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TODOS OS TONS DE AZUL NO LITORAL DE MACEIÓ, QUE TEM SOL QUASE O ANO INTEIRO ... Páginas 6 a 8
MINEIROS FAZEM SUAS APOSTAS NA SPFW ... Páginas 28 e 29
ZECA PAGODINHO E MARIA BETHÂNIA TRAZEM ‘DE SANTO AMARO A XERÉM’ A BH ... Página 15
CASAL COMEÇA VOLTA AO MUNDO A BORDO DE CLÁSSICA PICAPE CHEVROLET 1951 ... Páginas 16 e 17
NELSON ALMEIDA/AFP
28 de abril a 4 de maio de 2018 ANO XXVII número 1448 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE CASSIO CONDE/DIVULGAÇÃO
VALE TUDO Congresso de dança de salão em BH discute os rumos desta arte e legitima o fim de padrões préestabelecidos: Vale dançar homem com homem, mulher com mulher; vale a menina conduzir a dança; vale improvisar!
Samuel Samways, à direita, é o curador do 1º Congresso de Dança de Salão Contemporânea, que acontece na capital até domingo (29)
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 28 de abril
a 4 de maio de 2018
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI
“Você não tem conhecimento em política. Não tem conhecimento de lei. Não tem conhecimento de tratados internacionais. Como pode um negociante, um comerciante, um construtor de torres fazer julgamentos sobre assuntos internacionais?”
Editorial
3x1 arece que o sentimento que rege a aplicação de penas decorrentes de infrações criminais é a vingança em nome de uma sociedade ofendida e agredida, quando, do contrário, deveria ser uma tentativa de recuperação e ressocialização do indivíduo. Desperdiçam-se assim verdadeiras fortunas de recursos públicos sem atingir o objetivo principal de devolver o indivíduo à sociedade em condições de não repetir seus erros. Pela forma com que desconta seus dias, em celas entupidas e fedorentas, a probabilidade maior é que se reforcem e ampliem suas tendências de nocividade social. A ineficiência do sistema revela-se também nas contas econômicas. Em média, o custo prisional por detento/mês é de R$ 5.000. Gastam-se assim cerca de R$ 42 bilhões a cada ano para manter atrás das grades 711 mil reclusos, ou 0,3% da população brasileira. O gasto representa um desperdício enorme, em todos os sentidos. No aspecto humano, pela certeza de que a permanência do contato com criminosos de alta periculosidade acaba por banalizar a prática de delitos. Já no aspecto econômico, as despesas com as detenções representam um estonteante índice de 40% dos investimentos federais na saúde pública, ou R$ 107 bilhões gastos em 2017 com uma população superior a 200 milhões de brasileiros. Ainda é preciso considerar que muito se pode e se deve fazer com a utilização sustentável desse imenso contingente de “mão de obra”, em sua maioria dotado de vigor e capacidade de trabalho para atender as desmesuradas demandas da sociedade. Transformar o desperdício em oportunidade é o que está sendo realizado em Betim, de comum acordo com a Secretaria de Defesa Social. O programa ainda é pe-
queno e apenas experimental, mas está mostrando resultados altamente satisfatórios.
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Transformar o desperdício em oportunidade é o que está sendo realizado em Betim, de comum acordo com a Secretaria de Defesa Social. Com um pequeno grupo de apenados, em alguns meses já recuperamos creches, escolas, quadras de esporte contando com o trabalho de muita qualidade e dedicação. Tenho recebido em meu gabinete de prefeito a visita dessa equipe e estendido a ela o agradecimento da sociedade pelos belos serviços que, entre inúmeras alegrias, renderam a cada um deles a diminuição de pena de três dias por um trabalhado. Estamos preparando a amplia-
Se a redução de gastos for menos ou mais, como alguns contestarão, não resta dúvida de que os ganhos seriam significativos para as administrações públicas e para a sociedade em todos os sentidos.
ção dessas parcerias, que estão realizando uma verdadeira revolução social, possibilitando a diminuição dos gastos públicos e, ainda, transformando situações “penosas” em benefícios sociais relevantes. Prestei atenção e senti que, além dos óbvios benefícios públicos, a fórmula de desconto de pena com o trabalho tem desenvolvido um sentimento de gratidão recíproco e que o retorno para a liberdade será mais fácil. Por isso, estamos concedendo um atestado de dedicação e de bom desempenho que lhes possa servir de carta de apresentação. Essa experiência também tem levado a prefeitura a se mobilizar na construção de um centro de hospedagem em colaboração com a Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac), com capacidade para cem apenados na primeira fase, mas já com previsão de dobrar sua capacidade de acolhimento. Se fosse estabelecido um plano para as 5.000 prefeituras do país, que absorvessem em média 60 detentos, teríamos um população carcerária de 300 mil indivíduos empregada em serviços sociais em todo o país. Com isso se abreviaria em 66% (devido ao desconto de três dias por um trabalhado), quer dizer que 200 mil detentos deixariam o sistema carcerário gerando uma economia de R$ 12 bilhões por ano. Se a redução de gastos for menos ou mais, como alguns contestarão, não resta dúvida de que os ganhos seriam significativos para as administrações públicas e para a sociedade em todos os sentidos. Poder-se-ia transformar uma situação constrangedora e medieval, que afeta toda a sociedade, numa situação de proveito geral. Passar-se-ão anos, mas um dia se chegará a entender as vantagens de uma visão mais humana do problema, que, infelizmente, para muitos, é visto apenas como vingança, não pelos aspectos econômicos, humanos e de recuperação de indivíduos castigados pela marginalidade.
vittorio.medioli@otempo.com.br
Presidente iraniano Hassan Rowhani, na última quarta (25), em resposta às declarações de Donald Trump, feitas na terça (24). Ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, o norte-americano classificou o acordo nuclear como terrível, insano e ridículo e exigiu alterações. A resolução em questão foi assinada em 2015 pela Alemanha, Irã, China, Reino Unido e Rússia, além de França e EUA.
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
“Acho que há um pouco de machismo nisso de atribuir só a mim o momento atual dela... Eu já encontrei ela assim; realizada profissionalmente, pessoalmente” Advogado pernambucano Túlio Gadêlha sobre sua namorada, a apresentadora Fátima Bernardes, em entrevista à coluna de Mônica Bergamo, na “Folha de S.Paulo”.
“Não vai ter golpe em Minas. A comissão vai arquivar, vai prevalecer o bom senso. Não vai acontecer em Minas o golpe que aconteceu nacionalmente” Deputado Durval Ângelo (PT), líder do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), sobre o pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel (PT) recebido pela Mesa Diretora da ALMG na última quinta (26). Protocolado no início deste mês pelo advogado Mariel Marra, o pedido de impeachment argumenta que o governador cometeu crime de responsabilidade por atrasar repasses constitucionais.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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NOVO PRISMA> BH sedia congresso que pretende discutir diversidade e gênero na dança de salão Nem poderia ser diferente. Em um momento no qual questões de gênero e o combate ao machismo pulsam com impressionante energia, nada mais natural que as discussões reverberem também em ambientes nos quais a tradição ainda dita as regras – caso do universo da dança de salão. Não que os ventos da igualdade de direitos ainda não tenham soprado nessa direção – tanto que o “só não vale dançar homem com homem/ nem mulher com mulher”, cantado espirituosamente por Tim Maia na música “Vale Tudo”, há muito já é uma questão ultrapassada. Nesse sentido, Belo Horizonte pode se vangloriar de ser a cidade escolhida para sediar o 1º Congresso de Dança de Salão Contemporânea: Gênero e Diversidade na Dança de Salão, realizado pelo Centro de Formação Artística e Tecnológica – Cefart, da Fundação Clóvis Salgado. Desde a última sexta-feira (27) e até este domingo (29), palestras, debates, mesas redondas, oficinas de dança, espetáculos, uma mostra de dança aberta e bailes de confraternização entram em cena propondo uma visão investigativa da arte e buscando fortalecer as práticas e o pensamento crítico no contexto da dança de salão contemporânea, com participação de grupos e palestrantes LGBTQ e feministas. A expectativa é que os caminhos propostos se transmutem em práticas. Mas qual seria o epicentro dessas discussões? Curador da iniciativa, Samuel Samways, bailarino e pesquisador do Programa de Residência para Pesquisas Artísticas do Cefart, cita, por exemplo, a estrutura vigente na dança de salão, que, de certa forma, reflete o machismo ainda vigente – como ser o homem o condutor do par nas pistas. Fato é que o congresso ratifica que esse universo já há algum tempo vem sendo afetado por mobilizações que pululam daqui e dali. Ano passado, por exemplo, João Pessoa sediou uma discussão sobre o tema. Mas a linha do tempo registra outras iniciativas afins. Em 2010, por exemplo, o cineasta Marcelo Caetano levou às telas “Bailão”, que flagrava histórias sobre o ABC Bailão, evento que atrai gays das mais variadas faixas etárias à Vila Buarque, em São Paulo. No que tange a práticas machistas no mundo da dança, o grupo belo-horizontino BeHoppers, que advoga a causa do lindy hop, desenvolveu, em março do ano passado, um mapeamento para entender onde havia indícios de machisPatrícia Cassese
Livre para dançar RODRIGO MENEZES/DIVULGAÇÃO
Sem amarras
O Forró Queer, uma das iniciativas que vingaram na capital mineira
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Mesmo os homens acabam sendo limitados por um padrão opressor Samuel Samways, bailarino
mo. “Fizemos, na nossa pagina no Facebook, uma campanha, com posts diários, por um mês. A gente lançava frases para o público (como ‘Nao trate a pessoa que esta sendo conduzida como um (a) boneco (a)’ ) e íamos coletando os comentários. Daí, listamos ações de modo a combatê-las. Teve um alcance muito bom,”, avalia Camila Magalhães, uma das fundadoras da companhia. CONDUÇÃO Nos salões propriamente ditos, resquícios de machismo podem ser detectados, como dito, no processo de con-
dução docasal, função historicamente delegada ao homem. A ideia, porém, não é quea mulher passe pura esimplesmente a assumir esse papel. Uma ideia seria que ambos, alternadamente, possam conduzir a dança – ou, em comum acordo, decidirem a quem caberá a condução, independentemente do sexo. Samuel, aliás, já há algum tempo desenvolve a pesquisa “Condução Compartilhada de Dança de Salão”, que, entre outros pilares, pretende “valorizar pedagogias e movimentos artísticos que criam espaços de visibilidade para corpos
“
Mais que o lazer, a dança de salão é um espaço potente para a empatia Idem
GILBERTO GOULART/DIVULGAÇÃO
O grupo BeHoppers promove ações para mapear (e tentar combater) práticas machistas no universo da dança
heterogêneos, para a emancipação das mulheres e os diversos gêneros e sexualidades, promovendo uma experiência imersiva de residência”. O bailarino explica o termo “condução mútua”. “Dentro da estrutura da condução, algumas pessoas, nos dias atuais, já procuram alternar os papeis. Mas percebi que, de toda forma, isso mantinha a estrutura hierárquica, e quis aboli-la. Nesse sistema, então, não há uma pessoa fazendo a condução, é uma outra lógica. E é essa minha pesquisa que estou introduzindo no congresso”, elucida Samways, que atua há 11 anos neste universo, já tendo passado por escolas-referência na capital mineira, como a Mimulus e a Camaleão. Na verdade, o trabalho do curitibano (radicado há seis anos em BH) surgiu a partir da detecção de um incômodo. “Sendo homem, hetero, cis, tive, no curso da vida, vários privilégios – como tradicionalmente acontece na história patriarcal. Mas, no universo da dança de salão, algumas questões sempre me geraram um certo incômodo. Por exemplo, se o homem dança muito, se ele se expressa muito na pista, acabava sendo (pejorativamente) chamado de ‘afeminado’, ou seja, acaba sendo induzido a fazer a postura do ‘homem másculo”. E isso é muito limitante social e artisticamente. Como disse, sempre foi um incômodo que me acompanhava. Mas foi ao trabalhar com artistas feministas e grupos LGBTs que me permiti aprender com essas pessoas de fato, como alguém que tenta exercer a escuta e que está aberto”, rememora o bailarino. POTÊNCIA A partir daí, Samuel diz que passou a criar mais consciência sobre a questão. “E busquei aprofundar meu trabalho em conjunto a essas pessoas numa tentativa de, dentro da dança de salão, contemplar todos os grupos – portanto, não só as minorias”, salienta ele, lembrando, mais uma vez, que homens heterossexuais cis acabam sendo limitados “por um padrão opressor e, de certa forma, tosco”. Samuel acredita piamente que a dança de salão é um espaço de encontro no qual o frequentador promove a entrega de seu corpo à dança. “Sendo, assim, um espaço potente para a empatia e, dentro dela, importante para a construção em conjunto. O objetivo é esse: reforçar a empatia pelo outro, possibilitando, ali, não apenas o lazer, mas um momento social potencializado, de aprendizagem”.
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reportagem
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NA PISTA> Novas formas de enxergar a dança de salão não pretendem excluir as tradicionais
São dois pra lá, dois pra cá PEDRO VILELA/ARQUIVO O TEMPO
Ao se aventurar a lançar questões para o público com fins de discutir eventuais práticas machistas, o grupo BeHoppers se deparou com algumas surpresas. “Uma delas, ao menos para mim, foi a resistência que algumas pessoas tiveram em reconhecer que algumas práticas comuns ao universo da dança eram machistas. Havia um discurso de cavalheirismo, do alegar ‘ah, mas isso já existe há centenas de anos, faz parte da cultura da dança de salão”, explica Camila Magalhães, uma das fundadoras do coletivo, que dá um exemplo. “É difícil entender que, por mais que seja uma tradição a mulher usar salto, não quer dizer que aquela não usa não tenha feminilidade. Há falas como: ‘Nossa, embeleza a dança...’. Pode embelezar a dança, mas, se a mulher não quiser, não precisa usar. Então, o discurso do ‘tradicional’ veio muito forte, e a gente decidiu tentar exercer um papel educativo”, relembra. E não só no que diz respeito ao machismo. Nos eventos do BeHoppers, as conformações de casal são diversificadas, inclusive no quetange à figura docondutor e do conduzido. “A gente incentiva que se aprenda os dois lados ao mesmo tempo, até para estimular a dança igualitária, fugir dos papeis de dama e cavalheiro. E as mulheres podem, por exemplo, se sentir à vontade para chamar outros rapazes ou mulheres – mesmo porque, a ideia é sempre promover ambientes seguros, ou seja, se houver alguma espécie de LGBTfobia ou de machismo, quem está sendo alvo pode procurar a produção, porque não vai passar batido. A gente sempre frisa isso. Pode parecer uma coisa pequena, mas já modifica, de certa forma, o cenário”, assegura. Camila, porém, faz questão de frisar que muitas dessas iniciativas se coadunam como próprio espírito do lindy hop, o gênero matricial doBeHoppers. “O Lindy surgiu nas décadas de 1920, 1930, e já trouxe alguns aspectos diferenciados, por assim dizer, para a dança a dois, contribuindo para dar maior autonomiaa quemestá sendo conduzido. Um segundo fator, é que, no passado, quando os homens iam para a guerra, era muito comum que as mulheres dançassementre si, o que contribuiu para a quebra de questões degênero, aspectos norPatrícia Cassese
mativos. Quando, mais recentemente, o lindy hop volta à cena, a cultura em seu entorno já propõe mais autonomia tanto para quem está sendo conduzido quanto para quem conduz, bem como casais que não são necessariamente formados por um homem e uma mulher”. INCLUSÃO Doutoranda em Educação da Dança e professora de dança de salão em Campinas, Carolina Polezi frisa, porém, que as novas formas de condução não excluem as tradicionais. “A ideia é que possamos conviver todos juntos. O casal tradicional (homem e mulher, sendo ele o condutor e ela a conduzida) pode, claro, coabitar o ambiente com as outras formações possíveis”. A simples visualização dessas outras formações na pista, por exemplo, já permitiria uma naturalização. “E, assim, as pessoas podem, a partir daí, optar (pela que mais se adapta às suas vontades). Então, não é que as formas tradicionais vão desaparecer”, diz ela, que, no congresso, vai integrar a mesa redonda “Novos Rumos Para a Dança de Salão”. Carolina lembra que nas discussões ocorridas em João Pessoa, ano passado, sobre propostas além das tradicionais na dança de salão, havia o desejo de, ao fim, formatar um documento, o que acabou não acontecendo. “Mas uma questão interessante envolvendo os profissionais tanto ali quanto os que vêm agregar a esse congresso é que muitostêm, por trás, uma pesquisa acadêmica, uma bolsa de estudos – e a dança de salão sempre foi uma arte não agregada à academia. É uma nova perspectiva que se inaugura”.
‘Forró Queer’, experiência que deu certo
Dividindo a condução
Não precisa ser o homem a assumir o comando
SAMUEL SAMWAYS/DIVULGAÇÃO
DESTAQUES
“Monstra”, do Coletivo Terceira Margem, faz uma paródia de mostras de dança tradicionais THAMIRS REZENDE/DIVULGAÇÃO
IMPROVISO Fabrício Martins, coordenador do Programa de Residência Artística do Cefart e outro participante do Congresso de Dança de Salão, também enaltece o potencial das novas possibilidades no segmento, inclusive no que diz respeito a regras. Existe, por exemplo, um flerte, um diálogo com outras linguagens, como a improvisação. Ou seja, há regras? Sim, mas também é permitido quebrálas. “A dança de salão ainda é um ambiente no qual o tradicional predomina, mas, por outro lado, a gente percebe que a humanidade está vivenciando um momento no qual as caixinhas tradicionais estão sendo questionadas. É, pois, um momento de plantar sementinhas, de tentar mudar”, alega.
Nome que desponta com destaque nessa nova configuração da dança de salão na capital mineira, Laura James é outra das presenças no congresso. Proprietária da escola Ata-Me, que, entre outras iniciativas, promove o “Forró Queer”, ela conta que, no passado, chegou a trabalhar com o viés da dança de salão tradicional. “Mas já com alguns diferenciais, pois sempre tentei levar a questão da igualdade de gênero às salas de aula”. Em 2012, porém, ela enfrentou uma crise, quando, diz, teve que lidar com a sua própria identidade de gênero. E uma depressão. “Eu transitava num ambiente tradicional, machista. Pensei: ‘Como poderia dar certo ali, como uma mulher trans?”. Com a própria escola, veio a certeza de que poderia atrair outras pessoas que, por motivos vários, se sentiam excluídas. Ano passado, ela deu início ao “Forró Queer”. “Costumo brincar que é o ambiente dos sonhos, gostoso, inclusivo. É muito bonito ver como as pessoas heterossexuais se relacionam com pessoas não-héteros. Existe, ali, uma sensibilidade na atmosfera. Até a paquera rola com respeito”.
Sábado (28) 17h30 às 19h Debate: “Para Além de Damas e Cavalheiros: Os Papéis de Gênero nas Danças de Salão. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586) 20h “Monstra”. Espetáculo do Terceira Margem – Coletivo de Dança. Teatro Marília. 23h Baile de Dança Contemporânea. Buena Danza (av. Getúlio Vargas, 471) Domingo (29) 17h30 Palestra performance “Lindy Hop – Percursos para uma Dança sem Estereótipos de Gênero” com o BeHoppers. Teatro João Ceschiatti (av. Afonso Pena, 1.537). 18h30 Mesa Redonda “Novos Rumos para a Dança de Salão”. Teatro João Ceschiatti. 22h Baile de encerramento. Buena Danza.
Camila Polezi (Campinas) integra a mesa redonda “Novos Rumos Para a Dança de Salão”
*Confira preços dos espetáculos no roteiro na página 22.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
O egoísta egoísta é um indivíduo que tende a olhar somente na direção de suas opiniões, de seus interesses e suas necessidades e, ao mesmo tempo, tem a tendência em desprezar as necessidades dos outros. O egoísta é um exclusivista por natureza. Você é egoísta ou tem pessoas com traços de egoísmo a sua volta? Pessoas egoístas são muito ciumentas e centralizadoras – só olham para si. Já o altruísta é o oposto. É uma pessoa solidária e abnegada para com o outro – sempre aberta a ajudar. Há discussões acerca do tema, em especial se o egoísta nasce com o problema ou se é adquirido com o tempo, como se tivesse contraído um vício moral. Então, como saber se somos egoístas ou se estamos cercados de pessoas com estes traços? Existem algumas características marcantes em pessoas com personalidade egocêntrica. São pessoas que só te procuram por interesses próprios. Nunca olham para o outro, somente para seu umbigo. De igual forma, têm extrema dificuldade em ajudar o próximo. E se alguma hora der uma ajuda, vão cobrar a fatura lá na frente – certamente, irá exigir de você um retorno em contrapartida ao favor realizado. Muito comumente, são pessoas dissimuladas, pois procuram esconder suas falhas. Frequentemente, se passam por pessoas generosas e, de forma antagônica, detestam dar presentes. É muito comum ocorrer em filhos únicos ou nos “mais velhos”. Quando crescem, demonstram grande dificuldade de escutar o que os outros querem transmitir, pois, normalmente, “não têm tempo para as suas histórias”, salvo se tiver alguma vantagem em jogo. Também falta interesse em ouvir os seus problemas. São pessoas com Segundo o extrema dificuldade em ter e criar os filhos, escritor irlandês pois isso demanda doaOscar Wilde, ção plena ao outro – justamente o que falta “egoísmo não é no egocêntrico. E, finalmente, o egoísta viver à nossa não gosta de ver a felimaneira, mas cidade do outro. Uma promoção, uma viadesejar que os gem sua ou qualquer outros vivam coisa que te beneficie e te deixe bem, certacomo nós mente vão incomodar queremos” muito. O egoísta gosta de ver aqueles a sua volta com muitos problemas. Se você tem pessoas com as características citadas nesta coluna, abra bem os olhos e saiba se defender ou se manter afastado delas. Caso você, caro leitor (a), se veja com algumas destas características, é importante que inicie uma autoanálise, pois isso irá ajudar muito em suas relações interpessoais. As brigas e desavenças irão reduzir de forma considerável. A prática do altruísmo pode ser feita através de atitudes simples e podem fazer uma enorme diferença na vida de quem você ajuda. Você pode fazer coisas como: dar uma carona, doar sangue, ser doador de medula, ser gentil e solidário com seu novo colega de trabalho, dar a devida atenção a alguém que se sente excluído, deixar alguém que está com muita pressa passar na sua frente, envolver-se em projetos de serviço para beneficiar os menos favorecidos, compartilhar seu alimento com os necessitados etc. Se somos egoístas ou temos traços egocêntricos, devemos saber lidar melhor com eles, procurando ter atitudes altruístas e um olhar de compaixão. Quem melhor descreveu o egoísmo foi o escritor e poeta irlandês Oscar Wilde: “egoísmo não é viver à nossa maneira, mas desejar que os outros vivam como nós queremos”. Faça uma boa semana.
O
Médicos negam boatos sobre gripe em redes sociais DOUGLAS MAGNO
Nãohávírus H2N3nem mutaçãoque temprovocado mortesnopaís Um áudio que circula no WhatsApp alerta sobre uma variação mortal do vírus da gripe suína que estaria circulando em Goiânia (GO). Uma voz feminina diz que dois médicos já morreram infectados e que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não quer que a informação seja divulgada à população. A mulher questiona, no mesmo áudio, a eficácia da vacina disponível nos postos de saúde para o público prioritário. Diz não saber se a rede pública usa a vacina de 2017, que não está atualizada com as variações de influenza que circulam neste ano no país. Ainda pelo WhatsApp, circula outra mensagem – esta de texto – divulgando que o chá de erva-doce tem a mesma ação do Tamiflu, o único medicamento antiviral disponível atualmente para tratar a gripe. No Facebook, o alerta é de um novo vírus, o H2N3, que estaria circulando no Brasil provocando mortes. Se você receber alguma dessas mensagens, é melhor ligar o alerta vermelho porque elas não passam de fake news (notícias falsas, em inglês), que apenas servem para provocar pânico. Nos últimos dias, o Ministério da Saúde divulgou um comunicado esclarecendo a população que não existe vírus influenza H2N3. “Existe, sim, o vírus H3N2, em circulação”, diz o médico infectologista Antônio Carlos Toledo Júnior, professor da Faculdade de Medicina Unifenas. A enfermeira Janaina Fonseca Almeida, diretora de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), explica que são trêsos principaisvírus dagri-
O analista ambiental Alexandre Magrinelli tem o hábito de se vacinar todo ano
Rian Matos*
pe em circulação no país: o influenza A H1N1, o influenza A H3N2 e uma variante do influenzaB.Ostrês,explica aenfermeira, estão na composição da vacina disponível na Campanha Nacional de Vacinação contraa Gripe. A diretora diz que a vacina ofertada nacampanhade 2017já foirecolhida, e que as remessas do imunizante para 2018 já começaram a chegar ao Estado. Quanto ao chá de erva-doce, os especialistas ouvidos alertam que ele não funciona como o antiviral. “Não há nada que comprove cientificamente (que o chá funciona como o antiviral). Além disso, o chá de erva-doce não contém o princípio ativo do Tamiflu”, explica Toledo Jr. “O chá funciona mais para hidratação”. Até o dia 1º de junho, as pessoas que fazem parte do grupo prioritário (veja quadro) podem ser vacinadas gratuitamente contra a gripe nos postos de saúde. Na rede pública, a vacina disponível é a trivalente (contra três tipos de vírus). Quem não faz parte da população-alvo pode, se quiser, vacinar na rede particular, que, além da trivalente, disponibiliza a vacina quadrivalente. Os preços na rede particular variam entre R$ 70 e R$ 140. * Sob supervisão de Carla Chein
CAMPANHA CONTRA A GRIPE Período Até 12 de maio ou mais, portadores de doenças crônicas não transmissíOnde Nos 152 postos de saúde veis, e outras condições clínide BH, das 8h às 18h. cas especiais, professores das redes públicas e particular, Público alvo Crianças de seis pessoas com restrição de libermeses a 5 anos de idade, gesdade e trabalhadores do sistetantes, adultos com 60 anos ma prisional.
ABRIL É O MÊS IDEAL PARA VACINAR O médico José Geraldo Leite Ribeiro, professor aposentado da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, alerta que é importante se vacinar neste mês, antes do inverno, para prevenir complicações respiratórias como pneumonias, entre outras doenças crônicas. “Caracteristicamente, este é um período em que as pessoas lavam menos as mãos, ficam mais em ambientes fechados etc. Além disso, no inverno, o ar está mais frio e há menos água dissolvida nele. Com isso, o vírus sobrevive e continua infeccioso no ar por mais tempo, o que possibilita que seja transmitido com mais eficiência”, diz o médico infectologista Adelino de Melo, consultor médico do Grupo São Marcos, de Belo Horizonte. Segundo Melo, a vacina demora de dez a 15 dias para
garantir a proteção. “Vacinando agora, o organismo estará preparado antes do inverno”, ressalta. O infectologista explica que o vírus influenza está sempre em circulação nos países tropicais, sendo a sazonalidade mais evidente em locais com inverno mais rigoroso. O advogado e analista ambiental Alexandre Magrinelli, 42, segue à risca a recomendação. “Antes, eu me vacinava por motivo de trabalho, porque ia a eventos internacionais”, conta. Por conta do trabalho, ele conseguia a vacina nos postos de saúde. “Quando parei de viajar, comecei a fazer por conta própria por segurança, para me cuidar”, conta. Hoje ele toma a vacina na rede particular. “Acabou que todos (da família) adotaram o hábito de se vacinar. Ficamos mais protegidos”, afirma.
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FREEPIK/DIVULGAÇÃO
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Alerta
Segundo pesquisa, obesidade está relacionada a vários tipos de tumor
CUIDADO >Especialista aponta quais são os principais hábitos que podem causar a doença
Cerca de 80% dos cânceres estão ligados ao estilo de vida Considerado um dos principais causadores de mortes no mundo, o câncer é definido como uma doença dos genes. Essa enfermidade surge como consequência de alterações cumulativas no material genético de células normais, que sofrem transformações até se tornarem malignas. “Quando afirmamos que o câncer é uma doença dos genes, estamos dizendo que se trata de uma doença genética, mas não significa que é uma doença hereditária, ou seja, transmitida de pais para filhos”, destaca o oncologista Amândio Fernandes, diretor da Oncomed-BH. Leonardo Cunha
Segundo ele, os cânceres podem estar relacionados a fatores de risco adquiridos (ambientais) ou fatores de risco herdados. “A grande maioria dos casos dessa patologia, em torno de 80%, está relacionada ao estilo de vida e aos hábitos adotados pelas pessoas, como tabagismo, etilismo, alimentação inadequada, exposição excessiva à luz solar, vida sedentária e obesidade”, diz. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o tabagismo é a principal causa de morte evitável em todo o mundo, sendo responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis. Como fator de risco, esse hábito está associado a 30% de todos os cân-
ceres e a 80% dos casos de câncer de pulmão. O consumo de bebida alcoólica também tem sido ligado ao aumento do risco de câncer. Conforme ressalta Fernandes, o risco é proporcional ao hábito de beber. “Os cânceres de fígado, esôfago, mama, cabeça e pescoço (boca, laringe etc.) estão intimamente relacionados ao uso de bebida alcoólica”. Já o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que, a cada ano, cerca de 180 mil novos casos sejam registrados. A incidência desse tipo da doença é maior nas áreas do corpo que ficam expostas ao sol, como face, pescoço, mãos e braços. A cor da pele e o hábito da expo-
sição à luz solar são considerados os principais fatores de risco para o desenvolvimento da patologia. DIETA A alimentação inadequada tem sido associada ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer, especialmente os de mama, intestino grosso, próstata, esôfago e estômago. A ingestão excessiva de gordura, por exemplo, aumenta a risco de câncer de mama. Para quem exagera no consumo de carne vermelha, o perigo é o de desenvolver câncer de intestino grosso. “Estudos sugerem que a ingestão de frutas, verduras e legumes apresenta um efeito protetor contra o desenvolvimento do câncer, o que pode reduzir sua incidência”, apon-
ta o oncologista. Em um estudo publicado recentemente na revista científica “Lancet” (2014), os pesquisadores concluíram que a obesidade está relacionada a vários tipos de câncer, especialmente os de intestino grosso, mama na mulher na pós-menopausa, endométrio (camada fina do útero, responsável pela menstruação), rim, vesícula biliar, esôfago, ovário, fígado e tireoide, além de leucemia. INFECÇÕES Alguns vírus são considerados carcinogênicos, ou seja, capazes de provocar câncer. Por isso, de acordo com Fernandes, certos tipos de comportamento sexual aumentam a chance de exposição a alguns vírus sexualmente
transmissíveis, que estão relacionados a tipos específicos de câncer. “Podemos citar o HPV. Ele está associado ao câncer do colo uterino e também ao câncer de orofaringe; o vírus da hepatite B, associado ao câncer de fígado; e o vírus do HIV, associado ao desenvolvimento de alguns tipos de câncer do sistema imune”, destaca. O oncologista frisa que o estilo de vida saudável, que inclui hábitos como praticar atividades físicas, manter uma alimentação adequada, evitar o tabagismo e a ingestão excessiva de bebida alcoólica, reduz a incidência de câncer e, por consequência, contribui para diminuir a mortalidade.
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sociedade
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 28 de abril
DOLCEVITA VIKINGS CIVILIZADOS Bonjour”! Para um fim de semana gostoso, a adaptação de ótimo texto que habita o planeta Internet, “Seu mundo muda quando você muda”. É a história, caso, de um provável professor brasileiro, conhecendo o metrô de Estocolmo, na Suécia. Logo ao entrar, ele notou, entre catracas comuns, uma de passagem grátis, livre.
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BÁRBAROS CIVILIZADOS urioso como um gato, perguntou sobre o motivo daquela catraca sempre livre, sem nenhum segurança. Uma moça bonita como uma nórdica, explicou que era para pessoas que, por algum motivo, não tinham dinheiro para a passagem. Pasmo, pensando no Brasil, o professor fez a pergunta fatal.
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DOCES BÁRBAROS le perguntou: “E se a pessoa tiver dinheiro, mas simplesmente não quiser pagar?”. A vendedora natural e inocentemente respondeu com outra pergunta: “Mas por que ela faria isso?”. O texto termina com uma lição pra lá de básica. A honestidade é um dos valores mais libertadores de um povo. A sociedade que tem essa liberdade está num patamar superior. Devemos cultivar esse valor e transmiti-lo aos filhos, mesmo sem esperar o mesmo da sociedade. Assim você muda o mundo.
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DÚVIDA CRUEL
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Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS BARBARA DUTRA
gora, outro edificante texto sobre o grande tenista norte-americano, Arthur Ashe que morreu de AIDS, em 1993. AIDS contraída numa transfusão de sangue, durante cirurgia cardíaca, em 1983. Por carta, um fã perguntou: “Por que Deus escolheu você para esta doença horrível?”
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DÚVIDA DOCE campeão respondeu: “Há anos, cerca de 50 milhões de crianças começaram a jogar tênis e uma delas era eu. Destas, 500 mil se tornaram profissionais, 50 mil chegaram ao circuito. Cinco mil, aos grandes torneios de tênis. Apenas 50 jogaram em Wimbledon. Apenas duas chegaram à final, uma delas era eu”.
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DÚVIDA CERTA Quando comemorei a vitória, não perguntei a Deus, ‘Por que eu?’ Agora, com dor, como vou perguntar?”. A felicidade nos mantém doces! As dores nos mantêm humanos! A falha mantém você humilde! O sucesso mantém você brilhante! Mas só a fé o mantém em pé. Às vezes você não está satisfeito com sua vida, enquanto muitos sonham com a vida que você tem. E vice versa. É assim! Aprecie a vida, humildemente e ame com o coração.
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PRECISA-SE PROCURAR
giam a redução da jornada de trabalho para oito horas diárias.
lançaperfume
PRECISA-SE ACHAR manifestação gerou uma greve geral e o resto da história deu neste feriado mundial. No Brasil de 2018, lembrar o Dia do Trabalho é falar de corda em casa de enforcado, casa de Tiradentes, literalmente. São 13, 14 milhões de desempregados. Aumento do trabalho informal, improvisado ou sem carteira assinada.
rede Accor de 6 AHotéis acha que restau-
PRECISA-SE ACREDITAR
met planejam a implantação demais outra unidade, da mesma Gourmet: o restaurante Santa Fé.
A
30 anos depois, no Brasil, quem deve estar fazendo hora extra é São José Operário. Como reza o clichê, “O trabalho dignifica o homem”. Como mostra a realidade, o desemprego é cruel, gera violência, doenças, mortes e tira toda a dignidade de homens e mulheres. Que, em 2019, o tema aqui seja outro. No lugar de orações pedindo, orações agradecendo o em-
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rantes nos pisos de hotéis devem ser mais um atrativo. sentido, o hotel 6 Neste CeasarBusinnes, que já possui a Rede Gourmet (Udon – Culinária japonesa), estuda projeto junto a rede Accor, proprietária da bandeira do hotel. os investidores 6 Com e os sócios da Rede Gour-
Emprestando o charme, a beleza e a elegância no almoço da Schutz, Ana Gutierrez e Carolina Toledo
prego, o trabalho que não é esmola, é um direito.
O CAMINHO DAS PÉROLAS
seguir, na seção Lança Perfume, estão listadas deliciosas e ótimas dicas de onde comer muito bem em BH. Bom apetite.
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audacioso, pois 6 Projeto contempla o reposicionamento da recepção do hotel, para dar lugar ao restaurante. recepção ficará mais 6 Arecuada, propiciando aos hóspedes um primeiro contato com o ambiente do restaurante. gastronomia no 6 Mais Belvedere/Vila da Serra. Osucessodomesmoesofisticado Udon, no CeasarBusinnes.
No mesmo dia, no restaurante D’Artgnan, Geraldine Nogueira e a palestrante Anna Garzon
do públi6 Ocofenômeno descolado, em plena crise, tem nome: qualidade e atendimento.Ah! OUdon Lourdes completou 10 anos. fenômeno em 6 Outro torno da gastronomia em BHéa nova temporadado projetoTerrace doRooftoppromovido por Gabi “naSala” Braga, no Ponteio Lar Shopping de quinta a sábado.
ia 1º de maio está chegando. Dia do trabalhador, do Trabalho ou Dia Internacional dos Trabalhadores. Dia de São José Operário, santo padroeiro dos trabalhadores. Neste dia, em 1886, ocorreu uma manifestação de trabalhadores em Chicago, EUA. Eles exi-
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de uma opção 6 Trata-se de entretenimento na cidadeinspirado nas feiras de rua do happy-hour à pré-balada.
CENÁRIO BH Marilena Chauí abre nova edição do Ciclo de Mutações Em 2018, a palestra de abertura do Ciclo de Conferências Mutações será proferida pela filósofa Marilena Chauí. A partir das ideias de Claude Lefort, Chauí pretende discutir a distinção entre “a política” e “o político”. Com curadoria de Adauto Novaes, o evento recebe ainda, neste ano, Vladimir Safatle, José Miguel Wisnik, entre outros Onde Auditório do BDMG Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.600, Lourdes) Quando Dia 3 (quinta-feira), às 19h Quanto R$ 60 (inteira), inscrições pelo site www.appa.art.br
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PATRÍCIA ARAÚJO/DIVULGAÇÃO
Trajano lança livro no Sempre Um Papo No próximo dia 28, o Sempre Um Papo recebe o escritor José Trajano para o lançamento do livro “Os Beneditinos”, no Hub Minas Digital. A obra mergulha na vida de um narrador que perdeu o emprego de jornalista e nas memórias de um Rio de Janeiro romântico, com as glórias do passado e as perdas do presente Onde Hub Minas Digital – Arena Edifício Rainha da Sucata (Praça da Liberdade, Funcionários) Quando Neste sábado (28), às 11h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 34,90)
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FÁBIO SÉTIMO/DIVULGAÇÃO
reportagem
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CONSUMIDOR
Falso e-mail do Mercado Livre é usado na prática de golpes RAMON BITTENCOURT
AdvogadodeBHrecebeunaúltima semanapelomenos15reclamações Mais uma vez, a internet se mostra terreno fértil para a aplicação de golpes contra os consumidores. Dessa vez, estelionatários estão usando plataformas de compra e venda para praticar os crimes. Basicamente, o golpista entra em contato com um vendedor que tenha um anúncio no Mercado Livre,demonstra interesse na compra e pergunta se o produto está disponível também em outro site de vendas. Caso a resposta seja afirmativa, o golpista entra no outro site e pede que a vítima mande um link da oferta do produto disponível no Mercado Livre. De posse das informações, o estelionatário cria um e-mail falso do Mercado Livre e o envia para o vendedor, comunicando que o “comprador” já efetuou o pagamento via carEurico Martins
tão de crédito. Imediatamente, o golpista manda outra mensagem com o endereço para entrega. O vendedor, então, envia o produto para o local indicado. Passados alguns dias, ele descobre que o pagamento não foi feito. Quase sempre, os moradores dos endereços indicados não têm noção de que participaram, involuntariamente, de um golpe. Segundo eles, o estelionatário paga uma pequena taxa pelo “favor”, alegando, por exemplo, que o local onde mora não é atendido pelo Sedex. “O que impressiona é a semelhança do e-mail falso com o verdadeiro do Mercado Livre, que não pode ser culpado por isso”, diz o advogado Matheus Costa de Melo Moreira, especialista em direito digital e do consumidor. Apenas na semana passada, ele recebeu pelo menos 15 ligações de pessoas que caíram no golpe, com prejuízos entre R$ 500 e R$ 2.000.
“Nessescasos,éfundamental que a vítima arquive todos os e-mails recebidos e procure omais rápidopossíveluma delegacia especializada em crimes virtuais, ou uma outra qualquer, para registrar queixa. Dessa forma, poderemos entrar com uma ação na Justiça pedindo a quebra do sigilo cadastral do responsável pelo IPe pelose-mailsfalsos”, explica Moreira. O delegado chefe da Divisão Especializada em Investigação de Fraudes da Polícia Civil, Rodrigo Bustamente, admite que os golpes envolvendo sites de compra e venda são “corriqueiros”, e afirma que várias queixas já foram registradas na unidade policial. “Há várias investigações em andamento apurando esse tipo de crime, envolvendo páginas copiadas do Mercado Livre e de outros sites. Porém, é preciso deixar claro que as empresas, a princípio, não podem ser responsabilizadas, já que os autores do golpe obtém as informações através de fontes abertas, disponíveis para todos. Por isso, não nos parece falta de segurança dos sites”, diz.
Internet tem se mostrado terreno fértil para a aplicação de golpes contra os consumidores DOUGLAS MAGNO
Site de vendas orienta clientes Procurado pela reportagem, o site Mercado Livre não disponibilizou nenhuma fonte para comentar o assunto. Por meio de nota, afirmou que “devido à crescente incidência de e-mails falsos no comércio eletrônico em geral, tem informado constantemente seus clientes que o local seguro para verificar as movimentações de suas vendas e/ou compras é a área ‘Minha conta’, disponível ao usuário logado no site”. Nesse sentido, diz o texto, “o cliente não deve considerar nenhuma mensagem sem checar as informações de sua conta e a existência de crédito. Somente nesse local o usuário pode confirmar as movimentações e as mudanças em seu saldo de Mercado Pago, tais como os pagamentos recebidos”. Ainda segundo a no-
ta, “somente após essa confirmação é que o vendedor deve enviar seu produto”. A empresa também tem recomendado que dados de contato (endereço de e-mail, por exemplo) não sejam informados no campo de perguntas dos anúncios. De acordo com ela, “todas essas recomendações estão disponíveis na página de Termos & Condições de Uso do site: http://contato.mercadolivre.com.br/ajuda/Achoque-recebi-um-e-mail-falso_1362”. Por meio dessa página, segundo o Mercado Livre, o usuário também pode denunciar um e-mail falso. “Depois de avaliado pela equipe do Mercado Livre, se comprovado que o comprador ou o vendedor utilizou o nome do Mercado Livre indiscriminadamente, o mesmo terá sua conta inabilitada na plataforma”, conclui a nota.
Desempregada perdeu notebook
Moreira diz que o e-mail falso é parecido com o verdadeiro
Entre as vítimas que procuraram o escritório do advogado Matheus Costa de Melo Moreira está uma babá desempregada, de 43 anos, que pediu para não ser identificada. Ela conta que o suposto “comprador” viu em um site de compras o anúncio de um notebook que ela estava vendendo por R$ 1.800, para pagar as contas que estavam atrasadas. “Ele me mandou um e-mail e perguntou se o produto estava sendo anunciado também no Mercado Livre. Eu falei que sim e ele pediu que eu enviasse um link com as informações do anúncio. Logo depois, recebi um e-mail, que parecia ser do Mercado Livre, confirmando o pagamento e informando o endereço de entrega, em São Paulo. Aparentemente estava tudo certo, e eu despachei o produto. Uma se-
mana depois, o dinheiro não estava na minha conta e eu descobri que havia caído num golpe. No fim da história, tive um prejuízo de quase R$ 2.000, incluindo o preço do notebook e o do Sedex”, lamenta a vítima, que não conseguiu mais contato com o “comprador”.
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COMPORTAMENTO
Por que os adolescentes estão sofrendo tanto? LEO FONTES
Durante quase um ano, na adolescência, o universitário Anderson*, 19, passava horas trancado dentro do quarto. Tinha calafrios, sudorese, falta de ar e uma sensação de morte iminente. Tudo isso aos 13 anos. Para tentar escapar da situação, começou a beber e consumir drogas. “Era só usar alguma coisa ou beber que eu já me sentia melhor por algumas horas. Era isso todos os dias. Para mim, era uma forma simples de fugir da realidade com a qual eu travava uma luta diária”, conta. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, referentes a 2017, em todo o mundo, cerca de 10% a 20% das crianças e adolescentes sofrem de transtornos mentais, como depressão, ansiedade, síndrome do pânico e bipolaridade. No Brasil, o percentual está entre 8% e 12%. Além disso, metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, e três quartos delas, aos 20 anos. De acordo com o psiquiatra Kalil Duailibi, presidente do Departamento de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina, ainda não há fatores cientificamente comprovados Thuany Motta
que justifiquem esse cenário. Apesar disso, ele acredita que o acesso ilimitado a informações, à tecnologia e à mídia de forma geral seja a principal explicação por atuar diretamente na formação humana do adolescente. “Ele tem acesso a coisas sem uma capacidade de discernimento crítico já madura, formada. Tudo com o que ele tem contato é absorvido por ‘osmose’. Isso interfere no desempenho escolar e na construção das relações com as pessoas, que se tornam superficiais. Outro lado perverso é trazer uma obrigatoriedade de perfeição corpórea para ser aceito, uma exigência terrorífica”, afirma. O psiquiatra também explica que, antigamente, o adolescente tinha questionamentos internos, parte de seu processo de identificação. “Hoje, ele está exposto a fatores externos que retardam e dificultam o método de autoconhecimento. Se ele não sabe quem é, fica totalmente perdido, o que passa a causar angústia, tristeza e, como consequência, os transtornos”, aponta. O médico explica que os adolescentes são alvos fáceis dessa situação porque vivem uma fase da vida emocionalmente intensa, por causa de mudanças hormonais e físicas comuns durante a puberdade. “Primeiro se desenvolvem ou amadu-
recem as áreas responsáveis pela emoção. No fim da adolescência, tem-se uma mudança progressiva de controle no córtex pré-frontal (área da razão), responsável pelo controle cognitivo e funções executivas, ou seja, para o amadurecimento”, diz o médico. Duailibi dá um exemplo desse processo. “Há uma antecipação da adolescência na infância e sua perpetuação na fase adulta. Temos crianças que querem se comportar como adolescentes, motivadas por diversos conteúdos que estão a seu alcance, mas que não correspondem a sua faixa etária. Por outro lado, temos pessoas
acima dos 25 anos que ainda não têm uma maturidade emocional estabelecida, numa idade em que isso seria natural”, afirma. Durante o período em que ficava trancado no quarto, Anderson escondia da família os sintomas do transtorno bipolar e de ansiedade. Até que uma das professoras procurou os pais dele para falar sobre o comportamento estranho na escola. “A gente não espera que isso possa acontecer com os nossos filhos. Toda a sua rotina cai por terra e você precisa se adaptar”, conta Renata*, 50, mãe do jovem. Anderson ainda faz terapia. * Nomes fictícios UARLEN VALÉRIO
‘Sorrindo por fora e podre por dentro’ O músico Gabriel Frade, 18, coloca a “cara a tapa” quando o assunto se refere a sua depressão. Ele discorda da forma como o tema é abordado. “Basicamente, você tem que sair, não importando como você se sente. Mas, antes, você precisa se olhar no espelho, ver a tristeza estampada, colocar uma máscara de felicidade, e aí está tudo certo. Postar fotos com os amigos bebendo uma cerve-
“ Anderson*: diagnóstico de transtorno bipolar e ansiedade
As pessoas não estão preparadas para lidar com a depressão, a ansiedade ou qualquer outro transtorno
ja, sorrindo nas redes sociais, mas, por dentro, você está podre”. Gabriel conta que desenvolveu o transtorno aos 16 anos, quando sofreu um relacionamento abusivo. Todo esse processo aconteceu às vésperas da preparação para o vestibular. “Além do relacionamento, eu me sentia pressionado pela sociedade em geral para decidir, com 17 anos, o que eu faria pelo resto da minha vida. Resultado: eu não tinha me recuperado e fui bombardeado por cobranças”, diz. Durante esse período conturbado, juntamente com a terapia, Gabriel começou a ler livros de filosofia e a conversar com quem compartilhava da mesma situação emocional. “Foi quando eu descobri que as pessoas não estão preparadas para lidar com a depressão, a ansiedade ou qualquer outro transtorno. Precisamos começar a expor isso”, declara.
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COMPORTAMENTO
Pais devem ficar atentos e agir o quanto antes HÉLVIO / EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
SINAIS DE ALERTA
Cinco comportamentos do adolescente, quando em excesso, devem preocupar a família, principalmente quando interferem na rotina dos jovens e das pessoas a sua volta:
Semtratamentonoestágioinicial,chancedesequelascrescesetevezes
1.
Evita situações ou atividades sociais Retira-se de um grupo de amigos Foge de eventos que costumava aproveitar Passa muito tempo sozinho(a) no quarto Pode ser indício de depressão ou ansiedade social
2. Passa a dormir e/ou a comer demais ou de menos Os adolescentes precisam dormir mais. Mudanças contínuas no sono ou no apetite, no entanto, podem indicar um problema mais profundo Sentir-se cansado e querer dormir o tempo todo pode indicar depressão A insônia pode refletir um transtorno de ansiedade Alterações no apetite podem indicar depressão, ansiedade ou distúrbio alimentar incipiente
Adolescentes com transtornos psicológicos que não recebem tratamento no estágio inicial têm sete vezes mais chances de desenvolver sequelas que impactam a vida adulta. Esse é o resultado de uma pesquisa feita pela Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e publicada no ano passado no periódico “Lancet Psychiatry”, com mais de 1.200 adolescentes, que foram acompanhados dos 14 aos 17 anos. “Se interviermos em um estágio inicial – nas primeiras semanas do aparecimento dos sinais –, podemos ver melhorias consideThuany Motta
ráveis nos sintomas de depressão, ansiedade e outros distúrbios nos adolescentes. O tratamento precoce reduz o risco de eles desenvolverem consequências graves na fase adulta”, afirma o psiquiatra Kalil Duailibi. Segundo a psicóloga Renata Lott, especialista em comportamento infantojuvenil, o sucesso da terapia está na parceria entre especialistas, pais e escola. “É necessário investir nesse diálogo. O psiquiatra vai atuar com o diagnóstico e a medicação, se necessária; o psicólogo, com o acompanhamento e desenvolvimento emocional, de forma individual e em sociedade, juntamente com a
escola; e os pais, atuando no dia a dia, dentro de casa e fora dela”, explica. QUALIDADE DE VIDA O tratamento realizado de maneira rápida foi fundamental para que a estudante Bianca*, 17, melhorasse o quadro de depressão, identificado há seis meses. “No começo, eu poderia estar vendo uma série de comédia que começava a chorar. Ou estar acessando fotos de outras meninas nas redes sociais e já me sentia feia, a ponto de usar roupas compridas para esconder o meu corpo. Já até desisti de me encontrar com amigos e família porque não estava me sentindo
bem para encará-los”, relata a jovem. Diante desses episódios, não houve dificuldades para que Joaquim*, pai de Bianca, notasse que havia algo errado. “Ela sempre foi uma menina muito sociável, sorridente. É muito triste ver alguém tão jovem e cheia de vida desse jeito. Procurei em seguida um psiquiatra, que diagnosticou a depressão e começou a tratá-la”, conta. Além dos remédios, Bianca vai uma vez por semana à psicóloga para terapia. “Ela já melhorou muito, ela está voltando a ser quem era antes”, diz o pai. * Nomes fictícios
3.
Tem dificuldades para se concentrar Quedas substanciais nas notas da escola ou sentimento contínuo de apatia para fazer atividades devem acender o alerta vermelho Se, antes, o jovem tinha objetivos e foco, e agora apresenta problemas com o dever de casa ou para tomar decisões, isso pode indicar depressão ou ansiedade
4.
Expressa tristeza, desesperança e pensamentos suicidas A maioria dos adolescentes vai dizer, uma vez ou outra, que “odeia” tudo e todos Mas declarações repetidas como “nada importa”, “eu não me importo mais”, “eu me odeio” ou “eu gostaria de estar morto” vão muito além disso – e sinalizam que a atenção deve ser redobrada
5. Uso de substâncias e outras
rotas de fuga Muitos adolescentes se automedicam com drogas e abusam do álcool, numa tentativa de lidar com o estresse e/ou a baixa autoestima Também deve preocupar o uso ininterrupto do celular, das redes sociais ou da internet Esses podem ser sinais de depressão ou intensificar problemas de saúde mental
FONTES: KALIL DUAILIBI, PSIQUIATRA/MARÍLIA DE FREITAS MAAKAROUN, PSIQUIATRA/RENATA ROTT, PSICÓLOGA/ANA BOCZAR, PSICANALISTA
“Vivemos uma espécie de crise de referência” Para a psicanalista Ana Boczar, especializada em a especializada em atendimento a crianças e adolescentes, o jovem é formado pela maneira de absorver aquilo que interpreta e o que a sociedade lhe oferece. Confira nesta entrevista, o que pode ser feito para reverter processos de angústia. O que se passa com o adolescente atualmente? Ele é fruto de dois aspectos: a maneira como absorve aquilo tudo que ele interpreta e como a sociedade lhe oferece certos modos de funcionamento. Nos últimos anos, temos visto uma indistinção entre o que é superficial e o que é profundo, tudo se confunde. Além disso, esta época em que vivemos também coloca o sujeito em um determinado lugar na relação com o outro no qual as exigências da sociedade têm relação com uma excelente performance, uma beleza incondicional, a aquisição suprema de bens. Isso provoca uma espécie de aprisionamento por causa de excessos inalcançáveis e ideais inatingíveis, levando-nos a pensar,
paralelamente, que vivemos uma espécie de crise de referência. Quais seriam esses excessos? Existem ideais coletivos totalmente deturpados que afetam o adolescente, fazendo-o pagar um preço alto por não encontrar, nessa mesma sociedade, sujeitos que possam apontarlhe limites, direções ou valores adequados. Houve também muitas mudanças no lugar do feminino e do masculino (entendendo-se não como destinos biológicos, mas posições mais ativas ou passivas em relação ao mundo).
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Existem ideais coletivos totalmente deturpados que afetam o adolescente
O que tudo isso acaba causando? Esse tipo de coquetel é um caldo que estimula, de certa forma, a produção da angústia. Para que nos organizemos, precisamos de duas variáveis: o investimento afetivo do outro e os limites ofertados como organizadores da cultura em que estamos inseridos. Se o investimento (afetivo) é excessivo e do outro lado (pais e responsáveis, professores, figuras de autoridade que são significativas na composição e organização do sujeito) autorizam as regras do “vale-tudo”, o adolescente, que está em desenvolvimento, cria uma angústia excessiva. Essa provocação o deixa atônito, perdido, sem referência. Como se fosse um monte de cegos num tiroteio. Existem mecanismos de fuga por parte do adolescente? Sem dúvida. Todos os transtornos têm um grito em comum: a interseção entre sujeitos que são estimulados a fazer pouco uso da palavra e o excesso da oferta de soluções rápidas e imediatas, como tecnologia, medicalização excessi-
va, rotas de fuga. É como se você retirasse do adolescente a capacidade de escolher, de se posicionar. Isso resulta no declínio do uso da palavra: quando as pessoas usam menos palavras – não compartilhando como se sentem – e vão agindo. Por exemplo, é mais fácil ficar no celular do que tratar de sua angústia com alguém. O que pode ser feito para reverter esse processo? Criar um intervalo entre as ofertas de rotas de fuga e algum tipo de pergunta que faça com que o adolescente dê uma pausa nesse modo de responder a seu mal-estar. O modo deve ser feito pela palavra, e a saída é particular (cada família precisa ver o que melhor se aplica). Isso, é claro, deve ser feito com o acompanhamento de um profissional.
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É mais fácil ficar no celular do que tratar de sua angústia com alguém
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
Flor crocante UARLEN VALERIO
Low carb, mas com sabor As novas opções de sanduíches servidas no Slow Burger (av. do Contorno, 5.713, Savassi) foram criadas especialmente para ajudar a manter a linha na dieta que reduz o consumo de carboidratos. Em parceria com os pães desenvolvidos pela Be.H Be Healthy, elaborados com farinha de amêndoas, as opções custam a partir de R$ 25,90. Uma delas é o Slooow Low Carb, feito com blend de carne bovina, queijo canastra meia cura, bacon artesanal, alface roxa, cebola roxa, tomate e molho pesto.
Cozinha e afeto reunidos
Mare e terra, do restaurante D’Agostim Di Paratella: peixe do dia, creme de couveflor e hortaliças da estação
EDITORA ALAÚDE/DIVULGAÇÃO
Os segredos da cozinha de Dona Lucinha, um dos principais nomes da gastronomia mineira, serão relançados no dia 3 de maio, na publicação “A História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha”. A nova edição do livro de receitas tem como novidade um manuscrito com dicas e uma receita, que remete ainda mais aos cadernos herdados de nossas avós. O lançamento acontece na Rua Padre Odorico, 38, Savassi, às 19h.
Para tomar caldo à vontade As temperaturas mais amenas já são convidativas para tomar um caldo quentinho? Se sim, a boa notícia é que o restaurante Boi Vitório (av. Afonso Pena, 4374, Mangabeiras) criou o festival de caldos, que acontece até o dia 30 de junho. De segunda a quintafeira fazem parte do cardápio o caldo de mandioca, de feijão, canjiquinha e canjica doce. Já de sexta a domingo, além dos já oferecidos durante a semana, há ainda o caldo verde e o caldo cremoso feito de frango com catupiry. Todos os caldos são servidos a partir de 18h e o preço para consumo livre é de R$ 19,90 e o consumo único R$ 8,90. PAOLA STONEBRINK/DIVULGAÇÃO
Desaborlevee texturaúnica,a saudávelcouve-flor ganhadestaque nospreparos Basta uma procura rápida pelos vídeos de receitas saudáveis e fitness para descobrir que a couve-flor é um dos ingredientes funcionais mais aclamados das dietas. O motivo é justificável: 100 g de couveflor têm apenas 9 calorias, enquanto que a mesma quantidade de batata tem cerca de 100 calorias, além de ser rica em vitamina C e com ação antioxidante. Algumas receitas divulgadas, entretanto, têm causado até um certo “insulto” em relação às receitas de origem italiana, como pizza com massa de couve-flor e risoto sem arroz – este, inclusive, foi feito num desafio pela chef Izabel Alvares, vencedora da 2ª edição do programa de TV MasterChef Brasil. A receita do risoto, criada especialmente para o livro “Desafios Culinários” (Editora Alaúde), é feita com a hortaliça picada no lugar dos grãos de arroz arbóreo, característico da receita italiana, mas ideal para quem segue uma dieta pobre em carboidratos, como aconteceu com a própria Izabel. “O arroz de couve-flor era uma alternativa mais saudável para eu poder coLorena K. Martins
mer sempre o meu risoto”, diz, relembrando quando estava acima do peso. Ela explica que o resultado depende da metodologia de preparo da hortaliça. “Fui desenvolvendo o método de escaldar a couve-flor, depois refogar e secar bem, para que a textura ficasse mais próxima possível do risoto original, mesmo sendo de couve-flor. Acho que essa é uma característica da minha cozinha, que hoje eu defino como saborosa e saudável”, defende. A cozinheira Ana Sandim, uma das autoras do blog Ingrediente da Vez, também testou possibilidades na cozinha com a couve-flor, principalmente quando começou a divulgar mais as opções gastronômicas dentro do projeto batizado de #segundasemcarne – movimento que incentiva receitas vegetarianas por um dia. “Gosto da couve-flor como ingrediente por ser simples e de sabor suave. Consigo usar como arroz, creme, purê, bolinho e até em almôndegas veganas. Uso cozida, assada, crua, em sopas, saladas ou até mesmo em petisco”, sugere. POTENCIAL Uma das vantagens da couveflor é o seu consumo versátil: crua, cozida, frita, empanada, assada e até processada para bases de massas. Entretanto, o preparo das floretes da hortaliça requer cuidado em seu manuseio. “O preparo ideal é retirar as folhas e soltar os buquês. Para conseguir um cozimento uniforme
O risoto feito com pedaços de couve-flor, foi elaborado pela chef Izabel Alvares para o livro “Desafios Culinários” (Editora Alaúde)
faço um corte em cruz na base do talo, para que ele cozinhe no mesmo tempo que os floretes”, ensina. Já o chef Matheus Paratella, do restaurante D’Agostim Di Paratella, explica que, na hora de escolher, a couve-flor precisa estar bem branquinha, sem manchas, com as flores bem rígidas e folhas verdes e viçosas. Para garantir a crocância em algumas receitas, o ideal é fazer um choque térmico após a cocção. “Tiro a hortaliça um pouco an-
tes do cozimento, a deixo em tabuleiro numa superfície gelada ou sob um filme plástico em contato com a bancada gelada. Em menos de três minutos eu retiro e ela fica mais crocante”, explica ele, que utiliza o processo para a base de receitas, como o creme de couve-flor que acompanha o peixe do dia. “Ela precisa ficar cremosa e presente ao paladar, ao mesmo tempo. Parece um ingrediente muito banal, mas só para quem não sabe usar de maneira especial”, defende ele.
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DE BANDEJA II
RECEITA
Arroz de Couve-Flor à piamontese vegetariano
MC DONALDS/DIVULGAÇÃO
Receita da Ana Sandim, blog Ingrediente da Vez
Ingredientes - 1 couve-flor higienizada - 2 dentes de alho picadinho - ½ cebola branca cortada em cubinhos - 1 fio de azeite - 1 caixinha de creme de leite - 1 xícara de muçarela ralada fina - 1/2 xícara de ervilha - 1 xícara de cogumelo Paris fatiado Modo de preparo Lave a couve-flor em água e cozinhe por cerca de 15 minutos. Escorra a água e, com um ralador de queijo, rale a couve-flor no ralo grosso (ou coloque num processador e bata usando a função pulsar até obter uma textura similar). Em uma panela, refogue a cebola e o alho no azeite e acrescente a ervilha e o cogumelo. Após a cebola dourar, acrescente a couveflor, o creme de leite e o queijo. Mexa delicadamente para incorporar todos os ingredientes e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.
RENAN LAMEU/INGREDIENTE DA VEZ/DIVULGAÇÃO
Países para comer à vontade
Sirva com cogumelos salteados na manteiga, como opção de acompanhamento.
Já é tradição na Copa do Mundo: o McDonald’s homenageia as seleções que já levantaram o caneco do campeonato. Já estão disponíveis no menu oito sanduíches que celebram Brasil, Alemanha, Espanha, Uruguai, Argentina, Inglaterra, França e até a Itália – eliminada da Copa 2018. A cada dia da semana é um sabor diferente. Na segunda-feira, por exemplo, é o dia do McFrança, feito com cogumelos caramelizados, dois hambúrgueres, queijo emental, mix de folhas, cebola crispy e MeltBrie.
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HORIZONTES DA CIDADE
Arena da Cultura está com os olhos voltados para o futuro Programadeformaçãocompleta20anosebuscaestreitaraindamaissuarelaçãodescentralizadacomacidade BETO OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Desde 1998, o programa Arenada Cultura tenta estabelecer uma política pública de Estado para formação artística em diversas áreas: dança, teatro, design popular, artes visuais, música, circo e patrimônio cultural. Prestes a completar 20 anos, o programa segue enfrentando as dificuldades (de sempre) intrínsecas às iniciativas culturais em todo o Brasil: cortes em seu orçamento, problemas na contratação de seus professores e falta de uma infra-estrutura que comporte as atividades de suas diversas linguagens. Ainda assim, o Arena não perde o ímpeto e o desejo de dialogar, cada vez mais, com a cidade. “A cidade tem o programa que a cidade quis. Com todos os altos e baixos que a política cultural tem no Brasil. O Arena existe porque a cidade quer. A gente chega nesse momento com esse acúmulo do que a cidade conseguiu conquistar. Nem mais, nem menos”, comenta Sônia Augusto, diretora do Núcleo de Formação e Criação Artística e Cultural (Nufac), uma espécie de enciclopédia viva das dores e das delícias do programa, já que é a única funcionária efetiva da Prefeitura de Belo Horizonte que acompanha o Arena desde sua criação. A vereadora Cida Falabella já foi professora de teatro do programa e destaca a importância da principal característica do programa: sua descentralização. “Participei da primeira formação do corpo docente, a partir de 1999. Foi muito importante pensar num processo de formação que atingisse todas as bordas da cidade, que atingisse as pessoas que não tinham acesso a outros cursos regulares, oficinas, também por ser gratuito. O Arena é fundamentalpor esse caráter periférico, por trabalhar com professores artistas que já tinham uma trajetória”. As iniciativas descentralizadas do Arena foram fundamentais para formação de grupos importantes, como Reviu a Volta e Cia. Candongas, sobretudo pela atuação de Marcos Vogel – Gustavo Rocha
primeiro coordenador do programa, falecido em 2013 – na Usina de Teatro, na Lagoa do Nado, na Zona Norte de Belo Horizonte. Sônia Augusto também destaca a importância de um quadro de professores composto por artistas ativos nas cenas culturais da cidade. “Não abrir mão do professor artista foi uma decisão do Vogel. O Arena contribui para fortalecer as nossas identidades, os professores traziam suas experiências de fora daqui, mas também se alimentavam da diversidade e levavam consigo a convivência com seus alunos”, diz. “O Arena tem uma importância pra mim pessoalmente e também como cidadã. Pessoalmente porque ele me deu uma profissão e agora sou atriz, foi com o Arena que consegui tirar meu DRT (registro profissional), lá que eu conheci pessoas e formei um grupo de teatro. Desenvolvi meu lado musical. Lá tenho professor experientes que já passaram por vários grupos de teatro, são bons profissionais, têm o que passar pra gente”, pondera Caroline Diamante, formada em teatro pelo Arena da Cultura. CADEIA AFETIVA Robson Vieira, que foi professor de teatro do programa por uma década, reitera a troca entre professores e alunos. “Hoje eu tenho vários exalunos do Arena que me chamam para trabalhar junto em projetos, ora como professor, como ator, ou diretor. É uma cadeia produtiva afetiva que se instaura com o programa. A gente, como artista, se vê no mesmo lugar daqueles que estão começando a trilhar um caminho pela arte e nos colocamos no mesmo patamar por essa dificuldade e sabemos que vai continuar sendo essa dificuldade”, ressalta Vieira, que também é integrante do grupo Teatro Invertido. “O que fica do Arena é esse processo de trabalhar com a formação artística não necessariamente para formar artistas, mas com essa dimensão cidadã da arte, da cultura, isso é muito importante. Essa iniciação nas linguagens artísticas, que ela esteja acessível para toda a população. O Arena é um projeto de resistência cultural por suas características, porque precisa ser muito cuidado sempre. Infe-
Diverso
A Arena da Cultura possibilita a formação em várias áreas artísticas
GLÊNIO CAMPRENGHER/DIVULGAÇÃO
Os próximos passos do projeto
lizmente, ele ainda fica vulnerável, porque mesmo sendo importante, ele está espalhado pela cidade, não é um evento de grande visibilidade. O programa é fundamental e formou muito gente. Não só artistas, mas ativistas e pessoas que entendem a dimensão da cultura pela cidade”, avalia Cida. PRESENTE Em março último, foram abertas inscrições para novas turmas do programa, que atraíram cerca de 3.000 candidatos. “Foi uma grata surpresa”, pondera Bárbara Bof,
diretora de Promoção de Direitos Culturais da Fundação Municipal de Cultura. “O desejo da nova gestão (referindo-se à do secretário Juca Ferreira, que assumiu a função em setembro do ano passado) é escutar a cidade. E, por isso, com essa grande demanda, estamos abrindo novas turmas. Em dança, por exemplo”, completa. Além disso, os professores do Arena compartilharão conhecimentos com professores da rede municipal por meio do programa Integrarte – parceira com a Secretária Municipal de Educação.
A necessidade de criação de uma infraestrutura mais perene para o Arena da Cultura fez com que ele se metamorfoseasse na Escola Livre de Artes (Ela), em 2014. A mudança seria para garantir que deixasse de ser um programa e passasse a ser uma política pública permanente, com orçamento anual e melhores condições de trabalho para professores e coordenadores. Porém, a transformação gerou mais confusão que garantias para o Arena, seus profissionais e seu público. Hoje, a equipe de Juca Ferreira busca entender os caminhos para concretizar a promessa de dias melhores. “Desde a nossa chegada encontramos a necessidade de revisitar a escola como um todo. A gente observa que a Escola Livre ficou um pouco apagada do imaginário da cidade nos últimos anos. Todo mundo se refere ao Arena. Existe uma confusão com os nomes”, pondera Bárbara Bof, diretora de Promoção de Direitos Culturais da Fundação Municipal de Cultura. A dualidade de nomes é complexa também para Sônia Augusto, diretora do
Nufac (Núcleo de Formação Artística): “Historicamente, a ideia de escola vem porque as pessoas não queriam fazer oficinas isoladas, mas uma formação continuada. A sociedade cobra essa escola. Hoje somos uma escola, que, no entanto, ainda é chamada de programa. Fazer uma escola livre tem seu preço, já que, se fôssemos para a área da educação, seria necessário trabalhar com os conteúdos do MEC”. Um dos problemas recorrentes com os quais o Arena da Cultura sempre conviveu é a contratação e o pagamento de seus professores. “Isso diz respeito à dignidade como profissional, professor e artista. A gente passou vários períodos sem receber. Lembrome de uma época que ficamos seis meses sem receber salário. Era uma resistência, umaluta porum programa no qual a gente acreditou muito”, comenta Róbson Vieira, que foi professor do Arena da Cultura durante dez anos. Atualmente, a gestão financeira do projeto é feita pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).
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almanaque SAMBA >Em show embalado por clássicos, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho celebram o samba Sáb. 5.mai.
LUIZ FABIANO/DIVULGAÇÃO
Lado a lado
Em turnê, sambista e intérprete trazem show “De Santo Amaro a Xerém” para Belo Horizonte
Sonho meu, sonho seu “ S o n h o meu”. Assim é o verso que primeiro compartilharam Maria Bethânia e Zeca Pagodinho. Não faz muito tempo, é verdade: foi em 2016, quando ele gravava “O Quintal do Pagodinho 3” e decidiu convidar aquela que teima em chamar “rainha”. E aí a realeza desembarcou em Xerém. A química musical da dupla ficou evidente. Agora, como que em um sonho dele, os dois dividem palco país afora em um abraço entre os sambas carioca e baiano. Mais que isso: provando que o ritmo é parte fundamental do que se entende por Brasil, eles vêm a BH, no próximo sábado (5), para provar que mineiro também é bamba. Alex Bessas
PRIMEIRO AMOR Foi amor à primeira vista. E amor adolescente, desses que marcam toda uma vida. Afinal, quando primeiro ouviu Maria Bethânia, o jovem fluminense Jessé Gomes sequer sonhava que um dia seria Zeca Pagodinho. “Eu ouvia Bethânia na mi-
nha juventude, lá em casa os discos dela eram obrigatórios no final do ano”, recorda o artista. Desde cedo, ela causou nele algo de excepcional. Afinal, o Zeca do “deixa a vida me levar”, quando está com ela, se torna mais disciplinado. E isso acontece desde o primeiro contato, ainda com seus 14 ou 15 anos. “Ouvia as músicas, decorava os textos. Ela sempre foi um ídolo pra mim”, assume. “Nunca pensei que fosse conhecê-la, que dirá estar junto com ela no palco”, deslumbra-se. A aproximação musical entre Zeca e Bethânia se tornou óbvia depois de cantarem “Sonho Meu” juntos. A música, claro, estará no show. “Fiquei muito surpreso e agradecido quando ela concordou em ir a Xerém cantar no ‘Quintal do Pagodinho’, fiquei emocionado com a participação dela”, rememora o músico. Embora a harmonia entre eles estivesse provada desde então, “naquele dia não fizemos planos”. CONFLUÊNCIAS Passados dois anos desse primeiro encontro, a ideia de uma série de shows juntos “surgiu recentemente”, aponta Zeca. “Descobri-
mos que temos algumas coisas em comum como o gosto por seresta, por samba, pela vida simples de Santo Amaro e de Xerém e aí deu no que deu”, resume. Como indica Zeca, a apresentação traz em si a sinuosa confluência musical dos dois artistas. No show, há momentos em que eles dividem músicas, caso de “Amaro Xerém”, composição de Caetano Veloso, “Pertinho de Salvador” e “De Santo Amaro a Xerém”, de Leandro Fregonesi, e “A surdo 1”, de Adriana Calcanhotto, todas feitas exclusivamente para essa ocasião. Mas eles também dividem clássicos, como “Deixa a Vida Me Levar” e “Sonho Meu”, música de Dona Ivone Lara (1921-2018), sam-
“
bista recém-falecida que é referência para os dois. Sozinho no palco, Zeca entoa clássicos como “Eu Sou do Samba”, “Verdade” e “Saudade Louca”. Esta última, um sucesso na voz de Arlindo Cruz, ganha contornos de homenagem ao seu amigo e parceiro – que teve um AVC em março de 2017, permanecendo hospitalizado em processo de recuperação. “Maneiras”, “Samba pras Moças” e “Ogum” fecham sua participação solo. Declamando “Oração de São Jorge”, Maria Bethânia abre sua seleção musical, que passa por “Falsa Baiana”, “Marginália II”,”Estação Derradeira”, “Pano Legal” e “Café Soçaite” – as três últimas presentes no
Eu ouvia Bethânia na minha juventude, lá em casa os discos dela eram obrigatórios no final do ano Zeca Pagodinho
disco “Recital na Boite Barroca”, um clássico da discografia de Bethânia, que celebra meio século de seu lançamento neste ano. A cantora ainda vai explora outras facetas do samba, indo de “Negue”, célebre na voz de Nelson Gonçalves (1919-1998) até “Reconvexo”, de Caetano Veloso – cantando, antes, mais uma inédita, “Santo Amaro da Purificação”. “TUDO É SAMBA” Atravessando sambas que marcaram (e marcam) épocas, em tom de malandragem ou de lamento, Zeca e Bethânia provam a máxima de João Gilberto: tudo é samba. Mais uma vez juntos, eles mergulham na história do gênero. Nelson Gonçalves volta a ser lembrado em “Naquela Mesa” e Silvio Caldas (1908-1998) é reverenciado em “Chão de Estrelas”. Em meio a tantos clássicos, eles não deixam faltar “O Que É, O Que É”, de Gonzaguinha (19451991). Com as apresentações que a dupla vem fazendo pelo Brasil, já visitaram Recife, Salvador e Rio de Janeiro. No percurso, deram sinais que sambista não foge à luta. Na última apre-
sentação, na capital fluminense, Bethânia recitou “Derradeira Estação”, letra de Chico Buarque. Aos versos adicionou um protesto: “Marielle vive”, disse, em alusão a execução da vereadora carioca, em março deste ano. SAUDADE MINEIRA Ainda em maio, os dois artistas do mais alto escalão da música brasileira passam por São Paulo e Brasília. Mas, agora, é das terras mineiras que eles matam saudade. “Tenho muitos amigos em Minas”, comenta Zeca, que além disso também tem por aqui importantes parceiros musicais. “Gravei várias músicas de Toninho Geraes que, até hoje, fazem parte do repertório do meu show (solo)”, menciona ele. “Sempre fui muito bem recebido pelos mineiros. Espero que seja sempre assim”, conclui.
Bethânia e >ZecaMaria Pagodinho – De Santo Amaro a Xerém Km de Vantagens Hall (Av. Sra. do Carmo, 230, Savassi). Dia 5 (sábado), às 22h. R$ 280 (lote 4, inteira), R$ 1.000 (mesa 2) e R$ 1.200 (mesa 1).
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MÚSICA AmaturidadedomeninoDjonga Alex “Eu não vou Bessas te dizer que não queria chegar aqui. Eu queria e sabia que chegaria nesse lugar. Agora, quero ir mais longe, graças aos Orixás!”. É assim, seguro e orgulhoso do que tem feito que o rapper mineiro Djonga lança, na próxima sexta-feira (4), em BH, seu mais recente projeto, o álbum “O Menino que Queria Ser Deus” – que, com dez faixas, ultrapassou a marca de 10 milhões de views no YouTube. Se o novo trabalho, lançado há cerca de um mês na internet, tem tido relevante alcance, tal audiência encontra explicação no percurso musical do artista. Em 2017, ele lançou o incensado CD “Heresia”, que arrancou elogios do veterano Mano Brown e ocupou lugar de destaque entre os melhores álbuns do ano. Tanto reconhecimento, diz Djonga, é resultado de muito trabalho. “Sempre busquei dar o mais verdadeiro de mim nas músicas e na minha postura como pessoa e figura pública. É algo merecido e que me deixa feliz”, avalia. “O novo trabalho é uma continuidade do que vinha fazendo, até porque artista é isso: continuação. Não tem como resetar”, comenta o músico. A principal dife-
Sex. 4.mai.
GUILHERME MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
Participação
Djonga contará com Carol Konká, Sidoka, Sants e Hot no show em BH
rença entre os dois trabalhos? “O novo projeto é mais maduro e se comunica diretamente com as pessoas”. Maturidade, por sinal, que é marcante na sua forma de ver a repercussão de suas canções, ideias e ideais. “Eu sempre fui muito responsável pelo que eu falo e faço – não no sentido de ser careta, mas sim de entender que vivemos em um mundo cheio de mazelas e que precisamos começar a tratar disso”, avisa. Agora, “com todo reconhe-
cimento, com mais pessoas e até crianças me ouvindo, tenho tentado ficar mais atento ainda...”. Mas não, ele não se sente preso. “A responsabilidade, na verdade, é liberdade”, conclui. QUERIA SER DEUS Com “O Menino que Queria Ser Deus”, o belo-horizontino nascido na Favela do Índio descobriu na arte a potência da criação – e, aliás, basta um sopro seu para que seus versos ganhem vida. “Fogo
nos racistas”, por exemplo, é um verso da música “Olho de Tigre”, mas agora é também lema da luta antirracista no Brasil. “Eu só falei. Quem criou essa frase foi a movimentação de todos os negros e negras em torno dessa questão”, pondera o músico. “É um verso que fala da vontade de derrubar e botar fogo nesse preconceito que a gente sofre e também faz uma referência ao que o Ku Klux Klan (movimento supremacista branco norte-ameri-
cano fundado em 1865) fez a nós, negros”, explica. Embora tenha estudado história na Fundação de Arte deOuroPreto,Djonganãocredita à formação que iniciou as referências históricas presentes em suas canções. “Preto carrega isso, independente de ter ou não estudado esses temas”, diz, com firmeza. Por outro lado, foi através da formação livre, em coletivos como o Sarau Vira Lata – que realiza encontros itinerantes voltados para a poesia
–, que ele acredita ter tido maiores aprendizados. “Foi nesses lugares que comecei a ter consciência das coisas de forma mais objetiva”, elogia. Mas reforça: mesmo nos movimentos culturais em que se empenhou, identificou traços de um racismo sistêmico. Embora tenha elementos autobiográficos, suas músicas são permeadas de afirmação coletiva. Em “Eterno”, faixa que encerra o disco, o rapper entoa “tipo, enquanto alguém for escravo, nenhum de nós é livre”, trecho que sinaliza bem a condição que se impõe: “não existiria Djonga sem o meio de onde eu vim e o meio de onde eu vim não seria o mesmo sem Djonga”, reflete, mencionando que mesmo quando narra sua história, está representando ali uma coletividade. Sentimento coletivista este que encontra respaldo nas participações do disco. Cantam com ele rappers como a curitibana Karol Conka, além de parceiros de longa data do músico, como Sidoka, Sants e Hot. E, claro, todos participam do show de lançamento.
> Djonga
Lançamento do CD “O Menino que Queria Ser Deus”. Participação de Karol Conka, Sant, Paige, Hot e Sidoka. O Mercado (Av. Olegário Maciel, 742). Dia 4 (sexta), às 22h. R$ 40 (3º lote)
FRED MAGNO – 30.4.2017
Jazz Festival quer fixar-se no calendário dos 6 Tabuleiro amantes da música instrumental e da música brasileira Sob a paisagem das cachoeiras do distrito de Tabuleiro, a cidade de Conceição do Mato Dentro (a 170 km da capital), recebe a primeira edição de um festival que reúne grandes nomes do jazz nacional e internacional. A programação começou na última sexta-feira (27) e segue até a próxima segunda (30 de abril), Dia Internacional do Jazz, trazendo artistas como Toninho Horta e Joyce Moreno, Carlos Malta e Pife Muderno, além do multi-instrumentista norte-americano Paul McCandless. Para Toninho Horta, músico mineiro e um dos expoentes da iniciativa, “Minas Gerais é considerado o maior celeiro de instrumentistas do país. E a fixação desse festival no calendário da música brasileira vai trazer visibilidade para a produção musical do jazz e da MPB em solo mineiro, além de promover o turismo ecológico e cultural em nossa região”. Onde Grande Palco (Conceição do Mato Dentro, MG) Quando Até 30 de abril, shows às 18h e 20h Quanto Entrada gratuita
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MÚSICA Pato Fu e os novos brinquedos DIVULGAÇÃO
Lara QuantosbrinAlves quedos são (*) necessários para formar umabandainteira?E para compor dois álbuns? A resposta, na verdade, é imprecisa, são necessários muitos. Entre osescolhidos pelo Pato Fu para criar o “Música de Brinquedo” e o “Música de Brinquedo 2” há desde tecladinhos e saxofones de plástico a galinhas de borracha que gritam. Depois de sete anos na estrada com o “Música de Brinquedo”, a banda mineira volta à capital acompanhada de uma trupe de bonecos do Giramundo e uma mala repleta de novos instrumentos para crianças para apresentar o show do álbum “Música de Brinquedo 2”, que acontece no próximo dia 6 de maio, no Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube. A história de regravar músicas antigas com instrumentos para crianças pode ter surgido logo que a filha de Fernanda Takai e John Ulhoa, Nina, ainda tinha 7 anos e o casal frequentava lojas de brinquedo. A ideia repercutiu tanto que o primeiro projeto, inicialmente previsto para durar dois anos, se transformou numa
As crianças escolhidas para participar das gravações do “Música de Brinquedo 2” são filhas de grandes fãs do Pato Fu
turnê de sete e agora desemboca neste novo álbum. Hoje, Nina já completou 14 anos, mas o uso dos brinquedos para regravar canções de sucesso se tornou uma marca nos mais de 25 anos de carreira do Pato Fu. Se o conceito do projeto permaneceu, Fernanda Takai afirma que o show do “Música de Brinque-
do 2” é completamente diferente do primeiro. “A gente mudou tudo, mudou cenário, figurino, a lista das músicas é outra, tudo é música feita com brinquedo novo”, conta a vocalista. Para este segundo álbum, a banda optou por ousar mais quanto à escolha do repertório e traz mais versões de clás-
sicos da música pop nacional e internacional. Há desde “Palco”, de Gilberto Gil, a “Every Breath You Take”, do The Police. “E tem Raimundos! A gente pensou ‘nossa, a gente tem que achar uma música do Raimundos que não tenha palavrão pra gente cantar’. “Livin’ La Vida Loca” também era um clássico que nós
queríamos tocar. A gente recorre muito à memória musical e à memória afetiva dos adultos. Acho que o ‘Música de Brinquedo’ certamente faz parte da vida de várias gerações”, afirma Takai. Apesar de tantos anos na estrada com o show do primeiro álbum, tocar instrumentos de brinquedo ainda
não é tarefa fácil. “O desafio mais uma vez foi fazer ao vivo, porque no estúdio você pode gravar e se der errado, você volta faz de novo... Mas tocar ao vivo é um desafio que só os ensaios podem resolver e mesmo assim algumas coisas fogem ao controle porque às vezes no meio de um solo acaba a bateria de um tecladinho de plástico ou de um bichinho que faz barulho, e aí a gente tem que dar risada”, conta. Nesta nova turnê que deve circular pelo país nos próximos dois anos e que deve voltar a BH em julho, os músicos do Pato Fu dividem o palco com uma atração para os pequenos: os monstros Ziglo, Groco e sua trupe do Giramundo. “Como as crianças que participaram do disco não podem viajar conosco, trouxemos mais uma vez os monstrinhos que o Giramundo confeccionou para que façam as vozes das crianças”, explica a cantora. * Sob supervisão de Marília Mendonça
Música de >Brinquedo 2 Teatro Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 6 (domingo), às 16h. R$ 20 (inteira).
De repente, 40 DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO
Ter, no repertório, músicas que já perpassam quatro décadas e que ainda estão com a bandeira fincada no coração dos fãs já seria, claro, motivo suficiente para festejar. Mas, mais que isso, o grupo A Cor do Som tem, sim, coisas novas a mostrar. Assim, para unir o desejo de revisitar o rosário de hits e apresentar as novidades, Mu Carvalho, Dadi, Armandinho, Ary Dias e Gustavo Schroeter lançaram, há pouco, o disco “A Cor do Som – 40 Anos” – por ora, só digital. Não bastasse, resolveram sair em turnê Brasil afora – e, nesta toada, a capital mineira será contemplada no próximo sábado (5), quando a banda faz show gratuito, a partir das 17h30, na Praça da Liberdade. A apresentação, na verdade, insere-se no evento “Meu Vizinho Pardini”, cujo início está previsto para as 8h. Ao Pampulha, Mu rememora que o grupo deu uma parada “lá atrás, em 1994”. “Depois, retomamos com alguns shows e, desde
O grupo A Cor do Som voltou a se reunir para revisitar hits e lançar novas canções
então, a gente vem fazendo coisas esporádicas”, diz, salientando que cada um toca sua própria carreira. Ele, por exemplo, faz músicas para produções da Globo desde meados dos anos 90, enquanto Dadi integra trabalhos como o Tribalista, Armandinho desenvolve seu reconhecido trabalho solo e Gustavo e Ary dão aulas. Recentemente, por iniciativa de Mu, o grupo convidou Ricardo Feghali, do
Roupa Nova, para dar o pontapé inicial do álbum. “Sempre tive o sonho de um dia eles gravarem ‘Alto Astral’, que, acho, dialoga muito com ‘Sapato Velho’”, pondera Mu. O CD também traz participações ilustres como as de Gilberto Gil (“Abri a Porta”), Lulu Santos (“Suingue Menina”), Samuel Rosa (“Zanzibar”), Flávio Venturini (“Eternos Meninos”), Djavan (“Alvo Certo”), Paulinho Moska (“Magia Tropi-
cal”), Natiruts (“Semente do Amor”). No caso, “Alvo Certo” é uma das inéditas em um time que também traz pérolas como “Sou Volúvel”, parceria de Dadi com Marisa Monte e Arnaldo Antunes. (Patrícia Cassese).
> A Cor do Som
No projeto “Meu Vizinho Pardini”. Praça da Liberdade. Dia 5 (sábado), a partir das 8h. O show será às 17h30. Gratuito. Leia mais na nossa edição online (www.jornalpampulha.com.br).
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MÚSICA Entre os mares que nos unem Portugal, João H. Brasil, Cabo Motta Verde e An(*) gola. Não é só a lusofonia que aproxima a cultura desses países. Os ritmos marcados, as canções melódicas e a crônica popular são aspectos de nossas músicas e danças que ganham vida em gêneros como o samba e o baião no Brasil; o fado, em Portugal; o lundum, em Angola; e a coladeira, em Cabo Verde. E é sob o mote do sincretismo desses estilos populares que João Pires (Portugal), Vitor Santana (Brasil), Marcos Suzano (Brasil), Miroca Paris (Cabo Verde) e Aline Frazão (Angola) formam o grupo Coladera, que apresenta seu segundo disco, “La Dôtu Lado”, em Belo Horizonte, no próximo sábado (5), antes de partir para a turnê europeia. O lançamento em BH sucede a estreia do trabalho em Portugal, que aconteceu no último mês de março. Agora, toda a equipe que assina o álbum se junta especialmente para apresentá-lo na íntegra na capital mineira, em show que trará, também, algumas canções do primeiro disco ho-
sábado (28) ALEXANDRE PIRES Show “O Baile do Nêgo Véio” com sucessos dos anos 90. Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D’Água). Às 20h. R$ A partir de R$ 50 (VIP)
AQUÁRIO #3 Festival com as bandas gorduratrans, Mineiros da Lua, Kill Moves e Kossovo A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 30 (portaria)
BOI LUZEIRO Show “Ser-tão”, com ritmos regionais. Espaço do Conhecimento UFMG (pça. da Liberdade, 700, Funcionários). Às 17h. Entrada gratuita
CORAL DESAFINADOS Sarau em homenagem ao Dia das Mães. Patrícia de Deus - Ideias e Papéis (r. Fernandes Tourinho, 145, Savassi). Às 12h. Entrada gratuita
FEITO EM CASA Show do sambista Serginho Beagá. Power Shopping Centerminas (av. Pastor Anselmo Silvestre, 1.495, União). Às 13h. Entrada Gratuita
JOTA QUEST Lançamento do último acústico. KM de Vantagens Hall (av. Sra do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h30. A partir de R$ 130 (inteira, pista, lote 3)
MIÊTA Show do disco “Dive”, na edição do Jack Experience. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5623, Funcionários). Às 21h. R$ 30
terça (1º)
Sáb. 5.mai.
EDUARDO ESCARIZ/DIVULGAÇÃO
João Pires, Miroca Paris e Vítor Sanatana apresentam “La Dôtu Lado”, baseado na música popular de Cabo Verde
mônimo, como “Nada Além de Você”. Para o português João Pires, “La Dôtu Lado” traz em seu conceito uma comunicação transatlântica. “É inspirado no mar, nas histórias do mar. Ele está muito presente na tradição desses quatro países”, afirma. Já segundo Vítor Santana, o segundo disco traz a proposta da mistura lusofônica mais assentada. “A gente migrou para este trabalho a partir de uma série de shows e turnês que fizemos na Europa e nos Estados Unidos. ‘La Dôtu Lado’ é o desenvolvimento de uma lin-
guagem que Brasil, Portugal e Cabo Verde têm em comum. O oceano Atlântico é onde nos unimos”, afirma o músico. O disco traz 11 composições originais cantadas em português (seja com sotaque brasileiro ou de Portugal) e em criolo – língua que pleiteia oficialização em Cabo Verde. “Nossos países são diferentes, mas temos a língua em comum, o que é muito forte. É claro que o samba é do Brasil, mas você tem a coladeira, em Cabo Verde, e o siemba, em Angola, que são muito próximos, eles vêm de uma
SAMBA DO TRABALHADOR
CURE O MUNDO
Show com Cinara Ribeiro em homenagem a Moacyr Luz. Quintal da Jabu (r. Itamaracá, 296, Concórdia). Às 14h. R$ 10 (couvert)
Tributo a Michael Jackson. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 50 (inteira)
DAY
SALVE O COMPOSITOR!
Youtuber faz show acústico Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 50 (inteira)
quinta (3) ARS NOVA CORAL
Vinikov e a banda Fatos Alternativos apresentam “Babylonelyness”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
sexta (4)
Concerto para os 10 anos do Museu Inimá de Paula. Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1201, centro). Às 19h30. Entrada gratuita
CONEXÃO BH
CHICO ALMEIDA
Voz e Violões. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
Violeiro apresenta seu disco de estreia homônimo. Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. Entrada franca, com retirada de ingressos na bilheteria do teatro, duas horas antes da apresentação
Shows de Letrux e Marcelo Veronez. Distrital (r. Opala, s/n, Cruzeiro). Às 20h. R$ 30 (2º lote)
LUIZ ROCHA
MÁRIO LÚCIO Shows “Cantos e Contos”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira) VITOR JORGE/DIVULGAÇÃO
Letrux canta em BH na sexta (4)
mesma matriz”, analisa João Pires. Para o duo, as pontes da música estão em nossas raízes. “Ir a um baile de funaná ou a uma onda de coladeira é como ir a uma festa na Bahia ou no interior do Brasil. A criação é popular.
A nossa herança rítmica é africana, a musicalidade já está no corpo”. OKÊ OXÓSSI “La Dôtu Lado” ganhou identidade visual marcante, que será projetada durante o show por Eduardo
Zunza, que assina a direção audiovisual da apresentação do grupo. A capa do disco, feita pelo artista visual Fred Paulino, traz um mosaico de figuras e cores que remetem a Oxóssi, orixá das matas, como o arco e flecha, combinado com um violão, plantas e estampas, além de símbolos praianos: os barcos e os peixes. “Quase todos os integrantes do disco são filhos de Oxóssi, então, eu disse ao Fred, vamos colocar o arco e flecha na capa que o santo ajuda”, relembra Vítor. O show do Coladera compõe a programação do Eixo Língua Portuguesa, série de eventos em que o Sesc Palladium celebra a língua nas suas mais variadas manifestações culturais até julho deste ano.
> Coladera
Lançamento de “La Dôtu Lado”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dia 5 (sábado), às 21h. R$ 20 (inteira).
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MÚSICA O breve pássaro da juventude Alex Não é a priBessas m e i r a v e z que Vera Fischer se encontra, nos palcos, com um texto do dramaturgo norte-americano Tennessee Williams (1911 – 1983). Projeto que foi adiado por um tempo, o reencontro ganha um quê de especial. Afinal, foram dez anos para que o projeto saísse do papel. Agora, na próxima sexta (4) e sábado (5), a atriz catarinense traz para BH a peça “Doce Pássaro da Juventude”. “Acho que não escolhi esse texto e sim ele que me escolheu...”, situa Vera, que comemora a concretização do projeto. “Sabemos de toda a dificuldade de produzir um texto desse, com dez atores em cena, equipe grande, cenários grandes”. Para ela, afinal, “foi uma grande vitória pra todos que amamos teatro”. Se há exatas duas décadas a atriz encenava a peça “Gata em Telhado de Zinco Quente” – que traz temas como a sexualidade, aceitação, ganância e pequenos jogos de poder, ainda que em ambiente familiar –, agora ela volta a se surpreender com o quão atuais permanecem os temas tratados pelo autor. Em “Doce Pássaro da Juve-
nude”, Fischer vive Alexandra Del Lago, uma atriz decadente e ególatra. A peça se passa na década de 1950, no sul dos Estados Unidos, e o tom político permeia a montagem. Afinal, naquele momento, surgia a terceira onda do grupo supremacista branco Ku Klux Klan. O período também é marcado pela oposição aos movimentos civis. É nesse ambiente que a personagem d e Vera inicia um romance com um homem mais jovem, que ambiciona poder e sucesso. Dar vida a essa personagem de Tennessee Williams é, para Vera, um “deleite”. A “densidade e as muitas possibilidades emocionais” são alguns dos trunfos do texto. “Sem dúvida, é um dos meus autores favoritos, com uma dramaturgia refinada, e com um poder muito grande de tratar as questões universais não só na sociedade americana daquela época, mas também com a capacidade de passar pelo tempo com a mesma força e universalidade”, acrescenta a atriz, que se alonga em elogios ao autor. “Um clássico do teatro mundial. Sempre uma grande oportunidade não só para nós artistas, mas também para o público, que tem um entretenimento de alto nível e de muita reflexão”, conclui. A atemporalidade das
questões que estão em “Doce Pássaro da Juventude”, obra lançada em 1959, é razão para que poucas adaptações fossem feitas na versão brasileira que agora, passados quase 60 anos, é apresentada. “Mantivemos toda história no tempo em que ela se passa, até porque algumas questões, como racismo, sexualidade e a força do tempo em nossa vidas são inerentes a qualquer época, a qualquer tempo”, diz. Mesmo posto “nos dias de hoje” e se aproximando de questões contemporâneas e brasileiras, o texto não demandou “nenhuma adaptação, tal a força dessa dramaturgia”, garante a atriz. “Sempre haverá paralelos com o Brasil, e com qualquer outro povo onde houver poder, fama, questões raciais, sexualidade, e o mais universal dos temas: o tempo em nossas vidas”, avalia. Mas se “o tempo parece ser um grande inimigo” e se “todos buscam mil possibilidades para freá-lo”, Vera é uma exceção. “Tenho 66 anos, uma vida harmoniosa, sou uma mulher realizada, tenho filhos lindos, uma carreira consolidada, e mais, muito mais experiência. Acho que fiz do tempo um forte aliado”. Esta é a primeira vez que
Sex. e sáb. 4 e 5.mai.
MARCELO FAUSTINI/DIVULGAÇÃO
Vera Fischer e Pierre Baitelli vivem Alexandra e Chance na peça
Gilberto Gawronski dirige um texto de Tennessee Williams. Na montagem, ele explora os signos teatrais, algo que “sofistica a leitura de uma obra dramática”, avalia Vera. Na peça, o diretor “faz da cama do hotel o mesmo espaço que será o palanque político – indicando analogias que a encenação propõe”, adianta a atriz, acerca da forma como sexo e poder se misturam no espetáculo. Atravessando temas como envelhecimento, sexo, poder e racismo, Vera se disse muito à vontade em leválos para o palco. “Tivemos um processo muito intenso e generoso onde pudemos, com nosso diretor, Gawronski, esmiuçar todas essas dinâmicas”, reconhece. Sobre as vindas a BH, Vera tem uma memória especial: em cartaz na cidade no dia do seu aniversário, ela encontrou “uma plateia lotada cantando parabéns pra mim, um dia de muita emoção”, lembra. Agora, a atriz está feliz de voltar à capital mineira. Afinal, “estar em Minas é sempre uma celebração!”.
Doce Pássaro da >Juventude Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Dias 4 (sexta) e 5 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira).
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Depois de seis temporadas em cartaz no Rio de Janeiro, o espetáculo “Blackbird”, protagonizado por Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi, com direção de Bruce Gomlevsky, cumpre temporada fora da capital fluminense pela primeira vez e a cidade escolhida para dar início à jornada foi Belo Horizonte. A peça entra em cartaz no CCBB a partirda próximaquinta-feira (3). Com exceção daqui e do Rio, só o público das edições de 2017 e 2018 do Festival de Curitiba teve oportun assistir à produção. A escolha de começar uma jornada que pretende passar por outros cantos do Brasil pela capital mineira nãofoimero acaso,comoexplica a atriz Viviani Rayes, quetambém produziuo projeto, junto com o companheiro de cena. “Nossa vontade é circular com esse texto, porque ele tem potencial, e a montagem tem fôlego para ficar muitos anos em cartaz, não só limitada ao Rio de Janeiro. Sabemos queBeloHorizonte éuma cidade criteriosa, onde há muitos grupos de teatro, esJessica Almeida
colas profissionalizantes boas. Ficamosatéum pouco apreensivos, mas queremos contato com o público mineiro, saber como vão receber ‘Blackbird’”, afirma, explicando que tanto nas temporadas do Rio quanto na daqui, eles não contaram com patrocinadores. 15 ANOS DEPOIS Oespetáculotratadepedofilia. Escrito pelo escocês David Harrower em 2005, conta a história baseada em fatos reais de Una e Ray, uma menina de 12 anos e um homem de 41 que se apaixonam, têm um caso, tentam fugir, mas ele acaba preso. Passados 15 anos,apósRaycumprir suapena, mudar de cidade e de nome, ela o encontra e os dois se confrontam sobre os acontecimentos do passado. O texto foi premiadocomo melhor peça revelação no Festival Internacional de Edimburgo, em 2005 e conquistou o prêmio Laurence Olivier de 2007, de melhor peça, e o L.A Drama Critics Circle Award de 2011. Viviani conta que ela e Zambuzzi foram fisgados pelo texto. “Primeiro pelo seu caráter. Ele cumpre uma função social. Além do puro entretenimento, faz refletir, pensar, que é o estilo de teatro
THAISSA TRIBALLI/DIVULGAÇÃO
ARTES CÊNICAS Reencontro com o passado Qui. a seg. 3 a 14.mai.
que a gente gosta de fazer”, diz. “O tema principal é o abuso sexual. Mas a peça é feliz em não dramatizar os fatos, o público não vai ver nenhuma cena de violência, estupro, nada disso. Além disso, ela consegue discutir e ir além do tema. Entra, por assim dizer, numa psicologia do abusado e do abusador, levantando questões éticas e morais. Abre o leque sobre nossos con-
Delicado
Espetáculo reúne homem condenado por pedofilia e sua vítima já adulta
ceitos e responsabilidades na nossa sociedade”. O caráter real da construção dos personagens no espetáculo fez com que diversos profissionais como psicólogos, psiquiatras, advogados e juristas que viram a montagem no Rio a elogiassem. “É como se estivéssemos vendo realmente duas pessoas, acreditamos realmente nesses doispersonagens,tamanha ve-
rossimilhança. Está dentro da nossa proposta de trabalhar com realismo psicológico. Issoémuitonítidoaté nostrejeitos da menina, e também nos do personagem masculino, que não é estereotipado. Não chapamos o pedófilo e a abusada. É uma montanha russa de emoções”, explica. Definida como um “acerto de contas com o passado” pela atriz, a peça apresenta as
consequências do que aconteceu, sobretudo para Una, que foi estigmatizada como criançaabusada. “Nos despimos dos preconceitos e conseguimos dialogar com os porquês, o que se passava na cabeça dessa menina, na cabeça dele, o que estava acontecendo? Onde eles erraram? O que poderia ter sido feito diferente? Por que caminhou para esse desfecho? E agora? Como podemos fechar essa ferida, se é que um dia ela vai fechar?”, questiona. Além de tudo isso, o espetáculo propõe também uma discussão sobre prevenção do abuso. “Como evitar? Como alertar as crianças, a sociedade, pais, professores pra qualquer indício e vestígio, sinais de que alguma coisa tá acontecendo? O que podemos fazer antes de deixar acontecer um fato? E, para isso, como o próprio autor já disse, era preciso deixar somente os dois personagens fechados numa sala para conversar”, conclui.
> Blackbird
Dir. Bruce Gomlevsky CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 3 a 14, de quinta a segunda, às 20h. R$ 20 (inteira)
Ação pelo respeito à diferença Apesquisa queoriginou oespetáculo “Nos Porões da Loucura” – que estreou em 2016, com o mesmo nome do livro de 1979 de Hiram Firmino em que foi baseado –, abriu caminho para muito mais do que a produção teatral. O contato com a história do Hospital Psiquiátrico de Barbacena, onde 60 mil internos morreram, proporcionou a toda equipe envolvida no trabalho um contato intenso com a discussão sobre a inserção de pessoas com sofrimento mental na sociedade e a luta antimanicomial. É com intuito de reverberar essas questões de outras formas que nasceu a mostra, também chamada de “Nos Porões da Loucura”, que entraemcartaznoTeatroMarília a partir da próxima sexta (4). Produtora e curadora do projeto, Ana Gusmão diz que esse é um daqueles casos em que a obra começa a trilhar seu próprio caminho depois de colocada no mundo. “Fui sentindo que a peça, pela força da própria temática, não podia ficar fechada nela mesma. Era ne-
cessário um diálogo com outras artes e o debate com profissionais da área de saúde, uma vez que ela foi construída nessa perspectiva. A mostra nasce, portanto, do nosso desejo de discutir os porõesda loucura pra além do teatro”, explica. A ideia é ampliar o processo de sensibilização pela arte de uma discussão que é social e política. “Existe um preconceito muito grande contra a área da saúde mental, muita gente às vezes tem medo, trata essas pessoas de uma forma muito ruim. Nossa vontade é sensibilizar as pessoas e trazer de volta esse grupo pro lugar dele,queéocentrodasociedade e não a margem”, pontua a curadora. PROGRAMAÇÃO De sexta a domingo, ao longo do mês de maio, a programação traz, além de uma temporadado espetáculo, exibição de filmes e a realização dedebates. Durantetodo o período, a exposição fotográfica “Eu Sou, Tu És, Ele É, Nós Somos, Vós Sois, Eles São”, e os trabalhos de arte criados por usuários dos Centros de Refe-
Sex. a dom. 4 a 27.mai.
ANDRÉ FOSSATI/DIVULGAÇÃO
Peça homônima foi ponto de partida para realização da mostra ‘Nos Porões da Loucura’
rência em Saúde Mental também ficarão disponíveis para visitação gratuita no teatro. Guilherme Bergamini, autor das 12 fotografias em preto e branco do hospital de Barbacena apresentadas na mostra, as produziu a partir de uma inquietação provocada pelo espetáculo. “Ele foi ver e ficou tão tocado que a partir disso começou a pesquisar so-
bre o tema e foi lá fazer as fotos. Quando as vi, falei ‘mas isso é muito bonito, porque é a Barbacena de hoje, são os resquícios do hospital, mas de uma forma muito poética’”, conta Ana. Entre os filmes exibidos, documentários como “Passageiros da Segunda Classe” (1986), de Kim-Ir- Sem, Waldir Pina e Luiz Eduardo Jor-
ge, e “A Arte da Loucura”, de Karine Emerich e Mirela Kruel, além de “A Loucura Entre Nós”, de Fernanda Fontes Vareille, trazem diferentes perspectivas sobre o assunto. E, por fim, os debates trazem especialistas para amplificar a discussão. O primeiro, com o tema “O Hospital Ainda É Necessário?”, traz o psiquiatra Lauro Guirlanda, do Insti-
tuto Raul Soares e professor da Faminas, e da psiquiatra e psicóloga Miriam Abou-Yd, integrante do Fórum Mineiro de Saúde Mental. O segundo, sob o tema “A Arte no Tratamento Hoje”, contará com a presença do músico Babilak Bah, coordenador do Trem Tan Tan – grupo musical formado por pessoas com sofrimento mental –, e Andréia Lima, psicóloga do Instituto Raul Soares. “São momentos muito particulares, porque essas pessoas são referência nas suas áreas. As oportunidades de escutá-las, inclusive com opiniões divergentes, como o doutor Lauro, que é a favor da hospitalização, de forma tão direta são raras”, conclui Ana. (Jessica Almeida)
Mostra ‘Nos >Porões da Loucura’ Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). De 4 a 27, programação de sexta a domingo (exceto as exposições de arte e fotografias, que são contínuas). R$ 36 (inteira do espetáculo), o restante da programação tem entrada gratuita. Confira programação completa em nosporoesdaloucura.com.br
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ARTES CÊNICAS RAMON BITENCOURT
teatro adulto
Neste sábado (28), Fundação Clóvis Salgado realiza última apresentação da ópera ‘La Traviata’, de Giuseppe Verdi, no Palácio das Artes
4 AMIGOS Com Thiago Ventura, Dihh Lopes, Marcio Donato e Afonso Padilha Amigos de longa data se revezam no palco contando ao público suas melhores observações do cotidiano. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dom. (29), às 18h30 e às 21h. R$ 80 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 70 (plateia superior, inteira).
A INVENÇÃO DO AMOR Dir. Marcelo Valle Com Maria Clara Gueiros e Guilherme Piva O espetáculo conta a história do casal Croc, homo sapiens, e Nhaca, mulher de neandertal. Para evitar que ela se relacione com outros machos ele resolve inventar o amor. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 19h. R$ 80 (setor 1, inteira); R$ 70 (setor 2, inteira).
Com Vera Fischer, Pierre Baitelli, Mario Borges Uma experiente atriz que se sente fracassada diante do espelho foge para o interior e conhece um homem mais jovem, um gigolô chantagista. A trama se passa na década de 1950, nos EUA, em meio ao surgimento do KuKluxKlan. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (4) e sáb. (5), às 21h. R$ 80 (inteira).
BLACKBIRD
FRAU AMÁLIA FREUD
Dir. Gilberto Gawronski
Dir. Rafael Ventura Com Miller Produções A história de uma menina que, por meio de um chamado do oceano, mergulha em si mesma para se descobrir uma guerreira. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3292-4405). Sáb. e dom., às 16h. R$ 22 (postos Sinparc). Até 6/5.
LA TRAVIATA
Dir. Luiz Villaça Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França Os cidadãos de Güllen, uma cidade arruinada, esperam ansiosos a chegada da milionária que prometeu salválos da falência. Em sua chegada, Claire impõe a condição: doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank, o homem por quem foi apaixonada e a abandonou grávida. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 18h. R$ 70 (inteira).
DOCE PÁSSARO DA JUVENTUDE
MOANA NO MAR – O MUSICAL
ópera
A VISITA DA VELHA SENHORA
Dir. Bruce Gomlevsky Com Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi Inspirado em um caso real de pedofilia, traz o reencontro de um homem e uma mulher que viveram um caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Agora estão cara a cara para um acerto de contas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). De 3/5 a 14/5.
dway conta a história da gata borralheira que se transforma em princesa por um dia e encontra seu grande amor graças ao sapatinho de cristal perdido. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (28), às 16h e às 20h; dom. (29), às 16h. R$ 130 (plateia 1, inteira), R$ 110 (plateia 2, inteira), R$ 75 (plateia 3, inteira).
Dir. Pádua Teixeira Com Beth Grandi À beira da morte, Amália repassa sua vida e a relação com seu filho, Sigmund Freud. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc). Exceto 28/4. Até 13/5.
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha
Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341,centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6.
PRETO Dir. Marcio Abreu Com Cássia Damasceno, Grace Passô, Renata Sorrah A conferência de uma mulher negra sobre uma série de questões, entre elas o racismo. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. Ingressos esgotados. Até 30/4.
POR FAVOR Dir. Chico Pelúcio Com Jussara Fernandino, Léo Quintão e Neise Neves Um grupo de atores resolve discutir, numa peça de teatro, a opressiva sensação do presente, as incertezas com relação ao futuro e os valores do passado em rápida mutação. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 7/5..
teatro infantil
SÉTIMO ANDAR Dir. Thiago Cazado Com Thiago Cazado e Enrico Scodeller Bernardo e Luigi ficam presos no elevador da empresa onde trabalham e, ali, vêem nascer entre eles uma forte atração. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 18h. R$ 50 (inteira).
UM POUCO DE AR,
BRANCA DE NEVE – POCKET SHOW Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso A clássica história da rainha má e bela que resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada, Branca de Neve. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno,
6.061, Piso L3, Savassi). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h e às 17h30. R$ 40 (inteira). Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc).
CARREGANDO A LUA Dir. Silvino Fernandes Com Ronize Barbosa, Foka Senna e Edward Cabral Três palhaços músicos contam a história de uma trupe mambembe. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 20 (inteira).
musical CINDERELLA RODGERS & HAMMERSTEIN'S Dir. Renata Borges Com Bruna Guerin, André Loddi, Ivanna Domenyco Versão brasileira do musical da Broa-
Com Orquestra Sinfônica, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia. de Dança Palácio das Artes Dir. Silvio Viegas e Jorge Takla Encenada em dois atos, a montagem transporta o público para uma Paris do século XIX, onde o mundo do meio encontra a Família, uma estrutura inabalável em que os valores burgueses ditam as regras e servem de cenário para o conturbado romance entre Alfredo e Violetta. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (28), às 20h30. R$ 60 (inteira).
1º Congresso de Dança de Salão Contemporânea MONSTRA Terceira Margem Coletivo de Dança Pensado como uma paródia das mostras de dança tradicionais, foi construído a partir de jogos, improvisos e interações. Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sábado (28), às 20h. R$ 10
EM CENA JULIANA NUNES/DIVULGAÇÃO
CAIO GALLUCCI/DIVULGAÇÃO
Passado Não Me Condena” 6 “Meu se despede dos palcos Depois de viajar por quatro anos com o espetáculo “Meu Passado Não Me Condena”, a atriz Fernanda Souza traz a turnê de despedida da montagem para BH. Na peça, ela conta detalhes da vida de atriz e relembra os personagens de sucesso que marcaram seus 25 anos de carreira Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) Quando Dias 5 (sábado), às 18h30 e às 21h; 6 (domingo), às 20h Quanto R$ 120 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 80 (plateia superior, inteira). DIVULGAÇÃO
Senna, o Musical” 6 “Ayrton será exibido nos cinemas No dia 1° de maio, aniversário de morte de um dos maiores pilotos brasileiros de F-1, o espetáculo ”Ayrton Senna, o Musical” terá exibição nos cinemas de BH nas telonas do Pátio Savassi (às 18h) e do Shopping Estação (às 21h). Estrelado por Hugo Bonemer e com direção de Renato Rocha, o musical tem início na última corrida de Senna e revisita importantes momentos da carreira do piloto. O espetáculo foi a primeira montagem nacional filmada e exibida nos cinemas.
Bastos apresenta novo 6 Rafinha trabalho no Cine Theatro Brasil Após três anos longe dos palcos e envolvido com trabalhos na televisão, o humorista Rafinha Bastos está de volta com seu terceiro solo “Últimas Palavras”. Com texto de sua autoria, Rafinha aproveita fatos do cotidiano e da vida pessoal para criar as piadas deste novo espetáculo Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211)Quando Dia 5 (sábado), às 21h Quanto R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia 3, inteira).
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LITERATURA
Leila no universo da ficção
Pouco tempo antes de partir, aos 92 anos, a mãe de Leila Ferreira confiou à jornalista e escritora seis cartas, uma para cada filho. “A orientação era de que só lesse a minha e entregasse as dos meus irmãos após sua morte. Levei mais de quatro anos para ter coragem de ler até o final. E quando isso aconteceu, senti a necessidade de responder de alguma forma”. Foi esse ímpeto que levou a autora a escrever “O Amor que Sinto Agora” (Ed. Planeta, R$ 39,90), que Leila lança Patrícia Cassese
quarta-feira (2), no projeto Sempre um Papo. Na missiva dedicada a Leila, a mãe se desculpa por ter “sufocado” a filha com o excesso de amor. “Lamenta ter projetado sua vida na minha, ter criado expectativas que nem sempre eu era capaz de preencher”. Naquele momento, a jornalista já planejava mesmo escrever um livro de ficção. “Cheguei a começar”. E pensou em usar, nele, um trecho da carta. “Mas vi que ‘conversar’ com ela era mais importante – e decidi fazer o livro de cartas, mesclando realidade e ficção”, conta. A trama, prossegue
Leila, tem uma personagem central, Ana, que sai do interior de Minas, mora em São Paulo, depois no México e, ao longo de sua trajetória, “convive com um casamento complicado, violência sexual e uma depressão crônica”. “Mas, aos poucos, ela consegue reconstruir sua vida – e se reconstruir”. Ana conversa com a mãe sobre os sofrimentos que as duas dividiram e os desencontros em sua convivência. “Relata episódios de sua vida que a mãe desconhecia, fala de amores passados e presentes e, acima de tudo, mostra à mãe que ela não tem que se descul-
par pelo ‘excesso de amor’. Há uma carga significativa de tristeza nas primeiras cartas, mas essa vai se misturando a um movimento de reconstrução e à esperança que dá o tom final”, frisa. O livro foi escrito em cinco meses. “Período de um mergulho que me fez chorar muito e me revelou coisas que nenhuma terapia tinha arrancado. Foi um processo doloroso, mas extremamente rico”.
próximo sábado (5), lança “Álbum” (Ed. Relicário, R$ 35), seu mais recente livro. “Inicialmente, a ideia era ‘traduzir’ as fotos que mais curto em poemas. Transcriar, talvez. Mas comecei a pensar em fotos que não existem, em fotos perdidas, nas tecnologias das fotografias etc. O que me norteou, então, foi a homenagem à minha mãe e o tema da fotografia de álbum”. Entre os poemas da nova lavra, está um que foi escrito sobre uma imagem particularmente significativa para Ana. “Uma foto re-
cente, na qual estou com um amigo em um lugar turístico. É uma foto linda e a história é bacana. Fui perdendo esse amigo aos poucos, mas a foto estará lá. E tem poemas que trazem à tona a questão dos parentes mortos... Mas que estarão sempre ali, nas fotos”. Há, ainda, um poema dedicado ao Clube da Esquina, a partir da antológica foto da capa do disco homônimo, que traz dois garotos sentados no chão de terra. Ana Elisa conta que quase todos os poemas foram feitos para o projeto. “Achei
GABRIEL ARAUJO/DIVULGAÇÃO
> Leila Ferreira
Sempre um Papo. Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244). Quarta (2), 19h30. Entrada franca (distribuição de ingressos a partir das 17h30). O livro será vendido a R$ 39,90.
Ana Elisa lança ‘Álbum’ Os álbuns de fotos de família sempre tiveram muita importância para a poeta Ana Elisa Ribeiro. “Aprendi com minha mãe, que sempre foi a fotógrafa oficial das festas, registrando tudo, revelando fotos e compondo álbuns bem datados e organizados. Isso sempre foi muito forte para mim”, explica ela, que, após frequentar um curso de fotografia, em 2005, começou a repensar algumas questões. “Aí veio a ideia de escrever poemas inspirados por fotos de álbuns”, diz a autora, que no
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Leila Ferreira: Mescla de realidade e ficção permeiam obra
Sáb. 5.mai.
ADAMO ALIGHIERI/DIVULGAÇÃO
menos caótico fazer assim. Mas este é meu primeiro livro de poemas mais temático, e o processo de cada um sempre é completamente diferente”, enfatiza ela, que ainda este ano lança “Renascença”, pela coleção “BH: A Cidade de Cada Um”. “É uma emoção mais que imensa ter feito o livro do meu bairro, da região dos meus bisavós”, exulta. (Patrícia Cassese)
> Ana Elisa Ribeiro
Lançamento do livro “Álbum”. Casa Guaja (av. Afonso Pena, 2.881). Dia 5 (sábado), às 11h. Entrada franca. O livro será vendido a R$ 35.
Ana Elisa Ribeiro: Primeiro livro de poemas “temáticos”
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ARTES VISUAIS Para complementar o circuito Jessica Belo HoriAlmeida zonte tem excelentes artistas visuais, cursos de arte, galerias, colecionadores, instituições. Para Tamara Pearlman, diretora da ArteBH – Feira de Arte Moderna e Contemporânea, cuja primeira edição será realizada no próximo fim de semana (dias 4 a 6), só faltava um evento como este. “Já faz muito tempo que queríamos ir para BH, não fomos antes por falta de braço e dinheiro”, afirma Tamara, que também é uma das responsáveis pela Parte Feira de Arte Contemporânea, realizada desde 2011 em São Paulo e primeira dedicada exclusivamente à arte contemporânea, atraindo 12.000 visitantes a cada edição. “Vocês têm aí o sistema de arte todo completo, só faltava a feira, que elimina aquele constrangimento de ter que entrar na galeria, algo que pode parecer coisa de iniciado, você toca a campainha, entra sozinho, as obras não têm nome nem preço. É muito comum as pessoas não se aproximarem por isso”, acrescenta. Assim como no caso da Parte, a ArteBH tem o
propósito de aproximar o universo da arte, principalmente a contemporânea, de um público mais amplo. Na capital mineira, serão apresentados trabalhos de mais de cem artistas, entre membros da nova geração e nomes consagrados, como Alfredo Volpi (18961988), Di Cavalcanti (1897- 1976), Roberto Burle Marx (1909-1994), Amilcar de Castro (19202002), Tomie Ohtake e Leda Catunda. Dez galerias do circuito belo-horizontino estarão presentes, além de outras como São Paulo e Salvador. Entre as obras expostas, haverá opções para todos os tipos de bolsos. “Vamos ter, por exemplo, uma tela grande da Tomie Ohtake que vale por volta de R$ 1 milhão, mas também vai ser possível comprar gravuras da mesma artista por R$ 3.000, com a possibilidade de dividir em até seis vezes. E, claro, obras de artistas menos conhecidos vão custar muito mais baixo que isso”, diz Tamara. E vale a visita até para quem não tem a intenção de comprar nada. “É muito mais comum que venham passear do que comprar. Vale para quem é profissional do meio da arte como curadores e acadêmicos, mas
Sex. a dom. 4 a 6.mai.
também para qualquer curioso. Para se ter uma ideia, em feiras gigantes a média de compra é mais ou menos 3%, aqui em São Paulo essa taxa é um pouco maior, mas a questão é que é um passeio legal e num espaço pequeno é possível ver uma diversidade muito
GUI MORELLI/DIVULGAÇÃO
Primeira edição da ArteBH – Feira de Arte Moderna e Contemporânea reúne obras de artistas jovens e consagrados
grande de artistas. Inclusive o espaço tem acessibilidade e haverá atividades para crianças, que até 10 anos não pagam”, afirma. RARIDADES Na seleção, há também algumas raridades, tais como fotografias de Pablo Pi-
casso (1881-1973) feitas por André Villers (19302016) em momentos de descontração e um livro Marc Chagall (1887-1985) ilustrado e assinado por ele, com dedicatória a um amigo. “Há algumas joias, coisas superespeciais que selecionamos. Coisas para
gastar horas e horas só examinando”, conclui a diretora.
> ArteBH
Feira de Arte Moderna e Contemporânea Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). De 4 a 6. Sexta e sábado, das 14h às 22; domingo, das 11h às 19h. R$ 20 (inteira), gratuito para crianças de até 10 anos.
#FICAADICA LEO BRIZOLA/DIVULGAÇÃO
Laterza expõe 6 Mariana no Centro Cultural UFMG A artista mineira Mariana Laterza traz ao público as imagens da exposição “A Cidade Gravada”. A mostra é fruto de investigação em gravura que tem se desdobrado e multiplicado, desde sua graduação em metal pela UFMG. As obras propõem metáforas entre espaço urbano e o conceito de gravura. Onde Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro) Quando Abertura: 4 de maio, às 19h30. Visitação até 24 de julho, ter. a sex. de 10h às 21h; sáb. e dom. de 10h às 18h Quanto Entrada gratuita MARIANA LATERZA/DIVULGAÇÃO
Flynn Galeria expõe 6 Errol pinturas de Leo Brizola As telas do artista mineiro Leo Brizola estão em exibição na Errol Flynn Galeria de Arte desde a última quarta (25). As pinturas comunicam a tradição erudita da pintura com elementos de mitologias e da cultura pop. As obras marcam o retorno do artista ao óleo sobre tela e a representação de sentimentos como o desassossego e ansiedade. Onde Errol Flynn Galeria de Arte (r. Alagoas, 977, Savassi) Quando Até 12 de maio, de seg. a sex, das 9h às 19h; sáb. das 9h às 13h Quanto Entrada gratuita
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CINEMA Contra a inquisição O cineasta Luiz Bolognesi já havia manifestado sua veia engajada na causa indígena seja como roteirista, por meio de filmes como “Terra Vermelha” – sobre os índios Kaiowá –, ou acumulando também a função de diretor, vide o longa de animação “Uma História de Amor e Fúria”. E seu “grito” ganha novamente as telas com “Ex-Pajé”, documentário que estreia esta semana no país e evidencia um drama vivido pelo povo Paiter Suruí, na divisa entre Rondônia e Mato Grosso, por meio da perspectiva de Perpera, um antigo membro poderoso da tribo. “Eu estava num processo de pesquisa para fazer um documentário sobre pajés (pessoas de destaque em certas tribos indígenas e que possuem dons para cura ou são orientadores espirituais). E aí tive contato com um pajé Paiter Suruí, o Perpera. Aliás, um ex-pajé, como ele havia me dito. Eu o vi usando terno; ele me contou que havia sido constrangido e que tornou-se um ex-pajé. Com a chegada dos evangélicos, Perpera foi obrigado a deixar de fazer seus trabalhos como pajé, seus cultos, seus rituais. E me contou que não podia dormir à noite com a luz apagada, porque espíritos estavam bravos com ele, por não mais atuar como pajé”, comenta Bolognesi em entrevista ao Magazine. Durante o filme, Perpera, inclusive, evidencia a insatisfação de não ser mais pajé, utilizando frases áci-
das como “antigamente consultavam com o pajé, agora usam aspirina”. “Vi nele o personagem único do meu filme. Senti que deveria grudar nele, acompanhar seu dia a dia. A crise que ele vive é muito singular, muito angustiante e reflete os 500 anos de evangelização violenta, que começou com os jesuítas e continua agora com essa onda forte dos evangélicos”. Agraciado com o Prêmio Especial do Júri Oficial de Documentários da Mostra Panorama, no Festival de Berlim, e com o prêmio de crítica organizado pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema, do festival internacional de documentários É Tudo Verdade, de São Paulo, “Ex-Pajé” traz, sobretudo, três mensagens, como detalha Bolognesi. Uma delas diz respeito à “inquisição evangélica”, expressão utilizada pelo diretor e roteirista. “Se sente de perto o processo violento dessa ‘inquisição’ que está acontecendo no Brasil contra terreiros de umbanda, candomblé e muitos pajés, perseguidos pelos pastores. Estes rotulam os pajés como a personificação do demônio. E, quando os pastores chegaram, passou a haver também uma perseguição feita pelos próprios indígenas e por comunidades que vivem ao redor do povo Paiter Suruí”, relata Bolognesi. O documentário também
evidencia outras duas situações. “A gente mostra que uma aldeia hoje não é aquela coisa romântica mais. Muitos dos indígenas, ou a
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 28 (sábado) e 29 (domingo)
para vencer a Golden Globe Race de 1968. No entanto, sua tentativa desastrada na competição acaba fazendo com que ele embarque em uma jornada perigosa. Diamond 3: 14h, 20h50 Ponteio 2: 14h20, 16h35, 18h45, 21h
Diamond 4: 14h50, 18h30, 22h Estação 2: 13h (*), 16h30, 20h (*), 23h30 (*) Itaú Power 3: 12h, 15h, 18h, 21h Minas 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Monte Carmo 6: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 (*) Norte 3: 20h15 (*) Norte 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Pampulha 5: 12h40 (*), 15h35 (*), 18h30, 21h25 (*) Pampulha 6: 12h50, 15h45, 18h40, 21h35 (*) Paragem 1: 12h, 15h, 18h, 21h Partage Shopping Betim 2: 13h10, 16h40, 19h50 (*) Partage Shopping Betim 3: 15h50, 19h10 (*) Pátio Savassi 7: 13h40 (*), 16h45, 20h Ponteio 3: 21h Via Shopping 3: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 (*)
Thiago Prata
TUDO QUE QUERO
estreias A CIDADE DO FUTURO (Brasil, 2018, 1h15, 14 anos) Dir. Cláudio Marques, Marília Hughes. Com Milla Suzarte, Gilmar Araújo, Igor Santos. Em uma região marcada pelo machismo e pela homofobia, Milla, Gilmar e Igor formarão uma família fora dos padrões. Belas 2: 19h e 21h
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland. Septuagenários, o casal de aposentados decide fazer uma última viagem pelo país, de carro. Desafiando limites e receios os dois embarcam numa aventura transformadora que sai de Boston e tem como destino a antiga casa de Ernest Hemingway, na Flórida. Belas 1: 14h, 16h20, 18h40, 20h50
SOMENTE O MAR SABE (The Mercy, Reino Unido, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. James Marsh. Com Colin Firth, David Thewlis, Rachel Weisz. Donald é um iatista que decide fazer de tudo
(Please Stand By, EUA, 2018, 1h33, 10 anos) Dir. Ben Lewin. Com Dakota Fanning, Alice Eve, Toni Collette. Wendy, uma jovem mulher portadora de autismo, consegue driblar sua cuidadora e escapa com um único objetivo em mente: entregar seu manuscrito para concorrer em uma competição de escrita. BH Shopping 10: 22h BH Shopping 9: 16h e 18h10
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, Estados Unidos, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra, disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 1: 14h30, 20h30 (*) Big 3: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Boulevard 3: 12h30, 15h30, 18h30, 21h20 Cidade 3: 17h10, 20h10 Cidade 7: 11h40, 14h40, 17h40, 20h40 (*) Contagem 4: 17h20, 20h30 Contagem 6: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Del Rey 1: 22h40 Del Rey 3: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Del Rey 6: 18h, 20h50 (*)
Sessões 3D: Betim 1: 17h30 (*) BH Shopping 1: 17h50, 21h10 BH Shopping 2: 14h50, 18h30, 21h50 BH Shopping 3: 13h40 (*), 17h10 (*), 20h30 BH Shopping 5: 13h10, 16h40, 20h BH Shopping 8: 15h50, 19h10(*) Big 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Big 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Boulevard Imax: 12h, 15h, 18h10, 21h10 Cidade 4: 11h50 (*), 14h50, 17h50 (*), 20h50 Contagem 1: 12h20 (*), 15h20, 18h20 (*), 21h20 Del Rey 2: 12h (*), 15h, 18h (*), 21h Diamond 1: 18h, 21h20 Diamond 5: 13h50 (*), 17h10, 20h30 Diamond 6: 15h50, 19h10 Estação 3: 12h, 15h15, 18h45, 22h15 (*)
Estação 4: 14h (*), 17h30 (*), 21h Itaú Power 5: 15h10, 18h10 (*), 18h45 Minas 1: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 Monte Carmo 5: 12h (*), 15h, 18h (*), 21h Norte 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Pampulha 1: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 (*) Paragem 5: 12h10 (*), 15h10, 18h10 (*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 14h50, 18h20, 21h40 (*) Partage Shopping Betim 4: 17h50, 21h10 Partage Shopping Betim 6: 17h10, 20h30 (*) Pátio Savassi 3: 17h10, 20h30 Pátio Savassi 4: 17h50, 21h10 Pátio Savassi 5: 14h50, 18h30, 21h50 Pátio Savassi 6: 15h50 (*), 19h10 Ponteio Premier: 12h20, 15h15, 18h15, 21h10 Via Shopping 4: 12h, 15h (*), 18h, 21h (*) Sessões dubladas
em cartaz 7 DIAS EM ENTEBBE (7 Days In Entebbe, Reino Unido, 2017, 1h47, 12 anos) Dir. José Padilha. Com Daniel Brühl, Eddie Marsan, Rosamund Pike. Quatro sequestradores pró-Palestina raptam um avião repleto de judeus, em represália à prisão de cidadãos palestinos. Israel organiza uma operação de resgate aos reféns, sequestrados para a cidade de Entebbe, em Uganda. BH Shopping 10: 14h20
BH Shopping 8: 22h15 Cidade 1: 14h e 18h50 Del Rey 6: 13h40, 15h50 Diamond 2: 16h30, 19h, 21h40 Pátio Savassi 6: 22h20 Pátio Savassi 6: 13h20, 22h20 Ponteio 3: 14h30, 16h40
ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Renata Cabral. Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados. Belas 3: 14h, 16h, 21h10
BASEADO EM FATOS REAIS (D’Après une Histoire Vraie, França, 2017, 1h40, 12 anos) Dir. Roman Polanski. Com Emmanuelle Seigner, Eva Green, Vincent Perez. Uma escritora de sucesso inicia uma relação amorosa com uma admiradora que, pouco a pouco, vai literalmente controlando a sua vida com uma crescente violência física e psicológica. Belas 2: 16h40 Belas 2: 11h(Clube do professor. Sessão somente para professores cadastrados), 16h40
COM AMOR, SIMON (Love, Simon, EUA, 2018, 1h49, 12 anos) Dir. Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel. Aos 17 anos, Simon leva uma vida comum, mas sofre por esconder de sua família e amigos que é gay. Tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos cole-
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maioria deles, possuem carro, moto, celular, e nem por isso deixaram de ser indígenas. Eles plantam como índio, namoram como índio, trabalham como índio, vivem sua cultura. Mas a tecnologia chegou para eles também. E desmistificamos ainda uma série de preconceitos, de que índio não trabalha e não são sofisticados. O índio trabalha muito”, diz o diretor. O terceiro ponto é com relação a invasões sofridas pelas aldeias. “Tem a questão dos madeireiros, que invadem a terra dos indígenas. São ocupações ilegais, e a polícia acaba não agindo, não faz nada para cumprir a lei. A tecnologia os ajuda a tirar fotos dos caras e subir essas imagens nas redes sociais.Auxilia para fazer denúncias, para que a Polícia Federal possa agir”, comenta. Bolognesi confessa que nãoconheciamuito a respeito dos Paiter Suruí antes de ter contato com a tribo. “Tinha lido alguns livros. Sabia muita teoria. Mas foi convivendo com eles que aprendi quem são mesmo. Com a câmera eu tentava captar essa poesia, esse modo de viver deles, que é algo muito rico, produtivo e interessante”, salienta o cineasta.
gas de classe, anônimo, na internet. Diamond 2: 13h10 Pátio Savassi 4: 15h15
CONSTRUINDO PONTES (Brasil, 2016, 1h12, livre) Dir. Heloisa Passos. Documentário mostra a relação da cineasta Heloisa Passos e seu pai, o engenheiro civil Álvaro. Ele trabalhou em construções importantes durante a ditadura militar. Nos dias de hoje, filha e pai discutem a situação passada e presente do Brasil. Belas 3: 17h50
DE ENCONTRO COM A VIDA (Mein Blind Date mit dem Leben, Alemanha, 2018, 1h51, 14 anos) Dir. Marc Rothemund. Com Kostja Ullmann, Anna Maria Mühe, Jacob Matschenz. Sem contar para ninguém que praticamente não enxerga nada, Saliya põe em prática seu sonho e começa a trabalhar em um hotel de luxo. A situação complica quando ele se apaixona por Laura, sendo difícil manter a cegueira em segredo. BH Shopping 7: 21h30
DEIXE A LUZ DO SOL ENTRAR (Un Beau Soleil Intérieur, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Claire Denis. Com Juliette Binoche, Philippe Katerine, Xavier Beauvois. Artista parisiense, Isabelle é uma mãe divorciada e solteira que está à procura de um amor na romântica capital da França. Desta vez, ela deseja vivenciar um amor verdadeiro. Ponteio 4: 14h30, 19h
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CINEMA EXORCISMOS E DEMÔNIOS
REPRODUÇÃO
(The Crucifixion, EUA, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Xavier Gens. Com Sophie Cookson, Brittany Ashworth, Corneliu Ulici. Quando um padre é sentenciado à prisão após a morte de uma freira em que praticou um exorcismo, uma jornalista investigativa se esforça para desvendar o caso. BH Shopping 1: 13h30 BH Shopping 10: 19h50 Big 4: 16h (*) Boulevard 2: 17h40 Cidade 6: 15h, 19h (*) Contagem 8: 16h40, 21h15 (*) Del Rey 1: 14h30, 18h40 (*) Estação 5: 15h40, 20h20 (*) Itaú Power 4: 16h30 (*) Minas 6: 19h15 (*) Pampulha 4: 14h, 17h40, 21h20 (*) Paragem 4: 20h40 Partage Shopping Betim 7: 14h (*) Pátio Savassi 3: 13h, 15h Via Shopping 5: 18h30 (*)
mostras GRANDES NOMES DO KUNG FU (*) Neste sábado (28) 14h “O Dragão Chinês” (Hong Kong, 1971, 1h55, 14 anos) Dir. Wei Lo e Chia-Hsiang Wu 18h45 “Police Story” (Hong Kong, 1985, 1h46) Dir. Jackie Chan e Chi-Hwa Chen 20h45 “Meu Querido Guarda-costas” (China/Hong Kong, 2016, 1h39) Dir. Sammo Kam-Bo Hung
(*) Sessões dubladas
OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. BH Shopping 8: 13h20 Cidade 5: 16h10 Contagem 4: 14h45 Del Rey 7: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Itaú Power 1: 15h40 Minas 5: 16h10 Monte Carmo 3: 16h35, 20h40 Norte 3: 14h15 Paragem 4: 16h20, 18h30
O HOMEM DAS CAVERNAS (*) (Early Man, Reino Unido/ EUA/ França, 2018, 1h29, livre) Dir. Nick Park. Nos tempos em que os dinossauros e mamutes ainda percorriam a face da Terra, um homem das cavernas une sua tribo contra um inimigo da Idade do Bronze para tentar vencê-lo em uma grande batalha. BH Shopping 9: 12h, 14h Partage Shopping Betim 6: 13h, 15h
(*) SESSÕES DUBLADAS JOGADOR Nº 1 (Ready Player One, EUA, 2018, 2h20, 12 anos) Dir. Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Olivia Cooke. Num futuro distópico, as pessoas não tem interesse no mundo real, dando preferência à realidade virtual do jogo Oasis. Nele, Wade e seus amigos precisam encontrar três chaves para ganhar um prêmio de valor inestimável. BH Shopping 10: 16h50 BH Shopping 9: 20h20 Boulevard 5: 16h, 21h20 Contagem 8: 14h, 18h35 (*) Estação 6: 13h45 (*) Pátio Savassi 2: 19h20, 22h15 (*) Sessões dubladas
A LIVRARIA (The Bookshop, Espanha/ Reino Unido/ Alemanha, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Isabel Coixet. Com Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson. Em 1959, uma viúva de espírito livre deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria – o primeiro estabelecimento desse tipo na sonolenta cidade litorânea de Hardborough, na Inglaterra. Ponteio 3: 18h45
UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Em uma fazenda do meio-oeste dos EUA, uma família é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, pois o perigo é ativado pelo som. Betim 2: 16h30 (*) BH Shopping 4: 12h45, 15h, 17h20, 19h30, 21h40 Big 4: 14h (*) Boulevard 2: 15h50, 19h30, 21h20 Cidade 6: 13h15, 17h, 21h (*) Contagem 7: 18h40, 20h40 (*) Del Rey 4: 16h50, 18h50, 20h40 Del Rey 4: 16h50, 18h50, 20h40, 22h30 Diamond 1: 15h30 Diamond 6: 22h15 Estação 5: 13h15, 18h10, 22h30 (*) Itaú Power 6: 14h15, 18h45 (*) Minas 2: 14h, 18h30 (*)
Dir. Stella Meghie. Com Amandla Stenberg, Anika Noni Rose, Nick Robinson. Uma adolescente vive cheia de restrições e cuidados devido a problemas de alergia a tudo que se possa imaginar. Mas ela se apaixona pelo garoto que se mudou para a casa do lado. Boulevard 1: 16h, 21h
Circuito dá continuidade à programação 2018 e exibe 6 Curta o longa “Eu Matei Lúcio Flávio” do diretor Antonio Calmon O clássico do cinema policial “Eu Matei Lúcio Flávio”, longa dirigido por Antônio Calmon, é o filme da vez da 17ª edição da mostra Curta Circuito, que este ano tem como tema “Violência no Cinema Brasileiro”. Protagonizado por Jece Valadão, o filme traz Lúcio Flávio, um jovem em busca de ascensão social, e Mariel que ganha fama como um policial do submundo. Após o filme, será exibido um depoimento no qual o diretor fala sobre a produção e curiosidades dos bastidores. O crítico Fernando Oriente participa da conversa com o público. Onde Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537) Quando Dia 30 (segunda-feira), às 20h Quanto Gratuito, mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.
Monte Carmo 3: 14h30, 18h40 (*) Norte 3: 16h15 (*) Pampulha 4: 15h50, 19h30 (*) Paragem 3: 16h40, 21h Partage Shopping Betim 4: 13h20, 15h30 (*) Pátio Savassi 1: 12h30, 14h35 Pátio Savassi 8: 18h50, 21h30 Via Shopping 5: 16h30 (*) (*) Sessões dubladas
MARIA MADALENA (Mary Magdalene, Reino Unido, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Rooney Mara, Chiwetel Ejiofor, Joaquin Phoenix. Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando a sociedade, sua família tradicional e o machismo dos apóstolos, a jovem Maria Madalena junta-se a Jesus de Nazaré em sua missão. Diamond 1: 12h50 Pátio Savassi 2: 16h30
NADA A PERDER - CONTRA TUDO. POR TODOS (Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo, empresário fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da TV Record. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h BH Shopping 6: 13h55, 17h10 BH Shopping 7: 12h50, 15h40, 18h30 Big 2: 13h14, 15h40, 18h50, 20h30 Big 4: 18h05 Boulevard 1: 13h30, 18h30 Boulevard 4: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Cidade 2: 13h, 15h30, 18h10, 20h40 Cidade 8: 13h30, 16h, 18h30, 21h Contagem 2: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Contagem 3: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Del Rey 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h Diamond 3: 17h50 Estação 1: 12h15, 15h, 18h, 21h15 Itaú Power 1: 13h, 18h20, 20h50 Itaú Power 2: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Minas 4: 11h, 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Minas 5: 11h, 13h30, 18h35, 21h Monte Carmo 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Monte Carmo 2: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Norte 2: 13h15, 15h40, 18h05, 20h30 Pampulha 2: 14h, 16h30, 19h, 21h30 Paragem 2: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Partage Shopping Betim 5: 14h20, 17h20, 20h10 Partage Shopping Betim 7: 19h Pátio Savassi 1: 17h30, 20h50 Pátio Savassi 8: 12h40, 15h30 Via Shopping 1: 11h, 13h25, 15h50, 18h20, 20h50 Via Shopping 2: 11h, 13h40, 16h10, 18h40, 21h10
PANTERA NEGRA (*) (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. No entanto, quando um inimigo antigo reaparece, o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados quando ele é atraído para um conflito que colocará Wakanda em risco. Boulevard 5: 18h40 Cidade 1: 16h10, 21h Contagem 5: 13h50, 18h40 Itaú Power 4: 18h20, 20h50 Minas 6: 16h40, 21h10
Betim 2: 18h40 e 20h50 (*) BH Shopping 6: 20h10 Big 4: 20h40 (*) Cidade 5: 14h, 18h20, 20h30 (*) Contagem 5: 16h30, 21h20 (*) Del Rey 1: 16h30, 20h30 Del Rey 7: 22h50 Estação 6: 16h50, 19h15, 21h45 (*) Itaú Power 6: 16h30, 21h (*) Minas 2: 16h15, 20h45 (*) Monte Carmo 4: 16h20, 18h30, 20h40 (*) Pampulha 3: 16h50, 19h, 21h10 (*) Norte 3: 18h10 (*) Paragem 3: 14h20, 18h50 Partage Shopping Betim 3: 22h10 (*) Partage Shopping Betim 7: 16h20, 21h50 (*) Pátio Savassi 2: 14h Via Shopping 5: 20h40 (*)
(*) Sessões dubladas (*) Sessões dubladas
PEDRO COELHO (*) (Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e dentro da casa do Mr. McGregor, com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea. BH Shopping 1: 15h30 Betim 2: 14h30 Boulevard 5: 14h Cidade 3: 12h e 14h45 Cidade 3: 14h45 Contagem 7: 14h40, 16h40 Del Rey 4: 14h40 Diamond 6: 13h30 Itaú Power 4: 14h30 Minas 6: 14h40 Monte Carmo 4: 14h20 Pampulha 3: 13h, 14h55 Paragem 4: 14h20 Partage Shopping Betim 3: 13h50 Pátio Savassi 4: 13h10 Via Shopping 5: 14h30
SUBMERSÃO (Submergence, EUA, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Wim Wenders. Com James McAvoy, Alexander Siddig, Alicia Vikander. Danielle é uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio: a descida ao abismo Ártico. James é um empreiteiro acusado de ser um espião que irá se unir à moça para ajudá-la em sua missão. Belas 2: 14h20 Diamond 1: 12h50 Pátio Savassi 6: 13h20 Ponteio 4: 16h45, 21h05
TUDO E TODAS AS COISAS (Everything, Everything, EUA, 2017, 1h37, 12 anos)
Domingo (29) 16h “O Mestre Invencível” (Hong Kong, 1978, 12 anos, 1h51) Dir. Woo-Ping Yuen 18h “Kung-fu Futebol Clube” (Hong Kong/China, 2001, 1h53) Dir. Stephen Chow 20h “Era uma vez na China” (Hong Kong, 1991, 2h14) Dir. Hark Tsui Segunda-feira (30) 16h “Lutar ou Morrer” (Hong Kong, 1994, 1h43, 16 anos) Dir. Gordon Chan 18h “Love on Delivery” (Hong Kong, 1994, 1h40, 14 anos) Dir. Lik-Chi Lee Terça-feira (1º) 15h “Kung-Fusão” (Hong Kong/China, 2004, 1h39, 14 anos) Dir. Stephen Chow 17h “O Grande Mestre” (Hong Kong/China, 2013, 2h10, 12 anos) Dir. Wong Kar-Wai 19h30 “Os Condores do Oriente” (Hong Kong, 1987, 1h33, 14 anos) Dir. Sammo Kam-Bo Hung 21h15 “Arrebentando em Nova Iorque” (Hong Kong, 1995, 1h44, 10 anos) Dir. Stanley Tong Quarta-feira (2) 15h “O Clã das Adagas Voadoras”, (Hong Kong/China, 2004, 1h59, 14 anos) Dir. Yimou Zhang 17h15 “O Tigre e o Dragão” (Taiwan/ Hong Kong/USA/China, 2000, 2h, 12 anos) Dir. Ang Lee 19h30 “Ip Man: O Grande Mestre” (Hong Kong/China, 2008, 1h46, 14 anos) 21h30 “Herói” (Ying Xiong, China/Hong Kong, 2002, 1h47, 14 anos) Dir. Yimou Zhang Quinta-feira (3) 15h “Comando Final” (Hong Kong/Macau, 2005, 1h37, 16 anos) Dir. Wilson Yip 17h “A 36ª Câmara de Shaolin” (Hong Kong, 1978, 1h55, 14 anos) Dir. Chia-Liang Liu. Sessão comentada pelo cineasta Leo Pyrata 19h45 “Wing Chun – Uma Luta Milenar” (Hong Kong, 1994, 1h36, 14 anos) Dir. Woo-Ping Yuen 21h30 “Mestre Kam: A Lenda” (Hong Kong, 1993, 1h30, 12 anos)
Dir. Woo-Ping Yuen
CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (30) 20h “Eu Matei Lúcio Flávio” (RJ, 1979, 1h37) Dir. Antônio Calmon. Bate-papo após a sessão com o crítico Fernando Oriente. Cinema e Psicanálise (*) Sexta-feira (4) 19h30 “No Intenso Agora” (BRA, 2017, 2h07, 12 anos) Dir. João Moreira Salles
DIREITOS HUMANOS - UM MUNDO ESTÁ POR VIR (*) Sexta-feira (4) 16h “O Estranho” (EUA, 1946, 1h35, 14 anos) 18h “Terra Sem Pão”, (ESP, 1933, 30 min, 18 anos, ) Dir. Luis Buñuel “Noite e Neblina”, (FRA, 1955, 18 anos, 32 min) Dir. Alain Resnais (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CINEMA PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO - ÀS MARGENS DA INDÚSTRIA Neste sábado (24) 18h “A Vingança de uma Mulher” (POR, 2012, 1h40) Dir. Rita Azevedo Gomes 20h “Altas Cidades de Ossadas” (POR, 2017, 0h19) Dir. João Salaviza Domingo (29) 17h “A Fábrica de Nada” (POR, 2017, 2h57) Dir. Pedro Pinho (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.
SOUNDPAINTINGBH Quarta-feira (2) 19h30 CineConcerto de “Tempos Modernos” (EUA, 1936, 1h27) Dir. Charlie Chaplin. Com execução da trilha sonora ao vivo. (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
sessão especial AYRTON SENA – O MUSICAL Dir. Renato Rocha. Com Hugo Bonemer, Victor Maia, João Vitor Silva, Lucas Vasconcelos. Musical sobre a vida do piloto brasileiro será exibido em salas de cinema de BH. O filme do espetáculo será exibido nos dias 1º e 2 de maio (terça e quarta) Pátio Savassi 2: 18h (só na terça) Shopping Estação 1: 21h DIVULGAÇÃO
(*) Sessões dubladas
QUASE MEMÓRIA (Brasil, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Ruy Guerra. Com João Miguel, Charles Fricks, Tony Ramos. Carlos é um homem que se encontra consigo mesmo em um desdobramento do tempo. Um dia, ele recebe um pacote estranho que só poderia ter sido enviado por seu pai, morto há anos. Belas 3: 19h20
RAMPAGE - DESTRUIÇÃO TOTAL (Rampage, EUA, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Brad Peyton. Com Dwayne Johnson, Malin Åkerman, Naomie Harris. O primatologista Davis Okoye compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente. Porém, quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho.
Cineconcerto O projeto Soundpainting BH homenageia na exibição do clássico do cinema mudo “Tempos Modernos”, com reprodução ao vivo da trilha sonora, no Cine Santa Tereza (confira roteiro)
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SEM ESTAÇÃO >Marcas escolhem entre inverno e
verão para apresentar suas tendências durante a última São Paulo Fashion Week (SPFW)
A São Paulo Fashion Week (SPFW), maior semana de moda da América Latina, já há tempos vem endossando o “see now, buy now” (“veja agora e pague agora”) que a moda mundial tanto falou nas últimas temporadas. Nesse sistema, a pressa e o desejo de consumo são mais relevantes, fazendo com que as peças da passarela se alinhem à chegada nas lojas quase imediatamente. Nesta 45º edição, entretanto, os estilistas puderam optar pelo caminho a seguir – e se reorganizaram dentro do calendário fashion. De um lado, marcas como Osklen, Fabiana Milazzo e Apartamento 03 desfilaram o seu inverno alinhadas ao varejo, enquanto outras, como Reinaldo Lourenço, Modem e Ronaldo Fraga, optaram pelo preview de verão 2019, que deve ser colocado à venda a partir do segundo semestre. Entre tendências de frio e calor, o line-up ganhou boas estreias: Beira, da carioca Lívia Cunha Campos, e Handred, de André Namitala; e a mineira Modem, comandada pelos mineiros André Boffano e Sam Santos, mas que optaram por consolidar a marca em São Paulo. Lorena K. Martins
Macacão com ilustrações manuais da LED
T-Shirt de tricô e alfaiataria na Modem
PRESENÇA MINEIRA O time de estilistas de Minas Gerais também teve outros bons representantes e, como um resgate às técnicas manuais – essência puramente mineira –, traduziram a sua essência na passarela. Se, por um lado, André Boffano trouxe detalhes bordados de peças em acetato, com efeito e movimento 3D, Luiz Claudio, da Apartamento 03, colocou propositalmente fios soltos em suas peças, como o terno de seda, lembrando os mesmos fios espalhados pelo atelier de costura de sua mãe, durante a sua infância. O bamba Ronaldo Fraga foi outro a se valer do bordado de forma mais especial, junto ao talento do coletivo de artesãs da Barra Longa – que resiste, por meio do trabalho manual, ao efeito dos danos decorrentes do rompimento da barragem em Mariana, em 2015 (leia mais na página ao lado). Fabiana Milazzo teve a feliz ideia de usar retalhos de tecidos guardados ao longo do
tempo para criar sua coleção, inspirada no Peru. Algumas peças, como as camisetas bordadas à mão, fazem parte do projeto “Mulheres de Renda”, ONG fundada pela estilista para repassar a arte do bordado a mulheres da região de Uberlândia (MG). Da mesma cidade vem o bordado festivo e brilhante de Patrícia Bonaldi (PatBo). Já o moderno Célio Dias e a sua LED – uma das marcas participantes do projeto TOP 5, do Sebrae, combinou materiais sintéticos, combinados a crochês manuais. “Usamos o crochê de forma ousada, inovadora, tornando o trabalho cheio de vida e extremamente atual. É preciso quebrar padrões e reaprender a fazer tudo de uma forma diferente”, pontuou. TENDÊNCIAS Além das marcantes presenças mineiras na passarela, o line-up abalizou uma série de tendências, como esperado. Mais uma vez, as franjas estão em alta, assim como os tons terrosos. A alfaiataria foi outra referência comum entre os estilistas Em termos de padronagem, o xadrez foi o destaque das coleções. E sim, mais uma vez, muitas apresentações mirando a questão da sustentabilidade. A Osklen, por exemplo, trabalhou tecidos ecológicos, feitos de algodão orgânico e reciclado, além das bolsas em couro de pirarucu. Já Fernanda Yamamoto trouxe peças com tingimento natural. Um compilado do que nos espera, daqui em diante, pode ser degustado nas fotos a seguir.
Bordados soltos em 3D na Fabiana Miazzo EYDHERUE
As bordadeiras de Barra Longa (MG) trabalharam na nova coleção de Ronaldo Fraga
FOTOS: AGÊNCIA FOTOSITE
Alfaiataria e tramas na Apartamento 03
Mineiros em terras paulistas
Alfaiataria em padronagens em xadrez foi um dos pontos fortes nas peças de Patrícia Bonaldi
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Artesãs de Barra Longa na passarela Ronaldo Fraga sabe muito bem contar uma história em sua passarela e isso vai muito além de uma tendência passageira correspondente a alguma estação. E nesta edição do São Paulo Fashion Week (SPFW) não poderia ser diferente. O desfile da última quinta-feira (26) foi baseado no desastre ambiental de Mariana, que aconteceu em 2015 – e o estilista usou o episódio para falar de memória e reconstrução por meio das roupas. Batizada de “As MuModa praia chic e com tramas de Lenny Niemeyer
Gloria Coelho se inspirou no filme “Os Incríveis 2”
A Osklen apostou na sustentabilidade com tecidos ecológicos
das”, a coleção foi feita em parceria com as bordadeiras do município de Barra Longa (MG), um dos atingidos pela tragédia. E, mais do que abordar a tristeza da fatalidade, falou sobre a esperança e a vida que pode renascer depois de tudo isso. “Fiquei dois meses ao lado delas e as convidei para bordar os jardins que lá existiam, mas que a lama encobriu. Passado o desastre ambiental, as pessoas estão fugindo para outros lugares e
correndo o risco de um desastre cultural. O bordado conta muito sobre a história de lá”, contou. Na passarela, plantas como espada de São Jorge e comigo-ninguém-pode foram delicadamente bordadas pelo coletivo de mulheres formado em 2017, que engloba cerca de 30 artesãs de 17 a 80 anos. A iniciativa do coletivo é da Associação de Cultura Gerais (ACG), em parceria com a Fundação Renova. NELSON ALMEIDA/AFP
Ronaldo Fraga se inspirou no desastre de Mariana para falar das reconstrução da região
Amapô criou looks a partir de peças de brechó
Peças de tingimento natural na Fernanda Yamamoto
A fuga da cidade e a vida no campo na Cotton Project
Pochetes gigante em retorno triunfal na A. Niemeyer
Sobreposição de top com camisa branca no Reinaldo Lourenço
Alfaiataria leve e colorida com cintura marcada na Lilly Sarti
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Laura Medioli laura@otempo.com.br
O último telefonema ACIR GALVÃO
om 53 anos, Raul era um b o m marido, um ótimo pai, tinha um excelente emprego. Diria que eram uma família bem-estruturada até o dia em que ele mudou. Na verdade foi mudando aos poucos, no temperamento, nas atitudes. Passou a ter uma preocupação excessiva com a aparência, com os cabelos brancos que começavam a despontar e com as vestes formais que o trabalho exigia. Num fim de semana saiu e voltou carregado de sacolas. Comprou tênis, bermudas, camisas polo... Estranharam aquele repentino consumismo, afinal, ele nunca se interessou por roupas, grifes, essas coisas. Depois, vieram as corridas no calçadão. Logo ele, que se lixava com os quilos a mais, com a barriga proeminente e com a dificuldade que tinha para subir três andares. Nunca deu ouvido aos conselhos dela para fazer alguma atividade física, nem que fosse uma simples caminhada na praia. Rindo, ele dizia que sua “ginástica” era o trabalho, subir e descer as escadas do escritório, visitar obras, receber clientes. Gostavam de ir ao cinema, teatro, bons restaurantes. E quando seu time jogava, ele costumava ir ao Maracanã com os filhos.
C
Vascaíno roxo, acabou transmitindo sua paixão aos garotos. Após um tempo, outra mudança, dessa vez radical. E ela percebeu que ele perdia o interesse por esses pequenos prazeres. Os filmes se tornaram maçantes, as peças já não o entusiasmavam mais e, impaciente, tentava convencer os meninos, Tiago e Mateus, de que o Vasco, numa fase ruim, não os merecia na torcida. Também a corrida no calçadão, que iniciara cheio de entusiasmo, começou a rarear. Cada hora inventava uma desculpa para deixar de fazê-la. Ela não estranhou, sabia que aquilo era fogo de palha. O único estranhamento era o silêncio e a ausência que, de repente, tornaram-se constantes. Passou a chegar tarde do trabalho. Um dia o seu chefe ligou perguntando se ele estava bem. Ficou sabendo do acidente e desejava uma pronta recuperação. Ela não sabia o que dizer, afinal, que raios de acidente era aquele? Desconcertada, confirmou tudo. “Sim, ele está melhor. Sim, foi um grande susto... Claro, pode deixar que eu transmito a ele o seu abraço...” Quando ele chegou, partiu pra cima: “Raul, dá para explicar o que está acontecendo?” E ele, nervoso, acabou se abrindo. Disse que a história do acidente foi a maneira que encontrou para justificar suas ausências na empresa. Estava cansado de tudo, do trabalho, da vida, do mundo! E aos gritos, pedia que respeitassem
esse seu momento. Assim ela o viu saindo da casa e de si mesmo. A barba por fazer, o raciocínio confuso, a ansiedade absurda. “Perdi o emprego”, contou numa certa manhã. E daí? Já não aguentava mais tantas cobranças. “Estou de saco cheio, entendeu, Ana Teresa? De SACO CHEIO!” E saiu batendo a porta. Depois disso, as ausências passaram a ser frequentes. Vez ou outra ele telefonava. “Ana, não se preocupe, estou bem, manda um beijo pros garotos...” E desligava: o celular e a família. Ana passou a viver à custa de ansiolíticos. Os meninos iam mal nos estudos, era difícil para eles, adolescentes, absorver essa mudança. Nem o Vasco com
suas vitórias conseguia trazer o pai de volta. Até que, numa tarde, receberam um telefonema. Era da polícia. Raul era procurado como a principal testemunha ocular de um crime violento. A vítima? Sua namorada. – Namorada? – perguntou Ana, abalada com a súbita notícia. Até o momento, nada sabia sobre a garota. Descobriu que tinha 24 anos, era viciada em crack, mais uma vítima do sistema. – Por favor, quero saber de tudo – pediu. E eles lhe contaram, em detalhes. Raul mantinha o caso já havia alguns meses. Por causa dela acabou se envolvendo com o mundo das drogas: cocaína, ecstasy, crack, o
que pintasse. Segundo escutas telefônicas, ele a chamava de “meu amor bandido”, pois sabia da sua estreita ligação com o tráfico. Acreditava que ela – com a sua juventude – lhe trouxesse vida; mal sabendo o que o destino lhe reservava. Nunca souberam ao certo de onde essa moça surgiu; quando descobriram o caso, ela já havia morrido, assassinada de forma violenta pela maior facção criminosa do Rio de Janeiro. Raul estava junto dela, mas conseguiu escapar do cerco. Dias depois, começaram as chantagens. Eles sabiam o endereço da casa, da sua razoável condição financeira e, o mais grave, onde os garotos estudavam. Liga-
vam ameaçando, perguntando onde que o “filho da puta do seu marido viciado” havia se escondido. E queriam dinheiro, muito dinheiro. Sua sogra, Juracy, uma senhora de 77 anos, viúva, também sentia-se acuada, vivendo uma história de terror constante, por mais que tentassem ocultar dela o seu drama. Para pagar as dívidas do filho, acabou se desfazendo de alguns imóveis, sua maior fonte de renda. Os dias passaram tensos, nenhuma notícia. Os meninos deixaram de frequentar a escola, dona Juracy envolta em rezas e sofrimento, e Ana Teresa, sem forças, não sabia o que fazer. Até que, numa noite de chuva, recebeu um telefonema. Chorando, Raul pedia desculpas pelos seus erros, estava muito desorientado. E antes que ela dissesse alguma coisa, ele desligou. Horas depois, soube pela polícia que ele dera fim à sua vida. Por mais que tentasse absorver esse tsunami de acontecimentos, manter o equilíbrio, dar força aos seus filhos, Ana nunca se sentiu tão sozinha e incapaz. Raul, ao se matar, matou a família inteira. História baseada em fatos verídicos, com nomes e localidade alterados. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
WCartagena. Roteiros culturais e culinários na queridinha de Gabo. Págs. 4 e 5 WIntercâmbio. Agência procura empreendedores em Minas Gerais. Página 11 pampulha
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Maceió 40 graus Capital alagoana tem sol quase o ano inteiro e uma gama diversificada de passeios para o turista que curte praia e diversão. Páginas 6 a 8
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paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
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FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Transamérica apresenta novidades Seguindo a estratégia de aproximar ainda mais sua equipe comercial do mercado brasileiro, o Transamérica Hospitality Group (THG) recebeu operadoras, agências de viagens e empresas no último dia 17, no restaurante Ah! Bon, na Savassi, para apresentar as novi-
dades da rede. Diversas operadoras, como Visual, Viagens Master, Snow, Interpool, Território e Primus, marcaram presença. Rosângela Gonçalves, nova diretora de marketing e vendas do grupo, anunciou a implantação do sistema all inclusive no Transamérica Ilha de Coman-
datuba, localizado no sul da Bahia, que começou a operar neste mês. O novo lema é “Já era tudo; agora é all, inclusive”. Na ocasião, Rosângela apresentou seu novo representante na região: a W&L Tour, que atua e desenvolve trabalhos na área desde 2005 sob o comando dos direto-
res Luis Correia e Wagner Cunha. Com mais de 25 anos de mercado, eles trazem na bagagem, passagem por grandes empresas, como rede Bristol de Hotéis, Soletur, Ouro Minas Palace Hotel, Grandarrell, pousada do Rio Quente, United Airlines e rede Windsor.
Rosângela Gonçalves (diretora comercial do Transamérica), Patrícia Nogueira (Instituto Gil Nogueira) e Vânia Dezordi
Adriana Souza Lima (Sâo Gabriel Turismo) entre os executivos André Rossi e André Biagioni (operadora Viagens Master)
Vanessa Moura (Honey Moon), Paulo Testa (Interpool), Wandercy Fonseca (Alfatur) e Fernando Dias (Grupo Master)
Luciano de Souza (Território), Patrícia Nogueira (Instituto Gil Nogueira), Geziel Rosa (Território) e Suel Diniz (Destaque)
O casal Antonio da Matta e Márcia Resende (B&L Travel), Paulo Medina (Snow Operadora) e Marcella Martins (Mappa Turismo)
Vânia Dezordi (Transamérica), Ana Maria (Sobral Turismo), Nicéia Cazarra (Primus Turismo) e Maria Inês (Persona Viagens)
Luís Correia (W&L Tour), Rosângela Gonçalves, Wagner Cunha (W&L Tour), Laísa Souza e Vânia Dezordi (Transamérica)
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EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
PAULO CAMPOS
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
O Visit Britain Malcolm Griffiths (foto), é diretor do órgão no Brasil, que irá promover treinamentos para capacitar os agentes de viagens sobre os destinos do Reino Unido receptivos à comunidade gay, entre eles Londres, Brighton e Manchester. Em paralelo, divulgará os roteiros clássicos, como Windsor, Oxford, Cambridge, Bath, Liverpool e York
Famtour. A operadora ABC Turismo convidou um grupo do agentes de viagens mineiros para conhecer o Rio Quente Resorts; eles viajaram no novo ônibus double deck da empresa GRUPO SAMADHI/DIVULGAÇÃO
Júnior Lopes (sócio), Kimberly (diretora acadêmica), Ed Nelson (sócio) e Scott (diretor de educação internacional) da Broward International University Brazil
Primeira universidade dos EUA no Brasil A Broward International University Brazil promoveu, no dia 24, um café da manhã para imprensa, professores e convidados. A instituição, primeira universidade norte-americana a se instalar no país, conta com um sistema de ensino integrado com as demais unidades Broward e apresenta agora uma escola em BH. O estudante pode fazer os dois anos iniciais em Belo Horizonte e depois cursar parte de seus créditos acadêmicos em qualquer um dos 13 campi espalhados pelo mundo.
Aliança hoteleira Uma nova potência surge no setor de administração hoteleira no Brasil com a aliança firmada nesta semana entre as redes Atlantica Hotels e Vert Hotéis. O novo negócio passa a representar 19 marcas nacionais e internacionais, e prevê um faturamento de cerca de R$ 1 bilhão já em 2018, consolidando-se como o segundo maior do mercado, com mais de 20 mil quartos.
Encontro na Bahia Representantes de hoteleiros e executivos da CVC se reuniram, no dia 21, no Costa Brasilis, para formar um comitê que promova ações para estimular o turismo na Costa do Descobrimento. Participaram do encontro Márcia Bitencourt, diretora comercial do Grupo Samadhi, e o diretor e o gerente da CVC, Claiton Armelin e Fábio Caires, respectivamente.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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Gastronomia (I)
Para almoços refrescantes Para o almoço, após caminhar sob o sol pela cidade colonial, o restaurante Carmen é um refresco. O cardápio tem entradas como a salada Carmen, por 34 mil pesos colombianos (R$ 43), com palmito fresco, manga, laranja e quinoa salteada. Site: carmencartagena.com POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
turismo
Cartagena
Cores que vibram em meio à história e à natureza Roteiros culinários e culturais são apreciadosporturistas em busca de conhecimentoem umcenário descobertohámais de 500anos Pollyanna Brêtas Agência O Globo
Gastronomia (II)
Comida típica e trajes a caráter O Candé investiu em um ambiente colombiano, com funcionárias vestidas em trajes típicos, e a “comida cartagenera”. O almoço é ótima escolha. Para beber, experimente a cerveja Club Colômbia, por 8 mil pesos colombianos (R$ 10) ou suco de corozo (fruta local). Site: restaurantecande.com. POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
O roteiro inicial a Cartagena das Índias é, geralmente, inspirado na riqueza cultural da cidade, declarada Patrimônio Histórico da Humanidade em 1984 pela Unesco. Fundada em 1533 por Pedro de Heredia, a capital do departamento de Bolívar é famosa pela arquitetura colonial espanhola de casas coloridas e cheias de flores. Estrategicamente localizada às margens do mar do Caribe, no norte da Colômbia, a cidade conquista o visitante com seu centro histórico preservado e cercado pela fortificação que protegeu da invasão de piratas um dos portos mais importantes da coroa espanhola no período colonial. A visão da cidade murada, com forte presença da cultura negra, é o desenho exato do cenário ambientado no ro-
mance “O Amor nos Tempos do Cólera”, de Gabriel García Márquez. Poroutrolado, a cena gastronômica, que faz parte do espírito cultural de Cartagena, é riquíssima e raramente aproveitada pelos turistas em sua plenitude.
Tradição das ‘palenqueras’ Em um raio de 2 km dentro da cidade murada, provam-se alguns dos melhores temperos da cozinha caribenha e internacional. Passeandopelasruas,entreastradicionais “palenqueras” –vendedoras de frutas com seus trajes típicos – , vive-se o resgate da herança cultural africanapelosabor,peladoçura e pelo colorido das frutas frescas, vendidas por descendentes diretos dos escravos. Em casarões centenários ou mesmo instalado em um presídio feminino, restaurantes de diversas origens oferecem uma temperada e rica experiência gastronômica.
Centro histórico preservado é uma das atrações no destino
E, com guias especializados, percorre-se Cartagena saboreando elementos transformados por García Márquez em marcos narrativos de seus livros mais celebrados. Do ponto mais alto da cidade, no topo da colina de San Lázaro, o Castelo de San Felipe de Barajas domina boa parte da paisagem com visão panorâmica. A construção do século XVII é um incrível exemplar da arquitetura militar espanhola na América Latina e um dos principais pontos de defesa da cidade, encerrando a proteção em seus muros e prisões. Cartagena também é escultura viva de beleza natural exuberante, com ilhas próximas, como a Isla Baru, que oferecem o cenário de Caribe e são perfeitas para relaxar e praticar esportes aquáticos. POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
MARIO CARVAJAL/FOTUR/PRO-COLÔMBIA
Gastronomia (III)
De carnes até frutos do mar Castelo de San Felipe de Barajas, no alto da colina de San Lázaro, se destaca
O El Santísimo tem opções variadas de massas, carne vermelha, frango, peixe e frutos do mar. A dica é o prato La Encomienda de Pacha Mama, um ceviche ao molho de mostarda com patacones. Entrada, prato principal e sobremesa: 100 mil pesos colombianos (R$ 126). Site: elsantisimo.com POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
Em La Isleta, mar calmo é ideal para praticar esportes aquáticos e observar peixes coloridos
Praias famosas estão a cerca de uma hora do centro POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
Embora Cartagena esteja localizada em pleno Caribe, as praias que encontramos no continente não nos fazem sentir no paraíso de águas cristalinas. Por isso, a experiência em praias insulares é uma ótima pedida. Uma das mais próximas é Isla Baru, a 45 km ao sul de Cartagena. Por terra, pode-se chegar de ônibus de linha regular, fretado, ou de táxi, que geralmente cobra 250 mil pesoscolombianos (R$ 315) pelodia. O mais indicado aos turistas é o ônibus fretado.
Há passeios privados, de barco para praias. Ir a La Isleta custa de 250 mil pesos colombianos por pessoa (R$ 315), com o grupo Aviatur (aviaturecoturismo.com). O trajeto de uma hora de barco parte da Marina de Cartagena às 8h e retorna por volta de 16h, com almoço, bebida e atividades como snorkel e caiaque em cenário deslumbrante: praia com areia brancae fina e água cristalina para observar corais, jardins subaquáticos e peixes coloridos. La Isleta tem praia calma
e águas não muito profundas, com área delimitada que permite ao pais ficarem de olho nos pequenos. Com tanta beleza e silêncio, o lugar é ideal para descansar e recarregar as energias. Se cansar da praia, tem piscina, rede e espreguiçadeira. A praia é ideal para esportes aquáticos, especialmente para mergulho, além de caiaque. A infraestrutura tem piscina de água salgada, jacuzzi, redes, banheiro com chuveiro, e o passeio oferece ótimas refeições. (PB/AG)
Ceviche e Patacones servidos de entrada em passeio à Isla Baru
5W
O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
28 de abril de 2018
CHARLY BOILLOT/PROCOLOMBIA/DIVULGAÇÃO
Gastronomia (IV)
Restaurante em presídio Cartagena esconde entre seus tesouros um restaurante que funciona em um presídio feminino, que só abre para o jantar. As refeições são preparadas e servidas pelas detentas no pátio da prisão San Diego. O cardápio apresenta receitas como ceviche e tabule, fornecidas por chefs colombianos, muito bem executadas e que exaltam a comida típica colombiana. Abre às 19h. A refeição (entrada, prato principal, sobremesa e bebida) custa 90 mil pesos colombianos (R$ 114). Site: restauranteinterno.com. POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
Gastronomia (V)
Nas rotas de Gabriel García Márquez O escritorGabriel García Márquez, prêmio Nobel de Literatura, viveu dois anos em Cartagena das Índias, entre 1948 e 1949. Alguns de seus romances mais celebrados, como “O Amor nos Tempos do Cólera” e “De Amor e Outros Demônios” foram ambientados na cidade histórica. Um roteiro literário e gastronômico oferece um mergulho nas receitas experimentadas pelo autor, citadas, de alguma forma, em suas obras. O percurso de 1,5 km do Tour Gastronômico Gabriel García Márquez passeia pela atmosfera da cidade, marcada pela religiosidade e pela forte presença da cultura dos escravos africanos, por meio do olhar do escritor. O programa, de três horas, custa 250 mil pesos colombianos por pessoa (R$ 313), com refeição incluída. Em Cartagena, Gabo levava uma vida frugal, e o passeio reflete essa simplicidade.
Banca de relíquias A primeira parada é uma aula de literatura de Gabo, na livraria Trindade, na torre do Relógio. A banca literária guarda relíquias como primeiras e raras edições de
“Cem anos de solidão” e “O Amor nos Tempos do Cólera”. É possível adquirir obras autografadas pelo autor por 240 mil pesos colombianos (R$ 300). O Portal de los Dulces é a segunda parada. A referência literária está nas páginas de “O Amor nos Tempos do Cólera”. Na Dulcería de dona Mercedes, a produção é caseira e inspirada na França. Experimentamos um espetacular doce de leite, seguido de doce de mamão e da inesperada barra de gergelim. Em seguida, passamos às frutas frescas vendidas pelas “palenqueras”. Fortes referências nas obras de Gabo, a elas estão por toda a cidade. A tradição é passada de geração em geração. Na rua de Nuestra Señora del Landrinal, visitamos dona Rosa. Lá experimentamosmanga, melancia e outras frutas deliciosamente doces. A bandeja custa 3 mil pesos colombianos (R$ 4). E na Gelateria Paradiso (Ruade la Estrella, esquina com Carrera 5 Calle 36), a pedida são os sorvetes de coco, de manga, de zapone (com sabor parecido ao domamão) e de kola com leite. (PB/AG)
Jantar na praça São Pedro Na praça San Pedro, em frente à igreja de mesmo nome, o restaurante e café San Pedro é boa opção para o jantar. Na sobremesa, optamos por um cheesecake de coco. O menu é diversificado, com entrada, prato principal e sobremesa: e sai por 80 mil pesos colombianos (R$ 100). POLLYANNA BRÊTAS/AGÊNCIA O GLOBO
Quem leva Operador: Latam Travel Informações: BH Shopping (31-3286- 3999), Diamond Mall (31-2533-0933), Boulevard Shopping (31-2515-3310) eMinasShopping(31-3245-5718) Inclui: Aéreo, traslado e sete noites no Casa Canabal Hotel Boutique a partir de R$ 2.650 por pessoa, em ap. duplo, com taxas.
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
turismo
Piscinas naturais atraem turistas de todas as partes
Nordeste
Todos os tons de azul nas praias de Maceió Berço de importantes figuras, tais comoomarechalDeodorodaFonseca e Graciliano Ramos, capital alagoana tem turismo de aventura e histórico Maurizio Belli Agência O Globo
Com praias urbanas de piscinas naturais de águas cristalinas, a cidade de Maceió emociona com os tons do mar, entre verde-esmeralda e azul-turquesa. Mas nem só de mar vive a capital de Alagoas: sua gastronomia oferece uma mistura de sabores, e a vida noturna é intensa. O melhor período para visitar Maceió é o verão, com o tempo firme até março. De maio a junho chove mais, mas não se preocupe: o mar é bonito o ano inteiro. Em muitos lugares a natureza é selvagem, e não faltam opções de ecoturismo, turismo de aventura e turismo histórico. No Estado, Maceió, Paripueira, Barra de Santo Antônio, Passo de Camaragibe, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras, Japaratinga e Maragogi fazem parte da Área de Proteção Ambiental (APA) Costa dos Corais, fundada em 1997 e quese estendedo litoralnorte alagoano ao Sul de Per-
nambuco. É a maior unidade de conservação federal marinha do Brasil, com pouco mais de 400 mil hectares e 130 km de corais que só existem aqui e na Grande Barreira de Corais da Austrália. Pela região, o litoral é emoldurado por coqueirais de origem africana, de Guiné e Cabo Verde, que chegaram à Bahia por naus e caravelas e logo se espalharam por toda a costa brasileira. De fato, o passeio por Alagoas também leva a uma viagem pela história brasileira. Berço de figuras comoo primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, o escritor Graciliano Ramos e Aurélio Buarque de Holanda, o pai do famoso dicionário, o Estado foi ainda palco das lutas de Zumbi, Dandara e os quilombolas de Palmares. As praias de Cruz das Almas, Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara oferecem um cenário que encanta em plena capital, Maceió. Os carros param para deixar passar os pedestres que circulam no calçadão, e as pessoas caminham sorrindo.
Algumas barracas na orla de Maceió permitem que o cliente compre peixe fresco ao lado e leve para cozinhar. É o caso da barraca da Betânia, há mais de 20 anos ali Exatamente por isso, um dos programas mais interessantes é caminhar pela orla, sentarnuma dasbarracas, pedir uma água de coco e saborear um prato de frutos do mar ou uma tapioca. Quiosques e restaurantes oferecem comidas variadas. Vale a pena também uma visita à feirinha de artesanato de Pajuçara, ótimo lugar para comprar lembranças. Um passeiode jangada a vela – conhecida como “latina” e que chegou ao Brasil com os portugueses – é outro programa imperdível na orla de Pajuçara. Em dez minutos se chega às piscinas naturais em frente à praia, onde se pode relaxar na água, tomar um drinque e comer peixes e frutos do mar feitos na hora.
SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
Onde comer Café de la Musique. Rodovia AL–101 Norte KM 10, Pratagy. cafedelamusiquemaceio.com.br Casa de Mainha. Rua Eng. Demócrito Sarmento Barroca, 80, Pajuçara. restauranteca sademainha.com Kanoa Beach Bar. Travessa Doutor Antônio Gouveia 25, Ponta Verde. Telefone: (82) 99612-4831. Lopana. Avenida Silvio Carlos Viana, 27. lopana.com.br Picuí. Av. da Paz, 1.140, Jaraguá. Tel: (82) 3223-8080. Mergulho entre corais e peixes coloridos em Maragogi é um dos atrativos
turismo
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NENO CANUTO/GOVERNO DE ALAGOAS
Quem leva Pacote (I). De 12 a 20/5; Inclui: Hospedagem no Lagoa Mar Hotel, com café da manhã, aéreo, traslado e passeios pela cidade e pelo litoral sul, incluindo a praia do Francês, a partir de dez parcelas de R$ 147. O valor é por pessoa. Consulte o seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual. Pacote (II). De 10 a 14/10; Inclui: Hospedagem no Hotel Ritz Lagoa da Anta, com café da manhã, aéreo, traslado e city tour e litoral sul, a partir de R$ 1.760 mais R$ 60 (taxa de embarque), divididos em até dez vezes. Duas crianças de até 12 anos no quarto dos pais não pagam. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu. PEI FON/ SECOM MACEIÓ
Sem pressa em São Miguel TREND CRIATIVA/DIVULGAÇÃO
Distante 93 km de Maceió, São Miguel dos Milagres até hoje mantém um aspecto de exclusividade. Conta-se que um pescador muito doente encontrou um pedaço de madeira na praia. Limpando-o, reconheceu a imagem de São Miguel Arcanjo. O pescador tinha uma ferida na perna, que se curou, assim que ele acabou de limpar a imagem. Começaram a chegar pessoas clamando outros milagres, e assim a cidade passou a se chamar de São Miguel dos Milagres. A dica é sair bem cedo de Maceió para aproveitar a viagem e chegar à cidade quando a maré estiver baixa, ideal para o passeio de jangada, que pode ser contratado na associação dos pescadores na praia. As embarcações ficam bem perto da areia, e o passeio completo dura de duas a três horas. A comunidade de pescadores atende com carinho, o que deixa o passeio ainda mais interessante. Importante: leve a máscara de mergulho
Pelo caminho, renda ‘filé’, beiju e sereia
Pajuçara é uma das praias mais badalas de Maceió SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
Renda ‘filé’ do Pontal da Barra é uma das atrações turísticas mais procuradas
Outra visita interessante é ao bairro das rendeiras, o Pontal da Barra, às margens da lagoa de Mundaú. A tradição bicentenária forma uns dos principais redutos de artesãos do Estado. Conta com cerca de 200 lojas, nas próprias casas, onde é possível encontrar peças da tradicional “filé”, renda tecida com uma técnica especial tradicionalmente alagoana. Famílias inteiras sentam-se no chão: mães, avós e filhas, com seus bebês dormindo na sombra, todas tecendo, numa mesma conversa animada. No bairro de Riacho Doce, famoso point da juventude dos anos 70, há mais de 25 casas de farinha, produzindo comidas típicas indígenas, como pé de moleque, beiju de tapioca e bolos à base de coco e farinha de mandioca, uma arte centenária típica deste bairro. Junto a ele está a praia da Sereia, cartão-postal da região, onde o monumento de uma sereia branca encravado em um recife próximo à costa se ergue sobre as águas. (MB/AG)
São Miguel dos Milagres é destino de exclusividade e calmaria
com snorkel para aproveitar a visão na água. Para ficar mais seguro, sapatilhas náuticas também são úteis. As piscinas são lindas, com muitos peixes e grande variedade de corais. A água é transparente e bem morna.
Santuário Depois do passeio em São Miguel dos Milagres, é quase obrigatória a visita à
Associação Peixe-Boi, em Porto de Pedras e a seu santuário de preservação, no rio Tatuamunha. Os peixesboi foram dizimados pelos padres jesuítas com a chegada das caravelas, porque sua gordura servia para fazer óleo e candeeiros para iluminar as casas. Atualmente, é o mamífero aquático mais ameaçado de extinção no Brasil, restando
apenas cerca de 500 exemplares. Há cinco anos a associação trabalha a educação ambiental e atende a turistas de todo o Brasil e do exterior. São permitidos no máximo 70 visitantes por dia, em jangadas com capacidade para até sete turistas. Os passeios duram em média uma hora, começam às 9h30m e todos devem sair do rio até as 16h. Não é permitido mergulhar perto dos peixes, mas pode-se tomar um banho relaxante nas águas do rio, longe deles, e passear nos manguezais. Outro passeio muito interessante, pela estrada litorânea, fica rumo ao litoral sul de Maceió. A 33 km da capital, depois da Barra de São Miguel, está a praia do Gunga, cercada por um imenso coqueiral. É possível curtir a praia no encontro do mar com a lagoa do Roteiro ou fazer um passeio de barco até os grandes bancos de areias que se formam na foz. (MB/AG)
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
turismo JUAN CELA/ECO SCUBA
Aeroportos
Confins em segundo lugar O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte conquistou a segunda colocação entre os melhores do país, de acordo com a Pesquisa Trimestral de Satisfação de Passageiros, realizada pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. De acordo com os resultados, a nota geral do aeroporto atingiu 4,62 (em uma escala de 0 a 5). Em primeiro lugar, ficaram empatados os aeroportos de Curitiba e Guarulhos. MOISÉS SILVA 18.10.2017
Alagoas
Cinco atrativos que são imperdíveis Programas abarcamopções de dia e à noite para quem gosta deexplorar, mergulharem meio ao marou saber maissobre a história e a culturalocais Maurízio Belli Agência O Globo
Famosa pelo sol e por suas belas praias, Maceió tem programação o dia inteiro. E à noite também. Além de muitos bares, o fim de tarde é animadonos quiosquesdaorla. Em Ponta Verde, Lopana e Kanoasãoalguns dosmaisconhecidos. Jatiúca, polo gastronômico, concentra as melhoresbaladas:aantigaavenida Amélia Rosa é conhecida porsua vidanoturna, combares como Armazém Guimarães e o Boteco Praia.
Para quem gosta de música, há o famoso Café de la Musique, beach club que fica na Reserva Pratagy, à beira do rio Meirim, que forma uma pequena lagoa entre a terra e o mar. A arquitetura do lugar, a cerca de 15 minutos do centro, é sustentável, com materiais reciclados e reutilizados, como tubos de aço de perfurações petrolíferas, bambus e madeiras de reflorestamento e telhas térmicas feitas à base de rejeito de cana de açúcar. A programação tem atrações nacionais e internacionais.
Mergulho entre corais na famosa praia do Francês Marechal Deodoro. A praia fica a cerca de 20 km de Maceió, no município vizinho. De um lado da praia há muitos bares, e a maré calma é convidativa para um passeio em família. Tours de barco ou de banana boat podem ser contratados. Para os amantes do fundo do mar, um mergulho entre corais revela as belezas da costa de Alagoas. Do outro lado, já com ondas mais fortes, o cenário da praia é propício aos espor-
tes de aventura, como o surfe. Como chegar. Se você for de carro, o caminho é seguir pela AL-101, no sentido sul, e entrar à esquerda no trevo de Marechal Deodoro. Caso a preferência seja ir de ônibus, vários deles partem das praias de Ponta Verde e Pajuçara. Empresas e receptivos também oferecem serviço de traslado até o local.
ARQUIVO SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
Praia do Gunga
Porto Alegre
Passeio de barco. A praia do Gunga fica em uma península. De um lado, o encontro do mar com a lagoa do Roteiro. Do outro, as formações rochosas com uma variedade de cores que vai do dourado a tonalidades de cinza, marrom, terracota e vermelho. Vale muito a pena alugar um buggy com motorista ou mesmo moto ou quadriciclo. As areias coloridas das falésias são usadas como matéria-prima para a fabricação das garrafinhas com desenhos coloridos.
Gastronomia do Brasil O festival Fartura: Comidas do Brasil em Porto Alegre acontece nos dias 5 e 6 de maio, no shopping Boulevard Laçador, e é uma oportunidade de experimentar um pouquinho de cada região do Brasil. Porém, em cada cidade que o evento passa, a curadoria procura valorizar e prestigiar a gastronomia local. Na capital gaúcha, entre os destaques, está a chef Natália Tussi. Para saber mais sobre o festival, acesse: farturabrasil.com.br.
Tiradentes
Festival da cerveja A cidade histórica de Tiradentes, a 191 km de Belo Horizonte, promove, até o dia 30 deste mês, o Trem Bier Festival, a festa da cerveja. O evento contará com cervejarias, circuito gastronômico, bandas, concurso de cerveja em panelas e atrações, como a corrida alcoológica, além de cursos e palestras para os interessados em cervejas artesanais. Mais informações no site trembier. com.br/programacao
SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
Passeando pela história Preservados. Igrejas, museus e casarões do período colonial colorem a cena do centro e do bairro Jaraguá. Para quem gosta de história, a dica é reservar algumas horas do dia e fazer um tour pelos museus Pierre Chalita e Théo Brandão (foto). Em seguida, visite a Catedral Metropolita-
ITAWI ALBUQUERQUE/DIVULGAÇÃO
na, também conhecida como Templo Imperial, porque seu chão foi pisado por dom Pedro II e dona Tereza Cristina, no dia da sua fundação (31 de dezembro de 1859). Além dela, vale a pena a visita até a Igreja do Bom Jesus dos Martírios, referência de arquitetura no Estado de Alagoas.
São Francisco Pela foz do rio. O passeio é feito em confortáveis escunas, que permitem a contemplação das dunas do rio São Francisco no caminho até sua foz. O local é área de preservação de tartarugas marinhas e de pouso de aves migratórias. Partindo de Maceió, o caminho mais fácil é seguir até a cidade alagoana de Piaçabuçu, de onde partem os passeios de barco até o encontro das águas.
WESLEY MENEGARI/SETUR-AL
Praia de Jatiúca Melhor point. Localizada na região central da cidade, a praia surpreende por sua infraestrutura. São hotéis, restaurantes, bares, pista de cooper e de ciclismo e barracas
de praia. A prática do surfe também é bastante comum no local. Caminhada. Ao final da tarde, a orla se transforma em uma
passarela perfeita para a prática de atividades físicas ou simplesmente para apreciar o pôr do sol. A badalação noturna também é certeira nessa região.
turismo
9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
ARQUIVO PESSOAL/DIVULGAÇÃO
Serviço
Aluguel de malas é atitude prática e sustentável Prezando por economia colaborativa, empresário de BeloHorizontecriouoGetMalas,em2013;serviçopodeser contratadoporaplicativoeestáem17cidadesbrasileiras Paula Coura
paula.coura@otempo.com.br
Com pouco espaço em casa e pensando em contribuir para uma economia sustentável, o empresário Tiago Botelho começou a alugar o que não usava com tanta frequência: as malas de viagem. De tamanhos variados e podendo ser levadas diretamente em casa, por meio do sistema delivery, o serviço é contratado por meio de um aplicativo ou no site da empresa. “Uma mala de aluguel
pode ser usada por até 20 pessoas no ano. É uma oportunidade para todos pensarem em uma forma de fazer bem pelo coletivo”, explica Tiago Botelho, proprietário da Get Malas. A empresa, criada em 2013 em Belo Horizonte, já tem atuação em 17 cidades do Brasil. O preço de uma mala de tamanho médio para uma viagem de dez dias custa R$ 87. Especialmente na capital mineira, as pessoas que mais procuram pelo serviço da Get Malas são as que fazem viagens internacio-
nais. “São viagens mais longas, de 12 a 15 dias”, explica Botelho. E se, durante o passeio, a mala sofrer alguma avaria (arranhões ou peças quebradas, por exemplo) e até mesmo for extraviada no aeroporto, fique tranquilo. A empresa não cobra nenhum adicional caso ocorra algum desses imprevistos. “É uma parte chata da viagem que a gente também cuida para o cliente. Basta preencher o formulário de regularidade junto à companhia aérea e nos enviar”, finaliza.
Dubai
DIAMANTINA
Rede Meliá no mercado árabe
Vesperata nos dias 5 e 26 de maio
A Meliá Hotels International acaba de anunciar dois novos hotéis que serão abertos ao longo deste ano nos Emirados Árabes e no Marrocos. O primeiro deles é o hotel Desert Palm Dubai, um oásis urbano com 38 apartamentos, suítes e vilas espaçosas, uma escola de equitação e campos de polo de primeira classe, além de uma completa oferta gastronômica.
Marrakesh
O quinto no Marrocos O segundo hotel da Meliá e o quinto da rede no Marrocos é o Sol Marrakesh. Sob a marca Sol, esse é um resort de férias para famílias. Localizado na área popular de Palmaraie, o empreendimento terá 211 apartamentos, incluindo 25 vilas e seis hectares de áreas internas e externas, onde o hóspede poderá relaxar ou se divertir graças a uma ampla variedade de atividades de lazer.
SAINT GERMAIN/DIVULGAÇÃO
Já começou a temporada de Vesperata em Diamantina. O primeiro espetáculo aconteceu no dia 14 de abril, e o segundo está previsto para este sábado, 28. No próximo fim de semana, dia 5, a rua da Quitanda se prepara para receber os visitantes, com o maestro no centro da via e os músicos nas sacadas dos casarões. Enquanto beberica um vinho, aproveita o friozinho e come uma iguaria local, confortavelmente sentado em uma mesa, o público pode se deleitar com o eclético repertório. Confira as próximas apresentações no site diamantina.mg.gov.br/comeca-emabril-a-nova-temporada-da-vesperata-de-diamantina.
Aéreo
Happy hour
Vagas abertas para Confins
Voo mais refrescante
A Gol abriu inscrições para o processo seletivo de seu programa de estágio 2018. São cerca de 60 vagas disponíveis para trabalhar na sede da companhia e, inclusive, no Aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins. Cadastre-se no site: vagas.com.br/gol_estagio.
A ação Happy Hour Azul, em parceria com a Skol, que ofereceu a cerveja em voos com duração de mais de uma hora entre dez cidades brasileiras durante o verão, inclusive Belo Horizonte, fará parte, a partir de agora até o dia 18 de fevereiro de 2018, de seu serviço de bordo regular.
Os sócios da Get Malas, Travis Higgins e Tiago Botelho; empresa de aluguel de malas tem sede em Belo Horizonte
Saiba também Economia. Alugar uma mala grande, de rodinhas, para uma viagem de dez dias custa R$ 101,50. O valor do produto no mercado, segundo Tiago Botelho, é de cerca de R$ 800 – quantia que poderia
ser usado pelo turista em passeios e experiências gastronômicas, por exemplo. Espaço. Na hora de comprar uma mala é preciso avaliar bem se há como mantê-la em casa, situa-
ção diferente com o aluguel. Disponibilidade. Para saber quais cidades têm o serviço da Get Malas, acesse: getmalas.com.br. No site é possível baixar o aplicativo.
W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
turismo
sala vip (II) W
Visual retoma workshop e faz festa para os agentes FOTOS ROGER BRAYER/DIVULGAÇÃO
Hugo Lagares (novo gerente da unidade da Visual Minas Gerais) e Edson Akabane (hed de vendas da operadora)
Célia Costa, Vinícius Ottoni (GJP Hotels), Assis (Pratagy), Jânio (CBrasil), Fernando Murta e Viviane Ayres (Grand Palladium)
Fernanda Koetz (Brocker), Lilian Zimmer (Laghetto), Fernando Murta, Deiriane Rodrigues e Cinthya Costa (resort La Torre)
Cerca de 250 agentes de viagens de Belo Horizonte e de várias regiões do Estado participaram da nona edição do workshop Visual Turismo, retomado neste ano em grande estilo. O evento, que é tradicional no turismo mineiro, reuniu na Fundação Dom Cabral, dia21, cerca de 40 fornecedores da operadora, entre eles redes hoteleiras, companhiasaéreas, receptivos e destinos nacionais e internacionais. Além de promover treinamentos de capacitação dos agentes, o workshop – comandado pelo novo gerente da Visual em Minas, Hugo Lagares, e pelo head de vendas, Edson Akabane – também teve como objetivo comemorar o Dia do Agente de Viagens, celebrado anualmente no dia 22 de abril. Segundo Akabane, Afonso Louro criou uma filosofia de 32 anos na Visual. O grupo CVC Corp, enfatiza, vem com um portfólio de produtos, de negociação, de solidez, de ferramentas e de tecnologia para darcontinuidade a essa trajetória. “A Visual se consolidou com o produto nacional, eaCVCtrazaforçanointernacional”, acrescentou. Akabane anunciou que a Visual teve um crescimento 63% nas vendas de destinos internacionais em Minas no período de janeiro a abril. “Daqui a três meses teremos uma nova plataforma de tecnologia de vendas que permi-
tirá ao agente de viagens ter mais autonomia, acesso e agilidade, os três ‘A’ de nossa plataforma no site da Visual Turismo”, complementou.
Internacional Para Hugo Lagares, a Visual tem o agente de viagens em seu DNA, e quanto mais capacitado ele estiver, mais preparado estará para vender os produtos nacionais e internacionais da operadora aos clientes. Entre os destinos mais vendidos internacionais, ele cita o Caribe, a temporada de neve na América do Sul e os circuitos europeus.“A presença dos agentes no workshop vem reforçar a força da Visual no mercado. Nós também queremos mostrar aos agentes que a Visual continua da mesma maneira, só que mais forte do que antes”, afirmou. Lagares adiantou o lançamento, em 1º de julho, de um fretamento diurno para Porto Seguro aos domingos e diurno e também de uma campanha específica para os agentes em breve. Para esta nona edição do evento, o espaço de eventos da Fundação Dom Cabral foi dividido entre o workshop e 43 palestras de fornecedores em três salas de apoio, com paradas para coffee break. Depois da rodada de treinamento e negócios, uma festa de congraçamento reuniu todos os participantes.
Da equipe da Visual: Francis Gandra, Luis Cláudio, Bruno Souza, Carol Estanislau, Ricardo Andrade, Fernando Murta e Hugo Lagares
André Matos (TCH), Christiane Simeon (Enotel), Juliana e Gisele (Visual), Margareth Mendes (Amiel), Rafael Galán e Bruno Souza
Ronaldo Linhares (PSP Praia), Rodney Gosling (Tour Code), Melina Kremer (Ocean Palace), Lúcio (PSP) e Fany Almeida (PataChocas)
Vanessa Coelho (Atlanta Viagens e Câmbio) Francisco Campos (WS Viagens), Ana Paula Chagas (Flyvip Viagens) e João Paulo
José Aparício, Ana Paula, Luiz Fabiano (Copa Airlines), Thaís Robert (Magic Development) e Luiz Cláudio Barros (Visual)
André Matos (receptivo TCH), Débora Cruz, Gisele Souto (Vila Galé), Cláudia Maria e Fernando Siqueira (rede Carmel)
Participantes em uma sala de treinamento; 43 palestras de fornecedores em três salas de apoio da Fundação Dom Cabral
Adilson Melo (NCL Corp), Valéria Linhares (Los Cabos), Natália Barbosa (Iberostar), Adriana Machion e Rafael Galán (Surland)
Dunia Gutierrez (Special Tours), Mari, Flávio Gomes (Enjoy), Lucila, Fernanda Teixeira (Aruba) e Angela Martinez (Barceló)
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 28 de abril de 2018
personagem da semana
CVC CORO/DIVULGAÇÃO
Patrícia Zocchio,
diretora da Experimento Intercâmbio Cultural, fala das mudanças no mercado nos últimos anos e do plano de expansão da agência de intercâmbio, hoje pertencente ao grupo CVC Corp, que prevê a abertura de mais quatro lojas em Minas Gerais – nas cidades de Juiz de Fora, Uberaba, Montes Claros e Pouso Alegre – até o final deste ano
Quantos anos a Experimento tem de mercado e qual é seu foco hoje? A Experimento Intercâmbio Cultural possui mais de 50 anos de atuação no Brasil, com foco em educação internacional para brasileiros.
O que mudou na empresa depois de ser adquirida pelo grupo CVC Corp? A possibilidade de parcelamento em dez vezes sem juros. Era um desejo antigo e só com a chegada da CVC Corp podemos realizá-lo. Essa possibilidade, aliás, nos seduziu muito durante a negociação. Hoje, somos um player mais agressivo.
Por quais transformações passou o intercâmbio nas últimas décadas? O intercâmbio se tornou uma das formas de ampliar o conhecimento cultural, aperfeiçoar idiomas, desenvolver a carreira ou até mesmo um hobby, combinando aéreas de conhecimento. Hoje é possível encontrar cursos de curta duração para serem feitos no período de férias, além dos tradicionais, como os programas de ensino médio no exterior, o high school.
Quem é hoje o público-alvo da Experimento? São todos os brasileiros de diversas faixas etárias, que desejam ter sua primeira experiência internacional, dar um up no currículo ou desenvolver a carreira.
O intercâmbio viveu momentos difíceis nos dois últimos anos por causa da crise econômica. Já se pode falar em retomada e crescimento? Cada vez mais motivados pela competitividade no ambiente de trabalho e por uma maior necessidade de diferenciação curricular, é crescente o número de profissionais em busca de sua primeira experiência internacional. Percebemos que esse tipo de produto é anticíclico, ou seja, a procura cresce em momentos de instabilidade.
Quais os países mais procurados para intercâmbio no momento? Canadá, em primeiro lugar, seguido de Estados Unidos e Reino Unido.
Quais os tipos de intercâmbio oferecidos pela agência? Cursos de idiomas em mais de 80 destinos, High School, programa de férias, au pair, formação profissional (em inúmeras áreas como gastronomia, moda, liderança, negócios, engenharia, marketing etc.)e study abroad – intercâmbio e programas universitários.
A Experimento começou seu plano de expansão. Qual é a estratégia daqui para frente? Atenta a uma demanda crescente em diferentes Estados, a Experimento segue o seu plano de expansão com o objetivo de chegar a ampliar sua presença em Estados prioritários do Sudeste. O plano prevê abertura de quatro novas lojas no Brasil até o final deste ano, com atração de potenciais empreendedores que tenham experiência nos setores de viagens, turismo, educação e vendas. As lojas devem ser abertas em cidades mineiras que já concentram demanda por programas de intercâmbio, entre elas Juiz de Fora, Uberaba, Montes Claros e Pouso Alegre.
Qual é o investimento inicial em uma franquia da Experimento e em quanto tempo se recupera esse investimento? O investimento inicial em uma loja Experimento gira em torno de R$ 95 mil, estimativa para reforma de um ponto comercial com no mínimo 40 m². O valor já inclui taxa de franquia e suporte na pesquisa do ponto comercial e na implantação da loja, suporte completo em marketing, comercial e operação; treinamento frequentes na rede, desenvolvimento e atualização constante do sistema próprio da rede e acesso ao portfólio de todos os produtos. A Experimento não cobra royalties. As lojas franqueadas da Experimento costumam movimentar cerca de R$ 100 mil por mês, e o investimento é recuperado, em média, entre 24 e 48 meses.
Qual é o perfil que se espera desses empreendedores? A ideia é que esse franqueado tenha conhecimento de seu mercado de origem, com experiência internacional e vontade de investir num dos mercado de viagens que mais crescem no país.
Wcheck-in/check-out Maior operação no Brasil
Vagas para contratação
O grupo Air France-KLM terá, a partir de maio, a maior operação de sua história no Brasil, com 44 voos por semana, um aumento de 26%. A partir de 3/5, serão cinco voos semanais para Fortaleza, e um a mais em outubro. O Rio de Janeiro terá outras três frequências adicionais no mesmo mês. A oferta anual de assentos disponíveis nessas rotas excederá a marca de 1,3 milhão.
O Royal Palm Hall está com vagas abertas para diversas áreas de atuação. São cerca de cem oportunidades de emprego para o funcionamento do empreendimento, que deve ser inaugurado em junho deste ano. As vagas são para cozinha, manutenção, governança e Alimentos e Bebidas (A&B). Os interessados devem enviar currículo para o e-mail vemcomagente@royalpalm.com.br.
W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
hotelaria FOTOS: TRYP PERNAMBUCO/DIVULGAÇÃO
Ascot
Hotel-fazenda perto de Londres O luxuoso hotel-fazenda Coworth Park irá lançar o Royal Wedding Afternoon Tea, de 1º a 28 de maio, para celebrar o casamento do príncipe Harry e Megan Markle, que acontece no dia 19. Servido na elegante Drawing Room, dentro da Mansion House, o chá terá porções de sanduíches, cones e doces dignos da realeza. Um chá especial e a escolha de um copo de vinho espumante Windsor Estate também estão inclusos. COWORTH PARK/DIVULGAÇÃO
São Paulo
Segurança na hotelaria Acontece no dia 3 de maio, das 9h às 12h, no hotel Gran Estanplaza Serrini (rua Arizona, 1.517, Brooklyn), o 1º Encontro de Segurança de Hotelaria. Entre os temas das palestras estão “Conceitos técnicos e legais relativos à segurança patrimonial” e “Gestão de crise e segurança corporativa”, com Dionísio Campos (Accor) e Diógenes Lucca (fundador do Gate).
Natal
A nova estrela reformulada A GJP Hotels & Resorts concluiu a primeira fase de implantação do Wish Natal, que substitui o Pestana Beach Resort após ampla reformulação de suas instalações. Um dos destaques especiais é a suíte presidencial, espaço 100% remodelado com conceito contemporâneo, atendimento exclusivo e serviços especiais. FERNANDO CHIRIBOGA/DIVULGAÇÃO
Hospedagem
Piscina panorâmica atrai turistas que buscam passar o dia admirando a vista
Mar infinito com luxo e conforto Tryp Pernambuco temtodos os quartoscomvistaparaooceano,além depiscinaqueimpressionaporseu tamanhoevistaparaailhadoAmor mas tem fácil acesso à praia de Boa Viagem, um dos principais pontos turísticos da capital pernambucana. Além disso, fica na saída para a estrada que leva à Porto de Galinhas e é ao lado da Reserva do Paiva e de Cabo de Santo Agostinho.
Franco Malheiro Uma moderna piscina de borda infinita e vista para a ilha do Amor. Sem dúvida, o hotel Tryp Pernambuco, localizado na Grande Recife, em Jaboatão dos Guararapes, e a 12 km do Aeroporto Internacional de Recife, se diferencia por isso. A piscina do Tryp ficou tão famosa que pessoas da cidade estão pagando apenas uma diária para aproveitar a vista. Na área de lazer, além de piscina, o hotel conta também com sauna e cadeiras e poltronas confortáveis para quem pretende passar o dia curtindo e relaxando com a vista. O Tryp Pernambuco é um hotel totalmente novo: a opção ideal para quem deseja viajar a lazer ou a negócios. Para ramo empresarial, o hotel conta com auditórios ideais para congressos e palestras. A arquitetura é moderna e foi projetada por Marco Antonio Boisoi e Everaldo Aquino Santos. A fachada do hotel é coberta por vidro, o que lhe dá um ar mais imponente. O hotel fica próximo à praia de Piedade, em Recife,
Conforto Além da piscina, o hotel conta com mais 120 quartos, todos voltados para o mar. As acomodações são confortáveis, contando com Wi-Fi e itens básicos, como produtos para banho, ar-condicio-
nado, secador e ferro de passar. As janelas são panorâmicas, para aproveitar bem a vista. O café da manhã privilegia a tradição de Pernambuco, principalmente por manter opções regionais, como cuscuz, carne seca, bolo de rolo, mandioca e outras delícias. Além disso, conta com opções tradicionais, como pães, frios e frutas.
Serviço Localização. Fica a 12 km do aeroporto de Recife. Av. Bernardo Vieira de Melo, 8472, Jaboatão dos Guararapes. Valores. Diárias a partir de R$ 147, com check-in às 14h, e check-out às 12h. Um diferencial é que todos os quartos contam com vista para o mar. Informações: (81) 3094-9700 ou reservas. pernambuco@tryphotels. com.br. Além de vista para o mar, quartos têm Wi-Fi, produtos para banho, secador de cabelos e ferro de passar roupas
GJP/DIVULGAÇÃO
Mini-entrevista
Cleber Santos,
gerente de operações do Linx Confins, que foi inaugurado em 2016 pelo GJP Hotels & Resorts “Contamos também com o day use, que disponibiliza hospedagens entre 6h e 20h com tarifa exclusiva e preços a partir de R$ 119”
Desde a inauguração em do Linx Confins, em 2016, como está a ocupação do hotel? Tivemos um alto crescimento desde a inauguração. A ocupação média de 2017 fechou em 70%, e estamos chegando a mais de
Fachada do hotel é toda espelhada, o que causa certa imponência
80%, ou seja, a movimentação permanece sólida, superando as expectativas do mercado regional.
Quando foi inaugurado, o Linx Confins carregava o nome Prodigy e Linx. Porque agora é só Linx? Por uma
questão de padronização de marca e demanda local. Nesse mercado, a bandeira Linx foi a mais indicada, sendo hoje uma unidade com liderança isolada em ocupação em toda a região.
Que tipo de serviço o hotel
oferece para quem vai ao aeroporto? O hotel oferece, no aeroporto, dois totens para reserva de hospedagem ou até mesmo um contato telefônico imediato com a recepção gratuitamente. Dispomos também do serviço de transporte gratuito do aeroporto até o hotel, com vans modernas 24 horas por dia. O hóspede conta com recepção, serviços de bar e de lavanderia e restaurante aberto ao público com café da manhã, almoço e jantar. Os apartamentos são modernos e confortáveis e têm isolamento acústico, sendo imperceptível a proximidade com o aeroporto. Contamos também com academia de ginástica e serviço de camareira. Para atender as necessidades de hospedagens de curta duração, contamos ainda com o day use, que
disponibiliza hospedagens entre 6h e 20h com tarifa exclusiva e preços a partir de R$ 119. É uma opção que serve como apoio para descanso com conforto entre conexões e escalas de maior duração.
Porque os hotéis de aeroporto se proliferam no país? É uma questão de comodidade para o viajante. Hoje, nosso hóspede preza muito pelo conforto, uma boa cama para descansar e internet grátis e de qualidade, além de excelente gastronomia. Nosso hotel oferece tudo isso e muito mais a poucos passos do aeroporto.
Em quais outras cidades a Linx tem hoteis próximos a aeroportos? Além do Linx Confins, no aeroporto de Belo Horizonte, temos o Linx Galeão, no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro.
W Moto. Substituta da Ténéré 660 dá as caras na Austrália. Páginas 22 e 23
FRED MAGNO
W Lançamento. Com visual chamativo, BMW X2 estreia no Brasil. Páginas 18 e 19 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 28/4/2018
W
Aventura ilimitada Casal começa volta ao mundo a bordo de clássica picape da Chevrolet. Páginas 16 e 17
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Fael Boia Nessa Da primeira vez que usei este espaço para contar um caso pessoal envolvendo automóveis, muitos e-mails incentivadores fizeram-me animar a fazer uma nova e despretensiosa incursão na difícil arte da crônica. Alguns ainda devem se lembrar do caso envolvendo o saudoso tio Paulo, que entregou as chaves de seu Corcel II, zero bala, a um vendedor de acessórios e disse a palavra mágica: “Equipa”. O carro saiu da loja parecendo um trio elétrico. Mas essa história já virou lenda e ficou para trás. Hoje, vamos falar de outro tio, apaixonado por automóveis, e tão querido quanto o Paulo: o saudoso Cid Boy. Tio Cid se autode-
nomina “boy” desde que me entendo por gente. E sempre foi um “boy” mesmo. Nos parâmetros que limitavam a caretice dos anos 80, tio Cid já frequentava a academia de musculação do Minas Tênis e desfilava pela cidade num Opala, sempre do ano, vestindo roupas “modernas”, que nem de longe lembravam as de nossos pais, tradicionais e conservadores, mas nem por isso menos amorosos. Cid Boy se destacava da multidão. E sempre foi assim. A chegada dele às festas da família era a mais aguardada. Uma piada nova, o alto-astral e o vigor da juventude eram marcas registradas de sua personalidade. Quando em Belo Horizonte ter uma motocicleta era coisa pa-
WAltas Rodas Foi inaugurado em Belo Horizonte, no último dia 17, a Rede Prime Automotive. Instalada no bairro Calafate, em um galpão
totalmente coberto, de 1.700 m², a oficina especializada em funilaria traz a mais alta tecnologia em reparação automotiva, com
ra poucos, tio Cid já havia presenteado o Alexandre, seu filho, mais conhecido como Bolão, com uma Yamaha YB50 novinha, a coqueluche das motos para os meninos de 15 anos. E assim foi com o Opala 250 S e outros mimos, então vanguardistas para a moçada dos anos 80. Mas não é essa a melhor lembrança que me faz remeter com saudade àquela época. Recordo que tio Cid gostava de viajar de noite, de madrugada, e, na ocasião desse episódio, ele tinha uma perua Vemaguete DKW azul-marinho. Tornouse um hábito sair de BH rumo a Cabo Frio, sempre com a fiel escudeira de toda uma vida, tia Dora, e os filhos Cíntia e Bolão, além do Fael
os melhores e mais modernos equipamentos como, por exemplo, cabines de pintura com pressão positiva e dupla filtragem. Para
Crescemos todos, boas viagens fizemos também, mas a dúvida sobre o porquê de o Rafael ser apelidado de “Boia Nessa” me acompanhava sempre.
marcar o lançamento, a Prime Automotive ofereceu uma confraternização de boas-vindas entre clientes em potencial e convidados.
Boia Nessa, ou melhor, Rafael, um amigo inseparável do tio Cid, que sempre acompanhava a família nas viagens de férias. Em uma bela noite de janeiro, Cid Boy tocava a buzina da Vemaguete na porta de minha casa, e todos nós descíamos para nos despedirmos. Tia Dora sempre animada, com os sanduíches prontos para o lanche na estrada, e os meninos na “cozinha” da Vemaguete, mesma época em que não existia nenhum tipo de fiscalização rigorosa quanto ao transporte de crianças. Uma bagunça de que eu sempre ficava com muita vontade de participar. Seguiam viagem, alegres e felizes para um longo percurso que os levaria, sãos e salvos,
para Cabo Frio. A roda da vida continuava seu ritmo. Crescemos todos, boas viagens fizemos também, mas a dúvida sobre o porquê de o Rafael ser apelidado de “Boia Nessa” me acompanhava sempre. Até que, outro dia, em um encontro com Cid Boy (ainda um jovem), ousei a perguntar sobre isso. Ele, rindo, logo me explicou: a primeira vez que o Fael viu o mar, ficou maluco de alegria. Todos estavam dentro da água quando uma onda forte começou a se formar; mais do que depressa, Fael se virou e disse alto: “Cid, Cid! boia nessa, boia nessa. Daí, nunca mais Rafael deixou de carregar consigo o apelido.
“Temos uma equipe altamente qualificada, buscando atender uma demanda grande das seguradoras junto aos seus clientes, ofere-
cendo um padrão de qualidade diferenciado do atual mercado”, afirmou Márcio Resende, um dos sócios da Prime.
Bernardo, Márcio, Frederico e Guilherme; os quatro sócios-proprietários da Rede Prime Automotive durante a inauguração
Sócios da Rede Prime Automotive, Guilherme e Bernardo em conversa com representante do Grupo Líder Rogério Brasileiro
Da esq. para dir: Márcio Resende (Rede Prime), Paulo (sócio da Ultracar), Eduardo Barreto (Terra Nova) e Alcides (Minas Colt)
Fachada da Rede Prime Automotive; a oficina de funilaria fica na rua Desembargador Barcelos, 345, perto da avenida Silva Lobo
O casal Nicole e Bernardo, acompanhado do pai dele, Nícolas, posam para foto durante o lançamento da loja, no bairro Calafate
Sócio da Rede Prime, Frederico Villaça, em um bate-papo descontraído com representantes da empresa Unifort
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
SAMUEL AGUIAR - 31.08.2012
Serviço
Rodízio
Alinhamento e balanceamento periódicos prolongam a vida útil dos pneus
sem dilemas Entenda mais sobre a troca de posição dos pneus do carro; prática visamanter a segurança do veículo,porém podeser dispensável Da redação Quando notamos que os pneus dianteiros estão mais desgastados que os traseiros, logo pensamos em fazer o rodízio. Mas será que essa prática é sempre recomendada? A grande maioria dos veículos vendidos no Brasil possui tração dianteira. Por isso, os pneus dianteiros sofrem um atrito maior em relação aos traseiros, resultando também em maior desgaste. Quando o moto-
rista percebe essa diferença, acaba tendo a ideia de mudar os pneus de posição para compensar o desgate. No entanto, o conhecido rodízio de pneus só é recomendado para equilibrar o desgaste caso o veículo utilize a mesma medida em ambos os eixos – quanto menor for a diferença de desgaste dos pneus entre os eixos, melhor a estabilidade do conjunto. Assim sendo, o certo é fazer o rodízio quando essa diferença não for evidente. Para isso, ca-
da montadora especifica o prazo e a maneira correta de se realizar o rodízio de acordo com o modelo do carro. Ou seja, é muito importante consultar o manual do veículo para obter essas informações antes de qualquer procedimento. Algumas marcas nem sequer recomendam o rodízio.
Compre um par novo Em outras situações, quando você notar um desgaste excessivo dos pneus dianteiros em relação aos
traseiros, em vez de fazer o rodízio, compre pneus novos. E os instale no eixo traseiro. Isso se deve ao fato de que, em situações de emergência, os pneus traseiros são os grandes responsáveis pela estabilidade do veículo, devendo estar em boas condições de uso. Ao contrário do que se pensa, em uma situação de emergência, desvio brusco ou pouca aderência ao piso, é mais fácil controlar o veículo nos casos de perda de tração na dianteira (se os
pneus mais gastos estiverem lá). Se houver perda de aderência na traseira, como o eixo ali não é possível de direcionar (não há volante), fica muito mais complexo de se recuperar a direção, e o veículo pode rodar.
Outros cuidados É recomendado realizar o balanceamento das rodas e o alinhamento dos ângulos da suspensão e da direção do veículo dentro dos prazos recomendados pelo fabricante do veículo, ou
em casos nos quais se perceba que o veículo está puxando para algum dos lados, ou ainda se estiver havendo desgaste irregular na banda de rodagem dos pneus. A correta calibragem também contribui para uma vida útil maior. Vale ressaltar que, no momento da compra dos pneus novos, é importante se atentar às especificações de carga máxima e velocidade máxima suportada pelos pneus.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
Mitsubishi
L200 Triton com novo visual A Mitsubishi lançou no Brasil a linha 2019 da L200 Triton Sport. Com novo visual, o modelo tem preço entre R$ 120.990 (versão GL MT) e R$ 174.990 (HPE-S AT). A picape agora tem seis versões e traz também como novidade uma central multimídia com tela touch de sete polegadas, compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A motorização da picape japonesa continua a mesma. A L200 Triton Sport usa motor 2.4 turbodiesel, de 190 cv e 43,9 kgfm de torque. MITSUBISHI/DIVULGAÇÃO
Lançamento
Toyota Yaris chega em junho Com lançamento previsto para junho, o Toyota Yaris ganhou um hotsite para cadastro de interessados no Brasil. O novo modelo da marca japonesa será produzido na fábrica de Sorocaba (SP), onde já é fabricado o Etios. Na linha da Toyota, o Yaris ficará acima do compacto e abaixo do Corolla. Primeiro estreia a versão hatch. No ano que vem, chega o Yaris sedã. O modelo deve usar o mesmo motor 1.5 flex do Etios nas versões de entrada, e o 1.8 do Corolla, nas versões top de linha.
super motor
Comportamento
Mary Lou e a saga de um casal
Casal se inspirou na família Zapp, que viaja pelo mundo há 17 anos a bordo de um Graham-Paige, ano 1928
Mineiro e mato-grossense caem na estrada em busca da realizaçãode umsonho: dar a volta aomundo a bordode uma clássica picapeChevrolet 3100 ano 1951 Igor Veiga Junte a vontade de viajar com a paixão por carros antigos uma pitada de aventura e muita coragem. É com essa receita que o geógrafo André Jardim, 40, e a geóloga Júlia Prates, 34, estão prontos para começar a maior e mais ousada aventura do casal: dar a volta ao mundo a bordo da Mary Lou, uma picape Chevrolet 3100 ano 1951 totalmente reformada, mas com motor original. A expedição terá o seguinte roteiro: De Brasília a Ushuaia, na Argentina. De Ushuaia até Prudhoe Bay, no Alaska, passando pela rota pan-americana. Depois, uma “voltinha” básica de leste a oeste dos Estados Unidos até chegar a Vancouver, no Canadá, de onde o casal partirá, de avião, para Vladi-
vostok, na Rússia. Nesta etapa, Mary Lou segue de navio dentro de um contêiner e levará um mês para desembarcar na terra de Vladimir Putin. Até lá, o casal quer “mochilar” pela região. Quando a picape chegar, o casal planeja cortar a Ásia Central pelas estradas no trajeto da famosa ferrovia transiberiana e atravessar a Europa até chegar a Portugal. De lá, Jardim e Júlia partem para Dakar, no Senegal, e seguem para a África do Sul, passando pelo Sudeste Asiático e, enfim, esperam terminar a aventura cruzando todo o litoral da Oceania. Os dois acham que vão levar três anos para chegar ao Alaska e outros sete anos, no mínimo, para concluir a aventura a bordo da picape Chevrolet. “Na descida, a Mary Lou chega aos 70
km/h, mas cada quilômetro percorrido vai ser motivo de comemoração”, brinca Jardim. “Acho que por ter essa natureza meio nômade, meio hippie, é que fico tão atraída por colocar a mochila nas costas e viajar. Já essa paixão por carros eu confesso que não tenho. Minha paixão é pela estrada e, lógico, pelo André”, completa Júlia.
Desapego total Para realizar o sonho de dar a volta pelo globo com a Mary Lou, Jardim e Júlia tiveram que recorrer ao mantra do desapego. Venderam tudo que tinham e largaram seus respectivos empregos no fim do ano passado. “A ideia é morar no carro. Cada um vai levar uma mala com roupa para 15 dias e só. A única coisa que a gente vai fazer às vezes é trocar hospeda-
gem por trabalho”, explica Jardim. A picape, que pertenceu ao pai dele na década de 80, levou dois anos para ser transformada em um completo camper. A caçamba tem uma área de 6 m², rece-
beu cobertura acrílica e tem dentro uma cozinha completa com fogão, pia e freezer. O chuveiro é externo, com sistema de aquecimento solar. A cama fica na funcional barraca de teto.
Você sabia? História. A Chevrolet 3100 foi a primeira picape da GM produzida no Brasil. Ela foi vendida por aqui de 1958 a 1964 e foi substituída pela linha C-10. O modelo teve variantes cabine dupla (Chevrolet Alvorada), perua (Chevrolet Amazonas) e furgão (Chevrolet Corisco). Em 1962, foi reestilizado.
Caçamba ganhou estrutura com fogão a gasolina, freezer e pia
André e Júlia planejaram a aventura por mais de dois anos
Chevrolet
Picape S10 em versão ‘all black’ Idealizada pela Chevrolet nos EUA, a edição Midnight da picape S10 chega ao Brasil seguindo uma nova tendência de estilo: a dos veículos totalmente pretos, incluindo carroceria, frisos e acabamentos, que o deixam com aspecto mais esportivo e provocador. A S10 Midnight custa R$ 166.690 e vem equipada com motor 2.8 turbodiesel, de 200 cv. O câmbio é automático de seis marchas.
Picape apelidada de Mary Lou deve partir rumo a Ushuaia na próxima semana
Armário apertadinho guarda alguns mantimentos, além dos utensílios domésticos
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
FOTOS FRED MAGNO
Modelo tem diferencial de Veraneio Conhecida no Brasil como “Chevrolet Boca de Sapo” pelo formato da grade frontal, a picape 1951 de André tem motor original, com 180 mil km rodados, mas precisou de algumas adaptações. O modelo tem motor 3.5 à gasolina, seis cilindros em linha, com 93 cv e carburação simples (pé de ferro). O câmbio é manual de três marchas com acionamento na coluna de direção. Mas Mary Lou é
boa de golo. Bebe bem, segundo André. “Faz 6 km/L na estrada”, revela ele. A voltagem da parte elétrica da picape precisou ser transformada de 6V para 12V. Além disso, a picape ganhou diferencial do antigo e robusto utilitário Veraneio. Foi fixada uma barra estabilizadora na frente, segundo André, para a carroceria rolar menos nas curvas. Por causa do peso extra, bolsões de ar líquido fo-
ram adaptados à suspensão da picape, que foi repintada na cor verde, bem próxima à do modelo original, importado dos Estados Unidos. Por dentro, o painel ganhou um marcador digital de tensão da bateria auxiliar. O limpador de para-brisa era à vácuo, agora é elétrico. Em prol do conforto, saiu o banco inteiriço em mola e entraram dois bancosde EcoSport comum descansa-braço central. (IV)
Por dentro, praticamente só o banco da picape foi substituído para oferecer mais conforto
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
SsangYong
Modelos a partir de R$ 84.990 De volta ao Brasil, a fabricante sul-coreana SsangYong divulgou a tabela de preços dos quatro modelos que começam a ser vendidos no fim deste mês. O SUV compacto Tivoli custará a partir de R$ 84.990. Ele será vendido em versão única com motor 1.6 de 128 cv e 16,3 kgfm e câmbio automático de seis marchas. A marca irá vender no nosso país outros dois SUVs maiores, o Tivoli XLV (R$ 97.990) e o Korando (R$ 129.990), mesmo preço da picape Actyon Sports. SSANGYONG/DIVULGAÇÃO
Autonomia
Audi revela mais sobre o E-Tron
super motor
Lançamento
BMW escapa da mesmice com o inédito X2 Crossover chega ao Brasil em duas versões, ambas equipadas commotor 2.0turbo de192 cve câmbioautomático desete marchas Igor Veiga De Campinas (SP)
O inédito BMW X2 chega às lojas a partir de amanhã, importado da Alemanha, em duas versões, a sDrive20i GP (R$ 211.950) e a top de linha, sDrive20i M Sport X (R$ 246.950), justamente a que o Super Motor teve a oportunidade de testar. Apesar do nome e de dividirem a mesma plataforma, ele é menor e mais largo e baixo que seu irmão X1, fabricado no Brasil.
Visto de frente, o carro não chama tanta atenção assim, parece mais do mesmo em termos de BMW. As interjeições surgem se o X2 for visto de lado ou de trás. Só assim ficam evidentes as ousadias de design do modelo. Apesar de ser um utilitárioesportivo, o X2 se parece mais com um cupê. Para deixar isso ainda mais claro, a BMW resolveu resgatar o emblema da marca posicionado nas colunas C, algo herdado dos modelos 2000 CS e 3.0 CSL, lendários cupês da fabri-
cante alemã nos anos 60 e 70. A traseira é muito curta e com lanternas bem alongadas, que invadem as laterais do carro. O teto com caimento acentuado e os para-choques pronunciados completam o estilo matador. Por dentro, o espaço é bom o suficiente para quatro adultos. A distância entre-eixos é igual à do X1. No entanto, o X2 ficou mais largo favorecendo o conforto, sobretudo de quem viaja atrás. Prejuízo mesmo só no porta-malas, que tem apenas 370 L, muito pequeno em relação a concorrentes diretos, como o novo Volvo XC40 e o Range Rover Evoque. O capricho no acabamento dispensa comentários e condiz com status de marca
premium da BMW. A central multimídia com tela de 6,5 polegadas, widescreen, e de alta definição salta aos olhos e vem com chip dedicado para internet. Na versão top de linha, o teto conta com revestimento em antracite, enquanto os assentos trazem forração de couro Dakota. Para completar, molduras em alumínio decoram o painel e as portas. Debaixo do capô, não há mudança mecânica entre as duas versões do X2. Ambas são equipadas com motor 2.0 turbo de 192 cv e 28,5 kgfm de torque disponível desde 1.350 rpm. A transmissão é automatizada de dupla embreagem com sete marchas.
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O jornalista viajou a convite da BMW
O novo SUV elétrico da Audi, o E-Tron, terá autonomia para rodar 400 km com uma única carga de bateria. A informação foi revelada nesta semana durante uma apresentação do protótipo do carro, na Alemanha. O Audi E-Tron deve ter um motor que gera o equivalente a 435 cv, ou 503 cv ao usar o overboost. Na Europa, as vendas do novo modelo da marca devem começar em 2019. Não há previsão de chegada do E-Tron ao Brasil.
Airbags mortais
Recomeço providencial A empresa japonesa Takata foi vendida para o grupo chinês Key Safety Systems. A partir de agora, a Takata passa a se chamar Joyson Safety Systems. A mudança de nome é providencial, afinal, a Takata ficou conhecida pelo escândalo dos airbags mortais, que nos últimos cinco anos resultou no recalls de mais de 30 milhões de veículos em todo mundo, inclusive no Brasil. A falha causou 22 mortes e já deixou 180 feridos.
Jaguar E-Pace e Volvo XC40, além do Range Rover Evoque, pintam como rivais do X2
Acabamento interno é muito caprichado com materiais de qualidade indiscutível
Poderia ser melhor equipado Em movimento, nos 300 km de test drive, o X2 pareceu instigante e prazeroso de dirigir. Na estrada, o que mais chamou atenção foi o comportamento dinâmico do carro em curvas. Mais baixo e largo em relação à maioria dos SUVs, o X2 se comporta como um sedã na pista. O bom conjunto mecânico da BMW também colabora para isso. O motor 2.0 turbo enche super-rápido. As
marchas do bom câmbio automático da BMW sobem e descem sem qualquer sinal de “buraco”.Há quemdesmereça o X2 por ser mais um BMW com tração dianteira, e não traseira, como é tradição da marca. No fim das contas, tudo mero preciosismo dos “bimmers” (como são conhecidos os fãs da marca). Vacilo mesmo da BMW é a carência de equipamentos de série no X2, isso em rela-
ção a modelos rivais, como o Volvo XC40 e o Range Rover Evoque. Longe de o novo crossover alemão ser malequipado. Afinal, vem com ar-condicionado digital de duas zonas e um bacana head-up display, que reproduz informações no para-brisa, além de controle de estabilidade e de tração, seis airbags, pneus run-flat, freio de estacionamento eletrônico, sensor de estacionamento
dianteiro e traseiro, câmera de ré e freios a disco nas quatro rodas. No entanto, o X2 não oferece itens básicos para um modelo que custa mais de R$ 200 mil, tal como controle de cruzeiro adaptativo (só tem o convencional), alerta de ponto cego e de colisão e o sistema de frenagem de emergência, por exemplo. O painel de instrumentos também podia ser todo digital. (IV)
Ficha técnica Motor. 2.0 16V, turbo, a gasolina, com quatro cilindros em linha. Potência máxima. 192 cv a 5.000 rpm Torque máximo. 28,5 kgfm a 1.350 rpm Câmbio. Automatizado de sete marchas Peso. 1.460 kg
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
FOTOS BMW/DIVULGAÇÃO
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211.950 BMW X2 sDrive20i GP
Espaço interno do X2 é bom, mas nada que chegue a impressionar
Desenho da traseira e estilo cupê se destacam no visual do SUV Motor 2.0 turbo, de 192 cv, é bem elástico e sobra desempenho
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
super motor
Montes Claros
Transporte
Gincana do Caminhoneiro
Ford lança linha
Montes Claros, no Norte de Minas, será destino certo para centenas de caminhoneiros na última semana de abril. Entre os dias 27 e 29, a cidade sediará a primeira etapa da 28ª edição da Gincana do Caminhoneiro, competição amadora voltada aos profissionais da estrada que vai contemplar o grande vencedor com um caminhão Iveco Tector, na etapa final, no Paraná, em outubro. A disputa é aberta a qualquer caminhoneiro e acontecerá no Posto D’Angelis, no KM 516 da BR–251, das 8h às 18h. IVECO/DIVULGAÇÃO
Cargo 2019 com inédito motor Novafamíliachegaparabrigarpela liderançaentreoscaminhões6x2; focodas vendas será no modelo semipesado2431, com306 cv Márcio Maio Auto Press
A Ford lançou neste mês sua linha Cargo Power 2019 com seis integrantes. Porém, as atenções estão principalmente voltadas para o novo Cargo 2431, um trucado estradeiro, grande “caminhão-chefe” da “manada”. Isso porque o semipesado 6x2 traz um novo motor, que garante acréscimo de 16 cv na potência e ganho de torque de 149 Nm em relação ao
Cargo 2429 6x2, que segue em vendas pela marca. “Nosso objetivo com o lançamento da linha Cargo Power é conquistar a liderança do segmento 6x2 e atingir uma participação média de 25% nos caminhões com chassi rígido”, torce Guilherme Teles, gerente de marketing da Ford Caminhões. A grande estrela do Cargo 2431, com Peso Bruto Total (PBT) de 24 t, é o propulsor Cummins ISB 6.7, capaz de entregar 306 cv em
2.100 rpm e torque de 112 kgfm, disponível numa faixa ampla de 1.100 a 1.900 rpm. Ele trabalha em conjunto com uma transmissão manual de nove marchas ou automatizada Torqshift de dez velocidades. Com esse trem de força, a Ford promete mais agilidade nas retomadas e segurança nas ultrapassagens, com consumo igual ou até menor que os modelos concorrentes. Outro ponto de destaque do novo motor é o sistema de tratamento de emissões com Arla, que tem maior tolerância à variabilidade do combustível e custo total menor comparado aos que utilizam sistema EGR de recirculação de gases. O Cargo Power 2431
traz também aprimoramentos no cardã, no eixo traseiro e na embreagem, reforçados para trabalhar com o torque maior do motor. Tudo fruto de um projeto de engenharia focado na durabilidade e na versatilidade de aplicações – uma regra básica para quem busca clientes que trabalham com seus veículos e, por isso mesmo, normalmente priorizam a relação custobenefício. A marca ainda planejou uma oferta para colocar mais unidades do Cargo 2431 rodando nas ruas nesses primeiros meses de vendas: as primeiras 500 unidades do novo trucado de 306 cv custarão o mesmo preço do modelo de 290 cv.
super motor
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Motor Cummins ISB 6.7 tem 16% a mais de torque, segundo a Ford
Ford 2431 tem câmbio automatizado de dez velocidades (Torqshift)
Linha Cargo terá inédita versão com tração 8x2 A linha de médios e pesados Cargo Power da Ford é composta por seis modelos equipados com o novo motor de 306 cv e capacidade de 17 t a 31 t, com tração 4x2, 6x2, 6x4 e um inédito 8x2, que ainda será apresentado neste ano. A marca também continua a oferecer a opção do Cargo 2429 6x2 com motor de 290 cv, que foi o terceiro mais vendido do segmento no ano passado, com 1.007 unidades – perdeu apenas para o Volkswagen Constellation
Financiamento Estratégia de lançamento. Para as 500 primeiras unidades do Cargo 2431, a Ford venderá pelo mesmo preço do Cargo 2429. A Ford Caminhões também disponibiliza um programa de financiamento subsidiado para toda a linha 6x2 do Cargo, oferecido na modalidade de Crédito Direto ao Consumidor (CDC), com taxa de 0,96% para pagamento em 48 meses, entrada de 20% e 90 dias de carência.
Ford Cargo 2431 será a maior aposta nas vendas da nova linha
24.280 e o MercedesBenz Atego 2426, que emplacaram 2.091 e 1.014 unidades em 2017. Para este ano, a marca do oval azul trabalha com projeção de crescimento de 22% no segmento de caminhões com chassi rígido e estima um avanço de 43,5% no total da indústria, totalizando 74 mil unidades emplacadas até o fim de dezembro. Ao longo do ano passado, foi emplacado um total de 52.069 unidades. (MM/AP)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
super motor
MV Agusta
Moto
Brutale RR em versão especial
Japonesa em exibição mundial
A MV Agusta acaba de lançar nos EUA uma nova versão especial da naked Brutale RR. Com as cores da bandeira norte-americana, o modelo é equipado com motor de três cilindros em linha, de 140 cv, a 12,3 mil rpm e sistema de escapamento triplo. A série limitada e numerada traz, além da pintura tricolor, assento diferenciado a inscrição “America Special Edition” no radiador e no painel. Por lá, a Brutale RR America chega às lojas com preço de US$ 14.998 (cerca de R$ 52 mil). MV AGUSTA/DIVULGAÇÃO
Protótipo Yamaha Ténéré 700 WR começatour pelo mundo eindica comoserá a substitutado modelo 660 Márcio Maio Auto Press
Desde novembro passado, quando a Yamaha apresentou a T7 Concept no EICMA, o famoso salão de duas rodas de Milão, na Itália, começaram as especulações sobre o futuro da suposta nova big trail de média-alta cilindrada da fabricante. A resposta óbvia é que se trata da nova Ténéré 700, possível substituta das já aposentadas no Brasil XT 660R e XTZ 660 Ténéré. Caso se confirme a escalação, a promessa é que o início da produção ocorra ainda neste ano.
A marca nipônica até já levou o protótipo Ténéré 700 World Raid – que estava em Milão em 2017 – para um passeio pela Austrália, em ação nas praias do país. Agora, a expectativa é que uma versão final seja finalmente revelada, ainda no segundo semestre deste ano, com vendas iniciadas em seguida. Antes, porém, uma série de eventos na agenda do World Raid – uma turnê de aventuras da Yamaha ao redor do globo terrestre – servirá para aguçar a curiosidade dos amantes do estilo em aparições do protótipo peças Américas, Europa e África.
De acordo com a própria Yamaha, essa nova geração da bigtrail terá condições de enfrentar todos os modelos oferecidos hoje no segmento, graças ao aperfeiçoamento de sua vocação off-road. Para isso, o chassi é inspirado nas motos utilizadas em competições como o Rally Dakar, em aço mais fino. A altura do assento é mais baixa em relação à T7 original, mas diversos elementos do conceito permaneceram na Ténéré 700 World Raid. Caso, por exemplo, do farol em xênonio com quatro projetores, do tanque de alumínio avantajado – a capacidade ainda não foi divulgada, mas deve ficar próximo aos 23 L da Ténéré 660 – e da adoção de fibra de carbono nas aletas laterais e na tampa do tanque.
Protótipo usa mesmo motor bicilíndrico da MT-07
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 28 de abril de 2018
FOTOS YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Será que o farol em LED com quatro projetores será mantido?
Modelo conceitual é baseado na MT-07 O protótipo usa também escape assinado pela eslovena Akrapovic, mas este, se permanecer, aparecerá apenas como um opcional em alguns mercados. O cockpit foi projetado para estar apto a receber equipamentos extras – como GPS, por exemplo. Boa parte do projeto partiu da bem-sucedida MT-07, mas com os devidos ajustes para proporcionar a dupla função de pilotagem no asfalto e fora dele. Daí não ser uma surpresa a utilização do motor bi-
Na Austrália Largada. O tour mundial do protótipo da Ténéré 700 começou, no último mês de março, pelas praias do Estado de Queensland, na Austrália. As fotos do piloto de rally da equipe Yamaha Rodney Fagotter deixaram os fãs das motos aventureiras com água na boca. A turnê ainda não foi divulgada pela marca japonesa. Além de testar o modelo, a ideia é justamente avaliar a receptividade dele.
cilíndrico de 689 cm³, que já equipa a naked vendida no Brasil. Para a Ténéré 700 World Raid, no entanto, um novo mapeamento foi adotado no motor, para melhorar o torque em rotações mais baixas e favorecer o uso aventureiro da futura moto. Os dados técnicos não foram revelados pela marca japonesa, mas o propulsor gera, na MT-07, 74,8 cv em 9.000 rpm e torque máximo de 6,9 kgfm aos 6.500 giros. (MM/AP)
A moto traz elementos em fibra de carbono
Novo modelo segue ainda sem previsão oficial de lançamento
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 28 de abril de 2018
Belo Horizonte