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Pampulha, sábado - 15/04/2017

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turismo

estilo

DALLAS, GRAPEVINE E FORT WORTH, UMA PARADA NO TEXAS E TRÊS ATRAÇÕES ... Caderno Turismo. Páginas 6 a10

TODO O CHARME DAS NOVAS LANCHEIRAS TÉRMICAS ... Página 23

almanaque

COM ROUPAGEM FUTURISTA, ÓPERA ‘NORMA’ ESTREIA EM BH ... Página 10

super motor

COLOCAMOS À PROVA O RENEGADE LIMITED E O CHEVROLET TRACKER LTZ; CONFIRA ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

ENGENHO CASA/DIVULGAÇÃO

15 a 21 de abril de 2017 ANO XXVII número 1394 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MARIELA GUIMARÃES

Para Theodoro, Marcelo (de pé), Anita, Ana Luísa, Gabriel e Regina (sentados), é importante a discussão que a série proporciona

“13 Reasons Why”

COM A PALAVRA, OS ADOLESCENTES Um grupo de garotos e garotas da capital discute a polêmica série da Netflix que aborda bullying, estupro e suicídio na adolescência


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 15 a 21 de abril de 2017

VITTORIO MEDIOLI

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Fertilização in vitro pode ser coberta por plano de saúde

Editorial

Por onde vamos?

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ou se esquece de aliviar o pecador ou o desgraçado”. Alimentar a serpente sem medo, oferecer a carne do nosso corpo ao tigre esfomeado! Parece insanidade, mas a força firme e pura do bem pode anular o instinto do maléfico. Aí está a chave do milagre, da quebra da barreira. Assim como a cruz repele o diabo, o sentimento sem mancha aniquila o sombrio contrário. A luz faz desaparecer a escuridão, a força do bom pensamento amansa a besta, sacia seu apetite.

Quando a consciência se enfraquece, aparece o que definimos como mal e faz a festa, como rato na ausência do gato E aquela menina que foi violentada pelo bruto? O que fez de errado? Mal chegou a este planeta. Mas chegou, e chegou de outra esfera trazendo algo que possibilitou o horripilante crime? Como uma obra de barro, o infausto evento foi amassado por um diabo nas profundezas, invisíveis ao olho, que se estarrece diante da crueldade. Acreditar? Sim, embora o santo monge, questiona-

do pelo discípulo ao cair da escada: “Até tu, santo e imaculado?”, tenha respondido: “Sim, há 56 encarnações, pisei uma formiga inocente...” E ainda é oportuno lembrar que a dor, em todas as suas formas, prefere os que procuram alcançar um desenvolvimento espiritual mais elevado. A dor é a expressão da benevolência superior. Per aspera ad astra. Segundo o abade, não existe o mal como entidade, mas ele se revela na ausência do bem. Como a escuridão quando a luz se apaga. Quando a consciência se enfraquece, aparece o que definimos como mal e faz a festa, como rato na ausência do gato. Como diria a inspirada Blavatsky, “uma vida limpa, uma mente aberta, um coração puro, um intelecto ardente, uma clara percepção individual, a fraternidade para com todos, a presteza para dar e receber conselhos e ensinamentos, a decidida resistência às injustiças pessoais, a intrépida defesa dos injustamente atacados, e, acima de tudo, uma visão constantemente voltada para o ideal, são a escada de ouro por cujos degraus um aprendiz chegará ao Templo da Sabedoria Divina”. E, quando essa vastidão se descortina, outro universo se ilumina. A doce utopia, talvez, de um admirável mundo, que um dia chegará quando os méritos o deixarem surgir e ser realidade. Novo, livre, sem estruturas rígidas, pois cada homem saberá onde colocar-se fraternalmente, sem necessidade de pressão.

DENILTON DIAS

da Agência Nacional de Saúde Suplemen6 Otarentendimento (ANS) de que a assistência médica privada não é obrigada a cobrir a fertilização in vitro está sendo questionado na Justiça e, em alguns casos, garantindo o direito de se fazer o procedimento pelo plano de saúde. Decisões dos tribunais consideram que o direito ao planejamento familiar é garantido pela legislação. Confira em nosso site!

Esotérico OS VARIOS SIGNIFICADOS MÍSTICO DA PÁSCOA REPRODUÇÃO DA PINTURA DE MATHIAS GRUNEWALD

Se você pretende chegar à popularidade – explica um artigo escrito em fevereiro de 1889 por uma figura vastamente sábia –, o caminho mais fácil será seguir algumas regras. Uive como os lobos. Faça homenagem fervorosa aos vícios favoritos dos incultos, reverencie as mediocridades como fossem excelências. Feche os olhos firmemente diante de qualquer verdade que incomode a maioria, desde que não seja percebida pelos líderes da manada. Junte-se contra a minoria dos dissidentes, que enxergam os problemas e os males. Curve a cabeça diante da vulgaridade do poderoso e bata palmas para o macaco que zomba do leão caído e agonizante. Fique sempre alinhado com a opinião mais cômoda e dominante. Siga as modas. Com isso será certamente bem popular”. A descrição traça o contorno do demagogo e, embora conhecida, renova-se a cada geração e colhe os louros de efêmeras vitórias. E, se tem um lado sombrio, podemos procurar outro luminoso e bem mais raro em contraposição à fácil e vil demagogia. “Não podemos esquecernos de alimentar até mesmo uma serpente esfomeada – ensinou o Mestre Budha –, controlando em nós o medo de vê-la voltar-se e morder a mão que a alimenta; não podemos esquecer a lei divina (Karma), que castigará quem foge e abandona os míseros

vittorio.medioli@otempo.com.br

A Páscoa esta aí, mas o que muitas pessoas desconhecem é que ela tem um sentido místico que vai além do conceito católico da ressurreição de Cristo e do Pessach do judaísmo, que comemora a libertação do povo de Israel do Egito. Para a teosofista e escritora russa Helena Blavatsky, a Páscoa é a estação espiritual da purificação e da libertação. Confira em nosso site, os diferentes simbolismos da data.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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“13 REASONS WHY”> Garotos e garotas debatem sobre os temas espinhosos da série do momento MARIELA GUIMARÃES

Da esq. para dir.: Theodoro Lopes, Marcelo Lopes, Gabriel Bruscia, Anita Carrieri, Regina Souza e Ana Luisa debatem bullying, assédio e suicídio, temas da série da Netflix

Ela é o assuntodomomento. Desde que foi lançada no último dia 29 de março na plataforma streaming Netflix, a série “13 Reasons Why” tem despertado reações calorosas. Abordando temas espinhosos como bullying, ciberbullying, estupro e suicídio na adolescência, o programa – inspirado no livro “Os 13 Porquês”, de Jay Asher, cuja trama mostra o cotidiano de uma escola após a adolescente Hannah Baker tirar a própria vida – tem alimentado as discussões nas timelines das redes sociais. Algunsa acusam de serirresponsávelna forma comotrata a questão do suicídio, outros a elogiam por levantar a questão e estimular a busca de auxílio – o CVV (Centro de Valorização da Vida) apontou o aumento de 445% no número de e-mails com pedidos de ajuda após a estreia. Mas e os adolescentes? O que pensam? Convivendo com situações similares às abordadas em “13 Reasons Why”, eles a consideram necessária. E se nas redes sociais a série é assunto onipresente, a realidade se repete nas salas de aula. “Marcante”, “impactante” e “real” são alguns dos adjetivos a que garotos e garotas do ensino médio da Escola da Serra recorreram ao analisar a série em uma conversa com o Pampulha. Sentados em círculo, o grupo de seis adolescentes com idades entre 15 e 18 anos se mostrava interessado em debater. Entre risadas, confissões e falas atropeladas, indicaram o desejo de discutir com uma certa ansiedade por serem ouvidos – tanto que, em uma hora de conversa, nenhum dos temas se esgotou. “Você se sente como se fosse a Hannah (uma das personagens centrais da série), como se também estiAlex Bessas

Eles querem ser ouvidos vesse passando por tudo aquilo”, diz, categórico, Gabriel Bruscia, que tem a mesma idade da protagonista que sofreu com o isolamento e a solidão após ter fotos íntimas divulgadas nas redes, o que iniciou um ciclo vicioso de ocorrências de assédio e abusos. “A gente passa por situações diferentes, com densidades diferentes, mas todo mundo que já passou pelo ensino médio vai se identificar com a série”, completa Marcelo Lopes, um ano mais novo. “Quem não vive no ensino médio não entende”, arremata Regina Souza, também de 17 anos. Do grupo, os três são os mais falantes. Também são os mais envolvidos com a série. Por sua vez, Ana Luisa, 15,

“

Se a gente conversasse mais sobre essas coisas, se falasse disso desde criança, todo mundo ia saber como não ser babaca

não economiza ponderações ao falar sobre “13 Reasons Why”. “Achei muito forte e temmuitos gatilhos (cenas capazes de desencadear processos e reações psicológicas em quem as assiste). Na minha opinião, tem algumas cenas desnecessárias, dava para tratar de forma diferente”, critica ela em relação aos episódios que representam graficamente estupro e o suicídio em cenas explícitas, lembrando que o programa se destina ao público adolescente. Mas Bruscia, imediatamente, reage. “Eu discordo. Acho que a cena (se referindo à representação da morte de Hannah), mesmo sendo muito explícita, não é romantizada, é para chocar mesmo!” Com a dinâmica de um debate, Anita Carrieri, 16, questiona o colega. “Você disse que a série não romantiza o suicídio?”, inquire. Ele argumenta: “O que prova que não romantiza são as cenas dos pais, sempre muito tristes”. Anita retruca: “Mas isso é para quem ficou, para os sobreviventes”, sugere. “A série ignorou os conselhos de psicólogos, psicanalistas, de especialistas. Tem muitas cenas fortes que podem provocar pessoas depressivas”, conclui Ana Luisa. O debate se alongaria mais, não fosse a intervenção bem-humorada de Marcelo Lopes. “No momento em que passou uma das ce-

nas, eu estava comendo um sanduíche e fiquei assim...”, disse, arregalando os olhos e abrindo a boca. “Por uns 15 segundos”, completou, enquanto todos riam. Muito além de discutir os méritos ou deméritos da série produzida pela atriz e ídolo teen norte-americana Selena Gomez, os adolescentes se identificam com personagens e situações retratadas em “13 Reasons Why”. “Eu sempre fui uma pessoa muito extrovertida na escola, da fazer palhaçada. Mesmo assim eu me identifiquei várias vezes com vários personagens da série em diferentes situações”, afirma Marcelo. Episódios de bullying, por exemplo, são elos entre a vida cotidiana e a obra de ficção. Entre os seis, todos já sofreram, conhecem quem já sofreu ou presenciaram a prática. Reticente a participar mais da conversa, Theodoro Silva só se sente confortável para dar sua contribuição neste ponto. Ele lembra ter sofrido bullying por cerca de dois anos. A situação causou pendências escolares. Em vista do que estava acontecendo, suafamília optoupela mudança de escola. Depois de um ano sem mais problemas, “por coincidência, essas pessoas que faziam bullying comigo entraram na mesma escola que eu entrei”. O suplício durou mais seis meses. “Eu meio que não conseguia ficar

lá e arrumei umjeito de ser expulso”. Agora, na Escola da Serra, Theodoro se encontrou.“Aqui étodo mundo diferente”, elogia. A experiência de Marcelo, por outro lado, vai em outro sentido. “Entre meus amigos, todo mundo cometia e sofria bullying – mas apenas entre nós. Isso moldou o que eu sou. Então, hoje, em relação a agressões verbais por exemplo, eu lido de uma forma bem tranquila”. Apesar disso, o adolescente se mostra consciente. “Do mesmo jeito que o bullying em uma pessoa pode não provocar nada, em outra pode acontecer, como foi com a Hannah...”. Como em “13 Reasons Why”, os assuntos se misturam. De bullying, o papo se

“

É importante falar. Há quem não têm noção do que está fazendo, que não sabem o que é assédio, o que é bullying

encaminha para o assédio. Daí, para vazamento de fotos íntimas. “Em vez de repassar, você tem é que dar esporro”, diz Marcelo, ponderando que a maioria não o faz por insegurança e medo de ser incluído em um ciclo vicioso de bullying e agressões. Boa parte da ansiedade com que falam se explica pela vontade represada de discutir os delicados temas trabalhados pela produção da Netflix. “A gente quer falar, mas é complicado. Na minha escola antiga – mudei para cá este ano – era impossível pensar em ter uma conversa desse tipo”, pontua Ana Luisa. “Mas é importante. De repente, se a gente conversasse mais sobre essas coisas, se falasse disso desde criança, todo mundo ia saber como não ser babaca”. Marcelo, por sua vez, lembra o receio de ser mal interpretado. “Às vezes, você só quer entender, mas falando em casa ou na escola, eles (os adultos) podem ficar muito preocupados... Se você falar sobre alguns assuntos, podem acreditar que aquilo está acontecendo com você”. Por isso, o rapaz prefere conversar entre amigos. Os seis adolescentes consideram que, sim, é importante levar este debate para o ambiente escolar. “Se é aqui que muitos destes fatos acontecem, é aqui que precisam ser discutidos”, aponta Anita Carrieri. “A escola meio que molda a nossa personalidade. Então, é importante falar sobre tudo isso. Há até aqueles que não têm noção do que estão fazendo, que não sabem o que é um assédio, o que é bullying”, concorda Regina. “Se tem lugar em que você convive com muita gente diferente, este lugar é a escola. Então, este é o ambiente para aprender a lidar com a diferença”, observa Ana Luisa, vencendo a timidez.


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ALERTA> Alunos procuraram ajuda ao ver a produção, mas especialistas criticam certas abordagens NETFLIX/DIVULGAÇÃO

Série dá dicas cruciais, mas também peca A psicóloga e psicopedagoga Luciana Ramos, 47, tem bagagem e história no meio escolar. Há 20 anos ela atua na área. Inicialmente, passou por colégios tradicionais, mas,desacreditadada metodologia que classifica como “opressiva”, abandonou as salas de aula para se dedicar a sua clínica. Mas Luciana não ficou muito tempo longe do ambiente das escolas. Há um ano e três meses, ela está na Escola da Serra. Comtantosanos deexperiência, a profissional sabe da importância de acompanhar séries, livros e outras tendências adolescentes. E, comeles, sabe aprender. Enquanto recebia o Pampulha, otelefone tocou.Rápido, Luciana tomou o fone e tirou do gancho. “Antes mesmo de ver a série ‘13 Reasons Why’, eu já mantinha o telefone fora do gancho quando estava em atendimento. Agora, depois de assistir, eu sempre tiro para qualquer conversa”, explica a psicóloga,emreferênciaaumepisódiodoprogramaemqueainsistência de chamadas atrapalha a conversa que Hannah Baker teria com o orientador da escola. Não é só Luciana quem reviu e reforçou hábitos depois de travar contato com a produção da Netflix. Ela mesma conta que, desde a estreia, três alunos a procuraram preocupados com algum colega. Alex Bessas

TURBULÊNCIA Psiquiatra da infância e adolescência, Luciana Nogueira de Carvalho, compara o adolescer a períodos de turbulência em voos. “É preciso sobreviver às inúmeras inseguranças desse período, marcado pelo novo, pelo encontro com a sexualidade, pelas mudanças corporais”, analisa. Para ela, “a série ‘13 Reasons Why’ chega em boa hora. “A violência entre nós é epidêmica e não há outra maneira de enfrentarmos o problema do suicídio entre jovens se não for escutando o que eles têm dizer”, pontua. De fato, os números são

preocupantes.Emtodoomundo, o número de jovens mortos por consequência do suicídio é maior que os vitimados por consequência do HIV, de acordo com relatório da Organização das Nações Unidas de 2015. No Brasil, a alta de 15,3% dos casos de suicídio entre jovens, entre 2002 e 2012, conformeindicou o Mapa da Violência de 2014, foi sentida pelo CVV (Centro de Valorização da Vida). Há 21 anosvoluntária do serviço,Ortalia Mendes, 71, comenta que há 15 anos a faixa etária quemais procurava pelo serviço estava entre os 18 e 35 anos.Na últimadécada,noentanto, o espectro se estendeu, não sendo mais incomum o atendimento de pré-adolescentes, de 12 anos, até idosos. Nádia Laguárdia de Lima, professora do Departamento de Psicologia da UFMG, tem se dedicado a pesquisar a adolescênciaeasredessociais. Organizadora do livro “JuventudeeCultura Digital” (Ed.Artesã), a pesquisadora lembra que, embora a segregação e violênciasempre tenham existido, seu trânsito na internet

CRISE ADOLESCENTE A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (Pense), realizada em 2015 pelo IBGE, mediu questões relacionadas à adolescência. Veja: Insegurança Cerca de 18% dos meninos e 21% das meninas que estão no ensino médio no Brasil se consideram gordos ou muito gordos. Bullying No espectro de 30 dias desde que foram entrevistados, 7,4% disseram se sentir humilhados e provocados na maior parte do tempo, enquanto 19,8% assumiram ter praticado bullying contra seus colegas, também de acordo com a Pense. Invisibilidade Apenas 66,6% acreditam que os pais se preocupam com seus problemas ou preocupações, considerando 30 dias anteriores à entrevista. Violência Um total de 23,4% dos entrevistados disse ter se envolvido em brigas no prazo de um ano.

Na tela

A australiana Katherine Langford protagoniza a série da Netflix

potencializa a prática do bullying. “O efeito dessa migração é muito danoso. Essas imagensedadostêm maior alcance: se antes acontecia só dentro dasala de aula, agora a prática ganha eco no mundo inteiro”, afirma. TEMA ESPINHOSO Crítica de uma abordagem irresponsável de “13 Reasons Why”, ela lembra que é “perigosa essa ideia de culpabilização, de nomear responsáveis por casos de suicídio”. Nádia acredita que “os temas podem sermelhorabordados na escola e na família”. “A série atravessa uma gama de outros temas – discriminação, machismo, dificuldade de comunicação. É muito importante que a escola chame a responsabilidade de trabalhar esses tópicos,que sãocoisas queacontecem na escola”, indica. Psiquiatra e psicanalista, Gilda Paoliello também se diz preocupada com a potencialização de danos no caso do cyberbullying. A profissional lembra que é importante que os pais estejam próximos dos filhos, saibam ouvi-los, orientá-los e até a ajudá-los a não valorizar ou a hiperdimensionar determinadas críticas que ouvem de colegas. Gilda também aponta que os “exemplos bem-sucedidos vêm de escolas que promovem interlocuções e diálogos entre alunos e pais, por meio de eventos, palestras, reuniões transdisciplinares entre o corpo docente, alunos e pais”. Ela frisa que “nenhum tema deve ser evitado. O que é importante é a forma de abordagem”. Além do receio com situações de ciberbullying, Nádia Laguárdia cita o jogo “Baleia Azul” como uma grande preocupação. “Maior, talvez, que a própria série”. O “game” propõe 50 desafios a serem cumpridos por seus participantes, sendo o último deles o suicídio. Ao tentar sair, os jovens são coagidos e ameaçados pelos “monitores” do jogo. Emtodo o mundo, mais de 100 mortes foram registradas por consequência com o jogo “Baleia Azul”. Entre eles, o mineiroGabrielAntôniodos Santos Cabral, 19, encontrado sem vida na última quarta-feira (12).

VAMOS FALAR SOBRE DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA? Alerta “Agressividade exagerada ou timidez que impede a socialização devem ser observados. Fracasso escolar importante, isolamento, dificuldade de se relacionar, são todos sinais de alerta”, indica a psiquiatra Luciana Nogueira de Carvalho. Ajuda Por sua vez, Gilda Pao-

liello lembra que “se os pais detectam sinais de mudanças nos filhos, devem abordar isso e abrir possibilidade de ajuda profissional, junto à ajuda afetiva indispensável”. Tabu Com objetivo de vencer o silêncio quando o assunto é depressão, a Rede de Psicotera-

pias leva o tema para a roda de conversa na praça da Liberdade. Marcado para o dia 29 (sábado), o evento tem mais de 5.000 interessados no Facebook. Amanda Ferraz, integrantes da organização, comenta que há grande procura entre adolescentes, muito em função de “13 Reasons Why”.

OUTRAS PRODUÇÕES QUE TRATAM DO ASSUNTO E4/DIVULGAÇÃO

6 My Mad Fat Diary Exibida entre 2013 e 2015, a série britânica conta a história da jovem Rae Earl, do momento em que ela deixa uma clínica psiquiátrica, após ter tentado se matar. Entre as questões que levanta, traz temas como depressão, sexualidade, drogas, relação com o corpo. É baseada no livro “My Fat, Mad Teenage Diary” (Meu Diário Adolescente Gordo e Louco, em tradução livre), de Rae Earl, que registrava sua vida em diários como método terapêutico.

WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

ESTONIAN CULTURE/DIVULGAÇÃO

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As Melhores Coisas do Mundo O filme da diretora Laís Bodanzky, lançado em 2010, é uma produção brasileira que também toca em temas relevantes da adolescência. Conta a história de Mano (Francisco Miguez), de 15 anos, que, além das questões da idade, precisa lidar com a separação dos pais. Entre outras questões apresentadas pelo filme, há a história do irmão mais velho de Mano, Pedro (Fiuk), que sofre de depressão.

Klass A produção estoniana de 2007, dirigida por Ilmar Raag, é baseada no episódio do massacre de Columbine (EUA). O filme examina o cotidiano de Joosep (Pärt Uusberg), vítima de sistemático bullying no ensino médio. De forma inusitada, ele ganha um aliado Kaspar (Vallo Kirks). O filme se passa sob o ponto de vista dos rapazes, que, por fim, são autores de um atentado na escola.


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CENÁRIO BH MEMORIAL VALE/DIVULGAÇÃO

CLAUDIO LUIZ/DIVULGAÇÃO

Afro-Latina realiza 6 Semana oficinas de música gratuitas

Para dar continuidade à tradição dos encontros e reflexões sobre a música no território afro-latina, desta vez o evento conta com a participação dos músicos Itiberê Zwarg e Grupo e José Izquierdo. Os artistas promovem oficinas gratuitas para músicos de todas as idades. Confira a programação completa no site: fb.com/semanaafrolatina FLÁVIA MAFRA/DIVULGAÇÃO

Souza Pinto recebe 6 Serraria 15ª edição da Minastchê

promove atividade 6 Memorial para lembrar a Inconfidência

A tradicional feira de cultura gaúcha volta a BH. Mais uma vez, o evento reúne desde os famosos chocolates de Gramado até vestuário típico do Estado sulista Onde Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, centro) Quando De 20/4 a 1/5. Segunda a sexta, das 16h às 23h; sábado, domingo e feriados, das 12h às 23h. Quanto R$ 7.

Durante este mês, a Sala Panteão da Política Mineira do Memorial recebe a ação “As várias faces de Joaquim” para visitar a história de Tiradentes Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Sábado, das 10h às 17h30; domingo, das 10h às 15h30. Até 30 de abril Quanto Entrada gratuita

DIVULGAÇÃO

WEBERT DEBARRY/STUDIO CERRI/DIVULGAÇÃO

com Letras 6 Chá homenageia Chico Buarque

Nesta edição do evento, especialistas abordam a vida e a obra musical e literária do artista Onde Idea Espaço Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários) Quando Terça-feira (18), às 19h Quanto Entrada franca (com retirada de senha 30 minutos antes do evento)

Fiat abre ateliê 6 Casa temporário de monotipia

Nos fins de semana deste mês, o público da Casa Fiat pode aprender a monotipia, uma técnica de impressão para reprodução de desenhos Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10) Quando Sábado e domingo, das 10h às 12h para crianças até 12 anos; das 14h às 18h para maiores de 12 anos). Até 30/4. Quanto Entrada gratuita


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Treinando o otimismo

Transtorno da ansiedade da separação PIXABAY

uem não quer ser mais otimista e ter mais autoconfiança? O otimista sabe lidar com os estresses diários e vê nas dificuldades, uma oportunidade para mudar, melhorar e crescer. Uma pessoa otimista é necessariamente confiante e resiliente, bem como está convencida de que cada problema representa novas possibilidades. Será que pessoas otimistas nascem assim ou podemos adquirir estas características no decorrer da vida? Mesmo que o otimismo esteja muito relacionado ao bom humor, as duas coisas não são exatamente o mesmo. O otimismo é um hábito que gera pensamentos positivos. Etimologicamente, otimismo é definido como a tendência a sempre ver o lado positivo das coisas. Um fato é certo: coisas ruins acontecem com todos nós, não importando se você é otimista ou pessimista. O pessimista normalmente é dominado pela pressão. Fica paralisado diante dos problemas. Até quando tudo vai bem, o pessimista pode fazer previsões negativas de futuro – normalmente pode pensar: “está tudo correndo bem, mas ninguém sabe o que pode acontecer amanhã”. Até que é verdade, mas ninguém sabe o que pode te acontecer no futuro. Você pode ser assaltado, mas também é possível que você feche um ótimo negócio ou que apareça aquela oferta de emprego que você esperava ou que, ainda, apareça sua alma gêmea. Tudo pode acontecer, entretanto, o pessimista costuma prever sempre tragédias. Em dias de “sol de brigadeiro”, só consegue ver um dia Otimistas não cinzento e nublado. ignoram as Ser otimista não significa estar sempre fesituações ruins, liz e em paz, nem acreditar que todas as coimas sabem sas irão dar certo no fiencará-las com nal, mas quer dizer a maneira como alguém a perspectiva da reage quando os proesperança, blemas chegam. Otimistas não ignoram as mesmo quando situações ruins, mas satudo parece bem encará-las com a perspectiva da espeestar contra rança, mesmo quando todo o mundo parece estar contra eles. Mais uma vez, são pessoas resilientes. Pessoas otimistas têm uma inteligência emocional aguçada (já falamos deste tema por aqui). Um indivíduo emocionalmente inteligente é aquele que consegue trabalhar as suas emoções e também a dos outros com mais facilidade. Entre as características da inteligência emocional está a capacidade de controlar impulsos, canalizar emoções para situações adequadas, praticar a gratidão e motivar as pessoas ao seu redor, além de outras qualidades que possam ajudar a encorajar a si e outros indivíduos. Uma das grandes vantagens das pessoas com inteligência emocional é a capacidade de se automotivar e seguir em frente, mesmo diante de frustrações e desilusões que a vida nos impõe. Para ser otimista, treine seu cérebro e seu corpo com hábitos simples. Primeiramente, pratique a meditação por 15 minutos diários. Faça 30 minutos de exercícios físicos e seja uma pessoa engajada, ou seja, se envolva em atividades que têm real significado para você, como a profissão, um hobby, esportes ou o voluntariado. Não importa o que seja, mas faça! A vida, infelizmente, não tem controle remoto, temos de levantar e mudar os nossos caminhos. Faça uma boa semana.

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Insegurança

Crianças que sofrem com a disfunção não conseguem se afastar dos pais e podem chorar, ficar irritadas ou isolar-se

Tratamento comterapia cognitivocomportamental tembons resultados Choro, birra e gritos costumam ser sinais de irritação ou necessidade de atenção nas crianças. Nos bebês com idade entre 7 e oito meses, também podem indicar o medo ou incômodo de ficar longe da mãe. É nessa fase que eles começam a ter consciência de sua existência como indivíduos, mas ainda se sentem inseguros em se separar das progenitoras. Os sintomas, porém, podem persistir ao longo da vida e, quando aparecem em crianças maiores, podem indicar Thuany Motta

transtorno da ansiedade da separação, um distúrbio que, com tratamento adequado, tem cura. Essa desordem pode atingir pessoas de qualquer idade, contudo é mais comum em crianças com idade entre 3 e 6 anos, principalmente quando iniciam a vida escolar. Em muitos casos, é a primeira separação por um período de tempo maior entre a criança e a mãe ou outro membro da família. A principal característica do transtorno, segundo os especialistas, é o medo excessivo e intenso de perder alguém muito próximo – pais, avós ou outros familiares –, que leva a um sofrimento significativo e a prejuízos importantes nas relações sociais, influenciando no rendimento escolar e na dinâmica familiar. De acordo com a psicóloga Aline Abreu e Andrade, doutoranda em psicologia do desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), esse tipo de ansiedade pode surgir em

4% das crianças e 1% dos adultos. “É mais comum o diagnóstico em crianças porque elas têm uma predisposição maior a isso, podendo atingir meninos ou meninas, sem distinção”, diz. Ela completa que adultos também podem sofrer do distúrbio. O tempo de manifestação dos sintomas varia conforme a faixa etária. As dificuldades aparecem a partir de quatro semanas depois do episódio que desencadeia o transtorno. Nos adultos, esse tempo sobe para seis meses. CENÁRIO Na população adulta, o transtorno pode apresentar-

SINAIS FÍSICOS Sintomas Dependendo do grau do transtorno apresentado pelas pessoas, os sintomas podem ser refletidos no corpo. Palpitações, sudorese e náuseas podem ser comuns nesses casos.

se como atitudes de exagero no zelo. “Um bom exemplo é quando o marido não consegue ficar muito tempo longe da mulher e a cerca de cuidados que são visivelmente excessivos. Com as crianças, já podemos ver melhor essas características no início da vida escolar, quando elas não conseguem se separar dos pais e, por conta disso, não interagem com os coleguinhas, não participam das brincadeiras e se isolam dentro da escola”, explica Aline. O tratamento é feito com a terapia cognitivo-comportamental, que oferece técnicas gradativas para ajudar o paciente a enfrentar as situações que geram a ansiedade. Começa com a psicoeducação: a pessoa entende o que se passa com ela; em seguida, identifica pensamentos e emoções que ajudam e as que dificultam; por fim, o processo para que ela consiga enfrentar, aos poucos, as situações que facilitam o surgimento da ansiedade.


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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SINAIS DE ALERTA Como detectar o transtorno em crianças e adolecentes

Sofrimento exagerado frente ao afastamento de casa ou dos pais, ou de pessoas influentes na criação Preocupação excessiva quanto aos possíveis perigos envolvendo os pais e pessoas queridas

Segundo a psicóloga Aline Abreu e Andrade, se os pais perceberem a presença de dois ou mais desses sintomas por um período igual ou maior que quatro semanas, devem buscar ajuda especializada

Preocupação persistente de que algo indesejado possa provocar a separação (sequestro, acidente, morte) Relutância exagerada em ir para a escola em função do medo de se separar dos pais Medo exagerado de ficar sozinho Recusa de ir dormir longe dos pais Pesadelos constantes envolvendo o tema separação

Após um ano de tratamento, criança está livre do problema A família da assessora jurídica Luciana Mello enfrentou as dificuldades do transtorno. A filha dela, hoje com 9 anos, apresentou os primeiros sintomas ainda bebê: a mãe conta que a menina não conseguia ficar longe dela, nem mesmo em outro cômodo. O choro era constante, e a irritabilidade, ainda mais. O termômetro para perceber que o comportamento era incomum, segundo Luciana, foi quando a menina passou a dormir na casa do pai, por volta dos quatro anos, o que se tornou um pesadelo. “Era uma luta cada vez que o pai a pegava para passar o fim de semana com ele. Parecia que nunca mais me veria de novo”, lembra. Então, a mãe decidiu iniciar a terapia. “Não esperei muito tempo para agir. Ao todo, foi quase um ano de tratamento com a psicóloga. A mudança foi aos poucos, mas drástica. Hoje, minha filha viaja, vai para a escola, brinca com outras crianças, enfim, leva uma vida normal”. diz.

entrevista

DANIELE VANZAN TERAPEUTA E ESCRITORA

‘A cura do transtorno é acessível a todos’ Você escreveu o livro “Não Consigo Desgrudar da Mamãe”,queexpõearealidadedotranstornodaansiedadeda separaçãoe oferececaminhos paralidar com o problema. Como surgiu a ideia do livro?

Dentro do consultório,eu via o sofrimento causado nas crianças que apresentavam o transtorno e busquei uma forma de ajudar principalmente quem não tem acesso a uma terapia.

Somaltona academia trazrisco paraaudição Visualizar a cena não é difícil: pessoas de diferentes aparências com roupas de ginásticas se juntam para aulas de spinning, jump ou zumbana academia,acompanhadas de um professor que as estimula no ritmo da música alta. Mas a busca pelo corpo perfeito pode comprometer um dos sentidos humanos mais importantes: a audição. Uma pesquisa constatou que a música tocada nas aulas pode chegar a incríveis 110 decibéis (dB), 30 dB acima do limite recomendado pelos especialistas. O estudo, realizado na Universidade George Mason, na Virginia, Estados Unidos, revelou os perigos existentes nessa prática. A intensidade sonora durante essas aulas pode atingir um nível preocupante para a saúde auditiva de alunos e professores, que podem, já a curto prazo, sentir zumbido nos ouvidos e, ao longo dos anos, ter uma perda auditiva cada vez

mais severa se continuarem a frequentar esses ambientes ruidosos. De acordo com o otorrinolaringologista Eduardo Machado, um dos diretores da Sociedade Mineira de Otorrinolaringologia, quanto maior a frequência em lugares com som alto, maiores os perigos à audição. “Cada vez que o volume ultrapassa o valor considerado máximo (80 dB) aumenta o risco de se ter lesões na cóclea – local dentro da orelha responsável pela audição. Isso pode acontecer porque o impacto causado pelas ondas sonoras nessa região acaba sendo mais forte do que o necessário. O perigo, nesse caso, existe para os alunos e pode ser maior para os professores, já que eles permanecem expostos nesses locais por muito mais tempo”, explica o médico. Segundo Machado, o período de exposição, caso o ambiente ofereça decibéis acima do adequado, é

de, no máximo, entre 30 minutos e uma hora por dia, mas deve ser limitada a três a quatro vezes na semana. OUTRO PERIGO Recorrer ao fone de ouvido também oferece riscos. “O fone de ouvido não se torna um vilão se a pessoa tomar alguns cuidados. Escolher um modelo que seja avaliado e liberado pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), que, geralmente, possui um limitador de volume para impedir abusos sonoros”, diz. Machado finaliza, apontando que outro exemplo de cuidado é estar atento à altura do som: se tiver alguém ao lado e a pessoa conseguir ouvir o que sai dos fones, o sinal de alerta deve ser emitido. “Não é preciso exagerar, dá para ouvir música e sentir prazer. O bom senso continua sendo o principal”, afirma o médico. PIXABAY

Como ele aborda o transtorno?

É a história do Chico, uma criança que apresenta os sintomas quando a mãe o deixa na porta da escola no primeiro dia de aula. A partir dali, ele vive o desafio, junto com os pais, de superar essa situação. O livro é voltado para pais e filhos e, além de ser ilustrado, tem uma lista de sugestões de como os pais podem analisar e agir, de acordo com o comportamento do filho. Qual a eficácia do tratamento?

Total. A cura é acessível a todas as pessoas, e o segredo do sucesso está na participação da família e, claro, no acompanhamento do especialista. O papel dos pais é fundamental na terapia?

Sem dúvida. No tratamento, as crianças são encorajadas a exteriorizar o que sentem sem sofrer qualquer tipo de julgamento. Já os pais são orientados a ouvir os filhos, sem desqualificar o que eles dizem, acolhendo-os nesse momento de dificuldade e oferecendo o apoio necessário.

Exposição à música alta não deve superar 1h e ocorrer de 3 a 4 dias na semana

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sociedade

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DOLCEVITA ME DÊ MOTIVO

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presidente mundial da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, que salvou a Nissan e é considerado o Henry Ford do século XXI, diz: “O que faz diferença é a motivação. Se perdê-la, aos poucos perde tudo”. E ainda fez coro ao próprio Ford: “Se você pensa que pode ou pensa que não pode, de qualquer forma você estará certo”.

ME DÊ FUTURO

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ontinua Ghosn: “Uma empresa nunca quebra hoje, mas cinco anos antes. Não é falência financeira, mas motivacional. O futuro não é repetição do passado. Lamentavelmente, algumas pessoas continuam no século XIX. Os motivados enxergam oportunidades nas dificuldades. Os desmotivados enxergam dificuldades nas oportunidades!”

ME DÊ DESAFIOS

“

Os positivos fazem. Os negativos reclamam. Motivação não é festa. É ciência e, quanto mais competitividade, quanto mais feroz uma economia, mais ousadas serão as ações de marketing e mais importante a motivação”.

ME DÊ TALENTO

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A escolha entre ser otimista ou pessimista é de cada um que construirá a estrada a trilhar. Cerca de 82% das maiores empresas do mundo vieram do “absolutamente nada”, da garra de seus fundadores, do compromis-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com VINCENT PETERS/DIVULGAÇÃO

so destas equipes de trabalho que acreditaram no seu talento, no seu modelo de ação”.

ME DÊ VIDA

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O que diferencia ricos e pobres é a maneira de se pensar e o plano de ação após ideias maravilhosas, desde que colocadas em prática. O que você está fazendo com suas ideias? E com seus pensamentos? Como anda o planejamento de sua vida e de seu trabalho?”

do o mal. A Semana Santa não quer santos, só quer e só pede mais gentileza num mundo tão duro. No mais, feliz Páscoa a todos.

A linda modelo Amanda Faiçal, que mora em Nova York há cinco anos e atualmente faz curso de atuação no Susan Batson Studio

A PICADA DO FIM

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asal leitor que chegou de resort de luxo na região de Ilhéus conta que os funcionários andam cabisbaixos pela falta de clientes. O resort, com capacidade para mais de mil hóspedes, não contabilizou 200 na última semana. Isso com tarifa de baixa estação (R$ 7.500 o casal, uma semana), com avião, translado e uma refeição. Tomara que os três feriados seguintes sejam melhores, ao contrário do comércio, que só míngua.

SANTA SEMANA

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uita gente acha que a Semana Santa é apenas mais um feriadão. Mas, não, juramos por Deus! É, na verdade, uma tradição religiosa católica cheia de significados. Celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo.

NOITE HIGHLANDER

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SANTA PAZ

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esus Cristo, aquele do Natal, lembram? Mesmo para outras religiões e para quem acredita em nada, a Semana Santa é inspiradora. Ou deveria ser, inspiradora e motivadora. Para isso, basta pensarmos em amor e ressurreição.

M

as um recomeço no mesmo clima de amor, tolerância, solidariedade e respeito pelo

próximo. O mundo precisa cada vez mais de tudo isso. E é isso que combate e acaba com guerras, violência e to-

SANTA REFLEXÃO

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inguém precisa morrer pelo próximo como fez Jesus. Basta amar o próximo como ele fez e ensinou. Amar, ser tolerante, ajudar, respeitar. E a Ressurreição pode ser encarada simplesmente como um recomeço. Um recomeço em todos os sentidos e em tudo, na vida profissional, na social e afetiva.

emorável degustação foi a de Malt Scotch Whisky promovida por Heloisa Thomasi e Marco Antônio Almeida, na cobertura do casal, no Belvedere. Foi também outra harmonização porque, chef diplomada, a anfitriã brindou-nos com supimpa sustança. Na pauta: Royal Salute, Glen Deveron, The Glenlivet, Macallan, Aultmore e o japonês Nikka Whisky (em alta).

Comemoração do aniversário da querida jornalista Renata Ceribelli no roof top do Hotel Hugo, em NY, ao lado de Augusta Graça Aranha, Cecilia Graça Aranha e Flávia Navarro, nossa fonte em NY a partir de hoje

SANTA AÇÃO

lançaperfume

rece6 Abeu,Líderde Aviação novo, aplausos pela excelência em serviços em aviação executiva. Busi6 AnessInternational Aviation Council,

mestre mundial no tema, enviou à empresa diploma de reconhecimento pelos dez anos da certificação IS-BAO. reconhecido por 6 Ser “ir além dos padrões de segurança é ótimo”, afirma o CEO da Líder, Eduardo Vaz.

culinária portuguesa 6 Aé das melhores do mun-

do. Pela primeira vez em BH, degustamos essa delícia portuguesa no D’Artagnan, de Marise e Denise Rache, com a magia do chef Lino Santos, em Minas a convite do Bistrô. 2 de junho é o Dia 6 Dia da Itália. Para brindar a

data, o embaixador em Brasília, Antonio Bernardini, convida amigos da Itália. a restrita comitiva 6 Jáde Minas na Festa Nacio-

nal em Brasília, em 1º de junho, é convidada da cônsul da Itália em Minas, Aurora Russi.

#FICAADICA Sunset Party celebra o outono no Mocca A cafeteria Atmosphera Mocca Coffee & Meals abre novamente suas portas para o Mocca Sunset Party. O evento celebrará o clima aconchegante do outono em um ambiente sofisticado e descontraído. No cardápio, vinhos, cerveja artesanal, drinques e petiscos; além de música sob o comando do DJ Júlio Duarte. Onde Alameda do Ingá,16, Vila da Serra Quanto Sábado (22), das 16h às 22h Quanto R$ 20. O ingresso está à venda no www. sympla.com.br/mocca-sunsetparty__131750

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ATMOSPHERA MOCCA/DIVULGAÇÃO

Vem aí mais uma edição do Comida di Buteco Entre os dias 14 de abril e 14 de maio, o Concurso Comida di Buteco vai reunir os apaixonados por petiscos. Em Belo Horizonte, o evento vai contar com a participação de 49 estabelecimentos que vão oferecer petiscos com o preço máximo de R$ 25,90, desafiando os botecos a serem criativos e acessíveis, e assim não perdendo uma de suas características mais importantes: serem democráticos. O tema desta edição é cereais, ou seja, bares precisam incluir algum tipo de cereal em suas criações.

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BETO ETEROVICK/DIVULGAÇÃO


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ESPAÇO GOURMET CAMILA GOMES/DIVULGAÇÃO

DE BANDEJA Risoto de beterraba com frango ao molho de ervas frescas, do Patuscada

BRUNO DE LIMA/DIVULGAÇÃO

Novas entradas no L’entrecôte

Beterraba Nutritiva e bem docinha Legumeéalvo doschefspara darsaborecor aospratos

VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO

BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO

Novos rótulos para beber O site Empório da Cerveja recebeu mais 12 rótulos de microcervejarias em seu catálogo. Dentre os produtos novos estão cervejas dos selos Avós, Barbarella, Roleta Russa, TitoBier, Suméria, Heilige, 1824, Union Beer, Tokaj e a mineira KüD. O www.emporio.com trabalha com marcas nacionais e internacionais e oferece ao cliente a facilidade e o conforto de receber a bebida em casa.

Molhos do Taste Burguer à venda Beterraba assada no sal grosso Receita de Jaime Solares para A Pão de Queijaria Ingredientes 6 beterrabas pequenas (de preferência orgânicas) 1 tabuleiro médio Sal grosso

No Slow Burger, o pão do sanduíche é feito com beterraba

Modo de preparo Cubra o fundo do tabuleiro com sal grosso e posicione as beterrabas já lavadas, deixando um espaço entre elas. Cubra as beterrabas com sal grosso até que elas desapareçam completamente. Leve ao forno na temperatura de 180 graus e deixe assar por, aproximadamente, duas horas e meia. Elas devem estar macias, mas sem desmanchar. Descartar todo o sal utilizado para assar e descasque o legume. Depois de pronta, podem ser usadas em sanduíches e saladas, ou sozinhas.

Os molhos especiais preparados para os sanduíches da hamburgueria Taste Burguer também podem ser adquiridos separadamente. As criações do chef Pedro Calazans estão disponíveis em potes para você levar para a casa e temperar ainda mais o seu sanduíche. Dentre os molhos desenvolvidos pela casa estão o ketchup com goiabada, maionese defumada e barbecue. Os molhos não ficam restritos aos sanduíches, podendo complementar outros pratos, como o de cebolas caramelizadas, e vários cortes de carnes. PEDRO CALAZANS/DIVULGAÇÃO

Foi pensando no crescimento do público vegano – ou seja, adepto de uma dieta livre de alimentos de origem animal – que Gustavo Graça, proprietário do Slow Burger, desenvolveu opções de hambúrguer de soja e de grão de bico que acompanham um pão feito à base de beterraba. O motivo para usar o legume, além da cor única e da beleza particular, são as propriedades nutricionais – a beterraba é riquíssima em ferro, poderosa antioxidante, e também contém potássio, magnésio e vitaminas A, B6 e C. “Utilizo crua e ralada na massa do pão artesanal, e fica ainda mais docinha. Uma ótima forma de explorar o sabor na harmonização com os outros ingredientes”, diz. E não é só o sabor peculiar que torna a beterraba uma queridinha na criação de receitas. Ela é ingrediente versátil na cozinha, principalmente usada como um Lorena K. Martins

corante natural para deixar ainda mais surpreendentes as saladas, purês e risotos, como o do restaurante Patuscada. Feito à base de um purê do legume, o prato é ótima pedida para acompanhar o filé de frango com molho de ervas frescas e limão. A chef Juliana Franco explica que primeiramente assa a beterraba em papel alumínio, e, depois de 40 minutos no forno, retira a casca e processa até formar uma espécie de purê – procedimento que aumenta ainda mais a sua doçura. “A base do preparo é a mesma de um risoto tradicional. No final da receita, acrescento o purê e finalizo com manteiga e queijo parmesão”, ensina. Ainda, de acordo com

ela, a dose de sabor do prato vai de acordo com a quantidade de beterraba acrescida à receita. “Se cozinhar a beterraba na panela de pressão, por exemplo, ela perde as propriedades nutricionais”, alerta. Para harmonizar, a chef sugere proteínas mais leves, como o frango e o peixe, que dialogam bem com o sabor marcante do prato. Assar também é a maneira preferida do chef Jaime Solares, que usou a beterraba como recheio de um pão de queijo de canastra d’A Pão de Queijaria, que ainda leva mel e queijo de cabra. No forno, o legume vai com boas doses de sal grosso (confira receita nesta página), truque responsável por acentuar ainda mais a sua doçura e gerar uma textura mais firme. “A casca da beterraba evita que ela fique salgada demais. O sal grosso é utilizado para garantir uma proteção de sabor e de nutrientes, que se perdem muito quando ela é cozida na água”, esclarece Jaime.

RECEITA

O restaurante L’entrecôte de Paris traz vários lançamentos para o mês de abril. Para abrir o apetite antes de um clássico entrecôte com fritas e bastante molho, a casa oferece o Fromage à la créme, uma burrata coberta com tomate confitado e pera, rúcula e pesto, o Onion Farci (foto), que são quatro anéis de cebola recheados com creme cheese, e o Croque Monsieur – sanduíche recheado com bechamel, presunto grelhado e queijo emental. Além dessas novidades, o restaurante também apresenta os drinques Shark Attack, Rose Mary Jane, o Escocês e a Caipiríssima Malibu.


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almanaque ATUAL> Ópera de Bellini ganha roupagem futurista em nova montagem no Palácio das Artes Patrícia “ N o r m a ” , Cassese obra-prima do compositor italiano Vincenzo Bellini, estreou em 1831 (no Scala de Milão). Passados mais de 180 anos, o libreto (de Felice Romani) dialoga de modo surpreendente com os tempos atuais. Em tal intensidade, que, na montagem que a Fundação Clóvis Salgado apresenta ao público a partir da próxima sexta-feira (21), a trama é retirada de seu recorte temporal original e transposta para um futuro distópico, tal qual vemos em superproduções da sétima arte como “Mad Max”. Num hipotético ano de 3.869, não há plantações, por exemplo, e as condições climáticas desfavoráveis induzem o ser humano a situações extremas. Ousadia? Para o diretor cênico Pablo Maritano e o maestro Silvio Viegas, regente da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, nem tanto. “A roupagem moderna só vai dar uma cara mais interessante e instigante. Quando você tira a história de um determinado ponto, permite que o enredo tenha mais força, que não fique preso a situações temporais, mas, sim, a humanas. Neste sentido, o drama pessoal passa a saltar aos olhos”, advoga Viegas, com a aquiescência de Maritano. “A encenação tem que contar uma história, e, neste caso, a de ‘Norma’ está respeitada. O que ocorre é que a gente está jogando uma nova luz sobre ela”. Indagado se o aficionado por ópera mais ortodoxo não corre o risco de sentir um certo estranhamento, o argentino lembra que tem atuado com constância em produções apresentadas a chilenos, uruguaios e a seus conterrâneos, “que, no tocante à ópera, pode-se dizer que são até mais conservadores que os brasileiros”. “E sei bem que esse público agradece quando a história está ali, bem contada, quando (a produção) trabalha a partitura com respeito. Acho que isso é o mais importante. Dou aulas (e não só no meu país), e sempre costumo dizer uma coisa, que é muito séria: a grande verdade é que a ópera tem uma só tradição, que é a transformação. O resto é tudo mentira. Acreditamos na ópera como uma arte viva. E vou além: entendo a ópera como a arte do futuro”, argumenta.

LINCON ZARBIETTI

estreia 21.abr.

Contagem regressiva

Nas vestes de Norma, Eiko Senda posa à frente dos demais solistas da produção da FCS

‘Norma’ distópica BÚSSOLA MORAL “Norma” centra-se em torno da personagem homônima, uma druida. Líder em sua comunidade,carregaa incumbência de orientar os seus no conflito com os romanos. O problema é que Norma se apaixonou justamente por um dos inimigos de sua gente, o general Pollione, com quem teve dois filhos. Não bastasse, descobre que ele a está traindo com Adalgisa, uma de suas sacerdotisas. Tida como “bússola moral”, Norma se revela, pois, traidora.

“

A história é atemporal e mostra como a mentira pode manter um líder no poder Silvio Viegas, maestro

“A ópera tem também um aspecto feminista. Norma é uma mulher muito forte, concentra em si o peso do poder, do Estado, da religião. O que acho muito interessante é a fragmentação que isso produz na psique dela”, diz Pablo. Por outro lado, o diretor ressalta que a montagem também traz essa questão da fantasia, de um mundo estragado, “uma humanidade dividida entre os que apenas sobrevivem e os que fazem parte da elite”. “Na verdade, um mundo frágil, no qual qualquer decisão traz consequências ligadas à ideia de vida e morte”. Além da já citada Orquestra Sinfônica, a montagem envolve o Coral Lírico e traz, no elenco, os solistas Eiko Senda (Norma), Fernando Portari (Pollione), Denise de Freitas (Adalgisa), Sávio Sperandio (Oroveso), Aline Lobão (Clotilde) e Lucas Ellera (Flávio).

> Norma

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Récitas: Dias 21, 25, 27 e 29, às 20h; Dia 23, às 19h. R$ 60 (inteira).

Muito além de conflitos localizados, o atemporal O solista Fernando Portari, que interpreta Pollione na montagem, salienta a importância de um clássico dialogar com o público dos dias atuais. “A direção consegue desenhar essa visão contemporânea e, junto à abordagem moderna, ir ao cerne das questões propostas. Porque muito além do conflito entre druidas e romanos, o que se vê é a busca pelo fundamento trágico da história”. Assim, para o tenor, a montagem aborda a forma como o destino é traçado por questões complexas. “Embora o personagem seja um homem que viveu na Roma antiga, você vê que os conflitos são atemporais. As vi-

vências, de alguma maneira, vão se repetindo no curso da história”. Ao abordar um mundo em situação limítrofe, prossegue ele, no qual não há mais para onde caminhar, a fragilidade dos personagens revela-se para além do estereótipo heroico. Dando vida a Norma, a soprano lírico-spinto Eiko Senda fala sobre sua personagem. “Sou uma grande mentirosa”, ri, referindo-se à traição que comete em relação a seu povo. Ao mesmo tempo, Norma também é traída. Motivo pelo qual, lembra, o desenrolar da trama acaba perpassando temas como punição versus perdão.

