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Pampulha, sábado - 15/07/2017

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turismo

almanaque

CENÁRIOS REAIS DE GAMES OF THRONES; SÉTIMA TEMPORADA ESTREIA NA HBO ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 6

EM TURNÊ, A DRAG PABLLO VITTAR FAZ SHOW EM BH ... Página 18

super motor

estilo

O ROSA SE REINVENTA EM PRODUÇÕES MODERNAS ... Páginas 27 e 28

LINHA DE ESPORTIVOS AMG, DA MERCEDES, CELEBRA 50 ANOS DE ATIVIDADES NO BRASIL ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

RODOLFO MAGALHAES/DIVULGAÇÃO

15 a 21 de julho de 2017 ANO XXVII número 1407 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE ARQUIIVO PESSOAL

POR ELAS Na véspera da Parada do Orgulho LGBT em BH, o PAMPULHA destaca a luta das lésbicas e bissexuais, que têm demandas específicas no movimento e sofrem com a invisibilidade social Estefânia (dir.) e sua esposa Mohara participaram da parada de São Paulo e vão à de BH


opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 15 a 21 de julho de 2017

VITTORIO MEDIOLI

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Editorial

À procura da beleza lgumas mulheres gastam fortunas para ficarem mais atraentes, belas e desejadas. Não importa a elas serem invejadas, sofrer o mau-olhado, desde que possam provocar o aumento de desejo. Pode faltar comida na despensa, mas não batom e perfume na bolsa. Entre um reconhecimento de admiração e um prato de boa comida, não há dúvida. O impulso que agita vem de dentro, das vísceras, de Eva, a matriarca, no Jardim do Éden. Procura-se a beleza nas lojas de roupas, sapatos, acessórios, no salão, na academia, remirando-se ao espelho como a madrasta de Branca de Neve: “Espelho, espelho meu, tem alguém mais bela do que eu?”. E, se tem, sai de baixo. Valem botox, cirurgias, silicones, mais que uma casa nova. Algumas mulheres se fazem acompanhar, preferencialmente, de alguém que seja inferior, menos bela, ou simplesmente mais feia. A inteligência, no mundo das rivalidades, não incomoda. A “rival” de regra é criticada no que há de melhor, e o defeito tem adjetivos de última geração. O que para o homem não faz diferença, na mulher chega a ser uma obsessão. Devido à incontida e congênita predisposição feminina, o produto voltado para ela é sempre mais caro que o similar masculino. Um barbeador cor-de-rosa com o mesmo desenho e praticidade de outro azul, destina-

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do a raspar a barba do homem, se encontrará sempre mais caro. Mulher excessivamente vaidosa não olha o preço, sua compra é compulsiva. O que desperta a convicção de ser mais admirada atropela outras considerações. Ser mais atraente sempre vale um sacrifício. Uma lipoaspiração, uma penosa e sofrida cirurgia plástica não geram temor nem dor, como não existe frio que impeça um decote, um salto alto que arrebente o pé. A autoestima vem em primeiro lugar.

Alimentemse com menos carne e mais verduras e frutas, ajudem que sofre... Embora o mundo se movimente de vaidades, a beleza se liga à simplicidade, à limpeza interior, aos pensamentos e sentimentos de bondade. A megera é um horror. A ingenuidade, a candura de um olhar, a humildade sem vaidade valem mais que um produto da Revlon, não se compram, não se inventam. Apenas se praticam. Explica com singeleza a lenda de Cinderela, que a beleza é fruto de virtudes, ingenuidade e frescor. É o reflexo de uma alma limpa. Para Dante Alighieri, foi traduzida nos versos inspirados por Beatriz: “Tão gentil e honesta parece/ a minha amada quando alguém saúda/ que qual-

quer língua trêmula se cala,/ e os olhos param para dela se saciar./ Mostra-se tão radiante para quem ela olhar,/ que pelos olhos dá doçura ao coração...” Economizar-se-ia assim um imenso dispêndio apenas inspirando-se em Beatriz. Disso a suma importância do controle dos pensamentos negativos, para amenizar rugas, deixar brilhar as pupilas, irradiar charme. Isso sem gastar o salário inteiro. Nota-se facilmente que as mulheres desregradas, invejosas, que criticam e praticam vícios, se desidratam e envelhecem marcadas por feições, ficam pesadas, apesar de magras, e perdem a leveza do andar. Lembra Dante: “Parece que dos lábios dela se expressa/ um espírito suave e repleto de amor/ que vem dizendo à alma: suspira”. Assim, embora estranho em nossos dias, “os pensamentos negativos destroem a beleza, envelhecem, deformam”. O conselho de um mestre para quem pretende manter a juventude (vale também para os homens) é fugir da inveja, gula, luxúria, vaidade, mantendo a alma leve como de uma criança e usando bondosa naturalidade. Com isso, traços mais suaves e mais jovens serão o prêmio, refletindo-se no semblante um doce conteúdo. Alimentem-se com menos carne e mais verduras e frutas, ajudem quem sofre, não furem a fila, aguardem em paz e com confiança a sua vez. E, se tiverem uma forte disposição de viver melhor, não esqueçam: “A vontade consegue tudo aquilo que não deseja”.

Procura por orgânico cresce, mas distribuição é um desafio FRED MAGNO

quantidade de produtores de alimentos orgânicos certificados no 6 ABrasil cresceu 123% em quatro anos, pulando de 6.719 em 2013 pa-

ra mais de 15 mil em junho deste ano. O número, apresentado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, mostra como a procura por orgânicos no país está aumentando. Mesmo assim, os consumidores de Belo Horizonte ainda têm dificuldade de se alimentarem exclusivamente com esses produtos, pois a distribuição e o alto preço minam popularização. Confira mais em nosso site!

comportamento GERAÇÃO COM MAIS DE 50 ANOS REVOLUCIONA A VELHICE Eles têm mais de 50, 60 anos, mas não se consideram idosos. Pelo contrário. É nessa fase que eles muitas vezes estão redescobrindo o prazer de viver. Os “gerontolescentes”, como passaram a ser conhecidas essas pessoas – por apresentarem esse espírito jovem semelhante ao da adolescência, porém na terceira idade –, estão tirando do papel vários projetos que estavam engavetados e descobrindo novos caminhos sobre como se vive e se percebe a velhice. Leia mais em nosso site! LEO FONTES

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vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

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reportagem

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LUTA> No espectro LGBT, casais de mulheres lutam contra o descaso, a violência e os estigmas

(In) visibilidade lésbica Jessica Não estava nos planos do auAlmeida tor Silvio de Abreu interromper a trama de Leila e Rafaela, interpretadaspor Silvia Pfeifer e Christiane Torloni, da novela “Torre de Babel” (1998/1999), mas o casal de lésbicas acabou entrando para a lista de vítimas da explosão no shopping – grande mistério do folhetim – após protestos de segmentos da sociedade contrários à relação amorosa entre as duas personagens. Dez anos antes, em “Vale Tudo” (1988/1989), a morte de Cecília (Lala Deheinzelin), que formava um casal com Laís (Cristina Prochaska), já havia sido prevista por Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Básseres antes da estreia. No entanto, nos arquivos da censura – que ainda vigorava no Brasil –, é possível encontrar diálogos inteiros a respeito da homossexualidade das duas que foram veementemente vetados. Quase 20 anos depois de um caso e 30 do outro, a situação pouco mudou. A morte chocante de uma querida personagem lésbica no seriado norte-americano “The 100” e a mobilização queprovocou entreos fãs, no ano passado, instigou a revista online “Autostraddle”, de conteúdo direcionado a mulheres lésbicas, bissexuais e queer, a fazer um levantamentode personagenscom esseperfil na televisãodos EUA. A pesquisaconstatou que,desde 1976, de um universo de 383 personagens nesse recorte (entre mais de 18.000 heterossexuais), 95 haviam morrido na trama e somente 30 tiveram final feliz. Esseéapenasumsintoma decomo asociedade enxerga – ou não – as mulheres que se relacionam com outras mulheres. E a realização da 20ª Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte, neste domingo (16), aparece como uma oportunidade para se pensar que, num movimento cuja principal bandeira é o respeitoà diversidade,énaturalquehaja multiplicidade de demandas, e que nem sempre todas elas recebam o mesmo peso ou atenção. Isso não quer dizer que nenhuma delas seja mais ou menos importante que a outra, mas torna necessária a reflexão sobre as dinâmicas sociais que fazem com que algumas sejam ainda mais negligenciadas. Embora em termos de direitos civis as reivindicações das lésbicas e dos gays sejam praticamente as mesmas, em outros âmbitos há muitas diferenças. “Tudo passa pela busca do entendimento de que um casal de lésbicas é um casal completo”, explica a jornalista Estefânia Mesquita, 28, que é casada com outra mulher. “Dois homens de mãos dadas na rua podem até gerar comentários ou atitudes homofóbicas,mas dificilmentealguém vaiabordá-los se oferecendo para fazer parte daquele arranjo, coisa que no caso das mulheres, o raro é que não aconteça”. Pode soar como um comentário inofensivo, mas se relaciona à ideia de que toda mulher precisa de um homem que controle sua vida, como Estefânia analisa. “Tanto é que se um homem se aproxima de uma mulher sozinha em uma festa, por exemplo, e ela diz que tem namorado, na maioria das vezes, o cara respeita – o que é um absurdo, porque não é daí que esse respeito tinha que vir. Eu acredito que uma das principais lutas das lésbicas passa pela visibilidade dos nossos relacionamentos e do entendimento de que somos completas nas nossas relações”, argumenta. Desselugar, ela diz, de violências“sutis”, é que nascem atos mais brutais como o “estupro corretivo”, casos em que homens violam sexualmente mulheres homossexuais, bissexuais, ou homens transgêneros, supostamente para “corrigir” a sexualidade delas.

PATRICK AR LEY/DIVU

LGAÇÃO

Mais respeito, por favor Cristiane e Bárbara foram vítimas em situações distintas

Ocupar os espaços é essencial É preciso sempre ter em mente que falar de lésbicas significa falar de mulheres, como pontua a professora de comunicação da UFMG Joana Ziller, pesquisadora de Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT (NUH). “Todas as questões, como baixa representatividade na política, inserção no mercado de trabalho e a noção de que seu lugar é no ambiente doméstico, privado, também incidem sobre a lésbica. Então, para as homossexuais é tudo isso e mais algumas coisas”, diz. “Não se trata de medir

Estefânia Mesquita tem um canal no Youtube em que fala de questões das lésbicas. Seu vídeo mais visto é o que trata das ‘Coisas imbecis que as lésbicas escutam’

quem é mais discriminado, mas não dá para homogeneizar e é importante pensar que há toda a questão da inserção social”. Isso acaba se refletindo dentro do próprio movimento LGBT, em que a presença de homens é muito maior e a visibilidade e inserção das mulheres é menor. “Não significa que eles queiram nos excluir, mas faz parte de um contexto maior que é o político”, afirma. Essa ausência, por sua vez, se desdobra em outras questões, como a própria delimitação de pautas es-

pecíficas. “Por isso, o mais urgente é fortalecer a inserção das lésbicas nos espaços de busca por direito. E isso, friso, tem a ver com elas quererem se inserir”, diz. FETICHIZAÇÃO Joana analisa que as frequentes mortes de mulheres lésbicas e bissexuais na televisão, quando não são relacionadas à reação homofóbica do público, têm a ver com a função que elas cumprem na dramaturgia. “A presença dessas mulheres não funciona apenas para chamar o pú-

blico lésbico, mas serve a um tipo de fetiche, quando são jovens e bonitas. Se parte da função é atrair o público masculino pela fantasia, fica difícil terminar a história com um final feliz. Por isso a morte é uma opção recorrente”, explica. Talvez essa coisa da incidência do machismo nas mais diversas formas seja um dos elementos mais comuns no cotidiano das mulheres lésbicas. É um tipo de discriminação muito recorrente, mesmo que não chegue à violência física”.

Entre a violência e a negligência A saúde da mulher lésbica é um dos aspectos em que ela acaba sendo negligenciada. “Para héteros e homens gays há uma série de ações afirmativas na questão das doenças sexualmente transmissíveis, o incentivo do uso da camisinha. Mas, no caso das lésbicas, a recomendação é a de que usem papel filme no ato sexual”, assinala a professora de comunicação e pesquisadora do NUH UFMG Joana Ziller. “Isso é muito representativo de quão pouca atenção é dada às nossas questões”. A DJ Cristiane Foschetti, 36, foi vítima direta da negligência à saúde das lésbicas. “Desde que passei a ter relações sexuais somente com

mulheres, há cerca de dez anos, minhas consultas ginecológicas se tornaram supercurtas. As médicas têm pouco interesse, porque tudo gira em torno do pênis. Passei dez anos indo a ginecologistas desinteressadas em conversar comigo”, conta. O resultado disso foi uma endometriose descoberta em estágio avançado que fez com que ela perdesse 55 cm de intestino, apêndice e a válvula ileocecal por causa de tecido inflamado que causou obstrução. “Se eu tivesse sido diagnosticada antes, não teria que passar por isso”, afirma. Ainda em recuperação da cirurgia, ela corre o risco de ter que se submeter a ou-

Segundo levantamento da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL), feito em 2012, estima-se que 6% dos estupros no Brasil sejam “de caráter corretivo”

tra, para retirada do útero e ovários caso não tenha resultados com o tratamento que faz atualmente. “Tenho planos de ter filho... Isso me deixou arrasada”, lamenta. Sua esposa, a artista Bárbara Silva de Paula, 33, por outro lado, foi recentemente vítima de violência física lesbofóbica. “Todo santo dia eu escuto alguma coisa simplesmente por conta da minha aparência, se não é sapatão, me chamam de viadinho. Mas há cerca de um mês, à luz do dia, um sujeito me deu um safanão e me derrubou”. Ela lembra que havia muitas pessoas na rua, mas ninguém se manifestou na hora da agressão. Mulheres vie-

ram em seu auxílio, mas só após o homem se afastar. “Na delegacia, todos se mostraram muito incrédulos sobre a natureza do que eu havia relatado, como se duvidassem de que se tratava de uma agressão com motivação homofóbica, de que eu não conhecia o agressor ou não o havia provocado. Me indicaram, então, a Polícia Civil que seria responsável por me fornecer as imagens das câmeras Olho Vivo, porém, deram essa informação já indicando que provavelmente não daria em nada. Logo depois desse episódio, a Cris adoeceu e isso ficou suspenso”, lamenta Bárbara.


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NA RUA> Eventos promovem encontro entre mulheres lésbicas e bis contornando apagamento

Mais espaços de socialização GABI BORGHI/DIVULGAÇÃO

Jessica Se a Parada Almeida do Orgulho LGBT é realizada desde 1997, em 2004 começou a ocupar também as ruas da cidade anualmente a Caminhada das Lésbicas e Bissexuais da Grande BH. A proposta não é se opor ao primeiro evento, uma vez que também estão inseridas nele, mas acrescentar um momento específico para as letras L e B do espectro. “Não é uma forma de rivalizar com o movimento LGBT, do qual fazemos parte. É uma oportunidade de jogar luz em questões específicas nossas, como o machismo, a lesbofobia, a bifobia e a misoginia, uma vez que são tratadas em menor escala dentro da parada”, explica uma das organizadoras da caminhada, Hully Hernandes. Ao contrário da edição de São Paulo, que é realizada um dia antes da Parada LGBT, a belo-horizontina acontece em 29 de agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.No entanto, asorganizadorasvão promovernestesábado(15)maisum“Futsapa”, que é uma pelada para mulheres no Parque Municipal. Além dele, no próximo dia 29 também farão a “Quadrilha das Sapatão”. Os encontros, sempre de pegada bastante irreverente,servem como aquecimento para a caminhada. “Nós chamamos para esses eventos lúdicos, para promover a militância de um jeito diferente, e eles atraem mais as pessoas, que se sentem mais à vontade para ir. A proposta é criar um ambiente segurodeconvivênciaentrelésbicas e bissexuais pra que elas possam se conhecer, trocar experiências,tomarumacerveja”, afirma Hully. Para que esses eventos não ficassem restritos aos meses anteriores à caminhada, foi criada a Coletiva Vulva, que promove atividades ao longo do ano, como o “Isoporzinho” e o “Cineminhadas Sapatão”.“Nósoptamos por um tom mais leve, bem-humorado, até mesmo parareverter o sentidonega-

tivo de termos como sapatão e torná-los positivos”, enfatiza uma das integrantes do grupo, Luiza Xavier, 25. Ela assinala que é também uma forma de contornar a ausência de espaços direcionados a essas mulheres. “Existe uma ou outra casa noturna com essa proposta, mas a maior parte dos lugares é pensada para o homem gay. Claro que também nos sentimos à vontade neles, mas faz falta terpontosdeencontrodirecionados à gente”, afirma. A jornalista Estefânia Mesquita,28, acredita que iniciativascomo essas são fundamentais. “A luta é sempre uma coisa muito difícil e, com ações como essa, acredito que temos conseguido trazer leveza para dentro dela”, analisa. “Existem várias formas de reivindicar nossas demandas e acho importante abraçarmos esses outros modos, nos afirmarmostambém de maneiras menos sisudas”. Isso sem contar a função de sociabilização. “Os gays são muito mais inseridos socialmente, tanto que as gírias que eles usam são superdifundidas, mas ninguém conhece nenhuma gíria lésbica. Até os aplicativos de paquera são muito mais numerosos para eles. No fim das contas, é um sintoma do porquê não nos sentimos à vontade em certos ambientes”, pontua. OUTROS TEMPOS Ao contrário de outras cidades do Brasil e do mundo, Belo Horizonte já teve espaços mais amigáveis às lésbicas e representantes desse grupo na liderança do movimento LGBT. “Foi a Soraya Menezes quem organizou a primeira parada da cidade”, comenta a professora de cinema da UNA Tatiana Carvalho Costa. “Estou na fase de pesquisa de um filme sobre o assunto e a realidade é que nos anos 1970 e 1980as principaiscasasnoturnas gays da cidade eram de mulheres lésbicas. Era tudo muito clandestino, algumas quase que precisavam de senha na porta para entrar, mas foram muito importantes. E, hoje, muitas das meninas que hoje não têm pudor de manifestarseu afeto na rua nem conhecem essa história”, diz.

Isoporzinho Uma das atividades organizadas são piqueniques em parques e praças

Para bissexuais é mais grave Ainda que mulheres lésbicas e bissexuais compartilhem muitas realidades, como a deslegitimação de seus relacionamentos e a fetichização por parte dos homens, o segundo grupo tem demandas ainda mais específicas. “A mulher bissexual pode sofrer assédio do próprio parceiro ou parceira para que opte por um lado – como se fosse questão de escolha. E às vezes há um desdém por parte de algumas lésbicas, que acreditam que temos privilégios quando nos relacionamos com homens”, pontua a vendedora e artesã Marcela Sabriny. “As pessoas confundem com um privilégio – o que, na verdade, acaba sendo mais uma opres-

São bissexuais mais de 5 milhões de pessoas no Brasil, segundo pesquisa Datafolha de 2009

são”. Outra situação específica das bissexuais é o fato de serem consideradas “promíscuas”. “Querem que eu saia do muro, mas ser bi não é estar em cima do muro. Eu me interesso por pessoas, e não por genitálias”, frisa Marcela. Embora sejam parceiras e também sejam contempladas pela Caminhada das Lésbicas e Bissexuais da Grande BH, Marcela acredita que as mulheres bi precisam se mobilizar por seus próprios espaços. “A caminhada nos leva no nome, mas é mais voltada às questões das lésbicas mesmo. É legítimo para nós estarmos nesse espaço, mas é mais uma forma de apoio”, analisa. E vai além: “Esta-

mos nos organizando para, em breve, criarmos um coletivo nosso, justamente por termos a consciência de que falta união no movimento das bissexuais. Aliás existem muito mais bissexuais do que se fala por aí. O apagamento é tão grave que as próprias bi têm dificuldade, engasgam ao tentar dizer que o são”. Marcela finaliza com um alerta. “Acredito que mulheres bissexuais são mais propensas a adoecer psicologicamente, justamente por essa dificuldade em entender sua identidade. A bifobia facilmente se transforma em depressão e a tendência de esses casos acabarem em suicídio é muito grande”.

PARADA LGBT Pela primeira vez, a Parada do Orgulho LGBT entra para o calendário de eventos oficiais de BH. Além da presença confirmada do prefeito Alexandre Kalil, a parada contou com investimento público de R$ 100 mil. Participe A parada acontece neste domingo (16) e vai das 11h às 21h, com concentração na praça da Estação. Ela vai percorrer as ruas Guaicurus e da Bahia, a avenida Amazonas e a praça Raul Soares, onde será o encerramento. Show O cortejo terá quatro trios elétricos, com shows e apresentações teatrais de artistas da capital. O público esperado é de 50 mil pessoas. Futsapa Um dia antes da parada, neste sábado (15), acontece uma pelada de futebol entre mulheres no Parque Municipal, a partir das 13h. Inscrições: R$ 3,50 (individual) ou R$ 15 (times)


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CENÁRIO BH LAÍS PETRA/DIVULGAÇÃO

recebe Mostra de 6 Parque Teatro Lambe Lambe O Coletivo EmCaixa apresenta uma nova mostra de teatro no Parque Municipal, neste domingo (16). Desta vez, cinco espetáculos curtos estarão à disposição do público em formato lambe lambe Onde “Gramadão” do Parque Municipal Américo Renné Gianetti (av. Afonso Pena, s/n°, centro) Quando Neste domingo (16), das 10h às 12h Quanto R$ 2

PRISCILA AYUB/DIVULGAÇÃO

prepara a 6 Verbogentileza segunda edição do Festival A festa para celebrar a gentileza já entrou para o calendário dos mineiros. Desta vez, o Festival da Gentileza tem em sua programação desde aulas de Kundalini Yoga até feira de publicações Onde Praça Floriano Peixoto (av. Contorno, s/n°, Santa Efigênia) Quando Dias 21, 22 e 23. Programação completa em: Facebook.com/verbogentileza Quanto Entrada gratuita

BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO

inaugura nova 6 Amadoria sede em casarão histórico Antiga residência do estilista Ronaldo Fraga, um casarão no bairro Floresta será a nova sede da Amadoria. A empresa de educação e economia criativa realiza neste sábado evento de inauguração com várias atrações musicais Onde Amadoria (r. Mucuri, 325, Floresta) Quando Neste sábado (15), das 16h às 23h Quanto R$ 20 (ingressos pelo sympla.com.br/amadoria).

CYRO ALMEIDA/DIVULGAÇÃO

Cultural abre 6 Centro exposição sobre a ditadura Golpe, anistia e transição. Foi a partir destes três eixos que se estruturou a exposição “Desconstrução do Esquecimento”. A mostra conta com cinco salas com obras de oito artistas Onde Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174) Quando Segunda a sexta, das 10h às 19h; sábado, das 10h às 13h. Até 31/7. Quanto Entrada gratuita

ISABELLE CHAGAS/DIVULGAÇÃO

conta a história 6 Exposição das esquinas do Clube Para recontar a importância das esquinas para o Clube da Esquina, a exposição remonta ao passado político do país e à infância dos músicos na capital mineira Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700) Quando Terça a sexta e domingo, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 21h. Até setembro. Quanto Entrada gratuita

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

A autoestima e a sua saúde baixa autoestima é um sentimento que se manifesta em pessoas inseguras, indecisas, depressivas e que buscam sempre agradar os outros. Autoestima elevada, de forma contrária, é uma condição vivida por pessoas que são elogiadas, apoiadas, autoconfiantes e que têm amor próprio; não vivem em constantes conflitos, bem como não são ansiosas e inseguras. Ter autoestima elevada pode melhorar nossa saúde. Esta é a conclusão de pesquisa realizada e conduzida pela Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia. Ter uma autoestima elevada não gera só uma sensação de bem-estar. Esse estado emocional também gera benefícios físicos clinicamente mensuráveis. Parece que pensar positivamente sobre nós mesmos pode oferecer uma proteção efetiva sobre o coração e o sistema imunológico, ou seja, uma autoestima elevada cria, em última instância, um ambiente favorável à saúde. A pesquisa neozelandesa queria saber se os efeitos benéficos da autoestima vão além do nível emocional e se seriam capazes de interferir com respostas fisiológicas positivas para o organismo. Foram envolvidos 184 participantes. Para monitorar as respostas fisiológicas, os cientistas analisaram a atividade do tônus vagal cardíaco (parassimpático) dos participantes. O sistema nervoso parassimpático é aquele que age para “acalmar o coração”, enquantoo sistema nerTer uma voso simpático prepara autoestima o corpo para a ação, ou seja, para a luta ou fuelevada não ga.Como o parassimpágera só uma tico ameniza o estresse e diminui as inflamasensação de ções, quando ele fica bem-estar. deficiente o corpo pode sofrer com probleEsse estado mas cardiovasculares e emocional com doenças autoimunes. Os resultados fitambém gera nais mostraram uma correlação entre uma benefícios autoestima elevada e físicos umtônus vagal sob controle – tipo aprenda a clinicamente controlar sua mente e, mensuráveis de quebra, sua saúde. Então, como podemos melhorar nossa autoestima? Inicialmente, temos de focar no que chamamos de “os quatro pilares da autoestima”. Primeiramente, tenha autoaceitação, ou seja, tenha uma postura positiva com relação a si mesmo como pessoa. Isto inclui pontos como estar satisfeito com consigo mesmo e ter respeito a si próprio. Procure ter autoconfiança, buscando ter uma postura positiva com relação às próprias capacidades e desempenho. Isto inclui as convicções de conseguir fazer algo, de fazê-lo bem e de suportar as dificuldades – tendo resiliência. De igual forma, procure ter competência social, que em última análise é a capacidade de fazer contatos, sabendo lidar com terceiros, se sentir capaz em lidar com situações difíceis, procurando ter reações flexíveis em momentos adversos e saber regular à distância-proximidade com outras pessoas. E, finalmente, procure ter uma rede social, que inclui ter uma relação satisfatória com o parceiro (a) e com a família; ter amigos e poder contar com eles e, na via oposta, estar à disposição deles. Pense o seguinte: Viver com baixa autoestima é como pilotar a vida com o freio de mão puxado. Faça uma boa semana.

