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Pampulha, 11 a 17 de agosto de 2018

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FUJA DO PROGRAMA “TURISTÃO” EM LISBOA: LADO B EM 72 HORAS ... Páginas 6 a 10 e 12

CAMISAS SOCIAIS GANHAM FÔLEGO FASHION ALÉM DO ESCRITÓRIO ... Páginas 28 e 29

RAPPER EMICIDA É ATRAÇÃO DE FESTIVAL EM BH ... Página 18

NOVA CLASSE A MARCA A ESTREIA DE TECNOLOGIAS EM CARROS DA MERCEDES ... Páginas 18 e 19

ADAMO ALIGHIERI/DIVULGAÇÃO

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11 a 17 de agosto de 2018 ANO XXVII número 1463 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE RÚBIA LIRA/LILLIPUT ESTÚDIO/DIVULGAÇÃO

CARTA AO PAI Pais vivos, pais mortos. Biológicos, adotivos. Bons pais. Outros nem tanto. Presentes, ausentes. Independentemente de qual tipo seja o seu, ele será celebrado neste domingo (12). Convidamos alguns filhos a dizer a seus pais tudo o que sentem nesta data

Em quatro tempos: aos 94 anos, Álvaro ganha destaque na foto que contempla, ainda, seu filho, de mesmo nome, o neto Bruno Santiago (do blog Pai Tem Que Fazer de Tudo) e o neto, Samuel, 5


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opinião

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VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Entendo ser de boa técnica orçamentária incluir projetos em andamento no Congresso, incluir modestíssimo reajuste de 16%. Estou convencido que existe espaço para remanejamento”

Editorial

Vivos-mortos eleitor enxerga agora, e mais ainda enxergará nas próximas semanas, os horrores gerados pela normas eleitorais vigentes. Embora já alertado, vale lembrar que o Congresso Nacional piorou absurdamente seu conteúdo, perdendo figuras intelectualmente relevantes e eticamente comprometidas, substituídas a cada legislatura por elementos que fazem de tudo, menos aquilo que a população gostaria e a Constituição permite. Perderam-se, como nunca, a confiança e a estima. O conceito da instituição se encontra destruído, taxado de medíocre e imoral, estarrece cinco continentes e esquimós do polo Ártico. Raros parlamentares trafegam em público sem enfrentar hostilidades e insultos. Alguns, que já foram planetas resplandecentes do firmamento político, agora lutam agarrados ao último orbital do sistema. Permutaram o brilho e calor de Vênus pela opacidade e frieza de Plutão. Decorrente da reprovação, e por questão de derradeira sobrevivência, o Congresso Nacional adotou a fórmula do tapetão para se salvar, rasgando o último fio de vergonha. As regras eleitorais se limitam a um jogo de cartas marcadas, ampliando as prerrogativas dos partidos e de quem tem cargo; paralelamente restringiram-se a liberdade democrática e a possibilidade de manifestação do eleitor. Proibiu-se a alternativa de candidaturas avulsas, expressão mais alta da liberdade do cidadão, manteve-se o voto obrigatório, instalou-se a impossibilidade de financiar com recursos pessoais a própria campanha (depois anulada pelo STF), deram-se R$ 2 bilhões aos partidos e aos parlamentares, além de outras sutilezas que favorecem o status quo. O incorreto prevaleceu. Numa ponta amplia-se a imoralidade, na outra amputa-se a moralidade. Re-

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gras mais irreais, espúrias, mesquinhas, vergonhosas foram estudadas e aprovadas num acordo de votação simbólica. Os caciques de direita e até da extrema esquerda acordaram. “Interna corporis”, prevaleceu o instinto de preservação. O pragmatismo que se instala num naufrágio sem diferença de credo e cor. Deram-se poderes ditatoriais e imorais aos presidentes dos partidos, aqueles que nomeiam na direção parentes e laranjas, sugam os fundos partidários e vendem horário de televisão, a cabeça de seus candidatos e arregimentam figuras pitorescas para, somadas, eleger gente de pouca consistência. A situação orgiástica faz enjoar

As pesquisas mostram que 50% da população pretende anular seu voto e quase 80% dela não votará nos atuais congressistas. os eleitores; nunca como agora os jovens de 16 e 17 anos se desinteressaram de exercer o direito ao voto e deixaram de tirar o título de eleitor. Os horrores eleitorais são confortados quase sempre pelo STF, que, de guardião das leis, passou a legislar, atribuindo-se esse poder abandonado por um Congresso ocupado e absorvido em se locupletar. Veja-se o enterro frustrante da revogação da imprescritibilidade dos danos ao erário, aprovada por 6 votos a 2 pelo STF na quinta-feira. Um dispositivo constitucional que cabe ao Congresso alterar. O Congresso se insurgiu? Não, pois com isso a Lava Jato morreu, as celas de Curitiba se esvaziarão, e os butins surrupiados por políticos e empreiteiras, que arrombaram o país antes

de 2014, serão intocáveis. Os principais partidos chafurdam nas negociações de partilhas, custe o que custar, no afã de sobreviver à catástrofe. Com a rejeição avassaladora, em média de três a sete vezes superior à admiração detectada pelas pesquisas de opinião, a maior preocupação é castrar neste momento as esperanças, retirar de cena quem pode incomodar. Esse jogo macabro não é visível nem compreensível à massa dos eleitores; os comentaristas políticos escalados a julgar o bem e o mal olham mais a palha nos olhos alheios do que a tora que os cega. Entre a camada mais esclarecida da população abaixo dos 45 anos, a revolta cresce contra os governos em falência, junto com o desejo de abandonar definitivamente o Brasil. Os partidos que fizeram sonhar as últimas gerações e se alternaram no poder chegaram a concordar recentemente com as listas fechadas, com um fundo de R$ 12 bilhões a cada campanha eleitoral (algo irresponsável e imoral, que daria por parlamentar R$ 20 milhões em verbas arrancadas dos contribuintes). Se não fosse a indignação da opinião pública, o projeto de lei de um parlamentar do PSDB de Minas teria sido aprovado por avassaladora maioria, estuprando o erário. Mantiveram R$ 2 bilhões e determinaram a impossibilidade de financiar com recursos próprios as campanhas de quem não tem cargo algum. As pesquisas mostram que 50% da população pretende anular seu voto e quase 80% dela não votará nos atuais congressistas. Dessa forma, pode-se esperar o que aconteceu em 1990, quando os votos válidos em relação à eleição anterior, de 1986, devastaram o Congresso e varreram 40% do parlamentares. Neste ano, apesar do cerceamento imposto, a renovação poderá ser maior, com o voto nulo alcançando seu recorde. Poderá criar-se, por essas leis, um Congresso de zumbis dos mantidos vivos pela legislação eleitoral, mas mortos pela insuficiência moral.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Ministro do STF Ricardo Lewandowski, ao defender seu voto a favor do reajuste do salário dos ministros da casa. Por 7 votos a 4, a corte decidiu incluir no orçamento de 2019 a previsão de reajuste salarial de 16,38%. Atualmente em R$ 33,7 mil, o salário poderá ultrapassar R$ 39 mil a partir do ano que vem. O orçamento, aprovado na última quartafeira (8), será encaminhado ao Ministério do Planejamento. Em seguida, caberá ao ministério enviar a proposta ao Congresso. Se aprovado, o texto seguirá para sanção do Presidente da República.

“Eles me perseguiram para ‘The Big Bang Theory’, e eu disse não. Eles disseram tipo: ‘Certo, estes dois nerds astrofísicos e uma garota bonita vive com eles’. Foi isso. E eu fiquei tipo: ‘Estou de boa, obrigado’” Ator Macaulay Culkin, 37, que, na última quinta (9), revelou que rejeitou não apenas uma, mas três vezes, um papel na série “The Big Bang Theory”. DIA DIPASUPIL/AFP – 4.3.2018

“Acabei de ler esse artigo sobre quebrar estereótipos de gênero da Katie Alicea. É um assunto importante e algo que acredito fortemente. Espero que o Isaac tenha usado a tiara e a mochila da MulherMaravilha com orgulho na escola” Atriz Gal Gadot, em apoio à jornalista Katie Alicea, que em um artigo contou que deixou o filho de cinco anos ir à escola com a mochila e a tiara da Mulher-Maravilha

“Os números são sabidos. Ninguém os ignora. O ‘não’ ganha esta noite, mas o futuro não lhe pertence” Senador argentino Miguel Ángel Pichetto, após o senado do país rejeitar, por 38 votos a 31, a legalização do aborto, na última quarta (8). Com a negativa, o país mantém lei criada em 1921 que criminaliza a prática.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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FUNDADOR Vittorio Medioli

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SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Murilo Rocha (interino) ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Renata Nunes (interina) CHEFE DE REPORTAGEM Flaviane Paixão (interina) EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

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DIA DOS PAIS>Filhos escrevem sobre sua relação com a figura paterna, celebrada neste domingo

Uma parte de mim eu devo a você Laura Catarina Cantora, 22 anos, filha do músico Vander Lee, falecido há dois anos, em 5 de agosto de 2016

“Pai, não é a primeira vez que te escrevo. Você já me leu algumas vezes. Ouço sua voz no meu coração, principalmente nos dias em que confio que a vida é maior que eu, quando me entrego para a alegria de viver. Aprendi com você a confiar no tempo e a construir escolhas. Ainda estou aprendendo. Às vezes me pego te imitando, tentando ser engraçada e bemhumorada como você. Te encontro no meu cantar, no meu olhar vejo você também. Vivo bem aqui, apesar da saudade de te encontrar cochilando na sala quando eu chegava do dia a dia, da sopinha que você fazia pra gente em noites frias, das suas opiniões sábias sobre as coisas, dos silêncios que eu só entendia depois. Cantar com você, ouvir suas melodias de perto, sua generosidade e sua labuta. Agradeço a Deus pela oportunidade de ser sua filha e de ter vivido 21 anos fisicamente na sua presença. Gostei muito de morar com você e nos reconhecermos melhores amigos da vida. Que esteja sempre em paz, desprendido de qualquer coisa que o impeça de ser livre e feliz em sua essência. Sua essência maravilhosa cativou milhares de pessoas nesta existência terrena, inclusive a mim, que tenho a honra de dizer que você é meu pai. Filho de José Delfino e de vovó Efigênia, pai de Lucas, Laura e Clara, Vanderli, Vander Lee, Vandeco do Cavaco, Delico, Pai, eu te amo. Feliz dia dos pais ‘no céu, na terra, aonde for’. Com amor, ‘Laurete’, sua filha do meio.” Laura Catarina

É clichê, mas é verdade: todo mundo tem um pai. Seja ele exemplar ou ausente, afetuoso ou fechado, brincalhão ou sério. Seja ele motivo de orgulho ou ressentimento, ou que sua menção provoque saudade. No dia deles, o PAMPULHA convidou cinco filhos para escreverem cartas a seus pais, dizendo-lhes o que guardam em seus corações OS CRISTIANE MATT

Bruno Santiago

LEO FONTES

ARQUIVO PE SSOAL

Blogueiro, filho de Álvaro, pai do Samuel, casado com a Tereza e criador da Comunidade Pai Tem Que Fazer de Tudo

“É, meu velho! Mais uma data especial para comemoraremos e, sobretudo, refletirmos sobre o nosso maior papel neste mundo! Vou lhe dar um feedback com relação aos meus 37 anos – ou seus 37 anos. Muito amor, carinho, apoio, broncas e alguns momentos de toque e abraços apertados. Você fica ‘incomodado’, né? Mas sei que, no fundo, adora os meus exageros. Obrigado por me acompanhar nos jogos do meu time de futebol que, segundo informações, você trocou por minha causa. Não eram simples idas. Eram as melhores experiências da minha vida!!! Ter você, ao meu lado, tomando camisadas no rosto com a minha tentativa de acompanhar os gestos da grande massa. Recorto esta experiência do futebol como a forma inesquecível de sentir o seu amor! Não me recordo de nenhum brinquedo que superasse este sentimento forte. Experiência é mais... muitoooo mais forte de que um brin-

quedo dado por dar. Isso é o que carrego comigo com relação ao Samuel! Gerar momentos! Espero que em 2019, ou mais para frente, o Samuca apareça por aqui, para falar sobre mim. Estou lutando para ser um PAI! Sem complementos. Simplesmente, PAI!” Bruno Santiago

Isabelle Chagas Escritora e jornalista, aos 23 anos ela lança o livro “Não Tenho Pai, Mas Sou Herdeira”, a ser lançado este ano. Não conheceu o pai biológico.

“Querido papai, É dia dos pais e a professora pediu para cada um fazer um desenho do seu pai. Eu não lembro bem, tem muito tempo que você não vem na minha casa. Papai, você não mora mais aqui e o amigo da mamãe divide o quarto com ela. Tem vez que eu esqueço seu nome e eu sempre fico triste porque não pode. Mamãe diz que é assim mesmo porque eu sou pequena. Eu não acho não. Ano passado, teve comemoração na escola de Dia dos Pais também. Eu e a Marina e os coleguinhas, todo mundo tirou foto tipo soldado com uma roupa verde. Mamãe disse que é camuflada que fala, tinha boné e tudo e tava escrito ‘papai você é o melhor do mundo’. Eu dei pra minha mãe. Se você quiser papai, eu posso te dar, a mamãe não liga não, porque está escrito ‘pai’. Hoje é Dia dos Pais de novo, eu tava falando do desenho. Saí correndo da sala, sentei no balanço do parquinho perto do escorregador. A tia Eliana perguntou: ‘porque você está chorando?’. Eu disse que era porque não sabia mais como era te desenhar. Ela disse: ‘não fica assim não, você pode imaginar seu pai como você quiser’. Eu não sabia como eu queria. Lembrei do cartão que a moça da igreja me deu. Tinha Jesus na capa com cabelo grande e olhos verdes. Você não tem cabelo grande, mas você deixa crescer papai. Quero que você venha logo me ver. Eu te amo e espero que você me ame.” Isabelle, 7 anos


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reportagem

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FOTOS ARQUIVO PESSOAL

Mariana Cardoso Estudante de história, 21 anos. Filha de Jair Afonso Carvalho. Hoje, morre de saudades dos pais, que deixou em BH aos se mudar para Brasília

“Meu pai, neste semana você me deu um relógio que toca, de hora em hora, melodia parecida com a daquele que havia na casa onde nasci, entre você, minha mãe, pés de azaleia plantados no jardim; eu também te dei algo, enquanto você fazia ajustes e falava sobre a qualidade dos produtos alemães: a notícia de que consegui aquela bolsa de estudos, e sim, vou passar alguns meses morando em outra cidade. Observei sua reação pelo canto dos olhos e posso jurar que vi suas mãos tentando atrasar os ponteiros. Quis dizer ‘pai, me olha, tô aqui, tenho 4 anos, tranças loiras e dever de casa’, ‘pai, me pega no colo, meu dente caiu’, ‘pai, por que a lua anda enquanto a gente anda?’, ‘pai, me dá uma estrela quando eu crescer?’ Quis dizer tudo isso, embora eu também não consiga parar os ponteiros de um relógio muito maior do que este que agora orna a parede do corredor. Mas ainda tento enganar o tempo, me recuso a chamá-lo senhor, por mais que cabelos brancos já nevem sobre sua cabeça e sua respiração se acelere

quando tentamos apostar corridas. Na verdade, hoje eu te chamo Juninho. Aprendi bem cedo como te tirar do sério: você fingia estar bravo, ralhava e mordia minhas bochechas quando eu esquecia de propósito seu nome-função, pai, e te chamava pelo apelido familiar. Mudar o vocativo foi, desde então, uma forma de subverter a lógica do sangue e te fazer meu filho, como se brincássemos de casinha e fosse eu a leoa a cuidar de sua cria. Podemos retomar o jogo? Posso velar seu sono? Te proteger enquanto atravessamos a rua? Dar bronca se em seu prato não houver verduras o suficiente? Te guardar

de todo e qualquer perigo? Minhas mãos tremem tanto quanto as suas diante do abismo dos minutos que viram horas e dias e meses e anos; mas aprendi com você, que gosta de me apontar paisagens e belezas que só vê quem tem peito aberto, o que é preciso fazer: abre os olhos, memoriza a imagem, fecha os olhos e pula. Volto logo, carregada de souvenires, de saudade do ninho e de exclamações. Eu te amo, Juninho, até o fundo do pé (porque o coração é muito perto pra mensurar o tamanhão do meu amor)”. Sua Maricotinha ACERVO DE FAMÍLIA

Ariella Moura Modelo, 21 anos, filha de Érico de Moura. Ariella “nasceu menino” e teve todo o apoio do pai em seu processo de transição. Érico faleceu logo após ela conseguir fazer a transição de gênero.

“Pai, você sempre foi tão presente na minha vida e carinhoso comigo... Nem sei explicar. Você me ensinou os valores mais importantes na minha transição para ser, hoje, a Ariella. Aliás, na época, quando eu me assumi, você reagiu melhor até mesmo do que a minha mãe, e isso me surpreendeu muito. Só provou que você foi fundamental para ajudá-la a compreender toda essa mudança, que não é fácil. E, mesmo você já doente, me aceitou e me amou do jeito que sou até o dia que você se foi, em julho de 2015. Nunca te perguntei o que se passava na sua cabeça, mas entendo hoje que eu iria mudar por fora, mas, por dentro, os valores que você me deixou seriam os mesmos, independentemente da casca. As pessoas nem acreditam quando conto que era você quem levava maquiagem para mim, e isso aproximou ainda mais o meu contato com o universo feminino naquela época. Não que maquiagem se resuma somente ao universo feminino, mas foi algo fundamental para entender sobre beleza e me identificar melhor sobre o que eu queria ser para o resto da vida. Eu só tenho o que agradecer por tudo! Mesmo eu sendo fruto fora do seu casamento, você sempre foi presente e nunca me deixou de lado. Nem eu e nem a minha mãe. Talvez isso tenha feito com que a gente aproximasse tanto e fôssemos tão parecidos emocionalmente. Nossa personalidade sempre foi forte. E, mesmo batendo de frente, como dois taurinos, havia tempo para abraçar e perdoar sempre. Você sempre levou a minha decisão para o lado consciente e não pelo caminho da ignorância. E, em troca desse respeito e carinho, aprendi que eu nunca devo mudar em função do que o outro pensa, pois ninguém é obrigado a aceitar nada, mas respeito é preciso ter sempre. E isso eu vou carregar comigo” Ariella Moura


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Barulhinhos bons (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Triglicérides muito altos uito se ouve falar em colesterol elevado e suas consequências nefastas para o sistema cardiovascular, porém, os triglicérides elevados são também fontes de problemas para a nossa saúde e, portanto, devemos ficar de olho. É o que vamos tratar na coluna desta semana. Para que o eleitor possa entender melhor, os triglicerídeos são a reserva de energia do nosso corpo. Eles têm a função de fornecer "combustível" para os músculos. Quando os triglicérides não são usados como forma de energia, passam a ser armazenados no tecido adiposo, como gordura. O excesso de triglicérides leva ao excesso de gordura, aumentando o risco cardiovascular, obesidade, esteatose hepática (fígado gorduroso) e pancreatite. Na alimentação, os triglicérides estão disponíveis, em especial, em alimentos ricos em carboidratos simples (açúcar e em todos os alimentos provenientes da farinha branca) e nos gordurosos – principalmente de origem animal, como carnes, leite integral e queijos amarelos. Quando a pessoa consome diversos destes alimentos e não pratica atividade física, ela pode ter os seus triglicérides aumentados. Existem também algumas patologias que podem cursar juntamente com elevação dos triglicérides, como: excesso de peso ou obesidade; alcoolismo; resistência à insulina; diabetes não controlado e hiO excesso de potireoidismo não tratatriglicérides leva do adequadamente. Além destes casos, ao excesso de também é possível que gordura, o paciente tenha uma alteração genética que aumentando faz com que os seus níveis de triglicérides pero risco maneçam altos, mesmo cardiovascular, com uma alimentação correta e com uma rotiobesidade, na de exercícios, conheesteatose cida tecnicamente como hipertrigliceriderhepática e mia familiar. pancreatite. Pacientes com taxas de triglicérides muito altas, normalmente nos casos genéticos, podem apresentar xantomas – que são placas de gordura (parecida com verrugas) amareladas que ficam posicionadas em áreas específicas, como pálpebras e cotovelos. Por não apresentar sintomas na maior parte dos casos é mais provável que uma pessoa apenas descubra que tem triglicérides elevados em um exame de sangue de rotina, normalmente acima de 200mg/dl de sangue. Quando a pessoa tem a taxa de triglicérides até esse limite, normalmente consegue-se tratar o problema apenas ajustando os hábitos de vida, ou seja, com uma dieta equilibrada, reduzindo o consumo de álcool e praticando atividade física. Entre 250 e 300, a depender de cada caso, a medicação poderá ser usada ou não, ou seja, vai depender da situação clínica de cada paciente. Acima disso o uso de medicação – conhecidos como fibratos – se torna quase obrigatória, caso o tratamento convencional tenha falhado. É importante ressaltar que em todos os casos a mudança de estilo de vida é imperativa. Não tem milagres, pois a adequação na dieta e a prática constante de atividades físicas são parte integrante do tratamento e não devem ser excluídas. De igual forma, é também importante que a pessoa tenha em mente que, além do triglicéride alto, quadros de diabetes e/ou hipotireoidismo devem estar sob controle medicamentoso. Ainda tem dúvidas em relação a este tema? Não esqueça de conversar com seu médico na próxima consulta. Faça uma boa semana.

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Internautas têm mais de 13 milhões de opções para ver e ouvir no YouTube O fenômeno é antigo. Antes, discos simulavam barulhos da floresta ou reproduziam sons do mar, ajudando as pessoas a relaxar e a dormir melhor. Agora, a moda são os sussurros e sons feitos com a boca ou gerados a partir do manuseio de objetos registrados em um novo tipo de vídeo no YouTube que tem angariado milhões de visualizações. Conhecidos como ASMR (sigla em inglês para resposta sensorial autônoma do meridiano), esses vídeos com voz suave e Lara Alves (*)

reprodução de sons provocam um fenômeno biológico popularmente conhecido como “orgasmo cerebral”. Os episódios de relaxamento provocados pelo ASMR são caracterizados pela sensação de formigamento e arrepio geralmente percebida no couro cabeludo. A youtuber paulista Mariane Carolina, dona do canal Sweet Carol, produz vídeos de ASMR há quatro anos e tem o canal brasileiro mais popular nessa área. “Quando eu gravei o primeiro vídeo, foi muito estranho para meus seguidores. Cerca de 90% das pessoas descobriram que sentiam os efeitos do ASMR, 5% sabiam que existia a sensação e já acompanhavam vídeos semelhantes, e os outros 5% das pessoas me xingaram porque ficaram irritadas com o som”, conta Mariane. Ela começou a gravar os vídeos incentivada por uma seguidora que achava sua voz agradável. Hoje, a youtuber vive de sua produção ARQUIVO PESSOAL

para a internet e cria cerca de três vídeos de ASMR por semana. Entre seus envios mais famosos estão os vídeos em que realiza roleplay (uma espécie de “teatro”, no qual interpreta personagens) ou faz sons com a boca. “Os vídeos em que faço carinho na lente também bombam bastante. Eu misturo muito o visual e o auditivo nos vídeos, quando estou tocando na lente, por exemplo, isso repete a sensação na pessoa, é como se ela sentisse um carinho na testa, como se eu estivesse tocando quem está assistindo”, explica. CIENTÍFICO O Departamento de Psicologia da Universidade de Sheffield realizou neste ano uma pesquisa para avaliar se são ou não reais os efeitos

provocados pelo ASMR. O resultado foi positivo: os voluntários que assistiram aos vídeos tiveram redução nos batimentos cardíacos e, consequentemente, foram envolvidos por sensações de calma e relaxamento. Para a estudante de história Mariana Cardoso, o ASMR a ajudou a combater a insônia. “Fiquei apaixonada por esses vídeos quando conheci, em 2015. Na época ainda não existiam muitos canais em português. Então assistia a alguns americanos, os sons me relaxavam muito. Eu tenho dificuldade para dormir e, quando coloco os vídeos de ASMR para ouvir, eu apago completamente em dez minutos”, conta. * Sob supervisão de Aline Reskalla

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

REAÇÕES FÍSICAS DO ASMR Uma pesquisa realizada pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Sheffield analisou os efeitos do ASMR em 1.112 voluntários, em um ambiente controlado. Confira alguns deles: Formigamento no couro cabeludo

Sonolência

Sensação de relaxamento Diminuição da frequência cardíaca

Ela bomba: A youtuber Mariane Carolina, do canal Sweet Carol, contabiliza mais de 700 mil inscritos na rede

CANAIS PARA SEGUIR Bella Sant ASMR A youtuber Bella Sant já era conhecida por seus vídeos de comportamento e beleza. Em 2017, criou um canal de ASMR, em que conversa com seus seguidores através de sussurros e produz sons com produtos de maquiagem e até espuma para barbear. “Resolvi gravar vídeos porque eu queria ajudar as pessoas que, assim como eu, usavam o ASMR para controlar

a depressão e a ansiedade”, conta. Gentle Whispering No ar desde 2011, o canal é de uma jovem americana e tem vídeos com 500 milhões de visualizações. Neles a youtuber pouco fala e opta por brincar com objetos, de tesouras a tecidos. Em um dos envios mais famosos, registra o som do cozimento de alimentos.

Pessoas mais sensíveis podem sentir o formigamento se expandir para regiões periféricas do corpo, como a espinha e os quadris


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viralizam na internet REPRODUÇÃO/YOUTUBE

FOTOS REPRODUÇÃO YOUTUBE

Neurologista vê uso com cautela

Youtuber interpreta personagem da série “A Casa de Papel”

Para o neurologista Luciano Ribeiro, da Associação Brasileira do Sono, é necessário avaliar com cautela o uso da técnica ASMR. Se por um lado os vídeos podem auxiliar no processo de relaxamento, por outro não são recomendados para o tratamento de problemas sérios relacionados ao sono. “Os vídeos podem provocar, sim, sonolência. Se a pessoa não tem problemas graves de insônia, não vejo malefício nenhum, desde que não vire um vício. Mas esses vídeos não são recomendados para o tratamento que busca a cura de pacientes com casos graves

de insônia”, explica. No entanto, terapias com o intuito de relaxar e tranquilizar a partir do uso do som são reconhecidas cientificamente. “O som sempre foi muito usado para relaxamento, tem pacientes com depressão e ansiedade que conseguem relaxar e dormir com vários tipos de som. Mas depende, não são todas as pessoas que conseguem relaxar com o som. Tem algumas que podem sentir arrepios, e outras, não. É uma questão sensorial”, diz Debora Arnaut, psicóloga clínica e pesquisadora da Divisão de Neurocirurgia da USP.

Bella Sant tem um canal só para vídeos ASMR

O manuseio de objetos pode ajudar a relaxar


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sociedade

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DOLCEVITA COLÍRIO VISUAL

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Casa Fiat de Cultura traz a incontornável exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”. Num “brunch”, dia 3, a imprensa conheceu a obra ícone “San Francesco Riceve Le Stimmate” (1570), de Tiziano Vecellio. No mais, séculos de artes renascentista e barroca nos contemplam.

COLÍRIO ESPIRITUAL

A

lém, de Tiziano, mestres como Perugino, Gentileschi, Reni, Guercino, Carracci e Cigoli. Presentes também na abertura, dia 8, o presidente da grupo Fiat Chrysler, o italiano Antonio Filosa e o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo Lima Pereira.

BRAZIL FOUNDATION

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atrícia Lobaccaro, Helena e Evandro Neiva promoveram, no Centro de Memória Pitágoras, o coquetel Gala MG em homenagem a Rubens “MRV” Menin. No encontro restrito, anotamos a presença de Andréa Dellal, ex-super top model internacional, eternamente incensada por todas as bíblias fashion como símbolo de elegância. E Andréa agregou muito mais.