NO PARQUE Em tempo: antecedendo a estreia, a série “Concertos no Parque” programa para este domingo (16), a partir das 10h, no Parque Municipal, apresentação com trechos da ópera. A Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais, sob regência de Silvio Viegas, se reunirão à soprano Eiko Senda, à mezzosoprano Denise de Freitas, ao tenor Fernando Portari e ao baixo Sávio Sperandio para encantar o público com uma parte de “Norma”.

Concertos no >Parque

Trechos da ópera “Norma Parque Municipal (avenida Afonso Pena, 1377, centro). Neste domingo (16), às 10h. Gratuito


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ARTES CÊNICAS Onde habita a luta pelo poder Lara QuatrocenAlves tos anos se (*) p a s s a r a m desde que William Shakespeare narrou a ardilosa trajetória do general Macbeth pela conquista do trono escocês. E se a trama original remonta a batalhas por território e disputas pelo poder, o século XXI parece não estar tão distante e o cenário se repete: o violento jogo de poderes faz-se atemporal. É esta atualidade da tragédia shakespeariana que o Grupo Oficcina Multimedia transporta para os palcos do Sesc Palladium, na próxima sexta (21), sob a alcunha de “Macquinária 21”. Neologismo criado para conectar as atuais arbitrariedades para alcançar o poder aos violentos conflitos descritos no clássico, “Macquinária” é o segundo espetáculo da “Trilogia da Crueldade”. Dado há quatro anos, o pontapé inicial da trilogia começou com “Aldebaran”, uma montagem sombria sobre as monstruosidades dos contos de fadas e suas violentas representações no mundo contemporâneo. No entanto, para este segundo espetáculo, livremente inspirado em “Macbeth”, a diretora e dramaturga Ione de Medeiros decidiu resgatar a força do texto inglês para colocar

estreia 19.abr.

em cena a brutalidade e barbárie, fios condutores da trilogia. “‘Macbeth’ é a tragédia da violência humana levada a uma potência muito alta. E nós continuamos vendo esse mesmo homem violento no mundo hoje. Se trata do que as pessoas são capazes de fazer pelo poder”, pontua. São os assassinatos e as articulações violentas, tramadas por Macbeth, que inspiraram Ione a construir as grandiosas máquinas, inventadas a partir de objetos do uso comum, para representar a ‘maquinação’ do general para chegar ao trono. Além disso, Ione leva ao palco grandes bonecos para destacar a presença das bruxas e suas premonições. Senhoras do destino na narrativa da Oficcina Multimedia, as bruxas mantêm seu papel relevante, tal qual no clássico inglês, quando preveem o próximo rei da Escócia. “Até hoje a gente entende que as bruxas representam o desconhecido, o futuro imprevisível. O Macbeth também é isso, ele não espera o futuro, ele sabe que vai ser rei, mas não espera. É uma dificuldade atemporal de lidar com a realidade como ela é”, conta. O espetáculo, em si, é orientado pela movimentação destas máquinas que materializam os impulsos destrutivos do protagonista. Sem texto falado, o elenco em cena usa dos artifícios soRONALDO JANNOTTI/DIVULGAÇÃO

Espetáculo ‘O Berro’ faz temporada de estreia na Funarte MG

Sex. 21.abr.

ERIC BEZERRA/DIVULGAÇÃO

A apresentação única da peça “Macquinária 21” marca a comemoração dos 40 anos do Grupo Oficcina Multimedia

noros das máquinas, da movimentação das personagens e das bruxas para recontar a história. OUTRAS LINGUAGENS Reconhecido por seu trabalho que prioriza, além da voz teatral, a dança, a música, as artes plásticas e as artes visuais, em “Macquinária 21” a companhia reproduz

quadros renascentistas e máquinas de guerra de Leonardo da Vinci por meio de encenações, objetos e recursos audiovisuais adaptados à tragédia shakespeariana. “O grupo trabalha com todas as linguagens, mas não prioriza o texto. Tem dança, artes plásticas, artes visuais… Esse conjunto de expressões é que compõe uma linguagem para contar a história”, des-

taca a dramaturga. Mais que um espetáculo, “Macquinária 21” é o momento da comemoração de um grande marco. Em julho deste ano, o Oficcina Multimedia completa quatro décadas de existência. Criado em 1977, no Festival de Inverno da UFMG, com uma proposta de integração das artes, o grupo mantém suas origens. A escolha de “Macbeth” tam-

bém foi especial: “Foi bom esperar 40 anos para encenar esse texto. Fazer Shakespeare exige muito de nós”, explica Ione, que desde 1983 dirige o grupo. * Sob a supervisão de Marília Mendoça

> Macquinária 21

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Dia 21 (sexta), às 21h. R$ 20 (inteira), R$ 8 (comerciário).

Metáfora de um país De todas as várias crises pelas quais o Brasil vem passando nos últimos três anos e que juntas formam um grande quadro de recessão, uma delas foi exatamente o ponto de partida para o espetáculo “O Berro”, que estreia na próxima quarta (19) e é a primeira produção do Uva Conexões Artísticas: a crise hídrica. “Eu fui muito influenciado por esse assunto que estava fortemente em pauta em 2014. Vivíamos um quadro muito caótico e tudo aquilo me remeteu à ideia narrativa de uma reunião de condomínio, que é uma situação muito teatral, muito patética e ao mesmotempopossibilitaa discussão e o diálogo com outras questões”, explica o diretor do espetáculo, Daniel Carvalho Faria.Parceirodeoutros trabalhos da atriz Mariana Câmara (que no ano seguinte idealizou o Uva Conexões Artísticas

junto com Bianca Fernandes), acabaram transformando a ideia na primeira produção do núcleo criativo. Com a ideia em mãos, convidaramadramaturgaSaraPinheiro para desenvolver o argumento. Após uma troca de ideias e referências, ela apresentou uma primeira versão do texto ao diretor, às atrizes e aosoutrosdoisatores convidados para o projeto, Pablito Kucarz e Ronaldo Jannotti. “Foi um processo bem forte,bempotente.Fomosprasala de trabalho fazer workshops e improvisos, nos quais cada ator criava, a partir de indicações minhas, cenas quetinhamavercomouniversodo espetáculoe do personagem”, afirma o diretor. “Assim, fomos dialogando e selecionando o que tinha a ver com nossos desejos”. Depois disso, a dramaturga se juntou novamente a eles

para incorporar os frutos desse trabalho e fazer a versão final do texto. “Nesse segundo momento, eupude ver na prática o que funcionou e o que precisava ser repensado, recriado”, afirma Sara. “O resultado final é permeado por espaços, lacunas, elipses, para que o espectador possa ir além do que está ali e ‘pirar’, digamos assim. A ideia sempre foi quebrar a quarta parede, fazer, em certa medida, umjogocomoespectador porque isso o traz mais pra cena, seu olhar, sua presença”. “O Berro” mostra uma reunião de condomínio em que apenas quatro figuras aparecem, e nenhuma delas é o síndico,ausente há bastantetempo. Todas elas estão dispostas alidar com um problema muito evidente que se coloca – uma rachadura no prédio – mas ninguém sabe muito bem o que fazer a respeito.

COMÉDIA POLÍTICA “É uma comédia política”, explica Daniel Carvalho Faria. “Tem uma abordagem bem absurda. Usamos elementos surreais que atravessam o evento proposto pra discutir de forma muito particular e específica questões amplas, que dizem respeito ao momento que atravessamos hoje”. Ele complementa: “É uma metáfora de um país, umEstado, um microuniverso que tem suas próprias leis e regulamentos. E também os desvios de leis ou imposições que permanecem nesse espaço. Usamos a reunião de condomínio para falar de algo maior”. (Jessica Almeida)

> O Berro

Funarte MG (r. Januária, 68, centro). De 19 a 30/4. Quarta a sábado, às 20h; domingo, às 19h. R$ 10 (inteira, à venda uma hora antes de cada apresentação)


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ARTES CÊNICAS Música brasileira para crianças A história da João H. música eruMotta d i t a t e v e (*) seus primeiros passos dados na Europa, em notas e timbres que exalavam garbo e elegância. Já aqui, no Brasil, as páginas dedicadas a esse escaninho mostram contornos singulares, com várias referências mescladas. O Modernismo, por exemplo, inaugura um movimento nas artes que imbrica o popular e o erudito para resultar em uma estética ímpar. Para colocar essa história tão rica quanto encantadora em repasse, a atriz e criadora Andréa Bassitt idealizou “Operilda na Orquestra Amazônica”, espetáculo infantil que aporta em BH neste domingo (16), no palco do Sesc Palladium. Em cena, junto a outros seis músicos – que interpretam também as famílias de instrumentos de uma orquestra (sopro, corda e percussão) –, ela apresenta a história da bruxinha Operilda. A montagem, vale lembrar, está em cartaz em São Paulo desde 2013. Desde então, arrebanhou prêmios de vulto, como o Femsa de teatro infantil e um

troféu da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA, categoria especial) pela homenagem aos compositores eruditos, populares e folclóricos do Brasil. Formada em artes cênicas pela USP, foi por meio do teatro que Andréa teve seu interesse pela música erudita despertado. Mais precisamente, quando integrava o projeto “Aprendiz de Maestro”, de Regina Galdino – que, aliás, assina a produção de “Operilda” – e do maestro João Maurício Galdino. “Fiz por sete anos esse que é um concerto combinado a peça infantil, e que apresentava músicas da cultura erudita junto a encenações”, relembra ela. De sua trajetória artística também consta “Filhos do Brasil”, criação de Oswaldo Montenegro na qual aspectos da cultura musical do Brasil eram trabalhados com as crianças. A montagem venceu o Prêmio Shell de Melhor Música. Outras peças da qual participou flagravam as divas Emilinha Borba e Marlene. Todo esse interesse pela música patropi suscitou reflexões. “Percebi que quase todos os espetáculos que apresentavam música erudita só se referiam à produção

Dom. 16.abr.

JOÃO CALDAS/DIVULGAÇÃO

Premiado, o espetáculo, que tem execução musical ao vivo, traz à cena o instigante desafio da bruxinha Operilda

europeia, não costumam destacar brasileiros”. E veio a vontade de fazer diferente. PERSONAGENS Operilda é uma bruxinha que ganha, da tia, o “Livrildo”, obra com a história de composições brasileiras no século XX, sejam sinfonias de Villa-Lobos ou suces-

sos do rádio emplacados por gente do naipe de Chiquinha Gonzaga. “À época, as músicas, no rádio, também eram acompanhadas de orquestras. Era importante destacar essa memória da cultura popular”, afirma. Operilda tem um desafio pela frente: precisa explicar a história do livro em

apenas uma hora, para ganhar uma orquestra só sua. Tendo como cenário a mesma floresta amazônica que inspirou Alberto Nepomuceno em “Alvorada da Serra”, versão erudita da folclórica canção “Sapo Cururu”, “Operilda” apresenta, para os “pequenos”, as histórias de Villa-Lobos, Padre José

Maurício ou Camargo Guarnieri, até chegar em Tom Jobim, o inesquecível maestro soberano. * Sob a supervisão de Patrícia Cassese

Operilda na >Orquestra Amazônia

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Domingo (16), às 16h. R$ 5 (inteira)

O ato de ressignificar a perda Sex. a dom. 21. a 23. abr.

MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO

A personagem transmuta a dor de perder um filho em luta

Convidado por uma amiga a assinar a dramaturgia para o que viria a ser uma cena curta, Ildeu Ferreira resolveu, como ponto de partida, pesquisar a etimologia da palavra “jagunço”. Acabou percebendo que a pecha imputada ao termo (associado a “criminoso”, por exemplo) era, de certa forma, uma distorção do sentido original. O vocábulo, na verdade, viria do iorubá, e originalmente se referia a soldados – em particular, à história de três irmãos guerreiros que lutavam pelo bem. Transmutando a força inerente à palavra guerreiro para o universo feminino, o trabalho de Ildeu desemboca agora na peça “A Jagunça”, que, dentro do projeto “Criações de Bolso”, do Sesc Palladium, será apresentada na próxima semana no Teatro de Bolso Júlio Mackenzie. “O ponto de partida foi um questionamento: o que leva alguém se enveredar

por um caminho – qualquer que seja, profissional, pessoal etc”. A esse esboço do dramaturgo, veio também a lembrança de um crime bárbaro, ocorrido no passado, na proximidade da fazenda de sua família, no interior de Minas. “Um homem foi assassinado pelas costas, numa encruzilhada. Tempos depois, o filho dele também teve um fim violento. A mãe, uma senhora muito humilde, então, seguiu tocando a vida, no seu canto”, rememora. De certa forma, todas essas referências formataram a personagem Zinha, interpretada por Michelle Ferreira – acompanhada, no palco, pelo músico Flávio Cravo, que, lembra Ferreira, pontua o trabalho, “auxiliando tanto na densidade dramática quanto na ambientação sonora que conduz o espectador para o sertão”. Para Michelle, o trabalho de construção da personagem veio muito da observação das mulheres do inte-

rior, da pesquisa de mulheres do cangaço (“embora não estejamos trabalhando com o sertão da caatinga, mas sim com o sertão mineiro”, frisa), e principalmente da escuta da narrativa dessas mulheres, “entendendo que são fortes tanto fisicamente, pela lida do trabalho na roça, quanto emocionalmente, capazes de ressignificarem, por exemplo, a perda de um filho querido”. Assim, acrescenta ela, trata-se de um trabalho criativo não tão linear, “mas que considera nuances de vozes, estados e ações físicas diversas para composição de uma personagem ao mesmo simples e complexa”. EMPODERAMENTO O diretor lembra que, após as perdas, em especial a do filho, a personagem “abre” o corpo para invocar, ao mesmo tempo, Deus e Diabo, “pois precisava da força dos dois, um só seria pouco”. E parte em

busca de vingança. Trabalho feito, segue estrada afora, trocando trabalho por pouso, até se deparar com uma senhora que conheceu dor similar – e lhe implora que jure a morte do filho também. No substrato de toda essa saga, está também a questão da voz feminina que passa a ocupar um lugar de poder. “Uma questão muito recorrente nos dias atuais, a necessidade de a mulher assumir um lugar que, na verdade, é dela de direito, essa luta contra a cultura machista. Mas tem outros subtextos”, indica Ildeu, que também assina a direção da empreitada, uma co-parceria entre a Insólita Companhia e a Flores de Jorge. (Patrícia Cassese)

> A Jagunça

Teatro de Bolso Júlio Mackenzie do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Sexta (21) e sábado (22), às 20h, e domingo (23), às 19h. R$ 10 (inteira).


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ARTES CÊNICAS teatro adulto A JAGUNÇA (Leia mais na página 12) Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (21) e sáb. (22), às 20h; dom. (23), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos do escritor inglês, como Hamlet e Romeu e Julieta, foram escolhidos para compor um painel da obra de Shakespeare, num espetáculo que dá ênfase à paixão. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 50 (inteira); R$ 20 (postos Sinparc). Até 14/5.

AS MALAS QUE EU CARREGO Texto Elias Lima Dir. Roberto de Freitas Um monólogo no qual o ator se desdobra em seis personagens totalmente insanos, que fazem uma sátira bem humorada da sociedade. Espaço Cultural Entreato (r. Caruera, 314, Jaraguá, 2523-0521). Neste sáb. (15), às 21h; dom. (16), às 19h. R$ 10 (antecipado); R$ 20 (na porta).

ENQUANTO TODOS DORMEM Dir. Thiago Cazado Com Renan Mendes e Thiago Cazado A história de Pedro e Luíz, soldados do exército que, longe de suas famílias e confinados em um ambiente hostil, compartilham cumplicidade, respeito e admiração, o que os leva a viverem aventuras íntimas. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos

Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (15) e dom. (16), às 18h e às 20h. R$ 60 (inteira).

OBSCENA AGRUPAMENTO APRESENTA TEATRO-PERFORMANCE NO SESC PALLADIUM CLARISSA ALCANTARA/DIVULGAÇÃO

MACQUINÁRIA 21 (Leia mais na página 11) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (21), às 21h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciário).

NU DE BOTAS Dir. Cristina Moura Com Isabel Gueron, Keli Freitas, Luciana Paes Baseado no livro de Antonio Prata, o espetáculo reúne crônicas sobre as passagens mais marcantes de sua infância, as primeiras lembranças no quintal de casa, os amigos da vila, o divórcio dos pais, uma inusitada viagem à África. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 1/5.

OS CADERNOS DE KINDZU Dir. Ana Teixeira e Stephane Brodt Com Amok Teatro Inspirado na obra de Mia Couto, o espetáculo conta a trajetória de Kindzu que, para fugir de uma devastadora guerra civil, deixa sua vila e parte numa viagem iniciática. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 8/5.

TIRULLIPA SHOW – NÃO SOU O “CARA” MAS SOU O FILHO DELE Com Tirullipa Filho do humorista Tiririca, Tirullipa apresenta seu show de humor e prova que herdou o talento cômico do pai. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (21), às 19h. R$ 80 (inteira).

teatro infantil O APRENDIZ NATURAL Dir. Ulisses Tavares da Cunha Uma bióloga, seu assistente e um guia formam uma equipe de expedição científica em busca de um ambiente natural intacto. Quando encontram, descobrem que o lugar está sob ameaça do Homem Mau, que explora os recursos naturais. Museu Giramundo (rua Varginha, 245, Floresta, 3446-0686). Sáb. e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até 30/4.

OPERILDA NA ORQUESTRA

AMAZÔNICA (Leia mais na página 12) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Dom. (16), às 16h. R$ 5 (inteira); R$ 2 (comerciário).

dança O CORPO DESEMBESTADO DE ADVINHAADIVA (Leia mais nesta página) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (21), às

19h. Entrada gratuita.

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (15) Banal (Com Pauline Braga e Marco Túlio Zerlotini) El Pasado Jamás Vuelta

Responsável por inúmeras manifestações artísticas pelas ruas de Belo Horizonte, a obsCena Agrupamento segue ocupando os espaços da cidade com performances e ações cênicas. Desta vez, o grupo ganha os entornos do Sesc Palladium com a apresentação de “O Corpo Desembestado de AdvinhaaDiva”. Dirigido por Matheus Silva, o experimento cênico trata do corpo de um performer como uma prática de afirmação da vida, quando este expande seus adereços para inventar para si um novo corpo Onde Entorno do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Sexta (21), às 19h Quanto Entrada gratuita

(Com Borja Fernández) O Senhor Brecht (Com Gabriel Castro Cavalcante) Domingo (16) Banal (Com Pauline Braga e Marco Túlio Zerlotini) El Pasado Jamás Vuelta (Com Borja Fernández) O Senhor Brecht (Com Gabriel Castro Cavalcante) La Movida Microteatro Bar (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). Sex. e sáb., das 18h às 1h30; dom., das 17h às 23h30. R$ 8 (por peça).


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MÚSICA Viagem ao túnel do tempo ETC COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL/DIVULGAÇÃO

Ao contrário Patrícia de incômodo, Cassese orgulho.Renato Barros nem titubeia quando o público pede para tocar,pelaenésimavez, “Menina Linda”, versão de “I Should Have no Better”. “Na verdade, me orgulho muito. Não fosse essa música...”, elocubra ele, à frente do grupo Renato e Seus Blue Caps há quase 58 anos. Ou talvez um pouco menos. “Depende do que seria o marco. Nunca sei muito bem essa resposta. Se for considerar a primeira vez que me apresentei sozinho, seria final de 1959”. Independentemente de balizas,oemblemático grupo estádevoltaàcidade,paraúnica apresentação, na quinta (20), no Cine Theatro Brasil Vallourec. “Considero que estamos não no melhor momento (da trajetória), mas em um deles. E sabe por que? Estamos tocando para pessoas quevalorizam o nosso trabalho, e teatros, onde a gente

rende mais. Fica aconchegante, a gente faz piada, brinca com a galera”, diz ele, acrescentando que o set list é 90% de músicas do repertório do grupo. “Mas tem outras coisas, surpresas, paralelas ao nosso trabalho, mas da mesma época, como Pink Floyd”. Releituras de ícones como Roy Orbinson (“Pretty Woman”) e Rolling Stones (“Satisfaction”) também entram no cardápio, bem como o rock’n’roll tupiniquim, “no qual a gente homenageia Carlos Imperial e Eduardo Araújo”. Roupa Nova (“Whisky a Go Go”) é outro a entrar na dança, que abarca até “Conceição”, do repertório do saudoso Cauby Conceição. Por tanto ecletismo, Renato frisa: não se trata de um show de Jovem Guarda. “Costumo dizer que nosso show não tem rótulo. Tem muita energia, música boa. Se deixar, a gente vai até na Bossa Nova”. O público, garante ele, é heterogêneo. “Claro que a faixa etária predominante é aci-

Qui. 20.abr. Renato e seus Blue Caps incluem, no set list, de Pink Floyd a Roupa Nova, passando por Cauby

ma dos 50 anos. Mas tem os mais jovens, que se interessam pela história da música”. Ou não só. Teve a fã jovem que protagonizou um caso de bastidor que, volta e meia, ele lembra,aos risos.“Numa cidade do interior do Nordeste, vi,

naplateia,queficavamuitocolada ao palco, uma fã muito bonita, novinha, que me dirigia o olhar fixo. Pensei: ‘estou agradando’. Começou o show, ela não tirava os olhos, cheguei a ficar sem graça. Já no camarim, a vi no corredor,

aos gritos, chorando, querendoentrar,ePMstentandocontê-la. Falei: ‘Deixa’. Ela se pendurou no meu paletó (que era branco, e ficou todo marcado de rímel e batom). E eu disse: ‘Olha, se você não parar de chorar, não vou saber nunca o

queestáacontecendo’”. Convencida, a moça disse que queria um favor. “E perguntou: promete que vai tentar cumprir? Eu disse que sim, claro. Nisso, todo mundo olhando”. Foi quando veio o balde de água fria. A moça, na verdade, era fã de ElvisPresleyequeriamandar um recado para o ídolo. Ocorre que, a essa altura, The Pelvis já estava em outro plano – digamos assim. “Ela disse: você em breve vai estar com ele, e queria que dissesse que o amo demais”, gargalha Renato. Parasorte dele, a previsão estava infundada. Aos 73, o carioca segue a pleno vapor – e prestes a cantar“Menina Bonita” mais uma vez para o público mineiro.

e seus >BlueRenato Caps

Cine Theatro Brasil (av. Amazonas 315, centro). Dia 20 (quinta), às 20h30. R$ 120 (inteira, plateia 1), R$ 100 (inteira, plateia 2)


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MÚSICA RAFAEL SANDIM/DIVULGAÇÃO

JOÃO ALVES/DIVULGAÇÃO

Falcatrua apresenta seu 6 Banda mais recente álbum na Autêntica

Com participação da banda Zevinipim, grupo inicia, na próxima semana em BH, turnê de seu quinto CD, “Pequenas Porções de Espaço”, que mantém a irreverência que permite incluir o Falcatrua entre os grupos mais originais da música brasileira. Onde na Autêntica (rua Alagoas, 1172, Savassi) Quando Sexta (21), às 22h Quanto R$20 (inteira) CAMILA BUZELIN/DIVULGAÇÃO

apresenta show solo de 6 Nobat ‘O Novato’ em Belo Horizonte

Inimá de Paula 6 Museu recebe coral Ars Nova

O cantor e compositor mineiro Nobat traz a BH show de seu último disco, “O Novato” (2015). Acompanhado por seu violão, mostra as canções do álbum na forma como foram concebidase revela faixasdeseu próximo trabalho. Onde Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários) Quando Dia20 (quinta),às20h30 Quanto R$10 (somente entrada) R$ 20 (entrada + disco)

sábado (15) SANDY Turnê “Meu Canto”. Minascentro (av. Augusto de Lima, 785, centro). Às 20h. Ingressos esgotados

Na edição do domingo de Páscoa, a Orquestra Sinfônica e o Coral Lírico de Minas Gerais apresentam trechos da ópera Norma. Parque Municipal (av. Afonso Pena, centro). Às 10h. Entrada Gratuita

apresenta show acústico. Jack Rock Ba (av. do Contorno, 5.623, Funcionários). Às 20h. R$ 40

quarta (19)

terça (18)

domingo (16)

SÉRGIO MOREIRA CITIZEN COPE

CONCERTOS NO PARQUE

Apresentação marca a abertura da temporada 2017 do coral e traz obra inédita no país: “Passio Domini Nostri Jesu Christi Secundum Joannem”, do estoniano Arvo Pärt, sob a direção do maestro Lincoln Andrade. Onde Museu Inimá de Paula (R. da Bahia, 1201, Centro) Quando Quarta (19), às 19h30. Quanto Gratuito, sujeito à lotação da casa.

Cantor e compositor estadunidense

Show do compositor mineiro no Projeto Em Cena. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas,

315, centro). Às 20h. R$ 28 (inteira)

quinta (20)

Rapper mineiro apresenta “2 atos” na edição do Salve O Compositor! Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)

PAQUÊS LFQR FUNK COMO LE GUSTA Banda paulista apresenta na edição do “Samba bate outra vez” Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 22h. R$ 30 (inteira)

MC MATÉRIA PRIMA

Show das bandas Congo Congo + FingerFingerrr, ligadas ao selo A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (antecipado)

RENATO E SEUS BLUE CAPS Show de blues apresentado pela banda

que tem mais de 50 anos de estrada. (Leia matéria na página 14)

sexta (21) GERAÇÃO PERDIDA Show de estreia da turnê de Jonathan Tadeu, Fernando Motta e Vítor Brauer . Casa do Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às 21h. R$ 15


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LITERATURA EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

CLUBES DE LEITURA: UM NOVO MERCADO

+ Petite Book A escolha dos livros é feita por critérios pedagógicos. “Também optamos por livros neutros. Nem para meninos, nem para meninas. Assim a família inteira pode desfrutar da leitura” www.petitebook.com.br

Por meio de assinaturas mensais, empresas oferecem serviços online especializados em literatura infantil JOYCE ATHIÊ

O mercado editorial, dedicado à literatura infantil, recebe cerca de sete mil títulos por ano, segundo Denise Guilherme Viotto, idealizadora da A Taba - Leitura em Rede. Tratando-se de um mercado, esta não é uma área que, embora pedagógica, se faz livre dos apelos comerciais das produções, em especial, aos subprodutos dos desenhos e dos filmes. Com tantos lançamentos, pautados por diversas linhas de pensamento a respeito da literatura infantil, não faltam dúvidas na hora de garimpar o que tem qualidade literária. Para aproximar bons livros de seus leitores, como escolher o que deve ser lido por uma criança? “Os clubes são para as pessoas que não têm muita certeza do melhor produto a ser comprado. É como os clubes de vinho, por exemplo. Se você não entende muito do assunto, você quer ouvir o que um especialista tem para te indicar”, afirma Felipe Wasserman, um dos fundadores da Petite Book. É com esse raciocínio que, dentro desse vasto mercado, há uma fatia nova a ser explorada. São os clubes de assinaturas, uma opção para facilitar e orientar a leitura das crianças. "É um mercado digital, voltado para a internet. É um jeito de fazer negócio ainda diferente para o brasileiro que está se acostumando com essas ferramentas. É um mercado em potencial que ainda tem muito a crescer”, afirma Layla do Valle, uma das gestoras da BrinqueBook. A partir de uma assinatura, no valor médio de R$ 50, o assinante recebe em casa, a depender do pacote escolhido, um ou dois livros por mês, selecionados por uma equipe de profissionais. “Investimos na criação de uma rotina para a leitura e na ideia de que um livro é um presente. A criança fica esperando o livro chegar em casa, e isso melhora a interação entre pais e filhos, tomando a leitura como uma forma de brincar”, Felipe. Alguns clubes ainda promovem eventos virtuais ou presenciais, como bate-papos, rodas de leitura e divulgação de informações sobre publicações infantojuvenis. Conheça alguns clubes de assinatura:

+ A Taba

+ Brinque-Book

Há dois anos e meio no mercado, A Taba aposta na particularidade de cada grupo de curadoria. “É um serviço de garimpo. Não adianta termos vários clubes de assinatura se todos fizerem as mesmas escolhas”, afirma Denise Guilherme, idealizadora da A Taba. Em vez definir o envio de livros de acordo com a faixa etária da criança, A Taba busca compreender a experiência de leitura de cada uma, a partir das classificações bebês, iniciantes, autônomos e experientes. www.ataba.com.br

Há 25 anos no mercado como editora, a Brinque-Book começou a explorar o clube de assinaturas há um ano a partir do seu próprio catálogo. Ainda que trabalhando com a curadoria especializada, a Brinque-Book faz um convite aos pais, avós ou quem quer presenter uma criança com o livro. A partir de um cardápio de dez opções, é o assinante quem escolhe o que receberá em casa. www.brinquebook.com. br

+ Expresso Letrinhas

HÉ LVI O

O Expresso Letrinhas é o clube de assinaturas do grupo Companhia das Letras. Os livros são escolhidos por editores da Companhia das Letrinhas, que prezam por enviar, todo mês, um clássico da literatura infantil e outro título que aponte para discussões de interesse do leitor e da família. www.expressoletrinhas.com.br

+ Leiturinha

+ Booxs

Além dos kits enviados para a casa dos assinantes, o clube oferece também o Leiturinha Digital, um aplicativo em que é disponibilizado um acervo completo de livros e vídeos infantis com acesso ilimitado para ler e assistir no computador ou no tablet. www.leiturinha.com.br

Misturando as letras de “book” e “box”, nasce o clube de assinaturas Booxs. Além do envio de caixas com livros, o clube mantém um blog em que disponibiliza informações que auxiliam os pais na educação de seus filhos. www.booxs.com.br


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CINEMA Homenagem a figura múltipla Jean-Claude Bernardet é um dos nomes mais importantes do cinema brasileiro. Autor de livros fundamentais como “Brasil em Tempo de Cinema”, “Historiografia Clássica do Cinema Brasileiro” e “O Nacional e o Popular na Cultura Brasileira” (o último em parceria com Maria Rita Galvão), o belga radicado no Brasil também foi roteirista, diretor, é professor emérito da ECA-USP e, mais recentemente, tornou-se ator. Pensador do cinema em todas essas frentes, é ele o homenageado da mostra “Bernardet: Tempos de Cinema”, que entra em cartaz no Sesc Palladium a partir da próxima quarta (30). “Sua obra é uma das chaves para se entender o cinema feito aqui. Também foi um dos fundadores do curso de cinema da Universidade de Brasília (UNB) e deu aula na USP. Quando lecionava, sempre se preocupava em estreitar a relação do que era falado em sala de aula com a produção dos alunos fora dela, levando em conta também o que acontecia no mercado”, explica Paulo Henrique Silva, curador da mostra e presidente da Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine). Jessica Almeida

“Bernardet: Tempos de Cinema” se propõe a ser um panorama de todo esse percurso de atuação, desde os anos 1960. Há, portanto, 22 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, que tiveram a participação de Bernardet como diretor, roteirista, entrevistado e ator. QUESTIONADOR O curador chama a atenção para a forma como o homenageado dá continuidade ao trabalho que realizou ao longo de toda a vida em sua forma de atuar. “Em alguns momentos ele é o personagem e em outros é ele mesmo. Existe uma relação, uma fricção entre realidade e ficção constante, em quase todos os filmes em que atua. E essa é uma forma de prosseguir com o processo de reflexão sobre o cinema brasileiro”, afirma. De maneira análoga, no documentário “A Destruição de Bernardet” (um dos filmes exibidos na mostra), que trata dele mesmo, uma dimensão ficcional aparece. “Ele se reinventa, se desconstrói. O que vemos ali também é um personagem, não dá para saber até onde vai a realidade e começa a ficção. E esse é muito o próprio pensamento do Bernardet sobre o que é um documentário, que são narrativas muito pessoais. Por sinal, essa é uma discussão muito presente no cinema brasileiro

atual”, diz. Além das exibições de filmes e sessões comentadas, a mostra contará também com o lançamento do livro “Bernardet 80: Impacto e Influência no Cinema Brasileiro” (no dia 27) e a presença do próprio homenageado (no dia seguinte), que completou 80 anos no ano passado. “É uma oportunidade única recebê-lo aqui. A presença dele, a possibilidade de ouvi-lo é uma aula de cinema, algo imperdível. É uma figura múltipla, com cinquenta anos de carreira e que vai estar conosco por duas horas. Para quem gosta de cinema, acho que é fundamental acompanhar”, frisa. Paulo também fala da pertinência de uma mostra como essa para uma cidade como Belo Horizonte, onde fervilha uma produção independente, de cineastas jovens. “Para um lugar com esse cenário, com várias escolas de cinema, nesse momento em que discutimos o que é o cinema brasileiro, que rumos tomar, a exibição desses filmes e a presença do próprio Bernardet é da maior importância”, conclui.

Mostra Bernardet: >Tempos de Cinema

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420,centro). De 18 a 30 de abril. Entrada franca (retirada de ingresso 30 min antes dassessões,umpor pessoa).Confira programaçãodasemanana página20ecompleta online, no endereço: bit.ly/MostraBernardet VITRINE FILMES/DIVULGAÇÃO

O filme ‘Periscópio’, que também será exibido, tem Bernardet no elenco e como roteirista

OPORTUNIDADES IMPERDÍVEIS DURANTE A MOSTRA Curtas Com obras de diversos diretores na programação, o curador Paulo Henrique da Silva chama atenção para os filmes feitos por cineastas que foram alunos de Bernardet. “São curtas que nós conseguimos com a USP, em que ele atuou como orientador, produtor, ator. Feitos sobretudo nos anos 1980 e início dos anos 1990, por diretores que depois até se tornaram conhecidos, mas os filmes rodaram por festivais e depois pararam de ser exibidos. Essa vai ser uma oportunidade boa”, diz.

Entrevistado Paulo também chama atenção para as obras documentais em que o homenageado aparece como entrevistado, discutindo sobre a atividade crítica e refletindo sobre o cinema brasileiro. “Sobretudo em ‘Território Crítico’ (2001) , do Ricardo Miranda, que passa no dia 26, e em ‘Crítica em Movimento’ (2004), do Kiko Mollica, que vai ser exibido no dia 29, nós o vemos dando uma aula de cinema. Ter registros como esse que mostram o Bernardet falando da sua maneira de pensar é muito importante”, afirma.

abertura 18.abr.

Interpretação

Entre os filmes exibidos, ‘Filmefobia’ é um em que Bernardet mostra sua faceta de ator

CRIS BIERRENBACH/POLIFILMES/DIVULGAÇÃO


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CINEMA Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 15 (sábado) e 16 (domingo)

estreias APESAR DA NOITE (Malgré la nuit, França, 2015, 2h36, 14 anos) Dir. Philippe Grandrieux. Com Kristian Marr, Ariane Labed, Roxane Mesquida. Lenz decide deixar a Inglaterra e retornar à Paris com o objetivo de reencontrar uma mulher que fez parte de sua vida. De volta à França, Lenz conhece Hélène, com quem inicia um complicado e tórrido caso de amor. Belas 1: 18h30

AS FALSAS CONFIDÊNCIAS (Les Fausses Confidences, França, 2016, 1h25, 12 anos) Dir. Luc Bondy. Com Isabelle Huppert, Bulle Ogier, Louis Garrel. Quando Araminte contrata Dorante como seu secretário, o rapaz de classe baixa se apaixona pela rica viúva. Diante disso, o criado Dubois faz de tudo para que a mulher se apaixone pelo jovem. Belas 1: 16h30 e 21h30

MARTÍRIO (Brasil, 2016, 1h42, 14 anos) Dir. Vincent Carelli, Ernesto de Carvalho e Tita. Retorno ao princípio da grande marcha de retomada dos territórios sagrados Guarani Kaiowá. Registrou o nascedouro do movimento na década de 1980. Carelli busca as origens deste genocídio. Belas 3: 21h30 Cine 104: 19h30(somente sábado)

VELOZES E FURIOSOS 8

ALFAMAS FIM/DIVULGAÇÃO

(The Fate Of The Furious, EUA/ Reino Unido/ França/ Canadá/ Samoa, 2017, 14 anos, 2h16) Dir. F. Gary Gray. Com Vin Diesel, Dwayne Johnson, Jason Statham. Dom e Letty estão em lua de mel e levam uma vida pacata, mas uma mulher misteriosa faz com que Dom retorne ao mundo do crime. Betim 1: 13h, 15h40 (*) Big Shopping 2: 15h30, 18h10, 20h45 (*) Boulevard 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 2: 13h30, 18h20, 21h Cidade 7: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 (*) Contagem 4: 13h30, 18h30, 21h10 Contagem 6: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 (*) Del Rey 5: 13h30, 18h30, 21h10 (*) Del Rey 6: 13h, 15h40, 18h20, 21h, 23h30(somente sábado) Itaú Power 3: 12h40, 15h30, 18h10, 20h50 (*) Minas 4: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 (*) Monte Carmo 4: 12h40, 15h20, 18h10, 20h50 (*) Paragem 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Pampulha 4: 21h05 Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Shopping Norte 5: 18h15, 20h45 (*) Via Shopping 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Sessões 3D: Betim 1: 18h20, 21h (*) BH Shopping 2: 12h20, 15h20, 18h20, 21h40 BH Shopping 3: 13h50, 17h10, 20h20 BH Shopping 4: 16h40, 22h10 BH Shopping 8: 17h50, 21h Big Shopping 1: 15h25, 18h, 20h35 (*) Boulevard IMAX: 13h20, 16h, 18h40, 21h20 Cidade 4: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Contagem 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Del Rey 2: 12h50(*), 15h30, 18h10(*),

15h20(*), 18h30(*), 21h40 Partage Shopping Betim 4: 18h(*), 21h10 Partage Shopping Betim 6: 14h20, 17h20, 20h40 (*) Pátio Savassi 4: 15h40, 21h Pátio Savassi 5: 11h50, 15h, 18h30, 21h40 Pátio Savassi 6: 14h20, 17h20, 20h20 Ponteio 3: 16h30, 21h15 Ponteio Premier: 13h, 15h40, 18h20, 21h Shopping Estação 3: 13h15(*), 16h15(*), 19h15, 22h15(*) Shopping Estação 4: 12h, 15h, 18h, 21h, 0h(somente sábado) (*) Shopping Norte 1: 15h25, 18h, 20h35 (*) Via Shopping 4: 12h50(*), 15h30(*), 18h10(*), 20h50 (*) Sessões dubladas

UNA (Una, Reino Unido/ EUA/ Canadá, 2016, 1h34, 14 anos) Dir. Benedict Andrews. Com Rooney Mara, Ben Mendelsohn, Riz Ahmed. Ray e Una tiveram um complicado relacionamento quando ela tinha apenas 12 anos. Quinze anos depois, eles se reencontram. Ray é confrontado com quando Una chega sem avisar em seu escritório buscando respostas sobre o abuso que sofreu. Belas 2: 14h20, 19h10 Ponteio 3: 14h30, 19h10

John Malkovich (esq.) está em “Variações de Casanova”

20h50, 23h20(somente sábado) Diamond 1: 19h10, 22h10 Diamond 5: 15h, 18h10, 21h20 Diamond 6: 17h30, 20h30 Itaú Power 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Minas 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h

Monte Carmo 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Pampulha 1: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 (*) Paragem 5: 12h50(*), 15h30(*), 18h10, 20h50 Partage Shopping Betim 1: 12h20(*),

VARIAÇÕES DE CASANOVA (Casanova Variations, Portugal/ França/ Áustria/ Alemanha, 2014, 1h58, 12 anos) Dir. Michael Sturminger. Com John Malkovich, Veronica Ferres, Victória Guerra. Dois contos sobre o mítico escritor italiano Giacomo Casanova, um dos sedutores mais famosos de todos os tempos. Belas 2: 16h50 e 21h20

em cartaz

A BELA E A FERA (Beauty And The Beast, EUA, 2017, 2h09, 10 anos) Dir. Bill Condon. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. Betim 3: 20h50 (*) Big Shopping 3: 14h05 (*) Big Shopping 4: 20h20 (*) Boulevard 4: 13h40(*), 16h10, 18h40(*), 21h10 Cidade 8: 13h20, 16h, 18h30, 21h (*) Contagem 5: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 5: 16h10 (*) Del Rey 7: 13h40, 18h30, 21h10 (*) Diamond 3: 11h10(*) 14h(*), 17h05, 20h Itaú Power 2: 13h40, 18h40, 21h10 (*) Minas 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 14h50, 21h (*) Pampulha 5: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 (*) Paragem 2: 15h50 (*) Paragem 3: 20h20 (*) Partage Shopping Betim 7: 18h45, 22h (*) Pátio Savassi 3: 12h30(*), 15h20, 18h20(*), 21h30 Pátio Savassi 7: 17h30 Ponteio 4: 16h10 Shopping Estação 5: 22h (*) Shopping Norte 3: 14h05 (*) Via Shopping 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Sessões 3D: BH Shopping 5: 12h(*), 14h50(*), 18h e 21h30 Big Shopping 5: 16h20 e 20h30 (*) Diamond 1: 13h15 Partage Shopping Betim 2: 15h50 e 21h20 (*) Shopping Estação 2: 12h45, 15h45, 18h45 e 21h30 (*) Shopping Norte 2: 16h20 e 20h30 (*) (*) Sessões dubladas


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 15 a 21 de abril de 2017

CINEMA em cartaz (continuação)

UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

comprovação do mesmo

EU NÃO SOU SEU NEGRO

(Dog Eat Dog, EUA, 2017, 1h37, 14 anos) Dir. Paul Schrader. Com Nicolas Cage, Christopher Matthew Cook, Willem Dafoe. Após saírem da prisão, três homens tentam se adaptar à vida civilizada, mas não conseguem deixar suas insatisfações de lado até que um deles planeja um crime perfeito. BH Shopping 4: 14h10

(I Am Not Your Negro, EUA/ França/ Bélgica/ Suiça, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Raoul Peck. O escritor James Baldwin escreveu uma carta para o seu agente sobre o término de um livro sobre a vida e a morte de amigos como Medgar Evers, Malcolm X e Martin Luther King. Com sua morte em 1987, o manuscrito inacabado foi confiado ao diretor Raoul Peck. Indicado ao Oscar de melhor documentário. Cine 104: 17h (somente sábado)

A CABANA

A FAMÍLIA DIONTI

CÃES SELVAGENS

(The Shack, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Stuart Hazeldine. Com Sam Worthington, Octavia Spencer, Tim McGraw. Um homem atormentado após perder a filha mais nova recebe um chamado misterioso e retorna à cabana onde o corpo dela foi encontrado para receber uma lição de vida. Betim 3: 18h10, 20h45 (*) BH Shopping 1: 14h40, 17h40, 20h40 BH Shopping 7: 15h50, 19h, 22h Big Shopping 3: 18h10, 20h40 (*) Boulevard 5: 13h30, 16h10, 21h15 Cidade 1: 14h40, 20h20 (*) Cidade 3: 12h50(*), 15h35(*), 18h10(*), 20h45 Contagem 2: 13h15(*), 15h50(*), 18h25(*), 21h10 Del Rey 3: 13h10, 18h20, 20h50, 23h10(somente sábado) Diamond 2: 17h50, 21h Diamond 4: 12h30, 15h50, 18h50, 21h50 Itaú Power 4: 13h30, 16h05 18h40, 21h10 Minas 6: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 (*) Monte Carmo 2: 13h15(*), 15h50, 18h25(*), 21h10 Pampulha 2: 14h10, 18h45, 21h15 (*) Paragem 2: 13h15, 18h25, 21h Partage Shopping Betim 3: 11h30, 14h50, 17h50, 20h50 (*) Partage Shopping Betim 5: 16h30, 19h20, 22h10 (*) Pátio Savassi 1: 13h30, 16h30, 19h20, 22h10 Pátio Savassi 7: 20h30, 23h40(somente sábado) Ponteio 4: 13h30, 18h45, 21h15 Shopping Estação 1: 21h15 (*) Shopping Estação 6: 13h30, 16h30, 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 3: 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 5: 13h30, 18h, 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

DESPEDIDA EM GRANDE ESTILO (Going In Style, EUA, 2017, 1h36, 12 anos) Direção: Zach Braff. Com Morgan Freeman, Alan Arkin, Michael Caine. Três amigos idosos que sofrem com problemas financeiros decidem assaltar um banco após um deles testemunhar um roubo a uma agência. BH Shopping 7: 13h30 BH Shopping 9: 21h20 Diamond 1: 16h40 Pampulha 3: 21h10 (*) Pátio Savassi 6: 23h20(somente sábado) Ponteio 2: 14h30, 21h10

Domingo (16) 16h “El topo” (MEX, 1970, 2h05) Dir. Alejandro Jodorowsky 18h15 “El Dorado”, (EUA, 1967, 2h06) Dir. Howard Hawks 20h30 “Onde Começa o Inferno” (Rio Bravo, EUA, 1959, 2h21) Dir. Howard Hawks Segunda-feira (17) 15h “E o Sangue Semeou a Terra” (Bend of the River, EUA, 1952, 1h31) Dir. Dir. Anthony Mann 17h “O Rio das Almas Perdidas” (River of No Return, EUA, 1954, 1h31) Dir. Otto Preminger 19h “A Paixão dos Fortes” (My Darling Clementine, EUA, 1946, 1h37) Dir. John Ford 21h Crepúsculo de uma Raça(Cheyenne Autumn, EUA, 1964, 2h34) Dir. John Ford

(Brasil, 2015, 1h36, livre) Direção: Alan Minas. Com Murilo Quirino, Anna Luiza Marques Paes, Antonio Edson. O pai de Kelton, 13, e Serino, 15, vive com medo de que os filhos tenham herdado o dom da mãe, que se derreteu de amor, evaporou e partiu. Belas 3: 17h20

FRAGMENTADO (Split, EUA, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. M. Night Shyamalan. Com James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley. Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar. BH Shopping 6: 19h30, 22h20 Boulevard 5: 18h45 Del Rey 7: 16h10 Pátio Savassi 2: 14h, 19h10 Pátio Savassi 8: 18h10, 21h10

INSUBSTITUÍVEL (Médecin De Campagne, França, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Thomas Lilti. Com François Cluzet, Isabelle Sadoyan, Marianne Denicourt. Com o médico local Jean-Pierre doente, Natalie chega da cidade para tentar ajudá-lo e enfrenta dois grandes dilemas: conseguir se adaptar a esta nova vida e substituir o homem que a população acredita ser insubstituível. Ponteio 2: 19h

LION – UMA JORNADA PARA CASA (Lion, EUA/ Austrália/ Reino unido, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara. Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e foi adotado por uma família australiana. Aos 25 anos, ele decide buscar sua família biológica. Ponteio 2: 16h40

LOGAN (Logan, EUA, 2017, 2h16, 12 anos) Dir. James Mangold. Com Hugh Jackman, Dafne Keen, Patrick Stewart. Em 2029, Logan ganha a vida como chofer. Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela, mexicana que precisa da ajuda do ex-X-

Vin Diesel retorna com a franquia ‘Velozes e Furiosos’ ao lado da atriz Charlize Theron Men com Laura Kinney, a X-23. Boulevard 2: 20h40 Cidade 1: 17h30 (*) Cidade 6: 20h30 (*) Contagem 7: 17h40, 20h20 (*) Del Rey 1: 21h Itaú Power 1: 20h40 (*) Itaú Power 2: 16h10 (*) Minas 2: 21h10 (*) Minas 5: 21h (*) (*) Sessões dubladas

PITANGA (Brasil, 2016, 1h50, 12 anos) Dir. Beto Brant, Camila Pitanga. A vida, a obra, a trajetória e a carreira de Antônio Pitanga, um dos maiores atores do cinema nacional e protagonista de momentos marcantes da sétima arte brasileira. Belas 3: 19h20

O PODEROSO CHEFINHO (*) (The Boss Baby, EUA, 2017, 1h37, livre) Dir. Tom McGrath. Um bebê falante que usa terno une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo, além de salvar os pais. Betim 2: 15h10 Betim 3: 14h, 16h BH Shopping 8: 13h, 15h30 BH Shopping 9: 13h40, 16h, 18h30 Big Shopping 4: 14h20, 16h20, 18h20 Boulevard 1: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30 Cidade 6: 12h(somente domingo), 14h30, 16h30, 18h30 Contagem 3: 14h, 16h10, 18h30, 20h30

Del Rey 4: 14h30, 16h40, 18h40, 20h40 Itaú Power 1: 14h30, 16h40, 18h45 Minas 5: 13h, 15h, 17h, 19h Monte Carmo 1: 14h30, 16h30, 18h30 Pampulha 3: 15h10, 17h10, 19h10 Paragem 3: 14h20, 16h20, 18h20 Partage Shopping Betim 5: 11h, 13h50 Shopping Estação 5: 13h, 15h20, 17h40, 19h50 Shopping Norte 5: 14h20, 16h20 Via Shopping 2: 15h10, 20h40 Via Shopping 5: 16h Sessões 3D: Diamond 6: 13h, 15h10 Partage Shopping Betim 4: 13h, 15h30 Pátio Savassi 4: 11h, 13h20, 18h40 (*) Sessão dubladas

POR TRÁS DO CÉU (Brasil, 2015, 1h44, 16 anos) Dir. Caio Sóh. Com Nathalia Dill, Emílio Orciollo Neto, Renato Góes. Em um lugar tomado pela extrema pobreza, Aparecida vive cheia de sonhos enquanto o marido Edivaldo leva uma vida amargurada. Ela então decide partir para a cidade grande. Belas 1: 14h30

OS SMURFS E A VILA PERDIDA (*) (Smurfs: The Lost Village, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kelly Asbury. Após se sentir sem função no vilarejo dos Smurf, Smurfette parte em busca de novas descobertas, e conhece uma Floresta Encantada, com CINE104/DIVULGAÇÃO

(*) Sessões dubladas

DOLORES (Dolores, Argentina/ Brasil, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Juan Dickinson. Com Emilia Attías, Guillermo Pfening, Roberto Birindelli. Durante a Segunda Guerra Mundial, Dolores retorna à Argentina para cuidar de seu sobrinho após a morte da irmã. Ela reencontra um antigo amor, mas um outro homem divide seu coração. Belas 3: 14h

ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Brasil, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Eliane Caffé. Com Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, José Dumont. Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, também enfrentam a vida nas ruas. Belas 2: 11h(somente sábado)(*) Belas 3: 15h40 (*) Clube do professor. Necessário a

Return of Frank James, EUA, 1940, 1h32) Dir. Fritz Lang 20h15 “O Homem do Oeste”, (Man of the West, EUA, 1958, 1h40) Dir. Anthony Mann

diversas criaturas mágicas. Betim 2: 13h20, 17h10, 19h BH Shopping 10: 11h50, 14h, 16h20, 18h40, 20h50 BH Shopping 6: 12h50, 15h10, 17h20 Big Shopping 3: 16h30 Boulevard 2: 15h10, 18h50 Cidade 5: 13h20, 17h20 Contagem 8: 13h20, 15h10, 17h, 18h50, 20h40 Del Rey 1: 15h, 19h Diamond 5: 12h50 Itaú Power 6: 15h20, 19h20 Minas 2: 15h10, 19h10 Monte Carmo 3: 13h, 17h20, 19h10 Pampulha 4: 15h05, 17h05, 19h05 Paragem 4: 14h30, 16h30, 18h30 Partage Shopping Betim 7: 11h50, 14h, 16h15 Pátio Savassi 7: 12h50, 15h10 Pátio Savassi 8: 11h40, 13h50, 16h Shopping Estação 1: 12h30, 14h40, 16h45, 19h Shopping Norte 3: 16h30 Via Shopping 2: 13h20, 17h05, 18h50 Sessões 3D: Big Shopping 5: 14h30, 18h45 Boulevard 2: 13h20, 17h Cidade 5: 11h30(somente domingo), 15h20, 19h20 Del Rey 1: 13h10, 17h Diamond 2: 13h25, 15h35 Itaú Power 6: 13h30, 17h20 Minas 2: 13h20, 17h10 Partage Shopping Betim 2: 13h30, 19h Shopping Norte 2: 14h30, 18h45 (*) Sessões dubladas

A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL (Ghost In The Shell, EUA, 2017, 1h46, 14 anos) Dir. Rupert Sanders. Com Scarlett Johansson, Michael Pitt, Pilou Asbæk. A major Mokoto Kusanagi, uma policial cibernética, luta para levar justiça às ruas de sua megacidade japonesa, em um futuro distópico. Boulevard 1: 21h25 Cidade 2: 16h10 (*) Cidade 5: 21h10 (*) Contagem 4: 16h10 (*) Contagem 7: 14h50 (*) Itaú Power 6: 21h15 (*) Monte Carmo 1: 20h30 (*) Pampulha 2: 16h40 (*) Paragem 4: 20h30

Quarta-feira (19) 15h “Rio Grande” (EUA, 1950, 1h45) Dir. John Ford 17h “Pat Garrett & Billy The Kid” (EUA, 1970, 1h46) Dir. Sam Peckinpah 19h “O Vingador Silencioso” (Il grande silenzio, ITA, 1968 1h45) Dir. Sergio Corbucci 21h “Oeste Selvagem” (EUA, 1976, 2h03) Dir. Robert Altman Quinta-feira (20) 14h45 “El topo” (MEX, 1970, 2h05) Dir. Alejandro Jodorowsky 17h História Permanente do Cinema: “Cabra Marcado Para Morrer” (ITA, 1968, 1h59). Sessão comentada Dir. Eduardo Coutinho 19h45 “O Último Pistoleiro” (EUA, 1976, 1h40) Dir. Don Siegel 21h30 “Os Imperdoáveis” (Unforgiven, EUA, 1992, 2h11) Dir. Clint Eastwood (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão

MOSTRA JEAN CLAUDE BERNARDET (*) Mostra em homenagem ao produtor, teórico, ator e diretor belga. Terça-feira (18) 19h “Fome”. Sessão comentada com Cristiano Burlan (Brasil, 2015, 1h30) Dir. Cristiano Burlan Quarta (19) 17h30 “Ladrões de Cinema” (Brasil, 1977, 2h07) Dir. Fernando Coni Campos 20h “Pingo d'água” (Brasil, 2014, 1h20) Dir. Taciano Valério Quinta (20) 16h30 “Um Céu de Estrelas” (Brasil, 1996, 1h11) Dir. Tata Amaral

Sessões 3D: BH Shopping 4: 19h40 Pátio Savassi 2: 16h40, 22h

17h30 “Hoje” (Brasil, 2013, 1h27) Dir. Tata Amaral

(*) Sessões dubladas

Exibição de clássicos do velho-oeste norte-americano e obras inspiradas no gênero.

Sexta (21) 17h30 “Periscópio” (Brasil, 2013, 1h22) Dir. Kiko Goifman 19h30 “Brasília, contradições de uma cidade nova (Brasil, 1967) Dir. Joaquim Pedro de Andrade, “São Paulo Sinfonia E Cacofonia (Brasil, 1994) / Sobre Anos 60” (Brasil, 2000) Dir. Jean-Claude Bernardardet

Neste sábado (15) 16h “Matar ou Correr”, (BRA, 1954, 1h27) Dir. Carlos Manga 18h “O Retorno de Frank James”, (The

(*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada Gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão

mostras WESTERN – PARTE II (*)

“Eu Não Sou Seu Negro”: Longa-metragem foi indicado ao Oscar de melhor documentário

Terça-feira (18) 15h “Vera Cruz” (EUA, 1954, 1h34) Dir. Robert Aldrich 17h “A Vingança de um Pistoleiro” (Ride in the Whirlwind, EUA, 1965, 1h22) Dir. Monte Hellman 19h “Keoma” (ITA, 1976, 1h35) Dir. Enzo G. Castellari 21h “Pistoleiros do Entardecer” (Ride the High Country, EUA, 1962, 1h34) Dir. Sam Peckinpah


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de abril de 2017

estilo INVERNO>Saibacomoorganizaraspeçasdentrodeseuarmárioevisualizarmelhorastendências Organizar o armário de forma correta não é uma tarefa fácil, mas é fundamental para aproveitar melhor os espaços e deixar tudo disponível de forma mais prática e, assim, economizar tempo. A boa notícia é que as mudanças de estação são sempre a desculpa ideal para organizar o guarda-roupa e liberar espaço para coisas novas. Com a chegada oficial do outono e o clima mais frio que promete nos acompanhar nos próximos dias, a dica é colocar a mão na massa deixar mais espaço para as tendências com estilo. O acúmulo de peças dentro do guarda-roupa impede que elas saltem aos olhos com mais clareza na hora de se vestir. Por isso, o primeiro passo é agrupálas e reogarnizá-las uma perto da outra dentro do armário – exercício chamado de “categorização”. “As roupas mais usadas devem ficar no melhor campo de visão. Prateleiras altas são indicadas para os itens menos usados. Essa seleção do que é muito ou pouco usado é bastante pessoal”, alerta a personal organizer da Mudares Organiza, Cristina Dumont. Ainda de acordo com Cristina, para iniciar o trabalho, as roupas, tanto as que ficam em cabides como aquelas das gavetas, devem estar sempre visíveis. “Quando não vemos o que temos, não usamos. Em cada cabide deve ser pendurada apenas uma peça de roupa, a não ser conjuntos que podem e devem ficar juntos. Nas gavetas, existe a técnica da ‘cascata’, as roupas são acomodadas de tal maneira que todas ficam expostas”, ensina. Lorena K. Martins

INVERSÃO Depois de definir o que tem mais prioridade de acesso, as roupas mais leves, como shorts, vestidos de alcinha e biquínis, podem ser guardadas em locais mais altos e que não ficam tão à vista, por exemplo. Já casacos, roupas de lã, echarpes e cachecóis, como são pouco usados, podem ficar com cheiro de guardado. “Uma dica antes de usar é deixar essas roupas de molho em água com um pouco de vinagre branco. O vinagre é excelente para deixar peças macias e com cheirinho de limpeza”, ensina. Já as de couro, como as jaquetas, a personal organizer ensina outro truque: limpe-as com pano úmido e hidrate com um pouco de benzina. Por dentro, passe uma escova macia para tirar a poeira. Outras dicas para conservar e reorganizar as roupas você confere nas fotos ao lado.

Sobe e desce FOTOS DENILTON DIAS

Dica de ouro da personal organizer Cristina Dumont: Para evitar traças, coloque cravo em saquinhos e deixe espalhados pelo guarda-roupa

LÁ NO ALTO Blusas de lã e tricô precisam ser dobradas, uma vez que os cabides podem deformá-las. Deixá-las em prateleiras ao alcance da vista é um trunfo a mais e ajuda a evitar grandes deslocamentos

PROTEÇÃO As peças que ficam em prateleiras superiores e aquelas pouco usadas devem ser guardadas dentro de caixas ou capas de TNT, um material que protege a roupa e também permite que ela “respire”

GUARDADINHOS DÊ NOMES

No caso de prateleiras altas ou muito fundas, é fundamental usar etiquetas identificadoras. O mesmo acontece com as caixas.

Guardar objetos dentro caixas fechadas ou plástico não é aconselhável, a não ser que estejam ventiladas, ou seja, devem ter furinhos para evitar mofo ou cheiro forte


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ESTÚDIO BINGO/ TAQUILLA/DIVULGAÇÃO

Vai de quê?

TROCA-TROCA “Substitua a saia fluida e fresquinha de verão por uma saia de couro ou veludo, que esquenta um pouco mais o corpo sem te deixar morrendo de calor na hora em que o sol resolver aparecer. A regra oposta também vale. Peças com modelagens típicas do inverno, como blusas de gola alta, por exemplo, feitas em tecidos leves”, sugere. “É importante também equilibrar o look: se uma peça já é mais quente, a outra pode ser fresca. E, na dúvida, sempre leve uma terceira peça, que, além de dar charme ao visual, possa te ajudar se o frio vier mais forte do que o previsto”, ensina. Para inspirar os looks da temporada, Juliana Brasil elencou cinco truques da estação para abastecer seu armário com as tendências necessárias.

Não é só em doces que os chocolates são protagonistas. Os cosméticos feitos com o ingrediente são ótimos hidrantes com alta concentração de ácidos graxos, que diminuem a perda de água da pele e cabelos. Confira!

FOTOS DIVULGAÇÃO

Não é calor, mas também não é aquele frio digno de abrigos pesados. Essa é a principal característica do outono e dos dias mais friozinhos que são atrelados à necessidade de usar aquelas peças, antes tímidas, mas que agora começam a dar as caras para nos aquecer. As variações climáticas desta época do ano também acontecem ao longo de um mesmo dia, em que é possível ter a sensação térmica das quatro estações. Por conta do termômetro incerto, ainda resta a dúvida de como se vestir com criatividade e tentar evitar o “efeito cebola”, em que as pessoas se vestem em camadas. A boa notícia é que roupas leves no inverno e peças mais quentes no verão já fazem parte da coleções lançadas. De acordo Juliana Brasil, CEO da plataforma My Personal Stylist, a principal dica para este momento é escolher peças com modelagens frescas, porém em tecidos mais quentes.

NÉCESSAIRE

Ouse nos pés! “Escolha botas de verniz, de veludo, com glitter, brancas ou coturnos com salto para se atualizar. Mas atenção: as botas brancas não são de cano longo estilo paquita. Opte pelos modelos com detalhes e recortes diferentes”, aconselha. RHAIFFE ORTIZ/DIVULGAÇÃO

Sobreposição Aposte na dobradinha T-shirt + top de renda, como mostra a blogueira Tássia Naves. “Para os dias mais frios, substitua a camiseta por uma blusa de manga comprida e gola alta, que também é tendência”, disse a consultora de estilo.

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Veludo molhado O tecido que é a grande aposta do inverno aparece também em peças casuais e esportivas. “Vale lembrar que a textura e o brilho do veludo dão mais volume para o corpo das mulheres. Para quem não quer chamar atenção para determinada região do corpo, dê preferência para o veludo sembrilho e de cores mais escuras”, ensina.

Foco no pescoço “Golas altas exageradas, argolas generosas e chokers de veludo são hits que valorizam a região. Só não explore esta tendência se você tiver o pescoço ou os ombros mais largos”, ensina Juliana.

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VITRINE

Hora do lanche Marmita com estilo Vejaassugestõesdebolsase acessóriosideaisparatransportar alimentosdemaneiraprática Levar marmita para o trabalho ou ter um lanchinho sempre por perto em qualquer horário do dia virou tendência. Tudo isso porque os hábitos saudáveis se expandiram também fora de casa e o mercado lançou lancheiras, bolsas térmicas e marmitinhas diferenciadas para facilitar – e economizar – a vida de quem carrega refeições para comer ao longo do dia. E os modelos são bem variados: existem aquelas que resgatam antigos hábitos das matulas e agregam tecnologia e funcionalidade, sem contar as bolsas de design moderninho por fora, mas por dentro são revestidas com materiais térmicos que conserva a qualidade do alimento e o mantém fresquinho por mais tempo. Os modelos mais bacanas garimpados você confere a seguir.

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6

sa bolsa é ideal para quem carrega lanchinhos para comer ao longo do dia Quanto R$ 269 Onde Santa Lolla (31) 3264-6455


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Os doidos da Vila Paulo FERNANDO FIUZA

ila Paulo era o nome da minha antiga casa na Pampulha, onde passei minha infância e juventude. Uma espécie de fazendinha, com 70 mil metros quadrados de muito verde, muitos bichos e muita gente. Não existiam portas ou fronteiras para os amigos, os amigos dos amigos e até mesmo os desconhecidos. E nesse último grupo, atraídos pela casa sempre aberta, estavam os doidos. Eram doidos de todo jeito: pacatos, totalmente malucos ou aparentemente normais com parafusos a menos. Quando éramos crianças, entrou um desses no gramado. Tirou a roupa e, pelado, ficou tomando banho de esguicho. Precisou que Seu Pedro, o jardineiro, o convencesse a se vestir e, literalmente, ir “tomar banho” em outro lugar. Teve outro, bem mais comportado, que ia lá para rezar na capela. Dizia achar tudo muito bonito e tranquilo. Completamente inofensivo, acabamos nos acostumando a sua presença. Lembro-me também de

V

um homem que, apesar de não ser doido, gostava de levar seus filhos nos fins de semana para fazer piquenique em nossa casa. Ficava passeando no jardim até se alojar com as crianças à sombra dos pés de jaca, próximo à piscina. Da varanda víamos sua presença inofensiva. Também não nos incomodava. Um dia apareceu um jovem pai de família, desempregado, pedindo ajuda. Oferecemos trabalho. Virou jardineiro, pedreiro, meio “pau para toda obra”. Aparentemente tranquilo e muito bom de serviço, pediu a meu pai que lhe emprestasse o barracão próximo à pedreira para dormir. Como já tinha um bocado de gente morando na Vila Paulo, um a mais não seria problema. Só que, em pouco tempo, o homem virou um problemão! Levando esposa e filhos para o barraco, em uma noite endoideceu e espancou a família. Só ficamos sabendo disso quando apareceu em nossa casa uma viatura da radiopatrulha. – Como assim??? – quis saber a minha mãe. Segundo os policiais, eles foram lá devido à denúncia da espancada, que, àquela altura, com as crianças, tinha sumido no mundo. Pior foi descobrir seu apelido e seu passado. Viera do Norte de Minas e gabava-

se de ser o valentão da região. Discutindo com nosso jardineiro, ameaçou: – Tu sabes como sou conhecido na minha terra? – e, em alto e bom som, para todo mundo ouvir: – MEU NOME É MATA 7! Por pouco não virou “Mata 8” quando minha mãe soube dessa história e passou duas noites sem dormir pensando em como nos livraríamos da criatura. Hoje fico pensando: mais doidos do que eles foram meus pais, numa época em que ainda se acreditava nos seres humanos, como se

todos fossem bons, corretos e merecessem confiança. O doido da casa do meu irmão Virgílio, sem dúvida, foi a presença mais inusitada na Vila Paulo. Virgílio morava na residência ao lado da nossa e, nesse dia, havia dormido fora. De manhã cedo, ao chegar, encontrou-a bagunçadíssima. Estranhando aquilo, foi entrando de mansinho até dar de frente com um sujeito com cara de índio, vestido com uma camisa sua e com seu calção de banho. Frente a frente, e sem compreender bem o que se passava, perguntou

ao homem o que ele fazia ali. Para surpresa do meu irmão, ouviu-o dizer que a casa era dele. Bastou isso para Virgílio, assustado, fechar a porta e sair correndo. Voltou acompanhado por mim e pelo Paulo, nosso irmão mais velho. Nesse momento, já tínhamos acionado a polícia. Olhamos pela janela e, perplexos, vimos a sala transformar-se num templo sabe-se lá de quê. Um altar enorme, feito com cerâmica do Vale do Jequitinhonha, guardava em seu centro uma vela e uma ima-

gem de Nossa Senhora. Ao perceber que estava sendo observado, correu e fechou a janela na nossa cara, para o nosso espanto. Assim que a polícia chegou, entramos todos juntos até nos defrontarmos com o homem nu, fazendo suas necessidades no pilão de 200 anos – presente de minha tia Lúcia. O guarda, percebendo a falta de parafusos do sujeito, perguntou: – Mas como foi que você entrou? E ele: – Foi a mãe natureza. Foi ela que me trouxe aqui. E, sem questionar, levaram-no de volta a sua casa. Um dos guardas o reconhecera. Era doido mesmo, porém inofensivo. Mamãe, apiedando-se do moço, quis dar-lhe de presente a imagem de Nossa Senhora, sendo prontamente impedida por meu irmão. – Tá doida, mãe? O homem vem aqui, apronta essa confusão, e você ainda dá presente? Desse jeito ele acaba voltando. Ainda bem que mamãe não lhe deu a imagem. O homem nunca mais voltou. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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habitar OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO

VERSATILIDADE: COR CINZA É BEM ACEITA EM DECORAÇÕES FRIAS OU QUENTES E TRAZ SOFISTICAÇÃO AO ESPAÇO

Receptividade A designer de interiores Fabiana Visacro ressalta que visita gosta de se sentir acolhida

BEM-VINDO

Para receber bem Muita gente adora receber visita em casa, seja em ocasiões especiais, seja para fazer um jantar entre amigos ou ainda para confraternizar com a família. Nos dias corridos de hoje, uma ótima pedida é ficar perto de quem se gosta. E para esses encontros ficarem ainda mais memoráveis, manRenata Abritta

ter uma decoração confortável e apta para receber os convidados pode fazer toda a diferença. De acordo com a designer de interiores Fabiana Visacro, é fundamental que a visita se sinta bem recebida, que possa sentir que aquele é um lugar que foi pensado por quem gosta e sente prazer em receber. “Visita quer se sentir acolhida e é isso que precisa ser

retratado em um projeto com a finalidade de ser receptivo”, afirma. E para que as visitas se sintam confortáveis, organização é indispensável, como destaca a arquiteta Carmen Calixto. “É importante que tenhamos uma casa organizada, com iluminação adequada e mobiliário suficiente para acomodar todos os convidados, de preferência, em ambientes integra-

dos”, frisa. Segundo ela, um dos pontos principais quando se pensa nas visitas é pensar em uma distribuição de móveis que propicie as conversas. “Para isso, devemos dispor os assentos perpendiculares ou frontais uns aos outros. Não é interessante que todos estejam sentados virados para a mesma posição”, ressalta. Outra dica importante é

usar móveis adequados para a função de cada ambiente. “Um espaço gourmet próximo à piscina, por exemplo, deve conter cadeiras que sejam resistentes à umidade, para que quem esteja com peças de banho úmidas não fique sem lugar e para que o anfitrião fique relaxado, sem ter que se preocupar se seus móveis serão danificados”, afirma Carmen. Já Fabiana ressalta que

as banquetas altas, por exemplo, não devem ser o único tipo de assento no local em que a visita for ficar, porque ela pode estar de saia mais curta e não vai se sentir confortável. “O mesmo digo para mesas com tampo em vidro que, ao refletir a imagem, pode trazer certo desconforto à visita”, explica.

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habitar Ao proRenata Abritta gramar uma

reunião em casa também é preciso tomar cuidado para que nenhum convidado se sinta excluído. Deixar alguém sem assento é considerado um erro grave. “É muito ruim chegar a uma casa em que fomos convidados e não ter assentos suficientes. É algo extremamente desconfortável. Se a pessoa gosta de receber, ela tem que pensar nisso. Hoje existem diversos pufes e bancos que ocupam pouco espaço e não deixam a visita desconfortável”, frisa a designer de interiores Fabiana Visacro. O mesmo ponto deve ser observado durante um jantar formal, segundo a arquiteta Carmen Calixto. “Temos sempre que verificar se existem assentos e louças suficientes para todos os convidados se sentarem à mesa. No caso de festas mais informais, como buffets de antepastos, podemos tirar as cadeiras da mesa de jantar e utilizála para colocar os alimentos, de forma que cada convidado se sirva à vontade”, afirma. Segundo Fabiana, algum petisco secundário deve estar disposto em um local próximo da visita para ela se servir mais facilmente. “Já deixar tudo preparado com antecedência para servir faz com que a visita sinta que o momento foi preparado com carinho, mas em uma área gourmet vale deixar um dos petiscos ou até mesmo o ‘finalmente’ do prato principal para ser concluído na frente da visita. Isso dá um charme todo especial”, completa. Confira mais dicas das profissionais nas fotos ao lado.

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ALTERNATIVA> Pufes e bancos ocupam pouco espaço e são confortáveis

Deixar visitante sem assento é erro grave HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO

Gourmet Neste ambiente, Carmen Calixto recomenda investir em mesas grandes e cadeiras confortáveis

Almofadas e apoio para copos no sofá são boas opções, segundo Fabiana OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO

OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO

HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Mesa baixa rodeada por cadeiras é algo aconchegante, conforme afirma Fabiana HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Segundo Fabiana Visacro, vasos de plantas não podem faltar, pois eles imprimem clima de natureza

Salas com decoração acolhedora, tapete e iluminação confortável são agradáveis para os visitantes

Segundo Carmen, no lavabo vale investir em um papel de parede diferenciado

GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

CONFIANÇA

ALUGUEL

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ara concluir a etapa de vendas do empreendimento BOSS – Buritis Office Solutions, o Grupo Somattos aposta em uma nova modalidade de comercialização, oferecendo a possibilidade de um test drive para quem planeja comprar uma sala comercial. O empresário pode alugar o espaço com mensais a partir de R$ 1.000, em contratos de dois ou três anos e, ao fim desse período, caso queira comprar a sala, o valor já pago em aluguel será descontado do valor de venda. O BOSS fica próximo à saída para o Anel Rodoviário, na avenida Deputado Cristóvam Chiaradia, 400, Buritis, BH.

Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (IceiconMG) registrou 50,3 pontos em março. Essa foi a primeira vez desde 2014 que o indicador rompeu a barreira que separa a falta de confiança da confiança. “Essa retomada é muito positiva, pois demonstra que o empresário já enxerga uma luz no fim do túnel. Isso é fundamental para realizar novos investimentos. Romper a barreira dos 50 pontos após 36 meses é muito significativo”, ressalta o coordenador do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Daniel Furletti.

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ALTO PADRÃO

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Concreto Construtora apresenta ao mercado mineiro uma das suas principais apostas para 2017: o empreendimento de alto padrão Green Tower Tennis Residence – condomínio vertical localizado no bairro Vila da Serra, em Nova Lima, que terá suas obras 100% prontas para os futuros moradores em julho deste ano. Localizado em uma das regiões mais sofisticadas e modernas da região metropolitana de Belo Horizonte, o empreendimento, que apresenta VGV (Valor Geral de Vendas) de R$ 140 milhões, se destaca por aliar exclusividade, comodidade e conforto.


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Atual Neste projeto da arquiteta Carmen Calixto, o tom cinza dá um toque extra de contemporaneidade

VERSÁTIL> Do quarto de bebê à sala de estar, cor ganha cada vez mais espaço na decoração

Tom cinza em destaque A cor cinza é uma das tendências da decoração atual, sendo associada à elegância e ao requinte. Segundo a arquiteta e designer de interiores Carmen Calixto, por ser um tom neutro, o cinza combina com todas as demais cores e, por este motivo, se tornou um curinDa Redação

ga na arquitetura de interiores. “O cinza serve de fundo para as mais diversas combinações. Todos os ambientes ficam bons com essa tonalidade, desde um quarto de bebê até um projeto mais arrojado”, afirma. A designer de interiores Linda Martins, sóciaproprietária do escritório Maraú Design Studio, ressalta que o cinza é muito JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

Projeto de sala de Carmen Calixto ganhou mesa neutra

bem aceito em decorações frias ou quentes e traz sofisticação ao espaço. Ela criou o projeto de um quartinho de bebê utilizando a cor e o resultado surpreendeu os clientes (ver foto abaixo, à direita). “O cinza pode ser combinado com vários outros tons, sem ser monótono. Sua suavidade e seu toque moderno foram escolhidos para transmitir tran-

“

O cinza pode ser combinado com vários outros tons sem ser monótono. Sua suavidade e seu toque moderno foram escolhidos para transmitir tranquilidade. Seu grande destaque é a variedade de tons

quilidade. Seu grande destaque é a variedade de tons, o que traz várias possibilidades e aconchego ao ambiente final”, comenta. HARMONIA Carmen cita exemplos de como o cinza pode ser utilizado na decoração e como adequá-lo ao ambiente. “Costumo usar esse tom nas paredes e nos

móveis maiores, como sofás e mesas de jantar. Ele é uma cor bonita, que não é enjoativa, e pode ser usada em adornos, almofadas e quadros, por exemplo”, pontua. Linda também aposta no cinza como aliado para compor os ambientes em variados pontos da decoração, proporcionando charme e beleza ao projeto. “Vai depender da propos-

ta do ambiente, mas podemos manter uma base toda fria e trabalhar com adornos em cores quentes, criando pontos de luz ou, até mesmo, trabalhar as paredes em tons de cinza e os móveis coloridos como destaque. De qualquer forma, o cinza harmoniza com qualquer proposta contemporânea e realça as outras cores do décor”, pontua. GUSTAVO XAVIER/DIVULGAÇÃO

O papel floral cinza metalizado faz um contraponto moderno com a decoração clássica


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shopping UPTEC> Empresa mineira executa projetos completos de empreendimentos corporativos

Solução ‘turn key’ em obras diversas FOTOS UPTEC/DIVULGAÇÃO

O avanço das tecnologias também está modificando os edifícios. Se na década de 80, um quarto comum de um apartamento tinha apenas uma tomada, hoje tem muito mais, além de contar com cabeamento de TV, telefone e internet. Nos escritórios, comércios, agências bancárias e fábricas, então, a proporção deste crescimento é muito maior. Atualmente, as construções corporativas demandam diversos projetos específicos. São prédios inteligentes, que devem suportar toda a tecnologia com eficiência, prezando ao mesmo tempo por funcionalidade e estética. Nesse cenário, surgiu a Uptec, empresa mineira que começou suas atividades especializada em engenharia elétrica e civil, implantando obras para o mercado de Tecnologia da Informação (TI)/ Tecnologia do Conhecimento (TC), cabeamento estruturado, controle de acesso e automação, além dos serviços de infraestrutura interna e externa, como tubulações galvanizadas e de PVC, eletrocalhas, bandejamentos, dutos de piso e instalações de baixa e média tensão. Renata Abritta

COMPLETA Hoje a empresa também realiza reformas, além de projetos especiais, como call centers e data centers. Após 23 anos de operação, um dos grandes diferenciais é sua capacidade de atender soluções turn key, que é um modelo de contratação no qual o cliente escolhe uma única empresa para execução completa da obra. “Também conhecido como ‘chave na mão’, o clien-

SERVIÇO: Uptec Construção e Tecnologia Matriz: Sabará Endereço: rua Creta, 245, bairro Ana Lúcia Fone: (31) 2125-2700 Filial: São Paulo Endereço: avenida Vital Brasil, 305, Sala 206, bairro Butantã Fone: (11) 2776-1384

Auditório te recebe o empreendimento pronto para operar”, explica o sócio-diretor Leonel Paiva. Com tudo isso, a meta de faturamento para este ano chega a R$ 50 milhões. “A empresa atua em todo território nacional, com unidade técnica no Rio de Janeiro, e no ano de 2016 inaugurou o seu escritório operacional na cidade de São Paulo”, destaca Paiva. Em Minas, a sede está localizada em Sabará, na Grande BH. Atualmente, a empresa possui cerca de 300 colaboradores diretos e corpo técnico formado por engenheiros civis, eletricistas, mecânico, além de técnicos e montadores treinados e certificados nas normas vigentes.

Obra corporativa realizada pela Uptec para empresa em Belo Horizonte

Site: ww.uptec.net


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pampulha VISIT DALLAS/DIVULGAÇÃO

WWTM Latin America. Feira revela clima de otimismo no turismo. Páginas 4e 5 WCanadá. País completa 150 anos com variados eventos em 2017. Página 11

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BELO HORIZONTE Sábado 15/4/2017

Além do country

Para quem gosta de cultura, arte, história e vinhos, o Texas é um ótimo programa Páginas 6 a 10


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

sala vip (I) W

Road show por cinco cidades de MG A operadora Visual Turismo realizou, em março, cinco road shows pelo interior de Minas, para divul-

gar os fretamentos para a baixa temporada e as férias de julho. Os eventos – no período de 13 a 17 – foram co-

mandados pelos executivos de contas Luiz Cláudio Barros, Thaís Roberti e Bruno Souza. Cerca de 200 agen-

tes de viagens participaram das palestras e rodadas de negócios. Confira algumas fotos do road show. FOTOS VISUAL TURISMO/DIVULGAÇÃO

Divinópolis

Ipatinga

check in/check out W

SAMUEL GÊ/DIVULGAÇÃO

Érica na Abih-MG

Érica Drumond, ex-secretária de Turismo de Minas Gerais e CEO da Vert Hotéis, foi eleita no dia 7/4 presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Minas Gerais (Abih-MG). “Vamos trabalhar para atrair novos associados, buscar recursos, regionalizar a associação e realizar parcerias com outras instituições para, assim, sermos uma voz de peso no Estado”, afirmou.

Recorde de vendas O grupo formado pelas empresas CVC (turismo e lazer), Rextur Advance (viagens de negócios), Submarino Viagens (turismo online) e Experimento Intercâmbio (educação internacional) anunciou crescimento de 11,9% nas reservas confirmadas no primeiro trimestre de 2017. Só no mês de março, a CVC teve o melhor período de vendas da história da companhia, atingindo R$ 554 milhões. Já nos últimos 12 meses, as vendas das lojas atingiram alta de 6,2%, superando a inflação do período (4,76%).

Montes Claros

Conselheiro Lafaiete

personagem da semana APRIL BRASIL/DIVULGAÇÃO

Como foi definiria o seguro de viagem April? O seguro da April contempla todos os tipos de viajantes, desde lazer e negócios a longa permanência no exterior ou pelo Brasil até intercâmbios. Temos produtos adequados para cada perfil de viajante e ocasião, levando em consideração o tempo de permanência, destino escolhido ou o tipo de viagem.

O que diferencia a April Brasil dos concorrentes? A April possui uma plataforma própria de assistência, o que torna o atendimento rápido e eficiente, nossa central presta serviços diretamente do Brasil. Sempre dizemos que melhor que ser atendido em português, é ser atendido por um brasileiro. Nossos funcionários são bilíngues, e nossa plataforma trabalha no regime 24/7, ou seja, sete dias por semana, 24 horas.

Quais as principais coberturas oferecidas aos clientes? São muitos os benefícios oferecidos a nossos clientes, dentre eles podemos citar os mais relevantes, que são os que cobrem despesas médicas, hospitalares e odontológicas, em casos de urgência e emergência, dentre outros.

A April lançou no último mês um seguro para agências de viagem. Como ele funciona? O nome do produto é RCP – Seguro de Responsabilidade Civil Profissional e veio atender uma grande demanda de mercado. Esse benefício cobre erros involuntários por parte da agência de viagens e também dano material e moral pela ausência ou pela falta de algum serviço que tenha sido contratado e por algum motivo não tenha sido realizado.

A April Brasil anunciou na WTM duas novidades: a plataforma White Label e o

Celso Andrade,

O White Label trata-se de uma plataforma online para venda de nossos seguros de viagem. Esse recurso foi elaborado com alta tecnologia responsiva, que se adequa a qualquer plataforma (smartphone, tablets, PCs, notebook etc), permitindo assim ao agente de viagens uma solução no atendimento B2C, colocando-o em pé de igualdade com as agências online (Otas). Já o Compra Protegida é um seguro prestamista, que garante o pagamento em até seis parcelas no valor de até R$ 3.000 de um financiamento, caso o viajante tenha uma incapacidade temporária, involuntária ou perda de renda, tanto para o regime de trabalho CLT, PJ ou ainda em casos de morte e invalidez permanente.

Em 2015, a April lançou o Plus Reason, um seguro de cancelamento. Por quais motivos esse seguro pode ser acionado? A April tem o compromisso de estar sempre na vanguarda. O lançamento do Plus Reason foi um bom exemplo disso. São 25 motivos, entre eles podemos citar como exemplos a não concessão do visto consular pelo país de destino, uma convocação para concurso pú-

Top Ten Copa

Os turistas que visitam BH permanecem na cidade, em média, 8,7 dias, de acordo com estudo da Secretaria de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG). Para ampliar a permanência dos visitantes na capital, o Sebrae Minas criou o Ideathon: Experiência e Geração de Valor, projeto que visa estimular o desenvolvimento de pequenos negócios do setor turístico, cultural e de economia criativa na cidade.

A Copa Airlines anunciou os vencedores do Top Ten, ou seja, os parceiros que mais venderam bilhetes da companhia aérea no ano passado. São eles Decolar, Flytour-Gapnet, Flytour Global Business Travel, CVC, MMT Gapnet, CWT – Business Travel Management Company, Alatur JT, Esferatur, Viajanet e RA Viagens & Turismo.

Novo desafio

gerente regional da April Brasil, fala do crescimento do segmento do seguro de viagem nos últimos anos, das novidades e lançamentos da April e da nova campanha para os agentes de viagens

seguro Compra Protegida. O que vêm a ser essas duas modalidades?

Estímulo ao turismo

blico e o falecimento de um parente de até terceiro grau.

Como você avalia o crescimento do segmento de seguro de viagem nos últimos anos? O crescimento tem sido substancial em virtude de o viajante estar mais bem-informado sobre a necessidade de viajar, levando consigo uma proteção que possa atender suas necessidades em caso de imprevistos.

Qual é a expectativa de crescimento para este ano? Neste ano, com as melhorias e os investimentos que a April tem feito no Brasil, acreditamos em um crescimento na casa dos dois dígitos.

A APRIL está com alguma campanha para os agentes de viagens neste ano? A April Brasil está com a campanha De bolso Cheio, que entrou em vigor no dia 15 de fevereiro e ficará vigente até o fim de abril. A campanha irá beneficiar todos aqueles que emitirem bilhetes dos produtos internacional, Europa, intercâmbio, anuais, multiviagens e Brasil. Para participar da campanha promocional é necessário emitir os bilhetes de seguro de suas vendas pelo canal www.coris-emissoes.com.br.

FABIA MERCADANTE/DIVULGAÇÃO

Emerson Sanglard é o gerente geral da Copa Airlines para o Brasil. O executivo, que comandava a área de marketing da companhia aérea para a América do Sul desde 2013, já trabalhou em empresas como Bombardier, General Motors, Petrobras e Agip. Nos últimos anos, a Copa conseguiu elevados índices de pontualidade, eficiência e agilidade das conexões no Panamá.

Turismo em Minas (I) O turismo em Minas Gerais apresentou um Valor Adicionado (VA) – ganho gerado por um setor ou agente econômico – de R$ 14,9 bilhões no ano de 2014, o que representou 5,68% do total do setor de serviços e de 3,72% do volume da atividade econômica do Estado naquele ano. Os dados são parte do estudo Economia do Turismo de Minas Gerais 2010-2014, que inaugura a série Estatística & Informações, criada para divulgar os dados estruturais e conjunturais produzidos pelo Centro de Estatística e Informações (CEI) da Fundação João Pinheiro (FJP).

Turismo em Minas (II) Belo Horizonte manteve isoladamente a maior participação no Valor Adicionado (VA) do turismo estadual em todo o período. Na sequência do ranking de participação, aparecem os municípios de Uberlândia, Contagem, Confins, Juiz de Fora, Uberaba, Betim, Montes Claros, Ipatinga e Pouso Alegre. Em cidades como Confins, Ribeirão Vermelho, Florestal, Tiradentes e São Sebastião da Bela Vista, o turismo superou inclusive em percentual a participação da agropecuária e da indústria.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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turismo WTM LATIN AMERICA/DIVULGAÇÃO

Fornatur

Nordestino é eleito presidente O secretário de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, Felipe Carreras, foi eleito como o novo presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur). Na chapa única, o mineiro Gustavo Arrais, secretário adjunto de Turismo de Minas Gerais, é o 1º vice-presidente. Carreras se tornou o primeiro nordestino a assumir a gestão do fórum.

São Paulo

Uma feira e sua face de otimismo WTM Latin America leva cercade 700marcas do Brasil e do mundopara o Expo CenterNorte, em São Paulo, e os organizadores já falam emexpansão para outros destinos

BLENDA SOUTO MAIOR/DIVULGAÇÃO MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Palestras

Google e as mídias digitais Charlie Cracknell (Reed Exhibitions), Lawrence Reinisch (diretor da WTM) e Luciane Leite (gerente da WTM)

Quase 80% das palestras discutiam o universo online, tendência também registrada em outras feiras. Representantes do Google marcaram presença em duas palestras concorridíssimas que abordavam a evolução das plataformas e do ecossistema digital e a forma das mídias de se relacionar com os viajantes antes mesmo que eles comecem a planejar a viagem.

Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Não foi desta vez que a China marcou presença como expositora na WTM Latin America, hoje a maior feira de turismo das Américas. Segundo dados da Organização Mundial de Turismo, China e Estados Unidos são hoje os maiores emissores de viajantes no mundo. MesWTM LATIN AMERICA/DIVULGAÇÃO

mo sem a presença da potência asiática, cerca 700 marcas do Brasil e do mundo ocuparam dois pavilhões do Expo Center Norte, em São Paulo, provando que o mercado de turismo voltou a se aquecer depois da crise econômica de 2016. Pairava no ar um clima de otimismo, quepode ser traduzido em números. Embora eles não tivessem sido divulgados oficialmente pelos organizadores até o fechamento desta edição, levantamentos preliminares indicam que o evento teve crescimento de 20% em relação ao anopassado, 12 mil reuniões de negócios e público estimado em 9.000 participantes. Segundo o diretor da

WTM LatinAmerica, Lawrence Reinisch, a feira tem atingido seu objetivo de alcançar importantes mercados globais e agora precisa crescer para outros destinos. Atualmente, além de Londres (Reino Unido), a WTM tem ramificações no Oriente Médio (Dubai, nos Emirados Árabes) e na África (Cidade do Cabo, África do Sul). Reinisch destacou as perspectivas de levar a feira para outros países da América Latina, como Argentina, Colômbia e México, que foram contemplados no fim do ano passado com road shows. Na feira em São Paulo, Lawrence Reinisch considerou importante a parceria com a Associação Brasileira das

A WTM teve uma grande presença dos destinos latino-americanos

Operadoras de Turismo (Braztoa), que estimula a maior participação dos agentes de viagens no evento. “As caravanas da Braztoa são um elemento essencial para o sucesso da feira”, analisou o diretor da WTM. Ele citou como sucessos da feira a ferramenta My Event, que neste ano tentou organizar o agendamento das reuniões, e o programa Hosted Buyers, voltado a compradores qualificados. Resumindo o atual panorama do turismo mundial, Lawrence Reinisch ainda afirmou que, apesar “dos tempos desafiadores que omundo enfrenta nos últimos cinco anos, este é o momento da volta do crescimento.”

Lawrence Reinisch, diretor da WTM Latin America, disse que é preciso que o turismo tenha um legado sustentável e responsável

WTM LATIN AMERICA/DIVULGAÇÃO

Embratur

De autarquia a agência

Feira com tom latino, mas barulho asiático

O Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) se prepara para virar uma agência. “Já há um acordo político para a aprovação do projeto”, afirmou o presidente do órgão, Vinicius Lummertz. A proposta é que a nova agência venha do orçamento do Sebrae, que é de mais de R$ 4,5 bilhões, para poder promover o Brasil lá fora e ter agilidade no fechamento de parcerias com a iniciativa privada.

Se China (maior emissor de turistas no mundo) e Rússia (sede da próxima Copa do Mundo de futebol) não montaram seus estandes, países como Grécia e Itália retornaram à feira. Jamaica e Nicarágua também. Outros destinos, como Bolívia e Palestina, marcaram sua estreia no evento latino-americano. Por sinal, a WTM nunca esteve tão latino-americana. Destaques para os estandes de Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Mas quem fez barulho fo-

Taiwan exibiu durante a feira a Dança do Leão, uma tradição popular da cultura chinesa, acompanhada de tambor

ram os asiáticos. Tainer Petsuwan, diretor para o mercado internacional da Autoridade de Turismo da Tailândia – cargo que corresponde ao do ministro do Turismo no Brasil ,– trouxe comitiva para mostrar os atrativos de seu país, que no ano passado recebeu 68 mil brasileiros, 35% a mais em relação a 2015. Já Taiwan encantou os participantes com a Dança do Leão, em que dançarinos imitam movimentos de um do animal usando uma fantasia.


turismo sala vip (II) W

Na 5ª edição, a WTM latin America foi composta por serviços e produtos turísticos de 50 países, distribuídos entre mais de 600 expositores, ocupando uma área líquida 20% maior em relação ao ano passado. Entre os destinos presentes, 30% eram do Brasil, 30%, da América Latina, e 40%, do restante do mundo. Pelos corredores da feira, encontros e reuniões que geraram mais de US$ 370 milhões em novos negócios.

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Nos bastidores da WTM Latin America FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Luigi Rotunno no estande da Associação Brasileira de Resorts (ABR), que reuniu 19 associados na WTM, ele lançou a revista “Resorts em Números”, que traz todas as informações (ocupação, receita, média de diária etc.) dos resorts brasileiros para o mercado

Sandro Daniel Reis (gerente de vendas do Transamérica Comandatuba), Afonso Louro (presidente da Visual) e André Rossi (gerente da Visual em Minas); operadora exibiu o novo portal Visual Online, mais prático, ágil e moderno para os agentes

Orlando Giglio, diretor comercial da rede Iberostar, e Daniel Dias, diretor da operadora mineira Viagens Master; o Iberostar lançou novo aplicativo para celulares e tablets na feira WTM com três seções: check-in online, Iberostar Experience e room service

Victor Gigueira, Amanda Gamero e Danielle Torres (Abreu Online), Marcos Menezes, Marcos Bizzotto (gerente de Produtos Nacionais da Abreu Minas), Felipe Cuadrado (Abreu online), Ramon Munhoz e Tiago Fantini; crescimento das vendas impulsiona operadora a investir mais nas novidades

Grupo Samadhi Hotéis: Paulo Rocha (gerente de contas para Grande SP e interior), Paloma Hasse (gerente de contas para RJ e interior), André Soledade (gerente de contas para Porto Seguro, BH e interior e ES) e Márcia Bitencourt (diretora comercial e marketing): novidades do Costa Brasilis e Pousada Corsário

Jean-Philippe Pérol, diretor da Atout France para as Américas, Thiago Barbosa e José Eduardo Barbosa (Flot Viagens); operadora lançou na feira o conceito Guru by Flot, propondo a seus clientes, parceiros, fornecedores e amigos uma nova maneira de se posicionar no mercado frente à onda online

Kátia Weigand e Richard Martin Jensen, diretor da operadora de luxo Queensberry, lançando os programas para a temporada 2017-2018, inclusive destinos exóticos e desconhecidos do turista como Azerbaijão e os Grupos Brasileiros no Mundo; em Minas Gerais, a Queensberry é representada pela VTours

Sérgio Paraiso (gerente de marketing e vendas da Pontes Hotéis) e Cuca Dari (gerente de lazer da rede pernambucana), mostrando o padrão de alto nível do Mar Hotel e Atlante Plaza, em Recife, e do resort Summerville Beach, em Porto de Galinhas; retorno de Serginho a Pontes trouxe gás e novidades

Márcio Mendes, Daniel Merchante (diretor) e Thiago Martinez, da equipe da operadora portuguesa Lusanova no Brasil, mostrando os novos catálogos para a temporada 2017-2018, que já foram lançados em road shows pelo Brasi; Merchante afirma que proposta é aproximar-se cada vez mais dos agentes

Ricardo Luiz Peixoto, gerente comercial e de marketing do Portobello Resort & Safári, o hotel com a melhor infraestrutura em Angra dos Reis, inclusive com pista de pouso; o resort expôs seus produtos e serviços, entre eles o exclusivo hotel em Mangaratiba, suas belezas naturais e o tarifário para 2017

Eric Boulanger (coordenador de congressos e eventos) e Michael Nagy (diretor) do Rio Convention & Visitors Bureau; após a feira, o Rio CVB ofereceu um pós-tour ao Rio de Janeiro para oito hosted buyers internacionais selecionados pela Reed Exhibitions, continuando sua tarefa de divulgar o destino fora do Brasil

Ekaterine Berdzenishvili e Nina Lordkipanideze (Caucasus Travel) e Frederico Bauer (Bauer Turismo); o receptivo ofereceu treinamentos para os agentes de viagens sobre as excursões culturais, aventureiras e personalizadas que opera no Caucasus do Sul – Armênia, Geórgia e Azerbaijão

Ao lado de Magda Nassar, presidente da Braztoa (3ª à direita), Tanes Petsuwan, diretor para o Mercado Internacional da Autoridade de Turismo da Tailândia, com sua comitiva, mostrou os atrativos do país do Sudeste Asiático e anunciou que deve abrir escritório no Brasil este ano para atrair mais turistas

No estande de Minas Gerais, Marcos (Fecitur), Érica Sousa (Circuito Veredas do Paraopeba), Daniel Marques (superintendente da Setur-MG), Gustavo Arrais (secretário adjunto de Turismo de Minas), Eduardo Henrique (Fecitur), José Maurício (presidente da Abav-MG) e Lúcio Ribeiro (Trilhas de Minas)

Guilherme Castro (diretor), Igor Bella (executivo de contas BH), Sérgio Barbosa (promotor de vendas Samba Vacation Club), Eugênio Fiúza (gerente de contas BH) e Henrique Madureira (diretor de expansão Samba Hotéis), mostrando o portfólio da Samba Hotéis na feira, entre eles o novo Samba Itaborahy


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Gastrô (I)

Cardápio variado No centro de Dallas, há o resturante Savor Gastropub, num prédio de estilo moderno e clean de frente para o Klyde Warren Park. O cardápio traz saladas com frutos do mar, filés grelhados e lanches vegetarianos. Vale conferir. TIAGO DANTAS/AGÊNCIA O GLOBO

turismo

Estados Unidos

3 em 1 no Texas ou muito além do faroeste Passeios a partir de capital Dallas àscidades de Grapevine e FortWorth mostram atraçõesturísticas que vão além dasreferências aoVelho Oeste Tiago Dantas

dos Estados Unidos.

Nem tudo no Texas são caubóis, como podem sugerir os filmes de faroeste. A região metropolitana de Dallas, onde fica o décimo aeroporto mais movimentado do mundo em número de passageiros – segundo o ranking de 2015 do Conselho Internacional de Aeroportos –, alia serviços de grande centro urbano ao charme das cidades do interior e agrada a quem está atrás de atrações culturais e esportivas, além de boa gastronomia e compras. Embora tenha que concorrer na preferência do turista com destinos norte-americanos consolidados, como Nova York e Califórnia, o Texas tenta se aproveitar dessa vantagem logística. O Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worth (DFW) é o principal centro de distribuição de voos da American Airlines no país para frequências domésticos e internacionais. Só no ano passado, circularam pelo DFW Airport cerca de 65,6 milhões de passageiros – a companhia que dirige o aeroporto estima que metade seja composta por turistas. Graças a rodovias largas, serviços de shuttle e transporte público, é possível aumentar o tempo de uma dessas conexões para conhecer as cidades que circundam o aeroporto e formam a quarta região metropolitana mais populosa

Três cidades

Agência O Globo

Gastrô (II)

Releituras de clássicos O chef Stephan Pyles apresenta sua comida texana moderna no Stampede 66. Entre as releituras de clássicos, o visitante pode provar o Honey Fried Chicken (frango frito com molho levemente adocicado) ou o SP's Bone-In Cowboy Ribeye (generoso churrasco com molho de cogumelos). TIAGO DANTAS/AGÊNCIA O GLOBO

Noite

Boemia no Deep Ellum A noite ganha clima de boemia no Deep Ellum. No século XIX, era o bairro de trabalhadores negros e imigrantes, que ajudaram a transformar o lugar no berço do jazz e blues de Dallas. No início do século XX, recebeu fábricas que mais tarde viriam a ser abandonadas. Recentemente, entretanto, virou reduto de músicos e artistas de rua. Perto da estação de trem, há 42 painéis de grafite e três esculturas de ferro de 11 metros de altura, as Travelling Man.

Os arranha-céus de Dallas

Saindo do aeroporto, uma viagem de 30 minutos a uma hora de carro ou ônibus leva o turista ao centro de Dallas – onde também se chega de trem –, a Grapevine, Fort Worth ou Arlington. Com cerca de 1,2 milhão de habitantes, a terceira maior cidade do Texas é uma metrópole pujante. Na última década, Dallas investiu na construção do Distrito das Artes, que tem 13 equipamentos culturais, entre museus e salas de espetáculos. O jardim botânico e o local onde o presidente John F. Kennedy foi assassinado também são atrações. A vizinha Grapevine é o oposto. Pequena, ela atrai turistas com festivais de vinho e de cerveja. Já quem

A American Airlines opera 900 voos diários partindo de Dallas para os destinos domésticos e internacionais

vai a Arlington pode acompanhar jogos de times de futebol norte-americano ou beisebol do Texas nas arenas da cidade. Se tiver tempo, ainda pode fazer compras em um outlet de 40 mil m² ou se divertir na maior montanha-russa do Texas. Por mais que sejam vistos avisos do tipo “não use sua arma em público” e uma ou outra pessoa com chapéu de caubói andando pelas ruas, essas cidades se afastaram da imagem de Velho Oeste. Mas, para aqueles que não abrem mão da experiência country, a sugestão é visitar Fort Worth, que mantém ruas com arquitetura do século passado e faz, diariamente, a encenação de uma boiada atravessando a rua principal da cidade.

Na terra dos caubóis, a praça Pioneers rende ótimas fotos

Dallas CityPass Dica. Para quem pretende passar mais tempo na cidade de Dallas, o CityPass talvez compense: ele dá acesso a quatro atrações culturais (incluindo o Arboretum ou o Jardim Botãnico). pt.citypass.com Preço-atrações. O passe custa US$ 48 (adulto) e US$ 32 (criança) e inclui ingressos para quatro atrações – Perot Museum of Nature and Science, Reunion Tower GeO-Deck, The Sixth Floor (ou Dallas Zoo) e George W. Bush Presidential Library & Museum (ou Dallas Arboretum and Botanical Garden)

Deep Ellum: grafites no antigo bairro dos trabalhadores e imigrantes

No Sixth Floor Museum, reviva a história do assassinato do presidente Kennedy


turismo

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FOTOS VISIT DALLAS/DIVULGAÇÃO

Do Distrito das Artes ao bairro do jazz e do blues, um tour por Dallas Em 2012, Dallas adotou o slogan “Big things happen here” (“Coisas grandiosas acontecem aqui”) para promover o turismo. A mania de grandeza parece não ter ficado só na campanha de marketing. A cidade se autoproclama o maior distrito urbano contíguo de artes dos Estados Unidos. Localizado no centro da cidade, o Dallas Arts District exibe 13 atrações, entre elas um dos mais renomados museus de esculturas da América do Norte, o Nasher Sculpture Center, casas de ópera e dança, o Museu de Ciências, o Perot Museum of Nature and Science e o Dallas Museum of Art, todas a uma distância que se pode caminhar sem dificuldade, entre elas conectadas pelo Parque Klyde Warren. Parte do acervo do Museu de Artes pode ser visitada gratuitamente. Sem pagar, o turista poderá ver quadros de Pablo Picasso, Clau-

de Monet, Piet Mondrian e Wassily Kandinsky. A coleção permanente é dividida por continentes, organizando a visita entre arte das Américas,da África e da Europa. Na saída, há um café, de frente para os prédios da área central da cidade.

Museu para JFK A cerca de 2 km do Arts District, fica a histórica Dealey Plaza, onde o presidente John F. Kennedy foi assassinado em 22 de novembro de 1963. Vendedores ambulantes oferecem cópias de jornais da época do crime em meio a turistas que visitam o marco histórico. O ponto de onde Lee Harvey Oswald teria atirado no presidente virou um museu da tragédia. O 6th Floor Museum reconstitui como ocorreu o assassinato e não deixa de contar as teorias da conspiração que envolvem o caso, como a suspeita de que um complô internacional levou

Kennedy à morte. Não muito longe dali, está outro clássico da cidade, a Reunion Tower, posto de observação de 143 m de altura que dá vista ao skyline de Dallas, formado por modernos prédios espelhados e construções do século XIX. No deque de observação, painéis interativos contam a história da cidade e dos prédios mais importantes. A 10 km do centro, às margens do White Rock Lake, fica o Jardim Botânico, ou Dallas Arboretum. São 267 mil m² de jardins que exibem flores do mundo todo. Na primavera, o local se enche de cores com 500 mil tulipas, além de milhares de tipos de azaleias. A direção do Arboretum organiza festivais a cada estação, que demanda decoração especial e permite visitas à noite. O local recebe concertos e é cenário para mais de 300 casamentos por ano.

Dallas/Tour Art District. Tem atrações gratuitas, como o Dallas Museum of Arts: dallasartsdistrict.org The Sixth Floor Museum. Dealey Plaza. Visitas agendadas pelo site. Ingressos: US$ 16. jfk.org Reunion Tower. Os ingressos custam US$ 17. 300 Reunion Bolevard East: reuniontower.com Dallas Arboretum. Ingressos: US$ 15. 8.525 Garland RoadDallas. dallasarboretum.org Deep Ellum. Confira a lista de estabelecimentos e a programação de shows e eventos em deepellumtexas.com TIAGO DANTAS /AGÊNCIA O GLOBO


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turismo AGÊNCIA O GLOBO

São Paulo

Special Day para casal Que tal surpreender seu grande amor com muito estilo? Pensando nisso, o hotel Tryp Tatuapé acaba de lançar o pacote Special Day: hospedagem com decoração. minigarrafa de espumante, bombons de chocolate, café da manhã, presentesurpresa e muito mais. MELIÁ HOTELS/DIVULGAÇÃO

Texas

Para sentir o clima do interior dos EUA Grapevine permite aovisitante voltarno tempoe oferece bons vinhose cervejas artesanais; Fort Worthresgata o clima do Velho Oeste Tiago Dantas Agência O Globo

Sâo Paulo (II)

Novedad no Tatuapé O Tryp Tatuapé inaugurou recentemente o restaurante Novedad, que oferece culinária internacional com toque contemporâneo. A primeira unidade foi instalada no Tryp Jesuíno Arruda. A proposta é uma gastronomia de qualidade, que se harmonize com o conceito da marca Meliá. MELIÁ HOTELS/DIVULGAÇÃO

São Paulo (III)

Diárias a partir de R$ 229

Um passeio pela avenida principal de Grapevine, Main Street, vai fazer você pensar que voltou no tempo, ainda mais se tiver acabado de sair de Dallas ou do Aeroporto Internacional Dallas-Fort Worth. Prédios baixos com tijolos aparentes, fachadas decoradas de acordo com a época do ano, ausência de lojas de marcas, caixas d’água em formato de bola, praças com coreto, letreiros de neon no cinema, relógio de torre na prefeitura e estação de trem no fim da via. Mas o que faz Grapevine parecer uma cidadezinha não é o número de habitantes – 50,2 mil em 2013, segundo estimativa do United StatesCensus Bureau(agência federal, como o IBGE). Tambémnão é pela qualidade dos serviços, já que dentro desses prédios da Main Street estão excelentes restaurantes, bares e cafés. O charme típico de cidade do interior vem de um esforço bem calculado para preservar os patrimônios

histórico e arquitetônico do local. Desde 1991, a Main Street mantém regras sobre o que pode ser modificado nas estruturas,que, em sua maioria, foram erguidas na virada do século XIX para o XX. Uma volta pela Main Street é imperdível. Além dos pontos históricos, há lojas de presentes, enfeites, roupas e produtosorgânicos. Se der fome, ficam por ali boas opções. Se a ideia for só beliscar um doce, Judy Pie pode ser uma boa. Não só porque as

O Texas é o quarto Estado que mais produz vinhos, depois de Califórnia, Nova York e Washington, segundo o Departamento de Agricultura dos EUA

tortas, que custam a partir de US$6 e têm sabores variados, são deliciosas, mas porque a própria Judy vale a visita. Se a fome for maior, um quarteirão adiante está o Main Street Bistro & Bakery, que fornece lanches de pães artesanais, sopas e saladas inspirados na culinária francesa. Já o Tolbert's Restaurant é boa pedida para jantar e assistir a um show de bandas de rock, blues ou country, enquanto se toma um drinque ou uma das 24 opções de cervejas texanas disponíveis no menu. São famosos na casa os Donkey Tails, entrada que se assemelha a um cachorro-quente enrolado numa tortilla, os filés e os chilis.

Comércio na rua principal de Grapevine; caminhada é um bom programa VISIT TEXAS/DIVULGAÇÃO

Na histórica e simpática estação de Grapevine, os passageiros aguardam a saída do trem para Fort Worth VISIT TEXAS/DIVULGAÇÃO

Grapevine

Localizado próximo do Expo Center Norte e da Arena Corinthians, o Tryp Tatuapé oferece diárias a partir de R$ 229 (nos finais de semana) e a partir de R$ 309 (nos dias de semana) para o casal. Inf.: (11) 2942-4900 ou www. tryphotels.com

O que ver: Grapevine Vintage Railroad: O trajeto de 32 km até Fort Worth dura uma hora e 15 e custa US$ 18 (classe turística) e US$ 26 (primeira classe). bit.ly/2m4ZPnk Onde comer: Tolbert's Restaurant. 423 South Main St. tolbertsrestaurant.com

MELIÁ HOTELS/DIVULGAÇÃO

Onde se hospedar: Courtyard by Marriott. Diárias a partir de US$ 114: marriottgrapevine.com Hyatt Place. Diárias a partir de US$ 171: dallasgrapevine. place.hyatt.com Grapevine Vintage Railroad: maria-fumaça Puffy, de 1896, deve voltar aos trilhos este ano; por enquanto, locomotiva Vinnie, de 1953, faz o trajeto até Fort Worth


turismo

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VISIT TEXAS/DIVULGAÇÃO

Lenda (I)

Culto ao casal Bonnie e Clyde

Main Street, a rua principal de Grapevine

Outra tradição de Fort Worth é o culto à lenda de Bonnie Elizabeth Parker e Clyde Chestnut Barrow, o famoso casal de criminosos que aterrorizou as cidades do interior dos Estados Unidos na década de 30, até ser morto pela polícia em 1934. WARNER BROTHERS/DIVULGAÇÃO

Lenda (II)

Hotel mantém suíte do casal VISIT TEXAS/DIVULGAÇÃO

VISIT TEXAS/DIVULGAÇÃO

Quem quiser conhecer mais sobre a história dos fora da lei que inspiraram o clássico “Bonnie e Clyde – Uma Rajada de Balas” (1967), pode dar uma passada no Stockyards Hotel e espiar a suíte temática em homenagem ao casal, que teria se hospedado ali. No andar térreo, o restaurante H3 Ranch serve comida típica, assada na lenha. WARNER BROTHERS/ DIVULGAÇÃO

A arquitetura de Grapevine é uma das atrações da cidade norte-americana

O ponto turístico Fort Worth é o Stockyards Historical District; todos os dias acontece a passagem do gado longhorn pelas ruas

Festa para a uva e a cerveja Grapevine tem suas próprias vinícolas, além de dez bares que vendem marcas próprias de vinhos, com uvas cultivadas em várias regiões do Texas, como o Sloan & Williams. As uvas que melhor se adaptam ao clima texano são cabernet sauvignon e chardonnay, mas há também boas safras de tempranillo, merlot e muscat canelli. O vinho é tão importante para a cidade que um festival em homenagem à bebida é realizado todo mês de setembro -– a edição de 2017 acontecerá entre os dias 14 e 17. Durante o evento, é possível comprar um tíquete para

provar um número definido de vinhos e votar no melhor. Para manter o apelo turístico, Grapevine organiza mais dois grandes festivais. Em maio, a cidade recebe o Festival da Cerveja, que, em 2017, será entre os dias 19 e 21. A festa mais longa de Grapevine, no entanto, acontece ao longo de 40 dias entre dezembro e janeiro. E no festival de Natal a Main Street fica toda decorada. O Gaylord Texan Resort monta uma exposição de esculturas de gelo. Para entrar no local, é preciso vestir um casaco, já que a temperatura no interior do pavilhão chega a -12°C.

Travessia da boiada E se Dallas e Grapevine tentam se descolar da imagem dos caubóis texanos, Fort Worth proporciona um mergulho na cultura western. De carro, Fort Worth fica a 36 km de Grapevine e a 52 km de Dallas. Do centro de Grapevine, aos fins de semana, sai um trem turístico para Fort Worth. Duas composições fazem o trajeto. Em manutenção, a mariafumaça Puffy, de 1896, deve voltaraos trilhos no verão deste ano. Por enquanto, a locomotiva a diesel Vinnie, de 1953, faz o trajeto semanal. O passeio recebe o nome de

Vintage Railroad e ajuda a ambientar o visitante na chegada ao cenário histórico de Fort Worth. O principal ponto turístico é o Stockyards Historical District, o bairro histórico. Com seu asfalto de paralelepípedo e algumas construções de madeira, o lugar é um convite a nossa memória de filmes de bangue-bangue. Todos os dias, às 11h30 e às 16h, é exibida a passagem do gado longhorn, aquele com chifres enormes, pela rua principal, tocado por vaqueiros. No fim da rua, o mercado Stockyards Station oferece produtos artesanais e típicos.

Dallas e Fort Worth Como chegar: O aéreo em classe econômica do Rio a Dallas sai por R$ 4.744 pela American Airlines. A Copa Airlines voa para Dallas via Panamá e oferece o bilhete por R$ 4.779. Dallas: Onde ficar: Dallas Westin Hotel. Diárias a partir de US$ 202. Main Street:, 1201. westindallasdowntown.com Fairmont Dallas. Diárias a partir de US$ 239. Akard Street, 1.717: fairmont.com/ dallas

Onde comer: Savor Gastropub. Woodall Rodgers Freeway,2.000: savorgastropub.com Stampede 66. North Akard Street, 2203, Suite 100: stampede66restaurant.com Fort Worth Onde ficar: Stockyards Hotel. Diárias a US$ 219. East Exchange, 109, Ave. stockyardshotel. com Sheraton Hotel. Diárias a US$ 143. Convention Ctr Dr, 1.500: sheratonarlingtonhotel.com


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turismo ERICH SCHLEGEL/NEW YORK TIMES

Bariloche (I)

Roteiros de 4 a 7 noites A CVC já começou a oferecer roteiros de quatro a sete noites para San Carlos de Bariloche, na Argentina. Os preços estão a partir de US$ 613. A Operação de Inverno da CVC em Bariloche terá início em julho e se estenderá até meados de agosto, INPROTUR/DIVULGAÇÃO

Texas Casa na árvore

Estilo exótico

Para quem gosta de aventura, o Cypress Valley Canopy Tours, em Spicewood, é o destino perfeito. Próximo a Austin, o parque oferece a possibilidade de hospedagem em casas na árvore. Durante o dia, aproveite para se divertir na tirolesa e fazer outras atividades em meio à natureza. Os quartos são bem-equipados e oferecem tudo o que é preciso para uma noite confortável. Cada casa tem seu próprio banheiro e uma área rústica do lado de fora, com mesa e cadeiras, o que permite apreciar o pôr do sol ou tomar café da manhã curtindo a natureza. Dizem que o melhor em se hospedar na casa da árvore é poder ouvir a cachoeira durante a noite.

e diferente de hotel O segundo maior Estado dos EUA ofereceambientes aconchegantes para sehospedar, compaisagensde tiraro fôlegode qualquer viajante Hoje em dia, escolher onde vai se hospedar durante a viagem virou sinônimo de experiência. A princípio, precisamos de uma boa cama, um bom chuveiro e de um lugar bem-localizado, mas, dependendo do estilo da viagem, o legal mesmo é viver a expe-

riênciade se hospedarem ambientes inusitados e fazer uma imersão na cultura local. O Texas oferece opções de hotéis, pousadas e bed & breakfast que valem como ponto turístico. Listamos cinco dessas exóticas hospedagens para você. EL COSMICO/DIVULGAÇÃO

JSH/DIVULGAÇÃO

Bariloche (II)

Saídas de Belo Horizonte Os pacotes para Bariloche da CVC têm várias saídas semanais voando Aerolineas Argentinas e Latam e partindo de Belo Horizonte. O cliente pode formatar a viagem de acordo com sua preferência, incluindo passeios, aulas de esqui adicionais e diárias conjugadas com Buenos Aires. DON MOLINA/DIVULGAÇÃO

Observe as estrelas O céu do Estado do Texas é muito procurado por ser um excelente observatório de estrelas. Próximo da região do Big Bend, em Marfa, está localizado o El Cosmico, um hotel-observatório em uma das áreas mais lindas do Texas, no meio do deserto. O mais incrí-

Viaje no tempo vel é que é possível se hospedar nesse paraíso e ter a noite inteira para observar o céu. As hospedagens oferecidas vão de trailers a cabanas superinspiradoras, para que os hóspedes possam curtir boa música e contemplar as estrelas.

Os vagões de um trem do ano de 1901 foram restaurados e transformados no The Antlers Inn, um hotel diferente que leva você por uma viagem curiosa no tempo, mais precisamente pela história norte-americana. O trem, que estacionou nos trilhos de Kingsland,

próximo à cidade de Austin, proporciona todo o conforto para uma boa noite de sono. Durante o dia, aproveite para praticar esportes aquáticos no Colorado River ou, então, passear pelas vinícolas da região e degustar saborosos vinhos.

ANDREW FRITZ/DIVULGAÇÃO

Viva o luxo texano No caminho entre Houston e Austin está o luxuoso hotel Dos Brisas Inn, ambiente perfeito para quem procura o clima de fazenda com todo conforto e requinte de um hotel 5 estrelas. O espaço conta com restaurante, serviço de quarto, bar, diversas opções de esportes e uma vista panorâmica de tirar o fôlego. O res-

Bariloche (III)

KATIE PARK/DIVULGAÇÃO

Três tipos de pacotes A CVC tem três sugestões de pacotes para Bariloche já formatados: o Básico (traslados, passeios ao Circuito Chico e à Cerro Catedral); o Clássico, (traslados, passeio ao Circuito Chico com cerro Campanário e PasCerro Tronador) e o Total (o tour Clássico mais San Martin de los Andes com Caminho de Sete Lagos). Há ainda tour cervejeiro e visita ao armazém da família Weiss. Mais informações pelo site www.cvc.com.br.

taurante, acompanhado de adega exclusiva, recebeu cinco estrelas da “Forbes”, o único no Estado. Todos os produtos utilizados pela cozinha são da estufa orgânica local. O hotel dispõe da segunda maior área para equitação privada do Texas, com uma variedade de atividades para qualquer nível de praticante.

Sinta-se em casa Você está procurando por uma hospedagem romântica? Construído em 1894, o bed and breakfast Olivia Mansion fica a 30 minutos de San Antonio, em Seguin. Restaurada em 2008, essa mansão dis-

põe de seis charmosas suítes e mantém utensílios, lustres e decoração do século XIX. O fato dela ser uma hospedagem familiar, com poucos apartamentos, faz os hóspedes se sentirem em casa.


turismo

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

BEN JAWORSKYJ/DIVULGAÇÃO

Vista de Vancouver com o Canada Place, onde é celebrado o Dia do Canadá

HUBERT KANG/DIVULGAÇÃO

150 anos

Canadá promove atrações para marcar a data Da tradicional o Dia do Canadá a showsde música country, jantar a 45 mde altura e eventos decerveja, jazz, jogos,robôs-monstros e muito mais Da redação O Canadá – segundo maior país do mundo, com uma natureza exuberante e atrativos arquitetônico-culturais de tirar o fôlego – promete um 2017 cheio de atrações como parte das celebrações de seus 150 anos. São mais de 1.000 shows, eventos e atrações para todos os gostos, que se somam aos inúmeros motivos que têm atraído, cada vez mais, turistas brasileiros ao país. No ano passado, o Brasil passou a integrar um seleto grupo de países emissores de turistas para o Canadá, ao lado de França, China, Coreia do Sul, Índia e Austrália. Ao longo de 2016, foi registrada a chegada de 114.261 brasileiros (ou seja, 2% a mais do que no ano anterior), segundo levantamento do Destination Canada. Além da atração natural que o país exerce em qualquer estação do ano – seja para vivenciar seu frio

extremo e praticar esportes de inverno ou para apreciar sua natureza selvagem, com um litoral magnífico e fiordes de rara beleza –, o brasileiro também tem descoberto vantagens como o dólar canadense mais baixo que o norte-americano, a segurança do país e o processo de visto cada vez mais fácil. Outra descoberta do turista brasileiro são as viagens de trem costa a costa pelo Canadá. Tanto que a Via Rail, cuja venda aos brasileiros cresceu 7,4% em 2016, criou uma versão em português (http://international.viarail.ca/ pt/) de seu website.

Festividades Quem visitar o Canadá neste ano será beneficiado com um cartão de acesso gratuito aos mais de 225 parques nacionais, sítios históricos e áreas de conservação marinha do país. Basta solicitá-lo online, para ter acesso, por exemplo, a Banff, eleito pela National Geographic como um dos melhores lugares para se visitar em

O Canadá é o segundo maior país do mundo – atrás apenas da Rússia -, reconhecido pela vida selvagem, pelas belezas naturais e por suas cidades vibrantes 2017, esticar a viagem até o famoso Lake Louise, lago de cor esmeralda, ou, ainda, conhecer a quase intocada e repleta de vida selvagem Jasper, na província de Alberta. Mas é nos centros urbanos que acontecem as festas e os eventos, desde o poutine, em Montreal, ao Winterlude, as festividades de inverno, na capital Ottawa. Para ter acesso à programação completa, basta buscar pelo aplicativo Passport2017 no site https://passport2017.ca/. Em tempo: de 9 a 12 de maio, o Destination Canada recebe um grupo de agentes brasileiros para mostrar as belezas do país.

A CN Tower, em Toronto, é uma torre turística e de comunicação de 554 m de altura, sendo a terceira maior do mundo CANADIAN TOURISM COMISSION/DIVULGAÇÃO

Alguns eventos Ottawa . La Machine: 27/7 a 30/7 . Jantar nas alturas: 7/7 a 22/7 . Canadian Video Game Awards: em novembro . Montreal . Festival de Jazz: 28/6 a 8/7 . Cirque Festival: 6/7 a 16/7 . Música country: até 7/8 . Flashmob: maio a junho Toronto . Redpath Waterfront Festival: 1º a 3/7 . Toronto’s Festival of Beer: 28/7 a 30/7 Vancouver . National Aboriginal Celebration (celebração às primeiras nações): 17/6 . Celebração à Francofonia: 24/6 . Canada Day: 1° a 3/7 . Canada Place Summer Series: julho a agosto Site: http://br-keepexploring.canada.travel/ Na capital canadense, Ottawa, haverá projeções de som e luzes, de 11/7 a 16/9


O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

turismo

COSTA CRUZEIROS/DIVULGAÇÃO

W12

Temporada 2017/2018

Cruzeiros se preparam para embarcar no litoral brasileiro MSC Cruzeiros oferecerá opção de adquirirtrechos aéreos a partir de BH para embarques no Riode Janeiro; armadoraCosta anunciadois navios Carolina Mazzi Agência O Globo

O mercado turístico nacional começa a se recuperar após 2016 ter sido um ano marcado pela crise. Pelo menos, essa é a aposta dos representantes do setor, de diferentes países e de Estados brasileiros, reuni-

dos na World Travel Market Latin America (WTM). Prova dessa tendência é a expectativa que as empresas de cruzeiros têm para a próxima temporada no país, que começa em outubro e termina em março de 2018. A MSC,que haviadiminuído, de três para dois, o núme-

ro de embarcações por aqui, voltará a operar com três navios e retomará as saídas do Rio de Janeiro (além de Santos), em roteiros de três, seis e oito noites. Quem volta é o MSC Preziosa, que terá embarques na cidade paulista, a partir de 19/11, e será o maior navio a operar no país – os portos de Balneário Camboriú e Porto Belo (SC) passam a integrar o trajeto. As outras embarcações são o MSC Magnifica, que sairá de Santos e atravessará as costas paulista e fluminense,

chegando ao Nordeste. E o MSC Musica, com partidas do Rio, em roteiros de sete e oito noites, até o rio da Prata, parando em Punta del Este e Buenos Aires. A novidade deste ano é quea companhia acabade firmar parceria com a Gol Linhas Aéreas para disponibilizar a modalidade Fly&Cruise. Com essa opção, quem mora em Minas Gerais poderá adquirir os voos, a partir de Belo Horizonte, junto com o cruzeiro a bordo do MSC Musica,que farároteiros saindo do Rio.

Transatlântico Costa Fascinosa fará cruzeiros do Rio de Janeiro à Argentina COSTA CRUZEIROS/DIVULGAÇÃO

Deck do navio Costa Favolosa, que navegará aqui na próxima temporada

MSC/DIVULGAÇÃO

Costa terá dois navios, Fascinosa e Favolosa A Costa Cruzeiros terá duas embarcações no país na próxima temporada – o Costa Fascinosa, que começa o roteiro pelo Rio e vai até a Argentina. E o Costa Favolosa, com saída de Santos e trajetos pelo litoral brasileiro. A temporada caribenha começará também em outubro. A MSC tem parceria com a Copa Airlines para venda conjunta de passagens aéreas até Cuba, onde oferece dois roteiros: um partindo de Havana e passando por Belize, Honduras e México. O outro inclui Jamaica e Ilhas Cayman.

Já a Costa Cruzeiros tem trajetos para quem não quer voar, com travessias entre América do Sul e Europa. As viagens passam por cidades nos litorais brasileiro, africano e europeu. Todas as companhias oferecem pagamento em dez vezes. Segundo Dario Parazzoli, gerente de vendas e marketing da Costa Cruzeiros, no Brasil, os minicruzeiros (três ou quatro noites), os mais procurados, custam, em média, a partir de R$ 999, enquanto os de sete noites saem a partir de R$ 5.500, incluindo aéreo, traslados e navio.

Na Europa, um passageiro planeja, em média, dois ou três meses uma viagem de navio, no Brasil ele compra de última hora Dario ParazZoli, gerente de vendas e marketing da Costa

Ao cair da noite, o lounge do MSC Preziosa é um dos ambientes mais concorridos entre os jovens em alto-mar


WTecnologia. Você imagina como serão os pneus no futuro? Páginas 16 e 17

MOISÉS SILVA

WDuas rodas. Novo scooter da Honda quer sacudir o mercado. Páginas 22 e 23

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BELO HORIZONTE Sábado 15/4/2017

Múltipla escolha

pampulha

W Em avaliação simultânea, Jeep Renegade Limited e Chevrolet Tracker LTZ são postos à prova pelo Super Motor. Saiba os prós e os contras dos dois SUVs. Páginas 18e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

interCâmbio

Raimundo Couto

raimundocouto@otempo.com.br

Dias melhores virão... NILTON FUKUDA/ESTADÃO CONTEÚDO

A indústria automobilística atravessa uma das mais severas e graves crises de toda sua historia, reflexo da atual conjuntura econômica do país, que vem experimentando, de uns anos a esta parte, uma forte retração de mercado de um modo geral. Portanto, toda e qualquer notícia alvissareira, se ainda não pode se traduzir em uma injeção de ânimo, tem um efeito positivo, fazendo acreditar que dias melhores virão, como sugere o título deste artigo. Razão que justifica divulgar os resultados apurados e publicados, recentemente, pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Conforme informa a associação, esse último mês de março foi o segundo, consecutivo, em que a produção da indústria automobilística registrou crescimento: as

234,7 mil unidades fabricadas em março deste ano representam crescimento de 18,1% ao se comparar com as 198,8 mil do mesmo período de 2016. Comparados os resultados a fevereiro, que registrou vendas de 200 mil unidades, o acréscimo foi de 17,1%. O acumulado da produ-

ção no primeiro trimestre atingiu 609,8 mil veículos, um aumento de 24% frente às 491,7 mil do ano passado. O presidente da entidade, Antonio Megale, afirmou durante a apresentação destes resultados para imprensa especializada em economia e veículos, que, mesmo mostrando aumen-

to na produção de automóveis, ainda é cedo para uma avaliação mais definitiva e que a indústria ainda caminha para a estabilidade. “O mês de março foi bom mas, mesmo com um resultado superior em relação a 2016, continuamos com uma capacidade ociosa elevada, o que é especial-

Altas Rodas W No último fim de semana, a concessionária Strada Jeep, uma das empresas que compõe o Grupo Bonsucesso, recebeu amigos, clientes, e principalmente jipeiros, para celebrar os dois anos de inauguração da revenda, que fica na

O acumulado do trimestre registra queda de 34,2%: 1.800 unidades neste ano ante 2.700 em 2016. Podemos estar longe de viver tempos de bonança, mas a tempestade começa a dar sinais que tende a diminuir

Avenida do Contorno, 10.601, no Barro Preto. Animado com os resultados de vendas, o diretor da Strada Jeep, Shawn Pentagna Guimarães, recebeu os convidados. Em clima de descontração e ao som da banda

mente complexo para as empresas. Precisamos aguardar o desempenho dos próximos meses para ter um cenário mais claro, mas estamos no caminho da estabilidade. O destaque efetivamente positivo está nas exportações, pois registramos o melhor resultado histórico no primeiro trimestre”. A produção em março foi de 5.900 caminhões, superior em 12% com relação as 5.300 unidades de fevereiro e de 5,1% se analisado com as 5.700 de março de 2016. Nos três meses transcorridos deste ano, 15,7 mil unidades deixaram as linhas de montagem, aumento de 4% ao se comparar com as 15,1 mil de igual período do ano passado. No segmento de ônibus, o licenciamento em março foi de 857 unidades, um avanço de 100,2% frente às 428 de fevereiro.

Trem de Ferro/Rock City Truck, a descolada turma que curte cachoeiras, trilhas e aventuras fora de estrada, trocaram ideias e planejaram os próximos passeios pelas belas paisagens e montanhas da nossa Minas Gerais. FOTOS EDY FERNANDES

Diretor geral da Strada Jeep, Shawn Pentagna Guimarães, com a namorada Barbara Abreu

Jipeiros marcaram presença no evento e deram uma amostra da robustez dos modelos

Competente equipe de vendas da Strada Jeep celebrou os dois anos de vida da revenda

Humberto Alves Pereira Filho, Carlos Eugênio Dutra (diretor da FCA) e Raimundo Couto


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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

FOTOS DIVULGAÇÃO

Mercado

Valence lidera vendas Com quase 20 anos de atuação, rede deconcessionárias da Renault seconsolida emMinas e investe em serviçosde oficina e depós-vendas Da Redação A Valence está no mercado há quase 20 anos. Foi uma das primeiras concessionárias da marca Renault no Brasil. Começou sua trajetória praticamente junto aos primeiros movimentos da fábrica, em São José dos Pinhais, no Paraná. É hoje a concessionária líder em vendas da marca francesa em Minas Gerais e tem atuação destacada quando comparada a seus pares espalhados pelo país.

Na mão inversa do momento de retração em investimentos, o Grupo Valence mostra sua força e sua confiança no mercado. Inaugurou no fim do ano passado um serviço inédito, o Renault Minuto e, com isso, trouxe para BH um novo conceito de serviços em pós-vendas. São serviços rápidos e com custos mais enxutos, oferecendo a comodidade de um mecânico de confiança. “O Renault Minuto resgata o conceito de oficina de bairro, feito com o mecânico

Gustavo Fontes, gerente de vendas, com o Renault Captur

William Alves, gerente de pós-vendas, coordena o Renault Minuto

de confiança, garantindo serviços rápidos sem necessidade de agendamento. É um atendimento técnico, especializado, inclusive para aqueles veículos que já estão fora da garantia e de outras marcas”, explica o gerente de pós-vendas da Valence, William Alves. Segundo Alves, a estrutura da concessionária, que tem quatro unidades espalhadas pela cidade (Barão, Catalão, Cristiano Machado e Via Expressa de Contagem), tem capacidade hoje para aten-

sign e com grande expectativa pela chegada do restante da gama desse modelo. Esse SUV veio realmente para elevar a Renault a um patamar de gostos ainda mais exigentes”, comentou Fontes. Ele espera por um crescimento ainda maior no faturamento com a estreia de outros dois novos produtos da montadora no país: o subcompacto de entrada Kwid, que chega para a vaga deixada pelo Clio, e o utilitário-esportivo Koleos, sucesso de mercado na Europa.

der 3.000 veículos por mês. No setor de peças, 99% do estoque está disponível para aplicação imediata.

Muitas novidades Líder em vendas da Renault no Estado e também no Brasil (em vendas diretas), o gerente de vendas do Grupo Valence, Gustavo Fontes, destaca a ótima receptividade do público em relação ao mais novo lançamento da marca francesa no Brasil, o Renault Captur. “Os clientes estão apaixonados pelo de-

Saiba mais Estrutura. No segmento de carros novos, o Grupo Valence tem hoje quatro unidades espalhadas pela cidade: Barão, Catalão, Cristiano Machado e Via Expressa de Contagem. Todas as concessionárias da Valence são certificadas pelo programa de qualidade da Renault com todos os padrões e serviços garantidos pela fábrica.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

Manutenção

Atenção ao desgaste Enquanto as novas tecnologias ainda não se popularizam, cabe ao motorista manter os pneus calibrados e ficar atento ao desgaste desses componentes. A boa notícia é que é bem fácil fazer essa verificação: cada pneumático vem com indicador que serve justamente para apontar quando a vida útil chegou ao fim. Chamado de TWI (sigla para Tread Wear Indicator), ele é simplesmente um ressalto perpendicular aos sulcos das banda de rodagem: se os dois estiverem no mesmo nível, a substituição deve ocorrer imediatamente. De acordo com a Bridgestone, os ressaltos do pneu devem ter, no mínimo, 1,6 mm de profundidade, justamente o número que o TWI aponta. Se forem além dessa medida, os componentes já podem ser considerados “carecas” e não oferecerão mais boa aderência, principalmente em pista molhada.

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Tecnologia

Protótipos anteveem o futuro Indústria desenvolve pneus conceituais,que, apesar de nãoterem datapara chegar ao mercado, ditam tendênciase rumos a serem seguidos Alexandre Carneiro A indústria automobilística não desenvolve novas tecnologias apenas em motores e em conectividade. Os recursos avançados podem chegar até os pneus: de acordo com a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), a tendência do setor é otimizar tanto o consumo de combustível quanto a dirigibilidade e, ainda, reduzir

os custos com manutenção. Assim como acontece com a indústria de automóveis, a de pneus também desenvolve protótipos, para fazer experiências e ditar tendências. Segundo a Goodyear, esses projetos às vezes demoram para chegar ao mercado ou simplesmente ficam apenas no campo dos estudos, uma vez que, para serem produzidos em série, geralmente é necessário que o

desenvolvimento do veículo como um todo preveja sua aplicação.

Conceitos Esse é o caso, por exemplo, do pneu Eagle-360, da Goodyear, que tem formato esférico, o que, segundo o fabricante, permite que ele se mova em todas as direções, facilitando manobras e ultrapassagens. Apesar dos benefícios, esse pneu ainda não tem data para entrar no mercado, justamente porque ele não poderia ser aplicado aos automóveis já existentes. A empresa, porém, não descarta sua produção em série em algum momento futuro. O pneu-conceito da Goodyear já tem até uma versão

Pneu esférico foi mostrado no Salão do Automóvel de Genebra deste ano mais nova, que traz uma pele biônica de polímero superelástico. Isso o torna capaz de se adaptar a diferentes tipos de via (terra ou asfalto, por exemplo) e também a pistas seca ou molhada. O sistema funciona por meio de inteligência artificial e sensores, que aumentam ou diminuem os sulcos da banda de rodagem. A Hankook também fez protótipo com tecno-

logia parecida, porém com formato convencional. Já a Michelin oferece no exterior um pneu para máquinas e tratores que, em vez de ar, é preenchido com uma trama flexível de poliuretano. Batizado de Tweel, o modelo não estoura nem apresenta diferenças de pressão. Desse modo, ele não requer estepe. A Bridgestone também já tem essa tecnologia.


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

MICHELIN/DIVULGAÇÃO

GOODYEAR/DIVULGAÇÃO

Algumas tecnologias já se tornaram realidade

Pneu com trama de poliuretano dispensa calibragem e estepe

Ao passo que algumas tecnologias ficam restritas à área conceitual, outras acabam ganhando mercado rapidamente. Um exemplo são os pneus com chips, que monitoram as condições do pneumático em tempo real e alertam sobre problemas, como fim da vida útil, alta temperatura e baixa pressão. No Brasil, uma das marcas que dispõem desse recurso é a Goodyear, cujo sistema foi batizado de Control Max. Ele permite monitoramento via internet, por computador, tablet e celular. A Pirelli tam-

bém oferece tecnologia parecida, a Cyber Fleet. Esses sistemas, todavia, ainda são destinados a veículos pesados, que exigem serviços de controle de frota. Por outro lado, já começam a se popularizar em automóveis, principalmente nos importados, os pneus do tipo run-flat, que não murcham quando furados e já são oferecidos por vários fabricantes. Isso é possível devido a um reforço estrutural, com compostos de borracha e metal, nas laterais do componente.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

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Desempenho O Chevrolet Tracker traz em sua versão 2017 muitas novidades, mas a motorização talvez seja a melhor de todas elas. O SUV utiliza o esperto motor 1.4 Ecotec flex, que já empurra o Cruze. Ele é turbo e oferece 153 cv de potência e 24,5 kgfm de torque máximo, disponível a 2.000 rpm. Em um casamento feliz com a transmissão automática de seis marchas e a possibilidade de trocas sequenciais na alavanca, o propulsor faz da tocada do Tracker uma das melhores entre seus rivais de mercado. E olha que são muitos!

Consumo Não basta ser rápido. Nos tempos atuais, é preciso ser eficiente: consumir e poluir menos. E o Tracker não se fez de rogado em nossa avaliação. Na cidade, registrou média de 9 km/L, e sempre com o ar-condicionado ligado. Vale ressaltar que o modelo da Chevrolet recebeu nota A de consumo pelos testes do Inmetro (a melhor possível).

Custo-benefício Vale a pena comprar o Tracker? Sim. É uma boa opção. Tem design diferenciado, bom acabamento, conforto e conjunto mecânico. Para quem deseja um SUV compacto e urbano, estará muito bem servido. Em relação ao concorrente da Jeep, o preço é menor. Enquanto o Renegade com pacote similar de equipamentos parte de R$ 98.990, o carro da Chevrolet custa de R$ 79.990 a R$ 92.990.

Segurança O Chevrolet Tracker peca ao não oferecer os controles de estabilidade e de tração, itens em oferta em todos os rivais. Mas estão lá os freios com ABS e airbags dianteiros, ambos obrigatórios por lei. As bolsas infláveis laterais são vendidas como opcionais. Sistema Isofix de cadeirinha, faróis com projetor e leds diurnos, alerta de tráfego, monitor de pontos cegos nos retrovisores externos e faróis de neblina são itens de série.

Tecnologia Mesmo repaginado, foram muitas as evoluções recebidas nesta nova geração do Tracker. Um salto em relação ao modelo anterior. Ele traz o serviço OnStar, chave presencial com partida por botão, central MyLink 2 com sistema Car Play e Android Auto. A versão avaliada, topo da gama, traz ainda teto solar elétrico, rodas de 18 polegadas e câmera de ré com alerta de movimentação traseira, entre outros equipamentos.

Avaliação

Teste em dose dupla Jeep Renegade Limited e Chevrolet Tracker LTZmostram qualidades e se destacamno disputado mercado brasileiro dosutilitários-esportivos compactos

Conforto Embora tenha recebido novos predicados, que o fazem uma ótima opção no segmento dos SUVs compactos, o tamanho da carroceria do Tracker segue o mesmo. Isso não quer dizer, necessariamente, que o modelo não seja um carro confortável. O banco dianteiro tem posição mais vertical e o assento traseiro ficou mais alto. O acabamento tem como destaque a ampla oferta de porta-objetos e revestimento em couro no painel e nas portas.

Raimundo Couto e Igor Veiga Ficaram para trás os tempos em que o Ecosport reinava absoluto e solitário no mercado dos utilitários-esportivos. Mérito para a montadora do oval azul, que

identificou uma lacuna de mercado e tratou logo de ocupá-la. Sem ninguém para incomodar, vendeu tanto que se transformou em um caso de sucesso. Mas como tudo na vida passa, o jipinho não demorou a ganhar

concorrentes. Primeiro, a Renault, com Duster, depois, a Jeep, com Renegade e a Honda, com o HR-V. Assim, outros SUVs foram aparecendo, e, hoje, este é o segmento que mais cresce no mercado brasileiro. Estima-se que, até o fim do ano, as vendas desses modelos representem 20% da participação total de nosso mercado automotivo. Para poder disputar em pé de igualdade com seus pares, a Chevrolet está trazendo do México o repaginado Tracker. Com mais conteúdo e nova motorização, o


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FOTOS MOISÉS SILVA

Desempenho Chevrolet Tracker e Jeep Renegade são rivais de respeito no segmento dos SUVs

O motor 1.8 flex E.torQ do Renegade, com 139 cv e 19 kgfm de torque, foi recalibrado no fim do ano passado, e agora, oferece respostas mais rápidas ao acelerador. A nova função Sport deu força extra ao carro. A pesada caixa do câmbio automático de seis marchas trabalha duro para deslocar o SUV de quase 1,5 t.

Custo-benefício O Renegade 1.8 flex Limited parte de R$ 98.990, mas pode chegar a R$ 116 mil com todos os opcionais, entre eles o teto solar panorâmico. A pintura metálica custa R$ 1.421. O Renegade Limited pode sair mais em conta que um Honda HR-V ELX, porém mais caro, por exemplo, que Ecosport Titanium, Renault Captur ou Chevrolet Tracker LTZ. modelo é oferecido em três versões de acabamento com os mesmos motor e câmbio. A opção de entrada, LT, custa R$ 79.990; a intermediária, LTZ 1, R$ 89.990, e a topo de gama, LTZ 2, com airbags de cortina laterais, sai a R$ 92.990. Entre seus muitos concorrentes está o citado Jeep Renegade, um autêntico fora de estrada que inclui no preço a história de uma trajetória de aventuras da marca, que completou 76 anos neste mês. O Super Motor teve a oportunidade de avaliar, ao mesmo tempo, o Jeep Renegade Limited, versão abaixo da top de linha, com tração 4x2, e o recalibrado motor 1.8 flex, de 139 cv de potência. O modelo da FCA parte de R$ 98.990, mas pode chegar a R$ 116 mil com todos os opcionais. Sem firulas, trazemos nesta matéria um breve ponto a ponto sobre dois modelos para que o leitor possa tirar suas próprias conclusões.

Conforto O espaço interno e o isolamento acústico são pontos fortes do Renegade. A versão Limited vem com direção elétrica, ar-condicionado digital, acendimento automático dos faróis, ajuste de altura e profundidade do banco do motorista, comandos do rádio no volante, retrovisor eletrocrômico e freio de estacionamento eletrônico, entre outros.

Consumo O computador de bordo acusou média de 8 km/L (na cidade) abastecido com gasolina, com ar-condicionado sempre ligado, além do sistema start-stop acionado, que desliga o motor em paradas e religa ao soltar o pedal do freio. A Jeep afirma que o carro é capaz de fazer 9,5 km/L, com gasolina, em ciclo urbano.

Segurança

Tecnologia

O Renegade Limited sai de fábrica com os obrigatórios freios ABS e airbags dianteiros. Tal como no Tracker, as bolsas infláveis extras são opcionais. Traz também controle eletrônico de estabilidade e de tração, fixação de cadeirinha com sistema Isofix, triplo apoio de cabeça e cinto de três pontos em todos os assentos traseiros, além de trava de segurança de abertura dos vidros e portas de trás.

O Renegade é feito sob a plataforma Small Hard (pequena e rígida) exclusiva do modelo. A versão testada vem de série com GPS, câmera de ré, faróis de xenônio, sensores traseiros de estacionamento, central multimídia com tela touchscreen, comando por voz, bluetooth e USB, além de painel de instrumentos em tela TFT de sete polegadas.


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

Mercado

Vendas registram alta Segundo balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), as vendas de caminhões em março tiveram alta de 57,95% em relação a abril, com 4.124 unidades comercializadas. Os ônibus somaram 1.169 emplacamentos, o que constitui crescimento de 80,68% sobre fevereiro. Em relação a março do ano passado, contudo, o cenário ainda é de queda, com baixa de 14,48% no emplacamento de caminhões e de 2,5% no de ônibus.

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Transporte

Cargueiros com foco na utilização em cidades Grupo PSA venderá no Brasil as novasgerações dePeugeot Expert e Citroën Jumpy, que serão montadas no Uruguai no segundosemestre Márcio Maio Auto Press

IVECO/DIVULGAÇÃO

O crescimento do comércio na internet – com entregas de produtos realizadas por transportadoras – e as regras cada vez mais severas para a circulação de veículos comerciais grandes nas áreas urbanas aumentaram a importância dos Veículos Utilitários Leves (VUL). E é justamente nes-

se segmento que o Grupo PSA mira, na América Latina, ao anunciar que montará os novos Peugeot Expert e Citroën Jumpy no Uruguai. A produção terá início já no segundo semestre deste ano, na planta industrial da Nordex, em Montevidéu, com capacidade para entregar 6 mil unidades por ano. Essa produção, segundo o Grupo PSA, será destina-

da principalmente aos mercados brasileiro e argentino. A intenção é dobrar as vendas de VULs na região nos próximos quatro anos. Para isso, o grupo tem como motivação seu bom desempenho na Europa, onde é líder no mercado de veículos utilitários, com participação de 21,3 % em fevereiro de 2017. Tanto o Peugeot Expert quanto o Citroën Jumpy são construídos sobre a plataforma modular EMP2, a mesma que serve de base para as segundas gerações do Peugeot 308 – vendida na Europa – e da linha C4. No caso dos furgões, a principal intenção é a aliar a grande capacidade de car-

ga à dirigibilidade de um automóvel de passeio nas cidades.

Características Na Europa, os modelos estão disponíveis em carrocerias que variam do furgão às vans de luxo – inclusive configuradas como escritórios executivos, com poltronas individuais. E podem ter volume de carga de até 6,6 m³ e capacidade de transportar 1,4 tonelada – 200 kg a mais que a geração anterior. A altura, limitada a 1,90 m, torna-os boas opções para os estacionamentos subterrâneos. A versão menor tem 4,60 m de comprimento e o número de lugares varia de cinco a nove.


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

FOTOS GRUPO PSA/DIVULGAÇÃO

Veículos têm motor a diesel e diferentes opções de tamanho

Modelos de Peugeot e Citroën se diferenciam por detalhes

Na Europa, há configurações do tipo van, para transporte de passageiros, ou furgão, para carga

Veículos têm volante multifuncional e central multimídia

A motorização dos novos Peugeot Expert e Citroën Jumpy é sempre diesel, de acordo com as normas Euro 6, com câmbio manual ou automático de seis velocidades. Há motores 1.6 com opções de potências de 95 cv, 115 cv e 120 cv ou 2.0 com 150 cv ou 180 cv. As duas vans estão disponíveis em três tamanhos: 4,60 m, 4,95 m e 5,30 m. As variações são possíveis graças à modularidade da plataforma, que garante a integridade das partes mecânicas independentemente do tamanho adotado. Na Citroën, as opções são chamadas de XS, M e XL, na ordem da menor para a maior, enquanto a Peugeot nomeia suas configurações de comprimento de carroceria como Compact, Standard e Long. (MM/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

Curiosidade

Vespa mais antiga é leiloada A Vespa mais antiga do mundo foi vendida em um leilão na internet, na semana passada. O valor ficou abaixo do esperado. O modelo pré-série, fabricado pela Piaggio em 1946, foi arrematado por US$ 195,7 mil, o equivalente a cerca de R$ 600 mil. A casa de leilões esperava que algum interessado desse um lance superior a US$ 300 mil pela Vespa. A unidade praticamente feita à mão ainda funciona, pesa 60 kg e possui motor de 98 cc de dois tempos capaz de levar a moto a uma velocidade máxima de 60 km/h. O câmbio é de apenas três marchas, conforme divulgou a casa de leilões. CATAWIKI/DIVULGAÇÃO

Alemanha

Autobahns para bicicletas O governo alemão planeja investir, ainda neste ano, cerca de € 25 milhões na expansão de vias expressas para bicicletas no país. O investimento alto nas autobahns para as “magrelas” se justifica pelo número cada vez maior de pessoas que estão usando as bikes para se deslocar para o trabalho, a escola e a casa. Sem semáforos ou cruzamentos, seria possível chegar mais rápido aos locais do que de carro e, além de aliviar o tráfego nas estradas, estimularia os alemães a saírem do sedentarismo. Com a verba, serão construídos 50 km de ciclovias expressas.

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Duas rodas

Tempos

Modelo chega às lojas da Honda em maio

modernos Honda aposta no crescimento do mercado descooter elança o SH 150i; segundointegrante dalinha tempreço sugeridoa partir de R$12.450 e vendas começamem maio Eduardo Rocha Auto Press

Quanto maior a variedade de modelos, mais chances existem de acertar no interesse do consumidor. Esse foi o principal motivador para a Honda lançar seu segundo scooter no país, o SH 150i, que chega oficialmente em maio. O novo modelo segue os mesmos conceitos adotados no SH 300i, só que com dimensões menores. Ele repete características como assoalho plano diante do piloto, linhas bem-recortadas, grande escudo frontal e posição de pilotagem mais ereta. O motor de 149,3 cm³ traciona a roda traseira por meio de uma transmissão continuamente variável e é basicamente o mesmo utilizado na PCX. Tem, inclusive, o

mesmo sistema start-stop, rebatizado aqui de idling stop, que desliga o propulsor após três segundos em marcha lenta. O que muda é o mapeamento, para arrancar alguns cavalos a mais. Para ser exato, são 14,7 cv a 7.750 rpm e 1,40 kgfm de torque a 6.250 giros. O PCX tem 13,1 cv de potência, que chega mais tarde, em 8.500 giros, e praticamente o mesmo torque, 1,36 kgfm, mas que chega mais cedo, a 5.000 rpm. Segundo a Honda, essa mudança deve tornar as arrancadas da SH 150i melhores. Mas, além do motor mais forte, a SH promete um ganho dinâmico pela adoção de rodas de aro 16 e pneus de 100 mm na frente e 120 mm atrás, contra as de aro 14 com 90 e 100 mm da PCX. Em teoria, este novo

conjunto melhora a capacidade da SH de enfrentar os pisos irregulares e dá maior estabilidade em velocidades mais altas. SH traz ainda ABS nos freios e freios a disco nas duas rodas – no PCX são freios combinados e tambor atrás. As dimensões também mudam em relação ao PCX. Para começar,o SH é 10 cm maior no comprimento e tem entre-eixos 2 cm mais longo, características que a princípio reduzem um pouco a agilidade nas mudanças de direção. Nisso também contribui o aumento da altura do assento, de 76 cm para 80 cm, que eleva o centro de gravidade. Apesar dessa elevação, o espaço sob o assento manteve os 25 litros de capacidade e acolhe até um capacete fechado número 60.

Honda SH 150i é 10 cm mais comprido que o scooter PCX, e o assento é mais alto

Painel de instrumentos vem com hodômetro digital e velocímetro analógico


super motor

23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

FOTOS EDUARDO ROCHA/CARTA Z NOTÍCIAS

Sistema keyless é diferencial A ideia da Honda é atuar com o novo scooter em um subsegmento ligeiramente superior ao PCX. Apesar disso, o SH tem muitos recursos idênticos. Caso da tomada de 12 V em um pequeno compartimento sob o guidão e do sistema de iluminação totalmente em LED. Um ganho em relação ao PCX é o sistema keyless, ou Smart Key, como define a Honda. Basta que a chave esteja a menos de 2 m do scooter para a ignição ser habilitada. Na chave há ainda um botão que acende remotamente as luzes do SH,

Venda de scooters tende a aumentar A Honda acredita que ainda neste ano os scooters vão ultrapassar as motocicletas de alta cilindrada e alcançar 6% de participação – isso em um mercado que pode superar as 50 mil unidades. A marca japonesa manteria os usuais 70% do mercado – próximo que ela vem impondo nos últimos três anos no segmento –, e o SH 150i responderia por cerca

de 8 mil unidades. Nessa projeção, o público do SH seria mais velho, a partir de 40 anos, eminentemente masculino, e utilizaria o scooter como um segundo veículo, basicamente para escapar do trânsito nas grandes cidades. E o preço, de R$ 12.450, ajuda. É apenas R$ 1.650 mais que o PCX em troca de um ganho de potência, de ABS nos freios e do sistema keyless. (ER/AP)

para facilitar a localização em um estacionamento de motos, por exemplo. O painel do SH traz mostradores analógicos. O velocímetro, maior, fica bem no centro do cluster, logo acima do pequeno painel de cristal líquido do hodômetro e do computador de bordo. Ao lado ficam o termômetro do líquido do radiador à esquerda e o marcador de combustível à direita. O modelo tem 3 anos sem limite de quilometragem, com sete revisões com trocas de óleo incluídas. (ER/AP)

Ignição sem chave é ganho em relação ao modelo PCX


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 15 de abril de 2017

super motor RENAULT/DIVULGAÇÃO

AUDI/DIVULGAÇÃO

Série especial

Linha vai crescer

Renault Duster Dakar II chega às lojas

Audi anuncia dois novos SUVs até 2019

A Renault voltou a oferecer a série especial Dakar para o Duster, que traz rodas de liga leve de 16 polegadas diamantadas, faixas laterais e capa dos retrovisores na

A Audi anunciou o lançamento de dois novos SUVs até 2019: o Q8 e o Q4. O primeiro terá dimensões parecidas com as do Q7, enquanto o segundo vai

cor preta. O modelo é oferecido com motor 1.6 16V e câmbio manual, 2.0 16V manual 4x4 e 2.0 16V automático 4x2. Os preços vão de R$ 74.090 a R$ 87.220.

posicionar-se entre o Q3 e o Q5. Os dois terão perfil mais esportivo, com carroceria inspirada em cupês. O lançamento de ambos vai acontecer até 2019.


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Pampulha, sábado - 15/04/2017 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu