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Pampulha - 3 a 9 de novembro de 2018

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turismo

AMÉRICA LATINA: DESTINOS AONDE O TURISMO DE MASSA AINDA NÃO CHEGOU ... Páginas 4 a 6

estilo

almanaque

COM NOVIDADES, MINAS TREND ANTECIPA O INVERNO ... Páginas 20 e 21

SINFÔNICA POP COM LEILA PINHEIRO FAZ HOMENAGEM À BOSSA NOVA ... Página 11

HORÁRIO DE VERÃO Relógios devem ser adiantados em uma hora à meia-noite de hoje

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ZÉ TAKAHASHI/FOTOSITE

3 a 9 de novembro de 2018 ANO XXVII número 1475 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

Movimento em defesa das mulheres que marcou os anos 80 ressurge no bojo do número assustador de casos de feminicídios registrados no país


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opinião

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VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “O juiz está nu” Ex-presidente Dilma Rousseff (PT) publicou uma série de mensagens, em sua conta no Twitter, criticando o juiz Sérgio Moro por ter aceitado o convite do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na última quinta (1º) para ser ministro da Justiça, encerrando com a frase acima. A última mensagem, no entanto, foi apagada minutos depois.

Editorial

A saúde de Minas m todos os debates entre Antonio Anastasia e Romeu Zema, repetiuse a questão da saúde pública, e sentiu-se que nem um, nem outro possui uma visão próxima da realidade. Se Romeu Zema nunca se dedicou à questão, já que apenas administrou interesses privados e a seus empregados concedeu plano de saúde para evitar o pesadelo do sistema público, o candidato Antonio Anastasia teve, nos 12 anos de governo em Minas, oportunidade para encontrar soluções eficientes. Contudo, ao sair, em 2014, o item saúde era o mais demandado pela população. As colocações dele foram centradas na celeuma público versus privado, ainda sem consideração das entidades filantrópicas, que não são uma solução privatizante, mas uma parceria eficiente e de qualidade. Aqui escrevo com o sentimento de um prefeito, como eu sou, gestor público numa cidade-polo que atende mais de 1 milhão de usuários. Conseguimos em Betim com muito esforço, em 18 meses, mesmo sem os repasses de R$ 55 milhões do Estado, zerar a maioria das filas herdadas e, com uma arrecadação 27% menor (termos reais) que em 2013, esvaziar os corredores “infernais” de um grande hospital regional, dobrar muitos dos principais atendimentos com preocupação com a qualidade. Reabastecemos ainda a rede de medicamentos, liquidamos dívidas de R$ 87 milhões de fornecedores. Lançamos um projeto de 26 UBSs, dez com canteiro operando neste ano, mais duas UPAs em construção, um Centro Materno-Infantil de 170 leitos em construção. Reaparelhamos a rede, e muito mais ainda há por vir. Aprendemos a fazer mais com menos, a ter respeito aos centavos à disposição, cortamos a roubalheira, a ineficiência, a politicagem. Sem aporte de recursos, mas recuperando créditos, determinando contrapartidas sociais a entes privados, cortando os desperdícios

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que encontramos. O desafio da saúde nos últimos governos de Minas foi terceirizado e “quarterizado” aos partidos com benefício para políticos aliados, que interpretaram o assunto como oportunidade para cabides de empregos e prática da locupletação. A catástrofe se abateu na saúde pública, 20 anos atrasada em relação à de São Paulo, para onde exportamos multidões de pacientes. Aqui pouco funciona, a precarização é lastimável. Nenhum governador quis entrar no problema de cabeça, entender, conversar, analisar, cobrar, planejar. A desculpa de falta de recursos é enganação, o que se enxerga é a falta de uso honesto dos recursos. Muita gente enriqueceu indevidamente, e outra parte morreu antes da hora.

A catástrofe se abateu na saúde pública, 20 anos atrasada em relação à de São Paulo, para onde exportamos multidões de pacientes Um gestor precisa mapear as necessidades, carências e sofrimentos dos usuários, ter a ousadia de agir na saúde preventiva. Em Betim, um bom atendimento aos diabéticos fez reduzir em 50% as amputações no primeiro ano. Os casos de dengue caíram de 15,6 mil para 450. Tratar a saúde como questão de briga entre “público” e “privado” mostra que a possibilidade de uma solução efetiva ainda está longe. A rotulação é ineficaz e, se serve, é exatamente aquela privada e filantrópica que atende melhor. Escutar atentamente uma mãe usuária do sistema faria bem aos candidatos, explicaria

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

Distribuição gratuita

mais que alguns seminários na Suíça, as coordenadas para sair do túnel sem luz alguma. A população não acredita mais nas casas de papel, quer solução prática. Demonizar o termo “privado” não faz justiça às entidades filantrópicas que atendem apenas pelo valor repassado pelo SUS. Em Betim decidimos “privatizar” a hemodiálise com uma entidade filantrópica, economizamos R$ 19 milhões com qualidade escandinava. Cem pacientes, que eram transferidos para Belo Horizonte três vezes por semana, passaram a ser atendidos em Betim, e abrimos ainda 135 vagas para pacientes da região. A eficiência do atendimento liberou 30 leitos no hospital. Essa “privatização” com uma entidade filantrópica e sem custos adicionais, aliás, com economias imensas, também aplicamos no setor de oftalmologia. Zeramos a fila de 2.370 cirurgias de catarata que crescia havia décadas, ampliamos o atendimento em 30 especialidades oftalmológicas. Subimos de 2.000 atendimentos de glaucoma para 4.500. Ninguém reclamou dessas privatizações. A verdade é que a sociedade cansou de estelionatos eleitorais. Usar o privado pode ser melhor, mas a privatização não é a solução de tudo, aliás, setores merecem a recondução ao cuidado direto, pois se transformaram numa podridão. Espero que um ou outro dos candidatos, ambos com virtudes e defeitos relevantes, depois da comemoração, mergulhe numa consideração realista, especialmente no setor de saúde. Faço voto de que o setor não seja mais um feudo para políticos e partidos. O que se precisa é de honestidade, competência e vontade. O resto não falta. Minas merece um governo que respeite o cidadão, que o deixe trabalhar em paz. Temos muito a recuperar.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares

PRESIDENTE Laura Medioli

GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis

VICE-PRESIDENTE Marina Medioli

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos

DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos

SUPERINTENDENTE DE JORNALISMO Ana Weiss

GERENTE DE CIRCULAÇÃO Fernanda Rodrigues GERENTE ADMINISTRATIVO Rômulo Lima

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

“Milhares deles não se apresentam no dia do julgamento e desaparecem dentro do país. Vamos prender e não soltar. E os que sumiram, serão encontrados e deportados” Presidente dos Estados Unidos Donald Trump, na última quinta (1º), durante coletiva na Casa Branca. Trump se referia às mudanças que ele pretende implementar sobre as regras de pedido de asilo ao país, numa tentativa de conter o que ele chama de abusos cometidos por imigrantes.

THEO WARGO/GETTY IMAGES FOR NBC/AFP

“Como defensora do meio ambiente e cidadã brasileira, preciso manifestar a preocupação com a proposta de união. Pode ser desastroso e um caminho sem volta” Gisele Bündchen, em seu perfil no Instagram na última quinta (1º), sobre a proposta do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) de unir os Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente. No mesmo dia, Bolsonaro disse que “tudo indica” que não levará a decisão adiante.

“A discussão política deve fazer parte da realidade escolar, sempre com respeito às diversas opiniões, como deve ser, efetivando-se, assim, os direitos fundamentais previstos na Constituição Federal e relativos ao tema, com importante incidência do pluralismo de ideias” Trecho da sentença juiz Giuliano Ziembowicz, da Vara da Infância e da Juventude de Florianópolis, que determinou, na última quinta (1º) que a deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL-SC) retirasse “de imediato” das redes sociais as publicações pedindo que alunos filmem, gravem e denunciem professores que façam “queixas político-partidárias em virtude da vitória do presidente (Jair) Bolsonaro”.

EDITORES EXECUTIVOS Murilo Rocha Renata Nunes COODERNAÇÃO DE JORNALISMO Flaviane Paixão EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


reportagem

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QUEM AMA NÃO MATA> Passados 38 anos, o histórico “Manifesto das Mineiras” ganha sequência

Precisamos falar sobre feminicídio JOAÕ GODINHO

Patrícia A grafia corCassese reta do nome da vítima, Mirian Chrystus pede à reportagem o cuidado de certificar. Mas a expressão de pânico estampada no rosto da advogada Tatiane Spitzner nos momentos que antecederam sua morte – no último dia 22 de julho último, em Guarapuava, na região Central do Paraná – ficaram retidas na memória da jornalista de tal forma que ela resolveu arregaçar as mangas e reativar um movimento que fez história na década de 80: o “Quem Ama Não Mata”. Na época suscitado por uma série de assassinatos de mulheres por seus companheiros – como o da socialite Eloísa Ballesteros, morta a tiros pelo marido, em 25 de julho de 1980. Apenas 17 dias depois, foi a vez de Maria Regina dos Santos Souza Rocha, assassinada por, entre outros motivos, querer retornar ao mercado de trabalho e usar biquíni. Quatro anos antes, a morte da pantera de Minas Angela Diniz já havia ganhado as manchetes de todos os jornais. Naquele início dos anos 80, atuando em uma emissora de TV, Mirian e outras mulheres, como Dirlene Marques, inspiraram-se na frase anônima espalhada em muros da capital mineira para criar o movimento, que se espraiou do Oiapoque ao Chuí. Não bastasse, inspirou uma minissérie homônima, de 1982, da Rede Globo, com Marília Pêra e Claudio Marzo. Mas o que foi o Quem Ama Não Mata matricial? Em termos de ação efetiva, constituiu-se na elaboração e leitura de um manifesto, em um ato que contou com 400 pessoas, como a da poeta Adélia Prado ( q u e veio de Divinópolis para o evento na época). E, ainda, de organizações como a Liga das Mulheres Católicas. A semente germinou e

inspirou políticas públicas, como os conselhos estaduais da mulher, o nacional e, anos mais tarde, as delegacias de mulheres (BH ganhou a sua primeira em 1985, sob o comando da delegada Elaine Matozinhos). Mas, mesmo com a criação de outros mecanismos para tentar coibir agressões que chegaram a ser relativizadas sob o hoje inacreditável argumento da “legítima defesa da honra”, os crimes praticados contra a mulher seguem povoando as páginas da história do Brasil. E é aí que toda essa história retorna a Tatiane Spitzner. Em julho último, a advogada voltava de uma noitada com o marido, Luis Felipe Manvailer, quando, após uma discussão, passou a sofrer uma série de agressões registradas por câmeras de monitoramento localizadas na parte externa, bem como na garagem e no elevador do prédio onde o casal residia. Nelas, é possível ver o desespero da moça e suas tentativas de fuga. Minutos mais tarde, uma câmera flagra o corpo da moça sendo recolhido, na rua, pelo marido. À Justiça, Manvailer sustentou que ela teria se jogado da varanda. O laudo da necropsia, divulgado em setembro pelo Instituto Médico Legal, porém, aponta que Tatiane morreu antes da queda, por asfixia mecânica, causada por esganadura – e com sinais de crueldade. Com a conclusão do IML, o nome da moça passou a integrar a lista que situa o Brasil no quinto lugar no ranking mundial de feminicídios. Em 2017, o país registrou 1.133 mortes de mulheres dentro dos contornos da tipificação, hoje abarcada pela lei 13.104/2015, sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff e que considera o feminicídio um crime hediondo. Evidentemente, junto a Tatiane, centenas de mulheres morrem ano-

Registro

Na última quinta, mulheres do movimento foram à Igreja de São José, onde, há 38 anos, o manifesto matricial foi lido

nimamente no Brasil vítimas desse tipo de violência que implica em a mulher ser morta por razões ligadas ao fato de ser mulher. Como lembra Mirian, são crimes que geralmente envolvem uma relação íntima, sendo praticados pelo parceiro, e na qual havia uma situação de poder estabelecida. O caso da paranaense se tornou emblemático justamente pelos vídeos que mostram o tormento que a vítima viveu antes de ser morta. “Evidentemente, todas as mortes me sensibilizam, mas essa em especial me tocou pelas imagens que temos dos momentos que a antecederam: mesmo que mudas, quem as assiste ‘ouve’ o grito

dela. Ali, a morte dessa moça está sendo anunciada. A gente vê que ela está pedindo socorro – mas ninguém a ajuda! Ninguém fez nada por ela”, indigna-se Mirian. Na última quinta-feira, dia 1º, a edição online da revista “Marie Claire” publicou o nome de Tatiane Spitzner em meio aos de outras 298 brasileiras mortas de 1º de janeiro a 17 de outubro deste ano, “pelas mãos dos seus maridos, namorados, amantes, ex-amores e outros homens”. O levantamento da revista foi feito a partir de reportagens de jornais, visto que, lembra a matéria, não há um levantamento oficial do governo brasileiro.

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Vale dizer que a nova marca do movimento foi criada pelo (designer) Gustavo Greco, neto de Dona Helena Greco (1916-2011, fundadora do Movimento Feminino pela Anistia), ferrenha defensora dos direitos humanos e da cidadania. Mirian Chrystus, jornalista e uma das mentoras do movimento

Novo manifesto será lançado Passados 38 anos do manifesto “Quem Ama Não Mata”, pois, o movimento ressurge visando, neste primeiro momento, formatar um texto, a ser endereçado a todas as esferas pertinentes “requerendo políticas públicas de proteção da mulher”, lembra Mirian. “E possibilitando que a Lei Maria da Penha (2006) seja efetivamente cumprida – pois só a sua existência não adianta, há que se ter toda uma cultura em torno – dos agentes de segurança, para citar um exemplo”, salienta ela. O lançamento do manifesto será na próxima sexta (9), na Praça Afonso Arinos (confluência das avenidas João Pinheiro e Augusto de Lima), a partir das 18h. A proposta é reunir entidades e grupos representativos da

luta pelos direitos da mulher, incluindo estudantes, sindicatos, associações de classe; e, claro, o público-alvo. O local foi escolhido por sua simbologia política, bem como por ser central. “Vamos ter de 10 a 15 falas, rápidas e a leitura do manifesto. Depois, performances, dança do passinho, canto, poesia”, diz Mirian, frisando que, apesar de se tratar de um ato político, na acepção do termo, não é partidário. “E sim, suprapartidário”. Antes, no dia 8, a jornalista, professora e pesquisadora Valéria Said ministra aula e comanda o bate-papo “Roupas Subversivas e Feminino”, das 18h às 20h, no Museu da Moda (rua da Bahia, 1.149).


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reportagem

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QUEM AMA NÃO MATA >Maria da Penha é elogiada, mas missão do ofício não é de todo cumprida

Entraves na aplicação de leis JOÃO GODINHO

Trabalhando 20 anos com o enfrentamento à violência contra a mulher, a psicóloga e professora da UNA Simone Pereira Vasconcelos ainda se assusta com a banalidade dos motivos que levam alguns homens a praticá-la. “São aspectos muito banais! E preocupante, leva a uma leitura de retrocesso”, pontua. Já quando instada a citar avanços, Simone recorre às leis Maria da Penha e do feminicídio. “De fato, marcos divisórios. Apesar das dificuldades estruturais de implementação, das críticas, legitimam a luta – e fazem uma diferença real no processo jurídico e no atendimento à mulher”. Para a pesquisadora Marlise Matos, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre a Mulher da Universidade Federal de Minas Gerais (Nepem/UFMG), a lei Maria da Penha é, mais que uma legislação, uma política púPatrícia Cassese

blica. “Já temos 12 anos de existência, no entanto, na minha opinião, um dos gigantescos gargalos é justamente a não implementação de vários dos dispositivos e dos princípios de política judiciária previstos ali”, critica. Um dos exemplos seria a criação das varas especializadas. “Em Minas, por exemplo, só há duas varas, e localizadas em BH. Veja, não dá para acreditar que os crimes de violência contra a mulher ocorram ‘privilegiadamente’ na capital – infelizmente, entre muitas aspas, ele é bastante democrático. Está acontecendo em todas os mais de 900 municípios do estado! Então, seria necessário ter essas varas também no interior. E não só. Ter, nelas, uma equipe multidisciplinar, com psicólogo, assistente social, juízes e promotores de justiça em quantidade suficiente para enfrentar o tsunami de denúncias: porque a verdade é que tem crescido não só a violência contra a mulher como as denúncias. E infelizmente essas varas estão abarrotados de proces-

sos, é realmente impossível lidar com o quantitativo de denúncias”. A pesquisadora entende que as medidas protetivas são outra parte importante das políticas públicas relacionadas ao enfrentamento da violência contidas como elemento fundamental na lei Maria da Penha. “E existe um atraso gigantesco do poder judiciário, que não consegue emiti-las em tempo célere. Veja, é para isso que servem, para proteger a vida das mulheres. O que se vê, analisando o caso de mulheres assassinadas, é que muitas tinham essas medidas protetivas decretadas! Portanto, não só se demora muito para a propositura das medidas como a polícia não tem a menor infraestratura para o controle dos agressores”, lamenta. Marlise lembra que, em países mais avançados, os agressores sexuais andam com tornozeleiras eletrônicas. “Caso se aproximem de fato de sua vítima, um dispositivo é acionado e a polícia intervém a tempo para sal-

var a vida. Isso é residual no Brasil. A gente começou a implantar esse sistema, mas ele praticamente inexiste. Faltam também capacitação, campanhas públicas para enfrentar a violência... Então, se você cria uma lei e ela vira apenas letra, se as ações nela previstas não se viabilizam efetivamente, essa é uma maneira clara de sabotar, de fazer com que a lei, ao fim e ao cabo, seja ineficaz para aquilo a que ela veio. E por isso estamos vemos essa escalada”. Ainda assim, ela entendo que, em seu cerne, a lei Maria da Penha não precisa ser modificada. “É uma lei excelente. O que precisa ser modificada é a mentalidade do poder judiciário. E, num contexto mais amplo, atribuir de fato dignidade e importância a essa temática e fazer o que está previsto legalmente, cumprindo aí a missão de ofício, que seria implementar uma lei aprovada pelo Congresso Nacional há 12 anos e que de fato ainda capenga na sua aplicação real”, advoga.

Alerta

Manifesto será lançado oficialmente na próxima sexta, dia 9

NÚMEROS DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER * Dados O Estado registra 1,1 crime de feminicídio por dia, uma das maiores taxas do país, com 433 casos em 2017. Os dados são da Secretaria de Estado de Segurança Pública de MG e apontam um aumento de 9% frente a 2016. No país Mais de um quarto dos casos de homicídios no país são contra as mulheres. Do total de 4.539 homicídios em 2017, 1.133 são de feminicídios, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2018. Dolo As mulheres são as maiores vítimas de violência doméstica pelo crime de lesão corporal dolosa. Em 2017 somaram 193.462 os casos registrados pelo

Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018. Minas Gerais situou-se em quarto lugar no país com 22.670 casos. Em primeiro lugar vem São Paulo com 50.665, seguido do Rio de Janeiro com 24.206 e Rio Grande do Sul com 22.980 casos. Estupro É um crime que vem aumentando no país com 61.022 casos em 2017, alta de 10% frente aos 55.070 ocorridos em 2016. É o que mostra o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2018, que coloca Minas Gerais em quarto lugar no país com 5.199 casos, atrás de São Paulo, do Rio de Janeiro e do Paraná. A cada 11 minutos ocorre um estupro no Bra-

sil. 70% das vítimas são crianças e adolescentes. No entanto, calcula-se que estes números retratem apenas 10% do que realmente acontece. 180 É o número da Central de Atendimento à Mulher, criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) ligada à Presidência da República. Disponível 24 horas, recebe denúncias anônimas de todo o país. Os casos são encaminhados ao Ministério Público e investigados – a vítima pode ser solicitada a comparecer junto à delegacia. * Dados citados pelo movimento Quem Ama Não Mata

REPRODUÇÃO/CÂMERAS DE SEGURANÇA

Circuito de monitoramento flagrou Tatiane Spitzner se debatendo no elevador


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Gota, a doença dos reis ota é uma das mais antigas formas de artrites conhecidas e foi descrita há cerca 4.000 anos, ainda na antiga civilização egípcia. Historicamente, ela foi conhecida como a “Doença dos Reis” devido à tendência de comprometer a realeza decorrente do consumo excessivo de carnes, bebidas alcoólicas e gorduras. Essa doença também tem, em alguns casos, predisposição genética e familiar. Numa época em que não existiam medicamentos para reduzir os níveis de ácido úrico no sangue nem anti-inflamatórios disponíveis, padeceram de dores articulares da gota monarcas como Alexandre, O Grande, Henrique VIII e Carlos Magno; artistas como Voltaire e Leonardo da Vinci; cientistas que mudaram a forma de entender o universo, como Charles Darwin e Isaac Newton. A doença era associada à vida dos que cediam ao pecado capital da gula, diante da mesa farta de alimentos proibitivos e das bebidas alcoólicas. A doença surge quando o ácido úrico, que normalmente é excretado pela urina, começa a se acumular no sangue. Quando chega a níveis excessivos, começam a se cristalizar e passam a ser depositados nas articulações (muito comum dores no dedão do pé) e nos tendões, causando intensa dor e inflamação aguda. Algumas vezes, esses cristais podem depositar-se abaixo da pele ou nas vias urinárias causando “pedra nos rins” – cristais de ácido úrico. Atualmente, a incidência de gota aumenA meta de tou de forma considetratamento para rável devido ao incremento dos fatores de aqueles que risco, como dieta, uso sofrem dessa de álcool, pressão alta, uso de diuréticos, doença é a sobrepeso, doenças redução dos metabólicas (diabetes, aumento dos triníveis glicerídeos), osteoarsanguíneos do trite e doenças crônicas do rim. ácido úrico e da A meta de tratamento para aqueles inflamação que sofrem dessa doença é a redução dos níveis sanguíneos do ácido úrico e da inflamação, através de mudanças dietéticas e de estilo de vida. O ácido úrico é formado a partir da metabolização das purinas encontradas naturalmente em nosso corpo, bem como nos alimentos. Alguns alimentos possuem um teor muito alto em purinas, como as carnes dos animais em geral, miúdos, aspargos, cogumelos, tomate e frutos do mar, que devem ser evitados por aqueles que sofrem de gota. O principal foco alimentar para quem tem a doença é o consumo de grãos integrais, nozes, pequena porção de frango ou peixe, sementes, soja em moderação, frutas e vegetais. Todas as frutas silvestres (cereja, blueberry, framboesa, amora, morango), especialmente as cerejas, pela sua importante ação anti-inflamatória, ajudam a neutralizar o ácido úrico. A hidratação com muita água é uma parte importante do tratamento, pois ajuda na eliminação dos cristais de ácido úrico através da urina. De igual forma, a moderação no consumo de bebidas alcoólicas, em especial de cervejas, deve ser levado a sério. O tratamento medicamentoso ficará restrito aos casos mais sérios e com acompanhamento médico. As crises de gotas, diferentemente da época dos grandes reis, que não tinham acesso aos modernos tratamentos, têm à disposição anti-inflamatórios, hormonais ou não, e remédios para controlar os níveis do ácido úrico. Para resumir, a gota está ligada frequentemente aos comilões e beberrões. Faça uma boa semana.