A

Usoindevido deimplante hormonalpode levaratrombose, doençasno fígadoecâncer O implante hormonal é um bastonete de cerca de 3 cm inserido sob a pele da mulher para atuar como preventivo da gravidez. Por vezes, ele acaba trazendo benefícios agregados, como melhora da pele, redução da celulite e aumento da libido, além de transformar massa gordurosa em magra. São essas vantagens que estão transformando um método contraceptivo naquilo que já vem sendo chamado de “chip da beleza” – ou “chip da dieta” ou “chip fashion” –, uma ferramenta controversa e perigosa para fins unicamente estéticos. Esse tipo de instrumento existe há mais de 30 anos. E, assim como comprimidos, injeções e supositórios podem conter várias substâncias, os implantes são considerados apenas mais uma via para a administração de diferentes hormônios, compara o titular da AcaLitza mattos

demia Mineira de Medicina e coordenador geral da pós-graduação de ginecologia minimamente invasiva da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Walter Pace. As vantagens aparecem porque, no caso das pílulas, a substância é metabolizada no fígado – o que costuma provocar alguns efeitos colaterais –, o que não acontece com o implante, que cai diretamente na circulação sanguínea. “O homem já tem dez vezes mais hormônios androgênicos (como a testosterona e a gestrinona) do que as mulheres, e todos os anticoncepcionais diminuem essa ação, então tudo que diz respeito a ganho de massa e libido, por exemplo, fica desfavorecido (nas que ingerem a pílula)”, explica. INDICAÇÃO Em mulheres, diz o médico, a principal indicação do implante é para corrigir desequilíbrios hormonais, endometriose e miomas. A técnica permite individualizar e adequar o tratamen-

to de acordo com cada caso. Homens também podem fazer o uso. Nesses casos, o ideal é que no implante seja musados hormônios bioidênticos (iguais aos naturais – portanto, sem os riscos e os efeitos colaterais que os sintéticos causam. “Na terapia de reposição hormonal pós-menopausa, são empregadas substâncias idênticas às que eram produzidas pelo ovário, pois o organismo não sabe reconhecer o implante, e então devolvemos à mulher aquilo que o organismo deixou de ter”, diz. Porém, o que se vê sendo usado para finalidade estética são substâncias sintéticas. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) também não recomenda que qualquer tratamento hormonal seja aplicado em pacientes sem diagnósticos, com finalidade estética ou para antienvelhecimento e com fórmulas sintéticas, pois ainda não existem estudos que mostrem os benefícios desse uso sem que haja qualquer tipo de pre-

IMPLANTE Valor: O preço do “chip da beleza” pode variar de R$ 3.000 a R$ 8.000. O implante pode ser colocado no consultório médico e durar até três anos, até ser totalmente absorvido pelo corpo.

juízo. Membro da diretoria nacional do órgão, Paulo Miranda enumera os riscos: “Trombose venosa profunda, trombose pulmonar, aumento de doenças hepáticas, eventos cardiovasculares e até alguns tipos de câncersão alguns problemas”. O aumento da oleosidade da pele, a alteração no timbre da voz e a produção de pelos, como acontece com os anabolizantes, também já foram relatados. USO Nos Estados Unidos, o médico norte-americano Jeffry Life é um dos principais defensores do implante do chip com hormônios para combater o envelhecimento. Aos 78 anos, ele exibe abdômen sarado, peitoral definido e braços musculosos. No Brasil, a maioria dos “chipados”, como são conhecidos os adeptos, são modelos, famosos e pessoas ligadas ao universo fitness. Um dos pioneiros na fabricação de implantes hormonais no país é o ginecologista Elsimar Coutinho, que atende em clínicas em quatro Estados. Em Minas Gerais, o endocrinologista Cláudio Ambrósio é conhecido por ser o médico do tratamento metabólico das celebridades, como os atores Milena Toscano e Paulo Vilhena, entre outros.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COMPOSIÇÃO Principais hormônios usados São os hormônios anticoncepcionais

É invisível e evita a gravidez por até

três anos

São hormônios bioidênticos

Elcometrina Um dos hormônios mais usados para acabar com os efeitos da TPM (cólica, inchaço, enxaqueca e variações de humor) Nomegestrol Atua corrigindo os distúrbios menstruais e ginecológicos Gestrinona Derivado da progesterona, cuja principal finalidade é ser um anticoncepcional Estradiol Principal hormônio sexual feminino Testosterona Em maior proporção no sexo masculino Progesterona Ajuda a regular o ciclo menstrual das mulheres

TUBO DE SILICONE SEMIPERMEÁVEL

Tamanho

3 cm

O implante É um bastonete pequeno inserido sob a pele do braço ou das nádegas da mulher para atuar como contraceptivo Os implantes hormonais surgiram na segunda metade do século XX como método contraceptivo eficaz O procedimento de implantação dura menos de dez minutos, é indolor e feito com anestesia local

FONTE: PESQUISA DIRETA

Dr. Telmo Diniz

O controverso


reportagem

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‘chip da beleza’ MOISÉS SILVA

Prescrição Walter Pace diz que implante hormonal é indicado para casos específicos

Órgãos condenam a prática, e médicos podemserpunidos Publicamente, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia manifestou-se dizendo que essa modalidade de tratamento, chamada “modulação hormonal”, não é reconhecida e que “médicos e outros profissionais que utilizam hormônios no tratamento de pacientes sem deficiências hormonais podem ser penalizados pelos conselhos profissionais pela má prática da medicina”. Além disso, eles também podem ser responsabilizados na esfera cível e até penal, afirma a nota. De acordo com a Agên-

cia Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), já houve registro de cápsulas para o tratamento de endometriose contendo gestrinona (substância do “chip da beleza”), mas os registros foram cancelados em 2012 e 2014. Há registro do medicamento Implanon (cujo princípio ativo é o etonogestrel) na forma de implante. A indicação aprovada do medicamento é para anticoncepção, portanto não é aprovado para finalidade distinta da que consta em bula. A Anvisa informa ainda que o emprego de medicamentos para indicações di-

ferentes das aprovadas pelo órgão é caracterizado como uso “off label” (fora da indicação de bula ou protocolo). Nesse caso, a responsabilidade por esse uso é do profissional prescritor. Para o Conselho Federal de Medicina (CFM), a utilização de hormônios em pessoas que não apresentam deficiências hormonais é contraindicada. “É vedado ao médico realizar atos não consagrados nos meios acadêmicos ou ainda não aceitos pela comunidade científica”, afirma a nota.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

PAÍS TROPICAL

LÍDERES E MAIORES

uando faz frio no país tropical, vivemos como se o mesmo fosse glacial. Então, batendo queixo, com medo de abrir a torneira de água fria, pergunta-se: cadê o tal do famoso aquecimento global? Só aquele pessoal que, o ano inteiro, todo ano, reclama do verão, do horário de verão e do calor de derreter asfalto, está feliz porque tem aquecimento e não precisa acordar cedo. Quem ri à toa é quem morre de saudade daquele friozinho gostoso da Suíça ou de cinema.

Q

Líder Aviação estará na 15ª Labace – Latin American Business Aviation Conference & Exhibition – maior feira de aviação executiva da América Latina e segunda maior do mundo. “A Labace é a principal feira de produtos e serviços para público seleto e interessado. É sempre ótima oportunidade para networking e negociações”, diz Philipe Figueiredo, diretor de vendas da empresa. Dias 15, 16 e 17 de agosto, no aeroporto de Congonhas, São Paulo.

TROPICAL NO GELO

M

D

epois de décadas, o inverno em BH está indecente. Um frio de congelar pinguim e de gripar urso polar. E um detalhe quase fútil... O que tem de roupa saindo do armário, com aquele perfume de naftalina e mofo! Casacos de pele, ceroulas amareladas, cachecóis pálidos, boinas da 2ª Guerra Mundial. Tudo cuidadosamente guardado para viagens ao exterior, que ficaram raras.

TROPICAL PARA POUCOS

A

s roupas de inverno agradecem o oxigênio. O frio, como nunca visto antes, mostra-se ótimo para exibir roupas mais elegantes que, há anos, estavam aposentadas com a seca de eventos sociais. Na outra ponta, os moradores de rua do país abençoado por Deus.

lançaperfume

A

campanha “Celebre 6 Ao Ipê” incluiu o “Abrace o

Ipê”, com a Savassi Criativa, o Circuito Liberdade e a Secretaria de Esporte e Lazer de BH. das cerejei6 “Aras nofloração Japão (atração turística), também conhecida como Hanami, é celebrada anualmente pela população, que leva tapetes e esteiras para fazer piqueniques nos parques, lembra Alexandre Poni.

lembrança levan6 Esta ta a bandeira ecológica, a

SINAIS DE VIDA ais cedo ou mais tarde, teremos que pensar no assunto e agir sobre nossos idosos e doentes terminais. Nos Estados Unidos, existem os “hospitais ou asilos de cuidados”. Espaços, digamos, para o fim da vida, doenças incuráveis ou em avançado estado. “Casas de Saúde” voltadas para cuidados e não para a cura.

FINAIS DE VIDA

B

ons lugares, com paz e conforto, perto das famílias e amigos. Geralmente, são instalados em antigos hospitais desativados. Não têm médicos, só enfermeiras que cuidam dos “hóspedes”. Outra grande diferença é que estes locais evitam preconceitos e dramas. São normais, naturais, comuns e bem aceitos. Há a questão financeira também.

CAPITAIS DE VIDA

S

ão muito mais econômicos que manter o idoso ou doente

No social, a favor de ações pró Associação Mineira de Reabilitação, o casal Bernadete e Ângelo Mendes

partir do paisagismo que iria muito além dos canteiros da Contorno, em seus quarteirões secos, de terra batida.

SAGRAÇÃO DAS CORES

os ipês é lou6 Louvar var outras árvores e flo-

em casa. Nos Estados Unidos, na Europa e aqui, as famílias estão diminuindo em número. Casais têm cada vez menos filhos e estes não conseguem se revezar nos cuidados de pais e avós. No Brasil, para variar, todo cuidado é pouco. Precisamos de muita fiscalização para evitar os abusos de sempre, como maus tratos e custos exorbitantes.

P

ara o sócio-proprietário do Verdemar, Alexandre Poni, apoiar a causa é valorizar a cidade e os belo-horizontinos: “Queremos uma re-

flexão sobre a causa ambiental e a mudança de comportamento na cidade. Os ipês são um espetáculo a ser admirado, basta olhar. E, uma vez admirados, receberão mais atenção e cuidado da nossa sociedade”, completa Poni.

res em toda a cidade.

nova, inteligen6 Uma te, econômica e ágil for-

ma de ambiente de trabalho está no Pátio Savassi, o espaço temporário Coworking. quem quer reali6 Para zar estudos, reuniões,

EDY FERNANDES

entrevistas em um ambiente colaborativo e cool.

inaugurar, até 6 Para dia 31, produtores arte-

SAGRAÇÃO PRÉ PRIMAVERA

Fazendo e acontecendo, Juliana Gomes e Paulo Henrique Pentagna Guimarães

T

odo ano, a floração dos ipês, antes da primavera, recupera para BH a fama de Cidade Jardim. Se uma simples árvore embeleza, o ipê é festa. Com este currículo, os ipês ganharam admiração e apoio do Verdemar que, com o fotógrafo e produtor cultural Júlio Toledo, lançou, dia 4, a campanha “Celebre o Ipê”.

sanais de café de todo o Estado de Minas Gerais, no evento Café Coworking Pátio. no Diamond6 Férias Mall. De 18 a 30 de julho, o shopping promove o evento “Inventando Moda”.

para crianças, 6 Oficinas de4 a 12 anos, comcusto-

mização de camisetas e bonecos de papel. Curadoria da estilista mineira Tereza Santos.

DE BANDEJA NATÁLIA MEROTO/DIVULGAÇÃO

Novo almoço executivo do restaurante Olga Nur Para enriquecer as refeições do dia a dia, o restaurante Olga Nur acaba de lançar um cardápio de almoço executivo com opções práticas e sofisticadas das 12h às 15h. A casa oferece seis opções de grelhados e uma diversidade de guarnições a R$ 36 cada. Todos os dias, o chefe Marcos Help também sugere um prato da casa. Que tal um galeto grelhado com polenta assada e quiabo, na quarta-feira? Todos os pratos incluem uma salada baby de entrada e custam R$ 32 (o prato). Para incluir a sobremesa, o acréscimo é de R$ 12.

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DANIEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO

Degustação de queijos artesanais mineiros O Ateliê de Cerâmica vai receber uma degustação orientada de queijos artesanais mineiros junto a uma harmonização com vinhos da Vinícola Pericó. A degustação será conduzida pelo jornalista gastronômico Eduardo Girão. O evento acontece neste sábado (15), a partir das 11h, na av. Prefeito Gil Diniz, 580, Contagem. O investimento é de R$ 120. Já na terça-feira (18), às 20h, outra degustação de vinhos e queijos acontece no Santafé (r. Pernambuco 800, Funcionários), no valor de R$ 100.

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reportagem

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ESPAÇO GOURMET

Churrasco japonês LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

Chefs apostam no boi wagyu Carneproveniente deraçajaponesa éumadasmais carasdomundo O preço pode ser, digamos assim, um pouco “salgado”. Mas sim, sempre há os que não abram mão de comer bem – e que estejam dispostos a não poupar esforços para degustar uma carne cujo quilo custa, em média, R$ 500. Estamos nos referindo à raça japonesa wagyu – pronuncia-se “uáguiu”. Recentemente introduzida no Brasil, essa carne bovina de fato tem peculiaridades que conquistam paladares logo na primeira garfada. Foi assim com o chef Léo Marques, do Vila Monjardim, que serve cortes do boi provenientes do Uruguai, como ancho ou chorizo, há cerca de dois anos. Ele garante que a experiência ao degustar justifica o valor alto. “É um produto de extrema qualidade e sabor único pela gordura marmorizada, ou seja, a gordura entremeada na carne, característica que a deixa mais macia e saborosa”, explica. Para o chef Felipe Rameh, do restaurante Alma Chef, o alto preço da iguaLorena K. Martins

ria é justificado pela forma da criação deste gado. “A raça exige um cuidado mais sensível e, para chegar ao nível de qualidade esperado, o custo de manejo é alto, como qualidade da alimentação desse gado, tempo de confinamento e forma de abate, por exemplo”, enumera. Os bois ficam confinados geralmente por um ano, o dobro de tempo dos demais. Por ser uma carne nobre em todos os sentidos, Léo Marques acredita que a melhor forma de degustá-la (e valorizá-la) é com uma camada fina de sal grosso na parrilha – ou churrasqueira de brasa – para selar de cinco a oito minutos, e jamais errar no ponto – o que seria um pecado com esta iguaria. A carne demanda, como acompanhamento, a chamada salada porteña, com vegetais como pimentões, abobrinha e aspargos grelhados e quentes – e está de bom tamanho, para não haver muita interferência no gosto. Na brasa também é a maneira preferida de degustar carnes como esta para Djalma Victor, um dos sócios do restaurante especializado em cortes de carne Osso – embora ele se permita desfrutar da maciez do boi japonês para criar outras receitas, como o steak tartare de wagyu com tutano e chips de batata-doce (veja receita abaixo) – um dos mais aclamados pela casa.

O sashimi feito com a paleta wagyu e molho oriental, servido no Alma Chef, é finalizado com flor de sal e cebolete

O animal é proveniente de um açougue do interior de Minas Gerais. “É uma carne de sabor marcante e de muita qualidade. Muitos apreciadores exigem, no cardápio, a bisteca, contra-filé de wagyu”, explica. Outro atrativo do menu é o hambúrguer feito com mistura de patinho e maçã de peito “japonês”. Para Felipe Rameh, em contrapartida, esse gado fornece certos cortes que em teoria seriam “de segunda”, no animal “comum” – mas que no wagyu se revelam uma carne extremamente macia. “É um nível de marmoreio que nenhuma outra raça consegue, e é completa

e diferente tanto na textura quanto no sabor”. E prossegue: “Tudo que a gente pode esperar dessa carne ela fornece”. Para ele, o ingrediente também é extremamente versátil, inclusive para ser servido cru, como um carpaccio, ou cozido e grelhado. Inclusive, uma das receitas disponibilizadas pelo Alma Chef é um sashimi de wagyu grelhado com molho oriental. Geralmente, a carne utilizada no restaurante é proveniente da Fazenda Alegria, em Funilândia (MG). “Costumo brincar que, mesmo errando o preparo, a carne acaba ficando boa – o que não é para qualquer animal”, finaliza.

UARLEN VALÉRIO

Bife ancho de wagyu na parrilha, servido no Vila Monjardim

RECEITA

Steak tartare com tutano Receita do restaurante Osso - Mind The Bones Ingredientes 300g de patinho de wagyu 10g de alcaparras 1/2 cebola roxa picada finamente 2 colheres de sopa de mostarda Dijon Cebolete ou salsinha 2 colheres de sopa de molho inglês Tabasco Sal Pimenta do reino 1/2 osso de 15 cm com tutano (já peça ao açougue o osso fatiado ao meio) Modo de preparo Corte a carne fazendo cubos pequenos e regulares. É fundamental ter atenção ao tamanho, tendo em vista que ela será

consumida crua. O tamanho do corte influenciará totalmente no resultado final da receita, uma vez que comer pedaços tão grandes não será tão agradável. Disponha o patinho picado em um recipiente sobre gelo, isso manterá a carne sob uma temperatura ideal e segura. Corte todos os ingredientes (cebola, cebolinha e alcaparra) em pedaços bem pequenos. Junte todos os condimentos (mostarda, molho inglês, tabasco, sal e pimenta do reino) e misture bem. Para o preparo do tutano, limpe o osso com faca e tempere com sal, pimenta do reino e azeite. Asse por 15 minutos no forno a 140ºC. Retire do forno e coloque o steak tartare por cima. Finalize com o azeite e flor de sal. Uma opção de acompanhamento é o chips de batata doce.

DJALMA VITOR/DIVULGAÇÃO


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almanaque EXPOSIÇÃO> Mostra do austríaco Erwin Wurm no CCBB subverte padrões para criticar consumo Abertura 19. jul.

UARLEN VALÉRIO

Móveis instalados na fachada do CCBB integram mostra

Fora da ordem Depois de bem-sucedidas passagens pelo Centro CulturalBanco do Brasil de Brasília e São Paulo, e antes de aportar no Rio de Janeiro, é a vez de a unidade Belo Horizonte receber a mostra “O Corpo é a Casa”, do austríaco Erwin Wurm – a abertura acontece na próxima quarta (19), seguindo até o dia18 de setembro. São cerca de 40 obras, por meio das quais o artista convida o público a interagir. E a refletir, principalmente, sobre a sociedade de consumo e os vícios do nosso cotidiano. Para isso, Wurm se utiliza de elementos potentes, comoo humor e a irreverência, que se fazem presentes em obras como a “Fat House” – ou a “casa gorda” – uma instalação gigante e interativa. Responsável pela curadoria, Marcello Dantas ressalta que um traço importante no trabalho do artista (“essencialmente um escultor”) é o entendimento de que a matéria-prima precípua da escultura é a energia. “A mesma energia Patrícia Cassese

que também esculpe nossos corpos, e que pode ser subtrativa ou aditiva”, pondera. No caso da escultura não viva (digamos assim), ela é aditiva quandoo artistatrabalha,por exemplo,comum elementocomoa argila.Esubtrativa se o material em questão é, por exemplo, o mármore – quando o artista extrai a figura de um bloco maciço, ou seja, subtrai matéria. No caso do corpo humano, ele pode ser entendido como uma escultura a partir do momento em que o moldamos ao longo da nossa existência – por meio da alimentação, por exemplo, hábito que aparece com frequência na obra do artista – na mostra do CCBB, há duas grandes salsichas brigando entre si e representações de pepinos (lembrando se tratarem de duas iguarias típicas da Áustria). “Wurm já manifestou um desejo muito interessante, que seria o de poder esculpir sentimentos ou situações, por também enxergar ali cargas de energia. O seu trabalho abarca as chamadas esculturas gestuais,

nas quais constrói o modelo, faz o molde e, quando está ainda úmido, começa a socar, a injetar nele a sua raiva, a sua energia. Ou seja, o resultado não é mais só um objeto, mas também um ato, ação, gesto. Mais ou menos como (o norte-americano Jackson) Pollock (1912-1945) fazia com a pintura”, compara Marcello Dantas. “O aspecto mais legal é imaginar que se trata de uma exposição na qual o espectador vai para redescobrir o que é a escultura e acaba se dando conta de que ele mes-

mo, a gente mesmo, é um ato escultural”. Neste sentido, uma ala que deve suscitar interesse é a que abriga as “One Minute Sculptures” – como o nome indica, o público é convidado a interagir com elas por um minuto. DIÁLOGO Além de Pollock, a obra de Wurm dialoga com a de outros artistas, como Marcel Duchamp (1887-1968). Especificamente, por meio da icônica obra “A Fonte”

(1917), a qual o artista francês inicialmente assinou como R. Mutt. “A Fonte” é, na verdade, um urinol, comprado por Duchamp, e elevado à categoria de arte. “No caso, Wurm fez uma escultura das calças de Mutt fazendo xixi no mictório. É uma obra que adoro, bem-humorada. Ou seja, tem toda uma base de história da arte na exposição”, salienta. O curador também lembra que o feedback do público por onde a exposição já passou foi “excelente”, justamente pelo fato de ser uma ex-

periênciade fácil comunicação. “Uma coisa que chama bastante a atenção, já de pronto, é a intervenção na fachada dos CCBB, que é invadida por móveis de casa. As pessoas passam na frente e não entendem o que está acontecendo”. Erwin Wurm nasceu em 1954, em Bruck an der Mur. Desde que se assumiu artista, já participou de dezenas de coletivas, incluindo as bienais de Veneza, Lyon, Sevilha, Taipei, Liverpool, Montreal, Sydney e São Paulo – até então, única vez em que teve um trabalho exposto no Brasil. Atualmente, a criatividade de Wurm pode ser aferida na Bienal de Veneza, em curso – no Pavilhão da Áustria, onde divide a cena com Brigitte Kowanz. Em tempo: Wurm cogitou vir ao Brasil para a abertura da exposição no circuito CCBB, mas, por conta de uma forte pneumonia, cancelou a viagem.

> Corpo É a Casa JESSE WILLEMS/DIVULGAÇÃO

Mostra de austríaco Erwin Wurm. CCBB BH (praça da Liberdade, 450). De 19/7 a 18/9. De quarta a segunda, das 9h às 21h. Entrada franca.


reportagem

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ARTES CÊNICAS Lua-de-mel, entre risadas e conflitos mes 1 (2013) e 2 (2015), ou da série, uma empreitada do canal Multishow (a primeira temporada estreou em 2012). “A história se passa, antes de tudo isso, na noite de núpcias. E não é preciso que o espectador tenha assistido ao filme e à série para conseguir acompanhar o espetáculo”, diz Miá. Independentemente de formato, na história, os dois vivem um casal para o qual emprestam seus nomes de batismo. Mas nos bastidores, a relação, diz Miá, é como a de irmãos – daqueles que se dão superbem, claro. “É uma coisa maluca, mas te asseguro que a gente nunca brigou. Nunca houve uma discussão. O Fábio é uma pessoa muito divertida, mas, ao mesmo tempo, é um cara que se entrega muito ao trabalho, é muito pontual”, afiança. Com a peça, eles nunca vieram à capital mineira: a empreitada, porém, já passou por São Paulo, Rio e Niterói. No segundo semestre, outros paradas já estão reservadas (“viajamos até metade de novembro”), mas Miá assegura que, por agora, não há planos

de transpor essa fase para a sétima arte. “Penso com muito carinho em um ‘Meu Passado Me Condena 3’, que seguiria o curso dos anteriores, mas com eles tendo filhos. Mas acho que não agora – afinal, acabei de ser mãe pela segunda vez”, diz ela, referindo-se a Antônio,três meses, de seu casamentocom o diretor de televisão Lucas Mello. “Estou entrando numa fase mais calma agora”. Ela também é mãe de Nina, 8 anos. NOITE DE NÚPCIAS “Meu Passado Me Condena – A Peça” tem texto de Tati Bernardi, autora dos roteiros da série e do filme, ambos produzidos por Mariza Leão e dirigidos por Julia Rezende. No caso da incursão da sétima arte, vale lembrar que o filme foi a segunda maior bilheteria nacional de 2013, ultrapassando 3 milhões de espectadores. A direção da versão peça leva a assinatura de Inez Viana – quem assistiu ao filme se lembra: ela deu vida a Suzana, que vivia momentos cômicos ao lado do ex-marido Wilson (Marcelo Valle), no cru-

A potência do texto teatral em livro A partir dos anos 60, o teatro mineiro viu nascer dramaturgos que fortificaram a identidade teatral da capital mineira. Nomes como Jota Dângelo, Jonas Bloch e José Antônio de Souza fazem parte dessa geração pioneira. Ao longo das décadas seguintes, Walmir José, Ione de Medeiros e Grace Passô sedimentaram a trajetória da arte dos palcos no Estado. Agora, todos esses nomes estão reunidos em uma antologia que busca resgatar e registrar a história da escrita teatral mineira. Publicada pela Editora Javali, o livro “Dramaturgia de Belo Horizonte: Primeira Antologia” será lançado em um evento aberto ao público na próxima quarta-feira (19), no Teatro Marília. No entanto, a publicação não pretende recontar a história das peças, mas, sim, como é de praxe na

editora, trazer os textos integrais dos espetáculos “Oh! Oh!Oh! Minas Gerais” (1967), “O Fedor” (1970), “Um Sobrado em Santa Tereza” (1989), “ Babachdalghara” (1995) e “Por Elise” (2005). Segundo o editor, e também curador da obra, Vinícius Souza – que encabeça a Javali ao lado de Assis Benevenuto, do Quatroloscinco –, a publicação não pretende ser uma antologia definitiva. “É uma reunião de obras essenciais a partir de

Qua. 19.jul

um ponto de vista, o que a gente está fazendo é um recorte com cinco obras muito importantes e que traduzem épocas diversas do teatro mineiro”, explica Vinícius. Para selecionar os textos, Vinícius e Assis trouxeram peças de três momentos: os anos 60 e 70, a redemocratização do país e o surgimento dos coletivos e os anos 2000. O teatro contemporâneo, no entanto, só será abordado em uma nova coleção da Editora Javali. Preparada para o segundo semestre deste ano, a coleção trará textos dramatúrgicos publicados nos últimos anos, em Belo Horizonte. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça

> Lançamento

Evento de lançamento do livro “Dramaturgia de Belo Horizonte: Primeira Antologia”. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, centro). Dia 19 (quarta), às 20h. Entrada franca com distribuição gratuita dos livros.

zeiro rumo à Itália, onde eles encontramos respectivos ex. Na peça, Miá e Fábio se conhecem na fila do banheiro de uma festa e, um mês depois, se casam. E aí vem a tal noite de núpcias. Ao adentrarem o novo apartamento, osdois, previsivelmente, estão super a fim de entrar no clima. Mas, bem, a casa é pequena, há os presentes que não agradam... Não bastasse, as duas famílias – e o fato de não saberem nada sobre o passado um do outro – começam a interferir na lua-de-mel. Série, filme ou peça, o fator a que ela credita o sucesso da iniciativa é o de falar sobre relacionamento. “O público se identifica com os problemas do casal, ou conhece algum assim”, entende.

Meu Passado Me >Condena

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046). Dia 21 (sexta), às 20h. A partir de R$ 80 (plateia 3, inteira).

SILVANA MARQUES/DIVULGAÇÃO

M e n o s broas, por favor, clama Miá Mello. É que a atriz e apresentadora conta que na última vez em que passou pela capital mineira, se refestelou tanto com a iguaria mineira que “quase morreu”, exagera. Na verdade, o quitute integra um combo afetivo com o Estado cujas origens remontam à árvore familiar – seu pai, por exemplo, é mineiro, e, apesar de hoje estar radicado na Bahia, viveu entre as cidades de Passos e Cássia (região Sul/Sudoeste de Minas). “Ano passado, por exemplo, estive aí, em Minas, para uma reunião de família, sabe aqueles encontros?”, diz a moça, que está de volta a BH a bordo do espetáculo “Meu Passado Me Condena – A Peça”, no qual divide a cena com Fábio Porchat – o espetáculo terá única apresentação na cidade na sexta, 21, no Sesc Palladium. Uma ressalva necessária: não se trata da transposição para o palco dos filPatrícia Cassese

Sex. 21.jul. Parceria renovada: Miá e Porchat, mais uma vez juntos


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almanaque

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ARTES CÊNICAS Uma tragicomédia do poder Alex Nobel de LiBessas teratura em 2007, os textos do escritor e dramaturgo italiano Dario Fo (1926-2006) têm, entre outras características, o horizonte da possibilidade de reapropriação da obra, mantendo-se atual em diferentes contextos. Este é o caso de “Morte Acidental de Um Anarquista”, obra de 1970, que reflete a história real de um suspeito suicídio de um anarquista, em 1969. O próprio Fo alterou o texto pelo menos duas vezes – reescreveu uma segunda versão, em 1972, e depois, fez da peça um livro, em 1975. Bem, desta vez, o cenário italiano é substituído pelo brasileiro. Ou melhor, ganha os contornos de Minas Gerais no espetáculo que desembarca em Belo Horizonte no próximo fim de semana. A missão do diretor Hugo Coelho e dos atores Dan Stulbach e Henrique Stroeter, por sinal, é brincar com um texto que, ao mesmo tempo que é teatro de comédia, diz algo sobre o cenário político nacional. “Um dos motivos de a gente ter escolhido esta obra dele foi essa capacidade de adaptação aos aconte-

Sáb. e dom. 22 e 23.jul

cimentos reais. A gente, Henrique (Stroeter) e eu, queria fazer uma peça que pudesse ser uma comédia, trazer um lugar de discussão para o teatro, para a política e o poder como um todo”, pontua Stulbach, que vive o personagem do Louco na montagem. A ver pelas reações da plateia, os artistas cumpriram sua missão. Stulbach lembra, por exemplo, que, embora o temada peça não sejaa operação Lava Jato e os escândalos quese desdobraram desde então, “o público encaixa, eventualmente, as provocações

JOÃO CALDAS F./DIVULGAÇÃO

com estes acontecimentos”. A peça se desenrola depois da morte do anarquista. Neste entremeio, o Louco, vivido por Stulbach, passa a imitar outros personagens. Dado momento, ele copia os trejeitos do juiz. É este o momento em que o público interfere na peça de forma mais latente. “Ele fala para a plateia que sabe fazer o andar, sabe fazer a voz, mas falta o vocabulário, então, pede sugestões de frases”, comenta. “As pessoas colocam tudo para fora, gritam ‘Fora, esse!’, ‘Viva, aquele!’, surgem as caracterís-

ticas de cada cidade, de cada Estado...”. Stulbach lembra que a peça está circulando há dois anos. Nesse período, “começamos com uma presidente, passamos pelo processo de impeachment – nós tivemos apresentação no dia da votação –, e agora estamos passando por isso outra vez”. Portanto, partindo da liberdade encontrada no texto, “tudo isso se reflete no palco”. Mas, claro, “com Dario Fo, essa discussão se torna mais interessante e a comédia dá um distanciamento que nos permite

rir de nós mesmos – e isso é sempre saudável”, garante. HISTÓRIA Para além da qualidade do texto, é seguro dizer que a escolha seja também emotiva. Acontece que a primeira vez que Stulbach viu Dario Fo era ainda um estudante de teatro. O italiano estava em São Paulo, para um festival em sua homenagem. “Fui vêlo. Ao chegar, encontramos ele na porta do teatro, recebendo todo mundo. Só aquilo já me impressionou”, lembra. A história, no entanto,

foi ainda mais insólita. Ao ver o grupo de jovens, Fo quis saber o que faziam. Sabendo que eram estudantes de teatro, não só liberou a entrada deles gratuitamente como os colocou no palco. “A gente sentou ali e ele fez a peça no meio, envolvido pelos estudantes e com a plateia na frente”, recorda. “Isso me marcou e me fez ver o artista e o teatro com outros olhos”, comenta o ator. Obviamente, “a peça é profundamente influenciado por esse choque”. Com a volta de Stulbach para a Globo, na novela “A Força do Querer”, tem faltado tempo para mais viagens com a peça. “Até vieram convites, mas por conta do ritmo das gravações, não era possível conciliar”. Bem, mas aí veio o convite para Minas... “e não tivemos como dizer não”, revela. Ele lembra que quando estiveram por aqui com a montagem em 2016, receberam, ao final, um grupo de estudantes de teatro para “falar da arte, da vida”. Agora, diz, seria muito prazeroso repetir o feito.

Morte Acidental >de Um Anarquista

Cine TheatroBrasil Vallourec(av. Amazonas, 315, Centro). Dia 22 (sábado), às 21h, e 23 (domingo), às 18h. R$ 50 (inteira).

A casa como personagem Sex. a dom. 21 a 23.jul

THIAGO MACEDO/DIVULGAÇÃO

Montagem reflete memórias e sentimentos que habitam a casa de uma mulher

Terminava o ano de 2014 quando Cida Falabella recebeu, em casa, o público de sua estreia de então, a peça “Domingo”. Nela, a artista transformava em teatro sua lida doméstica domingueira. Seu cotidiano e lar se tornavam personagens experimentados pelos espectadores. Agora, passados quase três anos, Cida retoma o texto, que é atualizado e ganha mais elementos. Rebatizado como “Domingo na Sala”, a intimista montagem tem novos contornos na sua volta aos palcos. A partir da próxima sexta (21), Cida apresenta o solo em outro chão. Agora é o Sesc Palladium que recebe o espetáculo. Por si só, a mudança de endereço traz consigo profundas transformações em sua estrutura, mas há muitos outros elementos incorporados pela artista na apresentação. “Na verdade, usamos uma estrutura que existia, mas criamos, a partir desse texto, um novo traba-

lho”, define a atriz. A estrutura a que se refere é, principalmente, relacionada à concepção da montagem. O espetáculo foi resultado do debruçar da atriz sobre textos seus publicados no blog “A Louca Sou Eu”, em 2014. Nele, fazia postagens dominicais refletindo sobre o que este dia da semana representava para ela, uma mulher madura e sua relação com o lar, memórias e sentimentos que ali habitam. NOVOS ELEMENTOS Entre as transformações que o espetáculo experimenta no novo formato, algumas se mostram óbvias. Exemplo são as projeções de vídeo. “Usamos imagens gravadas no espetáculo feito na minha casa, principalmente no quintal”, comenta Cida. Para isso, são usadas captações feitas por Juarez Guimarães e Gabriel Castro. É a dupla que assume a direção da montagem, antes dirigida por Denise Pedron.

Além disso, entram no texto a troca de correspondência entre Cida e Dayane Lacerda, pesquisadora que acompanhou e fez da primeira montagem de “Domingo” objeto de estudo, que desaguou em estudos acerca do “corpo poético do ator”. “Durante o processo de criação, trocamos cartas, que entram em cena agora”, lembra a artista. Por fim, “Domingo na Sala” conta com trilha sonora executada ao vivo, incluindo piano e percussão. Se apresentado de maneira menos óbvia, há reflexões de Cida acerca de sua vivência como parlamentar. A atriz foi eleita, em 2016, vereadora em Belo Horizonte. Intimista, o solo, claro, não ignora este novo momento, explica. (Alex Bessas)

> Domingo na Sala

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dias 21 (sexta) e 22 ( sábado), às 21h30; e 23 (domingo), às 18h. R$ 10 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Uma década de Quatroloscinco Lara Dez anos se Alves p a s s a r a m (*) desde que Assis Benevenuto, Italo Laureano, Marcos Coletta, Maria Mourão e Rejane Faria se encontraram no curso de Artes Cênicas da UFMG. Desde então, os cinco atores-diretores não se separaram mais e, nesta longa trajetória, contabilizam sete espetáculos, passagens por mais de 60 cidades brasileiras e viagens ao exterior. “A gente construiu uma história”, reflete Assis. História essa que se desdobra na “Mostra de Repertório”, em que grupo apresentará todos seus espetáculos por vários palcos da cidade durante o fim deste mês de julho e todo o mês de agosto. Além das apresentações, a festividade também conta com bate-papos com importantes nomes do teatro mineiro, workshop e o lançamento do livro com a dramaturgia do espetáculo “Fauna”, pela Editora Javali – no dia 19 de julho, às 21h,

teatro adulto AFONSO PADILHA O comediante um stand-up onde conta as dificuldades da vida adulta. Teatro do Hotel Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4001, Ipiranga). Neste dom. (16), às 19h e às 20h30. R$ 60 (inteira).

ATÉ QUE O FACE OU O ZAP ZAP NOS SEPARE, NOS UNA OU NOS MATE Dir. Emília Marcílio Com Bruno Félix e Dannyelle Gama Um casal está perdido depois de deixar cair na internet fatos do passado. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (15), às 20h; dom. (16), às 19h. R$ 40 (inteira).

A VIDA ÍNTIMA DE BABI Dir. Renato Linhares Com Juliana França, Marília Nunes, Raquel Rocha Babi, uma menina curiosa, e seu melhor amigo, Jorge, armam uma fuga. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Sex. e seg., às 15h; sáb. e dom., às 11h e 15h. R$ 20 (inteira). De 21/7 a 7/8.

CARVÃO Dir. Fábio Furtado Com Cia Drástica Dois homens estão presos em uma mina de carvão, onde o patrão os explora. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Sáb. e dom., às 17h e às 20h. R$ 20 (inteira). Até 23/7.

COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass Truques para que ninguém passe desconfortos em festas com pouca comida. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, Lourdes). Neste sáb. (15), às 21h; dom. (16), às 19h. R$40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

DOMINGO NA SALA (Leia mais na página 14)

É SÓ UMA FORMALIDADE (Leia mais nesta página)

no Teatro Sesiminas. Pela primeira vez, a companhia leva ao público mineiro, em um curto espaço de tempo, a reunião das peças “É Só uma Formalidade”, “Get Out!”, “Humor”, “Outro Lado”, “Ignorância”, “Fauna” e “Litoral”. Mais que celebrar o aniversário da companhia, a mostra possibilita aos atores rever o que por eles já foi feito e refletir sobre as criações. “Só de preparar a mostra, pensar, conversar e começar a ensaiar, a gente vê que construiu uma história, uma ética de pensamento que tem a ver com o tipo de peça que a gente faz, de como é o nosso processo criativo e o quanto essas peças dizem de nós enquanto artistas, das nossas angústias, dos nossos desejos”. A lógica de trabalho do Quatroloscinco, inclusive, é um dos motores para a diversidade dos espetáculos do grupo. “Somos cinco artistas com perfis muito diferentes e nos encontramos em vários lugares”, explica Coletta. São estas diferenças de pensamento que tornam des-

ESSA MULHER Dir. Munish Com Leela Grupo Teatral. Uma mulher na maturidade questiona sua construção do que é ser mulher. Funarte (r. Januária, 68, centro). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 23/7.

GOSTÔSA Dir. Marcelo do Vale Com Maria Cecília Mansur A história de uma mulher que perde seus papéis e decide se reencontrar. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 30. Até 23/7.

ISADORA DUNCAN & NINJINSKY Dir. Roberto Cordovani Com Roberto Cordovani, Ruben Gabira e Victor Rodrigues A peça retrata momentos importantes da vida destes dois ícones da dança. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (15), às 20h; dom. (16), às 18h. R$ 40 (inteira).

JARDINS Dir. Rogério Araújo Com Camilo Lélis e Kelly Crifer Um dia comum marcado pelo desaparecimento de um casal de classe média. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Neste sáb. (15), dom. (16) e seg. (17), às 19h. R$ 20 (inteira) ou troque um cobertor ou agasalho por um ingresso.

Abertura 20.jul.

JOSÉ JR./DIVULGAÇÃO

NESTA SEMANA Bate-papo Teatro e Micropolíticas, com Thálita Motta e Cris Moreira. Dia 22 (sábado), às 17h. Gratuito Espetáculo “É Só uma Formalidade” De 20 (quinta) a 22 (sábado), às 21h, e 23 (domingo), às 19h. R$ 10 (inteira) Livro Lançamento de “Fauna” Dia 20 (quinta), logo após o espetáculo. Gratuito

Há dez anos, os alunos do curso de artes cênicas da UFMG se reuniam para criar o grupo

de o espetáculo “Ignorância” – um dueto de Rejane Faria e Italo Laureano – até o solo “Get Out”, de Assis, trabalhos essencialmente coletivos, onde todos os integrantes atuam durante o processo de criação. É esta cadeia de opiniões diversas que instiga o Quatroloscinco a se reinventar em cada espetáculo e, principal-

20h; dom. (16), às 19h. R$ 80 (inteira).

SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi O poder e a felicidade na vida de dois personagens que carregam suas pedras diárias. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (15), às 20h; dom. (16), às 19h. R$ 20 (inteira).

SOBRE RATOS E HOMENS Dir. Kiko Marques Com Ricardo Monastero, Ando Camargo, Natallia Rodrigues Dois homens sonham em trabalhar e comprar um pedaço de terra. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (15), dom. (16) e seg. (17), às 20h. R$ 20 (inteira) ou troque um cobertor ou agasalho por um ingresso.

ZAP DEZOITO - 15 ANOS O grupo comemora o aniversário com trechos de espetáculos e uma festa para o público. ZAP 18 (r. João Donada, 18, Serrano). Neste sáb. (15), a partir das 18h. Entrada gratuita.

mente neste décimo ano, refletir sobre as necessidade de mudança sem cair na rotina. “É um dilema nosso: como se renovar sem perder o que fez a gente começar”, comenta Coletta, referindo-se à paixão pelo teatro que os fez dar o pontapé inicial para criar o grupo e, também, que os motiva a continuar. Além de aproveitar o mo-

teatro infantil A BELA ADORMECIDA Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Chris Geburah, Marina Clara Uma princesa enfeitiçada precisa que um beijo do amor verdadeiro a resgate. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Seg., às 16h. R$ 22 (inteira). Até 24/7.

A BELA E A FERA Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Henrique Moretzsohn, Gil Guedes Uma jovem presa no castelo de um príncipe que foi transformado em fera. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Neste dom. (16), às 16h e às 17h30. R$ 22 (inteira).

ALADIM Dir. Fernando Bustamante Com Alex Alves, Gil Guedes, Mariana Valentina Um jovem descobre uma lâmpada com um gênio que lhe concede três desejos. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Qui., às 16h e às. R$ 22 (inteira). Até 27/7.

A MAIOR FLOR DO MUNDO Dir. Sergio Abritta Com Ana Gusmão, DIVULGAÇÃO

MENOS DE NÓS Dir. Adélia Carvalho Com alunos do CEFART O espetáculo recria o mito de Medeia e demonstra como certos valores disseminam opressões. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Neste sáb. (15), às 20h; dom. (16), às 19h. Entrada gratuita com retirada de ingressos 1 hora antes do espetáculo. (Leia mais na página 13) Com Paulinho Gogó Maurício Manfrini conta histórias e diverte a plateia com situações do cotidiano. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (15), às

Fernanda Lima, Gisele Reis O menino caminha até o encontro da flor que definha. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (15) e dom. (16), às 16h30. R$ 24 (inteira).

Novo espaço! O Shopping Estação inaugura, neste sábado (15), o Teatro Estação Cultural, um espaço com estrutura para 410 lugares. Na abertura, os espetáculos “Diguinho Coruja e Intolerantes à Lactose”, às 19h, e “Cinco Homens e um Segredo, às 21h. Programação completa em shoppingestacaobh.com.br

pensar no que vamos criar agora”. * Sob supervisão de Marília Mendonça

Mostra de >repertório

Espetáculos, bate-papos com artistas e workshop, em vários espaços da cidade. Confira as atividades da semana no quadro acima. Programação completa em www.quatroloscinco.com

Alves, Alex Alves, Rafael Ventura Dorothy vai parar em Oz e, enquanto tenta voltar pra casa, precisa ajudar amigos. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Sex., às 16h. R$ 22 (inteira). Até 28/7.

A VAQUINHA LELÉ Dir. Cláudio Castanheira Com Jeremias Hallel, Euler Andrade, Marcelo Lima Uma vaquinha discute afeto, amizade, alegria e amor à natureza. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sáb. e dom., às 17h. R$ 36 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 30/7.

MATIAS

O REI LEÃO Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo As aventuras de Simba para recuperar o trono que lhe foi tomado por seu tio. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Sex. a dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 30/7.

Dir. Leonardo Vieira Com Carsan, Ivo Peterson, Thaíssa Trancoso Três cientistas criam um mergulhador que viaja no tempo para resgatar uma criança do fundo de um poço. IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Sex. (21), sáb. (22) e dom. (23), às 20h.

PETER PAN

MENINO AZUL (*)

RAINHA DA NEVE

Dir. Rodrigo Robleño Com Grupo Matraca Um menino azul conta o seu amor pelo riacho e pelos bichos. Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (21), às 10h e às 16h. Entrada gratuita. (*) Apresentações com acessibilidade em Libras.

Dir. Fernando Bustamante Com Alex Alves, Sheyla Barroso, Raquel Carneiro A história do garoto que vive na Terra do Nunca e se recusa a crescer. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Qua., às 16h. R$ 22 (inteira). Até 26/7. Dir. Fernando Bustamante Com Henrique Moretzsohn, Raíssa Alves, Rafael Ventura A história de duas irmãs na luta entre o bem e o mal para quebrar o feitiço. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Ter., às 16h. R$ 22 (inteira). Até 25/7.

NA RODA

RAPUNZEL

Dir. coletiva Com Maria Cutia de Teatro O espetáculo traz as histórias de um menino sem nome, de Martim e Mariana. Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640, Funcionários). Neste dom. (16), às 11h. Entrada gratuita.

Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Marinah Velasques, Henrique Moretzsohn Uma jovem de longos cabelos, presa no alto de uma torre por uma bruxa. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Neste sáb. (15), às 16h e às 17h30. R$ 22 (inteira).

O FIRME SOLDADINHO DE CHUMBO (*)

MEU PASSADO ME CONDENA FATO VENÉRIO

mento de celebração, Assis calcula os passos do grupo, que deve tirar este décimo ano para analisar seu trabalho e, portanto, deixam a possibilidade de um novo espetáculo para 2018. “É importante comemorar, porque quando termina a festa você tem que limpar o salão, limpar as garrafas e pensar que amanhã de fato é um novo dia,

* Oseventosdasemanaacontecemno Teatrode Bolso Sesiminas

Dir. Simone Ordones Com Beatriz Machado, Cláudia Antunes, Deborah Silva Firme sobre sua única perninha, o soldado de chumbo enfrenta uma odisséia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 23/7. (*) Apresentações com acessibilidade em Libras nos dias 20 e 21.

O MÁGICO DE OZ Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa

dança PRIMEIRAPESSOA DO PLURAL Dir. Jorge Garcia e Tuca Pinheiro Com Cia de Dança do Palácio das Artes O espetáculo consiste em um encontro de ideias e conflitos. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Ter. (18), às 12h. Entrada gratuita.


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FÉRIAS Diversão, arte e conhecimento Patrícia Para jogar Cassese uma pá de cal na fama de pasmaria durante o período de férias, espaços culturais investiram em atrações caprichadas para quem vai passar essa segunda quinzena de julho na capital mineira. O CCBB BH, por exemplo, traz o grupo carioca Os Tapetes Contadores de Histórias, com três espetáculos: “Bicho do Mato”, Cabe na Mala?” e “Sol, Chuva e Tapete”. As sessões acontecem às 10h, 16h e às 17h30, no próximo final de semana (22 e 23). O Tapetes tem 19 anos de trajetória e o público infantojuvenil como alvo. “A criança é a minha própria utopia por um mundo melhor”, resume o ator, contador, músico e diretor Warley Goulart. “O olhar delas, o sorriso, a vontade de transbordar alegria, a curiosidade, me passam essa ideia de utopia em relação a um mundo mais justo, mais amoroso, menos violento. Como adultos, a gente sabe que a vida é dura, seja pela violência, pela política (aqui ou lá fora), pela própria questão burocrática da vida adulta, que é pesada.

Então, a gente, enquanto artista, tinha uma vontade grande de se relacionar com esse público – e aí são 19 anos! Já tem quem tenha nos assistido criança e agora seja adulto”. Mas Warley adverte que, apesar do foco nos “baixinhos”, os pais que acorrerem ao teatro vão vivenciar uma experiência marcante. “O pai que leva seu filho acaba se sentindo estimulado a reativar um contato afetivo com ele por meio da contação de histórias – que sejam ficcionais, que, na verdade, são metáforas para falarmos da gente mesmo. O que acontece é que a contemporaneidade acaba deixando as crianças carentes no sentido da escuta. As pessoas se esquecem da importância da escuta. E para se fortalecer como indivíduos, é preciso ouvir o mundo. Vendo a gente, os pais acabam resgatando aquele jeitinho de roça de contar histórias”, pontifica o moço. No geral, na preparação dos espetáculos, os cinco componentes estudam contos da tradição oral de origens diversas. Para repassálos, se valem de uma forma não propriamente original, mas sempre pertinente, atraente e lúdica: criando tapetes, livros de pano e outros

Contação para despertar o imaginário de crianças (e de adultos) para as artes e a leitura

artefatos. “Na verdade, essa prática é transcendental, vem desde a Idade Média”, diz Warley, lembrando que, ao longo das viagens do grupo, artistas de outros países deram importantes contribuições ao arsenal do Tapetes Contadores. Toda essa história, na verdade, surgiu a partir do contato dos integrantes com o diretor, contador de histórias e artesão francês Tarak Ham-

prepara programação 6 CCBB especial para férias Para entreter as crianças, as próximas duas semanas no CCBB BH prometem ser de muita diversão. O espaço recebe aulas divertidas de economia, visitas teatralizadas e outras atividades gratuitas. Além disso, a programação também será acessível, com algumas ações em libras Onde CCBB BH (Praça da Liberdade, 450) Quando Até 30/7. Confira a programação completa em www.culturabancodobrasil.com.br Quanto Entrada gratuita

ISABELLE CHAGAS/DIVULGAÇÃO

Neste fim de julho, o Espaço do Conhecimento UFMG preparou uma programação especial para que as crianças possam aprender mais sobre astronomia. Durante os dias, acontecem oficinas para construção de objetos astronômicos, intervenções teatrais, entre outras atividades Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700) Quando Até 30/7. Confira a programação completa em: www.espacodoconhecimento. org.br Quanto Entrada gratuita

PROGRAME-SE Casa Fiat de Cultura O espaço promove o "Ateliê de Férias: Arquitetura de Papel" para crianças de todas as idades, visando ensinar dobraduras, origamis e kirigamis. - Praça da Liberdade, 10, Funcionários. De 4ª a dom., das 10h às 12h (para crianças até 12 anos); das 14h às 18h (para crianças a partir de 12 anos). Até 30/7.

PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

astronômicas para 6 Férias crianças no Espaço

CLAU PAVESI/DIVULGAÇÃO

Sáb. dom. 22 e 23.jul.

mam, mentor do projeto “Raconte-Tapis”. “Passamos três anos sob acompanhamento dele e depois decidimos colocar mãos à obra”, lembra Warley. O projeto peruano “Manos Que Cuentan”, por seu turno, deu o impulso para a criação dos painéis que dão graça e vida aos cenários. Em tempo: Serão apresentados ao público “Bicho do Mato”, que reúne contos populares e histórias de Ana Ma-

ria Machado e Ricardo Azevedo. “Cabe na Mala?” traz novamente o universo criativo de Ana Maria Machado somado ao da autora alemã Jutta Bauer. Já “Sol, Chuva e Tapete” reúne contos de iniciação como “A Nuvem Triste”.

Tapetes >Contadores

CCBB BH (Pça da Liberdade, 450). Dias 22 (sábado) e 23 (domingo), às 10h, 16h e 17h30. R$ 20 (inteira)

Diamond Mall A estilista Tereza Santos ministra a oficina “Inventando Moda” para crianças de 4 a 12 anos. De segunda a quarta, acontece a customização de bonecos de papel e, de quinta a domingo, a customização de camisetas. - Av. Olegário Maciel, 1600, Lourdes. Das 14h às 19h (cada atividade tem duração de 1 hora). Entrada gratuita mediante troca de uma camiseta para doação. Museu dos Brinquedos No museu acontece uma colônia de férias com diversas atividades educativas. - Av. Afonso Pena, 2564, Funcionários. Seg. a sex., das 13h às 17h30. R$ 65 (diária); R$ 280 (pacote semanal). De 17/7 a 28/7.


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MÚSICA O hedonismo de Pabllo Vittar Alex Sucessos meBessas teóricos não acontecemtodos os dias. Talvez por isso seja fácil identificar uma carreira assim caracterizada. Bem, sem dúvida, dá para dizer que sim, este é o caso do maranhense Phabullo Rodrigues da Silva, conhecido e reconhecido pelo seu nome artístico, Pabllo Vittar. Hiperbólica, é a drag queen com mais seguidores no Instagram no mundo e a que possui mais views em um clipe original no YouTube. Não é pouco. Afinal, para chegar a tais marcas, Vittar superou até a ícone norte- americana RuPaul. Detalhe: a brasileira tem apenas 22 anos. Seu sucesso, claro, vai muito além das redes sociais. Afinal, Vittar é um fenômeno – e não por acaso. Além da competência vocal, suas performances incendeiam os fãs. A drag, aliás, garante: só diz que “mineiro é quietinho” quem não foi a uma apresentação sua. Duvida? Bem, coloque na agenda, a artista aporta em BH no próximo sábado (22), quando apresenta seu novo CD, “Vai Passar Mal”. Assim será possível conferir a recíproca troca de calor entre artista e público. Vale dizer, seus hits fundamentais estão no novo álbum. “K.O.”, por exemplo, é o maior clipe viral de estreia lançado por uma artista drag queen em todo o mundo – hoje, supera os 55 milhões de views no YouTube. Já o single “Todo Dia”, parceria com o rapper paulista Rico Dalasam, ganhou as ruas e foi o hit do Carnaval deste ano.

Sáb. 22.jul

RODOLFO MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO

Maior viral de estreia de uma drag queen, Pabllo Vittar vira uma boxeadora no clipe de “K.O.”

ONIPRESENTE Além da carreira musical, Vittar participa do programa “Amor & Sexo”, da Rede Globo, e estrela campanhas de marcas nacionais e internacionais, sempre consciente do poder político do seu corpo.

