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DE JERICOACOARA A LENÇÓIS, UM GUIA COMPLETO DA ROTA DAS EMOÇÕES ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 12
CONHEÇA OS DONOS DO STREETWEAR MINEIRO ... Páginas 29 e 30
almanaque
DIOGO NOGUEIRA LANÇA DVD E REVERENCIA O SAMBA ... Página 20
direção
HYUNDAI CRETA TEM PREÇO COMPETITIVO E BOM ESPAÇO INTERNO COMO ATRIBUTOS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
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pampulha 10 a 16 de dezembro de 2016 ANO XXVII número 1376 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE PEDRO GONTIJO
Joel Sito Cadena veio da Bolívia para trabalhar e está há dois anos em Belo Horizonte
BH, MINHA NOVA CASA Eles deixaram seus países por conta de dificuldades e escolheram a capital mineira como novo lar: imigrantes falam de sua relação com a cidade e contam o que desejam para ela, em seu aniversário
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de dezembro de 2016
VITTORIO MEDIOLI
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Editorial
O excesso de riqueza
BH estreia tirolesa de 800 m ALEX DE JESUS
O
fenômeno que desem- ríveis de produção, estaria empenhada na prega e joga na misé- procura de fórmulas para reerguer o Brasil. ria milhões de brasilei- Nada disso: o Legislativo vota apenas, aos rosdecorre deuma cri- trancos, medidas que facilitem a vida dos conse moral assombrosa gressistas. que afetou a capacidaO recado foi dado das ruas em 2013, num de de discernimento país que ainda não tinha mostrado ser o camdas elites dominantes. O Brasil está em con- peão da corrupção. Marcado pelo distanciavulsão. mento abissal da realidade, o Congresso reaNo domingo (4), muita gente ocupou as giu com medidas corporativistas e absurdas, ruas para protestar contra as atitudes toma- de costas para a tragédia nacional. das por Câmara e Senado. Alguns parlamenNum país que é recordista mundial de retares já são recebidos com manifestações vio- cessão, não se encontra entre as preocupalentas em aeroportos e outros locais públi- ções dos parlamentares uma proposta secos. A instituição aniquilou suarespeitabilida- quer para estancar o processo recessivo. de a ponto de que qualquer atitude leva a Um novo ano vem aí com perspectivas aspior e mais esquálida das interpretações. sombrosas para a população, mas ótimas paPalpita um sentimento de tomada da Bas- ra os parlamentares, sempre a salvo de retilha nos ânimos da população, provocado núncias. pelas tentativas de atender os interesses dos O lado que carrega o Brasil ficou submispróprios congressistas. O afastamento de so a quem não trabalha, não deixa trabalhar Eduardo Cunha não modificou o “modus e explora canhestramente a nação. operandi”, as revelações dos bastidores da Gandhi fez notar que o sistema pacífico corrupção devastaram a respeitabilidade da de governo é evidentemente impossível enclasse política, que tem no Congresso sua vi- quanto persistir o profundo abismo entre patrine. lácios opulentos e miseráveis O Poder Legislativo, tugúrios. Disse que “é inevitáUm novo ano em geral, passou a ser vel, mais cedo ou mais tarde, vem aí com visto como um Poder uma revolução sangrenta, a que trocou o dever de não ser que uma renúncia voperspectivas fiscalização do Executiluntária às riquezas e ao poassombrosas vo pela submissão e exder que as riquezas comporploração. O jornal da tam” surja para evitar o pior. para a Globo de São Paulo O Congresso não se autolimipopulação, mas ta nem sonha com isso, não mostrou os devaneios da Assembleia paulista que, como instituiótimas para os entendeu com copeiros, manoção, precisa renunciar a priviparlamentares légios exorbitantes. bristas e ascensoristas gozando de salários de Os projetos que poderiam R$ 13 mil. acelerar a economia nacional Essa amostragem certifica que, faça sol estão fora da compreensão e dos interesses ou chuva, o PIB avance ou retroceda, a farra corporativos, o que se discute são propostas não para nunca. Assim, as reservas de tole- do Fundo de Financiamento da Democracia, rância estão no fim. E o que as extingue são um assalto legalizado de R$ 12 bilhões por as últimas ações “corporativistas” tomadas legislatura, colocado nos ombros dos contripelo Congresso legislando despudoradamen- buintes. te em causa própria. A leiteira da paciência nacional entornou A palavra do Criador adverte que “ganha- com a proposta de anticorrupção que transrás o pão com o suor de teu rosto”, mas no formou-se na limitação de poder do Judiciámeio político se consomem iguarias até com rio.Não é quetodas as propostas dos congreso sangue do povo vergastado e sofrendo com sistas fossem totalmente erradas, mas, partin12 milhões de desempregados. As medidas do de uma instituição desmoralizada, paredo Congresso são de aumentos de alíquotas, ceu um insulto ao planeta. de sacrifícios da população e de aumento de Parece que o Congresso não acredita que mordomias incompatíveis com os serviços renunciar espontaneamente aos excessos de públicos sucateados e inoperantes. riqueza e de poder seja a saída. Isso hoje é Uma instituição sintonizada com o sofri- um dos maiores problemas. mento da população, diante da crise que assola o país, depois de três anos de quedas ter- vittorio.medioli@otempo.com.br
inaugurada no parque das Mangabeiras dura cerca de um 6 Travessia minuto e atinge velocidade de 100 km/h e a estrutura, que é a maior em Minas Gerais, fará até 300 saltos por dia. Os ingressos, de R$ 40 e R$ 50, podem ser comprados no local ou no site tirolesabh.com.br. Os participantes devem ter, no mínimo, 5 anos. Confira mais informações em nosso site!
UCI/DIVULGAÇÃO
Avanços CONTRA O MAL DE ALZHEIMER E O PARKINSON Cerca de 35,5 milhões de pessoas no mundo têm algum tipo de demência, diz a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2050, deverão ser 115,4 milhões. É essa pandemia que o neurocientista Gary Lynch tenta evitar. Confira, no nosso site, uma entrevista exclusiva com o pesquisador norte-americano.
NEURÔNIOS ARTIFICIAIS IDENTIFICAM CRIMINOSOS ADILMAR COELHO/DIVULGAÇÃO
Os neurônios são pequenas células cerebrais responsáveis por quase todas as funções e movimentos do organismo humano. Mas, usando os recursos da inteligência artificial, os cientistas estão cada vez mais avançando na reprodução desses mecanismos. Um desses “produtos”, é uma Rede Neural Artificial (RNA), construída com neurônios artificiais, capazes de fazer o reconhecimento facial e identificar criminosos. Saiba mais em nosso site.
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Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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VIDA NOVA>No aniversário de BH, imigrantes contam suas histórias e seus desejos para a cidade JOÃO GODINHO
Ambas nascidas na República Democrática do Congo, Princess Kambilo, 27, e Benediction Kipuni, 21, só se conheceram em Belo Horizonte. A primeira, deixou a cidade de Kinshasa em 2010, atraída por um convênio para fazer faculdade. Já a segunda morava Goma, fronteira com Ruanda, numa província mergulhada em conflitos armados de origem étnica e territorial, e até chegou a cursar faculdade – mas seus pais, que têm um amigo em Belo Horizonte, acharam que seria mais seguro se ela viesse morar aqui, o que aconteceu no fim do ano passado. No início, as duas esbarraram no obstáculo da língua e demoraram a se adaptar, mas hoje têm uma relação harmônica com a capital mineira. “Sinceramente, eu gosto muito da cidade. O transporte público, comparado ao do meu país é muito bom, bem como o acesso à internet. Aqui vou a museus, parques e praças, coisas que não costumava fazer lá, e também gosto de ir ao cinema. Foi aqui que vi pela primeira vez uma sessão 3D, foi espetacular!”, diz Princess. Apresentadas uma à outra por uma amiga em comum, tocam juntas a marca de roupas Benkip Fashion Design, para a qual fazem peças com tecidos trazidos da África, em estilos locais. Benediction, que tem mãe costureira e estudou corte e costura, também trabalha num salão de beleza e planeja estudar moda e estética. “Sonho que a marca cresça e um dia gostaria de trazer minha família para cá, tirá-los do conflito”, afirma. Princess, que a princípio estudava física aqui, mudou para publicidade. “Meus pais que haviam escolhido o curso para mim, mas aqui me conheci melhor e percebi que não era o que queria”, conta. Para a cidade, o que ambas desejam é o fim do racismo. “O preconceito racial me preocupa muito, se não tivesse isso, seria ótimo. Às vezes, quando entro no ônibus, sinto olhares que me fazem sentir uma pessoa muito baixa, suja. Parece que querem fugir de você – e isso magoa, sabe? Nunca vivi isso no meu país e é só o que me entristece aqui”, confessa Princess.
Encomendas
Princess e Benediction vendem roupas pela página da Benkip Fashion Design, no Facebook
Segundo lar MARIELA GUIMARÃES
Jessica “País do futuAlmeida ro” desde seu descobrimento, o Brasil, de tempos em tempos, recebe novas levas de imigrantes que, enfrentando dificuldades onde nasceram, desembarcam aqui com a esperança de encontrar melhores oportunidadesdetrabalhooudeestudo – ou até mesmo condições de sobrevivência. Até o início da crise, o país ocupava um lugar de destaque no cenário econômico mundial e, signatário dos principais tratadosinternacionaisde direitoshumanos, édestinorecorrente de egressos de locais em conflito. Para se ter uma ideia, o número total desolicitações de refúgioaumentou mais de 2.868% entre 2010 e 2015. Às vésperas do aniversáriode 119anos de BeloHorizonte, na próxima segunda (12), o Pampulha foi atrás de pessoas que, ainda que a princípio não tivessem esse objetivo, precisaram deixar seus países de origem em busca de uma vida melhor e acabaram encontrando aqui um novo lar. Cada um deles contou um pouco de sua história, da relação com a cidade e doque desejam para ela nessa data comemorativa.
O sonho de ter uma formação melhor ajudou Dieu a enfrentar a saudade de casa e as diferenças culturais
O terremoto que devastou o Haiti em 2010 acabou provocando uma onda de migração em massa do país, e desde então o Brasil vem recebendo contingentes de haitianos que buscam reconstruir suas vidas. Esse não é, porém, o caso do biomédico Dieu Fort Saint Fort, 37, que veio da capital Porto Príncipe. Ele chegou em
2007, graças a um convênio entre o Instituto Izabela Hendrix e o governo do Haiti, para fazer faculdade. “Na minha terra, fazer curso superior é muito difícil. A estrutura não é boa e é preciso ter condição financeira elevada. Já que minha família e eu não tínhamos como pagar faculdade, decidi tentar a oportunidade”, conta.
As dificuldades iniciais, sobretudo a da língua portuguesa, ele enfrentou com determinação. “Quando você tem um sonho e se dispõe a fazer de tudo para realizá-lo, você fica mais forte. Não vou dizer que foi fácil, mas consegui minimizar o que foi difícil, inclusive aprender o português”, diz. Um outro fator deu uma mãozinha no processo:
a hospitalidade. “Em Minas Gerais, principalmente em Belo Horizonte, o povo é acolhedor, muito receptivo”. De toda sua estadia aqui, a época do terremoto foi uma das mais complicadas. “Estudar fora, numa língua estrangeira e em meio a uma cultura diferente, já é um desafio muito grande, e quando chegou a notícia dessa tragédia, foi um choque muito forte. Só consegui fazer contato com minha família uma semana depois, mas graças a Deus ninguém teve grandes problemas”, lembra. Ao terminar o curso, Dieu tentou retornar ao Haiti – afinal esse era o plano no início. Mas acabou voltando a BH, porque não foi absorvido pelo mercado. Por ora, então, está apostando na vida aqui. “A saudade da minha mãe, dos meus irmãos, sempre bate. Mas agora consigo falar a língua, estou trabalhando, fiz amigos, então está um pouco mais fácil. De alguma forma, me habituei à vida aqui”, diz. Os parques e praças da cidade são onde mais gosta de passear e espera, daqui para frente, conhecer também outras cidades, no interior do Estado. Há seis meses, Dieu conseguiu trazer a esposa, Estania Paillant, e as coisas estão mais fáceis. “Para o futuro, espero que continuem melhorando e, tanto para a cidade quando para o país, desejo que a crise econômica e a política diminuam um pouco, ainda que não acabem completamente, para que haja mais empregos tanto para brasileiros quanto para estrangeiros”, afirma.
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reportagem
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REALIDADE> Situação dos imigrantes nem sempre é satisfatória, mas existe apoio do poder público
Entre desafios e conquistas Ainda que a hospitalidade seja um traço forte do povo mineiro, nem sempre o que os imigrantes encontram em Belo Horizonte é a situação que esperavam antes de sair de seus países de origem, e as dificuldades deixadas para trás por vezes podem se estender até aqui ou mesmo se transformar em novos problemas. Pesquisa realizada pela UFMG (e publicada recentemente) revelou, por exemplo, que a exploração de imigrantes bolivianos em condições análogas à escravidão se repete há anos na Região Metropolitana de BH. O estudo, realizado pelo Programa Cidade e Alteridade, também revelou a discriminação sofrida pelos haitianos no ambiente de Jessica Almeida
trabalho em Minas Gerais. “Nós constatamos que 60% dos homens sofrem com o racismo, enquanto 100% das mulheres disseram o mesmo”, afirma Giselle Cruz, coordenadora da pesquisa. “Algumas das haitianas relataram ter sofrido inclusive violência física, o que demonstra que o problema também é uma questão de gênero”. Além do preconceito, a média salarial dos haitianos também é mais baixa que a dos brasileiros, segundo a pesquisa. Enquanto o salário médio do homem brasileiro é de R$ 2.347, o do haitiano é de R$ 1.068, ou seja, menos da metade. No caso das mulheres, a média salarial é de R$ 880, enquanto a das brasileiras é de R$ 1.484. Já no caso dos bolivianos, as constatações, ao menos quanto às condições de
O estudante nigeriano Daniel Henry, 19, conta que foi numa mensagem de Deus que o Brasil se tornou seu destino – e o de sua família. “Ele me disse que tinha bons planos para mim aqui”, diz. Há dois anos e meio, Henry chegou com o pai, a mãe e o irmão para trabalhar com missionários cristãos que atuam com viciados em drogas e crianças de rua. “Nós entramos em contato com instituições de todo o Brasil, mas só a de Belo Horizonte nos respondeu”, lembra.
trabalho, foram ainda mais preocupantes. “Eles geralmente trabalham com costura e a jornada, que é feita na própria casa, pode ir das 7h da manhã até a meia-noite, em troca de R$ 15 por dia, o que daria cerca de R$ 390 ao fim de um mês”, observa Giselle. “Isso provoca a exaustão tanto dos adultos quanto das crianças, afinal, eles vi-
vem em ambiente fabril”. POLÍTICAS PÚBLICAS Se por um lado há problemas a serem enfrentados, por outro, Minas Gerais deu um passo à frente no ano passado, quando foi instituído o Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrenta-
CENTROS DE APOIO Instituição O centro Zanmi dá suporte a imigrantes em situação de vulnerabilidade, e fornece apoio com documentação, informação, inserção no mercado de trabalho e na vida sociocultural, bem como aulas de português.
Endereço: av. Amazonas, 641, sala 8c, no centro. Telefone: 3212-4577. Site: www.centrozanmi.org
Embora tenha vindo com a família, ele também teve dificuldades para se adaptar. “O início foi devastador. Além da língua, que é muito difícil, as diferenças culturais pesaram”, diz. “Por exemplo, na Nigéria é desrespeitoso falar com alguém olhando nos seus olhos. Aqui, se você não olhar é que é indelicado. Outra coisa bastante diferente para nós é o almoço, que para vocês é a refeição mais importante do dia, e para nós não tem importância nenhuma”. Passado o choque inicial, hoje ele gosta
Ajuda O empresário Luís Cláudio Corsini, 40, vendeu sua casa em Belo Horizonte, para comprar um hotel que abrigasse imigrantes e refugiados em Esmeraldas. A casa de apoio já abrigou 76 imigrantes em cerca de um ano de existência, mas precisa de ajuda para continuar seus trabalhos. Quem puder contribuir, pode contatá-lo pelo número 99196-9884.
mento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate), que é coordenado pela Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania. Subdividido em três frentes – Tráfico de Pessoas, Trabalho Escravo e Infantil e Migração, Refugiados e Apátridas – se articula para fomentar, elaborar, monitorar e avaliar políticas públicas relacionadas a esses temas. Neste cerca de um ano de atuação, uma das realizações do comitê foi a elaboração da minuta de um projeto de lei de atenção ao migrante, refugiado e apátrida, enfrentamento ao tráfico de pessoas e erradicação do trabalho escravo que será encaminhada à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A questão laboral é um dos principais desafios a se-
bastante daqui e acredita que a mudança valeu a pena. “No meu país, nós não tínhamos água nem energia elétrica o mês inteiro, nem acesso à internet. Aqui, a vida é mais fácil”, afirma o jovem, que não conhecia nada sobre o Brasil exceto “o Cristo Redentor” e que nós somos “muito bons no futebol”. “Também não esperava que Belo Horizonte fosse uma cidade tão bonita”, diz. Ele, que gosta de jogar futebol e quer fazer faculdade de psicologia, pretende continuar
rem enfrentados pelo Comitrate. “Não existe uma alternativa única para possibilitar o ingresso de estrangeiros no mercado formal, pois são diversos os motivos que inviabilizam a concorrência às vagas de trabalho formal: validação de documentos relacionados à comprovação da qualificação profissional, questões linguísticas, questões relacionadas à desinformação, dentre outros”. “Para cada uma dessas questões são necessárias iniciativas diferentes de forma a possibilitar a concorrência de vagas no mercado formal de trabalho. O Estado está atento a essas necessidades e desde 2015 vem debatendo e articulando alternativas para melhorar as condições de vida dos migrantes”, informou o comitê, por meio de nota.
morando aqui e, se puder, trazer o restante da família que ficou na Nigéria. Quanto ao que deseja para nós, é certeiro: “Gostaria que o povo daqui amasse mais os seus governantes, porque uma das coisas mais fortes que notei aqui é que vocês não amam, e foram vocês que os escolheram! Uma hora é ‘fora, Dilma’, depois é ‘fora, Temer’, vocês não precisam brigar. O povo de BH tem que amar mais o seu governo para, juntos, nós conseguirmos melhorar a cidade”, conclui.
FOTOS PEDRO GONTIJO
Joel Sito Cadena (dir.) e seu amigo Forlan Mama Ni vieram da Bolívia em busca de trabalho
Daniel enfrentou dificuldades no início, por causa da dificuldade do português e das diferenças culturais, mas já se habituou à vida em BH
O costureiro Joel Sito Cadena, 31, deixou La Paz, na Bolívia, há sete anos, em busca do sonho de conhecer outro país e também de ganhar um pouco mais que os 1.600 pesos bolivianos (cerca de R$ 700) mensais que recebia trabalhando lá. Foi primeiro para São Paulo e a situação que encontrou não foi como esperava. “Demorei para aprender o serviço e também ganhava muito pouco, mal dava para comprar as coisas pra mim e também não podia ajudar minha família”, conta. A situação permaneceu assim
por alguns anos, até que um amigo o convidou para conhecer Belo Horizonte. “Aqui o serviço é um pouco mais fácil e o pagamento é melhor”, conta Joel, que recebe cerca de R$ 1.200 por mês e não vive a situação de extrema exploração que muitos bolivianos enfrentam na Região Metropolitana de BH. Para ele, a capital mineira é bem melhor que a paulista, por conta da tranquilidade. “Lá eu precisava andar sempre atento, não podia usar corrente, relógio, era muito perigoso”, conta. “Aqui não, me sinto mais à vontade”.
Poeta, Joel apresentou alguns de seus versos na festa do migrante, que foi realizada no último domingo em BH. Ele também planeja, no ano que vem, organizar apresentações de danças típicas bolivianas no mês de junho, quando é celebrado o dia do migrante. “Quando era mais jovem, gostava muito de dançar caporales e morenada, e quero chamar meus amigos para a gente se apresentar. Mas vou precisar de apoio do cônsul, para confeccionarmos as roupas”, diz. “E o que desejo para a cidade é que a economia continue melhorando”.
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CENÁRIO BH LEO FONTES - 18.2.10
Espaço do Conhecimento celebra o Grande Sertão No ano em que são comemorados os 60 anos da grande obra de Guimarães Rosa, o Espaço do Conhecimento UFMG promove um grande evento para os fãs de “O Grande Sertão: Veredas”. O evento organizado pelo projeto de extensão do Instituto de Geociências da UFMG conta com atividades como rodas de conversa e exibição de documentário. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários) Quando Neste sábado (10), às 10h Quanto Entrada gratuita com inscrição pelo e-mail: projetocartografiaroseana@gmail.com
Seminário no Sesc discute práticas de inclusão Responsável por capacitar e inserir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, a Rede Cidadã promove, nesta segunda (12), o seminário “Lei de Cotas – Boas Práticas de Inclusão”. Realizado em parceria com o Ministério do Trabalho, o evento discutirá a política de cotas com enfoque na deficiência intelectual e no autismo. Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Nesta segunda (12), das 8h30 às 17h15 Quanto Entrada gratuita mediante inscrição pelo link goo. gl/YiNa96
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Feira Experimente reúne gastronomia e cervejas Para fechar o ano, a Feira Experimente conta com duas novidades: uma nova estrutura “antichuva” e um espaço para a doação de brinquedos e material escolar a crianças carentes. O evento vai contar com 20 cervejarias artesanais, gastronomia, produtores locais e muita música com a banda Astronauta Marinho e DJ Aída. Panetones, brownies, pães e objetos decorativos também estarão disponíveis Onde Praça dos Quatro Elementos, Jardim Canadá, Nova Lima Quando Neste sábado (10), das 11h às 18h Quanto Entrada Gratuita
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SESC/DIVULGAÇÃO
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ANANÁS COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
Minas Fashion Week realiza 11º edição em BH O evento Minas Fashion Week se inspirou na portuguesa Carmen Miranda para a sua próxima edição e apresenta desfiles de marcas mineiras ganhadoras do prêmio Fashion Business, entre elas Ander Duarte, Elma Noivas e Kelly Costa. A expectativa é reunir cerca de 5 mil pessoas entre estilistas, lojistas, profissionais e estudantes da moda. Onde Ouro Minas Palace Hotel (av. Cristiano Machado, 4.001, Ipiranga) Quando Neste domingo (11), das 13h às 22h30 Quanto Inscrições no site www.minasfashionweek. com.br com vagas limitadas
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
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Construindo sonhos
C
onstruir sonhos – e realizá-los –, muitas vezes, não é nada fácil ou glamuroso como nos romances. Construir sonhos exige foco e uma dedicação exclusiva. Você já teve um sonho tão enraizado em sua mente que simplesmente é impossível abandonálo, mesmo contra as piores chances? Pois bem, vá pensando em construí-lo a partir de agora. Tudo é possível, e só depende de você! Primeiramente, e antes de tudo, para fazer seu sonho acontecer, você tem de ter uma determinação inabalável e deixar de lado todo e qualquer pensamento negativo – inclusive, pessoas negativistas. É pesado e difícil conviver com pessoas que se lastimam o tempo todo e não movem um dedo para mudar as coisas. E enquanto essas mesmas pessoas choram e se lamentam, a vida lá fora irá continuar, independentemente do seu estado de humor. O mundo não para quando decidimos não mais caminhar; o mundo não chora quando choramos e não se alegra com a nossa felicidade. O mundo simplesmente segue seu curso. Quando nascemos, ele já existia, e quando partirmos daqui, continuará existindo. Só estamos aqui de passagem. Portanto realize seu sonho contando com você. Todos nós temos a capacidade de mudar algo, de construir nossos sonhos. Mas nem todos possuem a resiliência neBoa parte das cessária para o crescipessoas carrega mento pessoal e profissional. consigo o Boa parte das pessentimento de soas carrega consigo um sentimento de meque “nada vai nos valia e de que “nadar certo” da vai dar certo”. Pense bem, ninguém irá exaltar você simplesmente por pena. Ter pessoas negativas por perto acaba influenciando a nossa vida, da mesma forma como a alegria é extremamente contagiosa. Portanto, não espere pelos outros para mudar algo na sua vida. Espere por si! Não cobre dos outros, cobre de si. Movimente-se. Alguns sonhos estão além do óbvio. O sonho de um músico é tocar música, o sonho de uma bailarina é dançar e o sonho de um inventor é inventar. A maioria de nós, no entanto, vive uma vida de correria e limitação, acabando por perder de vista seus sonhos ao longo do caminho. Pare um pouco e reflita onde você largou seus sonhos para poder resgatá-los. E se você é dessas pessoas que pensam que não têm sonhos, então comece a construir um. Anote tudo o que você gostaria de fazer, ser ou ter antes de morrer. Dê permissão para seu sonho existir. Quando os sonhos são construídos sob bases sólidas, resistentes e planejadas, tudo será superado. Viver é sonhar, mesmo que seja um sonho distante e inatingível, mas que nos impulsiona a continuar sem pestanejar ou temer os obstáculos. E quando menos esperamos, lá estaremos com os sonhos bem na nossa frente, e realizados. Para isto acontecer, resiliência é a palavra de ordem. Por si só, o titulo do livro de Tony Gaskin já diz tudo sobre o tema: “If you don’t build your dream, someone will hire you to help build theirs”. Em tradução livre, seria: “Se você não constrói seu sonho, alguém vai te contratar para construir o dele”. Faça uma boa semana.
Cincomilhões depequenos brasileirostêm algumtipode transtorno No lugar da inocentelevezaque só a infância é capaz de proporcionar, problemas de ansiedade, atenção e comportamento parecem estar ocupando um espaço cada vez maior nesse universo que deveria ser predominantemente de brincadeiras. Os dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) dão conta de que aproximadamente 5 milhões de crianças (12,6% dos brasileiros com idade entre 6 e 17 anos) apresentam sintomas de transtornos mentais importantes, como depressão e fobia social. O psiquiatra infantil Francisco Assumpção critica o excesso de obrigações impostas aos pequenos atualmente. “Crianças, principalmente pequenas, não param quietas, e justamente por isso elas aprendem. Mas aí eu decido que ela tem que ser alfabetizada em duas línguas aos 5 anos. Como ela não consegue, porque só tem 5 anos, eu coloco mais quatro horas de reforço à tarde”, analisa o especialista. Assumpção dá um conselho para as famílias: uma das coisas mais importantes para a saúde mental da criança é deixá-la brincar. “Brincar não é estar na escolinha de futebol, que é uma escola. Brincar é livre, criativo, espontâneo e sem finalidade aparente”. Litza Mattos
ESTRESSE O excesso de exigências e expectativas sobre as crianças é, segundo o psiquiatra, um dos grandes causadores dos transtornos mentais infantis. “Hoje em dia não dá pra ser um técnico, eu tenho que ter, no mínimo, um pósdoutorado em Harvard. E a gente esquece que, quanto mais eu aumento as exigências, mais cresce o estresse. E o problema, quando é muito grande, torna-se um distresse, é paralisante e muito pouco saudável”. Uma pesquisa iniciada em 2014, que pretende traçar o perfil da saúde mental de crianças e adolescentes brasileiros e ingleses,
teve seus primeiros resultados divulgados durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria, há dez dias, em São Paulo. FATORES DE RISCO Foram avaliadas 1.380 crianças brasileiras, com idades entre 6 e 13 anos, e crianças inglesas, de 9 a 18 anos. Dessas, 55,2% eram meninos e 50% tinham problemas de saúde mental. De acordo com as mães entrevistadas, os profissionais mais procurados para auxiliar os filhos foram: psicólogos e assistentes sociais, psiquiatras, clínicos gerais e pediatras (0,3). “Percebemos que, quando se trata de saúde mental, quanto maior é a sintomatologia, maior é também o uso dos serviços como hospitais, abrigos e residências terapêuticas. A pobreza também se apresentou como um fator de risco para os transtornos mentais e como uma barreira de acesso aos serviços”, adiantou a psiquiatra Graccielle Rodrigues. * A repórter viajou para o Congresso a convite da Associação Brasileira de Psiquiatria
MEDICAÇÃO Uso indiscriminado Apesar do crescimento dos transtornos psicológicos em crianças, especialistas criticam o uso indiscriminado de medicamentos. “Quem falou que toda criança que não fica quieta tem TDAH e melhora com Ritalina? Estamos falando de transferência de responsabilidade”, diz o psiquiatra Francisco Assumpção. Subtratado Para a médica Maria Conceição do Rosário, porém, ainda é preciso levar em conta que o TDAH vem sendo subtratado no Brasil. “Algumas pessoas acham que está se tratando demais. Infelizmente existem falsos diagnósticos, mas temos apenas 20% dos pacientes tratados e precisamos investir romper preconceitos”, disse. Dúvidas O dilema trouxe dúvidas para a funcionária pública Shirlaine Fernanda da Rocha, 31, desde que recebeu o diagnóstico do filho, Enzo, 8. “Na escola desde os 5 anos, eu percebi que ele não estava conseguindo acompanhar a turma, mas como não é hiperativo, a neurologista avaliou que não seria o caso de medicação, apesar de a psicóloga achar que os remédios poderiam ajudar na concentração”, conta.
Pesquisa avaliou 1.380 crianças brasileiras: metade tinha algum tipo de problema
Impactos do TDAH duram por toda vida Pesquisas mais recentes não deixam dúvidas de que o TDAH causa grande impacto durante toda a vida e, por isso, merece atenção, muitas vezes com tratamento específico aos pacientes. Porém, o estigma e o preconceito ainda interferem bastante no quadro clínico e na busca de tratamento, segundo a médica Maria Conceição do Rosário – professora adjunta da Unifesp e professora associada do Child Study Center, da Universidade de Yale, nos EUA –, durante o Congresso Brasileiro de Psiquiatria. “Pesquisas mostram que crianças diagnosticadas com TDAH na idade pré-escolar, dos 3 aos 5 anos, já apresentam problemas de comportamento importantes e menores habilidades sociais do que as crianças sem o transtorno. Além disso, há número de acidentes domésticos, maiores dificuldades no funcionamento familiar e pior qualidade de vida dos pais. E isso é aditivo, ou seja, esses problemas vão se somando ao longo da vida e levam outros problemas no futuro”.
Já na fase da adolescência, as pesquisas apontam um baixo rendimento escolar, maior número de suspensões, repetência e abandono do curso, comportamento de risco nos relacionamentos sexuais, maiores taxas de gestação precoce, maior risco de abuso e dependência química e de acidentes de trânsito em pessoas com TDAH. Na fase adulta, os maiores impactos revelados são: menos estabilidade nos relacionamentos, menor permanência nos empregos, maiores taxas de desemprego, maiores riscos de abuso e dependência química, principalmente em pacientes não tratados. Pessoas diagnosticadas com TDAH têm menos de 10% de chances de estarem empregadas se forem homens, e menos de 11% se forem mulheres, de acordo com estudo feito nos EUA. “Mas se a pessoa que tiver TDAH tratar de forma adequada e o mais precocemente possível, começando por um diagnóstico abrangente, detalhado e correto, isso com certeza fará muita diferença”, garante Rosário.
reportagem
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cada vez mais tristes EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
IOGA E BRINCADEIRA
MEU FILHO TEM ALGUM PROBLEMA? Conheça outros transtornos comuns na infância e adolescência Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência mundial desses distúrbios chega a
20% O percentual de crianças e adolescentes que sofrem de algum transtorno ansioso chega a
Emocionais
Desenvolvimento
TRANSTORNO DE ANSIEDADE, FOBIAS, DEPRESSÃO
ATRASO NA FALA, ATRASO NA LEITURA, RETARDO MENTAL, TRANSTORNOS AUTÍSTICOS
Fobia Social: muito semelhante ao observado em adultos, em crianças e adolescentes, caracteriza-se por medo persistente e intenso de situações, nas quais a pessoa julga estar exposta à avaliação de outros, ou se comportar de maneira humilhante ou vergonhosa. Em jovens, pode ser expressa por choro, acessos de raiva ou afastamento de situações sociais
10% FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA, SITE DRAUZIO VARELLA
Comportamento disruptivo TRANSTORNO DE CONDUTA, HIPERATIVIDADE, TRANSTORNO DESAFIADOR DE OPOSIÇÃO
Transtorno Desafiador Opositivo: é um comportamento negativista, desafiador, desobediente e hostil para com figuras de autoridade, pais ou cuidadores. Algumas características são bastante evidentes, como perder a paciência, discutir com adultos, desafiar ativamente ou recusar-se a obedecer a solicitações ou regras dos adultos
Autismo: tipo de comportamento que se caracteriza por três aspectos fundamentais, em graus de comprometimento variáveis. Primeiro: são crianças que parecem não tomar consciência da presença do outro como pessoa. Segundo: apresentam muita dificuldade de comunicação. Terceiro: têm um padrão de comportamento muito restrito e repetitivo
Psicóloga cria método que une ioga e brincadeira, a psicoterapia Uno. Confira abaixo. Técnica Diante de um crescente número de pais se queixando de filhos com falta de disciplina ou relatando o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), a psicóloga e professora de ioga Ailla Pacheco desenvolveu um método denominado por ela de ‘Psicoterapia Uno’, no qual foram integradas várias áreas para desenvolver foco, concentração e controle da ansiedade. Ritalina “Fico triste de ver quantas crianças não se adaptam ao sistema e, por isso, muitas vezes são medicadas. A ‘droga da obediência’ (como é conhecida popularmente a Ritalina) é mais fácil, mas as consequências são enormes”, diz. Segundo Pacheco, as aulas envolvem uma anamnese, contação de histórias, exercícios respiratórios e meditação. “A criança se diverte, acalma e desenvolve seu equilíbrio físico e emocional, brincando”.
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ESPAÇO GOURMET
Cardápio estrelado
MUITOS JAMES Pratos batizados com nome de famosos são vistos em outros cardápios da cidade. Uma hamburgue-
Confira algumas casas de BH que trazem em seu menu opções que homenageiam famosos mentos típicos da cozinha brasileira, como uma farofa feita com farinha de milho flocado de Itabirito, couve e ovo caipira. “Uma tendência hoje nos restaurantes é aproveitar a riqueza da culinária brasileira, e o Ed Motta adora essa cozinha”. O chef também pretende incluir em seu cardápio um sanduíche de linguiça do Nando Reis, mas quer estreá-lo quando o artista vier à cidade. O SABOR DA BAHIA Quando a baiana Deusa Prado foi pensar no cardápio para o Alguidares, ela se inspirou nas histórias de um conterrâneo seu, o escritor Jorge Amado. “Jorge sempre trazia a descrição de um prato da Bahia”, comenta Deusa. Com o passar do tempo, o cardápio ganhou outros nomes famosos daquele Estado, mas a proprietária afirma que, embora cada prato do restaurante leve o nome de um personagem famoso da Bahia ou de uma personalidade, as escolhas
foram aleatórias. “Foi apenas uma forma que encontrei de fazer uma brincadeira com a Bahia, algo da fantasia”, explica ela. Segundo Deusa, as moquecas são as mais pedidas pelos frequentadores, entre elas a Dona Flor (de camarão), Caetano Veloso (de lagosta) e Tieta do Agreste (de peixe). Das estrelas. O bistrô Paris 6, sucesso em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, abriu sua filial mineira neste ano. A casa é famosa por ter seus pratos batizados com nomes de artistas brasileiros. Além da tradicional sobremesa Grand Gateau Paloma Bernardi, o restaurante na capital mineira traz em seu cardápio o Fernanda Takai, que são fatias de peito de pato com molho de frutas vermelhas e purê de batatabaroa. A vocalista do Pato Fu, que nasceu no Amapá, mas é mineira de coração, foi a madrinha da filial de Belo Horizonte. * Especial para o Pampulha
RECEITA Leitão do Ed Motta Restaurante Trindade, do chef Fred Trindade
LEITÃO
- Deixe um pernil de aproximadamente 1,5 kg em uma salmoura de sal, cachaça e gelo por seis horas.
limão espremido.
- Escorra o caldo e, em seguida, coloque em uma marinada por 30 horas.
- O cozimento é por braseado. Para isso, a carne deve estar em uma assadeira profunda imersa em caldo de carne e água, e coberta com papel alumínio à baixa temperatura (120ºC) por aproximada- mente oito horas.
- Para a marinada, misture 5 dentes de alho amassados, 1 ramo de alecrim, 1 ramo de tomilho, 50 g de pimenta-do-reino, 1 colher de sopa de sal refinado cheia e 1
- Quando der esse tempo, retire o caldo, pincele a carne com gordura de porco e leve ao forno novamente por 30 minutos a 250ºC para dourar.
PIZZARIA CARAÍVA/DIVULGAÇÃO
ria resolveu homenagear os James famosos, seja do cinema, da música ou da literatura. Quem for conhecer o Jame’s Burguer terá a oportunidade de experimentar um James Bond, James Carroll, James Fallon, entre outros homônimos famosos. “Durante o planejamento de abertura da casa, fizemos algumas pesquisas na internet a fim de buscar uma ideia original para nosso negócio, já que trabalharíamos com burguers num espaço de clima retrô. Nesse processo nos identificamos com James Bond, James Dean e outros nomes da década de 60. Foi aí que decidimos trabalhar toda a casa em torno dos famosos e reconhecidos James de todas as artes, desde a música, passando pelos esportes e até a literatura”, explica o proprietário Victor Zica. Victor diz ser fã do beatle Paul McCartney, que poucos sabem que se chama James Paul McCartney. Segundo o proprietário do Jame’s Burguer, a nova estrela da casa é o James Oliver. “Criamos para o Burguer Fest, e tem sido um sucesso. É um burguer de picanha, temperado com especiarias, servindo de cama para um recheio especial de cebolas em cubos marinadas em molho inglês, cheddar derretido no vapor e bacon no pão australiano”, detalha. Homenagem ao amigo. O restaurante Trindade, do chef Fred Trindade, tem no cardápio o leitão do Ed Motta. O prato é uma homenagem ao cantor e compositor, que é seu amigo. “Em 2013, quando Ed Motta veio a BH fazer um show, fiz esse leitão para ele. Como sou músico também, nos tornamos amigos. Então, resolvi incluir o leitão do Ed Motta no cardápio”, diz. Fred conta que o leitão é braseado e depois pururucado, e é servido com apanha-
ANDRÉ SCHRIM /DIVULGAÇÃO
Já pensou em comer uma Motorhead gigante, de massa fina, com fatias generosas de presunto de Parma? Na Pizzaria Caraíva, em Belo Horizonte, isso é possível. Assim como também é possível devorar uma Rolling Stones, uma Eric Clapton, dentre outras celebridades da música mundial. A Caraíva, que nasceu na Bahia, em 1986, tem um cardápio com pizzas de nomes de bandas famosas. “Quando viemos para BH, resolvemos mudar os nomes. Antes, as pizzas tinham nomes de praias. Aqui, em Belo Horizonte, achamos como diferencial colocar o nome das bandas, que eu e meu marido amamos”, conta Alessandra Haiat, proprietária e esposa de Zé Mu, fundador da pizzaria. A administradora conta que a massa das pizzas não leva ovo nem leite, e há boas opções veganas. Além disso, a casa começou recentemente a fazer pizzas com massas integrais e sem glutén. “Acredito que hoje isso é um grande diferencial nosso, ainda mais com tantas pessoas com alergia a glutén. Desconheço que há algumas pizzarias em BH com essa proposta”, comenta. Além dos sabores tradicionais, a Caraíva conta com pizzas criadas exclusivamente pelos proprietários, como a Motorhead, que leva presunto de parma e geleia de damasco. Outra muito pedida, segundo Haiat, é a vegana Sepultura. Homenagem dos proprietários à banda de metal criada pelos irmãos Max e Igor Cavalera, leva molho especial à base de tomate, queijo de soja com ervas, shitake e shimeji refogados no azeite, salpicados no shoyu e orégano. Franco Malheiro (*)
Moqueca Tieta do Agreste (de peixe), do Alguidares. R$ 135 (duas pessoas)
Pizza Motorhead (damas
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AFONSO HATEN/DIVULGAÇÃO
FREDERICO TRINDADE/DIVULGAÇÃO
Música e etílicos ‘made in Minas’
FAROFA
250 g de farinha de milho em flocos 50 g de manteiga 50 mL de azeite 50 mL de óleo de canola Hidrate a farinha nas gorduras em fogo baixo, mexendo sem parar, temperando devagar com sal e pimenta do reino.
cortado. - Retire do fogo e polvilhe com um pouco de sal. COUVE
- Doure 2 dentes de alho em uma frigideira com 1 colher (sopa) de gordura de porco e 1 fio de azeite.
QUIABO TOSTADO
- Em uma frigideira antiaderente bem quente, coloque um fio de azeite e toste o quiabo de 2 a 3 minutos do lado onde foi
- Em seguida refogue a couve. Retire do fogo, coloque uma pitada de sal, raspas de limão e um colher (chá) de manteiga. - Incorpore tudo e sirva logo em seguida.
sco e Parma), da Pizzaria Caraíva. R$ 49
A Autêntica surgiu em Belo Horizonte há dois anos, com a proposta de ser um espaço que valorizasse a música independente de Minas Gerais. Com shows que vão do rock ao samba, a casa sempre destaca bandas independentes. E para combinar com a proposta, a carta de drinques oferecida traz nomes recorrentes da cena musical mineira. “Como A autêntica tem a proposta de ser a casa da musica mineira, quando fomos pensar na carta dos drinks, pensamos, na hora, em homenagear as bandas”, conta Leo Moraes, um do espaço. Cada drinque segue um pouco da lógica da banda lembrada. “A ideia foi pensar em drinks que tivessem a ver com a banda. A Fase Rosa possui um drinque cor-de-rosa; Aline Calixto, vermelho. Para bandas mais de rock mais pesadas, por exemplo, o drink é mais forte”, explica Bernardo Dias, outro sócio. Bernardo conta que o seu favorito é Valsa Binária, homenagem à banda mineira homônima da qual Leo Moraes faz parte. O drinque leva Jack Daniel’s, vinho, xarope de açúcar e limão. “É um drinque diferente, mais forte”, conta. Já Moraes confessa: “Meu favorito é Avelar, homenagem ao cantor mineiro Lucas Avelar”. O drinque leva cachaça Mineiriana, limão siciliano e açúcar mascavo.
LUCIANO VIANA/DIVULGAÇÃO
- Corte 2 ou 3 unidades de quiabo no sentido longitudinal (ao meio).
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Drink Avelar, da Autêntica. R$ 18
SERVIÇO Pizzaria Caraíva rua Itapema, 19, Anchieta, (31) 2555-0613
Alguidares rua Pium-Í, 1.037, Sion, (31) 3221-8877
James’s Burguer rua Sergipe, 1.093,loja 04, Savassi, (31) 3227-7821
Paris 6 av. do Contorno, 6.061, L2/loja 228, (31) 3318-1800
A Autêntica rua Alagoas, 1.172, Savassi, (31) 3654-9251)
Trindade rua Alvarenga Peixoto, 388, Lourdes, (31) 2512-4479
Hambúrguer James Fallon, do Jame’s Burguer. Hambúrguer de picanha com requeijão e bacon caramelizado. R$ 29,90
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sociedade
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DOLCEVITA ILHA DA ILUSÃO rise é coisa de pobre, os ricos continuam provando que todos somos filhos de Deus, mas eles são os favoritos. Para você que vai passar o réveillon bebendo sidra Cereser e brigando com o cunhado, veja quanto custa passar o ano nos paraísos tupiniquins. Brasil para estrangeiros e para brasileiros milionários que adoram o Taiti e querem nem saber quem comeu no Haiti.
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ILHA DA FANTASIA éveillon no Kiaroa, Maraú, Bahia. Transporte aéreo ou terrestre, drinque de boas-vindas, sete noites para casal na categoria escolhida; café da manhã; ceia de ano novo incluindo vinho e champagne (all inclusive); show pirotécnico e festa com DJ. Prontos? Vai da Suíte Tropical Master de R$ 32.143, ao Bangalô Bali Luxo a R$ 48.915, passando pelo Bangalô Moorea Luxo por R$ 37.733.
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ILHA DA PERDIÇÃO
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
éveillon Txai. Hospedagem com pensão completa: todas as refeições, traslado aeroporto Ilhéus/ Txai Resort/ aeroporto. Ceia de ano novo, bebidas, alcoólicas ou não, incluídas. Almoço de ano novo, dia 1º de janeiro, bebidas não-alcoólicas incluídas. Sete noites: do apartamento superior: R$ 25.775, ao bangalô Premium: R$ 43.485, passando pelo bangalô Superior Praia: R$ 33.020, bangalô Luxo: R$ 38.735.
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lançaperfume
HERR PACHECO té 2 de janeiro, o artista plástico Fernando Pacheco tem exposição individual e intimista, na Von ZeidlerArtGallery, em Berlim, na Alemanha. Pacheco pintaria todo o Muro de Berlim, mas são apenas nove pinturas de médio formato, inéditas, de 2016. “Fernando Pacheco – Das LebenEinesPianisten”, apresenta pinturas da série “Pianista”, desenvolvida há 40 anos.
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Na confraternização de final de ano do Sicepot/MG, o presidente da entidade, Emir Cadar Filho, sua Julia Nogueira e os pais, Maria Helena e Emir Cadar
gráfico, em que o corajoso ou a intrépida atravessam dois pontos altos, deslizando com roldanas por um cabo. Em BH é a mais nova atração do Parque das Mangabeiras, inaugurada com a presença do prefeito Marcio Lacerda.
PARA VIVER
PARA DIVERTIR
Tirol fica entre Áustria, Itália e Suíça, na Europa. A tirolesa é aquela dança engraçada em trajes típicos com voz em falsete e também um esporte muito cinemato-
iniciativa é de Alexandre Geo, Andre Reis, Daniel Borja e Pedro Nogueira. Enquanto o restaurante panorâmico não chega, os carentes belohorizontinos já podem de-
O
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leitar-se com lanchonete, banheiros com acessibilidade, fraldário e acesso gratuito à internet sem fio.
PARA RELAXAR Mirante, atrás do Palácio Mangabeiras, é o destino das vans com os visitantes que obrigatoriamente deixarão seus carros nos estacionamentos do parque, para não incomodar os moradores locais. Os empresários também pretendem revitalizar as grutas de Minas.
O
CADA VEZ MELHOR (495) ia 16, Décio Freire, oferece almoço de final de ano para seleto grupo. Seleto, mas cúmplice de seu inesgotável sucesso, como um dos maiores escritórios de advocacia do Brasil. Na ocasião,
D
inaugura seu novo escritório, na Raja Gabaglia. Cada sala de reunião leva o nome dos saudosos Dom Luciano Mendes de Almeida, Juiz Murilo Torres (avô de Décio), desembargadores Ayrton Maia e José Francisco Bueno (“Capitão”), parte indissociável da história do escritório.
DESIGN VOADOR (395) manhã, às 9h, a Manoel Bernardes patrocina ótimo evento da Minasmáquinas, concessionária autorizada da Mercedes: o AMG Performance Tour. A prova, só para convidados, será no Circuito dos Cristais, em Curvelo. Nela, os clientes poderão explorar ao máximo a potência, esportividade e tecnologia de um Mercedes-AMG em um autódromo.
A
no o AMG Per6 Ainda formance Tour, a Manoel Bernardes premiará, com relógios Tissot, os três melhores pilotos que obtiverem o melhor tempo no exercício com Slalon, e com uma joia, o público feminino. unir as cervejas 6 Para artesanais, nova paixão dos mineiros, à cultura do musical bairro de Santa Tereza, a produtora Play Cultural e a Villa Albertini promovem o Villa das Cervejas hoje, das 14h às 22h. o lado benefi6 Como cente é marca da Play Cultural, a entrada será um brinquedo, que será doado para o natal da Apae. A festa terá ótima música: chorinho, samba, rock, blues e reggae. eleito 6 Odapresidente International Society of Sexual Medicine (ISSM) e diretor de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Urologia, Luiz Otávio Torres, está em Baltimore, convidado a conhecer a sede da American Urological Association (AUA).
No jantar “Chefs Contra o Câncer” em prol da Casa de Acolhida Padre Eustáquio, as belas Paula e Renata Corrêa
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almanaque LANÇAMENTO> Aos 80 anos, artista apresenta o novo disco, “Canções Eróticas de Ninar”, na capital Sáb. 10.dez.
ANDRE CONTI/DIVULGAÇÃO
Tom
Zé
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MÚSICA
No balanço do ‘sobe ni mim’
“
se show, feito há tempo, aludia ao tema, porém não temnenhuma relação com o disco feito agora”, diz. “O assunto da sexualidade, que paira nacabeça de todos (alô, dr. Freud!), desde sempreé matériapara escritores, poetas, folcloristas, pintores... Como todos sabemos, tanto ‘Tristão e Isolda’, originário de histórias celtas e concebido por Gottfried por volta do ano 1.200, como o final do ‘Ulisses’, de Joyce, tratam vigorosamente das comoções da sexualidade humana. Desculpe, ao citálos, quis ficar em boa companhia, mas há milhares de possíveis citações, se o papo a respeito começar. Quanto à minha práxis sertaneja, de brasileiro do interior, de músico, a tradução do tema deu-se por meio deste disco. Que, não por acaso, e sim por afinidade, é dançante”. “Sobe ni mim” foi o nome dado por ele ao ritmo que percorre todo o disco, que, aliás, tem uma das 13 canções batizadas com a expressão. Já a faixa “Descaração Familiar” é a que especificamente trata das as aulas de sexo ministradas fora da escola, com figuras de linguagem. “Dedo”, por sua vez, é inspirada no papo feminino sobre como driblar a proibição de fazer sexo antes de casar, enquanto “Orgasmo Terceirizado” é mais contemporânea – foi inspirada numa reportagem sobre massagens e terapias tântricas como alternativa à busca de algumas mulheres pela independência sexual. Embora algumas faixas já tenham aparecido parcialmente em outros trabalhos, a única já gravada na mesma versão do CD é “Por
Nas encruzilhadas vitais, como esta dos 80 anos, um assunto demarcador como esse teria propensão de aflorar. E aflorou
Baixo”, que está no repertório de “Estratosférica” (2015), de Gal Costa. Todas elas foram cuidadosamente pensadas para não incorrer num erro comum quando a temática é sexo: a agressão à mulher. Para tanto, Tom Zé contou com a ajuda de Neusa Martins, sua esposa, que avalia as letras nesse aspecto, o que resultou num de seus trabalhos mais delicados. HOMEM FEMININO Tal sensibilidade éfrutode umaconsciência adquirida aos 6 anos, quando descobriu “que era mulher”. Ao ouvir de um menino mais velho que as filhas da vizinha subiam nas árvoressem calcinha, foi tomado deumaraivasolidária, assim como do medo de que o tal menino percebesse que não pensava como ele e que por isso quisessematá-lo.“Testemunheio menosprezo profundo sofrido por meninas de minha cidade, apartir de seu gênero e da sexualidade. Es-
ANDRE CONTI/DIVULGAÇÃO
Quando esteve em Portugal em julho, para ser homenageado na primeira edição internacional do Mimo Festival, Tom Zé não esperava que as declarações que deu à imprensa lusitana atravessassem o Atlântico e chegassem até nós. Na ocasião, ele acabou fazendo comentários sobre o turbulento cenário político brasileiro – coisa que evita por aqui – e revelando detalhes sobre o sucessor de “Vira Lata na Via Láctea” (2014), até então seu mais recente álbum. Descobriu-se, então, que o título do trabalho seria “Canções Eróticas de Ninar”, e que versaria sobre o fato de, durante a infância e adolescência em Irará, no interior da Bahia, Tom Zé não ter recebido uma educação sexual formal. E é a bordo do repertório do disco – lançado em outubro, mês em que completou 80 anos – que o artista volta neste sábado (10) a BH. Voltando à infância, ele lembra que foi o folclore a se encarregar de sanar dúvidas que a escola não dava conta de elucidar. “O pessoal da cozinha, do trabalho (naquele tempo, as casas tinham muitos empregados, eram enormes, e lá em casa era particularmente muito grande), tinha essa sensibilidade, uma espécie de responsabilidade social, que no CD é chamada de ‘urgência didática’, e é o subtítulo. O povo falava o tempo todo de sexo com figuras de linguagem, como se quisessem nos socorrer, para não chegarmos à idade adulta sem saber nada sobre o assunto”, rememora. Embora tenha feito um show com o mesmo tema e quase o mesmo título (“Canções Eróticas para Ninar”) em 2014, ele observa que a situação agora é outra. “EsJessica Almeida
se menosprezo fez com que me identificasse com elas. Senti-me mulher, me filiei aos humilhados e ofendidos deste mundo”, lembra. “Ao trabalhar no disco, procurei não resvalar para a linguagem depreciativa que, ao falar de sexo, dirige esse aviltamento majoritariamente para a mulher. Deus nos livre!”. A l é m das músicas do disco, o repertório do show estará aberto ao acaso. “Recebo pedidos frequentes, ‘Tom Zé, canta Augusta, Angélica e Consolaç ã o quando você vier aqui?
’, ‘E ‘2001’, você vai cantar?’. Trago essas preferências para os que as querem, equilibrando memória e ineditismo”. Quanto a isso, inclusive, ele acrescenta que a apresentação é marcada pela presença forte de instrumentos experimentais. “O Berimblanck, o Hertzé se juntam às letras e ao assunto do ‘Canções Eróticas de Ninar’. Espero que o público de BH, absolutamente curioso e aberto, tenha afinidade com essa aventura”. Acaso e experimentalismo, aliás, são presenças frequentes em suas performances. “Digo e repito, não sei fazer show engessado. Em dois dias, uma apresentação difere da outra. Neste show, a fantasia temática, o atrevimento – o que fazer sem ousadia? – e a alegria de pulsar com o universo estão bem presentes, sem nunca deixar de lado a brasilidade. A diversão da brasilidade”. 8 OU 80? As oito décadas recémcompletadas não o afastam do jeito menino de ser. Tom Zé se lembra que aos 5 anos chegou a calcular se chegaria ao fim do século. Mesmo com a conclusão de que teria 63 no ano 2000 (e ao perceber que os “exemplares” dessa idade em Irará não inspiravam muito vigor), ele concluiu que atingiria a meta. Hoje, quase duas décadas após o marco, se recusa a deixar de ser moleque e enxerga o tempo como algo misterioso. “Quando físicos falam dele, se aproximam perigosamente da poesia”, conclui.
> Tom Zé apresentará as canções do novo disco, mas o repertório do show estará aberto à improvisação e a pedidos do público
HOMENAGEM LÍRICA Inspiração A chegada aos 80 anos de vida rendeu a Tom Zé homenagem poética-musical do amigo Moraes Moreira. Nos versos, ele diz: “Tom Zé foi que me ensinou/ Acordes de um violão.../ Tom Zé foi quem me ensinou/ Ser um artista de fato/ Tom Zé que me inspirou/ Eu devo a ele e sou grato”. Cordel O poema está no livro “Poeta Não Tem Idade”, lançado por Moreira no mês passado.
“
Tom Zé
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100).Neste sábado (10), às 21h. R$ 50 (plateia 1, inteira) R$ 40 (plateia 2, inteira), R$ 20 (plateia 3, inteira)
Minha mulher me deu aprovação e coragem para enfrentar o desafio que as canções do disco abordam
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MÚSICA As paisagens sonoras de Maíra O conceito do disco de estreia da mineira Maíra Baldaia – “Poente e Outras Paisagens” – traça um percurso que vai do amanhecer ao anoitecer, tendo como ponto culminante o momento que acabou emprestando seu nome ao álbum. Totalmente autoral, o trabalho será lançado em show na tarde do próximo domingo (18), na Casa do Baile. “O álbum apresenta caminhos poéticos entre paisagens sonoras”, resume a artista, acrescentando que o público pode esperar um trabalho feito com muito cuidado. “E que carrega muito do que acredito ser importante transmitir enquanto artista”. Em resumo, “um trabalho que fala sobre representatividade, sobre enunciação feminina, sobre protagonismo das mulheres negras, sobre amor, sobre paisagens sonoras e sobre um canPatrícia Cassese (*)
to que vem da minha alma para tocar os corações das pessoas”. Uma profusão de estilos pontua o repertório, mas, como ela mesma lembra, sempre tendo como marca a enunciação feminina. As influências sonoras vão do jazz aos chamados ritmos afro mineiros. “Algumas das músicas foram compostas durante os shows que fiz ao lado de minha banda em julho, em Lisboa. ‘Ensaio Sobre o Amanhecer’, por exemplo, fiz indo de lá ao Porto. Já ‘Pororoca’, no encontro do rio com o mar, em 2012, em Trancoso. ‘Valsa para Maria’, por sua vez, traz influências mais mineiras. Foi composta em 2014, enquanto caminhava pelas ruas de Belo Horizonte”. A cantora e compositora também enfatiza a felicidade de lançar o disco dentro da programação da “IMuNe – Instante da Música Negra”, plataforma de divulgação da
música produzida por artistas negros. Outro ponto que Maíra destaca são as participações especiais, que incluem, por exemplo, Maurício Tizumba. “São todos artistas negros que admiro e com os quais compartilho afinidades musicais na cena artística mineira. Tizumba, que abre o CD com sua participação, foi um dos mestres que tive na música e no teatro”, repassa ela, que também convidou Alysson Salvador, Bia Nogueira, Caetano Brasil e Nath Rodrigues. Sobre o lançamento, ela conta que, além da música, o evento inclui poesia “e um momento cênico que traz corporalmente nossas raízes”.
Dom. 18.dez.
PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO
* Especial para o Pampulha
> Maíra Baldaia
Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha, 3277-7443). Dia 18 (domingo), às 17h30. Não haverá cobrança de entrada, mas cada um pode dar o valor que achar que o ingresso vale. Quem colaborar com valores acima de R$ 30, ganha o CD.