G

Novo exame de sangue dedura escapadas de dieta FRED MAGNO

Em estudo, foi possível identificar alimentos que a pessoa ingeriu Você é do tipo de pessoa que, quando bate o olho em uma fatia de pizza, se esquece completamente da dieta determinada pelo médico ou nutricionista? Então, fique atento às escapadas. Um novo exame de sangue se mostrou capaz de identificar quais alimentos você ingeriu até quatro horas antes, independentemente de sua confissão. O novo teste foi abordado no periódico científico “American Journal of Clinical Nutrition”. Quando você come, por exemplo, um bife suculento, suas mastigadas estão repletas de moléculas de proteínas e gorduras. Conforme elas passam pelo sistema digestivo, são quebradas em partes cada vez menores, que o corpo é capaz de absorver. Elas são chamadas, em geral, de “metabólitos”. Foi com base nesse processo que os cientistas da Escola de Saúde Pública Johns Thuany Motta

Traição gastronômica: A educadora física Alessandra Calijorne, 48, afirma que é impossível ser fiel a qualquer dieta durante as 24 horas do dia

Hopkins Bloomberg, nos EUA, conseguiram desenvolver o teste delator. Usando amostras de sangue de 329 participantes, a equipe observou os metabólitos gerados pelo organismo durante a digestão em três grupos de participantes que seguiram dietas distintas. O primeiro consumia alimentos típicos do cardápio norte-americano; o segundo, uma dieta rica em laticínios e com pouca gordura; e o terceiro ingeria mais frutas, verduras e legumes do que os outros. Segundo os cientistas, os tipos de metabólitos diferem de acordo com a alimenta-

ção. No estudo, eles identificaram 97 níveis entre os membros do primeiro e do segundo grupos, além de outros 67 entre os participantes do segundo e do terceiro. A partir daí, conseguiram criar um tipo de “digital” diferente para vários modelos de dietas. Basta analisar apenas dez dessas moléculas, no exame de sangue, para verificar se alguém está ou não cumprindo com a sua prescrição. “Não achamos que um único metabólito seja suficiente para detectar um padrão alimentar”, diz Casey Rebholz, principal autora da pesquisa, ao site da Escola de

Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg. “Precisa ser uma combinação”, explica. Os pesquisadores afirmam que essa abordagem pode ser adaptada para outros padrões alimentares. “É o que esperamos que seja feito”, diz Rebholz. A educadora física Alessandra Calijorne, 48, afirma que o exame dedo-duro é um aliado na luta por uma alimentação balanceada. “É impossível ser fiel à dieta 24 horas por dia. No geral, como verduras, legumes e frutas, mas não resisto a uma pizza cheia de queijo e um copo de Coca-Cola”, diz.

ESCOLA DE SAÚDE PÚBLICA JOHNS HOPKINS BLOOMBERG/DIVULGAÇÃO

Método ajuda paciente e profissional As novas técnicas que têm surgido para os tratamentos nutricionais incentivam o paciente a manter a dieta e o profissional de saúde que o acompanha para que encontre a melhor alternativa. “Esses métodos individualizam o diagnóstico e, como consequência, o tratamento. O nutricionista, com base nas informações corporais do paciente, vai aplicar a melhor dieta. Com isso, a pessoa se sente naturalmente motivada a seguir a alimentação determina-

da, pois não existe pressão sobre seus ombros”, afirma o nutrólogo Lucas Penchel. De acordo com a nutróloga Eliana Teixeira, esse tipo de exame pode impedir que o quadro de saúde do paciente piore. “É um tipo de monitoramento que, quando mostrado em números, cria uma conscientização no indivíduo. Essa adesão pode evitar que ele tenha recaídas, o que poderia provocar até uma mudança de sobrepeso para obesidade, por exemplo”, afirma.

A pesquisadora Casey Rebholz é a principal autora do estudo


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conteúdo especial

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SUSTENTÁVEL

Praticidade e versatilidade do piso laminado Revestimento proporciona conforto térmico e acústico, além de ser antialérgico; instalação pode ser feita em espaços comerciais ou residenciais Conforto, aconchego, design diferenciado, fácil instalação e ótimo custo-benefício. Essas palavras podem soar como mágica para quem deseja realizar a reforma do piso de um ambiente interno, seja em casa ou no local de trabalho. E se você está se perguntando qual revestimento reúne todas essas características, a resposta é o laminado. Fabricado com madeira de reflorestamento, o que o torna uma solução sustentável, o material possui uma camada superior que recebe uma estampa decorativa, impregnada com resina. O revestimento vem em réguas e pode ser instalado por encaixe ou cola sem cheiro, tornando-o uma opção certeira para aqueles que buscam praticidade e versatilidade na hora de executar a instalação. “Tudo isso faz com que esse tipo de produto seja leve e durável. Além disso, é fácil de instalar, podendo revestir, inclusive, pisos já existentes”, destaca o arquiteto Rodrigo Zeferino. Ainda de acordo com o profissional, outras características que destacam esse tipo de Leonardo Cunha

Texturas diferenciadas colaboram para deixar o ambiente ainda mais bonito

CONTEMPORANEO ARQUITETURA E DESIGN/DIVULGAÇÃO

piso em relação aos demais é o fato de ele ser antialérgico, pois não acumula sujeiras na superfície, e ainda proporciona conforto térmico e acústico. Zeferino alerta, porém, que o laminado não deve ser instalado em áreas externas por não ser resistente à água. Em relação aos cuidados para a preservação do produto, o especialista ressalta que ele é bastante prático, uma vez que não exige grande esforço nem materiais especiais. “É um processo muito simples de se fazer. Basta realizar a limpeza com vassoura de cerdas macias e pano úmido com material de limpeza indicado pelo fabricante”, frisa. PREFERÊNCIAS A designer de interiores Júnia Cabral afirma também que, atualmente, existem muitas opções de acabamentos, texturas, tonalidades, dimensões e veios amadeirados extremamente realistas disponíveis no mercado. Conforme ela salienta, todas essas possibilidades permitem que os projetos de mudanças do ambiente interno ganhem em versatili-

dade, compondo os mais variados conceitos, que vão desde o sofisticado, contemporâneo, clássico, ousado, vintage, descolado, retrô e rústico. Júnia aponta ainda que é fundamental prestar atenção na escolha do piso laminado, se ele será para uso comercial ou residencial. “Esse fator é importante, pois existem produtos específicos para cada um desses segmentos”, justifica. Na opinião da designer de interiores Fabiana Visacro, quando existem elementos que tenham aspecto de madeira, seja no armário, bancada de estudo, entre outros, uma boa opção é a escolha de um tom de piso mais neutro. “Isso deixa o ambiente mais equilibrado”, aponta. Outra sugestão da profissional é para a hora de escolher a espessura do laminado. “Existem várias opções no mercado. No entanto, as mais usuais são as de 20 cm e 30 cm. Pode não parecer tanta diferença, mas eu sempre opto por usar as mais largas, pois acredito que dão mais beleza ao local”, opina.

CONTEMPORANEO ARQUITETURA E DESIGN/DIVULGAÇÃO

Piso antialérgico beneficia a saúde do bebê

Espaço pilates fica mais aconchegante com revestimento


conteúdo especial

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DURAFLOOR/DIVULGAÇÃO

#ficaadica Conforto e aconchego são características desse tipo de produto

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DURAFLOOR/DIVULGAÇÃO

CUIDADOS COM A INSTALAÇÃO Equilíbrio entre as tonalidades deixa o local com charme especial

“

Atualmente, existem muitas opções de acabamentos, texturas, tonalidades, dimensões e veios amadeirados extremamente realistas disponíveis no mercado.”

Depois de realizar uma pesquisa e escolher o piso, é a hora de fazer a instalação. Mesmo sendo uma montagem simples, sem grandes intervenções na obra, o arquiteto Rodrigo Zeferino aconselha a contratação de mão de obra profissional para atingir o resultado desejado. Ele explica que o sistema de encaixe das lâminas é eficiente, prático e rápido, fazendo a união perfeita entre as peças, sem a necessidade de uso de produtos adesivos, sendo necessário utilizar apenas a manta que garante impermeabilidade e conforto sonoro, além de acessórios e ferramentas que compõem o piso flutuante. Zeferino ressalta, ainda, que o serviço deve ser criterioso com relação à base que receberá o laminado, seja contrapiso ou algum revestimento existente. “Para isso, a área destinada à aplicação deve estar nivelada, seca e livre de impurezas”, orienta.

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CONTEMPORANEO ARQUITETURA E DESIGN/DIVULGAÇÃO

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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com THIAGO MIRANDA/DIVULGAÇÃO

OUTUBRO VERDE

P

arabéns Brasil e brasileiros de todos os “gêneros”. Feliz aniversário, feliz Ano Novo e novos anos. A guerra foi dura, covarde, cruel e triste, como todas. Com muitas baixas, vítimas, entre amigos e até familiares. E nestes novos tempos, a história é escrita, não só pelos vencedores, como pelos derrotados. Somos todos testemunhas para as gerações futuras. Venceu a verdade e esta deve ser a rainha da tão falada, boa, nova e já usada Democracia.

OUTUBRO AMARELO

C

omo as eleições americanas que elegeram Donald Trump, nas brasileiras prevaleceram as “redes sociais”, a “imprensa de todos”; infelizmente, ao lado das notórias “fake news”. Vários tabus e muitas lendas caíram. O temido e amado “tempo de TV” valeu nada. E as pesquisas, mais uma vez, levaram uma surra da realidade. Mil surpresas e novidades políticas. Uma limpeza tão grande que virou exorcismo.

OUTUBRO AZUL

O

Sete de Setembro virou Sete de Outubro, com independência final proclamada no último dia 28. Mesmo emergindo de ideias conservadoras, temos uma Brasil novo. Confirmando que “nem toda loucura é genial, nem toda lucidez é velha”. A festa está bonita, mas é hora de sonhar e trabalhar. Ganhou a maioria e o Brasil, acima de tudo. Foi “de graça”, espontâneo e na urna.

OUTUBRO E ORDEM

M

ilhões de votos de confiança vencedores contra outros milhões de perdedores pelo continuísmo da maior crise ética e econômi-

Durante a solenidade da 20ª edição do Prêmio Minas Desempenho Empresarial, o homenageado da noite e presidente da Usiminas, Sérgio Leite e a filha Maitê

4004-9000

lançaperfume ca que já vivemos. Isso não importa mais. Distraídos e alegres, vencemos. Vigilantes e exigentes, cobraremos. Para, finalmente, sermos o país do futuro, já em 2019. Acelera Jair! Boa sorte, presidente Bolsonaro.

OUTUBRO E PROGRESSO

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iz o ditado que, depois da tempestade vem a bonança, mesmo porque não há mal que sempre dure. É sabido também que depois de toda guerra vem a paz. Temos de novo um país dividido, mas um novo presidente a quem desejamos sabedoria. Que Jair Bolsonaro, “O Messias”, “O Eleito”, “O Escolhido” por milhões, seja o presidente de todos os brasileiros.

“

todas as opiniões”.

OUTUBRO E PROGRESSO

“

Ficou proibido discordar. Ter pontos de vista diferentes tornou-se motivo de ódio, segregação. Num círculo vicioso de ver e abrir a tela mágica que nos põe no centro do mundo, vamos realimentando o vazio, perdendo a leveza, vamos nos desprendendo do sentido da vida”.

OUTUBRO DOURADO

E nada pode nos cansar mais do que viver ressentido e sem sentido”. Então, vamos colocar um ponto final no final feliz. Vamos procurar as pessoas, conversar, dialogar com quem estiver disposto, conversar quando for possível. Ponderar, procurar um sentido, porque, como disse o próprio presidente eleito aos brasileiros que não votaram nele, “estamos todos no mesmo barco”. E barco, não navega em túneis, mas oceanos. Olhando bem no horizonte, dá para ver a luz. É o sol de 2019, puxando novas primaveras e outros carnavais.

LUIZA FERRAZ/DIVULGAÇÃO

A cantora Gabriela Pepino fazendo e acontecendo na estreia de seu show “Divas” hoje, no teatro Pátio Savassi

OUTUBRO E ESPERANÇA

E

porque a guerra acabou, entre mortos, feridos e sobreviventes, mas as lutas continuam. Queremos adaptar um texto atribuído ao padre Fábio de Melo, cheio de constatações, alertas e lições. “Estamos cansados. E não é sem motivo o nosso cansaço. O mundo está pesado. Estamos excessivamente exigidos e exigentes. Todos com pressa. Todos com medo. Do que os outros dizem, do que os outros pensam. A vida virtual amplificou

Fiat de Cultura tem no6 voA Casa presidente, João Batista Ciaco, diretor de Brand Marketing Communication da Fiat Chrysler Automobiles (FCA) para a América Latina. Ciaco sucede a José Eduardo de Lima Pereira, agora, Conselheiro Cultural. 6 Enquanto não entrevistamos Ciaco, em nossa coluna do jornal irmão, O TEMPO, algumas ideias do novo presidente que servem para este novo Brasil. 6 “A Casa Fiat de Cultura é expressão do forte vínculo da Fiat/FCA com Minas, com a arte, a cultura e a educação”. 6 “Não se trata meramente de uma iniciativa de promoção da empresa, mas de algo vivo que nasce da própria intersecção entre a Fiat e Minas”. Casa Fiat brota do encontro 6 “A da italianidade com a mineiridade”. percorremos um longo e rico 6 “Já caminho, mas é bom saber que temos muito mais caminho pela frente. É muito bom saber também que continuaremos a contar nesta jornada com a sabedoria do José Eduardo de Lima Pereira, como Conselheiro Cultural da Casa”. é muito bom saber 6 “Sobretudo, que do comprometimento da FCA com a Casa Fiat de Cultura, com as artes e a cultura, é um traço verdadeiro e intrínseco do DNA da própria empresa”.

DE BANDEJA Evento marca despedida do hotel Othon Palace O tradicional hotel de Belo Horizonte que anunciou seu fechamento em novembro do ano passado realiza o Festival Junglebier como uma das últimas ocasiões para aproveitara bela vista. O cardápio do open food apresenta o tradicional buffet de feijoada e petiscos do hotel e o open bar inclui cervejas especiais de vários estilos e marcas conhecidas, vinhos e espumantes, água e refrigerantes Quando Neste sábado (3) das 12h às 22h Onde Othon Palace (av. Afonso Pena, 1050) Quanto R$ 185 no www.sympla.com.br

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LEO FONTES – 15.10.2018

Sunset Party comemora dois anos do Mocca Para marcar os seus dois anos de existência, o Atmosphera Mocca Coffee and Meals realiza uma festa com a banda LivingMinds, tocando clássicos nacionais e internacionais de rock dos anos 80 e 90 com hits de consagradas bandas como Nirvana e Red Hot Chili Peppers, e com o DJ Júlio Duarte. No menu especial terá drinks especiais da casa, cervejas e petiscos saindo quentinhos e na hora da cozinha. Quando Dia 10 (sábado), às 17h Onde Alameda do Ingá, 16, Vila da Serra Quanto R$ 40 no www.sympla.com.br

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CAROL ROCHA/DIVULGAÇÃO


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almanaque MARCO >Celebrando 60 anos da Bossa Nova, Leila Pinheiro se apresenta no projeto Sinfônica Pop

Sexagenária bossa As placas tectônicas do mundo mais pareciam um chocalho. Sublevações mundo afora mexeram com as estruturas do planeta no ano de 1968. Dez anos antes, uma batida diferente causava uma verdadeira revolução musical – algo que, aliás, foi gestado pelo mítico João Gilberto durante os meses em que esteve na cidade mineira de Diamantina. Agora, completos 60 anos de Bossa Nova, a cantora e pianista Leila Pinheiro vem a BH e se junta à Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG) no projeto Sinfônica Pop, que celebrará este marco da música brasileira. Em concertos marcados para os próximos sábado (10) e domingo (11), Leila tem seu repertório repaginado para formato orquestral – algo que, para ela, não é algo tão incomum. Entre apresentações recentes, a musicista esteve ao lado da Orquestra Jovem Tom Jobim, Orquestra Jovem Vale de Música, Sinfônica do Theatro da Paz, em Belém, e Orquestra Sinfônica de Jerusalém, em Israel. “Como pianista, conhecendo a música intimamente, vivo momentos mágicos sempre que nos reunimos. Me envolvo profundamente com os arranjos, peço pra ouvir os ensaios da orquestra com o meu repertório, para que a minha voz de solista possa ‘conversar’ com os arranjos de forma especial”, explica ela, completando que recebeu como um presente o convite da Sinfônica Pop. “Teremos três ensaios antes dos dois concertos e, com isso, ganhamos um tempo bom pra nos conhecer e nos harmonizar. De qualquer forma, é sempre um grande desafio”, diz. Reconhecendo a Bossa Nova como “sempre moderna e sofisticada, matriz do que há de mais belo na música brasileira e mundial”, Leila é só gratidão pelo convite recebido. Alex Bessas

“Todos e todas empenhadíssimos para apresentarmos um grande espetáculo. O presidente Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho, que gosta e conhece muito o meu trabalho, sugeriu boa parte do repertório. Isso é maravilhoso!”, elogia. Para ela, a produção artística tem sido “impecável” e Fred Natalino, que escreve a tradicional Abertura Instrumental, “teve um olhar muito especial” sobre a sua carreira. “Tudo isso é muito valioso. Estou ansiosa para conhecer e cantar sob a regência do maestro Sérgio Gomes”, completa. PROGRAMA O programa do espetáculo traz composições marcantes da Bossa Nova, como “Insensatez” (1961) e “Ela É Carioca” (1963), de Vinicius de Moraes, “Por Toda a Minha Vida” (1959) e “Modinha” (1981), de Tom Jobim, além de canções de Flávio Venturini, Eduardo Gudin, Edu Lobo, Chico Buarque e Paulo César Pinheiro. Leila detalha que, junto à produção artística, foram reunidos arranjos já escritos para

Sáb. e dom. 10 e 11.nov.

concertos que já participou e, além disso, mais canções foram rearranjadas. Desta maneira, um total de 11 arranjadores assinam as peças. “Com certeza isso vai reverberar no show, que vai ficar mais variado”, avalia o maestro Sérgio Gomes. “A Bossa Nova nasceu com voz e violão, que são acústicos. Quando a gente inclui a orquestra, continua sendo uma produção acústica. Essa interação é mais orgânica, acontece de uma maneira mais espontânea”, avalia o regente, que compartilha a expectativa do primeiro ensaio com a cantora. “A gente ainda não se conheceu pessoalmente, o primeiro encontro vai ser na terça. Tenho certeza que vai ser marcante”, diz. Gomes também elogia a Abertura Instrumental, do músico Fred Natalino, e que faz um passeio por cinco canções do repertório da convidada. “Ele coloca, em cinco minutos, boa parte do repertório da intérprete”, explica, garantindo que a apresentação é sempre surpreendente. O maestro lembra, ainda, que uma das bandeiras da Sinfônica

Pop é aproximar o público da música orquestral. “A reunião da música popular brasileira com a sinfônica é algo enriquecedor. De grupos de quatro pessoas, vamos para um espetáculo com mais de 70 músicos no palco”, propõe ele. “A orquestra se envolve muito, vibra também. Somos brasileiros, quase na totalidade. Um concerto com programa da Bossa Nova é especial para nós”. ESSENCIAL Se preparando para o espetáculo em celebração aos 60 anos do movimento, a cantora, compositora e pianista vê a oportunidade de reascender sensibilidades para este gênero musical. “Nasci em 1960 e cresci ouvindo Bossa Nova. Toda a riqueza harmônica e melódica das canções moldaram a artista que sou há quase 40 anos”, lembra ela. Para Leila, o estilo e toda sua potência precisam ser resgatados. “Longe das rádios e da mídia em geral, a Bossa Nova precisa muito ser apresentada às novas gerações e estes concertos cumprem esta missão”.

