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Pampulha -28 de outubro a 3 de novembro de 2017

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turismo

almanaque

PACOTES PARA RÉVEILLON EM RESORTS E FESTAS NA PRAIA ... Caderno Turismo. Páginas 6 A 10

MAITÊ PROENÇA CELEBRA 40 ANOS DE CARREIRA COM ‘A MULHER DE BATH’ ... Página 20 SERENDIPITY/DIVULGAÇÃO

28 de outubro a 3 de novembro de 2017 ANO XXVII número 1422 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

Alunos da escola Doce Vida durante o projeto “Eu te Respeito”, de combate ao bullying

VIVA A DIFERENÇA! Escolas, pais, alunos, professores e especialistas defendem o diálogo e o acolhimento ao outro, e suas singularidades, como forma de combate ao bullying


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 28 de outubro a 3 de novembro de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Eu fui julgado por um juiz ativista do movimento gay. Ele não julgou com a cabeça, julgou com a b...”

Editorial

Ator Alexandre Frota sobre ter perdido o processo por danos morais que moveu contra a ex-ministra Eleonora Menicucci, que chefiou a Secretaria de Política para as Mulheres no governo Dilma, e o criticou em 2016

qui sou colunista, mas soutambémprefeito, aliás,hoje mais prefeito que colunista. Quando decidi embarcar nessa “adventure” pública, rasguei dentro de mim uma amarra,aquela que deixa o indivíduo de espectador e crítico das humanas alternâncias e tragédias. Fui assim catapultado na arena. Não teria acontecido isso sem violentos estímulos. Passei por anos de privações e sofrimentos, amadureci, nas horas solitárias de meditação. Este mundo poderia ser melhor “se”... é o que mais se escuta. E quantos outros “se” encontram-se nas rodas com amigos, na mesa de jantar, na sombra de uma varanda, lendo e indignando-se com os noticiários. “Se” no lugar de fulano, que apronta coisas do arco da velha, estivesse alguém mais probo, justo e sábio, a vida de todos seria melhor. Quanto sofrimento aparentemente inútil poderia ser evitado? Quantos seres “esquecidos” passando por faltas absurdas. Pois é. Recebi agora a mensagem: “Sou mãe de três filhos, dois deles nascidos com graves insuficiências neurológicas, em estado vegetativo. Preciso de fraldas, de dietas, de apoio... não tenho onde morar e, mesmo na fila do Minha casa, Minha vida, nunca me chamam...”. De casos assim nacidade que me escolheu como prefeito existem centenas. Pessoas que nesta terra e neste momento passam por provações de origem distante e velada, contudo “permitidas” como algo necessário. E

A

cabe a quem enxerga dar o que puder. Haja pena de nós, pecadores! Isso é um quase engano, em certo sentido é um engano mesmo imaginar que não exista sentido. Na vida a cada momento acontece algo inefável, justo desfecho que traz à tona duas distintas sentenças, uma relativa ao mérito, ourecompensa, e outra ao ensinamento, ou lição, para que nosso livre-arbítrio, admoestado, se enriqueça. Diziam os latinos: “Cada um é artífice de sua sorte”. Disso não se escapa. O destino de um grupo é o somatório dos méritos gerados pelo conjunto. Um edifício de tijolos, quando estes são preparados na olaria, desmoronará. Imaginemos agora que apareça um condutor de um rebanho, empurrado no pedestal e enxergado como salvação pelo povo. Ele, ao vencer, será exatamente o fator de um inefável destino. E, se esse ungido for um egoísta irresponsável, um demagogo barato, um safado da pior espécie, um despreparado irresponsável e vaidoso, a razão de sua ascensão gerará o merecimento dos governados. As “parcas romanas”, Clotho, Lachesis e Atropos, explicavam e continuam a certificar que o destino tem guardiões que permitem que seja feita justiça, mesmo que aparentemente tardia. Sempre será feita em algum lugar do universo no momento mais oportuno. Pode aparecer de repente um “messias”, um herói, um profeta, um líder carismático, assim como um lobo em pele de cordeiro, um cruel ditador, mas sempre aparecerá o que é imprescindível ao cumprimento dos merecimentos. Nossa labuta altera nossa individualidade e acelera a melhoria do conjunto.

Se uma folha que cai na selva tem o poder de mudar o universo, nossas ações mais ainda. Importante cada um, mais que reclamar, fazer o que lhe for possível. A suposta esperteza de um ou outro dos candidatos, suasestratégias aparentemente conscientes não passam de engendração defios que seentrecruzam atendendo o inelutável merecimento coletivo. O sofrimento é útil para a mudança mais que a felicidade. Um presidente lastimável acelera o fim de um ciclo. A podridão, embora triste, abre espaço para uma renovação. Li ontem que uma naveextraterrestre teria descido num lote da Baixada Santista, em Peruíbe (SP), numa missão que visaria não permitir um mal maior. Que loucura! Outros fenômenos alienígenas se intensificaram para evitar a deflagração de uma guerra nucleare um retrocesso demilhares de anos. Nossa situação é desesperadora; quando aparece uma luz no fim do túnel, alguém a apaga. Só um milagre, só uma força alienígena para fazer esquecer nossos egoísmos? Oresgate da Europa encardida de conservadorismo se deu com a Segunda Guerra Mundial, que sacudiu os indivíduos em seus alicerces, que fez amadurecer a consciência coletiva. Mas de bom hoje aparece uma recuperação, um distanciamento das desventuras políticas. A economia nacional reage livrando-se daquela outra, anabolizada por estádios, empréstimos malucos, queescondiam a corrupção. Participar da vida pública é uma atitude de responsabilidade.Apagandoos “se” e colocandoo “sim” com a responsabilidade que temos uns com os outros.

vittorio.medioli@otempo.com.br

“Além do nascimento dos meus quatro filhos, esse foi o dia mais feliz da minha vida” Guy Oseary, empresário que se casou na última semana com a modelo Michelle Alves, com quem vive desde 2006. A cerimônia, realizada ao pé do Cristo Redentor, no Rio, foi um dos assuntos mais comentados da semana e trouxe ao Brasil várias estrelas internacionais como Madonna, Ashton Kutcher, Demi Moore, Bono Vox e Dakota Johnson

REPRODUCAO/INSTAGRAM

“Se”

“Quero até aproveitar para agradecer às deputadas e aos deputados que, na votação de ontem, reafirmaram o compromisso comigo e com o nosso governo” Presidente Michel Temer, na última quinta, após votação na Câmara dos Deputados que barrou a segunda denúncia apresentada pela PGR contra ele. Negociações de Temer com deputados para barrar denúncia custaram aos cofres públicos pelos menos R$ 12 bilhões.

REPRODUÇÃO/FACEBOOK

“Black is Beautiful foi extraordinário, passamos a nos aceitar, a nos empoderar, e não posso achar interessante uma campanha de ‘papel higiênico’ preto (...), ser vendida como Black is Beautiful. Respeito, por favor” Atriz Zezé Motta, sobre a marca de papel higiênico que lançou uma versão preta e usou a hashtag #blackisbeautiful – slogan político de empoderamento negro criado nos anos 1960, nos EUA – para promover o produto

“Posso te dar um abraço? Eu te amo” Cantora norte-americana Madonna ao apresentar o cantor Caetano Veloso no casamento do empresário Guy Oseary com a modelo Michelle Alves

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

FUNDADOR Vittorio Medioli

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DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

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Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

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reportagem

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PELA HARMONIA> Ações buscam minimizar efeitos e reduzir situações de bullying entre os jovens DENILTON DIAS

Reflexão

Pedagoga da escola Doce Vida, Aline Dias desenvolveu programa antibullying para crianças

Em uma salinha onde ficam os armários, alheias aos professores e demais colegas, cinco crianças, com idades entre 8 e 10 anos, conversam em tom de seriedade. Algumas de pé, outras sentadas no chão, ouvem atentas as reclamações de uma colega, que vinha se sentindo distante das amigas do colégio. “Eu gosto de você, ela gosta de você. Todos nós somos seus amigos!”, argumenta, afetuosamente, uma das ouvintes. O episódio foi flagrado pela reportagem na semana passada na Casa Viva Educação e Cultura, uma escola de Belo Horizonte. Casos assim não são novidade por lá e são resultado de uma política organizacional que permite que os alunos tenham independência sobre seus atos e, com autonomia, possam resolver conflitos. Um passo incentivado pela escola que, além de preparar os pequenos para a vida em geral, pode também agregar no combate ao bullying – prática caracterizada por agressões intencionais, verbais ou físicas, feitas de maneira repetitiva, por um ou mais alunos contra um ou mais colegas. Realidade presente na nossa sociedade – e suscitada em toda a mídia na semana passada após um adolescente de Goiânia matar a tiros dois colegas e ferir outros quatro após se sentir perseguido pelos colegas –, a situação preocupa profissionais da educação, especialistas, alunos e pais. Em todo o mundo busAlex Bessas

O poder do acolhimento cam-se respostas e práticas que possam minimizar danos e reduzir o número de situações de bullying – responsável por 30% dos casos de depressão entre jovens adultos, segundo pesquisa publicada em 2015 no “British Medical Journal”. Conversa, mediação, espaço para queos conflitos possam emergir e ser superados no ambiente escolar são alguns pontos propostos por programas em estudo. A interação escola-família, além do incentivo para que as testemunhas de agressão sejam agentes ativas no combate, são outros pontos importantes. Eles fazem parte do KiVa, programa desenvolvido na Finlândia que chegou a reduzir situações de assédio e bullying em até 80% nas escolas em que foi aplicado por lá. O sucesso fez com que a iniciativa fosse adotada em outros países, da Europa e América do Norte. Agora, começa a ser aplicada em países latinos (leia mais sobre o KiVa na página 4). “A complexidade do tema requer estudos interdisci-

plinares”, situa Nádia Laguárdia de Lima, professora do Departamento de Psicologia da UFMG, que já participou de projetos de solução de conflitos nas escolas. Organizadora do livro “Juventude e Cultura Digital” (Ed. Artesã), a pesquisadora menciona, entre as iniciativas,“a criação de grupos de reflexão a partir das temáticas das redes sociais”, abordando “temas relativos à família, à escola, à sexualidade, ao amor, às amizades, discutindo sobre os conflitos surgidos na rede e na escola”. O projeto, que atende alunos da rede pública, acontece desde 2013, sendo realizado pelo grupo de pesquisa e intervenção “Além da Tela”, da UFMG. “Temos obtido, como retorno dos professores, a diminuição da violência entre os adolescentes que participam do projeto”, comemora. Ainda na seara da rede pública de ensino, há outras iniciativas sendo gestadas. Uma delas é o “Programa de Convivência Democrática”, que no início deste ano estava em fa-

se de elaboração. O Pampulha entrou em contato com a Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais para obter mais detalhes do projeto, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. DESDE CRIANCINHA Quandosetemcomorecorte o universo das crianças mais novas, muitas vezes o bullying pode ser confundido como brincadeiras, por conta da faixa etária. “Mas, dependendo da forma como a criança desenvolve, em casa, formas de lidar com o que é seu oucomopróximo,podeteratitudes negativas – algumas, até assustadoras”, diz Aline Dias, diretora pedagógica da Doce Vida Sistema de Ensino, que atende crianças entre 1 e 12 anos, do maternal ao 5° ano. Todos os alunos de Aline, aliás, conhecem essa palavrinha de língua estrangeira. “Além das aulas em sala, trabalhamos com projetos que influenciam muito no comportamento dos pequenos”, diz. É ali que acontece, há dois anos, o programa “Eu Te

Respeito”, que visa promove a reflexão e o desenvolvimento de valores. O intuito é “prevenir para não remediar”. E quando, ainda assim, acontecem episódios de bullying, “retomamos todo o processo”. Assim, “não há punição contra o agressor. Conversamos e levamos a criança a refletir sobre o que fez”. Além disso, Aline lembra que há iniciativas para integrar os pais nesses debates. O retorno, afirma, tem sido muito satisfatório. Os efeitos das atividades são notados rapidamente quando se conversa com as crianças. Bernardo, 8, por exemplo, lembra que, quando começou a estudar, tinha um amigo com o qual não se dava bem. “Não compreendia que, na verdade, gostava dele. Agora entendo”, diz. E Sara, 10, não tem dúvida: “Quando a gente doa respeito, recebe também”. História que abriu essa reportagem, a disposição e autonomia das crianças e adolescentes da Casa Viva Educação e Cultura em expor e so-

lucionar conflitos é resultado de um favorável clima organizacional, que acolhe e integra o diferente e estimula o diálogo em todas as instâncias. “Muitas vezes, a estratégia do adulto é resolver o conflito pelo outro. Você manda pedir desculpa e está pronto. Aqui, não. O que fazemos é uma mediação para que resolvam suas diferenças”, comenta Christian Bravo, professor de filosofia e associado do colégio. O importante, aliás, é “permitir que o conflito surja, esconder é a pior opção”, analisa. Hoje, aliás, não são poucos os pais que se preocupam que a escola de seus filhos adotem políticas de combate ao bullying. É o caso de Rita Lisauskas, autora do livro “Mãe Sem Manual” (ed. Belas Letras). Foi com entusiasmo que ela soube que a escola onde seu filho, Samuel, 7, estuda, reservava duas aulas na semana para que as crianças falassem de seus sentimentos e para discutir conflitos. Acontece que, numa reunião, ao falar sobre a iniciativa, alguns pais demonstraram desinteresse, questionando se aquela ação não prejudicaria as aulas do currículo tradicional. “Não estou preocupada que meu filho aprenda só a tabuada. Claro que quero que seja bem sucedido, que passe no vestibular. Mas, para mim, a noção de ser bem sucedido é diferente. Meu filho não seria bem sucedido se passasse na Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, mas se tornasse um ser humano que não sabe lidar com as diferenças”.


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reportagem

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SENSO COMUM> Estereótipos prejudicam eficiência de programas de combate ao bullying

Tema é cercado de clichês LEO FONTES

Ao falar em bullying, esqueça os clichês. É este o palpite da socióloga e mestre em administração pública Cíntia Santana. No artigo “Opressão nas Escolas: o Bullying entre Estudantes do Ensino Básico”, publicado em 2016, a pesquisadora demonstrou que muitas crenças sobre o universo escolar se mostram insustentáveis. Apoiando-se em dados obtidos junto a 5.300 alunos e 243 professores de 87 escolas da rede pública estadual de ensino da Região Metropolitana de Belo Horizonte, entre os anos de 2012 e 2013, Cíntia e Bruno Lazzarotti Diniz Costa se debruçaram sobre o universo escolar. Entre seus apontamentos estatísticos, notaram que “a questão da configuração familiar – se é criado por pai e mãe, apenas a mãe, pelos avós – não tem nenhum significado estatístico sobre a prática de bullying”. Na verdade, a pesquisa permitiu observar que “a motivação está mais relacionada ao clima escolar”. “Notei que em escolas onde os alunos consideram seus professores opressivos demais, que reagem de forma punitiva para qualquer desvio, a incidência de bullying é maior”, diz Cíntia. Aliás, um posicionamento punitivo e opressivo se mostrou ineficiente na maioria dos casos. Segundo ela, “quando há presença da polícia no colégio, há também mais assédio entre os estudantes”. “Tratar bullying como caso de polícia é algo que não está funcionando”, reforça ela. Em locais onde há um número grande de casos de roubos, furtos, agressões e depredações, “há uma noção generalizada de desvio, e é um fator que propicia que mais atos desviantes aconteçam”. Bem, mas erra quem credita estas práticas a estudantes de “escolas mais carentes”. “A pesquisa Alex Bessas

Comunidade

Alunos e professor do colégio Casa Viva celebram vínculos afetivos e clima acolhedor na escola

mostra o inverso disso: estudantes cujasmães são mais escolarizadas e que têm melhor nível sócio-econômico praticam mais bullying”, pontua. CLIMA DEMOCRÁTICO Com toda a bagagem que a pesquisa trouxe, Cíntia considera que “um clima geral de convivência democrática, de diálogo, é essencial. E, nesse sentido, é muito central o papel dos professores”. A socióloga ainda aponta que, “entre os adolescentes, a agressão é uma forma de se expressar e dar vazão a algum incômodo. Cabe à escola apresentar outras formas dele se manifestar, tentando entender aquilo que ele está sentindo”. Abordagens desse gênero, diga-se, encontram eco em instituições como a Escola da Serra, o Instituto Educacional Libertas e a Casa Viva Educação e Cultura. Passandopor escolas tradicionais antes de ingressarem na Casa Viva, alguns alunos

KiVa Programa desenvolvido na Finlândia, o KiVa (acrônimo de Kiusaamista Vastaan, que quer dizer “contra o bullying” em finlandês) se mostrou um caso bem-sucedido de iniciativa de combate ao bullying e tem sido adotado por vários países. Com ações aplicadas ao macro e ao micro, ele age, fundamentalmente, na prevenção de situações de assédio e perseguição. Atenção Um dos preceitos básicos é a atenção. Afinal, em muito, o KiVa depende do bom senso dos

“

Ter uma psicóloga para atender vítima e agressor, mas não mudar o clima da escola, é ineficiente e insuficiente. Lutar contra o bullying exige diálogo. Cíntia Santana, socióloga

indicam uma profunda mudança de lógica, que afetou a forma como lidam com conflitos no seu cotidiano. “Mudou minha cabeça, eu comecei a entender e lidar melhor com a diferença”, assegura Seth Castilho, 18. O caso é semelhante ao de Lucas Vieira, que tem a mesma idade do colega. “Eu estava esgotado, as pessoas da minha casa estavam ficando estressadas comigo... Quando vim, consegui criarlaços de afeto, até com os professores”, pontua. Quem explica esse choque de realidade é Iara Cabral, 17, também aluna do colégio. “Aqui a gente não quer acabar com as diferenças, mas integrá-las”. Por isso, aliás, as aulas são feitas em círculo. “Assim, você vê o outro, nota que são todos diferentes, e ainda é estimulado a dar sua contribuição”, diz Castilho. Osalunos celebram,principalmente, as instâncias de escuta. Entre elas, destaque para as chamadas “assembleias horizontais”. “De 15 em 15

PROGRAMA FINLANDÊS É EXEMPLO, MAS TERIA QUE SE ADAPTAR AO BRASIL profissionais da educação e dos alunos em identificar situações em que, provavelmente, o bullying esteja acontecendo.

materiais e didáticos. Aborda e ataca diretamente o bullying, e discute valores como respeito às diferenças e solidariedade.

em grupo. Além dos mediadores adultos, alunos são destacados para interferir em favor das vítimas, fazendo com que se sintam acolhidas.

Macro Em um campo mais geral, os estudantes são estimulados a se absterem de incentivar tais práticas, não sendo testemunhas omissas. O programa envolve pais, professores, alunos e demais funcionários das escolas, além de diferentes recursos

Micro No caso de pontuais episódios de perseguição, age-se no micro, mas não de maneira a punir o agressor. Cada situação é entendida como particular. Seus agentes, vítima e assediador, passam por discussões conduzidas individualmente e

Cultura Importante dizer, o programa se integra à cultura da escola, não sendo algo periódico. Na Finlândia Professora do Departamento de Psicologia da UFMG, Nádia Laguárdia lembra que, “na

dias, elas acontecem ea gente pode expor coisas que estãonosincomodando, debatemos e encontramos uma solução”, detalha Carolina Canaverde, 16. “É um momento em que todos podem ter conflitos de ideias, isso diminui a tensão...”, examina Vieira. Carolina lembra que, muitas vezes, o bullying tem origem em uma sensaçãode superioridade.O contato com o diferente, no entanto, liquida esse preconceito. “Tenho um colega de sala que tem síndrome de asperger (espectro do autismo). Ele é uma das pessoas maisinteligentes que conheço, nem adianta querer me achar superior a ele”, diz ela. Os apontamentos dos alunos,dialogam com as observações de Cíntia. Para ela, afinal, “não basta ter uma psicóloga que atenda agressor e vítima. É preciso agir antes, mudar e tornar o clima da escola mais acolhedor e democrático”.

Finlândia, a educação escolar tem um lugar de grande importância, os professores são valorizados, a educação é totalmente gratuita, acessível e personalizada”. No Brasil A professora reforça que “estamos bem distantes desta realidade. Os problemas escolares no Brasil são de uma complexidade bem maior”. Portanto, Nádia sustenta que a iniciativa teria que se adequar. “Os projetos precisam ser construídos atendendo às especificidades de cada lugar”.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Zona de conforto odos nós temos certa noção do que seja a “zona de conforto”. Entretanto, decidi contribuir um pouco mais, dado que é um tema que irá determinar o sucesso ou o fracasso de uma pessoa, a liberdade ou a prisão dos hábitos e costumes, a satisfação ou angustia com a vida etc. Quem não sai da zona de conforto parece estar sempre ouvindo uma voz falando ao “pé ouvido”: “É arriscado demais! Você não é capaz! É difícil pra mim!”. Então o que fazer para suprimir esta voz e sair dela? A zona de conforto é uma condição em que a pessoa realiza comportamentos que lhe dão um desempenho constante, porém limitado, e com uma falsa sensação de segurança. Como a atuação da pessoa é limitada, os resultados na vida também o são. A zona de conforto pode ser entendida como uma série de comportamentos que adotamos por costume ou hábito. Ninguém passa a vida inteira sem encontrar dificuldades. Portanto, se você, caro leitor, acha que as dificuldades que a vida nos impõe serão debeladas por estar em sua zona de conforto, está muito enganado. Não podemos simplesmente optar por uma vida calma, sem nenhuma turbulência. Algum dia ou em algum lugar passaremos por um teste para o qual não estaremos preparados e que gostaríamos não ter de enfrentar. São enormes os benefícios em sair da zona de conforto. Primeiramente, melhora a satisfação pessoal e a qualidade de vida bem como a pessoa começa a superar seus próprios limites. De igual forma, torna o labor mais prazeroso, onde a pessoa passa a ter ganhos exponenciais no trabalho e na vida pessoal. Pessoas bem-suceSabemos que os didas sabem que a segurança é uma ilusão. indivíduos mais Passar um tempo fora bem-sucedidos de sua zona de conforto fará você se sentir vioperam, vo novamente. Inicie, com muita portanto, reavaliando sua vida. Você está safrequência, tisfeito com ela? Há esfora da zona paço para melhorar? Identifique o que te inde conforto comoda e siga com as mudanças propostas. Saia da rotina e vá fazer coisas novas (tocar um instrumento, falar uma nova língua...). Reduza também o período de ver TV e mexer nas redes sociais e use este tempo para algo novo – algo que te interessa. De igual forma, proponha algo novo no trabalho. Participe mais e dê sua opinião. Não tenha medo de errar. Se não der certo, você saberá qual caminho que não deve seguir. Faça diferente. Mude sua rotina. Sair da rotina é a palavra de ordem. Vá a lugares que não tenha costume. Experimente o diferente. Viajar é importante. Viaje para a cidade vizinha ou pela Europa. O passeio é uma das melhores maneiras de sair da sua zona de conforto. Você conhecerá novas pessoas, novos hábitos, outras culturas e novos paladares. Viajar, certamente, deixará sua criatividade mais aguçada. Aumente seu networking. Encontrar mais colegas e trocar mais experiências profissionais melhora, e muito, sua auto-confiança. De igual forma, seja mais sedutor (a), pois isso está diretamente ligado com autoestima. Invista mais no seu guarda-roupas. Sabemos que os indivíduos mais bem-sucedidos operam, com muita frequência, fora da zona de conforto, expandindo cada vez mais o numero de dificuldades que conseguem superar. Vão se tornando cada vez mais resilientes. Para chegar onde a maioria não chega, é necessário fazer o que a maioria não faz. Faça uma boa semana.

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Os cuidados com a pele na terceira idade ARQUIVO CLIPART-LIBRARY

Especialista alertasobreos riscosda suplementação vitamínica emexcesso Ao longo dos anos, a pele sobre com tanto com os efeitos da idade quanto com fatores externos, como a poluição e aos maus hábitos de vida. Mas alguns cuidados podem e devem ser tomados – tanto de forma preventiva como combatendo os efeitos do envelhecimento. Em entrevista ao programa “50 e Tal” da rádio Super Notícia FM (91,7), o dermatologista Lucas Miranda, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e residência médica em Dermatologia pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) especialista, falou sobre os principais cuidados com a pele seca na terceira idade e alertou para os riscos da suplementação vitamínica em excesso.

Sabonetes selecionam bactérias ‘resistentes

Litza Mattos

O que caracteriza o processo de envelhecimento natural da pele e a partir de qual idade ele costuma aparecer? A gente

costuma dividir o envelhecimento da pele em intrínseco – aquele determinado pela genética – e o extrínseco – que é o fator que a gente consegue melhor manipular, ou seja, é esse envelhecimento de fora, em relação a exposição solar, o tabagismo e aos maus hábitos de vida. Eu diria que os primeiros sinais de envelhecimento costumam aparecer a partir dos 30 anos de idade. A poluição tam-

bém está muito relacionada ao envelhecimento da pele. Maus hábitos de vida e a alimentação rica em açúcares geram muitos radicais livres que também aceleram o processo natural de envelhecimento.

a pele. A gente sabe que mulheres após os 30 anos começam a perder 1% de colágeno ao ano e, após a menopausa, 2% ao ano.

O que essa exposição solar provoca nas células? Is-

be que a pele vai se tornando cada vez mais delgada, cada vez mais fininha. A partir da quarta década de vida, a gente sabe que existe uma perda de água transepidérmica, ou seja, a pele vai se desidratando. A pele desidratada é uma pele mais seca obviamente, mas também mais vulnerável a patologias, como infecções de pele.

so provoca um dano celular nos cromossomos de cada célula. Então, a gente tem uma informação genética guardada no núcleo de cada célula e a radiação ultravioleta é uma radiação ionizante, que é capaz de modificar a nossa informação genética, o nosso DNA e isso acelera a degradação das células. Quais substâncias presentes na pele jovem que vai se perdendo ao longo do tempo? Existem diversas

substâncias na pele responsáveis pela firmeza e pela elasticidade. Uma delas é o colágeno, que é a proteína mais abundante no nosso corpo, mas tem também a elastina e outras, como os glicosaminoglicanos, que compõem toda essa matriz, todo esse tecido que forma

Por isso a pele vai se alterando com idade? Fica mais fina e seca? A gente sa-

Como então atenuar esses efeitos antes dessa perda?

“

Mulheres após os 30 anos perdem 1% de colágeno ao ano.”

Eu dividiria de duas formas: a preventiva, através da correção dos fatores manipuláveis do nosso envelhecimento, como a fotoproteção adequada, usar protetor solar adequadamente, e a fotoproteção mecânica, que seriam essas viseiras, chapéus com trama contra a radiação ultravioleta, além da mudança nos hábitos de vida, com uma alimentação mais saudável, balanceada, rica em proteínas antioxidantes. Já na hora de tratar o envelhecimento existem diversas formas, desde cremes anti-idade que conseguem melhorar a textura da pele e tecnologias a base de lasers que ajudam com muita eficácia também. A idade também provoca alteração na absorção de vitaminas que prejudicam apele? Os idosos por si

só já têm uma absorção um pouco diminuída de vitaminas e nutrientes, muitas vezes eles têm uma alimentação pior, então isso pode sim ser um fator que contribui para a aceleração do envelhecimento.


reportagem

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MARIELA GUIMARÃES

Quais vitaminas costumam ser mais deficientes? Não é necessariamente

uma vitamina, mas o ferro costuma ser muito carente nessas pessoas. Já as pessoas que não ingerem carne vermelha costumam ter deficiência de vitamina B12, ácido fólico, depende muito da alimentação. Mas, em geral, o que a gente mais flagra nos consultórios é o ferro baixo. Suplementos vitamínicos então seriam indicados também para melhorara a qualidade da pele? Não.

Na verdade, o que a gente preconiza é que sejam efeitos exames antes para saber da real necessidade de uma suplementação vitamínica, porque existem vitaminas lipossolúveis (K, A, D, E) que, quando ingeridas em excesso, fazem mal, são tóxicas. Então, a suplementação sem fazer exames não é correta e pode ser prejudicial. Qual e a melhor forma de fazer a hidratação da pele? A gente sabe que a inges-

Lucas Miranda, dermatologista: banhos muito quentes desidratam a pele

tão de água tem muita relação com o nível de hidratação na pele, então a hidrata-

“

Suplementos vitamínicos em excesso fazem mal e podem ser tóxicos.” ção oral é muito importante principalmente nessa época do ano. Outro cuidado que costumo falar é em relação a temperatura do banho. Águas muito quentes, acima de 37 e 38 graus, desidratam a pele. O banho tem que ser o mais morno e mais fresco possível, e sem excesso de sabonete, que também desidrata a pele. E não usar bucha. Como fazer a melhor escolha dos sabonetes? Levan-

do em consideração que a pele do idoso é uma pele mais ressecada, em geral, essa pele demanda sabonetes que não contenham tanto detergente. Realmente são sabonetes que fazem menos

espuma, mas são sabonetes que conseguem hidratar mais a pele. A gente tem no mercado diversas opções com todo tipo de preço, opções em barra, creme e líquidas. Os sabonetes comuns costumam ressecar muito a pele e inclusive ser motivo de coceira pós banho. Às vezes, o paciente chega reclamando que está com intenso prurido após o banho e uma das principais causas é o sabonete errado ou a temperatura da água elevada. O sabonete bactericida é uma boa opção? É muito co-

mum idosos e crianças fazerem o uso desses produtos. Mas, eles foram proibidos nos Estados Unidos no ano passado porque o uso indiscriminado é maléfico a longo prazo. O que a gente vê são pessoas que usam esses sabonetes indiscriminadamente porque acham que o sabonete bactericida vai matar as bactérias e tornar aquela pele mais saudável, mas não, ele vai selecionar bactérias mais resistentes e, isso ao longo da vida pode causar uma infecção mais grave e resistente aos tratamentos disponíveis.


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sociedade

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DOLCEVITA ENFIM A VERDADE ossos problemas acabaram? Era tudo verdade? Levamos puxões de orelha e sermões à toa? Instintivamente estávamos certos? Parece piada, mas é verdade e, modéstia às favas, já sabíamos há muito tempo! Estudo da universidade de Oxford dá receita para a saúde. A recuperação mais rápida de doenças e prevenção da depressão está nesta constatação: “os homens precisam sair para beber com os amigos ao menos duas vezes por semana”.

N

A DOCE VERDADE prova é que a pesquisa também é valida para os que saem apenas para praticar esporte, confraternizar etc. O importante é a companhia, “o abraço da galera”, o papo furado e, não, a bebedeira. Quatro amigos são suficientes para boas risadas. Outra grande verdade: risadas liberam as endorfinas necessárias para tirar o estresse acumulado.

A

A DOCE VIDA

J

á diziam os antigos: rir é o melhor remédio. E nós desenvolvemos:

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

rir é o melhor tédio. Ainda segundo a pesquisa, a maioria dos homens por mais que queiram, não conseguem conciliar seus casamentos e seus empregos com a vida noturna. Cerca de 40% conseguem a liberação de suas esposas para saírem uma vez por semana. Outros 20% saem pouco ou nunca. Os restantes 40%, os felizes que saem, mostraram-se mais saudáveis. Já pra rua!

te, para o mezanino, há séculos não funciona. Restam as “escadas da Penha” e os elevadores, um para cada quatro plataformas. Idosos, mulheres e crianças têm elevadores, mas, lá embaixo, precisam arrastar imensas e pesadas bagagens, atravessar, descer e subir plataformas até encontrar a certa. Uma delícia!

COMÉDIA AMARELA

PESADELO ANUNCIADO

r condicionado? No único restaurante (sic), naquele mezanino, via aquela esteira rolante que não funciona? Nem pensar! O charme da rodoviária é fazer o usuário sofrer! O cardápio? Self a quilo ou PF. Experiência para toda vida, no caso de sobreviventes, claro! Nos bares, a “prata da casa” de BH, a quarta cidade mais rica do Brasil: pastel frito!

A

eitor com o “estranho e elitista” hábito de se locomover apenas em automóvel ou avião – o que no Brasil também não é nenhuma “Brastemp” – cometeu, no último feriadão, a insensata penitência de uma viagem, não para Aparecida do Norte a pé, mas em ônibus, Belo Horizonte/Rio de Janeiro/Belo Horizonte. Na ida, tudo divino e maravilhoso, num leito da Cometa. A volta é que foi triste, num Executivo da Útil!

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RISADA AMARELA ontinuando o suplício, que nem cristão de Coliseu aguentaria: faltam cadeiras, lojas decentes e doses de “Simancol” nos responsáveis! Agora, o prato principal: a volta! Insalubre! O ar condicionado central transbordando impurezas visíveis, rimava com o mau humor do motorista (feitor de escravos frustrado).

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PESADELO DE COMÉDIA apelo era respeitável: leito beleza por R$ 230, em vez do bilhete aéreo a R$ 1.500. O primeiro choque é a jurássica rodoviária de BH. Pior, talvez, só La Paz, com chuva!

O

Emprestando sua beleza na 7ª edição da sua White Party, Julia Garcia

Em termos civilizatórios, escapam os toaletes porque, claro, são terceirizados. Como nossas estradas. Estradas transitáveis apenas quando privatizadas, explorando infinitos e caros pedágios.

COMÉDIA TRÁGICA

E

scadas rolantes não existem na rodoviária. Já a esteira rolan-

AMARELA E DESESPERADA uerem mais sobre a viagem de horrores? É pedir muito, toaletes limpos? Faltou até água para os passageiros brincarem de Pilatos! Aliás, nem torneira tinha! As mulheres rebelaram-se em Juiz de Fora e o ônibus foi trocado horas depois.

Q

lançaperfume

a via crucis: 6 Segue Agora, o capítulo Balança, Mas Não Cai. No ônibus de trem fantasma de parque de diversões, parafusos frouxos nas estruturas, janelas e bagageiros rangem a noite toda. Nosso infeliz amigo foi obrigado a calçá-los com papelão! Impossível: 6 Missão dormir, cochilar. Nem com mil caixas de Rivotril, como faz nossa amiga – nos aviões da vida – Narcisa Tamborideguy. do bolo: o chei6 Cereja ro de desinfetante barato no toalete. Acendam um vulgar cigarro no banheiro e será expulso, abandonado na estrada. Todos os outros odores, suores e fedores são tolerados. da história, 6 Imoral resumo da ópera bufa: Saudades da civilização! Como podem tratar cidadãos assim, isso, no Sul Maravilha? podem os mes6 Como mos cidadãos aceitarem estas afrontas diárias e seculares? Os brasileiros, infelizmente, acostumaram-se e aceitaram os maus tratos. assassinas, 6 Estradas aviões caríssimos, ônibus como navios negreiros! Quanta falta do básico obrigatório, quanta falta de direitos; de metrô, de trem, de respeito, de vida, de vergonha na cara! Brasil é pecado 6 No ser rico e castigo ser pobre: Nunca verás um “Paris” como este!

O anfitrião Helinho Brum ao lado de Duane Gomes na 7ª edição da sua White Party


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CÂNCER DE MAMA >Diagnóstico precoce pode garantir chances de cura em atÊ 95% dos casos

Outubro Rosa conscientiza sociedade para a prevenção ONCOMED/DIVULGAĂ‡ĂƒO

Leonardo O câncer Cunha de mama ĂŠ uma doença causada pela multiplicação de cĂŠlulas anormais da mama, que formam um tumor. Esse tipo de câncer ĂŠ o segundo mais frequente no mundo, respondendo por cerca de 25% do total de diagnĂłsticos da doença a cada ano. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil esse percentual ĂŠ um pouco mais elevado do que em outros paĂ­ses e chega a 28,1%. Ainda segundo o Inca, 57.960 novos casos foram previstos em 2016. Com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do diagnĂłstico precoce, que possibilita a cura em atĂŠ 95% dos casos, foi criada a campanha Outubro Rosa. O movimento teve origem nos Estados Unidos na dĂŠcada de 1990 e tornou-se mundial. “O Outubro Rosa dĂĄ destaque ao valor da prevenção secundĂĄria. Pacientes em bom estado de saĂşde, que descobrem o câncer de mama em fase inicial e seguem o tratamento recomendado, tĂŞm grandes chances de curaâ€?, afirma o oncologista Amândio Soares Fernandes, diretor da Oncomed-BH, clĂ­nica especializada na prevenção, diagnĂłstico e tratamento do câncer. Para reforçar ainda mais a importância da campanha, a instituição resolveu iluminar toda a fachada de seu prĂŠdio durante este mĂŞs. “Nosso objetivo ĂŠ informar a população sobre a luta contra a doença, estimular a participação das mulheres e alertĂĄ-las para a importância da mamografia e do autoconhecimento das mamas, o que proporcio-

na a redução nas taxas de mortalidade relacionadas à patologia�, destaca Fernandes. ATIVIDADE Para celebrar essa importante campanha, a Oncomed-BH, em parceria com o DiamondMall, realiza, atÊ domingo (29), no piso L3, uma ação chamada Casa Delas. O local Ê um espaço de conhecimento e entendimento do corpo e saúde da mulher. Diversos especialistas fazem palestras com o objetivo de informar sobre mÊtodos de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama (confira a programação abaixo).

ReferĂŞncia

Oncomed-BH Ê especializada na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer

PERIGO A idade ĂŠ o principal fator de risco para o aparecimento do câncer de mama, sendo mais comum o diagnĂłstico apĂłs os 60 anos. No entanto, todas as mulheres em qualquer fase da vida adulta estĂŁo sujeitas ao desenvolvimento da doença. Fatores como ingestĂŁo regular de bebida alcoĂłlica e obesidade, principalmente apĂłs a menopausa, contribuem para o aparecimento da doença. JĂĄ as causas hereditĂĄrias sĂŁo responsĂĄveis por cerca de 5% a 10% dos casos. Alteraçþes hormonais tambĂŠm podem levar ao câncer. PREVENĂ‡ĂƒO Segundo dados do Inca, 30% dos casos da doença podem ser evitados com mudança de hĂĄbitos, unindo alimentação saudĂĄvel, atividade fĂ­sica regular e manutenção do peso ideal. Outro fator que colabora para a redução dos riscos ĂŠ a amamentação, conforme explica Fernandes. “Estima-se que, para cada 12 meses de aleitamento, ocorra uma diminuição de 4,3% do risco de câncer de mamaâ€?, destaca.

PROGRAMAĂ‡ĂƒO PROJETO “CASA DELASâ€? Data

Dia

HorĂĄrio

Palestra

28/10

SĂĄbado

16h

Autoestima e acompanhamento psicolĂłgico na luta contra o câncer. 5aP]RX]T ?^acT[P _bXRĂš[^VP >]R^\TS ~ =PcĂˆ[XP 3^a]T[[Pb Y^a]P[XbcP R^]eXSPSP ?[dbQT[[T

29/10

Domingo

0QTacP Ç eXbXcPÎÊ^

NĂşmeros

57.960 foram os casos previstos para o ano de 2016

95% ĂŠ o percentual de cura quando o diagnĂłstico ĂŠ precoce

30% Ê o percentual de queda do risco de ter câncer de mama mantendo uma vida saudåvel

22% Ê o percentual desse tipo de câncer nas mulheres


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reportagem

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COMPORTAMENTO Nutrição e atividade física: tudo o que sabíamos não vale mais? FRED MAGNO

Estudoscaem com“certezas” etransformam antigosvilõesem aliadosdasaúde Litza Mattos

Quem já recorreu às orientações de algum nutricionista provavelmente precisou cortar praticamente toda a gordura da alimentação. Anos depois, foi a vez do ovo e, agora, do carboidrato. Porém, o que se vê é que algumas “verdades absolutas” dentro dos consultórios estão sendo revistas. Após novos estudos, muitas “teses” estão até mesmo deixando de ser usadas em alguns pacientes e não são mais consenso entre especialistas. O médico Drauzio Varella, em artigo publicado recentemente, analisou essa mudança de paradigma entre os alimentos ricos em gordura e em carboidratos. Segundo Varella, desde os anos 1960, os serviços de saúde recomendam que a ingestão de gorduras seja limitada a menos de 30% das calorias diárias, e as pirâmides alimentares colocavam em sua base os carboidratos, cujo consumo estava liberado; e, no topo, as carnes. Mas acaba de ser publicado na revista “The Lancet” o estudo Pure, apresentado num congresso europeu como a avaliação mais abrangente da influência

dos macronutrientes na mortalidade das populações. Entre as conclusões do estudo – feito com mais de 135.335 indivíduos entre 2003 e 2013 – estãoque o consumo mais elevadodecarboidratosteve relação direta com a mortalidade. “Entre os 20% com dietas mais ricas em carboidratos, a mortalidade foi 28% mais alta. A presença de gordura na dieta guardou relação inversa com a mortalidade geral. Os 20% de participantes com dietas mais ricas nesse ingrediente tiveram mortalidade 23% mais baixa”, escreveu. Também foi verificado que o benefício das frutas, legumesevegetais atingeseu pico com três ou quatro porções diárias. Quantidades acima dessasnão reduzem a mortalidade. Já comparados com os que ingerem menos do que

umaporção por dia, a mortalidade dos que comem em média duas foi 19% mais baixa. Com três ou quatro porções, a mortalidade caiu 23%. A blogueira Bele Machado, 34, já se frustrou por ter que seguir uma dieta que recomendava comer basicamente frango, batata-doce, salada e suplemento alimentar. “Agora está na moda comer sem glúten, sem lactose, mas minha nutricionista adequou o cardápio a minha rotina, e consigo comer o pão que tanto gosto de manhã. E já vi resultado, minha cintura diminuiu de 76 cm para 69 cm”, comemora. DE VILÃO A MOCINHO O ovo foi considerado por décadas o vilão do colesterol. Esseestigma, segundoo médi-

A blogueira do Garota te Conto Tudo, Bele Machado: cardápio personalizado VINICIUS LEONARDO/DIVULGAÇÃO

Visão: O médico e nutrólogo Lucas Penchel fala sobre o consumo regular de ovos e o aumento da incidência de doenças cardiovasculares

co nutrólogo Lucas Penchel, erabaseado em “achismo”. Estudos mostraram que o consumo regular do alimento – antes acusado de aumentar o colesterol LDL (que faz mal à saúde) – não tem relação com o aumento de doenças cardiovasculares. “Percebiam que as pessoas que tinham problemas de coração tinham o colesterol mais alto. Mas, fazendo-se estudos mais profundos, observou-se que não é o colesterol que leva ao infarto, mas sim o estilo de vida, o sedentarismo e o estresse”, afirma. Como o ovo possui valores nutricionais mais altos que uma série de outros alimentos, logo foi feita essa associação.“Cerca de 80% do colesterol do organismo é produzido pelo fígado, ou seja, indepen-

de do plano alimentar. E todosos hormôniossão derivados do colesterol. Então, sem colesterol não teríamos hormônios. Os outros 20% do colesterol são oriundos da dieta – conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia e da Associação Americana de Nutrição”, afirma Penchel. Segundo o nutrólogo, essas mudanças acontecem porque a medicina está em constanteevolução.“Antigamente, as técnicas e os meios em que eram feitos os estudoseram diferentes. Hoje existe a epigenética, uma área da ciência que estuda justamente as alterações genéticas que acontecem com o tempo, vindas de fatores externos, por exemplo”, explica Lucas Penchel.

“Fracionaras refeiçõesé individual”,afirma nutricionista “É preciso comer de três em três horas”. Essa também era uma afirmativa padrão nos consultórios e que vem mudando. O raciocínio levado em consideração nesse caso era que, reduzindo o intervalo entre as refeições e comendo porções menores, a pessoa conseguia acelerar seu metabolismo. Percebendo que essa prática de fracionar as refeições não funcionava para ela, a analista de marketing digital Renata Arruda, 30, mudou sua estratégia. “Seguir

essa dieta me deixava mais ansiosa, aumentava a fome, eu ficava querendo comer mais e, no fim das contas, comia loucamente. Hoje, como quando tenho fome e como menos”, diz. Novos estudos mostraram que o que importa é o tipo de alimento, e não o número de refeições, conforme atesta a nutricionista Cássia Nascimento, da Metabólica – Instituto de Medicina Aplicada. Além disso, para outras pessoas, perder o controle era mais fá-

cil ao ter que fazer mais refeições intermediárias. “Hoje entende-se que fracionar as refeições é individual, pois algumas pessoas, quando ficam sem comer durante muito tempo, perdem o controle da saciedade e, depois, acabam extrapolando. Para outras, quando fraciona-se, tem condição de avaliar melhor a saciedade ou se comem por compulsão”, afirma. PARADIGMA Se for comer toda vez que sin-

to fome, vou comer o tempo inteiro”. Essa é uma queixa que todo nutricionista, como Lara Nesteruk, ouve de seus pacientes. Ela chegou a abordar essa dúvida em suas redes sociais. Segundo ela, recomendar comer quando há fome a alguém que tem uma alimentação riquíssima em carboidratos e pobre em gorduras é induzir o caos, já que, assim, o dia vira uma “luta contra a fome”. “O que não é entendido é que atender a fome toda vez que ela bater

em uma alimentação natural, com presença da gordura natural dos alimentos, significa poucas refeições ao dia, já que a fome diminui. Isso porque a gordura é responsável pela saciedade”, afirma Lara. Os especialistas recomendam que cada paciente seja avaliado por um profissional, pois, com fome, o corpo libera o hormônio do estresse (cortisol), e a pessoa pode a apresentar tontura e tremores, entre outros efeitos.


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COMPORTAMENTO Reinado absoluto do exercício aeróbico acaba Nãoadianta‘morrer’ porhorasnaesteira; amelhoralternativa éacombinação Quando o assunto é atividade física, também não faltam dúvidas em relação a qual seria o melhor tipo de exercício físico – aeróbico ou musculação – para se conseguir perder peso mais rápido. Se até então acreditava-se que a atividade aeróbica (esteira, bicicleta, corrida, caminhada, entre outros) era a melhor opção contra a balança, nos últimos anos, novos estudos revelaram que a musculação tem relevante função para quem busca reduzir os números no manequim. O especialista em nutrição esportiva da Nature Center, Willian Reis, observa que os exercícios aeróbicos queimam mais calorias que a musculação, mas isso se limita apenas ao momento em que o indivíduo está realizando a atividade. Ele explica que o corpo leva cerca de uma hora para se recuperar de um exercício aeróbico, mas, após a musculação, o metabolismo continua com uma demanda energética elevada por até 15 horas. “Isso ocorre porque, quando o músculo é submetido ao esforço intenso, suas fibras são destruídas, mas, durante o período de descanso, o corpo trabalha para recompô-las, aumentando de tamanho; é aí que acontece o chamado ‘ganho de massa magra’, que torna os músculos mais fortes e resistentes”, diz. O nutricionista afirma que corpo exige mais calorias para realizar essa tarefa e, por isso, mantém o metabolismo num ritmo acelerado por mais tempo. Reis, no entanto, não deixa de citar os benefícios das atividaLitza Mattos

PIRÂMIDE DOS ALIMENTOS A Escola de Saúde Pública de Harvard, nos EUA, modernizou a pirâmide alimentar, utilizando as melhores e mais recentes evidências científicas disponíveis para oferecer à população uma ferramenta que facilite as escolhas alimentares, proporcionando saúde e o bem-estar. Ela foi batizada de “Pirâmide da Alimentação Saudável” FONTE: UNIVERSIDADE DE HARVARD

des aeróbicas. “São altamente benéficas para nossa saúde, especialmente a cardíaca, mas seus efeitos não param por aí, além de servirem como uma ótima forma de aquecimento prétreino, eles ainda otimizam a respiração celular e favorecem o metabolismo”, diz. O nutricionista também ressalta a diferença entre gasto calórico e emagrecimento. “O primeiro consiste na queima de calorias promovida pela aceleração do metabolismo que é causada pela atividade física; já o emagrecimento se dá pelo déficit de calorias ao final do dia”. Segundo ele, o aumento no gasto calórico aliado ao estímulo do metabolismo resultam no emagrecimento. O estudo Hearty, feito com mais de 300 adolescentes com sobrepeso, mostrou que ambos os treinos isoladamente ajudam no emagrecimento. No entanto, o estudo mostra que a perda de gordura é maior quando se combinam as duas atividades (resistência mais aeróbico) do que quando se faz o aeróbico sozinho. A professora e blogueira do Elas por Elas) Renata Starling, 30, lembra que custou a acreditar e a se adaptar à nova realidade. Segundo ela, antes os preparadores físicos priorizavam exercícios como correr e nadar para manter os batimentos cardíacos sempre altos. “Eu continuava achando que o aeróbico me ajudava a emagrecer. Depois de começar a fazer a musculação mais regularmente e a alternar picos de corrida, fazer subir e descer a frequência cardíaca, percebi o emagrecimento e que a troca da massa gorda pela massa magra foi mais eficaz e rápida”, diz. ANÁLISE A conselheira no Conselho Regional de Educação Física (Cref- MG) e professora do curso na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Kátia Le-

Óleos e gorduras (1 porção) Açúcares e doces (1 porção)

PEXELS / PIXABAY

A musculação favorece a hipertrofia e é eficaz para o emagrecimento

mos observa que, pelo aspecto da ciência, o emagrecimento acontece quando o gasto calórico é maior, porém as atividades de curta duração não são capazes de fazer isso. “O que se vê hoje é o uso de novas técnicas e programas na musculação que dão conta de auxiliar na perda de peso porque estão sendo feitos com uma dinâmica diferente, como o crossfit e os circuitos e, além de tudo, conseguem também levar à definição muscular e à perda de medidas”, diz.

Pães, arroz, doces e carnes vermelhas

Kátia destaca que as atividades estão sendo mais planejadas, ou seja, são estudadas as características do aluno, o que ele gosta de fazer, o que trouxe de herança em relação às atividades praticadas ao longo da vida. Diante desse levantamento, são desenvolvidas as melhores atividades para atingir todos os objetivos. “O que eu acredito que tenha caído por terra é que não adianta fazer só a caminhada se não procurar atingir a frequência adequada e se depois ingerir alimentos gordurosos. Não adianta só caminhar duas horas. A ciência tem conseguido mostrar que uma ação isolada não emagrece”, diz.

ÁLCOOL COM MODERAÇÃO (OPCIONAL)

Laticínios (de 1 a 2 porções por dia)

Doses por dia Leite, queijo, iogurte (3 porções) Feijões, oleaginosas (1 porção) Carnes e ovos (1 porção)

Castanhas, feijões, peixes, aves e ovos 1a2

Verduras e legumes (3 porções) Frutas (3 porções) Arroz, pão, massa, batata, mandioca (6 porções)

COMO ERA

Vegetais, frutas, óleos vegetais e grãos

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SUPLEMENTOS VITAMÍNICOS PODEM SER CONSUMIDOS DIARIAMENTE

Exercícios físicos e o controle do peso

COMO FICOU

DICAS IMPORTANTES Pare de contar calorias As pessoas são vidradas em calorias. Importam-se tanto com elas que imaginam que, se controlarem a quantidade que entra, poderão controlar como a composição corporal responderá. Em seu organismo, 300 calorias de brigadeiro não têm o mesmo efeito de 300 calorias de brócolis. Sobre essa história de gordura Deixar de consumir gordura não é algo inócuo, trata-se de uma prática perigosa. Isso porque, em nutrição, não há conta zero; sempre que algo deixa de ser ingerido outra coisa tem que entrar no lugar. E foi assim que toda uma geração deixou de comer gorduras e passou a pesar a mão em carboidratos. Inúmeras possibilidades Na nutrição existem abordagens e técnicas diferentes. Não é errado comer de três em três horas, o errado é dizer que essa é a única forma correta de se alimentar, sob pena de ter o metabolismo reduzido e problemas de saúde a longo prazo. Não é incorreto e muito menos perigoso jejuar, desde que haja motivo específico e principalmente orientação médica ou nutricional. Fonte Nutricionista Lara Nesteruk


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ESPAÇO GOURMET MOISES SILVA

DE BANDEJA ARQUIVO PESSOAL

Fogo, terra ou água? Uma das melhores formas de experimentar o cardápio de um restaurante, o menu degustação ganha a vez na cidade. A novidade no Un’Altra Volta foi oferecer três menus para a noite, assinados pelo chef Rodrigo Almeida: “Terra” (vegetariano), “Água” (com peixes e frutos do mar) e “Fogo” (com carnes). Cada opção contempla quatro etapas, que vão da entrada à sobremesa. Os menus têm preços diferenciados –variam entre R$ 59 e R$ 69. O menu “Terra” tem como ponto alto o delicioso ravióli de espinafre recheado com mussarela de búfala e manjericão ao molho pomodoro (foto).

Farofa de umbigo de banana com steak de ancho e molho pesto, feita pelo chef Thiago Chiericatti do Su Casa Bistrô

Come-se até o umbigo

Dia de Los Muertos No dia 1º de novembro, o Trip Food (r. Alberto Cintra, 105, União) vai celebrar a cultura mexicana com o Dia de Los Muertos, que, no México, é uma data alegre. A casa criou um cardápio especial, com itens como o Mexican Burguer, feito com pão australiano, hambúrguer bovino, guacamole, queijo maçaricado e molho de alho da casa. E, para acompanhar, claro, muita tequila.

Conhecidatambém comocoraçãoda bananeira,iguaria ganhaaveznospratos Apreciado interior de Minas Gerais afora, o umbigo de banana (ou coração da bananeira ou mangará), retirado na ponta do cacho enquanto as bananas ainda estão verdes, é prova que os alimentos oferecem múltiplas possibilidades de aproveitamento – mesmo que a maioria da população não tenha conhecimento de todas. Não por outro motivo, a iguaria foi inserida na categoria das Plantas Alimentícias Não-Convencionais (PANCs). Por conta da atual valorização dos ingredientes tipicamente mineiros, o mangará ganha a chance de atrair ainda mais os holofotes. Na verdade, o umbigo de banana já estava na mira do aclamado chef Ivo Faria nos idos de 2013, quando ele foi mostrar a gastronomia mineira no evento Madrid Fusión. Lá, Faria preparou o ingrediente refogado com linguiça para o recheio do jiló empanado, servido com angu e queijo Minas. Sim, esse “primo” do palLorena K. Martins

Patos de Minas também é aqui! Um pedacinho do Alto Paranaíba se instalou recentemente em Lourdes. Situado em frente ao Minas Tênis Clube I, o Bar do Caixeta mescla a tradição do interior a pratos de outras culinárias, como a bruschetta. A região mineira que é fonte de inspiração da casa é lembrada por ingredientes como o milho e o açafrão. Iguarias típicas da roça, como galinhada e “pelotas” de carne ao molho de tomate (foto), se fazem presentes. O local, de decoração com toques retrô, abriga exposições de jovens artistas e receberá lançamentos literários.

mito chega à mesa geralmente refogado, na versão mais comum e típica do interior do Estado. No fogão, o coração de banana é sempre bem temperado com alho, cebola e cheiro verde, base para recheios de pastel de angu ou costelinha de porco e frango. Fernanda Vidal, da Casa Horta, onde a iguaria é comercializada (a unidade custa R$ 3,50 e rende muito), ensina que, após ficarem de molho para evitar a oxidação, os pedaços do umbigo podem ser cozidos com água, limão e sal. Detalhe: a água deve ser troca umas três vezes, até o amargor forte sair. Outro cuidado é retirar a parte preta – chamada de estigma –, que é a responsável por grande parte do amargor. Depois desse processo, a versa-

tilidade do ingrediente está assegurada. “O resultado é uma textura que lembra o palmito”, reforça Fernanda lembrando que é possível fazer um belo refogado com carne moída ou mesmo uma caponata com passas, pimentão e azeite. Fernanda é uma das que se empenham no resgate dos ingredientes mineiros. “Muitos clientes se emocionam quando encontram o umbigo de banana por conta dessa memória afetiva da cozinha do interior. Outros querem experimentar, pois não conheciam”, relata. DE MÃE PRA FILHO E foi por influência da própria família que o chef Thiago Chiericatti, do Su Casa Bistrô, travou contato com o ingrediente: foi sua mãe quem lhe INGREDIENTE DA VEZ/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

Flores – ou miolo – do umbigo de banana pronto para ser usado

repassou a receita da farofa de mangará com farinha de milho e ora-pro-nóbis. O chef explica que, antes de usar, retira as brácteas (parte roxa) até chegar ao miolo branco e, assim, corta em pedaços no estilo brunoise (cubinhos) e deixa de molho com água e limão, repetindo o processo por duas vezes. Depois disso, é comum cozinhar os pedaços em água para tirar o já citado amargor, mas o chef prefere pular essa segunda etapa. “Gosto de trabalhar com as texturas e prefiro levá-la ao fogo com manteiga, alho e cebola e tostar até ficar bem crocante no paladar. Ao aferventar, o coração fica bem macio, quase desmanchando, e perde um pouco o gosto peculiar”, sugere o chef. No La Vinicola, o chef Vitor Pacheco mesclou a iguaria a outros ingredientes típicos mineiros e criou a canoa de quiabo no torresmo recheada com requeijão de tacho, coração de banana e linguiça caseira. No preparo, o chef deixa o ingrediente de molho de um dia para o outro, e usa as partes laterais cortadas em cubos e salteadas na frigideira com manteiga e alho. “É uma forma de aproveitar os ingredientes tradicionais mineiros e surpreender o paladar de gente que não conhece ou não estão habituados ao interior do Estado”, sugere.


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LEO FONTES

QUICHE DE UMBIGO DE BANANA Receita de Ana Sandim, do blog Ingrediente da Vez Ingredientes - Recheio 200g de umbigo e flores de banana 1 fio de azeite 50g de cebola 10g de alho Sal e pimenta

Modo de preparo Comece pela massa. Peneire a farinha e o sal. Misture-os à manteiga até obter uma consistência arenosa. Acrescente a gema e a água. Forme uma bola, sovando os ingredientes rapidamente com as mãos sem tornar a massa elástica. Alise a bola com a palma da mão para torná-la homogênea. Deixe descansar por 20 minutos na geladeira. Abra a massa e cobra o tabuleiro decorando as bordas. Leve para assar a 180ºC, até a massa apresentar uma cor dourada e cozida. Reserve. Quando a massa estiver no forno comece o preparo do recheio. Em uma frigideira, adicione um fio de azeite e doure a cebola e o alho. Adicione o umbigo de banana, tempere com sal e pimenta do reino. Reserve. Em uma tigela, bata os ovos com o creme de leite até apresentar uma mistura homogênea. Tempere com sal e pimenta. Sobre a massa cozida, acrescente o refogado (já frio) com a mistura de ovos e creme de leite. Finalize com queijo ralado e leve ao forno por 20 minutos (ou até dourar). INGREDIENTE DA VEZ/DIVULGAÇÃO

- Creme 200g de creme de leite 30 g de queijo ralado 3 ovos - Massa quebradiça 250g de farinha de trigo 1 boa pitada de sal 125g de manteiga sem sal, em temperatura ambiente 50ml de água 1 gema

Do cacho ao prato: atrás, foto do umbigo de banana antes de virar base da quiche

Canoa de quiabo no torresmo recheada com requeijão de tacho, umbigo de banana e linguiça caseira, no La Vinicola


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DIA A DIA Lei manda higienizar utensílios FRED MAGNO

OR MID U S CON

Códigode Defesado Consumidor mudaegera dúvidassobre aplicaçãodelei Uma mudança no artigo 8º da seção “Da Proteção à Saúde e Segurança” do Código de Defesa do Consumidor (CDC), promovida pela lei 13.486, de 3 de outubro de 2017, que entrou em vigor na última quarta-feira, está gerando dúvidas, principalmente no que diz respeito aos carrinhos e cestas de supermercados e mouses de lan houses. Segundo a nova legislação, aprovada primeiramente no Senado e depois na Câmara, “o fornecedor deverá higienizar os equipamentos e utensílios utilizados no fornecimento de produtos ou serviços, ou colocados à disposição do consumidor, e informar, de maneira ostensiva e adequada, quando for o caso, sobre o risco de contaminação”. No entanto, ela é muito genérica e não determina, de forma clara e precisa, quais seriam esses “equipamentos e utensílios”. Mas sugere que entre eles Eurico Martins

estariam carrinhos e cestas de supermercados, muitas vezes tachados de sujos pelos consumidores, e mouses e teclados de lan houses, entre outros. Prova disso é que, ao apresentar o projeto de lei no Senado, o então senador Marcelo Crivella (PRBRJ) se baseou em pesquisa da Universidade do Arizona (EUA) que concluiu que 72% dos carrinhos de compras e mouses de lan houses no país continham bactérias fecais, sendo que em metade deles foi localizada a E.coli, que provoca dores de estômago, vômitos e diarreia, e é responsável por cerca de 5.000 mortes anuais apenas nos Estados Unidos. NADA MUDA A mudança introduzida no artigo do CDC foi recebida com naturalidade pela Associação Mineira de Supermercados (Amis). “Primeiramente, é muito importante destacar que a lei 13.486 não fala especificamente sobre supermercados e, sim, sobre ‘fornecedores’ de produtos e serviços em geral”, diz o superintendente da entidade, Antônio Claret Nametala. Segundo ele, “os supermercados já seguem um procedimento operacional padrão para todas as seções, conforme as exigências dos órgãos de vigilância sanitária. E a higienização dos carrinhos tem procedimentos recomendados que são seguidos”. Por isso, Claret não acredita em grandes mudanças. “Posso assegurar que ela (a nova lei) não afeta em nada nosso segmento, porque essas exi-

Dono de lan house intensifica limpeza

Todo cuidado

gências já são praticadas”, garante ele. “Podemos assegurar que disponibilizamos ao consumidor mineiro equipamentos limpos e higienizados”, completa. SUJEIRA TEMPORÁRIA Apesar de a nova lei não falar especificamente em “carrinhos de supermercado”, a prática da higienização é rotina nas 126 lojas do Epa em Minas Gerais e no Espírito Santo, segundo o diretor da DMA Distribuidora, dona da rede, Roberto Gosende. “A própria Vigilância Sanitária é muito rigorosa no que diz respeito a essa questão e monitora constantemente o setor. Por isso, estamos sempre vigi-

lantes com a limpeza dos carinhos e cestas”, garante Gosende. Porém, ele faz uma ressalva: “Estamos enfrentando um problema de escassez de água, que não pode ser desperdiçada. Mesmo assim, a limpeza não é negligenciada. Estamos sempre atentos. Às vezes, a sujeira é uma coisa momentânea, provocada por um consumidor desatento que derramou algum produto”, justifica.

Preocupado com a saúde dos clientes, principalmente crianças e idosos, Alexandre Silva reforça a higiene

Alexandre César Rocha Silva, proprietário de uma lan house no bairro Jardim América,regiãoOestedeBeloHorizonte, planejaintensificarosprocedimentos dehigiene, com a colocação de um recipiente de álcool em gelnaentrada doestabelecimento.“Estamos pesquisando a legislação para ver a altura adequada, já que recebemos muitas crianças que vêmàloja fazertrabalhosescolares. Além disso, o pessoal do Sebrae está nos dandoassessoria”,diz ele. “A nova lei é muito positiva, no sentido de evitar a propagação de viroses, principalmente entre crianças e idosos, que são boa parte de nossos clientes”, diz.

CHOCANTE Sujo De acordo com estudo da Universidade do Arizona, nos EUA, o mouse do computador pode acomodar cerca de 1.676 micróbios por polegada quadrada

Intestino Em uma amostra de 87 carrinhos, 50% estavam contaminados com a bactéria E. coli (também presente no intestino humano)

Verificação sanitária é rotina Procurada pela reportagem, a Vigilância Sanitária de Belo Horizonte, responsável pela fiscalização de estabelecimentos comerciais na capital mineira, não disponilizou nenhum representante para falar sobre o assunto. Mas, por meio de nota, afirmou que “a verificação das condições sanitárias dos equipamentos fornecidos ao consumi-

dor sempre foi rotina da Vigilância Sanitária nos estabelecimentos que obrigatoriamente possuem alvará sanitário”. Ainda segundo o texto divulgado, “a lei que trata do Código de Defesa do Consumidor será utilizada pelos fiscais do Procon, que deverá determinar a punição caso haja descumprimento da lei”. Por fim, disse no texto que “o trabalho da Vigilân-

cia Sanitária – seja de rotina ou a partir de denúncias – é realizado de maneira preventiva, para promoção, proteção e prevenção da saúde do cidadão”. O órgão informou também que pode ser acionado para denúncias de irregularidades pelo telefone 156 ou pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), via internet, no endereço eletrônico www.pbh.gov.br.

PRINCIPIOLÓGICA Genérica Na avaliação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, apesar de ser muito genérica, lei 13.486/2017 é, a princípio, benéfica Segurança “Ainda esta-

mos analisando a legislação, mas tudo que aumenta a segurança do consumidor é bemvindo”, afirma o coordenador geral da secretaria, Gabriel Carvalho Princípios De acordo com ele, o fato de o novo texto ser “genérico” se deve às próprias

características do Código de Defesa do Consumidor (CDC). “O CDC é uma lei principiológica, ou seja, que estipula princípios, não regras detalhadas”. O mesmo acontece com legislações contemporâneas que tutelam os direitos fundamentais


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REDE GLOBO/DIVULGAÇÃO

almanaque DE VOLTA> No ano do centenário do Velho Guerreiro, musical retorna à capital Havia cerca de 15 anos queoatorStepan Nercessian, 63, não fazia teatro, quando recebeu o convite para representarninguémmenos queChacrinha, num musical escrito porPedro Bial e Rodrigo Nogueira e dirigido por Andrucha Waddington. Era exatamente esse o tipo de oferta especial que ele tinha em mente quando dizia que só retornariaaospalcoscaso recebesse uma delas. “Tenhouma relação com o ator de teatro e com a arte em si de muita admiração e respeito. Ao mesmo tempo, é um negócio de louco, uma espécie de sacerdócio que exige dedicação intensa. O teatro liberta, mas também prende, no sentido de que é preciso estar ali, à disposição, não só naquelas duas horas da noite, mas o dia inteiro”,explica.“Éalgoquefarei sempre, mas quando acharqueé um projetoespecial e que a minha presença é muito importante. Algo que outro não possa fazer”. Passados três anos desde a estreia de “Chacrinha, o Musical”, que faz curta temporada em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 4 e 5), Stepan se diz satisfeito não só pelo sucesso do espetáculo em si, mas pelo fato de ele ter impulsionado outras homenagens, sobretudo em 2017, ano em que o Velho Guerreiro completaria cem anos. Além do musical, a Globo produziu um especial para a TV e um filme sobre a vida de Chacrinha está sendo rodado – ambos com o ator como protagonista. Houve também homenagens no rádio e, ano que vem, a escola de samba Grande Rio vai levá-lo para o Carnaval carioca (após uma tentativa da Beija-flor, não concretizada por falta de verba). “Todo mundo acordou e houve homenagens próximas do que ele merece. Foi muito bom ajudar a reacender essa imagem e memória do nosso querido Chacrinha”, comenta Stepan. A montagem acompaJessica Almeida

também”, confessa.

Celebrando Chacrinha nha a trajetória do apresentador, da infância em Surubim, Pernambuco,aoauge, comandandoo “CassinodoChacrinha”, junto às chacretes e a jurados célebres – como Elke Maravilha (1945-2016) e Pedro de Lara (1925-2007) – e se valendo de seus trocadilhos infames, buzinadas e do troféu abacaxi. YOUTUBER Stepan considera o que Chacrinha fazia há mais de 30 anos algo parecido com o que os youtubers fazem hoje. “Era um descompromisso e uma ousadia dificilmente vistos nos dias atuais, na TV, e ele fazianaquelaépoca.Rompeutodos os padrões, foi um grandeexperimentador. Arriscava tudo o tempo todo. Isso tudo apesar da rigidez, do preciosismo, do perfeccionismo e da exigência com a produção. Há uma fala dele no espetáculo queé ‘meu programa tem que ser perfeito, perfeito!’”, cita. “Ele queria essa perfeição para poder bagunçar. Se dava liberdade e tinha uma comunicação imediata como a que a internet tem hoje”. O encontro com fãs e todo um público influenciado por Chacrinha, para Stepan, foi uma emoção à parte. “O que mais me impressionou foi ver como ele está vivo na memória das pessoas. Todo mundo sente falta, ele preenche a memóriaafetivado brasileiro.Então, procurei não atrapalhar

Sáb. e dom. 4 e 5.nov.

“

Além da grandiosa homenagem, o espetáculo é um marco no teatro brasileiro pela grandeza dos cenários, figurinos, música esse encontro, não me colocar no caminho. Porque a paixão por ele é imediata. E não só por ele, pelos jurados, a Rita Cadilac, todo mundo tinha uma personalidade muito grande”, afirma. Interpretá-lo na televisão e no cinema – as gravações já começaram e “Chacrinha: O Velho Guerreiro”, também dirigido por Andrucha Waddington, deve estrear ano que vem – tem sido novos desafios para o ator. “Até agora estou angustiado com o filme, é difícil levar a essência de um meio para o outro. No especial para a TV fiquei nervoso como se fosse a primeira vez. A habilidade e a agilidade com as quais ele dominava várias câmeras era impressionante. Mas graças a Deus foi um sucesso, como ele mesmo era. E o cinema não perdoa nada!Minhapreocupação é não deixar que eu apareça no cinema

OUTROS TRABALHOS Além da turnê com o espetáculo – que, aliás, termina agora, na capital mineira – e das gravações do filme, Stepan vem dividindo seu tempo entre as filmagens de outra obra, “Virando a Mesa”, de Caio Cobra, e a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), onde está desde o ano passado.“Assumi o cargo porque, num momento de crise, não podemos deixar o barco à deriva, e, por ora, nosso maior desafio é manter os programas que já existem, apesar de não podermos planejar orçamento, porque tudo influencia a economia”, diz. No momento em que vivemos, de intolerância generalizada,inclusiveno âmbito da arte, ele acredita que o importante é sempre estarmos abertos ao diálogo.“Minhaprimeiraestratégia é não abrir mão da minha própria humanidade, buscando minhas convicções constantemente, mas atento a tudo o que ouço. Temos vivido um momento de colunas de certeza e determinação, com as pessoas quase atingindo a imbecilidade de achar que estãosemprecomarazão.Minha preocupação é dos dois lados, porque ninguém mais dialoga”, afirma. Outro trabalho no qual está envolvido, a segunda temporada do programa “Saideira”, do Canal Brasil, em que recebe convidados para bater papo ao lado do ator Antônio Pedro, é uma de suas ferramentas nesse processo. “Levamos muita gente pra contar sua história, gente da área artística, de vanguarda. Isso ajuda as pessoas a entenderem que muita coisa que para eles parece natural, custou um preçoparaalguém.Éimportante sabermos que nada foi dado”, pondera.

Chacrinha, o >Musical Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 4 (sábado), às 16h30 e às 21h; e 5 (domingo), às 16h. R$ 100 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Maitê: 40 anos de carreira Patrícia Cassese

O termo foi cunhado pelo diretor teatral Amir Haddad, mas teve, de imediato, o endosso de Maitê Proença. “Estamos fazendo o pós-teatro”, diz a atriz, referindo-se à iniciativa que a traz de volta aos palcos: “A Mulher de Bath”, espetáculo que, vale lembrar, terá sua estreia nacional na capital mineira. As apresentações acontecem nestes sábado e domingo (28 e 29), no Cine Theatro Brasil Vallourec. E o que seria esse pósteatro? “É um teatro amigo do público, horizontalizado. É tudo vivo, claro e sem truques. Para ficar simples, foram meses de estudo, pesquisa, escavação para dentro de mim, e trabalho em cima do texto e no palco. Por fim, chamei um produtor amigo, Sandro Chaim, que viabilizou o nosso delírio cênico”, explica ela, que compartilha a cena com Alessandro Perssan – com quem, aliás, já havia dividido os créditos de trabalhos como “À Beira do Abismo me Cresceram Asas”. “Ele dialoga comigo, reage, troca o cenário, faz o som, dançamos juntos. Não estou sozinha. Mas ele está vestido de forma bem moderna e o canto dele no palco é mais da atualidade. Já os espaços que eu uso são mais atemporais”, repassa Maitê. “A Mulher de Bath” é um texto escrito no final do século XV. A narrativa está inserida na obra “Os Contos da Cantuária” (“The Canterbury Tales”), do inglês Geoffrey Chaucer (1343–1400), que, por

Sáb. e dom. 28 e 29.out

DANIEL CHIACOS/DIVULGAÇÃO

Maitê Proença

Odisseia da personagem é entremeada com o relato fantástico de uma época imaginária

sua vez, é apontado como um dos mais importantes da literatura britânica medieval. Não por outro motivo, o escritor, filósofo e diplomata é considerado como nada menos que o pai da literatura inglesa. Na verdade, “pai e mãe”, corrige Maitê. “Não havia a língua inglesa escrita e falada como a conhecemos antes de Chaucer. William Shakespeare foi beber ali para escrever suas maravilhas”, pontua a atriz. ALICE “Os Contos da Cantuária” flagra uma caravana de 29 peregrinos que sai de Londres a caminho da Cantuária (Canterbury), onde o grupo pretende visitar o túmulo de São Thomas Becket. No livro, para amenizar o percurso, o taberneiro sugere que os integrantes compartilhem relatos de suas vidas – ao

fim, o contador da melhor narrativa será agraciado com um lauto banquete. Nessa disputa emergem “contos de cavalaria heroica e farra desbragada, de santidade e de perdição, um compasso que engloba o que há de mais sórdido e mais sublime na alma humana”. No conto dedicado a Alice (Alison, no original), a personagem se apresenta como uma mulher adiante de seu tempo, e que já vivenciou cinco casamentos. Alice retrata a história de um jovem que é condenado por tirar a virgindade de uma moça – por isso, será condenado à morte. Salvo se encontrar a resposta para a questão “o que as mulheres mais desejam”. “O pensamento da Idade Média era centrado na religião. O texto foi escrito por um homem, mas ele colocou as palavras na boca de uma mulher. Esta mulher ama a

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vida, o riso, os prazeres mundanos. E ela defende suas ideias, seus desejos, o prazer sexual, o gosto pela bebida, pelas tramas e artimanhas femininas, tudo o que faz com base em trechos bíblicos. O sagrado, nela, não proíbe a alegria e a diversão. É muito divertido”, explana Maitê. Perguntada sobre como o texto chegou às suas mãos, Maitê Proença rememora: “Um amigo me presenteou com a tradução brasileira, que foi toda inspirada nas trovas do Sul e nos cordéis nordestinos, uma joia linda de José Francisco Botelho”, diz, referindo-se ao jornalista, escritor e tradutor gaúcho. Ao devorá-la, a reação foi imediata. “Caí pra trás. Imediatamente imaginei aquilo sendo dito em cena, com aquelas rimas todas faladas sem pompa, seria perfeito, atual, necessário. Mos-

trei para o Haddad e convidei-o a dirigir. Dessa parceria nasceu a peça”. Sobre estrear na capital mineira, ela observa. “Fico um pouco apreensiva, por se tratar de uma cidade exigente. Será a primeira vez que faremos com público. Nunca terá sido testada, nem em ensaios abertos. Mas sei que estou levando qualidade e diversão do mais alto grau”, afiança ela, que no próximo final de semana já estará em Belém do Pará. “Isso é peça pra durar uma vida. Por hora, vou circular pelo Brasil e, em março, faremos Rio de Janeiro e São Paulo”, programa. OUTROS PROJETOS Além do teatro, Maitê Proença conta que, neste ano, ainda se debruçou sobre o projeto de um curtametragem, “Sinopse”, dirigido por Felipe Saleme e Lara

Koer, que ainda será exibido (a estreia está prevista para novembro), “com Gabriel Godoy e uma gente jovem de Juiz de Fora”. O roteiro é de Tairone Vale, que também atua no filme “Também dirigi uma peça com uma atriz de 20 anos, a Julia Portes, em um texto escrito por ela: ‘É Sobre Você Também’, que está em cartaz no Rio de Janeiro”. O espetáculo deriva-se de uma cena curta, à qual Maitê assistiu no Festival de Teatro do Rio. Na telinha, Maitê Proença integrou o elenco da segunda temporada da série “Me Chama de Bruna”, que estreou no domingo (22), no canal de TV paga Fox Premium 1. A atriz interpreta a personagem Miranda, uma jornalista que estabelece um jogo de gato e rato com a personagem central – vivida por Maria Bopp, e inspirada na personagem real Bruna Surfistinha Para Maitê Proença, uma empreitada “surpreendentemente bem dirigida”, diz, referindo-se à dupla Octavio Scopelliti (argentino) e Pedro Amorim. “E tenho vários outros projetos, que me enchem de entusiasmo, rodando as TVs a cabo para encontrar um espaço nas grades. E agora tenho a ‘Mulher de Bath’ que traz tudo o que penso sobre o que deve ser o teatro atual. Foi um processo longo, escolher, produzir, adaptar e dar vida a esse texto – mas ele será o coroamento dos meus 40 anos de carreira”, festeja.

> A Mulher de Bath

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Nestes sábado (28), às 20h, e domingo (29), às 19h. R$ 80 (inteira).

FILIPPO BALBONI/DIVULGAÇÃO

Botafogo dança 6 Ana “H.U.L.D.A.” em BH

paulista se 6 Grupo apresenta no Feto

O balé perpassa os 40 anos da Cisne Negro Cia. de Dança, grupo fundado por Hulda Bittencourt – que dá nome ao espetáculo. Com direção de Jorge Takla e participação especial de Ana Botafogo, a montagem é separada em cinco blocos que narram a história de Hulda. Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Dia 4 (sábado), às 21h Quanto R$ 60 (plateia 1, inteira); R$ 40 (plateia 2, inteira); R$ 30 (plateia 3, inteira).

Chegando a sua segunda semana, o Festival Estudantil de Teatro recebe a companhia Teatro de Transeuntes. Inspirado na obra de Raimundo Carrero, o espetáculo “A História de Bernarda Soledade: a Tigre do Sertão” narra a trajetória da filha mais velha de uma família, a domadora de cavalos Bernarda, e suas desavenças dentro de casa Onde Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto) Quando Neste sábado (28), às 20h Quanto R$ 6 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Dança, uma língua universal Lara À flor de seus Alves 22 anos re(*) cém-completados, o Fórum Internacional de Dança (FID) mantém um desejo antigo de transpor as barreiras territoriais, levar a dança brasileira para fora dos limites tupiniquins e promover um intercâmbio entre grupos e companhias da América do Sul. É com esta proposta que o FID dá o pontapé inicial para a edição que começa neste domingo(29). Norteada pela temática “Outras Redes”, a 22ª edição do fórum espalha sua programação pordiversos espaçosda cidade – entre eles o Sesc Palladium e o Galpão Cine Horto – e inclui no calendário, além dos espetáculos de dança, oficinas e debates sobre economia da cultura e internacionalização da arte. “As conversas e os debates são uma forma de elaborarmos outras redes de circulação do pensamento artístico, de encontrar formas de sobrevivência para a nossa arte, modos de levar os nossos produtos para outros países sul-americanos”, explica a idealizadora e produtora artística do FID, Adriana Banana. Há dez anos, o FID já ca-

minhava na direção de uma nova proposta curatorial com a criação do “Sulreal – Propostas de Desimperialismo”. O eixo surgiu na tentativa de superar a dificuldade em reunir curadores de diferentes países da América do Sul para compartilharem suas experiências em festivais de dança. Neste ano, o fórum recebe importantes nomes da cena nacional e internacional, como a bailarina uruguaia Vera Garat, a coordenadora de dança da Secretaria de Cultural de Buenos Aires, Valéria Kovadloff, e o coordenador de dança da Funarte, Fabiano Carneiro. “A intenção de trazer estas referências na dança é chamar a atenção para o que está sendo apresentado no Brasil, chamar a atenção dos países convidados para a reciprocidade, mostrar que é preciso não apenas trazê-los para cá, mas também levar Minas para outras terras”, pontua Adriana. E se os debates ficam restritos aos mais aficionados, as apresentações de dança fogem às discussões e, é claro, ganham os palcos. Com a necessidade de efetivar o intercâmbio cultural, a abertura do evento fica a cargo da Companhia Nacional de Dança Contemporâ-

nea da Argentina, que desembarca na capital para apresentar o programa duplo “8 Pies/ Rio Conmigo”. A mineiridade também tem sua presença confirmada no FID. Dois importantes nomes da dança belo-horizontina apresentam coreografias junto a suas companhias. O corpo de baile da Rui Moreira Cia. de Danças interpreta “Faça Algum Barulho”, uma trama inusitada que abarca lundus e ritmos urbanos, e Benjamin Abras leva parao palco o solo “Como Caibo Neste Mundo” e a montagem “Maravalhas”, este ao lado do Coletivo Multidanças. Segundo Adriana, a curadoria pretende levar para o público obras que discutam a resistência. “Os espetáculos escolhidos têm em comum o fato de serem histórias de resistência da nossa cultura local, das nossas tentativas de resistir às ondas de dominação, às intolerâncias, ao racismo e à xenofobia. Nós nunca podemos abrir mão de representar a nossa história, a nossa cultura”, finaliza.

Abertura 29.out.

PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

Solo

“Como Caibo Neste Mundo”, de Benjamin Abras, integra programação do FID 2017

* Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça

> FID 2017

Vários espaços da cidade. Entre 29/10 e 4/11. Valores sob consulta. Confira a programação completa no site: www.fid2017.com.br

Festival de estreias e solos Abertura 3. nov.

LUCAS BRITO/DIVULGAÇÃO

Carolina Correa apresenta o espetáculo “Trombo”

De janeiro a julho, as salas ocupadas pelo La Movida Microteatro Bar na cidade ofereceram um leque amplo de cenas curtas variadas: jogos corporais, danças e micro-peças. E foi naquele cenário que Robson Vieira, ator e pesquisador da Patela Cia, instigou os envolvidos a transformarem as cenas em espetáculos, compondo a grade do 4º “BH in Solos”. O festival se inicia no dia 3 com o tema: “Estrear Para Não Parar”. Sem o suporte de leis de incentivo, o evento ergue-se graças ao empenho dos artistas e a colaboração de agentes como o Sesc Palladium e o Sesiminas, que o sediarão. São três estreias que ficam em cartaz por três dias, sempre de sexta a domingo. “São apostas que estamos fazendo junto aos artistas. Eu também vou ver as estreias, não sei como as cenas se desenvolveram. Aliás, trata-se de um dos poucos festivais que só trazem estreias. É um risco, mas também uma forma de instigar o momen-

to da criação”, pontua Vieira, que assistiu a quase todos os trabalhos que passaram pelo La Movida. “Depois, procurei os artistas que desenvolveram cenas dentro da linha curatorial que eu visava, a da resistência. Que abordassem questões como o feminismo ou o combate ao racismo”, conta. As obras selecionadas foram “Sapato Bicolor”, “Ondas de Onde Parto” e “Trombo”. Na primeira, o ator Fabiano Persi reflete sobre discriminação tendo como pano de fundo manifestações culturais da capital, como o Baile da Saudade. O segundo, de Mariana Rabelo, aborda a transformação da mulher antes, durante e após o parto. Já “Trombo”, de Carolina Correa, abre a programação. FALSO DIAGNÓSTICO Trabalhando com espetáculos autobiográficos desde 2014, Carolina Correa se valeu da arte como catarse em um processo sofrido. “Co-

mecei a sentir fortes dores de cabeça e procurei o médico. Depois de exames bem superficiais, ele me diagnosticou com um coágulo na cabeça. Entrei em depressão! Mexeu muito com a minha cabeça, com o que estava pensando sobre minha vida na época”, relembra. Mais tarde, Carolina decidiu procurar outro profissional. Após exames mais minuciosos, a revelação: “Não tinha nada, não havia coágulo”. “A dor de cabeça era fruto de estresse”, diz ela, que ali vislumbrou um espetáculo narrando sua história. A atriz pontua que sua performance discute a fragilidade a que ficamos expostos a partir de um diagnóstico – o que pode determinar escolhas que terão consequências no curso da vida. “É o que estou chamando de biopoder. A autoridade do médico frente ao paciente, o crescimento das redes de farmácias, o abuso no uso de medicamentos… É sobre como ficamos vulneráveis”,

frisa. O espetáculo une dramaturgia e dança para explorar essa dimensão da fragilidade do corpo. No processo de construção, ela arregimentou colaborações. “Convidei o Tiago Gambogi, que desenvolve um trabalho corporal muito forte, expressivo. Procurava movimentos que remetessem ao choque, à ruptura, ao trombo em si”, lembra a atriz. A iniciativa também traz o olhar de Juliana Pautilla ao questionar o machismo sistemático que se desenrola dentro dos consultórios. “Os médicos costumam colocar as mulheres nessa posição de frágil, de incapazes. E queremos questionar isso também”. * João H. Motta/ sob a supervisão de Patrícia Cassese

> BHin Solos

Abertura com “Trombo”, de Carolina Correa. Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 3 e 4, às 20h, e dia 5, às 19h. R$ 10 (inteira). Programação completa em: bhinsolos.com.br


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ARTES CÊNICAS teatro adulto A MULHER DE BATH (Leia mais na página 20)

COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO Dir. Carlos Nunes. Com Carlos Nunes Zé da Silva conta como foi parar na prisão após roubar a galinha da filha de um deputado. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado).

DESCULPA, NÃO ESTAMOS NA TV Dir. Orlando Orube. Com Bruno Berg, Bruno Costoli e João Basílio Os atores criam uma programação televisiva trazendo humor para quadros tradicionais da telinha. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (promocional).

ESQUECIDOS/ RECORDADOS Dir. Igor Ayres. Com Luiz Drumond, Ana Laura Justino e Horácio Martins A realidade de três moradores de rua que sofrem as consequências das ações dos recordados - os elementos do topo da pirâmide social. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Neste sáb. (28), às 18h; dom. (29), às 17h. R$ 20 (inteira).

ESSA HERANÇA É MINHA Dir. Fred Mayrink. Com Maurício Canguçu e Ílvio Amaral Sissi falece e Mary e Elizabeth lutam para garantir a fortuna. Teatro Imaculada (r. Aimorés, 1.600, Lourdes). Neste sáb. (28), às 21h; e dom. (29), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc).

FRAU AMÁLIA FREUD Dir. Pádua Teixeira. Com Beth Grandi À beira da morte, Amália repassa sua vida e a relação com seu filho, Sigmund Freud. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 40 (inteira).

INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 17/12.

MOTRIZ: UM CONCERTO PARA VOZ, AFETOS E OS SONS AO REDOR Dir. Maria Clara Ferrer. Com Juliana Mota Uma mulher negra dispara um fluxo de músicas e palavras que adentram a memória dos espectadores. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 10 (inteira).

NIGHTVODKA Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Num universo em ruínas, o espetáculo parte do acidente de Chernobyl e faz

PAULO LACERDA /FCS/DIVULGAÇÃO

Transposta para uma comunidade brasileira, “Porgy and Bess”, obraprima da ópera dos EUA, está em cartaz em BH

uma ode à cultura soviética. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 20/11.

SEGUNDA CHAMADA Dir. Chico Pelúcio. Com Conexão Galpão Após perder o contato, três amigos se reencontram e precisam solucionar casos mal resolvidos. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 13/11.

TODOMUNDO Dir. Jordan Baêsso. Com Alex Bernardes, Alessandra Stella, Ernane Campos Ao receber a visita da Morte, Todomundo busca uma forma de escapar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (28), às 21h; dom. (29), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

A BELA E A FERA Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Fernanda Hallais Para salvar seu pai, uma jovem aceita viver no castelo de um príncipe que foi transformado em fera. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (antecipado).

CARROÇA DE HISTÓRIAS Com Pierre André Uma carroça repleta de histórias é conduzida por um viajante do sonhos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 20 (inteira).

OS SALTIMBANCOS Dir. Raimundo Farinelli. Com Marcus Vinicius, Paulo Victor, Daniela Cassimiro Jumento, cachorro, galinha e gata fogem para tentar a carreira musical. Teatro Santo Agostinho (r. dos Aimorés, 2679, Lourdes, 3291-5340). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 16h. R$ 40 (inteira).

SHOW DOS CLÁSSICOS Dir. coletiva. Com Grupo Argumento Lívia e João contam a história dos clássicos da literatura infantil. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (29), às 16h. R$ 20 (inteira).

dança

Dir. Benjamin Abras. Com Benjamin Abras e Coletivo Multidanças Investigação sobre o corpo encarcerado na situação sociopolítica e econômica do Brasil. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (3), às 19h. Entrada gratuita mediante inscrição prévia pelo e-mail inscricao@fid.com.br Dir. Rui Moreira. Com Rui Moreira Cia de Danças Dois andaçarinos, confrontados por suas diferenças, reinventam a expressão. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Qui. (2), às 20h. R$ 20 (inteira).

ocupação transarte musical

R$ 6 (inteira).

ADOLESENDO CLARERÊ

teatro infantil

COMO CAIBO NESTE MUNDO/ COMO CAIBRO NESSE MUNDO

FAÇA ALGUM BARULHO

TROMBO Dir. Tiago Gambogi e Juliana Pautilla. Com Carolina Correa Uma mulher recebe um diagnóstico que pode ser fatal. Um falso diagnóstico. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (3) e sáb. (4), às 20h; dom. (5), às 19h. R$ 10 (inteira).

suas experiências. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (29), às 20h. R$ 20 (inteira).

Dir. coletiva. Com Rodrigo Salvador, Márcio Vesoli e Sol Bueno Uma criança, uma sereia e um folião de reis contam a história da infância de Clara Nunes. Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários). Neste sáb. (28), às 17h. Entrada gratuita.

CONCERTO PARA BEBÊS BRASIL Dir. Cássio Pinheiro. Com Ana Roberta Rezende, Gabriel Estanislau, Gerson Marques Espetáculo cênico-musical para a primeira infância, sustentado no erudito e no cancioneiro popular brasileiro. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (28) e dom. (29), às 11h. R$ 70 (inteira); R$ 30 (postos Sinparc).

ópera PORGY AND BESS Dir. Fernando Bicudo e Silvio Viegas. Com Orquestra Sinfônica, Coral Lírico e Cia. de Dança Palácio das Artes Inspirada na música afro-americana, a obra traz o amor entre um homem e uma mulher negros da Carolina do Sul. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Neste dom. (29), às 19h; ter. (31), às 20h. R$ 60 (inteira).

feto - festival estudantil de teatro

BRASIL DAS GERAIS

100 SINAL

Dir. Carlos Moreira. Com Grupo Guararás Tradições culturais, rituais religiosos e festas populares do calendário brasileiro são narradas por duas bonecas. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. (2), às 20h. R$ 40 (inteira).

Dir. Amanda Sobral. Com Grupo Casca Grossa (SP) Dramas de adolescentes se perdem entre a vida real e o mundo virtual. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (28), às 15h30. FERNANDA DINIZ/DIVULGAÇÃO

Bailarinos apresentam o espetáculo “So+Mos” na quarta semana da Ocupação Transarte

Dir. Giovana Consorte, Rousejanny Ferreira. Com Grupo Composto (GO) A dança como um espaço de representatividade e as fases da adolescência. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste dom. (29), às 11h. R$ 6 (inteira)

A HISTÓRIA DE BERNARDA SOLEDADE: A TIGRE DO SERTÃO Dir. Maíra Fróis. Com Teatro de Transeuntes (SP) A sina da família marca o ímpeto conquistador da filha mais velha: a domadora de

cavalos Bernarda. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (28), às 20h. R$ 6 (inteira).

fid - fórum internacional de dança

RECONSTRUINDO E CONSTRUINDO UMA JOVEM CRISTAL Dir. Cristal Lopez. Com Cristal Lopez A autobiografia da artista desde a sua infância até sua consagração. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Qui. (2), às 19h. R$ 20 (inteira); entrada gratuita para pessoas trans.

SO+MOS 8 PIES E RIO CONMIGO Dir. Margarita Fernandez. Com Compañia Nacional de Danza Contemporánea (ARG) Dois espetáculos do grupo argentino. O primeiro parte da improvisação e o segundo propõe o trânsito do indivíduo por

Com Grupo Somos A existência da identidade humana, enquanto identificação e orientação sexual, tencionando seus limites. Funarte (r. Januária, 68, Floresta). Neste sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 19h. R$ 20 (inteira). Entrada gratuita para pessoas trans.’


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MÚSICA Um Jota Quest comportado Laura AcostumaMaria dos a abrir seus shows “jogando” o público para cima, os integrantes do Jota Quest tiveram que aprender a ficar contidos no palco durante a gravação de seu primeiro acústico. Em “Músicas para Cantar Junto”, show da turnê do CD e DVD “Acústico Jota Quest”, que será apresentada no próximo fim de semana (dias 3 e 4), no Palácio das Artes, os mineiros seguiram a cartilha do formato: recorreram ao banquinho e ao violão – e também à bateria, ao baixo e aos teclados – para revisitar hits que consolidaram a banda como uma das mais populares do país. “Somos muito elétricos, principalmente no início dos shows. Nossa primeira hora é aeróbica. Agora, nesse acústico, estamos fazendo diferente: vamos subindo aos poucos e nos soltando já quase no fim”, contou Rogério Flausino, durante entrevista coletiva, na última semana. Depois de fazer “shows de ensaio” em Juiz de Fora e em Porto Alegre (RS), e lançar o disco nas plataformas digitais, a banda escolheu o Palácio das Artes para palco da estreia oficial

Sex. e sáb. 3 e 4.nov.

CÉSAR ORVALLE/DIVULGAÇÃO

Discussão

Flausino conta que banda quase caiu na briga para selecionar músicas do álbum

da turnê. “Viemos muitas vezes assistir a espetáculos aqui, como os do Grupo Corpo. Agora, é a nossa vez de nos apresentar”, justifica Márcio Buzelin. Confortavelmente sentado no grande teatro, o público poderá ouvir e cantar junto “Fácil”, “Dias Melhores”, “Só Hoje”, “Amor Maior”, entre outros hits. Mas, avisa Flausino, haverá momentos em que o grupo irá chamar a plateia para ficar de pé e can-

tar. Aliás, o vocalista não esconde a dificuldade que sente de ficar parado. “Na terceira música da gravação do DVD (realizada em maio, em São Paulo), tive que me levantar”, conta. FORMATO A decisão de produzir um álbum acústico foi tomada quando o Jota percebeu que os fãs já conheciam bastante as canções que gravaram. “No fim dos anos 90, a MTV

INÉDITAS Olhando pra frente Apesar de o trabalho acústico ter cara de coletânea, essa não foi a intenção do Jota Quest. Por conta disso, três, das 25 canções que compõem o álbum, são inéditas. São elas, “Morrer de Amor”, “A Vida e Outras Histórias” e “Você Precisa de Alguém” que foram compostas especialmente para entrar neste disco e estarão nos shows.

fez várias produções acústicas. Nós recebemos o convite da emissora para gravar um, mas acreditávamos não tínhamos repertório suficiente para fazer um trabalho desse”, revela o vocalista. No acústico que lançam agora, músicas com roupagem dançante foram revestidas de melodias suaves. “Esse foi o momento que encontramos mais dificuldade. ‘Mandou Bem’ foi a canção que mudamos menos, mas

‘Encontrar Alguém’ e ‘Na Moral’ têm sonoridades diferentes. É um som mais escurinho”, pontua Buzelin. Entre os convidados que participaram da gravação de CD e DVD, estão Milton Nascimento (“O Sol”) e Marcelo Falcão, do Rappa (“Você Precisa de Alguém”). Para o show de BH, Bituca já avisou que não poderá vir, e Falcão contou que avisará “em cima da hora”, conta Flausino. Por ora, no entanto, novas parcerias não estão nos planos do grupo. “Tenho a expectativa de que fiquemos uns dois anos por aí com esse projeto. Foi legal fazer parceria com a Anitta, combinava com a canção, o momento. Foi bom como foi com o Projota. Assim, como com o Alexandre do Natiruts, reggae é uma coisa que nos interessa. Aliás, há dois no acústico e é nele que nós estamos focando agora, um Jota mais canção. Quando a gente tiver uma ideia nova, eu conta pra vocês”, conclui. (Com Jessica Almeida)

> Jota Quest

No show “Músicas Para Cantar Junto” Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 3 (sexta) e 4 (sábado), às 21h. R$ 180 (inteira, plateia 1), R$ 150 (inteira, plateia 2), R$ 110 (inteira, plateia superior).

Música de game levada a sério Quando era criança, o músico norte-americano Tommy Tallarico, 49, costumava gravar as trilhas sonoras de seus jogos de videogame favoritos. Depois, as colocava para tocar enquanto a televisão exibia imagens dos mesmos jogos. Com a estrutura montada, ele cobrava US$ 0,05 de seus amigos para assistirem-no fingindo estar fazendo um concerto “tocando” uma vassoura. Na época, ele ainda nem sabia que poderia unir suas duas paixões – videogames e música – numa coisa só, mas foi esse o embrião do projeto que ele viria a fundar cerca de 30 anos depois: o Video Games Live (VGL). Belo Horizonte recebe, na próxima sexta (3), a turnê comemorativa dos dez anos do projeto que basicamente reúne a música dos games mais populares do mundo performada por uma or-

questra sinfônica, coro e solistas ao vivo. Além de arranjos especiais, vídeos dos jogos são transmitidos num telão, ou seja, uma verdadeira imersão. Como convidados especiais para o show de BH estão o compositor da clássica trilha sonora dos jogos “Halo” e “ Destiny”, Marty O’Donnell, que virá pela primeira vez ao Brasil, e a Orquestra Sinfônica Villa-Lobos. NÃO-INICIADOS Por incrível que pareça, não é um evento somente para iniciados no universo dos games. Pelo contrário, com diversas turnês ao redor do mundo inteiro, Tallarico observa que as reações mais empolgadas geralmente são de pessoas que vão apenas para acompanhar algum “gamer”. O músico começou a trabalhar com videogames aos 22 anos e, pouco tempo depois, encontrou uma oportu-

Sex. 3.nov.

PRODUÇÃO VIDEO GAMES LIVE/DIVULGAÇÃO

Video Games Live apresenta músicas de jogos de videogame em roupagem orquestral

nidade para se tornar compositor de trilhas sonoras. A música de jogos como “Earthworm Jim”, “RoboCop Versus The Terminator”, “Prince of Persia” e “Tony Hawk’s Pro Skater” são de sua autoria. Desde que começou, viu a complexidade das músicas

para jogos evoluir exponencialmente e chegou até a dizer, num vídeo no canal da VGL no Youtube que, “se Beethoven estivesse vivo, seria compositor de músicas para videogames”. Produtor do evento no Brasil, Nino Mega Driver segue a mesma linha de raciocí-

nio. “A indústria dos games é que mais cresce no mundo! Hoje ela já fatura mais que a indústria do cinema. E não tenho dúvidas de que o Tommy está correto. As trilhas dos games evoluíram dos ‘bips’ e ‘boops’ para composições complexas e muito bem produzidas. Vários jo-

gos atuais possuem temas orquestrados e produzidos por grandes compositores e gravados com orquestras tradicionais”, afirma. “Fatalmente, se os grandes compositores estivessem ainda vivos, estariam produzindo trilhas para jogos. Já imaginaram (Johann Sebastian) Bach escrevendo uma música para um jogo da série ‘Castlevania’? Seria surreal!”. O público brasileiro, segundo ele, é bastante misto. “Varia desde gamers que jogam desde a época dos jogos clássicos, do Nintendinho, Super Nes, Mega Drive etc., até os mais novos, que começaram em gerações mais atuais, como Playstation e Xbox”, comenta. (Jessica Almeida)

> Video Games Live

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 3 (sexta), às 20h. R$ 280 (inteira, setor 1), R$ 240 (inteira, setor 2).


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MÚSICA Da terra de Mozart para BH FÁBIO BORQUEZ/DIVULGAÇÃO

Patrícia Cassese

Desde que foi formada, em 1991, a Orquestra de Câmara Salzburg Chamber Soloist vem se aplicando em levar a boa música aos quatro cantos do planeta – já se apresentou em diversos países, da China ao Chile, passando por Canadá ou Estados Unidos. Em 1995, a passagem por Buenos Aires acabou rendendo o título de melhor grupo de câmara a se apresentar no icônico Teatro Cólon naquela temporada. Sob a batuta do maestro Lavard Skou-Larsen, seu fundador e diretor artístico, a orquestra volta a solo brasileiro agora – e, mais uma vez, a capital mineira foi incluída na turnê. “Na verdade, temos nos apresentado no Brasil desde 1993, e sempre tem sido excelente. Acredito que essa seja a quinta ou sexta vez que vamos aí, sendo que desta vez, estendere-

Tour

Com repertório que vai do barroco ao clássico, a orquestra aposta na unicidade de seus músicos mos a viagem ao Peru, no final da tour”, diz Skou-Larsen, que, curiosamente, nasceu em Porto Alegre, embora tenha se mudado cedo para Viena. Ele, que iniciou seus estudos de violino com

apenas 5 anos, aos 14 já frequentava a Academia de Música e de Artes do Mozarteum de Salzburgo. O repertório da nova turnê privilegia composições francesas, de autores como Ernest Chausson ou Maurice Ravel. “Mas, claro, um pouco também de W.A. Mozart,

que é a principal referência da cidade de onde viemos, Salzburgo”, diz o regente. Aliás, durante as celebrações pelos 250 anos de nascimento de Mozart, em 2006, a cidade de Salzburgo escolheu a orquestra como uma das representações culturais da efeméride, com nada menos

que 18 concertos. Mas vale frisar que, no curso de sua trajetória, a formação já se debruçou também sobre obras de vários compositores brasileiros. “Caso de Camargo-Guarnieri, Claudio Santoro e Heitor Villa-Lobos”, lista o maestro, sem adiantar se alguma peça

de um desses ícones estará no repertório desta vez. Skou-Larsen ressalta que a Salzburg Chambers atua como uma espécie de “orquestra free-lancer”. “Significa que os músicos, todos destacados profissionais e que também atuam como solistas, se reúnem por idealismo e pelas motivações musicais que concernem a cada projeto. Não há contratos fixos. Há muito investimento pessoal e eventualmente até sacrifícios para alcançarmos o resultado almejado. A questão econômica está, pois, em segundo ou terceiro plano. Então, você consegue imaginar como trabalhar com este grupo é uma alegria pura e uma inspiração para a vida”, brinda.

Orquestra de >Câmara Salzburg Chamber Soloists Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 4 (sábado), às 20h. A partir de R$ 100 (inteira, 1º lote)


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MÚSICA Dia de lembrar Drummond FRANK BITENCOURT/DIVULGAÇÃO

Patrícia Cassese

Instituído em 2011 com o intuito de não deixar o aniversário do nosso poeta maior, o itabirano Carlos Drummond de Andrade, passar em branco, o “Dia D” tem mais uma edição na capital mineira. Para celebrar os 115 anos de nascimento do itabirano, nesta segunda (30) e terça (31) e na quarta (1º/11), o projeto Sempre Um Papo promove o “#Drummond115” (confira destaques da programação ao lado). Já no Sesc Palladium, o cantor Pedro Morais encabeça o espetáculo “Poema Noturno”, que será apresentado na terça (31) quarta (1º). Para o desafio, Pedro (voz, guitarra e violão) partiu de um recorte de 11 poemas, que apresenta junto a Barulhista (beats e programações) e Richard Neves (teclado), e com projeções de vídeo-mapping do artista Daniel Todeschi e iluminação de Paula Manata. “O convite do Sesc Palladium se deu a partir da audição da música ‘Bilhete’, do meu terceiro álbum, que é o poema de

Mario Quintana musicado. Como o arranjo tem um viés mais pop, quando a Lídia Mendes (responsável pela programação literária do Sesc Palladium) ouviu, me convidou para este projeto”, repassa Pedro, lembrando que trabalhou com total liberdade. “Selecionamos oito poemas que foram musicados e outros três, que serão lidos”. O artista frisa que não vai declamar, mas ler. Entre as pérolas que estarão em “Poema Noturno”, uma toca em particular o coração do músico: “Cantiga de Viúvo”, que, como o nome denuncia, aborda o luto. É que Pedro acaba de perder a mãe, Vânia Beatriz. “Foi há 40 dias. Agora as coisas estão começando a ficar mais leves, mas foi o primeiro poema (no processo de pesquisa) que me tocou. Senti a presença dela”, relata. Entre os outros poemas, estão “Poema Patético”, “O Enterrado Vivo”, “Memória” e “Os Poderes Infernais”. Pedro ressalta que foi a mãe e o pai que o introduziram no universo da poesia, ainda na infância, em Minas Novas, no Vale do Jequitinhonha. Sobre Drum-

#DRUMMOND115 Cortejo Literário Onde Começa na Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários) Quando Segunda (30), às 9h30 Quanto Participação gratuita.

Pedro Morais Aproximação experimental de música e poesia

Sarau Literário Onde Prédio Rainha da Sucata (av. Bias Fortes, 50, Lourdes) Quando Segunda (30), às 17h30 Quanto Entrada gratuita. Apresentação de textos de Drummond com a contadora de histórias Beatriz Myrrha Onde Espaço infantojuvenil da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários) Quando Terça-feira (31), às 14h30 Quanto Entrada gratuita.

mond, ele diz que conhecia mais as “coisas que estão na boca do povo”. Com o convite, porém, conseguiu se aprofundar no universo do mineiro. “Sou só um músico popular pedindo, de maneira humilde, uma licença poética”, resume ele, lembrando

que teve toda uma preocupação em manter uma coerência sonora com os poemas.

> Poema Noturno

Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Terça (31/10) e quarta (1º/11), às 20h; R$15 (inteira),

O

QUE VEM POR AÍ

novembro

Roda de conversa com Humberto Werneck – Drummond e o Tempo de BH Onde Teatro da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa (Praça da Liberdade, 21, Funcionários) Quando Terça-feira (31), às 19h Quanto Entrada gratuita Conferência com Antônio Carlos Secchin Onde Auditório do BDMG Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes) Quando Quartafeira (1°), às 19h30 Quanto Entrada gratuita.

SINFÔNICA POP COM CHICO CÉSAR

Palácio das Artes. Sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 60 (inteira). DIA 12 JOYCE MORENO – PALAVRA E SOM

Museu de Arte da Pampulha. Às 11h. R$ 20 (inteira).

Palácio das Artes. Às 20h. R$ 100 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 80 (plateia 2, inteira, 1° lote), R$ 60 (plateia superior, inteira, 1° lote). DIA 11 PAULINHO DA VIOLA ENCONTRA MARISA MONTE

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 280 (arquibancada, inteira, 4° lote).

HUMBERTO GESSINGER DESDE AQUELE DIA – 30 ANOS A REVOLTA DOS DÂNDIS

MADELEINE PEYROUX

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 80 (inteira).

dezembro

DIA 18

DIA 3

IRA! FOLK

MAIS BONITO NÃO HÁ – MILTON NASCIMENTO E TIAGO IORC

DIA 16

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 440 (mesa setor 1, inteira), R$ 400 (mesa setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote).

Anfiteatro Mineirão. Às 19h. A partir de R$ 40 (arquibancada setor branco, inteira, 1° lote).

DIA 24

DIA 10

ANTÔNIO ZAMBUJO E ROBERTA SÁ – “ATÉ PENSEI QUE FOSSE MINHA”

FELIPE NETO - MEGAFEST

Palácio das Artes. Horários e valores ainda não informados.

DIA 11 FESTIVAL SHOW DA VIRADA – COM ALOK, CHITÃOZINHO E XORORÓ, JORGE E MATEUS, LUAN SANTANA, SIMONE E SIMARIA, WESLEY SAFADÃO E MATHEUS KAUAN

DIAS 25 E 26

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 130 (plateia 1, inteira), R$ 120 (plateia 2, inteira), R$ 110 (plateia superior, inteira)

DIA 6 A MÚSICA DA CIDADE COM SKANK, TIANASTÁCIA E PATO FU

Expominas. A partir das 16h. A partir de R$ 65 (área vip, 2° lote).

DIA 25 VANESSA DA MATA

KM de Vantagens Hall BH. Às 17h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 100 (mesa setor 2, individual, inteira), R$ 120 (mesa setor 1, individual, inteira). DIAS 13, 14, 15 E 16

Mineirão. Às 15h. A partir de R$ 140 (pista, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 440 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

DIA 11

DIA 25

ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA

LETRUX

DIA 16

A Autêntica. Às 22h. R$ 20 (promocional).

RADNOR AND LEE

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira) DIAS 11 E 12

DIA 25 SAMBA PRIME

CHICO BUARQUE CARAVANAS

Palácio das Artes. Às 21h. Ingressos esgotados.

janeiro Music Hall. Às 21h. R$ 160 (pista e Meet and Greet, inteira, 1° lote), R$ 260 (camarote e Meet and Greet, inteira, 1° lote)


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JOÃO GODINHO

MÚSICA sábado (28) BANDA INQUILINOS

na praça apresenta 6 Festival Lô Borges e outras atrações

Show celebra 2 anos da banda de reggae. Freud Bar (r. Nossa Senhora da Candelária, 5100, Nova Lima). Às 21h. R$ 35 (2° lote)

O Festival Meu Vizinho Pardini apresenta sua última edição do ano neste sábado (28). A programação terá contação de histórias, espetáculo de circo e uma diversidade de shows. Os destaques são o saxofonista Chico Amaral e Lô Borges que sobem ao palco às 16h e às 18h, respectivamente. Onde Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia Quando Neste sábado (28), das 10h às 20h Quanto Gratuito

JUNTAS! Show apresenta Deh Mussoliini, Octávio Cardozzo, Sofia Cupertino, Sidarta Riani, Camila Rocha em que compositores trocam suas obras. Suricato (r. Souza Bastos, 175, Floresta). Às 19h. R$ 12

LUIZA POSSI

OUTROEU + GABRIEL GONTI Banda carioca e músico mineiro apresentam seus respectivos álbuns recémlançados. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)

AQUI JAZZ Edição traz Take Five e a dupla Route 66. Praça Duque de Caxias, Santa Tereza. Às 11h. Gratuito

GRUPO TURQUESA Show “Feminina” traz reflexões ao palco. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h. R$ 20 (inteira)

JOÃO CARLOS MARTINS Maestro rege a Orquestra de Camâra Sesiminas. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). R$ 30 (inteira)

JULITRIA/DIVULGAÇÃO

domingo (29)

Árvore apresenta edição 6 Festival para financiamento coletivo de EP

a Pua Gafieira tem duas 6 Senta apresentações agendadas

O Coletivo Árvore apresenta a sexta edição de seu festival, intitulada “Casulo”. A renda do evento irá financiar a gravação do primeiro EP da cantora e compositora Alice Del Picchia. A programação do dia conta com shows de Alice, Laura Catarina e das banda O Caso e Sr. do Bonfim. Onde Do / Ar (r. Amoroso Costa, 32, Santa Lucia) Quando Neste domingo (29), às 15h. Quanto R$ 20

O grupo instrumental se apresenta neste sábado (28) e no próximo (4) – no último caso, junto ao saxofonista Breno Mendonça. Onde respectivamente na Funarte (Rua Januária, 68) e no Granfinos (avenida Brasil, 326, Santa Efigênia) Quando Dias 28, às 19h, e 4 (sábados), às 22h Quanto No sábado (28), a R$ 10 (inteira). No Granfinos, dia 4, a R$ 15 (sympla.com.br) e R$ 20 (bilheteria) ELCIOPARAISO/DIVULGAÇÃO

Show “Who’s Bad” em tributo a Michael Jackson. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h. R$ 120 (inteira)

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LITERATURA Da poesia ao fantástico Patrícia Desde pequeCasesse no, o belo-horizontino Ricardo Maciel dos Anjos se viu atraído pelo universo da literatura fantástica. O interesse recebeu o endosso de sua mãe, que não se furtava a ler, para ele, títulos emblemáticos do gênero, como “O Hobbit”, de J. R. R. Tolkien, ou “A História Sem Fim”, de Michael Ende – ambos adaptados para a sétima arte. O que era apenas diletantismo, porém, acabou se tornando profissão e, em 2012, Ricardo publicou “Saga de um Mundo Despedaçado: O Continente Perdido” (Ed. Scipione). Há dois anos, a obra ganhou nova edição pela SM. Agora, a saga pelo continente de Umfer’Gul ganha seu segundo volume com “Depois do Fim”, que será lançado neste sábado (28), na Livraria Quixote. “Esse volume é continuação direta do primeiro, ainda que de início não se apresente tão explicitamente como tal – até que as personagens se revelam e põem a trama pra frente”, diz ele, lembrando que, neste volume, se permitiu experimentar um pouco mais, “com vozes narrativas diferentes, novas situações”. “Foi uma escrita divertida”, define Ricardo, que já vem se debruçando sobre o terceiro volume. O autor se diz impressionado com a recepção positiva que o livro de estreia angariou. “Teve muita gente me adicionando no Facebook, por exemplo”, conta, lembrando que outros pensaram se tratar de um arremedo de Tolkien, mas, ao

ler, descobriram um autor de nuances próprias. Em “Depois do Fim”, a aventura parte de um encontro entre os personagens, que compartilham histórias sobre os meses que se seguiram ao conflito apocalíptico que devastou o continente flutuante de Umfer’Gul. A eles se junta a elfa Ilva e, daí, os três partem rumo ao Trono de Todos os Elementos.

Sáb. 28.out.

IANA DOMINGOS/DIVULGAÇÃO

AnaCristina lança livro “História da Arca”

>

Saga de um Mundo Despedaçado: Depois do Fim Livraria Quixote (rua Fernandes Tourinho, 274). Neste sábado (28), das 11h às 14h. Preço do livro: R$ 35.

Escritor e tradutor, Ricardo autografa neste sábado (28) o segundo volume de sua saga

Dentro do projeto “Funarte Musical”, a cantora mineira Ana Cristina lança neste domingo (29), a partir das 16h, na Funarte MG, o livro “História da Arca”, com o texto do espetáculo homônimo. Na verdade, Ana estreou o musical em 2007, embora o embrião do projeto possa ser localizado em 2001, quando ela se valeu da memória da “Arca de Noé”, de Vinícius de Moraes, para um encontro inesperado com o público infantil. O livro, com ilustrações de Rebeca Prado, compila o conteúdo dos CDs “Histórias da Arca” (2005) e “Histórias Cantadas da Arca de Noé” (2007), e traz, encartado, um audiolivro. O lançamento da obra acontece com a apresentação do show.

> Histórias da Arca

Funarte MG (rua Januária, 68). Neste domingo (29), às 16h. R$ 10 (inteira). ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

SOBRE LIVROS DEA TOMICH/DIVULGAÇÃO

LUZ COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

Simões 6 Rosana lança “amorável”

repassa dicas 6 Livro de organização

Poemas que permeiam temas variados – “vida, morte, amor, cotidiano etc, tratados ora com encanto, celebração, alegria; ora com tristeza, luto, desencanto”, explica a autora, a poeta e professora (de Literatura Brasileira) Rosana Simões, sobre seu primeiro livro, “amorável” (Scriptum). Onde Livraria e Editora Scriptum (rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi). Quando Neste sábado (28), a partir das 11h30. Quanto Evento gratuito. O livro será vendido a R$ 40.

A jornalista Ana Luísa Alves lança o livro “Guia da Perfeição Doméstica – As Dicas da Minha Mãe Que Vão Facilitar a Sua Vida” (Com Textos), que reúne quase 500 ensinamentos. Onde Projeto Assistencial Novo Céu (rua Macaúbas, 745, Jardim Laguna, Contagem – Fone: 3368-6860). Quando Neste sábado (28), das 9h30 às 12h30. Quanto R$ 39 (preço do livro). O dinheiro obtido com a venda vai beneficiar a entidade, que abriga portadores de paralisia cerebral.


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CINEMA Um conto de fadas racial EUROPA FILMES/DIVULGAÇÃO

Daniel Hoje, depois Oliveira de quase 30 anos, os fãs de “Chaves” vão poder realizar um sonho dos primórdios dos anos 90: ver “o filme do Pelé”. A série mexicana nunca explicou bem o que seria esse filme – talvez o longa que ele fez com “Os Trapalhões”, em 1986, ou alguma outra incursão do jogador como ator na década de 80. Mas “Pelé: O Nascimento de uma Lenda” é oficialmente o filme do Pelé: não só um longa sobre o Rei, mas acima de tudo um que é produzido por ele. O que significa que o roteiro ignora todas as partes potencialmente desagradáveis da vida adulta do atleta. Nada das muitas esposas, mulheres e filhos – bastardos ou não – nem questões políticas mais delicadas. O filme, uma produção norte-americana dirigida pelos irmãos Michael e Jeff Zimbalist (“Favela Rising”), é focado na infância de Edson Arantes do Nascimento e sua ascensão à glória do futebol, com o título da Copa do Mundo de 1958, na Suécia. É um conto de fadas sobre o menino negro, pobre e excluído da periferia, vítima de bullying dos garo-

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 28 (sábado) e 29 (domingo)

estreias THOR: RAGNAROK (Thor 3: Ragnarok, EUA, 2017, 2h10, 12 anos) Dir. Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston. Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela. Betim 1: 13h20, 18h30 (*) Big Shopping 2: 20h50 Big Shopping 5: 15h, 17h55, 20h20 (*) Boulevard 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Cidade 2: 18h15, 20h45 (*) Cidade 7: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Contagem 4: 13h10, 15h40, 21h Contagem 6: 13h15, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Del Rey 3: 12h30, 15h10, 17h50, 20h30, 23h10(somente sábado) Del Rey 6: 16h25, 21h10 Itaú Power 2: 18h20, 20h40 (*) Itaú Power 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Minas 3: 18h, 20h30 (*) Minas 4: 13h15, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Pampulha 5: 13h50(*), 16h20, 18h50(*), 21h20(*)

tos ricos brancos, que supera todos os obstáculos graças aos poderes mágicos de suas duas pernas. Mais que qualquer coisa, o que “O Nascimento de uma Lenda” quer é isso: perpetuar o mito Pelé, mais do que investigar o ser humano falho por trás dele. O longa segue a infância do pequeno Dico (Pelé foi um apelido que ele recebeu de seus bullies a contragosto) – vivido por Leonardo Lima Carvalho –, filho de Celeste (Mariana Nunes) e Dondinho (Seu Jorge), um zelador que teve seu sonho de se tornar jogador frustrado. Depois de uma perda traumática, o garoto deixa o futebol de lado, mas, já adolescente (Kevin de Paula), é recrutado pelo Santos e acaba se tornando o mais jovem atleta convocado para uma Copa do Mundo, aos 16 anos, em 1957. E o principal obstáculo que ele encontra nessa jornada é o racial. No roteiro dos Zimbalist, a ascensão de Pelé é enquadrada num contexto em que a culpa pela traumática derrota na Copa de 1950 é colocada no excesso de “ginga” – malícia negra típica do futebol brasileiro, importada da capoeira e dos quilombos – e na falta de disciplina tática dos jogadores. O protagonista fica o filme todo ouvindo

Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 1: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Pátio Savassi 7: 12h40, 15h40, 18h40, 21h40 (*) Shopping Norte 2: 15h, 17h55, 20h20 (*) Via Shopping 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h50. 21h (*) BH Shopping 1: 16h20. 19h20 (*) BH Shopping 2: 12h(*), 15h(*), 18h. 21h BH Shopping 3: 14h30, 17h30. 20h30 BH Shopping 4: 13h50, 17h. 20h BH Shopping 8: 18h40, 21h40 Big Shopping 1: 15h50, 18h15, 20h40 (*) Boulevard IMAX: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 Cidade 4: 12h50(*), 15h30, 18h10(*), 20h50 Contagem 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Del Rey 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Diamond 5: 12h(*), 15h(*), 18h, 21h Diamond 6: 14h20(*), 17h20(*), 20h20 Itaú Power 5: 13h15(*), 15h55(*), 18h35(*), 21h15 Minas 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Monte Carmo 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Pampulha 1: 18h25, 20h55 (*) Paragem 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Partage Shopping Betim 1: 12h(*), 15h(*), 18h(*), 21h(somente domingo), 21h(*)(somente sábado) Partage Shopping Betim 4: 16h20(*), 19h20 Partage Shopping Betim 6: 14h20, 17h20, 20h20 (*) Pátio Savassi 3: 17h20, 20h20 Pátio Savassi 5: 12h, 15h, 18h, 21h Pátio Savassi 6: 13h20, 16h20, 19h20, 22h20 Ponteio 3: 21h15 Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30,

Em inglês

“Pelé: O Nascimento de uma Lenda” narra a infância e a juventude do Rei do Futebol, ignorando as polêmicas

que não pode usar sua ginga, até finalmente consagrar o estilo com o título na Suécia. Com isso, os coadjuvantes dividem-se entre racistas que antagonizam Pelé e quem tem uma lição a ensiná-lo. Milton Gonçalves serve de Morgan Freeman brasileiro, no papel do velho sábio Waldemar de Brito, olheiro do Santos. E Mazolla (Diego Boneta) é imaginado como um

21h10 Shopping Estação 3: 13h, 16h, 19h e 22h (*) Shopping Estação 4: 12h(*), 15h(*), 18h(*), 21h, 23h59(*)(somente sábado) Shopping Norte 1: 15h50, 18h15, 20h40 (*) Via Shopping 4: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h (*) Sessões dubladas

EL AMPARO (El Amparo, Venezuela, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Rober Calzadilla. Com Vicente Quintero, Giovanny García, Vincente Pena. Em 1988, na Venezuela, dois homens sobrevivem a um ataque armado em que 14 de seus colegas de trabalho perdem suas vidas. O exército venezuelano, autor do massacre, acusa as vítimas de serem guerrilheiras e de estarem planejando atos ilegais, mas nada ficou comprovado. Belas 2: 18h50, 21h

O FORMIDÁVEL (Le Redoutable, França, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Michel Hazanavicius. Com Louis Garrel, Bérénice Bejo, Stacy Martin. Paris 1967. Jean-Luc Godard, está filmando ‘La Chinoise’ com a mulher que ama, Anne Wiazemsky, 20 anos mais jovem. Mas a recepção do filme desencadeia uma profunda reflexão no cineasta. Belas 1: 14h, 18h, 22h

MANIFESTO (Manifesto, Alemanha, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Julian Rosefeldt. Com Cate Blanchett, Ralf Tempel, Ruby Bustamante. Uma série de monólogos interpretados por Cate Blanchett explora os componentes performáticos e o significado político de vários manifestos artísticos na história. Belas 1: 16h10, 20h10 Ponteio 4: 14h, 19h10, 21h10

racista elitista e arrogante, sem nenhuma nuance, grande antagonista de Pelé desde a infância. Como o futebol em “O Nascimento...” é essencialmente uma questão racial – se você achar Mazolla preconceituoso, espere até chegar o discurso fascista dos suecos. A superação do Rei é retratada como uma afirmação da negritude brasileira e do direi-

MARK FELT – O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA (Mark Felt: The Man Who Brought Down The White House, EUA, 2017, 1h43, 14 anos) Dir. Peter Landesman. Com Liam Neeson, Diane Lane, Marton Csokas. A trajetória da vida de Mark Felt, vice-presidente do FBI, que, de maneira secreta e usando o nome fictício de “Deep Throat”, foi informante dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein no famoso escândalo de Watergate. Diamond 2: 16h55, 22h Ponteio 2: 14h30, 16h40, 21h

MISSÃO CEGONHA (*) (Richard The Stork, Bélgica/ Alemanha/ Luxemburgo/ Noruega, 2017, 1h24, livre) Dir. Toby Genkel, Reza Memari. Apesar de todos acharem que ele é um papagaio, Richard agarra-se à convicção de que é, na verdade, uma cegonha. Boulevard 1: 14h50, 16h40, 18h30 Cidade 6: 12h20(somente domingo), 15h, 16h50, 18h40 Contagem 3: 14h45, 16h45, 18h45 Del Rey 5: 14h45, 16h45, 18h45 Itaú Power 2: 14h30, 16h20 Minas 5: 14h30, 16h20 Monte Carmo 1: 14h, 15h45, 19h15 Shopping Estação 5: 13h30, 15h40, 17h45 Via Shopping 2: 14h, 15h45 Sessões 3D: BH Shopping 5: 13h, 15h20 Partage Shopping Betim 2: 13h, 17h40, 20h Pátio Savassi 3: 12h50, 15h10 (*) Sessões dubladas

PELÉ – O NASCIMENTO DE UMA LENDA (Pelé - The Birth of a Legend, EUA/ Brasil, 2017, 1h47, 10 anos) Dir. Michael Zimbalist, Jeff Zimbalist. Com Leonardo Lima Carvalho, Kevin de Paula, Vincent D’Onofrio. A história do

to de ser negro, o que é problemático em vários sentidos – a começar pelo fato de que é bastante questionável o quanto o sucesso de Pelé representou para o movimento negro no país, para além de perpetuar uma narrativa socialmente comodista de que uma das únicas formas de um jovem negro da favela ascender socialmente aqui é se tornando jogador de futebol.

jogador de futebol Pelé, de sua infância na cidade mineira de Três Corações até a consagração ao ganhar a Copa do Mundo de 1958 pelo Brasil, com apenas 17 anos. Cidade 1: 14h40, 16h50 Contagem 8: 16h20, 18h30, 20h40

em cartaz ALÉM DA MORTE (Flatliners, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. Niels Arden Oplev. Com Ellen Page, Diego Luna, Nina Dobrev. Estudantes de medicina fazem experimentos, como ter o coração parado e depois reavivado, para curar a morte. Quando os testes intensificam-se, eles são afetados fisicamente por visões e pesadelos. BH Shopping 6: 13h40, 19h Big Shopping 3: 14h25, 18h35 (*) Boulevard 5: 16h50, 20h50 Cidade 3: 16h30, 20h50 (*) Contagem 2: 21h15 (*) Del Rey 6: 14h15, 19h Diamond 3: 15h30, 21h15 Minas 5: 18h20 (*) Pampulha 3: 19h10, 21h15 (*) Partage Shopping Betim 3: 17h50, 20h30 (*) Shopping Estação 1: 19h15, 21h45 (*) Shopping Norte 3: 16h30, 20h30 (*) Via Shopping 1: 16h40 (*) (*) Sessões dubladas

BOM COMPORTAMENTO (Good Time, EUA/ Luxemburgo, 2017, 1h42, 16 anos) Dir. Ben Safdie, Joshua Safdie. Com Robert Pattinson, Ben Safdie, Buddy Duress. O plano de Constantine era assaltar um banco, mas nada sai como o planejado e seu irmão mais novo acaba preso. Decidido a resgatá-lo, Constantine embarca numa corrida contra o relógio, na qual ele é o próximo alvo da polícia. Belas 3: 14h10

E, mesmo com todo esse discurso, no auge da Copa, o protagonista só volta a usar a ginga quando recebe a bênção e a autorização de um dos brancos mais racistas do filme. A maior ironia, porém, é que, para uma história sobre “o Rei da ginga”, o longa não tem nenhuma. Os Zimbalisttentam elevara fórmula óbvia e os diálogos fracos de seu roteiro, filmando na escola “Cidade de Deus” e “Quem Quer Ser um Milionário” da “favela pobre, mas colorida e juvenil”. Seu maior cacoete, contudo, é o excesso de câmera lenta, com cada tropeço, cada obstáculo na jornada de Pelé se tornando um momento épico em slow motion e trilha dramática. O longa nunca encontra uma forma cinematográfica de dançar com os jogadores em campo, similar ao que Scorsese fez com o boxe em “Touro Indomável” – falta ginga. Mas, mesmo assim, você vai se arrepiar quando o Brasil começar a dar um baile na Suécia nos 15 minutos finais de filme? Vai, e não há nada de errado com isso. Depois do 7 a 1, ninguém vai te culpar por se render aos encantos fugazes de um conto de fadas.

Diamond 4: 12h15, 14h40

AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (*) (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis. Quando são ameaçados de serem separados da turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens, e decide transformá-lo no Capitão Cueca. Betim 3: 14h20 BH Shopping 8: 14h10, 16h30 Big Shopping 1: 14h Diamond 3: 18h40 Pampulha 2: 14h30 Paragem 3: 14h30, 16h20 Partage Shopping Betim 4: 14h05 Pátio Savassi 4: 16h30 Shopping Estação 1: 12h30, 14h45, 17h Shopping Norte 1: 14h (*) Sessões dubladas

BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049, EUA, 2017, 2h43, 14 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto. Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, o novato oficial K desenterra um terrível segredo que pode mergulhar a sociedade no completo caos e o leva a uma busca frenética por Rick Deckard. BH Shopping 9: 17h40, 21h20 Boulevard 4: 15h40, 20h50 Contagem 2: 18h10 (*) Diamond 4: 22h10 Paragem 3: 21h Pátio Savassi 8: 17h50, 21h30 Sessões 3D: Diamond 1: 21h30 Ponteio 3: 15h50 (*) Sessões dubladas


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 28 de outubro a 3 de

almanaque

novembro de 2017

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CINEMA DISNEY/BUENA VISTA/DIVULGAÇÃO

em cartaz (continuação) CHOCANTE (Brasil, 2017, 1h34, 12 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Bruno Garcia, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Marcus Majella. Os anos 90 marcaram o sucesso da boy band brasileira Chocante. Vinte anos mais tarde, os antigos colegas se reúnem após a morte de um deles e, no funeral, decidem se apresentar mais uma vez, em nome dos velhos tempos. Monte Carmo 2: 16h40

CHURCHILL (Churchill, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h45, 12 anos) Dir. Jonathan Teplitzky. Com Brian Cox, John Slattery, Miranda Richardson. Junho de 1944. O primeiro-ministro Winston Churchill planeja o Dia D, enquanto teme repetir o mesmo erro que, em 1915, levou ao massacre de de milhares de soldados em Galípoli. Ponteio 4: 16h

A COMÉDIA DIVINA (Brasil, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Toni Venturi. Com Murilo Rosa, Monica Iozzi, Thiago Mendonça. Programa jornalístico em crise contrata a recém-formada Raquel, que tem um caso com o âncora, Mateus, e é ex-namorada do produtor Lucas. Ela vê sua carreira decolar quando o Diabo abre sua igreja na Terra BH Shopping 1: 14h Cidade 1: 19h e 21h Contagem 7: 16h40, 21h Estação BH 6: 13h15, 15h20 Pátio Savassi 4: 13h50 Pátio Savassi 8: 13h

COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 3: 18h40 Cine 104: 17h(somente sábado)

COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (Brasil, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Bruno Munhoz, Carlos Villagrán, Daniel Pimentel. Bernardo e Pedro são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas escolares. Frustrados, Pedro encontra um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno. Betim 2: 14h30, 16h40, 18h40, 20h50 BH Shopping 1: 22h10 Cidade 8: 16h40, 20h50 Contagem 7: 14h30, 18h50 Del Rey 7: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50, 22h50(somente sábado) Itaú Power 4: 1615m, 18h30 e 20h45 Minas 6: 14h20, 16h20, 18h30 e 20h40 Monte Carmo 2: 14h20, 18h40 e 20h50 Pampulha 4: 14h45, 16h55 e 19h05 Paragem 4: 14h20, 16h20, 18h40 e 20h50 Partage Shopping Betim 2: 15h10, 22h10 Partage Shopping Betim 7: 13h50, 16h30 Pátio Savassi 4: 18h50 Shopping Estação 6: 17h30 e 20h15 Via Shopping 5: 16h20, 18h30 e 20h40

DE VOLTA PARA CASA (Home Again, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Hallie Meyers-Shyer. Com Reese Witherspoon, Nat Wolff, Pico Alexander. Durante a comemoração de seu aniversário de 40 anos, a recém-divorciada Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar e decide hospedá-los, mas o acordo gera situações inesperadas. BH Shopping 5: 20h10, 20h50 Big Shopping 4: 14h30, 18h30 (*) Diamond 1: 16h40, 19h Pátio Savassi 4: 21h15 Shopping Norte 3: 14h30 (*) (*) Sessões dubladas

DOENTES DE AMOR

(The Big Sick, EUA, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Michael Showalter. Com Kumail Nanjiani, Holly Hunter, Zoe Kazan. O paquistanês Kumail e a norte-americana Emily se apaixonam, mas brigam por causa de suas diferenças culturais. Quando Emily entra em coma, Kumail tenta enfim resolver o conflito. Belas 3: 16h20, 21h Pátio Savassi 1: 16h50

Fernandes e Thaíz Araújo (Brasil, 2016), “Pequenos animais sem dono”, de Maria Julia de Paiva (Brasil, 2016), “Los tiempos de Héctor”, de Ariel Gutiérrez (México, 2017) Terça-feira (31) 15h30 Mostra Paralela 3: “Balada para os mortos”, de Lucas Sá (Brasil, 2016), “El pacto”, de Carlos Cepeda (México, 2017), “Lis”, de Lucas Bortolini (Brasil, 2016) 17h Mostra Competitiva Interamericana 5: “Galeria Presidente”, de Amanda Gutiérrez Gomes (Brasil, 2017), “Rasante”, de Diego Lucas, Diogo Sousa e Luiz Gabriel (Brasil, 2017), “Dopamina”, de Junior Cândido (Brasil, 2016), “Essa barra que é gostar de você”, de Madiano Marcheti (Brasil, 2016), “A eterna reforma”, de Bruno Sanábio e Manuella Guerra (Brasil, 2017) 21h Mostra Competitiva Interamericana 6: “Crisálida”, de Jorge Fernández (Chile, 2016), “Ano Trópico”, de Iuri Minfroy (Brasil, 2017), “Algum romance transitório”, de Caio Casagrande (Brasil, 2017), “Pele suja minha carne”, de Bruno Ribeiro (Brasil, 2016), “Diva”, de Clara Bastos (Brasil, 2016)

DUAS DE MIM (Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Suellen é uma cozinheira que trabalha duro para manter sozinha o filho pequeno, a irmã mais nova e a mãe. Um dia, seus sonhos viram realidade: ela se divide em duas. Sua cópia, idêntica fisicamente, tem diferenças de personalidade, sendo muito mais extrovertida e corajosa. Del Rey 4: 14h30, 16h25, 18h20, 20h30, 23h(somente sábado) Itaú Power 4: 14h15 Via Shopping 5: 14h30

IT – A COISA (*) (It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Cidade 3: 14h Itaú Power 1: 18h25 Minas 2: 18h30 Partage Shopping Betim 4: 22h15 (*) Sessões dubladas

KINGSMAN – O CÍRCULO DOURADO (Kingsman: The Golden Circle, Reino Unido/ EUA, 2017, 2h21, 16 anos) Dir. Matthew Vaughn. Com Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong. Após o fim do Kingsman num ataque de mísseis, Eggsy e Merlin vão aos EUA à procura da organização secreta Statesman. Juntos, eles precisam derrotar a responsável pelo ataque, a traficante Poppy BH Shopping 5: 17h50 Cineart Cidade 6: 21h (*) Cineart Contagem 2: 15h30 (*) (*) Sessões dubladas

MÃE! (Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. Boulevard 1: 20h50 Pátio Savassi 2: 12h05(somente domingo), 14h40(somente sábado), 17h30(somente domingo), 20h10(somente sábado)

O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA (Les Grands Esprits, França, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Olivier Ayache-Vidal. Com Denis Podalydés, Léa Drucker, Zineb Triki. François Foucault, um professor de 40 anos, é forçado a aceitar ser transferido por um ano para um colégio que fica nos subúrbios de Paris. Belas 2: 11h(somente sábado)(*), 14h30, 16h40 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

A MENINA ÍNDIGO (Brasil, 2017, 1h39, Livre) Dir. Wagner de Assis. Com Murilo Rosa, Fernanda Machado, Letícia Braga, Paulo Figueiredo. Sofia descobre, em meio às habilidades de pintar, o dom de conseguir curar doenças. A notícia chega às mãos de uma jornalista sensacionalista. Para proteger a garota, seus pais separados precisam se unir. Cidade 8: 14h30, 18h50

A MORTE TE DÁ PARABÉNS (Happy Death Day, EUA, 2019, 1h36, 12 anos) Dir. Christopher Landon. Com Jessica Rothe, Charles Aitken, Israel Broussard. Uma mulher é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de sua própria morte, ressuscitando várias vezes até descobrir o responsável pelo crime. Betim 3: 18h20 (*) BH Shopping 6: 16h40, 21h30 Big 4: 16h30, 20h30 (*) Boulevard 4: 13h40, 18h50 Cidade 3: 18h40 (*) Contagem 4: 18h10 (*) Itaú Power 1: 16h30, 21h (*) Minas 5: 20h30 (*)

“Thor: Ragnarok”: herói volta em filme de Taika Waititi que custou R$ 581 milhões Monte Carmo 1: 21h (*) Pampulha 4: 21h10 (*) Paragem 3: 18h30 Partage Shopping Betim 7: 19h15, 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 14h20(d), 19h40, 22h10 Shopping Estação 5: 20h e 22h20 (*) Shopping Norte 3: 18h30 (*) Via Shopping 2: 21h (*) (*) Sessões dubladas

UMA MULHER FANTÁSTICA (Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Cine 104: 19h(somente sábado)

O ORNITÓLOGO (L’Ornithologue, Portugal / França/ Brasil, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. João Pedro Rodrigues. Com Paul Hamy, Han Wen, João Pedro Rodrigues. Fernando é um solitário homem de 40 anos que trabalha como ornitólogo. Ao viajar num rio, seu caiaque é derrubado e ele inicia uma jornada sem volta. Cine 104: 20h45(somente sábado)

PICA-PAU – O FILME (*) (Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. Com Timothy Omundson, Graham Verchere, Thaila Ayala. O vigarista Lance Walters e sua namorada Brittany estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos, mas, para isso, precisam derrubar a casa do PicaPau, que promete não deixar barato. BH Shopping 9: 13h20, 15h30 Big Shopping 2: 14h35, 16h35 Boulevard 5: 15h Contagem 2: 13h40 Del Rey 2: 14h30, 16h40 Diamond 3: 13h Itaú Power 1: 14h40 Minas 3: 14h30, 16h15 Monte Carmo 1: 17h30 Pampulha 3: 14h10, 15h50, 17h30 Paragem 2: 14h30 Partage Shopping Betim 3: 13h30, 15h40 Pátio Savassi 1: 12h10 Shopping Estação 2: 12h15, 14h20, 16h30 Shopping Norte 5: 14h35, 16h35 Via Shopping 2: 17h30, 19h15 (*) Sessões dubladas

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado na Operação Lava Jato, série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 10: 14h20, 16h50, 19h30, 22h Diamond 2: 14h10, 19h30 Pátio Savassi 8: 15h20

UMA RAZÃO PARA RECOMEÇAR (New Life, EUA, 2017, 1h30, 10 anos) Dir. Drew Waters. Com Jonathan Patrick Moore, Erin Bethea. Ben e Ava se conhecem aos 7 anos, crescem juntos e compartilham experiências, até uma tragédia deixa todo o futuro deles em perigo. Boulevard 5: 19h Cidade 2: 12h(somente domingo), 14h15, 16h15 Contagem 3: 20h45 (*) Del Rey 5: 20h45, 23h15(somente sábado) (*) Ponteio 2: 18h50 (*) Sessões dubladas

TEMPESTADE – PLANETA EM FÚRIA (Geostorm, EUA, 2017, 1h49, 14 anos) Dir. Dean Devlin. Com Gerard Butler, Abbie Cornish, Jim Sturgess. Um criador de satélites precisa trabalhar em parceria com seu não muito querido irmão para impedir que uma tempestade de proporções épicas destrua o planeta. Betim 3: 16h10, 20h30 (*) BH Shopping 7: 15h10, 18h10, 20h40 Big Shopping 2: 18h35 (*) Big Shopping 3: 16h30, 20h45 (*) Boulevard 2: 14h15, 18h45, 21h Cidade 5: 14h15, 18h35, 20h45 (*) Contagem 5: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Del Rey 2: 18h50, 21h Diamond 4: 17h05, 19h40 Itaú Power 6: 14h30, 19h, 21h (*) Minas 2: 14h, 21h10 (*) Monte Carmo 4: 14h10(*), 16h20(*), 18h30, 20h40(*) Pampulha 2: 16h40, 18h50, 21h (*) Paragem 2: 16h40, 18h50, 21h Partage Shopping Betim 5: 14h50, 17h30, 20h05 (*) Pátio Savassi 2: 12h05(somente sábado), 14h50(somente domingo), 17h30(somente sábado) Ponteio 3: 13h40, 19h Shopping Norte 5: 18h30, 20h35 (*) Via Shopping 1: 14h30, 18h50, 21h10 (*) Sessão 3D: Boulevard 2: 16h30 Cidade 5: 16h25 (*) Diamond 1: 13h50 Itaú Power 6: 16h45 (*) Minas 2: 16h20 (*) Pampulha 1: 14h05, 16h15 (*) Shopping Estação 2: 18h40, 21h15 (*) (*) Sessões dubladas

mostras TIM BURTON (*) Neste sábado (28) 17h “Noiva Cadáver” (EUA, 2005, 1h15, livre) Dir. Mike Johnson, Tim Burton Domingo (29) 17h “Frankenweenie” (EUA, 2012, 1h27, 10 anos) 19h “Grandes olhos” (EUA, 2014, 1h46, 12 anos)

(*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

LUMIAR (*) 4º Festival Interamericano de Cinema Universitário Neste sábado (28) 14h Minissérie Homenageado: “Fim do mundo”, Dir. Hilton Lacerda e Lírio Ferreira; produção João Vieira Jr. (Canal Brasil, 2017) 16h Mostra Paralela 1 “Maravilhosa”, de Augusto Brasil (Brasil, 2016), “Kinesis”, de Yuran Khan (Brasil, 2017, “Fervendo”, de Camila Gregório (Brasil, 2017), “Dissabor”, de Rodrigo Beetz e Raul Cristiano Carvalho (Brasil, 2017), “O mundo estratifica o corpo se desloca”, de Isabele Orengo (Brasil, 2017) 18h Mostra Competitiva Interamericana 1 “Para Aylan”, de Jacson Dias e Maick Hannder (Brasil, 2017), “La casa de los lúpulos”, de Paula Hopf (México, 2016), “Kroskree’, de Alvaro B. Aguiar (Brasil, 2017), “Disquete 10”, de Clara Bastos (Brasil, 2017), “Interno”, de Marcelo Soares Sales (Brasil, 2017), “Janaina Overdrive”, de Mozart Freire (Brasil, 2016) 20h Sessão Homenageado João Vieira Jr. “Cinema, aspirinas e urubus”, Dir. Marcelo Gomes; produção João Vieira Jr., Maria Ionescu e Sara Silveira (BRA, 2005, 1h41) Domingo (29) 16h Minissérie Homenageado: “Fim do mundo”, Dir. Hilton Lacerda e Lírio Ferreira; produção João Vieira Jr. (Canal Brasil, 2017) 18h Mostra Competitiva Interamericana 2: “Pedacinho do céu”, de Douglas Duarte (Brasil, 2016), “Australia”, de Rodrigo Ruiz Patterson (México, 2016), “As melhores noites de Veroni”, de Ulisses Arthur, “Deus”, de Érico Luz (Brasil, 2016), 20h Sessão Homenageado João Vieira Jr.: “KFZ-1348” Dir. Gabriel Mascaro e Marcelo Pedroso; produção João Vieira Jr. (PE, 2007) Segunda-feira (30) 15h30 Mostra Paralela 2: “Preciado líquido”, de Tatiana Laborde Flórez (Colômbia, 2016), “Latossolo”, de Michel Santos (Brasil, 2017), “admin/admin”, de Augusto Daltro, Bebeto Junior, Camila Gregório, Erick Lawrence, Iago Cordeiro Ribeiro e Maria Clara Arbex (Brasil, 2017), “Sommer dreams”, de Sergei Ramírez (México, 2016), “O Lamento da Serpente”, de Guilherme Dacosta (Brasil, 2017) 17h Sessão Homenageado João Vieira Jr.: “O Homem das Multidões”, Dir. Cao Guimarães e Marcelo Gomes; produção João Vieira Jr. e Beto Magalhães (MG, 2013, 1h35) 19h Mostra Competitiva Interamericana 3: “O formalista”, de Rodrigo Rios Azevedo (Brasil, 2017), “Via, de Maria Ferreira” “Bento”, de Gabriela Albuquerque e Luisa Lanna (Brasil, 2017), “Colar de pérolas”, de Micael Luz Amaral, “O conto do burro amarelo”, de Daiana Mendes (Brasil, 2017) 21h Mostra Competitiva Interamericana 4: “Vem comigo”, de Gabriel Quintão (Brasil, 2016), “A fita”, de Lucian

Quarta-feira (1º) 17h Sessão Afrobrasilidades: “As minas do Rap”, de Juliana Vicente (SP, 2015), “Nada”, de Gabriel Martins (MG, 2017). Bate-papo com o diretor Gabriel Martins e Tatiana Carvalho Costa (coordenadora do Projeto PRETANÇA) 19h30 Sessão de encerramento: Anúncio e exibição dos premiados 21h Sessão Homenageado João Vieira Jr.: “Viajo porque preciso, volto porque te amo”, Dir. Karim Aïnouz e Marcelo Gomes; produção João Vieira Jr. e Daniela Capelato (PE, 2009. 1h10)

RETROSPECTIVA JEAN-PIERRE MELVILLE (*) Mostra revisita obras do cineasta francês que marcou a nouvelle vague e filmes que permeiam sua criação Quinta-feira (2) 15h “24 Horas na Vida de um Palhaço”, de Jean-Pierre Melville, “In The Mood For Melville”, de Benjamin Clavel 17h “Os Sicilianos”, (FRA, 1969, 2h02) Dir. Henri Verneuil. Sessão comentada 19h30 “O Silêncio do Mar”, (FRA, 1949, 1h28) Dir. Jean-Pierre Melville 21h15 “Bob, o Jogador” (FRA, 1955, 1h38) Dir. Jean-Pierre Melville Sexta-feira (3) 15h “Léon Morin, Padre” (FRA-ITA, 1961, 1h44) Dir. Jean-Pierre Melville 17h “O Exército das Sombras”, de Jean-Pierre Melville (FRA-ITA, 1969, 2h20) Dir. Jean-Pierre Melville 19h30 “Zabriskie Point” (EUA, 1970, 1h50) Dir. Michelangelo Antonioni. Sessão comentada

OLHARES CINEMATOGRÁFICOS SOBRE O PATRIMÔNIO URBANO (*) Neste sábado (28) 17h “Up Altas Aventuras” (EUA, 2009, 1h36) Dir. Pete Docter, Bob Peterson 19h “Encontros e Desencontros” (EUA, 2003, 1h45) Dir. Sofia Copolla Domingo (29) 17h “Wall E” (EUA, 2008, 1h38) Dir. Andrew Stanton 19h “De Onde Eu te Vejo” (Brasil, 2016, 1h30) Dir. Luiz Villaça (*) MIS Cine Santa Tereza

OCUPAÇÃO TRANSARTE (*) Mostra de Curtas. Neste sábado (28) 18h “Close” , “A Visita”, “Carmin” e “Titi Rivotril” Domingo (29) 18h “Solidão”, “Feliz Ano Novo”,”Trilogia da Noite” (*) Funarte MG (rua Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Sex. a dom., às 18h.Entrada gratuita


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Conteúdo Especial

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CAPITAL> “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” recolherá obras nos veículos e também nas garagens

Ônibus terão coleta de livros JOÃO JCLICK/DIVULGAÇÃO

Da A campanha Redação “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina”, criada pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), voltará a receber neste domingo (29) doações de livros em todos os ônibus do Sistema de Transporte Coletivo Urbano da capital mineira e nas garagens das empresas associadas ao sindicato. A data escolhida para a inclusão dos 3.000 ônibus na campanha é uma homenagem do SetraBH ao Dia Nacional do Livro. Com a inclusão dos ônibus, a campanha passa a envolver 14 mil operadores e a utilizar a capilaridade do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte, facilitando as doações por parte de moradores de todos os bairros da capital mineira. “É com orgulho que participo de uma campanha que contribui com o futuro

do país, com a educação das gerações futuras”, afirma o motorista Antônio da Conceição Ferreira, funcionário da empresa Auto Omnibus Nova Suissa há 17 anos e segundo colocado na categoria “Transporte Coletivo de Passageiros Urbano” na 57ª edição da premiação “Motorista e Motociclista Padrão de Minas Gerais – 2017”, realizada em setembro passado pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (DetranMG). Para ele, a campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” é um exemplo a ser seguido. Opinião semelhante manifestou o supervisor da Estação de Integração São Gabriel, Glaydson Fabrício Gonçalves, contratado há três anos pelo Consórcio Operacional do Transporte Coletivo de Passageiros por Ônibus do Município de Belo Horizonte (Transfácil). Também para ele, orgulho é a palavra que melhor define seu sentimento em relação à

campanha. “Sinto-me muito orgulhoso de poder participar de um projeto como este e ver que ainda temos esperança em um futuro melhor”, disse o supervisor, completando que “essa iniciativa do SetraBH colabora com inúmeras instituições que têm necessidade permanente de livros”. As estações do BHBus e do BRT Move estão recendo doações desde o dia 15 de outubro. A campanha, que tem o apoio da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina (ABCCCampolina) e incluiu também escolas rurais como beneficiárias, se prolongará até março do próximo ano. Neste período, serão cadastradas entidades e instituições de Belo Horizonte e do interior do Estado interessadas no recebimento das obras arrecadadas. Durante a recente exposição nacional da ABCCCampolina, realizada no Parque da Gameleira, foram arrecadados 1.266 livros.

Resultados

Antônio da Conceição Ferreira sente orgulho em participar da campanha

ACOMPANHAMENTO O SetraBH disponibilizou link para que os doadores da campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” possam saber quais entidades ou instituições receberam os livros doados: www. olivroacolhe.com.br.

29/10 Início da coleta de livros pelos ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte e nas garagens das empresas

CADASTRO Entidades e instituições de Belo Horizonte e do interior do Estado interessadas no recebimento das obras arrecadadas pela campanha deverão se cadastrar no telefone (31) 3248-7035.


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estilo TRANSIÇÃO> Conheça histórias de mulheres que ostentam os fios sem coloração com orgulho

Kátia Oliveira, 62, reencontrou a autoestima ao assumir as madeixas brancas

De bem com o espelho e com os cabelos brancos LEO FONTES

quem planeja fazer o mesmo. ACEITAÇÃO Mas, sim, a opinião alheia ainda é um dos maiores incômodos na vida de quem quer assumir os cabelos brancos. Mesmo com o incentivo de amigos, Caroline lembra que, no início do processo, não foram poucos os que chegaram a constrangê-la, associando a ausência de cor ao descuido ou ao envelhecimento precoce – por conta de sua pouca idade. “Levo tudo numa boa. Não me enxergo velha e sempre falo que a velhice está na cabeça das pessoas; vem de dentro”, rebate. Em paz com a escolha, ela também enxerga o novo visual como um processo de aceitação interior e uma grande prática de desapego aos padrões de beleza impostos pela sociedade. “Por que es-

A jornalista e empresária Caroline de Paula, 32, assume as madeixas grisalhas e encara o processo como uma grande prática de desapego aos padrões de beleza impostos pela sociedade

LUIZA FERRAZ/DIVULGAÇÃO

Foi há pouco mais de dois anos que a funcionária pública aposentada Kátia Oliveira, 62, resolveu assumir de vez as madeixas brancas. Assim, ela aumenta a lista de mulheres que colocam essa opção sob um prisma positivo, desconstruindo a imagem de desleixo a que eram relacionadas no passado. Avessas à prática de tentar disfarçar os primeiros fios brancos, mulheres de várias idades e perfis têm feito essa nesta opção. Algumas delas inserem-se no patamar das celebridades – como Isis Apfel, Vera Holtz, Rita Lee, Maria Bethânia e Meryl Streep, para citar alguns exemplos. Bem-resolvidas, ostentam madeixas inspiradoras. No caso, Kátia ainda está no processo de transição, que, vale dizer, pode ser demorado. E exigir paciência. “Na verdade, sinto que não fui eu, e sim o meu cabelo que pediu para ficar natural. Na hora em que percebi a proximidade dessa mudança, resolvi encarar todas as etapas do processo”, explica ela, que adotou um método. “Fui cortando aos poucos para que os fios brancos reinassem mais do que a antiga tintura e fiz cortes também mais ousados. Essa decisão me deixou mais confiante e segura”, garante. Assim como Kátia, outras mulheres refutam veementemente a associação dos cabelos grisalhos a sinais de desleixo ou a um envelhecimento acelerado. Caso também da jornalista Caroline de Paula, 32, que começou a apresentar os primeiros fios brancos bem jovem, aos 18 anos. Há três anos, ela decidiu desencanar com a tintura, motivada principalmente pelo cansaço de voltar ao salão todo mês para o retoque da raiz. “Quando decidi parar de pintar, foi também para me livrar dessa prisão estética, principalmente a de ter que pintar o cabelo ‘obrigatoriamente’. Sempre curti muito o cabelo branco. Na minha opinião, não significa que estou velha, mas sim que ele é de outra cor. O platinado também não está na moda?”, brinca. Caroline conta que foi um cliente que viu o cabelo branco aparecer na raiz e sugeriu que ela assumisse os fios, opção também apoiada por seu namorado. No Instagram, a moça expõe suas impressões e incentiva Lorena K. Martins

conder algo que é da minha natureza? Tenho que ser feliz com a minha essência. O cabelo me empoderou! Hoje, uso o que quero e de fato sou mais ousada. Até uso mais maquiagem e tenho mais liberdade no vestir”, frisa ela, que, além dessa dose extra de auto-confiança, já inspirou outras mulheres a assumir os fios brancos – caso, por exemplo, de sua irmã. TRANSFORMAÇÃO O embranquecimento dos cabelos é, de fato, um processo natural do organismo. O dermatologista Alberto Cordeiro, especialista em cosmiatria da Horaios Estética, de São Paulo, diz que a idade em que sur-

gem os primeiros fios brancos é bem variável. “Resultam do próprio envelhecimento do couro cabeludo. Com o passar dos anos, o estresse oxidativo vai aumentando a formação de radicais livres, fazendo com que o fio também envelheça, formando a canice, que é o termo técnico para cabelo branco”, explica. A quantidade está relacionada também ao estilo de vida, o que justifica o fato de algumas mulheres possuírem mais cabelos brancos do que outras. “Toda a parte de qualidade de vida, como os cuidados diários, influenciam para o aumento dos fios brancos – caso de sono, alimentação, atividade física e estresse”, enumera. Uma curiosidade: os primeiros fios brancos costumam chamar a aten-

ção também pela qualidade diante dos demais: “Eles tendem a ser mais grossos, menos flexíveis e mais ressecados que o fio normal. A estrutura física em si não se modifica, só há uma perda de pigmento”, salienta o dermatologista. Por causa desse ressecamento natural, causado principalmente pela falta de melanina, a hidratação precisa ser reforçada. “Quem deseja deixar os fios grisalhos é aconselhado, desde o início da transição, a investir em cuidados como a hidratação e a nutrição dos fios, mas aconselhamos sempre a procurar a orientação de um profissional, para um tratamento mais personalizado”, explica Renata Souza, especialista em tratamentos capilares naturais do SpaDios.


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RACHEL MURRAY/AFP

NÉCESSAIRE

Moda e beleza inspiram processo de transição capilar

óleo 6 Com de patauá, esse tônico acelera o crescimento e aumenta a espessura do fio Quanto R$ 23 Onde Natura

Iris Apfel é sinônimo de irreverência e jovialidade aos 96 anos

xam6 Esse pu neutraliza e elimina os reflexos amarelados Quanto R$ 74,90 Onde L’Oréal Professionnel

ZE TAKAHASHI / FOTOSIT

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

A modelo Maye Musk, 69, protagoniza editorais de moda com os cabelos curtinhos

Mulheres maduras que deixaram as madeixas naturais têm figurado cada vez mais em publicações e desfiles de moda, incentivando para que outras a encarar essa etapa da vida com mais naturalidade. Recentemente, o modelo grisalho Jorge Gelati,52, fez bonito na passarela da Ellus, enquanto Vera Valdez, 81, queridinha de Coco Chanel e primeira modelo brasileira a fazer sucesso no exterior, desfilou na apresentação da última coleção da Renner. A tentativa está em sintonia com marcas e empresas, como a própria Renner, que abraçam a tendência de inserir pessoas reais em suas campanhas. Para libertar-se das tinturas, Renata Souza, especialista em tratamentos capilares naturais do SpaDios, explica que é quase inevitável o contraste de cores no início do procedimento. “O início do processo de transição é, sim, difícil – porém é preciso enfrentá-lo, se o desejo for mesmo se libertar de vez das tinturas. O mais aconselhável é que cada um cuide dos fios desde o início e, para escapar de um possível desconforto na raiz, que adote o uso lenços e penteados que cubram esse início de crescimento”, aconselha.

A transição para assumir os fios brancos e eliminar as toxinas requer paciência. É nesse momento que certos produtos capilares tornam-se aliados para fortalecer os fios ásperos e ajudá-los a crescer com mais força e brilho. Veja algumas sugestões a seguir.

FOTOS DIVULGAÇÃO

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p u 6 Xcoma móleos

O modelo Jorge Gelati, 52, desfilando pela Ellus, trabalha também para prestigiadas marcas com Hermès e Etro

essenciais que ajudam a reparar os cabelos secos Quanto R$ 95 Onde L’Occitane en Provence Meryl Streep, no papel da elegantérrima Miranda, do filme “O Diabo Veste Prada”. Cabelos brancos e brilhantes

Vera Valdez, 81, foi primeira modelo brasileira a fazer sucesso no exterior

enriquecida com pig6 Máscara mentos neutralizadores Quanto R$ 28,11 Onde Alta Moda É

BRA

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

EM DIA O NC Hidratação

A falta de melanina interfere na elasticidade e na maciez, ou seja, os fios brancos são mais ressecados, ásperos e rebeldes. Invista em hidratação com produtos que contenham ingredientes nutritivos na fórmula e em linhas de reconstrução capilar para repor a massa e devolver a força dos fios. É importante também usar protetor solar e assim evitar o tom amarelado.

Cor Os brancos tendem a ficar amarelados. Para evitar esse aspecto, é necessário utilizar a cada 15 dias xampu nas cores cinza ou roxo – técnica conhecida como rinsagem. Os pigmentos dos produtos ajudam a neutralizar o tom amarelo e a devolver o brilho prateado natural dos fios.

Evite Fique longe de secador, chapinha e babyliss. Eles provocam a quebra dos fios. Processos químicos são prejudiciais para os fios brancos. Se for usar, proteja o cabelo com finalizadores, cremes e protetores térmicos.

FONTE: MARÍLIA KIKUCHI, TÉCNICA DE BELEZA DA CONDOR

6 Ca coeml epr laedxoor de ‘crescimento com vitamina B e p r o t e í n a s Quanto R$ 62,90 Onde O Boticário


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Vida de inseto Para usar sem medo!

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Fei6 Delicada to em ouro e

Os insetos ganharam um novo status nesta temporada e se estabeleceram como uma forte aposta do mercado de moda e de decoração. Mas não foi à toda.Tudo começou quando a Gucci investiu nesses bichinhos na passarela e imediatamente os transformou em itens de desejo absoluto. Inspiradas pela casa italiana, outras marcas criaram suas versões baseadas na tendência, fazendo diversas releituras em estampas, bordados, aplicações e acessórios, para usar no dia a dia ou, até mesmo, decorar o interior da casa. Inspirações desses insetos em versões nada nocivas você confere a seguir. Lorena K. Martins

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FUTURISMO> DestaquedecoleçãodeAnoukWipprechtéobjetoqueseiluminaaoritmodocoração

Nova moda tech leva robótica e chips a agulhas etecido REPRODUÇÃO/WWW.ANOUKWIPPRECHT.NL

MILÃO, ITÁLIA. Diga-me como te vestes, que te direi quem és: esse é o princípio da estilista holandesa Anouk Wipprecht, 32, que apresentou em Milão sua Moda Tech, baseada na tecnologia, em sensores eletrônicos e robôs para comunicar algo além da aparência. Suas criações, que combinam tecnologia digital e alta-costura, jogam com as convenções sociais e impõem respostas as nossas emoções, muitas vezes de forma fria e direta, disse a estilista em entrevista à Agência France Presse, em Milão, durante a Semana de Moda primavera-verão 2018. A estilista já mostrou suas criações, como o look de Fergie, ex-cantora da banda Black Eyed Peas, durante o show do intervalo no Super Bowl, ponto alto do campeonato de futebol americano. Também criou figurinos em impressoras 3D para os atores e bailarinos do Cirque du Soleil. Mas sua criação mais original é um pequeno objeto, elaborado em colaboração com o fabricante de cristais Swarovski, que se ilumina ao ritmo das batidas do coração. Parece simples e quase poético, mastambém é incrivelmente revelador sobre um indivíduo. Imagine usar esse pequeno cristal no momento em que se conhece aquela pessoa especial que conquista seu coração, ou durante uma entrevista de trabalho, em que são revelados dados importantes. “Ocorre o mesmoquando você tem arrepios ou cora. Não se pode controlar, nem esconder. Literalmente demonstra as suas emoções”, explica Anouk. “Se le-

var as batidas do seu coração na manga, não estará usando nenhum artifício, mas poderia se meter em situações muito estranhas, inclusive interessantes”, reconhece a estilista. VESTIDO ARANHA Esse fascíniopela interação entre o comportamento humano e o mundo digital levou a estilista a viver experiências insólitas. Uma das mais surpreendentes aconteceu com o Spider Dress, o vestidoaranha. A peça, impressa em 3D, tem um colar adornado com patas de aranha que ganham vida segundo o ambiente em que a pessoa esteja. Essas patas se deslocam ou “atacam”, explica Anouk Wipprecht, quando alguém se aproxima muito de quem está vestindo o traje. As reações são muito diferentes segundo o lugar onde se usa a peça com o colar. “As pessoas na Holanda são muito rápidas, chegam muito perto, enquanto nos Estados Unidos ficam bem longe”, conta. “Por vezes tenho que obrigar a pessoa a se aproximar porque seguem o princípio de manter a distância e o respeito”, diz. A viagem pelo mundo da moda da estilista, que vive entre Nova York e o Vale do Silício, meca da tecnologia na Califórnia, começou muito cedo. Aos 14 anos se apaixonou pela moda porque permitia se “expressar e comunicar”, e rapidamente embarcou nos estudos de design. A robótica chegou mais tarde. Agora, ela quer tornar esse “expressar e comunicar” da moda em algo mais interativo e mais digital. Hoje, em seu estúdio, ela corta, costura, solda e programa. Está convencida de que um dia sua coleção de prêt-à-porter chegará às passarelas da moda, mas no momento quer mesmo é romper barreiras. “Crio roupa para provocar, para experimentar”, explica. “Além de tudo, se fosse só fazer vestidos que se iluminam sozinhos ou que simplesmente mudam de cor, seria genial (...) e chato”, admite.

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

REPRODUÇÃO/XSEAD.CMU.EDU

AnoukWipprecht, louca por moda e tecnologia

Reações: Spider dress, impresso em 3D, tem um colar adornado com patas de aranha que ganham vida segundo o ambiente; quando alguém se aproxima do vestido, as patas se movimentam sozinhas

REPRODUÇÃO/WWW.ANOUKWIPPRECHT.NL

REPRODUÇÃO/WWW.ANOUKWIPPRECHT.NL

Intimacy Black usa e-foils para tornar vestido transparente

Element dress costura cerca de 150 peças feitas em impressora 3D

Também impresso em 3D, Smoke Dress foi exibido em festival


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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Borboletinha-Delta ACIR GALVÃO

A n a Cândida era a candura em pess o a , t ã o cândida que até a família era obrigada a concordar: a menina era uma chata. A começar pelos diminutivos, com aquela vozinha irritante quase sumindo. – Maninho! Me passa o pãozinho! Detalhe: o maninho era um colosso de 1,85 m e 55 cm de bíceps, que, às vezes – na maioria das vezes, diga-se de passagem –, perdia a paciência com a irmã. – Ana! Fala direito, menina! O meu carro não está com um defeitinho, está com um p... de um defeito na embreagem. E quer saber? Enquanto você não aprender a dirigir direito, eu não te empresto mais. – Mas eu não tive culpa. Eu dirigi direitinho. Maniiinhoooo! Fica com raiva de mim não, maninho! – Tudo bem. Mas da próxima vez... Na faculdade era a chatice-mor. – Fessoooora! A senhora poderia, por favor, me explicar a última questão, se não for incômodo, cla-

A

ro! Eu estava um pouco desateeeenta e acabei perdendo a sequência do raciocínio, mas, se for atrapalhar a aaaaula, não tem nenhum probleeeema, eu entendo perfeitamente. Se for... E a professora, rapidamente, para se ver livre, repetia. – Brigadinha, viu? A senhora é um amor... Detalhe: A “senhora” tinha 26 anos, era solteira, descoladíssima e ODIAAAVA ser chamada de “senhora”. E, assim, Ana Cândida, candidamente, ia levando a sua vida. – O jardim está cheio de borboletinhas – disse um dia, sem quê nem pra quê, ao colega do irmão, enquanto, da varanda, observava os insetos. – Anh? – Branquinhas e amarelinhas... Adoro borboletas, e você? – É. Legal! – exclamou o outro sem saber bem o que dizer. – Eu adoraria voar, e você? – Bom, já voei algumas vezes... de asa-delta. É uma sensação fantástica. – O maninho também. Um dia ele prometeu me levar à serra da Moeda. Semana que vem é meu aniversário, vocês me levam? – Anh? Claro. – Brigadinha, tá? Você é

de voar. – Que nem borboletinha... – tenta explicar ao instrutor boa-pinta e atirado que, estranhamente, se interessa pela garota. – Menooooor possibilidade – interrompe o irmão, já arrependido de têla levado. – Podemos fazer um voo duplo – tenta explicar o professor ao amigo. – Eu quero! Eu quero! – insiste a outra com aquela vozinha quase sumida. E assim, após algumas simulações, lá se foram; Ana Cândida com seu vestidinho floral, envolvida pelo instrutor moreno e tatuado, que a conduzia pelos ares sentindo a presença cândida e pura da garota que, entre exclamações de alegria, não deixava de lhe agradecer pela experiência. – Obrigadinha, viu? Você é um amor... O que ele levou ao pé da letra. E assim continuaram voando. Levados pelo vento e pela imaginação na imensidão das montanhas. Que nem borboletinha, pensava Ana Cândida. Encantada. um amor... E, como promessa é dívida, lá se foram os três. Ana, candidamente com seu vestidinho floral e chapeuzinho branco – para desespe-

ro do irmão. – Pelo amoooor de Deus! Troca de roupa! Coloca um short, uma camiseta, um tênis, sei lá. Tudo menos isso. – Mas minha pele é bran-

quinha, e eu não posso tomar sol. – Então põe um boné, pô! E tira esse chapéu ridículo. Chegando lá, ela cisma

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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Pampulha -28 de outubro a 3 de novembro de 2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu