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Pampulha - 10 a 16 de março de 2018

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turismo

estilo

almanaque

AS SUÍÇAS ZURIQUE, LUCERNA E LAUSANNE SE RENOVAM COM REVITALIZAÇÃO ... Caderno de Turismo. Páginas 8 a 11

MERCADO DA MODA SÓ PARA BAIXINHAS ... Páginas 28 e 29

super motor

MALVINO SALVADOR TRAZ ESPETÁCULO “BOCA DE OURO” A BELO HORIZONTE ... Página 17

VW POLO: BOM CUSTOBENEFÍCIO PARA QUEM NÃO QUER PAGAR MAIS DE R$ 70 MIL ... Páginas 18 e 19

ESTEVAM AVELLAR/DIVULGAÇÃO

10 a 16 de março de 2018 ANO XXVII número 1441 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FRED MAGNO

NUNCA É TARDE O PAMPULHA acompanhou a primeira semana de aula do curso de um projeto voltado para a alfabetização de adultos na Faculdade de Educação da UFMG e conheceu histórias como a de Lusia (foto), que, aos 71 anos, voltou ao banco da escola para completar a formação


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de março de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA

Editorial

Atrás do poder história é escrita pelos vencedores. Quem perde, perde até o direito de ser lembrado por aquilo que realmente foi. A manipulação se dá há séculos pintando os vencedores de heróis e os perdedores de vilões. O próprio Júlio César, antes de Cristo, se encarregava com maestria de escrever os relatos das expedições militares, comandadas por ele, para subjugar os povos do norte da Europa. Ninguém sabe o que o derrotado Vercingetorix sofreu de verdade ao enfrentar o comandante romano. Sobrou apenas o livro “Commentarii de Bello Gallico”, escrito pelo vencedor. Júlio César passou à história como um “grande civilizador”, alguém que “per aspera”, ou pelo ferro das espadas, espargiu a civilização entre os bárbaros depois de dizimá-los. Olhando o rastro de Júlio Cesar e as sementes deixadas, entende-se que seu papel involuntário foi imprescindível para “civilizar” populações atrasadas em relação a Roma e, de certa forma, realizar a primeira e mais remota onda de “globalização” da história. O motivo oficial da conquista da Gália (França) de Vercingetorix era a grandeza e a glória do império de Roma. Mas ninguém mata ou se coloca em risco na distância de milhares de quilômetros de casa sem vantagens materiais imediatas. Não era certamente para salvar a pátria romana de invasões, para garantir o pão de cada dia ou iniciar um ciclo civilizatório. As conquistas tiravam a liberdade de outros povos que não apresentavam para Roma qualquer séria ameaça. O Senado romano, contudo, encontrava razões abundantes para essa política imperialista, que movimentava a economia e o comércio das maiores famílias da capital do mundo. Por meio das guerras a economia romana crescia, o PIB se ampliava com a produção de armas, de insumos necessários à guerra, e com a construção de navios, de máquinas de guerra. Roma era um redemoinho

A

que se alimentava das riquezas da guerra e em seguida das colônias. Os Estados Unidos são de fato e de direito os sucessores, a versão 4.0, dos romanos. Basta ver o culto prestado ao exército e às armas que marca cada acontecimento na terra de Trump. Com mancebos fardados carregando tambores, bandeiras e fuzis a qualquer pretexto. Os romanos agiam assim mesmo, e os “lictores”, tropa de elite e de vitrine, eram presença obrigatória nos eventos, não só para a segurança do maioral, mas para firmar na opinião pública valores de supremacia nacional. Embora não se possa subestimar a inteligência humana, que consegue valer muito mais que a força bruta, a vitória sorri para quem mais investe no aparato bélico, no treino de oficiais e soldados, na inteligência e na tecnologia bélica. Paralelamente, a população tem ser motivada a realizar sacrifícios por meio de impostos e de vidas dos filhos para uma causa que não é bem a defesa, mas o alcance da supremacia pela força. A lenda de Davi é uma exceção, a regra quase sempre é que os Golias vençam. Dessa forma, a versão real da história chegará com o amadurecimento da humanidade, com o triunfo da sabedoria. Cairá a carapuça dos vencedores atuais, daqueles que puxam os fios do poder neste mundo controlando o fluxo das finanças. Não é que todos os governantes sejam fruto das conspirações dos banqueiros, mas não há um governante com grande poder que se segure sem o “beneplácito” dos senhores das finanças. Não existe um presidente de um banco central de país rico sem as escolhas dos grandes banqueiros. Olhando de um pico mais elevado, entende-se que os senhores das finanças são permissionários de outros senhores mais poderosos, como foi Júlio César, que, por um motivo superficialmente inconsistente, plantou efeitos ao longo dos séculos em todo o planeta. Partindo do princípio de que não há poder maior que o divino, as peças se encaixam com precisão.

vittorio.medioli@otempo.com.br

“Eu fui almoçar com o (Fernando) Haddad (PT), que era prefeito. Depois eu e ele fomos assistir a uma ópera. Eu fui de propósito, porque estava todo mundo tão antipetista. Olha aqui, você pode ser ‘anti o que seja’, mas você deve ter relação civilizada e deve aceitar o outro.” Fernando Henrique Cardoso (PSDB), ex-presidente, criticando a intolerância política

OSCAR DEL POZO/AFP

Manifestante nas ruas de Madri, na última quarta-feira (8)

“Este é o século das mulheres e do feminismo, nós aumentamos nossa voz e não seremos caladas” Ada Colau, prefeita de Madri, que aderiu à greve das mulheres na Espanha na última quarta-feira (8), Dia Internacional da Mulher. O movimento, sem precedentes na história do país, mobilizou 5,3 milhões de pessoas com paralisações de duas horas por turno de trabalho, na luta em defesa dos direitos das mulheres

“A sensação do ódio escorre pela vida offline, construindo a sensação de medo e insegurança no espaço público. Vivi essa morte. E, estranhamente, senti o luto de ver meu próprio corpo morto na tela” Wagner Schwartz, coreógrafo do espetáculo “La Bête”, em que o artista, nu, era manipulado pelo público. Um vídeo de uma criança tocando a perna e a mão do performer viralizou no ano passado. Schwartz foi acusado de pedofilia e diz ter recebido cerca de 150 ameaças de morte. Investigação do Ministério Público descartou crime.

“Milhares de crianças morrem e não têm a mesma repercussão” Daniel Alves, jogador do PSG, sobre a morte do zagueiro Davide Astori, aos 31 anos. O corpo do italiano foi encontrado no último domingo (4), no quarto da concentração da Fiorentina. A declaração viralizou e Daniel pediu desculpas posteriormente à família

“Temos que fazer com que a tragédia Síria não seja, também, o túmulo das Nações Unidas” François Delattre, o embaixador francês na ONU, diante da impotência e perda de credibilidade da organização, que não tem conseguido apartar a crise no país

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

FUNDADOR Vittorio Medioli

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Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

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reportagem

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RESISTÊNCIA> Adultos do curso de alfabetização demonstram que nunca é tarde para começar FRED MAGNO

Numa tarde Jessica quente de Almeida terça-feira, o ventilador ajuda a aliviar o calor intenso na sala. Este, porém, em momento algum chega a comprometer o desenrolar da aula no prédio da Faculdade de Educação da UFMG (FAE), já que o interesse é maior que qualquer incômodo. Na turma, adultos discutem sobre seus direitos, especificamente aquele do qual estão usufruindo naquele momento: o direito à educação. É a primeira semana de aulas deste semestre do Projeto de Ensino Fundamental de Jovens e Adultos, o Proef-1, voltado para a alfabetização e consolidação da alfabetização dos alunos (correspondente ao período do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental). Mesmo titubeando um pouco na leitura, Dionilson, 48, levanta a mão com veemência quando as monitoras pedem que alguém leia as frases projetadas no quadro. E à medida que outras pessoas intervêm para participar da aula, aspectos de suas trajetórias pessoais vão sendo desvelados: Izani, 53, foi tirada da escola aos 7 anos pelo pai para trabalhar na roça; Maria do Rosário, 67, trabalhou por uma década como cozinheira de um colégio, sem que ninguém soubesse que era analfabeta – era preciso decorar os cardápios de três turmas para não levantar suspeitas; Lusia, 71, se escondia quando criança num imóvel abandonado da vizinhança para estudar sua cartilha, depois que os pais, analfabetos, a proibiram de frequentar a escola (leia mais na página 4). Em comum, todos têm a vontade de recuperar oportunidades perdidas, demonstrando que nunca é tarde para transformar a própria vida. O trabalho realizado ali vai muito além do conhecimento, ainda que este seja o fio condutor de tudo, e não existe “estar velho” para nada. “Quando eles chegam, têm a autoestima muito baixa. Em geral, são vidas já muito marcadas pelo fracasso, então o discurso deles é ‘não vou dar conta, não sei nada, burro velho não aprende’”, observa a professora e pesquisadora Francisca Maciel, coordenadora do projeto. “Eles já tiveram muitas janelas e portas fechadas na vida. Nós não vamos ser mais uma. Nossa primeira missão, portanto, é fazê-los acreditar que têm condições de aprender. Vencendo essa primeira barreira, já dá-se um salto. Quando se soltam, eles vão se revelando e perce-

Jornada

Alunos do Proef-1 começam um novo semestre na UFMG

PROGRAMA DA MATURIDADE

Sempre em frente

Desenvolvido para pessoas com mais de 50 anos, o Programa da Maturidade oferece disciplinas de múltiplos assuntos para os estudantes, entre elas informática, psicologia, história da arte e até tai-chichuan. Cada aluno monta seu horário como preferir e pode encaixar disciplinas obrigatórias e optativas a cada semestre e, no total, são seis módulos até a conclusão do curso. As aulas deste ano já foram iniciadas, mas matrículas ainda podem ser realizadas. Onde Centro Universitário Estácio de Sá (r. Erê, 207, Prado) Quando Aulas às segundas, quartas e sextas, das 14h às 17h40 Quanto R$ 1.758,72 por semestre. Informações (31) 3298-5260

ra, 25. “Eles acham que estão aprendendo e mal sabem o quanto nos ensinam. Eles sempre são muito participativos e aliam o assunto com casos pessoais. Eu já passei pelo ensino fundamental com crianças e é bem diferente, o viés é o do lúdico. Com adultos, tem toda essa questão, uma palavra lembra uma história de vida. É mais profundo, nesse sentido”, afirma.

bem o quanto já sabem. E aí Às vezes eles entram achanGALPÃO OFERTA o olhar muda, o discurso do que não sabem nada, AULAS DE TEATRO vira ‘estou aprendenmas vamos mostrando PARA IDOSOS do muito’, mas muique sabem, sim. ta coisa eles já saAlém do carinho e Para envelhecer com arte, o Galpão Cine Horto bem”. cuidado que têm oferece aulas de teatro destinadas a pessoas por nós. Eu tenho acima de 50 anos. Entre 16 de março e 6 de TRABALHO sinusite com frejulho, a oficina “Jogos de Afeto” oferece INTEGRADO quência e me enexercícios de criação, dinâmicas com objetos e O processo é sinaram a fazer LIMITES contação de histórias para proporcionar contato diferente do um chá, que foi EXPANDIDOS com a arte cênica para idosos, como uma ferraque é feito com tiro e queda. Propor a si mesmo um dementa de autoconhecimento e socialização. as crianças, as Sem falar no res- safio como o desses alunos – Para informações sobre matrículas, acesse: aulas não são dipeito que têm pe- sobretudo depois de certa ww.galpaocinehorto.com.br/cursos-livres/ vididas em disciplila gente, mesmo idade – tem efeitos incalcucursos- para-3- idade/ Onde Galpão Cine nas formais, são insendo mais novos. É láveis na autoestima, como Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto) Quando terdisciplinares. E muito bonito, nos faz ressalta a psicóloga e psicaAulas às sextas, das 14h às 17h. também não vêm de um ficar lisonjeados”, diz. nalista Lilian Amaral. “ViveQuanto R$ 350 currículo fechado, são consTanto que às vezes é difí- mos numa sociedade em truídas ao longo do semestre cil segurar a emoção, como que envelhecer não é visto a partir das demandas dos observa a estudante e moni- como uma coisa legal, as próprios alunos. “As ativida- na no dia anterior, que ha- tora do projeto Tássia Teixei- pessoas fazem de tudo para des são definidas pelo pró- via falado sobre o preconceise manter com aspecto joprio grupo. Ano passado, to que sofreu por não ter esvem. Em vez de achar vantapor exemplo, tivemos um tudado. joso, uma vez que só não enprojeto envolvendo as planÉ por isso que, nas sexvelhece quem morre ceALFABETIZAÇÃO tas medicinais, a partir de tas-feiras, o horário da do, as pessoas têm paPARA JOVENS E uma visita ao jardim Manda- aula é dedicado aos vor de serem veADULTOS la, da FAE. Outro foi voltado monitores – alunos lhas”, pondera. para a questão do trabalho, de todos os cursos Não é uma barreiA UFMG oferece atividades para pessoas a partir por conta de uma ida ao Mu- de licenciatura ra explícita, mas dos 30 anos. As inscrições acontecem durante seu de Artes e Ofícios. As- da universidade como os amtodo o ano para as turmas de alfabetização sim, trabalhamos a questão – para que posbientes vão fie consolidação da alfabetização – da leitura, dos conhecimen- sam discutir e cando cada vez correspondentes ao período do 1° ao 5° ano do tos matemáticos, da geogra- planejar as aumais rejuvenesEnsino Fundamental. Informações sobre a fia e das outras disciplinas las. A pedagoga cidos, a pessoa matrícula pelo telefone 3409-6232. Onde Prédio de uma forma mais integra- Cristiane Lima, mais velha vai se da Faculdade de Educação (FaE) da UFMG (av. da”, explica Francisca. E vai 23, foi monitora sentindo inadePres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha) além. O tema seguinte da au- durante dois anos, quada. “A partir Quando Aulas de segunda a sexta, das la que a reportagem acompa- durante sua graduado momento em 15h30 às 18h ou das 19h às 21h30 nhou foi os diferentes tipos ção. “Foi muito transque rompe com esse Quanto Gratuito. de preconceitos, baseado formadora para mim a bloqueio e se propõe a num comentário de uma alu- questão da troca de saberes. aprender coisas novas, seja-

na educação formal ou uma arte, um esporte, qualquer atividade que socialmente entenda que não é para sua idade, isso vai fazer com que ela perceba que pode mais do que aquilo que se colocava como limite”, acrescenta. Segundo ela, toda vez que rompermos o limite imposto internamente ou externamente, nos sentiremos fortalecidos, capazes, renovados em nossas potencialidades. A tendência é ampliar a autoestima cada vez mais. “Uma vez que ela (a pessoa em uma nova atividade) descobre que pode, ninguém mais a segura. É quase que uma autorização para continuar descobrindo o mundo que até então estava limitado”, afirma Lilian, que lembra de um exemplo em seu consultório. “Eu atendi uma vez, durante um mês, um senhor de 59 anos, Seu Divino, paciente terminal. Ele sabia que seu tempo era curto, e de fato acabou falecendo, mas quis fazer psicoterapia porque acreditava que ainda poderia resolver algumas questões que tinha, não queria encerrar sua caminhada sem encará-las. E foi e resolveu, na medida do que foi possível em um mês, mas ao menos elaborou a questão que tinha e pôde ir embora tranquilo. Para mim, Seu Divino é o maior exemplo de que nunca é tarde para nada”, conclui.


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ARQUIVO PESSOAL

FOTOS FRED MAGNO

RISOLINA RIBEIRO, 63, PROFESSORA

IZANI TORRES DE LIMA, 53, DO LAR

A trajetória de Risolina é um pouco diferente da dos alunos do Proef, mas não deixa de ser análoga. Ao contrário deles, ela teve a oportunidade de estudar na infância, com apoio da família, até concluir o curso de magistério. Para fazer faculdade, não contou com a anuência do pai. “Eu usava praticamente todo o salário que ganhava trabalhando como professora durante o dia para pagar o transporte e a mensalidade da faculdade de letras, que era em outra cidade”, lembra. Não sem dificuldade, conseguiu concluir o curso e trilhar uma bem-sucedida trajetória profissional. Mais tarde, fez uma especialização na PUC Minas, mas seu sonho sempre foi a UFMG. “Eu estava há quase 20 anos sem estudar formalmente, quando uma amiga me incentivou a me inscrever para o mestrado”, conta. Desafio aceito, ela foi aprovada. Em 2014, já aposentada, ingressou no doutorado, cuja tese defendeu na última terça (6). “Enfrentar é a palavra correta. Enfrentei meu pai para fazer faculdade e, depois, outras várias barreiras: o fato de ter estudado em escola pública, de não ter feito uma faculdade renomada e até uma certa crueldade de colegas. Já cheguei a ouvir ‘ah, porque você é velha’, mas não me abati. Para mim, o estudo tem um valor primordial, e hoje me sinto muito feliz e realizada quando olho para trás e vejo tudo o que consegui. A forma que tive para vencer na vida foi estudar”, diz.

Izani chegou a frequentar a escola na infância, na zona rural de Inhapim, região do Vale do Rio Doce. Aos 7 anos, porém, seus irmãos mais velhos foram para São Paulo trabalhar e ela e suas irmãs de idades mais próximas foram tiradas dos estudos para trabalhar na roça. “Eu chorei demais da conta, pedi aos meus pais para voltar. Era uma coisa que eu gostava muito, até perdia o sono esperando o dia amanhecer para dar a hora de ir para a escola. Cheguei a aprender a ler, estava me desenvolvendo. Mas não teve jeito, não pude voltar. Então, comecei a praticar em casa para não esquecer, escrevia em qualquer papelzinho. A única coisa que tinha para ler era uma ‘Bíblia’, eu lia toda noite”, conta. Por muito tempo, Izani ficou chateada ao ver as amigas estudando e não poder fazer o mesmo. Mas acabou passando. Ela veio morar em Belo Horizonte, casou-se, teve filhos. Até que uma das filhas, estudante da UFMG, a incentivou a entrar no Proef. “Minha primeira reação foi negar, falar que estava velha, que não ia adiantar nada. Mas acabei vindo porque sabia que ainda tinha muito a aprender”, diz. Frequentando as aulas desde setembro, diz que já progrediu muito. “Minha cabeça abriu, eu tinha a mente muito fechada, dificuldade de aprender as coisas. Aqui, temos liberdade para nos expressar, as monitoras nos acolhem com carinho, nos valorizam como seres humanos, pessoas de verdade. Mesmo que sejamos pessoas simples, sem estudo. O valor que dão pra gente nos anima a vir, somos encorajados por elas”, comenta.

VIDA> Histórias de luta e enfrentamento pelo saber

Alunosdemonstram o que a vida lhes pediu: coragem DIONILSON AGUIAR, 48, DESEMPREGADO Quando ia para a escola na infância, Dionilson não se interessava muito em aprender. Ao crescer, tentou recuperar o tempo perdido, mas, aí, precisava trabalhar. “Ano passado, minha irmã me falou daqui e fiz a inscrição. Nunca imaginei que poderia estudar na UFMG”, diz. Faz um ano que ele frequenta as aulas, mas diz que o progresso é nítido. “Desenvolvi bastante a leitura e melhorei a linguagem, meu modo de conversar. Sem contar que agora tenho mais autonomia para resolver minhas coisas”, comenta.

LUSIA GONÇALVES, 71, DO LAR

MARIA DO ROSÁRIO MOURA, 67, COZINHEIRA E DIARISTA

Os pais de Lusia eram analfabetos, por isso não viam no estudo um valor. Ela e o irmão, porém, encontraram uma escola perto de onde moravam e se matricularam por conta própria. Ela tinha cerca de 8 anos. “Quando descobriram, eles nos mandaram sair. Mas eu continuei me escondendo numa casinha abandonada perto de casa com a minha cartilha, tentando continuar aprendendo”, lembra. Pouco tempo depois, acabou indo morar em Governador Valadares, na região do Vale do Rio Doce, com uma tia, que passou sua guarda para uma amiga. “A filha dessa senhora estudava, mas eu não podia. Na verdade, eu fui escravizada por ela, cuidava das tarefas domésticas em troca de comida – quando sobrava pra mim. Ia dormir à 1h30 da madrugada passando roupa e acordava às 5h para acender o fogão a lenha. Vivia só para o trabalho”, conta. Casou-se com um marido muito ciumento, que também não a deixava estudar. Quando ele faleceu, teve a primeira oportunidade, mas precisava trabalhar e acabava dormindo de cansaço nas aulas, que eram à noite. Tentou novamente duas vezes, mas uma precisou interromper para acompanhar uma filha doente e a outra para fazer uma cirurgia no joelho. “Em 2016 eu vim pingar aqui, mas agora acho mais difícil guardar as coisas. Mesmo assim não vou desistir. Estudar é muito importante para aprender cada vez mais a me virar. E também é bom sair de casa, me distrair, fazer amigos”, diz.

No dia em que nasceu, Maria do Rosário foi prometida pela avó a um primo. O medo que desenvolveu dele não foi suficiente para dissuadir seu pai da ideia – e, quando tinha 14 anos, se casou. Tanto o pai quanto o marido não permitiram que ela estudasse. “Meu pai dizia que não precisava aprender a ler e escrever, porque ia escrever carta para namorados e ele não queria isso pra mim. E meu marido tomou posse de mim, não queria que fizesse nada”. Enquanto esteve casada, não pôde realizar o sonho. Só o fato de tirar identidade e CPF enfureceu o marido, que acabou largando-a com oito filhos (grávida do nono). “Sozinha, também não consegui estudar, mas arrumei um emprego que me fez conseguir uma casinha e melhorar um pouco de vida. Fiquei lá oito anos, depois fui ser faxineira num colégio, onde, três meses depois, me chamaram pra ser cozinheira. Sem saber ler e escrever, passei uma dificuldade! Às vezes, não dormia, chorava pensando que tinha que decorar o cardápio do dia seguinte. Passei dez anos assim e ninguém nunca descobriu que eu não sabia ler nem escrever”. Com os filhos já criados, descobriu o Proef. “Já faz três anos que frequento, mas nem sempre consigo vir, já que trabalho como diarista. Mas já sei ler e escrever, sou outra pessoa! Antes, andava com medo, mas fiquei mais tranquila e tenho cada vez mais vontade de lutar, aprender mais. Meu sonho é fazer teatro, dança. Tenho 67 anos, mas nem me lembro. A verdade é que não existe hora para começar nada. Enquanto tiver vida, não vou parar”.

VILMA PEREIRA DE OLIVEIRA, 64, DO LAR Ninguém chegou a proibir Vilma de estudar, mas seu afastamento da escola também é uma história traumática. Seu pai tinha muitas amantes e isso a deixava revoltada. Uma vez, ela bateu na filha de uma delas e foi duramente punida por isso. “Eu estava na escola cantando o hino nacional antes da aula quando meu pai entrou, pediu licença às professoras, e me tirou de lá pelos cabelos e foi me batendo por todo o caminho. Isso me deu muito desgosto de voltar pra escola”, conta. Casou-se aos 16 anos, e logo veio o primeiro filho. “Meu marido era muito bom, mas bebia muito, chegava em casa e quebrava as coisas, brigávamos muito. Depois ele foi pro Iraque trabalhar e eu tive que ser pai e mãe. Então não deu tempo de estudar”, afirma. Assim, ela acabou deixando pra lá. A mudança veio recentemente, por incentivo de uma neta. “Ela foi morar em Portugal, mas antes de ir embora disse que não iria sem me ver estudando. Hoje mesmo ela mandou uma mensagem me incentivando a continuar. E eu estou melhorando cada vez mais, já sei escrever boneca e chapéu. Meu sonho é conseguir olhar uma linha inteira e ler tudo. E também me ajudou a me soltar mais, porque eu sou muito tímida e às vezes tenho vergonha de falar as palavras errado. A etapa mais difícil era entrar na escola, agora que estou aqui, vou correr atrás e vou vencer”, conclui.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Autismodetectado (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

A vida é um luta

A

vida é regada por desafios constantes, onde temos de “matar um leão todos os dias”. É uma eterna luta enquanto vivemos. Não devemos temer os desafios, pois, como a morte, faz parte da vida enfrentá-los. Na coluna desta semana, falo um pouco sobre as “lutas da vida” e como deve-

mos enfrentá-las. De alguma forma, a vida é sempre uma luta, não importa quem é você. Se é poderoso, se tem mais ou menos dinheiro, se tem um bom emprego ou não, se vive bem em família ou não etc. A vida nos desafia constantemente. Mesmo que você fique trancado na suposta segurança de sua casa ou de seu quarto, problemas irão surgir e você deverá enfrenta-los. E caso se recuse a ver a verdade e encarar os desafios que aparecem, o tempo se encarregará de cobrar a fatura dos propósitos não atendidos. Portanto, aceite o fato de que é inevitável ter confrontos na vida. Temos de encará-los com serenidade e pensar nas melhores soluções. A vida não é tão simples quanto se pensa. Quem não passa por dificuldades é porque não vive. Até porque viver não significa apenas estar vivo. Nada pode parar alguém que acredita em si mesmo e que acredita em seus sonhos. O ideal é estabelecer um objetivo e investir esforços para concretizá-lo. Se, no entanto, no percurso, aparecerem alguns espinhos, é por que estamos sendo desafiaNão se cresce na dos a superá-los. calmaria e, sim, A maioria das pessoas tem receio de noem momentos vidades e de enfrentar de dificuldades. desafios. O fraco não ousará, pois a simples Portanto, ideia do fracasso já lhe aproveite as provoca terror. O forte ousará porque tem a lutas da vida sensação de que é capara seu paz de aguentar os problemas que virão. Pescrescimento soas fortes não têm pessoal, medo dos desafios. Os fracos encontram váemocional, rias desculpas para eviespiritual tar ao máximo os enfrentamentos. Muito do sofrimento vem do desejo de uma vida sem desafios ou esforços. Encare a vida como se você estivesse em um rio. Em algum momento será forçado a encarar corredeiras e nadar fortemente para não se afogar. Em outros, através de seu esforço, encontrará remansos calmos para descansar. Logo lá na frente irão aparecer novas corredeiras e o ciclo da vida continua. Em nossas tentativas de evitar lutas, esforços e desafios, acabamos por jogar fora momentos de crescimento pessoal. Isso mesmo! Não se cresce na calmaria e, sim, em momentos de dificuldades. Pense nisso! Portanto, aproveite as lutas da vida para crescimento pessoal, emocional, espiritual etc. É nestes momentos que tiramos as melhores lições. Não podemos evitar os desafios. Ele é que faz a vida acontecer. Receba-o bem, sem mágoa. Tenha resiliência em passar por eles e use essa energia para seguir em frente. Cada uma das lutas que nos chega oferece uma oportunidade única de crescimento e realização. Desfrute da sua própria eficiência em tirar o máximo das lutas que você enfrenta. A felicidade, a confiança, a satisfação e a alegria vêm não da falta de desafios, mas na habilidade em recebê-los bem e saber como superá-los. Gonçalves Dias disse que “A vida é uma luta renhida (dolorosa), que aos fracos abate, e aos fortes, só faz exaltar”. Faça uma boa semana.

Causas genéticas podemgerarum terçodoscasos, afirmamos especialistas Um novo estudo indica que o diagnóstico precoce do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em crianças pode ser possível por meio de exames rotineiros de sangue e de urina, com um teste especializado que procura sinais de danos nas proteínas nas células. Os resultados foram publicados na revista “Molecular Autism”. A pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Warwick, na Inglaterra, em parceria com a Universidade de Bolonha, na Itália, recrutou Thuany Motta

38 crianças diagnosticadas com TEA juntamente com um grupo controlado de outros 31 garotos e garotas de idades entre 5 e 12 anos. Foram realizadas análises em amostras de sangue e urina de todos os participantes. Diferenças químicas foram identificadas nessas coletas e, com auxílio de um profissional da Universidade de Birmingham, as alterações encontradas em vários compostos foram combinadas a partir de um algoritmo treinado com Inteligência Artificial (IA). O intuito era desenvolver uma equação matemática capaz de distinguir as avaliações de TEA das saudáveis. Como consequência, os

cientistas descobriram uma ligação entre o transtorno e os danos em proteínas no plasma sanguíneo (parte líquida do sangue). As crianças com exame positivo apresentaram níveis mais elevados de oxidação do aminoácido tirosina e certos compostos modificados com açúcar, denominados “produtos finais de glicação avançada”. Os especialistas acreditam que causas genéticas sejam responsáveis por cerca de um terço dos casos de TEA, enquanto o resto é originado de uma combinação de fatores ambientais, mutações e variantes genéticas raras. De acordo com os cientistas envolvidos, o próxi-

IMPACTO Atenção “Quanto mais cedo houver intervenções, maiores são os progressos, principalmente nas relações afetivas e nas atividades diárias e motoras. Nos primeiros meses de vida, já é possível se observar”, diz a psicóloga Aline Abreu.

mo passo é repetir esse mesmo estudo com outros conjuntos de crianças e confirmar o bom desempenho do diagnóstico. Eles alegam que outras perguntas têm que ser respondidas – por exemplo, se o teste poderia identificar o TEA em estágios muito precoces, se é possível projetar como ele se desenvolverá para doenças mais graves e se os tratamentos aplicados aos pacientes realmente estavam funcionando. A psiquiatra Evelyn Kuczynski, médica do Serviço de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Hospital das Clínicas de São Paulo, alerta para a importância de estudos mais abrangentes. “Tratase de uma doença heterogênea, e, até por isso, é difícil rastrear os fatores de risco e as causas de origem. Precisamos de dados que possam ser aplicados em prática na clínica médica, o que ainda não temos”, diz. PIXABAY

Infância: O diagnóstico precoce do autismo permite melhor desenvolvimento

Quanto mais cedo é o tratamento, melhor Segundo a psicóloga Aline Abreu, doutora em psicologia do desenvolvimento pela UFMG, o tratamento realizado logo após o diagnóstico permite que as limitações de ba-

se comuns numa criança autista – como atraso de fala ou dificuldade de aprendizagem, além da falta de atenção ou intenso interesse em um número limitado de coisas – não gerem um

efeito dominó. “Existem questões neuronais que determinam a janela de desenvolvimento. Quanto mais nova a criança, mais ela estará aberta a aprender e registrar informações”, diz.

Com crianças de até 3 anos, por exemplo, o foco é conseguir que elas sejam estimuladas ao longo do dia, de forma natural. “Na avaliação, definem-se as metas de intervenção: atender quando chamadas pelo nome, estimular o contato visual com outras crianças e com pessoas que convivem, fazer brincadeiras sem brinquedo. É um treino para que a interação social seja lúdica e prazerosa”, explica a psicóloga.


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emexames

Software ajuda na alfabetização de crianças autistas EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SINAIS Crianças autistas apresentam dificuldades sociais, dificuldades de linguagem, comportamentos repetitivos e interesses obsessivos OS SINTOMAS COSTUMAM APARECER ANTES DO PRIMEIRO ANIVERSÁRIO (MAS NÃO NECESSARIAMENTE) E ATÉ OS 3 ANOS E INCLUEM ALGUMAS CARACTERÍSTICAS: Falta de reciprocidade a sons, sorrisos, olhares e outras expressões faciais

Rejeição ao contato visual (desvia os olhos quando encarada)

Ausência de gesticulação e emissão de sons ou balbucios até 1 ano

Desinteresse em relacionamentos com outras crianças

Atraso ou perda na habilidade de falar, balbuciar ou se expressar em qualquer idade Dificuldade em usar ou entender comunicação não verbal, como expressões faciais, posturas ou gestos FONTE: ALINE ABREU, PSICÓLOGA/BABY CENTER

Desinteresse em compartilhar interesses ou conquistas com as pessoas ao redor (apontando, por exemplo, para um brinquedo com que quer brincar) Falta de interação com as pessoas ao redor e desinteresse por expressar sentimentos

Fala com frases repetitivas ou peculiares Interesses obsessivos por diferentes coisas ou objetos, como por exemplo trens, carros, lápis de cor, dinossauros etc. Grande frustração diante de pequenas mudanças no ambiente ou no cotidiano Fixação em pequenos rituais ou rotinas

Um aplicativo, criado por uma mineira, está melhorando a realidade de crianças autistas. Chamado de Brainy Mouse (Ratinho Inteligente, em tradução livre do inglês), ele ajuda na alfabetização dos pequenos por meio da escrita e da leitura em forma de game e pode ser utilizado em qualquer celular Android ou iOS por R$ 6,99. De acordo com a desenvolvedora Ana Sarrizo, o software é de uso fácil e intuitivo. “O jogo se passa numa cozinha. A criança precisa montar vários menus. Quando um prato é escolhido – hambúrguer, pizza, entre outros –, ela deve formar palavras com as letras que aparecem na tela, compondo os nomes dos ingredientes. Se ela tem dificuldade, pede ajuda ao Ratinho Inteligente”, explica. Ana ressalta que o contato com a figura do ratinho tem como objetivo incentivar os pequenos a gostar da interação. “Sabemos que eles têm dificuldade em manter contato visual ou verbal com ou-

tras pessoas. Fazer com que precisem acionar o personagem pode facilitar o processo”. O Brainy Mouse também serve para auxiliar pais, responsáveis, professores e profissionais que convivem com as crianças que têm Transtorno do Espectro do Autista (TEA). “O adulto pode configurar o jogo, mudando as cores do layout, escolhendo a música que vai tocar, além da fonte das letras. Pensamos nisso porque é comum que as crianças autistas se sintam desconfortáveis com uma rotina preestabelecida”, afirma Ana. A novidade é que, a partir do próximo dia 20, o jogo terá versões em português e espanhol disponíveis para download. Segundo Ana, todo valor arrecado com os downloads são voltados para a Brainy Mouse Foundation, fundação sem fins lucrativos que financia pesquisas e iniciativas voltadas para o tratamento do TEA. “Queremos ajudar pessoas no mundo todo”, declara.

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sociedade

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DOLCEVITA CARNAVAL SOLIDÁRIO EM MIAMI

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VII BrazilFoundation Gala Miami acontecerá no 17 de março, no Faena Fórum, em Miami Beach em formato de um grande baile de carnaval. O evento homenageará Evando José Neiva, da Fundação Pitágoras, e Caroline Celico da Fundação Amor Horizontal. Os mestres de cerimônia serão a atriz Giovanna Ewbank e o jornalista Pedro Andrade. Pelo terceiro consecutivo, a apresentação do leilão ficará a cargo de Otaviano Costa. Como todo baile tem uma rainha, a atriz Flavia Alessandra será a dona da noite. A festa será encerrada por Daniela Mercury e o projeto Quabales, apoiado pela fundação.

BOCA CHEIA

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m abertura exclusiva para a imprensa, autoridades e amigos, os sócios Marcela e Lucas Nunes, Lucas Vereza, Felipe Tiradentes, Jercineide Castro, Armando Guerra Jr. e Renato Guerra apresentaram o Mercado da Boca. O espaço de 4.000 m² é inspirado nos mercados internacionais e oferece algo totalmente inovador. Os frequentadores podem aproveitar a proposta de quinta a domingo, e quem for conferir a partir deste sábado (10), vai encontrar 30 operações, incluindo restaurantes e bares temáticos. No menu da casa, grandes chefs como Flavio Trombino, Fred Trindade, Ivo Faria, Rodrigo

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

Zarife e o francês Emmanuel Ruz, dono de uma estrela Michelin, que dão o próprio nome às suas operações.

SALVE ELAS!

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Johnnie Walker resolveu inovar e acaba de apresentar a Jane Walker, primeira versão feminina do seu icônico logotipo, que foi lançado em uma edição especial da marca. Jane está disponível neste mês de março em todo o mundo, coincidindo com o mês das mulheres.

SINATRA JOBIM PIZZARELLI

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consagrado guitarrista John Pizzarelli chega a Belo Horizonte neste domingo (11) com a turnê do álbum “Sinatra & Jobim @ 50”, gravado em parceria com Daniel Jobim. O show comemora os 50 anos do célebre encontro entre Tom Jobim e Frank Sinatra, registrado no disco de 1967 “Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim”. A apresentação única acontece no Grande Teatro do Sesc Palladium.

Durante a posse da nova diretoria do Instituto de Formação de Líderes, Marina, Daniela e Laura Medioli

lançaperfume BH Shopping apre6 Osentou sua coleção ou-

tono inverno com grande desfile nos corredores do mall top Fernanda 6 AMotta e os influencia-

dores Débora Nogueira, Mateus Menezes, Ana Letícia do Anita Bem Criada, Livia Giovanardi e Jana Alvarenga ficaram encarregados de apresentar os looks da estação. Horizonte rece6 Belo be única apresentação

OS DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

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Brasil realmente é um país peculiar, para não dizer outras coisas. Aqui, rico lamenta ser rico, pobre de ser pobre e ambos reclamam de trabalhar. Deveriam aprender com os franceses: “não se pode ter a

manteiga e o dinheiro da manteiga”. Tudo é questão de escolha. No Brasil, empregados odeiam seus patrões, que pagam seus salários. Salários mínimos, claro. É pecado ser rico e fazer sucesso. Porque, aqui, nem sempre dinheiro é sinônimo de mérito e trabalho. Estão todos certos, estão todos errados. Todas as pessoas não podem ser ri-

cas e iguais ao mesmo tempo, como mostrou o comunismo. Infelizmente, a roda funciona com explorados e exploradores. Aqui, o empresário é sempre o bandido. Mesmo quando paga impostos. Nossos empresários matam um leão por dia, mas esquecem que matar é crime. Rico ri à toa e pobre é eterno. Alguém tem que ceder, mas quem?

CULTURA SÍRIO LIBANESA

idealização do espe6 Atáculo é de Cláudio Fraga que, além de atuar na peça, é o compositor de todas as canções e assina o roteiro junto com Ana Luisa Alves. Dia 11 de março, às 16h, no Teatro Bradesco.

Cipriano, dire6 Cláudia tora da Bellar Acaba-

mentos, retornando da feira Cevisama em Valência, na Espanha. A próxima parada da empresária será em São Paulo, para prestigiar a Revestir, maior feira do segmento da construção civil. Lessa, diretora 6 Eliete da Insight Brasil, convi-

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contece, no dia 21 de abril, o Primeiro Festival de Comida e Cultura Sírio Libanesa. O evento será realizado na rua Santa Rita Durão, entre as ruas Alagoas e Pernambuco, a partir das 10h, e contará com os mais tradicionais restaurantes árabes de Belo Horizonte, além de várias lanchonetes dos jovens sírios recém-chegados. O festival será uma oportunidade para apreciar a comida síria e libanesa.

do musical “O Tubarão Martelo e os Habitantes do Fundo do Mar”.

da para o Seminário Insight, uma experiência educativa que permite criar a vida que se quer ter. Insight 6 Oempróximo BH acontece entre os dias 22 e 25 de março. Para mais informações: www.insightbrasil.com/belohorizonte. de gente 6 Comentário da segunda idade e Na Conexão Empresarial dessa semana, o governador Geraldo Alckmin com o titular da coluna e a diretora superintendente da Líder Aviação, Bruna Assumpção Strambi

meia sobre as paradas musicais de hoje em dia: “Vou morrer ouvindo gente que já morreu cantando.”

CENÁRIO BH Feira do Bem realiza sua 25ª edição Evento já conhecido na capital mineira, a Feira do Bem integra gastronomia, arte e cultura e, desta vez, aporta no Hub Social. Em sua 25ª edição, a feira será um espaço pet-friendly e, na ocasião, também servirá como espaço para recolher doações de roupas masculinas, chinelos, sandálias, capa de chuva e cobertores para moradores de rua, por meio do projeto Ronda Noturna Onde Hub Social (r. dos Estados, 502, Jardim Atlântico) Quando Neste domingo (11), das 10h às 18h Quanto Entrada gratuita

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ALÊ MALACHIAS/DIVULGAÇÃO

Beagá Psiu Poético celebra Dia da Poesia Nacionalmente comemorado no dia 14 de março, o Dia da Poesia foi o ponto de partida para o Beagá Psiu Poético, um evento que conta com a participação de escritores, musicistas e agentes culturais da capital para promover uma ocupação poética pela cidade. A programação está espalhada por diversos espaços da cidade, entre quarta-feira (14) e domingo (18), e conta com apresentações e lançamentos de livros. Confira a programação completa em: www.facebook.com/psiupoeticomoc

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FERNANDA CARVALHO – 5.9.2015


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CONSUMIDOR Lojas solicitam, mas cliente não é obrigado a digitar CPF MARIELA GUIMARÃES

Informação sódeveser prestadano casodebens declaradosà ReceitaFederal Consumidores de Belo Horizonte e região metropolitana têm sido surpreendidos, nos últimos tempos, com uma nova prática adotada por grandes redes varejistas dos mais variados segmentos: o pedido do operador de caixa – que às vezes mais parece uma ordem – para que digitem o número do CPF na hora de pagar a compra, seja ela quitada com cartão de crédito ou débito, ou em dinheiro. Sem questionar o motivo, muitos atendem a solicitação, enquanto outros se negam alegando questões de segurança. Quando indagados, alguns funcionários explicam que o procedimento é necessário para conseguir um desconto na compra de maior quantidade de determinado produto em promoção, mesmo que o consumidor esteja levando para casa um item diferente. Outros se resumem a dizer que se trata de “política da empresa”. Segundo o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, a prática não é ilegal, desde que o consumidor não seja obrigado a digitar o número de seu CPF para concluir a compra. “O cliente deve ser convidado a fazer o cadastro e, assim, participar de algum programa de benefícios como descontos, milhagens, fidelização etc. Caso seja obrigado, está caracterizada prática abusiva, prevista no artigo 39, inciso V, do Código de Defesa do Consumidor, que deve ser denunciada ao Procon”, acrescenta Barbosa. Porém, o coordenador do Procon cita algumas situações em que o fornecimento do número do CPF é obrigatório. “Ele deve ser informado

Cadastro é a justificativa Procurados, o Carrefour e a Drogaria Araujo se pronunciaram por meio de nota. E afirmaram apenas que o CPF serve para a formação de um cadastro. Segundo a rede de supermercados, para participar do programa “Meu Carrefour”, lançado em outubro de 2017, o cliente, voluntariamente, faz um cadastro por meio do CPF. “Após o cadastro, o programa emite cupons de desconto de acordo com o perfil de compra do cliente, oferecendo vantagens para os produtos que ele mais consome”. Já a Drogaria Araujo afirmou que o objetivo é “atender o cliente de forma personalizada”, o que pode ser feito via CPF. A rede diz que lançou em janeiro, após estudos de mercado, o programa de relacionamento “Tem + Araujo”. “Com ele, os clientes que participam têm benefícios como promoções exclusivas, serviços e alertas”, diz o texto.

Eurico Martins

O motoboy Rodrigo acha estranho o pedido para informar o número do seu CPF já que nunca fez cadastro no supermercado

nos casos de compra de veículos, imóveis e moedas estrangeiras, por exemplo, já que se trata de bens que precisam ser declarados à Receita. Além disso, temos também os programas de créditos tributários, municipais e estaduais, como os que dão desconto no IPTU ou no IPVA”, acrescenta. Em relação à segurança dos dados fornecidos às empresas, Barbosa lembra que eles devem ser protegidos a todo custo. “As pessoas precisam saber para quê e para onde vão essas informações. O uso indevido é passível de punição ao estabelecimento, que deverá indenizar o cliente”, afirma. Procurada, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Minas Gerais (Fecomércio MG) confirmou a prática. E informou, por meio de nota, “que as empresas varejistas podem solicitar o CPF e outros dados do consumidor para emissão do documento fiscal, no ato da compra”.

OBRIGATÓRIO Internet Especialistas explicam que o consumidor só é obrigado a informar o CPF nas compras feitas pela internet. Se a compra for com cheque, o número está impresso no talão.

Nem todos são “convidados” Apesar de a prática de pedir CPF no caixa estar disseminada nas grandes redes de supermercados, drogarias e lojas de departamento, o que se percebe é uma certa falta de critério e muita desinformação. Segundo as empresas, todos os consumidores são “convidados” a fornecer o número do documento para poderem participar das promoções, mesmo que não tenham feito cadastro. Porém, nem sempre isso acon-

tece. Na tarde da última quinta-feira, a reportagem de O TEMPO entrevistou pessoas que faziam compras em lojas da Drogaria Araujo e do Carrefour, na capital. E constatou que o pedido para digitar o número do CPF não foi feito a todas elas. Um bom exemplo é o do motoboy Rafael Rodrigo, 33, que fez uma compra de R$ 85 no supermercado. “Desta vez não me pediram o CPF, coisa que sem-

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pre acontece aqui, inclusive quando compro coisas de menor valor”, diz ele. Rodrigo garante não ter medo de informar o número do documento, mas faz uma ressalva. “Digito numa boa. Porém, acho meio estranho, já que não fiz nenhum cadastro na loja”, explica o motoboy, que não se lembra de ter ganho desconto em algum produto. Caso diferente aconteceu com a dona de casa Soraia Amorim, 51, que, ao passar pelo caixa para pagar a compra de R$ 24,85, digitou o número do CPF na maquininha de cartão. “Uma vez me falaram que erapara conseguiro desconto, mas o produto que eu es-

tava comprando não estava em promoção”, diz ela. Em outra ocasião, porém, ela forneceu o CPF e levou para casa, por R$ 5,60, mais de 20 frascos de amaciante de roupa que custava R$ 8,90. “Nesse dia, valeu à pena. Mas eles deviam dar o desconto com ou sem CPF”, pondera Soraia. Já o aposentado Lucas Antônio, 77, se negou a forneceronúmerodeseudocumento ao caixa da drogaria. “Hoje eles pediram, mas eu nãodei.Nasoutrasvezes,digitei três vezes e a maquininha não aceitou. Aí, desisti. Acho que eles querem é saber, no fim do ano, quanto você gastou”, especula o aposentado.

Uma vez me falaram que era para conseguir o desconto, mas o produto não estava em promoção.

Achava que era obrigatório. Como não é, não vou mais fornecer o meu CPF, já que pago em dinheiro.

“

“

Soraia Amorim, 51, dona de casa

Sílvio Araújo, 42, vendedor

Lucas Antônio, 77, aposentado

Hoje eles pediram, mas eu não dei. Acho que eles querem é saber, no fim do ano, quanto você gastou.


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COMPORTAMENTO Vegansexuais: sexo só com quem não come carne DOUGLAS MAGNO

Quemoptaporuma vidalivredacrueldade animalachadifícil testemunharoparceiro fazendo,tododia,algoque consideraantiético “Você é o que você come” – já dizia o ditado popular. Então, com base nessa premissa, os carnistas, pessoas que se alimentam de produtos de origem animal, se tornam uma espécie de cemitério de animais mortos. Essa é parte da visão por trás da escolha dos vegansexuais – veganos que só se relacionam sexualmente com veganos. O conceito foi criado após um estudo realizado pela Universidade de Canterbury, na Nova Zelândia, ter observado o crescimento de uma comunidade de pessoas que alegam não fazer sexo com carnívoros por medo de serem contaminadas com partículas e proteínas animais. O estudo, encabeçado pela pesquisadora Annie Potts, baseou-se nas respostas de 157 veganos e vegetarianos (120 deles mulheres) sobre os seus hábitos de vida e opções de consumo. Segundo o estudo neoLitza Mattos

zelandês, quem se abstém do bife e do hambúrguer desenvolve uma tomada de consciência sobre seu próprio corpo e o do outro que o leva a considerar moralmente repugnante e eticamente inaceitável ter relações íntimas com carnívoros ou sequer beijar alguém por cujos lábios tenham passado pedaços de alimentos de origem animal e cujo corpo seja sustentado por restos de cadáveres. Ainda segundo o estudo, as mulheres manifestam particular repulsa pelo envolvimento íntimo com carnistas. Algumas, apesar de não se identificarem como vegansexuais (por considerar alguns homens não veganos atraentes), têm o vegetarianismo como critério preferencial na escolha de seus parceiros. “Os corpos não vegetarianos cheiram diferente”, disse uma das entrevistadas no estudo. A engenheira e professora Tatiana Corsini, 35, é vegana há seis anos e está à procura de um par. “Eu tentei durante quatro anos ser vegansexual, mas moro em João Monlevade, no inte-

rior de Minas Gerais, e aqui quase não tem vegano. Até hoje não consegui me relacionar com um vegano ou vegetariano”, conta. MOTIVAÇÕES Quem opta por uma vida livre de crueldade animal acha difícil testemunhar todos os dias seus entes queridos fazendo algo que considera antiético. Isso pode levar à tensão principalmente em relacionamentos íntimos. Para outros, a energia dos alimentos também conta, por isso, veganos e comedores de churrasco não se atraem. Casados, o gerente de operações Jorge Moisés Assis, 30, e a psicóloga Aline Bernardes de Oliveira, 27, fizeram a transição para o vegetarianismo e posteriormente para o veganismo juntos e, naturalmente, se tornaram um casal vegansexual. “Se tornou mais fácil e prazeroso porque, querendo ou não, é uma pessoa que vai passar muito tempo junto, compartilhar refeições. Se você é vegano, não é legal ver uma pessoa do seu lado comer um pedaço de carne ou qualquer coisa que tenha sofrimento incluído”, diz Assis. No entanto, o gerente rejeita os rótulos. “Não acho que uma pessoa vegana e que se relaciona com quem não é vegano seja menos vegana por causa disso. Conheço muitas pessoas que têm parceiros não veganos e vivem bem assim”, afirma. O presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira

Unidos. Casados, Jorge e Aline fizeram juntos a transição para o vegetarianismo e, depois, para o veganismo; hoje o casal se tornou, naturalmente, vegansexual

(SVB), Ricardo Laurino, reforça que “o veganismo é mais do que um modelo alimentar” e analisa o interesse do grupo como “natural”. “Existe uma tendência em todos os aspectos de as pessoas se relacionarem com outras pessoas com quem elas têm alguma ligação. Não é preconceito em si, mas uma situação natural de se identificar com pessoas com pensamentos e escolhas parecidas, assim como as pessoas do movimento punk, os fitness. Não é nada extraordinário. Só uma relação natural que tem pela afinidade de pensamentos e visão”, pondera.

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A transição do vegetariano para o vegano acontece, mas não é necessariamente um ciclo fixo. Costuma ser a tendência normal porque a alimentação é onde, em média, 98% de todos os animais são explorados no mundo, indo para o prato ou servindo com leite e ovos que também vão acabar no prato. Mas existem pessoas que já começam de outra forma.” Ricardo Laurino, Presidente da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB)

NÚMEROS País O instituto Ibope conduziu uma pesquisa, por dois anos consecutivos, que indicou que no Brasil 8% da população se declara vegetariana (2012). Isso corresponde a 16 milhões de vegetarianos. Toda semana, são cerca de 2.000 novos adeptos no país, de acordo com a SVB. Veganos Estima-se que no Brasil quase 5 milhões de pessoas já pratiquem o veganismo. Alimentação Dados do Instituto Ipsos mostram que 28% dos brasileiros têm procurado comer menos carne.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

GLOSSÁRIO

Vegano Indivíduo que não inclui nada que envolva exploração animal em sua alimentação, em seu vestuário e em todos os aspectos da vida. Veganos não frequentam ou apoiam eventos que causem sofrimento aos animais, como rodeios FONTE: SITE VISTA-SE.COM.BR

Lactovegetariano Indivíduo que não consome carnes de nenhum tipo, mas que ainda consome laticínios e seus derivados

Ovolactovegetariano Indivíduo que não consome carnes de nenhum tipo, mas que ainda consome ovos, laticínios e seus derivados

Ovovegetariano Indivíduo que não consome carnes de nenhum tipo, mas que ainda consome ovos

Vegetariano estrito Indivíduo que se alimenta apenas de vegetais, mas que não necessariamente evita roupas ou cosméticos feitos a partir de animais

Vegetariano Quem utiliza o vegetarianismo como dieta. É comum, porém, pessoas ovolactovegetarianas, ovovegetarianas ou lactovegetarianas serem chamadas apenas de vegetarianas, o que é um erro na visão de muitos especialistas

Crudívoro Indivíduo que utiliza uma alimentação viva. A dieta mais famosa é a de Douglas Graham, que preconiza uma alimentação baseada em frutas doces (80%), com baixo percentual de gordura (10%) e proteínas (10%). É considerado cru o alimento “cozido” até 42ºC, temperatura que mantém as enzimas ativas

Frugívoro Quem adota uma dieta à base de frutos, ou seja, come-se apenas uma parte da planta e talo, raízes e folhas não são ingeridos

Carnista Quem pratica, de forma consciente ou inconsciente, o carnismo – crença de que certas espécies podem ser mortas para consumo – , quem defende o consumo de carne. O termo foi criado pela PhD Melanie Joy, da Universidade de Harvard


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COMPORTAMENTO Veganos usam internet para achar par compatível DOUGLAS MAGNO

Redesocialquepromoveoencontro depessoascomasmesmasescolhas temmaisde13milusuários Quando se tornou vegetariano, o programador Rodrigo Albornoz queria conhecer mais pessoas que seguissem a mesma filosofia de vida. E veio a ideia de fundar o Loveg, site de relacionamentos destinado a promover o encontro entre veganos e vegetarianos. Fundado no dia 1º de novembro de 2014 – Dia Mundial do Veganismo –, o site tem mais de 13 mil usuários cadastrados no país. “O Estado que tem mais usuários é São Paulo, seguido pelo Rio de Janeiro e, depois, por Minas. A faixa etária predominante é a de adultos jovens, entre 20 e 35 anos. A maioria dos usuários são mulheres”, conta Albornoz. O acesso ao Loveg é gratuito e pode ser feito por computador, tablet ou aplicativo no celular. A rede social vegana permite encontrar pessoas de acordo com as preferências do usuário, que vão muito além da alimentação. “Assim que a pessoa informa seus dados, o site já mostra os perfis compatíveis. Além disso, o usuário pode limitar em quilômetros a distância de busca de pessoas, e todas as informações são filtráveis (idade, estado civil, religião, posição política, filhos ou não”, diz Albornoz. Depois de se tornar vegano, há quatro anos, o pedreiro refratário Thyago Motta, 30, conta que ter uma parceira que tivesse adotado o mesmo estilo de vida se tornou uma prioridade para ele. “Tentei criar na minha mente alguns universos de namoro com pessoas carnistas, mas não dá. Moralmente, nunca encaixou na minha cabeça. Não como nem macarrão que pode conter traços de ovos e leite, e aí vou beijar a boca de alguém que pode conter ‘defunto’?”, questiona. O encontro com a funcionária pública Gracielle Dias, 35, que depois resultou em casamento, veio pelo site. “Se um dia a gente terminar, não sei se vou Litza Mattos

Exageros são ruins nos dois lados

me relacionar com um não vegano, provavelmente não. Acho que me tornei vegansexual”, diz Gracielle. PEGAÇÃO Outra iniciativa que tem feito bastante sucesso para promover o encontro entre almas gêmeas veganas utiliza a rede social Facebook. Na plataforma, um grupo chamado Crush Vegan tem cerca de 4.888 membros. E logo na descrição há o aviso: “Que a pegação verde comece! Chamem os amigos!”. O grupo é fechado, ou seja, só membros podem ver os posts. Dessa forma, para conseguir participar, é preciso responder a algumas perguntas para filtrar quem entra. Caso não sejam respondidas, o pedido não é aceito. “Você é vegano ou vegetariano? Há quanto tempo? O que fez você mudar sua vida dessa forma?” são algumas das questões avaliadas pelos administradores do grupo. O biólogo Rafael de Castro Faria, 35, já recorreu aos grupos no Facebook, ainda sem sucesso. “Atualmente, estou num relacionamento ‘enrolado’ com uma pessoa vegetariana, e até tem dado certo por isso, mas estou procurando alguma vegana mesmo para firmar”, diz. Na avaliação do biólogo, ainda existe muito preconceito, por isso os grupos têm dado certo. “Todo mundo tem alguma história sobre alguém que foi meio babaca, fez piadinhas envolvendo carne quando contou que era vegano (ou vegetariano) pela primeira vez. Então, o objetivo dessas comunidades é, pelo menos, evitar essa parte”, diz. Ele conta que, em seus últimos relacionamentos, percebeu que, se a pessoa com quem ele está saindo não come carne, as chances de o namoro dar certo são maiores. Vegano há cinco anos, Faria não se considera vegansexual. “É a mesma coisa de você parar de fumar e se envolver com uma pessoa que fuma. Enfim, você sempre vai ficar com um pé atrás. Mas, quando a menina é vegana, aí já me apaixono, já tem metade do caminho andado, o resto a gente arruma (risos)”, afirma.

Encontro: Gracielle e Thyago se conheceram e se casaram após contato pela rede social Loveg, destinada aos veganos

Especialista avalia como negativo o uso do termo Representante do site Veganismo Brasil – um dos mais ativos na divulgação da filosofia no país –, Laura Kim, diz desconhecer a categoria dos “vegansexuais”. “O conceito de veganismo foi criado em 1944 na Inglaterra e preconiza que os adeptos têm que excluir alimentos de origem animal da dieta, mas também de outros produtos e do trabalho – obviamente um vegano não vai trabalhar venden-

do animal ou numa atividade similar. Essa definição é registrada pela Vegan Society e aceita até hoje. Qualquer outro nome é invenção de comunidade”, afirma. Laura, que diz não usar nada de origem animal há 15 anos, critica o propósito do termo. “Isso vai contra o movimento vegano, que também espera levar informação para quem não conhece”, afirma. Para ela, a atuação dos vegansexuais pode ser negativa para o movimento. “Es-

pero que essa moda não pegue, pois pode deixar uma marca negativa para o veganismo. A ideia não é nos restringirmos a nós mesmos, pelo contrário, os animais precisam muito da gente”, defende. Até por uma experiência pessoal, a especialista, que dá aulas de culinária pelo Brasil todo, diz que costuma observar outro fenômeno. Segundo ela, é mais comum que pessoas veganas ou vegetarianas acabem influenciando os parceiros, quando

Pesquisas já apontaram que exageros no consumo de produtos de origem animal podem desencadear alta no colesterol e casos de hipertensão, além de diminuição do fluxo de sangue pelas artérias e da irrigação de órgãos, inclusive os genitais – situações que alterariam o desempenho sexual. O nutrólogo Guilherme Ferreira Mattos diz que o consumo exagerado de gordura pode, sim, levar a esses fatores. Mas alerta: outras variáveis devem ser consideradas, como o consumo de sódio e o sedentarismo. “Ser saudável não é sinônimo de ser vegano”, diz. Outros estudos apontaram que alimentos como tofu e vegetais influenciam nos hormônios, aumentando, por exemplo, o estradiol, considerado o “hormônio do sexo”. Seja como for, o nutrólogo lembra que o vegano precisa ter acompanhamento nutricional, pois precisa extrair de outras fontes a quantidade necessária de proteína, “seja via suplementos ou alimentos ricos em proteínas vegetais”, complementa.

eles são carnistas. “Tive um namorado que antes (do relacionamento) era conhecido como ‘rei do churrasco’. Nós terminamos há dez anos, e até hoje ele segue sendo vegetariano”, conta ela. Além disso, diz Laura, nos últimos anos, tem se expandido muito a quantidade de festivais de comida vegana no Brasil inteiro, o que facilita o acesso e o conhecimento sobre o veganismo. “Se você restringe as amizade e os relacionamentos afetivos, não vai estar difundindo a proposta do pensamento vegano, que é minimizar a exploração animal”, completa.


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ESPAÇO GOURMET JOÃO GODINHO

Hora do chá Hábitodetomar abebidatem conquistadoos belo-horizontinos Quente, gelado ou em drinks sofisticados. A cultura de degustar diferentes tipos chás e infusões tem caído no paladar do belo-horizontino. Além disso, a bebida tem se mostrado versátil em harmonização com sobremesas, entradas e até pratos principais Originalmente, chá mesmo é o nome dado somente ao preparo feito com a espécie de planta Camellia Sinensi, que pode ser crua, torrada ou fermentada e dá origem às versões dos chás branco, oolong, verde e preto. Os populares sabores de hortelã, frutas vermelhas, camomila, dentre outros, na verdade, são infusões. Mas no Brasil essa diferenciação entre os dois tipos se confunde, e não é errado chamar aquela delícia gelada de maçã, ou quente, de erva cidreira, de chá. Na capital mineira, a novidade é a diversificação do uso da bebida. Cursos de sommelier de chás e encontros para troca de informaPaula Coura

ções sobre os tipos de harmonizações que podem ser feitos com eles estão em alta. Juliana Vitoriano abriu a Dá-lhe Chá e começou a repassar seu conhecimento em workshops e encontros em Belo Horizonte destinados ao estudo dos diferentes tipos da bebida. “Para o mineiro, é muito difícil sentar para tomar apenas o chá. É preciso ter algo para complementar. Comidinhas inclusive. Carnes vermelhas, por exemplo, harmonizam muito bem com os chás pretos, mais encorpados. O famoso chá verde é ótimo para acompanhar queijos leves, como o brie e o camembert”, exemplifica. Juliana ainda conta que a variedade Souchong do Ceilão, do Sri-Lanka, é muito utilizada no lugar de tradicionais especiarias para preparar pratos. “Ele substitui temperos em carnes. No filé mignon suíno, na tradicional marinada seca, ele deixa o sabor defumado, além de ser ótimo para quem tem pressão alta, por exemplo, que não pode com muito sal”, explica. VERSATILIDADE Associando a sabores de drinks tradicionais, como piña colada (tradicionalmente feito com abacaxi e rum), ou investindo em tipos exóticos, como o de rooitea ou red bush (preparado com as folhas de um arbus-

Um das bebidas mais procuradas no Santo Chá é o gelado Red Carpet: hibisco com frutas vermelhas e rosas

to da África do Sul e conhecido como o chá da longevidade, no Japão), a bebida tem estado com tudo. Com uma CURSOS EM BH Sommelier de chás Módulo 1. Dias 17 (sábado) e 18 (domingo), das 9h às 18h. Inscrições: contato@institutocha.com. Primeira Confraria de Chás Gourmet do Brasil Com o tema Plantas Alimentícias não Convencionais (PANC’s). Dia 21 (quarta), das 20h às 22h, no Espaço Gourmet, no Belvedere. R$ 80. Mais informações no Instagram @dalhecha. Workshop Redescobrindo o mundo dos chás. Dia 14 de abril (sábado, das 10h às 13h), no Empório Grão, na Savassi. Detalhes no Instagram @dalhecha.

casa de chás recém-aberta no Pátio Savassi, a Tea Shop, Láisa Queiroz deixou a carreira de piloto de navio para apostar nesse universo sensorial. “Sempre gostei de chás e resolvi, junto a um amigo, investir nessa proposta. A loja conta com mais de cem opções de diferentes sabores. Temos até sabor de piña colada”,diz. Sentar para tomar o “chá das cinco”, tradicional ritual inglês, também é tradição no Floresta, na região Leste de Belo Horizonte. No Santo Chá, esse é o horário em que a casa fica mais lotada. Um dos queridos do público é o Red Carpet, de hibisco com frutas vermelhas e rosas, servido bem gelado. “As infusões com frutas vermelhas são ótimas para quem quer começar a apreciar a bebida. Os chás pre-

LAILA MOREIRA/DIVULGAÇÃO

Drinks para quem curte ou não álcool

Infusões são as preferidas na casa Chá Comigo

Os baladeiros de plantão, que buscam uma bebida refrescante e um pouco menos calórica, também podem encontrar nos drinks com chás uma saborosa opção. No Gilboa, na região Centro Sul da capital, os bartenders Luan Ricardo e Thiago Martins criaram uma bebida em outubro do ano passado para quem gosta da noite, mas não bebe álcool. “Apenas as pessoas que já consomem chá aceitam a sugestão dos bartenders. Mineiro é desconfiado por natureza”, fri-

sa Luan Ricardo. “Para quem gosta de chá, é inovador, até para o hábito de beber e procurar novas experiências”, completa Martins. No Chá Comigo, a bebida preferida tem espumante e frutas vermelhas. “Há um grupo de pessoas que chega aqui só para tomar o borbulhas de amora, uma infusão concentrada de chá de amareto, que é um chá com muitas frutas vermelhas, com espumante brut, que dá uma quebrada”, diz Laila Moreira. (PC)

tos, tradicionalmente ingleses, têm sabor mais forte e são mais marcantes no paladar”, sugere Andrea Oliveira, proprietária do estabelecimento. Para acompanhar, ela sugere pãezinhos ingleses, chamados scones, que podem ser servidos com geleia, cream cheese ou manteiga. Já no Chá Comigo, no Santo Antônio, na região Centro Sul, o horário mais badalado é o das 19h, quando as pessoas saem do serviço e querem ter a oportunidade de degustar um drink relaxante. Além disso, o horário noturno serve de ponto de encontro para grupos de amigos, que acabam aproveitando a prosa com uma boa xícara de chá ao lado. “Quando as pessoas perguntam para gente qual chá você me indica a tomar, a gen-

te devolve a pergunta, qual paladar te agrada mais. Tem gente que gosta de sabor mais cítrico, outros mais frutados e tem o público do ‘tradicional’. As infusões mais frutadas e mais docinhas têm melhor saída”, diz Laila Moreira, proprietária do local. Mas quem experimenta um bom chá logo de primeira, acaba voltando, garante Laila. Dos mais de 30 sabores que o estabelecimento possui, tem freguês que já provou todos e vive sempre querendo aquele algo a mais. “Toda vez que a gente faz a importação, procura trazer sabores novos para experimentar, conhecer e agradar justamente esse público que já viu de tudo que a casa tem e está sempre em busca de novidades”, finaliza.

Não é a mamãe Drink do Gilboa, criado por Luan Ricardo e Thiago Martins FRANCES SALVADOR/DIVULGAÇÃO

Ingredientes - 50 ml de vodca - 50 ml de chá mate - 10 ml de limão - 10 ml de xarope de lichia - 50 ml de suco de abacaxi Modo de fazer Misture tudo e sirva com gelo, no verão. No inverno, é recomendado pelos barmans que se beba em temperatura ambiente.

Drink é servido numa mamadeira, acompanhada de um canudinho


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almanaque TEATRO>“Boca de ouro” ganha versão de Gabriel Villela, com Malvino Salvador à frente do elenco JOÃO CALDAS FILHO/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 17 e 18.mar.

Nelson

revisitado

“Explosão Visual” O acaso levou Malvino Salvador a protagonizar uma empreitada que, desde que chegou aos seus ouvidos, ainda em estágio embrionário, aguçou sua curiosidade: a montagem de um texto icônico do dramaturgo Nelson Rodrigues (1912–1980) – “Boca de Ouro” – sob a batuta do diretor mineiro Gabriel Villela. “A peça é um projeto do Claudio Fontana com o Villela e, de início, seria encenada com o Marcelo Antony. Mas quando a produção foi viabilizada, ele já estava com um trabalho engatado e, aí, o nome pensado foi o do Eriberto Leão, que é meu amigo e me falou (da empreitada). Cheguei a comentar que adoraria ter uma oportunidade dessas e, duas semanas depois, ele me liga dizendo que, por conta de outro compromisso, foi obrigado a desistir, e havia sugerido meu nome. Perguntou: ‘Quer evoluir nessa conversa?”. O resultado é que a montagem, que estreou em São Paulo, em agosto do ano passado, vem colecionando elogios da crítica e indicações a prêmios, além da boa acolhida do público. Com essas credenciais, a montagem – que inclui, no elenco, Patrícia Cassese

Mel Lisboa, Claudio Fontana, Lavínia Pannunzio, Leonardo Ventura, Chico Carvalho, Cacá Toledo e Guilherme Bueno, Jonatan Harold e Mariana Elisabetsky – chega a Belo Horizonte para duas apresentações, no sábado (17) e no domingo (18). Em cena, a história do temido bicheiro carioca que ganhou o apelido que batiza o texto por ter trocado os dentes naturais por outros de ouro. A misteriosa morte do contraventor é investigada pelo repórter Caveirinha (Chico Carvalho), que tem como principal fonte a examante dele, Guigui (Lavínia). De início, ela execra Boca. Ao saber da morte, porém, passa a exaltá-lo para, num terceiro momento, voltar a criticá-lo, com medo da reação do marido, Agenor (Ventura). As três versões são contadas com a participação de Celeste (Mel Lisboa) e Leleco (Claudio Fontana), que têm relação direta com o crime. “Já havia lido vários textos de Nelson Rodrigues e já assisti a várias montagens da obra dele, mas, coincidentemente, nunca de ‘Boca de Ouro’. Sabia a história, claro, mas não tinha lido. Quando entrei na empreitada, pensei: ‘Caramba, é um personagem que aparece em três versões, como construir isso? Foi o que mais me desafiou. Vi que ti-

nha que colocar todas as minhas energias para construir algo pujante”. A narrativa é pontuada por 14 músicas do cancioneiro brasileiro, como Dalva de Oliveira, Herivelto Martins, Ary Barroso, Ataulfo Alves, Lupicínio Rodrigues e João Bosco. “A peça foi listada pelos principais críticos do país entre as melhores peças do ano, e vem tendo uma receptividade incrível. E quando isso acontece... Quando uma peça atinge este lugar, de agradar a crítica e, ao mesmo tempo, ser popular...”, orgulha-se. Para Malvino, o pulo do gato reside no fato de ser uma montagem de comunicação rápida com a plateia. “Mesmo pessoas que não têm o hábito de ir ao teatro vão se divertir, entender. Os códigos narrativos do Nelson são muito populares, e o Gabriel soube aproveitar isso e fazer com que

“

o resultado ficasse ainda mais interessante. A peça é uma explosão visual, um deslumbre musical, que pode levar o público a uma catarse coletiva por conta do todo. É uma concepção muito redonda, amparada em muitos acertos”, analisa ele, acrescentando que muito dessa somatória deve-se à fase que antecedeu a estreia. “Foram três meses ensaiando diariamente, eu viajando do Rio para São Paulo, (ficando) longe da minha família... Por isso, queria que (a carreira da peça) se perpetuasse por muito tempo, que pudesse adentrar outras praças no Brasil que não fossem só capitais, para ser vista pelo maior público possível. E, claro, gostaria de levar à minha cidade, Manaus”. Entre as praças já acertadas, está, por exemplo, Curitiba, quando estará na grade do Festival In-

É um personagem muito emblemático, difícil, que surge a partir do ponto de vista da ex-amante Malvino Salvador, ator

Malvino Salvador em cena do espetáculo baseado na obra de Nelson Rodrigues

ternacional de Teatro. PARCERIA Trabalhar com Gabriel Villela, vale lembrar, foi decisivo para Malvino Salvador se juntar à montagem. “Saber que o maestro que conduziria tudo isso seria ele, um grande conhecedor de Nelson Rodrigues (Villela já montou “A Falecida” e “Vestido de Noiva”)... Villela é uma pessoa que leva para o teatro muitas referências do circo, do próprio teatro de rua, do Theatre du Soleil. Para essa concepção, pescou coisas do Kabuki... Pra mim, foi, e está sendo, um grande aprendizado. Nunca tinha tido oportunidade de entrar num universo tão particular, inclusive no teatro. Claro, fiz peças enriquecedoras na minha carreira, mas, agora, sinto que saltei outros degraus, como quando trabalhei com o Paulo de Moraes, da Armazém Companhia de Teatro”, compara. A ambientação idealizada por Gabriel Villela (sim, ele assina também cenografia e figurinos) faz alusão a uma gafieira, com mesas e cadeiras, revezando-se entre uma redação de jornal e as casas dos personagens.

NOVA NOVELA A partir do próximo dia 20, Malvino poderá ser visto pelo público apreciador de telenovelas em “Orgulho e Paixão”, nova novela das 18h. “Meu personagem, um coronel do exército (Brandão) , é multifacetado, muito interessante. (O diretor treatral) Augusto Boal dizia que todo mundo é um ator na vida real, e ele é um pouco disso. Se encaixa num padrão conforme a necessidade. É uma novela de época, do início do século XX, mas as questões retratadas ali são parecidas com as atuais”. Escrita por Marcos Bernstein, e inspirada no universo de Jane Austen, o folhetim programa situações nas quais Brandão acaba se tornando involuntariamente um herói por trás do disfarce que usa para participar de corridas clandestinas de motocicletas, o do Motoqueiro Vermelho, cuja identidade ninguém supõe. Apaixonado por Mariana (Chandelly Braz), ele pena com o fato de a moça achá-lo careta e desinteressante.

> Boca de Ouro

Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dias 17 (sábado), às 21h, e 18 (domingo), às 19h. A partir de R$ 50 (inteira)


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ARTES CÊNICAS Brinquedos vivos no palco Paula Bonecos de Coura corda preenchem o palco. Cada um com sua história, característica, anseios. Em cena, constroem relações e enfrentam desafios num enredo que parece reproduzir a vida em uma caixa de brinquedos. Novo espetáculo da Cia. Mário Nascimento, “Dança de Brinquedo” estreia neste final de semana (10 e 11), no teatro Marília, e tem a pretensão de propiciar a uma plateia infantil talvez sua primeira oportunidade de vivenciar, de forma lúdica, o universo da dança contemporânea. Mas o espetáculo é também para os adultos e concretiza uma ideia antiga de Mario Nascimento, fundador da companhia, e da bailarina Rosa Antuña de realizar um trabalho para todas as idades. “São poucos os grupos que se dedicam a este tra-

balho de suma importância, afinal, criar para o público infantil é um investimento no trabalho de formação de plateia e sensibilização artística para o futuro”, afirma Rosa. A produção traz memórias de uma infância em que a imaginação era capaz de trazer horas e horas de diversão. Ao longo do desenvolvimento, cada bailarino teve autonomia para reproduzir sua própria imagem de boneco ou boneca, com as formas e os movimentos específicos de cada um. “Estamos trabalhando nessa apresentação há um ano, começamos em março do ano passado. É o primeiro trabalho meu na companhia em que eu dirijo e coreografo todo o espetáculo”, conta a bailarina. Sobre a criação de cada personagem, Rosa explica que foi um trabalho muito intuitivo, primeiro de corpo, depois, com uma dramaturgia construída em cima dos movimentos.

Sáb. e dom. 11 e 12.mar.

MARCO AURELIO PRATES/DIVULGAÇÃO

Cada bailarino ajudou na concepção de sua personagem para o balé

“Cada ator teve autonomia para criar seu boneco e sua boneca. Inclusive eles levaram brinquedos de quando eram crianças e teve todo um trabalho de sin-

tonia com esse brinquedo, de trazer a sintonia com ele através do corpo, de pensar como esse brinquedo seria se fosse você, como ele iria se movimentar”, explica a

coreógrafa. DUAS DÉCADAS O espetáculo, o primeiro do grupo criado para o público infantil, é uma homena-

gem aos 20 anos da companhia. Criado em São Paulo pelo coreógrafo Mário Nascimento e pelo compositor Fábio Cardia, o grupo estreou seu primeiro trabalho, “Escapada”, no Centro Cultural São Paulo, dentro do projeto “Brasil/ Portugal – 500 Anos do Descobrimento”, a convite do curador Marcos Bragato em 1998. Em 2002, a companhia transferiu-se para Belo Horizonte. “A reação do público infantil será uma surpresa. Para nós adultos, nos remete à nossa infância e ao nosso universo, e ao que a gente viveu. Para as crianças de agora, acho que esses brinquedos vão acabar cativando, porque cada um tem uma personalidade, um figurino”, complementa Rosa.

Dança de >Brinquedo

Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586). Nestes sábado (10) e domingo (11), às 16h. R$ 20 (inteira)

#FICAADICA ANDREIA TELES/DIVULGAÇÃO

infantil no Teatro Bradesco reverencia 6 Espetáculo a riqueza e a beleza da fauna marinha

Personagem conhecido das crianças, o Tubarão Martelo e seus amigos voltam ao palco do Teatro Bradesco para apresentar as profundezas do oceano para as crianças neste domingo (11). Nesta montagem cênico-musical, o Tubarão se encontra com um navegador que parte rumo ao mar em busca de um grande tesouro. Conforme encontra animais marinhos em sua viagem, o aventureiro percebe que a maior riqueza é a beleza da fauna marinha. Idealizado por Cláudio Fraga, que assina a composição de todas as canções e divide o roteiro com Ana Luisa Alves, o espetáculo tem direção assinada pelo conhecido carioca Carlos Magalhães. No palco, uma banda ao vivo e um corpo de baile dividem a cena com inúmeros personagens, entre eles baleias, estrelas-do-mar e até sereias Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360) Quando Neste domingo (11), às 16h Quanto R$ 60 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Olhar particular sobre o terror Eles são especialistas nas mais variadas áreas de um sistema de inteligência. Presos em uma espécie de bunker, precisam desvendar um iminente atentado terrorista. Em meio ao trabalhoque pode salvar milhões de vida, também são confrontados com o misterioso desaparecimento de um dos membros da equipe. Trazendo este contexto asfixiante, o espetáculo “Céus” desembarca em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 16 e 17 de março). O texto de Wajdi Mouawad conta um poucoda própria experiência do dramaturgo, que nasceu em 1968 e aos 10 anos fugiu da guerra de seu país natal, o Líbano. “Céus” é uma das peças da tetralogia “Sangue de Promessas”, que ainda conta com “Florestas”, “Litoral” e “Incêndios”. Esta última, fenômeno de bilheteria durante três anos em São Paulo e Rio de Janeiro, marcou a primeira parceria entre o diretor Aderbal Freire-Filho e o ator e produtor Felipe de Carolis com o teatro de Mouawad. “O tema do terrorismo é Paula Coura

central na peça, mas seu olhar sobre ele é muito particular. A presença da arte, do belo – o quadro da Anunciação, de Tintoretto (que compõe o cenário da peça) – trazendo uma oposição feio e belo (penso nas bruxas de ‘Macbeth’, de Shakespeare, ‘o belo é feio e o feio é belo’); a presença da religião, constante nas questões do terrorismo, mas neste caso para contestar essa relação habitual religiãoterrorismo, para buscar fora da religião, como fora do

Espetáculo dirigido por Aderbal produção do também ator Felipe de Carolis, mostra um grupo de especialistas, que estão em uma espécie de bunker, tentando salvar o mundo do de um ataque terrorista

oriente e as causas do terrorismo. Tudo isso traz um olhar novo, diferente para essa questão. Ou seja, o habitual do olhar sobre o terrorismo é o Oriente como culpado e o Ocidente como vítima: Wajdi quer buscar a origem da culpa do Ocidente”, explica o diretor Aderbal Freire-Filho. Em “Céus”, ator e diretor se reuniram novamente para explorar a dramaturgia do autor que é um dos mais destacados nomes da cena contemporânea internacional. O es-

petáculo concentra a sua ação em um curto espaço de tempo bem definido. “Ainda durante a temporada de ‘Incêndios’, o Felipe me propôs uma volta ao universo de Mouawad. Antes, no começo dos ensaios de ‘Incêndios’, eu tinha lido ‘Sangue das Promessas’ e tinha falado de como me impressionou ‘Céus’, de suas diferenças em relação às outras três peças, do olhar provocador para a relação Ocidente-Oriente, agora, mais confrontados, de sua for-

Sex. e sáb. 16 e 17 mar.

ma diferente. O Felipe lembrou dessa conversa e me falou que essa, então, podia ser a nossa nova peça do Wajdi”, diz Freire-Filho. ELENCO No palco, além do próprio Felipe de Carolis, estão também Rodrigo Pandolfo, Marco Antonio Pâmio, Karen Coelho e Isaac Bernat. O espetáculo estreou em 2016, no Rio de Janeiro, tendo seguido para São Paulo, em outubro de 2017, mas é inéLEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

dita no resto do país. “Tivemos três meses de ensaio, o que é incomum, porque geralmente ensaiamos dois meses. Mas justamente pela dificuldade dessa identidade que o texto propõe, que é um jeito de dialogar, de escrever muito diferente do que estamos acostumados. É um texto muito específico, então, exigiu um cuidado maior, um estudo maior”, explica Rodrigo Pandolfo. Na trama, ele interpreta um hacker que chega a causar alguns conflitos para a célula. “É um personagem inédito para mim também. Como estereótipo dos hackers que a gente conhece, ele é um tanto maldito, porque é um cara que invade os computadores de grandes empresas, um ladrão indireto. É um personagem extremamente vaidoso e egocêntrico. Existe uma briga forte pelo poder e pela chefia daquele grupo, então ele se sente injustiçado pela falta de oportunidade que teve dentro do grupo”, conta.

> Céus

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dias 16 (sexta) e 17 (sábado), às 21h. R$ 25 (inteira).

O poder feminino em cena O convite para integrar o elenco de “L, o Musical”, no papel de uma lésbica, a atriz e poetisa Elisa Lucinda recebeu como uma boa notícia. E como uma má. Sem nenhuma incoerência. “Foi um presente luxuoso. Meu Deus do céu, em 32 anos de carreira, nunca interpretei uma lésbica! Nunca me foi ofertada tal possibilidade, nem para nada perto disso”, conta, sobre o espetáculo que chega agora ao CCBB BH, onde cumpre temporada até 9 de abril. “Então, é uma ótima e uma péssima notícia, pois, ao mesmo tempo que a gente tem a chance de oferecer essa dramaturgia tão oportuna para uma sociedade que evolui neste sentido, confirmase que a ficção ainda engatinha em relação à realidade”, adiciona. O musical trata o amor entre mulheres a partir da música. O palco, Elisa Lucinda divide com Ellen Oléria e jovens atrizes da cena de

Brasília: Luísa Caetano, Gabriela Correa, Tainá Baldez e Luiza Guimarães. Elisa interpreta Ester Rios, autora de novelas que vai retornar à cena para retratar um triângulo amoroso entre mulheres – e, no processo, lembra-se de uma antiga paixão, Rute (Oléria). A narrativa se desenvolve em meio à execução de 22 músicas de Simone, Adriana Calcanhotto, Márcia Castro, Cássia Eller, Mart’nália, Isabella Taviani, Maria Gadú, Leci Brandão, Sandra de Sá, Ellen Oléria, Angela Ro Ro, Marina Lima, Maria Bethânia, entre outras cantoras que se assumem lésbicas ou bissexuais, ou que têm uma identificação afetiva com esse público. “Sou amiga de várias mulheres que são lésbicas, conheço muitas histórias incríveis de amor delas, mas que nunca protagonizam uma peça de teatro, um filme, uma novela. Então, nesse sentido, o musical é uma revelação, mas que revela também o nosso atraso”.

estreia 15. mar.

SÉRGIO MARTINS/DIVULGAÇÃO

Sucesso: Nas praças pelas quais já passou, o musical já atraiu mais de 17 mil pessoas

“L, o Musical” tem dramaturgia de Sergio Maggio, que localiza o embrião do projeto em sua adolescência. “Ouvia cantoras lésbicas e via a representatividade que elas tinham para minhas amigas. A MPB representava uma ocupação de espaço que não encontrava similar em outras áreas”, rememora. “Claro que, naque-

la época, não me passava pela cabeça fazer um espetáculo. A ideia veio há um ano e meio atrás, quando o CCBB lançou um edital. A minha proposta é um entretenimento político. Não é uma peça para o público se divertir, mas sair do teatro e esquecer. A proposta da narrativa é que ela consiga empoderar a mulher lésbica”,

complementa ele, que, formado em jornalismo, também atuou por um longo período como crítico de teatro. O elenco, ressalta Lucinda, é formado quase que majoritariamente por mulheres negras. “À exceção da Luiza (Guimarães), que é maravilhosa, e atua como curinga, podendo substituir a mim ou a Ellen, se necessário. A

gente quase não vê isso (elenco formado por negras). São meninas jovens de Brasília, um elenco de ouro. Olha... Só tem fera. Eu e a Ellen somos as pretagonistas (ri). E, veja, o diálogo entre tribos é uma situação na qual raramente alguém sai perdendo”. Elisa Lucinda revela que há quem sugira que o musical viaje Brasil afora como uma proposta educativa de diversidade. “Por não ser panfletário. Musicalmente, é emocionante, e também ensina. Faz chorar, faz rir e causa aprendizado de maneira leve, sobre um assunto que para muita gente não é (leve). Ai, BH... Ai, BH... Nos aguarde! A gente quer bombar aí, nesta terra que adoro: Belo... Horizonte...”, diz, de forma pausada e enfática, a bela atriz. (Patrícia Cassese)

> L, o Musical

CCBB BH (Praça da Liberdade, 450). De 15/3 a 9/4. Quinta a segunda, às 20h. R$20 (inteira), venda também pelo eventim.com.br.


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ARTES CÊNICAS teatro adulto ABSURDOS Dir. coletiva Com Nenhuma Cia de Teatro Coletânea de cenas livremente inspiradas no “Teatro do Absurdo”. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Qua. (14), às 19h30. Entrada gratuita. Stand-up com Sérgio Mallandro. Teatro Estação Cultural Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833, Piso L3, Venda Nova). Neste sáb. (10) e dom. (11), às 19h. R$ 80 (inteira).

CÉUS

NADA SÉRIO

(Leia mais na página 19)

FAMÍLIA PÃO COM OVO Dir. Wesley Marchiori Com Dany Viggo, Diogo de Carmo, Italo Dinati Comédia representa famílias de baixa renda no país da crise, revelando mazelas sociais atuais. Teatro da Assembléia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (10), às 20h; e dom. (11), às 19h. R$ 40 (inteira/somente dinheiro) e R$ 17 (promocional antecipado via Sympla).

FRANCISCO DE ASSIS - DO RIO AO RISO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes e André Maurício Francisco visita aldeias italianas, mas também Brasília, dos simples e dos abastados. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 30 (inteira).

JONATHAN NEMER – STAND UP Em suas apresentações Jonathan abor-

(Leia mais na página 18)

ENTRE A PAUSA E O SILÊNCIO EXISTE UM LUGAR… Com Dudude Herrman e Renato Motha O espetáculo é tecido por afinidades construídas ao longo do tempo. CCBB - Teatro II (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431 9400). Neste sáb. (10), dom. (11) e seg. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).

RASTRO

Comédia stand-up com Fael Arcanjo e Ivo Peterson. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 20 (inteira).

ROMA Dir. Raquel Pedras Com Grupo Dos Dois Uma mulher e um homem em cena. Eles tentam entender por que se encontram em lados opostos de um abismo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (16), às 20h. R$ 15 (inteira).

teatro infantil CINDERELA Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Henrique Moretzsohn, Maria Tereza Uma jovem obrigada a trabalhar para a madrasta, até que, encontra seu príncipe. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro 4003-4172). Neste dom. (11), às 16h e às 17h. R$ 40 (inteira).

Produção multidisciplinar de dança e performance. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (16), às 21h. R$ 15 (inteira).

DANÇA DE BRINQUEDO

MERGULHO Dir. Rita Clemente Com André Senna, Bruno Figueroa e Flávia Pyramo Uma piscina semi olímpica foi construída na casa dos irmãos Márcia e Luiz, para os pais exibirem a bela piscina aos vizinhos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qua. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). De 14 a 26/3.

A TERAPIA DA ALEGRIA

TIAGO NUNES/DIVULGAÇÃO

da temas comuns ao cotidiano. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (16), às 21h. R$ 100 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2A, inteira); R$ 60 (plateia 2B, inteira).

Dir. Ana Regis e Benjamin Abras Cotidiano do desenho que o traço deixa. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates, 99855-1498). Neste sáb. (10), às 20h30. R$ 15 (inteira).

Novo Coletivo de Teatro apresenta “Mergulho” em uma curta temporada no Teatro Marília; com direção de Rita Clemente, a montagem investiga a natureza das relações humanas PATRULHA CANINA Dir. Matheus Milhomens Com Cia Magia Produções A Patrulha tem uma missão: achar o tesouro escondido. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Neste dom. (11), às 16h. R$ 60 (inteira).

TUBARÃO MARTELO E OS HABITANTES DO FUNDO DO MAR Dir. Carlos Magalhães Com Cláudio Fraga, Ana Luisa Alves Um navegador parte para o oceano e se encanta com personagens marinhos. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (11),

às 16h. R$ 60 (inteira).

musical AQUÁTICO Dir. Ana Cristina e Caio Gracco Com Ana Cristina e Caio Gracco A história do Jacaré Jabá que foge em busca de água limpa e amigos. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb.(10), às 16h e dom. (11), às 11h. R$ 20 (inteira).

L, O MUSICAL (Leia mais na página 19)

O MUSICAL DA BOSSA NOVA Dir. Sergio Módena Com Claudio Lins, Marcelo Várzea, Nicola Lama, Andrea Marques Espetáculo leva canções clássicas, curiosidades, histórias da Bossa Nova. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (10), às 17h e às 20h30. R$ 90 (plateia 1, inteira); R$ 70 (plateia 2, inteira); R$ 50 (plateia 3, inteira).

dança BLACK VELVET Dir. Shamel Pitts, Mirelle Martins e Lucca Del Carlo

TABLAO DE LA LUNA Com Miguel Alonso, Ana Carolina Pires, Bella Lyra Show de dança flamenca. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sex. (16) e sáb. (17), às 20h30. Ingressos esgotados.

TOCANDO A TROMBA DO ELEFANTE Dir. Alex Dias Um solo. Um corpo. Um espaço. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates, 99855-1498). Neste dom. (11), às 20h. R$ 15 (inteira).

VENTO Com Lis Nobre Cena de dança contemporânea, no trapézio. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates, 99855-1498). Neste sáb. (10), às 20h. R$ 15 (inteira).


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MÚSICA Mergulho no universo caipira “Mais urbana, impossível”, ri Mônica Salmaso, referindo-se ao fato de ter nascido e sido criada na maior metrópole brasileira. Há 15 anos, porém, Mônica começou a se enfronhar em um universo que, como ela mesma diz, “encosta num brasileiro muito profundo”: a música caipira. Maturado por todos esses anos, esse relicário acabou resultando no disco “Caipira” (Biscoito Fino), que ela lançou ano passado e que apresenta agora ao público belo-horizontino em show no Sesc Palladium, na próxima quinta (15). “O meu conhecimento desse universo era mais pontual, até que, em 2003, participei de um show cujo tema era o caboclo caipira, e o Paulo Freire (violeiro) me enfronhou nesse mundo, pelo qual acabei me apaixonando”, diz ela, que tratou de, no curso dos anos, abastecer um balaio imaginário com as pérolas que iam tocando sua sensibilidade. “De vez em quando, ela (a paixão pelo caipira) aparecia em projetos mais diluídos. Mas, agora, virou o foco”, diz ela, ressaltando, porém, que não se trata Patrícia Cassese

“de uma tese de mestrado” sobre o universo caipira. “Aliás, tem músicas no álbum que não nasceram assim, mas que, pra mim, faziam sentido no projeto. Como não sou compositora, e sim público de compositores, sempre acho que se aquela música ou aquela junção de canções tem um sentido pra mim, é possível que tenha para outras pessoas também. Então, esse projeto é exatamente isso, o meu olhar sobre esse assunto, um olhar que penso ser poético e sensível”. Desafiada a falar sobre a música que tem lhe rendido mais retornos, Mônica faz uma ressalva: “Como não trilho uma carreira que tem música de trabalho, um carro-chefe, a ‘música da novela’, as pessoas chegam ao disco de maneiras diversas. Por vezes, são apresentadas por outra pessoa. Mas sim, tem algumas que chegam com mais frequência, caso de ‘Bom Dia’, da Nana Caymmi e do Gilberto Gil, originalmente concebida em outro contexto. Ou ‘Água da Minha Sede’ (Dudu Nobre e Roque Ferreira), que, no disco, virou caipira”. Mônica também cita “Leilão”, de Hekel Tavares e Joracy Camargo. “É uma música muito triste e forte, e já recebi vários retornos de ar-

rebatamento. Mas, na verdade, cada retorno tem a ver com a história da pessoa: um vai parar numa música, outro em outra...” O afeto, portanto, nortearia a audição. “Muitas pessoas me relatam que o disco as remete a pessoas da família, a uma coisa toda de memória afetiva. Mais que um retorno de linguagem musical, é isso que me emociona”, confessa.

SÉRGIO SANTOS Vale lembrar que o trabalho traz duas músicas do mineiro Sergio Santos, “um grande compositor, além de cantar pra caramba, tocar violão...”. “A gente se conhece há muitos anos, encontrei com ele pela primeira vez em São Paulo, quando cantei uma música dele, num projeto de mapeamento de novos compositores. E ficamos amigos. Faz realmente

Qui. 15.mar.

muito tempo, sei lá, 20 anos. Desde então, canto músicas dele, mas nunca tinha gravado. Tinha essa dívida comigo”, assume. Ao ouvir a leitura de “Açude Verde”, parceria de Santos com Paulo César Pinheiro, pela mineira Irene Bertachini, Mônica foi arrebatada. “Aliás, o CD dela é lindo, um trabalho super cuidadoso, amoroso. Admiro muito essa coisa de vocês, mineiPAULO RAPOPORT/DIVULGAÇÃO

Apreço

“BH é a única cidade que conheço que tem, em todas as artes, grupos que duram 30 anos ou mais”

ros, de terem o tempo das coisas. Tudo feito aí tem o amor como ingrediente extra, um cuidado. Assim que ouvi a Irene, liguei para o Sérgio e acabei revelando meu desejo de um dia gravar essa música. Quando estava pensando no repertório desse disco, liguei, mais uma vez, e disse: ‘Lembra que falei que ia gravar?’. Aí, ele disse: ‘Putz, tenho outra coisa para te mostrar’. E me veio com ‘Saíra’. O disco já estava fechado, mas foi só escutar que percebi: ‘Não vai dar... Alguma vai dançar, essa ‘Saíra’ vai ter que entrar”, ri. Sobre a relação com Minas, ela esbanja simpatia. “Não sou mais turista aí, já tenho uma relação com a cidade. Não posso, por exemplo, não ir à ótica na qual compro meus óculos, não passear pela Savassi ou ir aos restaurantes que já me conquistaram. Agora, devo confessar que ainda me perco na avenida do Contorno (risos). Nunca sei exatamente em que ponto estou”, diz ela, revelando, ainda, ser fã de carteirinha dos longevos grupos locais, como Corpo, Galpão e Giramundo.

> Mônica Salmaso

Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 15 (quinta), às 21h. A partir de R$ 40 (inteira).

‘Sinatra & Jobim’ faz 50 anos Da última vez em que esteve no Brasil, em 2016, um dos shows do guitarrista norte-americano John Pizzarelli caiu no aniversário do músico João Gilberto. Mesmo já tendo tido contato com a música brasileira por conta de seu pai, o também guitarrista Buck Pizzarelli, foi após ouvir “Amoroso” do ícone da Bossa Nova, aos 20 anos, que o músico mergulhou nesse universo. Essa coincidência e o desejo anterior de fazer um disco que celebrasse o gênero brasileiro o fizeram, no fim das contas, homenagear dois outros ícones. Pizzarelli presta tributo a Tom Jobim (19271994), Frank Sinatra (1915-1998) e ao trabalho que fizeram juntos (“Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim”, de 1967), com o álbum “Sinatra & Jobim @ 50”, que ele apresenta em Belo Hori-

zonte neste domingo (11). “Sinatra sempre esteve ao meu redor musicalmente, quando eu era criança. Assim como Jobim, de certa forma. Meu pai tinha seus discos em casa e tinha muito apreço por eles. É só ouvir os meus álbuns para perceber como ambos são uma influência tremenda para mim”, explica o guitarrista, cuja trajetória inclui o disco “Bossa Nova”, de 2004. Para produzir o novo trabalho, recorreu aos músicos Duduka Fonseca (baterista, que tocou com Tom Jobim) e Hélio Alves (piano) – ambos experientes no âmbito do jazz e versados na linguagem refinada do cancioneiro do Maestro Soberano – e também a Daniel Jobim, neto de Tom, que gravou com Pizzarelli no álbum de 2004. Os quatro já haviam tocado juntos durante uma das séries de apresentações do guitarrista no Café Carlyle, em Nova York.

JACOB BLICKENSTAFF/DIVULGAÇÃO

Dom. 11.mar.

Guitarrista John Pizzarelli apresenta novo disco em que celebra duas grandes influências

Assim como o disco original, a gravação de “Sinatra & Jobim @ 50” levou apenas três dias. Pizzarelli e os dois músicos fizeram sua parte em dois dias e Daniel Jobim entrou no terceiro, no estúdio que era de seu avô. “Se você vai fazer um CD de Bossa Nova, esses

três nunca vão te deixar na mão. A musicalidade deles é o porquê da necessidade de tão pouco tempo para fazer um disco maravilhoso”, elogia. ACRÉSCIMOS Além das canções do original, foram incluídas “Two

Kites” de Jobim, com participação de Buck Pizzarelli, e “Antonio’s Song”, sucesso de Michael Frank dedicado a Jobim, com trechos de “Garota de Ipanema”. “Essas duas são favoritas nossas que precisavam ser incluídas”, comenta. Duas inéditas também fo-

ram acrescentadas. “She’s So Sensitive” e “Canto Casual” foram feitas por Pizarelli em parceria com sua esposa, Jessica Molaskey. “Elas não se relacionam com o disco de 1967, mas foram incluídas para celebrarmos Jobim e agradecêlo por suas composições”, afirma. A ideia, no fim das contas, era ir além da homenagem à obra “Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim” em si, mas também celebrar o Maestro Soberano. “Eu queria não só homenagear essas duas grandes referências, mas também a influência de Jobim em mim e nos compositores que o sucederam”, ressalta. (Jessica Almeida)

> John Pizzarelli

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro. 1.046, centro, 3270-8100). Neste domingo (11), às 19h. R$ 140 (plateia 1, inteira), R$ 120 (plateia 2, inteira), R$ 100 (plateia 3, inteira)


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MÚSICA Entre os clássicos e a novidade O ritmo dos ensaios e a finalização das gravações do espetáculo “12FloresAmarelas –A Ópera Rockdos Titãs” têm tomado o tempo e a criatividade dosTitãs. O mais novoprojetodo grupopaulista tem préestreia marcada para o início de abril no Festival de Teatro de Curitiba e grande estreia em São Paulo antes de partir para turnê nacional – com a certeza de passar por BH, mas ainda sem data prevista. Mas antes de trazer a obra que pretende marcar uma “reinvenção da linguagem dos Titãs”, o grupo apresenta-se na capital no festival St. Patrick’s Day, no próximosábado (17). No repertório, clássicos. A noite do evento que celebra o santo irlandês ainda contará com uma homenagem ao cantor Chorão, com Egypcio (Tihuana) e Graveto (exCharlie Brown Jr.), e shows de Rodrigo Santos (baixista do Barão Vermelho) e os Lenhadores, e os Inquilinos. “Estamos completando 36 anos de carreira, então queremos apresentar um pouquinho da história dos Titãs. Será uma mistura das João H. Motta (*)

clássicas até as mais pesadas”, afirma o vocalista Branco Mello sobre o show na capital, que contará com a nova formação oficial da banda – o trio Branco Melo, Tony Belotto e Sérgio Brito foi acrescido do baterista Mario Fabre e do guitarrista Beto Lee, filho de Rita. Mario já compunha o corpo da banda desde 2010 e agora figura no quadro oficial do grupo. Sobre a dobradinha de guitarras, Beto assegura: “O Titãs sempre foi uma banda com duas guitarras.

Com sua nova formação oficial – agora com o guitarrista Beto Lee e o baterista Mario Fabre – os Titãs prometem passar por 36 anos de história em show na capital

Tony tem umestilo que mistura blues, rock, ska e punk e eu consigo passear por estas praias numa boa. Nossas guitarras se somam bem ao vivo e no estúdio.” Além dos shows clássicos pelo país e da nova empreitadada ópera rock,o grupo também tem feito elogiada série de apresentações pelo Brasil em teatros, que mostra, além de números com a banda, os três integrantesoriginais separadamente em versões intimistas de suas composições –

seja no violão ou no piano. “A gente montou o show chamado ‘Uma Noite no Teatro’, que passa pelo repertório clássico eaindacontacomumaspinceladas do ‘12 Flores Amarelas’. Nós experimentamos formatos e revezamos instrumentos,é ummomentode conversar e trocar mais ideias com o público. Estamos bem felizes com a repercussão”, revela Branco. NOVOS CONCEITOS Mas o que tem realmente ge-

Sáb. 17.mar

rado expectativa é a ópera rock. Assim como as grandes bandas inglesas The Who – com “Tommy” (1969) – e Pink Floyd – com “The Wall” (1979) –, o grupo brasileiro uniu a linguagem musical e a linguagem dramatúrgica para emplacar seus novos conceitos. “Há algum tempo, nós queríamos fazer um projeto mais complexo, algo que ainda não havia sido feito por alguma banda de rock no Brasil. A gente queria fazer SILMARA CIUFFA/DIVULGAÇÃO

uma ópera com um som nosso, do nosso rock. E chamamos dois parceiros dramaturgos, o Marcelo Rubens Paiva e o ator e diretor Hugo Possolo”, introduz o vocalista. “E começamos a pensar essa ópera para o teatro e fazer um Titãs novo, sem os clássicos, para as pessoas se sentarem, assistirem e ouvirem uma história”, completa Branco. A obra ainda conta com um toque cinematográfico de Otávio Juliano, que dirigiu recentemente o documentário do Sepultura. Nos arranjos operísticos de cordas, ninguém menos do que Jaques Morelenbaum. Com 25 composições inéditas, a ópera tematiza um conflito contemporâneo frequente no repertório dos Titãs: a violência generalizada. O enredo fala de um estupro durante uma festa universitária e seus desdobramentos. E convida o público a refletir sobre as dimensões desta violência. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Titãs

No St. Patrick’s Day Festival Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D’Água). Dia 17 (sábado), às 16h. A partir de R$ 80 (inteira, pista)

Recordar é viver em dose dupla de Xandy. Mas, para Luiz Carlos, vocalista do Raça Negra, o momento de apresentações e projetos que englobam as regravações dos sucessos não é visto como um retorno nostálgico, embora existam projetos que impulsionam essa memória afetiva: Em 2012, por exemplo, o grupo ganhou a sua versão “indie” com o tributo “Jeito Felindie”, que reviveu as principais canções do Raça Negra nas vozes de outras bandas alternativas brasileiras. “Não vejo como um retorno. Nos últimos anos, a banda viajou o Brasil inteiro fazendo show. Então, acredito que essa nostalgia sempre existiu”, disse. Mantendo a certeza do sucesso do pagode romântico, nascido há quase 35 anos, o grupo também conquistou novos espaços e, automaticamente, novos públicos. E, neste caso, dividir estilos musicais em um mesmo evento é quase inevitável para essa renovação. “Nós tocamos em festivais

nos quais existem diversos estilos como funk, sertanejo, forró, para um público extremamente jovem e que cantam nossas músicas do início ao fim. Idosos, adolescentes e até crianças gostam de ouvir o Raça Negra. Isso é muito gratificante para a

carreira de um artista”, disse ele, que acabou de voltar de uma turnê pelos Estados Unidos. REVIVAL Nos anos 90, a faixa “É Tarde Demais” entrou para o livro dos recordes, o

“Guinness”, após conquistar a marca de mais de 600 execuções na rádio em um só dia, um divisor de águas na carreira do Raça Negra, de acordo com o próprio vocalista. “Lançamos em 1995 e tocamos em todos os shows e festivais no Brasil. Foi a

Sáb. 17.mar

O Raça Negra coleciona 12 vinis, 28 cds, 4 dvds e mais 36 milhões de discos vendidos ao longo da carreira

FÁBIO NUNES/DIVULGAÇÃO

Não vamos, aqui, julgar o gosto musical de cada um. Mas, se você nasceu entre as décadas de 1980 e 1990, é bem provável que já tenha presenciado algum churrasco de domingo em família, embalado por hits do pagode como “Cheia de Manias”, do Raça Negra, tocada incansáveis vezes na rádio. Impulsionado por esse momento nostálgico, musicalmente falando, o mesmo pagode está disponível, agora, nos serviços de streaming e, fora dele, conquista shows com públicos sempre cheios – caso do próprio Raça Negra, que tem apresentação marcada na Arena Mineirão no próximo sábado (17). Na ocasião, o grupo divide o show com o Harmonia do Samba, que também aposta na fórmula do “recordar é viver” com o projeto autoexplicativo “Harmonia das Antigas”, revivendo os tempos áureos da banda Lorena K. Martins

partir dela que começamos a fazer shows em outros lugares, como na África e América do Sul, e também inauguramos o Brazilian Day em Nova York, no mesmo ano”, disse Luiz Carlos, que agora trabalha junto com o grupo no DVD “Raça Negra e Amigos II”, com participações de Zezé di Camargo e Luciano, Leonardo, Thiaguinho, Wesley Safadão, Chitãozinho e Xororó e outros. “São grandes cantores e também grandes amigos que nos deram a honra de participar desse projeto cantando grandes sucessos do Raça Negra. Estamos muito felizes com o resultado do trabalho e agora o que mais queremos é continuar viajando pelo Brasil com essa nova turnê”, adianta.

Raça Negra e >Harmonia das Antigas

Arena Mineirão (Av. Antônio Abrahão Caran, 1001). Dia 17 (sábado), às 18h. A partir de R$ 60 (meia)


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MÚSICA Lucas Santtana traz a BH show de viés intimista EDU PIMENTA/DIVULGAÇÃO

Patrícia Atento às váCassese rias possibilidades que o fazer artístico franqueia, o cantor e compositor baiano Lucas Santtana vem se permitindo viajar Brasil afora com vários formatos de show – entre eles, o que tem como calço seu mais recente trabalho, “Modo Avião”; um outro mais eletrônico, com banda; e um mais intimista, no formato voz e violão. É justamente a bordo deste último que ele retorna agora à capital mineira para única apresentação neste sábado (10), no Memorial Minas Gerais Vale – Circuito Praça da Liberdade. A boa notícia é que a entrada é gratuita – sujeita à lotação do espaço. “O voz e violão é um formato que me agrada muito, pois permite ficar mais próximo do público. No caso, procuro mostrar canções de todas as fases da minha carreira. Como é um show que não pede um volume de som alto, é mais fácil ouvir as pessoas cantando”, enaltece ele. No geral, Santtana diz que o roteiro é construído de forma “bem livre”, o

que faz com que nenhum show seja igual ao outro. “Digamos que, no geral, é uma apresentação 90% autoral. E gosto do formato porque coloco, no chão, uma lista com umas 40 músicas (às quais pode recorrer), inclusive que foram gravadas por cantoras (ele já foi gravado por Marisa Monte, Céu e Márcia Castro, para citar algumas). No geral, vai muito do que as pessoas pedem, não tem mesmo um roteiro definido. Logicamente, toco as composições mais conhecidas, mas, se, por exemplo, um dia eu quiser incluir uma versão do Djavan, por exemplo, sem problemas”. SINTONIA Para falar sobre sua relação com a capital mineira – lembrando que, ano passado, esteve aqui com “Experiência Sonora”, extensão do disco “Modo Avião”, apresentada no Parque Municipal –, Lucas Santtana recorre à palavra “maravilhosa”. “Em todos os shows que faço aí, o pessoal canta junto. Percebo que o público mineiro, no geral, é muito interessado, informado. Aliás, acompanho a cena cultural da cidade e tenho visto co-

Lucas Santtana: Ideia é convidar o público a cantar junto

Sáb. 10. mar. mo, nos últimos anos, ela foi mudando muito mais por meio do esforço das chamadas pessoas ‘comuns’ do que por ações do poder público ou por meio de empresas. Adoro, adoro, adoro o povo mineiro, a literatura produzida aí, as artes... E, claro, a comida. Na verda-

de, tenho amigos muito queridos na cidade – inclusive, no domingo, vou viajar com vários deles para uma cachoeira aí perto”, avisa. CINEMA Hoje com 47 anos, o soteropolitano estreou no mercado fonográfico em 2000,

com o álbum “Eletro Ben Dodô”. Desde então, e contabilizando o citado “Modo Avião”, já lançou outros seis títulos, como “Sem Nostalgia” (2009), “O Deus Que Devasta Mas Também Cura” (2012) e “Sobre Noites e Dias” (2014) – este último, vale lembrar, contou com uma pá de participações, inclusive internacionais, caso dos franceses Fefe (DJ) e Fanny Ardant (sim, uma das superdivas do cinema daquele país). E já que falamos em sétima arte, Lucas conta que um dos projetos do ano é assinar a trilha sonora de uma produção nacional – por motivos contratuais, porém, não pode antecipar detalhes. “Posso adiantar que é de um diretor paulista. Também tenho uns projetos de direção musical, mas disco novo, não tenho previsão para os próximos meses”, confidencia ele, que já colaborou em vários projetos que conectam música e cinema.

Santtana – >VozLucas e Violão

No Projeto Contemporâneo Auditório do Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, na esquina com rua Gonçalves Dias). Neste sábado (10), às 18h. Entrada gratuita (sujeita a lotação)

Festival Imune tem sequência PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

Baldaia, uma das atrações da semana do Festival Imune

Pensado com o objetivo de ser uma plataforma de divulgação da música produzida por pessoas negras, como esclarece Bia Nogueira, um dos nomes por trás da iniciativa e do coletivo homônimo, o Festival Imune tem seguimento esta semana, com show de Guilherme Ventura e Maíra Baldaia, em noite que vai contar ainda com a drag Azzula. “Com certeza vou tocar ‘Insubmissa’, música minha com a Talita Barreto que viralizou (o clipe já computa mais de 50 mil views). E o Gui, ‘Reza’, com a qual ganhou vários festivais – e que é muito bonita. Olha, estamos preparando tudo com muito carinho. E terá surpresas, como uma parceria minha com o Gui e uma minha e do Gui com o François Muleka”, conta Maíra. Já Azzula, do The Pulso in Chamas, mostra um pouco de seu solo, sua investida neste ano. “Ele aposta em

uma sonoridade diferente da que tenho apresentado junto a The Pulso”, diz ela – cujo nome, aliás, deriva do pássaro azulão e da princesa Azula (da série de animação “Avatar”). “E acrescentei mais um Z, que, segundo significados místicos, traz sucesso e dinheiro”, brinca. Sobre o Imune, Maíra frisa. “A missão é fomentar a música produzida por artistas negros. A cena negra é muito potente e importante, e estamos criando espaços para mostrar a nossa música, a nossa arte”. Bia acrescenta: “Esse desejo nasceu da percepção de que, apesar de haver muitos artistas produzindo, esses não conseguiam – e a maioria esmagadora ainda não consegue – escoar seus trabalhos. O problema passa pela falta de espaço nos meios de comunicação e também pela falta de representatividade nos editais de financiamento pú-

blicos e privado”. Além de Maíra Baldaia e Bia Nogueira, o coletivo Imune agrega Natália Avelar, Guilherme Ventura, Raphael Salles e Rodrigo Negão. “Todos, compositores e cantores com CDs autorais lançados ou no forno”, narra Bia. Maíra lembra que o grupo já desenvolveu várias ações pautadas em mostras. “Tivemos a de 2017, que durou um ano (no espaço Suricato), outra em São Paulo, com intercâmbios... E, agora, o festival, um passo maior”. Bia revela que o desejo é que o Imune seja anual. “E queremos crescer. Acho que BH só ganha com eventos que contribuam para a promoção da representatividade negra na música”. (Patrícia Cassese)

> Festival Imune

Maíra Baldaia e Guilherme Ventura Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 14 (quarta), às 20h. R$ 20 (inteira).

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sábado (10) EMMERSON NOGUEIRA Na turnê “17 Anos de Estrada, Mais Amigos e Mais Canções”. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h30. Ingressos de R$ 35 a R$ 100.

VOZES: CANTANDO MULHERES NA HISTÓRIA Show com músicas autorais das mulheres da equipe do Educativo. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Às 19h. Entrada gratuita (mediante retirada de senha).

PIANORQUESTRA E TULIPA RUIZ Show no festival “Admirável Música Nova”. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (inteira).

TAVINHO MOURA Lançamento de “Anjo na Varanda”. Com convidados. Bar do Museu do Clube da Esquina (r. Paraisópolis, 738, Santa Tereza). Às 21h30. R$ 30 (ingresso/couvert).

TITANE Lançamento do Disco “Titane Canta Elomar: Nas Estradas da Areia e do Ouro”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Às 21h. R$ 20 (inteira).

MYLENA JARDIM No show “Uma Saudação à Whitney Houston”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Às 21h. R$ 80 (inteira)

TRÊS ANOS A AUTÊNTICA Ava Rocha convida Juliana Perdigão e Lucas Avelar. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi, 3654-9251). Às 23h. R$ 35 (antecipado); R$ 50 (portaria)

ROCK IN LIDIO 5 Show com diversas bandas. Stonehenge Rock Bar (r. Tupis, 1448, Barro Preto, 3271-3476). Às 14h. R$ 16.

domingo (11) ALCEU VALENÇA E ORQUESTRA OURO PRETO Concerto “Valencianas”. Espaço de Caminhada (r. Emília de Magalhães Pessoa, s/nº, Nova Lima). Às 21h. Entrada gratuita.

CAMILE BERTAULT E ED MOTTA Show no festival “Admirável Música Nova”. CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (inteira).

CONCERTOS PARA A JUVENTUDE Estreia da temporada da Orquestra Filarmônica. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto). Às 11h Entrada gratuita.

segunda (12) ELAS CANTAM CARNE NUA Banda Carne Nua recebe convidadas. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.523, Funcionários). Às 19h. Entrada gratuita até às 22h.

quarta (15) PAISAGEM LUNAR Tributo a Cláudio Faria com Flávio Venturini, Paulinho Pedra Azul, Beto Guedes e amigos. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi, 3654-9251). Às 22h. R$ 20

sexta (16) ALMIR SATER Violeiro apresenta clássicos de todos os momentos da carreira. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 21h. A partir de R$ 160 (superior inteira)


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O QUE VEM POR AÍ TV GLOBO/DIVULGAÇÃO

março DIA 24 SIMONE ENCONTRA IVAN LINS

da, inteira, 1° lote), R$ 130 (cadeira, inteira, setor 3), R$ 150 (cadeira, inteira, setor 2), R$ 200 (cadeira, inteira, setor 1).

R$ 90 (plateia 1B, inteira), R$ 80 (plateia 2A, inteira), R$ 70 (plateia 2B, inteira), R$ 60 (plateia 2C, inteira).

Roberto Carlos se apresenta na capital em abril, no Mineirinho

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 100 (pista/arquibancada, 1° lote), R$ 800 (mesa 4 lugares, setor 2), R$ 1.000 (mesa 4 lugares, setor 1).

DIA 29

DIA 19 E 20

DAVID BYRNE

MILTON NASCIMENTO – SEMENTE DA TERRA

DIA 24

DIA 30

ÓPERA A VINGANÇA DA CIGANA

ARMANDINHO

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h. R$ 200 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

Palácio das Artes. Às 20h. R$ 50 (inteira).

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 22h. R$ 130 (inteira, 3° lote).

DIAS 24 E 25

abril

MATA TEU PAI - COM TEXTO DE GRACE PASSÔ

DIAS 6, 7 E 8

Teatro Sesiminas. Sáb., às 21h, dom., às 19h. R$ 30 (plateias 1 e 2, inteira). DIAS 24 E 25 MUSICAL ZECA PAGODINHO – UMA HISTÓRIA DE AMOR AO SAMBA

Cine Theatro Brasil Vallourec. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 80 (plateia 1A, inteira), R$ 70 (plateia 1B, inteira), R$ 50 (plateia 2, inteira).

Palácio das Artes. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 150 (plateia 2, inteira), R$ 140 (plateia superior, inteira). DIA 26 PAULA TOLLER – SHOW COMO EU QUERO

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 150 (plateia 1, inteira), R$ 130 (plateia 2, inteira), R$ 110 (plateia superior, inteira).

CHRISTIANE TORLONI EM “MASTER CLASS”

Teatro Bradesco. Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 100 (inteira).

sa, individual)

DIA 7

DIA 14

ROBERTO CARLOS

MARIA RITA – AMOR E MÚSICA

DIA 21

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 80 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 520 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 600 (mesa setor 1 com quatro lugares).

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h30. R$ 90 (inteira).

Ginásio Mineirinho. Às 21h. R$ 120 (arquibancada, inteira), R$ 180 (cadeira premium, inteira), R$ 360 (setor amarelo, inteira), R$ 560 (vip azul, inteira).

DIA 27 CARL PALMER

DIA 7 DIA 25 RED FANG

A Autêntica. Às 21h. R$ 200 (pista, inteira, 1° lote); R$ 140 (pista promocional mediante doação de 1Kg de alimento não perecível, 1° lote). DIA 25 STEVE HACKETT – GENESIS REVISITED, SOLO GEMS & GTR

NAÇÃO ZUMBI LANÇA “RADIOLA NZ”

Music Hall BH. Às 22h. R$ 60 (inteira, 1° lote), R$ 100 (open bar, 1° lote). DIA 8 SHREK - O MUSICAL TYA

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 16h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira) DIA 12

DIAS 14 E 15 MINHA VIDA EM MARTE – COM MÔNICA MARTELLI

Cine Theatro Brasil Vallourec. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 90 (plateia 1A, inteira), R$ 80 (plateia 1B, inteira), R$ 60 (plateia 2, inteira).

22h30. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote).

SILVA CANTA MARISA

PAGODINHO – DE SANTO AMARO A XERÉM

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 200 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 1.000 (mesa com quatro lugares, setor 2), R$ 1.200 (mesa com quatro lugares, setor 1).

DIA 22

DIA 3 DIA 18

ANGRA

LULU SANTOS

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 19h. R$ 300 (inteira), R$ 260 (plateia 2, inteira).

Music Hall BH. Às 19h. R$ 150 (camarote open bar), R$ 180 (pista VIP, inteira), R$ 120 (pista, inteira).

DIA 22

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 120 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 240 (pista premium, inteira, 1° lote).

PESCADORA DE ILUSÕES – COM MEL LISBOA

DIA 18

DIA 16

OZZY OSBOURNE

ABERTURA DA RETROSPECTIVA MICHEL BASQUIAT

Teatro Bradesco. Às 16h. R$ 80 (antecipado, inteira), R$ 100 (no dia, inteira).

DIA 19

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 300 (pista, inteira), R$ 600 (pista premium, inteira).

GLENN HUGHES – CLASSIC DEEP PURPLE LIVE

DIA 28 JOTA QUEST

DIA 19

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 180 (plateia 1A, inteira), R$ 150 (Plateia 1B, inteira), R$ 140 (plateia 2A, inteira), R$ 120 (plateia 2B, inteira), R$ 100 (plateia 2C, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h30. R$ 100 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 840 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 640 (mesa setor 2 com quatro lugares).

BENITO DI PAULA

GERALDO AZEVEDO – SHOW VOZ E VIOLÃO

DIA 25

DIA 13

AUTHENTIC GAMES – FESTA DOS YOUTUBERS

ZÉ RAMALHO

DIA 21

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (pista/arquibancada, inteira, 1° lote); R$ 175 (me-

maio

DIA 19

SKANK – TURNÊ “OS TRÊS PRIMEIROS”

DIA 5

KM de Vantagens Hall BH. Às

MARIA BETHÂNIA E ZECA

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 100 (plateia 1A, inteira),

KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. R$ 80 (arquibanca-

junho

PREMIATA FORNERIA MARCONI

Palácio das Artes. Às 19h. R$ 280 (plateia 1, inteira), R$ 240 (plateia 2, inteira), R$ 200 (plateia superior).

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira).

Palácio das Artes. Às 19h. R$ 280 (plateia 1, inteira), R$ 240 (plateia 2, inteira), R$ 200 (plateia superior, inteira).

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 80 (plateia 3, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 150 (plateia 1, inteira).

O TEATRO MÁGICO – VOZ E VIOLÃO

julho

Centro Cultural Banco do Brasil. Das 9h às 21h. Entrada gratuita.

outubro DIA 21 ROGER WATERS

Mineirão. Às 20h. R$ 300 (cadeira superior, inteira), R$ 340 (pista em pé, inteira), R$ 490 (cadeira inferior, inteira), R$ 720 (pista premium, inteira).


almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 10 a 16 de março de 2018

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CINEMA PANDORA/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 10 (sábado) e 11 (domingo)

pré-estreia EM PEDAÇOS (Aus Dem Nichts, Alemanha/ França, 2018, 1h46, 14 anos) Dir. Fatih Akin. Com Diane Kruger, Denis Moschitto, Numan Acar. Katia Sekerci leva uma vida normal ao lado do marido e do filho. Um dia, ela se surpreende ao descobrir que eles morreram devido a uma bomba colocada diante do escritório do marido. Ponteio 2: 21h

estreias DAPHNE (Daphne, Reino Unido, 2018, 1h33, 16 anos) Dir. Peter Mackie Burns. Com Emily Beecham, Geraldine James, Tom VaughanLawlor. Aos 31 anos, Daphne tem a sensação de que sua vida está parada. Após presenciar um assalto, Daphne é forçada a confrontar esse limbo existencial. Belas 1: 14h30, 19h10

ENCANTADOS (Brasil, 2018, 1h18, 12 anos) Dir. Tizuka Yamasaki. Com Carolina Oliveira, Letícia Sabatella, Thiago Martins. Zeneida, filha de um político se destaca por seu jeito perseverante. Por ser sensitiva, vê coisas que mais ninguém vê. Quando conhece Caruana, uma figura encantada, se apaixona. BH Shopping 9: 13h10, 15h20

UMA ESPÉCIE DE FAMÍLIA (Una Especie de Familia, Argentina/ Brasil/ França/ Polônia/ Dinamarca, 2018, 1h36, 14 anos) Dir. Diego Lerman. Com Bárbara Lennie, Claudio Tolcachir, Daniel Aráoz. Malena é uma médica determinada a se tornar mãe. Ela viaja sozinha para o interior da Argentina com o objetivo de adotar um recém-nascido. Belas 1: 17h, 21h10

OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. Betim 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 BH Shopping 5: 13h40, 16h20, 18h50, 21h20 BH Shopping 9: 17h40, 20h20 Big Shopping 1: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Boulevard 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Cidade 1: 15h, 17h, 19h, 21h Cidade 2: 11h50, 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Cidade 2: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Contagem 7: 15h, 17h, 19h, 21h Contagem 8: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Del Rey 3: 14h20, 16h20, 18h20, 20h30 Del Rey 3: 14h20, 16h20, 18h20, 20h30, 22h30 Del Rey 4: 15h, 17h, 19h, 21h10 Diamond 6: 12h, 14h30, 17h05, 19h30, 22h Itaú Power 1: 15h, 17h, 19h, 21h Itaú Power 6: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Minas 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Minas 5: 15h05, 19h15 Monte Carmo 3: 14h20, 16h30, 18h50, 20h50 Pampulha 4: 14h10, 16h15, 18h20, 20h25 Pampulha 5: 15h, 17h05, 19h10, 21h15 Paragem 4: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Partage Shopping Betim 6: 14h10, 16h40, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 1: 14h40, 17h10, 19h45, 22h10 Shopping Estação 6: 14h, 16h15, 18h45, 21h15 Shopping Norte 2: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Via Shopping 2: 14h10, 16h30, 18h40, 20h50 Via Shopping 5: 13h50, 16h10,

18h30, 20h30

Paragem 5: 15h40(*), 18h20(*), 21h Partage Shopping Betim 1: 12h30(*), 15h30(*), 18h30(*), 21h30 Pátio Savassi 5: 15h10, 18h10, 21h Ponteio 3: 13h30, 18h40 Ponteio 4: 18h40 Estação BH 3: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Estação BH 4: 13h, 16h, 19h, 22h15 (*) Shopping Norte 1: 15h10, 17h50, 20h30 (*)

A IMAGEM DA TOLERÂNCIA (Brasil, 2018, 1h16, livre) Dir. Joana Mariani, Paula Trabulsi. A partir da imagem de Nossa Senhora Aparecida, o documentário reflete a infinidade de significados para cada um. Belas 3: 14h, 18h

MEDO PROFUNDO (47 Meters Down, Reino Unido/ EUA/ República Dominicana, 2018, 1h29, 14 anos) Dir. Johannes Roberts. Com Mandy Moore, Claire Holt, Matthew Modine. De férias no México, duas irmãs estão presas em uma gaiola de tubarões. BH Shopping 10: 13h20, 18h30, 20h40 BH Shopping 4: 15h50 (*) Cidade 4: 16h30, 21h (*) Cidade 6: 14h40 (*) Contagem 5: 17h10, 19h, 20h50 (*) Monte Carmo 6: 15h, 17h10, 19h, 20h50 (*) Partage Shopping Betim 7: 13h50(*), 16h10(*), 18h20*), 20h50 Partage Shopping Betim 7: 13h50, 16h10, 18h20, 20h50 (*) Via Shopping 3: 15h, 19h (*)

(*) Sessões dubladas

PROJETO FLÓRIDA (The Florida Project, EUA, 2018, 1h51, 14 anos) Dir. Sean Baker. Com Brooklynn Prince, Bria Vinaite, Willem Dafoe. Moonee, uma garotinha de seis anos, apronta com o vizinho Scooty nas redondezas dos parques Disney, onde vive com a mãe num hotel, contando com a proteção do gerente Bobby na batalha diária pela sobrevivência. Belas 2: 11h (*), 16h30 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

(*) Sessões dubladas

THE POST - A GUERRA SECRETA

O PASSAGEIRO (The Commuter, EUA/ França/ Reino Unido, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Jaume Collet-Serra. Com Liam Neeson, Patrick Wilson, Vera Farmiga. Um homem de negócios é pego numa conspiração criminosa. Betim 3: 14h30, 16h40 e 21h (*) BH Shopping 6: 14h10, 16h30(*), 19h20, 21h50 Big Shopping 3: 16h45, 18h50, 20h55 (*) Boulevard 2: 14h10, 16h20, 21h10 Cidade 5: 11h50(*), 14h20(*), 16h30, 18h40(*), 20h50(*) Cidade 5: 14h20(*), 16h30, 18h40(*), 20h50(*) Contagem 3: 14h20(*), 16h40, 18h50(*), 21h(*) Del Rey 7: 14h50, 16h50, 18h50, 21h, 23h (somente sábado) Diamond 3: 16h05 e 21h20 Itaú Power 2: 14h45 (*) Itaú Power 5: 16h20, 21h15 (*) Minas 6: 16h50, 19h, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 14h20(*), 16h40, 18h50(*), 21h Pampulha 2: 14h30, 16h35, 18h40, 21h (*) Paragem 3: 14h20, 16h40, 18h50, 21h Partage Shopping Betim 2: 14h20(*), 17h(*), 19h30(*), 22h Pátio Savassi 8: 12h50, 15h30, 17h50, 20h30 Shopping Estação BH 2: 14h15(*), 16h45(*), 19h15, 21h45(*) Shopping Norte 3: 16h45, 18h50, 20h55 (*) Via Shopping 3: 16h50, 21h (*) (*) Sessões dubladas

SANTORO - O HOMEM E SUA MÚSICA (Brasil, 2018, 1h28, livre) Dir. John Howard Szerman. Vida e obra do compositor e maestro Claudio Santoro. Belas 3: 16h e 21h40

TORQUATO NETO - TODAS AS HORAS DO FIM (Brasil, 2018, 1h28, 14 anos) Dir. Eduardo Ades, Marcus Fernando. O filme mostra a trajetória de Torquato Neto, desde sua juventude até seu aniversário de 28 anos, quando cometeu suicídio. Belas 3: 19h40 (sessão vitrine)

em cartaz CINQUENTA TONS DE LIBERDADE (Fifty Shades Freed, EUA, 2018, 1h46, 16 anos) Dir. James Foley. Com Dakota Johnson, Eric Johnson, Jamie Dornan. Superados os grandes problemas, Anastasia e Christian têm amor, intimidade, dinheiro, sexo e um promissor futuro. Porém, a vida, reserva surpresas para os dois. Betim 3: 18h50 (*) BH Shopping 8: 14h30(*), 17h01, 19h30(*), 21h10 Big Shopping 2: 16h20, 18h30, 20h40 (*) Boulevard 1: 14h, 16h30 Cidade 3: 16h10, 18h30, 21h (*) Contagem 4: 14h10, 16h30, 18h50, 21h05 (*) Del Rey 6: 14h30(*), 16h30, 20h50 Diamond 5: 14h,19h05 Itaú Power 4: 16h45, 19h, 21h10 (*)

“Uma Espécie de Família” narra a odisseia de uma mulher para adotar um recém-nascido Minas 3: 16h40, 19h, 21h15 (*) Monte Carmo 2: 16h20, 21h05 (*) Pampulha 3: 16h40, 21h25 (*) Paragem 2: 17h20, 21h10 Partage Shopping Betim 5: 18h50, 21h20 (*) Pátio Savassi 2: 18h50 Pátio Savassi 7: 14h Shopping Norte 5: 14h20, 16h20, 20h50 (*) Shopping Estação 5: 14h30, 17h, 19h45, 22h30 (*) Via Shopping 1: 17h10, 21h15 (*) (*) Sessões dubladas

DUDA E OS GNOMOS (*) (Gnome Alone, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Peter Lepeniotis. Liam e sua mãe, Catherine, estão de mudança novamente. Uma nova vida espera os dois na casa da tia Sylvia, que é rodeada por estranhos gnomos. Aos poucos, uma grande amizade surge entre o garoto e os curiosos seres. Betim 1: 14h BH Shopping 7: 12h, 14h, 16h10 Big Shopping 4: 14h20, 16h20 Boulevard 5: 13h30, 17h20 Cidade 3: 12h (somente domingo), 14h Contagem 1: 14h20 Del Rey 1: 14h Itaú Power 4: 13h30, 15h05 Minas 6: 13h15, 15h Monte Carmo 2: 14h30 Pampulha 1: 15h50 Paragem 3: 12h50, 15h Partage Shopping Betim 3: 12h50 e 15h Pátio Savassi 5: 13h Shopping Estação 1: 13h15, 15h30 e 17h30 Via Shopping 1: 13h20 Sessões 3D: Contagem 1.: 16h20 Pampulha 1.: 14h05, 17h35 (*) Sessões dubladas

A GRANDE JOGADA (Molly’s Game, EUA/ China, 2017, 2h20, 14 anos) Dir. Aaron Sorkin. Com Idris Elba, Jessica Chastain, Kevin Costner. Após perder a chance de participar dos Jogos Olímpicos devido a um grave acidente, a esquiadora Molly Bloom vai para Los Angeles e acaba organizando jogos de pôquer clandestinos e milionários para celebridades e empresários. BH Shopping 3: 13h30

LADY BIRD - A HORA DE VOAR (Lady Bird, EUA, 2018, 1h33, 14 anos) Dir. Greta Gerwig. Com Saoirse Ronan, Laurie Metcalf, Tracy Letts. Christine McPherson, ou “Lady Bird”, está no último ano do ensino médio e o que mais deseja é fazer faculdade longe de Sacramento, ideia firmemente rejeitada por sua mãe, com quem vive uma relação contenciosa enquanto tenta descobrir quem realmente é. Diamond 2: 12h30

A MALDIÇÃO DA CASA WINCHESTER

(Winchester, EUA/ Austrália, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Michael Spierig, Peter Spierig. Com Helen Mirren, Jason Clarke, Sarah Snook. Herdeira de uma empresa de armas de fogo, Sarah Winchester está convicta de que é assombrada pelas almas mortas através do rifle de sua família. BH Shopping 3: 16h40(*), 19h, 21h30 Boulevard 5: 15h20(*), 19h10, 21h10 Cidade 6: 16h40, 18h50, 20h40 (*) Contagem 2: 14h30, 16h30, 21h15 (*) Del Rey 5: 16h40(*), 18h40, 20h40, 22h40(*) Diamond 5: 16h50, 21h30 Itaú Power 2: 16h50, 18h50, 20h50 (*) Minas 5: 13h, 17h10, 21h20 (*) Monte Carmo 5: 14h, 18h40 (*) Pampulha 1: 19h20, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 3: 19h40 (*) Partage Shopping Betim 5: 16h20 (*) Pátio Savassi 7: 19h30, 22h Shopping Estação 1: 19h30 (*) Via Shopping 1: 15h10 e 19h20 (*) (*) Sessões dubladas

MOTORRAD (Brasil, 2018, 1h32, 18 anos) Dir. Vicente Amorim. Com Guilherme Prates, Carla Salle, Emílio Dantas. Hugo monta sua moto para se juntar ao grupo de motocross do seu irmão mais velho e, em sua primeira trilha juntos, eles passam a ser perseguidos por motoqueiros sádicos e sobrenaturais. Cidade 1: 13h Contagem 7: 13h Del Rey 4: 13h10 Itaú Power 1: 13h Partage Shopping Betim 5: 14h

OPERAÇÃO RED SPARROW (Red Sparrow, EUA, 2018, 2h21, 16 anos) Dir. Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts. Após um acidente que encerra sua carreira como bailarina, Dominika Egorova é recrutada como Sparrow, uma sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa, cuja primeira missão é o agente da CIA Nate Nash. BH Shopping 4: 12h50, 17h55, 20h50 Boulevard 2: 18h30 Boulevard Imax: 21h10 Cidade 8: 15h35(*), 20h40 Contagem 2: 18h40 Del Rey 1: 15h50 Diamond 2: 20h50 Diamond 3: 13h10, 18h30 Minas 1: 16h (*) Monte Carmo 2: 18h20 Pampulha 3: 14h, 18h45 (*) Pátio Savassi 3: 14h20, 17h30, 20h50 Ponteio 3: 16h, 21h10 Shopping Estação BH 1: 22h (*) (*) Sessões dubladas

PANTERA NEGRA (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa para tomar seu lugar como Rei. Um inimigo antigo reaparece e o ‘Pantera Negra’ é testado

quando é atraído para o conflito. Betim 1: 15h50, 21h (*) BH Shopping 1: 15h10, 18h10(*), 21h10 BH Shopping 7: 18h40 Big Shopping 4: 20h35 (*) Boulevard 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h10 (*) Contagem 6: 13h15, 16h, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 2: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Del Rey 6: 22h50 (*) Diamond 4: 14h15, 17h30, 20h30 Itaú Power 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Minas 4: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 4: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Pampulha 7: 16h30 Paragem 1: 13h30, 16h, 18h40, 21h15 Partage Shopping Betim 4: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Pátio Savassi 2: 16h, 21h40 Shopping Norte 5: 18h20 (*) Via Shopping 4: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Sessões 3D: Betim 1.: 18h30 (*) BH Shopping 2: 13h, 16h, 19h10, 22h Big 5: 15h10, 17h50, 20h30 (*) Boulevard Imax: 13h10, 15h50, 18h30 Cidade 4: 13h50(*), 18h20 Contagem 1: 18h30(*), 21h10 Del Rey 1: 18h30(*), 21h10 Itaú Power 5: 13h40, 18h30 (*) Minas 1: 13h15, 18h30, 21h (*) Monte Carmo 5: 16h(*), 20h40

(The Post, EUA, 2018, 1h55, 12 anos) Dir. Steven Spielberg. Com Meryl Streep, Sarah Paulson, Tom Hanks. A história do Pentagon Papers, documento publicado pelo The Washington Post que continha diversas informações militares sigilosas sobre as ações dos EUA no Vietnã. Ponteio 2: 14h10, 16h20 (somente sábado), 18h40

O TOURO FERDINANDO (*) (Ferdinand, EUA, 2018, 1h49, livre) Dir. Carlos Saldanha. Ferdinand é um touro calmo, que não gosta de brigar com outros animais. Porém, ele é escolhido como o maior e mais rápido animal para participar das touradas de Madri. Big Shopping 3: 14h40 Paragem 2: 15h10 Paragem 5: 13h30 Norte 3: 14h40 (*) Sessões dubladas

mostras BUSTER KEATON (*) Neste sábado (10) 15h “Deu a Louca no Mundo”, (EUA, 1963, 2h41) Dir.Stanley Kramer 18h Curtas 4: “O Cara-Pálida”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “O Enrascado”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “A Parentela da Esposa”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “Ferraduras Modernas”, de Buster Keaton e Malcolm St. Clair 20h “O Palhaço que não Ri” Dir. Sidney Sheldon (EUA, 1957’, 1h31); “Filme”, de Alan Schneider, Samuel Beckett (EUA, 1965, 20 min)


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CINEMA RUMOS ITAÚ CULTURAL/DIVULGAÇÃO

mostras (continuação)

Quarto Camarim estreia no Sesc Integrante da 4ª Mostra de Cinema Feminista, o longa “Quarto Camarim” foi contemplado pelo Rumos Itaú Cultural e será projetado em Belo Horizonte depois de rodar em festivais internacionais. Dirigido por Camele Queiroz e Fabrício Ramos, o filme narra o reencontro entre a própria diretora e seu tio Roniel, que é travesti e, hoje, se chama Luna. Aliás, é a própria película que media esta relação familiar Onde Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Neste domingo (11), às 19h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão.

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BUSTER KEATON (*) Domingo (11) 16h Curtas 5: “No País dos Gelados”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “A Casa Elétrica”; “Aeronauta”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “O Ninho do Amor”, de Buster Keaton 18h “Nossa Hospitalidade”, de John G. Blystone, Buster Keaton 20h “Como Rechear um Biquini”, (EUA, 1965, 1h33) Dir. William Asher Segunda-feira (12) 15h “Vaqueiro Avacalhado” (EUA, 1925, 1h09) Dir. Buster Keaton 17h “Ironia da Sorte” (EUA, 1924, 1h20) Dir. Victor Sjöström. Sessão Comentada 19h30 “O Pesado”, (EUA, 1920, 1h09) Dir. Winchell Smith e Herbert Blaché 21h “Marinheiro por Descuido”, (EUA, 1924, 1h) Dir. Donald Crisp, Buster Keaton Terça-feira (13) 15h “Sonhos Impossíveis” (EUA, 1922, 23 min) (EUA, 1925, 56 min) “Sete Oportunidades” Dir. Buster Keaton 17h30 “As Três Eras” (EUA, 1923, 1h03) Dir. Buster Keaton, Edward F. Cline 19h “Pernas de Perfil” (EUA, 1932, 1h22) Dir. Edward Sedgwick 21h “Sherlock Jr.” (EUA, 1924, 44 min) Dir. Buster Keaton “O Teatro” (EUA, 1921, 22 min) Dir. Buster Keaton, Edward F. Cline Quarta-feira (14) 16h Curtas 1: “A Casa Áspera”, de Roscoe ‘Fatty’ Arbuckle e Buster Keaton; “A Noite de Núpcias”, de Roscoe 'Fatty' Arbuckle; “O Cozinheiro”, de Roscoe 'Fatty' Arbuckle 17h30 “Amores de Estudante”, Dir. James W. Horne, Buster Keaton (EUA, 1927, 1h06) 19h “Marinheiro de Encomenda”, de Charles Reisner, Buster Keaton (EUA,

1928, 1h11) 20h30 “O Homem das Novidades” (EUA, 1928, 1h09) Dir. Edward Sedgwick, Buster Keaton Quinta-feira (15) 15h Curtas 3: “A Casa Assombrada”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “Má Sorte”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “O Grande Sinal”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “A Cabra”, de Buster Keaton e Malcolm St. Clair 17h “A pantera cor de Rosa” (EUA, 1963, 1h55) Dir. Blake Edwards. Sessão Comentada 20h “Deu a Louca no Mundo” (EUA, 1963, 2h41) Dir. Stanley Kramer Sexta-feira (16) 16h “Doughboys” (EUA, 1930, 1h19) 17h30 “O Noivo Cara-Dura” (EUA, 1929,

1h16) Dir. Buster Keaton e Edward Sedgwick 19h “Boxe por Amor” (EUA, 1926, 1h11) Dir. Buster Keaton 20h30 Curtas 2: “Uma Semana”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “O Condenado 13”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “O Espantalho”, de Edward F. Cline e Buster Keaton; “Vizinhos”, de Edward F. Cline e Buster Keaton

Neste sábado (10) 19h “Apocalypse Now” (EUA, 1979, 2h33) Dir. Francis Ford Coppola Domingo (11) 17h Um Lugar Qualquer (2010, EUA, 1h37) Dir. Sofia Coppola 19h “O Poderoso Chefão – Parte III” (EUA, 1990, 2h42) Dir. Francis Ford Coppola

(*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Quarta-feira (14) 19h30 “O Selvagem da Motocicleta” (EUA, 1983, 1h34) Dir. Francis Ford Coppola

MOSTRA COPPOLA – FRANCIS E SOFIA (*)

Quinta-feira (15) 19h30 “O Homem Que Fazia Chover” (EUA, 1997, 2h15) Dir. Francis Ford Coppola

Sexta-feira (16) 19h30 “Drácula de Bram Stoker” (EUA, 1992, 2h08) Dir. Francis Ford Coppola

Terça-feira (13) 18h Curtas: “A espera”, de Léa Furtado; “FicThe Edge”, de Alexandra Averyanova; “Adela”, de Evangelina Montes; “Trato”, de Gisela Denise Benenzon 19h30 Curtas: “Do Outro Lado Do Muro”, de Izabela Galuppo; “A Pedra”, de Ana Lúcia Carvalho; “Entre os ombros”, de Carolina Castilho; “Sobre Vivências”, de Rafaella Rique, Luciana Metri, Thatiana Santos, Aline Nogueira

(*) Mis Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINECLUBE ARANHA (*) Terça-feira (13) 19h30 “The Watermelon Woman” (EUA, 1997, 1h30) Dir. Cheryl Dunye

Quarta-feira (14) 18h Curtas: “Do Corpo da Terra”, de Júlia Mariano; “Ama”, de Silvina Estévez, “Simbiose”, de Júlia Morim 19h30 “Lírios Não Nascem Das Leis” (BRA, 2017, 1h05) Dir. Fabiana Leite

(*) Mis Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

Quinta-feira (15) 16h30 Curtas: Cabeças Falantes, de Natasha Rodrigues; “Arremate”, de Éthel Oliveira; “Marias”, de Yasmim Dias da Silva 18h Curtas: “Jesus Bird”, de Mayara Mascarenhas, “Carta Sobre o Nosso Lugar Mulheres do Vila Nova”, de Rayane Penha; “Real Conquista”, de Fabiana Assis, “Tia Ciata”, de Mariana Campos e Raquel Beatriz 19h30 “Diário de Classe” (BRA, 2017, 1h12) Dir. Maria Carolina da Silva

4ª MOSTRA DE CINEMA FEMINISTA (*) Neste sábado (10) 15h “Las Mujeres Decidem” (EQU, 2017, 1h) Dir. Xiana Yago 17h Curtas: “Dois Pesos”, de Rejane Neves; “Quando a Gente Chegar Lá”, de Rachel Daniel; “Aquele Disco da Gal”, de Juliana Curvo; “A Casa de Ana”, de Marcella De Finis e Clara Ferrer 19h Curtas: “Ofrendas y Hallazgos”, de Paz Bustamante, “Niñas De Uchituu”, de Helena Salguero Vélez, “TEKOHA - som da terra”, de Valdelice Veron Domingo (11) 15h Curtas: “As Pastoras”, de Juliana Chagas; “(Re) Existência”, de Beatriz da Silva; “Alternância”, de Geilane de Oliveira; “Mayra está bem”, de Juliana Lima; “The Sun Park” de Tatiana Ospina Holguin; “Deconstrucción. Crónicas de Susy Shock”, de Sofìa Bianco 17h Curtas: “Diga a meu pai que eu estou bem”, de Bruna Fracascio; “Se A Tia Deixasse”, de Braga Flora; “Seria Melhor Se Você Tivesse Morrido”, de Marcella De Finis e Clara Ferrer; “Ween du Rausgecht”, de Nuria Gómez Garrido 19h “Quarto Camarim” (BRA, 2016, 1h41) Dir. Camele Lyra Queiroz e Fabricio Silva Ramos

Sexta-feira (16) 16h30 Curtas: “Mercadoria”, de Carla Villa-Lobos; “Revejo”, de Láisa Freitas; “De Frente para o Mar”, de Dayane Tropicaos; “Xitara”, de Diana Svintiskas 18h Curtas: “Historiografia”, de Amanda Pó; “Tailor”, de Calí Dos Anjos; “In The Wall”, de Rafaellla (Afioco) Gnecco; “Clandestino”, de Sofía Rocha; “A Gente Nasce Só de Mãe”, de Caru Roelis 19h30 “Dancing with Mônica” (DEN, 2017, 1h16) Dir. Anja Dalhoff (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

VENCEDORES DO OSCAR EM CARTAZ FOX/DIVULGAÇÃO

O DESTINO DE UMA NAÇÃO (Darkest Hour, Reino unido, 2018, 2h06, 12 anos) Dir. Joe Wright. Com Gary Oldman, Ben Mendelsohn, Kristin Scott Thomas. Em 1940, com o Reino Unido perdendo a guerra para os nazistas, Winston Churchill assume como primeiro-ministro e precisa convencer o partido e o país a resistir à derrota. Ganhador do Oscar de melhor ator, maquiagem e cabelo. Ponteio 4: 18h30

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water, EUA, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Guillermo del Toro. Com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins. Durante a década de 60, em meio aos grandes conflitos políticos e as grandes transformações sociais ocorridas nos Estados Unidos, Elisa, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Ganhador do Oscar de melhor filme, diretor, designer de produção e trilha sonora. BH Shopping 10: 15h40 BH Shopping 7: 21h40 Big Shopping 4: 18h15 (*) Boulevard 1: 18h40 e 21h15 Cidade 8: 13h10 e 18h15 Diamond 1: 13h30, 18h50 e 21h45 Partage Shopping Betim 3: 22h10 Pátio Savassi 6: 12h30, 15h45, 18h30 e 21h20 Ponteio 4: 16h

VIVA - A VIDA É UMA FESTA (*)

“A Forma da Água” e seu diretor, Guillermo del Toro, foram contemplados com o prêmio da Academia

(*) Sessões dubladas

descobre a intensidade do primeiro amor quando Oliver, orientando de seu pai acadêmico, vem passar o verão com eles em sua casa no interior da Itália. Ganhador do Oscar de melhor roteiro adaptado. Belas 2: 21h30

ME CHAME PELO SEU NOME

UMA MULHER FANTÁSTICA

(Call Me By Your Name, França/ Itália/ EUA/ Brasil, 2018, 2h13, 14 anos) Dir. Luca Guadagnino. Com Armie Hammer, Michael Stuhlbarg, Timothée Chalamet. Em 1983, Elio, jovem de 17 anos,

Dir. Martin McDonagh. Com Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody Harrelson. Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes decide chamar atenção para o caso alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. Ganhador do Oscar de melhor atriz e ator coadjuvante. Belas 2: 14h, 19h Del Rey 6: 18h30 Diamond 1: 16h20 Minas 3: 14h10 Pátio Savassi 4: 13h20, 16h10, 19h10, 21h50 Ponteio 4: 13h50, 21h10 Ponteio Premier: 18h50

(Una Mujer Fantástica, Chile/ Alemanha/ Espanha/ EUA, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Daniela Vega, Francisco Reyes, Luis Gnecco. Marina é uma garçonete transexual, mas seu

verdadeiro sonho é ser uma cantora de sucesso e, para isso, canta durante a noite em diversos clubes de sua cidade. Isso até seu namorado morrer inesperadamente. Ganhador do Oscar melhor filme estrangeiro. Ponteio 2: 16h20, 21h Ponteio 2: 14h10, 18h40

Década de 1950. Reynolds Woodcock é um renomado estilista que, ao lado da irmã Cyril, veste a realeza e a elite britânica. Mas tudo muda quando ele conhece a forte e inteligente Alma, que vira sua musa e amante. Ganhador do Oscar de melhor figurino. Diamond 2: 15h10, 18h Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 21h10

TRAMA FANTASMA (Phantom Thread, EUA, 2019, 2h11, 14 anos) Dir. Paul Thomas Anderson. Com Daniel Day-Lewis, Lesley Manville, Vicky Krieps.

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, EUA, 2018, 1h56, 14 anos)

(Coco, EUA, 2018, 1h45, livre) Dir. Lee Unkrich, Adrian Molina. Menino de 12 anos que quer muito ser um músico famoso, mas precisa lidar com sua família, que desaprova seu sonho. Determinado a virar o jogo, ele acaba desencadeando uma série de eventos ligados a um mistério de 100 anos. Ganhador do Oscar de melhor canção e melhor animação. BH Shopping 1: 12h40 Contagem 5: 15h Del Rey 5: 14h40 Partage Shopping Betim 3: 17h10 Pátio Savassi 2: 13h40 (*) Sessões dubladas


conteúdo especial

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O LIVRO ACOLHE, ABRIGA E ENSINA>População apoia iniciativa do SetraBH através de gestos solidários

Campanhaseexpandeechega a250millivrosemfevereiro FOTOS SETRABH/DIVULGAÇÃO

“Compartilhe seus conhecimentos. Doe seus Livros. Vamos cuidar das próximas gerações”. O slogan,estampadona Drogaria das Américas, localizada no bairro Santa Maria, na região Oeste de Belo Horizonte, ilustra com exatidão a dimensão alcançada pela campanha O Livro Acolhe, AbrigaeEnsina,criadapeloSindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH). Idealizado pelos proprietários do estabelecimento, Miguel Bueno e Beatriz Couto, o slogan surgiu do desejo de contribuir para o incentivo à leitura entre os jovens e acabou por motivar os moradores do bairro a seguir o mesmo caminho. Como resultado, 900 livros vindos da Drogaria das Américas já foramincorporadosàsobrasarrecadadas pelo SetraBH em Belo Horizonte. Fortalecidapor sentimentossemelhantesdeproprietários de outros estabelecimentos comerciais, de creches e delivrarias,dediretoresdefaculdades,escolas, fundações, empresas e de uma infinidade de pessoas físicas, a campanha O Livro Acolhe, Abriga e Ensina arrecadou até o final do mês de fevereiro mais de 250 mil livros. “Os moradores apoiaram a campanha e a farmácia se transformouemlocaldearrecadação de doações”, comemora Beatriz, explicando que a decisão de apoiar a campanha veio da constatação de que é necessário o engajamento de todos em ações que visem a educação das crianças e adolescentes. “Oque estáfaltandono paísé educação”, resume. Exemplo semelhante deramosproprietáriosdaLivraria Ferreira, localizada no centro de Belo Horizonte. Ponto de referência para quem mora nas proximidades, a livraria colabora com a campanha O Livro Acolhe, Abriga e Ensina desde o seu lançamento em dezembro de 2016. Seu Ferreira, como éconhecidono bairro,apesar de já ter arrecadado cerca de 2.200 obras, garante que não pretende diminuir o ritmo Da Redação

dasarrecadações.“Osfrequentadoresjáseacostumaramafazer doações”, explicou. Entreos parceirosdoSetraBH, há também fundações e instituições de ensino, como Fundação Itaú, Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cetec), Unopar, Faculdade Pitágoras, Faculdade Promove e Fundação Torino, na doação de obras. E foi em meio aos alunos da Faculdade Pitágoras que surgiu mais um exemplo criativo de engajamento na campanha O Livro Acolhe, Abriga e Ensina. Idealizado pelos calouros da instituição, o “trote solidário” criou competições cujo objetivo é arrecadar livros. Pela segunda vez consecutiva, eles promovem a ação solidária, que se estenderá até 10 de abril. Já foram 81.427 livros entregues a 249 a creches, escolas, faculdades, casas de atenção à terceira idade, bibliotecas municipais e comunitárias e unidades de ressocialização de março a maio de 2017; outros 164.500 livros arrecadados em Belo Horizonte desde de outubro de 2017 e 5.500 publicações recebidas em Betim, na região metropolitana, totalizando251.427 obrasliterárias e didáticas. As primeiras obras já entregues beneficiaram 53.370 pessoas em Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Paraopeba e São Joaquim de Bicas. Ação conjunta, criatividade e parceria das empresas, entidades e instituições permitiram ao SetraBH incluir as escolas rurais entre as futuras beneficiadas com os repasses de livros. ONDE DOAR Os livros destinados à campanha poderão ser entregues, até o final de março de 2018, em qualquer um dos cerca de 3.000 ônibus do sistema de transporte coletivo de Belo Horizonte, aos atendentes das bilheterias das Estações do BHBus e do Move, nas garagens das empresas associadas ao SetraBH ou na sede do SetraBH (rua Aquiles Lobo, 504, Floresta). EmBetim,utilizandoafacilidade de coleta e transporte oferecida pela Viação Santa Edwiges, a campanha receberá, até junho de 2018, doações nos veículos da empresa e em sua garagem localizada na rua Espirito Santo, 655, bairro Decamão. As doações poderão serrealizadastambémnoSesi/ Senai do município (avenida Amazonas, 55, centro), na Câmara de Dirigentes Lojistas de

Exemplo

Miguel Bueno, proprietário da Drogaria das Américas, incentiva a doação no bairro Santa Maria

Betim (rua Vicência Maria de Jesus,375,Jardim daCidade), naTrevisoVolvo(RodoviaFernão Dias, s/n, KM 492,5, Betim Industrial) e na Betim Card do Terminal Rodoviário (Rodovia Fernão Dias, 1450, São João).

SAIBA MAIS Participe. As escolas rurais de Minas Gerais e as instituições e entidades interessadas em receber livros deverão entrar em contato pelo telefone (31) 3248.7035. Em Betim, os interessados deverão fazer contato pelos telefones (31) 3539.5100 e (31) 99604.7579. Site. O SetraBH disponibilizou link para que os doadores da campanha O Livro Acolhe, Abriga e Ensina possam saber quais entidades ou instituições receberam os livros doados até o momento: www.olivroacolhe.com.br.

“

Os moradores apoiaram a campanha e a farmácia se transformou em local de arrecadação de doações.” Beatriz Couto, proprietária da Drogaria das Américas

Calouros e professores da unidade Antônio Carlos da Faculdade Pitágoras promovem o trote solidário para arrecadar livros


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BELO HORIZONTE 10 a 16 de março

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estilo DESAFIO >Mulheres encaram a estatura como um dilema na hora de escolher peças no mercado MARIELA GUIMARÃES

É fato que o mercado da moda está mais disposto a criar roupas pensando nas especificidades de cada biotipo. Um bom exemplo é em relação ao mercado plus size – que vem ganhando os holofotes com marcas que se preocupam com quem está acima do peso e quer andar no compasso das tendências. Porém, diante do “padrão” de mulher alta e magra difundido pelas passarelas da maioria das marcas, ainda falta representatividade para as mulheres pequenas, que veem a estatura como um dilema para se vestir. Alguém que ilustra bem essa situação é a empresária Déborah Trindade, 34. Ostentando seu 1,54 m de altura, ela é considerada uma mulher baixa, pelo menos aqui, no Brasil, – em que a

Medindo 1,54 m, a estudante Paula Albuquerque lida com as calças que sempre são compridas demais

MARIELA GUIMARÃES

Lorena K. Martins

Só para baixinhas estatura média é de 1,60 m, de acordo com artigo publicado em 2016 pela revista científica “eLife”. Por causa disso, a procura por peças em lojas comuns pode provocar um impasse: as calças compridas ficam com as barras se arrastando pelo chão, mangas de camisas são mais longas do que os braços e a camiseta vira vestido. “Não digo que tenho muita dificuldade de encontrar roupa, mas quase sempre preciso fazer algum ajuste nas peças que adquiro. E é um processo um pouco desgastante, uma vez que, além de com-

prar uma roupa, acabo tendo outro custo para adaptá-la ao meu tamanho”, conta Déborah, para quem a atividade de levar calças e vestidos para dar bainha na costureira se tornou rotina. “Se eu precisar de uma roupa hoje, para uma ocasião especial, eu vou encontrar dificuldade se eu optar por comprar um vestido longo ou calça. É um pouco frustrante, porque eu ainda preciso esperar disponibilidade na costureira para adaptá-la, e, por isso, minhas escolhas acabam ficando limitadas: preciso optar pelas peças de comprimentos mais curtos”, desabafa. Quem também compartilha dos mesmos percalços de fazer compras tendo menos de 1,55 m é Daniela Fernandes, diretora da mostra de cinema Curta Circuito. Assim como Déborah, ela vai às lojas já pensando nos ajustes. “Percebo que nem sempre as marc a s criam modelagens e estampas com a possibilidade de serem adaptadas às pessoas de baixa estatura. Quando dou bainha em um vestido, acabo cortando demais e modifico a modelagem da peça inteira. E acabo sempre precisando me adaptar à peça, sabendo que aquela roupa não foi pensada pra mim, e isso me decepciona”, la-

Para Daniela Fernandes, tudo é uma questão de adaptação: as camisetas acabam virando vestidos

menta ela, que também encontrou uma saída provisória para driblar a espera na costureira. “Uso fita crepe para dar bainha nas calças. É uma solução ‘express’ para quando você bate o olho na peça e já quer sair com ela no corpo”, sugere. DEMANDA Lá fora, muitas marcas já entendem essa questão da diversidade de tamanho e estão focadas em fazer roupas especialmente para as baixinhas – casos como o da Stature, da Petite Studio e da Reformation. Mas, infelizmente, aqui, no Brasil, é uma realidade mais distante – não por falta de público. Esse foi, inclusive, um dos desafios para a figurinista da TV Globo Ellen Milet ao criar modelos para a personagem Estela, da trama “O Outro Lado do Paraíso”, interpretada pela atriz Juliana Caldas, que é anã – sua altura é 1,22 m. “As marcas de moda mais comerciais não são nem um pouco generosas com quem não tem o padrão estético da magra e alta. Todo mundo que tem proporções diferentes tem dificuldades para se vestir. Vejo isso muito na novela: tenho mais de 60 tipos de corpos diferentes para vestir. É sempre mais difícil se você é cheinha, muito baixa, muito alta, com quadril largo...”, enumera. Ainda existem muitas barreiras de produção para que lojas voltadas para um mercado espe-

cífico, como era com o público plus size, se multipliquem. Aos poucos, algumas marcas começam a trabalhar mais pela demanda. A Dzarm, por exemplo, criou uma versão de calça flare batizada de “petite”, ideal para mulheres de altura média de 1,60 m e que não demanda ajuste de bainha, uma vez que a modelagem característica está toda concentrada na barra. Mesmo com os pequenos avanços presentes nas vitrines, a estudante Paula Albuquerque, 24, ainda sente falta de opções nas araras que não precisem do auxílio de uma costureira e, automaticamente, otimizem o tempo. Ela relembra sua experiência recente como vendedora em uma loja ao se deparar com clientes igualmente baixas. “A pessoa não saía da loja com a roupa pronta para usar, ainda precisava ter um gasto a mais para reformar. E ainda tinha a insegurança de levar em alguma costureira e não ter um resultado satisfatório. Pelo menos indicávamos uma de confiança e que ficava perto da loja, para incentivá-la a usar a peça”, conta. Para ela, o mercado tem dificuldades em termos de roupas que prezam a diversidade de biotipos, mas tudo está na forma como se encara a situação. “Tem a parte pessoal de se permitir e não ficar presa a regras fixas. Uso o que eu tenho vontade e o que me faz sentir bem”, defende.


estilo

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JOÃO COTTA/TV GLOBO

LEO FONTES

Estilo x altura: dilema em trama global

O figurino de Estela, interpretada pela atriz Juliana Caldas, foi adaptado a seu tamanho, uma vez que não existem marcas dedicadas a pessoas com nanismo

A atriz Juliana Caldas, 30, dá vida a Estela na trama global “O Ouro Lado do Paraíso” e, além da missão de representar as pessoas com nanismo por meio de seu papel, também quebra padrões ao mostrar uma personagem com peças carregadas de informações fashion. O trabalho de compor o estilo confortável e democrático de Estela foi feito por meio de uma parceria entre a atriz e a figurinista Ellen Milet para que as peças caíssem bem – por isso, algumas foram feitas sob medida e outras foram compradas e adaptadas ao tamanho de Juliana. “Demorei para entender o que vestia bem, mas a Ju me ajudou muito. Ela conhece bem o corpo dela, é muito inteligente, bem-humorada, e, à medida que eu fui conhecendo ela melhor, também fui entendendo o que funcionava. Assim, passamos a mexer menos nas peças pron-

GUIA ONLINE: MARCAS FOCADAS EM BAIXA ESTATURA

A Petite Studio é específica para mulheres pequenas, e é possível encontrar peças nos tamanhos P, PP e PPP

FOTOS INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

A Stature vende suas peças em seu próprio site. O endereço online também conta com um tutorial para tirar as medidas

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Além de proporcionar peças com comprimento ideal para as baixinhas, a Reformation Petite também é sustentável

tas, e a confecção ficou mais fácil”, conta a figurinista sobre o processo. Para a segunda fase da personagem, peças mais modernas entraram em cena – além da própria Estela, que ganhou ainda mais destaque na trama. Tops de biquíni, camisas no estilo quimono e acessórios – que permitem repetir a roupa com ares repaginados – foram adicionados. “Gostamos bastante do resultado, e cheguei à conclusão de que não tem diferença nenhuma entre vestir alguém mais baixo ou mais alto. Você tem que conhecer suas proporções independentemente do tamanho e fazer os ajustes necessários para que a roupa fique bem e você se sinta bonita e confortável. Uma costureira é fundamental. Eu não vivo sem uma boa costureira. A Ju também não”, brinca Ellen.

Um dos dilemas comuns para a empresária Déborah Trindade: camisas com mangas longas demais, que escondem as mãos


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shopping

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crônica

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vida leve Anjos e demônios inha amiga me liga para dizer que deixou de ver noticiários nacionais no horário nobre da TV. Não aguenta mais tanta desgraça! “Será que não tem nada de bom para mostrar?”, me diz desanimada. Sou obrigada a concordar e me pergunto: será que, no meio de tantos capetas, não existem uns anjos para dar o ar da graça? Anjos para aliviar o clima, dar esperança, sacudir a poeira e nos mostrar como melhor superar adversidades? Anjos que nos apontem bichos, árvores, descobertas de curas, que irradiem espiritualidade... Anjos bombeiros que apaguem os fogos e os males da alma. Anjos que não citem desgraças, que extirpem da política os mal-intencionados; que, no lugar de crimes e cadeias, falem de educação e histórias de superação. Anjos que expliquem por que as drogas são umas drogas, que as bebidas e o fumo matam e, por isso, devem ser evitados. Que sejam os “anjos das estradas”, emergindo no local de

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acidentes provocados por inconsequentes; anjos que nos apontem soluções antes de trazer problemas. Anjos que sorriem mais, que não se deixam contaminar pelos males dos demônios que nos rodeiam. Precisamos de mais anjos em nossas vidas, em nossas notícias. Manchetes positivas, cenas que nos encantem e nos levem a sonhar. Que nossos pensamentos sejam irrigados por ondas otimistas, sem medos, sem entregar os pontos. Somos bem mais que esses demônios, protagonistas em nosso dia a dia. Políticos vestidos de cordeiros, se comparando a Jesus Cristo, que se apossam do alheio, deixam-se subjugar pelo poder, perdem a noção, caem na vala comum e, no fim de tudo, enriquecem os podres e desmantelam os pobres. Depois reclama por não terem liberdade de sair às ruas, almoçar num restaurante ou entrar num avião sem serem importunados. Se andassem na linha, nada disso aconteceria. Forças demoníacas incomodam, oprimem, fazem mal a quem busca a verdade, o valor da simplicidade, o sentimento puro do amor.

Laura Medioli laura@otempo.com.br

HELVIO

Que os anjos nos despertem para uma nova era, em que o bem impere. Que os bons princípios, éticos e morais, sejam seguidos, e os de-

mônios, à espreita de novas investidas, se percam para sempre no lamaçal de maldades e mentiras que eles próprios criaram.

Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


SWITZERLAND TOURISM/DIVULGAÇÃO

WPáscoa. Celebrações na mineira Araxá e em Pomerode (SC). Págs. 4 a 6 WEstreia. Viagens incríveis: Nicarágua sob o olhar de Rafael Romeiro. Pág. 12 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 10/3/2018

A nova Suíça

Zurique, Lausanne e Lucerna se atualizam com a revitalização de prédios e equipamentos urbanos Págs. 8 a 11


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

Football Is Great no Mineirão FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Thomas Nemes (cônsul geral britânico em BH), Vijay Rangarajan (embaixador do Reino Unido) e Malcolm Griffiths (Visit Britain)

Rita Rico (a cônsul do escritório diplomático dos Estados Unidos em Belo Horizonte) e Samuel Lloyd (diretor do Mineirão)

Futebol e música foram a combinação perfeita para os torcedores que compareceram ao Mineirão no último domingo, 4 de março, para assistir aos jogos Atlético x Cruzeiro e Manchester City x Chelsea, clássicos do futebol mineiro e do inglês, respectivamente, transmitidos ao vivo por um telão. De quebra, os convidados assistiram ao show de Aggeu Marques e banda The Yesterdays, hoje considerada o melhor cover dos Beatles no Brasil. Aexperiência, inédita, serviu para lançar a campanha Football Is Great, que vai nortear as ações do Visit Britain, órgão oficial de promoção de turismo do Reino Unido. “Essa é uma campanha nacional, e estamos usando o futebol para atrair mais brasileiros ao Reino Unido”, afirmou Thomas Nemes, cônsul geral britânico em Belo Horizonte. “Os britânicos têm muitas similaridades com os mineiros, eles gostam de rock e futebol”, acrescentou.

Números

Malcolm Griffiths (Visit Britain), Cristiano Jardim (BH Airport), Thomas Nemes (cônsul geral britânico em BH) e Samuel Lloyd

Fernando Meira Dias (diretor-presidente do Grupo Master) foi acompanhado do filho Felipe Dias (Master Turismo) e dos netos

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Premiada de BH

A Latam Travel premiou os agentes de viagens que mais se destacaram em vendas em 2017 na campanha Voe Alto. A ação, dividida em duas fases, contou com a participação de aproximadamente mil agentes e supervisores de toda a rede de franquias. De Minas, na categoria Sudeste, a premiada foi Ana Carolina Teixeira, da loja Latam Travel do Minas Shopping.

Fabrício Rodrigues, Ana Carolina Teixeira, Rodrigo Leal, Fátima Sousa e Bruno Viana

No ano passado, o Reino Unido recebeu 187 mil brasileiros. Desse volume, apenas 12% eram originários de Minas. “Em 2017, o aumento de brasileiros no Reino Unido foi de 37%”, revelou o embaixadordo Reino Unido no Brasil, Vijay Rangarajan, que veio de Brasília para prestigiar o evento. Na ocasião, teve ainda degustação de cervejas inglesas, como Montana Red e Cornish Orchards, do icônico prato fish & chips e de um típico café britânico. Rangarajan afirmou que Brasil e Reino Unido têm ligações comerciais importantes, além de parcerias nas áreas de ciência e inovação. “Precisamos estimular essa parceria em todas as direções”, disse o embaixador, lembrando

as palavras da primeira-ministra britânica, Theresa May, na época em que anunciou a saída do país da União Europeia. Na ocasião, ela enfatizou que o Reino Unido precisava ser um país mais acessível, “que ultrapasse as fronteiras da Europa”.

Pacote Com lançamento nacionalem BeloHorizonte,a campanha Football Is Great tem até pacote formatado para Manchester, Liverpool e Londres, em parceria com a Abreu Viagens, com preço a partir de R$ 4.336, incluindo ingresso para uma partida da Premier League, tour pelo estádio do Manchester United, entrada para o Beatles Story, em Liverpool, e almoço no estádio do Chelsea, além de seis noites de hospedagem com café da manhã e viagem de trem na primeira classe. Em maio, lembrou Malcolm Griffiths, representante do Visit Britain no Brasil, o casamento do príncipe Harry com a atriz Rachel Meghan Markle também vai servir para criar um interesse em torno do Reino Unido. Atualmente, enfatizou Griffiths, existem cerca de 21 voos semanais que ligam São Paulo e Rio de Janeiro à capital britânica. “É muito fácil se conectarao Reino Unido”,resumiu. Sobre a escolha do Mineirão para o lançamento da campanha, Thomas Nemes lembrou que, embora a Inglaterra tenha perdido a partida para os Estados Unidos disputada no estádio na Copa do Mundo de 1950, o Gigante da Pampulha erapalco perfeito para a celebração, o que foi comemorada por Samuel Lloyd, diretor do Mineirão e ex-diretor do Visit Britain. Ele lembrou que a paixão pelo futebol é o que une historicamente Brasil e Reino Unido.

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Aggeu Marques e a banda The Yesterdays tocaram sucessos dos Beatles para os convidados depois do final dos jogos

Entre comes e bebes britânicos, uma “paella caipira” foi especialmente preparada para aguçar o paladar dos anfitriões

Entre os convidados do camarote do Visit Britain no Mineirão estavam empresários como Gustavo e Flávia Rangel

Também prestigiaram o evento do Visit Britain em BH: Glauber Dias e Armando Júnior, criadores da startup HiPositive

Recorde

Salão de Turismo

Segundo dados do Ministério do Turismo, os turistas estrangeiros injetaram US$ 779 milhões na economia brasileira em janeiro. Esse é o maior valor para o primeiro mês do ano em toda a série histórica, iniciada em 1990. Comparado com os demais meses, a receita com o turismo internacional só não foi maior que junho e julho de 2014, meses da Copa do Mundo, quando o montante foi de US$ 793 milhões e US$ 785 milhões, respectivamente.

No próximo dia 16, a Associação Brasileira de Agências de Viagens de Minas Gerais (Abav-MG) promove a 12ª edição do Salão do Turismo. O objetivo do evento é disponibilizar, para órgãos de turismo, operadoras, rede hoteleira, companhias aéreas, locadoras e demais segmentos, a possibilidade de oferecer seus produtos para um público especializado.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 10 de março de 2018


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

Férias

Compre e pague 60 dias depois Plano de Férias com 60 dias para pagar. É a nova modalidade de pacotes lançados pela CVC em que o consumidor garante a viagem agora e só começa a pagar em 60 dias. A condição de pagamento é válida para as compras efetuadas até 28 de fevereiro, que s e soma à opção de parcelamento em até 12 vezes, já oferecida pela operadora. A campanha contempla mais de 1.000 destinos nacionais e internacionais, além de locação de carro, cursos no exterior e seguro-viagem. Consulte o site www.cvc.com.br. PAULO CAMPOS

Hotéis (I)

Descontos de até 30% Para estimular a antecipação de reservas, a rede Meliá lançou a campanha Compra Antecipada, que oferece descontos de até 30% em seus hotéis ao redor do mundo. São mais de 350 hotéis em destinos como São Paulo, Brasília, Buenos Aires, Miami, Orlando, Nova York, Lisboa, Paris, Londres, e resorts all inclusive em Cancún, Punta Cana e Cuba, entre outros.

Hotéis (II)

Benefício para clientes fiéis Os descontos da campanha de Compra Antecipada serão concedidos apenas a clientes MeliáRewards (programa de fidelidade da rede), nas reservas até 20/12/2018, e com hospedagem até 28/2/ 2019 nos hotéis participantes, mediante disponibilidade e mínimo de três noites. Descontos e diárias variam de acordo com o hotel. Consulte http://bit.ly/2oMm30y ou 0800-892-4095.

turismo

Santa Catarina

Festa da Páscoa acontece até o dia 1° de abril A Osterfest, em Pomerode, é a principalcelebração da ressurreição no Brasil;nesta edição, a expectativa éatrair um público de 200 mil pessoas Da redação Inspirada nas tradições alemãs – trazidas pelos imigrantes que colonizaram o Vale do Itajaí, em Santa Catarina –, a Osterfest de Pomerode, que começou no último dia 1° e vai até 1° de abril, de quinta a domingo, não só é a maior festa de Páscoa do Brasil como chega à décima edição com um recorde. Em 2017, foi inscrita no “Guinness” com a maior árvore de Páscoa de casquinhas de ovos naturais do mundo, superando a da cidade alemã de Rostock. Tal façanha deveu-se à “osterbaum” (árvore da Páscoa, na tradução do alemão) montada com 82.404 casquinhas. Neste ano, para manter o título, a árvore do município pioneiro no Brasil recebeu mais de 100 mil casquinhas. Muitas delas foram pintadas por crianças da rede de ensino municipal, na oficina de montagem que compõe parte da programação voltada para os moradores da cidade. Agora, quem for prestigiar a festa – que, somente no fim de semana de inauguração, recebeu mais de 20 mil visitantes –, vai poder apreciar uma cidade superdecorada e curtir algu-

mas atividades como toca do coelho, apresentação de grupos folclóricos e musicais, competições típicas, contação de histórias e muitas outras atrações destinadas às famílias, principalmente para aquelas que têm crianças pequenas.

Oficinas e brincadeiras Na programação, ainda estão previstos oficinas de biscoitos, de cestinhas de Pás-

DANIEL ZIMMERMANN/DIVULGAÇÃO

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coa, de tornearia e de osterbaum, trenzinho, passeio de pônei e pintura facial para as crianças, além da brinquedoteca Calesita e de ações especiais em comemoração aos 10 anos da Osterfest, que espera atrair 200 mil pessoas. “Este ano a Osterfest teve sua área ampliada em 50% – inclusive da área coberta – e temos mais opções de gastronomia. Conseguimos ver o encanto da Osterfest contagiando quem esteve em Pomerode”, observou o presidente da Associação Visite Pomerode (Avip), Manfredo Goede, satisfeito com o público do primeiro fim de semana. SILVIO KLOTZ/DIVULGAÇÃO

Crianças pintam casquinhas em oficina

PREFEITURA DE POMERODE/DIVULGAÇÃO

Exposição de osterbaum e sorteio de casquinha Uma das ações comemorativas da 10ª edição da Osterfest será a exposição, na Galeria Municipal de Artes Ervin Curt Teichmann, de ovos de cerâmica decorados por mais de 20 artistas da Associação Pomerodense de Artistas Plásticos. O público poderá eleger o ovo artístico mais bonito da exposição. E, de quebra, podem concorrer ao sorteio de um ovo artístico produzido por Silvana Pujol, artista consagrada em pintura de ovos em diferentes tama-

nhos. Após a festa, os ovos serão encaminhados para entidades beneficentes, para serem leiloados. Outra exposição aguardada sobre o tema Páscoa, que está no Museu Pomerano, é a de réplicas das osterbaum de edições anteriores da festa, produzidas por artesãos do núcleo Feito à Mão. Os turistas também poderão conferir, no Teatro Municipal, o certificado do “Guinness”, obtido com a maior árvore de Páscoa de casquinhas naturais do mundo.

Passeio de carroça é um dos atrativos de Pomerode, destino ideal também para quem curte atividades radicais


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 10 de março de 2018

Na Osterfest, árvores de Pomerodes são enfeitadas com casquinhas de ovo decoradas

WILLIAM BUCHOLTZ/DIVULGAÇÃO

Prédios enxaimel e esportes

Mesmo crianças bem pequenas ajudaram na decoração da Osterfest 2018

Saiba mais Gastronomia. Os visitantes ainda podem aproveitar para conhecer os restaurantes locais, muitos especializados na legítima culinária alemã. Compras. Em Pomerode, você encontra diversas lojas de chocolates, porcelana, velas

semiartesanais, roupas, utensílios domésticos, objetos em madeira, temperos finos, queijos fundidos, cervejas artesanais (estima-se 300 rótulos), cristais e suvenires típicos. 0 Programação completa da Osterfest: pomerode.com.br.

Conhecida como “a cidade mais alemã do Brasil”, Pomerode reserva ao visitante história e arquitetura enxaimel. São mais de 300 casas nesse estilo, o que levou a prefeitura a reivindicar o título de município fora da Alemanha, com o maior número de construções enxaimel. Com pouco mais de 25 mil habitantes (segundo Censo de 2015) – a maioria de descendentes de cidadãos vindos da Pomerânia, região que ocupava o norte da Alemanha e a Polônia –, a cidade tem a maior quantidade de imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) entre as cidades que integram os Roteiros Nacionais de Imigração, compostos por museus e casas de cultura, assim como memoriais e monumentos. Lá, também não deixe de visitar o Zoo Pomerode e o morro da Turquia, além de experimentar o passeio de charrete. Para os radicais, ainda há muitas atrações como canyoning, rapel, cascading e tirolesa, além de praticar trekking, mountain biking, cicloturismo, cavalgada e pesca esportiva.


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turismo

Minas Gerais

Páscoa Iluminada de Araxá chega à quinta edição com extensa programação Eventoacontece neste mêsde março,e a estimativa é que 30 mil pessoasvão acompanhar as apresentaçõesno Grande Hotel Antônio Anderson Um dos principais patrimônios históricos do Brasil, o Tauá Grande Hotel de Araxá recebe neste mês de março a quinta edição da Páscoa Iluminada. O

grupo Fratello, formado por atores da cidade, conta a história de Jesus Cristo desde o nascimento, passando pela morte na cruz e a ressurreição, através de projeções de imagens em 3D mapeadas na fachada de ho-

tel. Trata-se da maior atração nesse formato realizada no Brasil. O show de luzes, imagens e sons encantou os turistas de várias partes do país que foram se hospedar no Grande Hotel, além de moradores de Araxá e região, que doaram um quilo de alimento não perecível para acompanharem a inauguração do espetáculo, no último fim de semana. Segundo Lizete Ribeiro, diretora Comercial e de Marke-

ting da Rede Tauá de Hotéis, o evento tem, entre outros objetivos, a finalidade de fomentar o turismo e a economia da cidade e ajudar instituições locais.

Expectativa “Nas edições anteriores, tivemos um público estimado em 100 mil pessoas. Para este ano, estamos esperando 30 mil”, afirmou Lizete, destacando que o hotel opera com uma ocupação de 60% neste período.

A Páscoa Iluminada 2018, que envolve cerca de 35 pessoas (entre atores, bailarinos e músicos), custou aproximadamente R$ 1,5 milhão. “Fizemos uma criação coletiva para chegar a este espetáculo. Todos falamos e discutimos ao mesmo tempo e, no final, conseguimos o nosso objetivo”, afirmou Josceleno Silva, diretor artístico do grupo Fratello e que, na peça, representa Jesus Cristo. REDE TAUÁ/DIVULGAÇÃO

Páscoa Iluminada está na quinta edição, com show de luzes, encenações e baile

Saiba mais Destino termal. Distante cerca de 364 km de Belo Horizonte, a cidade de Araxá, no Alto Paranaíba, faz parte do Circuito das Águas de Minas Gerais. As termas de Araxá ficam localizadas dentro do Grande Hotel e são um convite aos turistas, que encontram diversas opções de banhos e tratamentos estéticos com água radioativa, de efeito relaxante. Dentro das termas do Grande Hotel fica o Salão da Mandala, destinado a relaxar os turistas. Gastronomia. A culinária é outra atração para quem visita Araxá. Os pratos tiveram, primeiro, influência dos índios, dos portugueses e dos tropeiros. Posteriormente, também foram adicionados pratos de influência de imigrantes espanhóis, italianos e árabes, além, é claro, dos doces. Espetáculos Segundas-feiras (20h): “Jesus: Paixão Vida e Luz!” Quartas-feiras (20h): “Páscoa Lago Show: do Caos ao Cosmos” Quintas-feiras (20h): “Paixão de Cristo: um Cordel no Sertão” Sextas-feiras (20h): “Jesus: Paixão Vida e Luz!” Sábados (20h): “Páscoa Lago Show: do Caos ao Cosmos”

Hotel vira referência para eventos temáticos A 5ª edição da Páscoa Iluminada de Araxá consolidou o Tauá Grande Hotel como uma das principais referências do país em eventos temáticos. Os turistas e moradores da cidade e região ti-

veram a oportunidade de acompanhar quatro espetáculos lúdicos, marcados por música, teatro e efeitos tecnológicos. No último dia 2, durante a apresentação da vida de Jesus Cristo, com ima-

gens projetadas na fachada do prédio, a emoção tomou conta do público. Essa emoção ficou bem explícita nos olhos marejados de uma senhora de 78 anos, conhecida pelas amigas como dona Jô, que saiu

de Franca, no interior de São Paulo, para acompanhar o espetáculo. “Já vi várias encenações sobre a vida de Cristo, mas igual a esta foi a primeira vez”, disse. Os espetáculos apresentados foram “Jesus: Pai-

xão, Vida e Luz”, “Baile da Beja”, “Páscoa Lago Show: do Caos ao Cosmos”, “Paixão de Cristo: um Cordel no Sertão” e a conhecida e cheia de fantasia “Vila do Coelhinho”, que recebe crianças de quinta a domingo, das 16h30 às 18h.

Serviço Preço. Diárias para dois adultos no Grande Hotel, com pensão completa, custam a partir de R$ 854 em apartamento superior, com cortesia para duas crianças de até 8 anos no mesmo apartamento. Pacote. Para o feriado da Semana Santa, o pacote com três noites, nas mesmas condições, sai a partir de R$ 3.949,95. Informações e reservas: (34) 3669-7020 ou www. taua.com.br.


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Mercure

Festival de pratos mineiros O Sargas Restaurante, no Mercure Hotel Belo Horizonte Lourdes (av. do Contorno, 7325, Lourdes), lançou o menu especial Festival Carona Brasil de Pratos Mineiros em homenagem aos 15 anos do grupo vocal Carona Brasil, que apresentará o show “Em Tempo de Folia”, com convidados, em 8 de março. O menu especial será servido no almoço e no jantar, de 8 a 14/3. Inf.: (31) 3298-4150 . MERCURE /DIVULGAÇÃO

turismo

Arcos em Lausanne concentram várias opções de vida noturna

Suíça

Saudável caos em meio a modernidades As cidades de Zurique, Lausanne eLucerna serenovam com muitas atraçõescosmopolitase uma vida noturnaque prima pela animação Emiliano Urbim Agência O Globo

Logo após pousar no aeroporto de Zurique, os passageiros precisam pegar um trem subterrâneo que leva à alfândega e às bagagens. Na estação onde se aguarda o metrô, um telão anuncia a chegada dele em contagem regressiva, segundo a segundo. E ninguém se surpreende que, no instante em que o cronômetro mostra zeros piscantes, o trem surge ao lado da plataforma de embarque. A impressão é que tudo na Suíça funciona com a precisão de seus famosos reló-

gios. E é justamente essa ideia que a indústria de turismo do país quer desfazer. Montes nevados, campos verdes, queijos e chocolates agora dividem lugar com uma saudável desordem. Nessa “nova Suíça”, destacam-se os bairros cosmopolitas e endereços descolados de Zurique e as animadas ladeiras de Lausanne, cidade medieval e universitária com vida noturna pulsante. Até a pacata Lucerna tem novidades para apresentar. Além do renovado comércio local, próximo à vila histórica foi inaugurado um dos maiores

complexos turísticos da Suíça, o Bürgenstock Resort. “Os grandes atrativos da Suíça sempre foram os esportes de inverno, as paisagens do interior, a culinária regional. Mas gostaríamos de destacar que se trata de um país moderno, vizinho dos grandes centros da Europa, que também tem seu lado moderno e inovador”, diz Christina Gläser, gerente de marketing do escritório brasileiro da Switzerland Tourism, órgão dedicado a promover o país no exterior. De acordo com o Switzerland Tourism, esse destino europeu é cada vez mais procurado por viajantes do Brasil. Entre janeiro e julho

IVO SCHOLZ/SWITZERLAND TOURISM/DIVULGAÇÃO

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de 2017, a visita de brasileiros à terra dos Alpes e lagos cresceu 25% na comparação com o mesmo período do ano anterior. Apesar da crise, em 2016 foram 232 mil pernoites, com uma permanência média de 2,4 noites por pessoa no país. “A Suíça fica no coração da Europa. Nossa ideia é

que os viajantes se deem conta disso e, durante uma viagem longa, tenham nosso país como base enquanto utilizam nosso excelente sistema de transporte para conhecer outras partes do continente”, diz Andy Nef, gerente de marketing do Swiss Travel System. EMILIANO URBIM/AGÊNCIA O GLOBO

Espaço multiuso ao ar livre em Zurique fica lotado ao pôr do sol

Zurique: pequena grande cidade europeia repaginada A Suíça tem 8 milhões de habitantes e nenhuma metrópole. Por razões que vão da forte economia regional à abrangência de transporte público, a população é bem distribuída pelo território. Zurique, maior cidade do país, só tem 400 mil habitantes. Mas quem passa em seu centro na hora do rush pode jurar que são muitos mais. Pelas cinco da tarde, os bares e magazines ao longo

da Bahnhoffstrasse estão lotados, as calçadas têm gente dos cinco continentes, as ruas se enchem de carros, VLTs e bicicletas. Nos outros bairros, impressiona a variedade de restaurantes, centros culturais e estabelecimentos comerciais. Zurique pode não ser Londres, Paris ou Berlim, mas é uma versão em miniatura dessas capitais europeias. Antes considerada um

centro financeiro com muito trabalho e pouca diversão, nos últimos anos a cidade foi repaginada. Empresas de outros setores abriram escritórios ali, levando diversidade para a “fauna urbana”. Ao mesmo tempo, uma política agressiva de revitalização urbana e subsídios habitacionais fez com que bairros antes decadentes se tornassem um ímã de novos negócios e jovens moradores.


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ELISABETH REAL/ZÜRICH TOURISM/DIVULGAÇÃO

Euros e francos suíços (a moeda oficial) são aceitos, mas o primeiro costuma ser mais caro

País é a soma das partes Loja vende produtos locais e orgânicos no tradicional mercado de Zurique

Badalação alternativa e compras Renascença. O melhor exemplo da renascença de Zurique é o Distrito 5, na zona oeste. Ali, antigas fábricas, armazéns e prédios públicos foram ocupados por lojinhas descoladas, galerias de arte, casas de shows, mercearias especializadas e startups. Multiuso. Aliás, pode-se encontrar todas essas atrações em um mesmo local: Im Viadukt (O Viaduto, em alemão). Sob os arcos dessa passagem de trens, acham-se de roupas de jovens estilistas a garrafas de porcelana do gim suíço Turicum. Ali também está o Markthalle (mercado coberto), que reúne lanchonetes e produtos frescos. Fim de tarde. Mas o happy hour mais animado da cidade, ao ar livre e com pôr do sol, é no Frau Gerolds Garten (Jardim da Senhora Gerolds), um grande terreno baldio ao lado

da linha férrea que se converteu em espaço multiuso, com bares improvisados, onde as estrelas são cervejas fortes e linguiças de todo tipo. O curioso é que no entorno das mesas há hortas comunitárias, brechós, uma biblioteca e, nos dias mais quentes, até uma piscina com ondas artificiais. O lugar ainda é vizinho da famosa loja das bolsas de lona Freitag (sexta-feira, em alemão), erguida com contêineres reciclados empilhados. Distrito 4. Outra região interessante é o Distrito 4, bairro com 40% de imigrantes. Na movimentada Langstrasse instalouse um hotel da rede alemã 25hours. Quem quer agitação hospeda-se ali. A animação começa na própria decoração, um caleidoscópio de referências pop. No térreo, tanto o bar como o restaurante de comida oriental atraem uma turma que, se não é hipster, gostaria de ser.

O país cresceu a partir da associação de regiões autônomas, chamadas de “cantões”. Hoje, a Confederação Suíça é uma república dividida em 26 cantões, cada um com soberania para decidir sobre variados assuntos – inclusive a língua. Há quatro idiomas oficiais. Cerca de 63% dos suíços falam alemão (e o dialeto suíço-alemão); 23%, francês; 8%, italiano; e 0,5%, romanche, em vias de extinção. Os 5,5% restantes não têm essas opções como primeira língua – nada grave em um lugar onde a maioria fala bem inglês. O fato é que, dependendo da parte do país em que você estiver, vai encontrar uma atmosfera bem diferente. Quando você parte rumo ao oeste, não é só o nome que muda de Schweiz para Suisse. Enquanto Zurique é uma cidade média que respira ares de minimetrópole, em Lausanne a sensação é de um ritmo de vida bem menos estressante. A brincadeira ouvida por lá é que, na parte alemã, há regras para tudo; na parte francesa, há meras sugestões.


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turismo EMILIANO URBIM/AGÊNCIA O GLOBO

Lucerna Mais dicas

Tradição renovada

Sustentável. Outra dica é perder-se pelas ruazinhas da cidade e conhecer o comércio sustentável suíço: lojas de design que priorizam material local, chocolaterias artesanais (só o cacau é importado) e, claro, as famosas fábricas de relógios. Na sede da pequena Chronoswiss, aberta à visitação, acompanha-se o trabalho dos relojoeiros.

e resort no alto da montanha Situada na porção germânica do país,a cidade guarda um imponente acervoarquitetônico medievale umaexuberantenatureza alpina Emiliano Urbim Agência O Globo

Boa parte dos brasileiros que passa por Lucerna experimenta uma sensação estranhamente familiar. Não por acaso: várias construções de Campos do Jordão (SP), Teresópolis (RJ), Gramado (RS) e outras “suíças brasileiras” se inspiraram na arquitetura típica dessa cidade histórica. Mas nada se compara à versão original, uma linda cidade de 75 mil habitantes no miolo da porção germânica do país. Cercada de belos lagos e

a meio caminho dos Alpes, Lucerna já era visitada, no início do século XIX, por ingleses que se encantavam com os prédios medievais e as orlas do rio Reuss e do lago Lucerna, excelentes locais para contemplar a paisagem. O grande cartão-postal da cidade é o conjunto formado pela Kapellbrücke e o Wasserturm – respectivamente, a Ponte da Capela, feita de madeira e toda coberta, e a Torre da Água, que parece um pedaço de castelo colocado no meio do rio. No passado, as duas construções protegeram a cidade de barcos invasores;

hoje, são atacadas por visitantes e suas câmeras.

‘Wagner esteve aqui’ Um passeio pelo centro histórico, ali ao lado, é uma viagem no tempo. O comércio mais moderno é abrigado em casarões antigos. Em um canto, surge a fachada de uma farmácia de 1530. Em outro lado, vê-se um pelourinho onde eram castigados os criminosos e pecadores. Na saída desses quarteirões ancestrais, uma placa de um restaurante chinês informa: ali já foi uma taberna, frequentada pelo compositor clássico alemão Richard Wagner (1813-1883). Também vale visitar o monumento do Leão. Escultura de pedra feita na parede de uma rocha, a obra de arte é uma homenagem a soldados suíços massacrados durante a Revolução Francesa.

Na montanha. Ao atravessar o lago Lucerna, chegase (via trem funicular) a um dos maiores empreendimentos turísticos do país: o Bürgenstock Resort, investimento qatariano de 550 milhões de francos suíços (ou R$ 1,8 bilhão) inaugurado em 2017, que ocupa o topo da montanha que lhe dá nome. Ali, já funcionou um hotel que hospedou Sophia Loren, Audrey Hepburn e Sean Connery. Hoje, o resort reúne três hotéis (um de luxo, um spa e um de turismo médico), 68 residências, campo de golfe, lojas de grife e 12 restaurantes. Prédio de 1530 no centro de Lucerna já foi farmácia e hoje é loja de roupas


turismo

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LUCIA DEGONDA/SWITZERLAND TOURISM/DIVULGAÇÃO

Lausanne

Escadaria aos pés da Catedral de Notre-Dame, em Lausanne

Noite agitada Situada à beira do lago Léman, ela fervetão logo osol se põe, atraindoturistas e boêmiosde toda a Suíçae até depaíses vizinhos Agência O Globo

Oficialmente, The Great Escape é um bar de esportes em Lausanne, onde torcedores de várias nacionalidades bebem pints e assistem a seus times do coração ou de conveniência. Na prática, o bar e seus aparelhos de TV são apenas um detalhe. O que ferve mesmo é sua área externa – lá, o jogo é outro. No pátio ao lado de uma escadaria medieval, reúne-se uma pequena multidão de universitários, turistas e boêmios dispostos a solucionar a mesma questão premente: qual é a boa da noite? Lausanne é conhecida por suas várias opções de baladas. Gente de toda a Suíça – e até de países vizinhos – vai até a cidade de 150 mil habitantes às margens do lago Léman para curtir restaurantes, bares e boates que se distribuem por suas ladeiras. Algumas casas noturnas ficam instaladas sob os arcos que marcam o centro, e há também muitas opções no distrito vizinho, o revitalizado Flon. Durante o dia, quem quiser esticar o passeio encontra nos arredores simpáticos balneários e até vinhedos centenários. Nem sempre a diversão reinou, claro. Durante séculos, Lausanne foi vítima de

ataques externos, motivo pelo qual os moradores foram se mudando cada vez mais para o alto da colina vizinha. Isso explica porque a cidade foi construída morro acima, com largas e longas ladeiras. Até o metrô é inclinado. Destaque do skyline, a Catedral de Notre-Dame é de 1235. Construída como santuário católico, ela foi “convertida” ao protestantismo durante a Reforma. Hoje, além de templo religioso, ela é também um centro cultural, recebendo eventos musicais durante o ano. Seu órgão de 7.000 tubos e seu vigia, que do alto da torre avisa à cidade que “são 22h e está tudo bem”, figuram entre os orgulhos da cidade.

Lavaux (II)

Trem circula pela paisagem Um jeito bacana de conhecer os vinhedos é desembarcar no vilarejo de Lutry, almoçar um típico filet de perches e, perto do cais, pegar o Lavaux Express, o trem turístico que circula de abril a outubro, passando em meio aos parreirais, e para no caminho para quem quiser degustar o vinho e apreciar a paisagem.

Como chegar Centro histórico Alguns metros à frente, basta descer a Escaliers du Marché (Escadaria do Mercado) e você estará no centro histórico. Nas quartas-feiras e nos sábados, suas ruas íngremes recebem uma grande feira de rua. O evento atrai pequenos produtores de toda a Suíça, que oferecem, além de hortifrutis e flores, quitutes das culinárias francesa, alemã e italiana. Na região de Quaid’Ouchy está o Museu Olímpico, ideal para quem curte a história do esporte. O prédio moderno tem mostras interativas e equipamentos utilizados por campeões dos jogos.

Visite a região de vinhedos Do lago Léman saem barcos para os vilarejos próximos, que formam a região vinícola de Lavaux. Poucos minutos após a partida, já se desfruta de uma paisagem incrível. Surgem bairros afastados, pontes e trens até os vinhedos. Por seu tempo de existência (com origem no século XI) e construção em vários níveis, são Patrimônio da Humanidade pela Unesco.

na cidade medieval

Emiliano Urbim

Lavaux (I)

Aéreo. A Swiss tem bilhetes (ida e volta) do Rio de Janeiro a Zurique com preços a partir de US$ 1.633. Pela Air France/KLM, a passagem sai a R$ 5.323. Tarifas pesquisadas para o fim do mês de março, com taxas. Swiss Travel Pass. Meio prático (e mais econômico) para utilizar em todos os trens, ônibus e barcos do transporte público da Suíça. Com preços a partir de 234 euros (válido por três dias, 2ª classe) a US$ 689 euros (15 dias, 1ª classe). Inclui excursões gratuitas para os Alpes e entrada em museus.


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viagens incríveis rafael@fvo.travel

Paisagens e hotéis singulares na Nicarágua FOTOS RAFAEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO

Poucos brasileiros têm a Nicarágua como destino dos sonhos, ainda mais quando se pensa em viagens de alto padrão. Esse lado inusitado pode ser mais um argumento a favor do país, juntamente com a simpatia dos nicaraguenses, os preços baixos, as paisagens incríveis e os hotéis que, por si só, já valem a viagem. O Morgan’s Rock Hacienda & Ecolodge, na Costa Esmeralda, no litoral do Pacífico, é uma propriedade de mais de 1.500 mil hectares, mas com apenas 18 acomodações. Tudo ali é pensado para minimizar os impactos na natureza. Os bangalôs, de arquitetura única, interagem com a floresta densa que desce até o mar. A maior parte deles brinda os hóspedes com uma vista incrível para a praia privativa do hotel, com mais de 1 km de comprimento. Embora a água por essas bandas do Pacífico não seja turquesa, como se esperaria de uma praia caribenha, o conjunto da obra cria um cenário encantador, além das várias possibilidades de atividades e experiências. A região é famosa por suas ondas, que estão entre as melhores da América Central. O hotel disponibiliza pranchas e aulas de surfe, além de barco para levar os hóspedes a outras praias ou a um passeio para contemplar o sol se pondo no mar, entre um gole e outro das cervejas artesanais da região. O Morgan’s tem uma média de quase dez funcionários para cada bangalô, o que, naturalmente, reflete na qualidade do serviço, mas também mostra a política dos proprietários de contribuírem para o desenvolvimento da população local. As origens francesas dos fundadores podem ser no-

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tadas à mesa: há toques mediterrâneos mesclados à cozinha tradicional nicaraguense, com o uso de mais de 90% de produtos orgânicos, de produção própria. Pode-se optar por tomar o café da manhã na fazenda da propriedade, aprendendo a preparar tortilhas em um fogão a lenha com as cozinheiras locais. Para o jantar, a mesa pode ser montada na praia, iluminada por tochas e luz de velas. Mais romântico impossível. Os bangalôs, enormes, lembram casas na árvore. Com bela vista do mar, a maioria tem piscinas privativas, de borda infinita, e cama suspensa na varanda. Um dos grandes destaques do hotel (e da Nicarágua) é o custo-benefício. A diária para casal em bangalô com piscina privativa é de US$ 345 na baixa temporada. Contrariando a máxima do “quem converte não se diverte”, um produto similar no Brasil custaria mais que o dobro.

quick tips

Natureza

Na terra de vulcões No caminho para a Costa Esmeralda, o vulcão Masaya é um dos poucos no mundo em que é possível chegar de carro até o topo. Dos mirantes, debruçado sobre a cratera, é possível admirar a lava vermelha borbulhando no fundo em meio à fumaça. Para aqueles que se dispuserem a visitá-lo à noite, a visão é ainda mais incrível.

História

Uma parada em Granada

San Juan San Juan del Sur, a principal vila de pescadores da região, tem recebido cada vez mais turistas, sobretudo surfistas em busca de suas famosas ondas. Essa mistura cria um interessante mix de artesãos locais com artistas estrangeiros e de restaurantes rústicos de frutos do mar com bares descolados. Nessa área, fica outro hotel que está colocando a Nicarágua na rota das celebridades: o Mukul Beach Golf & Spa, de alto padrão de serviço e exclusividade, porém com estilo menos rústico. Todas as 35 vilas tem sua própria piscina e algumas acomodações chegam a ter mais de mil metros quadrados.

Granada vista do campanário da Iglesia de la Merced, com catedral e lago Cocibolca ao fundo

Panamá

W Rafael Romeiro, diretor da FVO Travel, escreve toda segunda semana de cada mês sobre turismo de luxo e roteiros personalizados.

Outra parada imperdível é a cidade colonial de Granada, batizada em homenagem à homônima na Andaluzia. Parte do casario histórico abriga bons restaurantes e ateliês de artesanato. Os calçadões servem de palco para músicos locais, que animam os terraços dos bares no fim da tarde. Casarões antigos foram convertidos em pequenos hotéis de charme.

Caminho para o jantar na praia privativa do Morgan’s Rock

“O Morgan’s Rock tem em média dez funcionários para cada bangalô. É uma taxa impressionante para alguns dos melhores hotéis do mundo”

Capital ganha hotel-butique Principal rota rumo a Caribe e América Central, a Cidade do Panamá é pouco explorada pelos brasileiros. Muito além de shoppings e arranhacéus, Casco Antíguo tem linda arquitetura e ótimos restaurantes e bares. Para completar, acaba de ganhar o La Concordia, um hotel clássicocontemporâneo, de apenas 10 quartos, em um prédio de quase 200 anos de história.

Brasil

Nordeste terá hotel Six Senses

La Calzada, a rua mais animada e colorida de Granada, somente para pedestres e bicicletas

Piscina privativa de um dos bangalôs do Morgan’s Rock

Diretores da Six Senses, rede tailandesa de hotéis e spas, estiveram em BH em fevereiro para encontrar os principais parceiros no mercado turístico. Entre os vários projetos para os próximos anos, está a primeira unidade na América do Sul, que abrirá as portas em 2021 na região de Baía Formosa, ao sul de Natal, no Rio Grande do Norte.


W Moto. Triumph revela nova geração da Speed Triple na Europa. Páginas 22 e 23

IGOR VEIGA

W Superesportivo. Porsche 911 Targa 4 GTS é testado no México. Páginas 16 e 17 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 10/3/2018

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Opção racional

Versão 1.6 MSI do novo VW Polo oferece bom custo-benefício e pinta como a ideal para quem não está disposto a pagar mais de R$ 70 mil pelo modelo. Páginas 18e 19


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Meu amigo Charles... AUDI/DIVULGAÇÃO

Nesta semana, peço licença ao amigo leitor (a) para prestar uma homenagem ao jornalista e assessor de imprensa Charles Marzanasco Filho, que por 25 anos ajudou a construir a imagem da marca Audi no Brasil. Agora que Charles parte para novos desafios, o momento é mais do que apropriado para fazer público o reconhecimento ao trabalho sempre tão bem feito, e, principalmente, ao cuidado com que sempre tratou, sem discriminação, os jornalistas automotivos. Escrevo sem medo de errar. Foi esse apoio e o crédito ao trabalho de muitos profissionais que estavam apenas iniciando, a razão para que hoje alguns dessestenham chegado tão longe e com suas carreiras consolidadas em uma área sempre tão concorrida, como é a cobertura do setor de veícu-

los. Sobrinho do também jornalista Heitor Feitosa, foi pela admiração ao tio o motivo pelo qual Charles decidiu seguir a profissão. Fez de tudo um pouco, como todos nós na fase inicial de carreira. Mas se encontrou, de verdade, na revista “Quatro Rodas”, quando passou a viver o universo dos automóveis e das competições. Fez assessoria para vários pilotos, até conhecer Ayrton Senna, uma relação que seguiu com a família mesmo após o precoce falecimento do piloto, em maio de 1994. Foi justamente nesse ano que Ayrton passou a ser o representante oficial da Audi no Brasil e convocou Charles para as relações com a imprensa. No comando da operação Audi Brasil, Leonardo Senna, irmão do piloto, ao lado de Marzanasco, inovaram o conceito de comunicação até então utilizado por outros fa-

bricantes. Começaram enxergando uma grande vitrine de oportunidade ao expor a marca para potencias clientes que frequentam durante os meses de junho e julho a fria Campos do Jordão, em São Paulo. E foi em um mês de junho, há mais de vinte anos, que tive o prazer de conhecer o Charles. Convidado para conhecer a ação que a Audi promovia em Campos do Jordão, fui apresentado a ele no aeró-

Até hoje, sempre que tenho que passar aperto dentro de um helicóptero, me recordo de meu amigo Charles, que deixa como legado em sua passagem pela Audi do Brasil uma história bem-sucedida nas relações da marca com a imprensa.

dromo de Campo de Marte, em São Paulo, de onde levantaria voo o helicóptero da família Senna rumo à cidade paulista. Marinheiro de primeira viagem, fui surpreendido com a novidade (voar de helicóptero). Fiquei mais seguro imaginando que Charles era assíduo dessas viagens, e que durante o voo, eu poderia sobrepor o medo perguntando algumas curiosidades que sempre quis saber sobre o mito Ayrton Senna. Assim que o helicóptero subiu, suando frio e morrendo de medo, comecei a bombardear Charles de perguntas. Por todo tempo, de São Paulo até o pouso nos jardins de uma mansão em Campos do Jordão, alugada pela Audi, Charles respondia monossilabicamente a todos meus questionamentos. Não desgrudava as mãos do apoio e nem mudava o olhar, sempre fixo em direção ao hori-

zonte. Cheguei a pensar: – Puxa, que assessor metido, esnobe! Só porque foi amigo do Senna?! Qual nada, assim que descemos Charles, com as mãos molhadas de tanta tensão me diz com o melhor sotaque paulistano: – Ôh meu, nem ouvi o que você me dizia, não penso em nada. Só na hora que este treco vai descer e desligar o motor. E, assim, eu já tinha o perdoado. É muito bom para o setor contar com um assessor que mesmo beirando os 60 anos continua com a cabeça fervilhando de ideias. Charles, tenho certeza que sua trajetória profissional está longe de se encerrar e que ela seguirá por muitos anos ainda, emprestando seu talento e disposição, agora, para outro fabricante. Estamos juntos!

CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

Inscrições abertas

Chance de aprender Jorlan Chevrolet promove neste mês, em Belo Horizonte, cursos gratuitosde mecânica exclusivos para mulheres clientes da montadora Cursos de mecânica gratuito para mulheres clientes Chevrolet está com inscrições abertas; primeiro será no dia 10, na Jorlan da Pedro II Da redação As concessionárias Jorlan, em Belo Horizonte, realizam neste mês de março mais um curso de mecânica voltado exclusivamente para as mulhe-

res. E o melhor, é gratuito. O curso foi criado especialmente para clientes que possuem um Chevrolet e que têm interesse em executar melhor alguns serviços básicos de seu veículo. A Jorlan Chevrolet acre-

dita que com essa iniciativa é possível que as mulheres, por exemplo, ampliem suas visões sobre os carros e ao mesmo tempo saibam lidar com determinadas situações que a farão identificar sozinhas as reais necessida-

des do veículo, sem o intermédio de algum conhecido. Além das mulheres saírem cheias de conhecimentos, elas ainda ganharão brindes especiais da Jorlan e receberão dicas de maquiagem e produtos da em-

presa L'Bel. Todas as clientes que fizerem o curso ganharão uma oxi-sanitização em seu veículo. O curso de Mecânica para Mulheres será ministrado neste sábado (dia 10) na Jorlan da avenida Pedro II, dia

17, na Jorlan Belvedere, e dia 24 de março, na Jorlan do bairro Coração Eucarístico. É só escolher o local e a data e fazer a inscrição pelo telefone (31) 2122-3095 ou pelo WhatsApp(31) 99431-7009.


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

WIKIHOW/DIVULGAÇÃO

Serviço

Trate

Vícios na direção destroem a vida útil da embreagem

bem o pedal Cinco dicas simples que ajudam a evitar o desgaste prematuro da embreagemnos carros equipados comcaixade transmissão manual Igor Veiga É queixa comum nas concessionárias a necessidade de troca prematura de componentes da embreagem do carro. Não há um tempo exato para que isso aconteça, mas, por muitas vezes, o problema não é de fábrica e costuma estar na forma como o motorista conduz o veículo, sobretudo na cidade. Entre várias situações, um dos hábitos ruins do motorista é o de segurar o

veículo em ladeiras, fazendo o conhecido “controle de embreagem”. A prática pode levar ao desgaste excessivo das áreas de atrito da embreagem, platô e volante do motor. Para evitar esse desgaste, o ideal é não ter vergonha de usar o freio de mão e só utilizar a embreagem na saída e nas trocas de marcha. De acordo com o último boletim técnico divulgado pelo Cesvi/Mapfre (Centro de Experimentação e Segurança Viária), outro vício

prejudicial é o de dirigir com o pé apoiado no pedal da embreagem. No longo prazo, esse hábito pode reduzir a vida útil do conjunto de embreagem. Ao trocar de marcha, tire o pé da embreagem lentamente, respeitando a característica do veículo. E, se for manter uma mesma marcha por um longo período, deixe o pé descansando ao lado do pedal, e não sobre ele.

Suavidade é o segredo Soltar o pedal da embrea-

gem rápido demais também pode gerar danos, porque a prática pode provoca trancos no carro. Isso faz com que os coxins do motor sejam forçados e danificados com o tempo. Como nas outras situações já citadas, querer dar uma de piloto radical e tirar o pé muito rápido do pedal, com o passar do tempo, prejudica as engrenagens da caixa de câmbio e pode danificar o disco de embreagem. Com o motor em rotação muito alta, devese evitar acionar a embrea-

gem ou liberar o pedal dela muito devagar. Conforme os especialistas, essa prática gera um atrito muito grande no conjunto, contribuindo consideravelmente para o desgaste prematuro de toda embreagem. Se você sentir trepidações ao tirar o pé da embreagem, isso pode indicar desgaste, perda de material e até mesmo a quebra de molas do conjunto. O ideal é procurar rapidamente uma oficina para evitar danos maiores no volante do motor.

Durabilidade Cidade x estrada. A durabilidade da embreagem depende de vários outros fatores. Em geral, carros que só rodam na cidade, por exemplo, desgastam o conjunto mais rápido do que veículos que usam mais as estradas, o que não exige trocas constantes de marcha. Em média, as embreagens são projetadas para durar de 100 mil a 150 mil km.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

Mercado

Kwid reembala nas vendas O Renault Kwid parece ter se recuperado do baque que sofreu no mercado com os problemas na produção, que geraram dois recalls. O compacto fechou fevereiro como o quinto modelo mais emplacado no Brasil, com 4.505 unidades. O número é um alento para Renault, que viu o Kwid ficar fora da lista dos dez mais vendidos até janeiro. Em setembro de 2017, após sua estreia no Brasil, ele chegou a ser o segundo carro mais vendido no país. RENAULT/DIVULGAÇÃO

Sexismo

super motor

Internacional

Foguete alemão

R$

763 mil Porsche 911 Targa 4 GTS

com o melhor de dois mundos Porsche 911 Targa 4 GTS se destaca entre as 23 versões do superesportivogermânico; modelo acelerade 0 a 100 km/h em 3,7 s Luis Hernández Exclusivo para a Auto Press

Especificamente no segmento dos superesportivos, são poucos os carros que, com o passar dos anos, conservam a mesma designação que lhes foi imposta em sua criação. Porém, dentro da gama dos veículos que levam essa tradição, o modelo número 1 é o 911, que, por mais transformações que tenha sofrido desde 1964, sempre é reconhecido como

Mulheres têm salário menor

um legítimo “novecentos e onze” a nível mundial pelos entusiastas automotivos. Além disso, não há outro esportivo na atualidade que disponha de tantas versões como o Porsche 911, que contempla uma gama de 23 variantes. Isso quer dizer que, do mesmo modelo, pode-se optar desde um sóbrio 911 Carrera até um extremo 911 GT2 RS. Nesse vastíssimo espectro, é possível escolher o carro por quantidade de potência, tipo de tração e carroce-

ria cupê ou conversível, bem como por variantes que se assemelhem o mais próximo de um carro de corrida.

Força bruta Ao colocar na balança todas as opções que existem na atualidade, do 911, tanto em relação à força quanto em configuração de carroceria, pode-se destacar a versão Targa 4 GTS. Primeiro porque, por ser um targa, oferece o melhor de dois mundos: tem característiacs de cupê e de conversível. Segundo, ele fica entre as versões Turbo e Carrera quando se fala em potência. E, por último, oferece um desempenho bruto, mas dócil quando necessário em caso de uso diário. Com a quantidade de su-

percarros que superam com facilidade os 600 cv de potência, talvez venha o pensamento de que o 911 Targa 4 GTS fique devendo com seu motor de 450 cv. Mas isso não é verdade. Partindo da grande relação peso/potência que esse modelo alemão oferece, as arrancadas são realizadas de forma vertiginosa acompanhadas do ronco furioso do motor. Para se ter ideia, a agulha do velocímetro demora apenas 3,7 segundos para acelerar de 0 a 100 km/h. Obviamente, esse desempenho não tem a ver apenas com a quantidade de cavalos, mas também pelo torque de 56 kgfm disponível já nas 2.000 rotações. (Colaboração de Victor Alves/Auto Press)

As mulheres têm salário até 33,8% menor do que os homens nas empresas automotivas. A conclusão é do inédito estudo Presença Feminina no Setor Automotivo, realizado pelo site Automotive Business. A pesquisam também descobriu que as mulheres são mais escolarizadas que os homens no setor. No entanto, só 40% das empresas entrevistadas contam com mulheres em cargos de diretoria e 13% apenas em posições de presidência ou vice-presidência.

Estados Unidos

Som de alerta será obrigatório Veículos híbridos e elétricos não poderão mais ser totalmente silenciosos, pelo menos nos Estados Unidos. O departamento de transportes do país determinou que esses carros, até a velocidade de 30 km/h, precisam emitir algum ruído ou som para alertar ciclistas, deficientes visuais e pedestres de uma maneira geral. As montadoras têm até setembro de 2020 para se adequarem às novas regras.

Modelo foi lançado no Brasil no ano passado com preço sugerido de R$ 763 mil

Interior do 911 Targa 4 GTS traz acabamento impecável e muita tecnologia embarcada

Diversão em tempos modernos Muito se diz que os superesportivos da atualidade não oferecem a mesma emoção de antigamente devido ao fato de que a maioria carece de um terceiro pedal. Ou seja, não têm mais câmbio manual. Mas a realidade é que é necessário se adaptar à realidade. O que não se pode negar é que nem um piloto nem a pessoa mais experiente, tratando-se de direção, podem fazer trocas

tão rápidas como faz a transmissão de dupla embreagem de sete velocidades que esse Porsche carrega. Aliado a uma capacidade feroz de arrancada, a mínima sensação de “turbolag” do seis cilindros 3.0 L, o ótimo trabalho da caixa de velocidades e os modos de condução fazem desse GTS superior na gama dos 911 pelo fato de oferecer tração nas quatro rodas e

uma largura de pneus 40 mm maior, o que proporciona mais estabilidade. Os sistemas de segurança, incluindo os freios, são suficientes para deixar o carro eficaz, até mesmo em sua velocidade máxima, que é de 307 km/h.

Fera domesticável Apesar de ter capacidades de carros de corrida, o 911 Targa 4 GTS também é

dócil para o uso diário graças a seu modo de condução “normal”. Como um bom esportivo, a baixa altura que tem em relação ao solo – 20 mm mais baixo que o 911 Carrera – e a configuração dos amortecedores orientados a uma condução esportiva permitem que as imperfeições da pavimentação do asfalto sejam sentidas com facilidade. (Auto Press)

Números Motor. 3.0 biturbo, a gasolina, do tipo boxer, com seis cilindros Potência máxima. 450 cv a 6.500 rpm Torque. 56 kgfm a partir dos 2.150 rpm a 5.000 rpm Câmbio. Automático de sete marchas. Veloc. máxima. 307 km/h


super motor

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

FOTOS PORSCHE/DIVULGAÇÃO

Modelo vem calçado com novos pneus esportivos de alta performance e rodas de liga leve aro 20

Painel de instrumentos destaca ao centro o conta-giros do motor

Motor boxer de seis cilindros tem 450 cv de potência


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

Corporativo

Porsche anuncia novo gerente Rodrigo Soares é o novo gerente de relações públicas e imprensa da Porsche no Brasil. Graduado em administração com MBA em marketing, Rodrigo iniciou sua carreira no setor automotivo em 2004. Em 2015, assumiu o cargo de gerente de vendas. “A Porsche é uma marca que proporciona experiências únicas através de sua esportividade e exclusividade, e nosso objetivo é estar cada vez mais presentes junto aos veículos de comunicação, aproximando a nossa história à de clientes e fãs da marca”, disse Soares. PORSCHE/DIVULGAÇÃO

De volta?

super motor

Avaliação

Bom de dirigir e com preço mais em conta Equipadacommotoraspirado1.6L, de117cv, versão intermediária do novo VW Polomostra ser a opçãodo modelocomo melhor custo-benefício Igor Veiga Testamos o novo Polo 1.6 MSI, a versão intermediária do hatch da Volkswagen com preço tabelado em R$ 56.090. Custando R$ 6.100 a mais que o Polo 1.0, trata-se da opção mais racional do modelo e de melhor custo-benefício dentre as quatro configurações disponíveis do novo hatch. O motor 1.6 aspirado e flex e o câmbio manual de cinco marchas oferecem um desempenho honesto. Bom

o suficiente para rodar tanto na cidade como na estrada, ele se destaca pela boa média de consumo, de 12 km/L com gasolina. O visual do Polo é discutível, mas chama atenção. No posto de gasolina, o frentista, por exemplo, achou que o carro ficou bem parecido com o Gol, sobretudo na traseira. Mas também houve quem valorizasse a personalidade do Polo, destacada pela parte dianteira e pelas laterais do carro. A Volks vende o peixe do carro tratando-o como um mini-Golf, mas o concei-

to que cai bem apenas à versão top de linha do Polo, a Highline 200 TSI, oferecida a partir de R$ 71.760. Ela é equipada com motor 1.0 TSI, turbo, de 128 cv, câmbio automático de seis marchas, além da controle de estabilidade e de tração e que tem como grande chamariz de vendas o painel de instrumentos digital, que é vendido à parte. Apesar de mais modesto, o recheio de itens de série do Polo 1.6 MSI é generoso. Além dos quatro airbags (presente em todas as versões), o modelo vem com direção elétrica, computador de bordo, sistema de som com bluetooth e entrada USB, chave-canivete, ar-condicionado manual, vidros elétricos com função um toque nos dianteiros, banco do

motorista com ajuste de altura e travas elétricas. Por mais R$ 2.670, o Polo 1.6 MSI ganha volante multifuncional, controle de estabilidade e de tração com assistente de partida em rampa, além de rodas de liga aro 15 e central multimídia com sistema de espelhamento Android Auto e Apple CarPlay. Completo, o Polo MSI 1.6 sai por R$ 58.760, são R$ 13 mil a menos em relação ao preço cobrado pela versão Highline. Ah! E sem assinar um cheque de valor maior, a versão 1.6 MSI oferece o mesmíssimo espaço interno das outras versões do carro, que, por sinal, é muito bom. O porta-malas de 300 L tem exatamente o mesmo tamanho dos rivais Fiat Argo e Hyundai HB20.

Modelo é produzido no Brasil e traz poucas diferenças visuais em relação à versão vendida na Europa

Ficou mais caro Tabela. Neste mês, o novo Polo sofreu o primeiro reajuste de preço. A versão que o Super Motor avaliou, por exemplo, ficou R$ 1.100 mais cara. No entanto, o maior aumento foi na versão Highline, que custava R$ 69.190 e agora sai por R$ 71.760.

Seat quer voltar à América Latina Marca espanhola subsidiária da Volks, a Seat pretende retornar ao mercado latino-americano, com forte interesse no Brasil e Argentina – países onde a Volkswagen possui fábricas instaladas. Fora da Europa, a marca hoje tem atuação só no México, onde os carros vendidos são todos importados da Espanha. No Brasil, a Seat atuou de 1995 a 2002. A marca vendeu por aqui os modelos Ibiza, Cordoba, Vario e Inca.

Motor 1.4 turbo

Polo e Virtus terão versão GTS Recém-lançados no mercado brasileiro, o novo Polo e o Virtus, terão uma versão GTS. As variantes esportivas dos modelos, segundo o presidente da Volkswagen no Brasil, Pablo Di Si, usarão novos motores 1.4 turbo. O executivo antecipou a informação em entrevista para a revista “Autoesporte”. Hoje, o motor 1.4 TSI equipa modelos como Golf e Jetta e entrega 150 cv de potência e 25,5 kgfm de torque.

Na rua, há quem diga que a traseira do Polo lembra e muito a do Gol; lanternas ajudam nesta confusão

Central multimídia com Android Auto e Apple CarPlay é opcional

Versão perde em conforto e estilo É bom destacar que o motor 1.0 flex da versão de entrada do Polo é o mesmo do Gol e rende 75 cv/84 cv, com gasolina e etanol, respectivamente. Quem já dirigiu um carro 1.0 e depois pulou para um 1.6, sabe que o desempenho do veículo muda completamente. No caso do Polo 1.6 MSI, com motor de 110/117 cv, a diferença de potência é bem significativa. Em relação ao acabamento interno, o Polo 1.6 MSI tem aparência mais

pobre que a Highline e um pouco melhor que a da versão 1.0 do modelo. No geral, o que mais pesa contra o 1.6 não é nem a falta do motor 1.0 turbo, mas sim a ausência do conforto proporcionado pelo câmbio automático de seis marchas da versão top, que dispensa comentários. Por ser um carro de quase R$ 60 mil, também era de se esperar que o Polo 1.6 MSI trouxesse de série alguns itens “básicos”, como retrovisores elétricos,

ajuste de altura da coluna de direção e sensores de estacionamento traseiro. Nada disso pinta sequer como opcional. Talvez uma clara estratégia da marca de forçar o cliente a olhar uma versão mais completa. Sem faróis de neblina, luzes diurnas em LED e rodas de liga leve aro 16, o novo Polo 1.6 também tem um visual mais basicão e menos descolado que a versão turbinada do carro, o que o deixa ainda mais com jeitão de Gol. (IV)

Versão 1.6 MSI não tem faróis de neblina ou luzes diurnas em LED


super motor

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

FOTOS IGOR VEIGA

R$

56.090 Novo Polo 1.6 MSI

Lanternas traseiras têm luzes convencionais, nada de LEDs

Ficha técnica Motor. 1.6 flex 16V, aspirado, quatro cilindros em linha. Potência. 110 cv (gasolina) e 117 cv (etanol) a 5.750 rpm. Torque. 15,8 kgfm (gasolina) e 16,5 kgfm (etanol) a 4.000 rpm. Câmbio. Manual de cinco velocidades. Dimensões. 4 m de comprimento 1,75 m de largura, 1,46 m de altura e 2,56 m de distância entre-eixos. Velocidade máxima: 189 km/h (gasolina) e 193 km/h (etanol). Médias de consumo. Cidade: 8,2 km/L (etanol) e 12 km/L (gasolina). Estrada: 9,5 km/L (etanol) e 13,9 km/l (gasolina).

Laterais trazem dois vincos marcantes nas portas; linha de cintura alta aumenta sensação de segurança

Vendas com curva para cima Os números falam por si só e comprovam que o novo modelo da Volks chegou ao mercado brasileiro fazendo muito barulho e tomando espaço entre os concorrentes. Lançado no Brasil no fim do ano passado, o novo Polo começou 2018 acelerado nas vendas. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), em janeiro, fechou o mês como o quarto carro mais vendido do país, com 6.632 unidades emplacadas. Posição que o modelo repetiu em fevereiro com outras 4.939 unidades emplacadas. (IV)

Versão 1.6 tem câmbio manual, mas vem com ar-condicionado, vidros e direção elétrica de série


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

super motor FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Modelo HD 80

Hyundai lança caminhão leve A Hyundai Caoa acaba de lançar no Brasil o caminhão leve HD 80. O modelo fabricado em Anápolis substitui o HD 78. Disponível em versão única, o HD 80 tem preço sugerido de R$ 118,8 mil, sem implementos. O caminhão utiliza um chassi reforçado que pode receber implementos variados, como carroceria aberta, plataforma de guincho, cesto aéreo, baús de carga seca, frigorífico e para food trucks. A capacidade de carga do caminhão é de 5.263 kg.

Transporte

São duas versões do modelo elétrico

Ecologia de resultados Mercedes-Benz já recebe na Europa encomendas para seu inédito Vitoelétrico; van traz motorde 113cv e temautonomiade 150 km Márcio Maio Auto Press

Custo

HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

Volkswagen

Constellation com novo pacote A linha de caminhões VW Constellation ganhou uma nova opção de pacote Robust, apresentado na última Fenatran, em outubro de 2017. Aplicável à versão cabine estendida, o pacote Robust confere novo parachoque, curto e metálico, além de maior ângulo de entrada ao modelo. O pacote Robust está disponível para a linha Constellation, desde o segmento de médios até pesados, englobando os modelos 13.190, 15.190, 17.190, 17.230 e 23.230.

O pilar principal para a escolha de automóveis comerciais costuma ser o custo operacional. Obviamente, aí entra a depreciação do veículo mas, principalmente, são computados os gastos com combustível e manutenção dos veículos. Mudanças nas legislações de algumas cidades – em relação a emissão de poluentes e diminuição do barulho – já fazem com que as fabricantes invistam na propulsão elétrica. A Mercedes-Benz Vans, por exemplo, planeja oferecer ao mercado todas as suas linhas de veículos comerciais leves com esse tipo de motorização. E o ponto de partida será o início das vendas do novo eVito, que já está disponível para encomendas na Europa, com entregas começando no segundo semestre deste ano. Com baterias de capacidade instalada de 41,4 kWh, a autonomia do eVito será de aproximadamente 150 km. Mesmo em condições desfavoráveis, como

Preço convidativo. De acordo com a fabricante alemã, o preço da nova versão elétrica da van – a partir de 40 mil euros, ou seja, cerca de R$ 152 mil – se mostra convidativo em função dos gastos menores com manutenção e energia, além da economia em impostos nas regiões em que há incentivos fiscais para o uso de veículos 100% elétricos.

Custo operacional do eVito se equipara ao da versão movida a diesel do modelo da Mercedes baixas temperaturas externas, com carga total, a promessa é de rodar pelo menos 100 km. A bateria pode ser carregada totalmente em cerca de seis horas. O motor rende 113 cv de potência e 30,6 kgfm de torque máximos, este último disponível instantaneamente.

Velocidade limitada No que diz respeito à velocidade máxima, há duas opções disponíveis. Uma de até 80 km/h, para atender requisitos de tráfego

em áreas urbanas e, de quebra, economizar energia e, assim, melhorar a autonomia. Se houver necessidade de atingir velocidades maiores, em caso de encarar rodovias, há uma segunda faixa de máxima, de 120 km/h. Também são duas as versões de tamanho. A longa possui comprimento total de 5,14 metros, enquanto a extralonga chega a 5,37 m. É possível acomodar uma carga útil de 1.073 kg e um volume máximo de carga de 6,6 m³.

O eVito rodará em caráter experimental na Alemanha para entregar encomendas nas cidades de Hamburgo e Stuttgart

A instalação da bateria embaixo do veículo contribui para o uso irrestrito da totalidade do espaço interno e o PBT do veículo é de 3.200 kg. “Estamos convencidos da necessidade da propulsão elétrica em nossos veículos comerciais leves, especialmente nas aplicações urbanas”, diz Volker Mornhinweg, CEO da Mercedes-Benz Vans, que garante que os esforços da marca alemã não se resumem ao motor elétrico.

Mercado

Saldo positivo no primeiro bimestre A venda de veículos pesados somou 10,9 mil unidades em janeiro e fevereiro, o que representou um expressivo aumento de 58,2% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Foi o melhor primeiro bimestre desde 2015. Na comparação com janeiro, os pesados recuaram 8,6% em razão do Carnaval e do menor número de dias úteis, mas a média diária de emplacamentos subiu 11,2%, de 259 para 288 unidades.

No lugar do conta-giros, há uma espécie de econômetro da bateria

O Peso Bruto Total (PBT) do veículo é de 3.200 kg com capacidade de carga útil de 1.073 kg


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

FOTOS NISSAN/DIVULGAÇÃO

Na China

Frontier

Novo modelo tem chances de chegar ao Brasil em 2020

virou SUV Feito sobre o chassi da picape, inédito utilitário-esportivo Terra éapresentado pela Nissan; modelo estreia primeiro em mercadosda Ásia Da redação A Nissan apresentou no Japão, o inédito SUV sobre chassi Nissan Terra, que será o primeiro veículo da divisão de comerciais leves (LCV) da montadora. Feito sobre a plataforma da picape Frontier, o Nissan Terra começa a ser vendido nos próximos meses, primeiro na China, com outros mercados asiáticos logo a seguir. Em 2017, as vendas de LCV da Nissan somaram 907.929

veículos, aproximadamente um aumento de 7% em relação ao ano anterior. Por enquanto, não há previsão da chegada do Nissan Terra ao Brasil. No entanto, como existem planos da Frontier ser fabricada na Argentina, há chances reais do novo SUV desembarcar por aqui a partir de 2020. O Nissan Terra teria como principais rivais o Toyota SW4 e a Chevrolet Trailblazer. Vale lembrar que o antigo X-Terra, que chegou até a ser feito no Brasil, também era deriva-

do da Frontier. Com capacidade 4x4, o novo Nissan Terra tem faróis um pouco diferentes da picape, com um ressalto no formato e LEDs diurnos maiores. A grade e a entrada de ar no para-choque também foram modificadas. A Nissan manteve o mesmo motor 2.3 biturbo, a diesel, de 190 cv. Em alguns mercados, o SUV terá uma versão 2.5 a gasolina, de 184 cv. Por dentro, a única diferença está na central multimídia, mais moderna a da Frontier.

Imagem revela parte da traseira do Terra; estilo de desenho não lembra nada o da picape média


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

super motor

Moto

Triumph lança nova geração da Speed Triple Modelo da marca britânica passa por dieta, perde peso, e ganha em esportividade; modelo streetfighter temnovo motor tricilíndrico de 150 cv Márcio Maio Auto Press

Na história da Triumph no cenário global, a década de 90 foi decisiva para que a marca retomasse seu crescimento. Isso porque foi ali que a concorrência japonesa começou a prejudicar seu desempenho em vendas, deixando-a até meados da década de 1990 sem grandes motivos para comemorações. Foi mais ou menos nesse período, mais preci-

samente em 1994, que surgiu a naked Speed Triple no portfólio, um dos lançamentos da época que ajudaram nessa movimentação de retomada. E a naked acaba de ganhar nova geração, que deve desembarcar em breve no Brasil, mas ainda não teve seus preços divulgados. Além de algumas evoluções estéticas, a moto ganhou avanços significativos em sua mecânica, com aumento de potência e torque. A Speed Triple traz duas versões que compartilham

o mesmo motor, mas se diferenciam em questões de acabamento, materiais e ciclística. A mais sofisticada é a Speed Triple RS, enquanto o posto de modelo de entrada fica com a Speed Triple S. O propulsor três cilindros em linha e 1.050 cc recebeu, segundo a marca inglesa, 105 peças novas. Com 12 válvulas e duplo comando, agora ele entrega 150 cv a 10.500 rpm e torque máximo de 11,9 kgfm a 7.150 rpm. O modelo atualmente encontrado nas lojas brasileiras – na versão Speed Triple R, a partir de R$ 60.990 – é capaz de gerar 138 cv em 9.500 rpm e 11,4 kgfm a 7.850 giros. A nova obteve uma melhora de cerca de 9% na potência e de 4%

no torque. Mais que isso: nela a potência máxima aparece 1.000 giros à frente do modelo anterior, o que estende a faixa útil do motor, e ainda atinge o torque máximo mais cedo, o que favorece aceleração e retomada. Há quatro modos de pilotagem disponíveis já a partir da Speed Triple S: Road, Rain, Sport e Rider. A variante de topo RS conta ainda com o Track, que ajusta a atuação do controle de tração e do sistema ABS a partir de dados de aceleração, inclinação e velocidade, coletados por meio de sensores. Novos pistões e cabeçote também estão entre as alterações, que incluem escapamento otimizado.


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 10 de março de 2018

FOTOS TRIUMPH/DIVULGAÇÃO

Harley-Davidson

Novas retrôs nos EUA

Nova Speed Triple deve desembarcar no Brasil somente no fim do ano

Painel digital em tela TFT de cinco polegadas é uma das novidades

A Harley-Davidson está lançando, somente nos Estados Unidos, duas novas Sportster com pintura retrô. A Forty-Eight Special e a Iron 1200 chegam com os guidons elevados. O novo visual das motocicletas foi inspirado nos modelos customizados pelos compradores, e ambas ganharam design mais antigo no tanque, que faz alusão às motocicletas da década de 1970. As motos estarão disponíveis nas cores preto, branco e vinho. HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO

As duas versões têm os mesmos números de desempenho

Pesquisa

Apenas 1% faz seguro da moto

Ficha técnica Motor. Três cilindros em linha, 1.050 cc, 12 válvulas, refrigerado a líquido Potência. 150 cv a 10.500 rpm Torque. 11,9 kgfm a 7.150 rpm Câmbio. Seis marchas. Chassi. Tubular de alumínio Freios. Dianteiro e traseiro a discos, com sistema ABS. Tanque. 15,5 L

Ponteira dupla do escape e ronco característico do modelo permanecem, mas a transmissão de seis marchas tem uma nova embreagem

O índice de motocicletas cobertas por seguro no Brasil é praticamente nulo. Levantamento divulgado pela Thinkseg revelou que o percentual é insignificante em todas as regiões do país. No Sudeste, por exemplo, 5,3 milhões de motociclistas circulam pelas ruas, mas apenas 1% tem seguro contratado para a moto. Índices tão baixos são reflexo do alto preço cobrado pelas grandes seguradoras.


24 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia 10 de março de 2018

Belo Horizonte


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