WASHINGTON POSSATO/DIVULGAÇÃO

“

Toda a riqueza harmônica e melódica das canções da bossa moldaram a artista que sou há quase 40 anos. Leila Pinheiro

“Tenho a maior reverência pelos compositores e artistas que a criaram e vibro muito quando ela é lembrada e homenageada no Brasil. No Japão, Europa e Estados Unidos, é sagrada. Eu sei bem disso”, finaliza. AFAGO MINEIRO A proximidade da pianista paraense com a capital mineira é antiga e já rendeu valiosas parcerias. Além dos muitos amigos, Leila encontra na cidade histórias de sua longa trajetória artística – este ano, celebra 38 anos dedicados à música. O artista gráfico Guili Seara, por exemplo, foi autor de cinco capas dos 19 CDs da cantora. O gostinho de passar pela cidade é ainda mais especial se sobra tempo para uma passadinha na Padaria Bonomi, um dos espaços preferidos de Leila na cidade. Outro lugar de afeto para ela é o palco em que vai se apresentar: “Sempre fui muito feliz nas Minas Gerais e as duas noites de concerto no templo que é o Palácio das Artes serão inesquecíveis – tenho convicção disso”. O apreço pelo Estado se estende também para a vanguarda do Clube da Esquina – que, por sinal, já foi homenageado por Leila, em um concerto com a Orquestra Tom Jobim. Em dezembro, Leila Pinheiro apresenta, em São Paulo, um trabalho inédito e paralelo à sua carreira. Dirigido e roteirizado pela atriz Ana Beatriz Nogueira, a musicista garante que, claro, vai se esforçar para trazer o novo projeto a Belo Horizonte – mesmo que, por agora, não possa dar mais detalhes nem prometer uma data aos mineiros.

Pop com >LeilaSinfônica Pinheiro – 60 anos da Bossa Nova

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dias 10 (sábado), às 20h30, e 11 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira).


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MÚSICA Todo o poder da criação Raphael No início era Vidigal o som. Assim começou o evangelho de uma das canções de Joyce, 70, “apóstola” confessa e dedicada da música. Com o poder da criação, a compositora logo transformou a insistente onomatopeia em palavra: “Boiou” deu título a uma das faixas do disco “Tudo” (2013). “Fiquei com aquilo na cabeça, e aí comecei a pensar em coisas que flutuam, como lua, vitória-régia, canoa, e também no sentido da pessoa que não entende nada, que boiou”, explica a cantora e violonista. Em delicados versos ela canta: “a lua cheia cor de tangerina/ na paisagem nordestina/ Desenhada em papel/ Espalha estrelas feito purpurina/ Nos cabelos da menina/ Vai boiando no céu/ Boiou”. Joyce é uma das atrações da Mostra Cantautores, que chega neste sábado (3) à sua sétima edição e fica em cartaz até o dia 10 celebrando, justamente, o ofício de dar sentido a melodias. Outra proposta do festival é que os convidados se apresentem apenas com um instrumento, para mostrar o primeiro formato que aquelas canções conheceram, reforçando, assim, a proximidade com a plateia. Comemorando 50 anos de carreira, Joyce preparou um repertório que vai per-

passar toda essa trajetória, com sucessos como “Feminina”, “Mistérios” e “Essa Mulher” garantidos no set. Mas ela também promete novidades, com obras de sua lavra mais recente. Em 2017, Joyce colocou na praça “Palavra e Som”, com 13 inéditas. “Fui a um evento da embaixada brasileira em Tóquio, e o Jyn Nakahara, que é um estudioso da nossa música, me contou que sou a artista do país que mais lançou discos no século XXI”, conta a entrevistada, que contabiliza 19 títulos nesse tempo, ultrapassando a marca de um por ano. “Nunca tinha me dado conta disso”, admite Joyce. Idealizado por Luiz Gabriel Lopes e Jennifer Souza, o evento ainda chama à baila Zélia Duncan, Cátia de França, Jards Macalé, João Bosco e Angela Ro Ro.

Abertura 3.nov

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

A conexão com a África marca a próxima edição da Mostra Cantautores. Manuel Lopes Andrade, conhecido como Tcheka, vem de Cabo Verde para se apresentar na capital mineira. Com cinco discos lançados, ele traz influências da música brasileira no conjunto de sua obra. Na apresentação, ele promete contagiar o público com uma mistura de folk, jazz, blues e rock, além de incluir a literatura.

Feminina

Joyce apresentará os sucessos e canções de “Palavra e Som”, de 2017

Zélia Duncan é atração

DESTAQUES Cantautores Cine Theatro Brasil Vallourec (rua dos Carijós, 258). R$ 20 (inteira). Neste sábado (3) Angela Ro Ro, às 19h; Zélia Duncan, às 21h30 Neste domingo (4) Cátia de França, 17h30; Jards Macalé, às 19h30 Terça (6) François Muleka e

Juliana Perdigão, às 20h30 Quarta (7) Aline Frazão e Rafa Castro, às 20h30 Quinta (8) Nath Rodrigues e Tcheka, às 20h30 Sexta (9) Chico Saraiva, às 20h; Affonsinho, às 21h30 Sábado (10) Joyce Moreno, às 19h; João Bosco, às 21h30

Mesmo a distância, Zélia Duncan acompanhava a Mostra Cantautores, que já trouxe a BH shows de Chico César e Xangai, entre outros. “Venho querendo participar faz tempo. Sei que Minas tem muitos jovens músicos e cantoras incríveis”, elogia. E Zélia, que atualmente está em turnê com Jaques Morelenbaum, vai realçar sua verve de compositora com o lançamento, em 2019, de “um

novo álbum pop autoral”. Este vai ser o primeiro trabalho fonográfico da cantora depois das experiências como atriz no musical “Alegria, Alegria”, sobre a tropicália, e na peça “Mordidas”, em que atuou ao lado de Ana Beatriz Nogueira. “Atuar é um mistério maravilhoso, o palco é um ponto em comum com a música, e tudo que eu possa desenvolver a partir dele vai contribuir pa-

Um revival tropicalista Qui. 8.nov.

Perto de Minas e do continente

KIKA ANTUNES/DIVULGAÇÃO

Patrícia Ahmaral faz série de shows em Belo Horizonte

No dia 8 de novembro de 1998, durante a Primeira Bienal de Poesia de Belo Horizonte, a cantora Patrícia Ahmaral recebeu um convite inesperado: realizar show em homenagem ao tropicalista Torquato Neto (1944-1972). Com repertório construído pelos poetas Marcelo Dolabela e Ricardo Aleixo, a intérprete, à época, não conhecia com profundidade a obra do piauiense. Tão logo se dedicou ao cancioneiro, sentiu instantânea identificação. Tanto que, agora, passados exatos 20 anos, ela volta a apresentar o show na capital mineira – que inclui sucessos eternizados por importantes nomes da MPB, como “Marginália II” e “Geleia Geral” (com Gilberto Gil), “Mamãe Coragem” (com Caetano Veloso) e “Let’s Play That” (com Jards Macalé). Repetindo, por obra do acaso, até a data da apresen-

tação de 1998, a cantora mineira radicada em São Paulo, sobe aos palcos na próxima quinta (8) ao lado dos mesmos músicos que a acompanharam naquela primeira experiência: Celso Pennini e Rogério Delayon, na guitarra, violão e arranjos, Thiago Corrêa, no baixo, e Luís Patrício, na bateria. “São os mesmos que fizeram esse show nascer! Éramos muito jovens e livres. Então, quando a gente relê algumas canções, notamos que ainda são profundamente marcantes para nós”, comenta a cantora. Para ela, o reencontro possibilitou que a essência daquele primeiro show fosse mantida. “Havia uma coisa da juventude, uma espontaneidade grande e, pelas releituras, isso se preserva”, diz. Reconhecendo que o primeiro show aconteceu mais

por conta do convite recebido do que por um anseio genuíno em cantar Torquato Neto, desta vez a iniciativa partiu inteiramente dela. “Por que quero cantá-lo de novo? Por ele ser sempre necessário. É uma voz inquietante, é provocativa, uma voz afirmativa, que faz refletir... Especialmente nesse momento agora, quando este é um gesto bastante necessário”, avalia, completando que o Brasil ainda precisa conhecer e reconhecer tudo o que representou e representa o piauiense. A cantora ressalta que, apesar de buscar uma mesma essência, esta é uma reedição da apresentação feita em 1998. “O que fiz agora foi incluir canções recentes, como parcerias póstumas e poesias que foram musicadas mais recentemente por outros artistas. Assim, quero de-

ra a cantora”, avalia. Novata no teatro, ela gravou o primeiro LP em 1990. Do início como compositora, no entanto, Zélia não se recorda. “Sempre gostei de palavras e por isso me tornei compositora, rastreando poesia, que é o que mais me move na vida. A primeira composição não me lembro, pois certamente nem a gravei”, admite.

monstrar como sua obra porta essa carga atemporal”, expõe ela, que vai apresentar uma canção inédita de Zeca Baleiro sobre o poema “Jardim da Noite”. O repertório também inclui “Daqui Pra Lá De Lá Pra Cá” (Zeca Baleiro, Fagner e Torquato Neto) e “Quero Viver” (Chico César e Torquato Neto), ambas póstumas. O show em homenagem ao tropicalista é o primeiro de uma série de Patrícia em BH. Nos dias 20 e 23 de novembro, ela apresenta Mixturação, ao lado de convidados. Na terça-feira (20), Maíra Baldaia e Anthônio fazem companhia à cantora, na sexta (23), é a vez de Regina Souza e Tatá Sympa. Nos espetáculos, canções de Raul Seixas, Luiz Melodia, Maurício Pereira, Lula Queiroga, Chico César, Zeca Baleiro e Walter Franco.

Ahmaral >cantaPatrícia Torquato Neto

Sala Juvenal Dias Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Dia 8 (quinta), às 20h30. R$ 30 (inteira).


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MÚSICA O centésimo show de ‘Acústico’ É provável que o Jota Quest já tenha perdido a conta dos shows realizados em BH. No entanto, a baliza que a apresentação marcada para este sábado (3) representa certamente ficará na memória: será a centésima vez que o grupo adentra o palco a bordo da turnê “Acústico Tour”. E se é para citar números, Rogério Flausino tem vários na ponta da língua: “A turnê já foi vista por mais de 350 mil pessoas, em 80 cidades de 20 estados”, compartilha, citando também dos números referentes ao CD/DVD homônimos. “Além das 35 mil cópias e um ‘disco de ouro’, ultrapassamos a marca de 150 milhões de views e plays no ambiente digital”. Não por outro motivo, ele festeja: “O projeto esta superando todas as nossas expectativas. E acho que o mais interessante é que, por ser o nosso primeiro neste Patrícia Cassese

formato, acabou ganhando também um aspecto revisional e comemorativo dos quase 25 anos de batalha. Por isso, tem muita história e emoção envolvidas neste processo”, confirma o vocalista. “E, sem dúvida, os melhores momentos dos shows têm a ver com a plateia cantando junto. Posso dizer que estamos vivendo nossos ‘dias melhores’”. O Pampulha desafiou Flausino a citar alguns momentos marcantes da turnê. Confira, a seguir. Um momento engraçado “Tinha um fã do Recife que, por uns dois meses, pedia, todo dia, para que tocássemos ‘Palavras de Um Futuro Bom’. No show, perguntamos se havia alguém na plateia com o nome dele, até ele aparecer, subir no palco e cantar com a gente! Foi bem engraçado, porque ele era uma figura!” (risos). Um perrengue “Temos uma história linda construída com a galera de Porto Alegre,

JPSOFRANS/DIVULGAÇÃO

Sáb. 3.nov

neas, e cantamos na Concha Acústica do teatro Carlos Gomes, lotado...”

Turnê já foi vista por mais de 350 mil pessoas, em 80 cidades e 20 Estados, segundo Flausino

primeira capital a receber a turnê, no Araújo Vianna, um lindo anfiteatro coberto para 3.200 pessoas, com ingressos esgotados. Até aí, tudo lindo, só que, bem no dia, uma super gripe me pegou. Fiquei

meio surdo e quase mudo. Isso, somado à ansiedade da estreia, quase me tirou de combate. Mas a energia da galera foi tão especial que acabou sendo um dos mais emocionantes shows de toda nossa

história gaúcha”. Vai ficar na memória “Em Salvador, escolheram a canção “Daqui Só Se Leva o Amor” como tema de uma campanha de doação de cór-

Presenças especiais “Temos recebido amigos como Paulo Miklos, Fernanda Takai, Thiaguinho, Marco Luque, Thiago Abravanel, a escritora Martha Medeiros, Supla, Beto Bruno (Cachorro Grande), Projota, Sideral, Landau, Leoni, Thedy Correa, Durval Lelis, Kiko Zambianchi, Nelson Freitas, Raul Gazolla, Rafa Brites... Uma presença que nos encheu de orgulho foi a do jornalista Ricardo Boechat, da Band”. Em tempo: ainda esse mês, o Jota Quest retorna a Portugal, “após muitos anos”. “E em fevereiro iremos aos EUA, e, em maio, para Argentina e Uruguai”, finaliza Flausino.

> Jota Quest

KM de Vantagens Hall (av. Nossa Sra. do Carmo, 230). Neste sábado (3), às 22h. R$ 140 (inteira, terceiro lote).

#FICAADICA FLÁVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO

AMANDA NOVY/DIVULGAÇÃO

realiza show 6 Lôde Borges lançamento de DVD

do Rock chega 6 Circuito a seu 15º aniversário

Gravado durante um show no Circo Voador, no Rio de Janeiro, o DVD “Tênis+Clube” reúne alguns dos maiores sucessos da carreira de Lô, incluindo todas canções do seu primeiro disco solo, que ficou mais conhecido como “Disco do Tênis”, além de composições que foram gravadas no álbum “Clube da Esquina”, ambos de 1972. Onde Grande Teatro do SESC Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro) Quando Dia 9 (sexta), às 21h. Quanto A partir de R$ 70.

Com 15 anos, o Circuito do Rock tem edição especial. No Jack Rock Bar, Seu Madruga e Bon Jovem homenageiam AC/DC e Bon Jovi. Laranja Mecânica fecha a noite com clássicos do rock. No Lord Pub, It’s Only Rolling Stones divide a cena com Aeroguns (Aerosmith e Guns N’Roses) e Velotrol (clássicos). Onde Jack Rock Bar (av. Contorno, 5623, Funcionários) e Lord Pub (r. Viçosa, 263, São Pedro). Quando Neste sábado (3), às 21h. Quanto R$ 30.

ANDRÉ MACHADO/DIVULGAÇÃO

TIME FOR FUN/DIVULGAÇÃO

canadense 6 Cantora Loreena McKennitt em BH

Beatles para fazer 6 The a cabeça da criançada

A premiada cantora e compositora canadense Loreena McKennitt acaba de lançar sua primeira gravação de canções originais desde 2006. Produzido pela própria artista, o álbum “Lost Souls” dialoga com diversos gêneros musicais, entre eles a música celta e o pop. A artista, agora, realiza turnê do trabalho na América Latina. Onde Km de Vantagens Hall (av. Sra. do Carmo, 230, São Pedro). Quando Neste domingo (4), às 20h30. Quanto A partir de R$ 175.

Reeditado, o espetáculo “Beatles para Crianças 2” traz um repertório volta à capital mineira com novo repertório. Entre as canções estão sucessos como ”Sargent Peppers Lonely Hearts Club Band”, ”She Loves You”, Obladi Oblada”, ”Octopus Garden” e muitas outras. Além das músicas, vídeos e animações incrementam a apresentação. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Quando Dia 11 (domingo), às 17h. Quanto R$ 100 (inteira).


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LITERATURA O nada, o vazio e o desamparo É tudo mentira, tudo inventado, esclarece o autor Raphael Vidigal. “Como digo em determinada passagem, é um ‘livro da mentira, do enfeite’”, acrescenta o jornalista, referindo-se a “O Sol Áspero” (Gentil Editora, R$ 30), livro que lança na próxima quinta-feira (8), na Asa de Papel Café & Arte. Trata-se de sua segunda incursão no mercado editorial: em 2014, lançou “Amor de Morte Entre Duas Vidas” (2014), de poemas. A empreitada de agora insere-se num formato que ele chama de “romance experimental”. “Se é para nomear, eu o chamo assim”, conta o também letrista e repórter do caderno Magazine, do jornal O TEMPO, para acrescentar, na sequência. “Um pouco na Patrícia Cassese

linha do que Paulo Leminski propôs com o ‘Catatau’ (1975), ao chamá-lo de romance ideia”. “O Sol Áspero”, na verdade, deriva-se de um projeto para o qual Vidigal foi convidado em 2012. À época trabalhando em uma empresa de consultoria ambiental, foi contratado para narrar, de forma livre, a experiência advinda da visita a 16 cidades do interior de Minas, a maioria com média menor que dez mil habitantes, como Tumiritinga, Ferros, Açucena, Itanhomi ou Engenheiro Caldas, para citar algumas. O projeto – “mais objetivo” – foi concluído com sucesso, e o livro, entregue. Mas veio a vontade de dar um desdobramento. “Comecei a trabalhar sobre os escritos e a intensificar o caráter literário que havia naquelas letras. O trabalho foi o de ocultar ao máximo aquela história

mais aparente e reduzi-la ao essencial, para chegar ao resultado que eu almejava: o de um romance simbólico, experimental, pautado em sensações e ilusões”. Daí a frase que abre essa matéria, dita por Vidigal. Mesmo porque, ele assume: “Não acredito que exista uma ‘verdade’, essa senhora deslumbrada. É tudo uma questão de olhar. Paisagens, pessoas e acontecimentos passaram pela minha frente e eu as inventei da maneira que quis, foi assim que aconteceu”. Para o autor, a literatura é um espaço de liberdade. “E é preciso cuidar dos que ainda temos”. Na narrativa, a personagem que conduz a trama vai mudando de forma: Ágata é onça, cigana e cidade. “No prefácio, a professora de cinema e artista plástica Clara Albinati a define como ‘uma obsessão ou como aquilo que se perdeu e que se impregna em tudo o que se vê’. Vidigal concorda com o olhar, o que, diz, “acaba por tornar a narrativa circular”. “As cidades servem de espelho do desamparo que sentimos diante do vazio da existência. O principal elemento desse romance é o nada, a inexpressão, o vazio e o desamparo”, conclui.

> O Sol Áspero

Lançamento na Asa de Papel (rua Piauí, 631, Santa Efigênia). Dia 8 (quinta), às 18h. Evento gratuito. O livro será vendido no local a R$ 30.

Qui. 8.nov.

JOÃO PAULO VALE/DIVULGAÇÃO

Vidigal

“O principal elemento desse romance é o nada”, diz o autor


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ARTES VISUAIS Circuito de street art se amplia Alex Com proposBessas ta de criar, em BH, o primeiro mirante de street art do mundo, o Circuito Urbano de Arte (Cura) chega a sua terceira edição. Desta vez, a partir desta segunda (5), as fachadas cegas de três edifícios, que totalizam quatro torres, passam a compor o conjunto de grandes murais que podem ser vistos da rua Sapucaí. Assim, no dia 18, quatro novas obras entram no catálogo da iniciativa. Hoje, seis grandes painéis de arte urbana ocupam as empenas de prédios e compõem a paisagem da região central de BH. Agora, com a nova empreitada, o número de murais sobe para dez. Uma das idealizadoras do projeto e autora de uma das telas, feita na primeira edição do Cura, Priscila Amoni explica que entre as novidades deste ano está a “Empena de Letras”, que se-

rá feita em uma das torres do edifício Satélite: “Vamos contemplar a cena do grafite clássico de BH, reunindo 20 artistas que trabalham com a caligrafia e que vão assinar seus nomes nessa empena”, expõe. “É um marco! Assim, a gente entra, finalmente, na cena da arte contemporânea mundial”, completa a mestre em pintura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. A outra torre do edifício, que foi construído em 1958 e tem linhas de uma arquitetura moderna, vai receber uma outra modalidade da street art. Nela, o belo-horizontino Comum vai impor seu stencil aos 65 metros de altura da edificação. Como nas versões anteriores, o projeto abre espaço para mulheres. Caso de Hyuro, muralista argentina radicada na Espanha, que vem a BH para colorir a fachada do Amazonas Palace Hotel, um prédio de 1950 que foi tombado como patrimônio histórico e artístico da cidade.

Abertura 5.nov.

Com os seus 1.060 m², a empena pode ser vista na rua Sapucaí, no trecho entre a avenida Francisco Sales e rua Tapuias. É neste trecho que vai se instalar o tradicional mirante do Cura deste ano. “A Hyuro é referência no muralismo a nível mundial! Era um sonho trazê-la”, elogia Priscila.

ED. VIENAS ABIERTAS/DIVULGAÇÃO

Vale celebra 6 Memorial Consciência Negra Programação começa no dia 8, com o Sarau das Pretas, para o lançamento do livro Raízes – Resistência Histórica, e segue com o grupo folclórico-musical Lavadeiras da Prainha, de São Gonçalo do Rio Abaixo. Na segunda semana, apresentação Sois África, com Tom Nascimento e o infantil Griot – História e Cantorias. A última atração será o músico Sérgio Santos, que tem entre suas obras o CD “Áfrico”. Todas as atividades são gratuitas. O Memorial Minas Gerais Vale fica na Praça da Liberdade. Confira programação completa em www.memorialvale.com.br

UARLEN VALERIO – 6.8.2017

Pintura dos grandes murais será acompanhada de extensa programação cultural

Por fim, a belo-horizontina Tainá Lima, a Criola, completa o time e faz da empena do edifício Chiquito Lopes, erguido no final da década de 1990, uma tela de 1.365 m², a maior desta edição. “Ela é uma das grandes representantes do grafite no país”, situa Priscila. Por sinal, a seleção de artistas sinaliza o dese-

jo do eixo curatorial em dialogar com a cena do grafite e, ao mesmo tempo, estreitar laços com a arte contemporânea, expõe Priscila. Para ela, a palavra “resistência” é perseguida pela iniciativa. “Estamos em um momento transitório e o Cura está neste lugar e quer discutir questão de minoria, de classe, de gênero”.

PROGRAMAÇÃO Como de costume, a pintura dos grandes murais será acompanhada de extensa programação. Uma novidade é o edital de residência artística para grafiteiras, lançado em parceria com o BDMG. “Durante cinco dias, artistas mulheres vão participar de atividades de formação e, ao fim, vão produzir uma série de trabalhos que serão expostos no CURA”, expõe Priscila. Além disso, “desde a primeira semana, teremos exibição de filmes e vamos discutir, por exemplo, a ocupação da rua Sapucaí e a ausência de negros nos grandes festivais de grafite do mundo”, diz, adiantando que as atividades vão acontecer na Casa Sapucaí.

CURA – Circuito >Urbano de Arte

- Mirante: r. Sapucaí, entre a av. Francisco Sales e r. Tapuias, Floresta. - Atividades: Casa Sapucaí (r. Sapucaí, 303, Floresta). A partir do dia 5 (segunda). Entrada gratuita. Até dia 18. Programação completa em facebook.com/curafestival.


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ARTES CÊNICAS Um ‘jardim’ ideal para todos Jessica “Pátio dos MiAlmeida lagres”, “Recanto das Maravilhas” e “Paraíso das Maravilhas” eram alguns dos apelidos pelos quais o Parque Municipal Américo Renné Giannetti era conhecido nos anos 1940. Não eram nomes difundidos entre a população geral, mas usados por um grupo específico. Se durante o dia o parque era local de lazer da elite belo-horizontina, espaço de passeio e locomoção, à noite ele servia a “encontros amorosos diversos”, entre homens homossexuais e outros que por vezes eram casados com mulheres, mas mantinham uma espécie de vida dupla. Lá, aliás, foi onde ocorreu o primeiro crime com motivações homofóbicas de Belo Horizonte, quando, em 1946, Luiz Gonçalves Delgado foi assassinado, que demorou dez anos para ser desvendado. A história é contada no livro “Paraíso das Maravilhas” (ed. Argvmentvm), de Luiz Morando, e a obra, por sua vez, é uma das referências que ajudaram a moldar o espetáculo “Projeto Maravilhas”, em cartaz até o próximo fim de

semana na Funarte MG. O projeto tem origem na experiência dos atores Aisha Brunno, Bremmer Guimarães, Igor Leal e Pedro Henrique Pedrosa, quando trabalharam juntos durante a montagem de “PassAarão”, espetáculo de rua do Grupo Espanca. Inspirados pelo processo de trabalhar o entorno da sede do Espanca – viaduto Santa Tereza, praça da Estação, ruas Sapucaí e Aarão Reis –, eles, que são gays, se propuseram a mergulhar na relação entre arte e cidade, com foco nas masculinidades e homoafetividades. “Eles quiseram colocar sua sexualidade como ponto central das discussões, a relação dos seus corpos com a cidade”, explica Cláudio Dias (cia. Luna Lunera), que assina a direção da peça. “Seu nome é ‘Projeto’ no sentido de que busca construir alguma coisa, um lugar utópico. Um jardim em que o respeito à diversidade, entendido como a igualdade de direitos, é buscado, um espaço que é um lugar ideal para todos”. REFERÊNCIAS Para dar início ao processo, atores e diretor partiram dos universos particulares de cada um, improvisando a par-

Qui. a dom. 3 a 11.nov.

CLÁUDIO DIAS/DIVULGAÇÃO

Atores gays refletem sobre a relação entre seus corpos e a cidade, em espetáculo dirigido por Cláudio Dias, da Luna Lunera

tir das experiências desde o jardim de infância, como se descobrem, percebem a sexualidade e passam a se relacionar com isso. Depois, eles trabalharam o modo como cada um saiu do armário, as buscas por como ser quem você é e as relações desses corpos com a cidade: a busca por encontros, as idas a banheiros de shoppings, onde ocorrem relações entre homens gays e não gays e tudo o que permeia isso. E também as saunas que existem na cidade e muita gen-

te inclusive não sabe. “Várias delas, inclusive, ficam em ruas com nomes de índios, como Tupis, Guaicurus, Oiapoque, Guajajaras”, observa Dias. “E daí acabamos descobrindo que as formas de relação sexual eram bem diferentes do que entendemos entre os indígenas e os jesuítas matavam índios gays com canhões como forma de punição exemplar”. Depois de muito material levantado, Marcos Coletta (Quatroloscinco Teatro do Co-

mum) foi o responsável por costurar tudo na dramaturgia. Em cartaz desde o fim de semana das eleições, o espetáculo ganha, na opinião do diretor, contornos mais contundentes com o cenário que se formou. “É um momento crítico que faz com que a peça ganhe mais sentido e mais força, como lugar de luta e de reflexão pra que a gente possa continuar e seguir. Faz todo o sentido estar com o espetáculo neste exato momento, para afirmar as conquistas já adqui-

ridas. Falta muito, mas o pouco que se ganhou é importante e é necessária sua permanência, para se buscar justamente construir um lugar em que possam florescer marcos importantes para a sociedade, em termos de convivência e de diálogo”, conclui.

Projeto >Maravilhas

Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Dias 3 e 4, 8 a 11. Quinta a domingo, às 20h. R$ 20 (inteira)

Lições sobre a humanidade Sex. 9.nov.

DALTON VALÉRIO/DIVULGAÇÃO

Clarice Niskier traz “A Alma Imoral” de volta a Belo Horizonte

A semente que deu origem ao monólogo “A Alma Imoral”, adaptação do livro homônimo do rabino Nilton Bonder (ed. Rocco), que faz única apresentação em Belo Horizonte na próxima sexta (9), germinou antes mesmo que a atriz Clarice Niskier – que adaptou o texto, encena e dirige o espetáculo – tivesse contato com a obra. Foi num encontro entre ela e o rabino num programa de TV. Num debate, todos os convidados foram instados a dizer qual era sua religião, e Clarice se apresentou como “judia budista”. Minutos depois, a produção do programa recebeu um fax de uma espectadora dizendo que aquela definição não existia, que ou bem ela era judia ou budista. “Todos então entraram na polêmica sobre se era possível ou não a minha definição e o rabino saiu em minha defesa, acolhendo minha experiência, entendendo o que eu queria dizer”, lembra a atriz. “Fiquei muito admirada por sua postura e conversamos muito. Ele me deu o livro de pre-

sente e eu inclusive conto essa história na peça, para dizer como cheguei até ela. Brinco que é uma resposta à dona Lea, de quem eu não lembro o sobrenome, mas foi quem mandou aquele fax”. O livro reconstrói os significados de “corpo” e “alma”, contrapondo o conceito de alma imoral do texto bíblico ao animal moral da psicologia evolucionista. “É um conteúdo de conhecimento judaico muito profundo, fala da sagrada desobediência, desse aspecto da nossa alma que é uma consciência anterior à razão. Uma dimensão muito profunda que existe em nós e tem um potencial transgressor muito grande e corajoso. É sobre isso a peça: certo e errado, obediência e desobediência, sobre a tradição e a ruptura”, pondera Clarice. Para fazer a adaptação ela se debruçou sobre o livro durante um ano. Em seguida, por mais um ano, o apresentou em debates para diferentes grupos e recebeu feedbacks inclusive do próprio rabino Nilton Bonder. Durante

esse processo, reencontrou o diretor Amir Haddad, com quem já havia trabalhado no fim da década de 1980, e que se predispôs a repetir com Clarice um modo de trabalhar que desenvolveu ao lado de outro parceiro, Pedro Cardoso. Em vez de dirigir, a supervisionaria, ou seja, ela conduziria a direção e ele semanalmente a encontraria nos ensaios para fazer ponderações. Em cartaz desde 2006, o espetáculo tem outra peculiaridade: vestida somente com um tecido preto que se molda de diferentes formas a seu corpo ao longo da performance – inclusive nenhuma –, a atriz apresenta o texto mas abre espaço para que a plateia contribua para a criação de sentido. “Em um dos debates, uma senhora me pediu para repetir um dos trechos e quando o fiz todos nós nos emocionamos. Decidi então combinar com cada plateia um momento para atender pedidos de repetição, afinal são muitos conceitos e ao repeti-los eles ‘entram’ melhor. Isso mantém o frescor da peça e intensifica a

emoção”, explica. Tendo atravessado momentos históricos diversos ao longo destes 12 anos, Clarice destaca a capacidade do espetáculo de provocar diferentes reações conforme o contexto mais amplo. “O mundo já esteve em expansão e agora se estreita, em crises, polaridades, violência. ) texto responde algumas questões sobre isso, como a tensão que existe quando há interesses muito divergentes, seja dentro de nós ou na sociedade. Mas fala também da capacidade do ser humano de suportar momentos duros sem deixar de marchar pra frente. Já atravessamos muitas dificuldades e sobrevivemos, portanto é totalmente possível sobrevivermos agora, mas é preciso sabedoria para fazêlo da melhor forma e não a qualquer preço ou à custa de muito sangue”, conclui. (Jessica Almeida)

> A Alma Imoral

Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Dia 9 (sexta), às 21h. R$ 50 (inteira)


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ARTES CÊNICAS MAURO KURY/DIVULGAÇÃO

teatro adulto AS ALEGRES COMADRES DE WINDSOR Direção e adaptação: João Valadares. Uma leitura divertida da obra de Shakespeare em relação aos absurdos das relações humanas. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32376-7400). Neste sáb. (3), às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira).

A ALMA IMORAL Adaptação, atuação e direção: Clarice Niskier. Adaptação do polêmico livro do rabino Nilton Bonder, o monólogo traz à tona o debate entre o que é certo e o que é errado, o contraponto entre tradição e traição, o conceito e a prática do que é moral e o que é imoral, obediência e desobediência. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). Dia 9 (sexta), às 21h. R$ 50 (inteira)

E AÍ, SUMIDA? Direção: Marco Zenni. Texto e atuação: Fred Elboni. Espetáculo mostra, com irreverência e leveza, maneiras de lidar com situações de desconforto e o processo amoroso. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste dom. (4), às 20h. R$ 80 (inteira).

CASAL TPM Direção: Guilherme Oliveira. Texto: Paula Giannini. Comédia faz um retrato da relação de "amor e ódio" entre homens e mulheres. Dois seres extremamente diferentes, que enxergam o mundo de uma forma totalmente diversa, mas que não conseguem viver um sem o outro. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 20. Até 11/11

ENGENHO DE DENTRO Direção: Eduardo Moreira. Texto: Leonardo Rocha. Um homem confinado em um quarto relata suas histórias delirantes, aventuras fantásticas e

desvarios, sempre vigiado pelos olhares de seu perseguidor imaginário, que assume distintas formas e personalidades. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Neste sáb. (3), às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (inteira).

A VOVÓ EM: VAMOS FALAR DE SEXO! Direção: Amauri Reis. Texto: Renato Millani. De maneira divertida a vovó de 70 anos, viúva do vovô, vai contando sua maravilhosa experiência sexual e tirando dúvidas da plateia sobre sexo. Casa de Candongas (Av. Cachoeirinha, 2.221, Santa Cruz). Neste sáb. (3), às 20h30; dom. (4), às 19h. R$ 19 (postos Sinparc).

COMÉDIA STAND-UP Caixeta: João Basílio e Nayla Brizard. Surtom (rua dos Inconfidentes, 1.141, Savassi, 99981-2299). Neste sáb. (3), às 21h30. R$ 15 (1º lote)

teatro infantil

ESQUECIDOS/RECORDADOS Direção: Igor Ayres. Texto: Luiz Drumond. Uma jovem que fugiu de casa ainda criança, um ex-trabalhador rural que tenta voltar para sua terra natal e um ex-professor que abdicou de sua vida em virtude do vício, encarnam as dores, os sofrimentos e angústias do esquecimento da sociedade. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Neste dom. (4), às 20h. R$ 20 (inteira).

Aladdin e o Gênio da Lâmpada Direção: Diego Benicá. Texto de domínio público. Um jovem adolescente que se apaixona pela princesa Jasmin e recebe a missão de resgatar uma lâmpada mágica. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9922). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Somente domingo

“Hamlet”, da Armazém Companhia de Teatro, volta ao cartaz no próximo final de semana

HAMLET Com Armazém Companhia de Teatro. Versão cênica de Paulo de Moraes para a obra-prima de William Shakespeare, com a premiada atriz Patrícia Selonk interpretando o príncipe da Dinamarca. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua Bahia, 2244, Lourdes). Dias 9 (sex.) e 10 (sáb.), às 20h, e 11 (dom.), às 19h. R$ 50 (inteira)

OUTROS Direção: Marco Abreu. Com Grupo Galpão. Traduz teatralmente as inquietações contemporâneas. É um espetáculo sobre a construção da memória e o impacto do agora no porvir. Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 18/11

(quarta-feira), às 20h. Ingresso Gratuito - retirada de senha com 2 hora antes do início, a partir das 18h. Sujeito a lotação.

UM POUCO DE AR, POR FAVOR Direção: Chico Pelúcio. Texto: Luis Alberto de Abreu. Cia Pierrot Lunar. Um grupo de atores resolve discutir, numa peça de teatro, a opressiva sensação do presente, as incertezas com relação ao futuro e os valores do passado. CCBB - Teatro II (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 12/11

PROJETO MARAVILHAS POESIA DE PAI PARA FILHO ENCONTRO DE DUAS GERAÇÕES Com Fabrício Carpinejar e Carlos Nejar. Duas gerações de poetas no palco. Quando poesia passa de pai para filho. Encontro teatral com dois contadores de histórias, marcados pela memória. Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 7

Direção: Cláudio Dias. Texto: Marcos Coletta. Propõe um recorte contemporâneo das potências e fragilidades das masculinidades e homoafetividades em espaços urbanos reais e imaginados. Funarte (rua Januária, 68, centro). Sex. a dom., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 11/11

SUASSUNA - O AUTOR DO

O SORTILÉGIO DA MARIPOSA Direção: Yuri Simon. Texto: Frederico Garcia Lorca. Numa distante pradaria povoada de insetos, uma barata se apaixona por uma mariposa ferida. Conseguirá ele levar adiante esse amor impossível? Galpão de Ideias (rua Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. e sáb., às 20h. R$ 40 (inteira). Até 10/11

URGENTE

Direção: Miwa Yanagizawa e Maria Sílvia Siqueira Campos. Texto: Areas Coletivo de Arte e Cia. Luna Lunera. Manter o diálogo vivo mesmo diante das diferenças parece ter se tornado uma tarefa hercúlea em tempos de intolerância. A peça evoca temáticas como o tempo, convivência e rupturas. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 18/11

O VÔO DO TCHIURUBIBIRÚ Direção, conpceção e atuação: André Cavazotti. A descoberta da potência sexual, a relação violenta e erótica com a mãe, o contato com o sagrado. Ritos de passagem donde brota a questão: é possível criar uma ética que seja própria, não determinada pela reprodução de normas sociais estabelecidas, fundadas em valores predefinidos? Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (3), às 19h30; dom. (4), às 17h30. R$ 20 (inteira).

QUE HISTÓRIA É ESSA? Direção e adaptação de texto: Joselma Luchini. Contos antigos e famosos, recontados de forma divertida através de personagens desconhecidos desses contos. Espaço Cultural Luchini (rua Osório de Morais, 274, bairro Ouro Preto, 99993-0600). Sáb., às 16h30; dom., às 11h. Entrada gratuita. Próximas apresentações: 10 e 11/11

OS SALTIMBANCOS Direção: Diego Benicá. Texto: Chico Buarque. História de quatro animais que se encontram numa estrada, fugindo de seus patrões por maus tratos e formam um conjunto musical. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1027). Neste dom. (4), às 16h. R$ 22 (inteira).

Teatro 6 Festival em Movimento

Autoras realiza 6 Negras primeira mostra teatral

Em sua 17ª edição, evento leva espetáculos a cidades mineiras a preços populares ou gratuito. “Cérebro Coração”, com Mariana Lima, dá início em Tiradentes, no próximo domingo (4), seguindo no dia 5 para São João del-Rei. Serão contempladas também Juiz de Fora e Araxá. Em BH, será apresentado “Fulaninha e Dona Coisa”, com Nathalia Dill e Vilma Mello, em 24 e 25 de novembro. Projeto tem o patrocínio da Cemig. Programação completa em teatroemmovimento.com.br

O coletivo Negras Autoras, em parceria com o teatro Espanca, realizam a Primeira Mostra Negras Autoras. O evento acontece nos dias 6, 13 e 20 de novembro com apresentações de artistas locais. A proposta é dar visibilidade ao trabalho de artistas negras da capital e região. Onde Teatro Espanca (rua Aarão Reis, 542, Centro) Quando Dias 6, 13 e 20 de novembro, sempre às 19h. Quanto R$15 (inteira). Vendas na bilheteria do teatro.

RODRIGO RESENDE COUTINHO/DIVULGAÇÃO

Escritores e poetas, eles estreiam “Poesia de Pai Para Filho – Encontro de Duas Gerações”, espetáculo teatral com a leitura dos principais títulos de ambos. A peça é comemorativa das seis décadas de literatura de Carlos Nejar, 79, membro da ABL, e os 20 anos de carreira de Fabrício Carpinejar, 45. Onde Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Quando Dia 7 (quarta), às 20h. Quanto Entrada gratuita. Retirada de senha duas horas antes. Sujeito a lotação do local.

Texto: Bráulio Tavares. Encenação: Luiz Carlos Vasconcelos. O espetáculo traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) - que teria completado 90 anos em junho de 2017 - defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras. CCBB - Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a dom., às 20h. R$ 30 (inteira). Até 12/11

Contação de histórias com Mário Alves e a Andressa Versi. Minas Shopping (av. Cristiano Machado, 4.000, piso 1, União, 3429-3500). Neste dom. (4), às 14h. Entrada gratuita.

EVANDRO PARREIRAS/DIVULGAÇÃO

MAURICIO FIDALGO/DIVULGAÇÃO

Carpinecar e 6 Fabrício pai juntos no palco

REINO DO SOL

PROJETO ERA UMA VEZ


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CINEMA Rapsódia efêmera na telona FOX FILMES/DIVULGAÇÃO

Thiago Há pelo mePrata nos três certezas com relação a “Bohemian Rhapsody”, que estreia hoje. A primeira é que a gestação da obra (em torno de oito anos) pode ser considerada uma odisseia, com direito a bastidores conturbados: o ator principal mudou, o diretor também, e houve até um arremesso de objeto no set. A segunda é que trata-se, sim, de uma celebração ao Queen e, sobretudo, a Freddie Mercury (1946-1991), como os produtores – entre eles o guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor – têm frisado. A terceira é que, a despeito do clima festivo em torno da obra, está longe de ser a cinebiografia definitiva. Batizado com o nome de uma das músicas do álbum “A Night at the Opera” (1975), “Bohemian Rhapsody” engloba 15 anos da história: vai da época em que Mercury conheceu May, Taylor e o baixista John Deacon até a apresentação no Live Aid, evento com o objetivo de arrecadar fundos em prol da população da Etiópia em 1985. Com

estreias BOHEMIAN RHAPSODY (Bohemian Rhapsody, EUA, 2018, 2h15, 16 anos) Dir. Bryan Singer. Com Rami Malek, Aaron McCusker, Lucy Boynton. Cinebiografia sobre o vocalista da banda Queen, Freddie Mercury, que nasceu na Tanzânia e se mudou para a Inglaterra durante a adolescência. O filme compreende cerca de 15 anos da vida do cantor, até o festival Live Aid, em 1985. BH Shopping 2: 15h, 18h e 21h Cineart Boulevard Imax: 13h30, 16h, 18h40 e 21h15 Cineart Cidade 7: 13h20(*), 16h(*), 18h40(*) e 21h10 Cineart Contagem 4: 13h30(*), 16h10(*), 18h45(*) e 21h15 Cineart Del Rey 5: 13h20, 16h, 18h30 e 21h Cineart Del Rey 6: 22h40 Cineart Minas 2: 13h20(*), 16h(*), 18h40(*) e 21h10 Cinesercla Big 5: 15h40, 18h10 e 20h40 (*) Cinesercla Norte 2: 15h40, 18h10 e 20h40 (*) Diamond 1: 12h10, 15h, 18h e 21h Diamond 4: 20h30 Estação BH 3: 13h30(*), 16h30(*), 19h30(*) e 22h15 Monte Carmo 1: 13h20(*), 16h(*), 18h40(*) e 21h10 Net Cineart Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h40 e 21h10 Pampulha 5: 14h, 16h30, 19h e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h, 18h e 21h (*) Pátio Savassi 4: 15h40 e 18h30 Pátio Savassi 5: 15h, 18h e 21h (*) Sessões dubladas

A CASA QUE JACK CONSTRUIU

duas horas e 15 minutos, o longa evidencia o papel de Mercury, seu talento como compositor, seus dotes vocais, a habilidade no piano e seu carisma – e os problemas com drogas. Coube ao norte-americano de origem egípcia Rami Malek interpretar o protagonista, após as desistências de Sacha Baron Cohen e Ben Whishawa. Conhecido pelo papel de Elliot, da série “Mr. Robot”, Malek encarou o desafio e deu certo. Tanto que já existem burburinhos sobre uma possível indicação ao Oscar. O ator teve até um consultor de movimento para ajudá-lo a simular os trejeitos de Mercury. Sua performance é um dos destaques. Também é bastante explorado o espírito de liderança de Mercury, capaz de bater de frente com qualquer um – como familiares, membros da banda, donos de gravadoras e empresários – para fazer prevalecer aquilo em que acredita e ampliar o mapa musical do Queen, com influências de disco music, funk e world music. Visualmente, o filme também impressiona, assim como o jogo de cores – preste atenção como tons de azul, branco e vermelho exercem influência no tem-

(The House That Jack Built, Dinamarca, 2018, 2h35, 18 anos) Dir. Lars von Trier. Com Matt Dillon, Bruno Ganz, Uma Thurman. A história do personagem Jack, ao longo de 12 anos, mostrando os assassinatos que definem sua personalidade como serial killer. Belas 1: 14h30, 17h30 e 20h30

O DOUTRINADOR (Brasil, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Gustavo Bonafé. Com Kiko Pissolato, Samuel de Assis, Tainá Medina. Um vigilante mascarado, por trás do disfarce de “doutrinador”, decide atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. BH Shopping 8: 14h30, 16h55, 19h30 e 22h Cineart Boulevard 1: 17h, 19h10 e 21h20 Cineart Cidade 1: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h Cineart Contagem 7: 14h40, 16h50, 19h e 21h15 Cineart Del Rey 6: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Cineart Del Rey 7: 22h30 Cineart Itaú Power 4: 14h15, 16h30, 18h45 e 21h Cineart Minas 6: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Cineart Paragem 3: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h Cineart Via Shopping 5: 13h50, 16h, 18h20 e 20h30 Cinesercla Big 4: 14h20, 18h40 e 20h45 Diamond 6: 13h20, 15h50, 18h20 e 20h50 Estação BH 5: 13h45, 16h15, 18h45 e 21h15 Monte Carmo 2: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 Net Cineart Ponteio 2: 13h45, 16h, 18h20 e 21h Pampulha 4: 14h25, 16h35, 18h45 e 20h55 Partage Shopping Betim 3: 12h30, 15h10, 17h45 e 20h20

“Bohemian Rhapsody” estreia nesta semana nas telonas, em celebração a Freddie Mercury, mas sem impressionar

peramento de Mercury. Apesar de algumas imprecisões de data, o filme acerta ao mostrar que foi o público brasileiro que criou a prática de cantar em uníssono a canção “Love of my Life”, algo depois imitado por plateias do Queen em outros países. No entanto, isso aconteceu em 1981, no estádio do Morumbi, em São Paulo, quando Mercury já havia adotado o bigode. No filme, tudo errado – usam imagens da plateia do

Rock in Rio de 1985, mas reproduzem o episódio como sendo em um show no Rio antes de 1980, com o ator fazendo Mercury ainda sem o icônico bigode. Há uma confusão na ordem de lançamentos de algumas músicas. “We Will Rock You”, original de 1977, aparece sendo criada em estúdio já na década de 80. O ápice se dá com a apresentação antológica no Live Aid. O diretor foi ousado ao reconstituir um show que

está fartamente documentado, disponível no YouTube. Sua recriação é tão caprichada que, em enquadramentos distantes do palco, são as imagens reais do Queen que aparecem, em sintonia impecável com tomadas mais próximas, com os atores. Por outro lado, derrapa ao abrir mão de outras passagens da vida de Mercury e mesmo curiosidades nunca antes reveladas. A origem do vocalista – nascido na Ci-

dade de Pedra, em Zanzibar, atual território da Tanzânia –, suas inspirações e o período pós-Live Aid são abordados de forma rasa ou nem sequer fazem parte da obra. Mesmo sua homossexualidade fica em segundo plano em muitos momentos. Para alguém tão emblemático e que se tornou um ícone LGBT no combate contra a Aids – seja em vida ou após sua morte –, Mercury merecia algo melhor.

Pátio Savassi 8: 14h50, 17h20, 19h45 e 22h10

(The Nutcracker and the Four Realms, EUA, 2018, 1h40, livre) Dir. Lasse Hallström, Joe Johnston. Com Mackenzie Foy, Keira Knightley, Matthew MacFadyen. Clara perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho. Ela decide, então, iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o Quarto Reino. BH Shopping 1: 15h30 (sessão 3D) BH Shopping 1: 13h10 e 17h55 BH Shopping 1: 20h40 (sessão 3 D legendada) Cineart Betim 1: 16h20 (sessão 3D) Cineart Betim 1: 14h, 18h30 e 20h50 Cineart Boulevard 2: 14h20 e 16h30 Cineart Boulevard 2: 20h50 (sessão 3D legendada) Cineart Boulevard 2: 18h40 (sessão 3D) Cineart Cidade 4: 11h50, 13h50 e 18h30 Cineart Cidade 4: 16h e 20h40 (sessão 3D) Cineart Cidade 4: 13h50 e 18h30 Cineart Contagem 1: 16h e 20h40 (sessão 3D) Cineart Contagem 1: 13h50 e 18h30 Cineart Del Rey 1: 14h20 e 16h30 Cineart Del Rey 1: 18h40 (sessão 3D) Cineart Del Rey 1: 20h50 (sessão 3D legendada) Cineart Del Rey 1: 14h20, 16h30 e 22h50 Cineart Itaú Power 5: 14h20 e 18h40 Cineart Itaú Power 5: 16h30 e 20h50 (sessões 3D) Cineart Minas 1: 16h e 20h40 (sessão 3D) Cineart Minas 1: 13h50 e 18h30 Cineart Paragem 5: 14h e 18h40 Cineart Paragem 5: 16h10 (sessão 3D) Cineart Paragem 5: 20h50 (sessão 3D legendada) Cineart Via Shopping 4: 14h, 16h10 e 18h30 Cineart Via Shopping 4: 20h40 (sessão 3D) Cinesercla Big 1: 14h45, 16h40, 18h35 e

20h30 (sessões 3D) Cinesercla Norte 1: 14h45, 16h40, 18h35 e 20h30 (sessões 3D) Cinesercla Norte 3: 14h35 Diamond 2: 21h40 (sessão 3D legendada) Diamond 2: 13h40, 16h30 e 18h50 (sessões 3D) Estação BH 4: 13h, 15h30, 17h45, 20h15 e 22h30 (sessões 3D) Monte Carmo 5: 16h e 20h40 (sessões 3D) Monte Carmo 5: 13h50 e 18h30 Pampulha 1: 16h50 e 21h05 (sessões 3D) Pampulha 6: 15h15, 17h15, 19h15 e 21h15 Partage Shopping Betim 1: 14h20 e 19h20 Partage Shopping Betim 1: 16h50 e 21h50 (sessões 3D) Pátio Savassi 3: 21h20 (sessão 3D legendada) Pátio Savassi 3: 13h30, 16h10 e 18h40 (sessões 3D) Pátio Savassi 7: 14h10 e 16h40

Cineart Del Rey 4: 14h20

JOHNNY ENGLISH 3.0 (Johnny English Strikes Again, Reino Unido, 2018, 1h29, 10 anos) Dir. David Kerr. Com Rowan Atkinson, Emma Thompson, Olga Kurylenko. Após um ataque cibernético revelar a identidade de todos os agentes secretos britânicos, Johnny English é convocado para deixar sua aposentadoria e descobrir o hacker por trás do plano de ataque. BH Shopping 10: 14h40, 17h e 19h20 Cineart Cidade 5: 12h(*), 14h30(*), 16h30(*), 18h30(*) e 20h30 Cineart Cidade 5: 14h30(*), 16h30(*), 18h30(*) e 20h30 Cineart Contagem 5: 14h(*), 18h30(*) e 20h30 Cineart Del Rey 7: 17h, 19h e 20h50 Cineart Via Shopping 2: 17h, 18h50 e 20h50 (*) Cinesercla Big 3: 15h45, 17h30, 19h15 e 21h (*) Estação BH 6: 18h e 20h (*) Pampulha 2: 14h15, 16h, 17h45, 19h30 e 21h20 (*) Partage Shopping Betim 2: 16h20, 19h e 21h10 (*) (*) Sessões dubladas

MY NAME IS NOW, ELZA SOARES (Brasil, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Elizabete Martins Campos. Elza Soares chega, cara a cara, ultrapassa tempo, espaço, perdas e sucessos. Em um rito fílmico, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, ela incorpora a ancestralidade brasileira, transcende em música e canta, gloriosamente, em “My Name is Now”. Belas 1: 11h (Clube do professor. Somente para cadastrados) Belas 3: 16h20 e 20h

O QUEBRA-NOZES E OS QUATRO REINOS (*)

(*) Sessões dubladas

continuam em cartaz AMIGOS ALIENÍGENAS (*) (Luis and the Aliens, Alemanha/ Luxemburgo/ Dinamarca, 2018, 1h25, Livre) Dir. Christoph Lauenstein, Wolfgang Lauenstein. Com Chloë Lee Constantin, Flemming Stein, Tim Grobe. A nave espacial de três alienígenas cai nos fundos do quintal da casa de Luís, um menino de 12 anos. Seu pai é um ufologista e congelaria os novos amigos na primeira oportunidade. Luís precisa protegê-los e ajudá-los a descobrir o paradeiro da nave-mãe, para que só assim eles consigam voltar para casa. Cineart Cidade 2: 14h Cineart Contagem 3: 14h30

(*) Sessões dubladas O Candidato Honesto 2 (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Rosanne Mulholland, Victor Leal. Um político brasileiro se entrega à justiça e é preso por corrupção, antes de tentar dar a volta por cima com sinceridade e propostas reais. Partage Shopping Betim 6: 16h30

A CASA DO MEDO – INCIDENTE EM GHOSTLAND (Ghostland, França/ Canadá, 2018, 1h38, 14 anos) Dir. Pascal Laugier. Com Crystal Reed, Anastasia Phillips, Emilia Jones. Após 16 anos, duas garotas voltam à casa que moraram na infância e se deparam com coisas estranhas e fenômenos sobrenaturais. Cineart Itaú Power 2: 21h15 (sessão dublada)

CINDERELA E O PRÍNCIPE SECRETO (Cinderella, EUA, 2018, 1h30, livre) Dir. Lynne Southerland. Cinderela e seus amigos ratos se divertem no Baile Real, até que a princesa descobre que o príncipe é uma farsa – verdadeiro representante do reino foi transformado em rato por uma bruxa. Cineart Paragem 2: 14h (sessão dublada)

UM DIA PARA VIVER (24 Hours To Live, EUA, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Brian Smrz. Com Ethan Hawke, Paul Anderson, Rutger Hauer. Um assassino tem 24 horas para realizar sua missão e se redimir quando ganha uma segunda chance de seu empregador que o traz de volta à vida temporariamente, logo após ter sido morto no trabalho. Belas 3: 14h20


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 3 a 9 de novembro de 2018

19

CINEMA FÚRIA EM ALTO MAR (*) (Hunter Killer, EUA, 2018, 2h02, 14 anos) Dir. Donovan Marsh. Com Gerard Butler, Common, Gary Oldman. Um capitão inexperiente de um submarino junta-se à Marinha norte-americana para resgatar o presidente russo, sequestrado por um general trapaceiro. Cineart Cidade 6: 16h e 21h Cineart Contagem 3: 18h30 Cineart Contagem 5: 15h50 Cineart Del Rey 4: 18h20 (sessão legendada) Cineart Itaú Power 2: 16h30 e 19h Cineart Minas 5: 18h40 Cineart Minas 6: 18h40 Cineart Paragem 2: 18h20 (sessão legendada) Cineart Via Shopping 1: 14h20 Cinesercla Big 4: 16h25 Diamond 4: 17h40 (sessão legendada) Estação BH 6: 22h Monte Carmo 6: 16h30 Pampulha 3: 14h20 e 18h50 (*) Partage Shopping Betim 4: 12h40 Pátio Savassi 4: 12h50 (sessão legendada) Pátio Savassi 7: 19h (sessão legendada) (*) Sessões dubladas

GOOSEBUMPS 2 HALLOWEEN ASSOMBRADO (*) (Goosebumps 2: Haunted Halloween, EUA, 2018, 1h23, livre) Dir. Ari Sandel. Com Jeremy Ray Taylor, Caleel Harris, Madison Iseman. Sonny e Sam acham um manuscrito e, ao abri-lo, libertam Slappy, que pretende causar um apocalipse com a ajuda dos seus amigos monstros. Cineart Contagem 6: 14h30 (*) Sessões dubladas

HALLOWEEN (Halloween, EUA, 2018, 1h49, 14 anos) Dir. David Gordon Green. Com Jamie Lee Curtis, Haluk Bilginer, Judy Greer. Em uma noite de Halloween, Laurie Strode escapou de Michael Myers e, 40 anos após o ocorrido, ainda é perseguida pela memória. Quando Myers retorna para a cidade de Haddonfield, ela está preparada para enfrentá-lo. BH Shopping 7: 13h20, 15h50, 18h40 e 21h50 Cineart Betim 3: 14h10, 16h30 e 21h (*) Cineart Boulevard 5: 14h30(*), 16h45, 19h e 21h10 Cineart Cidade 3: 14h10, 16h20, 18h50 e 21h10 (*) Cineart Cidade 6: 16h30, 18h50 e 21h10 (*) Cineart Del Rey 3: 14h10(*), 16h20, 18h40(*) e 20h50 Cineart Del Rey 3: 14h10(*), 16h20, 18h40(*), 20h50 e 22h50 Cineart Itaú Power 3: 14h10, 16h20, 18h50 e 21h (*) Cineart Minas 4: 14h10, 16h30, 18h50 e 21h (*) Cineart Paragem 1: 16h30(*), 18h50 e 21h Cineart Via Shopping 3: 14h10, 16h30, 19h e 21h10 (*) Cinesercla Big 2: 14h35, 16h40 e 20h50 (*) Cinesercla Norte 5: 14h30, 16h40, 18h45 e 20h50 (*) Diamond 5: 17h e 19h30 Estação BH 1: 14h15, 16h45, 19h15 e 21h45 (*) Monte Carmo 3: 16h30, 19h e 21h10 (*) Pampulha 3: 16h40 e 21h10 (*) Partage Shopping Betim 4: 15h30 e 18h10 we 20h50 (*) Pátio Savassi 1: 14h20, 16h50, 19h20 e 21h50 (*) Sessões dubladas

OS INVISÍVEIS (The Invisibles, Alemanha, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Claus Räfle. Com Max Mauff, Alice Dwyer, Ruby O. Fee. Em Berlim, nos anos 40, com o regime nazista perseguindo o povo judeu, Hanni Lévy, Cioma Schönhaus, Eugen Friede e Ruth Arndt sonham em viver na América. Net Cineart Ponteio 4: 14h20

A JUSTICEIRA (Peppermint, EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Pierre Morel. Com Jennifer Garner, John Gallagher Jr., John Ortiz. Quando o marido e a filha são mortos a tiros, Riley acorda de um coma e passa os anos seguintes aprendendo a se tornar uma máquina de matar. No décimo aniversário da morte de sua família,

F.C.PRODUZIONE/DIVULGAÇÃO

ela tem como alvo todos os responsáveis. Cineart Contagem 8: 21h (sessão dublada)

CURTAS DO SUL Sábado (10), às 19h30 - Secundas (Caca Nazário, RS) - Cosme (Luciano Scherer, RS) - Flecha Dourada (Cíntia Domit Bittar, SC) - Mãe dos Monstros (Julia Zanin de Paula, RS)

LEGALIZE JÁ - AMIZADE NUNCA MORRE (Brasil, 2016, 1h 30, 16 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Renato Góes, Ernesto Alterio, Ícaro Silva. Skunk é um músico, revoltado com a opressão e o preconceito diários sofrido pelas comunidades de baixa renda. Ele conhece Marcelo e o gosto pelo mesmo estilo musical os aproxima. Impulsionado por Skunk, ele adentra o universo da música e, juntos, formam a banda Planet Hemp. Cineart Cidade 8: 20h50 Cineart Contagem 2: 20h30 Cineart Paragem 4: 20h30 Monte Carmo 4: 20h30 Partage Shopping Betim 6: 13h

(*) Cine Sesc (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

MOSTRA ERA DOS EXTREMOS (*) Neste sábado (3) 15h O Exército das Sombras, de JeanPierre Melville (L’armée des ombres, FRA-ITA, 1969) 17h30 Mephisto, de István Szabó (ALE-AUS-HUN, 1981) 20h Lili Marlene, de Rainer Werner Fassbinder (ALE, 1981)

MEU ANJO (Gueule d’Ange, França, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Vanessa Filho. Com Marion Cotillard, Alban Lenoir, Ayline Aksoy-Etaix. Eli, de oito anos, e sua mãe, Marlène, moram em uma pequena cidade da Riviera Francesa. Quando a mãe se afunda em mais uma noite de excessos, ela decide deixar Eli para trás por conta de um homem que acabou de conhecer. A pequena criança deve confrontar os demônios da mãe para recuperá-la. Belas 3: 21h30 Net Cineart Ponteio 3: 14h

NASCE UMA ESTRELA (A Star Is Born, EUA, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Bradley Cooper. Com Lady Gaga, Bradley Cooper, Sam Elliott. A história de amor entre a cantora Ally que, ao mesmo tempo que ascende ao estrelato, seu parceiro Jackson, um renomado artista, cai no esquecimento. BH Shopping 10: 21h40 BH Shopping 4: 12h50, 16h, 18h55 e 22h20 Cineart Boulevard 3: 15h50, 18h30 e 21h05 Cineart Cidade 6: 18h20 (*) Cineart Contagem 3: 20h50 Cineart Del Rey 2: 21h Cineart Minas 5: 21h10 (*) Cineart Minas 6: 21h10 (*) Diamond 3: 16h10, 19h e 22h10 Net Cineart Ponteio 3: 18h30 e 21h05 Pátio Savassi 4: 21h30 Pátio Savassi 6: 13h, 16h, 19h e 22h Pátio Savassi 6: 13h, 16h e 22h20 (*) Sessões dubladas

UMA NOITE DE 12 ANOS (La Noche de 12 Años, Uruguai/ Espanha/ Argentina, 2018, 2h02, 12 anos) Dir. Alvaro Brechner. Com Antonio de la Torre, Chino Darín, Soledad Villamil. História de José Mujica, ex-presidente do Uruguai, Mauricio Rosencof, jornalista e escritor, e Eleuterio Fernández Huidobro, ex-ministro da Defesa, que, juntos, passaram por situações de extrema tortura física e psicológica. Belas 2: 16h30, 19h e 21h30

PÉ PEQUENO (*) (Smallfoot, EUA, 2018, 1h37, livre) Dir. Karey Kirkpatrick. Um Yetl, também conhecido como “Pé Grande”, está convencido de que as criaturas evasivas conhecidas como “seres humanos” realmente existem. BH Shopping 6: 14h e 16h30 Cineart Boulevard 3: 13h50 Cineart Cidade 6: 14h Cineart Contagem 3: 16h20 Cineart Del Rey 4: 16h20 Cineart Itaú Power 2: 14h30 Cineart Minas 5: 13h20 e 15h10 Cineart Minas 6: 13h20 e 15h10 Cineart Paragem 1: 14h10 Cineart Via Shopping 2: 15h Monte Carmo 3: 14h10 Pampulha 1: 14h50

Neste domingo (4) 16h Proibido!, de Samuel Fuller (Verboten!, EUA, 1959) 18h Casablanca, de Michael Curtiz (EUA, 1942) 20h Amar e Morrer, de Douglas Sirk (A Time to Love and a Time to Die, EUA, 1958)

Clássico de Federico Fellini, “Amarcord” será exibido na mostra “Era dos Extremos”

ao casamento de um amigo, ele esquece de avisar que, como herdeiro de uma fortuna, é um dos solteiros mais cobiçados do local. Pátio Savassi 2: 14h e 20h15

O PRIMEIRO HOMEM (First Man, EUA, 2018, 2h22, 12 anos) Dir. Damien Chazelle. A vida do astronauta norte-americano Neil Armstrong e sua jornada para se tornar o primeiro homem a andar na Lua. Os sacrifícios e custos de Neil e toda uma nação durante uma das mais perigosas missões na história das viagens espaciais. BH Shopping 6: 19h e 22h10 Cineart Boulevard 4: 13h40 e 18h30 Cineart Del Rey 4: 20h50 Cineart Paragem 2: 20h40 Diamond 5: 22h Net Cineart Ponteio 5: 18h20 e 21h05 Pátio Savassi 2: 17h05 (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da destemida e experiente investigadora Keyla nas investigações. Partage Shopping Betim 2: 14h

O QUE DE VERDADE IMPORTA (The Healer, EUA, 2018, 1h53, 12 anos) Dir. Paco Arango. Com Oliver Jackson-Cohen, Camilla Luddington, Jorge García. O engenheiro Alec mora em Londres e ganha a vida consertando eletrodomésticos, mas sua situação financeira está cada vez pior. Net Cineart Ponteio 3: 16h10