BRAZIL BEAUTIFUL

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om a coluna e a amiga Vivian Augusto de Lima, radicada em Miami, a carioca Andréa atualizou-se sobre Minas. Casada com o inglês Guy Dellal, biliardário e mega empresário do setor imobiliário, Andréa é mãe do marchand Alex, da designer de sapatos Charlotte e de Alice, modelo da Chanel.

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO

BRAZIL WONDERFUL

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at Cleveland, como era conhecida no Rio, Andréa tinha cadeira cativa na primeira fila dos desfiles de Dolce&Gabbana, Chanel e Valentino. Também era “habituée” nas festas do fotógrafo Mario Testino e dos Rolling Stones. Segundo a revista americana “Vanity Fair”, Andréa é uma das mais bem vestidas no mundo.

300 MOTIVOS

N

este 2018, Tiradentes completa 300 anos. Um dos presentes à linda cidade é mais uma edição de seu mais tradicional festival. Entre 24 de agosto e 2 de setembro, a Plataforma Fartura – Comidas do Brasil realiza o 21º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes, com mil emoções.

MIL MOTIVOS

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festival vai homenagear o tricentenário da cidade e sua gastronomia original. Como mestres, grandes chefs mineiros estarão presentes. A curadoria é da Expedição Fartura – Comidas do Brasil que já percorreu o país coletando informações sobre chefs, produtores, produtos, ingredientes, mercados e receitas.

As chique e internacionais Andréa Dellal e Vivian Augusto de Lima

parabéns da coluna que testemunhou parte da construção desee “case” de sucesso.

BOM GALVÃO

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ia 2, o Empório e Padaria Boníssima Vila da Serra recebeu o apresentador e enófilo Galvão Bueno para um bate-papo e jantar exclusivo acompanhado de degustação de rótulos da sua vinícola, Bueno Wines. Ao todo, 70 amigos, formadores de opinião e convidados esbaldaram-se em agradabilidades. Local per-

feito, pois a Boníssima é elogiada também por sua adega com mais de 500 sedutores e hipnotizantes rótulos

BOM PAPO

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alvão seduziu os convivas, inclusive com uma brincadeira. Para ele, as mulheres são Merlot ou Cabernet Sauvignon. No primeiro caso, são mulheres clássicas, mais discretas. No segundo, são as fogosas. E há também as Blends, um misto quente dos dois tipos, dependendo da ocasião. ROGER BRYER/DIVULGAÇÃO

lançaperfume Galvão Bueno também falou sério, 6 levantando uma bandeira comum nesse

espaço, a de que a política tributária sobre vinhos no Brasil é criminosa. de Galvão Bueno: “Vinho 6 Oé umladoserpoeta vivo, ele tem alma e uma relação de amor”.

vinho pra mim é paixão. Há 40 6 “O anos, a trabalho, eu ficava uma semana na Europa, uma no Brasil. Não se bebia tanto vinho aqui”. Tomava-se muito mais whisky e cerveja. Já na Europa, toda mesa de almoço e jantar tinha uma garrafa de vinho”.

esse negócio deve ser bom e 6 “Pensei: comecei a provar; entendi o motivo de toda mesa ter uma garrafa de vinho”.

ONTEM E AMANHÃ

rótulos foram harmonizados com 6 Ospratos do chef, Henrique Gilberto, do Rul-

F

as viagens que lhe permitiram 6 Foram conhecer e se relacionar com diferentes

lus Buffet.

azendo história, eternizando momentos da sociedade, o Buffet Catharina completa 65 anos. Já o Espaço Catharina celebra 25 anos. Continuando o trabalho impecável da matriarca Catharina; Sérgio, Simara, Cristiane e Virgínia somam na realização de sonhos e nas comemorações. O coroamento deste momento ganha um “plus” com a certificação da Chef Cristiane Matos na escola francesa Le Cordon Bleu. À família, os merecidos

culturas, costumes e sabores.

internacional levou Galvão 6 Aa bagagem se interessar também pela indústria brasileira de vinhos.

ele: “Em 2009, fundei a Bueno 6 Contou Wines e encontrei, na Bellavista Estate, A super Mariana Rage ao lado dos corujas Márcio Alaor e Silvana Araujo na comemoração de seus 30 anos, que aconteceu na Sua Sala, no Ponteio

na região do Seival, na Campanha Gaúcha, o perfeito terroir do paralelo 31, a mesma latitude dos vinhos produzidos na Argentina, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul”.

DE BANDEJA Encontro para quem curte cerveja artesanal O mercado das cervejas artesanais só cresce em Minas Gerais, mas muita gente ainda tem resistência à troca por conta dos preços, que são mais altos do que os das grandes marcas. Pioneira em promover as cervejarias locais, a feira Experimente também vai democratizar seu consumo: chope de 500mL por preço de 300mL até às 14h. Para acompanhar a bebida, um seleção de pratos e boa música Quando Neste sábado (11), das 11h às 18h Onde Praça Quatro Elementos, no Jardim Canadá (Nova Lima) Quanto Entrada gratuita

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ÁREA DE SERVIÇO/DIVULGAÇÃO

Produtos típicos reunidos na Feirinha Aproxima Além dos queijos Canastra e do Serro, que outros produtos você conhece que são considerados uma Indicação Geográfica (IG) – termo para identificar a origem de produtos ou serviços – no Brasil? A Feirinha Aproxima vai reunir 18 produtos com IGs do Brasil inteiro. Realizado em parceria com o Sebrae Brasil, o evento terá a farinha de Cruzeiro do Sul, o cacau do Sul da Bahia, o mel da Costa Oeste do Paraná entre vários outros produtos Quando Neste sábado (11), das 10h às 17h Onde Entorno do Museu Abílio Barreto, Cidade Jardim Quanto Entrada gratuita

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CHEF CLAUDE CAMPDEVILLE/DIVULGAÇÃO


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reportagem

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DIA A DIA Em meio à crise, eles mudaram de carreira e se reinventaram Eles tinham carreiras bem-sucedidas, mas, em um determinado momento da vida, resolveram mudar de rumo e partir para uma nova profissão. Por conta da crise, que fechou vagas e exigiu novas habilidades, além de uma vontade pessoal de correr atrás do sonho, teve quem não pensasse duas vezes antes de seguir em frente. Investimento em cursos de especialização ajudam na transição de emprego, que, segundo especialistas em gestão de carreiras, tem siPaula Coura

do mais frequente nos últimos anos do que em gerações anteriores. E quem partiu para a nova vida profissional adianta: a tarefa não é fácil e é preciso ter paciência. Quando ficou grávida, Fernanda Jacques, 41, tinha certeza de que era o momento de dar uma pausa na carreira de arquiteta. Sem ocupação durante um ano, ela percebeu que era hora de dar mais valor à vida. “Sempre fui apaixonada por arte e resolvi fazer uma pós na área. Comecei fazendo pequenos trabalhos em casa, de aquarela, acrílico. Hoje, minha filha está com 6

Especialistas dizem que decisão deve ser tomada na ‘certeza’, e não pelo momento anos e tenho um ateliê, que abro para exposições de outros artistas também”, conta a artista. Priscilla Maciel, 29, traçou um caminho que, segundo ela, lhe traria estabilidade financeira: a administração. Trabalhou em grandes empresas de aviação e do segmento bancário. Mas, por insatisfação na carreira, investiu tudo em cursos no Senai, no Senac e em escolas de moda para aprimorar

suas habilidades. Hoje, ela é estilista e se dedica a criações de lingeries e peças de moda praia. “Sinceramente, não poderia ter tomado decisão melhor. Hoje, levanto a bandeira do empreendedorismo feminino. Não falo que o retorno vem rápido, mas é gratificante”, afirma. Para a psicóloga e coach de carreiras Paola Salgado, a crise fez várias pessoas no Brasil começarem a se readequar, seja em suas empresas

ou profissionalmente. Se em gerações passadas a estabilidade no emprego era certa, assim como o crescimento profissional, com o decorrer dos anos, as incertezas fizeram as pessoas buscarem por readequações. “Tem muito advogado que se forma, mas não quer advogar, ou o mercado está saturado. Ele pode, por exemplo, ser um bom coordenador administrativo de um escritório de cobranças. Tem as ramificações dentro da profissão, que o mercado pode exigir: era vendedor e, agora, preciso ser coordenador de marketing. E tem ainda a troca total de carreira. Seja qual

for a decisão para mudar, é preciso investir e ter certeza para não arrepender depois”, explica. Já para o diretor de RH da Sage Brasil, José Carlos Nascimento, a competitividade e a alta taxa de desemprego – são 13,2 milhões sem trabalho, segundo o IBGE – fazem com que muitas pessoas descubram novas habilidades. “Isso pode acontecer em um curso de capacitação, por exemplo. Há hoje uma grande competitividade no mercado de trabalho que faz com que as pessoas pensem mais em mudanças profissionais”, diz. MOISÉS SILVA

DICAS Finanças Especialistas orientam que mudar de carreira pode trazer gastos em um período em que, normalmente, se está “sem salário”, porque a pessoa foi demitida do emprego anterior ou até mesmo saiu por vontade própria. Fazer cursos em busca de conhecimentos para a nova jornada é essencial, e isso despende, além de tempo, dinheiro.

Lingerie: Priscilla Maciel (na foto, ao lado da sócia Lívia) resolveu trocar a carreira de designer para empreender no ramo da moda; ela vende coleções de lingerie e moda praia

Experiências Conhecer pessoas que já passaram pela troca de emprego e estão em uma nova jornada faz toda a diferença, afirmam especialistas em carreiras. É uma oportunidade de inspiração e esclarecimento.

MARIELA GUIMARÃES

Artes: Fernanda Jacques resolveu dar uma pausa na carreira de arquiteta quando ficou grávida e estudar artes no período; virou artista plástica e dona de ateliê

Coragem é maior dos 25 até os 30 anos O chef André de Melo nunca pensou em trabalhar na área gastronômica quando pensava em que carreira profissional iria escolher. Ele se formou em direito e investiu na profissão: vendeu o carro para viajar à Espanha aprender o idioma e melhorar as chances de conquistar uma carreira diplomática ou internacional. Mas, cansado de tanto comer refeição pronta, acabou aprendendo a cozinhar. Co-

meçou preparando jantares para os amigos. Depois, fez estágios na área, investiu e não parou mais. “Acordava pensando no que ia comprar para fazer o jantar. Um dia, um amigo em comum me apresentou o chef Ivo, do Vecchio Sogno, e pedi um estágio a ele. Quando entrei pela primeira vez em uma cozinha profissional, meus olhos brilharam e vi que era o que eu queria fazer”, afir-

mou Melo. Para o diretor de RH da Sage Brasil, José Carlos Nascimento, o anseio pela mudança profissional acontece, em geral, entre os 25 e 30 anos. “É quando as pessoas já trabalharam naquela profissão e pensam: ‘Não posso ser tão velho que não possa mudar’ pesando todos os fatores dessa mudança”, finaliza o especialista.


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DIA A DIA Empreender é sonho e saída

MARIELA GUIMARÃES

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COMO SABER A DIREÇÃO CERTA?

Master Coach Trainer do Instituto Brasileiro de Coaching, Eduardo Zempulski dá passo a passo para descobrir se é o melhor momento para empreender, desistir ou mudar os rumos da carreira

Mudança de carreira rendeu bons frutos a quem investiu com mais planejamento

1 Identificar o motivo da

insatisfação profissional

Muitas vezes as pessoas acham que o problema é o emprego, ou a empresa, e acabam mudando, pedindo demissão voluntária. Mas, após certo tempo, percebem que o problema continua. Então, é preciso fazer, de forma segura e sincera, um estudo de consciência para identificar esse problema.

Seja por um antigo desejo de infância ou até mesmo por uma oportunidade em meio à crise, empreender já é a opção de emprego escolhida por 36 em cada cem brasileiros. Os dados são do relatório do empreendedorismo do Sebrae e apontam que ser dono do próprio negócio foi a opção de 50 milhões de pessoas no país em 2017, ante 48 milhões no ano anterior. Abrir uma loja que carregasse suas criações estava nos planos de Bharbara RePaula Coura

nault, 38, desde sempre. Ela começou a carreira nas artes plásticas, mas se viu formada em design. Depois de alguns anos, começou a fazer cursos paralelos. Era trabalho de dia e escola de moda à noite. Após dois anos e meio de um curso na Fumec e especialização no exterior, ela se viu pronta para lançar suas peças. “Tem que ter muita força de vontade. No fim do curso de moda, em jornada dupla, eu estava muito cansada, não sabia se ia dar conta. Mas logo pensei: ‘É um sonho, vou em frente’. Peguei

não basta. É preciso ter perfil empreendedor e especialização. Para a consultora do Sebrae Zuleika de Melo, tem muita gente que chega procurando uma orientação sobre como abrir um negócio, mas, às vezes, nem sabe bem o que quer. “Muita gente quer empreender em virtude do momento pelo qual estamos passando, e imagina que pode quando se está desempregada. Mas é importante ressaltar que é preciso colocar isso no papel, planejar muito bem e ver a viabilidade do negócio. O Sebrae

tem um esboço de plano de negócios, por exemplo, que é online e gratuito”, explica. A vontade de alcançar o sucesso é cada vez maior. “As pessoas buscam melhorias, autoconhecimento e treinamento. Porém, é preciso identificar o motivo da insatisfação para depois traçar um plano. Há um passo a passo que deve ser seguido pelos que estão em dúvida”, orienta o master coach trainer do Instituto Brasileiro de Coaching Eduardo Zempulski.

2 Levantamento da

3 Estabelecer um plano

4 Foco e disciplina

5 Motivo realmente

6 Mensuração/referência

7 Tomada de decisão/

Analisar quais são as habilidades que cada pessoa tem e como está o momento atual. É hora certa de empreender? Em qual área? E as minhas habilidades? Essas são alguns questionamentos a se fazer.

É preciso colocar metas e planos de desenvolvimentos. Analisar aonde quero chegar e qual habilidade posso desenvolver para chegar lá. O ideal é criar passos e metas específicas para alcançar o objetivo.

São dois elementos fundamentais que aumentam as chances de sucesso. No dia a dia, muitas vezes, nos perdemos com nossos afazeres e acabamos deixando de lado aquilo que realmente importa para atingir os objetivos.

Quando não se tem esse motivo, toda jornada perde o sentido. Em caso de ocorrerem situações desfavoráveis um propósito realmente forte pode ajudar a impulsionar a permanência na jornada.

Para saber se a direção tomada é a certa, é preciso mensurar uma referência em um estado de tempo. Aonde quero chegar com o novo negócio daqui a quanto tempo? Está longe? O que posso fazer para chegar mais rápido?

Colocar em prática tudo que foi planejado. É o famoso “tirar o bumbum da cadeira” e se movimentar, fazer acontecer e sempre testar tudo o que foi colocado no papel para avaliar aquilo que realmente vai levar ao objetivo final.

atual situação

de jornada

Processo de mudança é difícil Novos tempos, novas profissões. Muitas pessoas são levadas a trocar suas carreiras devido a alterações no próprio mercado de trabalho. Porém, especialistas avaliam que, independentemente do motivo, mudar gera desconforto, ainda que preciso. “É necessário alinhar os pontos positivos e negati-

vos da mudança e avaliar, principalmente, o lado financeiro. Mudar é preciso e difícil, mas, quando você faz isso de forma cautelosa, é possível ter uma chance maior de ser muito bem-sucedida”, pondera o administrador de empresas, consultor e conselheiro empresarial Dante Farias. “Toda mudança precisa ser muito bem planejada. ALCANCE COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO

Adriana Martins diz que sucesso no negócio depende de seu suor

minhas economias, joguei o antigo emprego fora e investi. Faz oito anos que tenho minha empresa, mas não foi fácil”, conta. O empreendedorismo também foi a escolha de Adriana Martins, 41. Ela mudou completamente de carreira: deixou a profissão de fonoaudióloga para se tornar proprietária do Mocca Coffee and Meals. “Queria mais tempo para ficar com a família. Como eu geria minha clínica de fonoaudiologia, já tinha noções de administração de empresa. Tinha uma reserva que fui ajustando aos poucos para meu negócio. Recentemente, contratei um consultor para me ajudar com planos que tenho de expansão”, conta. Só a vontade, de fato,

O chef André de Melo se formou em direito, mas achou na cozinha sua real vocação

Senão corre o risco de, em três meses, voltar atrás na decisão. Os reflexos negativos podem ser grandes sem esse cuidado”, complementa a psicóloga e coach de carreira Paola Salgado. Quem passou pela transição concorda. Há um certo estresse psicológico, porque envolve mudanças financeiras, de rotina e até sociais. O segredo do sucesso depende do esforço envolvido. “São duas épocas diferentes: quando eu era fonoaudióloga e, agora, empresária. São carreiras diferentes e o sucesso do café depende muito mais de mim, do meu trato com as pessoas, de como vou gerir meu negócio. É difícil mudar, tenho saudade de alguns pacientes, adoro revêlos, mas não penso em voltar para a área de saúde”, afirma Adriana Martins, proprietária do Mocca. Para o diretor de RH da Sage, José Carlos Nascimento, “é fundamental se capacitar para ter uma transição de carreira mais feliz”

forte

/tempo

ação


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ESPAÇO GOURMET CRISTIANE MATTOS

entrevista

ADRIANO VILHENA professor de gastronomia da Una e chef executivo do Tiptop

O básico da marinada Cantina Piacenza: mix de folhas com manga marinada com hortelã ao molho de iogurte

‘Up’ no sabor Marinar é preciso Técnica contribui para dar maciez aos preparos; veja como fazer Há, sim, Aline quem quesGonçalves tione os benefícios que ela pode trazer para a receita. Mas a maioria dos cozinheiros garante que a técnica de marinar – uma das mais antigas da gastronomia e que consiste normalmente em deixar algum ingrediente, quase sempre carne, em repouso imerso em um líquido ácido com ervas e especiarias – é superútil quando bem empregada, dando sabor e maciez. Portanto, o necessário é saber usá-la com precisão. E é aí que as inseguranças aparecem: “posso colocar qualquer vinho?”, “ervas secas ou frescas?”, “devo furar a carne que vou marinar?” são perguntas comuns. Em cada receita, a marinada pode ter funções diferentes. No Green Up, por exemplo, o chef Felipe Caputo usa a técnica em dois preparos: para o Greek Dijon-FetaChicken (frango grelhado e assado com açafrão-da-terra, picles de cebola roxa, salada de folhas e queijo feta) e na couve que finaliza o Veggan Budha Bowl (burguer de falafel, abóbora com especiarias, cebola e alecrim, couve marinada no missô, tabule de tomate e arroz de couve-flor com cranber-

ries). No primeiro, a ideia é apurar sabores e alterar um pouco a textura, já que o peito de frango é marinado inteiro; no segundo, só o sabor interessa, pois a couve é, inclusive, desidratada posteriormente, para que fique crocante. “As duas marinadas são completamente diferentes em suas composições. Na verdade, pode-se marinar qualquer coisa, mas é preciso escolher os componentes pensando no resultado: é uma questão de harmonia”, ensina Caputo. O vinho, ele diz, precisa ser sempre de boa qualidade. “Uma cozinha bem feita tem que ter cuidado com todos os ingredientes. Minha dica é: não compre o mais barato se não conhece o produto”, observa. Opinião idêntica tem o chef Paratella

Matheus, do D’Agostim di Paratella. “Eu uso um vinho tinto da casa, que inclusive também está disponível para consumo em taças no restaurante”, conta, ao falar do preparo do Brasato al Vino Rosso, paleta bovina marinada 48 horas no vinho tinto e finalizada a baixa temperatura. Originalmente, essa receita é preparada, na Itália, com um vinho de alto custo. “Ele chega até R$ 300. No meu caso, como quero que meus clientes paguem um bom custo-benefício, não posso colocar um vinho tão caro”, argumenta. Paratella ainda explica que a marinada pode ser transformada em molho, como nessa receita. “Primeiro eu separo a carne da parte líquida da marinada. Depois, os elementos aromáticos, as ervas, as especiarias e os legumes. Douro os legumes em uma panela. Em outra, douro a carne com temperos. Misturo os dois e deglaço (método de deixar o líquido reduzir) com a marinada”, ensina. LEO FONTES

Borracharia Gastrobar serve ceviche de tilápia (R$ 28), preparo que pode ser considerado um tipo de marinada, pois o princípio de cozimento do peixe é similar

COMBINAÇÃO Em relação às ervas, Caputo conta que pode-se usar tanto frescas ou secas, mais duráveis. “Nesse caso, só é preciso tomar cuidado com a quantidade que se usa, porque as secas têm sabor mais acentuado”, diz. O tempo de marinada é outro ponto importante: “É preciso ter atenção quando falamos de carne crua, porque ela pode concentrar demais os sabores ou até estragar”, completa. Já Paratella lembra que o conteúdo das ervas não difere do que já é usado no dia a dia na cozinha. Sálvia, alecrim, tomilho, hortelã, manjericão, cebola, cenoura e salsão “são ingredientes que agregam sabor”, comenta ele. Outro hábito frequente da cozinha dos amadores, porém, é refutado por Caputo: o de furar a carne. “Jamais faça isso, porque ela vai perder água e pode ressacar”, resume. No entanto, o professor de gastronomia da UNA Adriano Vilhena observa que, em alguns casos, ele pode ser adequado. “Isso é utilizado para peças maiores de carne e quando não se dispõe de muito tempo”, diz. Caputo ensina ainda que a carne precisa ser marinada na geladeira, mas, no caso de legumes, a refrigeração pode não ser necessária, se o processo for curto. Chef executivo do restaurante-escola do Senac, Luciano Avellar lembra que as marinadas são dispensáveis em alguns casos, como no de carnes vermelhas com rápida cocção, como filé, e para frutos do mar. “Marinadas são mais usadas para proteínas vermelhas de origem animal e de fibra firme. Não há necessidade, por exemplo, de marinar a picanha, porque é uma carne macia e mais usada para grelhar”, ensina.

Qual a importância da técnica de marinar? Ela tem a

função de agregar sabor para o preparo e também a função de preparar esse alimento para ser cozido. Na maioria das vezes, ocorre modificação de textura e amaciamento do ingrediente, além de se conseguir a manutenção de umidade. No entanto, a marinada nunca pode sobressair o sabor original do alimento: uma carne tem que ter sabor de carne impregnada de outros elementos. Existe uma fórmula básica para a marinada? A ma-

rinada pode ser líquida, seca ou pastosa. Normalmente, as líquidas têm um componente ácido, e as secas são uma mistura de ervas e especiarias, com mais quantidade de sal. Já com a pasta úmida, você a usa para besuntar o ingrediente e depois pode até raspar o excesso ao cozinhar. O que precisa estar presente na marinada? O sal e

a pimenta são fundamentais porque é o sal que possibilita a permanência da umidade durante a cocção do alimento, principalmente quando está diluído. Obviamente, outros elementos compõem a marinada, de acordo com o que você está querendo. Um vinho, por exemplo, agrega valor em função dos sabores dele. O mesmo ocorre com a guarnição aromática – geralmente tem ali cenoura, cebola, sal-

são, alho-poró, coisas que fazem diferença no resultado final. Porque o vinho é a bebida mais utilizada? Quais outros líquidos são usados? O vinho é usado por

uma questão cultural, mas, na verdade, podemos usar muitos tipos de líquidos. A gente faz uma marinada muito legal com cervejas artesanais. Uma marinada de carne de porco com uma IPA dry hopping (lúpulo acrescentado no fim da produção da cerveja), por exemplo, com liberação de aromas herbais, florais, cítricos, após 30 horas, agrega um sabor muito delicado. O leite, o iogurte, o suco de maçã e de limão são muito usados também para marinadas e salmouras porque contêm alguns fosfatos naturais que têm o potencial de amaciar a carne quanto estão em solução com sal. Quanto mais tempo deixamos marinar, melhor? Na verdade, não. Há

tempos ótimos para cada tipo de alimento. A regra é assim: mais tenros e delicados, não podemos deixar tempo demais, apenas alguns minutos ou algumas horas, dependendo também do volume. Se tem um alimento mais rígido, aí sim, é possível fazer 40 horas, 50 horas marinando, e isso trará um resultado benéfico. LEO FONTES

No Poke Sim, queijo tofu é marinado com missô diluído: ideia é agregar sabor e textura ao ingrediente possível de ser escolhido pelos clientes para o poke (R$ 35, inteiro)


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almanaque HOMENAGEM> Cantoras prestam preito ao cearense e destacam sua força em Minas Gerais Artista que abdicou do sucesso, o cearense Belchior ganhou contornos de um artista mitológico ao optar pela autorreclusão, a partir de 2009. Voltou, pois, a ocupar uma perspectiva de cidadão comum de um jeito trágico: sua morte, em abril de 2017, evidenciou sua humanidade. Passado mais de um ano do episódio, é seguro dizer, o ídolo ainda é o mesmo. Tanto que ganha show tributo, o espetáculo “Amar e Mudar as Coisas”, que chega a Belo Horizonte na próxima sexta-feira (17). Cantor que já riu da própria voz nasalada e se viu eternizado com a interpretação de Elis Regina (1945-1982) para “Como Nossos Pais” e “Velha Roupa Colorida”, a vocação de Belchior em ser cantado por intérpretes femininas é reforçado no show que o homenageia: no palco, Taciana Barros, Karina Buhr e Marisa Orth executam o repertório do músico. O projeto, diga-se, surgiu conjuntamente ao lançamento do livro biográfico “Belchior – Apenas um Rapaz Latino-Americano” (Todavia, 2017), do paraibano Jotabê Medeiros. Convidada a pensar um show que apresentasse a obra, Taciana Barros logo acionou a amiga Karina Buhr e passou a se debruçar em pesquisa sobre o artista, buscando, principalmente, registros de suas apresentações sem banda – acervo que não teve dificuldade de encontrar em buscas na internet. A dificuldade veio depois, quando ao montar o repertório. Afinal, “ele é o nosso Bob Dylan, o nosso Paul McCartney... O nível de suas composições é altíssimo e é muito complicado ter que escolher”, assegura Taciana. O empenho na construção do show tributo foi algo potente e que já impacta o trabalho da artista. “Uma coisa é tocar meio de brincadeira, de passagem, outra é fazer o mergulho que fizemos”, pondera ela, garantindo que o projeto a transformou. “Como musicista, aprendi muito criando esse show”, comenta. Embora tenha procurado imprimir a assinatura de Belchior às apresentações, Taciana reconhece que no caso dos clássicos interpretados visceralmente por Elis Regina não havia Alex Bessas

– dita como “tiuria”.

