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Pampulha - 14 a 20 de julho de 2018

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turismo

estilo

almanaque

super motor

PARQUE DO ITATIAIA É AINDA MAIS DESLUMBRANTE DURANTE O INVERNO ... Páginas 6 a 8

MADE IN RÚSSIA: CONFIRA A MODA DAS INFLUENCERS DO PAÍS DA COPA ... Páginas 26 e 27

EM CONCERTO, ARTHUR MOREIRA LIMA REÚNE CLÁSSICOS E POPULARES ... Página 16

FIAT TERÁ 15 NOVOS PRODUTOS NO BRASIL ATÉ 2022; CONHEÇA AS NOVIDADES ... Páginas 16, 18 e 19

14 a 20 de julho de 2018 ANO XXVII número 1459 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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M&LAHAN/DIVULGAÇÃO

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

Casos de família: Damião comprou seu primeiro Fiat ainda na década de 80 e se lembra com carinho das férias com os filhos à bordo dos veículos

HISTÓRIAS CRUZADAS Há 42 anos em Minas Gerais, a Fiat tem uma trajetória que se entrelaça à vida de milhares de mineiros, marcando a memória afetiva das famílias que já tiveram um veículo da marca e atuando no progresso da comunidade com suas ações sociais


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de julho de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Michael (Jackson) experimentou a crueldade nas mãos de seu pai... O fato de ele ter sido ‘quimicamente castrado’ para manter sua voz aguda é algo indescritível”

Editorial

Estagiários da vida uma segundafeira, ao final de uma palestra para jovens estagiários com menos de 18 anos, recebi várias perguntas, escritas em papéis tirados de cadernos, algumas sem assinatura, outras informando o contato. O tema mais recorrente, e angustiante, o “emprego”, ou “o que tenho que fazer para ter uma autonomia financeira, chave para a não dependência ou para a realização de necessidades e sonhos”. Em seguida, o assunto mais citado foi o que se sintetiza como “o que podemos fazer para diminuir a violência”, isoladamente e como sociedade. Mas havia outros questionamentos, sobre drogas, sexo, religião, política e a “chave do sucesso”. Lendo as mensagens que me chegavam da plateia, em certo momento senti uma forte emoção, quase um nó na garganta, não só pela saudade de meus 16 anos, como pelas utopias e sonhos celestiais de adolescente, vencidos em seguida por uma realidade que atropelou quase tudo. A minha, em comparação com a atual, foi uma época feliz, com poucos carros em circulação, quase sem drogas, sem computadores, sem fome, sem poluição, sem assaltos e homicídios, que só apareciam nos filmes americanos. Os vizinhos de antigamente eram gente conhecida havia séculos, o gari que varria a rua era sempre o mesmo, o médico que atendia a família toda em casa era uma figura carismática, respeitada como um portador de soluções. Havia muito mais verde, árvores, frutas menores e mais saborosas, águas transparentes, passarinhos de todas as cores e cigarras no verão. Ao final dos estudos, junto com a formatura, todos encontravam emprego já no primeiro dia, ou até antes dele havia quem prenotasse o diplomado ou o leigo em tudo. Olhando aquela plateia sentada a minha frente, enxerguei “condenados” a uma vida de incertezas e amarguras, com escasso tempo para o romantismo e atarefados pela exaustiva competitividade, convivendo e se defendendo da banalizada violência, levados a antecipar a vida sexual.

N

Quer dizer, a interromper precocemente a fase infantil. No mundo de meus 16 anos, a expectativa de emprego sobrava no horizonte, as ruas eram tranquilas e serviam para brincadeiras, sem traficantes ou tiroteios. Todos se conheciam e se respeitavam. O coração disparava apenas por joelho bem-torneado. Eram tempos sem engarrafamentos, sem pedágios, sem sequestros, tempos de músicas em radiolas. Hoje vive-se uma incerteza globalizada, qualquer problema de outro continente afeta o mundo inteiro, o estresse é a regra, a depressão, a consequência da rotina “inatural”, da batata frita, dos transgênicos, das competições malucas. As cidades já problemáticas se apresentam deturpadas por pichações, a juventude perfurando-se de piercings masoquistas, de tatuagens que escondem a beleza de uma pele jovem. O sofrimento domina e se banaliza, manifesta-se com música metálica que espanca os ouvidos e faz tremer as vísceras. O jovem, contemporâneo de Bin Laden e dos homens-bomba, não se dá descanso, encara a vida como uma flagelação. Castiga-se sozinho, além das agressões externas. Pendor para infelicitar a própria vida. O que dizer a eles? Pensei em “pedir perdão” por não me ter oposto mais a essa degeneração, mesmo sabendo que, sozinho, não teria alterado o rumo da correnteza. E, ainda que o fizesse, não creio que compreenderiam a profundidade do pedido. Melhor, pensei, é explicar-lhes que o que se toca com as mãos, ou se vê com os olhos, não é tudo. Que em cada ser humano tem bondade, mesmo que adormecida. Que tem razão quem disse “Amai-vos uns aos outros”, pois aí está o caminho mais breve da evolução. E, ainda, que o corpo não é tudo, mas deve ser respeitado. Que não precisa ter pressa com o sexo, que ele é bom e maravilhoso quando praticado com maturidade, com o parceiro que se ama. Que é ainda possível, apesar de o mundo dos adultos conspirar contra, elevar os sentimentos e encontrar forças invisíveis e o anjo que nos protege. Este inferno não é capaz de se impor ao amor.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Conrad Murray, médico norte-americano que foi declarado culpado no processo em que era acusado do homicídio culposo (quando não há intenção de matar) do ícone pop Michael Jackson, fez revelações nesta semana sobre Joe Jackson, pai do cantor, ao jornal “The Blast”. Joe morreu no dia 27 de junho, aos 89 anos.

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

“Foi um tempo emocionante para mim, cheio de consideração, mas também difícil, porque o Real Madrid é de uma exigência altíssima, mas sei muito bem que nunca vou esquecer que desfrutei do futebol aqui de uma forma única” Cristiano Ronaldo, em carta aberta em seu site, ao se despedir do Real Madrid após nove anos no clube. CR7 agora passa a integrar a equipe da Juventus

“Minha mãe me acobertava em coisas, me deu cigarro com 8 anos de idade. Trocava cigarro por tarefas domésticas. Não é que eu ache isso moralmente mau, mas é a mesma coisa que a pessoa dizer que não se arrepende de nada. Nada mais burro do que não se arrepender de nada” Tonico Pereira, 70, em entrevista a Fátima Bernardes, no “Encontro”, na última quarta (11). Durante o programa, o ator quis saber se é certo algumas pessoas chamarem seus cães de filhos e polemizou ao dizer que não repetiria a educação que teve da sua mãe com seus filhos, discordando das convidadas Bruna Viola e Maria Joana, chamando atenção nas redes sociais.

“Eu fiz 21 hoje no Brasil. Estou tão feliz de passar meu aniversário nesse país lindo com meninas incríveis. (...) Eu tenho um desejo no meu aniversário: mostrar para essas garotas que elas não precisam lutar sozinhas” Malala Yousafzai, que completou 21 anos na última quinta (12), durante sua primeira visita ao Brasil. A ativista paquistanesa luta pela educação e igualdade de gênero e é a pessoa mais jovem da história a receber um Prêmio Nobel da Paz.

“Não temos certeza se isso é um milagre, uma ciência ou o que é. Todos os 13 Javalis agora estão fora da caverna” Marinha da Tailândia, em post no Facebook na última terça (10), comemorando o sucesso da operação “Javalis Selvagens” para salvar os 12 meninos do time de futebol que, junto com seu técnico, estavam presos em uma caverna desde o dia 23 de junho. Foram necessários três dias de operação para resgatar todos os garotos, que têm entre 11 e 16 anos. Eles passaram nove dias sem comer até serem encontrados por dois mergulhadores ingleses dentro da caverna inundada.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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FUNDADOR Vittorio Medioli

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Distribuição gratuita

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Murilo Rocha (interino) ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Renata Nunes (interina) CHEFE DE REPORTAGEM Flaviane Paixão (interina) EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


especial

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Em família

Damião Oliveira vendeu um dos 147 dele para o filho na década de 90, mas depois o comprou novamente

“Fomos juntos para a praia, para Cabo Frio e Porto Seguro. As viagens eram longas. Foi algo marcante para mim”. Esse é um pequeno relato feito por Damião Campos de Oliveira, 72, admirador da Fiat, que comprou o primeiro veículo da marca ainda na década de 80. Hoje, proprietário de dois modelos 147 de placa preta, além de um Siena, ele destaca que está longe de ser o único que valoriza tanto a empresa. “As pessoas têm paixão pela marca, falam sobre meus carros. Alguns amigos, inclusive, pedem para tirar foto dentro do veículo. É um atrativo mesmo”, afirma ele. Esse círculo do qual fazem parte Oliveira e seus amigos é extremamente amplo e envolve, além de admiração, crescimento, desenvolvimento, força, entre outras características impactantes. Em Minas Gerais, sobretudo, pois foi o Estado responsável por abrigar a primeira fábrica de automóveis fora do cinturão industrial paulista, inaugurada em 9 de julho de 1976. Em mais de quatro décadas de

LIGAÇÃO> Histórias dos mineiros se misturam com a da empresa

Juliana Siqueira

Amor à primeira vista atuação, a companhia tem transformado a economia de Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde está localizada, e a de todo o Estado. CONSTRUÇÃO As histórias dos admiradores da organização e a da própria Fiat, muitas vezes, se misturam ou se aproximam. Oliveira, que tinha um táxi que operava com um veículo de outra marca nos anos 70, conta que, após ficar com o bem por mais de dez anos, optou

por um Fiat. Após isso, repetiu sempre a mesma escolha. Com a empresa, também aconteceu algo mais ou menos semelhante, pelo menos quando o assunto são substituições. Para se ter uma ideia, no início de suas atividades, cerca de 80% dos fornecedores estavam localizados em São Paulo. Nos anos 90, um processo chamado de “mineirização” foi implantado. Tendo fornecedores estratégicos no entorno da planta, ela passou a operar no sistema de suprimentos Just In Time (JIT)

e Just In Sequence (JIS), o que contribuiu para sua competitividade. Com a “mineirização” veio também a possibilidade de o Polo Fiat criar as condições para o salto de escala de produção que ocorreu nos anos posteriores. As linhas de produção foram expandidas por causa da liberação de áreas físicas dentro da fábrica, que antes eram utilizadas para a estocagem, graças à confiabilidade da logística de suprimentos. O resultado disso é que, atualmente, 66% do que é adquiri-

do pela empresa é oriundo de fornecedores que estão localizados num raio de até 150 km das fábricas. “Embora tenha havido a crise, a “mineirização” continuou. Lá de Juatuba, na época em que eu era do setor de compras, eu trouxe três fornecedores muito tecnológicos. Um deles é a Gestamp”, relata Antonio Filosa, presidente da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina, acrescentando outros importantes fornecedores da cidade, como Proma e Tiberina.

Assim como a Fiat se consolidou e vem fomentando negócios dentro de casa, Oliveira tem uma história parecida nesse sentido, que fortalece a ideia de que as coisas “em família” podem ter um valor inestimável. Ele relata que, em meados da década de 90, vendeu um dos 147 dele para o filho. Depois, o comprou novamente. “Fiquei feliz de tê-lo de novo”, diz. FUTURO As novas empresas instaladas em Minas Gerais trouxeram mais diversidade para o parque industrial do Estado. As consequências econômicas foram várias, incluindo a geração de mais empregos. Porém, isso não fica apenas na história. A “mineirização” continua e continuará a acontecer. E, se crescimento daquilo que já é bom e gera vários benefícios deve fazer parte do amanhã da Fiat, também deve se tornar uma realidade na vida de Oliveira e de seus carros. “Tem mais modelos da marca que eu gostaria de ter, e estou pensando em adquiri-los futuramente”, conta. “Quando eu comprei um Fiat, já notei uma diferença grande”, ressalta. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

RAIO X

Informações curiosas sobre a fábrica em Betim MÉXICO

Em 1976...

ulho DATA DA INAUGURAÇÃO

9 de julho de 1976

FONTE: FCA

Na atualidade...

1,5 mil

52 CARROS ERAM PRODUZIDOS POR DIA

UNIDADES PRODUZIDAS POR DIA

800 mil

unidades é a capacidade produtiva atual por ano

55

15 mil

SEGUNDOS É O TEMPO DE PRODUÇÃO DE UM CARRO

FUNCIONÁRIOS TRABALHAM DIRETA E INDIRETAMENTE PARA A EMPRESA

UNO, FIORINO, DOBLÒ, GRAND SIENA, WEEKEND, STRADA, MOBI E ARGO SÃO OS MODELOS PRODUZIDOS ATUALMENTE

15,5 milhões

COLÔMBIA PAÍSES PARA OS QUAIS A EMPRESA MAIS EXPORTA

de veículos

FORAM PRODUZIDOS EM 42 ANOS

PERU CHILE ARGENTINA

UNO

foi o carro mais vendido até hoje


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especial

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TECNOLOGIA> Robôs colaborativos, exoesqueletos e simulações virtuais ajudam a produzir carros

Indústria 4.0 já é realidade na montadora Os desejos dos seres humanos relacionados ao futuro, frequentemente, estão ligados às possibilidades tecnológicas. Além disso, invariavelmente, quando se pensa sobre o amanhã e a respeito do que ele nos reserva, um dos primeiros objetos de consumo lembrados é o carro. E a indústria automobilística tem revelado que vivemos uma época em que diversos tipos de evolução apontam para um cenário muito mais amplo do que talvez pudéssemos imaginar. Entrar no Polo Automotivo Fiat é ver, ao longo da caminhada pelo local, que muito daquilo que sonhávamos para, provavelmente, algumas décadas adiante, já existe. E mais: com uma capacidade bastante ampliada. Integrados ao conceito de Indústria 4.0 ou Quarta Revolução Industrial, diversos processos revelam toda a sua força. Entre os pilares de atuação, estão realidade aumentada, internet das coisas (IoT), computação em nuvem, entre outros equipamentos inteligentes. “Nós estamos entrando e passando pela Quarta Revolução Industrial, que nada mais é que a fábrica conectaJuliana Siqueira

da e inteligente. Ela deixa de ser simplesmente uma fábrica automática, com sistemas robotizados, e passa a ser uma fábrica inteligente”, destaca Rutson Aquino, coordenador de inovação da engenharia de manufatura da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina. A conexão de pessoas, máquinas e sistemas é realmente um dos pontos que chamam a atenção na Fiat. O robô colaborativo, por exemplo, que é uma espécie de “terceiro braço” para o colaborador, desmitifica a ideia de que a máquina fará absolutamente tudo em nosso lugar algum dia. Como um auxiliador, ele garante a redução de, em média, 15% das chamadas “atividades que não agregam valor” nas operações manuais, que são os movimentos sem necessidade. “Também desmistificamos que essa operação não é segura”, diz Aquino. Por falar na relação da tecnologia com os corpos humanos, o exoesqueleto (esqueleto externo) é outro responsável por traduzir alguns dos princípios desse vínculo entre ambos. O Polo Fiat foi a primeira fábrica na América Latina a implantar o equipamento. Os 14 conjuntos, divididos em três categorias (coluna lombar, ombros e membros inferiores), usados nas linhas de

produção, reduzem o esforço muscular. “Ele tem a função de melhorar o conforto do trabalhador. Sustenta o peso do corpo ou de objetos, evita que a musculatura gere o ácido lático... pode até gerar, mas evita que aquilo traga dor e que se tenha o estrangulamento dos vasos sanguíneos”, explica Janelle Campos, ergonomista do polo automotivo. SIMULAÇÕES E a relação ser humanotecnologia-futuro não para por aí. Já imaginou abrir o porta-malas de um carro, por meio de uma tela, com um leve movimentar das mãos? Ou montar uma lanterna mais ou menos desse jeito? Isso é uma realidade no Polo Fiat, onde já foram implantados vários tipos de simulação. O exemplo dado acima descreve um pouco da Sala de Realidade Virtual, que utiliza o software IC.IDO (cuja pronúncia é “I see, I do”, “eu vejo, eu faço”, traduzido para o português). Nela, foram investidos aproximadamente R$ 1 milhão, recuperados em oito meses de funcionamento. Conforme explica Eric Baier, especialista em simulação virtual da FCA, com esse recurso é possível validar todas as montagens do veículo antecipadamente, sem haver a necessidade de construir um

processo físico e começar a realizar os testes só lá na frente. “A gente ganha em velocidade de desenvolvimento do carro”, diz ele, que ainda destaca a possibilidade de identificar as perdas e oportunidades de melhorias estando na frente do computador. Já o SIMCenter, resultado de uma parceria com a PUC Minas, fica localizado no campus Coração Eucarístico, em Belo Horizonte. Primeiro centro de simulação de dinâmica veicular da América Latina, o espaço conta com o que existe de mais avançado na tecnologia de simulação mundial com o objetivo de gerar inovações e pesquisas, tendo como foco a segurança de veículos, pessoas e sistemas viários. O grande diferencial está na interação do motorista com o veículo. O condutor consegue avaliar, em tempo real, o comportamento do automóvel à medida que as variáveis passam por ajustes. A tecnologia também permite, entre outros, a geração de dados sobre o comportamento dos condutores em vários estímulos, como distração por cansaço.

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Modernidade

Na Fiat, muito daquilo que sonhávamos para algumas décadas adiante já existe

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Minientrevista

Planta em Betim receberá R$ 8 bilhões Antonio Filosa Presidente da FCA América Latina

A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) anunciou grandes investimentos para a América Latina. Para se ter uma ideia, até o ano de 2022, pelo menos 15 novos modelos deverão ser lançados. Em entrevista, Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina, falou que a planta de Betim vai receber um investimento de R$ 8 bilhões nos próximos seis anos. O montante

representa 57% do total de investimentos da empresa na América Latina no mesmo período. Cerca de 8 mil novos postos de trabalho devem ser gerados. Qual a visão estratégica da empresa em relação a atrair os jovens? Este é o carro desejado pelo jovem (mostra um telefone celular): um smartphone, com quatro rodas, um motor. Isso é que nós vamos dar para eles. Vamos dar vários carros. Também vamos investir em tec-

nologias de eficiência energética que permitam a esse objeto, que transporta famílias, a ser competitivo e limpo para o meio ambiente. Sobre os carros autônomos, o que você tem a dizer? Eu andei em um carro autônomo, um L4, produzido pela FCA com o Waymo, do Google. Existem seis níveis de autonomia: L0, que é o carro que você conhece, L1, L2, L3, L4 e L5. O L5 não tem mais volante, é um carro que é um “quarto” que anda, tem

cadeira totalmente giratória; você pode dar as costas para o para-brisa e falar com as pessoas. O L4 depende da conectividade da área: onde não pega celular, o carro não pega, aí precisa utilizar o volante. Temos algumas centenas deles em teste no trânsito, no Arizona, no Texas e na Califórnia, nos Estados Unidos. Eles andam mesmo, é incrível. Eles existem, mas não são econômicos, hoje, para a produção. Agora, o carro mais autônomo no Brasil é o Jeep Compass. Nós temos uma versão dele que, se você sai de Brasília e quer chegar a São Paulo, você informa a

velocidade média que quer desenvolver, e o carro anda, acelera, desacelera, freia quando tem que frear, sai da trajetória quando um cachorro cruza o caminho. Isso nós já temos aqui. Qual a posição da Fiat, hoje, no ranking de veículos? Hoje, a FCA é líder no Brasil. Não foi líder em janeiro, em fevereiro, acho que em março passou, e, em abril e maio, se consolidou. Hoje, estamos com 17,4% de mercado como FCA, e a segunda colocada está com 17%. Nessa liderança, a Fiat é a terceira, chegando a quase 15%.


especial

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DIA A DIA> Destacando o valor das pessoas, montadora investe em benefícios e reconhecimentos FOTOS M&LAHAN/DIVULGAÇÃO

Sentir as coisas como se elas estivessem acontecendo pela primeira vez. Mais: ser surpreendido por um tipo de emoção totalmente nova, que a passagem dos anos não é capaz de eliminar. Márcio Gonçalves Zarattini, 59, metrologista do Polo Automotivo Fiat, sabe bem o que é isso. Na empresa há 40 anos, ele frisa que viu todos os lançamentos da marca até hoje. E cada um deles proporcionou um sentimento especial. “É muito bom ver o carro pela primeira vez e participar da rotina da empresa. A Fiat é algo vivo. Todos os dias, há uma novidade”, diz. Diversas lembranças fazem parte do cotidiano do profissional. Entre os relatos de como ele cresceu na organização ao longo do tempo – “Comecei como inspetor de qualidade 1”, recorda –, há também uma certeza: “Não há nada que pague a experiência”. Se a experiência é tão importante, para que os colaboradores possam obtê-la em várias áreas e situações, a Fiat investe na capacitação permanente. A tecnologia digital tem dado uma “mãozinha” nisso. Um exemplo dessa realidade é o game desenvolvido pela FCA chamado “Plantx”. O jogo tem como objetivo capacitar os colaboradores nos pilares do World Class Manufacturing (WCM), metodologia que engloba os aspectos da manufatura (posto de trabalho, qualidade, manutenção e logística). O Isvor, universidade corporativa da FCA localizada em Betim e em atividade desde 1995, é outra prova do investimento do grupo nas pessoas. Cursos, jornadas e trilhas de aprendizagem contribuem para o desenvolvimento dos líderes da organização e de parceiros. No local, há também o fab lab, onde indivíduos de várias áreas se reúnem para realizar projetos de fabricação digital de maneira colaborativa – a FCA foi a primeira no Brasil a contar com um espaço assim. Juliana Siqueira

Pai e filhos

Gustavo e Bianca sempre sonharam em trabalhar na Fiat como o pai, Armando Cruz (ao centro); hoje, os três integram a equipe da fábrica

Gente por trás das máquinas “

É muito bom ver o carro pela primeira vez e participar da rotina da empresa. A Fiat é algo vivo. Todos os dias, há uma novidade.

Exemplo

Márcio Gonçalves Zarattini, 59, trabalha na Fiat há 40 anos

VALORES Quem tem filhos sabe bem: a conquista deles, muitas vezes, acaba contando como a vitória dos próprios pais. Se é assim, incentivos em relação a esses ganhos também não faltam na empresa. O Prêmio de Educação, por exemplo, reconhece com dinheiro os filhos e dependentes dos colaboradores que se destacam com as melhores notas ao longo do ensino médio, técnico e superior. Cerca de R$ 9 milhões em premiação já foram distribuídos. E, por falar em valorização da educação, a FCA também entrega o Kit Escolar para os filhos dos colaboradores que são estudantes do ensino fundamental. O mate-

rial contém alguns dos itens fundamentais para utilização nessa fase. Uma das contempladas pelo Prêmio de Educação foi Bianca Cruz, 21, analista de RH do Polo Fiat, que entrou na empresa como estagiária em 2016. Ela é filha de Armando Cruz, 52, mecânico de manutenção da Unidade de Prensas do Polo Fiat, que está há 25 anos na companhia. Para ela, essa e muitas outras iniciativas realmente valem a pena. “Também fiquei muito feliz de participar do baile de debutantes promovido pela empresa. Foi algo muito especial tanto para mim quanto para o meu pai”, diz ela acerca da iniciativa da companhia de promover o evento para cerca de 200 filhas de colaboradores todos os anos. Bianca não é a única filha de Armando que foi beneficiada pela empresa e que também vem construindo sua carreira na organização. O irmão dela, Gustavo Cruz, 26, controlador de gestão de materiais da engenharia de manufatura da powetrain do Polo Fiat, entrou como estagiário em 2010, atuando pela Comau, empresa do Grupo FCA. Posteriormente, foi contratado pelo grupo. “Em nossa casa, a gente sempre teve a Fiat como nosso sustento e crescimento. Era um sonho trabalhar aqui. Correu tudo bem. Tenho fotos na empresa de quando eu ainda era criança”, relata. Para o pai, a trajetória dos filhos é “motivo de orgulho”. CRESCIMENTO Todas essas histórias de sucesso têm um elemento por trás: dedicação. Conforme ressalta Cláudio Froes, 45, gerente da planta Motores do Polo Automotivo Fiat, a organização sempre vê com bons odlhos quem se dedica. Quando eu entrei na empresa, me falaram: ‘Quer saber quando você será promovido? Pergunte para você mesmo’”, relata. “Eu me propus a aprender pelo menos uma coisa por dia. Pensava que, dessa maneira, saberia muita coisa no fim do ano. Aqui é uma fábrica de oportunidades”, frisa ele, que começou a carreira na organização como estagiário. Froes destaca que nunca ficou parado na empresa no que diz respeito também à capacitação oferecida pela marca. “Eu acho muito bom trabalhar em um mesmo lugar há tantos anos. Um dos maiores aprendizados que tive foi como lidar com pessoas e em várias áreas diferentes, como fazer esse trabalho em equipe dar certo”, diz.


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especial

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 14 a 20 de julho de 2018

VISÃO> Projetos em diversas frentes promovem crescimento, educação, cultura e meio ambiente

Um universo repleto de colaboração e de respeito FOTOS M & LAHAN/DIVULGAÇÃO

Humanização

Oficinas oferecidas pela Cooperárvore e pelo Instituto Árvore da Vida se destacam

“Uma das músicas que mais gosto é ‘Era uma Vez’. Ela me inspira e me faz lembrar do meu passado. Cantar tira toda a angústia”. Apesar da pouca idade, Ryany Gabriele, 13, fala com propriedade daquilo de que gosta, das experiências pelas quais passou e do que espera para o futuro. “Eu tenho muitos sonhos. Quero cantar, ser detetive e escritora”, diz ela. Assim como Ryany, diversos adolescentes têm não somente feito planos, mas até mesmo reaprendido a sonhar e a enxergar as muitas possibilidades para a própria história, por meio de oficinas, como a Juliana Siqueira

de Canto Coral, oferecidas pelo Instituto Árvore da Vida (IAV), que também conta com oficinas de percussão, esportes, atividades de formação humana, entre outras. A associação sem fins lucrativos é composta e dirigida por membros da comunidade Jardim Teresópolis, em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte. Tudo começou há 14 anos, quando a Fiat Chrysler Automóveis (FCA) iniciou um projeto social no local, que fica nos arredores do Polo Automotivo Fiat, em parceria com as ONGs Associação Voluntários para o Serviço Internacional – Brasil (AVSI-Brasil) e Cooperação

para o Desenvolvimento e Morada Humana (CDM). Atualmente, o programa, que se transformou em algo da comunidade para a comunidade, ainda recebe o apoio da FCA e já beneficiou mais de 22,2 mil moradores da região. Outra favorecida pelo instituto é Aparecida Soares, 45, que, por meio da Cooperárvore, outra iniciativa, recebe, junto a outras mulheres da comunidade, doações da FCA e de seus fornecedores de cintos de segurança e aparas de tecido automotivo. O material é transformado em acessórios como bolsas e mochilas. Atualmente, a filha de Cida, como ela é chamada, Francielle Soares, 20, a acompanha no trabalho. “Estou aqui há 11 anos. Gosto muito. Eu percebi que mui-

VALORIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO A Fundação Torino foi criada em 1975, em Belo Horizonte, ano anterior ao da criação da primeira fábrica da Fiat no país. Inicialmente, o objetivo era oferecer estudos aos filhos dos colaboradores da montadora em uma escola italiana. Rapidamente reconhecido como uma referência, o local passou a atender também os estudantes brasileiros. Hoje, atua como escola internacional, capaz de receber estudantes de qualquer nacionalidade. A Fundação Torino tem, além da escola regular, um centro de línguas em três locais da capital mineira: Belvedere, Prado e praça da Liberdade. Referência no ensino e cultura italiana, atualmente também oferta aulas de inglês, por meio de uma parceria com a Oxford University. (JS)

ta coisa pode ser reaproveitada. Também tenho um sentimento bom em relação ao que fazemos para ajudar na preservação do meio ambiente”, afirma Cida. PRESERVAÇÃO Aliás, se “sustentabilidade” é uma das palavras de ordem dos dias atuais, a Fiat conta com uma série de ações nesse sentido. Para se ter uma ideia, quando se trata do reúso de água, por exemplo, 99,6% retorna para o processo produtivo da empresa. Esse alto índice, porém, precisou de muito trabalho para ser alcançado. E isso antes mesmo de a palavra “sustentabilidade” estar tão em alta como hoje. “Esse é o grande segredo, talvez a grande força que temos com o meio ambiente dentro da nossa orga-

nização. A nossa empresa não começou com ações nessa área hoje. Iniciou na instalação de uma fábrica em 1976, que teve a capacidade de criar tubulações separadas em esgotos industriais, esgotos biológicos e esgotos fluviais. Em 1976, a gente já imaginava que isso, no futuro, seria importante. Isso é estar na vanguarda”, destaca Neylor Bastos, gerente de meio ambiente, saúde e segurança de trabalho da FCA para a América Latina, que acrescenta, ainda, que esse processo tem sido contínuo. Além disso, a empresa também possui a Ilha Ecológica. O Polo Automotivo Fiat foi a primeira fábrica do segmento automotivo do Brasil a destinar 100% dos resíduos gerados para a reciclagem e a reutilização, des-

de o ano de 2011. Um dos grandes diferenciais da Ilha é a usina de reciclagem de isopor. Uma tecnologia criada pela Fiat reduz em 50 vezes o volume do material. Os pequenos grãos de plástico oriundos do processo são enviados para uma empresa de reciclagem e utilizados na fabricação de produtos como canetas e capas de CDs, por exemplo. A eficiência energética é outro foco da organização. Entre as ações tomadas pela empresa estão a implementação de um moderno sistema de gerenciamento de energia, substituição de tecnologia de fornos a vapor por gás natural na pintura e utilização de motores de alto rendimento em toda a fábrica, entre outras.

TIAGO MALHAS/DIVULGAÇÃO

A Casa Fiat de Cultura tem apresentado, há mais de uma década, coleções e exposições de artistas de grande relevância no cenário internacional, como Caravaggio, Rodin, Aleijadinho, Portinari e Leo Santana (foto), entre outros. Mais de 2 milhões de pessoas estiveram presentes nas exposições, e mais de 350 mil participaram das atividades educativas. O local também oferece ao público palestras, lançamentos de livros, concertos de música, cursos, oficinas, formação de professores e ateliês abertos.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Veneno no prato: (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Tagarela tagarela é aquele que fala muito. É também conhecido por outros nomes, como: “linguarudo” e “matraca”. Muito comumente, costuma ser uma pessoa indiscreta e que não consegue guardar segredos. Você conhece alguém que fala sem parar? Ou, ainda, se considera uma pessoa que fala “igual pobre na chuva”? Esse hábito, que incomoda quem está ao lado, pode ter várias explicações, entre elas a própria personalidade da pessoa, um hábito familiar adquirido na infância, uma carência ou até mesmo ser parte de algum distúrbio mental como o transtorno de ansiedade. Um fato concreto e que ocorre com esse tipo de comportamento é a falta de habilidade do tagarela em não perceber o ambiente ao seu redor e não saber se colocar na conversa de maneira mais “civilizada”. A pessoa fala sem parar e frequentemente sobre sua pessoa e sua vida, não se importando com os ouvintes. Geralmente são pessoas que não tiveram limites impostos durante a infância. O local de trabalho, a fila de banco, uma viagem de avião, o ponto de ônibus ou o balcão de um bar são alguns dos locais propícios para encontrar os tagarelas. Falar demais é uma forma de aliviar a tensão e pode resultar, na maioria das vezes, em dizer o que não devia. Quando a pessoa se dá conta, já revelou o segredo de alguém ou expôs vida íntima alheia a terceiros. Portanto, pense duas vezes antes de contar um segredo a alguém taquilálico e boquirroto. O comportamento tagarela impulsivo é chamado por alguns psicólogos de “falar em jorro”. Quem fala em demasia e aparenta muita confiança quando se expressa pode estar na verdade escondendo uma imensa insegurança. SoterFalar demais rando os ouvidos é uma forma alheios, esse tipo de falador compulsivo não de aliviar a dá espaço para que os tensão e pode outros se expressem, falando de forma ininresultar, na terrupta e não se apermaioria das cebendo que é um falador chato. vezes, em dizer Claro que a tagareo que não devia lice pode estar ligada a alguma doença, como o transtorno bipolar de humor. Este sim (!), deve ser detectado e tratado. Entretanto se não há uma doença envolvida, você pode arrumar algumas formas de evitar o tagarela. Se estiver na academia, por exemplo, os fones de ouvido são sua primeira linha de defesa, mesmo que você não esteja ouvindo música. Outra forma muito útil de não expor seus ouvidos ao falador inoportuno é utilizar o celular sem ter ninguém do outro lado da linha – se é que me entende. Atender o celular sem ele ter tocado também é uma ótima forma de interromper uma conversa chata, narcisista e interminável. Os tagarelas falam tanto e com tantas pessoas que, muitas vezes, nem percebem quando são cortados. Normalmente encontram outra pessoa para falar mais e mais, pois estão apenas em busca de uma constante atenção. Você pode ajudar o tagarela de algumas formas. Uma delas é ser educado e dizer que precisa fazer outra coisa, pedindo licença sem se sentir culpado. Uma pessoa tagarela dificilmente dá espaço para você se expressar. Portanto, peça licença para falar e, se a pessoa te interromper, diga que ainda não concluiu seu ponto de vista e termine o assunto. Aos poucos, quem sabe o tagarela perceberá que precisa ceder e ouvir. Faça uma boa semana.

O

População brasileira ingere ao menos 14 pesticidas banidos no mundo Enquanto para os ruralistas grande parte dos alimentos que vão parar no prato dos brasileiros estão cheios de “defensivos fitossanitários” que são “ferramentas imprescindíveis na agricultura para garantir alimento mais seguro e barato na mesa da população”, para pesquisadores da área ambiental dois terços do que os brasileiros comem contêm agrotóxicos que causam danos às plantas e aos animais e geram recordes de intoxicações todo ano no país. Essa polarização que vem dividindo o Congresso nas últimas semanas se deve à votação do Projeto de Lei (PL) 6.299/ 2002, cuja discussão ficou parada por quase 14 anos e foi retomada em 2016. Por meio de notas técnicas e artigos, diversas instituições já se manifestaram contrárias ou favoráveis ao projeto – entre os críticos, um grupo de 329 ONGs. Se aprovado, o PL modificará uma série de procedimentos (leia abaixo). Na última segunda-feira, a Comissão Especial da Câmara que analisa o PL aprovou, por 18 votos a 9, o relatório do deputado Luiz Nishimori (PR-PR), que será levado ao plenário da Câmara. A deputada Tereza Cristina (DEM-MS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), se diz favorável à “Lei do Alimento Mais Seguro” porque, segundo ela, a lei atual (7.802, de 11 de julho de 1989) não acompanhou a evolução da agricultura. “Nos últimos anos, pesquisas científicas desenvolveram substâncias mais modernas e inovadoras e que hoje chegam com dificuldade às lavouras pela defasagem da legislação”, diz. O projeto, no entanto, gerou reação até da Organização das Nações Unidas, que enviou carta ao governo brasileiro alertando contra o “Pacote de Veneno”, como vem sendo chamado o PL, ressaltando

De 2000 a 2012, o aumento em toneladas compradas de agrotóxico pelo setor agrícola brasileiro foi 162,32%, muitos deles, proibidos em outros países

Litza Mattos

que quase todas as mortes por envenenamento no mundo ocorrem em países onde, segundo eles, as leis ambientais são “fracas”. O projeto é um “retrocesso” que vai na contramão do que vem sendo praticado na Europa e nos Estados Unidos, diz o membro da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos e pela Vida, Alan Tygel. “A aprovação do PL não tem legitimidade porque partiu de um processo extremamente autoritário e dominado pelos interesses de multinacionais que controlam o setor agroquímico”, opina. O professor, biólogo e pesquisador da Fiocruz Fernando Carneiro, membro do grupo temático Saúde e Ambiente da Associação Bra-

sileira de Saúde Coletiva (Abrasco), também compartilha dessa visão. “Há quase 60 anos a bióloga norte-americana Rachel Carson escreveu o livro ‘Primavera Silenciosa’, sobre os impactos dos agrotóxicos, e isso acabou regulamentando a questão e gerando a criação da Agência Ambiental nos EUA. Aqui é o contrário. A gente faz um dossiê, e eles não só fecham os olhos para as evidências, como fazem uma lei para piorar a situação”, afirma. MINAS É O SEGUNDO NO RANKING Conforme dossiê da Abrasco, a dieta dos brasileiros é rica em agrotóxicos, inclusive os mais tóxicos. O brasileiro consome mais de

O VENENO NOSSO DE CADA DIA A Anvisa analisou sete alimentos em 2012 para determinar seus níveis de intoxicação. O percentual revela quantas amostras continham algum tipo de irregularidade

de determinado tipo de alimento ou proibidas no Brasil

- 14% das amostras analisadas tinham níveis de pesticidas acima dos recomendados pela Anvisa

- Pepino: 42?

Entre os alimentos mais contaminados estão - Morango: 59%

- Abacaxi: 41% - Cenoura: 33%

- 37% continham substâncias não autorizadas para o plantio

- Laranja: 28%

cinco litros dessas substâncias por ano, sendo 14 deles proibidos mundialmente. Exames realizados pela Proteste em 2016 também mostraram que mais de um terço das amostras de oito tipos de alimentos tinha agrotóxicos ilegais. Testes toxicológicos feitos pelo Greenpeace encontraram risco em 60% das amostras de alimentos. Com os pesticidas “temperando” a comida dos brasileiros, em 2017 o país registrou 3.859 casos de intoxicação, mais de dez por dia. Minas Gerais é o segundo Estado no ranking nacional de intoxicações por agrotóxico agrícola, com 491 casos, atrás de São Paulo, com 605. Pesquisadores estimam, porém, que, para cada caso registrado, outros 50 ocorrem sem notificação ou com notificação errônea. Como recentemente também foi desengavetado o Projeto de Lei 6.670/ 2016, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pnara) – cuja campanha a favor de sua aprovação já reuniu mais de 760 mil assinaturas online –, Alan Tygel duvida que o PL 6.299/2002 seja colocado em votação. “Também estamos em um momento préeleitoral, e essa pode ser uma medida bastante impopular”, diz.


reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR

agrotóxicos fazem vítimas JAN AMISS / PIXABAY

entrevista

Qual é sua posição em relação ao PL 6.670/2016, que institui a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos? Os defensi-

vos agrícolas são produtos fundamentais para a agricultura moderna. O projeto em questão imputa uma série de medidas que não levam em consideração a realidade da produção brasileira e que trará prejuízos a toda população como escassez de alimentos (devido ao ataque intensivo de pragas nas mais diversas culturas); aumento do preço da cesta básica, por exemplo; e inviabilidade de continuidade de diversas atividades agropecuárias. Essa repercussão negativa e a pressão popular po-

COMO REDUZIR A EXPOSIÇÃO DAS PESSOAS AOS AGROTÓXICOS Dê preferência aos alimentos rotulados É um sinal do comprometimento do produtor com a qualidade Preferência Priorize produtos orgânicos ou da agroecologia Sazonalidade Prefira alimetnos da época. Eles têm cultivo mais fácil e exigem menos produtos químicos para se desenvolverem Consuma alimentos de sua

região Por causa da proximidade geográfica, esses produtos, em geral, exigem o uso de menos agentes químicos para se manterem inteiros no transporte e na gôndola Lave os alimentos em água corrente Esse procedimento ajuda a diminuir o nível de resíduos nas cascas de frutas e verduras Solução O uso de uma solução com água sanitária não

elimina os agrotóxicos, mas ajuda a garantir a higiene do produto e eliminar germes e micróbios Como fazer Em água corrente, coloque frutas e verduras numa solução com vinagre (Quatro colheres de sopa para um litro de água), durante 20 minutos, ou numa solução com bicarbonato de sódio (uma colher de sopa de bicarbonato para um litro de água) por 20 a 30 minutos

Livro defende pesticidas e ataca os orgânicos Um livro tem gerado polêmica ao sair em defesa de agrotóxicos e apontar riscos no consumo de orgânicos. “Agradeça aos Agrotóxicos por Estar Vivo” afirma que, “fundamentais para o controle de pragas que, durante séculos, devastaram plantações, e responsáveis pelo aumento na produtividade das lavouras, os agrotóxicos e fertilizantes foram vilanizados”. O material é fruto da apuração do jornalista Nicholas

Vital, que realizou mais de 50 entrevistas e pretende mostrar como os agrotóxicos contribuíram para reduzir a fome no mundo. Em entrevista ao blog da Editora Record, responsável pela publicação, o autor diz que um mundo sem agrotóxicos seria “um mundo com escassez de alimentos”. No entanto, segundo Alan Tygel, a agroecologia não é uma utopia. “A agricultura 100% sem veneno não só é possível como já

existe. A Índia conseguiu banir o uso de agrotóxicos e fertilizantes químicos por meio de uma política de Estado como incentivo a esse processo”, afirma. Em junho deste ano, o governo de Sergipe sancionou um decreto a favor da agroecologia. Minas Gerais possui desde o ano passado um Grupo Intersetorial de Redução de Uso de Agrotóxicos e Apoio à Agroecologia e Produção Orgânica.

dem levar a alterações no texto novamente? O que

for realizado com embasamento técnico-científico e com vistas a aperfeiçoar a proposta apresentada será sempre bem-vindo. À frente da Comissão Especial que analisa o tema, reitero que todos os órgãos competentes ao assunto, além de representantes da sociedade civil, foram ouvidos. Foram 12 reuniões deliberativas, nove audiências públicas e um seminário. O debate foi construído com dados técnicos, econômicos e científicos trazidos por diversos atores, incluindo especialistas e cidadãos.

“

Os defensivos agrícolas são produtos fundamentais para a agricultura moderna DEM/DIVULGAÇÃO

Tereza Cristina Deputada (DEM-MS), presidente da comissão


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sociedade

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DOLCEVITA UMA RUA E SEUS RAMALHETES

S

obre nossa última coluna, quando falamos de “Rua Ramalhete”, nosso colega jornalista e leitor da coluna, Alexandre Pinheiro Neto, nos trouxe um relato sobre a música de Tavito e Ney Azambuja feita para a rua homônima. Ele nos esclarece que este ano completam-se treze anos da placa comemorativa aos compositores da canção “Rua Ramalhete” afixada em prédio na rua de mesmo nome, em Belo Horizonte. Composta nos anos 1970, a música ficou famosa por ter sido trilha de novela e ainda é tocada em rádios nos programas de flash back ou de música mineira.

OS RAMALHETES DA RUA

P

inheiro Neto ressalta que a homenagem chama a atenção de pedestres e aguça a curiosidade daqueles que desconhecem a canção. No mês de julho, o colorido dos ramalhetes em torno da placa atrai os olhares de transeuntes que redescobrem a homenagem e, provavelmente, cantarolam a canção.

MORTE ANUNCIADA

E

ntre as pérolas do WhatApp, depois da desclassificação do Brasil pela Bélgica, na Copa da Rússia, destacamos uma, alusiva à última terça-feira gorda do carnaval: “A Bélgica, em 90 minutos, fez mais gente voltar ao trabalho do que o

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

PT em 13 anos”. Pois é, bola pra frente que atrás vem gente! Vamos ao trabalho que só com ele vamos reerguer e passar a limpo esse país. A Copa provocou outra derrota.

MORTE NO BERÇO

4004-9000

A

derrota da malandragem, que ensaiou, mas não decolou. Craque nesse campo, o PT abriu a semana tentando driblar seus últimos dissabores, valendo-se de seus artilheiros no Judiciário, escalou o time para atacar no dia e na hora certa. Tudo dentro do notório modus operandi! Desta feita, na prorrogação e nos pênaltis, a tática sociopata deu zebra. E como! O mais triste desse circo com 200 milhões de palhaços é constatar que, em mais uma partida sob essa lona, o jogo contou com um juiz parcial, mais um agente da imagem negativa de um poder.

MORTE E VIDA

E

m tempo do tira-teima computadorizado “VAR”, em campo ou nos tribunais, não cabem mais decisões monocráticas. Para os que continuam torcendo por ordem e progresso, fica aqui outra mensagem “viralizada” no “zap”: “Que esse patriotismo se estenda até outubro, quando escolheremos um time que, mais do que levantar uma taça, poderá erguer um país”.

BRAZILFOUNDATION

C

om patrocínio do BS2, o BrazilFoundfation realiza primeiro jantar Gala Minas Gerais no Centro Cultural Banco do

lançaperfume Encontro de gatas: Viviane Lago, Lidia Duarte, a anfitriã Liliane Andrade e Renata Bomtempo em tarde festiva da filhota Lara

repórter Julia Gui6 Amarães, filha dos coruBrasil e tem como objetivo mobilizar recursos para financiar projetos sociais no Estado. Para o gala do dia 7 de agosto, nos moldes de Nova York, Miami e São Paulo, são esperados 300 convidados, entre empresários, jornalistas, artistas e formadores de opinião. A atriz e embaixadora do BrazilFoundation Flavia Alessandra será a mestre de cerimônia da noite e show de encerramento será da Preta Gil.

Magalhães e o menu será assinado pelo Club do Chef, que este ano comemora 10 anos de conceito de gastronomia colaborativa. Fazem parte do Comitê Anfitrião Adriana Esteves, Camila Mattar, Daniel Prado, Drey

Dias, Fernando Pedrosa, Helena Neiva, Helvécio Carlos, Lilian Tunes, Paulo Navarro, Peônica Guimarães, Phillip Martins, Rejane de Paula, Virgínia Bartolomeo e Vivian Giuliani, e tem apoio do Jornal O TEMPO. PEDRO VALE/DIVULGAÇÃO

jas Fred Castro e Claudia Guimarães, começou sua carreira na Band Minas e decolou rumo à Globo com direito a cobertura da Copa do Mundo no currículo. Minas Tênis Clube, 6 Ounidade Náutico, inau-

gura seu Pavilhão de Esportes e Eventos em meio a sua festa junina. direito a barra6 Com cas de comidas típicas e

food trucks, quadrilha e espetáculo pirotécnico, a festa acontece neste sábado (7) e terá shows de Be Back/Cia Supertramp e Thiago Carvalho.

SALVE RUBENS!

O

homenageado será Rubens Menin, fundador e atual presidente do Conselho de Administração da MRV. Há mais de 30 anos, Menin investe tempo e recursos financeiros significativos em projetos sociais no Brasil.

Bueno aterris6 Galvão sa em Belo Horizonte es-

Em clima de final de festa e batendo um bolão na Copa do Mundo da Rússia, a jornalista mineira Julia Guimarães emprestando sua beleza para a coluna

MINEIROS MOBILIZADOS

O

s Chairs do evento são Lilian e Mauro Tunes, a decoração ficará por conta de Denise

pecialmente para o Jantar da Bueno & Boníssima, que será realizado no dia 2 de agosto, às 20h, na Boníssima Vila da Serra. evento será coman6 Odado pelo chef Henri-

que Gilberto, do Rullus Buffet e haverá harmonização com todos os rótulos da Bueno Wines, marca de vinhos do jornalista.

#FICAADICA Mary Arantes promove encontro de brechós Sempre repensando os modos de consumo e de se fazer moda, a designer Mary Arantes quer promover e valorizar o consumo consciente, mostrando na prática que reutilizar e reaproveitar são ações que nunca deveriam sair de moda. E, por isso, criou o evento Sobretudo, Reuse que vai ter nove expositores com acervos de roupas, acessórios e objetos decorativos de diferentes épocas, estilos e países Onde r. Ivaí, 25, Serra Quando Sábado (21) das 10 às 19h e domingo (22) das 10h às 17h Quanto Entrada gratuita

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LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

Evento no Brechó Old Chic acontece em Ouro Preto Durante o Festival de Inverno de Ouro Preto, empreendedoras do ramo de brechós de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo se reúnem para o 1° Grande Encontro de Brechós. O evento tem a intenção de fortalecer o segmento e trazer para a cidade mineira a versatilidade e exclusividade da moda sustentável. As peças são customizadas com design retrô legítimo de diversas épocas. Onde Brechó Old Chic (r. Vereador Paulo Elias, 153, Bairro Bauxita, Ouro Preto) Quando Neste sábado (14) das 10h às 16h Quanto Entrada gratuita

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BRECHÓ OLD CHIC/DIVULGAÇÃO


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FILOSA FALA SOBRE PLANOS DA FIAT NO CONEXÃO EMPRESARIAL O plano de ação global da Fiat foi apresentado pelo presidente da Fiat Chrysler Automóveis (FCA) para a América Latina, Antonio Filosa, no Conexão Empresarial, evento promovido pela VB Comunicação, no 30o andar do Edifício Concórdia Corporate. A montadora vai investir até 2022 pelo menos 45 bilhões de euros. Desse total, R$ 8 bilhões na unidade de Betim, onde a primeira unidade da Fiat foi instalada no Brasil há 42 anos. Parte dos recursos será para o desenvolvimento e lançamento de 25 novos produtos. A definição dos investimentos no Brasil levou em consideração um amplo estudo, análise e conversa com economistas que apontaram o quadro futuro de recuperação do Brasil. FOTOS: TIÃO MOURÃO

— PCO, Sergio Leite, Antonio Filosa e GCO

— Cledorvino Belini, Flávio Roscoe, Valentino Rizzioli e Samuel Flam

— Letícia Valle, Ney Bruzzi, Cristina Valle, Vittorio Medioli e Olavo Machado

— Olavo Machado, Vittorio Medioli e PCO

— Artur Mendes, GCO e Roberto Baraldi

— Valentino Rizzioli, Maria Elvira e PCO

— Cláudio Trindade, Maria Inez Narciso, PCO e Carla Andrade

— Marco Antônio Lage, Helenice Laguardia, Wagner Espanha e Flávio Roscoe

— Fernanda Guerra, Joel Ayres Mota e Maria Elvira

— Eric Braz Tambasco e PCO

— PCO, Flávio Bernardes e Cláudio Zattar

— Rodolfo Gropen, Márcio Cadar e Roberto Fonseca

— Helvécio Flores e Socorro Almeida

— Robert Lyra e Mário Campos

— Luiz Carlos Costa, Maria Elvira e Renato Quintão

— Silésia Vilarino, Alfredo Noronha, Valentino Rizzioli e Samuel Flam

— Hélder Mendonça, Cristina Valle e Eduardo Bernis

— Zilma Santos e Marcelo Coury

— Luiz Carlos Costa e Paulo Assunção

— Antônio Bortolleto e Sassá Martins

— Giovanni Pereira, Daniela Braga, Sérgio Braga e Charles Vieira

— Álvaro Rezende e Malu Antônio

— José Geraldo, Juliano Sales e Almir Sales

— Artur Mendes, Roberto Baraldi e Valentino Rizzioli

— Antônio João Teixeira e Cláudio Zattar


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reportagem

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HORIZONTES DA CIDADE

Instituto de Educação agoniza FOTOS LEO FONTES

Falta de manutenção compromete edifício do ano de 1898 “Vestida de azul e branco/ Trazendo um sorriso franco/ Num rostinho encantador/ Minha linda normalista/ Rapidamente conquista/ Meu coração sem amor...” A professora Cristina Marques emociona-se ao falar do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG), onde trabalha como assistente técnica de educação básica, e solta a voz cantando “A Normalista”, samba de Benedito Lacerda e David Nasser, de 1949. Mas, para Cristina, a música considerada o hino de louvor à normalista – “menina-moça que só poderia se casar depois de se formar” – não poderia mais servir de trilha sonora para a antiga Escola Normal de Belo Horizonte – uma das mais tradicionais escolas públicas da capital e a maior do Estado, com 4.900 alunos. O prédio, que é de 1898, está caindo aos pedaços por falta de manutenção. Várias salas e o auditório estão interditados desde março pela Defesa Civil. Há vidraças quebradas, pichações, e os banheiros estão em péssimo estado de conservação. Quando chove, o prédio fica alagado, e o telhado e o reboco das paredes ameaçam desabar sobre alunos e funcionários. A professora de inglês Roseli Veiga conta que já chegou a dar aulas debaixo de guarda-chuva por causa das goteiras. “Não só eu, mas vários outros professores. A gente se protege da chuva até para passar de uma ala para outra. Tem goteiras horríveis. A secretaria da escola, a secretaria de aluno, a escadaria, tudo fica alagado”, reclama ela. “O descaso com a educação é muito grande. A verba não chega, e a escola precisa de reformas urgentes. Temos muitas salas interditadas, e já dei aulas com a sombrinha aberta, pois chove dentro das salas de aula e escorre água pelos corredores”, denuncia a professora, que lamenta a interdição do auditório. “O telhado pode desabar na cabeça de qualquer um”, alerta Roseli, que foi aluna e se formou professora no instituto.

entrevista Maria Ignez Diretora de 1972 a 1995 Qual a importância do Instituto de Educação para Minas? Ele sempre foi

inovador. Podemos falar que o lado pedagógico de Minas nasceu dentro do Instituto de Educação. Ele vem de orientações dos maiores pensadores do mundo em termos de educação. Tinha a particularidade de trabalhar com todos os idiomas, desde a língua portuguesa, o latim, o francês, o inglês e partia também para o lado musical. Os professores tinham que passar por provas que eram muito apertadas, com notas muito altas, senão nunca seriam professores lá.

Pedro Ferreira

O abandono de hoje entristece a senhora? Na mi-

Secretaria diz que está em andamento um projeto para reforma geral do IEMG, previsto para ser concluído em setembro

Outro que lamenta é o professor de história Antônio Amaro. “A gente fica com medo e torce muito para não chover, pois temos alunos de manhã, à tarde e à noite. Várias repartições públicas usavam o nosso auditório, e ele está fechado”, diz. Além da falta de manutenção do prédio, a escola também sofre com a falta de materiais básicos, reclama o estudante Igor Gabriel Cristo dos Santos, 18, do Grêmio Estudantil. “A escola está sem verba para quase tudo, tanto é que, por diversas vezes, o Grêmio fez campanhas para arrecadação de papel e produtos de limpeza que não temos na escola”, aponta Igor. Ele lembra que houve várias manifestações dos alunos no início do ano pela recuperação do prédio.

“

A gente se protege da chuva até para passar de uma ala para outra. Tem goteiras horríveis. Roseli Veiga,

professora de inglês

PATRIMÔNIO

À espera de verba As obras emergenciais para reparos no telhado, no sistema de captação de águas pluviais e na rede elétrica, impermeabilização de laje e substituição de caixas-d’água do Instituto de Educação de Minas Gerais (IEMG) estão orçadas em R$ 511 mil, mas a Secretaria de Estado de Educação (SEE) depende de liberação financeira do caixa do Estado para começar os serviços. A licitação para o serviço já foi concluída. O edifício de uma das mais tradicionais escolas públicas de BH, que ocupa um quarteirão completo da rua Pernambuco, no bairro Funcionários, com mais de 16,7 mil m², foi projetado pelo arquiteto Edgar Nascentes Coelho em estilo eclético. Ainda de acordo com a secretaria, está em andamento um projeto arquitetônico para reforma geral do prédio, previsto para ser concluído em setembro. “O projeto vai incluir reestruturação espacial do prédio, reforma da parte hidráulica e elétrica, refeitório, esquadrias, acessibilidade e cobertura da quadra. Após a conclusão desse projeto, será possível programar o processo de licitação da obra propriamente dita e prever o custo total e o cronograma das intervenções”.

Sobre o risco que algumas dependências do prédio oferecem às pessoas, a secretaria informou que uma equipe física da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana A, responsável pela escola, faz monitoramento frequente das condições gerais. “Alguns ambientes insalubres ou que oferecem algum risco aos estudantes estão devidamente interditados”, disse. O prédio do Instituto de Educação é tombado desde 1982 pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), que informou elaborar um projeto de restauração arquitetônica e de instalações complementares de toda a edificação, adaptando às demandas atuais e também de acessibilidade universal. Para isso, foi firmado contrato com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagens (DEER/MG) e a empresa B&L Arquitetura, por meio de processo licitatório. “Técnicos do Iepha-MG estão acompanhando e orientando a elaboração do projeto”, informou o órgão. Em 1994, o Instituto de Educação também passou a ser protegido pela Secretaria Municipal de Cultura, no conjunto urbano das avenidas Carandaí e Alfredo Balena e adjacências.

História O prédio do Instituto de Educação de Minas Gerais começou a ser construído em 1897 e foi inaugurado no ano seguinte para abrigar o Fórum da Justiça. Em 1909, o espaço passou a ser utilizado pela Escola Normal Modelo. Hoje, a escola tem cerca de 4.900 alunos matriculados em três turnos nos ensinos fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e curso normal de todas as classes sociais.

nha época, eu lutei pela reforma do prédio do instituto. O assunto era tratado até na sala do governador. O Instituto tinha tudo. As quadras eram fantásticas, todas as salas funcionavam muitíssimo bem. Hoje, não gosto muito de passar ali por perto. Ele me traz lembranças muito carinhosas. Vejo do lado de fora, às vezes, e isso me entristece muito. Toda vez que passo perto, meus olhos se enchem de lágrimas. Lutei muito por aquilo. Até o jardim do Instituto foi refeito na minha época dentro das origens daquele prédio. Aquele prédio nunca ficou como está hoje. Jamais!

Reboco do teto do IEMG ameaça desabar nos estudantes


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reportagem

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DIA A DIA

Brasileiro muda o destino e escolhe viagens em conta Pacotes rodoviários são uma das saídas encontradas para não ficar em casa Para não deixar de viajar neste mês de julho, o consumidor vem buscando alternativas mais em conta, promoções, viagens mais curtas e hospedagem em casas de parentes e amigos, por exemplo. O mês das férias, para muita gente, já chegou, mas as vendas no setor ainda não deslancharam. “Os negócios estão lentos neste ano”, diz a gerente da Decálogo Turismo, Iris Helena Braga. Motivos para isso não faltam. A economia caminha devagar, o pagamento do funcionalismo em Minas está atrasado e a Copa do Mundo interferiu nos planos de muita genJuliana Gontijo

FRED MAGNO

te. “Os preços cobrados na nossa agência são os de baixa temporada, as viagens estão baratas. Mesmo assim, as vendas estão abaixo das verificadas em igual período de 2017”, acrescenta Iris. E entre os poucos clientes que compram, a preferência é pelos pacotes mais baratos. Na Decálogo, cerca de 60% das vendas são de viagens rodoviárias, com destaque para Porto Seguro (BA) e Caldas Novas (GO). A empresa também comercializa pacotes aéreos nacionais e internacionais. O responsável pelo setor de operações da São José Viagens, Sinval Marcos Moreira, conta que a demanda de julho está menor do que a verificada em 2017. “A crise atingiu todos os setores da, indiscriminadamente. E, claro, o turismo também”, observa Moreira. Ele lembra que há uma mudança de hábito por parte do público, que buscava destinos aéreos mais distantes e caros, e que agora migrou para destinos mais próximos e acessíveis, ou ainda roteiros rodoviários.

“Quem quer viajar planeja, busca alternativas, muda o destino, encurta o tempo, mas não deixa de viajar”, diz.

Economia ajuda a garantir a viagem

EMPATE Na Ytur Turismo, as vendas para este mês ficaram no mesmo patamar de 2017, conforme a proprietária Regina Casale. “Ainda tem algumas opções para quem deixou para a última hora”, frisa. Na agência, o forte são as viagens internacionais, responsáveis por cerca de 70% dos negócios. A empresária concorda que o comportamento do consumidor mudou neste ano. “Ele está trocando a categoria do hotel, buscando opções mais em conta”, explica. Apesar de julho ainda não ter superado o resultado de 2017, ela diz que as vendas no primeiro semestre foram 10% maiores.

A analista de negócio Namuetcha diz que depois de pesquisar, comprou passagem aérea mais barata que a de ônibus

NÚMERO 3% MENOR QUE O AFERIDO EM 2017 Números Nas férias deste mês, aproximadamente 488 mil pessoas devem passar pelo Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte. O número, vale dizer, é 3% menor que o verificado em 2017. Recesso Administradora da rodoviária da capital, a Compa-

nhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) considera como sendo de 18 dias o período referente às férias escolares – no caso, o cálculo compreende o intervalo a partir do dia 13 e até o dia 30 deste mês. Solicitação A estimativa é aventada com base na quantidade de pedidos de ônibus feitos pelas empresas.

Para economizar, a gerente de hotel Ana Cláudia de Oliveira Ribeiro não irá acompanhar os dois filhos e a mãe ao interior da Bahia. E a opção escolhida para eles foi o ônibus, num total de 20 horas de viagem. Já a estudante Itaricely Istole vai enfrentar seis horas para chegar a Bom Jesus do Galho, no Vale do Aço. Para ir de avião, ela pagaria cerca de R$ 600. Já a passagem de ônibus sai por R$ 88. “Também fui para Salvador de ônibus, pois de avião estava mais caro”, conta. Mas a analista de negócios Namuetcha Silva Ricardo lembra que já comprou passagem aérea mais em conta que a de ônibus – no caso, para Cascavel, no Paraná. “Saiu por R$ 150 a menos na comparação com o ônibus. Pesquisando bem é possível conseguir bons preços”, diz a moça. Gerente de vendas da CVC para Minas Gerais, Rafael Ulbanejo diz que o consumidor vem se virando para não deixar de viajar: em vez do destino dos sonhos, entra em cena o destino que cabe no bolso. “E, neste quesito, os destinos nacionais vêm se fortalecendo”. Para essas férias, 65% das vendas são para destinos nacionais.


reportagem

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DIA A DIA

Informações sobre produtos em sites são incompletas Qualidade do comércio online no Brasil é abaixo da média mundial Há cerca de quatro meses, o empresário Marcos Paulo Corrêa, 33, decidiu, como outros milhões de brasileiros, comprar uma televisão nova para assistir os jogos do Brasil na Copa do Mundo. E para isso, decidiu pesquisar na web, em busca de melhores preços. “Estava buscando um equipamento moderno, de alta definição e que se conectasse à internet. Achei uma promoção muito boa, mas na página do vendedor não encontrei a informação se era uma smart TV ou não. Na dúvida, acabei comprando outro modelo, muito parecido, em um outro site, onde as informações eram claras, objetivas. No entanto, acabei pagando um preço mais alto”, conta ele. Pesquisa realizada em maio deste ano pela startup Lett, que tem em seu portfólio gigantes do varejo global como Nestlé, LG e Pão de Açúcar, entre outros, mostra que a situação enfrentada recentemente por Corrêa pode ser muito mais comum do que se pensa. De acordo com o levantamento, realizado junto às 57 maiores empresas do segmento, que respondem por 56% das vendas de ecommerce no país, 60% das páginas não apresentam informações ou descrições Eurico Martins

DIMA V/STOCKXPERT

completas dos produtos ofertados. O cenário desenhado pelo indicador E-commerce Quality Index (EQI) apontou que, em uma escala de zero a dez, o e-commerce no Brasil ficou abaixo da média, atingindo 5,3 pontos, índice considerado ruim, uma vez que a nota mínima seria seis. “Para se ter uma ideia da dimensão do problema, apenas 40% das mais de 2 milhões de páginas analisadas apresentaram uma descrição completa dos produtos, apenas 34% delas possuíam pelo menos duas imagens e somente 7% traziam comentários ou avaliações feitas pelos consumidores. Ou seja, os compradores estão tendo muita dificuldade para ter acesso às informações completas dos produtos que eles querem adquirir pela internet”, explica o cofundador da Lett, Rodrigo Carvalho. ESTRELAS Além disso, entre todos os produtos que foram avaliados na pesquisa por pelo menos um consumidor, apenas 7% deles possuíam uma nota igual ou superior a quatro estrelas, em uma escala que vai de um a cinco. A média nacional de avaliação dos consumidores no e-commerce brasileiro é de apenas 2,95 estrelas. “Atualmente, temos poucos consumidores avaliando as compras e os poucos que avaliam, não estão tendo

COMPARAÇÃO Abaixo Em nível global, o e-commerce brasileiro está abaixo da média. No entanto, quando comparamos o Brasil com outros países da América Latina, os indicadores são melhores.

Corrêa não encontrou na primeira página que acessou as informações que buscava, e acabou comprando a TV em outro site

“

Atualmente, temos poucos consumidores avaliando as compras uma experiência de compra satisfatória. O principal desafio do e-commerce brasileiro é conseguir oferecer experiências de compra que sejam iguais ou superiores ao que acontece nas lojas físicas”, afirma Carvalho. “Faltam processos, ferramentas e iniciativas para dar mais voz aos consumidores. Por mais que as compras na internet estejam em grande crescimento no Brasil, a verdade é que os consumidores não estão satisfeitos com as experiências oferecidas pelo comércio online”, conclui o cofundador da Lett.

Qualidade varia de acordo com a venda Das 12 categorias pesquisadas pela Lett, a que agrega telefonia, celulares e eletrônicos foi a que obteve a melhor pontuação no índice (6,38). Porém, o número ainda é considerado abaixo do ideal, comprovando que, por mais que a categoria esteja em crescimento, as expectativas do consumidor não estão sendo atendidas. “Esse é o segmento que movimenta o maior volume financeiro no Brasil, representando 21% das vendas totais e com tíquete médio por unidade vendida alto. Portanto, é natural que as lojas virtuais estejam mais preocupadas em oferecer uma melhor

experiência de compra aos usuários, e que invistam mais nessa categoria do que em outras menos relevantes”, explica o cofundador da Lett, Rodrigo Carvalho. No caso de saúde, higiene e limpeza, que recebeu a nota mais baixa (4,81), acontece justamente o contrário. “O faturamento da categoria ainda é baixo no e-commerce brasileiro, representando apenas 4,8% das compras online e o tíquete médio não é muito alto. Então, entendemos que devido a essa baixa representatividade, as empresas não estão investindo muito na forma como os produtos estão sendo

apresentados aos consumidores”, disse. DECRETO Segundo a pesquisadora em direitos digitais do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Bárbara Simão, o ecommerce no Brasil foi regulamentado pelo Decreto 7.962/2013, que prevê algumas regras. “Entre elas, há a necessidade de informação de todas as características essenciais do produto ou serviço e das condições integrais da oferta”, explica a especialista. “Também é importante destacar que todo consumidor tem direito ao arrependimento em até sete dias após a compra. E isso deve ser informado de maneira clara e ostensiva pelo site, bem como os caminhos para se exercer esse direito”, acrescenta Bárbara.


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almanaque VIRTUOSE> Arthur Moreira Lima volta à capital para única apresentação, no Sesc Palladium GUSTAVO KERSHEN/DIVULGAÇÃO

Ao piano

Interação

Músico lembra que gosta de conversar com o público e contar histórias, com o cuidado de não soar professoral

A fala, em um fluxo, é sempre permeada por risos, ou mesmo gargalhadas. Simpático ao extremo, Arthur Moreira Lima transborda entusiasmo ao falar de seu retorno a Minas Gerais – no próximo sábado (21), ele adentra o palco do Grande Teatro do Sesc Palladium, para única apresentação. No repertório, clássicos que se conectam com públicos dos mais variados perfis. Vai de Bach a Pixinguinha, ou seja, é uma fórmula que funciona muito bem para plateias de qualquer lugar, sejam eruditas ou populares. “E, na verdade, quando falo clássicos, me refiro também a alguns que, de tão manjados, como se dizia antigamente, já se tornaram populares, e vice-versa. Pixinguinha é um clássico. No fundo, o clássico é o que foi aceito pelo tempo, pela tradição, pelas pessoas”, afiança. O entusiasmo ao se referir a Minas é por ele destrinchado em vários momentos do bate-papo. Para coPatrícia Cassese

meçar, o Estado foi um dos que mais recebeu visitas do projeto “Um Piano Pela Estrada”. “E, sem fazer pouco dos outros, diria que, culturalmente, é um dos mais fortes do Brasil”, elogia. Para ele, aliás, Minas é vista quase que como um país, por conter várias regiões diferentes – “parece até quatro Estados distintos. E a tradição aí é muito grande. Às vezes, você se depara com cidades que são economicamente pobres, mas que têm tanta tradição, tanta prosperidade cultural”, pontua. Iniciado em 2003, o projeto “Um Piano Pela Estrada” já está chegando à baliza de 600 concertos realizados. “E eu comecei justamente por Minas, mais precisamente, por São Roque de Minas. Fui descendo o São Francisco da nascente à foz”, orgulha-se, relembrando a turnê “São Francisco – Um Rio de Música”. Minas também tem um lugar afetivo junto ao maestro por conta da culinária. “Quando vou aí, de cara vou ao Dona Lucinha”, diz, referindo-se ao tradicional restaurante de comida típica mi-

neira. “Gosto muito da carne de porco de vocês, da couve, e, poxa, aquelas linguiças. Aliás, adoro aqueles restaurantes de vaquinhas na estrada...”, diverte-se, para, na sequência, enumerar outros quitutes. “Realmente, aprecio muito o arroz de vocês. O feijão, a farofa, as sobremesas. E olha, vocês são rigorosos. Certa vez, não encontrei o doce de abóbora e, quando fui lamentar, falaram que era por não tinham achado uma abóbora boa... Pô”, ri. O pianista também faz questão de enaltecer os queijos – em particular, o da Canastra. “Estou voltando, pois, onde comecei o projeto” (citando, mais uma vez, o “Um Piano Pela Estrada”). Aliás, embora esteja sempre fazendo apresentações fechadas, como a que o traz de volta a BH, o projeto segue a todo vapor – inclusive, envolvendo a família. “Minha esposa é cirurgiã-dentista e, junto com a filha, bolou um programa muito bacana, de educação em saúde, com distribuição de kits de escovação em comunidades carentes. Já ensinaram até índios a escovar dentes”, conta.

A enteada, aliás, é mãe das netas do maestro que, involuntariamente, interromperam a entrevista. “Falo minhas netas porque são mesmo, vi nascer. São umas gracinhas, olha a gritaria”, diz ele. “A maior, que tem 4 anos, vai estudar piano. E tem a outra, que tem de 2 para 3. E vem mais um, desta vez, menino”. Orgulhoso que só, ele também cita o neto mais velho, Chico, 20 anos. “Ele é talentoso, viu? Começou a estudar direito, mas, já há algum tempo, se dedica ao pia-

“

Minas é um verdadeiro polo cultural, o público segue muito bem, mesmo as músicas mais ‘difíceis’

no e, agora, anda falando que a faculdade está atrapalhando a música”, ri. “Mas ele é, sim, muito bom, e também compõe...”, orgulha-se. TORCIDA PELA CROÁCIA O horário inicial marcado para a entrevista de Moreira Lima ao Pampulha, na última quarta-feira (11), foi sutilmente reagendado pelo maestro. O motivo, ele só explicou depois: “É que eu queria assistir ao jogo entre Inglaterra e Croácia”. E para quem iria a torcida? “Ah, claro que para a Croácia”, diz ele, explicando que o interesse transcendia a performance dos times em campo. “São dois países que foram muito marcantes na minha trajetória. Fui a ambos – no caso da Croácia, à antiga Iugoslávia – ainda muito jovem. E a Croácia tem uma tradição musical muito boa, a Filarmônica do Zagreb é muito boa. Quando fui lá, anos atrás, me lembro que fui contratado por uma moça que, como todo mundo, tinha o sobrenome terminado com ‘ich’”, brinca. Incursões internacionais

à parte, é o Brasil que ele tem se empenhado em percorrer – inclusive para lançar os holofotes a novos talentos. É que o projeto “Um Piano Pelo Brasil” prevê, em todas as apresentações, um espaço para atrações locais, logo na abertura. “Geralmente, são artistas indicados pelas próprias prefeituras, ou a gente mesmo procura. E, olha, tem muita gente talentosa”, garante. Não por outro motivo, aos 77 anos, ele nem pensa em se aposentar. “Mas, claro, no caso de percorrer o país, isso depende muito das condições, do patrocínio. Lugar para tocar, sempre tem, mas, economicamente, tem que ser viável. E se um dia eu não aguentar mais, se estiver fisicamente cansativo, aí, claro, paro. Agora, esses concertos em salas, que não demandam tanta parafernália, isso continua”, frisa, para felicidade dos fãs.

>LimaArthur Moreira

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Dia 21 (sábado), às 21h. R$ 120 (inteira/plateia 1 e 2) e R$ 100 (inteira/plateia 3).


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MÚSICA Tempo de reverenciar Bernstein Patrícia A data exata Cassese é o próximo dia 25 de agosto. Mas pela sua importância – como regente, compositor e músico –, as efemérides referentes ao centenário de nascimento do norte-americano Leonard Bernstein (1918 – 1990) já dão o ar da graça a partir do próximo sábado (21), quando a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais inaugura, na Sala Minas Gerais, a série de três concertos dedicados ao autor do clássico “West Side Story”, entre outros baluartes. A cada apresentação, e sob a regência do maestro Fábio Mechetti, os músicos vão explorar uma faceta de um dos mais influentes expoentes da música norte-americana. Mechetti, cumpre dizer, teve a oportunidade de sorver um pouco do savoir faire de Bernstein em oportunidades diversas, sendo a primeira em 1978. “E depois, quando estava estudando na Juilliard School, em Nova York, quando ele deu duas semanas de masterclasses. Mais tarde, tive outras oportunidades de en-

contrá-lo, como quando ele regia como convidado em Washington, onde atuei como regente-assistente da Sinfônica Nacional de lá”. Fábio Mechetti conta que, face a face, Bernstein sempre exalou carisma e energia. “Logicamente, eu, então um jovem diante de um regente daquele vulto, senti uma certa intimidação – pelo menos no início. Mas ele, apesar da relevância, sempre esteve aberto a discutir coisas práticas com os alunos, a acolher as necessidades individuais”. Ainda segundo o maestro, estrelismo não era uma característica associada a Bernstein. “Geralmente, existe toda uma aura em torno dessas pessoas que são geniais, mas ele sempre foi muito aparente, muito dado. Ao mesmo tempo, entendia a adoração à sua pessoa, à genialidade que sempre teve como artista”. O concerto inicial vai se concentrar em uma peça escrita por Bernstein para piano, “Árias e Barcarolas”, e a ópera “Trouble in Tahiti”, em forma de concerto cênico. O elenco é encabeçado pelo norte-americano Stephen Powell (barítono), que se jun-

Sáb. 21.jul.

AL RAVENNA/CREATIVE COMMONS

Bernstein

Em BH, autor de “West Side Story” tem seu centenário de nascimento festejado

ta a Luisa Francesconi (mezzo-soprano), Rita Medeiros (soprano), Márcio Bocca (tenor) e Vinícius Atique (barítono). A direção de cena ficará a cargo de André Heller-Lopes, e a musical, de Mechetti. “São sequências interessantes de peças que são muito leves mas, ao mesmo tempo, muito profundas do ponto de

vista da linguagem e do teor do que está sendo discutido”. Já “Trouble in Tahiti”, diz o maestro, “tem um caráter quase de um musical”, com uma linguagem que reverbera influências de gêneros populares – em particular, o jazz. Nos dias 2 e 3 de agosto, a Filarmônica dedica-se à

música escrita por Bernstein para o teatro, o cinema e a sala de concertos. No programa, a abertura da ópera “Candide”, o tema do filme “On the Waterfront” e a “Sinfonia nº 2: A Era da Ansiedade”, com o pianista Ronaldo Rolim. “Esta última, também uma obra muito profunda”, elogia Mechetti.

Bernstein não era assim, tão politicamente engajado do ponto de vista artístico, mas estava sempre preocupado em mostrar sua posição. “A Era do Ansiedade”, por exemplo, “trata de conflitos pelos quais todas as pessoas passam, sobre questionamentos sobre a própria existência”, assegura o regente. O concerto de encerramento, marcado para os dias 9 e 10 de agosto, traz a obra “Serenata”, um concerto para violino inspirado em “O Banquete”, de Platão. E, ainda, o balé “Fancy Free” e o musical “West Side Story” – que o maestro classifica como, possivelmente, “a maior de suas obras”. No cômputo geral, Mechetti diz que são obras desafiadoras, mas, ao mesmo tempo de grande apelo junto ao público, tanto pela força quanto pela emoção.

Homenagem a >Bernstein.

Orquestra Filarmônica realiza concerto em tributo ao compositor norte-americano. Sala Minas Gerais (Rua Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Dia 21 (sábado), às 18h. Ingressos a partir de R$ 44 (coro).

As histórias de Elomar e filho De certa feita, João Omar perguntou ao pai, o consagrado músico Elomar Figueira Mello, porque ele seguia insistindo tanto em pequenas batalhas. O violonista (e também violoncelista) referia-se, no caso, à série de adversidades com a qual os dois se depararam na tentativa de apresentar um concerto em uma pequena cidade, situação que se repetia amiúde. A resposta, João nunca mais esqueceu: “Pelo menos, teremos histórias para contar”. Não por outro motivo, se há uma espinha dorsal nos projetos que os unem – e, agora, os trazem mais uma vez a BH – , essa poderia ser sintetizada pela palavra “resistência” – principalmente visando a sobrevivência e a difusão de uma cultura que, ano após ano, vem sendo duramente solapada no país: a do sertão e de todos os signos que orbitam neste universo, como o vaqueiro, o tropeiro ou o nativo. Depois de uma apresentação em São Paulo, em

março último, agora é a vez de Belo Horizonte receber o concerto “Muntano o Mondengo”, que ocupa o palco do Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube nas próximas sexta (20) e sábado (21). No caso, o projeto se sustenta sobre a figura do tropeiro. “Meu pai está em uma fase na qual está compondo óperas em menor porte, como ‘Faviola’, feita não para orquestra, mas para flauta, violão e violoncelo, formação que, para ele, é uma espécie de ‘redução de orquestra’. E que, na verdade, se aproxima muito de ‘O Auto da Catingueira’, sua primeira ópera”, analisa. Em cena, portanto, os dois músicos vão colocar seus violões a serviço de uma narrativa que se alinha à dos trovadores, em particular, aos que disseminavam histórias do período que vai da Idade Média à Renascença. “E, entre algumas canções, também toco alguns solos do meu projeto ‘Ao Sertano’ (no qual ele repassa a obra do pai para o violão). Mas a música dele, mesmo para o violão, evoca muito a labuta do cam-

po, tudo que diz respeito a esse universo”, avalia. João Omar conta que, apesar de seguir sendo um compositor voraz, Elomar tem optado por ficar cada vez mais recluso em sua fazenda. “Ele é um autor cada vez mais raro. É difícil de sair, atualmente, faz poucas

Sex. e sáb. 20 e 21.jul.

apresentações – mesmo ainda tendo muita energia. Mas ele está com seus 80 anos, e, assim, viajar acaba sendo cansativo. No entanto, Belo Horizonte é um lugar para o qual ele gosta muito de ir”, afiança. A reclusão citada pelo filho também se espraia na de-

cisão, tomada já há algum tempo, de não conceder mais entrevistas à imprensa. “Ele é uma pessoa anti-imagética, por isso, essa resolução. Mas, apesar de ser de difícil acesso, continua sendo uma pessoa muito brincalhona”, sustenta. João Omar, vale dizer, KIKA ANTUNES/DIVULGAÇÃO

acompanha o pai desde sempre. Hoje, aos 48 anos, ressalta que a convivência segue sendo um aprendizado constante. “Ele se preocupa muito em cantar e tocar bem. Às vezes, diz que está velho, mas rebato que não. O violão dele é bem elaborado e sua música, muito imagética – é como se você pudesse contar uma história com o canto. Aliás, certa vez, um italiano disse que uma definição acertada para ele seria a de um cantastorie, um cantador de histórias”. Em tempo: a expressão ‘Muntano o Mondengo’, faz referência aos versos da canção “Na Quadrada das Águas Perdidas”, também título do segundo álbum de Elomar, gravado nos estúdios do Seminário Livre de Música da Universidade Federal da Bahia, em dezembro de 1978. (Patrícia Cassese)

Muntano o >Mondengo Elomar e João Omar em cena: os trovadores repassam histórias do sertão em concerto

Centro Cultural MTC (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Dias 20 (sexta) e 21 (sábado), às 20h. R$ 100 (inteira)


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MÚSICA A Flávio Henrique, com carinho Embora a primeira apresentação do grupo Cobra Coral sem o integrante Flávio Henrique tenha se convertido em uma emocionada homenagem ao músico (falecido em 18 de janeiro deste ano, vítima da febre amarela), o tributo oficial – “Flávio Henrique 50 Anos”, com direção artística de Máximo Soalheiro e direção musical de Rafael Martini – a um dos pilares da música mineira acontecerá na próxima sexta-feira (20), no palco nobre do Grande Teatro do Palácio das Artes – e com entrada gratuita. Reunindo uma miríade de amigos e admiradores do saudoso músico, a reverência teve sua data definida com acuidade no calendário: se estivesse vivo, o leonino estaria festejando seu meio século neste dia. No palco, além dos colegas de Cobra Coral – Mariana Nunes, Kadu Vianna e Pedro Morais –, entram em cena Juliana Perdigão, Lucas Fainblat, Marina Machado, Sérgio Santos e Vitor Santana, amigos e também companheiros de outros projetos. E não só. Ao grupo mineiro, juntam-se as cantoras Mônica Salmaso e Tatiana Parra. E, não bastasse, os Patrícia Cassese

instrumentistas André Mehmari, Chico Amaral, Juarez Moreira e Thiago Delegado. Pedro Morais lembra que o show anterior do Cobra Coral (no caso, dentro do projeto “Sinfônica Pop”, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais) já estava previsto desde o ano passado. “Embora tenha também se tornado uma homenagem, ele foi, na verdade, mantido. A homenagem de agora surgiu de uma vontade de vários amigos, que estavam se mobilizando já há algum tempo”, conta. Ao todo, serão 16 músicas e um medley que perpassam vários momentos da lavra criativa daquele que também foi presidente da Rede Minas e da Rádio Inconfidência, e um constante incentivador da música feita entre as montanhas de Minas. “Foi muito interessante fazer esse mergulho mais profundo na obra dele (para a homenagem), conhecê-la ainda melhor. Foi possível reforçar ainda mais a consciência de sua genialidade na harmonia, na melodia”, conta Pedro Morais, acrescentando que o Cobra Coral vai mostrar composições de FH que ainda não tinha se arriscado a cantar, sendo que cada uma será solada por um dos componentes – no seu caso, “Sol a Girar”. Foram realizados vários encontros para fazer uma se-

leção final que pudesse contemplar toda a carreira dele, que, vale lembrar, nos últimos anos estava se dedicando muito às marchinhas, um gênero que traz, ali, algo de um cronista político. “Enfim, será um show bem heterogêneo – e o fato de ser gratuito é

maravilhoso, pois vai permitir o acesso a um lugar de referência da cultura, o qual nem todos conseguem ir”, crava. RESISTÊNCIA Mônica Salmaso conta que foi convidada por Rafael Martini, um dos vários ex-

Sex. 20.jul.

poentes da nova cena mineira com a qual ela dialoga com gosto. “Brinco que não sei o que é que tem neste pão de queijo de vocês! O cara toca piano pra caramba, daí pega uma flauta e também toca pra caramba, daí pega o contrabaixo e toca pra ca-

UARLEN VALÉRIO – 11.2.2016

Flávio Henrique: o compositor e instrumentista será homenageado com a interpretação de algumas das composições de sua lavra; os trabalhos serão abertos com a canção “Perdigonzer”

ramba, e daí também canta pra caramba”, elogia, entre risadas. Quanto a Flávio Henrique, ela conta que conheceu o músico há anos. “O Flávio era um pouquinho mais velho que eu, participei de um disco dele e fiquei muito, muito chocada com a sua partida. Dessas coisas que não têm explicação. Era uma pessoa muito bacana, talentosa e sempre com a melhor das intenções em relação à cultura”, ressalta. Na verdade, foi justamente pelo reconhecimento ao colega que ela fez questão de vir. “Eu estava no meio de uma confusão, já no dia seguinte tenho que ir a Garanhuns (PE). Mas quis muito. É uma celebração não só da obra do Flávio, mas da resistência da cultura. Uma homenagem a um compositor incrível e à vontade que ele tinha de fazer com que a cultura fosse bem tratada”, diz ela, que vai cantar “Mãe” e “Amor do Céu, Amor do Mar” – essa, uma parceria de FH com Milton Nascimento.

Flávio Henrique >50 Anos

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro). Dia 20 (sexta), às 20h30. Gratuito. Retirada de ingressos a partir deste sábado (14), na bilheteria, limitados a quatro por pessoa (numerados).

Um passeio pelo rock nacional Desde a década de 1980 Léo Jaime e Leoni vinham se encontrando dentro e fora dos palcos, em diversas oportunidades. Com isso, uma longa amizade foi consolidada. Mas só em 1998 os dois artistas puderam tocar juntos em um formato mais intimista, com voz e

violão, no show “Fotografia”. Duas décadas depois, eles retornam aos palcos com o mesmo pressuposto: traçar um panorama do rock nacional. Desta vez, a apresentação – marcada para o sábado (21) – é mais comemorativa. E um pouco nostálgica. “Leoni & Leonardo”, o show, traz, em seu título, uma referência bem-humorada às duplas sertanejas. A ideia de dividir o palco outra vez surgiu no ano passado, quando Leoni participou de algumas apresentações da última turnê de Léo Jaime. Mais que um show dedicado ao encontro, o intuito da turnê atual é ser uma “apresentação de uma nova banda”, diz Leoni. “O Léo me convidou para tocar baixo e ele é um dos guitarristas... É como se a gente tivesse criado um grupo novo para fazer o show. Não é nem Leoni nem Léo Jaime”. O que não quer dizer que os sucessos deles fiquem de

fora: o repertório, afinal, é composto por 27 canções que marcaram a trajetória dos dois, entre elas “Garotos II”, “Exagerado”, “Como Eu Quero” e “Só pro Meu Prazer”. “Escolher as canções foi o pior e o melhor dos problemas”, comenta o artista. Mas, mesmo que com pitadas de nostalgia, o show soa como deve soar: uma novidade. É que, para a nova turnê, os artistas relançam algumas canções com outra roupagem – um exemplo é “Uniformes”, clássico do Kid Abelha que, com produção de Dado VillaLobos, será o single do projeto. A escolha da música foi feita a partir da tentativa de fazer um recorte mais contemporâneo dos versos de 1985. “Ela está com um novo arranjo e é uma canção que tem muito a ver com os desdobramentos atuais, as brigas sobre assuntos políticos e direitos civis”. À época de seu lançamento, ‘Uniformes’ falava sobre tribos musicais que se

odiavam. Agora, ao ser relançada, “as pessoas realmente brigam por causa de política

Sáb. 21.jul.

e têm seus uniformes, seus partidos e suas torcidas”. Revisitar, aliás, é uma das

CAROLINA WARCHAVSKY/DIVULGAÇÃO

propostas centrais da turnê, que foi marcada pelo lançamento da canção inédita “A Fórmula do Amor II” – uma espécie de resposta a “A Fórmula do Amor”, de 1985, sucesso tanto do repertório do Kid Abelha quanto de Jaime. “Gosto sempre de olhar para trás, para canções já escritas, e pensar que, com a maturidade, eu teria escrito de uma forma diferente. Nesse caso, voltamos para dizer que precisamos abandonar as fórmulas do amor – porque, na verdade, o pior inimigo de um grande amor é o amor idealizado”, afirma Leoni. * Lara Alves, sob supervisão de Patrícia Cassese

Leoni & >Leonardo

Com Leoni e Léo Jaime. KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Dia 21 (sábado), às 22h. A partir R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote)


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MÚSICA Vinte anos de música (e de fé) João H. Neste 2018, Motta Daniel está (*) completando 20 anos de carreira solo – e, apesar de o marco inicial ter sido provocado por uma tragédia (a morte do parceiro e conterrâneo João Paulo), o cantor paulista reconhece que tem, hoje, muito a celebrar. Basta lembrar os dois Grammys Latinos (2009 e 2017) arrebanhados e os recordes de vendas de discos no segmento sertanejo. Com muitas novidades na manga e muito a “agradecer a Deus”, o músico nascido em Brotas, interior de São Paulo, apresenta-se na Arena Expominas, no próxima sexta (20), em show que abre oficialmente a 37ª edição da Exposição Nacional do Cavalo Mangalarga Marchador. Embora confirme a admiração pela música caipira mineira, Daniel admite que as vindas a Belo Horizonte têm sido menos fre-

quentes do que gostaria. “Por isso, vai ser um prazer reencontrar o público daí”. O repertório do show que o traz de volta à cidade faz um retrospecto, pinçando desde as músicas do citado período com João Paulo, como os hits “Estou Apaixonado” (versão de “Estoy Enamorado”) e “Minha Estrela Perdida”; passando por hits dos anos 2000, como “Os Amantes”, até chegar a seu mais recente CD, “Daniel” (2016), Grammy Latino de Melhor Álbum Sertanejo. HOMENAGEM AO REI O romantismo, como de praxe, norteará a apresentação – por isso, sucessos de outros artistas devem engrossar a set list. Recentemente, Daniel tem deixado claro o interesse em dedicar um projeto à obra de Roberto Carlos – com quem, aliás, fez um dueto em “Quando Eu Quero Falar com Deus”. Recentemente, nos estúdios do Canal Bis, o sertanejo gravou uma homenagem ao

Rei no programa “Versões”, que deve ir ao ar em agosto. Instigado a escolher uma palavra para definir o sentimento que emerge dessas duas décadas de caminhada solo, Daniel opta por “gratidão”. Devoto de Nossa Senhora Aparecida, o cantor credita o sucesso – e, principalmente, o carinho que recebe do público – ao empenho em espalhar palavras boas, de amor e afeto. “A gente tem essa missão mesmo, de ser um instrumento de paz e felicidade, para tentar tocar o coração das pessoas. Sou muito grato a Deus por vivenciar isso”, reconhece. Daniel, cumpre dizer, também é atração confirmada para celebrar, em Aparecida do Norte, em outubro, o dia de Nossa Senhora. A devoção, reconhece, o acompanha em todos os momentos da vida, seja nas músicas que escolhe, nas imagens que leva aos shows ou mesmo nas orações diárias, parte de seu ritual.

Sex. 20.jul.

FÁBIO NUNES/DIVULGAÇÃO

a morte prematura do parceiro em 1997, em um acidente de carro, Daniel seguiu a carreira, sempre fazendo questão de prestar tributo a João Paulo e ao sucesso construído coletivamente. Para contar essa e outras histórias do cantor que, em setembro próximo, completará 50 anos de vida, um documentário será lançado ainda este ano. A direção da investida foi delegada a Juarez Moreira, que também o dirigiu no elogiado “Menino da Porteira” (2009). “Me emocionei muito quando assisti (o documentário). Mas não teria mesmo como não se tocar com esse resgate do que vivi até aqui”, reconhece Daniel.

Celebração

Show de Daniel em BH comemora seus 20 anos de carreira solo Para além dos 20 anos de carreira solo, Daniel está na estrada da música brasileira regional há 32 anos. Em 1980, iniciou a dupla

* Sob supervisão de Patrícia Cassese

com o já citado amigo da infância João Paulo, formando um dos duos mais expressivos do gênero sertanejo nos anos 1980 e 1990. Após

> Daniel

Turnê celebra 20 anos de carreira solo do cantor. Arena Expominas (av. Amazonas, 6200, Gameleira). Dia 20 (sexta), às 21h. A partir de R$ 100 (feminino) e R$ 120 (masculino)


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MÚSICA UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

JEFF @CAODENADO/DIVULGAÇÃO

Brasil Sesc apresenta 6 Mesa “Tributo a Jair Rodrigues” Luciana Mello e Jair Oliveira, filhos do saudoso Jair Rodrigues, apresentam espetáculo que repassa as grandes obras interpretadas pela voz do cantor paulista que faleceu em 2014. No repertório, canções como “Disparada”, “Deixa Isso Pra Lá” e “A Majestade, o Sabiá”. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Neste sábado (14), às 21h Quanto R$ 30 (inteira) mais 1 kg de alimento não perecível para o Programa Mesa Brasil Sesc. IKE LEVY/DIVULGAÇÃO

Jorge repassa hits e apresenta 6 Seu novo single em Belo Horizonte

Semi Breve esquenta público do 6 Warm-up: Breve Festival com Francisco el Hombre

Após retornar de turnês na América do Norte e Europa, o cantor volta para os palcos brasileiros para apresentar seu novo single, “Shock”. Com repertório dançante, Seu Jorge apresenta hits de toda a carreira, como “Tive Razão”, “Burguesinha”, “Carolina”, “Burguesinha” e outras. Onde KM de Vantagens Hall (av. Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Doa 20 (sexta-feira), às 22h Quanto A partir de R$ 110 (inteira, arquibancada)

Para aquecer o público e antecipar os sons que vêm por aí, o Breve Festival organiza um warm-up: o Semi Breve. A noite de “esquenta” começa com a banda “Francisco, El Hombre”, que mistura elementos da música brasileira e mexicana, o que resulta em uma latinidade peculiar. O line-up do Semi Breve terá ainda a apresentação de uma banda surpresa e, na sequência, o DJ Nest anima a pista. Onde Distrital/Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Opala, s/n, Cruzeiro) Quando Dia 21 (sábado), às 20h Quanto R$ 30 (1º lote)

sábado (14) ARENA SAFADÃO Wesley Safadão comanda a festa no Mineirão com shows de Matheus e Kauan, Jetlag e Jopin. Mineirão (Avenida Abrahão Caram, 1001 , Pampulha). Às 16h. A partir de R$ 180 (inteira)

ARTUR ARAÚJO Músico celebra dez anos de carreira no show “Dos trilhos ao cais” no Música Itinerante. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 40 (inteira)

DIA MUNDIAL DOS CAMISA PRETA Festival de bandas de rock celebram mundialmente o dia dedicado ao gênero. r. dos Guajajaras, 1722, centro. Às 12h. Entrada gratuita mediante doação de um litro de leite.

Festival de cervejas artesanais apresenta shows das bandas Young Lights, House of Grunge e Morrison Hotel. Praça Quatro Elementos, Jardim Canadá, Nova Lima. A partir das 11h. Entrada gratuita

LENINE DIA MUNDIAL DO ROCK Circuito do Rock e Bud Basement apresentam shows com as bandas Tianastácia, Velotrol, Lurex (Queen Tribute), Poison Gas, Singles (Pearl Jam) e Ca$h. Bud Basement (Rua Itambé, 200 – Floresta). Às 17h. A partir de $ 30 (1° lote)

EXPERIMENTE

Show “Em Trânsito”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. A partir de R$ 80 (plateia superior, primeiro lote)

TRIBUTO A JAIR RODRIGUES Luciana Mello e Jair Oliveira apresentam, show em tributo ao pai. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 21h. R$ 30 (inteira)

+ 1kg de alimento não perecível para o Programa Mesa Brasil Sesc.

Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às 21h. R$ 15

NATHY FARIA

BAILE DA SAUDADE

Cantora apresenta o show "Raise Your Vibration", com releituras e obras de seu primeiro disco. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

Funky Soul e Black Music. Necup (av. Nossa Sra. de Fátima, 3312, Prado). Às 22h. R$ 15

quinta (19)

RODRIGO ALARCON Músico apresenta o EP “Parte”. Abertura da banda Cabezas Flutuantes. A AutÊntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20

THOUGHT CRIMES Música eletrônica na Casa do Jornalista, com abertura do Pessa.

30 minutos antes do espetáculo.

sexta (20) DIEGO MORAES Lançamento do disco “#ÉqueEuAndodeÔnibus”. Abertura de V.A.D.I.A.S. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20

SESC PARTITURAS

ISABELA MORAIS

Recital de flauta e piano apresenta as musicistas Shari Simpson e Joana Boechat. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h30. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso

Cantora interpreta clássicos da MPB que marcaram a obra da Pimentinha no show “De coisas que aprendi com Elis” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 60 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Peça investiga apego à vida Quando, na década de 40, o gângster italiano radicado em Nova York Frank Costello precisou explicar a agentes do governo norte-americano porque recebia um suspeito salário de US$ 18 mil anuais de uma casa de jogos, disse que seu trabalho era indicar shows. Sem ser um expert, seu critério seria assistir e apontar os que traziam novidades. Perplexos, mas diante de um mercado que supervaloriza estreias e negligencia pesquisa e continuidade, os investigadores tiveram que aceitar a justificativa. É exatamente contra essa superficial lógica mercadológica, que já serviu de cortina de fumaça para o célebre mafioso, que insurge Rita Clemente. Peça que estreou em 2015, no projeto Criações de Bolso, “Amanda” está de volta agora, em única apresentação, marcada para a próxima sexta-feira (20). O monólogo já cumpriu temporada Brasil afora, lotando casas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Para Rita, o retorno é ato de resistência. Alex Bessas

“Trazer ‘Amanda’, de novo, é reforçar a importância desse trabalho no meu repertório e insistir que o mercado assimile projetos que já estrearam e têm compromisso com aprofundamento de linguagem”, defende ela, que assina direção com Diogo Liberano. Além de tecer elogios ao parceiro, Rita enaltece o trabalho de Jô Bilac, autor do texto. “É um dos que mais produzem e dos poucos que fazem ficção, algo cada vez mais escasso”, garante. Na peça, Rita vive Amanda, uma mulher que sofre de uma desconhecida doença que compromete os sentidos. Se esvaem, um a um, audição, visão, olfato, tato. Mas, ao contrário do que se espera, ela não procura ajuda, não se desespera e passa a conviver com tais perdas – procurando jamais se afastar daqueles de quem é próxima. “É como se ela morresse aos poucos... Mas, a despeito de tudo, Amanda continua”, situa, apontando um viés beckettiano na personagem: “É um dado da obra do (dramaturgo e escritor irlandês) Samuel Beckett (1906-1989) que muitas vezes é esquecido”. Os personagens do dramaturgo são comumente as-

sociados ao pessimismo, “como se estivessem encerrados em suas deficiências”, analisa, contrapondo que, na verdade, interessa ver que, apesar de tudo, eles mantêm o desejo de viver. “Acho que todos nós, diante de uma alguma coisa que se perde em nós, temos um instinto de sobrevivência, uma vontade de continuar, e criamos outras formas de lidar com a vida”, observa Rita. Amanda, por exemplo, se apega à memória. São as lembranças do passado que dão a ela perspectiva de viver o futuro. O monólogo também reflete sobre o mecanicismo do dia a dia, de forma que a personagem consegue disfarçar a doença de lhe aflige recorrendo a modos automáticos. Por isso, há uma visão invertida do que é a perda no espetáculo. “É quando perde que ela precisa voltar a se ver de outra forma e a perceber o que antes não percebia”. FIM EM SI Voltando a dizer do fetiche do mercado por estreias, Rita descarrega críticas. Para ela, trata-se de algo que compromete um trabalho de continuidade e profundidade. Tratase de uma lógica “perversa e

oportunista” à medida que, para oferecer algo pretensamente novo, recorre-se à fala de minorias, buscando assim legitimidade para trabalhos que, por vezes, desprezam qualidade e interesse artístico.

Sex. 20.jul.

As ponderações de Rita Clemente encontram eco no artigo “Direitos Humanos e Literatura”, do pensador brasileiro Antonio Candido (1918-2017). Para ele, dar um fim para a produção liteGUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Resistir

Rita defende a pesquisa teatral contra o fetiche do mercado por estreias

rária alheio à estética – como já feito, por exemplo, pela Igreja Católica, que só considerava “boa literatura” aquela que apresentava a verdade de sua doutrina –, é algo falho e prejudicial. É justamente o ponto defendido pela dramaturga araxaense. Não que considere proibido criar peças para fins políticos, mas não é o que ela busca. “Não me interesso por uma arte que apresenta a vida de forma panfletária. Quero falar sobre o ser humano, a ficção e a linguagem, e falar ao espectador. As funções políticas e sociais são intrínsecas ao fazer artístico, não o seu fim”, conclui ela, para quem não se deve abrir mão do aspecto metafísico da arte. “O que quero é fazer um trabalho de excelência que chegue ao público – um contraponto a esses modismos de mercado”, diz, garantindo que levar à plateia projetos que se aprofundam na pesquisa estética e de linguagem é oportunidade de crescimento para todos.

> Amanda

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 20 (sexta), às 20h30. R$ 40 (inteira).

Solo de muitos personagens Em ‘Camarim’, Cia. Valentina, de São João del-Rei, retrata com crueza a vivência de uma prostituta em um cabaré

Qui. a sáb. 19 a 21.jul.

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO ›

O embrião de “Camarim”, espetáculo da Cia. Valentina que faz curta temporada no Galpão Cine Horto no próximo fim de semana (dias 19 a 21), tem origem relacionada à oportunidade que Luciana Antunes – que concebeu, dirigiu e atua no solo – teve, em 2015, de participar do Laboratório Plan B. Conduzido pela figurinista, cenógrafa e artesã russa Natacha Belova, em parceria com a atriz chilena Tita Iacobelli em Santiago, o workshop tratou do estudo da confecção e manipulação de bonecos em tamanho humano e manipulação híbrida – quando o ator/manipulador doa partes de seu corpo para dar vida ao boneco. Na ocasião, Natacha solicitou aos participantes que já levassem consigo planejado o que confeccionariam durante os dois meses de curso. Luciana levou a ideia de contar a história de uma dançarina de cancan com uma paixão não correspondida. “Ao longo do processo, o que seria uma simples historinha acabou virando um assunto muito profundo”, explica Luciana. “Acaba-

mos estudando mais a fundo a relação entre prostitutas e cafetões e sua complexidade, o fato de que envolve cuidado, mas também opressão”. “Camarim” nasceu como uma cena curta apresentada no fim do processo. Ao retornar à companhia, Luciana deu continuidade ao trabalho, aprofundando-se nas pesquisas sobre a técnica de manipulação. Ao longo de um ano, desenvolveram também os aspectos visuais como cenografia e iluminação, além da trilha sonora. O espetáculo conta a história de Marie, uma mulher que passou a vida em um cabaré apresentando-se como dançarina. Na velhice, Marie dirige a casa de shows em que dançou, e tenta lidar com as decisões tomadas e seus traumas do passado. A pesquisa para a construção foi realizada paralelamente ao trabalho com os bonecos, e produções audiovisuais que tratam do universo dos cabarés e da prostituição, como “Moulin Rouge” (2001), “Sucker Punch” (2011) e a série documental “Confissões de Acompanhan-

tes” (2008) foram algumas das referências utilizadas. DESTREZA Marie é personificada por dois bonecos, um que representa sua juventude e outro, a velhice. Além dela, seu cafetão e um cliente por quem se apaixona aparecem na cena, que não tem diálogos, apenas a condução de Luciana orientada pela trilha sonora. “Faço um trabalho de dissociação para ter uma possibilidade de ação mais próxima, similar à de um ventríloquo, porém, sem as falas. É difícil, porque é preciso ter muita atenção e visão periférica para não deixar o boneco morrer em cena. É algo que exige muito do manipulador, mas também é recompensador, porque quando é bem feito é muito impactante. E é o que tento proporcionar ao público”, conclui. (Jessica Almeida)

> Camarim

Cia. Valentina Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Dias 19 (quinta) a 21 (sábado), às 20h. R$ 30 (inteira)


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ARTES CÊNICAS teatro adulto

Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (14), às 16h. R$ 10 (inteira).

CAMARIM Dir. Luciana Antunes Com Cia Valentina Solo com bonecos em escala humana que traz um recorte na vida de Marie, uma mulher que passou a vida em um cabaré apresentando-se como dançarina. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. (19), sex. (20) e sáb. (21), às 20h. R$ 30 (inteira).

CÉREBROCORAÇÃO Dir. Renato Linhares e Enrique Diaz Com Mariana Lima Peça-conferência que mostra o caminho percorrido entre o teatro e a sala de aula a partir da memória, das alteridades e da experiência construída pela linguagem. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 30/7.

HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DA DINAMARCA Dir. Rogério Araújo Com alunos do Curso Técnico de Teatro do CEFART Sutilmente referenciando a tragédia de Hamlet, embaralhando realidade e ficção, drama e performance, elenco e plateia, os jovens formandos têm uma peça a ser encenada, um dilema a ser resolvido e suas pulsões a serem expostas sobre o palco. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. Entrada gratuita.

HAMLET E EU

dança MEXERICA Com Cia Fusion de Danças Urbanas Mexerica, uma gatinha dançante, ao lado de sua amiga Sardinha, vai conhecer um mundo novo em que cachorros e gatos do hip hop, um pássaro e uma coelhinha surda ensinam a conviver com as diferenças. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 34319400). Qui. e sex., às 16h; sáb., dom. e seg., às 11h e às 16h. R$ 20 (inteira). Até 29/7. Não haverá sessão neste dom. (15).

ópera CARMEM Dir. Fátima Carretero e Carlos Carretero Com Centro de Cultura Flamenca A adaptação da ópera de Georges Bizet conta a história de uma cigana que usa seus talentos para enfeitiçar e seduzir homens. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 32776437). Sex. (20) e sáb. (21), às 20h. R$ 40 (inteira).

festival bh de artes cênicas 3 PORQUINHOS - O CLÁSSICO

Dir. Humberto Câmara Com Humberto Câmara O personagem principal pode ser visto como um espelho d'água onde contemplamos nosso próprio reflexo. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. De 20/7 a 12/8. R$ 30 (inteira).

Dir. Cristian Amaral Com Heloísa Prado, Alê Magalhães, Paulo Diniz A história de três porquinhos, Pedrito, Palito e palhaço que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).

MORADA

3 PORQUINHOS - VINTE ANOS

Dir. Marcos Fonseca Com Afo!ta Teatro Uma investigação sobre as relações familiares a partir do jogo dos atores partilhando de incômodos inexoráveis a toda composição familiar. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (inteira).

PEIXES Dir. Ana Regis Com Ana Regis Cláudia conviveu com a violência doméstica e o assédio moral ao longo da vida. Um dia, quebra a ordem e rompe o ciclo de violência. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (inteira).

teatro infantil ABENA Dir. Cia. Bando Com Anderson Ferreira, Andréa Rodrigues, Fabiana Brasil Diante de tantos cortejos, a princesa Abena é disputada por seu amor verdadeiro e por outros pretendentes. Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1.388, centro). Neste dom. (15), às 10h. Entrada gratuita.

A FANTÁSTICA FLORESTA Dir. Marcelo Carrusca Com O Trem Cia. de Teatro Um menino sai à procura de seu avô que desapareceu na floresta. Com ajuda de um apito, ele segue pistas e conversa com animais. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (14), às 16h. R$ 10 (inteira).

BERENICE E SORIANO Dir. Fernanda Vianna Com Denise Lopes, Evandro Heringer, Jéssica Tamietti A destemida Berenice sai pelo mundo em busca de seu sabiá Soriano, sempre acompanhada de Rosa, sua boneca de pano. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso

Dir. Roberto Freitas Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos constroem cada um sua casinha de palha, madeira e tijolos. - Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Sáb., às 18h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 21/7. - Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Dom., às 16h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

10 MANEIRAS INCRÍVEIS DE DESTRUIR O SEU CASAMENTO Dir. Sérgio Abritta Com Marcelo Prosdocimi, Edgar Quintanilha e Luiza Santos Quatro atores interpretam personagens e mostram maneiras inusitadas de acabar com uma relação amorosa. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Seg. (16), ter. (17) e qua. (18), às 20h. R$ 40 (inteira).

ALADIM Dir. Fernando Bustamante Com Alex Alves, Raíssa Alves, Gil Guedes Um rapaz encontra um gênio poderoso que lhe concede três desejos. Aladim planeja usá-los para conquistar a princesa, sem imaginar que precisa deter um grande mago. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Seg. (16) a sex. (20), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc).

A LEBRE E A TARTARUGA NA CORRIDA DO SÉCULO Dir. Rômulo Duque Com Marisia do Prado, Breno Galiard, Rich Leão A trajetória de dois animais que se relacionam de forma competitiva e no final vence quem respeita o tempo e os próprios limites. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 15h e às 17h. R$ 20 (postos Sinparc).

ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá Com Copas Produções Sem perder a essência da história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança, o musical usa e abusa do mundo do circo. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.

AMANDA Dir. Rita Clemente e Diogo Liberano Com Rita Clemente Amanda é uma mulher de meia idade que perdeu progressivamente todos os sentidos. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (20), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).

A MINHA VIDA APÓS A MORTE Dir. Roberto Freitas Com Amanda Padula, Bruno Alba e Kainan Ferraz Três espíritos se encontram e se entrelaçam em três diferentes épocas: sul do Brasil durante a guerra dos Farrapos, no antigo Egito e nos planos espirituais. - Itaú Power Shopping (av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial). Qui. (19), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Sex. (20) e sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h30. R$ 20 (postos Sinparc).

A PRÓXIMA VÍTIMA Dir. Luiz Henrique Moura Com Cléo Gomes, Raimundo Farinelli, Renato Falci D. Marta, ex-modelo das passarelas nos anos 50, ainda se mantém na mídia devido aos assassinatos de seus maridos. Espaço Cultural Compalco (r. Mirante Barroso, 60, Nova Suíça, 3334-5594). Ter. (17) a dom. (22), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).

ARCO-ÍRIS DE PLÁSTICO 180 DIAS DE INVERNO Dir. Nando Motta Com Cia Afeta Baseado no diário “Minha Fantasma” do artista plástico Nuno Ramos, um homem narra seus dias e noites cuidando de sua esposa doente. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 15 (postos Sinparc). De 20/7 a 29/7.

Dir. Paudua Teixeira Com Michael Douglas, Vinícius Rocha, Lucas Rocha Três catadores de plástico, deficientes que vivem uma busca pela cura. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sex. (20) e sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

AS BARBEIRAS A BELA E A FERA Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Fernanda Hallais Para salvar seu pai, uma jovem aceita viver no castelo de um príncipe que foi transformado em fera. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui., às 16h. R$ 22 (postos SInparc). Até 26/7.

Dir. Freddy Mozart Com Renato Millani, Rafael Neves, Will Soares Afundadas em dívidas, duas amigas decidem abandonar o comando de um luxuoso salão de beleza e passam a administrar uma barbearia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 31189902). Qui. (19), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).

A EMPREGADA QUASE PERFEITA

ATÉ QUE A SOGRA NOS SEPARE

Dir. Juliano Maia Com Renato Millani, Bruno Alexander, Wander de Castro Um casal resolve contratar uma empre-

DANIEL AUGUSTO/DIVULGAÇÃO

gada através de uma agência. A situação esquenta quando a empregada recorda que o patrão é um antigo namorado. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

Dir. Diney Vieira Com Josh Oliveira, Cauan Miller, Camila Camanzi O biólogo Beto e a atriz Bia enfrentam a

A montagem circense da história de Alice é uma das atrações do Festival BH de Artes Cênicas primeira grande crise no casamento e precisam superar a visita da mãe dele. - Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3292-4405). Neste sáb. (14), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Ter. (17), às 21h. R$ 20 (postos Sinparc).

COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes O presidiário Zé da Silva conta a história de como foi parar na prisão após roubar a galinha de estimação da filha de um deputado. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (20) e sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

DEFUNTO BOM É DEFUNTO MORTO Dir. Ricardo Batista Com Ricardo Batista Um ator muito conhecido é assassinado enquanto apresentava uma peça. A partir daí novos personagens surgem e se revezam em cena. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 32269459). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

FAMÍLIA PÃO COM OVO Dir. Wesley Marchiori Com Dany Viggo, Diogo de Carmo, Italo Dinati Comédia representa famílias de baixa renda no país da crise, revelando mazelas sociais atuais, sem perder a esperança, o otimismo e, principalmente, o humor. Itaú Power Shopping (av. General David Sarnoff, 5.160, Cidade Industrial). Sex. (20) e sáb. (21), às 20h30; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

GENTE, A LILI SUMIU! Dir. Christiano Junqueira Com Eraldo Fontiny Dona do bordão "a minha mãe deixa", Lili desaparece misteriosamente. Teatro da Maçonaria (av. Brasil, 478, Santa Efigênia, 3213-4959). Qui., às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 26/7.

GUA-RA-PA-RIR Dir. Maurício Canguçu e Ílvio Amaral Com Kayete e Guilherme Oliveira O casal Agnaldo e Cleusa sai de férias em busca de descanso e diversão nas areias de Guarapari. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Sex. (20) e sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 29/7.

MANDA QUEM PODE,

OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista Com Paulo Moraes e Bianca Tocafundo Jorge e Vanessa foram flechados pelo cupido. Mas com o passar do tempo Jorge tem aprendido como as coisas realmente funcionam no casamento. - Teatro Estação Cultural BH (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Neste sáb. (14), às 21h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Sex. (20) e sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).

MARILYN MONROE.DOC Dir. Juarez Guimarães Dias Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre a trajetória de como Norma Jeane Monroe, jovem, caipira e gaga, se tornou um dos maiores mitos do século XX, a modelo, atriz e cantora Marilyn Monroe. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).

MINHA MÃE É PIOR QUE GRUPO DE WHATSAPP Dir. Ilvio Amaral Com Andreia Quaresma e Diego D'Leon Após a separação, filho volta pra casa e descobre que sua mãe pode ser pior que grupos de WhatsApp. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sex., sáb. e dom., às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc). Até 29/7.

MOANA NO MAR - O MUSICAL Dir. Rafael Ventura Com Miller Produções A história de uma menina que, por meio de um chamado do oceano, mergulha em si mesma para se descobrir uma guerreira. - Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2.020, Lourdes, 3292-4405). Neste sáb. (14), às 16h. R$ 20 (postos Sinparc). - Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Qua. (18), às 18h. R$ 20 (postos Sinparc).

NUNCA FUI SANTA Dir. Anderson Malta Com Cia. Santinhas do Pau Oco Madre Terezinha, uma freira louca e atrapalhada, ensina assuntos picantes durante uma aula de catecismo. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 40 (inteira).

O GATO DE BOTAS Dir. Renato Millani Com Pedro Almeida, Túlio Temponi, Leca Rinco Quatro crianças embarcam em uma viagem mágica pela literatura com o Gato de Botas. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (14) e dom. (15), às 17h. R$ 20 (postos Sinparc).

O MARIDO DA MINHA MULHER Dir. Sérgio Abritta Com Dudu Graffite, Rafael Mazzi, Eraldo Fontiny Depois de morrer, Alex planeja transfor-

mar seu melhor amigo em um ótimo pretendente para sua mulher, que também está sendo disputada por seu maior inimigo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (18), às 20h30. R$ 20 (postos Sinparc).

O REI LEÃO Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo Baseado no clássico infantil, a história conta as aventuras do jovem Simba para recuperar o trono que lhe foi tomado por seu malvado tio Scar. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Sex., às 16h. R$ 22 (postos Sinparc). Até 27/7.

OS INOCENTES Dir. Marco Amaral Com Luciano Vivacqua, Thiago Welter, Athos Reis Oito inocentes são colocados em uma cela para arrancar de um revolucionário capturado durante uma invasão, os nomes de quem os financia. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex., sáb. e dom., às 20h. R$ 15 (postos Sinparc). Até 15/7. De 27/7 a 29/7.

OS SALTIMBANCOS Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Gabriela de Paula Descontentes com a vida que levam, um jumento, um cachorro, uma gata e uma galinha partem para a cidade para tentarem a carreira musical. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qua., às 16h. R$ 22 (postos Sinparc).

O SORTILÉGIO DA MARIPOSA Dir. Yuri Simon Com Trupe de Teatro e Pesquisa A forma poética de uma fábula de amor no mundo dos insetos. - Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc). - Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. (20) e sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 10 (postos Sinparc).

PATRULHA CANINA Dir. Cristiano Duarte Com Bárbara Martins, Cleide Matias, Davds Lacerda Um grupo de filhotes liderados por um menino de 10 anos se reúnem para viver grandes aventuras. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Sáb. (14), às 16h30. R$ 20 (inteira).

VELÓRIO À BRASILEIRA Dir. Luiz Henrique Moura Com Alinne Lacerda, Heloísa Duarte, Kênia Costa No velório de um funcionário público, descobre-se que ele e mais dois amigos ganharam na mega-sena. O problema é que o bilhete sumiu. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Ter. (17) a sáb. (21), às 21h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (postos Sinparc).


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CINEMA

Inferno na torre made for China

Escolher o que se quer em um filme é como escolher os ingredientes de uma pizza de acordo com seu apetite num determinado dia. Se o que você procura é lógica e originalidade, por exemplo, “Arranha-Céu: Coragem sem Limite” vai te deixar bem subnutrido. Agora, se o que você deseja é Dwayne “The Rock” Johnson pulando de uma grua a quase 2.000 m de altura e/ou escalando o prédio do título usando apenas fita adesiva nas mãos, vai cair de boca. Porque o filme, em cartaz na cidade esta semana, é daqueles em que o roteiro pouco importa. Ele é uma mera desculpa mal-ajambrada para sequências de ação mirabolantes, absurdamente imaginadas e executadas para deixar o espectador na ponta da poltrona. Uma montanha-russa 3D, Daniel Oliveira

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 14 (sábado) e 15 (domingo)

pré-estreias BERGMAN - 100 ANOS (Bergman - ett år, ett liv, Suécia, 2018, 1h56, 12 anos) Dir. Jane Magnusson. Uma homenagem ao diretor sueco Ingmar Bergman, no ano de seu centésimo aniversário. Belas 3: 21h30

TODO DIA (Every Day, EUA, 2018, 1h38, 12 anos) Dir. Michael Sucsy. Com Angourie Rice, Justice Smith, Owen Teague. Rhiannon é uma garota de 16 anos que se apaixona por uma alma misteriosa chamada “A”, que habita um corpo diferente todos os dias. BH Shopping 10: 17h30 Cidade 1: 16h20 (*) Contagem 7: 16h15 (*) Del Rey 4: 20h50 Pátio Savassi 8: 22h Pátio Savassi 8: 19h40

100% contraindicada para quem sofre de vertigem. O longa acompanha Will Sawyer (Johnson), ex-policial que passa a viver com uma perna mecânica após uma missão malsucedida. Ele é contratado como assessor de segurança do Pérola, um arranha-céu de 2.000 m em Hong Kong que pretende ser o prédio mais alto do mundo. Só que, no dia de sua inspeção final, o edifício sofre um ataque que o deixa em chamas, com a esposa do protagonista, Sarah (Neve Campbell), e seus dois filhos presos lá dentro. Considerando que Sawyer afirma que o sistema de segurança do prédio é impenetrável e, cinco minutos depois, ele é tomado e desmantelado por criminosos, é justo dizer que o protagonista não é muito bom em seu trabalho. No que ele é bom, na verdade, é em pensar nas formas mais insanas, desnecessariamente arriscadas – e diverti-

das – de penetrar no Pérola, confrontar os bandidos e resgatar sua família. Essa é a lógica de “Arranha-Céu”: menos cérebro, mais músculos; menos QI, mais adrenalina. O filme é uma mistura da premissa de “Duro de Matar” com o espetáculo “decadence avec arrogance” de “Titanic”, só que com um diretor bem menos experiente e competente no comando. Responsável por comédias como “Com a Bola Toda” e “Família do Bagulho”, Rawson Marshall Thurber não chega a fazer feio, mas não parece capaz de explorar todo o potencial de seu filme. O belo design de produção de Jim Bissell (“Suburbicon”) e a direção de fotografia do oscarizado Robert Elswit (“Sangue Negro”) sugerem as muitas possibilidades visuais e narrativas da premissa, mas “Arranha-Céu” nunca se mostra interessado em ser mais que um filme de

Del Rey 5: 13h, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Del Rey 5: 13h, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10, 23h10 Diamond 4: 13h20, 15h50, 18h40, 21h20 Estação 6: 14h, 16h30, 19h20, 21h45 (*) Itaú Power 2: 15h25, 17h25, 19h20, 21h20 (*) Minas 6: 13h10, 15h10, 17h15, 19h20, 21h25 (*) Monte Carmo 2: 13h10 (*), 15h10, 17h15 (*), 19h20 (*), 21h25 Norte 3: 18h20 (*) Pampulha 2: 14h50 (*), 16h55, 19h (*), 21h05 (*) Paragem 2: 16h40 Paragem 3: 19h, 21h05 Partage Shopping Betim 3: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 3: 22h (*) Pátio Savassi 4: 13h30, 16h15, 19h, 21h30 Pátio Savassi 8: 19h25 Pátio Savassi 8: 12h10, 17h20, 22h Ponteio 4: 18h50 Via Shopping 2: 13h, 17h25, 19h20, 21h15 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 13h, 15h40, 18h20, 20h40 BH Shopping 3: 13h40 (*), 16h30 (*), 19h10, 21h40 Big 5: 20h40 (*) Cidade 5: 16h20 (*), 20h50 Contagem 1: 15h15 (*), 19h20 Norte 2: 20h40 (*) Pampulha 1: 17h25, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 1: 12h10, 15h, 18h, 21h30 (*) Ponteio Premier: 21h10

Dir. Andrea Pallaoro. Com Charlotte Rampling, André Wilms, Jean-Michel Balthazar. Hannah precisa lutar com as consequências da prisão do marido. Belas 1: 11h(Clube do professor. Sessão somente para professores cadastrados), 14h, 17h50, 19h40

(*) Sessões dubladas (*) Sessões dubladas

estreias ARRANHA-CÉU: CORAGEM SEM LIMITE (Skyscraper, EUA, 2018, 1h42, 12 anos) Dir. Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Chin Han, Neve Campbell. Will Ford, assessor de segurança do arranha-céu Pérola, é acusado de ter colocado o edifício mais alto do mundo em chamas. Betim 2: 16h10, 20h40 (*) Big 3: 14h20, 16h20, 18h20 (*) Boulevard 5: 13h, 17h30, 19h30, 21h30 Cidade 1: 11h50 (*) Cidade 3: 13h, 15h, 17h05, 19h15, 21h15 (*) Contagem 5: 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h30 (*)

AUTO DE RESISTÊNCIA (Brasil, 2018, 2h, 14 anos) Dir. Natasha Neri, Lula Carvalho. Um documentário sobre os homicídios praticados pela polícia contra civis. Belas 3: 18h

UMA CASA À BEIRA-MAR (La Villa, França, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Robert Guédiguian. Com Ariane Ascaride, Gérard Meylan, Jean-Pierre Darroussin. Três irmãos se reúnem no leito de morte do pai e agora precisam pensar no que será do paraíso que ele construiu. Belas 1: 15h50, 21h40 Ponteio 3: 19h10, 21h20

HANNAH (Hannah, França/ Bélgica/ Itália, 2018, 1h35, 14 anos)

HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba encantado pela comandante que esconde um segredo nada amigável. Betim 1: 15h10, 19h10, 21h10 BH Shopping 6: 13h50, 16h40, 19h, 21h50 BH Shopping 9: 19h45 Big Shopping 3: 20h20 Big Shopping 4: 14h05, 16h05 Boulevard 1: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 Boulevard 2: 15h05, 19h05 Cidade 5: 12h Cidade 7: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Contagem 6: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Contagem 8: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Del Rey 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Diamond 5: 11h20, 14h30, 16h, 18h20, 21h Diamond 5: 14h30, 16h, 18h20, 21h Itaú Power 1: 13h, 14h50, 16h40, 21h Itaú Power 5: 15h10, 19h10 Minas 1: 15h10, 19h10 Minas 5: 13h. 17h30, 19h30 Monte Carmo 5: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Pampulha 5: 13h50, 15h45, 17h40, 19h35, 21h30 Paragem 4: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Partage Shopping Betim 2: 13h10, 15h30, 17h50, 20h10 Partage Shopping Betim 3: 16h45 Partage Shopping Betim 6: 13h50, 16h15 Pátio Savassi 1: 11h45, 14h30, 16h55, 19h20 Pátio Savassi 1: 11h45, 14h30, 16h50, 19h20 Pátio Savassi 3: 12h30 Shopping Estação 1: 13h30, 18h30 Shopping Norte 3: 14h20, 16h20 Via Shopping 4: 15h10, 19h10 Via Shopping 5: 13h, 15h, 17h Sessões 3D: Betim 1: 13h20, 17h10 BH Shopping 1: 12h50, 15h30, 17h50, 20h20 BH Shopping 5: 16h, 21h15 Big 5: 14h30, 16h30, 18h30

UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

Adrenalina

Longa é “Sessão da Tarde” divertida com Dwayne “The Rock” Johnson “Sessão da Tarde” mediano e divertido – o que fica claro no clímax, em uma espécie de salão de espelhos virtual, que poderia ser bem mais do que é. Não é por acaso que a trama se passa na China, e boa parte dos personagens e diálogos são em chinês – já que o mercado do país se tornou mais importante que o norteamericano para esses espetáculos enlatados de Hollywood. “Arranha-Céu”, no entanto, não é um filme totalmen-

te desprovido de vida ou carisma graças aos protagonistas. A sempre competente Neve Campbell mostra que aprendeu bem a sobreviver depois de três filmes da franquia “Pânico”, com uma personagem que faz muito mais do que esperar o marido salvar o mundo. Mas o longa é, sem dúvida, um veículo para Johnson. Para além do espetáculo, o roteiro é uma história de sistemas comprometidos que precisam ser reinicializados para

voltarem a funcionar – e essa é a descrição de Will Sawyer, homem literalmente quebrado que volta à ativa para salvar a família. Mas mesmo que o filme chegue a tirar uma de suas pernas para aumentar a tensão e o desafio do protagonista, o público nunca duvida de que Sawyer vai sobreviver às inverossímeis proezas – e também nunca deixa de torcer por ele. Porque se falta verossimilhança, sobra carisma. E essa é a receita do longa.

Boulevard 2: 13h, 17h10, 21h15 Cidade 4: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Contagem 1: 13h20, 17h20, 21h20 Del Rey 3: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Diamond 2: 12h10, 14h50, 17h10, 19h30 Itaú Power 5: 13h10, 17h10, 21h10

Minas 1: 13h10, 17h10, 21h10 Monte Carmo 4: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Pampulha 1: 13h35, 15h30, 19h30 Paragem 5: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, 21h10 Partage Shopping Betim 6: 18h40, 21h Pátio Savassi 6: 13h10, 15h30, 17h50,

20h10 Shopping Estação 5: 12h45, 15h20, 17h30, 19h40 Shopping Norte 2: 14h30, 16h30, 18h30 Via Shopping 4: 13h10, 17h10, 21h10 (*) Sessões dubladas


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CINEMA SONY PICTURES/DIVULGAÇÃO

No terceiro longa da franquia “Hotel Transilvânia”, o Conde Drácula e sua família viajam para um cruzeiro que acaba se tornando muito perigoso para a vida dos monstros

em cartaz 50 SÃO OS NOVOS 30 (Marie-Francine, França, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Com Valérie Lemercier, Hélène Vincent, Patrick Timsit. Aos 50 anos, Marie-Francine está velha para seu emprego e o marido a troca. Ela volta a morar na casa dos pais e conhece Miguel, que vive situação parecida. Ponteio 4: 14h40, 21h

BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Dir. Juliana Antunes. Com Andreia Pereira de Sousa, Leidiane Ferreira. Uma guerra entre traficantes faz com que Andreia queira sair da comunidade onde mora. Belas 2: 14h Belas 3: 20h

CUSTÓDIA (Jusqu’à la Garde, França, 2018, 1h33, 14 anos) Dir. Xavier Legrand. Com Léa Drucker, Denis Ménochet, Mathilde Auneveux. Miriam e Antoine se divorciaram e ela pede a custódia exclusiva de seu filho Julien, para protegê-lo do pai. Belas 2: 15h40, 19h50 Ponteio 2: 14h30, 21h15

DEDO NA FERIDA (Brasil, 2018, 1h30, livre) Dir. Silvio Tendler. O documentário trata do fim do estado de bem-estar social em um cenário em que a lógica homicida do capital financeiro inviabiliza a justiça social. Belas 3: 14h

DESOBEDIÊNCIA (Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz, Alessandro Nivola, Rachel McAdams. A fotógrafa Ronit retorna para sua comunidade judaica. Lá, ela recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância. Belas 2: 17h30, 21h40

DO JEITO QUE ELAS QUEREM (Book Club, EUA, 2018, 1h37, 10 anos) Dir. Bill Holderman. Com Diane Keaton, Candice Bergen, Jane Fonda, Mary Steenburgen. Quatro amigas na casa dos 60 anos decidem ler o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. Diamond 2: 22h

HOMEM-FORMIGA E A VESPA (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com as consequências de suas escolhas tanto como super-herói quanto como pai. Betim 2: 13h40, 18h20 (*) Betim 3: 21h (*) BH Shopping 10: 14h50 BH Shopping 9: 17h05 (*) Big 2: 13h55, 18h35 (*) Boulevard 4: 21h10 Cidade 6: 14h10, 16h30, 18h50, 21h15

(*) Contagem 3: 13h45 (*), 16h10 (*), 18h30 (*), 21h Del Rey 7: 13h50, 16h10, 18h40, 21h10 Diamond 3: 11h40, 14h30, 20h25 Itaú Power 4: 13h40, 16h10, 18h40 (*) Minas 4: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 (*) Monte Carmo 6: 13h50, 16h15, 18h40, 21h10 (*) Pampulha 3: 14h15, 16h35, 18h50, 21h15 (*) Paragem 2: 14h10, 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 5: 14h(*), 16h50 (*), 19h35 (*), 22h10 Pátio Savassi 2: 14h (*), 19h30, 22h10 Shopping Norte 5: 13h55, 18h35 (*) Via Shopping 1: 16h, 18h30, 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 4: 12h30(*), 15h20(*), 18h10, 21h Big Shopping 1: 16h25, 21h (*) Boulevard Imax: 14h, 16h20, 18h50, 21h15 Cidade 5: 14h(*), 18h30 Del Rey 1: 21h (*) Del Rey 2: 23h (*) Itaú Power 6: 21h15 (*) Minas 2: 21h15 (*) Pátio Savassi 3: 15h, 18h, 20h50 (*) Ponteio Premier: 13h50, 16h20 Shopping Estação 2: 12h, 14h45, 21h15 (*) Shopping Estação 4: 13h10, 16h, 19h, 22h15 (*) Shopping Norte 1: 16h25, 21h (*) (*) Sessões dubladas

OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido, Roberto, terá que cuidar das crianças. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30 BH Shopping 7: 14h05, 16h40, 19h35 BH Shopping 7: 22h20 (sessão legendada) Big Shopping 2: 16h10, 20h50 Big Shopping 4: 18h05 Boulevard 3: 13h40, 16h15, 18h50, 21h20 Boulevard 4: 13h30, 16h, 18h35 Cidade 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Cidade 8: 13h10, 15h45, 18h20 Contagem 2: 14h, 16h30, 19h Contagem 4: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Del Rey 1: 16h Del Rey 6: 13h20, 15h50, 18h20, 20h50 Diamond 6: 15h (somente sábado), 16h30(somente domingo), 20h, (somente domingo) 20h40 (somente sábado) Itaú Power 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Minas 2: 16h15 Minas 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Paragem 1: 13h30, 16h10, 18h40, 21h10 Paragem 3: 14h, 16h30 Norte 5: 16h10, 20h50 Monte Carmo 1: 13h30,18h30 Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 Ponteio 3: 14h, 16h30 Pampulha 4: 13h55, 16h20, 18h45 Pampulha 6: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 Partage Shopping Betim 4: 11h50, 14h40 Partage Shopping Betim 7: 12h50, 16h, 18h50, 21h40 Pátio Savassi 7: 12h20, 15h50, 18h50 Pátio Savassi 7: 21h40 (sessão legen-

dada) Pátio Savassi 7: 12h20, 16h, 18h50 Shopping Estação BH 1: 15h45, 21h Via Shopping 1: 13h40 Via Shopping 2: 15h Via Shopping 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Sessões 3D: BH Shopping 5: 13h10 e 18h30 BH Shopping 8: 12h10, 15h10, 18h, 20h50 Big 1: 14h, 18h40 Del Rey 1: 13h30, 18h30 Diamond 1: 12h50, 15h40, 18h50 Diamond 1: 21h40 (sessão legendada) Diamond 6: 17h50 (sessão legendada) Diamond 6: 11h50 Itaú Power 6: 13h40, 16h10, 18h40 Minas 2: 13h40, 18h45 Partage Shopping Betim 4: 17h30, 20h30 Ponteio Premier: 18h40 Shopping Estação 3: 14h15, 17h10, 20h Shopping Norte 1: 14h, 18h40

(Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século em pleno Met Gala. BH Shopping 10: 19h50 Ponteio 4: 16h50 Pátio Savassi 8: 14h45, 16h45

NOS VEMOS NO PARAÍSO (Au Revoir Là-haut, França, 2018, 1h57, 16 anos) Dir. Albert Dupontel. Com Nahuel Perez Biscayart, Albert Dupontel, Laurent Lafitte. Dois soldados de personalidades diferentes possuem um ponto em comum: a guerra. Belas 3: 21h30 Ponteio 2: 19h

mostras

(*) Sessões dubladas

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt, Bryce Dallas Howard, Rafe Spall. Um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco dos dinossauros. BH Shopping 10: 12h (*) BH Shopping 9: 14h, 22h Big Shopping 4: 20h30 (*) Boulevard 1: 21h20 Boulevard 5: 15h Cidade 1: 13h50, 18h20, 20h50 (*) Contagem 7: 13h40, 18h45, 21h15 (*) Del Rey 4: 13h40 (*), 18h20 (*), 20h50, 23h10 (somente sábado) Diamond 3: 17h30 Itaú Power 1: 18h30 (*) Itaú Power 2: 13h05 (*) Itaú Power 4: 21h (*) Minas 5: 15h e 21h30 (*) Monte Carmo 1: 16h, 21h (*) Pampulha 4: 21h10 (*) Partage Shopping Betim 3: 13h30, 19h05 (*) Pátio Savassi 1: 21h50 Pátio Savassi 2: 16h35 Ponteio 2: 16h30 Shopping Estação 2: 18h (*) Shopping Estação 5: 22h (*) Shopping Norte 3: 20h30 (*) Via Shopping 5: 18h50, 21h15 (*)

CINECLUBE ROCINANTE – GIALLO (*) Neste sábado (14) 16h “Blue Eyes of the Broken Doll” (ESP, 1974, 1h30, 18 anos) Dir. Carlos Aured. Sessão seguida de debate com Letícia Badan, Christian Bravo e Flávio C. von Sperling (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

VINGANÇA NERD (*) Neste sábado (14) 19h Vampire Hunter D, (JAP, 1985, 1h20)

Dir. Toyoo Ashida 20h30 “Os Garotos Perdidos” (EUA, 1987, 1h38) Dir. Joel Schumacher

mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

Domingo (15) 16h “O Exterminador do Futuro” (EUA, 1984, 1h48, 14 anos) Dir. James Cameron 18h “Stallone Cobra” (EUA, 1986, 1h27, 16 anos) Dir. George P. Cosmatos 20h “Robocop - O Policial do Futuro” (EUA, 1987, 1h42, 14 anos) Dir. Paul Verhoeven

Quinta-feira (19) 16h30 “O Serviço de Entregas de Kiki” (JAP, 1989, 1h42) Dir. Hayao Miyazaki

Segunda-feira (16) 15h “Querida, Encolhi as Crianças”, (EUA, 1989, 1h34) Dir. Joe Johnston 17h “A História Sem Fim” (ALE-EUA, 1984, 1h42, 10 anos) Dir. Wolfgang Petersen 19h “E.T. - O Extraterrestre” (EUA, 1982, 1h55) Dir. Steven Spielberg 21h15 “Massacre na Festa do Pijama” (EUA, 1982, 1h17, 18 anos) Dir. Amy Holden Jones

SESSÃO INFANTIL (*)

Terça-feira (17) 15h “Palhaços Assassinos do Espaço Sideral”, de Stephen Chiodo (EUA, 1988, 1h28, 14 anos) 17h “Os Fantasmas se Divertem” (EUA, 1988, 1h32) Dir. Tim Burton 19h “Batman” (EUA, 1989, 2h06) Dir. Tim Burton 21h15 “Elvira, Rainha das Trevas” (EUA, 1988, 1h36, 12 anos) Dir. James Signorelli Quarta-feira (18) 15h “O Monstro do Pântano” (EUA, 1982, 1h31, 16 anos) Dir. Wes Craven 17h “O Último Dragão” (EUA, 1985, 1h49, 14 anos) Dir. Michael Schultz 19h “Trash – Náusea Total” (NZL, 1987, 1h32, 18 anos) Dir. Peter Jackson 21h “A Pequena Loja dos Horrores” (EUA, 1987, 1h34, 14 anos) Dir. Frank Oz Quinta-feira (19) 15h “Academia de Gênios” (EUA, 1985, 1h48) Dir. Martha Coolidge 17h “Bola de Fogo” (EUA, 1941, 1h51) Dir. Howard Hawks. Sessão comentada 20h “The Railrodder”, de Gerald Potterton, Buster Keaton, John Spotton; “O Homem com a Camera”, de Dziga Vertov. Sessão musicada ao vivo em parceria com a Escola de Música do CEFART Sexta-feira (20) 15h “Os Aventureiros do Bairro Proibido” (EUA, 1986, 1h39) Dir. John Carpenter 17h “O Vingador Tóxico” (EUA, 1984, 1h27) Dir. Michael Herz e Lloyd Kaufman (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita

CINEMA DE FÉRIAS (*)

(*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Neste sábado (14) 17h “Para Norman” (EUA, 2012, 1h32) Dir. Sam Fell e Chris Butler (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINE VIDA (*) Domingo (15) 17h Sessão de curtas produzidos nas oficinas. (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

FACES DA JUVENTUDE (*) Neste sábado (14) 19h “Linha de Passe”( BRA, 2008, 1h54) Dir. Walter Salles e Daniela Thomas Domingo (15) 19h “A Ostra e o Vento” ( BRA, 1997, 1h52) Dir. Walter Lima Júnior Quarta-feira (18) 19h30 “Os 12 Trabalhos” (BRA, 2007, 1h30) Dir. Ricardo Elias Quinta-feira (19) 19h30 “Paraísos Artificiais” (Brasil, 2012, 1h36) Dir. Marcos Prado Sexta-feira (20) 19h30 “Houve Uma Vez Dois Verões” (BRA, 2002, 1h15) Dir. Jorge Furtado (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (17) 13h “Cantos de Trabalho”, de Humberto Mauro; “Pra Eu Dormir Tranquilo”, de Juliana Rojas; “O Bloqueio”, de Claúdio de Oliveira (*) Prodemge (av. Augusto de Lima, 270, centro). Entrada gratuita

EMBRAFILME/DIVULGAÇÃO

(*) Sessões dubladas

MULHERES ALTERADAS (Brasil, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Pinheiro. Com Deborah Secco, Alessandra Negrini, Maria Casadevall, Monica Iozzi. Quatro mulheres exaustas precisam lidar com seus problemas. BH Shopping 10: 22h25 Cidade 8: 20h50 Contagem 2: 21h25

OH LUCY! (Oh Lucy!, Japão/ EUA, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Atsuko Hirayanagi. Com Shinobu Terajima, Josh Hartnett, Shioli Kutsuna. Setsuko decide iniciar uma aula de inglês que exige que ela use uma peruca loira e viva como uma personagem americana. Belas 3: 16h

OITO MULHERES E UM SEGREDO

Cinema Falado, com Geraldo Veloso, exibe o 6 Projeto longa-metragem “As Sete Vampiras” (1986), de Ivan Cardoso Com Nicole Puzzi, Nuno Leal Maia, Andréa Beltrão e grande elenco, o pastiche de terror brinca com referências do cinema mundial e da cultura brasileira e será exibido na próxima terça-feira (17), às 19h30, no MIS Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). No enredo, um botânico cria uma planta carnívora que transforma as pessoas em vampiros.


almanaque

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EVENTO Estação com tom de manifesto LUCAS TANNURI/DIVULGAÇÃO

Lara Em 1928, a Alves s o c i e d a d e (*) b r a s i l e i r a convivia com os primeiros burburinhos sobre a necessidade de se repensar a cultura brasileira. Foi da conversa entre artistas precursores do movimento Modernista que nasceu o “Manifesto Antropófago”. O texto, escrito por Oswald de Andrade, completou 90 anos em 2018 e propunha “devorar” a cultura nacional para reelaborar sua produção artística brasileira. É da comemoração do quase centenário do manifesto que nasceu a temática desta edição do “Inverno das Artes”. A extensa programação tem início no próximo dia 18 e vai até 30 de julho, em todos os espaços do Palácio das Artes, com múltiplas atividades. Confira ao lado a programação completa. * Sob supervisão de Marília Mendonça

dia 26

dia 18

AQUELES DOIS

CARTAS À/DE PIO

Cia Luna Lunera apresenta espetáculo baseado no conto homônimo de Caio Fernando Abreu. Jardim Interno. Às 20h. R$ 20 (inteira).

Leitura dramática de cartas trocadas entre o linguista Pio Lourenço Corrêa e o poeta Mário de Andrade feita pelos atores Gero Camilo e Victor Mendes. Sala Juvenal Dias. Às 20h. R$ 20 (inteira).

dia 27 dia 20 MARATONA NERD FICÇÃO CIENTÍFICA

O REI DA VELA Exibição da filmagem do espetáculo "O Rei da Vela", da controversa peça de Oswald de Andrade, com direção de José Celso Martinez Correa. Sala Juvenal Dias. Às 19h30. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

FLÁVIO HENRIQUE 50 ANOS (Leia mais na página 18)

Gero Camilo participa de leitura dramática de cartas escritas por Mário de Andrade

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dia 21 MANIA DE EXPLICAÇÃO O espetáculo infantil da Cia Canguro narra a história de uma garotinha que busca explicações para várias palavras. Jardim Interno. Às 18h. Gratuito.

dia 23 THEPULSO IN CHAMAS Banda formada por artistas queer apresentam canções que abordam temáticas como empoderamento feminino, LGBT e Negro.

Sessões simultâneas de clássicos cults do universo cinematográfico dos anos 1980 e 1990. Confira todos os longas em: fcs.mg.gov.br Cine Humberto Mauro e Jardim Interno. A partir das 15h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Sala Juvenal Dias. Às 20h. R$ 20 (inteira).

dia 24 SINFÔNICA AO MEIO-DIA Com regência do maestro argentino Gustavo Fontana, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta composições de Bach e Villa-Lobos. Grande Teatro. Às 12h. Gratuito.

GRITA LEE Julia Branco homenageia Rita Lee.

Sala Juvenal Dias. Às 20h. R$ 20 (inteira).

“THE RAILRODDER” E “O HOMEM COM UMA CÂMERA” Alunos do Cefart executam trilha sonora ao vivo durante a exibição dos filmes. Jardim Interno. Às 20h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

dia 25 LANÇAMENTO DE “O LIVRO DO DISCO TROPICÁLIA OU

PANIS ET CIRCENSE” Escritor Pedro Duarte lança o livro em que reflete sobre a história do álbum. Sala Juvenal Dias. Às 19h30. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos. O livro estará à venda no dia por R$ 35.

MPBAIXNHOS PARA TODAS AS IDADES Show com cantigas de roda e canções infantis dos anos 1980. Jardim Interno. Às 11h. Gratuito.

dia 30

SINFÔNICA EM CONCERTO Com regência do maestro argentino Gustavo Fontana, Orquestra Sinfônica de Minas Gerais apresenta composições de Bach e Villa-Lobos. Grande Teatro. Às 20h30. R$ 20 (inteira).

DIEGO MORAES Cantor apresenta seu show solo baseado no álbum #ÉqueEuAndodeÔnibus. Sala Juvenal Dias. Às 20h. R$ 20 (inteira).


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estilo COPA DO MUNDO> Confira o estilo das influencers russas cujos looks são copiados por fashionistas

Moda ‘made in Rússia’ SPUTNIK 1985/DIVULGAÇÃO

O Mundial da Rússia vai chegando à reta final – a partida de encerramento, você sabe, será disputada neste domingo (15), sem a esperada presença de Tite e de sua seleção canarinho. Mas, além do futebol em campo, a Copa vem acentuando o fascínio por um país repleto de monumentos grandiosos e imponentes, no qual passado e futuro andam de mãos dadas. Na moda, o clima de encantamento não seria diferente. A verdade é que o evento esportivo acabou por reforçar ainda mais a cena fashion russa nos radares dos mais antenados, por meio de criações e criadores que conseguem fazer ecoar sua identidade em meio ao avanço de labels como a italiana Gucci ou a francesa Louis Vuitton. Ou, ainda, por meio de suas poderosas influencers, como Miroslava Duma, Aizel Trudel e Elena Perminova, referências do street style no mundo todo – e, por que não – responsáveis por diminuir as fronteiras ainda existentes entre o estilo delas e o das brasileiras. Para Daniel Funis, managing director do e-commerce de luxo Farfetch, o Lorena K. Martins

Mundial atua como uma alavanca para uma mescla entre patriotismo e cultura que vai além da venda de camisetas das seleções”. “A Nike e a Adidas, por exemplo, uniram forças com estilistas de renome para criar suas peças para o evento mundial, enquanto algumas marcas de luxo e lojas russas locais apresentaram coleções especiais”, disse ele, referindo-se também a uma nova leva de designers russos que está transformando a moda, como a estilista Anastasia Dokuchaeva. “Os russos, hoje, estão preocupados em marcar um estilo próprio, juntando referências da altacostura com o que veem nas ruas”, diz Anastasia. Seu estilo, que ela define como esportivo chique, mistura Look da estilista russa Anastasia Dokuchaeva

peças que lembram quimonos orientais, pijamas de seda e uniformes de futebol, desaguando em um look que agradou a fashionistas que simpatizam com a Copa do Mundo. NOVIDADES Apesar da ascensão de estilistas e marcas locais, o processo de reforma econômica que foi iniciado no fim da década de 80 abriu as fronteiras para a entrada de uma leva de produtos importados na Rússia. D a niel Funis explica que, pelo escritório da Farfetch no país, é possível mapear as labels que mais arrebatam os corações dos morado-

res de lá – caso da Diesel, Dolce & Gabbana, Saint Laurent, Stella McCartney e Valentino. “Surpreendentemente, pelo nosso programa (Destination Brazil), detectamos que a Rússia é o país que mais compra moda praia brasileira”, disse ele. Aizel Trudel, nome por trás de uma das multimarcas mais poderosas da Rússia dos dias atuais, também lançou em Moscou, durante a Copa do Mundo, uma iniciativa para tentar difundir, no Ocidente, marcas de designers russos e oriundos das antigas repúblicas soviéticas.

A marca russa Sputnik 1985 ficou famosa por camisetas com dizeres no alfabeto cirílico, que remetem aos últimos suspiros da União Soviética

POINT Vale também inserir neste radar fashion a marca Sputnik 1985, que ficou famosa por camisetas e blusas de capuz com frases escritas no alfabeto cirílico, que remetem aos últimos suspiros da União Soviética, no início da década de 90, e a estilista Yulia Gromova, que tem uma loja localizada na Khlebzavod #9, uma antiga fábrica de Moscou hoje transformada em uma concorrida galeria de lojas com viés hipster. “Agora há uma demanda por coisas diferentes, porque tudo ficou muito igual. Tentamos reagir com desenhos ousados, mas com uma herança russa”, aponta ela. (Com agências)

INSTAGRAM @DOKUCHAEVA_MOSCOW/REPRODUÇÃO

O VISUAL DE RUA, DIRETAMENTE DE MOSCOU Presente em músicas como a clássica “Nathalie”, a praça Vermelha, um dos cartões de visita da hoje cosmopolita Moscou, está ali, bem próxima às vitrines deslumbrantes e luxuosas do GUM – a loja de departamentos mais antiga (data de 1893) e tradicional da capital russa. Pois bem, esse foi o ponto escolhido pelo fotógrafo Douglas Magno para, em meio ao transitar ininterrupto de turistas, tentar capturar alguns looks inspirados das mulheres nativas. Sendo verão nos países do hemisfério Norte, o visual ratifica tendências que também fazem sucesso por aqui, no Brasil. Confira!

FOTOS DOUGLAS MAGNO


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CONHEÇA ALGUMAS MULHERES QUE SÃO VERDADEIROS ÍCONES FASHION DA RÚSSIA Miroslava Duma (@miraduma) A influencer Miroslava Duma tem uma das contas virtuais com mais seguidores mundo afora. “Miro”, como é conhecida, não faz por menos: aproveita seu acesso às melhores grifes para criar looks que inspiram fashionistas. É, ainda, uma das fundadoras da marca The Tot, especializada em produtos para mães e crianças. No início do ano, porém, Miro mandou mal: se envolveu em uma polêmica racista, e, hoje, ainda tenta atenuar os danos que causou a sua imagem.

NÉCESSAIRE Muitos produtos no mercado são indicados para o cuidado de suas unhas. Cuidando bem delas, pode-se evitar que fiquem secas e quebradiças. E, ainda, é possível a manter seu esmalte lindo por mais tempo. Veja a seleção a seguir. FOTOS DIVULGAÇÃO

FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

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Aizel Trudel (@aizeltrudel) Aizel Trudel comanda a multimarcas mais poderosa de Moscou e a primeira e maior plataforma de e-commerce de moda do país, chamada Aizel.ru. Além de frequentar, no mínimo, dez semanas de moda por ano, ela também é amiga de Diane von Furstenberg e Christian Louboutin – e provas dessa amizade influente estão em seus looks chiquérrimos.

2 em 1 O lenço removedor de es6 malte tem fragrância de baunilha

e sua fórmula permite retirar o esmalte e hidratar as unhas Quanto R$ 9 Onde www.oceane.com.br

em dia Caneta hidratan6 Cutícula te de cutícula com óleo de Tea Elena Perminova (@lenaperminova) Elena Perminova chama a atenção de fotógrafos nas semanas de moda por causa de seus looks impactantes. No ano passado, ela criou uma coleção-cápsula para a grife de óculos Linda Farrow. Em sua conta no Instagram, a it-girl também compartilha sua rotina – ela é casada com o bilionário Alexander Lebedev, um dos homens mais ricos do mundo, com quem tem três filhos.

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Hora do ‘lancho’ É de comer? Se você está com fome, fica o convite para se guiar por uma seleção de produtos de abrir o apetite Hot dog Sua paixão por um cachorro-quente é tão grande a ponto de deixá-la em seus pés? Então, essa meia é pra você Quanto R$ 7,99 Onde www.cea.com.br

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Em 2014, o estilista Jeremy Scott apresentou uma coleção muito bem humorada em sua estreia na passarela da grife italiana Moschino, na semana de moda de Milão. Algumas roupas tiveram inspiração na lanchonete de fast food McDonald’s e viraram hits, como a icônica capinha de celular em formato de batata-frita que foi sucesso entre os fashionistas e prontamente sumiram das lojas. De lá pra cá, o flerte da moda com a comida ficou mais forte, por assim dizer. Muitas estampas, inclusive, ganharam calorias e se transformam em hambúrgueres, bolinhos, sorvetes, pizzas e outros lanches apetitosos. A pedida deixa a produção mais divertida, é fato, mas vale apostar em contraposições com jeans e outras peças mais sóbrias. Outra opção, além dessas estampas divertidas, é carregar o seu lanche preferido em acessórios como bolsas e colares – até a coxinha, salgado preferido do paladar brasileiro, ganhou a sua versão para usar no pescoço. De fato, todas as opções fornecem uma oportunidade de declaração ao que realmente importa: comida boa. Lorena K. Martins

mas não é Essa bolsa pode ser 6 Parece, facilmente uma opção para complemen-

tar os looks porém trata-se de uma lancheira com design exclusivo do mineiro Rogerio Lima. Batizada de Voilà!, ela tem tecnologia inédita no mercado que conserva e aquece refeições Quanto R$ 464,90 Onde voilabag.com.br

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Uma religião chamada Amor FERNANDO FUIZA

o últim o d i a 3 0 , completaramse 16 anos da morte de Chico Xavier. Nunca me esqueci da noite passada em Uberaba, quando eu, com 18 anos, me vi equilibrando no alto de uma janela. Eu e uma multidão que foi àquela cidade para vê-lo psicografando, em estado mediúnico. O guarda me tirava, e eu voltava correndo até, finalmente, conseguir adentrar na sala apinhada. A emoção era tanta que nem sequer piscava os olhos, sabia que estava diante de uma pessoa ímpar. Lembro-me da casa simples, da mesa de madeira em que ele, com a cabeça abaixada e os olhos cerrados, psicografava mensagens daqueles que já se foram, dirigidas a parentes e entes queridos ali presentes. Imagino quanto conforto essas mensagens pessoais e detalhadas traziam a essa gente. Nesse dia, adquiri vários dos seus livros, entre os mais de 400 que já psicografou e cujos direitos autorais eram e continuam sendo doados a obras assistenciais. Na manhã seguinte, acordei cedo para acompanhá-lo a uma peregrinação por bairros pobres da cidade. Humilde, cala-

N

dinho, com uns óculos enormes e pesados, repartia mantimentos e sorrisos tímidos. Voltei para casa com a certeza de ter visto uma pessoa verdadeiramente do bem, nascida para distribuir amor. Um “anjo” que ainda hoje, por meio de suas mensagens, acompanha e dá conforto a tantos. Ao ler sua biografia, descobri que seu primeiro contato com a doutrina espírita foi em 1927. Quando criança, costumava ouvir vozes ou sentir mãos sobre as suas, guiando suas escritas. Menino, não compreendia como sua mãe, já falecida, continuava a lhe aparecer, principalmente nos momentos de aflição. Chico Xavier, com certeza o maior médium que já tivemos, certa ocasião, disse: “Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque não acredito que a religião ‘a’ seja melhor que a religião ‘b’. Nas origens de toda religião cristã está o pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Se Allan Kardec tivesse escrito que ‘fora do espiritismo não há salvação’, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu ‘fora da Caridade’, ou seja, fora do Amor não há salvação...” Admiro e me identifico com a doutrina kardecista. Ouvir sobre o Evangelho ou tomar um passe são coisas que me trazem conforto, assim como comungar numa igreja católica ou participar de um encontro na Sociedade Teosófi-

cabeça coberta por um véu. Admiro os evangélicos pela sua fé e pelo papel social que exercem nos aglomerados das cidades. Deus é igual para todos, não importa a que religiões pertençam. Para finalizar, transcrevo uma das inúmeras manifestações escritas que Chico nos delegou: “Vida É o amor existencial. Razão É o amor que pondera. Estudo É o amor que analisa. Ciência É o amor que investiga. Filosofia É o amor que pensa. Religião É o amor que busca a Deus. Verdade É o amor que eterniza. Ideal É o amor que se eleva. Fé É o amor que transcende. Esperança É o amor que sonha. Caridade É o amor que auxilia. Fraternidade É o amor que se expande. Sacrifício É o amor que se esforça. Renúncia É o amor que depura. Simpatia É o amor que sorri. Trabalho É o amor que constrói. Indiferença É o amor que se esconde. Desespero É o amor que se desgoverna. Paixão É o amor que se desequilibra. Ciúme É o amor que se desvaira. Orgulho É o amor que enlouquece. Sensualismo É o amor que se envenena. Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente”. Lindo, não? ca (que não diz respeito a uma religião específica, mas à Verdade de todas). Estar num templo hinduísta na Índia, ao som de

um mantra, é fascinante. O budismo, para muitos, é quase uma filosofia de vida. Nunca entrei numa sinagoga, mas sei da profun-

didade da cabala. Na minha última viagem à Turquia, orei sob os imensos pilares da Mesquita Azul, com os pés descalços e a

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


PEDRO LUZ/COMMONS/DIVULGAÇÃO

WLucerna. Quatro semanas de música erudita próximo aos Alpes. Páginas 4 e 5 pampulha WSua melhor viagem. Jalapáo é um destino único no Tocantins. Página 12

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 14/7/2018

Experiência nas alturas Parque Nacional do Itatiaia, entre Minas Gerais e Rio de Janeiro, é muito mais deslumbrante no inverno Páginas 6 a 8


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de julho de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

sala vip (I) W

Visit Britain lança campanha Love is Great em Minas O Visit Britain, órgão de promoção turística do Reino Unido, em parceria com a operadora MH Tour, promoveu um brunch na última segunda-feira (9) no restaurante Alma Chef, no Lourdes, para apresentar aos agentes de viagens a campanha Love is Great, um braço da campanha global “I Travel for...” (do inglês, “eu viajo para...”). “A ideia é mostrar o Reino Unido aos mineiros como um destino acolhedor, diversificado, para todos os públicos”, afirmou Malcolm Griffiths, diretor do órgão para o Brasil. Lançada neste ano, a campanha I Travel for... destaca as experiências inesperadas que turistas do Brasil podem encontrar em ambientes urbanos, contemplando paisagens espetaculares do interior ou ao longo do litoral da ilha da Grã-Bretanha. A campanha ainda mostra os destinos como lugares receptivos, abertos e acolhedores para todas as pessoas, independente de sua orientação sexual. Um dia antes, no domingo (8), o órgão do governo britânico levou a campanha Love is Great para a Parada do Orgulho LGBT de Belo Horizonte. “Somos também um destino gay friendly e celebramos a diversidade”, salientou Griffiths. Atualmente, o Reino Unido é um dos países mais progressistas do mundo em termos de direitos LGBT. No evento, Griffi-

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Marcelo Michieletto (diretor da operadora MH Tour) e Malcolm Griffiths (diretor do Visit Britain para o Brasil) durante o evento

Os agentes de viagens Kênia Lopes (Plan Turismo), Roberta Leroy (Leroy Viagens) e Zenaide Chaves (Lumini Turismo)

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Maria Inês (Persona Viagens), Antônio dos Santos (Conforto Turismo), Ângela Bittar (Bittar Turismo) e Alberto Guelman (Mazel)

Armando Siebler (A1 Turismo), a querida Ana Paula Chagas (Flyvip) e o sempre presente Rodrigo Baia (Terra Brasilis)

FLICKR/VISIT BRITAIN/DIVULGAÇÃO

FLICKR/VISIT BRITAIN/DIVULGAÇÃ

Participantes da parada carregaram uma bandeira do Reino Unido, um dos apoiadores do evento, pelas ruas da cidade

A campanha Love is Great esteve nas ruas de BH, durante o percurso da manifestação, de forma divertida e interativa

ACERVO BELOTUR/DIVULGAÇÃOINDEPDN

ELEN CASTRO/DIVULGAÇÃO

ths exibiu os destinos gay friendly no país, entre eles Brighton, Manchestere Bristol, na Inglaterra; Cardiff, no País de Gales; e Glasgow e Edimburgo, na Escócia.

Pacote Este ano, a campanha inclui um pacote de viagem com duração de nove dias pela MH Tour. A partir de € 1.865 por pessoa, o programa inclui três noites em Londres, três em Edimburgo e duas em Liverpool, ingressos para o Warner Bros Studio Tour, em Londres, e o The British Music Experience, em Liverpool, passeio para o lago Ness, Glencoe e Highlands, na Escócia, e um Oyster Card carregado com 15 libras para usar no metrô em Londres. Os detalhes da promoção pode ser encontrados no site visitbritain.com/loveisgreat.

A marca Love is Great estará presente nas Paradas do Orgulho LGBT de quatro capitais brasileiras – além de BH, Recife, Rio e São Paulo

Wcheck-in/check-out

Independência dos EUA

A cônsul dos EUA em Belo Horizonte, Rita Rico, foi a anfitriã de uma festa que reuniu convidados para comemorar o 242º Dia da Independência de seu país. A recepção foi realizada na casa de eventos Orbi Conecta no dia 5 de julho e contou com a presença de autoridades brasileiras, representantes do corpo diplomático, imprensa e convidados da comunidade local. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

A Belotur lançou, no dia 9, o projeto fuTURISMO (Programa de Pesquisa e Inovação Turística), que vai auxiliar o órgão na estruturação e implementação de novas políticas de turismo MAZEL TOUR/DIVULGAÇÃO

Tara P. Plokarel, embaixador do Nepal, Matheus Messeder, assessor jurídico da Abav-MG, Athenais Vilhena e Alexandre Brandão

Nepal em visita à Abav

Rita Rico (cônsul) entre Kristin Kane (vice-cônsul) e Joelle Uzarski (adida de Educação e Cultura da Embaixada dos EUA)

Alberto Guelman, diretor da Mazel Tour, acompanhando seu grupo de clientes pela Rússia e repúblicas bálticas em junho; na foto, o grupo está em frente ao castelo de Trakai, na Lituânia

O presidente e a vice-presidente de marketing e eventos da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MG), Alexandre Brandão e Athenais Vilhena, respectivamente, receberam na sede da entidade o embaixador do Nepal, Tara P. Pokharel, para discutir assuntos de turismo. O Nepal, informa Athenais Vilhena, tem interesse em divulgar o país em Minas não somente no turismo, mas a cultura como um todo. Em 2015, uma reforma constitucional aboliu a monarquia e transformou o país asiático em uma república federal e secular.


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Macacos

Festival de inverno Após um hiato de dez anos, o distrito de São Sebastião das Águas Claras, conhecido popularmente como Macacos, volta a sediar o Festival Inverno em Macacos: Cultura e Gastronomia, entre os dias 19 e 29 de julho. É um circuito gastronômico e cultural, com a participação de 13 restaurantes e bistrôs da região, que oferecem opções da baixa à alta gastronomia e também apresentações musicais e teatrais. Uma grande festa irá marcar o encerramento do festival no dia 28/7, das 12h às 2h. É a 6ª edição do JungleBier – Samba & Blues, no Bar do Marcinho. Os ingressos podem ser adquiridos pelo site centraldoseventos.com.br. RESTAURANTE GENOVEVA/DIVULGAÇÃO

turismo

Música erudita

Cenário sonoro aos pés dos Alpes suíços Festival de Verão de Lucerna celebra 80 anos; evento acontece entre os dias 17 de agosto e 16 de setembro com o tema “Infância” Da Redação Quatro semanas de muita música erudita, mais de cem concertos e a estonteante paisagem à beira do lago Lucerna. Assim será a celebração dos 80 anos do Festival de Verão de Lucerna, um dos eventos mais aguardados dessa estação na Europa, que acontece entre os dias 17 de agosto e 16 de setembro. O Centro Cultural e de Convenções KKL Luzern, instalado à beira do lago que batiza a cidade na Suíça, será o cenário das apresentações. Com um tema diferente a cada ano, o festival oferece um maravilhoso repertório, que vai de Mozart aos modernistas. A edição deste ano vai homenagear a infância, com muitos projetos voltados para as novas gerações, além de orquestras sinfônicas consagradas para agradar aos mais experientes. A lista de confirmados inclui maestros

conhecidos pela crítica, como Riccardo Chailly, Andris Nelsons e Simon Rattle, além das mais importantes orquestras internacionais, uma das marcas do evento, com destaque para as filarmônicas de Berlim, Viena e Londres. A programação também homenageará Karlheinz Stockhausen, um dos mais influentes compositores do século XX.

Lago divide a cidade velha da cidade nova em Lucerna

Para os pequenos Nesta edição, o evento volta se dedica de maneira especial, demonstrando que música clássica não é algo apenas para adultos. A música precisa soar diferente para as crianças? Não necessariamente, mas é preciso ser introduzida de outra forma. Por isso, o festival traz formatos específicos de concertos, bem como um programa variado, que seja convidativo aos novos ouvintes. O evento explora novas ideias e tenta reinventar completamente o que é um concerto.

Apresentações No lúdico espetáculo “The Land of Dreams”, do Puppet Theatre Petruschka, a história de uma menina é contada por meio de fantoches e pintura artística de areia. Músicos ao vivo dão o tom da narrativa. Em “Senegalliarde” há a mistura de música, dança, teatro e acrobacia numa performance bastante animada. Já em “Heroïca”, sete jovens músicos sobem ao palco e transformam um concerto clássico em um show para a garotada.

Com uma combinação de montanhas, lagos e prédios históricos, Lucerna encanta os turistas de W Você pode conferir a programação compleno site oficial do Festival de Verão de todo o mundo taLucerna: lucernefestival.ch

EMANUEL AMMON/AURA

Pianistas renomados, como Johnny Varro, já se apresentaram no festival

Da arquitetura medieval a obras com tom futurista Situada na região central da Suíça, Lucerna é considerada uma das cidades mais bonitas do país. E não é à toa… É mesmo cenário de cinema! O destino fica entre uma magnífica cadeia de montanhas (Rigi, Pilatus e Stanserhorn) e o lago homônimo. Tradição e modernidade andam lado a lado. O visitante pode conferir desde atrações seculares, como a ponte da Capela (Kapellbrücke) e a histórica Cidade Velha, até obras futuristas como o Centro Cultural e de Convenções KKL Luzern, que abriga os mais variados festivais. A arquitetura medieval de Lucerna convida a uma descoberta a pé. As casas his-

tóricas, decoradas com afrescos, enfileiram-se em volta de praças pitorescas. Vale conhecer a praça do Mercado do Vinho (Weinmarkt), localizada no centro histórico. A ponte da Capela é considerada uma das mais antigas pontes de madeira cobertas da Europa. Um marco para toda a Suíça é a figura do leão moribundo talhada na face

Serviço O quê. Festival de Verão de Lucerna Quando: 17/8 a 16/9 Onde: Lucerna (Suíça) Informações: Acesse lucernefestival.ch.

da muralha Museggmauer, que foi preservada em seu estado original. O monumento faz homenagem aos guardas suíços mortos no ataque às Tulherias, em 1792. As torres gêmeas da Igreja Hofkirche também fazem parte da paisagem urbana. Outra atração é a Igreja Jesuíta, do século XVIII, considerada o primeiro edifício sacro em estilo barroco da Suíça. Para quem curte atividades recreativas ao ar livre, a cidade oferece ainda uma série de atrações, como o monte Titlis, a 40 minutos de Lucerna. Experiência tão encantadora quanto a subida no teleférico da montanha é desfrutar de um passeio num barco a vapor pelo lago.


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ELGE KENNEWEG

PIXABAY/LUCERNA DIVULGAÇÃO

A ponte da Capela, o ponto mais fotografado de Lucerna, foi erguida em 1365 e é uma das mais antigas da Europa Kapellbrücke, a ponte da capela, abriga coleção de pinturas do século XVII PRISKA KETTERER/LUCERNE FESTIVAL

Sala de concertos do KKL Luzern, obra do arquiteto francês Jean Nouvel, tem uma das melhores acústicas do mundo


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turismo

Promoção

Para minimizar a alta do dólar

Vista da Pedra do Altar, umas das 15 maiores montanhas do país

A CVC iniciou nesta semana uma série de promoções para estimular as viagens internacionais e mitigar o impacto da alta do dólar, como o retorno do câmbio reduzido, dois dias de ingresso grátis na Disney, redução de até 50% nos pacotes para Bariloche e, até mesmo, pagamento com pontos da Livelo nas lojas físicas da CVC para produtos e serviços. Para saber mais, procure a loja CVC mais próxima de você.

Cervejaria

As melhores do mundo A Hofbräuhaus BH abre oficialmente suas portas para visitação do público, com intuito de mostrar seus processos produtivos e toda tecnologia envolvida na preparação de algumas das melhores cervejas do mundo. A visitação inaugural será dia 21/7, das 11h às 12h, e as próximas serão marcadas de acordo com as reservas, mas sempre aos sábados, no mesmo horário, no e-mail contato@hofbraubh.com.br.

Olinda

Um mercado renovado Depois de uma completa requalificação estrutural, o Mercado Eufrásio Barbosa foi transformado em Centro de Cultura Popular. O espaço de 6.000 m² conta com salas de exposição permanentes e temporárias, salas para oficinas de artesanato, dança e gastronomia, local para feiras sazonais, o teatro Fernando Santa Cruz, 22 novas lojas, restaurante com paisagismo e livraria da Companhia Editora de Pernambuco. HÉLOA SCHEPPA/SEI/DIVULGAÇÃO

Minas/Rio

Natureza viva: inverno traz show de cores ao Parque do Itatiaia Reserva ambiental localizada na serra da Mantiqueira oferece trilhas com visual deslumbrante; partes alta e baixa são acessíveis aos visitantes Letícia Nunes Agência O Globo

O Parque Nacional do Itatiaia, na serra da Mantiqueira, é muito bonito e fica ainda mais deslumbrante no inverno, quando, em geral, chove pouco, e o contraste entre o azul do céu sem nuvens e o verde-escuro da Mata Atlântica fechada parece saído de uma obra de arte, uma pintura. Aberto há 81 anos, o primeiro parque nacional do Brasil tem altitudes entre 540 m e 2.790 m e se espalha por uma área de 30 mil hectares. Em julho, as temperaturas abaixo de zero são comuns, com geadas frequentes. Com sorte, até a neve dá o ar de sua graça.

Para organizar o passeio, cabe lembrar que o parque é dividido em duas partes – a baixa e a alta, cada uma com sua entrada. Na parte baixa, acessível pela BR–485, a partir da cidade de Itatiaia, o mirante Último Adeus dá as boas-vindas aos visitantes e oferece uma das melhores vistas para fotos. O centro de visitantes fica alguns quilômetros adiante, com exposições temporárias e uma imponente coleção de animais empalhados. Para a parte baixa, dois dias são mais do que suficientes e ainda permitem ao visitante desfrutar da natureza sem compromisso – só de pássaros, são mais de 350 espécies.

LUIZ ACKERMANN / AGÊNCIA O GLOBO

No primeiro parque nacional criado no país, em 1937, as aves têm significado especial do ponto de vista ecológico: o lugar é ótimo para a prática do birdwatching

Saiba mais Observação. O parque pode ser visitado todos os dias do ano, mas o melhor período para conhecer a parte alta é durante o inverno. È comum que uma multidão de turistas visite a reserva nessa temporada em busca de neve. No topo. Outra atração na parte alta é o pico das Agulhas Negras. Com 2.790 m, é o terceiro ponto mais alto do Estado de Minas Gerais. Fauna exuberante: parque abriga 363 espécies de aves, atraindo pesquisadores


turismo

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MÁRCIA FOLETTO/AGÊNCIA O GLOBO

Trilhas íngremes e alpinismo Quem vai se arriscar pela parte alta do Parque Nacional do Itatiaia precisa se organizar com antecedência e, de preferência, contratar um guia credenciado. O centro de visitantes oferece indicações de profissionais. A entrada do chamado Planalto de Itatiaia fica a 40 km da Via Dutra a partir da cidade de Engenheiro Passos. São 26 km de asfalto e 14 km de estrada de terra até o posto Marcão, que poderia, facilmente, ser chamado de portal do paraíso, tantas são as belezas que aguardam

quem chega por ali. Mas não espere facilidade para chegar pertinho do céu. Tirando a trilha para a cachoeira das Flores, com 500 m e 10 minutos de caminhada, as demais atrações oscilam entre o nível moderado e o difícil, incluindo trechos de escalada. Para chegar ao pico das Agulhas Negras, o ponto mais alto do Estado do Rio, o uso de material de alpinismo é obrigatório. São 2,5 km, com acesso por uma trilha íngreme em rocha. E, para quem realmente quer conhecer a fundo a natureza exube-

rante da região, há três travessias – Ruy Braga, Serra Negra e Rancho Caído. A primeira, com 22 km, liga as partes alta e baixa e pode ser percorrida em um ou dois dias, de acordo com o condicionamento dos visitantes e as condições climáticas. A segunda opção liga o parque às vilas de Maromba e Maringá, com pernoite em barracas na Serra Negra. São 32 km, com dois dias de caminhada. A terceira trilha leva os visitantes do Abrigo Rebouças à região de Visconde de Mauá, com camping no lu-

garejo de Rancho Caído. Detalhe importante: as travessias dependem de agendamento prévio e autorização da administração do parque. Também há áreas específicas para ciclismo, montanhismo e alpinismo no parque, além de espaços para quem quer apenas fazer um piquenique e observar a fauna e a flora. Mas nada é tão impactante quanto dormir em um dos abrigos do parque ou montar uma barraca nos campings autorizados. É uma injeção de natureza na veia. (LN/AG)

Queda d’água

Refresque-se na Véu da Noiva A cachoeira Véu da Noiva é uma das mais famosas e bonitas do Parque Nacional do Itatiaia. A queda d’água fica localizada na parte baixa da área de conservação, a cerca de 4 km do centro de visitantes. Esse percurso pode ser percorrido de carro. A trilha até a entrada da queda não é longa, mas íngreme. O esforço é recompensado com uma incrível paisagem e um banho refrescante. MÁRCIA FOLETTO/O GLOBO

Como chegar De carro. O Parque fica a 457 km de Belo Horizonte. Saindo de BH, siga pela rodovia BR–040 até o KM 20,9 (Três Rios/RJ). Depois, siga pela rodovia BR–393 (Três RiosVolta Redonda) até a rodovia Presidente Dutra (BR–116). Dobre a direita em direção a São Paulo. Na saída 317, esta-

rá o Parque do Itatiaia. A viagem dura cerca de seis horas. De ônibus. A empresa Útil faz a linha BH-Angra dos Reis via Barra Mansa (RJ) a preços a partir de R$ 132,58. Desembarque na rodoviária em Barra Mansa, local onde saem ônibus para Itatiaia. Consulte horários no site util.com.br

Planalto, na parte alta do parque


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turismo MÁRCIA FOLETTO/AGÊNCIA O GLOBO/6-7-2017

Atrativos

Escadaria para o lago Azul Trajeto até piscina natural, atração mais próxima da entrada, dura 15 minutos e tem 124 degraus Letícia Nunes Agência O Globo

O centro de visitantes serve como referência para conhecer as atrações mais próximas, todas com trilhas bem-sinalizadas e diferentes graus de dificuldade. Até o lago Azul, uma piscina natural formada pelas águas do rio Campo Belo, são 500 m, numa caminhada que dura cerca de 15 minutos, mas que inclui uma escadaria de 124 degraus. Para o complexo do Maromba, onde estão as

cachoeiras mais conhecidas do parque, o ponto de partida fica a 4 km do centro de visitantes, na ponte do Maromba. A partir dela, são 380 m para a cachoeira do Véu da Noiva e 640 m até a Itaporani. Ainda na parte baixa, os mais bem preparados fisicamente podem enfrentar a trilha dos Três Picos. São sete quilômetros, percorridos em quatro horas. A administração do parque só permite que os caminhantes saiam até as 10h. Deve-se levar água, alimentos e lanternas. Cachoeira das Flores, na parte alta do Parque, tem altura aproximada de sete metros. Trilha de difícil acesso é recompensada com banho em piscina natural Luiz Ackermann/Agência O Globo

Patinhas: Calçada da Fauna Se você vai visitar o Parque Nacional do Itatiaia com crianças, uma parada indispensável é a Calçada da Fauna, na entrada do centro de visitantes. Diversos animais da região tiveram suas patinhas reproduzidas em placas de cimento – nos moldes da Calçada da Fama de Hollywood. É impossível resistir a tirar uma foto com as mãos em cima das patas de seu animal favorito. As crianças se divertem muito! A famosa calçada também serve como uma lição sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. Animais como capivara, veado-mateiro, irara, tamanduá-colete, paca, tatu e furão são algumas das estrelas nativas que registraram sua passagem pela calçada do parque. Sem falar em algumas “celebridades” mais reclusas que, vez ou outra, aparecem para os turistas. Sim, há pumas, jaguatiricas e onças-pintadas no parque. (LN/AG)

Hollywood animal: pegadas dos bichos famosos da região divertem crianças

Serviço Onde ficar Hotel Donati. Diárias a partir de R$ 420, com pensão completa. Acesse hoteldonati.com.br Passeios Parque Nacional do Itatiaia. Ingressos: R$ 17. A parte bai-

xa: abre às 8h e fecha às 17h. A alta abre às 7h, mas os visitantes devem entrar até as 14h e sair até as 17h. Informações Para saber mais sobre o parque, acesse o site icmbio.gov.br/parnaitatiaia


turismo

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JEANNFM FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO

Nova atração

Manobras radicais no parque Beto Carrero World inaugura área temática Hot Wheels; público poderá viver as emoções da corrida das miniaturas em tamanho real Da redação O Beto Carrero World, maior parque temático da América Latina, inaugurou na quinta-feira, 12, uma nova área com o tema Hot Wheels. O novo espaço contará com apresentação do exclusivo Hot Wheels Epic Show, onde serão realizadas mostras acrobáticas com carros, pistas e manobras especialmente desenvolvidas para esse universo. A nova área, com cerca de 30 mil metros quadrados, trará os carros Hot Wheels para a realidade, com um restaurante e loja de presentes. A novidade

não para por aí, a parceria entre as marcas promete novidades adicionais ao longo do ano. O Hot Wheels Epic Show mostrará as transformações de carros Hot Wheels em veículos em tamanho natural que realizarão acrobacias ao longo de apresentações para 3.000 fãs diariamente. Na loja temática Hot Wheels, fãs de todas as idades encontrarão presentes com o tema da marca: dos tradicionais carrinhos à bonés personalizados. E, depois de viverem tantas aventuras, os visitantes poderão reabastecer as energias com um cardápio varia-

Área com 30 mil metros quadrados trará apresentações acrobáticas de veículos em tamanho natural; pequenos ainda podem levar suvenires para casa

do. O restaurante conta com carros, pistas e, claro, com centenas das miniaturas Hot Wheels por toda parte. O CEO do Beto Carrero World, Rogério Siqueira, assegura que, com a parceria, o parque reafirma o compromisso de proporcionar aos visitantes a melhor experiência, com objetivo de sempre encantar e divertir. “Queremos promover momentos únicos e inesquecíveis e é por isso que esta-

mos estabelecendo essa aliança com a Hot Wheels. Estou certo de que essa nova atração vai encantar profundamente a família inteira”, acrescenta.

Para toda a família O parque foi eleito em 2017 como o sétimo melhor do mundo e o melhor da América do Sul na escolha do Trip Advisor. Desde 1991, o Beto Carrero World atrai visitantes de todas as

idades com brinquedos, shows, um zoológico com mais de 1.000 animais, passeios temáticos, além de três montanhas-russas e uma torre de queda livre com mais de 100 metros de altura. Localizado em Penha, litoral de Santa Catarina, o parque recebe visitantes de todas as regiões do Brasil e de muitos países da América do Sul, como Argentina, Chile e Uruguai.

Beto Carrero Inf.: (47) 3261-2222 Ingressos: O valor dos passaportes varia de acordo com a temporada. Por isso, é necessário consultar o calendário do parque antes de comprar a entrada. Onde comprar os ingressos: betocarrero.com.br


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turismo VISIT CALIFORNIA/BLAISE

Ponte Bixby Creek na estrada de Big Sur: Diego Marques e a namorada pretendem fazer a famosa rota, de carro, nas férias

Seu bolso

Como driblar a alta do dólar JAQUES DIOGO/O TEMPO

Moeda estrangeira é vendida por até R$ 4,15 nas casas de câmbio do país; confira como poupar seu dinheiro na hora da negociação Shirley Pacelli “Tá com dólar, tá com Deus”, já previa a canção da banda brasileira Francisco El Hombre. No último dia 5, o dólar comercial atingiu mesmo as alturas: foi vendido a R$ 3,934 — seu maior valor desde março de 2016 (R$ 3,941). O dólar turismo, que tem cotação mais cara, chegou a R$ 4,15 nas casas de câmbio brasileiras. E quem sofre é o turista que se prepara para curtir as férias no exterior.

O publicitário Diego Marques, 36, vai viajar para a Califórnia (EUA) com a namorada, Caroline, no final de agosto. As passagens foram compradas ainda em janeiro, e, desde abril, já fizeram quatro compras da moeda estrangeira com amigos. Nesse caso, ele observa que sempre confere se as notas estão “utilizáveis”. Vale lembrar que cédulas antigas ou rasgadas podem não ser aceitas no país de destino. Segundo Marques, a ARQUIVO PESSOAL

3 Dicas para economizar na compra:

Centavos podem fazer muita diferença no montante final na hora da conversão do câmbio

ideia é levar todo o dinheiro da viagem em espécie, comprando a moeda aos poucos, e evitar ao máximo o uso do cartão de crédito no exterior. Com gastos com alimentação, transporte e entradas em atrações, ele estima que o casal deve desembolsar cerca de US$ 4 000. Além do voo, Marques e Caroline já sairão do Brasil com o hotel pago. O plano deles é alugar um carro e percorrer em 20 dias a famosa estrada de Big Sur, que foi reaberta recentemente, até a cidade de Las Vegas.

MELHOR CÂMBIO Belvitur Viagens Papel-moeda. R$ 4,14 (com IOF) Cartão pré-pago. R$ 4,36 (com IOF) Cotação - Câmbio Change Exchange Em agosto, Diego Marques embarca com a namorada para a Califórnia

1- Despacito. O recomendável é comprar a moeda estrangeira em pequenos montantes. Assim, pode ser que você pegue o dólar a R$ 4,10 em uma semana, mas compre por R$ 3,90 na outra. Na prática, você acaba ganhando no valor médio entre as transações. 2- Olho no lance! Acompanhe o valor do dólar do mesmo jeito que você vê a partida de seu time: não perca nenhum lance. Click Câmbio e Melhor Câmbio são ferramentas bastante úteis para a “vigilância” do dólar. 3- Vale pechinchar. Em grandes transações, é possível negociar as taxas com a corretora. Junte-se a outros interessados na moeda e “chore” um desconto.

Adquirir a moeda com antecedência e evitar o uso do cartão de crédito é justamente a orientação de especialistas do setor de turismo para aliviar no bolso os efeitos da alta do dólar. Segundo Andrea Panisset, gerente de marketing da Belvitur, não existe uma expectativa de retração da moeda. “É um momento de câmbio flutuante, e a perspectiva é que o dólar e o euro fiquem altos até as eleições. Não conseguimos vislumbrar uma queda que justifique aguardar a compra para de-

pois, perto da data de embarque”, explica. Andrea esclarece que, neste momento, a principal recomendação é evitar o uso do cartão de crédito no exterior. “Pode ser uma surpresa desagradável: na semana de fechamento da fatura, o dólar pode estar ainda mais alto”, explica. Uma boa alternativa para fugir da diferença cambial, segundo ela, é o cartão pré-pago. Você determina o valor que pretende gastar e o utiliza já dentro do orçamento estipulado.

Em pesquisa com cinco casas de câmbio na última segunda-feira, 9, o Turismo encontrou valores entre R$ 4,06 e R$ 4,15 para o papel-moeda. No cartão pré-pago, o dólar chega a R$ 4,34. Confira: Papel-moeda. R$ 4,15 (com IOF) Cartão pré-pago. R$ 4,32 (com IOF) Picchioni Câmbio Papel-moeda. R$ 4,10 (com IOF)

Cartão pré-pago. R$ 4,27 (com IOF) Western Union Papel-moeda. R$ 4,06 (com IOF) Cartão pré-pago. R$ 4,22 (com IOF)

Yes Câmbio Papel-moeda. R$ 4,11 (com IOF) Cartão pré-pago. R$ 4,34 (com IOF)

W *Consulta entre as 15h e as 16h do dia 9/7.


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sala vip (II) W

Em plena Copa do Mundo, Visit California desembarca em BH para divulgar destino Com uma missão comercial composta por 13 parceiros de destinos e produtos do Estado norte-americano, o Visit California embarcou no mês passado em Belo Horizonte para um treinamento de capacitação no restaurante Alma Chef,no Lourdes. No ano passado, segundo o Visit California, 178

mil turistas brasileiros visitaram o Estado mais ensolarado dos EUA e gastaram cerca de US$ 360 milhões. Em plena Copa do Mundo e com seus integrantes vestidos com camisas da seleção brasileira – o que conquistou de imediato os agentes de viagem mineiros –, o treinamento, intitulado California Trai-

ning Day, passou por outras duas capitais brasileiras, São Paulo e Rio de Janeiro, mostrando as novidades em termos de destinos, hotéis e serviços para os brasileiros poderem usufruir melhor dos encantos da Califórnia. Confira mais fotos no portal otempo.com.br/opinião/paulo-campos FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Juliana Baraldi e Carolina Vilas Boas Da Califórnia, Isaac Pacheco (Hornblower Cruises), Michael (representantes do Visit California), Vanderhurst (Mammonth Lakes), Claudio Bono (The durante o evento do Alma Chef Grande Hotel) e Karla Sweeney (Residence Inn Marriott) Daniel Schwartz (San Francisco Travel), Mariella Carmona (Los Angeles Tourism), Denis Zyuzin (Warner Bros Studio Tour), Lindsey Smith (Visit California) e Eduardo Genekian (Cruise America) Phil Hannes (San Diego Tourism), Cynthia Schmit (Citadel Outlets), Martim Diniz (Sea World Paks Entertainment) e Pamela Marques (Santa Monica Travel) Áquila Viza Dias (Vizatur Turismo), Raquel Capuzzo (Mappa Turismo), Artur Costa (Trend Operadora) e Rafael Souza (Master Turismo)


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sua melhor viagem

Jalapão: bruto e encantador

1- Encontros. Certamente, o Jalapão reúne e une pessoas que partilham dos mesmos ideais de espírito livre, que amam a natureza bruta e que se emocionam com novas descobertas. Viajei com uma amiga, e por lá fizemos mais amizades que, com certeza, ficarão para a vida. Ao fundo, serra do Espírito Santo e morro do Saca Trapo. FOTOS CRISTIANE ARAÚJO

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Viajante conta por que a paisagem intocada do parque estadual em Tocantins, cenário da novela “O Outro Lado do Paraíso”, é de tirar o fôlego

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2- Moldura. Um conjunto de blocos de arenito com buracos esculpidos pela ação da chuva e de ventos fortes formam a chamada Pedra Furada. O monumento natural, localizado na cidade de Ponte Alta do Tocantins, nos permitiu desfrutar um espetacular pôr do sol.

4- Mergulho. Sem palavras para meu enCristiane Araújo Ah, o Jalapão! Sem dúvida, uma inesquecível e encantadora experiência. Situado na região leste do Tocantins, o parque estadual é bruto e encantador. O descrevo dessa forma pois está praticamente intocado; ao natural: cru e belo. Nos arredores, estradas arenosas e irregulares moldadas pelo tempo. A paisagem é árida: muito calor, pó e chão para desbravar. Em seu interior, os cenários são extraordinários. Cada parada/atrativo é um momento de contemplação. Cada cantinho, uma nova descoberta, uma nova temperatura, uma nova paleta de co-

res, um novo som e uma nova reflexão. Fiz a viagem no mês de junho e contratei o serviço da agência com o qual me identifiquei porque oferecia o combo aventura mais conforto, além de um maior número de atrativos. Como os percursos são longos, basicamente nos hospedamos uma noite em cada cidade, o que facilitou o acesso às atrações do dia seguinte. Contratar uma boa agência foi essencial para que a viagem fosse segura, confortável, sem estresse e com um ótimo aproveitamento. Foram seis dias para conhecer cerca de 30 pontos no Jalapão e arredores.

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3- Entardecer. Indescritível pôr do sol nas dunas do Jalapão. Para chegar até ao topo, seguimos uma pequena trilha seca, outra parte por um lago raso e depois uma subida nas areias das dunas. Para essa visita, recomendo o uso de chinelos ou sapatilhas de plástico e um chapéu por causa do sol intenso.

contro com os fervedouros do Jalapão. Este da foto é o fervedouro do Ceiça. São verdadeiramente azuis, verdes e cristalinos, repleto de peixinhos, e, sim: é impossível afundar! Para a preservação deles, é permitida a entrada apenas de grupos de quatro a dez pessoas por vez, e é proibido o uso de protetor solar e repelentes. Recomendo levar câmeras a prova d’água e/ou capinhas plásticas de celular para fotos e vídeos.

W Escolha um destino, mande suas fotos e dê suas dicas de viagens para outros leitores, enviando um breve relato nesse formato para o e-mail paulocampos@ otempo.com.br ou shirley.silva@ otempo.com.br 5- Refresco. Cachoeira do Formiga é simplesmente inesquecível! A mais linda, cristalina e quentinha que eu já vi. Você não vai nunca se esquecer de que mergulhou nesse poço de água verde-esmeralda, que se forma de uma pequena queda d’água. O poço é de aproximadamente três metros e você consegue enxergar o fundo.

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W Lançamento. Chevrolet muda para melhor o design do Spin. Páginas 20 e 21

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BELO HORIZONTE Sábado 14/7/2018

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Novo ciclo Fiat celebra 42 anos de Brasil com previsão de 15 lançamentos até 2022. Páginas 16, 18 e 19

FCA/DIVULGAÇÃO

WAvaliação. Apesar da idade, VW Fox ainda é opção interessante. Páginas 22 e 23 pampulha


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Na rota certa Demorou, mas saiu o projeto que implanta o novo regime automotivo brasileiro, o Rota 2030, que, entre várias medidas, confirmou o esperado corte do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos elétricos e híbridos. O novo IPI ficará entre 7% e 20%, dependendo do tipo de veículo. Hoje, as alíquotas oscilam entre 25% (elétricos puros) e 13% (híbridos). A redução de IPI dos elétricos era uma das principais reivindicações da Associação Brasileira do Veículo Elétrico, nossa fonte para divulgação destas informações. O Rota 2030 foi instituído por medida provisória e foi assinado, na sema-

na passada, no Palácio do Planalto, na presença de dirigentes das principais empresas automobilísticas. Ao mesmo tempo, o presidente Michel Temer assinou um decreto que altera a tabela de incidência do IPI, equiparando as alíquotas dos elétricos e híbridos às dos veículos flex convencionais. A expectativa do governo é que, “ao final da vigência do programa, a indústria nacional integre a produção mundial de veículos automotores”, acrescentou o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. As principais metas do programa, segundo o ministro, envolvem a pesquisa e o desenvolvimento. pPara isso, o governo concederá um

WAltas Rodas O América e o grupo Orange, proprietário das concessionárias Orange BH KTM, O2BH Yamaha e O2BH Kawasaki, firmaram

na capital mineira uma parceria inédita em evento realizado no início deste mês. Responsável pelas principais equipes do motoci-

crédito de até R$ 1,5 bilhão às indústrias para pesquisa tecnológica de seus produtos. Para merecer o crédito, porém, a indústria terá que garantir, um investimento mínimo de R$ 5 bilhões em pesquisa e desenvolvimento por ano. A eficiência energética também foi contemplada. A meta obrigatória é o aumento de 11% na eficiência energética e corte de emissões de gases dos veículos até 2022. Todos os automóveis comercializados no Brasil serão obrigados a participar do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). As montadoras poderão abater até 10,2% do que investirem em pesquisa e desenvolvimento tecnológico do Imposto de

clismo nacional nas categorias de enduro FIM, enduro de regularidade e motovelocidade, o grupo Orange terá sua marca estampada

Com o Rota 2030, os fabricantes poderão trabalhar com mais previsibilidade para definir seus investimentos e traçar estratégias com mais segurança

Renda sobre Pessoas Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). É um patamar bem abaixo dos 20% de abatimento de impostos reivindicado pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que reúne montadoras tradicionais. Se as empresas não cumprirem as metas de eficiência e redução de emissões, estarão sujeitas a uma multa equivalente a 2% sobre o faturamento do mês anterior à infração. O Rota 2030 substitui o Inovar Auto, programa criado pela Lei 12.715/2012 e que vigorou de 2013 até 31 de dezembro de 2017. Segundo o governo, diferente-

mente do programa anterior, o Rota 2030 não será contestado pela Organização Mundial do Comércio por não diferenciar os incentivos aos veículos produzidos no Brasil e aos importados. Essa era uma das principais divergências entre o Mdic e o Ministério da Fazenda, que emperraram o anúncio do novo programa desde o final de 2017. Com a definição do esperado programa Rota 2030, os fabricantes poderão trabalhar com mais previsibilidade para definir seus investimentos e traçar estratégias com mais segurança, em busca da esperada lucratividade e por que não, da liderança.

nos números das camisas dos jogadores do Coelho. Todas as três equipes de motociclismo da Orange passam a ter o América co-

mo sobrenome oficial. A parceria prevê ainda a utilização de toda a estrutura esportiva do clube pelos pilotos do grupo

Orange, além de diversas ações integradas nos jogos e nas competições motociclísticas que os pilotos disputam no Brasil e exterior. FOTOS AMÉRICA/DIVULGAÇÃO

Erley Lemos, diretor de marketing e negócios do América

Felipe Nacif, diretor do grupo Orange, celebrou a parceria

Paulo Assis, superintendente geral do América, durante o anúncio

Da esq. para dir.: Túlio Malta, Bárbara Jechow (ciclista), Rômulo Bottrel, Bruno Crivilin, Patrick Capila, Jori (goleiro do Coelho) e Ronald Santi

Durante o evento, o locutor e radialista Zezito (ao centro) recebeu uma camisa autografada do seu time de coração, o América

Bruno Crivilin, bicampeão brasileiro de enduro, faz parte da equipe


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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super motor FOTOS FCA/DIVULGAÇÃO

História

De Turim

Fiat 147 foi o primeiro carro do mundo movido a álcool (hoje chamado de etanol)

para Betim Fiat celebra 42 anos de Brasil com trajetória de liderança e amplo pioneirismo no mercado automotivo Você sabia? Governo era sócio. Em sua constituição original, a Fiat no Brasil era um misto de empresa privada e estatal. Durante o período em que o governo de Minas esteve participando ativamente do capital, era ele – como majoritário na sociedade – que designava o presidente da Fiat. Ao saudoso engenheiro Adolfo Neves Martins da Costa coube o privilégio de ligar as primeiras prensas da fábrica. Ele foi sucedido por Miguel Augusto Gonçalves de Souza, empresário oriundo do setor têxtil. Outros grandes nomes passaram até que o governo se desfizesse de sua participação no negócio e deixasse a Fiat tomar as rédeas.

Fiat revolucionou o mercado nos anos 90 com a estreia do motor 1.0 no Uno Mille

Raimundo Couto Na última segunda-feira, dia 9 de julho, a Fiat Automóveis, que depois da incorporação com a norte-americana Chrysler passou a se chamar FCA (Fiat Chrysler Automobiles), completou 42 anos de instalação no Brasil. De lá para cá, são muitas as histórias para contar. Primeiramente, a chegada dos italianos mudou o panorama industrial de Minas Gerais, destacando o Estado como um polo de referência e relevância na

produção automobilística nacional, privilégio de que apenas o Estado de São Paulo podia se orgulhar. De sua chegada ao município mineiro de Betim, em 1976, à liderança de mercado por muitos anos consecutivos, uma trajetória vitoriosa, mas não sem os percalços naturais daqueles que empreendem e investem em economias instáveis em um país emergente como o Brasil. Mais velha que a Fiat no Brasil estão todas as três mais antigas (Ford, GM e Volkswagen) que aqui já estavam quando os italianos che-

garam para montar a fábrica de automóveis em Betim. Naquela época seriam chamados de visionários os que apostassem suas fichas na recém-chegada como uma futura líder do mercado nacional. Não era para menos. No longínquo ano de 1976, a Volks reinava absoluta no mercado, e suas concorrentes diretas juntas não tinham nem a metade do bolo. Por isso, apostar na Fiat não era tarefa das mais seguras. Quando o primeiro lançamento aconteceu e o modelo 147 ganhou as ruas. A imagem da montadora esta-

va lançada. Para uns, o estilo moderno e de vanguarda para época agradava. Já outros criticavam a caixa de marchas e o desempenho do motor de 1.050 cc. Assustados com o novo, os brasileiros não aderiram de imediato à ideia de um automóvel de origem italiana na garagem.

Antecipando tendências Com o passar do tempo, a Fiat mostrou a que veio. Depois de aposentar a família 147, surgiu o Uno, pequeno por fora, mas com espaço interno excelente e que tinha o preço como maior apelo de

compra frente a concorrência. Sucesso absoluto, o modelo ficou no mercado de 1984 a 2015 e teve mais de 3,6 milhões de unidades vendidas no país. Do hatch italiano também derivou-se uma família de produtos. Ao Uno também coube talvez um dos grandes méritos que justifique a posição de destaque da empresa hoje no Brasil. Ele foi o precursor do carro popular com motor 1.0 e estreou um segmento que já representou quase 70% das vendas de veículos novos no território nacional.

São Paulo pleiteava a fábrica da Fiat Para falar chegada da Fiat no Brasil, é preciso fazer uma viagem ao túnel do tempo e retornar ao começo da década de 70, quando se deu o início às tratativas para a instalação da primeira planta industrial fora da Europa. Um nome que merece ser reverenciado é o do exgovernador de Minas Rondon Pacheco, falecido há dois anos, e que enfrentou muitas dificuldades para trazer a fábrica de veículos italiana para o Brasil. Os obstáculos foram impostos ao governo mineiro desde que a Fiat começou a demonstrar interesse em instalar por aqui sua planta industrial de automóveis. À época, os italianos já operavam outros negócios ligados à produção de tratores e implementos agrícolas em Minas Gerais, por meio da Fiat Allis. Fatos marcantes ficaram esquecidos pelas mais de quatro décadas que se passaram. O êxito para o sucesso da empreitada teve o fundamental apoio do governo de Minas. Certamente que foi o árduo o trabalho de desviar do poderoso e industrializado Estado de São Paulo o núcleo desta que é, sem dúvida, a mais aglutinadora das atividades fabris e um dos principais vagões da economia brasileira: a indústria automobilística. Este é, por exemplo, um fator de suma importância que não pode nem deve ser esquecido com o passar do tempo. (RC)

Palio foi o maior divisor de águas para a marca no país Dos modelos compactos para os médios, além do Uno, outros dois modelos da Fiat sacudiram o mercado automotivo nos anos 90. Em 1991, ao mesmo tempo em que a montadora de Betim comemorava a produção de 2 milhões de carros no Brasil, foi a vez do lançamento do Tempra. Cinco anos mais tarde,

ao comemorar seus 20 anos no Brasil, em 1996, com o grande salto tecnológico e de mercado iniciado com o batismo do Uno Mille (com motor 1.0), foi a hora do chamado Projeto 178, o Palio, tomar corpo. O hatch representou a chegada do primeiro carro global da Fiat desenvolvido a partir da fábrica da Fiat no Brasil. O Palio, portanto, foi uma es-

pécie de divisor de águas para a marca italiana. Foi a partir do modelo que os italianos deram uma arrancada que os levou ao lugar mais alto do mercado automotivo brasileiro com sucessivos lançamentos bem-sucedidos, como o sedã Siena e a picape Strada, por exemplo, que segue como a líder em seu segmento. (RC)

Com visual atraente e oferta de itens até então inéditos, o Palio logo caiu no gosto do brasileiro


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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super motor FOTOS FCA/DIVULGAÇÃO

Superesportivo

Aston Martin DBS Superleggera A Aston Martin apresentou o superesportivo DBS Superleggera. O carro é composto por material de fibra de carbono e tem como principal apelo o motor V12 5.2 litros de 725 cv e 91 kgfm de torque máximo, de origem AMG. O esportivo conta ainda com três modos de condução: GT, Sport e Sport Plus. De acordo com a marca, o DBS Superleggera acelera de zero a 100 km/h em 3,4 segundos e tem velocidade máxima de 339 km/h.

Mercado

Hora da retomada Com processo de renovação de sua gama no Brasil em curso, Fiat promete 15 novos produtos até 2022, incluindo três SUVs e duas picapes Lançada em 2016, a Toro virou a picape mais vendida no país e pode servir de base para novo SUV da Fiat Raimundo Couto e Igor Veiga

Estratégia

ASTON MARTIN/DIVULGAÇÃO

Sentra 2019

Sedã recebe nova central O Nissan Sentra 2019 chega às lojas com a mesma central multimídia da Frontier, com tela de 6,2 polegadas que pode ser conectada a uma rede Wi-Fi ou 4G para baixar atualizações de software. A central também conta com memória interna de 2,2 GB, e traz leitor de DVD e câmera de ré integrada. A tecnologia estará disponível a partir da versão intermediária, a SV, que custa R$ 82,9 mil.

Fim da fofoca

Hyundai não vai comprar a FCA A Hyundai acabou com as especulações de que compraria a ítalo-americana FCA. A marca sul-coreana afirmou que as informações são infundadas, apesar de a FCA não ter se posicionado sobre o assunto. Com a união, o grupo se tornaria o maior fabricante de carros do mundo. Além disso, a suposta fusão deixaria a FCA com acesso mais fácil ao mercado asiático e à possibilidade de usar a tecnologia de motores elétricos.

Depois de um período de reestruturação após a fusão com a Chrysler, em 2014, a Fiat chega aos 42 anos de vida no Brasil de volta à briga pelo primeiro lugar no ranking nacional com a renovação de sua linha de produtos no país. Esse novo ciclo começou em 2016, com o lançamento da picape Toro e do compacto citadino Mobi e das novas famílias de motores Fiat. Vale ressaltar que a Toro inaugurou um segmento até então inexistente, um misto de picape com utilitário-esportivo que caiu no gosto do brasileiro, o modelo rapidamente se tornou um dos carros-chefes da marca e a picape lidera hoje o ranking de vendas entre os comerciais leves. Em junho, por exemplo, emplacou 5.500 unidades. Cabe aqui uma citação para a Fiat Strada, a segunda colocada em vendas, com 5.474 emplacamentos no mesmo período de sua irmã maior, um fenômeno que atravessa o tempo se atualizando e segue agradando e muito a seus fiéis compradores. A renovação da gama Fiat prosseguiu no ano pas-

Foco no Brasil. Do valor a ser investido na América Latina pela FCA até 2022, que faz parte de um pacote global de 45 bilhões de euros, 90% deve ser aplicado no Brasil. Os recursos serão usados em uma renovação da linha da Fiat focada em veículos utilitários, aumento da quantidade de modelos Jeep vendidos no país e importação ou possível produção local de picapes de grande porte da RAM.

Argo chegou em 2017 e aposentou o Palio; modelo deve ganhar versão aventureira até 2019 sado e acarretou decisões importantes, como o fim da linha para vários modelos, como Punto, Bravo, Idea, Linea e Freemont. Essa nova rodada de atualização do “line up” da marca italiana começou em maio de 2017 com a chegada do Argo em uma diversidade grande opções de modelos, cilindradas e equipamentos. Diga-se de passagem, um ano e pouco após estrear no mercado, o hatch da Fiat figura entre os cinco modelos mais vendidos no Brasil. Em fevereiro deste ano foi a vez do Cronos, versão sedã do Argo, chegar ao mercado. E isso é apenas o início de uma série de novos inves-

timentos que já foram anunciados pela FCA para os próximos anos. Até 2022, devem ser investidos R$ 8 bilhões para a produção de 15 novos produtos Fiat, entre eles três SUVs e duas picapes, além da modernização da fábrica em Betim.

O que vem por aí A planta de Betim, onde tudo começou, terá a primazia da produção de pelo menos um utilitário-esportivo compacto e também de outros, todos ainda guardados a sete chaves. Até o fim do ano, o Argo pode ganhar uma versão aventureira. Em 2019, são esperados o lançamento da nova gera-

Cronos estreou em 2018 e ocupa o segundo lugar em vendas entre os sedãs compactos

“Temos ambição de crescer nosso faturamento 5% ao ano capturando participação de mercado com novos produtos.” Antonio Filosa Presidente da FCA para América Latina

ção do 500 e a reestilização da Toro. Para 2020, a veterana Strada e o Uno devem ganhar novas gerações com estilo e chassi baseados na plataforma do Argo. A partir de 2020, outra revolução na marca também aguardada, deverá ser a estreia da nova família de motores Firefly 1.0 e 1.3 turbinados, cujos dados técnicos ainda não foram revelados. Até lá, pode pintar o tão falado SUV compacto da Fiat citado na imprensa como “mini-Renegade”. A partir de 2021, os planos incluem um SUV médio de sete lugares baseado na Toro, além do facelift do urbano Mobi.

Com visual mderninho, Mobi foi o segundo filho da nova família de carros da Fiat


super motor

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de julho de 2018 EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FIAT: A HISTÓRIA CONTADA POR SEUS LOGOTIPOS Conheça os conceitos e as revisões do símbolo da marca italiana desde sua inauguração:

1899

Marcando o 3½ HP, primeiro carro produzido pela então recém inaugurada Fabbrica Italiana Automobili Torino (Fiat), havia este pergaminho de latão em estilo rococó, com o nome da companhia por extenso e o número do chassi do veículo. O autor foi o pintor italiano Giovanni Carpanetto

1904 1921

A logomarca se torna oval e os detalhes ficam prateados. O logo agora passa a representar toda a empresa, e não apenas os produtos. Some, portanto, o espaço para número de chassi. É também a primeira vez que o logo é colocado por cima do radiador, que depois passaria a ser chamado de ‘cuore’ (coração, em italiano).

1982

1968

Esse é o primeiro logotipo que conhecemos quando a Fiat chegou ao Brasil, em 1976.Pela primeira vez, as letras da sigla agora eram isoladas em pastilhas que se fechavam num retângulo inclinado. Nos primeiros anos, o fundo era preto, mas depois retorna o azul de 1929. Em 1972, este logotipo passou a marcar todos os carros da Fiat

1999 1965

Por falar em início da década de 1930, lembra daquela versão redonda? Então, olha a ressurreição dela aí, praticamente inalterada. Mas agora ela é usada apenas em alguns modelos esportivos, enquanto nas ruas o logotipo continua sendo o de 1959.

A forma oval dá lugar ao círculo perfeito, num design que será a base para as formas que seguem até hoje. Nesta primeira versão, a inscrição da sigla aparece em vermelho sobre fundo branco. As bordas são preenchidas com folhas de louro em relevo, celebrando a participação vitoriosa da Fiat nas competições

1925

O logo deixa as letras de lado pela primeira vez, numa opção minimalista que mantém apenas as linhas inclinadas, que lembram as barras verticais por muitos anos utilizadas na grade frontal dos veículos. Esta versão, porém, não substitui a anterior em todos os modelos

1931

2006

Retorna o vermelho, que permanecerá por mais de 30 anos. As demais características do logo ficam praticamente inalteradas. No mesmo ano, o radiador dá lugar à grelha, tornando a frente mais quadrada e com grades verticalizadas

Com o sucesso do primeiro veículo utilitário da marca, o 509, a sigla volta a ser exibida em cor clara (branca, desta vez) e fundo escuro (preto ou azul)

Comemorando o centenário da Fiat, o logotipo retoma o passado, mas com acabamento contemporâneo. Baseado na versão de 1929, o logo traz de volta as letras com o tipo clássico (atenção para a eterna curva na letra A), a forma redonda e o relevo estilizado de louro na borda prateada

Nasce o logotipo da Fiat que permanece até os dias atuais. Um misto de logos clássicas da companhia, esta versão combina a borda externa redonda com o formato retangular clássico do modelo de 1959, que aparece no centro. O fundo retoma o vermelho, que identificou a fábrica entre os anos 1930 e 1950

INOVAÇÕES DA FIAT EM 42 ANOS DE BRASIL 1977 Fiat 147 Furgão é lançado; inédito no mercado brasileiro, esse conceito era muito comum na Europa à época

1979

1993 Uno Turbo, o primeiro automóvel do Brasil com motor turbo de série

O Fiat 147 se torna o primeiro automóvel do mundo movido 100% a álcool (hoje conhecido como etanol)

2005

2006

2008 O Palio Weekend Adventure Locker é o primeiro modelo do país a vir equipado com diferencial blocante no eixo dianteiro

1990

Uno Mille é o primeiro carro popular brasileiro com motor 1.0

A Strada é primeira picape compacta do Brasil a ter cabine dupla

O Tipo é o primeiro automóvel no Brasil a vir equipado com airbag

O Palio Fire é o primeiro carro 1.0 flex do mercado nacional

O Siena ganha uma versão tetrafuel, única no mundo. O carro pode ser abastecido com gasolina, etanol, gás natural e gasolina pura

2009

1996 1998 O Fiat Marea 20V é o primeiro do Brasil a vir com motor de cinco cilindros

1999 A Strada é a primeira picape leve a ter versão com cabine estendida.

2016

2011

2015

Strada é a primeira picape leve com cabine dupla e terceira porta

O Novo Uno Evolution é o primeiro carro produzido no Brasil equipado com sistema start-stop do motor

A Fiat Toro é a primeira picape a vir com tampa traseira bipartida. O Mobi é o primeiro automóvel do país com tampa do porta-malas


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de julho de 2018

Mercedes

Classe X poderá ter versão V8 Mesmo com o recente lançamento da versão com motor V6, a Mercedes-Benz não descarta a possibilidade de produzir a picape Classe X com um propulsor V8. A base do motor da picape é o quatro cilindros 2.3 biturbo diesel de 190 cv, utilizado também pela Nissan Frontier. Confirmada para chegar ao mercado brasileiro no ano que vem, a versão top da picape de luxo virá com um motor V6 3.0 biturbo de 258 cv. O propulsor é acoplado a uma transmissão automática de sete marchas na versão Power. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

super motor R$

Lançamento

Mudança radical e para melhor do Spin Linha 2019 do monovolume da Chevrolet chega às lojas com visual mais moderno e novo sistema de segunda fileira de bancos corrediços Igor Veiga De Foz do Iguaçu (PR)

A Chevrolet apresentou a linha 2019 do Spin. O modelo chega ao mercado com novo design, além de espaço interno extra, graças à outra novidade, que é a segunda fileira de bancos corrediça. O modelo chega às concessionárias em quatro opções de acabamento (LS, LT, LTZ e Activ) divididas em sete configurações, sendo duas inéditas: uma nova versão com câmbio automático e outra aventureira com op-

ção de sete lugares. O conjunto mecânico do crossover segue inalterado. A minivan da Chevrolet tem motor 1.8 flex de até 111 cv e 17,7 kgfm de torque e pode vir equipada com câmbio manual ou automático de seis marchas. Os preços variam de R$ 63.990 a R$ 83.490. Um dos modelos preferidos dos taxistas, o Spin 2019 ganhou um visual mais esportivo e harmônico em relação a outros modelos da marca. O capô agora é mais inclinado, privilegian-

do também a aerodinâmica. Os faróis ficaram mais afilados e com opção de luz de condução diurna em LED, o que ajuda a criar um aspecto tecnológico em harmonia com os novos para-choques. A nova grade frontal ativa completa o novo design. A traseira do Spin também foi totalmente remodelada. O carro agora traz um aerofólio esculpido na parte superior da tampa. As lanternas agora são mais alongadas e bipartidas, como na maioria dos SUVs.

Sobre trilhos O novo Spin vem com a segunda fileira de bancos corrediça. Por ser montada sobre trilhos, a peça pode ser movimentada 5 cm para frente ou 6 cm para trás, no

intuito de redistribuir melhor os espaços conforme a necessidade do usuário. O encosto também é ajustável em inclinação. Além disso, a parte traseira do encosto dos bancos do motorista e do carona foi redesenhada para ampliar em mais 2,6 cm o vão até a segunda fileira de assentos. Outra novidade é a opção da terceira fileira de bancos para a versão aventureira do Spin, denominada Activ7. Os dois assentos extras podem ser rebatidos para ampliar o volume de carga. Nas configurações de cinco lugares, o porta-malas de 710 L pode chegar 756 L com a segunda fileira de bancos toda avançada.

W

O jornalista viajou a convite da Chevrolet

63.990 Chevrolet Spin 2019 versão LS manual


super motor

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de julho de 2018

FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Interior ganha acabamento mais refinado

Frente traz faróis maiores e alongados; grade frontal e para-choque também são completamente novos

Segunda fileira de bancos é instalada sobre trilhos no chassi

Modelo segue equipado com a moderna central multimídia MyLink

Na traseira, a maior mudança está no desenho das lanternas

Por dentro, o Spin também mudou para melhor com uso de materiais mais nobres e um acabamento mais refinado em geral. O maior incremento está na versão LTZ, que passa a adotar bancos com costura pespontada, acompanhando o mesmo estilo aplicado no acabamento do volante. O painel de instrumentos do crossover também evoluiu e agora é o mesmo do Chevrolet Tracker, com a opção de um novo computador de bordo mais completo com dados como consumo instantâneo e autonomia, por exemplo. A minivan vem equipada com ar-condicionado, direção elétrica, além de travas e vidros elétricos com comando por controle remoto na chave. Retrovisores elétricos e sensor de estacionamento agora também são de série desde a versão de entrada, que ganhou uma inédita opção com automática. (IV)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 14 de julho de 2018

Honda 650

Novas opções de cor na linha A Honda renovou a família 650, mas as alterações são bem sutis. Na verdade, a naked CB 650F e a esportiva CBR 650F ganham na linha 2019 as cores laranja e vermelho, além do preto perolizado exclusivo para a naked. Elas estarão em todas as lojas da rede até o fim deste mês, com preço público sugerido de R$ 34,9 mil para a CB 650F e R$ 36,5 mil para a CBR 650F. O motor é o quatro cilindros em linha com duplo comando no cabeçote com potência de 88,5 cv a 11 mil rpm e torque máximo de 6,22 kgfm aos 8.000 giros. O câmbio é de HONDA/DIVULGAÇÃO seis velocidades.

super motor

Avaliação

Medida extrema em prol da sobrevivência Versão Xtreme ameniza o peso dos 15 anos do VW Fox; hatch perdeu espaço com a chegada do Polo, mas ainda é boa opção de compra Márcio Maio Auto Press

Quando uma fabricante quer ampliar os números de venda de um modelo costuma revelar isso na intensificação das campanhas de marketing. Muitas vezes, isso inclui a criação de novas versões, com apelos que vão da exclusividade ao custo-benefício. No caso do Volkswagen Fox, a perda de vendas provocada pela chegada de novos hatches compactos ao mer-

cado – incluindo a sexta geração do Polo, da própria marca alemã – gerou uma atitude mais radical: ao mesmo tempo em que criou a nova versão Xtreme, a montadora reduziu o número de configurações disponíveis na linha. A nova versão Xtreme assume o posto de topo de linha e traz alguns adereços herdados do aposentado Crossfox, só que, em vez de apelar para uma imagem aventureira, aposta no visual mais esportivo. O Fox

Xtreme é sempre equipado com o motor 1.6 de 101/104 cv com gasolina/etanol, sempre com câmbio manual. Visualmente, a versão se diferencia na dianteira, pela grade em colmeia com friso prateado na parte inferior. Os faróis recebem máscara escurecida, e o para-choque da frente ostenta um novo desenho. De perfil, destacam-se moldura nas caixas de roda em preto fosco, que se unem à faixa preta na parte inferior das portas. Ao centro dessa faixa, há outro acabamento prateado. O preto aparece ainda nas capas dos espelhos retrovisores, nas maçanetas e nas rodas de liga leve de 16 polegadas escurecidas e diamantadas. A lanterna também é escurecida e

a região da placa leva um adesivo decorativo em preto – cor que surge também no aerofólio, na parte inferior do para-choque traseiro e no rack de teto. Internamente, o revestimento do teto também é escurecido, assim como as colunas. Há central multimídia de 6,5 polegadas sensível ao toque e compatível com MirrorLink, Apple CarPlay e Android Auto. Ela também reproduz imagens da câmera traseira, que trabalha em conjunto com sensores de estacionamento localizados no para-choque de trás do modelo. Volante multifuncional com acabamento de couro e controle de velocidade de cruzeiro são outras vantagens da configuração, que não tem opcionais.

Versão Xtreme tenta dar apelo esportivo ao veterano hatch com aerofólio traseiro em preto brilhante

Interior do Fox não surpreende em quase nada; é muito simples, mas oferece boa central multimídia


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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

O Fox chegou ao mercado em 2003 e, desde então, usa a mesma plataforma oriunda do antigo Polo, de 2001

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54.990 Volkswagen Fox Xtreme

Modelo oferece uma racionalidade funcional Depois de 15 anos sem mudanças substanciais no design, o Volkswagen Fox já virou lugar-comum nas ruas brasileiras. Mesmo com os adereços visuais ligados a uma imagem esportiva que a marca alemã inseriu na versão Xtreme, é bem difícil chamar atenção com o carro. Por dentro, a cabine é bastante simples e com poucos comandos a serem explorados. É bem fácil encontrar a melhor posição para o motorista, graças ao eficiente ajuste de altura do banco. Os co-

mandos estão todos à mão e têm leitura simples. A visibilidade traseira poderia ser facilita, em função do vidro um tanto reduzido, mas a câmera de ré melhora a vida do condutor nas manobras de estacionamento. A direção elétrica é outro ponto a favor. A carroceria altinha faz com que as rolagens de carroceria sejam mais perceptíveis, mas nada que provoque uma sensação de insegurança. De maneira geral, o Fox Xtreme satisfaz. (MM/AP)

Motor 1.6 8V flex, de até 104 cv, tem desempenho satisfatório


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Belo Horizonte


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