas as versões, o câmbio é manual de cinco marchas. (AP)
super motor
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO
Por dentro, acabamento e nível de equipamentos melhorou muito
Conjunto mecânico não decepciona na pista Quando se está a bordo de um Renault Kangoo, principalmente na cidade, dificilmente percebe-se suas características de utilitário. O modelo é confortável e até refinado se comparado ao que se vê em automóveis com vocação para o trabalho. O motor empurra bem o carro e a transmissão parece ter relações bem calculadas, além de seus engates
Para-choques, faróis, lamternas e grade frontal foram inteiramente redesenhados pela Renault
precisos. Peca um pouco na visibilidade, já que os retrovisores externos são limitados na altura. Outro ponto que favorece a nova geração da minivan e furgão é o consumo, já que o novo propulsor se mostra bastante eficiente. Uma característica que certamente pode influenciar os consumidores que estão à procura de veículos profissionais. (AP)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
Tradição sueca
Husqvarna Vitpilen 701 Já está à venda no Brasil, através da importadora oficial Power Husky, a Husqvarna Vitpilen 701. A naked sueca tem roda de 17 polegadas, assento revestido em couro, tanque com tampa de alumínio com o brasão da Husqvarna Motorcycles, painel digital, farol de LED com luz de condução diurna e suspensão com garfos invertidos dianteiros, de 43 mm, acompanhados por um amortecedor único na traseira, ambos totalmente ajustáveis. A moto é impulsionada por um motor monocilíndrico refrigerado por líquido de 692,7 cc, com 75 cv de potência e 7,5 kgfm de torque a 6.750 rpm. O preço é de R$ 84,9 mil. HUSQVARNA/DIVULGAÇÃO
Honda
Nova retrô de seis cilindros O escritório de registro de patentes do Japão recebeu desenhos do projeto de uma nova Honda com motor de 6 cilindros em linha. Seria um modelo retrô esportivo com propulsor hoje inexistente na linha da marca. O 6 em linha teria comando duplo e 24 válvulas, como na antiga CBX 1050. Desta vez, no entanto, a refrigeração seria líquida – apesar das aletas, previstas para fins estéticos. O novo modelo pode ser o substituto da CB 1100 lançada em 2010, refrigerada a ar e que dificilmente se adequará aos limites de emissões previstos pela norma Euro 5 a partir de 2020.
super motor
Moto
Uma custom
R$
80.980 Harley-Davidson Road King Special 2018
pra lá de clássica Nova Road King Special aprofunda a essência das motos da marca Harley-Davidson com mais desempenho e conforto para o piloto Eduardo Rocha Auto Press
A ideia é que não exista uma Harley-Davidson igual à outra. A partir de uma base, o motociclista aficionado pela marca personaliza sua motocicleta – de preferência recorrendo ao vasto arsenal de acessórios oferecido nas butiques das concessionárias, sempre grandes e fornidas. Mas algumas Harleys já nascem tão prontas que não se deve mexer. É o caso da Road King Special. O modelo aposta forte na imagem selvagem, meio “outsider”, que motos e motociclistas tinham nos anos 50 e 60. Um estilo que dispensa, inclusive, excesso de brilhos e enfeites, típico da versão Classic da Road King. O visual da Road King Special reforça essa personalidade, que é bem marcante. A começar pela pintura, que se limita às discretíssimas preta brilhante e cinza fosca.
Outros elementos se alternam entre preto brilhante e fosco, sempre valorizando um contraste com a cor da motocicleta. Na versão cinza fosca testada, rodas, guidom, motor, bengalas e aro do farol são brilhantes, enquanto o escapamento e a carcaça das setas acompanham a falta de brilho na pintura. Na versão preta brilhante, as rodas ganham detalhes cromados, o escape, guidom e a cuba do farol são em preto fosco. A Road King Special se inspira nas motocicletas de estilo bagger dos anos 60. Estes modelos eram “aliviados” de acessórios para reduzir o peso e melhorar o desempenho. No caso do atual modelo, o alívio foi apenas estético, inclusive porque não havia nem necessidade de se preocupar com o rendimento do motor. Trata-se de um moderno Milwaukee-Eight 107 refrigerado a ar, com
Suspensão dianteira e traseira da moto são de alta performance
1.745 cc e capaz de render 15,1 kgfm de torque – e supostos 80 cv de potência máxima. Ele tem mais que suficiente para empurrar os 355 kg do modelo. A Road King foi pensada para a estrada. Tanto que já vem também com dois bons baús laterais pintados na cor do tanque. Mas, ao contrário da Classic, a Special não tem para-brisas, acessório que a deixaria “social” demais. Mesmo que dispense customização, a Road King Special mantém um ar de exclusividade, com vendas restritas – neste ano, a média tem ficado em dez exemplares por mês. E isso não só pela personalidade bem definida, mas também pelo preço um tanto elevado: R$ 80.980 para o modelo preto brilhante e R$ 81.530 na opção cinza fosca.
Visual da Road King Special é escurecido de ponta a ponta; os dois silenciadores em formato de cone completam o estilo único
Painel é clássico e minimalista, trazendo em destaque velocímetro analógico com hodômetro digital
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de julho de 2018
FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
Rodas também são escurecidas e mede 19 polegadas na dianteira
Motor Milwaukee-Eight de 1.745 cc rende até 80 cv de potência
Modelo é feito para o piloto se sentir o ‘rei da estrada’ O nome da Road King é literal: ela foi pensada e construída para reinar nas estradas. Na versão Special, esse conceito é levemente flexibilizado em função da imagem selvagem que a marca quer imprimir. Na prática, significa que perde o para-brisa, mas mantém a pose. Parada, a troca é mais que justificada pela estética. Em movimento, no entanto, o piloto tem de abrir mão de parte de seu conforto. Ainda assim, a Road King fica tão à vontade no as-
falto liso que não há como sentir falta de nada. Ela se mostra maleável nas curvas, neutra nas retas. As suspensões são rígidas e têm curso curto, o que mantém a moto sempre bem-controlada. E o motor Milwaukee-Eight tem sempre uma sobra de força para oferecer, seja nas acelerações ou nas retomadas, mesmo em baixa velocidade em marchas altas. Outro ponto positivo é a pequena altura do assento até o chão – são 69,5 cm – facilita as manobras. Ainda
assim, é bom se prevenir e estacionar sempre em situações que facilitem a saída, pois são rotundos 372 kg em condições de rodagem. O limite do prazer sobre a Road King Special fica circunscrito ao trânsito urbano. Grande e com traseira e guidom largos, no trânsito pesado, muitas vezes é preciso contar com a boa vontade dos motoristas para alargar o corredor. Ou então se encher de paciência até ter o caminho livre de novo. (ER/AP)
Os estilosos alforjes estendidos da moto são bem práticos e fáceis de abrir com apenas uma das mãos
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 28 de julho de 2018
Belo Horizonte