“Nesse trabalho coloco minha alma, como em tudo que faço na arte”, diz a cantora
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MÚSICA Volta às raízes Há 20 anos, os músicos do Sepultura pegaram o desenho de uma das faces indígenas que estampavam a nota de mil cruzeiros, aplicaram na capa do que seria o novo disco da banda... e mudaram para sempre os rumos do metal. Lançado em 1996, “Roots” dividiu opiniões até dos fãs – especialmente aqueles que já estranhavam a sonoridade mais moderna de “Chaos A.D.” (1993). Mas fato é que ninguém passou incólume ao refrão “roots, bloody roots” (“raízes, sangrentas raízes”), e a tudo que ele representava à época. E continua representando, afirma Max Cavalera, membro fundador do Sepultura(nos anos 1980, na capital mineira) e a mente por trás da concepção do petardo.Prova de que ele está certo é o sucesso da turnê realiBárbara França
sábado (10) FORA DE SÉRIE A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais Fecha o ciclo de Mozart, homenageado do ano na série Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 34 (inteira)
zadacom o irmão Iggor em comemoração às duas décadas do lançamento, que chega a BH na próxima quinta (15). Apresentando o disco na íntegra, além de lados B, “Return to Roots” já passou pela América do Norte e Europa, e promete algumas surpresas na terra natal dos Cavalera. “É possível que façamos umajam mais ao final, mas cada apresentação é diferente da outra. Vamos ver. ‘Return to Roots’ traz um show no qual a molecada pira desde o início, com a sequência ‘Roots BloodyRoots’, ‘Attitude’e ‘CutThroat’”,convida Max. Segundo ele, a ideia da turnê surgiu exatamente a partir da reação do público ao ouvir músicas do “Roots” ao vivo, seja apresentadas pelo Cavalera Conspiracy, seu projeto com Iggor, seja pelo Soulfly, banda formada após a saída do Sepultura, em dezembro de 1996. “Sempre que tocamos algo do disco, as pessoas vão à lou-
cura. Então, a Gloria, minha mulher e empresária, sugeriu tocarmos o ‘Roots’ para celebrar o aniversário. E achamos que seria um ótimo presente para os fãs”, destaca o músico, enfatizando que o disco é um dos trabalhos que ele mais se orgulha de ter criado em toda sua trajetória (não apenas na fase juntoa Iggor, AndreasKisser e Paulo Jr). Com participaçãodo Olodum,som deberimbau e até uma música gravada com os índios xavantes, no Xingu, “Roots” apresentou ao mundo uma parte ainda pouco conhecida da história e da cultura brasileira que constituíam o som do Sepultura. “É um disco bem forte. Foi um dos primeiros álbuns de metalquemisturaramelementos tribais, conectando uma banda às suas próprias origens. Influenciamos músicos no mundo todo. Na Noruega, por exemplo, motivamos bandas a buscarem suas raízes vikings. Na sonoridade de ban-
TURMA DO PAGODE
SINFONIA Nº 7 EM MI MENOR, DE MAHLER
Seleção dos principais hits da Turma, como “Lancinho”, “Camisa 10” e “Horas Iguais” e “Deixa em Off” Wood’s (alameda da Serra, 154, Vale do Sereno). Às 22h. R$ 40 (fem.) R$ 60 (masc.)
quinta (15)
HUMBERTO GESSINGER Apresentação dupla nos dias 10 e 11 de dezembro com repertório completo da carreira do cantor e compositor Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Às 21h. R$ 120 (inteira)
ZÉLIA DUNCAN Espetáculo “Totatiando” Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 21h. A partir de R$ 60
domingo (11)
2ª MOSTRA MULHERES CRIANDO Malu Aires e Milena Torres apresentamse nesta edição Suricato (r. Souza Bastos, 175, Floresta). Às 19h30. R$ 12
Robson Fonseca e Bruno Medeiros apresentam duo de violoncelo e piano Idea Espaço Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 11h. R$ 30 (inteira)
terça (13)
TAMBOR DE NATAL A Associação Cultural Tambor Mineiro apresenta o show de final de ano dos alunos dos cursos de música do coletivo, participação de Mauricio Tizumba Tambor Mineiro (r. Ituiutaba, 339, Prado). Às 20h. R$ 30 (inteira)
sexta (16)
DÉ & AMIGOS Guitarrista da banda Dom Pepo apresenta projeto solo voz e violão com parceiros Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às20h. R$ 20 (inteira)
KRISTOFF SILVA IDEA EM CONCERTO
Orquestra Filarmônica de Minas Gerais sob a batuta de Fábio Menchetti apresenta obra de peculiar busca por sonoridades incomuns e emoções Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 34 (inteira)
Cantor e compositor apresenta repertório de seus três discos “A Outra Cidade” (2003), Em “Pé no Porto” (2007) e “Deriva” (2013) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)
ONZE:20 Grupo lança o EP “É Tudo Nosso” com participação de Gabriel Elias Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 23h. A partir de R$ 50 (pista inteira 1° lote)
FESTIVAL DI BOA IL KAPO Festival de música indpendente com SVGVZ, Enversos, O Caso e KVNK Il Capo (Fernades Tourinho , 1057, Savassi). Às 20h. R$ 10 (antecipado) ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
AFFONSINHO Espetáculo “Esquinas de Mim” com canções autorais e versões próprias de músicas do Clube da Esquina Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 20h R$ 30 (inteira)
VAGNO Cantor homenageia grandes sambistas mineiros como Ary Barroso, Clara Nunes, João Bosco e outros Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 80 (inteira)
quarta (14) AMARANTO E KIKO MITRE Espetáculo “Black Bird: Beatles e Belas Melodias” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 28 (inteira)
Kristoff Silva faz show no Sesc Palladium na quinta (15)
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RENAN FACCIOLO/DIVULGAÇÃO
Qui. 15.dez.
Cavalera
Os irmãos Iggor e Max trazem a BH turnê de celebração dos 20 anos do ‘Roots’
das como Slipknot e System of a Down também há um pouco do ‘Roots’”, elogia Max. OUTROS 20 Enquantoa agendaabarrotada não dá uma folga para Max começar a pensar em um novo trabalho com o Cavalera Conspiracy, o guitarrista pla-
neja celebrar outras duas décadas no ano que vem: dessa vez com a banda Soulfly. A ideia é lançar um disco e sair em turnê comemorativa. Mas, até lá, ele espera aproveitar um pouquinho mais sua passagem por BH. “Tenho família em Santa Tereza ainda, espero conseguir visitar alguns paren-
tes, ir ao Bar do Bolão, à Savassi. O problema das turnês é que costuma ser tudo muito corrido”, constata.
Max & Iggor – >Return to Roots
Music Hall BH (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Quinta (15), às 19h. A partir de R$ 120 (pista promocional)
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MÚSICA Dom. 11.dez.
MARCÍLIO GODOY/DIVULGAÇÃO
Mônica Salmaso participou do CD dedicado a Hilda Hilst, lançado em 2005 por Baleiro
GAL OPPIDO/DIVULGAÇÃO
O cantor maranhense dará ênfase a poemas musicados, depois, aos de sua predileção
Canções, poesia e bate-papo “Muita música, mas também um tête-à-tête mais próximo com o público”. Esse é, segundo o cantor e compoPatrícia Cassese (*)
sitor Zeca Baleiro, um dos fatores que mais o atraem no tipo de empreitada que o traz de volta à capital mineira. Ao lado de Mônica Salmaso e Ná Ozzetti, e do pianista Adriano Magoo, ele encerra
a temporada 2016 do projeto “Literaturas: Questões do Nosso Tempo”, neste domingo (11), no Sesc Palladium, com o espetáculo “Récita com Zeca Baleiro”. “Sinto que hoje há uma necessidade
grande, uma busca das pessoas por isso, por essa troca intelectual. E acho que precisamos, nestes tempos, deixar um resíduo maior”, elabora. Baleiro conta que a base do show são canções feitas a partir de poemas, “com ênfase no disco que fiz em parceria com Hilda Hilst (1930-2004), ‘Ode Descontínua e Remota para Flauta e Oboé’”. E prossegue: “Mônica e Ná participaram do disco e vão cantar músicas desse trabalho. Na única apresentação que fizemos com esse repertório, em São Paulo, participaram Ná, Olívia Byington e Zélia Duncan”, relembra. Mas sim, ele também incluiu canções feitas sobre poemas, “por mim e por outros autores”. “Lerei alguns poemas e baterei um papo sobre o tema com o público. Esse é o formato, a princípio”. Ao falar sobre outros autores, ele cita Murilo Mendes, Adélia Prado, Angélica de Freitas, Charles Bukowsky, Lawrence Ferlinghetti... E Ferreira Gullar, falecido no último domingo (4), aos 86 anos. Sobre os mineiros presentes nesta lista de predile-
ções, Baleiro diz que Murilo Mendes (1901-1975) foi uma das suas maiores referências. “Ganhei um livro com sua ‘Obra Completa’ quando tinha 15 anos, de um amigo mais velho. Fiquei maluco com a poesia dele. Talvez seja o poeta brasileiro de quem mais me sinta próximo, me encanta seu imaginário multifacetado. Em Adélia, gosto da intensidade, daquele tom de vertigem, a escrita dividida entre
“
Murilo Mendes talvez seja o poeta brasileiro de quem me sinto mais próximo, me encanta seu imaginário multifacetado
erotismo e fé, é bonito de ver (e ler)”. CELEBRAÇÃO Feliz e ansiosa. É assim que Mônica Salmaso se assume frente ao convite do colega Baleiro. “É que este CD foi gravado há muitos anos, e é um trabalho lindo”, diz ela, também contente por reencontrar Ná Ozzetti (“uma amiga querida”). “E porque vou cantar outras canções além da que gravei”, diz, sem revelar quais. No cômputo geral, Mônica entende que toda celebração da arte é uma alegria.“Eprojetosqueacontecem a partir da obra de um autor (neste caso, Hilda Hilst) fazem a gente dar um mergulho, se aprofundar”, avalia, terminando por louvar a forma como Baleiro musicou as poesias: “com muita delicadeza”. * Especial para o Pampulha
com >ZecaRécita Baleiro
Participações: Ná Ozzetti e Mônica Salmaso Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Neste domingo (11), às 19h. R$ 5 (inteira)
BENJAMIM EOLAVEGA/DIVULGAÇÃO
Freire faz 6 Nelson única apresentação O celebrado pianista mineiro (de Boa Esperança), cujo talento é reconhecido em todo o mundo, interpreta obras de Johann Sebastian Bach, Ludwig van Beethoven, Heitor Villa-Lobos e Frédéric Chopin. Classificação: 8 anos. Quando: quarta-feira, 14, às 20h30. Onde: Teatro Bradesco do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244). Quanto R$60 (inteira)
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MÚSICA Para reverenciar Pixinguinha VINICIUS CAMPOS/DIVULGAÇÃO
Como a maioPatrícia ria dos brasiCassese leiros, a can(*) tora Vânia Bastos foi introduzida ao universo de Pixinguinha (1897-1993) na infância, por meio dos, digamos assim, “cartões de visitas” do compositor. Pérolas como “Carinhoso” ou “A Rosa”. Mas foi já morando em São Paulo, para onde foi quando saiu de Ourinhos, no interior paulista, que a cantora se aprofundou na obra deste baluarte da MPB, de cujo manancial elegeu “Gavião Calçudo” para registrar – no álbum “Diversões Não Eletrônicas” (1997). O desejo de ampliar a reverência ao mestre ficou incubado e voltou a aflorar em 2013, quando, a convite do produtor Fran Carlo, envolveu-se em projeto compartilhado com o arranjador e baixista Marcos Paiva, que resultou no show “Concerto Para Pixinguinha”. Depois de praticamente três anos de apresentações, a empreitada virou disco em agosto passado, rendendo críticas bastante positivas. Com o respaldo também do público, os dois chegam à capital mineira neste domingo (11), para única apresentação no Museu de Arte da Pampulha.
Disco e espetáculo, no entanto, transitam por caminhos distintos. Se no álbum a parte instrumental se alterna com a vocal, no show, a primeira se incumbe da abertura. “É um formato que funciona muito bem ao vivo, agrada muito, a dinâmica”, conta ela, ressaltando que uma das partes em que mais se conecta com a plateia é a que chama de “toda alegre”, com sambas. “É uma delícia”. Mas, sim, ela reconhece que o momento “Carinhoso” é pra lá de especial. “Causa uma espécie de comoção”, analisa. Quando é a cantora a ser desafiada a eleger a canção que mais a sensibiliza, Vânia vai certeira em “Rosa”. E não se furta a explicar o motivo. “Me emociono toda vez que canto, é muito bonita. Entra na alma da gente de um jeito muito louco”. O repertório do show abarca, ainda, as músicas “Urubu Malandro”, “Samba de Fato”, “Mundo Melhor”, “Displicente”, “Fala Baixinho”, “Cochichando”, “Lamentos”... Vânia também enaltece a dedicação de Paiva em bater continência ao mestre. “A parte instrumental é um delicioso mergulho musical cheio de acontecimentos. Ao final, fica um show gostoso tanto para o público que aprecia Pixinguinha quanto para a gente”,
Dom. 11.dez.
mas então inventa uma música (gargalha). Agora, falando sério, convivo muito com compositores, e sei o quanto gostam de ver suas vontades respeitadas”.
Vânia e Marcos passam em revista o repertório de Alfredo da Rocha Vianna Filho
sustenta. Sobre o homenageado, ela se derrete. “Pixinguinha é uma coisa. Um cara com um caminho melódico sempre muito interessante, que mexeu com outros grandes: (Tom) Jobim adorava, Vinicius (de Moraes), Villa-Lobos, Radamés Gnatalli... Fora o lado humano. Todos que o conheceram comen-
tam a alma boa. Uma aura amorosa. E isso passava para o público, que mantém o interesse pela sua obra. Neste projeto, o Paiva fez arranjos com uma instrumentação diferente, o que trouxe um sabor de novidade. Usou, por exemplo, o vibrafone e contrabaixo acústico – acho que ninguém tinha feito assim antes”.
Na parte vocal, Vânia optou pela fidelidade. “Como cantora, respeito muito os compositores. Então, entendo que se tem uma notinha ali, ela foi pensada. Claro, você pode brincar, mas nunca descaracterizar. Respeito muito, ainda mais em se tratando de Pixinguinha. Tem gente que fala: ‘ah, e a ousadia? Sim, acho maravilhoso ousar,
2017 À VISTA Feliz por estar de volta à capital mineira, Vânia Bastos lembra que sua visita anterior à cidade tem exatamente um ano. “Fiz um show com Arrigo Barnabé no CCBB, no evento Velha Guarda da Vanguarda Paulista. Com show meu, tem uns três ou quatro anos que fui aí, e no mesmo MAP”, diz ela. Planejando dedicar o ano de 2017 a seguir viajando pelo país a bordo do repertório “pixinguinhano”, Vânia lembra que os três anos de shows que precederam o lançamento do CD envolveram mais os estados do Rio e São Paulo, bem como suas capitais. As viagens que fará junto a Marcos Paiva a partir de agora podem, inclusive, gerar um registro audiovisual do projeto. Os fãs de Pixinguinha vão agradecer. * Especial para o Pampulha
Vânia Bastos e >Marcos Paiva
Museu de Arte da Pampulha (av. Otacílio Negrão de Lima, 16.585, 3277-7996). Neste domingo (11), às 11h. De R$ 9 a R$ 20 (antecipados na Acústica CDs, rua Fernandes Tourinho, 300, Savassi)
Ana ‘essencialmente canção’ A amálgama de acordes, estilos e versos do mais recente álbum de Ana Cañas significa algo além de belas composições e ritmos que oscilam entre baladas e rock’n’roll. Desde que saiu do cenário noturno do jazz paulistano para palcos maiores, Ana não parou de se reinventar e, após quatro discos, parece ter encontrado sua essência musical em “Tô Na Vida”. O resultado deste mergulho ao âmago de uma artista “sem lei” e das experimentações de um disco totalmente autoral será apresentado ao público mineiro no palco d’A Autêntica na próxima sexta-feira, 16. Ana aterrissa na capital das alterosas com um show intimista, ao lado do baixista Fábio Sá. A busca desenfreada por algo expressivo nos versos que compõe pode ter si-
do um dos motores de Ana para produzir as 14 músicas que orientam a direção do disco. “Foi um tempo longo até maturar letras e melodias. A cada disco, sinto o quanto é difícil compor algo significativo”, explica. Entre as temáticas resgatadas, a cantora – que, segundo alguns críticos, bebe da fonte que nutriu a “rainha do rock brasileiro” Rita Lee – ultrapassa a tônica amorosa presente em suas outras canções. Foi uma escolha da artista passear por temas polêmicos, que requerem cada vez mais espaço no universo musical. A cantora segue engajada e debate, por exemplo, o empoderamento feminino. “Acho que a canção ‘Mulher’ teve um peso grande no disco. Ela aborda a questão do gênero de uma forma incisiva, direta”, situa.
UM CASO DE AMOR Não é a primeira vez que Ana desembarca na capital para apresentar o “Tô Na Vida”. Todavia, a artista – que
Sex. 16.dez.
já explicitou seu apreço pela cidade (“é um caso de amor, rola uma transa, uma coisa quente”) – conta que, desta vez, traz a BH um es-
petáculo “híbrido”. Assim, o show traz canções mais recentes, mas também passeia por versões inéditas de Tim Maia
CAROLINE BITTENCOURT/DIVULGAÇÃO
“Eu Amo Você”), Rita Lee (“Mamãe Natureza”) e até Nirvana (“Come As you Are”), sem se esquecer de hits como “Pra Você Guardei o Amor” (no CD, dueto com Nando Reis). Todas em formato mais intimista. Segundo Ana, o show funciona como um ensaio para a sequência de apresentações previstas para 2017. “Estou testando esse formato para um show que estreia em janeiro, em São Paulo”, explica. As novidades não param por aí. Inquieta, ela já prepara um novo álbum – com mais essência de Ana. (Lara Alves/Sob supervisão de Marília Mendonça)
> Ana Cañas A cantora Ana Cañas volta a BH com um novo espetáculo, na próxima sexta-feira (16)
A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Nesta sex. (16), às 22h. Abertura: Carlos Sceno. R$ 40 (antecipado; R$ 30 (promocional).
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“Alma Brasileira”. Talvez não haja nome melhor para se referir à morada de um bom samba. Metáforas à parte, o gênero que nasceu nas rodas da Pedra do Sal, região de encontro de comunidades do Rio de Janeiro, no início do século passado, ganha mais uma homenagem no ano em que seu centenário é lembrado. Na verdade, um tributo involuntário, prestado por Diogo Nogueira, que se apresenta neste sábado (10) em BH. Há algum tempo sem lançar material inédito, o músico queria voltar aos palcos com um projeto especial. E veio “Alma Brasileira”, DVD que chega agora ao mercado. “Não pensei em lançar para festejar o centenário. Mas coincidiu, e acaba sendo uma forma de comemorar também”, diz ele. A ideia do tributo a sambas e sambistas que influenciaram sua trajetória João Motta (*)
musical foi a alavanca do projeto. No DVD, ele saúda ilustres que “ajudaram a formar gerações de amantes da boa música”. São canções de várias fases do samba, apresentando quase que uma evolução do ritmo, sem necessariamente respeitar uma linearidade temporal. Diogo empresta a voz a, por exemplo, “Tristeza” (Haroldo Lobo) e “Não Sou Mais Disso” (Zeca Pagodinho e Jorge Aragão). Do repertório do pai, o saudoso João Nogueira, ele selecionou um clássico, “Nó na Madeira”. “A vontade era cantar músicas que marcaram diferentes momentos da minha vida, de compositores que sempre admirei. Coisas que sempre gostei de cantar e que ajudaram a me formar musicalmente”, explica. A série de homenagens abarca outros mestres, como Monarco, Roberto Ribeiro e Beth Carvalho – que, aliás, participa do DVD, sendo lembrada por Diogo como quem o revelou para o Brasil –
quando o chamou para cantar “Poder da Criação”, de autoria do pai, João. No DVD, Nogueira também divide o palco com Maria Rita, na canção “Beiral”, de Djavan. CEM ANOS DEPOIS Apresentador do programa “Samba na Gamboa”, da TV Brasil, Diogo conta que “tem muita gente boa que ainda não teve a oportunidade de mostrar seu trabalho”. E emenda: “Viajo pelo país inteiro e recebo muito material maravilhoso de lugares que você nem imagina”. Para ele, “o samba sempre está se renovando, e por isso é um dos ritmos mais fortes na cena musical brasileira”. Cada época traz as suas particularidades, entende ele. “E o samba, como cronista do dia a dia, retrata isso”, conclui. * Sob supervisão de Marília Mendonça
GUTO COSTA/DIVULGAÇÃO
MÚSICA Samba na alma e no DNA
Homenagens No novo DVD, o cantor também saúda a MPB de Tim Maia, Milton Nascimento, Gonzaguinha e Cazuza
Sáb. 10.dez.
> Diogo Nogueira
BH Hall (av. Nossa Sra. do Carmo, 230, ). Neste sábado (10), às 22h. De R$ 48 (arquibancada lote 1, Ipiranga) a R$ 520 (mesa, 4 lugares).
ERIC GARCIA/DIVULGAÇÃO
DIVULGAÇÃO
do Filizzola 6 Sarau fecha temporada
Show “Tocando em Frente” reúne três ícones da canção Sérgio Reis, Renato Teixeira (foto à direita) e Almir Sater voltam a BH para show que mescla sucessos, como “Um Violeiro Toca”, “Tocando em Frente”, “Deus e Eu no Sertão”, “Cuitelinho”, “Beijinho Doce”, “Canção da América”, “Cabecinha no Ombro” e “Saudade Danada”. Quando Sáb. 17, a partir das 22h. Onde BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Quanto A partir de R$ 130 (1º lote) até R$ 300 (inteira, 5º lote). Mesa: R$ 1.000 (setor 1) e R$ 800 (setor 2)
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O projeto se despede deste 2016 com o músico Eduardo Filizzola recebendo Thiago Delegado, Amaranto, Juarez Moreira, Djambê, Lerí Faria, Bia Nogueira, Carol Serdeira, Roberto Zara, Karina Libânio, Léo Brasil, Rogério Lazur, Sérgio Di Ramos, banda O Caso, Eliezer Gonçalves e Gabriel de Sousa. Quando Ter. (13), 19h. Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi) Quanto R$ 1 (valor simbólico).
Bemquerer 6 Diego convida Zambianchi Afilhado musical de Elza Soares, Diego Bemquerer se apresenta em Ouro Preto, tendo Kiko Zambianchi como convidado. O repertório abriga releituras de Paulinho Moska, Jorge Drexler e da dupla Roberto & Erasmo Carlos. Quando Neste sábado (10), a partir das 21h. Onde Teatro Ouro Preto (Rua Diogo Vasconcelos, 328, Pilar, 3559-3400). Quanto: R$ 5 (inteira, à venda no Sympla)
Blues no Morro 6 Festival tem segunda edição na sexta Depois de uma edição em agosto, o projeto será realizado novamente. No line-up do evento, o trio Regali Blues Band, a banda de country e folk Captain Farrel e a banda de blues Bulldose. A noite vai contar, ainda, com dança (com a presença do Manifesto 1, em performances solo, dupla e em trio), gastronomia, oficinas de pintura e de grafite e estúdio de tatuagem. Quando Sex., 16, a partir das 19h. Onde Gres Cidade Jardim (rua do Mercado, 150, Conjunto Santa Maria) Quanto R$ 40 (inteira).
MARCO AURÉLIO RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
BLUES NO MORRO/DIVULGAÇÃO
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ARTES CÊNICAS Um clássico para encerrar 2016 Quando escreveu o espetáculo “O Messias”, em 1740, o compositor Georg Friedrich Haendel repensava seu trabalho em um período no qual a ópera perdia espaço. Por isso, aquela que é considerada sua obra-prima (e que contém a célebre “Aleluia”) é definida como um oratório: mais “simples”, sua encenação não exige cenários ou figurinos. Quatro séculos após a estreia oficial, em Dublin, a composição atemporal ganha nova roupagem para o espetáculo de encerramento da temporada 2016 dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado. Assim, na próxima sexta (16) – e com ingressos a preços populares – a Cia de Dança, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico e quatro solistas convidados mesclam Alex Bessas (*)
música orquestral, coral e dança em um só espetáculo, cuja concepção coreográfica e direção artística levam a assinatura do tarimbado Rui Moreira. Na busca por uma montagem que fugisse do óbvio, o dançarino retoma o significado original da palavra Messias. Nesta concepção, o Ungido perde o caráter particular de uma religião, se adequando a um espectro que transcenda e dialogue entre diferentes mitos e crenças. Outra mudança está na duração do espetáculo. Originalmente, o oratório de Haendel pode chegar a quase três horas. Na montagem da FCS, será apenas uma. Há duas razões que motivaram a adoção do novo formato: primeiro, a forma como se lida com o tempo mudou. Assim, um espetáculo de dança com mais de uma hora poderia ficar cansativo. Em segundo lugar, “pela pro-
ximidade com o Natal, não faria sentido incluir a Morte. Então vamos fazer apenas as duas primeiras partes, Anunciação e Vida”, explica Cláudia Malta, diretora de Produção Artística da FCS. Cláudia se diz confiante no trabalho conjunto dos três corpos artísticos. E destaca que o maestro Silvio Viegas, titular da Sinfônica, “tem esse talento de reger música e dança”. “Ele reúne características de um bom regente de ópera, de concerto e de danças”, sustenta a diretora, feliz com o balanço positivo de 2016. “Foi um ano muito especial. Em setembro, completaram-se 40 anos da Sinfônica, e agora, em dezembro, os 45 anos da Cia de Dança”.
PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO
estreia 16.dez.
Atemporal
Oratório de Haendel ganha nova roupagem
* Especial para o Pampulha
Messias, de >Haendel
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, 3236-7400), Dias 16, 17, 20 e 21, às 20h30, e 18, às 19h. R$ 20 (inteira).
JOSÉ LUIZ PEDERNEIRAS/DIVULGAÇÃOI
FELIPE MESSIAS/DIVULGAÇÃO
Corpo volta a BH 6 Grupo em temporada popular
de cursos livres 6 Mostra de teatro do Grupo Galpão
Entre os dias 13 e 18 de dezembro, o Grupo Corpo desembarca em sua terra natal e traz para o público mineiro a oportunidade de conferir os espetáculos Lecuona e Benguelê. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Ter. (13) a sáb. (17), às 20h30; dom. (18), às 19h. Quanto R$ 20 (inteira).
O encerramento do semestre no Galpão Cine Horto é marcado pela mostra de cursos livres que conta com espetáculos produzidos por seus alunos de teatro. Onde Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580) Quando Neste sáb. (10), às 15h; seg. (12) a qua. (14), às 20h Quanto Entrada gratuita com retirada de ingressos uma hora antes.
FELIPE CHIMICATTI/DIVULGAÇÃO
ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO
infantil prepara 6 Espetáculo pão de queijo ao vivo
celebra o dia 6 Projeto do palhaço na capital
O Parque Municipal recebe, o espetáculo “Dois Palhaços em… O Pão de Queijo”. A estreia traz um casal de palhaços que se aventura na cozinha, entre brincadeiras e acrobacias, para preparar a o tradicional quitute mineiro. Onde Praça dos Patins no Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1.377, centro) Quando Neste dom. (11), às 16h Quanto Entrada gratuita
O projeto “Drops Uniclown” chega à segunda edição e retorna a BH com palestras e oficinas com convidados de todo o país e da França celebrando o Dia do Palhaço. Onde Spetaculo Casa de Artes (r. Pouso Alegre, 1.568, Santa Tereza, 3481-1670) Quando Até 13. Confira a programaçãocompleta em: https://goo. gl/8dGzSt Quanto Entrada gratuita
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ARTES CÊNICAS Passos sobre a invisibilidade As comemorações referentes às três décadas de trajetória artística de Mário Nascimento terão um sabor especial para o público belohorizontino. É que a partir da próxima sexta (16), o CCBB BH recebe o programa duplo “O Homem Invisível” (solo) e “Território Nu”. Detalhe: no primeiro, Nascimento não está só por trás da concepção – assina também figurino, iluminação e cenário. O título do solo tem uma conexão particular com a trajetória do dançarino. “Quando comecei, percebi que não seria notado se me limitasse a repetir o que já estava por aí. Então, ‘reneguei’ a dança clássica e passei a construir um jeito muito próprio de dançar”, recorda ele, que em 1998 criou a própria companhia, que leva seu nome, após passar pela Cisne Negro (além de ter trabalhado com Lenie Dale). Mário Nascimento admite: a opção pela autoralidade, pela construção de Alex Bessas (*)
teatro adulto A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos do escritor inglês, como Hamlet e Romeu e Julieta, compõem um painel da obra de Shakespeare. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 18/12.
CASSINO DA KAYETE Dir. coletiva Com Kayete, Glauber Cunha e Paloma Santos O programa de rádio homônimo à peça ganha os palcos. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. e sex., às 21h; sáb. e dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 17/12.
ISTO NÃO É UMA MULATA Dir. Mônica Santana Com Mônica Santana Questionamentos das formas de representação da mulher negra: seja a invisibilização pelo trabalho braçal ou a mestiça hipersexualizada. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 10 (inteira).
Sex. a seg. 16 a 19.dez.
uma técnica à qual vem dedicando sua vida profissional, aconteceu em um momento no qual se sentia invisível – tal qual o título do novo espetáculo. “Precisava criar algo. Então, me apoiei na arte”, rememora ele. A verdade é que agora, com 30 anos de dança na bagagem e totalmente reconhecido, Nascimento se sentiu confortável para transitar pela própria história. Ao “dançar muito no espetáculo”, reflete, pois, sobre nuances de sua carreira. “Faço um apanhado sobre como isso se torna forte para mim”. Mais que sua trajetória particular, o solo tem a força de representar o coletivo. “As pessoas invisíveis são todas as que estão no mundo mas não são – ou não se sentem – vistas”, pontua. Para ele, é latente o desejo humano, tão humano, de ter uma identidade. “Tudo isso vem das minhas observações sobre os seres que não são notados. Acho até que errei ao chamar de ‘Homem’”, analisa. É a partir dessa leitura que “O Homem Invisível”
dialoga com a outra coreografia, “Território Nu”. A montagem, que estreou em 2011, reflete as noções de identidade que se estabelecem em um determinado lugar. “A montagem transita por duas noções de território: o de firmar seu ‘eu’ em algum lugar – seja o de artista, seja o de humano – e o que fala das fronteiras estabelecidas, físicas e imaginárias”. E acrescenta: “A gente parece bicho, que mija para dizer que esse lugar é seu. A diferença é que a gente finca uma estaca”, analisa. No espetáculo, o coreógrafo encontrou espaço para transformar uma dor pessoal: ele revela que seu pai morreu por ocasião de uma disputa por terras. Portanto, “Território Nu” fala desta vontade de demarcar es-
na”, que dialoga com temas contemporâneos como a guerra e a xenofobia. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qua. a sáb., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita. Até 18/12.
atualidade, relacionamentos, política, religião, cotidiano, "casos reais" com uma leve pitada de humor. Teatro do ICBEU (rua da Bahia, 1.723, Lourdes). 20h. R$ 10 (antecipados, no Centro Visão, av. Brasil, 712).