Belchior em tom feminino RUBENS CHIRI/DIVULGAÇÃO

Ele e elas

Com clássicos eternizados por Elis Regina, tributo ratifica vocação de Belchior em ser cantado por intérpretes femininas como fugir ao tom. Por isso, buscou outra artista, com perfil diferente do seu ou do de Karina. Em um primeiro momento, Ana Cañas passou a integrar com elas um trio. Agora, é Marisa Orth que ocupa este posto. “O desafio é gigante”, classifica Marisa, lembrando que encara nada menos que as canções mais conhecidas do compositor e imediatamente garantindo: “estou fazendo

meu melhor, ok, pessoal?”. EM CORO Fã de todos os artistas que estão no projeto, Marisa aceitou o convite de pronto – e humildemente, inteira. Ela ainda lembra que a paixão pelo conjunto da obra musical de Belchior é unanimidade entre elas. “E isso não é papo furado não! Quando a gente revê a poesia, tão rica, ouvindo pela

décima vez ainda é possível entender outras coisas que talvez não se tinha prestado atenção”, elogia. Por telefone, Marisa se mostra animada. Ela celebra as músicas que lhe foram confiadas e, na sequência, entoa, do outro lado da linha, trechos das suas favoritas que serão interpretadas pelas amigas, como “À Palo Seco” e “Divina Comédia Humana”. “Estamos felizes

com as que cantamos e estamos felizes com as que ouvimos cantar”, reforça Taciana. Ela cita a visceralidade de Marisa ao cantar “Como Nossos Pais”, que “Divina Comédia” parece até escrito sob encomenda para si própria e que “Fotografia 3x4” ganha charme no sotaque nordestino de Karina, que interpreta com naturalidade a marcante pronúncia de Belchior para a palavra “teoria”

BIOGRAFIA Nascido em Sobral, Belchior era um tipo raro – e desde criança dava sinais de sua alma inquieta. Suas canções fazem convergir o diálogo com o popular ao mesmo tempo que têm densidade filosófica e literária. É simples sem deixar de ser refinado. “A mensagem dele é densa e atual, universal e questionadora... Então, pensei que seria gostoso, até para o show ficar até mais teatral, trazer elementos da sua história”, explica Taciana sobre a leitura de trechos do livro escrito por Jotabê durante o show. Assim, além das intérpretes, uma quarta bruxa, como brinca Marisa, junta-se ao grupo: a poeta Natália Barros, irmã de Taciana, lê passagens da biografia do homenageado – “proclamando a trajetória dele”, estabelece a atriz e cantora. Novata no espetáculo, Marisa participou, até agora, apenas de uma apresentação, feita em São Paulo. Por lá, testemunhou um potente fenômeno: “Termina todo mundo cantando junto, um coral. É impressionante”, informa. E não é só o cantar que é coletivo. “A gente chora, eu choro, o público chora. É delicadamente catártico”, ratifica Taciana. Agora, com o show vindo para BH, elas estão “especialmente ansiosas”. O motivo? Bem, Marisa acredita que há uma afinidade natural entre as composições do artista e o povo mineiro. “Me parece que sim, o Brasil todo é fã do Belchior. Mas eu acho que aí, em BH, são mais”, analisa, citando saber, por exemplo, do bloco “Volta, Belchior”, um dos queridinhos da capital. É por conta dessa ímpar idolatria que por aqui há um elemento novo no espetáculo: Sylvio Rosa, vocalista do grupo carnavalesco, é um convidado especial que vai participar da homenagem. “Tê-lo conosco é uma forma de pedir passagem ao povo belo-horizontino”, expõe Taciana, inteirando que o nome do espetáculo – “Amar e Mudar as Coisas” – é um recado diário, bonito e fundamental.

Amar e Mudar as >Coisas

Tributo a Belchior, com Taciana Barros, Karina Buhr e Marisa Orth. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Dia 17 (sexta), às 21h. R$ 60 (plateia 1/inteira), R$ 50 (plateia 2/inteira) e R$ 40 (plateia 3/inteira).


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MÚSICA Qua. 15.ago.

VALENTINA CINNE/DIVULGAÇÃO

Amor pelo ‘Brasile’ O pianista e compositor italiano Stefano Bollani teve seu primeiro contato com a música brasileira de uma maneira um tanto inusual: ainda adolescente, após o encerramento da programação de sua emissora de TV preferida, ele permanecia em frente ao aparelho ligado, de modo a apreciar as músicas que o canal reproduzia madrugada afora. Foi assim que se inebriou com a execução do icônico disco “Getz/Gilberto”, lançado por Stan Getz e João Gilberto em 1964, com participação de Tom Jobim ao piano e da cantora Astrud Gilberto. “A emissora tocava sempre o mesmo disco. Ouvi muitas vezes e, assim, me enamorei pela música brasileira”, rememora ele que, já como músico profissional, tratou de fazer ecoar essa admiração em seu trabalho. Em 2007, veio o disco Patrícia Cassese

Bollani:

“A energia de vocês, brasileiros, é vulcânica”

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“Carioca”, com as participações de Monica Salmaso e Zé Renato. Atualmente contabilizando 45 anos e dono de um português perfeito, o milanês volta ao país que tem lugar cativo em seu coração para lançar o álbum “Que Bom” (Alobar/Biscoito Fino), cujo repertório será apresentado na capital mineira na quarta-feira (15), em show no Cine Theatro Brasil Vallourec. Gravado no Rio, o CD reforça os laços transnacionais almejados por Bollani ao contar com um time de feras, como Caetano Veloso, João Bosco, Hamilton de Holanda e Jaques Morelenbaum. A banda que o acompanhou no registro é formada por Armando Marçal (percussão), Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria) e Thiago da Serrinha (percussão) – que, detalhe, também virá a BH. Sobre seus convidados – que não estarão no show por questão de agenda –, ele é só elogios. “Holanda,

já conheço há quase dez anos. É um gênio total. Se não tocasse nada e só falasse, já seria um gênio. Hoje, nossa relação é quase telepática, e por isso pedi a ele para tocar na faixa ‘Ho Perduto Il Mio Pappagallino’”, avisa. Já sobre João Bosco,Bollani confessa que a música “Nação” (1982), que estourou na voz de Clara Nunes, sempre marcou presença em se rol de preferidas, motivo pelo qual quis tê-la no CD. “E gosto muito da energia dele”, diz, referindo-se ao mineiro. Caetano Veloso, por seu turno, participa da faixa “Michelangelo Antonioni”, que, como o nome indica, homenageia um dos baluartes do cinema italiano, falecido em 2007. “Encontrei Caetano pela primeira vez no Umbria Jazz Festival, e depois, em várias outras ocasiões. Sempre pensamos em fazer algo em conjunto. Ele tem uma voz maravilhosa, e canta muito bem em italiano! Poderia

cantar os nomes de um catálogo telefônico que eu seria feliz. E me fez essa proposta de cantar a composição que fez para Antonioni, com quem chegou a se encontrar”, lembra. O baiano também canta a faixa “La Nebbia a Napoli”, de Bollani. Morelenbaum comparece em “Il Gabbiano Ischitano”, que alude a Ischia, ilha da região da Campania. Além da música, Bollani é um apaixonado pelas paisagens brasileiras. “Estive com minha mulher na Chapada Diamantina e foi uma experiência in-crível. Também adoro o Rio. Ah, sim, e tem uma energia que parece com a de Nápoles, uma energia vulcânica, essa é a minha impressão”. E a língua também o cooptou. “Nunca estudei o português, aprendi a falar com os músicos”.

> Stefano Bollani

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Quarta (15), às 19h. A partir de R$ 60 (inteira).


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MÚSICA Diversidade em sentido amplo É sob a bandeira da diversidade e da brasilidade que o festival Sarará + Sensacional – que marca a parceria de duas iniciativas que têm lugar cativo na agenda cultural da cidade – leva à Esplanada do Mineirão, no próximo sábado (18), a partir das 14h, uma verdadeira maratona de shows, de grupos e artistas de projeção nacional, como Maria Gadú, Emicida e Nação Zumbi, atrações internacionais, caso dos chilenos Manu da Banda e Tecer Tipo, e expoentes da cena local, como Graveola e Pequena Morte. A junção dos festivais Sensacional e Sarará se deu, segundo Bell Magalhães, realizadora deste último, em função da similaridade das propostas artísticas. “As atrações cotadas por um também estavam Daniel Barbosa

sendo cotadas por outro, então seríamos concorrentes. Em vez disso, a gente resolveu se associar. A ideia de cada festival era receber em torno de 10.000 pessoas, resolvemos fazer um pensando em um público de 20.000 a 30.000 pessoas”, aponta. Sobre a escalação dos artistas que vão se apresentar, a produtora do Sarará destaca que a pesquisa junto ao público é que embasa as escolhas. “Tanto nós quanto o Sensacional trabalhamos com artistas alternativos, transitando entre a MPB e o rap”, diz Bell. Incluir em seu line up artistas em ascensão também é uma premissa dos dois festivais, conforme ela destaca, apontando, como exemplos nesta edição do Sarará + Sensacional, os nomes de Johnny Hooker e Gloria Groove. “O Sarará também tem uma característica, que é de sempre proporcionar encontros inusitados. Na última edição, em 2016, Criolo convi-

dou Ney Matogrosso. Agora tem Mallu Magalhães convidando Maria Gadú e Lagun convidando Hot & Oreia. Já o Sensacional tem o traço marcante de apostar mais em revelações, artistas que nem sempre todo mundo conhece, mas que têm qualidade”, diz, ressaltando que a afinidade temática se estende também para a conceituação do evento. “Pode-se dizer que é um festival de diversidade em todos os aspectos. Quem vai trabalhar na produção e no atendimento ao público são pessoas com down, trans e da terceira idade. Conceitualmente, é um festival de diversidade”, destaca. Representante dessa diversidade com a carreira em franca ascensão, Gloria Groove diz que está muito animada com sua participação no Sarará + Sensacional. “Tenho uma conexão fortíssima com BH, alguns dos meus melhores shows aconteceram aí. É muito gratificante, e es-

MAIS RECENTE Lúcio Maia, guitarrista da Nação Zumbi, adianta que o show que a banda apresenta no evento dá especial atenção para o mais recente álbum, “Radiola NZ”, que reúne versões que vão de Gilberto Gil a David Bowie, mas trata-se, na verdade, de um grande apanhado de tudo o que foi registrado ao longo de aproximadamente 25 anos de carreira – em 2019 completa-se um quarto de século do lançamento do álbum inaugural, “Da Lama ao Caos”. “A gente sempre tenta pinçar alguma coisa de cada um dos discos”, diz, salientando que, nessa longa e vitoriosa

ATRAÇÕES

Sáb. 18.ago.

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

Emicida traz ao festival show inédito em BH

Line-up Criolo / Emicida convida Drik Barbosa / Mallu Magalhães convida Maria Gadú / Nação Zumbi / Jhoony Hooker / Gloria Groove / Graveola / Lagum convida Hot & Oreia / Pequena Morte / Muntchako / Manu da Banda (Chile) / Maíra Baldaia / Tecer Tipo (Chile) / Dolores 602 / Masterplano convida Teto Preto / Deska Sound System / Biltre / Daparte convida LG Lopes / Samba do Quintal (Oi de Gato + Cinara Ribeiro + Bloco dos Pescadores de Santa Tereza) / Porcas Borboletas / Sagrada Profana / Sopra que Sara / Estação Diamante. Onde Esplanada do Mineirão (av. Presidente Carlos Luz, s/nº, São Luiz). Quando Dia 18 (sábado), a partir das 14h. Quanto R$ 25 (inteira).

Transborda à beira da lagoa O Festival Transborda volta a ocupar as margens da lagoa da Pampulha no próximo sábado (18) com uma gama de atrações que agrada especialmente o público que acompanha as novidades do cenário musical independente do país. Além das atrações no sábado, outras apresentações que integram a programação acontecem na quinta

(16) e na sexta (17). No primeiro dia, as Sessões Autênticas recebem um pocket show da banda uruguaia Alucinaciones En Familia, Camila Buzelin e Francesco Napoli. Na véspera do festival, a dupla Larissa Conforto e Vitor Brauer trazem clássicos do “indie brasileiro” para A Obra, tocando o repertório de seus grupos: Lupe de Lupe, Ventre e Xóõ. E na mesma

noite, ainda na Savassi, A Autêntica abre as portas novamente para os shows de Fernando Motta e Posada e o Clã. A boa nova é que o público pode adquirir um único passaporte (R$ 30) para prestigiar as duas apresentações. “A ideia é que as pessoas possam ir aos shows nas duas casas – uma proposta de integração inédita”, classifica Flávio Charchar, um dos nomes por trás do Transborda. Finalmente, no sábado, dois palcos montados no Portal Iemanjá recebem música para todos os gostos. Para os shows na orla da Pampulha, a entrada é franca. Na programação, bandas queridas do

se show que estou levando agora é completamente novo, uma coisa maior, mais trabalhada, que ainda não levei a BH”, diz, acrescentando que as trocas de figurinos e coreografias características de suas apresentações estão garantidas.

trajetória, o que se manteve intacto é o vigor e a entrega sobre o palco. “Eu sinto que, musicalmente, a gente mudou bastante, não permanecemos batendo na mesma tecla, pelo contrário, tentamos diversificar o máximo ao longo dos anos, mas o mais importante, o que permanece, é a vontade no palco. O que sempre foi muito forte pra gente é o momento do palco, onde você tem que ser verdadeiro e tem que ser o mais espontâneo possível, para aquilo poder ser realmente atrativo para o público”, diz. Emicida, que vive um momento de grande visibilidade na carreira, ressalta que chega a BH em um momento de celebração. “Estamos comemorando, em 2018, dez anos de ‘Triunfo’, meu primeiro single oficial, então repasso toda essa trajetória no palco. Queria, há tempos, levar esse show para Minas Gerais e essa será a oportunidade de fazer isso”, diz.

As apresentações acontecem, ao longo do dia, em três palcos, de forma que pode haver shows simultâneos. “Os headlines do festival não devem coincidir as apresentações, ou pode acontecer de um estar terminando enquanto outro estiver começando. É um trabalho da direção artística, de não deixar bater, por exemplo, Criolo com Nação Zumbi”, destaca Bell Magalhães, elegendo aquelas que não pretende perder: “Sou suspeita para falar, mas gosto muito do Criolo. Também estou com expectativa em relação ao Johnny Hooker e ao Lagun. Eles ficaram muito bem cotados em nossa pesquisa pela web”, aponta Bell.

Festival Sarará >+ Sensacional

Confira mais informações no quadro abaixo. SB MUSIC/DIVULGAÇÃO

Trocas de figurinos e coreografias garantem o agito das apresentações de Gloria Groove

público mineiro voltam a figurar no circuito, como a paulista E A Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante e os cariocas da El Efecto. Lançamentos de discos voltam a marcar o evento, como o pop da pernambucana Duda Beat com o inédito “Sinto Muito”. Já Lamparina e A Primavera faz o pré-lançamento de “Manda Dizer”. Por fim, o duo mineiro Confeitaria apresenta “Confins”. (João H. Motta/Sob supervisão de Jessica Almeida)

> Transborda

Festival de música independente. Dias 16, 17 e 18. Em vários espaços da cidade. Programação completa em otempo.com.br/pampulha

OUTROS FESTIVAIS PELA CIDADE Circuito Fervilhante e com festivais para todo gosto, a capital recebe a primeira edição do Circuito Movimento, que acontece na quarta (15) e é gratuito. Realizado na rua Tomé de Souza, na Savassi, o evento reúne nomes da cena eletrônica, performances e pocket shows. Diverso, o festival integra também espaço para produtores locais. Fluxo musical Uma das realizadoras, Priscila Pinheiro, cita que o Circuito Movimento soma dez horas de duração – entre 11h e 22h. Feito na rua, serão montados dois palcos

por onde devem passar cerca de 20 artistas emergentes da cena belo-horizontina. A retirada dos ingressos pode ser feita através do site sympla.com.br. Gentileza Em sua terceira edição, o Verbogentileza volta a ser realizado na praça Floriano Peixoto (Santa Efigênia), neste fim de semana. Com programação que se estende entre as 10h e 21h30 de sábado (11) e domingo (12), o festival inclui a realização de aulas, oficinas, exposições e feiras, além de saraus e shows – e é tudo gratuito.


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MÚSICA No palco, com as rédeas soltas Alex “ R e t e n h o Bessas me, como se retivesse as rédeas de um cavalo que pudesse galopar e me levar Deus sabe onde”. É assim que Clarice Lispector descreve, em “A Legião Estrangeira”, o receio em “ir longe demais” em suas criações literárias. Sentimento compartilhado por Julia Branco – que, agora, o põe à prova. Superando a timidez e a segurança de guardar-se para si, ela lança na próxima quinta (16) seu primeiro álbum solo, o intimista “Soltar os Cavalos”, do selo Natura Musical. O título, aliás, conversa com certa rebeldia contra o medo e recusa em se domesticar. “Quis me soltar das amarras, da vergonha, dos receios”, explica. O resultado é um trabalho que se propõe justamente a ir longe demais: “Experimentar, sem julgamentos, sonoridades, instrumentos, palavras”, sintetiza ela.

Mesmo acostumada com os palcos, Julia – que é vocalista da banda “Todos os Caetanos do Mundo”, em hiato, depois de nove anos de atividades – assegura que o momento é novo e diferente de tudo o que já viveu na música. “Por mais que nunca seja um trabalho solitário, agora estou na ponta da lança”, analisa. Especial, o show não é só o lançamento do novo disco: trata-se de um marco dessa nova fase. Para encarar o desafio, encontra segurança na própria entrega. “Eu estou inteira nesse projeto e estar nesse lugar de reconhecimento me traz conforto”. POESIA A palavra está no cerne de “Soltar os Cavalos” – que nasce sob a forma de poesia, entendendo-se conjuntamente como dramaturgia. A melodia veio depois, aliada, principalmente, à parceria com Chico Neves, que produziu o disco. Detalhe: fora Neves, Julia se cercou de mulheres. As ci-

Qui. 16.ago.

FLORENCE ZYAD/DIVULGAÇÃO

Nova fase

Com disco de viés feminino e feminista, Julia Branco estreia carreira solo neastas Sara Lana, Luísa Horta, Raquel Pinheiro, Samanta do Amaral e Julia Zakia revezam entre funções diversas para a concepção do vídeo-álbum que reúne cinco curtas postos sobre seis canções do projeto. Nas composições, fez parcerias, por exemplo, com Letícia Novaes, Mariana Volker e Luiza Brina. Assim, trabalho de uma mulher cercada de outras tan-

tas, o álbum é a estreia solo da Julia cantora e compositora e seu retorno como atriz – já que atua nos vídeos. Esse trânsito entre diversas searas das artes não foi por acaso. Formada em Artes Cênicas pela UFMG, ela diz que nasceu artisticamente no teatro. Tinha saudade de voltar ao palco e viu na iniciativa uma oportunidade. Inicialmente insegura em se entender composito-

ra, foi pensando “Soltar os Cavalos” dramaturgicamente que Julia encontrou caminho. No show, portanto, o público pode esperar mais elementos cênicos. Ainda estudando a melhor forma de usar projeções do vídeo-álbum, Julia manifesta que o espetáculo é pensado com um arco dramatúrgico. Mais que no palco, estará em cena. “Feminino e democráti-

co”, como gosta de definir, na feitura do disco ninguém se impôs – nem o tempo. Além das parceiras e de dedicar “Presta Atenção” a Rita Lee, Julia Branco dialoga de forma espontânea e até inconsciente com Clarice Lispector: o título do álbum e a faixa "Estrela" – escrita por sua mãe, a escritora e psicanalista Lucia Castello Branco –, assim como o livro “Cidade Sitiada” propõe, em sua construção narrativa, uma metamorfose com a imagem do cavalo. Tomada de expectativa, a artista espera ter para o lançamento uma plateia “muito feminina” – e isso não significa que ela dispense a presença masculina. Espera, todavia, que essa parcela do público permita-se conectar, como já cantou Pepeu Gomes, ao seu âmago feminino.

> Julia Branco

Lançamento do álbum “Soltar os Cavalos”. Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 16 (quinta), às 21h. R$ 30 (inteira).


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MÚSICA Meio século de arte e resistência Milton A abertura Luiz de “O Sonho, a Vida, a Roda Viva: 50 Anos de Música”, que o MPB4 traz à cidade no próximo sábado (18), é praticamente um show à parte. No palco, o quarteto entra em cena e refaz a final do IIII Festival de Música Popular de 1967, quando defendeu “Roda Viva”, do então iniciante Chico Buarque de Holanda. “É como se estivéssemos no palco (do teatro Paramount, em São Paulo) cantando junto com o Chico. Aquele momento foi importantíssimo para nós, para o Brasil, para a cultura e para a música popular brasileira. Quanto cantamos ‘Roda Viva’, vêm junto lembranças de um tempo em que éramos jovens e que, diferente do que acontece hoje, a TV gostava de música boa”, afirma Aquiles. É esse passeio pelo passado e pelo presente o fio condutor de “O Sonho, a Vida, a Roda Viva”, que comemora as mais de cinco décadas do grupo (o primeiro disco saiu pelo selo Elenco em 1966). Mas não é um show eminentemente saudosista. O repertório reúne clássicos do grupo, como “A Lua”, “Cicatrizes”, “Angélica”, “Vira Virou” e “Partido Alto”, mas também abre espaço para as inéditas que eles gravaram no álbum homônimo lançado há dois anos. São canções de João e Francisco Bosco (“Desossado”), Celso Viáfora e

DALTON VALERIO/DIVULGAÇÃO

Sáb. 18.ago.

Festa

MPB4 celebra trajetória com show que reúne inéditas e clássicos do grupo

Rafael Altério (“Ateu É Tu”), Kleiton & Kledir (“A Ilha”) e até de nomes que começam a ganhar força agora, como o do carioca Thiago Amud (que co-assina “Brasileia” com Guinga). “Nós sempre tivemos vontade, e algumas vezes conseguimos, de lançar nomes que se tornaram conhecidos do público. Thiago Amud, Guinga e Kleiton & Kledir são artistas que viajaram conosco, abrindo nossos shows. Isso sempre foi importante para nós. Mas hoje, com as gravadoras quebradas, mudou muito. E detalhe: com a tecnologia, ficou fácil e barato para um iniciante gravar um disco. Hoje recebemos poucas mensagens de compositores dizen-

ÍRIS ZANETTI/DIVULGAÇÃO

do que têm músicas que gostariam de nos mostrar”, diz. Grupo que em 1996 ganhou espaço na edição brasileira do “Guiness” (o livro dos recordes) como o conjunto vocal que se manteve por mais tempo atuando no cenário artístico, o MPB4 de hoje tem apenas dois nomes da formação original (Aquiles e Miltinho). No lugar de Ruy (1937–2018) e Magro (1943–2012), entraram Dalmo Medeiros e Paulo Malaguti Pauleira (ex-Céu da Boca). “Nós ficamos durante muitos anos, 40 aproximadamente, com a mesma formação. Quando o Ruy saiu, em 2004, tivemos a sorte de conseguir o Dalmo Medei-

ros, cuja voz é muito próxima do timbre do Ruy. Com isso, a sonoridade do nosso canto não se alterou. Assim como não se alterou também quando entrou o Paulo Malaguti Pauleira há três anos. Também por obra do acaso, e sorte nossa, a voz dele se encaixou perfeitamente. O timbre do MPB4 continua mantido”, afirma. POLÍTICA Conhecido pelo teor político de alguns de seus shows e álbuns – “Palhaços e Reis” (1274), “Canto dos Homens” (1976) e “Bons Tempos, Hein?” são belos exemplos e estão disponíveis nas plataformas digitais –, Aquiles vê com preo-

sábado (11) Bia Nogueira lança seu disco solo “Diversa”, no Teatro Sesiminas “É um disco que passeia por vários estilos, é muito honesto comigo, com o que sou. Acho que é um reflexo honesto da minha personalidade”. É assim que a cantora e atriz Bia Nogueira se refere a “Diversa”, seu álbum solo de estreia. O disco será lançado no dia 17 de agosto em um show com participação especial da cantora Titane. Onde Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) Quando Dia 17 (sexta), às 20h30 Quanto R$ 20 (inteira).

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BIA NOGUEIRA/DIVULGAÇÃO

Ouro Preto homenageia 6 Orquestra os 70 anos de Chico Mário em concerto No ano em que o mineiro Chico Mário completaria 70 anos de idade, a Orquestra presta uma homenagem ao músico. O concerto “Ressurreição – Chico Mário” viaja pela história do Brasil por meio de acontecimentos musicais do país. Durante o espetáculo, haverá gravação do documentário sobre o Chico Mário produzido por Silvio Tendler Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350) Quando Neste domingo (12), às 11h Quanto R$ 20 (inteira)

cupação os rumos do Brasil. “Estamos vivendo momentos difíceis e confusos. Tanto gritaram e bateram panela, que tiraram Dilma do poder para colocar no lugar Temer e seus asseclas. Foi um retrocesso. A coisa está complicada. As posições estão acirradas e a internet, com as redes sociais, facilita esse tipo de reação extremada, de um lado e de outro”. E quanto às eleições deste ano? “Estou cético. Acho que vamos continuar elegendo deputados e senadores mais comprometidos com as suas carteiras e os seus bolsos, do que pessoas sérias e íntegras que queiram fazer alguma coisa pa-

OSWALDO MONTENEGRO NO ESPETÁCULO INTIMISTA “SERENATA”. Palácio das Artes (av. Afonso Penas, 1.537, centro). Às 21h. A partir de R$ 110 (inteira)

domingo (12) CAROLINA SERDREIRA E MALVINA LACERDA Lançamento do álbum visual “Redescobrir - Elis Regina” CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)

terça (14) LOBÃO E OS EREMITAS DA MONTANHA Clássicos do rock. Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D´Água). Às 21h. R$ 40

CROMOSSOMO AFRICANO Lançamento do álbum “Eutu Ubuntu” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

quarta (15)

ra melhorar a situação de um país que hoje tem cerca de 13 milhões de desempregados, e onde ainda há fome e muito analfabetismo. Os desmontes do SUS e das universidades públicas federais e estaduais estão aí. Vamos precisar de um bom tempo para botar o Brasil de novo nos trilhos. A locomotiva está quase totalmente descarrilhada”.

O Sonho, a Vida, >a Roda Viva: 50 Anos de Música

Com o MPB4 Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dia 18 (sábado), às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira) e R$ 150 (plateias 2 e 3, inteira). À venda na bilheteria do teatro e no www.ingressorapido.com.br

CHICO AMARAL CONVIDA Edição recebe o saxofonista Leo Gandelman. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 40 (inteira)

quinta (16) DOIS NA QUINTA Edição reúne pela primeira vez a musicalidade luso-afro- brasileira do trio Coladera e do músico Tau Brasil. Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (pça. da Liberdade, 21 ). Às 19h30. R$ 10 (inteira)

sexta (17) A BELLA ITÁLIA – A BELA E OS TENORES Armando Valsani, Giovanna Maira e Jorge Durian apresentam recital com repertório entre o erudito e o popular. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. A partir de R$ 100 (inteira)


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MÚSICA Saideira de clássicos etílicos Thiago O r g u l h o s o Prata pela história escrita ao longo de 22 anos, sim. Sentimento de missão cumprida, não. “Eu queria continuar com a banda”, sintetiza o vocalista Jimmy London, voto vencido na decisão pelo fim da banda hardcore Matanza. Com o casamento rompido e anunciado em maio deste ano, a banda carioca tratou de seguir à risca um ritual de separação tão comum e tradicional em grupos de rock: uma turnê de despedida. No próximo sábado (18), no Music Hall, será a última vez que Belo Horizonte ouvirá Jimmy entoar os clássicos etílicos “Ela Roubou meu Caminhão”, “Santa Madre Cassino” e “Pé na Porta, Soco na Cara”, guiados por um instrumental hardcore cru com pitadas de countrycore e que costuma resultar em vários moshs na pista. “Quem faz o show é a rapaziada (refe-

rindo-se aos fãs). Se o público estiver enlouquecido, aí sim. A gente só toca as musiquinhas lá. De mim, podem esperar até a última gota de sangue”, promete o vocalista. A abertura em BH ficará por conta de Shiron the Iron, Diabo Verde e Circus Rock. A turnê de saideira vai até outubro. E, até agora, vem reservando algumas boas doses de nostalgia. “Fico muito grato pelos fãs. Recordo-me de tudo que passei na vida e pensando no que deve acontecer ainda, em outros cenários”, comenta ele. Apesar de sete discos de estúdio – além de dois EPs, um curta-metragem, “Quando a Lua Cheia Sai: Um Maldito Filme do Matanza”, dentre outros lançamentos –, os problemas pessoais acabaram sendo cruciais para o dissolução do grupo. Os guitarristas Maurício Nogueira e Marco Donida (este vem atuando apenas no estúdio desde 2008), o baixista Dony Escobar e o baterista Jonas Cáffaro optaram por seguir

Sáb. 18.ago.

FELIPE DINIZ/DIVULGAÇÃO

Após 22 anos de estrada, o Matanza fará seu último show em BH no próximo sábado (18)

outro caminho, sem Jimmy. “Essa parte da decisão não me cabe, pois sou minoria. Acho que tem uma galera que quer uma coisa menos exigente, mais tranquila. Eu gosto de me jogar muito, só sei fazer as coisas com sangue nos olhos. Então, vou procurar fazer outra coi-

sa, novamente com muito sangue nos olhos”, ressalta o vocalista, que completa: “Eu não faria nada de diferente, pelo contrário, repetiria tudo, talvez ainda mais intensamente”. LEGADO E FUTURO Questionado sobre qual

seria o legado do Matanza para a cena musical brasileira, Jimmy faz uso de certa “filosofia”. “Não acho que eu poderia falar sobre o legado do Matanza exatamente, mas poderia dizer do efeito do legado do Matanza sobre mim. O Matanza me ensinou muito. E me fez entender que,

por mais que se acredite na arte que se está fazendo, se não trabalhar muito e estar ali fazendo as coisas, prestando atenção na agenda e em tudo mais, não adianta: acaba sendo como um Van Gogh, fica loucaço, corta a própria orelha e vive em angústia, e as pessoas só saberão que você fez algo legal quando morrer”, comenta o cantor, otimista com projetos futuros. “Estou tocando com o Rats, uma banda muito legal de irish punk, de música de pirata, do Rio de Janeiro. Já produzi um disco deles, e vamos fazer um projeto Jimmy e Rats. Também estou escrevendo um livro sobre empreendedorismo na área da cultura. Quero produzir discos, algo que gosto muito de fazer. E ir cada vez mais a BH, onde tem muita comida boa e coisa legal”.

> Matanza

Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Dia 18 (sábado), às 22h. R$ 90 (pista, inteira); R$ 150 (open bar).


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ARTES VISUAIS Futebol: identidade e emoção Alex Produto imBessas portado sim, mas que foi de tal forma integrado à nossa cultura que ninguém titubeia em afirmar: é o Brasil o país do futebol. Histórias para provar o argumento não faltam, vide os tantos cacoetes de qualquer torcedor, de qualquer time. As superstições, claro, são regra. E tamanha é a paixão que não é difícil encontrar situações insólitas, de verdadeira devoção, como o caso vivido pelo cronista esportivo Xico Sá, que chegou a ouvir de um torcedor que doaria ao “mestre Sócrates” o próprio fígado. Escritor e anônimo terminaram abraçados, entre lágrimas, comovidos pela força que o esporte irradia para muito além dos gramados. Com tudo isso, fica mais que provado: o esporte bretão fez do Brasil seu lar e, portanto, nada mais justo que um museu se dedique ao assunto. Ocorre que, sendo uma paixão nacional, não seria justo que o acervo ficasse estacionado em um mesmo lugar. Assim, a exposição “Museu do Futebol na Área” vem circulando o país e chega a BH na próxima quarta (15), onde permane-

abertura 15.ago.

ELISA MENDES/DIVULGAÇÃO

Painéis ligam futebol e contexto histórico do país

ce até 15 de outubro. Antes de chegar à capital mineira, o projeto passou por Recife e Rio de Janeiro, acumulando cerca de 43 mil visitantes. A expectativa é repetir o sucesso em Minas, explica Daniela Alfonsi, diretora de conteúdo do projeto. Detalhe que é em BH que o itinerante permanecerá por mais tempo. Vale dizer, a exposição circula com parte do acervo do Museu do Futebol, instalado no Estádio Pacaembu, em São Paulo, além de trazer elementos regionais. Por aqui, compõe a instalação camisas

históricas do Atlético, Cruzeiro, América e Vila Nova. “Fizemos uma grande pesquisa em Minas porque queremos que os visitantes experimentem o museu de forma que se reconheçam”, expõe Daniela. Ela cita que há salas que dizem da chegada do esporte ao Brasil ao mesmo tempo que demonstra a situação histórica do país à época. O mesmo é feito no Estado, indicando o surgimento e conquistas dos times mineiros e paralelamente exibindo imagens da sociedade daquele tempo – e aspectos cultu-

rais e até gastronômicos que giram junto com a bola, caso do tropeiro, que “é o prato dos torcedores de Minas”. A diretora de conteúdo do museu lembra que não há cidade brasileira que não tenha uma história com o esporte. “Estas três capitais que estamos passando respiram futebol”, assegura. Em matéria de Copa do Mundo, há registros desde as primeiras até a mais recente, com a taça indo para a miscigenada seleção francesa. Na exposição, a sala mais frequentada é a dedicada a

indicar números, recordes, dados sobre os maiores campeões ou goleadores e até sobre o inconteste pior time do mundo, o Íbis. “Quem não conhece fica ali aprendendo, quem conhece vai debatendo, lembrando histórias”, comenta Daniela. Sucesso também são os espaços interativos, como um campo de futebol de botão e de pebolim: “vira uma reunião de pais e filhos, avós e netos”, conta. A memória também está muito bem registrada no museu, que tem uma sala dedica-

da a narração de gols em rádios. Fotos, vídeos, camisas, jogos encantam, mas um espaço que mexe com as emoções é a instalação do artista Tadeu Jungle: entremeio a duas telas, o visitante acompanha uma partida apenas da perspectiva do torcedor. “A sensação é a de estar na arquibancada”, resume ela.

Museu do >Futebol

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários). Abertura dia 15 (quarta), às 9h. De quarta a segunda. Até dia 15/10. Entrada gratuita.

ADAMO ALIGHIERI/DIVULGAÇÃO

LITERATURA do Belas recebe primeira edição do “Palavra Trocada”. O evento 6 Livraria reúne autores e provocadores para trocar impressões sobre literatura Trocar impressões, ideias e palavras, movimentar a cena do livro mineiro e aproximar autores e leitores são alguns dos objetivos do “Palavra Trocada”. O projeto nasce de uma parceria entre a Livraria do Belas, a Impressões de Minas e a Crivo Editoral e acontece pela primeira vez, na próxima quinta (16), na Livraria do Belas. A primeira edição se debruça sobre a escrita da mulher e convida as autoras Ana Elisa Ribeiro (foto), Brisa Marques, Iris Amâncio, Luana Simoninin e Luisa Godoy para trocar ideias com os leitores e interessados. “Nós convidamos as pessoas que vão participar para trazer trechos ou citações para que a troca não seja unilateral. A escolha das provocadoras nasceu com o desejo de trazer pessoas que fazem trabalhos relacionados à escrita de mulheres, desde a temática da mulher negra até o feminino mais romântico”, conta Ingrid Mello, uma das organizadoras do evento. A ideia dos idealizadores é realizar ainda neste ano outros encontros. Acompanhe as datas dos próximos eventos do projeto na página: wwwfacebook.com/livrariadobelas Onde Livraria do Belas (r. Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes) Quando Dia 16 (quinta-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita


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ARTES CÊNICAS Eid Ribeiro e o poder da palavra Patrícia O figurino reCassese mete ao cinema mudo – mas Eid Ribeiro faz uma ressalva. “É só uma referência estética”. Na verdade, a tônica de “O Atormentador”, montagem que estreia na próxima quinta (16), no Teatro de Bolso do Sesc Palladium, é a palavra. Cimentada a partir de fragmentos de obras do uruguaio Eduardo Galeano (1940-2015) – em particular, “O Livro dos Abraços” – e do angolano Gonçalo M. Tavares, 48; a dramaturgia espraia-se por temas de variados espectros, mas sem deixar de lado o veio poético. “‘Atormentador’ é calcado na palavra”, confirma a atriz Glauce Guima, que divide o palco com Diego Roberto. “O primordial foi realmente ela. A potência da narrativa da emissão da palavra. Essa palavra que, nos dias atuais, acredito, está tão banalizada, e por várias razões. Há apenas um momento, de uns dois minutos, de movimentos para, digamos assim, dar ao espectador um respiro (diante do fluxo de informações)”, adianta ela. O espetáculo, vale salientar, não trabalha com a noção de personagens, mas com a de “rapsodos”, que, diga-se, não têm nome, mas se dedicam com afinco a narrar os trechos selecionados dos autores citados. “Estar vivo é um

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

estreia 16.ago.

Rapsodos perigo/ pensar, um pecado/comer, um milagre/ mas quantos são os desterrados dentro da fronteira do próprio país?”, recita Glauce ao Pampulha, citando Eduardo Galeano. E que fragmentos seriam esses? “São trechos (de cunho) sociais e políticos, mas com uma sabedoria que não é nem populista, nem radical, nem panfletária. É uma análise, e isso é que é bonito”, complementa Eid. “São coisas que precisam ser ouvidas, mas que, ao serem ditas, não agridem. Há poesia também”, complementa.

PROCESSO Eid conta que, no caso de Galeano, o trio escolheu “os trechos mais profundos (com os quais se deparou), sem saber, de início, quem falaria o quê, sem saber como esse material seria organizado cenicamente. “Fomos improvisando e articulando no decorrer do ensaios – um vai e volta, um tira, e coloca...”. Para alinhavar tudo, Eid teve a ideia de inserir em cena o barulho de um helicóptero, que surge quatro vezes no decorrer da montagem. “Na primeira vez, apenas passa, chaman-

Glauce Guima e Diego Roberto estão no elenco do a atenção. Na segunda, quando volta, é um helicóptero da repressão, sobrevoando um protesto, uma manifestação de rua. A personagem começa a correr e a jogar panfletos, e vêm os tiros”. Na terceira vez que o som das hélices e do motor é ouvido, cria-se uma expectativa que acaba não acontecendo (contar mais seria dissolver o prazer da surpresa). E na última ação, o helicóptero volta para o desenla-

ce. “A gente fala da repressão, mas, da maneira como é colocada em cena, de uma forma bem subjetiva, na divisão dos fragmentos. E ao final, a poesia dá o tom”, pontua Eid. Glauce adiciona. “O final joga para um lugar poético, que é lugar da luz. Mesmo porque, a gente não quer que o espectador saia de lá pensando: ‘Meu Deus, que mundo f... Há uma esperança, e esta, na verdade, se encontra em nós mesmos”. Não por outro motivo, o espetáculo recebeu um aval importante antes da estreia

oficial. Glauce lembra que houve uma apresentação fechada em uma escola de Nova Lima, para crianças de 8 a 12 anos. “Veja, não são textos fáceis de digerir, mas a estética que o Eid criou, as ações, junto ao texto, entraram de uma forma inimaginável no raciocínio dessas crianças, que ficaram perplexas com a possibilidade de se divertirem e, ao mesmo tempo, pensar o tempo que estão vivendo”. Logo na sequência, em outro ensaio no Centro Cultural UFMG, que aconteceu com portas abertas, um homem chegou até eles, ao fim, e disse: “Foram vocês que estiveram em Nova Lima? Meu filho chegou em casa perplexo! Agora, eu quero assistir”. O que, justificadamente, animou Glauce. “Isso é muito raro de atingir, um ‘produto’ que se comunica com a criança e o adulto”. Esse retorno despertou interesse do trio em circular a montagem também em escolas. “Claro, somos do teatro, mas, hoje, nesses tempos difíceis e incertos, pensamos como podemos assumir alguma postura também social, o que podemos fazer por essa crianças que estão se formando agora”, diz Glauce.

> O Atormentador

Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro). De 16 a 26. Quintas, sextas e sábados, às 20h; e domingos, às 19h. R$ 15 (inteira)

GRUPO ARMATRUX COMEMORA DEZ ANOS DE PARCERIA COM DIRETOR EM MOSTRA QUE OCUPA QUATRO PALCOS DA CAPITAL MINEIRA FOTOS BRUNO MAGALHÃES/NITRO/DIVULGAÇÃO

“Eid Ribeiro é o diretor com o qual a gente sonhava desde os primórdios”, conta Tina Dias, do grupo mineiro Armatrux. Por obra do destino, o que estava no plano do onírico migrou para a realidade – e veio o espetáculo “De Banda Pra Lua”, em 2007. Mas a parceria não se encerrou aí. Sintonizadas, as partes seguiram somando forças com “Thácht”, “No Pirex” e, mais recentemente, “Nightvodka”, formando esse arco temporal de dez anos. Para festejar o marco, a companhia descerra as cortinas de “Armatrux Mostra Eid Ribeiro”, que ocupa os palcos do Francisco Nunes, Marília, Zap 18 e Pierrot Lunar com as quatro montagens – e a primeira a dar o ar da graça é “Nightvodka”, que será apresentada a partir da próxima quinta (16). “Eid é um diretor que chegou fortalecendo muito a linguagem do grupo”, conta Tina. “Ele não veio com uma

‘linguagem do Eid’. Chegou, viu o que a gente fazia, e sempre dentro disso, foi instigando daqui e dali”. Explorando vieses distintos, os espetáculos formataram um repertório com o qual o Armatrux já viajou por vários países. “‘No Pirex’ foi o de maior circulação internacional, com ele, já fomos a seis países e há perspectiva de outros”, conta a atriz, lembrando que a montagem não demanda palavras, o que facilita a compreensão. “É um espetáculo diferente, as pessoas ficam surpreendidas. Deu muito nome ao grupo e fortaleceu mais ainda a linguagem da gente junto a ele (Eid)”, diz Tina, que completa: “Para a gente, é uma honra, uma emoção, ter esse mestre a nosso lado”. Armatrux Mostra Eid Ribeiro Informações em facebook.com/armatrux.grupodeteatro. R$20 (inteira).


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ARTES CÊNICAS O casamento na visão de Albee Patrícia A admiração Cassese vem de largo tempo. Desde o período em que integrava, junto a Felipe Hirsch e outros atores, a Sutil Cia de Teatro, Guilherme Weber, 46, acalentava o desejo de montar um texto do norte-americano Edward Albee (19282016). O grupo curitibano, vale lembrar, tinha como um de seus pilares o foco na dramaturgia anglosaxã – no entanto, o sonho de Weber acabou não se realizando. Mais recentemente, quando o também diretor se viu diante do despontar informal de uma trilogia sobre o tema casamento (complementada pelas peças “Os Realistas”, de Will Eno, e “De Verdade”, de Tom Stoppard, todas da Quintal Produções, sendo a última inédita), veio o clarão: era, enfim, chegada a hora de trabalhar Albee. Mais precisamente, o texto “Peça do Casamento”, que terá sua estreia nacional na capital mineira: o espetáculo cumpre temporada de 15 de agosto a 3 de setembro, no CCBB BH. Em cena, Eliane Giardini e Antônio Gonzalez compõem um casal que, após 30 anos de casamen-

Sáb. 18.ago.

to, está prestes a se separar. “É um casal atravessando uma noite de conversas, em uma narrativa de memória, na qual os dois repassam muitas coisas do relacionamento. Mas é também uma metáfora aberta, por meio da qual o espectador pode fazer inúmeras leituras. E acho que uma delas é de que maneira a gente pode redesenhar convenções para buscar uma forma mais profunda de liberdade”, aponta Weber. Neste caso se limitando apenas à direção, ele não esconde sua admiração por Eliane Giardini, com quem também já dividiu o palco. “Aliás, parte da minha vontade de montar essa peça era justamente a vontade de reencontrá-la em cena”, relata Weber. “E de promover o encontro dela com esse grande personagem feminino”, acrescenta. Guilherme Weber conta que seu fascínio pela obra de Albee aconteceu a partir do momento em que travou contato com três textos: “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?”, “Delicado Equilíbrio” e “Peça do Casamento”. Ao se propor a traduzir o último para a empreitada de agora, ele só lamenta que, no português, o título perca um pouco do jogo semântico do original “Marriage Play”. “Quando DANIEL MATTAR/DIVULGAÇÃO

Ensaio fotográfico em que a atriz se caracteriza como Clarice

FERNANDO YOUNG/DIVULGAÇÃO

estreia 15.ago

Eliane e Gonzalez vivem um casal na montagem, que propõe a desconstrução do gênero “peça de relacionamento”

Albee a batiza, lança o sentido de que essa peça é também um jogo teatral sobre a convenção do casamento”. No caso, um casamento à la anos 80. “Branco, heterossexual”, adiciona Weber. “Que, na verdade, é o grande clássico desse tipo de relacionamento, e que define o comportamento de todo o mundo – até do próprio movimento gay, do feminista... Tudo isso, em algum momento, passa tam-

bém por essa aliança de relacionamento que é o casamento”, analisa. Weber entende que o casamento é um tema fetiche na trajetória de Albee. “E este texto condensa todo o repertório de estilo do autor: os homens frágeis, as mulheres no registro de grandes personagens femininos, e a beleza dos diálogos”. E se os elogios para Eliane Giardini foram pródigos,

ele também não se furta a ressaltar o talento de Gonzalez. “Estou me encontrando com ele profissionalmente pela primeira vez e estou surpreendido: é um ator instigante, original, com uma abordagem clássica – no bom sentido da palavra”. Além da direção, Guilherme Weber conta que segue em turnê com “Os Realistas” (que já passou pela capital mineira). Não bastasse, acaba de voltar da Ar-

gentina, onde gravou um seriado, “Submerso”, coprodução entre os dois países. E, no cinema, estará no filme de terror “Marlon Brando, Whiskey, Zumbis e Outros Apocalipses”, de Paulo Biscaia.

Peça do >Casamento

CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). Estreia dia 15 (quarta), às 20h. Restante da temporada sempre de quinta a segunda, às 20h. Domingo, sessão extra às 17h. R$ 20 (inteira). Até 3/9.

Uma Clarice mais solar Clarice Lispector talvez não fosse tristíssima. Autora de diálogos entre uma mulher e uma barata, bem como dos infortúnios da personagem Macabéa, Clarice foi atravessada durante sua vida por longos períodos de depressão, desilusões amorosas e tragédias pessoais, responsáveis por caracterizá-la como escritora hermética, inteligente e triste. A nova montagem da atriz Rita Elmôr (conhecida por trabalhos na televisão e no cinema, entre eles o longa “Que a Sorte nos Separe”), “Clarice Lispector & Eu – O Mundo Não É Chato”, desembarca no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube, no próximo sábado, com o intuito declarado de reverter essa imagem da escritora e comprovar que não, ela não era tristíssima. A peça reúne trechos e fragmentos de quase 40 textos escritos por Clarice e outros de autoria da atriz, todos selecionados para apresentar ao público uma faceta mais

‘solar’ da autora. “Escolhi textos em que ela faz uma análise do cotidiano, textos que trouxessem o humor excepcional da Clarice que as pessoas conhecem tão pouco”, explica Rita. Para a atriz e dramaturga, não apenas a essência da montagem está em textos da autora que pretendem estimular a própria aceitação. “Ao entrar em contato com a obra dela, a gente cria coragem para seguir a vida menos interessado em copiar os outros e mais interessado em copiar a si mesmo”, conta. Para representar a busca incansável da autora pelo próprio empoderamento, a atriz escolheu uma carta escrita à irmã de Clarice e que diz: “Respeite a você mais que aos outros, respeite até o que é ruim em você, respeite sobretudo o que você imagina ser ruim em você. Não tente copiar uma pessoa ideal, não copie uma pessoa perfeita, copie você mesma, esse é

o único meio de se viver”. ENCONTRO Clarice está na vida de Rita desde 1998, quando ela estreou no teatro com “Que Mistérios tem Clarice”, peça em que interpretava a escritora. “Eu entrei em contato com a obra da Clarice quando era muito novinha, é como se ela fosse uma mãe das artes para mim, é uma espécie de mãe e melhor amiga que me ajudou a desenvolver uma sensibilidade particular. Sempre tenho um olhar clariceano na minha existência”, conta. Em cena, desta vez, Rita não vive Clarice Lispector, mas se mistura à escritora por meio das palavras. “Eu me transformo internamente na Clarice na peça, não estou caracterizada como ela, mas é como se eu fosse a essência dela através desses quase 40 textos, para apresentar um lado dela que não é conhecido”, conta. A ideia de não viver a escritora surge de uma

história curiosa. As fotos em que estava caracterizada como Clarice, produzidas durante a temporada da peça de 1998, viralizaram como se fossem fotos da própria Clarice Lispector. Aliás, para a atual peça, Rita foi fotografada por Daniel Mattar em um ensaio caracterizada como a escritora, ao mesmo tempo em que elementos modernos foram acrescentados à cena. “O ensaio fala sobre o conceito da peça que é o atravessamento do tempo. A Clarice nasceu em 1920, morreu em 1977, e está mais viva que nunca”. (Lara Alves/Sob supervisão de Marília Mendonça)

“Clarice >Lispector & Eu – O Mundo Não É Chato”

Com Rita Elmôr. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 18 (sábado), às 21h. R$ 60 (inteira, antecipado); R$ 80 (inteira, no dia).


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ARTES CÊNICAS teatro adulto A PESTE Dir. Vera Holtz e Guilherme Leme Com Pedro Osório A história de um médico isolado em uma cidade, devido a uma doença contagiosa. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 27/8.

BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega Com Marcelo Prosdocimi e Felipe Abreu As situações vivenciadas na infância de dois homens se transformam em desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 19 (postos Sinparc). De 17/8 a 26/8.

COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass O ator ensina truques para sobreviver em recepções com pouca comida. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Qui., às 20h30. R$ 15 (antecipado); R$ 40 (inteira, no dia). Até 30/8.

CORTA! Dir. Marcio Azevedo Com Beto Carramanhos e Dadá Coelho Em um salão de beleza à beira da falência, trabalham Celeste e Beto. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (11), às 21h. R$ 80 (inteira).

GENTE, A LILI SUMIU Dir. Christiano Junqueira Com Eraldo Fontiny Todos procuram os responsáveis pelo sumiço de Lili.

ELMO GOMES/DIVULGAÇÃO

Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Ter. (14), às 21h. R$ 19 (postos Sinparc).

HAMLET E EU Dir. Humberto Câmara Com Humberto Câmara O personagem é um espelho d'água onde contempla o próprio reflexo. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h. R$ 30 (inteira).

18° festival mundial de circo

O SOM E A SÍLABA Dir. Miguel Falabella Com Alessandra Maestrini e Mirna Rubim Com a morte dos pais, Sarah procura dar algum sentido a sua vida. O espetáculo terá tradução para Libras. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (11), às 21h; dom. (12), às 19h. R$ 50 (inteira).

A LA CARTE Dir. Leris Colombaioni Com Cia. La Mínima Uma viagem pela arte do palhaço em números de forte gestualidade. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste dom. (12), às 17h. R$ 20 (inteira).

PEÇA DO CASAMENTO Dir. Guilherme Weber Com Eliane Giardini e Antônio Perez Gonzalez Após trinta anos juntos, uma crise obriga um casal a revisar suas vidas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 34319400). Qui. a seg., às 20h. R$ 30 (inteira). De 16/8 a 3/9.

Cia Candongas comemora 24 anos de existência com apresentações do espetáculo “Sísifos”

SANTIAGO - O PEIXE

UM SOLTEIRO FORA DE FORMA

Dir. Dimitrius Possidônio Com Francis Severino Um ator tenta construir fragmentos de histórias de aventuras. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Qui. a sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 20 (inteira). De 16/8 a 2/9.

SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi Em Aliena, Tralha e Troco refletem sobre a utilidade de suas existências. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Sex. (17) e sáb. (18), às 20h;

Dir. Jorge Fernando e Diego Morais Com Ney Latorraca, Claudia Ohana, Claudia Netto Os protagonistas do folhetim revivem a comédia de terror. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (11), às 17h e às 21h. R$ 130 (plateia 1, inteira); R$ 90 (plateia 2, inteira); R$ 75 (plateia 3, inteira).

OTETO

dom. (19), às 19h. R$ 20 (inteira).

MEMÓRIAS DE UM QUINTAL Dir. Carlos Nunes Com Christiano Junqueira e Matheus Vargas Ariel se divorcia e precisa se inserir novamente no mundo das paqueras. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (11), às 20h30; dom. (12), às 19h. R$ 19 (postos Sinparc).

MOSTRA EID RIBEIRO, COM ARMATRUX Leia mais na página 23

teatro infantil

Dir. Brenda Campos, Cláudio Márcio, Dário Marques e Keu Freire Com Insensata Cia. de Teatro O duelo entre uma criança, Manguinha, e o pardal que ele sonhava em acertar. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. e sex., das 9h às 14h; sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (inteira).

PRU-TI-TI - MEMÓRIAS DE ESTIMAÇÃO Dir. Brenda Campos, Cláudio Márcio, Dário Marques, Keu Freire Com Insensata Cia de Teatro Cau troca latas e panelas por um pintinho e precisa levá-lo para seu apartamento.

Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. e sex., das 9h às 14h; sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (inteira).

musical MANOLETRA Dir. Humberto Câmara Com Bremmer Guimarães, Jorge Rios e Ricardo Catizane O pai de um menino não acorda há dois dias, desde que os aviões do planeta vizinho começaram a atacar. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (11) e dom. (12), às 16h30. R$ 30 (inteira).

VAMP, O MUSICAL

Com Liz Braga e Pedro Guerra Pesquisa dos acrobatas sobre a palavra "saudade". Praça do Sol do Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1.377, centro). Neste sáb. (11), às 11h. Entrada gratuita.

PLAGIACCI Dir. Chico Pelúcio Com Cia. La Mínima As desventuras de uma trupe de teatro comandada por um homem severo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (15), às 19h. R$ 20 (inteira).

POUR DEUX CLOWNS Dir. Les Rois Vagabonds Com Julia Moa Caprez e Igor Sellem Palhaços contemporâneos interpretam obras de Vivaldi, Strauss e Bach. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (11), às 19h. R$ 20 (inteira).


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CINEMA Sobrevivência a qualquer custo DIAMOND FILMS/DIVULGAÇÃO

Daniel “A vida enOliveira contra um jeito”. O corpo e a mente humana têm estratégias de sobrevivência que nossa própria consciência desconhece. Mesmo nas situações mais adversas, impossíveis, em que tudo indica ser mais fácil desistir, o cérebro vai encontrar algum gatilho que nos faça seguir em frente, algo por que lutar, um motivo para acordar e tentar um novo caminho. Esse é o princípio (mais que) comprovado em “Vidas à Deriva”, que estreia hoje no cinemas da cidade. O longa conta a história real do casal Tami (Shailene Woodley) e Richard (Sam Claflin), que se conheceu no Taiti em 1983 e, por uma série de motivos, decidiu velejar da ilha até a Califórnia. No caminho, eles foram atingidos por um furacão e ficaram (muitos)

dias à deriva no meio do Pacífico – tentando chegar até o Havaí, esperando o resgate ou a morte. O filme do diretor islandês Baltasar Kormákur se estrutura entre a luta do casal por sobrevivência após o acidente e uma série de flash-backs, que narra o encontro dos dois e os eventos que os levaram à tragédia. Mais do que ser um grande drama árido e desesperador sobre a fatalidade – como “Evereste”, que o cineasta dirigiu em 2015 –, a produção busca se alicerçar nessa metade inicial da história, e em como o romance e o amor que surge entre Tami e Richard é o que os faz seguir lutando, mesmo contra todas as probabilidades. E é exatamente aí que o maior defeito e a maior qualidade de “Vidas à Deriva” ficam latentes. Ao fazer do relacionamento seu elemento central, o filme depende fortemente da química e do flerte entre os dois protagonistas. Só que o roteiro não

Drama

Shailene Woodley e Sam Claflin em cena de “Vidas à Deriva”, baseado em fato real

ajuda muito – com diálogos e cenas batidos, que lembram sempre uma certa artificialidade do romance de cinema, o que é acentuado

por uma trilha invasiva e pouco sutil, típica de séries de TV. Com isso, quem traz vida e humanidade a essas cenas é Shailene Woodley. A atriz é o grande destaque do longa, imprimindo não só autenticidade e camadas às cenas mais bobas, mas carregando grande parte filme praticamente sozinha. No acidente, Richard quebra a perna e várias vértebras, ficando essencialmen-

te imobilizado. E cabe a Tami fazer de tudo – e mais um pouco – para que os dois não pereçam ali. Uma das grandes provas de fogo para mostrar que um grande ator é também um astro – e vice-versa – é a capacidade de carregar um filme sozinho em cena, sem nenhum outro estímulo ou rosto ao qual responder. E é isso que Shailene precisa fazer em vários momentos de “Deriva”, espe-

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 11 (sábado) e 12 (domingo)

Dir. Gabriela Amaral Almeida. Com Murilo Benício, Irandhir Santos, Luciana Paes. Inácio é o dono de um restaurante de classe média que vivencia um assalto ao seu estabelecimento. Em meio ao tumulto, ele precisa encontrar meios de defender os funcionários e clientes. Belas 2: 16h30, 21h30 Ponteio 2: 16h30, 20h40

A APARIÇÃO

pré-estreias A OUTRA MULHER (Amoureux de ma femme, França, 2018, 1h24, 12 anos) Dir. Daniel Auteuil. Com Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Sandrine Kiberlain. Daniel é um homem de imaginação fértil. Ao conhecer a nova namorada de seu amigo, se pega fantasiando sobre ela. Ele é apaixonado pela esposa, mas não conseguindo escapar de suas fantasias. Belas 3: 21h (somente sábado) Ponteio 3: 21h15 (somente sábado)

estreias

(L’Apparition, França, 2018, 2h17, 12 anos) Dir. Xavier Giannoli. Com Vincent Lindon, Galatea Bellugi, Patrick dAssumçao. Jacques é um repórter e recebe um misterioso telefonema do Vaticano sobre uma jovem que afirma ter visto a aparição de Virgem Maria. Os rumores se espalham e ele decide investigar. Ponteio 4: 16h10, 21h

FÁTIMA, O ÚLTIMO MISTÉRIO (Fátima, el Último Misterio, Espanha, 2018, 1h20, 10 anos) Dir. Andrés Garrigó. Investigação sobre as aparições de Fátima, com base em dados reais e opiniões de especialistas, revelando eventos ignorados. BH Shopping 9: 16h50, 18h50, 21h (*) (*) Sessões dubladas

ACRIMÔNIA – ELA QUER VINGANÇA (Acrimony, EUA, 2018, 2h, 16 anos) Dir. Tyler Perry. Com Taraji P. Henson, Danielle Nicolet, Jazmyn Simon. Após Melinda se separar do marido, descobre que ele ficou rico e está noivo de outra mulher. Sentindo- sem com créditos sobre o marido, ela vai atrás de vingança. Cidade 6: 14h Cidade 6: 20h50 Diamond 4: 16h50, 22h15

O ANIMAL CORDIAL (Brasil, 2018, 1h39, 18 anos)

OS INCONTESTÁVEIS (Brasil, 2018, 1h23, 14 anos) Dir. Alexandre Serafini. Com Fabio Mozine, Tonico Pereira, Will Just. A bordo de um Opala 73, os irmãos Bel e Mau saem em busca de um Maverick 77, que pertenceu ao pai desaparecido. A jornada leva os dois aventureiros até uma região de conflitos de terras e fronteiras. Cidade 2: 13h30, 16h, 18h40 Cidade 8: 18h50

MEGATUBARÃO (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson. Um submarino foi atacado por uma criatura gigan-

cialmente na meia hora final, em que a constatação da realidade de sua situação finalmente se abate sobre Tami – e a atriz leva o público às lágrimas. Essa ancoragem humana trazida pela performance dela ganha ainda mais responsabilidade com as deficiências da realização de Kormákur. A falta de brilho da direção fica clara nas transições banais entre passado e presente que, com algum tipo de rima visual ou sonora, dariam bem mais peso à produção. Mas o problema maior é que o cineasta nunca consegue decidir entre o drama humano e o filme-catástrofe, permanecendo num limbo incômodo entre os dois – sem o humanismo quase lúdico de um “Náufrago” ou a crueza implacável de “Até o Fim”. Com isso, “Deriva” fica sempre com aquela cara de que podia ser bem melhor do que é. Não que seja ruim, especialmente quando Shailene Woodley traz à tela todo o terror da situação de Tami e Richard. Mas assim como existe uma diferença entre sobreviver e viver, há também uma entre uma boa história e um grande filme.

tesca, a qual se pensava estar extinta. BH Shopping 10: 16h40, 19h20 (*) Big Shopping 3: 16h15, 18h25, 20h35 (*) Boulevard Imax: 16h20, 21h Cidade 4: 11h50, 14h, 18h40, 21h (*) Cidade 4: 14h, 18h40, 21h (*) Contagem 1: 14h, 16h20, 18h40 (*) Del Rey 1: 13h50, 16h10, 20h40 (*) Del Rey 1: 13h50(*), 16h10(*), 20h40(*), 22h50 Itaú Power 5: 14h, 16h20, 18h50 (*) Minas 2: 13h50, 16h10, 18h30 (*) Monte Carmo 4: 14h10, 16h30, 18h50 (*) Paragem 5: 14h10, 16h30, 18h50 Pampulha 6: 15h(*), 17h10, 19h20(*), 21h30(*) Partage Shopping Betim 7: 19h15, 22h15 (*) Pátio Savassi 2: 21h Shopping Norte 5: 16h05, 20h40 (*) Via Shopping 4: 14h, 16h20, 18h40 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h(*), 15h40(*), 18h20(*), 21h10 BH Shopping 5: 17h20, 20h10(*) Big Shopping 1: 18h40, 20h50 (*) Boulevard Imax: 14h, 18h40 Cidade 4: 16h20 (*) Contagem 1: 21h15 Del Rey 1: 18h30 Diamond 5: 13h10(*), 16h(*), 18h40, 21h30 Itaú Power 5: 21h10 (*) Minas 2: 20h50 (*) Monte Carmo 4: 21h10 Pampulha 1: 16h35, 21h10 (*) Paragem 5: 21h10 Partage Shopping Betim 1: 12h55, 15h50, 18h40, 21h40 (*) Pátio Savassi 3: 13h30, 16h10, 19h10, 21h50 Shopping Estação 2: 16h30, 22h20 (*) Shopping Estação 3: 14h40, 17h30, 20h15 (*) Shopping Norte 1: 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 4: 21h (*)


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CINEMA TESNOTA (Tesnota, Rússia, 2018, 1h58, 16 anos) Dir. Kantemir Balagov. Com Darya Zhovner, Olga Dragunova, Veniamin Kats. Uma família experimenta momentos de tensão: o filho caçula não volta para casa junto com a noiva. No dia seguinte o recebimento de uma carta pedindo alto resgate anuncia o sequestro. Belas 2: 14h, 19h

VIDAS À DERIVA (Adrift, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Baltasar Kormákur. Com Shailene Woodley, Jeffrey Thomas, Sam Claflin. Tami Oldham e Richard Sharp velejam pelo Taiti quando são atingidos por uma terrível tempestade. Nas ruínas do barco, ela precisa salvar a própria vida e a do parceiro. Belas 1: 14h, 17h50, 21h40 BH Shopping 4: 13h50(*), 16h30, 19h10, 21h30 Boulevard 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Cidade 5: 12h(*)(somente domingo), 14h30(*), 16h30(*), 18h30(*), 20h30 Cidade 5: 14h30(*), 16h30(*), 18h30(*), 20h30 Contagem 8: 14h40(*), 16h40, 18h40(*), 20h40 Del Rey 3: 23h (somente sábado) Del Rey 6: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Diamond 3: 15h10, 17h30, 20h20 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 19h20, 21h15 (*) Minas 5: 15h20, 17h20, 19h20, 21h20 (*) Monte Carmo 3: 14h40(*), 16h40, 18h40(*), 20h40 Paragem 3: 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 3: 14h45(*), 16h55(*), 19h05, 21h15(*) Partage Shopping Betim 5: 15h40, 18h05, 20h40 (*) Pátio Savassi 7: 12h, 14h50, 17h10, 19h40, 22h Ponteio 4: 14h10, 19h Ponteio Premier: 21h Shopping Estação 6: 13h40, 16h, 18h15, 20h45 (*) Via Shopping 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) (*) Sessões dubladas

VOCÊ NUNCA ESTEVE REALMENTE AQUI (You Were Never Really Here, Reino Unido, França, EUA, 2018, 1h29, 16 anos) Dir. Lynne Ramsay. Com Ekaterina Samsonov , Joaquin Phoenix, John Doman. Um homem, veterano de guerra, ganha a vida resgatando mulheres presas em cativeiros trabalhando como escravas sexuais. Belas 1: 16h, 19h50

em cartaz ANA E VITÓRIA (Brasil, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Matheus Souza. Com Ana Caetano, Vitória Falcão, Victor Lamoglia. Ana e Vitória se encontram em uma festa, marcando o início da dupla. As duas precisam aprender a lidar com a fama, ao mesmo tempo que ainda estão tentando encontrar quem elas realmente são. BH Shopping 10: 14h Boulevard 4: 21h15 Cidade 8: 15h, 20h30 Del Rey 7: 13h20, 20h50 Minas 6: 14h Pátio Savassi 8: 15h30 Shopping Estação 2: 14h Via Shopping 1: 13h30, 15h50

ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE (Skyscraper, EUA, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Chin Han, Neve Campbell. Will Ford, assessor de segurança do arranha-céu Pérola, é acusado de ter colocado o edifício mais alto do mundo em chamas e inicia uma jornada para limpar seu nome e salvar sua família, presa dentro do prédio. Cidade 6: 16h20 (sessão dublada)

A FESTA (The Party, Reino Unido, 2018, 1h11, 14 anos) Dir. Sally Potter. Com Kristin Scott Thomas, Patricia Clarkson, Timothy Spall. Janet é uma política que convida os amigos do partido para comemorar a sua escolha para o cargo de Ministra da Saúde britânica. Uma surpresa revelada vai mudar os ares do evento. Ponteio 3: 16h40, 21h15 (somente

domingo)

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Ele será confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym com uma nova missão urgente. Boulevard 2: 21h20 Cidade 3: 21h10 (*) Contagem 3: 14h20, 16h40, 19h, 21h20 (*) Del Rey 5: 21h Itaú Power 4: 14h, 18h50 (*) Minas 6: 18h40, 21h (*) Monte Carmo 5: 21h10 (*) Via Shopping 2: 21h (*) (*) Sessões dubladas

HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante que esconde um segredo nada amigável. Betim 2: 14h, 18h30 Big Shopping 2: 14h10, 18h25 Boulevard 2: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 Cidade 3: 13h, 15h, 17h, 19h Contagem 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 20h50 Del Rey 5: 13h, 15h, 17h, 19h Itaú Power 6: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 Minas 1: 13h20, 15h20, 17h20, 19h20 Minas 3: 13h30 Monte Carmo 5: 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 Pampulha 5: 14h55, 19h Paragem 2: 13h30, 15h20, 17h10, 19h10 Partage Shopping Betim 7: 13h10, 16h40 Pátio Savassi 2: 11h40, 14h Shopping Estação 1: 13h20, 15h40, 18h Shopping Norte 5: 14h10 Via Shopping 3: 13h, 15h, 17h, 19h Sessões 3D: BH Shopping 8: 13h30, 15h50, 18h10, 20h30 Big Shopping 1: 16h40 Diamond 6: 12h50, 15h30, 20h50 Partage Shopping Betim 4: 13h50, 16h10, 18h50 Pátio Savassi 2: 16h20, 18h40 Shopping Norte 1: 16h40 (*) Sessões dubladas

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 2: 16h e 20h30 BH Shopping 6: 19h30 Big Shopping 2: 16h Boulevard 1: 13h40 Boulevard 4: 16h10, 18h50 Contagem 4: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Del Rey 4: 13h30, 16h, 18h40 Diamond 3: 12h20 Itaú Power 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Minas 4: 13h50, 16h20, 18h50, 21h15 Monte Carmo 1: 13h40, 18h45 Paragem 1: 13h40, 18h30 Pátio Savassi 4: 16h Shopping Estação 5: 14h20, 17h Shopping Norte 5: 18h15 Via Shopping 2: 13h40, 16h10, 18h40 Sessões 3D: BH Shopping 5: 14h30 Big Shopping 1: 14h20 Diamond 6: 17h50 Pampulha 1: 14h10, 18h45 Partage Shopping Betim 2: 16h20, 19h10 Pátio Savassi 4: 12h30, 18h50, 21h40 Shopping Norte 1: 14h20 (*) Sessões dubladas

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (*) (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Quatro anos após o fechamento do Jurassic World, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. BH Shopping 9: 13h40 Cidade 2: 21h Contagem 2: 13h30 Del Rey 4: 21h10 Itaú Power 4: 16h20, 21h10 Minas 1: 21h20 Minas 5: 13h (*) Sessões dubladas

LÁMEN SHOP (Ramen Teh, Japão/ Singapura/ França, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Eric Khoo. Com Takumi Saitoh, Seiko Matsuda, Tsuyoshi Ihara. Masato, um jovem chef de lámen, deixa sua cidade natal no Japão para embarcar em uma viagem culinária em Singapura e descobrir a verdade sobre seu passado. Belas 3: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados)(somente sábado), 18h30

MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO! (Mamma Mia! Here We Go Again, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Ol Parker. Com Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep. Um ano após a morte de Donna, sua filha Sophie está prestes a reinaugurar o hotel da mãe. Ela convida seus três “pais” e as amigas da mãe Rosie e Tanya, e o reencontro serve para desenterrar memórias sobre a juventude de Donna. BH Shopping 7: 15h10, 17h50, 20h50 Big Shopping 4: 16h, 18h10, 20h20 (*) Boulevard 1: 16h20, 18h40, 20h50 Cidade 6: 18h45 (*) Contagem 2: 16h25(*), 18h40, 21h(*) Del Rey 3: 16h10, 18h30, 20h50 Diamond 1: 13h30, 16h30, 19h10, 21h50 Diamond 4: 14h10, 19h40 Itaú Power 1: 17h10 (*) Itaú Power 2: 13h15 (*) Minas 6: 16h20 Monte Carmo 1: 16h10(*), 21h15 Pampulha 5: 16h50, 21h (*) Paragem 1: 21h05 Partage Shopping Betim 4: 21h20 (*) Pátio Savassi 6: 13h50, 16h45, 19h30, 22h10 Pátio Savassi 8: 18h20 Ponteio Premier : 16h20, 18h40 Shopping Estação 5: 19h40, 22h (*) Shopping Norte 3: 16h25, 18h35 (*) Via Shopping 3: 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Quando uma importante missão não sai como o planejado, Ethan Hunt e o time do IMF unem forças em ação numa corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados. Betim 1: 15h, 18h10, 20h50 (*) BH Shopping 1: 14h20, 17h30, 20h40 Big Shopping 2: 20h45 (*) Boulevard 3: 15h10, 18h10, 21h Boulevard 4: 13h30 Cidade 7: 15h20, 18h10, 21h (*) Contagem 6: 15h10, 18h10, 21h (*) Del Rey 2: 20h50 Del Rey 3: 13h20 Del Rey 6: 22h40 Itaú Power 2: 15h20, 18h10, 21h (*) Minas 3: 15h20, 18h10, 21h (*) Monte Carmo 6: 15h20, 18h10, 20h50 (*) Pampulha 2: 14h50, 17h50, 20h50 (*) Paragem 2: 21h Paragem 3: 13h40 Partage Shopping Betim 3: 19h05 (*) Pátio Savassi 1: 14h10, 17h20, 20h30 Shopping Norte 3: 20h45 (*) Via Shopping 1: 18h10, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 3: 12h10, 15h20, 18h30, 21h40 Big Shopping 5: 15h, 17h45, 20h30 (*) Del Rey 2: 15h10 (*) Diamond 2: 14h40, 18h, 21h10 Pátio Savassi 5: 14h40, 18h, 21h30 Partage Shopping Betim 6: 13h, 16h15, 19h25, 22h35 (*) Ponteio 3: 13h50, 18h30 Shopping Norte 2: 15h, 17h45, 20h30 (*) Shopping Estação 2: 19h15 (*) Shopping Estação 4: 15h20, 18h30, 21h45 (*) (*) Sessões dubladas

O NOME DA MORTE (Brasil, 2018, 1h38, 16 anos) Dir. Henrique Goldman. Com Marco Pigossi, André Mattos, Fabíula Nascimento. Júlio Santana é um pai de família e um orgulho para os seus pais. No entanto, ele esconde outra identidade sob essa fachada. BH Shopping 10: 22h Cidade 1: 16h30 e 20h30 Del Rey 7: 19h Del Rey 7: 19h e 23h Shopping Estação 1: 20h30 Pátio Savassi 8: 21h20

O ORGULHO (Le Brio, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Yvan Attal. Com Daniel Auteuil, Camélia Jordana, Jean-Baptiste Lafarge. Neila, jovem de origem árabe, confronta-se desde o primeiro dia de aula com seu professor de Direito, Pierre Mazard, conhecido por provocações e comentários racistas.

CALIFORNIA FILMES/DIVULGAÇÃO

Belas 3: 14h, 16h30, 21h

A OUTRA HISTÓRIA DO MUNDO (Otra Historia del Mundo, Uruguai, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Guillermo Casanova. Com César Troncoso, Natalia Mikeliunas, Roberto Suárez. Em um vilarejo, Milo e Esnal são dois amigos inconformados e criativos que resolvem se rebelar contra as regras rígidas instauradas pelo novo coronel. Ponteio 2: 14h20, 18h30

UMA QUASE DUPLA (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Quando uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia, o calmo e pacato subdelegado Claudio recebe a ajuda da investigadora Keyla. Betim 3: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 BH Shopping 6: 14h50, 17h10, 22h15 Cidade 1: 14h30, 18h30 Contagem 7: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 7: 15h30, 17h20 Itaú Power 6: 21h10 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 4: 14h, 15h50, 17h40, 19h30, 21h25 Paragem 4: 14h50, 16h50, 19h, 21h Partage Shopping Betim 2: 13h20, 22h10 Partage Shopping Betim 3: 14h20, 16h50 Pátio Savassi 8: 13h20

sessão especial MEU MALVADO FAVORITO 2 (Despicable Me 2, EUA, 2013, 1h38, livre) Dir. Pierre Coffin e Chris Renaud. Após largar a vilania e se dedicar às três filhas e a um novo negócio, Gru é novamente recrutado pela Liga Antivilões para desvendar o roubo de uma fórmula secreta com a ajuda da agente Lucy. BH Shopping 7: 12h50 Diamond 2: 12h30 Partage Shopping Betim 5: 12h40 Pátio Savassi 1: 11h30

mostras FESTCURTASBH (*) Confira a programação completa no site festivaldecurtasbh.com.br Neste sábado (11) 15h Sessão Atravessamentos “Russa”, de João Salavisa e Ricardo Alves Jr.;“Fantasy Sentences”, de Dane Komljen; “Silica”, de Pia Borg; “3 Sonhos de Cavalos” , de Mike Hoolboom; “Tela”, de Christoph Girardet e Matthias Müller. 17h Tributo a Safi Faye: Programa 1 “Selbé e Tantas Outras” e “Tesito”. Sessão comentada. 19h Competitiva Internacional – Programa 1 “Farpões Baldios”, de Marta Mateus / “Dirigir como Raio, Bater como um Trovão”, de Fern Silva / “Prova de uma Prova”, de Alexander Johnston / “Palenque”, de Sebastián Pinzón. 21h Programa 2 “Eu sou Sheriff”, de Teboho Edkins / “Paraíso em Loop”, de Alain Garcia Vergara / “Ó, Irmão Polvo”, de Florian Kunert / “Armageddon 2”, de Corey Hughes. 23h Sessão Maldita “Perdido Paraíso Perdido”, de Yan Giroux; “Escavador”, de Kengo Yagawa; “Super Estrela Prateada”, de Leonardo Branco; “Tsunami Guanabara”, de Clayton Xavier e Lyna Lurex. 18h Sessão Mulher Corpo Político (*) “Um Corpo Feminino”, de Thais Fernandes; “Eu me Preocupo”, de Paulo Silver; “Tentei”, de Laís Melo; “La Flor de La Lengua de Vaca”, de Germán Reyes Ruiz. (*) Juvenal Dias 20h Sessão Extravasamentos “Um Filme Radical” , de Stefano Canapa; “Desafio”, de Cyrielle Raingou; “Seguir Adiante sem Perdas”, de Michael Robinson; “O Elefante Branco”, de Shuruq Harb; “Confluência”, de Stefan Ramírez Pérez e Benjamin Perez; “Fenda”, de Emilia Izquierdo. (*) Juvenal Dias Domingo (12) 15h30 Mostra Juventudes – Programa 1 “Admiração de João Garganta”, de Fernan-

O longa-metragem brasileiro “Animal Cordial” acompanha um assalto dentro de um restaurante do Pereira dos Santos e Fábio; “Kiem Holijanda”, de Sarah Veltmeyer; “A Barbearia”, de Emilien Cancet e Gustavo Almenara; “Peripatético”, de Jéssica Queiroz. 17h Tributo a Safi Faye – Programa 2 “As Almas ao Sol” e “Embaixadas Alimentares”. Sessão comentada. Humberto Mauro, às 17h 19h Competitiva Internacional – Programa 3 “Carolee, Barbara and Gunvor”, de Lynne Sachs / “Os Homens Atrás do Muro”, de InesMoldavsky / “Os cães de Amundsen” , de Rafael Ramírez. Bate papo após a sessão. 21h Programa 4 “Poço dos Desejos”, de Sylvia Schedelbauer / “Otimismo”, de Deborah Stratman / “Antônio e Catarina”, de Cristina Hanes. 16h Mostra Juventudes - Programa 3 “A Loba do Cabelo”, de Mariama Diallo / “Algum Romance Transitório”, de Caio Casagrande / “Acenda-me”, de Rebecca Wirkola Kjellmann / “Bebês de Papel – Idade da Razão”, de Anneli Nygren / “Oasis”, de Alejandro Zuno. (*) Juvenal Dias 18h Competititva Interncional – Programa 1 Leia títulos acima. (*) Juvenal Dias, às 18h (*) Cine Humberto Mauro e Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita

MOSTRA DO FILME LIVRE (*) Confira a programação completa em mostradofilmelivre.com/18 Neste sábado (11) 17h15 Sessão Pílula Sessão com 19 curtas de até cinco minutos. 18h30 “Diários de Classe” (BRA, 2017,

1h12, livre) Dir. Maria Carolina Da Silva e Igor Souza. 20h “Abaixo a gravidade” (BRA, 2017, 1h44, 16 anos) Dir. Edgard Navarro. Domingo (12) 16h “Bandeira de retalhos” (BRA, 2018, 1h30, livre) Dir. Sergio Ricardo. 18h “Eu sou o Rio” (BRA, 2017, 1h18, 14 anos) Dir. Anne e Gabraz. 20h “Híbridos, os Espíritos do Brasil” (BRA, 2017, 1h28, 12 anos) Dir. Priscilla Telmon e Vincent Moon. (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

ELAS: MULHERES DO CINEMA BRASILEIRO (*) Neste sánbado (11) 19h Terra Estrangeira (BRA, 1996, 1h50, 16 anos) Dir. Walter Salles, Daniela Thomas. Domingo (12) 17h “Bete Balanço” (BRA, 1984, 1h14, 14 anos) Dir. Lael Rodrigues. 19h “Xica da Silva”(BRA, 1976, 1h47, 16 anos) Dir. Cacá Diegues.

SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (11) 17h “Onde Vivem os Monstros” (EUA/ ALE/ AUST, 2009, 1h41, 10 anos) Dir. Spike Jonze. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita


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BELO HORIZONTE 11 a

17 de agosto de 2018

estilo ALÉM DO TRABALHO> Camisas sociais se renovam e aparecem em produções elegantérrimas Ela é originária do guarda-roupa masculino, mas, vamos cominar, é praticamente impossível não encontrar pelo menos um exemplar nos armários femininos. Estamos falando da camisa social, uma peça adaptável às mais variadas ocasiões. A boa-nova é que a camisa vem ganhando ainda mais destaque, tendo sido inserida em coleções que exploram a alfaiataria feminina – tendência que se firma com os dois pés nesta temporada. Sem perder a sua essência, a peça está presente, por exemplo, nas coleções do mineiro Eduardo Amarante, que cria para as marcas Skazi e Sclub. “Quando começo a elaborar a coleção, a camisa é sempre a primeira peça na qual penso. A partir daí, me concentro nas várias possibilidades para usá-la”, explica o estilista. Ainda de acordo com Amarante, mesmo uma peça bem básica como uma saia ou uma calça jeans pode ser combinada com a camisa e compor uma produção mais chique, sem sombra de dúvidas. Uma das mais recentes experiências que comprovam essa tese se deu com Meghan Markle. A duquesa de Sussex, que já é uma das mais ovacionadas quando o assunto é saber se vestir com elegância, colaborou para que a camisa social fosse vista com olhares menos “formais” – e mais descolados. Ela combinou um modelo de botão listrado, da grife Ralph Lauren, com calça pantalona branca para assistir à final feminina Lorena K. Martins

Clássicas reformuladas do importante campeonato de Wimbledon, no mês passado. “Meghan virou referência ao quebrar alguns paradigmas na hora de se vestir. Ela é simples e chique”, opina a estilista Bharbara Renault, da marca Jardin, que preza por peças casuais – por isso, a camisa é item indispensável em suas coleções. NOVO STATUS Uniforme clássico de escritórios mundo afora, a camisa social parece ter deixado de lado a pecha de “monótona”, ressurgindo em produções que fazem bonito

em todas as ocasiões – não se limitando, pois, ao status de “roupa do trabalho”. Ora de maneira casual, ora sofisticada, é o momento de explorar a peça. “A camisa é uma peça-chave no guarda-roupa: você a coloca e parece que está sempre bem arrumada. E é possível modificar o visual muito facilmente, com pequenos truques, como dobrar as mangas, dar um nozinho nas pontas ou desabotoá-la em locais estratégicos!”, sugere a estilista da Jardin, que cria modelagens diferenciadas, das mais despojadas, com shape amplo, às mais “sequinhas”, com carinha de escritório, mas que caem bem se combinadas a peças estratégicas. Mas, que fique claro! A criatividade é fator essencial para transformar a peça e alçá-la a novos patamares. “Uma camisa oferece liberdade à mulher”, acredita Chandra Drummond, que ao lado da também estilista Luiza Lima, criou uma marca focada só na peça. A dupla optou pela criação de apenas uma modelagem: alongada, com o comprimento das costas levemente maior, proporcionando

JÚLIA AMARAL/DIVULGAÇÃO

Lançada há dois meses pelas estilistas Chandra Drummond e Luiza Lima, a marca Patê é focada em camisas femininas – e na versatilidade da peça. A marca aposta numa única modelagem, básica, e numa cartela variada de cores

mais conforto e liberdade às produções, sem perder a elegância, que sempre esteve inserida na peça. Quem compartilha a mesma opinião é o estilista Virgílio Andrade, da marca Virgílio Couture. Ele inseriu a peça em sua recente coleção, mas com um toque de glamour no universo das modelagens clássicas – característica de seu trabalho. O resultado são golas e outros detalhes bordados, assim como sobreposições de estampas de padronagens distintas na mesma peça. Fendas e babados também complementam a camisa, justamente para tirá-la do lugar-comum e repaginá-la. “Quando penso na camisa, imagino-a combinada a peças clássicas e mais básicas do guarda-roupa feminino, como a calça jeans ou uma saia de alfaiataria. É um look ideal para a mulher ir para o trabalho e, depois, emendar um happy hour”, opina.

Camisa de poás da Amaro, R$ 169,90

A camisa da Shirt Thing, à venda no site da Farfetch por R$ 3.150, é similar ao modelo usado por Meghan Markle Meghan Markle foi clicada, recentemente, usando uma camisa listrada da marca Ralph Lauren. O modelo esgotou dos e-commerces da marca

Camisa com recortes e detalhes bordados da Vitor Zerbinato, R$ 1.483

Camisa com amarrações da Modem, disponível no site do Gallerist, R$ 837


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 11 a 17 de agosto de 2018

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INSTAGRAM @LOLJACOBS/REPRODUÇÃO

Camisa branca: uma prova de atemporalidade A clássica camisa branca lidera o ranking das peças atemporais no universo da moda. A pole position foi avalizada por nomes como o da estilista venezuelana (radicada nos Estados Unidos) Carolina Herrera – que tem a peça presente em suas coleções desde 1981, quando criou a marca. A grife, na verdade, elegeu a peça como um potente cartão de visitas, imprimindo a ela novos significados, principalmente quando combinada a saias e calças confeccionadas em tecidos nobres, ideais para serem exibidas em ocasiões especiais – além, claro, do uso em ambientes corporativos. Quem compartilha a mesma opinião é a consultora de imagem e esti-

lo Márcia Caldas. Para ela, a peça traduz a união de um estilo elegante e atemporal. “Invista em uma boa camisa branca com corte masculino, gola e punhos impecáveis, e você sempre terá uma alternativa descomplicada, bonita e cheia de possibilidades para montar composições que combinem com todos os estilos”, garante. Curiosamente, a mesma peça descrita pela consultora de estilo foi a protagonista na produção criada pela stylist francesa Lolita Jacobs. Ela postou, em sua conta no Instagram, uma foto de seu casamento: o vestido de noiva nada mais era do que uma camisa branca comprida, combinada a véu e grinalda – proposta inusitada, mas passível de ser copiada por aqui pelas fashionistas de plantão. Estilistas que habitual-

HENRIQUE FALCI/DIVULGAÇÃO

mente incluem a peça em suas coleções podem, inclusive, colaborar para que a camisa confira charme a novas possibilidades. Chandra Drummond, da Patê, marca focada em camisaria feminina, explica que não é certo limitar a camisa. “Já testou, por exemplo, camisa em cima de vestido? E embaixo? E com pantalona? E com minissaia? E camisa como saída de praia? E com uma saia longa naquela superfesta?”, sugere a estilista, abrindo um leque de opções.

A stylist francesa Lolita Jacobs foi clicada na semana passada após seu casamento e transformou a clássica camisa branca em um vestido de noiva

HENRIQUE GUALTIERI/DIVULGAÇÃO

A camisa é peça presente nas coleções da marca mineira Jardin

BRENO MAYER/DIVULGAÇÃO

Camisaria com ar fresh é a proposta do verão 2019 da Sclub, marca do grupo Skazi

A marca Virgílio Couture revisita a camisa com uma pegada mais descolada


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Entre quatro portas HÉLVIO

uando preciso ir a lugares complicados para estacionar, normalmente vou de Uber, que, querendo ou não, é uma mão na roda. Conversadeira como sou, logo me inteiro da vida dos motoristas. A grande maioria é ex-alguma coisa: exengenheiro, ex-comerciante, exvendedor, ex-corretor de imóveis e por aí vai. Resumindo: desempregados que encontraram no Uber a possibilidade de continuar na ativa, enquanto novas oportunidades, dentro de suas respectivas áreas profissionais, não aparecem. Um amigo meu viu sua fábrica de móveis modulares desmontarse em meio a uma crise nunca vista. Fechou o negócio, antes que as coisas piorassem e não tivesse dinheiro sequer para o acerto com os funcionários. Casado, com dois filhos em idade escolar, transformou seu carro em Uber e, aos trancos e barrancos, foi mantendo sua dignidade e algumas das contas em dia. Até que, trabalhando também à noite para conseguir honrar os compromissos, foi assaltado. Levaram seu carro, seu celular e por muito pouco não levaram sua vida. Os amigos se cotizaram numa vaquinha e conseguiram para ele outro veículo, não tão bom quanto o que foi roubado, mas de grande utilidade. Ele continua nas ruas, não sabe até quando, espalhando currículos em cada canto da cidade, que hoje conhece como a palma da mão. Já viajei com um motorista que, com pouco tempo de “carro”, estava literalmente perdido. Daqueles que, se bobeasse, não saberia nem chegar ao Mineirão. Eram seus primeiros dias de trabalho, e logo percebi sua dificuldade no manuseio do aplicativo de

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localização. Tranquilizei-o dizendo que o ajudaria. Liguei o Waze do meu celular, e chegamos. Descobri que o rapaz veio do interior, a falta de emprego e perspectivas o afastara de sua cidade. Virou motorista. Para não desanimá-lo, disse-lhe que com a maioria dos motoristas novatos era assim mesmo: no início se confundiam, mas com o tempo tiravam de letra. Saí desejando-lhe boa sorte. Na semana passada, indo de um compromisso ao outro, peguei o primeiro táxi que encon-

trei. A motorista, uma senhora simpática e falante, em pouco tempo me cativou. Com 60 anos, mais de dez dirigindo, me diz que não pode parar. Conversa vai, conversa vem, perguntei se tinha netos, e ela, com certa emoção, disse-me que nunca se casou e nunca teve filhos. Conta que perdeu a mãe muito cedo e, por ser a mais velha de uma turma de cinco ou seis irmãos, acabou assumindo a responsabilidade. Ao passarmos pela Cidade Jar-

dim, me explica em pormenores como era o bairro antigamente. – Aqui morava a Júnia, aquela que morreu num desastre de helicóptero. – Aqui era a casa dos... – e me diz o nome de tradicional família mineira. E entre casas e casos, vamos nos distraindo. – Como você sabe disso tudo? – pergunto divertida e curiosa. Ela explica que nasceu e cresceu “logo ali!”, onde existia a antiga favela do Querosene. E me fala das

dificuldades vividas com um pai viúvo e um bocado de crianças pequenas. Depois, com os irmãos tomando seus rumos, foi cuidar do pai, já velho e doente. E assim passou sua existência, cuidando de todo mundo. Provavelmente, sem muito tempo para ela mesma. Mais tarde, ao sair do meu compromisso, caminho até o ponto de táxi da esquina e, surpresa, vejo que a motorista também era mulher. Peço para me deixar no shopping onde estacionei meu carro. Um percurso pequeno, mas que nos deu tempo para uma boa conversa. Já era noite, e lhe pergunto se tinha o costume de trabalhar naquele horário. Diz que não, normalmente pegava o serviço mais cedo para voltar mais cedo. Mas, naquele dia, precisaria trabalhar até tarde, para cumprir sua meta diária, pois passara a manhã curtindo a sua filha de 13 anos, que estava de férias. E enche a boca para falar dos filhos. Tem dois. O mais velho, jovem, trabalhador, nunca lhe deu problemas. A garota, adolescente, já é mais “saideira”, mas sempre sob as asas da mãe coruja, que gosta de conhecer as amigas de perto e os lugares que frequentam – preocupações que muitas das mães de adolescentes carregam. Na hora de nos despedirmos, dou a ela mais que o dobro do que custou a corrida: – Isso é para você voltar mais cedo, curtir mais a sua filha... E ela, surpresa, me devolveu o seu maior sorriso. Ganhei o dia. No último dia 25, comemorou-se o Dia do Motorista. A esses profissionais, o meu respeito e carinho. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


VISIT LISBOA/DIVULGAÇÃO

WBarretos. Festa do Peão de Boiadeiro começa no próximo dia 16. Páginas 4 e 5 WChile. Nova pista de esqui é atração desta temporada em Portillo. Página 11 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 11/8/2018

Lisboa, lado B Lugares onde provavelmente o turista não vai. Págs. 6 a 10 e 12


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

Courchevel exibe as novidades do Barrière Les Neiges A operadora de luxo FVO Travel apresentou, na noite do último dia 8, em um evento “petit comité”, o Hôtel Barrière Les Neiges, em Courchevel (Alpes Franceses) para um grupo de agências de viagens.

O evento aconteceu no Mon Caviste, mistura de bar, cave e restaurante em um espaço aconchegante e bem francês. Veronique Beulz, diretora de vendas do hotel, e Christiane Chabes, da CC Hotels, apresentaram o

sofisticado Barrière Les Neiges, um hotel-butique, com apenas 42 habitações, reconhecido por sua estação de esqui. Com um estilo de arquitetura de montanha e chalé, aconchegante, mas com toques contem-

porâneos, o hotel possui acesso direto às pistas dos Três Vales, a maior área esquiável do mundo, com 600 km de espaço. Com oito estações conectadas por uma rede moderna de elevadores, a área dos Três Vales aten-

de dos iniciantes aos experts do esqui. Metade da área é dedicada a pistas classificadas como fáceis, e o restante, para os esquiadores mais experientes. Grande parte das pistas estão acima de 1.800 m,

o que proporciona neve entre os meses de dezembro e abril. O turista conta com a facilidade de 180 elevadores disponíveis. Entre as estações mais conhecidas estão Méribel, Val Thorens e Les Menuires. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Rafael Romeiro (FVO), Cristiana Gouthier (Mappa) , Kênia Lopes (Plan Turismo), Renata Azevedo (Speed System), Stella Ribeiro (Stella Ribeiro Tours) e Mariana Tavares (FVO)

Roberta Leroy (Leroy Viagens), Clô Wanderley (Belvitur) e Mariana Tavares (FVO)

Cristiana Gouthier (Mappa), Kênia Lopes (Plan Turismo), Renata Azevedo (Speed System) e Stella Ribeiro (Stella Ribeiro Tours)

Christiane Chabes (CC Hotels), Mariana Tavares e Rafael Romeiro, da FVO, e Veronique Beulz (Hotel Barriêre – Les Neiges)

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check-in/check-out

Pela primeira vez em Minas Conceição do Mato Dentro, do Circuito Turístico Serra do Cipó, será sede do Abeta Summit – XV Congresso Brasileiro de Ecoturismo e Turismo de Aventura, principal evento de ecoturismo do Brasil, que irá acontecer de 26 a 29 de agosto. Promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura, o congresso é considerado um dos mais importantes fóruns de discussões do setor, reunindo, de forma dinâmica e interativa, empresários, gestores públicos, consultores, acadêmicos, ativistas, jornalistas, guias e condutores de atividades em ambientes naturais. SEGUROS PROMO/DIVULGAÇÃO

O site Seguros Promo concorre ao Prêmio Época ReclameAqui de melhor atendimento do Brasil; premiação avalia as melhores empresas para o consumidor em 2018

Turismo em Pernambuco

Nova rota turística

Segundo balanço do governo de Pernambuco, o Estado recebeu, nos seis primeiros meses do ano, 3,2 milhões de turistas, um incremento de 5% em relação ao mesmo período de 2017. Entre os visitantes, o destaque ficou por conta dos argentinos, portugueses e alemães. No mercado nacional, São Paulo sai na frente, seguido por Rio de Janeiro e Minas Gerais.

O Ceará poderá ganhar uma nova rota turística. Na última semana, a Secretaria do Turismo do Ceará se reuniu com prefeitos dos municípios de Viçosa do Ceará, Tianguá, Ubajara, São Benedito, Ibiapina, Carnaubal, Guaraciaba e Ipu. A proposta é lançar a Rota Turística de Ibiapaba, que interliga a região serrana à cidade de Jericoacoara.

Cresce adesão ao visto eletrônico

Para os presidenciáveis

Desde a implantação do visto eletrônico para cidadãos de Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão, o número de pedidos para o visto brasileiro apresentou aumento de 42% entre fevereiro e julho deste ano. No mesmo período, de 121.959 pedidos de visto, 95.417 foram realizados pelo meio eletrônico, o que representa 78% de adesão ao sistema.

Integrantes do Conselho Nacional do Turismo (CNT) aprovaram documento para ser entregue aos presidenciáveis com as reivindicações do setor, entre elas a modernização da Embratur, com a transformação em Serviço Social Autônomo, a isenção do imposto de importação para equipamentos de parques temáticos e a abertura total das companhias aéreas para o capital estrangeiro.

Recorde no Inhotim

Vem Voar no ar

Desde que foi aberto em 2006, o Instituto Inhotim, o maior museu de arte contemporânea em espaço aberto do mundo, alcançou a marca de 3 milhões de visitantes. Em apenas 12 anos, o museu de Brumadinho se tornou um dos principais destinos turísticos de Minas e foi eleito pelos usuários do site Trip Advisor como o segundo melhor museu da América Latina.

A Azul Linhas Aéreas colocou no ar o Vem Voar, um site com informações e análises para antes, durante e depois da viagem. Com um layout moderno, a página, atualizada diariamente, atua como uma espécie de consultoria, trazendo sugestões de onde ficar durante um passeio, além de dicas para viagens a negócio e curiosidades sobre destinos turísticos.


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Rio de Janeiro

Festival de cachaças O Gosto com Gosto Restaurante promove a 14ª Degustação de Cachaça no dia 25/8, em Visconde de Mauá, no Rio de Janeiro. A abertura contará com a escolha das oito melhores cachaças do estado fluminense. A entrada custa R$ 50 por pessoa e, além da degustação, dá direito a tira-gostos. Bate-papo com produtores e degustação às cegas também fazem parte da programação. O restaurante fica na rua Wenceslau Brás, 148. Mais informações pelo telefone (24) 3387-1382. GOSTO COM GOSTO/DIVULGAÇÃO

Minas Gerais

Pausa em meio à natureza Para quem está buscando uma experiência detox para renovar as energias, o Solar dos Montes promove, de 24 a 26/8, a “Oficina de cozinha vitalizante e funcional” com a nutricionista Cecília Vale. No fim de semana de 31/8 a 1/9 é a vez de curtir MPB com Silvana Souza (flauta) e Felipe Vargas (voz e violão). O hotel fica na praça Aristides de Araújo Teixeira, 189, Santana dos Montes. Informações: (31) 3726-1319 e (31) 98453-2986 ou solardosmontes.com.br. LEONARDO HORTA/DIVULGAÇÃO

turismo

Interior de SP

Em Barretos

Depois do rodeio, público ocupa arena para curtir shows de duplas famosas

não dá para ficar parado 63ª Festa do Peão de Boiadeiro será realizada entre os dias 16 e 26 deste mês; programação contará com Shania Twain, ícone country mundial

rem a comodidade de ir de avião até Ribeirão Preto para só depois percorrer as duas horas a Barretos de transporte coletivo.

Show de cinco horas Shirley Pacelli

shirley.silva@otempo.com.br

Em 1956 era apenas uma lona de circo. Sessenta e três anos depois, a expectativa é que a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos receba 1 milhão de visitantes entre os dias 16 e 26 de agosto na cidade do interior de São Paulo. Ao longo dos anos, o evento se tornou o maior do segmento no Brasil, além de se firmar como uma das mais importantes referências culturais sertanejas no país. Em 2018, a grande atração é a cantora canadense Shania Twain, que sobe ao palco principal no dia 18 de agosto. Mas a programação contará ainda com nomes como Marília Mendonça, Simone & Simaria, Zé Neto & Cristiano, Maiara & Maraísa, Jorge & Mateus e Gusttavo Lima, embaixador do ano, que gravará seu DVD durante sua apresentação. “Quem vai uma vez, volta”, garante o empresário mineiro Victor Jorge Alfenas,

31. O aviso é de quem tem conhecimento do assunto – desde 2012 ele e seus amigos marcam presença na festividade. “A gente gosta da festa, do evento em si. Ela atende desde os malucos aos casados e até os avós. Lá tem tudo”, explica Alfenas. Em 2018, 15 pessoas já estão confirmadas no “bonde” que sairá de Ouro Preto (MG) rumo a São Paulo. O grupo é formado por integrantes de 20 a 40 anos, que percorrem os 770 km entre as cidades de carro, ônibus ou até moto. Alguns prefe-

Se aventure no voo panorâmico sobre o parque, que conta com dois heliportos

Os amigos de Victor Alfenas, normalmente, alugavam uma casa com piscina e contratavam churrasqueiro para o “povo ficar mais à vontade”, como conta o empresário. Neste ano, resolveram se mudar para o camping dos casados, que é conhecido por sua tranquilidade. O grupo vai participar do segundo fim de semana da festividade, entre quinta-feira e domingo. E a grande expectativa é pela apresentação de Gusttavo Lima no sábado, dia 25. “O show dele dura cinco horas. No último ano, ele fez um churrasco em cima do palco”, lembra o empresário. Com o custo de estadia, comida, bebidas, entrada e outros gastos, como diversão no parque – leia-se touro mecânico, voo de helicóptero, tirolesa e tiro ao alvo –, cada pessoa deve gastar algo entre R$ 1.500 e R$ 2.000. “É um Carnaval fora de época. Todo mundo a caráter, de chapéu e bota. A festa é muito boa”, reforça, entusiasmado, o empresário.

ARQUIVO PESSOAL

Desde 2012, grupo de amigos de Ouro Preto participam, anualmente, da festa ANDRÉ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Concursos premiam a tradição No domingo, 19, será realizada a tradicional disputa da Queima do Alho. Cozinheiros competem para ter sua versão dos pratos apresentados reconhecida como a melhor do Brasil. No cardápio estão churrasco, arroz carreteiro, paçoca de carne e feijão gordo. O júri escolhe a preparação mais fiel aos pratos feitos nos fogões improvisados no chão pelos boiadeiros. No mesmo dia, caipiras de toda parte preparam o fôlego e o gogó para o Concurso de Berrante, instrumento que era utilizado para conduzir a boiada. Na 35ª edição, o concurso Violeira Rose Abrão, de música sertaneja raiz, dará mais de R$ 70 mil ao grande vencedor no dia 22/8.

Amazonas mostram toda sua agilidade na competição dos Três Tambores


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ANDRÉ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Programe-se! 63ª Festa do Peão Quando: 16 a 26/8 Onde: Parque do Peão Ingressos: A partir de R$ 30 (parque/rodeio/show). Há também camarote e área VIP. Parte da programação: 16/8 - Anitta 17/8 - Simone & Simaria 18/8 - Shania Twain, Marília Mendonça 19/8 - Marcos & Belutti 20/8 - Trio Parada Dura 21/8 - Teodoro & Sampaio

23/8 - Zé Neto & Cristiano 24/8 - Maiara & Maraisa 25/8 - Gusttavo Lima 26/8 - Guilherme & Santiago Inf.: independentes.com.br Nova rota. A Passaredo Linhas Aéreas terá uma rota aérea exclusiva para o evento. Nos sábados (18/8 e 25/8) o voo tem saída de GRU às 18h30 com destino a Barretos. O retorno nos domingos

(19/8 e 26/8) será às 7h. Inf.: voepassaredo.com.br. Quem leva: Royalt Viagens. Duas diárias com café da manhã a partir de R$ 598. Traslado até Barretos todos os dias. Ônibus leito turismo, brinde e guia. Viagens de 16/8 a 20/8 ou de 23/8 a 27/8. Ingressos no site: independentes.com.br. (31) 3272-6116/(31) 3110-6116. Inf.: royaltyviagens.com.br.

De Anitta a Shania Twain: programação diversificada Serão mais de cem shows durante a festa de Barretos. “A programação musical está bem diversificada e ampla. Conseguimos trazer os principais nomes da música sertaneja e também contemplar outros segmentos”, conta Ricardo Rocha, presidente da festa. Para receber a estrela da edição 2018 – Shania Twain –, o palco principal da arena do Parque do Peão chegou a passar por reforma. A apresentação da canadense, famosa por hits como “Man! I Feel Like a Woman”, vai utilizar o dobro de equipamentos. Gusttavo Lima anunciou a gravação de seu novo DVD durante o festejo. Jorge &

Mateus se apresentam em dois finais de semana, 17 e 24/8, com shows com repertórios diferentes. Seis modalidades fazem parte do 26º Barretos Inter-

A arena de rodeios e o Parque do Peão foram projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer

national Rodeo, que acontece de 23 a 26/8, tendo uma premiação total de R$ 1 milhão. Destaque para a competição de Três Tambores, que será realizada nos dias 20, 21 e 22/8 e é a única em que as mulheres também podem participar. O objetivo é contornar três tambores em um percurso triangular no menor tempo possível. Com música, dança, teatro e bandas marciais, o palco Culturando deve receber mais de 15 mil artistas. Já o palco das Raízes Sertanejas é dedicado exclusivamente à tradição caipira, com grupos de dança catira, berranteiros e declamações.


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Intercâmbio

Condição única para viagem A Experimento Intercâmbio Cultural lançou uma nova promoção: o cliente agora pode parcelar a viagem em até 15x sem juros nos cartões de crédito emitidos pelo Banco do Brasil. A novidade é exclusiva para compras realizadas até 15/8 com embarques programados até dezembro de 2019. Acesse: experimento.com.br

turismo

Portugal

72 horas de diversão em Lisboa Bairros de Príncipe Real e Estrela, feira da Ladra, museus mais distantes do centro, miradouros e arredores para fugir do programa ‘turistão’

JEANNFM FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Beto Carrero

Promoção para Dia dos pais Em agosto, pai acompanhado de um filho pagante de um, dois, três dias ou anual tem passaporte de acesso gratuito ao Beto Carrero World. É preciso apresentar documentos originais com foto de ambos que comprove a filiação e o passaporte do filho pagante. Mais informações no site betocarrero.com.br. PREFEITURA DE CANAVIEIRAS

Pela segunda vez em Lisboa neste ano, eu não queria trilhar os caminhos dos turistas – não fui a Belém nem subi o Castelo de São Jorge, muito menos incursionei pelo Parque das Nações. Nas duas últimas décadas, Lisboa mudou radicalmente. É uma cidade para se flanar sem rumo, para se descobrir em vielas estreitas, para se explorar além de Alfama, Chiado, Baixa Pombalina e Bairro Alto. Queria me sentir, enfim, como um lisboeta. Queria me surpreender com Lisboa a cada canto, descobrir a vibração da cidade e visitar aqueles atrativos turísticos escondidos. Queria experimentar a culinária que o lisboeta come no dia a dia, alimentado um pouco pelas sugestões de amigos que lá moraram. Queria entender por que a capital portuguesa foi eleita por diversas vezes nos últimos anos como o destino europeu do momento. Curiosamente, no mesmo mês de minha viagem, Lisboa era brindada como melhor cidade destino na Europa no World Travel Awards, “Oscar” do turismo mundial, desbancando Paris, Amster-

dã, Barcelona, Roma e Veneza. Foi ainda anunciada como a capital europeia verde de 2020 pelos membros da União Europeia, levando a melhor sobre Gent, na Bélgica, e Lahti, na Finlândia. Seu maior poeta, Fernando Pessoa, tinha um sonho: que Portugal retomasse as glórias do passado e ganhasse reconhecimento internacional por meio do turismo. Mais de 90 anos depois, turistas de todas as partes do mundo se espremem nas ruas da cidade, evidenciando que Lisboa entrou definitivamente

O Lisboa Card oferece passes de 24, 48 e 72 horas e pode ser adquirido em vários pontos turísticos da cidade: acesse visitlisboa. com

na vitrine estrangeira, como sonhava o poeta. Em minha nova incursão de três noites em Lisboa, transitei por outros bairros, como Príncipe Real e Estrela, me aventurei pela famosa Feira da Ladra, no Campo de Santa Clara, visitei museus menos concorridos, como o de Fernando Pessoa e o dos Azulejos, passeei por parques e conheci bares frequentados por uma juventude bem-humorada. Mas não resisti e, entre um percurso e outro, subi o arco da Augusta para apreciar telhados, campanários e varandas de renda. Percebo que os inúmeros prêmios ganhados por Lisboa têm sentido. Quem foi à capital portuguesa no passado e volta hoje sente uma grande diferença: baixas taxas de criminalidade, cenário cultural efervescente, políticas públicas inteligentes e calendário de eventos – em abril, época em que viajei, ocorria o Rock in Rio Lisboa e o Arraial Lisboa Pride. E, para aumentar a permanência do turista na cidade, a companhia portuguesa TAP lançou o programa stopover para incentivar o passageiro de longo curso que pega conexão no aeroporto de Portela a permanecer até cinco dias em Lisboa, utilizando os serviços de 150 parceiros, entre eles descontos em hotéis, passes livres em museus, garrafas de vinho em restaurantes e degustações.

Lisboa Card O cartão garante circulação gratuita no metrô, elevadores da Carris, linhas de Sintra e de Cascais. Entrada gratuita em 29 museus, monumentos e outros locais de interesse. Oferece ainda 10% a 50% descontos em locais e serviços de interesse turístico e cultural. Disponível para 72h por 40 euros (R$ 175,08) para adultos e por 21 euros (R$ 91,91) para crianças. Para 48h, custo de 32 euros (R$ 140) para adultos e 18 euros (R$ 78) para crianças. E para 24h por 19 euros para adultos e 12 euros para crianças. Inf.: https://bit.ly/2OVGNxY

Canavieiras

Capital do caranquejo De 6 e 9 de setembro, Canavieiras, a 226 km de Porto Seguro (BA), promove o Festival Gastronômico do Caranguejo. A estrutura conta com cozinha show, workshops, palestras, concursos temáticos, caranguejodromo, feira gastronômica e atrações musicais. Praça Jardim de Estrela: lugar sossegado a menos de 20 minutos do centro

Miradouro do Cristo Rei, na margem Sul do Tejo em Almada


turismo

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FOTOS VISIT LISBOA/DIVULGAÇÃO

Mirante até outro lado do Tejo Como Roma, Lisboa foi erguida sobre sete colinas. Essas elevações serviram para criar pontos de visibilidade privilegiados da cidade, que já foram cadastrados pela Câmara Municipal – são, pelo menos, 16. Os miradouros (ou mirantes) são hoje atrativos turísticos que podem ser visitados por meio de agências de receptivos locais e de tuk-tuks – triciclos motorizados popularizados nas cidades da Índia e do Sudeste Asiático. O passeio inclui os mi-

Quem leva Operadora: Abreu Viagens Informações: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo. Inclui: Lisboa, Sintra e Fátima, bilhetes aéreos em classe econômica voando TAP, quatro noites de hospedagem com café da manhã no Hotel Mundial, traslados em privado de chegada e de partida; visita à Lisboa em tour regular, passeio por Sintra com visitas guiadas na Quinta da Regaleira e no Palácio da Pena, meio-dia de visita de Fátima e prova de Queijada de Sintra. Saídas: Ás quartas e sextas, entre agosto e outubro. Preço: 1.435 euros (+ taxas) por pessoa em ap. duplo. Operadora: CVC Informações: Procure a loja CVC mais próxima de você ou acesse cvc.com.br Pacote: Inclui aéreo em voo direto e cinco diárias no Hotel AS Lisboa com café da manhã Saída: 4/11 Preço: A partir de R$ 4.522 por pessoa em ap duplo Operadora: Visual Turismo Informações: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo. Pacote: inclui seis noites com café da manhã (duas em Lisboa, uma em Fátima, duas no Porto e uma em Braga), aéreo em voo direto, traslados, passeios com guia por Lisboa, Óbidos, Nazaré, Alcobaça, Fátima, Coimbra, Aveiro, Porto (com degustação de vinho em cave), Santiago de Compostela, Braga e Porto. Saída: 3/11 Preço: A partir de US$ 1.920 por pessoa em ap duplo

rantes de Santa Catarina, São Pedro de Alcântara, Santa Luzia, Portas do Sol e Graça, mas há outros menos populares, como o da Nossa Senhora do Monte e do Parque Eduardo VII. No roteiro de mirantes ainda entra o castelo de São Jorge, que se ergue majestoso sobre a cidade. O bom de subir ali é depois descer a pé as ruas labirínticas de Alfama.

Cristo Rei Se você procura uma Lisboa diferente, experimente um tour alternativo leva até o “Cristo Redentor” de Lisboa, do outro lado do rio Tejo, para se ter outro ângulo da capital portuguesa. Depois de descer na estação Cais do Sodré, na linha azul do metrô, você pega a balsa ou o ferryboat ao custo de € 1,25, na verdade um serviço regular para a população, com embarques a cada 20 minutos. Na

A ponte rodoferroviária 25 de Abril, vista a partir do monumento de Cristo Rei

estação de Cacillas, já do outro lado, pegue o autocarro 101 ao preço de € 2. O Santuário Nacional do Cristo Rei tem uma estátua com 80 m de altura, pertence a Almada, no distrito de Setúbal, e proporciona bela vista panorâmica de Lisboa. O Cristo foi construído depois de uma visita do cardeal Manuel Gonçalves Cerejeira ao Rio de Janeiro. Ao lado do monumento estão as 14 estações da ViaCrúcis e o Anjo da Paz. Curiosamente, o monu-

mento português tem 82 m de pedestal e apenas 28 m de imagem. A porta principal representa os Dez Mandamentos, e o hall de entrada, ornado com dois quadros a óleo, representa a queda do Muro de Berlim e a consagração do mundo ao Imaculado Coração de Maria. Dentro do monumento estão, localizadas duas capelas, a de Nossa Senhora da Paz e a do Santíssimo, além de uma salinha dedicada ao papa João XXIII. De elevador sobe-se ao topo para se ter uma vista mais privilegiada.


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turismo

Príncipe Real

Melhor lugar do momento CML/DIVULGAÇÃO

Empresa norte-americana que revitalizou Georgetown, área de Washington, comprou 20 prédios e quer tornar bairro ‘cool’

Região abriga prédios históricos

Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Todas as maneiras para chegar ao bairro Príncipe Real são saborosas. De dia, se tiver disposição, subir ladeiras a partir da avenida da Liberdade é indolor, mas exige algum esforço físico. Quem dispensa bater perna, a dica é descer na estação Rato, na linha amarela do metrô, e encarar uma subidinha a partir do Chiado. A região residencial e charmosa tem belos parques, muitas lojinhas de antiquários, bons lugares para compras e edifícios históricos. O passeio pelo Príncipe Real começa pela rua da Escola Politécnica. Na principal via que corta o bairro estão dois marcos, o Palacete dos Anjos e o Museu de História Natural.

Revitalização A região portuguesa passa por processo crescente de valorização. Recentemente, a empresa norteamericana Eastbanc – a mesma que reabilitou Geor-

O bairro não é recomendado para compras, mas você não resistirá em entrar no Embaixada Mall, um antigo palácio do século XIX getown, a zona antiga de Washington – comprou 20 edifícios do bairro nobre, um investimento de € 50 milhões. A ideia inicial é transformar Príncipe Real em um bairro ‘cool’. Entre as aquisições estão os icônicos palacetes Anjos, Ribeiro da Cunha e Conde do Restelo, a sede do Banco de Portugal e os Museus da Politécnica. Os edifícios estão sendo revitalizados e arrendados para restaurantes, empreendimentos hoteleiros, pop-up stores e imobiliárias,

tudo voltado para o mercado de alto luxo. Para o palacete Anjos, o plano de revitalização prevê comércio no piso térreo e 20 apartamentos de luxo com média de 200 m², que custarão para o comprador cerca de € 1,2 milhão. O palácio Faria, do final do século XIX, será convertido em cinco apartamentos de luxo, quatro deles com 400 m².

Estratégico Príncipe Real é um bairro privilegiado pela quantidade de jardins (Príncipe Real, São Pedro de Alcântara e Jardim Botânico, da Universidade de Lisboa) e pelo acesso fácil aos principais pontos turísticos da cidade, como avenida da Liberdade, Chiado e Bairro Alto. De seus terraços podem ser visualizadas as colinas de Lisboa e o rio Tejo.

O bairro não é recomendado para comprinhas, mas você não resistirá a entrar no Embaixada Mall, um antigo palácio do século XIX transformado em galeria, ou vasculhar o labirinto que leva ao Entre Tanto, palácio da época do Marquês de Pombal que virou um indoor market. A dica é: entre uma lojinha e outra, parar no Liquid para tomar um suco natural. CML/DIVULGAÇÃO

Onde comer El Clandestino. Rua da Rosa 321, 1200. facebook.com/pg/elcandestinolx Cantinho Lusitano. Rua dos Prazeres, 52 1200-355. cantinholusitano.com O Prego da Peixaria. Praceta Professor Alfredo de Sousa, 5A, 1495-241. opregodapeixaria. com Mercado de São Bento. Rua Nova da Piedade, 99, 1200-297. facebook. com/ mercadosbento Tapisco. Rua D. Pedro V, 81, 1250-093. tapisco.pt Queijaria. Rua do Monte Olivete, 40. queijaria.wixsite.com/queijaria

No Jardim do Príncipe Real, lugar para happy hour e mercadinho biológico

Meca da comida internacional Entre uma atração e outra, percebe-se a vocação gastronômica de Príncipe Real. A culinária internacional instalou sem cerimônia na região. Jamie Oliver montou filial de seu restaurante italiano na praça Príncipe Real, com terraços com vistas espetaculares e um cardápio de massas frescas e pizzas.

El Clandestino, mix de sabores peruanos e mexicanos, tem ambiente divertido com decoração coloridíssima, ceviches, tacos e guacamoles para se comer de joelhos. O relativamente pequeno Tapisco oferece tapas e petiscos com menu 50% catalão e 50% luso, com clássicos reinterpretados pelo estrelado chef Henrique Sá.

Escondido sob um túnel que leva a um secreto miradouro, o hotel-butique Memmo tem charmoso café e coquetéis de diversas partes do mundo. Mas não se sai de Príncipe Real sem visitar a Queijaria, de Pedro Cardoso e Sandra Antunes, que divulga o queijo artesanal e convida a uma maravilhosa degustação.


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018 VISIT CASCAIS/DIVULGAÇÃO

Arredores

Bate e volta para pegar um sol Belas praias a menos de 32 km nas vizinhas Cascais e Estoril Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Da estação do Cais do Sodré partem tours para as cidades mais próximas de Lisboa – Sintra, Cascais e

Estoril. No passado, o Cais abrigou a construção de navios e teve prostíbulos e lojas de pesca. Revitalizado, como seu vizinho Mercado da Ribeira – agora sob a curadoria

da revista “Time Out” –, a badalação bate à porta quando o movimento cessa no Bairro Alto. Os ícones locais são a casa noturna Music Box (musicboxlisboa.com/mb) e o tradi-

cional bar Sol e Pesca. A linha verde da estação de metrô, integrada à estação ferroviária, permite bate e volta a Sintra, Cascais e Estoril (a menos de 30 km de

Lisboa). Esta última é famosa pelo cassino, que, no passado, atraía muitos turistas. Hoje, os viajantes desembarcam em Cascais e Estoril por causa das praias, entre elas

Bafureira, Azarujinha, das Moitas e do Tamariz, com suas areias grossas, piscinas naturais e acesso subterrâneo que conecta à estação de trem.


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

turismo DIREÇÃO. GERAL DE PATRIMÔNIO E CULTURA/DIVULGAÇÃO

Museus

Alma e tradição A Casa onde morou o poeta Fernando Pessoa e a história dos azulejos são as joias raras lusitanas; enquanto um se expressa pela palavra, outros preferem o desenho paulocampos@otempo.com.br

O bairro de Estrela é uma pequena cidade do interior dentro de Lisboa. A estação mais próxima é a Rato, da linha amarela do metrô. A melhor imagem dessa minha afirmação é a praça Jardim da Estrela, com sua basílica, seu aqueduto, seus jardins, seus banquinhos, seu quiosque e seus lampiões. Localizado entre os bairros Amoreiras e Prazeres, Estrela é o lugar que muitos estrangeiros escolhem para morar. É mais barato, tranquilo e extremamente residencial. “É uma aldeia dentro da cidade, temos de tudo aqui”, define um morador português. Seguindo a rua da Estrela em direção a Campo de Ourique chega-se à CasaMuseu Fernando Pessoa, localizada entre o Jardim de Estrela e o Cemitério dos Ingleses. Por 15 anos, o poeta português morou naquele predinho branco da rua Coelho da Rocha. A casa é discreta, com porta central e muitas janelas, como tantas outras na mesma rua, se não fosse pela fachada repleta de versos do autor, entre eles “se a ciência é vida, sábio é só o néscio”, assinado pelo heterônimo Ricardo Reis. O ingresso custa apenas € 3. O edifício de três pavimentos abriga objetos pessoais, como os óculos e a máquina de escrever, uma e s -

tante em que o escritor guardava livros e o mobiliário original do quarto, além de documentos, como a carteira de identidade e diplomas. A biblioteca com livros de Pessoa é a parte mais preciosa do acervo. A coleção revela ainda que Fernando Pessoa acreditava em astrologia. Mapas astrais estão projetados nas paredes, que ainda reproduzem poemas sob os heterônimos Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares, quadros e desenhos pintados do poeta. O mais recente documento a integrar o acervo é a folha onde o escritor registrou sua última frase – “I know not what tomorrow will bring” (na tradução, “Eu não sei o que o amanhã irá trazer”) – no dia 29 de novembro de 1935, véspera de sua morte.

Programação O espaço tem ainda livraria, auditório e o restaurante Flagrante Delitro, recorrência à legenda de um retrato que Fernando Pessoa ofereceu à namorada Ofélia Queiroz. Em junho, a casa-museu celebrou os 130

A policromia nos azulejos foi aos poucos dando lugar ao azul sobre o branco, duas cores herdadas por influência holandesa e da porcelana oriental anos de nascimento do poeta com a primeira edição de Lisbon Revisited, programa de leituras com poetas de diferentes lugares. Depois de mergulhar na poesia de Pessoa, a fome bate forte, e a recomendação de uma portuguesa que conheci na praça Jardim da Estrela é seguida à risca. Desço a rua das Amoreiras até a Parreirinha do Rato, no largo do Rato, onde precisa-se atravessar um arco para encontrar uma “tasca” à moda antiga. Tascas são ambientes familiares, de comida caseira em doses generosas e barata, com toalhas de papel nas mesas e atendimento informal, verdadeiras portinholas onde se servem refeições. O cardápio, escrito à mão, anuncia os pratos do dia, da sardinha assada à costeleta de novilho, ao preço médio de € 6,50.

A partir do século XIX, o azulejo ganhou visibilidade e saiu dos palácios e das igrejas para as fachadas de outros edifícios

PAULO CAMPOS

Paulo Campos

A “viagem” no tempo termina em uma capela de cair o queixo, toda ornada de painéis de azulejo azuis e brancos e muito ouro; o museu ainda oferece programação variada e gratuita, que pode ser consultada no site museudoazulejo.gov.pt PAULO CAMPOS

DIREÇÃO GERAL DO PATRIMÔNIO E CULTURA/DIVULGAÇÃO

Quarto de Fernando Pessoa permanece intacto

Azulejos Se tem uma coisa que encanta em Lisboa são os azulejos. Eles estão nas fachadas, nos muros, nos corredores e nas igrejas e transformam a cidade em um colorido mosaico. Conhecer essa arte e todo seu simbolismo, originalidade, técnica e evolução é possível ao se visitar o Museu Nacional do Azulejo. Por estar afastado da zona turística, no bairro de Xabregas, muita gente desanima de visitá-lo, mas poucos desconfiam que é a joia rara dos museus lisboetas. Localizado no Mosteiro da Madre de Deus, reúne 500 anos dessa arte trazida pelos muçulmanos para Lisboa. As duas maneiras mais fáceis para se chegar lá são pegar os ônibus 718, 742, 759 ou 794 e descer na porta do mosteiro ou desembarcar na estação de Santa Apolônia, linha azul do metrô, e caminhar 20 minutos até o museu. O ingresso custa € 5, e a visita pode ser autoguiada. Em dois andares, o museu

Fernando Pessoa viveu na casa por 15 anos; maior acervo são os livros pessoais

narra, a história da arte do azulejo dos primórdios até os dias de hoje. Os primeiros azulejos que revestiram fachadas portuguesas foram importados de Sevilha em 1503. De lá para cá, os portugueses foram desenvolvendo seu próprio estilo. Os espaços mostram os

azulejos por estilos, formatos e padronagens. A beleza é tanta que alguns lembram pintura, outros, tapeçarias. A riqueza de detalhes também impressiona. No acervo, está o maior painel de azulejos confeccionado, que retrata Lisboa antes do grande terremoto de 1755.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

Chile

Neve em Portillo: é chegada a hora de esquiar Complexo oferece mais de 30 pistas de esqui, entre níveis fáceis e grandes desafios de velocidade; piscinas aquecidas esperam a noite pelo atleta de fim de semana LIAM DORAN/SKI PORTILLO/DIVULGAÇÃO

Chico Otávio Agência O Globo

Na temporada deste ano, Portillo, no Chile, inaugurou uma pista de nível intermediário, a El Gaucho, com 310 m de extensão, localizada na região da pista chamada Bajada del Tren. O terreno esquiável está preparado para diferentes níveis, de principiante e intermediário a avançado, em lugares um pouco desafiadores. Este ano a neve tem sido generosa: 15 semanas, que começaram em 23 de junho e vão até 6 de outubro. O Hotel Portillo, único na região, oferece mais de 30 pistas de esqui que variam das mais fáceis, como Corralito ou La Princesa, às classificadas como muito difíceis, autênticos desafios de velocidade que levam nomes como Garganta e Condor.

Teleféricos Se o visitante não quer correr riscos sobre esquis, Portillo é, ainda assim, imperdível. É possível, com botas apropriadas, alugadas no próprio hotel, pegar um dos 14 teleféricos do local e subir 420 m gelo acima para um almoço no Tio Bob's. O nome é uma homenagem ao fundador, Bob Purcell. Apesar do frio, o almoço nas mesinhas do lado de fora oferece uma vista deslumbrante – pistas, montanhas, teleféricos e, no meio de tudo, a laguna del Inca. Para os amadores, o efeito mais extenuante dessa

A novíssima “El Gaucho”, pista de nível intermediário, é novidade da temporada

jornada na neve é um leve incômodo na parte interna das coxas, adquirido na sequência de frenagens com o esqui em cunha. Mas até isso é um motivo de prazer. No anoitecer, nada mais relaxante do que a piscina aquecida ou uma das jacuzzis, cujas temperaturas variam entre 32° C e 38° C. Para alcançá-las, é necessária uma dose de coragem para cumprir, em trajes de banho, a curtíssima distância que as separa da porta. E se, no final de tudo isso, ainda restar energia – e sempre resta! –, o bar do segundo andar oferece atrações musicais para gostos variados. Por mais que o dia tenha

rendido uma maratona de esquiação, tem sempre alguém arriscando passos na pista. A 168 km de Santiago, capital do país, em viagem de duas horas e meia serpenteando de carro a cordilheira dos Andes pela Ruta 60, Portillo é uma das mais antigas estações do país. Leva esse nome porque, no passado, era um estreito caminho entre as montanhas, no redor da laguna del Inca, para chegar à Argentina. Fica a 3 km da fronteira, na estrada que leva a Mendoza, no país vizinho.

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Chico Otávio viajou a convite da estação de esqui Portillo

PIA VERGARA/SKI PORTILLO/DIVULGAÇÃO

Serviço Ski Portillo. Sete noites de hospedagem, sete dias de esqui, quatro refeições diárias (café, almoço, chá e jantar) e acesso à todas as instalações a partir de US$ 3.400 (R$ 12.756,46) por pessoa. Chalés para quatro pessoas a partir de US$ 7.800 (R$ 29.264,82). Para informações, acesse o site skiportillo.com Vista do complexo chileno, um dos mais antigos do país, que fica a 168 km da capital


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

hotelaria W

Avenida da Liberdade

PISCINA

Uma experiência lusitana

PAULO CAMPOS

com autenticidade, conforto, charme e elegância FOTOS TIVOLI HOTELS/DIVULGAÇÃO

Rooftop (terraço) é um dos mais concorridos para um fim de noite

A piscina exterior e seu jardim semitropical são um oásis no centro de Lisboa, única do gênero na cidade.

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CERVEJARIA PAULO CAMPOS

No Cervejaria, a liberdade não está só no nome: cliente escolhe produto e forma como deseja consumir.

WWW Hospedagem no Tivoli Avenida Liberdade começa no lobby, continua nos aposentos e se estende para o Cervejaria, o spa, a piscina e o terraço Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Quando a portuguesa Joana Jeune Homme me propôs uma experiência diferente em Lisboa, aceitei sem pestanejar. A hospedagem no Tivoli Avenida Liberdade, na região mais nobre e elegante de cidade, era um começo perfeito. O lobby, clássico, mas com a permissão da utilização de

uma paleta de cores quentes, combina sofisticação e informalidade – cúpula de vidro, estilo lounge, muitas luzes e decoração de arquitetura pombalina. À espera de meu check-in, me aninhei no lobby bar, um espaço descontraído e relaxante que oferece uma variedade de tapas, sanduíches, snacks, chá e bebidinhas. Check-in realizado, chave na

mão, hora de conhecer o quarto que serviria de aconchego e conforto pelas próximas três noites – espaçoso, clássico, equipado com cama king size, TV LCD, sofá, poltronas, armário, minibar, cafeteria e ar-condicionado, sem contar a banheira.

Regabofe A experiência de winning e dining viria no sábado pela manhã durante o almoço, depois de um agradável e proveitoso passeio pela Feira da Ladra. O almoço na Cervejaria – um restaurante que convida a uma experiência mediterrânea – seria um rega-bofe com casquinha de santola, fi-

Rooftop concorrido nas noites lisboetas e spa com aromas Mas uma experiência no Tivoli Avenida Liberdade não está completa sem um relax no spa Anantara – palavra que, no idioma sânscrito, significa “infinito” – com uma daquelas massagens tailandesas que o faz flutuar à medida que trabalha os pontos de energia do corpo, utilizando óleo aquecido em três variações para reenergizar, relaxar e desintoxicar, cada um com seu aroma delicioso, encerrando com um chá de frutas para limpar por dentro. A experiência Tivoli à

moda portuguesa se encerra no penúltimo dia com inventivos coquetéis no Sky Bar, um rooftop com vista 360º para a capital portuguesa. O conselho é aproveitar o pôr do sol para perder-se nos tons alaranjados e recortes do horizonte e emendar um drink a outro com os acordes DJ residente que embalam os sentidos. Nos meses quentes, os hóspedes têm a opção de re-

laxar junto a um pequeno oásis, a piscina exterior rodeada por um jardim tropical, num ambiente de tamanha tranquilidade que nem se percebe que está no centro de Lisboa, próximo ao burburinho.

letes de peixe-galo com arroz de tomate e mousse de cacau. Caso você queira, os garçons, atenciosos, podem escolher uma rolha que combine com sua refeição. Tudo isso, claro, para coroar a experiência, com um janelão que se abre para a avenida da Liberdade e um cenário sui generis. A bancada horizontal que imita os mercados portugueses é de um charme e de uma imponência impressionantes. Essa mistura do clássico e do contemporâneo de forma harmoniosa, em que passado e presente se encontram de forma natural, é uma característica curiosa dos hotéis da rede Tivoli.

SPA ANANTARA TIVOLI HOTELS/DIVULGAÇÃO

O Tivoli oferece dois roteiros para os hóspedes – o Street Art, para conhecer fachadas e exemplos de arte urbana, e o Vintage, pelas lojas, livrarias e galerias retrôs de Lisboa

O hotel tem categorias de luxe, superior e family room; uma suíte é dedicada à atriz Beatriz Costa, que morou no hotel por 30 anos

Seis luxuosas salas e o The Shape Club convidam os hóspedes a se livrarem do estresse e relaxarem a mente.

Serviço Tivoli Avenida Liberdade. Av. da Liberdade 185, centro, Lisboa. Diárias a partir de 230 euros (R$ 1.007,42). Pacote inclui quatro noites em suíte junior ou executive com café da manhã no restaurante ou no quarto, traslado de ida e volta do aeroporto e crédito de 100 euros válidos para o Anantara Spa, a Cervejaria ou o Sky Bar. Preço a partir de R$ 2.316. Acesse tivolihotels.com/en/tivoli-avenidaliberdade-lisboa Outros destaques * Family rooms: quartos para até quatro pessoas; * Suítes com serviço premium; equipe dedicada * Restaurante Terraço: melhores produtos portugueses e orgânicos


BMW/DIVULGAÇÃO

WLançamento. Citroën inicia a produção do C4 Cactus no Brasil; novo SUV estreia em setembro.

W Moto. BMW mergulha na onda retrô com a naked R nineT; versão Urban G/S tem pegada de Páginas bigtrail. 22 e 23

Páginas 16 e 17

pampulha

CITROËN/DIVULGAÇÃO

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MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 11/8/2018

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O brilho da estrela Novo Mercedes-Benz Classe A cresce e ganha novas tecnologias; hatch da marca de luxo desembarca no Brasil durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro. Páginas 18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Uma nova Ford? FORD/DIVULGAÇÃO

Recentemente, ocupamos este espaço com um assunto que teve a americana Ford como protagonista. Tudo por conta da divulgação da notícia de que na Europa, uma nova parceria que teria a união da citada Ford com a alemã Volkswagen estaria em vias de ser criada. As partes envolvidas logo trataram de esclarecer que a proposta é um compartilhamento do que cada uma tem de melhor a oferecer em tecnologia e know-how para o desenvolvimento de veículos utilitários, particularmente vans, tanto de passageiros como de carga. E mais não foi dito, até que, no decorrer da semana, a Bloomberg internacional divulgou uma matéria especulando que a Ford Motor Company estaria aventando a possibilidade de nego-

ciar seus ativos na América do Sul. Ação e reação. Assim que a noticia começou a rodar as redes sociais e ganhar o mundo, a montadora do oval azul se pronunciou. É sobre isso que vamos falar em nosso encontro desta semana: afinal, a Ford vai ou não deixar o Brasil? Essa é a pergunta de US$ 1 milhão, que nem mesmos os especialistas em analisar balanços e resultados de grandes corporações são capazes de responder. Foi para minimizar estes comentários que já se alastraram por meio das redes sociais, que a montadora do oval azul distribuiu um comunicado para a associação que reúne todos os concessionários da marca, a Abradif, contradizendo o boato. Segundo o comunicado, a Ford não está considerando uma saída da América do Sul, mas reconhece que os

resultados financeiros obtidos na região estão abaixo do desempenho esperado. Ainda segundo a Ford, um redesenho do modelo de negócios é necessário para determinar onde deve participar e como poderá vencer neste mercado. Mesmo que seja informação extraoficial, uma vez que a Ford ainda não se pronunciou a respeito, é comentário geral que a fábrica mais antiga da marca, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, está enxugando seu quadro de colaboradores cada vez mais. Com essa decisão, a linha de montagem do Ford Ka, único modelo que ainda é produzido naquela planta, será transferida para a fábrica de Camaçari, no interior da Bahia. Mas isso não é tudo. No Brasil serão fabricados apenas o Ka e o EcoSport. O Fusion, que é feito

O importante é o fato de que a Ford não pretende tão cedo deixar o Brasil! Essa ameaça pareceu mais real mesmo lá atrás, em 1995, quando a fabricante se uniu a Volkswagen na desastrada parceria chamada de Autolatina.

WAltas Rodas Começou no último dia 2 e vai até o próximo dia 12, no Rio de Janeiro, uma das mais charmosas exposições de carros antigos do Brasil. Promovido em comemoração aos 50 anos do primeiro clube de automóveis antigos do país, o Veteran Car Club do Rio de Janeiro, o Village Classic Cars reúne mais de cem modelos inéditos, das dé-

cadas de 20 a 80, nacionais, esportivos, utilitários e importados, além de motos e bicicletas antigas. O evento é aberto ao público e acontece no Village Mall, na avenida das Américas, 3.900, na Barra da Tijuca, com acesso pela portaria A. De segunda a sábado, a exposição funciona das 12h as 22h, e no último dia, no domingo, acontecerá das 12h as 20h.

no México, terá produção interrompida no ano que vem. E o modelos Focus e Fiesta, que chegam ao Brasil importados da Argentina, devem seguir o mesmo caminho. Na prática, o Fiesta deve sair de linha e o Focus só continuará sendo fabricado e vendido na Europa, o que nada impede que ele continue sendo importado para cá, possivelmente mais caro, é claro. Sobre a futura linha de

produtos, tudo ainda é incerto, mas o importante é o fato de que a Ford não pretende tão cedo deixar o Brasil! Essa ameaça pareceu mais real mesmo lá atrás, em 1995, quando a fabricante se uniu à Volkswagen na desastrada parceria chamada de Autolatina. A nova parceria entre as duas marcas ressurgiu recentemente, mas em um nível muito mais brando em relação à anterior.

FOTOS VETERAN CAR CLUB RJ/DIVULGAÇÃO

Exemplar da DeSoto, marca americana fabricada pela Chrysler

Ony Coutinho Júnior, representante do Veteran Car Club RJ

Clássico Packard, ano 1931, está entre as raridades do evento

Willys Interlagos, primeiro esportivo feito no Brasil, nos anos 60

Raro Mercedes-Benz 300 SL Gullwing é um dos destaques

O que não falta no Village Classic Cars são Porsches antigos

Paulo Coutinho, Roberto Suga (presidente da FBVA) e Ony Coutinho Jr.

Exposição é bem-organizada, com carros divididos por épocas


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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

FERNANDA CARVALHO -

Serviço

Para não ser ilegal, transporte da criança não pode ser feito de qualquer jeito

Poder pode, mas... Legislação brasileira permite que crianças de 7 anos ou mais andem na garupa de motos; aprenda os cuidados para evitar acidentes Igor Veiga Por mais que pareça arriscado ou proibido, o Código de Trânsito Brasileiro permite que crianças com 7 anos ou mais sejam transportadas em veículos de duas rodas. É uma situação muito comum para pais motociclistas, mas que exige cuidados importantes para evitar acidentes graves. O transporte da criança é permitido somente desde que ela esteja posi-

cionada sempre no banco traseiro da moto, a popular garupa, e nunca sobre o tanque ou entre duas pessoas. Essa prática, além de ilegal, é perigosa! Tal como os adultos, a criança transportada em moto deve usar sempre capacete apropriado para o tamanho de sua cabeça, com a viseira abaixada e sempre afivelado. Capacetes de adultos ficam folgados e, em caso de acidentes, podem se soltar da cabeça com facilidade. É importante também

observar a estatura da criança. Mesmo que ela tenha 7 anos ou mais, antes de começar o passeio, é bom testar se a criança alcança fácil as pedaleiras com os pés. Além disso, é preciso checar se ela também possui condições físicas para se segurar no motociclista. Pés soltos podem causar acidentes pelo contato com rodas, correntes e escapamento, que pode provocar queimaduras graves. Tal como o motociclista, o ideal é que a criança também vista

roupas e calçados adequados para rodar de moto. Usar jaquetas, luvas, calças e botas nunca é demais.

Treino antes do passeio Mesmo que a criança já tenha andado de moto antes, é sempre bom lembrála sobre quanto ao ponto correto para se segurar, que é na cintura do piloto e nunca nas alças de segurança laterais da moto. Para crianças que nunca tiveram essa experiência, também é interessante

ensiná-la, fora da moto, como acompanhar os movimentos do corpo de quem pilota a motocicleta. Também é bacana alertá-la sobre a necessidade de ela se segurar com mais força na cintura do piloto em caso de freadas bruscas e acelerações mais fortes. Se, mesmo assim, a criança parecer tensa ou com muito medo, melhor respeitá-la e evitar o passeio naquela hora, pois ela pode se assustar e tomar decisões imprevisíveis no caminho.

O que diz a lei CTB. O artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) proíbe conduzir moto transportando criança menor de 7 anos ou que não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar de sua própria segurança. A infração é considerada gravíssima com sete pontos na carteira e multa de R$ 293,47 e sujeita à suspensão do direito de dirigir.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

Cara nova

Facelift na Toyota Hilux A Toyota se prepara para adotar no Brasil o facelift promovido recentemente na Hilux vendida na Tailândia. A picape japonesa ganhará uma nova grade dianteira, maior e hexagonal. A peça trará também uma moldura, e os parachoques da frente e de trás foram redesenhados. As entradas de ar estão com formato invertido, e os faróis de neblina também foram mexidos. Conjunto mecânico e versões da picape devem seguir sendo os mesmos no Brasil. TOYOTA/DIVULGAÇÃO

Tecnologia ACC

Funciona contra engarrafamentos

super motor

Prévia

Citroën inicia a produção do C4 Cactus Marca prepara o lançamento do SUV compacto para setembro; modelo começou a ser montado na fábrica do Grupo PSA em Porto Real (RJ) Eduardo Rocha Auto Press

Até por uma questão de lógica, o segmento de SUVs compactos se tornou a parte mais suculenta do mercado automotivo nacional. Para os consumidores, são modelos pequenos por fora, mas com bom espaço interno e adequados às péssimas ruas e estradas brasileiras. Para as fabricantes, são produtos construídos em plataformas pequenas, de menor custo, mas que assumem no merca-

do valor de modelos médios. Não por acaso, a Citroën ensaia sua segunda investida no segmento com um modelo de muita personalidade. A marca, integrante do Grupo PSA, começou a produzir em série, na última semana de julho, o C4 Cactus. O modelo passa a sair da mesma linha de montagem do outro SUV da marca, o Aircross, com quem partilha a plataforma PF1 – a mesma usada nos outros três modelos fabricados em Porto Real, no sul fluminense: os

Peugeot 208 e 2008 e o Citroën C3. A previsão é que o novo SUV compacto da Citroën chegue ao mercado em setembro para brigar diretamente com os modelos mais tradicionais no segmento, como Jeep Renegade e Honda HR-V.

Desenvolvimento Por três anos, o modelo foi desenvolvido pela PSA, em um projeto encabeçado pelo Centro de Tecnologia da América Latina a partir do modelo já produzido na Espanha desde 2014. Nessa nova fase do produto, ele derivou para duas vertentes. Na versão europeia, o modelo migrou para o segmento de médios, onde substituiu o C4 hatch para brigar com modelos como Ford Fo-

cus ou Volkswagen Golf. Na versão latino-americana, o Cactus assumiu uma configuração de SUV compacto. Visualmente, as diferenças externas relevantes do modelo nacional se resumem ao desenho das rodas, a altura livre para o solo elevada em 4,6 cm e ao rack no teto – ausente na versão europeia. Já internamente, o painel é 100% diferente e vai trazer a mesma tela de instrumentos usada no sedã C4 Lounge. Os motores usados aqui serão 1.6 VTi, com 115/118 cv, e 1.6 THP, com 165/173 cv. Ambos os propulsores poderão trabalhar com câmbio automático, inclusive o THP, que não recebia essa transmissão por questão de incompatibilidade com a plataforma PF1.

A Ford realizou um estudo nos Estados Unidos para verificar se o uso do piloto automático adaptativo, conhecido pela sigla ACC, pode reduzir os chamados “congestionamentos fantasma” – reação em cadeia que interrompe o fluxo do trânsito quando um motorista freia sem motivo. A conclusão foi que, quando os veículos são equipados com a tecnologia, o impacto de uma frenagem sobre o fluxo do trânsito é muito menor, e a fluidez do tráfego fica maior.

Land Rover

Nova linha de carros a caminho A britânica de origem Land Rover já registrou o nome “Road Rover” nos órgãos de patente da Europa. Isso significa que, em breve, uma nova linha de carros deverá surgir. E algumas fontes indicam que o primeiro veículo será um misto de station wagon e crossover para concorrer com rivais como o Volvo V90 CrossCountry. A plataforma será nova e apta para o uso de propulsores elétricos ou a combustão interna.

Citroën não antecipou dados técnicos ou detalhes sobre as versões do C4 Cactus

Atrás, chama atenção o desenho horizontal das lanternas diferente da maioria dos SUVs

Promete ser bem-equipado Para o Cactus nacional, houve uma modificação no berço do trem de força para que ele pudesse ser usado, De acordo com a Citroën, na versão mais forte o Cactus será capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em menos de 8 segundos. “O novo C4 Cactus ilustra perfeitamente a nova assinatura Inspired By You da Citroën. Ofereceremos aos nossos clientes um veículo muito mo-

derno e seguro, desenvolvido em torno de três pilares: o design, a tecnologia e o conforto”, ressalta Pablo Averame, vice-presidente de produto e marketing para a América Latina. Para brigar na parte mais alta do segmento de SUVs compactos, o C4 Cactus apresenta recursos que costumam figurar apenas em modelos maiores ou de luxo, casos da frenagem de

emergência e do monitoramento de faixa, além de trazer, dependendo da versão, outros recursos de segurança já mais disseminados, como seis airbags, controle de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa. Ainda como atrativo, o modelo vai poder ter o teto em cor diferente da carroceria. Para oferecer o opcional, a PSA teve de introduzir novas tecnologias no processo

de pintura. Antes mesmo da chegada do Cactus ao mercado, a Citroën passou a usufruir do recurso ao lançar a versão Urban Trail do C3. Esses e outros processos consumiram parte do investimento de R$ 580 milhões entre 2016 e 2018 feita pela PSA e buscou alinhar a planta de Porto Real com o conceito de Fábrica Excelente, a mais alta categorização do Grupo PSA. (ER/AP)

O que esperar Preço. Apesar de a marca não confirmar, o C4 Cactus deve ficar numa faixa de preços que varia de R$ 75 mil a R$ 100 mil. Expectativa. Com o lançamento, a Citroën espera que o C4 Cactus passe a ser o modelo mais vendido da marca no Brasil. Hoje, o posto é ocupado pelo C3, que emplacou 3.639 unidades no primeiro semestre de 2018.


super motor

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

FOTOS CITROËN/DIVULGAÇÃO

Participação da Citroën no mercado é de 0,83% No total, os três anos de desenvolvimento envolveram 400 profissionais, 10 mil horas de formação de mão de obra e 620 mil horas trabalhadas. Foram construídos 165 protótipos e que foram submetidos a 1 milhão de quilômetros em testes. “O novo C4 Cactus é um dos mais importantes lançamentos que temos em nosso plano de crescimento rentável para a região e pa-

Parte dianteira do C4 Cactus é inspirada na nova geração do C3 Aircross vendido na Europa

Imagem recortada exibe o interior do SUV; espaço interno promete ser maior que o Hyundai Creta

C4 Cactus brasileiro poderá ser equipado com sistema de frenagem de emergência

ra a marca Citroën”, declarou Patrice Lucas, presidente no Brasil e América Latina e membro do comitê executivo do Grupo PSA. Mas a fabricante garante que a primeira preocupação nem é aumentar a participação que a marca tem atualmente no mercado brasileiro – foi de 0,83% no primeiro semestre de 2018, segundo a Fenabrave. (ER/AP)

Por dentro, modelo terá o novo painel digital do sedã C4 Lounge


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

Airbags mortais

Fiat convoca 87 mil veículos A Fiat convocou os proprietários dos veículos Fiat Uno, Novo Palio, Grand Siena, ano/modelo 2012, para agendar uma visita à concessionária para que seja providenciada a análise e, se necessária, a substituição dos airbags frontais, que podem soltar fragmentos metálicos em caso de acionamento. O reparo é gratuito e leva até duas horas. A consulta dos números dos chassis envolvidos pode ser feita pelo site www.fiat.com.br ou pelo número 0800 707 1000. FIAT/DIVULGAÇÃO

Volkswagen

super motor

Internacional

Novo Classe A é posto à prova na Itália Quarta geração do modelo da Mercedes cresce e fica mais tecnológico; hatch tem estreia prevista no Brasil para novembro Guido Rubagotti De Bari (Itália)/Especial para Auto Press

Desde que a quarta geração do Mercedes-Benz Classe A hatch estreou oficialmente na Europa, no Salão de Genebra, em março deste ano, formou-se uma enorme expectativa em relação a sua chegada ao mercado. Afinal, o hatch compacto de luxo tem vendido cerca de 120 mil unidades ao ano na Europa, e a versão com três volumes da li-

Parcelas de R$ 99 no 1º ano

nha W177, chamada comercialmente de Classe A Sedan, mostrada na China, já tinha sido recebida com bastante entusiasmo. Isso, na verdade, vem sendo bem comum desde que o compacto abandonou a configuração de monovolume, que apresentava nas duas primeiras gerações, para cumprir o papel de “rejuvenescer” a Mercedes ao injetar conceitos de praticidade, design e esportividade na linha. Um dos atrativos que a

Mercedes-Benz inseriu é o fato de o carro ter um bom espaço interno, quando comparado aos concorrentes. Nessa geração, o entreeixos cresceu 3 cm na versão europeia e 9 cm na feita na China, valendo-se da plataforma modular. O veículo aparece com muitos atrativos tecnológicos, com o objetivo de disputar mercado com o Audi A3 Sportback e o novato BMW Série 1 hatch. A marca garante que a nova geração é mais que uma evolução simples, principalmente pelas inúmeras novidades em tecnologia.

Central inteligente Um desses itens é o assistente de bordo presente no carro. Funciona basicamen-

te como um “mordomo digital”. O mecanismo da central multimídia com inteligência artificial é simplificado, intuitivo e útil. Basta dizer “Hey Mercedes” e ele se coloca a serviço do condutor – algo semelhante com o que a interface Siri faz nos iPhones. O sistema definido como MBUX, é uma autêntica revolução hi-tech, que a MercedesBenz optou por apresentar ao público a partir do modelo Classe A. O painel vem com uma tela de oito polegadas, que é padrão para o sistema de entretenimento, com integração com Apple CarPlay e Android Auto, mas no Pack premium ela é de dez polegadas com sistema de navegação interno.

A Volkswagen voltou a lançar, em agosto, a promoção R$ 99. Quem financiar qualquer modelo zero-quilômetro da marca neste mês poderá pagar parcelas fixas de R$ 99 durante o primeiro ano. A nova campanha prevê entrada de 60% e taxa de juros de 1,49%, e o saldo restante deve ser pago em 36 parcelas mensais. Para a linha do Gol e Voyage automático, a primeira parcela pode ainda ser paga somente daqui a 99 dias.

Por R$ 52 mil

Cobalt ganha versão PcD A Chevrolet está lançando uma nova configuração de entrada do Cobalt. Em relação à LTZ, na qual é baseada, ela traz a menos o sistema OnStar de auxílio remoto e os sensores de obstáculos na traseira. A nova versão, que não tem nome, é oferecida apenas com câmbio automático de seis marchas. Custa R$ 69.990, mas para pessoas com necessidades especiais (PcD) sai por R$ 52 mil, graças aos incentivos fiscais.

Painel e central multimídia são uma única peça com duas telas digitais personalizáveis; sistema de inteligência artificial chamado MBUX é outra grande novidade

Visivelmente mais espaçoso O que chama imediatamente atenção no Classe A é mesmo o tamanho dessa quarta geração, quando comparado com a versão anterior do hatch. Além do entre-eixos maior, o comprimento total aumentou 12 cm, e agora o novo Classe A está com 4,42 m. A largura aumentou outros 12 cm e chega agora a 1,90 m, o que deu um porte mais robusto ao

modelo. A altura cresceu apenas 1 cm, totalizando 1,44 m. A traseira ganhou linhas pronunciadas, com lanternas em LEDs de longo alcance. O escape foi redesenhado com saída dupla. A base dos para-choques ganhou detalhes cromados e na parte inferior do traseiro há um protetor em plástico preto. O vidro traseiro recurvado é espre-

mido pela grossa coluna, que dá um corte abrupto na lateral do modelo, dando um ar “hot hatch”, deixando o carro com uma pegada mais esportiva. Os espelhos retrovisores têm repetidores de seta. As rodas podem ser de 17, 18 ou 19 polegadas, de acordo com a versão escolhida. Os preços do Classe A 2018 começam em estratégicos € 29,9 mil – cerca

de R$ 128,5 mil – para o modelo A180 D Executive, diesel, e vai até os 41.290 euros da versão A 250 Premium, gasolina – algo em torno de R$ 178 mil. Em relação ao Brasil, a Mercedes ainda não se pronunciou, mas a expectativa é que o modelo apareça no final de 2018, provavelmente no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. (GR/AP)

Ficha técnica Motor. 1.3 16V turbo, a gasolina, quatro cilindros em linha com injeção direta. Potência máxima. 163 cv a 5.500 rpm. Torque máximo. 25,5 mkgf a 1.620 rpm. Câmbio. automático de sete marchas, tração dianteira. Porta-malas. 370 L.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Versão A200 traz inéditas rodas de liga leve de 16 polegadas

Novo Classe A deve ser a estrela da Mercedes no Salão de Sáo Paulo, no mês de novembro Hatch evoluiu bastante e tem de tudo para fazer sucesso aqui

Classudo e bem disposto na pista Com uma interessante aderência em estrada, a direção no novo Classe A hatch chama atenção pela precisão, seja nas acelerações, seja nas frenagens. O carro está sempre sob controle, mesmo no piso molhado ou quando se exige um comportamento mais esportivo. E as respostas do motor correspon-

dem às expectativas de vigor e ânimo. O acabamento é de boa qualidade, e a escolha por materiais refinados dá o tom dos revestimentos. Subindo a bordo do modelo alemão, é possível perceber imediatamente a preocupação dos técnicos da Mercedes-Benz em tornar o interior confortável e lu-

xuoso. A sensação é de estar em um carro de um segmento mais alto. Repleto de elementos novos e tecnológicos, ele inclui aberturas de ventilação, touchpads e tablets futuristas, por exemplo. E a excelente visibilidade foi bastante melhorada em comparação com a geração anterior. (GR/AP)

Quarta geração é maior que o atual Classe A; lanternas traseiras com iluminação LED tiveram desenho revisto


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

Pré-lançamento

Scania renova linha de pesados A Scania anunciou a chegada da nova geração de caminhões da marca na América Latina a partir de outubro. Os modelos estrearam na Europa em 2016. No pré-lançamento da linha, dois novos caminhões com o motor XPI de 500 cv de potência partiram da fábrica da marca em São Bernardo Campo (SP) rumo a uma jornada por quatro países da América do Sul – Brasil, Argentina, Chile e Peru. SCANIA/DIVULGAÇÃO

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Transporte

Com espaço para crescimento Marcas mostram inovações para o segmento rodoviário na Lat.Bus e alertam para a necessidade de investimentos na mobilidade urbana Victor Alves Auto Press

Caminhões

Vendas crescem 50% em 2018 A venda de caminhões novos no Brasil decolou de vez em 2018. De acordo com dados oficiais, em julho foram vendidos no Brasil 6.666 caminhões contra 4.524 unidades no mesmo mês de 2017. No acumulado de janeiro a julho deste ano, foram vendidos 39.005 caminhões contra 25.981 unidades no mesmo período de 2017, crescimento de 50,13% no total.

A crise econômica dos últimos anos impactou diretamente o setor de transporte rodoviário no Brasil. Além disso, de acordo com levantamento da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), no ano passado, em comparação com 2016, houve redução média na demanda pelos serviços de 9,5%, o que equivale a uma perda de 3,6 milhões de passageiros por dia em todo o país, segundo a entidade. Ainda segundo pesquisas da NTU, houve queda de 35,6% no volume de pagantes nos últimos 20 anos, o que tem como consequência o aumento das tarifas, já que há menos usuários rateando os custos de operação – a oferta de serviço não diminui na mesma proporção do declínio do número de passageiros transportados diariamente. Apesar disso, nem tudo

é má notícia para o segmento. Os indicadores deste ano demonstram recuperação no setor de transportes. Foi com esse ânimo que a Feira Transpúblico, que acontece desde 2007 em São Paulo, ganhou novo formato e ampliar seu alcance: deixou de ser nacional e passa a ser a Feira Latino-americana do Transporte ( Lat.Bus). Com a proposta de ser a feira oficial de mobilidade urbana, a mostra, realizada entre 31 de julho e 2 de agosto, recebeu 80 expositores, mostrou a necessidade de políticas públicas de prioridade aos serviços de ônibus e deu visibilidade a empresas que atuam na América Latina para apresentarem soluções nesse modal de transporte.

Volvo trouxe novos chassis voltados para o transporte rodoviário de passageiros

trou sua linha de rodoviários New G7 e lançou o novo micro-ônibus Sênior. Já a Scania apresentou o projeto Rentabilidade Comprovada, e tem como destaque, no segmento de 15 m, o chassi K 440 8x2, enquanto a Mercedes lançou o ACC – piloto automático adaptativo – para ônibus, além de expor seis chassis (urbanos, superarticulados e rodoviários), e apresentou soluções em combustíveis alternativos e veículos elétricos e híbridos. Empresas de autopeças e tecnologia de bilhetagem eletrônica, operadores e prestadores de serviços inteligentes de transporte e outras entidades do segmento também marcaram presença.

Muitas novidades Marcas como Marcopolo, Mercedes-Benz, Scania, Volvo, Volare e Neobus aproveitaram a Lat.Bus 2018 para exibir suas novidades. A Marcopolo mos-

Volare apresentou o inédito Fly 6 minibus tem capacidade para até 19 passageiros sentados

Neobus mostrou na feira o Spectrum 325, nova opção para fretamento e linhas intermunicipais


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

FOTOS DIVULGAÇÃO

Marcopolo

Nova linha G7 é destaque A marca apresentou a linha New G7: houve melhorias na iluminação interna, revitalização nas poltronas dos modelos executivos e semileito e alterações na cabine do motorista, como painel de instrumentos que dispensa o desvio de atenção da estrada para ser lido, display informativo e monitor opcional que exibe imagens do salão de passageiros e da câmara de ré. Faróis com máscara negra, luzes de posição em LEDs e “tiara” lateral em aço inox completam o visual dos modelos.

Volare

Mudanças na linha Fly O fabricante lança novos modelos e apresenta mudanças em sua gama de produtos Fly. Houve mudanças no desenho, com inclusão de luz diurna em LED, novos para-choque e grade dianteiros e capas de retrovisor na cor do veículo. Atrás, há novo conjunto ótico e para-choque remodelado. A linha Fly é composta pelos modelos Fly 5, Fly 6, Fly 9 e Fly 10, o de maior capacidade (36 passageiros), além do Access (na foto), totalmente acessível, com piso baixo.

Volkswagen

A Volkswagen Caminhões e Ônibus comemora os 25 anos da linha Volksbus na Feira Lat.Bus 2018 com a apresentação dos chassis 9.160 OD Urban, 15.190 ODR, e 17.260 ODS e 18.280 OTS LE. Além disso, a marca lança seu primeiro rodoviário com terceiro eixo, o Volksbus 18.330 OT 6X2, que vai estrear com o time do Palmeiras (na foto). O modelo é equipado com motor Cummins de 360 cv e transmissão automática com retarder integrado.

Volvo mostra novo chassi para até 112 passageiros A nova versão do chassi Volvo B270F foi uma das atrações da marca na Lat.Bus. Preparado para receber carrocerias de até 15 m, ele pode transportar até 112 passageiros, 50% a mais, graças à possibilidade de instalação de um terceiro eixo por empresas implementadoras independentes. A versão conta também com suspensão a ar na configuração 4x2 com motor dianteiro e opções de

layout com duas, três e até cinco portas, dependendo das especificações de cada cidade. A marca sueca também exibiu o B450R 8x2 para ônibus de 15 m, que tem carroceria maior e permite transportar oito passageiros a mais em relação a modelos tradicionais. Além disso, a Volvo apresentou novas estratégias de conectividade, segurança e produtos e serviços: a tecnologia SSA

utiliza a ajuda de radares e câmeras para exibir alertas e sons a fim de evitar colisões frontais, trocas involuntárias de faixas e freio de emergência automático em caso de colisão frontal iminente. Tem também o Serviço de Controle de Velocidade por Conectividade, que permite a programação de velocidades em áreas específicas, como curvas perigosas ou descidas, por exemplo. (VA/AP)

Rodoviário de três eixos

Scania

Movido a GNV e biometano A Scania participou da Lat.Bus 2018 com cinco modelos de sua gama, com destaque para o chassi K 440 8x2, de 15 m. Tem também o K 360 4x2, em carroceria de 14 m, e o ônibus movido a GNV e biometano K 280 6x2. A marca contou também com uma unidade encarroçada do K 360 4x2 e um K 400 IB 6x2 LD. Esses cinco modelos compõem a gama de quase 30 veículos para transporte urbano, intermunicipal, fretamento, rodoviário e turismo, com soluções para sistemas de BRT.

Mercedes-Benz

Tecnologia ACC para ônibus A Mercedes-Benz se espalhou em um estande de mais de 1.400 m² e mostrou seis chassis – urbanos, superarticulados e rodoviários. Na parte tecnológica, o lançamento do ACC, piloto automático adaptativo foi a grande atração para ônibus rodoviários no estande, que amplia para 14 o número de itens de segurança ativa nos modelos O 500. Teve ainda as tecnologias EIS (sistema de desligamento automático do motor) e RKM (módulo de recuperação de energia elétrica).

Chinesa BYD exibiu o ônibus elétrico D9-A, de piso alto, com autonomia para 300 km sem recarga


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

Honda

Cavalete central problemático A Honda anunciou o recall da CRF 1000L Africa Twin e CRF 1000L Africa Twin Travel Edition, de ano/modelo 2017 e 2018, para substituição do anel elástico do cavalete central. O chamado afeta 1.161 motos começa no próximo dia 20 de agosto. De acordo com a montadora, foi detectado que a uma falha no dispositivo pode levar ao desprendimento do cavalete central e a consequentes danos materiais, e lesões graves ou até mesmo fatais. Informações pelo telefone 0800 701 3432 ou ainda no site honda.com.br/recall.

Mercado

Vendas sobem 7,1% no ano A venda de motos em julho registrou 76,2 mil unidades. Foi o terceiro pior mês de 2018 em volume de vendas. Ficou apenas 2,9% acima de junho e registrou média diária abaixo de 3.500 unidades, contrariando a projeção das montadoras, de 3.650 motos/dia para o mês. No ano, a melhor média ocorreu em abril, com 4.100 motocicletas novas por dia. No acumulado de janeiro a julho foram licenciadas 533 mil unidades, resultando em alta de 7,1% sobre os mesmos sete meses de 2017.

super motor Moto

‘Dakariana’ para o dia a dia Versão Urban G/S da BMW R nineT busca a origem das bigtrails da marca bávara; modelo vem equipado com motor de 110 cv e transmissão de seis marchas Eduardo Rocha Auto Press

Já é velha a ideia de fazer referência a motocicletas do passado. Na Europa, principalmente, virou um robusto segmento de mercado. Foi atrás disso que a BMW Motorrad criou a linha Heritage. No caso da R nineT Urban G/S, a herança evocada é a da R 80 G/S, de 1980, modelo inaugural da linha G/S, que significa Gelände/Strasse, expressão alemã para terra/rua, ou on/off-road. A ideia é se inspirar visualmente no modelo do passado recorrendo a tecnologias mais modernas. A Urban G/S é a quinta motocicleta da linha, depois das configurações Pure, Racer, Scrambler e a R nineT original. As características mecânicas da Urban G/S são muito semelhantes às da R 1200 GS. O motor é o mesmo boxer com dois cilindros contrapostos e duplo comando de válvulas nos cabeçotes, mas, aqui, ele foi “estrangulado” para render 110 cv, 15 cv a menos que na R 1200. O torque também é reduzido, de 12,75 kgfm para 11,83 kgfm. Ja a transmissão final é feita por eixo cardã e o câmbio é de seis marchas.

anos 80. A estética também está bem de acordo com a época. Foles de borracha nos garfos dianteiros, a combinação de cores sólidas, como o branco com vermelho, o farol redondo e as rodas raiadas, com aro de 19 polegadas na frente e 17 atrás. Na parte de segurança, porém, a BMW deixou o modelo mais moderno, com ABS e controle de estabilidade. O que muda também é o quadro, dividido em três partes, que substitui a estrutura em treliça. Na parte dianteira, fica instalada a

suspensão por amortecedores telescópicos, mais tradicionais, que substitui o sistema Telelever. As partes central e traseira são em estrutura tubular e a suspensão é do tipo monochoque. A configuração da Urban G/S a deixa menos resistente que a R 1200 GS, mas a ideia é que a motocicleta tenha mais agilidade que as bigtrails tradicionais. No entanto, a falta de apelo de modelos clássicos para o consumidor brasileiro ainda não animou a BMW a vender sua linha Heritage por aqui.

Ficha técnica Motor. A gasolina, bicilíndrico, 1.170 cc, quatro tempos, refrigeração a ar e óleo Potência máxima. 110 cv a 7.750 rpm Torque máximo. 11,8 kgfm a 6.000 rpm Peso (sem carga). 221 kg Suspensão. Dianteira com garfo telescópico e curso de 120 mm e traseira com curso de 140 mm Rodas/pneus. Dianteira aro 19 com pneu 120/70; traseira aro 17 com pneu 170/60

Clássica e leve Em compensação, o peso da Urban é menor: 221 kg contra 244 kg, em ordem de marcha. Para isso, ela tem uma roupa mais enxuta, com carenagens menores, mais ao estilo dos

Freios. Dianteiro com disco duplo de 320 mm e quatro pistões; traseiro disco simples de 265 mm e pistão duplo com pinça flutuante

Modelo tem aptidão suficiente para encarar trechos de fora de estrada leves com certa agilidade


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 11 de agosto de 2018

FOTOS BMW/DIVULGAÇÃO

Diversão de sobra e com um ronco bom de escutar Numa maravilhosa reinterpretação do passado, impulsionada pelo motor boxer refrigerado a ar, a BMW R nineT Urban G/S mostra que seus 110 cv é uma quantidade de potência mais que suficiente para se divertir. Tanto na cidade quanto fora de estrada. E é um prazer ouvir este motor cantar. A Urban G/S é uma moto atípica, com um estilo refinado, projetada para lidar facilmente com viagens diárias. A versão foi intensivamente

testada ao longo das regiões que circundam a cidade de Milão. E pôde-se perceber algumas semelhanças com a R 80 G/S dos anos 80, como o prazer de pilotar. E a reatividade do poderoso motor boxer. O som, apesar das leis sobre emissões sonoras, continua libidinoso. A posição de conduzir, porém, melhorou. O guidom largo e elevado junto com o banco confortável e espaçoso comunicam um conforto inédito e bem adapta-

do ao ambiente urbano. Na versão original, assento e guidão eram mais altos e permitiam uma direção off-road mais decisiva. A nineT é uma moto com uma alma dupla. Com o pneu certo, permite a diversão na pista. Mas é preciso uma certa adaptação. O motor grande e pesado tira um pouco da agilidade. E faz com que a suspensão chegue ao fim do curso no caso de uma exigência mais esportiva. (ER/AP)

Na Europa, a versão custa a partir de 13.150 euros (cerca de R$ 57 mil)

Painel minimalista da moto traz o velocímetro analógico em destaque com hodômetro digital

Pneus de uso misto e largos reforçam o caráter versátil da naked, que não é vendida no Brasil

Pintura branca combinada com as listras azuis e o banco laranja remete as BMW G/S dos anos 80


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 11 de agosto de 2018

Belo Horizonte


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Pampulha, 11 a 17 de agosto de 2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu