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Pampulha -16 a 27 de setembro de 2017

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turismo

almanaque

CONFIRA TODAS AS NOVIDADES DO SALÃO DO AUTOMÓVEL DE FRANKFURT ... Páginas 15 a 19

BREVE FESTIVAL TRAZ ATRAÇÕES COMO NOVOS BAIANOS E TULIPA RUIZ E JENECI ... Página 20 ARIEL MARTINI/DIVULGAÇÃO

16 a 22 de setembro de 2017 ANO XXVII número 1416 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

www.jornalpampulha.com.br

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE JORGE MARINHO/OGLOBO –13.1.1985

ROCK IN RIO. EU FUI! Em sua sétima edição, festival de música acontece até o dia 24, no Rio, e fãs relembram a primeira edição do evento, em 1985, quando o país vivia a euforia da abertura democrática


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 16 a 22 de setembro de 2017

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Nós vamos explorar as nossas riquezas, quem sabe até abrindo uma saída para o mar para Minas Gerais”

Editorial

Não consigo imaginar

Jair Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, em visita a Belo Horizonte DIVULGAÇÃO

a r a u m a manhã de setembro a temperatur a é mais baixa que de costume, e as brumas, inusuais. Levantei-me às 7h para aproveitar o dia em todos os seus segundos. Hoje mesmo (ontem para quem lê a coluna) à noite voltarei ao Brasil, preciso escrever meu texto semanal. Desço ao jardim da casa onde fui criado pelos meus pais, em Vicofertile. Em volta, muitas recordações da infância, as vibrações de meu pai, que se foi em 1982, e de mamãe ainda jovem, da família numerosa que aqui se reunia para memoráveis almoços regados pelos vinhos produzidos em nossa cantina. Minha mãe aqui cuidou de nós, filhos, e me aparecem as cenas como no filme “Amarcord” entre lembranças domésticas, como produzir geleias no verão e concentrado de tomate no outono. A colheita das avelãs em setembro, a castração dos frangos que se transformavam em “capponi” e eram servidos “bollitos” no almoço de Natal. Eu tinha muita dificuldade de comer “capponi” e acabei aderindo ao vegetarianismo aos 15 anos. E se alguém sustenta que a carne é indispensável, olhe para mim depois de 50 anos sem proteína animal. Neste pedaço de terra, hoje coberto de gramados e flores, havia uma horta, que tomava conta de tudo para poder fornecer verduras o ano inteiro, e o po-

P

mar de ameixas, cerejas, pêssegos e, sobretudo, maçãs e peras que, colhidas não plenamente maduras, eram guardadas no sótão, ventilado pelas janelas entreabertas, e, assadas no forno, eram servidas de so-

Hoje, com 95 anos, minha mãe lamenta: “Só me resta aguardar a morte me levar”. Tento consolá-la: “Você vai viver mais dez anos” bremesa durante o longo inverno. Hoje, com seus 95 anos, minha mãe se lamenta: “Só me resta aguardar a morte me levar”. Tento consolá-la: “Você vai viver mais dez anos”. Seu dia se limita à rotina invariável de assistir às façanhas do papa Francisco num canal católico, entre várias missas e ora-

Os filhos estão mais distantes, faltou a companhia de alguém para um jogo de baralho, desapareceram

ções, com um terço rezado de manhã e, pontualmente, às 18h, no toque da Ave Maria. O astral dela obviamente não é dos melhores, a geração dela sumiu, e a situação não mais permite as visitas ao cemitério para a troca de flores no túmulo de meu pai. Os filhos estão mais distantes, faltou também a companhia de alguém para um jogo de baralho, desapareceram as amigas. A vida desabrochou, deixou cair a seu redor pétalas que secam. A cabeça ainda lúcida. Embora o uso de medicamentos que aliviam, o astral não é dos melhores. A cadeira de rodas serve para ir e vir, e um elevador elétrico a faz subir até o segundo andar, onde faz questão de dormir, como dormiu nos últimos 70 anos. Chegou em novembro de 1947, quando se casou com meu pai, sem festas e saindo para uma viagem de trem até a praia mais próxima. Naquela época era usual levar a esposa para morar na casa dos pais do marido, a Itália destruída pela guerra, as moradias eram compartilhadas, em cada quarto morava uma família inteira. Tudo era difícil, os alimentos escassos eram “sagrados”, e nem um grão de arroz no fundo da panela poderia ser desperdiçado. Muito pão e batatas rendiam calorias nos gélidos invernos aquecidos com lenha na lareira. Tudo mudou e ainda mudará, mas como, não consigo imaginar.

as amigas

“As pessoas vão me criticar, vão achar que sou um maluco... muita gente confunde militarismo com ditadura. Nós não vivíamos numa ditadura, vivíamos num militarismo vigiado”

Zezé di Camargo, cantor. Declaração de que não houve ditadura no Brasil causou polêmica na internet

“Decotinho perverso,

coxas de fora, pezinhos acomodados em sandalinhas rasteiras (...) Se dependesse da machalhada, a agora Melissinha tinha lugar assegurado nos céus de Júpiter...” Trecho do texto do jornalista Guilherme Goulart, do “Correio Braziliense” sobre o primeiro dia de uma estagiária no jornal. Machista, texto rendeu uma enxurrada de críticas e levou o autor a pedir desculpas

“Esse é o mundo que vivemos agora? Um mundo em que um grupo reduzido, com ideologias das mais reacionárias e retrógradas, vai dizer o que podemos ver e como podemos pensar? Esse é um grande e terrível precedente que esse fechamento intempestivo da exposição abre” Gaudêncio Fidélis, curador da mostra Queer Museu – Cartografia da Diferença na Arte Brasileira, cancelada em Porto Alegre pelo Santander Cultural após pressão feita por grupos ligados ao MBL, que a acusava de apologia à pedofilia e à zoofilia

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

FUNDADOR Vittorio Medioli

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DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

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Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

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reportagem

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ROCK IN RIO>Fãs e pesquisadores contrapõem momento vivido na primeira edição e os dias de hoje FRED MAGNO

Alex Janeiro de Bessas 1985. Vivendo 21 anos sob tutela de um regime militar, a sensação do país às vésperas de uma eleição, ainda que indireta, do primeiro presidente civil desde o Golpe de 1964 era de otimismo e esperança. Enquanto em Brasília um colégio eleitoral definia o páreo presidencial, disputado entre o paulista Paulo Maluf e o mineiro Tancredo Neves (1910 – 1985), no Rio de Janeiro era o rock quem dava o tom e o ritmo dos debates de então. Por lá acontecia a polêmica primeira edição do Rock in Rio, celebrado à época como o maior festival de rock do mundo. Com ressaca pela frustrada campanha pelas eleições diretas – no ano anterior, centenas de milhares de pessoas foram às ruas nas principais capitais do país pedir a aprovação da emenda Dante de Oliveira, que reinstaurava as eleições diretas para presidente, que não foi aprovada – ter um presidente civil era um alento para muitos brasileiros e, claro, essa expectativa contaminou o festival. “No Brasil, naquela época, a gente respirava política”, rememora Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho. Naquele 1985, é verdade, ele ainda não integrava a banda, mas aos 24 anos, da plateia, assistiu ao show onde Cazuza mudou trecho da música “Pro Dia Nascer Feliz”, cantando no lugar “pro Brasil nascer feliz”, para celebrar a vitória de Tancredo Neves e o surgimento da Nova República. Bem, agora, às vésperas da mais uma edição do Rock in Rio no Brasil, o debate político volta a ser pauta latente e rotineira no país. Passados 32 anos desde que a Cidade do Rock foi erguida pela primeira vez, o festival idealizado pelo carioca Roberto Medina volta a acontecer (pela sétima vez) na capital fluminense nesta e na próxima semana. Desta vez, todavia, a sensação não é mais de “esperança e festividade, presente no festival e fora dele”, como menciona Rodrigo acerca do evento em 1985. Doutor em história pela Universidade Estadual Paulista (Unesp), Paulo Gustavo da Encarnação se dedica a estudar a estrutura do rock no Brasil e em Portugal. Ao contrapor essas duas realidades, indica que, agora, “o clima nacional é de desânimo, desesperança e até mesmo de intolerância...”. A verdade é que o próprio idealizador do projeto já verbalizou tal abatimento. Em entrevista à revista “Veja”, Medina chegou a

rava”, argumenta Merheb. No mesmo sentido, o produtor cultural Claudio Prado vê a oportuna sintonia do festival com o período de redemocratização do país apenas como ligeira coincidência. “Pensar que as duas coisas andaram juntas é ingenuidade”, afirma. Para ele, afinal, “o Rock in Rio é a usurpação do termo rock”. Um dos organizadores do Festival de Águas Claras, no interior de São Paulo, que teve quatro edições entre 1975 e 1984, Prado menciona que, no auge da geração hippie, calças rasgadas eram regra porque eles se recusavam a comprar um novo produto. “Hoje, as butiques vendem calças que são rasgadas por máquinas”, contemporiza, fazendo uma analogia sobre como a indústria absorveu o que era um ato de protesto. “O Rock in Rio é uma calça rasgada desfiada pelas gravadoras”, finaliza ele.

Na palma da mão O belo-horizontino Maurilo Andreas guarda, além das boas lembranças, luva distribuída para o show do Queen

‘Pro Brasil nascer feliz’ declarar que, “se nada mudar nesse país, esse será meu último Rock in Rio”. Aliás, Rodrigo, que se apresenta no festival na próxima quinta (21), acredita que o evento é, acima de tudo, “uma manifestação de massa que celebra a música”. Mas pondera que o clima no país acaba impactando o festival. “É impossível dissociar uma coisa (a música) da outra (a política), principalmente se estamos falando de rock”, analisa. A afirmação do músico encontra eco nas análises de Rodrigo Merheb, pesquisador e autor do livro “O Som da Revolução” (Record, 2012). Ele avalia que, como Brasília, a cena musical do país passava por um momen-

to de transição. “Anteriormente, por conta da censura, os artistas recorriam a metáforas e alegorias... Então, essa outra geração tinha outra forma de se expressar, mais radiofônica”, propõe, adicionando que o Rock in Rio tem papel importante nessa passagem, “deixando o país mais pronto para aquele novo jeito de fazer música”. Paulo Gustavo Encarnação enfatiza que elementos políticos continuaram a ser cantados pelos artistas. “As letras politizadas permaneceram em um sentido amplo, falando de ambientalismo, de lazer...”, indica. POLARIZAÇÃO O pesquisador lembra que o festival acendeu críti-

cas “que, na verdade, já vinham sendo feitas desde a Jovem Guarda, na década de 1970”, examina Encarnação. Ele situa que a oposição se dava em dois campos: ser “um produto importado” e “criar uma juventude alienada”. No artigo “Rock in Rio – Um Festival (im) Pertinente à Música Brasileira e à Redemocratização Nacional”, o pesquisador demonstra como setores antagônicos se opunham ao evento. Segmentos progressistas e conservadores da Igreja Católica, o Partido Comunista Brasileiro, críticos musicais e até o próprio Tancredo Neves se manifestaram contra o evento. O presidenciável, aliás, voltou atrás depois de um en-

AGÊNCIA ESTADO/ARQUIVO

contro com Medina. Na verdade, ainda hoje há muita polêmica no que diz respeito ao significado do Rock in Rio para o país. Merheb lembra que o festival nunca levantou bandeira no campo político. “Estávamos vivendo uma abertura gradual, algo que já vinha acontecendo há seis anos...”, pontua ele. Por isso, “com o ambiente repressivo da ditadura se dissipando”, foi possível “criar uma atmosfera favorável a esse tipo de evento”, analisa. Assim, “mesmo a eleição de Tancredo acontecendo paralelamente ao festival (no dia 15 de janeiro), é importante lembrar que o Rock in Rio foi organizado enquanto a ditadura ainda vigoAGÊNCIA ESTADO/ARQUIVO

Primeiro grande festival do país, o Rock in Rio de 1985 teve shows históricos como o Queen (esq.) e reuniu 1,38 mi de pessoas ao longo dos dez dias

REABERTURA Ressalvas feitas, Merheb afirma que sim, o festival funcionou como um marco na música brasileira e para a abertura de público e mercado deste setor no país. “Foi marcante por três razões: promove um grande evento, cria interlocução com o mundo e leva a cultura do rock para o mainstream”, analisa. O pesquisador lembra que, até 1985, o país abrigava alguns festivais, como o de Saquarema, em 1976, e o supracitado de Águas Claras, “mas eram mais incipientes”. “E grandes bandas vinham, mas apenas esporadicamente...”, frisa. Para ele, “aquele momento foi essencial para mostrar que o Brasil podia ser sede de algo grande”. Em se falando da ampliação do público que consumia rock no país, é depois da primeira edição do festival que o movimento se torna mais expressivo. “Transmitido pela TV Globo, o Rock in Rio fez estourar ainda mais as bandas de rock nacionais”. Embora, como já ressalvado, ainda não fizesse parte do Barão Vermelho, Rodrigo Santos já era músico em 1985. Ele lembra que o Rock in Rio foi, para os artistas, um divisor de águas. “Antes, para comprar um amplificador, você precisava conhecer um amigo de umamigo que fosse para Nova York e precisava ter muito dinheiro para importar esses produtos...”, lembra. “Quando vêm aqueles dez dias de shows e (o evento) é um sucesso, as empresas começam a olhar para o país”. Da perspectiva da história, Paulo Gustavo lembra que até mesmo a queixa por mais espaços para bandas de rock se dilui após o festival.


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MEMÓRIA>Fãs que participaram da primeira edição lembram shows e clima de euforia no festival

Os Brasis do Rock in Rio LINCON ZARBIETTI

“O primeiro show da democracia brasileira!”. Foi assim que o ator global Kadu Moliterno introduziu a apresentação do Kid Abelha e os Abóboras Selvagens no dia 15 de janeiro de 1985, pouco após o colégio eleitoral definir Tancredo Neves como presidente do Brasil. O pesquisador Paulo Gustavo Encarnação menciona que, naquele dia, o quinto dos dez dias do evento, a ironia se fez presente entre chuva, lama e muita música. Acontece que estudantes que haviam acabado de passar no vestibular provocavam o candidato derrotado. “Eu passei no vestibular e o Maluf foi reprovado pelo colégio”, debochavam. Entre os 1,38 milhões de pessoas que passaram pelo festival estava Maurilo Andreas. Então com 13 anos, ele não tinha muita ideia do que acontecia em Brasília, mas sentia uma atmosfera diferente ali. Baixista do Barão Vermelho desde 1992, Alex Bessas

Rodrigo Santos também curtia o Rock in Rio em meio ao público. Então com 24 anos – e, portanto, mais consciente do que aquele momento significava para o país –, ele arrisca algumas hipóteses para explicar o que tornava aquele clima especial. Entre as observações, “era como se a gente tivesse vencido a censura”, propõe. A afirmação do músico, por sinal, indica outra oposição entre a sensação vivenciada no Brasil daquele período e o momento atual, quando acontece a sétima edição do evento. Às vésperas do início do festival, depois de um boicote coordenado pelo Movimento Brasil Livre (MBL), o Santander Cultural anunciou, no último domingo (10), a interrupção da mostra “Queermuseum”, que estava instalada no Rio Grande do Sul. Em trecho de uma comunicação interna do banco vazada pela imprensa, a instituição menciona que as críticas ao cancelamento da exposição “têm enfoque na censura – ‘como não se via desde a ditadura’, para os mais fervorosos”.

Partes de algo maior Passados32anos daquele janeiro, o belo-horizontino Gustavo Schettino, 48, guarda lembranças tão positivas que, ao ser contactado pelo Pampulha, fez questão de agradecer, emocionado, “por me trazer essa boa memória”. “Três coisas marcaram o festival para mim: no dia 16, a chuva, no dia 18, a lama, e, no dia 20, as britas”, brinca Schettino, hoje radicado em Londres. Tais dificuldades, diz, atestam o poder de transcendência da música. “Quando os shows aconteciam, nada mais importava”, atesta. Uma série de acasos levou o rapaz ao evento. “Minha infância não foi fácil. A família era grande, não tinha como comprar ingres-

sos”. Quando um tio ganhou cortesias em um sorteio, na empresa em que trabalhava, deu-lhe de presente. Maurilo Andreas, por sua vez, chegou ao Rock in Rio por meio de uma artimanha do pai. “Ele comprou os ingressos escondido. Só contou para a minha mãe no Natal, a menos de um mês para a viagem”, ri. O hoje publicitário, porém, não consegue censurar a aventura. “Valeu muito!”. Inclusive os perrengues. “O grande lance era dançar em cima da lama”. Ex-integrante do Hanoi Hanoi, um dos grupos mais cultuados dos anos 80, o mineiro Affonsinho esteve no evento, mas não se considera propriamente um saudosista. À época com 23 anos, ele lem-

EM 1985...

Marcante

Da noite para o dia Em entrevista para um especial do Multishow, Roberto Medina revelou que “o festival não foi planejado ao longo do tempo”. A ideia teria surgido “em uma noite”.

O Rock in Rio foi o primeiro show de rock da vida do chef João Siqueira

Bênção de Frank Sinatra Antes do Rock in Rio, Medina havia realizado o antológico show de Sinatra no Maracanã. Mas, para o festival, ele havia recebido mais de 70 “nãos” de investidores; Arguto, o idealizador do evento procurou o cantor americano, que convocou uma coletiva de imprensa para anunciar o Rock in Rio, mesmo sem a garantia dos investidores. Maior festival do mundo Depois da coletiva convocada por Sinatra, manchetes de importantes jornais do mundo, à época, exaltavam: “o maior festival de rock do mundo vai acontecer no Brasil”. Com a repercussão, patrocinadores formaram fila.

bra que considerou o Rock in Rio “menos rock n’roll do que o que os shows da Rita Lee e Tutti Frutti ou Mutantes faziam dez anos antes”. E mesmoassumindo que o clima político vivido pelo país perpassava o festival, entende que o que imperava nos 250 mil m² da Cidade do Rock era o ar de novidade e a grandiosidade da iniciativa. O Rock in Rio, diga-se, foi o primeiro show de rock na vida do carioca João Siqueira. À época, o hoje chef de cozinha (aqui, em BH) tinha 13 anos, e, filho de militar, morava em Brasília. “Nem pensava em ir, mas fui passar férias no Rio”. Lá, o frenesi do evento o contagiou – ele foi à abertura e aos dois dias finais. A lama fez parteda aventura. “Tinha acabado de ganhar um tênis de Natal, e, lá, enfiei o pé na lama!”, brinca. Andreas foi a dois dias do evento (11 e 13 de janeiro) e crava o show do Queen como o mais marcante. “Ver o Freddie Mercury...Lembro da namorada de um dos rapazes da

nossa turma chorar muito após o espetáculo!”. Aliás,Andreas guarda a luva distribuída no show. A emoção da plateia cantando “Love of My Life” junto a Mercury também marcou Siqueira. Além disso, foi lá que ele descobriu bandas como AC/ DC e Whitesnake, que passou a ouvir em casa. Por sua vez, Schettino elege o show do Yescomo o favorito. E Affonsinho demarca como fundamentalem sua trajetória ter vivido o rock jazzístico de George Benson naquele ano. Os quatro se referem com afeto à apresentação das bandas nacionais Blitz, Kid Abelha,Paralamas doSucesso,Barão Vermelho, Ney Matogrosso, Erasmo Carlos e Gilberto Gil. A diversidade, aliás, deu o tom, lembra Andreas. “Nunca foi um evento só de rock”. Inclusive, para ele aquele era um momento em que “o Brasil deixava de ser só uma caricatura de samba e futebol”. “A partir dali, a gente notou que podia ser moderno, que fazia parte de algo maior”.

PARA VER Da telinha Longe da Cidade do Rock, os shows desta edição do festival podem ser acompanhados pela TV e pela web. Entre os canais pagos, o Multishow realiza a cobertura do Rock in Rio, que também integra a programação da Rede Globo e é transmitido na internet pelo Portal G1

Profecia Além de todas as dificuldades em erguer a Cidade do Rock e da oposição de vários setores, a organização lidou com o boato de suposta profecia de Nostradamus, que falava da queda de um meteoro em uma cidade da América Latina em um grande evento de música. Salvem os morcegos Por pressão de entidades de proteção aos animais, Ozzy Osbourne assinou contrato em que estava proibido de comer morcegos no palco, o que supostamente fazia.