MARILYN MONROE.DOC
SUSPEITOS – UM CRIME IMPROVISADO
Cia. Mário Nascimento aborda a construção do ‘eu’ para refletir sobre a invisibilidade social e as fronteiras
paço, e da violência das fronteiras. “É uma das (montagens) mais fortes da Companhia”, define. E não só. Mário Nascimento acredita é mais contemporânea agora do que quando estreou. “É um assunto latente: os migrantes,
os refugiados, estão em pauta hoje”. Ele relembra que já esteve na fronteira entre México e EUA – que, desde a eleição de Donald Trump, voltou aos holofotes do mundo. Da experiência, carrega a certeza: “O mundo ainda se divide”.
* Especial para o Pampulha
Mário >Nascimento – 30 anos de carreira CCBB BH (praça da Liberdade, 450, 3431-9400), De 16 a 19. ‘O Homem Invisível’, às 20h e ‘Território Nu’, às 21h. R$ 20 (inteira).
ANDRÉ USAGI/DIVULGAÇÃO
Dir. Juarez Guimarães Dias Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre a trajetória de como Norma Jeane Monroe, virou um dos maiores mitos do séc XX. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (10), às 20h; dom. (11), às 19h. R$ 20 (inteira).
SE VIVÊSSEMOS EM UM LUGAR NORMAL Dir. Maria Celeste e Jane Celeste Com Roberto Rodrigues Orestes é um dos sete filhos de uma família cujo pai é professor de educação cívica e a mãe, uma típica personagem de dramas mexicanos. Ele precisa entender sua situação e mudar o curso da própria sorte. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste dom. (11), às 19h. R$ 10 (inteira).
SORRIR FAZ BEM PARA A PELE Show de humor que aborda assuntos da
Dir. Fabiano Lana Com Bruno Berg, Bruno C.i, Cinara Diniz Um investigador, com pequeno auxílio da plateia, tenta desvendar um crime onde existe uma vítima e quatro suspeitos. O público decide no fim quem é o verdadeiro culpado. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Nesta sex. (16) e sáb. (17), às 20h; dom. (18), às 19h. R$ 30 (inteira).
teatro infantil A GAIOLA Dir. Duda Maia Com Carol Futuro e Pablo Áscoli Espetáculo infantil sobre o amor entre uma menina e um passarinho. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. e seg., às
JÚLIA E A MEMÓRIA DO FUTURO Dir. Kalluh Araújo Com Juçara Costa O espetáculo conta a história de uma mulher que se redescobre ao se deparar com o poder de construir as memórias de sua própria história. Centro de Referência da Moda (r. da Bahia, 1149, centro, 3277-9248). Sáb. (10), às 20h30. Entrada franca. Retirada de ingresso 30 minutos antes.
15h; sáb. e dom., às 11h e às 15h. R$ 20 (inteira). Até 19/12.
BEIJO DE TANGERINA Dir. Mariana Bizzotto Com Fabiana Brasil, Fabiana Loyola, Samara Teodoro, Bia Rodrigues Quatro amigas, juntas, precisam superar as dificuldades da adolescência. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (10) e dom. (11), às 17h. R$ 30 (inteira).
O PEQUENO Dir. Robson Vieira. Com Cláudio Márcio Livremente inspirado no clássico “O Pequeno Príncipe”. Centro Cultural Jardim Guanabara (r. João Álvares Cabral, 254, Jardim Guanabara). Neste sáb. (10), às 15h. Entrada gratuita.
musical MESSIAS, DE HAENDEL (Leia mais na pág. 22)
O OLHO NU VÊ A NUVEM Dir. Andréa Dário Com Andréa Dário, Bruni Santiago, Letícia Bezamat Em 1944, pouco antes de terminar a guerra, os espectadores serão convidados a entrar no “Café de Flore”, um território livre para a apresentação de diferentes linguagens artísticas. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (11), às 19h. Entrada gratuita com retirada de ingresso 30 minutos antes.
dança BENGUELÊ E LECUONA
LITORAL Dir. Assis Benevenuto Com Cefart e Quatroloscinco Releitura da tragédia grega “Antígo-
MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO
“Isto Não É uma Mulata” encerra a 4ª edição do BH in Solos
Dir. Paulo Pederneiras Com Grupo Corpo O programa duplo traz o rigor técnico e a delicadeza do Corpo com “Lecuona” e
“Marilyn Monroe.doc”: no Cine Theatro Brasil Vallourec “Benguelê”, o clássico do repertório do grupo, com trilha de João Bosco. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Ter. (13) a sáb. (17), às 20h30; dom. (18), às 19h. R$ 20 (inteira).
GRATIDÃO Dir. Maria Inês Salles Com Espaço Cultural GRM A beleza, a plasticidade e a técnica da ginástica rítmica utilizando todos os seus elementos para dançar a esperança de um coração grato e alegre para enfrentar os desafios da vida. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Nesta qua. (14), às 20h30. R$ 40 (inteira); R$ 16 (comerciário).
MÁRIO NASCIMENTO
PAI CONTRA MÃE Dir. Leandro Belilo Com Cia. Fusion de Danças Urbanas Inspirado em Machado de Assis, o espetáculo apresenta os desafios das minorias em uma sociedade desigual e opressora. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400) Neste sáb. (10), dom. (11) e seg. (12), às 20h30. R$ 20 (inteira). Até 12/12.
QUINTAL Dir. Fernando de Castro Com Corpo Escola de Dança Para resgatar as brincadeiras populares, o curso infantil do Corpo dança a importância das brincadeiras. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 30 (inteira).
(Leia mais na pág. 23)
MODI FICO Dir. Ilma Silvério. Com Ilma Silvério Com reflexões sobre o texto “Negro como lugar”, de Joel Rufino, movimentação discute o lugar que o corpo da mulher negra ocupa no imaginário coletivo. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, 2108-7827). Sex. (16), 12h. R$ 1.
SUBLIME TRAVESSIA Dir. Dudude Com Dudude O espetáculo tem como desejo a necessidade de atravessar “algo”, fazendo uso de um corpo de arte, estilizado, potente de intuição. CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (10), dom. (11) e seg. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).
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CINEMA O nascimento de uma nação IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
Em termos de “primeiros-casais” dos EUA, a mitificação em torno de Michelle e Barack Obama talvez só seja igualada por ícones como Jacqueline e John F. Kennedy e Nancy e Ronald Reagan. A devoção em torno deles é de um nível tal que faz com os dois tenham deixado de ser meros mortais no imaginário popular, pessoas de carne e osso, e se tornado um ideal – uma encarnação dos valores e da perfeição a que o “sonho americano” aspira. E essa mitologia reverente é, ao mesmo tempo, a matéria-prima e o calcanhar de Aquiles de “Michelle e Obama”, que está em cartaz na cidade. O longa do estreante Richard Tanne recria o folclórico primeiro encontro do casal, descrito pelos dois em inúmeras entrevistas. E Daniel Oliveira
seu maior mérito é a fidelidade convincente com que perpetua esse mito na tela grande, sem jamais ousar profaná-lo ou questioná-lo – o que é também seu maior defeito. O ano é 1989. Barack (Parker Sawyers) é um estagiário na firma em que Michelle (Tika Sumpter) advoga há dois anos. Ele a convida para uma reunião em um centro comunitário. Ela aceita porque entende que isso não constitui um encontro – o que seria inadequado, dada a hierarquia dos dois. Mas como Hillary descobriu oito anos atrás, Barack sabe chegar de mansinho e, com seu charme sorrateiro, conseguir o que quer. “Michelle e Obama” tem início quando o futuro presidente chega à casa de sua chefe e anuncia que a reunião é só daqui a quatro horas. Fumando compulsivamente, ele a convence a ir a uma exposição de arte africana e um almoço no parque.
Início
Primeiro encontro entre presidente e primeira-dama dos EUA é retratado no filme
Até aí, a malandragem havaiano-carioca de Barack não impressiona Michelle. Então, vem a reunião, onde ele vira “Obama” com um de
seus famosos discursos inspiradores. Dali, é um pulo para uma discussão sobre qual é o melhor álbum de Stevie Wonder numa mesa de bar, acompanhada de duas cervejas, seguida de uma sessão de “Faça a Coisa Certa”, de Spike Lee – é bola na rede e correr para o abraço. O irônico é que essa reunião, ponto central do longa, é a única trapaça do roteiro de Tanne. Na verdade, ela aconteceu bem mais à frente na história do casal. E apesar de ser um belo momento, em que ela claramente se apaixona por ele, é uma das cenas que mais incomodam. É um discurso muito maduro, de presidente, que parece mais um homem de 40 anos do que um jovem universitário. Ela só funciona porque Sawyers faz uma reprodu-
Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 10 (sábado) e 11 (domingo)
pré-estreia COMO VOCÊ É (As You Are, EUA, 2016, 1h45, 16 anos) Dir. Miles Joris-Peyrafitte. Com Owen Campbell, Amandla Stenberg, Charlie Heaton. Jack é um estudante que vive com a mãe solteira em uma cidade suburbana dos EUA nos anos 1990 e inicia uma amizade com Mark, filho do namorado da mãe, e uma menina que conhecem após um encontro casual. Belas 3: 21h20 (somente sábado)
NERUDA (Neruda, Chile/Argentina/França/Espanha, 2016, 1h48, 14 anos) Dir. Pablo Larraín. Com Luis Gnecco, Gael García Bernal, Mercedes Morán. No final da década de 1940, um inspetor persegue o poeta chileno Pablo Neruda, ga-
ção impecável de Barack e sua oratória inconfundível. Com um personagem mais reconhecível, o ator trabalha no registro da “impressão” no corpo e, especialmente, na voz, com as entonações e pausas de Obama. Já Sumpter opera num registro próprio, buscando trazer à sua personagem mais a atitude e a personalidade assertiva e autêntica de Michelle do que seus trejeitos. A reação dela ao encontrar o chefe do escritório na saída do cinema e ouvir “ele é importante para nós. Trate bem dele” com um sexismo e um desdém repugnantes é um dos melhores momentos do filme. É um dos únicos em que ele ousa cutucar, de leve, a fachada do encontro perfeito, lembrando o incômodo de uma mulher tão inteligente e poderosa
estar à sombra do marido. “Michelle e Obama”, no entanto, não está interessado nisso. O que ele quer é eternizar os dois como a voz de uma América negra do futuro. O longa é um passeio por esse novo negro que nascia ali, com Spike Lee e “Faça a Coisa Certa” – com voz, que respondia, tinha opinião e que não se satisfazia com qualquer coisa. Os longos discursos do roteiro de Tanne funcionam mais nesse sentido do que numa tentativa de reproduzir aquela magia “Antes do Amanhecer” de duas pessoas que se encontram pela primeira vez e se enxergam de um jeito que ninguém mais poderia. Na dúvida entre mito e romance, o filme prefere perpetuar o mito.
nhador do Prêmio Nobel, por ter se juntado ao Partido Comunista. Net Ponteio 3: 21h15(b)
Cidade 3: 17h10 Contagem 7: 16h20, 18h20, 20h20
O ÚLTIMO TANGO
(Brasil, 2016, 1h30, 12 anos) Dir. Eryk Rocha. Ensaio poético e retrato íntimo sobre o Cinema Novo, movimento cinematográfico brasileiro que criou uma estética única, essencial e visceral que mudou a história do cinema e do país para sempre. Belas 1: 11h (somente sábado)(*), 17h19 Cine 104: 19h, 20h40
(Un Tango Más, Alemanha/ Argentina, 2016, 1h25, 10 anos) Dir. German Kral. María Nieves e Juan Carlos Copes se conhecem quando têm 14 e 17 anos, respectivamente, e dançam juntos durante 50 anos, se amando, se odiando e passando por dolorosas separações – mas sempre se reconciliaram.. Belas 1: 21h30 (somente sábado)
CINEMA NOVO
(*) Clube do Professor. Necessário a comprovação do mesmo
estreias O AMOR NO DIVÃ (Brasil, 2016, 1h28, 12 anos) Dir. Alexandre Reinecke. Com Melissa Vettore, Daniel Dantas, Paulo Vilhena, Zezé Polessa. Malka Stein (Zezé Polessa), conceituada terapeuta especializada em casais, começa a perceber, com a chegada de um novo casal em seu consultório, que ela mesma pode estar precisando de uma terapia para seu casamento de 30 anos. Cidade 1: 14h20, 18h30
A ECONOMIA DO AMOR (L’Économie du Couple, Bélgica/ França, 2016, 1h41, 14 anos) Dir. Joachim Lafosse. Com Berenice Bejo, Cédric Kahn, Marthe Keller. Juntos há 15 anos, e com filhas gêmeas (Jade e Margaux), Boris e Marie decidem se divorciar. Mas passando por dificuldades financeiras e sem um acordo sobre a partilha dos bens, eles optam por continuar morando juntos, o que aumenta as brigas diárias. Net Ponteio 3: 14h40, 19h10, 21h15 (somente domingo)
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CINEMA estreias
WARNER/DIVULGAÇÃO
(*) Sessões dubladas
seres interplanetários deixam marcas na Terra, uma linguista especialista no assunto é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não à humanidade. BH Shopping 5: 16h20, 19h10 e 22h10 Boulevard 1: 14h30 e 18h40 Del Rey 4: 18h20 Paragem 3: 21h Diamond 2: 13h50 e 19h20 Partage Shopping Betim 2: 14h20 (*) Pátio Savassi 3: 14h, 16h40, 19h20, 22h
TAMO JUNTO FALLEN (Fallen, EUA, 2016, 1h32, 12 anos) Dir. Scott Hicks. Com Addison Timlin, Harrison Gilbertson, Jeremy Irvine. Responsabilizada pela misteriosa morte de seu namorado, Lucinda Price vai para um reformatório, onde se aproxima de Daniel Grigori sem saber que ele é um anjo apaixonado por ela há milênios. BH Shopping 1: 13h, 15h10, 18h10, 20h50 Boulevard 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Cidade 8: 11h50, 15h50, 19h15, 21h10 (*) Contagem 4: 17h(*), 19h(*), 21h Del Rey 5: 17h10, 19h05, 21h, 22h50(somente sábado) Diamond 6: 12h05, 14h20, 16h50, 19h10, 21h40 Estação BH 3: 13h50(*), 16h(*), 18h10(*), 20h20, 22h30(*) Itaú Power 5: 17h10, 19h10, 21h10 (*) Minas 3: 16h50, 18h50, 20h50 (*) Pampulha 3: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 3: 14h40, 17h20, 19h30, 22h (*) Pátio Savassi 6: 14h40, 16h50, 10h, 21h10 Via Shopping 2: 14h, 18h20, 20h30 (*) (*) Sessões dubladas
MICHELLE E OBAMA (Southside With You, EUA, 2016, 1h23, 14 anos) Dir. Richard Tanne. Com Parker Sawyers, Tika Sumpter. 1989. Barack Obama, calouro de Direito em Harvard, finalmente convence a jovem advogada Michelle Robinson, sua chefe no estágio, a aceitar o convite para um primeiro encontro. Belas 2: 14h, 15h40, 20h e 21h40 Net Ponteio Premier: 14h30, 16h40, 21h
MASHA E O URSO (*) (Masha i Medved, Brasil/ Rússia, 2016, 1h12, livre) Dir. Oleg Kuzovkov. Masha é uma pequena criança que não consegue parar quieta. O único que pode salvála ou ajudá-la em suas divertidas aventuras é Urso, que vive na floresta ao lado da casa de Masha. BH Shopping 3: 11h20, 13h20, 15h20, 17h20 Big Shopping 3: 14h45 Boulevard 3: 14h, 15h35 Cidade 7: 14h, 17h45, 13h30 Contagem 1: 16h40 Contagem 4: 13h50, 15h25 Del Rey 4: 13h10, 14h40, 16h20 Diamond 4: 13h10, 15h10, 17h30, 19h30 Estação BH 2: 12h, 14h, 16h15 Itaú Power 2: 17h Itaú Power 5: 13h45, 15h25 Minas 3: 13h50, 15h20 Minas 5: 17h15 Monte Carmo 1: 14h20, 16h Monte Carmo 3: 18h40 Pampulha 4: 14h10, 15h50, 17h30 Paragem 1: 14h30, 16h10 Paragem 3: 16h20 Partage Shopping Betim 4: 12h10, 14h10, 16h30, 18h30 Pátio Savassi 4: 10h50, 12h40, 14h30, 16h20 Shopping Norte 3: 14h45, 16h45 Via Shopping 1: 14h30, 16h10 Via Shopping 4: 17h10 (*) Sessões dubladas
NINGUÉM DESEJA A NOITE (Nobody Wants the Night, Espanha, 2016, 1h55, 14 anos) Dir. Isabel Coixet. Com Juliette Binoche, Gabriel Byrne, Rinko Kikuchi. História real de Josephine Peary, mulher da alta sociedade que, em 1908, viaja ao Polo Norte atrás de seu marido, o explorador Robert Beary, vivenciando com ele o ápice de sua carreira cheia. Belas 3: 15h, 17h, 21h20 (somente domingo)
PARA SEMPRE (Until Forever, EUA, 2016, 1h40, 12 anos) Dir. Michael Linn. Com Stephen Anthony Bailey, Jamie Anderson, Madison Lawlor. Michael e Michelle Boyum são jovens noivos, mas todos os seus planos vão por água abaixo quando ele se vê tendo que lutar contra uma forma rara de leucemia. Estação BH 5: 16h30, 21h (*)
(Brasil, 2016, 1h36, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Leandro Soares, Matheus Souza, Sophie Charlotte. Felipe termina um relacionamento e se vê solteiro pela primeira vez em muito tempo. Ele acaba indo morar com o antigo amigo de colégio Paulo Ricardo e, juntos, tentam encontrar alguém. Betim 3: 16h20, 18h20, 20h20 BH Shopping 10: 20h, 22h20 BH Shopping 9: 16h10, 18h40 Big Shopping 2: 14h35, 16h35, 20h50 Cidade 5: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Contagem 8: 16h45, 18h45, 20h45 Del Rey 6: 14h10, 16h10, 20h30 Diamond 3: 19h45 e 22h10 Estação BH 5: 14h15, 18h50 Itaú Power 4: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Pampulha 4: 19h10 e 21h10 Paragem 4: 16h40, 18h40, 20h40 Partage Shopping Betim 7: 16h40, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 1: 16h, 21h Pátio Savassi 2: 13h Pátio Savassi 7: 13h50 Shopping Norte 5: 16h35, 20h55 Via Shopping 5: 16h40, 18h40, 20h40
A ÚLTIMA RESSACA DO ANO (Office Christmas Party, EUA, 2016, 1h45, 16 anos) Dir. Will Speck, Josh Gordon. Com Jennifer Aniston, Jason Bateman, Olivia Munn. Visando impressionar um novo cliente que pode representar sua garantia no poder da empresa herdada do pai, Clay pede que seu braço direito, Josh, organize uma espetacular festa de Natal. BH Shopping 4: 14h20, 16h50, 19h20, 21h50 Big Shopping 4: 16h35, 18h35, 20h35 (*) Boulevard 3: 17h10, 19h15, 21h20 Cidade 3: 13h(*), 15h05, 19h(*), 21h10(*) Contagem 3: 16h10(*), 18h20, 20h30(*) Del Rey 3: 14h30, 16h40, 18h50, 23h( somente sábado) Estação BH 6: 17h40(*), 20h, 22h15(*) Minas 5: 15h10, 19h05, 21h10 (*) Monte Carmo 4: 14h(*), 16h10, 18h20(*), 20h30 Pampulha 2: 14h50(*), 16h55, 19h(*) Partage Shopping Betim 2: 17h10, 19h40, 22h10 (*) Via Shopping 3: 16h30, 18h40, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
O VENDEDOR DE SONHOS (Brasil, 2016, 1h36, 10 anos) Direção: Jayme Monjardim. Com Dan Stulbach, César Troncoso, Thiago Mendonça. Júlio César é um psicólogo que, decepcionado com a vida, tenta o suicídio e é impedido por um mendigo, o chamado Mestre. Juntos passam a apresentar as pessoas um novo caminho de vida. BH Shopping 8: 11h50, 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Big Shopping 3: 16h45 e 18h45 Boulevard 4: 13h30, 15h30, 17h, 19h30 Cidade 6: 12h (somente sábado), 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Contagem 5: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 Del Rey 7: 14h20, 16h30, 20h30 Estação BH 1: 14h30, 16h45, 19h, 21h15
Prêmio Alemão de Curtas Belo Horizonte recebe a mostra de curtas-metragens alemães nomeados e vencedores do Prêmio Alemão de Curtas (Deutscher Kurzfilmpreis). Os filmes exibidos serão “Alienação” (foto à direita), “Nômades”, “Road Trip”, “Não Importa” e “A Casa no Envelope”. A mostra apresenta um panorama da produção fílmica germânica contemporânea. Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Quinta-feira (15), às 19h30 Quanto Entrada franca, com retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão
(*) Sessões dubladas
DOUTOR ÆESTRANHO
Adaptação
‘O Vendedor de Sonhos’ é versão cinematográfica do best-seller de Augusto Cury
Itaú Power 1: 14h, 16h20, 18h20, 20h20 Minas 6: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Net Ponteio 2: 15h, 17h, 19h Pampulha 1: 14h45, 16h50, 18h50, 20h50 Paragem 2: 16h30, 18h30, 20h30 Pátio Savassi 2: 17h, 19h10, 21h30
em cartaz ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM (Fantastic Beasts and Where to Find Them, EUA/Reino Unido, 2016, 2h15, 12 anos) Dir. David Yates. Com Eddie Redmayne, Dan Fogler, Katherine Waterston. O excêntrico magizoologista Newt Scamande chega à cidade de Nova York com sua maleta mágica e precisará usar suas habilidades e conhecimentos para capturar uma variedade de criaturas que escapam dela. Betim 1: 14h (*) BH Shopping 6: 17h50, 21h Big Shopping 4: 13h10 (*) Boulevard 2: 13h40 Cidade 7: 15h10, 18h, 20h50 (*) Contagem 6: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Del Rey 1: 18h, 20h45 Diamond 5: 14h, 17h05, 20h10 Itaú Power 3: 15h, 18h10, 20h50 (*) Minas 1: 15h, 21h (*) Monte Carmo 1: 18h, 20h40 (*) Paragem 1: 18h10, 20h50 Pátio Savassi 8: 23h10 (somente sábado) Shopping Betim 5: 21h50 (*) Shopping Betim 6: 17h, 20h10 (*) Shopping Norte 5: 14h, 18h30 (*) Via Shopping 1: 18h10, 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 12h40, 15h50, 19h, 22h
Cineart Boulevard IMAX: 15h, 18h10, 21h Cineart Del Rey 1: 15h10 (*) Cineart Minas 1: 18h10 (*) Cinesercla Big 5: 16h15, 20h30 (*) Estação BH 2: 18h30, 21h30 (*) Pampulha 6: 21h15 (*) Pátio Savassi 5: 12h50, 15h50, 18h50, 21h50 (*) Sessões dubladas
AS AVENTURAS DE ROBINSON CRUSOÉ (*) (Robinson Crusoe, Bélgica/ França, 2016, 1h30, livre) Dir. Vincent Kesteloot. Depois de uma violenta tempestade, Robinson Crusoé acaba em uma ilha, onde constrói uma profunda relação de amizade e companheirismo com o pássaro Tuesday. BH Shopping 7: 12h50, 15h, 17h20 Cidade 2: 14h Contagem 2: 14h Del Rey 5: 13h30, 15h20 Estação BH 6: 13h Itaú Power 2: 13h30, 15h15 Minas 5: 13h20 Monte Carmo 3: 14h20 Pampulha 5: 14h20, 16h50, 17h50, 19h35 Partage Shopping Betim 6: 14h30 Pátio Savassi 8: 13h20 e 15h30 Via Shopping 3: 14h20 Sessões 3D: Big Shopping 5: 14h25, 18h40 Shopping Norte 2: 14h20, 18h35 (*) Sessões dubladas
ANJOS DA NOITE – GUERRAS DE SANGUE (Underworld: Blood Wars, EUA, 2016, 1h32, 12 anos) Direção: Anna Foerster. Com Kate Beckinsale, Theo James, Tobias Menzies. Quando um novo levante parece tomar forma, a heroína Selene irá utilizar sua influência
LAURA LEHMUS/DIVULGAÇÃO
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(Programação fornecida pelas salas de cinema e sujeita a alterações por parte dos exibidores)
e relacionamento com ambas as partes para negociar um cessar- fogo. BH Shopping 10: 17h40 Betim 1: 16h50, 18h40 (*) Boulevard 1: 16h50 e 21h Cidade 4: 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 (*) Contagem 1: 13h, 14h50 e 18h30 (*) Del Rey 2: 13h30, 17h10, 21h, 22h50 (somente sábado) Itaú Power 6: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 (*) Minas 2: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 (*) Paragem 5: 14h45, 18h40 Monte Carmo 5: 13h30, 15h20, 17h10, 19h (*) Pampulha 2: 21h05 (*) Via Shopping 4: 13h30, 15h20, 19h, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 20h30 (*) BH Shopping 3: 19h30, 21h40 Big 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Cidade 4: 21h (*) Contagem 1: 20h50 (*) Del Rey 2: 15h20, 19h10 (*) Diamond 1: 13h40, 18h50 Estação BH 4: 14h50, 17h, 19h15, 21h45 (*) Itaú Power 6: 21h (*) Minas 2: 21h (*) Monte Carmo 5: 20h50 (*) Norte 1: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Pampulha 6: 15h15, 17h15, 19h15 (*) Paragem 5: 16h40, 20h45 Partage Shopping Betim 1: 13h50, 16h20, 18h40, 21h (*) Pátio Savassi 4: 18h10, 20h20 (*) Sessões dubladas
BR 716 (Brasil, 2016, 1h29, 14 anos) Dir. Domingos Oliveira. Com Caio Blat, Maria Ribeiro, Sophie Charlotte. Na intensa boemia carioca de 1963, o engenheiro e aspirante a escritor Felipe leva uma vida regada aos prazeres do álcool, em festas alucinantes num apartamento na famosa rua Barata Ribeiro, 716, em Copacabana. Cine 104: 17h (somente domingo)
A CHEGADA (Arrival, EUA, 2016, 1h56, 12 anos Dir. Denis Villeneuve. Com Amy Adams, Forest Whitaker, Jeremy Renner. Quando
(Doctor Strange, EUA, 2016, 1h55, 12 anos) Dir. Scott Derrickson. Com Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton. Stephen Strange leva uma vida bem-sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. BH Shopping 9: 13h30, 21h20 Boulevard 2: 16h30, 21h10 Cidade 2: 18h20, 20h40 (*) Contagem 2: 18h10, 20h30 (*) Del Rey 6: 18h10, 22h30 (somente sábado) Itaú Power 2: 18h45 (*) Minas 4: 16h30, 20h50 (*) Monte Carmo 3: 16h20 (*) Paragem 3: 14h, 18h40 Partage Shopping Betim 4: 20h40 Pátio Savassi 1: 18h30 Via Shopping 2: 16h (*) (*) Sessões dubladas
ELIS (Brasil, 2016, 1h55, 14 anos) Dir. Hugo Prata. Com Andréia Horta, Caco Ciocler, Gustavo Machado. Cantora desde a infância, Elis Regina Carvalho Costa entra na vida adulta deixando o Rio Grande do Sul para espalhar seu talento pelo Brasil a partir do Rio de Janeiro. Belas 1: 14h30, 19h, 21h30 Betim 2: 14h20, 16h40 Boulevard 4: 21h20 Cidade 1: 16h10, 20h30 Contagem 8: 14h30 Del Rey 3: 20h50 Del Rey 7: 18h30 Paragem 4: 14h10 Diamond 2: 16h40, 22h Net Ponteio 2: 21h10 Net Ponteio Premier: 18h40 Pátio Savassi 7: 16h10, 18h40, 21h20
ELLE (Elle, França/ Alemanha, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. Paul Verhoeven. Com Isabelle Huppert, Anne Consigny, Laurent Lafitte. Executiva-chefe de empresa de videogames tem sua rotina quebrada ao ser atacada por um desconhecido dentro de casa. Belas 2: 17h30 Net Ponteio 4: 13h40, 18h50
O FILHO ETERNO (Brasil, 2016, 1h22, 10 anos) Dir. Paulo Machline. Com Marcos Veras, Débora Falabella, Uyara Torrente. O casal Roberto e Cláudia aguarda a chegada de seu primeiro bebê. Mas toda a alegria dos pais é transformada em incerteza e medo com a descoberta de que o bebê é portador da Síndrome de Down. BH Shopping 6: 13h15, 15h40 Cineart Paragem 2: 14h20 Diamond 3: 17h20 Diamond 4: 21h30
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de dezembro de 2016
CINEMA em cartaz (continuação) GALINHA PINTADINHA MINI NA TELONA (*) (Brasil, 2016, 50min, livre)< Dir. Coletiva. Nova série da Galinha Pintadinha Mini. O conteúdo mescla historinhas narradas, atividades e as tradicionais músicas, além de apresentar a Galinha e sua turma com um novo design. BH Shopping 10: 14h Cineart Cidade 5: 13h40 Cineart Contagem 3: 15h Cineart Del Rey 1: 13h e 14h Diamond 3: 12h35, 14h10, 15h45 Partage Shopping Betim 7: 13h20, 15h Pátio Savassi 2: 15h20 (*) Sessões dubladas
JACK REACHER: SEM RETORNO (Jack Reacher: Never Go Back, EUA, 2016, 1h59, 14 anos) Dir. Edward Zwick. Com Tom Cruise, Cobie Smulders, Robert Knepper. Jack Reacher pretende levar a major Susan Turner para jantar. Só que ela é presa, acusada de ter vazado informações confidenciais do Exército, e ele resolve iniciar uma investigação por conta própria. BH Shopping 5: 13h40 BH Shopping 7: 19h40, 22h30 Big Shopping 2: 18h35 (*) Boulevard 2: 18h50 Cidade 2: 15h50 (*) Contagem 2: 15h50 (*) Del Rey 4: 20h40 Diamond 1: 16h, 21h20 Estação BH 6: 15h (*) Itaú Power 2: 21h (*) Minas 4: 13h50, 18h30 (*) Monte Carmo 3: 20h50 (*) Norte 2: 16h20, 20h35 (*) Pampulha 5: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 16h10, 19h (*) Pátio Savassi 1: 13h10, 18h30 Pátio Savassi 8: 17h40, 20h30 (*) Sessões dubladas
MUNDOS OPOSTOS (Enas Allos Kosmos, Grécia, 20416, 1h53, 14 anos) Dir. Christoforos Papakaliatis. Com Minas Hatzisavvas, Niki Vakali, Tawfeek Barhom. Três histórias de amor paralelas entre um "estrangeiro" e um grego. Cada episódio apresenta uma faixa etária diferente, com o mesmo pano de fundo: a crise socioeconômica que assola o país. Net Ponteio 3: 16h45
SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR (Snowden, EUA/ Alemanha/ França, 2016, 2h15, 14 anos) Dir. Oliver Stone. Com Joseph GordonLevitt, Melissa Leo, Shailene Woodley. Edward Snowden, ex-funcionário da CIA, divulgou para a imprensa uma série de documentos sigilosos da Agência de Segurança Nacional que comprovaram atos de espionagem dos EUA. Net Ponteio 4: 16h10, 21h20
TROLLS (*) (Trolls, EUA, 2016, 1h33, livre) Dir. Mike Mitchell, Walt Dohrn. Ramo parte para uma jornada de descobertas e
ZETA FILMES/DIVULGAÇÃO
aventuras ao lado de Poppy, líder dos Trolls. Inicialmente inimigos, conforme os desafios são superados eles descobrem que combinam. BH Shopping 4: 12h Betim 3: 14h10 Pátio Savassi 6: 12h (*) Sessões dubladas
O ÚLTIMO VIRGEM (Brasil, 2016, 1h22, 14 anos) Direção: Rilson Baco, Felipe Bretas. Com Guilherme Prates,Bia Arantes, Fiorella Mattheis. Dudu é um tímido garoto no último ano do Ensino Médio, sem muita prática com garotas e ainda virgem. Quando ele recebe um estranho convite de sua professora Debora, seus amigos resolvem ajudá-lo. Betim 2: 19h, 20h50 BH Shopping 10: 15h30 Big Shopping 3: 20h45 Contagem 7: 14h30 Norte 3: 18h45 e 20h45 Partage Shopping Betim 5: 14h Via Shopping 5: 14h40
“Blow up”
O clássico de Michelangelo Antonioni pode ser visto no Belas Artes
projeto clássica BLOW-UP, DEPOIS DAQUELE BEIJO (Blow Up, Reino Unido/Itália, 1966, 1h51, 16 anos) Dir. Michelangelo Antonioni. Com David Hemmings, Sarah Miles, Vanessa Redgrave. O fotógrafo profissional Thomas amplia fotos que ele tirou secretamente de um casal, e elas parecem revelar um assassinato em progresso. Belas 3: 19h
mostras TEMPOS DE KUCHAR (*) A mostra inédita homenageia o cineasta e videoartista George Kuchar, com a exibição de seus 10 filmes mais importantes entre os dias 9 e 18 de dezembro. Neste sábado (10) 16h30 “Weather Diary 1” (Sessão Comentada por Gurcius Gewdner) 19h “Weather Diary 2” Domingo (11) 16h30 “Weather Diary 3 e Weather Diary 4” (Ingresso único para a sessão) 18h30 “Weather Diary 5 e Weather Diary 6” (Ingresso único para a sessão) Terça (13) 18h “Weather Diary 1” 20h “Weather Diary 2” Quarta (14) 18h “Weather Diary 3 e Weather Diary 4” (Ingresso único para a sessão) 20h “Weather Diary 5 e Weather Diary 6” (Ingresso único para a sessão) Sexta (16) 19h Sessão de curtas: “Hold Me While I’m Naked”; “I, An Actress”; “The Mongreloid”; “Wild Night in El Reno” (Sessão Comentada por Heron Formiga - Ingresso único para a sessão) 21h “Weather Diary 1” (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
MOSTRA GINGER & FRED (*) A mostra reúne um dos duos mais simpáticos do cinema clássico. As coreografias marcantes da carreira de Ginger Rogers e Fred Astaire são tema da mostra que acontece de 09 a 17 de dezembro no Cine Humberto Mauro. Neste sábado (10) 14h “O Picolino” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1935, 1h41) 16h “Nas Águas da Esquadra” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1936, 1h50) 18h “Ritmo Louco” (Dir. George Stevens, EUA, 1936, 1h43) 20h “Roberta” (Dir. William A. Seiter, EUA, 1935, 1h46) Domingo (11) 16h “Dance Comigo” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1938, 1h23) 18h “A História de Irene Castle e Vernon” (Dir. H.C. Potter, EUA, 1939, 1h33) 20h “Ciúme, Sinal de Amor” (Dir. Charles Walters, EUA, 1949, 1h49) Segunda (12) 17h “A Alegre Divorciada” (Dir. Mark
Sandrich, EUA, 1934, 1h47) 19h “Voando para o Rio” (Dir. Thornton Freeland, EUA, 1933, 1h29) 21h “O Picolino” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1935, 1h41)
EUA, 1936, 1h43)
Terça (13) 15h “Roberta” (Dir. William A. Seiter, EUA, 1935, 1h46) 17h “Ritmo Louco” (Dir. George Stevens , EUA, 1936, 1h43) 19h “Nas Águas da Esquadra” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1936, 1h50) 21h “A História de Irene Castle e Vernon” (Dir. , de H.C. Potter, EUA, 1939, 1h33)
MUMIA 2016 (*)
Quarta (14) 15h “Dance Comigo” (Dir. Mark Sandrich, Carefree, EUA, 1938, 1h23) 17h “Vamos Dançar?” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1937, 1h49) 21h “A Alegre Divorciada” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1934, 1h47) Quinta (15) 15h “Ciúme, Sinal de Amor” (Dir. Charles Walters, EUA, 1949, 1h49) 17h “A Roda da Fortuna” (Dir. Vincente Minnelli, EUA, 1953, 1h51). Sessão comentada pelo doutor em Artes/Cinema pela Escola de Belas Artes da UFMG José Ricardo da Costa Miranda Junior 21h30 “Voando para o Rio” (Dir. Thornton Freeland, EUA, 1933, 1h29) Sexta (16) 15h “Nas Águas da Esquadra”(Mark Sandrich, EUA, 1936, 1h50) 17h “Picolino” (Dir. Mark Sandrich, EUA, 1935, 1h41) 19h “Roberta” (Dir. William A. Seiter, EUA, 1935, 1h46) 21h “Ritmo Louco” (Dir. George Stevens,
(*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita A Mostra Udigrudi Mundial de Animação chega à 14ª edição. Festival reúne curtas e longas de animação de países como França, Portugal, Venezuela, Colômbia, além de destacar a produção nacional, apresentando curtas de diretores mineiros e povos indígenas. Para saber mais sobre o festival e outras exibições acesse: mostramumia.blogspot.com.br Neste sábado (10) 17h Programa 2 “ We Can’t Live Without Cosmos”, de Konstantin Bronzit; “Gadanthara - Um Fragmento da Biblioteca de por Menores”, de Filipe Dilly; “Parque Pesadelo”, de Aly Muritiba, Pedro Giongo, Francisco Gusso; “Sophie’s Story”, de Christos & Alex Hatjoullis; “Mars 3752”, de Nicolas Bianco-Levrin; “Trago a Pessoa Amada”, de Juliana Corrêa; “Employee of the Day”, de Alexander Isert e Christoph J Kellner; “Horse”, de Shen Jie. 19h Programa 3 “Islander’s Rest”, de Claudius Gentinetta e Frank Braun; “Los Hijos de Mongó”, de Carla Mealla; “Rzeki”, de Daria Kopiec; “In The Distance”, de Florian Grolig; “ Bendito Machine V - Pull the Trigger”, de Jossie Malis; “Revoltoso”, de Arturo “Vonno” Ambriz & Roy Ambriz; “A Single Life”, de Job, Joris & Marieke; “All The Things I’ve Done”, de Daniel Bruson. Domingo (11)
Mostra permanente Traga Seu Filme Com o objetivo de aumentar o circuito exibidor de filmes nacionais, a mostra permanente Traga Seu Filme abre espaço para cineastas de Minas Gerais e de todo o Brasil exibirem seus trabalhos em Belo Horizonte. Nesta edição, serão exibidos os documentários “Duelo de MC’s – Sobrenome Rua” , de Eduardo Nascimento Jr. e Thiago Soares e “O Som que Vem das Ruas”, de Eduardo Zunza e Daniel Veloso, sobre a cena do Duelo de MC’s na capital mineira. Onde Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1537, centro) Quando Quarta (14), às 19h30 Quanto Entrada franca
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17hPrograma 4 “Ex-Mágico”, de Mauricio Nunes e Olimpio Costa; “In My Head”, de Joana Locher; “Däwit”, de David Jansen; “L’Œil du Cyclone”, de Masanobu Hiraoka; “Transition”, de Marcos Andavert;“Olbrzym”, de Marcin Podolec; “Isand”, de Riho Unt; “Say I am Only Seventeen”, de André Catoto Dias. 19h Programa 5 “Chase Me”, de Deschaud Gilles-Alexandre;“José”, de Fernando Gutiérrez e Gabriel Ramos; “Iconosfera’, de Clara Aparicio Yoldi;“Oma”, de Karolien Raeymaekers; “Kreatury”, de Tessa Moult Mikewska; “Tenshi Modoki”, de Tomomichi Nakamura “Lentejas”, de Laura Campo de Luna; “Teisel pool metsa / On The Other Side Of The Woods”, de Anu-Laura Tuttelberg.
CINE CLUBE ARANHA (*) Formado por mulheres, o Cineclube busca valorizar filmes feitos por mulheres e fomentar o debate sobre o protagonismo feminino nos sets, na produção, na crítica, nas mesas e nas telas. Quarta (14) 19h30 “Bom Trabalho” (Dir. Claire Denis, França, Drama, 1999, 1h32) (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita
O CINEMA DE BH (*) Tradicional mostra do Cine 104 exibe filmes mineiros a fim de valorizar o cenário cinematográfico do Estado. Terça (13) 20h40 Solon (Brasil, 2016, 16min/ Dir. Clarissa Campolina) e exibição de um filme supresa da diretora Clarissa Campo-
lina (*) Cine 104 (Praça Ruy Barbosa, 104, centro, 3222-6457). Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CINE VIDA (*) O Cine Vida é um projeto de oficinas de iniciação ao universo audiovisual voltadas, principalmente, para formação de jovens e adultos interessados em conhecer o universo do audiovisual. Serão apresentados 7 (sete) filmes resultantes das oficinas realizadas em 2016 em diferentes centros culturais da capital: Centro Cultural Venda Nova, Centro Cultural Zilah Spósito, Centro Cultural Pampulha, Centro Cultural Alto Vera Cruz, Centro Cultural Urucuia, Centro Cultural Padre Eustaquio, Centro Cultural Salgado Filho. Após a exibição dos filmes acontece debate com os realizadores. Sábado (17) 19h: Abertura da mostra e início das sessões. Os filmes exibidos são: “ Bomboy” – de Naice Dias de Souza e Rui Arenque; Moreira; “Menino do Morro” de Matheus Soares da Luz; “ Rima” de Edmar junio Felipe da Costa; “ Casa” de Paulo Lúcio Faria Alves; “Pequenas Memórias do Salgado Filho” de Bruno Henrique Marçal Motta; “Vem pro Alto, Vem pra Lage” de Leonardo Silva de Carvalho (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita
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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br
Fidel e idiotice A
doentado, sua morte já era esperada, assim como os chororôs dos que sempre aplaudiram o simbolismo social comunista por ele representado, independentemente de todo o mal que tenha causado. Fidel Castro já é história e jamais será relegado ao limbo do esquecimento, mas não deveria merecer uma lágrima sequer. Em um de seus discursos, disse que a “história o absolverá”, eu pen-
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so que isso só acontecerá na cabeça dos menos esclarecidos, já que pouco mais de um ano após assumir o poder, o “El Comandante” começou a mostrar suas garras seguindo uma das máximas dos regimes socialistas, cujo discurso moralista se corrompe sempre que assumem o poder. Fidel começou sua revolução para depor a ditadura corrupta de Fulgêncio Batista, ok, mas liquidou o país com o comunismo, privando o povo de seu maior bem, a liberdade.
NA MÍDIA IMPRESSA, vi poucas matérias expondo a verdade sobre esse que costumam chamar de “comandante revolucionário”. Claro que não poderíamos esperar detrações por parte, por exemplo, de Lula, que o considerou “o maior de todos os latino-americanos”. Ou de Luciana Genro, que lamentou a morte de uma pessoa que lutou para enfrentar a pobreza e a desigualdade social, ou ainda do MST, que o considerou como um homem “sábio, forte e humano”. Vocês e os que assim pensam são idiotas ou o quê? Fidel, o falso herói, sempre foi um genocida sanguinário, um tirano irascível, um magnata multimilionário que viveu cercado pelo luxo, tendo Cuba como sua propriedade particular. A esquerda precisa parar de se apoiar em mitos e acreditar em clichês surrados, Fidel sempre foi um crápula, fim.
Adriana Martins inaugura mais um Mocca Coffee and Meal
COMO SE SABE, todos os países que passaram pelo laboratório comunista não conseguiram evoluir socialmente, devido à derrota econômica deflagrada pela absoluta falta de liberdade e a força bruta do terrorismo de Estado. Há, claro, o idiotismo intelectual pregando que toda a tragédia econômica vivenciada por Cuba é obra do “devastador” embargo norte-americano que isola ilha. E quanto ao resto do mundo? Cuba comercializa com dezenas de países em todo o planeta, e nunca progrediu socialmente, entrando em colapso após ter deixado de ganhar as mesadas da falida União Soviética. E sem passar o chapéu não existe socialismo que aguente. Cuba continuará pobre enquanto não abraçar o livre mercado, ou seja, por mais que os esquerdopatas torçam contra, o povo cubano só se libertará quando estiver aberto ao capitalismo.
entre a gente
café que traz os 6 Um ares de Nova York para BH. Essa é a proposta da terceira unidade do Mocca Coffee and Meal, recém-inaugurado pela empresária Adriana Martins, na Alameda da Serra. Este ano, Adriana já abriu outras duas unidades da cafeteria no Belvedere, totalizando um investimentos de R$500 mil. O Mocca Coffee and Meal tem como proposta ser uma extensão mais leve do ambiente de trabalho, possibilitando reuniões de negócios, encontros corporativos ou happy hour com os amigos. a iniciativa da 6 Com Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Municipal de Cultura, foi inaugurado o Museu da Moda de Belo Horizonte – Mumo, o primeiro museu público destinado à atividade no Brasil. O Mumo está localizado no conhecido “Castelinho”, na rua da Bahia.
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estilo OLHO NELES> Editorial mostra as apostas do streetwear mineiro. Inspire-se nas produções urbanas FOTOS BRENO DA MATTA/DIVULGAÇÃO
Novas ruas Basta fazer um balanço deste ano para perceber a visibilidade que a moda mineira mais uma vez alcançou. De um lado, os estilistas já renomados se firmaram ainda mais nos line-ups das semanas de moda. Do outro, o Estado se firma com o que há de mais quente no momento no universo fashion nacional graças à nova safra de estilistas. Marcas que surgiram neste cenário foram responsáveis por dar um gás no streetwear, traduzindo, com suas peças de forte identidade visual, o espírito dos jovens nas ruas. As roupas são versáteis, têm atitude fashion e conversam com os lugares que as pessoas andam frequentando e ocupando na cidade. Camisetas e jaquetas oversized, calças e bermudas em moletom, bombers amarradas na cintura e, claro, o jeans traduzem o espírito urbano. Maiôs ou bodies não ficam necessariamente na praia e tornam-se os novos objetos de desejo, principalmente com as sobreposições. Roupas mais expressivas, que falam por si só – acrescentem-se aí frases de efeito –, e materiais tecnológicos são os destaques no novo streetwear mineiro. Inspire-se nas imagens clicadas – e, de preferência, guarde os nomes a seguir. Lorena K. Martins
À esquerda, a modela usa camiseta Nephew, calça Civil Jeans, brincos Essamulher e sandália acervo. Já à direita, parca Cacete, blusa e calça Mollet, chapéu Nephew e brincos Essamulher
Camisa LED, calça Civil Jeans, blusa Galerie
Bermuda Cacete, camisa Molett, boné Nephew (esquerda). Jaqueta, chapéu e maiô Nephew e brincos Essamulher
estilo
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NÉCESSAIRE Quer garantir alguns minutos de spa na sua casa? Uma boa pedida são as máscaras faciais, que ajudam a cuidar da pele do rosto e a revitalizá-la em pouco tempo. Confira as novidades para cada tipo de pele.
Com extrato de chá verde 6 Detox e antioxidantes que combatem os Calça Molett, brincos Box 19 para LED, maiô Nephew e sandália Melissa
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Prêmio Moda Mineira A Unatrendsetters se inspirou na herança da influência da diáspora africana no cotidiano, cultura e moda do país para premiar fomentadores da moda afrobrasileira em Belo Horizonte. O evento mostrou o desfile de novos talentos, apresentando desde o street wear ao segmento festa dos alunos formados pela UNA. Parte da programação, a 7ª edição do Prêmio Moda Mineira, que homenageia profissionais que se destacam no mercado mineiro contribuindo para a projeção do setor, agraciou, na categoria Jornalista de Moda, a redatora Lorena Martins – responsável pela sessão Pandora, em O TEMPO, e Estilo, no Pampulha.
ARQUIVO PESSOAL
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FICHA TÉCNICA Fotografia: Breno da Matta Styling: Célio Dias Assistente de styling: Raian Maldini Beleza: Ana Jablonsky Modelos: Ariel Moura (Mega Model) Ana Jablonsky (Agência Doze) Henrique Alves (Mega Model) Edição: Lorena Martins Agradecimentos: Benfeitoria
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
L’amour
M
enina! Nem te conto... E assim iniciava a sessão “intrigas”, sem direito a réplicas e tréplicas, já que ela, na posição de paciente, perante a outra, dentista, era obrigada a ouvir de boca fechada, ou melhor, de boca aberta. Ali não escapulia nada nem ninguém. Numa dessas, de boca abertíssima, após ouvir sobre aquilo que aconteceu com “aquela”, pensou lá com seus botões: “Do jeito que fala da fulana, claro, eu também devo ser prato cheio”. Arrependeu-se de ter contado sobre sua última “levantada de moral” via bisturi (em 17 prestações) e sobre aquele cara incrível que há dois meses conheceu na fila da padaria. Tudo bem que usava três brincos, um alfinete no nariz e roupas esquisitíssimas, mas sei lá, de repente, tinha tudo a ver com seu astral do dia. Chegou à conclusão de que seres opostos não necessariamente se atraem, mas acabam despertando alguma coisa. E o cara da padaria, por sinal seu vizinho, a havia despertado. Talvez fosse por seus olhos incrivelmente negros, em contraste
ACIR GALVÃO
com a pele incrivelmente branca. Ou quem sabe aquele seu “ar de poeta de antigamente”, que, em fração de segundo, conseguiu captar. Foi até lá para comprar cigarro e acabou ouvindo uma quase palestra sobre os males do fumo. Nessa hora, pensou em como as aparências realmente enganam: o vizinho tinha pinta de maluco, e era um caretão, e ela, com aquela cara de normalzinha, era nada mais, nada menos do que uma fumante inveterada, uma estressada que, na maioria das vezes, perdia as rédeas da situação e, para esquecer, enchia a cara quando o bicho pegava. Enfim, prato cheio para analista nenhum botar defeito. Louquinha para dar uns tragos, de repente se viu ali, apertando o Carlton na mão, com um raro prazer de destruir sua tentação. Saíram quase amigos. Vizinho novo, só conhecia a padaria. Sob sua orientação, de lá seguiram para a locadora de vídeos, onde, encantados, descobriram ter os mesmos gostos. Claro, jamais diria que, além “daqueles”, incluiria na sua lista “O Exterminador do Futuro” e a trilogia “Duro de Matar 1, 2 e 3”. Non, non. “Jamé”!, como diria sua amiga Lorrance. No caminho, descobriu al-
pendida por tê-la contado em detalhes, ouviu: “Credo! Mas seus dentes estão horríveis! Amarelados... Manchados. É o cigarro, sabia?” Putz! Ela lá pensando no seu poeta de antigamente, e a outra vem com essa, numa de baixo-astral, tipo “você está horrível e coisa e tal”. Mas aí não se deu por vencida e, nessa hora, de boca aberta, disse em alto e bom som: “Parei de fumar!” Ea outra, com aquela cara de espanto: “Ah... é? Como assim?” – L’amour, querida, l’amour! – como diria a sua amiga Lorrance.
gumas “cositas” interessantes, tipo: profissão: “professor de massagens ayurvédicas e reflexologia podal”. Claro, “jamé” também perguntaria que “diabo era isso”, mas, seja lá o que for, adorou o “massagens”. Do vídeo, seguiram à homeopatia, onde uns florais antiestresse, e possivel-
mente antifumo, a aguardavam. Uau! Ele era expert no assunto. Mal a conhecia e já estava preocupado com sua saúde. E incrível: como que em tão pouco tempo sacou seu emocional naturalmente conturbado, para não dizer bagunçadíssimo? Depois... bom, depois vol-
taram para casa, ela pro 102, e ele pro 304, antes combinando um japonês a três esquinas adiante. Deus! O vizinho estava começando a se encaixar... Hum... Arriscaria dizer que era o seu número! Até que, deitada numa cadeira dura de dentista, rememorando essa história e arre-
PS: Eu e Fernando FabbriniestaremosnoshoppingPonteio,nestesábado (10), junto a uma feira de adoção de animais para uma tarde deautógrafosebate-papo sobre o nosso livro “Só de Bicho”, cuja renda será destinada a entidades protetoras de animais de rua. Estaremos lá das 11h às 14h.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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Charme e elegância aos seus pés
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Tapetes de cores, estampas e tecidos diversos podem fazer a diferença na decoração de ambientes GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
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“DOIS EM UM” MOBILIÁRIO MULTIFUNCIONAL É UMA BOA SOLUÇÃO PARA APARTAMENTOS COMPACTOS
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EM ALTA> Sobreposição de tapetes é tendência
Sofisticação e conforto sob os pés Modernizar o ambiente é sempre uma tendência quando falamos de decoração. Uma maneira de proporcionar novo estilo aos espaços é usando tapetes sobrepostos, que quebram a rigidez da composição clássica, além de serem bastante versáteis. “Tapetes sobrepostos demonstram grande capacidade compositiva. É a possibilidade de ousar mantendo a elegância. O ambiente casual fica mais intrigante e o ambiente sofisticado ganha perspicácia. O layout assimétrico agradece às sobreposições também assimétricas, conferindo dinamisDa Redação
mo e amarrando o mobiliário aparentemente disposto de uma forma aleatória”, explica o arquiteto Bruno Vianna. Segundo ele, todo tapete pode fazer parte de uma composição sobreposta, sendo importante ficar atento à altura desses itens para garantir conforto ao caminhar, à conjugação de cores, a texturas e aos desenhos para se obter harmonia no ambiente. “Até um tapete de pelo alto pode ser sobreposto se vier acima de um modelo bem fino. A regra aqui é o olhar profissional para uma montagem harmônica, ressaltando a beleza dos tapetes utilizados e trazendo algo inusitado ao ambiente”, ressalta Vianna.
Tapete na sala de jantar?
A designer de ambientes Laura Santos também utiliza a sobreposição de tapetes em alguns projetos. Ela afirma que essa tendência cria um ambiente mais moderno e personalizado. “Os tapetes sobrepostos proporcionam modernidade e personalização ao ambiente. Eu buscava um espaço moderno, atual, aconchegante e que quebrasse as regras da decoração”, conta. Laura lembra que é preciso procurar tapetes que ganham ligação e se completam e indica: “É importante ficar atento com a sobreposição para que não ultrapasse as circulações do espaço, porém não há uma regra para utilizá-los. A criatividade é livre”.
Durante muito tempo, o uso do tapete na sala de jantar gerou dúvidas. Uns falavam que era errado, outros diziam que quem deveria decidir era o usuário do espaço. Já a designer de interiores Rosane Guedes considera uma opção sofisticada para esse ambiente. Em um de seus projetos, o tapete utilizado delimitou com re-
quinte a área para as refeições. “Esse tapete tem o pelo baixo, compactado e firme. Além disso, tem ampla flexibilidade por ser de material sintético. Ele trouxe impacto visual ao espaço por causa do desenho diferenciado e a cor azul acinzentada”, detalha Rosane. De acordo com ela, para que a composição fique bonita, deve-se
apenas tomar cuidado com o tamanho do tapete que será colocado nesse ambiente. “O ideal é que as cadeiras da sala de jantar estejam sobre o tapete, por isso, devemos ter no mínimo 60 centímetros de sobra de tapete de cada lado da mesa”, ensina. Para quem ainda está receoso e não sabe se aposta nessa solução, a profissional reforça: “Não
HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
Neste projeto de Carmen Calixto, o tapete com padronagem geométrica confere leveza, criatividade e harmonia
existe certo ou errado, depende muito do gosto e da necessidade de cada um. Algumas pessoas adoram andar descalças pela casa ou sentar-se à mesa de jantar e sentir o toque macio do tapete. Já outros têm medo que alguma comida ou bebida venha a cair no tapete, dificultando a manutenção. A escolha é muito pessoal”. RAFAEL CARRIERI/DIVULGAÇÃO
No projeto de Rosane Guedes, o tapete causou sofisticação
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GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO
#ficaadica
WSala de leitura
LEO FONTES
O ambiente criado pela arquiteta Graziella Nicolai para a mostra de decoração Moderno Eternos é um espaço de leitura, estudo e relaxamento. Os móveis e itens decorativos se comunicam com as cores do tapete geométrico.
WLiving Living projetado pela arquiteta Ana Paula Paolinelli para a Casa Cor Minas 2016. O tapete escolhido possui desenho exclusivo da arquiteta, misturando a modernidade e o vintage em sua textura matelassada.
Exclusivo
Projeto de Laura Santos para a Casa Construir 2016 ganhou tapetes sobrepostos
Como escolher o modelo e o material? CarmenCalixto Arquiteta Em qual etapa da decoração é indicado escolher um tapete e por qual razão? A melhor hora de ad-
quirir o tapete é quando estiver comprando os móveis, pois, dessa forma, poderá comprar as cores e texturas desses materiais de maneira que um complemente o outro. O que a pessoa precisa levar em conta antes de comprar um tapete? É preciso
levar em conta o estilo do espaço e as cores usadas na composição, pois esses elementos vão influenciar na escolha do tapete. Um espaço mais descontraído, por exemplo, pode permitir a especificação de tapetes com formato oval, triangular, fugindo do tradicional tapete quadrado, retangular. Outra coisa que precisa ser levada em conta é se as pessoas
WEstar Íntimo Este projeto de Zeuslene Corrêa foi especialmente criado para a Morar Mais por Menos 2016. O Estar Íntimo da Arquiteta é ousado e acolhedor, misturando sofisticação e cores que dão vida ao ambiente, como podem ser percebidas no tapete.
que vão usar o espaço são alérgicas. Se forem, é necessário evitar modelos felpudos e especificar tapetes com pelo baixo, que são mais fáceis de limpar. Que tipo de material (algodão, sisal) é mais usado na decoração? Hoje em
dia, as pessoas querem praticidade, por isso os modelos felpudos não estão sendo mais especificados. Dentro dos modelos baixos, os de lona e sisal são os mais especificado devido, também, à sua praticidade de limpeza. Quais tipos de formato de tapete existem e como escolher? O tapete pode ser
do formato que a pessoa desejar. Redondo, quadrado, oval. O que vai determinar isso é o layout e a decoração empregada no espaço.
WQuarto do Casal Este ambiente foi projetado para a Morar Mais por Menos 2016 por Germana Giannetti e Fernando Hermanny. A tônica dele é a descontração aliada à sofisticação, e o tapete cumpriu bem o seu papel nesta proposta.
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Tapetes sobrepostos demonstram grande capacidade compositiva. É a possibilidade de ousar mantendo a elegância. O ambiente casual fica mais intrigante e o ambiente sofisticado ganha perspicácia. O layout assimétrico agradece às sobreposições também assimétricas, conferindo dinamismo e amarrando o mobiliário
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MINIENTREVISTA
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MULTIFUNCIONAL> Com apartamentos cada vez menores, é importante saber otimizar ambientes
Mobiliário “dois em um” é tendência no décor HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
Os aparDa tamentos esRedação tão cada vez menores nos dias de hoje. Assim, é preciso que o morador saiba como otimizar os espaços para que não haja uma sobrecarga na decoração e uma impressão de desorganização no ambiente. Para isso, o uso de mobiliário multifuncional é uma boa solução, sem deixar o charme e a beleza de lado. De acordo com a arquiteta e designer Simone Rocha, é desejável que um mesmo móvel tenha mais de uma função, proporcionando um bom aproveitamento, como no projeto feito pela profissional para o quarto de duas meninas (veja abaixo). “Como o quarto é pequeno, o painel foi projetado para criar uniformidade entre os três elementos que precisávamos dispor (duas camas e uma bancada), garantindo um visual mais contínuo e longilíneo, de forma a fazer com que o ambiente pareça maior. Além disso, ele faz a função de criado-mudo às duas camas, permitindo que as meninas apoiem copo, livro e celular”, conta. Simone destaca que o projeto conseguiu agregar diversas funções em um mesmo mobiliário sem ocupar muito espaço e, além disso, foi executado de forma a garantir um aproveitamento futuro dos móveis em outro local. “Como a cliente demonstrava interesse em se mudar de apartamento em curto prazo, ela solicitou um móvel que não fosse sob medida, para que depois pudesse ser aproveitado. A ideia é que, futuramente, a cliente consiga utilizar o mesmo móvel ajustando apenas as medidas do módulo central, já que as periféricas acompanham a largura das camas”, explica. Para a designer de interiores Laura Santos, esse tipo de mobiliário “dois em um” facilita para o cliente, pois ele economiza em espaço, além de ser um mobiliário mais simples de ser executado. Em seu projeto para o quarto de um jovem (ver foto ao
Versatilidade
Laura Santos optou por um único móvel que é usado como bancada de estudo e criado-mudo
lado), a profissional criou uma bancada que se estende até se tornar um criado. “Como o espaço do quarto é um tamanho médio, pensamos em criar esse móvel que pode ser usado como criado e também como gaveta e, com isso, você não fica com diversos móveis separados e peque-
nos ocupando espaço. Criamos um móvel maior, que integra mais e dá a sensação de amplitude, deixando o ambiente mais organizado. Normalmente, quarto de jovem tende a ser bagunçado, com muitos elementos visuais. Com esse móvel você consegue essa organização da unidade vi-
sual”, explica. EXEMPLOS Laura também cita outras formas de usar o mobiliário “dois em um”. “Um bom exemplo são as camas tipo beliche que possuem uma bancada embaixo, o armário que pode ser feito junto a uma bancada, ou, ainda, o painel
para televisão, com uma prateleira para guardar livros e outros objetos”, sugere. Simone acrescenta outros exemplos. “Um criado-mudo pode ser utilizado como penteadeira, assim como sofá-cama que recebe hóspedes. Outro bom exemplo é a bancada de desenho para crianças menores, que com uma simples
RODRIGO MARCANDIER/DIVULGAÇÃO
regulagem de altura se adequa à medida que a criança cresce e entra na fase de estudos. Em vez do uso da típica cômoda em quarto de bebê como trocador, uma bancada chumbada na parede também pode ser mais versátil, pois se transforma em local de estudo futuramente”, encerra.
“ O mesmo móvel vira criado, cabeceira e bancada de estudo no projeto de Simone Rocha
Um bom exemplo são as camas tipo beliche que possuem uma bancada embaixo ou o painel para televisão que pode ser feito com uma prateleira para guardar livros
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shopping SOBRANCELHAS> Queda dos fios pode ser causada por doenças; transplante é uma alternativa
Desenho do rosto ALISSON GONTIJO/07.11.10
Da Uma sobranRedação c e l h a b e m cuidada é essencial para conservar a harmonia facial. Porém, mantê-la com boa aparência não é tão simples quanto se imagina. Pelo contrário, pode ser até mesmo um transtorno. A queda dos fios, por exemplo, é motivo de preocupação e, se não investigada, pode não só afetar a autoestima de homens e mulheres. “Existem várias alterações que podem levar à queda dos pelos. É importante consultar um médico dermatologista para verificar os motivos, excluir algumas doenças sérias e definir o melhor procedimento para corrigir a alteração”, afirma a médica dermatologista Luiza Ottoni, que é especialista em cabelos. Nas mulheres, a principal causa do não crescimento das sobrancelhas é o pinçamento estético ou depilação. Doenças infecciosas, como hanseníase e sífilis também podem levar à queda, assim como a Alopecia Areata, uma reação autoimune aos pelos, que pode acometer a sobrancelha. Se não investigadas a tempo, doenças cicatriciais, como Lupus e Liquen plano, podem levar à formação de cicatrizes e à perda permanente dos fios. “Há, ainda, crianças e jovens que sofrem de tricotilomania, ato compulsivo de arrancar fios tanto da cabeça quanto da sobrancelha. Em todas essas condições, pode haver perda de fios do couro cabeludo e do restante do corpo”, destaca a médica.
COMO TRATAR Um dos métodos mais utilizados em casos de perdas ou falhas na sobrancelha é a maquiagem definitiva ou a micropigmentação. Porém, um procedimento específico vem conquistando cada vez mais espaço: o trans-
Estética
Manter a sobrancelha bem cuidada dá trabalho, mas resultado compensa
JOÃO GODINHO/27.06.2016
plante de sobrancelha. “É necessário um diagnóstico preciso e, após a exclusão de doenças, analisamos o grau de perda e assimetria em que se apresenta a queda do cabelo, para indicar o tratamento mais adequado. Atualmente, há a facilidade de optar pelo transplante de sobrancelha, que garante um resultado muito próximo do real”, explica Luiza. TRANSPLANTE Através da técnica Follicular Unit Extraction (FUE) é possível transferir fios mais finos do couro cabeludo, um a um, retirados da parte lateral ou posteSERVIÇO Otávio Boaventura e Luiza Ottoni Endereço: avenida do Contorno, 4.640, 15º andar, Funcionários Telefone: (31) 3223-7554
rior da cabeça, para a sobrancelha. “Isso garante um aspecto muito natural, já que são utilizados fios da própria pessoa. O único ponto negativo é que é necessário aparar a sobrancelha com mais frequência. Por serem utilizados fios retirados do couro cabeludo, eles apresentam maior crescimento que os originais”, explica o cirurgião plástico Otávio Boaventura, especialista em transplante capilar. Boaventura conta que recebe cerca de dois pacientes por dia para fazer o transplante de sobrancelha. “A procura tem aumentado bastante, sendo 80% das operações feitas em mulheres. Ao chegar ao consultório, cerca de 20% delas relatam resultados ruins com outros procedimentos, que são corrigidos ou, pelo menos, atenuados através do transplante”, garante o cirurgião.
Para preencher as falhas, muitas mulheres optam pela técnica da micropigmentação
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WDelta do Parnaíba. O melhor da viagem está no meio do caminho WCenários. Mangue, dunas, praias, lagoas e rios no litoral nordestino
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Especial Rota das Emoções De Jericoacoara a Lençóis Maranhenses, uma viagem-off road por paisagens únicas e exuberantes do Ceará, do Piauí e do Maranhão
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paulo campos paulocampos@otempo.com.br
sala vip W
personagem da semana PAULO CAMPOS
Queensberry lança seis novos roteiros para 2016/2017 A operadora Queensberry lançou, na última terça-feira (6), no restaurante Espaço Toscanini, na Savassi, seus programas de viagem para a temporada 2016/2017, todos com saídas garantidas. Segundo Marco Lourenço, diretor de operações da Queensberry, apesar da crise, nunca se lançou tantos roteiros em uma só temporada. “Crescemos 10% neste ano”, afirma. Com o slogan “Os cenários estão prontos, agora só falta você entrar em cena”, a operadora está lançando seis novas opções de rotei-
ros – Rota do County & Jazz, inspirada na música e incluindo Nova Orleans e Atlanta, o misterioso Uzbequistão e Abu Dhabi, com passagem por Irã, Irlanda do Norte, Escócia e Londres, inspirado em cenários de grandes filmes, Costa do Sol e Barcelona e Os Encantos do Vêneto. Lourenço ainda divulgou a campanha Caça ao Tesouro, que a partir deste ano premia o agente de viagens que mais vender produtos da operadora pelo faturamento, os novos roteiros premium (Os Fabulosos Castelos da Irlanda e Os Belos Lagos Italianos), a parceria
com o seguro de viagens Coris e com a operadora Contiki, que montará a partir de agora roteiros específicos pa-
ra viajantes de idades entre 18 e 35 anos.
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Luís Walter,
gerente regional Sebrae Lençóis Munim, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), fala da Rota das Emoções, hoje considerado o melhor roteiro integrado do Brasil e que corta os Estados do Ceará, Piauí e Maranhão
Como surgiu a ideia da Rota das Emoções? Desde 2005, um consórcio que envolve agentes nos três Estados trabalha em um Plano de Desenvolvimento Integrado, resultado do Projeto da Rede de Cooperação Técnica para a Roteirização, implementado pelo Sebrae e Ministério do Turismo. Passados dez anos, a Rota das Emoções se consolida como um projeto de sucesso e em permanente expansão, sempre focada em ações de promoção do turismo sustentável com responsabilidade socioambiental.
Marco Lourenço (Queensberry) com a equipe da VTours, Alessandra Silva, Vilma Alagiyawanna (diretora) e Elcilane Gouveia
Quantas pessoas (ou parceiros) estão envolvidas nesse projeto? Contamos com apoio das prefeituras de 15 municípios, parceiros institucionais, como ICMBio, associações empresariais, com aproximadamente 800 empresários em todo o território envolvidos diretamente na atividade turística.
Como foi envolver os parceiros nessa iniciativa única e inédita? Como é o trabalho desenvolvido com eles? O trabalho de sensibilização é constante e desafiador. Regularmente estamos no território desenvolvendo ações que visam à competitividade, à qualificação e à sustentabilidade das empresas. Hoje, os parceiros reconhecem o trabalho do Sebrae e os resultados.
Liane Sassen (guia de turismo da Queensberry), Dirceu Diniz (Mappa Turismo) e Vilma Alagiyawanna (diretora da VTours)
Ana Maria (Sobral), Gabriela Ribeiro (Get It), Angela Bittar, Corália (Big Travel), Daura Alvarenga (Decaux) e Sylve Lojda (LCN)
Quais os primeiros resultados que vocês do Sebrae colheram do projeto até agora? Aumento do fluxo turístico e maior permanência no destino.
A Rota das Emoções passa (ou passou) por um processo de ajuste? A Rota das Emoções vem se adequando às inovações do mercado e às mudanças do perfil do turista.
Vocês têm como avaliar o nível de receptividade do viajante? Não temos uma pesquisa específica, mas, em linhas gerais, avaliamos positivamente, com algumas ressalvas referentes às infraestruturas dos municípios.
Quem é hoje o público que procura a Rota das Emoções? Famílias de classe média, média alta, provenientes de Estados do Sul e outros destinos internacionais.
Maria da Graca (Ouro Preto Turismo), João Batista (Primus), Dorinha Paiva (Greenwich) e Tucha Falcon (Tucha Turismo)
Da equipe da operadora Belvitur Priscilla Fernandes, Virgínia Oliveira, Denise Rabelo, Roberta Xavier e Juliana Bitar
Como está sendo elaborada a Rota como roteiro sustentável? Por meio da implementação de metodologias específicas que promovem a melhoria no processo.
Wcheck in/check out
BRAZTOA/DIVULGAÇÃO
Thaísa Santos (Roteiro Turismo), Alberto Antonini (Bio Travel), Ana Maria Costa (Roteiro) e Renato Fruchtengarten (Gartentur)
Manoela Buono (Acta Turismo) com equipe Master Turismo Itália Diniz (Mangabeiras), Rose Fernandes e Lívea Tomich (Matriz)
Suilany Teixeira, gerente regional, (segunda à esquerda) representou o Sebrae do Ceará na premiação da Braztoa
Na rota da sustentabilidade
Presente ao evento da Queensberry, em Minas representada pela VTorus, Saulo Teixeira e Sandra Chaves (Versum Viagens)
Luiz Carlos Moreira (Destaque Turismo), Suely Silva (Potencial Turismo), Gilda Galvazarra e Jussara Gazzinilli (Z9 Viagens)
O Sebrae-CE foi contemplado com uma menção honrosa no Prêmio Braztoa de Sustentabilidade 2016/2017, concedido pela Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), que ocorreu no dia 17 de novembro no hotel Tivoli Mofarrej, em São Paulo. Os projetos escolhidos, segundo a Braztoa, foram aqueles que tiveram a capacidade de apresentar resultados mensuráveis em âmbitos social, econômico e ecológico para as comunidades.
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
Artesanato
No caminho, a cultura local Em todo o roteiro, o turista tomará contato com o artesanato produzido em crochê, carnaúba, taboa e bilro. Em Parnaíba (PI), depois de atravessar a ponte sobre o rio Iguaraçu, peça seu condutor para parar na Associação das Rendeiras de Morros da Mariana, um bairro de Parnaíba, para conhecer a arte da renda em bilro. PAULO CAMPOS
turismo
Rota das Emoções
Três viagens em uma experiência única Roteiro criado pelo Sebrae percorre praias e cenáriosinusitados do Ceará, doPiauíedoMaranhão;tourcomeçaem JerieterminaemLençóisouvice-versa Paulo Campos
Artesanato (II)
Bilro é trabalho demorado Quase todas as artesãs da Rota aprenderam o ofício com as mães e as avós. Reunidas em uma casa simples, rendeiras de bilro tecem peças que podem demorar um mês para serem confeccionadas. Com o bil – espécie de agulha de madeira – almofada de papelão e alfinetes, as artesãs fazem quase tudo à mão. Os preços variam entre R$ 2 (flor) a R$ 3.000 (vestido de noiva). SEBRAE/DIVULGAÇÃO
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
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Viajar pelo litoral nordestino é aventurar-se por paisagens inusitadas. Cada vez que se avança pelas praias, pelo interior, se encontra um visual diferente. De vila de pescadores a cidades típicas do sertão; de praias em meia-lua a enseadas desertas; de dunas douradas a deltas repletos de pássaros; de monolíticos de pedra a cidades engolfadas pela areia. Nada é muito igual. As dunas de Jericoacoara não têm a solidão do deserto de areia dos Lençóis Maranhenses; a travessia de balsa no rio Guriú não se assemelha à do rio Preguiças; a beleza cênica da praia de Macapá provoca sensações distintas da de Préa; a natu-
passam rente à pele como uma navalha, evidências dos caprichos de uma natureza indomável. Toda essa diversidade faz parte do roteiro praiano criado pelo Sebrae, com apoio do Ministério do Turismo, há cerca de dez anos, de nome poético. A Rota das Emoções percorre 680 km entre os municípios de Jericoacoara, no Ceará, e Barreirinhas, no Maranhão, passando por 14 cidades, tendo como porta de entrada Fortaleza (CE) ou São Luís (MA). Na década de 70, um político piauíense criou o projeto Cepimar (CearáPiauí-Maranhão), o embrião da Rota.
reza do Delta do Parnaíba não compete em diversidade com os manguezais da orla de Tatajuba. Os movimentos que se repetem como em um balé monocórdico são os do kitesurfe, cujas velas colorem o céu nordestino todos os anos entre os meses de agosto e dezembro. O esporte é prenúncio de temperaturas altas, escaldantes e ventos fortes, que encurvam a vegetação e
Quem leva Operadora: Viagens Master Inf.: Consulte o seu agente Época: Baixa temporada/2017 Preço: A partir de R$ 2.785 à vista, sem aéreo Inclui: 2 noites em Barreirinhas com café; 2 noites em Parnaíba com café; traslado São
Luís/Barreirinhas regular, tour 4x4 lagoa Azul, circuito rio Preguiças até Caburé, traslado Barreirinhas/Parnaíba, passeio pelo Delta. 4x4 pelas praias litoral leste, traslado rodoviária e passagem de ônibus até São Luís ou Teresina EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ROTA DAS EMOÇÕES PARQUE NACIONAL DOS LENÇÓIS MARANHENSES Santo Amaro
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225 Barreirinhas
Tutóia
Luís Correia
025
MARANHÃO
Cajueiro da Praia
Cruz
Araioses 034
Barroquinha Camocim
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São Luís
PARQUE NACIONAL DO JERICOACOARA
ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL DO DELTA DO PARNAÍBA
Paulino Neves
346
Parnaíba 343
210
PIAUÍ
402 Chaval
402
Jijoca de Jericoacoara
CEARÁ
Fortaleza
MUNICÍPIOS ESTRADA ASFALTADA ESTRADA DE CHÃO RODOVIAS FEDERAIS RODOVIAS ESTADUAIS AEROPORTOS
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Em quatro anos, cerca de 170 mil pessoas percorreram a Rota criada pelo Sebrae em 2005
Pescadores no rio Guriú, em Camocim
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Site da Rota permite que o turista customize a viagem
Artesanato (III)
Além das fronteiras A arte das rendeiras tem ganhado destaque: já chegaram até a França e o Japão. Na parede, viraram quadros peças produzidas para o estilista Walter Rodrigues no desfile da São Paulo Fashion Week, o vestido feito sob encomenda para dona Marisa para a posse de Lula na Presidência e outro para Marcela, a mulher do presidente Michel Temer.
Na Rota, o turista pode alugar bike ou quadriciclo para desbravar as praias
“A essência da Rota das Emoções é off-road”, resume Carina Câmara, do Parnaíba Convention & Visitors Bureau, um dos parceiros do Sebrae no Piauí. Em veículos 4x4, receptivos percorrem praias recônditas, trilhas em meio ao mangue, percursos em dunas e estradas de asfalto, com pernoites em vilas rústicas, paradas estratégicas para banhos refrescantes em praias desertas, travessias
de rios e tours dos mais diversificados. “É um roteiro dinâmico”, acrescenta Omar Sin, consultor de turismo e hotelaria da Rota, um roteiro integrado entre os Estados do Ceará, do Piauí e do Maranhão. O roteiro não é engessado, ao contrário, pode ser customizado de acordo com o interesse do viajante – o site da Rota (www.rotasemocoes.combr) criou a ferramenta “Planeje sua via-
gem”. A duração é variável, de 7 a 12 dias, assim como o meio de locomoção – 4x4 (mínimo de quatro pessoas), transporte regular ou barco – e os meios de hospedagem – hotéis de luxo, intermediários e econômicos. À exceção dos tours, essas escolhas influirão no preço final do pacote, que pode variar entre R$ 1.900 e R$ 3.800 por pessoa, sem contabilizar o custo do bilhete aéreo.
5W
O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
Aves em lagos de Jijoca
PAULO CAMPOS
Estrada ou litoral, eis a questão
Caprichos da natureza pelo caminho: a árvore penteada no trajeto para Luís Correia, curvada pela ação dos ventos SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Compra por 52 receptivos O ideal, adianta Osmar, é um mínimo de, pelo menos, sete dias. “Em menos tempo, o turista não vai conhecer quase nada”, adianta. Também é necessário planejar a viagem com antecedência para garantir o preço em conta do bilhete aéreo, que não está incluso no pacote. Hoje, dezenas de agências de viagens e operadoras organizam viagens combinando os três Estados. No site da Rota das Emoções, o viajante também pode comprar a tour em 52 agências de receptivos. O endereço ainda relaciona 290 meios de hospedagem e 341 estabelecimentos que oferecem serviços, entre bares, restaurantes, lojas de artesanato, postos de gasolina, hospitais e escolas de kitesurfe. Recentemente, a Rota das Emoções foi finalista do Prêmio Braztoa de Sustentabilidade pelo reconhecimento das boas práticas sustentáveis nas áreas ambiental, econômica e social.
De bugue e quadriciclo é possível desbravar praias e as dunas do percurso
Saiba mais Porta de entrada: Fortaleza (CE) ou São Luís (MA); Duração: Mínimo de sete dias; Pacotes: De R$ 1.900 a R$ 3.800 por pessoa (sem aéreo); Média de gastos diários com alimentação: R$ 35 a R$ 100 por refeição; Melhor época: Junho a fevereiro (alta estação, com ocorrência de chuvas entre janeiro e fevereiro) e março a maio (baixa estação). Custo médio dos passeios regulares. Privativos só sob consulta. Pedra Furada: R$ 150 Lagoa do Paraíso: R$ 300 (para 4 pessoas) Aluguel de equipamentos para prática do kitesurfe:
R$ 300/dia / aula de kitesurfe: R$ 220 a hora Passeio de dia inteiro no delta (Feijão Bravo com evoada dos guarás): R$ 80 por pessoa (regular) e R$ 680 (lancha 5 pessoas o dia inteiro) R$ 80 por pessoa Aluguel de bugue (só em Jericoacoara): R$ 300 (para até quatro pessoas) Aluguel quadriciclo: R$ 150/dia Passeio no rio Preguiças até Caburé: R$ 80 por pessoa Grandes Lençóis/Circuito das Lagoas (Azul, Bonita, Esperança, Caiçara e dos Peixes): R$ 80 por pessoa Pedra Furada, árvore da Preguiça, Préa e lagoa do Paraíso): R$ 350 (4 pessoas) Flutuação rio Formiga / Canto dos Atins: R$ 120 (carro)
Saímos bem cedo de Fortaleza para Jericoacoara pelo asfalto. Há outra opção, porém mais longa. Pode-se fazer o trajeto a partir de Cumbuco a Acaraí de Amontada pela beira da praia. O senão é alongar a viagem em mais quatro horas. No entanto, o esforço e o cansaço é compensado por paisagens espetaculares das praias de Pecém, Taíba, Paracuru, Lagoinha, Guaiuru, cenário do último episódio da série global “No Limite”, Emboaca, Mundaú, Itapipoca, terra natal do folclórico Tiririca, Alpix, Caetano e Icaririzinho. A Tribus EcoTrip (tribusecotrip.com.br), uma das agências de receptivo credenciadas pelo Sebrae, recomenda o percurso mais longo. Quem preferir o trajeto normal tem a opção do traslado compartilhado, que diminui o custo em 50%. Jânio Freitas, da Tribus, aconselha iniciar a rota em Préa, vila de pescadores colada a Jericoacoara e sede da melhor escola de kitesurfe da região, a Rancho do Kite. “É uma nova Jeri que está nascendo ali”, comenta. Quatro horas depois chegamos a Jericoacoara. Para quem ouviu só falar de nome, Jeri, como é chamada pelos locais, foi descoberta nos anos 90 pelos turistas estrangeiros, especialmente os velejadores. É, na verdade, uma vila rústica cercada por imensas dunas móveis numa área de proteção ambiental, o Parque Nacional de Jericoacoara. Apesar de pequena, exala uma atmosfera urbana por atrair gente do mundo inteiro.
W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
turismo
Camocim
Ceará
Pinto Martins é filho ilustre
Cenários
Camocim é a terra do aviador Pinto Martins, que dá nome ao aeroporto internacional de Fortaleza. Ele começou uma viagem em Nova York, em novembro de 1922, e concluiu no Rio de Janeiro, em fevereiro de 1923, a bordo do hidroavião Sampaio Corrêa II, depois de completar 5.678 km de percurso. ALCHYMIST/DIVULGAÇÃO
de tirar o fôlego de viajantes De Jericoacoara a Chaval, roteiro atravessadunas, praias desertas, rios quedesembocam no mare revela as curiosidades do sertão,como Chaval Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Lagoa do Paraíso
Inspiração em Ibiza O Alchymist foi adquirido pelo italiano Giorgio Bonelli. Ao lado da barraca rústica, Bonelli fez sua Ibiza, referência à ilha espanhola dos ricos e famosos, ao criar um espaço exclusivo. Com custo de R$ 100, se usufrui do paraíso em gazebos com cama, piscina de frente para a lagoa, hidromassagem e cortesia de três drinques. PAULO CAMPOS
Artesanato
Crochê como um suvenir Visitar o Mundo Jeri é um bom programa não apenas para quem pretende comprar, mas para conhecer a história das crocheteiras do vilarejo que se profissionalizaram, se ornanizaram numa associação e hoje vendem sua produção (chapéus, blusas, biquinis, redes, toalhas, vestidos, colchas etc.) a preços entre R$ 15 e R$ 250.
Minha hospedagem em Jeri é uma pousada que sintetiza o espírito do lugar. A Vila Kalango (vilakalango.com. br) é um projeto que utiliza madeira de eucalipto na construção dos bangalôs, palha de carnaúba no telhado, cordas de sisal, bambu e chita na decoração, tijolinhos de argila vermelha, em meio à área ajardinada por coqueiros, cajueiros e plantas nativas. Me instalei em um bangalô confortável – todos têm a mesma configuração –-, mas há opção de se hospedar em palafitas suspensas, com ventilação natural. Os donos da Vila Kalango são os mesmos da Rancho do Peixe, na praia de Préa, outra pousada que investe em técnicas de construção ecológicas. Uma das vantagens da Rota é ter opções de hospedagem para todos os públicos. Duas noites em Jeri são suficientes para percorrer de bugue as dunas do parque, empreender uma caminhada até a Pedra Furada, cartão-postal obrigatório, e visitar a lagoa do Paraíso, famosa pelas redes instaladas dentro d'água. Em torno da lagoa formada pelas águas da chuva estão barracas com infraestrutura, entre a melhor delas a Alchymist (alchymistbeachclub. com). A dica é experimentar a especialidade da casa, o robalo inteiro na brasa ao preço de R$ 185, suficiente para satisfazer quatro pessoas. No fim de tarde, por volta das 17h30, os turistas cumprem um ritual: se dirigem à duna em frente ao vilarejo para contemplar o pôr do sol. Outra maneira de desfrutar do espetáculo é no Club Ventos (clubventos. com.br), no extremo leste da vila. A estrutura - com restaurante, espreguiçadeiras e escola de kitesurfe – é aberta ao público. Thiago Orefice, coordenador de es-
portes, mantém uma equipe treinada para ensinar o beabá a iniciantes e alugar equipamento aos experts no esporte. “Jeri é o melhor lugar do mundo para praticar o windsurfe”, comenta o dinamarquês Ville Vili, 44. À noite, no restaurante Sonia Cavalcanti Angelotti, cearense com experiência gastronômica no italiano Freddyssimo, primeiro restaurante de Jeri, mostra por que o Pimenta Verde (Facebook/ pimentaverde) é o preferido dos turistas internacionais. A culinária regional, como o peixe em crosta com ervas, é de comer de joelhos.
Jericoacoara é o destino mais famoso da Rota das Emoções; vila pode ser alcançada pela praia ou pelo asfalto
Camocim De Jericoacoara até Lençóis Maranhenses, o melhor está no meio do caminho. Atravessa-se o Parque Nacional de Jericoacoara 7 km pelo litoral, beirando as dunas. Por um minuto se desvia do roteiro para conhecer uma camboa no mangue de onde partem passeios de barco para avistar cavalosmarinhos. Depois da parada estratégica em Tatajuba para um banho refrescante, seguimos em direção a Camocim, atravessando de balsa o rio Guriú. Deixamos para trás o Parque Nacional de Jericoacoara e percorremos mais 2 km por trilhas entre mangues e praias desertas. Desta vez, pela Coop Buggy, uma das empresas de bugue credenciadas pelo Sebrae. De repente, estamos em uma das lagoas da região que ainda não secaram. Na Barraca do Didi, uma das 11 à beira da lagoa, o atendente traz peixes frescos e de nomes estranhos na bandeja para serem escolhidos. Depois do descanso, de volta à estrada que leva até a Ilha do Amor, um dos bairros de Camocim, em mais uma travessia de balsa. Detalhe: estamos literalmente ilhados, a balsa funciona até as 17h, depois, só no dia seguinte. Na ilha, o destino é a praia de Maceió para vislumbrar mais um pôr do sol da barraca de praia Kit Zen, do italiano Omar Nigro, 39.
Onde comer Jericoacoara: Alchymist. Lagoa do Paraíso. A dica é o ceviche de peixe a R$ 52. www.alchymistbeachclub.com Pimenta Verde. Rua São Francisco. Saboreie a lagoa gratinada. Preços variam de R$ 33 a R$ 155 por pessoa. Camocim: Ponto 10: Rua José Maria Veras, 1.405. Peça o filé de medalhão ao molho madeira (R$45)ouofiléàcubana(R$38).
O proprietário do Alchymist é o italiano Giorgio Bon VILA KALANGO/DIVULGAÇÃO
Duna pode ser vista da palafita na Vila Kalango, que possui varanda e janelões panorÂmicos; Rota das Emoções tem hospedagens para todos os gostos e bolsos
turismo
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SEBRAE-CE/DIVULGAÇÃO
Pedras gigantes e pinturas rupestres
Pôr do sol na duna em frente à vila: um ritual
De Camocim até Chaval, última cidade da Rota no Ceará, a estrada se adentra para o interior,passando porBarroquinha. Aconselha-se desviar do caminho para banhar-se na praia de Bitupitá, paraíso selvagem numa vila de pescadores com modestas e coloridas casas, um farol branco na duna e canoas nas praias. De volta à estrada, avistam-se monolíticos de pedra. É Chaval, a cidade das pedras. Num rochedo no centro, foi erguida uma gruta em homenagem a Nossa Senhora de Lourdes, hoje ponto de peregrinação. Mas é na aventura eno ecoturismo que Chaval se revela aos turistas – no entorno, há sítios paleontológicos e o leito do rio Timonha. Depois de visitar a gruta, a segunda parada é em Porto Mosquito, de onde partem passeios para avistar o peixeboi-marinho e onde acontece
festivais de vela e pesca artesanal. Do local também saem barcos para a pesca do sururu, peixe que rende caldos e moqueca. Esses sabores locais podem ser experimentados no restaurante Mutão. Simples e informal, o Mutão tem uma curiosidade: uma trilha que sai de trás do restaurante e, escalando-se os monolíticos, leva a pinturas rupestres. O receptivo Chaval Tour (chavaltour. com.br)oferece passeios a pedras gigantes, como a da Baliza, a da Carnaúba e a do Pássaro, e aos petróglifos nos sítios de Oliveira e Trovoadas. Mas o queintriga os moradores de Chaval é o desaparecimento das ossadas da preguiça-gigante, enorme animal pré-históricos. Descoberta em 1965 na cratera de uma pedra, os vestígios foram levados para Sobral e, desdeentão, não se sabe o paradeiro deles.
Receptivos Piauí: Eco Adventure: (86) 3323-9595 ou eco@ ecoadventure.tur.br. Site: ecoadventure.tur.br Clip Ecoturismo: (86) 3322-3129 ou clipecoturismo@clipecoturismo.com.br. Site: clipecoturismo.com.br Maranhão: Baluarte: (98) 3479-1302 ou contato@baluarteecoturismo.com.br. Site: baluarteecoturismo.com.br Vale dos Lençóis: (98) 98852-5460 ou ecoturismo@valedoslencois.com. Site: valedoslencois.com. Tropical Adventure: (98) 3349-1987 ou tropical.adventure@terra.com.br.Site: tropicaladventure.com.br Barreirinhas Adventure: (98) 3349-0228 ou barreirinhasadventure@outlook. com. Site: barreirinhasadventure.com.br CHAVAL TOUR/DIVULGAÇÃO
ALCHYMIST/DIVULGAÇÃO
Praia de Maceió é destino em ascensão
nelli, dono do homônimo quase Alquimista, de Praga
Hospedagem Jericoacoara: Vila Kalango. Rua das Dunas, 30, Jericoacoara. Reservas: (88) 3669-2289, www vilakalango.com.br e reservas@vilakalango.com.br. Diária média a partir de R$ 530 a R$ 790 (setembro a dezembro) e a partir de R$ 390 a R$ 1.200 (alta temporada) para duas pessoas.
Oempresário OsmarNigroescolheu a praia de Maceió para fazer quatro empreendimentos imobiliários, apostando no crescimento do turismo. “Não fui eu que descobri o Nordeste, o Nordeste é que me descobriu”, brinca. Kit Zen é um complexo com taverna, pizzaria e escola de kitesurfe. Por suas relações na Itália, Nigro traz duas vezes por ano treinadores da equipe do Inter de Milão para treinar 85 crianças carentes. EmCamocim, a infraestrutura começou a ser planejada para os futuros turistas. Um veleirodever começar em breve passeios pelo rio Coreaú; o píer foi revitalizado e proporciona passeios de barco; um
hotel com 21 vilas será concluído nos próximos meses. Na cidade, a dica é desgustar o peixe frito com baião de dois (R$ 45) no Ponto 10(restauranteponto10.vitrinevirtual.net). Desde que começou a Rota das Emoções, a hotelaria deu um salto qualitativo em Camocim. Minha hospedagem foi no hotel de charme Casa São José (www.casadesaojose.com.br), residência de veraneio de uma família portuguesa transformada em pousada, com toda a mobília e objetos de decoração trazidos de Portugal e dez quartos exclusivos. “É um hotel para se sentir em casa”, afirma a gerente Sandra Grzegozeski. SEBRAE-CE/DIVULGAÇÃO
A pedra da Carnaúba é um dos monolíticos mais altos de Chaval, com 104 m; dentro dela tem carnaúbas e um lago PAULO CAMPOS
Receptivos Ceará: Tribus Ecotrip Turismo de Aventura: Rua Vinte Quatro de Junho, 329, Barra do Ceará, Fortaleza. Inf.: (85) 3091-8644 ou contato@tribusecotrip.com.br. Site: www.tribusecotrip.com.br Coop Bugie. Contato com João Gaúcho, pelo telefone (88) 9960-7372.
O camarão no abacaxi é uma iguaria encontrada em todo o litoral SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Cooperativa de Transportes Turísticos de Jijoca de Jericoacoara (Cooper Jeri): luiscarlosjeri2@hotmail.com ou cooperjeri2@gmail.com.
Camocim: Hotel de Charme Casa São José. Rua Engenheiro Privat, 149, Camocim. Reservas: (88) 3621-1056, www.casadesaojose.com.br e mario@ mvchoteisdecharme.com.br. Diária média a partir de R$ 260 (baixa) e R$ 320 (alta) por acomodação.
Piauí: Natur Turismo: (86) 3322-8174 / 9971-51 43 / 8835-6435 / 88221261 ou atendimento@naturturismo. com.br. Site: www.naturturismo.com.br Além da Rota das Emoções, vale visitar de quadriciclo a praia de Barra dos Remédios
Peixe frescos pescados e preparados na hora nos restaurantes das vilas
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turismo NATUR TURISMO/DIVULGAÇÃO
Praia de Macapá: a mais bela do Piauí BKG/DIVULGAÇÃO
Piauí
Parnaíba é ‘metrópole’ no trajeto
No meio da Rota, emoções e surpresas em gota Menor litoral do Nordeste, Estado temincrível belezacênica e éuma dasportas de entradapara oDeltado Parnaíba,uma raridadenas Américas Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
O rio Ubatuba é a divisa natural dos Estados do Ceará e Piauí. As estradas na Rota das Emoções são um tapete retilíneo nesse trecho do Nordeste. De Chaval a Tutóia, as paisagens se transformam de uma curva a outra – da mata ciliar à caatinga. De um lado e de outro, vegetação seca dá indícios que não chove há seis meses. Estamos a caminho de Tutóia, no menor trecho – apenas 6 km de praias – e menos conhecido pelos turistas do litoral nordestino. NoPiauí, começao grandiloquente Delta do Parnaíba. Depois de povoados com nomes estranhos, nosso destino é o distrito com o lindo nome de Cajueiro da Praia, onde foi descoberto pelos pesquisadores da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) e da Universidade Federal do Piauí (UFPI) o maior cajueiro do mundo, com 8.800 m², desbancando no ano passado o cajueiro de Pirangi (RN). Nesse trecho ainda selvagem do litoral, descortinamsebelíssimas praias – Cajueiro da Praia, Barra Grande, Macapá, Coqueiro e Atalaia, cada uma mais surpreendente que a outra. Es-
tamos no santuário ecológico do peixe-boi e também em uma região com os melhores ventos do Nordeste para a prática do kitesurfe. São os adeptos do esporte, a maioria de estrangeiros, que colocaram o Piauí no mapa turístico internacional.
Kitesurfe A pousada BGK (ou Barra Grande Kitecamp, bgk.com. br) é referência para os esportistas. Barra Grande é Jericoacoara há 15 anos, uma vila de pescadores de 3.000 habitantes com ruas de areia, onde se concentram pousadas, meia dúzia de restaurantes e um comércio tímido. Ao lado da pousada, uma escola de kitesurfe ensina aos iniciantes os segredos do esporte que colore o céu e desafia os mais experimentados. Ivan Louro, 28, gerente da BG Kite School, afirma que a geografia de Barra Grande coloca o destino como o mais seguro para se velejar no planeta. Como a BKG estava com 100% de lotação, nossa hospedagem foi na pousada Manati (manatibrasil.com.br), com acomodações que vão do standard às casas de charme, que acomoda até nove pessoas.
“O Piauí é o patinho feio do Nordeste que está virando cisne”, sintetiza Beto Piovan, da agência de receptivoi Natur Barcos levam turistas nos manguezais para ver o habitat do cavalo-marinho BKG/DIVULGAÇÃO
Onde comer Vila Itaqui. Estrada do Farol, s/nº, Luís Correia. (86) 98825-2010 ou vilaitaqui@ gmail.com. Site: vilaitaqui@ gmail.com. O restaurante serve peixe a itaqui a R$ 68. Para hospedar, as diárias estão a partir R$ 275 (apartamento térreo), R$ 335 (apartamento superior) e R$ 395 (bangalô), todos para duas pessoas. Torquália Porto das Barcas, Parnaíba. Experimente o camusquim (espaguete ao molho de camarão) a R$ 27 ou peixe ao molho de camarão a R$ 40 por pessoa. Os petiscos variam de R$ 18 a R$ 40. MÚsica ao vivo de quarta-feira aos sábados. Kitesurfe em Barra Grande, povoado que atrai muitos estrangeiros na alta estação
José Roberto Piovan Filho, o Beto, é um paulista que enxergou as potencialidades de Barra Grande e se mudou em 2009 para o destino. Ele criou a Natur (naturturismo. com.br), operadora de turismo ecológico com sede em Parnaíba, a segunda maior cidade do Piauí. “Meu foco é a Rota das Emoções com serviço personalizado”, afirma. Nossa primeira visita é a praia de Macapá, a mais linda da Rota das Emoções, em Luís Correia, a 60 km de Barra Grande. A continuidade de Macapá são as praias de Coqueiro e Atalaias, essa última a única urbana. No meio do caminho entre Barra Grande e Luís Correa, parada na praia de Coqueiro para contemplar a árvore penteada, umtamarineiro que se envergou devido à ação dos ventos. Antes de seguir caminho para Parnaíba, uma moqueca de camarão é a melhor pedida na Vila Itaqui (www.vilaitaqui.com. br),uma pousada combangalôs em meio à natureza. Ao chegar em Parnaíba, nossa hospedagem é na pousada Vila Parnaíba (www. pousadavilaparnaiba.com. br), nas imediações do centro histórico. Os proprietários da pousada são donos do receptivo Clip Turismo (clipecoturismo.tur.br),que opera roteiros no Delta do Parnaíba. No caminho para a revoada dos guarás, depois de atravessar a ponte sobre o rio Iguaraçu, sentido da Ilha Grande de Santa Isabel, peça seu guia para parar na Associação das Rendeiras de Morros da Mariana para conhecer a arte da renda em bilro.
turismo
9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
SEBRAE-PI/DIVULGAÇÃO
BGK/DIVULGAÇÃO
Revoada de guarás: pássaros vermelhos cor de sangue
Em frente a BGK: escola de kitesurfe
Hospedagem Piauí: Barra Grande: Pousada BKG. Rua Pontal da Barra, 205, Barra Grande. Inf.: (86) 3369-8019 ou contato@barragrandekitecamp.com.br. Site: www. barragrandekitecamp.com. br. Diária a partir de R$ 260 a R$ 960 para o casal, dependendo da categoria e da época do ano. Pousada Manati. Rua Pontal da Barra, 479. Barra Grande. Inf.: (86) 3369-8100 ou reservas@manatibrasil. com.br. Site: www.manatibrasil.com.br. A partir de R$ 540 (quarto de luxo) e a partir R$ 405 (standard) para duas pessoas.
Guarás e entardecer em ritmo lento O Delta do Parnaíba é um capricho da natureza. São tantas as possibilidades de passeios que é difícil escolher. Com o apoio do receptivo Eco Adventure (ecoadventure. tur.br), fomos empreender o tour mais pedido pelos turistas, a revoada dos guarás. O ponto de partida é Por-
to dos Tatus, no bairro de Ilha Grande, a 11 km de Parnaíba, um dos principais portos de embarque para passeios no delta. Até a ilha dos guarás é uma hora de barco, comparada em uma duna para contemplar o cenário. No caminho,um nativo caracterizado de índio narra a história
dos Tremembés, primeiros habitantes da região. A experiência de ver os guarás, pássaros de coloração vermelha, se recolhendo ao entardecer na copa das árvores é indescritível, emocionante até. Silenciosas, elas chegam solitárias ou em bandos, aos poucos.
Depois de tanta beleza, retornar para a pousada, tomar um banho quente e comer um espaguete ao molho de camarão no Torquália é descobrir o lado B de Parnaíba. Porto das Barcas, a exemplo do Porto Maravilha, no Rio, e a Estação das Docas, em Belém, foi revitalizado, e
os antigos armazéns abrigam hoje lojas de artesanato, bares e restaurantes. Torquáliaé umadessascasas descoladas, alternativas. O dono é um admirador do letrista e poeta Torquato Neto e do movimento Tropicália, o que explica o nome. De quarta a sábado, os ritmos se alternam em shows ao vivo.
Parnaíba: Vila Parnaíba: Pousada Vila Parnaíba. Rua Monsenhor Joaquim Lopes, 500, Parnaíba. Inf.: (86) 3323-2781 ou reservas@pousadavilaparnaiba. com.br. Site: www.pousadavilaparnaiba.com.br. Diárias a partir de R$ 160 (individual, por pessoa) e partir de R$ 210 (duplo, para casal) na categoria standard.
W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
Passeio off (II)
As rendeiras de Marcelino Um afluente do rio Preguiças nos leva ao povoado de Marcelino. Depois de capacitadas pelo Sebrae, as artesãs criaram a Cooperativa de Artesãs dos Lençóis Maranhenses (ArtCoop), que produzem peças em buriti das mais diversas, hoje expostas em uma loja em Barreirinhas e também em uma unidade no bairro do Catete, no Rio.
turismo
Maranhão
Ecoturismo por ilhas, mata e até dunas Maior parte do Delta do Parnaíba está no Maranhão; além daspraias, viajante busca um dos momentosmais sublimesda Rota, as imensas dunasde areia comlagoas
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Passeio off (II)
Um planta multiuso Os preços dos produtos variam de R$ 10 (meiabolsa) a R$ 155 (rede). Boa parte da produção é feita sob encomenda. “Do buriti não se desperdiça nada”, afirma Sonia Maria Batista Cabral, 43, presidente da Artcoop, revelando preocupação na preservação ambiental. Desde bancos até cobertura para casas, tudo é produzido com palha de buriti. PAULO CAMPOS
Espelhos d’água, mangues, dunas, lagoas, animais silvestres, rios e praias. O Delta do Parnaíba, um arquipélago com 2.700 km² de área e mais de 70 ilhas, é uma paisagem única e surpreendente. É o segundo maior delta do mundo, atrás apenas do Delta do Nilo. Grande parte do delta está no Maranhão, não no Piauí. Quando deságua no mar, o Parnaíba se abre em cinco braços: Igaraçu, Canárias, Caju, Melancia e Tutóia, quatro deles em território maranhense, segundo nosso guia Marcos Dutra, 50, da Clip Turismo. Tutoia é nosso próximo destino. Há duas maneiras de se chegar à cidade maranhense: numa travessia de três horas de barco a partir de Parnaíba ou de carro pela estrada. Por causa do tempo escasso, fui aconselhado a fazer o segundo. As versões para o nome Tutóia são variadas: a mais curiosa é que deriva de Totói, que significaria “beleza, encanto”. A mais aceitável é que na língua dos índios Tre-
membés significa “lençol de areia”, em referência à proximidade com os pequenos lençóis.
Ecoturismo Sem dúvida, há muitos passeios para se fazer no Delta do Parnaíba. Segundo o turismólogo Patrick Pereira de Araújo, 33, do receptivo Baluarte Turismo (grupobaluarte.com.br), o campeão de audiência é o roteiro de um dia inteiro. O tour conduz o visitante pelos igarapés, pelo cemitério de navios – ótimo lugar para mergulho –, pelas ilhas com dunas e pelas praias desertas – com parada para almoço em um restaurante rústico– e, no fim da tarde, para assistir à revoada dos guarás. O tour custa R$ 80 com almoço. Barcos grandes que levam muitos turistas não são recomendáveis, melhor é optar pelas lanchas rápidas.
nho, garças azuis, guarás vermelhos, bosque de igarapés e extensas faixas de praias de água doce. Seja qual for o roteiro da Baluarte, ele pode ser combinado com tours de catadores de caranquejo nos manguezais ou com o passeio noturno para observar os jacarés. Binóculos e lanternas são bem-vindos nos passeios, assim como repelentes.
Pequenos Lençóis Clássico, o tour pelas praias margeia os pequenos lençóis – 100 km de dunas que avançam do litoral para o interior, num percurso de 22 km em veículo Toyota Bandeirante até a ilha do Amor. No retorno, a pedida é um camarão no abacaxi no restaurante Baluarte.
Lençóis Maranhenses têm 155 mil hectares de extensão, o tamanho da cidade de SP Como veio para Tutoia há dez anos, e os turistas reclamavam da pouca infraestrutura, Araújo construiu uma pousada com área de piscina, restaurante e 12 apartamentos, com opção de hospedar entre uma e quatro pessoas. A média de diária é de R$ 100 por pessoa. Depois que começou a Rota das Emoções, o cenário turístico de Tutoia mudou, reconhece Araújo. “Até então tínhamos potencial, mas não havia investimento”, comenta. Mas, a partir de agora, muitos desses cenários poderão povoar os sonhos de muitos viajantes. ARQUIVO PESSOAL
Ilha do Caju No delta, uma das mais belas ilhas do percurso, a do Caju, é parada obrigatória. São 28 km de extensão e um encontro perfeito entre as dunas e o mar. Pelo camiO casal Pascal e Sofia na lagoa Caiçara, a mais nova dos Lençóis SEBRAE/MG
SAIBA MAIS Onde hospedar-se: Tutoia: Pousada Baluarte. Av. Magalhães de Almeida, 914. Inf.: (98) 3479-1302 ou contato@ baluarte.tur.br. Site: baluarte. tur.br. A partir de R$ 130 (individual) a R$ R$ 270 (triplo).
Passeio off (III)
Farinha para subsistência Fora do roteiro, a Tropical Adventure oferece um plus ao visitante. Descer 20 minutos de lancha o rio Preguiças até a comunidade de Tapuio para conhecer e viver a experiência de todas as etapas da produção da farinha, compartilhadas por 200 famílias conforme a necessidade. Também é possíveç presenciar a colheita da juçara (nome dado ao açaí na região).
Barreirinhas: Hotel-Pousada Buriti. Rua Inácio Lins, s/nº. Inf.: (98) 3349-1800 ou reserva@pousadaburiti.com.br. Site: pousadadoburiti.com.br. Diária a partir de R$ 210 (baixa) e R$ 315 (alta) para apto duplo. Onde comer: Tutoia Restaurante Baluarte: Localizado na Pousada Baluarte. A cata de caranguejos, em igarapés como o do Feijão Bravo, pode ser combinada com outros tours pelo delta
Experimente o camarão no abacaxi ao preço de R$ 70 para duas pessoas.. Barreirinhas: Porto Preguiças Resort: Deguste o peixe ao molho de camarão com arroz branco a R$ 96 para duas pessoas. Restaurante A Canoa. Av. Beira Rio. A pedida é a Sintonia do Mar, com peixes e frutos do mar, a R$ 97,50 para duas pessoas. Restaurante O Bambu. Av. Beira Rio, 391. O prato Delícias do Maranhão (arroz de cuxá, farofa, vinagrete, caranguejo, filé de peixe e camarão) sai a R$ 95 (para duas pessoas).
turismo
11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Com ou sem lagoas, Grandes Lençóis encantam turistas
Lagoa Azul: a mais profunda e com concentração de cores
Tutoia se situa em um ponto estratégico entre o delta do Parnaíba e os Lençóis Maranhenses De lá, são 85 km até Barreirinhas, e o trajeto pode ser feito cortando as dunas em carro 4x4, com guia-condutor do receptivo Tropical Adventure (tropicaladventure.com.br). No período de férias, as lagoas dos Lençóis Maranhenses secam, e isso frustra alguns turistas. “Os Lençóis são bonitos em qualquer época. É um deserto de areia do tamanho da cidade de São Paulo”, comenta Patrick Pereira de Araújo, da Baluarte Turismo. É muita areia, a ponto de entranhar nas pessoas, nas ruas, nas casas. Três passeios em Lençóis são clássicos: a subida do Preguiças até Caburé, onde o rio encontra o mar (leia mais na página 12), e o passeio até Canto de Atins, o vilarejo mais próximo dos Grandes Lençóis. Barreirinhas é uma cidade com cerca de 62 mil habitan-
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Dunas no delta do Parnaíba, uma mistura de água doce, dunas, mangue e matas selvagens
SEBRAE/DIVULGAÇÃO
Passeios de lancha pelo delta do Parnaíba são o mais indicado por causa da rapidez e da exclusividade
tes que cresceu desordenadamente. Hospedei-me na Pousadado Buriti(pousadadoburiti.com.br),nocentrodacidade. São 33 suítes climatizadas, com charmosas redes na varanda,defrenteparaapiscina. Além do custo-benefício, a localização é privilegiada. O último tour aos Grandes Lençóis teve a companhia do casal Pascal Abadie, 39, e Sofia Avicato, 31. Ele é um empresário francês que mora em São Paulo e fez a Rota das Emoções pela primeira em 2011; ela uma gerente de lojaque tinha muitas expectativas em relação ao destino. A notícia de que não veríamos água nas lagoas frustrou Sofia.MasSérgioMaciel,doreceptivo Barreirinhas Adventure(barreirinhasadventure.com. br), fez uma surpresa ao nos conduziràlagoaCaiçara,única comáguanesta épocadoano. Você sobe e desce duna, olha pra um lado e pro outro enão se cansa deadmirar tanta beleza. É um final maravilhoso para a Rota que superou as expectativas.
Hospedagem
Luxo em Barreirinhas Mais distante do centro de Barreirinhas, dois hotéis oferecem um pouco mais de luxo e conforto ao visitante: Porto Preguiças Resort (www.portopreguicas.com.br, foto), à beira do rio Preguiças, com 40 chalés aconchegantes, piscina com fundo de areia e ótima gastronomia, e Encantes do Nordeste (encantesdonordeste.com.br), no bairro de Boa Vista, com decoração oriental, chalés charmosos e todo ajardinado com plantas nativas da região. PORTO PREGUIÇAS RESORT/DIVULGAÇÃO
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sua melhor viagem
Rio Preguiças e Lençóis em ótimos passeios FOTOS ARQUIVO PESSOAL
O jornalista carioca André Babilôniaesteve em Lençóis em junhopassado e dá dica aosnossos leitoresdo destino maranhense André Babilônia Um dos destinos mais belos que conheci dentro do Brasil, os Lençóis Maranhenses, ficam a 257 km da capital São Luís. Estive por lá em junho, uma excelente época para desfrutar da fase “cheia” das lagoas. O trajeto do aeroporto até Barreirinhas, cidade-base para os passeios aos Lençóis, leva em torno de qua-
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tro horas de carro. A estrada, um pouco castigada, corta diversos municípios e povoados. Então, alugar um carro não é a melhor opção. Antes de ir, pesquise sobre os serviços de transporte que levam até o destino no site www.rotasdasemocoes.com.br. Caso seu voo não esteja dentro desses horários, consulte seu local de hospedagem.
1. Se o cansaço não bater, ao chegar em Barreirinhas opte por um passeio na orla do centro da cidade, que beira o rio Preguiças. O ponto turístico possui alguns restaurantes, entre eles A Canoa e O Bamba, que oferecem frutos do mar e o melhor da comida maranhense. No restaurante A Canoa se dirija-se a uma das mesas na varanda, com vista para o rio. O carro-chefe da casa, o camarão na canoa, é servido dentro de um abacaxi e com molhos de abacaxi, acompanhado de arroz de abacaxi gratinado. O prato serve duas pessoas e custa R$ 92,50. Já em O Bambu, peça o prato típico Delícias do Maranhão, uma surpresa ao preço de R$ 95, também para duas pessoas.
W Escolha um destino, mande suas fotos e dê suas dicas de viagens para outras pessoas, enviando um breve relato nesse formato para o email paulocampos@otempo.com.br ou taniaramos@otempo.com.br 2.Programe seu passeio com antecedência. As
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opções são diversas, e as empresas de receptivo, também. Todos os passeios são realizados em veículos 4x4. Entre as inúmeras lagoas, a minha dica é aproveitar o dia para conhecer a mais bela de todas, a lagoa Tropical. Apesar do nome no singular, a lagoa é formada por centenas de outras lagoas com cores que variam do azul ao verde, do jade ao esmeralda. Outra opção é o passeio de boia pelo rio Formiga. Não, não fiz, mas se for ficar mais dias vale a pena. O preço é entre R$ 50 e R$ 70 por pessoa.
Após banhos refrescantes, é hora de partir. O destino é Canto de Atins, simpático vilarejo conhecido, principalmente, por sua gastronomia. No caminho é possível ver a variedade de frutas tropicais e animais como cabras e bodes. Chegando ao destino, aproveite e dê uma passada no restaurante de pescador Antonio Diniz dos Santos, que serve peixes frescos e frutos do mar. A única obrigação ali é provar o camarão grelhado com salada de tomate e farofa de feijão ao preço de R$ 80 para duas pessoas.
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3. Para sair um pouco do sacolejo das picapes 4x4, a
4. Após este pit-stop, a direção é o farol de Preguiças. O
5. Vamos ao destino final: Caburé, uma península entre
6. O último tour é aos Grandes Lençóis. Antes de viajar,
dica é um belo passeio de voadeira pelo rio Preguiças até a comunidade ribeirinha próximo a Caburé. A exuberância do verde e os caminhos sinuosos deste majestoso rio, levarão você até a pacata Vassouras. No caminho, o condutor desvia para um túnel de igarapés aberto pelos locais, um labirinto verde que mistura manguezais, palmeiras cajueiros. A descida em Vassouras é no restaurante de dona Maria das Graças, 55, onde a atração principal são os macaquinhos que ali habitam. Tirar fotos com eles não é nada fácil. Sem banana, nada feito! Mas é bom ter cuidado, pois nem todos são dóceis.
barco segue até o povoado de Mandacaru, onde moram cerca de 300 famílias. No desembarque, somos recebidos na barraca de Domingos, que oferece cachaça de caju (R$ 8), aperitivo perfeito para subir os 163 degraus do farol Preguiças. São 163 degraus até seu topo. Apesar de cansativo, a vista compensa o esforço. De um lado, o rio, do outro, o oceano. Com direito a visualizar os Grandes e Pequenos Lençóis. Não deixe de provar os sorvetes caseiros com frutas locais, com destaque para o de bacuri. e ter uma vista panorâmica de 360º da região. Na volta, se quiser comer uma trinha pescada na hora terá que desembolsar R$ 25.
o rio e o mar. Ao chegar, vá direito a um dos restaurantes locais para solicitar sua refeição, que levará em torno de 45 minutos e não está incluída no passeio. A infraestrutura é precária - a melhor opção é degustar um camarão grelhado na Cabana do Peixe, ao custo de R$ 85 para duas pessoas. Detalhe: leve dinheiro, porque não se aceita cartão de crédito. O legal ali é poder tomar banho de rio e, cinco minutos depois, de mar. Enquanto espera a refeição, aproveite para andar de quadricíclo. O aluguel de 30 minutos custa R$ 50 e é o suficiente para percorrer a praia e ver de perto o rio Preguiças encontrando o mar.
aconselho estar atento ao calendário de chuvas. Entre maio e agosto, as lagoas estão cheias. De setembro a outubro e fevereiro a abril, o banho nas lagoas é limitado pelo nível médio da água. De novembro a janeiro, no auge do verão, a maioria das lagoas secou. Se você for após outubro, há o risco de não ver muita água nas lagoas. Mas receptivos como Barreirinhas Adventure (barreirinhasadventure.com.br), fazem uma surpresa aos visitantes ao conduzí-los para a lagoa Caiçara, a única que ainda mantém um lençol de água neste período do ano. Portanto, você verá uma lagoa, pelo menos, em qualquer época do ano.
WLinha 2017. Volvo XC90 diesel chega com preço a partir de R$ 369.950. Pág. 15
HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
WLançamento. Renault estreia motores 1.0 de três cilindros e 1.6 16V. Págs. 16 e 17 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 10/12/2016
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Coreano no ringue
Hyundai lança o Creta e entra em um dos segmentos mais acirrados do mercado atualmente, o de utilitários-esportivos compactos; preços vão de R$ 72.990 até R$ 99.490. Págs. 18 e 19
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interCâmbio
Raimundo Couto
raimundocouto@otempo.com.br
Com o pé na estrada O verão se aproxima, e a cada nova temporada o ritual se repete: milhares de pessoas pegam seus automóveis e viajam. Seja rumo a praias ou ao frio da serra, a ideia é curtir as férias dos filhos ou simplesmente descansar a cabeça para o ano que começa. Mas outro triste panorama também torna a acontecer: vários veículos param no meio do caminho – e até sofrem acidentes – simplesmente porque não passaram por uma revisão antes de pegar a estrada. Motores que “fervem”, pneus que estouram, amortecedores que vazam ou freios que deixam de funcionar são alguns dos imprevistos que acontecem nas rodovias nacionais. E boa parte poderia ser evitada com uma minuciosa revisão. O pacote básico inclui
motor, sistema de arrefecimento, freios, suspensão e pneus. No motor, o serviço básico a ser feito inclui troca das velas, do óleo e dos filtros de óleo, de gasolina e de ar. Vale, ainda, não se esquecer de verificar o estado da correia dentada e, se necessário, trocá-la – uma simples ruptura dela pode causar danos graves ao motor do veículo. Sem a sincronia das peças fornecida pela correia, ocorrem quebras internas e um prejuízo muito maior que o custo da troca do componente. Junto ao motor, outro sistema que sempre requer muita atenção é o de arrefecimento. O ideal é efetuar a troca da mistura água-cooler do radiador e a lavagem das galerias de líquido e ainda verificar o estado e o funcionamento de mangueiras, tanque de expansão, válvulas termostáticas e
bomba-d’água. Feito isso, as chances de o carro “ferver” no caminho ficam bastante reduzidas. Vale lembrar que nas viagens o carro costuma ser mais exigido que no dia-adia. Geralmente ele está carregado, e é comum o motorista enfrentar caminhos que não conhece e situações que exigem mais dele e da máquina. Nessas situações, também é importante que o carro faça curvas e freie com eficiência. Para isso, é imperativo que as molas da suspensão estejam em bom estado, e que os amortecedores, dentro de sua vida útil – geralmente em torno dos 40 mil quilômetros. Falta de conforto, maior espaço necessário para frenagens e instabilidade do veículo são os principais perigos gerados por amortecedores ineficientes. Os fabricantes de amor-
Motores que “fervem”, pneus que estouram, amortecedores que vazam ou freios que deixam de funcionar são alguns dos imprevistos que acontecem nas rodovias nacionais.
tecedores lembram que as condições particularmente ruins das estradas brasileiras influenciam diretamente na durabilidade dos amortecedores. O modo de dirigir do motorista, o piso por onde se trafega com mais frequência e a utilização do veículo alteram essa projeção. A divisão de pesos no carro deve ser feita sempre com as pessoas e as bagagens mais pesadas posicionadas mais ao centro e passageiros e objetos menos
pesados nos cantos. O nível da água do radiador deve ser verificado com o motor frio. E a calibragem dos pneus deve ser feita também com eles frios. Não se esqueça de calibrar o estepe e, antes de pegar a estrada, se a direção estiver pesada ou puxando para um dos lados, é hora de fazer alinhamento e balanceamento das rodas. Com todos estes cuidados a única preocupação é relaxar e aproveitar as férias. FERNANDA CARVALHO – 21.6.2016
Waltas rodas O Sindicato das Empresas Locadoras de Automóveis do Estado de Minas Gerais (SindlocMG) promoveu, no dia 1º, sua tradicional festa de fim de ano na Boate do Pic, em Belo Horizonte. Cerca de 360 pessoas, entre associados, diretores, entidades representativas, empresários, fornecedores, familiares e amigos, compareceram ao evento. “Este ano foi diferenciado e de grande aprendizado. O setor precisou saber trabalhar profissionalmente para sobreviver a todo esse terremoto econômico e político que vivemos. Assim, para os empresários sobreviventes, 2017 será de calmaria. Pra mim, o avião já começou a embicar pra cima, e vamos superar todas as dificuldades”, afir-
mou o presidente do Conselho Nacional da Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis (ABLA), Paulo Nemer. Saulo Froes, da Lokamig Rent a Car, concorda. “Mais do que nunca, esse evento faz todo o sentido. Depois de um ano difícil como esse, reunir associados, diretores, parceiros e amigos para confraternizar é necessário. Brindar essa passagem é fundamental para recomeçar”, disse o executivo. “A festa do sindicato vem para ritualizar a passagem, sobretudo, em um ano como este. 2016 foi um período que exigiu muito do Sindloc-MG, que precisou assumir mais fortemente sua característica de unir o mercado para o bem comum”, afirmou o presidente do SindlocMG, Leonardo Soares.
Festa do Sindloc-MG agitou os mais de 350 convidados na Boate do Pic
FOTOS SINDLOC-MG/DIVULGAÇÃO
Diretores do Sindloc-MG
Luiz Lang e Eládio Paniagua Junior (presidente do Sindloc-SP)
Paulo Nemer (presidente da ABLA) e Saulo Froes
Equipe do Sindloc-MG
Leonardo Soares (presidente do Sindloc-MG) e sua esposa
Luciana Mascarenhas e Antônio Mansueto
super motor
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FOTOS MARIO VILLAESCUSA/VOLVO/DIVULGAÇÃO
Linha 2017
Diesel é
Modelo é capaz de andar a até 130 km/h praticamente sozinho
opção no XC90 Luxuosíssimo, SUV da Volvo ganhamaisumaopçãodemotorque traztecnologiaparaeliminaroturbo lagemaiscapacidadesemiautônoma Da redação A Volvo lançou a linha 2017 do utilitário-esportivo (SUV) XC90. A principal novidade é a nova versão, a D5, com motorização diesel. O propulsor é 2.0 biturbo tem 235 cv e 49 kgfm de torque máximo, alcançados entre 1.750 e 2.250 rpm. De acordo com dados divulgados pela Volvo, o XC90 diesel sai da imobilidade e chega a 100 km/h em 7,8 s e tem velocidade má-
xima de 230 km/h. Para incrementar o desempenho, o SUV agrega o PowerPulse, sistema que elimina atraso na resposta do motor ao pisar no acelerador, conhecido como turbo lag. Ele atua por meio de um pequeno compressor elétrico que, ao receber ar fresco do filtro de ar, o comprime para armazenálo num depósito. Quando o acelerador é pressionado com o automóvel parado ou com o motor abaixo dos 2.000 giros, na primeira ou
na segunda marchas, o ar pressurizado é liberado para o coletor de escape, alimentando o turbocompressor. A tração é integral, e a transmissão é automática de oito marchas. O modelo também incorporou a segunda geração do Pilot Assist, oferecendo modo de condução semiautônoma em velocidade de até 130 km/h. O sistema anterior era limitado a 50 km/h, ficando restrito basicamente ao uso na cidade.
Pacotes O XC90 é vendido em duas versões: a Momentum (R$ 369.950) e a Inscription (R$ 419.950). Ambas abusam do luxo e da quantidade de itens de série, como o display central de nove polegadas sensível ao toque e o painel de instrumentos de 12 polegadas, entre outros itens diversos. A top de linha ainda agrega sistema de áudio de 1.400 watts e 19 alto-falantes, além de suspensão pneumática.
Versão top de linha tem sistema de som de 1.400 watts
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Recall
VW convoca Up! por duas falhas A VW convocou para recall os proprietários do Up! 2014/2015 por dois problemas: um nos indicadores traseiros de seta e outro na tampa do tanque de combustível. No primeiro caso, estão envolvidos os chassis de ET500026 até FT552997 (não sequencial). No segundo, de ET500026 até FT583266 (não sequencial). Informações pelo telefone 0800 019 8866.
super motor
Lançamento
Novos motores para a linha Renault 2017 Fabricante francesa introduz propulsores 1.0 12V de três cilindros e1.6 16V mais potentes e econômicos do queseus antecessores; eles adotaramdiversos novos recursos, masainda trazem tecnologiasque já foram abandonadaspelos concorrentes,como otanquinho de partida a frio Felipe Boutros De Curitiba
Para atender a demanda – do mercado e da legislação – por motores mais econômicos e menos poluentes, a Renault lançou sua nova família de motores no Brasil, a SCe, sigla para Smart Control Efficiency. Ela irá substituir os atuais 1.0 e 1.6. Destaque para o de menor cilindrada, que, acompanhando o mercado, agora tem um bloco de três cilindros. Os motores SCe irão equipar inicialmente os compactos Sandero e Logan, além do utilitário-esportivo Duster e da picape Oroch, sendo que nos dois últimos casos apenas o 1.6. Os dois propulsores adotaram novos recursos em relação a seus antecessores. O 1.0 SCe tem 12 válvulas e traz duplo comando de válvulas variável na admissão e no escape, além de ser todo em alumínio, o que o deixou 20
kg mais leve que seu antecessor. Já o 1.6 SCe de 16 válvulas e quatro cilindros traz duplo comando de válvulas (variável apenas na admissão), injetores posicionados no cabeçote e também é todo em alumínio, sendo 30 kg mais leve. E ainda tem sistema start-stop. No entanto, a fabricante francesa parece ter economizado palitos ao colocar nos dois novos propulsores com o anacrônico tanquinho de partidaa frio e a direção eletro-hidráulica, enquanto os concorrentes já os abandonaram. Mesmo assim, os motores SCe mostram notável evolução, tanto em desempenho quanto em consumo, com economia de 16% a 21% dependendo do modelo que equipam, deacordo com a Renault. O 1.0 SCe gera 82 cv de potência quando abastecido cometanol e 79 cv comgasolina – 2 cv a mais que o antecessor. O torque é de 10,5 kgfm,
e 90% dele está disponível a 2.000 rpm. Já o 1.6 16V que equipa o Logan e o Sandero tem 115 cv (gasolina) e 118 cv (etanol) e 16 kgfm. No Duster e na Oroch, esses valores são de 118 cv e 120 cv, e torque de 16,2 kgfm.
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O jornalista viajou a convite da Renault
Jogo rápido Os novos motores abandonaram a correia dentada e adotaram a corrente, que dispensa manutenção.
Executivos da marca não acham que tanquinho atrapalha
Além do novo motor, executivos da marca confirmaram o lançamento do utilitário-esportivo (SUV) Captur para fevereiro do ano que vem, seguido do SUV Koleos e do compacto Kwid, ambos sem data definida para chegar ao mercado.
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RODOLFO BUHRER/RENAULT/DIVULGAÇÃO
Compacto está mais agradável para dirigir Durante test drive realizado pelas ruas de Curitiba e pequenos trechos de rodovia – com três adultos e sem bagagem –, o Sandero equipado com motor 1.0 12V SCe mostrou bom desempenho. O torque em baixas rotações, típico dos motores de três cilindros, garantiu desenvoltura ao modelo. Outra evolução foi nos engates de marchas: a Renault adotou o sistema de cabos e minimizou uma queixa anti-
ga de quem dirigia seus carros. Já a adoção da direção eletro-hidráulica coloca o compacto da Renault em desvantagem em relação aos concorrentes, já que a maioria já tem assistência elétrica e oferece mais conforto em manobras. O trajeto foi majoritariamente plano, então resta saber como o modelo se comporta em cidades com topogrofias peculiares como Belo Horizonte. (FB)
Externamente não há qualquer modificação na linha dos compactos Direção eletro-hidráulica não é utilizada pelos concorrentes
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Consumo
Novo modelo alcançou nota A Segundo a Hyundai, todas as configurações mecânicas do Creta alcançaram índice A no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. O 1.6 manual alcançou , com gasolina, 10,4 km/L na cidade e 11,7 km/L na estrada; com etanol, as médias são de 7,6 km/L e de 8,2 km/L, respectivamente. Já o 1.6 automático cravou 10,1 km/L no ciclo urbano e 11,3 km/L no rodoviário, com o derivado do petróleo, e 7,1 e 8,2 km/L com o derivado da cana, nas mesmas situações. Por fim, as médias do 2.0 automático são de 10 km/L e de 11,4 km/L com gasolina e de 6,9 e de 8,2 km/L com etanol, respectivamente.
Segurança
Aço de alta resistência A estrutura do Creta utiliza 33% de aços de alta resistência. Para efeito de comparação, na linha HB20 esse índice é de 17%. Por esse motivo, segundo a Hyundai, o SUV tem maior rigidez torcional que os compactos, o que assegura melhor comportamento dinâmico e menor nível de ruído, além de maior resistência a colisões. A marca, no entanto, não revelou sua expectativa sobre os resultados que o SUV deverá apresentar caso seja submetido aos testes de colisão promovidos pelo instituto Latin NCAP.
Isenção
Preço para PNE é de R$ 69.990 Apesar de as entregas do Creta começarem apenas na segunda quinzena de janeiro, a Hyundai já tem esquema de pré-venda a partir do dia 10 de dezembro. Além das versões convencionais, haverá uma dedicada exclusivamente para pessoas com necessidades específicas: a Attitude 1.6 com câmbio automático, pelo prelo de R$ 69.990. O preço menor que o da similar com transmissão manual ocorre porque esses compradores têm direito a isenção fiscal.
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Lançamento
Coreanos entram na onda dos SUVs compactos Com preços que vão de R$ 72.990 atéR$ 99.490e boa listade itens de série, HyundaiCreta deve botar fogo emsegmento que estáem alta Alexandre Carneiro De Florianópolis
O Creta, novo utilitárioesportivo (SUV) compacto da Hyundai, só começará a ser comercializado em meados de janeiro, mas quase todas as informações sobre ele foram reveladas nesta semana. Quase todas, pois o fabricante não divulgou sua expectativa de vendas. Ainda assim, dá para antever que o modelo ocupará um papel de destaque na gama disponibilizada no Brasil. Primeiro, porque ele começará a ser produzido em série ainda neste mês em Piracicaba. Segundo, porque o SUV entra em um dos únicos segmentos de mercado que cresce atualmente, e, por isso, não para de ganhar novos competidores: além do recém-chegado Nissan Kicks, haverá, em fevereiro, o Renault Captur. Isso sem falar no Jeep Renegade e no Honda HR-V, os mais emplacados do gênero. Outro indício de que a Hyundai tem grandes pretensões com o Creta é a oferta de uma gama ampla, com três opções de acabamento, duas de motorização e duas de transmissão. A configuração de entrada, batizada de Attitude, é equipada unicamente com propulsor 1.6 e câmbio manual ou automático unicamente para pessoas
com necessidades específicas. Entre os equipamentos, há sistema de monitoramento da pressão dos pneus, arcondicionado manual, direção elétrica, vidros, travas e retrovisores elétricos, alarme, rodas de liga leve de 16 polegadas, banco do motorista com ajuste de altura, coluna de direção regulável em altura e profundidade, banco traseiro bipartido, computador de bordo, sistema de som e ganchos Isofix para fixação de cadeirinhas infantis, além dos obrigatórios
por lei airbags frontais e freios ABS. A configuração intermediária, Pulse, é oferecida com motor 1.6 e câmbio manual ou automático e propulsor 2.0, este associado apenas à transmissão automática. A lista de equipamentos traz todos os itens da versão anterior, adicionados de faróis de neblina, maçanetas externas na cor da carroceria, rodas de liga leve diamantadas de 17 polegadas, apoios de braço das portas e do console central em couro, sensores de estacionamento traseiros, assistente de partida em rampa, sistema de sinalização de frenagem de emergência e controles eletrônicos de estabilidade e tração. Se equipado com transmissão automática, o mode-
lo ganha também o controlador de velocidade, enquanto o motor de maior cilindrada traz a reboque faróis com iluminação lateral, luzes diurnas em LED e difusores de ar para os ocupantes do banco traseiro. Já o top de linha, Prestige, além de todo o conteúdo das versões anteriores, adiciona ar-condicionado automático digital, banco do motorista com ventilação, bancos e volante revestidos em couro, chave presencial com botão de partida, retrovisores externos com rebatimento elétrico, câmera de ré, central multimídia com tela de sete polegadas sensível ao toque e airbags laterais dianteiros e do tipo cortina.
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O jornalista viajou a convite da Hyundai
Modelo mescla componentes do Elantra, do qual herda a plataforma, com os do HB20, como o motor 1.6 e as transmissões
Plataforma é de sedã médio De acordo com a Hyundai, o Creta é construído sobre a mesma plataforma do sedã médio Elantra. Assim, o SUV é maior que a linha HB20: tem 4,27 m de comprimento, 2,59 m de distância entre eixos, 1,78 m de largura e 1,63 m de altura. A altura em relação ao solo, de 19 cm, também é superior. Esses valores estão na média de outros veículos da categoria, assim como o por-
ta-malas, que tem 431 L de volume. Mecanicamente, o novo modelo compartilha muitos componentes com os demais veículos Hyundai produzidos em Piracicaba, como as transmissões manual e automática. Já o motor 1.6 16V da família Gamma é uma versão evoluída daquele que equipa a linha HB20, com comando de válvulas variável não só na admis-
são, mas também no escape, além de sistema startstop. Assim, a potência subiu para 123 cv com gasolina e 130 com etanol, a 6.300 rpm, mas o torque permaneceu em 16 kgfm e 16,5 kgfm com os dois combustíveis, a 4.500 rpm. Já o propulsor 2.0 16V, que não é oferecido na linha HB20, é similar ao do SUV maior iX35, e traz muitas das soluções aplicadas no
1.6, como bloco e cabeçote feitos em alumínio e sistema de partida a frio com aquecimento dos bicos injetores, sem tanquinho. Porém, outros aspectos técnicos não trazem qualquer diferencial em relação aos demais modelos produzidos em Piracicaba, como os freios com discos apenas nas rodas dianteiras (os traseiros são a tambor) e a falta de oferta de tração 4x4. (AC)
Preços Creta Attitude 1.6 manual: R$ 72.990. Creta Pulse 1.6 manual: R$ 78.290 Creta Pulse 1.6 automático: R$ 85.240 Creta Pulse 2.0 automático: R$ 92.490 Creta Prestige 2.0 automático: R$ 99.490
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FOTOS HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
Creta nacional ganhou grade frontal e para-choques com design diferente do similar vendido na Índia, na China e na Rússia
Desempenho e espaço interno são destaques O Super Motor experimentou as versões Pulse 1.6 e Prestige 2.0, ambas com câmbio automático. A primeira se mostrou bastante competente em trechos urbanos, mas nos percursos rodoviários mostrou algumas limitações para movimentar os 1.359 kg do modelo. Na segunda, que é 40 kg mais pesada, como é de se esperar, há bom desempenho em qualquer situação. Também agradou no Creta o espaço interno, in-
clusive no banco traseiro. Porém, o acabamento não chega a se destacar dentro da classe. Ainda que a montagem dos componentes internos seja caprichada, os materiais de revestimentos são simples – essencialmente, plásticos rígidos sem emborrachamento. Também merece ressalva a ausência de paddle-shifts no volante para trocas as marchas: a operação sequencial do câmbio só é possível com toques na alavanca. (AC)
Acabamento peca por utilizar materiais muito simples
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Recall
Mercedes-Benz convoca Sprinter A Mercedes-Benz anunciou um recall para Sprinter Van, na versão 415 CDI, devido a uma falha na estrutura dos bancos central e corredor da primeira, segunda e terceira fileira de passageiros: em uma colisão, o componente pode se romper, gerando risco de lesão aos ocupantes. Durante o reparo, gratuito, será acrescentado um reforço à estrutura. A ação envolve veículos produzidos entre julho de 2012 e setembro de 2014. Mais informações estão disponíveis pelo telefone 0800 970 9090 ou no site www. mercedes-benz.com.br. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
super motor
Transporte
‘Salão dos ônibus’ reflete retração no mercado FetransRio deste ano tem menos dametade de produtosexpostos emrelação à ediçãode 2014; sistema BRT foio quemais teve atrações Luiz Humberto Pereira Auto Press
As vendas de automóveis no Brasil não param de cair. Mas, ao contrário do que se poderia esperar, as vendas de ônibus não prosperam. Em relação a 2015, que já não foi um ano bom, a queda nas vendas de chassis de ônibus no país em 2016 é de 32,5%. A expectativa é que, neste ano, seja vendida menos da metade dos 32 mil chassis de ônibus comercializados em 2014. Apesar dos tempos
difíceis, fabricantes de chassis e sistemas automotivos, encarroçadores e produtores de equipamentos e serviços se reuniram para apresentar suas novidades na 11ª edição da Fetransrio, maior evento brasileiro dedicado ao transporte coletivo de passageiros, que acontece bianualmente no Rio de Janeiro. Realizada entre 23 e 25 de novembro, a edição de 2016 da FetransRio acusou o golpe da retração das vendas. No Riocentro, espaço
de convenções da zona Oeste carioca, havia menos da metade dos produtos expostos na edição de 2014. Paralelamente à exposição, aconteceu a 17ª edição do Etransport, um congresso de especialistas em mobilidade urbana, que reuniu 11,5 mil visitantes e 51 palestrantes. Um dos principais temas na Etransport foi a expansão, nas grandes cidades brasileiras, dos sistemas BRT, que utilizam ônibus em vias segregadas e pagamento fora dos veículos. Não por acaso, foram justamente os sistemas BRT o foco das maiores novidades expostas na FetransRio. Pioneira no desenvolvimentos de sistemas BRT na América Latina, a Volvo
aproveitou para expor pela primeira vez o maior chassis de ônibus do mundo. Com 28 m ou 30 m de comprimento, o biarticulado Gran Artic 300 tem capacidade para até 300 passageiros e foi desenvolvido para sistemas de transporte com alta demanda e corredores segregados. “Temos orgulho de dizer que o maior ônibus do mundo é Volvo e que foi desenvolvido no Brasil”, comemorou Idam Stival, coordenador de engenharia de vendas de ônibus da Volvo Bus Latin America. A marca sueca apresentou também sua proposta para o Civi – City Vehicle Interconnected –, uma versão com tecnologia híbrida e com mais conectividade que os atuais BRTs.
Off-road
Museu do Unimog tem novidade O modelo U 4023 offroad é a mais nova atração do Museu do Unimog em Gaggenau, Alemanha. O veículo, reconhecido mundialmente por sua robustez, é equipado com cabine dupla, com espaço para o motorista e mais seis pessoas. Ela tem alças no teto e uma barra no banco do motorista como pontos de apoio e segurança para os passageiros dos bancos traseiros. Ele tem um motor de 233 cv.
R$ 1,5 bilhão
VW anuncia investimento A linha de caminhões e ônibus Volkswagen, desenvolvida no Brasil e distribuída a mais de 30 países da América Latina, África e Oriente Médio, terá um novo ciclo de investimentos no valor de R$ 1,5 bilhão. Além de novos produtos direcionados a países emergentes, os recursos serão investidos , na busca de novos nichos de mercado, na atualização das linhas de montagem em sua fábrica de Resende (RJ).
Mostra teve ônibus urbanos e rodoviários, como o Comil Campione Invictus DD
Fabricante chinesa BYD exibe ônibus elétrico na mostra
Líder de vendas, Mercedes exibe chassi superarticulado Também de olho nos BRTs, a Mercedes-Benz não deixou por menos e veio com um estande cheio de novidades. Apresentou no evento o chassi O 500 MDA HD (Heavy Duty), o maior superarticulado do mundo para BRTs, com 23 m e capacidade para mais de 220 passageiros. Além de outros chassis, a marca alemã exibiu inovações tecnológi-
cas para o setor de transporte coletivo. Entre elas o sistema automatizado de frenagem de emergência AEBS, o sistema de controle de mudança de faixa LDWS e o sistema de monitoramento e temperatura de pneus TPMS. A Mercedes está no topo do mercado brasileiro de ônibus urbanos, com 72,8% de participação. Entre os rodoviá-
rios, também lidera, mas com 50,5%. Já a Volkswagen/MAN estava mais comedida que nas edições anteriores da FetransRio. Em seu estande, valorizou produtos já conhecidos no mercado brasileiro de transporte urbano, como os chassis de motorização dianteira 18.880 OTS LE e 17.830 ODS. (LHP/AP)
Volkswagen/MAN levou produtos que já estão no mercado
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
FOTOS LUIZ HUMBERTO PEREIRA/CZN
BYD tem alternativa elétrica
Volvo apresentou chassi de ônibus biarticulado com capacidade para até 300 passageiros
O mercado brasileiro de mobilidade urbana ainda continua a atrair empresas de todo o mundo. É o caso da chinesa BYD, que aproveitou o evento carioca para apresentar suas alternativas “ecologicamente corretas”. Exibiu seus chassis elétricos plug-in, como o D8W 20.410, com baterias que são recarregadas durante a noite para serem usadas durante o dia. No estande dos chineses, o destaque era o ônibus K10-A. Com 15 metros, o modelo já opera em diversas cidades do mundo e utiliza uma bateria de fosfato de ferro, que, segundo a BYD, tem a maior vida útil do mercado e é totalmente reciclável. O K10-A pode rodar cerca de 265 km, sem ar-condicionado, com apenas uma recarga. (LHP/AP)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
Lançamento
Indian traz Chief Springfield A Indian apresentou mais um modelo para integrar seu line-up a partir de 2017, a Chief Springfield. Ela compartilha o motor V-Twin – batizado como o nome de Thunder Stroke – que já equipa a Chieftain, Roadmaster, Chief Classic e Chief Vintage, com 1.811 cm³. O câmbio é de seis marchas, o chassi em alumínio forjado e assentos em couro premium. Ela ainda conta com sistema de partida keyless e trava elétrica das malas laterais fabricadas em fibra. As cores disponíveis serão a preta, que custará R$ 91.990, e a cinza metálica com vermelho, cujo preço será de R$ 94.990. GUSTAVO EPIFANIO/INDIAN/DIVULGAÇÃO
Recall
KTM convoca três modelos A KTM convoca proprietários dos modelos 1190 Adventure, 1190 Adventure R e 1290 Super Adventure, todas ano/modelo até 2016, para recall. A marca austríaca detectou que, por divergências no processo de montagem, em casos isolados pode ocorrer contato entre o chicote elétrico e o modulador ABS. A instalação do chicote elétrico terá de ser inspecionada e corrigida por meio de uma cinta de fixação de cabos. A inspeção é gratuira. Informações pelo email contato@ktm.com.br ou pelo telefone 0800-778-1234.
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Moto
Reunião de diferentes atributos MV Agusta TurismoVelocesevale dovisualarrojado, característicoda marca,edamecânicaeficienteparase destacarentreosmodelosestradeiros Fabio Perrotta Junior Auto Press
A fabricante MV Agusta sempre foi conhecida por produzir motocicletas com design e esportividade marcantes. A tradição não se perdeu na Turismo Veloce, sua representante no segmento de Touring. Nela está reunido todo o knowhow da marca em mecânica, design, ciclística e tecnologia, no intuito de criar um modelo para desbravar quilômetros de asfalto. Como um autêntico produto da MV Agusta, a Turismo Veloce chama atenção por seu visual. Suas características são estradeiras, mas há vários elementos que remetem aos modelos superesportivos da marca. O farol dianteiro é claramente inspirado nas esportivas F3 e F4, e o escapamento com três saídas lembra o da Rivale 800. Os
dois bagageiros de alumínio com capacidade de 60 L – ou dois capacetes, um de cada lado – chamam atenção pelo design fluído e incorporado ao desenho da motocicleta. A moto adota na parte mecânica uma solução caseira. A Turismo Veloce pega emprestado o difundido motor três cilindros de 798 cm³, com duplo comando no cabeçote e refrigeração a água e óleo – que equipa a linha 800 composta por F3, Rivale e Brutale. Ele, no entanto, foi adaptado para se adequar melhor à proposta estradeira da moto. Gera 110 cv de potência, 15 cv a menos que nas motos esportivas, mas tem 20% a mais de torque. Esse valor varia de acordo com o modo de condução selecionado pelo piloto. O modo padrão disponibiliza 90 cv e uma resposta progressiva do acelerador
Marca registrada da MV Agusta, estilo exótico foi mantido no modelo do segmento touring
e controle de tração. O modo de pista molhada reduz ainda mais a potência do motor, limitando-o a 80 cv com entrega de torque bastante suave e focada na segurança. O modo esporte transforma a MV Agusta e libera a potência máxima do motor, com respostas extremamente rápidas do acelerador. Ainda há um mapa personalizado onde o condutor pode escolher suas características preferidas. Os freios são da Brembo com disco duplo flutuante de 320 mm de diâmetro e pinça de fixação radial na frente e disco simples de 220 mm de diâmetro na traseira.
Construção A boa ciclística é garantida pelos 191 kg e pelo chassi feito em treliça com tubos de aço conectados a placas laterais de alumínio. O conjunto suspensivo traz um garfo telescópico com tubos de 43 mm de diâmetro e 160 mm de curso na dianteira de origem Marzocchi. Atrás, há um monoamortecedor com 160 mm de curso e múltiplas regulagens da Sachs.
Quadro em formato de treliça fica à mostra, assim como o motor de 0,798 L
Saída tripla de escape evidencia arquitetura de três cilindros do propulsor
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de dezembro de 2016
FOTOS MV AGUSTA /DIVULGAÇÃO
Habitat do modelo é a estrada, mas ela vai bem na cidade
Condução segura em diferentes tipos de pista e de terreno
Altas doses de eletrônica ajudam a conduzir a moto A eletrônica embarcada na MV Agusta Turismo Veloce impressiona. Há sistema de controle integrado de motor e veículo, que converge os sistemas de ignição e injeção de combustível. Há também o sistema EAS – transmissão eletronicamente assistida –, que permite que as trocas de
marcha sejam feitas sem a necessidade de acionamento da embreagem, e ainda um sistema “anti-wheeling”, que evita que a roda dianteira empine. Outros itens que trazem a motocicleta ao mundo moderno servem para dar conforto para quem vai passar horas pilotando na es-
trada. O modelo é equipado com entrada USB, manoplas aquecidas e navegador GPS integrado ao painel de instrumentos, que ostenta uma tela colorida TFT de cinco polegadas – com mostrador digital de combustível. O tanque, inclusive, tem capacidade para 20 L. (FPJ/AP)
Preço Na Itália, seu país de origem, a MV Agusta Turismo Veloce custa 15.990 euros, aproximadamente R$ 57.900. Esse valor não inclui os baús para bagagem, que são vendidos separadamente. Por enquanto, a moto não está disponível para venda no Brasil, e tampouco há previsão para que ela seja lançada no mercado nacional.
O impacto ao avistar a Turismo Veloce estacionada é grande. Além de toda beleza, nota-se claramente cuidado construtivo e atenção aos detalhes. As linhas são harmoniosas, e a fluidez do desenho é proporcional. A posição de condução dispensa críticas. O corpo se encaixa na moto com muito conforto e transmite muita segurança, mesmo para pessoas com menos de 1,70 m de altura. Há também um banco mais baixo para este tipo de motociclista. Os mostradores exibem excelente leitura, mesmo sob sol forte. A capacidade dos baús de carga impressiona, assim como a facilidade em abri-los ou removê-los. Dinamicamente, a moto apresenta bastante soli-
dez. A carenagem e o para-brisa ajudam a diminuir os efeitos do vento contra o corpo em longos trechos de estrada. O controle de velocidade de cruzeiro também aumenta o conforto e facilita a vida do piloto. Em trechos urbanos, a embreagem macia e o funcionamento dócil do motor tornam a condução bastante agradável. O formato esguio também ajuda, mesmo com os baús acoplados. A MV Agusta Turismo Veloce impressiona por reunir versatilidade em trechos urbanos ou de estrada, se tornando uma opção confortável e ágil em ambas condições. Seu principal problema fica só por conta do preço cobrado. (Paolo Covassi/AP)
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 10 de dezembro de 2016
Belo Horizonte