Projeto Especial O Tempo Betim • Ano I • Nº 4 • Março de 2016
Na era dos superconectados, vício de pesquisar tudo na internet compromete a memória. Segundo especialistas, falta de paciência e de atenção é um dos sintomas
2 Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
O t n e m c a
A Assembleia Legislativa trabalhou sem parar, desde o primeiro dia da tragédia do rompimento das barragens em Mariana. Ficou claro para os deputados de Minas o caminho a ser seguido: cobrar, fiscalizar e acompanhar todas as ações para restabelecer a qualidade de vida das vítimas, os empregos e o desenvolvimento econômico dos municípios atingidos. Depois de inúmeras visitas ao local para ouvir a comunidade, as autoridades públicas e a empresa, a Assembleia convocou agentes das polícias Federal, Civil e Militar, os empresários responsáveis e dezenas de outras autoridades. Os resultados já começaram a surgir, com indenização às vítimas, recurso para revitalização do meio ambiente, reconstrução da infraestrutura e apuração de todas as responsabilidades, como mostra o relatório final do laudo de peritos da Polícia Civil, apresentado no dia 23 de fevereiro, no Legislativo Mineiro. A Assembleia quer evitar novas catástrofes, mas não vai deixar que a maior de todas caia no esquecimento.
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O ER AT O. MB IT CO OSQU É A EI. M A L ESS OSSA N
O rastro da tragédia não nos deixa esquecê-la, mas há caminhos a seguir.
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Seções 8 Aspas Políticas
ÍNDICE
22 Finde Recomenda 44
“Batman vs. Superman – A Origem da Justiça” explora o universo dos super-heróis
Vitrine
Moda com Luciana Rodrigues
50 Pet 54
Animais no trabalho ajudam a tornar o ambiente mais agradável
Agita Betim Sociedade com Adeilson Andrade
24 Capa
Memória terceirizada Em um mundo cada vez mais conectado, a falta de paciência e de atenção são sintomas comuns em quem sempre recorre à internet ou ao samartphone para buscar informações
Gastronomia
Delícias fitness
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Decoração
Aconchego para receber Confira projetos de espaços de convivência com muita elegância e charme
30 Moda
Tesouradas extras Se você está pensando em mudar o visual, que tal adotar o cabelo bem curtinho, estilho joãozinho?
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LO
Negócio
Para driblar a crise Conheça a história de betinenses que arregaçaram as mangas e conseguiram aumentar a renda fazendo bicos ou trabalhando em um segundo emprego
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Entrevista
A linha fitness de ovos e barras de chocolates, feitos sem glúten, sem lactose, sem adição de açúcares e com pedaços de frutas e até com oleaginosas é a nova aposta para a Páscoa deste ano
Tiê desembarca em Betim
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Paulistana fala sobre o sucesso da música “Noite”, tema da novela “I Love Paraisópolis”, revela a origem do seu nome e como enfrentou o lúpus e o vitiligo
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Projeto aprovado na prefeitura Municipal de Betim conforme certidão de aprovação de loteamento expedida em 04 de Janeiro de 2016, sob o número do processo 23.109/2011. Loteamento registrado sob o nº 125.637, no cartório de registro de imóveis de Betim.
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VITTORIO MEDIOLI FUNDADOR
LAURA MEDIOLI PRESIDENTE
LUIZ TITO VICE-PRESIDENTE
HERON GUIMARÃES DIRETOR EXECUTIVO
ALESSANDRA SOARES GERENTE COMERCIAL
PROJETO ESPECIAL EDIÇÃO E REPORTAGEM: Lisley Alvarenga
Betim
FILIADO
www.anj.org.br
EDIÇÃO: Flávia Jardim | REPORTAGEM E REDAÇÃO: Henrique Carvalho, José Augusto Alves, Lisley Alvarenga e Thalita Marinho DIAGRAMAÇÃO E ARTES: André Luiz Barros Silva e Kelly Quintiliano Chaves | FOTOGRAFIA: João Lêus| COLABORAÇÃO: Lorena Scaffuto COMERCIAL: Renato Lima | ADMINISTRAÇÃO: Dirce Borelli
lisley.alvarenga@otempo.com.br
SEDE COMERCIAL BETIM: rua do Rosário, 182, Angola, CEP: 32.604-218 CNPJ: 26.198.515/0002-12 • Incrição Estadual: 067.669.993.01-67 Inscrição Municipal: 000.052/002.0 Horário de Funcionamento: de segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. www.otempobetim.com.br
REVISÃO: Naísa Gécida e Pauliane Coelho
COMERCIAL BH: rua Pernambuco, 712, Funcionários, CEP: 30.130-151 | Telefone: (31) 2138-3900 PUBLICIDADE: rua da Bahia, 495, centro, CEP: 30.160-010 | Telefone: (31) 3071-3764 e 3071-3772.
PROJETO GRÁFICO: André Luiz Barros Silva FOTOGRAFIA: Ronaldo Silveira
CONTEÚDO COLABORATIVO: Jornais O Tempo e Pampulha
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
velhos
as consequências que ele traz. Estudos republicados aqui, nas próximas páginas, mostram que 70% de todos os usuários no país se sentiriam “tristes” ou “em pânico” caso perdessem seus aparelhos. O resultado seria uma tremenda ansiedade, e, claro, também infelicidade à vista. Não há como fugir disso; o jeito, então, é se adaptar e procurar higienizar a mente. As sugestões se seguirão. Vamos falar a verdade? Ansiedade pouca até faz bem. Para isso existe o chocolate! E ele é a pauta de outra matéria trazida por Finde. Com a chegada da Páscoa e os ditames da cultura do corpo perfeito, muitas pessoas estão recorrendo a doces e chocolates menos calóricos. Dicas e receitas de guloseimas que tiram a culpa de chocólatras inveterados também estão por aqui. E não podemos deixar de falar da crise, mas de um modo mais otimista. Betim fechou o ano passado com 9.882 postos de trabalho a menos. Neste mundo confuso e perplexo, há quem não se renda e consiga encontrar fórmulas para driblar a falta de dinheiro e de emprego. Prova disso é a reportagem “Plano B”, que traz exemplos de quem usa a criatividade e o esforço próprio para aumentar a renda mensal. Agradáveis ambientes planejados para aconchegar, a volta do “Joãozinho” com estilo de corte feminino e dicas para mulheres na casa dos 30, 40, 50 e 60 anos completam nossa quarta revista. Vale lembrar que uma das orientações de especialistas ouvidos pela reportagem para manter a mente saudável é ler. Falamos disso agora há pouco, lembra? Então, agora é unir o útil ao agradável. Leia Finde! Aguardamos seus comentários...
EDITORIAL
Ano novo, A
quarta edição da revista Finde abre o nosso 2016. Esperamos passarem as férias e o feriado de Carnaval para voltarmos à ativa. Porém, a sensação é a de que estamos meio parados no tempo. No fim de 2015, as discussões no país eram as seguintes: a presidente cai? O impeachment vai mesmo ocorrer? Quem será o próximo político ou empresário a ser preso? Com as águas de março fechando o verão, o assunto é exatamente o mesmo. Depois da megamanifestação que reuniu milhões de pessoas em dezenas de cidades pelo Brasil no dia 13 de março, todo mundo ainda faz a mesma pergunta: e a presidente vai cair? Os ventos também não sopraram em Betim. Uma nuvem negra permanece estacionada sobre nossa cidade, nossas cabeças. O prefeito Carlaile Pedrosa, adoecido desde dezembro, continua sem “dar as caras”. Ele despacha pouco em seu gabinete, e a cidade permanece paralisada, com problemas graves se avolumando. Tratamos desses temas em nossa coluna “Aspas Políticas”. Haja fôlego! Mas é preciso seguir, não é mesmo? E os assuntos interessantes estão aí para serem explorados. É o caso de nossa matéria de capa: “Memória Terceirizada”. Com tanta informação reunida, as pessoas usam cada vez mais a tecnologia para não precisar recorrer à mente. Especialistas questionam: até que ponto essa prática é salutar? Mais da metade da população armazena tudo o que precisa em seu smartphone, e três quartos dela admitem usar a internet como extensão de sua mente. O problema não é o uso da tecnologia mobile em si, mas
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Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
ASPAS
PoLÍTicAs
Sem noção PREFEITURA DE BETIM/DIVULGAÇÃO
Desmonte da saúde O anúncio feito pela prefeitura de que irá fechar seis unidades de saúde no município sob a alegação de queda da receita reforça a má gestão de recursos públicos do governo Carlaile. Até agora, não foi feito nenhum corte nos cargos de confiança do prefeito. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a prefeitura tem 2.156 contratados, sendo 1.156 com carteira assinada. O gasto com a folha de pagamento já passa de 50,8% da receita. Mesmo assim, o governo prefere fechar unidades a cortar a lista de apadrinhados.
De mal a pior A prefeitura fecha unidades e desmantela o sistema em um momento crítico da saúde, após a cidade sofreu o seu maior surto de dengue no ano passado. E o pior é que os casos da doença só proliferam. Até o dia 4 de março, havia 3.762 casos notificados, tendo sido 778 confirmados. Além disso, a cidade tem 17 suspeitas de contaminação pelo zika vírus.
Sem apoio Revoltados com o fechamento das unidades de saúde, os betinenses fizeram um abaixo-assinado com mais de 12 mil assinaturas, que foi entregue aos ministérios públicos local e estadual. Mas a pressão popular não foi capaz de sensibilizar o prefeito, nem Rasível ou a promotora da Saúde Giovanna Carone. Em audiência pública, ela afirmou que não pretende atuar para impedir a mudança, contrapondo-se, assim, ao coordenador estadual das promotorias de Saúde de Minas, Gilmar de Assis, que disse que o órgão pediria a suspensão dos cortes. “Quem é a autoridade aqui, no Ministério Público, sou eu. Ele (Gilmar) me ligou e disse que ficaria a meu critério essa decisão (de pedir que a prefeitura não feche unidades). Mas não adianta falar para suspendermos se não vai ter médico. Como vamos manter essas unidades funcionando?”, afirmou Giovanna.
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RONALDO SILVEIRA
A foto em que o prefeito Carlaile Pedrosa (PSDB) e o secretário municipal de Saúde, Rasível dos Reis, aparecem sorrindo ao assinarem o decreto de calamidade financeira para justificar o desmonte do sistema de saúde de Betim foi um tiro no pé do governo. A imagem, publicada em perfil da prefeitura em uma rede social por determinação do secretário municipal de Comunicação, Hugo Teixeira, deixou servidores e a população ainda mais indignados e mostrou que os atuais gestores não têm noção do que se passa na cidade. “O prefeito e o secretário estão rindo da cara do povo. O que está acontecendo na cidade é gravíssimo”, disparou a diretora do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde em Minas Gerais (Sind-Saúde) subsede Betim, Berenice de Freitas.
20º
29º Em 1 ano o PIB da cidade caiu
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R$ 18,8 bilhões
R$ 21,5 bilhões
R$ 25,2 bilhões
R$ 24,9 bilhões
R$ 28,3 bilhões
R$ 28,1 bilhões
R$ 28,1 bilhões
R$ 22,4 bilhões
posições
2006
2007
2008
2009
2010
2011
2012
2013
Betim vive os piores dias de sua história. O Produto Interno Bruto (PIB) da cidade caiu nove posições de 2012 para 2013, de acordo com dados divulgados em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, a cidade ocupava a 20ª colocação no ranking nacional e a segunda em Minas Gerais. Um ano depois, foi para 29º lugar no país e para quarto no Estado. É bom lembrar que esse estudo é divulgado com mais de dois anos de atraso, portanto, Betim pode ter caído em 2014 e 2015 – anos de profunda desindustrialização – mais posições do que se imagina.
•> Fim da gastança?
•> “Jogo de cena”
As mordomias dos vereadores de Betim podem estar com os dias contados. Depois que o gasto de cerca de R$ 1 milhão por ano com combustível repercutiu negativamente na cidade, a promotora do Patrimônio Público, Ana Luiza da Costa, propôs um novo Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com vários cortes, entre eles, o fim da cota de combustível e da locação de carros, além de reduzir pela metade a verba indenizatória.
