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Pampulha Sex-04/11/2017

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turismo

estilo

almanaque

COSTA RICA REÚNE SANTUÁRIOS ECOLÓGICOS E MAR DO CARIBE ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 7

A MODELO PLUS SIZE FLUVIA LACERDA LANÇA LIVRO ‘GORDA NÃO É PALAVRÃO’ ... Página 28

CHICO CÉSAR SE APRESENTA NO PROJETO SINFÔNICA POP ... Página 15

4 a 10 de novembro de 2017 ANO XXVII número 1423 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

NEGRO É LINDO

Karla Lopes chegou a considerar cirurgia para afinar a boca e não usava batom vermelho, mas hoje é feliz com sua identidade

Diante do racismo generalizado da nossa sociedade, nem sempre é natural que pessoas negras se reconheçam como tal; o Pampulha foi atrás de quem passou por esse processo e os relatos são de que ele é transformador


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 4 a 10 de novembro de 2017

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Zero. Põe zero em letras garrafais aí. Se você puder, coloque em letras garrafais. Como você está gravando, coloque zero em letras garrafais”

Editorial

A fórmula da simplicidade Se multiplicarmos 853 (municípios de Minas) por 40 cargos, “cabides de emprego”, em média, por cada prefeitura, número que pode ser subestimado, teremos 34.120 salários inúteis pagos com recursos públicos. Quer dizer que, com um desembolso médio unitário de R$ 1.500, multiplicado por 12 meses mais um mês de 13º, chega-se a encontrar um rombo de R$ 665 milhões a cada ano, ou R$ 2,6 bilhões por mandato. Cada município tem assim uma perda por mandato de cerca de R$ 3 milhões. Essa montanha de dinheiro pode ser, segundo uma avaliação menos conservadora, até três vezes superior, passando de R$ 10 bilhões por mandato. Apenas em Minas Gerais. Esse batalhão de gente à toa, de regra, é inevitável para “quitação” de apoios eleitorais, que são pagos com recursos públicos subtraídos da saúde, educação e assistência social. Também se o governo do Estado cumprisse com metade de sua responsabilidade de repasses de saúde pública, que a cada ano descumpre com maior gravidade, Minas Gerais seria exemplo de saúde para o mundo. Os recursos existem sem aumentar impostos, mas o grave é que são desviados. Resolver o problema: cada um cumprir com o dever de casa. A equação é tão simples quanto impossível no Brasil em vista dos vícios do sistema político-eleitoral e da indigência moral em geral. Não paira dúvida de que investimentos de alcance difuso em benefícios da população são surrupiados para quitar a fatura eleitoral, grande pecado original que deixa de “rabo preso” os vencedores. Aí sem moral a coisa se generaliza, descarrilhando em mensalões e quadrilhões. Embora haja exceções, a vergonha encobre quase tudo. Encontram-se multidões de prefeitos peregrinando em corredores do Estado, da União, de gabinetes de deputados à procura de verbas para sustentar as con-

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tas municipais, quando, para muitos deles, ficar no município arrumando a casa seria de maior valia, com resultados imediatos. Os R$ 750 mil por prefeitura, em média, pagos por ano em manutenção de cabides de emprego, seriam suficientes para zerar a fila de cirurgias, de 200 mil, que se alonga em sofrimentos e até mortes de inocentes. Esse laço de causalidade, não enxergado, é real, e pecaminoso. Apesar das dificuldades nacionais, a moralização do uso dos recursos públicos é a solução mais rápida e imediata, ao alcance da mão dos bemintencionados. Outra praga que se abate sobre o povo vem da burocracia, irmã siamesa da corrupção.

Nos últimos 20 anos o Brasil, alardeando modernização e outras balelas, se transformou no país mais burocrático e corrupto do planeta. A caterva de normas de nosso ordenamento jurídico, sua indecente sofisticação, é um insulto à inteligência, e um grave obstáculo, na contramão de tudo aquilo que vem dando certo pelo mundo afora. Quanto mais burocrático é o ordenamento (caos), supostamente em defesa do bem comum, mais abertura se concede à burocracia. Gerou-se no Brasil um emaranhado perverso de leis contraditórias que leva ao pagamento de vantagens e de propinas. Nos últimos 20 anos o Brasil, alardeando modernização e outras balelas, se transformou no país mais burocrático e corrupto do planeta. Engavetou milhões de empregos, que aguardam um carimbo de poderosos burocratas, que costumam em muitos casos esfolar

quem quer produzir e gerar oportunidades, empregos, receitas públicas e desenvolvimento. O PIB brasileiro ficou 15% em três anos e meio; Minas Gerais, cerca de 18% no mesmo período. Passamos de 13 milhões de desempregados desesperados. Ainda das centenas de bilhões drenados pela corrupção se recuperou uma parte ínfima; os acordos de leniência com os bandidos, além de lhes garantir sobrevida e passaporte para voltar a arrombar o país, são insignificantes. Num país civilizado estariam impedidos por cem anos de continuar nas atividades econômicas em solo nacional. Seus bens seriam confiscados e leiloados. Tirara burocracia ea corrupção, praticadas na forma mais ardilosa e sofisticada, bastaria para produzir um portentoso e imediato desenvolvimento sem recorrera qualquer medidamais ousadaoumirabolante ditada por um banqueiro. Deixar a economia e o mercado em paz. Em Betim, a prefeitura, endividada e arrebentada, zerou seus cabides de emprego, podou a burocracia, castigou e aniquilou as origens da corrupção. Obrou para apoiar os pedidos de novas atividades e, em apenas sete meses, deu sinais de resultados retumbantes. Em agosto o Caged, do Ministério do Trabalho, divulgou uma saldo positivo de 688 empregos gerados no município. Já em setembro Betim aumentou e chegou a ser o município – na contramão do aumento do desemprego na região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais) – que registrou saldo negativo de 9.000 empregos. Betim teve saldo positivo de 769 empregos, deixando atrás o município de São Paulo, com 732, seguido de Guarulhos, com 704, e Santo André, com 540. Proporcionalmente, Betim, com seus 430 mil habitantes, gerou 24 vezes mais empregos que o segundo colocado, o maior município do país, e registrou um aumento de 266% na geração de empregos em relação a setembro de 2016. A fórmula mágica está aí. Apagar o inferno da burocracia mais corrupção, sem sofisticadas medidas. Isso se aplica às economias civilizadas mais modernas e dá certo em qualquer governo, nacional, estadual ou municipal.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Presidente Michel Temer, ao ser questionado sobre estar preocupado com o inquérito ainda em curso no STF e com uma eventual delação de Geddel Vieira Lima.

NICHOLAS KAMM/AFP

“Ele me carregou no colo como um noivo carrega a noiva. Mas eu não me afastei inicialmente, porque estava me perguntando: ‘O que está acontecendo?’. Ele, então, se deitou em cima de mim” Anthony Rapp, ator, que diz ter sido assediado sexualmente aos 14 anos pelo também ator Kevin Spacey (foto), vencedor de dois Oscar e astro da série “House of Cards”. Spacey se desculpou, mas foi acusado de assédio por outro ator ao longo da semana, o mexicano Roberto Cavazos. A denúncia levou a Netflix a suspender a série “House of Cards”. O Emmy, principal prêmio da televisão norte- americana, também anunciou que retirou a homenagem que faria a Spacey neste ano.

“Ele matou oito pessoas e feriu gravemente 12. DEVE SER CONDENADO À PENA DE MORTE!” Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, em sua conta no Twitter, sobre Sayfullo Saipov, autor do atentado em Nova York, no último dia 31

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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IDENTIDADE> Pessoas negras demonstram quão transformador é se reconhecer e se afirmar como tal Desastrosa é o adjetivo que talvez melhor defina a campanha promovida há alguns dias por uma marca de papéis higiênicos que, ao lançar uma versão com folhas pretas do produto, usou como slogan a frase “Black Is Beautiful” (negro é lindo). Poderia não ter sido nada demais, não fosse o contexto. A frase é um dos ícones de resistência do movimento negro norte-americano e inspirou negros no mundo todo pela via da autoafirmação, do empoderamento e da igualdade racial. Dentre as inúmeras manifestações despertadas pelo caso, uma das mais contundentes foi a da atriz Zezé Motta, 73, que usou sua página no Facebook para comentar. “Tenho propriedade para falar sobre o assunto, vi com meus próprios olhos, sei o que foi dentro de mim. Foi em 1969, viajei aos Estados Unidos com o grupo do (diretor) Augusto Boal para encenar ‘Arena Conta Bolívar’ e ‘Arena Conta Zumbi’”, contou. “Eu tinha comprado uma peruca lisa Chanel e representava com ela. Quando nos apresentamos no Harlem, um grupo de militantes negros ficou chocado com o fato de eu usar peruca. Era o auge do black is beautiful, e a gente tinha que manter as características originais da raça. (...) Nesse dia, voltei para o hotel, tomei um banho demorado e deixei meu cabelo voltar ao natural. É que, além da peruca, eu fazia alisamento com pente quente. Ali eu comecei a me aceitar como negra. Saía nas ruas do Harlem e reparava que os negros americanos andavam de cabeça erguida” (leia o relato completo nesta página). Embora Zezé Motta tenha vivenciado esse momento de autorreconhecimento e de solidificação do orgulho da raça entre os anos 1960 e 1970, até hoje a realidade não mudou o suficiente para que esse entendimento tenha se tornado a regra no Brasil entre a população negra. Algumas veJessica Almeida

A força de ser quem se é zes, épreciso quealiados externos entrem em cena para alavancar esse processo, e, embora cada vez em menor número, há os que ainda mascaram as características de sua etnia. Esse é um dos sintomas do

racismo que ainda é um traço muito marcante do Brasil, como observa a professora e pesquisadora da população afrobrasileiraRosália Diogo. “Infelizmente essa doença está bem introjetada no seio da

nossa sociedade. E como o racismonãoéexplícito, esimvelado, fica complicado criar uma força conjunta de desconstrução dos seus mecanismos e até mesmo para a pessoa negra é difícil se identifi-

car, se autoafirmar como tal”, diz. “Muitas vezes, o que vemossomosnós,negros,negando nossa própria identidade e tentando nos aproximar de umideale umideáriodebranquitude,dopontodevistaestéMARIELA GUIMARÃES

Augusto transformou seu olhar pela via da arte

Augusto Cavalcante, 25, estudante de engenharia civil “Tenho vivido esse processo há cerca de um ano. Na minha casa, meu pai é negro e minha mãe é branca, e essa questão sempre foi apagada entre nós. Sempre me vi como ‘moreno’ e meus pais reiteravam isso pra mim. Acho que meu olhar mudou com a música. Comecei a escutar artistas negros e a me ver mais neles, nas suas vivências. Depois comecei a buscá-los em outras artes, como a literatura, até perceber que não me enxergava mais em muitos artistas brancos que eu gostava. A partir disso, fui pesquisar para entender porque eu fui ensinado a não

Zezé Motta, 73, atriz “Não estou aqui para julgar uma atriz que faz campanha enrolada em um papel higiênico preto. Cada um faz e aceita o trabalho que melhor lhe convém. Mediante a tantas ligações e mensagens, gostaria apenas de esclarecer o que muitos ainda não sabem, quanto a importância do #BlackisBeautiful. Tenho propriedade para falar sobre o assunto, vi com meus próprios olhos, sei o que foi dentro de mim. Foi em 1969, viajei aos Estados Unidos com o grupo do Augusto Boal para encenar ‘Arena Conta Bolívar’ e ‘Arena Conta Zumbi’. Ficamos três meses na estrada. Fomos também ao

México e ao Peru. Eu tinha comprado uma peruca lisa Chanel e representava com ela. Quando nos apresentamos no Harlem, um grupo de militantes negros ficou chocado com o fato de eu usar peruca. Era o auge do black is beautiful, e a gente tinha que manter as características originais da raça. O Boal ainda me defendeu, disse que eu era engajada e tudo o mais. Nesse dia, voltei para o hotel, tomei um banho demorado e deixei meu cabelo voltar ao natural. É que, além da peruca, eu fazia alisamento com pente quente. Ali eu comecei a me aceitar como negra. Saía nas ruas do Harlem e reparava que os negros americanos

gostar da cor da minha pele e tudo o que havia por trás disso. Passei a entender a história dos negros no Brasil. Uma das coisas que mais me tocaram foi descobrir que houve gente que investiu em estudos pra provar que a cor da pele influencia em qualquer coisa, como índole ou inteligência. Mas tudo isso mudou totalmente a minha relação comigo mesmo. Hoje eu me amo muito, amo a cor da minha pele, faço questão de pisar no chão pra falar que sou negro, por mais que muita gente goste de falar que eu sou moreno. Hoje em dia, estou tão bem com minha identidade que fico até meio inseguro de que no futuro isso mude.

andavam de cabeça erguida. Não tinha essa postura subserviente que eu sentia no Brasil e em mim mesma. Essa viagem teve essa importância de fazer com que eu enxergasse meu país de fora. Voltei ao Brasil. E cheguei pensando: Agora ninguém me segura! Isso, porque na adolescência tive a fase de embranquecimento. Minhas amigas diziam: ‘Seu nariz é chato, seu cabelo é ruim, sua bunda é grande’. E aí comecei a não gostar de nada em mim... Eu alisava o cabelo. Em cima do cabelo liso, usava uma peruca Chanel. Nada contra quem alisa o cabelo. O problema é que eu alisava para embranquecer. Pensava em fazer

Agora, além de exaltar artistas negros pela identificação, faço isso também porque acredito que é meu papel dar valor a esses trabalhos. Hoje sou mais consciente do racismo. Não acredito que mudou muita coisa, por mais que já vejamos mais negros na televisão, por exemplo. Por outro lado, me sinto mais preparado para enfrentar o racismo hoje em dia. E também para entender de onde vêm determinados comentários e atitudes racistas, o que faz com que eu não necessariamente os leve para o lado pessoal e seja capaz de dialogar com a pessoa que falou ou agiu mal. E isso eu acho fundamental, ser capaz de dialogar”.

MIRO/VOGUE/DIVULGAÇÃO

Zezé Motta, 73, posa para a revista Vogue, edição de outubro

tico e até do ideológico”. Isso tem a ver, segundo aponta Rosália, com um imaginário social muito bem elaborado e constituinte da identidade brasileira de que a bela estética, a boa referência cultural étnica e artística é aquela originária de matriz europeia. “Nós negros, com cabelos crespos, narizes não afilados, muitos com a melanina mais acentuada, não estamos no escopo do que é considerado esteticamente belo. E isso determina muita coisa em nossasvidas, entreelas, as possibilidades de inserção no mercado de trabalho e até a mobilidade pelos territórios da cidade. Normalmente, os espaços descobertos de cuidados pelo poder público são destinados a nós e aqueles que têm mais recursos, saneamento básico, segurança pública, são apropriados para a circulação de pessoas brancas, denominadas como elite”, explica. QUESTÃO COLETIVA Mudar esse cenário depende não só de estimular que os negros consigam identificá-lo e munir-se de ferramentas para combatêlo, mas também da proposição de um diálogo com a sociedade como um todo. “Não podemos mais ficar discutindo a negritude somente entre nós, negros, o brancotambém tem que discutir sua branquitude”, comenta. E o poder público precisa ser o principal agente nessainterlocução, pondera Rosália. “O racismo é uma questão societária, envolve todas as etnias e o branco tem que reconhecer seu privilégio de ter nascido branco. Essa conversa tem que ser estabelecida em conjunto, para que os dois lados criem movimentos de ruptura dessa estrutura racista”, afirma. Com tudo isso em vista, o Pampulha foi atrás de pessoas negras que passaram pelaexperiência de reconhecimento e fortalecimento da própria identidade para ouvir suas histórias e entender como esse processo é um dos grandes aliados na luta contra o racismo (leia nesta e nas páginas 4 e 5).

plástica no nariz. Cheguei ao ponto de investigar se havia alguma cirurgia para diminuir o bumbum... Descobri que era questão da autoestima bem resolvida. Para uns pode parecer bobagem, mas para mim e para milhares de negras que viveram em plena década de 70, Black is Beautiful foi algo extraordinário, passamos a nos aceitar, a nos empoderar, e não posso achar interessante uma campanha de ‘papel higiênico’ PRETO (tá, tudo bem, sem nenhum problema pois preto é uma cor, até aí, nenhuma ‘criatividade’ como essa me choca mais), ser VENDIDA COMO BLACK IS BEAUTIFUL. RESPEITO, POR FAVOR...”.


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reportagem

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DESEQUILÍBRIO> Publicidade exclui população negra em sua estrutura e também como público alvo

Campanha é sintomática Ao ver a repercussão da campanha do papel higiênico preto, muita gente se perguntou como foi que, mesmo após passar pelo crivo de tantos setores envolvidos no processo de produção de uma agência de publicidade, aquela criação fosse veiculada. Como ninguém foi capaz de notar que a associação do slogan “black is beautiful” àquele produto era problemática? Para o publicitário e vlogueiro Spartakus Santiago, 23, a resposta é bastante simples: isso aconteceu porque não existem negros nas agências. Em um vídeo com mais de 1,8 milhão de visualizações(disponívelem facebook.com/spartakusvlog), ele trata do assunto. “Não é aprimeira vez que vemosrepercutindono país uma propaganda racista. Como estou nesse meio, comecei a pensar e a procurar dados, pesquisas.Comocasodopapel higiênico, resolvi aproveitar a oportunidade para expor algo maior, o racismo institucional da publicidade”, observa. Umdos dados apresentados por Spartakus em seu vídeo é de um estudo de 2015, feito por profissionais decomunicação sobrea presença de negros nas agências de publicidade brasileiras. De acordo com o levantamento, feito nas 50 maiores agências do país, apenas 3,5% dos funcionários dessas empresas são negros e só 0,74% estão em cargos executivos (3 em 404). “É um meio muito elitizado. Os cursos são caros, assim como os equipamentos, e historicamente sabemos que as pessoas que têm mais dinheiro são brancas. Fica parecendo que a pessoa negra é inferior, mas o que ela teve foi menos privilégios”, comenta. “Inclusive, cobra-se muito representatividade dos negros nas peças publicitárias, mas Jessica Almeida

não no âmbito da produção. E até as campanhas que vêm se diversificando, muitas vezes ainda são produzidas por pessoas brancas. Isso não é necessariamente um problema, mas é contraditório lutar pela inclusão de negros nas peças, mas não nas agências. Algumas agências e escolas até têm, mas ainda faltam políticas de inclusão de negros nesse mercado”, avalia. Outra consequência disso

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Cobra-se representatividade dos negros nas peças, mas não nas agências Spartakus Santiago, publicitário e vlogueiro

Fernanda Zanelli, 32, gestora de projetos socioculturais “Minha mãe é negra e meu pai é branco, descendente de italiano. Essa segunda parte da minha história sempre foi muito resolvida, a origem, o sobrenome. Na parte da minha mãe, sempre foi uma coisa mais encoberta, era como se minha ascendência negra nunca fosse declarada. Assim como minha mãe, minhas tias também se casaram com brancos, havia uma certa ‘política de branqueamento’, na família. Quando eu tinha mais ou menos 13 anos, lembro de estar esperando num consultório e ver uma revista

é que muitas vezes o poder de consumo das pessoas negras édesconsiderado, como aponta o fundador da consultoria Etnus, especializada na tradução dos códigos culturais de consumodadiversidade brasileira, Fernando Montenegro. “Quando falamos sobre códigos culturais de consumo, o simples fato de uma pessoa ser negra ou de ascendência afro interfere diretamente na sua relação com tudo o que consome. Aquele arquétipo da família da propaganda de margarina, por exemplo, não contempla a população negra, mas ela nunca foi levada em conta como potencial consumidora”, ressalta. IDEÁRIO DE BRANQUEAMENTO Poralgum tempoesse posicionamento se justificou pelo fato de que os negros não tinham mesmo poder de compra, mas esse cenário, segundo Fernando, vem se transformando. “Essa faixa da popula-

ção está ascendendo socialmente. Da nova classe média que surgiu no Brasil nos últimos anos, aproximadamente 80% são pessoas negras, que têm repertório, sabem o que é bom ou ruim para elas e escolhem com que querem gastar seu dinheiro. As marcas não estão sabendo muito o que fazer porque nunca precisaram pensar nisso, a publicidade sempre foi pautada num ideário de branqueamento da po-

“

A população negra nunca foi levada em conta como consumidora Fernando Montenegro, consultoria Etnus

pulação”, afirma. Não só do ponto de vista ético, mas também do estratégico, esse posicionamento já não faz mais sentido. “Não se pode ignorar a influência dessa população que, embora seja tratada como minoria, movimenta 40% do PIB brasileiro”, argumenta Fernando. Eledefendequereaçõescomo a quefoi vista em relação à campanha de papel higiênico serão cada vez mais comuns se as marcas continuarem ignorando a população negra em suas estratégias de comunicação e desenvolvimento de produtos. “Tem sido criado ummovimento de ‘não mevejo,não compro’ que vaiimpactar diretamente nas vendas e aténo crescimento dasempresas. Hoje, ele está maquiado pela crise econômica, mas já é bem forte. Só em 2015, a venda de alisantes de cabelo caiu 26%, porque existe uma tendência real de valorização da estéticanegra.Nãodáparanegar a transformação”, diz. JOÃO GODINHO

Valorização

No Instituto Todo Black É Power, foco na estética e na cultura negras

falando sobre a questão racial. Havia vários artistas na capa, como a Zezé Motta e a Camila Pitanga, que inclusive dizia que não era moreninha, era negra. Eu fiquei meio chocada, porque se ela era, a chance de eu também ser era muito alta. Foi uma coisa que me marcou tanto que, 20 anos depois, quando comecei a pensar nessa questão, eu me lembrei. Acho que a questão racial foi ficando cada vez mais forte no Brasil, começou-se a discutir a desigualdade atrelada a ela. Como isso é algo com que eu trabalho, comecei a prestar mais atenção. Estudei em

escola pública, morei na periferia, fiz faculdade pelo Prouni e agora trabalho na fundação de um grande banco, então fui me deslocando, passando a transitar em ambientes onde não circulava, e o racismo foi ficando cada vez mais presente. Comecei a notar, por exemplo, ao entrar num hotel, ser a única questionada em que quarto estou ou pedirem o cartão; ou ao frequentar certos estabelecimentos, ser confundida com alguém que trabalha neles. Antes, tentava colocar a culpa em outros motivos, mas sempre chega num ponto em que as outras justificativas se tornam insu-

ficientes. Eu comecei a problematizar isso, a me perguntar e perceber como negra. É algo difícil para alguém como eu, que tem a pele clara. Se por um lado não sou branca – e isso ninguém me deixa esquecer –, por outro, não tenho o estereótipo que a própria comunidade negra identifica. Todos os questionamentos ajudaram a dar origem ao coletivo Crônicas Urbanas, que desenvolveu, ao longo de 2017, o projeto ‘Itinerários da Experiência Negra’. Parte do nosso projeto foi criar um guia cultural composto por lugares de memória negra da cidade de São Paulo

Redes de apoio Se não é fácil dar início ao processo de reconhecimento eafirmação daidentidade negra num país como o Brasil, que tem o racismo no seu cerne, manter esse processo emcursotambéméumdesafio. Por isso, construir redes de apoio é sempre muito importante. Foi com esse propósito que, no fim de 2015, Dandara Elias,27, fundouo InstitutoTodo BlackÉPower(todoblackepower.com), dedicado à valorização da estética negra. “Eu alisava o cabelo e, quando resolvi deixá-lo natural, percebi que não havia muitos estabelecimentos afins, que trabalhassem com os produtos queminha escolha demandava e que entendessem a questão política por trás disso”, conta. Além de um salão de beleza, o Todo Black É Power tem uma loja colaborativa para afroempreendedores e promove eventos voltados à população negra–de encontros sobre maquiagem, reiki ou para meditação a discussõessobreogenocídio dapopulação negra e o “blackmoney”. “Em janeiro, vamos abrir a primeira turma de profissionalização para trabalhar com o cabelo afro natural. Queremos que muitos outros espaços estejam aptos a isso”, frisa. AsirmãsWalkiria Gabriele e Mikaela Gabriele são autoras do livro “Meu Crespo, NossaHistória” (CrivoEditorial), lançado no ano passado, que reúne depoimentos de pessoas de todo o Brasil que passaram pela transição capilar. “É sobre muito mais do que o cabelo, começa nele e vai para a autoestima, a identidade, as dores, alegrias e descobertas”, diz Walkiria. As duas participam, neste sábado, da mostra Diversidade Periférica (leia mais na página 24).

(1890-1950), onde moro, organizados em dois roteiros: centro e Bexiga. Acredito que venho criando um olhar mais apurado e politizado. Hoje, eu estou muito mais atenta não só no que diz respeito a mim, mas a todo tipo de racismo. É uma espécie de despertar, depois você não consegue não mais enxergar. A grande questão é como escapar desse jogo com a sociedade, de ter que provar o tempo todo que isso acontece. Me aproximar da história da minha família, da umbanda, que faz parte da nossa trajetória, me ajuda a me conectar mais com essa energia”.


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Tiago Gamaliel, 32, pesquisador de tendências “Hoje eu me entendo negro. Na verdade, sempre me entendi, mas não tinha a dimensão do que isso significa, não consumia cultura negra, não entendia como uma identidade. Tenho mãe negra e pai branco, mas cresci longe da matriz preta. Só depois de adulto comecei a entender o que sou e de onde venho. A partir do momento em que fui tomando consciência da minha trajetória, notei os preconceitos que sofri sem perceber, um lugar de isolamento, por crescer muito próximo à família do meu pai, estudando em escolas particulares, sempre no meio de brancos. Comecei a enxergar que sou o único negro. Casos de preconceito direto, acho que nunca sofri, não conscientemente. Mas meu cabelo sempre precisava ser raspado, por exemplo. Esse tipo de coisa que é introjetada. Hoje eu não só me entendo como negro como faço questão de me afirmar como tal. Por ter crescido num meio branco, com muitos privilégios, acho que existe uma dificuldade de as pessoas ao meu redor entenderem. Mas eu faço questão de me afirmar cada vez mais. Hoje tenho mais preocupação de consumir cultura negra, entender as implicações da questão racial e constranger qualquer tipo de piada ou situação de racismo, ainda que velado. Meu trabalho hoje é pesquisa de novas tendências e comportamentos. E um dos temas que eu conside-

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MARCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

Tiago demorou a se entender negro porque cresceu entre brancos ro mais importantes hoje para o design e a estética é o afrofuturismo. Que não é um movimento de agora, mas fala desse desenho de um futuro que faz um exercício de imaginar que lá na frente tudo é negro. Na ficção científica clássica, se notar, não há negros. Ou eles morrem no começo ou têm papéis secundários, marginalizados. Nunca são os heróis da história. Por conta dessa necessidade, existe o afrofuturismo, a construção de um futuro

mitológico de negros superpoderosos, feita por artistas fiéis à suas culturas, sem ir pela via do embranquecimento. Pensar que um futuro negro é utópico, que o único jeito disso existir é numa utopia, faz perceber o quanto nossa cultura é podada. Por isso, olhar para o futuro, projetá-lo livre de dor e exclusão é algo que ajuda a viver hoje. É pensar que o que vem por aí é mais legal para a dor de hoje ser menor”.

Karla Lopes, 25, jornalista “É engraçado, quando a gente é mais novo, não gosta de ser chamado de negro, preto e tal, porque sempre que ouvíamos esses termos era de alguém nos discriminando. Não era de alguém identificando a raça, mas sendo preconceituoso. Por isso, se alguém perguntasse, eu falava que era morena. Só que morena é uma pessoa branca de cabelo preto. Eu tinha muito problema com a estética negra, a boca grande, o nariz largo. Aos 15 anos cheguei a procurar cirurgia pra diminuir minha boca. Eu a odiava por conta do racismo. Não usava batom colorido, nada que pudesse destacá-la. Aos dez anos, pedi minha mãe para alisar meu cabelo, porque é a realidade de qualquer menina negra ser atacada por conta do cabelo crespo. Isso começou a mudar quando criei meu blog (www.heycute.com. br), aos 17 anos. Passei a me enxergar como mulher negra porque tinha leitoras que se identificavam comigo por isso. Havia poucas blogueiras negras e elas queriam, por exemplo, dicas de maquiagem, saber como ficaria na pele delas. A primeira vez que usei batom vermelho me senti muito bonita, mesmo sabendo que o consenso era de que aquilo não era pra mim. Fui me descobrindo pela maquiagem e pelas outras pessoas. Aliás, maquiagem era algo que quase não existia para nós. Mas isso vem mudando. E o fato de a (cantora) Rihanna ter lançado uma linha com 40 tons de base e as primeiras

que esgotaram foram as de tons mais escuros é muito sintomático. Muita marca diz que não produz porque não tem saída, mas esse é um claro exemplo de que não é falta de mercado. Hoje eu vejo a beleza negra sendo mais valorizada. Algumas pessoas valorizam de fato e outras porque ser inclusivo está na moda. Mas porque eu hoje consigo me olhar no espelho e me achar linda e igual a todo mundo, ainda que algumas pessoas achem que não, isso não significa que eu seja obrigada a deixar de usar megahair, que é uma coisa que eu gosto, por exemplo. A questão da transição capilar é uma das mais importantes e não diz só do cabelo, é social, é a pessoa se aceitar como é e não deixar ninguém discriminá-la. Mas quem não quer passar por isso não deve ser considerado menos negro. Um dos posts mais lidos do meu blog, com mais de 150 mil visualizações e republicado por outros meios é um em que conto da vez que fui chamada de ‘nega metida’. A pessoa que disse isso falou sorrindo, como um elogio, por eu ser estudada, inteligente, independente, e finalizou afirmando que não estava acostumada a ver mulheres assim. Mas uma negra metida é uma branca normal. Ninguém chama brancas de metidas por terem feito faculdade, serem independentes. Mas a negra sim, porque está ocupando um espaço que não era para ser dela. É uma fala carregada de deboche, disfarçada de elogio”.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Solidão que angustia olidão é um sentimento no qual uma pessoa experimenta uma profunda sensação de vazio, com isolamento social e emocional. A palavra solidão deriva do latim solitas que significa, em última instância, falta de companhia. Vamos tratar aqui tão somente da solidão involuntária, que é aquela em que a pessoa, por circunstâncias diversas, não deseja estar só e quer fazer algo para reverter essa situação. A solidão causa, de forma frequente, angústia e uma profunda “dor na alma” – devendo ser combatida. A solidão pode ter um duplo sentido. O primeiro sai em busca de um significado para a vida e o segundo é o sentimento de ausência ou da perda de algo importante. A solidão é um sentimento que gera angústia e que nos coloca diante de vários questionamentos para os quais não encontramos respostas. Vários estudos indicam que existem semelhanças entre as áreas do cérebro relacionadas com as emoções provocadas pela exclusão social e a dor física propriamente dita. Daí se pode perceber a estreita relação da solidão com a dor física. Estar só, sem querer, dói. De igual forma, outras pesquisas demonstram que as pessoas sozinhas apresentam maior número de sintomas depressivos. A solidão e a depressão são dependentes entre si, onde uma alimenta a outra em um ciclo perverso e vicioso. Bom, então, o que podemos fazer para sair deste ciclo que tanto machuca e faz mal à pessoa? IniCaminhe em cialmente, procure entrar para um grupo direção ao que você tenha empavoluntariado. tia. Pertencer a um grupo já o coloca partíciTorne se pe de algo, bem como voluntário por o convívio com outras pessoas estimula a criauma causa em tividade e espanta a solidão. Invista nas suas que você relações! Convide os realmente seus amigos para sair! Organize jantares com acredita. amigos que trazem mais conhecidos. É esta rede social que irá ajudar a sair do “fundo do poço”. Caminhe em direção ao voluntariado. Torne se voluntário por uma causa em que você realmente acredita. Praticar o altruísmo poderá trazer outro sentido à sua vida, o que contribuirá para aumentar a sua felicidade e o seu bem-estar, novamente espantando a solidão. Trabalhar com pessoas menos favorecidas irá fazer com que você veja a vida por outros ângulos. De igual forma, procure expandir suas relações pelo mundo virtual e nas redes sociais. Entretanto, não exagere na dose, pois o que melhora a solidão são os contatos interpessoais reais. Se estiver difícil para engrenar a marcha e tomar uma atitude para combater a sua solidão, procure ajuda especializada – um médico e ou psicólogo. O profissional poderá a ajudar você a dar o empurrão para que você inicie sua transformação. Pode também ser útil e de grande ajuda adotar um animal de estimação. Os cães e os gatos podem trazer benefícios extras e um deles é prevenir a solidão. Cuidar de um animal reúne princípios de altruísmo e de companheirismo. Pense nisso! O filósofo grego Aristóteles disse que “quem encontra prazer na solidão, ou é uma fera selvagem ou é Deus”. Certamente, não somos nenhum dos dois. Procure seu caminho e a “luz no fim do túnel”. Faça uma boa semana.

S

Mau hálito atinge até 30% dos brasileiros Segundo dentistas,causa maiscomum éahigienização inadequada daboca É bem provável que você mesmo ou algumconhecido seu sofra como mauhálito. No entanto, se o mau cheiro continua mesmo depois de fazer a higiene bucal, pode significar que alguma disfunção orgânica (que requer tratamento) ou fisiológica (resolvida apenas com orientação médica), esteja acontecendo. Essa persistência malcheirosa tem nome: halitose. Para se ter uma ideia, ela atinge patologicamente cerca de 30% dos brasileiros, de acordo com dados da Associação Brasileira de Halitose (ABHA). O cirurgião-dentista Hugo Lewgoy, doutor pela USP, diz que a causa mais comum é a higiene oral inadequada. “Em 90% dos casos,háasaburra lingual,placa bacteriana que se deposiThuanny Mota

ta no topo da língua”, diz. Ele explica que os principais microrganismos presentes na saburra atuam sobre a descamação natural da mucosa bucal e sobre proteínas da própria saliva, gerando componentes de cheiro desagradável. Outros fatores podem contribuir. “Falta de salivação, que acontece durante o sono, ou pela atuação de determinados remédios; uso de medicamentos que alteram o paladar e o olfato; e consumo de

“

Diariamente comprava uma caixa de pastilhas de mentol. Não saía de casa sem elas. Chegava a escovar os dentes por uma hora R.H.

alimentos como alho e cebola”, aponta. Lewgoy ressalta que bebidas alcoólicas e fumo também podem ser agravantes. Mas não há motivo para desespero. Na maior parte das vezes, o tratamento costuma ser bastante simples. “Além da higienização passada pelo dentista e de usar uma escova específica para a língua, vale usar os higienizadores linguais plásticos, que removem a placa bacteriana de maneira mais eficiente, sem machucar essa região”, garante Lewgoy. Já em casos mais graves, nos quais essas orientações não funcionam, o dentista deve investigar a causa e indicar outro especialista, se for necessário. VERGONHA O mau hálito fez com que a profissional de relações públicas R. H., 28, se isolasse socialmente. “Passei a evitar as pessoas do meu convívio para que não sentissem o meu hálito. Cheguei a ter baixo rendimento na escola por não fazer trabalho em grupo”, diz. Há sete anos ela está livre do problema, após se submeter a mudanças de hábito. “O tratamento salvou a minha vida social”, afirma. ARQUIVO STOCKXPERT

HIGIENIZAÇÃO BUCAL Uma boa escovação - Segure a escova de dentes em um ângulo de 45 graus sobre a linha das gengivas. - Deslize a escova suavemente para frente e para trás sobre a parte frontal, posterior e superior (superfície de mastigação) do dente. - Não esfregue com força ao longo da linha das gengivas, pois pode irritá-las. - Lembre-se de escovar (e usar o fio dental) atrás dos dentes frontais inferiores. Use as cerdas situadas na ponta da escova para alcançar essa área. Se for difícil atingir essa área com um fio dental regular, teste um porta-fio manual ou elétrica. Enxaguante bucal - Use a quantidade correta. Para isso, utilize um dispensador, que disponibilizará uma pequena quantidade, garantindo a saída da quantidade suficiente do enxaguante - Dilua se for necessário. Verifique a etiqueta do produto, pois diferentes marcas têm diferentes concentrações e algumas podem recomendar que sejam diluídas com água. - O enxágue bucal não substitui a rotina de escovação diária e do uso de fio dental. - Uma das chaves para usar corretamente o enxágue bucal é bochechar durante o tempo justo. Leia a etiqueta do produto. A maioria recomenda bochechar de 30 segundos a 1 minuto. Higienização e escova para a língua resolvem o problema na maioria das vezes


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SORRISO ENTREDENTES? B Cerca de

30% da população brasileira sofre com mau hálito crônico

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Confira as principais informações sobre a halitose a prevenção e tratamento DADOS No dorso da língua (A), acumulam-se bactérias da flora bucal, que digerem as proteínas dos restos alimentares e liberam substâncias com mau cheiro (gases) Alguns micro-organismos presentes na cárie (B) e em infecções das estruturas de sustentação dos dentes (osso e gengiva) também produzem compostos mal-cheirosos A halitose pode ter origem respiratória e metabólica, sendo causada, por exemplo, por diabetes e alterações hormonais A má higiene bucal e a saburra (camada esbranquiçada sobre a língua) (C), por exemplo, podem causar halitose

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Estão ainda na lista: as estomatites, as feridas cirúrgicas, as próteses odontológicas inadequadas, a falta de saliva, o uso de alguns medicamentos, entre outros

COMO EVITAR Se o problema é esporádico, pode ser resolvido com higiene adequada, ensinada por um cirurgião-dentista A higienização deve incluir a limpeza da superfície da língua com uma escovação vigorosa da parte posterior para a anterior É indicado, também, o controle semestral com o dentista Junto à higiene bucal, é importante ter baixo consumo de frituras, gorduras e embutidos, alimentos com odores fortes como alho e cebola crua

E SE O PROBLEMA PERSISTIR? O paciente deve passar por um exame para medir os odores bucais e o fluxo salivar O dentista pode encaminhar o paciente para outros especialistas, se for o caso O problema também pode estar associado a alguma alteração sistêmica (como sinusites, resfriados, infecções na garganta), o que deve ser avaliado pelo dentista e pelo médico em um trabalho em conjunto

O fumo e as bebidas álcóolicas em grande quantidade também devem ser evitados FONTE: ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE HALITOSE (ABHA)/HUGO LEWGOY, CIRURGIÃO-DENTISTA

SITE PROPÕE AJUDA ANÔNIMA A Associação Brasileira de Halitose (ABHA) criou o SOS Mau Hálito, um espaço disponível em seu site que funciona de forma anônima. Quem conhece um portador de halitose faz um cadastro online, e a ABHA manda um e-mail para a pessoa, indicando naquela região qual dentista está capacitado para atendê-la.

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sociedade

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DOLCEVITA MIAMI DE NOVO

O

grupo HH Picchioni, a American Airlines e o hotel JW Marriot/Miami levaram, mais uma vez, para um tour na bela cidade da Flórida, grupo da “nobre imprensa”. Completando o time, os radicados em Miami como a arquiteta Andréa Schettino, Flávio Almeida, forte no mercado de seguros de obras de arte no Brasil e EUA, e a “darling chérie” lá e cá, Helô Campos, que atua no mercado imobiliário pela Fortune.

MIAMI “AGAIN”

S

egundo Andréa Schettino, o Bayside Marketplace, aos 30 anos, ganha renovações e ampliações. O belo Brickell City Centre é um show de modernidade, também em Downtown. Aliás, segundo Andréa e o que vimos, o que não falta é arquitetura. “O

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

que mais se admira é prédio bacana e sendo erguido, obras assinadas pelos mais talentosos arquitetos”. O Brickell e o Miami Worldcenter acompanham o crescimento de shoppings, prédios residenciais e hotéis.

mais amam, interatividade. Tudo com planetário, aquário, exibições sobre o espaço, o homem, saúde e “very” mais. Obra do escritório Grimshaw.

lançaperfume

MIAMI SEMPRE

A

gora, a loja/showroom Roche Bobois, que pertence à uma corporação da América do Norte e Canadá. Na inauguração da mais recente, conhecemos o francês e gerente geral das lojas de Miami (Aventura, Coral Gables e Design Distritic), Patrick Cabaroc. Já o shopping “premium” Bal Harbour eterniza-se também como point de “gentedólar”.

MIAMI “TOUJOURS”

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ente que faz, acontece e gasta. Incluindo mineiros. Neste cenário, nada como uma tarde com a paulista Helô Cam-

Em Bal Harbour, no restaurante Carpaccio, Celso Picchioni, Helô Campos e o titular da coluna

pos. Ela nos conta sobre a timidez dos negócios, os “points” e o turismo de brasileiros que vai ressuscitando. Os “points”? No By The River, o Kiki, o Seapice e o Yatch. Bom também o Faena. Já o Petit Maison, além de predileto da Helô, é também o favorito do comandante José Afonso “Líder

Aviação” Assumpcão.

MIAMI “FOREVER”

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inco dias em Miami rendem assunto para uma semana de coluna, sem entediar os queridos e idolatrados leitores. Incluindo novas da American Airlines passadas por Dilson Verçosa Jr., diretor da AA Brasil, durante jantar no português Old Lisbon, oferecido por Celso Picchioni: a partir de agora, os voos da American, partindo de Belo Horizonte, serão diários.

MIAMI MAIS

E

agora, agradável aula de Flávio Almeida, voltando à região já citada: “By The River são braços do mar, os diversos canais que enfeitam as ruas da região da Brickel, bem como de toda Miami. Daí Miami ser a ‘Riviera’ dos

Institute of 6 OComtemporary americanos. Os ricos espalham suas residências de férias por Sunny Isle, Aventura, Hollywood, Golden Beach. Para os milionários, Star e Fisher Island, onde estão também as mansões do famosos brasileiros e hollywoodianos”.

MAIS DEMAIS

E

stá na cara! Miami está em constante ebulição, sempre para melhor. É um grande canteiro de obras. Um renascimento cultural e arquitetônico, show de design, poder e criatividade. Cada vez mais investimentos em museus, centros culturais, shoppings, prédios residenciais de altíssimo luxo, áreas de lazer e parques.

MIAMI DE TUDO

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utras novas pérolas de Miami. O New Frost Science Museum tem o que as crianças

Art (ICA) no coração do Design District, palco da Art Basel. salas de ex6 Grandes posições para o acervo

permanente e exibições temporárias, instalações, experimentações, cafés, auditório, salas de workshops e de restauração. Arquitetos: Aranguren &Gallegos. A “Art Basel”, 6 Ah! em dezembro, é um dos

melhores eventos de Miami e a melhor época para visitar essa cidade incrível. também para novos 6 Etalentos que expõem

“off Basel”, nas tendas em Middle Town, galerias e ruas de Wynwood, lojas no Design Distric e arredores. o evento 6 Durante atividades culturais, festas e eventos multidisciplinares (moda, música, cinema, arquitetura e design). e ao lado do 6 Paralelo Design District, o Wynwood Walls, a bola da vez. Dezenas de muros e galpões grafitados pelos papas desta arte no mundo.

de arte, 6 Escritórios galerias, lojas de decora-

ção, bares e restaurantes transados; gente antenada, incluindo modelos. Basel disputa 6 AnoArtbloco de atrações com o Design District, onde também muitos mineiros frequentam. Chalé Santhé, loca6 Olizado no bairro Ipê, em

Nova Lima, promove no dia 8 de novembro uma noite espanhola. clientes poderão 6 Ossaborear comidas e be-

Na mesma tarde em Miami, a bela modelo Michele

bidas típicas, como tapas, paella, doce de leite com ovos e sangrias preparadas pelos chefs Fernando Baltazar, Marcelo Santhé e a chefe convidada, Renata Aline.


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HORIZONTES DA CIDADE

Crise atinge entidade social UARLEN VALÉRIO

Grupo,que tambémengloba aCidadedos Meninos,pede ajudapara semanter Há 45 anos dedicado a atender de crianças a idosos carentes em Minas Gerais, o Sistema Divina Providência vai reduzir o número de funcionários e de beneficiários no ano que vem por causa da falta de recursos. A queda das doações está provocando dificuldades financeiras na instituição que, entre setembro e dezembro de 2017, tem um déficit previsto de R$ 3,2 milhões. A perda de padrinhos, como são chamados os colaboradores que doam a partir de um salário mínimo por mês, foi de 5% em relação ao ano passado, índice considerado “normal”. A maior dificuldade tem sido conseguir novos doadores – a meta para este ano era arrecadar cerca de R$ 400 mil mensais com novos padrinhos, mas apenas R$ 70 mil foram recebidos por mês. “Problemas financeiros nós sempre tivemos. Nunca tivemos sobra, sempre trabalhamos no zero a zero, mas, neste ano, está sendo muito difícil. Foi um ano atípico por causa da crise, as pessoas querem ajudar, mas não têm recursos”, disse o presidente do sistema, Jairo Azevedo.

Alunos se mobilizam Preocupados com a situação do sistema Divina Providência, os “filhos” da Cidade dos Meninos, como os meninos são tratados, têm se mobilizado para ajudar a instituição. O estudante Maicon Alexandre, 16, interno da unidade há quatro anos, planeja com os amigos um evento cultural para arrecadar fundos. Na instituição, ele teve acesso ao estudo da música, o que pretende tornar sua profissão, e conquistou uma vaga em um programa de jovem aprendiz. “Sou muito grato por tudo que aprendi aqui”, contou. Quem já passou por lá

Rafaela Mansur

UM LEÃO POR DIA Como pagamento defornecedores e dos 730 funcionários atrasado, a instituição precisa “matar um leão por dia” para não deixar que nada falte aos atendidos em 37 obras, o que inclui, por exemplo, abusar de criatividade nas receitas para garantir carne todos os dias. Sem perspectiva de aumento de verba, a única al-

Ação

Atualmente, cerca de 50 mil pessoas são beneficiadas pelo sistema, direta ou indiretamente

Jairo Azevedo ternativa é reduzir o número de atendidos que, neste ano, direta e indiretamente, chega a 50 mil. O corte deve atingir algumas das principais obras da instituição: a Cidade dos Meninos e o Centro Infantil, em Ribeirão das Neves, que oferecem, além de moradia e alimentação, escola, cursos técnicos e profissionalizantes, reforço escolar e oficinas. As unidades, que atendem um total de 2.800 alunos, vão passar a receber em torno de 2.550 no próximo ano. Muitas famílias também contam como Centro Infantil, que cuida dos pequenos de 2 a 10 anos todos os dias. “É um lugar é importantíssimo para a formação acadêmica, moral e religiosa das crianças. Os pais podem trabalhar despreocupados, porque tratamos os meninos como filhos”, disse a superintendente Dulcicleia Machado do Val.

SAIBA MAIS Conheça o trabalho Entre as obras do Sistema Divina Providência, estão o Lar dos Meninos São Vicente de Paulo, o Lar dos Idosos São José e o Centro Infantil Creche União, na capital. Há também restaurantes populares, centros de formação

ENTREVISTA

profissional e de recuperação de dependentes. Como ajudar As doações podem ser feitas por boleto ou conta de energia. Informações: (31) 3517-3901 ou pelo site www.sistemadivinaprovidencia.org

Presidente do Sistema Divina Providência

O que causou o déficit do Sistema Divina Providência? Foi a questão

do pouco dinheiro circulando no Brasil. Todo mundo tem menos dinheiro e, como obras filantrópicas vivem da sobra de dinheiro, quando essa sobra não existe, as coisas ficam difíceis. O que está sendo feito para manter as obras?

Nós estamos pedindo a Deus para não nos abandonar porque ele nunca abandonou. Neste ano, a situação está mais grave um pouco, mas temos certeza que vamos resolver, muitas pessoas boas vão nos ajudar. Qual a importância das obras? Antigamen-

te, nós recebíamos um menino porque ele estava passando fome. Hoje, isso mudou um pouco, nós o recebemos para prepará-lo para a vida longe das drogas, que é um problema muito maior do que pensamos. Claro que temos profissionalização, ensino fundamental e médio.

quer retribuir – cerca de 20 ex-alunos também estão organizando um evento para angariar recursos. A ideia é que eles cedam produtos para a realização de sorteios, e que o valor arrecadado com as entradas seja encaminhado para a instituição. “A Cidade dos Meninos tem importância fundamental na minha vida. Me ajudou a passar no vestibular, a ter princípios, a ficar longe da rua, ocioso. Abriu várias possibilidades para mim”, frisou o empresário David Israel, 31, que passou pelo local entre 1999 e 2003.


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HORIZONTES DA CIDADE Belo Horizonte tem 28 bares a cada quilômetro quadrado Listadosdezmais boêmiosnãoconta comSantaTereza ecausapolêmica nasredessociais Foi só a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) divulgar o mapa com a quantidade de bares espalhados pelos bairros da capital, no último dia 27, para centenas de internautas comentarem e até questionarem a veracidade dos dados. O Executivo mapeou 9.500 botecos, que dá uma média de 28 bares a cada quilômetro quadrado (considerando-se a área total do município, que é de 332 km²). E o campeão foi o centro da cidade, com 704 estabelecimentos, e não a Savassi, na região CentroSul, que está em segundo lugar com 235 estabelecimentos. A lista gerou polêmica, inicialmente, porque listou o bairro da Graça, na região NordesJoana Suarez

te, na segunda colocação, com um número de 355 bares, o que surpreendeu muita gente. A informação foi corrigida posteriormente pela prefeitura, e a localidade deixou a lista dos dez mais. Com a saída do bairro da Graça do ranking, quem passa a integrar o grupo foi o Padre Eustáquio, na região Noroeste da capital, com 130 estabelecimentos. Já o Santa Tereza, na região Leste, conhecido por sua intensa boemia, sequer apareceu no rol (veja texto abaixo). REPERCUSSÃO Todo belo-horizontino sempre soube que vive na “capital mundial dos botecos” e que a nossa praia é o bar. Mas, a julgar pelos milhares de compartilhamentos e comentários, a lista de onde esses estabelecimentos estariam causou espanto e polêmica nas redes sociais. Muitos mineiros comemoraram e falaram que o levantamento era “informação de utilidade pública”. “Quando falo que BH é o melhor lugar para morar... É disso que tô falando”, comentou Leonardo Roscoe na fanpage da PBH, marcando uma

amiga carioca. “Picanha na chapa, mandioca e muita cerveja.... hummmmmm”, desejava Marcos Antonio da Silva. Já outros fizeram críticas no post da prefeitura, como Ana Paula Silva: “Precisamos inaugurar na cidade quadras de esporte, piscinas públicas, arenas de teatro, shows. BH é linda e nasceu pra brilhar”. Fernanda Alina aproveitou para lembrar das proibições do Código de Posturas da cidade: “Proibido fumar,

“

O importante foi a gente ver que BH não tem mar, mas tem bar. O belo-horizontino está bem servido

mentário: “Santa Tereza tem bares somente perto da praça Duque de Caxias, pode contar que não passa de 30. Só isso”. Verdade ou não, quem mora lá, como Ricardo José, acha melhor o bairro estar fora da lista para não atrair mais “botequeiros”: “Já tem muito bar no Santê; se divulgar, aumenta”. A Prodabel e o presidente

SAIBA MAIS Avenidas A concentração de estabelecimentos para tomar uma gelada e comer petiscos por avenidas também foi ranqueada. Mas a Fleming, na Pampulha, ficou de fora mesmo com a impressionante quantidade de restaurante presentes na região. Outros De acordo com a Prodabel, a equipe técnica é capaz de produzir análises espaciais diversas da capital. E já tem internauta querendo saber dados sobre salões de beleza, igrejas, academias etc.

Ricardo Rodrigues, Abrasel-MG

Mineiro questionou ausência do ‘Santê’ O tradicional Santa Tereza não estar entre os primeiros lugares deixou muita gente parecendo aquele emoji com as mãos no queixo de espanto, seguida da carinha de bravo, com xingamentos de que a pesquisa foi mal feita. O internauta Luizinho Parreiras tentou explicar, no co-

proibido mesa na calçada, proibido música ao vivo, proibido ficar até tarde. Não dá para viver eternamente só da fama”. A assessoria de comunicação da Prefeitura esclareceu que o mapa inclui restaurantes e padarias – ou seja, todo local em que bebidas alcoólicas são vendidas. Fato é que o ranking dos dez mais boêmios tem ainda Santa Efigênia, Barro Preto, Lourdes, Barreiro, Sagrada Família, Prado e Floresta. A maioria, portanto, nas regiões Centro-Sul e Leste. Em relação às ruas e avenidas da cidade, a Cristiano Machado aparece em primeiro lugar: são 146 bares, o que dá, em média, um bar a cada 81 metros. O levantamento foi realizado a partir de uma base cartográfica de dados da cidade. “BH, mesmo com a crise, está cheia de bares com propostas novas”, destacou o presidente da Associação de Bares e Restaurantes (Abrasel-MG), Ricardo Rodrigues.

da Abrasel-MG, Ricardo Rodrigues, destacaram que a confusão pode ser gerada pela proximidade dos bairros, muitas pessoas pensam que estão no Santa Tereza e podem estar no Floresta, por exemplo. “Por ter característica de boêmio, as pessoas pensam que o Santa Tereza tem uma concentração maior de bares”, apontou Rodrigues.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

TROPEÇANDO NOS BOTECOS RANKING DO BARES POR BAIRRO 704

Centro 1 235

Savassi 2 Santa Efigênia 3 Barro Preto 4 Lourdes 5 Barreiro 6

192 169 157 142

Sagrada Família 7

138

Prado 8 Floresta 9

132 132

Padre Eustáquio 10

130

VIAS MAIS BOÊMIAS (concentração por km) 1. Avenida Cristiano Machado 2. Avenida do Contorno 3. Avenida Amazonas 4. Avenida Augusto de Lima 5. Rua da Bahia

FONTE: PBH

146 bares, um a cada 81 metros 118 bares, um a cada 101 metros 108 bares, um a cada 85 metros 77 bares, um a cada 27 metros 68 bares, um a cada 42 metros


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COMPORTAMENTO O que aprender com Lautrec, Munch, Van Gogh e Winehouse?

COMORBIDADE O que foi ignorado no caso de Amy e, há quase dois séculos, nos três pintores expressionistas citados acima é o que costuma ser negligenciado também hoje na abordagem das dependências: a co-

SEM TRATAMENTO Posteriormente, Amy acabou sendo internada várias vezes, mas drogas chegavam às clínicas, e ela nunca passou 90 dias seguidos em nenhum tratamento. Em uma das internações, os médicos acharam em sua corrente sanguínea álcool, maconha, cocaína, heroína, crack e quetamina (medicamento que produz sedação). “Cercada por parasitas e paparazzis, ela morreu de intoxicação alcoólica aos 27 anos, com um nível de álcool de sangue cinco vezes maior do que o tolerável”, lembra a médica. * A jornalista viajou a convite da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)

HISTÓRIAS CONVERGENTES Conheça as quatro biografias

Vincent van Gogh 30 de março de 1853 NACIONALIDADE Holandês MORTE 29 de julho de 1890, na França Pintor considerado uma das figuras mais famoas e influentes da história da arte ocidental NASCIMENTO

Obra Criou mais de 2.000 trabalhos em pouco mais de uma década. A obra “Doze girassóis numa jarra”, de 1889, é um dos mais conhecidos e está entre as obras mais valiosas do mundo

P. SESCAU / REPRODUÇÃO

SOFRIMENTO De volta à Amy, começando por sua infância. Nas definições do pai, Mitch Winehouse, criança nenhuma gritava tanto quanto ela. A própria cantora, tempos depois, disse que sempre gritou muito porque nunca era ouvida em casa. Foi expulsa de todos os colégios por mau comportamento. Sua mãe, Janis, tinha como lema não reprimir a filha, pois não queria repetir com ela a rigidez de seus pais. A avó era a única que controlava Amy. Em uma festa em que a artista se embriagou aos 14 anos, disse: “Essa menina é alcoólatra”. Antes disso, sinais de transtornos alimentares. Nada foi feito. A mãe adoeceu, a avó morreu de câncer. Veio a fama, e o pai sumido após o divórcio se reaproximou para gerenciar seu dinheiro. O relacionamento turbulento com Blake Civil foi sua ponte para drogas pesadas como heroína e crack – bebida e maconha sempre foram rotina. Eles romperam, e ela compôs o disco “Back to Black”.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

REPRODUÇÃO

O que as pinturas de Van Gogh, ToulousseLautrec e Edvard Munch têm em comum com a música de Amy Winehouse? Genialidade, poderia-se pensar logo de cara. Para a psiquiatria, porém, são biografias recheadas de elementos fascinantes sobre o que se deve e o que não se deve fazer no tratamento das dependências. Todos os quatro artistas tiveram infâncias problemáticas no que se refere a carências afetivas e doenças ou transtornos negligenciados. Buracos que, no decorrer de suas vidas, foram preenchidos por bebidas, drogas ilícitas e comportamentos, muitas vezes, promíscuos, algumas vezes glamourizados pelo brilhantismo de suas obras e o uso de entorpecentes. “Quanto mais eu estudava sobre Amy, mais apaixonada e dolorida eu ficava. Quando ela morreu, aos 27 anos, as pessoas ficavam se perguntando: como é que uma menina de classe média, talentosa, bem-nascida, chegou a esse ponto?”, lembra a psiquiatra Analice Giglioti, do Rio de Janeiro, especialista em dependências químicas, que falou sobre a artista no Congresso Brasileiro de Psiquiatria, em São Paulo. Analice avalia que Amy já apresentava, desde pequena, sinais claros da síndrome de borderline, também conhecida como transtorno da personalidade limítrofe, quadro agravado pelo uso abusivo de drogas a partir de seus 22, 23 anos. Aline Reskalla*

morbidade, que é a presença de outros quadros de transtornos que podem causar sofrimento, tornar propensas as adicções e agravar seus problemas. “Quase 80% das dependências cursam com comorbidades que, se não forem detectadas, fazem com que o tratamento tenha um prognóstico muito ruim”, afirma a psiquiatra Ana Cecília Marques, que falou sobre o caso de Van Gogh no seminário.

GALLERI NOR / COMMONS

Cantoraepintores viveraminfâncias problemáticas comcarências afetivas

Henri de Toulouse-Lautrec 24 de novembro de 1864 Francês MORTE 9 de setembro de 1901, na França Pintor pós-impressionista e litógrafo, conhecido por pintar a vida boêmia de Paris do final do século XIX NASCIMENTO

NACIONALIDADE

Obra Estima-se que tenha pintado mais de mil quadros a óleo, feito mais de 5.000 desenhos e mais de 360 gravuras e cartazes

Edvard Munch 12 de dezembro de 1863 NACIONALIDADE Norueguês MORTE 23 de janeiro de 1944, na Noruega Pintor, um dos precursores do expressionismo alemão

NASCIMENTO

Obra “O Grito”, sua obra máxima, é uma das mais importantes da história do expressionismo. O quadro retrata a angústia e o desespero, e foi inspirado nas decepções do artista FONTE: PESQUISA DIRETA

Amy Winehouse 14 de setembro de 1983 Britânica 23 de julho de 2011, no Reino Unido Cantora e compositora

NASCIMENTO

NACIONALIDADE MORTE

Obra Gravou apenas dois discos de estúdio, mas deixou um legado de clássicos. “Rehab” é a faixa que colocou a cantora no topo do mundo. A música trata sobre a dependência de álcool que levou Amy à morte

A curta vida de Vicent Van Gogh São Paulo. Filho de uma família tradicional na Holanda, desde muito pequeno Vincent Van Gogh se mostrava perspicaz, falava várias línguas, mas se relacionava muito pouco. Seu irmão mais novo, Theo, era seu único amigo. Só quando ele foi morar em Paris, aos 34 anos, despertou-se sua sensibilidade para a pintura, herdada da mãe. “Até então não tinha nenhum contato com droga ou bebida, mas começou a ser influenciado por amigos, entre eles, o próprio Toulouse-Lautrec, e passou a beber”, relata a psiquiatra Analice Giglioti. Na época, o absinto era a bebida da moda entre os artistas. Vale lembrar seu teor alcoólico próximo de 90% e, com isso, seu poder de provocar alucinações. “Ele tem 860 quadros, mas, vivo, conseguiu vender apenas um. Só se relacionava com prostitutas”, conta Analice. Outros sintomas. Estudos mostraram que o pintor apresentava sintomas de outras doenças que, junto com o efeito crônico do álcool, contribuíram para sua morte precoce, aos 37 anos, em 1890 – há dúvidas de que tenha suicidado-se ou sido assassinado em uma situação envolvendo bebida. “Há alguns relatos de que Van Gogh teria alguma lesão neurológica primária que faria com que ele apresentasse, antes do absinto, tremores leves nas mãos”, disse a psiquiatra Ana Cecília. A partir do momento em que usa a bebida, começa a ter convulsões. Nada disso foi percebido na infância, diz a médica, quando havia relatos de introspecção. Outras investigações apontaram a existência possível de um transtorno bipolar, diz a psiquiatra. Nessa fase ele chega a cortar a própria orelha e a envia para sua prostituta favorita. Foi então internado, após ela chamar a polícia. Foi a primeira de várias internações, sem sucesso.


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DIA A DIA Reforma trabalhista: Confira mudanças ao sair do emprego PDVeprazo parao pagamento deverbas rescisóriasforam alterados As mudanJuliana ças com a reGontijo forma trabalhista não têm impacto apenas durante a permanência do trabalhador na empresa. A partir do próximo dia 13, quando a nova legislação entrar em vigor, haverá alterações nas regras para a hora de se deixar o emprego. A maior novidade é a criação da figura da demissão por acordo, uma espécie de meio-termo entre ser mandado embora ou pedir as contas, como se faz até agora. Nessa rescisão do contrato de trabalho em comum acordo entre a empresa e o empregado, o trabalhador recebe metade do aviso prévio, acrescido de metade da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que será de 20%. Na hora de sacar o dinheiro do FGTS em si, o trabalhador tem acesso a 80% do dinheiro na conta do fundo. “Agora, nesse caso, ele perde o direito de receber o seguro-desemprego”, observa o advogado Gilberto Bento Júnior. “O objetivo da nova modalidade de rescisão é impedir o acordo informal,

MOISÉS SILVA

que incluía a devolução da multa do FGTS ao empregador”, acrescenta a advogada trabalhista Vanessa Caixeta Alves Toffalini. Ela se refere a um “jeitinho” amplamente praticado, que é quando o funcionário, atualmente, pede para ser demitido, recebe seus direitos, mas devolve ao patrão os 40% da multa do FGTS. MAIS ALTERAÇÕES Outra novidade trazida pela reforma está na homologação da rescisão de empregados com mais de um ano de casa. Até então, era obrigatoriamente feita no sindicato da categoria. “Com a reforma, ela deixa de ser obrigatória e pode ser feita na empresa”, explica Vanessa Toffalini. Na hora de receber as verbas rescisórias, o prazo de pagamento também mudou. “Antesda reforma, o prazo variava de acordo com o tipo de aviso prévio”, diz o advogado trabalhista Davidson Malacco. Ele explica que, no caso do aviso prévio indenizado, o acerto deve ser feito até o décimo dia, contado da data da notificação da demissão. Para o aviso trabalhado, o pagamento deve ser realizado até o primeiro dia útil imediato ao término do contrato. “Com a reforma, será de até dez dias a partir do término do contrato. Não haverá mais diferença conforme o tipo de aviso prévio”, esclarece. O Plano de Desligamento Voluntário (PDV), que é utilizado por empresas com o objetivo de reduzir o quadro de funcionários, também foi contemplado pela reforma. O atual entendimento do TribuLEO FONTES

Malacco diz que a adesão ao PDV significa quitação dos débitos

Dispensa em massa sem o sindicato A demissão coletiva ou em massa também mudou. O professor de direito do trabalho do Ibmec-MG Flávio Monteiro explica que a jurisprudência entende que, para que esse tipo de demissão ocorra, a empresa deverá obrigatoriamente negociar com o sindicato da categoria. A reforma trabalhista acrescentou o artigo 477-A à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT): o que muda é que não haverá mais diferença entre a dispensa individual e a coletiva. “Dessa forma, não é mais necessária a negociação com o sindicato”, observa.

Rescisão

A advogada Vanessa Toffalini diz que homologação não precisa mais ser feita no sindicato

nal Superior do Trabalho (TST) é que o empregado que adere a esse tipo de plano não dá “plena e geral quitação de todos os direitos trabalhistas”. “Com a lei, o PDV passa a figurar no texto normativo, e o trabalhador que o aceita dá quitação das verbas trabalhistas”, diz. JUSTA CAUSA O advogado Davidson Malacco frisa que as demais formas de demissão previstas na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) continuam valendo. Em cada uma, o funcionário recebe verbas rescisórias diferentes. Na dispensa com justa causa, o empregado só recebe o saldo de salário e os períodos de férias vencidas. Já na dispensa sem justa causa, o trabalhador recebe as verbas rescisórias – aviso prévio, férias vencidas acrescidas de 1/3, férias proporcionais, 13º salário proporcional e saldo de salário. Ele também tem direito à multa de 40% sobre o FGTS, de sacar o dinheiro do fundo, além do seguro-desemprego. Se pede demissão, tem as verbas rescisórias, mas não tem FGTS nem segurodesemprego e deve o aviso prévio ao patrão.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

MUDANÇAS NA HORA DE DEMITIR NOVIDADE Demissão consensual, ou seja, em comum acordo entre empregador e funcionário. O demitido recebe metade do aviso prévio, acrescido de metade da multa do FGTS (20%) e 80% do saldo do fundo. Nessa situação, ele não terá direito ao seguro-desemprego

HOMOLOGAÇÃO DA RESCISÃO ANTES DA REFORMA Para empregados com mais de 12 meses na empresa, era necessário a homologação no sindicato da categoria ou perante a autoridade do Ministério do Trabalho e Previdência Social

COM A REFORMA Não é mais necessário o aval do sindicato. A rescisão pode ser feita na empresa

DISPENSA COLETIVA ANTES DA REFORMA O Tribunal Superior do Trabalho (TST) entende que, para que seja admitida a despedida em massa, a empresa deverá obrigatoriamente negociar com o sindicato

COM A REFORMA Não há mais distinção entre dispensa coletiva e individual. Assim, não é necessário o aval do sindicato da categoria

PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA (PDV) ANTES DA REFORMA Não há nenhuma lei que discipline o plano, valendo-se de entendimentos jurisprudenciais. Conforme o Tribunal Superior do Trabalho (TST), o empregado que adere ao PDV não dá plena e geral quitação de todos os direitos trabalhistas

COM A REFORMA O assunto é tratado no artigo 477-B e o trabalhador que adere ao PDV não poderá reclamar perante a Justiça do Trabalho, já que todas as verbas trabalhistas, em regra, serão consideradas quitadas

FONTE: ADVOGADOS GILBERTO BENTO JÚNIOR E VANESSA CAIXETA ALVES TOFFALINI, PROFESSOR DE DIREITO DO TRABALHO DO IBMEC/MG FLÁVIO MONTEIRO E REVISTA JURÍDICA DECLATRA/SETEMBRO 2017


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DIA A DIA Lei que rege atendimento ao cliente sofrerá alterações DOR UMI S N CO

Grupode trabalhovai modernizara LeidoSACe garantir segurança dedados

Todos os dias, milhares de consumidores brasileiros recorrem ao Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) das empresas em busca da solução de problemas relacionados à compra de algum produto ou à contratação de determinado serviço. Porém, na maioria das vezes, o processo se torna uma maratona estressante e, em muitos casos, sem sucesso, após preciosos minutos com o ouvido colado no telefone – fixo ou celular – ou na internet. Diante das quase 184 mil reclamações registradas nos EURICO MARTINS

Procons do país no ano passado, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça, criou um grupo de trabalho para discutir a modernização da Lei do SAC, (decreto 6.523/2008), que tem como objetivo elaborar, até o fim deste ano, novos parâmetros de qualidade e de efetividade para o atendimento telefônico e virtual, além de garantir maior segurança em relação aos dados do consumidor – já que a lei, de 2008, foi elaborada quando muitas das atuais tecnologias não estavam disponíveis. Na primeira reunião, realizada em meados do mês pas-

sado, os integrantes do grupo de trabalho detectaram várias falhas na legislação. Entre elas a demora no atendimento das demandas do consumidor; a dificuldade para cancelar serviços; a necessidade de repetição do histórico da demanda, quando a ligação cai; as infindáveis ligações das empresas, buscando “retomar” o serviço cancelado; a má qualidade do atendimento e a necessidade de ampliar os meios de atendimento para além do telefone. Um dos integrantes do grupo que discute as mudanças no decreto, o coordenador do Procon-MG, promotor de Justiça Amauri Artimos da

Matta, destaca que alguns pontos devem merecer atenção especial no novo texto. O primeiro deles, revela, diz respeito à repetição da demanda quando a ligação cai. “É preciso que seja adotada a regra da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que determina que, ao cair a ligação, o atendente deve retorná-la ao consumidor”, diz. PRESSÃO Em segundo lugar, ele ressalta que o “sossego” do consumidor deve ser preservado na nova legislação. “Quando alguém cancelar um serviço, a prestadora não pode ficar ligando oferecendo novos pa-

cotes, tentando convencer o usuário a não cancelar o plano. A tentativa de fidelização só pode ser feita uma vez, de modo claro, e gravado”, explica. Outra preocupação está ligada à privacidade dos dados pessoais e bancários dos consumidores que recorrem aos SACs. “Muitas vezes recebemos, por vários canais, ofertas de produtos ou serviços e não sabemos como nosso ‘endereço’ foi obtido, de onde elas vieram. Parece que existe um mercado negro que teve acesso a esses dados. Isso precisa ser controlado”, afirma Artimos da Matta.

AGÊNCIA SERGIPANA DE NOTÍCIAS/DIVULGAÇÃO

Lei do SAC foi concebida pensando no telefone, mas hoje cliente é atendido até por WhatsApp e por robôs em chats

Após tensão com atendimento, consumidora sugere soluções A auxiliar administrativo Marianna Dagois, 33, é um dos milhares de brasileiros que defendem mudanças na lei que rege o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC). Ela conta que, há cerca de um ano, comprou, pela internet, um filtro de água para ser fixado na parede. “Instalamos o aparelho e logo depois viajamos. Ficamos um mês fora e ao retornar perce-

bemos que o filtro estava pingando. Entramos em contato com a empresa solicitando a devolução do produto, mas fomos orientados a procurar a assistência técnica terceirizada”, diz ela. Foi aí que começou o tormento, que durou quase três meses. “Apesar da previsão de entrega em 15 dias, o filtro ficou na assistência mais de um mês. Quando ligávamos, o telefone não atendia. E quando atendia, a funcionária dizia

que iria ‘checar o status da ordem de serviço’, e a ligação caía”, conta. “Acredito que os serviços de atendimento ao consumidor só existem para atender normas legais de funcionamento, pois não buscam realmente resolver o problema. Na maioria das vezes, os SACs contam com funcionários sobrecarregados e estressados, justamente por trabalharem diariamente com reclamações”, afirma ela. “O ideal seria que esse

“

Na maioria das vezes, os SACs contam com funcionários sobrecarregados e estressados Marianna Dagois,

Auxiliar administrativo

setor tivesse uma política de bonificação para aqueles (funcionários) que conseguissem realmente resolver o problema dos clientes sem gerar estresse”, sugere. “Outra ideia seria fazer com que o atendente ligasse para o cliente ‘indignado’ antes do fim do prazo combinado, mesmo que ainda não tivesse retorno. Apenas para dizer ‘estou aqui, não me esqueci de você, vou ajudá-lo a resolver o problema o quanto antes’”, conclui. (EM)

Entidade apoia nova legislação Na avaliação do presidente da Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente (Abrarec), Renato Cuenca, que também integra o grupo de trabalho para modernizar a Lei do SAC, “o próprio decreto abre espaço para ser modernizado”. “É preciso incorporar as novas tecnologias, como o atendimento digital, em multicanais, como web, chats e aplicativos de celular. O decreto antigo só previa atendimento por telefone. Isso também motivou a modernização da legislação. Hoje, os consumidores interagem de várias formas e a lei tem que abarcar essa evolução”, afirma ele.


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ESPAÇO GOURMET MARIELA GUIMARÃES

DE BANDEJA ROBERTO BENATTI/DIVULGAÇÃO

Artesanal na porta de casa Inaugurado no começo deste ano sob a tutela dos irmãos Felipe, Frederico e Thiago Tércio, o Fredd’s Burguer possui um cardápio seleto, com 8 opções de hambúrgueres, quase sempre acompanhados de generosas lascas de bacon. Além do pão sem glúten, que evita aquela sensação de empanzinamento, o local, que só atende via delivery (por enquanto!), preza também pelos ingredientes frescos. Além dos sanduíches, atente para o nugget artesanal, a batatinha frita (cortada à mão) e o suco verde da matriarca da casa, dona Marli. O menu pode ser conferido em: www.freddsburguer.com.br

Linguado ao molho de aspargos da padaria Vianney

Verdinho crocante

Menu com data prolongada O Restaurant Week termina neste domingo (5), menos para o restaurante Benvindo, no Lourdes. Os menus criados para o evento vão se estender por mais uma semana (ou seja, até o próximo domingo, 12) a R$ 41,90 (almoço) e R$ 54,90 (jantar). Oportunidade para experimentar um dos pratos mais aclamados: o estrogonofe de camarão com arroz de coco e batata chips.

Chefsaproveitam asafradoaspargo paraapostarem novasreceitas Desde o mês passado, um ingrediente vem ampliando seu espaço na predileção dos chefs, principalmente na hora de testar novas receitas. Trata-se do aspargo, vegetal que vive seu período de safra justamente na Primavera – ou seja, nessa época do ano, é encontrado com mais facilidade, Lorena K. Martins

Novo cardápio no Piu Braziliano Conhecido pela política do “amigo, um chope, por favor”, que reduz o valor da caneca quanto mais gentil o cliente for com o garçom, o Piu Braziliano, no Buritis, renovou recentemente todo o seu cardápio. O gastrobar chefiado pelos irmãos Ricardo e Sérgio Moura tem, agora, um menu mais variado, com opções que mesclam a tradição a novos ingredientes e técnicas. Entre elas, há uma pedida especial: o torresmão carnudo servido com molho barbecue caseiro, feito a partir de goiabada e mandioca (foto).

melhor qualidade e a preços mais convidativos. Originário das regiões do sul da Europa e da Ásia, o broto também é rico em água, vitaminas A, B e C, cálcio, ferro e fibras. Não bastasse, é pouquíssimo calórico: 100 gramas de aspargo cozido equivalem a 18 calorias. O vegetal tem uma curiosidade: demora até três anos para crescer. Mas a espera vale a pena, dado o gosto especial que dá à receita. “Gosto de utilizá-lo de qualquer jeito. É um ingrediente muito versátil, combina com carnes, peixes e massas. Acho fundamental um prato ter textura e o aspargo funciona per-

feitamente a isso”, acredita o chef Raffaele Autorino, do Pecatore. “O aspargo, para nós, italianos, tem a mesma função do palmito para a cozinha brasileira”, compara. No entanto, para preservar justamente a textura crocante ao paladar, Raffaele explica que o aspargo nunca deve ser congelado, ou seja, recomendase que seja consumido fresco. “Se congelar, ele perde muita água e fica murcho, além de perder as propriedades”, alerta. VERSATILIDADE Uma das maneiras de preparar o ingrediente é cortá-lo em tiras, na diagonal e, no fogão, saltear com azeite e tempero. “Não pode cozinhar muito. O ideal é ficar crocante e al dente”, sugere o chef, que gosta de fazer preparos como aspargos envolvidos na pancetta, no forno ou por cima de uma polenta. Já cortado em cubinhos pequenos, o ingrediente dá um toque especial ao molho bechamel cremoso, com cogumelos e camarão (veja receita abaixo). Mas o menu é sempre reno-

vado no restaurante, com suflês, molhos e risotos, para não cair na mesmice. Já para a chef de produção da padaria Vianney, Isabella Santiago, a qualidade da receita está diretamente relacionada à escolha do produto in natura. “Para estarem saborosos, o caule deve estar bem firme. Já a cor, deve ser um verde ‘brilhante’. Escolhido o aspargo, a melhor forma de conservação é pela refrigeração – mas, no caso, por no máximo quatro dias, e com muito cuidado, para que suas pontas, que são muito macias, não quebrem”. Para aproveitar a época de safra, Isabella costuma usar o ingrediente também na base de molhos e cremes. “A água do seu cozimento pode ser aproveitada para fazer suflês, molhos e sopas, por exemplo. Combina com quase tudo, até puro, com um salzinho, fica delicioso”, sugere. Já focado nas festas de fim de ano, a Vianney combinou o vegetal com linguado, feito a partir de um molho com redução de vinho branco, cebola e creme de leite.

RECEITA

Casquinha de camarão e aspargos

ANDRÉ HALLAK/DIVULGAÇÃO

Receita do chef Raffaele Autorino, do Pecatore

JOÃO GODINHO

Ingredientes Molho -1/2 litro de leite - 40g de manteiga - 40g de farinha de trigo - Sal e noz moscada a gosto Recheio - 120g de camarão limpo - 50g de abobrinha - 90g de aspargos

- 100 de cogumelos - sal e pimenta do reino a gosto Modo de preparo Molho Ferver o leite em uma panela, derreter a manteiga. Adicionar o leite, a manteiga e o trigo e deixar engrossar. Desligue o fogo, adicione sal e noz moscada.

Recheio Em uma frigideira, esquente o azeite, junte todos os ingredientes e salteie. Adicione sal e pimenta a gosto. Misture tudo, coloque em uma casquinha e finalize com parmesão. Leve ao forno para gratinar.


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almanaque POP ERUDITO> Cantor se apresenta ao lado de orquestra, nos dias 11 e 12, no Palácio das Artes Na primeira vez que Chico César esteve em Belo Horizonte, o calendário registrava o ano de 1984. O jovem saiu de seu Estado natal, a Paraíba (nasceu em Catolé do Rocha, há 53 anos), rumo a São Paulo, onde pretendia dar impulso à carreira artística. Mas teve que mudar seu plano ao constatar que, nesta aventura de vir para o Sudeste, seu dinheiro não dava para, naquele momento, avançar além das montanhas de Minas Gerais. Passados 33 anos, o cantor e compositor firmou seu nome nas páginas da MPB como um músico valoroso, nome de projeção nacional e até internacional. E mesmo não

LEO FONTES - 10.7.16

Alex Bessas

Chico César à sinfônica tendo permanecido na capital mineira, fez questão de manter o elo e os muitos amigos feitos por aqui. No primeiro semestre, por exemplo, foi o convidado para a abrir a Mostra Cantautores. E é, pois, com satisfação indisfarçável que Chico Cé-

sar volta à cidade nos próximos sábado (11) e domingo (12), a convite da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. Dentro do projeto “Sinfônica Pop”, o publico vai conferir a roupagem orquestral dada às músicas do CD e DVD “Estado de Poesia”, gravado por César no primeiro formato em 2015, com edição ao vivo registrada em 2016, no Recife, e que reverberou no DVD, lançado neste ano, e que tem sua mulher, Bárbara, “como musa”, nas palavras do artista. “Aceitei feliz o convite da orquestra”, lembra o

cantor. “Daí, sugeri que a gente aproveitasse o repertório de ‘Estado de Poesia’, que está na estrada agora...”, detalha ele, lembrando que a proposta foi prontamente encampada pelos anfitriões, com apenas uma sugestão: a inclusão da música “Beradêro”, de seu primeiro álbum, “Aos Vivos” (1995). “Na verdade, é uma canção que já costumo incluir nos shows. Então, foi como juntar a faca e o queijo”, brinca. MISTURA Integrante da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o pianista Fred Natalino dividiu com Marcelo Ramos a tarefa de rearranjar as canções de Chico. Para ele, equilibrar a sonoridade da música popular com o erudito “é um desafio”. “Porque as músicas foram feitas para uma formação básica, que tem que ser transposta para esse outro horizonte”, explica. Mas César não vê tanto mistério

Sáb. e dom. 11 e 12.nov.

Com orquestra

Chico César apresenta repertório do DVD “Estado de Poesia” com o projeto Sinfônica POP

assim nessa mistura. “Na música brasileira, erudito e popular andam juntos, se confundem, pelo menos desde Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga”, indica. Ele acrescenta que mesmo em Villa Lobos (1887 – 1959) há uma experiência com o popular. Se voltando ainda para o frevo, “uma música orquestral nordestina”, e o choro, “música de câmara”, pontua que, “com isso, ganhamos uma música erudita que não é esnobe e se comunica com as massas”. Chico vai ainda mais longe, lembrando das contribuições da Tropicália para esse mesclar de estilos. NAMORO COM MINAS Da sua primeira visita a Minas, o cantor guarda memórias, composições e, claro, saudades. “Em 1984, desci do ônibus em Belo Horizonte, e depois fui para Ouro Preto. Toquei em um teatrinho lá, mas nunca mais voltei. Morro de vontade de retornar à cidade, me apresentar lá”, diz ele. Da visita, ainda guarda uma composição inédita. “Compus duas músicas nessa época, ‘Pobre Vila Rica’, que nunca foi gravada, e ‘Folia de Príncipe’, que abre meu segundo disco (“Cuscuz Clã”, 1996)”, lembra, mencionando que a canção tem como referência a estética da música folclórica mineira, como a catira.

“Depois dessa relação mais platônica, o caso com Minas vira um namoro de verdade através da Titane e do (Maurício) Tizumba”, diz. A proximidade com o último,

aliás, já vinha sendo projetada antes mesmo de se conhecerem. “As pessoas falavam para ele: ‘tem um cara na Paraíba que é igual a você!’. E comigo, diziam: ‘Não é possível que não sejam irmãos!’. Quando nos vimos, dissemos: ‘Velho! Meu irmão!”, lembra o artista, entre risadas. O carinho pelos mineiros se espalhou. O músico ainda cita Sérgio Pererê, Pereira da Viola e Vander Lee, morto no ano passado. Com o público, o encantamento também vem de muito tempo. No início da carreira, ele tocava em bares e sindicatos de BH. “Desde então, me encantei pelas plateias dos shows na cidade”. Depois disso, Chico voltou à capital em grandes festivais, como, por exemplo, a Virada Cultural de 2016. “Gosto muito da forma como vocês se relacionam com a rua, fazem dela uma ágora, um grande lugar comum”. Falando das apresentações em teatro, elogia “a relação muito profunda com a melodia e com a letra”. “É um Estado que sabe ouvir, onde quem produz gosta de se apresentar, porque existe esse cuidado da plateia, essa atenção aos detalhes”, avalia. URGÊNCIAS Enquanto se mobiliza para fazer circular mais o show do DVD de “Estado de Poesia” (que além do Brasil, já passou por Portugal e alguns países da América Latina), Chico faz questão de se posicionar frente à crise política e à polarização do país. “É fundamental que os artistas se posicionem, que a sociedade, que esteve – e está – dividida, encontre pontos comuns...”, recomenda. Para ele, há valores que não podem ser perdidos. “Temos que defender a democracia, a legitimidade, a liberdade de expressão!”, conclama. Chico avalia que há, sim, um momento de turbulência. “Setores muito conservadores querem fechar exposições, censurar artistas”, denuncia. “É preciso que a sociedade não baixe a guarda e, ao mesmo tempo, manifestemos amor, em uma atitude de inclusão”, recomenda, conciliador.

Sinfônica POP >convida Chico César

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 11 (sábado), às 20h30, e 12 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira)


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MÚSICA A mão que toca um violão de artistas que já trouxe, e de dezenas de países. Vários, em sua primeira vinda ao Brasil”, ressalva. Fernando também destaca o fato de ser um evento feito por músicos. “Antes de mais nada, nós, organizadores (além dele, Aliéksey Vianna e Juarez Moreira), somos também violonistas. A gente assume essa personalidade de produtor, de curador, mas somos colegas. Então, quem vem de fora está tratando com pares, com colegas, com iguais. E é sempre uma festa, divertida, informativa. Isso faz valer a pena, apesar das dificuldades”. Um dos destaques deste ano é o espaço que sedia o evento, o Teatro Bradesco. “É uma casa nova para a gente. Um lugar maravilhoso, com um equipamento de primeira linha, acústica excelente, acesso ao público e com uma capacidade ideal para o

evento. Acredito que isso vá ajudar muito na interação”. No quesito convidados, Fernando Araújo lembra que a curadoria busca abarcar um pouco do que é capaz de ser feito pelo violão. “A gente se coloca como um festival de música que tem como ponto comum o violão, mas que abraça gêneros distintos. Procuramos trazer expoentes representativos, que têm uma história”. No escaninho das atrações internacionais, está, por exemplo, o sérvio Goran Krivokapic, 38. “Ele venceu, por exemplo, o Guitar Foundation of America. É um virtuose. Deixamos ele à vontade, no convite, e acabou que vai dedicar parte do programa ao repertório de Marco Pereira, que foi um dos convidados da nossa primeira edição”, cita Fernando.

De Israel vem a clarinetista Anat Cohen, que forma um duo com Marcello Gonçalves (violão de 7 cordas) para homenagear Moacir Santos (1926-2006) – os dois, aliás, gravaram um disco (“Outra Coisa”) com o repertório do pernambucano. “Trata-se de um duo muito bonito, de uma interação admirável”. Apaixonada pela música brasileira, Anat já registrou também composições de Pixinguinha.

Já no sábado (12), além de Anat e Marcello, Fernando Araújo apresenta, junto a Celso Farias, “Os Manuscritos de Buenos Aires”, compostos por obras recém-descobertas de Francisco Mignone. Além dos concertos, o FIV oferece masterclasses e oficinas gratuitas – no caso, essas atividades acontecem no Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1.534).

PROGRAMAÇÃO A abertura do FIV, na sexta-feira (11), traz o já citado Goran Kripokapic e o conceituado André Geraissatti.

Festival >Internacional de

SITE DA ARTISTA

Referência no universo do instrumento em torno do qual gira, o Festival Internacional de Violão (FIV) chega à 9ª edição tendo a palavra resistência como bandeira. “A primeira edição aconteceu em 2005, e o orçamento, desde então, é o mesmo – sendo que lá para trás, a gente podia fazer quase uma semana (de programação). Este ano, são dois dias”, compara Fernando Araújo, um dos curadores da iniciativa. “A gente tem sofrido um pouco com as variações de humor das leis de incentivo, mas tenta manter a chama viva, inclusive porque, para nosso orgulho, o FIV virou uma referência; a gente conversa com violonistas de todo o Estado e constata isso, inclusive pelo número Patrícia Cassese

Violão

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dias 10 (sexta) e 11 (sábado), às 21h. R$ 30 (inteira). SEBASTIAN SCHOLOEN/DIVULGAÇÃO

SIAN SENE/DIVULGAÇÃO

Sex. e sáb. 10 e 11. nov.

O paulistano André Geraissati se apresenta na sexta, dia 10

A israelense Anat Cohen é uma confessa entusiasta da música popular brasileira

Virtuose, Krivokapic vem se apresentando em todo o mundo

Música por uma boa causa Seg. 6.nov.

BRITO/DIVULGAÇÃO

Podé (ao centro) conta que o show vai ganhar registro

O marco é mês que vem, mas dado o porte da data – são 120 anos de fundação –, quatro grupos icônicos das Gerais sobem ao palco do Palácio das Artes nesta segunda-feira (6) já tendo como mote o aniversário da capital mineira. O show “A Música da Cidade” vai reunir os baluartes Skank, Pato Fu, Jota Quest e Tianastácia, e terá renda integralmente revertida para a Associação Querubins, criada por Magda Coutinho há 23 anos, e que centra seus esforços no desenvolvimento de crianças e jovens do Acaba Mundo por meio da arte. Podé Nastácia, do Tianastácia, conta que a ordem de apresentação das bandas foi definida por sorteio, embora a abertura tenha sido delegada ao grupo de percussão da Escola de

Querubins. Na sequência, o Pato Fu abre os trabalhos – lembrando que cada banda mostrará um recorte de seu repertório (em torno de cinco músicas). “Não planejamos nenhuma homenagem específica, só queremos participar da celebração contribuindo com a nossa música, em especial também pela causa (Associação Querubins). Mas acho muito legal que, hoje, sejamos considerados representantes do que seria uma vertente da música dessa cidade. É gratificante estar presente nessa hora”, diz John Ulhoa, do Pato Fu. Ao fim da apresentação, o grupo passa o bastão para o Jota Quest, não sem antes dividir com eles uma música. E assim sucessivamente, até o final, quando os quatro se reúnem para

cantar “O Sol”, hit do Tianastácia que estourou também com o Jota Quest. O show conta ainda com a presença de Tutti Maravilha. “Ele vai amarrar tudo”, diz Podé, ressaltando que todos os envolvidos (“do roadie aos músicos”) abriram mão de seus cachês para ajudar a causa. QUERUBINS O Querubins, rememora ele, teve seu embrião quando Podé estava para fazer seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) na psicologia. Como a mãe, Magda, já vinha se aproximando das crianças da comunidade do Acaba Mundo, veio a ideia de unirem forças e desenvolverem um projeto envolvendo os meninos. Com o tempo, Podé teve que se dedicar mais ao

Tianastácia, mas jamais se afastou do Querubins. Na verdade, seu trânsito na música acabou levando vários artistas a conhecerem a associação. E foi numa reunião recente com Samuel Rosa, na inauguração do estúdio na sede da instituição, que veio a ideia do show. “A gente está atuando em um campo que sofre com o descaso do poder público. É um projeto que tenta fazer com que esses meninos não se encaminhem para as ruas ou se aproximem do tráfico de drogas. Um trabalho muito sério, idôneo, mas que, infelizmente, não recebe apoio dos governos”.

> Música da Cidade

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Nesta segunda (6), às 20h. Ingressos entre R$ 30 e R$ 135.


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MÚSICA O fervo de Minas e do Pará DANIEL IGLESIAS/DIVULGAÇÃO

Na última João H. edição do Motta (*) “Giro Brasil”, o Music Hall ferveu com os shows de Di Souza, Lucas Santtana e o arrebatador Baiana System. Agora, é a conexão entre Minas e o Pará que norteia o evento, que traz um line up “pai d’égua” com Dona Onete, Felipe Cordeiro, Jaloo, Matheus Brant, Renato Rosa, Strobo e Palomita DJ. Apesar da distância geográfica, os artistas de lá e de cá compartilham o gosto por imbricar a música regional – no caso dos de lá, o carimbó, a guitarrada do norte – com o pop, o eletrônico e o indie. Em meio a esse caldeirão sonoro, o carisma de Dona Onete é sempre bemvindo. Aos 78 anos, a diva do carimbó chamegado já tem público cativo na cidade. Felipe Cordeiro, por sua vez, é um dos responsáveis por expandir a nova

cena paraense para além das fronteiras do Estado, misturando rock, samba, cumbia e o que mais couber. O produtor musical e cantor Jaloo volta a BH a bordo do disco “#1”, que conquistou a crítica nacional. O duo de música instrumental e eletrônica Strobo, por seu turno, revisita seus quatro discos de carreira em meio a surpresas. “Sempre procuramos trazer novidades, alguma coisa inédita. Por isso, há composições feitas especialmente para esse show”, promete Leo Chermont, guitarrista da dupla que forma com o baterista Arthur Kunz. Vale dizer que os timbres digitais, a guitarrada, os regionalismos e o experimentalismo da banda vão migrar para a tela. É que o Strobo prepara um filme sobre uma Belém “nunca vista”, com trilha original. Kunz lembra que “a música não tem que fazer bombar e dançar o tempo inteiro”. “Pode trazer silêncios e uma imersão maior

OGAMA FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

A dupla Strobo promete novidades para o show na capital

Matheus Brant sobe ao palco com o paraense Renato Rosa

nas paisagens. Estamos propondo isso no novo trabalho”, afirma o baterista. O filme vai deflagrar um lado místico, noturno e underground de uma cidade mais conhecida por sua vida diurna. Do lado mineiro, Ma-

theus Brant se apresenta com Renato Rosa, paraense radicado em Minas. Brant terá como calço o repertório de seu segundo disco, “Assume Que Gosta”, lançado ano passado. O trabalho mescla gêneros ditos “bregas” – co-

mo axé, pagode e arrocha – a rock e música eletrônica. O repertório dialoga com os ritmos do Norte do país, bem como com os latinos em geral, seja a cumbia ou o reggaeton. Com previsão para ser lançado no início de 2018, o próximo disco de Matheus, aliás, promete estreitar essa relação com ritmos caribenhos. “Tem muita música eletrônica, muitos ritmos latinos, que chegam mais rapidamente ao Pará, e isso aca-

ba influenciando muito a cultura deles. E a fusão resultante dessa proximidade com o Caribe acaba trazendo influências rítmicas para o que a gente tem feito em Minas, no Carnaval e no eletrônico”. * Sob a supervisão de Patrícia Cassese

> Giro Brasil Edição Minas + Pará. Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Ouro Fino, 452, Cruzeiro). Dia 11 (sábado), às 21h. R$ 20 (inteira) .


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MÚSICA Arnaldo refaz seus caminhos Alex Às vezes, meBessas nos é mais. Principalmente quando se fala de alguém tão diverso quanto Arnaldo Antunes. Afinal, entre tantos afazeres, o compositor, cantor, escritor, poeta e artista plástico precisa diminuir o ritmo para maximizar alguma de suas facetas. É partindo dessa premissa que o multiartista traz a Belo Horizonte, no próximo sábado (11), o show “A Casaé Sua”, que ganha contorno mais intimista, valorizando, assim, as construções poéticas e as brincadeiras com fonemas, palavras encontradas em suas composições. Dessa vez, portanto, Arnaldo não vem acompanhado por uma banda. Ao seu lado, no palco, estarão apenas dois músicos: os parceiros Chico Salem (violão e guitarra) e André Lima (teclados e sanfona). “Fico muito à vontade assim”, diz Antunes. “É uma formação

mais intimista e acaba sendo um show diferente, uma apresentação mais concentrada na canção”, completa. E, falando nelas, o músico tem um vasto leque de trabalhos para recorrer. Interessado por música desde criança, Arnaldo acumula 26 álbuns, entre gravações em estúdio e ao vivo. Somam-se aí obras que vão desde seu período nos Titãs, passando por sua consolidada carreira solo, que em 2018 celebra 25 anos, e ainda agrega outros projetos coletivos, como o “Pequeno Cidadão” e “Tribalistas”. VIAGEM NO TEMPO Aproveitando-se da liberdade que tem no show, Arnaldo não teve dúvidas: quis viajar por toda sua história como compositor. Além disso, brinda o público com canções de outros autores, parceiros essenciais de seu percurso musical, como Paulo Miklos, Marisa Monte e Carlinhos Brown, Liminha e Alice Ruiz. “A gente acaba fazendo um

Sáb. 11.nov.

MIGUEL MANSO/DIVULGAÇÃO

Em show intimista, Arnaldo Antunes explora seu legado musical

repertório que passa por várias épocas da minha carreira, acaba tendo uma panorâmica bem abrangente dessa trajetória”, explica ele. O público pode esperar, portanto, músicas como “Não Vou me Adaptar”, “Saiba”, “Meu Coração”, “Muito Muito Pouco”. O passado se conecta com o agora em canções de seu mais recente álbum de inéditas, o “Já É” (2015). Dele, são apresentados trabalhos como “Naturalmente, Naturalmente” e “Põe Fé que Já É”. PRESENTE De seus caminhos pela música, ora sozinho, ora (bem) acompanhado, o ano de 2017 tem sua importância. Afinal, foi quando ele voltou a se reunir com Marisa Monte e Carlinhos Brown, remontando, 15 anos depois, o cultuado trio “Tribalistas”. “Foi um prazer imenso reencontrar com eles e fazer esse trabalho novo”, comenta Arnaldo, acerca do álbum hômonimo ao

grupo, lançado em agosto. “Este ano também me presenteou com a gravação do ‘Ao Vivo em Lisboa’. Tenho um carinho especial por esse registro”, assinala o artista, dizendo do DVD lançado em maio no Brasil. Ainda falando “destes momentos de alegria”, Arnaldo celebra a vinda para BH e o reencontro com o público mineiro, com o qual não esconde seu apreço. “As minhas lembranças dos shows aí são sempre as melhores possíveis! O público é caloroso e receptivo, sejam nas praças, ruas...”, elogia. Adiciona que, por acontecer em um teatro, o show que apresenta na cidade se torna ainda mais intimista. Arnaldo diz que saberá se aproveitar disso para se aproximar ainda mais dessa plateia que o cativa.

> A casa é sua

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Dia 11 (sábado), às 21h. R$ 50 (inteira).

MOISES SILVA / O TEMPO - 20.05.2017

Monte e Paulinho 6 Marisa da Viola no KM Hall

A dupla de músicos retorna a solo mineiro para apresentar o elogiado show “Paulinho da Viola Encontra Marisa Monte”. O forte vínculo com a Escola de Samba da Portela também estará presente no palco. O repertório é uma homenagem ao samba, mas também traz composições conjuntas dos dois artistas, além, claro, das obras de cada um que serão revisitadas pelo duo. São lembradas músicas como “Tudo se Transformou”, “Coisas do Mundo”, “Pecado Capital”, “Quantas Lágrimas” e “Preciso Me Encontrar”. Onde Km Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Dia 11, às 22h Quanto A partir de R$ 280 (lote 4)

RANDOLPHO LAMONIER/DIVULGAÇÃO

Veronez apresenta 6 Marcelo seu disco de debute

Lançado neste ano, o primeiro disco do cantor Marcelo Veronez intitulado “Narciso Deu Um Grito” volta aos palcos da capital. O intérprete do elogiado espetáculo “Não Sou Nenhum Roberto” apresenta as composições de parceiros da cena local que estrelam o disco, de Marku Ribas a Milena Torres, de Luiz Gabriel Lopes a Brisa Marques. A banda de Marcelo conta com os músicos Nara Torres (percussão), Davi Fonseca (teclados), Ygor Rajão (guitarra e fluggel), Yuri Vellasco (bateria) e Lucas Freitas (sax barítono). Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 7 (terça-feira), às 20h. Quanto R$ 20 (inteira)


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MÚSICA Sáb. 4.nov.

FLORA PIMENTEL/DIVULGAÇÃO

João Bosco canta na praça As atrações são diversas, acontecem em espaço público, tendo portas abertas para uma plateia igualmente variada e, para coroar, celebra a mistura de música e gastronomia. De forma bem resumida, essa é a apresentação da primeira edição do Festival de Música e Deguste, que acontece na Praça da Assembleia neste sábado (4). Se a proposta dita assim, rapidamente, já agrada, vale destacar os nomes que compõem a programação do evento – que passeia por estilos como o black music, a MPB e a cumbia. Estão lá artistas belo-horizontinos comoNobat,com o showdelanAlex Bessas

Deguste

João Bosco, uma das atrações do festival, promete show retrospectivo

çamento de seu segundo álbum, “Estação Cidade Baixa”, Felipe de Oliveira, Adrianna e a banda La Cumbia Negra. Para mostrar a que veio, o festival conta ainda com show de João Bosco. Figura fundamental do cancioneiro brasileiro, João Bosco preferiu deixar de fora dessa apresentação as músicas do seu mais recente trabalho, o disco “Mano que Zuera”, lançado em outubro. Aos 71 anos, ele optou por olhar para o retrovisor, buscando vislumbrar seu passado musical. “Tem um momento na vida que certas coisas voltam com uma intensidade muito grande. Quando a música emerge, assim, ela vem com várias situações, traz pessoas,

vivências que são especiais. Traz cidades, ruas e detalhes tão vivos de um passado”, divaga, arrematando que sim, ele está neste momento. O show que traz para a cidade, portanto, tem muito a ver com o álbum “40 anos depois” (2012). “Vai ser uma apresentação bem solta, bem à vontade em matéria de repertório, sem o compromisso de fazer essa ou aquela canção e, talvez, até trazendo composições de outros autores”, explica o músico. Ele lembra que até ao cantar músicas de outros artistas há algo de retrospectivo. Afinal, em 1995, lançou o disco “Dá Licença Meu Senhor”, em que interpretou composições de nomes como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Milton Nascimento e Dorival Caymmi. LIGAÇÃO COM MINAS Radicado no Rio de Janeiro, o mineiro de Ponte Nova se mantém conectado à musicalidade de seu Estado natal. Prova disso é que em “Mano que Zuera” João Bosco deu uma interpretação tribal para “Clube da Esquina nº 2”, de autoria do trio Milton Nascimento, Lô Borges e Márcio Borges. “Eu sempre estou fazen-

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do shows em Minas. Este ano, já estive em Ouro Preto, Mariana, Barbacena, BH... Sou amigo do Nelson Angelo, do Bituca, do Toninho Horta, um dos guitarristas que mais me emocionam nesse mundo”, comenta João Bosco. Ele lembra, aliás, que “esta ligação profunda com um Estado do Brasil que tem uma relação importante com a música – e que também é minha terra natal –, tende a ficar mais presente à medida que o tempo vai passando”. Por outro lado, se atentando para o futuro, João Bosco comenta que o lançamento de “Mano que Zuera” deve acontecer na cidade em 2018, logo depois do Carnaval. “No ano que vem, tenho duas turnês internacionais, uma nos EUA, em maio, e uma na Europa, entre julho e agosto. Antes disso, quero gravar o DVD passando por várias cidades do Brasil”, detalha ele, já mirando a capital mineira nessa rota.

Festival Música e >Deguste

Shows de João Bosco, Nobat, Felipe de Oliveira,Adrianna, La Cumbia Negra,Refinaria e DJ Aída. Praça da Assembleia (av. Olegário Maciel, Santo Agostinho). Neste sábado (4), das 14h às 23h. Gratuito


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MÚSICA NATY TORRES/DIVULGAÇÃO

PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO

Ouro Preto lança 6 Orquestra “Músicas para Cinema”

Pocket Música 6 Minas recebe Lyrical Jazz

Na série de concertos Domingos Clássicos, do Sesc Palladium, a Orquestra Ouro Preto lança oficialmente sua nova série artística, dedicada a músicas e trilhas do cinema. Dividido em peças estrangeiras e brasileiras, o repertório do disco foge das superproduções de Hollywood e traz “O Carteiro e o Poeta” e “Cinema Paradiso”, além de “The Typewriter”, da comédia de Jerry Lewis “Errado pra Cachorro”, que usa máquina de escrever como instrumento. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046) Quando Dia 12 (domingo), às 11h Quanto R$ 10 (inteira)

O momento em que o canto lírico encontra o piano jazzístico. Formado pela cantora Rita Medeiros (foto) e pelo pianista Marcelo Magalhães Pinto, o duo “Lyrical Jazz” apresenta um rico repertório de canções do jazz e composições de música erudita em mais uma edição dó projeto Minas Pocket Música, da Fundação Clóvis Salgado. Onde Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 8 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)

FACEBOOK/DIVULGAÇÃO

beneficente com 6 Show Sá & Gabriel Sater

O encontro de duas gerações da música brasileira promove o espetáculo “Nossa Amizade”. Sá, da dupla Sá e Guarabyra, e o filho do violeiro Almir Sater compartilham o palco em canções frutos de uma parceria iniciada em 2012.A renda integral do espetáculo será destinada à Associação de Cegos Louis Braille, dedicados à inclusão social de mulheres cegas e carentes. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Dia 7 (terça-feira), às 21h Quanto A partir de R$ 30 (inteira)

THELMO LINS/DIVULGAÇÃO

à cantora 6 Homenagem Dalva de Oliveira

Os cantores Thelmo Lins e Wagner Cosse homenageiam a cantora Dalva de Oliveira (1917-1972), no ano que baliza o centenário de seu nascimento. No repertório, “Ave Maria no Morro”, “Segredo”, “Estrela do Mar”, “Bandeira Branca”, “Máscara Negra”, “Errei, Sim”, em novas versões. Os dois sobem ao palco junto aos músicos Rogério Delayon (cordas e arranjos) e Tatá Sympa (teclado e acordeom). Onde Teatro Santo Agostinho (rua Aimorés, 2.679). Quando Nestes sábado (4), às 21h, e domingo (5), às 19h. Quanto R$ 40 (inteira).

sábado (4) BETO GUEDES Músico apresenta-se no Festival Junglebier. Bar do Marcinho (Estrada do Engenho, s/n – Macacos). A partir de 12h. A partir de R$ 20 (inteira, pelo sympla. com.br)

DOCONTRA Quinteto de contrabaixistas explora repertório através do instrumento clássico. Funart MG (r. Januária, 68, centro). Às 19h. R$ 10 (inteira)

JACK EXPERIENCE Show de Alexandre da Mata & The Black Dogs. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5623, Funcionários). Às 21h. R$ 20 (antecipado)

JOTA QUEST Show acústico “Músicas Para Cantar Junto”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Ás 21h. A partir de R$ 110 (inteira)

domingo (5) AMORINA Lançamento do álbum “Solidão e Tempo”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h. R$ 30 (inteira)

CEANO, DAPARTE E EROTIC TRAVELERS Bandas independentes apresentam no Matriz. Matriz Casa de Cultura (r. Guajajaras 1353, centro). Às 16h. R$ 20 (antecipado)

R$ 40

quinta (9) SAMBADABABAYA Show da cantora Babaya. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 40 (inteira)

sexta (10) MÉNAGE Lançamento do disco “Terra”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Svassi). Às 21h. R$ 30

MAMUTTE LARISSA MANOELA Cantora mirim apresenta o show “Up”. Estacionamento G (1º piso), Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha). Às 19h. A partir de

Show de lançamento do disco “Epidérmico”. Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Às 21h. R$ 24 (inteira) LUIZ ALVES/DIVULGAÇÃO

LUEDJI LUNA E LAIS LACÔRTE Cantoras e compositoras fazem show com a temática do mês da Consciência Negra. Suricato (r. Souza Bastos,175, Floresta). Às 19h30. R$ 12

ORQUESTRA DE CÂMARA SALZBUR CHAMBLER SOLOISTS Concerto visita do clássico ao barroco. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h. A partir de R$ 100 (inteira)

SENTA A PUA GAFIEIRA Jazz, samba e choro para dançar. Granfinos (av. Brasil, 326, Santa Efigênia). Às 22h. R$ 20

Beto Guedes é destaque no Festival Junglebier


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ARTES CÊNICAS ‘Transarte’ chega à reta final RODRIGO MENEZES/DIVULGAÇÃO

Patrícia Projeto de Cassese o c u p a ç ã o dos galpões da Funarte MG, a Transarte chega à reta final programando várias atrações. Neste sábado (4), por exemplo, acontece a final do concurso “Drag-se”. Já na quinta (9), BH recebe a montagem carioca “Dandara Através do Espelho”, com sessões até domingo (12). No sábado (11), às 18h, a Funarte recebe “Mulheres de Tebas”. “Dandara Através do Espelho” surge das biografias das atrizes Dandara Vital e Claudia Celeste e contrapõe a vontade e os obstáculos de duas atrizes travestis, bem como os conflitos geracionais entre elas. Dandara Vital conta que o objetivo inicial era mostrar que o lugar da travesti “é onde a gente quiser estar”. “Mas ao longo do processo, fizemos pesquisas, estudamos a história da Cláudia Celeste – primeira travesti a fazer

uma novela inteira... E, no meio do percurso, o cenário político sofreu uma brusca mudança. Hoje, discute-se mais a representatividade trans nas artes. E a peça embarca neste tema”, diz ela, reforçando que a sociedade não pode mais fechar os olhos a essa realidade. “Essa peça não é só a minha biografia. É a de todas as manas travestis e transexuais”. A atriz lembra que o recente repúdio demonstrado por alguns setores da sociedade em relação a algumas manifestações artísticas a fez ter certeza de estar no caminho certo. “Estamos em guerra – e isso dói, machuca, sangra. Mas é preciso mostrar que LGBTQIA não é bagunça. A palavra de ordem é resistir. Quando estou para entrar no palco, penso nas manas brutalmente assassinadas. E nas que estão na prostituição por falta de oportunidade”, diz. O espetáculo estreou no Sesc Copacabana, local que, lembra ela, tem um público cativo da chamada maturida-

Dandara, em cena: “Agora é o momento de a gente se fortalecer”, enfatiza a atriz

de, que vai ao teatro muitas vezes sem nem saber a que vai assistir. “De início, tive receio, mas fiquei impressionada com a empatia delas. É claro que existe uma resistência por ser a história de uma travesti, mas estamos conseguindo vencê-la. Ainda temos muito a desbravar, mas tenho fé que conseguiremos”.

DIVULGAÇÃO

Ceará conta casos 6 Matheus em espetáculo de humor

Conhecido por sua atuação no tradicional programa humorístico “A Praça é Nossa”, o ator Matheus Martone dá vida ao Matheus Ceará e apresenta o espetáculo “A Inocência Está Perdida", na próxima semana. Na montagem, o humorista relembra histórias da sua infância, divide com a plateia casos de seus avós, as experiências vividas com sua esposa e seus filhos, e ainda convida o público para participar do “Quadro da Máscara” Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 12 (domingo), às 19h Quanto R$ 80 (plateia 1, inteira); R$ 60 (plateia 2, inteira)

BRUNA ROSA/DIVULGAÇÃO

Cia apresenta 6 Maldia montagem em Sabará

Inspirado no conto “História do Lagarto que Tinha o Costume de Jantar suas Esposas”, do escritor uruguaio Eduardo Galeano, o espetáculo “Maxilar Viril”, da Maldita Cia de Investigação Teatral, volta para uma temporada na região metropolitana de Belo Horizonte. Desta vez em Sabará, a companhia apresenta trabalho que reflete sobre as hierarquias familiares e a violência na América Latina por meio de um acerto de contas entre pai, mãe e filho Onde Estação de Arte Kabana (r. São José, 25, Vila Marzagão) Quando Dias 9 (quinta-feira) a 11 (sábado), às 20h Quanto Entrada gratuita

Sobre vir a BH, Dandara se emociona: “Minha avó materna morava aí, e ela foi a primeira da família a me aceitar após a transição. Infelizmente, morreu há dois anos, e não me viu atuar – amava novelas, assistia a todas, da primeira à última”. Outra apresentação aguardada no Transarte é a

de “Mulheres de Tebas”. O produtor Douglas Resende lembra que a montagem reúne oito trans (inclusive Dandara) e um cis, oriundos de um projeto de formação de atores no Rio. A direção é de Carolina Caju. Já “Código de Honra”, substitui – no domingo (12), às 18h – “Partilha de uma Vi-

vência”, inicialmente previsto. Após a exibição, haverá uma discussão que inclui o ator e diretor Odilon Esteves, que viveu uma história curiosa. Há dez anos, na minissérie global “Queridos Amigos”, de Maria Adelaide Amaral, ele viveu uma transexual. Tempos depois, quando o Manifesto dos Trans (pedindo que personagens assim fosse interpretados por atores trans) foi lançado, Odilon passou a se sentir em débito e, ano passado, ministrou uma oficina direcionada a trans – de onde surgiram talentos como Lui Rodrigues, que também participará da discussão na Funarte.

> Transarte

Funarte MG (rua Januária, 68). - “Dandara Através do Espelho”. Quinta (9) a sábado (11), às 20h, e domingo (12), às 19h. - “Mulheres de Tebas”. Sábado (11), às 18h. - “Código de Honra”. Domingo (12), às 18h. Espetáculos: R$ 20 (inteira). Pessoas trans não pagam. Programação completa: pedevento.art.br/transartebh)


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ARTES CÊNICAS Homem vazio, selva caótica PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

Lara Escrever, às Alves vezes, pode (*) ser um fardo. O desespero de um autor para publicar mais um livro e cumprir o contrato firmado com sua editora é o ponto de partida do novo espetáculo da Zona de Arte da Periferia 18, a Zap 18. “Homem Vazio na Selva da Cidade” – em cartaz de 10 a 12 de novembro, na sede do grupo, no bairro Serrano – marca os 15 anos de existência da companhia. Nascido de um texto de Francisco Falabella e dirigido por seu irmão, Gustavo Falabella, o espetáculo também retrata a mudança do escritor para uma grande metrópole, onde ele se flagra no caos de longos engarrafamentos, cidadãos desgastados pelo trabalho, uma polícia controversa e um governo tirano. “A inspiração vem de uma realidade próxima a nós, há uma certa universalidade quando pensamos

as relações que se dão numa cidade grande. O texto é um desdobramento da nossa própria ligação com Belo Horizonte, essa metrópole caótica, e como nós convivemos com ela”, explica o diretor, Gustavo Falabella. Em gestação desde julho do ano passado, a montagem reúne seis atores em cena, além do rapper Shabê, responsável pela trilha sonora executada ao vivo. “A presença da música como um elemento dramatúrgico do texto, e não apenas como trilha sonora, é uma característica muito forte dos nossos trabalhos. O Shabê não é ator, mas é quem faz esse meio do caminho entre a música e a cena”, pontua Gustavo. Aliás, este não é o único traço que se repete nas montagens da companhia. Em sua primeira vez à frente da direção de uma peça da Zap 18, Gustavo afirma que a base das criações são semelhantes desde a fundação do grupo. “Temos como ca-

Saga de um escritor em crise é o mote para a montagem que marca os 15 anos da Zap 18

racterística marcante dos nossos espetáculos a relação com as múltiplas realidades. O nosso teatro precisa beber das coisas que nos cercam e, por isso, há uma chave sociopolítica muito forte. Existe sempre um desejo de problematizar as relações”, justifica.

ANIVERSÁRIO Se as comemorações dos 15 anos do grupo começaram em meados de julho deste ano, a estreia de “Homem Vazio na Selva da Cidade” entra em cena para encerrar este ciclo. O novo espetáculo é, inclusive, um reflexo impor-

tante do trabalho desenvolvido. As relações centro-periferia são elementos essenciais tanto para a montagem quanto para a companhia. Se uma cidade caótica é pano de fundo para o desenrolar da trama, é um bairro localizado em uma região periférica da capital mi-

neira que abriga a Zap 18. “‘Homem Vazio na Selva da Cidade’ demonstra a importância que damos à relação com os espaços da cidade”, aponta Gustavo. A escolha por uma região fora do centro para fincar raízes e estrear a peça é, na verdade, estratégica. O diretor explica: “Esse espetáculo é mais uma oportunidade de demarcar esse lugar da Zap, no bairro Serrano. Retrata o nosso esforço para tentar formar um novo público, convencer os nossos vizinhos, que não estão habituados ao teatro, a frequentarem espaços culturais. Estar lá faz parte de uma escolha nossa – e é como dizer que aquele é o nosso lugar”, estabelece. * Sob supervisão de Patrícia Cassese

“Homem Vazio >na Selva da Cidade”

Zap 18 (r. João Donada, 18, Serrano). Dias 10 (sexta) e 11 (sábado), às 20h30; 12 (domingo), às 19h. R$ 20 (inteira)


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ARTES CÊNICAS teatro adulto A CASA DAS BONECAS Dir. Freddy Mozart. Com Walkiria La Roche, Sandra Lee, Aloisio Pires Jovem inocente sai do interior para tentar a sorte na cidade grande. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Neste sáb. (4), às 21h; dom. (5), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc).

ALTOS E BAIXOS

LEILA VERÇOSA/DIVULGAÇÃO

INDECENTE

CHACRINHA, O MUSICAL

Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 17/12.

Dir. Andrucha Waddington. Com Stepan Nercessian A trajetória de vida do apresentador. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Neste sáb. (4), às 16h30 e às 21h; dom. (5), às 16h. R$ 100 (inteira).

LEVANDO O CAOS

Dir. Eid Ribeiro. Com Grupo Armatrux Parte dos relatos sobre o acidente de Chernóbyl e faz ode à cultura soviética. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 20/11.

COMO SE LIVRAR DAS DÍVIDAS EM 12 HILÁRIAS PRESTAÇÕES

PARA MAHAL

D'ARTAGNAN E OS TRÊS MOSQUETEIROS Dir. Cris Oliver. Com Centro de Pesquisas Teatrais A história de mosqueteiros que tentam recuperar o colar de um duque. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (4), às 17h. Entrada gratuita mediante doação de 1 kg de alimento não-perecível.

HOMEM VAZIO NA SELVA DAS CIDADES (Leia mais na página 21)

INTIMIDADE

ONDAS DE ONDE PARTO Dir. Fernando Barcellos. Com Mariana Rabelo Uma mulher narra a trajetória intimista de espera da criança em seu ventre. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (10) e sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 10 (inteira).

NIGHTVODKA

Dir. Ílvio Amaral e Maurício Canguçu. Com Bruno Albertini e Marino Canguçú Amigos revelam histórias que vivenciaram ao longo da vida. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Ter. e qua., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 15/11.

Dir. Carlos Nunes. Com Thiago Comédia Peça sobre limites e dívidas. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Ter. (7), às 20h. R$ 40 (inteira).

BH in solos

Com Maurício Meirelles O humorista aborda temas profundos e assuntos de sua vida pessoal. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro). Sex. (10), às 21h. A partir de R$ 50 (plateia 2B, inteira).

Dir. Márcio Menezes. Com Coletivo Tombado Inspirado na obra “Tu Não Te Moves de Ti”, discute questões metafísicas e morais. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Sex. (10) e sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).

SEGUNDA CHAMADA Dir. Chico Pelúcio. Com Conexão Galpão Três amigos se reencontram e precisam solucionar casos mal resolvidos. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 13/11.

TODOMUNDO Dir. Jordan Baêsso. Com Alex Bernardes, Alessandra Stella, Ernane Campos Ao receber a visita da Morte, Todomundo busca uma forma de escapar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. (10) e sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

A convite do BH in Solos, Fabiano Persi estreia “Sapato Bicolor”, no Sesc Palladium

teatro infantil ARISTOGATAS Dir. Argileu Rodrigues. Com Centro de Pesquisas Teatrais Uma senhora deixa sua fortuna para seus gatos, mas a governanta os abandona. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste dom. (5), às 17h. Entrada gratuita mediante doação de 1 kg de alimento não-perecível.

LAMPIÃOZINHO E MARIA BONITINHA Dir. Yuri Simon. Com Kênya Costa, Raíssa Alves, Maria Tereza Na pequena Vila Bela do Melado, o bando de Pirilampo Lampião é perseguido. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (5), às 16h. R$ 22 (inteira).

OS VINGADORES Dir. Bruno Righi. Com Mãos de Fada

O Homem de Ferro reúne os Vingadores para defender o planeta. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Neste sáb. (4) e dom. (5), às 16h. R$ 17 (postos Sinparc).

dança AMAR-TE Dir. Cassiano Rodrigues. Com Interpasso Cia. de Dança Os cenários vislumbrados nas formas de amar e o impacto nas pessoas. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (4) e dom. (5), às 20h. R$ 30 (inteira).

H.U.L.D.A. Dir. Jorge Takla. Com Cisne Negro Cia. de Dança e Ana Botafogo Homenagem à fundadora da companhia, a montagem atravessa sua biografia.

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (4), às 21h. A partir de R$ 30 (plateia 3, inteira).

QUE REI SOU EU Dir. Gustavo Côrtes. Com Grupo Sarandeiros Reis e rainhas das festas existentes no país apresentam as identidades do Brasil. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste dom. (5), às 20h. R$ 30 (inteira).

SUBLIME TRAVESSIA Dir. Dudude. Com Dudude A necessidade de atravessar “algo” fazendo uso de um corpo de arte. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (4) e dom. (5), às 20h. R$ 20 (inteira).

musical

SAPATO BICOLOR Dir. Polyana Horta. Com Fabiano Persi Um engraxate encontra na Soul Music seu alento e seu norte. Teatro de bolso Júlio Mackenzie do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Sex. (10) e sáb. (11), às 20h; dom. (12), às 19h. R$ 10 (inteira).

TROMBO Dir. Tiago Gambogi e Juliana Pautilla. Com Carolina Correa Uma mulher recebe um diagnóstico fatal. Um falso diagnóstico. Teatro de bolso do Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (4), às 20h; dom. (5), às 19h. R$ 10 (inteira).

ocupação transarte DANDARA ATRAVÉS DO ESPELHO (Leia mais na página 20)


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LITERATURA O curso natural da vida Patrícia “Nossa, RoCassese berta, lembro de você quando ainda era jovem, bonita e magra”. Pode soar surreal, mas o comentário ouvido pela jornalista Roberta Zampetti foi proferido em tom de entusiasmo. O autor – acredite – queria ser simpático, dizer que a acompanhava há tempos. Uma das mais conhecidas apresentadoras de TV mineiras, Roberta recebeu as palavras como mais um endosso a algo que ela já havia detectado há tempos: o preconceito que grassa no país contra os velhos. Sim, velhos. Roberta prefere essa palavra à expressão “melhor idade”. Instigada, resolveu mergulhar no assunto – e um dos resultados dessa imersão, ela apresenta ao público na próxima terça-feira (7), quando autografa seu primeiro livro, “Sou 60 – Diário de Uma Jornalista em Busca de Respostas Sobre Envelhecimento e a Vida” (Ed. Libretteria). Como o lançamento será dentro do projeto “Sempre um Papo”, Roberta aproveita para conversar com o público sobre o tema que, na verdade, se tornou um projeto em sua vida – “Sou 60” é também o nome do programa que ela comanda atualmente na Rede Minas, após vá-

rios anos à frente do “Brasil das Gerais”. Aliás, naquela atração, o assunto foi abordado várias vezes. “Meu objetivo é mostrar que há muita vida a partir dos 60”, diz ela, que contabiliza 61 anos. FAROL AOS JOVENS Vale ressaltar que a chegada aos 60 não deixou de assustar a mineira. “Principalmente porque sempre trabalhei na TV, onde a questão da imagem é muito valorizada. Mas hoje, sinceramente, acredito estar vivendo a melhor fase da vida”, constata. Roberta, porém, reconhece que não se preparou para o passar dos anos. Tendo como calço o que aprendeu mais recentemente, por meio de pesquisas, leituras e entrevistas, ela entende inclusive que seu livro não se destina apenas aos que já passaram dos 60 – ao contrário, serviria como farol aos mais jovens. “Hoje, meu mantra é: ‘envelhecer é aprender’. Porque muitas pessoas falam que o ‘velho é sabedoria’, mas, na verdade, somos eternos aprendizes”. Roberta chegou a ir à Sardenha, Itália, onde um contingente surpreendente de nativos avança além dos 100 anos. Todo esse interesse se reverteu em convicções que ela não se recusa a compartilhar: “Um dos meus entrevistados, por exemplo, tinha 108 anos e um cognitivo muito bom. Entendi que existem

pilares importantes, como a convivência com a família, a manutenção de suas tradições, como as festas típicas, o respeito e interesse por suas opiniões, pela experiência que acumularam, o convívio com todas as faixas etárias...”, enumera ela, que, claro, também fala de alimentação e da prática de atividade física. “Eles (na Sardenha) geralmente tomam muito vinho, comem muito queijo de cabra... A carne vermelha e os doces ficam mais para os dias de festa”. Obviamente, Roberta também fez várias entrevistas no Brasil, país que, observa, carece de políticas públicas para este segmento. Aliás, Alexandre Kalache, presidente do Centro de Longevidade Brasil (que assina o prefácio da obra) já lembrou que a rapidez do processo de envelhecimento da população é assustadora se comparada à escassez de recursos para “políticas sociais e de saúde que possam responder a um povo já muito envelhecido, como seremos em três décadas” – até 2050, vale pontuar, o Brasil terá 64 milhões de idosos, ou 30% da população, em comparação aos atuais 12%.

Ter. 7.nov.

Um Papo >comSempre Roberta

LEO LARA/DIVULGAÇÃO

Zampetti:

“Hoje meu mantra é: ‘envelhecer para aprender’”

Zampetti

Auditório Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1.200). Dia 7 (terça), às 19h30. Entrada gratuita.

Aglomerado da Serra: 100

CHÃO DA FEIRA/DIVULGAÇÃO

ROSA AMÉLIA/DIVULGAÇÃO

No evento, Dóris repassa a história do negro no samba

Neste sábado (4), Dia Nacional das Favelas, a Mostra Diversidade Periférica, iniciada na última quarta (1º), programa uma série de atrações dentro da comemoração simbólica dos 100 anos do Aglomerado da Serra, vivenciando o contexto de celebração dos 120 anos de Belo Horizonte. A programação, que é gratuita e acontece no Memorial Minas Vale, se inicia às 10h, com a mesa “Do Quilombo à Favela: Territórios de Resistência da Memória”. Às 14h, haverá show com MC Sam Pedra, e, depois, até às 17h, no auditório, intervenções de poesia e rap. As editoras Mazza e Crivo vão expor seus títulos na Sala de Leitura, local que, às 13h30, recebe roda de conversa com Walkíria e Mikaela”, do livro “Meu Crespo, Nossa História”. Já no Espaço Cyber, das 10h

às 17h30, haverá lançamento dos minicurtas “A Periferia e Sua Diversidade”. No domingo (5), nos Jardins do Memorial, Doris Santos apresenta “Contando a História do Negro Através do Samba”, das 11h às 12h30. A curadora Simone Moura lembra que desde o início do ano o Aglomerado vem abrigando ações voltadas à preservação da memória. “As iniciativas geraram um grupo de trabalho que vem pensando a questão do resgate no contexto de que esse processo atravessa a própria formação de BH, já que muitos dos que ergueram as edificações do Centro moravam na região na qual hoje o aglomerado se situa – e essa história não possui registros disponíveis nos equipamentos públicos”, pontua.

de Santiago à Ilha do Fogo, 6 Viagem em Cabo Verde, por meio de fotos

O livro “Santiago – Fogo” (Edições Chão da Feira), com 50 fotos, será lançado com batepapo entre os autores, os artistas visuais Felipe Chimicatti e Pedro Carvalho, e o pesquisador cabo-verdiano Pedro Matos, que vai preparar uma cachupa, prato típico do país, para o público. Onde Casa Kubitschek (av. Otacílio Negrão de Lima, 4188, Pampulha). Quando Neste sábado (4), a partir das 10h. Quanto Distribuição gratuita no dia. Depois, venda no site chaodafeira.com/loja/ a R$ 44.


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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 4 (sábado) e 5 (domingo)

estreias BIG PAI, BIG FILHO (*) (The Son of Bigfoot, Bélgica, 2017, 1h32, livre) Dir. Ben Stassen, Jérémie Degruson. Adam, um adolescente solitário dotado de superpoderes, decide sair em busca de seu pai. Betim 1: 14h20, 16h30, 18h40 Big 3: 14h35, 16h35, 18h35 Boulevard 2: 13h50, 15h45, 17h40 Cidade 1: 14h, 15h50, 17h30 Contagem 8: 14h30, 16h30, 18h30 Del Rey 6: 14h45, 16h40 Diamond 5: 14h, 16h20 Itaú Power 2: 15h, 17h, 19h Minas 5: 15h, 17h, 19h Monte Carmo 4: 14h50, 16h50 Shopping Norte 5: 14h35, 16h35, 18h35 Shopping Estação 2: 12h45, 15h15, 17h30 Pampulha 3: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Paragem 3: 14h45, 16h45, 18h45 Pátio Savassi 7: 12h20, 14h40, 17h05 Via Shopping 1: 15h, 19h Sessão 3D: BH Shopping 5: 13h30, 15h50 (*) Sessões dubladas

DEPOIS DAQUELA MONTANHA (The Mountain Between Us, EUA, 2017, 1h52, 12 anos)

Dir. Hany Abu-Assad. Com Kate Winslet, Beau Bridges, Idris Elba. Perdidos após um trágico acidente de avião, dois estranhos precisam forjar uma conexão para sobreviver aos elementos extremos de uma remota montanha coberta de neve. BH Shopping 7: 13h, 15h30, 18h30, 21h10 Boulevard 5: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 3: 12h40, 16h, 18h20, 20h30 (*) Del Rey 5: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10, 23h25(somente sábado) Diamond 2: 15h50, 18h50, 21h25 Diamond 3: 14h10 Monte Carmo 1: 14h(*), 16h20(*), 18h30, 21h Ponteio 4: 16h10, 18h40, 21h Pátio Savassi 1: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 Shopping Estação 1: 13h15(*), 16h(*)(somente sábado), 18h30*), 21h30 (*) Sessões dubladas

EM BUSCA DE VINGANÇA (Aftermath, EUA, Reino Unido, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Elliott Lester. Com Arnold Schwarzenegger, Maggie Grace, Scoot McNairy. Um homem traumatizado busca vingança após ter perdido a esposa e o filho em acidente de avião causado por negligência de um controlador de tráfego aéreo. BH Shopping 5: 18h20, 20h40 Del Rey 4: 14h40, 16h40, 18h30, 20h40, 22h30(somente sábado)

FOX FILM/DIVULGAÇÃO

encontra o corpo congelado de uma menina em meio ao nada e decide iniciar uma investigação sobre o crime. Ao lado dele está uma agente novata do FBI que desconhece a região. Belas 2: 14h e 22h Ponteio 2: 14h20 e 18h40

Idris Elba e Kate Winslet estão em “Depois Daquela Montanha”, filme que entra em cartaz na cidade

GABRIEL E A MONTANHA (Gabriel e a Montanha, Brasil, França, 2017, 2h11, 14 anos) Dir. Fellipe Barbosa. Com João Pedro Zappa, Caroline Abras, Leonard Siampala. Gabriel Buchmann tinha um grande sonho: conhecer a África. Entretanto, mais do que visitar seus pontos turísticos ele desejava conhecer como era o estilo de vida do africano, sem se passar por turista. Belas 3: 14h10, 18h50 e 21h20 BH Shopping 10: 17h10 e 20h10 Cine 104: 17h(somente sábado)

O ESTADO DAS COISAS (Brad’s Status, EUA, 2017, 1h41, 12 anos) Dir. Mike White. Com Ben Stiller, Michael Sheen, Austin Abrams. Para Brad, a vida dos amigos parece muito melhor que a sua. Seja nas redes sociais, na TV ou nas revistas todos parecem estar muito melhor do que ele. Ele errou nas escolhas? Belas 2: 16h e 20h Ponteio 3: 14h30, 18h45 e 20h50 Pátio Savassi 7: 19h40 e 22h10

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HISTORIETAS ASSOMBRADAS – O FILME (Brasil, 2017, 1h30, livre) Dir. Victor-Hugo Borges. Pepe é um menino de 12 anos que mora com sua avó, uma bruxa-empresária. Após descobrir que é adotado e que seus pais estão vivos, ele decide sair em busca deles e acaba atraindo a atenção de um vilão biomecânico que precisa de Pepe para se tornar imortal.

relançamento MULHOLAND DRIVE – CIDADES DOS SONHOS

BH Shopping 9: 12h50, 15h10, 17h20, 19h40 Diamond 6: 13h40, 16h, 18h20 Estação BH 5: 13h30, 15h45 Pátio Savassi 2: 12h, 14h10, 16h30, 18h50

INVISÍVEL (Invisible, Argentina, Brasil, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Pablo Giorgelli. Com Mora Arenillas, Agustina Fernandez, Mara Bestelli. Acompanha a história de Ely, uma jovem de 17 anos que mora no pobre bairro de La Boca, em Buenos Aires. Quando se vê grávida, sua vida muda completamente. Belas 1: 11h(*)(somente sábado) (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

mulher viaja para conhecer a família do noivo, mas percebe que isso pode ter sido um terrível erro. BH Shopping 6: 14h, 14h20, 19h10 (*) Boulevard 2: 19h35, 21h30 Boulevard 4: 16h40 Cidade 6: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Contagem 2: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Itaú Power 1: 14h45, 16h435, 18h45, 20h45 (*) Minas 3: 14h30, 16h40, 18h50, 21h (*) Pampulha 2: 14h30(*), 16h40(*), 18h50, 21h(*) Shopping Estação 6: 18h45, 21h15, 23h30(somente sábado) (*) Via Shopping 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

TERRA SELVAGEM A NOIVA (Nevesta, Rússia, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Svyatoslav Podgayevskiy. Com Vyacheslav Chepurchenko, Aleksandra Rebenok, Igor Khripunov. Nastya é uma jovem

(Wind River, EUA, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Taylor Sheridan. Com Jeremy Renner, Elizabeth Olsen, Kelsey Asbille. Cory, caçador de coiotes e predadores traumatizado pela morte da filha adolescente,

(Mulholland Dr., EUA/ França, 2002, 2h26, 14 anos) Dir. David Lynch. Com Naomi Watts, Justin Theroux, Laura Harring. Depois de um acidente em Los angeles, Rita perde a memória. Betty, uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade, conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Do outro lado da cidade, Adam Kesher é espancado pelo amante da esposa e roubado pelos sinistros irmãos Castigliane Belas 1: 18h, 21h Cine 104: 19h40(somente sábado)

sessão especial POKÉMON, O FILME: EU ESCOLHO VOCÊ! (*) (Gekijōban Pocket Monster: Kimi ni Kimeta!, Japão, 2017, 1h35, livre) Dir. Kunihiko Yuyama. Ash Ketchum tem 10 anos, o que significa que ele já tem idade suficiente para se tornar um instrutor de Pokémon. Ash sonha muito sobre as aventuras que ele experimentará depois de ganhar seu primeiro Pokémon do Professor Oak. Pátio Savassi 8: 20h10(somente domingo) Shopping Estação BH 1: 16h(somente domingo) (*) Sessões dubladas


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CINEMA em cartaz ALÉM DA MORTE (Flatliners, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. Niels Arden Oplev. Com Ellen Page, Diego Luna, Nina Dobrev. Estudantes de medicina fazem experimentos, como ter o coração parado e depois reavivado, para curar a morte. Quando os testes intensificam-se, eles são afetados fisicamente por visões e pesadelos. Cidade 1: 19h20 (*) (*) Sessões dubladas

AS AVENTURAS DO CAPITÃO CUECA – O FILME (*) (Captain Underpants: The First Epic Movie, EUA, 2017, 1h29, livre) Dir. David Soren. Jorge e Haroldo são amigos inseparáveis. Quando são ameaçados de serem separados da turma, Jorge usa um anel hipnótico contra o diretor, que faz com que ele obedeça a todas as suas ordens, e decide transformá-lo no Capitão Cueca. BH Shopping 8: 14h10 Cineart Paragem 2: 16h20 Cinesercla Big 2: 14h Cinesercla Norte 2: 14h Diamond 2: 13h20 Estação BH 6: 16h30 Pátio Savassi 6: 15h10 Sessão 3D: BH Shopping 8: 16h30 (*) Sessões dubladas

BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049, EUA, 2017, 2h43, 14 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto. Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, o novato oficial K desenterra um terrível segredo que pode mergulhar a sociedade no completo caos e o leva a uma busca frenética por Rick Deckard. Boulevard 4: 21h Sessão 3D: Pátio Savassi 2: 21h30

A COMÉDIA DIVINA (Brasil, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Toni Venturi. Com Murilo Rosa, Monica Iozzi, Thiago Mendonça. Programa jornalístico em crise contrata a recém-formada Raquel, que tem um caso com o âncora, Mateus, e é ex-namorada do produtor Lucas. Ela vê sua carreira decolar quando o Diabo abre sua igreja na Terra. Contagem 7: 16h40 e 21h

COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Rosa precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 3: 16h40

COMO SE TORNAR O PIOR ALUNO DA ESCOLA (Brasil, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Fabrício Bittar. Com Bruno Munhoz, Carlos Villagrán, Daniel Pimentel. Bernardo e Pedro são estudantes e enfrentam as clássicas tarefas escolares. Frustrados, Pedro encontra um diário de como provocar o caos na escola sem ser pego, o que leva os dois amigos a seguirem as dicas do caderno. Betim 2: 14h30, 16h40, 18h40, 20h50 Cidade 8: 16h40, 20h50 Contagem 7: 14h30, 18h50 Del Rey 7: 14h20, 18h50, 22h50 (somente sábado) Itaú Power 4: 16h15, 18h30, 20h45 Minas 6: 14h20, 16h20, 18h30, 20h40 Monte Carmo 2: 14h20, 16h40, 18h40, 20h50 Pampulha 4: 14h45, 18h55 Paragem 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Pátio Savassi 8: 14h (somente sábado), 16h40 (somente sábado) Shopping Estação 5: 18h15, 20h45 Via Shopping 5: 16h20, 18h30, 20h40

DE VOLTA PARA CASA (Home Again, EUA, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Hallie Meyers-Shyer. Com Reese

MARESFILMES/DIVULGAÇÃO

Witherspoon, Nat Wolff, Pico Alexander. Durante a comemoração de seu aniversário de 40 anos, a recém-divorciada Alice conhece três aspirantes a cineastas que precisam de um lugar para morar e decide hospedá-los temporariamente, mas o acordo gera situações inesperadas. Diamond 6: 20h40

Boulevard 4: 18h45 Cidade 5: 16h (*), 18h10 (*), 20h20 Contagem 5: 16h30, 18h40, 20h50 (*) Del Rey 3: 18h30, 21h05 Diamond 3: 19h20 Itaú Power 6: 18h50, 21h (*) Minas 2: 18h30, 20h45 (*) Monte Carmo 4: 18h40(*), 20h50 Paragem 2: 18h50, 21h Pátio Savassi 8: 14h (somente domingo), 19h10 (somente sábado) Shopping Norte 5: 20h35 (*) Via Shopping 1: 21h10 (*)

DIVÓRCIO – ATÉ QUE O AMOR EXPLODA (Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Pedro Amorim. Com Camila Morgado, Murilo Benício, Luciana Paes. O casal Noeli e Júlio leva uma vida humilde, até que os dois ficam ricos depois de criar um molho de tomate que virou sucesso nacional. Com o passar dos anos, os dois vão se distanciando e um incidente é a gota d’água para a separação. Diamond 4: 13h, 15h30

Sessões 3D: Pampulha 1: 14h05, 18h45 (*) Shopping Estação 2: 22h (*) (*) Sessões dubladas

mostras

DUAS DE MIM (Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Suellen é uma cozinheira que trabalha duro para manter sozinha o filho pequeno, a irmã mais nova e a mãe. Um dia, seus sonhos viram realidade: ela se divide em duas. Sua cópia, idêntica fisicamente, tem diferenças de personalidade, sendo muito mais extrovertida e corajosa. Del Rey 7: 16h30, 20h50 Itaú Power 4: 14h15 Via Shopping 5: 14h30

RETROSPECTIVA JEAN-PIERRE MELVILLE (*)

O FORMIDÁVEL (Le Redoutable, França, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Michel Hazanavicius. Com Louis Garrel, Bérénice Bejo, Stacy Martin. JeanLuc Godard, está filmando “La Chinoise” com a mulher que ama, Anne Wiazemsky, 20 anos mais jovem. Mas a recepção do filme desencadeia uma profunda reflexão no cineasta. Belas 1: 14h

MÃE! (Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. Pátio Savassi 1: 23h30 (somente sábado)

MANIFESTO (Manifesto, Alemanha, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Julian Rosefeldt. Com Cate Blanchett,, Ralf Tempel, Ruby Bustamante. Uma série de monólogos interpretados por Cate Blanchett explora os componentes performáticos e o significado político de vários manifestos artísticos na história. Belas 1: 16h10 Ponteio 3: 16h40

MARK FELT – O HOMEM QUE DERRUBOU A CASA BRANCA (Mark Felt: The Man Who Brought Down The White House, EUA, 2017, 1h43, 14 anos) Dir. Peter Landesman. Com Liam Neeson, Diane Lane, Marton Csokas. A trajetória da vida de Mark Felt, vice-presidente do FBI, que, de maneira secreta e usando o nome fictício de “Deep Throat”, foi informante dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein no famoso escândalo de Watergate. Ponteio 2: 16h30, 20h50

O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA (Les Grands Esprits, França, 2017, 1h46, 12 anos) Dir. Olivier Ayache-Vidal. Com Denis Podalydés, Léa Drucker, Zineb Triki. François Foucault, um professor de 40 anos, é forçado a aceitar ser transferido por um ano para um colégio que fica nos subúrbios de Paris. Belas 2: 18h

A MENINA ÍNDIGO (Brasil, 2017, 1h39, Livre) Dir. Wagner de Assis. Com Murilo Rosa, Fernanda Machado, Letícia Braga, Paulo Figueiredo. Sofia descobre, em meio às habilidades de pintar, o dom de conseguir curar doenças. A notícia chega às mãos de uma jornalista sensacionalista. Para proteger a garota, seus pais separados precisam se unir. Cidade 8: 14h30, 18h50

MISSÃO CEGONHA (*) (Richard The Stork, Bélgica/ Alemanha/ Luxemburgo/ Noruega, 2017, 1h24, livre) Dir. Toby Genkel, Reza Memari. Apesar de todos acharem que ele é um papagaio, Richard agarra-se à convicção de que é,

Em “Manifesto”, longa de estreia de Julian Rosefeld, Cate Blanchett interpreta 13 papéis na verdade, uma cegonha. BH Shopping 10: 12h20 Boulevard 4: 14h50 Cidade 5: 12h20 (somente domingo), 14h15 Contagem 3: 14h45, 16h45, 18h45 Del Rey 2: 15h10 Cineart Itaú Power 6: 15h10 Estação BH 6: 12h30, 14h30 Sessão 3D: Pátio Savassi 6: 13h (sessão 3D) (*) Sessões dubladas

A MORTE TE DÁ PARABÉNS (Happy Death Day, EUA, 2019, 1h36, 12 anos) Dir. Christopher Landon. Com Jessica Rothe, Charles Aitken, Israel Broussard. Mulher é assassinada e fica presa em um ciclo vicioso entre vida e morte. Ela deve resolver o mistério de sua morte, ressuscitando até descobrir o responsável pelo crime. Big Shopping 4: 18h30, 20h30 (*) Contagem 4: 18h10 (*) Itaú Power 2: 21h05 (*) Minas 5: 21h (*) Paragem 3: 20h45 (*) Pátio Savassi 8: 17h30 (somente domingo), 21h50 (somente sábado) Shopping Estação 2: 19h45 (*) (*) Sessões dubladas

PELÉ – O NASCIMENTO DE UMA LENDA (*) (Pelé - The Birth of a Legend, EUA/ Brasil, 2017, 1h47, 10 anos) Dir. Michael Zimbalist, Jeff Zimbalist. Com Leonardo Lima Carvalho, Kevin de Paula, Vincent Donofrio. A história do jogador de futebol Pelé, de sua infância na cidade mineira de Três Corações até a consagração ao ganhar a Copa do Mundo de 1958 pelo Brasil, com apenas 17 anos. Cidade 1: 21h20 Contagem 8: 20h40 (*) Sessões dubladas

PICA-PAU – O FILME (*) (Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. Com Timothy Omundson, Graham Verchere, Thaila Ayala. O vigarista Lance Walters e sua namorada Brittany estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos, mas, para isso, precisam derrubar a casa do PicaPau, que promete não deixar barato. BH Shopping 3: 12h30 Big Shopping 4: 14h30, 16h30 Boulevard 1: 15h Contagem 5: 14h20 Itaú Power 6: 17h Minas 2: 14h45, 16h40 Pampulha 4: 16h55, 21h05 Paragem 2: 14h30

Shopping Norte 3: 15h55 Via Shopping 1: 17h (*) Sessões dubladas

POLÍCIA FEDERAL –A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado na Operação Lava Jato, série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 1: 13h20, 22h10 Diamond 3: 16h50, 22h

UMA RAZÃO PARA RECOMEÇAR (New Life, EUA, 2017, 1h30, 10 anos) Dir. Drew Waters. Com Jonathan Patrick Moore, Erin Bethea. Ben e Ava se conhecem aos 7 anos e crescem juntos, até que ocorre uma tragédia que deixa todo o futuro deles em perigo. Cidade 2: 14h15, 16h15 Contagem 3: 20h45 (*) Ponteio 4: 14h15 (*) Sessões dubladas

THOR: RAGNAROK (Thor 3: Ragnarok, EUA, 2017, 2h10, 12 anos) Dir. Taika Waititi. Com Chris Hemsworth, Cate Blanchett, Tom Hiddleston. Thor está preso do outro lado do universo. Ele precisa correr contra o tempo para voltar a Asgard e parar Ragnarok, a destruição de seu mundo, que está nas mãos da poderosa e implacável vilã Hela. Betim 1: 13h20, 18h30 (*) BH Shopping 4: 13h50, 16h50, 20h Big Shopping 2: 15h45, 18h15, 20h45 (*) Big Shopping 5: 15h15, 17h45, 20h15 (*) Boulevard 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Cidade 2: 18h15, 20h45 (*) Cidade 7: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Contagem 4: 13h10, 15h40, 21h Contagem 6: 13h14, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Del Rey 3: 12h30 (somente sábado), 13h10 (somente domingo), 15h10 (somente sábado), 15h40 (somente domingo), 17h50 (somente sábado), 18h10 (somente domingo), 20h30 (somente sábado), 20h40 (somente domingo), 23h10 (somente sábado) Del Rey 6: 18h40, 21h10 (*) Diamond 4: 21h (*) Itaú Power 3: 13h25, 15h50, 18h25, 20h50 (*) Minas 4: 13h15, 15h55, 18h35, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Pampulha 5: 13h50, 16h20, 18h50,

21h20 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Pátio Savassi 3: 13h20, 16h20, 19h20, 22h20 Pátio Savassi 4: 12h40, 15h40, 18h40 (*) Shopping Estação 4: 12h (*), 14h50 (*), 17h50 (*), 21h, 23h59 (*)(somente sábado) Shopping Norte 2: 15h45, 18h15, 20h45 (*) Shopping Norte 3: 17h45, 20h15 (*) Via Shopping 3: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h50, 21h (*) BH Shopping 1: 16h20, 19h20 (*) BH Shopping 2: 12h (*), 15h (*), 18h, 21h BH Shopping 3: 14h30 (*), 17h30, 20h30 BH Shopping 8: 18h40, 21h40 Big Shopping 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Boulevard IMAX: 13h30, 16h10, 18h50, 21h30 Cidade 4: 12h50 (*), 15h30, 18h10, 20h50 Contagem 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Del Rey 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Diamond 1: 14h20, 17h20, 20h20 Diamond 5: 18h40, 21h40 Itaú Power 5: 13h40 (*), 16h15 (*), 18h40 (*), 21h10 Minas 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Monte Carmo 5: 13h10 (*), 15h50, 18h30 (*), 21h Pampulha 1: 16h15, 20h55 (*) Paragem 5: 13h30 (*), 16h, 18h30 (*), 21h10 Pátio Savassi 4: 21h40 Pátio Savassi 5: 12h10, 15h, 18h, 21h Pátio Savassi 6: 17h20, 20h20, 23h20 (somente sábado) Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Shopping Estação 3: 13h, 16h15, 19h15, 22h15 (*) Shopping Norte 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Via Shopping 4: 13h (*), 15h40 (*), 18h20 (*), 21h (*) Sessões dubladas

TEMPESTADE – PLANETA EM FÚRIA (Geostorm, EUA, 2017, 1h49, 14 anos) Dir. Dean Devlin. Com Gerard Butler, Abbie Cornish, Jim Sturgess. Um criador de satélites precisa trabalhar em parceria com seu não muito querido irmão para impedir que uma tempestade de proporções épicas destrua o planeta. Betim 3: 20h40 (*) BH Shopping 10: 14h40 BH Shopping 9: 21h50 Big Shopping 3: 20h35 (*)

Neste sábado (4) 14h30 “Sob o Nome de Melville” (FRA, 2008, 1h16, 14 anos) 16h “Técnica de um Delator” (FRA/ ITA, 1962, 1h48, 14 anos) 18h “O Círculo Vermelho” (FRA/ ITA, 1970, 2h30, 14 anos) 20h45 “O Silêncio do Mar” (FRA, 1949, 1h28, 14 anos) Domingo (5) 16h “Bob, o Jogador” (FRA, 1955, 1h38, 14 anos) 18h “Léon Morin, Padre” (FRA/ ITA, 1961, 1h44, 14 anos) 20h “O Exército das Sombras” (FRA/ ITA, 1969, 2h20, 14 anos) Segunda-feira (6) 16h15 “O Círculo Vermelho” (FRA-ITA, 1970, 2h30) 19h “Técnica de um Delator” (FRAITA, 1962, 1h48) 21h “Sob o Nome de Melville” (FRA, 2008, 1h16) Dir. Olivier Bohler Terça-feira (7) 17h “O Silêncio do Mar”(FRA, 1949, 1h28) 19h “Bob, o Jogador” (FRA, 1955, 1h38) 21h “Léon Morin, Padre” (FRA-ITA, 1961, 1h44) Quarta-feira (8) 15h “Técnica de um Delator” (FRAITA, 1962, 1h48) 16h45 “24 Horas na Vida de um Palhaço”( FRA, 1946,22min), “In The Mood For Melville” Dir. Benjamin Clavel (FRA, 2017, 58 min) 18h15 “O Exército das Sombras” (FRA-ITA, 1969, 2h20) 20h45 “O Círculo Vermelho” (FRAITA, 1970, 2h30) (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita

TIM BURTON E SUAS HISTÓRIAS PECULIARES (*) Neste sábado (4) 17h “A Fantástica Fábrica de Chocolates” (EUA, 2005, 1h55, livre) Dir. Tim Burton. 19h20 “Planeta dos Macacos” (EUA, 2001, 2h09, 12 anos) Domingo (5) 14h30 “Batman eternamente” (EUA, 1995, 2h01, 10 anos) Dir. Joel Schumacker 19h20 Batman (EUA, 1989, 2h06, 12 anos) (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

ESPECIAL DIA MUNDIAL DO CINEMA(*) Neste sábado (4) 17h “A Invenção de Hugo Cabret” (EUA, 2011, 2h06, livre) Dir. Martin Scorsese. 19h “Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância)” (EUA, 2014, 1h59, 14 anos) Dir. Alejandro González Iñárritu. Domingo (5) 17h “Cantando na Chuva! (EUA, 1952, 1h43, livre) Dir. Stanley Donen e Gene Kelly. 19h “Uma Viagem Extraordinária” (FRA/ CAN, 2014, 1h45, livre) Dir. Jean-Pierre Jeunet. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita


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estilo LANÇAMENTO> A modelo plus size Fluvia Lacerda repassa a sua trajetória profissional em livro ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

Gorda não é palavrão

A top Fluvia Lacerda desfilou pela primeira vez na São Paulo Fashion Week pelo estilista mineiro Ronaldo Fraga

HEBERT COELHO/2RIOS LINGERIE/DIVULGAÇÃO

No início do ano, Lorena K. a top model FluMartins via Lacerda (37), que mora em Nova York, escancarou sua discordância quanto à aplicação da palavra “gorda” como xingamento. “Ser chamada assim não é o fim do mundo! Não vejo nada de ofensivo nessa palavra. Existe uma lavagem cerebral para transformá-la em palavrão”, afirmou, em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”. A declaração acabou inspirando-a na hora de batizar sua estreia no mercado editorial: “Gorda Não É Palavrão” chega às livrarias no próximo dia 7. A modelo carioca (considerada a Gisele Bündchen do universo plus size), vale dizer, nunca se abalou com julgamentos – motivo pelo qual coleciona grandes marcos na carreira. Foi, por exemplo, a primeira curvy a posar para a “Playboy Brasil”. Não bastasse, foi clicada pela “Vogue Itália”. É justamente essa trajetória de sucesso ancorada no empoderamento que a inspirou a compartilhar suas pontuações sobre autoaceitação e autoestima, bem como dias a relatar a maneira com que lida com preconceitos desde muito nova.

DIVULGAÇÃO

“Gorda não é palavrão” chega às livrarias dia 7 de novembro A modelo é a estrela da nova campanha de verão da 2Rios Lingerie

Consta que escrever um livro já estava em seus planos há alguns anos. Como foi o processo?

A ideia sempre foi a de fazer um livro que repercutisse minha história de vida. Finalmente, depois de tantos anos, comecei a considerar a ideia, principalmente após receber muitas mensagens de seguidoras sobre as torturas que elas vivem frente ao massacre da ditadura da beleza. Era o momento disso, de falar da minha carreira e do trabalho, por onde acabo falando também de amor próprio e autoaceitação.

LEO ELOY/MORANA/DIVULGAÇÃO

Por que você acha que a palavra “gorda” ainda é proferida em tom de xingamento?

se sentem mais ofendidas ao serem chamadas de gorda. Eu nunca entendi! Ia ficar muito mais ofendida se fosse chamada de irresponsável, por exemplo. Existe um leque tão mais amplo de ofensas do que ser chamada de gorda... Na minha cabeça, sempre foi um termo descritivo, porque eu sempre vivi de boa com meu corpo – e quem não gostar que olhe para outro lado.

Sempre dei muita ênfase a essa palavra justamente para derrubar o estigma de que as mulheres

Você percebe um avanço em relação à moda plus size, em

comparação a anos atrás?

Antes de 2007, quando eu comecei a levantar essa bandeira para que o mercado plus size pudesse crescer, não se falava de moda para a consumidora gorda. Era uma consumidoras invisível, e o dinheiro dela não tinha valor. E hoje mudou, evoluiu. Mas ainda é um processo longo. As marcas precisam abrir possibilidades para as consumidoras. Temos muito mais marcas do que antes, mas há muito a evoluir.

Fluvia e a ex-miss Brasil Raissa Santana nos bastidores da campanha da Morana

Você desfilou na última temporada para Ronaldo Fraga, que é um estilista mineiro e que levou uma proposta de praia democrática para a passarela. O que achou dessa experiência no São Paulo Fashion Week (SPFW)?

Sempre fui fã do Ronaldo, ele é incrível e foge de todos os clichês, do previsível. Ser artista é isso. Ele é fabuloso, maravilhoso. A indústria da moda ainda guarda muita hipocrisia. A democratização da moda tenta revolucio-

nar um processo enraizado há tempos. A batalha existe, mas o reconhecimento é grande. Você também se prepara para o novo reality show que vai ao ar pelo canal E! Entertainment. Como foram as gravações?

O programa, que estreia em abril de 2018, vai mostrar os bastidores da minha estreia no SPFW, bem como a de outras modelos brasileiras plus size no início da carreira.


estilo

ANIVERSÁRIO> Printing comemora duas décadas de moda

Para durar mais do que 20 anos

NÉCESSAIRE Para quem acredita que cílios são a expressão do olhar, uma boa novidade. Aliás, várias! Para conquistar os cílios avantajados, muitos produtos e procedimentos surgiram recentemente garantem o olhar poderoso por muito mais tempo. Veja a seguir. REALASH/DIVULGAÇÃO

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MARCOS BACON/DIVULGAÇÃO

FESTA Em comemoração aos 20 anos, a marca fez, em setembro, um evento com um desfile apresentando o lançamento oficial de seu verão 2018, no Acaiaca Rooftop, último andar do icônico Edifício Acaiaca, no centro de Belo Horizonte. Na passarela, além das modelos, é claro, estava um bom grupo de convidadas, fiéis usuárias da marca. “Quero me aproximar cada vez mais do meu cliente: é para ele que a gente faz a roupa”.

novos Quem já testou ga6 Cílios rante que este sérum promove o

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

Minientrevista A Printing comemorou 20 anos. Como você avalia a evolução do estilo da marca com o passar do tempo?

Durante todo esse tempo, aperfeiçoamos, buscamos acabamentos diferentes, evoluímos a cada dia as formas de trabalhar o tecido. Na moda, um mais um nunca é igual a dois, não tem precisão. O tecido, às vezes, correspondediferentemente na modelagem ou se adapta a outra coisa que você nem estava pensando em fazer. É ele quem dita a moda, na verdade. Existem aqueles nos quais você aposta as fichas e não dão resultado, mas existem aqueles sobre os quais nem criamos expectativa e revelam coisas fabulosas.

de boneca A extensão de 6 Olhar cílios, técnica de beleza queridinha

de famosas como Giovanna Ewbank e Fernanda Paes Leme, garante um olhar ainda mais bonito. Os fios sintéticos são colados um a um nos cílios naturais e podem durar até 40 dias e nem precisa mais usar rímel Quanto A partir de R$ 325 Onde The Lashes Co. (31) 3090-5500

GIVENCHY/DIVULGAÇÃO

Márcia Queiroz, fundadora da Printing

UARLEN VALERIO/24-08-2017

crescimento natural dos cílios, combate a queda, alonga, fortalece e aumenta o volume em um mês Quanto R$ 199 Onde realashbrasil.com.br

Qual é sua tradução da moda?

Marina Ruy Barbosa roubou a cena em casamento com vestido rosa com listras INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

Ela não é uma brincadeira nem uma diversão. Não é algo simples: é um ofício como qualquer outro, um trabalho complexo e bem árduo. Apesar do maquinário, você tem que trabalhar com seres humanos, e todos precisam amar muito o que fazem e ter dom. Suas criações são destinadas a mulheres que querem se vestir muito bem, sempre. Como acontece seu processo criativo?

Eu acredito que as coisas não são descartáveis, de forma geral. Não precisa criar um produto para acabar amanhã, a peça precisa ter uma vida útil enorme. O maior prazer é quando você encontra um cliente usando uma peça de 20 anos atrás e ela continua impecável, superatual tanto no estilo quanto na qualidade. Como você enxerga a Printing daqui a 20 anos?

Para comemorar 20 anos de carreira, Ivete Sangalo usou modelo feito sob medida

No que depender de mim e da empresa, a Printing vai evoluir dentro desse mesmo conceito, levando essa história para sempre. O nosso rumo está definido, agora é evoluir e buscar novos caminhos.

Para os que são 6 Alongamento apaixonados por cílios, a máscara

Noir Interdit da Givenchy possui escova esférica de 90° que captura cílio por cílio, garantindo o comprimento máximo Quanto R$ 175 Onde www.sephora. com

cola Para quem não abre 6 Sem mão dos cílios postiços para dar

um “up” no visual, principalmente em festas, já existe a versão magnética que vem com um pequeno ímã em cada para grudar nos fios naturais sem dar trabalho Quanto R$ 129,90 Onde www.americanas.com.br

AMERICANAS.COM.BR/DIVULGAÇÃO

Em setembro deste ano e antes de se tornar oficialmente casada, a atriz Marina Ruy Barbosa postou uma foto em seu Instagram usando um vestido rosa clarinho, bem fluido e com rendas discretas. Como tudo o que a global veste vira objeto do desejo instantaneamente, a mídia, esperta que só, saiu imediatamente a campo para tentar descobrir a etiqueta responsável pelo invejado look: e, sim, era da marca mineira Printing, que comemora nada menos que 20 anos de existência. Neste mês, foi a vez de Giovanna Lancellotti e Samantha Schmütz, além de outras convidadas “não tão famosas” (digamos assim), se valerem da etiqueta para comparecer ao badalado casamento de Marina. Sinais de que o primeiro ano da marca em terras paulistanas, com a loja fincada no território fashion dos Jardins, vem, sim, rendendo bons frutos. “Vestimos muitas celebridades, e isso é um trabalho de reconhecimento. Fico muito feliz com isso. É a própria artista que procura a marca. Ela mesma vai à loja, experimenta a roupa e se identifica com o produto”, relata a diretora criativa e fundadora da marca, Márcia Queiroz. Mas as celebridades são apenas uma parcela do público cativo que a Printing construiu ao longo desses 20 anos. As clientes continuam sendo aquelas que não abrem mão dos tecidos confortáveis, dos preciosismos nos detalhes (até no acabamento) e na modelagem afiada – que parece ser definida após um estudo minucioso da anatomia do corpo. Além disso, Márcia se destaca pela atemporalidade da moda festa, pela alfaiataria moderna e pela busca constante para fazer com que sua roupa perdure mais do que 20 anos. O nome disso é qualidade. “Quero oferecer para a cliente uma estética pensada de dentro para fora. Mulher com conforto, mobilidade, mas também elegante, chique, com tecido de primeiríssima qualidade, que é para o corpo da mulher”, define. Lorena K. Martins

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Malditas pernilongas HÉLVIO

ocooorro! As pernilongas voltaram à minha casa, mais afoitas do que nunca! Depois de ver um filminho nas redes sociais em que uma moça muito simpática nos mostra a salvação pra coisa, empolguei com a ideia e, em vez de um copo de vinagre ao lado da cama, como ela sugeriu, coloquei dois de uma vez. Segundo a mulher, o vinagre faz o milagre não apenas de espantar os bichos, mas também de matá-los. E ainda mostrou um monte deles no chão, quase dando para varrer com a vassoura. Resultado: dois copos de vinagre me perturbando o sono e as narinas com seu cheiro ácido, um bocado de pernilongas absolutamente nem aí pra coisa, e eu me sentindo uma idiota por ter acreditado nessa história. Poderíamos ter um arcondicionado, mas não gostamos desse friozinho seco e artificial em nosso

S

quarto. Temos um ventilador, cujo vento já não faz o menor efeito nos bichos, que permanecem por ali firmes e fortes. É duro admitir, mas, nessa noite, me dei mal. No escuro do quarto, ao ouvir o típico zunido que se aproximava, aguardei. Cheia de vontade, ela, a pernilonga, entranhou o ferrão em minha testa. Devagarzinho, aproximei a mão. Depois, de uma única vez, bati com vontade. Não na pernilonga, que, esperta, saiu antes, mas no meu rosto, já vermelho de tantos tapas. Coloquei o travesseiro na cabeça e, apesar do cheiro forte do vinagre, tentei dormir novamente, até ser literalmente arremessada para fora dos meus sonhos com o rebuliço das cigarras. Dos “cigarros”, quero dizer, já que, ao contrário das pernilongas, são eles que fazem algazarra para atrair as fêmeas. E vai dormir com uma encrenca dessas!!! Minha briga com as pernilongas já é antiga. Vem principalmente do período em que trabalhei na retirada dos aguapés na lagoa da Pampulha. Como as plantas tomaram conta do espe-

lho d’água, elas aproveitaram-se disso para fazer ali seus ninhos. O calor era intenso, e o ambiente, ideal para a proliferação dos mosquitos. Nos picavam de dia, de noite, no sol do meiodia, sobre nossas calças jeans e camisetas Hering. Bastava abrir a boca para engolirmos um. Além da poluição visual e do mau chei-

ro, os aguapés possibilitavam a reprodução de “500 mil” insetos por minuto. Um inferno. Quem viveu na Pampulha na época sabe do que falo, afinal, os pernilongos indiretamente haviam se transformado no inimigo número 1 dos moradores, motivo de mudanças de residências, fechamento de bares e restauran-

tes e grande desvalorização imobiliária. Li que as fêmeas depositam, em média, de 100 a 200 ovos por vez – só elas sugam o sangue humano; os machos alimentam-se de seiva de planta. Por isso, a minha cisma com elas. O problema nesta época do ano é tão grande que mereceu uma reportagem de

capa nos jornais O TEMPO e Super Notícia. A pequena cidade de Inimutaba, no centro do Estado, vem penando com o que chamam de “décima praga do Egito”. Segundo a reportagem, uma dona de casa foi surpreendida por uma nuvem de mosquitos que, em 64 anos de vida, nunca tinha visto igual. “Fiquei desesperada, com vontade de correr e sumir daqui”, contou. Segundo um dos seus filhos: “A gente recolhe os pernilongos com aspirador de pó, e não dá nem para conversar direito, porque eles entram dentro da boca. Parece que, quando matamos um, vêm uns dez para o velório”, brincou. Na cidade não se fala em outra coisa a não ser da infestação de pernilongos, tirando o sono e a paciência dos cerca de 7.500 habitantes. A prefeitura chegou a decretar situação de emergência. Mais ou menos o que pretendo fazer em minha casa. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO

O QUE VOCÊ QUER SABER SOBRE MINAS, O BRASIL E O MUNDO ESTÁ EM OTEMPO.COM.BR !"##"$"$%&'"$(")*+,-./)01. • Informação com credibilidade • Notícias em tempo real • Cenário político e econômico • Mundo dos esportes • Opinião • Programação cultural diversificada • Coberturas especiais • Rádio Super Notícia 91,7 FM • E muito mais!

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