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Pampulha, sábado - 16/06/2018

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PARQUES LANÇAM SUAS NOVIDADES PARA AS FÉRIAS E FIM DE ANO ... Páginas 4 e 5

VERSÁTEIS, OS COQUES SÃO AS VEDETES DE INVERNO ... Páginas 27 e 28

‘GRANDE SERTÃO: VEREDAS’, COM CAIO BLAT NO ELENCO, VEM A BH ... Página 23

TOYOTA YARIS ESTREIA NO BRASIL EM VERSÕES HATCH E SEDÃ ... Páginas 12 e 13

MAURICIO FIDALGO/DIVULGAÇÃO

16 a 22 de junho de 2018 ANO XXVII número 1455 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MONTAGEM SDOBRE FOTOS DE LEO FONTES

QUEM É VOCÊ? Mais que iniciar a campanha pelo hexa, seleção brasileira entra em campo neste domingo (17) também com a missão de conquistar os 53% de torcedores que, em função da crise de credibilidade pela qual passa o país e a CBF, estão, de forma inédita, desinteressados pela Copa do Mundo

Desanimado com a Copa deste ano devido à conjuntura do país, o ator Carlos Nunes brinca com os diversos perfis de torcedores


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 16 a 22 de junho de 2018

VITTORIO MEDIOLI Editorial

Cobrar imposto sobre as drogas aralelamente à escalada da corrupção nos setores públicos, registrou-se na sociedade civil um portentoso crescimento e enraizamento das organizações criminosas. Estas passaram a dominar o tráfico de drogas em todo o território nacional – atividade mais rentável que qualquer outra – e deram ao crime capital para abocanhar setores de transporte de passageiros (vans e fretamento) e distribuição de gás de cozinha, além de esboçar presença em várias atividades de serviços. Essas informações saem de uma série de reportagens do jornal “O Estado de S. Paulo” dos últimos dias. Aflora das matérias um sistema tentacular que ocupa milhares de pessoas de forma hierarquizada (cerca de 6.000), com regras próprias, administrando “empresarialmente” atividades facilitadas pelas armas e pela violência. Não cresceram em selvas luxuriantes como as Farc, mas em aglomerados de cimento nas periferias das grandes metrópoles. Os dados traçam uma máfia tropicalizada do século XXI, que já se impõe à sociedade brasileira com exibição de truculenta ousadia ao som de metralhadoras. Estão se testando, quase diariamente e com aumento de doses, tanto as forças de penetração quanto a capacidade de resistência da segurança pública nacional. Entrevista com o líder maior do Primeiro Comando da Capital (PCC), o Marcola, que acumula penas de 300 anos de prisão, faz aparecer um sujeito de notável inteligência, frio e calculista. Abaixo dele, a hierarquia precisa ser atualizada constantemente devido às baixas que se realizam entre os pretendentes ao olimpo da organização. Marcola, o papa, culpa as elites políticas e econômicas pelo descaso com a população mais carente, exatamente aquela que o PCC vem conquistando com afagos, milícias armadas, geração de empregos no submundo e que acabam por tomar conta de comunidades inteiras. As metrópoles brasileiras, que cresceram sem planejamento, apresentam uma triste qualidade de vida e

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O plano habitacional Minha Casa, Minha Vida tem facilitado a tomada de poder do PCC, que domina muitos dos grandes conjuntos de periferia. O formato geométrico, previsível com a verticalização, deixou mais fácil ainda a tarefa. favorecem, assim, diretamente, a criminalidade organizada. Como um vírus que se espalha por falta de cuidados médicos. O plano habitacional Minha Casa, Minha Vida tem facilitado a tomada de poder do PCC, que domina muitos dos grandes conjuntos de periferia. O formato geométrico, previsível com a verticalização, deixou mais fácil ainda a tarefa. Em São Paulo e agora em Minas, assumir o cargo de síndico de um conjunto, categoria 1 do Minha Casa, é cada vez mais improvável sem o beneplácito da orcrim (organização criminosa) da região. Denuncia-se que cerca de 30% das moradias subsidiadas pela Caixa foram tomadas “na raça e na ameaça”, despejando os inquilinos, para alojar milicianos e membros a serviços da organização. O jornal “O Estado de S. Paulo” revela que de uma conta bancária, reconhecida como pagadora de aquisições de pasta-base de cocaína produzida na Bolívia, em 15 dias de dezembro de 2017, foram realizadas remessas de US$ 1,4 milhão para um fornecedor. Disso pode-se chegar a uma receita de R$ 800 milhões por ano na comercialização de derivados da pasta-base e uma lucratividade presumida de R$ 400 milhões a 500 milhões. Certamente não existe apenas “um” fornecedor, e não seria aquela revelada a única

conta pagadora, levando a crer que o esquema movimenta alguns bilhões de reais com elevada lucratividade. Disso a necessidade de legalizar atividades para lavar os ganhos mirabolantes proporcionados pelo tráfico. Os cerca de 70 ônibus incendiados em Minas na última semana, em suposta retaliação ao corte de sinal de celular em presídios que abrigam líderes do PCC e suas ramificações, não constituem apenas uma agressão à liberdade do cidadão, mas também um fortalecimento do transporte clandestino tomado de mira pelo PCC, que se ergue como alternativa em caso de ineficiência do transporte coletivo (ônibus). O PCC vem se soerguendo – segundo “O Estado de S. Paulo” – como operador internacional entre os países produtores de coca, Bolívia, Peru e Colômbia, e os consumidores Europa e Oriente Médio, movimentando toneladas de entorpecentes via portos brasileiros. Quem facilitou a vida do PCC nos últimos anos foi a ocupação da Polícia Federal com o combate à maior corrupção planetária, provavelmente necessitando de um órgão com autonomia na missão que lhe é reservada pela Constituição. Dados oficiais atribuem 85% dos homicídios às drogas num Brasil com mais de 62 mil homicídios. Temos assim cerca de 52 mil vítimas fatais, afora aqueles que morrem em decorrência do uso das drogas e os drogados que perecem em acidentes rodoviários.

Certamente, a criminalização ou as restrições à liberdade dos usuários, uma vez regulamentadas, enfraqueceriam essa “besta” difícil de controlar. Sem usuários não haveria tráfico!

Não tem como se esconder que, para enfrentar essa guerra não declarada contra o Brasil inteiro, não existe empenho especial por parte dos governos. O Brasil alcança tristemente o segundo lugar entre os maiores consumidores de cocaína e derivados, atrás apenas dos Estados Unidos, de acordo com o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad), feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O estudo mostra que o país responde hoje por 20% do mercado mundial da droga!!! Ao todo, mais de 6 milhões de brasileiros já experimentaram cocaína ou derivados ao longo da vida. Dentro desse grupo, 2 milhões fumaram crack, óxi ou merla alguma vez, e 1 milhão foram usuários de alguma dessas três drogas no último ano. Cerca de 60% de toda a produção da Bolívia é consumida no Brasil. Não paira dúvida de que a criminalidade no Brasil é decorrente do consumo de drogas. Certamente, a criminalização ou as restrições à liberdade dos usuários, uma vez regulamentadas, enfraqueceriam essa “besta” difícil de controlar. Sem usuários não haveria tráfico! Um exemplo de enfrentamento inteligente é o exame toxicológico feito nos motoristas profissionais. Essa precaução deveria se aplicar como rotina, ao menos anual, para toda a população, impondo-se multas elevadas sobre as rendas do indivíduo, especialmente dos mais abastados, que alimentam as “bocas” do tráfico. Ora, o país não pode sucumbir a violências, enfrentar gastos desnecessários para tratar pessoas que se envenenam. O enfrentamento inteligente tiraria o país da mais triste liderança. O exame toxicológico generalizado enquadraria a população em risco e permitiria focar nela cuidados especiais e, ainda, saber de quem tirar as maiores contribuições para um fundo dedicado ao enfrentamento dessa “guerra” não declarada. Para os milionários que regam suas festas com pó, pagar uma penalidade proporcional ao patrimônio talvez seja suficiente para uma vitória sem castigar toda a sociedade pelas falhas de quem alimenta a desgraça.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Murilo Rocha (interino) ADJUNTA DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Renata Nunes (interina) CHEFE DE REPORTAGEM Flaviane Paixão (interina) EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patricia Cassese

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reportagem

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RÚSSIA>Reflexo das turbulências recentes do país, 53% da população não têm interesse na Copa FOTOS LEO FONTES

crifício de cães de rua. O massacre de animais foi denunciado, em janeiro deste ano, pelo chefe do comitê de proteção ambiental da Câmarabaixa do país, Vladimir Burmatov. Apesar de tudo, Patrícia reconhece: se a seleção fizer uma campanha respeitável, pode ser que ela dê o braço a torcer e troque a piscina pelo sofá de casaou pelas cadeiras de um bar para acompanhar aos jogos.

COPA DO MUNDO

2018 Na iminência da estreia da brasileira na Copa da Rússia, neste domingo (17), às 15h (horário de Brasília), contra a Suíça, a ficha talvez não tenha caído – ou a pátria em chuteiras, desta vez, tenha preferido se descalçar. Afinal, o aguardado climaque o Mundial costumava imprimir país afora parece um tanto quanto apagado. Basta ver que poucas ruas ganharam um revestimento verdeamarelo e raras bandeiras são vistas hasteadas em carros e nas janelas das casas. O aparente desânimo ganha respaldo nas pesquisas que se propuseram a avaliar em que medida o brasileiro ansiava pelos jogos: publicado na última terça (12), antevéspera da abertura oficial da competição, o Datafolha cravou: 53% da população não têm interesse algum. É o número mais alto já registrado pelo instituto, que faz a medição desde 1994. Os entusiastas, por sua vez, somam apenas 18%, mesma fatia dos que têm interesse mediano. Entre os que dizem ter pouco interesse, a soma é de 9%. E o abatimento do torcedor contagiou os comerciantes: segundo a Câmara de Diretores Lojistas de Belo Horizonte (CDL BH), apenas 26,7% dos estabelecimentos decidiram investir em uma decoração especial para a Copa. A entidade também indicou que 51,5% dos lojistas não acreditam que o evento trará algum retorno. Mas, afinal, quem é esse torcedor que se desencantou com a Copa? E por que isso aconteceu? A resposta é que, em muitos casos, são pessoas que já vibraram com a seleção, mas, por uma série de fatores, hoje se veem desmotivadas. O ator Carlos Nunes lembra-se com precisão de onde estava no ano do pentacampeonato: ao lado do colega Amauri Reis e do ex-jogador e comentarista esportivo Dadá Maravilha, acompanhava a bem-sucedida campanha da seleção brasileira interpretando personagens e animando a torcida na icônica praça Sete. Na véspera de um jogo da equipe argentina, por exemplo, encarnou Eva Perón. Mas foi na pele da Rainha da Inglaterra que fez mesmo sucesso. “Eu me vesti como a realeza. O Amauri se vestiu de Ronaldinho e o Dadá foi o Dadá, que já é um personagem em si”. As divertidas imagens ganhaAlex Bessas

Desânimo

Outrora empolgado com a Copa, o ator Carlos Nunes sequer pretende assistir aos jogos da seleção brasileira na Rússia

Ainda somos o país do futebol? ram as telas da TV, e não só as brasileiras: foram reproduzidas também em países como Portugal, Inglaterra e até no Japão, sede da Copa daquele ano conjuntamente à Coreia do Sul. Agora, no entanto, Nunes está desanimado. Na verdade, sequer pretende assistir aos jogos. “Devo aproveitar para fazer uma faxina, comemorar outras vitórias, como a da (operação) Lava Jato, e torcer por outras coisas, principalmente por um país melhor”, diz ele que, como ampla maioria da população, não viu seu ânimo brotar nes-

te primeiro momento. Entre as razões, ele cita que a maior parte dos jogadores da esquadra canarinho não atua em equipes brasileiras – e, portanto, não está familiarizada coma crise econômica e política vivenciada pelo país. Outra torcedora que está desapontada e decidiu não acompanhar as partidas é a publicitária e gestora de redes sociais Patrícia Albuquerque. “Eu gosto de futebol e sempre torci daquele jeito, usando verde e amarelo, essas coisas”, comenta ela, que, neste ano, durante os jogos, vai preferir se dedicar a atividades

outras, como a natação. “Não tem nada no meu coração me pedindo para acompanhar a Copa”, resume Patrícia. Atleticana de carteirinha, ela mantémo hábito de acompanhar partidas de futebol. Mas foi se desencantando pela seleção. “Começou com o paralelo que faço do uniforme canarinho com aquele movimento golpista”, diz ela, fazendo referência aos protestos que exigiram o impeachment da presidente Dilma Rousseff, que ocorreu em 2016. Mas não só. “Tem também o endeusamento do Neymar e a dívida que ele deixou

de pagar”, pontua, sobre o desconto queo jogador conseguiu, baixando de R$ 200 milhões para R$ 8 milhões o valor a ser inteirado em um caso de sonegação fiscal, quando, em 2013, foi contratado pelo Barcelona. O monopólio dos direitos de transmissão dos jogos, as denúncias de corrupção envolvendo a Fifa e a CBF e os casos de violação de direitos humanos na Rússia, país sede do Mundial, também entraram no balaio. E a relação de Patrícia com a Copa azedou de vez quando soube que a Rússia realizou uma operação de sa-

Pesquisa Netshoes

30% É o percentual de preferência do torcedor brasileiro pela camisa azul da seleção brasileira. Em 2014, ela representou apenas 10% das vendas na Netshoes (um dos maiores sites de artigos esportivos do mundo). Agora, menos associada à crise política do que a versão amarela, a busca por ela subiu.

Torcedora inveterada, Patrícia prefere se dedicar à natação do que assistir ao Mundial

DESCRENÇA As observações de Nunes e Patrícia encontram eco nas análises de Mateus Silva, pesquisador do Grupo de Estudos sobre Futebol e Torcidas da UFMG. Para ele, por sinal, a descrença com a seleção deve ser mais aguda em Minas Gerais, que sediou o vexatório 7 a 1, quando 68% dos brasileiros acreditaram que a taça ficaria no Brasil. “Isso agrava, porque deixa uma desconfiança”, entende ele. Um dado curioso é que, apesar do desânimo, a confiança no hexa ainda é alta (48%, segundo o Datafolha). Silva avalia que a torcida ainda está à espera de bons resultados, já que o time canarinho perdeu duas Copas Américas. Houve o título olímpico, em 2016, e a boa classificação nas eliminatórias, mas, para ele, a equipe ainda tem que mostrar a que veio. Mestrando em Estudos do Lazer, Silva acredita que há um distanciamento entre a seleção e a população. “A equipe fez poucos jogos noBrasil, limitando-se ao calendário oficial. E, além disso, alguns dos convocados nunca jogaram no país”, critica, pontuando que, por isso, trata-se de um time que muitos brasileiros não conhecem muito bem. Quanto à CBF, ele pontua que há grande desconfiança – afinal, um de seus ex-presidentes, José Maria Marin, encontra-se atualmente detido nos EUA, por ter recebido propina. E outro está proibido de viajar sob risco de também ser detido, sob a mesma acusação: Marco Polo Del Nero. Para piorar, a camisa oficial se tornou o uniforme dos grupos que marcharam exigindo o impeachment de Dilma Rousseff, e, com o país polarizado, “muita gente não se sente representado pela camisa amarela”. Acentuandoa crise política e econômica, os brasileiros ainda estão de ressaca porconta da greve dos caminhoneiros, que parou o país por alguns dias. Por fim, Silva aponta para o discurso disseminado nas redes sociais de que acompanhar os jogos da Copa é sinônimo de alienação. “É uma ideia deturpada de que seria impossível assistir aos jogos e se manter politicamente crítico”, situa.


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reportagem

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ATENTOS> Entre empolgados e indiferentes, é comum que se enxergue os prós e os contras da Copa ALEX DE JESUS

Torcedor tornou-se mais crítico É da banda de pop rock mineira Skank um dos maiores hinos brasileiros ao esporte queé símbolodo país. Se outrora “Uma Partida de Futebol” animou torcedores Brasil afora, neste ano, nem Henrique Portugal, tecladista do grupo, está muito animado. O músico, diga-se, até torce pela seleção, mas “muito mais para o resgate do futebol brasileiro”, diz. Paraele, soma-seaotraumático 7 a 1, o fato de apenastrêsdosjogadoresconvocados atuarem em times do país e uma certa carência, já queaseleção não fez amistoso de despedida no Brasil. Por isso, os brasileiros ficaram desapontados e distantes da equipe, reflete. Afinal, “em um momento em que precisamos elevar nossa autoestima, não basta ganhar umaCopa:precisamosdecarinho”, arremata o músico. Alex Bessas

PAIXÃO Mas sim, há quem já conheça a tabela de cor e salteado, como o estudante de direito Miguel Machado. Aliás, nutrir o sonho de ser umjogadorde futebolprofissional foi algo presente em suavida–comodetantosoutros brasileiros. Tanto que chegou a prestar bem-sucedido teste para integrar a equipe da Portuguesa, de São Paulo. Apesar de ter desistido de seguir carreira, mantém o esporte como hábito e participa de peladas entre duas e quatro vezes por mês. Com a chegada da Copa, ele se enche de expectativa e confiança pelo hexa. Semdúvida,Machadoestá entre os 18% de brasileiros que aguardam ansiosamente pela estreia da seleção no Mundial, neste domingo (17). “Se o assunto é futebol, já me interesso. É umapaixão”, expõe.Mesmo animado, ele tem um olhar crítico à CBF, que classifica como uma instituição problemática e corrupta. Também faz ressalvas sobre o uso do uniforme canarinho em protestos políticos, co-

mo aqueles que pedem por intervenção militar, que ele não endossa. Mas, para o estudante, “não é só uma camisa, é um manto sagrado”. E, afinal, “quando penso que já roubaram tanto, tenho certeza: não posso aceitar que me furtem tambémesse amor nacionalista pelo futebol”, propõe. Vestindo a amarelinha, Machado vai assistir aos jogos em bares, com amigos. Mas, antes das partidas, como todo bom torcedor, ele se atém a um ritual: “eu e meu pai viramos uma cervejinha e uma pinguinha para dar sorte”. PELO FUTEBOL Outro que torce pela equipe de Tite é Zion Bolt, membro da Resistência Azul Popular, um agrupamento da torcida do Cruzeiro. Ele, no entanto, não é um torcedor incondicional da seleção – e se nega a usaro uniforme oficial. “Gosto do futebol acima de tudo”, diz, completando que não torceu para a equipe em todos os Mundiais. “A Copa é uma feira, onde se vende o esporte, queéalgopopular,lindo,apaixonante...Eutorçopara ofuteboljogadocom oque me identifico”, categoriza Bolt, que mantém um vivo olhar crítico à elitizaçãodo esportee às instituições como a Fifa e a CBF, “principalmentedepoisdarealização do Mundial no Brasil”. Há também aqueles que até vão assistir aos jogos, mas sem muita excitação. É o caso da estudante de arquitetura e urbanismo Thaís Vidal. A última Copa que a deixou empolgada foi a de 2006, na Alemanha, “pois o Brasil havia se sagrado pentacampeão quatro anos antes e o sonho do hexa estava mais próximo”, pontua. “Após o fracasso daquele ano e os que vieram depois, os escândalos da CBF e as convocações contraditórias, perdi o encanto pela seleção”, diz. Indiferente ao desempenhodaesquadraverde-amarela, Thaís vê no evento a possibilidade de encontrar e celebrar suas amizades. “Não sei se o hexa virá desta vez. Se vier, eu vou comemorar bebendo, e se não vier, beberei também”, assegura, reforçando o desinteresse pela equipe.

Símbolo

Mesmo com ressalvas ao uso político da camisa da seleção que se viu nos últimos anos, Miguel Machado pretende usá-la

Futebol como identidade nacional? Não é a primeira vez que o desinteresse pelo Mundial ganha amplitude no país: em 2014, a indiferença pelo evento já dava sinais de crescimento – muito por conta do anticlima provocado pelos protestos de 2013. À época, o Datafolha mediu em 36% o nível de desinteresse antes do início dos jogos. Desta vez, no entanto, o desânimo é ainda mais generalizado, chegando à marca de 53% da população. Essa ascendente curva de desencanto incute reflexões. Por que a Copa se tornou, em um primeiro momento, incapaz de mobilizar os brasileiros? O único país pentacampeão do mundo pendurou as chuteiras? E, afinal, ainda somos o país do futebol? Para encontrar respostas para estasquestões o professor da Faculdade de Letras da UFMG, Marcelino Rodrigues, põe em xeque o mito do futebol

como identidade nacional. Autor do livro “Quem Desloca Tem Preferência: Ensaios Sobre Futebol, Jornalismo e Literatura” (2014), que reflete sobre o que foi feito do país do futebol à luz da Copa do Mundo sediada no Brasil, Rodrigues acredita que o esporte bretão foi se tornando mania nacional à medida que caiu no gosto popular e passou a ser o “lugar onde a sociedade brasileira passou a projetar suas questões, dilemas e desejos”. Historicamente, essa construção de identidade tem início na primeira metade dos anos de 1900, “se consolidando na segunda metade, com a conquista das taças de 1958, 1962 e 1970”, situa o estudioso. Então, passamos a projetar no futebol a representação “daquilo que o Brasil poderia ser, do sucesso que poderíamos fazer em outros

campos”, continua Rodrigues, explicando que a narrativa tem relação direta com o campo político, sendo “símbolodo populismo nacionalista de Getúlio Vargas” e mais tarde sendo “cooptado pela Ditadura Militar como forma de mascarar as mazelas sociais e servir de propaganda para um regime autoritário”, contextualiza. Uma das principais obras literárias sobre o esporte no país, “O Negro no Futebol Brasileiro” (1964), livro escrito pelo jornalista Mário Filho, ajuda a entender como, sobre o gramado, se construíram os “mitos da democracia racial e social no país”, sendo, portanto, a Copa uma época de congregação de todos os brasileiros, “um símbolo de identidade nacional”, conclui. Acontece que “essas ideias construídas a partir do futebol perderam vigência”. Em 2013, as chamadas JornaLEO FONTES

Outrora abundantes, símbolos verde-amarelos estão mais raros nesta edição do Mundial

das de Junho são significativas dessa ruptura. “Tem um monte de coisas ali, mas tem também uma sociedade que reage às imposições da Fifa, aos gastos com a Copa, gente que diz que não quer mais ser apenas o país do futebol, mas também da educação, da segurança...”, analisa. É justamente na narrativa do 7 a 1 que se materializa este momento de decadência do futebol enquanto mito, pontua Rodrigues. Depois ainda vieram o processo de impeachment – e o uso da camisa da seleção atrelado ao movimento que exigiu a queda de Dilma Rousseff. O país ainda atravessaria, já no governo Temer, escândalos de corrupção acompanhados de reformas impopulares. O baixo astral com a política e a economia são outros fatores que abalam o humor do brasileiro de uma maneira geral – e também em relação ao futebol, esclarece o professor. Por fim, de um mito de identidade e unificação, “o futebol e a camisa da seleção passaram a ser um signo da divisão”, completa Rodrigues. Mas se a expectativa foi baixa em 2014, e a situação se inverteu quando a bola começou a rolar, o pesquisador não perde as esperanças de que isso volte a ocorrer. “Se a seleção do Tite fizer uma campanha séria, respeitável, esse cenário pode mudar”, pondera. “A grande questão do Brasil hoje é que ele está dividido e não se reconcilia. Talvez, com a Copa a gente comece a ver um pouco da possibilidade de o Brasil apontar para um novo caminho...”, conclui.


reportagem

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É TEMPO DE COPA Para curtir o Mundial em BH Confiraabaixoroteirocomopções,defestasabares,paraquemquertorcerforadecasanosdiasdejogosdaseleçãobrasileira LEO FONTES – 28.6.2014

COPA DO MUNDO

2018 Albanos - Hub Cervejeiro No Albanos os torcedores poderão assistir os jogos em telões espalhados por todo espaço Onde Albanos Hub Cervejeiro (r. Pium-Í, 611, Sion) Quando Neste domingo (17), a partir das 13h; dia 27 (quarta-feira), a partir das 13h Quanto R$ 70 (integralmente convertido em consumação). Ateliê Wals - Wals World Na Copa do Mundo, os torcedores poderão acompanhar os jogos através de três telões. Quem quiser arriscar um palpite no placar dos jogos poderá participar de uma brincadeira que terá premiações especiais com produtos Wals Onde Ateliê Wals (r. Gabriela de Melo, 566, Olhos D'Água) Quando Ter. a sex., das 17h às 0h; sáb., das 12h às 1h; dom., das 12h às 19h. Até 15/7 Quanto Entrada gratuita. Bar da Copa Com a presença de nomes do futebol, entre eles Jair Bala e Dadá Maravilha, o projeto conta com rótulos da Krug Bier e open food com comidas típicas. No jogo de estreia do Brasil, o bar conta com shows de Matheus Luccato, da banda de rock Velotrol e do DJ Kriok Onde Villa Albertini (r. Cristal, 137, Santa Tereza) Quando Neste domingo (17) e dia 27 (quarta-feira), a partir das 13h (o open bar funciona das 13h às 18h) Quanto A partir de R$ 90 (1° lote). Bud Basement O Bud Basement vai transmitir os jogos da Copa e reunirá mais de 45 atrações. Confira a programação completa, datas, horários e preços em: www.sympla.com.br/BudBasementBH Onde Bud Basement (r. Itambé, 200, Floresta)

Carna Copa na Rua Estrutura especial com decoração temática e transmissão do jogo de estreia em um telão. Haverá shows do Bloco Quem É Essa Aí Papai, do cantor TK3, do Dj Siman e do Baile do Kin Onde Krug Bier (r. Major Lopes, 172, São Pedro) Quando Neste domingo (17), a partir das 11h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos no Sympla.

Para o torcedor belohorizontino que está animado para acompanhar a seleção canarinho e prefere não ficar em casa, BH tem inúmeras opções: de bares para os mais tranquilos a festas embaladas por grandes shows ao vivo

Circuito Gastronômico de Favelas Na terceira etapa do festival, além dos quinze atores gastronômicos, haverá samba e um telão Onde (r. Belém, esquina com av. dos Andradas, Pompeia) Quando Neste domingo (17), das 12h às 18h Quanto Entrada gratuita. Copa do Mundo Hofbräuhaus Durante todo o período da Copa do Mundo, a Hofbräuhaus vai transmitir os jogos da Alemanha e do Brasil. Uma atração para os visitantes é o "Bolão HB", onde um vencedor por jogo terá sua conta coberta pela casa até o fim do primeiro tempo Onde Hofbräuhaus Belo Horizonte (av. do Contorno, 7.613, Lourdes) Quando Neste domingo (17), às 12h (jogo Alemanha X México) e às 15h (Brasil X Suíça) Quanto Entrada gratuita (reservas pelo telefone 3021-9165). Chalezinho Futebol Clube A boate realiza todas as transmissões de jogos do Brasil na Copa em telões e TVs. Haverá open bar e open food com comida de boteco Onde Clube Chalezinho (av. Professor Mario Werneck, 530, Buritis) Quando Neste domingo (17), às 14h; dia 27 (quarta-feira), às 14h Quanto A partir de R$ 90 (feminino, 1° lote); R$ 120 (masculino, 2° lote). Distrital do Brasil A cada jogo da Seleção, bandas com a cara do Brasil vão se apresentar. Neste domingo quem comanda a festa é a banda Fica Comigo e nos dias 22 e 27, respectivamente, as

atrações são Molejo e Banda Eva Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (r. Ouro Fino, 452, Cruzeiro) Quando Neste domingo (17), a partir das 13h; dia 22 (sexta-feira), a partir das 8h e dia 27 (quarta-feira), a partir das 13h Quanto A partir de R$ 60 (1° lote); R$ 30 (after, 1° lote). Festival Gastronômico "Arte no Prato" O projeto recebe shows ao vivo de Lô Borges, Aline Calixto, Beto Guedes, Toninho Horta e Hocus Pocus, quadrilhas e congadas. Haverá uma pausa para a exibição do jogo da Seleção Onde Praça da Liberdade Quando Neste domingo (17), a partir das 14h Quanto Entrada gratuita. Jungle na Copa Na estreia do Brasil, haverá exi-

bição da partida, open bar com três opções de chopes da Verace, open barbecue, shows e a produção ao vivo da cerveja russa Kvass Onde Cervejaria Verace (av. Canadá, 212, Jardim Canadá, Nova Lima) Quando Neste domingo (17), das 14h às 18h30 Quanto R$ 120 (individual, 1° lote); R$ 400 (mesa com quatro lugares, 1° lote). Mercado da Boca Para a Copa do Mundo deste ano, o Mercado investiu num telão 360° para exibir os jogos da seleção e funcionará em dias e horários especiais durante todos os jogos do Brasil. Onde Mercado da Boca (av. Toronto, 156, Jardim Canadá) Quando Neste domingo (17), das 11h às 22h; dia 22 (sextafeira), das 8h às 0h; dia 27 (quarta-feira), das 12h às 22h

Quanto Entrada gratuita. Mineirão Arena nº 1 Brahma Além do telão gigante, o evento recebe importantes atrações. Para mais informações, acesse: www.facebook.com/ events/388326694987395/ Onde Estádio Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1.001, São José) Quando Neste domingo (17), às 14h; dias 22 (sexta-feira), às 8h e 27 (quarta-feira), às 14h Quanto Entrada gratuita. Pulero Nos dias de jogos da seleção, o bar com temática voltada ao Atlético abre as portas 30 minutos antes da bola rolar, fará promoções, terá decoração e de música ao vivo Onde Pulero Bar (av. Francisco Sá, 66,

Prado). Quando Dias de jogos da Copa. Durante a semana, das 11h às 14h e das 17h às 0h Quanto Entrada gratuita. Restaurante e Choperia Pinguim Televisores de alta definição, pratos, petiscos e os tradicionais chopes da casa estão preparados para receber os brasileiros. Pets são bem-vindos Onde Restaurante e Choperia Pinguim (r. Grão Mogol, 157, Carmo Sion) Quando Seg. e qua., das 11h às 0h; qui. a sáb., das 11h às 1h; dom., das 11h às 18h Quanto Entrada gratuita. Restaurante Varandão A Rede de Hotéis Othon preparou uma programação especial. Os torcedores podem acompanhar a transmissão dos jogos em telões, além de saborear uma feijoada completa e usufruir do day use com direito ao uso da piscina. Onde Hotel Othon Palace (av. Afonso Pena, 1.050, centro, 2126-0000) Quando Neste domingo (17), às 12h Quanto Feijoada completa (R$ 49); R$ Day use e taxas (R$ 50). Rumo ao Hexa Festa open bar e open food para acompanhar o jogo de estreia da Seleção que será exibido em um telão e em televisões. Durante os intervalos, o Dj Black Josie embala a comemoração Onde Los Mariachis (r. Rio Verde, 253, Sion) Quando Neste domingo (17), a partir das 14h (o open bar funciona das 14h às 18h) Quanto R$ 59,90. Terrace Brasil O projeto vai transmitir as partidas da seleção brasileira e terá uma programação especial Onde Ponteio Lar Shopping (rodovia BR-356, 2.500, Santa Lúcia) Quando Neste domingo (17), às 12h; dias 22 (sexta-feira), às 8h, e 27 (quarta-feira), às 12h Quanto Entrada gratuita até o primeiro tempo de cada partida, após este horário será cobrado couvert.


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reportagem

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É TEMPO DE COPA HISTÓRIAS (MALUCAS) DE COPA Quem não tem uma história de Copa guardada na memória? Com a colaboração de leitores, reunimos quatro episódios inusitados, que mostram como o torneio é marcante na vida de muita gente

ABANDONADA NO HOSPITAL Por Ana Carolina de Souza Matos

Era 10 de junho de 1998. Eu tinha 7 anos. Meus pais fizeram uma festinha lá em casa para comemorar o aniversário da minha irmã mais nova, e aproveitaríamos para assistir à estreia do Brasil na Copa do Mundo, contra a Escócia. Minha mãe colocou uma televisão no fundo do quintal para que os adultos pudessem acompanhar o jogo, enquanto as crianças se divertiam. Eu tenho um tio muito querido, e quando ele chegou, fui correndo avisar minha irmã, porque nós sabíamos que ele sempre trazia presentes legais... Minha irmã estava no quartinho dos fundos e, quando virei para entrar pela porta, calculei mal e bati a testa bem na quina, abrindo um buraco na hora. Fui mostrar para meus pais, e eles já estavam assistindo ao jogo, que tinha acabado de começar... Aí, pronto! Começou a discussão para saber quais dos adultos iriam sair dali, da frente da TV, para me levar ao hospital! E eu com a testa sangrando... não queriam largar o jogo. Bom, resolveram que quem iria seriam meu pai e meu tio. Fomos ao hospital, que ficava a 15 minutos da nossa casa. Como era de se esperar, o hospital estava vazio e fui prontamente atendida. Fui colocada sozinha dentro da sala com o médico para levar pontos na testa! Pensa: uma criança de 7 anos, sozinha! Terminado o procedimento, foram procurar meu pai e meu tio para me liberar... e quem disse que encontravam ele? Eles estavam numa sala assistindo ao jogo junto com outros funcionários do hospital! Quando apareci, eles tiveram uma reação do tipo: “Oh, verdade! Tinha esquecido de você (risos)!” E, então, fomos embora, felizes e ainda conseguimos assistir o fim do jogo em casa. “Ah, gente! Que pai desmazelado!”, alguns podem pensar. Mas ele sabia que não adiantava ficar segurando minha mão enquanto o jogo estava rolando... (risos). Mesmo porque, eu sempre fui uma criança sem frescura, então nem chorando eu estava. Ele só pensou: “Está de boa! Fica aí que vou assistir meu Brasil...” Ganhamos de 2 a 1 da Escócia e aproveitamos a festa!"

HAJA CORAÇÃO! Por Felipe Maia Oliveira

Eu sempre fui fanático por futebol. Desde pequeno, meu pai me levava ao estádio. A Copa do Mundo sempre foi marcante para mim. No Mundial de 1994, eu tive um episódio nas quartas de final, no jogo entre Brasil e Holanda, o meu pai infartou no terceiro gol do Brasil, marcado pelo Branco. Eu era pequeno, tinha 5 anos, mas uma das poucas lembranças que eu tenho é essa, de todo mundo levantando para comemorar e meu pai caído, e a ambulância chegando e levando ele para o hospital. Eu não pude acompanhá-lo no início, mas me lembro de ver a final da Copa no hospital. Foi um momento muito tenso e marcante. E, 24 anos depois, poder viver uma outra Copa do Mundo, com meu pai ainda vivo, e contribuir com a seleção é indescritível. É uma emoção grande poder vivenciar essa Copa do Mundo de dentro. A convite da Gol, vou viajar para acompanhar o jogo contra a Suíça com a missão de fazer um relatório tático e técnico sobre a defesa suíça para apontar pontos fortes e fracos, tendência, como é feita a marcação, as linhas e o posicionamento. Vou enviar isso para a Gol, que vai encaminhar para a comissão técnica da seleção brasileira.


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É TEMPO DE COPA EDITORIA DE ARTE / O TEMPO/ ILUSTRAÇÕES DÉCIO GUANABARINO

CADA GOL VALE MIL REAIS Por Natália Roberta Gonçalves

Em 2014, no início das vendas oficiais dos ingressos, eu e meu namorado não nos interessamos em comprar, mas quando começaram os jogos, com empolgação da Copa no Brasil, ficamos com vontade de ir. Na época, eu participava de muitos grupos no Facebook e descobrir alguns de venda de convites. Acabei encontrando um grupo em que as pessoas se ajudavam a comprar os ingressos oficiais. Eu soube de um programa que disparava uma sirene no computador quando saíam ingressos no site oficial para não ficar precisando atualizar o tempo todo. Então, eu e meu namorado começamos a nos revezar, já que esses bilhetes saíam de madrugada. Uma noite eu ficava acordada e, na outra, ele. Esse programa apitava a noite toda porque saía ingressos para outras cidades. O jogo a que a gente queria ir era Brasil e Chile (oitavas, no Mineirão) e era o mais difícil. Quando saía, demorava questão de segundos para acabar. Numa noite, liberaram ingressos para a semifinal (no Mineirão), mas não sabíamos quais times iriam jogar e eles custavam R$ 550 cada um. Como não estava saindo Brasil e Chile, resolvemos comprar a semifinal. Mas combinamos que, se saísse o Brasil e Chile, venderíamos os da semifinal. Compramos, mas dois dias depois conseguimos quatro ingressos de Brasil e Chile. Vendemos dois e também os da semifinal, como estava combinado, mesmo com o Brasil passando. Fiquei muito chateada, mas aceitei. Vendemos os dois ingressos por R$ 7.000. Eu lembro bem que, a cada gol que a Alemanha fazia, meu namorado perguntava se eu ainda queria ir ao jogo. Acabou sendo R$ 1.000 por gol.

UM CASAL MARCADO PELA COPA DO MUNDO Por Alex Canela e Stely Castro Canela

Marcamos nosso casamento com bastante antecedência, mas não imaginávamos que iria coindicidir exatamente com o horário e o dia de um jogo do Brasil na Copa de 1998. Quando soubemos, ficamos realmente preocupados. A igreja vai ficar vazia? Os convidados não vão? Era o jogo das oitavas de final contra o Chile, às 16h de um dia muito bonito. O casamento e o jogo começariam exatamente no mesmo horário. Como a Rede Globo nos procurou para fazer uma matéria, a equipe da emissora nos acompanho até a igreja. Na rua, todos nos paravam, o pessoal nos bares comemorava a noiva passando. Foi bem marcante. A igreja estava bastante vazia. E aconteceu uma situação inusitada. Um parente nosso levou uma TV portátil e ficou vendo o jogo na porta. Bem na hora da cerimônia, ele comemorou muito. Apesar de rolar informação de como estava o jogo, os convidados foram discretos. O padre era mais tradicional, mas não interferiu em nada. Correu tudo normal, tirando que algumas pessoas estavam falando sobre o jogo dentro de uma igreja. Mas foi bem bacana, e acabou dando tudo certo. Depois, a festa estava cheia, claro, e todo mundo feliz. O Brasil tinha vencido por 4 a 1. A Rede Globo fez a reportagem e a história até saiu no “Jornal Nacional”. Uma semana depois, o “Casseta e Planeta” zoou nosso casamento e fez uma sátira que nós nem esperávamos. Assistíamos ao programa e fomos pegos de surpresa com o Marcelo Madureira nos zoando, vendo o jogo em um telão e o padre perguntando: “Você aceita se casar com ela?”, e o noivo gritando “não, não, não!” Gostamos sempre de nos lembrar da data. Hoje, temos dois filhos, o Victor, de 12 anos, e a Ana Luiza, de 7. Costumamos dizer que ano de Copa é ano de sorte. Nós nos conhecemos em um jogo de Copa, nos casamos em ano de Copa. Quando soubemos da nossa primeira gravidez era ano de Copa e quitamos nosso apartamento em ano de Copa. Então, em ano de Copa do Mundo, sempre acontece uma coisa boa.

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SAÚDE E BEM-ESTAR (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Deixe de ser perfeccionista m psiquiatria, existem dois grandes grupos de doenças mentais, as psicoses e as neuroses. O perfeccionismo encontra-se entre as neuroses. É quando a pessoa sente uma constante insatisfação com seu desempenho e tem dúvidas sobre a qualidade de seus estudos ou trabalhos realizados. Uma pessoa muito perfeccionista pode desenvolver várias patologias psiquiátricas, acompanhada de grande sofrimento psicológico. Se você se acha muito perfeccionista, fique ligado na coluna desta semana. Estudos realizados pelas universidades York St. John e Bath, no Reino Unido, indicam aumento do perfeccionismo entre estudantes daquele país. De igual forma, pesquisa realizada pela Universidade de West Virginia, nos Estados Unidos, indica que duas em cada cinco crianças e adolescentes se tornam perfeccionista. A pressão social nos dias atuais é tamanha que estamos adoecendo nossos jovens. O resultado de ambas as pesquisas apontam para uma população que busca a perfeição em tudo, mas está pagando um preço alto. A tendência de pessoas perfeccionistas é de estar atrelada a uma série de doenças, a citar: depressão e ansiedade, automutilação, transtorno de ansiedade social e agorafobia, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), compulsão alimentar, anorexia, bulimia, síndrome de fadiga crônica, insônia, dispepsia, dores de cabeça crônicas e, nos mais casos extremos, suicídio. O perfeccionista tende a ficar muito frustrado ao não gerar as metas esperadas, traçadas por eles próprios. É uma busca frenética pela perfeição. E é justamente esta busca que atrapalha essas pessoas na hora de alcançar os objetivos. Os perfeccionistas tendem a responder de forma mais dura emocionalmente. Eles sentem mais culpa e mais vergonha. Eles desistem mais facilmente. Têm tendência a fugir quando as coisas não saem como desejam. São pessoas O principal com baixa resiliência. problema do É muito comum pessoas descritas como perfeccionismo perfeccionistas entraé que ele é rem em depressão por pequenos erros. tratado como O principal probleuma qualidade ma do perfeccionismo é que ele é tratado como uma qualidade, ou seja, se temos ansiedade ou depressão queremos ficar livres destes sintomas. Entretanto, quando estamos diante de uma pessoa perfeccionista, ela geralmente hesita em mudar seu comportamento, por que o perfeccionismo aponta na direção de “coisas bem feitas”. Outro desafio é convencer o perfeccionista a substituir a sua crítica interior por pensamentos mais adequados, para aprender a lidar com as próprias falhas, evitando a crítica quando se está aquém de um objetivo. Pode ser libertador permitir que a imperfeição aconteça, devendo aceitá-la e, por que não, celebrá-la. É exaustivo manter um perfeccionismo sufocante. O psicólogo que atender uma pessoa perfeccionista pode trabalhar no sentido de fazê-lo perceber que realizar as coisas com menos perfeição ainda estaria dentro do aceitável de forma a haver maior equilíbrio entre realização e o prazer. Devemos trabalhar a culpa por não ser tão perfeito, sendo menos críticos e rígidos consigo mesmos – este é o caminho. Particularmente, sobre este tema, acho que podemos ser bons alunos tirando uma nota oito. Não gostaria de ser nota três ou quatro, mas também não faço questão alguma de ser uma nota dez. Faça uma boa semana.

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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

EXPERIMENTO ANIMAIS Seis camundongos machos com 12 semanas de vida foram divididos em dois grupos

GRUPO DE CONTROLE

Dr. Telmo Diniz

Veneno de cascavel faz ratos emagrecerem GRUPO EXPERIMENTAL

VIDA SAUDÁVEL

CROTAMINA O veneno foi extraído de cascavéis mantidas em cativeiro

TRATAMENTO A aplicação da crotamina foi feita com uma sonda orogástrica (via oral) diariamente O grupo de controle ingeriu 100 ml de água filtrada O grupo experimental ingeriu ingeriu 10 g de crotamina em 100 ml de água filtrada

O processo durou

21 dias

GANHO DE PESO CORPORAL E CONSUMO ALIMENTAR A ingestão alimentar dos animais foi calculada semanalmente Diferenças significativas no ganho de peso foram observadas a partir do 14º dia de tratamento A diferença permaneceu assim até ao último dia do experimento DESCOBERTA Os camundogos que ingeriram crotamina tiveram diminuição da gordura branca e aumento da chamada gordura marrom – um tipo específico de tecido adiposo que ajuda a queimar calorias

10%

foi a quantidade de peso perdida pelos animais do grupo experimental

FONTE: SCIENTIFIC REPORTS/NATURE

Animaisque usaram crotamina perderam10% dopesoem apenas21dias Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) descobriram que uma substância isolada do veneno da cascavel – a crotamina – ajudou na redução de 10% do peso corporal e no aumento do metabolismo de camundongos em apenas 21 dias. O estudo foi publicado recentemente no periódico científico “Scientific Reports”. A equipe de cientistas analisava os efeitos terapêuticos da crotamina sobre tumores de pele quando percebeu que os camundongos tratados, além de melhorarem do câncer, estavam ganhando menos peso do que o esperado. Eles, então, testaram a Thuany Motta

substância no metabolismo dos animais e descobriram que ela diminuiu a gordura branca e multiplicou a chamada gordura marrom – um tipo específico de tecido adiposo que ajuda a queimar calorias. Basicamente, os animais que receberam crotamina passaram a engordar menos, mesmo sem fazer exercícios. As diferenças significativas no organismo come-

çaram a ser observadas a partir do 14º dia do experimento e continuaram até o final. De acordo com os autores do estudo, os efeitos são maiores ainda se o animal não tiver câncer. Segundo Mirian Hayashi, uma das coautoras da pesquisa e professora associada ao Departamento de Farmacologia da Unifesp, os resultados são positivos, mas ainda muito preli-

CARACTERÍSTICAS DA MOLÉCULA SÃO DE INTERESSE DOS PESQUISADORES Isolada do veneno da serpente Crotalus durissus terrificus – uma das seis subespécies de cascavel que há no país –, a crotamina é uma pequena proteína com duas características que interessam muito ao desenvolvimento de medicamentos. A primeira delas é a capacidade de penetrar nas células de mamíferos. Já a segunda se trata de uma seletividade para células em processo de divisão, como é o caso das células tumorais. Ou seja, ela invade tumores, mas não tecidos saudáveis. Com

base nessas duas constatações, os pesquisadores passaram a testá-la como um agente marcador e inibidor de células cancerígenas. Outros experimentos publicados pela mesma equipe em 2017 mostraram redução de 80% no crescimento de tumores de pele (melanoma) em camundongos tratados com crotamina; sem qualquer efeito adverso. Além disso, do ponto de vista farmacêutico, foi observada uma vantagem enorme do uso por via oral, sem a necessidade de injeções.

minares. “É necessário que possamos contar com mais quantidade de crotamina para efetuar novas amostragens, em um número maior de animais. Uma saída seria a sua produção sintética, pois poderíamos produzir de forma ilimitada”, afirma. A partir daí, diz Mirian, será possível partir para uma nova etapa, que inclui o teste em humanos. “De acordo com o nosso planejamento, o objetivo é que, em até um ano e meio, no máximo, dois anos, possamos começar a testar a crotamina em pessoas. No entanto, ainda não há garantia de que os efeitos vistos nos camundongos serão reproduzidos da mesma forma nos humanos”, explica. Apesar dos obstáculos encontrados durante o processo, a pesquisadora garante que os primeiros passos são promissores. “Algumas empresas estrangeiras já se mostraram interessadas. Isso vai permitir ter uma boa infraestrutura para levar as pesquisas adiante”, aposta Mirian.


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Moléculas são de interesse dos pesquisadores Isolada do veneno da serpente Crotalus durissus terrificus – uma das seis subespécies de cascavel que há no país –, a crotamina é uma pequena proteína com duas características que interessam muito ao desenvolvimento de medicamentos.

A primeira delas é a capacidade de penetrar nas células de mamíferos. Já a segunda se trata de uma seletividade para células em processo de divisão, como é o caso das células tumorais. Ou seja, ela invade tumores, mas não tecidos saudáveis. Com base

nessas duas constatações, os pesquisadores passaram a testá-la como um agente marcador e inibidor de células cancerígenas. Outros experimentos publicados pela mesma equipe em 2017 mostraram redução de 80% no crescimento de tumores

de pele (melanoma) em camundongos tratados com crotamina; sem qualquer efeito adverso. Além disso, do ponto de vista farmacêutico, foi observada uma vantagem enorme do uso por via oral, sem a necessidade de injeções.

MARINOVIC ET AL/NATURE

FUNCIONAMENTO

UMA MÃOZINHA

As ilustrações dos pesquisadores exibem os impactos da crotamina no metabolismo dos ratos.

Não é a primeira vez na história que veneno de cobra auxilia em tratamentos de doenças. Desde os anos 70, o captopril – encontrado no veneno da jararaca brasileira – é usado no combate à hipertensão no país.

Nas figuras “a” e “b”, estão as células de pré-gordura sem a ação do veneno de cascavel. Nas figuras “c” e “d”, as células aparecem sob a ação da molécula. Segundo os cientistas, o núcleo das células dos animais que receberam o tratamento é menor. As células também têm mais estruturas, o que facilita a queima de gordura.

Imagens ao lado mostram os efeitos da crotamina no metabolismo dos ratos


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

GRANDE FAMÍLIA convite da TAP, voltaremos à bela Lisboa e a Porto. O motivo, desta feita, é deleitarse com uma das primeiras viagens do novo avião A330-900 Neo, desenvolvido pela Airbus. A TAP será a primeira cia aérea do mundo a utilizar essa nova família de aeronaves.

A

4004-9000

lançaperfume

NOVA FAMÍLIA TAP previsão para começar a operar é outubro de 2018. Essa aeronave será utilizada nas rotas da TAP para o Brasil. A linda e nova família de aviões está em fase de testes e fará os seus primeiros voos intercontinentais para o Brasil, o que prova a importância do país para a TAP. Nossa viagem dia 19 tem o retorno Lisboa/São Paulo no dia 21. Normalmente, estes tesouros aéreos permanecem em utilização pelas companhias aéreas por 20/30 anos.

to importante para todo o universo do turismo. Essa viagem faz parte dos testes pré-comerciais de um novo modelo de avião, já incluindo alguns passageiros convidados. Na prática, será o primeiro voo intercontinental da aeronave e contará com equipes da Airbus e da TAP.

FAMÍLIA TAP

MAIS BRASIL

ais TAP: A atual família de aviões A330 foram lançados em 1994. Por isso, a introdução de uma nova família de aeronaves é mui-

umentam os roubos de bicicletas e motos na Grande BH. Em particular – como nos Jardins em São Paulo – a onda de perseguição pega ciclistas e

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Na quarta edição do Jantar Chefs Contra o Câncer em prol da CAPE, as chiques e elegantes Ana Lopes, Clô Wanderley, Titina Lage, Fernanda Ferraz e Pollyane Lessa

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possantes BMW no Belvedere, no torno do parque do Rola Moça. Praticantes de mountain bike, nas trilhas locais, têm que andar em grupo para escapar das quadrilhas especializadas em bicicletas caras. Os meliantes espalham pregos, param e levam as “magrelas” dos desprevenidos. Ah! O mirante do parque não é mais ponto de namoros no pôr-do-sol ou ao luar.

COLETIVO DE TESOUROS

O

grupo Bamac está com tudo. Poderia estar, mas não está

prosa porque é modesto! Tudo porque, depois de exigente certame, que durou meses e envolveu cerca de 20 empresas do ramo automotivo, o Bamac foi escolhido para representar a grife Porsche em Belo Horizonte. A concessionária será construída na avenida Raja Gabaglia, em instalações que pertencem ao grupo Automax. A Bamac já representa a Mercedes-Benz, a New Holland; além de ser uma das principais empresas do ramo de consórcios do país.

DUPLA VITÓRIA om muitas expectativas, Cimcal e Bel Lar Acabamentos unem forças, histórias, qualidade, tradição. Assim, passam a ser um dos maiores grupos do segmento de construção e acabamentos de Minas. Juntas somam mais de um século de atuação, ambas frutos de trajetórias familiares e vencedoras, iniciadas com Inimá Garcia Leão (Cimcal) e Osvaldo Cypriano (Bel Lar). Agora, a Bel Lar, marca que será mantida, inaugura promissora fase de desenvolvimento, da

clovix.com.br

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FESTAS • ANIVERSÁRIOS • EVENTOS EMPRESARIAIS

qual a Cimcal terá o prazer de fazer parte.

COVARDIA LÍQUIDA s vinhos, perseguidos por impostos, ainda levam a desvantagem da desvalorização do real. Recente artigo do economista Clóvis Panzarini (excoordenador da Administração Tributária Paulista) taxa os impostos como “obscenidades tributárias”, causas de perda de competitividade e baixo crescimento, além de serem “amontoado de ineficiências”, que “enlouquece os contribuintes e empobrece o consumidor”.

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COVARDIA INTRAGÁVEL im, isso é uma velha, ácida e cruel canção em nossos ouvidos. Sim, pagamos hoje três vezes mais por uma garrafa de vinho que um consumidor europeu ou americano. Quem sabe seria o momento de reduzir e simplificar a tributação e aumentar a arrecadação com os ganhos de escala?

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chef que há 16 anos pontifica em seu restaurante Patuscada, um dos mais conceituados de BH. Léo “Glou6 Oston”chefs Paixão e Massimo “Club do Chef” Battaglini são os responsáveis pela parte gastronômica da terceira edição da Mostra Modernos e Eternos. dupla comandará 6 Aquatro ambientes: Bar na Piscina e Bar Secreto, idealizados pela arquiteta Carol Jardim; deck, assinado pelo escritório de arquitetura Beatriz Siqueira; e o restaurante, projetado por Flávia Roscoe. O evento acontece de 12 a 24 de junho, no antigo Clube dos Caçadores, no bairro Mangabeiras. projeto “Rota do 6 OBlues” recebe Lorenzo Thompson, acompanhado pelos mineiros Bruno Marques, Christian Weber, Walner Lucas e pelo paulista Leo Uoya. Dia 22 de junho, às 22h, no Underground Black.

menu 6 Oharmonizado foi assi-

EVENTOS EXTERNOS ADEQUADOS A NECESSIDADE DE CADA CLIENTE

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disso, uma cozi6 Além nha comandada por um

ação beneficente em prol da Casa de Acolhida Padre Eustáquio, aconteceu no último dia 7.

SALÃO PRÓPRIO COM CAPACIDADE PARA 250 PESSOAS

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no Jardim Canadá. É o restaurante-bar Páteo Zero Oito, uma casa com grandes espaços para oferecer eventos variados.

4ª edição do jantar 6 AChefs Contra o Câncer,

BATIZADOS • NOIVADOS • CASAMENTOS • BODAS

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chef Clóvis Viana 6 Oinaugurou nova casa

Daniela e Eduardo Alves ao lado de Paula Corrêa durante o mesmo evento que aconteceu no Museu Inimá de Paula

nado por chefs do gabarito de Leo Paixão, Ivo Faria, Américo Piacenza, André de Melo, Jefferson Rueda, Fabricio Lemos, Pablo Oazen e Saiko Izawa. Na ocasião, um leilão para ajudar a instituição arrecadou R$ 77.500, que serão destinados para a manutenção da casa.


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DIA A DIA Procon orienta compradores a contornar atrasos na entrega TÂNIA REGO/ABR

Dicaénegociarnovo prazoouatémesmocancelar ocontratocomovendedor Eurico Os 11 dias Martins de paralisa-

ção dos caminhoneiros, que provocaram o caos no país e deixaram milhões de pessoas sem combustível e determinados alimentos básicos, trouxeram transtornos também para os consumidores que adquiriram algum produto pela internet. Segundo cálculos da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), que conta com aproximadamente 7.000 associados, entre elas gigantes como Mercado Livre, Magazine Luíza, He-

ring, Droga Raia e Netshoes, cerca de 3 milhões de encomendas ficaram paradas nos depósitos das transportadoras ou nas rodovias durante a greve, principalmente aquelas destinadas aos grandes centros urbanos. Aos poucos, a situação vai se normalizando, mas muitos ainda não receberam seus pedidos. Nessa hora, segundo o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, deve prevalecer o bom senso, já que os vendedores também tiveram prejuízos com o movimento. “O comprador deve entrar em contato com a loja e combinar uma nova data de entrega. Pode também rescindir o contrato e pe-

Paradas no depósito: Mercadorias destinadas aos grandes centros urbanos foram as que mais atrasaram com os 11 dias de paralisação

dir seu dinheiro de volta, monetariamente atualizado”, explica o advogado, citando o artigo 35, inciso III do Código de Defesa do Consumidor. Em casos mais extremos, ainda de acordo com Barbosa, a pessoa que se sentir prejudicada pode pedir indenização, por danos morais ou materiais, independentemente da greve dos caminhoneiros.

“Para isso, ela deve reunir o maior número possível de provas, como e-mails trocados, números de protocolos de atendimento, horários e nome do atendente, por exemplo”, diz o coordenador do Procon Assembleia. Porém, ele alerta que isso deve acontecer no prazo máximo de 30 dias corridos após o fim do prazo contratado.

O presidente da ABComm, Maurício Salvador, confirma que a situação está se normalizando e admite que o comprador tem todo o direito de cancelar a compra e pedir seu dinheiro de volta. Porém, conforme ele, poucas pessoas têm feito isso. “O consumidor brasileiro compreendeu o motivo dos atrasos e reconheceu que eles foram pro-

Contas e faturas têm que ser pagas Apesar de a greve dos caminhoneiros já ter terminado, muitos consumidores ainda não receberam a fatura de suas contas ou compras. Porém, o Procon Assembleia alerta que o não recebimento desses documentos não isenta o cliente. Nesse sentido, o órgão orienta o consumidor a entrar em contato com os fornecedores, com pelo menos 48 horas de antecedência do vencimento, para exigir alternativas, como, por exemplo, o envio de segunda via da conta por e-mail,

código de barras pelo celular, dados para transferência bancária etc. Para evitar a cobrança de multas por atraso, o cliente precisa provar que tomou iniciativas para tentar fazer o pagamento em dia e não conseguiu. O coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa, lembra que “o cidadão não pode ser prejudicado por causa de uma situação sobre a qual não tem responsabilidade. Daí a importância de o consumidor demonstrar sua boa fé e disponibilidade

vocados por terceiros, sobre os quais os vendedores não tinham controle, não podendo, portanto, serem responsabilizados por isso”, afirma Salvador. “Praticamente todas as lojas entraram em contato com o cliente, através dos mais diversos canais de comunicação, avisando sobre possíveis atrasos na entrega das mercadorias. Além disso, muitas usaram carros de passeio, Fiorinos e motoboys para escoar os pedidos parados” conta o presidente da ABComm. Outra medida adotada para regularizar a situação, segundo ele, foi pedir às prefeituras, como as de São Paulo e do Rio de Janeiro, a liberação do tráfego de caminhões em horários antes proibidos. “Acreditamos que em uma semana, tudo está normalizado”, acredita ele.

para quitar seus débitos.” Se mesmo depois de tomar a iniciativa de procurar os fornecedores com antecedência não conseguir pagar em dia, ele deve efetuar o pagamento com os encargos e depois exigir o reembolso. Para isso, o cliente deve primeiro entrar em contato com o fornecedor. Caso não obtenha resposta satisfatória, deve procurar o Procon de seu município. O órgão de defesa do consumidor lembra que, no dia 22 de maio, os Correios informaram sobre possíveis atrasos na entrega de correspondências devido ao protesto de caminhoneiros pelo Brasil, que provocou diversos pontos de bloqueio nas estradas.

MAIS DE 860 MIL PEDIDOS NÃO FORAM REALIZADOS Segundo dados da Ebit, consultoria especializada em comércio online, mais de 860 mil pedidos deixaram de ser feitos durante a greve dos caminhoneiros, com queda média diária de 20% nas vendas, na comparação com os mesmos dias da semana antes da paralisação. De acordo com o diretor executivo da empresa, André Dias, todos os setores

do e-commerce foram afetados, pois as vendas ficaram represadas de modo geral. “Porém, os vendedores de TVs foram mais prejudicados, em virtude da proximidade da Copa 2018”, diz. “Antes da greve, existia um cenário muito favorável para as vendas de televisores. O brasileiro criou essa cultura de trocar de TV a cada quatro anos, às véspe-

ras do grande evento”, explica Dias. Apesar de todos os transtornos, ele não acredita que a imagem do setor tenha sido arranhada. “Os impactos não se restringiram ao e-commerce, muito pelo contrário. Todas as esferas da vida do brasileiro foram impactadas, direta ou indiretamente. Sendo assim, o consumidor tem a consciência de que esse não é um problema específico do comércio eletrônico”.


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ESPAÇO GOURMET

Belo Horizonte à lusitana LETÍCIA MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Chefsmostram querepertórioda comidaportuguesa vaimuitoalémdo clássicobacalhau É uma gafe acreditar que uma culinária tão rica e reverenciada como a portuguesa resumiria a base de seus pratos a apenas um ingrediente: o bacalhau. É quase uma heresia não mencionar iguarias como as alheiras, o cozido à moda portuguesa, as sardinhas assadas ou a clássica francesinha. Mas a lista é bem mais extensa. E exemplosdadiversidadegastronômica da terrinha poderão ser conferidos neste sábado (16), em mais uma edição da Festa Portuguesa, evento que, como de praxe, terá a presença de chefs e restaurantesque defendemalegítima cozinha lusitana, como Taberna Baltazar, Caravela, Verde Gaio, Porto e Tasca Portuguesa. Esses nomes integram um seleto rol de estabelecimentos reconhecidos pela Câmara Portuguesa de Minas Gerais, que engloba cinco restaurantes e três docerias. A boa nova é que muitos chefs à frente dessas cozinhas vêm, cada vez mais, imprimindo um ar contemporâneo às suas criações. Foi assim com o Cozido à Portuguesa elaborado pelo chef Marcos Rodrigues (da disciplina de Gastronomia da UNA) juntamente ao chef Edson Puiati – que também é curador gastronômico da Festa Portuguesa. O prato, que consiste em pedaços cozidos de carnes de porco, de frango e de boi com legumes, sempre integrava o menu da família de Rodrigues, que é de origem portuguesa. Já a receita original pode conter variações – em algumas regiões de Portugal, é acompanhado de feijão branco, por exemplo. “O segredo é respeitar o tempo certo de cozimento de cada ingrediente. Não é simplesmente misturar, como um guisado. Tudo é feito lentamente”, explica ele, que, primeiramente, prepara um caldo consistente de pé de porco cozido, que serve de base para cozinhar carnes como pernil, bacon e paio. “Por último vão as folhas de capuchinha, vinagreira e ora-pro-nóbis, que são plantas alimentícias não convencionais (panc’s), Lorena K. Martins

O famoso cozido à portuguesa feito pelo chef Marcos Rodrigues ganhou um toque mineiro de folhas batizadas de panc’s, como o ora-pro-nóbis RODRIGO TINOCO/DIVULGAÇÃO

para dar um toque mineiro à receita”, explica. TOQUE PESSOAL Se em Minas Gerais costuma-se tomar uma dose de cachaça como aperitivo para abrir o apetite, em Portugal esse costume é substituído por algo mais consistente. Trata-se da alheira, um embutido típico, feito de carnes defumadas e pão, comum na região de Mirandela. Reza a tradição que a forma de prepará-la é assando sob boas brasas. “A nossa é frita. Mas tem o ‘pulo do gato’ para ela não estourar durante a fritura. É preciso fazer um corte bem fino na lateral inteira da alheira e fritá-la em gordura bem quente. Assim, a tripa solta e a alheira não desmancha”, ensina Flávia Baltazar, que serve o petisco há oito anos no restaurante Taberna do Baltazar. Tão famosa quanto a alheira é a francesinha, um sanduíche típico do Porto, que intrigou o chef Thiago Lima quando ele passou uma temporada em terras lusitanas. No retorno, Lima achou por bem arriscar-se a reproduzir a receita. Para ele, a fidelidade em relação aos ingredientes era um ponto de partida importante, visto que acredita serem eles a determinar o paladar. “O segredo de uma boa francesinha está mesmo na fartura. Não pode economizar: tem que ter muita carne e muito molho, senão, fica

meia boca”, brinca ele, que, juntamente ao chef Renato Lobato, criou uma versão com pimenta piri-piri, pão de forma, presunto, salsicha fresca, bife, linguiça e queijo (veja receita ao lado). “O molho é a alma desse prato: é feito com vários ingredientes e especiarias, cozidos lentamente”, explica ele, que demoraquaseumdiaparadeixar a receita no ponto. O prato também pode ser servido com um ovo estrelado por cima, gratinado com queijo e acompanhado por batatas fritas. Por outro lado, quebrar o tradicionalismo também é uma opção. Todo mundo sabe que as gemas são ingrediente quase obrigatório no vasto repertório de sobremesas lusitanas, como a Baba de Camelo, doce de textura leve e aerada, que lembra uma mousse. Mas, para Everardo Ribeiro, do Verde Gaio, o ingrediente foi dispensado em sua versão, feita com doce de leite e chantilly. “A ideia foi justamente ter uma alternativa sem ovo, usado em 98% das receitas portuguesas. O sabor fica bem suave”, garante ele, que ainda incrementou a receita com geleia de framboesa, redução de vinho do Porto e amêndoas laminadas.

> Festa Portuguesa

Sábado, 16, das 10h às 22h, no entorno do Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). O evento também contará com a presença de Maria Arte e Ofício, com peças bordadas. Entrada Gratuita.

A alheira, da Taberna Baltazar, é um embutido feito à base de carne de porco e pão RICK MELLO/DIVULGAÇÃO

A Baba de Camelo, do restaurante Verde Gaio, é feita com doce de leite, geleia de framboesa, redução de vinho do Porto e amêndoas


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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA

RECEITA

VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO

Francesinha

CACA LANARI E JULIA LANARI/DIVULGAÇÃO

Por Thiago Lima e Renato Lobato

Ingredientes Para o molho: – 2 cervejas brancas – 300 ml de polpa de tomate – 2 folhas de louro – 1 cubo de caldo de carne – 2 colheres de sopa de amido de milho – 2 colheres de sopa de margarina – O quanto baste de pimenta piri-piri – ½ copo de leite Para o sanduíche: – 8 fatias de pão de forma grossas – 4 bifes fininhos (porco ou vaca) – 2 chouriços de carne – 4 salsichas frescas – 4 fatias de fiambre – 20 fatias de queijo – O quanto baste de margarina – Batatas fritas para acompanhar

Agenda cheia no fim de semana

A francesinha se tornou símbolo do Porto

Modo de preparo Molho: - Em uma panela, dissolva o amido de milho no leite em temperatura ambiente e, depois, misture todos os outros ingredientes. Coloque no mixer, e depois leve ao fogo baixo para engrossar. Mexa de vez em quando por cerca de uma hora. Ajuste os temperos e reserve. Sanduíche: Comece pelas carnes: corte as salsichas e os chouriços no sentido vertical. Coloque em uma frigideira antiaderente e leve ao forno para grelhar todas as carnes, começando pelos bifes e terminando no chouriço. Reserve.

Torre levemente as fatias de pão e passe um pouco de manteiga ou maionese. Disponha quatro fatias de pão levemente torradas em quatro pratos fundos. Por cima de cada fatia de pão, coloque uma fatia de fiambre, uma fatia de queijo, uma camada de chouriço grelhado, uma camada de salsichas frescas e termine com o bife. Coloque outra fatia de pão sobre cada sanduíche. Por cima de cada sanduíche coloque quatro fatias de queijo de modo a cobrir toda a superfície. Leve o sanduíche ao forno para derreter o queijo. Para finalizar, regue cada um com uma grande quantidade de molho e disponha batatas fritas em palitos em torno.

Festivais para curtir no fim de semana têm um ponto em comum: o vinho. A Feira de Vinhos Super Nosso (av. Raja Gabaglia, 2.671, São Bento; com entrada a R$ 35, convertida em consumação) vai até domingo (17), com degustações, cursos e harmonizações. Já neste sábado, o espaço Ilustríssimo, no Santa Efigênia, recebe o Encontro de Vinhos, das 14 às 20h. A entrada, que inclui kits de degustação, custa entre R$ 90 e R$ 130. Este sábado (16) também é o último dia do festival Minas é o Mundo, que reúne representantes de cozinhas internacionais, como o Quero Arepas (foto), que traz pratos colombianos (sábado, das 11 às 23h, no Barro Preto, com ingressos a R$ 10).


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almanaque PROJETO>Alcione traz a BH primeira etapa das celebrações de seus 70 anos de vida e 45 de carreira São 70 anos de vida, 45 de carreira e muitas realizações. É por isso que “Eu Sou a Marrom” é mais do que o nome da turnê que Alcione traz a Belo Horizonte no próximo sábado (23), é um grande projeto comemorativo. Mas o show, que também será registrado em Salvador, no segundo semestre, e posteriormente lançado em CD e DVD, é só o começo. A trajetória da artista também vai ser retratada num documentário (com direção de Angela Zoe), numa biografia (escrita por Diana Aragão) e num musical teatral (com direção musical de Carlinhos Brown). Convocada a apontar os momentoschave do que viveu até agora, demonstra o valor do presente. “Nossa, são tantos... enumerá-los seria até mais difícil do que selecionar este repertório. Mas, com certeza, foram inúmeros e muito intensos. Este, por exemplo, é um dos melhores momentos de minha carreira porque jamais poderia imaginar que chegasse a comemorar décadas de carreira, e ao lado de tantas gerações de fãs”, declara. Por falar no repertório do show, serão apresentados nada menos que 45 sucessos de Alcione, alguns unidos em medleys. Entre eles, clássicos como “Não Deixe o Samba Morrer”, “Estranha Loucura”. “Meu Ébano”, “Sufoco”, “Meu Vício É Você” e “Gostoso Veneno” e representantes de todas as etapas de sua carreira, assim como canções gravadas por outros pessoas. “Procuramos, conforme mencionei, elaborar uma panorâmica de minha trajetória artística, prestigiar todas as décadas. Mas o fundamental era inserir as canções que o público ama, gosta de cantar junto, e que marcaram essas épocas. Quanto às músicas que retornaram ao repertório, elas também são amadas pelos fãs e, volta e meia, pediam para cantá-las. Por isso, estão no roteiro desta turnê”, explica. A maranhense radicada no Rio de Janeiro relembra que no inicio da carreira era tímida e tinha receio de soltar a Jessica Almeida

Ela é a Marrom Sáb. 23.jun.

ELIZEU FIUZA/DIVULGAÇÃO

Múltiplo

Além do show, que virará CD e DVD, trajetória de Alcione será contada em documentário, biografiae musical

“

A seleção do repertório foi muito difícil, afinal são 45 anos de carreira e queria inserir o maior número possível de hits, prestigiar as várias décadas e épocas distintas de minha trajetória.

voz, medo do microfone. A desenvoltura só veio com o tempo. “O principal é experiência, e aprendizado não vem da noite pro dia. Com o passar dos anos, você atinge uma maturidade também profissional, o que lhe proporciona mais segurança. Voz, impostação, conhecimento do seu ‘material vocal’, tudo isso é aprimorado com a prática, a trajetória artística e, naturalmente, as andanças pelos pal-

cos da vida”, afirma. Ela garante que aposentadoria é algo que nem passa por sua cabeça, pretende trabalhar até o fim de seus dias e tem muitos planos e sonhos ainda por realizar. Um deles seria cantar ao lado do norte-americano Stevie Wonder. “Depois que o escutei cantar ‘The Masquerade’ e ‘Overjoyed’, nunca mais parei de ouvi-lo. Tenho paixão pelo seu repertório, tanto que gravei, à moda Alcione,

‘Overjoyed’ em 1996”, diz. RENOVADA Em dezembro de 2016, Alcione deu um susto nos fãs. No meio de um show em São Paulo, começou a passar mal. Sentiu falta de ar a ponto de não conseguir mais cantar. Ela imaginou que fosse uma bronquite, mas o problema era no coração e ela precisou passar por uma cirurgia e colocar dois stents. Desde então, houve uma revolução em sua vida: transformou a alimentação e cortou os exageros. Além disso, faz fisioterapia e ginástica. A transformação é literalmente visível, perdeu mais de 20 kg, mas garante que a estética é o que menos a preocupa. O que quer é saúde para continuar trabalhando e viver bem. “Estou renovada! Passei por momentos difíceis, mas, felizmente, isso ficou pra trás. Hoje tenho uma rotina mais saudável, fiz uma reeducação alimentar. Não fiz cirurgias para emagrecer conforme andaram mencionando por aí. Estou me cuidando, com as taxas ‘zeradas’, e muito mais disposição. Se o ‘corpitcho’ está mais enxuto, melhor ainda!”, diverte-se. FEMINISTA Ao contrário de outras artistas, até mais jovens que ela, Alcione faz questão de se identificar como feminista “desde sempre” e atribui a característica à educação que recebeu dos pais. A mãe, ensinou emancipação, a independência financeira e afetiva. “Nosso pai nos ensinou, desde cedo, que ‘não carregávamos marcas de chibatas nas costas’, e que não deveríamos ser subservientes. Não tenho receio de falar o que penso, nunca tive e jamais terei. Não seria agora, depois de tanto tempo, que iria começar a agir de forma diferente. Ser feminista não é, como se sabe, querer ser igual aos homens... O que deveríamos sempre pleitear é a igualdade de oportunidades e direitos”, conclui.

> Eu Sou a Marrom

Alcione comemora 45 anos de carreira e 70 de vida KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Dia 23 (sábado), às 22h. R$ 100 (inteira, pista, lote 2), R$ 440 (mesa 2, 4 lugares), R$ 520 (mesa 1, 4 lugares)


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MÚSICA Um festival dedicado ao piano A ideia de organizar um festival de piano solo já acompanhava o mineiro Wagner Tiso há tempos. Com o que ele chama de “um belo esforço”, o sonho vira agora realidade: na próxima sextafeira (22), a capital mineira sedia a primeira edição do Festival Internacional de Piano Solo, o Fips. Durante todo o dia, o Cine Theatro Brasil Vallourec abriga workshops, master classes e, claro, as esperadas performances. Além de Tiso, o evento vai contar com as presenças de Amilton Godoy, Cliff Korman, Marcos Ariel e Amilton Godoy, Ricardo Bacelar, Luísa Mitre e Ricardo Itaborahy (neto do mestre Neném Itaborahy). Representantes da nova geração, Luísa e Itaborahy receberão, no palco, os prêmios de revelação no instrumento. “A ideia é fazer com que o festival aconteça anualmente, ou mesmo duas vezes por ano”, conta Tiso, que, no encerramento, dividirá o palco com Godoy, Korman e Marcos Ariel. O espetáculo, vale dizer, será a única atração da grade do Fips que terá acesso por venda de ingresso. Os workshops, masterPatrícia Cassese

classes e pockets show serão gratuitos – e, cereja do bolo, não será necessário fazer inscrição prévia. A grade de atividades diurna será aberta com um workshop ministrado pelo também flautista Marcos Ariel às 10h30, que vai encerrá-lo com um pocketshow. Às 14h, será a vez de Korman, seguido por Ricardo Bacelar, que, a partir das 15h, aborda o tema “Música, Arte e Direito”. Às 16h30, o próprio Wagner Tiso entra em cena, ministrando, ao lado de Godoy (um dos fundadores do icônico Zimbo Trio), uma master class. A apresentação dos pianistas terá início às 21h. Wagner Tiso conta que cada músico terá direito a 25 minutos de performance solo.

se destacado não só no que tange a seu trabalho solo, como a bordo do grupo Toca de Tatu. Graduada em piano e música popular e

Sex. 22.jun

SESC SÃO PAULO/DIVULGAÇÃO

LUCIANA GODOY/DIVULGAÇÃO

ESCOLHA Tiso conta que a decisão de ter a capital mineira como sede do festival obedeceu a dois critérios – um deles, afetivo. “Adoro a minha capital”, diz o mineiro de Três Pontas. O segundo, prossegue ele, refere-se ao fato de o Estado ser um celeiro de potentes instrumentistas – caso da já citada Luísa Mitre, uma das vencedores do prêmio BDMG Instrumental 2018. Às vésperas de completar 29 anos, a mineira tem

ALOIZIO JORDÃO/DIVULGAÇAO

Em sentido horário, Tiso, Marcos Ariel, Luísa Mitre e o veterano Amilton Godoy

MARIANA MITRE/DIVULGAÇÃO

evento. “Que eu saiba, é o primeiro festival dedicado ao instrumento em performances solo, além de viabilizar a vinda de pianistas que, de outras maneiras, talvez não pudessem ser apreciados pelos mineiros”. Aliás, no cômputo geral, tanto Luísa quanto Tiso entendem que o público apreciador de piano vem se ampliando. “De uma forma geral, percebo que o interesse dos jovens pela música instrumental vem crescendo no Brasil, talvez pela abertura de novos cursos de música e de festivais como esse. O piano não é um instrumento tão popular quanto, por exemplo, o violão, mas tem tradição conquistada, inclusive na MPB”. Tiso arremata: “Olha, se tem um coisa que nunca caiu de qualidade na música brasileira foram os pianistas, do erudito ao popular. Temos uma nova safra de nível excelente”.

Festival >Internacional de Piano Solo

Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315. Sexta (22). A programação de workshops e master classes tem início às 10h30. Às 21h, o público confere as apresentações solo de Wagner Tiso, Amilton Godoy, Cliff Korman, Marcos Ariel, Luísa Mitre e Ricardo Itaborahy. O número final junta Tiso, Godoy, Korman e Ariel. R$10 (inteira) no local ou pelo site eventim.com.br.

EU SOU A MARROM

23.JUNHO

TROQUE SEUS KM POR DESCONTO NO INGRESSO* t4f.com.br | fb.com/t4f apoio

ve lançará seu primeiro disco solo. Entusiasta do instrumento que abraçou com afinco, ela saúda a iniciativa do

Atrações

ALCIONE

copatrocínio

mestre em performance musical pela UFMG, Luísa dá aulas, dedica-se à pesquisa sobre a linguagem da MPB no piano e em bre-

realização

Av. N. Sra. do Carmo, 230 - BH Classificação Etária: 15 anos. De 12 a 14 anos acompanhados dos pais ou responsáveis legais. *O benefício de desconto somente será válido para os participantes com cadastro completo no programa Km de Vantagens, conforme regulamento da promotora Ipiranga Produtos de Petróleo S.A., CNPJ/MF n. 33.337.122/0001-27, disponível em ipiranga.com.br. Os ingressos promocionais são limitados a quatro ingressos por CPF, sujeito a disponibilidade. O resgate de Km não é garantia para a compra do ingresso. As datas das pré-vendas e dos shows poderão sofrer alterações sem aviso prévio. Este evento requer autorizações específicas. Consulte o site ticketsforfun.com.br/alvaras e acompanhe a atualização sobre a expedição de alvarás relacionados ao evento. Bilheteria Oficial (sem taxa de conveniência): Km de Vantagens Hall - Av. Nossa Senhora do Carmo, 230 – BH. BEBA COM MODERAÇÃO.


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MÚSICA Trajetória de 35 anos no palco A cada show, ao se debruçar sobre a elaboração do roteiro, o cantor e compositor Tadeu Franco tem uma certeza: não há como não incluir a canção “Nós Dois”. A música composta por Celso Adolfo, vale lembrar, estourou em sua voz em 1984, no disco “Cativante”. Evidentemente, não seria diferente no show que apresenta na próxima quinta (dia 21), no Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil, dentro do projeto “Música Itinerante”. “‘Nós Dois’ é a minha ‘Travessia’, a minha ‘Conceição’”, brinca ele, referindose a dois marcos da MPB, a parceria de Milton Nascimento e Fernando Brant de 1967 e a pérola do repertório do saudoso Cauby Peixoto (1931 – 2016). Na sequência, Tadeu despista: “Claro, não chegou a tanto (risos), pois a Patrícia Cassese

música não perambulou assim, em âmbito nacional. Mas viajei muito por conta do sucesso dela, que também entrou na novela ‘Além do Tempo’ (Rede Globo, 2016), com o filho do Almir Sater, o Gabriel Sater, e uma menina, a Layla”. Para Tadeu, a música só não reverberou mais, à época de seu lançamento, pela falta de um trabalho de divulgação a contento. “De todo jeito, é a minha marca registrada e seria uma burrice não cantá-la nos shows”. Principalmente em se tratando de uma apresentação emblemática: é que o show da quinta-feira baliza os 35 anos de carreira de Geraldo Tadeu Pereira Franco – ou, simplesmente, Tadeu Franco. Na verdade, estamos nos referindo à trajetória profissional, já que ele começou a cantar aos cinco anos, em aniversários de amigos. Cumpre lembrar que o primeiro registro fonográfico de Tadeu Franco veio por meio de

um apadrinhamento notável: ninguém menos que Milton Nascimento convidou o jovem a participar do seu disco “Ânima”, de 1982. Nele, Tadeu divide com Simone e Bituca a faixa “Comunhão”, de Milton e Brant. Em contrapartida, Bituca produziu o

Qui. 21.jun.

Meta

Empenho em manter uma relação de generosidade e respeito com os fãs

LP “Cativante”. De lá para cá, todos os que acompanham a carreira do artista mineiro sabem. Tadeu participou de festivais (incluindo o “Festival dos Festivais”, da Globo) e emplacou outros sucessos, além de ter dado o ar da graça em dis-

cos de gente do naipe de Beto Guedes, Fernando Brant (1946 – 2015) ou Sá & Guarabyra. Também apareceu em programas de projeção nacional, como “Som Brasil” e “Fantástico”, e dedicou um álbum ao repertório de Orlando Silva (1915 – 1978), o canCAMILA ROCHA/DIVULGAÇÃO

tor das multidões. Outro passo foi mostrar sua faceta compositor. “São músicas bem feitinhas, despretensiosas. Não buscam inovação, mas entendo que esse exercício da composição é uma prova de amor com meu público”. Aliás, detentor de um público fiel e generoso, Tadeu agradece o fato de esse séquito também ir, com o passar dos anos, se renovando, com representantes das novas gerações. No show, além de composições inéditas e da citada “Nós Dois”, Tadeu promete incluir músicas como “Arrumação”, de Elomar; “Gente que Vem de Lisboa”, de Tavinho Moura e Fernando Brant, e “Cantar”, de Godofredo Guedes, entre outros clássicos.

> Tadeu Franco

Projeto Música Itinerante Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315). Dia 21 (quinta), às 20h. R$ 40 (inteira) na bilheteria e site eventim.com.br


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MÚSICA O hard core que corre nas veias FACEBOOK/REPRODUÇÃO

Há 23 anos na estrada, o CPM 22 sabe muito bem a dor e a delícia de empunhar a bandeira do punk rock no Brasil. Mesmo assim, em sua trajetória, a banda conquistou feitos como um disco de ouro (pelo registro “CPM 22”, de 2001), frequentou a programação de emissoras de rádio e TV e lota shows. E é com a força da metáfora presente no título da atual turnê – “Suor e Sacrifício” – que o grupo volta a desembarcar na capital mineira neste sábado (16), no Music Hall. Vale lembrar que ano passado os integrantes ocuparam o mesmo espaço para a estreia do show – portanto, é a segunda vez que os mineiros têm a oportunidade de conferir o sucessor do álbum “DeJoão H. Motta (*)

pois de Um Longo Inverno” (2011), e que marca o retorno do grupo às raízes do hard core. Mas claro, as músicas da discografia dos anos 2000 – como “Regina Let's Go!”, “Tarde de Outubro”, “O Mundo Dá Voltas”, “Anteontem” e “Um Minuto Para o Fim do Mundo” – também serão lembradas. Da capital mineira, o grupo cultiva boas lembranças. O primeiro show foi na casa noturna Matriz. Na plateia, cerca de cem pessoas, mas “com a explosão dos shows de punk que rola por lá”, lembra Japinha, baterista. Na sequência, vieram shows maiores no hoje KM de Vantagens Hall e no “Pop Rock Brasil” (no Mineirão e no Mineirinho). “Passamos por espaços com tamanhos e propostas distintas, mas desde o início o público daí foi muito importante. O punk, o metal e o hard core são muito fortes na cena da

Sáb. 16.jun O CPM 22 segue fiel às raízes do punk rock e promete show para o público pular junto

do no qual, lembra Japinha, estilos como o funk, o sertanejo e o pop angariam mais popularidade nas rádios. “É muito difícil fazer rock no Brasil. Há pouca renovação das bandas e o estilo está desprestigiado. Mas sim, temos fãs fiéis, e eles não nos abandonam. E há a nova geração que gosta de hard core, de punk, e que começou a conhecer nosso trabalho por influência de irmãos ou primos”. Para esse time, a boa nova é que o CPM 22 deve retornar em breve aos estúdios, junto ao Raimundos, para gravar um single digno do peso desse encontro. * Sob a supervisão de Patrícia

cidade”, afirma o músico. ROCK É TRABALHO “Suor e Sacrifício” (2017) vinha sendo gestado desde que a banda finalizou

o trabalho anterior, que a aproximou de outros estilos, como o ska. Mas o grupo teve que interromper o processo para dedicar-se à apresentação histórica no

“Rock in Rio 2015”. O show emocionou os fãs, que trataram de cantar, junto, as músicas clássicas e alternativas do setlist. Um alento em um perío-

Cassese

> CPM 22

Turnê “Suor e Sacrifício” Music Hall (av. do Contor, 3239, Santa Efigênia). Neste sábado (16), às 21h. R$ 90 (pista, inteira)

DIOS SALVE LA REINA/DIVULGAÇÃO

sábado (16) do Queen por um cover 6 Clássicos reconhecido mundialmente Na estrada desde 1998, a banda argentina God Save The Queen, eleita pela revista “Rolling Stone” como o melhor show tributo do mundo, apresenta seu novo espetáculo, “20 Years”, em solo brasileiro. Com um show que reúne os clássicos do Queen – entre eles, “Bohemian Rhapsody” e “We Will Rock You” –, o grupo desembarca em BH neste sábado 16), para uma apresentação que integra a turnê mundial 2018. Sem playback, o cantor Pablo Padín conquista os fãs da banda por sua semelhança física e vocal com Freddie Mercury Onde KM de Vantagens Hall BH (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro, 4003-5588) Quando Neste sábado (16), às 22h Quanto R$ 120 (pista/arquibancada, 3° lote); R$ 520 (mesa setor 2, com quatro lugares); R$ 600 (mesa setor 1, com quatro lugares).

domingo (17)

D’FRANCE

CALL THE POLICE

Músico belo-horizontino apresenta o show “Vibrações”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

João Barone, Rodrigo Santos e Andy Summers, em tributo à banda britânica. KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Às 21h. R$ 60 (setor 3, inteira)

FERNANDA TAKAI

ORQUESTRA MULTIPLAYER

Cantora mineira lança álbum dedicado à Bossa Nova em “O Tom da Takai”. Teatro CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 50 (inteira)

CONEXÃO ABSURDA Shows de Jade Baraldo, Nãorecomendadados e Crew. Distrital (r. Opala, s/n, Cruzeiro). Às 20h. R$ 30 (segundo lote)

II ENCONTRO DE BANDAS DE MÚSICA Primeiro da série de 3 encontros. Praça Duque de Caxias. 10h. Entrada gratuita.

MV BILL Rapper faz show na noite com Cost, Raquel Feu e Natty Groove. A Fábrica (av. dos Andradas, 295, centro). Às 22h. R$ 35 (segundo lote)

Concerto com trilha de jogos da década de 90, “90’s Kids”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. R$ 45 (Plateia 2, inteira)

ZEVINIPIM Banda mineira traz um toque de groove para o domingo. A Casa (r. Padre Marinho, 30, Santa Efigênia), Às 19h. R$ 15

segunda (18) SEGUNDA MUSICAL Concerto: 1ª parte: Kássio Arão (piano). 2ª parte: Trio Intermezzo, formado por Álisson Berbert (violino), Bruna Caroline (violino) e Filipe Malta (violão). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. Entrada gratuita

terça (19) FESTIVAL TINTA FRESCA Concerto de Encerramento com as obras dos finalistas. Regência: Marcus Arakaki Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090). 20h30. Entrada gratuita, com confirmação pelo site filarmonica. art.br

quinta (21) DOIS NA QUINTA Thelmo Lins se apresenta pela primeira vez com Patrícia Ahmaral Teatro da Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais (praça da Liberdade, 21). 19h30. R$ 10 (inteira)

RAFAEL MACEDO Lançamento do disco “Microarquiteturas”. Teatro CCMTC (r. da Bahia, 2.244). 20h. A partir de R$ 30 (plateia 2, inteira)

sexta (22) ACME CONVIDA Selo de rap belo horizontino convida Xamã e Akira Presidente. A Fábrica (av. dos Andradas, 1145, centro). Às 22h. R$ 30 (primeiro lote)


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ARTES CÊNICAS As turbulências da senilidade Patrícia C o s t u m a Cassese acontecer. E com certa frequência. Independentemente da cidade, ao fim das apresentações, alguns espectadores esperam pelo protagonista da peça “O Pai”, o veterano ator Fúlvio Stefanini, para compartilhar o quanto a narrativa se conecta ao momento que estão vivendo. “Muitas me falam – claro que rapidamente – de situações parecidas que envolvem amigos, parentes ou mesmo pais”, relata. A situação a que ele se refere é a demência que paulatinamente vai afetando a percepção do entorno do personagem central, o pai citado no título. Depois de estrear em 2016 (balizando, à época, os 60 anos de carreira do ator paulistano, que hoje contabiliza 78 anos), a montagem brasileira do texto do francês Florian Zeller – que vem sendo encenada em várias partes do mundo – chega a BH nos próximos sábado (23) e domingo (24), no Cine Theatro Brasil Vallourec. Ao Pampulha, Fúlvio conta que o texto do jovem dramaturgo (Zeller tem 38 anos) foi “descoberto” pela atriz Carolina Gonzalez, que, na peça, interpreta Carole, filha de seu personagem. “Ela morava em Paris, conheceu o texto e se encantou. Acabou ela

Sáb. 23.jun.

Sáb. e dom. 23 e 24.jun.

JOÃO CALDAS/DIVULGAÇÃO

Talento

Com o papel, Fúlvio Stefanini faturou o prêmio Shell de melhor ator, ano passado mesma traduzindo”, rememora. Ao levar a ideia da montagem a um produtor, Carolina ouviu dele: “Olha, não vejo outro ator fazendo se não o Fúlvio”. O mesmo produtor, aliás, sugeriu o nome de Leo Stefanini, filho de Fúlvio, para a direção. Ambos toparam de pronto. “Já conhecíamos, claro,

JULIANA EID/DIVULGAÇÃO

Eduardo Sterblicht vive o protagonista do espetáculo

o histórico da peça, pelo sucesso na França (para dar um exemplo, o texto faturou o prêmio Molière). Mas a primeira leitura não foi exatamente uma experiência positiva – na verdade, ali, não avaliamos o potencial do texto, que é maravilhoso, profundo... mas muito complicado num primeiro momen-

to”. Já no processo de trabalho, o grupo começou a perceber as qualidades da dramaturgia. “E, à medida em que avançávamos, percebemos que a gente tinha uma joia em mãos. É um texto extremamente inteligente! Muito comovente, realista, mas também bem-humorado”, resume Fúlvio.

A trama, que se desenrola na França, flagra o processo de senilidade de um viúvo e o quanto sua filha é afetada pelo declínio das funções mentais dele. “Para ela, a situação é conturbada, mas ele, personagem, não tem consciência de nada. Ou seja, as pessoas ao entorno é que sofrem as consequên-

cias e, na narrativa, esse jogo é muito bem feito. O autor teve uma sutileza, uma sensibilidade fora do comum. E a plateia embarca pra valer, já no primeiro momento é possível perceber isso”, assegura. Sobre o fato de atuar sob a batuta do filho, Fúlvio diz que, num primeiro momento, a possibilidade pareceu-lhe assustadora. “Mas já no primeiro dia a gente, espontaneamente, estabeleceu um distanciamento. Foi um processo inconsciente”. E se o assunto adentra o território familiar, Fúlvio revela que sua relação com Minas também passa pelo DNA (apesar da ascendência italiana). “Minha mãe é de Barbacena e tem uma parte significativa da família que ainda está aí”, diz citando o primo, cujo nome batiza uma grande rede de laboratórios. “Belo Horizonte também está na minha memória por conta das boas temporadas que fiz aí, de peças como ‘Meno Male’ ou ‘Procura-se um Tenor’”. Em tempo: o elenco da peça completa-se com Carol Mariottini, Lara Córdulla, Paulo Emílio Lisboa e Wilson Gomes.

> O Pai

Mostra Cine Brasil Teatro e Música. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315). Dia 23 (sábado), às 21h, com tradução para libras, e 24 (domingo), às 19h, com tradução para libras e audiodescrição. R$ 50 (inteira).

Reino do anti-herói Escrita em 1867 pelo dramaturgo norueguês Henrik Ibsen, o texto de “Peer Gyant” acompanha a trajetória de um rapaz que abandona sua aldeia para desbravar o mundo. Nas mãos do diretor brasileiro Roberto Alvim, o clássico ganhou uma nova faceta: agora, a ação se passa em solo tupiniquim e o protagonista, Pedro Peregrino, é um jovem sem escrúpulos, disposto a tudo para ser rico e poderoso. É desta premissa que nasceu “O Rei do Mundo”, montagem que, além de direção e dramaturgia assinadas por Alvim, tem elenco estrelado pelo ator e roteirista carioca Eduardo Sterblicht – que, na telinha, se tornou conhecido por programas como “Pânico na Band” e “Tá no Ar: a TV na TV”, além de ter atuado nos filmes “Rio, Eu Te

Amo” e “Os Penetras 2”. No próximo sábado, 23, a montagem – que oscila entre o drama e a comédia para suscitar questionamentos no público – aporta pela primeira vez em Belo Horizonte, no palco do Centro Cultural Minas Tênis Clube. Ao lado do ator, o elenco se reveza para compor os personagens que seguem a viagem de Peregrino. Enquanto um anjo narra o espetáculo e propõe reflexões, o Diabo ensina o protagonista a viver de forma egoísta. Isso tudo de uma forma muito contextualizada e atualizada para a vivência brasileira no que tange à corrupção e à violência. “Quis adaptar o texto à nossa realidade. Em cena, temos a jornada de um homem que vai do egoísmo inescrupuloso até a conquis-

ta da sabedoria. E esse homem somos todos nós”, analisa Alvim. A comicidade e a interação com o público nascem justamente nestes momentos de reflexão sobre o caráter e a moralidade de Peregrino. “A comédia tem uma lógica própria. Enquanto a tragédia precisa de um rigor radical, na comédia existe uma abertura para o acaso, para um jogo imprevisível com a plateia no aqui-eagora”, explica o diretor. Vale lembrar que Alvim e Sterblicht já vinham tentando engatar uma parceria há três anos – só em março deste ano, porém, foi possível concretizar o sonho. “Ser dirigido pelo Roberto é um prazer muito grande: ele é muito sensível e tenho aprendido bastante”, afirma Sterblicht.

Além de rodar o país com “O Rei do Mundo” (já foram mais de 30 cidades visitadas), Sterblicht vem dividindo-se entre a gravação de filmes e programas – algumas das quais ainda não pode revelar. “Se ficar contando perde a graça”, desculpa-se. Mas o ator fez questão de avisar que, em agosto, estreia “Chacrinha – O Filme”, de Andrucha Waddington, no qual encarna o ícone Abelardo Barbosa, o eterno Chacrinha (1917-1988), na juventude. * Lara Alves, sob supervisão de Patrícia Cassese

“O Rei do >Mundo” Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244 –, 3516-1360). Dia 23 (sábado), às 20h30. R$ 80 (inteira, antecipado); R$ 100 (inteira, no dia do evento).


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ARTES CÊNICAS RAQUEL CARNEIRO/DIVULGAÇÃO

teatro adulto BUMERANGUE Dir. Fernando Couto e Ari Nóbrega As situações vivenciadas na infância de dois homens se juntam e se transformam em obsessão e desejos. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Sex., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 19 (postos Sinparc). Até 1/7.

CONTO ANÔNIMO Dir. Sara Pinheiro e Pablo Lamar Com Ana Lavigne e Marcelo Alessio Os atravessamentos na vida de uma mulher em seu dia a da que transita entre memória íntimas e comerciais. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). Até 24/6.

DES ESPERA Dir. Wal Mayans Com Bruno Godinho Uma história onde se vivencia a perda, o encontro, o amor, o desencontro. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex., sáb. e dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 24/6.

DESZERTO Dir. Sara Rojo Com Fabrício Trindade, Felipe Cordeiro, Jéssica Ribas Ao receber uma carta de sua filha questionando sobre sua participação nos crimes ditatoriais, após 20 anos, Laura retorna ao deserto onde fora juíza e revisita suas memórias. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (16), às 20h. R$ 20 (inteira).

DOSTOIÉVSKI TRIP Dir. Cibele Forjaz Com Cia Livre e Mundana Companhia Um grupo de viciados em literatura aguarda a chegada de um comerciante que fornece mercadorias que provocam alucinações associadas a grandes autores da literatura mundial. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qua. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 9/7.

MEU TIO É TIA Dir. Marco Amaral Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro é surpreendido com a notícia de que seu sobrinho vai se hospedar em sua casa. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. (22) e sáb. (23), às 20h30; dom. (24), às 20h. R$ 40 (inteira).

O QUE FAZER COM O RESTO DAS ÁRVORES? Dir. Larissa Matheus Com Nando Motta e Elder Torres Carlos e Frederico recebem de herança do pai um milhão de enciclopédias por ele produzidas ao longo de sua vida. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcioná-

rios, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 25/6.

TALVEZ EU ME DESPEÇA Dir. Ludmilla Ramalho Com Beatriz França Beatriz França homenageia a amiga assassinada e volta à cena para lembrar de quem não pode se despedir. Atualizada, a montagem também discute o assassinato de mulheres. - Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3.876, Barragem Santa Lúcia). Neste sáb. (16) e dom. (17), às 20h. Entrada gratuita. - Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). Qui. a dom., às 20h. R$ 10 (inteira). De 21/6 a 24/6.

UM ANJO PASSANDO AQUI Com Lenine Martins Uma dramaturgia em fragmentos do amor, sua ausência e aproximação. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Qui. a sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 30 (inteira). Até 24/6.

teatro infantil Espetáculo “Deszerto”, no Teatro Marília narra a trajetória de uma mulher às voltas com um passado controverso O QUE MORA NO ESCURO Dir. Lívia Gaudencio Com O Trem - Companhia de Teatro A história de Nina e Theo, dois amigos que se transformam em super-heróis para vencer seus medos. Museu Histórico Abílio Barreto (av. Prudente de Morais, 202, Cidade Jardim). Neste dom. (17), às 17h30. Entrada gratuita.

musical ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS Dir. Diego Benicá Com Copas Produções A história da menina que se vê no dilema de crescer ou permanecer criança, o musical usa e abusa do mundo do circo. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 29/7.

ópera BASTIEN UND BASTIENNE Dir. Sérgio Anders e Ederson Urias Com Orquestra Sinfônica da UEMG Uma jovem camponesa que acredita estar sendo traída, procura um mago para trazer de volta o seu amor. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste dom. (17), às 20h e seg. (18), às 20h30. R$ 60 (inteira).

segunda preta* VULNERÁVEL Com Felipe Jawa

Performance que propõe a todos experimentarem a vulnerabilidade em diversas instâncias.

NEGRO Com Marcel Diogo Performance reflete sobre o racismo no Brasil e o mito da "democracia racial".

SINAIS VERMELHO Com Grupo Traços Periféricos Três mulheres e um homem presentificados em vermelho a jogar com a rua. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (18), às 20h. R$ 10 (inteira)

3º curta dança

ESPAÇOS E VAZIOS

estético vigente, solidão. Neste dom. (17), às 20h.

Com Nicole Blach, Otávio Cotta, Raquel Pires Cavalcanti Apoia-se em noções de espaço, de vazio e na improvisação para criação. Neste dom. (17), às 20h.

EX-TINTO Com Rodrigo Antero O mundo ou o eu que a cada instante encolhe, se extingue, se esvai. Neste sáb. (16), às 20h.

HIATO Com Christiano Castro Num mundo de tantas possibilidades e informações, às vezes o indivíduo parece estar num hiato. Neste dom. (17), às 20h.

RESISTÊNCIAS Com Coletivo Atravessadas Trata da vida e da arte, a partir das plantas indesejadas que persistem nas rachaduras das calçadas. Neste sáb. (16), às 20h.

UZI LIBRAS Com Uziel Ferreira Uma proposta de declamação de cinco poemas de Carlos Drummond de Andrade de forma dançada, comunicação alternativa e sinais próprios da Libras. Neste sáb. (16), às 20h. (*) Espaço Aberto Pierrot Lunar (r. Ipiranga, 137, Floresta). R$ 10 (inteira)

HORIZONTEABISMO ANASTASIA BERLIN BAILA A BEETHOVEN MADONA Y CHARLY GARCIA Y ES UN SOL DE IMPROVISACIÓN Com Natalia Tencer Obra biográfica pelo distanciamento, com muitos detalhes de sua história jogados como indicações. Seg. (18), às 20h

BETHARY Com Bárbara Veronez e Mariana Razzi Mulher, corpo-fêmea que se observa nos entre-tempos. Seg. (18), às 20h.

BREVE ESPAÇO ENTRE AS COISAS QUE SE TOCAM Dir. Débora Pazetto e Samuel Samways Com Terceira Margem Coletivo de Dança Um momento de dança-pensamentosom em que os corpos dialogam. Neste sáb. (16), às 20h.

CORPORIFICAR #4 DOS

Com Mylla Maggi e Débora Reges O trabalho investiga os campos sensoriais e imagéticos. Neste dom. (17), às 20h.

INSTRUÇÕES PARA FRUIR O TEMPO Com Lab Criativo de Contato Improvisação Jogo performativo multi-artístico em que são construídas interações lúdicas. Seg. (18), às 20h.

MACHISMO: O QUE TE CONSTRÓI, TE DIMINUI Dir. Ítalo Augusto Com Andressa Fonseca O mesmo machismo que diz como ser é o que julga por ser assim. Seg. (18), às 20h.

MANOBRAS DE MCBURNEY FELIZ Dir. Lucas Vasconcellos Com Gu Freitas Trabalhadores, rotina, corpo, padrão

palco giratório* DANÇA ANFÍBIA Dir. Telma César Cavalcanti Com Cia. dos Pés A metáfora lançada por Gilberto Freire, de ser “a gente alagoana uma gente anfíbia”. Neste dom. (17), às 19h.

ENTREPARTIDAS Dir. Francis Wilker Com Teatro do Concreto O público toma um ônibus e viaja pelas ruas da cidade. Estação Ferroviária de Belo Horizonte (r. Aarão Reis, 423, centro). Neste sáb. (16), às 18h. Entrada gratuita.

FARINHA COM AÇÚCAR – OU SOBRE A SUSTANÇA DE MENINOS E HOMENS

Dir. Jé Oliveira Com Coletivo Negro Nesta peça-show, busca-se uma relação íntima com o público. Sex. (22), às 21h.

O CRIVO Dir. João Paulo Gross Com Ateliê do Gesto Dois homens criam relações que só se revelam à medida que atravessam suas estórias - o sertão -. Neste sáb. (16), às 21h.

SEGUNDA PELE Dir. Liana Gesteira, Maria Agrelli e Renata Muniz Com Coletivo Lugar Comum Corpos em troca de peles, em transformação, em desnudamentos. Qui. (21), às 21h. (*) Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 1 hora antes de cada espetáculo.

teatro insurgente – mostra de solos CICLOS Dir. Juliana Pautilla Com Rita Maia Uma mulher às voltas com liberdade de escolhas (ou falta de escolhas) em relação à maternidade após os 40. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira).

MIRELA PERSICHINI/DIVULGAÇÃO

de Rita Maia volta a 6 Solo cartaz no Galpão Cine Horto Estreante da primeira edição do “Teatro Insurgente – Mostra de Solos”, realizado pelo Grupo Teatro Invertido, o solo “Ciclos”, da atriz Rita Maia, volta para mais uma temporada no Galpão Cine Horto. Na montagem, que tem direção e dramaturgia assinadas por Juliana Pautilla, a atriz reflete sobre questões da condição feminina às voltas com sua emancipação e levanta discussões sobre ser mãe aos 44 anos. Em agosto, é a vez do ator Francis Severino apresentar “Santiago” na mostra; em setembro, Robson Vieira traz a peça “Salvador”. Finalmente, “Carne”, de Maria Rita Fonseca, fecha a programação em novembro Onde Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580) Quando Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. De 22/6 a 1°/7 Quanto R$ 20 (inteira).


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GUIMARÃES ROSA: 110 ANOS Experiência imersiva no sertão Caio Blat nunca havia lido “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa (1908 –1967) até ser convidado para integrar o projeto de encenação da obra liderado pela artista múltipla Bia Lessa, que faz curta temporada no Palácio das Artes no próximo fim de semana (dias 23 e 24), no Palácio das Artes. “Eu tinha lido outros livros e textos dele, até para outros projetos. Quando a Bia me convidou, mergulhei de cabeça na leitura e foi realmente muito forte, como eu já esperava. Todo esse encontro e processo com o elenco e com ela foi muito forte, uma experiência coletivamente marcante”, conta o ator que interpreta o jagunço Riobaldo, que atravessa o sertão para combater seu grande inimigo. Atormentado tanto pela dúvida sobre a existência do demônio, ele também precisa lidar com a paixão inconcebível por alguém que julga ser outro homem, Diadorim (Luiza Lemmertz). A diretora já havia trabalhado sobre a obra em 2006, quando criou uma exposição sobre o sertão de Guimarães Rosa para a Jessica Almeida

inauguração do Museu da Língua Portuguesa. No teatro, sua última experiência havia sido “Exercício nº 2: Formas Breves”, em 2009. O retorno a ambos, agora, veio para “enfrentar essas questões necessárias de se falar”. Caio Blat, que recebeu o prêmio Shell de melhor atuação por seu papel no espetáculo e o dedicou à vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (1979-2018), assassinada em março deste ano, acredita que a montagem se torna mais importante em tempos como os atuais. “O sertão é uma metáfora para o nosso Brasil atual, com todos armados, saqueando e promovendo uma guerra numa terra sem lei. Essa é a nossa realidade até hoje, nas periferias das grandes cidades também. O Brasil vive em meio a uma guerra, ao pânico, à miséria, ao abandono e a peça trata de um lugar assim, sem recurso, onde as pessoas se organizam para sobreviver das formas mais improváveis, inclusive para amar”, afirma.

teração ou coisa do tipo, foi encaixada no nosso improviso primitivo. Não importa a dificuldade do texto, ele é um sussurro. Não há declamação, tudo é sentido antes de ser falado”, afirma. O resultado do trabalho não é simplesmente uma peça, é uma instalação. Na versão original, os espectadores são dispostos em uma estrutura metálica, em dois andares, e fones de ouvido permitem escutar separadamente a trilha sonora – com-

Sáb. e dom. 23 e 24.jun.

nas. A convivência estreita que estabeleceu por lá e a riqueza que seus olhos, como os de tantos outros, desvendaram, porém, não se traduz apenas em alegria. “Sinto que a região ainda está muito distante do resto do Estado”, lamenta ele, que, a convite do Sesc Palladium, coordena a “Imersão Grande Sertão”, cuja abertura acontece na próxima terça-feira (19), com o “Café do Sertão” (confira programação ao lado).

posta por Egberto Gismonti –, as vozes dos atores, os efeitos sonoros e sons ambientes. Na versão belo-horizontina, apenas 154 espectadores ficarão no palco com fones. Os demais ficarão na plateia do palco italiano do Grande Teatro. O palco é limpo, quase todo preto, como os figurinos. A luz quase não muda e o elenco completo fica em cena o tempo todo, e não vivem apenas seus papeis, mas também um pássaro ou ROBERTO PONTES/DIVULGAÇÃO

CONSTRUÇÃO O trabalho com o elenco de dez atores começou de uma forma livre e dinâmica. “Improvisamos em cima de vários textos, interpretamos todos os personagens, fomos construindo nossa leitu-

Um mergulho nas diversas formas do universo roseano Desde que, em 2012, se aventurou in loco pelo sertão narrado por João Guimarães Rosa em sua obra, o músico Makely Ka tem voltado com frequência à região, situada no norte de Mi-

ra do livro, sobre amor, espanto, guerra. E a Bia cobriu isso de forma brilhante”, conta o ator sobre o trabalho da diretora, agraciada com o prêmio APCA de 2017 pelo espetáculo. Só então as falas, que trazem com exatidão as palavras do autor, foram inseridas no processo. “Não montamos a peça baseados no texto, mas a partir do improviso, e só depois fomos decorá-lo. Por isso, qualquer dificuldade para falar poesia, ali-

Elenco ansioso

Em BH, os familiares de Guimarães Rosa, e a equipe do museu em sua homenagem, em Cordisburgo, verão a peça pela primeira vez

Até o domingo (24), a iniciativa – que se insere no programa “Eixo Língua Portuguesa” – desnovela uma amostragem da riqueza da chamada “mesorregião” aos moradores da capital mineira, por meio de palestras, debates e espetáculos musicais, bem como degustação de produtos produzidos por cooperativas sertanejas e projeções de fotos e vídeos. Entre os convidados, estão o compositor e ensaísta José Miguel Wisnik, a líder comunitária e coordenadora do Instituto Rosa e Sertão, Damiana Campos, o violeiro Paulo Freire e a benzedeira Lindaura, a Dona Lili, além do próprio Makely. Entusiasta da região que, lembra, perpassa dois bio-

mas, a caatinga e o cerrado, Makely também ressalta o fato de a área contemplar um extrativismo sustentável (“trabalhando com frutas e folhas, produzindo polpas, geleias, sucos, pães e bolos”), bem como parques ecológicos (“de riquezas e diversidades impressionantes”), nascentes de bacias hidrográficas, sítios arqueológicos e turismo de base comunitária.

“Há várias iniciativas ali extremamente interessantes, que se preocupam em preservar o bioma, estabelecendo uma vivência harmônica com o meio ambiente. São, de certa forma, movimentos de resistência”, diz Makely, que, durante a “imersão”, vai mostrar o show “Cavalo Motor”, bem como comentar as fotos “O Senhor Mire e Veja”, que fez. (Patrícia Cassese) MAKELY KA/DIVULGAÇÃO

uma pedra. São acompanhados por 256 bonecos de pano que ajudam a compor o cenário do sertão. “Esse trabalho foi um processo definitivo pra todos nós, muito transformador. É um privilégio fazer parte desse encontro”. REDE SOCIAL O ator, que estará na próxima novela das 21h, de Aguinaldo Silva, comentou uma polêmica com a qual se envolveu recentemente, após postar no Instagram uma foto ao lado de uma mulher em cuja camiseta lia-se “bruta não, mal domada”. Foi acusado de machismo, até por colegas de profissão como Maria Casadevall. “O fato de ter sido criticado me permite acostumar a viver num ambiente tão democrático como é a internet. É importante permitir a manifestação da opinião de todo mundo, e ao mesmo tempo não me reprimir, deixar de postar, dar minha opinião, brincar e dizer o que eu penso, afinal nunca vamos agradar a todos”, conclui.

Grande Sertão: >Veredas Dir. Bia Lessa Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 23 e 24, às 20h. R$ 30 (inteira)

PROGRAME-SE Terça (19) 18h “Café do sertão”. 19h30 Mesa com a líder comunitária Damiana Campos. Gratuito. Quarta (20) 19h30 Mesa com Dona Lili, benzedeira. Gratuito. Quinta (21) 19h30 Mesa “Os Caminhos do Sertão”. Gratuito. Sexta (22) 20h Aula-espetáculo com Paulo Freire. R$ 20 (inteira) Sábado (23) 17h Projeção de fotos comentadas por Makely Ka, no Mezanino. 20h Palestra com José Miguel Wisnik, no Grande Teatro. Gratuito Domingo (24) 20h Show de encerramento “Cavalo Motor”, com Makely Ka e banda. Teatro de Bolso. R$20 (inteira) * Durante o evento haverá exibição de vídeos-instalações, por Leandro Lopes

Sertão: Estrada para o Liso, na divisa de Minas com Bahia

Local Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046).


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LITERATURA A vida Wander Piroli em livro Alex Há umpequeBessas no registro, no prefácio escrito por Valdomiro Santos para o livro “Os Melhores Contos de Wander Piroli” (1996), que deixa entrever quem foi o escritor e contista mineiro. Em resposta crua, mas completa, ele expõe porque, afinal, resolveu ser escritor: “Por causa de meu apego entranhado (ou melhor, quase desesperado) à vida”. De janeiro a outubro de 2017, o biógrafo Fabrício Marques investigou a história de vivacidade urgente do autor belo-horizontino. Agora, na quinta-feira (21), ele apresenta o resultado: o livro “Wander Piroli – Uma Manada de Búfalos dentro do Peito”, terceiro livro da série “Beagá Perfis”, da Conceito Editorial. Interesse que remonta o início dessa década, Marques se reencontrou com a obra de Piroli ao escrever, em 2011, um artigo sobre ele. Em 2015, voltou a se ater ao universo do contista quando convidado a falar dele em uma conferência literária. Assim, no ano seguinte, quando recebeu o convite do editor José Eduardo Gonçalves para a produção de um perfil que integraria

a série da Conceito Editorial, o biógrafo já tinha Wander Piroli no radar. Afinal, considera o autor do clássico “A Mãe e o Filho da Mãe”, de 1966, “um nome de primeira importância, mas que vinha sendo, de certa forma, esquecido”. UNIVERSAL Em 129 páginas, a biografia explora e exulta a importância de Piroli para a literatura e para o jornalismo. O livro também evidencia a presença do bairro Lagoinha em toda sua obra. Por lá ele viveu até os 27 anos, mas o lugar permaneceu presente em sua trajetória. “O bairro operário onde ele viveu foi central em sua vida”, resume Marques. Depois de casado, é verdade, ele se mudou para o bairro Floresta e não mais retornou. “Mas foi lá que ele desenvolveu seu jeito de ver, de observar. Aprendeu com os malandros o funcionamento da vida, soube dar importância e ouvir pessoas invisíveis da sociedade”, narra. Se “a Lagoinha está em tudo”, para citar frase de Piroli, o traço provincial da obra não reduz sua amplitude universal. “Nomes de ruas, lugares de BH estão presentes em suas obras que, ao mesmo tempo, atingem também quem não é daqui”, argumenta Marques, indicando que

Qui. 21.jun.

WILSON AVELAR/DIVULGAÇÃO

O escritor mineiro Wander Piroli (1931 – 2006) ganha biografia escrita por Fabrício Marques

seus contos “falam sobre a condição humana” e por isso geram identificação. Sentindo “pena de quem não lê ‘Grande Sertão: Veredas’”, de Guimarães Rosa, como declarou, em 1979, ao curitibano Aramis Millarch (1943-1992), Piroli tinha como maiores influenciadores o americano Ernest Hemingway e o alagoano Graciliano Ramos. Do primeiro “apreciava muito o estilo, usando mais substantivos e verbos” e com o último “compartilhava um olhar para os desvalidos”, explana Marques, com-

pletando que o belo-horizontino chegou a conhecer o autor que, para ele, era referência. “Em 1952, sabendo que Graciliano estava doente, Wander e o jornalista Sebastião Nery foram visitá-lo. Pouco tempo depois o alagoano morreria”, lembra. AGUERRIDO Tanto quanto na literatura, no fazer jornalístico Piroli mantinha como hábito o olhar cuidadoso para quem estava em situação de invisibilidade social. “Me surpreendi com uma atuação podero-

sa dele entre os anos de 1960 e 1980. Em plena Ditadura Militar, ele desafiava o poder com um jornalismo ousado”, situa Marques, mencionando passagem do escritor pelo jornal “O Binômio”, onde ele mantinha uma espécie de anti-coluna social que, de forma irônica, criticava as elites da cidade e se tornou muito conhecida. Formado em Direito, Piroli exerceu pouco a profissão e, mesmo depois do encerramento do jornal “O Binômio”, censurado pelo regime militar em 1964, manteve a

postura crítica em outros periódicos em que trabalhou. Marques conta que em 1983, como editor, ele estampou uma entrevista, com direito a foto de capa de uma edição de domingo, de um homem homossexual. “Nessa época, era algo muito raro, um assunto tabu”, lembra o biógrafo. O viés vanguardista é notado até mesmo em sua bibliografia infanto-juvenil. É o caso de “Os Rios Morrem de Sede”, de 1976. Nele Piroli já antecipava preocupações ecológicas, que só ganhariam destaque décadas depois. Aliás, não deixa de ser curioso a presença do universo infantil na obra do autor: “Até os 14 anos nunca li livro de literatura. Não me interessava”, declarou, em 1979, o autor de “O Menino e o Pinto do Menino” (1975). Marques acrescenta ainda uma terceira obra que considera essencial para o público infantil: “O Matador”, uma das 18 publicações póstumas que Piroli deixou.

Piroli: >UmaWander Manada de Búfalos Dentro do Peito Lançamento da biografia escrita por Fabrício Marques. BDMG Cultural (r. Bernardo Guimarães, 1600, Lourdes). Dia 21 (quinta), às 19h30. Entrada gratuita (o livro estará à venda no dia por R$ 32)

ESTANTE JOAQUIM NABUCO/O GLOBO/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

Guimarães Martins lança 6 Bruno livro sobre editor pioneiro

Martins Sarapu lança seu 6 Thais segundo livro autobiográfico Depois de lançar “Sorrir é o Melhor Remédio”, Thais Martins Sarapu volta à história de seu diagnóstico de câncer com o livro “Feliz por Tudo” e conta ao público as reviravoltas e os desdobramentos em sua vida decorrente das experiências que aprendeu enfrentando a doença. Com um estilo leve e informal, a autora se propõe a bater um papo com o leitor Onde Quadrum Galeria de Arte (av. Prudente de Morais, 78, Cidade Jardim) Quando Neste sábado (16), das 9h30 às 13h30 Quanto R$ 35 (todo o lucro será revertido para a Fundação Sara Albuquerque).

“Corpo Sem Cabeça: o Tipógrafo-Editor e a Petalógica” é o título do novo livro do professor de comunicação da UFMG Bruno Guimarães Martins que será lançado neste fim de semana em BH. Por meio da obra, o professor faz uma análise do momento de inauguração de um espaço letrado no Brasil Império, a partir da trajetória de Francisco de Paulo Brito, editor de livros e jornais do período oitocentista Onde Quixote Livraria e Café (r. Fernandes Tourinho, 274, Savassi) Quando Neste sábado (16), às 11h Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 54 EDITORA UFMG/DIVULGAÇÃO

em Cena apresenta a 6 Letra obra do escritor Rubem Braga Para celebrar a obra de Rubem Braga, o jornalista José Castello, autor do livro “Na Cobertura de Rubem Braga”, será responsável por apresentar e analisar o trabalho do cronista na próxima edição do “Letra em Cena. Como Ler...”, que acontece no próxima terça. Na ocasião, o ator do Grupo Galpão Arildo de Barros realiza a leitura de textos do escritor Onde Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 19 (terça-feira), às 19h Quanto Entrada gratuita (mediante retirada de ingresso no www.sympla.com.br)


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CINEMA

O feminino e sua dura realidade

Inicialmente, Juliana Antunes queria que “Baronesa” fosse um filme sobre “mulheres lésbicas jovens na periferia”. Mas depois de cerca de quatro anos imersa nesse universo – seis meses deles vivendo na Vila Mariquinha, favela do bairro Juliana, em BH – ela conta que teve que aprender a deixar seu ego de lado. “A guerra mudava tudo ali. Da minha janela, eu via barracões sendo construídos e caindo no mesmo dia, como tudo mais na minha frente. E eu tive que deixar que essa realidade invadisse meu filme também”, confessa. Foi assim que a jovem diretora, hoje com 29 anos, permitiu que “Baronesa” – que estreia esta semana – se tornasse aquela alquimia única de quando o real encontra o cinema, por meio da história de duas mulheres procurando uma forma de existir, de resistir, em meio ao universo masculino e violenDaniel Oliveira

to que as circunda. “Se encontro alguém na favela hoje, daqui a duas semanas essa pessoa pode não estar mais lá porque morreu, casou. Demorei muito para conhecer o mar, pisar na praia. Mas descobri que a favela é o mar aberto. As coisas parecem tranquilas e, do nada, vem um caldo. Tudo muda com o vento, com a toada”. O curioso é que – guardadas as devidas proporções – essa luta das protagonistas Andreia e Leid pelo direito a existir ou, em alguma medida, sonhar, reflete a batalha da própria Juliana em seu meio. A cineasta, que já trabalhava em sets há quase dez anos antes de dirigir o longa, conta que “Baronesa” é o resultado de “um monte de mulheres que não aguentava mais coar café e servir lanche” para equipes de filmagem, aguardando humildemente sua chance de chegar na direção. “A maioria dos caras começa como diretor porque homem aposta em si. Uma menina tem que se desdobrar

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VITRINE/DIVULGAÇÃO

Depois de passar por mais de 40 festivais e dez prêmios no mundo todo, ‘Baronesa’ estreia no Brasil

em 20, 30 trabalhos para fazer um filme. Uma vez num set, eu pedi a um diretor para ver uma cena, e ele me disse que eu não estava ali para pensar”, desabafa. Foi por isso que ela decidiu fazer seu longa com metade do orçamento de um curta, com a ajuda das amigas Marcela Santos e Giselle Ferreira, que “acreditaram no projeto quando ninguém da faculdade me apoiou”. “Eu sabia, e sei, que é muito difícil acessar um edital público. Apenas 10% de mulheres ganham esses editais. Quantas delas são gays? Querendo filmar o feminino?”, questiona. O resultado de se-

te anos “trabalhando loucamente”, porém, do lanche à câmera, valeu a pena. “Baronesa” rodou mais de 40 festivais ao redor do mundo, acumulando elogios rasgados e mais de dez prêmios. “É incrível porque três pessoas respondem por quase tudo do filme. Temos dívidas até hoje. E eu sei que dificilmente outro longa na minha carreira vai ter essa repercussão”, reconhece Juliana. E “Baronesa” funciona exatamente porque a cineasta encontrou como protagonistas para sua história pessoas com essa mesma ousadia, esse inconformismo diante das adversidades.

“Na favela, você passa direto da infância para a vida adulta. Mas isso gera alguns adultos meio adolescentes. E eu acho incrível a pessoa que não concorda em acordar de madrugada para pegar três ônibus e chegar num emprego de telemarketing de merda. Procurei essa espécie de transgressão”. Essa transgressão vai muito além das conversas de Andreia e Leid sobre sexo, masturbação, drogas ou os parceiros presos. Assim como o recente “Arábia”, o maior mérito de “Baronesa” é como ele permite a suas protagonistas uma consciência sobre a própria vida e um dese-

BH Shopping 8: 12h(somente domingo), 14h20(somente sábado), 17h20(somente sábado), 20h (*) Boulevard Imax: 16h20, 18h55, 21h30 Big 1: 15h40, 18h10, 20h40 (*) Cidade 4: 16h(somente sábado), 18h30(*), 21h10 Contagem 1: 13h30(*)(somente sábado), 16h05(somente sábado) 18h40(*), 21h15 Del Rey 1: 13h(*)(somente sábado), 15h30(somente sábado), 18h20(*), 20h50, 23h10(somente sábado) Diamond 1: 13h, 15h50, 18h40, 21h30 Diamond 5: 11h40(*)(somente domingo), 14h30(sessão dublada na sexta), 17h30, 20h30 Itaú Power 5: 16h, 18h30(*), 21h15 Minas 1: 13h30(*)(f), 16h(f), 18h40(*), 21h15 Monte Carmo 4: 16h(f), 18h40(*), 21h15 Pampulha 1: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 5: 13h20(*)(somente sába-

do), 16h(somente sábado), 18h35(*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 12h10, 15h, 17h50 e 20h40 (*) Partage Shopping Betim 4: 17h10(f), 17h20(somente domingo), 20h10(f) (*) Partage Shopping Betim 6: 18h40(*), 21h30 Pátio Savassi 3: 16h30(*)(somente sábado), 19h20 Pátio Savassi 4: 13h(*), 15h50(somente sábado), 18h40, 21h30 Pátio Savassi 5: 12h(*)(somente sábado), 15h(somente sábado)(*), 17h50, 20h40 Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Shopping Estação BH 3: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Shopping Estação BH 4: 14h(*), 17h(*), 20h Shopping Norte 1: 15h40, 18h10 e 20h40 (*)

Via Shopping 4: 13h20(*)(somente sábado), 16h(somente sábado), 18h35(*), 21h10

jo de romper com o ciclo de violência e miséria em que estão presas – mesmo que não possuam as ferramentas e os meios para isso. E o que mais chama atenção é a naturalidade com que elas discutem e encenam isso. Completamente indiferentes à presença da câmera, o elenco não-profissional empresta ao filme uma veracidade tamanha que torna quase impossível acreditar quando Juliana afirma que “Baronesa” é muito mais ficcional que documental. “A Andreia e a Leid são excelentes atrizes. Em outro contexto, elas estariam trabalhando num filme atrás do outro”, argumenta a diretora. O outro elemento fundamental a essa carga visceral e autêntica do longa é o excelente trabalho de som que, das músicas aos barulhos que circundam os diálogos, mergulha o espectador na experiência da cineasta de ter morado ali. O mérito é de Marcela Santos, ex-namorada de Juliana e responsável pelo som direto. “Ela aprendeu a fazer som para o ‘Baronesa’. Nunca tinha feito antes e criou um sistema de captação para o filme, sem lapela, apenas um microfone e um amplificador”, conta a diretora. Para ela, essa “paixão da primeira vez” de todos os envolvidos – à frente e atrás das câmeras – fez do filme o que ele é hoje. “É o desejo louco, maluco, de uma equipe pequena e guerreira, que deu no que deu”, sintetiza.

UNIVERSAL/DIVULGAÇÃO

Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 16 (sábado) e 17 (domingo)

pré-estreias DESOBEDIÊNCIA (Disobedience, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Sebastián Lelio. Com Rachel Weisz. Uma mulher retorna para sua cidade natal após a morte de seu pai e recorda uma paixão proibida pela melhor amiga de infância. Belas 1: 21h30(somente sábado)

JURASSIC WORLD: REINO AMEAÇADO (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018, 2h08, 12 anos) Dir. Juan Antonio Bayona. Com Chris Pratt. Quatro anos após o fechamento do Jurassic Park, um vulcão prestes a entrar em erupção põe em risco a vida na ilha Nublar. Claire e Owen decidem retornar à ilha para salvar os animais. Betim 1: 13h15(somente sábado), 18h25 (*) BH Shopping 5: 17h50, 20h40 BH Shopping 6: 16h20(somente sábado), 19h20 (*) Big Shopping 4: 15h50, 18h20, 20h50 (*) Big Shopping 5: 15h30, 18h, 20h30 (*) Boulevard 3: 13h30(*), 16h05, 18h40 Cidade 2: 13h(somente sábado), 18h10, 20h45 (*) Contagem 6: 13h15(somente sábado), 15h50(somente sábado), 18h25, 21h (*)

Del Rey 5: 13h30, 18h30, 21h, 23h20(somente sábado) Itaú Power 3: 13h30, 18h20, 21h (*) Minas 3: 13h10(somente sábado), 18h25, 21h (*) Monte Carmo 6: 13h10(somente sábado), 15h50(somente sábado), 18h25, 21h (*) Pampulha 3: 21h20 Pampulha 6: 14h, 16h25, 18h50, 21h15 (*) Paragem 1: 13h10(somente sábado), 15h50(somente sábado), 18h25, 21h Partage Shopping Betim 5: 16h10(somente sábado), 19h (*) Shopping Norte 2: 15h30, 18h, 20h30 (*) Via Shopping 3: 13h10(somente sábado), 18h25, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h50(somente sábado), 21h (*) BH Shopping 2: 13h(*), 15h50, 18h40, 21h30

(*) Sessões dubladas

estreias BARONESA (Brasil, 2018, 1h11, 16 anos) Leia mais em texto nesta página. Belas 3: 11h(somente sábado)(*), 14h(somente sábado), 18h20 e 20h Cidade 1: 15h45(somente domingo), 17h20(somente domingo) e 20h20 (**)(somente sábado) Contagem 7: 15h(somente sábado) Del Rey 4: 14h (*) Clube do professor. Sessão somente para professores cadastrados (**) Debate após a sessão


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 16 a 22 de junho de 2018

CINEMA DO JEITO QUE ELAS QUEREM (Book Club, EUA, 2018, 1h37, 10 anos) Dir. Bill Holderman. Com Diane Keaton, Candice Bergen, Jane Fonda, Mary Steenburgen. Quatro amigas a casa dos 60 anos decidem ler o romance “Cinquenta Tons de Cinza”. BH Shopping 1: 17h20(somente sábado), 19h40, 22h10 Boulevard 1: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Cidade 5: 21h10 Cidade 6: 14h(somente sábado), 16h10(somente sábado), 18h30 (*) Contagem 3: 16h30(*)(somente sábado), 18h50(*), 21h10 Del Rey 7: 14h20(somente sábado), 18h20, 20h40, 23h(somente sábado) Diamond 4: 13h50, 16h30, 18h50, 21h15 Itaú Power 1: 13h20, 15h25, 21h20 (*) Paragem 4: 14h20(somente sábado), 16h30(somente sábado), 18h40, 20h50 Partage Shopping Betim 2: 12h30(somente domingo), 13h30(somente sábado), 16h(somente sábado), 18h20(somente domingo), 18h30(somente sábado), 21h10 Pátio Savassi 1: 14h40(somente sábado), 17h20(somente sábado) e 20h20 Ponteio 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Shopping Estação 6: 16h45(*), 19h14(*), 21h40 (*) Sessões dubladas

SOL DA MEIA-NOITE (Midnight Sun, EUA, 2018, 1h33, 12 anos) Dir. Scott Speer. Com Bella Thorne, Patrick Schwarzenegger, Rob Riggle. Katie é uma jovem que não pode sair ao sol. Sua vida muda quando se apaixona por Charlie. BH Shopping 9: 15h20(somente sábado), 19h45 Cidade 8: 13h20(somente sábado), 15h10(somente sábado), 17h05(somente sábado), 19h (*) Contagem 8: 17h20(somente sábado), 19h10, 21h10 (*) Del Rey 2: 13h30, 18h30 Del Rey 7: 16h30 Diamond 6: 15h30(somente sábado), 19h, 20h45(somente sábado) Itaú Power 1: 16h10(somente sábado), 16h50(somente domingo) Itaú Power 2: 17h30, 19h25 (*) Monte Carmo 5: 14h30(*)(somente sábado), 16h30(somente sábado), 18h30(*) Partage Shopping Betim 7: 12h(somente domingo), 13h40(somente sábado), 15h55(somente sábado), 18h15 e 20h30 (*) Pátio Savassi 8: 11h50(somente domingo), 22h (somente domingo), 16h45(somente sábado), 21h50(somente sábado)

anos) Dir. Yvan Attal. Belas 2: sex., 18h45 Pátio Savassi 2: dom., 18h45

AS BOAS MANEIRAS

O PODER DE DIANE

(Brasil, 2018, 2h16, 14 anos) Dir. Juliana Rojas, Marco Dutra. Com Marjorie Estiano, Isabél Zuaa, Miguel Lobo. Ana contrata Clara para ser babá de seu filho ainda não nascido. Conforme a gravidez vai avançando, Ana apresenta comportamentos sinistros. Belas 3: 21h30 BH Shopping 6: 13h30(somente sábado)

(FRA, 2017, 1h27, 12 anos) Dir. Fabien Gorgeart. Belas 2: sáb., 16h40 / Net Cineart Ponteio 2: sáb., 14h50

(Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. O mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade. Betim 3: 13h30(somente sábado), 18h40, 21h (*) BH Shopping 4: 12h30(*)(somente sábado), 15h10(somente sábado), 18h(*) e 20h50 Big Shopping 2: 15h45, 20h45 (*) Boulevard 2: 13h40, 16h, 18h20 Boulevard 3: 21h15 Cidade 7: 13h30(somente sábado), 16h(somente sábado), 18h40, 21h (*) Contagem 4: 13h30(somente sábado)), 16h10(somente sábado), 18h40, 21h (*) Del Rey 3: 16h30(*) 18h50, 21h10 Del Rey 4: 22h40 Diamond 3: 11h(somente domingo), 14h, 19h20 Diamond 4: 11h15(somente domingo) Itaú Power 4: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 (*) Minas 4: 13h30(somente sábado), 16h (somente sábado), 18h30, 21h05 (*) Monte Carmo 1: 16h20, 18h40 e 21h (*) Pampulha 5: 16h35, 21h (*) Paragem 2: 18h50, 21h10 Partage Shopping Betim 3: 18h20(somente sábado), 20h50(somente domingo), 21h15 (*) Partage Shopping Betim 5: 11h30(somente sábado), 13h25(somente sábado) (*) Pátio Savassi 7: 12h10(somente domingo), 12h30(somente sábado), 15h10(somente sábado), 18h, 21h10 Shopping Estação 1: 13h15, 15h45, 18h15, 20h45 (*) Shopping Norte 3: 15h45, 20h45 (*) Via Shopping 1: 13h40(somente sábado), 16h(somente sábado), 18h20 (*) (*) Sessões dubladas

UM DIA PARA VIVER (24 Hours To Live, EUA, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Brian Smrz. Com Ethan Hawke, Rutger Hauer. Um assassino tem 24 horas para realizar sua missão e se redimir ao ter uma chance de seu empregador. Monte Carmo 1: 14h(somente sábado) Partage Shopping Betim 4: 13h(somente sábado) (*) (*) Sessões dubladas

TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR

OS ESTRANHOS: CAÇADA NOTURNA

em cartaz ALGUÉM COMO EU (Brasil, 2018, 1h27, 14 anos) Dir. Leonel Vieira. Com Paolla Oliveira, Júlia Rabello, Ricardo Pereira. Helena passa a imaginar como seria se Alex fosse uma mulher, mas sua obsessão vai transformar seus devaneios. Pátio Savassi 1: 12h10(somente sábado), 12h30(somente domingo)

ANNA KARENINA: A HISTÓRIA DE VRONSKY (Anna Karenina: Istoriya Vronskogo, Rússia, 2018, 2h18, 14 anos) Dir. Karen Shakhnazarov. Com Elizaveta Boyarskaya, Max Matveev. Durante a guerra russo-japonesa, o chefe de

PROMESSA AO AMANHECER (FRA, 2017, 2h10, 12 anos) Dir. Eric Barbier. Belas 2: dom., 20h15 Ponteio 2: sáb., 18h30 A RAPOSA MÁ (FRA, 2017, 1h20, livre) Dir. Benjamin Renner, Patrick Imbert. Belas 2: sáb., 15h Ponteio 2: dom., 16h20 Pátio Savassi 2: sáb., 18h45

DEADPOOL 2

(*) Sessões dubladas

(Brasil, 2018, 1h41, 12 anos) Dir. Rodrigo Bernardo. Com Mateus Solano, Bianca Comparato, Thaila Ayala. Virgílio escuta o recado de Clara, pela secretária eletrônica, comunicando o término do namoro. O problema é que ele é solteiro e não a conhece. BH Shopping 10: 12h40(somente domingo), 16h40(somente sábado), 21h20 Cidade 1: 13h40(somente domingo), 14h(somente sábado), 16h(somente sábado), 18h20(somente sábado), 18h50(somente domingo) Minas 6: 16h30(somente sábado), 18h45, 20h40 Pátio Savassi 1: 13h10(somente domingo), 13h45(somente sábado), 16h10(somente sábado), 20h50(somente sábado), 22h(somente domingo)

SAGA FILMES/DIVULGAÇÃO

um hospital descobre que um dos oficiais feridos é o conde Vronsky, a pessoa que arruinou sua mãe, Anna Karenina. Belas 1: 14h(somente sábado), 18h50

(The Strangers: Prey at Night, EUA, 2018, 1h25, 16 anos) Dir. Johannes Roberts. Com Christina Hendricks. Uma nova família receberá a terrível visita psicopatas que querem transformar suas vidas em um inferno na Terra. BH Shopping 9: 22h Cidade 5: 16h20(somente sábado) (*) Contagem 5: 16h20(somente sábado) (*) Del Rey 3: 14h10 Itaú Power 5: 14h (*) (*) Sessões dubladas

EU SÓ POSSO IMAGINAR (I Can Only Imagine, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Andrew Erwin, Jon Erwin. Com Dennis Quaid, Cloris Leachman, J. Michael Finley. O relacionamento conturbado de Bart Millard com seu pai. BH Shopping 1: 14h40(somente sábado) (sessão legendada) Estação BH 6: 14h15 Pampulha 4: 16h55 e 21h10 Partage Shopping Betim 4: 11h (somente domingo) (*) Sessões dubladas

GNOMEU E JULIETA: O MISTÉRIO DO JARDIM (*) (Sherlock Gnomes, EUA, 2018, 1h27, livre) Dir. John Stevenson. Os gnomos Gnomeu e Julieta recrutam Sherlock Holmes para investigar um caso. Betim 2: 14h10(somente sábado), 16h20 BH Shopping 5: 13h10(somente domingo) e 15h40(somente sábado) BH Shopping 9: 12h30(somente domingo), 13h10(somete sábado) e 17h35

O RETORNO DO HERÓI

“Todas As Mulheres do Mundo” (1967), na sessão de Cinema Falado Com Paulo José e Leila Diniz, o filme de Domingos Oliveira traz os conflitos de um casal formado por um mulherengo e uma bela jovem que desiste de seu casamento para ficar com ele. Após a sessão, conversa com o público mediada pelo realizador Geraldo Veloso. Programação no roteiro desta página. Big Shopping 2: 14h Boulevard 4: 13h(somente domingo), 14h10(somente sábado), 16h50 (*) Cidade 2: 16h10(somente sábado) Contagem 5: 14h10(somente sábado) Contagem 8: 15h30(somente sábado) Del Rey 6: 13h50 Diamond 6: 12h(somente domingo), 13h15(somente sábado) Itaú Power 3: 16h30 Minas 2: 14h30(somente sábado), 16h20(somente sábado) Monte Carmo 4: 14h10(somente sábado) Pampulha 2: 14h20, 16h20 Paragem 2: 14h20(somente sábado) Partage Shopping Betim 4: 13h30(somente domingo), 15h10(somente sábado) Partage Shopping Betim 6: 11h50, 14h(somente sábado) Pátio Savassi 3: 13h30(somente domingo), 14h20(somente sábado) Shopping Estação 2: 13h30 Shopping Norte 5: 14h40 Via Shopping 3: 16h35(somente sábado)

(Mazinger Z: Infinity, Japão, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Junji Shimizu. A humanidade está novamente em perigo de cair nas garras do Império Subterrâneo. BH Shopping 5: 13h20(somente sábado)

(Ocean’s 8, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Sandra Bullock, Anne Hathaway, Cate Blanchett. Recém-saída da prisão, Debbie Ocean planeja executar o assalto do século. BH Shopping 3: 12h20(somente domingo), 13h40(somente sábado), 16h20(somente sábado), 19h, 21h40 BH Shopping 6: 22h20 Big 3: 14h40(somente domingo), 16h45, 18h50, 20h55 (*) Boulevard 5: 14h(somente sábado), 16h20(somente sábado), 18h40, 21h Cidade 3: 16h40(somente sábado), 18h50 e 21h (*) Contagem 2: 14h50(*)(somente sábado), 17h(somente sábado), 19h10(*) e 21h15 Del Rey 6: 16h10, 18h40, 20h50, 22h50(somente sábado) Diamond 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h Diamond 3: 16h40, 22h Itaú Power 1: 13h(somente domingo), 13h50(somente sábado), 18h30(somente sábado), 18h45(somente domingo), 20h50(somente sábado), 21h(somente domingo) (*) Minas 5: 13h50(somente sábado), 16h10(somente sábado), 18h30, 20h50 (*) Monte Carmo 3: 13h50(*)(somente sábado), 18h30(*) e 20h50 Pampulha 3: 14h50, 17h, 19h10 (*) Paragem 3: 16h40(somente sábado), 18h50, 21h Partage Shopping Betim 3: 15h45(somente sábado), 18h(somente domingo) (*) Pátio Savassi 6: 12h50, 15h30(somente sábado), 18h20, 21h Ponteio 3: 14h30(somente sábado), 16h40(somente sábado), 18h50, 21h Shopping Estação 5: 16h15, 18h45, 21h15 (*) Shopping Norte 5: 16h40, 184h5, 20h50 (*) Via Shopping 2: 14h(somente sábado), 18h40, 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

A MORTE DE STÁLIN

NO OLHO DO FURACÃO

(The Death of Stalin, EUA/ França/ Reino Unido, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Armando Iannucci. Com Steve Buscemi. Após a morte de Josef Stalin, o alto escalão do comitê do Partido Comunista se vê em momentos caóticos. Belas 1: 21h30(somente domingo), 16h40(somente sábado)

(The Hurricane Heist, EUA, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Rob Cohen. Com Toby Kebbell, Maggie Grace, Ryan Kwanten. Um grupo de criminosos planeja roubar o tesouro americano durante um furacão. Betim 2: 18h30 (*) BH Shopping 7: 16h10(somente sábado) Boulevard 4: 21h20 Cidade 8: 20h50 (*) Contagem 3: 14h30(somente sábado) (*) Del Rey 5: 16h Diamond 6: 18h(somente sábado), 21h50(somente domingo) Itaú Power 6: 13h30, 18h40 (*) Minas 3: 16h10(somente sábado) (*) Monte Carmo 3: 16h10(somente sábado) (*) Pampulha 5: 14h30, 18h55 (*) Paragem 3: 14h30(somente sábado) Partage Shopping Betim 6: 16h25(somente sábado) (*) Pátio Savassi 8: 14h(somente sábado), 19h(somente sábado), 19h35(somente domingo) Shopping Estação 2: 15h30, 18h (*) Via Shopping 2: 16h20(somente sábado) (*)

(*) Sessões dubladas

HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS (Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018, 2h15, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Woody Harrelson. As aventuras de Han Solo e Chewbacca. BH Shopping 7: 18h50 Paragem 2: 16h10(somente sábado) Sessões 3D: Boulevard Imax: 13h40 Pátio Savassi 3: 22h10

MAZINGER Z: INFINITY

NÃO SE ACEITAM DEVOLUÇÕES (Brasil, 2018, 1h43, 10 anos) Dir. André Moraes. Com Leandro Hassum. A vida de Juca Valente muda quando a ex-namorada larga um bebê com ele. BH Shopping 10: 14h(somente sábado), 18h55 Big Shopping 3: 14h45 Cidade 3: 14h30(somente sábado) Contagem 7: 16h30(somente sábado), 18h45, 20h40 Del Rey 4: 16h20(somente sábado), 18h20, 20h30 Minas 6: 14h25(somente sábado) Monte Carmo 2: 14h25(somente sábado), 16h30(somente sábado), 18h40, 20h40 Pampulha 4: 14h45, 19h05 (*) Shopping Estação 5: 13h45 Via Shopping 5: 14h25(somente sábado), 16h30(somente sábado), 18h40, 20h40 (*) Sessões dubladas

OITO MULHERES E UM SEGREDO

(*) Sessões dubladas

PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO (Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos)

Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo perseguia cristãos, mas tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. BH Shopping 1: 12h10 (sessão dublada)

O PROCESSO (Brasil, 2018, 2h17, livre) Dir. Maria Augusta Ramos. Um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment. Belas 3: 15h40(somente sábado)

SELFIE PARA O INFERNO (Selfie From Hell, Canadá/ Alemanha, 2018, 1h13, 12 anos) Dir. Erdal Ceylan. Com Alyson Walker, Meelah Adams, Tony Giroux. Julia é uma vlogueira. Sua vida toma um rumo obscuro quando coisas sinistras passam a acontecer com seu smartphone. Cidade 4: 14h20(somente sábado) Contagem 8: 13h45(somente sábado)

VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças. Betim 2: 20h30 (*) Betim 3: 15h50(somente sábado) (*) BH Shopping 7: 12h05(somente domingo), 12h50(somente sábado), 21h50 Big Shopping 2: 18h (*) Boulevard 4: 18h20(somente sábado), 18h30(somente domingo) Cidade 5: 13h20(somente sábado), 18h10 (*) Cidade 6: 20h30 (*) Contagem 5: 18h10, 21h05 (*) Del Rey 2: 15h40(*), 20h30 Itaú Power 6: 15h40, 20h40 (*) Minas 2: 21h (*) Monte Carmo 5: 20h30 (*) Pampulha 2: 18h20, 21h15 (*) Partage Shopping Betim 3: 12h30(somente sábado) (*) Shopping Norte 3: 18h (*) Via Shopping 1: 20h40 (*) Sessões 3D: Boulevard 2: 20h40 Minas 2: 18h10 (*) Shopping Estação 2: 20h30 (*) (*) Sessões dubladas

Festival Varilux de cinema francês (*) 50 SÃO OS NOVOS 30 (FRA, 2017, 1h35, 12 anos) Dir. Valérie Lemercier. Ponteio 2: sáb., 16h45

DE CARONA PARA O AMOR (FRA, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Franck Dubosc. Belas 2: sáb., 18h25 Ponteio 2: dom., 14h15

NOS VEMOS NO PARAÍSO (FRA, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. Albert Dupontel. Belas 2: dom., 18h Ponteio 2: sáb., 21h

O ORGULHO (FRA, 2017, 1h35, 12

(FRA, 2018, 1h30, 12 anos) Dir. Laurent Tirard. Ponteio 2: dom., 20h15

TROCA DE RAINHAS (FRA, 2017, 1h40, 12 anos) Dir. Marc Dugain. Ponteio 2: dom., 18h (*) Endereços: Belas Artes (rua Gonçalves Dias, 1.581, Lourdes)/ Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, Savassi)/ Ponteio (BR-356, 2.500, Santa Lúcia). Valores praticados nas salas de cinema

mostras 2ª MOSTRA CINE SESC Neste sábado (16) 16h Sessão Infantil: “A Luta”, de Bruno Bennec; “Dourado”, de Bernardo Teixeira; “Metamorfose”, de Jane Carmen Oliveira da Silva 17h Sessão 5: Entulho”, de Cristiano Pereira da Silva e Dudu Nicácio; “Preterir”, de Marcos Donizetti; “Congado. DOC”, de Dandara Andrade. 19h30 Sessão 4: “Lis”, de Lucas R. Bortolini; “A Nova Melancolia”, de Álvaro Andrade e Marcus Curvelo; “A retirada para um coração bruto”, de Marco Antônio Pereira. (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita mediante a retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

OS JOVENS DOS ANOS 90 (*) Neste sábado (16) 16h30 “Água Fria” (FRA, 1994, 1h32) Dir. Olivier Assayas 18h15 “Os Amantes da Pont-Neuf” (FRA, 1991, 2h05, 14 anos) Dir. Leos Carax 20h30 “Nenette e Boni” (FRA, 1996, 1h43, 18 anos) Dir. Claire Denis (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

CINEMA EUROPEU (*) Neste sábado (16) 19h Se Não Nós, Quem? (ALE, 2011, 2h05, 14 anos) Dir. Andres Veiel Domingo (17) 17h “Sangue nas Águas” (HUN, 2006, 2h03, 14 anos) Dir. Krisztina Goda 19h “A Máfia Mata Só no Verão” (ITA, 2013, 1h30, 14 anos) Dir. Pif

CRÔNICAS AMOROSAS (*) Quarta-feira (20) 19h30 “Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças” (EUA, 2004, 1h48) Dir. Michel Gondry Quinta-feira (21) 19h30 Nunca te Vi, Sempre te Amei” (EUA, 1897, 1h40) Dir. David Jones

CINEMA FALADO (*) Terça-feira (19) 19h30 “Todas as Mulheres do Mundo” (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão


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estilo VERSÁTIL> O penteado é ideal na hora de completar looks com golas altas e lenços quentinhos

Coque sob holofotes LOIC VENANCE/AFP

ALBERTO PIZZOLI/AFP

Cate Blanchett usou o clássico coque baixo, com a franja solta e natural ALBERTO PIZZOLI/AFP

No tapete vermelho do Festival de Cannes, a atriz Amber Heard optou por um coque com topete desconstruído

Vamos combinar: a teoria de que o coque é uma alternativa pensada para driblar o “bad hair day” (trocando em miúdos, aquele dia em que seu cabelo não está, digamos assim, exatamente como você queria) já caiu por terra há um bom tempo. E ainda bem! Prova cabal de que o penteado vai além de uma solução fácil para os dias em que nada parece deixar os fios sob controle foram os looks mostrados nas passarelas internacionais de inverno e, ainda, durante o Festival de Cannes, que aconteceu no mês passado. Aliás, no balneário francês, a maioria das celebridades que atravessaram o tapis rouge – como a modelo brasileira Alessandra Ambrósio e as atrizes Julianne Moore e Cate Lorena K. Martins

Blanchett – optou pelo modelo mais “bagunçado”, com alguns fios propositalmente soltos. “Esses coques – usados tanto baixos, na nuca, quanto no topo da cabeça – são chamados de ‘messy’. Realmente, eles são mais bagunçadinhos (propositalmente), com ar descontraído. Mas são tão charmosos que até ganharam status de penteados de festa”, afiança Andréa Horsth, hair stylist do salão Tif’s – é ela, aliás, quem indica, na página ao lado, alguns modelos de coques nos quais se inspirar. NOVA ERA Os penteados ostentados pelas estrelas em Cannes seguem o embalo das novas orientações do universo da beleza, que convidam todos a encarar não só a maquiagem, mas também os cabelos, de forma mais natural. “Eu sempre gostei de looks mais descontraídos. E o

coque é um penteado que eu particularmente adoro. Sempre opto por fazê-lo mais alto em produções com a maquiagem mais carregada, pois o resultado garante um ar mais jovem, independentemente da idade”, opina o beauty artist Marcos Costa. Vale dizer que a versatilidade é uma característica que sempre esteve atrelada a esse tipo de penteado ao longo dos tempos. No verão, o coque é um verdadeiro achado para deixar a nuca fresca sem perder a elegância. Já nos dias chuvosos, são vistos como uma solução para evitar o temido frizz. E no frio, arrematam com estilo as produções da estação. “No dia a dia, os coques imprimem uma cara nova ao inverno, são ótimos para serem usados com casacos, blusas de gola alta e lenços”, comenta Andréa Horsth.

Para quem quer aderir à onda, vale lembrar que alguns produtos de acabamento (veja na vitrine na página ao lado) são bons aliados para manter os fios hidratados e sem frizz durante o inverno. Na verdade, Marcos Costa até prefere que os fios não tenham sido recentemente lavados para obter um efeito mais impactante. “Com dois dias sem lavar, o cabelo fica com uma textura até melhor para atingir esse acabamento mais desconstruído, de forma moderna e atual, sem forçar a barra”. Já Renata Souza, especialista em tratamentos capilares do Spa Dios, em São Paulo, revela algumas dicas para evitar que os fios se quebrem. “Na hora de prender os cabelos, opte por elásticos forrados de tecido e sem a emenda de ferro. Ou presilhas que deslizam com facilidade nos cabelos”, conclui.

Julianne Moore foi de coque alto com textura “podrinha”: superelegante AFP PHOTO / ANNE-CHRISTINE POUJOULAT

Lupita Nyong’o inovou e fez dois coques na parte superior da cabeça


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estilo

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 16 a 22 de junho de 2018 AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

No topo da cabeça

Para garantir que o coque tenha o efeito desejado e maior durabilidade, é preciso lançar mão do aliado certo. Selecionamos, a seguir, produtos que hidratam os fios e elimina o frizz para conquistar o penteado perfeito.

produção”. Para finalizar, prossegue, vale desfiar o coque. “E aplicar spray seco”. MARCOS FERTONANI/DIVULGAÇÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO

Além do red carpet de Cannes, o penteado despretensioso também foi escolhido para o desfile de inverno da maison Chanel: modelos desfilaram versões com fios puxados e bastante volume no topo da cabeça. Já na edição mais recente do São Paulo Fashion Week, que aconteceu em abril, versões de coques retrôs foram desfiladas pelas marcas Salinas e Samuel Cirnasnck, uma das responsáveis por colocar a tendência de volta às passarelas. A opção foi uma forma de obter o velho efeito “hi-lo”, como explica o maquiador Marcos Costa. “Se você está usando uma maquiagem mais elaborada, com cores vibrantes, olho carregado e muito delineador, o ideal é fazer um cabelo mais despretensioso. E o coque, principalmente no topo da cabeça, funciona muito bem nessa

NÉCESSAIRE

Proteína para reestrutu6 Proteção rar as fibras do cabelo e, quando Beleza assinada por Marcos Costa, com produtos da Natura: batom poderoso e coque ‘

COQUE TRANÇADO

Desfile da Chanel, na Paris Fashion Week: coques com ares de “feito em casa”

aplicado antes de fazer o coque, garante o efeito de penteado molhado Quanto R$ 63,70 Onde spadios.lojaintegrada.com.br

COQUE “MESSY HAIR”

FOTOS MARIELA GUIMARÃES

Passo 1 Com o cabelo finalizado e seco, prenda um rabo de cavalo bem no topo da cabeça. Enrole a mecha ao redor do elástico e prenda com um grampo

Passo 1 Faça um rabo de cavalo bem alto e, depois, uma trança simples, de três pontas

Passo 2 Com a trança finalizada, é só “afofar” os gomos, para dar mais volume

car antes do penteado e garantir a hidratação na medida certa Quanto R$ 29,99 Onde www.oxcosmeticos.com. br

Passo 2 Depois de bem preso, gire o restante do cabelo fazendo uma torção bem firme

Passo 3 Com o cabelo torcido, gire-o em volta do rabo de cavalo e prenda com um grampo

Passo 3 Enrole a trança em volta do rabo e prenda com um grampo para finalizar

Pronto! Finalize o penteado com um pouco de spray seco, para garantir a textura e a durabilidade. Desfie um pouco o coque já pronto, com as próprias mãos, para o efeito “bagunçadinho”

Reparador Para evitar pontas 6 duplas, óleo reparador para apli-

Pronto! Para criar mais volume e ressaltar a textura mais natural, desfie os fios do coque depois de pronto e use um spray fixador ou modelador para alinhar os fios

Acabamento Gel formulado com 6 colágeno de acácia, que confere hidratação e proteção para todos os tipos de cabelo Quanto R$ 144 Onde www.phytoparis.com.br

Ffixação Com extrato de seda, 6 esse spray tem fixação por até 18

horas Quanto R$ 18,34 Onde karinaspray.com.br


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crônica

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vida leve ão dá para saber o número de estrangeiros que já passaram por minha antiga casa. Alemães, italianos, franceses, iranianos, israelenses, australianos, dinamarqueses... Paulo, meu irmão, era especialista em encontrar gringos perdidos na cidade e levá-los para lá de mala e cuia. Uma das primeiras estrangeiras a chegar foi a doce americana Janete. Colega de escola do Paulo e fazendo intercâmbio no Brasil, veio para ficar. Como não fazíamos partedo Rotary, meu pai teve que assinar alguns documentos, e, por fim, Janete ganhou um novo lar, enquanto eu, provisoriamente, uma irmã. Achei ótimo, pois assim tinha com quem dividir o quarto e jogar conversa fora. Morou um ano conosco. Depois dela, veio uma alemã morena e desinibida, nem parecia estrangeira. Também passaram por lá dois alemães loiríssimos de olhos azuis. Chegaram com a tralha toda e permaneceram em nossa companhia durante alguns dias. Eram meio espaçosos e, se me recordo bem, não muito afeiçoados ao banho. Arrumaram algumas namoradas e partiram. Deles nunca mais tivemos notícias. Mas sucesso mesmo foi o francês descoberto por meu irmão, perdido na Savassi. Mistura de francês com italiano, era bonito até no nome: Henri Carlo. Chegou para ficar um dia e acabou ficando quatro meses. Mesmo assim, só foi embora porque seu pai teve um derrame na França. Falava cinco línguas. Com as pessoas, num “portunhol” meio enrolado; com o Pau-

N

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Os gringos da minha casa e da minha vida

lo,em inglês;e comigo, em italiano (e eu, claro, achava o máximo!). Naquela época, uma grande amiga nossa morava no Rio, e, como o francês não conheciaa cidade, meuirmão resolveu despachá-lo para lá. Ligou para ela: “Estou mandando um amigo pra sua casa. Deve ficar aí uns dois, três dias”. Ela, naturalmente, reclamou: “Tá louco? Nem conheço o sujeito!” No dia seguinte, Henri partiu para o Rio. Dois dias depois, ela ligou de volta. Agradecendo. Depois do Rio, o francês

foi para Salvador. Atacado por fogosas morenas, voltou correndo. Apavorado. Após retornar para Paris, Henri escreveu inúmeras cartas. Acabou se mudando para os Estados Unidos, onde se casou com uma bailarina russa fugida do Balé Bolshoi. Certavez,vieram unsamericanos. Cismaram que eu tinha cara de índia canadense. Naquela época, meus cabelos eram longos, e eu gostava de usar tranças. Tentei explicar queem minhas veias realmente corre sangue de índio – mas índio brasileiro. Também um iraniano, ao ver-me

pela primeira vez, comparoume às mulheres das montanhas do Cáucaso. Não faço a mínima ideia de como sejam. Devo ser um tipo meio comum, já que em cada lugar a que vou tenho cara de alguma coisa: na Itália normalmente “virava” espanhola, e, acreditem, até em oriental já me transformaram. Por volta de 1980, meu irmão Virgílio estudava na Faculdade de Filosofia. Muito bem-relacionado com os professores, era constantemente chamado a participar de eventos promovidos pela escola. O Congresso de Cultura

Afro-Brasileira foi um deles. Como a faculdade não dispunha de verba para hospedar os palestrantes, meu irmão ofereceu nossa casa, e minha mãe, como sempre, aceitou a tarefa sem objeção. No dia seguinte, de mala e cuia chegaram duas mães de santo da Bahia; uma professora de iorubá (língua africana), não sei de onde; a embaixatriz do Senegal; um professor da USP; um escritor angolano; um professor de Brasília; e um intelectual do Rio Grande do Sul, o professor Décio Freitas, sumidade no Brasil em

questões escravocratas. O angolano era uma figura. Passava o dia se perguntando em voz alta: “Onde estou? Para onde vou?”. O professor de Brasília, um homem finíssimo, questionado se havia dormido bem, respondeu: “Sim, muito bem. Dormi em boa companhia!” Descobrimos constrangidos que tinha dividido a cama com Marilu, nossa cachorrinha poodle. Outro, professor da USP, perguntou à minha mãe como poderia localizar um professor da universidade federal, cientista renomado, cujo nome era Ângelo Machado. Achando graça, ela respondeu: “Ele é meu irmão e mora aqui ao lado”. Passou o resto do dia na companhia de meu tio. Umproblemafoi aembaixatriz do Senegal. A mulher, com suas roupas exóticas e coloridas, não ia embora nunca.Quando resolveu partir, mamãe acompanhou-a ao aeroporto para, finalmente, livre da última hóspede, desmaiar de cansaço. Há42anos, chegou à nossa casa um italiano de caráter forte e belos olhos azuis. Com uma inteligência e cultura muito acima dos parâmetros normais a um rapaz de 25 anos, muito me impressionou. Foi-nos apresentado por uma prima, que, apiedando-se do jovem empresário, longe da família, não teve dúvida; levou-o à nossa casa – o porto seguro de gringos perdidos. Depois disso, nunca mais deixou de frequentá-la. Até que um dia, numa tarde de setembro, ele levou-me consigo – para juntos construirmos nossa própria casa. Há exatamente 31 anos. E, desde então, nunca mais nos separamos. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


pampulha BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

WBahia. Confira pacotes para o destino mais querido dos mineiros. Página 7 WPeru. Cusco celebra Inti Rayme (Festa do Sol) no próximo dia 24. Página 3

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BELO HORIZONTE Sábado 16/6/2018

Longe da crise BEACH PARK/DIVULGAÇÃO

THERMAS DOS LARANJAIS/DIVULGAÇÃO

Parqueslançamnovidades(esereinventam)paraconquistarmaisvisitantes. Páginas 4e 5


W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 16 de junho de 2018

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

Os campeões de vendas do Beto Carrero World FOTOS BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

No encerramento da 24ª BNTMercosul, o Beto Carrero World realizou a Festa dos Campeões de Vendas. Na ocasião, foram premiadas as agências que mais se destacaram na venda do parque catarinense no ano passado. Segundo o diretor comercial do Beto Carrero World, Roberto Vertemati, o evento homenageia profissionais que são peças fundamentais não só para a crescente demanda do BetoCarrero como destino,mas também para o crescimento da economia do país. “Nós realizamos sonhos, e os agentesnosajudam a entregaresses sonhos a cada visitante”, afirmou. Após a premiação, Vertemati apresentou a grande novidade do ano, a área temática Hot Wheels por meio de uma parceria do parque com a fabricante de brinquedos Mattel. O novo espaço temático estará aberto aos visitantes na primeira quinzena de julho.

A dupla de apresentadores que conduziu a festa ocorrida; de fundo o famoso castelo, símbolo do Betio Carrero

“Cada um que subiu no palco representa um time, e é uma alegria imensa ter esse time de profissionais trabalhando conosco”, afirmou Roberto Vertemati, o anfitrião

Diante de um auditório lotado no Centreventos de Itajaí, foram 25 empresas reconhecidas, incluindo operadoras, OTAs e agências de viagens do Mercosul e dos Estados de SP, PR, SC e RS

personagem da semana RICHARD PRODUÇÃO E VÍDEO/DIVULGAÇÃO

O que esperar de sua gestão frente ao Pampulha Iate Clube (PIC)? Muito traba-

Roberto Vertemati entregou a Fernando Del Cistia e Edy Azevedo o prêmio de campeão de vendas do Beto Carrero

W check-in/check-out A Snow Operadora esteve presente, no último dia 9, em Gênova, na Itália, na inauguração do mais novo navio da MSC, o Seaview. O transatlântico é um dos mais modernos do mundo e, após a temporada do verão europeu, virá a partir de dezembro para navegar no Brasil. A nova geração de navios Seaside ficará baseada em Santos e fará cruzeiros pelo Nordeste. Sua principal característica é uma quantidade maior de áreas externas, além de 11 tipos de cabines, seis restaurantes, sete shows, quadras poliesportivas, tirolesa, toboáguas e um aplicativo para facilitar a locomoção.

Qual será seu maior desafio? O desafio é

O que vem a ser PIC do Futuro? O PIC é

um dos mais conceituados clubes de lazer do país, tem um passado de glórias e tradição junto à sociedade e o mérito e a liderança de projetos de vanguarda como esse que está sendo implantado. O projeto PIC do Futuro é um planejamento estratégico amplo, que foi elaborado com cuidado e que prevê inovações e intervenções em várias áreas do clube de forma gradativa.

SNOW/DIVULGAÇÃO

Hernon Rosa avisa que deixou recentemente a consolidadora Rextur/ Advance e agora está PVT, pertencente ao Grupo Picchioni

Wilson Alvarenga,

novo presidente do Pampulha Iate Clube (PIC) para o biênio 2018-112020, fala de sua gestão frente ao prestigiado clube mineiro

O que esse projeto traz de novo? As famí-

lias da nova sociedade vivem hoje nas suas casas protegidas por segurança particular. Nos finais de semana, elas anseiam por um espaço saudável para descanso e práticas esportivas, recreativas e de lazer. Nesse contexto, os clubes sociais ganham cada vez mais importância na vida das pessoas. O projeto PIC do Futuro prevê a criação de novos serviços e uma programação social e esportiva dinâmica e atraente para sócios de todas as idades.

Nesse novo projeto, o senhor tem procurado ouvir os associados? Durante mi-

nha gestão, manterei um canal aberto com todos, estarei atento aos anseios dos associados e procurarei, com criatividade, acrescentar novas opções de lazer para todas as faixas etárias, sobretudo para as crianças, que representam o futuro da Família PIC.

Adrian Ursilli, diretor da companhia marítima MSC no Brasil, e André Vieira, diretor comercial da mineira Snow Operadora

VALDEZ MARANHÃO/DIVULGAÇÃO

ARQUIVO PESSOAL

O que é ser presidente do PIC? Assumir a

presidência do Pampulha Iate Clube é para mim motivo de orgulho. Tive a honra de trabalhar com muitos dos expresidentes que comandaram o PIC, conheço a marca administrativa de cada um deles. E será no trabalho, no comprometimento e na seriedade desses homens que irei me espelhar para realizar minha gestão. Abraço com alegria a missão de trabalhar pelo clube na construção do PIC do Futuro.

Alex Bonareti (Beto Carrero), Daniel Firmino e Leandro Alonso (Flytour), Rafael Marques (Beto Carrero), Antonio Félix (Latam Travel) e Jessica Bezerra (Trend)

Inauguração do Seaview

lho e dedicação, continuar zelando pelos ideais da família PIC com o mesmo empenho e interesse de meus antecessores, preservar o excelente conceito que o clube goza junto à sociedade, bem como seu exuberante conjunto arquitetônico, que reúne obras de três mestres – Oscar Niemeyer, Burle Marx e Cândido Portinari. administrar um clube em momentos de crise como a que o país atravessa e manter seu quadro social ativo. Por isso, teremos como foco a fidelização de nossos associados, oferecendo a eles novidades e uma programação social e esportiva para todos os gostos, para que os sócios tenham cada vez mais motivos para frequentar o clube. Temos que mostrar que o condomínio pago mensalmente significa, antes de tudo, qualidade de vida, e não despesa.

O dream team do Beto Carrero World se reúne para a foto oficial, com Bonareti, Vertemati e Bruno Souza, executivo de vendas para Minas do parque, que completa 27 anos em 2018

Suzana Diniz (na foto ao lado da irmã Sueli Diniz) se desligou do hotel Glan Class e está de casa nova, o Samba Lagoa da Prata, do ex-jogador Gilberto Silva COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO

Vilas de luxo em Orlando Em evento no Automóvel Clube, o grupo norte-americano Magic Development apresentou para os mineiros o projeto dos condomínios Magic Village 1 e Magic Village 2. Lançado em 2017 e com entrega prevista para 2020, o único “branded development” de luxo de Orlando – que custou cerca de US$ 1 bilhão – une a experiência do condomínio com o design inovador do estúdio italiano Pininfarina, dos projetos da Ferrari e da Rolls-Royce. O objetivo é oferecer às famílias a possibilidade de ter uma propriedade em outro país com os benefícios e serviços de um hotel.

O Costa Brasilis conclui a restauração do xilopeixe, obra musical do artista Fernando Sardi, na Vila de Santo André, na Bahia


turismo

3W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 16 de junho de 2018

FOTOS MOUNTAIN LODGES OF PERU/DIVULGAÇÃO

Peru

Coloridos rituais compõem a festa

Festa do Sol

A festa. A exemplo de seus ancestrais, toda a comunidade de Cusco se mobiliza.

cultiva tradição

Endereço. O local de realização da cerimônia é a fortaleza de Sacsayhuamán (a 2 km de Cusco).

Cusco realiza uma concorrida celebração aodeus que favorece a colheita;data coincidecom o solstíciode invernodo HemisférioSul Da redação Eterna capital do império inca, a cidade de Cusco, no Peru, está em festa. Os cantos tradicionais, as danças típicas e as procissões religiosas de junho enchem de cores, desde o início do mês, suas ruas coloniais. Mas o auge da celebração da Festa do Sol – ou Inti Raymi, na língua quéchua – é sempre no dia 24 de junho. Inti Raymi é um festival religioso incaico em homenagem a Inti, o deussol. Marca o solstício de inverno do Hemisfério Sul,

período em que os povos andinos agradecem ao astrorei pela colheita. Até o dia 24, os turistas que desembarcarem em Cusco – de onde pode-se estender a viagem para Machu Picchu – terão a oportunidade de acompanhar a festa, tendo, assim, os primeiros contatos com os costumes de um povo orgulhoso de suas raízes. O Inti Raymi de Cusco, por exemplo, mobiliza toda a comunidade a preservar a reverência ao Sol e à Terra, que os incas diziam serem as forças por trás da vida humana. No destino, quem contra-

Inti Raymi

Data. Dia 24 de junho Ingressos. Variam de US$ 109 a US$ 169 (criança) e de US$ 199 a US$ 259 (adulto) Receptivo. Mountain Lodges of Peru. www.mountainlodgesofperu.com

ta um trekking de sete dias por Salkantay, seja a pé ou a cavalo, tem ainda a opção de participar de uma oferenda à Pachamama, entidade que simboliza a natureza do cosmos. “É o momento de agradecer por todas as coisas que recebemos da Pachamama”, diz o gerente de roteiros do Mountain Lodges of Peru, Leonardo Silva, em vídeo de divulgação dos passeios pela região.

Principal cerimônia acontece na fortaleza de Sacsayhuamán


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 16 de junho de 2018

Megaleite (I)

Evento cultural na Gameleira O Intercity BH Expo (avenida Amazonas, 7.702, Gameleira), hotel oficial da Megaleite, maior feira da pecuária leiteira do Brasil, promove um grande evento, de 18 e 22 deste mês, em seu espaço cultural, com chope artesanal (a partir de R$ 8), tira-gosto, música sertaneja e decoração temática. A expectativa é receber 1.500 visitantes.

turismo

Parques

Adrenalina e emoção na alta temporada Na contramão da crise, Beach Park, BetoCarrero Worlde Thermasdos Laranjaislançam novidades para fidelizar público e atrair mais turistas

INTERCITY/DIVULGAÇÃO

paulohcampos1@gmail.com

Opção de entretenimento Segundo o gerente geral do Intercity Expo BH, Sady Viana, a estratégia é diversificar os serviços do hotel e aproveitar o bom momento para a rede hoteleira. “Queremos oferecer excelente estadia aos hóspedes, além de uma opção diferenciada de lazer e entretenimento para Belo Horizonte”, explicou. BH OTHON PALACE/DIVULGAÇÃO

gou o recorde de 1.028.785 de público. “De dois em dois anos e meio, fazemos novas atrações para renovar e fidelizar nosso público”, acrescenta Maab.

Lendário Paulo Campos

Megaleite (II)

THERMAS DOS LARANJAIS/DIVVULGAÇÃO

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Até o fim deste ano, três parques temáticos brasileiros, hoje incluídos entre os melhores do mundo, terão novas atrações para os visitantes. Na contramão da crise, que nos últimos anos fechou, pelo menos, três grandes parques– Playcenter, Terra Encantada e Hopi Hari, todosem São Paulo –e inviabilizou outros quatro – The Waves e Parque do Gugu, também em São Paulo, e Wet’n Wild no Rio de Janeiro e Salvador –, empreendimentos como Beto Carrero World (SC), Beach Park (CE) e Thermas dos Laranjais (SP) falam em recordes de público e renovam suas atrações para fidelizar clientes e atrair novos públicos. O Beto Carrero World, depois de firmar parcerias com DreamWorks e Universal Studios para criar a área temática com os personagens da animação “Madagascar” e o show “Velozes e Furiosos”,

vai abrir, no dia 12 de julho, a área temática da Hot Wheels, em parceria com uma das maiores fabricantes de brinquedos do mundo, a norte-americana Mattel, responsável pelo lançamento de sucessos como American Girl, Barbie, FisherPice e Thomas & Friends. “Tenho certeza de que essa nova atração vai encantar famílias e crianças de forma marcante”, comenta Rogério Siqueira, CEO do Beto Carrero World. O Beach Park, em Aquiraz, cerca de 17 km de Fortaleza, deve inaugurar ainda na segunda quinzena de julho o Vainkará, toboágua com 25 m de altura, irmão mais novo do Vainkutudo, o último lançamento do parque cearense em dezembro de 2015, ambos partindo da mesma plataforma. De acordo com a relações públicas do parque, Maab Salgado, com a nova diversão, o parque projeta um crescimento de 15% a 20% em relação ao ano passado, quando divul-

Os turistas precisarão esperar um pouco mais para aproveitar o novo brinquedo do parque Thermas dos Laranjais, localizado em Olímpia, a 440 km de São Paulo. Apelidado de Lendário, a nova atração deve estrear depois de outubro e prevê um complexo de toboáguas com

cinco pistas que partem de uma altura de 20 m. “Em 2017, fomos o parque aquático que mais cresceu no mundo (11.2%), e o número de visitantes nos primeiros quatro meses deste ano aumentou 6%. Além de

segurança e inovação, temos como diferencial nossa localização, próximo aos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e Minas”, explica Jorge Luiz Noronha Filho, responsável pela construção do complexo de toboáguas. BEACH PARK/DIVUKLGAÇÃO

THERMAS DOS LARANJAIS/DIVULGAÇÃO

O azul e o verde foram inspirados no mar do Ceará, e o vermelho, o amarelo e o laranja foram usados para gerar adrenalina

Onda para “surfar” e pacote de novas atrações até 2021 Festival

Caldos e vista panorâmica O Belo Horizonte Othon Palace (av. Afonso Pena, 1.050, centro) está promovendo até o dia 28 de julho o Festival de Caldos. O evento acontece às sextas e sábados, das 19h às 23h, no restaurante, no 25º andar, que tem ambiente aconchegante e uma vista panorâmica da capital mineira. O preço é de R$ 39 por pessoa. Informações: (31) 2126-0090.

Brinquedo “Lendário” ainda está em construção no parque Thermas dos Laranjais

O novo brinquedo do Beach Park integra mais de 40 atrações que pretendem levar o parque para um novo patamar. É tipo “onda dupla”, na qual uma descida íngreme sucede rapidamente a outra. De acordo com o parque, foram investidos R$ 15 milhões no equipamento. Esse é o segundo similar no mundo – o primeiro está no Volcano Bay, em Orlando (EUA). A descida, com curvas e mergulhos, acontece em umaboia com capacidade para quatro pessoas e dura cerca de 40 segundos. O percur-

so será filmado, e o vídeo, oferecido ao usuário para compra e enviado via SMS. O parque fechou uma parceria com uma bandeira de cartão para ceder de graça as imagens para os clientes dessa companhia. O Thermas dos Laranjais comemora a quatro ventos o fato de ter sido eleito o terceiro parque aquático mais visitado do mundo, segundo levantamento Theme Index and Musem Index 2017, divulgado na última semana pela Themed Entertainment Association. O parque aquático ocupava a quarta posi-

ção em 2016 e ultrapassou o Blizzard Beach, de Orlando (EUA), superando o público de 2 milhões de pessoas no ano passado. Famoso por suas águas quentes,reúne55atraçõespara todas as idades em uma área de 300 mil metros quadrados, com toboáguas, ofurôs, praias artificiais, minizoológico e miniparque aquáticoinfantil.SegundoJorgeFilho Noronha, engenheiro responsável pelo parque, o Lendáriointegra umpacote de40 novas atrações, previstas até 2021,eincluiaindaumamontanha-russa aquática com um quilômetro de extensão.


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Vista do Beto Carrero World

BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

Beto Carrero World foi eleito em 2017 o sétimo melhor parque do mundo pelo Traveller’s Choice

Corrida e carros em escala real Carrinhos da Hot Wheels em tamanho real para a criançada se divertir BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

Croqui de como ficará o cenário da nova atração do Beto Carrero World

Serviço Beto Carrero World. O parque funciona de quinta a domingo, das 9h às 18h, em junho, agosto e setembro; e de quarta a domingo, das 9h às 19h, em outubro. Consulte no site o calendário de funcionamento e os preços dos passaportes, que variam de época para época. Informações pelo telefone (47) 3261-2222 ou pelo site www. betocarrero.com.br Beach Park. Parque funciona diariamante das 11h às 17h. O preço do ingresso é R$ 220

para adultos e R$ 210 para crianças (as com menos de um metro de altura não pagam. Informações pelo telefone (85) 4012-3000 ou pelo site www.bechpark.com.br Thermas dos Laranjais. Parque funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 20h, e de terça a domingo, das 8h às 20h. Entrada inteira custa R$ 80 durante a semana, R$ 100 nos fins de semana e R$ 120 nos feriados. Crianças de até seis anos pagam R$ 10. Informações: (17) 3279-3500 ou www.termas.com.br

A nova área temática do Beto Carrero World incluirá um exclusivo espetáculo da Hot Wheels, um restaurante temático, uma loja de presentes e outros produtos da marca norteamericana, ao longo de mais de 30 mil metros quadrados. Aguardando a aprovação da Mattel para a divulgação das primeiras imagens, a atração vai coincidir com os 50 anos dos brinquedos Hot Wheels, os carrinhos amados pelas crianças do mundo inteiro. A área temática prevê o show Hot Wheels – onde os visitantes terão a experiência de ver a transformação dos carrinhos de brinquedo em carros em tamanho real, fazendo manobras de alta performance, perseguições e saltos espetaculares diante de uma arquibancada com capacidade para até 3.000 pessoas –, uma loja com grande variedade de itens e um restaurante em um ambiente decorado.

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Acesse www.betocarrero.com.br


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turismo FOTOS PORTO SEGURO PRAIA RESORT/DIVULGAÇÃO

Vista aérea do resort

Porto Seguro Praia Resort

Suítes: upgrade para o turista até o fim do ano Com sistema all inclusive, a unidade hoteleira se consolidano mercado como hospedagem diferenciada, conquistandoum público cada vez mais exigente Da redação O Porto Seguro Praia Resort (PS+P Resort), localizado na praia de Curuípe, na Costa do Descobrimento, está com uma promoção exclusiva para operadoras e agências parceiras. Até o fim do ano (dia 28/12), o turista que adquirir uma suíte de categoria classic terá um upgrade automático para a categoria classic premium, de acordo com a vontade do cliente e a disponibilidade do resort no período. Todas as unidades são amplas e confortáveis, com decoração de bom gosto, enxovais sofisticados, varanda com rede, cofre digital, mesa de trabalho, internet e Wi-Fi, além de cama box, frigobar, arcondicionado split, TV a cabo e secador de cabelos. O diferencial entre as duas categorias está na localização. As suítes classic ficam em aéreas especiais do resort, oferecendo muita tranquilidade e privacidade para casais e famí-

Quem adquirir uma suíte de categoria classic, até 28/12, receberá um upgrade para classic premium lias, com opções em andar térreo e andar superior. Já as Classic Premium estão próximo às piscinas, com vistas para as áreas de lazer e social, destinadas a quem busca requinte e momentos de convivência. Dentro dessa categoria, os apartamentos podem apresentar diferenças entre si, mas sempre com o mesmo conforto.

Tudo incluído O Porto Seguro Praia Resort opera no sistema

Suíte Classic Premium

all inclusive (tudo incluído), com 16 horas de alimentação de qualidade – refeições, petiscos e jantares temáticos – e bebidas nacionais alcoólicas e não alcóolicas incluídas no valor da diária. Para quem não quer arredar o pé da areia, o Clube de Praia João da Sunga, localizado em frente ao resort, também faz parte dos serviços disponíveis, com música ao vivo, petiscos, almoço e bebidas nacionais.

Excelente estrutura de lazer

Novo status Ao aliar sofisticação, modernos recursos tecnológicos e profissionais altamente capacitados, o PSP Resort vem se consolidando numa nova posição no ranking do mercado, conquistando um público cada vez mais exigente e diferenciado. Destaque também para a localização privilegiada de frente para a praia, a 5 km do aeroporto internacional de Porto Seguro e a apenas 3 km do centro da cidade e de shoppings e atrações culturais e históricas.

Novo Complexo de piscinas do Porto Seguro Praia Resort, inaugurado neste ano

Quem leva Operadora. Viagens Master Informações. Consulte seu agente de viagens e peça pacotes Master Saída. 14/7 Programa. A Master está com

pacotes promocionais para julho: uma semana no Porto Seguro Praia Resort All Inclusive sai a partir de R$ 3.332 Bônus. Uma criança de até 12 anos (no mesmo apartamento dos pais) se hospeda e voa grátis, pagando somente a taxa de embarque

O Porto Seguro Praia Resort, que oferece uma completa infraestrutura de lazer para visitantes de todas as idades, traz uma novidade. No início deste ano, foi inaugurado um moderno complexo de piscinas para adultos e crianças, com parquinho aquático, jacuzzi e deck com vista para o mar. O resort possui ainda um amplo e climatizado restaurante, também com vista para o mar, além de bar na piscina, cantina italiana (com pizzas), petiscaria e hamburgueria, Copa Baby 24h, Kids Club, sauna, salão de jogos, sala de ergometria e o maior Parque de Aventuras do Sul da Bahia dentro de um resort.


sua melhor viagem

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Escondido entre as montanhas de Minas FOTOS CRISTIANO DOS SANTOS BARSANTE/DIVULGAÇAO

Cabeça do Boi, distrito de Itambédo MatoDentro,temcachoeiraseriosde águascristalinasàesperadosturistas

2. Cachoeira do Encantado (também conhecida como cachoeira do Intancado): em meio à bela paisagem, essa cachoeira que tem águas transparentes e quatro quedas é um dos atrativos que a região oferece. Antes da queda livre, a água passa por um poço que proporciona excelentes banhos.

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O leitor Cristiano dos Santos Barsante visitou Cabeça de Boi (1), lugar que considera ideal para quem quer fugir do estresse dos centros urbanos. Cabeça do Boi é distrito de Itambé do Mato Dentro, uma cidade encravada na serra do Cipó que hoje atrai amantes do ecoturismo por causa de suas belas cachoeiras e rios cristalinos. O distrito, um dos atrativos de Itambé, fica dentro Área de Proteção Ambiental (APA) do Morro da Pedreira. Cerca de oito cachoeiras podem ser alcançadas por estrada de terra.

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Escolha um destino, mande suas fotos e dê dicas de viagens para outros viajantes, enviando um breve relato nesse formato para paulocampos@ otempo.com. br ou taniramos@otempo.com.br.

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1. Localizado a 130 km de Belo Horizonte, o distrito de Cabeça do Boi – o nome vem da tradição na agricultura – tem apenas 200 habitantes e está localizado entre o Parque Nacional da Serra do Cipó e a serra do Lobo; na última semana de julho, a localidade é palco do tradicional Festival da Banana, que tem show e barracas de comidas típicas.

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3. Cachoeira do Lúcio: é a mais próxima do vilarejo. Formada por uma queda de uns 8 m de altura e um bom poço para banho, é rodeada por mata ciliar,o que não impede a entrada de sol durante boa parte do dia. Entre a queda maior e a estrada há outras pequenas quedas e poços, todos bonitos e charmosos, o suficiente para um bom banho e um pouco de curtição.

4.Cachoeira da Serenata: ao se aproximar de um imponente paredão à direita da trilha, já se pode avistar as águas do ribeirão do Funil, que formarão a queda principal da Serenata, cerca de 300 m abaixo. É um conjunto muito bonito, com um poço grande, antes do estreitamento, rodeado por rochas que lembram solo lunar e repleto de caldeirões por onde a água desce com muita força.


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turismo COSTA BRASILIS/DIVULGAÇÃO

Bahia

Mares prediletos com datas e opções variadas Concorrida região de praia, o litoral baianorecebe visitantesoano todo; porisso, selecionamosalguns pacotespara quem quer viajar pra lá nestas férias Agosto

Feriado santo na Praia do Forte IBEROSTAR/DIVULGAÇÃO

A Abreutur está com pacotes para os resorts all inclusive Iberostar na Praia do Forte, perto de Salvador (BA), durante o feriado da Assunção de Nossa Senhora. Com saída em 11 de agosto, os pacotes custam por pessoa a partir de R$ 2.760 (ou 10x de R$ 276) no Iberostar Bahia e R$ 3.180 (ou 10x de R$ 318) no Iberostar Praia do Forte. Inclui aéreo, quatro diárias em ap. duplo e traslados. Consulte seu agente de viagens e peça pacotes Abreu.

Salvador

Uma semana na capital baiana A Latam Travel está com pacotes para Salvador (BA) com preços a partir de R$ 1.054 (ou 10x de R$ 105,40) por pessoa. Inclui voo direto, traslados e sete noites de hospedagem com café da manhã no Hotel Praia da Sereia, localizado na praia de Itapuã. O preço é válido para as lojas: BH Shopping (31) 3286-3999, Boulevard Shopping (31) 2515-3310, Diamond Mall (31) 2533-0933 e Minas Shopping (31) 3245-5718.

Porto Seguro (I)

Um passeio no litoral baiano Para quem sai de férias no fim deste mês, a CVC está com um imperdível pacote de sete diárias para Porto Seguro, cidade-sede da Costa do Descobrimento, no Sul da Bahia. Com saída em 30 de junho, o programa custa a partir de R$ 704 por pessoa. Inclui sete noites de hospedagem em apartamento duplo no Hotel Casablanca, com café da manhã, aéreo e passeio pela cidade. Para obter mais informações ou fazer reservas, acesse o site www. cvc.com.br/lojas. JOÃO RAMOS/BAHIATURSA

Itacaré

Uma semana junina na praia LUCIANA BRUDER/DIVULGAÇÃO

Com saída no dia 23 de junho e preço a partir de R$ 1.070 por pessoa, a CVC leva você para curtir a praia de Itacaré, na Costa do Cacau, durante os famosos festejos juninos da Bahia. O programa inclui seis noites de hospedagem em apartamento duplo na pousada Recanto da Concha, com café da manhã. Inclui ainda aéreo e traslados. Mais informações e reservas pelo site www.cvc. com.br/lojas.

Santo André

Férias de julho com 2 crianças free Para quem pretende curtir as férias de julho num aprazível pé na areia, o Costa Brasilis All Inclusive Resort & Spa, na vila de Santo André (BA), é a pedida. No período, o all inclusive oferece diárias a partir de R$ 901. Inclui hospedagem em ap. duplo superior e hospedagem de duas crianças de até 11 anos grátis (com os pais) e contratação mínima de três diárias. Inf.: (73) 32828200 / (21) 4020-4140 ou www.costabrasilis.com.br.

Trancoso

Porto Seguro (II)

Para explorar o Quadrado

Oito dias de descanso

A Latam Travel está com pacotes para Trancoso, na Costa do Descobrimento, no Sul da Bahia, com preços a partir de R$ 1.990 (ou 10x de R$ 199) por pessoa. Inclui voo direto, traslados e sete noites de hospedagem na pousada Aldeia do Sol. Preço válido para as lojas: BH Shopping (31) 3286-3999, Boulevard Shopping (31) 2515-3310, Diamond Mall (31) 2533-0933 e Minas Shopping (31) 3245-5718.

A Visual Turismo oferece pacote de sete diárias em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, com preço a partir de R$ 906 por pessoa. O programa será de 30 de junho a 7 de julho com hospedagem em ap. standard no Hotel Marlim, com café da manhã e localização no centro da cidade. Inclui ainda aéreo, traslados e passeio pela cidade. Consulte seu agente de viagens e peça pacotes Visual.


W Em clima de Copa. Curiosidades sobre o mercado automotivo russo. Página 14

TOYOTA/DIVULGAÇÃO

W Moto. Novas Triumph Tiger 800 e 1200 estão à venda no Brasil. Página 15

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BELO HORIZONTE Sábado 16/6/2018

pampulha

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Dupla dinâmica Toyota Yaris estreia no Brasil em versões hatch e sedã; modelo tem preço entre R$ 59.950 e R$ 79.990. Páginas 12 e 13


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Duas rodas em festa BIKE FEST/DIVULGAÇÃO

Daqui a uma semana, entre os dias 20 e 24 de junho, na cidade histórica de Tiradentes, acontecerá mais uma edição do Bike Fest – um dos mais tradicionais encontros de motociclistas do Brasil, que é realizado desde 2002. A cada ano, o Bike Fest recebe um número maior de participantes. Para esta edição, a expectativa é um público de 25 mil pessoas durante os quatro dias do evento, que deve movimentar R$ 16 milhões. Se não é a maior, com certeza é a mais charmosa reunião de motos e motociclistas do país. O Bike Fest reúne famílias inteiras, amigos e muitos profissionais ligados ao setor, que aproveitam a oportunidade para expor seus produtos e apresentarem suas marcas a potenciais consumidores. Durante todo o fim de semana em que acontece o evento, caravanas de motos dos mais distantes lugares do

país chegam a Tiradentes. Muitos se reencontram nesses eventos e, em torno de uma mesma paixão, trocam experiências, dicas de viagem e desfrutam do prazer que só uma viagem de moto proporciona. São muitas as atrações, entre elas, lançamentos de novos modelos, que acontecem nos estandes dos patrocinadores, motos clássicas e raras em um museu montado pelo empresário Romulo Filgueiras, da maior loja de acessórios para motos de Minas Gerais, a MotoRaja. A sede do Bike Fest segue tendo como palcos principais o Santíssimo Resort e a Praça da Rodoviária, em Tiradentes. O tradicional evento reúne amantes de motos de várias partes do país e do mundo e conta com uma programação variada, que agrada desde aqueles que gostam de motos clássicas até os que preferem se aventurar pelo mundo das big trail. Assim como na última edição,

haverá feira de negócios, exposições e programação musical. O evento reunirá 45 expositores das melhores marcas do setor com produtos e serviços exclusivos para os motociclistas. “A cada edição buscamos trazer novas atrações e parceiros para o evento, aliando lazer, negócios e uma programação cultural diversificada, para que o público possa desfrutar 100% a sua estadia em Tiradentes”, explica Milton Furtado, um dos produtores do evento. Para celebrar a 26ª edição do Bike Fest, a praça da Rodoviária contará com novidades: um palco receberá as atrações musicais de blues e jazz que se apresentarão nas tardes dos dias 22 e 23, além da presença da carreta de produtos da X11 Expert Riders e um ponto de apoio e serviços das montadoras Harley-Davidson e Triumph. O espaço contará ainda com estandes de serviços de troca de pneus e pequenos reparos e estaciona-

“O Bike Fest reúne famílias inteiras, amigos e muitos profissionais ligados ao setor, que aproveitam a oportunidade para expor seus produtos além de apresentarem suas marcas a potenciais clientes.”

mento para motocicletas. Outra novidade é a realização do test ride das montadoras Honda e Harley-Davidson, que será ministrado pelo piloto Leandro Mello, nos dias 22 e 23 de junho, das 11h às 16h, no Condomínio Quinta Imperial. No Santíssimo Resort, haverá também estandes das principais marcas e importadoras, com vestuários, souvenirs, acessórios, peças, área gastronômica, além do palco

do 7º Festival de Blues e Jazz, que será realizado nos dias 21, 22 e 23 de junho. E o Largo das Forras contará com um ponto de apoio ao público e um bar da Cervejaria Backer. Para mais comodidade, o público que estiver de carro e motos contará com estacionamentos particulares próximos ao local do evento. Mais informações sobre o festival estão disponíveis no site: www.tiradentesbikefest.com.br.


super motor

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 16 de junho de 2018

MARIELA GUIMARÃES - 5.9.2017

Crash test

Serviço

Sandero e Logan tomam ‘bomba’

Escolha mais racional Uso do etanol reúne uma série de vantagens em relação à gasolina quevai muito além da simples relação do custo-benefíciopara o motorista Preço médio do litro do etanol, em BH, é de R$ 3,090; custo médio do litro da gasolina é de R$ 4,874 LINCON ZARBIETTI - 18.3.2015

Igor Veiga Pesquisa divulgada pelo site Mercado Mineiro e publicada na última terçafeira, no jornal O TEMPO, sobre o preço médio dos combustíveis em Belo Horizonte e região metropolitana ratificou o que muita gente já sabe: abastecer o veículo com etanol continua sendo mais vantajoso do que com gasolina. O levantamento apontou que o litro do etanol está custando hoje, em média, 63,4% do valor da gasolina na capital. “Independentemente do valor da gasolina, antes ou pós greve dos caminhoneiros, o etanol manteve sua competitividade”, comemora Mário Campos, presidente da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig). E, ao que tudo indica, o consumidor mineiro tem sido cada vez mais inteligente na hora de abastecer. De acordo com a Siamig, antes da greve, o consumo de etanol hidratado em Minas atingiu a casa dos 157,5 milhões de litros em abril, recorde para o mês e um avanço de 87% em relação a abril de 2017. “Noto que, ca-

Autonomia Reabastecimentos. Apesar de a tecnologia de motores flex ter mais de 20 anos de existência, são muitas as bobagens que o Super Motor ainda ouve por aí. Tem gente que acredita que o etanol detona o escapamento, outros, que estraga o motor. Mas a única real desvantagem do etanol é tão somente a autonomia (em quilômetros) menor em relação à gasolina, que é consumida de forma mais lenta pelo carro.

Para o presidente da Siamig, Mário Campos, consumidor está cada vez mais valorizando o uso do etanol da vez mais, as pessoas estão finalmente aprendendo a fazer a conta e superando alguns mitos sobre o uso do etanol”, analisa Campos.

Conta questionável A relação que se conhece hoje, de o etanol valer a pena se custar até 70% o valor do litro do gasolina, leva em conta o poder calorífico do etanol em relação à gasolina. No entanto, conforme um estudo feito em outubro do ano passado pelo Instituto Mauá de Tecnologia, outras características do funcionamento dos motores devem ser levadas em conta, como,

o fato de o motor ser mais exigido em alguns percursos do que no circuito utilizado nos testes de laboratório. “A maioria dos motoristas faz a conta considerando o preço somente na hora do abastecimento, quando na verdade, também deveria avaliar a autonomia do veículo com os dois tipos de combustíveis. Essa relação pode ser diferente de 70%. Em nosso estudo, tivemos casos em que a relação de paridade entre etanol e gasolina chegou a 75,4%, uma diferença considerável”, salienta o professor Renato Romio, chefe da divisão de motores e veículos.

Qualidade a olho nu

“Noto que, cada vez mais, as pessoas estão aprendendo a fazer a conta e superando alguns mitos sobre o uso do etanol.” Mário Campos Presidente da Siamig

Além de ser mais vantajoso para o bolso, com o etanol, o motorista tem a possibilidade de evitar abastecer o carro com o combustível “batizado”, ou seja, de qualidade ruim. Segundo Campos, o cliente deve ficar de olho no pouco citado densímetro, aquele bulbo de vidro fechado, que boia, parecido com um termômetro e que fica ao lado da bomba. Ele afere se o combustível está dentro ou não das especificações exigidas pelo Inmetro. “Isso é uma garantia que a gasolina não oferece.

IPEM-SP/DIVULGAÇÃO

Desempenho do motor é melhor com o etanol

Densímetro é instalado em local visível nas bombas e permite ao consumidor atestar a qualidade do etanol

Quem lê uma ficha técnica de qualquer veículo equipado com motor flex logo percebe que a potência e o torque do propulsor são sempre maiores quando ele está abastecido somente com etanol. Isso acontece porque o etanol suporta uma taxa de compressão maior que a gasolina – a relação entre o volume do cilindro e a câmara de combustão, que indica o espaço que a mistura ar-combustível pode ocupar quando o pistão está

embaixo e quando está em cima. Quanto maior a taxa de compressão, maior a potência que ele pode gerar. Por esse motivo, com etanol, o motor apresenta uma performance melhor. Como a curva de torque utilizando o etanol é mais suave, a dirigibilidade também geralmente fica mais agradável. Na estrada, por exemplo, o carro consegue manter uma velocidade mais constante, principalmente nas subidas ou quando estiver carregado. (IV)

Fabricados no Brasil, o Renault Sandero e o sedã Logan receberam apenas uma estrela no crash test realizado pelo Latin NCAP. O resultado ruim foi justificado pela baixa proteção para o peito do motorista e pelo fraco desempenho no teste de colisão lateral, além da ausência de itens de segurança como o cinto de três pontos para todos os ocupantes e o dispositivo Isofix, de fixação de cadeirinhas infantis, disponível apenas como item opcional. LATIN NCAP/DIVULGAÇÃO

Chevrolet

Spin reestilizada estreia em julho A Chevrolet confirmou a chegada da Spin reestilizada em julho. A marca divulgou a primeira imagem teaser da minivan, que mostra parte dos faróis e da grade, que passará a ser semelhante à adotada pelos modelos Cobalt, Prisma e Onix. Os faróis ficaram maiores e afilados. Na parte mecânica, nada de novo. A Cheverolet Spin deve manter o motor 1.8 8V, de 111 cv, com câmbio manual ou automático.

Feira do Mineirão

Tradição resgatada Um programa que muitas famílias curtiam fazer todos os domingos, em Belo Horizonte, está de volta. O tradicional Feirão do Mineirão, na Pampulha, está sendo reeditado. A partir deste próximo domingo, dia 17 de junho, toda semana, o Gigante da Pampulha receberá os interessados na compra e venda de veículos seminovos. O horário de funcionamento do Feirão é de 6h às 13h. Mais informações sobre o evento pelo telefone 3334-5009.


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Citroën

C3 com estilo de C4 Cactus A Citroën acaba de lançar no Brasil uma nova versão aventureira do compacto C3. Chamada de Urban Trail, a variante traz airbumps nas laterais, inspirados no inédito C4 Cactus, que será lançado em breve no país, além de molduras plásticas nas caixas de roda. A versão inédita vem equipada com motor 1.2 flex, de 90 cv de potência, que trabalha em conjunto com um câmbio automático de seis marchas. Ele tem teto pintado em dois tons de cores, além de rodas de liga leve aro 16 exclusivas e central multimídia com tela touch de sete polegadas. O preço sugerido do C3 Urban Trail é de R$ 63.590. CITROËN/DIVULGAÇÃO

super motor R$

Lançamento

Para não ficar

59.950 Toyota Yaris hatch 1.3 XL manual

do lado de fora da festa Marca japonesa começa a vender o Yaris no Brasil nas versões hatch esedã; modelo trazcomo principal apelo obom pacote de itens de série Igor Veiga De São Paulo (SP)

Para não perder espaço para a concorrência, a Toyota se mexeu e acaba de lançar no Brasil as versões hatch e sedã do Yaris. Produzido na planta da Toyota em Porto Feliz e Sorocaba, no interior de São Paulo, o modelo custa entre R$ 59.950 e R$ 79.990 e preenche a lacuna entre o Etios e o Corolla na gama de produtos da marca japonesa. No mercado mundial des-

de 1999 e vendido em mais de 120 países, o Yaris está em sua quarta geração. No Brasil, chega usando os motores 1.3 e 1.5 do Etios, que foram recalibrados para render até 101 cv (com gasolina) e 110 cv (com etanol). A expectativa da Toyota é de vender 5.800 Yaris por mês, a maioria deles (95%) com o câmbio automático CVT herdado do Corolla. A montadora espera que o volume maior de vendas seja do Yaris hatch (55%), que tem uma lista grande de ri-

vais, entre eles o VW Polo, o Honda Fit e as versões mais caras do HB20 e do Fiat Argo. Na versão sedã, os principais adversários são o VW Virtus, o Fiat Cronos e o Honda City. Além da tradição de durabilidade dos produtos da marca, a Toyota confia na boa lista de itens de série, e sem opcionais, do Yaris para se dar bem no mercado. Desde a versão de entrada (XL), com câmbio manual de seis marchas, a linha traz de série computador de bordo, comandos no volante, descansa-braço dianteiro, controle de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa. O modelo também possui direção eletroassistida, arcondicionado, vidros e travas elétricas, faróis de nebli-

na e retrovisor interno eletrocrômico, entre outros. A central multimídia com tela touch de sete polegadas figura a partir da versão intermediária XL 1.3 Plus Tech. De um extremo ao outro, a versão top de linha (XLS) fica bem completa ao adicionar uma série de outros equipamentos como controle de velocidade de cruzeiro, descansa-braço traseiro, ar-condicionado digital, chave inteligente com partida do motor por botão, bancos em couro, retrovisor externo com rebatimento elétrico, câmera de ré e computador de bordo com tela de 4,2 polegadas. A versão ainda traz teto solar, sensor de chuva, lanternas em LED e sete airbags.

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O jornalista viajou a convite da Toyota

Modelo marca a estreia da nova central multímídia Toyota Play+ com tela touch de sete polegadas


super motor

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FOTOS TOYOTA/DIVULGAÇÃO

Pretenso ‘miniCorolla’ manda bem na pista

Toyota aposta no Yaris para fazer ganhar terreno entre os hatches médios e os sedãs compactos

Rival do Polo tem controle de tração e estabilidade de série

Porta-malas de 473 L do Yaris sedã é menor que do Virtus e do Cronos

O Super Motor teve a oportunidade de experimentar a versão sedã top do modelo. Ao volante, o motor 1.5 do Etios trabalha numa boa com o câmbio CVT, que simula sete marchas. O desempenho em velocidade de cruzeiro é legal, mas poderia ser melhor nas arrancadase retomadas. O volante traz ajuste de altura, mas faz falta o de profundidade. A versão XLS vem com paddles shifts atrás do volantee garantemuma agilidade maior no trânsito. A falta de fôlego em certas situações talvez explique o clamor de muitos fãs da marca de que o Yaris viesse equipado com o antigo 1.8 do Corolla, uma decisão que encareceria o produto ainda mais. Na pista, o que chegou a impressionar mesmo foi o baixo nível de ruído do Yaris sedã, que recebeu um tratamento acústico no para-brisa para ficar tão silencioso quanto o Corolla. (IV)


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Recall

Carros da GM são convocados A Chevrolet do Brasil convocou os donos dos modelos Cobalt, Onix, Prisma e Spin para um recall que vai adicionar um isolante nos terminais de relê da caixa de fusíveis. De acordo com a empresa, pode haver entrada e acúmulo de água nessa região do carro, localizada no compartimento do motor, o que pode provocar curto-circuito e fazer com que o carro ligue sozinho. O defeito ainda pode gerar superaquecimento do motor e até incêndio. As unidades envolvidas foram fabricadas entre janeiro de 2016 e maio deste ano. Os donos desses modelos podem tirar suas dúvidas e agendar um horário para o conserto pelo telefone 0800 702 4200 ou pelo site da Chevrolet. CHEVROLET/DIVULGAÇÃO

super motor KIA/DIVULGAÇÃO

Curiosidade

Seleção automotiva No país da Copa do Mundo, quem domina o mercado automotivo é a local Lada;apesar disso, modelo da Kia é omais vendidohoje na Rússia Igor Veiga Em clima de Copa do Mundo, o Super Motor resolveu falar um pouco sobre curiosidades do mercado automotivo da Rússia. Recentemente, a consultoria Focus2move divulgou a lista dos carros mais vendidos no país de Vladimir Putin em 2018. Por lá, entre os automóveis favoritos predominam os fabricados pela marca local Lada – adquirida pela aliança Renault-Nissan em 2016 – além daqueles das sul-coreanas Kia e Hyundai. Recém-chegado à Argentina e com lançamento previsto no Brasil para este ano, o Kia Rio é o atual líder de vendas na Rússia,

com 33.893 unidades comercializadas de janeiro até abril. Ele é seguido de perto pelos sedãs Lada Vesta (32.119) e Lada Granta (28.004).

Duster e Creta Na lista dos dez preferidos pelos russos hoje há dois modelos de utilitáriosesportivos oferecidos por aqui também: o Hyundai Creta e o Renault Duster. No país-sede da Copa do Mundo de 2018, eles são o quarto e o sétimo mais vendidos, respectivamente. Por lá, tanto o Creta como o Duster têm preços bem mais em conta em relação ao Brasil, porém saem de fábrica mais pelados em termos de equipa-

Em 2018, Kia Rio lidera as vendas no país-sede da Copa; versão hatch é prometida para o Brasil mentos. Na Rússia, o Duster 1.6 4x2 manual parte de 689 mil rublos (R$ 41,6 mil). Aqui, o preço começa em R$ 72.190. Já o SUV da Hyundai, em versão similar, sai por 819,9 mil rublos (R$ 49,5 mil). No Brasil, ele parte de R$ 76.350.

Em recuperação Assim como o do Brasil, o mercado automotivo russo era promissor, mas sofreu um baque e tanto a partir de 2013 e que só começou a se reerguer em 2017. Segundo a Focus2 Move, o volume de produção automotiva no país despencou de 2,9 milhões, em 2012, para 1,4 milhão de carros e comerciais leves em 2016.

Por que lá muitos carros usam câmera frontal? Apesar de não ser obrigatório por lei, a maioria dos veículos trafega na Rússia com uma câmera frontal (dash cam) instalada. É um costume local para ter um registro em vídeo que sirva como prova a favor do motorista em caso de um acidente. Em um relato na internet, a jornalista russa Marina Galperina afirma que as estradas russas são povoadas por policiais corruptos – 32% da população do país considera a polícia a instituição mais cor-

rupta do país – e há motoristas que mal podem esperar para bater em seu carro para alegar justamente o contrário. Também há relatos de casos de atropelamentos forçados por pedestres em busca de indenizações. A quem se interessar, em janeiro de 2018 foi lançado o documentário “The Road Movie”, com uma série de cenas que retratam bizarrices do trânsito russo. Trechos dele estão no YouTube. (IV) REPRODUÇÃO/YOUTUBE

LADA/DIVULGAÇÃO

Tecnologia

Apple vai liberar Waze no CarPlay A Apple finalmente vai oferecer compatibilidade dos aplicativos Waze e Google Maps em sua plataforma de conectividade com carros conhecida como Apple CarPlay. A novidade estará disponível assim que o iOS 12, nova versão do sistema operacional dos produtos da Apple, for liberado, no mês de setembro. A compatibilidade era um pedido antigo dos usuários de iPhone que, até então, só contavam com o app nativo da Apple, o Mapas, para usar com o CarPlay.

No YouTube, há canais de vídeos só com acidentes na Rússia

Tráfego ‘infernal’ e muita violência Trânsito caótico. Segundo relatório da Inrix divulgado em 2017, Moscou é a segunda cidade no mundo onde as pessoas perdem mais tempo presas em engarrafamentos, ficando atrás apenas da cidade de Los Angeles, nos EUA. Com uma frota superior a 7 milhões de veículos, os russos ficam, em média, 91 horas paradas no trânsito da capital russa a cada ano.

Com motor 1.6 e câmbio manual, Lada Vesta é o 2º mais vendido por lá; sedã custa a partir de R$ 35,2 mil

Mortes. A Rússia detém um dos índices de acidentes fatais mais altos do mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2015, 23.114 pessoas morreram em colisões no país. E se engana quem pensa que o consumo de vodca tem grande relevância. Naquele ano, apenas 14,2% dos acidentes envolviam motoristas alcoolizados.


15 W

super motor

O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 16 de junho de 2018

FOTOS TRIUMPH/DIVULGAÇÃO

R$

Moto

Feras

Modelos têm novidades no visual e ganharam mais tecnologias

43.190 Nova Triumph Tiger 800 XR

aprimoradas Novas Triumph Tiger 800 e 1.200 desembarcam no Brasil; modelos ganhammudanças no designe tecnologiasmais avançadas Eduardo Rocha Auto Press

A mudança na Tiger 1200 começa pelo nome. O modelo perdeu a alcunha “Explorer” que a acompanhou desde que foi apresentada, no Salão de Milão de 2011. Na carenagem, a alteração ficou por conta da moldura onde fica encravado o emblema da marca inglesa. Logo abaixo, a palavra “Explorer” foi substituída por Tiger, logo acima da sigla da versão. Outra modificação flagrante é o sistema de iluminação mais sofisticado, com o uso mais intensivo de LEDs. Na versão básica XR, é aplicado nos piscas e nas luzes de posição, o que cria uma assinatura luminosa que dá um aspecto bem tecnológico ao modelo. A partir da intermediária XCx, os faróis passam a ser em LED e ela ganha ainda um sistema de iluminação em curvas – que se intensifica de acordo com a inclinação da moto. A versão top XCa incorpora ainda luzes de neblina. Ao fuçar os componentes do motor, o objetivo da engenharia não era apenas baixar o peso em 10 kg, mas também melhorar o

desempenho. No caso, o motor tricilíndrico de 1.215 cc passou a render 141 cv, dois a mais. O ganho de potência veio acompanhado por diversas evoluções técnicas. De novo, a Tiger 1200 passa a contar com mais modos de condução – três na XR e seis na XCa –, que alteram parâmetros de ABS, potência, controle de tração e resposta ao acelerador. A versão mais cara traz ainda recursos mais sofisticados, como suspensão semiativa e sistema para trocas sem o uso de embreagem, tanto para subir quanto para descer as marchas. Tem ainda chave presencial, que permite usar a motocicleta sem retirá-la do bolso.

Mudanças sutis A Tiger 800 também recebeu alguns aprimoramentos mecânicos, só que mais sutis. O fluxo de saída de gases foi melhorado com um novo escapamento –que alterou o ronco do motor tricilíndrico. Com isso, apesar de manter os 95 cv, tem o pico de potência aos 9.000 giros – 250 rpm mais cedo. Também a relação da primeira marcha foi encurtada, para obter melhor resposta em baixas velocidades

Modelos obedecem a lógica eficaz

Outras versões Preços. A nova linha da Triumph Tiger 1200 inicia em R$ 60.090 na XR, passa pelos R$ 73.190 da XCx e chega aos R$ 83.490 da XCa. Já o modelo Triumph Tiger 800 começa em R$ 43.190 para a XR, vai a R$ 48.390 para a XRx, passa pelos R$ 51.390 da XCx e bate nos R$ 55.890 para a versão top, XCa.

e dar mais agilidade no offroad. Nesse ponto, contribuiu ainda o novo modo de pilotagem Off-Road Pro, que desliga todos os sistemas de auxílio à pilotagem. No visual, as alterações na Tiger 800 foram poucas. Além de faixas e inscrições no tanque, as aletas laterais do tanque e o para-brisa tiveram o desenho modificado.

Tiger 1200 recebeu novo escapamento com fluxo de saída otimizado

Faróis foram redesenhados e ganharam luzes diurnas em LED

A Triumph aposta com fervor no conceito de suas motocicletas aventureiras. Por isso mesmo, a lógica evolutiva da linha Tiger é mudar devagar e sempre. Mantém, por exemplo, o conceito de usar motor tricilíndrico, que reúne baixa inércia, pouca vibração e boa potência. Já outros ingredientes, como suspensões, sistemas eletrônicos, escapamento e freios, a Triumph compra no mercado – dependendo da versão, de marcas mais ou menos sofisticadas. E é por isso mesmo que consegue se atualizar mantendo o estilo, o equilíbrio da ciclística e o prazer na pilotagem. (ER/AP)


16 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 16 de junho de 2018

Belo Horizonte


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