O novo TAC dividiu opiniões na Câmara. Para alguns vereadores, a redução de gastos já deveria valer para este ano. Mas o presidente da Casa, Marcão Universal (sem partido), acusou os parlamentares de fazerem “jogo de cena”, já que, segundo ele, existiria entre eles um consenso para negociar com a promotora que o novo TAC passe a valer só no ano que vem, com as eleições já realizadas. “Todos são a favor de começar no ano que vem. Agora, se eles disseram que estão concordando que seja neste ano, na minha opinião, isso é ‘jogo de cena’ por causa do ano eleitoral”, afirmou. Uma comissão foi formada na Câmara para discutir o assunto.
•> Pressão popular Enquanto isso, servidores, comerciantes e outras lideranças estão fazendo um abaixo-assinado para pressionar a redução da gastança na Câmara e o corte de cargos comissionados no governo municipal. As assinaturas, que estão sendo recolhidas nos quatro cantos da cidade pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE) subseção Betim, serão entregues ao Ministério Público, à Câmara e à prefeitura.
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JOÃO LÊUS
•> Choque de realidade A situação econômica e financeira do município se deteriorou muito no último ano, período em que Carlaile Pedrosa (PSDB) resolveu trazer para a cidade os “responsáveis” pelo chamado “choque de gestão” nos governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia, ambos do PSDB. Quatro secretários foram “importados” para a Prefeitura de Betim. O problema é que o resultado apresentado por eles até agora é mais do que frustrante.
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19º
15º
JOÃO LÊUS
16º
ASPAS POLÍTICAS
•> Crise ou caos?
POSIÇÃO DE BETIM ENTRE AS CIDADES MAIS RICAS DO PAÍS
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CAPA
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Thais Almeida, 20, conta que ficou traumatizada quando perdeu informações e números que guardava no celular. “Senti como se estivesse faltando um pedaço da minha memória”, afirma
Diante de uma era digital, em que a acessibilidade e a rapidez das informações estão na palma da mão, a chamada amnésia digital é um fenômeno que vem se tornando cada vez mais comum e traz consigo sintomas como ansiedade e irritabilidade Lisley Alvarenga e Litza Mattos
Q
uando teve seu celular roubado, recentemente, a estudante de relações públicas Thais Almeida, 20, ficou desesperada. Segundo ela, o maior trauma foi perder informações e números que guardava no aparelho. Sem o smartphone, a jovem sentiu como se estivesse faltando um pedaço de sua memória. “Todos os meus contatos e senhas estavam no meu celular. Não guardo essas informações de memória, por isso, tive muita dor de cabeça. Além disso, fiquei extremamente ansiosa, porque, antes de comprar um novo aparelho, não podia entrar nas redes sociais em qualquer lugar e a qualquer momento. Me senti perdida, como se estivesse excluída do mundo, sem poder me comunicar”, conta. Estudos recentes demonstram que, diante da facilidade de acesso às informações, a falta de paciência dos usuários cresceu e o intervalo médio de atenção das pessoas despencou para apenas oito segundos. Esses dados têm relação direta com a chamada amnésia digital, um fenômeno que vem se tornando comum em um mundo cada vez mais conectado. Segundo a professora Maria Wim-
ber, da Universidade de Birmingham, na Inglaterra, esse cenário prejudica a formação das lembranças de longo prazo. A docente participou de uma pesquisa realizada pela empresa de segurança cibernética Kaspersky Lab em países europeus como Reino Unido, Alemanha, França, Espanha, Itália, Bélgica, Luxemburgo e Holanda, que confirmou que o uso indiscriminado de tecnologias digitais está afetando consideravelmente a memória dos seres humanos. De acordo com o estudo feito com 6.000 pessoas acima de 16 anos, ao apresentar uma questão, 57% dos entrevistados tentaram sugerir uma resposta sozinhos, mas 36% recorreram imediatamente à internet. Essa taxa aumenta para 40% entre pessoas com 45 anos ou mais. Esses consumidores parecem relutantes em perder tempo tentando se lembrar de algo ou possivelmente duvidam da sua memória. Quase um quarto dos entrevistados (24%) admite que esquece as informações após utilizá-las. Já 12% das pessoas consideram que a informação estará sempre disponível. Além disso, 91,2% dos entrevistados admitiram usar a internet como uma “extensão online do seu cérebro”.
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CAPA
terceirizada
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RONALDO SILVEIRA
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CAPA
Tatiana Zebral, 38, diz que chega a ter pesadelos só de imaginar a possibilidade de ficar sem o celular
Só de imaginar a possibilidade de ter o celular perdido ou roubado, a sócia-proprietária da Livraria Leitura de Betim Tatiana Zebral, 38, chega a ter pesadelos. É no seu iPhone que ela armazena quase todas as informações de que necessita no seu dia a dia, inclusive para trabalhar. “Para se ter uma ideia, não sei de cabeça nem o telefone da minha casa. Tenho o hábito de guardar tudo no meu celular. Por isso, me sinto dependente do aparelho, principalmente por ele ser uma das minhas principais ferramentas de trabalho. Se eu perdê-lo, é como se eu estivesse perdendo um pedaço do meu cérebro. Os transtornos que teria seriam enormes”, afirma. Além da terceirização da memória, a pesquisa demonstrou que a adoção massiva das plataformas móveis tem causado mais impaciência nas pessoas – e essa urgência nos faz reter menos informações, já que, subjetivamente, sabemos que elas poderão ser consultadas novamente e com a facilidade da internet à mão. “Com a agenda de papel, a pessoa se forçava a escrever, e esse hábito ajudava o cérebro a guardar os números de maneira mais persistente do que no celular que hoje, por exemplo, sincroniza a agenda de contatos automaticamente”, observa o analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil, Fábio Assolini. Segundo o analista, essa facilidade de termos armazenado em um smartphone tudo o que precisamos, e não conseguirmos lembrar os contatos de pessoas próximas, está na lista de sintomas da amnésia digital. Ter muitos e-mails, senhas e números de telefones para memorizar e entrar em pânico só de pensar em perder todas essas informações completa o “diagnóstico”.
Para se ter uma ideia, não sei de cabeça nem o telefone da minha casa. Tenho o hábito de guardar tudo no meu celular. Por isso, me sinto dependente do aparelho.”
Usar avisos automáticos de celular, notebook e tablet para lembrar-se do que precisa fazer é uma realidade na vida do músico Carlos Eduardo Matias, 29. “Tudo está guardado lá. Em alguns fins de semana, nem lembro onde vou tocar – mas a agenda virtual me informa. Minha cabeça está lá”, brinca ao reconhecer a dependência pela internet. CONTRAPONTO Contudo, poucas são as evidências de que a utilização de dispositivos eletrônicos perturba realmente a capacidade de formar memórias. Para a neurocientista Kathryn Mills, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade de Londres, o esquecimento não é totalmente ruim e é até, muitas vezes, necessário para dar lugar ao acúmulo de mais lembranças no cérebro. “Não faz mal não se lembrar de algo que você não precisa memorizar. Antes da internet, nós usávamos outras ferramentas, como enciclopédias, para acessar informações. Seja usando a web ou livros físicos, não significa que vamos perder a nossa capacidade de formar memórias”, garante. Viviane Rose de Melo, psicóloga e especialista em neuropsicologia pela Fumec e pelo Instituto de
Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP), concorda. Para ela, “esquecimento do cérebro” faz parte de um processo que é intrínseco ao de memorização. “Se armazenássemos todas as minúcias do cotidiano na memória de curto prazo, o cérebro precisaria ser muitíssimo maior. Estaríamos acumulando uma série totalmente desnecessária de dados, porque eles mudam com o tempo. Esse caráter seletivo da memória é muito importante. Considerando esse sistema interativo, pode-se dizer que a plasticidade é uma das características da memória, que tem de ser modificada a cada instante para que não sejam guardadas informações desnecessárias”, explica. Ivan Izquierdo, um dos maiores especialistas mundiais em memória, é ainda mais enfático. “O amplo e bom uso desses dispositivos, pelo contrário, está nos ajudando a usar melhor a capacidade de memória e discernimento que temos. Saber mais coisas certamente ajuda qualquer atividade. Quanto mais velhos ficarmos, mais memórias teremos. A menos que a própria velhice venha acompanhada de doenças degenerativas”, pondera. “Minha longa experiência me indica que a falta de paciência perturba qualquer operação
que requeira o intelecto. Desde ler um texto até o simples ato de comer sem se engasgar”, completa Izquierdo. GINÁSTICA PARA O CÉREBRO Uma das principais formas de exercitar o cérebro é a leitura. “A memória só funciona se a estimulamos. E só atrofia e morre se não o fizermos. O melhor exercício é a leitura. Ler muito ajuda a fortalecer a memória. Quanto mais usada, melhor funciona. É o típico exemplo de que a função faz o órgão”, explica o diretor do Centro de Memória da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Ivan Izquierdo.
Tudo está guardado lá. Em alguns fins de semana, nem lembro onde vou tocar – mas a agenda virtual me informa. Minha cabeça está lá.”
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CAPA
DENILTON DIAS
Para não ficar refém da internet, o músico Cadu Matias, 29, usa a rede a seu favor e refina o que vê e ouve em busca de conhecimento relevante
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UNIFORMES ESCOLARES Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
Para exercitar a memória, a professora Camila Gil, 30, chega a ler quatro livros em um mês. “Leio dois livros ao mesmo tempo. Com isso, acabo tendo facilidade de lembrar fatos e coisas”, diz
JENNER MATTAR/DIVULGAÇÃO
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CAPA
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Quem adere à prática confirma os benefícios que a leitura traz para a memória. É o caso da professora Camila Gil, 30, que chega a ler quatro livros em um mês. “A leitura é uma forma de eu poder ativar o raciocínio e a atenção do meu cérebro. Leio dois livros ao mesmo tempo. Com isso, acabo tendo facilidade de lembrar fatos e coisas. Mas também gosto de jogos, que são fontes inesgotáveis para usar a memória”, garante a professora ao citar a dependência do imediatismo gerado por causa dos dispositivos eletrônicos para essa nova geração. “Por que memorizar se eu tenho uma ferramenta de consulta online ou uma agenda a todo momento? Percebo muito isso com meus alunos de 9 anos, que são da geração dos smartphones e dos tablets. Eles não sabem nem o telefone de casa porque guardam tudo na memória do celular. Assim, têm dificuldade de memorizar o que aprendem na escola”, conta. Izquierdo explica que a memória é feita e armazenada em sinapses (ligações entre neurônios) no sistema nervoso central. Na memória de curta duração, usada para gerenciar a realidade, a parte do cérebro mais utilizada é a do córtex pré-frontal. Mas, quando queremos transformá-la em memória de longo prazo, é preciso transferir essa informação para outra região do cérebro – o lobo temporal. Para isso acontecer, praticar atividade física, ter uma alimentação balanceada, fazer exercícios de repetição e dormir bem são atitudes fundamentais. Evitar fazer as atividades do cotidiano “no automático” é também uma forma de exercitar o cérebro, aponta a neuropsicóloga Viviane Rose de Melo. “O cérebro também vai perdendo sua capacidade produtiva ao longo dos anos e, se não for treinado com exercícios, pode falhar. Tal como o corpo, para se desenvolver de forma equilibrada e plena, a mente também precisa ser treinada, estimulada e desenvolvida. É comum não prestarmos atenção naquilo que fazemos de forma mecânica, por isso, costumamos esquecer, pouco tempo depois, as ações que executamos. O objetivo do treino cognitivo, por exemplo, é estimular os cinco sentidos por meio de exercícios, fazendo com que você preste mais atenção em suas ações e, então, melhore seu poder de concentração e sua memória. Não se trata de acrescentar novas atividades à sua rotina, mas de fazer de forma diferente o que é realizado diariamente. Esses exercícios ajudam a desenvolver habilidades em nosso dia a dia”, garante a especialista. Para tentar fugir do “efeito Google” – tendência de sempre procurar o que deseja na internet porque esqueceu alguma informação –, o músico Carlos Eduardo Matias diz que tenta fazer exercícios para “forçar” sua memória. “Procuro usar mais a internet a meu favor, para assistir a vídeos e palestras que me fazem parar para pensar e trazem conhecimento”, conta.
REFÉNS DA TECNOLOGIA 53% disseram que seu smartphone armazena tudo o que precisa saber ou recordar
79,5% admitiram usar a internet como uma extensão do seu cérebro
Como se sentiria ao perder os dados armazenados nos dispositivos móveis?
45,1%
Triste - “Existem memórias armazenadas nesses dispositivos que eu nunca poderia recuperar”
24,9%
Em pânico - “Esse é o único lugar, eu tenho minhas imagens e informações de contatos”
22,7%
Calmo - “Tenho memorizado as coisas que importam e mantenho cópias de imagens”
FONTE: ESTUDO DA KASPERSKY LAB OUVIU 6.000 CONSUMIDORES COM 16 ANOS OU MAIS EM SEIS PAÍSES EUROPEUS
Você consegu número de te com as quais
Parceiro o Pais Local de t Irmãos Vizinhos Amigos Escola do Médico Dentista
No caso de um Faz pesquisa o Tenta lembrar Pergunta a um Faz pesquisa e Outros
ria ao perder zenados nos móveis?
em memórias nesses que eu nunca perar”
Esse é o único o minhas ormações de
o memorizado importam e pias de
OPEUS
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
SIM
NÃO
Você consegue se lembrar do número de telefone das pessoas com as quais se relaciona? Parceiro ou cônjuge Pais Local de trabalho Irmãos Vizinhos Amigos Escola dos filhos Médico Dentista
69,7% 68,4% 45,4% 44,2% 70% 51,4% 44,4% 69,4% 77,5%
No caso de uma dúvida: Faz pesquisa online Tenta lembrar Pergunta a um amigo Faz pesquisa em um livro Outros
50% 39,3% 6,5% 3,5% 0,80%
Estamos mais acomodados por sabermos que temos qualquer informação na palma da mão? Os seres humanos se motivam para fazer aquilo que é do seu interesse. Dessa forma, o fato de a informação estar mais acessível pode ser um fator positivo ou negativo, vai depender da forma como cada indivíduo se beneficia dessa facilidade e acessibilidade, como tudo na vida. O grande volume de informações pode estar mudando a forma com que gerenciamos a nossa memória? Sim. A competição crescente no mercado de trabalho exige aprendizado constante, ainda assim, nós ainda não aprendemos de modo eficiente. Penso que o excesso de informações, sejam visuais ou sonoras, e sua velocidade não nos garantem qualidade. Escolher o que vamos selecionar e onde vamos armazenar essas informações, diante de tanta demanda, significa que estamos tendo que nos adaptar, nos reorganizar, para ter acesso a esse fluxo de informações. Viviane Rose de Melo,
psicóloga e especialista em neuropsicologia pela Fumec e pelo Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP)
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
O esquecimento quase sempre é decorrente de falta de atenção, e não de memória? Em alguns casos, pode ser a dificuldade nos processos de atenção. O processo inicial de armazenamento da informação passa pela codificação e pela memória sensorial, que dura 250 milissegundos. Portanto, caso haja uma dificuldade em manter a concentração durante uma atividade, essa informação se perde, não é codificada, consolidada, armazenada e, logo, não é evocada.
CAPA
E de que forma eles podem ajudar a memória? O uso dos aparelhos eletrônicos como facilitadores nas ações diárias, em alguns casos, para diminuir uma sobrecarga, ou seja, um acúmulo desnecessário nesse excesso de informações, pode contribuir em vários aspectos na nossa vida. Porém, isso deve ser feito com uma dose de disciplina e de limite.
RONALDO SILVEIRA
GIA
De que forma os dispositivos digitais podem prejudicar a memória das pessoas? Quando não recorremos às informações da memória de longo prazo. Atualmente, essa memória não está sendo utilizada porque foi terceirizada ao aparelho. Isso não é bom. Recorrer a todo instante ao celular para a busca de informação impede a construção, a formação e a consolidação da memória.
ALERTA PARA SEGURANÇA A falta de paciência para acessar informações online faz com que a segurança dos dispositivos móveis seja prejudicada no imediatismo de nossos hábitos, conforme aponta Fábio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab no Brasil. “Existe um imediatismo tão grande que, ao baixar aplicativos, por exemplo, as pessoas não leem os termos de uso e acabam se expondo ou abrindo brechas para vírus”, observa. A pesquisa mostra que apenas 30% dos consumidores instalam segurança extra em smartphones. Os dispositivos móveis ganharam tamanha importância na vida das pessoas que, segundo Assolini, em uma situação de roubo, por exemplo, a vítima não consegue se ver livre do medo de perder dados simplesmente porque não os memorizou. “Isso aumenta a importância das informações que guardamos. O trauma de perder o celular está também associado ao risco de perder nomes, datas e números que não guardamos em outro lugar”, diz. Parar de usar os aparelhos, porém, não é uma opção viável. Mas, para o analista, a orientação é fazer uma cópia de segurança de todas as informações. “São facilidades que vieram para ficar e não vão embora, mas é preciso proteger os dados contra vírus que possam comprometer o uso do smartphone”, diz.
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GASTRONOMIA
A data mais doce do ano está chegando, e a aposta de quem declara guerra à balança ou procura ter uma alimentação mais saudável é a linha fitness de ovos e barras de chocolates, feitos sem glúten, sem lactose, sem adição de açúcares e com pedaços de frutas e até com oleaginosas
FOTOS: RONALDO SILVEIRA
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A empresária Moema Lott, da Xocoalt, diz que investe também na linha de ovos sem lactose
sem culpa
Trabalho com confeitaria há quatro anos, e o aumento do número de pessoas que têm procurado doces menos calóricos, ou mesmo de pessoas com restrição à lactose, me fez pensar em criar uma linha especial para este ano.”
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S
e o comportamento do consumidor muda, o mercado corre para se adequar às novas demandas. Por isso, os apaixonados por chocolate não precisam mais se preocupar com restrições durante a Páscoa. A linha de chocolates fit tem ganhado cada vez mais espaço em empresas do ramo que, antes, produziam apenas os doces tradicionais. A proposta é oferecer produtos menos calóricos e mais saudáveis, mas, ao mesmo tempo, saborosos. Dona da Mimos Doces, a betinense Maria Isabel Camargos Nogueira, 20, contou com a ajuda de uma nutricio-
nista para desenvolver uma linha de barras e ovos de chocolate com menos calorias, menos gorduras e tão gostosa quanto as do chocolate tradicional. “Trabalho com confeitaria há quatro anos, e o aumento do número de pessoas que têm procurado doces menos calóricos, ou mesmo de pessoas com restrição à lactose, me fez pensar em criar uma linha especial para este ano. Para isso, contei com a ajuda profissional, buscando oferecer nos meus produtos aquilo que os clientes procuram: uma linha fitness saborosa. O objetivo é continuar mesmo após a Páscoa, porque há um público consumidor durante todo o ano”, afirma a jovem, formada em gastronomia.
GASTRONOMIA
Lorena Scaffuto
Diante da grande demanda, Maria Isabel Nogueira, 20, diz que pretende investir na linha de produtos fitness mesmo depois da Páscoa
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GASTRONOMIA
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“Temos o ovo de colher com a casca feita com 70% de cacau, bolo de banana funcional, pasta de amendoim integral com whey protein, além de ganache sem lactose, por exemplo. É uma delícia! Outro é o de bolo de cenoura, creme de avelã com cacau e biomassa de banana verde, além de pedaços de castanhas, goji berry e damascos”, explica Isabel. A linha desses produtos, novidade no mercado, está mesmo conquistando quem procura ter cuidado com o corpo. A empresária Simone Santos, 33, conta que, para dar continuidade ao seu plano alimentar mais saudável, iniciado há um ano, nesta Páscoa ela vai deixar de lado o chocolate tradicional. “Eu acredito que podemos consumir qualquer tipo de alimento, mesmo que não seja restritivo em calorias e gorduras, por exemplo, desde que tenhamos consciência em não abusar. Neste ano, entretanto, vou apostar no chocolate fit. Acredito que ele pode competir com o sabor do tradicional. Será a primeira vez para a Páscoa, mas já estou consumindo a linha desses produtos há mais ou menos um ano, quando decidi ter uma alimentação mais saudável”, revela.
Neste ano, vou apostar no chocolate fit. Acredito que ele pode competir com o sabor do tradicional. Será a primeira vez para a Páscoa, mas já estou consumindo a linha desses produtos há mais ou menos um ano.”
Linha de produtos fit GOJI BERRY: a fruta, rica em vitaminas e com alto poder antioxidante, ajuda na perda de peso, pois auxilia no funcionamento do intestino, além de fortalecer o sistema imunológico. PASTA DE AMENDOIM: com grande quantidade de proteína, além da presença de vitaminas, magnésio, zinco, ferro, entre outros, o produto dá mais energia e disposição.
BOLOS FUNCIONAIS: são feitos com ingredientes integrais e com baixa adição de açúcar ou uso do mascavo e frutas, por exemplo. BIOMASSA DE BANANA VERDE: preparação feita com polpas de bananas verdes cozidas, que auxilia na perda de peso, melhora a imunidade e o trânsito intestinal, além de prevenir a diabetes.
Simone Santos, 33, conta que, para dar continuidade ao seu plano alimentar mais saudável, nesta Páscoa ela vai deixar de lado o chocolate tradicional
• 3 ovos orgânicos • 1/2 xícara de adoçante culinário • 1/2 xícara de óleo de coco • 2 cenouras médias raladas • 1 xícara de fécula de batata • 1/2 xícara de farinha de arroz • 1/2 xícara de farinha de linhaça dourada • 1 colher de sopa de fermento • Barra de chocolate 70% • Cacau em pó • Avelã • Biomassa de banana verde • Adoçante à sua escolha
Modo de preparo: Bata no liquidificador os ovos orgânicos, o adoçante culinário, o óleo de coco e as cenouras. Depois, misture a fécula de batata, a farinha de arroz, a farinha de linhaça dourada e o fermento. Asse em forno preaquecido até um palito sair limpo. Deixe esfriar. Reserve. Agora, para fazer a casca do ovo de páscoa, prepare o chocolate de acordo com as instruções do fabricante e coloque em uma forma. Reserve. Já para o recheio, faça um creme com cacau em pó, avelã e biomassa de banana verde. Adoce com adoçante à sua escolha. Para montar, corte o bolo em finas fatias e intercale na casca do ovo com o recheio. Finalize com castanhas, passas, amêndoas e goji berry.
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Ingredientes:
GASTRONOMIA
Produzindo ovos sem lactose há dois anos, a empresária Moema Lott, da Xocoalt, conta que a procura é feita, principalmente, por mães de crianças que são alérgicas ou intolerantes à substância. “É uma procura bem específica. Quando o cliente chega aqui e encontra a opção sem lactose, conseguimos ver no rosto a felicidade dele. Geralmente, são mães ou madrinhas que querem presentear crianças na Páscoa. Para isso, nós fazemos o ovo, mas também opções atrativas, como chocolates em formato de cenoura, de animais, assim como pirulitos. As crianças adoram e os pais também”, garante. “Dentro da linha fitness, temos o ovo com a casca 70% cacau com goji berry. Temos também os diets, sem adição de sem açúcares, que podem ser consumidos por quem está de dieta ou é diabético. Para esses, podemos fazer a mesma versão do chocolate tradicional, como caixas de bombom e ovos com recheio na casca”, acrescenta a empresária. De acordo com o site Sem Lactose, referência sobre o tema, 75% da população mundial é atingida pela deficiência primária da substância, que consiste na diminuição natural e progressiva na produção de lactase a partir da adolescência até o fim da vida. Ela pode causar desconforto abdominal, inchaço, náusea, entre outros.
Ovo de bolo de cenoura fit
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ARIANE TAVARES/DIVULGAÇÃO
Ovos sem lactose também são sucesso
REPRODUçãO INTERNET
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recomenda Cinema
março nas salas de Betim
Batman vs. superman: A origem da Justiça O aguardado “Batman vs. Superman – A Origem da Justiça” é mais um filme que explora o universo dos super-heróis. O longa apresenta Henry Cavill como o Superman, Ben Affleck como Batman, Gal Gadot (“Velozes & Furiosos 6”) como a Mulher-Maravilha, Jason Momoa (“Game of Thrones”) como o Aquaman e Jesse Eisenberg (“A Rede Social”) como Lex Luthor. Na história do filme, após os eventos de “O Homem de Aço”, Superman divide a opinião da população mundial. Enquanto muitos contam com
ele como herói e principal salvador, vários outros não concordam com sua permanência no planeta. Bruce Wayne está do lado dos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo. Enquanto os dois brigam, porém, uma nova ameaça ganha força.
FICHA TÉCNICA: Batman vs. Superman: A Origem da Justiça Elenco: Ben Affleck, Henry Cavill e Amy Adams Direção: Zack Snyder Gênero: aventura, ação Estreia: 24 de março
Trapalhão, desajeitado, cada vez mais engraçado e, agora, professor de artes marciais, o urso Po encara novas aventuras emocionantes na terceira edição de “Kung Fu Panda”. Nessa nova história, ele recebe visita do pai, que o surpreende e decide levá-lo para uma reunião familiar. Entretanto, um vilão acaba com a alegria do protagonista, obrigando Po a reu-
nir forças com seus amigos para destruir a nova ameaça.
FICHA TÉCNICA: Kung Fu Panda 3 Elenco: Jack Black, Angelina Jolie Pitt, Dustin Hoffman Direção: Jennifer Yuh Gênero: animação infantil Estreia: 3 de março
REPRODUçãO INTERNET
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Kung Fu Panda 3
REPRODUçãO INTERNET
o Presidente O filme conta a história de um ditador que fica cara a cara com as pessoas que ele subjugava. O presidente e sua família governam com punho de ferro, enquanto aproveitam uma vida de luxo e cheia de lazer à custa da miséria da população. Quando um contragolpe põe fim ao seu governo brutal e sua família foge do país de avião, o presidente tem que cuidar de seu jovem neto e é forçado a fugir. Fugitivo
mais procurado da nação e com a cabeça a prêmio, ele embarca com o garoto em uma jornada perigosa pelo país.
FICHA TÉCNICA: O Presidente Elenco: Mikheil Gomiashvili, Dachi Orvelashvili Direção: Mohsen Makhmalbaf Gênero: drama Estreia: 10 de março
Monte Carmo Betim Shopping Partage Shopping avenida Edmeia Mattos BR-381, rodovia Fernão avenida Juiz Marco Túlio Lazzarotti, 1.655, Angola. Dias, KM 492, 601, São João. Isaac, 1.119, Ingá Alto. Telefone: (31) 3594-4055 Telefone: (31) 3117-1063 Telefone: (31) 3117-1511
A cultura de comer frango no balde, bem ao estilo norte-americano de ser, se espalhou por todas as regiões do Brasil e conquista cada vez mais fãs. Betim não ficou de fora dessa! Inaugurada na cidade pelos sócios Rafael Carneiro de Andrade e Angelina Andrade, a mais nova franquia do Frango Americano, localizada no bairro São Caetano, chama a atenção não só pela qualidade dos produtos oferecidos, mas também pela decoração do ambiente, inspirada na terra do Tio Sã. O prato principal do estabelecimento, como o próprio nome já diz, não poderia ser ninguém menos que o frango frito, entretanto, é servido de uma forma especial: “São cortes de coxa e contracoxa empanados e fritos, mas que são servidos em baldes e acompanhados por molhos especiais”, conta a sócia. Já os preços variam tanto quanto o cardápio. O balde pequeno, por exemplo, custa R$ 14,90 e serve duas pessoas; o grande sai por R$ 44,90 e serve de quatro a cinco pessoas. Outros pratos que caíram no gosto dos fregueses foram o franqueijinho – que é o filé de peito de frango empanado com queijo parmesão –, o coração empanado e frito e a tulipa feita com o meio da asa de frango, que, depois, é empanada e frita. O negócio na cidade deu tão certo que Angelina e Rafael resolveram inaugurar outra casa na cidade. “Ela fica na região Central da cidade, bem próximo ao Hospital Regional de Betim, as margens da avenida Edmeia Matos Lazzarotti”, explica.
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americano
Finde Recomenda - BARES
No estilo
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Onde: avenida Tapajós, 549, bairro São Caetano. Funcionamento: de segunda a segunda, das 18h à 0h. Telefone: (31) 3397-7719.
Para se sentir em casa
A espeteria Casa da Sogra, aberta há pouco mais de quatro meses pelos sócios e administradores Alisson Pedro da Silva e José Alves de Melo, faz qualquer cliente se sentir em casa. Com um cardápio variado de espetinhos (a R$ 4,50) e de porções (como a de contrafilé com fritas, que custa R$ 30), além de cerveja gelada, sucos e bebidas destiladas, o estabelecimento agrada a todos que procuram um happy hour diferenciado e com baixo custo. Além do clima descontraído, a Casa da Sogra também oferece música ao vivo
FOTOS: RONALDO SILVEIRA
às sextas-feiras, sempre com ritmos variados. “O nosso diferencial é a qualidade dos espetos, a cerveja bem gelada, o atendimento de primeira, além de um espaço externo arejado e agradável, que foi totalmente reformado
para que os clientes pudessem aproveitar da melhor forma os momentos de lazer”, conta Alisson. Onde: avenida Nossa Senhora do Carmo, 693, centro. Funcionamento: de segunda a sábado, das 17h à 0h. Telefone: (31) 986840984 ou (31) 99602-4170.
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Decoração
con che
go Thiago Urbhan/Divulgação
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Quem não se sente bem em poder oferecer a amigos e familiares um espaço de convivência com elegância e charme? Nesta edição da Finde, você confere projetos desenvolvidos pelos mais conceituados profissionais da área em Minas Gerais e que vão te inspirar a ser um ótimo anfitrião
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DECORAÇÃO
JOMAR bRAGANçA/DIVULGAçãO
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Refúgio nos fins de semana Convívio harmonioso Nesse apartamento de 175 metros quadrados, os clientes priorizaram a área de convivência com o intuito de receber os amigos e os familiares. Para que isso fosse possível, foram adquiridos dois apartamentos ainda na planta e que pudessem ser integrados. Na decoração, um grande sofá feito sob medida foi colocado no meio da sala e permitiu a instalação de uma bancada de madeira de demolição, atrás do sofá, com mais opções de assento. Com isso, os moradores usufruem de salas de jantar e de estar e do home em um espaço apenas.
Cícera Gontijo, design de interiores
David Guerra, arquiteto
O projeto dessa casa de campo, localizada em um condomínio em Nova Lima, era o de integrar o imóvel à natureza, fazendo com que o ambiente funcionasse como um grande deck de contemplação e convivência para o refúgio da mãe, de seus dois filhos casados, noras e netos nos fins de semana. O projeto utilizou materiais naturais, com intenção de proporcionar aconchego e com uma proposta contemporânea. Toda a parte íntima e de lazer se desenvolveu em um único nível, voltado para as montanhas, com um pátio gramado para o qual se abriam as varandas dos quartos e das salas, com piscina, deck, ducha, espelho d’água e uma cascata.
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Decoração
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Conforto e sofisticação Esse projeto de um apartamento para um casal com três filhos no Belvedere, em Belo Horizonte, tem como ponto forte o “receber”. A cobertura tem tudo para proporcionar todo o conforto de que a família necessita, como sala de cinema, cozinha gourmet, SPA, piscina, sauna e vestiário. A cobertura é uma grande sala para convívio, com um grande telão, ampla cozinha gourmet, espaço para vinhos e SPA, que são rodeados de varandas com uma bela vista para as montanhas e o verde. “Queria um espaço aconchegante e, ao mesmo tempo, sofisticado, com elementos diferenciados, trazendo requinte ao ambiente. Por isso, misturamos madeira, revestimentos de pedras, pó de ouro, aço corten e vidro na decoração”, explica Andréa Buratto.
Andréa Buratto, arquiteta
Daniel Mansur/Divulgação
Jomar Bragança/Divulgação
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A cobertura desse apartamento, de um casal com dois filhos, foi projetada como espaço de convivência para receber os amigos, cozinhar juntos ou simplesmente para curtir o visual da cidade. Pensando nisso, Mariana Borges e Taysa Godoy optaram por integrar o máximo possível os ambientes, de forma que todo o convívio ocorresse em um mesmo espaço. No espaço gourmet, as paredes foram demolidas para integrar completamente os ambientes. Uma grande mesa de refeições feita em quartzito Van Gogh – que é uma obra de arte natural – divide o espaço gourmet do home theater. O piso da área gourmet é de porcelanato de madeira e também faz essa setorização de ambientes, além de conferir aconchego e, ao mesmo tempo, praticidade na manutenção. Destaque para o jardim vertical, com orquídeas e bromélias, trazendo um pouco do verde para área interna.
Decoração
Beleza nas alturas
Mariana Thaysa Borges, Godoy, arquiteta
design de interiores
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INVISTA CERTO: SEJA NUMBER ONE
ENTREGAMOS EM DOMICÍLIO
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Postal
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Muitos dos monumentos que até hoje existentes na Colônia Santa Isabel, em Betim, como o seu portão de entrada, fazem parte de uma história triste de segregação. Na década de 1920, o Brasil adotou uma política sanitarista direcionada para a erradicação de doenças contagiosas como o mal de hanseníase, também conhecido por “lepra”. A Colônia funcionava então como uma espécie de campo de concentração da saúde, mantido pelo Estado, onde os portadores do contagioso bacilo deveriam ficar isolados, com o objetivo alegado na época pelas autoridades de preservar a integridade física de toda uma população “não contaminada”. Felizmente, tempos depois, o tratamento da doença, que hoje é sabido, tem cura, evoluiu, e a passou de confinamento à busca pela integração dessas pessoas.
RONALDO SILVEIRA
Pelo fim da segregação
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moda
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Joãozinho A volta do estilo Se você está pensando em mudar o visual, que tal adotar o cabelo bem curtinho? O pixie hair é uma boa opção. Ele tem versão repaginada e te dá mais possibilidades de usá-lo bem despojado
Lisley Alvarenga e Lorena K. Martins
N
a cadeira do salão, mulheres juram que, quanto mais você se preocupa em querer deixar o cabelo crescer, mais ele demora. Entretanto, há aquelas que não querem, por opção, as madeixas compridas. Movida pelo desapego da tesoura e por uma vontade imensa de mudar, a gestora cultural Letícia Cabral Aguiar, 28, resolveu sair da zona de conforto. Do estilo repicado, no comprimento da altura dos ombros, pulou para o joãozinho, ou pixie hair – um nome mais charmoso, criado pelos fashionistas. “Aos 16 anos, eu tive o cabelo um pouco mais curto, mas nunca no estilo joãozinho. No início do segundo semestre de 2014, comecei a cortar com uma amiga. Aos poucos, cheguei a esse estilo. Inicialmente, cortei bem curto e deixei a parte da frente maior. No ano passado, cortei ele totalmente curtinho. Confesso que no começo estranhei um pouco, principalmente quando ia tomar banho. Mas gostei muito, esse estilo de corte teve muito a ver com meu momento de vida. Foi o marco de uma nova fase na minha vida e acho que esse estilo, hoje, combina muito comigo agora”, afirma Letícia. E, por falar em mudanças, os cabelos curtinhos, que em todos os verões conquistam cada vez mais adeptas da prati-
cidade da nuca fresca, andam seguindo a linha já apresentada na passarela: ora com um repicado mais cool, por vezes deixando os mullets, bem anos 80, ora com um corte e shape mais assimétrico – uma ponta mais comprida que a outra. Por isso está definitivamente descartado usar os fios mais grudados à cabeça e sem nenhum movimento. A ordem é deixá-lo “zero certinho”. “Prefiro sempre que o cabelo fique o mais natural possível, deixando-o secar sozinho. O secador é apenas um acessório. Esse cabelo curtíssimo, com volume, veio pra ficar e mostrar também que a mulher pode ser forte e ficar superfeminina”, salienta o beauty artist Bruno Cândido. É o que também acredita a gestora cultural Letícia Aguiar. “Cuidar desse tipo de corte realmente é muito prático. Saio do banho e só passo o dedo no cabelo. Não existe mais aquela coisa de ficar penteando, desembaraçando. Secar, então, nem se fala. Fora que tenho a sensação de estar sempre bem-arrumada, ao contrário de quando eu tinha o cabelo comprido, que acabava ficando sempre amarrado num coquezinho. Hoje, minha sensação é de liberdade. Meu namorado adora, acha que eu fico um mulherão, mais imponente, com mais atitude e expressando personalidade forte”, brinca ela. Apelidado de shaggy hair (uma es-
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A gestora cultural Letícia Cabral Aguiar, 28, conta que adotar o estilo joãozinho foi uma maneira dela reconstruir a visão que tinha da própria imagem. “O corte valorizou meu rosto e me possibilitou perceber outras nuances no meu próprio rosto”, garante
RONALDO SILVEIRA
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MODA
Cortar meus cabelos bem curtos marcou minha reconciliação com a minha autoestima: foi como se eu finalmente me descobrisse como sou. Hoje, sei usá-lo de várias formas e sei que ele é um grande ponto a meu favor.”
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Fique antenada! o corte do momento O curto de agora é bem natural e zero certinho. O beauty artist Bruno Cândido entrega o jogo. “O segredo é fazer um leve repicado, com as camadas bem-definidas e, depois, com uma boa finalização. Use espuma e musse. Amasse, solte e pronto!”
manutenção Mesmo curtinho e prático para cuidar – sem contar a economia de xampu e condicionador, né? –, o corte requer visitas ao cabeleireiro mais frequentes. “A manutenção do curtinho é importante e quase mensal. Precisa mantê-lo sempre elegante. A nuca precisa estar sempre bem-acabada e bem-desenhada”, acredita Bruno Cândido.
pécie de “leve baguncinha”), esse tipo de corte dispensa chapinha e prima por fios mais desconectados e com movimento, de acordo com Bruno. “Estamos vivendo um momento da beleza em que o cabelo médio e na altura dos ombros, chamado de long bob, passou a ser o novo longo. Já o corte estilo joãozinho tornou-se uma versão mais moderna e é o novo curto”, explica. Foi o beauty artist, inclusive, o responsável pelos holofotes voltados para o cabelo da top mineira Ari Westphal durante a última edição do São Paulo Fashion Week. Na passarela, seus cabelos curtinhos e naturalmente bem cacheados foram o grande destaque da temporada. “Ela tem um rosto bem forte, e sempre quis vê-la de cabelo curto. Então, um dia ela sentou na cadeira e fomos a prestações no corte. Ela ainda estava presa à escova progressiva e resolveu deixá-la bem natural, com os cachos. O sucesso só confirmou o que eu queria há mais tempo, que é deixá-la com esse rosto bem retrô, que valorizou ainda mais os traços dela”, explica. Ao contrário de Ari, para quem tem o rosto com traços mais fortes e, mesmo assim, quer aderir ao curto, Bruno explica que deixar uma franja um pouco maior pode ser um truque para mudar o foco da atenção, além de possibilitar mais variações. Grandes aliados Para Letícia, pomadas modeladoras e musses para cabelo são grandes aliadas nesse tipo de corte. “No dia a dia, deixo ele mais natural. Mas, quando vou sair, geralmente uso musse ou pomada, para dar uma incrementada no visual. E, ao contrário do que as pessoas pensam, dá para criar muitos looks com esse cabelo. De vez em quando, deixo a parte da frente mais comprida, faço trança, uso lenços, turbantes. Acaba que a gente fica mais criativa. Dá para ser versátil. Fazer um corte que você possa usar mais para o lado, depois para o outro. Dá até para fazer penteados. Na formatura do meu irmão, por exemplo, eu mesma fiz um
penteado em mim”, conta a gestora cultural ao apontar o único entrave para quem sonha em adotar e manter esse estilo. “A gente vive no cabeleireiro para manter o corte, isso é um fato. Mas, para as mulheres que adoram um salão, não é um grande problema, acredito”, brinca. “No meu caso, que gosto de sempre estar com um look diferente, opto por ir ao salão a cada dois ou três meses”, explica. Com os fios curHá 19 anos, a tos há 26 anos, a escritora Cris escritora Cris GuerGuerra cortou os ra também garante fios pela primeira vez e, desde que o corte é versáentão, usa o pixie til. “Você pode deia seu favor. Para xar os cabelos secaela, ao contrário do que muitos rem naturalmente, pensam, cabelos pode usar o secador curtos são e musses para dar extremamente mais volume, pode versáteis usar gel para fazer algo mais à la garçonne ou uma pomada modeladora para fazer topetes”, recomenda. Preconceito e autoestima Apesar das inúmeras vantagens de se ter o cabelo curto, Letícia diz que enfrenta certo preconceito. “Lembro que, quando eu cortei, me mandaram um post no Facebook relacionando o fato de uma menina ter cortado o cabelo estilo joãozinho e, no trabalho, os colegas de serviço terem achado que ela virou lésbica. Muita gente também critica, dizendo que está muito curto. Outras me questionam porque eu cortei, já que quando ele era comprido era tão bonito. Não ligo, para mim, ele continua sendo tão bonito quanto antes”, frisa.
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CRIS GUERRA/DIVULGAçãO
cores da estação
“Mas também há muita admiração. Muitas mulheres chegam perto de mim para falar que ‘morrem’ de vontade de cortar, mas que não têm coragem, ou porque o marido ou o namorado ‘não deixam’. Sempre as incentivo, mudar nos fortalece, nos coloca em movimento, além do que o cabelo cresce muito rápido”, diz. Cortar o cabelo pode representar, muitas vezes, estar de bem com a própria autoestima. Há 19 anos, a escritora Cris Guerra cortou os fios pela primeira vez e, desde então, usa o pixie a seu favor. “Cortar meus cabelos bem curtos marcou minha reconciliação com a minha autoestima: foi como se eu finalmente me descobrisse como sou. Hoje, sei usá-lo de várias formas e sei que ele é um
grande ponto a meu favor. Ao contrário do que muitos pensam, cabelos curtos são extremamente versáteis”, acredita. Letícia não pensa diferente. “Para mim, adotar esse estilo de corte foi uma maneira de reconstruir a visão que eu tinha da minha própria imagem. Não atrapalhou em nada minha feminilidade. Depois que cortei, como meu pescoço e meus braços ficaram mais livres, passei a usar mais acessórios, como colares, e brincos maiores, porque eles ganharam destaque. Além de achar que esse corte valorizou mais meu rosto. Eu me redescobri e comecei a perceber outras nuances no meu próprio rosto. É um bom exercício de autoconhecimento também”, garante.
Para Bruno, o novo corte casa bem com fios de tons acobreados, aposta de tonalidade para a estação. “A loira deixou de lado o tom mais manteiga para o dourado. Com a ‘epidemia’ do cabelo ruivo, os castanhos também entraram na onda e estão com um toque de cobre”, disse.
Bem-acabado O ritual na hora de secar, a fim de obter o shaggy hair, é simples. “Passe um finalizador, deixe secar naturalmente ou com o auxílio de um difusor. Com ele já seco, use uma pomada nas pontas, para um acabamento bem brilhante.
Franja, um caso à parte “Para quem ama franja, pode usá-la mais certinha e reta. Ou jogar de lado, dando mais textura. E lembre que esse tipo de corte cai bem com rostos mais arredondados e traços bem finos.”
MARCELO SOUbhIA /FOTOSITE
Mesmo práticos, os cabelos curtos precisam de produtos certos para a manutenção. Para investir no penteado, ceras e pomadas são verdadeiras aliadas para definir os fios. Confira na galeria a seguir.
Modeladora • Para dar um “up” no penteado, essa pomada fixa, modela e sustenta o penteado, evitando o aspecto endurecido. Para usar nos fios mais secos. Quanto: R$ 34,90 Onde: www.acquafloracosmeticos.com.br
Musse • Indicada para cabelos cacheados. Use diariamente após lavar os fios, deixe secar naturalmente ou modele com o difusor. Quanto: R$ 72 Onde: www.lowell.com.br Nathália Rodrigues. A atriz adotou um visual assimétrico, com franja mais longa. Quer um truque? O lado mais curto deve ser usado para trás da orelha. “A franja, nesse corte, é maior e, assim, existem mais possibilidades de fazer penteados, como topetes e ondulados.”
Carla Salle. A atriz mudou o visual para interpretar Leila, uma estudante de jornalismo engajada e moderna, na trama Global “Totalmente Demais”, e adotou um mullet sutil com os fios repicados, bem anos 80. “Só de usá-lo partido de lado e sem volume fica bem sofisticado, e a mulher pode ousar mais na roupa. Já os mullets laterais são indicados para as mais modernas e ousadas”.
Volume • É um pó que modela os fios lisos, finos e sem volume. Com os cabelos já secos, coloque uma pitada na raiz, massageie com os dedos e pronto. Quanto: R$ 45 Onde: www.batiste.com.br
TV GLObO/DIVULGAçãO
INSTAGRAM/REPRODUçãO
Maria Flor. A atriz, que já estava habituada a usar cabelos longos e cacheados, cortou os fios bem curtinhos. “Esse corte com a franja bem retinha, acima da sobrancelha, é indicado para as moderninhas. Ele tem uma pegada de anos 60, lembra o corte da modelo Twiggy”, explica Bruno Cândido.
Ari Westpahl. New face descoberta na última edição do São Paulo Fashion Week, a modelo ganhou os holofotes por causa do seu cabelo curto e cacheado naturalmente. “Sempre quis vê-la de cabelo curto, pois o rosto dela tem traços bem delicados, que combinam com a miscigenação dela”, diz Bruno Cândido, responsável pelo corte de Ari.
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FAmosAs QUe NÉcessAire ADorArAm o VisUAL
Penteado • Esta cera é seca, de fixação forte e com pouco brilho, ideal para esculpir, modelar e definir os fios. Esfregue nas pontas dos dedos e aplique no cabelo úmido ou seco. Quanto: R$ 71,92 Onde: thebeautybox.com.br
Você tem um
PLANo
B?
Para driblar a crise, que em 2015 fechou 9.882 postos de trabalho na cidade, e, assim, conseguir uma renda extra, betinenses passaram a fazer “bicos” ou trabalhar em um segundo emprego
FOTOS: RONALDO SILVEIRA
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NEGÓCIO
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A auxiliar de serviços gerais Ana Paula Cantão, 34, aproveitou seus dotes culinários e uniu-se à madrasta, Istael de Souza, 46, para, juntas, oferecer serviço de bufê em festas e recepções
RAIO X DA CRISE
48%
25% dos brasileiros disseram ter buscado essa alternativa, em setembro de 2013.
dos brasileiros, afirmaram ter buscado trabalho extra nos 12 meses anteriores a setembro de 2015 – data da pesquisa – para complementar a renda.
Você buscou trabalho extra nos últimos 12 meses para complementar a renda?
73%
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A
crise econômica enfrentada pelos brasileiros nos últimos meses vem alterando o dia a dia da maior parte das famílias no país. De acordo com uma pesquisa divulgada no ano passado pelo Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), até setembro de 2015, mais da metade dos brasileiros (57%) havia mudado seus hábitos de consumo para tentar se proteger do cenário atual. Já 48%, quase a metade, passou a fazer “bicos” ou tinha um segundo emprego para complementar a renda fixa; no mesmo período de 2013, registravam-se apenas 25% dos brasileiros nessa prática. Betim foi uma das cidades duramente afetada pelos altos índices de desemprego. Segundo dados divulgados recentemente pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, a cidade perdeu 9.882 postos de trabalho somente em 2015, número cinco vezes (293%) maior que em 2014, quando 2.513 empregos formais foram extintos. No ranking nacional, Betim foi o 30º município do país que mais demitiu no ano. Em Minas Gerais, a cidade ocupou a terceira posição, ficando atrás apenas de Belo Horizonte e Contagem, que demitiram 68.432 e 11.917 pessoas, respectivamente. Para tentar conseguir um dinheirinho a mais no fim do mês, a auxiliar de serviços gerais Ana Paula Rodrigues Cantão, 34, é uma dessas brasileiras que decidiram arregaçar as mangas. Depois de analisar qual seria a melhor forma de complementar o salário que ganha na empresa onde trabalha, ela aproveitou seus dotes culinários e decidiu unir-se à madrasta, Istael Augusta de Souza, 46. Juntas, elas passaram a oferecer o serviço de bufê em festas e recepções. Antes, porém, foi necessário analisar o investimento inicial. “Primeiro, nós criamos um cartão para apresentar o tipo de serviço que oferecemos às pessoas. Depois, compramos alguns equipamentos, como panelas e outros objetos que utilizamos na cozinha, para ter condições de atender a todo tipo e toda quantidade de público”, conta Ana Paula. A ideia de oferecer o serviço de gastronomia, entretanto, fez outros desejos florescerem nas sócias. “Agora, além de fazermos comidas em festas, também produzimos salgados, bolos de pote e aceitamos outras encomendas”, completa. Apesar de Ana Paula ser iniciante no ramo, Istael traz consigo toda a experiência de mais de 12 anos de trabalho com culinária. “Sempre fiz esse tipo de serviço por conta própria e, quando percebi que a Ana Paula precisava incrementar a sua renda, decidi arriscar e montar com ela o nosso negócio. Agora, ela tem dois empregos”, diz Istael.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO BETIM
NEGÓCIO
Thalita Marinho
49%
48% 25%
1% SIM Em setembro de 2013
NÃO Em setembro de 2015
Quanto menor a renda familiar dos brasileiros, maior o percentual de quem busca trabalhos extras para complementar sua renda: Até 1 salário mínimo
Entre 1 e 2 salários mínimos
Entre 2 e 5 salários mínimos
Mais de 5 salários mínimos
Fonte: CNI – dados divulgados em setembro de 2015
3%
NÃO SOUBE OU NÃO RESPONDEU
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NEGÓCIO
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Para complementar a renda no fim do mês, Luiz Fernando Magalhães, 32, vende, desde roupas até hidratantes e perfumes
Quem também buscou uma nova forma de ganhar dinheiro neste momento de crise foi Luiz Fernando Magalhães, 32. Há cinco meses, ele decidiu que buscaria uma nova forma de investir em um salário melhor. “Foi quando conheci uma empresa que oferece uma excelente forma de completar meus rendimentos e dar mais qualidade de vida para a minha família. O que mais me conquistou no negócio, além da flexibilidade de horários, é que os produtos são de primeira qualidade. Hoje, vendo produtos de moda premium, desde camisas sociais, polos e t-shirts (masculino e feminino) até hidratantes e perfumes com fragrância própria”, explica. Para Magalhães, uma das formas de con-
quistar o público é usar os produtos que ele vende. “Para oferecer algo aos meus clientes, começo a identificar o que as pessoas estão buscando, então, já apresento alguns produtos específicos, facilitando, assim, a venda. Visto e uso os produtos que comercializo. Isso ajuda muito para as pessoas conhecerem melhor meus produtos. Também apresento a mercadoria via fotos e amostras”, conta o supervisor, que também utiliza as redes sociais para divulgar seu negócio. “Posto algumas fotos, mas também divulgo diretamente para os clientes interessados. Sempre estou à disposição para explicar e, nos tempos livres, para ir até as pessoas”, explica.
Visto e uso os produtos que comercializo. Isso facilita muito para as pessoas conhecerem melhor meus produtos. Também apresento a mercadoria via fotos e amostra.”
A comunicadora social Maíra de Freitas Barczewski, 28, aproveita as horas vagas para vender lingeries e peças fitness
Preciso conciliar a rotina de vendas com o meu trabalho, por isso, normalmente combino com os clientes com antecedência.”
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os momentos de descontração para conciliar a sua rotina de trabalho fixo com as vendas dos produtos. “Normalmente, combino com os clientes com antecedência. Envio fotos, vou até a casa dos interessados ou marco um horário na minha residência. Também aproveito momentos de confraternização e encontros com familiares e com amigos para mostrar as peças que comercializo. É preciso aproveitar cada oportunidade”, brinca. Apesar do sucesso das vendas e da experiência adquirida ao longo dos anos, Maíra alerta sobre os cuidados necessários para que a busca pela renda extra não se transforme em dor de cabeça. “Com a crise, é preciso tomar cuidado com o estoque adquirido, mas, se bem controlado, é uma saída para não ficar apertado financeiramente”, completa.
NEGÓCIO
A atual crise econômica também fez com que a comunicadora social Maíra de Freitas Barczewski, 28, pensasse em uma alternativa para garantir um pouco mais de dinheiro no fim do mês. Por isso, ela aproveita as horas vagas para vender lingeries e peças fitness. “Há cerca de quatro anos, uma amiga que já vendia lingeries me incentivou a vender também. Na época, eu trabalhava durante o dia e estudava à noite, então, com públicos diversificados, foi uma ótima oportunidade para conquistar uma renda extra, que sempre é bem-vinda. As vendas deram certo e, até hoje, continuo com esse trabalho extra, sobretudo, agora, diante dessa crise”, conta Maíra. Além do carisma para vender e conquistar os seus clientes, a comunicadora também conta com a ajuda da tecnologia e com
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ESPORTE
reDeNÇÃo Do seDeNTArismo À
Com poucos anos de treino, mas vários títulos no currículo, o betinense Remerson Neri fechou 2015 entre os dez melhores atletas amadores de mountain bike XCM, segundo a Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC)
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Lisley Alvarenga
S
eja no asfalto, em uma trilha no meio do mato ou à beira-mar, o fato é que o hábito de andar de bicicleta tem se tornado cada vez mais presente na vida dos brasileiros. Isso porque, além de ser uma excelente opção para quem busca exercer alguma modalidade esportiva, pedalar também traz inúmeros benefícios para o corpo e para a mente. Em Betim, um ex-motorista de caminhão com uma vida sedentária encontrou na bike um meio de mudar radicalmente a sua vida e espalhar admiração e entusiasmo às pessoas que passam pelo seu caminho. A relação de Remerson Neri, 36, com o ciclismo começou em 2009, logo depois de ele ter a oportunidade de trocar a vida de caminhoneiro para se tornar empresário no ramo de transporte de cargas. “Dos 18 aos 28 anos, eu trabalhei como motorista de caminhão. Sempre fui muito sedentário; fazia academia, mas de vez em quando. Wladimir Ferreira, um grande amigo personal que me treinava na época, sempre me aconselhava a comprar uma bike, o que nunca havia me despertado interesse. A decisão de pedalar aconteceu somente quando subi na balança e descobri que eu estava pesando 90 quilos. Decidi que teria que praticar algum esporte, mas, como desenvolvi um problema no joelho por causa do sedentarismo, teria que operar ou praticar algo que não tivesse tanto impacto. Foi então que resolvi apostar no ciclismo”, conta o atleta. O primeiro passo de Remerson rumo à redenção foi adqui-
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Trajetória árdua Apesar do reconhecimento adquirido com os anos de treinamento, Remerson faz questão de frisar que o caminho percorrido até o sucesso foi “suado”. “Na minha primeira disputa, a Copa Internacional, uma das mais importantes de Minas, que acontece anualmente na cidade de São João del Rei, eu quase desisti do esporte. Achei que ia me sair bem, depois de meses de treinos, mas fiquei em último lugar. Saí de lá bastante desanimado e cheguei a ligar para o meu treinador dizendo que iria parar. Mas, por indicação de um amigo, procurei o treinador de mountain bike da seleção brasileira, o Cadu Polazzo. Trabalhamos juntos por um ano, quando foi realizada novamente a Copa Internacional. Fiquei em primeiro lugar. Acho que foi aí que eu senti que podia conquistar meus objetivos, quando dei uma chance para mim mesmo e dei a volta por cima”, salienta. Hoje, mesmo após tantas conquistas, Remerson mantém uma rotina de treinos puxada, já que, além de ser atleta amador, ainda divide o tempo para cursar a faculdade de educação física e cuidar do seu próprio negócio.
ESPORTE
uma prova de mountain bike realizada durante três dias no deserto do Chile e que reúne ciclistas de toda a América do Sul e de diversos países do mundo. Além disso, Remerson foi campeão mineiro de XCM em 2014 e, no ano passado, ficou como décimo colocado entre os melhores atletas amadores de mountain bike XCM no ranking nacional da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC).
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ARQUIVO PESSOAL
rir uma bike modelo simples e alguns equipamentos. Depois, foi juntar alguns amigos e colocar o pé na estrada para praticar o mountain bike. “Com o tempo, passei a tomar gosto, porque percebi que estava emagrecendo. Lembro que tinha uma turma de amigos que sempre saía comigo para beber. Passei a chamá-los para praticar nos fins de semana. Esses amigos (Elton Jones, Juarez Pitta, Daniel Campolina e André Soares) também se tornaram atletas e permanecem treinando junto comigo até hoje. Comecei a interagir com outras pessoas, fazer amigos pelo mundo todo. É muito bacana essa união e o companheirismo entre as pessoas que andam de bike. É um esporte para você se superar, não para você superar as pessoas”, explica. Daí em diante, o betinense não parou mais. Entre as dezenas de títulos e medalhas acumulados está a de campeão da edição 2015 do Atacama Challenger,
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ESPORTE
FOTOS: ARQUIVO PESSOAL
RONALDO SILVEIRA
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Com o esporte, você passa a ter outras paixões, a vida adquire um novo sentido.” “Treino cinco vezes por semana, três horas por dia, sob a supervisão do Hugo Prado Neto, meu grande ídolo no mountain bike. Ando por semana uma média de 250 a 300 quilômetros. Só em 2015, rodei quase 10 mil quilômetros. Além disso, parei de beber, abri mão das noitadas e faço acompanhamento nutricional”, conta. A receita de uma vida saudável realmente deu certo para o atleta. Em menos de seis anos, Remerson, que mede 1,69 m, perdeu 25 quilos e tem um índice de massa corporal de dar inveja a muitos marmanjos: de 5% a 8%. “Só não gosto de ficar muito magro”, brinca. “Com o esporte, você passa a ter outras paixões, a vida adquire um novo sentido”, completa. Mas quem pensa que, com tanto esforço e dedicação, esse reconhecido ciclista amador sonha em chegar ao pódio de uma Olimpíada, por exemplo, está redondamente enganado. Na contramão de grande parte dos atletas da modalidade, Remerson almeja ser, na verdade, um multiplicador de saúde. “Andar de bicicleta é um hobby levado a sério por mim. Tanto que treino durante quase a mesma carga horária dos profissionais desse esporte. Mas não penso em me profissionalizar. Meu objetivo é partilhar o que estou vivendo, semear o conhecimento que adquiri. Quando sou influência para alguém que busca parar de beber, de fumar, que quer emagrecer e ter uma vida saudável, isso para mim não tem preço”, afirma. Enquanto isso, ele está focando outros objetivos para este ano. “Em abril, vou disputar o Pan-Americano, na Argentina, e, em junho, pretendo competir no mundial de maratona, na França”, revela. Para aquelas pessoas que querem ter uma vida mais saudável, mas não acreditam no seu potencial, Remerson deixa seu recado: “As pessoas veem que estou ganhando títulos, mas não sabem do esforço que empenhei para chegar até aqui. Por isso, penso que todo mundo é capaz. Basta canalizar suas energias para aquilo que deseja e se dedicar. Pode estar chovendo ou fazendo frio que não deixo de treinar. Dor, cansaço e desânimo sempre vão existir, mas vale a pena se esforçar; o resultado é muito mais compensador depois. No mountain bike, você consegue chegar aonde quiser”, garante.
Qual é seu estilo,
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Elegante/clássico
mulher? Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
VITRINE
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BRINCOS
Transmite refinamento, de quem investe em peças duráveis e de boa qualidade. A mulher desse estilo é segura, de opinião firme, exigente e imponente. Ideal para executivas em cargos de chefia.
Dilma Maria 60 anos
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Resgata a graça, a delicadeza e a feminilidade. Beleza é a sua teoria. Aparência delicada e de frescor. Transmite gentileza, jovialidade e fragilidade.
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Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
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Moderno/urbano
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VITRINE
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A mulher desse estilo tem elegância e informação de moda no visual. Sofisticada e cosmopolita, transmite uma imagem forte e poderosa. Gosta de cores fortes, mistura peças refinadas com outras descoladas.
Tatiana Mundim
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470,00
Jussara Martins martins.jussara
É um estilo ideal para a noite, usado por mulheres carismáticas, exuberantes e atentas ao corpo. A mulher sexy brilha, mas precisa ser segura de si e ter uma boa dose de bom senso, personalidade corajosa, confiante e glamour.
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
39,90 cada
VITRINE
R$
Sexy
PULSEIRAS PRATA
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Vanessa Muniz 30 anos
Criativo Esportivo
Luciana
Para a mulher esportiva importam a praticidade e o conforto das peças, bem como a facilidade nos cuidados com as roupas. A limitação desse estilo está nas ocasiões formais e nas profissões conservadoras. Personalidade espontânea, casual, básica, informal e energética.
Tradicional
estilos outros GERALDO LARA
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
VITRINE
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Existem sete estilos diferentes de se vestir, porém, às vezes transitamos por até três formas distintas de usar as roupas. O fato é que sempre há um tipo que predomina em nossa vida. E aí, qual deles você se identificou?
Para essa mulher a moda é arte. Ela é extravagante, gosta de misturar e inovar. Não segue regras de vestuário; vale até usar roupas do armário da vovó. Quem tem esse estilo não se importa com opiniões alheias, ousa e mantém um visual, às vezes, impactante para as pessoas dos demais estilos. Tem uma personalidade inovadora, original e aventureira. No meio artístico, esse estilo predomina.
Transmite respeito e formalidade, por ser um estilo rígido e sério. As pessoas que assim se vestem não seguem moda. A mulher de estilo tradicional é recatada, conservadora e contida. Estilo ideal para atividades no governo, na educação e nos negócios.
Rodrigues de Almeida
Consultora de imagem lulookbetim (31) 3544-9624 lulookconsultoriadeestilo@yahoo.com.br
Maquiagem: Nathália Freitas nathaliafmakeup
Stylist: Luciana Rodrigues lulookbetim
Fotografia: Ronaldo Silveira
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Mais de: 150 milhões de exemplares vendidos no último ano. 12 milhões de exemplares vendidos por mês no Brasil. 400 municípios mineiros, além de Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Guarapari e Vitória recebem nossas publicações.
O TEMPO Líder em Minas Gerais no segmento quality paper. 9º jornal mais vendido no país.
SUPER NOTÍCIA Líder em Minas Gerais desde 2006. Jornal com maior circulação impressa do Brasil, desde 2010. Fonte: IVC janeiro/2006 a agosto/2015
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otempo.com.br
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@portalotempo
otempo
Por empresas ‘mais caninas’ Estudos recentes apontam que trabalhar ao lado de animais de estimação aumenta a produtividade e a motivação de funcionários, além de diminuir o estresse e o cansaço no ambiente de trabalho
Lisley Alvarenga e Litza Mattos Que todo mundo já ouviu falar naquela velha máxima de que “o cão é o melhor amigo do homem” não é novidade, mas o que a grande maioria das pessoas desconhece é que esses adoráveis bichinhos também podem ser importantes aliados para ajudar a transformar o ambiente corporativo em um lugar mais alegre e amigável. Apesar de a prática ainda ser nova no Brasil, um estudo rea-
lizado em 2012 pela Universidade Pública da Virgínia, nos Estados Unidos – país em que muitas empresas já adotaram mascotes –, apontou que os funcionários que levavam seus cães para o trabalho produziam níveis mais baixos de cortisol – o hormônio do estresse – durante todo o dia. Já um estudo realizado pela agência norte-americana de empregos Simply Hired revelou que um terço dos funcionários aceitaria trocar 5% do salário
LINCON ZARBIETTI
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016 50
Pet
Na agência de tendências Über Trends, a whippet CosteletaTereza, de dois anos e cinco meses – fiel escudeira da publicitária Suzana Cohen, 33 –, já passou a “bater ponto” na empresa
Muitas horas seguidas de esforço mental sem nenhum descanso podem causar fadiga e menor produtividade. Com os animais, aumenta-se o número de pausas ao longo do dia, o que melhora o foco e a criatividade e diminui os erros.
6 MENOS ESTRESSE.
Um estudo realizado pela Universidade de Michigan Central mostrou que cães e gatos deixam funcionários mais confiantes e colaborativos quando estão presentes em reuniões de grupo ou apresentações.
6MENOS ABSENTEÍSMO.
perto, as pessoas trabalham mais horas, o que aumenta a produtividade da empresa.
6MAIS INTERAÇÃO.
As pessoas adoram falar sobre seus bichinhos. Por isso, eles são ótimos pretextos para o início de uma conversa – longe das telas do computador e do celular, de preferência.
A presença de animais no local de trabalho, em alguns casos, pode ajudar na redução do absenteísmo. Ainda segundo pesquisa da American Pet Products Manufacturers Association, com animais por
PET
Os amigos de quatro patas ajudam a relaxar e a reduzir a frequência cardíaca e a pressão arterial. Eles ajudam também a aumentar os momentos de lazer e recreação, proporcionando maior satisfação no trabalho.
6MAIS COLABORAÇÃO.
Fonte: Catho
RONALDO SILVEIRA
Não é raro ver Mayla e Surya, duas cadelinhas de 1 ano, e Gaya e Artemis, duas gatinhas também de 1 ano, participando das aulas de yoga que acontecem no Laços Terapias. Segundo a proprietária do local, Sabrina Olteaanu, 54, muitos pacientes chegam à clínica e fazem questão de brincar com os animais antes mesmo de começarem algum tratamento
pela possibilidade de levar os cães para o trabalho. “Diante da presença dos animais, também é possível perceber aumento na interação entre colegas de trabalho e na satisfação do empregado. Quanto mais agradável for o ambiente, mais motivado o funcionário estará para permanecer na empresa”, explica a psicóloga Marília Zampieri. Na agência de tendências Über Trends, a whippet Costeleta Tereza, de dois anos e cinco meses – fiel escudeira da publicitária Suzana Cohen, 33 –, já passou a “bater ponto” na empresa, em Belo Horizonte. “Ela fica mais feliz em nossa companhia do que sozinha em casa. É uma forma de tornar seu dia mais interessante, e o nosso também. Ela traz alegria ao ambiente. Os clientes fazem festa, e ela, por sua vez, adora receber todo mundo”, conta Suzana. A publicitária diz que “Costeleta combina com o ambiente”, já que a agência é território fértil para criatividade, tendências e comunicação, um espaço que, por ser colaborativo, também recebe animais de outros funcionários e de clientes. Mayla e Surya, duas cadelinhas de 1 ano, e Gaya e Artemis, duas gatinhas também de 1 ano, são outros bichinhos que têm passe livre para participar dos tratamentos que são desenvolvidos na Laços Terapias, um espaço terapêutico localizado em Betim. “No ano passado, quando adotei os animais, decidi que iria deixá-los morar aqui, no espaço. Sempre li muito sobre o assunto e sei que a convivência dos animais com os pacientes é muito harmoniosa e traz muitos benefícios”, afirma a terapeuta e proprietária da Laços Terapias, Sabrina Olteaanu, 54. Realmente, não é raro ver as gatinhas participando, por exemplo, das aulas de yoga ou até das sessões de psicologia que acontecem diariamente no local. E a aposta, segundo Sabrina, deu tão certo que muitos pacientes chegam à clínica e fazem questão de brincar com os animais antes mesmo de começarem algum tratamento. “Mas, sempre quando vou receber um paciente novo, pergunto se ele gosta de animais, para não incomodar. Mas os meus bichinhos são tão simpáticos e carinhosos que conquistam a todos. Quando eles não estão, os pacientes sentem falta. A presença dos animais aqui só traz benefícios; os pa-
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6 MAIS PAUSAS.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO BETIM
VANTANGES DO PET NO TRABALHO
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RONALDO SILVEIRA
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PET
Laene Borges, 33, conta que a pequena Lua, uma fox paulistinha de 2 anos e oito meses, é sua fiel companheira no serviço. “Ela é muito calma, não atrapalha o ambiente de trabalho, não fica latindo e não é agressiva com ninguém. Pelo contrário, ela torna a empresa mais agradável”, garante a publicitária
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cientes se sentem mais calmos. Ajuda até na interação entre as pessoas”, garante Sabrina. A pequena Lua, uma fox paulistinha de dois anos e oito meses, também é a fiel companheira de trabalho da publicitária Laene Renata Borges, 33. Ela é funcionária da Nogueira Outdoor, uma empresa betinense especializada na comercialização de espaços publicitários, e leva a cachorrinha todos os dias para o trabalho. “Adotei a Lua há oito meses, e, quando eu vinha trabalhar, ela ficava sozinha em casa. Para não deixá-la estressada, resolvi trazê-la para a empresa. Pedi a permissão do meu diretor, Leonardo, que me autorizou prontamente”, conta. Segundo Laene, Lua é supertranquila e passa a maior parte do dia debaixo da mesa dela, dormindo. “E ela é uma distração para todos aqui. Está sempre pedindo um pedacinho de pão ou biscoito para os outros funcionários. Só de vez em quando que ela faz alguma arte, como roubar as meias dos meninos que trabalham no setor de colagem”, brinca. Para Laene, a presença da “mascote” na empresa não gera nenhum malefício. “A Lua é muito calma, não atrapalha o ambiente de
trabalho, não fica latindo e não é agressiva com ninguém. Pelo contrário, ela torna a empresa mais agradável”, garante. Contudo, Laene faz questão de sondar com os clientes se a presença da cachorrinha incomoda. “Até hoje nenhum cliente que veio até o escritório teve algum receio. Pelo contrário, eles brincam e se sentem bem com a presença dela”, salienta. A psicóloga Marília Zampieri reforça que nem todos têm a mesma afinidade com os animais e que cuidados como os praticados por Laene devem ser levados em conta, para não causar desconforto aos que não são amantes dos bichinhos. Os queridinhos No topo da lista dos pets mais escolhidos para conviver durante o expediente de trabalho estão os cachorros, mas outros animais também podem ocupar esses novos territórios. “As empresas devem apostar na escolha de um pet que exija menos cuidados ou atenção que não seja tão constante, para que os funcionários se organizem para cuidar, até mesmo por questões de higiene e de alimentação”, orienta a psicóloga Marília.
Adotei a Lua há oito meses, e, quando eu vinha trabalhar, ela ficava sozinha em casa. Para não deixá-la estressada, resolvi trazê-la para a empresa.”
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
Adeilson Andrade
adeilson.andrade@otempobetim.com.br
•> Luana Oliveira
•> Victor Melo, Aléxia Fernandes, Vitor Rios e Amanda Scofield
•> Ana Clara Gama
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•> Bárbara Luraghi e Abel Oliveira
•> Lucas Macedo
•> Thayná Mainara e Açucena Cabral
•> Gabriely Andrade
•> Isabella Teles
•> Anna Lua Martins, Leandra Kelvin, Thais Oliveira, Amanda Aquino e Letícia Cristina
High Party Summer Edition No dia 30 de janeiro foi realizada mais uma edição da High Party Summer Edition. Dessa vez, o evento aconteceu na Central Party, mais novo espaço de festas de Betim, localizado no bairro Parque Ipiranga
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•> Maria Eduarda March, Caetano Nunes e Julia Orlanda
social
•> Bianca Braga, Amanda Braga e Alícia Bethania
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•> Matheus Barbosa e Thiara Raphaela
•> Maria Eduarda March, Matheus Ferreira, Catharina Brant, Brunna Righi, Jéssica Andrade, Luiza Mariane, Igor Bacelete e Lucas Gomes
•> Juliana Prado e Amanda Caroline
•> Bárbara Nazareth
Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
social
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1° Encontro da
Família Resende •> Amanda Resende, Sonia Resende, Magal Resende, Camila Resende e a pequena Marina Resende
•> Bruna Carolina Lara Maia Resende, Isabela Oliveira, Matheus Antonio Resende e Mônica Maria Maia Resende
•> Isabela Saraiva, Cecília Resende, Elisa Resende, Mariana Resende e Bernardo Saraiva
•> Conceição Resende (Fia), Guto Resende, Eliana Rita e Antonio Maia
•> Henrique Rezende, Antonio Maia, Décio Butori e Ricardo Resende
•> Lívia Melo, Vanessa Resende, Luciana Trindade e Ana Carolina Butori •> Mônica Resende, Gutto Resende, Filipe Rezende, Cibely Rezende, Elania Resende, Conceição Resende (Fia), Antônio Maia e Solange Rezende
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Daryan Dornelles
58 Projeto Especial O TEMPO BETIM • Nº 4 • Março de 2016
entrevista
Cantora com uma voz singela e com músicas que revelam nuances do seu dia a dia, a paulistana Tiê explodiu, no ano passado, no Brasil, com o hit “Noite”, tema da novela “I Love Paraisópolis”, da Rede Globo, e hoje é considerada um dos mais importantes nomes da MPB atual Lisley Alvarenga Como foi o processo de criação, desde o seu primeiro álbum, “Sweet Jardim”, de 2009, até “Esmeraldas”, terceiro CD da sua carreira? Foi um processo bem diferente. No primeiro álbum, fiz um trabalho mais autoral, porque eu estava passando por um processo de autodescobrimento. Então, ele foi um trabalho mais cru. Já no segundo CD, “A Coruja e o Coração”, me tornei mãe pela primeira vez, e a maternidade refletiu nas canções. “Esmeraldas” foi muito mais intenso e expansivo, porque eu estava em fase mais descansada e podia me dedicar mais ao meu trabalho. O álbum “Esmeraldas” é uma homenagem à cidade de Esmeraldas, em Minas Gerais? Sim. Eu comecei a compor esse álbum na cidade de Esmeraldas, na época do Natal. Passei uns dias lá, em uma fazenda de parentes. Resolvi homenagear o município, que me ajudou a descansar e a relaxar para me recompor novamente, já que, antes de começar a construir o álbum “Esmeraldas”, eu passei por um período de bloqueio criativo.
O que te levou a sentir esse bloqueio? Foi alguma pressão da gravadora? Acredito que a vida é assim. Às vezes você está mais inspirado, às vezes menos. Não tem muito o que fazer. Também não foi um período tão longo, eu tenho uma carreira curtíssima. Mas eu fiquei alguns anos sem compor e fiquei preocupada de não conseguir novamente, já estava fazendo muitos shows e não tinha tempo de sentar para compor. “A Noite”, single lançado na novela “I Love Paraisópolis”, da Rede Globo, para ser o tema da protagonista Mari, interpretada pela atriz Bruna Marquezine, é a canção de maior sucesso da sua carreira e faz parte desse álbum. Esperava que essa música tivesse tanta repercussão? Não esperava de forma alguma, mas sou muito grata a tudo o que essa música trouxe para minha vida. Ela foi uma das canções mais tocadas nas rádios no ano passado e foi muito legal ver as várias versões que ela recebeu, de ver as pessoas de todas as idades cantando minha música. Fico feliz com tudo o que aconteceu.
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Tiê A delicadeza de
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Grande parte das suas composições são narrativas do seu cotidiano. Acredita que isso pode acabar expondo sua vida para a mídia e para o público em geral? Com certeza. Mas acho também que hoje em dia não tem como a gente fugir muito disso. Todo mundo está meio exposto, seja famoso ou não. A gente fica muito tempo na internet, todo mundo sabe onde a gente foi, o que comeu. Talvez daqui a uns anos essa situação seja péssima ou legal, não tem como prever muito isso. Mas não me incomodo de abrir minha vida pessoal. Foi assim que eu consegui fazer o meu disco. Fico feliz com essa sinceridade. Aos 15 anos, você atuou na novela “Tocaia Grande”, da extinta TV Manchete, e já fez trabalhos como modelo. Por que decidiu investir na música?
Eu procurei várias coisas ligadas à arte e acabei caindo na música. Mas tenho vontade de voltar a atuar, se me convidarem. Modelo sei que não tem como mais. Você já fez parte da banda do cantor Toquinho. Considera ele uma de suas maiores influências musicais? Não. Ele não tem nenhuma influência musical na minha carreira. Minha música é totalmente oposta à da dele. Mas ele é um grande amigo, que me ensinou muitas coisas, como me portar no palco, como cantar e compor. O hit “Você Não Vale Nada”, sucesso interpretado por Aviões do Forró, Calcinha Preta e Ivete Sangalo, também foi gravado por você no álbum “A Coruja e o Coração”. Isso revela uma outra faceta sua como artista? Eu adoro essa música e, geralmente, gosto de gravar músicas que me agradam. É uma canção animada, engraçada, por isso, resolvi dar a minha versão para ela. Você se considera um dos “novos rostos da MPB”? Com certeza. Fico feliz de a MPB estar hoje conseguindo ultrapassar barreiras de números e de eu poder representar a minha turma.
Como é sua relação com sua avó Vida Alves, atriz da TV Tupi e protagonista do primeiro beijo na televisão? Temos uma relação muito próxima, ela é minha vovozinha, minha queridíssima. Ela palpita nas minhas coisas, assiste aos meus shows, vibra. Amo minha avó muito. O nome Tiê foi escolhido pela sua mãe por causa de um pássaro? Meu nome é o de um passarinho chamado Tiê Sã, mas minha mãe me deu esse nome por significar sabedoria em japonês. Essa é, na verdade, a verdadeira razão para eu ter sido batizada como Tiê. Por acaso, descobri essa relação com o nome do pássaro. Você também é filha de uma artista plástica e primeira video jockey brasileira. Acredita que, por ter crescido em universo artístico, sempre foi estimulada a experimentar algum tipo de arte? Com certeza. Elas sempre quiseram que eu trabalhasse com arte. Nunca imaginaram outra coisa para mim. Isso foi muito legal porque elas sempre foram muito parceiras e apoiaram tudo o que eu fiz relacionado à arte. Você tem duas filhas, de 3 e 5 anos, às quais é muito apegada. É difícil conciliar a maternidade com o trabalho? Como qualquer mãe que trabalha fora. Faço meus horários sempre tentando protegê-las quando elas estão comigo. Sempre tento ficar o menos tempo que posso longe delas e estar o máximo possível presente, fazendo nosso tempo juntas ser o mais produtivo possível. Na adolescência, você foi diagnosticada com vitiligo e, por volta dos 26 anos, com lúpus, duas doenças autoimunes. Como foi passar por isso? E que conselho você daria para pessoas que descobrem essas doenças? Foi um período difícil, mas muito mais positivo do que outras coisas. Sofri como qualquer outra pessoa que fica doente, mas o importante a se ressaltar é o que isso me rendeu: começar a compor, colocando tudo para fora, o que eu havia passado, e poder enxergar outro lado da vida. No caso do vitiligo, aconselho as pessoas a pensarem na doença como “nem te ligo”, ou seja, sem se preocupar com o que os outros vão pensar. No caso do lúpus, penso da mesma forma: não se preocupe demais, que as coisas darão certo.
Leandro-HBL
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Esse single é uma versão da música italiana “La Notte”, cantada por Arisa? Sim. Não conhecia o trabalho dela, mas escutei a música e achei linda, com um potencial muito grande. Daí, fiz uma versão da canção com uma letra que é minha. Por isso, quase considero que a música é totalmente minha. A Arisa chegou a escutá-la e gostou bastante, foi muito simpática. Inclusive, me pediu para fazer outras versões, mas ainda não rolaram.
Algum projeto novo em andamento? Ainda não posso divulgar mais detalhes, mas estou começando a produzir meu quarto disco, que deve ser lançado em setembro deste ano. Além disso, como a novela “Paraisópolis” está passando em Portugal, provavelmente também devo estar tocando por lá neste ano.
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Papo
Lucas Simões
O Tempo (no “Magazine”)
Kayla pulou da janela do seu AP, mas não se matou Kayla Lucas França, transexual não binária, não se reconhecia como homem nem como mulher, “não cabia nessas caixinhas pequenas”. E pulou da janela de seu apartamento, em São Paulo, no dia 3 de fevereiro deste ano, por volta das duas da madrugada. Mas às 1h53 ainda estava acordada, ouvindo John Frusciante e aquele mantra doído dizendo “o que eu realmente preciso é o paraíso / um lugar para onde eu possa realmente existir”. Postou no Facebook. E pulou. Caiu só de corpo. A alma fugiu. Kayla não se matou; que fique claro. Ela foi morta por gente como a gente; talvez você até conheça.
Nunca tive qualquer contato com Kayla – nem de nome–, mas soube do seu perfil revolucionário e da sua luz explanatória pelas mensagens de alguns amigos se despedindo com variações de arco-íris, axés, lágrimas ou descrenças, mas sempre com os mesmos engasgos. Dizendo-a coisas como: “desculpa por não ter percebido”, “a pessoa mais amável que já conheci”, “tá difícil de aceitar que nunca teremos um abraço seu por culpa desse mundo transfóbico”. E Kayla voando ao som de Jon
Frusciante. “Sonhar pela vida afora, eu não devo nada.” O jornalismo não costuma falar sobre suicídio – por acreditar que o mesmo possa incentivar outros a tal –, mas precisa precisa começar a denunciar o assassinato transfóbico, misógino, racista, homofóbico. As pessoas estão enfrentando batalhas das quais não sabemos. E estão morrendo nessas lutas silenciosas, apagadas em vazios agonizantes, rotuladas como aberrações loucas. Emudecidas com mordaças assassinas, sendo tratadas como judeus do século XXI condenados pela sociedade de bem que professa padrões de beleza e conduta que não podem fugir “à risca” bíblica, patriarcal ou comercial. Aquela sociedade que não tem nome, rosto, nada a dever no cartório divino, que compra pão do seu lado sorrindo com um bom-dia amistoso é a mesma sociedade que mata trans, mulher, negro, pobre e favelado todo dia com as mãos limpas. O preconceito mora ao lado, na camisa do Luciano Huck que diz “o preconceito está na sua cabeça”. Não. O preconceito está no cerrar de dentes agressivo, na mão violenta, nos olhares fulminantes, no deboche humilhante, nas piadinhas sem graça alimentadas pelo nojo camuflado de cordialidade hipócrita – aquele nojinho que você chama de opinião ou preferência, se escondendo confortavelmente atrás da capa do preconceito, destilando a tríade
de raiva, intolerância e covardia por onde passa. Kayla foi empurrada da janela de seu apartamento por mãos que a apontaram como invisível. Por dedos racistas que a separaram de um mundo que se impõe branco. Por olhares cruéis que não aceitaram sua pele negra, seu cabelo afro e sua cultura periférica. Por um ódio gratuito, doente, transfóbico, que tentou impedi-la de ser a pessoa que é, por que ela é. Não estamos falando de fatalidade. Estamos falando de crime não previsto em lei, da falta de ar para continuar tentando respirar em meio ao caos. Talvez por isso Kayla tenha saltado com essa consciência dolorosa de quem não é daqui, infelizmente não pode ser. Em suas próprias palavras, como ela deixou anotado publicamente, quem sabe para revelar com o susto da morte o tamanho de suas ausências. “Às vezes encarar nossas mentiras é mais pesado que encarar a realidade. E eu não consigo mais encarar essa realidade fantástica que eu criei. Covardia ou coragem? Demorei tempo para acumular coragem. Mas ela veio. Quando não aguentava mais suportar o dia a dia (queria continuar, mas já ‘num’ consigo respirar direito)... Como desistir de quem você é? Isso não significa a própria morte? E quantas vezes nós morreremos [neste] mês? Se tivesse mais vidas, daria todas elas por vocês. Queria só ter metade da força de vocês. Queria só ser metade do que vocês são. A vida tem seu sarcasmo. Ela é bonita. E isso é o mais cruel. Não, nada nunca é o fim. ‘Hasta Simpre’. Amo vocês.” Que você consiga realmente existir, Kayla, voando por aí, mais serena, mais alegre. Mas que o seu grito possa nos dar força para que todas as pessoas consigam existir aqui também, descobrindo seus sonhos, sem medo de morrer por simplesmente quererem ser o que são dentro deste mundo cão.
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Betim
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