“

Quem fala que mineiro é ‘quietin’ é porque nunca foi nos meus shows por aqui

“É importante mostrar para as grandes marcas que também consumimos, que também queremos produtos que nos complete”, argumenta, frisando que “estar junto de marcas como Avon, Chilli Beans e Adidas nesse momento de mudança é uma honra”. Para ela, sua presença nestas searas, que, olhando para trás, não encontra correspondentes, demonstra que os discursos progressistas em relação à sexualidade e identidade de gênero avançam no país. “A passos de formiga, mas sim”, contemporiza. “Esses assuntos não eram falados, não eram debatidos. Hoje, vemos que esses assuntos estão em pauta em todo canto e isso é importantíssimo”, analisa Vittar. A artista não esconde o or-

gulho por seu reconhecimento como uma das maiores artistas drag queens do mundo. “Acho de extrema importância que junto a cada conquista, de qualquer drag no mundo, levemos nossa arte com a gente. Para mim representa o reconhecimento do meu trabalho e que estou no caminho certo”, pontua. Vittar também está atenta ao alcance crescente de sua audiência. “Esses números são termômetros da nossa carreira”, diz. “Há tempos atrás era a quantidade de discos físicos vendidos, hoje somamos os nossos plays em plataformas de streaming”, aponta a artista que, como outros de sua geração, impulsionaram sua carreira correndo por fora das gravadoras.

UNIVERSAL Emprestando sua projeção à causa LGBT e abraçando a bandeira da diversidade, Vittar, que se identifica como gênero fluido, faz da música instrumento de comunicação universal. “A música

“

Essas ‘diferenças’ e ‘rótulos’ que nos são impostos são bobagens, todos somos iguais

veio pra unir e, não, separar! Levo minha música como uma arma pra mostrar que todas essas ‘diferenças’ e ‘rótulos’ que nos são impostos são bobagens, todos somos iguais e buscamos a felicidade do mesmo jeito!”, diz. Misturando pop e ritmos brasileiros, a versatilidade de Vittar é denunciada por suas parcerias. Recentemente, ela participou da gravação da música e clipe “Sua Cara”, de Anitta. Gravada no Marrocos, a produção contou também com o grupo de música eletrônica Major Lazer. Hoje, Vittar sonha com muitas outras possibilidades. “Se eu for listar as parcerias que ainda quero fazer, não ia caber nessa entrevista”, ri. “Tem muito artista que me inspira e que quero trabalhar junto”, completa. Mas a drag adianta nomes com quem, em breve, vai dividir a cena. “Tem a parceria com a minha mana Preta Gil que sai logo logo e mais algumas supresinhas este ano, além do meu clipe com o Mateus Carrilho e talvez mais dois singles”, comenta. A caminho de BH, Vittar se gaba de conhecer bem os mineiros. Afinal, desde 2013, vive em Uberlândia. “Sou mineira de coração! É um Estado que me adotou e me abraçou de uma forma inexplicável”, elogia, completando que “o encontro com o público daqui é sempre explosivo”.

VHS Sem >Frescuras

Com Pabllo Vittar. O Mercado (av. Olegário Maciel, 742, 3° andar, Centro). Dia 22 (sábado), às 22h. Ingressos esgotados.

Celebração ao tropicalismo Sex. 21.jul

FERNANDO PRATES/DIVULGAÇÃO

Nem Secos revisita as canções que revolucionaram a MPB

O embrião do tropicalismo foi o Festival de Música Popular Brasileira de 1967 com a estreia de “Alegria, Alegria” e “Domingo no Parque”, mas é em “Tropicália ou Panis et Circense” que se tem a consolidação do movimento. O disco, conduzido pelos jovens Gilberto Gil e o amigo Caetano Veloso, amontoou uma série de referências da cultura popular brasileira e as despejou no caldeirão psicodélico que foram os últimos anos da década de 60. Em 2017, essa história completa 50 anos e o legado desses artistas ainda reverbe-

ra em homenagens. É sobre este mote que a banda belohorizontina Nem Secos convida artistas da cena independente da capital para o espetáculo “Nem Secos – Tropicália 50 anos”. “Fazemos este show sobre a Tropicália desde 2005. Ele traz o álbum de 1968 e também outras obras que englobam o movimento: o disco de Caetano em Londres, o da Gal Costa de 1969. É um recorte entre o final da década de 60 e o início dos anos 70”, afirma Carlos Linhares, baixista da banda. “Nesta edição, trazemos os convidados

para abrilhantar a apresentação. São músicos que também caminham por essa proposta de um som com diversidade e voltado para as estéticas brasileiras”, finaliza. O leque é extenso e diverso. Com a banda, subirão ao palco Deh Mussulini, Dolly Piercing, Guilherme Ventura, Maíra Baldaia, Mayra Morais, Michelle Oliveira, Nobat, Robert Frank, Roger Deff e Sérgio Pererê. “A estética que o movimento inaugura é bem necessária novamente”, diz Carlos. A experimentação musical e o acolhimento de referências

estrangeiras foi a marca daquela nova “antropofagia cultural”. Este conceito, além de dar cores quentes, ritmos complexos e timbres dissonantes à música brasileira, trouxe “discursos de tolerância e libertação não só da arte, mas também das sociedade, que vivia tempos autoritários”. * João H. Motta, sob supervisão de Marília Mendonça

Nem Secos >Tropicália 50 anos

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 21 (sexta), às 21h. R$ 20 (inteira)


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MÚSICA Tempo de distribuir sementes Patrícia O nome é puCassese ra poesia, mas, por trás, há toda uma história. “‘Jardim-Pomar’ é parte de um verso de ‘Concórdia’ (faixa do novo disco) e que, surpreendente e coincidentemente, é uma expressão ou termo que encontrei em repetidas páginas do livro ‘A Idade do Serrote’, de Murilo Mendes”, rememora Nando Reis, sobre o título de seu mais recente trabalho. “Não tive dúvidas, escolhi como palavra-chave para batizar o disco. Até mesmo porque ‘Pomar’ é o nome da música que cantei na primeira vez em que subi num palco, em 1979, em um festival (que ganhei) com a minha primeira banda, Os Camarões”, completa o cantor e compositor, que volta a BH como um dos destaques do evento Winter Spirit, no próximo sábado (22), na Land Spirit. Também nome da nova turnê, o espetáculo tem como pilar, claro, as músicas do disco homônimo. “Caso de ‘Só Posso Dizer’, primeiro single que lançamos, e ‘Inimitável’, a segunda que estamos trabalhando”. Mas Nando conta que também quis misturar “de tudo um pouco”. “Tem músicas da minha carreira solo, como ‘All Star’, ‘Reli-

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THIAGO BERNARDES/DIVULGAÇÃO

O “ruivão” Nando Reis leva sua mescla de rock, folk e indie ao Land Spirit

cário’ e ‘Segundo Sol’, e músicas minhas da época dos Titãs, como ‘Marvin’”. “‘All Star’ é uma das músicas que sempre estiveram em todas as minhas turnês. É uma escolha pessoal, mas que sempre agrada ao público. Outros sucessos também são sempre pedidos e a gente vai organizando com as inéditas, a cada turnê”. SEMEAR Um diferencial da tour é que Nando Reis aprovei-

ta os shows para distribuir... sementes! “Achei que tinha tudo a ver com o nome e a proposta do CD, e com a minha preocupação com o meio-ambiente. A ideia é distribuir sementes de árvores nativas de cada bioma do país. Com isso, quero criar a consciência ambiental e alertar para a importância de se preservar e plantar”, explica o “Ruivão”. Reis segue: “A campanha tem sido feita para um

bioma de cada região do país (Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, entre outras). Cada sachê contém três espécies. O projeto tem parceria com Nik Sabey, ambientalista que atua no resgate da biodiversidade local, através da iniciativa ‘Novas Árvores Por Aí’, que organiza e promove planos coletivos de árvores nativas”. Outro diferencial é que os shows são disponibilizados como “discos ao vivo”, para download. “Em parce-

ria com a OneRpm, estamos lançando um álbum por show para que os fãs possam ter cada apresentação. Cada lançamento está sempre disponível em todas as plataformas digitais, alguns dias após a realização do show. É só o tempo de masterizar as músicas”, avisa. TRINCA DE ASES No segundo semestre, Nando Reis entra em turnê com Gilberto Gil e Gal Costa, no projeto “Trinca

de Ases”. “A ideia foi do Gil, e a primeira apresentação que fizemos foi ano passado, em homenagem ao que seria o centenário de nascimento do Ulisses Guimarães, lá em Brasília. Foi uma apresentação muito bacana, em pequenos blocos, dentro de um contexto. Só a oportunidade de ser convidado e de fazer parte do projeto naquela época já foi a realização de um sonho”, confidencia. Para as apresentações deste ano, Nando Reis diz que o repertório ainda está sendo montado. “Mas sabemos que terá músicas dos três, e coisa inédita também. Um pouco de tudo. A turnê será em agosto e, claro, estou muito feliz em poder cantar ao lado de dois artistas tão importantes para mim. Estou encantado, a minha formação, não só como músico, mas como indivíduo, tem muito da influência dos dois, ao lado de Caetano também”, salienta.

> Winter Spirit

Com Nando Reis + banda JPG, grupo Chama o Síndico e DJ Jaka. Land Spirit (BR 356, 7575, KM 7,5, Olhos d'Água). Dia 22 (sábado). Das 21h às 5h. R$ 100 (2º lote). Pontos de venda: Sympla, Central dos Eventos e Chilli Beans (Diamond Mall, Pátio Savassi e BH Shopping).

Sorriso Maroto e também cult Após o sucesso retumbante nos anos 1990, há alguns anos grupos de samba como Sorriso Maroto, Molejo e Raça Negra entraram num certo ostracismo e já não figuravam entre as bandas de maior sucesso do Brasil. Mas agora, com o advento das redes sociais, o cancioneiro desses grupos volta com tudo aos holofotes e voltam a ser os queridinhos das festas e baladas. Não demorou para que sua música se tornasse cult. E é sob esta vestimenta que o Sorriso Maroto se apresenta em Belo Horizonte no próximo sábado (22). “O que vem acontecendo eu vejo como um novo movimento que se fortifica em festas temáticas”, arrisca Bruno Cardoso, vocalista do grupo. Vale dizer, a musicalidade do Sorriso não passa in-

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cólume a essa nova safra de fãs. “O que o público curte também é um fator que nos influencia. Fatalmente, há mudanças causadas por toda influência musical externa”, diz Bruno. E para além do diálogo com sua audiência cativa, o grupo não tem me-

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO

Sorriso Maroto lembra trajetória de 20 anos em novo show

do de enveredar por uma miscelânea de parcerias. Já pensando nos 20 anos que completarão no próximo ano, Bruno lembra que muitos e variados nomes atravessaram a história do Sorriso. Ele cita, por exemplo, Arlindo Cruz, Roupa No-

va, Brian Mcknight, Ivete Sangalo, Jorge e Mateus e Anitta. “Acreditamos muito em afinidade pessoal e musical. Todos esses são amigos”, frisa. Ao falar dos sonhos da banda para o futuro, Bruno não hesita: “Acreditamos

muito no improvável”, diz. Para o futuro, ambiciona dividir músicas com o Fundo de Quintal, Justin Timberlake e U2. Mas, por enquanto, a banda quer mesmo é divulgar “De Volta Para o Amanhã”, CD lançado em 2016, que será apresentado no show em BH. O novo álbum, lembra Bruno, “surgiu de uma carência ou até mesmo uma insatisfação com o processo comum de gravação”. Ele frisa que o grupo queria “testar, fazer algo diferente”. Para isso, as gravações não foram feitas em estúdio, mas em um casarão, na Zona Sul do Rio. “Irmos pra uma casa foi voltar no tempo. Foi reviver os ensaios que fazíamos na casa do Cris (Oliveira) no início da carreira”, comenta. Mais que nostalgia, a empreitada também foi desafiadora. “Gravar num ambiente

não preparado acusticamente foi algo gostoso de superar”. Para o show na capital mineira, o Sorriso Maroto promete percorrer toda sua história musical. “Antigos e novos sucessos estarão presentes”, garante Bruno. Aliás, o show na cidade tem tudo para ser memorável, visto que a última passagem por aqui, em fevereiro passado foi, nas palavras do vocalista, histórica. “Ao terminar uma sequência de sucessos, no primeiro segundo de silêncio, a galera começou a gritar o nome da banda. Isso durou em média cinco minutos. Foi incrível sentir aquilo”, lembra. (Alex Bessas)

> Sorriso Maroto

Km de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Dia 22 (sábado), às 23h. Entre R$ 48 e R$ 100 (inteira). Ingressos em ticketsforfun.com.br.


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MÚSICA sábado (15) BARÃO VERMELHO Show apresenta Rodrigo Suricato como novo vocalista da banda. KM de Vantagem Hall (av. Nossa Senhora, 230, São Pedro). Às 22h. De R$ 80 a R$ 130 (inteiras).

FELIPE DINIZ/DIVULGAÇÃO FACEBOOK

VIOLINHA CONTADEIRA Show de Paulo Freire para toda a família. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 16h. R$ 10 (inteira)

& Os Seletores de 6 BNegão Frequência volta ao Mercado A banda carioca comandada pelo rapper BNegão realiza show no Festival de Inverno d’O Mercado. O grupo apresenta o groove de sempre incluindo o repertório de seus três álbuns, destacando o mais recente, “TransmutAção” (2015). A noite ainda conta com show da banda O Caso e discotecagem do Baile da Tereza, Baile do Zen e Palomita DJ. Onde O Mercado (av. Olegário Maciel, 742, centro) Quando Dia 21 (sexta-feira), às 22h Quanto R$ 25 (antecipado), R$ 40 (ingresso duplo). Compras pelo sympla.com

quarta (19) CONFRARIA

BUCHECHA Cantor relembra os clássicos do funk melody como Só Love, Quero te Encontrar. Wood’s BH (Alameda da Serra, 154, Nova Lima). Às 23h. A partir de R$ 30 (feminino) e R$ 50 (masculino)

ELADIO PÉREZ-GONZÁLEZ E BERENICE MENEGALE Duo de canto e piano. Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 20h. R$ 20 (inteira)

FLÁVIO RENEGADO

Post-rock Instrumental. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h30. R$ 10 (inteira)

THE CURE - TRIBUTO Celebração do dia do rock comemora os sucessos da banda inglesa. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

quinta (20) DUZÃO MORTIMER E LEO LIMA

Cantor apresenta homenagem a Jorge Ben Jor. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 30 (inteira)

Duzão lança o álbum “Homem Laboratório” e Leo lança “Tranquilo e Sereno”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 21h. R$ 20 (antecipado) e R$ 30 (portaria)

LABIRINTO

SHEENA YE

Lançamento do vinil de “Gehenna”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 25

SUGAR KANE E PENSE Show de rock independente. Abertura da Banda Escória. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 25 (antecipado)

domingo (16) CLEUSA BENFICA Cantora apresenta o show “Eu e o Tempo”, com histórias da MPB. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Às 19h30. R$ 30 (inteira)

Banda goiana apresenta o álbum “Seu Tempo Acabou”. Abertura com The Killer Moons. A Obra (r. Rio Grande do Norte, 1.168, Funcionários). Às 20h. R$ 15

ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS A Orquestra filamônica convida o premiado pianista Leonardo Hilsdorf para dois concertos nos dias 20 e 21 de julho. Nos concertos, interpreta obras de Chopin, Miranda e Berlioz. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 20h30, nos dois dias. A partir de R$ 40 (Balcão Palco)

RICARDO LAF/DIVULGAÇÃO

do Baile apresenta 6 Casa as Rainhas do Rádio

O Circuito Pampulha Noturno apresenta o espetáculo “As Rainhas do Rádio”, uma pesquisa da artista Celinha Braga sobre as performances de intérpretes da Era de Ouro do Rádio, como Emilinha Borba, Marlene, Ângela Maria e Dalva de Oliveira. A programação do circuito traz ainda atrações para outros aparelhos do complexo da Pampulha, como a tradicional roda de choro na Casa Kubitschek e outros. Onde Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha) Quando Dia 18 (terça-feira), a partir das 19h Quanto Entrada gratuita


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INVERNO DAS ARTES O poderio de Zaika Seg. 17. jul.

Com previsão de lançamento no primeiro semestre de 2018, “Akofena”, segundo disco de Zaika Dos Santos, será apresentado completo para o público do 3º Inverno das Artes. Nesta segunda (17), na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, a belohorizontina ocupa o palco junto ao produtor Dubalizer e ao DJ ED. O petardo, na verdade, está gravado desde 2015, e não foi lançado ainda apenas por questões de direitos autorais: para citar exemplos, em uma faixa, ela trabalha com um sampler de João Bosco, em outro, com o da voz de Sueli Carneiro, filósofa e ativista pela qual Zaika não esconde a admiração. Disco e show enfatizam o lugar de fala da mulher negra, mas ampliam o espectro incorporando também questões como a preservação das matrizes africanas. Patrícia Cassese

Pela multiplicidade de seu saber artístico – além de cantora e compositora, é arteeducadora, trançadeira, produtora cultural, graduada em audiovisual e web designer –, Zaika não entende a música como seu único pilar. Mas pondera que esse universo tem, sim, lhe dado muito respaldo – hoje, se reconhece como um expoente da música eletrônica. A artista também enfatiza o fato de não ser, em sua trajetória, afetada pelo fator pressa. “De verdade, não lido com a música – e com a arte de uma maneira geral – com

desespero, e sim com a vontade de dizer o que entendo ser necessário, o que é interessante para mim. De transformar isso em um processo público, para potencializar essa fala”, diz ela, cujo trânsito por territórios artísticos foi quase um processo orgânico. “Sou do Aglomerado da Serra, meu pai é produtor cultural e minha mãe, Selma Santos, cantora. Sempre transitei muito no meio cultural, inclusive quando morei em Contagem, onde atuei bastante com o hip hop”. Além da influência materna – “quando era criança, ela sem-

HUMBERTO MAURO EXIBE RAUOL PECK Cinema Entre os dias 21 e 27, o Inverno das Artes apresenta mostra do haitiano Raoul Peck, indicado ao Oscar de Melhor Documentário 2016, por “Eu Não Sou Seu Negro”. São sete filmes, como “Canto do Haiti”, “O Homem das Docas” ou “Lumumba”. Na Sala Humberto Mauro. Entrada gratuita.

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pre me levava aos estúdios, assim como a peças teatrais, ao cinema” –, Zaika ressalva a influência de duas tias: na escrita, de Telma, já falecida, e, como trançadeira, de Nilma, que chegou a trabalhar no Salão Betina, um dos precursores, em BH, da beleza afro. “Se você me pedir para listar as minhas influências, poderia citar várias, mas a verdade é que se cheguei a elas, foi por influência da minha mãe e das minhas tias”. E por falar em tranças, Zaika acaba de encerrar a performance “Nagô”, seu Trabalho de Conclusão de Curso da Guignard. Nele, a moça trançou o cabelo com o objetivo “de enraizar, alongar e desconstruir conceitos e ideias”. Em um segundo momento, foi à praça Sete, onde aferiu reações das mais diversas. “Uma coisa muito bacana foi o carinho que recebi das pessoas”, conclui.

> Zaika Dos Santos

Sala Juvenal Dias (av. Afonso Pena, 1537). Dia 17 (segunda), às 20h30. R$ 40 (inteira)

Zaika mostrará, no show, as faixas do disco “Akofena”


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CINEMA DISNEY/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 15 (sábado) e 16 (domingo)

pré-estreias EM RITMO DE FUGA (Baby Driver, EUA, 2017, 2h03min, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Lily James e Jamie Foxx. O jovem Baby precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que o perturba desde a infância. Mesmo assim, trabalha para uma gangue como motorista. Quando um assalto não sai como planejado, sai em fuga. BH Shoppinh 10: 19h (somente sábado) Boulevard 1: 21h25 (somente sábado) Cidade 1: 21h (*) (somente sábado) Contagem 5: 21h15 (*) (somente sábado) Del Rey 4: 21h (somente sábado) Partage Shopping Betim 2: 20h40 (*) (somente sábado) Pátio Savassi 8: 20h50 (somente sábado) (*) Sessões dubladas

GATOS (Kedi, Turquia, 2016, 1h19min, Livre) Dir. Ceyda Torun. Milhares de gatos vagam por Istambul, servindo como espelhos para as pessoas, permitindolhes refletir sobre suas vidas. Belas 2: 18h

MONSIEUR & MADAME ADELMAN (Monsieur et Madame Adelman, França, 2016, 2h, 16 anos) Dir. Nicolas Bedos. Com Doria Tillier, Nicolas Bedo. Por mais de 45 anos, Sarah e Victor estiveram juntos. Mas quem realmente é essa mulher que sempre viveu à sombra do marido? Ponteio 4: 21h (somente sábado)

D.P.A – O FILME (Brasil, 2016, 1h30min, Livre) Dir. André Pellenz. Com Letícia Braga, Anderson Lima. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – são confrontados com o maior caso de suas vidas: salvar o próprio edifício da destruição. BH Shopping 6: 15h, 17h40, 20h Big Shopping 3: 14h15, 16h15 Boulevard 5: 14h20, 16h10 Cidade 1: 12h20 (só sábado), 14h10 (só domingo), 14h20 (só sábado), 18h30 (só domingo) Contagem 7: 14h10, 18h40 Del Rey 4: 13h10, 17h10 Diamond 2: 14h20, 19h20 Itaú Power 4: 14h20, 16h20 Minas 6: 14h20, 16h20 Monte Carmo 4: 14h20, 16h20 Paragem 4: 14h20, 16h20 Partage Shopping Betim 5: 14h50, 17h05, 19h30, 21h50 Pátio Savassi 8: 13h40, 15h50, 18h10 Shopping Norte 3: 14h15, 16h15 Via Shopping 5: 16h30, 20h30

estreias CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49min, Livre) Dir. Brian Fee. Durante mais uma disputa, Relâmpago McQueen acelera demais e perde o controle. Com os estragos, pode ter que se aposentar de vez. Betim 2: 14h, 16h20, 18h40, 20h50 BH Shopping 9: 13h40, 19h45

Big Shopping 3: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Big Shopping 5: 14h30, 18h30 Boulevard 3: 12h30, 14h30, 16h55, 19h10, 21h15 Cidade 2: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 Cidade 3: 13h30, 15h45 Contagem 2: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 Contagem 8: 14h10, 16h20, 18h30 Del Rey 5: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 Del Rey 7: 14h, 16h10 Diamond 3: 13h40, 19h35 Diamond 5: 12h10, 14h40, 17h20, 20h Itaú Power 3: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h15 Minas 3: 12h30, 14h40, 16h50, 19h,e 21h15 Monte Carmo 3: 12h30, 14h40, 16h50, 19h e 21h10 Paragem 2: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 Partage Shopping Betim 6: 12h40 (e), 13h20 (somente sábado), 18h (e), 19h20 (somente sábado) Pátio Savassi 1: 15h30 Shopping Norte 5: 16h20, 20h20 Via Shopping 3: 12h30, 14h40, 16h50, 19h, 21h10 Sessões 3D: BH Shopping 4:12h, 16h05, 18h40, 21h35 BH Shopping 3: 13h10, 19h15 BH Shopping 8: 11h40, 14h20, 17h50, 20h30 Boulevard 2: 12h50, 17h10, 21h20 Cidade 5: 12h40, 16h40, 20h50 Contagem 1: 13h50, 16h05 Del Rey 1: 12h40, 16h40, 20h50 Diamond 1: 13h, 16h Itaú Power 6: 12h40, 16h40, 20h50 Minas 2: 12h40, 16h40, 21h Monte Carmo 5: 13h40, 16h Paragem 5: 13h40, 16h Partage Shopping Betim 4: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Partage Shopping Betim 5: 15h30 (somente domingo), 15h50 (somente sábado), 20h30 (somente domingo), 22h10 (somente sábado) Shopping Norte 2: 14h30 (*), 18h30 (*) Pátio Savassi 5: 12h, 14h30, 17h30, 20h20 , 23h10 (somente sábado) Pátio Savassi 5: 12h, 14h30, 17h30, 20h20, 23h10 (somente sábado) Pátio Savassi 6: 13h25, 13h30, 16h, 18h50, 21h20 (todos os horários somente domingo) Via Shopping 4: 13h40, 16h (*) Sessões dubladas

Novo capítulo da saga da Pixar, “Carros 3” traz Relâmpago McQueen na iminência da aposentadoria após um acidente Ponteio 2: 15h30, 19h10, 21h15

A VIDA DE UMA MULHER (Une Vie, França, Bélgica, 2016, 2h09min, 14 anos) Dir. Stéphane Brizé. Com Judith Chemla, Jean-Pierre Darroussin. Jeanne retorna à casa após completar os estudos, para ajudar os pais no campo. E se casa com um visconde, mas ele se mostra infiel. Ponteio 4: 16h20, 18h40, 21h (somente sábado)

em cartaz O CÍRCULO (The Circle, EUA, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. James Ponsoldt. Com Emma Watson, John Boyega, Tom Hanks. The Circle é uma das empresas mais poderosas do planeta. Ao ser contratada, Mae fica empolgada, mas percebe que seu papel lá dentro é diferente do que imaginava. BH Shopping 7: 20h50 (só sábado) Pátio Savassi 1: 13h Pátio Savassi 7: 22h

FALA COMIGO (Brasil, 2016, 1h32min, 14 anos) Dir. Felipe Sholl. Com Tom Karabachian, Karine Teles, Denise Fraga. O adolescente Diogo liga para as pacientes de sua mãe, a terapeuta Clarice, enquanto se masturba. Quando ele telefona para ngela, que acaba de se separar do marido, os dois iniciam um relacionamento. Belas 3: 14h, 21h Cine 104: 16h40

O FUTURO PERFEITO (El Futuro Perfecto, Argentina, 2016, 1h05min, livre) Dir. Nele Wohlatz. Com Xiaobin Zhang, Saroj Kumar Malik. Xiaobin tem 17 anos e não fala nada de espanhol quando chega à Argentina. No curso de castelhano, conhece o indiano Vijay. Belas 1: 15h50, 18h50, 20h10 Cine 104: 19h

JULHO-AGOSTO (Juillet Août, França, 2015, 1h36min, 14 anos). Dir. Diastème. Com Alma Jodorowsky, Luna Lou. As irmãs Laura, 14, e Josephine, 18, passam julho com a mãe e o padrasto e agosto com o pai. Durante o período, decisões são tomadas, segredos revelados e relações abaladas. Belas 2: 14h, 16h, 19h40

DIVINAS DIVAS (Brasil, 2017, 1h50, livre) Dir. Leandra Leal. O documentário acompanha o reencontro de oito grandes travestis dos anos 70. Belas 2: 18h30

HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR (Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. BH Shopping 9: 16h20, 22h20 Betim 1: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Big Shopping 3: 18h15 (*), 20h45 (*) Boulevard 4: 12h50, 15h30 (*), 18h20, 21h (*) Cidade 3: 18h, 20h40 Cidade 7: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Contagem 3: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 Contagem 6: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h20 (*), 21h (*) Del Rey 2: 12h30 (somente sábado) (*), 13h (somente domingo) (*), 15h10 (somente sábado) (*), 15h40 (somente domingo) (*), 17h50 (somente sábado) (*), 18h30 (somente domingo) (*), 20h30 (somente sábado), 21h (somente domingo) (*) Cineart Del Rey 3: 12h20 (somente sábado), 12h50 (somente domingo), 15h (somente sábado) (*), 15h30 (somente domingo) (*), 17h40 (somente sábado), 18h10 (somente domingo), 20h20 (somente sábado) (*), 20h50 (somente domingo) (*), 23h (somente sábado) (*) Diamond 3: 16h40, 22h10 Itaú Power 2: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Minas 4: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Monte Carmo 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*)

Paragem 3: 12h50 (*), 15h30, 18h10 (*), 20h50 Partage Shopping Betim 3: 12h30 (*), 15h20 (*), 18h30 (*), 21h30 Partage Shopping Betim 7: 17h50 (*), 21h (*) Pátio Savassi 1: 18h20, 21h30 Shopping Norte 1: 15h20 (*), 18h (*), 20h40 (*) Shopping Norte 3: 18h15 (*), 20h45 (*) Via Shopping 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h20 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 12h15(*), 15h20 (*), 18h20 (*), 21h20 BH Shopping 2: 11h20, 14h25, 17h20, 20h20 BH Shopping 3: 15h50, 21h50 Cinesercla Big 1: 15h20 (*), 18h (*), 20h40 (*) Boulevard Imax: 13h (*), 15h45, 18h30 (*), 21h15 Cidade 4: 13h (*), 15h40, 18h20 (*), 21h Contagem 1: 18h20 (*), 21h Diamond 1: 18h30 (*), 21h55 (*) Diamond 4: 12h (*), 15h (*), 18h, 21h20 Itaú Power 5: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Minas 1: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 Monte Carmo 5: 18h10 (*), 20h50 Paragem 5: 18h10 (*), 20h50 Partage Shopping Betim 1: 13h (*), 16h (*), 19h (*), 22h (*) Ponteio Premier: 13h20, 16h, 18h40, 21h10 Pátio Savassi 3: 13h10, 16h10, 19h10, 22h10 Pátio Savassi 4: 11h30, 14h40, 17h40, 20h40 Via Shopping 4: 18h10 (*), 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

UMA FAMÍLIA DE DOIS (Demain Tout Commence, França, 2017, 1h58, 12 anos) Dir. Hugo Gélin. Com Omar Sy, Antoine Bertrand, Clémence Poésy. Samuel cria a filha, Glória, sozinho. Oito anos depois, a mãe quer recuperar a menina. Belas 2: 21h40 Ponteio 4: 14h

UM INSTANTE DE AMOR (Mal de Pierres, França/ Bélgica, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Nicole Garcia. Com Marion Cotillard, Alex Brendemühl, Louis Garrel. Gabrielle não sabe lidar com seus impulsos sexuais. Sua mãe arma seu casamento com José, mas, após um aborto, ela se apaixona por um tenente à beira da morte. Cine 104: 20h15

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os Minions. Betim 3: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 BH Shopping 7: 10h50, 13h05, 16h, 18h30

BH Shopping 10: 14h, 16h40 Big Shopping 4: 14h25, 16h25, 18h25, 20h25 Boulevard 1: 13h, 15h05, 17h10, 19h15 Cidade 8: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 e 21h10 Contagem 4: 14h10, 16h20, 18h30 e 20h40 Contagem 5: 13h30, 15h05, 17h10, 19h15 e 21h Del Rey 4: 15h10, 18h50 e 21h Del Rey 6: 12h50, 14h50, 17h, 19h10, 21h15 Diamond 2: 17h05, 21h40 Diamond 5: 16h20, 18h50 e 21h Diamond 6: 14h00 Itaú Power 1: 13h, 15h, 17h10, 19h10, 20h50 Minas 5: 12h45, 14h50, 17h, 19h10, 21h20 Monte Carmo 1: 14h , 16h10, 18h20 , 20h30 Paragem 1: 12h40, 14h50, 17h, 19h, 21h Partage Shopping Betim 2: 14h Partage Shopping Betim 3: 13h10 e 15h40 Pátio Savassi: 16h20, 18h30 e 21h Pátio Savassi 2: 11h40, 14h Pátio Savassi 3: 12h20, 15h, 17h10, 19h40 Shopping Norte 5: 14h20 e 18h20 Via Shopping 1: 12h50, 14h50, 16h55, 19h, 21h05 Sessões 3D: BH Shopping 5: 14h50, 17h15, 19h30, 22h Big Shopping 5: 16h30, 20h30 Boulevard 2: 15h05, 19h20 Cidade 5: 14h40, 18h50 Del Rey 1: 14h40, 18h50 Itaú Power 6: 14h40, 18h50 Minas 2: 14h40, 18h50 Partage Shopping Betim 1: 16h10, 18h15, 20h50, 18h20 (somente sábado) Ponteio 3: 13h20, 15h20, 17h25 Shopping Norte 2: 16h30, 20h30 (*) Sessões dubladas

MEUS 15 ANOS (Brasil, 2017, 1h34, 10 anos) Dir. Caroline Fioratti. Com Larissa Manoela, Daniel Botelho, Rafael Infante. Aos 14 anos, Bia descobre que vai ganhar uma grande festa de 15 anos. Mas não tem muitos amigos para convidar ao evento. BH Shopping 6: 12h30 BH Shopping 9: 11h05 Paragem 4: 18h30

MULHER-MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai na sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra se espalha pelo mundo e deixa seu lar, certa de que pode parar o conflito. BH Shopping 10: 22h30 (somente sábado) Boulevard 5: 18h10, 20h50 Cidade 6: 13h (*), 18h15 (*), 21h (*) Contagem 7: 16h (*), 20h30 (*) Del Rey 6: 23h10 Del Rey 7: 18h20, 21h Itaú Power 4: 18h20 (*), 21h (*) Minas 6: 18h20 (*), 21h (*)

Monte Carmo 4: 18h20 (*), 21h30 (*) Pátio Savassi 8: 20h50(somente domingo), 23h20(somente sábado) (*) Sessões dubladas

A MÚMIA (The Mummy, EUA, 2017, 1h51, 12 anos) Dir. Alex Kurtzman. Com Tom Cruise, Annabelle Wallis, Russell Crowe. Nas profundezas do deserto, uma rainha mumificada desperta nos dias atuais e espalha terror, das areias do Oriente Médio aos becos de Londres. Boulevard 1: 19h15 Contagem 8: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

NASCIDA DE NOVO (Brasil, 2016, 2h08, 14 anos) Dir. Mary Grace Hughes. Com Carol Cardoso, Laura de Oliveira, Nicoly Ribeiro. A história de superação de uma menina que vive entre dois mundos: o real e o sobrenatural. Cidade 1: 16h, 16h10 (só no sábado)

PARIS PODE ESPERAR (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin. Anne pega carona de Cannes até Paris com o sócio do marido. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor. Ponteio 3: 19h15, 21h10

PERDIDOS EM PARIS (Lost in Paris, França/ Bélgica, 2017, 1h20, 12 anos) Dir. Fiona Gordon, Dominique Abel. Com Emmanuelle Riva. Fiona é uma bibliotecária canadense que recebe uma carta da tia distante, que pede que ela viaje a Paris, para evitar que seja internada em um asilo. Ponteio 2: 13h50, 17h30

PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017, 2h09, 12 anos) Dir. Joachim Rønning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Brenton Thwaites, Javier Bardem. O capitão Salazar lidera um exército de fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes. Para escapar, Jack Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon. Cidade 1: 20h20 (*), 18h30 (*)(somente sábado) Cidade 6: 15h40 (*) (*) Sessões dubladas

SOUNDTRACK (Brasil, 2017, 1h52, 14 anos) Dir. 300ml. Com Selton Mello, Ralph Ineson, Seu Jorge. Para realizar uma exposição de arte, o fotógrafo Cris viaja até uma estação de pesquisa polar para se isolar e tirar selfies que capturem as sensações causadas por uma série de músicas pré-selecionadas. Belas 3: 16h


almanaque

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CINEMA em cartaz (continuação) UM TIO QUASE PERFEITO (Brasil, 2017, 1h36, livre) Dir. Pedro Antonio. Com Marcus Majella, Ana Lúcia Torre, Letícia Isnard. Tony e sua mãe Cecília são malandros trambiqueiros. Despejados, procuram Angela, filha de Cecília que recebeu uma promoção e deixa seus três filhos sob os cuidados do tio Tony. Paragem 4: 20h40

mostras STUDIO GHIBLI (*) Mostra exibe clássicos de animação do estúdio japonês Sábado (15) 17h “PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins” (Heisei tanuki gassen ponpoko, JAP, 1994, 1h59) Dir. Isao Takahata 19h15 “Vidas ao Vento” (Kaze tachinu, JAP, 2013, 2h06) Dir. Hayao Miyazaki 21h30 “Sussurros do Coração” (Mimi wo sumaseba, JAP, 1995, 1h51) Dir. Yoshifumi Kondô Domingo (16) 14h30 “O Reino dos Gatos” (Neko no ongaeshi, JAP, 2002, 1h15) Dir. Hiroyuki Morita. Sessão dublada em português 16h “Meus Vizinhos, Os Yamadas” (Hôhokekyo tonari no Yamada-kun, JAP, 1999, 1h44) Dir. Isao Takahata 18h “Túmulo dos Vagalumes” (Hotaru no haka, JAP, 1988, 1h29) Dir. Isao Takahata 20h “O Conto da Princesa Kaguya” (Kaguyahime no monogatari, JAP, 2013, 2h17) Dir. Isao Takahata

PARIS FILMES/DIVULGAÇÃO

Segunda-feira (17) 14h “As Memórias de Marnie” (Omoide no Mânî, JAP, 2014, 1h43) Dir. Hiromasa Yonebayashi 16h “A Viagem de Chihiro” (Sen to Chihiro no Kamikakushi, JAP, 2001, 2h05) Dir. Hayao Miyazaki 18h15 “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (Gake no ue no Ponyo, JAP, 2008, 1h41) Dir. Hayao Miyazaki

de Milão.

Terça-feira (18) 13h “O Castelo Animado” (Hauru no ugoku shiro, JAP, 2004, 1h59) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão dublada em português 15h15 “Porco Rosso: O Último Herói Romântico” (Kurenai no buta, JAP, 1992, 1h34) Dir. Hayao Miyazaki 17h “Da Colina Kokuriko” (Kokuriko-zaka kara, JAP, 2011, 1h31) Dir. Gorô Miyazaki 19h “Contos de Terramar” (Gedo senki, JAP, 2006, 1h55) Dir. Gorô Miyazaki 21h “Vidas ao Vento” (Kaze tachinu, JAP, 2013, 2h06) Dir. Hayao Miyazaki

CINEMA D E FÉRIAS (*)

Quarta-feira (19) 13h “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (Gake no ue no Ponyo, JAP, 2008, 1h41) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão dublada em português 15h “O Castelo Animado” (Hauru no ugoku shiro, JAP, 2004, 1h59) Dir. Hayao Miyazaki 17h15 “O Conto da Princesa Kaguya” (Kaguyahime no monogatari, JAP, 2013, 2h17) Dir. Isao Takahata 19h45 “Meu Amigo Totoro” (Tonari no Totoro, JAP, 1988, 1h26) Dir. Hayao Miyazaki 21h30 “O Reino dos Gatos” (Neko no ongaeshi, JAP, 2002, 1h15) Dir. Hiroyuki Morita Quinta-feira (20)

Domingo (16) 16h “O Barbeiro de Sevilha” (FRA, 2015, 2h35) Dir. Damiano Michieletto. Com ópera Nacional de Paris 19h “A Noiva do Czar” (ALE, 2015, 2h32) Dir. Dmitri Tcherniakov. Com a Ópera Estatal de Berlim

Terça-feira (18) 19h “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (Brasil, 2014, 1h36). Dir. Daniel Ribeiro Quarta-feira (19) 19h “Viver É Fácil De Olhos Fechados” (Espanha, 2013, 1h47). Dir. David Trueba. Quinta-feira (20) 19h “Nós Somos As Melhores” (Suécia, 2013, 1h42). Dir. Lukas Moodysson Sexta-feira (21) 19h “Casa Grande” (Brasil, 2013, 1h55) Dir. Fellipe Gamarano Barbosa

“Detetives do Prédio Azul – O Filme” leva a série de sucesso do canal Gloob para a telona

(*) Sesc Palladium (r. rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita. Retirada de ingresso 30 min. antes. MIS Cine Santa Tereza (*)

14h45 “Memórias de Ontem” (Omohide poro poro/Only Yesterday, JAP, 1991, 1h58) Dir. Isao Takahata 17h História permanente do cinema: “Pai e Filha” (Banshun, JAP, 1949, 1h48) Dir. Yasujiro Ozu . Sessão comentada 19h30 “Meus Vizinhos, Os Yamadas” (Hôhokekyo tonari no Yamadakun, JAP, 1999, 1h44). Dir. Isao Takahata 21h30 “Eu posso Ouvir o Oceano” (GA Umi Kikoeru, JAP, 1993, 1h12) Dir. Tomomi Mochizuki

Mostra reúne a obra do diretor haitiano Sexta-feira (21) 17h “Canto do Haiti” (Haitian Corner, Haiti, 1987, 1h38). 19h “O Homem das Docas” Dir. Raoul Peck (L'Homme sur les Quais, FRA-CAN, 1992, 1h45). 21h “O Lucro e Nada Mais” (Le Profit et Rien D’Autre ou: réflexions abusives sur la lutte des classes, FRA-BEL, 2000, 57 min)

MOSTRA RAOUL PECK (*)

(*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso

Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão

ÓPERA NA TELA (*) Montagens de óperas da temporada 2015/16 no Sesc Palladium. Neste sábado (15) 16h “O Rapto no Arém” (FRA, 2015, 3h) Dir. Zabou Breitman. Com a Ópera Nacional de Paris 19h30 “Aída” (ITA, 2015, 2h30) Dir. Peter Stein. Com Teatro alla Scala,

Domingo (16) 19h Lançamento: curta “Bastão e o Rosário”. Dir. Ana Luísa Cosse. Documentário sobre a história do Congado. Terça-feira (18) 19h30 Cinema Falado: “Bar Esperança” (Brasil, 1983, 2h07) Dir. Hugo Carvana. Sessão comentada por Geraldo Veloso. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita

CASACOR MINAS> Mostra recebe arquitetos, designers, paisagistas, estudantes, entre outros, em BH

Inscrições para visita guiada JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Juliana Morar bem Siqueira na contemporaneidade. Esta é uma das questões que envolvem a 23ª edição da CasaCor Minas Gerais, que está com as inscrições abertas para grupos formados por pessoas que desejam fazer uma visita guiada pelos ambientes no período que compreende a mostra, que é a maior de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado. O agendamento deve ser feito pelo e-mail visita@casacorminas.com. br ou pelo telefone (31) 3286-4587. Neste ano, o evento acontecerá de 12 de agosto a 17 de setembro, no casarão onde um dia já funcionou a Rede Ferroviária Federal S/A (RFFS), na rua Sapucaí, 383, Floresta. Arquitetos, designers, paisagistas, estudantes, entre outros, poderão, por meio dessa ação, conhecer as novidades do segmento e também os bastidores do evento,

que propõe um olhar diferenciado para a cidade e a respeito da maneira como ela vem sendo vista pelos próprios moradores e também por aqueles que vêm de fora do município. Em 2016, foram mais de 40 grupos que participaram da visita guiada. Centenas de pessoas, inclusive, vieram de outras cidades, como Divinópolis, Itaúna, Ouro Preto, Varginha, Governador Valadares, Goiânia (GO), João Pessoa (PB), Natal (RN) e Cabo Frio (RJ), especialmente para isso. A MOSTRA Neste ano, o evento tem como tema “Foco no Essencial”. Esse pensamento acompanha uma tendência que é verificada em todo o mundo, criada a partir dos questionamentos a respeito do excesso de supérfluos em vários segmentos. “A proposta para esta edição é um verdadeiro desafio para que arquitetos, designers de interiores e paisagistas possam sur-

preender o público com projetos que consigam trazer o design para mais perto das pessoas”, salienta Juliana Grillo, diretora da CasaCor Minas. “O espaço que escolhemos para abrigar a mostra deste ano está em perfeita sintonia com sua temática, na medida em que possibilita ambientes mais amplos, com espaços generosos, capazes de trazer muitas possibilidades de reflexão sobre a moradia com foco no essencial. A ideia desta edição é mostrar que a vida pode ser mais simples”, pontua ela. Uma das novidades deste ano são quatro workshops de fabricação digital. Neles, o público poderá ser coautor de um dos ambientes, o chamado Guaja Sapucaí. A participação, porém, não fica por conta somente da concepção do espaço. As pessoas também vão fabricar o mobiliário sob o comando de um pool composto por profissionais experientes, liderados por Denis Fuzii e Rafael Cordeiro.

‘Foco no Essencial’ Tema da edição está relacionado à tendência que é verificada em todo o mundo


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ENCONTRO> SetraBH, Sintram e Fumec apresentam resultados de projeto inédito em Minas Gerais

Sindicatoseuniversidade se reúnempara celebrar parceria FOTOS JOÃO JCLICK/DIVULGAÇÃO

“Estamos Da cumprindo redação o nosso papel”. A frase do presidente da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), Célio Freitas Bouzada, resumiu com clareza as razões da implantação do curso superior de Tecnologia em Transporte Terrestre e os resultados alcançados no primeiro semestre ministrado pela Universidade Fumec. Célio Bouzada é professor e responsável pela disciplina Sistema de Transporte de Passageiros. O curso, que teve início em fevereiro de 2017, é inédito em Minas Gerais e tem por objetivo capacitar profissionais das empresas associadas para atender às demandas relacionadas ao conhecimento técnico e especifico do segmento e promover melhorias na qualidade do serviço prestado às sociedade mineira e belo-horizontina. Criado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) e a Fumec, o projeto, segundo Roberto Zanforlin, coordenador técnico, está com sua primeira turma de 41 alunos sendo instruída em matérias que possibilitarão o atendimento da de-

Grupo Primeira turma do curso superior de Tecnologia em Transporte Terrestre

manda de mobilidade, reivindicada pela sociedade; de eficiência, apresentada pelos órgãos gestores dos sistemas de transporte coletivo por ônibus; e de produtividade, exigida pelas empresas de transporte. “Os resultados alcançados são relevantes”, atestou Willian Camilo, coordenador pedagógico da Fumec, durante encontro de professores e alunos realizado na sede do SetraBH/ Sintram. Ele revelou que o rendimento acadêmico

dos alunos chega a 95%, “alcançando 100% em quatro disciplinas”. As faltas somam menos que 5% e 100% dos alunos recomendam o curso a outras pessoas. ‘Há, ainda, o engajamento exaustivo do SetraBH e do Sintram”, completou o professor. Segundo Márcio Massaud, vice-presidente do SetraBH, “o setor de transporte da capital mineira reconhece o esforço, dedicação e competência dos professores e alunos da pri-

Roberto Zanforlin, Miriam Cançado, Ana Rosa Bonilauri e Ronaldo Luzes reunidos em evento

meira turma do curso superior de Tecnologia em Transporte Terrestre”. Na sua avaliação, eles estão participando de um processo que visa a melhoria do sistema de transporte coletivo oferecido à população de Belo Horizonte e da região metropolitana. “Vocês são privilegiados por participarem deste curso inédito, desta experiência espetacular e de grande importância para o sistema de transporte de passageiros e para os pró-

prios passageiros”, completou Miriam Cançado, diretora de comunicação de marketing do sindicato. HOMENAGEM Na ocasião foram homenageados o diretor da Urca Auto Ônibus, Felipe Nejm Carvalho, que apresentou a proposta de implantação do curso em Belo Horizonte, e o aluno Marcelo Vieira, da Viação Euclásio, autor do slogan do curso: “Estudando o Transporte do Amanhã”.

Também foram apresentados os resultados alcançado pela Universidade Corporativa do Transporte (UCT), do Rio de Janeiro, que formará a sua primeira turma do curso superior de Tecnologia e Transporte Terrestre, com ênfase em transporte de passageiros, este mês. A UCT foi representada na solenidade por sua diretora, Ana Rosa Bonilauri, e por seu gerente, Ronaldo Luzes.

Gerente da Universidade Corporativa do Transporte apresenta resultados de projeto


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estilo REINVENTADO>Maispoderosodoquenunca,rosamarcoupresençanasúltimastemporadasdemoda

Manifesto pink Lorena K. Durante muito tempo, a Martins cor rosa ficou presa a rótu-

FOTOS HENRIQUE GUALTIERI/DIVULGAÇÃO

los como o de se atrelar ao universo da boneca Barbie e o de refletir um romantismo exagerado de quem o usa, bem como o de ser uma forma de designar “coisa de menina” desde a maternidade. Neste ano, porém, a tonalidade mudou radicalmente sua visibilidade e quebrou paradigmas na moda. Longe de representar uma imagem de fragilidade de quem o usa, o rosa foi até batizado de “novo preto” após ser protagonista em red carpets e no street style,

Para provar que o rosa é hot, aposte em suas variadas nuances da cabeça aos pés: Calça Plural, túnica Jardin, cinto Fernanda Torquetti, óculos Ray-Ban para Óticas Diniz e botas Nuu Shoes

além de dar o ar da graça nas últimas temporadas de moda internacionais, nos desfiles de grifes como Balenciaga, Gucci, Céline e Maison Valentino – esta última apresentou, em sua coleção resort 2018 desfilada em maio, o slogam “Pink is Punk”, e deu uma importância maior à cor nos looks da passarela. Todas elas desfilaram desde os tons mais claros e lavados até o clássico pink, tornando-se responsáveis por decretar a renovação de que a tonalidade precisava. “Dentro deste contexto, o rosa perde seu ar doce e ganha frescor, juventude e poder. Usá-lo em roupas de modelagem mais clássica, como a alfaiataria, ou até mesmo juntamente a acessórios com pegada masculina, como o sapato Oxford, traz modernidade ao look”, sugere a consultora de imagem e estilo Juliana Brasil. Para Andrea Kanter, stylist e produtora de moda que assina o editorial destas páginas, os mais de 50 tons de rosa existentes e catalogados – como quartzo rosa, magenta, antigo, bebê, fúcsia e outros – devem ser explorados de forma mais madura, “para quebrar o estigma de ser um tom infantil e dar ainda mais força à feminilidade”. “A cor pode ser muito sensual, e até divertida, se quem a usa souber combinála”, comenta sobre a invasão pink. Por falar em rosa, uma mostra prevista para estrear em setembro do ano que vem, no museu do Fashion Institute of Technology, em Nova York, vai abordar o significado da cor na moda e na arte ao longo do tempo, até ter-se tornado um representante da feminilidade. “Não é porque a pessoa usa o rosa que significa que ela é frágil. Assumir que gosta da nuance, aliás, torna a mulher muito mais forte. Muitas modelos expressivas e de personalidade forte, inclusive, adotaram a cor para as madeixas”, explicou a produtora de moda e de desfiles durante o São Paulo Fashion Week. MILLENNIAL Junto ao movimento que promove o rosa como forte tendência do ano, desponta uma variação menos vibrante da cor, batizada de “millennial” e categorizada como um tom democrático, que reporta à luta pela igualdade de gênero e a outras bandeiras de diversidade empenhadas pelos jovens da geração Y – como Rihanna e Gigi Hadid. Para Juliana Brasil, essa nuance suave, queimada ou pastel, ganhou ares de modernidade e sofisticação e pode transmitir bastante sofisticação se aliada a cores como cinza, branco e nude ou até mesmo a produções monocromáticas. “A elegância e a modernidade relacionadas ao atual rosa millennial fazem com que ele possa ser usado em produções para ocasiões as mais diversas, como o trabalho, explorando peças de alfaiataria ou acessórios no tom, e até mesmo em vestidos de festa para casamentos”, ensina.

FICHA TÉCNICA Fotografia Henrique Gualtieri Styling Andrea Kanter Beleza Erika Ventura Modelo Elle Ferraz (Joy Models) Produção de Moda Camila Moutinho Assistentes de fotografia Sanzio Melo e Augusto Lacerda

Para quebrar o ar de romantismo do pink pastel, invista em modelagens diferenciadas e com recortes estratégicos: Saia Skazi, blusa de manga Vivaz, top Fedra, brincos Fernanda Torquetti e sapatos Nuu Shoes


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estilo

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VITRINE

FOTOS DIVULGAÇÃO

Neste final de semana, acontece a Parada do Orgulho LGBT em Belo Horizonte. Confira alguns produtos de linhas especiais inspiradas nas cores da bandeira do movimento para entra no clima da celebração.

