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PARQUES DA DISNEY TRAZEM NOVIDADES E SÃO OPÇÃO PARA TODAS AS IDADES ... Caderno de Turismo. Páginas 1 a 8
PARCERIAS COM GRIFES DE RENOME DEIXA O TÊNIS COM STATUS DE LUXO ...Páginas 27 e 28
QUARTA EDIÇÃO DO MECAINHOTIM PROGRAMA SHOWS E EXIBIÇÃO DE FILMES ... Página 19
FORD MUSTANG: ALTA PERFORMANCE, TECNOLOGIA E PRAZER DE DIRIGIR ... Páginas 12 e 13
23 a 29 de junho de 2018 ANO XXVII número 1456 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE BALL FOR ALL/DIVULGAÇÃO
Símbolo de esperança e aceitação, a Ball for All, uma iniciativa inglesa, está à venda pelo site ballforall.co; Todo valor arrecadado será doado para causas LGBTs
COPA PARA TODOS “Sinto que qualquer assunto, fora o futebol, já nasce morto”. Na contracorrente da frase do mestre Nelson Rodrigues, Copa do Mundo tem servido de pretexto para debates sobre a LGBTfobia, o sexismo e o racismo
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de junho de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA “Escuta, senão eu me retiro. Eu não sou demagogo. Eu quero governar o Brasil para restaurar a autoridade dessa baderna que está acontecendo no nosso país. Quero consertar o Brasil restaurando a autoridade”
Editorial
Versos áureos
Presidenciável Ciro Gomes (PDT) antes de se retirar sob vaias após discussão com prefeitos, no 35° Congresso da Associação Mineira de Municípios, na última terça-feira (19). Situação aconteceu um dia após o pré-candidato se envolver em outra polêmica: em entrevista à rádio “Jovem Pan”, Ciro chamou o vereador paulista Fernando Holiday, do DEM, de “capitãozinho do mato”. Holiday classificou a fala do pedestista como racista e afirmou que vai processar o ex-ministro. REPRODUÇÃO/MSNBC
ntre os ensinamentos morais que não deveriam faltar na mesa de um homem de poder, ou de quem tem apreço a si e à humanidade, estão os “Versos Áureos”, de Pitágoras. Confesso que muitas vezes me esqueço de consultá-los e, assim, afundome mais dentro de meus erros. É sempre bom lembrá-los antes de uma decisão. Aos deuses, segundo as leis, presta justas homenagens; respeita a palavra dada, os heróis e os sábios; honra teus pais, teus reis, teus benfeitores; escolhe para teus amigos os melhores dos homens; sê obsequioso, sê fácil nos negócios; não odeies teu amigo por faltas leves; serve com teu poder à causa do bom direito; quem faz tudo o que pode faz tudo o que deve. Sabe reprimir, como um mestre severo, o apetite e o sono, Vênus e a cólera. Não peques contra a honra nem de longe, nem de perto. E só sê juiz severo de ti mesmo; sê justo em ações, e não em palavras; não ofereças pretextos frívolos ao mal. A sorte não enriquece, ela pode empobreSê elegante e puro cer-nos. Fracos sem excitar a ou poderosos, devemos todos inveja; foge à morrer. negligência e ao Não sejas refratário a tua fausto insolente; o dor, aceita-a; aceita o reméluxo mais simples dio útil e salué o excelente. tar e sabe que os homens virtuosos são os menos infelizes dos mortais aflitos; que teu coração se resigne aos injustos colóquios (à calúnia). Deixa falar o mundo e segue sempre teu caminho, mas não faças nada levado pelo exemplo que seja sem retidão e sem utilidade. Faze caminhar à frente o conselho que te aclara para que a obscuridade não venha atrás. A tolice é sempre a maior das desgraças; não faças nada sem saber, sê cioso para aprender. Dá ao estudo um tempo que a felicidade deverá retribuir. Não sejas negligente em cuidar de tua saúde e toma o necessário com sobriedade; tudo o que não pode prejudicar é permitido na vida. Sê elegante e puro sem excitar a inveja; foge à negligência e ao fausto insolente; o luxo mais simples é o excelente. Não procedas sem pensar no que vais fazer e reflete, à noite, sobre toda a tua jornada: “O que fiz”, “o que ouvi”, “o que devo lastimar”. Por essa via de justiça divina, assim tu poderás escalar a excelência. Dispensam comentários.
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vittorio.medioli@otempo.com.br
“Isso é inacreditável” Jornalista norte-americana Rachel Maddow, na última terça (19), antes de começar a chorar ao ler a nota da agência Associated Press sobre a administração de Donald Trump separar forçadamente bebês e crianças pequenas dos pais imigrantes e enviá-los para abrigos. A âncora não conseguiu terminar de ler o texto. Em seu perfil no Twitter, ela pediu desculpas pelo fato e compartilhou o conteúdo da notícia. Sob pressão, na quarta, Trump assinou uma ordem para evitar a separação das famílias de imigrantes que cruzarem a fronteira com o México, mas manteve a “tolerância zero” em sua política de imigração.
“Ficaram o tempo todos deitados no chão, juntinhos, chorando muito. Em pânico com o pai que trabalha na rua, o irmão que estuda na escola ao lado. Já passamos por situações bem complicadas, mas há cerca de três meses não acontecia nada. O combinado é que as operações têm que ser bem cedo para não colocar em risco quem trabalha ou estuda” Professora de um colégio do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde, na última quarta (20), um tiroteio matou seis suspeitos e um adolescente de 14 anos, que foi vítima de bala perdida.
“Reconheço esses caras da praia de Marbella. Uns garotos multitarefas com recursos” Empresário e ex-proprietário do clube de futebol inglês do Tottenham Alan Sugar, que também é apresentador da BBC, comparando os jogadores da seleção do Senegal a “manteros”, como são chamados os vendedores ambulantes na costa espanhola. A mensagem foi postada em sua conta no Twitter, na última quarta, e estava acompanhada estava acompanhada de uma fotomontagem: a equipe e, as seus pés, o material usado por camelôs – um pano no chão e, sobre ele, bolsas e óculos de sol –, em geral imigrantes africanos. Após a reação apontando o racismo da postagem, Sugar, que comanda a versão britânica de “O Aprendiz”, apagou o registro mas disse ter sido mal interpretado.
“Deveriam pedir desculpas publicamente, e para a menina, e todos cidadãos russos, diante do sexismo, da falta de respeito às leis da Federação Russa, o desrespeito por um cidadão russo, insultos, humilhação da honra e dignidade de um grupo de pessoas com base em seu gênero” Petição apresentada à embaixada brasileira em Moscou contra os torcedores que assediaram uma russa em vídeo difundido na internet na última semana. Caso sejam considerados culpados, podem sofrer sanções que vão desde multas até a proibição de voltarem a entrar em território russo.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Murilo Rocha (interino) ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Renata Nunes (interina) CHEFE DE REPORTAGEM Flaviane Paixão (interina) EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese
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reportagem
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MUNDIAL 2018 >Fora do campo, casos envolvendo preconceito causam indignação mundo afora HS FOTOGRAFIAS/DIVULGAÇÃO
Todxs Formado por LGBTs, o Bharbixas F.C jogou amistoso no Mineirão
Hora de virar o jogo COPA DO MUNDO
2018 “Sinto que qualquer assunto, fora o futebol, já nasce morto”. É assim que Nelson Rodrigues inicia a crônica “É Hoje a Batalha”, em que investiga como lances em campo representam e até transformam os humores dos brasileiros. Se atualizada para a Copa do Mundo em curso na Rússia, o trecho destacado já não se mostra verdadeiro. Afinal, jogadores e torcedores carregam mais que a camisa de suas equipes e um sentimento de patriotismo: comunicam questões de seu tempo – e de um tempo passado que, mesmo sem lugar, teima em permanecer. Fato é que a Copa do Mundo tem servido de pretexto para abordar temas como LGBTfobia, sexismo e racismo. Mesmo que timidamente, protestos acontecem no país sede, ainda que durem menos de um minuAlex Bessas
to, como a manifestação na praça do Manege, em Moscou, do ativista inglês Peter Tatchell, detido por erguer cartaz contra a conivência do governo de Putin à perseguição contra LGBTs na Chechênia. Nos estádios, os anfitriões lidam com demonstrações de afeto entre pessoas do mesmo sexo, como a flagrada na vitória da Inglaterra sobre a Tunísia. As iranianas, por sua vez, levam faixas exigindo que possam frequentar os jogos também em seu país de origem. E se é tempo de torcer, pode ser também de dialogar. É nisso que acredita Fabíola de Araújo Cabral, técnica da equipe feminina de futsal da
UFMG e do Bharbixas F.C, time LGBT nascido na capital mineira. “Um dos maiores problemas de nossa sociedade, o machismo, encontrava refúgio no futebol”, aponta ela, que não se surpreendeu com os casos de assédio, misoginia e LGBTfobia nesta Copa do Mundo (veja alguns abaixo). A profissional de educação física, no entanto, acredita que “estamos em um momento de virada”. Um respaldo à fala dela pode ser detectado no tom de repreensão que o país adotou frente ao vídeo em que torcedores assediavam uma jovem russa, aproveitando-se de seu desconhecimento sobre o português. Junto à mídia tra-
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CONSTRANGIMENTO ALHEIO A RODO
Muitas vezes é preciso que situações assim apareçam para que as questões possam ser discutidas Fabíola de Araújo Cabral Técnica do Bharbixas
Homofobia Em um vídeo que revoltou a web, o brasileiro Lucas Marcelo Andrade pede que meninos russos repitam frases como “eu dou para o Neymar”. Já um casal gay francês foi agredido em um táxi em São Petersburgo. E o Comitê Disciplinar da Fifa multou a federação mexicana graças aos gritos homofóbicos de sua torcida. Sexismo Além do vídeo da jovem russa assediada, há um em que torcedores induzem nativas a falar expressões ofensivas.
dicional, a internet se mobilizou para identificar os envolvidos, que tentaram justificar o ato dizendo tratar-se de uma “brincadeira”. Situação similar envolveu torcedores de outros países, como Argentina e Colômbia. A reação veio de forma incisiva – tanto que a seleção colombiana chegou a clamar para que os torcedores respeitem pessoas de outras nacionalidades. “Muitas vezes é preciso que situações assim apareçam para que possam ser discutidas”, acredita Fabíola. O MEDO NA RÚSSIA Antes mesmo de a bola rolar, muito se questionou sobre a escolha da Fifa em reali-
Por lá, a rede Burger King, acredite, ofereceu € 40 mil e hambúrgueres para toda a vida às russas que engravidassem de um jogador. Depois, voltou atrás. E uma jornalista foi beijada à força em uma “live”. Racismo O apresentador da BBC Alan Sugar comparou o time senegalês a vendedores ambulantes. Já uma deputada russa pediu às compatriotas que evitassem sexo com nãobrancos, para “impedir a discriminação de crianças mestiças”.
zar o campeonato em um país envolvido em polêmicas, como legislação contra “propaganda de relações sexuais não tradicionais” e que, em 2013, aboliu as sanções previstas pela lei contra a violência doméstica. O racismo também está impregnado na imagem do país – o brasileiro Hulk, por exemplo, foi vítima de ataques em 2015, quando atuava pelo Zenit. Evitando generalizações, Joana Ziller, pesquisadora do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG, lembra que a Rússia é uma nação continental e diversa. Há redutos mais progressistas, como São Petersburgo, e outros criticamente violentos, como a Chechênia – uma das repúblicas da Federação da Rússia, acusada de promover caça a LGBTs e manter campos de concentração contra minorias. Feitas as ressalvas, diferentemente de Fabíola, a pesquisadora não se mostra otimista que o evento provoque a discussão de questões do universo LGBT, das mulheres e dos negros por lá. “O que estamos vendo é o acirramento”, diz, lembrando o espancamento de um casal homoafetivo francês no primeiro dia do Mundial, ameaça já iminente, pois “milícias russas haviam prometido caçar torcedores LGBTs e negros”, completa. Joana recorda que em 2016, com a Olimpíada no Rio de Janeiro, o debate era pautado pela “saída do armário de atletas”. Passados dois anos, “volta a ser centrado no medo em uma competição onde não há nenhum jogador assumidamente homossexual”, lamenta ela, que, mesmo sendo fã do esporte, optou por não acompanhar os jogos desta vez “por causa do sexismo e homofobia”. Integrante do Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas da UFMG, Bárbara Mendes pondera que questões ligadas à violência contra mi-
norias não se restringem à Rússia. “Quando o Brasil foi a sede, tivemos sérios problemas de assédio, por exemplo, que não combatemos”, critica, lembrando a frase lapidar de Jean-Paul Sartre (1905 – 1980): “O inferno são os outros”. Como a doutoranda em psicologia observa, esperava-se sim que episódios de intolerância acontecessem. Mas não foram só os anfitriões a marcar gol contra: gritos homofóbicos da torcida mexicana resultaram em punição contra a equipe do país; houve episódios de assédio com torcedores de diversas nacionalidades que foram registrados em vídeos e postados em redes sociais; o apresentador britânico Alan Sugar, da BBC, comparou jogadores do Senegal a camelôs. Enfim, os inúmeros flagrantes de desmerecimento das minorias só provam o óbvio: o problema não está só no quintal (ou gramado) do vizinho. “Há pouco tempo, tudo isso era legitimado no contexto do futebol”, pontua Bárbara. Agora, “há vários grupos que estão tentando conter essas violências, afinal, se deram conta que esse tipo de atitude atrapalha muito a dinâmica festiva que a Copa deveria trazer”. CAMPANHA Ball for All Iniciativa inglesa, uma bola de futebol foi desenhada com as cores que representam a comunidade LGBT. A campanha incentiva que jogadores da elite do futebol tenham segurança em assumir sua sexualidade. Venda “Símbolo de esperança e aceitação”, o produto está à venda pelo site ballforall.co – e é possível que a entrega seja feita no Brasil. Todo valor arrecadado será doado para causas LGBTs.
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reportagem
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MUNDIAL 2018> Ativistas veem reações contra casos de desrespeito como indicador de avanço
Torcida contra o machismo MAXIM ZMEYEV/AFP
Dizer que política e futebol se misturam é chover no molhado e exemplos não faltam. Na segunda edição da Copa, em 1934, cumpre lembrar, tal enlace já era marcante e a vitória italiana previu a ascensão do fascismo sob o comando de Mussolini. Já em 1990, após a reunificação da Alemanha, os cidadãos puderam dividir o sentimento de ver o país campeão. Há mais episódios que corroboram tal constatação, que é especialmente importante para agrupamentos de torcidas mineiras progressistas, como a Resistência Azul Popular (Rap), do Cruzeiro, e a Grupa, formada por torcedoras do Atlético. Na luta para fazer do futebol um espaço menos machista, mais diverso e democrático, o coletivo feminista atleticano se surpreendeu ao se descobrir, do dia para a noite, cercado de aliados. “Não me surpreendi com a atitude dos torcedores que gravaram aquele vídeo abjeto (em que brasileiros levam uma torcedora russa a dizer palavras de baixo calão), sexista. É algo que nós, mulheres que frequentamos estádios, já vimos”, comenta Elen Campos, da Grupa. Ela lembra que algumas colegas chegam a usar roupas largas para evitar situações de assédio. “Mas fiquei surpresa com a reação das pessoas”, assegura. Pudera, até pouco tempo atrás o comportamento era aceitável. Prova? “Na Copa de 2014, assistimos a ofensas machistas dirigidas à ex-presidente Dilma Rousseff logo na abertura”, recorda. A torcedora acredita que essa mudança venha sendo gestada de forma lenta e gradual. “Cada acontecimento é um passo importante na luta contra o machismo”, diz ela, voltando ao polêmico vídeo. “Mais que a comoção geral, houve uma tomada de atitude”, salienta, referindo-se ao desligamento de alguns dos envolvidos no escândalo por parte das empresas. Mas Elen garante que na Grupa não há clima de revanchismo. “Ninguém está comemorando o fato de estas pessoas estarem pagando pelos seus atos. O que sentimos é um certo alívio com o indicativo de que uma mudança pode acontecer, de fato, no futebol”, argumenta ela, que acredita que, após os acontecimentos, as mulheres vão se sentir mais fortalecidas a denunciar esse tipo de atitude. A opinião é compartilhada por Cris Guimarães, da Rap. Para ela, é fundamenAlex Bessas
tal que as mulheres passem a ocupar mais espaço no futebol, a exemplo do trio de narradoras da Fox Sports – entre elas, a jovem mineira Isabelly Morais. A cruzeirense observa que o que acontece nas arquibancadas é reflexo de algo presente na sociedade, endossado por estatísticas como a do grande número de processos pendentes de feminicídio no país: 10.786, segundo o Conselho Nacional de Justiça. Ao menos em campo se vê um progresso no que tange ao combate ao sexismo, analisa Cris. E sim, pode até ter quem torça o nariz, mas as mulheres têm conquistado espaço. Ela compara a situação com o racismo, hoje repreendido mundo afora, mas que já foi comum no esporte. Lembra, no entanto, que medidas mais enérgicas devem ser tomadas contra esse tipo de agressão no futebol. Movimento ainda modesto é a aceitação dos LGBTs, avalia ela. “Até assuntos mais complexos, como a democratização e maior participação de torcedores nas decisões do clube, são mais aceitos”, pontua. A sua torcida, agora, mais que pela bola em campo, é para que a Copa na Rússia faça despertar esse debate também no Brasil. Afinal, “muito se tem falado sobre essa questão na Rússia, que já tem essa pecha de desrespeito aos Direitos Humanos, mas nós, brasileiros, somos o povo que mais mata LGBTs no mundo”, analisa ela, fazendo menção à pesquisa do Rede TransBrasil e do Grupo Gay da Bahia, que colocam o país no topo do ranking no que se reporta à violência acionada pelo ódio referente à sexualidade. Do que depender da torcida britânica, o assunto vai ganhar audiência neste Mundial. Membros da Lions Pride, um agrupamento de torcedores LGBTs do país, têm comparecido aos jogos com bandeiras ostentando cores do arco-íris. Tampouco veem problemas em demonstrar afeto, indo contra a indicação das cartilhas distribuídas inclusive no Brasil, que recomendam que os LGBTs adotassem posturas discretas na terra de Vladimir Putin.
Em Moscou Peter Tatchell foi detido ao protestar contra perseguição a LGBTs na Chechênia
APESAR DE UMA POLÍTICA DE ESTADO CONSERVADORA, JOVENS VEEM TÍMIDA ABERTURA Raízes do preconceito Compreender a tolerância dos russos a atos de LGBTfobia e violência contra a mulher não é tarefa fácil. Basta lembrar que, na esteira da Revolução de Outubro, ainda na década de 1920, o país foi o primeiro a descriminalizar a homossexualidade e o aborto. Mas, na década seguinte, com o estabelecimento do ditador Josef Stalin e o isolamento internacional, a alta burocracia passou a revogar tais avanços. Em 1930, os homossexuais voltavam a serem perseguidos. Vaivém Mais tarde, já na década de 80, com a União Soviética dando sinais de esgotamento e a população ansiosa por uma democracia efetiva, o então presidente Mikhail Gorbachev introduz a Perestroika. “Assim a gente vê a queda da cortina de ferro do primeiro Estado operário do mundo, ainda que degenerado, por meio de uma série de ações que acabam por restaurar não necessariamente a democracia, mas o capitalismo”, critica Paula Vaz de Almeida, doutora em
literatura e cultura russa pela USP. Em 1993, a homossexualidade volta a ser descriminalizada, com a ascensão do neoliberalismo, e sua “exaltação do indivíduo e do consumo”. Ocorre que, do Estado Soviético degenerado, os russos passam a viver em um “sistema capitalista sanguinário”, como nomeia a pesquisadora, lembrando que desde a Perestroika houve aumento da fome e a expectativa de vida caiu em dez anos. Hoje, “a indiscutível potência militar tem uma população empobrecida, algo que cria instabilidades”. Então, para se manter no poder, tendo como principal aliado a Igreja, o atual presidente Vladimir Putin, há 18 ano poder, conjuga autoritarismo com o que há de mais reacionário no patriarcalismo, examina Paula. Nesse vaivém, os LGBTs sofrem com lei contra “propagandas de relações não tradicionais”, e as mulheres com a despenalização da violência doméstica. Todavia, a fama de ser um povo intolerante, prossegue ela, não é justa, pois não é característica intrínseca dos russos. REPRODUÇÃO/TWITTER
Resistência A ucraniana Marianna Petrovna Ekel, estudante de Relações Internacionais, conviveu por muitos anos com russos e endossa a análise de Paula. “Existem manifestações em defesa às minorias reprimidas e organizações não governamentais, por exemplo”, lembra ela, para quem a juventude russa tem questionado o conservadorismo, tendo, como aliados, a globalização e o intercâmbio cultural. Neste sentido, o Mundial pode trazer mudanças. “Pode ser que ajude a pensar: se em tantos países há aceitação, por que nossa política e nossa polícia são rigorosas quanto a isso?”, sugere. Abertura O brasileiro Johnny Ferreira, que viveu no país entre 2014 e 2016, também destaca uma mudança de mentalidade. À época de sua estadia, ele chegou a namorar um russo, que conheceu por meio de um aplicativo voltado ao público gay. “Meus amigos de lá sabiam de minha sexualidade e nunca tive problemas. Só uma vez fui convidado por um cole-
ga para jantar com sua família e ele me alertou para que não falasse sobre o assunto com seus pais”. Falta diálogo Fazendo questão de ressaltar que em cidades como Moscou e São Petersburgo há boates LGBTs, Marianna e Johnny acreditam que, algumas vezes, as questões são superdimensionadas, embora concordem: “Ainda há muito a ser feito”. Afinal, “questões de gênero e especialmente de orientação sexual são pouco debatidas lá e, de fato, não é um assunto frequentemente abordado em conversas casuais”, diz a moça. Além disso, ela indica que o país ainda é muito conservador, como apontou pesquisa da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais. Nela, 45% dos russos e ucranianos disseram que se sentiriam incomodados se tivessem vizinhos gays ou lésbicas. No caso brasileiro, a fatia de pessoas que responderam se incomodar foi de 15%. REPRODUÇÃO/TWITTER
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Ninguém está comemorando, mas sentimos um alívio” Elen Campos, torcedora,
sobre as represálias que os brasileiros que estão sofrendo
Ingleses erguem bandeira LGBT em partida do Mundial
Torcida pede que mulheres possam ir a estádios no Irã
reportagem
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Bares e outros estabelecimentos têm programação especial lote); R$ 30 (after, 1° lote). Mercado da Boca O Mercado investiu num telão 360° para exibir os jogos da seleção e funcionará em dias e horários especiais durante todos os jogos do Brasil. Confira mais informações em: facebook.com/mercadodaboca Onde Mercado da Boca (av. Toronto, 156, Jardim Canadá) Quando Dia 27 (quarta-feira),
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reportagem
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É TEMPO DE COPA CORRESPONDENTES>Soraya Belusi, Josias Pereira e Thiago Nogueira mostram lado B do Mundial SORAYA BELUSI
Outro olhar sobre a Copa COPA DO MUNDO
2018 Pão de queijo à russa Vida de correspondente na cobertura da Copa do Mundo é boa, mas não é fácil. Muitas vezes, alimentar-se não é prioridade, afinal, ninguém quer perder aquele vídeo para o Face-
book, aquela foto para o Instagram, aquela entrevista para a rádio. Encontrar pelo caminho qualquer coisa que remeta ao nosso país já traz um calorzinho para o coração. Mas nunca iríamos imaginar que a relação entre Rostov-on-Don e Minas Gerais seria tão próxima. Na confeitaria bem ao lado do hotel em que nossa equipe ficou hospedada, uma das mais luxuosas da cidade russa, uma iguaria tipicamente mineira chama atenção entre as guloseimas locais. O nome? Bowldequeijon. Adivinhou do que se trata? A
A Rússia também tem sua versão da iguaria mineira
atendente nos conta que o nosso amado pão de queijo é a especialidade do local, a única confeitaria de toda a cidade a oferecer o lanche mais apreciado pelos mineiros. A receita, diz a responsável pela padaria, é segredo de Estado e marca registrada do Pancho Cafe. E não é que o danado do bowldequeijon estava gostoso? Não é exatamente tão saboroso quanto o feito em Belo Horizonte, mas coloca no chinelo muito pão de queijo que vemos por aí ao redor do Brasil. E o precinho? 25 rublos russos, menos de R$ 2. SORAYA BELUSI
TERERÊ À MODA RUSSA Trancinha Sochi, a casa da seleção brasileira nesta Copa do Mundo, é conhecida por ser o destino favorito dos russos durante o verão, estação que acabou de começar. O calor e a belas praias por toda a cidade atraem os locais, que deixam de lado os casacos pesados e
Islândia e uma torcida de família Estima-se que 30 mil islandeses estejam na Rússia para acompanhar a primeira vez da seleção local em uma Copa do Mundo. Um número expressivo tendo em vista a população total E pouco mais de 340 mil habitantes. Debutantes em Mundiais, digamos que eles ainda estejam aprendendo a torcer no estágio mais alto do futebol. No início, a timidez era perceptível. Mas nada que uma boa cerveja não seja capaz de desfazer. Em meio à fanática hinchada argentina – nome pelo qual os torcedores da rival do Brasil são conhecidos –, os islandeses surgiam, muitos deles acompanhados por crianças. Uma torcida de família, em peregrinações que reuniam mães, pais, filhos, e parentes de segundo grau rumo a Moscou. Após a partida, o resultado frente à Argentina de Messi foi comemorado como uma vitória. E os registros “de família” pipocaram em frente ao estádio do Spartak. “Nada pode nos deter. A Islândia é uma realidade”, bradava Björn Helgas o n , um jornalista do país, em entrevista à reportagem.
os gorros de lã. E, assim como no Brasil, todo verão tem uma nova moda. A deste ano é o que chamamos de tererê. Por aqui, a onda é fazer tranças com cabelos sintéticos de todas as cores. E todo mundo adere à tendência, desde crianças até os jovens descolados.
A MONTANHA AQUI É AMERICANA Invenção híbrida No Complexo Olímpico de Sochi, há um parque de diversões. Grande e bonito, ele ajuda a deixar a paisagem ainda mais sensacional. De longe, você consegue ouvir os gritos de quem está na montanha-russa. Montanharussa? Por aqui, ela não é chamada assim, mas de “montanha-americana”, na tradução
do russo para o português. O nome original, do século XVII, quando os russos inventaram escorregadores de madeira que inspiraram as montanhasrussas atuais, era “escorregador/montanha de gelo”. Reinventada no ocidente, com carrinhos e trilhos, a invenção acabou ganhando uma referência a quem a aprimorou.
GAROTADA ESPERTA Hospitaleiros São poucos os russos que falam ou compreendem inglês. E, nessa parcela, boa parte é de garotos, mesmo que com poucas palavras. Enquanto os adultos precisam do Google Tradutor para se fazerem entender ou ficam acanhados ao tentar falar um assunto mais difícil de explicar, os mais jovens costumam ser mais solícitos, principalmente, quando perguntados sobre símbolos do país ou direções nas ruas. SORAYA BELUSI
QUE BRASÍLIA É ESSA? Torcida No jogo entre Brasil e Suíça, no último domingo (17) , os russos, que adotaram o Brasil como uma das seleções favoritas. Eles gritam “Braziliya, Braziliya”, que é como se pronuncia Brasil, em
DOUGLAS MAGNO
russo. Mal sabem que o som, para nós, falantes da língua portuguesa, se assemelha ao nome de nossa capital federal, Brasília. Se eles soubessem o que se passa por lá, talvez, não gritariam...
PARECE LEITE, MAS É ÁGUA Reação química Próximo à casa de veraneio de Stálin, a poucos minutos do centro de Sochi, está o monte Akhun, que proporciona uma das vistas mais bonitas da cidade. Nele, há um castelo com 222 degraus, que nos leva a uma espécie de mirante, de onde se avista a cidade. No caminho até lá, há rios de água branca, chamados de Milk River (dir.). Isso acontece porque, na nascente, a água, em contato com enxofre e iodo-bromo, provoca uma reação química, alterando sua coloração. Os rios são lindos, mas o cheiro…
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É TEMPO DE COPA DE BANDEJA
FOTOS FRED MAGNO
A favorita
ANANÁS COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Churrasco de todo canto A feira Experimente, dedicada a quem curte cerveja artesanal, realiza neste sábado (23) uma edição dedicada ao churrasco. Do tradicional fogo de chão ao barbecue americano, passando pelo churrasco viking, será possível experimentar carnes de sete chefs especialistas na arte da brasa. Ao todo, serão 20 opções gastronômicas, entre carnes nobres, peixes e pães de alho. O evento acontece das 12 às 20h, no Rooftop do BH Outlet (BR-356, 7515, Belvedere). Os ingressos, disponíveis no site sympla.com.br/exbbq, custam R$ 110 (2º lote) e dão direito à entrada e ao consumo ilimitado dos pratos preparados.
Comendo em bom som Enquanto o clima ferve com os telões transmitindo os jogos da Copa do Mundo, o restaurante Au Bon Vivant (Rua Pium-Í, 229, Cruzeiro) dá prosseguimento, na próxima terça-feira (26), ao projeto “Terça Clássica”, que mensalmente programa a apresentação de um trio ou quarteto musical. Desta vez, o som fica a cargo do Quarteto Schaeffel, com peças de Mozart, Villa-Lobos e Beethoven. A partir das 20h. O couvert artístico: R$ 30.
Celebrando a nossa comida Instituído em 2012, o Dia da Gastronomia Mineira (5/7) ganhou celebrações como a realização da Semana da Gastronomia Mineira. Vale lembrar que o dia foi definido em homenagem ao escritor Eduardo Frieiro, autor de “Feijão, Angu e Couve”, obra precursora no entendimento da gastronomia mineira. Até o dia 1º de julho, cinco casas de BH, como o restaurante Dona Lucinha (foto), foram incumbidos de preparar pratos com ingredientes que representem as cinco regiões do Estado: Cerrado, Espinhaço, Rios, Central e Mantiqueira. Para conhecer a lista, acesse: institutoeduardofrieiro.com.br
Canarinho: drink feito com vodca, kiwi, maçã verde, suco de laranja e capim limão, do Redentor Bar
De origem russa, a vodca se consagra como o destilado preferido nessa Copa do Mundo
COPA DO MUNDO
2018
NELIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
A vodca não é necessariamente uma novidade no mundo dos destilados. Com o seu alto teor alcoólico (40 % em média), ela está presente na maioria dos coquetéis, além de ser uma das bebidas mais recorrentes na hora de se arriscar a misturas (com água de coco, energético ou sucos). Não bastasse, também é fonte de inspiração constante na composição de músicas do universo sertanejo. Mas, embora o paladar do brasileiro já esteja habituado à vodca, sua origem localiza-se em um país geograficamente bem distante: a bebida foi criada entre os séculos VIII e IX na Rússia. Sim, o país sede do Mundial 2018. Independentemente dos rumos da seleção canarinho, não é despropositado dizer que o destilado vive um excelente momento, considerando a quantidade de drinks disponíveis cidade afora. É o caso do Canarinho, coquetel feito também com kiwi, maçã verde, suco de laranja e capim limão. A combinação desses ingredientes não faz sentido só ao sabor: a aparência resultante dessa mistura foi propositalmente pensada para en-
trar no clima da competição. E, neste caso, a vodca serviu como o fio condutor, uma vez que é um destilado de paladar neutro, ou seja, não “aparece” demais. “Podemos afirmar com segurança que o principal sabor que sentimos na vodca é a gradação do álcool. Agora, conseguir distinguir as notas que cada vodca se propõe é algo bem mais complicado”, opina o mixologista Tiago Santos, que criou o coquetel para quem for assistir aos jogos da Copa no Redentor Bar. “O fato é que a neutralidade dela facilita, e muito, a mixabilidade entre as demais bebidas e ingredientes, pois acrescenta o álcool à mistura sem alterar a essência”, explica. A opinião é compartilhada pelo mixologista e coordenador dos bares do Mercado da Boca, Eduardo Marota, que considera a vodca o destilado “mais democrático”. “É uma bebida muito neutra! Você consegue até ‘disfarçá-la’, sabe? O sabor de uma cachaça para outra muda completamente – já da vodca, nem tanto”, acredita ele. Para a Copa do Mundo, a su-
gestão foi o coquetel batizado de Copão da Boca, elaborado com o destilado e mais energético, suco de laranja, maracujá, hortelã e pimenta tabasco. O drinque é ideal para ser compartilhado com os amigos – por isso a escolha da vodca, como uma bebida potencialmente apta a agradar a todos. “Na primeira receita até pensamos em utilizar o gim, uma bebida que está na moda. Mas, ao fim, sentíamos o gosto dele predominante. Com a cachaça foi a mesma coisa – na verdade, o sabor era ainda mais presente. A vodca é mais agradável para ser compartilhada e ajuda a preservar os sabores dos demais ingredientes do drinque”, conclui. O barman Max Faustino, do Nimbos Bar, também acredita que o destilado “proporciona uma mobilidade de sabores”. “E capaz de direcionar o paladar para criações mais doces ou mais cítricas, por exemplo”, opina. Do balcão do Nimbos saem várias criações que levam a vodca como base, como o clássico Moscow Mule, coquetel criado nos anos 50, responsável por popula-
rizar o consumo da bebida em outros lugares do mundo, como Estados Unidos e no Canadá. Thiago Santos explica que essa neutralidade da vodca é consequência do processo de destilação de cereais, como o milho, o trigo, o centeio e a cevada. Na Polônia, Rússia e Noruega, países campeões na produção do destilado, a batata é o ingrediente base – como, por exemplo, na Smirnoff (marca russa com produção no Brasil). A qualidade também entra como parte desse processo. Quanto mais destiladas e filtradas, mais ela fica pura – e, portanto, dificilmente vai provocar a temida ressaca no dia seguinte. “Depois que seu paladar se acostuma com uma determinada vodca, a distinção entre elas se torna natural”, explica o mixologista. Já nos coquetéis, o buraco é mais embaixo. “Uma vez que você se acostuma a bebê-la com energético, dificilmente vai ser enganado. Agora, quando falamos de coquetéis, dependendo dos ingredientes e do equilíbrio entre eles, dificilmente conseguiremos distinguir uma marca da outra”, sustenta. (Lorena K. Martins)
O Moscow Mule, do Nimbos Bar, tem gelo, limão, vodca, raspas, xarope e refrigerante de gengibre
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É TEMPO DE COPA BS FOTOGRAFIAS/DIVULGAÇÃO
RECEITA
Copão da Boca Receita do Mercado da Boca
Ingredientes - 300 ml de vodca - 300 ml de suco de laranja - 200 ml de suco de maracujá - 50 ml Simple Syrup - 250 ml energético Red Bull Tropical - 30 folhas de hortelã - 8 gotas de pimenta tabasco Modo de preparo Reserve um recipiente com capacidade para 2 litros e coloque gelo a gosto. Em seguida, adicione os cinco primeiros ingredientes em sequência. Deixe a pimenta tabasco e a hortelã por último. Depois de acrescentar a pimenta, misture o líquido com uma colher bailarina, e finalize em seguida, adicionando hortelã, misturando um pouco. Está pronto para compartilhar com os amigos!
CURIOSIDADES Significado vodca significa simplesmente “água” (em russo é vodá), em sua forma diminutiva: “aguinha”, como autêntica linguagem popular As mais conhecidas Absolut (sueca) e Stolichnaya (russa), feitas de trigo; Belvedere (polonesa), de centeio; Finlandia (finlandesa) de cevada; Chopin (polonesa), de batata, e Cîroc (francesa) de uvas. Preferidas Para o mixologista e professor de coquetelaria Tiago Santos, elencar as melhores vodcas do mundo já seria uma tarefa mais difícil, não só pela variedade, como também pelos diferentes critérios que podem ser considerados para fazer esse tipo de escolha. Na lista dele, a ordem é: Grey Goose (França), Wyborowa (Polônia), Finlandia (Finlândia), Absolut (Suécia) e Stolichinaya (Rússia). Categorias Ainda de acordo com Tiago, as vodcas mais caras têm na sua produção elementos mais sele-
cionados, e “por isso a sensação no seu corpo é bem diferente no dia seguinte”. São elas: Sub Satandard até R$ 15 (Natasha, Roskoff); Standard até R$ 50 (Orloff, Smirnoff), Premium até R$ 100 (Absolut, Wyborowa, Stolichinaya, Finlândia) e Super Premium acima de R$ 110 (Grey Goose, Ciroc, Absolut Elix). Consumo Atualmente, o consumo anual de vodca na Rússia se estabilizou em 13,9 litros por pessoa, após forte campanha do Ministério da Saúde. Mas, durante a União Soviética, esse consumo era de 30 litros anuais por pessoa. Proibição Em 1914, o czar Nicolau II resolveu banir o consumo de álcool, e isso incluía também a proibição da bebida mais importante da Rússia. A proibição só caiu em 1925 para modernizar o país com a reabertura das destilarias
GREY GOOSE/DIVULGAÇÃO
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
EM TORNO DO VINHO
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restaurante Vecchio Sogno, de Ivo Faria, recebeu grandes personalidades do mundo do vinho. Uma delas é Júlio Bastos, proprietário da vinícola portuguesa Dona Maria, na região do Alentejo, com vinhos bastante reconhecidos, alcançando pontuações elevadas nas principais revistas internacionais. O almoço ainda contou com a presença de Osvaldo Amado, um dos enólogos mais reconhecidos de Portugal.
EM TORNO DO SONHO
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terceira personalidade do vinho presente foi Márcio Oliveira, um dos maiores estudiosos e críticos de vinhos do Estado de Minas Gerais. Marcio é editor dos blogs Vinoticiasbh e Vinoticias e eleito Personalidade do Mundo do Vinho em 2004, 2005, 2006, 2007 e 2010 pelo Prêmio Amigo do Vinho SBAV-MG.
EM TORNO DO BEM
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o mesmo dia, também no Vecchio Sogno, Rejane de Paula e Lílian Tunes, do Brazil Foundation, se reuniram com Ruth Guimarães para afinar os detalhes do Gala Minas Gerais, que reunirá 300 pessoas em apoio ao Fundo Minas, criado em resposta ao desastre ambiental ocorrido em 2015 em Mariana. Inicialmente focado
em iniciativas socioambientais para a população afetada, o Fundo agora apoia projetos sociais em todo o Estado. Desde 2016, 20 projetos receberam apoio pelo Fundo Minas.
ULTRAMALAS
As chiques e elegantes Aline Castello Branco e Carolina Jardim
4004-9000
lançaperfume
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ssustador o texto de Nina Finco, na Revista Época, citando uma profecia do poeta Carlos Drummond de Andrade, no final dos anos 1960: “se, na conjuntura, o poder jovem cambaleia, vem aí, com força total, o poder ultrajovem”. O texto registrava, com bom humor, a coerência, curiosidade e o inconformismo de uma menina. Mas quem são os ultrajovens? Onde vivem? O que comem? A premissa é mais atual do que nunca.
ULTRAJOVENS
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força do poder ultrajovem é inexorável. De acordo com pesquisas, se depender da geração em volta dos 20 anos, confusão à vista. A encrenca vai pegar dos hotéis às lojas de departamentos, cadeias de restaurantes, carros e até canudinhos. Os ultrajovens resolvem a vida pelo celular, comem coisas verdes e adoram medicamentos tarja preta. Optam por experimentar novas possibilidades identitárias. Mais livres? Não parece. Nem ao banheiro vão sem seus celulares. Pensando bem, melhor continuarmos ultravelhos e mais sábios.
SALVE NEMER
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artista plástico mineiro José Alberto Nemer, doutor em
Cimcal e 6 AsBelmarcas Lar Acabamentos
agora fazem parte de um mesmo grupo, gerenciado pela Cimcal. são 6 Asfrutocorporações de trajetórias famiArtes Plásticas pela Universidade de Paris VIII e um dos mais respeitados nomes da cultura brasileira, expõe na Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube, entre os dias 24 de junho e 2 de setembro. A mostra “Nemer | Aquarelas recentes – Geometria Residual” é a continuação de uma série que vem sendo apresentada desde os anos 1990 e reúne cerca de 50 obras do artista. A curadoria é do crítico e professor de arte Agnaldo Farias.
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duardo Gribel, Adriana e os filhos Renato, André e Mariana estão no Monte Denali, nos EUA, a montanha mais alta do continente, com 6.194 metros de altitude. A expedição os deixa mais perto de
atingir o sonho de alcançar os sete cumes mais altos do mundo, já tendo sido percorridos os picos Aconcágua, Kilimanjaro e Elbrus, os mais altos da América do Sul, da África e da Europa, respectivamente.
liares empreendidas por seus fundadores: Inimá Garcia Leão da Cimcal e Osvaldo Cypriano da Bel Lar. união das duas em6 Apresas totaliza 11 lojas, dois centros de distribuição e 460 funcionários diretos. inaugura 6 AnovaBodytech unidade em BH no Ponteio Lar Shopping.
Menin, funda6 Rubens dor e presidente do Conselho de Administração da MRV Engenharia, foi eleito o empreendedor do ano no EY World Entrepreneur Of The Year.
SUPER NEMER
aconteceu 6 Oemevento Monte Carlo, em Mô-
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om a palavra, o próprio Nemer: “Comecei pela transgressão. Minhas aquarelas possuem uma variada escala de cores que inclui o preto, que não é usual na técnica, e têm grandes dimensões, também uma característica incomum”.
naco, entre os dias 13 e 17 de junho e reuniu os 46 empreendedores selecionados nos diferentes países onde a premiação foi realizada. convite da TAP, o 6 Atitular da coluna e equi-
pe estão em Portugal para conferir o novo avião A330-900 Neo, desenvolvido pela Airbus.
MONTANHISMO EM FAMÍLIA Emprestando sua beleza para a coluna, Graziella Nicolai
roteiro, Lisboa e 6 No uma esticada no Porto.
CENÁRIO BH ESPAÇO DO CONHECIMENTO UFMG/DIVULGAÇÃO
Contação de histórias sobre a cultura maori A Nova Zelândia é conhecida pela lindas paisagens, eternizadas em filmes como os da trilogia “O Senhor dos Anéis”. Esses cenários estonteantes escondem uma cultura ainda pouco conhecida pelos ocidentais. O povo maori viveu por muito tempo sem interferência dos europeus e ainda mantém algumas tradições, que serão abordadas na atividade Cosmogonia Maori e outras histórias do Pacífico. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (praça da Liberdade, 700) Quando Neste sábado (23), às 15h Quanto Entrada gratuita, mediante retirada de senha na recepção
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BRUNA TASSIS/DIVULGAÇÃO
Evento celebra dias de São João e do Meio Ambiente O Dia do Meio Ambiente e o Dia de São João, comemorados, respectivamente, nos dias 5 e 24 de junho, inspiram atividades que vão de brincadeiras de roda e quiz sobre meio ambiente a oficina de plantio na 2ª edição do Quintal do Memorial Vale. Com programação cultural ao ar livre, o evento traz o coletivo Charanga do Padês como atração principal. Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias) Quando Neste domingo (24), das 10h às 15h Quanto Entrada gratuita
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SAÚDE E BEM-ESTAR UNESCO/DIVULGAÇÃO
VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Lamúria egundo o dicionário Aurélio lamúria significa lamentação, queixume ou uma sequência entediante de lástimas e desgraças. Você é um reclamador constante e diário, ou conhece alguém assim? Saiba que esse tipo de comportamento pode impactar diretamente na saúde. A coluna desta semana trata do reclamador contumaz. Na década de 1960 um personagem de desenhos animados criado pelo estúdio de animação Hanna-Barbera, a hiena Hardy citava o bordão: “Oh vida, oh céus, oh azar… isso não vai dar certo!”. Dá para imaginar que a personalidade de Hardy foi inspirada em pessoas com características dos reclamadores crônicos. São típicas de pessoas que vivem lamentando a falta de oportunidades e se acham incompreendidas por todos – pela família, pelos amigos, pela sociedade, pelo chefe etc. São pessoas que não sabem como deixar de reclamar, bem como têm certeza da derrota em tudo que se propõe a fazer. São pessoas amarguradas com a vida, literalmente decepcionadas e que não têm resposta para seus dilemas. A este espírito derrotista se dá nome de “Síndrome de Hardy”. Existem vários tipos de “Hardys” por aí, alguns são invejosos, outros fofoqueiros, outros ardilosos etc. Entretanto, todos têm algo em comum – são extremamente insatisfeitos com tudo e com todos. Essas pessoas acham que suas felicidades sempre dependem de alguém ou de algum lugar (normalmente utópico). Nunca estão cem por cento com a vida, vivem reclamando de alguma doença e acham que merecem muito São pessoas que mais do que têm. Se sentem vítimas não sabem como da sociedade. deixar de Suas histórias parecem novelas mereclamar, bem xicanas regadas a como têm certeza lágrimas intermináveis. Não satisda derrota em feitos, relatam sua tudo que se infelicidade para amigos, colegas propõe a fazer de trabalho, para a família etc. Haja ouvidos! A lamúria ou reclamação constante vai criando conexões neurais que vão estimular a produção de cortisol e adrenalina (hormônios do estresse) que provocam estados de tensão e esgotamento. Consequentemente, emoções e pensamentos negativos vão gerar doenças no longo prazo. Por outro lado, quem tem o hábito de agradecer, vai criando novas conexões neurais no cérebro e segue promovendo uma sensação de bem-estar mantido, pois vai produzindo os hormônios da tranquilidade – endorfina e serotonina. É simples! Pensamentos positivos trazem boas coisas e pensamento negativos certamente vão andar de mãos dadas com frases do tipo: “Oh céus... Oh dia.... Oh azar”. Portanto, a atitude a ser adotada aponta para o desenvolvimento da inteligência emocional. Entre as características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e passar a motivar as pessoas ao seu redor. Para ser otimista, treine o cérebro e seu corpo com hábitos simples. Primeiramente, pratique a meditação por 15 minutos diários. Faça 30 minutos de exercícios físicos e seja uma pessoa engajada, ou seja, se envolva em atividades que tenham real significado para você, como a profissão, um hobby, esportes ou mesmo o voluntariado. Vá e faça, mas deixe de lamuriar. Faça uma boa semana.
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Se nada for feito, em 2050 haverá mais plástico nos oceanos que peixes
População come e bebe plástico Material é perigo para a saúde: pesquisadores acham poluente em amostras de urina humana e na água mineral Apresentado ao mundo em 1862 e popularizado no século seguinte como um material inovador, o plástico se tornou um dos vilões do planeta. Movimentos engajados em boicotar esse produto encontram em pesquisas recentes, que demonstram os malefícios não só em relação ao meio ambiente, mas também à saúde, os argumentos para impulsionar essa guerra ao material. O principal risco: até os alimentos estão ficando “plastificados”. Incorporado aos hábitos da sociedade, o plástico está em todo o meio ambiente: no ar, na água e até no peixe e no sal que comemos. Com isso, essa guerra ao material deixou de ser apenas um discurso “ecochato”. O caminho é o seguinte: a cada minuto, é despejado no mar uma quantidade de plástico equivalente a um caminhão cheio – o que significa 1.440 caminhões em 24 horas e 8 bilhões de quilos por ano como resultado do nosso consumo. Segundo as fundações Ellen McArthur e Sopa de Plástico, se continuarmos com esses hábitos, até 2050, os oceanos terão mais plástico do que peixes. Considerado indestrutível, o material presente em canudos, cotonetes e copos descartáveis é quebrado em pedaços cada vez menores Litza Mattos
pela ação dos ventos, das correntes e do sol. Os animais marinhos, por sua vez, confundem os microplásticos com alimentos e ingerem essas partículas tóxicas. E, como a vida marinha está na base da cadeia alimentar global, os malefícios gerados primeiro ao meio ambiente chegam à saúde. De acordo com a ONU Meio Ambiente, cientistas de Estados Unidos, França, Espanha, Reino Unido e China analisaram amostras de 44 diferentes tipos de sal e encontraram plástico em quase todas elas. O impacto da ingestão de plástico na saúde humana ainda é desconhecido, já que os pesquisadores não conseguem encontrar um grupo que não tenha sido exposto a ele para comparação. Um trabalho investigativo da Orb Media revelou a presença de micropartículas de plástico em 93% das amostras de água mineral analisadas. Foram pesquisadas 259 unidades de 11 marcas líderes compradas em nove países, incluindo o Brasil. Outra
investigação, feita nos Estados Unidos, mostrou que níveis detectáveis de bisfenol A (plástico também conhecido como BPA) foram encontrados na urina de 95% da população. Investigação semelhante produzida no Reino Unido detectou o químico na urina de 86% de 94 jovens testados, de 17 a 19 anos. Segundo Sarina Occhipinti, médica especialista em clínica médica e nutrologia, o plástico contém, além de bisfenois (A, S e F), que alteram os hormônios, outros produtos tóxicos, como o estireno, altamente cancerígeno. “Estudos demonstram que, após um copo de café em recipiente plástico, o nível de hormônios anômalos pode aumentar absurdamente. Esses disruptores endócrinos se ligam aos receptores celulares como se fossem nossos hormônios, mas agem de forma maléfica, desencadeando uma série de anormalidades funcionais, como puberdade precoce em crianças, infertilidade, cânceres e obesidade”, explica.
POSSÍVEIS SOLUÇÕES Para tentar salvar o oceano e resolver um dos maiores problemas ambientais enfrentados pelo planeta, cientistas britânicos aperfeiçoaram, por acaso, uma enzima natural que pode digerir alguns dos plásticos mais poluentes do mundo, o tipo PET, mais comum em garrafas plásticas e que leva centenas de anos para se decompor no meio ambiente. Outro estudo realizado pela Universidade de Stanford descobriu que a pequena larva de besouro conhecida como bicho-da-farinha (Tenebrio molitor), consegue se alimentar de alguns tipos de plástico e isopor e digerí-los, transformando-os em fezes normais e não em derivados químicos do plástico.
Projeto que retira material de utensílios avança Diante dessa epidemia química, países e organizações começaram a agir para promover a redução do lixo marinho, que, neste ano, foi alvo da campanha Mares Limpos, da Organização das Nações Unidas (ONU). No Brasil, a Comissão de Meio Ambiente (CMA) aprovou recentemente o Projeto de Lei do Senado (PLS) 92/2018, que prevê a retirada gradual do plástico da composição de pratos, copos, bandejas e talheres descartáveis. Pelo texto, no prazo de dez anos, o material deverá ser substituído por opções biodegradáveis. O vizinho Chile tornouse o primeiro país sul-americano a aprovar a proibição nacional de sacolas plásticas de uso único, recebendo parabéns de todo o mundo em maio deste ano. No Reino Unido, mais de 40 empresas responsáveis por 80% dos produtos e das embalagens plásticas vendidas em supermercados assinaram um pacto, cujos compromissos incluem a conversão de 100% das embalagens em reutilizáveis ou recicláveis.
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SAÚDE E BEM-ESTAR
Como eles conseguiram JOÃO GODINHO
Mudança de atitude ainda esbarra na intolerância dos consumidores, mas há saída Pouco a pouco a influencer de gastronomia Débora Campos, 43, autora do blog Viverdequê?, foi comprando potes de vidro e inutilizando os plásticos que tinha em casa. O processo todo levou cerca de dois anos. “Consegui eliminar principalmente na cozinha. Comecei a usar utensílios de inox, bambu e outros materiais. Comprei sacolas de tecido e uso caixas para trazer os alimentos pra casa. Às vezes não consigo em tudo, mas a gente tem que fazer nossa parte o máximo possível”, conta. Dessa forma, Débora acredita que contribui para não gerar tanto lixo para a cidade. Em Belo Horizonte, a maior parte dos resíduos gerados pelos mora-
“Nossa máquina de lavar também esteriliza. Falta conscientização. O consumidor não percebeu que pequenas atitudes têm um impacto grande. Muitas vezes é o filho que convence o pai”, revela.
Litza Mattos
Em casa, a influencer Débora Campos mudou radicalmente sua relação com os plásticos
dores vai para um aterro em Sabará, na região metropolitana. Por dia, são aterradas, em média, 2.120 t. Segundo a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), de todo esse lixo doméstico e público, 49% são resíduos orgânicos, que poderiam ser reaproveitados, e 35% são materiais recicláveis (papel, metal, plástico e vidro). Isso significa que somente 16% de todo o lixo gerado na capital deveria ir parar nos aterros. Alguns restaurantes na cidade também já estão se
preocupando com isso. No entanto, conforme os proprietários, muitas vezes as iniciativas esbarram na má vontade dos clientes. No Las Chicas Vegan, canudos deixaram de ser levados à mesa, a menos que o cliente peça. “Já atendi uma cliente que ficou brava, dizendo que tinha que ter canudo na mesa senão queimava a boca (com gelo)”, diz a chef Gabi Andrade. A proprietária e sócia do restaurante Topo do Mundo, Ludmila Tamietti, também já passou pela mesma
situação. Em um sábado, por exemplo, mais de 200 canudos chegavam a ser usados. Com o incentivo dos movimentos contra os plásticos, a proprietária estima uma redução de mais de 50% no uso. Ela diz que, quando possível, oferece o canudo de papel. Antes o restaurante era localizado na serra da Moeda, unidade de conservação ambiental. Segundo Ludmila, tem cliente que questiona por ter que beber direto no copo e acha que é “economia porca” do estabelecimento.
MUDANÇA Uma vida com menos ou quase nenhum lixo plástico não é utopia, como mostra a designer gráfica florianopolitana Cristal Muniz, 26, autora do blog Um Ano Sem Lixo. Em resumo, ela conta que parou de usar descartáveis, faz seus próprios cosméticos e produtos de limpeza e compra comida a granel levando embalagens de pano ou vidro. “Resumidamente, eu passei a aplicar a regra dos cinco erres. Recusar aquilo que não precisava (brindes e comprovantes de banco); reduzir aquilo que eu precisava; reutilizar em vez de usar descartáveis (como absorventes, barbeador, copos, guardanapos); reciclar aquilo que eu não consigo reutilizar, recusar ou reduzir e compostar o lixo orgânico”, conta. No próximo mês, Cristal lançará um livro sobre o estilo de vida lixo zero e um canal no YouTube. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
VOCÊ PODE SUBSTITUIR POR...
TALHERES
No Brasil são usados
COPOS E GARRAFAS DESCARTÁVEIS
Um único copo plástico precisa de meio litro a três litros de água para ser produzido e ele é parte dos 35% de todo o plástico que é usado apenas uma vez e jogado fora.
Dicas para você deixar de gerar lixo plástico a partir de agora
720 VALE A PENA?
milhões
de copos descartáveis por dia
Tempo de uso de itens plásticos COPO
480 bilhões
13 segundos
de garrafas foram vendidas no mundo até 2016
CANUDO
Para lanches ou refeições no trabalho, o ideal é deixar um jogo de talheres na gaveta. Já nos pedidos de comida em casa, lembre-se de recusar os descartáveis. Algumas empresas já vendem talheres de bambu, dobráveis de aço inox ou opções comestíveis e biodegradáveis produzidos com 60% de amido de milho ou fécula de mandioca Para comer fora de casa é legal ter sempre um kit “lixo zero” na bolsa, com guardanapo de pano, talheres, hashis, se for o caso, canudo, copo ou garrafinha
= 1 milhão por minuto
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Tenha sempre uma caneca ou um copo retrátil na bolsa pra beber fora de casa sem gerar esse lixo. Opte pelos de material reutilizável (vidro, alumínio, inox, cerâmica)
GARFO
minutos
meia hora
HASTES FLEXÍVEIS (COTONETES)
ESCOVA DE DENTE DE PLÁSTICO
Levando em conta que a expectativa de vida do brasileiro está em 73 anos e os dentistas recomendam trocar a escova a cada três meses, durante a vida usamos, em média, 292 escovas – cada uma leva cerca de 400 anos para se decompor Escovas de bambu
Jogados em vasos sanitários e, por serem muito finos, os cotonetes acabam passando pelas telas de contenção e vão parar em rios e mares, onde já são um dos resíduos mais comuns CANUDOS
Um dos maiores contaminantes de plástico dos oceanos atualmente pode ser trocado por um reutilizável de bambu, inox ou até vidro
Hastes flexíveis de papel ou apenas uma toalha ou papel
FONTE: PESQUISA DIRETA
O QUE DIZ A INDÚSTRIA
Abiplast Em nota, a Associação Brasileira da Indústria do Plástico – que representa 12.384 empresas e 23 sindicatos – disse que “incentivar a menor utilização do
plástico, ou até mesmo seu banimento, não resolve os problemas ligados a sustentabilidade”, pois isso pode acabar gerando outros passivos, e afirmou que realiza uma
série de ações para que os benefícios do plástico e suas aplicações sejam reconhecidos, bem como a valorização do plástico reciclado junto à sociedade.
entrevista entrevista Isabel Domingos Professora Universidade de Lisboa Pelo volume de plástico produzido e usado hoje, a senhora acredita que reciclagem total é utopia? Sim. Porque sabemos
que, quando existe reciclagem (e há muitos países onde tal não ocorre), ela é muito pouco eficiente. A solução desse problema global não pode, de forma alguma, depender dessa alternativa. Além disso, o plástico é um mundo de diversidade, que tem, igualmente, impactos diversos. Quais possíveis soluções você vislumbra para esse grande problema? Necessariamente, a
redução imediata. Paralelamente, deviam concentrar-se todos os esforços em encontrar soluções para reduzir a quantidade produzida e investir em pesquisas para desenvolver alternativas ao uso do plástico. Como mudar esse cenário diante de uma indústria do plástico tão forte? Há setores em que pode
não existir substituto para o plástico e tem que se investir no desenvolvimento de novos materiais que possam substituí-lo. A indústria tem tido enorme preocupação, mas não existe obrigação. Os decisores políticos, de todo o mundo, têm que adotar essa como uma prioridade. Não há outra solução. Continuar não é aceitável nem possível. Quais impactos econômicos isso poderia gerar? É economicamente
viável? Claro que iria gerar impactos econômicos elevados! Um sistema de produção dependente do plástico não poderia sobreviver se amanhã fosse proibida sua utilização, e, do ponto de vista social, seria calamitoso. Não seria economicamente viável acabar com o plástico amanhã, mas tem que se começar imediatamente a adotar medidas eficientes para reduzir. Investir no desenvolvimento de alternativas ao seu uso e dar um tempo para a indústria se adaptar à mudança. Mas é obrigatório começar a mudança.
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PESQUISA> Estimativa é que 24 milhões de pessoas sofram com a doença nos próximos 17 anos FREEPIK/DIVULGAÇÃO
Alimentação Fast-foods são considerados perigosos para a saúde
O Fundo Mundial de Pesquisa sobre o Câncer (WCRF, na sigla em inglês) divulgou, recentemente, um dado preocupante: um aumento de 58% nos casos da doença até 2035. O documento, intitulado “Dieta, nutrição, atividade física e câncer: Uma perspectiva global”, ressalta que o excesso de peso e a obesidade, somados ao estilo de vida moderno, com pouco exercício físico e a ingestão exagerada de fast-food, são os principais fatores no desenvolvimento da patologia. Ainda de acordo com o estudo, no ano de 2012, 14,1 milhões de casos da doença em todo o mundo foram diagnosticados, sendo 7,4 milhões em homens e 6,7 milhões em mulheres. A estimativa da WCRF é que, em 2035, esse número alcance 24 milhões de pessoas com a enfermidade. “O progressivo aumento na frequência dos tumores e sua atual incidência indicam a necessidade de medidas urgentes para preveni-lo. Na literatura médica, está claro que entre 30% a 50% dos cânceres podem ser evitados com hábitos saudáveis de vida”, revela o oncologista Amândio Fernandes, diretor da Oncomed-BH. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) estimam que aproximadamente 30% dos cânceres estão associados à dieta. Outro estudo que aponta a importância em se combater o excesso de peso foi divulgado na revista científica “Lancet”, em 2014. De acordo com a publicação, a obesidade está relacionada a vários tipos de tumores, especialmente os de intestino grosso, mama na mulher na pós-menopausa, endométrio (camada fina do útero, responsável pela menstruação), rim, vesícula biliar, esôfago, ovário, fígado, tireoide e leucemia. Outros tipos de cânceres com alto número de incidência são os de pulmão (provocado em 80% dos casos pelo tabagismo), próstata e colorretal. A prática do fumo ainda está associada ao aparecimento de tumores em boca, laringe, faringe, esôfaLeonardo Cunha
Casos de câncer devem crescer 58% em todo o mundo até 2035 EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
DICAS PARA PREVENÇÃO Manter peso saudável.
Praticar exercícios físicos.
Ingerir cereais integrais, frutas, legumes e grãos.
Limitar o consumo de fast-food, carnes vermelhas e processadas. Reduzir o consumo de bebidas alcóolicas e de quaisquer bebidas que apresentem elevado índice de adição de açúcares. Substituir suplementos alimentares por dietas nutricionais.
go, pâncreas, bexiga, entre outros. ÁLCOOL Fernandes explica que, conforme as diretrizes da Sociedade Americana de Câncer sobre Nutrição e Atividade Física para Prevenção do Câncer, a recomendação para pessoas que fazem o uso de bebida alcoólica é que a ingestão seja limitada a, no máximo, dois drinks por dia para homens e um drink por dia para as mulheres. “A dose de um drink é definido como 354,8 mL para a cerveja, 147,8 mL para o vinho e 44,3 mL no caso dos destilados. Para saber a medida ideal de consumo público masculino, basta multiplicar por dois essa medida”, diz. O profissional ainda aponta que o combate ao tabagismo e ao etilismo, além da adoção de hábitos alimentares saudáveis, evitando sobretudo os alimentos processados, certamente contribui para reduzir a incidência da patologia. Ele revela que vários pesquisadores apontam a relação entre a diminuição da incidência da doença com a prática de atividade física. “Podemos afirmar que esse benefício já está comprovado com fortes evidências científicas em alguns tipos específicos de câncer, como o de mama, o de intestino grosso e o de endométrio”, ressalta. BRASIL Segundo pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 1,2 milhão de novos casos da doença devem surgir no país entre 2018 e 2019. Só para este ano, são esperados 582 mil registros – 300 mil em homens e 282 mil em mulheres. O levantamento aponta que, a cada dez casos, três estão relacionados ao estilo de vida que as pessoas levam. Entre os tipos de cânceres com maior incidência em ambos os sexos está o câncer de pele não melanoma, que é um tipo de tumor menos letal. No caso específico dos homens, o câncer de próstata é o mais frequente, presente em 31,7% dos casos. Já no caso das mulheres, o câncer de mama é o de maior representatividade, com 29,5% dos tumores.
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DIA A DIA Morador questiona o volume de gás entregue por empresa De acordo com ele, quantidade cobrada pela prestadora é sempre superior à colocada no tanque Eurico D e s d e Martins 2013, uma
dúvida vem atormentando o engenheiro Olímpio do Carmo Fernandes Júnior, 57, morador de um condomínio no bairro Serra, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Segundo ele, quando o tanque do prédio é abastecido com Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a granel pela Liquigás, por meio de caminhões, o marcador de volume do veículo registra uma quantidade bem superior à registrada pelo equipamento de medição do reservatório do edifício. A empresa, no entanto, nega a irregularidade. “Uma distorção pequena seria aceitável, porque o medidor do prédio é analógico, e o do caminhão, digital. Mas a diferença varia muito, de 15% a 80%”, explica o engenheiro. Outra polêmica, ainda de acordo com ele, diz respeito à capacidade do reservatório. “No tanque do prédio, que é fornecido pela empresa em regime de comodato, cabem 190 kg, mas, algumas vezes, no comprovante entregue pelo motorista do caminhão, consta que foi disponibilizado bem
mais do que isso”, diz o engenheiro. “Quando questionado, o fornecedor diz que a capacidade é maior, de 210 kg ou 250 kg”, completa Fernandes Júnior. “Procuramos a empresa, pedimos explicações, mas elas não nos convenceram, nos disseram que fizemos a conta errado. Resolvemos então procurar o Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG), para pedir a fiscalização dos equipamentos, mas nada foi feito”, conta ele. O vice-presidente das administradoras de condomínios da Câmara do Mercado Imobiliário e Sindicato das Empresas do Mercado Imobiliário de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG), Leonardo Mota, admite a existência de divergências pontuais em relação ao volume, principalmente quando os medidores são de tecnologias diferentes. “Com certeza, há um conflito entre o analógico e o digital, que é mais preciso” explica ele. Para evitar problemas, segundo Mota, o melhor a se fazer é conferir o tempo de duração do volume de gás adquirido. “O consumo segue um padrão médio. Qualquer desvio da curva é sinal de irregularidade, que pode inclusive ser um vazamento”, explica o vice-presidente da CMI/Secovi-MG.
TÂNIA REGO/ABR
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Uma distorção pequena seria aceitável, porque o medidor do prédio é analógico, e o do caminhão, digital. Mas a diferença varia muito, de 15% a 80%. Olímpio do Carmo Fernandes Júnior, engenheiro
Morador de um condomínio no bairro Serra, na capital, Olímpio tenta entender o que ocorre
Fornecedor nega irregularidade Em nota, a Liquigás explicou o funcionamento do processo de abastecimento a granel de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). E garantiu que os veículos que realizam a entrega do produto “possuem um marcador eletrônico que é aferido e certificado somente por empresas acreditadas pelo Inmetro, garantindo a exatidão da cobrança ao cliente”.
Em outro trecho da nota, explicou que o GLP resulta do refino do petróleo, sendo uma mistura de gases hidrocarbonetos, contendo, predominantemente, propano e butano. Caso o GLP que está sendo entregue ao cliente contenha mais butano do que propano, o produto será mais denso e mais pesado e, portanto, o P-190, que é o tanque usado pelo
cliente em questão, poderá conter mais quilos do que os 190 kg indicados pela capacidade desse tanque. Como exemplo, se esse tanque fosse abastecido somente com butano no volume máximo de 85%, poderia conter aproximadamente 220 kg de gás. Assim sendo, o controle do abastecimento só pode ser assegurado pelo equipamento presente no caminhão”. Por fim, lembrou que, para o atendimento a clientes granel, a Central de Atendimento Liquigás (CAL) funciona 24 horas, sete dias por semana, pelo telefone 0800 729 7777.
Ipem orienta o consumidor O Ipem-MG informou que “não realiza a verificação metrológica de GLP comercializado a granel”. Porém, explicou que “o consumidor pode solicitar à empresa fornecedora de gás o certificado de calibração do medidor de volume, fornecido por uma empresa acreditada pelo Inmetro”. As empresas acreditadas, segundo o Ipem-MG, podem ser consultadas no site inmetro.gov.br/laboratorios/rbc/lista, da Rede Brasileira de Calibração (RBC).
Ligações para os SAC podem ser gratuitas UARLEN VAÉRIO - 26.9.2013
A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou Projeto de Lei 6.704/2006, que torna gratuitas as ligações telefônicas para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) destinadas a reclamações ou pedidos de informações sobre os produtos ou serviços adquiridos. O texto é oriundo do Senado, onde já foi aprovado, e tramita com 30 propostas apensadas. O relator na Comissão de Defesa do Consumidor, deputado Severino Ninho (PSB-
PE), recomendou a aprovação do substitutivo acolhido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que foi elaborado pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). O texto aprovado altera o Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/1990) e a Lei Geral de Telecomunicações (9.472/1997) para determinar que será de responsabilidade das empresas o pagamento das ligações aos SACs. A proposta exclui dessa obrigação as microempresas e as empresas de peque-
A proposta em análise exclui as microempresas da obrigação
no porte. A cobrança indevida será considerada prática abusiva. “Sabemos que boa parte dos fornecedores centraliza em tais canais o atendimento ao cliente, de forma que é somente por meio deles que o consumidor pode fazer contato com o fornecedor”, disse Severino Ninho. “Por isso, não nos parece justo que a parte mais fraca assuma o custo pela prestação de um serviço decorrente da relação de consumo já realizada”, completou. O relator acrescentou
que a ligação gratuita aos SACs já é prevista pela Regulamentação dos Serviços de Atendimento ao Consumidor (Decreto 6.523/2008) e pela Portaria do Ministério da Justiça 2.014/2008. Para ele, a previsão da matéria em lei “resguardará melhor o consumidor”. O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado ainda pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.
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HORIZONTES DA CIDADE
Conexão entre Brasil e França Depois de deixar sua marca no Morro das Pedras, o grupo Artivista vai pintar muros em Paris O nome do projeto já dá um forte indicativo de sua diretriz: “Artivista” é, claro, uma junção das palavras arte e ativista. Promovendo um intercâmbio entre grafiteiros mineiros e franceses, a iniciativa acaba de colocar um ponto final em sua primeira etapa: na última quarta-feira, dia 20, os quatro muralistas locais e os três franceses convidados apresentaram à comunidade do Morro das Pedras o fruto de sua criatividade com traços e sprays. Agora, a trupe se prepara para cruzar o oceano e replicar a parceria, desta vez injetando colorido na fachada do Hospital Robert Debré e do portal de Pré Saint-Gervais, na periferia de Paris. Na verdade, o projeto começou a ser gestado na Cidade-Luz, por iniciativa de Claire Prat-Marca, diretora artística e criadora da galeria de arte contemporânea Prat-Marca. Ela, que já residiu na capital mineira, com a qual mantém um Patrícia Cassese
FOTOS MARION LESPAGNOL/DVULGAÇÃO
laço de afeto, já vinha há tempos pensando em uma parceria envolvendo a street art. Corria o ano de 2016 e, ao se enfronhar sobre a cena belo-horizontina do grafite, pelo Google, Claire chegou ao nome de Dagson Silva. A escolha não foi aleatória – o moço há tempos já desenvolvia um trabalho que se coadunava justamente com o viés ativista que ela buscava, ministrando oficinas a jovens da região onde mora, o Morro das Pedras. Contatos devidamente feitos, os dois começaram a listar outros nomes para compor a equipe, que, a essa altura, também já abarcava o nome de uma conterrânea de Claire, a curadora de exposições e produtora cultural Marion Lespagnol. “Eu sugeria alguns nomes, elas descobriam outros... E, ao fim, ela selecionou dentro da premissa de pessoas que associam a prática da arte com o ativismo”, conta Dagson. Do lado francês, foram convidados Jo Ber, Poes e Zdey. Já do lado de cá, Priscila Amoni, Criola e Gabriel Nast, além de Dagson. CONJUNTO/SOLO Os trabalhos foram iniciados no Jardim Alvorada, mais precisamente na Escola Estadual Professora Benvinda de Carvalho. “Inicialmente, visitamos a escola e, de sala em sala, apresentamos a proposta a alunos e professores”, rememora Dagson, acrescentando que, de início, a diretriz foi não propor um tema (para
A equipe reunida: o grupo formado por sete grafiteiros se diluiu nas travessas e ruelas do aglomerado Morro das Pedras, onde deixaram sua marca, em uma ação que terá outro capítulo a ser escrito na periferia da CidadeLuz
Alex Bessas
as pinturas). “Mas, depois, acabamos pensando em fazer zonas de fronteiras entre um muro e outro, e acabou que ficaram muito bacanas, pois apontam um encontro de estilos. O resultado ficou harmônico, ainda que o estilo de cada um esteja ali, representado”, pontua Dagson. Logo na sequência, a trupe partiu para as ruelas e travessas da Vila Antena, no Morro das Pedras. Lá, a orientação foi distinta. “Ca-
da um escolheu o seu muro e os artistas foram naturalmente se dispersando. Claro, a gente se encontrava na hora do almoço e no final do dia, mas ficou uma coisa mais fluida”, conta o artista. Sim, Dagson reconhece que de início, houve desconfiança por parte da comunidade. “Teve choque, teve desconfiança, acanhamento... Algumas pessoas ficaram apreensivas”, relata. A impressão, no entanto, logo seria desfeita.
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Projeto garantiu colorido às ruas do Morro das Pedras
Auxílio: a comunidade também colocou mão na massa DOIZUM COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Grupos de estudantes acompanharam todo o processo
Dagson Silva: O artista voltou ao Brasil para o trabalho
MUDANDO A ENGRENAGEM DO COTIDIANO O artista Dagson Silva conta que, após esse primeiro momento de impacto, a população do Morro das Pedras não só encampou o projeto, como começou a pedir que os grafiteiros colorissem com sua arte os muros de suas casas e entorno. Claro, não deu para atender a todos. “Mas, ao fim, funcionou exatamente como queríamos, ou seja, estabelecendo um diálogo com a comunidade. Tinha a senhora que levava cafezinho para a gente, outra, uma bandeja de pão de queijo... Também recebíamos grupos de jovens, teve até visita guiada – na verdade, criou-se um circuito”, comemora Dagson, que, como morador da região, confessa que a empreitada teve um valor “super simbólico e forte” para ele. “Foi muito emocionante, uma vivência muito rica. Entendo que o projeto de fato movimentou o aglomerado.
Desde sempre estivemos empenhados em nos articulamos com o público, que ouviu as nossas propostas de mudanças. Vamos dizer que o projeto trocou a engrenagem do cotidiano, ali”, pondera ele, que, curiosamente, já há algum tempo está residindo na França, o outro país envolvido no projeto. Aluno da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ele foi aprovado para fazer parte de sua graduação em artes visuais em Marselha, de onde veio para a etapa belohorizontina da atividade e para onde embarcou na última quinta-feira. Já o grupo francês aproveitou a passagem pelo Estado para conhecer, nos últimos dias, a cidade histórica de Ouro Preto e o Instituto Inhotim, em Brumadinho. Na próxima sexta (29), as partes voltam a se encontrar em, com seus sprays, para darem início à segunda etapa do projeto. .
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almanaque MECAINHOTIM> Quarta edição do evento traz shows musicais, visita educativa e mostra de filmes
Para gregos e troianos A música, claro, conPatrícia tinua sendo um chaCassese mariz e tanto. Mas, nesta edição 2018, a quarta de sua história, o festival MecaInhotim amplia a fatia no bolo dedicada à sétima arte, com debates e exibições de longas e curtas de calibre. Na grade musical, o evento – que acontece no próximo fim de semana ( dias 29 a 1º), no Instituto Inhotim – programa shows de Elza Soares, Alice Caymmi, Rubel, Letrux, Baco Exu do Blues, Cordel do Fogo Encantado e Pabllo Vittar, para citar alguns. Uma programação educativa diurna com visita mediada ao museu também está prevista. Com curadoria do ator Antonio Grassi, diretor-executivo do Inhotim, a mostra “Profissão: Artista” tem como cereja do bolo a exibição do longa “Beijo no Asfalto”, adaptação da obra de Nelson Rodrigues dirigida por Murilo Benício, com Débora Falabella, Lázaro Ramos e Fernanda Montenegro à frente do elenco. Na verdade, o longa teve uma exibição no Festival Internacional de Cinema de São Paulo, ano passado, em avant-première, mas a estreia nacional está prevista para novembro. Recentemente, a fita passou pelo International Filmmaker Festival de Nova York, de onde saiu com as estatuetas de Melhor Filme e Prêmio Especial para Lázaro Ramos. Ao Pampulha, Grassi lembrou que a mostra foi alinhavada dentro de uma linha curatorial cujo mote foi a profissão de artista, “pegando tanto filmes que tratam dos bastidores desse ofício quanto dirigidos por eles”. No caso de “Beijo no Asfalto”, a justificativa recai sobre o fato de ter um ator, Murilo Benício, se deslocando para a função de diretor. “Junto a ele também está um documentário (“Todos os Paulos do Mundo”) sobre um grande artista, que é o Paulo José, mostrando a sua trajetória”. A programação também conta com “Divinas Divas”, de outra atriz que migrou para a batuta, Leandra Leal. “Ela, que praticamente nasceu no Teatro Rival, localizado na Cinelândia e de propriedade de sua mãe (a também atriz Angela Leal), faz, no filme, uma leitura dos espetáculos que eram criados lá por trans como a Rogéria, explorando tanto o lado artístico como questões de gênero que tanto estão em pauta hoje”. O quarto filme da mostra é “Legalize Já”, que flagra a trajetória do Planet Hemp. “Junto à exibição deles, faremos duas mesas de discussão, no jardim do Inhotim, as quais vou mediar”, diz Grassi, citando a
Sex. a dom. 29.jun. a 1º.jul.
OBVIOUS AGENCY/DIVULGAÇÃO
DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO
que reúne Débora Falabella e Amir Haddad (no sábado, 30) e a que junta Marcelo D2, Renato Góes e Johnny Araújo (domingo, 1º).
ANA ALEXANDRINO/DIVULGAÇÃO
INHOTIM/DIVULGAÇÃO
EMPODERADAS Uma das atrações do recorte musical, Alice Caymmi conta que vai apresentar o show do CD “Alice”, lançado em janeiro, “e mais algumas músicas do disco anterior e minhas atuais referências”. Ela, que acaba de lançar em clipe o remix “Sozinha”, ao lado da atriz Cleo (ex-Pires), fala de seu momento atual. “Estou desenvolvendo colaborações com mulheres que, para mim, representam diferentes faces da feminilidade e sempre de forma transgressora. A Cleo é a primeira parceria e uma baita aliança. O que me move agora é a união e a força de trabalho das mulheres que me cercam”. E por falar em poderio, Elza Soares chega a Minas na esteira do lançamento de “Deus é Mulher”, cujo primeiro single é “Banho”. O disco levanta bandeiras como o empoderamento feminino e de raça, que já se tornaram marcas na trajetória da cantora. Pertencente a outra geração, mas já também ostentando a chancela de diva, Letrux, 36, é outra a soltar a voz no Meca. “Estou muito feliz. Não conheço Inhotim, estou muito curiosa, pois sei que é um lugar muito rico. Devo fazer o show completo (do disco “Letrux em Noite de Climão”), mas a gente sempre agrega uma gracinha a cada lugar. Eu amo Minas! Fizemos dois shows aí que foram super intensos, com ingressos esgotados”, brinda, citando o carinho do público, “que canta mais alto que a gente, é uma coisa doida! Fico muito feliz”. Letrux, vale lembrar, acaba de lançar o clipe da faixa “Além de Cavalos”. “É um devaneio meu e da Tata Pierre, diretora. Amo o filme ‘A Noviça Rebelde’ – é de uma simplicidade, né? As cenas da Julie Andrews nas montanhas... Claro que a gente acrescenta um pouco de devaneio, de lisergia, de loucurinha. Achei que ficou muito bacana, e nunca me vi tão bonita”, ri. Letrux adianta que, até o fim do ano (“se os deuses quiserem”), quer ter um clipe para cada faixa do CD. “Acho o disco é muito imagético e conta muito dessa persona, a Letrux. Então, vai rolar”, brinda.
> MecaInhotim Ao alto, as cantoras Alice Caymmi (esq.) e Elza Soares – ambas apresentam discos lançados este ano; ao centro, Letrux e, ao abaixo, os atores de “Beijo no Asfalto”, longa dirigido por Murilo Benício que será exibido no Meca
Instituto Inhotim. De 29/6 a 1º/7). Ingressos a partir de R$ 180 a inteira. Confira a programação: meca.love/festivais-mecainhotim2018
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MÚSICA Um bandolim emblemático Bem humoraPatrícia do, o bandoliCassese n i s t a J o e l Nascimento vai logo perguntando à reportagem: “Você foi avisada que precisa falar alto e pausadamente, não é? Estou igual a Beethoven”. Aos 80 anos, completados em outubro do ano passado, o músico carioca refere-se ao fato de, atualmente, contar apenas com 20% da audição do ouvido esquerdo, em função de uma otosclerose. Nada que o impeça de mostrar seu virtuosismo nos palcos, como fará na capital mineira neste sábado (23), em show que integra o projeto “BH Instrumental”. Com entrada franca, o evento terá, na abertura, às 19h30, a apresentação “Horizonte Aberto”, de Aloísio Horta. Nela, será acompanhado pelos músicos Kadu Vianna, Christiano Caldas, Marcelinho Guerra e Marcelo Ricardo. Na sequência,
Joel entra em cena com um time de bambas: Henrique Cazes, João Camarero, Beto Cazes e Marcus Nimrichter. A parada em Belo Horizonte insere-se na turnê “Joel Nascimento – 80 Anos”, na qual, claro, ele celebra com o que tem direito as oito décadas de vida. A baliza, aliás, torna pertinente a clássica pergunta: “qual o balanço de sua trajetória?”. Ao que ele responde, sem titubear: “Minha querida, muito feliz. É uma caminhada de muito êxito ao lado do meu bandolim”. Para os não tão enfronhados assim na seara da música instrumental, vale lembrar que Joel Nascimento começou sua vida artística a bordo de outros instrumentos: de início o cavaquinho e, na sequência, o piano. Aos 22 anos, porém, perdeu a audição do ouvido direito e resolveu deixar a música de lado para estudar radiologia. Em 1968, retornou aos braços de sua antiga paixão, mas, desta vez, já empunhan-
Sáb. 23.jun.
MARÍLIA FIGUEIREDO/DIVULGAÇÃO
Ícone Um dos maiores nomes do bandolim brasileiro se apresenta de graça na cidade
do o bandolim. Em pouco tempo, já havia conquistado a admiração de João Nogueira (1941-2000), que de pron-
to o convidou para participar de um disco. Mais tarde, veio o episódio divisor de águas de sua
trajetória: já com cinco anos de instrumento, procurou Radamés Gnatalli (19061988), no afã de saber mais
COMPRE O SUPER E PARTICIPE DA PROMOÇÃO CARTELA E SELOS JÁ DISPONÍVEIS NO SUPER
sobre “Retratos”, composição que o mestre havia feito em 1956 para Jacob do Bandolim (e hoje também conhecida como “Camerata Carioca”). Originalmente, o arranjo previa um quinteto de cordas. “Mas, no geral, os chorões não gostam muito”, diz Joel, que procurou Radamés e dele recebeu a versão camerística da música. Não bastasse, Radamés também elogiou o modo “colorido” de Nascimento tocar. “Não posso reclamar: trabalhei para várias grandes gravadoras, me apresentei em festivais como os Montreux (Suíça) e toquei com grandes nomes (como Chico Buarque, Clara Nunes, Paulinho da Viola e outros)”, brinda o bandolinista.
Joel Nascimento >80 Anos
Praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia). Neste sábado (23), às 19h30. Acesso gratuito.
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MÚSICA LETICIA SOUZA/DIVULGAÇÃO
Na Praça recebe o 6 Tambor músico Leonardo Brasilino
sábado (23) ALCIONE Show “Eu Sou a Marrom” que comemora 70 anos de vida e 45 anos de carreira da cantora. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir de R$ 100 (inteira, pista)
O trombonista mineiro Leo Brasilino é o convidado de Maurício Tizumba para a próxima edição do festival Tambor na Praça. Leonardo também é produtor e arranjador, além de regente e cantor dos blocos do carnaval de rua de Belo Horizonte, “Magnólia” e “Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro”. O músico se junta ao percussionista anfitrião para explorar sua musicalidade em canções eruditas e populares. Onde Praça da Saúde, av. Silva Lobo, Grajaú Quando Neste domingo (24), a partir das 11h. Quanto Entrada gratuita
BERTHA LUZ Lançamento de EP. Abertura com shows de Pata, Brisas e DJ Pat Manoese. Matriz Casa de Cultura (r. Guajajaras 1353, centro). Às 19h. R$ 6
tuita
MÚSICA NA CAPELA Coral Sesiminas com a regência do Maestro Marco Antonio Maia Drumond. Casa Fiat de Cultura (pça. da Liberdade, 10, Funcionários). Às 11h. Entrada gratuita
VIOLA DE FEIRA Gustavo Guimarães convida Quincas da Viola e Dito Rodrigues. Centro Cultural Padre Eustáquio (r. Jacutinga, 821, Padre Eustáquio). Às 11h. Entrada gratuita.
segunda (25)
FORA DE SÉRIE
ARS NOVA
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais dedica-se à música do leste europeu. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 44 (inteira, Coro)
Coral da UFMG Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
SEGUNDA MUSICAL KEREIAN GRACHER/DIVULGAÇÃO
domingo (24) “Arte no Prato”: gastronomia e música na avenida Brasil Após o cancelamento na semana passada, o festival “Arte no Prato” confirma sua realização para este fim de semana. No sábado, shows de Papagaio Elétrico, Márcio Nagô, Rota 66, “U2 - Latin American”, Márcio Greick e Beto Guedes. Já no domingo as apresentações são das quadrilhas e congadas, Hocus Pocus, Aline Calixto, Lô Borges e 14 Bis. Evento também conta com feira gastronômica. Onde av. Brasil, 41, Santa Efigênia Quando Nestes sábado (23) e domingo (24), a partir das 13h Quanto Entrada gratuita.
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FELIPE DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
de Oliveira apresenta 6 Felipe o show “Coração Disparado”
Intérprete mineiro estreia o show “Coração Disparado”, baseado em seu lançamento homônimo, além do álbum “Microfonia”, seu primeiro disco, e releituras de nomes da MPB, como Caetano Veloso, Milton Nascimento e Chico Buarque. Dono de uma voz andrógina, o cantor propõe novos sentidos para composições clássicas. O disco “Coração Disparado” conta com composições e participações de vários músicos da cena autoral mineira, como Deh Mussulini, Pedro Santos, Laura Catarina, Dé de Freitas e outros parceiros. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 28 (quinta-feira), às 20h30 Quanto R$ 10 (inteira).
DENIS ONO/DIVULGAÇÃO
e Husdon fazem show 6 Edson no Arraial de Belo Horizonte
A dupla responsável por hits como “Azul”, “Porta-retrato”, “Foi Deus”, “É Amor Demais” e “Escândalo de Amor” são a atração deste fim de semana da 40ª edição do Arraial de Belo Horizonte. Após a apresentação de 24 quadrilhas que disputam no Concurso de Quadrilhas, Edson e Hudson sobem ao palco da praça para fechar a etapa do domingo (24) do evento. Haverá também uma vila gastronômica que disponibilizará comida junina. No próximo fim de semana (dias 30 e 1°), entre outras atrações, Bruno e Marrone se apresentam. Onde Praça da Estação, av. dos Andradas, centro Quando Domingo (24), às 21h Quanto Entrada gratuita.
Concertos com Kássio Arão (piano) e Trio Intermezzo. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. Entrada gratuita
quarta (27) RODA DE CHORINHO Quarteto de Choro apresenta repertório original e premiado em mais uma noite de chorinho na capital. Quintal da Horta (r. Mármore, 70, Santa Tereza). Às 19h. R$ 10
GRUPO OFÓ O projeto Palco Livre traz o Grupo Ofó para uma apresentação de música popular autoral, o espetáculo “Do Orum para o Aiyé”. Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
SINFÔNICA E LÍRICO Orquestra Sinfônica e Coral Lírico de Minas Gerais em concerto. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
quinta (28)
CAVALO MOTOR Makely Ka e banda apresentam show idealizado a partir de uma viagem em que o artista percorreu de bicicleta as trilhas e paisagens descritas no romance “Grande Sertão: Veredas” de João Guimarães Rosa. Show integra a programação da mostra “Imersão Grande Sertão”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
terça (26) CONEXÕES MUSICAIS Coro Madrigale e Hely Drumond apresentam o espetáculo “Hely & Elas” Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
SALVE O COMPOSITOR! Show com Felipe Vilas Boas e MG Big Band. Integra o projeto Música Nova Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
sexta (29)
MANHÃS MUSICAIS Série da Fundação de Educação Artística (FEA) apresenta obras de Scarlatti, Poulenc, Mendelssohn e Chopin com o pianista Sérgio Monteiro. Sala Sergio Magnani da FEA (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
SIDNEY GRANDI Lançamento do álbum “Meu Interior”, dedicado à música caipira. Os discos serão distribuídos para o público ao final do show. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes). Às 20h. Entrada gra-
TRIO BELO HORIZONTE Show do trio formado por Alexandre Kanji/violino, Elise Pittenger/cello e Rodrigo Miranda/piano. Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
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ARTES CÊNICAS Hilda Hilst pede passagem Nunca se falou tanto em Hilda Hilst ( 1 9 3 0 2004). Pelo menos é o que aponta o levantamento realizado pelo pesquisador Cristiano Diniz, responsável pelo tratamento arquivístico do acervo da paulista (nascida em Jaú), e que investigou menções à escritora de 1949 a 2018. A autora homenageada da 16ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty, a FLIP, que se inicia no dia 25 do próximo mês, também ganha reverência nos palcos mineiros, com a montagem de “A Obscena Senhora H”, que adapta o livro originalmente lançado em 1982. A peça estreia no teatro de bolso do Sesc Palladium na sexta (29), permanecendo em cartaz até o dia 8 de julho. A iniciativa do diretor e dramaturgo Juarez Guimarães Dias coloca em cena a atriz Luciana Veloso que, curiosamente, há pouco mais de um ano não conhecia a fundo a obra da autora. Guimarães Dias, por sua vez, pode se gabar do fato de ter visitado várias vezes a Casa do Sol, a célebre moradia situada em Campinas que a autora dividiu com seus gatos e cães, e Lara Alves (*)
que hoje abriga o Instituto Hilda Hilst. Ele, que chegou a conhecer a escritora, conta que há 15 anos vem se debruçando sobre o legado da “maldita”. “E sempre me surpreendo. É uma obra inesgotável, tem algo de muito poderoso ali”, afirma. Foi do encontro entre estes opostos que nasceu o desejo de transpor “A Obscena Senhora D” para os palcos. Luciana revela a potência que vislumbrou nas páginas da obra assim que as percorreu. “Fui realmente atravessada pela história. A cada vez que leio, alguma coisa desperta em mim”, salienta. “A Obscena Senhora D” trabalha com um dos possíveis alter egos da escritora, a personagem Hillé ou Senhora D (o “D” significa derrelição que, por sua vez, significa estado de abandono, desamparo e solidão). Hillé é uma mulher sexagenária, que perdeu o marido e está em conflito com questões essenciais, fazendo indagações sobre a vida, a morte e Deus. No entanto, mais que contar a história da personagem, a montagem “A Obscena Senhora H” se vale da narrativa para recontar passagens biográficas da vida de Hilda. Isso porque a trama
foi escrita enquanto Hilda era atravessada pela paixão avassaladora que passou a nutrir por seu primo Wilson Hilst, 20 anos mais jovem.
“Propus que fizéssemos um cruzamento entre a vida e a obra, como elas se encontram, se misturam, mas também se afastam. Nós sabe-
estreia 29.jun.
mos que existe, ali, um pouco de autoficção. Fomos encontrando semelhanças entre o Wilson e o marido da personagem, assim como seMATHEUS SORIEDEM/DIVULGAÇÃO
Híbrido Luciana Veloso oscila entre passagens biográficas e trechos de “A Obscena Senhora D” no espetáculo
melhanças entre a Hilda e a Hillé”, explica o diretor. A trama se passa na Casa do Sol, ambiente muito conhecido de Juarez que, aliás, deve publicar, no fim deste ano, o livro “A Casa da Senhora H”, um romance autoficcional sobre a morada de Hilda Hilst e todos os misticismos que ela guarda (entre eles, a existência de uma figueira centenária que atende a pedidos em noites de lua cheia). Em tempo: além da homenagem na Flip, as obras de Hilda Hilst estão sendo reeditadas. Não bastasse, o texto “O Unicórnio” foi adaptado para o cinema, em uma produção que se destacou na Mostra Generation do Festival de Berlim em janeiro deste ano. E mais: a cineasta Gabriela Greeb estreia no próximo dia 30 de julho o documentário “Hilda Hilst Pede Contato”. 2018 é, sem dúvida, o ano da autora. * Sob supervisão de Jessica Almeida
A Obscena >Senhora H
Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, 3214-5350). 29/6 a 8/7. Sex. e sáb., 20h; dom., 19h. R$ 15 (inteira).
Tempo de pluralidades em BH Na década de 1940, Belo Horizonte era um ambiente extremamente hostil aos homossexuais. Quem conta a história é Luiz Morando, autor do livro “Paraíso das Maravilhas: Uma História do Parque”, que investigou acervos de arquivos públicos e jornais para compreender o primeiro assassinato de um homossexual na cidade, ocorrido no Parque Municipal Américo Renné Giannetti em 1946 que, inclusive, levou à necessidade da colocação de cercas de proteção no espaço. Ao conhecer essa história, integrantes do Coletivo Beijo no Seu Preconceito optaram por ressignificar o local e, munidos de um desejo antigo de propor diálogos efetivos e duradouros da população LGBTIQ+ com a cidade desenvolveram, ao lado de inúmeros parceiros, a “Quarta Queer”, no mesmo espaço que outrora fora palco de violências.
A partir da próxima quarta (27), o projeto vai reunir, sempre na última quarta de cada mês, trabalhos de artistas LGBTIQ+ em uma extensa programação no Teatro Francisco Nunes, que visa celebrar a diversidade das manifestações artísticas e ampliar o envolvimento dos sujeitos LGBT com os espaços de cultura de BH. Igor Leal, um dos organizadores da proposta, destaca a importância deste movimento coletivo. “Nós queremos fazer uma espécie de panorama das atividades e manifestações culturais deste grupo na cidade. BH não tem políticas estruturais culturais elaboradas para a população LGBTIQ+”, explica. Nesse sentido, a ocupação que acontece até o mês de novembro trabalha com diversas frentes voltadas para o diálogo. Um dos mais destacados por Igor é a capacitação de agentes da Fundação Municipal de Cultura e da Secretaria Municipal de Cultura. “É preciso incluir es-
sas comunidades que estão à mercê da produção cultural. Nós precisamos viver além do direito à fruição cultural, precisamos também
abertura 27.jun.
gerir essa produção. Por isso vamos sensibilizar os agentes, para tentar fortalecer a cultura LGBT em BH”. Além das capacitações,
de mostras artísticas, da Queerfeira e do ateliê aberto, as rodas de conversa e os ciclos de debates orientados pelo Núcleo de Direitos Hu-
MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO
manos e Cidadania LGBT (NUH), da UFMG, serão atividades continuadas durante os meses. Para esta primeira edição da Quarta Queer, que acontece às vésperas da 21ª Parada do Orgulho LGBT de BH (que vai ser realizada no dia 8 de julho, às 11h, na Praça da Estação), além da programação fixa haverá a performance “Fálica”, o hasteamento da bandeira LGBTIQ+ e o Fecha a Santa (um ensaio aberto do trio que vai desfilar na Parada). “Hastear a bandeira do movimento é propor que pensemos a construção da nação a partir da diversidade, da luta pela livre orientação sexual”, afirma Igor. (Lara Alves/ sob supervisão de Lorena K. Martins)
> Quarta Queer A performance “Fálica” de Ana Luisa Santos está na programação da primeira Quarta Queer
Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 32776325). Toda última quarta-feira do mês, até novembro. Nesta quarta-feira (27), das 13h às 22h. Entrada gratuita. Confira a programação completa em: facebook.com/quartaqueer/
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ARTES CÊNICAS Vaudeville com sotaque carioca É com o entusiasmo transbordando a cada fala que o ator Eri Johnson exalta as virtudes de “Um Casamento Feliz”, sua mais recente investida no universo das artes cênicas. “O público apreciador de teatro não pode perder, inclusive porque é um gênero nem sempre frequente aqui, no Brasil”, diz, referindo-se ao vaudeville, segmento umbilicalmente atrelado à França. Aliás, foi exatamente nesse país que o texto original – “Le Gai Mariage” – foi criado, por Gerard Button e Michel Munz. Com a tradução e adaptação de Flávio Marinho, a peça, que estreou em janeiro, no Rio, chega agora à capital mineira, com sessões no Centro Cultural Minas Tênis Clube, na próxima sexta (29) e no sábado (30). Em cena, Eri é Henrique, um rapaz que só terá acesso à herança deixada pela tia se cumprir a condição exigida por ela: se caPatrícia Cassese
teatro adulto A OBSCENA SENHORA H (Leia mais na página 23)
BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega As situações vivenciadas na infância de dois homens se juntam e se transformam em obsessão e desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Sex., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Até 1/7.
CONTO ANÔNIMO Dir. Sara Pinheiro e Pablo Lamar. Com Ana Lavigne e Marcelo Alessio A vida de uma mulher que, ao lado do marido e diante da TV, transita entre memória e comerciais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro,
sar. Na verdade, o testamento é ainda mais específico: além de contrair matrimônio, Henrique deverá permanecer com a aliança na mão esquerda ao menos por um ano. Nesse período, receberá visitas esporádicas de um oficial de justiça. Bem, ocorre que o moço é um solteirão convicto. E heterossexual de carteirinha. Acuado, Henrique resolve, sim, se casar – mas ficticiamente, com um amigo, Dodô (Renato Rabelo). Na verdade, o personagem está seguindo o conselho de seu advogado, Roberto (João Lima Jr), que vê nessa alternativa a solução para o cliente colocar logo a mão na grana. Dodô, vale ressaltar, é também um proclamado heterossexual. Mas o inusitado é que a vida de casado passa a agradar sobremaneira a ele – para desespero total de Henrique, que quer porque quer trazer o amigo “de volta à real”. Não bastasse toda essa barafunda, ainda entram em cena outros atores, como o que faz o pai do personagem principal, Edmundo, um viúvo re-
ligioso até a medula. Na verdade, até então, Edmundo vinha sendo interpretado pelo veterano Raymundo de Souza, mas, na passagem pela capital mineira, é Carlos Magalhães quem vai defender o papel. “O grande barato disso tudo, e posso falar já de cara, é
3213-3084). Neste sáb. (23), às 20h; dom. (24), às 19h. R$ 10 (inteira).
GRANDE SERTÃO: VEREDAS
DES ESPERA Dir. Wal Mayans. Com Bruno Godinho Um solo tragicômico não verbal permeado por duas palavras: tempo e o amor. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (23) e dom. (24), às 19h. R$ 20 (inteira).
DOSTOIÉVSKI TRIP Dir. Cibele Forjaz. Com Cia Livre e Mundana Companhia Viciados em literatura aguarda a chegada de um comerciante que fornece mercadorias que provocam alucinações associadas a grandes autores. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qua. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 9/7.
Sex e sáb. 29 e 30.jun.
ADAPTAÇÃO Embora a peça tenha nascido na França, foi na Espanha que o ator João Lima Jr., que integra o elenco, a viu MARCIO RANGEL/DIVULGAÇÃO
Dir. Bia Lessa. Com Caio Blat, Luisa Arraes A epopeia de Riobaldo que atravessa o sertão para combater seu inimigo, seu pacto com o diabo e seu amor por Diadorim. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (23), às 20h; dom. (24), às 16h e às 20h. R$ 30 (inteira).
HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA Dir. Rogério Araújo. Com alunos do Cefart Os jovens formandos têm uma peça a ser encenada, um dilema a ser resolvido e suas pulsões a serem expostas. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Qua. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. De 28/6 a 15/7. Com Barbixas Cia. de Humor A plateia faz sugestões para que os humoristas improvisem. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Sex. (29), às 21h30; sáb. (30), às 19h e às 21h30; dom. (1°), às 18h. R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 70 (plateia 2, inteira).
Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Sexta (29) e sábado (30), às 21h. R$ 80 (inteira)
9400). Neste sáb. (23), dom. (24) e seg. (25), às 19h. R$ 20 (inteira).
O REI DO MUNDO Dir. Roberto Alvim. Com Eduardo Sterblicht, Louise D'Tuani, Diego Becker Pedro Peregrino deseja se tornar rico e está disposto a passar por cima de tudo. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (23), às 20h30. R$ 100 (inteira).
TALVEZ EU ME DESPEÇA Dir. Ludmilla Ramalho. Com Beatriz França Uma homenagem a Cecília Bizzoto. Atualizada, a montagem também discute o assassinato de mulheres. - Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). Neste sáb. (23) e dom. (24), às 20h. R$ 10 (inteira). - Casa de Candongas (av. Cachoeirinha, 2.221, Santa Cruz). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (inteira). De 28/6 a 1/7.
UM ANJO PASSANDO AQUI Com Lenine Martins Uma dramaturgia em fragmentos do amor. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (23), às 19h; dom. (24), às 18h. R$ 30 (inteira).
MEU TIO É TIA
UM CASAMENTO FELIZ
Dir. Marco Amaral. Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro descobre que seu sobrinho vai se hospedar em sua casa. Teatro Marília (av. Alfredo B alena, › 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (23), às 20h30; dom. (24), às 20h. R$ 40 (inteira).
(Leia mais nesta página)
Dir. Léo Stefanini. Com Fulvio Stefanini, Carol Gonzalez, Carol Mariottini A vida de um pai que está perdendo a memória tratada de maneira poética. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (23), às 21h; dom. (24), às 19h. R$ 50 (inteira).
O QUE FAZER COM O RESTO DAS ÁRVORES? Dir. Larissa Matheus. Com Nando Motta e Elder Torres Irmãos recebem de herança do pai um milhão de enciclopédias. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-
sendo encenada. “Na verdade, esse texto está sendo montado simultaneamente em Paris, Madri e em Londres”, conta o ator, lembrando que Lima Jr. tratou de comprar os direitos da montagem. “Mostramos para o Flávio Marinho que, após ler, chegou e disse: ‘E-ri Johnson, que maravilha isso!’ Se você me garantir que vai fazer, traduzo e adapto”, lembra o ator, que, claro, prestou seu juramento ao amigo. “E o Flávio trouxe a trama para o Brasil de um jeito que você acha que ela nasceu aqui. A situação se passa no Rio, mas essa localização geográfica é o que menos importa. E isso de todos os personagens terem uma história dentro da história é fascinante tanto para quem assiste quanto para quem faz”, analisa ele.
>FelizUm Casamento
Heterossexuais convictos, os personagens resolvem juntar suas escovas de dentes por interesse
O PAI
Alunos do Cefart estreiam montagem inspirada em Hamlet
mais pitadas de confusão à trama: trata-se da nova namorada de Henrique, vivida por Rayane Morais.
Por interesse
IMPROVÁVEL PAULO LACERDA/FCS/DIVULGAÇÃOS
que esse pai é que é o gay do espetáculo”, diz Eri Johnson, sem medo de dar “spoiler”. “Não tem problema revelar isso. O grande lance, o grande barato, é a maneira como ele vai chegar ao ponto de falar que é”. Um quinto personagem entra cena para adicionar
teatro infantil
Um garoto troca latas e panelas velhas por um pintinho. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (23), às 18h. R$ 30 (inteira).
dança VIAGEM AO FOLCLORE EGÍPCIO Dir. Kátia Elizabeth de Oliveira Lima. Com Talibah de Danças Árabes Um passeio pelos folclores egípcios e as raízes da dança árabe. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. (29) e sáb. (30), às 20h. R$ 40.
musical ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá. Com Copas Produções A história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.
segunda preta(*)
ANTES QUE ESFRIE Com Felipe Tolentino Ferraz, Gabriel Silva Alves, Marli Marques Na linguagem de teatro de bonecos, a história de Dona Glória. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste dom. (24), às 16h e às 18h. R$ 20 (inteira).
PARACHICOS Dir. Lira Ribas. Com Mariana Arruda Uma viagem pelo cancioneiro de Chico Buarque com o olhar da palhaça Begônia. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Neste dom. (24), às 16h. R$ 10 (inteira).
PRU-TI-TI - MEMÓRIAS DE ESTIMAÇÃO Dir. coletiva. Com Insensata Cia de Teatro
APARECIDA Com Breve Cia Ao enterrar sua mãe, Aparecida desenterra sua identidade negra.
O MURO Com Denilson Tourinho Cenas da vida e das artes são retomadas para negritar que as vozes vão se repetir.
palco giratório(*) SEGUNDA PRETA Com Grupo Espanca! Três cenas curtas. “Elas também usam Black Tie”, “Refém Solar” e “Apologia III”. Neste sáb. (23), às 20h.
DESASTRO Dir. Neto Machado. Com Bernardo Stumpf, Daniella Aguiar, Jorge Alencar É como se os personagens de Star Wars dançassem ao som de David Bowie num episódio dos Power Rangers. Neste dom. (24), às 19h.
RAMAL 340: SOBRE A MIGRAÇÃO DAS SARDINHAS OU POR QUE AS PESSOAS SIMPLESMENTE VÃO EMBORA Dir. Jezebel de Carli. Com Coletivo Errática Seis histórias envolvendo pessoas espalhadas no espaço e no tempo. Qui. (28), às 21h.
AS MULHERES DO ALUÁ Com O Imaginário Quatro mulheres condenadas e trancadas em celas no interior da floresta. Sex. (29), às 21h. (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 1 hora antes de cada espetáculo.
teatro insurgente mostra de solos
O CANTAR DOS QUE NÃO SE RENDEM Com Daniel Magalhães A poesia palestina como mecanismo para expressão de vozes não tão acessadas. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (25), às 20h. R$ 10 (inteira)
CICLOS Dir. Juliana Pautilla. Com Rita Maia Uma mulher às voltas com a maternidade após os 40 anos. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 1/7.
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O QUE VEM POR AÍ O Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote). DIA 21
QUE VEM POR AÍ
julho
LÉO JAIME & LEONI NO SHOW LEONI & LEONARDO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 480 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 560 (mesa setor 1 com quatro lugares).
DIA 13 ANGELA RO RO “AMOR & HUMOR - UM SHOW DE SUCESSOS”
Centro Cultural Minas Tênis Clube. Às 21h. R$ 25 (inteira).
DIA 29 Sesc Palladium. Às 19h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 90 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia 3, inteira).
agosto
LENINE TOUR LENINE EM TRÂNSITO
DIA 4
DIA 16 ABERTURA DA EXPOSIÇÃO “RETROSPECTIVA MICHEL BASQUIAT”
Centro Cultural Banco do Brasil. Das 9h às 21h. Entrada gratuita.
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira). DIA 11 NOVOS BAIANOS ACABOU CHORARE
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 140 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).
setembro
MARINA LIMA
DIA 14
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 100 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 80 (plateia superior, inteira, 1° lote).
A MULHER DO PAU BRASIL
DIA 1° THIAGO ARANCAM BELA PRIMAVERA
ANITTA SHOW DAS PODEROSINHAS
KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 80 (arquibancada/pista, inteira, 1° lote), R$ 150 (mesa setor 2, individual, inteira), R$ 180 (mesa setor 1, individual, inteira). DIA 20 ALMIR SATER E RENATO TEIXEIRA
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 800 (mesa setor 2 com quatro luga-
res), R$ 1.000 (mesa vip com quatro lugares), R$ 700 (mesa setor 3 com quatro lugares), R$ 900 (mesa setor 1 com quatro lugares). DIA 21 ROGER WATERS
Mineirão. Às 20h. R$ 300 (cadeira superior, inteira), R$ 340 (pista em pé, inteira), R$ 490 (cadeira inferior, inteira), R$ 720 (pista premium, inteira). DIA 27 O GRANDE ENCONTRO
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 800 (mesa setor 1 com quatro lugares).
novembro DIA 4 LOREENA MCKENNITT
KM de Vantagens Hall BH. Às 20h30. R$ 350 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 550 (cadeira, inteira, 1° lote), R$ 650 (cadeira vip, inteira, 1° lote). LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 150 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia superior, inteira).
FÁBIO JR.
DIA 1°
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 400 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 480 (mesa setor 1 com quatro lugares).
CAPITAL INICIAL
KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 7 TRIBALISTAS
DIA 6 PATO FU E GIRAMUNDO APRESENTAM “MÚSICA DE BRINQUEDO 2”
Palácio das Artes. Às 19h. Valores ainda não divulgados.
DIA 20 SEU JORGE
DIA 10
KM de Vantagens Hall BH.
ADRIANA CALCANHOTTO -
Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 140 (pista, inteira, 1° lote), R$ 200 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 300 (camarote, inteira, 1° lote).
outubro DIA 12 Adriana Calcanhotto estreia turnê nacional “A Mulher do Pau Brasil” em BH, em agosto
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CINEMA As leituras da morte Lá pelas tantas de “Hereditário”, Annie (Toni Collette) implora desesperadamente que o marido Steve (Gabriel Byrne) acredite na explicação insana que ela acabou de lhe dar para tudo que está acontecendo com a família deles. A cena é um embate claro entre uma crente e um cético. E talvez seja a mais importante do filme em cartas esta semana, porque encena o choque não só entre suas duas metades, mas entre o espectador que vai e aquele que não vai comprar a loucura de seu ato final – e se sentir aterrorizado por ele pelo resto da vida. Mesmo o cético que não sentir um frio na barriga nos momentos mais bizarros e fantásticos da produção, porém, dificilmente vai resistir à ousadia e ao sadismo de seu drama humano – carregado por uma destemida performance de Toni. Porque o longa de estreia do diretor Ari Aster, um dos mais elogiados do ano nos EUA, é um filme de terror mais angustiante que assusDaniel Oliveira
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 23 (sábado) e 24 (domingo)
estreias
tador, mais perverso nos sentimentos em que mergulha seus personagens e o público do que na mitologia que pretende explorar. Um conto sobre como o tumor que escondemos ou ignoramos – que pode ser uma culpa, um remorso, um ressentimento ou uma herança biológica ou familiar – não desaparece, mas cresce até eventualmente tomar conta de nossas vidas. A história segue o luto de Annie e Steve e seus filhos Peter (Alex Wolff) e Charlie (Milly Shapiro) após a morte da mãe de Annie. Aster obriga o espectador a conviver com os estranhos eventos que assombram essa família, inundada por uma carniça e um peso constante de morte – e por um histórico de doença mental – durante uma hora que lembra mais a tortura emocional de “Gritos e Sussurros” do que um longa de terror. Mas é quando esse histórico de distúrbios psiquiátricos começa a ganhar contornos fantásticos (e quanto menos você souber o que acontece a partir daí, melhor) que o tumor toma conta conta de “Hereditário” – e o filme vai dividir seus espectadores. Aster
Dir. Caio Sóh. Com Adriana Esteves, Bianca Bin, Marco Ricca. Batista e Maria formam um casal que, aparentemente, é feliz em seu casamento. No entanto, Batista é um alcoólatra e Maria tem um caso com o namorado de sua filha mais velha. Boulevard 1: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Contagem 7: 14h40, 18h50 Paragem 4: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50
DIAMOND/DIVULGAÇÃO
Um dos longas mais aclamados do ano nos EUA, terror “Hereditário” confirma fase fértil do gênero em Hollywood
deixa essa ruptura bem clara na câmera de Pawel Pogorzelski, que chega a filmar Annie de cabeça para baixo, anunciando a inversão do humano para o sobre-humano, e na montagem de Lucian Johnston e Jennifer Lame, com seus repetidos cortes secos do dia para noite, que trocam o susto pelo simbólico. Mas as sequências que se desenrolam a partir daí só funcionam graças a um nome: Toni Collette. Se “Hereditário” vai de um proto-Bergman para um “Bebê de Rosemary”
dos infernos, é a atriz quem carrega essa mudança de chave, indo da repressão emocional de Liv Ullmann na primeira metade para uma histeria sem rédeas de Bette Davis no auge do kitsch na segunda. É uma performance que vai chamar atenção por seus momentos grandes (e eles são bem grandes), mas cujos maiores méritos são os breves instantes, no começo, em que Collette deixa escapar pequenas fagulhas de como Annie é, literalmente, uma mulher à beira de um ataque de nervos –
prestes a perder o controle a qualquer momento. Esse retrato expressionista de uma pessoa consumida pelo luto é, de longe, o aspecto mais interessante do filme. Quando Aster usa o gênero como cavalo de troia para um drama humano quase impossível de financiar hoje em Hollywood – associando bichos mortos, barulhos bizarros e vários clichês do terror (sim, alguém sobe a escada em vez de correr para a porta) a um luto quase insuportável –, “Hereditário” mostra
Minas 5: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Monte Carmo 5: 13h40(*), 16h10, 18h40(*) e 21h10 Pampulha 4: 14h05(*), 16h30, 19h(*) e 21h25(*) Partage Shopping Betim 7: 12h, 15h10, 18h10 e 21h10 (*) Pátio Savassi 4: 12h20, 15h10, 18h e 20h50 Shopping Estação 1: 14h15(*), 17h(*), 19h45, 22h30(*) Via Shopping 2: 16h10, 18h40, 21h10 (*)
21h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 16h10, 19h (*) Shopping Norte 2: 15h30, 18h, 20h30 (*) Via Shopping 3: 13h10, 15h50, 18h25, 21h (*)
21h10 Contagem 1: 13h30(*), 16h05, 18h40(*), 21h15 Del Rey 1: 13h(*), 15h30, 18h20(*), 20h50, 23h10(*) (somente sábado) Diamond 1: 12h30, 15h15, 18h, 21h Diamond 5: 13h(*), 16h, 22h Itaú Power 5: 13h45(*), 16h15, 18h45(*), 21h15 Minas 1: 13h30(*), 16h, 18h40(*), 21h15 Monte Carmo 4: 13h30(*), 16h, 18h40(*), 21h15 Pampulha 1: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 5: 13h20(*), 16h, 18h35(*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 14h20, 17h10, 20h (*) Partage Shopping Betim 4: 17h50,
DESOBEDIÊNCIA SEXY POR ACIDENTE (I Feel Pretty, EUA/ China, 2018, 1h50, 12 anos) Dir. Abby Kohn, Marc Silverstein. Com Amy Schumer, Michelle Williams, Rory Scovel. Renee luta diariamente com sua insegurança. Depois de cair de bicicleta e bater a cabeça, ela acredita ser a mulher mais segura e bonita do mundo e, então, começa a viver a vida mais confiante. BH Shopping 9: 16h30, 19h, 21h50 Cidade 8: 18h40 (*) Contagem 2: 21h15 (*) Paragem 3: 21h Shopping Estação 6: 15h30 (*) Partage Shopping Betim 2: 17h40 (*) Pátio Savassi 8: 19h (*) Sessões dubladas
O AMANTE DUPLO (L’Amant Double, França/ Bélgica, 2018, 1h47, 18 anos) Dir. François Ozon. Com Marine Vacth, Jacqueline Bisset, Jérémie Renier. Chloé busca a ajuda de um psicólogo, Paul, para um problema o qual acredita ser psicológico. Com o andar das sessões, eles acabam se apaixonando. Belas 2: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 14h30, 17h, 19h20, 21h30 Ponteio 4: 14h10, 18h30, 20h50
CANASTRA SUJA (Brasil, 2018, 2h, 16 anos)
(Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Rachel McAdams. Uma mulher retorna para sua cidade natal após a morte de seu pai. Lá, ela recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância, que atualmente é casada com seu primo. Belas 1: 14h, 16h20, 18h40, 21h Ponteio 2: 14h10, 16h30, 18h50, 21h05 Pátio Savassi 7: 14h30, 17h10, 19h50, 22h20
HEREDITÁRIO (Hereditary, EUA, 2018, 2h06, 16 anos) Dir. Ari Aster. Com Toni Collette, Alex Wolff, Gabriel Byrne. Após a morte da reclusa avó, a família Graham começa a desvendar algumas coisas. Mesmo após a partida da matriarca, ela permanece como se fosse um sombra sobre a família. BH Shopping 8: 12h40, 15h25, 18h10, 21h Big Shopping 4: 15h50, 18h20, 20h50 (*) Boulevard 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h Cidade 6: 13h30(*), 16h(*), 18h30(*), 21h Contagem 8: 13h30(*), 16h, 18h30(*), 21h Del Rey 4: 22h50 Del Rey 7: 13h40(*), 16h10, 18h30, 21h Diamond 3: 12h50, 15h50, 18h50, 21h50 Itaú Power 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*)
(*) Sessões dubladas
JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Quatro anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. Betim 1: 13h15, 18h25 (*) BH Shopping 6: 15h30, 20h40 Big Shopping 5: 15h30, 18h, 20h30 (*) Boulevard 3: 13h30(*), 16h05, 18h40, 21h15 Cidade 1: 11h40 (*) Cidade 2: 13h, 15h35, 18h10, 20h45 (*) Cidade 7: 13h30, 18h20 Contagem 3: 16h10, 20h45 Contagem 6: 13h15, 15h50, 18h25, 21h (*) Del Rey 3: 15h50, 20h40 (*) Del Rey 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h 23h20 (somente sábado) Diamond 5: 19h Itaú Power 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Minas 3: 13h10, 15h50, 18h25, 21h (*) Monte Carmo 6: 13h10, 15h50, 18h25, 21h (*) Pampulha 3: 21h20 Pampulha 6: 14h, 16h25, 18h50, 21h15 (*) Paragem 1: 13h10, 15h50, 18h25, 21h Partage Shopping Betim 5: 18h20,
Sessões 3D: Betim 1: 15h50, 21h (*) BH Shopping 2: 12h50, 16h, 18h50, 21h40 BH Shopping 3: 14h20, 17h20, 20h (*) BH Shopping 4: 16h35, 19h20 (*) Big Shopping 1: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Boulevard Max: 13h50, 16h20, 18h55, 21h30 Cidade 4: 13h20(*), 16h, 18h30(*),
seu melhor. No final, porém, o longa faz curvas cada vez mais acentuadas para assumir seu DNA macabro que, se não chegam a ser ruins, não introduzem nada de novo à receita que pega emprestado. O cineasta tenta criar uma metáfora visual interessante com a profissão de Annie, que constrói modelos de casas e outros espaços em miniatura – enquadrando os personagens em vários momentos como figuras emolduradas dentro de um tableau vivant, peças sendo colocadas de maneira perfeccionista rumo a um gran finale. Mas se o plano inicial do longa anuncia genialmente a ideia de um agente manipulador movendo as cordinhas na casa dos personagens, a metáfora podia ser um pouco melhor desenvolvida – e menos explicada. Se “Hereditário” bebe claramente na fonte do aclamado “Babadook” – imaginando sadicamente o sofrimento psicológico de uma mulher – ele acaba mais próximo do recente “A Bruxa” com um final que tenta explicar demais algo que já estava bem claro. Mas essa exposição é o que menos importa. Deixe de lado o discurso de “o filme mais apavorante do ano” e as expectativas do gênero de ter que se assustar, e se abandone, sem medo, na ideia de mergulhar no luto inconsolável de uma família amaldiçoada. Isso, sim, é aterrorizante.
20h40 (*) Pátio Savassi 2: 16h15, 19h20 (*) Pátio Savassi 3: 14h45, 17h40, 20h30 Pátio Savassi 5: 12h50, 15h45, 18h40, 21h30 Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Shopping Estação 3: 13h, 16h, 19h e 22h (*) Shopping Estação 4: 12h(*), 15h(*), 18h(*), 21h, 23h50 (somente sábado)(*) Shopping Norte 1: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 4: 13h20(*), 16h, 18h35(*), 21h10 (*) Sessões dubladas
FILMOPTION INTERNATIONAL/DIVULGAÇÃO
de animações 6 Mostra russas no Palladium
Projeto que já passou por outras capitais do Brasil, a Mostra de Animação Russa exibirá 40 desenhos animados de 20 diretores, realizados entre os anos de 1950 e 2016 do maior país do mundo, em termos territoriais. O projeto, com a curadoria assinada por Luiz Gustavo Carvalho e Maria Vragova, traz ao Sesc Palladium, filmes como o vencedor do Oscar “O Velho e o Mar” (1999) (foto), de Alexander Petrov, e “O Conto dos Contos”, obra prima de Yuri Norstein. Confira a programação na página seguinte.
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de junho de 2018
CINEMA TUNGSTÊNIO Brasil, 2018, 1h30, 16 anos) Dir. Heitor Dhalia. Com Fabrício Boliveira, José Dumont, Samira Carvalho. Quando pessoas começam a utilizar explosivos para pescar na orla de Salvador, na Bahia, um sargento do exército aposentado, um traficante, um policial e sua mulher vão se unir e farão de tudo para acabar com esse crime ambiental. BH Shopping 10: 17h30, 19h50, 22h Cidade 1: 15h40, 18h50 Partage Shopping Betim 3: 15h50, 21h
em cartaz ANNA KARENINA: A HISTÓRIA DE VRONSKY (Anna Karenina: Istoriya Vronskogo, Rússia, 2018, 2h18, 14 anos) Dir. Karen Shakhnazarov. Com Elizaveta Boyarskaya, Max Matveev, Vitaliy Kishchenko. Durante a guerra russo-japonesa, em 1904, Sergey Karenin, o chefe de um hospital descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky, a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina. Belas 3: 14h30, 17h
BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes na Vila Mariquinhas, na região Norte de Belo Horizonte, faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora e que ajudou a construir. Belas 3: 19h30 Cidade 1: 14h e 17h20 Del Rey 4: 13h30, 15h05
DEADPOOL 2 (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas, poderosas ou não, para poder ajudá-lo. Betim 3: 16h, 18h30 (*) BH Shopping 7: 15h20, 17h55(*), 20h30 Big Shopping 2: 15h45, 20h45 (*) Boulevard 2: 15h50, 21h15 Cidade 7: 16h, 20h50 (*) Contagem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) Del Rey 3: 13h30, 18h20, 23h (somente sábado) Diamond 6: 16h30 e 21h40 Itaú Power 4: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Minas 2: 15h50 (*) Minas 4: 14h, 18h30 (*) Monte Carmo 1: 16h20 18h40, 21h (*) Shopping Norte 3: 15h50 e 20h50 (*) Shopping Estação 5: 14h, 16h40, 19h15, 22h15 (*) Pampulha 5: 16h35, 21h (*) Paragem 2: 16h10 Partage Shopping Betim 2: 12h15, 15h, 20h30 (*) Pátio Savassi 1: 14h, 21h45 Via Shopping 1: 13h40 (*) (*) Sessões dubladas
DO JEITO QUE ELAS QUEREM (Book Club, EUA, 2018, 1h37, 10 anos) Dir. Bill Holderman. Com Diane Keaton, Candice Bergen, Jane Fonda, Mary Steenburgen. Na Califórnia, quatro amigas de longa data estão na casa dos 60 anos e decidem ler, no clube do livro mensal, o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. BH Shopping 6: 13h05, 18h20 Boulevard 2: 13h40 Cidade 3: 18h30 (*) Contagem 3: 14h(*), 18h40 Del Rey 2: 16h20, 18h40 Itaú Power 6: 19h (*) Paragem 2: 18h30 e 20h40 Diamond 4: 13h20, 16h15, 18h30, 20h50 Partage Shopping Betim 4: 15h20 (*) Pátio Savassi 1: 19h10 Ponteio 3: 21h Ponteio 4: 16h20 (*) Sessões dubladas
GNOMEU E JULIETA: O MISTÉRIO DO JARDIM (*) (Sherlock Gnomes, EUA, 2018, 1h27, livre)
CINEMATECA BRASILEIRA/DIVULGAÇÃO
Dir. John Stevenson. Os gnomos Gnomeu e Julieta recrutam Sherlock Holmes para investigar caso do desaparecimento de outros gnomos do jardim de Londres. Betim 3: 14h Boulevard 4: 14h30 Cidade 3: 14h30 Cidade 5: 11h50 Contagem 5: 14h Del Rey 2: 14h30 Itaú Power 2: 14h30 Minas 2: 14h Monte Carmo 3: 14h30 Pampulha 2: 14h20, 16h20 Paragem 2: 14h20 Partage Shopping Betim 5: 14h, 16h Shopping Estação 6: 13h30 Via Shopping 2: 14h20
ANIMAÇÕES RUSSAS (*) Terça-feira (26) 17h “Meu amor”,“A Sereia”, “O Velho e o Mar”, de Alexander Petrov 19h “A História de Um Crime”, de Fiodor Khitruk ; “A Batalha de Kerzhenets”, de Yuri Norstein e Ivan IvanovVano ; “O Conto dos Contos”, de Yuri Norstein
Sessão 3D: BH Shopping 5: 13h20, 19h10 (*) Sessões dubladas
HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS (Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018, 2h15, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Woody Harrelson. As aventuras de Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca, antes dos eventos retratados em “Star Wars - Uma Nova Esperança”, inclusive encontrando com Lando Calrissian. Pátio Savassi 8: 13h30 Sessão 3D: BH Shopping 4: 13h30, 22h10
A MORTE DE STÁLIN (The Death of Stalin, EUA/ França/ Reino Unido, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Armando Iannucci. Com Steve Buscemi, Jeffrey Tambor, Simon Russell Beale. União Soviética, 1953. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos para decidir quem será o sucessor do líder soviético. Belas 3: 21h30
Sessão de encerramento da 17ª edição do Curta Circuito exibe “República dos Assassinos” (1979), de Miguel Faria Jr., e convida o ator Anselmo Vasconcelos para uma conversa com o público, no Cine Humberto Mauro. Baseado no livro homônimo de Aguinaldo Silva, o filme traz a história do Esquadrão da Morte, conhecido nos anos 1970 por seus crimes praticados com requintes de crueldade, que provocaram uma onda de reações por todo o país. Confira a programação nesta página. dentro de sua casa. Confinada no local durante os dias, ela possui uma rara doença que faz com que a menor quantidade de luz solar seja mortal. Sua situação muda quando seu destino se cruza com o de Charlie e eles iniciam um romance de verão. BH Shopping 10: 12h30, 14h50 Cidade 8: 13h40 Contagem 5: 18h50 (*) Del Rey 6: 14h Itaú Power 2: 16h20 (*) Diamond 6: 14h, 19h30 Monte Carmo 1: 14h (*) Partage Shopping Betim 6: 13h50 (*) Pátio Savassi 2: 13h45, 22h10
NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES
(*) Sessões dubladas
(Brasil, 2018, 1h43, 10 anos) Dir. André Moraes. Com Leandro Hassum, Laura Ramos, Zéu Britto. A vida de Juca Valente, eterno namorador e dono de um quiosque no litoral de São Paulo, toma um rumo diferente quando a exnamorada americana larga um bebê com ele e desaparece. Betim 2: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Cidade 5: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Contagem 7: 17h, 21h10 Del Rey 4: 16h40, 18h45, 20h50 Minas 6: 14h30, 18h50 Monte Carmo 2: 14h25, 16h30, 18h30, 20h40 Pampulha 5: 14h30, 18h55 Partage Shopping Betim 4: 13h Shopping Estação 6: 18h15, 20h45 Via Shopping 5: 14h25, 16h30, 18h40, 20h40
TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR
OITO MULHERES E UM SEGREDO (Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala, em Nova York, com o apoio de Lou, Nine Ball, Amita, Constance, Rose, Daphne Kluger e Tammy. BH Shopping 1: 13h10, 15h40, 18h15, 20h50 BH Shopping 9: 13h55 (*) Big Shopping 3: 14h40, 16h45, 18h50, 20h55 (*) Boulevard 4: 16h50, 19h10, 21h20 Cidade 3: 12h, 16h20, 20h40 (*) Cidade 3: 16h20, 20h40 (*) Contagem 2: 14h50(*), 17h,19h10(*) Del Rey 6: 16h10, 18h40, 20h50, 22h50 (somente sábado) Diamond 2: 13h50, 17h05, 19h40, 22h10 Itaú Power 2: 18h20, 20h30 (*) Minas 4: 16h20, 20h50 (*) Monte Carmo 3: 16h10, 18h20 (*) Pampulha 3: 14h50, 17h,19h10 (*) Paragem 3: 14h30, 16h40, 18h50 Partage Shopping Betim 3: 13h15, 18h15 (*) Pátio Savassi 6: 13h, 15h30, 18h20, 21h Ponteio 3: 14h30, 16h40, 18h50 Shopping Estação 2: 13h15, 15h4, 21h45 (*) Shopping Norte 5: 14h30, 16h35, 18h40, 20h45 (*) Via Shopping 1: 16h10, 18h20 (*) (*) Sessões dubladas
SOL DA MEIA-NOITE (Midnight Sun, EUA, 2018, 1h33, 12 anos) Dir. Scott Speer. Com Bella Thorne, Patrick Schwarzenegger, Rob Riggle. Katie é uma jovem de 17 anos que vive protegida
men Oliveira da Silva 17h30 “Baronesa” (BRA, 2017, 1h13) Dir. Juliana Antunes. Sessão cometada. 19h30 Sessão dos curtas premiados na 2ª Mostra Sesc de Cinema
(Brasil, 2018, 1h41, 12 anos) Dir. Rodrigo Bernardo. Com Mateus Solano, Bianca Comparato, Thaila Ayala. Virgílio chega em casa após o trabalho e escuta o recado de Clara, pela secretária eletrônica, comunicando o término do relacionamento dos dois. O único problema é que Virgílio é solteiro e não faz ideia de quem Clara seja. BH Shopping 7: 13h Cidade 1: 20h30 Minas 6: 16h40, 21h Pátio Savassi 8: 16h30, 22h
VINGADORES: ‘GUERRA › INFINITA
(The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 3: 20h50 (*) Big Shopping 2: 18h (*) Boulevard 2: 18h20 Cidade 8: 15h40, 20h30 (*) Contagem 5: 15h50, 20h40 (*) Del Rey 2: 20h40 (*) Itaú Power 6: 13h20, 16h10, 20h55 (*) Minas 2: 21h (*) Monte Carmo 3: 20h30 (*) Pampulha 2: 18h20, 21h15 (*) Partage Shopping Betim 6: 21h50 (*) Shopping Norte 3: 18h05 (*) Via Shopping 1: 20h30 (*)
Dir. Larry Clark 18h “Os Idiotas” (DIN-FRA-SUE, 1998, 1h57, 18 anos) Dir. Lars von Trier 20h15 “Garotos de Programa” (EUA, 1991, 1h44, 18 anos) Dir. Gus Van Sant Segunda-feira (25) 16h “As Virgens Suicidas” (EUA, 1999, 1h37, 16 anos) Dir. Sofia Coppola 18h “Nenette e Boni” (FRA, 1996, 1h43, 18 anos) Dir. Claire Denis Terça-feira (26) 15h “Trainspotting - Sem Limites” (ING, 1996, 1h34, 18 anos) Dir. Danny Boyle 17h “Adeus ao Sul” (JAP-Taiwan, 1996, 2h04, 14 anos) Dir. Hsiao-Hsien Hou 19h15 “O Ódio” (FRA, 1995, 1h36, 16 anos) Dir. Mathieu Kassovitz 21h “Coração Selvagem” (EUA, 1990, 2h04, 16 anos) Dir. David Lynch Quinta-feira (28) 14h30 Os Amantes da Pont-Neuf, de Leos Carax (FRA, 1991. 2h05, 14 anos) 17h “Jules e Jim - Uma Mulher para Dois” (FRA, 1962,1h45, 14 anos) Dir. François Truffaut. Sessão comentada pela pesquisadora Mariana Machado 19h30 “Água Fria” (FRA, 1994, 1h32, 14 anos) Dir. Olivier Assayas 21h15 “Estrada para Lugar Nenhum” (EUA, 1997, 1h22, 18 anos) Dir. Gregg Araki Sexta-feira (29) 15h “Segundas Intenções” (EUA, 1999, 1h37, 14 anos) Dir. Roger Kumble
17h “The Watermelon Woman” (EUA, 1996, 2h04, 14 anos) Dir. Cheryl Dunye 19h15 “As Patricinhas de Beverly Hills”, (EUA, 1995, 1h37, 12 anos ) 21h15 “Um Somhhh Diferente” (EUA, 1990, 1h42, 16 anos) Dir. Allan Moyle
CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (25) 20h “República dos Assassinos” (BRA, 1979, 1h40, 18 anos) Dir. Miguel Faria Jr. Bate-papo com o ator Anselmo Vasconcelos e a curadora Andrea Ormond. Os ingressos para esta sessão podem ser retirados 60 minutos antes do início. Programação no roteiro desta página (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão
2ª MOSTRA CINE SESC Neste sábado (23) 16h Sessão 9: “O sol há de brilhar”, de Marinho Antunes; “Quatro paredes”, de Pedro Estrada e Breno Alvarenga; “Lembranças de Mayo”, de Flávio C. von Sperling; “Vênus - A fadinha lésbica”, de Sávio Leite 17h30 “A Morte Diária” (BRA, 2015, 1h18) Dir. Daniel Lentini 19h30 Sessão dos curtas premiados na 2ª Mostra Sesc de Cinema Domingo (24) 16h Sessão Infantil: “A Luta”, de Bruno Bennec; “Dourado”, de Bernardo Teixeira; “Metamorfose”, de Jane Car-
Quinta-feira (28) 17h “A Vaca”, de Alexander Petrov ; “A Ilha”, “O Homem na Moldura”, “O Leão e o Touro”, de Fiodor Khitruk 19h “A Mãe e a Música”, de Yulia Aronova ; “O Sonho de um Homem Ridículo”, de Alexander Petrov ; “A Gaita de Vidro”, de Andrei Khrzhanovsky Sexta-feira (29) 14h “Espera, você vai ver! - 5º episódio”, de Vicheslav Kotenotchkin; “A flor vermelha”, de Lev Atamanov 18h “Mukha-Tsokotukha”, de Boris Dezhkin e Vladimir Suteev ; “Espera, você vai ver! - 13º episódio”, de Vicheslav Kotenotchkin; “O Conto do Pescador e do Peixinho”, de Mikhail Tsekhanovskiy 19h “Três Histórias de Amor”, “Onde Morrem os Cães”, “A História de Sara”, “Brutus”, de Svetlana Filippova (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CINE DIVERSIDADE (*) Terça-feira (26) 19h30 “Lampião da Esquina” (BRA, 2016, 1h22) Dir. Lívia Perez. Debate após a sessão.
CRÔNICAS AMOROSAS (*) Quarta-feira (27) 19h30 “O Feitiço de Áquila”( EUA, 1985, 2h) Dir. Richard Donner Quinta-feira (28) 19h30 “Nosso Amor de Ontem” (EUA, 1973, 1h58) Dir. Sydney Pollack Sexta-feira (29) 19h30 “Questão de Tempo ( Reino Unido / Irlanda do Norte, 2013, 2h03) Dir. Richard Curtis (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO
Sessões 3D: BH Shopping 5: 16h05, 21h20 Minas 2: 18h10 (*) Shopping Estação 2: 18h30 (*) (*) Sessões dubladas
mostras OS JOVENS ANOS 90 (*) Neste sábado (23) 16h “O Grande Lebowski” (EUAING, 1998, 1h57, 14 anos) Dir. Joel Coen, Ethan Coen 18h15 “O Balconista (EUA, 1994, 1h32, 16 anos) Dir. Kevin Smith 20h “Slacker” (EUA, 1991, 1h37, 16 anos) Dir. Richard Linklater Domingo (24) 16h “Kids” (EUA, 1995, 1h31, 18 anos)
‘Do Jeito que Elas Querem’, em cartaz na cidade, traz redescoberta sexual na terceira idade
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estilo PRADA/AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
OUTFIT> Em tempos de ressignificação do mercado de luxo, o calçado esportivo
alcança um novo patamar ao estabelecer parcerias com grifes caríssimas
Tênis couture é a tendência da vez MARIELA GUIMARÃES
RESSIGNIFICAÇÃO Em um mundo no qual grifes internacionais são conhecidas por ativar o gatilho do desejo de consumo em cima de visuais luxuosos e milionários, em que lugar os tênis se encaixariam? Bem, há dados que atestam a relevância do calçado, que nunca al-
NOVOS OLHARES A bem-sucedida parceria
Phillipe Martins e seus tênis de grifes como Fendi, Valentino, Prada e Balenciaga
Gucci combinou seus looks luxuosos com versões extravagantes de tênis BALENCIAGA/AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
cançou tanta visibilidade quanto agora. O site The Business of Fashion, para citar um exemplo, aponta que as vendas globais de tênis subiram 10% em 2017, ultrapassando as de bolsas. “O tênis ascende no mercado de luxo justamente por fazer esse trânsito de não deixar de ser esportivo e, ao mesmo tempo, ser absolutamente desejável e ostentatório”, explica Carla. Além disso, trata-se de uma peça para o dia a dia. “É acessível, mais fácil de usar e mais descolado do que uma bolsa, por exemplo”, acredita Carla, explicando o novo capítulo que o acessório ocupa na moda. A tendência foi adotada pelas principais marcas de luxo do mundo e vista nos últimos desfiles de alta-costura, de grifes como Balenciaga, Gucci e Louis Vuitton. Todas contribuíram para elevar o tênis a outro patamar – o que cooptou de vez o relações públicas Phillip Martins, 31, fã do calçado com valor agregado. Ele conta que o tênis sempre foi uma peça-chave na hora de montar seus looks – e, por isso, já teve em seu closet mais de 200 pares assinados. “Mas isso mudou. Passei a pensar menos em quantidade e a querer poucas peças, desde que tenham qualidade, design exclusivo e conforto”, conta ele, que se declara fã do cobiçado modelo Speed Race, da Balenciaga, avaliado em cerca de R$ 4.000. “Mas prefiro adquirir ‘lá fora’, por causa das taxas mais baixas. Só compro no Brasil quando acho que o preço é justo”, salienta ele. “Já fui até a casamento de tênis – e fui elogiadíssimo”, garante.
Tênis vintage com solado exagerado foi destaque nos looks de inverno da Balenciaga RODIN ECKENROTH/AFP
Lorena K. Virou moda, Martins nas redes sociais, revelar o quanto custou o look do dia. Este tipo de vídeo, batizado de “Quanto Custa o Outfit?”, flagra jovens influenciadores digitais exibindo seus itens de marcas conhecidas de streetwear – como Supreme e Off-White – com preços aparentemente absurdos. O fenômeno viralizou na semana passada e, claro, acabou gerando uma série de memes na internet. O ti-ti-ti é compreensível, uma vez que a ostentação que os jovens exibem nos vídeos é completamente distinta daquela a que já estamos acostumados: não há bolsas de grife, peças bordadas ou joias exclusivas, e sim peças para serem usadas no dia a dia, como moletons, cintos e, principalmente, tênis. Aliás, o calçado tem todas as credenciais para conquistar o status de integrante do guarda-roupa de luxo. Para a doutora em moda e comunicação Carla Mendonça, o vídeo deixa muito claro o novo perfil do consumidor de luxo. “São jovens que têm condição de comprar, seja com o dinheiro próprio ou com o dos pais. E são exatamente eles que as grandes marcas têm a intenção de alcançar”, analisa ela.
dos tênis com o mercado de luxo também é reflexo das necessidades cotidianas, que valorizam cada vez mais o conforto. “O uso dos tênis é também um exemplo da mudança do comportamento feminino que ocorreu nos últimos anos. Hoje, a mulher poderosa sabe que não precisa necessariamen-
te usar salto alto. Ela pode se sentir autêntica usando o tênis”, opina Anna Garzon, gerente de estilo da Schutz. Vale lembrar que a marca lançou, recentemente, um modelo oversized com cara de anos 90, ideal para quem quer ostentar estilo nos pés. Ainda de acordo com Anna, o acessório veio para so-
mar no que diz respeito ao styling – inclusive, vale investir no tênis na hora de montar visuais elaborados, como vestidos fluidos complementados por modelos de corrida. Ok, ainda pode soar estranho pensar assim, mas vale correr o risco.
O ator Jaden Smith, 19, com tênis da Louis Vuitton avaliado em R$ 4.300
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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 23 a 29 de junho de 2018 NELSON ALMEIDA/AFP
A mochila de Neymar, da Louis Vuitton, com fotos que estampam os rostos do pai, da mãe, da irmã e do filho dele custa 700 libras (cerca de R$ 3.500)
O terno é do estilista Ricardo Almeida, que assinou a alfaiataria da seleção na Copa da Rússia
Neymar: grifes de luxo e peças exclusivas Os looks do jogador Neymar já renderam assunto antes mesmo de a Copa do Mundo oficialmente começar. E é claro que ele não fugiu da mira dos paparazzi ao exibir seu outfit repleto de marcas famosas e ícones de desejo do novo luxo. No desembarque em Sochi, na Rússia, além dos ternos de alfaiataria assinados pelo estilista Ricardo Almeida, o atacante exibiu, orgulhoso, uma bolsa de couro Louis Vuitton nas cores verde, amarelo e azul. A peça faz parte de uma coleção feita especialmente para o Mundial, avaliada em R$ 17,9 mil. Antes, no desembarque em Londres, o outfit de Neymar incluía uma mala de mão da marca alemã Rimowa, feita em parceria com a grife de streetwear norte-americana Supreme, avaliada em R$ 6.200.
O NOVO CONSUMO Assim como Neymar, os chamados millennials, nascidos a partir de 1980, e também a geração Z, pós2005, estão na mira no mercado de luxo. Se antes marcas de ponta como a italiana Gucci e a francesa Louis Vuitton rechaçavam a cultura urbana e seus moletons, tênis e logos, agora correm para alavancar vendas que, segundo a Euromonitor, empresa líder mundial em pesquisa de estratégia para mercados consumidores, crescerão 2% neste ano. O Brasil, lanterna desse tipo de consumo, acumula perdas de 23% nos últimos dois anos. Foi essa nova realidade que impulsionou, por exemplo, a recente contratação de Virgil Abloh, fundador da Off-White, como estilista da linha masculina da
Louis Vuitton. Isso depois de a Gucci iniciar parcerias com grafiteiros que, antes, pirateavam seu logo. As coleções pichadas feitas com Andrew Trouble, conhecido como Gucci Ghost, esgotam assim que chegam às lojas e estão nos corpos da elite, dos rappers e de seus seguidores. A doutora em moda e comunicação Carla Mendonça, no entanto, alerta que o flerte da alta moda com o streetwear não vem de hoje. “O que a moda sempre fez foi pegar referências do underground e transformar tudo em itens altamente desejáveis. Essas marcas, como a Supreme, vendem a imagem descolada e ‘cool’ como algo altamente luxuoso. Uma ótima via de mão dupla”, opina. (LKM)
A mala de mão nas cores verde, amarelo e azul, também da Louis Vuitton e do modelo Keepall, é parte de uma coleção da marca desenvolvida em parceria com a Fifa e custa R$ 17,9 mil
VITRINE: OS TÊNIS MAIS COBIÇADOS DA TEMPORADA
FOTOS DIVULGAÇÃO
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O tênis robusto da Puma fez sucesso nos pés da cantora Selena Gomez. O preço é R$ 830
Babados e solado grosso são destaques no lançamento da Pucci, à venda por R$ 4.010
O famoso – e cogitado – modelo Speed, da Balenciaga, R$ 4.120
Mais um híbrido de tênis e meia da Balmain, com acabamento em couro, custa R$ 4.760
Apelidado de “tênis do papai”, a Schutz trouxe o modelo vintage para o inverno, por R$ 490
O modelo bold, da Fiever, se destaca pela imponência de sua sola. O valor é R$ 398
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VITRINE
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6 Arrasta-pé Moringa deco-
Está mais do que aberta a temporada de festas juninas na cidade, que, neste ano, divide a atenção com as atrações que envolvem a Copa do Mundo. Mas se engana quem achou que as quermesses iam ficar em segundo plano durante os jogos. O roteiro das festas da cidade (confira nesta página) é mais do que convidativo para vestir a camisa xadrez – que está repaginada – e se jogar nos quitutes como milho verde, canjica e paçoca. Seja qual for a sua verdadeira vocação para aproveitar o máximo das quermesses dentro de casa ou fora dela, listamos alguns produtos para entrar no clima, já! Lorena K. Martins
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CONCURSO MUNICIPAL DE QUADRILHAS JUNINAS: Grupo de Acesso 37 quadrilhas se inscreveram para competir no tablado da Praça da Estação neste ano. Para avaliar a apresentação os jurados levarão em conta quesitos como: criatividade, alinhamento e empolgação do conjunto, coreografia e caracterização de acordo com as tradições mineiras. Na etapa de domingo (24), o placo da praça recebe show de Edson e Hudson. Onde Praça da Estação, av. dos Andradas, centro Quando Às 17h Quanto Gratuito
ARRAIAL DOS ASPIRANTES ARRAIASP 2018 é a festa Junina para a família curtir com comodidade. Decoração, comidas típicas, barraquinhas de jogos, quadrilha. O arraial dos aspirantes da Polícia Militar ainda traz shows das bandas Chama-Chuva, Sunga de Pano e Du Monteiro e DJ Caio Moreira Onde r. Diabase, 200, Prado Quando Às 18h Quanto R$ 70 (inteira), pelo centraldoseventos.com.br
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sábado (23)
sola da bota Caipira que se preze 6 Na precisa ter uma dessas. Melhor ainda se
SÃO SENSE Festa de São João traz grande quadrilha para o gramado do Mineirão com shows de Tchakabum, Banda do Marcão, Felipe Veloso e do Bloco Baião de Rua, além de discotecagem. O evento traz ainda brincadeiras temáticas como pescaria, touro mecânico, Barraca do Beijo e Correio Elegante. Onde Gramado do Mineirão, av. Antônio Abrahão Caran, 1001, Pampulha Quando Às 17h Quanto R$ 162 (open bar de bebidas alcoólicas)
ciranda e o pé de serra. Onde Desespetados Lounge (av. Francisco Sá , 126, Gutierrez) Quando Às 19h Quanto R$ 30
FESTA JUNINA DO FREUD BAR O clima junino adentra o Freud Bar com estalinho, comida típica, brincadeiras, cantigas e é claro, uma fogueira de São João. Shows com Ben Roots , Banda Pipa (Brasilidades) e Siman Amaral Onde Freud Bar (av. Nossa Senhora da Candelária, Vale do Sereno, Nova Lima) Quando Às 21h Quanto R$ 35 (inteira)
PET FESTA CÃONINA Quadrilha para os bichinhos? Tem, sim, “sinhô”. Festa junina para pets convida você para trazer seu animalzinho vestido a caráter. Evento com barraquinhas e brincadeiras típicas, como pescaria, boca do palhaço e acerte o alvo, além de circuito Arena Cross Dog e piscina de bolinhas para pets e apresentação de quadrilha. Onde Animalle Mundo Pet (av. do Contorno, 8931, Gutierrez) Quando Às 12h Quanto Entrada gratuita
ARRAIAL ARRUMAÇÃO Forró Arrumado traz Saulo Laranjeira e Saldanha Rolim com show que resgata as tradições do ritmo. O baile passeia por baião, xote, coco, maracatu, maxixe,
sexta (29) 2ª FESTA JUNINA DO MERCADO CENTRAL Com arrecadação da venda de ingressos destinada para a Instituição Novo Céu, que cuida de pessoas com paralisia cerebral, o Mercado traz a segunda edição de sua festa de São João, com barraquinhas, comidas e brincadeira típicas. O evento também conta com show do grupo Os Baianeiros, além de concurso que vai eleger o “mais caipira da noite”. Onde Mercado Central (av. Augusto de Lima, 744, centro) Quando Às 19h30 Quanto R$ 15
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Brasil zil zil zil zil... ACIR GALVÃO
ia dess e s , ouvindo a R á d i o S u per, é que me dei conta de que a Copa começaria nessa semana. “Uai, já??? Caramba!” E eu nem lembro o nome do nosso técnico, aliás, da seleção só me lembro do Neymar, até porque, além das páginas esportivas, o jogador não sai das colunas de fofocas da mídia. O rapaz está em todas, diga-se de passagem. Namora, separa, fica, reata, troca... Nem sei mais os nomes das moças, quer dizer, das lindas, sensuais e globais do momento. Mas parece que agora ele sossegou. Bobagem por bobagem, fico pensando nas Copas passadas. Uau! Que acontecimento era uma Copa do Mundo! Lembro-me de que, nos semáforos, camelôs vendiam bandeirinhas plásticas do Brasil para acoplarmos no retrovisor. As ruas tinham seu lugar de destaque, numa disputa de quem conseguia fazer mais barulho e poluição visual com adereços, bandeiras e faixas verdes e amarelas. Na TV, não se escutava outra coisa – Brasil zil zil zil... gritava o locutor enlouquecido, enquanto vivíamos nossos momentos de glória, expectati-
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vas e grandes emoções. Todos os anúncios publicitários batiam invariavelmente na mesma tecla, numa overdose de bolas, gols, jogadores idolatrados e companhia. Até que veio a última Copa. Justamente aquela realizada no Brasil. “Pra que fazer Copa aqui?”, pensava com meus botões. A gente precisando de tantas coisas estruturais, estradas, viadutos, hospitais... e tinha mesmo que construir estádios? E pior: elefantes brancos superfaturados em cidades onde sequer existiam times de futebol. Empreiteiras nadando de braçada, políticos se esbaldando com o dinheiro farto e fácil, e a gente se lascando, “apanhando de goleada”, como diria o velho matuto. E, como se não bastasse, dois anos depois vieram as Olimpíadas, para dar continuidade à farra dos megalomaníacos, do cimento superfaturado e das tantas obras que hoje já não servem a nada. Esqueletos de hotéis inacabados, estruturas despencando no esquecimento, dinheiro jogado pelo ralo da incompetência, da ladroagem e da safadeza. E ainda pretendiam que comemorássemos! Comemorar o quê? Afinal, também queríamos nossa saúde, educação e segurança no padrão Fifa. Mas cadê? E ali ficamos, expectadores estupefatos a ver navios, ou melhor, bolas opo-
nentes nas redes de nossas esperanças. A goleada foi tão grande que até hoje, quatro anos depois, não encontramos ânimo para entrar no jogo, no ritmo e no espírito da coisa. Ainda nenhuma bandeiri-
nha nas janelas, camisetas ou ruas coloridas de verde e amarelo. Não existe clima, não existe dinheiro, não há paciência nem entusiasmo para ser como antes. Hoje, poucos sabem de cor os nomes dos jogadores,
mas, em compensação, dos magistrados do STF conhecemos todos. Outros tempos, novos conceitos. É a consciência se formando em quem já começa a se defender das bolas adversas. E isso é muito bom.
* Essa crônica foi escrita uma semana antes do início da Copa do Mundo.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WExclusivo. Minnie-vans são opções de transporte para os parques. Pág. 2
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Êxtase! Com novidades a partir do dia 30, parques da Disney surpreendem visitantes de qualquer idade Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Vivenciar o mundo Disney em Orlando é uma experiência épica, tenha você a idade que for. O difícil é escolher por onde começar a descrever um complexo de parques em vias de completar meio século, capitaneado por um eterno ratinho de 90 anos – a completar em 18 de novembro próximo –, mas que esbanja juventude e modernidade. E, obviamente, muitas surpresas, com atividades de arrepiar e outras de pura ternura. Para quem vai visitar o complexo a partir do próximo sábado, prepare-se para mais
uma novidade: Toy Story Land, a nova atração do Disney’s Hollywood Studios, que, inspirada na singela animação de mesmo nome, traz mais aventuras para toda a família. Não é à toa que até mesmo os adultos (assim como eu) – que, equivocadamente, pensam que seu momento Disney já passou – fiquem embasbacados diante de tanta criatividade e perfeição. Ao me deparar com o clássico Castelo da Cinderela, imagem que povoou meus sonhos de adolescente, eu, por exemplo, vi-me em prantos, tamanha a alegria
pampulha FOTOS WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
WEm 2019. Hollywood Studios vai ganhar nova atração Star Wars. Pág. 4
de, enfim, imergir naquele mundo de fantasia. E eu não era a única envolvida por aquele quê de magia. No nosso grupo de press trip, formado por jornalistas brasileiros de diversas idades, a expressão de felicidade era a mesma. Diante do casal-símbolo da Disney, Mickey e Minnie, todos nós viramos crianças. Um encantamento que se repetiria diante dos demais personagens, tanto daqueles que remontam aos primórdios do complexo quanto dos ícones atuais. Nos quatro parques do Walt Disney World Resort de Orlando – Magic Kingdom, Epcot, Disney’s Hollywood Studios e Animal Kingdom, além de Disney Springs (área de convivência com espaço de compras, intensa vida noturna e, como não poderia faltar, atraentes aventuras) –, o visitante embarca numa espiral de emoções que vai acompanhálo até o último brinquedo e alimentar incríveis memórias para a vida inteira.
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Bonecos da nova atração Toy Story Land
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
turismo FOTOS WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Hotel (I)
Castelo da Cinderela durante o espetáculo “Happily Ever After”
Surpresa logo ao acordar As vivências Disney podem começar pela hospedagem. Ficar numa unidade da franquia não só facilita o deslocamento para os parques – tem ônibus dos hotéis para todos eles – como reserva surpresas. Imagina a minha ao acordar e dar de cara com uma girafa na minha janela? Nos demais dias, foi um desfile de girafas, antílopes, cervos...
Magic Kingdom Hotel (II)
Requinte ao estilo africano O Disney’s Animal Kingdom Lodge, onde nosso grupo ficou hospedado, proporciona um safári exclusivo. Sem contar seus serviços de primeira e instalações sofisticadas, com decoração de inspiração africana – tem uma das maiores coleções de arte africana dos EUA –, excelente infraestrutura de lazer e restaurante premiado, com carta de vinho temática.
Minnie-van
Ida aos parques agora exclusiva Mesmo com a facilidade de ida dos hotéis Disney para os parques, acaba de ser lançado um serviço exclusivo: as Minnie-van. Nelas, famílias ou grupos de até seis pessoas podem se deslocar com total privacidade, ao custo de US$ 25 o trajeto. Opera diariamente, das 6h30 às 0h30.
O despertar dos sentidos no mundo da magia Das atrações mais emotivas às mais radicais, essa unidade do Walt Disney World Resort reserva muita diversão e encantamento para todos os tipos de público Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Pioneiro do complexo Disney de Orlando, o Magic Kingdom impacta na chegada, com a imponência do Cinderella Castle (Castelo da Cinderela), e nos deixa, no encerramento, completamente em êxtase. No “Happily Ever After”, que, em 2017, substituiu a tradicional queima de fogos ao cair da noite, são projetados sobre o castelo os carros-chefe da filmografia Disney, num grandioso show de fogos de artifício, luz, imagens e ação. Enquanto na esplanada em frente uma multidão se TÂNIA RAMOS
acotovela para acompanhar o espetáculo, embalada pelas músicas-tema de clássicos como “O Rei Leão”, “A Bela Adormecida”, “Frozen” e “Moana”, só para citar alguns, as cenas que se sobrepõem sobre o castelo são envolvidas pela chuva de fogos, que, por 18 minutos, também ajuda a contar as histórias. Ao ser retratado o “Corcunda de Notre Dame”, o protagonista Quasídomo se balança, ousadamente, nas torres do castelo, mas o clímax do show, ao lado da trilha sonora, é o voo da fadinha Sininho sobre a multidão.
Desfile Outra atração absolutamente fantástica do Magic Kingdom, depois do tão sonhado encontro com o anfitrião, Mickey, é o “Festival of Fantasy Parade” em que desfilam os personagens Disney. Uns passam pela rua principal sobre incríveis carros alegóricos, e outros caminhando rente à multidão. Até um dragão gigante, dotado de um perfeito
mecanismo, movimenta-se pela avenida, cuspindo fogo na plateia. E, para se refrescar, aventure-se pelo mundo de “A Pequena Sereia”, num passeio que simula o fundo do mar. Mas não só de suave magia vive o Magic Kingdom. A montanha-russa Space Mountain é adrenalina pura, numa louca viagem pelo espaço sideral, com crateras profundas e descidas idem. A Splash Mountain, vista de longe (eu não pude ir nela), já assusta pela altura, mas, dizem, é ótima. Nela, o visitante é levado em uma canoa por cenas que retratam o coelho antropomorfo Br’er Rabbit sendo perseguido pelo urso Br’er Bear e a raposa Br’er Fox, passando por vários declives até despencar na queda principal, de 16 m de altura e 45° de inclinação, a 65 km/h.
Entre cactos e floresta Na Big Thunder Mountain, percorre-se, a bordo de um trem desgovernado, uma árida região de rochas e cactos em direção ao topo
Big Thunder Mountain: passeio em alta velocidade a mina abandonada
da montanha de 60 m de altura, passando por uma cidade de mineração abandonada, cânions, cavernas habitadas por morcegos e o escuro túnel da mina. Entre solavancos e curvas perigosas, ainda passa-se sob uma cachoeira e se vê, para assombro geral, o que seriam os rastros de uma enchente recente. Numa floresta encantada, embarque em um trenzinho rústico na Seven Dwarfs Mine Train para mais uma incrível aventura. Mesmo sem as altas quedas das demais, ela garante a diversão no passeio veloz por campos verdejantes e dentro da mina onde os sete anões coletam pedras preciosas. No fim do trajeto, observa-se, na singela casa deles, uma dançante Branca de Neve.
O “Happily Ever After”, que substituiu a antiga queima de fogos, traduz a essência do pensamento de Walt Disney, ao conceber sua criação como O Lugar Mais Feliz da Terra
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 23 de junho de 2018
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
Novidade (I)
Novo Star Wars chega em 2019 Entre as novidades para o próximo ano no Disney’s Hollywood Studios, está Star Wars: Galaxy’s Edge, que trará duas novas atrações. Em uma delas, os visitantes são inseridos no meio de uma batalha entre a Primeira Ordem e a Resistência dentro de uma Destróier Estelar Imperial. Na outra, poderão pilotar a Millennium Falcon, a mais famosa nave da saga.
turismo
Hollywood Studios e Epcot
Novidade e tour educativo seduzem visitantes Parques oferecem ótimas atividades; em um, destacam-se montanha-russa do Aerosmith e universo Star Wars e, no outro, a evolução da humanidade
WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Novidade (II)
Atrações sem data prevista Para comemorar o aniversário de 50 anos do Walt Disney World Resort na Flórida, estão previstas algumas transformações no Epcot, a fim de tornálo, conforme visão de Walt Disney, mais atemporal e imperdível. Entre as atrações já definidas está Ratatouille, no pavilhão da França, e Guardians of the Galaxy. Ambos ainda sem data de lançamento. WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Gastronomia
Comida ótima no complexo Tudo bem que, para não perder nenhuma atração, ainda se come muito fast food na Disney (e muito gostosa, por sinal), mas hoje o que o complexo mais tem são excelentes restaurantes, com menusdegustação – aliás, o tempero é mais marcante, bem ao gosto dos brasileiros. Também não percam os cafés da manhã com os personagens.
TÂNIA RAMOS
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Da riqueza de detalhes das áreas temáticas às minúcias e aos efeitos especiais de cada brinquedo, tudo na Disney alimenta nosso estado de êxtase ou oferece doses extras de adrenalina, a exemplo do Disney’s Hollywood Studios. Ou, ainda, fornece conteúdo educativo, como é o caso do Epcot (o segundo parque do complexo em Orlando), mas sem perder sua função primordial de divertir. No Disney’s Hollywood Studios, que, a partir do próximo sábado, vai estar bombando com o lançamento de Toy Story Land, são encontradas algumas das mais radicais atividades do complexo de Orlando. Uma delas é a montanha-russa Rock ‘n’ Roller Coaster Starring Aerosmith, que, em alta velocidade, nos coloca literalmente de ponta-cabeça enquanto circulamos pela noite de Los Angeles ao som alucinante do Aerosmith. Símbolo do Hollywood Studios, o terceiro parque lançado em Orlando, The Twilight Zone Tower of Terror (Torre do Terror, para os íntimos) é uma de suas superatrações. Em um hotel abandonado (devido a uma tragédia que teria ali acontecido), vivem-se momentos de terror em vários ambientes do prédio, além de ser transportado para outra dimensão povoada de seres fantasmagóricos, para, por fim, descambar em queda livre em um elevador a 61 m de altura. Muito radical! Nessa vibe, sinta ainda o Poder da Força no Star Tours – The Adventures Continue, um simulador em 3D que, com uma trilha sonora dramática, nos leva numa viagem interlestelar, com direito a ficar cara a cara com Yoda, Chewbacca e até com o temível Darth Vader. Isso depois das tradicionais fotos com personagens como
Chewbacca e Kylo Ren no Star Wars Launch Bay. E, para aquietar o coração, assista ao espetáculo “For the First Time in Forever: A Frozen Sing-Along Celebration”, com atores reais (e trechos do filme nos telões), com uma chuva de neve sobre o público no final.
Epcot Na entrada do Epcot, está a famosa Spaceship Earth, mais conhecida como a “bola do Epcot”. É ali que começamos nossa jornada educativa, acompanhando, por meio de cenários e bonecos (que, de tão reais, parecem pessoas de verdade), a evolução da humanidade: das elementares práticas agrícolas, passando pela revolução industrial, até a evolução tecnológica atual. No fim, uma divertida surpresa... Misto de diversão e conhecimento, a área denominada World Showcase reúne pavilhões de 11 países. Neles, aprecia-se um pouco da cultura de cada um, como gastronomia, costumes, produtos e trajes típicos e, principalmente, arquitetura. Muitos funcionam em réplicas de famosos pontos turísticos, a exemplo do México, alojado numa pirâmide maia, e
Com o lançamento da nova área Toy Story Land, a personagem Jessie também vai se juntar aos amigos Woody e Buzz para receber os visitantes
da Itália, que reproduz a riqueza do Império Romano. No pavilhão da Noruega, protegido por uma estátua de Odin, o deus supremo da mitologia nórdica, concentram-se as atrações de Frozen, inclusive com passeio em barco viking para assistir ao espetáculo “Frozen Ever After”. No quesito diversão, além de fotos com Mickey, Minnie e amigos, embarque no Test Track, em que monta seu carro e, depois, o testa em uma pista de alta velocidade. É adrenalina pura, ao lado de Soarin Around the World, um voo livre sobre icônicos atrativos turísticos (da Torre Eiffel até o Taj Mahal, passando pelas cataratas do Iguaçú), e Mission Space. Lançado no ano passado, esse simulador nos leva num voo espacial em torno da Terra, mostrando, por exemplo, as ilhas do Havaí e a “bota” da Itália, como se vistos do espaço. Sensacional!
Montanha-russa do Aerosmith
WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Jedi Training: crianças testam sua reação contra o Lado Sombrio
‘Batalha’, diversão e compras Point da vida noturna no complexo – com muitos restaurantes requintados e bares descolados – e de compras (reúne de lojas de suvenires da franquia a grifes famosas), Disney Springs ainda oferece a megassensacional atração “Star Wars: Secret of the Empire”. Com recursos de hiperrealidade virtual – que à usual 3D associa a tecnologia The Void (que permite interação nos mundos virtual e
real) –, somos disfarçados de stormtroopers (soldados imperiais) por mei de capacete, óculos 3D e colete (pesado, mas vale o esforço). A missão do grupo, sempre com quatro integrantes, é recuperar a inteligência imperial. Daí em diante é só adrenalina. Somos lançados sobre o planeta Mustafar em chamas, chegando a viajar sobre uma plataforma sem proteção lateral, sentindo o calor que evapora da lava.
De volta à aeronave, retiramos nosso blaster (arma) e começa a batalha com os soldados inimigos, que, mesmo derrubados um a um, ainda conseguem nos atingir, o que é denunciado pelo calor no local do tiro, efeito proporcionado pela tecnologia do colete. Para vencer o inimigo, ainda liquidamos um monstro de lava e, no momento em que damos de cara com Darth Vader, somos resgatados.
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 23 de junho de 2018
Epcot durante o International Flower & Garden Festival, em maio
TÂNIA RAMOS
Na Alien Swirling Saucers, a maior adrenalina será ser içado pelo Garra
Pavilhão da Noruega, no Epcot, é onde estão algumas atrações de Frozen
Retrospectiva Magic Kingdom. Primeiro parque do complexo, foi inaugurado em 1° outubro de 1971. Epcot. O parque, cujo nome é uma abreviação de Experimental Prototype of Community of Tomorrow, foi inaugura-
do em 1° outubro de 1982. Hollywood Studios. Passou a integrar o complexo em 1º de maio de 1989. Animal Kingdom. Mais novo do grupo, foi inaugurado em 22 abril de 1998. WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Naves espaciais de Toy Story Land entram em operação no próximo sábado
Toy story traz mais emoção Nova atração do Disney’s Hollywood Studios, a Toy Story Land leva os visitantes a se sentirem do tamanho dos brinquedos do quintal de Andy, em meio a um colorido cenário com blocos de construção, baldes de plástico, peças de tabuleiros e até de clássicos como cubo mágico e soldadinhos verdes. Instalada numa área de 44 mil metros quadradros, a Toy Story Land traz, como atrações principais, a singular montanha-russa Slinky Dog Dash, que, sobre uma estrutura de mola (a exemplo do cachorro que a inspirou), cria ótimas sensações com mergulhos, disparadas e fugas. O brinquedo só igualáveis ao Alien Swirling Saucers, em que os visitantes giram em suas próprias naves espaciais (“tomadas emprestado” dos recém-chegados alienígenas), com efeitos de som, luz e música, enquanto o aterrorizante Garra, pendurado sobre suas cabeças, tenta içar algum tripulante. A nova atração mantém Toy Story Mania! (agora, repaginado), o divertido jogo dedicado à saga da Pixar.
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
turismo FOTOS WALT DISNEY WORLD RESORT/DIVULGAÇÃO
Animal Kingdom
Muito além de nossa imaginação Das supernovidades Pandora – The World of Avatar e “River of Light” a consagradas atrações, parque atrai uma multidão de visitantes ávida para ver animais selvagens Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Última unidade incorporada ao complexo de Orlando, o parque Animal Kingdom é a síntese do imaginário Disney. Casa da radicalíssima montanha-russa Everest, que divide espaço com a Tree of Life (árvore da vida), tomada emprestado de “O Rei Leão”, ganhou, no final de 2017, a atração Pandora – The World of Avatar, um misto de aventura e pura magia.
Com um cenário mais rústico (ao contrário daqueles dos demais parques), inspirado em vilas africanas, o Animal Kingdom também ganhou, em fevereiro de 2017, o “River of Light”, um imperdível show, que, no meio de um lago, presta uma homenagem a fauna e flora ao criar – com embarcações, esculturas aquáticas, luzes, esguichos d’água e projeções – as mais incríveis cenas da natureza. Um jeito bem poético de se encerrar a visita. Pródigo em natureza, ob-
viamente, o Animal Kingdom tem como símbolo a Tree of Life, um baobá artificial de 45 m de altura e 15 de largura, com uma base de 50 m, vista de quase todos os lugares do parque. No espírito de “O Rei Leão”, assista ao espetacular show circense “Festival of the Lion King”, com os personagens do filme.
Para admirar e sentir Depois, embarque em um veículo aberto do Kilimanjaro Safaris para observar animais andando livremente por sava-
No Animal Kingdom, o ‘River of Light’ fecha oficialmente as atrações do parque, que possui outras atividades noturnas
na, rios e rochas. Se der sorte, como nós, você pode ver um casal de leões ou crocodilos dormindo ao sol, rinocerontes se refestelando nas águas e muitos animais se alimentando, como girafas, bisões, antílopes, cervos e elefantes. Não sem antes encarar a Expedition Everest – Legend of the Forbidden Mountain, a intensa montanha-russa que,
entre ida e vidas, descamba do topo a toda velocidade. Mas nada se compara a Pandora – The World of Avatar, a começar por seu impecável cenário surreal, com árvores e plantas mágicas. Deve ser vivenciado de dia e à noite, pois oferece duas “realidades” distintas. A atração divide-se em Na’vi River Journey, que consiste num pas-
seio de barco por um rio cercado de plantas e personagens luminescentes, e Flight of Passage, um sensacional simulador 3D que nos permite, montados em um banshee (dá até para sentir sua respiração), voarmos sobre Pandora, onde se descortinam paisagens surreais, com direito a aromas e respingos de cachoeira.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 23 de junho de 2018
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Belo Horizonte
23 de junho de 2018
Aéreo
Orlando está mais perto dos mineiros A Azul Linhas Aéreas oferece, desde dezembro, voos direto de BH para os parques da Disney; a novidade nas aeronaves é o SkySofa, produto inédito no Brasil FOTOS AZUL/DIVULGAÇÃO
O SkySofa é uma opção excelente para famílias que viajam com crianças; adultos também usufruem desse conforto
Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Destino número 1 dos mineiros nos Estados Unidos, Orlando conta, desde dezembro último, com ligação direta com Belo Horizonte. Por iniciativa de nossa também anfitriã no press trip, a Azul Linhas Aéreas, os parques da Disney (assim como os demais) podem, agora, ser acessados com maior facilidade. E o que é melhor: com mais conforto. Operados por aeronaves Airbus A330, os voos oferecem mais comodidade mesmo na Economy classe, com assentos de couro e 78 cm entre as poltronas. Como em todos os voos internacionais da companhia aérea, também há o já consagrado espaço azul na Economy Xtra, com 86 cm entre as fileiras. E, como não poderia faltar, a Azul Xtra Business Class conta com cama confortável e privativa, com reclinação de 180°, sendo ideal para descanso, dormir, ler ou mesmo acompanhar a programação de entretenimento da aeronave e até trabalhar.
nomyXtra, consiste em poltronas que podem se transformar em cama. A Azul é a única companhia da América Latina a dispor do SkySofa – um grupo de quatro poltronas que pode ser adquirido por um único passageiro com preço escalonado, se a aeronave não estiver lotada. O SkySofa está disponível, até então, nos voos com destino a Fort Lauderdale/Miami, Orlando e Lisboa. Essas poltronas ficam no meio das aeronaves e possuem 86 cm de espaço entre as fileiras.
Cardápio Outro serviço cuidado com bastante carinho pela companhia aérea é o cardápio, trocado regularmente e, muitas vezes, com a assinatura de chefs famosos. (Com assessoria de imprensa)
Serviço Operadora. Azul Viagens Informações. Consulte a central pelo 4003-1181, o site azulviagens.com.br ou seu agente de viagens Saída. 4/10 Pacote. Custa a partir de R$ 3.100 (ou 10x de R$ 310) por pessoa, com aéreo e sete noites de hospedagem em apartamento quádruplo no Westgate Lakes Resort and Spa Saída. 9/11 Pacote. Custa a partir de R$ 3.125 (ou 10x de R$ 312,50) por pessoa, com aéreo e sete noites de hospedagem em apartamento quádruplo no Celebration Suites
Alternativa Mas a principal novidade é o SkySofa, um produto inédito no Brasil. Comercializado na Eco-
Na classe Economy Xtra, o cardápio de entretenimento é bem variado
W InterCâmbio. Dia Mundial do Fusca é celebrado nesta semana. Página 10
IGOR VEIGA
W Mercado. Multinacional israelense amplia atuação em Minas. Página 11
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BELO HORIZONTE Sábado 23/6/2018
No topo
pampulha
W Super Motor acelerou em BH o Mustang GT; icônico esportivo é o modelo mais caro da Ford à venda no Brasil. Páginas 12 e 13
EDUARDO ROCHA/CZN
Nova Honda CBR 1000RR Fireblade Superesportiva japonesa ficou mais leve e tecnológica e esbanja seu alto desempenho na pista. Páginas 6 e 7
W 10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Ídolo das multidões DANIEL IGLESIAS - 19.12.2012
“Nada mais se parece com um automóvel do que o Fusca”, dizia meu saudoso avô, que podia afirmar isso com a propriedade sobre dos que nasceram no fim do século XIX e viram de camarote a evolução da indústria automobilística mundial. Seu primeiro automóvel, como ele se referia aos carros, foi um Ford T, que chegou a Bambuí – cidade onde ele nasceu e para lá voltou para começar sua vida profissional depois de concluir os estudos na Faculdade de Medicina no Rio de Janeiro – estreando as estatísticas daqueles tempos como o primeiro veículo do município. Certamente meu avô já teve um Fusca em sua garagem. Meu pai também, meus tios e tantos outros conhecidos que seria impossível citar todos neste espaço. Criado por Ferdinand Porsche, o modelo surgiu na Alemanha em 1945 para se tornar o
“carro do povo”, como já estava previsto na escolha de seu nome. No Brasil, chegou, importado, em 1950. Nove anos depois, com a instalação da fábrica de Anchieta da Volkswagen, o Fusca ganhou uma linha de montagem nacional. Hoje, 68 anos após o primeiro Fusca chegar ao Brasil, um exemplar do modelo bem conservado, daqueles “brilhando e todo original”, ainda atrai olhares nas ruas do país. Na última sexta-feira, dia 22 de junho, se comemorou o Dia Mundial do Fusca, e nada mais justo que fazer essa homenagem ao pioneiro de toda uma geração. Um tributo a um guerreiro que tem muitas histórias para contar. O primeiro carro de milhões de brasileiros merece ser reverenciado por tudo que ele representou em nossas vidas. No Brasil, foram produzidas cerca de 3 milhões de unidades e muitas delas ainda rodam
inteiras e valentes pelos mais distantes pontos do país. Além de fazer parte da história de nossa economia, que tem na indústria automobilística um importante gerador de receita e renda, o Fusca eternizou momentos inesquecíveis em nossas vidas. Centenas de milhares de pessoas aprenderam a dirigir ao volante de um Fusca (inclusive eu), tantas outras deram seu primeiro beijo dentro do carro, que, por certo, de tão próximo, parecia um membro da família. O filme “Velozes e Furiosos” que deu origem à febre dos carros envenenados ou tunados e foi visto por milhões de espectadores nem de longe fez o sucesso da película “Se Meu Fusca Falasse”, em que o carro foi humanizado na figura de Herbie, o Fusquinha protagonista da trama e que se tornou um herói. Perseguiu e prendeu os fora da lei, promoveu encontros românticos e, claro, no final
O primeiro carro de milhões de brasileiros merece ser reverenciado por tudo que representou em nossas vidas. Foram produzidos no Brasil cerca de 3 milhões de unidades e muitas delas ainda rodam inteiras e valentes pelo país.
sempre feliz de Hollywood, separou os bandidos dos mocinhos e seguiu seu caminho de super-herói. São tantas as histórias que o Fusca, no Brasil, teve até envolvimento com a política, quando, a pedido pessoal do então presidente Itamar Franco foi reativada, em 1994, sua linha de produção, interrompida em 1986. Por mais dois
anos ele voltou a sair zero quilômetro, e a safra deste período é hoje motivo de cobiça para os colecionadores. O México foi o último país do mundo a encerrar a produção do modelo, no ano passado, e, então, o Fusca “sai da vida para entrar na história” definitivamente. Nem poderia ser de outra forma.
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super motor
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
ITURAN/DIVULGAÇÃO
Mercado
Investida
“Nossos diferenciais são o porte das seguradoras parceiras, o sucesso na recuperação de veículos e o sistema de agendamento online.”
em Minas Gerais Em parceria com seguradoras, Ituran Brasil lança no Estado serviço de proteção contra roubo e furto por mensalidade acessível Da redação Um almoço no último dia 15, celebrou a chegada de um novo produto da Ituran, multinacional israelense que atua no Brasil e em outros países, como Israel, Estados Unidos e Argentina, oferecendo produtos para a proteção contra roubo e furto de veículos, cargas e frotas, entre outros. Denominado Ituran com Seguro (ICS), o serviço já foi implantado em outras capitais do Brasil e tem, entre outros diferenciais, a flexibilidade para
se adequar ao orçamento do cliente. A empresa, que chegou ao país há quase 20 anos conta com mais de 700 mil clientes ativos e recuperou no Brasil mais de 70 mil veículos, o que equivale a um patrimônio aproximado de R$ 3 bilhões. O produto ICS será intensificado no Estado de Minas Gerais e é pioneiro no mercado. Ele é resultado da parceria com as seguradoras HDI Seguros, Liberty Seguros e Mapfre Seguros. Na prática, o ICS atende aqueles segurados que não abrem mão de ter um seguro para seu veícu-
Roberto Posternak Diretor comercial da Ituran
Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran Brasil; empresa tem mais de 700 mil clientes ativos no país lo, mas não conseguem arcar com os valores elevados das apólices tradicionais, garantindo proteção contra roubo ou furto. Ou seja, se o veículo não for recuperado, o segurado recebe uma indenização baseada em até 100% do valor da tabela Fipe. O valor da parcela mensal é calculado com base em uma nova dinâmica: os clientes com perfil de baixo risco terão custos ainda mais atraentes. É bom lembrar que essa novidade não
mexe com os valores oferecidos aos clientes com perfil de maior risco. O ICS contempla veículos com até 20 anos de fabricação, além de aceitar automóveis de transporte de passageiros por aplicativos e táxis. Coberturas contra terceiros e perda total por colisão continuarão podendo ser contratadas de forma adicional. Segundo Roberto Posternak, diretor comercial da Ituran Brasil, esse novo modelo de precificação abre ex-
celentes oportunidades no mercado de seguros automotivos. “Essa capacidade de inovar está no nosso DNA. Ao adotar este conceito, a partir de uma análise ainda mais sensível do perfil de cada cliente, a Ituran dá um passo à frente. Essa nova dinâmica mudará a nossa relação com o consumidor e promoverá novas inclusões. Estamos otimistas e projetamos um crescimento de até 30% da carteira em 2018”, prevê Posternak.
Consolidada 1 milhão de apólices. Como somente cerca de 30% da frota nacional de veículos é segurada, o Ituran com Seguro (ICS) já é sucesso desde seu lançamento, em 2009, pois consegue oferecer aos clientes um seguro com pagamento mensal, sem juros, que cabe no bolso do consumidor brasileiro.
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W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
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Volta rápida
Poderoso
299,9 mil Ford Mustang GT Premium
e nada discreto
Icônico Ford Mustang oferece alta performance, tecnologia e prazer de dirigir acima da média; modelo despertou a curiosidade de todos pelas ruas de BH Raimundo Couto Em minha vida profissional já testei muitos carros, caros, baratos, grandes, pequenos, possantes e até alguns bem lerdos, mas o Mustang merece estar na prateleira acima da dos convencionais. Não é para menos. Ele representa um sonho de toda uma geração, que cresceu desejando o esportivo e que jamais teve acesso ao modelo, podendo admirá-lo, apenas, por fotos ou nas telas de cinema. Ele mal
chegou ao mercado e já registra números para lá de alvissareiros – já foram comercializadas cerca de 500 unidades, quase o dobro do que o arquirrival Chevrolet Camaro vendeu em todo o ano passado. Nada mal para um carro que custa R$ 299,9 mil. O motor V8 do esportivo da Ford mexe, de verdade, com o imaginário das pessoas. Assim que deixei a Pisa Ford, concessionária que apoia a montadora na relação com a imprensa especializada em Belo Horizonte.
não imaginava que me tornaria uma atração ambulante por todo lugar que passasse e, muito mais, ainda, quando estacionava o nada discreto Mustang. Crianças e adultos, homem ou mulher, quem via o carro se aproximando já logo dizia apontando. “Olha lá, é um Mustang”! Como se fosse um velho conhecido dessas pessoas há tempos, independentemente se são ou não ligadas em automóveis. Um ícone de verdade. A versão de acabamento do Mustang vendido no Bra-
sil é a GT Premium, a top de linha do modelo. Os equipamentos disponíveis em nada ficam devendo a parafernália eletrônica dos esportivos alemães de alta estirpe. Com 466 cv, o motor V8 do Mustang ronca forte ao mínimo toque no pedal do acelerador. Na frente, o conforto para dois ocupantes é
total. Atrás, cabem duas crianças, e só. Se levarmos em conta o emblema que envolve o ícone, o preço é até razoável para um esportivo com suas características. Mas não há como falar dele se não assumir o volante e colocar a fera para rodar. Ao ligar o motor, os oito “canecos” produzem a
sinfonia de uma orquestra que conta com três opções de modulação. Um barato! É um carro gostoso de dirigir ainda que embaixo do capô esteja disponível uma tropa, que pode fazer tremer o asfalto e proporcionar ao condutor velocidades mais perto da irresponsabilidade do que do juízo.
super motor FOTOS IGOR VEIGA
Potência máxima. 466 cv a 7.000 rpm Torque máximo. 56,7 kgfm a 4.600 rpm Câmbio. Automático de dez marchas. Tração traseira Aceleração. De 0 a 100 km/h: 4,3 segundos Vel. máxima. 250 km/h (limitada eletronicamente)
O carrão da Ford é capaz de desinibir até os mais tímidos ao volante
Peso. 1.783 kg Porta-malas. 382 L
Mimos que fazem toda diferença exclusivos do modelo, como a projeção do cavalinho no chão ao abrir as portas, fazem toda diferença. Outra sacada legal do esportivo é o ajuste de partida silenciosa, que inibe o barulho do motor para não incomodar a vizinhança
Belo Horizonte 23 de junho de 2018
Chery Tiggo 2 automático
Motor. Aspirado, movido a gasolina, 5.0 L com oito cilindros dispostos em V
O câmbio automático de dez marchas tem opção de trocas sequenciais em botões atrás do volante, o escalonamento é adequado, e as trocas são pouco sentidas. Devagar ou rápido, dirigir o Mustang é uma curtição. Detalhes
O Tempo - Pampulha - Super Notícia
Chegou na Pisa Ficha técnica
Ford Mustang ostenta visual invocado e mexe com o imaginário de muita gente
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pela manhã. Pelo painel 100% digital, o motorista ainda pode configurar a intensidade do ronco do V8 em cinco níveis. No mais alto deles, o ruído é amplificado pelo sistema de som do carro, que é outro show à parte. (RC)
Já está disponível na concessionária Pisa Caoa Chery, da avenida Amazonas, em BH, a inédita versão automática do Chery Tiggo 2. O SUV tem preço a partir de R$ 66.990 para a versão Look, que conta com central multimídia, câmera de ré, volante multifuncional e ar condicionado automático, entre outros. Ja a versão ACT (R$ 69.990) acrescenta ainda bancos em couro, teto solar, controle de tração e de estabilidade e assistente de partida em rampa. As versões são equipadas com motor 1.5 de 115 cv (etanol) e 110 cv (gasolina). CAOA CHERY PISA/DIVULGAÇÃO
Com muita tecnologia disponível, domar o esportivo é até tarefa fácil
W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
Lançamento
Kawasaki lança a Z900 RS no país Com data de estreia para o mercado brasileiro prevista para o próximo mês, a nova Kawasaki Z900 RS conta com freios ABS como itens de série, além de controle de tração e embreagem deslizante assistida. A base é a mesma da Z900. O motor tem 948 cc, que rende 109 cv de potência a 8.500 rpm e tem torque de 9,7 kgfm. Um traço bastante contemporâneo a é o painel em LCD e os dois modos de utilização do controle de tração. A Z900 RS será vendida por R$ 48.990. KAWASAKI/DIVULGAÇÃO
Triumph
Bonneville T100 chega às lojas A Triumph aumenta a linha de motos com visual retrô com a chegada da Bonneville T100. O modelo parte de R$ 39.990 e terá apenas a cor preta brilhante. A principal diferença entre a versão T120 e T100 é o motor. A nova Bonneville tem motor de dois cilindros de 900 cm³ que rende 55 cv a 5.900 rpm e 8,1 kgfm de torque. O câmbio é de cinco marchas.
super motor R$
Moto
Para incendiar
69,9 mil Honda CBR 1000 RR Fireblade
o mercado das superesportivas Nova geração da Honda CBR 1000RR Fireblade ficou mais leve e ganhou controles eletrônicos, potência e ainda mais esportividade Eduardo Rocha Auto Press
A CBR 1000RR não esconde suas intenções. Os faróis bipartidos dão um ar selvagem que é confirmado logo no acionamento do motor, que tem um ronco estridente e nervoso. Mas toda esta agressividade da Fireblade é controlada por um sem número de recursos eletrônicos, que acabam fazendo com que fique bastante dócil para o piloto. Na prática, ela é quase impossível passar da segunda marcha para terceira próximo ao limite de giros – quando o motor cai na faixa de torque máximo – sem que a roda dianteira tente sair do chão. Ela até sai, mas volta de forma suave, por conta do controle de elevação do ABS. E essa tendência fica ainda mais acentuada na versão SP, que tem o recurso do quickshift, onde a troca de marcha é feita a torção do punho e sem usar o manete de embreagem. A interação entre piloto e máquina ocorre quase natu-
ralmente. A posição de pilotagem é agradável tanto para o uso menos agressivo, com o tronco mais elevado, quanto para momentos de maior exigência de esportividade, quando se deita sobre o tanque. Nas curvas, a Fireblade se mostra dócil. Ela deita facilmente com um leve contraesterço e é fácil manter a trajetória em todo o contorno. Os comandos mais óbvios, como freio, acelerador, embreagem, setas, buzina etc, são todos bons de usar. Mas acertos mais pormenorizados, como os ajustes dos controles eletrônicos, são mais complicados.
Esportiva acelera de 0 a 100 km/h em apenas 2,9 s Modelo tem cinco modos de ajustes eletrônico para pilotagem
Tudo em casa No autódromo do Velo Cittá, em Mogi-Guaçu, a Fireblade estava em casa. Pista lisa, sem ondulações, com curvas bem-desenhadas e níveis de aderência altos para os pneus. Sem maiores distrações, dá para averiguar as diferença entre os diversos mapeamentos disponíveis. Na configuração mais branda, a rapidez de resposta dos sistemas eletrônicos é maior. No outro extremo, a CBR parece nem ter sistemas de auxílio à condução. Podese, por exemplo, quase eliminar o freio motor e aproximar seu comportamento do de uma motocicleta com motor dois tempos. Pelo alto nível de rigidez de suspensão, o uso no dia a dia da CBR 1000 RR é cansativo. A Fireblade precisa de asfalto liso e pista livre para exibir o que tem de melhor.
Inédito painel de instrumentos em tela de LCD totalmente digital reúne principais funções da moto
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 23 de junho de 2018
FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
Modelo ficou 15 kg mais leve
Nova carenagem é mais fina e oferece uma melhor aerodinâmica
Mercado Custo e rivais. A Honda resolveu forçar no preço. A nova Fireblade está sendo oferecida por R$ 69,9 mil na versão básica e R$ 79,9 mil na Sport Package. São valores menores que o praticados por ri-
vais como Kawasaki Ninja ZX10 RR, BMW S1000 RR. Ainda assim, as expectativas de vendas da Honda não são tão grandiosas. A marca pretende vender 300 unidades da CBR1000 RR neste ano.
A nova geração da CBR 1000 RR traz diversas mudanças significativas. Na linha conceitual da marca, ela perdeu 15 kg e ganhou 11 cv. Tem agora exatos 191,7 cv a 13 mil rpm, com 11,82 kgfm de torque a 11 mil giros, para empurrar 196 kg em ordem de marcha – 178 kg a seco. Toda a dinâmica da moto é controlada por uma unidade de medição de inércia, uma espécie de giroscópio sofisticado que mede os movimentos laterais, horizontais e verticais da motocicleta. É a partir dessa leitura que o controle de tração e o ABS com controle de elevação da roda dianteira dosam sua ação. A motocicleta traz cinco modos de pilotagem, sendo três deles pré-configurados e dois personalizáveis, a partir do controle da potência, do torque e do freio motor. (ER/AP)
16 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 23 de junho de 2018
Belo Horizonte