TAMARA

(*) Sessões dubladas

O PODER DE DIANE

TUDO POR UM POPSTAR

PODRES DE RICOS (Crazy Rich Asians, EUA, 2018, 2h01, 12 anos ) Dir. Jon M. Chu. Com Constance Wu, Henry Golding, Michelle Yeoh. Rachel é uma professora de economia e namora com Nick. Quando ele a convida para ir

A ÚLTIMA ABOLIÇÃO (Brasil, 2018, 1h22, livre) Dir. Alice Gomes. Uma retrospectiva detalhada de um momento emblemático da história do Brasil, a abolição da escravidão, vista por uma outra perspectiva. Belas 3: 18h10

Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. BH Shopping 2: 12h30 Diamond 5: 12h30 Partage Shopping Betim 2: 12h Pátio Savassi 1: 12h20 (*) Sessões dubladas

TURMA DA MÔNICA (Brasil, 2018, 1h20, livre) Dir. Maurício de Sousa Produções. A baixinha mais amada do país extrapolou as telas da TV e dominou também os cinemas com o especial “Surra de Sansão”. BH Shopping 6: 12h10 (sessão dublada)

mostras

VENOM UMA QUASE DUPLA

(Tamara, Uruguai/ Venezuela/ Peru, 2016, 1h50, 16 anos) Dir. Elia Schneider. Com Luis Fernández, Mimi Lazo, Prakriti Maduro. Teo vive com a imagem masculina de um advogado bem-sucedido, casado e com dois filhos. Há anos, carrega um segredo: o desejo de assumir sua identidade feminina. Belas 2: 14h

(Diane a les épaules, França, 2018, 1h27, 14 anos ) Dir. Fabien Gorgeart. Com Clotilde Hesme, Fabrizio Rongione, Thomas Suire. Sem hesitação, Diane aceitou servir como a barriga de aluguel para Thomas e Jacques, seus melhores amigos. É nessas circunstâncias, não muito ideais, que ela se apaixona por Fabrice. Net Cineart Ponteio 4: 16h30

18h40 e 20h40 Cineart Minas 5: 17h Cineart Minas 6: 17h Cineart Paragem 4: 14h20, 16h30 e 18h40 Cineart Via Shopping 1: 16h45 Diamond 3: 14h Diamond 4: 13h e 15h30 Estação BH 6: 14h, e 16h Monte Carmo 4: 14h20, 16h30 e 18h40 Partage Shopping Betim 6: 13h40, 15h50, 18h20 e 20h30 Pátio Savassi 8: 12h40

(Brasil, 2018, 1h23, livre) Dir. Bruno Garotti. Com Maísa Silva, Klara Castanho, Mel Maia. A banda Slavabody anuncia que vai tocar no Rio de Janeiro. Gabi e suas amigas farão de tudo para convencer os pais a deixarem elas saírem do interior para assistir ao show. BH Shopping 10: 12h20 BH Shopping 9: 13h Cineart Betim 2: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Cineart Boulevard 1: 13h30 e 15h10 Cineart Cidade 8: 14h50, 16h50 e 18h50 Cineart Contagem 2: 14h20, 16h30 e 18h40 Cineart Del Rey 7: 13h30 e 15h10 Cineart Itaú Power 1: 14h40, 16h40,

(Venom, EUA, 2018, 1h52, 16 anos) Dir. Ruben Fleischer. Com Tom Hardy, Michelle Williams, Riz Ahmed. Eddie Brock é um jornalista que investiga o trabalho de um cientista, suspeito de utilizar cobaias humanas em experimentos mortais. Quando ele entra em contato com um simbionte alienígena, Eddie se torna Venom, uma máquina de matar. BH Shopping 9: 15h10, 17h40 e 20h30 Cineart Betim 1: 18h50 (*) Cineart Boulevard 4: 16h20 e 21h15 Cineart Cidade 2: 16h10, 18h40 e 20h50 (*) Cineart Contagem 8: 14h10, 16h30 e 18h45 (*) Cineart Del Rey 2: 14h(*), 16h20(*) e 18h30 Cineart Itaú Power 6: 14h, 16h30, 18h50 e 21h10 (*) Cineart Minas 3: 14h, 16h40, 19h e 21h15 (*) Cineart Paragem 2: 16h Cineart Via Shopping 1: 18h40 e 21h (*) Cinesercla Big 2: 18h45 (*) Cinesercla Norte 3: 16h35, 18h40 e 20h45 (*) Diamond 5: 14h30 Estação BH 2: 13h15, 15h45, 18h15 e 20h45 (*) (sessões 3D) Monte Carmo 6: 14h10, 18h50 e 21h10 (*) Pampulha 1: 18h55 (*) Partage Shopping Betim 6: 19h10 e 22h (*) Pátio Savassi 7: 21h40

sessão especial MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa.

2ª MOSTRA SESC DE CINEMA ETAPA NACIONAL (*) Terça (6) 20h Escolas em Luta (Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques e Tiago Tambelli, SP) Quarta (7) 20h Lamparina da Aurora (Frederico Machado, MA) Domingo (11) 17h30 Aurora 1964 (Diego Di Niglio, PE) CURTAS DO SUDESTE Terça (6), às 18h - Entremundo (Thiago B. Mendonça, Renata Jardim, SP) - Labor (Thiago Moulin, ES) - Lençol de Inverno (Bruno Rubim, MG) - A Gis (Thiago Carvalhaes, SP) CURTAS DO NORDESTE Quarta (7), às 18h, e domingo (11), às 19h30 - Galeria RUA (Jonathan Dourado, PI) - Atrito (Diego Lima, PB) - Fantasia de Índio (Manuela Andrade, PE) - Os Desejos de Miriam (Nuno Balducci, AL) CURTAS DO NORTE Quinta (8), às 18h, e sexta (9), às 20h - Romana (Helen Lopes, TO) - Metempsicose (Italo Rocha e Marcelo Zuza, AC) - A História de Zahy (Otoniel Oliveira, PA) - Dom Kimura (Flávia Abtibol, AM) Curtas do Centro-Oeste - 12 anos - 70min Sexta (9), às 18h - A Piscina de Caique (Raphael Gustavo da Silva, GO) - Vesti La Giubba (Johil Carvalho, DF) - Aquele Disco da Gal (Juliana Curvo e Diego Baraldi, MT) - Elogio da Sombra (Joel Pizzini, MS)

Segunda (5) 15h Bent, de Sean Mathias (JAP-RU, 1997) 17h O Jardim dos Finzi-Contini, de Vittorio de Sica (Il giardino dei Finzi Contini, ALE-ITA, 1970) 19h O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman (FRA-ITA, 1973) 21h15 A Ascensão, de Larisa Shepitko (Voskhozhdeniye, URSS, 1977) Terça (6) 17h Amarcord, de Federico Fellini (FRA-ITA, 1973) 19h15 O Homem do Prego, de Sidney Lumet (The Pawnbroker, EUA, 1964) 21h30 Amarelo, O Sol, de Marguerite Duras (Jaune Le Soleil, FRA, 1971) Quarta (7) 16h Julgamento em Nuremberg, de Stanley Kramer (Judgment at Nuremberg, EUA, 1961) 19h15 Noite e Neblina, de Alain Resnais (Nuit et Brouillard, FRA, 1955) e Mundo de Glória, de Roy Andersson (Härlig är jorden, SE, 1991) 20h30 Vá e Veja, de Elem Klimov (Idi i smotri, URSS, 1985) Quinta (8) 15h Adeus, Meninos, de Louis Malle (Au revoir les enfants, ALE- AUS-HUN, 1987) 17h Um Dia Muito Especial, de Ettore Scola (Una Giornata Particolare, CANITA, 1977). Sessão comentada pelo gerente do Cine Humberto Mauro Bruno Hilário e pelo coordenador Vitor Miranda 19h30 Expresso para Berlim, de Jacques Tourneur (Berlin Express, EUA, 1948) 21h15 A Grande Ilusão, de Jean Renoir (La grande illusion, FRA, 1939) Sexta (9) 15h Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini (Roma, citta aperta, ITA, 1945) 17h O Fascismo de Todos os Dias, de Mikhail Romm (Obyknovennyy Fashizm, URSS, 1965) 19h30 Morte em Veneza, de Luchino Visconti (Morte a Venezia, FRA-ITA, 1971). Integra a Mostra Cinema e Psicanálise. Sessão comentada pela psicanalista e PHD em literatura francesa Yolanda Vilela. Sábado (10) 16h Águas Tempestuosas, de Jean Grémillon (Remorques, FRA, 1941). Mostra Cineclube Rocinante/Realismo Poético Francês. Sessão seguida de debate 18h30 O Grande Ditador, de Charles Chaplin (The Great Dictator, EUA, 1940) 20h45 Arquitetura da Destruição, de Peter Cohen (Undergångens Arkitektur, SE, 1989) Domingo (11) 16h A Ascensão, de Larisa Shepitko (Voskhozhdeniye, URSS, 1977) 18h Amarcord, de Federico Fellini (FRA-ITA, 1973) 20h15 O Ovo da Serpente, de Ingmar Bergman (FRA-ITA, 1973) (*) Cine Humberto Mauro (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso meia hora antes da sessão.


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estilo APRESENTAM MARCELO SOUBHIA/FOTOSITE

O novo sempre vem Pela Pela primeira primeira vez, vez, oo desfile desfile de de abertura abertura foi foi totalmente totalmente composto composto por por looks looks de de desigdesigners ners autorais autorais mineiros mineiros

Bastou adentrar o território fértil do Minas Trend para entender que o evento que se desenrolava no Expominas respirava novas ares. O evento, promovido pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), estava ainda mais colorido e acolhedor, por conta da cenografia feita à base de containers – que, aliás, serão reaproveitados nas edições futuras. Com o olhar fixado na sustentabilidade, toda a sinalização do Lorena K. Martins

evento foi feita em lambe-lambes – e nada de plástico. Já a passarela deixou de ser distante e ocupou o mesmo espaço do salão de negócios – sim, as estruturas dividiram o ambiente. Assim, mais gente conseguiu conferir de pertinho as coleções de inverno 2019 desfiladas. Além da passarela, o foyer da entrada tinha venda direta para o varejo, com a loja temporária batizada “Nômade”, que abrigou produtores e designers locais. Não só. A moda dialogou com outras frentes da economia criativa, como a gastrono-

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Bordados e plumas coloriram em neon a passarela da Manzan

mia, criando, nessa 23ª edição, o espaço “A Gastronomia Está na Moda”, com bares, restaurantes e produtores de insumos mineiros. Pela primeira vez, o evento abriu suas portas para que a população em geral tivesse a oportunidade de vivenciar um ambiente que, até então, era restrito a lojistas e profissionais do setor. O tradicional desfile de abertura, mesmo tendo sido realizado no domingo (28), quando o Brasil ia às urnas para o segundo turno das eleições presidenciais, investiu no designer autoral – portan-

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Estilo western com bordados handmade na estreia de Denise Valadares

to, nem todas as marcas presentes ao salão de negócios estiveram na catwalk. As que adentraram a passarela exalavam assinatura, pontuou Ronaldo Fraga, que, nessa edição, retornou ao cargo de diretor criativo, citando marcas como Lucas Magalhães, Virgilio Couture, Not Equal e Jardin. O line-up de desfiles também “sofreu” reflexos dessas mudanças, é claro. Contou com estreantes como Denise Valadares e Chris Gontijo, que ganharam destaque em plataformas realizadas pelo evento que reverbera a nova ZÉ TAKAHASHI/ FOTOSITE

Victor Dzenk trouxe alfaiataria colorida, inspirada no Algarve, em Portugal

safra da moda mineira. Os acessórios também foram destaques na passarela. O Sindijoias MG marcou presença com mais um desfile coletivo com as marcas associadas. A semana de moda mineira abriu espaço também para criações de outros Estados. Doze marcas de roupas e acessórios diretamente de Alagoas, no Nordeste, também ganharam desfile próprio. O motivo é válido. Depois de Minas, Alagoas é o Estado com maior número de participantes na feira de negócios do Minas Trend. ZÉ TAKAHASHI/ FOTOSITE

O couro de Patricia Motta com cores inspiradas na aurora boreal


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APRESENTAM

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Destaques da temporada de inverno

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O minimalismo atemporal da Jardin

Dos elementos que desde já vão ajudar a definir o guarda-roupa do próximo inverno, sem dúvidas as franjas podem ser apontadas como destaque – a aposta, você se lembra, foi ressaltada no São Paulo Fashion Week por marcas como Modem, Lilly Sarti e PatBo. Elas são um dos elementos chave das coleções mineiras. Denise Valadares também buscou na referência western a inspiração. Peças foram arrematadas com franjas no estilo caubói, porém na versão bordada – recurso que faz parte do seu DNA há três anos. “Eu queria tirar o bordado da moda festa, que muita gente já faz, e investir no casual. Precisamos valorizar o made in Minas, que é muito importante pra gente”, disse a estilista. Patrícia Motta também fez as franjas em versões de macramê e metal delicado, arrematando looks de couro – material que guia o seu trabalho. Além das franjas, as cores vibrantes – leia-se fluorescentes – e os looks inteiros de uma única cor podem ser as vedetes da temporada fria. Para finalizar, a influência das roupas esportivas está no ar. Parkas e jaquetas bombers foram destaques também na passarela da Mazan, que misturou referências do esporte com sua moda festa carregada nos bordados preciosos. A estampa floral, geralmente presente em nove a cada dez lançamentos de verão, também colore a temporada fria, e foi aposta também da estilista Chris Gontijo. (LKM)

Néon e renda no desfile de Virgilio Couture

Acessórios em destaque máximo Um inverno de acessórios nada discretos foi o que norteou as coleções apresentadas na passarela do Minas Trend. Não era para menos. “O acessório tem o poder de dar estilo à roupa. É por isso que muitos estilistas acabam

dando destaque a ele em suas coleções”, confirma a consultora de estilo Cris Gurgel. Além da passarela, no salão de negócios o holofote não foi diferente: das 191 marcas expostas, 72 eram de joias e bijuterias.

Lenços e amarrações podem ocupar novos lugares, como os braceletes

O floral é aposta na estampa, mas também vira acessório, como no maxibrinco

Búzios retornam com destaque em acessórios e tornozeleiras

Bolsas com tramas abertas e palha natural no desfile de Alagoas

O QUE USAR As tendências seguem prestando continência a referências hippies e Boho, com franjas, estampas étnicas. “As correntes também estão de volta, sem muitas interferências e mais minimalistas, assim como as referências místicas e astrológicas, como sol e lua, e conchas e caramujos”, disse. Cores vivas e fortes e influências tribais, como apresentou os acessórios de Alagoas, também entram no mood da estação. Nas orelhas, os maxibrincos, coordenados ou descombinados, ganham destaque. (LKM)

Pijamas vão às ruas na Chris Gontijo

Toque vintage com correntes e pérolas na marca Leticia Sarabia


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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Aconteceu na lagoa REPRODUÇÃO

o m o disse na semana passada, no final d e 1993, quando a lagoa da Pampulha tinha 70% do seu espelho d’água comprometido por aguapés, acabei entrando de cabeça na empreitada que uma das empresas do Grupo Sada resolveu assumir. Retirá-los num prazo de três, quatro meses, em plena época de reprodução e de chuvas, cerca de 1 milhão de metros quadrados, não era brincadeira. Confesso que ter passado esse tempo com barro da cabeça aos pés, esturricando no sol ou me encharcando com as chuvas torrenciais, foi uma experiência... FANTÁSTICA!!! A lagoa sempre me atraiu. Quando menina, saía à noite com o seu Artur em busca de sapos e rãs para a minha criação. Ou, então, nos fins de semana, para passear de barco com meu tio. Naquela época existiam poucas casas na região, morar na Pampulha era mais ou menos como morar no “fim do mundo”. Nasci e cresci próximo à mata da universidade, do córrego Mergulhão, acostumada a ver cobras, taturanas, imune a picadas de bichos, andando descalça, correndo atrás de besouros e tanajuras. E fico aqui, pensando

C

na menina que fui e que, de certa forma, voltei a ser, pelo menos nas emoções, quando retornei à lagoa, não à procura de sapos, com um balde de alumínio na mão, mas em busca de aguapés, com escavadeiras, caminhões, barcos e uma equipe cheia de disposição e vontade. Trabalhávamos em dois turnos. À noite, acendíamos uma fogueira para espantar os pernilongos. Conviver com as capivaras era um deleite, triste foi descobrir que carroceiros mal-intencionados, com desculpas de buscar capim, escondiam-nas já mortas sob a forragem. Garças, acostumadas à nossa presença, acabavam descansando na proa dos barcos. Admiravam-me os passarinhos que faziam seus ninhos nos aguapés. Bastava um sopro de vento para se afastarem dezenas de metros: os aguapés e os ninhos. Como saber a quem pertenciam, se cada dia se encontravam em locais diferentes? Grande parte do meu tempo passei dentro de um barco que, pacientemente, a 5 km/h, arrastava aguapés da água para as margens, onde duas escavadeiras recolhiam o material, jogando-o nas caçambas dos caminhões. Trabalhávamos também com esteiras rolantes e com uma balsa chamada “Brucutu”. Cerca de 80% da composição dos aguapés é de água, e em poucos dias “montanhas” enormes viravam um simples montinho desidratado. No início, o vo-

lume de plantas era tão grande, que mal conseguíamos nos locomover. A impressão era que, quanto mais retirávamos, mais apareciam, pois, à medida que se desgrudavam, iam se expandindo, isso sem dizer de sua acelerada reprodução. O assoreamento da lagoa era um dos grandes problemas. Quando iniciamos o trabalho, conseguíamos chegar de barco à ilha dos Amores. Após alguns meses, só com remos e muita dificuldade. Segundo Burié, um dos nossos ajudantes: “A profundidade ali era de mais ou menos dois pés de garça”. O mesmo Burié que, ao dar uma entrevista numa rádio, denunciou o roubo das capivaras e com peculiar espontaneidade falou do assoreamento, com direito a “pés de

garças” e tudo. Alguém na prefeitura não gostou, chamou-o num canto e pediu que falasse menos (besteiras). Invocado, saiu falando que nem condenado, afinal, não dissera nenhuma inverdade. Além do mais, adorava um microfone. Por ser a única mulher onde trabalhavam muitos homens, era a mais requisitada a dar entrevistas. De camiseta Hering, calça jeans, botina de borracha, um chapelão horroroso na cabeça (depois trocado por um bonezinho mais discreto) e normalmente respingada de barro, fugia das câmaras sempre que podia. Com uma entrevistadora muito simpática, chamei-a num canto e disse: “Olha a minha situação: como é que vou aparecer assim na TV? Olha

o meu estado? Pele esturricada, cabelo idem, roupa imunda, cara suja de barro...” Sabe o que ela disse? “Passa um batonzinho!” Adorei! Depois, mesmo nas entrevistas de rádio, gostava de dizer: “Espera aí, que vou passar um batom!” (o que, de certa forma, me fazia sentir mais à vontade). Outro problema: poluição. Esgotos, inclusive de cidades vizinhas, despejam na lagoa toneladas de dejetos, apesar dos contínuos esforços dos prefeitos. Como se não bastasse, lixos de toda espécie, vindos principalmente com as enchentes provocadas pelas chuvas. Cansamos de “trombar” com sofás velhos, aparelhos de TV, colchões de mola (um dos quais gastamos horas para soltar da hélice de popa). Is-

so para não dizer do porco, cujas entranhas putrefatas (socorro!!!) se engastalharam no motor, no meio da lagoa, num sol de meio-dia, na imensidão de aguapés. Quase morri. De tudo: calor, aflição, mau cheiro e arrependimento de estar sem o celular (que mais parecia um tijolo) para comunicar ao mundo nossa lastimável situação. Eu e o barqueiro, parados no meio do nada, tentando nos desvencilhar de um porco enorme e inchado que resolveu se agarrar à nossa hélice. Colchão de mola ainda vai, mas porco? Por várias vezes socorremos garotos no meio da água. Em dias de calor, a molecada enfiava garrafas PET vazias no calção e se atirava na lagoa numa perigosa travessia. No meio do caminho, claro, as garrafas iam se enchendo de água, e eles, apavorados, começavam a se debater. De longe avistávamos a cena. Largávamos tudo e, acelerando os motores, íamos socorrê-los. Tiramos tantos meninos, que no fim começamos a desconfiar de que estavam se “afogando demais”. Apesar dos esculachos e “puxões de orelha”, continuavam a se jogar... E a passear de barco, naturalmente. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


WCinco mais. Destinos inusitados para conferir atrativos históricos. Página 2

pampulha EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO

W México. Nayarit e Vallarta terão voo direto da Copa Airlines. Página 7

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Ah, América! Um roteiro pelos destinos latino-americanos aonde o turismo de massa ainda não chegou Páginas 4 a 6


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os cinco mais BOOKING/DIVULGAÇÃO

Fora da rota

Destinos nada óbvios para quem gosta de história Descubra cidades onde a bagagem histórica não é o principal chamariz, mas que nem por isso são menos interessantes e convidativas a um tour por ruínas e templos Da redação Ainda existem – ainda bem – aqueles que prezam pela memória; relembrando as conquistas e valorizando o conhecimento dos que vieram antes de nós. Para esses amantes da história, há destinos óbvios, que foram berço da civilização e respiram narrativas memoráveis, como Atenas, Roma e Berlim. Porém, há lugares fora dessa rota que podem surpreender o viajante.

É o caso de Petra, na Jordânia. Por estar localizada entre o Iraque, a Arábia Saudita, a Síria e Israel, o país nem sempre é lembrado como a primeira opção turística. Mas, sim, é seguro e reserva atrativos fascinantes ao turista, como a famosa avenida de Colunas e as passagens estreitas por entre montanhas. A mais famosa tem 1km de comprimento e desemboca no templo Al Khazneh, conhecido como “O Tesouro”. Com 40 m de altura, o

edifício é o primeiro a ser avistado ao sair do desfiladeiro Al-Siq.

Experiência Uma pesquisa do Booking.com, realizada no final de 2017 com 19 mil viajantes de 26 países, indicou que 67% dos brasileiros priorizam a experiência acima de itens materiais quando estão viajando a lazer. Pensando nessa “imersão no passado”, confira cinco destinos convidativos a caminhadas por trilhas históricas.

Fernando de Noronha, Brasil “Noronhe-se”, já dizia a atriz global Bruna Marquezine. A recomendação para que todos deixem-se levar pela energia da ilha acabou virando brincadeira na rede devido aos altos preços cobrados no destino. Mas se dinheiro não é problema para você ou se é mestre em economia e planejamento, vale muito conhecer a ilha. Além de suas praias paradisíacas, o lugar tem um forte apelo histórico e cultural. As terras do arquipéla-

go foram disputadas por conquistadores de Holanda, França e Portugal. Para se proteger, esses colonizadores levantaram fortalezas como a de Nossas Senhora dos Remédios, de 1737. Outro forte é o de São Pedro do Boldró, na vila dos Remédios, de onde é possível conferir o pôr do sol mais bonito de Noronha. Há ainda ruínas – leia-se “restos de casas e alicerces de oficinas” – da Aldeia dos Sentenciados, antiga prisão.

OLEGALBINSKY/GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO

PAULO CAMPOS

Tulum, México O azul-piscina do mar caribenho é, claro, o ponto alto da viagem pela península de Yucatán, mas Tulum destaca-se por unir praia com a história da civilização indígena maia. A cidade, bastante turística, abriga um importante e conservado sítio arqueológico da era pré-colombiana: uma cidade murada, à beira do mar, que abriga algumas edificações como El Castillo, estrutura de quase 8 m de altura. É possível fazer um tour guiado percorrendo as ruínas e logo depois descer para a praia e se refrescar.

York, Reino Unido História é, definitivamente, algo inerente ao velho continente. Mas York, no norte do país, chama atenção por suas torres, castelos e masmorras. A cidade murada tem vestígios de diferentes povos que ocuparam a região: dos vikings aos romanos. Se perder pelas ruas de um destino é sempre a me-

lhor maneira de conhecê-lo, e isso não é diferente nesse destino. Procure por um dos muitos walking tours oferecidos por agências e grupos em toda a York. Um dos pontos turísticos mais disputados é a Catedral e Igreja Metropolitana de São Pedro – a maior catedral de estilo gótico do norte

europeu. Outro atrativo é o castelo Howard, que foi construído entre 1699 e 1812. Também vale percorrer as ruínas romanas de Saint Mary's Abbey e a muralha medieval com olhares atentos. Experimente ainda um tradicional café da manhã inglês, que conta com feijão, bacon, ovos e salsichas.

KHALIL MAZRAAWI

Petra, Jordânia Petra, ao sul do país, é conhecida como a cidade rosa devido à coloração de suas pedras. Ela foi erguida em meados de 312 a.C. pelo povo do nabateus, antiga população nômade, ancestral dos árabes. O destino é famoso por sua arquitetura esculpida na rocha, que a torna um dos sítios arqueológicos mais importantes do mundo, além de servir de cenário para filmes como “Indiana Jones”. É também uma das novas sete maravilhas do mundo.

GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO

Siem Reap, Camboja O complexo arqueológico de Angkor, na província de Siem Reap, é a grande estrela do destino. Ele serviu como sede do Império Khmer e tem cerca de mil construções milenares ao

longo de 400 quilômetros quadrados. O lugar ficou abandonado por séculos, permitindo que árvores crescessem em meio às estruturas de pedra, dando um singular aspecto aos templos.

Visite Angkor Wat e Ta Prohm e separe, ao menos, três dias, para conhecer todo o atrativo. Hoje em dia, o destino é amplamente divulgado e conta até com resorts de luxo.


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Congonhas

Presépios e fotografias Promovida pela Fundação Nacional de Presépios de Arte de Ouro Preto (Faop) e o Museu de Congonhas, a exposição “Presépios do Brasil” fica em cartaz até o dia 6 de janeiro e reúne 22 das mais belas criações premiadas nos 46 anos do Concurso Nacional de Presépios. Ao lado dos presépios, está a exposição audiovisual “Anunciação e Fé”, composta por 35 imagens das pinturas de João Nepomuceno, captadas com sensibilidade pela fotógrafa Eliane Gouvea. Entrada gratuita. ISRAEL CRISPIM JR/DIVULGAÇÃO

Black Friday (I)

Descontos de 5% a 20% Durante as quatro semanas que antecedem a Black Friday – este acontece em 23 de novembro –, a operadora Visual Turismo promoverá descontos de 5 a 20% nos pacotes nacionais para saídas durante a alta e baixa temporada, incluindo Natal e férias de janeiro. São dez destinos do Nordeste, Foz do Iguaçu, Balneário Camboriú, Bonito e interior de São Paulo e Rio, com redução de preços em hotéis e de hospedagem grátis para criança com até 12 anos, acompanhada de dois adultos pagantes.

Black Friday (II)

Também para o internacional Para os destinos internacionais, a Visual Turismo está ofertando passagens com tarifas promocionais para diversos destinos na Europa, América do Sul e Estados Unidos para embarques até dezembro e Canadá e África do Sul em viagens até março de 2019. Os descontos para os roteiros citados já estão disponíveis nas 12 bases da Visual pelo país. Consulte seu agente de viagens e peça a promoção.

turismo

Carretera Austral

Desbravando a beleza rústica da América Latina Quais os destinos latino-americanos que merecem ser conhecidos antes que o turismo de massa os invada? Veja a seguir as dicas do Turismo Sebastián Wainer

El Mercurio/GDA/Agência O Globo

De um rústico, mas cheio de estilo, vilarejo no noroeste da Argentina ao melhor parque nacional para combinar praias e natureza na Costa Rica. A América Latina tem atrativos turísticos excepcionais e, muitas vezes, desconhecidos dos brasileiros. Nesta reportagem você vai conferir quais são os lugares no continente que merecem ser conhecidos antes que o turismo de massa os invada. As sugestões são de editores e outros jornalistas de turismo do Grupo de Diários América (GDA), que reúne 11 jornais da região. A recente criação da Rota dos Parques da Patagônia, por exemplo, é um ótimo pretexto para se voltar a pôr os olhos numa das rotas panorâmicas mais impressionantes nesta parte do mundo, a Carretera Austral do Chile. Com mais de mil quilômetros, que vão desde a cidade de Puerto Montt até Villa

O'Higgins, essa é uma viagem que se faz de carro, que atravessa bosques sempre verdes, dezenas de rios e lagoas, geleiras milenares e montanhas intocadas.

Austral “Na Carretera Austral, a melhor paisagem é sempre a que está por vir”, diz Mauricio Alarcón, editor da revista “Domingo”, o suplemento de viagens do “El Mercurio”, do Chile. A rota tem duas seções: a parte norte, que vai de Puerto Montt a Coyhaique, e a sul, que segue de lá até Villa O'Higgins. Para per-

Na Carretera Austral, a melhor paisagem é sempre a que está por vir

corrê-la com relativa calma, é necessário ao menos uma semana para cada seção e ir em veículo alto, pois vários trechos da estrada ainda não estão pavimentados. É uma aventura que requer planejamento e que, por razões climáticas, recomendase fazer a partir de novembro, embora no inverno também seja possível, com maior precaução por causa da neve e da chuva. No caminho, os parques nacionais são os maiores atrativos. Na parte norte, o novo Parque Nacional Pumalín (parquepumalín.cl) tem excelente infraestrutura e diversas trilhas a percorrer. Também há o Parque Nacional Queulat (bit.ly/2ClsQ95), famoso por seu “ventisquero”, ou “geleira suspensa”. Um pouco mais ao sul de Coyhaique, o Parque Nacional Cerro Castillo também é um marco importante, com uma rota até o lago de mesmo nome que se pode fazer em um dia, desde Villa Cerro Castillo (bit.ly/2yFJM6p). Mais ao sul, perto de Cochrane, o Parque Patagônia é outra estrela, também com muito boa infraestrutura para hospedagem e muitas atividades ao ar livre (parquepatagonia.org).

Em Tilcara, na Argentina, visitantes saem para passear carregando lhamas

JUAN EDUARDO LOPEZ - EL MERCURIO/CHILE/GDA

Carretera Austral: bosques sempre verdes entre lagos e montanhas PADNAMADA/FLICKR

Serviço Como chegar BH/Chile De avião. De BH para Puerto Montt, pela Latam (latam.com), com escalas em Guarulhos e Santiago, a partir de R$ 3.641,80. BH/Argentina De avião. De Belo Horizonte para Jujuy, pela Aerolíneas Argentinas (aerolineas.com .ar), com escalas em Guarulhos e na Grande Buenos Aires, a partir de R$ 3.247,38. Onde ficar Tilcara (Argentina) Patio Alto. Diária a partir de US$ 35,10 por pessoa em apartamento duplo. Inf.: htlhoteles.com/patioalto Villa O’Higgins (Chile) Robinson Crusoé. Diária a partir de US$ 210 por pessoa, em apartamento duplo, com café da manhã. Inf.: robinsoncrusoe.com

Carretera Austral explora a paisagem da Patagônia, no Chile


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CRISTIAN CARVALLO /EL MERCURIO/CHILE/GDA

PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Tilcara é um excelente ponto de partida para percorrer a região, até vilarejos como Purmamarca Em Purmamarca, no norte da Argentina, as montanhas coloridas são a grande atração

Singular caravana de lhamas em Tilcara, na Argentina Na província argentina de Jujuy, a 200 km ao norte de Salta, Tilcara é uma interessante combinação de estilos. “Tem um pouco das duas coisas: a tranquilidade e simplicidade de um povoado, mas também é um destino mais cosmopolita, onde vivem muitos estrangeiros”, explica Daniel Flores, editor de turismo do “La Nación”, da Argentina. Segundo ele, não se trata de turismo rural, mas também não é um lugar com reservas vendidas em excesso. Há lindos hotéis pequenos, embora nada luxuosos, e os serviços são bons.

A melhor época para visitar Tilcara é antes do verão, alta temporada, quando chegam visitantes em maior número.

Lhamas “Uma das atividades que se fazem ali e que me encantam são as caminhadas com caravanas de lhamas (caravanadellamas.com.ar), como se fazia séculos atrás. Além disso, Tilcara é um excelente ponto de partida para percorrer a região, até vilarejos como Purmamarca, ou lugares famosos como a Quebrada de Humahuaca”, explica. Da gastronomia local,

destaque para lugares como El Patio, restaurante de Mercedes Costa, uma antropóloga que se estabeleceu em Tilcara e resgatou pratos antigos – mas com um toque gourmet, como o carpaccio de lhama. É uma referência. Para dormir, a recomendação é o Patio Alto (htlhoteles.com/patioalto), “um super-hotel três estrelas na parte alta do povoado”. Diárias a partir de US$ 36,40 por pessoa em apartamento duplo. Mas também há a opção de alugar casas pelo Airbnb, o que cada vez mais pessoas que visitam a região estão fazendo.


W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

turismo PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Colômbia

A primavera eterna de Quindío, no Eixo Cafeeiro

Região tem paisagens de natureza intocada, como o Vale do Cocora Sebastián Montalva Wainer El Mercurio/Chile/GDA/Agência O Globo

O departamento de Quindío é parte do Eixo Cafeeiro da Colômbia, mas vai além. “É um lu-

Como chegar BH/Pereira (Quindío) Pela Copa (copaair.com), com escala no Panamá, a partir de 2.854,82. BH/Montevidéu Pela Gol (voegol.com.br), com escalas no Rio de Janeiro e em Guarulhos a partir de R$ 1.355,21. BH/Cidade do México Pela Copa (copaair.com), com escala na Cidade do Panamá, a partir de R$ 2.640,28. BH/San José (Costa Rica) Pela Latam (latam.com), com escalas em Guarulhos e Lima, a partir de R$ 3.338. BH/Lima (Peru) Pela Latam (latam.com), com escalas em São Paulo e Santiago, a partir de R$ 3.849,54. *Tarifas com taxas para novembro.

Jairo llegas, autor do blog de viagens do diário "La Nación", da Costa Rica, destaca o contraste entre praias e natureza do Parque Nacional Manuel Antonio, a 171 km da capital. Para explorá-lo, ele sugere hospedar-se em Quepos, onde há alojamentos de todo tipo. No parque, ele destaca panoramas como o trekking de Punta Catedra, rafting nos rios Savegre e Naranjo, com corredeiras de níveis diversos e quatro praias tranquilas e familiares: Manuel Antonio, Espadilla Norte e Sul e Puerto Escondido.

gar de natureza e montanhas, com cultura e tradições. A primavera é eterna. Não se sente o calor escaldante nem o frio de Bogotá”, diz Adriana Garzón, diretora de seção “Vida de

Hoy”, do “El Tiempo”, da Colômbia. Como ponto de base, Adriana recomenda o povoado Quimbaya, porque está equidistante da maioria dos pontos turísticos a se visitar, como os vilarejos de Salento ou Filandia, que conservam muito bem seu patrimônio arquitetônico, o Parque Nacional

Para desestressar: o complexo com ares suíços Villa da Serra A 150 km de Montevidéu (Uruguai), em meio às serras de Minas, Villa Serrana é um tipo de segredo dos charrúas, povo nativo da região no século XVI. “Os intelectuais uruguaios da primeira metade do século XX fabricaram aqui seu paraíso terreno”, diz Pablo Melgar, da editoria de cidade do jornal uruguaio “El País”. O arquiteto Julio Vilamajó concebeu a vila como um complexo de descanso com reminiscências suíças. Nos últimos anos, suas construções de dois andares, rústicas e complexas ao mesmo tempo,

atraiu empresários ao lugar. As pessoas que visitam Villa Serrana costumam alugar casas de veraneio, pois há poucos hotéis. Entre as atividades estão os passeios a cavalo ou em bicicleta pelas montanhas, mas em geral, aqui, trata-se de descanso. Há um lugar famoso para comer em Villa Serrana, o restaurante Ventorrillo del Buena Vista. Com vista para as montanhas e o lago, oferece, no cardápio, carne ovina e bovina, legumes das hortas da região, pastas caseiras e sobremesas elaboradas com produtos locais.

M. Antonio, Costa Rica RAFAEL GRANADOS/LA NACION DE COSTA RICA

Panaca, que trata da cultura agropecuária, ou o Parque do Café, no município de Montenegro. Esse último é um parque de diversões com montanha-russa e teleférico. “Estes parques estão bem conservados e têm atividades para todo tipo de público”, ela diz. Para comer, Adriana su-

gere o restaurante Helena Adentro, em Filandia (bit.ly/2CiLkqy): “Funciona numa casa de arquitetura cafeeira. Os donos exploram a gastronomia da região com criatividade”.

Descanso Para dormir em Quimbaya, a indicação é La Casa que Canta, “hotel pequeno

e íntimo, atendido pelos donos”. A diária sai a partir de 220 pesos colombianos (R$ 255,14) por pessoa, em apartamento duplo, com café da manhã. Para reservas, acesse bit.ly/2yldyON. Outra opção é o all inclusive Las Heliconias, da cadeia Decameron, voltado para famílias (decameron.com).

Tarapoto, Peru A uma hora de avião de Lima, Tarapoto fica na Amazônia peruana. O destino "garante contato com a natureza, com oferta exótica e requintada, com clima privilegiado e esportes de aventura como caiaque, canopy e rapel", diz Belén Tavares, editora do suplemento “¡Vamos!”, do diário "El Comer-

cio" peruano. Um dos passeios destacados é navegar pelo lago azul, ou a caminhada pelo bosque tropical até as cataratas de Ahuashiyacu, Huacamillo e Pucayaquillo, onde se pode tomar banho. A gastronomia também tem lugar reservado lá, em restaurantes como Doña Zully e La Patarashca. “O prato-

estrela é o tacacho com carneseca, ají de cocona e salada de chonta. Além disso, tem que provar os peixes de água doce”, assegura Tavares. Fique no Pumarinri Amazon Lodge, às margens do rio Huallaga (Pumarinri.com ) ou no Rústica Hotel (RusticaHoteles.com), com vista para a selva. PROMPERU/DIVULGAÇÃO

Oaxaca, México DANIEL LAPER/ACERVO PESSOAL

Além de visitar sítios arqueológicos, “também se viaja a Oaxaca para comer bem e beber mezcal”, avisa Gretel Zanella, editora de destinos, do jornal "El Universal", do México. Sua lista de restaurantes favoritos inclui o Zandunga, que serve a cozinha da região do Istmo de Tehuantepec, onde há tlayudas (tortillas de milho grandes) com quesillo (queijo fresco típico de Oaxaca), tasajo (carne-seca) e molotes de banana macho recheadas com feijão.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

3 de novembro de 2018

sala vip (I) W

Novidades: Nayarit e Vallarta Unificados há cinco anos, os destinos de Puerto Vallarta e Riviera Nayarit, na costa do Pacífico, no México, promoveram uma capacitação para agentes de viagens mineiros no último dia 26, no hotel Mercure Lourdes. Nayarit e Vallarta são, segundo Enzo Avezum, da I-Tour, destinos diferenciados e complemen-

tares. “Enquanto Nayarit é um destino “virtuoso” (referência ao selo que designa luxo), Vallarta é aventura”, define. Ambos são destinos, acrescenta o diretor da ITour, com custo-benefício melhor que Cancún. “São lugares para todos os bolsos, de mulheres que viajam sozinhas a famílias com filhos”. O diferencial está exatamen-

te na segmentação, na hotelaria de luxo. Presente ao evento, a Copa Airlines anunciou que, a partir de 16 de dezembro, lança duas frequências para os destinos, às quartas-feiras e domingos, para os destinos, com saídas de suas principais bases, entre elas Belo Horizonte, com conexão na Cidade do Panamá.

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Marli Siqueira (Aeromexico), Enzo Avezum (Itour Representações), Elvira Mocayo (Puerto Vallarta), Fabiano Dias (Copa Airlines) e Luccero Guerrero (Riviera Nayarit)

A dupla João Cruz e Flávia Ribeiro (Viagens Master), Fernando Moreira (55 Destinos Viagens), Marina Lawall (companhia American Airlines) e André Biagioni (Viagens Master)

Marli Siqueira (companhia Aeromexico), Bruno Sousa (Visual Turismo), Neyce Macre (Crown Paradise Puerto Vallarta), Jéssica Bueno (Hard Rock) e Luiz Cláudio Barros (Visual Turismo)

A dupla Vanessa Moura e Amanda Xavier (Honey Moon Casamento e Turismo), Lélia Gomes (Mappa Turismo), Stefania Bedone (Gemma Viagens) e Nicéia Cazara (Primus Turismo)

Yana Pinheiro (Greenwich Travel), Enzo Avezum (Itour Representações), organizadora do evento) Rodrigo Oliveira (FRT Operadora) e Luís Fabiano Dias (Copa Airlines)

A dupla Felipe Andrade e Fernanda Moraes (Belvitur), Celso Borges (operadora Viagens Master) e Zebrina Fontes (Fontes Turismo)

O trio de agentes de viagens Ângela Bittar (Bittar Turismo), Cristina Bertur (Bertur Turismo) e Natalia Almeida (Hangar Turismo)


8 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 3 de novembro de 2018

Belo Horizonte


WServiço. Dicas de mulheres para conhecer melhor seu veículo. Páginas 10 e 11

MCLAREN/DIVULGAÇÃO

WHaja moto! Honda apresenta, de uma só vez, nove modelos. Páginas 14 e 15

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BELO HORIZONTE Sábado 3/11/2018

pampulha

W

Assinatura tricampeã Serão feitas só 500 unidades do McLaren Senna, com motor e aerodinâmica dignos de um legítimo F-1; máquina estará no Salão do Automóvel junto a réplica de veículo do piloto brasileiro de 1991. Páginas 12 e 13


W 10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

interCâmbio

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Na roda da evolução FIAT/DIVULGAÇÃO/ARQUIVO

Há alguns anos, os modelos cupês – aqueles de duas portas, mas com bagageiro ou porta-malas destacado – eram preferência nacional. Não se cogitava comprar automóvel a não ser com esse tipo de carroceria. Isso é explicado em parte porque o consumidor brasileiro sofreu forte influência europeia em seus hábitos de consumo, em tratando-se de veículos. Essa tendência perdurou até o começo dos anos 80, quando surgiram opções como o Monza de três volumes, entre outros, que chegaram ao mercado para revolucionar o gosto do brasileiro. Daí para frente tudo foi diferente. Na década seguinte, a abertura do comércio que permitiu a entrada de importados trouxe a reboque um mundo até então inimaginável aos compra-

Mille ELX: proposta popular, mas com equipamentos sofisticados dores do já citado Monza, do Santana, do Del Rey e assemelhados. Carros de todos os tamanhos, com design dos mais variados e com tecnologia nunca acessível ao brasileiro fizeram com que as ruas do país – àquela época do começo do governo Collor – mais parecessem uma fauna, tanta a diversidade de marcas e modelos. A farra teve data de vencimento e, aos poucos, muitos importadores iam deixando pelo caminho milha-

res de consumidores, órfãos de assistência técnica e peças de reposição. As maravilhas do primeiro mundo só conseguiam se manter em atividade por meio da canibalização de outros modelos similares. Mas o caminho não teria retorno, e a indústria brasileira passou por uma evolução jamais vista na história. A exigência do novo comprador de automóveis estava a cada ano mais consolidada, e foi neste momento que passamos a con-

Agora, quem dita regras e a preferência do consumidor são os SUVs, ou os esportivosutilitários, que de esportivo, nada têm. Tendência do mercado que aponta nos próximos anos uma participação de 20%

viver com a democratização da tecnologia. Itens de conforto e segurança foram incorporados aos modelos, independentemente de seu tamanho ou motorização. Um exemplo pontual é o já descontinuado Mille ELX: nascido para ser popular, disponibilizava direção hidráulica, vidros e travas com comandos elétricos e até ar-condicionado. Ainda que pese o fato dos preços desses equipamentos serem altos pela falta da produção em escala, só a possibilidade da oferta era um grande avanço, ainda mais quando voltamos aos tempos da Brasília e do Fiat 147. Outra evolução nessa seara da tecnologia diz respeito ao câmbio automático. Antes um privilégio dos automóveis de grande porte e hoje acessível em compactos como Onix, Prisma,

Sandero e Novo Fiesta, por exemplo. Sem falar na exigência que obriga todos os automóveis a saírem da fábrica com a bolsa dupla de ar e sistema de freios dotados de ABS, que impede o travamento das rodas no momento de uma freada brusca. Agora, quem dita regras e a preferência do consumidor são os SUVs, ou os esportivos-utilitários que de esportivos nada têm. Tendência do mercado que aponta nos próximos anos uma participação de 20%. Basta olhar em nosso redor para verificarmos a veracidade da informação. E isso é só o começo de um novo tempo que se descortina aos olhos dos consumidores, cada vez mais exigentes e cientes de suas preferências e direitos. É esperar para ver.

ARQUIVO PESSOAL

Serviço Online

Coisas de meninas

Popularidade. Além de pegar no pesado, Taís Roland é consultora e dá palestras Brasil afora. Seus vídeos com dicas sobre manutenção estão disponíveis no YouTube e em sua página no Facebook.

Oficina é lugar para mulher, sim, e elas mandam ver na manutenção; veja dicas de como cuidar do carro e saber se ele precisa ser revisado

Exclusivo. Bárbara Brier, que também é palestrante, tem uma página em que posta dicas sobre manutenção em que ela mesma fala ou conta com ajuda de outros profissionais do ramo. O endereço é briercars.com.

Taís Roland ganhou fama com dicas e informações sobre manutenção pelas redes sociais DENILTON DIAS / O TEMPO / 05.08.2016

Paula Coura Foi-se o tempo em que algumas profissões eram definidas por gênero. Dentro das oficinas, elas ganharam espaço, respeito e mandam ver no trato do possante. Mecânica é coisa de menina também, e, segundo estudos, as mulheres, inclusive, já influenciam em 80% as compras de carros novos. “As mulheres já representam um volume muito maior nas oficinas. Elas são mais curiosas, independentes e precavidas: cuidam melhor dos veículos e da manutenção. Tanto que é preferível comprar um carro de mulher que o de um homem”, diz a mecânica e

consultora automotiva Bárbara Brier, 30. Atuando no ramo desde os 17 anos, Bárbara, que hoje tem uma consultoria que leva seu nome, Brier Cars, explica que as mulheres só caem nos famosos golpes de oficina – quando alguns profissionais instigam a trocar mais peças que o necessário – por desinformação. “Algumas não têm interesse em saber o básico de revisão e acabam sofrendo por isso”, pontua. Também com a experiência de 6 anos na profissão, a mecânica e consultora Taís Roland, 38, também afirma que, na hora de dar manutenção do veículo, são elas que dão trabalho. “Mulher chega à oficina arisca, pergunta tu-

do, quer entender, pede pra ver. Homens hoje não entendem mais nada de carros, mas não assumem”, relata a proprietária da Coisa de Meninos Nada. Ela ainda conta que acompanhar os sinais que o carro dá quando precisa de manutenção é simples (veja infográfico na página ao lado). “É como comprar um vestido caro e olhar a etiqueta pra saber se pode lavar ele na máquina ou não. Algumas manutenções podem ser feitas em casa mesmo. Para quem não quer se sujar, não tem espaço ou segurança pra isso, é só acompanhar bem o mecânico. Na dúvida, procure uma segunda opinião”, finaliza.

“As mulheres só caem em golpes de oficinas quando elas não são bem informadas sobre os serviços e quando não é possível ver o problema; isso ainda acontece.” Bárbara Brier Consultora na Brier Cars

Bárbara Brier é consultora e começou na mecânica aos 17 anos


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11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Saiba também

Atenção

OITO SINAIS 1

aos avisos Especialistas advertem que, para evitar dor de cabeça, é preciso ler o manual do veículo e fazer inspeções semanais, como checar óleo e calibragem Paula Coura Algumas revisões simples podem se tornar verdadeiros tormentos. Isso porque, na maioria das vezes, as pessoas não leem o manual do veículo. Nele estão contidas especificações importantes, como o período indicado para trocar o óleo do motor e qual deve ser utilizado. “Na hora de trocar, todo consumidor pode optar por uma marca mais bara-

ta, desde que as especificações sejam as mesmas, e deve recusar qualquer produto que não obedeça essas especificações, não importa o argumento do mecânico”, alerta Tais Roland. Para Bárbara Brier, além de ler o manual, é bom ficar de olho nas manutenções semanais, como calibragem de pneus e checagem do nível do óleo. “É preciso entender que isso é importante. Não se pode deixar tudo sempre nas mãos de outras pessoas”.

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FONTE: TAIS FONTE: TAIS TAI S ROLAND, ROLAND, MECÂNICA

Entenda quando o carro precisa de manutenção

Se o carro começa a falhar, pode ser problema nas velas, ou nos cabos de velas, ou bicos injetores sujos. Uma boa pratica é usar combustível aditivado de vez em quando, já que parte dos aditivos é para a limpeza do sistema. Se começa a ficar difícil para dar partida no carro, pode ser a bateria que já está chegando perto de trocar. Se estiver frio, pode ser falta de gasolina no tanquinho de partida a frio.

Volante trepidando e carro puxando quando está em linha reta pode ser problema na calibragem de pneus ou no alinhamento e balanceamento.

É bom rodar sem rádio ligado de vez em quando pra ouvir se as rodas não fazem um barulho de ronco. Se fizerem, pode ser problema nos pneus ou nos rolamentos das rodas.

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Preste atenção ao passar em uma lombada. O carro não pode ficar balançando depois que passa. Se balançar muito, é porque os amortecedores já não estão mais bons.

Se o carro estiver esquentando muito pode ser que haja um vazamento no sistema de arrefecimento ou falta de aditivo no radiador.

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Cheiro ruim ao ligar o ar-condicionado pode ser problema no filtro do ar. Nesse caso pode haver necessidade de trocá-lo ou fazer uma higienização no sistema.

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Se o carro está com consumo alto de combustível pode ser problema de manutenção nos filtros. Fica mais difícil de puxar ar ou combustível, e o carro gasta mais, perde potência e até engasga.


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Lançamento

BMW X7: luxo e muita tecnologia A BMW mostrou o X7, utilitário de luxo com sete lugares, com o propósito de reunir luxo e tecnologia. O carro, segundo a marca, tem “presença, exclusividade e espaço”. Serão quatro versões, duas a gasolina e duas a diesel. A xDrive40i tem motor seis cilindros 3.0 turbo de 340 cv. O câmbio é automático de oito marchas, e 0 a 100 km/h é feito em 5,8 s. Nas versões mais potentes, a BMW oferece um pacote com freios e diferencial reforçados. BMW/DIVULGAÇÃO

Estratégico

Cruze ganha versão hatch A Chevrolet vai mostrar uma versão esportiva do Cruze hatch no Salão de São Paulo. O Sport6 SS tem motor 1.4 turbo retrabalhado para entregar 300 cv. O conceito é inspirado no pacote RS, disponível para o modelo apenas nos Estados Unidos, mas com diferenças: o modelo brasileiro terá rodas de 20’’ (o americano tem de 18’’). Também terá aerofólio traseiro mais pronunciado.

Hyundai

Creta segunda geração no forno A Hyundai já trabalha na segunda geração do SUV compacto Creta. A expectativa é que o lançamento aconteça nos próximos dois anos. Parece que o modelo ficará maior e mais equipado. Há indícios também de uma nova versão com bancos para transportar sete passageiros. Outro ponto que deve mudar é a motorização, deixando de lado o 1.6 utilizado agora para adotar um novo propulsor menor, de 1.5.

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Edição Limitada

Máquina moderna

O baixo peso e a aerodinâmica típica de carros de competição foram as diretrizes que a McLaren seguiu para criar o modelo

batizada com nome campeão Foram produzidos apenas 500 exemplares da McLaren Senna, que estará no Salão do Automóvel de São Paulo junto ao carro tri em 1991 Marcelo Palomino Auto Press

Seis voltas no Circuito de Estoril, em Portugal, foram suficientes para provar que o McLaren Senna vai se tornar uma lenda no mundo dos automóveis. E não poderia ser diferente em tratando-se de um esportivo que leva o nome do maior piloto de todos os tempos e que conquistou toda sua carreira pilotando para a marca britânica. Quando apresentou o carro, a McLaren escolheu a mesma pista onde Ayrton Senna

teve sua primeira vitória, em 1985, para mostrar as virtudes do supercarro. O novo Senna, da Ultimate Series, é o sucessor do P1, mas com enfoque ainda mais radical que o esportivo híbrido, apesar de também ser homologado para rodar nas ruas. A máquina estará exposta no Salão do Automóvel, em São Paulo, ao lado carro em que o piloto brasileiro foi tricampeão em 1991. O baixo peso e a aerodinâmica típica de carros de competição foram as diretrizes que a McLaren seguiu para

criar o modelo – a combinação permite uma mecânica de combustão mais ligeira e proporciona aceleração similar à de um carro elétrico. A plataforma usada, a Monocage III, é uma evolução da que debutou no P1 e que foi usada também no 720S. A redução do peso foi feita de forma drástica: os para-barros têm só 650 g, os assentos, 3,35 kg, e as portas têm uma pequena escotilha na altura dos joelhos com a função de reduzir em 9 kg a massa de cada uma. O aerofólio tem 4,7 kg e pode suportar uma carga aerodinâmica de 100 vezes seu peso. No total, o McLaren Senna tem o peso próximo ao de um hatch compacto e a menor massa de qualquer carro da fabricante.

Dos 500 exemplares da produção limitada, que já foram todos vendidos, três estão reservados para clientes brasileiros. O primeiro deles só será entregue no em 2019 pela bagatela de R$ 8 milhões

Aerodinâmica Ficha técnica Motor. V8, biturbo de 4 L com 800 cv de potência máxima (a maior entre todos os modelos de rua da marca) e 800 Nm de torque, sendo 700 Nm disponíveis a apenas 3.000 rpms.

Mudanças para voar mais baixo ção de controle denominada RaceActive Chassis Control II.

As canalizações de ar também contribuem para a carga aerodinâmica, seja no capô, nas laterais ou por meio do aerofólio na traseira. Na prática, o carro apoia o peso na pista e impede a perda de aderência, proporcionando mais velocidade também em curvas. Em relação ao motor, trata-se de um V8 de 3.8 litros biturbo, de 800 cv e 81,58 kgfm de torque, disponíveis desde as 5.500 rotações. Isso se converte num 0 a 100 km/h de 2,8 s, de z0 a 200 km/h em 6,8 segundos e 0 a 300 km/h em 18,8 s.

Aerofólio. Tem 4,7 kg e pode suportar uma carga aerodinâmica de cem vezes o seu peso. Cor. Delta Red

Na pista. Atinge 340 km/h de velocidade e acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 s. Câmbio. Automatizado de dupla embreagem e sete marchas. Aerodinâmica. Suspensão desenvolvida para o McLaren P1 ™ com a mais recente cria-

Dimensões. Tem 4,75 m de comprimento e 1.198 kg Inspiração. Ayrton Senna, que correu pela McLaren, conquistando os prêmios de F-1 para a equipe em 1988, 1990 e 1991. Em 1994, Senna faleceu durante o Grande Prêmio de San Marino, em que disputou pela Williams.

Saiba mais Personalização. Sobrinho do tricampeão, Bruno Senna ajudou no desenvolvimento do modelo, que tem acabamento em linhas finas e câmbio de sete marchas. Os compradores brasileiros poderão configurar o esportivo, o que pode elevar o valor. Um acabamento em fibra de carbono na carroceria, por exemplo, acrescenta quase R$ 1 milhão. Além disso, o câmbio, no caso a libra, ou uma mudança no regime automotivo podem afetar o preço.


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13 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

FOTOS: MCLAHEN/DIVULGAÇÃO

Assinatura do tricampeão e dirigibilidade de Fórmula 1 O modelo tem várias referências a Ayrton Senna. A assinatura do piloto brasileiro está nas portas. Os anos em que foi campeão na Fórmula 1 estão no pedal de acelerador, e o desenho do circuito de Interlagos, em São Paulo, aparece no capô. O superesportivo foi exposto no pátio da McLaren, na capital paulista, nesta semana – no dia 30 de outubro faz 30 anos do primeiro título de Senna na F-1– , ao lado de uma réplica do McLaren MP4/6, que levou Senna ao tricam-

peonato em 1991. Em termos de dirigibilidade, o McLaren Senna é tão simples e tão amigável que até mesmo quem não tem tanta experiência na pista pode dirigi-lo sem dificuldades. A impressão é que se trata de um automóvel qualquer, e não de um superesportivo de 800 cv que pesa o mesmo que um hatchback compacto. Nas primeiras acelerações, o velocímetro já chega na casa dos 250 km/h, e o condutor nem percebe. A marca indica que, gra-

ças aos grandes freios de carbono cerâmicos de 390 mm, além do aerodinâmico do aerofólio, o Senna pode parar desde os 200 km/h até a imobilidade em apenas 100 m. Ou seja, 16 m a menos que o P1. O teste foi feito no modo race, que mantém o controle de estabilidade ativado, mas num formato bastante permissivo. Configurado assim, nas curvas, o carro “sai”, mas com muita inércia, de forma que o veículo continue intacto em seu caminho. (MP/AP)

Fácil de dirigir, a impressão é a de se estar em um carro normal, e não em um superpotente

Freios, incluindo o do aerofólio, fazem carro parar de 200 km/h até a imobilidade em 100 m


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

Ford

super motor

Moto

Pensado nos fãs de customização A Ford quer chamar atenção dos fãs de customização no Salão de São Paulo. A marca vai exibir no evento o conceito Ranger Storm, com visual robusto e em duas cores. A picape tem alargadores de para-lama, rack de teto com iluminação em LED, snorkel, capota marítima, santantônio, estribos laterais tipo plataforma, para-choques off-road e ganchos de reboque. A grade dianteira preta é inspirada em elementos da F-150 Raptor e do EcoSport Storm. FORD/DIVULGAÇÃO

Nove motivos para permanecer na liderança Honda apresentou de uma só vez as novidades para o próximo ano; grande destaque é o scooter Elite 125, que deve chegar pelo valor de R$ 10 mil Eduardo Rocha Auto Press

Embora os holofotes estejam voltados para os automóveis do Salão do Automóvel de São Paulo, a Honda resolveu anunciar a chegada de nove novas motocicletas ao mercado brasileiro. A marca se esforça para manter 80% de participação

em um mercado grande como o brasileiro. Tem de manter uma oferta de produtos conservadores, bem palatáveis ao consumidor, e ao mesmo tempo não pode deixar de fazer alguma aposta mais ousada, tentando explorar novas possibilidades para ver como o mercado reage.

Destaques As novidades se resumem a modelos inéditos, novas gerações, versões especiais e atualizações de modelos vendidos atualmente. A linha 2019 que a marca acaba de apresentar é um bom exemplo disso. Para modelos tradicionais, casos de Pop 110i, XRE 300, SH 300 e PCX 150, as novidades se restringem basicamente a detalhes no visual. A ousadia fica por conta da apresentação da nova CB 1000R Neo Sports Café, uma esportiva de es-

PCX 150

dirigibilidade. Rodas novas são calçadas com pneus de perfil maior.

Três versões. O modelo recebeu atualização visual nos tipos Standard, DLX e Sport, com novas combinações de cores e painel digital. A suspensão traseira teve o conjunto mola-amortecedor alterado para melhorar o conforto e a

Diferenciais. As versões DLX e Sport recebem agora chave presencial e vêm sempre com freios ABS com discos em ambas rodas. A versão de entrada recebe o sistema de freios combinados CBS.

tilo retrofuturista que tem causado furor na Europa. A marca também está trazendo a nova geração da clássica GL 1800 Gold Wing, criou uma edição comemorativa dos 25 anos da CG Titan e apresentou sua nova e reestilizada offroad CRF 250. Mas a novidade que deve mexer mesmo com o mercado é o novo scooter da marca, o Elite 125, que deve chegar ainda neste ano ao mercado por um preço em torno de R$ 10 mil. A seguir, os detalhes dos novos modelos da Honda.

Grande lançamento da Honda, Elite

Em alta

Porshe fabricará mais um elétrico A Porsche vai produzir mais um modelo elétrico. Depois do Taycan, o próximo a compor a gama de carros movidos a eletricidade será o Mission E Cross Turismo, que foi mostrado como protótipo no Salão de Genebra, na Suíça. O sistema elétrico do carro será de 800 V, que gera 600 cv, o suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 3,5 s. A autonomia será de 500 km. Sua produção será totalmente livre de emissões de carbono.

Audi

A8 estaciona sem o condutor A Audi aproveitará o Salão de São Paulo para mostrar no Brasil a quarta geração do A8. O modelo é o primeiro de produção em série no mundo com sistema de condução autônoma em nível 3. Esse sistema é capaz de reconhecer semáforos e informações da via e assumir o controle do carro quando o trânsito está a até 60 km/h. Além disso, o A8 é capaz de estacionar e sair da vaga sem que o condutor precise estar ao volante.

Gold Wing

GL 1800 com linhas modernas A versão 2019 aparece com um novo motor boxer de seis cilindros. O desenho ficou mais moderno, e ela ganhou um chassi de alumínio, com suspensão dianteira por braço duplo e traseira monobraço. De série, tem assistente de partida em rampa e airbag frontal, que também está presente na versão de topo, cujo preço é de R$ 156.550. Já a básica sai a R$ 136.550.

SH 300i Sport Renovada. A Honda procurou uma forma de tirar um pouco o ar excessivamente comportado SH 300i e para isso criou versão Sport. Mudanças. A nova versão recebe uma pintura branca perolizada com apliques em preto no escudo frontal e carenagem de farol. As bengalas da suspensão e as rodas são escurecidas. Traz novo banco e mantém o sistema de freios ABS e a chave presencial Smart Key.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 3 de novembro de 2018

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

XRE 300

Novo modelo apenas em 2019 A motocicleta passa a contar com iluminação full LED e sistema de frenagem ABS de série. Uma das novas combinações de cores, com vermelho, preto e branco, faz referência direta à bigtrail da marca, a Africa Twin. A nova XRE 300 chega à concessionárias apenas em 2019.

CB 1000R Design Neo Sports Café. Modelo é empurrado pelo motor quatro cilindros, igual ao da CBR 1000RR Fireblade, mas com potência rebaixada de 191,7 cv para 145 cv. Previsão. A moto chega apenas em 2019, e há a chance de uma segunda representante do conceito Neo Sports Café surgir na linha 650 no Brasil.

125 terá quatro opções de cores; intenção da marca é que modelo lidere entre os scooters do país

CG 150 Titan SE CRF 250 Edição Especial. A Honda sempre busca motivos para celebrar a CG, seu modelo de maior sucesso no Brasil. O mote agora é o 25º aniversário de lançamento da versão mais completa da linha a Titan. A CG 160 Titan SE, de Special Edition, caracterizada pelas cores especiais, preto e prata com faixas douradas. O modelo traz tudo que a linha oferece, e a produção será limitada a 8.000 exemplares.

Trato fino também nas off-roads O modelo usa o motor da CB 250 Twister e ficou 20% mais forte que o da atual CRF 230F, com 22,2 cv e 2,28 kgfm. Chassi, freios e suspensões são novos, e o projeto foi desenvolvido no Brasil com supervisão da Honda Japão. O modelo já está nas concessionárias por R$ 14.990.

110i PopP

Novos freios e mais charmosa A versão 2019 passa a contar com sistema de freios combinados, CBS, de Combined Brake System, para atender a legislação. A Honda aproveitou a ocasião para tentar dar mais de charme ao modelo. A marca passa a adotar forração do banco com uma nova textura. No modelo de cor branca, o assento é em vermelho, enquanto nas demais é preto.

Elite 125 Grande lançamento. O scooter vai chegar ao mercado no início do ano que vem por um valor previsto de R$ 9.990. Ela vem para ocupar o espaço deixado pela Lead 110i como scooter de entrada da marca. Ela tem assoalho plano, portacapacete sob o assento, painel em LCD e iluminação frontal em LED. A ideia da marca é que ela passe a liderar entre as scooter do mercado.


16 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 3 de novembro de 2018

Belo Horizonte


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