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CENÁRIO BH HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

ACERVO PESSOAL

Lar Shopping promove 6 Ponteio feira de adoção de cães e gatos

participa de Ciclo 6 Safatle de Conferências Mutações

Para encontrar um lar para animais que vivem nas ruas, o Ponteio realiza mais uma edição da Feira de Adoção de Cães e Gatos. Além de reunir até 30 animais já vacinados, vermifugados e castrados, a feira recebe, às 11h30, uma palestra sobre psicologia canina ministrada pelo terapeuta Jean Clode e pelo humorista Caju. Onde Estacionamento G1 do Ponteio Lar Shopping (BR 356, 2.500) Quando Neste sábado (16), das 10h às 17h Quanto Entrada gratuita (adotantes devem contribuir com R$ 40 para ajudar nos custos das ONGs)

Na próxima edição do Ciclo de Conferências idealizado pelo filósofo Adauto Novaes, o tema “Dissonâncias do Progresso” irá nortear as discussões. No dia da abertura, na quarta-feira (20), o Ciclo recebe o filósofo Vladimir Safatle Onde Auditório do BDMG Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1600, centro) Quando Do dia 20 (quarta) a 23 (sábado), às 19h Quanto R$ 20 (conferência avulsa, inteira); inscrições no site www.mutacoes.com.br

ANGELO PETTINATI – 11.9.2011

recebe doações de 6 LBV instrumentos musicais

gráfica realiza sua 6 Feira 21ª edição neste sábado (16)

Em uma campanha de arrecadação com o objetivo de fomentar a cultura em jovens, a Legião da Boa Vontade (LBV) está recolhendo instrumentos como o trio berimbau, pandeiro de couro e atabaque de corda para a realização da Oficina de Capoeira para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos, atendidos pela instituição na capital mineira Onde Centro Comunitário de Assistência Social da LBV (av. Cristiano Machado, 10.691, Planalto, telefone: 3490-8101)

A primeira feira mensal de produção gráfica de Minas Gerais, a Faísca, chega a sua 21ª edição com 46 representantes do mercado de publicações. Além dos expositores, a feira conta com o acervo do setor braille da Biblioteca Pública Estadual, uma oficina de escrita narrativa e um espaço voltado para crianças. Onde BDMG Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes) Quando Neste sábado (16), das 11h às 17h Quanto Entrada gratuita

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Suicídio ste ano, Getúlio Vargas Neto tirou a própria vida, repetindo o gesto do pai, em 1997, e do avô e presidente do Brasil à época, em 1954. Seria o suicídio um gesto ligado à genética ou tem a ver com a nossa personalidade e meio sócio-econômico? Os números no Brasil estão crescendo e, particularmente, vejo o tema com preocupação. E o mais importante, o que devemos fazer frente a casos como este? Aproveito o mês do “setembro amarelo” (www.setembroamarelo.org.br) para colaborar com o alerta da data, que desde 2015 fala sobre o tema e como prevenir os casos de autoextermínio. Dados divulgados pela BBC Brasil indicam que, entre 1980 e 2014, a taxa de suicídio entre jovens de 15 a 29 anos aumentou 27% no Brasil. Estes dados são preocupantes e merecem um olhar atento de todos nós. Por que os jovens brasileiros estão cometendo suicídio no auge de sua juventude? Os números são tão assustadores que apenas num único ano, cerca de 1 milhão de pessoas no mundo tiraram a sua própria vida – aproximadamente uma morte a cada 40s. O suicídio encontra-se entre as dez primeiras causas de morte, sendo que por cada suicídio ocorrem outras 11 tentativas sem sucesso. É importante frisar que mais de metade das pessoas que se suicidaram estavam deprimidas. Estima-se ainda que o risco de suicídio ao longo da vida em pessoas com perturbações do humor (principalmente depressão) é de 6% a 15%; com alcoolismo, de 7% a 15%; e com esquizofrenia, de 4% a 10%. De igual forma, é interessante notar que o suicídio raramente é uma decisão repentina. Na maioria dos casos, o suicídio é algo planejaOuça mais e do – a pessoa constrói fale menos. um plano, estabelece uma data, define um Entretanto, método e pensa nessa não hesite em possibilidade ao longo de algum tempo, questionar antes de tomar uma abertamente decisão definitiva. Existem sinais claros se a ideia de na maioria das vezes. suicídio é ou Quando detectar que algo não vai bem não uma opção. com algum conhecido, seu siga alguns passos. Primeiramente, seja um bom ouvinte – simplesmente ouça, com toda a atenção, não apenas os fatos, mas a dor, os medos e as inseguranças. Nunca julgue, não dê conselhos ou opiniões próprias. Reconheça o seu sofrimento, valorize o que é dito e demonstre que está disponível para a ajudar. É fundamental que essa pessoa saiba e sinta o quão importante ela é e que a sua vida tem valor para alguém. Demonstre empatia, procurando compreender as coisas não do seu ponto de vista, mas do ponto de vista do outro. Ouça mais e fale menos. Entretanto, não hesite em questionar abertamente se a ideia de suicídio é ou não uma opção. É importante que a pessoa saiba que a sua morte causaria sofrimento nas pessoas que a rodeiam, e haveria pessoas que sentiriam a sua falta. Importante também nunca deixar uma pessoa, com risco de suicídio, sozinha. Incentive-a a pedir ajuda especializada – em um hospital, a um psicólogo ou psiquiatra. Pode também indicar o Centro de Valorização da Vida (www.cvv.org.br), que fica à disposição da população para ajudar durante as 24 horas do dia. Gosto de uma frase do escritor Paulo Coelho: “Não desista. Geralmente é a última chave no chaveiro que abre a porta”. Faça uma boa semana.

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Psicose: a convicção de uma realidade que é distorcida Surtopodegerar pensamento desorganizado, agressividadee alucinações Uma van saiu desgovernada pelas ruas de Marselha, cidade do sul da França, no último dia 21 de agosto, e investiu contra um ponto de ônibus matando uma pessoa. O acidente aconteceu menos de uma semana depois dos atentados de Barcelona, acenFranco Malheiro

dendo o sinal de alerta nas autoridades francesas. No dia seguinte, a possibilidade de o ataque ter sido uma ação terrorista foi descartada, e um laudo mostrou que o motorista sofria um transtorno psicótico. “Podem existir terroristas com transtornos psicóticos que agem sob delírio. Mas não podemos afirmar que todos os terroristas sejam psicóticos, mesmo porque há uma causa ideológica envolvida, e o comportamento violento não é uma obrigatoriedade em surtos psicóticos”, diz o psiquiatra Fernando Siqueira, professor da residência médica em psiquiatria do Hospital Odilon Behrens. “Um psicótico possui

uma convicção sobre a realidade, muitas vezes, distorcida. Vive um estado delirante”, explica Siqueira: “Durante um surto, o paciente pode ter a certeza de que está sendo perseguido. Há casos de hiper-religiosidade. Casos também de megalomania, em que pacientes acreditam ser donos de grandes fortunas e bens”. Os pacientes em surto psicótico apresentam pensamento desorganizado e, em alguns casos, agressividade, ansiedade e alucinações. Eles chegam a escutar vozes. Podem apresentar ainda os chamados sintomas negativos: depressão, isolamento social, falta de higiene, perda de apetite e olhar catatônico (um estado bas-

tante grave). O tratamento, explicam os médicos, deve ser feito em três eixos: o subjetivo (psicoterapias), o social (inserção) e o farmacológico (medicamentos). “É necessário dizer que centrar o tratamento em apenas em um dos eixos é insuficiente para assegurar um tratamento adequado”, ressalta Sérgio de Campos, coordenador da residência médica em psiquiatria do Hospital Raul Soares. O coordenador de residência médica em psiquiatria do Odilon Behrens, Políbio de Campos, faz um alerta: “Precisa-se tomar cuidado com o excesso de diagnósticos, para não estigmatizar e aumentar o sofrimento dos pacientes”

ACIR GALVÃO

TIPOS DE PSICOSE Esquizofrenia A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica endógena, que se caracteriza pela perda do contato com a realidade.Tipos de esquizofrenia: Paranóide, indiferenciada, catônica e hebfrênica Paranoia Termo introduzido na psiquiatria para designar os problemas psíquicos que tomam a forma de um delírio sistematizado Transtorno Bipolar tipo 1 Distúrbio associado a alterações de humor que vão da depressão a episódios de obsessão. Surto psicótico induzido por droga Afetamina e cocaína são as mais comuns e com efeitos mais fortes; mas outras drogas também podem causar, como o álcool.

Pacientes são mais alvos de violência do que praticantes É comum associar a agressividade ao transtorno psicótico, mas os médicos alertam para a necessidade de se romper com esse estigma. “Há uma diferença entre agressividade e violência. Agressividade é

uma reação. Já a violência é a agressividade instrumentalizada, quando usamos de ações agressivas para invadir o outro”, explica o psiquiatra Políbio de Campos “Uma revisão dos estudos, a maioria nos EUA,

mostrou que 35% dos pacientes sofreram agressões (estupro, roubo, sequestro), além da violência do preconceito e da segregação. Em proporção menor (12% a 24%) foram eles que praticaram violência”,

cita o psiquiatra. “Muitas vezes, a defesa de crimes comuns recorre ao ardil de buscarem justificativas na psicose com a finalidade de diminuírem a pena”, comenta o psiquiatra Sérgio de Campos.


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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

MENTES PERTURBADAS SINTOMAS Pensamento desorganizado Isolamento social Delírio Insônia Agressividade Ansiedade Sofrimento Olhar inerte Perda do apetite

CAUSAS Ainda não se sabe a real causa da psicose. A teoria mais aceita é a multifatorial, que defende a interação de fatores genéticos e ambientais. O meio e as relações sociais do paciente podem ser causas do transtorno, como família, traumas, abusos etc. DOPAMINA Acredita-se que o excesso do neurotransmissor dopamina causaria um surto psicótico. Mas a causa desse excesso ainda é alvo de estudos. A dopamina é produzida na área tegmental ventral

DIAGNÓSTICO O diagnóstico é clínico. Deve-se levar em consideração um conjunto de ações psicocomportamentais dos pacientes. Especialistas alertam, no entanto, para cuidados a serem tomados. É preciso evitar o excesso de diagnóstico e abuso de medicação.

OS SINTOMAS NÃO APARECEM DA NOITE PARA O DIA. É UMA EVOLUÇÃO. É PRECISO OBSERVAR SE O PACIENTE MUDOU MUITO DE COMPORTAMENTO, SE PASSOU A AGIR DE UMA FORMA MUITO DIFERENTE DE ANTES. OS PRIMEIROS SINTOMAS, MUITAS VEZES, PODEM SER OS CHAMADOS NEGATIVOS: ISOLAMENTO, FALTA DE DISPOSIÇÃO PARA VIDA, FALTA DE APETITE E ATENÇÃO.

COMO SE ORIGINA A PSICOSE COMPARE COMO É A PRODUÇÃO NORMAL DE DOPAMINHA E QUANDO ELA É PRODUZIDA EM EXCESSO, O QUE POSSIVELMENTE OCORRE NOS CASOS DE PSICOSE:

Conheça sintomas, causas e o funcionamento dos transtorno psicóticos TRATAMENTO Medicamentoso, com antipsicótico, mas também é importante que seu uso seja associado a terapias. Também é preciso investir na melhoria da qualidade de vida do paciente e nas suas relações.

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Os neurônios transmitem a dopamina através das sinapses. Na sinapse, um neurônio transmite uma ordem a outro neurônio. SINAPSE

LÓBULO FRONTAL

2

Esses neurônios transmitem a dopamina até as regiões do cérebro que controlam as sensações de recompensa (motivação) e prazer (euforia); a função motora; a compulsão e a preservação.

NEURÔNIO TRANSMISSOR

NEURÔNIO RECEPTOR

Função excitatória

DOPAMINA ACETILCOLINA

CEREBELO

EM UMA PESSOA SADIA Função inibidora

Receptor de dopamina

Acetilcolina em menor quantidade que o normal

DOPAMINA ACETILCOLINA

Os neurônios produtores de dopamina se encontram na área tegmental ventral

NO PSICÓTICO

Por causas ainda desconhecidas, ocorre um excesso de produção do neurotransmissor dopamina

A sinapse falha

FONTES: POLÍBIO DE CAMPOS, PSQUIATRA E COORDENADOR DE RESIDÊNCIA MÉDICA EM PSIQUIATRIA DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE, E FERNANDO SIQUEIRA, PSIQUIATRA E PROFESSOR DA RESIDÊNCIA MÉDICA EM PSIQUIATRIA DA PREFEITURA DE BELO HORIZONTE.

A alta concentração de dopamina produz um distúrbio nos neurotransmissores que tem como resultado a psicose.

CONTEÚDO ESPECIAL

BioRefit reduz absorção de gordura e ajuda a perder peso ARQUIVO PESSOAL

Da A perda de peRedação so é um objetivo comum para a maior parte das pessoas e, por isso, a cada dia o mercado recebe uma enorme gama de produtos com essa finalidade. No entanto, qual o mais indicado para cada caso? Qual a credibilidade que esses itens têm? O uso é seguro? A professora de educação infantil Renata Presoti Ferreira, 29, conta que já estava perto de entrar em depressão por causa de seu peso quando uma amiga recomendou que ela experimentasse usar as cápsulas BioRefit. Ela diz que começou a usar o produto em maio deste ano, quando pesava 85 kg. Hoje, Renata pesa 68 kg e diz ter recuperado a autoestima. “O mais incrível foi que não precisei de uma reeducação alimentar radical. Diminuí poucas coisas na minha alimentação diária e consegui um ótimo resultado em pouco tempo. Só agora resolvi começar a ir à academia e praticar exercícios, porque

Renata Presoti perdeu 17 kg em 4 meses, usando BioRefit

quero melhorar ainda mais o meu corpo e a minha saúde”, relata. A educadora conta, ainda, que às vezes as pessoas nem a reconhecem, tamanha é a diferença que é percebida no corpo dela. “Falo que o BioRefit nem precisa fazer propaganda nos lugares que frequento, porque eu recomendo tanto que até estou pensando em começar a vender”, brinca. COMPONENTES No BioRefit, as cápsulas são compostas por pysillium (suplemento que re-

gula o intestino e dá sensação de saciedade), vitamina C e colágeno. Além do efeito emagrecedor, este último também melhora a pele, resultado que foi identificado por Renata. “Minha pele melhorou muito desde que comecei a usar o BioRefit. Até minhas espinhas diminuiram”, garante. As cápsulas BioRefit podem ser encontradas na Drogaria Araujo, na Drogamaxi e em Sabará, na Drogaria da Vovó, além de sites especializados em produtos naturais.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO

VENTO EM TAÇA

E

ste colunista procura, há 30 anos, em toda viagem, conteúdo bacana para leitores e telespectadores. Na mais recente, um tour náutico pelo Mar do Caribe, Bahamas, num mega iate. Ótima companhia, mordomia, cenário de James Bond e “Piratas do Caribe”.

VENTO EM CUBOS

T

udo perfeito e lindo até a ameaça do furacão Irma, que nos forçou a fugir, literalmente, do barco para um jato particular que nos levou até o Panamá. Lá, conhecemos o drama de amigos, principalmente através de grupos no WhatsApp. Com wi-fi, tsunami de dramas no sul da Flórida e Miami, claro. Voos cancelados para Belo Horizonte. Ordem para abandonar hotéis na orla. Estradas engarrafadas, sem gasolina e suprimentos.

VENTO EM COPO

N

o auge do pânico, o amigo C.A.M.,radicado em Miami, fez bela e triste reflexão sobre as “lindas mazelas” oriundas da recente passagem do furacão. Digamos que ele tenha visto o outro lado do mesmo furacão, logo, começa agradecendo. Infelizmente, não temos espaço para a íntegra.

Em Kei Biscayne, Miami, as belas gêmeas mineiras Emilia e Priscilla Sobreira recompondo a vida depois do furacão Irma

COPO DE BRINDE

“

Obrigado, Irma! Faz dois anos que decidi me mudar do Rio para Miami com minha mulher e meus dois filhos, em busca de algo melhor. O governador Rick Scott, assim que soube da gravidade, foi para a TV e ordenou que todos no sul da Florida partissem. Num piscar de olhos, milhões de pessoas, abandonaram suas casas e já estavam nas estradas”.

COPO DE CÓLERA

“

Eu era mais um no enorme congestionamento, lembrando mi-

solidariedade, respeito pelo próximo e pela vida. Isso me arrepiou! Pensei: esse cara é o meu herói! Automaticamente me veio à memória as enchentes de Teresópolis.”

animais de estimação. As operadoras de telefonia liberaram internet grátis para todos”.

SOLIDÁRIO E MÁGICO

Onde existia cobertura, teve wi-fi grátis. Comunicação, ou a falta de, pode salvar uma vida ou causar uma morte nessas situações. Até o hotel onde estive liberou, por 72 horas, filmes e desenhos, que normalmente são cobrados. O Google se uniu ao governo, para localizar as ruas fechadas, bloqueadas e danificadas, após a passagem do Irma”.

“

Teresópolis! Depois da tragédia de 2011, descobriu-se que a quadrilha de (Sérgio) Cabral desviou o dinheiro para o resgate das vítimas e reconstrução da cidade. Até o prefeito foi preso. A comparação me deu vontade de vomitar. Voltando ao furação, as (tão criticadas) companhias aéreas colocaram voos extras durante toda a madrugada, a US$ 98, para ajudar”.

MÁGICO E HUMANO nhas voltas dos feriados de Búzios. A diferença é que aqui, as pessoas não trafegam pelo acostamento para ‘levar vantagem’. Todos respeitam as leis, mesmo no caos. Motociclistas loucos também não trafegam entre as faixas. Nem sabem

o que é isso”.

COPO SOLIDÁRIO

“

Num lugar seguro, liguei a TV. Lá estava o governador, ao vivo. Aula de patriotismo,

“

A Expedia, site de reservas de hotéis, ofereceu tarifas com descontos especiais. O mesmo fez o Airbnb, para casas e apartamentos. Os hotéis passaram a aceitar mais hóspedes por quarto e também

HUMANO E CIVILIZADO

“

CIVILIZADO E FELIZ

“

São muitos os exemplos que realmente emocionam. Na maioria das vezes, coisas simples, mas que trazem o mínimo de conforto nesse momento e esperança de um futuro melhor. Como diz o famoso ditado: depois da tempestade, sempre vem a calmaria”.

ESPECIAL CASACOR MINAS FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

ENCONTRO NOS JARDINS

A

equipe da Sumisura recebeu um grupo de convidados nos jardins da CASACOR Minas para celebrar a participação da empresa nesta edição da mostra. O evento contou com a presença do presidente da Cinex no Brasil, César Cini. Os lançamentos da empresa estão disponíveis no Loft assinado por Cássio Gontijo, no projeto da Clínica elaborado por Viviane Lima e, também, no Ginger Bar assinado por Ângela Roldão. Devido ao seu grande sucesso, a mostra foi prorrogada e segue até o dia 24 de setembro na rua Sapucaí, 383, bairro Floresta.

Eduarda Corrêa e Ana Paula Rohlfs

José Eduardo Haddad, Dodora Gontijo, Adriana Vasconcelos e João Grillo

Guta Zuquim e Gislene Lopes

Junia Carsalade, Bernardo Ferreira e Ângela Roldão

Roberto Bomtempo e Miriam Freeland

Fernando Almeida, Laila Katina, César Cini e Pedro Paulo Duque Estrada


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reportagem

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DIA A DIA Reforma deve tornar mais comum o teletrabalho no país MOISES SILVA

Gastoscomenergia,internete telefoneserãoobrigações dasempresas Quem trabalha em casa não precisa enfrentar trânsito e pode passar mais tempo com a família. Quem contrata, economiza com transporte, infraestrutura e até com espaço físico. Apesar de vantajoso para ambas as partes, a falta de regulamentação desanima contratações por home office. Segundo pesquisa feita pela Sap Consultoria, em 2016, 90% das empresas que não aderiam ao teletrabalho, como também é chamada a modalidade, apontavam os aspectos legais e a gestão das atividades como principais barreiras. De acordo com especialistas, a reforma trabalhista promete mudar essa cultura e incentivar o home office. “Até então, Queila Ariadne

não havia regulamentação. Agora, as mudanças darão mais segurança para as empresas aderirem ao teletrabalho”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), Wolnei Ferreira. Antes, a única lei que regia o setor era uma alteração do artigo 6º da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) que, desde 2011, equiparou os direitos de quem faz home office aos de quem trabalha presencialmente. “Era uma legislação simplista, sem especificar nada. Agora, é obrigatório prever no contrato as questões como a combinação da carga horária e o custeio de equipamentos e infraestrutura”, explica. Gastos com energia elétrica, internet, computadores e manutenção de equipamentos passam a ser de resEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

HOME OFFICE O que muda COMO É HOJE Não há regulamentação para jornada de trabalho, horas extras ou custeio

“O que importa é o resultado final. Eu recebo um trabalho e um prazo. Recentemente, minha mãe fez uma cirurgia e eu consegui ajustar o trabalho para cuidar dela. Mas às vezes, posso trabalhar todo o fim de semana e nem por isso vou cobrar hora extra”, afirma.

Praticante: Murilo Queiroz trabalha em casa há 20 anos

ponsabilidade do empregador. Antes, ficava a critério de cada empresa. Murilo Queiroz, 40, trabalha em casa há 20 anos, quase sempre para multinacionais norte-americanas. “Acho que sou uma raridade, pois as empresas para quem trabalhei sempre pagaram tudo e me deram flexibilidade de horário. Mas isso só acontece

pela cultura, pois home office é algo natural nos Estados Unidos. Acredito que, a partir de agora, as coisas vão começar a mudar no Brasil, pois haverá mais segurança”, pondera Murilo, ressaltando os benefícios da modalidade. “Eu tenho um filho autista e é muito importante estar disponível”, diz. A pesquisadora jurídica

“

da editora Edipro, Valéria Sant’Anna, afirma que a preocupação de quem contrata deve ser o resultado final. “Nos Estados Unidos, o trabalhador nem se preocupa se está fazendo hora extra, ele se preocupa em produzir. O brasileiro ainda não tem essa cultura e precisa mudar”, avalia. Valéria trabalha nesse regime e ressalta os benefícios.

JORNADA Para a jornada de trabalho para quem atua no home office, não houve nenhuma delimitação para carga horária nem definição de regras para hora extra. Entretanto, o esquema acordado entre as partes tem que estar previsto no contrato: se vai ser por produtividade ou se será por disponibilidade, com horários definidos previamente. “Isso vai variar de acordo com cada atividade e haverá espaço para ajustes, que poderão ser feitos por meio de aditivos contratuais”, explica a pesquisadora jurídica Valéria Sant’Anna. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

TELETRABALHO

As mudanças darão mais segurança para as empresas aderirem ao teletrabalho

No Brasil (Estudo com 325 empresas, em 2016) PRESENÇA POR SETOR (%)

24 12 9 8 8

TI e Telecom Químico, petroquímico e agroquímico Serviços de suporte e provimento Bens de consumo

COMO VAI FICAR Contrato: Fica obrigatório a assinatura de um contrato entre o patrão e o empregado, com especificação de todas as atividades a serem exercidas. Se houver concordância entre as partes, poderá ser feita alteração, com aditivo contratual. Se o empregador quiser que o profissional do teletrabalho volte a atuar presencialmente, poderá mudar o contraro, desde que garanta transição de 15 dias Jornada: A lei não fixa uma carga horária ideal, mas prevê que a jornada esteja detalhada no contrato, em comum acordo entre as partes Material de trabalho: O contratante será obrigado a fornecer equipamentos tecnológicos e infraestrutura adequada como computadores, celulares e despesas com energia elétrica e internet Segurança do trabalho: O empregador deverá instruir os empregados quanto às precauções para evitar doenças e acidentes de trabalho. O empregado deverá assinar termo de responsabilidade comprometendo-se a seguir as instruções fornecidas pelo empregador FONTE:LEI Nº 13.467(13 DE JULHO DE 2017)/ SOBRATT/ESPECIALISTAS EM DIREITO DO TRABALHO

Até cadeira fica por conta do empregador Assim que a nova legislação trabalhista entrar em vigor, em novembro deste ano, o empregador terá que arcar com todos os custos de infraestrutura e equipamentos. Além de pagar computador, celular e internet – valor pago além do salário, previamente acordado –, o patrão também terá que se responsabilizar pela segurança e saúde do trabalhador. Ele será obrigado a divulgar ostensivamente formas de precauções para evitar acidentes de trabalho. Já o trabalhador será obrigado a assinar um ter-

mo de responsabilidade, se comprometendo a seguir as normas. “Mesmo com o funcionário em casa, o patrão tem que garantir condições de saúde ocupacional e assegurar que o contratado cumpra as mesmas normas seguidas na empresa. Aconselhamos que empregador anexe ao contrato os manuais de segurança e forneça equipamentos necessários, como uma cadeira ergométrica, por exemplo”, esclarece o sócio-diretor da Direto Contabilidade, Gestão e Consultoria, Silvinei Toffanin.

Máquinas e equipamentos e automação

90%

80%

DAS EMPRESAS QUE ADOTAM A PRÁTICA IMPLANTARAM NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS

67%

DA ADESÃO ESTÁ EM MULTINACIONAIS

das empresas que não adotam o teletrabalho: as causas estão relacionadas à cultura da empresa, segurança das informações, aspectos legais, gestão de atividades e aspectos tecnológicos/ infraestrutura

BRASIL E O MUNDO (%) (percentual de empresas que praticam) Brasil

68

Estados Unidos

85

Canadá

85

França

77

Alemanha

77

FONTE: SAP CONSULTORIA/ SOBRATT


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DIA A DIA Especialistas listam principais queixas contra planos de saúde MARIELA GUIMARÃES

IDOR M U S CON

ANSdeveser acionadapara tentarintermediar conflito Ter hoje um plano de saúde, seja ele coletivo ou individual, tornou-se fundamental, principalmente se levarmos em conta o estado precário da saúde pública no Brasil. Porém, cresce a cada dia o número de reclamações dos usuários, que em muitos casos recorrem à Justiça para ver garantidos seus direitos. As queixas são as mais variadas, mas algumas delas se destacam pelo grande número de ocorrências, independentemente da operadora. “De uma maneira geral, as reclamações mais comuns em nosso escritório de advocacia dizem respeito às negativas dos pagamentos de próteses, cirurgias e exames complexos, internações de emergência e reajustes e cláusulas abusivos, acima da inflação, além de reembolsos limitados ou recusados”, diz o advogado Gilberto Bento Júnior, especialista em relações de consumo. “Até mesmo em planos Eurico Martins

mais antigos, a obrigatoriedade de cobertura de todos os procedimentos é garantida pela lei 9.656/98, que trata dos planos de saúde, e por súmulas do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que garantem o atendimento de todas as doenças listadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), inclusive com pagamento de próteses, medicamentos e materiais durante a internação”, explica. Além disso, ainda segundo ele, desde 2014 todos os planos têm a obrigação de fornecer medicamentos orais para uso em casa por pacientes com câncer ou custear o tratamento em casa, o chamado home care. “Se alguma dessas coberturas for negada, decisões judiciais quase que imediatas determinam que as operadoras e planos de saúde realizem os procedimentos exatamente como prescritos pelos médicos”, afirma. REAJUSTE ABUSIVO Em relação ao reajuste, Bento Júnior diz que, hoje, o valor das parcelas é definido conforme a data da assinatura do contrato. Aqueles formalizados até 1999 podem sofrer apenas um aumento anual, baseado no índice oficial de inflação. Se a assinatura do contrato tiver ocorrido após janeiro de 1999, o percentual será definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Contratos com reajuste entre maio de 2017 e janeiro de 2018, por exemplo, podem ser majorados em, no máximo, 13,55%, segundo a ANS. Em todos os casos, a reco-

DIREITOS Pode. O beneficiário de plano de saúde coletivo empresarial demitido ou exonerado sem justa causa ou que decidiu se aposentar tem direito a manter o plano de saúde oferecido pela empresa se contribuiu mensalmente para o pagamento do plano de saúde contratado a partir de 1999. Não pode. Já o beneficiário de plano de saúde coletivo empresarial demitido ou exonerado sem justa causa ou que decidiu se aposentar não tem direito ao plano de saúde se o empregador paga integralmente o seu plano; assim como o beneficiário que assume só o pagamento do plano de seus dependentes e/ou a coparticipação ou franquia quando usa os serviços. Ademir Vieira disse que valor do plano de sua mãe mais que dobrou de um mês para outro

mendação é que os consumidores que se sentirem lesados procurem primeiro os canais de atendimento da operadora. Caso não haja solução, a ANS deve ser acionada, para tentar intermediar a solução do conflito. Porém, nem sempre o problema é resolvido nessas instâncias e o caminho passa a ser a Justiça. “A chance de vitória quando o consumidor tem razão passa dos 90%”, afirma Ben-

to Júnior. No entanto, pré-requisitos precisam ser cumpridos. “O reclamante deve possuir laudo médico atestando a necessidade do tratamento e apresentar protocolos dos contatos com a operadora, além de estar com os pagamentos em dia. O processo demora, mas quase sempre conseguimos liminares determinando o início imediato do procedimento solicitado”, diz ele. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Há vários canais para reclamações

RAIO-X

Números do setor

Beneficiários de planos de saúde de assistência médica Em julho de 2017 Minas Gerais

5.078.919

Brasil

Para resolver as reclamações de forma ágil e favorável ao consumidor, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) instituiu a Notificação de Intermediação Preliminar (NIP), ferramenta de mediação de conflitos entre beneficiários e operadoras, cujo índice de resolução em 2016 ficou em cerca de 90%. A partir de uma reclamação na agência, uma notificação automática é enviada à operadora, que tem cinco dias úteis

para resolver o problema do beneficiário nos casos de não garantia da cobertura assistencial. Se o problema não for solucionado pela NIP, é aberto procedimento administrativo, que pode resultar na aplicação de multa ou outras medidas administrativas, como a suspensão temporária da venda de planos. Para reclamar, os consumidores podem ligar no Disque ANS (0800 701 9656), ou entrar no site da agência (www.ans.gov.br).

47.381.410

Líderes de reclamação 1º

Cobertura

2º

Contratos e regulamentos

3º

Mensalidades e reajustes

Reclamações de beneficiários de planos de saúde 2016 MINAS GERAIS

6.249 BELO HORIZONTE

2.916 FONTE: AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE SUPLEMENTAR (ANS)

1º trim/2017 MINAS GERAIS

1.366 BELO HORIZONTE

617

Usuário reclama de reajuste de mais de 100% no serviço Uma das reclamações mais comuns dos usuários, principalmente idosos, diz respeito ao reajuste da mensalidade. “Os idosos têm sido vítimas frequentes dos aumentos abusivos dos planos de saúde, em valores muito além do estipulado em contrato. Nesses casos, os tribunais têm amplamente rechaçado o reajuste e dado ganho de causa ao consumidor, que conta inclusive com o Estatuto do Idoso, que proíbe a cobrança a mais das pessoas com mais de 60 anos”, explica o advogado Gilberto Bento Júnior, especialista em relações de consumo. Um bom exemplo desse tipo de situação pode ser dado pelo major da reserva da Polícia Militar de Minas Gerais Ademir Vieira, 52. Ele conta que sua mãe, Cecília Conceição Vieira, 73, é beneficiária como dependente de um plano contratado por sua irmã nos anos 90. Em 1998, sua

irmã deixou a empresa onde trabalhava e ele continuou com os pagamentos, para não perder a carência. “Em 2014, a mensalidade saltou de quase R$ 608 para cerca de R$ 1.700”, diz o militar, que tem procuração da aposentada para representá-la em questões como esta. Apesar do aumento, Vieira seguiu com os pagamentos em dia, mas procurou o Procon Assembleia, no dia 16 do mês passado, em busca de solução. “O plano de saúde não dá informação nenhuma, nem apresenta cópia do contrato assinado na ocasião, apesar de ter sido notificado pelo órgão de defesa do consumidor. Estamos aguardando o prazo de 20 dias dado pelo Procon. Caso o contrato não apareça, vamos ajuizar uma ação, questionando todos os reajustes”, avisa o major da Polícia Militar.


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reportagem

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ESPAÇO KIDS Casos de obesidade triplicam entre crianças e adolescentes ARQUIVO FAMILIAR

Má alimentação e sedentarismo desde a infância são fatores para a alta Para a criança, comemorar aniversário significa ter liberdade para comer frituras, doces e refrigerantes à vontade. Era para ser só ali, na festa, mas, nos domingos, a avó sempre aparece com os bolsos cheios de balas para agradar os netos. Demonstração de carinho que ultrapassa gerações e é usada também pelos pais para compensar ausências e tristezas. Logo, a exceção vira regra, e as crianças aprendem que alimento é aquilo vendido em embalagens feitas pela indústria. É dela que vêm o biscoito recheado do café da manhã, a lasanha do almoço, os nuggets do jantar. O modo de vida pouco saudável é, em maior ou menor grau, comum na sociedade moderna. Em outros tempos, crianças e adolescentes comiam alimentos diretamente da roça. Hoje, eles estão engor-

Relações e hábitos têm que mudar

dando e adoecendo antes da hora. No Sistema Único de Saúde (SUS) de Belo Horizonte, triplicou o número de atendimentos relacionados à obesidade entre o público de 0 a 19 anos: foram 3.069 em 2010 contra 9.211 no ano passado, uma média de 25 por dia. “Os atendimentos de 2017 (até agora são 6.494) estão caminhando para serem maiores que os realizados em 2016”, informou, em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA). No mesmo período, outras complicações relacionadas à má alimenta-

Luciene Câmara

Questão de saúde: Família Mozer mudou estilo de vida para passar mais tempo junta e emagrecer

ção também saltaram. Os atendimentos de diabetes quase triplicaram, e os de hipertensão e de doenças cardíacas praticamente dobraram (veja abaixo). Parte do aumento se deve à ampliação dos serviços disponíveis no SUS, segundo a secretaria, mas os hábitos familiares não ficam atrás. “A alimentação inadequada é um dos principais fatores para o aparecimento de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade e diabetes. É uma preocupação da secretaria mini-

ANÁLISE Causas “A obesidade está mais ligada ao estilo de vida do que a fatores genéticos. A mudança vai além da reeducação alimentar. Passa por um novo projeto de vida”, afirma Valéria Tassara, psicóloga e mestre em ciências da saúde.

mizar esse quadro”, completou o órgão. E a preocupação vai além da esfera municipal. Relatório divulgado neste ano pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) revela que 7,3% da população de 0 a 5 anos está acima do peso no Brasil. Em Minas, 8,79% das crianças na mesma faixa etária eram obesas em 2015 (último dado disponível). Entre o público de 5 a 10 anos, o percentual é maior (9,62%). “Percebemos alta inges-

tão de açúcar e de carboidrato simples, como farinhas brancas, e ausência de atividade física”, comenta o pediatra e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Clésio Gontijo. Segundo ele, a falta de nutrientes, para magros ou obesos, pode ter consequências mais graves na infância: “O impacto para a criança é diferente do adulto. Elas estão em fase de crescimento e podem ter atraso no desenvolvimento neuropsicomotor e déficit de aprendizagem para o resto da vida”.

A obesidade na infância deve ser analisada em um contexto sociofamiliar, de acordo com a psicóloga Valéria Tassara, coordenadora de um grupo de apoio para crianças obesas e famílias no Hospital Infantil São Camilo Unimed. “A obesidade é sistêmica. Pode estar relacionada a fatores biogenéticos, psicológicos e sociais”, afirma a especialista. O emagrecimento, segundo ela, implica quebra de paradigmas. A família Mozer participou do grupo de apoio e percebeu que estava se boicotando com uma vida sedentária, que, além da má alimentação, levava ao afastamento entre pais e filhos. “Aprendemos a comer melhor e também a passar mais tempo juntos, a ser mais felizes”, conta a dona de casa Rejane Mozer, 46. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (realizada com alunos do 9º ano e divulgada em ago/2017)

REFLEXOS DA MÁ ALIMENTAÇÃO

ALUNOS QUE CONSOMEM QUASE DIARIAMENTE (CINCO VEZES POR SEMANA OU MAIS) OS SEGUINTES PRODUTOS (2015) – EM %

Número de atendimentos realizados na rede SUS de BH em decorrência dos seguintes problemas: CRIANÇAS COM SOBREPESO E OBESIDADE EM BH EM 2016 (EM %)

200%

Industrializados e ultraprocessados salgados

9.211

de aumento (de 2010 para 2016)

14,52 Sobrepeso

Excesso de peso:

10,35 Obesidade

24,87%

Refrigerante

193,2%

5.270

6.431

6.494

9.000

de aumento (de 2010 para 2017)

2016

2017*

FONTES: SMSA E SES

2016

*JANEIRO A AGOSTO

2017*

2010

2014

2016

595

2012

797

2014

DIABETES (0 A 19 ANOS)

8,48

6,34

2009

8,79

7,03

25

2010

8,60

7,12

2011

9,33

7,99

2012

8,82

8,53

2013

9,87

9,17

2014

9,53

9,38

2015

8,79

9,62

43,7

Salgados fritos

13,9

Frutas frescas

38,8

Legumes e verduras

53,5

72,7% DOS ALUNOS DECLARARAM CONSUMIR FEIJÃO CINCO VEZES POR SEMANA OU MAIS

OUTROS DADOS (2015) – EM %

414

2012

1.874

1.385

2010

DE 5 A 10 ANOS

2008

de aumento (de 2010 para 2016) 492

2014

92,5%

565

2012

OBESIDADE INFANTIL (PÚBLICO DE 0 A 19 ANOS)

411

2010

410

639

3.069

Já é maior que o índice de todo o ano passado

DE 0 A 5 ANOS

34,6

Guloseimas

5.000

EM MINAS GERAIS OBESIDADE EM CRIANÇAS – EM %

500

62

costumam comer assistindo ndo à TV ou estudando

21,8

praticam atividade física ao menos uma hora por dia

têm o hábito de tomar café da manhã

59,4

normalmente assistem a duas horas ou mais de TV num dia de semana

2017*

HIPERTENSÃO E DOENÇA CARDÍACA HIPERTENSIVA (0 A 19 ANOS)

60,4


reportagem

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ESPAÇO KIDS Ensino aliado à conscientização

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

INFORME-SE E MUDE DE ATITUDE O AÇÚCAR ESCONDIDO NAS BEBIDAS (UFMG)

CONSUMO MÁXIMO RECOMENDADO POR DIA CRIANÇAS E ADOLESCENTES DE 2 A 18 ANOS

1 COLHER DE CAFÉ =

3 GRAMAS REFRIGERANTE LATA 355 ML

36

Colégioparticularnacapitalconseguiu transformarogostodascrianças

17

gramas ACHOCOLATADO PRONTO DE CAIXINHA 200 ML

60

gramas

UARLEN VALÉRIO

25

BEBÊS COM MENOS DE 2 ANOS

gramas (100 calorias) ou

Não devem consumir nenhum açúcar adicionado

8,3

colheres de café

NA CONTRAMÃO (MINISTÉRIO DA SAÚDE)

SUCO DE FRUTA DE CAIXINHA 200 ML

Mudança: Alunos do colégio Maximus passaram por processo de conscientização sobre as refeições com atividades lúdicas e educativas

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gramas SUCO DE SOJA 200 ML

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to que só comia empanados de frango. As caixinhas de suco e de achocolatado e os bolos industrializados também eram comuns na alimentação dos alunos. COMO FUNCIONA A solução foi contratar uma empresa para preparar o

OUTROS Iniciativa O colégio Padre Eustáquio desenvolveu neste ano o “Experimentando as Frutas” com os alunos de 2 anos e 3 anos do Maternal II. Durante três meses, as professoras e idealizadoras do projeto, Luiza Mundim e Raquel Aguiar, dedicaram uma hora do dia para aguçar o desejo das crianças. A cada semana, uma fruta era estudada, e, no fim, todos faziam uma receita. Educação As unidades do Colégio Magnum Buritis, na região Oeste, e Cidade Nova, na Nordeste, também realizam atividades sobre educação alimentar, como preparação de receitas com alunos do maternal ao fundamental. Lei A educação alimentar não é disciplina obrigatória. Projeto de Lei 312/2017, do vereador Fernando Luiz (PSB), em tramitação na Câmara de BH, prevê que o conteúdo seja incluído nas aulas de ciências e biologia. Mas a proposta foi considerada ilegal na Comissão de Legislação e Justiça por considerar atribuição do Executivo a criação desse tipo de norma.

almoço e os lanches na escola, além de duas especialistas em alimentação infantil saudável: a gastrônoma Luiza Fiorini e a nutricionista Alice Carvalhais. “Chegamos com um cardápio 100% reformulado, excluindo qualquer tipo de produto ultraprocessado e inserindo comida de verdade, como pães caseiros mais integrais e com sementes ricas”, conta o dono da Merenderia, empresa que faz as refeições, Patrick Hubner. Quem pode e quer aderir à alimentação da escola paga taxas que variam de R$ 110 a R$ 170 por mês ou traz a comida de casa. Não há cantina com venda de salgados e outros produtos no local. Mas as crianças eram super seletivas e não bastava oferecer pratos saudáveis. As turmas passaram, então, por um processo contínuo de aprendizagem, juntamente com pais e professores. Elas participam da elaboração de receitas, aprendem sobre a produção e a composição de cada alimento, ganham ingredientes e receitas para fazerem em casa e recebem missões, como tirar fotos do ato de comprar frutas com os pais ou tomando suco verde. As imagens são postadas no panfleto com o cardápio do mês. Um aluno estimula o outro a experimentar coisas novas, e o grupo que se sai melhor ganha mais ponto em uma gincana e prêmios. “Desenvolvo com eles o ‘empoderamento alimentar’. Em vez de ficarmos dizendo que a criança não come bem, podemos fazê-la acreditar em seu potencial de experimentar. Os pais também devem acreditar que sempre há chance de consertar a alimentação”, diz Luiza Fiorini.

32,3% tomam refrigerantes ou suco artificial

gramas

FAÇA SUA REVOLUÇÃO ALIMENTAR (POR LUIZA FIORINI, GASTRÔNOMA ESPECIALIZADA EM ALIMENTAÇÃO INFANTIL)

Organize um cardápio para a semana, lave, corte e congele o que vai usar Compre frutas regularmente, higienize-as e coloque-as em vasilhas fechadas na geladeira, aonde a criança tenha acesso

Luciene H á d o i s Câmara anos, Gabriel Alves, 8, só gostava de lasanha e macarrão. Hoje não dispensa a salada de folhas verdes nem as frutas. Isabella Gianordoli, 9, também só queria massas, mas passou a aceitar um prato multicolorido e adora quando o almoço tem frango e tomate. Ana Júlia Pessin, 6, conta que, no início do ano, só almoçava arroz e feijão. Agora, além do básico, seu cardápio preferido inclui uma lista considerável de complementos: brócolis, alface, cenoura, tomate e pepino. O que mudou na vida dessas crianças? Elas integram o projeto “Revolução Alimentar”, realizado desde 2015 pelo Colégio Maximus, no bairro Ouro Preto, na região da Pampulha. Umaverdadeira transformação que vai muito além da reeducação alimentar. Para chegarem até aí, os cerca de 230 estudantes dos ensinos infantil e fundamental passaram por um processo de conscientização antes, durante e depois das refeições, com atividades lúdicas e educativas sobre meio ambiente,a origem dos alimentos, o respeito à natureza, o cuidado com a saúde etc. “Antes, na hora do lanche, os alunos traziam alimentos com alto teor de gordura, conservantes e açúcar. Então, resolvemos revolucionar a vida alimentar deles para formar crianças com opinião, conscientes da importância de se alimentar melhor para o futuro”, ressalta a diretora da escola, Margô Nunes. Ela relata casos como o de um garo-

60,8% das crianças com menos de 2 anos comem biscoitos, bolachas e bolos

Leve a criança ao sacolão, identifique as frutas e os legumes que ela aprecia, leve-a para para dentro da cozinha Sugira que a criança escolha um alimento que nunca provou para experimentar

Use e abuse da ludicidade Incentive que a criança coma primeiramente a salada durante a refeição Não permita que os pequenos comam na frente da TV e outros aparelhos eletrônicos Não proíba nenhum alimento, porque tudo que é proibido é mais gostoso

Ressalte as propriedades e as cores dos alimentos

Não compre o que não quer que seu filho coma, explique que existe comida para comer sempre e comida para comer de vez em quando

Não desista de comprar alimentos recusados pela criança e tente novas receitas

Faça em casa produtos que antes vinham da indústria, como iogurtes, biscoitos


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ESPAÇO GOURMET MARIELA GUIMARÃES

Avenobreestá maisfortedo quenuncana gastronomia Trazida ao Brasil por colonizadores portugueses, a africana galinha d’angola ficou conhecida em Minas Gerais pelos quintais das casinhas de interior em que parece gritar “tô fraco, tô fraco” para espantar supostos invasores. Além disso, é famosa pelo controle biológico devido ao hábito de alimentar-se de pragas, como insetos. Foi assim que essa ave, de sabor forte e carne mais firme, que lembra a de uma típica carne de caça, começou a fazer parte dos cardápios mineiros. Chamada também de pintada ou faraona – em italiano – ela tornou-se a atração principal do menu do restaurante Tragaluz, em Tiradentes, há 17 anos. Embora suas penas características, pretas com pintas brancas, sejam quase um símbolo do artesanato local, curiosamente nenhum restaurante da região servia a galinha, até então. “Apesar de selvagem, a d’angola foi domesticada nos quintais da região do Campos das Vertentes e, por isso, surgiu a ideia de incorporá-la em nosso cardápio”, diz o empresário Pedro Navarro, que faz questão de manter pelo menos dois pratos fixos feitos com a ave, vinda de um produtor da Serra da Mantiqueira. Um deles é a Pintada Tragaluz (veja receita ao lado), em que partes nobres da galinha, como a coxa e a sobrecoxa, são submetidas à técnica de confit, que consiste em um cozimento lento, em baixa temperatura, pelas mãos do chef Felipe Oliveira. Após confitada na gordura de porco, a ave mantém seu sabor único. Já sua carne, é mais escura e seca do que a galinha tradicional, ganha maciez e suculência. Todas as partes são aproveitadas para fazer caldos, inclusive o peito, ainda mais ressecado, também é desfiado e transformado em ragu para acompanhar o Arroz de Angola, outra receita servida na casa feita vinho branco, paio, molho roti, legumes, gengibre e limão siciliano.

Peito e coxa de galinha d’angola, preparados pelo chef Ivo Faria, do Vecchio Sogno. Para acompanhar, molho a base de pimenta-de-macaco

Lorena K. Martins

VERSATILIDADE O ragu, uma forma de aproveitar a ave como um todo, pode ser transformado em recheio de massas e outras receitas. É assim no

Tô fraco? Africana, galinha d’angola ganha a vez no Mercado Central, em supermercados e açougues especializados, como o Ao Gosto – por lá o quilo da iguaria curta R$ 58,80. PRINCIPAL Dos cozidos a receitas sofisticadas. O chef Ivo Faria, do restaurante Vecchio Sogno, gosta de utilizar o peito como protagonista, grelhado e servido apenas com molhos a base de frutas e vinho, como sugestão. “Já a coxa eu prefiro fazer ensopada com temperos a base de ervas, pois fica mais suculenta”, indica. Nesse caso, ele conta que um detalhe faz a diferença no prato: “Sempre que servir uma coxa, deixe o osso e a pele, que tem cor mais escura, em evidência. Assim, a pessoa e vai ter certeza que está comendo uma galinha d’angola”, diz. LINCON ZARBIETTI

Lasanha recheada de ragu de galinha d’angola, no Paratella

RECEITA

Pintada Tragaluz Receita do chef Felipe Oliveira, do restaurante Tragaluz HELENA LEÃO/DIVULGAÇÃO

restaurante italiano Paratella. Após o cozimento da carne, são acrescentados temperos, ervas aromáticas e vinho. A mistura recheia pratos como lasanha de galinha d’angola com espinafre e cogumelos. Mesmo exótica, “ela tem uma facilidade de harmonizar com diversos ingredientes, como presunto Parma e cogumelos e isso faz com seja um grande curinga dentro da cozinha”, conta o chef João Maurício Siqueira, que recebe a ave, semanalmente, de um fornecedor de São Paulo. Uma justificativa para o título de carne nobre, de acordo com João, é a pouca frequência na mesa de restaurantes do Estado, além do tempo de abate, que gira em torno de 120 dias – enquanto a galinha normal, 40. Sob encomenda, o produto pode ser encontrado

Ingredientes (serve duas pessoas) - 1 galinha d’angola - 1 kg de gordura vegetal - 1 L de vinho tinto seco - 100 g de cenoura - 100 g de salsão - 100 g de cebola - 2 folhas de louro - 1 maço de alecrim ou ervas de Provença - 2 cravos - 100 g de polenta - 50 g de queijo grana padano - 100 mL de leite - 50 g de manteiga - 100 g de cogumelos frescos - 1 folha de taioba - 100 g de farinha de trigo - 1 colher (chá) de fermento químico - 200 mL de óleo

- Água e gelo o quanto baste - Sal e pimenta à gosto Modo de Preparo - Para a galinha: Limpe e corte a galinha d’angola, separando a coxa e a sobrecoxa. Marine as duas partes por 24 horas no vinho tinto com cebola, cenoura, salsão, louro, sal e pimenta-do-reino. Depois, coloque-as em uma forma e inclua a gordura até cobri-las. Feche a forma com papel alumínio e confite a 125° no forno por duas horas. - Para a polenta: Coloque o leite na panela, acrescente a polenta e, aos poucos, adicione água (cerca de

400 mL para a polenta italiana e cerca de 1 L para a polenta comum), mexendo sempre. Finalize com manteiga e o grana padano. Acerte o sal. - Para o cogumelo: Em uma frigideira, coloque um pouco de manteiga e espere esquentar bem. Adicione um pouco de alecrim e “puxe” rapidamente os cogumelos. Reserve. Leve-os ao forno. - Para o tempura: Corte a folha de taioba em quadrados. Em uma vasilha, misture, água, gelo, farinha de trigo e fermento. Passe a taioba cortada nessa mistura e frite até dourar.


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almanaque EVENTO>Shows no Mirante Beagá encerram festival Breve, que propõe reflexões sobre arte LINCON ZARBIETTI – 10.9.2016

rem “conversando”. “A característica da música feita atualmente no Brasil é a mistura, é não enquadra-se em um lugar só, ter liquidez. Neste festival, por exemplo, teremos estilos bem diferentes, mas eu já fiz coisas com Emicida, com a Karol Conka”, argumenta.

Atração Prestes a lançar um novo DVD, Novos Baianos se apresentam em BH

Músicas que se encontram incluirmos músicas que não estavam planejadas”, explica. A turnê com Jeneci teve início quando os dois reuniram-se para gravar a canção “Dia a Dia, Lado a Lado”, música deles composta em 2009, mas só registrada há dois anos. A previsão era que ela tivesse sido finalizada em 2016, mas, por causa dos pedidos do público, foi estendida por tempo indeterminado. Tulipa também não sabe dizer quando deve lançar um próximo trabalho – seu último álbum é de maio de 2015. “Estou começando a pensar em encerrar a turnê do ‘Dancê’, e só vou co-

gitar um novo trabalho depois. Como ainda não estou focada, o que pinta de ideia vou arquivando, criando um banco”, explica ela, também compositora. Criada em São Lourenço, no Sul de Minas, onde viveu até o início da vida adulta (apesar de ser nascida em Santos, São Paulo), a cantora mostra-se entusiasmada em poder apresentar-se novamente por aqui. “Gosto muito de Belo Horizonte, onde sempre fui muito, e há uma geração de músicos maravilhosos. Sempre me sinto em casa, bem-recebida”, diz. Apontada como expoente da nova MPB, a artista elogia o fato de, hoje, os gêneros estaJOSE DE HOLANDA/DIVULGAÇÃO

ATRAÇÕES Debates Até 22 de setembro, a programação traz debates e pocket shows Encerramento No dia 23, haverá apresentações de Miami Horror, Novos Baianos, Baiana System, Karol Conka, Projota, Emicida, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, A Banda Mais Bonita da Cidade, Graveola e o Lixo Polifônico, Iconili, Alta Fidelidade, Moons e Young Lights. Info.: facebook.com/brevefestival

RETORNO Outro destaque da programação, os Novos Baianos voltam com uma apresentação que passou por BH em 2016 e marca o retorno da trupe aos palcos – eles ficaram 17 anos sem tocar juntos. “Houve um amadurecimento deste show porque fomos corrigindo coisas e estamos mais seguros no palco. Também pensamos em uma ordem melhor das músicas”, explica o guitarrista Pepeu Gomes. “A continuação da turnê foi uma surpresa até para nós. Quando fizemos o reencontro em Salvador (em 2015), queríamos reverter a renda para o nosso poeta Luís Galvão, que estava doente. Foi uma surpresa saber que tínhamos uma legião grande de fãs com sede de nos ver no palco e isso foi mexendo conosco”, reflete Gomes. O repertório da apresentação no festival abrange, assim, principalmente músicas do álbum “Acabou, Chorare” (1972), um dos mais importantes da história da música brasileira. Todas elas estarão em um DVD, gravado no Metropolitan, no Rio de Janeiro há quatro meses, a ser lançado no próximo dia 15 de outubro. “Esse show, normalmente, tem 22 canções. Não sei se dará para tocar tudo direitinho, mas faremos um arranjo, algo do tipo”, diz.

Breve Festival: >Música Para Durar.

Mirante Beagá (rua Gabriela de Melo, 0, Olhos D’Água). Dia 23, às 14h. R$ 200 (inteira, 1º lote) BREVE FESTIVAL/DIVULGACÃO

ARIEL MARTINI/DIVULGAÇÃO

Música é boa Aline para dançar, Gonçalves para ouvir sem compromisso, mas, claro, também pode levar à reflexão. É isso que defende o Breve Festival: Música Para Durar, cuja primeira edição ocorre no dia 23 de setembro. Na verdade, desde o dia 5, estão sendo realizadas algumas atividades, como mesas de debate e pocket shows em parklets, ambos gratuitos. No dia 23, o encerramento, ocorrem apresentações de 13 atrações locais, nacionais e internacionais no Mirante Beagá. Todos os artistas foram escolhidos por tratarem, em suas composições, de realidades políticas ou sociais; ou, ainda, representarem o que há de mais vanguardista no mercado musical. Novos Baianos, Tulipa Ruiz e Marcelo Jeneci, Projota, Karol Conka e Miami Horror estão no line-up. Serão três palcos e eles revezam-se para que não haja pausa. “A ideia é ser um festival de música para falar de música. Por isso, mesclamos bandas com uma história, mas também novatos. Serão 13 horas de shows ininterruptamente”, diz um dos organizadores, Carlos Marçal. “Adoro tocar em festivais porque os públicos misturam-se: alguém que não conhece o meu trabalho acaba tendo contato com a minha música e, esse intercâmbio, essa pororoca é demais. Fora que é um lugar de nós, da música, nos encontrarmos”, pontua a cantora Tulipa Ruiz, uma das atrações. Sua apresentação será ao lado de Marcelo Jeneci, com quem ela tem seguido em turnê desde o fim de 2015, e terá repertório misto, com composições dois. “Nosso set list tem variado a cada show, já que pensamos também em quem estará na plateia. Com esse tempo das bandas tocando Tulipa Ruiz juntas,ese Marcelo tamos Jeneci mais contocam fortáveis juntos até para

Revelação nacional, o rapper Emicida volta a BH

O indie electronic Miami Horror é atração


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MÚSICA Yamandu traz ‘Recanto’ a BH Patrícia Sefosse apreCassese sentar um espetáculo de cada um de seus mais recentes projetos, Yamandu Costa teria que se preparar para passar algo em torno de uma semana na capital mineira. Como por ora isso não é possível, até por conta da agenda dos parceiros que dividem com ele essas empreitadas, o gaúcho chega a Belo Horizonte para matar as saudades do público local com um formato no qual transita com inegável desenvoltura: o solo. O músico é o convidado da série “BH Instrumental”, que acontece neste sábado (16), no Praça Floriano Peixoto, com entrada franca. “Talvez esse seja um tipo de apresentação mais sincera, por mostrar as minhas composições e a minha maneira de tocar”, aventa o moço de Passo Fundo, há tempos radicado no Rio de Janeiro. O repertório tem como base o CD

“Recanto”, com temática latina – na verdade, o som de sua formação musical, posto que, na infância, ainda no sul, naturalmente se relacionava com músicos dos países vizinhos. Mas, claro, o show solo permite uma liberdade na escolha do repertório que, lembra ele, também é intrínseca a quem faz a opção pela seara da música instrumental, “pelo fato de não ter essa questão da ‘música de trabalho’”. Virtuose do violão, Yamandu, 37, frisa que vir a Belo Horizonte traz, imbuída, certa dose de responsabilidade. “Sou muito fã da escola do violão mineiro, que é muito forte, inclusive pela diversidade. Aos 16 anos, conheci o Toninho Horta, por exemplo. E há uma nova geração muito talentosa: o Lucas Telles, o Leo Eymard...”, diz ele, que também elogia o pianista Marcelo Jiran, com quem já fez parcerias. A todo vapor, Yamandu Costa acaba de lançar um

Sáb. 16. set.

aplicativo, através do qual passa a disponibilizar, em um portal, seus trabalhos. “É uma maneira que encontrei de centralizar toda a minha produção (incluindo partituras) e de fazê-la chegar de maneira mais direta às pessoas. Quem é assinante do Spotify, por exemplo, não vai

ÉLCIO PARAÍSO/DIVULGAÇÃO

O gaúcho se apresenta gratuitamente em BH

pagar nada. Mas, de uma maneira geral, a maioria das coisas, lá, estarão gratuitas”. Yamandu confessa ver com entusiasmo “essa locomoção dos artistas em direção a novas maneiras de mostrar os seus trabalhos”. “Na verdade, está todo mundo meio que experimentando ainda

essas novas formas, mas é fato que a máquina está girando, e não há mais como parála”, brinca. Ele também montou um estúdio no apartamento onde mora, “com o propósito de alimentar essa história toda”. As duas iniciativas, claro, foram determinantes para si-

tuar o artista num momento tão profícuo. Pela gravadora Biscoito Fino, ele lançou, recentemente, o disco “Quebranto”, junto ao multi-instrumentista paulista Alessandro Penezzi. O álbum traz seis parcerias, além de homenagens aos mestres de ambos. Já junto ao conterrâneo Renato Borghetti, está lançando “Borghetti Yamandu”, composto por CD e DVD – no caso, com um documentário. “Na verdade, esse projeto já tem uns seis, sete anos, e agora fizemos os extras e começamos a montar o repertório do show”, narra, lembrando se tratar de um tipo de conteúdo atemporal. Outro projeto é o registro das 22 parcerias com Paulo César Pinheiro – detalhe: com Yamandu cantando, ainda sem data de lançamento.

> Yamandu Costa

Abertura: Samy Erick, com o show “Rebento”. Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia. Neste sábado (16), às 19h30. Gratuito.


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MÚSICA Mergulho na condição feminina Patrícia “Serpente”, Cassese novo disco de Aline Calixto, fala de liberdade. E de igualdade de direitos entre homens e mulheres também. A inspiração, a cantora e compositora foi buscar em relacionamentos passados – alguns deles, permeados por momentos espinhosos. “Na verdade, o que fica para mim é que, no geral, entre homem e mulher, a maioria das relações vem permeadas por um certo machismo. No caso, ‘Serpente’ traz a visão da mulher. Sou mulher, agente e também sofredora desse machismo”, analisa ela, que lança o disco em show na quinta (21), no Cine Theatro Brasil Vallourec. A faixa que batiza o petardo, aliás, fala exatamente de reivindicar a liberdade. “De não querer ser julgada pelo que falo, de não levar a culpa pela decisão do homem... Porque nós, mulheres, muitas vezes nos tornamos vítimas inconscientemente. Você está sendo prejudicada, mas a coisa vai se processando de maneira tão sutil que, quando se dá conta, a teia está armada – e você, presa em seu centro”, reflete. A palavra “serpente”, claro, também traz, em seu cerne, uma referência ao mito de Adão e Eva. “Se Adão aceita comer a maçã, a culpa não é de Eva. O que quero dizer é que ninguém deve jogar o peso de suas decisões sobre o ombro do

outro”, brada. Na verdade, desde sua estreia em disco, Aline já vem abordando, inclusive intuitivamente, questões que abraçam a causa do empoderamento feminino. “‘Ziriguidum’, por exemplo, fala do ir e vir sem se curvar ao posicionamento do companheiro, sem ser tolhida”. Hoje, prossegue ela, a pauta está indiscutivelmente mais em voga – “o que acaba sendo positivo”. “Os meios de comunicação estão dando mais atenção a esses assuntos e divulgando mais os abusos, em todos os seus espectros – todos, óbvio, inaceitáveis”. Aline explica que nem todas as composições reunidas em “Serpente” são recentes. “Algumas são até mais antigas, de 2002, 2004. Portanto, esse processo de materializar meu sentimento através da música não vem de agora. Sempre tive vontade de colocar tudo numa compilação e mostrar para o público. E o momento veio agora! Me senti preparada para fazer isso num CD e mostrar um pouco as minhas vivências”. Ela acredita que muitas mulheres vão se identificar com o conteúdo. “Mas os homens também, mesmo sendo um disco feminino, que mostra como sofri e como enxerguei os abusos, as violências nos relacionamentos. Tem um pouco de tudo ali, inclusive os amores não correspondidos”. Ela ressalta que a disposição das músicas no disco não seguiu uma cronologia dos relacionamentos que viveu no

Qui. 21.set.

PHIL LEON/DIVULGAÇÃO

Sambista No novo disco, a carioca, que se mudou para Minas ainda pequena, segue firme na seara do samba

curso da vida – lembrando que hoje ela está casada. “O que existe ali é um quebra-cabeça fácil de montar, conto momentos inspirados em coisas que vivi”. Ou das lições advindas das experiências. Caso de

“Sentir”, oriunda de um momento de reflexão. “De falar comigo mesma: ‘olha, preciso entender o que é me relacionar com o outro, porque me deixei magoar, porque aceitei determinadas circunstâncias que foram muito pre-

judiciais a mim... E ‘Sentir’ é isso, olho para dentro para tentar começar a me entender. A verdade é que não preciso que o outro me entenda, mas sim, me entender, para conseguir lidar melhor com o que vem, com os obstácu-

los, as decepções”. Já “É Amor”, emenda, flagra algo “que já está sublimado”. “Porque entendi que o lance é me amar primeiro – como disse, se eu não me entender, vai dar treta em algum momento. E depois que passei dessa fase, começo a enxergar amor. Porque o ser humano é amor. A gente nasceu com a capacidade de amar, acredito nisso. Mas é o nosso olhar sobre as coisas que vai dizer como amar”. Aline Calixto entende que mesmo que o momento do fim de um relacionamento seja tortuoso, há alguma história ali que, num momento adiante, vai fazer todo um sentido. Curiosamente, há inclusive uma faixa, “Tiro”, composta em parceria com um ex-namorado, Thiago Paschoa, hoje amigo. “Conta do nosso começo, que foi muito difícil. Houve uma ferida e a gente teve que lidar com a cicatriz”. E sim, tem uma parceria com o marido, o ator francês Benjamin Lelaidier: “C’est Avec Vous”. A produção foi entregue a Domenico Lancelotti, que também forma a banda junto a Cristina Braga (harpa) e Pedro Sá (guitarra). Um time para se tirar o chapéu. O show trará participações de Thiago Delegado e Raquel Coutinho.

> Aline Calixto

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Dia 21 (quinta), às 21h, R$ 60 (inteira).

ALDA REZENDE/DIVULGAÇÃO RODRIGO SABATINELLI/DIVULGAÇÃO

Belo Horizonte recebe o Festival Sonora A capital mineira será palco do Ciclo Internacional de Compositoras ou Festival Sonora. O evento promove a visibilidade da mulher no cenário musical apresentando a obra das artistas e propondo uma reflexão sobre o machismo no cenário musical. Sol Bueno e Negras Autoras abrem a programação. Onde Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários) Quando De 19 a 23 de setembro, às 19h30 Quanto R$ 25 (antecipado)

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CRISTIANO NOGUEIRA/DIVULGAÇÃO

Rezende na primeira edição 6 Alda do Minas Pocket Música

A cantora mineira apresenta um tributo à diversidade musical de Minas Gerais na primeira edição do projeto da Fundação Clóvis Salgado. Alda seleciona obras de artistas consagrados como Ataulfo Alves, Clube da Esquina, e da nova cena, como Makely Ka e Graveola e o Lixo Polifônico. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 19 (terça-feira), às 19h30 Quanto R$ 20 (inteira)

Tiso e Vitor Biglione 6 Wagner relembram o “Finland Concert” O duo de violão e piano apresenta o memorável álbum “Ao Vivo na Finlândia”, em que as improvisações da dupla chamaram a atenção do público. O repertório conta com canções como “Sonho de um Carnaval” de Chico Buarque e “As Rosas Não Falam”, de Cartola. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 22 (sexta-feira), às 21h Quanto R$ 50 (inteira)


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MÚSICA Péricles assume o romantismo Se hoje o serLorena K. tanejo vive Martins o seu melhor momento midiático, o sambista Péricles, 48, sabe disso muito bem. Para o seu mais recente trabalho, batizado de “Deserto da Ilusão” (FVA Music, 2017), o cantor convocou um time de artistas mais conectados ao universo desse estilo musical, como Marcos e Belutti, Jorge e Mateus, Marília Mendonça e Wesley Safadão. A escolha das parcerias também pode ter influenciado na formação de boa parte do repertório do álbum, com ares de “sofrência”. As músicas poderão ser ouvidas no show que ocorre no próximo sábado (23), no Km de Vantagens Hall BH. Em turnê desde o início do ano, o ex-vocalista do Exaltassamba conta que sempre teve uma boa relação com os artistas do sertanejo, desde as parcerias com cantores da “antiga geração” como Milionário e José Rico e Chitãozinho e Xororó. “Unir o sertanejo com o samba me trouxe

uma alegria imensa. Gente que gosta de música tem que se relacionar com quem gosta de música, sem rótulos”, defende o sambista que lançou, no fim do mês passado, a faixa “Vai Por Mim”, em parceria com a cantora Marília Mendonça, expoente do gênero. A canção fala sobre os sentimentos de um casal que se separou para repensar o amor e a relação antes da reconciliação – situação bem típica do repertório da cantora, aliás. “A Marília é uma grande cantora, supertalentosa e a nossa música, particularmente, ficou linda. É mais uma canção para a gente falar de amor e, inclusive, estou muito feliz com a aceitação dessa canção entre o público”, diz. “Deserto da Ilusão” é o quarto disco da carreira solo de Péricles e registra o maior número de parcerias musicais de toda sua carreira – são oito participações para as 12 faixas inéditas. “Todos os gêneros têm se renovado e trazido, cada vez mais, pessoas competentes e criativas, e isso tem atingido as pessoas. Acredito que a missão da música está se

Sáb 23. set.

ERIC OELKE/DIVULGAÇÃO

cumprindo. São artistas incríveis, todos com sua trajetória já consagrada e vieram cantar samba no meu CD”, festeja o músico, que mantém o estilo como a sua base. “Não tem como me afastar dele, está na minha alma”, diz.

Novo disco Péricles traz para BH a turnê de “Deserto da Ilusão”

OBRA-PRIMA No meio de tantos convidados, um merece particular destaque: Djavan foi convocado para dividir a faixatítulo, que, para Péricles, foi uma obra-prima e a realização de um sonho. “A música foi uma forma de agradecer a ele e a todos os músicos que vieram antes de mim, que abriram portas, quebraram barreiras e batalharam muito para que eu pudesse ter um espaço. Foi muito melhor do que qualquer prêmio que pudesse ganhar”, elogia. Além das parcerias, por assim dizer, inusitadas, o disco, para o sambista, apresenta também conexões mais fortes com o amor. “Esse trabalho me fez ficar com a bandeira do cantor romântico. As pessoas me veem dessa forma, já venho flertando com isso há um

tempo e, dessa vez, acho que consegui acertar. O amor sempre está presente na minha vida, na minha maneira de ser, de ver o mundo e no meu trabalho como um todo”, diz ele, que se casou recentemente com uma amiga de infância, com quem mantém um relacionamento amoroso há cinco anos. Após a turnê, Péricles vai se preparar para emprestar sua voz a novos experimentos: ser o puxador de samba da Mangueira, ao lado de Ciganerey, no Carnaval de 2018. “É uma experiência muito diferente de um show, mas acredito que a energia boa da avenida é que vai direcionar tudo”, comenta ele. Antes disso, em Belo Horizonte, Péricles promete mesclar as novas canções com os sucessos da carreira. “O público mineiro tem um espaço enorme no meu coração, porque sempre me acolheu muito bem”, finaliza.

> Péricles

Km de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro. 3209-8989). Dia 23 (sábado), às 22h. A partir de R$ 90, arquibancada 1º lote

Bruno e Marrone voltam a BH “Ensaio”, espetáculo que recoloca a dupla Bruno & Marrone na estrada Brasil afora, divulgando o material inédito que compõe o recente combo CD + DVD homônimo, traz vários diferenciais em relação às turnês mais recentes. “Deixamos de lado os grandes telões de LED e toda a tecnologia que sempre utilizamos para criar algo intimista e bem natural, para sermos coerentes com a locação”, diz Vinícius Félix de Miranda, ou, claro, simplesmente Bruno, referindo-se à construção que serviu de cenário à empreitada, cuja gravação aconteceu em dezembro do ano passado. No caso, no histórico Hotel Fazenda Dona Carolina, em Itatiba, interior de São Paulo. Construído em 1872, ele foi inteiramente restaurado. “Daí, passamos esta ideia ao Zé Carratu, responsável pelo cenário (dos shows), e ele entendeu perfeitamente a proposta, valorizando a paisagem natural, com elementos mais orgânicos. O

projeto de luz também seguiu a mesma linha”, narra um entusiasmado Bruno. O resultado de todo esse esforço, o público belo-horizontino confere na apresentação marcada para a sextafeira (22), no KM de Vantagens Hall. No repertório, claro, os hits que pontuam a trajetória dos goianos – e aí se vão 31 anos – vão se fazer presente, em meio às músicas da nova safra, como “Enquanto eu Brindo Cê Chora”, “Na Conta da Loucura” e “Trégua (Eu Quero Trégua)”, para citar algumas. Aliás, Bruno evita falar sobre uma ou outra nova composição em particular. “Para ser sincero gostamos de todas as faixas do novo álbum. A primeira música de trabalho, ‘Na Conta da Loucura’, é muito boa, e, na verdade, mudou nosso jeito de cantar. Tivemos de nos adaptar a uma linguagem mais rápida”, revela. Ele também cita “Pensa Bem”. “É uma canção bem cotidiana, mostra diferenças e, ao mesmo tempo, aponta o quanto estas são importantes no relacionamento. Mas,

RUBENS CERQUEIRA/DIVULGAÇÃO

Sex. 22.set.

Bruno: “Os mineiros nos descobriram e isso sempre reverterá em shows especiais”

no geral, tem tantas faixas com histórias boas que não conseguimos destacar uma ou outra”, reconhece. No caso dos shows, ele diz que, como de praxe, as músicas novas vão sempre sendo incluídas à medida que o público passa a conhe-

cer mais o trabalho. “Durante o show, sentimos se o público conhece uma música ou não, e aí vamos tocando... tocando”, exemplifica. A temática amor é, previsivelmente, um denominador comum a várias faixas. “Olha, tem uma coisa que

nunca sai de moda: o amor. Você sofre por amor, fica feliz por amor, bebe para comemorar porque está feliz no amor, bebe para esquecer um amor que não deu certo. Isso é o que chamam de sofrência nos dias de hoje, mas, na verdade, sem-

pre existiu”, pontua Bruno, ao ser lembrado sobre uma crítica recente, publicada no site G1, que dizia que os novos versos da dupla poderiam estar em um CD do fenômeno Marília Mendonça. Sobre o fato de a dupla ter trabalhado com o produtor Eduardo Pepato em “Ensaio”, ele diz: “Foi bastante produtivo. Ele sabe ouvir, entender e respeitar a opinião do artista. Teve a paciência de escutar várias músicas e encaminhava-as para que pudéssemos ouvir também. Se não agradassem, respeitava”, rememora. Por último, mas não menos importante, Bruno se declara ao público local. “Os mineiros foram os primeiros a descobrir a dupla, isso bem no comecinho, fizemos sucesso primeiro em Minas e depois em Goiás. Por isso somos eternamente gratos”. (Patrícia Cassese)

> Bruno e Marrone

Km de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Dia 22 (sexta), às 22h. A partir de R$ 120 (inteira, arquibancada, 2º lote).


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MÚSICA Veronez liberto pelo grito João H. O nascimenMotta (*) to do primeiro álbum do intérprete belo-horizontino Marcelo Veronez deu-se por meio de uma espécie de grito de libertação. Inspirado nos cortejos do bloco de Carnaval Corte Devassa, que faz uma caricatura ácida de uma “casta nobre” de BH, o cantor lança “Narciso Deu um Grito”, em apresentação no Teatro Sesiminas, no próximo dia 22. O título é a frase de uma canção assinada pela parceira e compositora Milena Torres – que foi quem, aliás, mais colaborou com letras no álbum. “É um grito de libertação, de autoconhecimento, no sentido de mostrar o que o Carnaval de BH me despertou. Antes de sair nos blocos, por volta de 2012, não gostava da festa, do calor, nem de mim. Após a experiência de participar dos cortejos, de me encontrar com as pessoas, de cantar o hino da Corte, tudo mudou, isso me libertou”, reflete Veronez. Tanto a banda para o registro quanto a seleção de canções para o disco passaram por um processo de testes. Veronez buscou a fórmula ideal no decorrer de sete apresentações inti-

tuladas “Experimento”, entre 2015 e 2016. Nesse período, realizou desde um recital com voz, piano e baixo, para apenas 30 pessoas, até um show para 5.000, na Virada Cultural de BH, em 2015, com banda maior e mais completa. A base para as músicas ficou definida com teclados, baixo e bateria, tocados por Davi Fonseca, Paulim Sartori e Yuri Vellasco, respectivamente. O álbum conta, ainda, com a percussão de Nara Torres e de Chaya Vazqués, além do sax barítono de Lucas Completo e guitarra de Ygor Rajão. Há, também, colaboração de outros parceiros, como Thiago Delegado e Josi Lopes. “Todos que participam do disco, conheci graças ao Carnaval”, afirma o intérprete. Veronez buscou manter uma linha narrativa em seu primeiro álbum. “O disco começa com a Roda de Timbau e termina com a Corte Devassa. Envolvi a cena do Carnaval para criar uma linha que unisse as canções em torno de uma história. É possível escutar as músicas separadamente, mas também é gostoso ouvir o álbum por inteiro e perceber essa continuidade”, pontua. Ele também explica que prezou pela pluralidade, ao mesmo tempo que buscou uma identificação comum.

Assim, surgiram os convites para diversos compositores do vasto universo do novo Carnaval de rua de Belo Horizonte. “Conheço a Milena, por exemplo, há mais de dez anos: já fiz shows cantando somente canções dela. Pedi músicas para a Brisa Marques, para o Di Souza, Dé Mussolini, Gabriel Lopes e até uma para o Marku Ribas (1947-2013), que a Lira (filha do compositor e organizadora da Corte Devassa) me deu”, afirma.

Sex. 22.Set.

RANDOLPHO LAMONIER/DIVULGAÇÃO

PALCO O show de lançamento de “Narciso Deu um Grito” traz quase todos os músicos que trabalharam com Veronez no álbum, exceto Chaya e Sartori – esse último substituído por Camila Rocha, no baixo. A apresentação contará, ainda, com participação da cantora Josi Lopes e as performances dos grupos As Bacurinhas, Obscenas e Toda Deseo, além do bloco Corte Devassa. A direção cênica é do próprio Veronez e o figurino, de Lira Ribas. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Veronez

Carnaval

Lançamento do disco “Narciso Deu um Grito”. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dia 22 (sexta-feira), às 21h. R$ 20 (inteira). Os ingressos podem ser adquiridos antecipadamente a R$ 10 diretamente com a produção do evento (31) 99133-4336.

Retorno dos blocos às ruas de BH foi inspiração para o álbum

MARINA CHAVEZ/DIVULGAÇÃO

O

QUE VEM POR AÍ

setembro

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 60 (inteira).

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 130 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira). DIA 27

DIA 29 REFAVELA 40 ANOS COM GILBERTO GIL, CÉU, MORENO VELOSO E MAÍRA FREITAS

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 240 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira), R$ 160 (plateia superior, inteira). DIA 29 O TERNO COM METAIS

DIA 21

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)

ANAVITÓRIA

LÔ BORGES O DISCO DO TÊNIS

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 60 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 120 (pista premium, inteira, 1° lote).

Madeleine Peyroux se apresenta em novembro em BH

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 70 (balcão, inteira)

outubro DIA 1° AS GALVÃO – 70 ANOS DE HISTÓRIA

Palácio das Artes. Às 19h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira) DIA 4 FIFTH HARMONY

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 360 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 5

3030 – LANÇAMENTO DO CD “ALQUIMIA”

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 70 (pista/arquibancada, 1° lote).

Sesc Palladium. Às 21h. R$ 80 (inteira). DIA 18 IRA! FOLK

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 440 (mesa setor 1, inteira), R$ 400 (mesa setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 25

inteira), R$ 230 (plateia 2, inteira), R$ 180 (plateia superior, inteira).

Serraria Souza Pinto. Às 10h. R$ 230 (passaporte para os três dias, 3° lote).

DIA 11

DIA 17

BEST OF JETHRO TULL BY IAN ANDERSON

PAUL MCCARTNEY

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira).

VANESSA DA MATA

FERNANDA BRUM E EYSHILA TURNÊ AMIGAS

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 520 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 440 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h. A partir de R$ 90 (pista inteira) DIA 11

DIAS 7 E 8 CAETANO VELOSO E FILHOS

DIAS 12, 13 E 14

JOHN MAYER

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 150 (arquibancada, inteira, 1° lote).

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 280 (plateia 1,

FESTIVAL ROOTSTOCK BRASIL 2017

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 500 (pista premium Budzo-

DIA 11

KM de Vantagens Hall BH. Às 20h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira, 1° lote)

MADELEINE PEYROUX

DIA 1°

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 260 (cadeira setor 1, inteira, 1° lote), R$ 230 (cadeira setor 2, inteira, 1° lote), R$ 180 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

HARLEM GLOBETROTTERS

DIA 16

DIA 28

novembro

PABLLO VITTAR

Woods BH. Às 22h. R$ 120 (mezanino unissex, 1° lote), R$ 75 (espaço Bud unissex, 2° lote).

ARNALDO ANTUNES A CASA É SUA

‘DIA 30

DIA 28 RENATO TEIXEIRA E BANDA

ne), R$ 240 (pista, inteira).

DIA 20

PAULINHO DA VIOLA ENCONTRA MARISA MONTE

dezembro DIA 3 MAIS BONITO NÃO HÁ – MILTON NASCIMENTO E TIAGO IORC

Anfiteatro Mineirão. Às 19h. A partir de R$ 40 (arquibancada setor branco, inteira, 1° lote).


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MÚSICA MICHAEL LOCCISANO/DIVULGAÇÃO

BARROCO ATRAVÉS DO TEMPO Orquestra Filarmônica de Minas Gerais interpreta obras de Bach, Stravinsky, Haendel e outros. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Bairro Barro Preto). Às 18h. A partir de R$ 40

MARINA ARAÚJO Lançamento do EP “Sem Pressa Para Amar””. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. R$ 12 (inteira)

RACIONAIS MC’S Show do grupo de rap mais famoso do país na Festa Push! Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinale, 121, Olhos d'Água). Às 23h. R$ 70 (3º lote)

domingo (17)

xias, 306, Santa Teresa). Às 13h. R$ 20 (na portaria)

BANDA MULA Banda apresenta a música experimental do álbum homônimo de 2016. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 12 (inteira).

MÚSICA NA CAPELA Projeto apresenta Grupo Vocal Coro de Cobras. Capela de Santana - Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10, Funcionários). Às 11h. Entrada gratuita

segunda (18)

MINAS POCKET MÚSICA Alda Rezende apresenta um tributo à diversidade da música mineira no novo projeto da FCS. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 19h30. R$ 20 (inteira)

tal mineira despedindo-se da turnê “Aero-Vederci, Baby!”. Liderados pela voz de Steven Tyler e pela guitarra de Joe Perry, a banda apresenta os hits que embalaram os anos 70, 80 e 90, como “I Don’t Want to Miss a Thing”, “Livin’ on the Edge”, “Crazy”, “Dream On”, “Cryin’” e “Amazing”. Onde Esplanada do Mineirão (av. Abrahão Caram, 1001, São Luís) Quando Dia 18 (segunda-feira), às 22h Quanto A partir de R$ 180 (pista). Ingressos em: ingressorapido.com.br

quarta (20) EDUARDO ARAÚJO Show celebra 50 anos de estrada do músico. Abertura de Bronnco Billy e os Mangas Coloradas. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro|). Às 21h. R$ 100 (inteira)

SEMPRE ÀS QUARTAS SEGUNDA MUSICAL Recital da Universidade Federal de São João Del-Rei. Com Sofia Leandro (violino), Isabelle Alves (violoncelo) e Ricardo Castelo Branco (piano) Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h

Série apresenta a Orquestra de Câmara Sesiminas. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 30 (inteira)

quinta (21)

BAILE DA CHINELA Bloco Havaianas Usadas convida Marcelo Veronez. Quintal Santê (pça. Duque de Ca-

no Mineirão 6 Aerosmith O Aerosmith passa pela capi-

terça (19) FABIO NUNES/DIVULGAÇÃO

MARIACHI SIN TEQUILLA Show “Nossa Vontade”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 21. R$ 20 (inteira)

MOSTRA MÚSICA S/A Festival promove artistas locais. Shows de Evaldo Nogueira, Grupo JazzMim, Grupo Ofó, Rafael Soares e Sofia Cupertino. Dias 21 e 22. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 30 (inteira)

sexta (22) ELOMAR 80 ANOS

Eduardo Araújo se apresenta na proxima quarta em BH

Show celebra 80 anos de Elomar Figueira. Show com convida Titane, Pereira da Viola e outros. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. A partir de $ 15

MARIVALDO PASCOAL/DIVULGAÇÃO

sábado (16)

Chaves lança álbum 6 Nilson no Museu do Clube O músico paraense, conhecido pelo estilo próprio que mistura a música regional da região norte do país com a MPB, apresenta o lançamento de seu novo álbum intitulado “Avenida Musical Norte/Sul”. O compositor ainda convida ao palco o músico mineiro Toninho Horta e o poeta AntônioCarlos Di Jaguarão. Onde Museu do Clube da Esquina (r. Paraisópolis, 738, Santa Tereza) Quando Dia 21 (quinta-feira), às 21h Quanto R$ 40 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Onde as crianças têm vez Dom. 17.set.

PAULO BARBUTO/DIVULGAÇÃO

DESTAQUES “O Farol” Onde Teatro de Bolso do Sesiminas(rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Quando Dia 23, às 15h e 16h30 Quanto R$20 (inteira) “O Pequeno” (foto) Onde Teatro de Bolso do Sesiminas(rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia) Quando Dia 24, às 16h Quanto R$20 (inteira) Feira literária Onde Rua Genoveva de Souza, atrás do Galpão Cine Horto Quando Dia 30, a partir de 13h30 Quanto Entrada Gratuita

“Telhado de Ninguém”, que mistura circo e teatro, abre Mostra Bugiganga, de arte voltada para os pequenos

capital, mas também de outras cidades. Um dos destaques é o espetáculo “O Farol”, da Cia Studio Sereia, de Brasília, voltado para bebês de 0 meses a 4 anos. “Os debates também serão fundamentais, dentro da programação. É preciso entender que a criança é um ser inteligente, que produz conteúdo e não é ‘bobinho’. Só assim vamos parar de ver essas produções as infantilizando, no sentido pejorativo”, diz a idealizadora. INÍCIO Outra destaque é a peça de abertura. “Telhado de Ninguém”, da Cia do Polvo, de São Paulo, estreia em Minas. No palco, os atores e acrobatas Natalia Presser e Nico Ser-

rano unem teatro, circo e musical. O telhado que dá título à peça junto a uma chaminé, uma antena e um poste de luz serão os aparelhos de circo. Toda comunicação é feita pela linguagem gestual, inspirada no cinema-mudo. Também há importante papel de sonoplastia e da música executada ao vivo. A temática gira em torno da aceitação do outro. No enredo, um personagem que já vive em cima de uma casa vêse obrigado a conviver com alguém de fora, que naufraga. Um terceiro personagem aparece como elemento de distúrbio, obrigando à união dos demais. “É bacana porque abordamos a questão da amizade e da sobrevivência

também, já que o cenário é pós-apocalíptico, uma metáfora do que pode acontecer ao planeta, como ele está sendo destruído. Tudo feito com bom humor”, conta Natália. Ao lado do diretor australiano Mark Bromilow, ela é fundadora da companhia. Os dois conheceram-se em 2009, quando trabalhavam no Cirque du Soleil. Para a atriz, o grande desafio para desenvolver essa peça foi montá-la sem palavras. “Não é uma história de livre interpretação, mas as crianças conseguem acompanhá-la”, conta.

Mostra >Buginganga

Em diversos espaços da cidade. De 17/9 a 1/10. Programação completa em www. mostrabuginganga.com.br

Telhado de >Ninguém Teatro Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro). Dia 17, às 16h. A partir de R$ 4 (inteira, setor III)

Show MPBaixinhos Onde Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto) Quando Dia 1º, às 16; às 17h, Matinê, com Barulhista Quanto R$20 (inteira) Informações mostrabugiganga.com.br

MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO

Aline A plateia não Gonçalves deve ser das mais silenciosas. Vez ou outra, certamente vão aparecer estridentes chorinhos – que não estarão relacionados à emoção. Mas isso não tem problema: o importante é que as crianças, que formam esse público, incluindo as da tenra infância, apropriemse do momento dedicado a elas. Será assim a Mostra Bugiganga, cuja ideia é valorizar a produção cultural destinada aos pequenos. A programação começa neste domingo (17) e vai até 1º de outubro, com espetáculos, contação de histórias, feira literária, shows, oficinas e discussões sobre esse tipo de arte. As atrações ocorrem em diferentes espaços de BH, como o Sesc Palladium. “A ideia de criar o festival veio porque percebemos que BH, antes um polo rico de teatro para a infância, foi perdendo o vigor na produção, infelizmente. Se trabalharmos a formação de público na infância, teremos um adulto consumidor de cultura mais consciente”, comenta a atriz Maria Rita Fonseca, idealizadora da mostra, ao lado do ator Robson Nunes Vieira. Ao começar a desenvolver o projeto, os dois observaram que a demanda englobava outras áreas culturais para além das artes cênicas. Acabaram, assim, ampliando a mostra. A dupla optou por escolher grupos expressivos da

Espetáculo “O Pequeno”, que integra a Mostra Buginganga

SUELI SANTOS/DIVULGAÇÃO

#FICAADICA BRUNA TRINDADE/DIVULGAÇÃO

original traz a 6 Montagem heroína LadyBug para BH Uma das personagens mais conhecidas das crianças desembarca no palco do Cine Theatro Brasil, neste fim de semana, com o espetáculo “Miraculous: As Aventuras de LadyBug”. A montagem original do canal Gloob, dirigida por Esteban Grossy, conta com um telão, projeções, efeitos visuais e performances acrobáticas. Nesta aventura, a heroína LadyBug e seu companheiro Cat Noir têm a missão de salvar a cidade de Paris dos vilões criados por um grande inimigo. Além disso, o público finalmente poderá conhecer a origem dos poderes dos super-heróis. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211) Quando Nestes sábado (16) e domingo (17), às 15h Quanto R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2, inteira); R$ 80 (plateia 3, inteira).

Kabana apresenta curta temporada do espetáculo 6 Teatro “Romeu e Julieta – Do Mandacaru ao Buriti”, na Funarte Inspirado pelo aniversário de 400 anos da morte de William Shakespeare, em 2016, o grupo Teatro Kabana assumiu o desafio de montar clássicos textos do poeta com jovens atores de pequenas regiões de Minas Gerais. Ao lado da Trupe Teatro Buriti, de Buriti Grande, o grupo produziu o espetáculo “Romeu e Julieta: do Mandacaru ao Buriti”, no qual a história trágica dos jovens apaixonados é revisitada a partir da cultura do Nordeste brasileiro e da mineiridade expressa na obra de Guimarães Rosa. Depois de visitar seis cidades do Estado, a montagem desembarca na capital neste fim de semana Onde Funarte MG (r. Januária, 68, centro) Quando Nestes sábado (16) e domingo (17), às 19h Quanto Entrada gratuita


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ARTES CÊNICAS Palco e tribo de feministas Lara Em meados Alves de 1542, ex(*) pedicionários europeus exploravam pontos desconhecidos da costa brasileira. Segundo a lenda, uma das embarcações aportou em certa região, que hoje pertence à Amazônia, e, lá, os desbravadores encontraram índias guerreiras que viviam em tribos isoladas e não aceitavam a presença de homens. A fabulação em torno delas, conhecidas como “Icamiabas” (mulheres sem seios), solidificou-se na cultura amazônica. Inspirado pela lenda, o coreógrafo Mário Nascimento reuniu cinco bailarinas de sua companhia e homenageia a força das guerreiras em seu novo espetáculo, “Espelho da Lua” – nome que faz referência ao lago onde supostamente as índias banhavam-se. Com estreia marcada para o dia 23, no Teatro Bradesco, o balé remonta

teatro adulto ABSURDO! Dir. Thiago Comédia Com Thiago Comédia, Thiago Neuhaus Oito personagens que contam suas histórias, inspiradas no no dia-a-dia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Qui., às 20h30. R$ 17. Até 28/9.

AMA Dir. Cia Espaço Preto. Com Anair Patrícia e Anderson Ferreira O experimento cênico remonta à história da mulher negra. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (18), às 20h. R$ 10 (inteira).

A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA Dir. Maurício Canguçu. Com Beto Sorolli Uma mulher de meia idade recebe ajuda de sua avó, uma mulher intensa. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 1/10.

ANTES DO FIM Dir. Rita Clemente. Com Fafá Rennó, Marcio Monteiro, Odilon Esteves Um quarteto de cordas e um motoboy veem seus valores se desfazerem, quando suas vidas se entrelaçam. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

BOA NOITE CINDERELA

Sáb. 23.set.

Inspirado por lendas amazônicas, o coreógrafo Mário Nascimento

convidou bailarinas de sua companhia para representarem a força da mulher

aos rituais de guerra e aos primórdios de uma concepção feminista, já que, na visão do diretor, essas índias queriam expressar o poderio perante os combatentes de outros tribos. “Elas eram grandes mulheres, extremamente hostis aos homens. A questão do feminismo radical é antiga”, comenta. Nascimento destaca, ainda, que o espetáculo nasce da urgência de trazer à baila

a necessidade do empoderamento feminino. A obra traça, portanto, um paralelo entre as índias, as amazonas (guerreiras da mitologia grega) e a mulher contemporânea. “As Icamiabas não permitiam a presença dos homens na tribo porque sabiam que isso poderia trazer riscos a elas. O homens representam, ainda hoje, ameaças às mulheres e acho que todas devem confrontá-los”, afirma.

UMA LÍDER A preponderância feminina no processo criativo é um dos destaques de “Espelho da Lua”. Neste balé, a interferência masculina foi mínima, explica o diretor. “Em um trabalho sobre mulheres, quanto menos homens envolvidos no processo, melhor. Ele é encabeçado por Rosa Antuña e eu percebi que não podia opinar em muitas questões”, pontua. Coreógrafa que es-

ta à frente do corpo de baile, Rosa é parceira de longa data do diretor e trabalha, há alguns anos, com questões do feminino. Desta vez, ela não está sozinha no palco – como em seus espetáculos que integram a “Trilogia do Feminino”. Vai dividi-lo com outras mulheres (Débora Roots. Eliatrice Gichewski. Ludmilla Ferrara e Mari Chalfum), o que será uma experiência diferente para ela. “Há alguns anos,

mergulho nessa temática, mas nunca tinha compartilhado isso com outras mulheres. Na companhia, encontrei bailarinas mais jovens e me fortaleci com elas”, diz Rosa. Juntas em cena, elas desenham movimentos de guerra, na tentativa de reproduzir os rituais das mulheres da lenda. No ano que vem, quando completa 20 de existência, a Cia Mário Nascimento pretende continuar com um elenco majoritariamente feminino. Para celebrar o aniversário, já são planejadas apresentações de antigos espetáculos, a estreia de uma montagem infanto-juvenil (dirigida por Rosa) e o lançamento de um livro com a história do grupo. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Espelho da Lua

Estreia do novo espetáculo da Cia Mário Nascimento. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 23 (sábado), às 20h. R$ 24 (inteira).

PATRICK LAZIC/DIVULGAÇÃO

to Liberdade, 21, Funcionários). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 17 (postos Sinparc). Até 1/10.

A trupe canadense da Cia Cirque Éloize desembarca no Palácio das Artes; Inédito no país, o espetáculo “Cirkopolis” conta com artistas multidisciplinares e 12 acrobatas em cena

#CONFUSÃO Dir. Freddy Mozart. Com Adriano Alves, Otávio Sanches, Rich Leão Uma jovem salva por um rapaz precisa ajudá-lo a encontrar sua família. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (16), às 21h; dom. (17), às 19h30. R$ 15.

HAMLET Dir. Paulo de Moraes. Com Armazém Companhia de Teatro A história de Hamlet é a história da destruição de uma ordem estabelecida. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 25/9.

IMPROVISAÇÕES INSEGURAS Dir. Fernando Silva. Com Eutálio Barcelos, Fernando Silva, Kim Wellerson Todas as cenas são construídas a partir de sugestões da plateia. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (16), às 20h30. R$ 30 (inteira); R$ 15 (promocional).

INJEÇÃO DE ÂNIMO Dir. Leo e Leo. Com Companhia de Teatro LeoLeo Em uma comédia, personagens demonstram noções de atendimento e vendas. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qua. (20), às 20h. R$ 30 (inteira).

IVAN

Dir. Inês Peixoto. Com Amauri Reis Bancário acorda três dias após conhecer um rapazote. Está em casa, sozinho, sem móveis e com vergonha. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 1/10.

Dir. Cláudio Dias . Com Marco Amaral e Gustavo Marquezini A luta de Ivan Karamazov com sua própria consciência. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Sex. a dom., às 20h. Até 24/9. R$ 30 (inteira).

CERTOS RAPAZES - O NOSSO AMOR A GENTE INVENTA

MACUNAÍMA GOURMET

Dir. Maurício Canguçu. Com Gerson Marques e Guilherme Neves O encontro amoroso entre dois homens e suas problemáticas. Teatro da Biblioteca Pública (Circui-

MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO

Dir. Eid Ribeiro e Eduardo Felix Com Pigmalião Escultura que Mexe O espetáculo marca os 10 anos do grupo e reflete os contrastes das sociedade. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (inteira). Até 30/9.

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO Dir. Carlos Nunes. Com Marcelo Ricco Jonas é um rapaz que tenta encontrar uma mulher pra se casar. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 16 (postos Sinparc). Até 1°/10.

PERIGO, MINEIROS EM FÉRIAS! Dir. Rogério Falabella. Com Raul Starling, Adriani Vargas, Olavino Marçal As situações cômicas de um funcionário público e sua família na praia. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 21h. R$ 40 (inteira). De 22/9 a 1/10.

ROMEU E JULIETA - DO MANDACARU AO BURITI Dir. Mauro Xavier. Com Teatro Kabana Uma trupe narra a tragédia transitando pela cultura popular brasileira. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (16) e dom. (17), às 19h. Entrada gratuita.

SEM DONO Dir. Lira Ribas e Igor Leal. Com Will Soares

Um experimento que trata sobre os espaços ocupados por corpos antagônicos. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (18), às 20h. R$ 10 (inteira).

plateia para um dedo de prosa. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho).Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira); R$ 13 (postos Sinparc). Até 1/10.

UM GRITO PARADO NO AR Dir. Leonardo Lessa. Com Rita de Cássia, Tomaz Safar, Marina Clara Um grupo de artistas de teatro e suas reflexões sobre o mundo e a profissão. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. (22), às 12h. Entrada gratuita.

teatro infantil MIRACULOUS - AS AVENTURAS DE LADYBUG Dir. Marinês Chaim. Com Chaim Produções LadyBug e Cat Noir tem a missão de salvar Paris dos vilões. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (16), às 15h; dom. (17), às 15h. R$ 120 (plateia 1A, inteira); R$ 100 (plateia 1B, inteira); R$ 80 (plateia 2, inteira).

O MENINO MAIS RICO DO MUNDO Dir. Diego Benicá. Com Marcelo Ricco Um pequeno catador de papel convida a

PARACHICOS Dir. Lira Ribas. Com Mariana Arruda Uma viagem pela obra de Chico Buarque com o olhar da palhaça Begônia. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (17), às 16h. R$ 20 (inteira).

PEDRO E O LOBO Dir. Álvaro Apocalypse. Com Grupo Giramundo A história do menino que mentiu até que ninguém acreditou em seu alerta sobre o lobo. Museu Giramundo (r. Varginha, 235, Floresta). Neste sáb. (16), às 16h. R$ 20.

QUEM ROUBOU O BRANCO DO MUNDO? Dir. Paulo Lobo. Com Grupo Aldeia Comunicação e Arte A peça é uma forma de mostrar a alegria de conviver de forma harmônica. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 30 (inteira). Até 1/10.

TELHADO DE NINGUÉM (Leia mais na página 27)

musical É SHOW - O MUSICAL ANIMAL Dir. Rafael Zulu e Lidy Marx Numa cidade povoada por animais, um tucano cria uma competição de canto para salvar um antigo teatro. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (16), às 16h. R$ 50 (inteira).

dança BALLET JOVEM MINAS GERAIS Dir. Jomar Mesquita, Leandro Belilo, Alessandro Pereira Com Ballet Jovem Minas Gerais Um programa com as coreografias "Revertério", "TEX" e "Pragmático". Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Ter. (19) e qua. (20), às 20h30. R$ 10 (inteira).

circo CIRKOPOLIS Dir. Jeannot Painchaud e Dave St-Pierre Com Cirque Éloize Em uma cidade rígida, acrobatas e artistas se rebelam contra a monotonia. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qua. (20), às 20h30. R$ 160 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 50 (plateia superior, inteira).

2ª mostra tudo NESTE SÁBADO (16) 10h30 A Alegria do Circo - Cia Gêmea (BH) (*) Praça da Saúde (av. Silva Lobo, s/n°, Grajaú). Entrada gratuita. 16h Roda Saia Palhaças (BH) (*) Vila Dias (r. Conselheiro Rocha, 1226, Santa Tereza). Entrada gratuita.


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LITERATURA Um jardim além das flores Se, inicialPatrícia mente, o tíCassese tulo do novo romance do jornalista Maurício Lara pode reportar o leitor para uma imagem idílica, é preciso lembrar que, muitas vezes, as flores vêm acompanhadas de espinhos. E sim, em “O Jardim de Leocádia”, a personagem central se depara com vários no curso da vida. Com lançamento marcado para a próxima quinta-feira (21), no Sesc Palladium, a obra é, na verdade, um desdobramento de “O Filho do Corrupto” (2015), livro que tem como personagem central um professor de literatura que, ao tentar perscrutar a morte da mãe, Leocádia, se depara com nuances do processo de enriquecimento do pai. A diferença é que, agora, a narrativa é conduzida pela figura materna. Mas o autor frisa: “São histórias independentes. O

Qui. 21.set.

FERNANDA CASTRO/DIVULGAÇÃO

Lara: desafio de dar voz a um personagem feminino

leitor não precisa ter necessariamente lido um para entender o outro, embora quem ler os dois vai encontrar, claro, os pontos de conexão”, frisa. Na verdade, em “O Filho do Corrupto”, Maurício já falava da relação da personagem Leocádia com as

flores. “Um dia, estava pensando sobre a trama, e me veio à mente que o livro poderia ter recebido o título de ‘O Jardim da Leocádia’. Mas aí vi que essa poderia ser uma outra história”. E, assim, a trama da nova empreitada começou a ganhar contornos mais níti-

dos. “Tenho um defeito (risos). O título, para mim, vem como um guarda-chuva”, diz ele, cuja escrita, a partir desta definição, veio num fluxo. “Lógico, não tudo de uma vez, mas em jorros”. E, claro, dar voz a um personagem feminino foi um desafio. “Talvez até uma presunção. Mas, bem, Chico Buarque cansa de fazer isso, né?”, ri. No entanto, ele se diz mais apaziguado com o fato de que as mulheres às quais pediu para lerem antecipadamente o romance “não brigaram comigo”. Desafiado a apresentar resumidamente a obra ao leitor, Maurício diz se tratar da história de uma mulher que, em sua juventude, no final da década de 50, tem que escolher entre Lúcio, o amor doce e terno, e um segundo pretendente, Rubens, homem ousado e destemido. “A opção acaba recaindo por esse último, ao qual ela acompanha abrindo mão de sua vida. Ou seja, não exerce o papel

BATE-PAPO Programe-se O lançamento de “O Jardim de Leocádia” (Páginas Editora), novo romance de Maurício Lara, acontece no dia 21 (quintafeira), às 18h30, no Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Entrada gratuita, sujeita à lotação. O livro será vendido a R$ 30.

de protagonista de sua vida e, um dia, avalia que, na verdade, não queria nenhum dos extremos (nem o terno nem o destemido), mas talvez um meio termo”. A vida de Leocádia é marcada por situações fortes. “A questão dos jardins... O cheiro das flores nem sempre está associado a coisas boas – no caso de um velório, por exemplo, pode ser nauseabundeante”. No geral, ele entende que a obra fala de personagens profundamente huma-

nos, que se dão conta de que, na vida, as coisas nem sempre acontecem como a gente gostaria. “Tanto que a epígrafe foi tirada de ‘Grande Sertão: Veredas’: ‘vem o pão, vem a mão, vem o são, vem o cão’. A vida é o que acontece à nossa revelia”, conclui ele, avisando que “O Jardim de Leocádia” será, na verdade, a segunda parte de uma trilogia, que vai se encerrar com a história contada pela visão de Rubens.


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ARTES VISUAIS Mostra coloca arte aborígeneemrevista A credencial “mais abrangente exposição sobre arte aborígene já vista no Brasil” já é um chamariz e tanto. Mas, para além do espectro cultural e artístico, Clay D’Paula, curador da exposição “O Tempo dos Sonhos: Arte Aborígene Contemporânea da Austrália” ressalta o caráter político da empreitada, que abre suas portas ao público belo-horizontino na próxima terça (19), na Casa Fiat de Cultura, após passar por São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Brasília. Especialista em História da Arte pela Universidade de Sidney, o brasileiro, ao usar o termo “caráter político”, refere-se ao fato de a iniciativa direcionar os holofotes à produção artística de uma população que, no curso de sua história, sofreu revezes como a discriminação racial pós-independência – que, em decorrência, gerou o episódio conhecido Patrícia Cassese

como “geração roubada”. O termo reporta-se ao fato de, entre 1910 e 1970, o governo australiano ter retirado, de suas comunidades de origem, cerca de 100 mil crianças aborígenes, para encaminhá-las a centros educativos, onde passavam a ser submetidas à cultura ocidental. Na apresentação à imprensa, Clay se emocionou ao lembrar que presenciou o histórico pedido de desculpas à população aborígene, formulado em público pelo então primeiro-ministro da Austrália, Kevin Rudd, em 2008. No cômputo geral, a mostra traça um percurso de quatro décadas e meia de arte aborígene, tendo como ponto de partida o despertar da comercialização contemporânea na década de 70 até chegar aos dias atuais. São 78 obras – impactantes, vale frisar – de diversos artistas, incluindo pinturas (muitas feitas a partir de pigmentos naturais), esculturas, litografias e bark paintings (pinturas em entrecasca de eucalipto). A

grande maioria é inédita no Brasil. No caso das pinturas, Clay as compara a “mapas mentais e aéreos”. O uso das “bolinhas” – presente em várias obras – tem uma justificativa interessante: “Até o início dos anos 70, não apareciam com tanta frequência, mas as comunida-

des começaram a perceber que, por meio das pinturas, estavam revelando símbolos da cultura de cada povo”. O pontilhismo, diz Clay, enfatiza, pois, um aspecto importante do estilo: “É uma arte que revela, mas também esconde”, diz. A pintura aborígene teve

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FOTOS LEO LARA/DIVULGAÇÃO

Obra “O Sonhar das Mulheres”, de Lily Hargraves

como primeiros suportes o próprio corpo ou rochas. O conjunto que chega a BH já engloba o suporte da tela, fruto de uma confluência cultural. Interessante lembrar, ainda, que há muitos artistas que começaram a dar vazão à criatividade já em um estágio mais avançado da vida – caso de Emily Kame Kngwarray, já falecida, que começou a pintar aos 79 anos.

O Tempo dos >Sonhos A exposição reúne peças produzidas por clãs de todos as partes da Austrália, na Oceania

Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade). Abertura: terça, 19. A mostra segue até 19 de novembro. Visitação de 3ª a 6ª, das 10 às 21h; sáb., dom. e feriados das 10 às 18h. Entrada gratuita.


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CINEMA Indie chega a sua 17ª edição Um dos mais tradicionais festivais de cinema independente do país, o Indie, que nasceu em Minas Gerais, chega a sua 17ª edição neste mês e continua valorizando o que há de mais contemporâneo e vanguardista na sétima arte, dando, assim, espaço a novos cineastas. Ao todo, 43 filmes de 15 países serão exibidos na capital mineira entre 20 e 27 de setembro (antes, a mostra ocorre em São Paulo). Eles são divididos em três grupos. A parte denominada “Mostra Mundial”, grande destaque do festival, traz 16 Aline Gonçalves

Abertura 20.set

obras atuais, praticamente todas inéditas no país, produzidas em diferentes partes do mundo. A “Retrospectiva” homenageia o diretor francês Philippe Garrel, que escolheu pessoalmente os 22 filmes, trazendo, assim, um recorte bastante completo de sua bem-sucedida trajetória. Já a parte “Clássica” contará com a exibição de cinco obras históricas como “A Bela da Tarde”, do espanhol Luis Buñuel com a atriz Catherine Deneuve, e a comédia “A Primeira Noite de um Homem”, que deu o Oscar de diretor para Mike Nichols. “Ano passado, o festival foi um pouco menor, mas não desta vez. A programaJEONWANSA FILM/DIVULGAÇÃO

“Na Praia à Noite Sozinha” integra a programação

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 16 (sábado) e 17 (domingo)

Minas 6: 16h50, 18h40 e 20h30 (*) Pampulha 3: 14h10(*), 15h55(*), 17h40, 19h25(*), 21h15(*) Partage Shopping Betim 5: 20h, 22h10 (*) Shopping Estação 6: 16h30, 21h30 (*) Via Shopping 1: 16h20 (*) Via Shopping 5: 19h, 21h (*)

pré-estreia

(*) Sessões dubladas

RODIN (Rodin, França, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Jacques Doillon. Com Vincent Lindon, Izïa Higelin, Séverine Caneele. Cinebiografia de Auguste Rodin (1840-1917). O escultor francês conhece Camille Claudel, que se torna sua assistente. Não demora para os dois se aproximarem e Camille virar musa e amante de Rodin. Mas o relacionamento é tempestuoso por causa da infidelidade dele. Ponteio 3: 21h10(somente sábado)

estreias AMITYVILLE: O DESPERTAR (Amityville: The Awakening, , 2017, 1h25, 14 anos) Dir. Franck Khalfoun. Com Jennifer Jason Leigh, Bella Thorne, Jennifer Morrison. Uma jovem jornalista decide fazer uma reportagem para revelar todos os acontecimentos de Amityville, desde 1976. Ela chega ao local acompanhada de padres, outros jornalistas e de investigadores de atividades paranormais. BH Shopping 6: 12h30, 14h50, 17h05, 19h10, 21h40 Boulevard 5: 13h, 17h10, 21h20 Cidade 5: 17h30, 19h20, 21h05 (*) Contagem 5: 14h40(*), 16h40(*), 18h40(*), 20h40 Del Rey 4: 14h30(*), 16h30(*), 18h40(*), 20h30(*), 22h30(*)(somente sábado) Diamond 5: 18h30, 20h50 Itaú Power 4: 16h50, 18h50, 20h50 (*)

ção acaba ficando concentrada, mas é a nossa ideia mantê-la, assim, em dois ou três cinemas”, explica uma das idealizadoras, Francesca Azzi, principal responsável pela curadoria. Para ela, um dos diferenciais desta edição são as diversas obras dirigidas por mulheres (quase metade das integrantes da “Mostra Mundial”). “Foi uma coincidência, uma seleção natural, não algo pensado: os melhores filmes que vi, ao longo deste ano, foram feitos por mulheres e isso é ótimo, porque esse ainda é um espaço muito masculino e hostil para elas. É bacana ver que esse perfil está mudando. Muitas das obras são

COLUMBUS (Columbus, EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Kogonada. Com Haley Lu Richardson, John Cho, Parker Posey. Jin vai até Columbus, em Indiana (EUA), pois seu pai foi internado e está em coma. Ele conhece uma mulher que está cuidando da mãe viciada. Os dois começam a explorar os pontos de destaque arquitetônico da cidade e expõem seus sentimentos. Belas 1: 14h30, 21h10

DESERTO (Brasil, 2017, 1h40, 14 anos) Dir. Guilherme Weber. Com Lima Duarte, Cida Moreira, Everaldo Pontes. Um grupo de artistas embarca em uma viagem apresentando um espetáculo por todo o sertão brasileiro. Mas, cansada da vida de nômade, a trupe decide se instalar em uma pequena cidade abandonada, e ali fundar a sua própria comunidade. Belas 3: 21h40

AS DUAS IRENES (Brasil, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Fabio Meira. Com Isabela Torres, Priscila Bittencourt, Marco Ricca. Uma menina de 13 anos, de uma família tradicional do interior, descobre que seu pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome, Irene. Agora, a filha do meio se sente rejeitada e começa a tentar descobrir quem ela é e quem quer ser. Belas 3: 19h50 Cine 104: 20h40(somente sábado)

FEITO NA AMÉRICA (American Made, EUA, 2017, 1h55, 14

de diretoras estreantes, mas há também mulheres com longa trajetória”, comenta a curadora. A diretora portuguesa Teresa Villaverde mostra, em “Colo”, por exemplo, problemas familiares causados pela crise econômica; a francesa Léonor Serraille, prêmio Caméra d’ Or no Festival de Cannes categoria diretor estreante, apresenta, por sua vez, “Jovem Mulheres”; já a alemã Valeska Grisebach, em seu terceiro longa, explora as relações políticas atuais em “Western”. Outro destaque dentro desse grupo é a obra do diretor sul-coreano Hong SangSoo “Na Praia à Noite Sozinha”, que deu o prêmio de

melhor atriz para Kim Minhee na Berlinale, o Festival Internacional de Cinema de Berlim, um dos mais importantes do mundo. RECORTE Francesca também chama atenção para o fato de que muitas das obras do homenageado Philippe Garrel disponíveis na mostra nunca foram exibidas no país ou são de difícil acesso. “Aconte que ele começou a produzir nos anos 1960 e sempre manteve-se dentro do cinema autoral, muito independente”, explica ela. “É realmente relevante o fato de ele ter escolhido o que estará em exibição. Algumas obras que eu selecionaria,

INDIE FESTIVAL/DIVULGAÇÃO

por exemplo, ele quis deixar de fora, com a ideia de mostrar as diferentes fases de seu trabalho”, comenta ela, ao explicar que o diretor não é tão conhecido no país, apesar de sua relevância no cenário. “Les Enfants Désaccordés (1964)”, realizado quando ele tinha apenas16 anos, é o filme mais antigo do recorte, enquanto “À Sombra de Duas Mulheres (2015) é o mais atual.

> Indie 2017

Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro) e Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). De 20 a 27 de setembro, em horários diversos. Entrada gratuita, com ingressos disponíveis nas bilheterias 30 minutos antes de cada sessão. Informações: www.indiefestival.com.br INDIE/DIVULGAÇÃO

Retrospectiva traz 22 obras do francês Philippe Garrel

“Colo”, de Teresa Villaverd, integra programação

anos) Dir. Doug Liman. Com Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Sarah Wright. Barry Seal é um piloto que trafica drogas e armas para o mítico Cartel de Medellín e, recrutado pela CIA, torna-se agente duplo. BH Shopping 1: 13h30, 16h20, 19h, 21h50 Big Shopping 5: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 3: 18h40 Boulevard IMAX: 14h, 16h20, 21h15 Cidade 6: 11h40(*)(c), 13h50, 16h10(*), 18h30(*), 20h40(*) Contagem 2: 13h50(*), 16h10, 18h30(*), 20h40 Del Rey 6: 13h50, 16h10, 18h30, 20h40, 23h(somente sábado) Diamond 3: 14h30, 17h05, 19h30, 22h10 Itaú Power 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h10 (*) Minas 2: 14h, 16h20, 18h40, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 13h50(*), 16h10, 18h40(*) e 20h50 Pampulha 2: 14h25(*), 16h40, 18h55(*) e 21h10(*) Paragem 1: 14h, 16h20, 18h40, 21h Partage Shopping Betim 3: 13h(d), 15h40, 18h20 e 21h (*) Pátio Savassi 1: 22h10 Pátio Savassi 4: 13h40, 16h20, 19h e 21h40 Ponteio Premier: 14h, 16h20, 18h40 e 21h05 Shopping Estação 5: 14h30(*0, 17h(*), 19h45, 22h15(*) Shopping Norte 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Via Shopping 2: 13h50, 16h10, 18h40, 20h50 (*)

mente domingo) Shopping Norte 3: 14h35, 16h35 Via Shopping 5: 15h, 17h

(*) Sessões dubladas

EM DEFESA DE CRISTO (*) (The Case for Christ, EUA, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Jon Gunn. Com Mike Vogel, Erika Christensen, Faye Dunaway. Um jornalista investigativo, ateu convicto, parte em uma investida para desmentir a existência de Deus após sua esposa tornar-se cristã.

BH Shopping 10: 14h20, 19h40 e 22h30 Boulevard 5: 14h50 e 19h Cidade 2: 13h40, 16h10, 18h30 e 20h50 Shopping Estação 6: 13h45, 18h45 (*) Sessões dubladas

A GENTE (Brasil, 2017, 1h29, 12 anos) Dir. Aly Muritiba. O diretor Aly Muritiba trabalhou por sete anos em uma prisão como integrante da Equipe Alfa. Ele retorna, como cineasta, para documentar a rotina dos 28 homens e mulheres que integram a Alfa, responsáveis pela custódia de mais de mil criminosos de uma penitenciária brasileira. Belas 3: 18h

GLORY (Slava, Bulgária/Grécia, 2017, 1h41, 14 anos) Dir. Kristina Grozeva, Petar Valchanov. Com Margita Gosheva, Ivan Savov, Stefan Denolyubov. Um trabalhador ferroviário encontra milhões em notas de dinheiro nos trilhos. Como recompensa, a assessora do Ministério de Transportes lhe dá um relógio. Tudo isso é para servir de distração para cobrir um caso de corrupção, transformando a vida do trabalhador num caos. Belas 1: 18h50

O QUE SERÁ DE NOZES 2 (*) (The Nut Job 2: Nutty by Nature, EUA, 2017, 1h31, livre) Dir. Cal Brunker. Sequência da comédia de sucesso sobre um grupo de esquilos urbanos que planeja roubar uma loja com nozes e armazenar alimento para sobreviver ao inverno. Big Shopping 3: 14h35, 16h35 Cidade 5: 13h30 Contagem 4: 14h10 Contagem 8: 13h, 17h Del Rey 2: 13h Monte Carmo 5: 14h30 Paragem 5: 14h30, 16h30 Partage Shopping Betim 5: 15h20, 17h40 Pátio Savassi 8: 14h, 16h15, 18h40(so-

Sessão 3D: BH Shopping 8: 15h10, 17h30, 19h50 Cidade 5: 15h30 Del Rey 2: 17h Diamond 5: 13h50 e 16h10 Monte Carmo 5: 16h30 Pampulha 1: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35 Paragem 5: 18h30 (*) Sessões dubladas

O SEQUESTRO (Kidnap, EUA, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Luis Prieto. Com Halle Berry, Christopher Berry, Dana Gourrier. Uma mulher, que tem seu filho sequestrado em um parque local, embarca numa corrida contra o tempo para salvá-lo. Betim 2: 18h40, 20h40 (*) BH Shopping 8: 22h20(somente sábado) Cidade 4: 19h10, 21h10 (*) Contagem 8: 15h(*), 19h(*) e 21h Del Rey 2: 15h, 19h, 21h (*) Sessões dubladas

especial DAVID GILMOUR LIVE AT POMPEII (David Gilmour Live at Pompeii, Itália, 2017, 2h05, livre) Dir. Gavin Elder. O show da banda Pink Floyd em Pompéia (Itália), em 1971, virou o documentário “Pink Floyd: Live at Pompeii”. O retorno do guitarrista e vocalista da banda, David Gilmour, ao local ganha o mesmo tratamento. Pátio Savassi 8: 20h50(somente sábado)

em cartaz 2:22 – ENCONTRO MARCADO (2:22, EUA/ Austrália, 2017, 1h38, 12

anos) Dir. Paul Currie. Com Teresa Palmer, Michiel Huisman, Sam Reid. Às 14h22, Dylan Branson, um controlador de tráfego aéreo, quase deixa dois aviões baterem. Após isso, todos os dias, no mesmo horário, ele presencia consequências do evento no espaço-tempo. Quando se apaixona por Sarah, cuja vida é ameaçada pela falha temporal, ele deve correr contra o tempo para resolver o mistério. BH Shopping 8: 22h20(somente domingo) Boulevard 2: 21h10 Del Rey 1: 19h, 21h10

ANNABELLE 2 – A CRIAÇÃO DO MAL (Annabelle: Creation, EUA, 2017, 1h50, 14 anos) Dir. David F. Sandberg. Com Anthony LaPaglia, Miranda Otto, Stephanie Sigman. Anos após a trágica morte de sua filha, um artesão de bonecas e sua esposa decidem acolher em sua casa uma freira e as meninas desalojadas de um orfanato, enquanto lidam com um demônio do passado: Annabelle, criação do artesão. BH Shopping 9: 21h10(somente domingo) Boulevard 1: 19h Big Shopping 4: 20h50 (*) Cidade 8: 16h20, 20h50 (*) Contagem 4: 16h30, 18h45, 21h (*) Del Rey 7: 16h50, 21h10 Itaú Power 1: 16h10, 18h20, 20h30 (*) Minas 6: 16h30, 18h50 e 21h10 (*) Monte Carmo 5: 20h50 (*) Pampulha 1: 21h25 (*) Paragem 3: 20h40 Shopping Estação 2: 20h45 (*) Shopping Norte 5: 20h30 (*) Via Shopping 1: 20h20 (*) ( (*) Sessões dubladas


pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 16 a 22 de setembro de

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CINEMA em cartaz ATÔMICA (Atomic Blonde, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. David Leitch. Com Charlize Theron, James McAvoy, Sofia Boutella. Lorraine Broughton, uma agente disfarçada do MI6, é enviada para Berlim durante a Guerra Fria para investigar o assassinato de um oficial e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. BH Shopping 9: 21h10(somente sábado) Big Shopping 2: 20h30 (*) Boulevard 1: 16h45 e 21h10 Cidade 4: 17h (*) Del Rey 7: 19h Itaú Power 1: 13h45 (*) Paragem 5: 20h30 Pátio Savassi 2: 16h45 Pátio Savassi 8: 21h10(somente domingo) (*) Sessões dubladas

BYE BYE ALEMANHA (Es war einmal in Deutschland, Luxemburgo/ Bélgica/ Alemanha, 2017, 1h42, 14 anos) Dir.Sam Garbarski. Com Moritz Bleibtreu, Antje Traue, Mark Ivanir. Frankfurt, 1946. David Berman e seus seis amigos, todos judeus, querem ir embora da Alemanha. Mas, para juntar dinheiro, vão ter que vender lingeries para mulheres alemãs. Ponteio 4: 16h40

COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 2: 11(somente sábado)(*), 16h20, 18h40 e 21h Cidade 1: 18h20 e 20h30 Ponteio 2: 14h20, 16h30, 18h45 e 20h50 Pátio Savassi 2: 14h20 e 19h20 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

CORPO ELÉTRICO (Brasil, 2017, 1h34, 16 anos Dir. Marcelo Caetano. Com Kelner Macêdo, Lucas Andrade, Welket Bungué. Trabalhando numa confecção de roupas em São Paulo e quase sem contato com a família na Paraíba, Elias passa seu tempo livre com outros homens e reflete sobre suas possibilidades para o futuro. Cine 104: 19h(somente sábado)

DIÁRIO DE UM BANANA: CAINDO NA ESTRADA (*) (Diary Of A Wimpy Kid: The Long Haul, EUA, 2017, 2h22, livre) Dir. David Bowers. Com Jason Ian Drucker, Alicia Silverstone, Tom Everett Scott. Greg convence sua família a embarcar numa viagem para ir ao aniversário de 90 anos de sua avó. Mas, na verdade, o que ele realmente quer é assistir a uma convenção de gamers. BH Shopping 10: 11h50 Diamond 3: 12h25 (*) Sessões dubladas

DUPLA EXPLOSIVA (*) (The Hitman’s Bodyguard, EUA, 2017, 1h58, 14 anos) Dir. Patrick Hughes. Com Ryan Reynolds, Gary Oldman, Samuel L. Jackson. O principal guarda-costas do mundo possui um novo cliente: um assassino de aluguel que precisa testemunhar na Corte Internacional de Justiça. Eles precisam colocar as diferenças de lado para chegarem ao julgamento a tempo. Big Shopping 4: 16h20 Cidade 8: 18h30 Monte Carmo 5: 18h30 (*) Sessões dubladas

EMOJI – O FILME (*) (Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Todos os emojis têm somente uma expressão facial, com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema. Determinado a se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada através dos aplicativos de celular mais populares desta geração. Betim 2: 15h, 16h50 BH Shopping 10: 17h15 BH Shopping 7: 13h40, 16h10, 18h30 Big Shopping 2: 14h30, 16h30, 18h30

IMOVISION/DIVULGAÇÃO

Boulevard 2: 15h40, 19h20 Cidade 4: 13h20, 15h10 Contagem 1: 15h20, 19h Del Rey 1: 15h20, 17h10 Itaú Power 5: 14h30, 18h30 Minas 1: 16h20 Monte Carmo 4: 14h20, 16h20, 18h20 Pampulha 5: 14h, 17h40, 21h20 Paragem 3: 14h20, 16h20, 18h20 Partage Shopping Betim 7: 12h, 14h15, 16h40 Pátio Savassi 1: 14h45, 17h10, 19h25 Shopping Norte 5: 14h30, 16h30, 18h30 Via Shopping 1: 14h20, 18h20

Sesc Palladium Quinta-feira (21) 16h30 “Rudzienko” (EUA/POL, 2016, 53 min) Dir. Sharon Lockhart 18h30 “O Revelador” (FRA, 1968, 1h02) Dir. Philippe Garrel 20h30 “O Caminho dos Sonhos” (ALE, 2016, 1h26) Dir. Angela Schanelec

Sessão 3D: BH Shopping 3: 13h, 14h10 Boulevard 2: 13h50, 17h30 Contagem 1: 13h30, 17h10 Del Rey 1: 13h30 Diamond 2: 15h30, 17h45, 20h Itaú Power 5: 16h30 Minas 1: 14h20, 18h20 Estação BH 4: 13h, 15h, 17h25

Sexta-feira (22) 16h30 “Spell Reel” (ALE/POR, 2017, 1h36) Dir. Filipa César 18h30 “Marie Pela Memória” (FRA, 1967, 1h20) Dir. Philippe Garrel 20h30 “Na Praia À Noite Sozinho” (COR, 2017, 1h41) Dir. Hong Sang-soo

(*) Sessões dubladas

O FILME DA MINHA VIDA (Brasil, 2017, 2h15, 12 anos) Dir. Selton Melo. Com Johnny Massaro, Selton Mello, Vincent Cassel. O jovem Tony decide retornar a Remanso, Serra Gaúcha, sua cidade natal. Ao chegar, ele descobre que Nicolas, seu pai, voltou para França alegando sentir falta dos amigos e do país de origem. Tony acaba tornando-se professor, e vê-se em meio aos conflitos e inexperiências juvenis. Belas 2: 14h

CINECIPÓ (*) Festival Internacional do Filme Insurgente

A atriz transexual Daniela Vega vive Marina no longa chileno “Uma Mulher Fantástica”

UM FILME DE CINEMA (Brasil, 2017, 1h48, 12 anos) Dir. Walter Carvalho. Documentário parte de relatos do dramaturgo Ariano Suassuna e de inúmeros cineastas, como Bela Tarr, Júlio Bressane, Ruy Guerra, Jia Zhang-ke e Karim Aïnouz, para discutir questões sobre a linguagem cinematográfica. Cine 104: 17h(somente sábado)

OS GUARDIÕES (*) (Zashchitniki, Rússia, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Sarik Andreasyan. Com Alina Lanina, Sanzhar Madiyev, Sebastien Sisak. Em plena Guerra Fria, uma organização secreta chamada “Patriota” recrutou um grupo de super-heróis russos, modificando o DNA de quatro indivíduos, com o objetivo de defender o país de ameaças sobrenaturais. Cidade 8: 14h30 Minas 6: 15h (*) Sessões dubladas

IT – A COISA (It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. Betim 3: 18h20, 20h50 (*) BH Shopping 2: 15h, 18h, 21h30 BH Shopping 3: 15h30, 18h40, 22h10, BH Shopping 7: 20h50 Big Shopping 1: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Boulevard 3: 13h30, 16h, 21h Boulevard IMAX: 18h40 Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 2: 22h50(somente sábado) Del Rey 3: 13h10, 15h40k, 18h20, 20h50 Diamond 2: 22h20 Diamond 4: 15h, 18h, 21h Diamond 6: 21h30 Itaú Power 6: 13h20, 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 1: 20h30 (*) Minas 4: 13h20, 16h, 18h35, 21h15 (*) Monte Carmo 3: 13h20, 16h, 18h35, 21h15 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 4: 13h30, 16h, 18h35, 21h10 Partage Shopping Betim 1: 15h50, 18h50, 21h50 (*) Partage Shopping Betim 2: 22h20 (*) Partage Shopping Betim 6: 14h50, 17h50 e 20h55 (*) Pátio Savassi 2: 22h Pátio Savassi 5: 15h, 18h, 21h Pátio Savassi 6: 12h25, 15h30, 18h30, 21h30 Shopping Estação 3: 14h45, 18h, 21h (*) Shopping Estação 4: 19h30, 22h30 (*) Shopping Norte 1: 15h45, 18h10, 20h40 (*) Via Shopping 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) (*) Sessões dubladas

O JANTAR

Dir. Philippe Garrel 16h30 “O Parque” (FRA, 2016, 1h11) Dir. Damien Manivel 18h “Os Iniciados” (África do Sul/ALE/ HOL, 2017, 1h28) Dir. John Trengove 20h “Os Amantes Constantes” (FRA, 2005, 2h55) Dir. Philippe Garrel

(The Dinner, EUA, 2017, 2h01, 16 anos) Dir. Oren Moverman. Com Richard Gere, Laura Linney, Steve Coogan. Dois casais se encontram em um elegante restaurante de Amsterdã. Eles engatam numa conversa que ganha força quando falam sobre seus filhos adolescentes, ambos envolvidos numa investigação policial. Ponteio 4: 18h45, 21h10

LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Direção: Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé, e Lino se transforma em um felino enorme. Betim 3: 14h30 e 16h20 BH Shopping 9: 14h, 16h30, 18h50 Big Shopping 4: 14h20 Boulevard 1: 13h, 14h50 Cidade 1: 14h20, 16h20 Contagem 7: 14h10, 16h25 Del Rey 7: 13h, 14h50 Diamond 6: 14h e 16h30 Itaú Power 4: 15h Minas 3: 14h30 Monte Carmo 2: 14h30 Pampulha 5: 15h50, 19h30 Paragem 2: 14h10 Partage Shopping Betim 2: 14h, 16h20, 18h40 Pátio Savassi 7: 13h50 e 16h05 Shopping Estação BH 2: 14h e 16h15 Via Shopping 4: 14h10

UMA MULHER FANTÁSTICA (Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Direção: Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Belas 1: 16h40 Belas 3: 14h Ponteio 4: 14h30

PLANETA DOS MACACOS: A GUERRA (*) (War For The Planet Of The Apes, EUA, 2016, 2h20, 14 anos) Dir. Matt Reeves. Com Andy Serkis, Steve Zahn, Woody Harrelson. César e seu grupo são forçados a entrar em uma guerra contra um exército liderado por um impiedoso coronel. Depois que vários macacos perdem suas vidas no conflito, César parte em busca de vingança. Minas 5: 13h50 Monte Carmo 4: 20h20 (*) Sessões dubladas

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coerciti-

va do ex-presidente Lula. Betim 1: 14h30, 16h40, 18h50, 21h BH Shopping 4: 14h30, 17h20, 20h BH Shopping 5: 15h20, 18h10, 20h40 Big Shopping3: 18h35, 20h35 Boulevard 4: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Cidade 3: 11h50(somente domingo), 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Contagem 3: 14h, 16h15, 18h30, 20h50 Contagem 7: 18h50, 21h10 Del Rey 5: 14h20, 16h40, 18h50, 21h, 23h10(somente sábado) Diamond 1: 14h15, 16h50, 19h20, 21h50 Diamond 6: 18h45 Itaú Power 2: 14h, 16h15, 18h30, 20h45 Minas 3: 16h30, 18h40, 20h50 Monte Carmo 2: 16h30, 18h50, 21h Pampulha 4: 14h35, 16h45, 18h55, 21h05 Paragem 2: 16h10, 18h20, 20h30 Partage Shopping Betim 4: 14h30, 17h, 19h30, 22h Pátio Savassi 3: 12h, 14h30, 17h05, 19h45, 22h20 Pátio Savassi 7: 18h50, 21h50 Ponteio 3: 14h10, 16h30, 18h50, 21h10 Shopping Estação 1: 14h15, 16h45, 19h15, 22h Shopping Norte 3: 18h35, 20h35 Via Shopping 4: 16h10, 18h30, 20h40

A TORRE NEGRA (The Dark Tower, EUA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Nikolaj Arcel. Com Idris Elba, Matthew McConaughey, Tom Taylor. Perseguindo o Homem de Preto, o pistoleiro Roland Deschain acaba percorrendo o mundo na direção da Torre Negra, prédio mágico que está prestes a desaparecer. Baseado na obra homônima de Stephen King. Big Shopping 4: 18h35 (*) Contagem 1: 21h (*) Itaú Power 5: 20h40 (*) Partage Shopping Betim 7: 21h30 (*) Shopping Estação 2: 18h30 (*) (*) Sessões dubladas

TOUR DE FRANCE (Tour De France, França, 2016, 1h 34min, Livre) Dir. Rachid Djaïdani. Far’Hook é um jovem rapper forçado a deixar Paris por um tempo. Seu produtor, então, recomenda que ele passe um tempo com seu pai, Serge, decidido a seguir os passos do pintor Joseph Vernet. Belas 3: 16h

mostras 100 ANOS DA REVOLUÇÃO DE OUTUBRO Mostra traz diversos filmes abordando diferentes períodos históricos da Rússia, da pré-revolução até a atualidade. Quarta-feira (20) 19h30 “Chapayev” (URSS, 1934, 1h35) Dir. Georgi Vassiliev e Serguey Vassiliev Quinta-feira (21) 19h30 “O Cartão do Partido” (URSS, 1936, 1h48) Dir. Ivan Pyryev

Sexta-feira (22) 19h30 “Os Tratoristas” (URSS, 1939, 1h28) Dir. Ivan Pyryev (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita.

ALL THAT JAZZ (*) Mostra reúne filmes que abordam a relação entre a sétima arte e este estilo musical que se tornou popular por volta dos anos 20 Neste sábado (16) 14h “A Princesa e o Sapo” (EUA, 2009, 1h37) Dir. Ron Clements, John Musker. Sessão dublada em português 16h “Whiplash: Em Busca da Perfeição” (EUA, 2014, 1h46) Dir. Damien Chazelle 18h “As Horas Vulgares” (BRA, 2011, 2h03) Dir. Rodrigo de Oliveira, Vitor Graize 20h15 “Êxito Fugaz” (EUA, 1950, 1h52) Dir. Michael Curtiz Domingo (17) 16h “Cotton Club” (EUA, 1984, 2h07) Dir. Francis Ford Coppola 18h15 “Kansas City”, (EUA, 1996, 1h56) Dir. Robert Altman 20h30 “Por Volta da Meia-Noite” (EUAFRA, 1986, 2h13) Dir. Bertrand Tavernier Segunda-feira (18) 16h A Gardênia Azul (EUA, 1953, 1h28) Dir. Fritz Lang 18h “Poucas e Boas” (EUA, 1999, 1h35) Dir. Woody Allen 20h Bird, de Clint Eastwood (EUA, 1988, 2h41) Terça-feira (19) 16h “Tempestade de Ritmo” (EUA,1943, 1h17) Dir. Andrew L. Stone 17h30 “Sombras” (EUA, 1959, 1h21) Dir. John Cassavetes 20h Sessão Especial “O Homem com a Camera” (URSS, 1929, 1h08) Dir. Dziga Vertov . Sessão musicada ao vivo em parceria com a Escola de Música do CEFART e comentários após a sessão. (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro).

INDIE FESTIVAL (*) Humberto Mauro: Quinta-feira (21) 15h30 “A Cicatriz Interior” (FRA, 1972, 1h) Dir. Philippe Garrel 17h “Stromboli” (ITA, 1950, 1h47) Dir. Roberto Rossellini 19h “À Sombra de Duas Mulheres” (FRA/ SUI, 2015, 1h13) Dir. Philippe Garrel 20h30 “Western” (ALE/AU, 2017, 1h59) Dir. Valeska Grisebach Sexta-feira (22) 15h “Altas Solidões” (FRA, 1974,1h20)

Neste sábado (16) 15h Curtas 5 “Surara – A Luta pela Terra Tupinambá”, de Thomaz Pedro e Veronica Monachini/ “Manifesto Porongos”, de Thiago Köche/ “Bela e Banguela: a Musa da Guanabara”, de Marcelo Goulart/ “Homorragia’, de Lorena Arouche/ “Deuteronômio”.[ 16h15 Curtas 6: “Entre os Ombros”, de Carolina Castilho/ “Olho do Cão”, de Samuel Lobo/ “1977”, de Raphael Pamplona/ “Os Insênicos”, de Rafaela Uchoa/ “Procura-se Irenice”, de Marco Escrivão e Thiago B. Mendonça. 18h “Jovens infelizes ou um homem que grita não é um urso que dança” (BRA, 2016, 2h07) Dir. Thiago B. Mendonça. Domingo (17) 15h Sessão Infanto-juvenil: Curtas: “No Caminho da Escola”, de Alunos do Projeto Animação/ “A Caixa”, de Merve Cirisoglu Cotur/ “A Fresta”, de Lula Gómez Jordi Piulachs/ “A Piscina de Caíque”, de Raphael Gustavo da Silva/ “Cartas”, de David Mussel/ “Sertãozinho’, de Rosana Nunes/ “Osiba Kangamuke – Vamos Lá, Criançada”, de Veronica Monachini, Thomaz Pedro, Tawana Kalapalo, Haya Kalapalo/ “Insustentarte”, de Thiago Otoni/ “Tis”, de Chloë Lesueur. 16h40 Curtas 7 “Kappa Crucis”, de João Borges/ “Ocorridos do Dia 13”, de Débora Zanatta e Estevan de la Fuente/ “Antes da Chuva”, de Otávio Almeida/ “Black Out”, de Adalmir José da Silva, Felipe Peres Calheiros, Francisco Mendes, Jocicleide Valdeci de Oliveira, Jocilene Valdeci de Oliveira, Martinho Mendes, Paulo Sano, Sérgio Santos. 18h30 “Kabadio – O Tempo não Tem Pressa, Anda Descalço” (BRA, 2016, 1h35) Dir. Daniel Leite. (*) Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

LITERATURA NO CINEMA (*) Filmes baseados nas histórias dos livros Neste sábado (16) 17h “Corda bamba: história de uma menina equilibrista” (BRA, 2012, 1h20, livre) Dir. Eduardo Goldenstein. 19h “Redemoinho” (BRA, 2016, 1h40, 16 anos) Dir. Jose Luiz Villamarim. Domingo (17) 17h “Mutum” (BRA, 2007, 1h30, livre) Dir. Sandra Kogut. 19h “O Cheiro do Ralo” (BRA, 2006, 1h54, 16 anos) Dir. Heitor Dhalia. Exibição do curta “Vênus Filó – A Fadinha Lésbica”, de Sávio Leite. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita


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BELO HORIZONTE 16 a 22 de setembro

de 2017

estilo SPFW >Atmosfera democrática marca próximo verão com moda praia diversificada para todos Não tem como falar de praia sem recorrer à palavra “diversidade”. Isso porque, nas areias da vida real, há espaço para que qualquer corpo – gordo ou magro – reivindique seu lugar ao sol sem que o julgamento do outro se dê de modo tão marcante quanto no universo das passarelas da moda. Mas, sim, também no mundo fashion é possível vislumbrar uma atmosfera democrática, quando o criador privilegia, em seus desfiles, a representatividade, como fez Ronaldo Fraga. No recém-encerrado São Paulo Fashion Week, o mineiro investiu pela primeira vez na moda praia – no caso, pautando-se pela diversidade. Maiôs-shortinho, bermudas com suspensórios acoplados e macacões listrados remeteram o público aos anos 20, quando a elite tupiniquim descobriu a praia, frequentando-a com trajes que tentavam reproduzir os costumes europeus. Sempre engajada, a passarela Ronaldo Fraga contou com modelos plus size, amputados e de idades variadas, mostrando que a areia ideal deve acolher mais de um tipo de corpo – aliás, bandeira que o mineiro vem levantando há mais de uma temporada. A boa surpresa foi a presença da top model Fluvia Lacerda, destaque internacional no nicho plus size e que desfilou pela primeira vez na semana de moda paulistana. Aproveitando a liberdade de ser, ter e vestir o que quiser, Ronaldo encerrou o desfile com uma camiseta criticando as recentes diretrizes políticas do presidente Michel Temer. A peça, pensada pelo próprio criador, vai estar disponível para venda em breve. Lorena K. Martins

OUSADIA Embora a moda esteja cada vez mais sintonizada com a ideia de que um padrão de beleza só não faz verão – e não vende – , por outro lado, desfiles de marcas tradicionais, como Água de Coco, Lenny Niemeyer e Trya, não economizaram modelos que ostentam corpos bronzeados e magros. Ainda assim, as peças mostram que, para o próximo verão, há, sim, espaço para a escolha. Quem virou fã da calcinha alta, como a hot pant, pode comemorar: a peça segue em alta. Já para quem gosta de ousar, modelos cavadíssimos, que chegam a deixar em evidência a virilha, também prometem dar o ar da graça, as-

Vai dar praia FOTOS ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

A hot pant segue invicta para o próximo verão da Água de Coco. Outra novidade é o lurex na praia

Biquínis supercavados, bem no estilo Kim Kardashian, prontos para conquistar o verão brasileiro (by Triya)

Modelagem ultrassexy que transita entre a lingerie de cetim e a moda praia, por Amir Slama

Geometria e o retorno do maiô como queridinho da areia – e fora dele – foi a proposta de Lenny Niemeyer

sim como tops que deixam a lateral dos seios à mostra. Shortinhos, hot pants e saídas de praia ganharam roupagem brilhante de cetim em branco, rosa e roxo. Já o lurex, tecido herdado dos anos 80 e que tem sido aposta recente de várias grifes, aparece com graça na coleção da Água de Coco. Outro resgate é o do microtule, que ganha versão adaptável para molhar, garantindo um toque a mais de sensualidade à moda praia. Já na Vix, o destaque ficou para biquínis e maiôs asa-delta combinados a saídas de banho esvoaçantes, calças de seda de cintura baixa e vestidos tomara que caia. Lenny Niemeyer, nome forte no beachwear brasileiro, se inspirou no trabalho de artistas como Hilma AF Klint e Emma Kunz para estampar maiôs – pensados também para o asfalto e decorados por tear de fios pintados e modelados à mão que, de longe, pareciam abraçar e modelar o corpo das modelos. Peças com decotes ombro a ombro e camisões com mangas bufantes e gola alta completaram a coleção. Aliás, mais do que apresentar as apostas dos criadores, vale destacar que o SPFW ratificou a tendência de colocar, na passarela, as chamadas “pessoas reais”, contemplando vários biótipos e estilos – estratégia que provavelmente reverbera a pressão das redes sociais, onde consumidores manifestam seu anseio em ver as marcas mais conectadas com a realidade. Na verdade, marcas como a LAB, dos rappers e irmãos Emicida e Evandro Fióti, vêm praticando essa filosofia desde sua estreia. Nessa edição, a grife optou novamente por casting formado majoritariamente por negros e plus size. Já Gloria Coelho trocou modelos por “mulheres reais”, como a atriz Alinne Moraes, a cantora Marina Lima e a apresentadora Isabella Fiorentino. Paula Raia, por sua vez, apostou em uma modelo albina. Raquel Davidowicz, da Uma, repetiu a temporada passada e colocou a exmodelo Suzana Kertzer (67) no casting.

Amarrações são as novas aliadas da moda praia, como no top da Vix, que tem acabamento em cordas

A praia democrática de Ronaldo Fraga, com peças vintage inspiradas nos anos 20


estilo

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VITRINE

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Lorena K. Considerado um dos maiores evenMartins tos de música e entretenimento do mundo, o Rock in Rio comemora 32 anos levando uma série de atrações musicais neste fim de semana e, também, dos dias 21 a 24 de setembro, no Rio de Janeiro. Para se ter uma ideia, mais de 30 marcas foram convidadas para criarem produtos oficiais para curtir o festival. Aliás, para dar conta da maratona de shows como Red Hot, Pet Shop Boys, Red Hot Chili Peppers e Guns N’ Roses, a preocupação com o look é inevitável. Para aliar o conforto – palavra de ordem para acomodar horas em pé – e, claro, o estilo, selecionamos artigos indispensáveis para incrementar a produção. E se for assistir aos shows no conforto de casa, vale levar o universo da música para incrementar os looks do dia a dia. Veja a seguir.

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A Varanda de Entrada e a Bilheteria são assinadas por Thales Lucchesi, Ana Paula Pereira e Marcelo Martins

CASACOR>Exposições vão desde reforço da beleza do casarão até discussões de temas relevantes

Abordagens significativas por meio de novos olhares O que o futuro reserva paraaarquitetura, para o design de interiores, para o paisagismo? As respostas para essas questões podem ser várias, e muitas delas são encontradas na CASACOR Minas. Apresentando uma série de tendências em trabalhos de profissionais que já possuem uma longa carreira no setor, a mostra também se revela atenta às promessas da área. Tanto é que promoveu a Archaton, voltada para estudantes e recém-forJuliana Siqueira

mados e considerada a maior maratona Arch&Design das Américas. É a partir dela que muitos projetos inovadores são selecionados. O resultado disso está exposto para todos. Os vencedores Thales Lucchesi, Ana Paula Pereira e Marcelo Martins, por exemplo, assinam a Varanda de Entrada e a Bilheteria. Partindo do conceito de nudez arquitetônica, os espaços evocam as características marcantes do casarão que sedia o evento, localizado na rua Sapucaí, 383, Floresta. “Os ambientes conversam entre si de uma maneira dis-

creta. Neles, a questão da funcionalidade é algo significativo. A varanda, por exemplo, é um local onde as pessoas esperam um familiar ou um táxi; a bilheteria é um lugar prático. Pensar nessas questões foi crucial”, ressalta Lucchesi. Martins, por sua vez, frisa o fato de o prédio ser um patrimônio histórico. Por meio dessa e de outras questões que envolvem a riqueza do local nasceu o desejo de não somente preservar a sua identidade original, mas também de evidenciar o casarão como protagonista. “Uma das nossas ideias é mostrar a história,

fazer a junção entre a modernidade e o passado”, diz ele. FATOR DETERMINANTE Elisa Raabe, Rogério Vilela e Talita Soares também foram destaque na Archaton. É desse time, aliás, o Projeto Exposição/Banheiro 383 – Elephant. O questionamento acerca da determinação de gênero para a utilização de banheiros públicos foi um dos pontos de partida para o projeto. Nele, é possível entrar em contato com provocações oriundas da presença de estereótipos de “feminino” e

de “masculino”. O local oferece, ainda, a possibilidade da apropriação livre desses espaços. “Mostramos a fragilidade desses estereótipos. Além disso, também potencializamos a questão do notar o outro em sua pluralidade”, diz Vilela. Isso pode ser visto de diversas formas, mas uma das mais marcantes é a presença de um óculos de realidade virtual. Por meio dele, é possível identificar pessoas de gênero fluido, que muitas vezes acabam sendo invisíveis socialmente. “Reforçamos o rompimento em relação às restri-

ções da binaridade”, afirma Vilela. SUCESSO A CASACOR Minas, maior mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado, tem mostrado todo o seu potencial e tem feito um grande sucesso na capital mineira desde o dia 12 de agosto. Isso pode ser visto, inclusive, no fato de o evento ter sido prorrogado. Antes previsto para ser encerrado em 17 de setembro, agora será finalizado no dia 24 de setembro. DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Projeto Exposição/Banheiro 383 – Elephant, de Elisa Raabe, Rogério Vilela e Talita Soares


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Na primavera ACIR GALVÃO

p ó s longa preparação, propost a s , confrontos e projetos, o término da casa quando, enfim, concretizaram-se as vontades, os sonhos e os jardins. A singular construção, com o estritamente necessário para viver, ou melhor, sobreviver, como gostava de dizer frente ao espelho, moldado pelo tempo, corroído pela história, como se fosse um armazenador de imagens. Imagens da menina e da mulher que fora, compactadas num único objeto. E ela hoje se pergunta: existe alguém mais feliz? Sozinha em seu recanto, uma varanda com samam-

A

baias, um gato se espichando no tapete, o sol que se esconde na montanha, o silêncio... O estar bem consigo mesma, à espera do que um dia, inevitavelmente, virá. E morrerá tranquila, com a sensação de quem cumpriu em vida tudo aquilo que lhe fora concedido. Tão simples, tão claro. E eles quase não a deixaram... “Mudarse pra quê? Sair do conforto do apartamento no centro, próximo de tudo: da farmácia, do médico, do laboratório onde, eventualmente, faz seus exames?” Ela, querendo fugir disso, e eles, ao contrário, insistindo – na praticidade, na rápida solução de eventuais necessidades. Pra quê? Por que desassossegar o espírito com efervescentes e restritivos pensamentos, levando-a a crer na efemeridade de sua existência como a

da flor que se extingue no mesmo dia em que se abre? E, se assim for, que seja do seu jeito, em seu recanto, naturalmente, como devem ser as partidas no inexorável apagar da vida. Estar de volta às origens, numa casa pequena em meio a um jardim de magnólias – algumas rosas – para que na primavera abra as janelas e respire a vida. Vida que lhe escapole, mas que hoje, em seu recôndito, faz dela (dentre todas) a mais feliz! E caminha atrás de seu sonho, já que a idade não lhe permite mais correr. * Crônica publicada em outubro de 2016.

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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