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SETE LAGOAS FAZ 150 ANOS COMO ÓTIMO DESTINO TURÍSTICO EM MG ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 10
ESPETÁCULO “5X COMÉDIA” VOLTA REPAGINADO POR BRUNO MAZZEO ... Página 16
SALÃO DUAS RODAS ATRAI VISITANTES DE DIFERENTES IDADES ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
25 de novembro a 1 de dezembro de 2017 ANO XXVII número 1426 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES
É DE PEQUENO QUE SE APRENDE
A consultora Letícia Cordeiro ajuda cliente a organizar quarto da criança, que observa para aprender
Manter a casa organizada é um desafio, sobretudo em famílias que têm crianças. Mas se elas “ajudam” a bagunçar, nada mais justo – e saudável – que também sejam chamadas a participar da organização
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 de novembro a 1 de dezembro de 2017
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA
Editorial
Os princípios que faltam sucesso atingido pelos antigos romanos na constituição do maior império de todos os tempos se assentava em regras pétreas ensinadas aos jovens, praticadas pelas melhores famílias e cobradas com rigidez na base da “Dura Lex, sed Lex”. Roma cresceu e se diferenciou de outros povos do Mediterrâneo por ter maior facilidade de se organizar em decorrência da clareza de seus princípios. Não podemos pensar que eram frouxos e inconsequentes, tocando a lira enquanto a cidade ardia em chamas; essas versões, escritas pelos vencedores que pretendiam se desfazer da Roma Antiga, são hoje superadas, proporcionalmente ao enfraquecimento da “Index”. O sistema romano até hoje é o padrão de organização dos Estados modernos, ordenados em Poderes autônomos como Executivo, Legislativo, Judiciário, dando ainda através dos tribunos voz ao povo. O Brasil pretende ser uma República inspirada no sistema romano, como é o resto do planeta, mas continua patinando na instabilidade, deixando seu potencial “gigantesco” deitado em berço esplêndido, enquanto o sofrimento de milhões de pessoas persiste e se agrava. Embora possam se encontrar muitos motivos para o fracasso verde-amarelo, um em especial chama a atenção de quem analisa os “princípios”. Como a palavra afirma, o princípio se faz base e alicerce de algo que precisa ser sustentado; quanto mais sólido o princípio, mais possibilidade de elevar a construção e deixá-la resistente. Em Roma a honra de participar do Legislativo ou de
O
comandar um exército não era remunerada, tinha que ser voluntária e espontânea, no máximo cabia à pessoa que já tinha alcançado um equilíbrio financeiro em sua vida, um Arco do Triunfo, uma estátua, uma homenagem. Os impostos arrecadados e os tratados onerosos de paz com os “conquistados” eram do Estado. O Legislativo, Senado e tribunos, nada recebia. Obviamente interesses se insinuavam nas decisões, mas pátria, em sua grandeza, era entendida como o conjunto da nação. Os servidores do Estado eram remunerados através do tesouro do Estado. O Brasil de hoje registra no Doing Business do Banco Mundial o vergonhoso e insuportável primeiro lugar no ranking dos países com o “maior tempo gasto no pagamento de impostos”. Uma ofensa à modernidade e à justiça refletida pelas 1.958 horas gastas em um ano. O segundo colocado, outro país latino-americano, a Bolívia, com cerca da metade, ou 1.025 horas, em quarto, a Venezuela (devastada), com 792 horas, em décimo a Guiné Equatorial, com um quarto do recorde brasileiro, 492 horas. O próprio Otaviano Canuto, economista, representante do Brasil no Banco Mundial, afirmou, em entrevista a Claudia Trevisan: “o nosso ponto de partida (do Brasil) é horroroso... é nosso estilo de capitalismo de compadrios, onde você coloca dificuldade para vender facilidade”. Dessa forma, a economia é asfixiada, distorcida, assoberbada de empecilhos contrários à geração de renda. Bem por isso o brasileiro, que até 15 anos atrás possuía uma renda per capita sete vezes superior à de um chinês, foi ultrapassado neste ano e deverá ficar a cada ano mais distanciado. “Vender facilidades” no vocabulário tupiniquim re-
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180
presenta cobrar propinas. Exatamente o grau de complexidade do enfrentamento do dever com o Estado vulnerabiliza especialmente quem começa, o pequeno empreendedor. No cipoal de complicações aparece um Estado que, longe de servir, se arroga ser servido, que no lugar de fomentar, apoiar, ajudar, incentivar a geração de oportunidades sordidamente as sequestra, as castiga, as deixa inatingíveis. O muro que separa o iniciante de quem já chegou é intransponível no Brasil. O país bate todos os recordes de ineficiência burocrática e ao mesmo tempo de corrupção, declinada em todas as formas mais perversas e contrárias à aceleração de oportunidades. Corrupção se representa também em “consultorias” de araque, “notas frias”, “simulações de prestações de serviços”, falsidades documentais, “operações estruturadas”, “financiamentos para partidos” e uma caterva de perversidade que forma o aglomerado mais podre da corrupção mundial. A excrescência tem como cúmplice um Legislativo que, ao passo que seus subsídios e mordomias foram ficando os maiores do planeta, mais corrupção foi despejando para fora com seus líderes mais destacados atolados e agarrados às cadeiras como se estas já não tivessem sido perdidas. Inconcebível como números fragorosamente “horrorosos” não levem as lideranças nacionais a lançar um pacto de modernização e descomplicação retirando das gavetas milhares de empreendimentos reféns das “dificuldades úteis aos corruptos”.
vittorio.medioli@ otempo.com.br
“A gente acredita que, se fosse sob a égide da Polícia Federal, essa investigação (da JBS) teria de durar mais tempo porque uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa que a gente necessitaria para resolver se havia ou não crime, quem seriam os partícipes e se haveria ou não corrupção” Fernando Segovia, novo diretor da Polícia Federal. Ao assumir o cargo, ele afirmou que a mala de R$ 500 mil entregue a Rocha Loures por executivo da JBS não é prova contra Michel Temer. O presidente participou da cerimônia de posse. REPRODUÇÃO/TV BRASIL
“A carne mais barata do mercado foi a carne negra. Não é mais. Repitam comigo, tá bem? Gritemos juntos. Unidos” Elza Soares, cantora, no Instagram, na última segundafeira (20), Dia Nacional da Consciência Negra
“O mundo é dos espertos” Renato Portaluppi, técnico do Grêmio, em entrevista em que não negou nem admitiu o uso do drone para espionar o time argentino Lanús às vésperas do primeiro jogo da final da Libertadores. A reportagem da ESPN Brasil flagrou um olheiro brasileiro, supostamente a serviço do Grêmio, operando um drone para bisbilhotar o treino rival. O Grêmio venceu a primeira partida em casa, na última quarta (22), e agora joga por um empate em Buenos Aires para ser campeão.
“Eu peço desculpa a você, mas eu não vou responder a essa pergunta e nenhuma outra (...) Eu não participo de programas em emissoras que estão em greve” Pedro Cardoso, ator, ao deixar, ao vivo, entrevista no programa “Sem Censura”, da TV Brasil, na última quinta-feira (23), em apoio aos funcionários da estatal que estão em greve.
“Sabe que dia vou operar ela? (sic) O dia que eu quiser. Sacou?” Júlio César Leão, médico oftalmologista, sobre a demora do procedimento na paciente Cirene de Souza, de Itumbiara (GO), cega do olho direito por conta de um glaucoma, que aguarda cirurgia pelo SUS para não perder a visão do olho esquerdo.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
FUNDADOR Vittorio Medioli
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ORGANIZAÇÃO DA CASA> Envolver toda a família (inclusive as crianças) na tarefa é, sim, possível Um brinquedo jogado no chão, uma peça de roupa fora do lugar, papéis espalhados e, de repente, atravessar a sala parece uma corrida de obstáculos. Manter a casa organizada é um desafio que se torna ainda maior em famílias que têm crianças. Mas se elas “ajudam” a bagunçar, nada mais justo – e saudável para a família – que também sejam chamadas a participar da organização. E essa tarefa já é possível a partir dos 2 anos, diz a especialista em gestão residencial Letícia Cordeiro. “Os pais precisam, desde cedo e aos poucos, fazer com que as crianças entendam que elas fazem parte da rotina e é papel de todos cuidar da casa”, afirma. Letícia diz que aos 2 anos uma criança já pode juntar seus brinquedos de maneira simples. Os pais podem, por exemplo, usar uma caixa e pedir para que ela coloque todos dentro, já que, nessa idade, ela terá dificuldades para colocar cada um em seu lugar. À medida que cresce, ela pode assumir tarefas mais complexas, até que, aos 11 anos, a garotada já pode exercer qualquer tarefa. “É assim que funciona a casa da bibliotecária Vanuza Bedeti da Silva, 40. Ela tem dois filhos, Victor, 6, e Matheus, 3, e os dois participam da organização da casa. A mudança na família começou quando ela contratou o serviço de Letícia para deixar tudo em seu lugar. “Agora que cada coisa tem seu endereço, fica mais fácil para encontrar e para voltar para o lugar. Se tem que calçar, eles já sabem onde está o tênis, a meia. Se tiram um brinquedo do lugar, já sabem para onde ele deve voltar”, afirma. Ela também recorre a métodos divertidos para deixar o momento da organização mais leve e divertiAna Paula Pedrosa
Um por todos, todos por um LEO FONTES
Mãozinha
A consultora Letícia (dir.) ajuda cliente a organizar o quarto do filho, que pode também participar da arrumação do. Uma das estratégias foi desenvolvida com o spinner, brinquedo de rodar que virou febre entre as crianças no primeiro semestre deste ano. “Eu coloco o spinner para rodar e digo que a tarefa tem que estar pronta até ele parar de girar. Eles adoram”, diz. Letícia afirma que toda a família ganha em um ambiente mais organizado, porque as tarefas ficam mais fáceis, o que facilita o convívio entre pais e filhos. A especialista diz ainda que é preciso envolver toda a família na tarefa para que
todos entendam sua importância e ninguém fique sobrecarregado. “Se alguém deixa a tolha molhada na cama ou o prato sujo sobre a mesa e outra pessoa sempre recolhe e leva para o lugar, a pessoa nunca vai entender que tem que criar o hábito de executar aquela tarefa”, explica Letícia. DEZ MINUTOS Em um grupo de mães, um relato sobre um método improvisado de organização chamou a atenção da consultora. Uma mãe contou que implantou em casa
ORGANIZE-SE DICAS
TAREFAS DAS CRIANÇAS
Guardados Escolha lugares fáceis de guardar para cada coisa. Use caixas e organizadores para aproveitar melhor os espaços
2 anos Juntar os brinquedos em uma caixa
Se Não guarde coisas pensando no “se”: “vou usar se emagrecer”, “vou precisar se chegar uma visita”... Tenha um olhar crítico. Se não usa há muito tempo, doe, venda ou jogue fora.
5 anos - Cuidar de seus pertences - Levar o prato para a cozinha - Colocar roupa no cesto
Objetivo Estabelecer metas e tarefas curtas pode ajudar: hoje vou arrumar uma gaveta, essa semana vou separar brinquedos etc.
7 anos - Cuidar do seu quarto - Checar a agenda escolar - Arrumar a mochila - Cuidar do seu material
Devagar É melhor começar aos poucos do que deixar acumular e não começar nunca
11 anos Participar das demais tarefas da casa
Em grupo Envolva a família no processo.
o que chamou de “Desafio dos Dez Minutos”, que consiste em separar dez minutos por dia para que todos os membros da família se dediquem a recolher objetos espalhados ou arrumar uma gaveta, por exemplo. “É um método que faz com que todos estejam envolvidos na tarefa. Tem interação, serve de exemplo dos pais para os filhos, insere os conceitos de forma leve para as crianças e pode se tornar quase que uma brincadeira e um momento de colaboração familiar”, avalia.
Ela diz que o mais importante é que cada família encontre uma maneira adequada à sua realidade. PROFISSIONAL Quem precisa de uma ajuda para sair da bagunça pode consultar uma consultora profissional, como Letícia ou como Júnia Dias, que também atua na área. O serviço pode ser cobrado por hora, por dia ou por meio de um pacote ajustado à demanda. Os valores giram em torno de R$ 80 por hora ou R$ 450 por dia. Júnia conta que o primei-
Economia de tempo (e dinheiro) Manter a casa devidamente organizada, acredite, ajuda a formar pessoas melhores – e, não bastasse, essa prática acaba gerando uma economia nas despesas que pode fazer toda a diferença no final do mês. A especialista em gestão residencial Letícia Cordeiro lembra que quando a pessoa sabe onde está cada coisa na casa, deixa de comprar itens repetidos. Além disso, é mais fácil
controlar a validade dos produtos, evitando, assim, que sejam destinados intactos ao lixo por terem ultrapassado o tempo indicado pelo fabricante para o seu uso, o que é comum quando são esquecidos entulhados em um canto qualquer de armários ou de difícil acesso. A organização gera também economia de tempo, e não é difícil entender essa lógica. Basta imaginar se, to-
ro passo é conhecer os hábitos da família e o espaço disponível para propor uma solução adequada. “Tem que fazer uma limpeza, mexer em tudo mesmo, e ter um olhar crítico para cada item: Você precisa? Tem outro igual? Faz muito tempo que não usa?”, diz. Ela completa que é preciso tirar o que não tiver mais utilidade e descartar rapidamente, seja para doação, venda ou jogar no lixo, para evitar a tentação de “resgatar” um objeto das caixas ou sacolas. da vez que for sair de casa, a pessoa tiver que quebrar a cabeça para descobrir onde estão “escondidas” a chave do carro, o controle remoto do portão, os óculos, a carteira, os documentos... Ou ela vai chegar atrasada ou terá que ficar pronta bem antes, para sobrar tempo para procurar tudo. “Se as pessoas fossem mais organizadas, o conforto delas em casa aumentaria e a eficiência na realização das tarefas, também”, pondera Letícia. Detalhes simples podem ajudar a organização diária – como ter um lugar para guardar as chaves, por exemplo.
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ORGANIZAÇÃO >Estratégias simples ajudam a evitar o desgate de pensar e preparar as refeições
Nem é tão complicado assim DOUGLAS MAGNO
Ana Paula Se organizar Pedrosa a casa não é tarefa simples, elaborar e seguir um cardápio variado, saudável e gostoso também é algo que atormenta muitas pessoas. Qual mãe (ou pai) nunca se pegou às 11 h sem sequer saber o que vai fazer para o almoço? Aí, na correria acaba improvisando algo que nem é muito saboroso, nem tem valor nutricional. O segredo para resolver esse problema é o planejamento, diz a gastrônoma especializada em alimentação infantil, Luiza Fiorini. “Quando eu decido ter uma alimentação saudável isso significa alimentação equilibrada. E isso demanda organização”, afirma. Ela diz que o mais comum é que as pessoas comecem esse planejamento pela lista de compras, mas o ideal é inverter essa rotina. Luiza explica que o primeiro passo é fazer uma vistoria na despensa e na geladeira para aproveitar melhor o que já foi comprado e evitar desperdícios. Se um produto está perto da data de vencimento, tem que entrar no cardápio o mais rápido possível. Se há grande quantidade do mesmo ingrediente, o ideal é procurar uma receita para incluí-lo. Só depois vem a lista de compras, com os ingredientes que faltam. Luiza diz que o cardápio pode ser semanal ou diário, o que funcionar melhor na rotina da família. No caso dela, a opção é pelo diário e o planejamento é feito na véspera, com base nos alimentos que já tem em casa. “À noite, eu programo o que vou fazer no dia seguinte. Dessa forma, consigo aproveitar a comida que sobrou no almoço e fazer os comple-
mentos”, ensina. Já a nutricionista Paula Malheiros prefere o planejamento semanal. Ela tem dois filhos, Sofia, 8, e Lucca, de 6 meses – que está começando a introdução alimentar. O cardápio da família é pensado para aproveitar os itens que serão usados na papinha do bebê. “Busco basear a alimentação da família no que vou servir para o meu bebê. Por exemplo, se vou fazer papinhas de batata-doce, cenoura e beterraba na semana, já cozinho para a semana inteira. Para o restante da família, separo parte da batatadoce, pego já cozida, parto fininha e coloco para assar, como se fosse chips. A beterraba, já bato com o feijão. Às vezes, também faço um purê com os legumes”, exemplifica. Paula frisa que já compra as quantidades necessárias de frutas, verduras e legumes para toda a semana e tira a segunda-feira para fazer a parte mais demorada. Além de cozinhar todos os legumes em um dia e congelar em porções para serem usadas ao longo da semana, ela também deixa outros alimentos pré-preparados. O arroz, por exemplo, deixa torrado ou na primeira água, e vai finalizando o preparo da quantidade necessária para cada dia. Com carnes, ela procura diversas receitas que podem usar um mesmo ingrediente. Carne moída, por exemplo, pode ser usada em almôndegas, molho à bolonhesa, recheio. Para o frango, vale a mesma dica. Luiza faz coro e afirma que as receitas do cotidiano têm que ser práticas. Tanto Paula quando Luiza dizem que o congelador é um grande aliado no planejamento. Os alimentos devem ser armazenados em porções adequadas para cada refeição da família, prontos ou semi-
Cardápio
Paula adianta o almoço e os lanches da semana toda segunda-feira prontos. É importante identificar o tipo de alimento, a quantidade e a data do congelamento usando etiquetas adesivas. AUTONOMIA As crianças podem ser envolvidas na cozinha, tanto no preparo, quando na escolha. Na casa de Paula, a filha mais velha ajuda a amassar pão de queijo e legumes e a fazer misturas. “Só não pode usar faca nem mexer no fogão”, ressalta, prudente. Ela também diz que criança gosta de autonomia para se alimentar. Por isso, deixar frutas higienizadas e picadas ao alcance delas favorece a alimentação adequada. Luiza ainda dá uma dica preciosa: “Nunca esconda os ingredientes. O melhor é conversar com a criança e mostrar o que está sendo oferecido, para que ela conheça os sabores e as texturas”. Ela completa que a hora da refeição deve ser agradável. “O alimento deve ser associado a algo prazeroso”, concorda Paula.
COZINHA PRÁTICA
Duas horas bastam Com apenas duas horas por semana é possível organizar o lanche escolar da criançada. A dica é da gastrônoma especializada em alimentação infantil, Luiza Fiorini. Mas, para dar tudo certo, é preciso ter disciplina. “Você tem que tirar esse tempo exclusivamente para cozinhar. Tem que deixar de lado o
Higienize logo que chegar do sacolão Guarde as folhas limpas e secas em sacos de congelar Deixe frutas como melancia e abacaxi partidas em vasilhas tampadas para facilitar o consumo Congele polpas
CARNES Peça ao açougueiro para embalar em quantidades suficientes para cada refeição Identifique com tipo, quantidade e data Faça quantidades maiores e congele porções prontas Carne moída e frango são coringas que podem ser usados em várias receitas
cola. “Você pode fazer bolo em forminhas de cupcake e congelar. Ele conserva por duas semanas. Também pode fazer nuggets caseiros, separar em porções e congelar. Na semana seguinte, você prepara novas receitas. Dessa forma, você vai só fazendo a manutenção do congelador”. LUCINHA HORTA/DIVULGAÇÃO
Luiza Fiorini, com alunas: vistoria e planejamento
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ARROZ E FEIJÃO Cozinhe bastante feijão e congele em porções
FRUTAS E VERDURAS
celular, as preocupações e se organizar para que alguém fique com seus filhos”, afirma. Segundo a especialista, um bom planejamento vai manter o congelador cheio constantemente, evitando que os pais passem aperto na hora de decidir uma opção saudável e prática para mandar para a es-
Deixe o arroz da semana pré-pronto na geladeira (torrado ou na primeira água) e finalize o preparo diariamente
LANCHES Faça em quantidades maiores e congele Uma receita de bolo pode ser assada em forminhas de cupcake. Rende 18 porções
Dicas Planeje o cardápio semanal ou diário Verifique o que tem na geladeira e no armário antes de fazer a lista de compras Procure receitas práticas O congelador é um grande aliado. Use e abuse dele Tenha um bom fornecedor de marmita para as emergências
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SAÚDE E BEM-ESTAR
Quer controlar
VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Diverticulite e diverticulose doença diverticular é mais prevalente e tem uma maior incidência em pessoas de mais idade, ou seja, está estimada em 33% nas pessoas acima de 45 anos, 50% em indivíduos com mais de 70 anos, podendo atingir 80% da população da chamada quarta idade – com mais de 80 anos. Cerca de 20% destes vão evoluir para os quadros de diverticulite, complicação mais grave que deve ser prontamente diagnosticada e tratada, dada aos episódios de maior mortalidade na população. Na coluna de hoje, vamos ver que dá para conviver bem com o problema e quais as formas de minimizá-lo. Divertículo é uma saliência ou uma reentrância na parede do intestino, notadamente no intestino grosso. Em outras palavras, são vários “saquinhos” no intestino representando uma fragilidade naquele local – de onde advém o nome diverticulose. No divertículo, podem penetrar e ficar retidas pequenas quantidades de restos alimentares, o que pode ocasionar sua inflamação e ou infecção. Se este divertículo inflamado se romper, ocorre evolução para um quadro de peritonite, podendo culminar com óbito por infecção generalizada. Dada à gravidade do quadro, é importante percebermos quais são os sintomas Se não houver para evitar uma evolusinais de ção para cenários mais dramáticos. gravidade, o Para o leitor ter uma tratamento ideia de quem está predisposto a ter doença diinicial pode ser verticular, vamos às difeito no cas. Pessoas de mais idade, por perda da domicílio com elasticidade da muscudieta leve e latura intestinal, são as mais predispostas. Peslíquida soas que se alimentam associado à com poucas fibras e com baixa hidratação prescrição de podem seguir para o analgésicos e mesmo caminho. E há os indivíduos com preantibióticos. disposição genética a apresentar esta fragilidade da parede intestinal. Como já citado, a doença diverticular cursa de forma assintomática na maioria dos casos, sendo diagnosticada em um achado de exame, como ocorre nas colonoscopias. Porém, cerca de 20% da população com este problema podem ter sintomas relacionados à diverticulite como: dor abdominal abaixo do umbigo, notadamente do lado esquerdo; constipação ou diarreia, sangue nas fezes, febre, náuseas, vômitos etc. Se não houver sinais de gravidade, o tratamento inicial pode ser feito no domicílio com dieta leve e líquida associado à prescrição de analgésicos e antibióticos. Em geral, em 72 horas, 80% dos casos evoluem para sua resolução. Se a resposta não for satisfatória, o tratamento deverá ocorrer no hospital sob a supervisão médica direta. Para finalizar, as recomendações gerais para as pessoas com doença diverticular são: Incluir alimentos com alto teor de fibras na sua dieta habitual (frutas, vegetais, cereais integrais e grãos são importantes para o processo digestivo saudável); não ingerir sementes de difícil digestão (como por exemplo, a semente do gergelim); beber pelo menos 2 litros de líquidos por dia para facilitar a formação do bolo fecal; não tomar laxantes por conta própria e fazer atividades físicas, o que melhora enormemente o trânsito intestinal. Faça uma boa semana.
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Participantesde estudotreinaram océrebroe tiveram percepção consciente Imagine se fosse possível saber o que você está sonhando ou controlar o que acontece no sonho. Pesquisadores da Universidade de Adelaide, na Austrália, desenvolveram três técnicas que, combinadas, aumentam as chances de os chamados “sonhos lúcidos” acontecerem. No experimento, a primeira técnica é chamada de “teste de realidade”. Checa-se várias vezes ao dia se a pessoa está ou não sonhando. O objetivo é manter a consciência de que não se trata de um soThuany Motta
nho e, dessa forma, treinar o cérebro a realizar o mesmo procedimento automaticamente também durante os sonhos. A segunda parte está em acordar após cinco horas de sonho, ficar acordado por um curto período e depois voltar a dormir. A ideia, nesse caso, é alcançar o estado REM de novo, período no qual os sonhos acontecem. Por último, há uma variação do segundo método: acordar após cinco horas de sono e, enquanto estiver consciente, tentar se lembrar do sonho que estava tendo antes de voltar a dormir. Mas isso tudo deve ser feito com a repetição da frase: “a próxima vez que eu sonhar, eu vou lembrar do sonho”. O resultado foi que, dos 169 voluntários que participaram da pesquisa, 49 pessoas combinaram as três técnicas simultaneamente. Todas elas tiveram sonhos lúcidos no período de apenas uma semana. O intuito dos cientistas é estudar possíveis benefícios dos sonhos lúci-
dos, como o tratamento de pesadelos recorrentes, por exemplo. CONTROLE O músico Bruno Bizzoni, 37, costuma sonhar lucidamente cerca de quatro vezes por semana. “Além de tomar decisões e acordar quando quero, tenho sensação de frio, calor e até sentimentos por quem nunca vi na vida”,
“
Tenho os mesmos pesadelos de quando era criança e, como sei o que vai acontecer, acordo na mesma hora Bruno Bizzoni, músico
afirma. Ele conta que a capacidade vai além. “Tenho os mesmos pesadelos de quando era criança e, como sei o que vai acontecer, acordo na mesma hora”, diz. Bizzoni conta que chegou a se apaixonar por uma mulher que nunca viu na vida real. “Sonhei com ela durante alguns meses e me lembro da sensação de paixão. Depois disso, eu conseguia controlar o que queria fazer ao lado dela em todos os sonhos. Foram conversas sobre diversos assuntos, até sobre sentimentos, passeios em lugares variados. E, é claro, outras coisas também”, diz, entre risos. De acordo com o neurologista Flávio Sekeff, professor da Faculdade Ipemed, essa não é a primeira tentativa conhecida. “Desde a década de 1970, temos notícias de pesquisas com essa intenção, sem muito sucesso. É uma situação bem complicada de conseguirmos determinar, mas não é impossível. Talvez no futuro isso de fato aconteça”. RONALDO SILVEIRA
O músico Bruno Bizzoni conta que consegue controlar os sonhos e que tem sonhos lúcidos quatro vezes por semana
Estudo indica relação com psicoses Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) estão tentando entender e definir qual é a relação dos sonhos
lúcidos com as psicoses. No ano passado, cientistas do Instituto do Cérebro (ICe) analisaram 45 pacientes com sintomas psicóticos, sendo 25 com esquizofrenia,
20 com transtorno bipolar do humor e um grupo controle de 28 pessoas não psicóticas. Um dos resultados apontou que cerca da me-
tade das pessoas com tais transtornos, assim como metade das não psicóticas, relatou ter sonhos lúcidos. Entretanto, quando o primeiro grupo tem sonhos lúcidos, consegue controlar mais frequentemente a realidade do sonho (67% esquizofrenia e 73% transtorno bipolar) que os não psicóticos (23%).
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seus sonhos?
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Riscos de câncer evitáveis EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CONSCIÊNCIA POR QUE É DIFERENTE?
O sonho lúcido apresenta particularidades que o diferenciam do sonho comum Sonho lúcido
Sonho normal
O indivíduo tem consciência de que está sonhando e é capaz de interferir no conteúdo do sonho de acordo com seus desejos
Nesse caso, o estado de consciência da pessoa normalmente não permite o acesso à memória ou à habilidade de prever o que pode acontecer
O QUE OCORRE NO CÉREBRO Os sonhos – lúcido e normal – são produzidos durante a fase REM (do inglês, Rapid Eyes Moviment), a mais profunda do sono. No entanto, acredita-se que o sonho lúcido aconteça na transição do sono REM para a vigília
FONTE: UNIVERSIDADE DE ADELAIDE/AUSTRÁLIA
Durante o sonho lúcido, há uma elevação das ondas do tipo gama. Elas normalmente acontecem como resultado de uma sicronização das atividades de grupos de neurônios, que disparam sinais elétricos cerca de 40 vezes por segundo
O sonho lúcido foi descrito pela primeira vez em 1913 pelo psiquiatra holandês Frederick Van Eeden ao narrar um sonho no qual ele pôde agir de forma voluntária e tinha plena consciência de sua vida real.
Isso significa que, ao longo do sonho lúcido, há uma mobilização de estruturas responsáveis pelo alerta e pela consciência, diferentemente do que caracteriza o sonho comum Esse fenômeno é registrado normalmente na parte frontal do cérebro, na qual estão áreas associadas à tomada de decisões e ao raciocínio
Miami. Cerca de 4 em cada 10 cânceres nos EUA foram causados por escolhas de estilo de vida – como fumar e comer mal – e outros riscos que podem ser evitáveis, disseram pesquisadores. O objetivo do estudo era calcular “a contribuição de vários fatores de risco modificáveis para a ocorrência de câncer”, destaca o trabalho publicado na revista científica “CA: A Cancer Journal for Clinicians”. Fatores que são conhecidos por aumentar o risco de câncer incluem o tabagismo, a exposição ao fumo passivo, o excesso de peso corporal, o consumo de álcool, a ingestão de carne vermelha ou processada e o baixo consumo de frutas e vegetais, afirmou o estudo. Outros incluem não ingerir fibras ou cálcio suficientes, falta de exercício e exposição à luz ultravioleta, dentre outros.
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DOLCEVITA TÚNEL E LUZ
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á uma semana, o Grupo Aquila reuniu especialistas da economia e da política, no espaço de eventos do Sicepot. O projeto “#Foco 2018 Aquila” transformou a cidade na capital nacional da gestão. Destacamos duas falas, a do jornalista Ricardo Boechat e a do senador por Minas, Antonio Anastasia. Boechat dissertou sobre este nosso estranho Brasil de 2017: “Em nenhuma outra democracia o povo aumentou o interesse pela política como aqui nos últimos anos. Isso é positivo e eu me sinto esperançoso (sobre 2018), caminhamos para uma saída”.
LUZ DE FAROL
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ontinua Boechat: “Há este grau de interesse coletivo e vigilância que produz um ambiente onde a política tende a ser melhor. 2018 será a primeira experiência eleitoral nesse novo perfil de sociedade.
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO
Uma boa expectativa. O país que vem aí só pode ser melhor do que o país que já temos." E continuou: “Não acredito que (Luciano) Huck esteja no jogo (com chances)”.
LUZ DE FOGUEIRA
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Penso que reviveremos uma dicotomia estruturada, de direita e esquerda, com biografias testadas. Na esquerda, acho que esse nome será Lula. Não acredito que será barrado pela Justiça. Na direita, está mais pulverizado, é uma briga. No meu entendimento, quem vai se consolidar é o Geraldo Alckmin, que tem uma estrutura partidária consistente e é gestor do maior Estado do país."
LUZ DE GUIA
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senador Anastasia: “Vivemos uma crise de liderança com a população descrente de confiança com os atuais. Urge surgir novas lideranças de credibilidade capazes de
bom pesquisador musical”.
lançaperfume
Na 68 La Pizzeria, comemorando 30 de formadas no Colégio Dom Silvério, Renata Leste, Adriane Roenick e Debora Meneghin
uma nova política de estado, para trazer conforto, segurança e esperança à população e aos investidores”.
A VOLTA DO PRÓDIGO
C
omo já divulgado, Amaury Jr. vai voltar para a Band em 2018. O “colunista social
terá um programa semanal na emissora que o projetou”. Amaury é professor deste colunista. Peguei carona em seu estilo, segui seu norte e compartilhamos em nossa trajetória diversas coberturas no Brasil e exterior.
VOLTA ASTRAL
A
qui em BH, ao lado de beldades/tietes, Amaury sempre nos acompanhou nas esticadas da noite – adora “aquele" uísque e uma boa conversa. Sem mágoas, mas com lenços e documentos, o “gente boa” deixa a Rede TV! e volta à Band, “onde espera realizar alguns de seus sonhos”.
ASTRAL NOSTÁLGICO
“
Rio e São Paulo já foram redutos de festas abundantes – a culpa da escassez é da situação econômica”. Mais uma sábia e quase óbvia ululante constatação do colunista social Amaury Jr. “Festejar virou ofensa. Parece ostentação num país com essa bagunça, com a economia assim”.
ASTRAL DESBOTADO
A
s comemorações de outrora minguaram. “As sobreviventes me convidam como amigo e sem câmera”. Amaury assumirá uma atração semanal na Band: “Vou continuar a cobrir aniversários e lançamentos comerciais, mas é hora de me reinventar. A internet está forte e o panorama é outro”, prossegue. “Pequeno” detalhe: Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, seu principal patrocinador, levou a publicidade da marca para a Band.
ASTRAL RENOVADO
“
Quero uma revista eletrônica semanal, que gere informação e entretenimento. Vai ser um programa longevo e concentrando esforços num único dia”. Mas é incerto o destino de “Keep It Comin’Love”, hit do K.C. and The Sunshine Band que, há anos, é a marca registrada de Amaury: “Pode ser que a música continue ou fique com odor de naftalina. Posso achar algo melhor. Sou EDY FERNANDES
clima de Amaury 6 No Jr, a profecia de Rita
Lee: “Alô, Alô Marciano”. Não por causa de Marte, mas porque tá cada vez mais down no “high society”. alta sociedade 6 Alevou um choque de
curto circuito e perdeu o rumo. Bye-bye anos dourados.
6 Antecipando Amaury, há mais de 20 anos, outro PhD, o saudoso colunista carioca, Zózimo Barrozo do Amaral. Zózimo, tudo 6 Para estava pasteurizado.
As noites fracas e pobres, bregas. Uma mesmice, tudo vulgar, como se tivessem trocado as taças de cristal por copos de plástico. sem 6 Decadência elegância. “A crise tá
virando zona. Cada um por si, todo mundo na lona, lá se foi a mordomia, muito rei pedindo alforria”. positivo? 6 Ponto Trocar as noites caras
por ficar em casa, com atrativos e vantagens. Curtir os amigos verdadeiros, sem pompa, mas com muita alegria. Em tempos bicudos isso tá cada vez mais “cool”. esteira de gran6 Na des mercados gastronômicos da Europa, em BH, em janeiro, o Mercado da Boca, no Jardim Canadá.
do Mer6 Ecadona daesteira Boca está sen-
do lançado, no Trevo do BH Shopping, o Food Park. presidente do 6 OMinas Tênis Clube, Ri-
José Saad Duailibi, Ricardo Boechat, Paulo Navarro
cardo Vieira Santiago, ao lado de toda a diretoria, comemorou os 82 anos do clube, no Teatro Bradesco do Centro Cultural MTC.
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CÂNCER DE PRÓSTATA >Campanha em BH busca incentivar homens a manter consultas de rotina
Novembro Azul desperta atenção para prevenir tumor M & LAHAN/DIVULGAÇÃO
Leonardo O câncer de Cunha próstata é a segunda causa de morte por câncer na população masculina, atrás apenas do de pulmão. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), são registrados cerca de 61,2 mil novos casos da patologia por ano no Brasil. Ainda segundo o Inca, aproximadamente 25% dos pacientes morrem devido à doença. Para conscientizar a sociedade sobre os riscos dessa anomalia, é realizada a campanha Novembro Azul. Esse movimento mundial acontece durante todo o mês e tem como objetivo incentivar os homens a manter as consultas de rotina com um urologista. “O importante é que por meio da informação possamos conscientizar os homens sobre os cuidados com a saúde, a relevância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, bem como sobre a mudança de hábitos”, destaca o diretor da Oncomed-BH, Roberto Porto Fonseca. Segundo ele, a maioria dos casos desse tipo de patologia ocorre a partir dos 65 anos de idade. No entanto, o rastreamento do tumor em homens saudáveis não é um consenso entre as instituições. “Há controvérsias entre as várias agências de saúde e sociedades médicas sobre qual parcela da população masculina deveria se submeter ao rastreamento. A US Preventive Service Task Force (USPSTF) recomenda que indivíduos com idade entre 55 e 69 anos discutam com seu médico sobre os riscos e benefícios do teste de PSA, antes da sua realização. O Inca e o National Health Service (NHS) são contrários ao rastreamento. Já a American Cancer Society (ACS), a American Urological Association (AUA), a European Association of Urology (EAU), o National Cancer Institute (NCI), o American College of Physician (ACP), a American Academy of Family Physician (AAFP) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) são favoráveis ao rastreamento, com recomendações relativamente semelhantes”, ressalta o oncologista. A SBU recomenda que
o exame de toque retal associado ao exame de sangue (PSA) seja realizado a partir dos 50 anos, e para pacientes de alto risco (histórico familiar, afrodescendentes e mutações reconhecidamente de risco), a partir dos 45 anos de idade. Ainda de acordo com Fonseca, é inegável que os pacientes de alto risco se beneficiam do rastreamento e que esse procedimento não deve ser realizado após os 75 anos. “É importante destacar que os riscos e os benefícios devem ser discutidos individualmente entre o médico e o paciente, considerando também que muitas pessoas diagnosticadas com a doença não necessitam de tratamento imediato”. O rastreamento não deve ser oferecido para homens com expectativa de vida inferior a dez anos. CONSTRANGIMENTO Levantamento realizado pelo Centro de Referência da Saúde do Homem revelou que 60% dos pacientes do sexo masculino só procuram tratamento quando a doença está em estágio avençado. A razão para o diagnóstico tardio está relacionada ao preconceito e à vergonha dos enfermos. “O câncer de próstata pode se apresentar com características histológicas mais agressivas, conferindo uma evolução clínica mais rápida e desfavorável. A demora em procurar assistência médica terá como consequência uma piora no prognóstico. Portanto, quanto mais precocemente for detectada a doença, maior será a chance de o paciente ser curado”, alerta Fonseca. PREVENÇÃO Realizar atividades físicas regulares e uma dieta balanceada são as melhores maneiras para se combater essa e várias outras doenças. “Comprovadamente, a melhor forma de se prevenir o câncer, em geral, inclusive o de próstata, está relacionada a hábitos de vida saudável, como manter uma prática esportiva diária, ter uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais. É importante também manter o peso adequado à altura, evitando, assim, a obesidade, além de diminuir o consumo de álcool e evitar o tabagismo”, alerta o diretor da Oncomed-BH.
“
O importante é que por meio da informação possamos conscientizar os homens sobre os cuidados com a saúde, a relevância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, bem como sobre a mudança de hábitos.”
Conscientização
Durante este mês, a fachada do prédio da Oncomed-BH está iluminada com a cor azul
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reportagem
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HORIZONTES DA CIDADE ARQUIVO MST/DIVULGAÇÃO
Novasfeirase armazénslevam maisopções dealimentos orgânicose agroecológicos aBeloHorizonte Nos grandes centros urbanos, apreocupação com o que se põe no prato tem sido, cada vez mais, uma constante. Afinal, hoje, folhas, verduras, legumes e frutas não representam, necessariamente, uma condição nutritiva ideal para a população, pois a ação de pesticidas para a produção agrícola em larga escala traz prejuízos à qualidade do alimento consumido, como explica a nutricionista Edith Zulato, integrante do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN9). Se em BH ainda não há nenhum estudo sobre a qualidade dos alimentos comuns à dieta dos brasileiros, o Greenpeace demonstrou em pesquisa divulgada no início deste mês que, em Brasília e São Paulo, 60% deles estão contaminados por resíduos de agrotóxicos – um terço da amostra continha concentrações destes produtos químicos superiores ao que é permitido por lei. A lista de itens contaminados inclui arroz, feijão, banana, mamão, laranja, tomate, café e pimentão. Como alternativa de consumo, surgem os chamados alimentos agroecológicos. “São produtos que não usam agrotóxicos e repelentes venenosos e, por isso, têm seus componentes nutritivos preservados”, explica Edith. Exemplos de iniciativas que levam para a cozinha do belo-horizontino alimentos mais saudáveis e frescos têm ganhado espaço. É o caso do Horta à Porta, um programa de delivery de cestas com alimentos típicos das estações do ano. Já a Feira Fresca acontece uma vez por semana, é itinerante e reúne vários produtores locais. Até mesmo um shopping entrou na onda: o Boulevard abriga, hoje, um grande hortifrúti, o BeGreen.
ONDE COMPRAR Armazém do Campo Loja de alimentos agroecológicos e orgânicos e artesanatos produzidos em regiões de reforma agrária e assentamentos do MST. Onde Rua Augusto de Lima, esquina com Avenida do Contorno. Inauguração Dia 25 (sábado).
Alex Bessas
NO CENTRO DE BELO HORIZONTE Entre as iniciativas mencionadas, há um objetivo comum: fortalecer a economia local através de uma produção sustentável focada na produção de alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos e pesticidas.
BeGreen Farm Produzindo cerca de 50.000 hortaliças, o BeGreen Farm é um complexo dedicado à produção de alimentos sem uso agrotóxicos no piso 2 do Boulevard Shopping. Além de uma fazenda urbana, o complexo abriga a Casa Horta, que vende produtos orgânicos, e a Casa Amora, que prepara pratos naturais. Onde Rua Professor Otaviano Almeida, 44, Santa Efigênia.
Popular
Com preços acessíveis, Armazém do Campo do MST será inaugurado neste sábado (25) e é opção de alimento agroecológico
Alimento de verdade e cada vez mais pop Agora, mais uma empreitada se instala na cidade: o Armazém do Campo, loja de alimentos orgânicos e agroecológicos e artesanatos produzidos em áreas de reforma agrária ou assentamentos do Movimento dos Sem Terra (MST). “O Armazém do Campo será inaugurado neste sábado (25), no centro de BH, entre a rua Augusto de Lima e a avenida do Contorno”, detalha Ester Hoffmann, integrante da direção nacional do movimento. Ela lembra que, a partir das realizações anuais de feiras agrárias, a criação de um espaço físico que vendesse estes alimentos duran-
ARMAZÉM Evento Inauguração do Armazém do Campo de Belo Horizonte. Programação inclui ato político, sarau, lançamento de cerveja e show com artistas como Di Souza, Pereira da Viola e Bloco Volta Belchior Onde Av. Augusto de Lima, 2136, Barro Preto Quando Neste sábado (25), das 10h30 às 21h, e domingo (26), das 8h às 17h30 Quanto Gratuito
te todo o ano se tornou uma demanda crescente da própria população. “Além de ser um espaço no centro da cidade onde é possível comprar alimentos limpos de venenos, é também um espaço para apreciar a comida feita na roça, a cultura popular...”, diz Ester, frisando ser o Armazém um lugar de “encontro cultural”. A luta pela reforma agrária, principal bandeira do MST, “se alia de forma intrínseca à produção de alimentos agroecológicos”, argumenta Ester. “Partimos de uma outra lógica de produção, baseada na cooperação e que dá real função social da terra, que é a produção de alimentos aliada ao cuidado com a natureza”, finaliza. SAUDÁVEL E POPULAR Ester defende que, “assim como a massificação da reforma agrária e de assentamentos nos municípios, o armazém tem o objetivo de popularizar o alimento saudável”. Afinal, “ao invés de ter que buscar o produto de longe, ele pode ser buscado próximo dos centros de comercialização, chegando mais frescos e com custos otimizados”. A questão da circulação,
DIFERENÇAS Agroecológico A produção agroecológica não usa venenos, realiza manejo sustentável, valoriza as sementes tradicionais e cultiva alimentos em harmonia com a natureza e a cultura local. Orgânico A produção também não usa venenos, mas pode integrar cadeia produtiva em larga escala, sem necessariamente comprometimento com a comunidade local.
aliás, é aspecto também levantado por Edith. “Quando o alimento vem de longe, a forma como é transportado e acondicionado faz com que perca qualidade”, diz ela. Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) corroboram com a observação. A pesquisa de 2014 indica que 33% da produção mundial de frutas e hortaliças não chega ao consumidor. Detalhe: 50% desse montante se perde em etapas de manuseio e transporte. Além disso, “a economia local passa a girar mais”, já que o alimento já não vem de
outros Estados do país. Dessa maneira, enfim, “um dos objetivos é estes alimentos acessíveis para a população como um todo”, conclui Ester, mais uma vez em concordância com os postulados de Edith. Para a nutricionista, os benefícios de uma dieta que conta com alimentos agroecológicos começa de uma perspectiva pessoal para alcançar horizontes mais coletivos e até globais. “Primeiro, temos o ganho com a qualidade do que se come, assim, nosso organismo vai captar mais nutrientes”, avalia. Mas, além da saúde, “a questão da renda será privilegiada, fazendo girar a economia local e regional e, assim, os produtos serão barateados”, elabora, lembrando que com uma maior oferta desses alimentos, os preços se tornarão mais acessíveis, “diferentemente da realidade de hoje, em que poucas pessoas têm condições de ter uma alimentação assim”. Portanto, para a conselheira do CRN9 e para a dirigente do MST, partindo da premissa de uma alimentação saudável, outras esferas da sociedade também são beneficiadas a partir da ascensão do mercado de produtos agroecológicos e orgânicos.
Feira Fresca Uma feira itinerante que acontece uma vez por semana, reunindo pequenos produtores locais e consumidores. Informações sobre próximas edições podem ser acessadas no site www.feirafresca. com.br. Horta à Porta Um delivery de alimentos frescos e livres de agrotóxicos, a Horta à Porta trabalha com agricultores locais, entregando as encomendas para os assinantes de seus planos de atendimento. Mais detalhes podem ser acessados através do site www.hortaaporta.com.br. Mapa virtual O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criou um mapa interativo que indica os espaços onde são comercializados alimentos orgânicos em todo Brasil. Na capital mineira, um total de 15 iniciativas foram catalogadas. O mapa pode ser acessado através do site feirasorganicas.org.br. Restaurantes Além das feiras, restaurantes também passam a oferecer cardápios totalmente orgânicos. É o caso do Espaço Orgânico, primeiro dedicado exclusivamente a esse tipo de alimento. O lugar abriga uma feira de produtos frescos. Onde Rua Jacutinga, 192, Padre Eustáquio.
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DIA A DIA CNH: reaveré simples e pela internet Condutorpode resolvertudo sozinho,oque inibeaaçãode golpistas A proibição de dirigir por determinado período, imposta a quem completa 20 pontos ou mais em infrações de trânsito no período de um ano ou comete uma falta gravíssima, como assumir o volante embriagado, pode ser uma dor de cabeça e tanto para quem tem o costume de usar o carro constantemente. Embora a suspensão da habilitação dure até um ano, o processo de reciclagem necessário para a recuperação do documento é rápido, e a maior parte dele pode ser feita sem sair de casa, pela internet. O primeiro passo é a realização de um curso Rafaela Mansur
de reciclagem, que dura 30 horas e que pode ser feito presencialmente, em centros de formação de condutores, ou online – as informações estão no site do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (DetranMG). “A pessoa acessa ali as empresas que oferecem os cursos, emite o boleto, paga e faz. A conclusão consta automaticamente no sistema, e ela pode marcar a prova”, disse o coordenador de infrações e controle de condutor do Detran-MG, delegado Weser Francisco Ferreira Neto. A marcação da prova pode ser feita online, no caso dos condutores de Belo Horizonte. Os motoristas do interior de Minas devem agendar o exame de reciclagem na Delegacia de Trânsito ou nos centros de formação de condutores. Em todo o Estado, as provas devem ser feitas presencialmente. São 30 questões, e são necessários ao menos 21 acertos. A facilidade no processo de recuperação e a possibilidade de o condutor re-
SAIBA MAIS Tire suas dúvidas sobre a suspensão e a cassação de CNH A CNH É SUSPENSA EM DOIS CASOS No primeiro, quando o motorista completa 20 pontos p ou mais em infrações de trânsito em 12 meses. No segundo, quando o condutor é flagrado cometendo uma infração gravíssima, que prevê a infraç suspensão, como, por exemplo, dirigir su embriagado, participar de pegas e rachas, transpor bloqueio policial e trafegar sem capacete. A suspensão varia de seis meses a um ano, conforme o caso, e aumenta em caso de reincidência no mesmo ano.
QUANDO OCORRE A CASSAÇÃO DA CNH? Ocorre quando o condutor está com a CNH suspensa e é flagrado dirigindo. Acontece ainda em casos em que o motorista reincide em alguns tipos de infrações em um prazo de um ano, como dirigir alcoolizado ou conduzir sem a CNH. FONTE: DETRAN-MG
solver tudo por conta própria são alertas contra os golpistas que têm agido com a falsa promessa de “limpar” o prontuário do infrator sem a necessidade do cumprimento de procedimentos obrigatórios. A professora Renata Barbosa, 38, teve a CNH suspensa por um mês, em 2015, por ter ultrapassado os 20 pontos, a maioria resultado de infrações de excesso de velocidade. Ela ficou em torno de três meses sem carro, para a realização do curso e do exame de reciclagem. “A vantagem de fazer o curso online é que você pode fazer seus horários, e a prova é tranquila. O maior inconveniente mesmo é ficar semcarro por meses e ter que pagar as taxas”, contou ela.
MOISÉS SILVA - 30.10.2017
Dados devem ser atuais
Punição: Quem acumula 20 pontos em um ano fica sem a carteira
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
É importante atualizar o endereço no Detran em caso de mudança, para que a notificação de suspensão da CNH chegue ao condutor. “Muita gente perde o prazo para recorrer”, disse o delegado Weser Francisco. Outro problema é que, por não saber que precisa entregar a carteira, muitos motoristas continuam a dirigir até serem parados em uma blitz. É possível atualizar o endereço pela internet, desde que a mudança seja dentro da mesma cidade.
COMO FUNCIONA O PROCESSO DE SUSPENSÃO E RECUPERAÇÃO DA CNH? A no notificação noti tifi ficaçã sobre a abertura do processo administrativo para a suspensão da CNH chega admi mini pelos Correios. O motorista tem 15 dias para apresentar sua defesa por escrito (uma para cada infração). Ainda é possível recorrer à Junta Administrativa de Recursos e Infrações (Jari) e ao Conselho Estadual de Trânsito (Cetran). Esgotados os recursos, o motorista deve devolver a CNH e fazer o curso de reciclagem, que tem 30 horas-aula e pode ser feito nos centros de formação de condutores credenciados ao Detran ou pela internet (veja as credenciadas em www.detran.mg.gov.br, procure pela aba “Educação no Trânsito” e, em seguida, pela opção “Reciclagem de Condutor Infrator/ Atualização para Renovação da CNH (EAD)”). O valor do curso de reciclagem varia entre R$ 250 e R$ 300 na capital. Após a conclusão do curso, o condutor também precisa fazer uma prova no Detran, no caso da capital, e nas unidades de Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran), no interior. É preciso acertar pelo menos 21 das 30 questões. A taxa para a realização da prova é R$ 65,03.
SAIBA MAIS Mudança A suspensão mínima de seis meses da CNH começou a valer o ínício deste mês. Antes, a legislação previa uma punição de um mês, no mínimo. Aumentou de seis para oito meses a pena mínima de reincidentes.
Números Em 2016, um total de 54.312 processos administrativos por pontuação e por infração foi finalizado na região metropolitana de Belo Horizonte. Neste ano, até 2 de outubro, foram 43.462.
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almanaque HUMOR> Encenado nos anos 1990, “5X Comédia” volta capitaneado por Bruno Mazzeo e cia DADO MARIETTI/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 2 e 3.dez.
Diverso e coeso Apresentação inclui cinco diferentes esquetes, mas mantém unidade
Clássico repaginado Alex Uma peça que Bessas levou cerca
de 450 mil espectadores ao teatro já merece ser chamada de clássico? Para Bruno Mazzeo, sim. É desta maneira, portanto, que ele se refere a “5X Comédia”, espetáculo que circulou nos anos de 1990 em um formato diverso e que reunia grandes nomes da humor. Marcante, assistir a apresentação foi “fundamental” para a formação artística do humorista. E é ele que, agora, catalisou esforços para a nova e remodelada montagem, que chega a Belo Horizonte nos próximos sábado (2) e domingo (3). Dado um hiato de quase 20 anos desde a última encenação de “5X Comédia”, retornar com o espetáculo era desejo antigo da produtora Monique Gardenberg. Na versão original, o projeto foi assumido por sua irmã, Sylvia (1960 – 1998). Agora, foi do contato com Mazzeo que o projeto tomou corpo. “Foi uma peça muito importante, foi quando vimos toda aquela geração, gente como Andréa Beltrão, Denise Fraga, Pedro Cardoso, Luiz Fernando Guimarães, Fernanda Torres, Evandro
Mesquita... juntos em cena”, lembra o humorista. Para ele, “voltar com a montagem é a chance de trazer outra vez a peça para quem não viu esse clássico da dramaturgia cômica”. Mas, detalhe: para a concepção da nova versão, o grupo não se prendeu ao que já havia sido feito. “A gente se utilizou do formato, mas de forma completamente livre. Em nenhum momento sentimos necessidade de remeter às antigas apresentações”, explica. Como exemplo da versatilidade dessa formatação, lembra que na peça que vem para BH há modificações. “O Luis (Miranda) vai entrar no lugar do Lucinho (Mauro Filho), o que só prova como cabem atualizações”.
“
Por mais que sejam textos diferentes, é uma grande honra trazer esse clássico de volta
A PEÇA Em cena, cinco atores do humor reconhecidos pelo grande público e que têm entre si uma relação de afeto e um histórico de parcerias na TV e no cinema: Bruno Mazzeo, Debora Lamm, Fabiula Nascimento, Thalita Carauta e Luis Miranda se revezam no palco, sem se encontrar, em esquetes diversas. Cada uma delas, diga-se, escrita por um autor diferente. Interpretando uma Branca de Neve que se sente deslocada da vida de princesa no mundo contemporâneo, Debora Lamm vive uma personagem criada por Julia Spadaccini. Bruno Mazzeo, por sua vez, interpreta texto de Antonio Prata, em que desempenha o papel de um pai de primeira viagem em um dia a dia insone. Roteiro de Bruno Kosovski, Thalita Carauta é uma eterna aspirante a atriz. Único a escrever seu próprio texto, Luís Miranda apresenta a personagem Sheila, uma socialite que odeia o Brasil – e que é sucesso no projeto “Terça Insana”. A personagem menos realista é vivida por Fabiula Nascimento: uma arara vermelha que vive em um petshop, criação de Jô Bilac. “Muitos dos autores nem se conhecem, eles não receberam nenhuma instrução sobre o que o texto devia falar,
em nenhum momento conversaram entre si...”, conta Mazzeo. Mas, se a diversidade de histórias e personagens faz com que a apresentação pareça carecer de coesão, bem, não é o que acontece na prática. “Às vezes, o público vai notar que algumas citações se repetem... São textos independentes, mas que têm uma mesma enfermaria”, diz, reforçando que há pontos de interseção entre as apresentações. “É uma geração que está muito conectada em pensamento”, assegura. Por isso, “o espetáculo é também sobre as coisas sobre as quais queremos falar”. Além dos assuntos comuns, que refletem sobre questões da contemporaneidade e o cenário do Brasil atual, dá liga ao conjunto de esquetes a íntima relação dos atores. “Nós somos todos amigos, é um projeto de galera”, pontua Mazzeo. “Tem ali a nossa visão de mundo, o que para nós significa a comédia”, diz, lembrando que essa relação se vê na prática. “Embora sejam monólogos, quando um está em cena, os outros quatro ficam na coxia, torcendo que dê tudo certo, dando uma força mesmo”. A coesão, claro, é mérito também do diretor Hamilton Vaz Pereira, que dirigiu as três versões anteriores. “Ele
conseguiu dar unidade ao espetáculo respeitando a individualidade de cada artista”, algo que Mazzeo considera uma façanha e tanto. BH DO ROCK Presente em “5X Comédia”, onipresente na série global “Filhos da Pátria”, escrita por Bruno Mazzeo, o momento atual do país é passado em revista sob a ótica do humor. Mas, em conversa, o tom é também de seriedade. “Nunca imaginei que com 40 anos, em 2017, ainda estaríamos discutindo homofobia, racismo e a volta da censura!”, indigna-se. E é quando fala do último tópico que se dobra a elogios à capital mineira. “Não me surpreende vindo de BH”, afirma em refe-
“
As pessoas que irão ver estão com a gente nessa ação de não abandonar a cultura
rência à criação da Frente Nacional de Combate à Censura, lançada na cidade na última terça-feira (21). “É um lugar muito conectado, não é à toa que seja uma das poucas cidades onde ainda há rock’’n’roll”, completou, insistindo na necessidade de defesa às artes. “Quem vai nos ver, quem vai assistir qualquer manifestação artística, está resistindo com a gente a essa agenda de atrasos”. O artista defende que o humor é a melhor perspectiva para fazer pensar em um ambiente de discursos prontos – algo que diz ter aprendido com mestres como seu pai, Chico Anysio (1931 – 2012) e Jô Soares. Por isso, se mantém escrevendo, “que é o que eu gosto mesmo de fazer”. Além de seguir viajando com “5X Comédia” em 2018 e já pensar em uma segunda temporada para “Filhos da Pátria”, Mazzeo ainda se dedica ao roteiro de um novo filme. “Vou abordar essa solidão da internet, essa necessidade de viver uma vida mais para o outro que para você...”, adianta ele.
> 5X Comédia
Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 2 (sábado), às 21h, e 3 (domingo), às 19h. A partir de R$ 50 (Plateia 3, inteira).
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ARTES CÊNICAS A última mulher do mundo Uma ave que vive solitária e se une ao bando apenas para migrar é um dos pontos de partida da nova montagem solo de Patrícia Siqueira, que estreia no CCBB na próxima quarta-feira (29). Aliás, o espetáculo de dança-teatro leva o nome da ave solitária e isto se justifica. “Maçarico” parte da história da última mulher do mundo. Após uma explosão, ela está sozinha, como o pássaro, em um mundo pós-apocalíptico, e precisa lidar com a sua própria solidão. Sozinha em cena, a atriz Patrícia Siqueira sempre esteve atenta às diversas faces da solidão. E seus questionamentos referentes ao isolamento na sociedade do século XXI foram essenciais para a construção da montagem. “O espetáculo veio de uma necessidade de falar sobre essa solidão contemporânea em que, às vezes, a pessoa está conectada, cercada por outras pessoas e se sente sozinha. No solo são trazidos vários estados: a solidão física, a solidão pela morte, a solidão pelo autocoLara Alves (*)
nhecimento, a tentativa de relacionamento e a solidão deste passarinho que objetivamente se junta aos outros apenas para migrar”, explica Patrícia. Durante o processo, a atriz que também é bailarina por formação, sentiu uma urgência de mesclar as diversas linguagens artísticas com as quais já teve contato. Este desejo foi transposto para o palco com o apoio da diretora Ludmilla Ramalho, da Cia Afeta, e do dramaturgo Daniel Toledo. Em cena, Patrícia transita pela dança, pelo teatro e também pela performance. “Ao longo da vida, a gente não fica mais muito satisfeito com os processos já realizados. Por isso eu chamei uma diretora que trabalha com teatro e performance e um dramaturgo, que é uma figura pouco presente no universo da dança, pra ver no que ia dar. No fim, virou isso: uma dança atravessada pelo teatro e pela performance. Neste espetáculo eu quis cair num lugar de risco”, pontua Patrícia.
mente os estados de solidão é uma grande referência importada para a peça. Depois de encarar a aspereza da solidão, a personagem principal de “Maçarico” começa a descobrir o prazer da própria companhia. “A personagem acredita na solidão como uma possibilidade de vida e, assim, transforma essa solidão. Nós, ocidentais, entendemos a solidão como algo pejorativo. Já os orientais sabem que vão morrer sozinhos e que a solidão é maravilhosa, que é possível sentir prazer na solidão e no silêncio profundo. Por isso, o espetáculo traz referências do tai chi chuan (arte marcial japonesa conhecida como “meditação em movimento”) e ao butô (uma dança oriental, também conhecida como “teatro sem fala”, caracterizada pelo uso do corpo como meio de expressão de sentimentos)”, justifica a diretora, Ludmilla Ramalho.
SOLITUDE O modo como algumas culturas orientais encaram positiva-
Espetáculo solo de dança-teatro de Patrícia Siqueira. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Estreia 29/11. Sempre de quarta a segunda., às 19h. Até 4/12. R$ 20 (inteira).
* Sob supervisão de Marília Mendonça
> Maçarico
Estreia 29.nov.
LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO
Linguagens
A montagem transita entre a dança, a performance e o teatro
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ARTES CÊNICAS
Um olhar para a história Sáb. e dom. 25 e 26.nov.
PABLO JESUS/DIVULGAÇÃO
Peça se reflete sobre a escravidão e seu legado presente
Ancestralidade, escravidão, multiculturalismo e, fundamentalmente, história. Inspirada e provocada por uma visita do produtor e diretor teatral Fábio Lemos ao monumento histórico do Cais do Valongo, no Rio de Janeiro, a peça por ele encabeçada não tinha lugar e época melhor para ser apresentada: no mês da Consciência Negra, integrando a programação especial do Palácio das Artes, o artista se juntou com o grupo Ora-Pro-Nóbis para criar “Ao cais do Valongo” em cartaz na cidade até este domingo (26), na sala João Ceschiatti. A primeira vez que visitou o antigo cais, em 2014, Lemos ficou inquieto. “Entre 1811 e 1831, enquanto ficou ativo, estima-se que
entre 500 mil e1 milhão de africanos escravizados desembarcaram por lá”, diz. DO REAL A FICÇÃO As memórias da visitação vieram latentes quando começou a imaginar temas sobre os quais embasaria o texto de uma peça – àquela altura, ainda indefinida. Lemos, então, se debruçou sobre a pesquisa através de documentários, filmes de ficção e também de obras de historiadores como Manolo Florentino, e jornalistas, a exemplo de Laurentino Gomes. O resultado é “uma história ficcional que interroga o presente e reflete sobre a herança desse período, ainda presente hoje”, pontua. A história se passa a bordo da nau Esperança, que
Solo de amor para Van Gogh O ator Jefferson da Fonseca lembra que, quando estreou “Vincent – Um Solo de Amor”, na Casa dos Jornalistas, a montagem tinha um acento mais “melancólico”. Não por outro motivo, o espetáculo que ele leva agora aos palcos do Teatro Marília e do Raul Belém Machado pode ser definido como uma “releitura”. “Antes, a peça tinha cores mais tristes, agora, ganhou uma pegada mais romântica”, diz ele. “Não é a mesma peça de jeito algum”. Independentemente de direcionamento, o pilar segue inalterado: as cartas de Vincent Van Gogh a seu irmão, Theo, que impacta-
ram Jefferson à primeira infância. “Algumas não saiam de mim! São tão atuais, e trazem coisas que acompanham o artista o tempo todo. E a arte é uma entrega de vida, nela não existe meio termo. Claro, há, no meio, pessoas equivocadas ou mesmo aproveitadores, como em qualquer profissão, mas a verdade é que a arte não tolera desaforo, e o verdadeiro artista não arreda o pé da sua coerência”. Uma outra alavanca para a remontagem diz respeito ao momento atual do país. “Vivemos um momento delicado, no qual as pessoas tentam se apropriar da arte com objetivos políticos. Um momento de desconstrução
nacional no qual a arte está em xeque. E Van Gogh, talvez um dos mais importantes artistas da história, fala, em suas cartas, de amor, respeito, liberdade... E de religião também, por ser filho de protestantes”, argumenta. “Neste momento, pois, em que tentam contrapor arte e religião, trazer a voz de um sujeito como ele tornase urgente”. Ator conhecido no cenário mineiro, com atuações também na telinha e no cinema, Jefferson diz que, com “Vincent”, já se apresentou tanto para plateias numerosas quanto para uma só pessoa. E uma das situações que o marcaram foi justamente quando, em cartaz no Paco ALEXANDRE GUZANSHE/DIVULGAÇÃO
Brasil afora”, afirma Lemos, que assina a direção com Sônia Silva e divide a produção com Lice Calixto. “A finalidade do projeto é também promover uma reflexão”, defende ele. O artista conta que todos os envolvidos com a peça foram ao Cais do Valongo, onde puderam sentir e tatear esse sítio histórico. Assim como a visita ao lugar, a peça é capaz de “estimular emoções que possam ser racionalizadas e reverberem no presente e na nossa lida com o outro”, conclui. (Alex Bessas)
Ao Cais do >Valongo
Sala João Ceschiatti do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Nestes sábado (25) e domingo (26), às 20h. R$ 20 (inteira).
4comPalito faz 6 Companhia apresentação única de “Quixote”
Leitura lúdica do clássico de Miguel de Cervantes traz espetáculo premiado que alterna momentos cômicos e dramáticos. A estrutura cênica da peça, escrita por Júlio Vianna e com trilha sonora original, é baseada em um palco giratório de 6m X 6m. Onde Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3613, Horto) Quando Dia 1 (sexta-feira), às 21h. Quanto R$ 20 (inteira) Pigalle, viu um homem adentrar o espaço para comprar um cigarro. Instigado pela cena que se desenrolava ali, decidiu ficar. “Ao fim, falou que o mundo precisava de mais mensagens assim, de amor e respeito, e que o texto o tinha tocado de forma muito profunda, a ponto de pretender levar pessoas que, segundo ele, precisavam ouvir aquilo. Lembrou que, até então, tinha, de Van Gogh, a imagem do pintor que cortou orelha”, rememora, assegurando que, aí, certificouse da potência do texto. Outra baliza foi quando levou a peça a uma escola da rede pública. “Um menino de 11 anos chegou pra mim e disse: ‘Você é igual a meu pai, chapa todas’ (confundindo ator e personagem). Mas disse isso com um olhar tão afetuoso, de um jeito tão doce, que vi que, ali, ele percebeu que o pai também tinha coisas legais a dizer”, comove-se Jefferson, que, depois desta temporada, pretende seguir país afora com as palavras do artista. (Patrícia Cassese)
Vincent – Um Solo >de Amor
Em cena: Jefferson da Fonseca volta às palavras do gênio holandês da pintura
em 1811 sai do Porto de Luanda rumo ao Cais do Valongo. À bordo, sob o comando do capitão Félix, do marinheiro mestre Domingos e do padre Leão, estão Imaan, Issa, Jahara, Mandara e Zaila. O grupo foi capturado para alimentar o trato mercantil de escravização no Brasil oitocentista. A situação de migração forçada, os percalços da travessia atlântica, o multiculturalismo e as violações de direitos humanos embasam a pesquisa “histórica-social” de Lemos – como ele mesmo intitula esse processo de produção. “Acredito que é importante pensar, aos olhos da história, o momento atual do país, quando frutos desse período são colhidos nos dias atuais em cenas reais
- Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586). Nestes sábado (25), às 21h, e domingo (26), às 19h. - Teatro Raul Belém Machado (rua Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo). Dias 1 (sexta) e 2 (sábado), às 20h, e 3 (domingo), às 19h. R$ 30 (inteira). R$ 10 (Sinparc ou Sympla) (para ambos os teatros).
LUDIMILA LOUREIRO/DIVULGAÇÃO
com Dança estreia 6 Café espetáculo “Traçado”
O cubismo e os riscos não lineares da vida são a inspiração para criação do espetáculo inédito “Traçado”, da cia de dança de salão Café com Dança, que apresenta números de samba, bolero, forró, salsa, zouk e tango. Onde Grande Teatro do Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro) Quando Dia 30 (quinta-feira), às 21h. Quanto R$ 30 (inteira) GABRIELLA ABREU/DIVULGAÇÃO
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ARTES CÊNICAS teatro adulto AQUELES DOIS Dir. coletiva. Com Cia Luna Lunera A relação entre dois funcionários que compartilham o ambiente burocrático e desenvolvem laços afetivos. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 3/12.
BRUTO AFETO Dir. Carlos Normando. Com Hewrison Ken e Ismael Soares Um encontro ordinário de dois corpos. Alguns minutos são suficientes para o rompimento e o cheiro de sangue. Centro de Referência da Juventude (r. Guaicurus, 50, centro). Neste sáb. (25), às 17h. Entrada gratuita mediante retirada de senha 1 hora antes da apresentação.
CINE SPLENDID Dir. Ricardo Alves Jr. e Pablo Lamar. Com Pablo Lamar, Natália Santos, Diego Mongelós Em uma vizinhança, um filme de terror se repete, no centro de Assunção. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (25), dom. (26) e seg. (27), às 19h. R$ 20 (inteira).
CLEOPATRA Dir. Susan Worsfold. Com Diego Bagagal Marco Antônio está morto nos braços da rainha. É uma festa de despedida. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (25) e dom. (26), às 19h. R$ 20 (inteira).
DOIS CASAIS EM MAUS LENÇÓIS Dir. Roberto Freitas Jair planeja viagem para trair esposa, porém não imagina que ela também está louca para traí-lo. Espaço Cultural Entreato (r. Caruera,
ANDRE FOSSATI/DIVULGAÇÃO
dom. (26), às 16h. R$ 20 (inteira).
314, Jaraguá, 2523-0521). Neste dom. (26), às 19h. R$ 18 (postos Sinparc).
JOJÔ E PALITO EM: BELÔ MEU AMOR
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 17/12.
Dir. Joselma Luchini. Com Joselma Luchini, Jordana Luchini, Olavino Marçal A história de BH narrada por Jojô e Palito. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sáb. e dom., às 17h. R$ 36 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 3/12.
GUANABARA CANIBAL
NOEL E OS DUENDES Dir. Joselma Luchini A história de um velhinho que catava brinquedo dos sacos de lixo. Espaço Cultural Luchini (r. Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto). Dom., às 11h. R$ 30 (inteira); R$ 14 (postos Sinparc). Até 17/12.
Dir. Marco André Nunes. Com Aquela Cia Questão indígena discutida partir de registros da tomada do Forte de Villegagnon, em 1560. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 18/12.
GUERRILHA - EXPERIMENTOS PARA TEMPOS SOMBRIOS Dir. Raquel Castro. Com Idylla Silmarovi As memórias de mulheres que lutaram contra as ditaduras na América Latina. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 20 (inteira).
MAÇARICO (Leia mais na página 17)
MANUAL DX GUERRILHEIRX URBANX Dir. Marina Viana. Com Alunos do Cefart Figuras históricas se conectam em um espaço atemporal para uma revolução. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. De 1° a 17/12.
MINHA MÃE É PIOR QUE GRUPO DE WHATSAPP Dir. Ilvio Amaral. Com Andreia Quaresma e Diego D’Leon Filho volta pra casa e descobre que sua mãe é pior que grupos de whatsapp. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (25), às 19h. R$ 16 (postos Sinparc).
musical “Desassossego em Branco”, com Tuca Pinheiro MÚSICA PARA APARTAMENTOS VAZIOS Dir. Lucas Emanuel. Com Companhia Efêmera de Teatro Uma mudança e a tentativa de cantar músicas que evocam memórias. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Neste sáb. (25) e dom. (26), às 20h. R$ 10 (inteira).
SALINA (A ÚLTIMA VÉRTEBRA) Dir. Ana Teixeira e Stephane Brodt. Com Amok Teatro A saga de Salina, uma mulher casada à força que é banida e exilada no deserto. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (25), às 14h e às 20h; dom. (26), às 18h. R$ 20 (inteira).
VINCENT - UM SOLO DE AMOR (Leia mais na página 18)
VIOLETAS NA JANELA Dir. Ana Rosa e Guilherme Correa. Com
Ana Rosa A vida após a morte contada a partir do desencarne de Patrícia. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (25), às 21h. R$ 70 (inteira).
teatro infantil
CONCERTO PARA BEBÊS BRASIL Com Ana Roberta Rezende, Gabriel Estanislau, Gerson Marques Espetáculo cênico-musical para a primeira infância. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/nº, Alípio de Melo, 3277-6437). Sáb. e dom., às 11h. R$ 20 (postos Sinparc). Até 3/12.
dança
DONA BARATINHA Dir. José Roberto. Com Carmélia Cândida, José Roberto, Marcilene Tavares Uma baratinha encontra uma moeda e precisa encontrar pretendentes. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (25), às 17h;
mostra de trabalhos de teatro puc minas HÁ SEMPRE ALGUMA COISA PARA SE FAZER A SEGUIR Dir. Cynthia Paulino Livre adaptação de romances de Virginia Woolf. Espaço Cultural da Escola de Teatro PUC Minas (av. 31 de Março, prédio 20, Coração Eucarístico, 3319-4015). Neste sáb. (25), às 20h30. Entrada gratuita mediante doação de 1 kg de alimento não perecível.
formatura do teatro universitário da ufmg A CERIMÔNIA
CHAPEUZINHO VERMELHO Dir. Livia Gaudêncio. Com Cia O Trem Uma menina que leva doces para a avó é surpreendida pelo Lobo Mau. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (26), às 16h. R$ 10 (inteira).
Dir. Rodrigo Pederneiras. Grupo Corpo Duas peças que marcaram os 40 anos da companhia. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Qui. (30), sex. (1°) e sáb. (2), às 20h30; dom. (3), às 19h; ter. (5) e qua. (6), às 20h30. Ingressos esgotados.
DESASSOSSEGO EM BRANCO Direção: Tuca Pinheiro. Com Tuca Pinheiro, Renata Mara, Oscar Capucho Trabalho discute questões relativas às diferentes formas de ver o mundo. Sala Multiuso Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (25), às 19h. Gratuito. Gratuito. Retirada de ingressos 30 minutos antes do início do espetáculo.
SUÍTE BRANCA E DANÇA SINFÔNICA
Dir. Rogério Lopes As peripécias de Jerônimo e Vicente em sua fantasia de se tornarem grandes atores de teatro. Sáb., às 18h; dom., às 19h.
OS NEGROS Dir. Rogério Lopes Um tribunal é instalado para que uma corte composta por brancos julgue os crimes atribuídos a negros. Sáb. e dom., às 20h30. (*) Funarte (r. Januária, 68, centro). Entrada gratuita. Até 10/12.
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MÚSICA Do lado esquerdo do peito Alex Bessas
Não é a primeira vez que Milton Nascimento se abre para parcerias com novos músicos, em uma comunhão geracional pelo cancioneiro brasileiro – em que ele, sabidamente, é peça-chave. O músico já fez shows com, por exemplo, Criolo, Marina Machado e Bárbara Barcellos. Bem, mas é verdade que há muito não se dedicava com tanto afinco a um projeto que parte da conexão com um artista representante de outra geração. Talvez o precedente anterior fosse o icônico disco “Clube da Esquina” (1972), em que, por insistência sua, incluiu no trabalho o parceiro Lô Borges, à época com 17 anos. Diferentemente de quando ajudou a lançar o parceiro fundador do movimento vanguardista mineiro Clube da Esquina, agora Bituca se alia a um nome conhecido: o cantor, compositor e violonista Tiago Iorc, com quem vem a Belo Horizonte no próximo domingo (3), com a turnê “Mais Bonito Não Há”. Vale dizer, o rapaz não goza só de fama como também de reconhecimento, tanto que saiu vitorioso no Grammy Latino deste ano pelas categorias de melhor álbum de pop contemporâneo Brasileiro e melhor canção brasileira no último dia 16. Foi por conta do suces-
Dom. 3.dez.
RAFAEL TRINDADE/DIVULGAÇÃO
Show inaugura anfiteatro
Amizade
Bituca se alia a Tiago Iorc na turnê “Mais Bonito Não Há”
so do rapaz que Bituca esbarrou com seu som. “Conheci o Tiago ouvindo as coisas dele que estavam tocando para todo lado”, lembra. Depois de travar contato com sua obra, o artista recorreu ao seu filho, Augusto, “para que tentasse fazer um contato”. “A ponte definitiva para isso foi o (jornalista e produtor) Marcus Preto, que combinou uma data com meu filho e apareceu com o Tiago aqui em casa”, conta Milton. Em Juiz de Fora, onde vive hoje, o encontro se estendeu por quatro dias. Unidos pela música, as composi-
ções partiram da construção de uma relação de amizade. “Tem uma coisa que eu gosto de dizer por aí que é o seguinte: a amizade é mais importante que a música. Sem amizade não dá para fazer nada, mas nada mesmo. Eu acho que tudo começa assim, primeiro a gente tem que ter uma relação de amigo, de estar junto, de ir à casa um do outro, sem aquele negócio de fazer com obrigação, e depois a gente pensa em música. Então, nosso processo foi assim, todo movido na base da amizade”, diz Bituca.
NÃO TEM IDADE Falando da parceria com o brasiliense, Milton lembra que a história toda já começou com a composição de “Mais Bonito Não Há”, música que dá título à turnê que faz no país. E se a parceria já começou com um hit, bem, Bituca volta a sustentar que o principal é sim a amizade – o sucesso e fluência da parceria, esses vieram depois. “Nosso ponto comum é a amizade. Assim como a música, a amizade também não tem idade, não tem diferença de geração, diferença de nada. É um encontro que só
tem verdade, não tem combinado, tudo vai a partir da afinidade”, exalta Bituca, que, 44 anos mais velho que o parceiro de palco, não assume tom professoral ao falar dele. Pelo contrário, ele se dobra em elogios e garante que este é só o começo. “Essa história está apenas começando. Gosto de muita coisa que tá surgindo por aí”. (Com Raphael Vidigal)
>Há Mais Bonito Não
Milton Nascimento e Tiago Iorc. Inauguração do Anfiteatro do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1001). Dia 3 (domingo), às 19h. A partir de R$ 40 (inteira).
Tema recorrente de sua obra, a amizade, para Milton Nascimento, parece ser um valor da maior grandiosidade. Tanto que virou turnê. E em Belo Horizonte, onde Tiago Iorc poderá conhecer a famosa esquina das ruas Paraisópolis e Divinópolis, a expressão de grandeza ganha novos contornos. Ocorre que o show da dupla foi escolhido para inaugurar um novo espaço para a cultura na cidade: o Anfiteatro do Mineirão. “Nos inspiramos em formatos de espetáculos que estão acontecendo no Brasil e mundo afora”, explica Henrique Chaves, sócio-diretor da SleepWalkers Entretenimento, responsável pelo projeto. Como a estrutura pode ser montada e desmontada, a capacidade do local é variável, indo de 3.000 a 12 mil lugares. Inaugurando o espaço com o novo projeto, Bituca não escondeu satisfação em ter sido escolhido para a missão. “Nossa, que presente! Receber essa notícia foi uma das coisas mais bonitas que me aconteceram. Ainda mais nesse projeto com o Tiago”. (RV)
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MÚSICA Um sexteto a serviço do jazz MARINA FERRAZ/DIVULGAÇÃO
Alex Como tem siBessas d o h á u m mês, a segunda-feira passada (20), dia da Consciência Negra, foi dia de ensaio para o sexteto formado pelos trios Amaranto e Mitre. É que a rotina do grupo está assim, cheia de encontros e ensaios, “de domingo a domingo”, como explicou Flávia Amaranto, quando interrompeu a passagem dos arranjos para falar com o Pampulha. Isso porque tiveram apenas um mês para consolidar o projeto “BenditoJAZZ”, que estreia em um dos mais imponentes espaços culturais de Belo Horizonte, a Sala Minas Gerais. Embora fosse desejo comum, o ímpeto de desenvolver um projeto que unisse as famílias Amaranto e Mitre partiu de uma sugestão de Kiko Mitre. “Ele toca com a gente faz uns 17 anos”, lembra Flávia. “Então, naturalmente, já acontecia um intercâmbio, um
Artistas Flávia, Kiko, Luísa, Natália, Lúcia, Marina se reúnem em sexteto para show jazzístico na Sala Minas Gerais
convite para uma participação aqui e ali, ora com ele, ora com suas sobrinhas”. Inicialmente, a ideia era que o sexteto gravasse um disco. “A sugestão ficou de molho e vieram os anos de crise, inclusive política, que interfere muito na vida dos artistas”, comenta. Foi a partir de então que decidiram desengavetar o projeto.
DE SARAU A SHOW “Começamos a escolher um repertório e ensaiar aos poucos, sem pressa, porque o show seria concebido a partir da experimentação”, explica Flávia, destacando a fluidez dos ensaios com suas irmãs, Lúcia e Marina, e a família de Mitre, com Kiko e suas sobrinhas, Natália e Luísa. Pensando em um forma-
to que mais se relacionava a saraus que propriamente shows, aconteceu o inesperado: a Associação dos Amigos do Colégio Logosófico de BH (AACL) convidou as meninas do Trio Amaranto para uma apresentação, deixando em aberto a escolha do projeto que levariam para o palco. “Para nós, a oportunida-
de de fazer a estreia na Casa Minas Gerais é uma honra e também carrega muito contraste”, diz ela, entusiasmada. “Quando a AACL fez o convite, pensamos que nesse espaço tinha que ser algo novo e decidimos tocar o projeto, fazer acontecer!”. Em um mês, o grupo precisou selecionar, rearranjar e ensaiar um total de 14 canções.
O repertório jazzístico traz pérolas como “Night and Day”, “Let’s do It”, “Summertime” e “Someone to Watch Over Me”. “Nossa escolha foi por esse jazz mais tradicional, com cara de Broadway”, explica Flávia. Na apresentação, o sexteto se preocupa em entregar um espetáculo pronto, “com início, meio e fim”. “A partir desse show, vamos lançar o projeto do sarau, que tem ar de pesquisa musical, passeando por vários estilos do jazz”, diz ela, completando que, depois de passar pela Sala Minas Gerais, as apresentações serão para grupos menores, com até 30 pessoas. “A proximidade com o público vai ser algo fundamental neste projeto”. “A estreia vai ser bem gostosa e pronta, mas queremos continuar navegando”, completa.
> BenditoJAZZ
Amaranto convida Trio Mitre. Sala Minas Gerais (rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Neste sábado (25), às 21h30. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA Letrux traz ‘Climão’ à cidade Patrícia Letícia NoCassese vaes, ou simplesmente Letrux, admite que, pelo feedback que vinha tendo nas redes sociais, já suspeitava que um show na capital mineira para apresentar seu novo trabalho seria, sim, uma boa ideia. Mas ela confessa que ficou surpresa ao saber que os ingressos da apresentação que faz neste sábado (25) à noite, na Autêntica, esgotaram-se rapidamente. A boa notícia é que uma sessão extra foi aberta para um pocket show de 40 minutos. O novo trabalho da exLeteuce atende pelo nome de “Letrux em Noite de Climão”, álbum que foi alçado ao posto de melhor disco do ano pelo super júri do Prêmio Multishow 2017. A boa recepção ela credita ao fato de o trabalho ter sido feito “com verdade”. “Não teve pretensão de ser um disco vence-
dor. Teve desejo de ser sincero. Minhas letras são elaborações espontâneas, observações detalhadas, enfim, uma grande caldeirada. Natália Carrera e Arthur Braganti, produtores do disco ao meu lado, se divertiram, entraram na roda, brincaram comigo e com os outros músicos. A gente estava amando o que estava fazendo no dias de estúdio, mas não sabia como seria a recepção – e tem sido muito emocionante, fico feliz”. Sobre o título instigante, ela explica. “Gosto de palavras divertidas. ‘Em noite de climão’ era uma expressão que Arthur e eu usávamos muito, desde 2015. Era uma piada interna que foi crescendo, crescendo e virou o nome do disco. O país também passou (e passa) por um climão. Os romances também, tá todo mundo numa névoa. Tomara que já, já, passe”, diz. No repertório do show de Letrux estarão todas as
músicas do CD, que, digase, são autorais. Composições como “Coisa Banho de Mar”, “Noite Estranha, Geral Sentiu” e “Flerte Revival”. Ou, ainda, “Puro Disfarce”, faixa que, no disco, conta com a participação da Marina Lima. “Foi um prazer inenarrável contar com ela, admiro demais tudo o que representa. Marina é uma mulher à frente do seu tempo, uma compositora brilhante, amo muito”. O show também traz releituras, como a de “Zodiac”, sucesso na voz de Roberta Kelly na década de 70. “Amo o assunto astrologia e adoro a era disco. E também tocamos ‘Não Creio em Mais Nada’, do Paulo Sérgio, também da década de 70. Sou fã da letra dessa música, é superintensa”, pontua.
Qui. 30.nov.
VÍTOR JORGE/DIVULGAÇÃO
Letrux
“Disco celebra um romance desastroso, mas, em vez de ficar na fossa, dança-se”
> Letrux
A Autêntica (rua Alagoas, 1.172, Savassi). Neste sábado (25), às 22h, com ingressos esgotados. Pocket show extra, com meet and greet, às 16h. R$ 40 (promocional).
Octávio Cardozzo no Groove de Quinta Com pouco mais de dois meses de lançamento do disco “Âmago”, Octávio Cardozzo viu o repertório do petardo ser acessado por ouvintes de países como Japão, Austrália e Itália. No caso do primeiro, há todo um contexto que justifica o interesse: o país é um dos grandes mercados consumidores da música popular brasileira, e o CD de Cardozzo está disponível em serviços como Spotify ou mesmo no YouTube. No caso de Austrália e Itália, Octávio diz não ter a menor explicação do bom feedback. Já na América Latina, os acessos da Argentina foram tão significativos que ele acaba de firmar parceria com uma produtora de lá. Apresentado ao público mineiro em setembro, na Sala Juvenal Dias, “Âmago” ganha outro lançamento na próxima quinta-feira (30), na Benfeitoria, em show com participações especiais de Maíra Baldaia e Luiz Rocha (Grupo Galpão). Na verdade, a presença do cantor inserese no evento “Groove de Quinta”, da Benfs, que
Sáb. 25.nov.
ANDRE FOSSATI/DIVULGAÇÃO
de Câmara 6 Orquestra Sesiminas encerra série
Ao longo de 2017, a Orquestra de Câmara Sesiminas recebeu importantes nomes da música clássica na série “Sempre às Quartas”. Para encerrar esta temporada, a orquestra, sob regência do maestro Marco Antonio Maia Drumond, interpreta clássicos como “La Clemenza di Tito”, de Mozart, a “Sinfonia nº 5 em Si bemol Maior”, de Schubert. Para esta apresentação, a orquestra convida o duo de piano Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini e o clarinetista William Barros Onde Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) Quando Dia 29 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 30 (inteira)
PAULO ABREU/DIVULGAÇÃO
JL SAPUCAHY/DIVULGAÇÃO
realiza ensaio 6 Monobloco para o Carnaval 2018 Cardozzo terá Maíra Baldaia e Luiz Rocha como convidados
também programa um show com sua colega, Raquel Coutinho. Em “Âmago”, Octávio decidiu dar a primazia ao seu lado intérprete, em um repertório que traz, faixa a faixa, um movimento rumo ao cerne (o “âmago”), o que, na concepção do artista, se concretizaria na sexta faixa, “De Praxe”. Na primeira metade do álbum, as letras abordam questões que provocam in-
cômodo no mineiro, como o consumo exacerbado ou o preconceito. Melodicamente, o CD salpica algumas das referências presentes na formação musical de Octávio (como Clube da Esquina), mas com roupagem mais contemporânea. (Patrícia Cassese)
> Octávio Cardozzo
No Groove de Quinta Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta, 3504-7624). Dia 30 (quinta-feira), às 19h. R$ 10.
O Monobloco confirmou sua participação no Carnaval de rua de Belo Horizonte em 2018 – o grupo desfila no dia 13 de fevereiro no entorno do Mineirão. Mas já começa o esquenta. A banda faz o aquecimento com um ensaio aberto que marca a formatura das turmas que participaram das oficinas de percussão do bloco ao longo deste ano. E também lança seu samba para o próximo ano, “Amor de Carnaval”, música de Moraes Moreira. Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Opala, s/n, Cruzeiro) Quando Dia 30 (quinta), às 20h Quanto R$ 20
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MÚSICA Juntos para reverenciar Eça Patrícia A mais reCassese cente agregada responde pelo nome de Joyce Moreno. Mas é possível que, pelo caminho, Brasil afora, outros voluntários endossem a proposta de render tributo a um dos maiores ícones da MPB, Luiz Eça (1936-1992), um dos pilares do antológico Tamba Trio. No caso da capital mineira, Joyce se une a Toninho Horta, Zé Renato, Dori Caymmi e a um dos herdeiros do homenageado, Igor Eça. O espetáculo “Em Casa com Luiz Eça”, que aterrissa no palco do Sesc Palladium, na próxima quartafeira (29), integra o Projeto Mesa Brasil Musical. O repertório aposta na lavra autoral daquele que se tornou mais conhecido pelos seus arranjos e pela destreza ao piano. São composições como “Mestre Bimba”, “Dolphin The”, “Alegria de Viver”, “Oferenda” ou “Tamba”. As músicas, vale lembrar, foram reunidas no disco homônimo, lançado recentemente pela gravadora Biscoito Fino – no caso, o CD traz Edu Lobo, que não pode vir a BH. “Na verdade, toda essa história começou ano passado, com a vontade de fazer o show para marcar os 80 anos de nascimento do meu pai. Mas, daí, a Biscoito Fino abraçou o projeto e pintou essa história do CD, que abençoou tu-
sábado (25) MULTIVERSO Edição apresenta acantora mineira Maria Julia Cafeteria do Espaço do Conhecimento UFMG (pça. da Liberdade, 700, Funcionários). Às 17h. Gratuito
PAULO RICARDO Show revive clássicos do anos 80. Clube Chalézinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 21h. A partir de R$ 60
QUARTETO RIO E ROBERTO MENESCAL Lançamento do álbum “Mr. Bossa Nova Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 130 (inteira)
SAMBA PRIME Sorriso Maroto, Raça Negra, Turma do Pagode e mais. Expominas (av. Amazonas, 6.200, Gameleira). Às 16h. A partir de R$ 75 (área VIP, lote 4)
VANESSA DA MATA Lançamento do DVD “Caixinha de Música”. KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir de R$ 90 (arquibancada, inteira)
domingo (26)
Qua. 29.nov.
MARISTELA MARTINS/DIVULGAÇAO
Tributo: ao centro, Zé Renato e Dori, Toninho Horta ao violão e, à direito, Igor Eça
do”, festeja Igor. O nome “Em Casa” espelha o espírito que reinava na residência dos Eça, no Leblon. “Para você ter uma ideia, eu e meus irmãos não queríamos sair da sala! Ao fim, minha mãe sempre falava: ‘Ok, já entendi’, e levava um colchão que a gente tinha pra lá. Dormíamos embaixo do piano”, rememora, divertido. Vinícius de Moraes era um dos frequentadores assíduos, assim como Francis e Olívia Hime, Edu Lobo e muitos outros. “Era uma das casas da Bossa Nova. E o papai era generosidade pura. Sempre chegavam os novos e ele mandava sentar, dizendo: ‘toca aí’”, diz Igor. De certa feita, Vinícius apareceu mais cedo. E ficou instigado ao ouvir a melodia que Luiz Eça executa-
va ao piano, observando se tratar de uma peça triste. “Meu pai, então, disse que estava se separando da minha mãe, Lenita”. Eça teria dito: “Estou fazendo um adeus”. O poetinha rebateu: “Isso não é um adeus, é um quase adeus”. E, na sequência, tratou de aproveitar um papel qualquer para letrar a melodia. Acontece que, durante a madrugada, o papel se perdeu. Diante dessa história, contada por Francis Hime, Igor resolveu procurar um compositor que poderia estar à altura de Vinícius. À cabeça de todos, acorreu o nome de Paulo César Pinheiro, e eis que “Quase Um Adeus” finalmente ganhou seu texto. Mas não só. Paulo César revelou algo que a maioria desconhecia: duas semanas antes de Eça
ARTE À BORDA
1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
Festival celebra a cultura hip hop com shows de Tamara Franklin, Ohana, Shabê e outras atrações. Viaduto do Santa Margarida (av. Álvaro da Silveira, 700, Barreiro). Às 14h. Gratuito
MANHÃS MUSICAIS Quarteto F. Mignone que conta com quatro músicos da Filarmônica de Minas Gerais apresenta obras de Mozart e Beethoven Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
terça (28)
ORQUESTRA DE CÂMARA SESIMINAS Orquestra recebe o duo de piano Celina Szrvinsk e Miguel Rosselini, que interpretam obras de Bach e Mozart. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 20h. R$ 30 (inteira)
quinta (30) ENCONTRO DAS GERAÇÕES DO FOLK ROCK RURAL Show revive clássicos com os músicos Tuia, Guarabyra, Tavito e Ricardo Vignini. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 1.172, Lourdes). Às 21h. R$ 60 (inteira)
OCTÁVIO CARDOZZO VALENTINA LISITSA Série Concertos Virtuosi apresenta a pianista Valentina Lisitsa. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h30. A partir de R$ 60 (inteira, plateia III)
quarta (29) LÍRICO EM CONCERTO Coral Lírico de Minas Gerais presta homenagem aos gêneros americanos do Jazz e do Negro Espiritual. Participações especiais da Happy Feet Jazz Band e do grupo de dança BeHoppers. No dia 28, acontece a edição “Lírico ao meio dia”, às 12h, com entrada gratuita. Palácio das Artes (av. Afonso Pena,
Cantor e compositor mineiro apresenta o espetáculo “Âmago”. Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 19h. R$ 10
sexta (1º) ROBERTA BRASILEIRO Lançamento do EP “Em Paz” Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 40 (inteira)
TIÃODUÁ Show de lançamento do disco “Dilá – TiãoDuá e os MCs de BH”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (inteira)
morrer, os dois estavam justamente combinando uma parceria – Paulo César já havia inclusive enviado algumas letras para ele. Envolvido em coragem, Igor propôs musicar uma das composições de Paulo César, e daí surgiu “Menino da Noite”, que está no disco
e no show. AO MESTRE Zé Renato, um dos convidados do projeto, lembra que conviveu pouco com Luiz Eça. O suficiente, porém, para se dar conta do privilégio. “Acredito que a importância dele já está muito cla-
ra para quem acompanha a música brasileira, muito explícita. Não convivi muito com ele, mas o pouco resultou em momentos marcantes, tanto de presenciar um show do Tamba como de ele participar de um disco do (grupo) Boca Livre. Ou de eu ir ao Chico’s Bar, na Lagoa, onde ele convidava a se sentar, ao piano. Nós, mais jovens, ficávamos vendo-o ensinando sem saber que estava ensinando. A lembrança é a da alegria no olhar. Ele, emocionado com os acordes acontecendo. Essa convivência sempre rendeu momentos muito especiais, que guardo até hoje, como aprendiz. Eça não compôs muita coisa, mas foram coisas belíssimas”, atesta.
>LuizEmEçaCasa com
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Dia 29 (quarta-feira), às 21h. Regras para retirada de ingressos no site: sescmg.com.br
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EVENTO Guimarães Rosa em Ocupação ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
LAYZA VASCONCELOS/DIVULGAÇÃO
vembro de 1967. E foi justamente no dia 19, na semana passada, que a Ocupação teve inicio, com a apresentação do show “Cirandas de Sagarana”, do cantor e compositor Celso Adolfo. Na capital mineira, o evento tem início com a abertura da exposição “Nonada. Travessia”, na Galeria Mari’ Stella Tristão. A mostra traz trabalhos de Domingos Mazzilli e Letícia Panisset junto a objetos e livros raros e exibição de vídeo. “Meu trabalho tem foco na cerâmica, mas também pegando a memória das construções de barro, que são do interior, tradicionais”, conta ela, acrescentando que sua obra se conecta ao universo do sertão, destrinchado por Rosa. “Na mostra, há um trabalho que chamo de linha de pau e pique, uma construção de seis metros de comprimento com meio de altura, que é o barro batido numa estrutura trançada, em madeira e bambu. E, ainda, o girau, mobiliário que foi muito utilizado no interior. Mas procuro dar uma nova forma a essas construções”. Na música, além do já citado show de Gismonti, a Ocupação traz Titane, que apresenta nesta terça (28),
FERNANDO LUTTERBACH/DIVULGAÇÃO
ELIANE TORINO/DIVULGAÇÃO
Depois do Patrícia marco iniCassese cial, que aconteceu na terra natal do homenageado, Cordisburgo, a “Ocupação Rosa Encantado” chega a Belo Horizonte, onde finca sua bandeira por uma semana – desta segunda (27) ao dia 3 de dezembro. Neste ínterim, João Guimarães Rosa (1908-1967) será lembrado por meio de exposições, shows, debates e um espetáculo de dança, “O Crivo”, da companhia Ateliê do Gesto, de Goiânia. O grand finale, no domingo (3), acontece no Grande Teatro, com uma apresentação de Egberto Gismonti. Na ocasião, junto a Nivaldo Ornelas (saxofone), Rafael Martini (acordeon) e Felipe José (violoncelo), Gismonti – autor da trilha da recente montagem teatral “Grande Sertão: Veredas”, de Bia Lessa – também inclui os Madrigais de Carlo Gesualdo (compositor italiano que introduziu o cromatismo no século XVII). E mais: no palco, a própria Bia fará uma leitura, acompanhada, ao piano, por Gismonti. Guimarães Rosa faleceu há 50 anos, em 19 de no-
na Sala Juvenal Dias, o show “Letras e Notas”, mesmo espaço que recebe Celso Adolfo – na quinta (30). A efeméride prevê, ainda, uma mesa literária com a professora Eneida Souza e os convidados Georg Otte, Wander Melo Miranda e Heloísa Starling, bem como o Café Literário, com a narradora de histórias Elisa Almeida. Na dança, a iniciativa traz de volta a BH “O Crivo”, que se apresentou em março, no Galpão Cine Horto. “O espetáculo bebeu na fonte do ‘Primeiras Estórias’, mas a gente não retrata os contos, e sim nos inspiramos no universo deles – em particular, ‘O Espelho’, ‘Nada e a Nossa Condição’ e ‘A Terceira Margem do Rio’. Fomos tirando imagens e sensações que se aproximavam desse nosso lugar imaginário, e, depois, materializando cenas, criando conexões entre dois corpos”, diz ele, que divide a cena com Daniel Calvet.
Ocupação Rosa >Encantado Em sentido horário, a partir do alto: Titane, Celso Adolfo, Ateliê do Gesto e Gismonti
Vários espaços do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). De segunda (27/11) a domingo (3/12). Confira horários e dias no site www.fcs.mg. gov.br
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ARTES VISUAIS Retratos da pintura mexicana NICKOLAS MURRAY/DIVULGAÇÃO
João H. A exposição Motta fotográfica (*) “Diego e Frida: Um Sorriso no Meio da Estrada” adentra a intimidade de um dos casais mais simbólicos do século XX por meio de 30 fotos selecionadas a partir do arquivo pessoal de amigos dos pintores. A mostra fica em cartaz na galeria CâmeraSete, da próxima quarta (29) a 18 de fevereiro. Para Adolfo Zepeda, Cônsul de comunicação e cultura do México no Rio de Janeiro, “a relação dos dois não era de todo feliz e nem triste. Foi algo transcendental para a história do México e que está expresso na obra dos dois e presente nessas fotografias”, afirma o representante da embaixada e responsável pela exposição no Brasil. As fotos da mostra trazem uma história cronológica do casal resgatando
registros desde a infância dos dois até meados da década de 1950. “É um olhar sobre a intimidade do casal, mas que também reconstrói a história da arte no México. Os dois são os mais importantes artistas mexicanos e estavam envolvidos com a política, com os sindicatos e a história das pessoas. As imagens também são uma leitura sobre a construção cultural do México”, afirma Zepeda. SÓ BH E RECIFE A exposição é inédita em solo nacional e passa apenas por BH e Recife. “Nós sabemos que no Brasil existe um interesse especial pela obra de Frida e o seu relacionamento com Diego. Já fizemos exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília sobre a pintura mexicana. Agora, identificamos outros lugares para levar a cultura do México”, comenta Zepeda. O fotógrafo húngaro Ni-
A exposição com fotografias de Frida Khalo e Diego Rivera é inédita no Brasil
Ter. a sáb. 29.nov. a 18.fev.
ckolas Murray, um dos autores das imagens que estarão expostas, capturou Frida Kahlo posando em pé ao lado de Diego Rivera segurando um chapéu de boiadeiro, em 1939. Nickolas manteve um romance de dez anos com a pintora mexicana, desde 1931. Um ano antes, Frida acabava de realizar sua primeira exposição solo em território norteamericano, na Julien Levy Gallery em Nova York, da qual Murray foi devoto ajudante. A aprovação dos críticos garantiu reconhecimento à mexicana que é hoje uma das artistas mais expressivas do mundo. Ao lado de Diego Rivera, considerado o maior pintor mexicano, formavam um casal turbulento. Murray também é autor de outros retratos marcantes de Frida, como o clássico “Frida on The Bench”, em que a pintora aparece sorrindo, com seu penteado característico e um arco de flores no cabelo, sentada e ma-
quiada contrastando seu vestido preto com um pano de fundo verde florido. As fotos de Murray entre 1938 e 1939 registram o período mais intenso do relacionamento dos amantes, com uma Frida quase sempre sorridente. Apesar das rusgas do relacionamento entre Frida e Diego, os dois nunca esconderam o amor incondicional que sentiam um pelo outro, expresso em cartas intensas e frases apaixonadas. “Foi um amor transcendental e transgressor. O íntimo do casal era pouco acessível, poucas pessoas podiam entrar no ateliê, o que cria um espaço de imaginação muito forte para o público”. atesta o Cônsul.
e Frida: >UmDiego Sorriso no Meio da Estrada
Exposição fotográfica CâmeraSete (av. Afonso Pena, 737, centro). De 29 de novembro a 18 de fevereiro. Entrada gratuita.
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LITERATURA Umespaço paraos zinesemBH Patrícia Cassese
A poucas semanas de comemorar seus 120 anos, a capital mineira ganha uma iniciativa que contempla um nicho local que, dada a sua efervescência, vem angariando cada vez mais visibilidade no resto do país: o das publicações independentes. Na próxima quintafeira (30), pois, o Usina de Cultura, equipamento municipal localizado no bairro Ipiranga, recebe a Fanzinoteca Faísca. Apesar de o nome dar o indicativo do foco principal do acervo (os zines), o local também vai abrigar, num misto de biblioteca e espaço expositivo, revistas, livros, pôsteres, postais, cadernos, gravuras, adesivos, ímãs e outros produtos. A iniciativa é fruto da Feira Faísca, que, neste ano, já encerrou sua agenda. “Já no início da temporada, a gente pensou que seria um desdobramento bem legal da feira, o de ter um espaço no qual a pessoa interessada neste universo pudesse ter acesso a essas publicações. Mesmo porque, são obras que têm tiragens muito pequenas, que geralmente não têm distribuição em livrarias e
VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃ0
Qui. 30.nov.
Acervo: As publicações que compõem o acervo da Fanzinoteca foram doadas pelos seus criadores, e serão devidamente catalogadas, para fins de pesquisas e consultas
bibliotecas. Até como documentação, para pesquisas futuras também”, diz o quadrinista Jão, mentor e coordenador do projeto. Ele lembra que, como a Feira Faísca geralmente acontece na região Centro-Sul, a ideia, com a Fanzinoteca, era descentralizar o acesso às publicações geradas pelo mercado editorial independente – no caso, levando para a regional Nordeste. “É uma forma de levar esse trabalho para as pessoas que não circulam to-
do o tempo pela região central da cidade”. A Fanzinoteca já entra em cena oferecendo mais de 200 títulos. As obras foram doadas pelos expositores de cada edição da feira para a empresa responsável por sua realização, a Pulo. PROGRAMAÇÃO A inauguração da Fanzinoteca vai contar com uma série de atividades, como o lançamento do livro “Nave”, de Julhelena, artista belo-ho-
FERNANDO CARDOSO/DIVULGAÇÃO
rizontina que participa da Faísca desde a primeira temporada da feira, realizada em 2015. “Ela está com a gente desde o início, então, é superinteressante estar lançando a obra na inauguração da Fanzinoteca”, pondera o quadrinista Jão. A publicação traz uma história em quadrinhos sem textos, realizada em aquarela e nanquim. Em cena, a trajetória de um objeto voador desconhecido por mundos habitados por
monstros, e as transformações que a nave leva para esses lugares por onde passa. Com 80 páginas, inclui, ainda, conteúdo extra, com ilustrações e artes conceituais. “Nave” foi viabilizado pela plataforma de financiamento coletivo Catarse. “Para além disso, vai ter um sarau Companhia Siderlírica, que, na verdade, já acontece lá no Usina”, prossegue Jão, referindo-se à ação que reúne, mensalmente, músicos, poetas, e todo o
Abertura do projeto. Centro Cultural Nordeste (rua Dom Cabral, 765, Ipiranga). Dia 30 (quinta), a partir das 18h. Gratuito.
3 da “Revista 6 Volume Gratuita” tem lançamento
Com quase 30 anos de carreira, a artista Marta Neves ganha um livro, “À Boca Pequena, Naturalmente”, que repassa sua trajetória, do final dos anos 1990 até o momento. A publicação traz textos dos curadores Agnaldo Farias, Luiza Proença, Pablo Lafuente e Júlio Martins. Onde Instituto Undió (rua Padre Belchior, 272, centro) Quando Neste sábado (25), às 11h. Quanto Entrada gratuita. O livro terá outros lançamentos: confira na página do Facebook que leva o nome da obra.
A “Revista Gratuita”, publicação literária feita pelas Edições Chão da Feira, chega à sua 3ª edição, tendo como tema a infância. O lançamento terá roda de conversa com as editoras Júlia de Carvalho Hansen (foto) e Maria Carolina Fenati e os nomes por trás do projeto Piseagrama. Onde Benfeitoria (rua Sapucaí 153, Floresta). Quando neste sábado (25), às 16h. Quanto O exemplar será distribuído gratuitamente.
FLÁVIO DE CASTRO/DIVULGAÇÃO
LEITURA/DIVULGAÇÃO
“Moleque - A Casa da Bruxa” é o nome da história em quadrinhos inspirada em “Chaves”, seriado mexicano ainda exibido no Brasil pelo SBT. A obra foi escrita pelo cineasta e jornalista belo-horizontino Marcos Pena e ilustrada pelo quadrinista Dan Arrows. Onde Livraria Leitura do Boulevard Shopping (av. dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia). Quando Dia 28 (terça), às 18h30. Quanto Entrada gratuita. A obra será vendida, na ocasião, a R$ 29,90.
> Fanzinoteca
ILANA LICHTENSTEIN/DIVULGAÇÃO
repassa trajetória 6 Livro de Marta Neves
inspirada em Chaves tem 6 HQ lançamento na cidade
público interessado em declamar poesia, cantar e conversar sobre literatura, sob a coordenação do bibliotecário do Usina de Cultura, Diego D’Ávila, e pelo escritor mineiro Sérgio Fantini. A programação de abertura da Fanzinoteca terá, ainda, distribuição da série “Postal”. “Neste caso, essa parte leva a chancela da temporada Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), que são eventos que acontecem antes da realização do festival principal”, explica Jão, lembrando, ainda, que a Fanzinoteca foi criada como contrapartida do projeto da Feira Faísca pela Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Conforme já veiculado, no próximo ano, a Faísca não tem sua nova temporada assegurada, já que ainda não arrebanhou patrocínio. “Então, por agora, a nossa ideia é continuar abastecendo a Fanzinoteca, inclusive por meio de chamadas na página oficial da Faísca, convidando outros artistas a enviarem trabalhos”.
Conversas tem nova 6 Divinas edição na Fundação Torino
Dando continuidade ao ciclo das “Afinidades Eletivas – A Literatura em Diálogo Com Outras Artes e Ofícios”, o projeto “Divinas Conversas” convida a publicitária e escritora Cris Guerra e a ilustradora e artista plástica Anna Cunha para um bate-papo com o público. Onde Auditório do Espaço Cultural da Fundação Torino (rua Jornalista Djalma Andrade, 1.250, Belvedere) Quando Quinta (30), às 19h30. Quanto Entrada gratuita, sujeita à lotação do espaço (174 lugares).
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LITERATURA Outros tipos possíveis de amor EDITORA PLANETA/DIVULGAÇÃO
Jessica Em sua “cruAlmeida zada” contra o preconceito e o amor romântico – o que é calcado na idealização e na vida em função do outro, não o que propõe mandar flores e jantar à luz de velas – a escritora e psicanalista Regina Navarro Lins acaba de dar uma nova tacada: o livro “Novas Formas de Amar” (ed. Planeta), que ela vem apresentar ao público belo-horizontino no Sempre Um Papo, na próxima terça (28). Enquanto “O Livro do Amor” (ed. Best Seller), seu antecessor, fazia um apanhadodo amor e dosrelacionamentos desde a pré-história no Ocidente, “Novas Formas de Amar” olha para a frente. “Atendo muitos casais e, de quatro anos pra cá, comeceia notar no meu consultório um conflito que até então não se apresentava: uma das partes propor abertura da relação, transar com outras pessoas fora do casa-
mento ou alguma prática sexual não convencional e a outra parte ficar desesperada”, observa Regina. “Esse conflito está surgindo na mesma medida em que novas formas de amar estão surgindo, como o poliamor, as relações abertas, a três”. Ela acredita que estamos vivendo uma transição desde a revolução sexual dos anos 1960 e que daqui a algumas décadas menos pessoas vão se fechar numa relação a dois e arranjos variados se tornarão mais comuns. “O amor romântico entrou no casamento nos anos 1940, influenciado pelos filmes de Hollywood. Antes, as pessoas casavam por interesse econômico. E esse amor prega que os dois se transformem num só, um tenha todas suas necessidades atendidas pelo outro e vice-versa e ambos não têm olhos para mais ninguém”. O que pode parecer algo bom, acaba causando sofrimento. “Isso faz com que se crieuma idealização dooutro. Aquela pessoa basta porque
Regina Navarro Lins lança seu novo livro, ‘Novas Formas de Amar’, no Sempre Um Papo
ela é perfeita, é uma figura que você idealizou. Quando a convivência demonstra que as coisas não são bem assim, vem a frustração”, analisa. No entanto, ela enxerga uma mudança em curso. “Estamos vivendo um momento de busca pela individualidade, que não deve ser confundida com egoísmo. Os anseios contemporâneos hoje me pa-
recem ligados a uma busca por desenvolver as potencialidades do indivíduo. A grande viagem é para dentro de si. E a proposta do amor romântico é o oposto à individualidade. Ele está dando sinais de que vai sair de cena e vai levar com ele a exigência de exclusividade entre os casais”, afirma. O livro, que apresenta al-
guns dos casos ouvidos por Regina em seu consultório ou em mensagens de leitores de seublog e pessoas quea acompanham nos programas “Amor&Sexo”, da TV Globo, e “Em Pauta”, da Globonews, é dividido em quatro partes. Na primeira, há uma contextualização acerca do amor romântico, seus prejuízos e argumentos que justificam sua
saída de cena. Na segunda parte, a autora fala sobre a vida a dois, dependência emocional,exclusividade sexual e as questões que as envolvem. Na terceira, apresenta outras formas de relações que têm surgido e na quarta fala da nossa relação com o corpo. “Acredito que a vida a dois pode ser ótima, mas pra isso as pessoas têm que reformular as expectativas que alimentam a respeito dela, ter respeito total ao outro, seu jeito de ser e pensar, ter amigos e programas em separado, sem controle nenhum”, diz. “Cada um só deveria responder duas perguntas para si próprio: ‘me sinto amado?’; ‘me sinto desejado?’. Se a resposta for sim, o que o outro faz não me diz respeito”.
>LinsRegina Navarro
Lançando o livro “Novas Formas de Amar”, no Sempre Um Papo Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho). Dia 28 (terça), às 19h30. Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 44,90
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O QUE VEM POR AÍ DIVULGAÇÃO
dezembro
DIAS 13 E 14
março
DIAS 7 A 23
ORQUESTRA MINEIRA DE ROCK
DIA 9
UMA TENDÊNCIA PARA ALEGRIA - CIA 5 CABEÇAS
Teatro Bradesco. Às 20h30. R$ 50 (inteira)
Centro Cultural Banco do Brasil. Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira).
CHICO BUARQUE CARAVANAS
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 140 (mesa setor 1, inteira), R$ 125 (mesa setor 2, inteira), R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote) DIA 10
DIA 16
FELIPE NETO - MEGAFEST
MINHA MÃE É UMA PEÇA COM PAULO GUSTAVO
MARTINHO DA VILA
KM de Vantagens Hall BH. Às 17h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 100 (mesa setor 2, individual, inteira), R$ 120 (mesa setor 1, individual, inteira).
Music Hall BH. Às 20h. R$ 260 (pista, inteira, 1° lote), R$ 400 (camarote, inteira, 1° lote), R$ 200 (meet & greet sem ingresso para o show).
DIAS 13, 14, 15, 16 E 17
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 490 (plateia 1, inteira), R$ 450 (plateia 2, inteira), R$ 380 (plateia superior A, inteira), R$ 320 (plateia superior B, inteira). Ingressos apenas para o dia 17/12.
DIA 9
EPICA
KM de Vantagens Hall BH. Às 19h e às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 120 (mesa setor 2, individual), R$ 140 (mesa setor 1, individual).
abril DIA 8 SHREK – O MUSICAL TYA
Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 16h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira) DIA 28 JOTA QUEST
A banda Phoenix de indie rock francesa é um dos destaques do Festival Planeta Brasil
DIA 10 ZECA BALEIRO E MAURÍCIO TIZUMBA – VANDER LEE DVD 20 ANOS
Palácio das Artes. Às 20h. R$ 120 (inteira). DIA 13
DIA 16 NX ZERO – SAIDERA TOUR
Music Hall. Às 21h. R$ 40 (pista promocional), R$ 80 (camarote promocional).
janeiro
DIA 20
DIA 16
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote), R$ 150 (mesa setor 1, por pessoa), R$ 140
GEMINIS BEE GEES
Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira).
lote), R$ 260 (camarote e Meet and Greet, inteira, 1° lote).
RADNOR AND LEE
Music Hall. Às 21h. R$ 160 (pista e Meet and Greet, inteira, 1°
ROUPA NOVA – “TODO AMOR DO MUNDO”
(mesa setor 2, por pessoa).
fevereiro
DIA 27
DIA 9
7ª EDIÇÃO FESTIVAL PLANETA BRASIL – COM PHOENIX, O RAPPA, CRIOLO, ANAVITORIA E OUTROS
BAILE DO DENNIS
Esplanada do Mineirão. Às 12h. A partir de R$ 240 (pista, inteira, 1° lote).
SUNFLOWER 2018
Mirante Beagá. Às 22h. R$ 180 (inteira).
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h30. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 840 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares).
maio DIA 18 OZZY OSBOURNE
DIA 11 Mirante Beagá. Às 16h. Valores ainda não informados.
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 300 (pista, inteira), R$ 600 (pista premium, inteira).
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 de novembro a 1 de dezembro
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 de novembro a 1 de dezembro de 2017
CINEMA Muito além da linha vermelha ESFERA/DIVULGAÇÃO
Daniel Com a recenOliveira te avalanche de escândalos de assédio e abuso sexual, uma das repercussões mais complexas diz respeito à possibilidade, e mesmo à moralidade, de se separar arte e artista. Até que ponto é possível enxergar na onipresença de romances entre homens mais velhos e jovens garotas na obra de Woody Allen, nas várias cenas de masturbação na série “Louie”, ou na obsessão do personagem de Kevin Spacey em “House of Cards” com homens mais novos, uma mera coincidência – e não uma projeção dos aspectos mais questionáveis de seus criadores? A atualidade dessa questão faz de “A Trama” a estreia mais acidentalmente pertinente da semana. Novo longa do diretor francês Laurent Cantet, vencedor da Palma de Ouro por “Entre os Muros da Escola”, a produção promove não só uma instigante e sensual reflexão metalinguística sobre os limites da arte no retrato da vio-
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dia 25 (sábado) e dia 26 (domingo)
pré-estreia
lência, mas questiona em que momento os aspectos mais perturbadores de uma obra deixam de ser um mero exercício criativo e passam a ser uma manifestação dos distúrbios de seu criador. O filme acompanha uma oficina de escrita criativa ministrada pela autora parisiense Olivia Dejazet (Marina Foïs) durante um verão em La Ciotat. Trabalhando com um grupo de jovens bastante diverso, ela propõe a elaboração de um romance policial envolvendo o histórico operário da cidade. Mas as discussões se tornam acirradas com as intervenções de Antoine (Matthieu Lucci), jovem atraente e inteligente, mas com afinidade por extrema violência e ideais de extrema direita que ele usa para provocar os colegas. Mesmo com um bom elenco coadjuvante, “A Trama” se alicerça na relação de atração e repulsão que se estabelece entre Olivia e Antoine. Reconhecendo o talento do rapaz e o valor das discussões que ele provoca no grupo, a escritora tenta ao máximo não censurar as
(The Snowman, Reino Unido/ EUA/ Suécia, 2017, , 16 anos) Dir. Tomas Alfredson. Com Michael Fassbender, Charlotte Gainsbourg, Rebecca Ferguson. Quando uma mulher desaparece, a única pista deixada para trás é um estranho boneco de neve. O detetive Harry Hole começa suas investigações e percebe que o crime parece obra de um serial killer. Ponteio 2: 16h, 18h20, 20h40 Pátio Savassi 1: 14h30, 17h40, 20h35
COLO A ESTRELA DE BELÉM (*) (The Star, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Timothy Reckart. Um pequeno e bravo asno chamado Bo anseia por uma vida melhor. Um dia ele encontra a coragem de se libertar, e junto de seus novos amigos começa uma jornada, seguindo uma estrela e acabam se tornando heróis acidentais do primeiro Natal. Boulevard 2: 14h20 Cidade 5: 12h(somente domingo), 14h20 Contagem 3: 14h30 Del Rey 4: 14h20 Minas 5: 15h20 Via Shopping 5: 15h20 Shopping Estação BH 5: 12h20, 14h20 (*) Sessões dubladas
estreias BARREIRAS (Barrage, Luxemburgo/ Bélgica, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Laura Schroeder. Com Lolita Chammah, Isabelle Huppert, Thémis Pauwels. Catherine volta para Luxemburgo para se reconciliar com sua filha Alba, que ela deixou com sua mãe Elizabeth dez anos atrás. Alba e Elizabeth são frias e distantes, então Catherine leva Alba numa viagem para um lago no norte. Belas 1: 16h50, 21h40
BONECO DE NEVE
(Colo, Portugal, 2017, 2h16, 14 anos) Dir. Teresa Villaverde. Com João Pedro Vaz, Alice Albergaria Borges, Beatriz Batarda. Em Portugal, uma família de classe média passa por grave crise financeira. O pai perde o emprego, a mãe acha uma segunda ocupação, mas anda sempre cansada, e a filha adolescente, negligenciada, começa a se rebelar. Belas 2: 21h20 Cine 104: 16h40(somente sábado)
LOLA PATER (Lola Pater, França/ Bélgica, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Nadir Moknèche. Com Fanny Ardant, Nadia Kaci, Tewfik Jallab. Após a morte de sua mãe, o jovem Zino, de 27 anos, decide procurar por seu pai, que há 25 anos abandonou a família e voltou para a Argélia. Porém, Zino descobre que o pai nunca voltou para o seu país natal, e que agora se chama Lola. Ponteio 2: 14h Ponteio 4: 19h10, 21h10
LYGIA, UMA ESCRITORA BRASILEIRA (Brasil, 2017, 1h15, 12 anos) Dir. Hélio Goldsztejn. Documentário sobre a vida de Lygia Fagundes Telles. A trajetória pessoal e profissional dessa escritora brasileira desde a década de 1940 até os dias de hoje. Belas 3: 18h30
NÃO DEVORE MEU CORAÇÃO (Brasil, 2017, 1h46, 14 anos) Dir. Felipe Bragança. Com Cauã Reymond, Adeli Gonzales, Eduardo Macedo. Joca, jovem de treze anos, descobre o
Longa gira em torno de workshop literário que reúne alunos de diversas etnias e origens
opiniões mais controversas dele para não aliená-lo. Mas essa permissividade alimenta as ofensas do garoto contra seus colegas negros e árabes, tornando a situação cada vez mais instável e forçando a autora a se insinuar na vida do aluno para tentar entender em que medida ele realmente acredita no que diz, ou se suas manifestações são apenas um personagem criado para chamar atenção.
DISCUSSÃO Cantet usa o estudo desses dois personagens para refletir sobre a estranha atração que imagens e discursos de violência exercem sobre todos nós – e a responsabilidade da arte e do artista ao explorar essa sedução. E o cineasta torna seu filme ainda mais pertinente ao traçar um paralelo entre esse imaginário onipresente da violência e a recente proliferação dos discursos de ódio da
extrema direita no mundo todo: até que ponto limitar essas falas é censura ou uma obrigação moral para impedir que elas contaminem mais pessoas? A verborragia com que “A Trama” discute essas complexas questões, em cenas longas e densas, pode incomodar alguns – assim como o epílogo desnecessário. Mas elas funcionam graças ao bom elenco e ao talento dramatúrgico de Can-
amor quando conhece Basano uma menina paraguaia. No entanto, para conquistá-la, ele passará por dificuldades, especialmente na relação com seu irmão Fernando, que pertence a uma gangue de motociclistas. Belas 3: 16h30, 21h40 BH Shopping 10: 15h50, 18h20, 21h10 Boulevard 5: 16h30, 20h30
(Nazeikiru: Nennyo Shounin to Yozaki Enjou, Japão, 2017, 1h26, 12 anos) Direção: Hideaki Oba. No Japão da era feudal, um jovem camponês vive com sua esposa grávida. Quando ela falece em um acidente, ele não sabe lidar com a perda e decide participar da palestra de um monge budista. Belas 2: 14h e 17h40
PAI EM DOSE DUPLA 2
RÚCULA COM TOMATE SECO
(Qualcosa di Nuovo, Itália, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Cristina Comencini. Com Paola Cortellesi, Eduardo Valdarnini, Micaela Ramazzotti. Lucia e Maria são melhores amigas, mas são muito diferentes. Enquanto Lucia cansou dos homens, Maria não consegue ficar sozinha. Uma noite, o “homem perfeito” aparece na cama de Maria. No entanto, o rapaz vira motivo de mal-entendidos e mentiras entre as amigas. Belas 2: 11h(somente sábado)(*), 15h50, 19h30
(Daddy’s Home 2, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Sean Anders. Com Will Ferrell, John Lithgow, Mark Wahlberg, Mel Gibson. Após resolverem suas diferenças, Brad e Dusty precisam agora lidar com uma nova situação complicada: a súbita aparição de seus pais, que possuem comportamentos bem diferentes. BH Shopping 5: 14h10(*), 16h40, 19h(*), 21h40 Big Shopping 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Boulevard 4: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 6: 11h50(c), 14h, 16h15, 18h30, 20h45 (*) Contagem 5: 14h(*), 16h15, 18h30(*), 20h45(*) Del Rey 6: 13h40, 16h10, 18h20, 20h40, 22h50(somente sábado) Diamond 3: 14h20(*), 16h40(*), 19h, 21h30 Itaú Power 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Minas 3: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Monte Carmo 3: 14h20, 16h30, 18h40, 20h55 (*) Pampulha 3: 15h15, 17h15, 19h15, 21h15 (*) Paragem 3: 14h30, 16h40, 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 5: 13h40, 16h20, 19h10, 21h35 Pátio Savassi 7: 14h25(*), 17h10(*), 19h40, 22h Shopping Estação 6: 13h20, 15h45, 18h40, 21h30 (*) Shopping Norte 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Via Shopping 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
POR QUE VIVEMOS?
(Brasil, 2017, 1h30, 14 anos) Direção: Arthur Vinciprova. Com Arthur Vinciprova, Camila Amado, Juliana Paiva. Depois de ficarem separados por um tempo, Pablo e Suzana acabam se reencontrando num motel. É aí que começam a conversar e questionar os motivos que levaram ao fim do relacionamento. Contagem 8: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50
A TRAMA (L'Atelier, França, 2017, 1h53, 14 anos) Dir. Laurent Cantet. Com Marina Foïs, Matthieu Lucci, Warda Rammach. É verão em La Ciotat, na França. O agressivo e provocador Antoine aceita participar de uma oficina de escrita, onde alguns jovens deverão desenvolver um romance policial sob a tutoria da escritora Olivia Dejazet. Belas 1: 14h30, 19h10
(*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo
AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (*) (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis. Quando são ameaçados de serem separados da turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens, e decide transformá-lo no Capitão Cueca. BH Shopping 6: 12h30 Paragem 2: 19h (*) Sessões dubladas
BIG PAI, BIG FILHO (*) A VILÃ (Ak-Nyeo, Coreia de Sul, 2017, 2h03, 16 anos) Dir. Byeong-gil Jeong. Com Ok-Bin Kim, Shin Ha-Kyun. Uma menina treinada desde a infância para ser uma assassina sanguinária aceita um acordo de trabalho que a libertará do árduo ofício depois de dez anos de serviço, mas dois homens aparecem e a colocam de frente com seu passado. Del Rey 4: 16h, 18h30, 20h50, 23h(somente sábado) Diamond 6: 14h45, 18h, 21h
em cartaz ALGO DE NOVO
(The Son of Bigfoot, Bélgica, 2017, 1h32, livre) Dir. Ben Stassen, Jérémie Degruson. Adam, um adolescente solitário dotado de superpoderes, decide sair em busca de seu pai. Betim 3: 13h50 BH Shopping 9: 14h30, 17h20 Big Shopping 4: 14h Boulevard 1: 16h50 Cidade 5: 16h20 Contagem 3: 16h30 Del Rey 7: 17h10 Diamond 5: 15h50 Itaú Power 6: 16h35 Monte Carmo 1: 14h Pampulha 4: 14h50 e 16h50 Partage Shopping Betim 4: 14h30 e 16h45 Via Shopping 1: 13h50
tet, que impedem que o filme soe discursivo ou didático. Assim como em “Entre os Muros”, cada jovem soa como uma pessoa de carne e osso, e a montagem de Mathilde Muyard dá um ritmo crescente e envolvente aos embates do grupo. E no comando dessas cenas, estão as ótimas atuações de Foïs e Lucci. Assim como já havia feito em “Polissia”, a atriz expressa no silêncio pungente de seu rosto a admiração ambivalente e a repugnância de Olivia por alguém que talvez tenha a potência de criar algo que ela nunca teria coragem. E ele, filmado pela fotografia banhada de sol de Pierre Milon como esse corpo tenro e irresistível da juventude, é a encarnação dessa violência que Cantet considera eticamente deplorável, mas esteticamente arrebatadora. Um demônio sedutor que devíamos ignorar, mas do qual não conseguimos desviar o olhar – uma imagem-provocação questionando nosso papel na cultura da violência que nos sufoca.
(*) Sessões dubladas
COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (Brasil, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Bruno Munhoz, Carlos Villagrán, Daniel Pimentel. Bernardo e Pedro são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas escolares. Frustrados, Pedro encontra um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno. BH Shopping 10: 12h50 Contagem 7: 18h20 Minas 6: 18h40 Pampulha 4: 18h50, 20h55 Paragem 4: 16h, 20h40 Partage Shopping Betim 7: 13h30, 16h55
D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Paragem 3: 13h, 15h20
DEPOIS DAQUELA MONTANHA (The Mountain Between Us, EUA, 2017, 1h52, 12 anos) Dir. Hany Abu-Assad. Com Kate Winslet, Beau Bridges, Idris Elba. Perdidos após um trágico acidente de avião, dois estranhos precisam forjar uma conexão para sobreviver aos elementos extremos de uma remota montanha coberta de neve. BH Shopping 6: 21h50 Boulevard 1: 21h20 Cidade 3: 18h40 (*) Del Rey 5: 14h Diamond 4: 13h45 Monte Carmo 1: 16h (*) Ponteio 4: 16h50 Pátio Savassi 3: 13h55, 16h45 (*) Sessões dubladas
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 25 de novembro a 1 de dezembro
almanaque
de 2017
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CINEMA PARAMOUNT PICTURES/DIVULGAÇÃO
em cartaz (continuação)
mostras OSCAR: UMA OUTRA HISTÓRIA (*)
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Programação completa em: cinetheatrobrasil.com.br/programacao/
(Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. André Pellenz. Com Cássio Gabus Mendes, Gabriel Godoy, Kéfera Buchmann. Um chef perde o paladar quando precisa fazer um novo cardápio para conquistar a jovem e bela gerente de seu restaurante. BH Shopping 8: 13h, 15h10 Betim 2: 15h, 16h50, 18h40, 20h30 Boulevard 5: 14h40, 18h40 Cidade 8: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Contagem 7: 15h, 16h40, 20h30 Del Rey 7: 15h20, 19h, 20h50 Itaú Power 1: 14h50, 16h40, 18h30, 20h30 Minas 6: 15h, 16h50, 20h50 Monte Carmo 2: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Partage Shopping Betim 6: 14h, 16h Pátio Savassi 6: 14h15, 16h20 Shopping Estação 5: 16h20, 18h20, 20h20 Via Shopping 5: 17h, 18h45, 20h30
Neste sábado (25) 16h “Bonnie e Clyde, Uma Rajada de Balas” (EUA, 1967, 1h52, 12 anos) Dir. Arthur Penn. Sessão comentada 18h30 “Pulp Fiction – Tempo de Violência” (EUA, 1994, 2h34, 18 anos) Dir. Quentin Tarantino. 21h15 “Encontros e Desencontros” (EUA, 2003, 1h41, 14 anos) Dir. Sofia Coppola. Domingo (26) 16h “2001: uma odisséia no espaço” (Reino Unido/ EUA, 1968, 2h40, livre) Dir. Stanley Kubrick. 19h30 “Ninotchka” (EUA, 1939, 1h50, 14 anos) Dir. Ernst Lubitsch. (*) Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). R$ 10 (inteira)
NO INTENSO AGORA (Brasil, 2017, 2h07, 12 anos) Dir. João Moreira Salles. Documentário político que justapõe, através de imagens de arquivo, uma série de acontecimentos diferentes da década de 1960. Belas 3: 14h
FORUMDOC (*) Programação completa em: www.forumdoc.org.br/
Comédia “Pai em Dose Dupla 2” traz grande elenco, com Mel Gibson, Will Farrel, Mark Wahlberg e Alessandra Ambrósio
INVISÍVEL (Invisible, Argentina, Brasil, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Pablo Giorgelli. Com Mora Arenillas, Agustina Fernandez, Mara Bestelli. Ely, uma jovem de 17 anos que mora no pobre bairro de La Boca, em Buenos Aires, descobre estar grávida e decide que não quer ter o bebê. Cine 104: 20h40(somente sábado)
LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Dir. Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé, e Lino se transforma em um felino enorme. Pátio Savassi 4: 14h, 16h10
A NOIVA (*) (Nevesta, Rússia, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Svyatoslav Podgayevskiy. Com Vyacheslav Chepurchenko, Aleksandra Rebenok, Igor Khripunov. Nastya é uma jovem mulher que viaja para conhecer a família do noivo, mas percebe que isso pode ter sido um terrível erro. Cidade 5: 21h Contagem 2: 16h40 (*) Itaú Power 6: 21h (*) Minas 5: 19h10 Partage Shopping Betim 7: 19h40, 22h (*) Sessões dubladas
LIGA DA JUSTIÇA (Justice League, EUA, 2017, 2h01, 12 anos) Dir. Zack Snyder. Com Ben Affleck, Gal Gadot, Henry Cavill. Um grupo de super-heróis se forma com a missão de proteger o mundo. Betim 1: 13h30, 18h30 (*) BH Shopping 7: 13h45(*), 16h30(*), 19h15, 22h Big Shopping 2: 14h, 16h20, 18h40, 21h (*) Big Shopping 5: 13h55, 16h10, 18h25, 20h40 (*) Boulevard 1: 18h50 Boulevard 3: 13h30, 16h05, 18h30, 21h15 Cidade 3: 16h10 e 21h (*) Cidade 7: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 (*) Contagem 2: 18h40 e 21h10 Contagem 6: 14h, 16h20, 18h40, 21h10 (*) Del Rey 3: 13h, 15h30, 18h, 20h30, 22h50(somente sábado) Del Rey 5: 18h40, 21h (*) Diamond 1: 15h, 17h45, 20h30 Diamond 4: 16h25(*), 19h15 Itaú Power 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Minas 4: 13h10, 15h45, 18h20, 21h (*) Paragem 1: 13h30, 16h, 18h35, 21h Monte Carmo 4: 13h20, 15h40, 18h20, 20h50 (*) Pampulha 5: 14h05(*), 16h25, 18h45(*), 21h05(*) Pampulha 6: 14h25, 16h45, 19h05, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 3: 17h35, 20h20
Partage Shopping Betim 4: 19h05, 21h50 (*) Pátio Savassi 4: 19h, 21h45 Pátio Savassi 8: 12h(*), 14h45(*), 17h30(*), 20h15, 23h(somente sábado) Shopping Estação 4: 12h, 15h (*) Shopping Norte 2: 13h55, 16h10, 18h25, 20h40 (*) Shopping Norte 3: 14h e 18h40 (* Via Shopping 3: 13h20, 15h50, 18h20, 21h (*) Via Shopping 4: 13h40(*), 16h10, 18h40(*), 21h10(*)
Belas 3: 20h
Sessões 3D: Betim 1: 16h, 21h (*) BH Shopping 1: 18h15, 21h BH Shopping 2: 13h15, 16h, 18h45, 21h30 BH Shopping 3: 12h15, 15h, 17h45, 20h30 (*) BH Shopping 8: 17h15, 20, 21h (*) Big Shopping 1: 14h05, 16h20, 18h35, 20h50 (*) Boulevard IMAX: 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 Cidade 4: 13h(*), 15h35, 18h20(*), 20h45 Contagem 1: 13h20(*), 15h50, 18h25(*), 21h Del Rey 1: 12h50(*)(somente sábado), 23h30(*)(somente domingo), 15h20(somente sábado), 16h(somente domingo) 18h20(*)(somente sábado), 18h30(*)(somente domingo), 20h50(somente sábado), 21h(somente domingo), 23h10(somente sábado) Diamond 5: 15h45(*), 18h30, 21h20 Itaú Power 5: 13h40(*), 16h10, 18h40(*), 21h(*) Minas 1: 13h30(*), 16h(*), 18h30(*), 21h10 Monte Carmo 5: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Pampulha 1: 16h20 e 21h10 (*) Paragem 5: 13h30(*), 15h50(*), 18h30(*), 21h05 Partage Shopping Betim 1: 12h50, 15h50, 18h35, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 18h05, 20h50 (*) Pátio Savassi 3: 19h30(*), 22h15 Pátio Savassi 5: 12h30, 15h15, 18h, 20h45, 23h30(somente sábado) Pátio Savassi 6: 18h30, 21h15 Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h35, 21h10 Shopping Estação 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Shopping Estação 4: 18h(*), 23h45(somente sábado) Shopping Norte 1: 14h05, 16h20, 18h35, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
(Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. Com Timothy Omundson, Graham Verchere, Thaila Ayala. O vigarista Lance Walters e sua namorada Brittany estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos, mas, para isso, precisam derrubar a casa do PicaPau, que promete não deixar barato. Contagem 2: 14h40 Del Rey 7: 13h40 Itaú Power 6: 14h45 Minas 5: 13h30 Paragem 2: 15h
ON YOGA: ARQUITETURA DA PAZ (On Yoga: The Architecture of Peace, Brasil/ Índia/ China/ EUA, 2017, 1h17, livre) Dir. Heitor Dhalia. Dhalia registra a busca de uma década do fotógrafo Michael O’Neill por conhecer melhor os principais gurus e mestres de ioga em atividade, incluindo encontros com pensadores, médicos e iogues, e passagens pelo Festival Internacional de Yoga, em Rishikesh, e o Mela Festival Kumbha, em Haridwar.
UM PERFIL PARA DOIS (Un Profil Pour Deux, França/ Alemanha/ Bélgica, 2017, 1h41, 12 anos) Dir. Stéphane Robelin. Com Pierre Richard, Fanny Valette, Yaniss Lespert. Pierre é um viúvo aposentado que não sai de casa há mais de dois anos, e agora tem a chance de voltar a namorar novamente criando um perfil online em um site, com a ajuda de seu assistente. Diamond 5: 13h15
PICA-PAU –O FILME (*)
(*) Sessões dubladas
POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a operação Lava Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 1: 13h10, 15h45
Dir. Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston. Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela. Betim 3: 15h50, 18h20, 20h50 (*) BH Shopping 6: 17h01 (*) Big Shopping 4: 15h45k, 18h15 e 20h45 (*) Boulevard 2: 16h, 21h Cidade 2: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Contagem 4: 13h30, 16h10, 18h40, 21h05 (*) Del Rey 2: 15h30, 20h40 Del Rey 7: 22h30(somente sábado) Diamond 4: 22h Itaú Power 2: 13h15, 15h45, 18h15, 20h45 (*) Minas 2: 13h15, 18h35 (*) Minas 5: 21h05 (*), Monte Carmo 1: 18h30, 21h (*) Pampulha 2: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 2: 20h50 Partage Shopping Betim 2: 14h05, 17h05, 20h (*) Pátio Savassi 2: 13h(d), 15h50, 18h50, 22h05 Pátio Savassi 8: 15h20, 18h20, 21h25 Shopping Estação 1: 13h40, 16h40, 19h40, 22h30 (*) Shopping Norte: 16h15, 20h55 (*) Via Shopping 1: 15h40, 18h15, 21h05 (*)
BH Shopping 4: 14h50, 18h, 20h50 Boulevard 2: 18h30 Cidade 5: 18h10 (*) Del Rey 2: 13h e 18h10 (*) Itaú Power 6: 18h30 (*) Minas 2: 15h55, 21h15 (*) Pampulha 1: 13h50 e 18h40 (*) Shopping Estação 2: 14h40, 17h40 e 20h40 (*) (*) Sessões dubladas
VAZANTE (Brasil, 2017, 1h56, 14 anos) Dir. Daniela Thomas. Com Adriano Carvalho, Luana Nastas, Sandra Corveloni. Após ficar viúvo, António, senhor de terras no Serro do século XVIII, decide se casar com a jovem Beatriz, deixando-a sozinha com os escravos ao viajar pelo Estado. Cidade 1: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Paragem 4: 13h40, 18h20
VICTORIA E ABDUL – O CONFIDENTE DA RAINHA (Victoria And Abdul, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h52, 10 anos) Dir. Stephen Frears. Com Judi Dench, Ali Fazal, Eddie Izzard. A rainha Victoria constrói uma improvável amizade com um jovem indiano chamado Abdul Karim. Baseado no romance de Shrabani Basu. Diamond 2: 14h, 17h20, 22h Ponteio 3: 14h20, 16h40, 18h50 e 21h10
Sessões 3D:
Cine 104: 19h “Be’Jam Be – The Never Ending Song (Be’Jam Be – Esse Canto Nunca Terá Fim)”, de Cyprien Ponson, Caroline Parietti. Domingo (26) Humberto Mauro: 15h Sessão Especial: “Territórios de Invenção”, de Pedro Aspahan. Sessão comentada. 17h Contemporânea Brasileira “Festejo Muito Pessoal”, de Carlos Adriano / “Em Nome da América”, de Fernando Weller. 19h Contemporânea Internacional “El Auge del Humano (O Auge do Humano)”, de Eduardo Williams, Argentina. 21h “La Fêlure du Temps – Tarahumaras 2003 (A Fissura do Tempo – Tarahumaras 2003)”, de Raymonde Carasco. (*) Endereços (entrada gratuita):Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) / Cine 104 (praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457)
CINEMA ESPANHOL (*) MIRAMAX/DIVULGAÇÃO
UMA RAZÃO PARA VIVER
Neste sábado (25) 19h “Truman” (ESP, 2015, 1h48) Dir. Cesc Gay. Clássicos FestiFrance (*) Domingo (26) 17h “O Demônio da Argélia” (FRA, 1936, 1h34, 12 anos) Dir. Julien Duvivier. 19h “A Grande Ilusão” (FRA, 1937, 1h54, 14 anos) Dir. Jean Renoir.
(Breathe, Reino Unido, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Andy Serkis. Com Andrew Garfield, Claire Foy, Diana Rigg. A história real de Robin, um homem brilhante e aventureiro, que ficou paralisado por conta da poliomielite. Mas, ele e sua esposa, Diana, contra todos os conselhos, e se recusam a ser aprisionados pelo sofrimento. BH Shopping 9: 19h30, 22h10 Boulevard 1: 14h30 Del Rey 5: 16h20 Ponteio 4: 14h30
(*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
MOSTRA SESC DE CINEMA (*) Neste sábado (25) 15h30 Programa 6: “O Chá do General” / “O Menino do Dente de Ouro” / “Parque Pesadelo” 17h Programa 5: “Matéria de Composição”. Sessão comentada. 19h Programa 5 – “Cores e Flores para Tita”. Domingo (26) 15h30Programa 6: “Meu Tio que me Disse” / “Astrogildo e a Astronave” / “Lipe, o Vovô e o Monstro” / “O Melhor Som do Mundo”. 17h Programa 3: “Em 97 Era Assim” / “O Último Retrato”. 19h Programa 4: “Catadores deHistórias”.
TEMPESTADE – PLANETA EM FÚRIA (Geostorm, EUA, 2017, 1h49, 14 anos) Dir. Dean Devlin. Com Gerard Butler, Abbie Cornish, Jim Sturgess. Um criador de satélites precisa trabalhar em parceria com seu não muito querido irmão para impedir que uma tempestade de proporções épicas destrua o planeta. Cidade 3: 14h (*) Contagem 3: 18h30, 20h50 (*) Minas 5: 17h(*) Paragem 2: 16h50 (*) Sessões dubladas
THOR: RAGNAROK (Thor 3: Ragnarok, EUA, 2017, 2h10, 12 anos)
Humberto Mauro Neste sábado (25) 15h Contemporânea Brasileira: “Conselheiro Crispiniano”, de Yudji Oliveira / “Modo de Produção”, de Dea Ferraz. 17h “Metamorphosen’, de Sebastian Mez. 19h Sessão Especial: “Arábia”, de Affonso Uchôa, João Dumans. 21h Contemporânea Brasileira: “Quilombo Rio dos Macacos”, de Josias Pires.
“Pulp Fiction” integra mostra “Oscar: Uma Outra História”
(*) Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita
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BELO HORIZONTE 25 de novembro a
1 de dezembro de 2017
estilo TENDÊNCIA> Alfaiataria para mulheres reinventa-se em looks que extrapolam local de trabalho
Terno como nunca se viu
ZE TAKAHASHI / FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
GUSTAVO IPOLITO/DIVULGAÇÃO
Quando a alfaiate mineira Bárbara Santiago decidiu fazer um terno para si mesma era o ano de 2009. Estava motivada pelo fascínio que a peça despertou nela, ao trabalhar na área, mas também por um posicionamento social. “O terno evoca uma autonomia profissional, traz para a mulher uma aura de liberdade, de confiança, imprime traços da personalidade, além de ser confortável e elegante”, reflete ela, que continua usando a peça com frequência. Mas muito tempo passou de lá para cá, e o terno, uma das combinações mais atemporais do closet masculino e que há décadas conquistou as mulheres, reinventou-se novamente e justamente para elas. Ganhou cores, cortes e até combinações diferentes para chegar indispensável a este verão. “O terninho está cada vez mais desconstruído, com modelagens modernas. Clássico, ele vai do trabalho para o happy hour, mudando apenas os acessórios”, ensina a personal stylist Juliana Brasil, fundadora da plataforma My Personal Stylist. Hoje, há, por exemplo, cortes em linhas retas e modelos sem lapela, para o blazer, ela conta. Já as calças aparecem em modelagem skinny e mais curtas, podendo até mesmo ser substituídas por pantacourt e shorts. “Um forma supercool de usar o terninho, trazendo despojamento para o look e levando a produção para o fim de semana, é combinando-o com tênis ou outros calçados esportivos, como a sandália tratorada”, explica. Para quem quer adotar a peça nos dias mais quentes, é preciso atenção, ainda, ao tecido: deve-se optar pelos mais leves e escolher cores claras, como off-white, nude e rosa. “A dica é procurar tecidos naturais, como a lã, o algodão e o linho. Ou tecidos mistos, com maior concentração de fios naturais”, afirma o personal stylist Rodrigo Cezário. O estilista Ricardo Almeida, da marca homônima, tem sido bastante requisitado entre mulheres recentemente. É dele o terninho off-white usado pela cantora Anitta na última semana para cantar o hino nacional durante o Grande Prêmio de Interlagos, de F1, em São Paulo. Giovanna EwAline Gonçalves
Produção do estilista Ricardo Almeida mostra possibilidade de combinar terninho com calçados despojados, que são a cara do verão
bank e Marina Ruy Barbosa são outras clientes. “Na nossa modelagem, optamos sempre por uma silhueta mais marcante, mais feminina”, comenta. “O mercado estava carente de produtos de qualidade para as mulheres, e o terninho é uma roupa que pode ser usada por mais tempo, tem tecido e acabamento melhores. No verão, o branco impera, mas há outras combinações, como xadrezes. Em 2018, creio que o investimento vai ser grande nas lojas”, reflete Almeida. A Bobstore é uma das que faz apostas para o próximo ano e
as apresentou no Minas Trend, em outubro. “Nessa nossa primeira coleção, prezamos por uma alfaiataria clássica, mas também contemporânea, porque tem sempre um detalhe, um acabamento moderno, como botões de pressão”, explica André Boffano, mineiro que assumiu a coordenação de estilo da marca neste ano, ao lado de Sam Santos. Ele também reforça que o look não precisa ser pensado apenas para trabalho. “Pode ser usado com um short, com uma camiseta, fica totalmente despojado: mostramos isso no nosso desfile. Se qui-
ser ir para uma festa, aí a aposta é no brilho e na textura. Quem não quer usar vestido longo, bordado, é uma boa pegada”, comenta. Bárbara é uma dessas. “Para festa, coloco o blazer só com uma lingerie por baixo, é uma ótima opção, porque eu não gosto de vestido”, diz. Como trabalha na área, ela também orienta quem quer adquirir a vestimenta. “Se for uma roupa sob medida, que não é barata, é melhor, claro. Pode-se optar por algo mais neutro, com um corte que não sai tanto de moda, porque vai durar muito tempo, exigindo
No Minas Trend, em outubro, Bobstore apresentou opções modernas, como o blazer usado sobre a pele e a calça pantacourt, informais
inclusive ajustes. Aliás, quem compra de pronta-entrega também precisa observar as medidas. A manga do blazer, por exemplo, deve ficar 1 cm acima do ossinho do pulso, se for usar com camisa, ou em cima do ossinho, se a ideia é usar com regata etc. A exceção são esses paletós gigantes, over-size, que eu particularmente não uso. A barra da calça deve estar mais ou menos na altura da metade do pé, nos casos de calça mais clássica”, observa. “Outra coisa que é crucial: passar bem o terno, porque fica com outra cara”, ensina.
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WEBER PÁDUA/DIVULGAÇÃO
Salão no Ouro Preto Combinação com short é sugestão da Ricardo Almeida para os dias quentes
A alfaiate mineira Bárbara Santiago é adepta do estilo e o usa até para festas
O esteticista e cabeleireiro Guto Meseira promoveu um coquetel para comemorar os três anos do Studio Guto Meseira Cabelo & Corpo, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. O espaço de 300 m² , informal e aconchegante, é todo dedicado à beleza feminina. São dez funcionários capacitados e treinados para oferecer diversos tipos de cortes e tratamentos, mas sempre atentos à individualidade e personalidade das clientes. Neste estúdio, Meseira inovou ao reservar um espaço exclusivo só para as noivas e as debutantes. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
ESTEVAM AVELLAR / TV GLOBO
As famosas estão usando INSTAGRAM/RERPDOUÇÃO
TV GLOBO/REPRODUÇÃO
AFP PHOTO / ANGELA WEISS
Ricardo Soares, da Royal Viagens, e Guto Meseira
Cedro lança coleção Inspirada pela variedade de estilos e identidades, a Cedro Têxtil lança “Nação”, uma coleção voltada para a beleza das pessoas comuns que usam jeans no dia a dia. O catálogo apresenta 13 produtos, 11 deles em super strech – um tecido ultra confortável e mais durável. O editorial também traz apostas da Cedro para 2018, entre elas peças em amarelo solar e laranja cenoura. ROBINSON BRABOSA/DIVULGAÇÃO
Atriz Giovanna Antonelli optou por calça cigarrete
Marina Ruy Barbosa usa blazer sobre a lingerie
Anitta juntou terninho claro e top para cantar o hino nacional no último domingo em São Paulo
Cara Delevingne optou por tecido com brilho e sem nada por baixo
Para todas as mulheres Se o terninho feminino pode circular em diferentes espaços, saindo dos escritórios e ganhando festas e happy hour, está claro que basta saber escolher o modelo certo para fazer bonito. “Para as mulheres plus size, o terninho com calça flare e com o blazer mais alongado é uma ótima opção. Para as baixinhas, o ideal é evitar as calças mais modernas com o comprimento midi, por exemplo pantacourt ou pescador. O blazer deve ter o comprimento tradicional, que é um pouco acima do quadril. Blazer muito alongado ou blazer muito curto vão achatar essa mulher”, ensina a personal stylist Juliana Brasil. Para quem tem um quadril largo, a calça flare e o blazer alongado também estão descartados. “Se os quadris são largos, o ideal é ajusAline Gonçalves
tar as proporções. Podem-se usar cores mais claras na parte superior, e outra dica é usar o modelo de blazer que tem ombros largos e corte reto”, comenta o também personal stylist Rodrigo Cezário. As de quadris pequenos, por outro lado, devem apostar nos modelos de blazer acinturados, ele diz. “Eles ajudam a marcar a região e dão proporção aos quadris. Para alongar o corpo, o blazer precisa ter um comprimento maior, passando do quadril. O modelo deve ser usado aberto, para não aumentar ainda mais os seios e não gerar um volume extra”, explica. Juliana também dá dicas para mulheres com ombro, peitoral e busto volumosos: evitar o blazer com ombreiras e lapelas. “Quanto mais clean e de modelagem seca ele for, melhor”, diz. CINTURA Para as mulheres que possuem a cintura pouco marcada, a suges-
tão são blazeres transpassados na cintura. “Ele vai criar a ilusão de uma cintura definida”, diz Juliana. “Aquela barriguinha que incomoda pode ser disfarçada com um blazer em formato no de A e com o corte reto. Já quem tem o corpo formato triângulo invertido pode apostar em modelos fluidos e desestruturados, isso vai desviar a atenção dos ombros largos”, completa Cézario. Também nunca é demais lembrar que cada ocasião pede uma combinação. Usar com lingerie, como já fez Marina Ruy Barbosa, ou sem nada, como adora Kim Kardashian, é para ambientes informais. “Para o trabalho, escolha sempre versões mais comportadas do terninho, mesmo que a modelagem seja moderna e atual”, comenta Juliana. “Nesse ambiente, o blazer fica perfeito com regatas e camisas de seda”, completa Cezário.
Tecidos mais confortáveis são tendência
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COMPRINHAS DE NATAL BAZAR HUDSON/DIVULGAÇÃO
UP SHOWROOM/DIVULGAÇÃO
especial de 6 Showroom Natal reúne ofertas
Hudson apresenta cerca 6 Bazar de 600 novidades nesta edição
Organizado por Heloisa Aline, Viviane Cota e Daisy Melo, o UP Showroom é um espaço de vendas diferenciado e reúne artesanato, moda, e decoração. Neste sábado (25), ocorre a edição de Natal, que traz produtos de moda como joias autorias e roupas usadas, além de objetos para a casa, incluindo toalhas de mesa, lençóis bordados e suculentas Onde Hotel Holiday In (r. Professor Moraes, 600, Funcionários) Quando Neste sábado (25), das 10h às 18h Quanto Entrada gratuita
Com descontos de até 80% em produtos importados que buscam facilitar o dia a dia dentro de casa, o Bazar Hudson chega a sua 52ª edição. Nos próximos dois fins de semana, o galpão da empresa recebe cerca de 600 novidades de produtos, entre eles fritadeiras elétricas e passadeiras a vapor, além dos utensílios diferentes Onde Hudson Imports (av. Niágara, 1.076, Jardim Canadá, Nova Lima) Quando Sáb., das 10h às 20h; dom., das 10h às 18h. Até 3/12. Quanto Entrada gratuita mediante doação de 1kg de alimento não-perecível ou de um livro em bom estado
LUÍZA MATHEUS/DIVULGAÇÃO
Central recebe 32ª 6 Mercado Feira de Cerâmica
No começo de dezembro, a tradicional Feira de Cerâmica de BH volta ao Mercado Central. Nesta edição, participam 36 ceramistas que apresentam trabalhos de diversas modalidades, estilos e técnicas. Uma novidade são as oficinas gratuitas para o público, além de apresentações musicais do grupo Oco durante a feira Onde Mercado Central (av. Augusto de Lima, 744, centro) Quando Qui. e sáb., das 9h às 18h; sex. e dom., das 9h às 13h. De 7/12 a 10/12 Quanto Entrada gratuita
MAKESHOOT/DIVULGAÇÃO
do Bolinho celebra o 6 Bazar Natal em sua 6ª edição
O tradicional Bazar do Bolinho, personagem icônico dos muros de BH, ganhou edição de Natal que será realizada em dezembro. O evento reúne produtos personalizados com o Bolinho,, como pijama, camiseta, mochila e cadernos. Durante o bazar, as crianças podem participar de atividades gratuitas, como confecção de cartões de Natal e pintura facial. Onde Museu das Minas e do Metal - MM Gerdau (praça da Liberdade, s/n°, Funcionários) Quando Dia 16 (sábado), das 11h30 às 16h30 Quanto Entrada gratuita
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
O fascinante mundo das formigas HÉLVIO
H
oje, no quintal de casa, quase atropel e i u m a
tanajura. – Uau! Elas voltaram! – disse com conhecimento de causa, afinal, de formigas entendo bem e há anos não via uma tanajura de verdade, com seu traseiro e ferrões avantajados, tão presente na minha infância. E me abaixei para vê-la direito, como uma preciosidade perdida no decorrer dos anos. Imediatamente recordei-me dos meus formigueiros particulares, em que eu alimentava centenas de insetos com folhas de roseiras, dentro de um vidro industrial de maionese. Lembro-me do jardineiro, seu Raimundo, que, ao descobrir um caminho de saúvas, logo providenciava veneno para matá-las na origem, antes que acabassem com o jardim. Era uma luta constante, pois, ao se exterminar um formigueiro, rapidamente aparecia outro. Alguns destes foram salvos por mim. Nem sei bem como descobri a possibilidade de criar formigas em vidros gigantescos que adquiria no Mercado Central. Ver de perto o funcionamento de um formigueiro era uma coisa tão fantástica que numa feira de
ciências, promovida na escola, fui a vencedora. Além do formigueiro, peguei emprestado com meu tio Angelo Machado, cientista, escritor, ecologista e o maior colecionador de libélulas do mundo, parte de seu “acervo” de insetos, incluindo borboletas, besouros grandes e estranhos e outros seres voadores ou rastejantes, provenientes de várias partes do planeta. Não tinha como não ser premiada, tamanha a riqueza de minha coleção e da inusitada criação de saúvas. Seu Raimundo era quem me ajudava na empreitada. Um senhor tranquilo, de voz mansa, que entendia tudo de formigas. E era com ele que eu saía à busca de formigueiros. Eu com meu vidro, e ele com a enxada. Ao localizarmos o morrinho típico de terra, às vezes “morrão”, dávamos início à retirada. Era necessário cavar mais de um metro para encontrar a rainha e seus ovos, fungos, operárias e todo o universo “formiguívero” do local. Claro, éramos picados, mas isso já fazia parte da programação. Uma vez entraram tantas na calça do seu Raimundo que ele só não ficou pelado na minha frente por questão de respeito. Lembro-me do homem pulando, dando tapas na calça surrada, apertando sob o jeans os bichos enfurecidos. Para quem não sabe, a tanajura é a provável futura rainha de um formigueiro. Digo provável porque, na
maioria das vezes, elas morrem antes, devoradas por pássaros ou algum inseto. Diria que mais de 90% das tanajuras não chegam a “se coroar”. E me pergunto: por que num formigueiro, com milhares de formigas, nascem poucas tanajuras? Simplesmente, porque já estavam predestinadas desde quando eram ovos. A elas foram reservados os melhores fungos para alimentá-las. Ao crescerem, criam asas e, na primavera, voam para se acasalar. Uma tanajura pode viver até 20 anos, enquanto o macho, após o acasalamento, mal dura um dia.
Depois, perdem suas asas, e as que sobrevivem cavam um buraco na terra, dando início a um formigueiro, onde será a rainha, botará seus ovos, originando filhas operárias, que se dividem em cortadeiras, soldadas, lixeiras e enfermeiras, além das formigas-macho, chamadas de “bitus” ou “aleluias” (cujos ovos não são tão cuidados). E aquelas especiais, criadas a “fungo de ló”, que se transformarão em tanajuras, reiniciando o ciclo. E eu, no meu vidro de maionese, observava tudo. Alimentava-as com folhas de roseiras e, em pouco tem-
po, via-as formar os diversos túneis e os locais que eu chamava de “salas”, onde armazenavam as folhas que se transformariam em fungos que, por sua vez, alimentariam a tropa. Lembro-me de que os fungos se pareciam com cinzas de cigarro, grudados uns aos outros. Aos machos era destinada pouca quantidade, e às futuras rainhas, uma maior e selecionada qualidade. Já para as cortadeiras, que trabalham dia e noite carregando em suas costas, proporcionalmente, mais que o dobro de seu peso, uma quantidade normal. Assim como as enfermeiras, que cuidam
dos ovos e dos casulos, ajudando a rainha a tratar dos filhotes. As soldadas, guardiãs dos formigueiros contra invasores, e as lixeiras, responsáveis pela limpeza, levando o lixo e formigas mortas para as galerias mais fundas, evitando doenças na comunidade. Uma sociedade cujo funcionamento é perfeito e fascinante, reinado por uma inteligência coletiva que não sei como explicar. Nem preciso dizer que eu as vigiava o tempo todo. A cada momento, um novo túnel, novas galerias, ovos que despontavam e larvas transparentes, chamadas “pupas”. E me encantava com tudo isso. Tanto que à noite levava o vidro para o meu quarto e, sob a luz do abajur, em vez de ler livros, via formigas. Adulta, penso no absurdo da coisa. Jamais repetiria a maldade de tirá-las do seu ambiente para colocá-las em um vidro vazio de maionese. Por outro lado, penso nas tantas formigas que salvei do veneno mortífero do seu Raimundo. Hoje, senti-me feliz por ter visto uma tanajura. Espero que faça parte das 10% que sobrevivem. Mas desejo, sinceramente, que ela fique beeeem longe do meu jardim! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WCaverna. Colunas Torres Gêmeas são um fenômeno raro no mundo
pampulha LUIZ CLAUDIO ALVARENGA/SELTUR/DIVULGAÇÃO
WNo topo. Mirante oferece uma belíssima vista e rampa de voo livre
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150 anos
Sete Lagoas completa um século e meio firmando-se como polo de negócios; gruta Rei do Mato e serra de Santa Helena são seus principais atrativos turísticos Páginas 4a 9
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
sala vip W Troféu Infinito premia os parceiros da Brocker Comoocorre tradicionalmente todos os anos, o receptivo Brocker Turismo, da Serra Gaúcha, premiou, em evento paralelo ao Festi-
val de Turismo de Gramado (Festuris), as operadoras que mais comercializaram seus produtos. Neste ano, a entrega da 12ª edição do Troféu In-
finito, no centro de eventos do Hotel Ritta Höppner, veio com novidades: a premiação doamigo-colaborador (Evandra Machado dos Santos) e
do amigo-parceiro (Gilberto Noel, da churrascaria Garfo e Bombacha), além da inclusão da categoria OTA, vencida pela Decolar.com. O tro-
féu foi entregue a dez operadoras, além dos destaques regionais – entre eles, a mineira Viagens Master, vencedora na categoria Sudeste. “Essas
dezoperadoras homenageadas são responsáveis por 70%do faturamentoda Brocker”, afirmou a diretora Any Brocker. FOTOS SANDRO SEEWALD/DIVULGAÇÃO
Na categoria por regiões, Daniel Dias recebeu pela Viagens Master o Troféu Sudeste
Renato Kido representou a Visual Turismo, em 1º lugar como maior vendedor da Brocker
Ary Xavier e a equipe Flytour Viagens foram os vice-campeões deste ano do Infinito
Matália Carolina representou a operadora Latam Travel, com honroso terceiro lugar
Marcelo Bento exibiu a força da Azul Viagens (4º lugar), com apenas sete anos de existência
Em 5º lugar, Daniele Meirelles mostrou que a FRT Operadora vem crescendo a passos largos
Danielle Torres e Marcos Bizzotto, com o 5º lugar para a Abreu: força também no nacional
Renata Maida, Mary Terra e Hugo Lagares, da MMT Gapnet, 7ª posição no ranking Infinito
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
Natal Luz (I)
Concerto inédito O 32º Natal Luz de Gramado apresenta, no próximo dia 2, às 19h30, um espetáculo inédito na programação, “O Grande Concerto de Natal” com a Orquestra Sinfônica de Gramado, sob a regência do maestro Linus Lerner. ORQUESTRA SINFÔNICA DE GRAMADO
turismo
Sete Lagoas
Onde a natureza é um convite à pura diversão Atrativos naturaisgarantem maior movimentoturístico na cidade, que integra oCircuitoTurístico dasGruta do Estadode Minas Gerais Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Natal Luz (II)
Para quem vai à Serra Gaúcha O repertório do concerto terá abertura com a ópera Guillaume Tell, de Rossini, o concerto para guzheng e orquestra “Arrependimento de um herói”, a Sinfônica Clássica de Prokofiev e obras de Händel, Vivaldi, Bach e Fauré, entre outros. Os ingressos custam R$ 60. CLEITON THIELE/SERRA PRESS
A cidade de Sete Lagoas, a apenas 73 km de Belo Horizonte, já traz seu apelo turístico no nome. Ao lado desses espelhos d’água, capitaneados pela lagoa Paulino, bem no meio do centro urbano, destaca-se a gruta Rei do Mato, considerada “viva” por seu contínuo processo de formação, devido à ação da água que corre em seu interior – inclusive, ela é responsável por inserir o destino no Circuito Turístico de Grutas do Estado de Minas Gerais. Sete Lagoas, que completou ontem 150 anos de fundação com uma extensa programação, do dia 1° até amanhã – hoje, haverá show da banda Tianastácia, no Parque Náutico da Lagoa Boa Vista, além da Virada Cultural 150 anos –, tem ainda, entre seus atrativos naturais, a serra Santa Helena, que atrai praticantes de voo livre de todo o país.
Turismo de negócios Jovem ainda, a cidade de Sete Lagoas tem se destacado no cenário econômico mineiro, firmando-se como a sétima economia do Estado, comenta o subsecretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Leonardo Teixeira Lobato. Segundo ele, operam lá 14 siderúrgicas, um fabricante de cerveja e uma montadora de caminhão, que, desde 2016, produz ainda ônibus e, a partir deste ano, tanques de guerra
(modelo Guarani) para o Exército brasileiro. Com isso, o turismo de negócio ganhou impulso nos últimos anos, apesar da queda enfrentada com a crise, principalmente neste primeiro semestre. Agora, contudo, as viagens a negócios estão sendo retomadas, adianta Leonardo Lobato, que vê a chegada da filial da Omni (que produz ampolas para remédios), com investimentos de R$ 100 milhões e inauguração na última quinta-feira, como mais um reforço na movimentação turística local. Para atender o visitante, a cidade oferece hoje cerca de 20 restaurantes, incluindo o do hotel Tulip Inn, e um total de 1.900 leitos. LUIZ CLAUDIO ALVARENGA/SELTUR/DI VULGAÇÃO
Em 1677, Fernão Dias Paes Leme encontrou, em um serrote das Sete Lagoas, um minério de singular beleza
A Catedral de Santo Antônio
Festas anuais ExpoSete. Com mais de 50 anos de história, a exposição de Sete Lagoas é realizada em agosto, com rodeios, campeonatos e shows de grandes artistas.
Virada Cultural. Essas 24 horas ininterruptas de espetáculos são realizadas em novembro, desde 2013. CerveGerais. Festival dedica-
do às cervejas artesanais estreou em julho de 2016. Oktobersete. De inspiração alemã, festival teve primeira edição em outubro de 2017. SELTUR/DIVULGAÇÃO
Apresentação de guarda de congo e moçambique na 31º Festival do Folclore de Sete Lagoas, ocorrido em agosto deste ano
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LUIZ CLÁUDIO ALVARENGA/SELTUR/DIVULGACÃO
Vista aérea da lagoa Paulino, no centro da cidade
Onde se hospedar A infraestrutura turística de Sete Lagoas oferece cerca de 20 restaurantes com excelência gastronômica e um total de 1.900 quartos de hotel
Vila Serrana. Diárias a partir de R$ 242 (single) em chalé com garagem privativa e teto de madeira. Diárias a partir de R$ 220 (single) em apartamento. Reservas: (31) 3776-4422. R. Paulo Frontin, 799, centro, hotelvilaserrana. com.br/site Tulip Inn Sete Lagoas. Diárias a partir de R$ 145. Av. Prefeito Alberto Moura, 21001, Jardim Arizona, em frente ao Shopping de Sete Lagoas. Reservas: (31)
3775-5350 ou reservas.tisetelagoas@goldentulip.com.br, ulipinnsetelagoas.com/pt-br San Diego Veredas. Diárias a partir de R$ 128 (standard single) e a partir de R$ 142 (standard duplo) com café da manhã, estacionamento, Wi-Fi e cortesia de massagem craniana. Av. Prefeito Alberto Moura, 21500, Eldorado. Reservas: (31) 3779-8300, www.nobilehoteis.com.br/hoteis/san-diegoveredas-sete-lagoas SELTUR/DIVULGAÇÃO
A ideia da criação de um espaço exclusivo para as manifestações culturais na cidade foi do Clube de Letras de Sete Lagoas
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turismo VALDECI OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Passeios
Memorial Zacarias
Casarão continuará abrigando o novo Memorial Zacarias
previsto para julho de 2018 Em Sete Lagoas, a natureza reina comoatrativo turístico, seguida de acervohistórico,que inclui a memória do filho ilustre:o ingênuotrapalhão Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Uma visita a Sete Lagoas, na região Central de Minas, que pode ser feita num bate e volta – a cidade está a uma hora e meia da capital –, pode ficar mais interessante se o viajante permanecer lá, pelo menos, por dois dias. Afinal, seus atrativos-âncora são a gruta Rei do Mato, a 1,6 m do centro, e a serra de Santa Helena, a 7 km, que podem ser casados com atrações vizinhas, como a gruta de Maquiné, em Cordisburgo, distante 50 km. No receptivo local, um tour para as grutas Rei do
Mato e Maquiné sai a R$ 480. Já um city tour (com acervo histórico) mais lagoas Paulino e Boa Vista, serra de Santa Helena e gruta Rei do Mato custa R$ 480. Ambos para três pessoas e com três horas de duração. Acidadetemboa ofertahoteleira (15 hotéis, um resort, cinco pousadase hotéis-fazenda e um flat), mas uma opção para descanso é o aluguel de sítios, que varia de R$ 1.000 a R$ 2.000. No réveillon, vai de R$ 2.500 a R$ 6.000.
Homenagem Na área urbana, o visitante encontra um acervo histórico que remonta ao início da
povoação, nos idos de 1820, a exemplo da catedral de Santo Antônio e dos museu Ferroviário e Histórico Municipal. Há também o Centro Cultural Nhhô-Quim Drummond, conhecido como Casarão, que abriga hoje, de forma rudimentar e escassa, as memórias do trapalhão Zacarias (nascido Mauro Faccio Gonçalves), morto em 1990. A boa notícia é que, a partir de julho, os visitantes vão poder visitar um memorial à altura do filho ilustre, o trapalhão ingênuo que encantou, no mínimo, cinco gerações que acompanharam suas estripulias e que, ainda hoje, emociona aqueles que o veem em reprises, ainda mais agora com a criação das cópias dos trapalhões. Segundo o subsecretário Municipal de Cultura e da Juventude, Alan Keller, foi publicado no “Diário Ofi-
Entre as sete lagoas da cidade estão Paulino, Boa Vista (onde fica o Parque Náutico), Cercadinho, da Catarina e José Felix
cial”, nesta semana, convênio firmado entre a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais e a Prefeitura de Sete Lagoas, que prevê a liberação de R$ 80 mil, mais R$ 40 mil de contrapartida do Executivo municipal, para a adequação do memorial no Casarão, com reforma e aquisição de modernos recursos museográficos. A previsão é que a obra seja iniciada em janeiro e concluída em julho de 2018, quando o acervo será ampliado com a doação de um fã e amigo pessoal de Zacarias, o paulista Carlos Dias.
Serviço Receptivo: Lourdinha Turismo Informações: (31) 99847-5754 / 3771-5141 ou 3771-1279 (plantão) WhatsApp (31) 98808-5141 Preços Roteiros turísticos: Os preços variam conforme a rota solicitada pelo visitante e o número de pessoas que farão os passeios Guia: R$ 200 por um dia
turismo
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JANICE DRUMOND/IEF/DIVULGAÇÃO.
Grutinha
Pinturas rupestres Antes de entrar na gruta, diversas pinturas rupestres podem ser vistas na entrada, na chamada “Grutinha”. Para observá-las, a guia – a unidade tem 11 condutores – leva lanterna e direciona a luz para mostrar as pinturas, feitas com sangue e gordura vegetal, algumas delas com algum desgaste natural do tempo.
Rei do Mato
A segunda mais visitada gruta de Minas Com 220 m de extensão e um desnívelde 30 m,caverna conta comquatrosalões imponentes e grandiososabertos à visitação
JANICE DRUMOND/IEF/DIVULGAÇÃO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Infraestrutura
Para receber os visitantes O receptivo da Gruta Rei do Mato é dotado de auditório, lojinha, bilheteria, lanchonete, banheiros, estacionamento (que é gratuito) e sala de exposições. Como fica em uma propriedade particular, a unidade de conservação abrange 141,36 ha, mas apenas 15,8 ha foram devidamente regularizados. JANICE DRUMOND/IEF/DIVULGAÇÃO
Rota Lund
Circuito turístico O Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato está inserido no projeto “Rota Peter Lund”, que abrange ainda o Museu de Ciências Naturais da PUC Minas, o Centro de Arqueologia Annette Laming Emperaire, o Parque Estadual do Sumidouro, a lagoa do Sumidouro e a gruta de Maquiné.
Maior cidade do Circuito Turístico das Grutas, Sete Lagoas, a 67 km de Belo Horizonte, tem a segunda caverna mais visitada de Minas Gerais, atrás apenas da de Maquiné. A gruta do Rei do Mato fica localizada às margens da BR–040, no Monumento Natural Estadual Gruta rei do Mato, unidade de conservação de proteção integral criada em 2009 para proteger o sítio arqueológico, os ecossistemas cársticos e a fauna e a flora locais. Mas a quantidade de visitantes ainda é pequena, reclama Maria Honorina Pereira Rocha, gestora da unidade de conservação, sob os cuidados do Instituto Estadual de Florestas (IEF). “Temos capacidade de receber 300 pessoas por dia, mas nos meses de pico, junho e julho, cerca de 50 a 60 pessoas por dia visitam a gruta”, afirma. Maria Honorina credita o número baixo de visitantes – uma média de 2.000 pessoas por ano – à falta de divulgação e de sinalização turística. “Tem placas sinalizando a gruta de Maquiné desde Belo Horizonte, mas não tem da Rei do Mato. Como a Maquiné fica 50 km depois de nossa gruta, o turista passa de carro aqui na porta e não para, porque não tem conhecimento,
falta sinalização”, explica. A Sociedade Brasileira de Espeleologia considera a gruta Rei do Mato uma das 50 maiores de Minas Gerais. São 998 m de extensão, mas apenas 220 m são acessíveis por meio de passarelas com corrimão, guarda-corpo e escadarias, podendo o visitante descer até uma profundidade de até 30 m. São imensas galerias que impressionam os visitantes por causas das maravilhosas formações de estalactites e estalagmites. Trata-se de uma gruta “viva”, ainda em processo de formação geológica, devido à ação da água. Em quatro dos salões, há pinturas rupestres datadas de até 8.000 anos. A temperatura lá dentro
A gruta Rei do Mato foi aberta à visitação em 1988; são necessários 30 anos para formar 1 cm³ de estalactite ou estalagmite JANICE DRUMOND/IEF/DIVULGAÇÃO
GILSON BRUNO/DIVULGAÇÃO
Luzes de LED ajudam a iluminar os quatro salões da gruta Rei do Mato
é menor que a externa, mas não é necessário roupa de frio.
Raridade A infraestrutura da gruta é boa, com lâmpadas frias de LED instaladas no interior para preservar as formações raras. São quatrosalões com pinturas rupestres, espeleotemas e formações de estalagmites e estalactites. No quarto salão, o das Raridades, estão duas colunas paralelas chamadas de “Torres Gêmeas”. Elas possuem 12 m de altura e 25 cm de circunferência. Segundo Maria Honorina, são únicas no mundo, só existindo outra similar em Altamira, na Espanha, com a diferença de que não é tão extensa e não colou no teto.
Torres Gêmeas: duas colunas paralelas cilíndricas e harmônicas, uma raridade
Como chegar De carro: pela BR–040, a gruta fica no KM 472, bairro Universitário. De ônibus: chegando na rodoviária de Sete Lagoas, pegue o ônibus sentido Fazenda Velha. Outra alternati-
va é pegar o ônibus de placa Universitário. Visitação: diariamente, das 9h às 16h. Ingressos a R$ 15 (inteira) e R$ 7,50 (meia para idosos e estudantes). Criança até 5 anos não paga.
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turismo FOTOS LUIZ CLÁUDIO ALVARENGA/SELTUR/DIVULGAÇÃO
História
A cidade em um museu O Museu Histórico Municipal, localizado na chamada Fazenda das Sete Lagoas, em frente à praça Santo Antônio, 100, no centro, é uma construção do século XVIII. Possui acervo com fotos antigas, peças ligadas aos escravos e objetos de personagens ilustres da região, além de documentos da fundação da cidade. Próximo à catedral e ao casarão, o espaço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h30. A entrada é gratuita.
Na cidade
Lagoa é ainda principal cartão-postal Além da gruta Rei do Mato, cidade temmuseus quenarram suahistória e espaçospúblicos movimentados Da Redação Se a gruta do Rei do Mato é uma atração à parte para os visitantes, especialmente os interessados em história e belezas naturais, Sete Lagoas reservatambématrativos noperímetro urbano. A visita pode começar pelo cartão-postal da cidade, a lagoa Paulino, localizada no centro, onde acontece o encontro entre turistas e locais. No centro da lagoa, destacase a fonte iluminada. Menos badalada, a Boa Vista é a segunda lagoa mais visitada do município. Tem umapista dupla em seu entorno com 1.630 m e uma boa estrutura para os esportistas
– pistas de patinação, bicicross e skate e dois campos de futebol. Nas manhãs de domingo, acontece, próximo à orla, a tradicional Feira da Boa Vista, das 6h às 12h. São 220 feirantes ofertando artesanato e hortifrutigranjeiros e uma movimentada praça de alimentação. Outra opção é a Feirinha do Centro, às sextas-feiras e sábados, das 18h às 23h.
Museu Quem quiser descobrir um pouco da história da cidade deve visitar a antiga estação ferroviária, hoje transformada no Museu do Ferroviário, na praça Antônio
Gratuito, o Museu Ferroviário funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 15h
Olinto, no centro, que preserva, através de seu acervo, parte significativa da memória do município. Fotografias, uniformes, quepes, relógio de ponto e um grande número de ferramentas, além, é claro, das locomotivas números 7 e 1015, fazem parte do acervo da ferroviária datada de 1896. Como várias cidades de Minas, a igreja matriz é um
dos destaques arquitetônicos de Sete Lagoas. Em 1755, já havia uma capela no local, mas uma nova igreja foi construída em seu lugar e concluída em 1886. Ao longo do século XX, a igreja passou por transformações internas, mas ainda preserva a fachada em arquitetura colonial – duas torres com sinos, traços em linha reta e colunas de madeiraemazul-escuro, contrastan-
do com as paredes brancas. Outro lugar de interesse turístico, o Casarão (praça Tiradentes, 257, aberto de segunda à sexta, de 8h às 17h), foi rebatizado em 1991 como Centro Cultural Nhô-Quim Drummond. No fundo, um anfiteatro presta homenagemao ilustre da cidade, Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias, do programa “Os Trapalhões”.
turismo
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SELTUR/DIVULGAÇÃO
Para o exterior
Ecoturismo
Colônia de férias
Proteção para a cidade Subir a serra de Santa Helenajá virou umritual para os moradores, os turistase os praticantes devoo livre Da Redação Distante 7 km do centro de Sete Lagoas, a serra de Santa Helena é uma formação calcária de quase 1.100 m de altitude, que proporciona a mais bela vista da cidade e da região, descortinando no horizonte as áreas limitadas entre as serras do Curral e da Piedade. Nos finais de semana, aventureiros sobem a serra para saltos de voo livre da rampa. No topo, o turista também pode visitar a igrejinha de Santa Helena, acessar o cruzeiro e desfrutar do Parque da Cascata. Temporariamente fe-
chado, o Parque da Cascata é uma área de 295 hectares com uma ótima estrutura de lazer, acessado por trilhas. Cerca de 40 hectares são de mata nativa, onde se preservam várias espécies de fauna e flora locais. Duas trilhas podem ser percorridas, uma que circunda uma represa com 450 m com praia artificial e outra que leva a uma cascata de 35 m de altura com mirante.
Capela e cruzeiro Uma boa surpresa para quem chega pela primeira vez à serra é a singela capela de Santa Helena. A cons-
Capela de Santa Helena
trução de 1852 encanta com seus traços coloniais – frontão triangular e três pontas de verga abatida na fachada. No primeiro fim de semana de maio, há uma festa em devoção à santa, com a participação de guardas de congado da região. Próximo à capela, um cruzeiro retrata a fé do povo setelagoano. Pela vista, o local também é boa opção para aqueles que quiserem fazer um piquenique nos dias de sol.
Embora o dia de santa Helena seja 18 de agosto, em Sete Lagoas a festa dedicada a ela ocorre em maio, sendo uma das principais manifestações religiosas, populares e folclóricas da cidade. No alto da serra, o Sky Sete oferece aulas de parapente, enquanto receptivos locais, como Lourdinha Turismo (lourdinhaturismo. com), recomendam combinar a serra de Santa Helena com a gruta Rei do Mato.
Além das sete lagoas que oficializam o nome da cidade, o município possui outras, menores, nos arredores
A CVC lançou o programa de Colônia de Férias para jovens de 12 a 17 anos que querem viajar em janeiro, combinando vivência internacional, aulas de inglês e atividades de lazer em Toronto, Vancouver e Londres. As viagens têm duração de três ou quatro semanas, e incluem aéreo, hospedagens com refeições, curso de inglês, atividades, passeios, assistência médica e guia. O programa custa, em média, 12 parcelas de R$ 1.322. Consulte sua loja CVC mais próxima de você. CANADIANTOURISMCOMISSION/DIVULGAÇÃO
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turismo ILHA MILITO/DIVULGAÇÃO
Gastronomia
Do galopé à
A Ilha Espeteria e os pedalinhos em primeiro plano
Onde comer
culinária sofisticada
Eufrasio Gourmet. Rua Gov. Milton Campos, 145, centro. Especializado em comida japonesa e gourmet. R$ 42 o quilo. Experimente a bacalhoada a R$ 110.
Ilha do Militoreabre comespeteria apósquatros anos fechada; os empresáriosinvestem em pratos gourmet e tradicional,sem riscos
Espeteria A Ilha. Ilha do Milito, na lagoa Paulino. No cardápio, espetos variados, com preços entre R$ 7 e R$ 18, pratos executivos, de R$ 24 a R$ 46, e à la carte entre R$ 56 e R$ 130.
Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Criada na lagoa Paulino na década de 40, a artificial ilha do Milito, que foi, por muito anos, um point sete-lagoano, voltou a bombar na cidade. Há pouco mais de dois meses, o local ganhou, em substituição à rústica cabana desativada há quatro anos, o bar A Ilha Espeteria, que funciona em um amplo prédio de alvenaria, dividido em três ambientes. Ao contrário do antigo barzinho, que, segundo o historiador Dalton Andrade, praticava preços populares, atraindo todos os
moradores, o A Ilha Espeteria é voltado para um público disposto a consumir comidas mais elaboradas e cervejas artesanais. E, claro, pagar mais por isso. Com um espaço agradável, principalmente para um fim de dia de verão, A Ilha Espeteria ainda conta com um playground (que custa R$ 10 por cada criança) e opera pedalinhos (que saem a R$ 15 por meia hora e R$ 25, por uma hora). O proprietário de A Ilha Espeteria é o empresário Henrique Saraiva de Araújo, que também tem outras duas casas na cidade: o restaurante Iceberg e a chope-
ria Vulcano, um ao lado do outro, de frente para a lagoa Paulino. O primeiro se caracteriza pela culinária mais
Prato da culinária nordestina que leva carne de galo e pé de porco é popular em Sete Lagoas
elaborada e pelos petiscos. O segundo é uma choperia.
Gourmet No quesito gastronomia, duas unanimidades na cidade são o Eufrasio Gourmet, na avenida Governador Milton Campos, e o Restaurante do Lago, localizado dentro do Lago Palace Hotel. O nome Eufrasio é uma homenagem ao marido falecido da proprietária, Graciana Andrade. Por muitos anos, o casal acalentou o sonho de adquirir uma casa dos anos 40 para abrir restaurante de culinária mais
sofisticada. Até então, eles comandavam o Fogão de Minas, que serve a comida mineira a quilo. Na cidade, por sinal, é comum os proprietários de restaurantes manterem um restaurante mais popular e investirem também em uma culinária mais elaborada. É o caso do empresário Carlos Eduardo Vieira, que, além do restaurante a quilo Vó Déia, abriu a Fiorenza Pizzaria, que hoje serve pizza, massas e carnes em um ambiente tradicional de cantina, à beira da lagoa Paulino.
Fiorenza Pizzaria. Av. Getúlio Vargas, 411, centro. Pizzas, massas e carnes. Deguste a pizza sem defeito. Preço entre R$ 18 e R$ 155. Fogão de Minas. Rua Dr. Pedro Luiz, 324, centro. Especializado em comida mineira. A dica é o galopé. R$ 32,90 o quilo. Iceberg. Av. Getúlio Vargas, 289, centro. Ambiente descolado, moderno. Bom para um happy hour, saboreando deliciosos petiscos com vista para a lagoa. Experimente a tradicional parmegiana ao preço de R$ 54. Preços entre R$ 45 e R$ 80.
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Belo Horizonte
W Prévia. Volkswagen revela o Virtus, versão sedã do novo Polo. Páginas 16 e 17
SALÃO DUAS RODAS/DIVULGAÇÃO
W Avaliação. Nissan Kicks SL atrai pelo conforto e pela tecnologia. Páginas 22 e 23 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 25/11/2017
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Para todos Salão Duas Rodas garantiu diversão de adultos e crianças em São Paulo. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Em busca da energia São de saltar aos olhos as modificações que o automóvel de passeio sofreu em sua aparência neste pouco mais de um século de existência. Mas, certamente, muito maiores e importantes foram as modificações técni-
cas pelas quais ele passou nesse período. Dos carros a magneto acionado por manivelas ao que hoje o usuário tem à disposição – um verdadeiro mar de tecnologia – há uma enorme distância de conforto e eficiência. Há
uma série de exemplos, mas vamos focar apenas uma das mais recentes modificações, embora já tenha deixado de ser novidade há muito tempo. Nos referimos a um item que costumeiramente não tem atribuída a atenção que
merece, embora seja essencial ao funcionamento de todo e qualquer veículo: a quase sempre esquecida bateria. Não faz muito tempo, até com certo exagero, podia-se dizer que um simples olhar era o suficiente para que ela descarregasse. Esquecer os faróis acessos ou o rádio ligado era fatal. Só uma recarga na bateriaparafazer o motorvoltar a funcionar. Hoje os sistemas eletrônicos poupam a energia, e as reservas são cadavez menosexigidas.A principal diferença em relação à bateria de uns anos para cá foi a quase total dispensa de manutenção, como aquela sempre irritante verificação do nível de água. Hoje selada, a bateria tem, em média, vida útil de até cinco anos. O que não foi possível modificar ainda é seu tamanho e o consequente espaço por ela ocupado. Esse é um dos motivos pelos quais os automóveis elétricos, que nada poluem, ainda não foram desenvolvidos em sua plenitude de utilização. Os híbridos
em oferta no mercado são caros, geram pouca potência e têm restrições que prejudicam sua produção em escala comercial. O espaço ocupado pela bateria é um exemplo. A história do carro elétrico tem testemunhado uma série de avanços tecnológicos no setor, que levaram à substituição das baterias com tanques, que continham substâncias para produzir energia, por outras que pudessem cobrir, de forma autônoma, distâncias cada vez maiores. Em termos de eficiência energética, os veículos elétricos garantem um percentual mais elevado em relação aos motores comuns de combustão interna. A grande vantagem dos carros elétricos é que geram zero em emissões. Aliás, esse tipo de veículo não produz emissões nocivas como os carros tradicionais. Contudo, mesmo sendo elétricos, não podemos dizer que esses veículos têm zero impacto ambiental. O impacto ecológico desses veículos depende das baterias. Seu
descarte pode causar danos ao meio ambiente. Felizmente, as baterias podem ser recicladas. Baterias usadas podem ser recuperadas quase que completamente, e a capacidade de carga que pode ser conseguida nesse caso chega aos 80% de seu valor inicial. A grande vantagem desse tipo de veículo é seu baixo nível de ruído e o fato de que não produz nenhum gás nocivo, algo normalmente emitido pelos motores a combustão. O ponto fraco é que esse tipo de veículo possui autonomia bastante limitada entre uma carga e outra da bateria. Com o avanço da tecnologia e das pesquisas feitas nesse setor, novos tipos de baterias recarregáveis têm permitido um aumento na duração da autonomia energética e da vida útil da própria bateria, sem falar do tempo de carga, que tem diminuído. Todos os caminhos apontam, mesmo, para um futuro elétrico para nossos carros.
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super motor
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A nova bola da vez da Volks Marca alemã faz avant-première do Virtus; versão sedã do Polo será produzidano Brasil e chega ao mercadono fim de janeiro de2018 Raimundo Couto De São Paulo
A Volkswagen apresentou na última semana, em São Paulo, o Virtus, a versão sedã do novo Polo que estará nas ruas no começo do mês de fevereiro. Linhas modernas, ótimo pacote de tecnologia associada à conectividade, bom espaço interno e amplo porta-malas são destaques no mais novo carro da marca no Brasil. O Virtus não foi feito à
imagem e semelhança de seu irmão. Apesar de compartilhar conjunto mecânico e componentes, ele é 42,5 cm mais comprido. A parte da frente remete ao visual visto no Polo, sobretudo pelos faróis, grade e desenho do capô. A traseira, mesmo com personalidade própria, faz lembrar as linhas do Audi A3 sedã, primo rico produzido em São José dos Pinhais (PR). Destaque para o portamalas com 521 L de capaci-
dade, maior que o do VW Jetta, por exemplo, modelo imediatamente acima do Virtus e que está prestes a ser remodelado. A Volks confirmou que o Virtus não terá, assim como no Polo, versão com motor 1.0 aspirado. O conjunto mecânico será o mesmo do Polo com duas opções de motor: o 1.0 TSI, de 128 cv e 20,4 kgfm de torque, e o 1.6 MSI, com 117 cv e 16,5 kgfm de torque. A versão com motor TSI sempre virá acompanhada do câmbio automático Tiptronic de seis marchas. Segundo a fabricante, equipado com este bloco, o Virtus vai de 0 a 100 km/h em 9,9 s e chega à velocidade máxima de 194 km/h.
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O jornalista viajou a convite da Volkswagen
super motor
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FOTOS VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Virtus é o 2º lançamento da Volks de 20 previstos
Virtus se destaca pelo conforto, tecnologia e bom espaço interno
Preço deve começar em R$ 60 mil Baseando-se no preço público das versões do Polo, o Virtus de entrada deverá partir de algo próximo aos R$ 60 mil, chegando a R$ 80 mil para a versão top de linha (Highline). Outras duas opções de acabamento serão oferecidas, a MSI e a Comfortline. Apesar de antecipar a revelação do carro, os preços do novo sedã da Volks não foram divulgados. A montadora alemã promete surpresas quanto ao valor cobrado pelo carro. “O Virtus é um carro brasileiro, feito para agradar os clientes da região. No início do ano, vamos surpreender com o preço, umbom custo-benefício”, garantiu Thomas Owsianski, vice-presidente de vendas e marketing da Volkswagen. (RC)
Desenho da traseira e das lanternas do novo modelo lembram de longe a do Audi A3 sedã
Depois do Polo, o Virtus é o segundo produto lançado dentro do plano da VW de retomar a liderança de mercado no Brasil, hoje com a General Motors. A montadora alemã anunciou que pretende produzir 20 novos produtos até 2020, dos quais 13 serão feitos no país. Além do Polo e do Virtus, fazem parte da renovação do porfólio da marca no Brasil o SUV T-Cross, que será feito no Brasil e chega ao mercado no segundo semestre de 2018, e, ainda, uma picape maior que a Saveiro e menor que a Amarok, ainda sem data definida. Outra prova de que a Volkswagen viverá um profundo período de mudanças em nosso mercado é o al-
to investimento que está sendo feito pela matriz aqui no Brasil. A planta de São Bernardo do Campo (SP), por exemplo, receberá um aporte de R$ 2,6 bilhões somente para produzir o Polo, e, agora, o Virtus. Na vizinha Argentina, também anunciaram aportes financeiros para produção de um novo SUV, que será exportado para toda a América do Sul. Durante a apresentação estática do Virtus, em São Paulo, a marca alemã confirmou para o ano que vem outras novidades, entre elas a reestilização do hatch Golf, além da chegada ao Brasil da versão híbrida (Golf GTE) e elétrica (e-Golf). (RC)
Mais do Virtus Segurança. Tal como o Polo, o Virtus trará de série quatro airbags. Quando equipado com motor 1.0 TSI, virá também com controle eletrônico de tração e de estabilidade, além de assistente de partida em rampa, bloqueio eletrônico do diferencial e monitoramento da pressão dos pneus. Tecnologia. Assim como o irmão, o sedã também traz como item opcional o painel de instrumentos 100% digital e o sistema multimídia Discover Media com tela sensível ao toque de oito polegadas, além de três entradas USB. O sistema é compatível com MirrorLink, Apple CarPlay e Android Auto.
Versão top de linha do sedã Virtus poderá ser equipada com painel de instrumentos digital
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super motor
Motor Show
Diversidade em alta no mercado de motos No Salão Duas Rodas, em SãoPaulo, marcas apostam na segmentação comoarma para atrairnovos consumidores Eduardo Rocha Auto Press
Nem faz tantos anos, o mercado brasileiro vivia basicamente de motocicletas touring, street – hoje chamadas de naked – trail e sport. A não ser pela volta dos scooters e pelo surgimento dos modelos clássicos – ironicamente, o único nicho realmente novo –, diversos outros segmentos foram criados a partir da mistura desses grandes gêneros. E é nessa pulveriza-
ção que as montadoras tentam encontrar a senha para ter acesso ao consumidor. E o Salão Duas Rodas mostrou bem essa diversidade. As novidades apareceram em praticamente todos os subnichos existentes e imagináveis. E criaram situações incomuns. Os modelos da Harley-Davidson, por exemplo, aparecem esbanjando tecnologia, com sistemas multimídia, luzes de LED e motores modernos. Enquanto isso, a BMW reforça a aposta no segmento de
motos pequenas com a G 310 GS. O mesmo fez a Yamaha, que mostrou a nova Fazer 250 e uma nova versão da ainda recente Crosser 150. As veteraníssimas motocicletas da Royal Enfield apareceram com autoridade no segmento de clássicas, onde também se fizeram presentes a Kawasaki Z900 e a Triumph Bonneville T100 Black. Já Ducati e Suzuki deram destaque para modelos mais esportivos, a primeira com a Monster 797 e a SuperSport S. A segunda com a supertecnológica GSXR1000R. A Honda, que tinha o maior estande da feira, também tratou de apresentar a nova geração da superesportiva CBR 1000 RR Fireblade, com 192 cv e 196 kg. EDUARDO ROCHA/CZN
O que mais chamou a atenção, no entanto, foi um outro modelo da Honda, que era quase indefinível e que virá importado da Itália. Tratase da X-ADV, sendo que ADV seria uma referência a Adventure e a Advantage, pois trata-se de um modelo com aptidões off-road em um conceito de motocicleta bastante arrojado. A X-ADV traz câmbio automático de dupla embreagem e corpo de big scooter, embora tenha transmissão final por corrente. A maior fabricante de motocicletas do planeta trouxe, ainda, para o Salão Duas Rodas, a nova geração da touring GL 1800 Gold Wing, com um motor seis cilindros boxer e toda tecnologia disponível na marca, inclusive Apple CarPlay. EDUARDO ROCHA/CZN
Harley-Davidson
Triumph
Street Bob. A marca americana foi umas das que apresentou mais novidades no Salão, entre as quais novas gerações de modelos como Street Bob, DeLuxe, Softail Slim, Fat Boy, Fat Bob, Breakout e Heritage Classic, que passam a dispor, dependendo da versão, dos motores 107 e 114 – 1753 cc e 1.868 cc. Outra novidade da marca é a linha Road Glide, com três modelos: Special, Ultra e CVO.
Tiger 800. A marca britânica exibiu a nova geração de sua campeã de vendas, mostrada pela primeira no Salão de Milão, no início do mês. O modelo, que vai chegar em meados de 2018, apareceu em três versões: XRx low, XRT e a top XCa. O motor de 800 cc e três cilindros agora gera 95 cv. O chassi também recebeu melhorias e há agora um novo modo de pilotagem, para alta performance no off-road.
super motor
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EDUARDO ROCHA/CZN EDUARDO ROCHA/CZN
Royal Enfield Redditch. A marca indiana reservou a apresentação da série Redditch, da linha intermediária Classic 500, por R$ 20,9 mil – a marca tem ainda as linhas Bullet 500, de entrada, e Continental GT, de topo, com propulsor monocilíndrico de 500 cc, de 27,2 cv. ROYAL ENFIELD/DIVULGAÇÃO
Indian Linha Black. A rival da Harley-Davidson manteve um certo comedimento nas novidades. A maior aposta são as versões Dark Horse para os modelos Chief, Chieftain e a Scout Bobber, que também segue a linha de poucos cromados e pintura em preto fosco.
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BMW Motorrad G 310 GS. A marca alemã apresentou a versão aventureira de sua motocicleta de média cilindrada, a G 310 GS. O modelo será produzido em Manaus e deve ser lançado apenas em meados de 2018, por um valor aproximado de R$ 25 mil. EDUARDO ROCHA/CZN
Yamaha Superesportiva CBR 1000 RR Fireblade adotou sistemas eletrônicos de controle dinâmico; agora, ela tem 192 cv
YS Fazer 250. A Yamaha mostou novidades com a missão de fazer volume de vendas. A principal é a nova geração da YS Fazer 250, mas também chamou a atenção a nova Crosser 150 Z, mais voltada para o uso no off-road.
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
super motor FOTOS CONTINENTAL PNEUS/DIVULGAÇÃO
Recall
Ações para veículos Renault A Renault anunciou campanhas de recall: duas delas, para o Kwid, ocorrem devido a possíveis falhas no tubo de combustível e no sistema de freios. A outra ação, motivada por um possível problema na direção hidráulica, envolve os veículos Sandero, Logan, Duster e Oroch. Informações pelo 0800 055 5615 ou pelo www.renault.com.br.
Mercado
Vida útil mais longa Continental lança a segunda geraçãodo pneu PowerContact 2 coma promessa de durabilidade 20% maior quea dosconcorrentes Raimundo Couto
Arte na Recreio
De São Paulo
Polo customizado por Marcelo Blade
A Continental acaba de lançar no Brasil a nova geração do modelo de pneu mais vendido da marca alemã no país, o PowerContact. Produzido na fábrica da Continental em Camaçari, na Bahia, o PowerContact 2, segundo a fabricante, oferece uma quilometragem superior a 20% em relação aos pneus de marcas concorrentes. O novo modelo conta com a evolução da tecnologia EcoPlus+, em
Neste sábado (25), o evento Black Weekend Fora de Série da concessionária Recreio, em BH, vai contar com a presença do alfaiate mineiro Marcelo Blade, que dá asas à criatividade com suas intervenções artísticas. Com seu estilo vanguardista, ele vai customizar uma unidade do novo Polo durante o evento.
que compostos de sílica de última geração combinamse com polímeros de cadeias curtas contribuindo para a absorção eficiente de energia e aumentando a aderência do pneu ao solo. O resultado final é uma maior eficiência na frenagem, tanto em piso seco quanto molhado. Já os polímeros de cadeias longas reduzem a temperatura do pneu, que passa a absorver menos energia em forma de calor, rodando, assim, mais frio. “O PowerContact 2 é o modelo ideal para o moto-
Modelo de pneu vem com tecnologia antirruído e indicador de desempenho em piso molhado rista que busca um pneu com alto nível de quilometragem e robustez, mas que também não abre mão da segurança e do conforto”, analisa Elias Nogueira, supervisor de desenvolvimento de produto da Continental. Cobrindo dos aros 13 ao 16, o novo pneu estará nas lojas a partir de dezembro com 14 opções de medida.
W O jornalista viajou a convite da Continental Pneus
Banda de rodagem tem maior área em contato com o solo
21 W
O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
super motor FOTOS IGOR VEIGA
Avaliação
Recheado de exclusividades Versão top de linha do Nissan Kicks entraforte na disputapela preferênciade comprano segmento dos SUVs compactos;modelo foi nacionalizadoem julho Igor Veiga Fabricado no Brasil desde julho, o Nissan Kicks nacional ficou mais caro, contudo, ficou mais bem-equipado. Antes importado do México, o preço do SUV partia de R$ 68 mil e chegava a R$ 93 mil, na versão top de linha. Agora, o Kicks nacional parte de R$ 71.990, na versão S, com câmbio manual, e chega a R$ 95.990 na versão 1.6 CVT SL, a que o Super
Motor testou. Para se destacar no concorrido segmento dos SUVs compactos, a versão mais cara do modelo da Nissan traz muita tecnologia exclusiva na categoria. Destaque para a câmera de ré com visão 360° e os controles inteligentes do chassi e de estabilização da carroceria, que garantem um conforto acima de média para o segmento. Chama atenção também o controle inteligente do freio-motor do câmbio automático, que poupa o moto-
Ficha técnica Motor. 1.6 flex 16V, quatro cilindros em linha
Modelo lançado durante as Olimpíadas de 2016 no Brasil chama atenção pelo visual ousado Potência. 114 cv a 5.600 rpm Torque. 15,5 kgfm Peso. 1.142 kg Dimensões. Com 4,30 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,59 m de altura e 2,61 m de distância entre-eixos.
rista de ter que pisar no freio toda hora numa descida longa por exemplo. Apesar de não ser mais uma novidade, o visual do SUV ainda atrai olhares por onde passa. Na versão SL, o Kicks vem com maçanetas cromadas, e o teto pode vir com cor diferente do resto
do carro. Por dentro, o acabamento do Kicks SL é bemresolvido. Nada de requinte, mas tudo no capricho. O plástico rígido predomina, mas é agradável aos olhos e ao toque. A versão vem de série com o bom sistema multimídia da Nissan, com tela touch screen e conecti-
vidade aos sistemas CarPlay e Android Auto. O espaço interno é ok, não deve nada aos principais SUVs concorrentes. O porta-malas, com 432 L de capacidade, é grande o suficiente para garantir a viagem da família sem deixar nada de fora.
super motor Desempenho agrada e consumo tem boa média
Com a câmera de ré com visão 360º fica muito mais fácil e seguro manobrar o carro em qualquer espaço
O Kicks vem equipado com motor flex 1.6 16V, que tem desempenho honesto. Responde satisfatoriamente às pisadas no acelerador e trabalha em sintonia com o câmbio automático CVT com função Sport e de marcha reduzida. Na prática, o SUV japonês mostrou mais destreza na pista do que o EcoSport 1.5, com motor de três cilindros, por exemplo. O motor da Nissan rende até 114 cv de potência, com etanol ou gasolina, e tem
um torque de 15,5 kgfm, força suficiente para deslocar o modelo com segurança na cidade ou na estrada. O consumo também ficou dentro da média. Com etanol e rodando mais na cidade do que na estrada, o Kicks SL fez 8 km/L. A versão mais cara do Nissan Kicks atrai também pelo bom nível de segurança. Além de seis airbags, o carro vem com controle eletrônico de tração e de estabilidade, fora os obrigatórios freios ABS. (IV)
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 25 de novembro de 2017
Vai bater
Alerta de colisão é item opcional A versão SL do Nissan Kicks traz poucos opcionais. Entre eles, destaque para o alerta de colisão com assistente inteligente de frenagem. Feito para evitar acidentes, o sistema dá um aviso sonoro e luminoso ao motorista caso o carro se aproxime demais do veículo à frente, e ele não esteja pisando no freio.
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 25 de novembro de 2017
Belo Horizonte