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Um difícil julgamento garota tinha 14 anos de idade; ele, 17 anos e 3 6 4 dias. Por ciúmes, resolveu matála à queima-roupa de maneira fria e premeditada, um dia antes de completar a maioridade penal. E, como se não bastasse, ainda filmou o assassinato e saiu exibindo o vídeo para quem quisesse ver, distribuindo as imagens pelo celular. Após ser descoberto, sem nenhum tipo de emoção ou arrependimento, contou com detalhes como matou a jovem e depois voltou pra casa para assistir e comemorar a vitória de seu time. Se a namorada, morta com um tiro no rosto, fosse assassinada um dia depois, ele pegaria de 12 a 30 anos de cadeia, mas, como no dia do crime ainda era “de menor”, talvez fique uns três anos cumprindo medida socioeducativa em algum centro de recuperação de menores infratores. Além do homicídio, o jovem já tinha uma extensa folha policial em seu currículo: ameaças, lesão corporal, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de armas. Ou seja, já aprontou coisas que muitos “maiores” mal-inten-

A

cionados não ousariam, até porque sabem das consequências que seus atos poderiam lhes trazer. Pois é. Jovens como esse continuarão usando e abusando da prerrogativa da menoridade. Essa condição lhes dá o direito de votar e influenciar nos rumos políticos e econômicos do país, mas, na hora de cometerem crimes, eles são tratados como incapazes de responder por seus atos. Sabe-se que facções criminosas usam cada vez mais adolescentes, especialmente no tráfico, porque os menores, quando são apreendidos, ficam pouco tempo cumprindo medidas socioeducativas. Lembro-me de outro caso, cujo assassino completou a maioridade logo após cometer um latrocínio. Foi para a prisão? Não, no dia do homicídio tinha 17 anos. Dias depois, já com 18 anos, respondeu pelo ato como menor. A vítima? Um jovem estudante de engenharia que, com 21 anos, perdeu sua vida e todo o futuro que tinha pela frente. Os três que o assaltaram, dois deles com 17 anos, confessaram o assassinato com frieza. Foram ouvidos pelo Ministério Público e encaminhados para o “Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional”. Ato infracional? Perguntem à

mãe da vítima se o assassinato de seu filho querido pode se resumir a um ato infracional? E se ela, assim como a maioria da sociedade de bem, consegue imaginar um assassino frio e calculista de 17 anos, perfeitamente sabedor de que estava infringindo a lei, ser tratado como um adolescente inca-

paz de arcar com seus atos? Escrevo este texto incomodada, afinal, a situação é muito mais complexa. Movida pela emoção, a população clama por justiça. Queremos combater as consequências, demonstrando nossa total perplexidade e intolerância à criminalidade, mas nos esquecemos

das causas, do âmago da questão. Trabalhei durante anos em comunidades de extrema carência. Vivenciei os inúmeros problemas e necessidades básicas de seus moradores. Falta-lhes tudo: educação de qualidade, bons exemplos, boas condições de moradia, de higie-

ne, alimentação saudável, uma sólida base familiar, conceitos de cidadania... Não é difícil imaginar que um jovem em formação, atormentado pela pobreza, que vive num mundo onde as drogas e a violência estão no comando, se torne uma presa fácil para uma vida de crimes. Transporto-me para essa realidade e me pergunto: quem sou eu para julgálos? Muitos deles, vítimas de um sistema injusto. Mas, por outro lado, sinto que alguma coisa tem que ser feita. Quero acreditar em mudanças, que ao menos considerem que um jovem que pratica crimes violentos tenha a sua pena estendida após os 18 anos. O que não é mais possível é ver a impunidade, esse festival de barbaridades que vivenciamos no nosso dia a dia, essa tamanha banalização do crime, sustentado por leis frágeis. Chega de presenciar delinquentes, maiores ou menores que sejam, cometendo atrocidades, matando, filmando e ainda, beneficiados pela lei, debochando da sociedade assustada e cansada de digerir tantos abusos. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


WHotelaria. Fera Palace resgata o passado em Salvador. Página 10 HELEN SLOAN/HBO/DIVULGAÇÃO

W Viagens para casal. O Rio de Janeiro para aproveitar a dois. Página 12

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 15/7/2017

O jogo vai recomeçar Sétima temporada de “Game of Thrones” estreia amanhã; conheça os cenários reais da série mais popular de todos os tempos. Páginas 4 a 6

pampulha


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

check-in/ W check-out

sala vip (I) W

Segunda edição do Meet

Pelo segundo ano consecutivo, a operadora paranaense FRT promoveu capacitações no Festival das Cataratas, em Foz do Iguaçu, reu-

nindo fornecedores nacionais e internacionaisno Meet – Mercado de Empreendedores do Turismo. Entre os palestras estavam o

receptivo Brocker Turismo, a representação dos navios da Royal Caribbean, R11, o hotel Porto Seguro Praia e a rede Meliá International, o

Recrutamento de pilotos

receptivo PTA, do Peru, destinos nacionais como Natal e João Pessoa, e internacionais, como Barbados e Turks&Caicos. DAIANE FEDERIZZI/DIVULGAÇÃO

DAIANE FEDERIZZI/DIVULGAÇÃO

A Emirates realizará um roadshow de recrutamento para selecionar pilotos comerciais experientes. As sessões acontecerão nos dias 27/7, às 10h e às 14h, e no dia 28/7, às 10h, no Bourbon Convention Ibirapuera (av. Ibirapuera, 2.927, São Paulo). Os pilotos precisam participar de apenas uma das três sessões, e não é necessária inscrição prévia. Os interessados que não conseguirem participar do roadshow também podem fazer a aplicação online em www.emirates.com/pilots. PAULO CAMPOS

Para pontuar o Meet, a FRT registrou a história (e prestouhomenagem) de seus funcionários nesses últimos 15 anos

Prêmios e sorteios ocorreram durante o evento, além de congraçamentos e tours aos principais atrativos de Foz

PAULO CAMPOS

Viviane Ayres, executiva de contas do Grand Palladium em Minas, Mario Vizzo, diretor comercial para a América Latina do Palladium Group, e Carollina Abud, diretora comercial para o Brasil, que estiveram em Belo Horizonte semana passada visitando parceiros, entre eles as operadoras Viagens Master e Viajar

PAULO CAMPOS

O Clarion e a nova gerência Yuri Victor é o novo gerente de vendas do Clarion Hotel Lourdes. Um dos objetivos, segundo ele, é tornar a marca Clarion ainda mais conhecida na capital mineira. O hotel, sob a gerência geral da competente Ana Júlia Vilela, é um dos melhores de Belo Horizonte pelo ótimo atendimento, localização estratégica e conforto. O Clarion é ainda pet friendly, está próximo à nova área gastronômica da cidade e oferece saboroso café da manhã, parceria com a Sophia Café. Tudo com toque mineiro.

Danielle Meirelles, diretora da FRT, entre os representantes da operadora em Minas Gerais João Cruz e Rodrigo Oliveira

Ariva Neves, gerente de marketing da FRT, entre Lúcio do Carmo e Donizete, da equipe do Porto Seguro Praia Hotel

PAULO CAMPOS

DAIANE FEDERIZZI/DIVULGAÇÃO

Novo chef no Toscanini Apaixonado por vinho, pela cidade natal e pela profissão. Esse é o perfil do novo chef executivo do Empório Toscanini, Mário Resende, 22. Natural da capital paraense, Belém, onde viveu até recentemente e descobriu sua paixão pela gastronomia, ele desembarca na capital mineira com o desafio de apresentar o melhor da gastronomia. De acordo com o chef, o Empório Toscanini será um espaço para os produtos de Minas Gerais, do Pará e do mundo.

Turismo LGBT Andreas Schumann, Fernanda, Ângelo Sanches (secretário de Turismo de Canela), Ademir Loesch (Recanto da Serra), Carlise Bianche (Brocker), Cleiton e Fábio Montagna (Recanto da Serra)

O salão do centro de convenções do Recanto das Cataratas ficou lotado nos dois dias do evento; a ideia do encontro é valorizar o conceito da experiência e os diferenciais da FRT

O Airbnb, plataforma de compartilhamento de lares do mundo, afiliou-se à Associação Internacional para o Turismo LGBT (ILGTA, na sigla em inglês), líder mundial no turismo do segmento. A IGLTA foi fundada em 1983 por agentes de viagens gays e lésbicas e proprietários de pousada e agora opera em mais de 70 países.

Wsala vip (II) Arraial leva animação ao Mercure Lourdes EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Cássio Amadigi (Caesar Belvedere e Mercure Vila da Serra), Vítor Lecas (Kroton) e Fernanda Sacramento e Rodrigo Mangerotti (Mercure)

Paulo Oliveira (Lagoa dos Ingleses), Guilherme Sanson (Ibis), Francely Lopes (Vila da Serra) e Guilherme Mendes (gerente regional da Accor)

Da operadora Primus Turismo, o quarteto animado formado por Mônica Muniz, Semiramis Urbani, Cláudia Nascimento e Val Cordeiro

Amanda Xavier e Carolina Silva (da agência especializada em viagens para casal e destination wedding, Honeymoon) e Veronica Coronel (Ibis)


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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A Muralha (I)

Islândia abriga terras do norte Um dos territórios mais frios do mundo, a Islândia abriga as terras do Norte e os acontecimentos da Muralhas. As filmagens foram em Höfoabrekkuheioi, lago Myvatn e geleiras Myrdalsjokull e Vatnajökull (ocupa 8% do país e é o maior glaciar da Europa). No Thingvellir teve a luta entre Brienne e Sandor Clegane, o Cão.

turismo

‘Game of Thrones’

Cenários reais a serem visitados pelo mundo Castelos, fortes, pontes, litoral e florestas de paísescomo Islândia, Croácia,Malta,Irlanda,Escócia,e,entre outros, Espanhaderam vidaà série

MICHAL OSMENDA/COMMONS/WIKI

Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

A Muralha (II)

Áreas nevadas e fonte termal A região de Thingvellir, de formações rochosas e vulcânicas, representa a porção norte de Westeros. Na caverna de lava Grjótagjá, em Reykjahlid, onde as águas podem chegar a 45°C, foi onde Jon Snow e a selvagem Ygritte se aqueceram do frio congelante – ali, no inverno, a temperatura chega a -8°C. MICHAL OSMENDA/COMMONS/WIKI

As batalhas épicas, as intrigas palacianas e as traições que compõem o mundo imaginário de “Game of Thrones” começam, a partir de amanhã – quando estreia a sétima e penúltima temporada da série, da HBO –, a se despedir do público fiel que arrebanhou ao redor do mundo. Porém, mais do que deixar a iminente saudade da saga de unificação dos sete reinos e conquista final do Trono de Ferro, prevista na última temporada, a série tem legado a seus expectadores incríveis cenários, que, reais, inspiram viajantes a seguir os passos de seus personagens. Tais locações são atrativos turístico-culturais – muitos deles eleitos como Patrimônios Culturais da Humanidade, pela Unesco – de países como Islândia, Croácia, Malta, Irlanda do Norte, Escócia, Espanha e Marrocos, que “emprestam” castelos, fortes, pontes, litoral, campos e florestas à imaginária terra de Westeros e alémmar. Então, que tal colocar

na sua lista de viagens os cenários de Qarth, Fortaleza Vermelha, Baía da Água Negra e King’s Landing, além da Grande Muralha do Norte, que, nesta temporada, terá um importante papel no desenrolar da trama.

Pérolas da Croácia Considerada a “pérola do Mar Adriático” e Patrimônio Cultural da Humanidade, Dubrovnik foi um dos palcos da Batalha da Água Negra. Nessa cidade medieval, erguida sobre um rochedo, estão as muralhas (dos séculos XIII e XVI, com 14 torres) e a Fortaleza de Lovrijenac (na série, Fortaleza Vermelha), com 30 m de altura, além da Torre Minceta (a misteriosa Casa dos Imor-

Ao todo, foram quase 40 lugares de gravação só até a sexta temporada da série

tais) e de Sibenik (Braavos) e Ston (Porto Real). Split (o Palácio de Diocleciano, tombado pela Unesco, a Fortaleza Klis e o moinho no rio Zrnovnica) também foi palco de várias cenas da quinta temporada, e a ilha de Lokrum, ao lado de Dubrovnik, dá vida à fictícia Qarth, um portal de comércio e cultura entre o norte e o sul de Westeros.

Escócia e Malta Na Escócia, o Castelo de Doune – erguido no século XIV pelo duque de Albany, filho do rei Roberto II – foi cenário, logo no início da série, da festa para receber o rei Robert em Winterfell. Em Malta, pequeno país insular, mas concorrido destino turístico no mar Mediterrâneo, a série ambientou-se em Mdina, a antiga capital medieval. Murada, a cidade de 4.000 anos fica em uma colina no centro da ilha e abriga o Forte Manoel, de 1723, onde, na série, Eddard Stark foi executado em frente à multidão. Lá foi também King’s Landing, a capital dos sete reinos. Na ilha de Gozo, em Malta, o famoso arco de 50 m de altura de Azure Window, que foi pano de fundo do casamento de Khal Drogo com Daenerys Targaryen, não poderá mais ser visitado: infelizmente, ele desabou em março deste ano.

MICHAL OSMENDA/COMMONS/WIKI

Castelo de Doune, na Escócia; erguido no século XIV, foi restaurado em 1880 COMMONS/WIKI

A série Origem: adaptada de “As Crônicas de Gelo e Fogo” (“A Song of Ice and Fire”), de George R.R. Martin.

Espanha

Córdoba e Sevilha Na Espanha, a famosa Ponte Romana de Córdoba incorporou a Ponte Longa de Volantis; enquanto o Real Alcázar de Sevilha, Patrimônio Cultural da Humanidade, foi transformado na capital de Lançassolar e nos Jardins de Água da casa do príncipe Oberyn. Já a Plaza dos Toros foi a Arena de Daznak.

Record: 23 milhões de telespectadores só nos EUA, onde é a série mais vista. Premiações: “Game of Thrones” ganhou 38 Emmys, mais do que qualquer outra série. Locações: Dos mais de 30 locais de gravação da série, apenas três deles são estúdios cinematográficos; o restante todo é real. Em alguns casos, são inseridos efeitos especiais (computação gráfica), mas nada que altere drasticamente o ambiente.

Aït-Ben-Haddou, na antiga rota de caravanas entre Saara e Marrakech, no Marrocos


turismo

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COMMONS/WIKI EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Em Dubrovnik, Fortaleza de Lovrijenac (Fortaleza Vermelha, na série)

CENÁRIOS FICTÍCIOS E REAIS DE “GAME OF THRONES” ISLÂNDIA Akureyre (norte da muralha)

Com base na terra fantástica de Westeros, Essos e Sotheros

ESCÓCIA Doune Castle (Winterfell)

IRLANDA DO NORTE Belfast (Westeros, Winterfell e florestas do norte) CROÁCIA Dubrovinnik e Split (Porto Real/King’s Landing e Qarth) ESPANHA Sevilha (Jardins de Água no Palácio de Dorne e Arena de Meereen) Córdoba (Grande Ponte de Volantis)

Split Dubrovinnik

Córdoba Sevilha

MICHAL OSMENDA/COMMONS/WIKI

Essaouira

Jardim das Damas (Alcazár de Sevilha) incorporou o Jardim das Águas de Dorne

Na Irlanda do Norte, onde a produção da série investiu mais de US$ 15 milhões, o turismo cresceu

Dos mistérios da Irlanda à aridez do Marrocos Um, com suas paisagens maravilhosas e mistérios; o outro, com sua aridez e construções históricas. Assim, Irlanda do Norte e Marrocos entraram no rol de locações prediletas de “Game of Thrones”. No país europeu, cuja capital Belfast abriga os Titanic Studios para filmagens de internas (o Trono de Ferro está em um dos sets), é onde se passam muitos conflitos e eventos da série. Com 11 km de extensão, a praia Downhill (na série, a Pedra do Dragão) destacase pelas ruínas de Downhill Demesne e pelo Tempo Mussenden, numa falésia. Nas cavernas Cushendun,

uma formação de 400 milhões de anos, foi onde nasceu o do bebê das sombras. O Parque Nacional Florestal de Tollymore é o cenário de Winterfell e das florestas do norte, lar dos lobos gigantes e dos Stark. Lá, está o castelo Ward, aberto ao público. A vila de Ballintoy, perto de Carrick-a-Rede (ponte de corda) e do Giant’s Causeway (calçada dos gigantes), e seu porto dão vida à terra natal dos Greyjoy, na ilha de Ferro. Já Dark Hedges, corredor de árvores de acesso à mansão Gracehill House, é The Kingsroad, a maior estrada dos sete reinos, que vai do norte ao sul do universo fictício.

No Marrocos, Aït-BenHaddou, por exemplo, é o ficcional Porto Real, além de ter sido locação principal para muitas viagens da personagem Daenerys Targaryen na terceira temporada. Patrimônio Mundial da Humanidade, a antiga rota de caravanas entre o deserto do Saara e a cidade de Marrakech é, no seriado, a cidade de Yunkai, aonde Daenerys chega com seu exército. Já a muralha de Essaouirafaz parte de Astapor, cidade da baía dos Escravos na ficcional terra de Westeros. Seu centro histórico é um misto do século XVIII com construções medievais.

Aït-Ben-Haddou

MARROCOS Aït-Ben-Haddou (Yunkai e Pentos) Essaouira (Astapor)

MALTA Mdina (Portão de Porto Real, Pentos e Fortaleza Vermelha)


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turismo MARCEL MOCHET/AFP

Córdoba

Um ícone da Andaluzia RABE/COMMONS

Sétima temporada

Novos ‘sets’ na evolução da trama “Game of Thrones” traz, a partir deste domingo, novos cenáriosimperdíveis:naIslândia, a ambientaçãoestámais aonorte, e, na Espanha,entram País Basco e Extremadura

O Castelo de Almodóvar del Río é um ícone da província espanhola de Córdoba. Com arquitetura que remonta à Idade Média e situado no alto de uma colina que domina toda a cidade até a margem direita do rio Guadalquivir, ele é um dos castelos mais bempreservados da Andaluzia. Essa construção histórica, que aparece pela primeira vez em “Game of Thrones”, segundo o portal Skyscanner, serviu de cenário para o suntuoso Jardim de Cima (ou Highgarden), sede da Casa Tyrell.

Cresce turismo O sucesso de “Game of Thrones” tem resultado no aumento de visitas aos locais de filmagens: O interesse pela Islândia, despertado desde a quarta temporada, resultou em um aumento de 285% no número de visitantes; A busca por Split, na Croácia, cresceu aproximadamente 120% ao aparecer na série como a cidade escravista de Meereen; Šibenik, no litoral croata, que reproduziu a poderosa cidade de Braavos, teve um aumento de 60% no número de turistas;

HERMANN LUYKEN/COMMONS

Ruínas romanas de Itálica, em Sevilha, será palco de batalhas

Glaciar Vatnajökull, na Islândia, que reproduz a região “além da muralha” MALENABAN/CROMMONS

Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Mística e arrebatadora, a Islândia – país que disputa o título de “terra do Papai Noel” com a Finlândia – reproduz, na série “Game of Thrones”, o norte da muralha. Logo, vai estar ainda mais em evidência nesta sétima temporada, já que está previsto o acirramento do conflito na região. E, como adiantaram os produtores da saga, em áreas bem mais ao norte do país, para onde deslocaram-se as gravações em busca de intensas nevascas e geleiras extremas. Como o andamento do desfecho da trama vai acontecer, principalmente, em

duas frentes de batalha, a Espanha também continua a integrar os novos cenários (assim como a Irlanda do Norte), com ambientações em Extremadura e País Basco. No litoral basco, com muitos trechos de belas falésias, deve acontecer a principal reviravolta da trama nesta temporada: parece que a frota naval de Daenerys Targaryen se apodera da praia de Itzurun. A pequena ilha San Juan de Gaztelugatxe, rodeada pelo agitado mar do litoral basco, assim como Playa Muriola, numa região desértica, também será acesso para a Mãe dos Dragões. Em Sevilha, as ruínas romanas de Itálica, no distrito de Santiponce, devem sediar

as sangrentas (e tão esperadas) batalhas da temporada.

Extremadura Com arquitetura de influência romana, moura, gótica e renascentista, que lhe rendeu o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, Cáceres, em Extremadura, terá três atrativos-cenários: a antiga Cáceres, indicada para retratar Porto Real; a Cidade Velha de Cáceres (onde fica o famoso Castelo de Trujillo, de porta de entrada com arco em forma de ferradura), provável King’s Landing; e o Parque Natural de Los Barruecos, que tem lagos e pedras de granito gigantescas e será utilizado para as “cenas com muita água”.

Ponte de pedra liga San Juan de Gaztelugatxe ao continente COMMONS/WIKI

Roteiros Alguns destinos, como Dubrovnik (Croácia) e Belfast (Irlanda do Norte) já criaram roteiros específicos para as locações de “Game of Thrones”:

Cenário para a fictícia Dorne, Sevilha, na Espanha, alcançou um pico de 85% nas buscas após a primeira aparição durante a quinta temporada. De lá pra cá, as buscas pelo destino aumentaram em mais de 145%;

Sites: Dubrovnik: www.dubrovnik-tourist-guides.com Sevilha: www.viator.com/ tours Belfast: www.gameofthronestours.com Islândia: www.grayline.com Malta: www.maltafilm tours.com

As buscas por Belfast, na Irlanda do Norte e cenário para boa parte da série, subiram quase 120%. Fonte: portal Hoteis.com Ballintoy Harbour, na Irlanda do Norte (país que continua presente na sétima temporada, com várias locações), reproduz a terra natal dos Greyjoy, na ilha de Ferro


turismo

7W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

FRANCISCO CORREIA/DIVULGAÇÃO

Ilha da Madeira

Câmara dos Lobos, na costa sul da ilha

Segredo bem guardado no Atlântico Destino é perfeito para aquelesque buscam bem-estar, esportesradicais e contato coma natureza; florestas, cânions,atmosfera europeiae praias dão charme à ilha Da Redação É na exuberante paisagem natural da Ilha da Madeira que se encontram seus mais importantes atrativos turísticos. Graças a seus extraordinários cenários de natureza e sua localização privilegiada, oferece o ambiente perfeito para a prática de atividades ao ar livre, seja em terra, água ou ar. Desde sua capital Funchal e seus arredores até outrasilhas do arquipélago, como Porto Santo, o que não faltam são opções para todos os gostos. Entre as principais atrações, é possível observar a impressionante Floresta Laurissilva. Reconhecidapela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade, é exclusiva da Macaronésia e conta com árvores de grande porte e densa vegetação subtropical, formando paisagens cheias de cor e movimento. Aproximadamente dois terços da ilha são protegidos pelo Parque Natural da Madeira, criado em 1982 e classificado como Reserva Biogenética, já que abriga flora e fauna única. Toda essa beleza precisa ser apreciada de perto. Para isso, o ideal é usar os diversos canais de irrigação, co-

nhecidos como ‘levadas’, para uma caminhada ou um passeio a pé com a família. Construídos no século XV, são utilizados para transportar grandes quantidades de água desde a região norte para o sul e possuem mais de 2.000 km de extensão, com diferentes níveis de dificuldade, chegando a 1.861 m de altura nas áreas de montanhas.

Canyoning A Ilha da Madeira também é considerada o santuário do canyoning, que explora cânions e cachoeiras ao

longo de um rio utilizando técnicas de rapel, nado e outras modalidades. São inúmeros percursos rodeados pelos verdejantes panoramas, como o Ribeiro Frio. Há opções para outros esportes radicais, como mountain bike, escalada ou até mesmo parapente, que garante uma deslumbrante vista do alto. Para que seus visitantes vejam o que o destino tem de mais incrível, o lugar possui mirantes em diferentes pontos. Localizado na pequena cidade de Câmara dos Lobos, Cabo Girão é um dos

mais visitados e não é por menos: sua parede rochosa é a mais alta da Europa, com 580 m debruçados sobre o oceano. Toda essa grandiosidade é visível desde o miran-

Saiba mais Localização: A Ilha da Madeira éum arquipélago no oceano Atlântico, sendo apenas duas ilhas habitadas: Madeira e Porto Santo. Para saber mais, acesse www.madeiraallyear.com

te com piso transparente, nomeado skywalk.

Praias O clima ameno é perfeito para aproveitar ainda as atividades nos balneários. Porto Moniz é um pequeno paraíso com piscinas formadas a partir de rochas vulcânicas, onde o mar entra naturalmente. Já Porto Santo, a outra ilha habitada, conta com 9 km de praias de areias douradas e águas cristalinas e calmas, o que possibilita a prática de mergulho, stand up paddle, canoagem e observa-

FRANCISCO CORREIA/DIVULGAÇÃO

ção de cetáceos, como golfinhos e baleias. Já as melhores ondas da Europa se encontram nas praias de Jardim do Mar, Fajã da Areia, em São Vicente, ou de Porto da Cruz. Já em áreas urbanas, o destino é conhecido pelos jardins e parques, que são cuidadosamente tratados e mostram sua grande diversidade de flores, plantas e árvores, mescladas aos ares cosmopolitas e que comprovam que na Ilha da Madeira a primavera dura o ano inteiro. TURISMO DA MADEIRA/DIVULGAÇÃO

Piscinas naturais em Porto Moniz

Skywalk, em Cabo Girão

Liquida julho

Promoções até 22% para o NE Operadora tempacotesparaPortodeGalinhas(PE),Fortaleza(CE) ePortoSeguro(BA)paraquemaindaquiseraproveitarofimdasférias Da redação As férias de julho estão aí e a operadora CVC fez um levantamento dos destinos mais desejados pelas famílias quando o assunto é viagem de lazer. Em comum, o público escolhe o destino de acordo com as atrações, preferindo aqueles com ati-

vidades que contemplem diferentes idades e perfis, com praias, parques temáticos, passeios aquáticos ou terrestres, compras e gastronomia. O mês de julho é, assim como o período de dezembro e janeiro, de grande movimento no turismo nacional, pois, com as férias escolares, as famílias viajam em

peso – não por acaso, a CVC contrata voos extras para atender a demanda.

Últimas vagas E, como a região Nordeste é a predileta do público – ao lado de cidades como Caldas Novas (GO), Foz do Iguaçu (PR), Balneário Camboriú (SC) e Gramado (RS) –, a

operadora está oferecendo os últimos pacotes com descontos para as férias de julho. Para Porto de Galinhas (PE), por exemplo, tem programas com descontos de 10%; Fortaleza está mais em conta 15%; e, para Porto Seguro, o desconto chega a 22%. Todos com pagamentos em até 12 vezes sem juros.

Pacotes Operadora: CVC Informações: www.cvc. com.br/lojas Porto Seguro (-22%) Saída: 30/7 Valor: A partir de R$ 898 (ou 12x de R$ 74) por pessoa em ap. duplo Inclui: Aéreo, sete noites de hospedagem no Hotel Tuareg, com café, e traslados Fortaleza (-15%) Saída: 18/7

Valor: A partir de R$ 1.698 (ou 12x de R$ 141,50) por pessoa em ap. duplo Inclui: Aéreo, sete noites de hospedagem no Hotel Meridional, com café, traslados e passeios Porto de Galinhas (-10%) Saída: 20/7 Valor: A partir de R$ 1.768 (ou 12x de R$ 147,33) por pessoa em ap. duplo Inclui: Aéreo, sete noites de hospedagem na Pousada Lusitana, com café da manhã, e traslados


W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

turismo ARQUIVO PESSOAL/PAULO CARREIRO

Serra Gaúcha

Descontos com Gramado Pass Desde abril passado, Gramado também tem seu cartão de desconto. Criado pelo receptivo Brocker Turismo, o Gramado Pass oferece descontos que podem chegar até 50%. Ao comprar o passe, o turista recebe um Guia de Vantagens, com descontos e benefícios exclusivos em vários estabelecimentos da cidade. Acesse brockerturismo.com.br ou consulte seu agente de viagens.

Tradição

Carro de boi de Paulo Carreiro

Carro de boi preserva cultura local Com apoio da Codemig, Abaetée Piedade dos Gerais festejarammais uma ediçãodo encontro; Crucilândia prepara comemoração commais de 130 carros de boi

LEONARDO CAMPOLINA/DIVULGAÇÃO PREFEITURA DE CRUCILÂNDIA/DIVULGAÇÃO

Hotelaria

Noite dedicada à comédia O Quality Hotel Pampulha (av, Presidente Antônio Carlos, 7.456) estreia na terça-feira (18), às 20h30, o show “Comedy Night by Quality”. O primeiro será um standup com os atores Stevan Gaipo, Thiago Carmona e Marcos Vinile. Os ingressos custam R$ 15 e podem ser adquiridos no link www.sympla.com. br/comedy-night-by-quality__158906 ATLANTICA HOTELS/DIVULGAÇÃO

Festa do Carro do Boi do ano passado, em Crucilândia

Da Redação O mineiro gosta de fartura na mesa. E acredite! Até hoje uma pequena parte da produção ainda chega aos consumidores por meio do carro de boi. É nele que as frutas e verduras, aquele lombinho de porco divino ou o franguinho caipira viajam do “interiorzão” para os centros urbanos. Mas a tradição desse histórico meio de transporte vai além. Tanto que há festas e desfiles que acontecem em diversas regiões do interior do Estado. Para a valorização dessas celebrações, o governo de Minas Gerais, por meio da Com-

panhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), incentiva os eventos. A 20ª Festa do Carro de Boi de Piedade dos Gerais, na área metropolitana de Belo Horizonte, é um exemplo. Contemplada no edital de patrocínio a eventos da Codemig para o segundo semestre deste ano, a festança da cidade vai ser ainda mais caprichada. Duas rodas de madeira, mais algumas poucas peças também do mesmo material, puxadas por dois bois. Quando Piedade dos Gerais era ainda um distrito rural, o carro de boi já era o símbolo do sustento de várias famílias. Além de

transportar a produção agrícola local para alimentação dos moradores, o próprio serviço de transporte já representava a fonte de renda de vários trabalhadores, antes mesmo de o município ser emancipado.

Participação Paulo Carreiro, que leva esse apelido por ter trabalhado a vida toda com carro de boi, e é uma das participações especiais da festa há mais de dez anos, relembra outros usos para o meio de transporte. “Nossa cidade tem pouco mais de 50 anos de fundação, as primeiras casas daqui foram construídas com material que eu transportei no

meu carro de boi. A igreja, o posto de saúde e outros lugares da cidade só foram erguidos com esse trabalho diário meu. Por isso, a festa é um momento bonito, que homenageia o ofício com que ganhei minha vida e sustentei minha família”, conta. A festa movimenta ainda a economia local sem perder de vistas os costumes seculares: “A memória e a economia do nosso município estão muito ligadas ao carro de boi, que transportou de alimentos a querosene para o combustível das lamparinas que iluminavam a cidade antigamente”, comenta Rogério Mendes, prefeito da cidade.

Editais A Festa do Carro de Boi de Piedade dos Gerais, a Festa do Carro de Boi de Abaeté e o Mutirão do Carro de Boi em Formiga são projetos viabilizados pelos chamamentos públicos de patrocínio da Codemig. A intenção é beneficiar um número maior de projetos e regiões de Minas. A seleção buscou descentralizar a distribuição dos recursos de patrocínio, no âmbito dos 17 Territórios de Desenvolvimento. O número de projetos em cada território varia, mas a verba para cada um deles será de R$ 50 mil. Para saber mais, acesse www.codemig.com.br.

PREFEITURA DE CRUCILÂNDIA/DIVULGAÇÃO

Próxima festa ocorre na cidade de Crucilândia

Feira

Tricô e malhas do Sul de Minas Termina amanhã (16) a Feira de Malhas de Tricô do Sul de Minas, no Minascentro (rua Guajajaras, 1.022). Das 13h às 21h, as cidades de Jacutinga, Monte Sião, Ouro Fino, Inconfidentes e Albertina exibem seus produtos com preços convidativos. Ingressos na bilheteria a R$ 5 ou gratuitos no site www.dynamicaeventos.com.br.

Carreiros mantêm tradição promovendo festa com desfile de carros de bois, que é repassada de geração a geração

Em maio, aconteceu a quinta edição da Festa do Carro de Boi de Abaeté, que contou com desfile de carro de boi, show musicais, barracas de alimentos e leilão de bezerros. Ja o 28º Mutirão do Carro de Boi também foi realizado em maio pela Associação de Pais e Amigos de Excepcionais de Formiga. O mutirão surgiu em 1990, quando o empresário Américo de Paula Faria Sobrinho reuniu amigos para transportar a colheita

de milho entre duas fazendas, que ficam a cerca de 10 km de distância. Na Grande Belo Horizonte, Crucilândia movimenta-se à espera do último fim de semana de julho. Cerca de 130 carros de boi vão desfilar, cortando quase toda a extensão do município, saindo do Parque de Exposição até culminar num grande encontro na praça central.

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Assista trechos de desfile da edição passada https://www.youtube.com/watch?v=wjXnzhk4fN4 -


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

15 de julho de 2017

RIO GRANDE DO NORTE COM SOL O ANO TODO

Praia da Pipa - Praia do Amor

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W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

hotelaria FOTOS XICO DINIZ/DIVULGAÇÃO

São Paulo

Sustentabilidade e bem-estar O Meliá Paulista lançou o andar exclusivo Green Floor Hipoalergênico para combinar sustentabilidade e bem-estar. Os quartos têm piso frio e carpete, amenities, menu de travesseiros, ebulidor, aromatização exclusiva, sonorização que remete aos sons da natureza, coleta seletiva de lixo e, para completar, os papéis são confeccionados com materiais recicláveis, além de um produto que elimina qualquer tipo de bactéria, fungos e outros micro-organismos. VERT HOÉIS/DIVULGAÇÃO

Fachada do eSuites Toscanini, na Savassi

Belo Horizonte

Pacotes para os casais O eSuites Toscanini está com pacote de núpcias a partir de R$ 820, incluindo hospedagem com espumante, flores, chocolate e massagem para o casal. Já o pacote romântico custa a partir de R$ 279 nos fins de semana, incluindo garrafa de vinho, flores e chocolates. Reservas pelos telefones: (31) 3643-1005 ou 3643-1006.

Salvador

Clássico com

Fachada do prédio que abriga o Fera Palace, na rua Chile

um toque moderno Entre as praças Castro Alves e da Sé, no centro histórico,Fera Palace Hotelresgata o passadode Salvador comseujeito sofisticado edescolado Paulo Campos

paulohcampos1@otempo..com.br

As linhas clássicas da fachada revelam imponência e luxo. Não há como deixar de se encantar com o estilo arquitetônico do Fera Palace Hotel. Instalado na Chile – que os soteropolitanos afirmam com orgulho ser a primeira rua do país e que, nos anos 30, era uma espécie de Oscar Freire de Salvador –, os arquitetos se inspiraram no edifício Flatiron Building, um dos primeiros arranha-céus de Nova York. Projetada para ser um hotel, a construção teve seus dias de glória e hospedou o cineasta Orson Welles, a atriz Carmen Miranda e o poeta Pablo Neruda. Reinaugurado em fevereiro deste ano, o hotel voltou à função original e é o pontapé inicial para revitalizar o até então degradado centro histórico de Salvador – fica a poucos metros do Elevador Lacerda, da praça da Sé e do Pelourinho. A ideia de reintegrar o hotel ao cotidiano de Salvador é do mineiro Antonio Mazzafera, em parceria com Marcelo Lima, depois da experiência à frente de hotéis como Claridge’se The Savoy, em Londres. Mazzafera, por sinal, está adquirindo edifícios antigos nas imediações para investir em uma proposta gastronômica.

O lobby do hotel, com o bar e o restaurante Adamastor

A fachada não foi alterada – o edifício está em uma área tombada no centro histórico, mas o interior ganhou toques contemporâneos. “O hotel é um encontro entre o passado e o presente”, explica Gustavo França, diretor de marketing e vendas do hotel.

Contrastes Lustres modernos, pisos quadriculados, minibar espelhado: há muitos detalhes da de coração que fazem contraste com armários de madeira de colorações diferentes, cabeceiras de cama, banheiras. “É um hotel de detalhes”, acrescenta França. O restaurante Adamastor, extensão dolobby, é homenagem ao pai do cineasta Glauber Rocha. A culinária tem um pouco de tudo, de risotos a massas, de receitas internacionais a baianas. O espaço é aberto ao público, a preços convidativos, para permitir aos soteropolitanos usufruíloparaum happy hour,um almoço ou para se hospedar. “A proposta é um ambiente informal, sofisticado, mas acessível a todos”, frisa França. As obras de recuperação do prédio demoraram dois anos e ficaram a cargo do arquiteto dinamarquês Adam Kurdahl. Hoje, a infraestrutura conta com spa, academia com paredes de vidro, espaço para eventos. Os 66 apartamentos são divididos em seis categorias e têm entre 29 m² e 40 m² – standard, superior, DeLuxe, DeLuxe Big, suítes júnior e corner. No topo, próximo à torre metálica em bronze, está a suíte presidencial, com 110 m². “Nenhum quartoé igual ao outro”, enfatiza França. Além do serviço impecável, o maior charme do Fera Palace é o terraço com piscina de 25 m de borda infinita, forradade azulejosde inspiração portuguesa, lounge com sofás, mesas e espreguiçadeiras e um bar, de onde se tem o mais belo – e inesquecível – pôr do sol de Salvador, bem de frente para a baía de Todos os Santos.

Quem leva Operadora: Interpool Inf.: (31) 3194-7050 Pacote: Inclui aéreo, traslados, quatro noites em apartamento standard no Fera Palace Hotel com café da manhã e tour histórico em Salvador Preço: R$ 1.390,00 + R$ 59,50 (taxa) por pessoa em ap. duplo para o período de 11 a 15 de agosto A suíte DeLuxe Big, para quem gosta de espaço amplo e muito conforto

A piscina com borda infinita no terraço do hotel, o melhor local para contemplar o pôr do sol


turismo

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Ferramenta para o mercado corporativo EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Bruno Tibúrcio, Ronaldo Costa, Gláucia Penido e Terci Rodrigues, da equipe da SkyTeam Consolidadora, e Ana Catarina Malta, da United Airlines

A SkyTeam Consolidadora, em parceria com a companhia aérea United Airlines, reuniu cerca de 60 agentes de viagens para apresentar o sistema Corporate (corporate.skyteam. tur.br), ferramenta que facilita atendimento e suporte ao mercado corporativo. O gerente da Sky Team em Minas Gerais, Terci Rodrigues, e a representante da United Airlines, Ana Catarina Malta, “anfitrionaram” os convidados no Bistrô Paris 6, no Pátio Savassi.

Zebina Fontes, Luciano Carvalho (Vert Hotéis), Renzo Rocha (Volf) e Érica Fernandes (WA)

Flávia Matos e Fernanda Fialho (Ibiza), Marcelo Penido (Colmeia) e Camila Andrade (Multitour)

Sônia Vargas (Vargas Tour), Michelle Cardoso (Mazel Tour), Fabiano e Mariana Santos (Gaibu)

Alberto Magno e João Pedro Batista (Agnes Viagens), Ana Paula Chagas (FlyVip Viagens) e Marcelo Azevedo (Estrada Real)

Ricardo Pinto (LCN), Débora Morato e Magda Régis (Girotur) e Fred Pimenta (Pronto Viagens)

SETUR-CE/DIVULGAÇÃO

BH-Jericoacoara

Mais perto de um paraíso cearense A partir do próximo dia 28, a Azul começaa operar frequência para Jeri; bilhete custa a partir de R$858,06 Da Redação A Azul recebeu aprovação da Agência Nacional de Aviação (Anac) para realizar voos regulares entre Recife (PE) e Jericoacoara (CE), a partir do próximo dia 28. Inicialmente, a companhia irá operar duas frequências semanais saindo de Recife e, em agosto, ampliará a oferta para quatro voos semanais, às quartas, sextas, sábados e aos domingos. As passagens já estão disponíveis para compra no site da Azul com tarifas a partir de R$ 858,06 (ida e volta). Os voos serão operados com o jato Embraer 195, de 118 assentos e com mais de 40 canais de TV SKY ao vivo em telas individuais, além do tradicio-

nal serviço de bordo da companhia. “Com a nossa malha em Recife conectada a mais de 20 destinos diretos, e o novo aeroporto de Jericoacoara, vamos encurtar as viagens dos turistas que vão a Jeri. Hoje, o trajeto pode durar até sete horas e, por via aérea, apenas uma hora e meia a partir de Recife”, comenta Daniel Tkacz, diretor de planejamento de malha da Azul. As conexões beneficiarão clientes de muitas regiões do Brasil graças à conectividade da Azul em São Paulo (Viracopos e Guarulhos) e Belo Horizonte (Confins), que contam com voos diretos para o Recife, que casarão com conexões para Jericoacoara.

W Passagens podem ser adquiridas no site www.voeazul.com.br

Saiba mais Companhia: Azul Linhas Aéreas Informações: Acesse www. voeazul.com.br Trecho: BH/Jericoacoara Frequência: Sextas e domingos, de 28/17 a 11/8 Quarta, sexta, sábado e domingo, a partir de 12/8 Ida: O voo decola de Belo Horizonte às 10h e aterrisa em Jericoacoara às 14h40, com conexão em Recife Volta: O voo sai de Jeri às 15h10 e chega à capital mineira às 20h10, também com conexão em Recife Preço: A partir de R$ 858,06 (ida e volta) De Recife para Jeri: O voo parte às 13h11, com chegada a Jeri às 14h40

Pedra furada, cartão-postal de Jericoacoara


W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Viagens para casal

O Rio além das praias Chegamos à Cidade Maravilhosa. Quando falamos do Rio de Janeiro, logo pensamos nas praias. Nós também fomos curtir momentos de sol em Ipanema e Copacabana, mas nosso objetivo era descobrir uma cidade diferente e cultural. Um curto roteiro de quatro dias é suficiente para visitar diversos pontos turísticos, bares e praias na zona Sul. Se você quer estilo, a dica é hospedar-se no Yoo2 intercity (www.yoo2.com/ riodejaneiro), na praia de Botafogo, com vista maravilhosa para o Pão de Açúcar e a baía de Guanabara. A arquitetura encanta: os ambientes revelam conforto e modernidade. O conceito hotel-design é notado desde a entrada no lobby até o The Rooftop, na cobertura. Como já tínhamos ido ao Cristo Redentor em outras viagens, aproveitamos para conhecer o Pão de Açúcar. Duas dicas interessantes são: leve impresso o comprovante que garante meia-entrada, caso você tenha esse benefício, pois no guichê não aceitam comprovantes digitais – o ingresso é caro (cerca de R$ 80); leve um lanche para passar a tarde, pois os valores em restaurantes e lanchonetes lá em cima são salgados. Um lugar de tirar o fôlego é o Parque Lage. Ao chegar, fomos surpreendidos pela lindíssima paisagem com vista para o Cristo Re-

FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

No Parque Laje, palacete e jardins de estilo francês se integram a resquícios de Mata Atlântica

dentor ao fundo, ambiente perfeito para muitas fotografias. Aproveite para experimentar o cappuccino (R$ 9) do Café Plage e relaxar curtindo o clima do local. A Escadaria Selarón, localizada entre os bairros de Santa Teresa e Lapa, recebeu esse nome em homenagem ao artista de rua chileno Jorge Selarón, que reinventou a região ao preencher os degraus com ladrilhos e azulejos de várias partes do mundo. Já havíamos visto muitas fotos da escada-

ria, mas não sabíamos que era tão grande e bonita. A região da praça Mauá está com diversos atrativos que valem a visita. O Museu do Amanhã é um espaço de arte contemporânea e ciências completamente diferente do convencional, com arquitetura surpreendente. Para visitar a área interna é necessário pagar (R$ 20). Aproveite para esticar ate o Jazz In (www.jazzin. com.br), no centro. É um pop bar com decoração bastante peculiar e, nas noites

Tivemos um período diferente e surpreendente no Rio de Janeiro e, claro, deixamos tudo registrado

de quarta-feira, você ainda participa de um karaokê com banda ao vivo. O bar serve porções, hambúrgueres e comida japonesa. Para quem gosta de cervejas, na rua Faria, 3, em Botafogo, o Madre Cerveja de Capotá oferece mais de 120 rótulos de marcas artesanais de diversas partes do país. Na mesma rua, há outros botequins tipicamente cariocas, como o Mustache – Boteco do Bigode – , que serve comida de boteco, cerveja gelada e almoço durante o dia.

Já o Coordenadas Bar (www.coordenadasbar. com.br) recebeu uma arquitetura diferenciada, com grande mesa coletiva ao centro. No terceiro piso, a casa transforma-se em boate, com apresentação de bandas de rock e blues. O Coordenadas trabalha com hambúrguers artesanais e pratos elaborados.

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Mateus Baranowsk e Luiza Nascimento escrevem no blog Casal Mil (acesse www.casalmil.com.br) e viajam para destinos românticos para dar dicas a outros casais

Com 396 m de altura, o Pão de Açúcar permite ter uma visão privilegiada da baía de Guanabara; o traslado de bondinho também oferece belas panorâmicas aos visitantes

A escadaria Selarón, entre os bairros de Santa Teresa e Lapa, é um atrativo em evidência: os 215 foram decorados com mais de 2.000 azulejos coloridos.

Localizado no último andar do hotel Yoo2, em Botafogo, que integra a rede Intercity, o The Rooftop oferece um cardápio com variados de petiscos e drinks

No Coordenadas Bar, em Botafogo, o Satisfaction, uma costelinha de porco ao molho barbecue tailandês, serve perfeitamente duas pessoas por R$ 39


WMoto. Indian Roadmaster Classic esbanja desempenho na pista. Páginas 22 e 23

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

WSegurança. Cadeirinhas infantis têm diferentes sistemas de fixação. Página 15 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 15/7/2017

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Dia de treinamento Mercedes-Benz celebra 50 anos da AMG em grande estilo no Brasil. Páginas 18e 19


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

interCâmbio

Linha cruzada II CESVI BRASIL/DIVULGAÇÃO

Recentemente, falei neste espaço sobre o uso dos smartphones ao volante. Naquela oportunidade, disse que, assim como aconteceu com a Lei Seca, a fiscalização está atenta, e as multas estão correndo soltas. Não pense que fazer uso de seu celular enquanto o sinal estiver vermelho o isentará de ser punido. Para os que ainda pensam ser permitido manusear o aparelho, mesmo sem estar fazendo ou recebendo chamada, vai uma advertência: o simples fato de segurar o aparelho ou ainda manuseá-lo digitando algo enquanto dirige é considerado uma infração gravíssima, e passou a render multa de R$ 293,47, com registro de sete pontos na carteira. Vale lembrar que, de acordo com a Resolução 371 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), mesmo que o carro esteja parado no trânsito ou em um se-

máforo,o motorista ainda pode ser multado se for pego usando o celular. O correto é estacionar o carro em local permitido e usar o aparelho. Mais do que pontos na carteira e prejuízo no bolso, utilizar o celular ao volante, como já é do conhecimento comum, tira a atenção do motorista. A distração dos condutores aumentou muito com a popularização dos smartphones. Para dirigir, é preciso estar atento a várias situações, aos pedestres, aos outros veículos e, claro, ao trânsito. O risco aumenta quando a atenção é dividida com o celular. De acordo com estudos feitos nos Estados Unidos, dirigir com o telefone no ouvido dobra a chance de ocorrer um acidente. Já trafegar digitando uma mensagem aumenta essa possibilidade em 23 vezes. E, agora, chegam-nos mais informações preciosas e que corroboram ainda mais o perigo de conduzir o veículo conectado

ao mundo virtual. Um exemplo é o recente estudo inédito do Cesvi Brasil, que alerta para o risco representado pelo uso de redes sociais e aplicativos de mensagens ao volante. Distraídos com os smartphones, os motoristas brasileiros têm ficado, em média, até cinco segundos sem olhar para frente. O estudo constatou que, em um espaço de dez a 20 minutos dirigindo, o brasileiro permanece até 4,5 segundos sem olhar para o trânsito só para interagir com apps de mensagens e redes sociais em seus smartphones. Na prática, segundo a pesquisa, seria como se o motorista estivesse guiando de olhos vendados. Na cidade, a 50 km/h, esse tempo é suficiente para o carro percorrer 62,5 m. Na estrada, a 100 km/h, seria como se o condutor estivesse às cegas por 125 m. Se distâncias em si não te chamam a atenção, seria como se você estivesse passando, sem perceber, por mais

Ao pegar o volante, todos se propõem a dirigir de maneira segura, mas ao mesmo tempo a curiosidade de dar uma espiada nas redes sociais faz com que as pessoas cometam infração de trânsito e corram riscos

de 30 motos enfileiradas no trânsito da cidade. Ou, então, por mais de 25 carros populares em um congestionamento na rodovia. Foi constatado que o motorista não para o carro para executar tarefas corriqueiras como ler e responder o WhatsApp, abrir o Facebook, carregar o Instagram, o que coloca em risco a vida de muita gente. Como podemos ver, é um problema dos mais gra-

ves da era moderna, e ainda estamos longe de uma solução que possa minimizar os riscos. É o tal círculo vicioso. Ao pegar o volante, todos se propõem a dirigir de maneira segura, mas ao mesmo tempo a curiosidade de dar uma espiada nas redes sociais faz com que as pessoas cometam infração de trânsito e corram riscos desnecessários.

Linha 2018 do HB20

Hyundai amplia oferta da central multimídia Com tela touchscreen de sete polegadas,equipamento vira item sérienasversões Premium e esportiva do carro, e opcionalnas demais HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

2018 parte de R$ 43 mil na versão hatch, com motor 1.0 e câmbio manual de cinco marchas, e chega a R$ 70.865, com carroceria sedã, motor 1.6 e transmissão automática de seis velocidades. Com tela touchscreen de sete polegadas, o sistema é compatível com Apple CarPlay, Google Android Auto e OnCar. Esses dois últimos sistemas permitem a utilização de navegador GPS. A central vem também com conexão Bluetooth com streaming de áudio, acesso à agenda e histórico de chamadas, MP3 player, reprodutor de fotos e vídeos, conexões USB/iPod e auxiliar e comandos do rádio no volante.

Modelo da marca sul-coreana tem preço a partir de R$ 43 mil Mudanças discretas Da redação Com o status de segundo modelo de carro mais vendido no Brasil atualmente, o compacto Hyundai HB20 chegou à linha 2018 sem muita novidade. A maior delas, conforme destacado pela própria marca sul-coreana, é a ampliação da oferta da cen-

tral multimídia do modelo, que passa a ser item de série nas versões Premium do HB20, HB20S e HB20X, e também no HB20 R spec. Em todas as outras configurações do carro, o equipamento entra como opcional, custando R$ 1.550 nos veículos com motorização 1.0 e R$ 1.600, no 1.6. O HB20

A versão esportiva do HB20 (R spec) passa a ter volante com ajuste de altura e profundidade e acabamento interno preto no teto e nas colunas, além de bancos em couro preto com costura vermelha dupla nas laterais e tecido com detalhes em vermelho e branco no assento e encosto.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

PIXABAY/DIVULGAÇÃO

Segurança

Lugar de criança é na cadeirinha Dispositivos de retenção infantil têmeficácia mais do quecomprovada; saiba quaissão os sistemas de fixação existentese a maneira correta deacoplá-los aoveículo Dispositivos do tipo bebê-conforto são apropriados para crianças com até 1 ano de idade CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Alexandre Carneiro Não é de hoje que os dispositivos de retenção infantil são obrigatórios no Brasil: a Resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabeleceu as atuais diretrizes para o uso desses equipamentos, data de 2008, enquanto os órgãos de fiscalização começaram a autuar os motoristas infratores em 2010. Porém, existem diferentes sistemas de fixação para esses itens, que demandam conhecimento dos pais e de motoristas que transportam crianças. Existem dois sistemas padrão para fixação desses equipamentos: o mais comum é o do tipo universal, no qual a cadeirinha é presa ao cinto de segurança do veículo, e a criança, por sua vez, fica afivelada pelo cinto da própria cadeirinha. O Centro de Experimentação e Segurança Viária do Brasil (Cesvi-Brasil/ Mapfre) esclarece que os dispositivos de retenção só podem ser associados a cintos de segurança de três pontos; cintos do tipo subabdominal, que equipam principalmente os carros mais antigos, são incompatíveis com tais itens. Nesses casos, a legislação brasileira prevê que as crianças sejam atadas pelo próprio cinto, o que, contudo, reduz a proteção em caso de acidente. O Cesvi-Brasil/Mapfre recomenda verificar, após a instalação, se o cinto de segurança está tensionado corretamente junto à cadeirinha. Caso existam folgas, é preciso verificar se não há obstrução da passagem do cinto pelo dispositivo. Para constatar se a fixação foi feita da maneira correta, basta fazer uma tentativa de remoção, puxando o dispositivo para a frente, e, logo em seguida, conferir a tensão.

Isofix No entanto, usar o cinto de segurança não é o único modo seguro para se fixar a cadeirinha: alguns carros dispõem do sistema de ancoragem Isofix, que consiste em ganchos presos diretamente à estrutura do veículo, nos quais é encaixado o dispositivo de retenção infantil. Segundo Alessandro Rubio, coordenador técnico do Cesvi-Brasil/Mapfre, esse sistema traz vantagens: “As cadeirinhas, quando fixadas à carroceria, se tornam mais estáveis, pois ficam encaixadas em um gancho fixo e imóvel”, avalia. Além de proporcionar maior proteção em caso de acidente, a fixação Isofix facilita a instalação das cadeirinhas, pois não necessita de fixação pelo cinto de segurança e reduz a possibilidade de erros durante o processo. Além disso, a instalação e a remoção podem ser feitas em menos tempo. Vale ressaltar que os sistemas Isofix não são todos iguais: alguns contam com o Top Tether, um ponto de ancoragem adicional na parte de cima do banco, que aumenta ainda mais a proteção: “O gancho superior de ancoragem tem a função de limitar o movimento da parte superior da cadeirinha, contribuindo para a estabilidade do dispositivo e melho-

Legislação Exigências: A Resolução 277 do Contran determina que crianças menores de 10 anos devem ser transportadas sempre em equipamentos de retenção, instalados no banco traseiro. Se a quantidade de crianças na faixa etária em questão exceder a capacidade do banco traseiro, é permitido o transporte da criança de maior estatura no banco dianteiro. Veículos que possuem somente banco dianteiro também são autorizados a transportar crianças ali. Nesses dois casos, é preciso usar a cadeirinha.

No sistema Isofix, dispositivo de retenção é fixado por ganchos, e não pelo cinto de segurança rando a performance na proteção às crianças”, diz Rubio. Inicialmente restrito aos carros importados e mais luxuosos, o sistema de ancoragem Isofix já está presente em vários modelos nacionais, inclusive em alguns populares, embora ainda não seja um equipamento padrão, pois não é exigido por lei. Quem se interessar em ter um veículo com esse item deve conferir se ele está presente na lista de equipamentos, porque não é possível instalá-lo fora da fábrica: “Os ganchos Isofix são soldados à estrutura do veículo e precisam de reforços, na carroceria, que suportem a força exigida em caso de acidentes”, esclarece Rubio.

Segundo o Código de Trânsito Brasileiro, transportar crianças sem a devida segurança é infração gravíssima, punida com multa de R$ 293,47, sete pontos no prontuário do motorista e retenção do veículo até que a irregularidade seja sanada CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Cadeirinhas infantis do tipo Isofix foram regulamentadas no Brasil apenas em outubro de 2014

Dispositivos infantis demandam atenção na hora da compra Comprar um dispositivo de retenção infantil pode não ser tão simples quanto parece. Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), recomenda atenção aos detalhes: “É preciso olhar se a cadeirinha tem selo do Inmetro. Nem sempre os modelos mais caros são os melhores”. Quem compra cadeirinhas no exterior, que não são submetidas ao crivo desse órgão, deve observar outros pontos: “É preciso verificar se a cadeirinha se adapta ao carro e se o fabricante oferece assistência técnica no Brasil”, explica Maria Inês. A coordenadora da Proteste destaca que não adianta comprar um bom equipamento e utilizá-lo de modo esporádico: “A lei é bem clara: o transporte de crianças tem que ser na cadeirinha. É importante usá-la sempre, inclusive em trajetos curtos, pois acidentes não têm hora para acontecer”, adverte. Alessandro Rubio, coordenador técnico do CesviBrasil/Mapfre, lembra que

existem modelos específicos para as diferentes idades da criança: “É importante que o consumidor veja o tamanho da cadeirinha”, salienta. Recém-nascidos e crianças de até 1 ano de idade têm de ser transportados em dispositivos do tipo bebê-conforto. O equipamento deve ser instalado no sentido contrário ao movimento do carro, ou seja, voltado para trás. Enquanto o pequeno passageiro tiver entre 1 e 4 anos, deve utilizar as cadeirinhas, já voltadas para a frente. Dos 4 aos 10 anos de idade, já é possível utilizar o booster, um assento de elevação. A partir dos 10 anos ou 1,45 m de altura, basta afivelar o cinto de segurança do veículo. Vale destacar que alguns dispositivos são reversíveis: podem atuar tanto como bebê-conforto quanto como cadeirinha, por exemplo. Já o padrão de ancoragem Isofix exige modelos compatíveis, que geralmente podem ser fixados também pelo cinto de segurança, embora existam algumas exceções. (AC)


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Promoção

Nissan sorteará um Kicks SV A Nissan lançou na última segunda-feira (10) a campanha Revisão Premiada, criada com o objetivo de estimular os clientes a deixar o carro com a manutenção em dia antes de pegar a estrada nas férias de julho. Os participantes receberão números da sorte a cada R$ 200 nas compras de peças, acessórios ou serviços, que darão direito a concorrer a um Nissan Kicks SV zero-quilômetro. A ação é válida em todas as concessionárias Nissan do país até o dia 31 de agosto. O sorteio do carro está previsto para a primeira quinzena de setembro. NISSAN/DIVULGAÇÃO

super motor

Avaliação

Argo 1.0 é versão estratégica na gama do hatch Configuração de entrada do novo modeloda Fiatfoi planejada especialmente para roubarvendas do Chevrolet Onixe do Hyundai HB20 Márcio Maio Auto Press

A Fiat quer liderar a venda de automóveis 1.0 no Brasil. Na verdade, de acordo com a marca italiana, isso já aconteceu em 2016. Mas, para não correr riscos em 2017, a fabricante aposta suas principais fichas no novo Argo Drive. E admite que toda a concepção da versão – pelo menos nessa motorização de entrada – foi pensada para rivalizar diretamente com os dois lí-

deres atuais de emplacamentos no Brasil: o campeão Chevrolet Onix e o vice Hyundai HB20. Do primeiro – sem grandes trunfos entre os hatches 1.0 –, quiseram ganhar na eficiência energética. Já do segundo, o qual enxergam, de fato, como um concorrente de peso, buscaram vantagens no custo-benefício, nas tecnologias implantadas e no desempenho. Não à toa, a Fiat projeta para o Argo Drive 1.0 nada menos do que 35% de to-

dos os emplacamentos mensais – atualmente, esse share está em 33%. O modelo conta ainda com propulsor 1.3 e 1.8. Pesquisas da Fiat entre consumidores de modelos 1.0 apontaram quais as principais exigências e também qual a utilização deles nesta categoria de automóveis. Constataram que 70% desses clientes dirigem em área urbana e que 40% dos compradores de modelos 1.0 priorizam a economia de combustível. Apurou também que, entre as principais reclamações, estavam as respostas lentas do motor. Considerando essas informações, o motor 1.0 Firefly, que estreou no Uno no ano passado, se mostrou um trunfo

importante na busca pela liderança entre os “carros mil”. O motor tem três cilindros, cabeçote de duas válvulas por cilindro, comando de válvulas único no cabeçote com variador de fase e desenvolve 77 cv e 10,9 kgmf de torque com etanol. Porém, segundo a Fiat, 80% desse torque já se mostra presente a partir das 2.000 rotações, o que favorece justamente o rodar na cidade.

Focado no consumo No teste do Inmetro, o Argo Drive 1.0 conquistou médias de 9,9/10,7 km/L com etanol em cidade/estrada e 14,2/15,1 km/L com gasolina, nas mesmas condições. A economia de combustível é favorecida

ainda pela adoção do startstop de série, que desliga o motor em paradas rápidas, como as de sinal de trânsito. A transmissão é sempre manual, de cinco marchas. A lista de itens de série é justa e tem mesmo a “cara” de variante de entrada. Direção elétrica progressiva, ar-condicionado, display de alta resolução no quadro de instrumentos, banco do motorista com ajuste de altura, cintos de segurança retráteis de três pontos para todos os ocupantes, Isofix e travas e vidros dianteiros elétricos estão no pacote inicial. Com eles, o Argo Drive 1.0 parte de R$ 46,8 mil. O valor é um tanto alto, considerando a falta de um mero sensor de estacionamento traseiro, luzes de neblina ou mesmo rodas de liga leve. Mas a fabricante tem uma justificativa para não adotar esses equipamentos: só 2% de todos os Palio Attractive vendidos saem das lojas sem as calotas originais e com as luzes de neblina. No entanto, o Argo Drive 1.0 pode ficar bem completo a partir de opcionais.

Elétrico ‘popular’

Tesla Model 3 em pré-venda Dado como o primeiro elétrico “popular” da marca Tesla, o Model 3 está pronto para começar a ser vendido nos Estados Unidos. O site da fabricante já aceita reservas mediante pagamento de US$ 1.000. A entrega das primeiras unidades está prevista só para a segunda metade de 2018. Por lá, o carro deve custar em torno de US$ 35 mil (cerca de R$ 115 mil) ainda sem os subsídios do governo aos “carros verdes”.

Projeto de lei

Restrições para ano-modelo A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 7204/2014, que proíbe que as montadoras façam mudanças técnicas e estéticas nos automóveis por até um ano depois de eles terem chegado ao mercado. Caso seja aprovada no plenário, os fabricantes não poderiam apresentar as linhas 2018 de seus modelos com alterações antes do fim de 2017, por exemplo.

Vendido a R$ 46,8 mil, preço do Argo 1.0 pode assustar, mas o pacote é competitivo

Lista ampla de opcionais deixa o carro bem completo O Argo Drive 1.0 pode ficar bem completo a partir de opcionais. Um kit de estacionamento adiciona sensores traseiros com visualizador gráfico e câmera de ré com linhas dinâmicas, por R$ 1.200, mas exige o gasto de mais R$ 1.990 na central multimídia de sete polegadas com tela touchscreen e Android Auto, Apple Car Play, Bluetooth, en-

trada USB e sistema de reconhecimento de voz, além de volante com comandos de rádio e telefone e uma segunda porta USB para passageiros traseiros, totalizando R$ 49.990. Retrovisores elétricos com luzes de setas e função Tilt Down e vidros elétricos atrás encarecem em outros R$ 1.200 a conta, somando R$ 51.190. Quem

só quer um rádio com AUX/ USB/MP3/AM/FM, função audio streaming, Bluetooth e comandos no volante pode gastar apenas R$ 1.300 a mais, pagando R$ 48,1 mil ou, com o kit de retrovisores e vidro traseiro elétrico, R$ 49,3 mil. A cor metálica ou perolizada ainda inclui outros R$ 1.600 em qualquer uma das opções. (MM/AP)

Motor 1.0 FireFly oferece bom torque e não faz feio na pista


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

FOTOS FIAT/DIVULGAÇÃO

Interior sóbrio e charmoso

Novo modelo da Fiat oferece dirigibilidade bem agradável

Ficha técnica Motor. Dianteiro, 1.0 flex, três cilindros em linha com duas válvulas por cilindro Potência. 72/77 cv com gasolina/etanol a 6.250 rpm Torque. 10,4/10,9 kgfm com gasolina/etanol a 3.250 rpm Câmbio. Manual de cinco marchas. Tração dianteira Desempenho. De 0 a 100 km/h em 13,4 s. Velocidade máxima de 162 km/h Freio. Discos sólidos na frente e a tambor atrás. Peso. 1.105 kg Porta-malas: 300 L Tanque. 48 L

Central multimídia com tela touchscreen de alta resolução é destaque entre os itens opcionais

Com habitáculo generoso, o Argo só perde para o Sandero em espaço interno. O acabamento não chega a ser requintado, mas é sóbrio e até charmoso. A suspensão absorve bem os impactos causados por desníveis no solo, e o isolamento acústico não chega a impressionar, mas também não decepciona. Só o start-stop da versão mostra-se um tanto incômodo, nos momentos em que o motor volta a funcionar – o barulho e a vibração são mais intensos do que normalmente se percebe nos outros modelos com esse tipo de tecnologia. O teste foi realizado com um Argo Drive 1.0 completo, e a central multimídia reproduzia as indicações de rota transmitidas por um celular conectado ao aparelho. A definição da tela impressiona, principalmente quando se recorre à câmera de ré. A direção elétrica também, já que se mostra excessivamente leve nas manobras de estacionamento e ganha peso assim que o ponteiro do velocímetro começa a subir. O motor 1.0 Firefly logicamente não transmite o mesmo vigor de quando move um Uno ou um Mobi, outros modelos da marca equipados com o propulsor, mas não faz feio. Arrancadas são boas – isso, é claro, quando não se trata de uma subida mais íngreme –, e ultrapassagens e retomadas também são realizadas com eficiência. (MM/AP)

Na versão de entrada, as rodas de 14 polegadas são de aço e cobertas por discretas calotas


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Peugeot

Transmissão renovada Em breve, a Peugeot terá o câmbio automático de seis marchas adotado no Citroën C3 e no Citroën Aircross. A confirmação veio na divulgação da nova tabela do Inmetro, que já conta com as aferições dos Peugeot 2008 e 208 com a novidade. Ele chega para o motor 1.6 de 122 cv em substituição ao atual câmbio automático de quatro marchas vendido pela marca. O câmbio está listado nas configurações Allure e Griffe do 208 e na Crossway do 2008. PEUGEOT/DIVULGAÇÃO

Mercado

Venda de usados avança no país

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Lançamento

Esportividade em dose máxima Divisão esportiva da Mercedes celebra50anos em grande estilo no Brasil;aceleramos oAMG GTR, que estreia no paíscustando R$ 1,2 milhão Raimundo Couto De Mogi Guaçu

Sonho de consumo e objeto do desejo de muitos, os automóveis da MercedesBenz, a marca da estrela de três pontas, seguem cobiçados por todos que curtem bólidos sofisticados e velozes. O que pouca gente sabe é que a montadora alemã pode deixar seus carros ainda mais esportivos. Para isso conta com a AMG, uma empresa fundada em 1967, como uma preparadora inde-

pendente especializada em veículos Mercedes-Benz e que passou para as mãos da montadora alemã em 1999. Ela cuida, exclusivamente, de personalizar, os automóveis Mercedes-Benz. Para comemorar o aniversário de 50 anos da AMG, a Mercedes reuniu jornalistas que cobrem o setor no autódromo Velo Cittá, em Mogi Guaçu (SP), para mostrar seus últimos lançamentos. Por lá, desfilaram o C 63 Cabriolet, o C 43 Night Edition e a cereja do bolo, o

AMG GT R, um verdadeiro rojão empurrado por um motor V8, biturbo, de 585 cv, que atinge até 316 km/h. Ele é pintado na cor verde, em declarada inspiração ao circuito de Nurburgring, na Alemanha, conhecido como “inferno verde” pela densa floresta onde está situado. O bólido chega ao Brasil custando R$ 1.199.900.

Sedã de respeito Além do AMG GT R, a Mercedes-Benz também lançou no Brasil o sedã mais potente do mundo: o AMG E 63 S, equipado com motor AMG V8 4.0 L, biturbo, de 612 cv, com câmbio automatizado de nove velocidades. Pertencente à família Classe E, o modelo esportivo conta com um sistema de desativa-

ção de cilindros de série. É a primeira vez que ele é usado em um motor turboalimentado da AMG. Da imobilidade aos 100 km/h em apenas 3,4 s, o foguete da estrela de três pontas destaca-se pelo novo sistema de tração integral da Mercedes, que combina as vantagens de várias configurações de condução. A distribuição de torque entre os eixos, que era fortemente voltada para a traseira, pela primeira vez é totalmente variável e garante ótima tração independentemente das condições da pista. O AMG E 63 S chega às lojas da Mercedes no Brasil a partir deste mês com preço sugerido de R$ 699,9 mil.

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O jornalista viajou a convite da Mercedes

O mercado de veículos usados segue com desempenho positivo: as vendas de janeiro a junho cresceram 9,7% na comparação com iguais meses do ano passado, conforme a Fenabrave. Os dados mostram que mais de 5,25 milhões de veículos trocaram de dono nos seis primeiros meses deste ano contra as 4,78 milhões de unidades verificadas em 2016. Segundo a Fenabrave, foram vendidos em média quase cinco veículos usados para cada novo registrado no semestre.

Consumidor

Recall de airbags cresce 78% Só no primeiro semestre de 2017, 25 dos 76 recalls feitos pelas montadoras no país foram para reparos de defeito nos airbags produzidos pela multinacional japonesa Takata. No mesmo período de 2016, foram 14 chamados. No total, desde janeiro deste ano foram convocados 618.392 veículos, o que equivaleu a 55% do total de 1.199.170 carros convocados pelas marcas para reparos por defeitos de fabricação.

Com o título de sedã mais potente do mundo, AMG E 63 S será vendido por R$ 700 mil

Com um “motorzão” V8 biturbo, de 585 cv, o bólido da AMG faz bonito na pista

Ronco ensurdecedor do motor Antes de entrarem na pista, os jornalistas foram divididos em dois grupos e tiveram uma longa e detalhada explicação sobre a história da AMG. De vez em quando, durante a explanação, o ronco dos motores na pista era tão alto que se fazia necessário o uso de um protetor auricular. Lançado em 2014, seguindo o princípio “Handcrafted By Racers” (feito à mão por

corredores), o AMG GT R é o segundo modelo da divisão esportiva da Mercedes-Benz inteiramente desenvolvido pelos engenheiros da AMG. Entre suas principais características está o comportamento dinâmico aliado ao desempenho de primeira classe nas pistas de corrida. Segundo números de fábrica, o esportivo vai de 0 a 100 km/h em 3,6 s. O câmbio é automatizado de dupla

embreagem de sete marchas. Outro ponto forte do modelo é a relação peso/potência de apenas 2,66 kg/cv. O AMG GT R apresenta uma série de melhorias, como uma espécie de spoiler, que fica na parte inferior do para-choque dianteiro. A uma velocidade de 80 km/h, a peça de fibra de carbono fica 40 mm mais baixa, gerando mais pressão aerodinâmica, fazendo

com que o carro fique mais “grudado” no chão. O arsenal de aparatos tecnológicos não acaba por aí. O eixo traseiro é dinâmico, ou seja, as rodas de trás também esterçam em até 1,5 grau. Quando a velocidade é inferior a 100 km/h, elas viram na direção oposta às dianteiras. Acima dessa velocidade, elas seguem no mesmo sentido, garantindo maior estabilidade. (RC)

O que é a sigla? 50 anos. No dia 1º de junho de 1967, a AMG iniciou suas atividades em uma garagem em Burgstall, na Alemanha. Em 1976, mudou-se para Affalterbach. A sigla que dá nome à marca vem do sobrenome do sócios-fundadores da preparadora, dois ex-funcionários da MercedesBenz: Hans Werner Aufrecht (A) e Erhard Melcher (M). A letra G vem da cidade natal de Melcher, Grosspach.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

ESTÚDIO MALAGRINE/DIVULGAÇÃO

De visual marcante, ronco insano e desempenho brutal, AMG GT R é novo ícone entre os superesportivos

As modelos Aline e Jessica dividem beleza com o AMG Classe C 63

Alta performance do AMG E 63 S é garantida com muita tecnologia


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Na Europa

Daily é eleito o melhor minibus O Iveco Daily Minibus foi eleito a van de passageiros do ano na Europa. A premiação foi promovida pela organização da International Bus and Coach Trade Fair, que aconteceu em Madri, na Espanha. O modelo se destacou devido ao alto grau de personalização. Com assentos de passageiros fixados em trilhos para garantir versatilidade, o Daily tem capacidade para 19 passageiros. A van é equipada com motor F1C DS, 3.0 L, de 170cv, e câmbio automático de oito velocidades Hi-Matic. IVECO/DIVULGAÇÃO

super motor À prova de bala

Casca grossa para espantar a bandidagem Mercedes-Benz lança versões blindadasdocaminhãoleve915E edoextrapesadoAxor26448x4, destinadasaotransportedevalores Luiz Humberto Pereira Auto Press

O Brasil é um país onde a bandidagem tem acesso fácil a armamentos de guerra. Para fazer frente ao crescente poder de fogo da marginalidade local, as empresas de transporte de valores precisam usar a criatividade e investir em tecnologia. A filial brasileira da Prosegur, multinacional de origem espanhola do setor de segurança privada, procu-

rou a Mercedes-Benz para desenvolver novos modelos de veículos que dêem conta da sofisticação bélica dos bandidos brasileiros. Agora, a marca alemã está entregando as primeiras unidades das versões blindadas do caminhão extrapesado Axor 2644 8x4 e do leve 915 E, produzidos na cidade paulista de São Bernardo do Campo, para transporte de valores. A escalada da violência e a notória ineficiência da segurança pública ampliaram

bastante a utilização desse tipo de transporte no Brasil. Agora, além de dinheiro e ouro, os veículos blindados são empregados também para transportar eletroeletrônicos, celulares, medicamentos, joias, relógios e artigos de luxo, entre outros produtos que atraem a cobiça dos bandidos. Esse tipo de mercadoria é o foco da versão blindada do extrapesado Axor 2644, que se tornou o maior caminhão blindado da América Latina. O veículo ganhou uma implementação com tração 8x4, para tracionar semirreboques como o “bitrenzão” de dez eixos, assegurando uma capacidade volumétrica de carga de 175 metros cúbicos (100 m³ no primeiro semirreboque e mais 75

m³ no segundo), com até 74 toneladas de PBTC. “Isso demonstra a versatilidade de aplicação do Axor, modelo consagrado no mercado pela alta disponibilidade para o trabalho e pelo baixo custo de manutenção”, comemora Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing e peças & serviços para caminhões e ônibus da Mercedes-Benz do Brasil. “Fizemos os comparativos, e o Axor 2644 se destacou em capacidade de carga, qualidade técnica e potência”, justifica Rubens Carbonari, diretor regional da Prosegur. Pesou a favor da Mercedes-Benz a boa distribuição da rede de concessionários pelo território nacional.

Modelo blindado recebe um segundo eixo direcional Entre as modificações aplicadas ao chassi do Axor 2644 para a versão blindada destaca-se a inclusão de um segundo eixo direcional, tornando esse cavalo mecânico, que sai de fábrica com tração 6x4, uma versão 8x4. A cabine blindada conta com quatro posições de assentos, incluindo o banco do motorista, a fim de acomodar a equipe de trabalho e atender a legislação do setor de transporte de valores. Os semirreboques do “bitrenzão” também são blindados ou reforçados. Todas as implementações são executadas por empresas nacionais especializadas no mercado de blindagem e devida-

mente certificadas. Além das unidades Axor 2644 blindadas, a Prosegur adquiriu recentemente 134 modelos 915 E para renovação de sua frota de carros-fortes. Entre as principais modificações no veículo, derivado de chassi de ônibus, incluem-se mudança de entreeixos de 4.500 mm para 3.150 mm; reposicionamento de componentes, especialmente tanque de Arla e de combustível, além da adequação de chicotes elétricos, pneumáticos e de combustível. Também foi desenvolvido um projeto inédito de ar-condicionado para carros-fortes que dispensa o uso de dispositivos no teto do veículo. (LHP/AP)

Os semirreboques do bitrem também são blindados ou reforçados


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Axor 2644 ganhou uma nova configuração especial para transporte de cargas valiosas

Empresa espanhola adquiriu 134 caminhões 915 E blindados

Chassi do Mercedes-Benz 915 E foi customizado para blindagem


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

Linha 2018

Kawasaki lança Ninja ZX-10RR A Kawasaki acaba de lançar a Ninja ZX-10RR 2018 no Brasil. A moto traz de série alguns itens que a tornam mais competitiva para as pistas. O motor tem 998 cm³ e vem equipado com um cabeçote modificado, em relação à versão standard da ZX-10R, que dispõe da folga necessária para a instalação dos cames do eixo de comando para um kit de corrida. Além disso, a carcaça do propulsor foi reforçada, e as passagens conectadas entre os cilindros ficaram mais estreitas, com a espessura da parede aumentada. A Ninja ZX-10RR vem equipada com rodas em alumínio de sete raios e pneus Pirelli Diablo Supercorsa SP. KAWAZAKI/DIVULGAÇÃO

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Moto

À moda antiga, mas somente no estilo Indian Roadmaster Classic tem visual retrô,mas proporcionabom desempenhoe alia sofisticaçãoa umasériede recursos tecnológicos Auto Press Poderosa. Cômoda. Sofisticada. Uma motocicleta imponente como a Roadmaster Classic não é fácil de ver parada num semáforo de uma congestionada cidade grande. O modelo da Indian Motorcycles é uma moto para viajar, dedicada a quem gosta de percorrer centenas de quilômetros de estradas a bordo de muito conforto, potência, tecnologia e segurança. Em relação ao desenho, o fabricante de motos mais antigo dos Estados Unidos evoluiu a icônica Roadmaster Classic, mas manteve to-

da a essência da marca sem abrir mão de toda a tecnologia que, sem dúvida, os motociclistas de hoje em dia exigem. O jogo de malas e os assentos são todos forrados com pele da mais alta qualidade, que, mesmo não sendo impermeável, não descolore nem se deforma com o passar do tempo ou com a exposição ao sol e à água – isso acontecia nas gerações anteriores. Dentro das grandes maletas, que no total somam 120 litros de capacidade, há um revestimento em plástico que não permite a deformação nem deixa entrar água, o que garante a

segurança da carga. O único problema é a falta de cadeados nas malas, de forma que é necessário estar com a moto sempre sob a vista para evitar a ação de possíveis ladrões. Um ponto de destaque é o assento com função de calefação, que incrementa uma melhor experiência sobre a motocicleta. Abaixo do assento da Roadmaster Classic 2017 encontra-se um poderoso motor Thunder Stroke 111, cujas cifras resultam em bons resultados para uma moto dessa magnitude. São 1,82 L, dois cilindros em V, 76 cv de potência e 16,45 kgfm de torque que justificam o fato de ela ser adequada não para a cidade, mas sim para a estrada. O som característico do propulsor e o funcionamento refinado reforçam o prazer da pilotagem.

Para pôr a moto em marcha, não é necessário o uso de uma chave. Basta aproximar um cartão ou introduzir um código pessoal de segurança para ver o motor funcionar. Outras funcionalidades incluem para-brisa elétrico, calefação dos punhos e assentos, apoio de pés para passageiro regulável, e sistema de áudio de 100 W de potência que faz parte do Ride Command.

Multimídia Esse sistema multimídia é interativo e tem tela sensível ao toque de sete polegadas, que inclui navegador e controle das funções da moto, além de gerenciar a conexão do smartphone por meio do Bluetooth. Há ainda avisos do sistema, como temperatura do óleo, pressão dos pneus, controle de cruzeiro e memorização das rádios favoritas.

Faróis triplos são característicos na Indian Roadmaster

Painel mescla instrumentos digitais e analógicos; central multimídia tem tela de sete polegadas


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

FOTOS: INDIAN: DIVULGAÇÃO

No Brasil, preços da Roadmaster partem de R$ 104.990

Plenamente funcional, apesar do tamanho A pilotagem da Roadmaster Classic 2017 é plena desde o momento em que se tira os pés do chão. A moto é muito ágil para manobrar. É possível entrar arremessado na curva e frear, ou até mesmo seguir com o impulso, sem sentir que a massa lança o corpo para o exterior da curva. O para-brisa cai bem nos dias frios e chuvosos, já que evita o contato

do vento gelado no peito do motociclista. Em resumo, a experiência a bordo dessa Indian Roadmaster Classic é uma das melhores que se pode ter sobre duas rodas. O modelo ostenta um conjunto que engloba bom visual retrô, com os charmosos toques clássicos da marca e toques de tecnologia que impressionam numa moto desse tipo.

Ficha técnica Motor: Dois cilindros em V, 1,811 L, arrefecido a ar. Potência estimada: 77 cv a 4.500 rpm. Torque: 16,5 kgfm a 2.700 rpm. Câmbio: manual de seis marchas. Suspensão: Dianteira do tipo telescópica, traseira com monoamortecedor.

Peso a seco dó modelo é de 414 kg, e tanque de combustível tem 20,8 L de capacidade

Assentos são feitos de couro legítimo e têm aquecimento


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de julho de 2017

super motor FOTOS CONTINENTAL/DIVULGAÇÃO

Tecnologia

Semelhança

Cadê as

Cada parte do carro retransmitirá uma frequência de som

caixinhas de som? Inspirada em instrumentos musicais de cordas, Continental desenvolvesistemade áudioque dispensao usode alto-falantes Igor Veiga Inspirada no princípio funcional dos instrumentos de cordas, a Continental – sim, a mesma marca famosa pela fabricação de pneus –, quer reinventar o sistema de áudio dos carros. A empresa está substituindo alto-falantes convencionais por atuadores, que produzem som vibrando sobre certas superfícies

no veículo. Em comparação com a tecnologia de alto-falante convencional, o sistema de áudio sem alto-falante traz muitas vantagens: um peso consideravelmente menor, com um volume reduzido de caixa e menor consumo de eletricidade. “Na era dos veículos elétricos, os fabricantes de automóveis estão buscando soluções inovadoras para reduzir drasticamente o peso

de seus veículos e ganhar espaço para passageiros e novas tecnologias”, afirma Johann Hiebl, chefe do setor de infotainment e conectividade da Continental.

Como funciona? O novo sistema de som em desenvolvimento pela empresa pretende transformar a própria carroceria do carro para propagar as ondas sonoras do aparelho de som.

Cada frequência (graves, médios e agudos) é obtida de uma parte interna específica do veículo, conforme formato, material e tamanho da peça. O som seria emitido por atuadores estrategicamente instalados nesses locais e reverberados pela própria acústica do carro. Além de acabar com os tradicionais alto-falantes, a novidade também eliminará dezenas de metros de fiação interna.

Bobinas. Os atuadores têm núcleo parecidos com os de um alto-falante comum, com uma bobina magnética capaz de gerar microvibrações. Contudo, ao contrário da membrana de um alto-falante, a peça transmite aos painéis do carro a vibração, que é irradiada a partir daí. É possível comparar o novo sistema a outro premium, com 20 alto-falantes.

Princípio da propagação do som é o mesmo de um violino


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Pampulha, sábado - 15/07/2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu