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Pampulha, sábado - 29/07/2017

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PRAIA DO FORTE E IMBASSAÍ CUIDAM DO AMBIENTE SEM ABRIR MÃO DO GLAMOUR ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 10

CIA DEBORAH COLKER TRAZ NOVA PRODUÇÃO ... Página 14

PEÇAS DE GOSTO DUVIDOSO COM PREÇO ALTÍSSIMO. VOCÊ USARIA? ... Páginas 27 e 28

FORD ECOSPORT 2018 TRAZ NOVIDADES NO VISUAL, NO INTERIOR E NA PARTE MECÂNICA ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

CAFI/DIVULGAÇÃO

29 de julho a 4 de agosto de 2017 ANO XXVII número 1409 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE GNT/DIVULGAÇÃO

NÃO PAREM O RODRIGO HILBERT Motivo de inúmeros memes e “textões” nas redes sociais, o modelo de homem ideal representado pelo apresentador leva a reflexões sobre os papéis sociais atribuídos a homens e mulheres


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 29 de julho a 4 de agosto de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Acabar com a Lava Jato. Esse parece ser o próximo passo do PMDB. Infelizmente, muitas pessoas que apoiavam a investigação só queriam o fim do governo Dilma, e não o fim da corrupção”

“Me dá pena... Tudo isso é muito triste. É um cenário que coloca o Brasil, na visão internacional, como uma república muito desprestigiada. O Brasil não merece isso”...

O v e l h o os eventos nem será vítima abade dis- da fatalidade. Quando as se: “O ho- forças se chocam, sabe que mem é a a mais forte vence a mais s o m b r a fraca. Não temerá os enfeid e u m tiçamentos, nem os deslumD e u s n o bres, nem as influências corpo de misteriosas. Encontrando um animal; há os que são Caim, saberá encarnar a fiamigos do anjo e os que se gura de Abel, compreendecomprazem com o animal”. rá que “a fatalidade da morO anjo é o lampejo de cons- te é uma felicidade para a ciência, porém é a besta pura e santa vítima e uma que nos arrasta. infelicidade para o assassiOs dois extremos vivem no”. Ele, pelo martírio, imem conflito no campo da pulsionará sua ascensão dipersonalidade humana. O vina; o homicida cairá bom e o mau, o altruísta e mais ainda nas profundeo egoísta, o solidário e o zas. Ninguém herda daqueaproveitales a quem dor, o subliassassina; Mas piores me e o pereventualentre todos verso ficam mente aspermanentesassinannão são os mente de vido-os, os bons nem os gia. Quanto reabilita. maior for a Ser jusmaus. bondade insto é sofrer Segundo o pirada pelo por todos; anjo, maiomau é abade, são os ser res serão a sofrer por indiferentes, dedicação e si mesmo. a ferocidade É chegar os mornos. da besta paao fim e Totalmente ra acorrentáperder tulo à matéria. o num inúteis à vida. dúnico Montará toinscaia no detante. Enserto, no tabernáculo da al- quanto o justo será eterno ma, nos momentos de ins- em seu esplendor, levantapiração, na hora do enle- rá admiração e devoção, a vo; lhe oferecerá de ime- besta amargará a solidão, a diato todas as benesses, os frieza dos homens e o calor ouros, as glórias, os praze- do inferno. res, sem lhe mostrar o preMas piores entre todos ço de suor, de lágrimas e não são os bons nem os de sangue. maus. Segundo o abade, As leis da vida material são os indiferentes, os morfazem com que o indivíduo nos. Totalmente inúteis à nasça, em sua natureza ani- vida. “Covardes” que não mal, escravo da fatalidade, poderão aspirar à vitória joguete de forças que o do- nem servirão de halteres minam, contumaz devedor para os bons se exercitado destino. Como a folha ar- rem na santidade. rancada da árvore, vai aonde a tempestade decidir levittorio.medioli@ vá-lo. Mas é lutando contra otempo.com.br os instintos animais que ele poderá vencer a besta, alcançar a liberdade moral, Vittorio Medioli tamconquistar seu destino, sua bém escreve aos dominliberdade. gos no jornal O TEMPO Dono de si, não temerá

Carlos Fernando dos Santos Lima, procurador da República, em sua rede social

Ex-presidente do Uruguai e atual senador José Mujica, em entrevista ao “El País”

pampulha

FUNDADOR Vittorio Medioli

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos

Editorial

O anjo e a besta

O

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

KENSINGTON PALACE/AFP

“Nossa mãe era uma eterna criança e, quando alguém me pergunta sobre um exemplo, tudo o que eu consigo ouvir é a sua risada em minha mente” Príncipe Harry, sobre a princesa Diana, morta em agosto de 1997, no documentário “Diana, Nossa Mãe: Sua vida e Seu Legado”

“Nossos militares precisam estar focados na vitória e não podem arcar com os tremendos custos médicos e a perturbação que os transgêneros representarão para as Forças Armadas” Donald Trump no Twitter; presidente norte-americano proibiu a presença de pessoas transgênero no exército

Distribuição gratuita

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

“Se tem alguém que bate palmas, todos batem. Mas aqui, as palmas vieram do coração, do reconhecimento”, Presidente Michel Temer, após pedir aos presentes em uma cerimônia, na última quinta-feira (27), que aplaudissem os ministros e afirmar que no próximo evento levará um “puxador de palmas” (“Folha de S.Paulo”).

EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


reportagem

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HOMÃO>‘Homem ideal’, Rodrigo Hilbert quebra expectativas sociais sobre homens e mulheres NEY COELHO/DIVULGAÇÃO

Jessica O posto que Almeida ele ocupa hojejáfoidopersonagem MacGyver e do ator Chuck Norris. Agora, noentanto,agrandereferência – ao menos na internet – em termos de masculinidade ideal e inalcançável é made in Brazil: o galã Rodrigo Hilbert. Já faz alguns meses, o loirocatarinense virae mexe causa alvoroçonas timelines das redes sociais aorevelar um novo talento, geralmente no programa que apresenta no canal GNT, “Tempero de Família”, que, por sinal, estreia nova temporada no próximo dia 10. Mas,ao contrário dos outrosdois ídolos, alémde possuirváriashabilidadestipicamente masculinas (é marceneiro, ferreiro, serralheiro, torneiromecânico,carpinteiro, constrói fornos de barro e casas na árvore), o marido da apresentadora Fernanda Limatambémreúnecaracterísticas que, culturalmente, sãomaiscomumenteatribuídas às mulheres: ele cozinha, cuida da casa, dos filhos e sabe fazer crochê. O fato de ter, em conjunto, “o melhor dos dois mundos”,fezcomqueeleganhasseo título de “homão da porra”, despertando, de um lado, a admiração feminina e, de outro, insegurança entre os homens. Mas, mais do que questionar a figura de Rodrigo Hilbert em si, essa discussão fala das expectativas sociais que existem sobre homens e mulheres. E elas aparecem antes mesmo de nascermos, como observa o pós-doutorando da UFMG Felipe Viero, quepesquisa questões de gênero, sexualidade e mídia. “Existem concepções muito estáveis, fechadas, sobre o que é ser homem e o que é ser mulher. Ainda durante a gravidez, pintam nosso quarto de azul ou rosa, compram um fogãozinho ou bola de futebol e já supõem que meninos devam realizar um tipo de atividade ao passo que meninas, outras. Então, essa perspectiva do que é mais adequado começaantesdo nascimento,existe uma institucionalização de coisas que são permitidas ou não”, afirma. Ainda que recuse o título que lhe foi dado – o pai dos gêmeos FranciscoeJoão dis-

Ele é o cara se em abril, no programa “Saia Justa”, que acha que o que faz é obrigação de todos oshomens,equeexistemmuito mais “mulherões da porra” por aí – e quando uma figura pública assume tal postura, são justamente essas concepções que se desestabilizam. Fato é que o tema “Rodrigo Hilbert” tem se disseminadonãosóem plataformasdigitais como em rodas de conversa. Nas muitas manifestações sobre o assunto, entre elas até um esquete do canal humorístico Porta dos Fundos, que brincou com a possibilidade da existência de uma igreja de adoradores de Rodrigo Hilbert, houve muita gente – homens – pedindo que ele “maGNT/DIVULGAÇÃO

Com o filho de Bela Gil: Imagem que enterneceu as redes

neirasse” nas qualidades, pois estariaelevandodemais ospadrões de homem ideal. Oevento“AlguémPareRodrigo Hilbert” reuniu quase 60.000 pessoas no Facebook (e foi devidamente respondido com “Alguém Pare Quem Quer Parar O Rodrigo Hilbert!!”, com quase 75.000). Já o texto do jornalista Fernando Guifer sobre o assunto teve 215 mil curtidas e 80 mil compartilhamentos.Emdeterminado trecho, diz: “Veja que, ao invés de se juntar a nós, homens, facilitando as coisas e buscando ser um alguém do sexo masculino considerado normal,Rodrigo Hilbert dissemina o ódio das mulheres paraconosco, afinal,sempre que

há uma DR (de lei), o nome dele é citado como um case de sucessoeum exemplo aser seguido pra vida”. Houvetambémquemocriticasse com menos bom humor, desvalorizando seus feitos, e os que pediram às mulheres que se equiparem à esposa de Hilbert se quiserem compará-los a ele. Do lado feminino, houve quem ironizasse, dizendo que não dá nem para imaginar como é para um homem ser comparado a umpadrão inalcançáveldebeleza, comportamento e eficiência doméstica. Há também as que acham que ele, de fato, não faz mais que a obrigação, e as que acreditam que todo esse burburiGNT/DIVULGAÇÃO

Os “pontos” de partida: o crochê de Hilbert lacrou a web

nhoem tornodesuashabilidades só ganhou tamanha proporção porque ele é branco. MASCULINIDADES PARCEIRAS A militante Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTRNE), em texto com mais de 27.000 curtidas e 10 mil compartilhamentos, entende que o ator e apresentador de fato é favorecido por uma série de privilégios, e salienta que muitas mulheres fazem o que ele faz (e muito mais), e que homens não merecem parabéns apenas por fazerem sua parte. Porém, ressalta a importância de existirem referências de masculinida-

des sadias e parceiras. Para defender seu ponto de vista, ela cita o exemplo de uma senhora do interior que sofreu violência física e sexual do próprio pai a vida inteirae, aoconhecer omarido de uma amiga que ficava em casa, cuidando das tarefas domésticas, do filho e do roçado enquanto a esposa viajava por conta de sua atuação política, ficou maravilhada.“Láemcasa,eueminha irmã ficamos encantadas de ver o Hilbert na TV, que nem a senhora da história ficou quando viu que um homem pode agir de forma decente com as mulheres. E se vocês pensam que isso é besteira, é porque nunca prestaram atenção na quantidade de frustração, abandono, mágoa e sobrecarga que as mulheres ao seu redor estão lidando”, disse, em um trecho. O impulso para escrever o trecho veio do incômodo que sentiu ao ver uma série de conhecidos, que inclusive não tratam suas companheiras de maneira justa, diminuindoHilbertporsuashabilidades, sobretudo as manuais, por serem associadas ao universo feminino. “A partir dos comentários e da forma como o texto circulou, nota-se como esses debates são urgentes. Percebi várias mulheres se identificando porque se sentem sobrecarregadas e têm o desejo de experimentar relações maisjustas, equilibradas.Referências positivas fortalecem a sociedade com a qual sonhamos, que merecemos, e fazem com que haja um tipo de pressão, não a partir do Hilbert, mas das próprias mulheres, que percebem que é possível e que não devem aceitar menos. Não estamos falando do Rodrigo Hilbert,mas decomo asrelações entre homens e mulheres se constroem”, afirma. Felipe Viero destaca que mesmo que as desestabilizações geradas pela discussão sobre o galã sejam benéficas, é preciso ter em mente até que ponto quebram com os padrões. “É um homem, branco, heterossexual, de uma classe social favorecida, então, está numa posição de poder. Ou seja, isso se dádentrodecertaestabilidade. A norma opera abrindo uma brecha, mas não rompendo totalmente”, analisa. GNT/DIVULGAÇÃO

Mão na massa: sim, ele ainda construiu seu próprio forno


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reportagem

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FORA DA TV> ‘Rodrigos Hilberts da vida real’ falam da própria experiência e analisam repercussão

Ser parceiro é fundamental ANA CORRÊA LIMA/DIVULGAÇÃO

Jessica EnquantoRoAlmeida drigo Hilbert ostenta comportamentos que,aindahoje, causam alvoroço, há quem faça o que ele faz há muito mais tempo. É o caso do professor Luiz Arnaut, 58, e do aposentado Fernando Rocha, 74, que sempre se envolveram com as tarefas domésticas e o cuidado com os filhos. Fernando, inclusive, também faz os serviços tidos como “masculinos”, como os de eletricista, pintor e bombeiro. “Sou muito observador, então fui aprendendo a fazer tudo. Também foi questão de necessidade e criatividade: saí de casa aos 18 anos e tinha que me virar. Aprendi a lavar, passar e cozinhar porque nem sempre tinha dinheiro para pagar esses serviços”. Os quatro filhos que teve com a professora aposentada Maria das Graças Caldeira Rocha, 68, com quem está casado há 46 anos, foram criados tendo como premissa a parceria. E assim como Hilbert, Fernando acredita que o que faz deveria ser regra – e não exceção. “As pessoas dizem que não se faz mais homens como antigamente, mas os homens não faziam nada disso, era muito pior. Hoje a mulher fica sobrecarregada porque trabalha fora e ainda tem que cuidar da casa, dos filhos, às vezes até do marido, isso é muito injusto”, comenta. Por conta disso, ele acha que não tem sentido a postura do ator gerar tanta repercussão. “A sociedade é meio esquisita nesse aspecto, o homem achar que não deve fazer algo porque é papel da mulher. As pessoas deviam entender que todos têm que participar da vida familiar”. Sua esposa concorda. “Sempre dividimos tudo, também sou muito organizada. Se tivesse me casado com um homem acomodado, que não faz nada, acho que não toleraria”, diz. “Acho absurdo ter gente que acha que as coisas da casa, da criação dos filhos, são responsabilidade só da mulher. Geralmente, são esses que as sobrecarregam e ainda exigem que sejam gostosonas na cama”.

LAÇOS AFETIVOS Luiz Arnaut também aprendeua se virar nosserviços domésticos por questão de necessidade. Pai de três filhos, um de 26, uma de 23 e uma de 4, jamais considerou não se envolver com sua criação – e isso inclui estar presente em todas as suas atividades. “Nunca entendi que na vida de casal, princi-

LINCON ZARBIETTI

Autônomo

Luiz aprendeu a costurar para poder fazer roupas para as filhas

Companheiros

Casados há 46 anos, Fernando e Maria das Graças partilham as tarefas da casa

palmente com filhos, houvesse atividades que fossem exclusivas da mulher. As coisas têm que ser partilhadas, pelo menos tento agir dessa forma”, afirma. “Sobre os meninos, especificamente, ainda existe a questão da memória afetiva. A hora de criar vínculos é na infância, porque, quando viram adolescentes, encrespam com os pais. Por isso acho importante me envolver. Como dizia um comercial antigo ‘não basta ser pai, tem que participar’”. Quando a primeira filha era criança, ele inclusive aprendeu a costurar. Ao saberem de sua habilidade, as mulheres costumam ficar positivamente surpresas. Já os homens, eventualmente, fazem piadinhas. “Sempre gostei de atividades manuais e aprendi para fazer roupas para ela, sempre fazia os vestidos de festa junina. Meu pai, como todo homem da primeira metade do século XX, não gostava, olhava meio torto”. O envolvimento com a rotina dos filhos era vista como algo estranho na infância dos mais velhos. Ele inclusive notou que a filha não costumava ser convidada para dormir na casa dos colegas, porque as mães não se sentiam à vontade para combinar com ele, um dos poucos pais envolvidos com a escola. Já agora, na criação da caçula, ele percebe uma mudança. “Hoje é bem mista a presença de pais e mães. Que bom que isso está mudando, imagino que a vida do meu pai, do meu avô, tenha sido muito ruim. A masculinidade era privada do afeto”, analisa.

COMENTÁRIOS NA REDE

É DE PEQUENO QUE SE APRENDE LINCON ZARBIETTI

Desde pequenos, a professora Bel Santos, 42, ensinou os dois filhos, hoje adolescentes, a fazer as tarefas de casa, tanto pela própria falta de tempo para fazêlas ela mesma, quanto para prepará-los para o futuro. “Eu trabalhava em dois empregos, então, era necessário. Além disso, é pelo próprio futuro deles. Ninguém merece um companheiro que não saiba fazer as coisas de casa, que seja incapaz de perceber que algo não está limpo”, comenta. Olivier, 19, e Lucas, 14, não gostam muito da ideia. “O mais novo, outro dia, disse que eu os criei de uma forma diferente, que nenhum dos seus colegas precisa fazer essas coisas. Mas respondi que cada um tem a mãe que merece”, diz. O problema, porém, não são as tarefas em si, mas o fato de elas tomarem o tempo que poderia ser de outras atividades. “Eu acho horrível, porque queria fazer outras coisas e a maioria das pessoas da minha idade são va-

gabundas. No fim das contas, sou um moleque especial, porque é raro encontrar alguém da minha geração que faça esses serviços”, afirma Lucas. A mãe concorda. “Já ouvi colegas deles dizendo que ninguém arruma a casa deles. Mas são eles que não enxergam isso, acham que a roupa suja volta magicamente limpa para o guarda-roupa. Não percebem algo tão importante, um serviço que é diário e bem cansativo”, diz. Mãe também de uma recém-nascida, Helena Flor, de 3 meses, Bel tem outros planos para a filha, que vai ser responsável somente por tarefas realizadas fora de casa, como fazer compras e pagar contas. “Quero fazer isso porque fui muito educada com o olhar para a limpeza. Vejo sujeiras que os meninos ainda não são capazes de ver. E não quero que ela seja assim, que sofra como eu”, explica.


reportagem

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CENÁRIO BH

NINO ANDRES/DIVULGAÇÃO

Fu e muito mais na 6 Pato Praça da Assembleia

A segunda edição do “Aprendendo a Crescer” programação gratuita para a Praça da Assembleia. No dia, dentre outras atrações, acontece o espetáculo musical do “Tubarão Martelo e os Habitantes do Fundo do Mar”, uma oficina de construção de instrumentos e o Pato Fu apresenta o show “Música de Brinquedo” Onde Praça da Assembleia Quando Dia 5 (sábado), das 9h30 às 19h30 Quanto Gratuito

FA.VELA/DIVULGAÇÃO

aponta profissionais 6 Projeto de sucesso nas periferias

CARAMINHOLAS/DIVULGAÇÃO

A sétima edição do “FALA FA.VELA” acontece nesta semana e traz para a conversa três empreendedores periféricos que pretendem levar ao público suas histórias inspiradoras Onde Auditório do Centro de Referência da Juventude (r. Guaicurus, 50) Quando Dia 3 (quinta), das 19h às 21h Quanto Entrada gratuita ou paga (para quem quiser ajudar os projetos), mediante retirada no sympla.com.br

Scriptum recebe 6 Livraria lançamento de cordel

Escrito pelo professor cearense radicado em Minas José Dias Ibiapina, o livro “Literatura de Cordel, as Histórias e Invencionices do Professor Ibiapina” reúne as memórias e lembranças do autor em formato de cordel Onde Scriptum Livraria (r. Fernandes Tourinho, 99, Funcionários) Quando Dia 5 (sábado), às 11h Quanto Entrada gratuita (o livro pode ser adquirido por R$40)

J. BATISTA/DIVULGAÇÃO

mineira publica 6 Autora livro ambientado em Israel

ED. POSITIVO/DIVULGAÇÃO

A jornalista Sabrina Abreu lança em BH seu quinto livro, “O Último Kibutz”. O romance resume o conflito de gerações ao narrar a amizade entre a jovem Sofia, voluntária num kibutz no Norte de Israel, e o velho israelense Simon. Onde Grande Hotel Ronaldo Fraga (r. Ceará, 1.205) Quando Dia 1° (terça), a partir das 19h Quanto Entrada gratuita (o livro estará à venda por R$ 39,90)

de Murilo Rubião 6 Ilustradores conversam com leitores

Os artistas que ilustraram as novas edições de “O Edifício”, “Bárbara” e “Teleco, o Coelhinho” participam de um bate-papo com os leitores da trilogia ilustrada. Além disso, Nelson Cruz, Marilda Castanha e Odilon Moraes também integram uma manhã de autógrafos Onde Biblioteca Pública de Minas Gerais (Praça da Liberdade, 21) Quando Neste sábado (29), das 10h às 13h Quanto Gratuito

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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Luto onfesso que estava escrevendo sobre outro tema, entretanto, com o falecimento do grande “mestre” – era assim que ele se referia aos seus entrevistados – e jornalista Artur Almeida, da Rede Globo Minas, me senti na obrigação de abordar sobre o assunto. Pessoa ímpar, que representava a categoria jornalística com muita classe. Tinha toda uma vida pela frente e nos deixou de forma tão inesperada. Ah, que dor! Chorei e choro junto com a família e amigos. Luto, do latim “lucto”, é um sentimento profundo de tristeza e pesar pela morte de alguém. O luto é caracterizado por um período de consternação e saudade pela perda de um ente querido. Eu não tinha uma relação de proximidade com o Artur, muito menos com seus familiares. No entanto, durante as entrevistas de que participei na Globo, fui me encantando com o profissional e a pessoa que ele representava. É triste! Fica um profundo vazio, difícil de preencher. Como lidar com isso? A morte é a única certeza de nossas vidas, certeza esta que vem da constatação da finitude da vida. Na cultura ocidental, a ideia de morte vem acompanhada de grande pesar, medos e angústias, aspectos estes que, muitas vezes, nos dificultam encará-la como um processo natural da condição humana. Ao perdermos uma pessoa querida, por exemplo, além da angústia e tristeza que a saudade nos impõe, também nos sentimos ameaçados frente à nossa própria morte, dado que tal situação nos aproxima da condição humana de vulnerabilidade e que, fatalmente, nos Deixar ir não atingirá um dia. significa Quando se perde alguém violentamente, esquecer, de modo repentino ou tampouco não inesperado, quem fica permanece no “limsofrer nunca bo” por um tempo inmais. Deixar ir é determinado. É comum que pessoas em fazer as pazes processo de luto por uma morte abrupta secom o tempo, rem tomadas por um com novas estado de catatonia, que passam a agir no chances para “piloto-automático”, quem ficou sem domínio de suas ações. Uma parte continua vivendo, pois entende ser necessário, mas a outra não está lá. No luto, passamos por algumas fases, sendo que a depressão é o estágio anterior à aceitação. O problema no estágio de depressão está em sua duração e no tempo de permanência. A depressão é a maior ladra da vida e por isso deve ser tratada quando o tempo for superior a seis meses e a intensidade passa a tirar o enlutado das atividades do dia a dia como trabalho, convívio familiar e social, dos cuidados com a saúde etc. Por fim, vem a aceitação, processo que nos torna capazes de ver, tocar, falar sobre a morte e, ao mesmo tempo, deixá-la ir para onde tiver que ir, longe de nossos domínios, de nosso controle racional. Deixar ir não significa esquecer, tampouco não sofrer nunca mais. Deixar ir é fazer as pazes com o tempo, com novas chances para quem ficou com a única certeza de que absolutamente tudo na vida passa. Particularmente, penso que o luto é como um furo na parede feito por um prego. Podemos até passar uma massa corrida no local, mas o furo continua lá. A saudade não morre, ela é eterna. Meus sinceros sentimentos à esposa e às filhas. Faça uma boa semana.

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Dominar o cérebro faz emagrecer LUCIANA ALDEGANI/DIVULGAÇÃO

Especialista alertaparaa importânciados pensamentosno processode emagrecimento Hoje, no Brasil, mais de 50% da população está acima do peso. Na sua opinião, quais fatores contribuem diretamente para esse aumento da obesidade? A ansiedade é o fator

Litza Mattos

número um para quem padece com o excesso de peso. Ela ocorre geralmente por duas razões: excesso de tarefas e a fuga dos problemas com que (a pessoa) está lidando na vida. Vivemos em uma sociedade que se cobra e se compara demais, de forma altamente competitiva. A falta de tempo e a praticidade de fast food e congelados também são pontos fortes. As pessoas tendem a ser mais acomodadas. E há uma indústria milionária do emagrecimento que enriquece vendendo fórmulas milagrosas e promessas do corpo perfeito – que mais atrapalha, pois as pessoas vivem no eterno efeito sanfona, gerando angústia, sensação de fracasso e desesperança. Por que você costuma dizer que o emagrecimento começa pela cabeça?

Pensamentos atuam, diretamente, nos comportamentos. É preciso ter a cabeça como aliada na hora de emagrecer, caso contrário, a autossabotagem domina. Mudar padrões de pensamentosé fundamental.Sua cabeça pode te convencer a comer uma barra de chocolate porque você teve um dia puxado, por exemplo. Aí você diz:Eumereço!Ouvêm pensamentos como: “emagrecer é difícil”; “meu peso é hereditário”; “não tenho tempo”; “para emagrecer precisa ter dinheiro”; e outras justificativas que impedem mu-

Cintia Seabra Psicóloga clínica e coach especialista em emagrecimento

danças de comportamento. Nosso cérebro é interesseiro e tenta nos sabotar?

O cérebro quer prazer, ganhos e satisfações. Ele é, de fato, interesseiro. Evita dores, sofrimentos e prejuízos. Portanto, o primeiro passo é mostrar para seu cérebro que seguir acima do peso dói, que a pessoa, por exemplo, está com a autoestima no chão, que sofre toda vez que vai escolher uma roupa, e que inclusive pode morrer mais cedo, já que a obesidade é fator de risco para muitas doenças. O indivíduo precisa ressignificar o processo de emagrecimento para seguir adiante e não desistir. É importante ter clareza dos ganhos ao emagrecer. Se conectar puramente com o número que aparece na balança é muito pouco. Isso significa que a dificuldade para emagrecer tem ligação direta com dificuldade de se relacionar? Re-

lacionamentos mexem com

as nossas emoções, seja para o bem ou para o mal, e o desequilíbrio emocional é fator determinante para o ganho de peso. A pessoa come porque está triste, com raiva, preocupada, entre outros sentimentos. Além disso, quem está acima do peso tende a ter enormes dificuldades para lidar com expectativas frustradas e tem enorme dificuldade de dizer “não”. Elas passam por cima de si, de suas vontades para dizer “sim” quando, na verdade, queriam dizer um “não”. Isso colabora para que estejam sempre com uma sensação de mal-estar por não respeitarem suas vontades. Como cuidar da mente para tratar das emoções e emagrecer? Pergunte-se: pesar X vai me proporcionar o quê de positivo?

Quanto está custando viver acima do peso? Qual foi a pior humilhação que já passei por pesar o que peso? Encontre formas prazerosas de emagrecer. Evite radicalismos. Dê

Quanto maior a restrição, maior a chance de desenvolver compulsão

passos pequenos, pois emagrecer rápido envolve muito sofrimento e, por isso, uma hora a pessoa não dá mais conta. Comemore pequenas vitórias, como uma calça que o zíper está subindo. Abandone a balança. Ela é uma grande sabotadora. Se a pessoa emagrece, tende a dar uma “relaxada”. Reduzir a ansiedade é um ótimo caminho para equilibrar as emoções. Vida leve, corpo magro. Essa é uma boa frase para se pensar no emagrecimento definitivo. Olhe para vida antes de olhar para o corpo! Qual a diferença entre fome fisiológica e emocional? Fome fisiológica é uma

que vai aumentando gradativamente, a barriga ronca. A pessoa só vai sentir fome depois de três horas ou mais após a última refeição. A fome emocional vem de repente, é impulsiva. Mesmo que a pessoa tenha acabado de fazer uma ótima refeição, ela tem um desejo incontrolável de comer mais. Muitas vezes come escondido. Acontece com mais frequência no final da tarde e durante a noite. A pessoa come rápido e tem imensa dificuldade de perceber que está saciada. Tenho pacientes que revelam: “Como descontroladamente como se estivesse possuída”. A ansiedade desencadeia fomes emocionais.


reportagem

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É preciso ter a cabeça como aliada, ou a autossabotagem domina Quais as consequências da fome emocional? Au-

toestima prejudicada. A pessoa se sente um “lixo” por comer descontroladamente. Reforça cada vez mais o sentimento de incapacidade, vergonha, sentimento de inferioridade. Pode desencadear o transtorno de compulsão alimentar que traz consequências danosas ao organismo, como ganho de peso, doenças cardiovasculares, diabetes, problemas de coluna, joelho, entre outras complicações de saúde física e emocional. O que fazer para evitar ou combater a fome emocional? Identificar o que está le-

vando para a comida: pare antes de abrir a geladeira ou o armário da cozinha e se pergunte: o que estou sentindo?

É cansaço, tédio, medo, preocupação. Pergunte-se: Estou realmente com fome ou é vontade de comer (gula)? Se veio uma emoção, um pensamento, investigue e procure resolver. É olhar para vida e não, fugir dela, refugiandose na comida. O que é e como desenvolver a mente magra? É colo-

car a mente para funcionar a seu favor na hora de emagrecer: reduzir níveis elevados de ansiedade, procurar ter uma vida leve, olhar para dentro e viver de forma coerente com sua essência, não passar por cima de si para corresponder expectativas externas, mudar padrões de pensamentos que limitam sua visão, parar de acreditar nas “historinhas” que conta para si justifican-

do porque não consegue emagrecer, assumir a responsabilidade e abandonar o papel de vítima, entender que a mente mente e pode te sabotar e, por fim, desenvolver a inteligência do emagrecimento. Muitas pessoas acabam passando por períodos de dieta mais restritiva. Esse tipo de dieta tem impacto psicológico? Sim. Dietas res-

tritivas são péssimas. Quanto maior a restrição, maior a chance de desenvolver compulsão alimentar. A palavra dieta já é carregada de peso, sofrimento e dor. Eu particularmente prefiro pensar em reeducação alimentar, um estilo de alimentação saudável, para abandonar a palavra dieta que, geralmente, está ligada a frustrações.

Explique por que para você o emagrecer deveria ser escrito com S – “EmagreSer”? Uma cliente desco-

briu que detestava academia e que fazer teatro era algo que ela desejava, fazia muito sentido para desestressar, relaxar e que, além disso, ela iria se movimentar muito com os exercícios teatrais. Ela olhou para dentro e achou algo que a preenchia, dava prazer e ainda por cima, seria uma forma de se exercitar também. “EmagreSer” é olhar para dentro, se perceber, se respeitar, se conhecer. Pessoas que encaram suas fragilidades, reconhecem seus pontos fortes e respeitam seus desejos são pessoas mais leves ou com mais facilidades para viverem de forma coerente com o seu ser verdadeiro.

É preciso ressignificar a fase de emagrecimento para seguir e não desistir

Mamaço na praça da Liberdade A importância da amamentação para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças não é novidade para médicos e, tampouco, para as mães. É sabido que o aleitamento fortalece a imunidade dos bebês, evita a ocorrência de cólicas, diminui o risco de câncer de mama e de ovário nas genitoras e alimenta o vínculo entre mãe e bebê. Ainda assim, ações desenvolvidas por órgãos de saúde para estimular a amamentação continuam necessárias, posto que questões relativas à amamentação em locais públicos têm sido trazidas à tona. O mês de agosto traz, inclusive, importantes datas para a valorização do ato de amamentar. Entre os dias 1° e 8 do mês que começa, acontece a Semana Mundial do Aleitamento Materno. Promovida

pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a semana chega a sua 26ª edição e acontece em mais de 170 países. O Brasil não fica de fora e já estão previstos mais de 70 “mamaços” (mães com seus bebês se reúnem no mesmo dia e horário para realização de um ato público em defesa da Amamentação). Belo Horizonte também preparou uma atividade especial. Organizada pelo Grupo de Apoio à Gestante Belo Horizonte e Contagem (Gestar), “A Hora do Mamaço” acontece no dia 5 de agosto (sábado), das 10h às 12h, na Praça da Liberdade (próximo ao Coreto). A Secretaria Estadual de Saúde também prepara um calendário especial que deve ser divulgado no decorrer de agosto.

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sociedade

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DOLCEVITA TERRA DE CONTRASTES

F

alemos do Rio de Janeiro e do aniversário do “mineiroca” Omar “Catito” Peres, no mais recente fim de semana, na renascida casa Hippopotamus. O Rio é um fenômeno! Avesso à bandidagem que multiplicou-se como pão, peixe e vinho, os turistas chegam, aos milhares. A cidade sobrevive bravamente.

TERRA BRASILIS

O

Rio rima com sua gente, mix de todos os cantos, acomodada democraticamente. Mas não se faz e não se é o Rio como antigamente. O glamour e o otimismo “subiram no telhado” e, tiraram a escada. A temporada é dos turistas argentinos e chilenos. Ambulantes haitianos e africanos.

TERRA HORRIBILIS

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS ZZN PERES/DIVULGAÇÃO

virar uma gaiola de ouro, um oásis em meio ao deserto “maravilhoso”. O carioca está refém do abismo que cavou com os próprios pés. Perigo nas veias e artérias da cidade. Mesmo assim, nenhuma incompetência consegue estragar o Rio.

TERRA BÍLIS

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ais cidade do Rio? Ok, hotéis vazios! Reflexo de tudo e, como sempre, da incompetência brasileira em divulgar o turismo e as possibilidades em quantidades oceânicas e industriais do país. Cerca de 8% de ocupação nos hotéis da Barra da Tijuca. No total? Na cidade inteira? Ridícula e indecente ocupação de 30%.

TERRA À VISTA

E

exatamente como leva a vida pessoal e empresarial, recuperando, reciclando e ressuscitando os tesouros do dourado Rio de Janeiro, foi que Omar “Catito” Peres come-

morou seus primeiros 60 anos de vida, na Hippopotamus reinaugurada e renovada com o sócio e fundador Ricardo Amaral.

Amigos e conterrâneos mineiros. Ziraldo, Roberto D’Ávila, Tonico Pereira, Maitê Proença, Leila Richers e Hildegard Angel.

TERRA SANTA

TERRA ESTRANGEIRA

Seletos” 600 fãs, amigos, familiares e correligionários divertiram-se na feijoada e noite de Gala, com show de Erasmo Carlos, sábado, e no brunch de domingo. Rio famoso e ilustre, de A a Z presente, em busca do tempo perdido.

S

em esquecer Luiz Carlos Barreto, Leda Nagle, Ana Maria Tornaghi, Arnaldo Cesar Coelho, Leleco Barbosa, Fernando Bicudo, Joaquim Ferreira etc. Para variar, os ilustres anônimos eram os mais divertidos

E

m época de crise, nem vale criticar os ambulantes que estão tentando sobreviver sob a vista grossa das autoridades “irresponsáveis”. Idem para segurança. O carioca, cada vez mais temeroso, e a população de rua, mais numerosa. Copacabana está se “favelizando” e multiplicando-se.

e animados. Sobre os mineiros, uma observação. No Rio em geral, eles sumiram. Tomaram Doril e a dor não passou. Só pode ser culpa da danada da crise. Mineiros, de novo e sempre, presos entres as montanhas.

TERRA EM TRANSE

C

rise e tudo de ruim que acontece no mundo é, literalmente, falta de educação. Educação com E de escola. De nada adianta o populismo de abrir universidades vagabundas em cada esquina se, na base, os pés são de barro. Um dia, quem sabe, em outra vida, dimensão ou universo paralelo, nossos governantes ignorantes entenderão que, sem Educação não há solução.

TERRA PROMETIDA

TERRA MIRABILIS

P

I

panema está virando Copacabana e, nesta toada, a próxima vítima poderá ser o Leblon que, até agora, protegese, correndo o risco de

O aniversariante Omar “Catito” Peres e Erasmo Carlos na festa que aconteceu no reinaugurado Hippotamus, animada pelo Tremendão

No brunch também em homenagem aos 60 anos de Catito, a fera Ricardo Amaral e a bela Maitê Proença

eguem o exemplo de Cingapura, que saltou da idade das trevas para as luzes, exatamente por investir no estudo básico. E, depois, naturalmente, ainda aperfeiçoou, como provam, as linhas a seguir.

lançaperfume

é car6 Supostamente, ta da direção de uma escola de Cingapura aos pais de alunos na semana de provas.

pais, a se6 “Prezados mana de provas vai começar. Sabemos que vocês esperam que seus filhos se saiam bem. Mas, por favor: lembrem-se de que, dentre os estudantes ali, há um artista que não precisa entender de matemática”.

um empreendedor 6 “Há que não se importa

com história ou literatura. Há um músico cujas notas em química não importam. Há um esportista cujo preparo físico é mais importante do que a física... assim como a escolaridade”. seu filho obtiver 6 “Se as melhores notas, óti-

mo! Mas, se não, por favor, não tire dele ou dela sua autoconfiança e sua dignidade”. que tudo 6 “Diga-lhes bem! É só uma prova.

Eles foram talhados para coisas muito mais importantes na vida”. que, inde6 “Diga-lhes pendentemente de sua

nota, você os ama e não os julga. Façam isso, por favor. E quando fizer: veja-os conquistarem o mundo”. prova ou uma 6 “Uma nota baixa não vai lhes

tirar os próprios sonhos ou talento. E, por favor, não pense que médicos ou engenheiros são as únicas pessoas felizes no mundo”.

DE BANDEJA Festival Internacional de Cerveja e Cultura vem aí A terceira edição do Festival Internacional de Cerveja e Cultura (FICC) vai dedicar-se à tradição cervejeira da Bélgica, uma das escolas mais antigas da bebida. No evento, serão expostos mais 250 rótulos de cerveja de 50 expositores nacionais e internacionais. Além disso, a programação conta com show de rock e blues, encontro de motos e exposição de carros antigos. Onde Parque da Gameleira (av. Amazonas, 6.020, Gameleira) Quando Dias 5e 6 de agosto, das 10h às 22h Quanto R$ 25 (meia) no www.sympla. com.br/iii-festival-internacionalde-cerveja-e-cultura__137802

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FELIPE LESSA/DIVULGAÇÃO

O inverno no Haus Müchen tem novo cardápio Para os dias frios, o Haus Müchen (r. Juiz de Fora, 1.257 Barro Preto) preparou um cardápio inédito, com clima de inverno. A casa lançou o projeto “Winter is in the Haus”, em que oferece novos pratos e releituras de clássicos alemães, como o cachorro-quente Brot und Wurs (foto), feito com salsicha Frankfurt, chucrute e mostarda escura, acompanhado de batatas rústicas. A grande aposta da casa para a estação é o Prato da Boa Lembrança: truta recheada de cogumelos guarnecida com purê de maçã e pipoca de arroz selvagem. O Haus Müchen também selecionou uma carta de cervejas para harmonizar com os pratos especiais.

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LEANDRO MIRANDA/DIVULGAÇÃO


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PERIGO>Aplicação de pesticida pode estar associada ao aumento do número de casos de câncer

Brasil é líder mundial no uso de agrotóxicos desde 2009 STOCKXPERTS/DIVULGAÇÃO

Os agrotóxiLeonardo cos, também Cunha chamados de “defensivos agrícolas” ou “agroquímicos”, são produtos químicos sintéticos usados todos os anos para matar insetos ou ervas daninhas das plantações no ambiente rural e urbano. No Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a utilização desse tipo de substância cresceu 190% nos últimos dez anos, mais do que o dobro do restante do mundo. Desde 2009, o país ocupa o posto de maior consumidor mundial desses produtos. Por ano, cerca de 130 mil toneladas de veneno agrícola são utilizadas, o que equivale a um consumo médio de 5,2 kg por habitante. Outro dado preocupante é apontado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). De acordo com a instituição, 70% dos alimentos consumidos estão contaminados por resíduos de pesticidas. Dentre os efeitos associados à exposição crônica de ingredientes ativos dos produtos podem ser citados infertilidade, cólicas abdominais, lesões renais, desregulação hormonal, efeitos sobre o sistema imunológico, danos ao fígado, malformações congênitas, doença de Parkinson e câncer. “Ao se considerarem essas informações alarmantes – e os potenciais danos à saúde da população – é de se esperar que o número de casos de câncer relacionados ao uso desses venenos seja alto. Infelizmente, por várias razões,

não há como quantificar quais dos mais de 600 mil casos esperados para este ano têm relação com agrotóxicos. Seguramente o número é alto”, afirma Roberto Fonseca, diretor da Oncomed BH. De acordo com ele, o câncer infantojuvenil vem se apresentando como a segunda causa de óbito na população entre 0 e 19 anos no Brasil, atrás apenas dos acidentes. “Dentre os fatores ambientais, para além das questões genéticas, estudos epidemiológicos relacionaram exposição a agrotóxicos como possível causa do aparecimento da doença”, frisa. GRÃOS Segundo documento publicado pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), as sementes geneticamente modificadas exigem o uso de grandes quantidades de agrotóxicos. A liberação do cultivo e do consumo dos alimentos transgênicos, também de acordo o Inca, foi uma das grandes responsáveis por colocar o Brasil na liderança mundial do uso de agrotóxicos. O estudo ainda aponta que, considerando a relação causal entre agrotóxicos e câncer, grãos modificados geneticamente, por exigirem maior uso de veneno em seu plantio, devem ser responsáveis por parte da incidência de câncer em nosso país. INCENTIVO O governo brasileiro, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), concede redução de 60% do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias

Alerta

Por ano, cerca de 130 mil toneladas de veneno agrícola são utilizadas nas plantações

DENILTON DIAS/ 14.10.2016

e Prestação de Serviços (ICMS), isenção total do Programa de Integração Social (PIS), da Contribuição ao Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) à produção e comércio dos pesticidas. Para o oncologista, a sociedade brasileira precisa ser alertada sobre os riscos a sua saúde pelo contato com os pesticidas. “Há necessidade, urgente, de mudança nas leis permissivas de utilização indiscriminada e banimento de incentivos fiscais. Agências reguladoras devem apressar os já atrasados estudos sobre a questão. A intervenção do Ministério Público (MP) faz-se necessária para assegurar a proteção da saúde do povo brasileiro e do meio ambiente”, alerta.

Para Roberto Fonseca, a sociedade brasileira precisa ser alertada sobre o uso dos agrotóxicos

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

ALIMENTOS MAIS CONTAMINADOS Segundo a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), essa é a lista das culturas que mais consomem agrotóxico: 92%

Pimentão

40%

Soja

15%

Milho

10%

Cana-de-açúcar Café, trigo e arroz Feijão Batata Tomate

3% 2% 1%

Levantamento da Anvisa revelou que o pimentão é a hortaliça mais contaminada por agrotóxicos (segundo a agência, 92% dos pimentões estudados estavam contaminados), seguido de morango (63%), pepino (57%), alface (54%), cenoura (49%), abacaxi (32%), beterraba (32%) e mamão (30%). Estudos indicam presença de algumas substâncias inclusive no leite materno.

1% FONTE: ANVISA E ABRASCO


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reportagem

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HORIZONTES DA CIDADE

Pastoral cura dor da exclusão EncontrosemBH reaproximam gaysdaIgreja eocorrem quinzenalmente Recém-chegada ao mundo, Malu já é uma bebê abençoada. As duas mães dela, as advogadas Gislene, 37, e Amanda Couto, 32, casadas há dois anos e meio, descobriram pouco antes de ela nascer que a Igreja Católica estava de portas abertas para sua família. Elas conheceram a Pastoral da Diversidade Sexual – a primeira em Minas Gerais voltada para o público homossexual – que se reúne quinzenalmente no Santuário São Judas Tadeu, no bairro da Graça, na região Nordeste de Belo Horizonte, para orar e tratar da temática LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais), acabando com qualquer preconceito dentro da igreja. Gislene e Amanda foram em dois encontros do grupo, estiveram no retiro espirituale nas missas da paróquia, onde podiam estar de mãos dadas, com GisleJoana Suarez

Padre Mareano morou seis meses na Europa, que tem uma igreja mais aberta

FOTOS FRED MAGNO

ne exibindo seu barrigão de nove meses. Na reunião da pastoral que antecedeu o nascimento de Malu, padre, freira e fiéis rezaram pela vinda da criança e para que a pequena encontrasse um mundo melhor, mais humano. Isso já está acontecendo: “É sensacional você se sentir novamente acolhida, efetivamente, dentro da Igreja. Poder vir, ter abertura e transparência no nosso relacionamento, poder ser recebida na igreja com a minha família”, disse Amanda, que frequentou a paróquia São Judas quando criança, distanciou-se e, agora, voltará com Gislene e Malu. Em agosto do ano passado, a Pastoral da Diversidade foi criada, mas foi somente nos últimos meses de 2016 que mais famílias homossexuais começaram a frequentar as reuniões, com a maior divulgação do grupo no santuário e fora dele. “Vim sem acreditar, achando que era balela, e me apaixonei. Fiquei muito feliz porque eu pude voltar a frequentar a igreja sendo quem eu sou, não precisava me esconder mais, podendo apresentar meu marido, a pessoa que eu amo”, afirmou o gestor de compras Douglas Pedroso, 36. Ele sempre foi envolvido com a comunidade católica, mas estava afastado das missas há três anos. Lia a Bíblia

SAIBA MAIS Como é A Pastoral da Diversidade funciona como a de Jovens, de Crianças, da Música e qualquer outra. A programação é divulgada nas missas e nos canais da igreja São Judas Tadeu. Neste semestre, eles vão criar um blog.

Casais de homossexuais se juntam aos demais fiéis, trazem familiares e discutem a diversidade

escondido em casa, pensando ser pecado. “Me fez ser uma nova pessoa poder comungar sem ter o peso da culpa, que a Igreja e a população colocava em cima da gente, dizendo que ser homossexual é errado”, contou. DE BRAÇOS ABERTOS A pastoral quer exatamente apresentar um ambiente onde essas pessoas possam ser “curadas” – não da homossexualidade, mas sim das feridas do preconceito, da exclusão –, e se sintam bem, felizes e aceitas como

são, conta o padre Marcus Aurélio Mareano: “Sem absurdos de propor cura gay, que não existe; nós propomos o Evangelho, cujo conteúdo é o amor de Deus, e é nessa experiência de amor, de convivência fraterna, de partilha, de confiança mútua que o grupo vai crescendo”. Mareano teve a ideia de criar a pastoral a partir de uma abertura do papa Francisco, que, no ano passado, afirmou que os cristãos deveriam pedir desculpas pela forma como tratam os homossexuais, que não devem ser discriminados, mas respeitados

Demanda vem de relatos em confissão No atendimento aos fiéis da igreja São Judas Tadeu, muitos homossexuais e pais confessavam suas dores e sofrimentos aos padres. “Vi que essas pessoas se sentiam pouco acolhidas, mas havia nisso uma busca de Deus”, relatou o padre Marcus Mareano, que indagou: “Por que não propor um espaço onde essas pessoas possam se assumir e viver?”. A resposta foi preci-

sa: “Quando elas fazem essa experiência de amor, vão dando sentido à própria vida. O mais gratificante não é o fato de eles estarem na igreja, mas de se encontrarem mais felizes”. Homossexuais e transexuais iam às missas, mas ficavam acuados, diz Mareano. A necessidade de acolhida das diversas configurações de famílias também foi colocada em pauta na As-

e acompanhados pastoralmente. “Quem somos nós para julgá-los?”, falou o papa. As portas se abriram, então, na arquidiocese da capital mineira, e a proposta da Pastoral da Diversidade foi abraçada pelo pároco responsável pela São Judas Tadeu, padre Aureo Nogueira de Freitas, e está seguindo firme há um ano para “mostrar essa nova postura do papa, para que as pessoas percam o medo de Deus e da Igreja”, destacou Mareano, juntandose, em seguida, à roda de pessoas diversas, orando, com eles, unidos pelas mãos.

sembleia do Povo de Deus, da Arquidiocese de Belo Horizonte, onde foram feitas enquetes com fiéis para o planejamento pastoral dos próximos quatro anos. Todo padre já atendeu algum caso de homossexualidade, garante Mareano, mas essa abertura ainda é vista como ousadia por muitos conservadores dentro da Igreja, que olham desconfiados, fazem críticas, principalmente na internet. O padre diz que esses estão em processo de aceitação. Nordestino, de 33 anos, filósofo e mestre em teologia, Mareano coloca música não religiosa nas missas e,

Missa Em um domingo por mês, é o grupo da diversidade que organiza a missa, assume as leituras bíblicas, faz as preces, entra na procissão, e muitos homossexuais participam. A próxima será em 30 de julho. Jesus O padre Marcus Mareano narra que Jesus optava pelos excluídos – prostitutas, cobradores de impostos e os mais pobres –, e era mal-afamado por isso. “Devemos seguir o exemplo de Jesus, pensando na sociedade atual”, disse ele.

por vezes, precisa tomar cuidado para não dar um passo maior do que as pernas. Ele quer que a Pastoral da Diversidade Sexual seja expandida para outras paróquias. “Quantas mães sofrem dramas porque um filho se assume homossexual, e elas ficam carregando essa culpa consigo: ‘onde foi que eu errei?’; e uma pessoa que se descobre assim, fica se culpando: ‘porque Deus me fez assim?’; mas o caminho é: toda pessoa é imagem e semelhança de Deus, nasceu para o amor e se realiza amando”, finaliza padre Marcus Mareano.


reportagem

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HORIZONTES DA CIDADE

Cerejeiras para colorir o Brasil Há40anos,o japonêsHaruji Miuradistribuie vendemudasda árvorejaponesa Há pelo menos 40 anos, o japonês naturalizado no Brasil Haruji Miura, 89, tenta retribuir ao país que lhe deu abrigo o presente que acha justo. Ele trouxe para Minas Gerais a árvore símbolo do Japão, a cerejeira – chamada de “sakura” no país do sol nascente –, e conseguiu fazer com que a planta, habituada ao frio, se adaptasse ao clima tropical. É no condomínio Morro do Chapéu, em Nova Lima, na região metropolitana, que o aposentado construiu um verdadeiro império cor-de-rosa. Hoje, o local abriga cerca de 4.000 árvores que, na metade do ano, costumam presentear as visitas com um espetáculo de cor e exuberância que só se assemelha no quesito “beleza” ao florescimento dos ipês. “Eu comecei aqui, mas com a ideia de plantar em Minas Gerais inteira. Quando cheguei, ainda criança, achei o Estado muito verde, e pensei que ficaria mais bonito se fosse colorido com as cerejeiras. Então comecei a criar as mudas para retribuir tudo o que Minas fez por mim, já que me casei e criei meus filhos e netos aqui”, afirmou. Basta dar uma volta pelo condomínio para ver que Miura conseguiu o que queria. É difícil encontrar uma casa que não teJuliana Baeta

FOTOS LEO FONTES

nha pelo menos uma cerejeira. Já na estrada, antes de se chegar ao local, as cerejeiras começam a colorir o caminho, criando um degradê florido e mostrando que Miura, de fato, passou por ali. A árvore foi eleita pelos moradores como símbolo do condomínio, e até mesmo um parque foi criado em 1997 para homenagear o trabalho. Mas é possível encontrar a árvore em todas as esquinas, ao redor do campo de golfe e, claro, na casa de Miura. Boa ação. É lá que ele cuida das plantas e centraliza o trabalho de doação e venda de mudas e sementes. Hoje, o aposentado despacha a cerejeira para vários Estados do país. “Eu quero que todo mundo plante a cerejeira porque é uma árvore muito bonita. Quero espalhá-la no país todo, para ficar bem bonito, quero colorir o Brasil inteiro. E vou continuar fazendo isso até o dia que eu morrer”, contou. Quando ainda só doava as mudas, ele percebeu que teria que cobrar pelo trabalho. “Não pelo dinheiro, eu não vivo disso. Mas é porque, às vezes, tinha gente que chegava aqui e queria cem mudas, 500 mudas. É um trabalho muito difícil cuidar dessas plantas, fazêlas viver, alimentá-las”, justificou. Hoje, ele vende mudas a partir de R$ 35, de acordo com o tamanho, e sementes para todo o Brasil por meio do site www.miuracerejeiras.com.br. Mas ele avisa que as doações continuam. Escolas, instituições, comunidades e profissionais da educação são os principais presenteados. “Gosto de doar mudas para os professores para que eles possam ensinar os alunos a plantar”, finalizou.

Miura construiu um império cor-de-rosa com a cerejeira no condomínio onde mora, em Nova Lima, e faz doações de mudas visando levar a árvore para todo o país

Flores para ver, ouvir e cheirar Desde que sua produção de cerejeiras começou a dar certo, há cerca de 40 anos, Haruji Miura percebeu um fenômeno que o deixa satisfeito e otimista. “Escuta, chegue aqui perto da árvore para ver

uma coisa”, diz o aposentado, animado, enquanto aponta para as inúmeras abelhas que rodeiam a planta. “Este barulho que você está ouvindo, sabe o que é?”, pergunta sobre o zumbido alto e forte em uníssono que mais parece barulho de avião passando baixo. “Isso são as abelhas”, diz. “O que mais me deixou contente na vida desde que

eu comecei esse negócio aqui foi ver as abelhas voltarem. Você sabia que no mundo todo são elas as responsáveis por 30% da produção de frutas e verduras? O problema é que o pessoal está usando muito inseticida, matando-as. Não pode. Olha como é bonito ver esse tanto de abelha rodeando as cerejeiras. E desde que elas passaram a frequentar o Morro do Chapéu (em Nova Lima), os moradores já estão encontrando até mel aqui, acredita?”, conta, animado, enquanto contempla o espetáculo de cor, som e flor.

A ‘morte’ das sakuras é o auge da beleza, diz Miura A florada das cerejeiras é um espetáculo que encanta os olhos desde o início do processo, quando todas as folhas da árvore começam a cair para dar lugar a florezinhas de diversos tons de rosa. A árvore florida, no entanto, dura no máximo dez dias, fazendo jus a um dos muitos significados da planta: a efemeridade da vida. “Por isso é uma árvore muito respeitada pelos samurais, que passam a entender co-

mo a vida passa rápido, por mais florida que seja”, diz. Mas a beleza das sakuras não acaba com a “morte”. É o auge do espetáculo. “Quando as flores começam a cair, é muito bonito. O chão fica igual a um tapete cor-de-rosa. No Japão, as pessoas costumam, inclusive, fazer muitos eventos e piqueniques nesta época, embaixo das árvores, só para ver as flores caírem devagarinho”, conta Haruji Miura.

INTERCÂMBIO Ipês Além de plantar as cerejeiras, Haruji Miura tenta levar o ipê, árvore símbolo do Brasil, para o Japão. “Tenho enviado mudas para amigos lá, mas é difícil pegar por causa do clima, principalmente quando neva. Mas vou continuar enviando, um dia vai dar”, diz.


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reportagem

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DIA A DIA

Como se planejar para ir à Rússia EstimativaégastarcercadeR$15mil paraconferirjogosdafasedegrupos A menos de um ano para seu pontapé inicial, a Copa do Mundo de 2018 já mexe com o imaginário do brasileiro. Com a boa campanha da seleção nas Eliminatórias, torcedores já começaram a consultar hotéis e agências de viagem para planejar sua ida para Rússia. Para ajudá-los a preparar seu roteiro, fomos em busca dos valores que envolvem a aventura. Presente nas Copas da Alemanha, em 2006, e da África do Sul, em 2010, o dentista Rodrigo Paulino já começou a colocar na ponta do lápis os custos para a Rússia. Incluindo transporte, alimentação, ingressos e hospedagem, ele espera desembolsar R$ 15 mil, um pouco mais do que gastou nos últimos torneios para assistir aos três jogos da seleção na primeira fase. “Eu e cinco amigos já começamos a nos movimentar. Vamos esperar apenas o sorteio dos grupos, em dezembro, para fechar o roteiro”, explica.(Confira abaixo a estimativa dos custos) Rodrigo sugere que os interessados não percam tempo. “É melhor já começar a planejar, uma vez que os valores sobem quando se aproxima o torneio. É bom, também, economizar na hospedagem, buscando ghesthouses e hotéis mais baratos, já que o transporte costuma pesar muito”, comenta. Para a edição de 2018, Rodrigo dá uma dica valiosa. “É interessante adquirir ingressos da seleção e de outros países, por sedes. Fizemos isso na África do Sul, e foi bem divertido”, aponta. Como o torneio já bate à porta, o coordenador do curso de administração do IBMEC, Eduardo Coutinho, explica que a aplicação em poupança ou tesouro direto não tem muita diferença para quem deWallace Graciano

seja investir visando o torneio. “Como temos cerca de 11 meses, a diferença é pouca para quem deseja fazer investimentos de baixo risco. O ideal é já ter um valor um pouco maior guardado e poupar o quanto antes”, aponta. AGÊNCIA Quem prefere conforto e a certeza do lugar garantido poderá optar pelos pacotes da Stella Barros, operadora oficial credenciada pela Fifa. A agência começou a venda de bilhetes este mês, mesmo sem a definição de onde o Brasil jogará. “Nossos pacotes custam a partir de 6 mil euros (cerca de R$ 27 mil). Entre os diferenciais, temos o translado entre sedes, um guia e toda a estrutura para o cliente aproveitar o evento Iniciamos este mês as vendas do programa Hospitality, que é a única opção garantida de assistir às partidas da seleção sem depender dos sorteios de ingressos da Fifa”, explica Renata Franco, diretora geral da agência.

DOR UMI S N CO

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COPA DO MUNDO 2018 Planeje sua viagem para o Mundial Sorteio dos grupos 1º de dezembro de 2017

Período 14 de junho a 15 de julho de 2018

RÚSSIA NIZHNY NOVGOROD

SÃO PETERSBURGO

FUSO HORÁRIO DAS CIDADES-SEDE (em relação a Brasília) +5 horas +6 horas

+7 horas +8 horas

Caliningrado Moscou, São Petersburgo, KALININGRADO Níjni Novgorod, Kazan, Saransk, Rostov, Sochi e Volgogrado Samara Iecaterimburgo

MOSCOU

CAZÃ SARANSK

ECATERIMBURGO

SAMARA

PREÇO DOS INGRESSOS (EM US$)* Fase

Abertura Fase de grupos Oitavas de final Quartas de final Semifinal Decisão do 3º lugar Final

Categoria 1

Categoria 2

Categoria 3

550 210 245 365 750 365 1100

390 165 185 255 480 255 710

220 105 115 175 285 175 455

ROSTOV

VOLGOGRADO

VISTO Os turistas brasileiros não precisam de visto, desde que fiquem, no máximo, por 90 dias em solo russo

SÓCHI

COTAÇÃO Em 18 de julho era possível adquirir:

(*) Há uma quarta categoria, que terá preços populares. Porém, somente habitantes da Rússia poderão adquirir bilhetes dessa modalidade

R$ 1 18,67 rublos COM US$ 1 59,26 rublos COM

ALIMENTAÇÃO O preço da alimentação varia, porém, podemos ter uma ideia com o índice Big Mac, criado pela revista “The Economist”. O sanduíche sai por 137 rublos (R$ 7,32), um dos menores do planeta

BEBIDAS Uma cerveja de 500 ml sai, em média, por 70 rublos (R$ 3,73)

TRANSPORTE

PASSAGEM

Preço unitário do bilhete de transporte público em Moscou

29,90 Rublos (R$ 1,59)

Bilhete de ida e volta, saindo de São Paulo, varia entre R$ 3.900 e R$ 5.581

Diária aluguel de carro econômico (VW Polo Sedan)

4.500 rublos (R$ 240)*

QUANTO POUPAR

Litro da Gasolina

36,90 rublos (R$ 1,97)

Investimento em 1º de agosto

(*) Em média

HOSPEDAGEM NA ÉPOCA DA COPA DO MUNDO** Apartamento duplo, em hotel três estrelas

A PARTIR DE

Depósito mensal Total resgatado em 1º de junho

R$ 98,19

Quarto compartilhado, em albergue

Investimento mensal na poupança para chegar ao montante

R$ 1.326

Investimento mensal em tesouro direto para chegar ao montante

R$ 1.323

R$ 48

Quarto simples, em casa compartilhada no Airbnb

R$ 92,50

(**) Estimativa de diária em Moscou

R$ 6 mil R$ 762 R$ 15 mil

FONTES: FIFA, AIR CVC, BANCO CENTRAL, THE ECONOMIST, AIRBNB, TRIVAGO E PRECIOS MUNDI, PROFESSOR EDUARDO COUTINHO, DO IBMEC

Memória de celular e tablets

Além de preços e modelos, o tamanho da memória interna também é fator determinante na hora de escolher um tablet ou celular. Mas nem sempre o que é anunciado está totalmente disponível. Levantamento feito pela associação de defesa do consumidor Proteste constatou que, em média, o sistema operacional e alguns aplicativos do fabricante consomem 3 gigabytes (GB). A falta de clareza na divulgação da memória utilizável rendeu no Brasil um processo contra a Apple. A Justiça deu 30 dias de prazo para que a fabricante retire dos meios de comunicação as propagandas sobre a capacidade da memória de al-

guns produtos. A ação foi movida pela Proteste em 2015. “Na época, vários aparelhos foram testados e muitos já vinham com aplicativos que não dá para remover. E eles ocupam memória, só que as fabricantes não deixam isso claro na hora de informar a memória disponível”, explica a coordenadora institucional da Proteste, Maria Inês Dolci. Ela explica que a Justiça acatou a acusação de propaganda enganosa e ainda foi além. “Pedimos reparação para quem comprou um aparelho com memória disponível inferior ao que acreditava estar levando para casa. Porém, isso o juiz não

acatou e, além de determinar a retirada dos anúncios, mandou a Apple fazer uma contrapropaganda, para informar aos consumidores o verdadeiro e real tamanho das memórias dos produtos”, explica Maria Inês. PUNIÇÃO Em caso de descumprimento, a empresa poderá pagar multa de R$ 100 mil por dia. A fabricante ainda pode recorrer da decisão. A Apple foi procurada, mas não quis comentar. Na avaliação de Maria Inês, o ganho é expressivo. “Temos outras ações semelhantes contra outras fabricantes e essa decisão pode abrir

precedentes”, comemora. De acordo com a associação de defesa do consumidor Proteste, o ideal é que essa diferença estivesse especificada de forma clara para o consumidor, além de ser ofertada com o valor em GB referente ao espaço disponível para utilização. A Proteste aguarda agora o julgamento de uma ação contra a Samsung, também contra a falta de detalhamento da fabricante sobre a memória disponível. Por meio de nota, a empresa informa que cumpre e respeita os direitos dos consumidores. Por isso, divulga em seu website a informação sobre a memória disponível.


reportagem

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ESPAÇO GOURMET

Sobrou vinho? Vamos usar! Servindo até a última gota Aindatembebida nagarrafa?Dicas ereceitasparanão deixarestragar Embora seja uma experiência prazerosa e que não demanda muito esforço, beber uma garrafa de vinho por completo nem sempre é possível para todos. E, aí, vem a culpa de deixar a sobra dentro da garrafa. O caminho, nesse caso, costuma ser curto: direto para a geladeira, local que, embora conserve a bebida, também pode fazê-la entrar em contato com o seu pior inimigo: o oxigênio. E, aí, há o risco de as características da bebida serem alteradas, ou mesmo que aconteça uma oxidação, conferindo um sabor de vinagre. Alguns apreciadores da bebida acreditam que, após duas semanas na geladeira, ela começa a “vinagrar”. Mas há quem fixe esse prazo em apenas três dias, mesmo com a rolha e a garrafa na posição vertical. Na verdade, não existe uma resposta oficial, mas para Pablo Teixeira, um dos proprietários do Cabernet Butiquim, a variação decorre do tipo de vinho. “Os mais fortes e concentrados, com alto teor alcoólico, conservam mais, ao contrário dos leves”, explica. O imporLorena K. Martins

FRED MAGNO

tante, neste caso, é armazenálo da forma correta (para que continue “bebível”) ou apelar para outra solução para evitar o desperdício: a panela. NOVOS RUMOS Fã da bebida, o cozinheiro André Barreto, autor do blog “Cozinhe pra Ela”, sugere um destino mais digno para a sobra do vinho, que não o fundo da taça. “O branco, uso frequentemente no preparo de risotos e na marinada de carnes brancas, como o peixe. Já com o tinto, faço molhos e tempero carnes vermelhas. Além do sabor que agrega ao alimento, o vinho tinto ‘rompe’ as ligações que formam as proteínas da carne, deixando-a mais macia”. Entretanto, antes utilizálo na gastronomia, é preciso verificar se o vinho ainda está apto para o propósito do prato. A chef Ana Gabriela, do Templo Cervejeiro da Backer, explica que existem várias técnicas nas quais a bebida é utilizada, como marinadas, reduções e deglaçagem – acréscimo de uma bebida alcoólica para desgrudar do fundo da panela ou tabuleiro – base para preparação de um molho. No Cabernet Butiquim, o cupim glaceado com batatas é preparado justamente com esse procedimento. A chef Janaina Barrozo explica que, ao restante do cozimento da carne, mistura-se o vinho juntamente ao molho inglês e ao shoyo, agregando mais sabor. “É preciso saber qual o propósito da receita: o dese-

Feito pela chef Ana Gabriela, na Casa do Porto: Telha de aveia hidratada no vinho com vieira, almôndegas e salame STÚDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO

jo é que o vinho seja evidente no paladar ou que apenas agregue sabor ao prato”?, explica. Com isso em mente, a chef sugere procedimentos práticos para aproveitar o restante da garrafa e usufruir ainda mais do sabor do vinho. “Cozinhar o ingrediente totalmente imerso no vinho, ou reduzir a bebida e depois temperá-la, para se tornar um molho”, ensina. Neste caso, a chef lembra que o vinho nunca se evapora 100% durante o processo de cozimento do alimento. “O limite é entre 90% a 95%. Então, vale lembrar que sempre vai haver um pouco de resíduo alcoólico no alimento”, esclarece.

PROLONGUE A VIDA DO VINHO Geladeira Com a rolha, o vinho precisa ir para geladeira após aberto, o que limita o contato com o oxigênio. Mude o vasilhame Transferir o conteúdo do vinho para uma garrafa de vidro menor e com tampa pode torná-lo mais durável. Prove diariamente, para testar o sabor Vacu Vin O acessório funciona como uma bomba, retirando o oxigênio presente na garrafa depois de aberta, e a oxidação é mais lenta Cupim glaceado ao vinho com batatas, do Cabernet Butiquim

ANDRÉ BARRETO/DIVULGAÇÃO

RECEITA

Costelada

Receita de André Barreto, autor do blog “Cozinhe pra Ela”

Ingredientes 2 kg de costela de boi em pedaços 2 cebolas grandes 1 kg de linguiça calabresa 4 dentes de alho 150ml de vinho tinto seco 1 xícara de chá de água Cheiro verde, sal grosso e pimenta do reino a gosto Modo de preparo Descasque e corte as cebolas em rodelas grossas. Descasque e esprema o alho. Pique a calabresa em pedaços de 5 cm e reserve. Em uma

vasilha, coloque o vinho, o alho, um pouco de sal e pimenta do reino. Acrescente os pedaços de costela e deixe-os descansar no tempero por pelo menos 40 minutos. Intercale na panela de pressão camadas com pedaços de costela, cebola e linguiça. Adicione a água, o caldo do tempero e tampe a panela. Cozinhe por 45 minutos após iniciada a pressão. Desligue o fogo e aguarde a pressão da panela sair naturalmente. Abra e coloque o cheiro verde. Transfira para uma travessa e decore com mais um pouco de cheiro verde.


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almanaque DANÇA>Deborah Colker traz a BH o mais recente espetáculo de sua cia, “Cão Sem Plumas” Sáb. dom. 5 e 6.ago.

CAFI/DIVULGAÇÃO

Espesso

e real

No processo de concepção do novo espetáculo da companhia que leva seu nome, Deborah Colker resolveu mergulhar no universo de João Cabral de Melo Neto. Mais precisamente, no poema “Cão Sem Plumas”, escrito pelo pernambucano em 1950 – e cujas alusões à pobreza e às condições adversas vividas no mangue e nos mocambos são até hoje respaldadas pela realidade. “Fomos várias vezes a Pernambuco, para nos banhar de informações – de lá e dos vários brasis”, diz a coreógrafa carioca, em um tom de voz pontuado pelo entusiasmoque,aliás, é marcaregistrada de Deborah, artista de intensidade e visceralidade ímpares. No próximo fim de semana, é a vez de BH recebera montagem: no Grande Teatro do Palácio das Artes, dias 5 e 6. Deborah travouo primeiro contato com “Cão Sem Plumas” há mais de 20 anos. Mas foi em 2014, após encerrar a turnê do espetáculo “Belle”, que voltou às palavras sobre o mangue do também autor de “Morte e Vida Severina”. E uma espécie de epifania se deu. “FiPatrícia Cassese

quei completamentearrebatada! Foi muito forte, visceral. Falei: ‘é o que quero fazer’, mesmo que, naquele momento, não soubesse exatamente quando”. A semente, porém, já estava plantada. Deborah enfatiza a densidade do texto de João Cabral. “Ele fala do rio Capibaribe, mas, na verdade, está falando sobre todos os rios. Fala do ribeirinho, mas está falando de todos os ribeirinhos. No todo, fala daquilo que é inconcebível: o descaso, seja com as pessoas ou com a natureza. Com tudo que há de mais importante para a sobrevivência E a atualidade das palavras, é impressionante, assim como a universalidade, que é muito forte, no sentido filosófico. Então, o que para mim é inadmissível se transforma em algo sobre o qual quero falar. O tema, pois, se reafirmou”, frisa ela. Mas é necessário dizer que, além da dança e da poesia, o espetáculo se sustenta sobre um terceiro pilar: o cinema. No caso, com a assinatura de Cláudio Assis (“Amarelo Manga”, “Febre do Rato” e “Big Jato”), outro pernambucano a entrar nesta roda (ele é de Caruaru). As imagens foram colhidas em viagem que consumiu três semanas, pelo sertão e agreste pernambuca-

nos,em novembrodo ano passado. Assis foi acompanhado por Deborah e a companhia, além do fotógrafo (também pernambucano) Cafi. “Foi uma residência, fizemos oficinas no curso do rio, sarausem cada cidadecom artistas populares, com atores, com poetas, com dançarinos de várias manifestações, como cavalo-marinho e maracatu. Todo esse processo foi fundamental. A gente dava aulas e aprendia ao mesmo tempo”, lembra ela, acrescentando que tudo culminou com uma apresentação no curso no Capibaribe, em uma balsa. “No todo, foi um espetáculo construído na terra, na lama, na troca, no aprendizado, seja com a seca, com o rio que se esconde e vai formar o mangue... O conteúdo deste espe-

táculo foi plenamente vivenciado pelo grupo”, frisa ela. A interação foi tal que Deborah nem titubeia ao fazer uma análise da experiência. “Tenho 24 anos de companhia e posso assegurar que nunca dançamos com tanta propriedade, tanta conexão, o corpo expressando o que a alma está sentindo. A experiência vivida permitiu que o poema fosse sendo absorvido na construção deste homemcaranguejo”. BICHO-HOMEM E sim tem mais DNA pernambucano no projeto. A trilha sonora traz outros dois talentos daquele Estado – Jorge Dü Peixe (Nação Zumbi) e Lirinha (ex-Cordel do Fogo Encantado), que dividem os trabalhos com o carioca Ber-

É muita responsabilidade se apresentar em um Estado que tem o Grupo Corpo, 1º Ato, Dudude e mais um monte de gente bacana que se conecta com a dança, o movimento, o corpo

na Ceppas. No palco, 13 dançarinos se movimentam a partir do conceito do “bicho-homem”. Cobertos de lama, e se locomovendo tal qual caranguejos, remetem o espectador não só ao poema que foi o epicentro de tudo, mas ao pensamento do geógrafo Josué de Castro (1908-1973), autor de “Geografia da Fome” e “Homens e Caranguejos”, e do cantor e compositor Chico Science (1966-1997), expoente-mor do mangue beat. Os corpos dos homens-caranguejos dialogam com as imagens exibidas ao fundo, criando uma experiência estética impactante. Não bastasse, atavicamente brasileira – o que não impede que sua essência possa ser aferida quando o espetáculo partir em turnê ao exterior, algo já incorporado à rotina da companhia. No entanto, o que levará o grupo de volta à Europa, em breve, é “VeRo”, junção dos espetáculos “Velox” e “Rota”. No que tange ao trabalho de Deborah além da companhia, vale lembrar que o espetáculo que assinou para o Cirque du Soleil – “Ovo” – está sendo estendido. “Em janeiro, a montagem vai para Londres”, avisa ela.

INTERCÂMBIO Além da arte, Deborah tem se enfronhado cada vez mais no universo científico, mais especificamente no que tange a terapias genéticas. O interesse teve como ponto de partida a realidade vivenciada pelo neto, Theo, portador de epidermólise bolhosa, uma condição genética rara que pode levar a descolamentos da pele. Recentemente, ela esteve na Universidade de Minisotta (EUA), onde há estudos avançados sobre a doença. Deborah tenta viabilizar um intercâmbio científico entre a universidade e o Hospital Albert Einstein (SP). “Estou investindo na arte e na ciência, que acredito terem semelhanças por se valerem de experimentações na tentativa de fazer o mundo melhor, colocando novas perguntas e procurando respostas. A ciência alavanca a saúde, e entendo que educação e saúde são duas questões básicas, estruturais, para que o homem possa ter dignidade”.

> Cão Sem Plumas

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dias 5 (sábado), às 21h, e 6 (domingo), às 19h. A partir de R$ 50 (inteira, plateia 3), à venda na bilheteria e Tudus (tudus.com.br)


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ARTES CÊNICAS ‘Aquilombô’ ganha 1ª edição Patrícia Na próxima Cassese quarta-feira (2), quando o Grupo dos Dez adentrar o palco do Francisco Nunes, o público não vai conferir apenas mais uma apresentação da elogiada montagem “Madame Satã”. A encenação, na verdade, dá início à primeira edição da “Aquilombô – Mostra de Arte Negra”, que, até o dia 13, programa atrações de música, teatro, dança, literatura e circo. O ator e cantor Rodrigo Jerônimo conta que o convite para que o Grupo dos Dez (o qual integra) assumisse a frente da iniciativa, junto ao próprio Chico Nunes, partiu da administração do espaço. A escolha das atrações se afinou com o desejo de oferecer um pequeno recorte da arte negra dos últimos dois anos. No caso, o adjetivo “pequeno” entra apenas para sinalizar a impossibilidade de, diante de um momento particularmente fértil na produção empreendida por artistas e grupos atrelados ao movimento negro, abarcar todos na mostra. Rodrigo lembra que o público que acorrer ao teatro vai conferir, a preços simbólicos, inclusive produções inéditas na cidade. Caso de “Chão de Pequenos”, dirigido por Tiago Gambogi, e que traz, nos

créditos, o nome de Grace Passô como provocadora artística. Em cena, uma fábula sobre abandono e empatia, por meio de dois meninos, Lucas e Pedro, que vão do orfanato às ruas da cidade. Já Rodrigo Jerônimo vai subir ao palco para homenagear Gilberto Gil. Ele, que ano passado lançou o disco “Fio Desencapado”, abriu mão de mostrar seu repertório para colocar a voz a serviço de “Louvação”, álbum lançado por Gilberto Passos Gil Moreira em 1967. “É um disco antológico, lançado em um momento em que ele já tinha ganho o Festival da Canção (no mesmo ano, com ‘Domingo no Parque’). Decidi reverenciar esse grande mestre”, conta. No recorte música, o “Aquilombô” programa, ainda, Maíra Baldaia e Alysson Salvador, Rodrigo Negão, Guilherme Ventura e muitos outros. A literatura estará representada com o Coletivo NEG.RAS Autoras, enquanto o circo, com a Cia. Circo Teatro Olho da Rua. Rodrigo Jerônimo diz que não houve a preocupação de buscar, entre as atrações alinhadas, um denominador comum no que concerne à temática. Mas salienta: “Na verdade, o que levantamos como bandeira é a representatividade negra nas artes, e isso perpassa de forma natural os espetáculos, que exaltam nomes como Carolina Maria de Jesus (au-

tora do hoje já clássico ‘Quarto de Despejo’). A gente está trazendo as nossas questões, é algo inerente”, pondera ele, citando, por exemplo, a Cia Espaço Preto, que, na mostra, apresenta “O Grito do Outro – O Grito Meu!”. “É uma galera mais jovem que vem se dedicando muito à pesquisa”. No geral, Rodrigo Jerônimo reconhece que sim, existe a expectativa de que o “Aquilombô” tenha outras edições. “Mas, a princípio, vamos dar conta dessa primeira”, diz, prudente. O ator e cantor enfatiza a importância de os mais diferentes públicos prestigiarem a iniciativa. “A gente, claro, gostaria de ser visto por todas as plateias. É muito importante que o público compareça, inclusive porque existe uma vontade da direção do Francisco Nunes de retomar o espaço como um ponto de destaque. Não que tenha perdido a sua importância. Mas que traga outros públicos”. Em tempo: “Madame Satã” fez, este ano, apresentações em Curitiba e São Paulo, “onde fomos ovacionados”, diz ele, que, na peça, assina a co-direção, junto a João das Neves.

Abertura 2.ago

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Destaques O espetáculo “Madame Satã”(acima), co-dirigida por Rodrigo Jerônimo, e a peça “Chão de Pequenos”, fábula sobre abandono e empatia que estreia nos palcos da cidade, estão entre as atrações da mostra Aquilombô, em cartaz até 13 de agosto no Francisco Nunes PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO

Aquilombô – >Mostra de Artes

Teatro Francisco Nunes (Parque Municipal). De 2 a 13 de agosto. Terças a sábados, às 20h, domingos, às 19h. R$ 10. Programação completa na página Aquilombô, no Facebook.

SITE OFICIAL/DIVULGAÇÃO

CAIO GALUCCI/DIVULGAÇÃO

carioca desembarca 6 Companhia no Teatro Bradesco

na internet, cia teatral 6 Sucesso espírita Amigos da Luz vem a BH

Reconhecidos no YouTube com um canal com mais de 12 milhões de visualizações, a trupe carioca Amigos da Luz apresentar dois espetáculos na capital. “Morrendo e Aprendendo” e “Samara Sempre Sabe” tratam de temas como a morte e o apego a bens materiais sob a ótica do espiritismo Onde Teatro Professor Ney Soares (r. Diamantina, 463, Lagoinha) Quando “Morrendo e Aprendendo”, neste sábado (29), às 20h; “Samara Sempre Sabe”, neste domingo (30), às 15h e às 18h Quanto R$ 70 (inteira)

ALINE MACEDO/DIVULGAÇÃO

Para comemorar seus cinco anos de existência, a Cia em Obra traz para Belo Horizonte dois espetáculos de seu repertório, o thriller teatral “Sobra” (confira roteiro na página 15) e o musical infanto-juvenil “O Confuso e Misterioso Roubo das Vírgulas” (foto). Com única apresentação, a peça conta a história de três crianças que procuram descobrir onde estão todas as vírgulas roubadas na cidade Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes) Quando Dia 5 (sábado), às 16h Quanto R$ 22 (inteira)

Falabella traz “God” 6 Miguel para o Cine Theatro Brasil

Sucesso na Broadway e na capital mineira, o espetáculo “God”, interpretado e dirigido por Miguel Falabella, desembarca novamente em BH. Adaptado pelo artista para os palcos brasileiros, a peça conta sobre o retorno do “Todo Poderoso” à Terra com a ajuda de seus fiéis assistentes-arcanjos Gabriel e Miguel Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258) Quando Dias 4 (sexta), às 21h, e 5 (sábado), às 18h Quanto R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia 3, inteira)


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ARTES CÊNICAS ÍCARO SALEK/DIVULGAÇÃO

teatro adulto 60 PRA RIR Dir. Christiano Junqueira e Leandro Nassif. Com Christiano Junqueira e Leandro Nassif Esquetes a partir da improvisação. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 19h. R$ 17.

ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM Dir. Sandra Pêra. Com Ilvio Amaral, Maurício Canguçu, Carolina Cândido Um homossexual, inconformado com a própria morte, foge do céu. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Ter. (1°), às 20h. R$ 17.

A SANTA DO CAPITAL Dir. Lenine Martins. Com Companhia Cóccix O espetáculo revela as cenas de uma rua e de humanos metamorfoseados em elementos da carne e da forme. Conservatório de Música da UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Neste dom. (30), às 20h. Entrada gratuita.

DOROTÉIA Dir. Jorge Farjalla. Com Rosamaria Murtinho, Letícia Spiller Dorotéia, ex-prostituta que largou a profissão após a morte do filho, vai morar na casa de suas primas puritanas. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Neste sáb. (29), às 21h. R$ 75 (inteira).

EU TE AMO Dir. Rosane Svartman e Lírio Ferreira. Com Sérgio Marone e Juliana Martins Decepcionados no amor e na profissão, Paulo e Maria se apaixonam enquanto fingem ser outras pessoas. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Neste sáb. (29), às 21h. R$ 70 (inteira).

FRÁGIL Dir. Igor Godinho. Com Maru Rivera O espetáculo é a viagem por uma infância solitária e seus acidentes de percurso. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (29), às 20h; dom. (30), às 19h. R$ 10 (inteira).

Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

FRIDA KAHLO A DEUSA TEHUANA

Dir. Luiz Antonio Rocha. Com Rose Germano Fragmentos da vida e do pensamento de uma mulher à frente do seu tempo. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 20h. R$ 40 (inteira).

OS SALTIMBANCOS Dir. Diego Benicá. Com Anderson da Mata, Daniela Cassimiro, Efigênia Marya Um grupo de animais parte para a cidade para tentar a carreira musical. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Sáb. e dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (antecipado). Até 5/8.

GET OUT Dir. Assis Benevenuto. Com Assis Benevenuto Um homem não consegue embarcar por causa do medo do seu avião cair, e para provar que o medo tem fundamento, este homem encena diversas histórias. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Ter. (1°), às 21h. R$ 10 (inteira).

SOLDADINHO DE CHUMBO Com Ricardo Sabino, Jai Baptista, Rafael Ventura Boneco que tem apenas uma perna se apaixona por uma bailarina. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061). Neste sáb. (29), às 16h e às 17h30. R$ 22 (inteira).

GOD Dir. Miguel Falabella. Com Miguel Falabella, Elder Gatelly e Magno Bandarz O plano de Deus descansar na eternidade não deu certo e o Todo Poderoso precisa voltar à Terra. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (4), às 21h; sáb. (5), às 18h. R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2A, inteira); R$ 80 (plateia 2B, inteira).

HUMOR Dir. coletiva. Com Quatroloscinco Um homem possui uma rara doença. Enquanto isso, pombos infestam sua casa e um cacto toma conta do jardim. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (29), às 21h; dom. (30), às 19h. R$ 10 (inteira).

ISSO A GLOBO NÃO MOSTRA Dir. Marcus Vinile. Com Marcus Vinile O artista fala sobre a própria carreira, com paródias, imitações e stand-up. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (29), às 19h. R$ 15.

MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista. Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Após o casamento, Jorge tem aprendido a obedecer sua esposa, Vanessa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Sex. (4), às 21h. R$ 16.

A Cia em Obra, do Rio, em “Sobra”, thriller teatral que diáloga com o gênero do cinema da história de uma senhora rica que precisa rever seus princípios após sua morte. Teatro Professor Ney Soares (r. Diamantina, 463, Lagoinha). Neste sáb. (29), às 20h. R$ 70 (inteira).

NELSON FREITAS E VOCÊS Dir. Chico Anysio. Com Nelson Freitas Um show de humor onde o ator caricatura situações do cotidiano. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (29), às 21h; dom. (30), às 19h. R$ 70 (inteira).

OUTRO LADO Dir. coletiva. Com Quatroloscinco A estória de pessoas que compartilham anos de suas vidas dentro de um espaço. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Qui. (3), sex. (4) e sáb. (5), às 21h; dom. (6), às 19h. R$ 10 (inteira).

teatro infantil A BELA E A FERA Dir. Diego Benicá. Com Copas Produções Para libertar seu pai, uma jovem aceita viver no castelo de uma fera. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (29), às 19h; dom. (30), às 11h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

A VAQUINHA LELÉ SAMARA SEMPRE SABE Dir. Fábio Oliviere. Com Cia Amigos da Luz Humor e suspense se unem para falar sobre o mau uso da mediunidade. Teatro Professor Ney Soares (r. Diamantina, 463, Lagoinha). Neste dom. (30), às 15h e às 18h. R$ 70 (inteira)

MORRENDO E APRENDENDO Dir. Fábio de Luca. Com Cia Amigos da Luz A comédia aborda o espiritismo a partir

Sete pessoas e suas realidades distintas são apresentadas simultaneamente, em uma jornada de mistério e intrigas. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Sex. (4) e sáb. (5), às 21h. R$ 60 (inteira).

SOBRA Dir. Zeca Richa. Com Cia em obra

Dir. Cláudio Castanheira. Com Jeremias Hallel, Euler Andrade, Marcelo Lima Uma vaquinha discute amizade, alegria e amor à natureza. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (29) e dom. (30), às 17h. R$ 36 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

A VIDA ÍNTIMA DE BABI

Dir. Renato Linhares. Com Juliana França, Marília Nunes, Raquel Rocha Uma menina curiosa vai atrás de sua professora após o desaparecimento. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Sex. e seg., às 15h; sáb. e dom., às 11h e 15h. R$ 20 (inteira). Até 7/8.

CINDERELA Dir. Fernando Bustamante. Com Raíssa Alves, Henrique Moretzsohn, Maria Tereza Jovem é obrigada a trabalhar para a madrasta. Mas, com a ajuda da fada madrinha, conhece o príncipe encantado. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Neste dom. (30), às 16h e às 17h30. R$ 22 (inteira).

DINOSSAUROS E PELANCAS Uma história sem pé nem cabeça. Uma brincadeira com as possibilidades de narrar. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (29), às16h. R$ 30 (inteira).

O REI LEÃO Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo As aventuras do jovem Simba para recuperar o trono que lhe foi tomado.

dança ASARARAS Dir. coletiva. Com Dorothé Depeauw e Guilherme Morais Duas cabeças se encontram e se confrontam com os seus movimentos. Conservatório de Música da UFMG (av. Afonso Pena, 1534, centro). Neste sáb. (29), às 19h. Entrada gratuita.

PAI CONTRA MÃE Dir. Leandro Belilo. Com Cia. Fusion de Danças Urbanas Inspirado em Machado de Assis, o espetáculo traz os desafios das minorias em uma sociedade desigual. Bosque da Música da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Sex. (4), às 18h. Entrada gratuita.

cantata CARMINA BURANA - UMA CANTATA CÊNICA Dir. Ernani Maletta. Com Núcleo de Corais da UFMG O espetáculo conta com 24 poesias latinas medievais. Bosque da Música da UFMG (av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha). Seg. (31), às 20h. Entrada gratuita.


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MÚSICA Chamado para o samba Alex O mineiro Bessas João Bosco e ocarioca-brasiliense HamiltondeHolanda têm muito em comum. Mesmo de gerações diferentes – Bosco tem 70 anos e Holanda, 40 –, são artistas que passeiam pela experimentação e pela improvisação característica do choro e do jazz. Ao longo dos anos, os dois têm divido o palco sempre que um convida o outro para participações esporádicas. Agora, este flerte finalmente deságua em uma apresentação única, em que eles dividem não duas ou três músicas, mas todo o repertório. Já no nome, os músicos dizem a que vieram: em “Eu Vou Pro Samba”, que será apresentado em Belo Horizonte na próxima terça (1), são interpretadas composições do próprio João Bosco, de Ary Barroso e de Chico Buarque, entre outros. Graças a sintonia explícita entre os dois, muita novidade pode aparecer. “Às vezes, na passagem de som a gente lembra de alguma música, passa sua estrutura e, no show, resolve tocar pela primeira vez”, garante Holanda. O critério para a escolha do repertório é sim-

Qui. a sáb. 3 a 5. ago.

ANDRE MOTA/DIVULGAÇÃO

Ter. 1.ago.

ples: basta que se emocionem. Por isso, “o roteiro é sujeito a alteração”. “Vamos experimentando e isso traz renovação e surpresa... É ótimo dividir esse momento de criação com o público!”. A MÚSICA ANTES DA ALFABETIZAÇÃO A trajetória de Holanda pela música é curiosa. Antes de ser alfabetizado, o compositor já tinha intimidade com o bandolim. Acontece que, aos 4 anos, seu avô o presen-

STUDIO TERTÚLIA/DIVULGAÇÃO

Affonsinho lança 14º disco de carreira na Juvenal Dias

Hamilton de Holanda (à frente) e João Bosco cantarão, além de músicas próprias, Ary Barroso e Chico Buarque

teou com o instrumento. Tal feito “reverbera não só profissionalmente, mas na minha vida como um todo”, examina. Advindo de uma família de músicos, se permitiu ser influenciado por avô, pai e tio. Mas, certamente, foi o presente que selou seu destino. Afinal, de seus 40 anos, lida com as cordas há 36. Claro, tanta proximidade possibilitou mais liberdade e até invencionices. Holanda se aprofundou no estudo da música e desenvolveu o ban-

dolim de dez cordas – ante as oito originais. “É algo que surgiu como uma necessidade polifônica de executar uma parte maior das notas e ideias que passavam pela minha cabeça”, explica o compositor. Holanda comenta que foi contato com o violão que o despertou para a experimentação. Além disso, “ouvir o choro, passando pelo samba, bossa nova, música clássica, e o próprio jazz, e conhecer alguns instrumentistas, como Raphael Rabello e Hermeto

Pascoal, foi essencial nessa busca por originalidade”, diz. PARCERIA Quando fala de João Bosco, Holanda não poupa elogios. “Um compositor necessário da música brasileira” e “alguém que ajudou e ajuda a construir a tão falada MPB” são as formas que encontra para definir o parceiro de empreitada – que, aliás, encara como diversão. A amizade entre eles, é verdade, já começou no pal-

co: em 2006, Bosco foi convidado para uma participação em um show de Holanda, em Brasília. Eles trocaram mais alguns convites, até que, em 2009, o bandolinista participou das gravações do DVD “Obrigado Gente!”. “Tenho um carinho especial por esse trabalho do João, é algo que abriu muitas portas para mim”, diz, agradecido. Os músicos ainda voltaram a trocar participações nos shows um do outro, até que “a gente realmente viu que precisava fazer mais coisas juntos”. O resultado é o show “Eu Vou Pro Samba”, que já passou por Brasília (DF) e que, depois de BH, viaja para Curitiba (PR). Vale dizer, do que depender da vontade de Holanda, a parceria terá vida longa. “Quem sabe a gente não grava um DVD, um CD, ou faz uma turnê pela Europa...”, sugere, deixando as possibilidades em aberto. Afinal, o que interessa é “continuar tocando sempre com João Bosco!”.

João Bosco e >Hamilton de Holanda

No show “Eu Vou Pro Samba” Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046. Dia 1 (terça), às 21h. Ingressos esgotados.

Um não às certezas Já de bate-pronto, o título do mais recente CD do cantor e compositor Affonsinho – “Certeza?” – instiga a imaginação. E a entrevista, claro, começou por aí. “É que às vezes me sinto um tanto deslocado ao ver, nas redes sociais, tanta gente com tantas certezas”, diz ele, que chegou a se sentir meio perdido por não se sentir exatamente assim. “Só fui me tranquilizar ao encontrar outras pessoas (que compartilhavam a sensação). Na verdade, uma coisa que, para mim, traz um certo conforto no peito é contar com a possibilidade de rever os meus conceitos. Atualmente, vivemos um momento no qual precisamos rever conceitos, como sobre o machismo. E é necessário (esse movimento). Não estou dizendo que não seja difícil mudar, mas temos que estar abertos a isso”, pontua ele, que, a bordo novo repertório, sobe ao palco da Sala Juvenal Dias para shows de quinta (3) a sábado (5), às 20h30. O 14º disco de Affonsinho

adentra a cena com uma novidade: desta vez, a produção foi delegada a Frederico Heliodoro, seu filho mais velho e músico de talento reconhecido por público e crítica. “Na verdade, foi o próprio Fred que fez a proposta. Ele está seguindo uma carreira na música não muito paralela à minha – foi mais para o jazz, e chegou com a proposta de jogar meu trabalho para um outro lado, o qual nem eu imaginaria, nem o público que me acompanha. E eu tive que selar a minha boca (risos). Não dei um palpite! Naqueles momentos, ele deixou de ser o meu filho. Na verdade, foi muito bacana, me colocou para estudar, trouxe muita novidade de arranjos, vocal, harmonia”. O empenho de Fred foi tal que Affonsinho entende que o disco, na verdade, deveria trazer uma foto dos dois na capa. Inicialmente, Fred se debruçou sobre um universo de 20 músicas, para selecionar as 11 que acabaram formando o CD.

PARCERIAS Como já é habitual, agregador que é, Affonsinho convocou vários amigos para a empreitada. Gente como a cantora Lívia Itaborahy, na faixa que batiza o álbum. “Sempre gosto de ter gente junto, no estúdio ou nos shows. Às vezes, fico até me policiando, porque queria chamar uma pessoa para cada música! Acho que isso colore, me puxa para um outro lado da composição. A Lívia é uma menina que impressiona pelo talento, pique, dinâmica... Já o Rafael Dias (“O Amor Me Prendeu no Seu Voo”), descobri no Facebook – sempre que vejo alguém cantando, paro para ouvir. Depois, ele chegou ao final do ‘The Voice’, e, na minha opinião, merecia ter ganhado”. Outras três vozes abrilhantam o trabalho: Paulinha Bicalho (“Se Pudesse Com Você”), Íris Ramadas (“Encontrar Quem Te Entenda”) e Mariana Nunes (“Saber Gostar”). “Não consigo fa-

zer um disco sem chamar a Mariana, dá até antipatia nos outros”, diverte-se. “Mas é que adoro a voz dela e é uma pessoa muito alto astral. Com ela, não tem tempo ruim”. No show, apesar de o foco está no repertório de “Certeza?”, Affonsinho não vai privar seu público de ouvir canções como “Vagalume”. “Tenho uma sorte danada de tocar muito em algumas rádios”, diz ele, todo modesto, sobre o fato de ter um público cativo, que sabe suas letras de cor e salteado. Aliás, recentemente, Affonsinho descobriu que “Vagalume” entrou na setlist da loja Zara Home – motivo pelo qual é tocada em nada menos que 53 países. “Pode parecer incrível, mas, com isso, já recebi e-mail até da Croácia”, diz ele.

> Affonsinho

Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). De 3 (quinta) a 5 (sábado), às 20h30. R$ 30 (inteira)


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MÚSICA Ana Carolina em hits “A menina de 1999 jamais pensaria em serpintora,escritora,diretora de vídeos, uma autora e cantorade sucessos”.A reflexão não poderia ter sido feita por qualquer artista e, tampouco,em qualquer momento de sua trajetória. Prestes a completar 20 anos de carreira, a fala pertence a uma Ana Carolina multifacetada. A artista não para e, em uma nova passagem por Belo Horizonte neste sábado (29), revisita os momentos mais marcantes de suas duasdécadas por palcose estúdios com o show “Grandes Sucessos”. O nome do espetáculo não foi uma escolha aleatória. Mais que celebrar a consagração de sua carreira, Anaconta que desdeas escolhasdas canções atéo formato do show, a concepção da apresentação foi pensada para “homenagear o público”. “O mote do show é somente a música, sem piroLara Alves (*)

tecnias, sem cenários. Um show com um setlist de sucessos, com escolhas que representam o desejo do público”. Alémdas canções de maiores sucessos da cantora, como “Quem de Nós Dois”, “Garganta” e “É Isso Aí”, alguns hitstambém ganham uma nova roupagemsonora, com percussões eletrônicas, programações e samplers. “A música eletrônica meinteressa desde sempre. Os recursos que utilizo nesse show com eletrônicos foi uma ideia minha para provocar esse novo elemento”, explica. E não para por aí. Em “Grandes Sucessos”, Ana Carolina também apresenta para plateia suas versões para músicas que marcaram a cena brasileira, como “Oceano” – eternizada na voz de Djavan – e “O Meu Sangue Ferve Por Você” – carismática canção performada por Sidney Magal. Ana também explica a razão da escolha do ‘hit’ da Magal. “Primeiro, pela importância dele e pela força dessa música. Mesmo sendo de um re-

pertório totalmente diferente do meu, é bem recebida pelo público, e vejo pessoas de várias gerações cantando e dançando, quando toco em meu show”, afirma. RUÍDO BRANCO Mais próxima do público neste espetáculo, Ana Carolina não se restringe ao repertório, mas também se desdobra ao declamar poemas e trechos de seu livro “Ruído Branco” – lançado no fim do ano passado, a publicação reúne uma coletânea de poesias e pinturas escritas pela cantora ao longo de sua vida. Uma das declamações feitas pela artista em “Grandes Sucessos” é de um poema a ela presenteado pelo escritor português José Luis Peixoto. A história, aliás, é bastante curiosa: escrito pela cantora, o poema “Não Leiam”, um dos que integra “Ruído Branco”, tinha como destaque o verso “José Luiz Peixoto nunca fez uma poesia pra mim”. Alguns meses depois da publicação, o português escreveu

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LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

uma poesia homenageando a artista,onde destaca que “Ana Carolina talvez não exista”. Extrapoladas as barreiras das páginas, as poesias do livro não estão restritas a pequenos trechos neste show que a mineira de Juiz de Fora apresenta na capital. Ana também leva a antologia poética para um palco todo especial com o espetáculo homônimo ao livro, onde conta com poesias recitadas por outros artistasem vídeo, como Lázaro Ramos e Camila Morgado. Aliás, Ana Carolina se apresenta neste sábado já pensando em sua próxima visita à cidade, naqual promete trazer o espetáculo “Ruído Branco”. “Sou da estrada. Quero voltar em breve a BH com esse novo show”. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Ana Carolina

Com a turnê “Grandes Sucessos”. Km de Vantagens Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Neste sábado (29), às 22h. A partir de R$ 160 (pista/ arquibancada, inteira, 2° lote).

Cantora mineira apresenta o show “Grandes Sucessos”


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MÚSICA Toda a música de “Sagarana” MIGUEL AUN/DIVULGAÇÃO

Sex. 4.ago

Para a legião de fãs do escritor João Guimarães Rosa (1908-1967), sempre é hora de rever sua obra. E para celebrar o autor, as efemérides vêm a calhar. Portanto, no ano que marca meio século de sua morte, nada mais natural do que revisitar a riqueza do legado roseano. É esta a premissa do compositor Celso Adolfo, que apresenta pela primeira vez o repertório completo de “Música e Letra para Sagarana” na próxima sexta (4), no Teatro de Bolso Sesiminas. Na verdade, “o repertório completo do que imagino que será o disco”, pondera Celso. Afinal, “posso ser surpreendido por alguma nova música que venha a surgir na minha cabeça”. Posto o adendo, o músico frisa sua relação com o escritor cordisburguense. “Eu venho do interior, de São Domingos do Prata, tenho especial interesse em tudo que a literatura de Rosa preserva”. Ao falar do autor, o músico lembra que, “apesar de existir a partir dos regionalismos – principalmente mineiros –, ele ultrapassa todas Alex Bessas

Envolvido pela literatura de Rosa, Celso se dedica às composições de ‘Música e Letra para Sagarana’ desde 2012

as fronteiras”. Além disso, para ele, “os estados psicológicos expressos numa sintaxe interiorana são motivo de muita excitação mental”. Tanto que a leitura de “Sagarana”, primeiro livro de Rosa, publicado pela primeira vez em 1946, desencadeou um total de 14 composições. O COMEÇO DE TUDO Era 2012 quando, em Itaguara, cidade em que Rosa deu início a sua carreira de médico e escritor, era inaugurado o Museu Sagarana (Musa). Apaixonado pelo autor, Celso participou do evento. Desde então, “comecei o que se tornou o mais prazeroso compromisso que já tive com a música: mergulhar outra vez nos contos desse livro e tirar deles músicas”. Importante frisar, a tiragem de lançamento de “Música e Letra para Sagarana”, que ainda não tem data definida, será doada para o Musa. Em meio ao preparo do álbum, Celso vem, aos poucos, dividindo suas composições com o público. Em 2013, se apresentou no Memorial Vale. Dois anos depois, na Feira Literária de

Araxá, cantou ao lado do professor Pasquale. No ano passado, foi acolhido pela Academia Mineira de Letras. Agora, em 2017, chegou a fazer shows em um evento no Departamento de Letras da UFMG. Mas será o Sesiminas a primeira casa em que vai cantar as 14 faixas que devem integrar o disco. Além disso, muitas canções foram se transformando ao longo do tempo. O músico, diga-se, não tem pressa. Ele lembra que, quando a apresentação virar um disco propriamente dito, muita coisa pode ficar diferente. Além do mais, nos shows ele versa entre o violão (em 12 canções) e a viola caipira (em duas delas). Já no álbum, “vai ter muitas outras sonoridades, sons surpreendentes...”. Celso observa que suas músicas não são só para iniciados no universo roseano. Mas quem nunca o leu “fica tentado a começar logo!”.

> Celso Adolfo

Show Música e Letra para Sagarana. Teatro de Bolso Sesiminas (rua Álvares Maciel, 59, Santa Efigênia). Dia 4 (sexta), às 19h30. Gratuito mediante doação de um livro.

PequenoCidadãoencerraasférias As agendas não deixam mentir: as férias de julho já estão em seus últimos dias. Mas o público infantojuvenil que já voltou de viagem ou mesmo os que resolveram ficar por aqui não têm do reclamar. O último final de semana programa boas atrações, comoo FestivalSaci, responsável trazer a BH o grupo Pequeno Cidadão – no caso, a bordo do mais recente disco, “Vem Dançar”. Nele, é possível detectar um movimento em direção ao universo pré-adolescente – as letras das canções começam a falar do fim de um amor, por exemplo. Mas, claro, tudo embalado por melodias pulsantes – afinal, o título do disco já deixa bem explícita a intenção de Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e companhia. Portanto, “bora” dançar? Para atrair o público ao centro das pistas, o Pequeno Cidadão aposta suas fichas em sua própria lavra: assim, das 13 faixas, 12 são inéditas, enquanto a escolha da releitura recaiu sobre “Telefone”, hit dos anos 80, da Gang 90 e as

Absurdettes, da qual Taciana fez parte. “É uma música que fala de amor e tem uma poesia leve, cita nomes de cidades, tem um refrão fácil”, diz Scandurra. “A gente já vinha tocando nos shows e percebia uma reação muito legal. Além disso, tem os pais da molecada, que vão aos shows, e, em grande parte, nos anos 80 eram jovens adolescentes que iam assistir à Gang 90. A gente percebe que o público não é só o infantil, os pais inclusive gostam de contar para os olhos: ‘olha, vi muito show deste guitarrista e pá pá pá’, ‘eu tenho os discos do Ira!’... E é muito legal, ao incluir uma música tão emblemática, a gente mexe também com a memória e as lembranças”. Na verdade, ao contrário de muitos shows direcionados a esse público, Edgar conta que não vê, de maneira alguma, aquela situação clássica de o pai deixar o filho se esbaldando no gargarejo enquanto fica de olho no relógio para o show acabar. “Porque não optamos por uma música infantilizada. A gente recorre a muitos elementos de rock, da músi-

Dom. 30.jul

MARCOS VILAS BOAS/DIVULGAÇÃO

DIVIRTA-SE Espaço do Conhecimento UFMG Para encerrar a programação das férias, o grupo Abrapalavra apresenta “Contos de Lá nos Cantos de Cá”, contação de histórias e canções. Com Aline Cântia, Chicó do Céu e Flora Lopes. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700) Quando Neste sábado (29), às 17h Quanto Gratuito.

Edgar Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto: Pequeno Cidadão lança novo disco em BH

CCBB Dentro da exposição “O Corpo É a Casa”, crianças podem participar da série “Esculturas de um Minuto”, interagindo com as instalações Onde CCBB (Praça da Liberdade, 450) Quando 4ª a 2ª, das 9h às 21h. Até 18/9 Quanto Gratuito.

ca eletrônica. A gente toca de verdade, com empolgação. Tem solos de guitarra, e as letras não fazem esforços para se adaptar à compreensão de ninguém”, explica ele, lembrando que hits do Ira!, como “Flores em Você”, também costumam dar o ar da graça nos shows. Não bastasse, o show

Festival Saci Nos últimos dias do festival, acontece a oficina “Aprendendo a ser DJ”, na qual crianças de 7 a 15 anos descobrem mais sobre a profissão com o DJ Spider Onde Centro Cultural Sesiminas (r. Padre Marinho, 60) Quando Neste domingo (30), das 9h às 12h Quanto Gratuito (inscrições através do telefone 3227-7331)

postula a interatividade. “A gente pede para fazer rimas, contar até dez em algum outro idioma que elas saibam. É um show muito agradável, leve, muito gostoso”, reforça ele, lembrando que, atualmente, nem todos os filhos dos timoneiros conseguem mais acompanhar os pais nos shows.

“Mas a gente conta com substituto à altura”, garante, em tom divertido. (Patrícia Cassese)

Cidadão >lançaPequeno “Vem Dançar”

Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60). Neste domingo (30), às 16h. R$ 70 (inteira/desconto – não especificado – para quem comprar o ingresso na bilheteria ou doar um livro).


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MÚSICA sábado (29)

RAFAEL MOTTA/DIVULGAÇÃO

gratuito

MARCELO VERONEZ

BAILE DO ABRAVA

Tiago Abravanel canta sucessos de grandes cantores. Land Spirit (BR-356, km 7,5, s/n°, Olhos D’Água). Às 21h. R$ 140 (fem., inteira) e R$ 160 (masc., inteira)

domingo (30) ORQUESTRA DE CÂMARA SESC

Concerto de comemoração de 5 anos. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. Entrada mediante doação de 1kg de alimento não perecível.

CANTOS DO MUNDO AFORA Com a catora carioca Ilessi e seus convidados. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Às 19h. R$ 20 (inteira).

JUAREZ MOREIRA E NIVALDO ORNELAS

Show instrumental com inéditas Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1.534, centro). Às 18h30. Entrada gratuita

terça (1º) ERAS

Show do Coletivo Negras Autoras. Campus UFMG Pampulha (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627, no Palco no Bosque da Música). Às 18h. Entrada

Show do álbum “Narciso deu Um Grito” Campus UFMG Pampulha (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, no Auditório da Reitoria). Às 19h30. Entrada gratuita

especial celebra 60 6 Concerto anos de violoncelista e maestro

A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais recebe o maior violoncelista do país, Antonio Meneses, em concerto que marca seus 60 anos, assim como os do maestro Fabio Mechetti. Na noite, uma obra rara ao público: o “Concerto para Violoncelo”, de Hans Gál. No repertório, também estão “Um Ato de Fé”, de Levy Oliveira, e “O Beijo da Fada: Divertimento”, de Stravinsky. Onde Sala Minas Gerais (r.Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) Quando Dias 3 (quinta) e 4 (sexta), às 20h30. Quanto A partir de R$ 40 (inteira, balcão palco e coro)

quarta (2) MÔNICA SALMASO

Show celebra Vinicius de Moraes. Campus UFMG Pampulha (Av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, no Auditório da Reitoria). Às 19h30. Entrada gratuita

quinta (3) ARCOMUSICAL BRASIL

Projeto traz apresentação de berimbaus em celebração ao Dia da Capoeira. Memorial Minas (pça. da Liberdade, 640, esq. Gonçalves Dias, Funcionários). Às 19h30. Entrada gratuita

sexta (4) PROJETO ELAS

Com Tambor Mineiro e Mauricio Tizumba. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 28 (inteira)

PICASSOS FALSOS

Lançamento do álbum “Nem Tudo Pode Se Ver”. Abertura da banda !Slama. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (promocional) e R$ 30 (antecipado)

ERRAMOS Tianastácia Diferentemente do que foi publicado na edição de número 1408 do Pampulha (de 22 a 28 de julho), a banda mineira Tianastácia lançou seu décimo álbum e, não, o quinto, como foi publicado. Além disso, o nome do baterista que fez o show de lançamento com a banda é Alexandre Vermelho

ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

Senta a Pua Gafieira 6 Grupo comemora 10 anos de estrada

Para celebrar sua primeira década de existência, o grupo de gafieira prepara uma programação especial para a cidade. Com o Circuito Baile, o Senta a Pua Gafieira se apresentará em cinco diferentes casas de BH até o fim deste ano. O show de estreia do evento acontece nesta sexta (4), no Necup, com a presença especial de Rafael Leite Onde Necup (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado) Quando Dia 4 (sexta), às 21h Quanto R$ 15 (via Sympla); R$ 20 (bilheteria no dia do evento)


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INVERNO DAS ARTES Não Recomendados em BH Alex U m s h o w Bessas manifesto. É assim que o trio de autores intérpretes Daniel Chaudon, Diego Moraes e Caio Prado se refere ao espetáculo “#NãoRecomendados”. Em Belo Horizonte, nesta segunda (31), o grupo avisa: sua missão é questionar, transgredir e repensar padrões. Gênero e sexualidade são alvo da apresentação, que encerra a programação musical do 3º Inverno das Artes. É verdade, os músicos já circulam há três anos com o espetáculo. Apesar disso, é seguro dizer: o show performático, que chega pela primeira vez a BH, nunca foi tão atual. Acontece que, em 2014, quando tudo começou, nomes como Liniker, Pabllo Vittar e As Bahias e a Cozinha Mineira não eram, ainda, reconhecidos. Mas as coisas mudaram e, agora, “está rolando essa cena musical bem bicha e empoderada!”, decreta Chaudon. Além da discussão de gênero e sexualidade ter galgado espaço na música, o artista acredita que o espetáculo se faz necessário em contraposição ao cenário político atual. “Hoje faz todo sentido que a gente se posicione”, diz. O show é também uma

Seg. 31.jul.

ANDRE HAWK PHOTOGRAPHER/DIVULGAÇÃO

Atual

Em espécie de show manifesto, grupo quer questionar padrões

novidade porque agora passou a circular para além do eixo Rio-São Paulo. “Entre julho e setembro, estamos passando por Pernambuco, Minas Gerais e vamos para o Sul do país”, comenta. “O show está crescendo”, examina. DO SARAU AO SHOW A história dos “Não Recomendados”, vale dizer, não vem de agora. Tampouco

surge em 2014, quando o espetáculo foi construído. Na verdade, o projeto é resultado de uma amizade que nasce, em 2011, entre saraus realizados no Rio de Janeiro. “O Caio compôs a música (homônima do grupo) e nos mostrou. Resolvemos cantá-la em um desses saraus que aconteciam na época...”. Depois disso, bem, “o nome foi pegando, a gente

começou a ser conhecido assim, as pessoas diziam: ‘ali os Não Recomendados’. Virou nosso nome de guerra”, recorda Chaudon. Deste momento até a produção do espetáculo não faltaram experimentações até chegar ao formato atual do projeto. “O show acontece em dois momentos. O primeiro ato é mais sério, engajado”, explica o músico, lem-

brando que são apresentadas reinterpretações de obras de nomes como Chico Buarque e Gilberto Gil. “É um abre alas para o que queremos comunicar”. No segundo ato, já travestidos em roupas e maquiagens usualmente femininas, os intérpretes encarnam espécies de alter egos, criados a partir de seus cotidianos. Chaudon dá vida a Carlota,

Moraes encarna a Morenita e Prado passa a ser Janina. “De maneira despojada, a gente continua a transmitir essa mensagem de amor e diversidade”, analisa Chaudon. Nessa fase entram no repertório canções autorais e de grupos como Cheiro de Amor e Alexandre Pires. Indo da MPB ao axé, de intérpretes a performances, o espetáculo, frisa o músico, é calcado em noções de “liberdade e do poder de ser a pessoa que você é”. Exemplo de tal potência é Ney Matogrosso, ídolo do grupo, com quem dividiram palco em 2016. Mesmo sem ter ainda um CD lançado, os “Não Recomendados” comemoram sua relação com o público. “A cada show é uma catarse! E é assim porque não é algo só nosso”. Em Minas, já se apresentaram em Ouro Preto, durante a Cine OP, e em Tiradentes. Desta última, guarda com satisfação as memórias do show. “Todo mundo sabia cantar!”, impressiona-se, já ansioso pelo novo encontro com o público mineiro.

>dos#NãoRecomenda

No 3º Inverno das Artes. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Dia 31 (segunda), às 20h30. R$ 40 (inteira).

Criolo leva ‘Espiral’ ao Palácio É fato, Criolo já aterrissou em território belo-horizontino a bordo do repertório de “Espiral de Ilusão”: foi no início de junho, no “Arraial Incrível”. Mas é agora, dentro da programação do “Inverno das Artes”, que ele apresenta as faixas de seu mais recente disco em um show em um espaço fechado. No caso, o Grande Teatro do Palácio das Artes. Não que seja a primeira vez na qual o cantor e compositor se apresenta ali: em 2014, ele dividiu o palco com Milton Nascimento, no show “Linha de Frente”. Sobre a mais recente apresentação, que aconteceu no Parque Municipal, ele resume, com entusiasmo. “Fizemos um show lindo, gigantesco”. “Mas em teatro, tem toda uma ambientação, todo um clima diferente”, pondera o moço, que também é só elogios ao público mineiro.

Sáb. 29.jul.

“Nossa senhora! Sempre sou recebido com uma energia muito boa, sempre tive bons momentos aí”, considera, apesar de lamentar um ponto: “Infelizmente, nunca consegui ir aí para desfrutar da cidade”. “Espiral de Ilusão”, o pú-

CAROLINE BITTENCOURT/DIVULGAÇÃO

Criolo celebra o sucesso de seu novo disco, voltado ao samba

blico que acompanha Criolo sabe, marca uma sinalização mais rumo ao samba – lembrando que o paulistano firmou seu nome, inicialmente, na cena hip hop. Não por outro motivo, passados cerca de quatro meses do lançamento do álbum, uma das re-

percussões que mais o satisfazem é o fato de saber que os filhos de seu público estão, após a audição, demonstrando mais interesse pelo samba. “Muitas (dessas crianças), pela primeira vez. E os pais me contam que, a partir daí, elas acabam indo (espon-

taneamente) procurar outros sambistas. Tem muito pai mandando e-mail, é muito gratificante. De verdade! Muito gratificante”, enfatiza. Na verdade, Criolo vive um momento no qual não há espaço para lamentações – ao menos no que tange à sua carreira. No último final de semana, por exemplo, dividiu o palco com a cultuada cantora mexicana Julieta Venegas, cantando “O Que Será (À Flor da Pele)”, de Chico Buarque (o vídeo está disponível na página de Venegas no Facebook). Os dois já haviam feito dueto em uma cerimônia de entrega do Prêmio Ibero-Americano de Cinema Fênix. “Foi muito especial”, rememora. MENINOS MIMADOS No repertório de “Espiral de Ilusão”, uma música foi logo se destacando, sendo compartilhada nas redes sociais: “Meninos Mimados”, cuja letra diz, em momentos distintos,

frases como: “Meninos mimados não podem reger a nação”, “este abismo social requer atenção”, “pare de correr na esteira e vá correr na rua”. O curioso é que Criolo conta que a música foi escrita há “quatro, cinco anos”. “Na verdade, essa tristeza que a gente vive (nos dias atuais) vem desde que nasci. E conversando com meus pais, desde que eles nasceram, e com minha avó também”, lamenta. Em agosto, Criolo volta a Portugal, onde tem agendadas quatro apresentações – no caso, ainda na cadência do rap, que norteou discos como “Ainda Há Tempo”, o seu de estreia. No mais, é “se aquecer, e levar muito amor para o mundo”, conclui ele. (Patrícia Cassese)

> Criolo

No 3º Inverno das Artes. Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Dia 29 (sábado), às 21h. R$ 80 (inteira)


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CINEMA em cartaz CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Dir. Brian Fee. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâmpago McQueen acelera demais e acabou perdendo o controle. O acidente é tão grave que, com os estragos, ele pode ter que se aposentar de vez. Betim 2: 13h40, 16h, 20h50 BH Shopping 8: 11h25, 14h30 Big Shopping 4: 14h40, 18h40 Boulevard 4: 12h10, 14h20, 19h Cidade 3: 12h45, 14h55, 19h Contagem 8: 12h45, 14h55, 19h Del Rey 1: 13h50, 16h Itaú Power 1: 14h20 Itaú Power 5: 13h50, 16h Minas 5: 12h30, 14h40, 16h50 Monte Carmo 2: 14h10 (*), 16h20 (*) Pampulha 6: 13h05, 15h10, 17h15, 19h20, 21h25 Paragem 2: 13h50, 16h10, 18h30 Partage Shopping Betim 2: 19h Pátio Savassi 8: 12h40 e 15h30 Shopping Estação 6: 12h30, 14h50, 17h20 Shopping Norte 5: 14h30, 18h30 Via Shopping 1: 12h50, 15h, 17h10 Sessões 3D: BH Shopping 4: 12h20, 15h Big Shopping 5: 16h Diamond 6: 20h Shopping Norte 2: 16h (*) Sessões dubladas

D.P.A - O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Anderson Lima, Letícia Braga, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. Betim 3: 15h BH Shopping 10: 14h, 16h40, 19h25. Big Shopping 2: 14h50 Big Shopping 4: 16h40 Boulevard 5: 14h10, 18h40 Cidade 1: 13h30, 15h20, 17h10 Contagem 7: 13h30, 15h20, 17h10 Diamond 6: 13h, 15h10, 17h30 Itaú Power 4: 13h15, 15h10, 17h05 Minas 2: 12h30, 14h30, 16h20 Monte Carmo 4: 12h45, 19h10 Pampulha 4: 13h10, 15h05, 17h05, 19h05, 21h Paragem 1: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Partage Shopping Betim 2: 11h45, 14h Pátio Savassi 1: 11h40, 14h, 16h20, 18h40 Shopping Estação 1: 13h, 15h, 17h Shopping Norte 3: 14h, 15h45 Via Shopping 5: 12h50, 14h40

DE CANÇÃO EM CANÇÃO (Song To Song, EUA, 2017, 2h08, 16 anos) Dir. Terrence Malick. Com Michael Fassbender, Rooney Mara, Ryan Gosling. Em Austin, no Texas, dois casais –

ARTHOUSE/DIVULGAÇÃO

os compositores Faye e BV, e o magnata da música e a garçonete que ele ilude – perseguem o sucesso em meio a uma paisagem de rock ‘n’ roll, sedução e traição. Belas 3: 21h30

UM INSTANTE DE AMOR (Mal de Pierres, França/ Bélgica, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Nicole Garcia. Com Marion Cotillard, Alex Brendemühl, Louis Garrel. Gabrielle é uma mulher que não sabe lidar muito bem com seus impulsos sexuais. Sua mãe arma o casamento dela com o pedreiro José, mas, após um aborto, Gabrielle encontra a paixão por um tenente à beira da morte. Cine 104: 16h40

HOMEM-ARANHA: DE VOLTA AO LAR (Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. Betim 2: 18h10 (*) Betim 3: 21h(*) Big Shopping 4: 20h45 (*) Boulevard 4: 16h30 (*), 21h10 (*) Boulevard 5: 14h10 e 18h40 Cidade 7: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Contagem 2: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h20 (*), 21h (*) Diamond 3: 16h15, 19h05, 22h Diamond 5: 20h50 Minas 4: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Monte Carmo 2: 18h30 (*), 21h10 (*) Pampulha 3: 16h30 e 21h (*) Paragem 2: 20h45 Partage Shopping Betim 2: 16h10 (*), 21h30 (*) Pátio Savassi 3: 18h20, 21h20, 15h20(somente sábado) Pátio Savassi 4: 12h50 (*), 15h50, 19h, 22h Shopping Norte 5: 20h45 (*) Via Shopping 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 3: 12h50, 16h320, 19h, 21h40 Big Shopping 5: 18h (*), 20h40 (*) Del Rey 2: 12h30 (*)(somente sábado), 12h50(*)(somente domingo), 15h10 (*)(somente sábado), 15h30(*)(somente domingo), 17h50 (*)(somente sábado), 18h10(*)(somente domingo), 20h30(somente sábado), 20h50(somente domingo), 23h10(*) (somente sábado) Itaú Power 6: 13h10 (*), 15h45 (*), 18h20 (*), 20h55 (*) Partage Shopping Betim 4: 18h50 (*), 22h (*) Shopping Estação BH 4: 14h30 (*), 17h45 (*), 20h45 (*) Shopping Norte 2: 18h (*) (*) Sessões dubladas

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre)

Leandra Leal e Manolo Cardona em cena do longa “Love Film Festival”, que estreia esta semana Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 3: 13h, 16h50, 18h50 BH Shopping 7: 11h, 13h20, 15h40 Big Shopping 3: 14h, 15h45 Boulevard 3: 13h, 15h05, 17h10, 19h15 Cidade 8: 11h20(somente domingo), 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Contagem 6: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Del Rey 3: 12h50, 15h, 17h, 19h10, 21h10 Diamond 3: 14h40 Diamond 5: 13h30, 16h, 18h10 Itaú Power 3: 13h, 15h, 17h10, 19h10, 21h15 Minas 3: 13h, 15h, 17h10, 19h20, 21h10 Minas 6: 14h20 Monte Carmo 1: 13h, 15h, 19h10 Pampulha 5: 13h30, 15h25, 17h20, 19h15, 21h10 Paragem 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Partage Shopping Betim 3: 14h20, 16h30 Partage Shopping Betim 6: 12h30, 15h40 Pátio Savassi 2: 12h, 14h20 Pátio Savassi 3: 11h30(somente domingo), 13h(somente sábado), 13h40(somente domingo), 16h(somente domingo) Ponteio 2: 14h20 Shopping Estação 2: 12h30, 14h30, 16h10 e 18h20 Shopping Norte 5: 16h30 Via Shopping 3: 12h50, 14h50, 16h55, 19h, 21h05

Monte Carmo 5: 12h20 (*), 15h10 (*), 18h (*) Paragem 5: 17h30, 20h30 Pátio Savassi 7: 13h15(*), 23h20(*)(somente sábado) Pátio Savassi 8: 18h10, 21h45 Shopping Norte 3: 17h30 (*), 20h20 (*) Via Shopping 4: 18h(*), 20h50(*)

Sessões 3D: Big Shopping 5: 14h10 Shopping Norte 2: 14h10(*)

Sessões 3D: Betim 1: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) BH Shopping 4: 17h40 (*), 21h (*) BH Shopping 5: 12h (*), 15h20(*), 18h40 (*), 22h (*) Big Shopping 1: 14h50(*), 17h40(*), 20h30(*) Boulevard 2: 12h20 (*), 15h, 18h (*) Cidade 4: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 Contagem 1: 12h30 (*), 18h (*), 20h50 Del Rey 1: 18h10 (*), 21h Del Rey 5: 12h(somente sábado), 12h20(somente domingo), 17h40(somente sábado), 18h10(somente domingo), 20h30 (*)(somente sábado), 21h(*)(somente domingo), 23h20(*)(somente sábado) Diamond 2: 14h30, 21h30 Itaú Power 5: 18h10(*), 21h(*) Minas 2: 18h10(*), 21h05 Pampulha 1: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h15 (*) Paragem 5: 14h30(*) Partage Shopping Betim 1: 14h30(*), 17h40(*), 20h50(*) Partage Shopping Betim 6: 18h40(*), 21h50(*) Ponteio 3: 13h30 e 16h20 Shopping Estação 2: 20h30(*) Shopping Estação 3: 12h15(*), 15h30(*), 18h45 (*), 22h (*) Shopping Norte 1: 14h50 (*), 17h40 (*), 20h30 (*) Via Shopping 4: 12h20(*), 15h05(*)

(*) Sessões dubladas

(*) Sessões dubladas

MULHER MARAVILHA

PARIS PODE ESPERAR

(Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Boulevard 3: 21h15 Cidade 5: 18h10 (*) Contagem 1: 15h20 (*)

(Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 3: 19h10 Ponteio 4: 16h30, 20h30, 15h30(somente sábado), 19h20(somente sábado)

(*) Sessões dubladas

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (Transformers: The Last Knight, EUA, 2017,2h30 , Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Optimus Prime parte em busca dos Quintessons, seres possivelmente responsáveis pela criação dos Transformers, enquanto na Terra uma nova ameaça alienígena tenta destruir a humanidade. Big Shopping 3: 17h30(*), 20h20(*) Boulevard 2: 21h Cidade 2: 12h (*), 14h50 (*), 17h45 (*), 20h40 (*) Contagem 4: 12h20 (*), 15h15 (*), 18h10 (*), 21h20 Itaú Power 2: 15h (*), 17h55 (*), 20h50 (*) Minas 1: 12h20(*), 15h10(*), 18h(*), 21h(*)

PERDIDOS EM PARIS (Lost In Paris, França/ Bélgica, 2017, 1h20, 12 anos) Dir. Fiona Gordon, Dominique Abel. Com Fiona Gordon, Dominique Abel, Emmanuelle Riva. Fiona é uma bibliotecária canadense que recebe uma carta misteriosa de Martha, uma tia distante. Na carta, ela pede que a sobrinha viaje imediatamente a Paris, para evitar que seja internada em um asilo. Belas 3: 14h

POESIA SEM FIM (Poesía Sin Fin, França, Chile, 2016, 2h08, 16 anos) Dir. Alejandro Jodorowsky. Com Adan Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Pamela Flores. Nos anos 1940 e 1950 em Santiago, Alejandrito Jodorowsky decide se tornar poeta e vive sensualmente, auten-

ticamente, livremente e loucamente com Enrique Lihn, Stella Diaz, Nicanor Parra e tantos outros escritores que se tornariam mestres da literatura moderna. Belas 2: 17h40, 21h40

TAL MÃE TAL FILHA (Telle Mère, Telle Fille, França, 2017, 1h34, 14 anos) Dir. Noémie Saglio. Com Camille Cottin, Juliette Binoche, Lambert Wilson. Avril, mulher de 30 anos bem-sucedida, é completamente o oposto de sua mãe, Mado. A relação das duas, que nunca foi das melhores, fica ainda mais complicada quando mãe e filha ficam grávidas ao mesmo tempo. Belas 3: 15h50, 17h50 e 11h(somente sábado) Ponteio 4: 13h30(somente sábado), 14h30(somente domingo), 17h20(somente sábado), 18h30(somente domingo)

A VIDA DE UMA MULHER (Une Vie, França, Bélgica, 2016, 2h09, 14 anos) Dir. Stéphane Brizé. Com Jean-Pierre Darroussin, Judith Chemla, Yolande Moreau. Jeanne volta para casa após completar os estudos para ajudar os pais no campo. Encantada pelo visconde Julien de Lamare, ela se casa, mas ele se mostra infiel, avarento e nada companheiro. Cine 104: 18h45, 20h40

mostras CINECLUBE FRANCOFONO (*) Neste sábado (29) 14h “A Bela e a Fera” (La Belle et la bete, FRA-LUX, 1946, 1h36) Dir. de Jean Cocteau, René Clément. Sessão comentada.

MOSTRA SPIKE LEE (*) Mostra reúne obras do diretor, ator, produtor e ativista do cinema negro Neste sábado (29) 17h “Febre da Selva” (EUA, 1991, 2h12) 19h30 Malcolm X (EUA, 1992, 3h22) Domingo (30) 16h “Crooklyn” (EUA, 1994, 1h55) 18h “Irmãos de Sangue” (EUA, 1995, 2h08) 20h15 “Todos a Bordo” (EUA, 1996, 2h) Segunda-feira (31) 15h30 “Quatro Meninas - Uma História Real” (EUA, 1997, 1h42) 17h30 “Jogada Decisiva” (EUA, 1998, 2h16 ) Terça-feira (1) 16h “O Verão de Sam” (EUA, 1999, 2h22) 18h30 “A Hora do Show” (EUA, 2000, 2h15) 21h “Os Verdadeiros Reis da Comédia” (EUA, 2000, 1h55) Quarta-feira (2) 16h “A Última Noite” ( EUA, 2002, 2h15) 18h30 “A Doce Sede de Sangue” ( EUA, 2014, 2h) 21h “Elas Me Odeiam, Mas Me Querem” (EUA, 2004, 2h18)

Quinta-feira (3) 14h30 O Plano Perfeito ( EUA, 2006, 2h09) 20h “Milagre em Sta. Anna” (EUA, 2008, 2h40) Sexta-feira (4) 15h “Verão em Red Hook” ( EUA, 2012,1h44) 17h “Oldboy: Dias de Vingança” (EUA, 2013, 1h44)

CURTA CIRCUITO (*) Segunda-feira (31) 20h “O Caso Claudia” (RJ, 1979, 1h55) Dir. Miguel Borges. Bate-papo após a sessão

CINEMA E PSICANÁLISE (*) Sexta-feira (4) 19h30 “O Casamento de Rachel” (EUA, 2008, 1h53) Dir.Jonathan Demme. Sessão comentada (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retiradad de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINE SESC (*) Neste sábado (29) 17h “Lifi - Uma galinha na selva” (Coreia do Sul, 2011, 1h32) Dir. Seong-yun Oh 19h “Nós somos as melhores” (Suécia, 2013, 1h42) Dir. Lukas Moodysson Domingo (30) 19h “Casa Grande” (Brasil, 2014, 1h55) Dir. Fellipe Gamarano Barbosa

FACES DO SUBÚRBIO: CINEMA E PERIFERIA (*) Leia mais na página 23 Sexta-feira (4) 17h30 “Os Inquilinos” (Bras, 2009, 1h43) Dir. Sergio Bianchi 19h30 “Cinco Vezes Favela” (Brasil, 1962) Dir. Cacá Diegues, Joaquim Pedro de Andrade e outros. Sábado (5) 15h30 “A Margem” (Brasil, 1967, 1h36) Dir. Ozualdo Candeias 17h30 Sessão curtas: Aloysio Raulino 19h30 “A Batalha do Passinho” (Brasil, 2012, 1h12) Dir. Emilio Domingos. Batalha do passinho no foyer do Sesc após a sessão. Domingo (6) 15h30 “Vizinhança do Tigre” (Brasil, 2014, 1h35) Dir. Afonso Uchoa 17h30 Sessão curtas: Moradia 19h30 “Branco Sai, Preto Fica” (Brasil, 2014, 1h33) Dir. Adirley Queirós (*) Sesc Paladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.


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almanaque

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O QUE VEM POR AÍ agosto DIAS 11 E 12 MUSICAL ‘CARTOLA – O MUNDO É UM MOINHO’

Sesc Palladium. Sex., às 21h; sáb., às 19h. R$ 80 (plateia 1, inteira), R$ 60 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia 3, inteira). DIA 13

DIVULGAÇÃO

DIA 19 LUAN SANTANA - 1977

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote).

Music Hall. Às 21h. R$ 200 (inteira, 2° lote)

VICTOR & LEO

Hangar 677. Às 21h. R$ 240 (inteira, 1° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 140 (mesa setor 2, cadeira individual, inteira), R$ 160 (mesa setor 1, cadeira individual, inteira).

‘DIA 18

DIA 2

DIA 20

CAPITAL INICIAL – ACÚSTICO NYC

CIRKOPOLIS – CIRQUE ELOIZE

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 640 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 160 (mesa setor 1, inteira), R$ 560 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 140 (mesa setor 2, inteira).

Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira).

KIEV BALLET

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 350 (plateia 1, inteira), R$ 300 (plateia 2, inteira), R$ 200 (plateia superior, inteira).

LEE RANALDO (SONIC YOUTH)

DIA 25

A Obra. Às 20h30. R$ 50 (antecipado)

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 270 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote)

HANSON

DEPOIS DO AMOR – UM ENCONTRO COM MARILYN MONROE

DIAS 26 E 27

Cine Theatro Brasil Vallourec. Qui. e sex., às 21h. R$ 50 (inteira).

Palácio das Artes. Sáb., às 19h; dom., às 18h. Ingressos esgotados.

DIA 18

DIAS 26 E 27

MARIA GADÚ E ORQUESTRA OPUS

O GRANDE ENCONTRO

Sesc Palladium. Às 20h30. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 60 (plateia 3, inteira).

DEVENDRA BANHART

POSTMODERN JUKEBOX

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 16h. R$ 240 (plateia 1 e Meet & Greet), R$ 120 (plateia 2, inteira).

MINHA MÃE É UMA PEÇA – COM PAULO GUSTAVO

KM de Vantagens Hall BH. Sáb., às 22h; dom., às 20h. ; R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 720 (mesa setor 1 com 4 lugares), R$ 600 (mesa

DIAS 2 A 6 GIRA - COM GRUPO CORPO

Palácio das Artes. Sáb., seg., ter. e qua., às 20h30; dom., às 19h. R$ 90 (inteira). DIA 3 SHOW DAS PODEROSINHAS COM ANITTA

KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 90 (arquibancada, intei-

Maísa apresenta um pocket show em BH

DIA 10

DIA 1°

DIA 24

DIAS 17 E 18

setembro

ra, 1° lote), R$ 480 (mesa setor 1), R$ 400 (mesa setor 2).

DIA 19

MAISA POCKET TOUR

DIA 16

setor 2 com quatro lugares). Ingressos esgotados para o sábado (26).

AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote).

DIA 23 PÉRICLES

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2). DIA 30 LÔ BORGES – O DISCO DO TÊNIS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 70 (balcão, inteira)

outubro DIA 5 HARLEM GLOBETROTTERS

KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira, 1° lote) DIA 17 PAUL MCCARTNEY

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira). DIA 20 JOHN MAYER

Esplanada do Mineirão. Às 21h.

R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira). DIA 28 3030 - LANÇAMENTO DO CD “ALQUIMIA”

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, 1° lote).

novembro DIA 11 ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)


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estilo QUEMTOPA?>Celebridadesusamartigosdegostoduvidosoqueestãoàvendaporpreçosaltíssimos

Você usaria? Lorena K. Mais de um século atrás, o poeMartins ta e filósofo espanhol Ramón

de Campoamor (1817-1901) já apontava: a beleza está nos olhos de quem a vê. Mas longe dessa premissa – que ressalva o aspecto subjetivo do belo –, a moda tem, cada vez mais, flertado com outro sentido: o que coloca o bizarro, o inusitado, o de gosto “duvidoso” ou mesmo o dito “feio” como objeto de desejo – e, em consequência, com preços muitas vezes bem altos. Antigos padrões vêm cada vez mais caindo por terra graças ao impulso de grandes marcas internacionais que, na passarela, propõem uma estética antimoda que, muitas vezes, pode ser incompreendida, por conta do excesso e do exagero à primeira vista. A grife italiana Gucci, por exemplo, propõe sobreposições e brilhos extravagantes e explora, até a última costura, cores diferenciadas e vibrantes. Já a Balenciaga é expert em colecionar polêmicas com suas bolsas-sacola de papelão ou ecobags, retrabalhadas para se tornarem itens de luxo a valores exorbitantes. A Moschino, repaginada pelas mãos do estilista Jeremy Scott, sempre se inspira em figuras do universo pop – da boneca Barbie até Bob Esponja – e não abre mão de pesar na hora de misturar estampas. Outra entusiasta desse movimento é a Vetements, apontada como a marca mais cool da atualidade, e que atrai uma legião de fãs jovens, que curtem visuais impactantes – ou, digamos, “estranhos”. Para Tarcisio D’Almeida, crítico e profes-

sor do curso de design de moda da UFMG, essas marcas – bem como criadores como o saudoso Alexander McQueen e Vivienne Westwood – ganharam fama ao transitar pelo espírito transgressor e questionador do que é “belo” ou “feio”. A própria Miuccia Prada já declarou diversas vezes achar o feio mais interessante que o bonito. “O filósofo italiano Umberto Eco nos explica que ‘dizer que belo e feio são relativos aos tempos e às culturas (ou até mesmo aos planetas) não significa, porém, que não se tentou, desde sempre, vê-los como padrões definidos em relação a um modelo estável’”, cita D’Almeida. Além disso, ele explica que é comum que grifes tentem resgatar elementos – inclusive, os que já foram rejeitados – para repaginá-los e, com isso, fazer com que retornem ao patamar de tendência. “Por isso, por exemplo, as pessoas, hoje, acham ridículo tendências do passado próximo, como, por exemplo, as ombreiras dos anos 1980”, sugere. AVAL Vale lembrar que muitas celebridades, ao endossar peças e tendências que se alinham ao inusitado, acabam dando o aval para que a peça seja incorporada pelos “mortais”. Um exemplo é a atriz Bruna Marquezine, que usou uma camiseta da Givenchy toda furada, avaliada em quase R$ 2.000. Já a cantora Anitta usou uma bota que acabou virando alvo de piadas na web. Detalhe: a peça é avaliada em R$ 14 mil. Para o coach e mestre em psicologia e gestão de pessoas Otávio Grossi, uma vez que a roupa tra-

duz quem somos e como queremos ser vistos, usar esse tipo de peça vale muito mais por causa da marca que a assina e pelo status de quem a representa – resumindo, usar peças aclamadas por celebridades nos coloca no mesmo patamar de bom gosto. Será? “As pessoas são muito mais do que o que elas vestem. Há uma inversão de valores em que o ter tomou o lugar no ser. Sendo assim, as roupas extrapolaram sua funcionalidade e entram no conceito de valor agregado, independentemente do conceito de belo e daquilo que não é agradável aos olhos. O sujeito que usa é quem agrega valor e consegue conquistar multidões. Eles têm a chancela de tantas outras pessoas e se tornam um modelo de identificação social”, analisa o psicólogo. Outro fator que impulsiona o apreço a essas peças está ligado à busca pela individualidade e à influência “sem freio” da internet. “É nesse cenário que as viralizações se desenvolvem. O culto a celebridades – também reforçado pelo mundo virtual – endossa essa questão. A identidade estética das pessoas no mundo contemporâneo está sendo construída não a partir do desenvolvimento estético em cada um, e sim a partir do que os outros dizem nas redes sociais”, reflete Tarcisio D’Almeida.

FOTOS AGÊNCIA FOTOSITE

Legging ou bota? A Balenciaga levou essa peça híbrida ao Paris Fashion Week de 2016, e, hoje, ela é uma das mais vendidas

Um roupão para usar durante o dia, que tal? A proposta foi endossada pela estilista Vivienne Westwood

A Celine propôs, para este verão, sapatos de cores diferentes: um vermelho e outro branco. Vai encarar?

A marca Vetements ficou conhecida pela estética antimoda e pelas modelagens oversized, como a deste macacão

Estampas exageradas, com excesso de logomania, dentro do conceito over que norteia a Moschino


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estilo

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RADAR FASHION REGINALDO TEIXEIRA/CS EVENTOS/DIVULGAÇÃO

ADIDAS ORIGINALS/DIVULGAÇÃO

A atriz Bruna Marquezine foi vista, recentemente, usando uma camiseta toda furada da grife francesa Givenchy. A peça (mesmo rasgada) está avaliada em R$ 1.851

O tênis cinza (acima) fruto da parceria da marca esportiva Adidas com o cantor e rapper Kanye West, lançado no mês passado, é simples, mas o preço é salgado: R$ 1.199. Mesmo com o preço alto, jovens acamparam na fila da loja no Rio de Janeiro para garantir um modelo da coleção limitada. Já o tênis da Gucci (abaixo) dourado com solado de arco-íris sucesso entre os fashionistas está à venda por cerca de R$ 5.000

papetes Rider, dos anos 90, estão de volta 6 AsDepois dos chinelos tipo slide, que viraram febre

entre os fashionistas no último verão, a Rider lançou uma versão moderna de outro calçado que fazia sucesso nos anos 90: as papetes. Batizadas de Rider RX, o design das sandálias foram inspiradas na moda esportiva e no confortwear, duas tendências fortes do momento. Feitas de PVC com sola em EVA, nas cores branco, preto, azul e verde militar, as peças estão à venda no e-commerce da marca por R$149,99. A Rider também fez uma parceria com a grife paulista PIET, que customizou pares dos modelos em azul e branco, e já estão disponíveis no site lojarider.com.br RIDER/DIVULGAÇÃO

Vai pagar quanto? Sempre polêmica quando o assunto é bolsa, a Balenciaga causou com o seu mais recente lançamento no mês passado. A grife espanhola criou um modelo que imita a sacola de papel (ao lado) da grife e custa R$ 3.700. Em abril deste ano, a Balenciaga lançou um modelo de sacola azul (abaixo) que lembrava uma ecobag e custava R$ 6.700

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

FOTOS REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

BALENCIAGA/DIVULGAÇÃO

Bolsa que imita sacola de feira, camiseta quase toda rasgada, bota dobrável e outras peças “diferenciadas” ganham ainda mais holofotes quando as próprias marcas convidam celebridades a fim de conquistar clientes e provocar desejo imediato. Entre os últimos lançamentos, pincelamos os que mais provocaram frisson, principalmente pelo preço exorbitante na contramão da imagem do produto. Você toparia pagar?

“no gender” da LED vai pro SPFW 6 AA moda mineira LED, criada pelo estilista Célio Dias, é

uma das marcas confirmadas para integrar no line up do próximo São Paulo Fashion Week, que acontece entre os dias 27 de agosto e 1º de setembro. LED foi uma das selecionadas para o projeto TOP 5, uma parceria do Sebrae com o Instituto Nacional de Moda e Design (IN-MOD). Além dos desfiles, as marcas também ganharam orientação para o negócio nos próximos 12 meses, um processo de aceleração que envolve consultoria e acompanhamento em gestão empresarial e de branding e consultoria em desenvolvimento de produto. A LED também foi a vencedora do concurso “Ready to Go”, no último Minas Trend, apostando em um design sem gênero definido e na moda urbana. As demais classificadas foram as marcas Borana (ES), Kalline (SC), Karine Foury (RJ) e Vankoke (RN). CÉLIO ALVES/DIVULGAÇÃO

A cantora Anitta (à esquerda) usou recentemente uma bota cor-de-rosa de couro com cetim de cano alto que abre ao chegar no quadril. O modelo diferenciado custa R$ 14 mil e conquistou também Kendall Jenner (à direita). Chamadas de waist-high, elas são resultado de uma parceria entre a marca Vetements e o designer espanhol Manolo Blahnik

Ferraz lança nova categoria no F*Hits 6 Alice De digital influencer sabemos que a empresária Alice

Ferraz sabe e muito. Agora, a mentora da plataforma F*Hits criou uma nova categoria batizada de “Designer Influencer”, com o intuito de reconhecer o trabalho de conteúdo e informação realizado por grandes nomes da moda. Para estrear a nova categoria, Alice convidou a estilista Carol Bassi, por seu conteúdo relevante em mostrar como usar as tendências da estação e compartilhar todo seu estilo de vida nas mídias sociais.

Um zíper em cada perna e um no meio da parte de trás marcam a calça jeans da Levi’s lançada recentemente, parceria com a Vetements, que já foi posta à venda por uma bagatela de US$ 1.715 ou seja, cerca de R$ 5.000. A calça já conquistou também celebridades como Rihanna e, acreditem se quiser, promete fazer sucesso no street style

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

FHITS/DIVULGAÇÃO

Um bumerangue assinado pela Chanel, lançado em maio deste ano, causou rebuliço das redes sociais. O artefato custava nada mais, nada menos que R$ 4.400. No mês passado, a grife Prada lançou no mercado um clipe de papel que custava “apenas” R$ 600


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crônica

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vida leve omo se não bastasse a desgraça do crack, mais cinco drogas da moda ameaçam nossos jovens: popper, champanhe rosa, GHB, NBOMe e K2. O sugestivo nome “popper” vem do barulho que a ampola contendo a substância fazia ao ser aberta. Isso em 1970. E agora, 50 anos depois, ela volta, com o mesmo nome, para ser consumida por uma juventude que não se cansa de buscar novas formas de obter um suposto prazer, que, no final, pode virar um pesadelo. Segundo matéria que leio na “Veja”, o champanhe rosa produz efeito parecido com o do ecstasy, outra desgraça que circula nas baladas, mas é ainda mais perigoso por ser encontrado sob a forma de cristais, dificultando o controle da quantidade a ser consumida. E tem também o K2, que até dois anos atrás só existia nos EUA. Sei disso porque há quase dois anos escrevi sobre ele nesta mesma coluna. “Trata-se de uma maconha sintética que vem se disseminando entre jovens de grandes metrópoles americanas. Uma mistura de ervas e substâncias químicas que trans-

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Laura Medioli laura@otempo.com.br

O poço é bem mais fundo ACIR GALVÃO

forma seus usuários em ‘zumbis’, iguais aos frequentadores de nossas cracolândias. De preço acessível, é encontrado por US$ 1 ou US$ 2, enquanto a maconha naquele país custa US$ 5. Sem querer ser pessimista, acredito que logo, logo essa praga chegará ao Brasil, assim como ocorreu com o crack e outras drogas” (O TEMPO, 27.9.2015). Pois é, chegou. Segundo matéria da “Veja”, seu efeito é 85 vezes, isso mesmo, 85 vezes mais potente que o da planta. Dá para imaginar tamanho desvario? Desconheço a origem do nome K2, mas, inevitavelmente, me transporto à famosa montanha do Himalaia de mesmo nome. Considerada a segunda maior do mundo, é também a mais perigosa – para cada quatro alpinistas que chegam ao seu topo, um morre. Mais ou menos como deve ocorrer com a nova droga, cujos dependentes, após êxtases e loucuras, despencam num precipício sem fim, sob os olhares perdidos de quem também embarcou nessa jornada. Outro dia, escutei de minha cozinheira: “Laurinha, hoje, no ponto de ônibus, tinha uns seis meninos fumando crack e maconha. E, no meio deles, uma menina

que devia ter uns 10 anos”. Não é difícil imaginar o destino dessas crianças. Dificilmente chegarão aos 30 anos. A garota, com seu corpo de menina, provavelmente, em pouco tempo, carregará no ventre, ainda em formação, outra criança. Sem condições físicas e psicológicas, seu fardo será pesado. Mães e filhos do vício. E vem aquela sensação de impotência perante uma força que desconhecemos. O poço das drogas é bem mais fundo do que imaginamos. Além das vítimas, faz desmoronar a família, o trabalho, a dignidade. “Democrática”, ela atin-

ge todas as raças e classes sociais, muitas vezes num caminho sem volta. O filho de uma amiga, jovem de classe média-alta, vem me contar das novas modas nas baladas. Assustado com a quase morte de um colega, repreende os companheiros que não se satisfazem apenas com bebida e entram de cabeça nas chamadas “drogas sintéticas”, muitas vezes adulteradas, trazendo riscos ainda maiores. “O cara fica muito doido, não quer parar de dançar, fala sem parar e ainda mistura com álcool, potencializando os efeitos”, me expli-

ca com precisão o que vivencia em alguns fins de semana com a turma. “Um conhecido meu estava tão maluco e agitado que, de repente, caiu no chão tendo convulsões. Ou levou gato por lebre, ou, então, misturou demais... As pessoas andam meio sem noção”. Continuo dando corda ao assunto. Pergunto se os pais desconfiam que seus filhos estejam consumindo alucinógenos. Ele me diz que a maioria, não. Acreditam que aquela ressaca, no dia seguinte, tenha sido consequência da mistura de bebidas. Alertar os filhos sobre as

drogas é importante. Aproveitar a deixa de uma matéria, um filme ou um noticiário na TV talvez seja o momento ideal para introduzir o assunto, demonstrando com exemplos e fatos concretos os riscos e os prejuízos que elas podem acarretar. Não em tom de repressão, mas numa linguagem simples, direta, de quem também já foi jovem um dia e sabe das curiosidades e das tentações. Afinal, qual jovem nunca tomou um porre ou experimentou um baseado? Poucos, garanto. Por isso, a atenção e a participação dos pais, principalmente com os adolescentes, devem ser uma constante. E, antes de xingar ou reprimir seus filhos, deveriam conversar, com calma e naturalidade, porque um bom diálogo pode valer bem mais que uma bronca homérica. Alertá-los de que a subida para o mundo das drogas não é longa, mas o precipício que se segue a ela, além de profundo, pode ser fatal. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


TEREZA TORRES/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

WCinco mais. Cinco roteiros levam a fazendas incomuns no mundo. Página 12 WOrlando. Realidade virtual em montanha-russa é a ‘big’ atração. Páginas 4 e 5 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 29/7/2017

Outro lado da Bahia Entre o rústico e o sofisticado, Praia do Forte e Imbassaí demonstram sua consciência ambiental; Grand Palladium é o luxo no meio do caminho. Páginas 6 a 10


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

sala vip W

Texas em Belo Horizonte Uma comitiva do Texas, Estado norte-americano, esteve em Belo Horizonte para capacitar os agentes de viagens a vender o destino. O evento aconteceu no hotel

Hilton Garden Inn. Entre os atrativos texanos estão compras com reembolso de impostos, as praias da Costa do Golfo, a região das colinas, as planíciesde Panhandle,as flo-

restas em Pine Woods, a região dos lagos, vinícolas, parques estaduais, a experiência na cultura country em Forth Worth e metrópoles como Dallas, Austin e Houston.

Nicole Nanci (Texas Tourism no Brasil), Tomas Rey (receptivo Rey Royal), Fernanda Pucciarelli (Texas Tourism no Brasil), Simone di Sa (American Airlines), Morgan Taylor (Tourism Texas), Carolyn Petty (Tax Free), Estela Martinez-Stuart (Fort Worth) e Eduardo Genekian (CWW Travel) FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Bruno Sousa (Visual), Maxwell Silva (Master Turismo), Celso Borges (Viagens Master) e Rafael Souza (Master Turismo)

Raphael Viola (Z9 Viagens), Diogo Queiroga (Van Holland), Paulo Morais (Esfera) e Caroline Ferreira (Nascente Turismo)

Thalita Ribeiro (Ibiza Turismo), Sueli Diniz (Destaque), Fernanda Addor (LCN Turismo) e Luiz Poletta (Travel Consultant)

Fabiana Freitas (Certa Viagens), Luciana Barbosa (Leroy Viagens), Cristina Bertu (Bertur) e Valéria Abreu (PVT Turismo)

Gilda Caldeira (Speed System), Itália Diniz (Master Turismo), a dupla Lauro Fonseca e Renzo Rocha (agência Volf Turismo)

Leandro Moreira e Ian Souza (Nortsul Viagens e Turismo), Paulo Medina (Snow) e Marcella Martins (Mappa Turismo)

FOTOS DENISE ANDRADE/DIVULGAÇÃO

Smiles Como doar

Milhas do Bem

Acesse o link www.smiles. com.br/milhas-do-bem para conhecer as organizações beneficiadas.

apoiam ações sociais

Entre no Shopping Smiles, clique em Milhas do Bem e, em seguida, no logo da instituição que receberá sua doação (cada projeto terá uma cota, em milhas, para implantação).

Programa de fidelidade da Gol (e demaisparcerias) compartilha com os clientes ajudaa entidades que assistem criançase adolescentes Tânia Ramos taniaramos@otempo.com.br

Com mais de 20 anos de história, o hoje multifidelização Smiles, o programa de relacionamento da Gol (e de companhias parceiras) com seus clientes, acaba de dar um importante passo no quesito responsabilidade social. Na última terça-feira, a empresa lançou o projeto Milhas do Bem Smiles, em que, a cada milha doada pelos passageiros, ela doa mais uma milha à instituição selecionada pelo cliente, visando

“oferecer um destino melhor para crianças e adolescentes, a partir de investimentos em educação, empreendedorismo e gestão”. A ideia é “transformar milhas em sorrisos”, aposta Leonel Andrade, o CEO do Smiles, que, criado em 1994 como programa de milhagem da extinta Varig, foi absorvido pela Gol e, desde 2013, virou uma empresa independente, atualmente com 12,3 milhões de membros. E, de lá pra cá, ampliou seu raio de ação, com parcerias com bancos, administradoras de cartões, redes de varejo, hotéis,

No lançamento: Michele Cunha (Instituto Reação), Loraine Ricino (Smiles), Angela Brant (Rede Cruzada), Carlos Meismith (presidente da Cepac), Leonel Andrade (Smiles), Dalton Pastore (presidente da ESPM), Maria Elena Johannpeter (Parceiros Voluntários), Mariana Carvalho (Junior Achievement) e Daniela Frade (Smiles), em pé; Jorge Gerdau (empresário), Flávio Canto (Instituto Reação), Pedro Lins (prof. Fund. Dom Cabral) e Antonio Batista (presidente Fund. Dom Cabral) agachados

locadoras de carro, postos de combustível e até editoras, o que garante aos clientes uma maior variedade de acúmulo e resgate de milhas.

Projeto social O foco do projeto, segundo Andrade, “é fazer com que os clientes não percam suas milhas”, transferindo-as para as instituições selecionadas, “de forma transparente, já

que todo o processo é online”. Inicialmente, serão beneficiadas sete instituições, sendo seis como responsabilidade social: Cruzada, Instituto Reação, Parceiros Voluntários, Junior Achievement, Fundação Dom Cabral e ESPM Social, além de mais uma como voluntariado, Cepac, e Junior Achievement e Parceiros Voluntários, que atuam nas duas modalidades.

Para o projeto de voluntariado, a Smiles vai doar horas de trabalho mensais dos quase 50% dos colaboradores da empresa que se inscreveram.

O CEO do Smiles, Leonel Andrade, reuniu colaboradores de altíssimo nível


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Passeio (I)

Réveillon na Ilha da Madeira A Saint Germain Turismo & Atrium Turismo tem pacote para o réveillon na capital da ilha da Madeira, Funchal, com parte terrestre a partir de € 1.490 (+ taxa de remessa) e aéreo a US$ 1.595 (+ taxas). De 27/12 a 4/1, o pacote, em ap. duplo ou triplo com café, inclui quatro dias em Funchal, com tour panorâmico por Curral das Freiras e Monte na ilha da Madeira, jantar típico e ceia de Ano-Novo, e três em Lisboa, com tour panorâmico por Lisboa, Sintra, Cabo das Rocas, Cascais e Estoril. Mais informações: (31) 2129-8032. TURISMO DA MADEIRA/DIVULGAÇÃO

Passeio (II)

Festa do vinho em agosto Não é segredo que os vinhos portugueses são famosos no mundo todo, mas na ilha da Madeira a tradição ganha vida na Festa do Vinho, que, neste ano, será de 27/8 a 10/9, época da vindima.Toda a ilha fica em festa, mas é Funchal que se transforma na Vila do Vinho, onde visitantes e moradores podem degustar os produtos e saborear os pratos típicos harmonizados com os vinhos locais.

turismo

Orlando

Realidade virtual em aventura sobre trilhos Parque SeaWorld de Orlando reinventa a clássica montanha-russa Krakencomimersão digital em universomitológicosubaquático Cristina Massari Agência O Globo

Não basta estar de ponta-cabeça e em alta velocidade. As atrações radicais dos parques temáticos entraram na era da Realidade Virtual. Kraken, um clássico do SeaWorld em Orlando, agora, além de proporcionar sensações intensas de uma montanha-russa que vai a 45 m de altura e atinge 105 km/h, ganha dose extra de emoção com um filme de realidade virtual. É a primeira do gênero na Flórida, mas os parques Six Flags já oferecem esse recurso em algumas unidades de sua rede, como em Los Angeles, na Califórnia; Baltimore-Washington DC; e San Antonio, no Texas. Com os óculos de RV, o visitante abre mão de apreciar o visual do parque e mergulha no universo mitológico de criaturas marinhas de Kraken Unleashed. Se preferir, pode dispensar o acessório e curtir os trilhos à moda antiga. Ou voltar às montanhas-russas tradicionais e não menos radicais, tanto no SeaWorld como no Busch Gardens, em Tampa. Nelas não faltam loopings, quedas radicais e al-

ta velocidade para conferir emoção sobre trilhos, seja no suave flanar das arraias de Manta; ou em Mako, a mais alta (61 m), rápida (118 km/h) e longa (1,451 km) de Orlando. No Busch Gardens, destacam-se entre as atrações radicais Kumba, Montu e Cheetah Hunt (que te transporta a um suave passeio na velocidade do

Shows no verão As noites de verão do SeaWorld estão animadas pelo festival Electric Ocean, com performances diversas, dança, música eletrônica e fogos de artifício, além do Summer Nights. Outra novidade é o Pop Bubble Show, no Nautilus Theater, apresentado pelo artista Fan Yang, especialista em criar bolhas de sabão. No Busch Gardens, o espetáculo de patinação no gelo “Turn It Up!” está em cartaz no Moroccan Palace. SEAWORLD/DIVULGAÇÃO

Na água, criatura circula na Kraken Kelp Forest, no filme derealidade virtual criado para a nova atração

CRISTINA MASSARI/AGÊNCIA O GLOBO

Kraken, o monstro das profundezas, está à solta!

Sete Lagoas

Gula Festival de Food Trucks O Gula Festival de Food Trucks acontece em Sete Lagoas, nos dias 5 e 6/8, das 11h às 20h, no estacionamento do Shopping Sete Lagoas (av. Otávio Campelo Ribeiro, 2.801, no Eldorado). Estão previstos mais de 20 food trucks e shows com Legião V, Mash Up Leo Ferreira, Rockfield e U2 Cover Brasil, além de área infantil. Ingressos (+ 1 kg de alimento) antecipados em www.gulafestival.com.br.

guepardo). Isso sem falar no voo de Falcon’s Fury, em queda de 102 m a 96 km/h.

Orca: sessão extra com o treinador e o animal é uma novidade em Orlando

Quem circula pela International Drive, em Orlando, vê os trilhos das montanhasrussas do SeaWorld quase se confundirem. Em tom azulesverdeado e suportes amarelos, Kraken Unleashed ganhou cores brilhantes na entrada. E, no portal, o que parecia ser uma enguia foi transformado em tentáculo de polvo gigante. Na fila, TVs mostram passageiros com óculos de Realidade Virtual (RV), nos três carrinhos, com oito fileiras de quatro lugares. Diante de ca-

da assento, um estojo guarda os óculos especiais com fones de ouvido acoplados. Em dia de longas filas em brinquedo que é novidade no parque durante temporada de férias, a espera pode prolongar-se. Mas, passar pela experiência inusitada de assistir a um filme de realidade virtual sincronizado ao percurso de uma montanha-russa é algo de que não se esquece facilmente. “A realidade virtual é um grande recurso, porque você nunca vai, de fato, se depa-

rar com um Kraken ou um peixe gigante do tamanho de uma casa. A razão pela qual as pessoas enjoam é quando o conteúdo não é sincronizado perfeitamente com os movimentos do corpo. Quando você vira de ponta-cabeça ou gira no carrinho, o que é visto na tela tem que combinar exatamente com o movimento do corpo. É isso que faz a experiência mais confortável”, explica o gerente de experiência e design do SeaWorld Parks & Entertainment, Erik Essig.


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SEAWORLD/DIVULGAÇÃO

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De pernas para o ar, passageiros usam óculos de realidade virtual na nova versão da montanha-russa

CRISTINA MASSARI/AGÊNCIA O GLOBO

Crianças e adultos se divertem

Crianças se divertem no The Play Park, a área infantil do Florida Mall

SeaWorld Orlando Hospedagem. Hotéis parceiros oferecem entrada antecipada, descontos em restaurantes e transporte aos parques SeaWorld, Aquatica e Discovery Cove. Springhill Suites Orlando at SeaWorld (bit.ly/2torult): diárias a US$ 74. Ingressos. US$ 79,99 ou US$ 109,99 (2 parques: SeaWorld, Aquatica, Busch Gar-

dens ou Adventure Island Tampa Bay). Discovery Cove: a partir de US$ 169 (com alimentação). seaworldparks.com Orca. Os shows com animais ganharam um tom mais educativo: o novo Killer Whale Up-Close Tour é uma sessão interativa de 45 min (US$ 79) com uma orca, em que o treinador informa sobre seu comportamento.

Se você estiver com a criançada no Busch Gardens, em Tampa, não perca a área da Sesame Street, com teatro e brinquedões; e em Orlando, o verão é boa pedida nas piscinas do Aquatica e do Discovery Cove, ou para brincadeiras no Shamu’s Happy Harbor, do SeaWorld. Entre um parque e outro, onde não faltam atrações para os pequenos, shoppings como o Florida Mall também têm diversão para as crianças enquanto os pais satisfazem os impulsos consumistas. Ele inaugurou em maio a área infantil The Play Park, espaço interativo com atividades recreativas, pinturas de rosto, performances de atores com pernas de pau e caracterizados como personagens populares de contos clássicos. Na mesma área, estão CrayolaExperience, com atividades para colorir, e o espaço dedicado à animação “Thomas e Seus Amigos” (perto da loja Dick’s Sporting Goods). O mall ainda tem algumas das lojas favoritas da criançada, como M&Ms World e American Girl (onde brincar de boneca é coisa seríssima). Já no Vineland Outlet, a It’Sugar diverte com balas em embalagens criativas e engraçadas. Está lá também a Disney’s Character Warehouse.


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turismo

Bahia

Costa (I)

Resort em uma reserva Bem no início da Linha Verde, instalou-se um dos melhores e mais bem-estruturados resorts da Costa dos Coqueiros, o Grand Palladium Imbassaí, numa reserva ambiental preservada de 57 mil metros quadrados, a uma distância de 63 km do aeroporto de Salvador.

Imbassaí, na língua tupi-guarani, significa “caminho do rio” IURI BARRETO/DIVULGAÇÃO

Consciência ambiental nos rastros das tartarugas-marinhas TEREZA TORRES/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Praia do Forte e Imbassaí ensinam aosvisitantesqueépossívelcombinar turismoedesenvolvimentoeconômico deforma correta e sustentável Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Costa (II)

Atrativos diversificados Esse cenário de conforto e sossego é ponto de partida para se visitar os vilarejos de Praia do Forte, Imbassaí e Vila de Diogo, o Castelo de Garcia d’Ávila, o Projeto Tamar, a Fundação Imbassaí, as piscinas naturais de Papa Gente e a praia de Santo Antônio.

Como chegar De avião. Pela Gol, a passagem de ida e volta de Belo Horizinte a Salvador custa a partir de R$ 714,83. Pela Azul, o bilhete sai a partir R$ 784,63. Pela TAM, a passagem custa a partir de R$ 864,83. As tarifas foram pesquisadas para a primeira quinzena de setembro, com taxas.

Entre a Praia do Forte e a Costa do Sauípe, no litoral ao norte de Salvador, emergiu nas últimas décadas uma região pontuada por resorts e elevado grau de consciência ambiental. O bichinho responsável por esse interesse em preservar a natureza é a tartarugamarinha, que escolheu essa porção do litoral para desova. Ali, há 37 anos, instalouse uma das 25 bases do Projeto Tamar no país, programa responsável pela pesquisa e pelo monitoramento de cinco espécies de tartarugas-marinhas ameaçadas de extinção.

Esse pedaço paradisíaco do litoral, além das tartarugas-marinhas, que desovam de setembro a março, depara-se com praias de areia branquinha e águas mornas, emolduradas por coqueirais a perder de vista, vilarejos, ruínas históricas, piscinas naturais, trilhas na Mata Atlântica e rios que serpenteiam florestas e mangues até desaguar no oceano Atlântico. Para chegar até lá, pega-se a estrada do Coco e, na sequência, a Linha Verde, estradas paralelas ao litoral, em um trajeto de aproximadamente uma hora e meia. Diferente de Porto Seguro, no litoral sul, e Porto de Galinhas, em Pernambuco,

Tartaruga-marinha em tanque no Projeto Tamar, na vila de Praia do Forte

a Costa dos Coqueiros não foi invadida pelo turismo de massa. As vilas – diferentes uma das outras – resistiram à pressão do crescimento desordenado e mantiveram rusticidade, os quiosques foram banidos das praias, as construções

são mais baixas que os coqueiros, o comércio não polui as fachadas, e o turista, mesmo o desavisado, descobre em muito pouco tempo que precisa respeitar regras, entre elas não se aproximar das áreas demarcadas de desova.


turismo

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RITA BARRETO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Praia de Imbassaí: uma península entre o rio e o mar

Banho na água doce e salgada Distrito de Mata de São João, Imbassaí e Praia do Forte são destinos distintos – e até complementares – em muitos sentidos. O charme de um (Imbassaí) é a completa rusticidade; o do outro (Praia do Forte) é o charmoso centrinho com ar sofisticado. Um ainda ressente de fama (Imbassaí; o outro tem turistas de sobra (Praia do Forte). Se em Praia do Forte, a prainha mais sossegada está a menos de 15 minutos de caminhada, em Imbassaí é preciso atravessar a

ponte de madeira que cruza o rio, apanhar uma jangada, pagar apenas R$ 2,50 pela travessia e seguir por dez minutos até a praia no encontro do rio com o mar – na verdade, uma península formada pelo rio que corre paralelamente ao mar. A foz é onde se reúnem os nativos, os turistas e as barracas de praia. Uma dica é a barraca Porto da Jangada, 200 m à esquerda da praia, num lugar mais sossegado, que oferece boa estrutura com banheiro e redes. A dica é degustar uma

lambreta servida na panela de barro ou um catado de siri. Na volta, contrate um passeio pelo rio Imbassaí para completar o tour.

Passeio de bike Nos últimos anos, Imbassaí mudou pouco em termos de urbanização, mas a ganhou 6 km de ciclovia e pista de corrida. Você ainda pode alugar uma bike que comporta até quatro pessoas ou aproveitar sua permanência na praia praticando algum esporte. Barracas alugam

caiaque e stand-up paddle – a remada em pé em cima da prancha de surfe. Na volta ao vilarejo, no fim da tarde, delicie-se com vermelho assado na brasa com banana-da-terra no restaurante Zoião, que serve bem duas pessoas, experimente os hambúrgueres artesanais, crepes e quitutes do Merendeira, em espaço com decoração sustentável e aconchegante, ou um ensopado de badejo no simpático restaurante do Ceguinho a R$ 78.

Na fazenda

Perto, uma queda-d’água Uma ótima dica em Imbassaí está em uma placa indicativa na entrada do vilarejo, a cachoeira Dona Zilda. Localizada dentro da Fazenda Santo Antônio, o visitante paga uma taxa de R$ 2,50 para desfrutar das águas revigorantes de uma corredeira que forma uma pequena e aprazível queda- d’água formada pelas águas do rio Imbassaí, em meio a coqueiros, cajueiros e árvores nativas da restinga. TEREZA TORRES/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Onde comer (Imbassaí) Porto da Jangada: Barraca à beira-mar. Deguste a lambreta na panela de barro (R$ 20) ou um catado de siri (R$ 22).

Restaurante do Ceguinho: Rua da Igreja, s/n. Experimente a moqueca de camarão (R$ 79) para duas pessoas.

Restaurante Zoião: Dunas Imbassaí, s/n. Peixe e frutos do mar. Experimente a moqueca de lagosta com camarão e polvo (R$ 90) para duas pessoas.

Merendeira. Rua Principal, s/n. Cardápio com sanduíches, crepes e quitutes. R$ 18 (crepe) e R$ 12 a R$ 19 (hambúrguer artesanal). RESTAURANTE ZÓIÃO/DIVULGAÇÃO

Especialidade do Restaurante do Zoião: peixe vermelho assado na brasa com banana-da-terra (R$ 100, para duas pessoas)

TEREZA TORRES/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Turista caminha solitário pela estreita península de areia formada entre as águas do rio Imbassaí e o mar IURI BARRETO/DIVULGAÇÃO

Instituto é braço da Reserva de Imbassaí Entre os aspectos importantes de Praia do Forte e de Imbassaí estão a consciência ambiental e a inclusão social. Antes mesmo de ser construído, o Grand Palladium já era o principal mantenedor do Instituto Imbassaí, Organização Não Governamental (ONG) sem fins lucrativos, que existe desde 2005. Com sede na vila de Imbassaí, o instituto desenvolve projetos de inclusão social, como o Jovem Aprendiz, que forma de copeiros a gerentes de hotelaria, além de ministrar cursos. “Até hoje, o projeto já capacitou 1.500 jovens. É cerca de 80% da mão de obra da região”, afirma o presidente do Instituto Imbassaí, Francisco Oliveira. Outros projetos desen-

volvidos pela entidade são a horta nas escolas e a casa da farinha, ambos para a subsistência de famílias locais. No caso da casa de farinha, itens como bolos e biscoitos são produzidos à base de farinha de mandioca e comercializados na comunidade ou comprados pelo próprio instituto. A consciência ambiental é uma marca forte na região. Não se permitem barracas e ambulantes nas praias; as ruas são limpas, e o lixo, reciclado. Não se veem se placas poluindo fachadas ou luminosos. “Nossa grande riqueza é o meio ambiente, e hoje, na região, todos estão envolvidos com a educação ambiental”, comenta Oliveira, que já foi consultor da ONU em Moçambique.

Passeios (I) Receptivo: Grou Inf.: praiadoforte.grou.com. br ou (71) 3503-0707 Traslado Salvador/Praia do Forte: R$ 170 (ida e volta) Mangue Seco: R$ 160 City tour Salvador: R$ 100 Bahia Noite (Salvador + jantar): R$ 250 Mergulho com snorkel: R$ 45 Voo de parasail: R$ 120 Banana boat: R$ 165 Observação de baleias (julho a outubro): R$ 185 Jeep tour com Castelo d'Garcia e Reserva da Sapiranga: R$ 110 Trilha, canoagem e tirolesa na Reserva Sapiranga: R$ 135 Quadriciclo: R$ 270 (2 passageiros) * Preço por pessoa Táxi: Do Grand Palladium até Praia do Forte (R$ 60) e até Imbassaí (R$ 30) A 2 km de Vila de Diogo, a vila de Santo Antônio é um lugar escondido e ideal para fugir do estresse urbano


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turismo RITA BARRETO/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Vila de Diogo (I)

Escondida na Linha Verde Nas proximidades de Vila de Diogo está a isolada praia de Santo Antônio, na vila homônima, uma das mais belas da região, alcançada por uma trilha de 20 minutos que passa entre as dunas. O outro caminho é seguir a Linha Verde, e depois de atravessar o rio Imbassaí, seguir uma estradinha de barro batido e lascas de coco. A praia tem infraestrutura aos finais de semana, com barracas de palha servindo bebidas e petiscos, inclusive o acarajé da única baiana da área. IURI BARRETO/DIVULGAÇÃO

Praia do Forte

Castelo de Garcia d’Ávila: ruínas viraram uma fundação

O destino que deu muito certo Praia do Forte tem o charme e a atmosferasofisticada deBúzios (RJ)e Pipa (RN), mas comumplus, umnível de consciência ambientale muitos passeiosdiferenciados TEREZA TORRES/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Praia de Portinho: embarcações dividem espaço com turistas

Vila de Diogo (II)

Artesanato colorido de palha Na vilas de Diogo, ainda, pode-se comprar artesanato colorido de palha produzido pelos locais, como bolsas, chapéus e carteiras, vendidos também nas praias de Imbassaí e do Forte. No resort Grand Palladium, eles expõem seus trabalhos nas passarelas de acesso às vilas.

Paulo Campos

paulohcampos1@gmail.com

O charme de Praia da Forte está em seu centrinho. Na Alameda do Sol, a rua principal do vilarejo, enfileiram-se lojinhas, algumas até de grife, pequenos shoppings, restaurantes e sorveterias. Os locais oferecem passeio inusitado em tuk-tuk, o triciclo utiliSOMBRA DA MANGUEIRA/DIVULGAÇÃO

zado como transporte em países como Índia e Tailândia. O preço é um pouco salgado, em torno de R$ 70. Três passeios são recomendados na vila e nas redondezas. O mais próximo fica no fim da alameda, próximo à capela de São Francisco de Assis, em frente à praia do Porto. O Projeto Tamar (projetotamar.org.br) tem caráter educativo, principalmentepara as crianças. Se sua visita ocorrer entre janeiro e julho, pode assistir à soltura das tartaruguinhas na praia. A visita guiada passa por tanques com as principais espécies da região ameaçadas de extinção – tartaruga-cabeçuda, tartaruga-de-pente, tartaruga-de-couro, tartaruga-

verde e tartaruga oliva. Mas há mais para sever: os visitantes podem interagir (leia-se tocar) com arraias e observar peixes, moluscos e pequenos tubarões. Há inclusive horários específicos para assistirlhes sendo alimentados. Por mais R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia), você compra ingresso para o Yellow Sumarine, uma exposição que mostra animais marinhos que vivemnasprofundezasdooceano em um ambiente similar ao deles, uma cabine escura e fria, com temperatura em tornode15ºC.Oprogramatermina obrigatoriamente em uma lojinha com suvenires. A segunda melhor atração é visitar as piscinas naturais formadas pelo recifes na

maré baixa. A mais famosa é a de Papa-Gente, localizada em frente à praia do Lord. Há diferentes níveis de tamanho e profundidade. Pode-se alugar máscara e snorkel no Projeto Tamar. Como nas demais piscinas do litoral nordestino, podem-se observar cardumes de peixes. Para completar os passeios, o Castelo de Garcia d’Ávila é a referência histórica, até porque dá nome à Praia do Forte. Erguido em 1949, é umas das primeiras edificações portuguesas construídas no Brasil. No museu, você conhece a história do lugar, que já foi quartel militar e um dos maiores latifúndios do país – a propriedade abarcava da Bahia ao Maranhão.

Passeios (II) Projeto Tamar: Sede do projeto que protege as tartarugas. Ingressos a R$ 24 (inteira) e R$ 12 (meia). www.projetotamar.org.br Instituto Baleia Jubarte: Ingressos a R$ 10. Entre julho e outubro, operadores locais fazem passeios para observar mamíferos. www.baleiajubarte.org.br Reserva de Sapiranga. Trilhas em 600 ha de Mata Atlântica. R$ 10 por pessoa. Castelo Garcia d’Ávila. Única construção das Américas com estilo medieval. R$ 10. www.fgd.org.br

JOÃO RAMOS/SETUR-BA/DIVULGAÇÃO

Vila de Diogo (III)

Pequenos segredos gastronômicos

Melhor moqueca de toda a Bahia No KM 68 da Linha Verde, está a mais concorrida moqueca da região, no restaurante Sombra da Mangueira. O local é rústico, com mesas com toalhas feitas de chita na parte interna e de madeira debaixo de mangueiras na parte externa. A moqueca de camarão custa R$ 98, é acompanhada de pirão, arroz branco, farofa e pimentinha e chega à mesa borbulhando. O segredo da receita é o queijo derretido que “abraça” o camarão.

Tuk-tuk na Alameda do Sol, com a capelinha dedicada a Santo Antônio ao fundo

O mais legal na vila da Praia do Forte é bater perna na Alameda do Sol e ruas adjacentes, descobrindo seus pequenos (e preciosos) segredos. Depois que você aproveitou a prainha e visitou o Projeto Tamar e o Instituto Jubarte, está na hora de degustar os sabores no centrinho mais charmoso do Nordeste, que ainda mantém – apesar da aparente sofisticação – a atmosfera de vila de pescadores. Entre uma comprinha e outra, a pedida é um sorvete de mangaba, cajá ou umbu, frutas locais, na Sorvete-

ria do Forte, filial de uma tradicional sorveteria soteropolitana. Se pintar uma fome antes do almoço, a dica são as guloseimas do Tango Café (tangocafe.com. br), onde se encontram sobremesas, cafés, hambúgueres e salgados, ou as tapiocas da Casa da Farinha. Para refeições, duas sugestões de comida regional são os deliciosos camarões ou as moquecas do Sabor da Vila (sabordavila. com) ou a mariscada do Vila Gourmet (praiadoforte. org.br/vila-gourmet-do-sobrado). Mas você será cer-

tamente recomendado pelos locais a dar uma esticadinha de noite no Souza Bar (bardosouza.com. br), única balada da vila, e experimentar os bolinhos de peixe. Se sua opção é algo tradicional, a casa de massas mais concorrida é a 7 Pizzas (7pizzaspraiadoforte.com.br), com fina e saborosa massa caseira assada no forno à lenha, com sabores e nomes inusitados. O local tem iluminação baixa, decoração que remete a um antiquário e bom atendimento.


turismo

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FOTOS GRAND PALLADIUM/DIVULGAÇÃO

Hospedagem

Imbassaí com muito luxo, conforto e mimos Inaugurado em 2010, Grand Palladiumaprimora seus serviçospara fidelizar clientes; novo serviço proporciona momentosúnicos e inesperados aoshóspedes Paulo Campos

paulohcampos1@gmail.com

Não se preocupar com nada, nem mesmo em tirar a carteira do bolso. Nas férias, esse é o desejo de muitas famílias, especialmente daquelas com filhos: transformar momentos de folga em sossego, alegria e relaxamento. Esse é, talvez, o motivo que fez o all inclusive – sistema de hospedagem em que todas as refeições, bebidas e recreação estão incluídas na diária – espalhar-se por diversas praias do país nas duas últimas décadas. Na Costa dos Coqueiros, ao norte de Salvador, além das tartarugas, das belíssimas praias, das charmosas vilas e do

turismo ecossustentável, há também turismo all inclusive com muita qualidade e conforto. No Grand Palladium Imbassaí, o serviço vem acompanhado desde o mês passado de um plus, o Smile Services, departamento criado para proporcionar momentos únicos aos hóspedes, novidade que já está disponível nas unidades hoteleiras da rede no Caribe. O serviço é um jeito especial de proporcionar aos hóspedes momentos mágicos e inesperados como, por exemplo, um jantar à beiramar em uma ocasião especial, um reencontro entre amigos em uma situação única ou até uma situação inesperada. Uma das últimas aventuras do Smiles Serviçe foi

acordar uma criança que fazia aniversário em seu quarto com o Pido, um dos integrantes do “Raggs”. Mas outros momentos especiais ocorreram nessas férias, como uma serenata de sax à beira da piscina para dois casais, uma sessão de cinema exclusiva na boate do resort para uma família e um chá de bebê surpresa. Todos esses mimos exclusivos se somam a um all inclusive com qualidade, apartamentos extremamente confortáveis e muito espaçosos, uma gastronomia diferenciada, um serviço de spa renovado e investimentos da ordem de US$ 8 milhões em tecnologia e funcionalidades no complexo hoteleiro.

W Acesse www.grandpalladium.com.br

Zentropia (I)

Até massagem romântica

Suíte Premium: serviços diferenciados para clientes que pagam mais caro

O spa conta com 16 salas e cinco técnicas de massagens (profunda, relaxante, pés, craniana e shiatsu), além da cura de estresse e pedras quentes. A curiosidade é a massagem romântica para os casais em ambiente com velas e flores, além de frutas, chocolate e espumante.

Vilas: conforto sob medida

Tratamentos do spa são pagos à parte e custam entre R$ 160 e R$ 420, dependendo do tratamento

Praia do Grand Palladium

Bem no início da Linha Verde – a estrada litorânea que liga Bahia a Sergipe –, o Grand Palladium Imbassaí tem uma localização privilegiada: além de estar inserido em uma reserva ambiental, está no meio do caminho entre as vilas de Imbassaí (2 km) e Praia do Forte (12 km). De Salvador, percorre-se apenas 67 km em uma estrada duplicada. O gigante hoteleiro de bandeira espanhola não é propriamente um pé de areia, mas a praia pode ser

alcançada facilmente em uma caminhada ou por meio de jardineiras ou carrinhos elétricos. Mas é o único resort do litoral brasileiro com infraestrutura (leia-se restaurante, bar e área exclusiva) serviço de praia. O Grand Palladium concorre na faixa de luxo. Seus pontos fortes são 654 suítes espaçosas e com decoração similar, com cama king size, secador de cabelos, arcondicionado, ventilador de teto, minibar com reposição diária, cafeteira, TV 32

polegadas, MP3 player com despertador, ferro com tábua de passar, internet, sala de estar com sofá, varanda, banho com jacuzzi (hidromassagem). Alguns deles podem ser conectados para atender famílias maiores. Se quiser um pouco de sossego, recomendam-se as vilas 13, 14, 21 e 26,mais distantes do movimento da área da piscina. Quem não se importa com o burburinho, as vilas 11, 12, 22 e 23 estão praticamente de frente para a piscina. Mas o nível de conforto é praticamente o mesmo. Há, inclusi-

Apenas para adultos, foi criada uma vila, a de número 21, que fica próxima a uma piscina exclusiva

ve, 15 suítes adaptadas para pessoas com deficiência. Dessas vilas, a de número 23 é a top. Quem se hospeda ali paga mais caro, mas tem como contrapartida minibar VIP, concierge para agendamento de jantar nos restaurantes gastronômicos, serviço de quarto com horário estendido, menu de travesseiros, DVD e acesso às áreas úmidas do spa, além de desconto de 30% nas massagens e nos tratamentos. No Zentropia Spa, um complexo na área externa com piscinas com hidromassagem, caminho com pedras quentes, banho gelado e jacuzzi quente são liberados para os hóspedes. Os demais tratamentos na área interna do spa são pagos à parte.

Janela de correr entre a banheira e o quarto.

Zentropia (II)

Tratamentos para crianças As crianças, entre 4 e 12 anos, também têm um spa voltado para elas, com serviços como massagem nas pernas, nos pés e nas costas, hidratação no rosto, manicure e pedicure, polimento de mãos e pés, além de penteados coloridos e tatuagens temporárias (que não machucam a pele).


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turismo FOTOS GRAND PALLADIUM/DIVULGAÇÃO

Baiana

Culinária picante e diferente Viajar à Bahia e não degustar sua culinária baiana é praticamente um sacrilégio. Essa gastronomia é para deixar qualquer um desassossegado. Acarajé, vatapá, bobó de camarão, abará, moqueca, tudo com muito azeite de dendê, leite de coco e pimenta (das bravas). Na área da piscina, imperdível é o quiosque que serve diariamente, a partir das 11h, acarajé feito na hora por uma baiana devidamente caracterizada.

Kids

Diversão para crianças Um parque aquático infantil com piscina temática é o atual hit para para os pequenos. O Grand Palladium ainda tem um baby clube, para crianças de 0 a 3 anos, e serviço de baby-sitter, que pode ser contratado à parte. O Kid’s Club tem atividades para crianças dos 4 aos 12 anos. Já o teen club conta com uma estrutura invejável de jogos, videogame e karaokê para asdolescentes, que dá até vontade de ficar por lá.

Gastronomia

Do japonês ao mediterrâneo Um dos pilares do all inclusive é umaculinária quetransita pordiversas culturas;no Grand Palladium Imbassaí, sãotrêsos restaurantes temáticos Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Um dos pilares de resorts all inclusive é a gastronomia. No Grand Palladium, ela tem um toque espanhol. Tortilhas, paellas e fideuás, pratos típicos da Espanha, misturam-se a outros da culinária baiana e internacional com desenvoltura. Come-se um pouco de tudo, sem restrições. No café da manhã, por exemplo, pode-se degustar tapioca e tapas na mesma proporção. A gastronomia do Grand Palladium conta com seis restaurantes, sendo três à la carte, dois bufês e na praia. Mas a grande sacada são os à la carte, temáticos, que precisam de reserva antecipada: o japonês Sumptuori, a churrascaria Bahia & Brasa e o Portofino, inaugurado há um ano, com foco na culinária do Mediterrâneo.

Mediterrânea A cozinha mediterrânea tem a sazonalidade como característica, passando por países europeus como Itália e Espanha, além da África e da Ásia. O cardápio, com muitos legumes, verduras, cereais, peixes e frutos do mar, já é adotado nos restaurantes dos resorts da rede na Europa e no Caribe. “A incorporação da cozinha mediterrânea em Imbassaí faz parte

da cultura gastronômica do grupo”, afirma o diretor geral, Jesus Zalvidea. Para almoço e jantar, há restaurantes com bufês variados (Oxum e Agda), separados por uma passarela. Mais pertinho da piscina, o Oxum ainda serve chá até as 17h. Já no Agda, baianas dão as boas-vindas no café da manhã. O restaurante também oferece jantares temáticos. O hóspede se permite o luxo de comer um camarão preparado na hora ou tomar um prosecco enquanto degusta uma lagosta.

24 horas Para que seu copo nunca fique vazio, carrinhos lotados de bebidas circulam pela área de piscina de tempo em tempo com cervejas e água de coco. Se bater fome na madrugada, o Sporting Bar – com decoração inspirada no futebol e TVs exibindo jogos do Brasileirão – oferece snacks, petiscos e bebidas. O bar mais charmoso do resort, o Bossa Nova, em estilo lounge, brinda o hóspede com um cardápio com doces e coquetéis. Os pequenos também têm um menu só para eles, inclusive com guloseimas nas sobremesas, como jujubas, marshmallows, balas de goma e pirulitos.

Ambinte do japonês Sumptuori; temáticos só abrem à noite

Quem leva Operadora: Viagens Master Informações: Consulte seu agente de viagens Pacote: Com aéreo, sete noites de hospedagem e traslado no período de réveillon. Assistência de viagem é opcional Preço: A partir de R$ 6.362,60 por pessoa em apartamento duplo Lagosta grelhada, uma das iguarias servidas nos restaurantes do Grand Palladium

Beira-mar

Serviço de praia único na Bahia A poucos metros do mar está o Dunas Beach Bar, quiosque com barmans que preparam drinques. A cerca de 100 m da praia, especialmente para aquele hóspede que não quer perder o solzinho da manhã, o restaurante Beach Club serve um almoço com limitação de menu. Um detalhe: o mar em frente ao resort não é dos mais tranquilos e tem ondas fortes, mas a praia é praticamente privativa.

O Palladium Hotel Group tem 24 unidades no mundo, em destinos como Ibiza, Maiorca, Barcelona, Madri, Valência, Oviedo, Punta Cana, Jamaica Córdoba e Sevilha

Restaurante Beach Club


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 29 de julho de 2017


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turismo TAHITI TOURISM/DIVULGAÇÃO

Ilhas Virgens

Pimentas e almoço típico Como parte de seu programa Gourmet Explorer Tours, a companhia de cruzeiros Regent Seven Seas Cruises oferece visita a uma fazenda biodinâmica em Tortola (área oriental das Ilhas Virgens), que cultiva pimentas no Caribe. Na fazenda Good Moon, na baía de Trellis, onde conhecem-se as espécies de pimenta ali cultivadas, o proprietário Aragorn oferece um almoço ao estilo da ilha, com smoothies de fruta da cultura Rasta, peixe e vegetais grelhados e sobremesas de frutas. Informações: https://pt.rssc.com/ ships/seven_seas_explorer/ culinaryartskitchen/. GOOD MOON/DIVULGAÇÃO

Fazendas

Roteiros nada convencionais Para quem quer ver de perto a criaçãoou oprocessamento de ostras,doce deleite, caviar, pimenta e azeite,além de delicadas borboletas Da redação Ostras, borboletas, doce de leite, caviar e pimenta. Quem achou que se trata de ingredientes de alguma receita gourmet – um pouco extravagante, é claro – enganou-se completamente. Esses são itens cultivados em fazendas nada convencionais pelo mundo, onde é possível o turista agendar uma visita para conhecer suas produções, assim como experimentar suas iguarias. Um pool de empresas e

órgãos do setor turístico (Regent Seven Seas Cruises, Interpoint Viagens e Turismo, Enjoy Punta del Este, Cap Amazon, Botanique Hotel & Spa e Turismo do Tahiti) fizeram uma seleção de fazendas diferentes para serem visitadas – e não estamos falando de fazendas que “cultivam likes” na China. Em tempo: a “fazenda de cliques” chinesa usa mais de 10 mil celulares para avaliar produtos em sites, transformado-os em sucesso na internet.

Pérolas negras do Taiti Polinésia Francesa. A Polinésia Francesa é o lugar que mais produz pérolas negras no mundo – esse nome, aliás, deve-se à ostra perolífera Pinctada Margaritifera, de lábio negro, mas a palheta de cores das pérolas do Taiti vai do branco puro ao negro mais profundo, passando por tons de cinza, verde, azul, lilás, bronze e até dourado. O cultivo dessas pérolas começou em 1965 na ilha de Manihi, no Taiti. Na

ROYAL CAVIAR COMPANY/DIVULGAÇÃO

lagoa de mesmo nome, famosa por suas ostras, surgiu a primeira fazenda de pérolas. Hoje, há uma infinidade delas em Manihi. Visitálas, então, consiste numa experiência singular, que possibilita compreender o incrível trabalho para se obter essa joia preciosa, a verdadeira materialização da beleza das lagoas do Taiti. Saiba mais em: www.tahiti-turismo.com/sobretahiti/cultura/as-black-pearl-do-tahiti/.

BUTTERFLY FARM/DIVULGAÇÃO

Borboletas No Caribe. A Cap Amazon Tropical Marketing sugere uma visita à fazenda das Borboletas, em St. Martin, no Caribe, onde centenas de espécies de todos os cantos do mundo, em diversas cores e formas, flutuam por um jardim tropical, com cachoeiras, piscinas cheias de peixes e uma música relaxante de fundo. Numa estufa, de 900 metros quadrados, os criadores, com o suporte de cientistas, salvam espécies em extinção. Lá tem ainda loja de suvenires. Inf.: www.thebutterflyfarm.com.

Brasil

Degustação de azeites de oliva O CEO do Botanique Hotel & Spa, em Campos do Jordão, sugere aos hóspedes uma visita à fazenda Santo Antonio do Bruge para conhecer a produção de azeites, da marca Oliq, com direito à degustação de variedades cultivadas em São Bento do Sapucaí (SP), situado na serra da Mantiqueira, entre os Estados de São Paulo e Minas Gerais. Os blends Oliq exploram a complexidade de sabores que traduzem o terroir dessa singular região serrana. Mais informações nos sites www.oliq. com.br e www.botanique. com.br. OLIQ/DIVULGAÇÃO

FAZENDA LAPATAIA/DIVULGAÇÃO

Doce de leite

Caviar no deserto Abu Dhabi. A maior fazenda de caviar do mundo fica no deserto de Abu Dhabi. Em um roteiro de sete dias na capital dos Emirados Árabes Unidos, a Interpoint Viagem e Turismo inclui uma visita à Royal Caviar Company, fazenda aquática indoor

onde é possível acompanhar o processo de produção mais tecnológico do mundo dessa glamurosa iguaria, em um ambiente improvável. Saiba mais em: https://blog.interpoint.com. br/2015/01/27/historica-e-moderna-abu-dhabi/.

JOHN GILLIS COMPANY/DIVULGAÇÃO

Punta del Este. Em Punta del Este, um roteiro sugerido aos hóspedes do Enjoy é uma visita à fazenda onde se produzem os doces de leite Lapataia. Na fazenda, que ainda tem arvorismo, passeios a cavalo, pônei, charrete e animais, além de kids club, o visitante pode conhecer a produção do doce de leite e curtir o Salon de Té, onde se degustam várias delícias, como a panqueca de doce de leite. Aberta a visitas só no verão. Inf.: www.lapataiapuntadeleste.com e www.conrad.com.uy.

Ostras canadenses Charlottetown. Os passageiros da Regent Seven Seas Cruises com destino a Montreal podem participar, em Charlottetown, na ilha Prince Edward, de um incrível pas-

seio com a curadoria de John Gillis, que vem colhendo ostras por toda sua vida e adora dividir essa paixão (e negócio). Na fazenda da empresa, banhada pelo rio Pinette, ele

conduz uma degustação em que ensina ao turista a perceber a diferença entre ostras padrão e aquelas selecionadas e como abri-las com segurança. Inf.: pt.rssc.com.


WAvaliação. Corolla 2.0 XRS atrai pela roupa de carro esportivo. Páginas 16 e 17

FORD/DIVULGAÇÃO

WMoto. Honda Biz 110i prova que é ágil, econômica e resistente. Páginas 22 e 23 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 29/7/2017

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Fôlego extra FordlançaonovoEcoSport;veteranoSUVrecebeequipamentoseatualizaovisual.Páginas 18e 19


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

interCâmbio

Sem trocar as marchas Um exemplo do amadurecimento do mercado automotivo está em seu crescimento sustentado. Infelizmente, o tempo de “vacas gordas” no Brasil ficou em um passado recente. De três anos para cá, nossa economia entrou em forte recessão, o que fez com que as vendas se retraíssem, os negócios se inibissem e o exponencial aumento na venda de veículos zero-quilômetro se estancasse. Contudo, um avanço pode ser comprovado na democratização de oferta de câmbios automático e automatizado para automóveis compactos, tanto os de entrada na gama de produtos das montadoras quanto as versões com acabamento diferenciado e preço final mais alto. Esse novo panorama mostra a quantas anda o Brasil em relação a outros países muito

mais evoluídos economicamente. Quem tem ligação com o tema sabe que, nos Estados Unidos, o câmbio automático predomina desde sua introdução nos anos de 1950. Aqui vale uma observação. Nossa herança automobilística é europeia, e não americana. Ou seja, quando começamos nossa caminhada produzindo nossos próprios veículos, veio da Europa o “manual de instruções” para ser seguido. E como naqueles tempos era a esportividade que ditava as regras por lá, a adoção do câmbio manual era o mais adequado. Enquanto em Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e Itália (para ficar nos países de maior volume) circulavam carros mais compactos de pegada esportiva e câmbio manual, nos EUA imperavam as beberronas “banheiras” com transmissão automática. Mas essa realidade está

mudando. Não custa refrescar a memória do (a) amigo (a) leitor (a) e lembrar que, no Brasil, essa história recente começou com os carros com câmbio Dualogic (da Fiat), I-Motion (da VW) e do Easytronic (da GM), esse último já fora do mercado. Todas as três tecnologias ficaram com a pecha de serem soluções paliativas, como uma opção alternativa ao câmbio manual. Isso porque o funcionamento sem o terceiro pedal se dá por meio de sistemas robotizados, que efetuam o trabalho de acionar a embreagem e decidem sobre a marcha ideal. Na prática, é necessário observar quando o sistema está executando um processo de troca de marchas. Nesse instante, devese saber dosar a aceleração do veículo para evitar trancos. Nesse momento, acontecem os “soluços”, que, se não condenaram a

“Um avanço pode ser comprovado por meio da democratização da oferta de câmbios automático e automatizado entre os automóveis compactos.”

tecnologia, fazem com que paire no ar uma desconfiança sobre o sistema. Uma alternativa são os câmbios automatizados de dupla embreagem, que podem ser sofisticados como os que equipam modelos esportivos da Audi por exemplo, e que recebem o nome de DSG. Ou modelos mais “populares”, como o PowerShift, da Ford, presente no compacto New Fiesta e na geração agora anterior do EcoSport, que andou esquentando a cabeça de muitos consumidores com problemas de desgastes reconhecidos pela montadora inclusive. Voltando aos compactos com câmbio automático convencional, que utiliza conversor de torque e também experimenta constante evolução, em tempos primordiais, esse tipo de transmissão tinha apenas três marchas à frente e uma à ré. Hoje, em modelos da

Chevrolet, por exemplo (Onix, Prisma, Cruze e Cobalt), os automáticos são de seis velocidades. Além da GM, os japoneses da Toyota e da Nissan não ficaram para trás e equiparam os compactos Etios (hatch) e Versa (sedã) com um câmbio de comando variável de transmissão, conhecido como CVT. E, assim, as marcas seguem contribuindo para “popularizar” o conforto fazendo descansar, todo o tempo, o pé esquerdo do motorista. Mesmo com o mercado desaquecido, não deixa de ser alentador vivenciar uma mudança tão importante de preferência do brasileiro, que valoriza cada vez mais a comodidade, optando por ter em sua garagem um carro com câmbio automático ou automatizado que seja.

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Coluna originalmente publicada em 29 de março de 2017


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

FOTOS LEO FONTES

São Cristóvão

Proteção cotidiana no trânsito Umdiaapóscelebraçãodopadroeirodos motoristas, profissionaiscontam sobresuas experiências,histórias curiosas eaté mesmo alguns dosdesafios que precisam ser vencidos Da Redação Proteção no cotidiano, emmeio aosdiversos desafios representados pelo trânsito. Para os devotos de são Cristóvão, padroeiro dos motoristas, que teve seu dia celebrado ontem, 25 de julho, as graças alcançadas podem ser muitas. E, entre os taxistas, histórias são algo que não falta a respeito dos milagres do santo. Sandoval Queiroz, de 78 anos, por exemplo, trabalha na área há 50 anos. Nos dez primeiros, ele atuou no Rio de Janeiro e, há 40, percorre as ruas da capital mineira. O taxista conta que recorre a são Cristóvão para tudo. “Esse santo auxilia em várias situações”, diz ele. E, para muitos taxistas, essa ajuda é mesmo necessária, porque são diversos osdesafios vividospor eles. Queiroz, por exemplo, já viu coisas tristes, como brigas diversas, e emocionantes, como um quase nascimento de um bebê no veículo. Tudo isso, sem deixar de lado o cuidado necessário para conduzir as pessoasatéodestinodemaneira assertiva, o que requer um ótimo conhecimento a respeito do município. “Já

passeiportodososbairros,conheço muita coisa. Pode ser que exista uma ou outra rua que eu não saiba exatamente onde é, pelo nome”, diz ele. Aliás, se isso pode não ser uma tarefa fácil, ela é essencial para os taxistas – e, mesmo entre os devotos de são Cristóvão, há também aquele auxíliodoscursosdecapacitação. Conforme ressalta AvelinoMoreira,presidentedoSindicato Intermunicipal dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários, Taxistas e Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens de Minas Gerais (SincavirMG), para exercer a profissão énecessáriopassar porformaçõesquereúnemconhecimentos relacionados ao turismo, primeiros socorros, relações humanas, cidadania, código detrânsito, direçãodefensiva, entre outros, disponibilizados pelo Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest Senat). “Além disso, o motorista precisa apresentar uma série de documentos, incluindo o atestado de bons antecedentes. Caso tenha cometido algum crime e após ser transitado em julgado, ele perde o direito de ser taxista. Outro cuidado necessário é em relação às revisões periódicas do veí-

culo. Qualquer tipo de defeito apresentado,sejana borracha da porta, seja no amortecedor, por mais simples que seja,nãopassanasupervisãocriteriosa da BHTrans”, explica Moreira.

Conhecimento transmitido E, se são necessário tantos pré-requisitos para atuar na área, além da formação obrigatória e do cumprimento de diversas normas, há também aquele conhecimento que é passado de um colega para o outro, dos mais antigos no setor aos mais jovens e, até mesmo, de pai para filho. É o caso de Lucas Carvalho,de 25 anos. Filho de taxista,ele começou a trabalhar na área aos 18 anos. No começo, era o pai quem o auxiliava em algumascircunstâncias,inclusive no que diz respeito aos melhores trajetos. Hoje, além de estar bem adaptado, ele conta que as experiências têm sido diversas. “Cada passageiro que entra no táxi faz com que a gente viva uma história diferente. Àsvezes,surgealgumadificuldade, como quando a pessoa sequer sabe para onde vai. Alémdeconhecermosbastante a cidade, entramos em contato com muitas pessoas no dia a dia. Monotonia não existe na profissão”, finaliza.

Atenção. Para lidar com várias situações, motoristas precisam fazer cursos diversos

Necessidade. Avelino Moreira, presidente do Sincavir, destaca revisões periódicas dos carros

Experiência. Sandoval Queiroz atua há 50 anos como motorista de táxi; hoje, ele conta orgulhoso que conhece toda a cidade e todos os bairros de BH, bem como as suas principais particularidades


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

super motor

Avaliação

Esportivo só na aparência Versão XRS do Corolla 2018 atrai pelo visual descolado,mas o conjunto mecânicoé o mesmo das opções XEie Altis, com motor 2.0flex

Ficha técnica Motor. 2.0 flex 16V, quatro cilindros em linha Potência. 154 cv/ 143 cv (G) a 4.500 rpm

Igor Veiga Três anos após o lançamento da nova geração do Corolla no Brasil, a Toyota ressuscitou na linha 2018 a versão XRS do sedã médio, campeão de vendas no segmento. O Corolla XRS traz como principal e exclusivo apelo a vistosa roupa de carro esportivo. A configuração oferecida por salgados R$ 109,5 mil traz detalhes para deixar o mode-

lo com um visual mais arrojado. Estão lá itens como saias laterais, spoiler dianteiro, difusor traseiro, além de aerofólio com break light integrado e exclusivas rodas de liga leve aro 17, além de ponteira do escapamento cromada. Por dentro, o acabamento interno é predominantemente na cor preta. No entanto, a esportividade para por aí. A parte mecânica da versão é idêntica à das outras configura-

Torque. 20,7 kgfm/ 19,4 a 1.500 rpm Câmbio. Do tipo CVT Tanque. 60 L Porta-malas. 470 L Consumo. 7,2 km/L e 10,6 km/L, na cidade, com etanol e gasolina, respectivamente. Na estrada, 8,8 km/L (etanol) e 12,6 km/L (com gasolina)

ções com motor 2.0 do sedã (XEi e Altis). Para ter uma pegada mais esportiva, a Toyota cobra R$ 5.500 a mais pelo Corolla XRS em relação ao XEi. A versão esportiva do Corolla herda também um pacote de itens de série bem interessante da versão XEi. Vale citar, por exemplo, os faróis de iluminação diurna e lanternas em LED, ar-condicionado digital, central multimídia com tela de sete polegadas sensível ao toque e GPS integrado, além de computador de bordo no painel de instrumentos, que reúne as informações em uma tela TFT colorida de 4,2 polegadas.

Rodas de liga leve aro 17 são bem vistosas

Seguro e confortável Além de sete airbags – frontais, laterais, de cortina e de joelho para o motorista – o Corolla XRS sai de fábrica equipado com câmera de ré e controle de estabilidade e de tração. No quesito conforto, o carro também manda bem. A coluna de direção conta com regulagem de altura e profundidade, por exemplo, os faróis têm acendimento automático, o siste-

ma de partida do sedã é por botão e o retrovisor interno é eletrocrômico. Outros mimos tecnológicos como sensor de chuva, banco do motorista com comandos elétricos, ar-condicionado de duas zonas e retrovisores com rebatimento automático pintam só na versão top de linha, a Altis

2.0, que sai por R$ 116.990. Por dentro, o acabamento do Corolla XRS é bom, mas ainda vem com coisas do arco da velha que desvalorizam um pouco o ar de modernidade do carro. Um exemplo é o relógio digital, aquele bem ao estilo dos anos 90, que fica à direita do painel.


super motor IGOR VEIGA

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

IGOR VEJGA

Chevrolet

S10 2018 com nova tecnologia A Chevrolet lança nesta sexta-feira a linha 2018 da S10. A principal novidade é a introdução da tecnologia Centrifugal Pendulum Absorber (CPA), que ajuda a reduzir os níveis de ruído e de vibração da picape a patamares parecidos com os dos carros de luxo. O novo sistema é exclusivo das versões da S10 equipadas com o motor 2.8 turbodiesel, de 200 cv, com preço a partir de R$ 118.110. Segundo a marca, o CPA fez o consumo do propulsor cair 13%. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Assim como as rodas, para-choques dianteiro e traseiro são exclusivos da versão esportiva

Na pista, sedã é digno de receber elogios Na pista, o desempenho do Corolla XRS é louvável. Não dá para dizer que o sedã é um “foguete”, porque seria forçar, e muito, a barra. No entanto, o conjunto mecânico é digno de elogios. O motor 2.0 flex 16V, de 154 cv e 20,7 kgfm de torque desloca o modelo com agilidade na cidade ou na estrada. Pode-se dizer também que o câmbio CVT do Corolla é um dos melhores do mercado. Além de silencioso, não passa aquela velha e conhecida sensação de estar dirigindo uma enceradeira. Com trocas manuais das marchas pelas aletas atrás do volante, dá até para o motorista imaginar estar guiando um verdadeiro esportivo. (IV)

Informação

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SEGURANÇA A BHTrans exige que todos os táxis de BH sejam renovados a cada 5 anos, contudo, essa renovação costuma ocorrer antes mesmo deste período. PRA QUE PAGAR MAIS CARO SE TUDO QUE VOCÊ PRECISA A GENTE FAZ?

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TOYOTA/DIVULGAÇÃO

IGOR VEIGA

Renault

Pré-venda do Kwid bombando O Kwid será lançado no início de agosto, mas a pré-venda do modelo está bombando. Antes da chegada às lojas, a Renault subiu o lote inicial do novo compacto da marca para 10 mil unidades (antes era de 2.000 exemplares). A pré-venda termina em 31 de julho. Equipado com motor 1.0 flex de três cilindros, o Kwid chegará ao mercado em três versões: Life, por R$ 29.990, Zen, por R$ 34.990, e Intense, por R$ 39.990.

Mas já?

Peugeot 3008 sobe R$ 4.000

Acabamento interno da versão é agradável; modelo vem de série com central multimídia de sete polegadas

Na traseira, destaque para o aerofólio com break light integrado

Depois de um mês de pré-venda, em que as lojas esgotaram as 50 unidades previstas, a Peugeot começa no dia 28 de julho as vendas do SUV 3008 nas concessionárias. Em relação ao preço, o valor do utilitário-esportivo sobe R$ 4.000, pulando de R$ 135,9 mil para R$ 139,9 mil. O modelo chegou ao Brasil em versão única, a Griffe, equipada com motor 1.6 turbo a gasolina de 165 cv e câmbio automático de seis marchas.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

Versão Pepper

Saveiro e up! com novidades A Volkswagen ampliou a versão Pepper, já oferecida no hatch Fox, para os modelos up! e Saveiro. A configuração traz itens de acabamento esportivo, além de novos equipamento opcionais, com destaque para a central multimídia com espelhamento de smartphone. O up! Pepper custa a partir de R$ 57,9 mil, é baseado na versão top de linha do compacto, a High, e vem equipado com o conhecido motor 1.0 TSI, de até 105 cv. Já a Saveiro Pepper tem motor 1.6 e sai por R$ 67.810. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Linha 2018

Compass fica mais equipado A Jeep lançou na última semana a linha 2018 do SUV Compass. Entre as novidades estão a central multimídia Uconnect, que agora é compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A versão com motor 2.0 Tigershark flex recebeu o sistema start-stop e outras tecnologias que melhoraram o consumo em até 11%. As versões Longitude agora têm bancos de couro de série; a Limited pode ser equipadas com rodas aro 19. O Jeep Compass custa a partir de R$ 105.990.

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Lançamento

Para recuperar o espaço no mercado Ford reestiliza o EcoSport; SUV ganhaequipamentos, mudanças no interiore novo motor 1.5 detrês cilindros, além decâmbio automático Alexandre Carneiro De Cabo de Santo Agostinho

O EcoSport, que inaugurou a categoria de SUVs compactos no país e por mais de uma década superou em vendas os poucos concorrentes, está atualmente em posição intermediária no mercado – no primeiro semestre deste ano, a média mensal de emplacamentos foi de 2.300 unidades. Diante de rivais mais jovens, restou ao fabricante modernizar seu produto: a Ford afirma que pretende voltar a disputar a liderança do segmento. Não se trata de uma nova geração, e sim de uma reestilização da carroceria, mas acompanhada de avanços na lista de equipamentos e no interior, que chegam na linha 2018. O painel foi totalmente redesenhado, mas a maior mudança está sob o capô: o EcoSport é o primeiro modelo da Ford a ser movido por um inédito motor 1.5 de três cilindros e 12 válvulas, capaz de gerar 137 cv de potência com etanol e 130 cv com gasolina, além de 16,1 kgfm de torque com o primeiro combustível e de 15,6 kgfm com o segundo. Esse propulsor substitui o 1.6 16V da linha Sigma.

As versões top de linha mantêm o 2.0 16V, mas em uma versão mais evoluída, com injeção direta de combustível, que elevou a potência para 176 cv com etanol e 170 com gasolina, e o torque para 22,5 kgfm com o combustível vegetal e 20,6 kgfm com o derivado do petróleo. Ambos os propulsores têm bloco de alumínio e duplo comando de válvulas variável e dispensam subtanque de partida a frio. Eles são associados a um câmbio automático de seis marchas, que substitui o automatizado de dupla embreagem PowerShift; o de menor cilindrada pode ser acoplado também a um manual de cinco velocidades. No mais, apenas a suspensão foi recalibrada.

Auto e Apple CarPlay. A Ford reforçou os itens de segurança: há sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para os joelhos do motorista), controles de estabilidade, tração e anticapotamento, assistente de partida em rampa e ganchos Isofix para cadeirinhas. A intermediária FreeStyle acrescenta rodas de 16 polegadas, controlador de velocidade, faróis com luzes de rodagem diurna em LEDs, arcondicionado digital, tela multimídia de oito polegadas e câmera de ré. A top de linha Titanium adiciona rodas de 17 polegadas, teto solar, chave presencial com botão de partida, alertas de ponto cego e de tráfego cruzado na traseira, bancos em couro, retrovisor ele-

trocrômico, faróis de xênon, sensor de chuva e sistema de som com nove alto-falantes.

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O jornalista viajou a convite da Ford

Preços EcoSport SE 1.5 manual. R$ 73.990 EcoSport SE 1.5 automático. R$ 78.990 EcoSport FreeStyle 1.5 manual. R$ 81.490 EcoSport FreeStyle 1.5 automático. R$ 86.490 EcoSport Titanium 2.0 automático. R$ 93.990

Equipamentos Desde a versão de entrada SE, o EcoSport vem com rodas de liga leve de 15 polegadas, ar-condicionado, direção elétrica, travas, vidros e retrovisores elétricos, computador de bordo, faróis de neblina, alarme, sensor de ré e central multimídia com tela touch de 6,5 polegadas, Bluetooth, duas entradas USB e conectividade para Android

Interior foi completamente renovado; modelo 2018 do SUV chega às lojas no mês de agosto

A Ford afir novo moto cilindros é econômico antigo Sigm


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO

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Estepe preso à tampa traseira segue no EcoSport brasileiro

Acabamento melhora; desempenho é mediano Em um breve test drive de aproximadamente 40 km com a versão FreeStyle, foi possível constatar que as mudanças promovidas pela Ford fizeram bem ao EcoSport. O interior ficou mais agradável, e o novo quadro de instrumentos, herdado do Focus, permite melhor leitura. Os bancos dianteiros, que também foram reprojetados, mostraram-se bastante confortáveis. Já o acabamento está mais vistoso, com plásticos de diferentes texturas e superfície emborrachada na parte supe-

rior do painel, mas ainda foi possível notar algumas falhas de montagem, como peças desalinhadas. Em movimento, o que agradou no SUV compacto foi o novo motor 1.5, que funciona sem vibrações ou ruídos excessivos. Ele se mostrou entrosado com o câmbio automático, que também é suave e traz paddle shifts no volante para trocar as marchas sequencialmente. O desempenho é mediano: não empolga, mas tampouco deixa a desejar.(AC)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

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Transporte

Elemento de transição Mercedes-Benz Vito revela ser um furgãocomuma pegada de carrode passeiona versão Tourer Luxo;van depassageiros custa R$162 mil Luiz Humberto Pereira Auto Press

No fim de 2015, quando lançou no Brasil a terceira geração do furgão médio Vito, a Mercedes-Benz buscava expandir sua participação no mercado de veículos comerciais. E o porte do veículo era parte importante dessa estratégia. Suas medidas compactas – 5,14 m de comprimento, 2,25 m de largura (incluindo retrovisores), 3,20 m de distância

entre-eixos e 1,91 m de altura – são semelhantes às das picapes médias de cabine dupla. Além do tamanho, a versatilidade é reforçada pela leveza da van. Por ter Peso Bruto Total (PBT) menor que 3.500 kg, o Vito pode ser dirigido por motoristas habilitados na categoria B, ao contrário das vans maiores de 3.500 kg, caso da Sprinter, que exigem categoria C. Sua versão topo de linha, a Tourer 119 Luxo, incorpora tecnologias automotivas

incomuns no segmento. Entre elas, sistemas de monitoramento de cansaço (Attention Assist), de assistência de partida em rampa (Hill Start Assist) e de assistência em caso de ventos laterais (Crosswind Assist). Além deles, o Vito traz o controle eletrônico de estabilidade – que inclui ABS, sistema de controle de tração, servofreio de emergência e sistema de distribuição eletrônica da força de frenagem. A direção eletricamente assistida de série também é inédita no segmento no Brasil. Em termos de segurança passiva, o Vito também não faz feio. Quando há uma frenagem mais abrupta, as luzes de freio adaptativas entram em ação e piscam em ritmo acelerado para alertar os

veículos que vêm atrás. Além de airbags frontais, há cintos de segurança de três pontos e apoios de cabeça ajustáveis em altura em todos os bancos. Em quatro assentos da van, é possível prender as cadeiras de criança com fixações Isofix. A Vito topo de linha Tourer 119 Luxo 7+1 é movida por um motor 2.0 turbo flex de 184 cv e torque de 30,6 kgfm, acoplado a um câmbio manual de seis marchas, de série em todas as versões.

Conforto Os bancos são revestidos em courino e contam com inclinação individual. Além disso, a van incorpora volante multifuncional, painel de instrumentos mais completo, farol de neblina, rodas de liga leve e para-choque na cor do veículo, assentos com encosto reclinável para passageiros, banco para motorista e acompanhante com regulagem de altura, profundidade e inclinação do encosto. Produzida na Argentina, a versão Tourer 119 Luxo 7+1 do Vito é oferecida nas concessionárias de caminhões da Mercedes-Benz por R$ 162 mil.

Van pode ser dirigida por quem tem carteira categoria B


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

FOTOS ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

Iveco

Diversão da pesada

Motorista conta com uma série de itens de conforto e segurança e dirigibilidade é ponto forte da Vito

Porta deslizante da Vito oferece amplo ângulo de abertura

Todos os assentos para os passageiros da van são reclináveis

A Iveco uniu-se a um dos principais fabricantes de brinquedos do país, a Usual, para incrementar sua linha de produtos voltada para o público infantil, que já conta com artigos disponíveis para compra na loja Iveco Store em: www. ivecostore.com.br. A novidade são modelos da linha Hi-Way com implementos, basculante, baú, tanque e ônibus. Todos os brinquedos são testados e aprovados pelo Inmetro e custam de R$ 52 a R$ 70.


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

1299 Panigale R

Ducati apresenta a série do adeus A Ducati está despedindose da 1299 Panigale R. Para isso, apresentou uma série especial de sua superesportiva. Com nome de 1299 Panigale R Final Edition, a série usa peças – a maioria do motor – da versão exclusiva Superleggera, que teve três unidades no Brasil por R$ 550 mil cada. O modelo apareceu no Mundial de Superbike (WSBK), nos EUA. Visualmente, a 1299 Panigale R Final Edition será oferecida unicamente com a pintura nas três cores da Itália. Entre as partes compartilhadas, estão o virabrequim mais leve, balanceiros de tungstênio e as válvulas de titânio. A potência caiu levemente, de 215 cv da Superleggera para 209 cv a 11 mil rpm e 14,4 kgfm de torque. DUCATI/DIVULGAÇÃO

super motor

Avaliação Modelo passou por uma completa atualização no ano passado

Divertida e muito econômica Honda Biz 110i é ágil, consome pouco combustível eé resistente o bastante para mantervivo oideal do fundadorda marca japonesa,SoishiroHonda Eduardo Rocha Auto Press

A Honda Biz está na linhagem direta da motoneta Dream, ou a D-Type de 1949, um dos modelos germinais da marca fundada um ano antes e que hoje é a maior fabricante de motocicletas do mundo. Quando foi projetada, a ideia do engenheiro Soishiro Honda era criar um veículo de baixo custo de aquisição e manutenção, econômico e que representasse uma solução de mobilidade democrática para um Japão destruído na Segunda Guerra Mundial. Esses valores ainda norteiam a mo-

toneta – classificada como CUB, de Category Uper Basic ou categoria básica superior. No Brasil, a trajetória do modelo começou em 1992, com a C-100 Dream, sucedida em 1998 pela C-100 Biz. De lá para cá, a linha Biz veio sendo modernizada e ainda hoje representa 13,5% das vendas da marca no país – algo em torno de 9.000 unidades por mês.

Novo motor Do jeito que é hoje, a Biz 110i chegou ao mercado no início de 2016. Por conta das normas de emissões, o motor carburado

de 100 cc e 6,43 cv foi trocado. Agora tem exatos 109,1 cc, conta com injeção eletrônica e é capaz de gerar 8,3 cv de potência e 0,89 kgfm de torque, que são suficientes para animar bem o modelo de 99 kg. Esse motor é o mesmo que empurra a Pop 110i, só que na Biz ele é gerenciado por um câmbio de quatro velocidades com embreagem automática, enquanto a Pop tem embreagem acionada pela manete do lado esquerdo do guidom.

Um nível acima A comparação entre os dois modelos mostra o porquê de a Biz estar numa categoria considerada superior. Para começar, tem um porta-objetos sob o assento, capaz de acomodar um capacete do estilo fechado. A partir da mudança, a Biz também recebeu partida elétrica, novo painel

com marcador de combustível e passou por mudanças estéticas que a deixaram com desenho mais moderno. Essas mesmas mudanças atingiram a versão superior da Biz, a 125i. Ela traz um motor também monocilíndrico de quatro tempos, refrigerado a ar, com 124,9 cc e potência máxima de 9,2 cv a 7.500 rpm. O torque máximo de 1,04 kgfm aparece aos 3.500 giros. O câmbio

também é idêntico e o peso total é apenas 4 kg maior – 103 kg a seco. O modelo 110i recebe as cores branca e vermelha enquanto a 125i dispõe de vermelha, azul e cinza. Na tabela da Honda, sem frete, a Biz 110i custa R$ 7.390 e a 125i fica em R$ 9.120. As duas contam com três anos de garantia, com sete trocas de óleo incluídas no programa de revisões.

Ficha técnica Potência. 8,3 cv a 7.250 rpm Torque. 0,9 kgfm a 5.500 rpm Câmbio. semiautomático, rotativo, de quatro marchas Peso. 99 kg (a seco) Tanque de combustível. 5,1 L

Biz é boa opção para quem busca por moto urbana e de baixo custo


super motor FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 29 de julho de 2017

super motor FOTOS FERRARI/DIVULGAÇÃO

Supercarro

F40 foi considerada na época uma obra-prima de estilo e engenharia automotiva

Raras e valiosas

Ferrari F40

História. A F40 foi produzida entre 1987 e 1992. Nesse período de cinco anos, foram vendidas cerca de 1.315 unidades do bólido italiano que, na época, custava US$ 400 mil (em dinheiro de hoje, cerca de R$ 1,2 mi). Atualmente, quem é dono de uma F40 não costuma pôr o carro à venda. Na Europa, unidades usadas não saem por menos de R$ 2,2 milhões.

celebra 30 anos Um dos superesportivos mais emblemáticosdo mundo, modelo trazia motorcentral-traseiro 2.9 L, V8 biturbo,com 484cvde potência Da redação No último dia 21, o mais icônico esportivo de rua da Ferrari completa 30 anos de história. No dia 21 de julho de 1987, a fabricante italiana de carros apresentava ao mundo a F40, no Centro Cívico da cidade de Maranello, onde hoje funciona o museu da Ferrari. Criada para comemorar os 40 anos do “cavallino

rampante”, a F40 foi o último modelo da Ferrari a ser assinado pelo fundador da marca, Enzo Ferrari. “Há pouco mais de um ano, expressei aos meus engenheiros o desejo de produzir o melhor carro do mundo. E esse carro está aqui”, disse ele durante a apresentação da F40. Pouco mais de um ano depois, Enzo faleceu, aos 90 anos. Na época, o novo esportivo derivado da Ferrari 308

GTB e do protótipo 288 GTO Evoluzione, foi considerado uma obra-prima de estilo e engenharia, que se firmou como símbolo de carro esportivo por várias gerações. Para homenagear o modelo, no aniversário de 30 anos da “lenda sobre rodas”, a Ferrari resolveu compartilhar e divulgar na internet imagens memoráveis da F40. O bólido chamava muito a atenção por sua aparência de carro de

corrida. A F40 trazia um motor central-traseiro 2.9 L, V8 biturbo, com 484 cv de potência a 7.000 rpm e 58,8 kgfm de torque a 4.000 rpm. O superesportivo de tração traseira e com câmbio manual de cinco marchas acelerava de 0 a 100 km/h em 3,8 segundos e chegava à velocidade máxima de 320 km/h. Até hoje, poucos são os superesportivos que têm um desempenho como esse.

Além do visual marcante, modelo tinha um poderoso motor V8


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