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Pampulha, sábado - 07/10/2017

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turismo

estilo

almanaque

TREZE FESTAS AGUARDAM OS AMANTES DA CERVEJA EM SC ... Páginas 6 a 9

MINAS TREND ANTECIPA AS NOVIDADES DO INVERNO 2018 ... Página 27

CAETANO VELOSO TRAZ A BH SHOW AO LADO DOS FILHOS MORENO, ZECA E TOM ... Página 15 www.jornalpampulha.com.br

pampulha 7 a 13 de outubro de 2017 ANO XXVII número 1419 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FRED MAGNO

A PUREZA DA RESPOSTA DAS CRIANÇAS Pequenos fazem a diferença e colocam a mão na massa por um mundo mais consciente, solidário e humano

Lara é educada consciente de um mundo diverso e desigual e tem na solidariedade um hábito


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de outubro de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Eu não consigo imaginar a dor dessas mães, de toda essa cidade, da gente. E e eu fico me perguntando porque a gente está chegando nesse nível de crueldade”

Editorial

Das bolsas ao Bolsonaro o reino d e Deus um excesso desencadeia outro, a natureza procura o equilíbrio. Os anticorpos partem para o ataque dos invasores. Uma ação agressiva gera uma reação proporcional. Os orientais simbolizam nosso universo dividindo-o entre duas partes perfeitamente iguais, metade dele na cor branca e metade na cor preta, yin e yang, ou forças centrífugas e centrípetas. Assim como se dividem em partes iguais o dia e o ano, metade de luz e outra de escuridão. O tabuleiro de xadrez é uma divisão equânime, e bem por isso o piso de alguns templos é marcado por duas cores, claras e escuras, simbolizando a caminhada do fiel entre duas forças. Anjos e demônios. Bandidos e mocinhos. Embora o céu no Brasil tenha fama de risonho e límpido, os sistemas de direita e de esquerda se alternam aparecendo no começo como panaceias, em seguida perdendo o ímpeto que lhes deu vida, chegando à decomposição econômica e à queda ruinosa. E, quando a economia vai mal, o desemprego se abate sobre o povo, o sofrimento aumenta, morre a esperança, componente da vida humana que sustenta a perspectiva de dias melhores. Ou seja, que o esforço valha a pena. E, se a tudo isso se somam as dores e privações, apela-se a qualquer tratamento drástico e até imediatista. Qual-

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quer elixir mágico passa a ser “aceitável”. Perscrutando a paisagem pelo retrovisor do Brasil, pode-se entender que escolhemos governantes que ofereciam perspectivas de continuação de um ciclo de prosperidade, ou de substituir um sistema em apuros. Quanto maiores as dificuldades, mais forte a tendência de sobressair uma proposta nitidamente em contraposição ao fracasso. Como o prato da balança carregado levanta o outro, uma eleição transcorre, fatalmente, nessa condição. Dessa forma podemos compreender o fenômeno de Jair Bolsonaro, detectado em todas as pesquisas mais recentes. Embora carente de virtudes políticas, de experiência administrativa, de moderação e de propostas programáticas, ele foi deslocado nas alturas pelo prato oposto que transborda de “temor” de um retorno de Lula. Esse sentimento move uma parcela cada dia mais numerosa, saturada de “lava jatos” e escândalos, e a empurra para o curral de Bolsonaro. Na realidade ninguém quer um Brasil de marcha à ré e envergonhado pela maior corrupção já vista no planeta. Bolsonaro surge na contramão, é uma reação, e tem como seu maior eleitor e razão de crescimento o Lula. O ex-presidente, das “bolsas”, é líder das pesquisas, mas também líder das rejeições, e, quanto mais se firma no horizonte sua possível volta, mais eleitores são levados para o candidato Bolsonaro. Dessa vez com os tucanos em apuro, a alternativa “mili-

tar” e radical, de pouca conversa propositiva e de “cassetete”, brilhando de “anti” mensalão, petrolão e quadrilhão. O resto, para essa parcela do eleitorado, “que se dane”. É o voto de vingança contra PT e PSDB, contra o status quo, contra os dois partidos irmanados na desgraça gerada por delatores. Bolsonaro representa o final dos tempos, o “condottiere” do Armagedom, a amputação sumária daquilo que gangrenou e precisa ser extirpado para poder sobreviver. Lembra o sentimento nacional que alavancou, em 1989, para o segundo turno, Fernando Collor e Lula, ofuscando as opções mais moderadas de Ulysses Guimarães, Mario Covas e Leonel Brizola. Pode-se esperar, em breve, que Bolsonaro atraia mais seguidores na parcela estressada da sociedade e ultrapasse nas preferências momentâneas do eleitorado o Lula, como até jornais ingleses consideram ser iminente. É nesse cenário que a presença de Lula facilita Bolsonaro, e vice-versa, e que outros “contaminados pela Lava Jato” constantemente expostos nos noticiários a reforçam. A saudade do regime militar retorna, a defesa da ordem e do progresso parecese com a flor de lótus no chorume que escorre do Congresso Nacional. Falta hoje um ano exato para as urnas revelarem o que o eleitorado escolherá. Lula torce para Bolsonaro, assim como Bolsonaro para Lula ser seu adversário, já que, data venia, num duelo sem um ou outro, as tendências mais moderadas poderão ter maior viabilidade.

vittorio.medioli@otempo.com.br

Ivete Sangalo, cantora, ao lamentar a tragédia ocorrida na cidade de Janaúba, no Norte de Minas, na última quinta-feira (5), onde um vigia colocou fogo em uma creche e em si mesmo. Até o fechamento desta edição, quatro crianças haviam morrido e 33 pessoas – entre crianças e adultos – estavam gravemente feridas. O autor do crime, que teria transtornos mentais, também morreu. REPRODUÇÃO INSTAGRAM

“Olha a explosão!” Madonna, cantora, e as filhas Esther e Stella, cantando o sucesso de MC Kevinho, para “trabalhar o português”. Diva pop se mudou recentemente para Portugal, onde acompanha o filho Rocco, que joga futebol no Benfica

“Nosso luto não é o suficiente (...) O público fugiu ao som dos disparos. Imagine o número de mortes se o atirador usasse um silenciador, algo ao que o NRA deseja facilitar o acesso”

“Não devolvo esses cães, nem presa” Luísa Mell, ativista e apresentadora que resgatou 135 cachorros que sofriam maus-tratos em um canil clandestino de Osasco. Os animais estavam sem banho, machucados e com fezes grudadas nos pelos. Ela entrou com uma liminar na Justiça para ter a guarda dos cães.

Hillary Clinton, ex-candidata à presidência dos EUA, sobre o ataque a tiros em Las Vegas que deixou 59 mortos e 527 feridos. Ela critica a Associação Nacional do Rifle (NRA), principal grupo pró-armas do país, que faz lobby para que entre em vigor uma lei que legaliza a compra de silenciadores

“Não soube de nenhum ato de agressão e teve que vir a Polícia Nacional atuar dessa forma” Gerard Piqué, zagueiro da seleção espanhola de futebol, ao lamentar a repreensão da polícia contra o referendo da independência da Catalunha, proibido pela Justiça, no último domingo (1º), que deixou mais de 800 feridos. Apesar de o plebiscito ser favorável à separação da Catalunha, o governo espanhol não aceitou o resultado.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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ENGAJADAS> Elas resolveram colocar a mão na massa para mudar a realidade em que vivem Não é de hoje que crianças demonstram sua capacidadedearticulação e mobilização. Já em 1992, a canadense Severn Cullis Suzuzi, com então 12 anos, roubou a cena em uma conferência da ONU, quando discursou frente aos maiores líderes mundiais em defesa do meio ambiente, causa que lhe era cara desde os 9 anos. Quase 20 anos depois, a paquistanesa Malala Yousafzai ganhou o mundo por sua militância pela educação feminina, a que se dedica desde os 11 anos – e que, mais tarde, se desdobrou na luta pela educação pública gratuita. Aos 16, ela tornou-se a pessoa mais jovem a ser laureada por um Nobel da Paz. Mas não é preciso ir tão longe para se ter notícias de crianças que resolveram colocar a mão na massa para mudar a realidade em que vivem. Na grande BH, Gabriela Souza, a Gabi, desde os 9 anos dedica-se solidariamente à luta por moradia. Neste ano, aos 14, sua história tornou-se conhecida após ter sido alvejada por umabala de borracha,quando ajudava famílias durante a desapropriação da ocupação Manoel Aleixo, em MárioCampos,região metropolitana de Belo Horizonte. Bernardo Dourado, 6, é outro exemplo. O Bê, como é chamado, tinha 3 anos quando quis dividir seus livros com o mundo. Já Julia Macedo, aos 9, começou uma campanha para conseguir uma cadeira de rodas para uma criança com paralisia infantil. Por sua vez, Ruanna Costa, 11, mobiliza o colégio em que estuda para que seus colegas façam doações de roupas e sapatos que, ainda novos, não lhes servem mais. Com uma repercussão em menor escala, mas não menos importante, Lara Freitas, 5, e seu irmão, Theo, 2, vão doar brinquedos nesta Semana da Criança. E, neste Alex Bessas

Crianças que transformam UARLEN VALERIO

Lacre do Bem Julia, ao lado dos pais, entregou a cadeira de rodas número 230 do projeto por ela criado

outubro, pela primeira vez, foram eles que separaram uma série deles de seus armários para entregar. A psicopedagoga Ângela Mathylde Soares, aliás, indica que há ainda muitos aspectos comuns que estes pequenos notáveis dividem. “Certamente, há um ambiente familiar favorável, organizado, em que a criança tem essa estimulação”, afirma ela. Afinal, “as regras e limites são internali-

zados no ceio familiar”. A profissional salienta que “essa noção mais coletiva” é um “paradigma da educação do século XXI”, baseada fundamentalmente no tripé “resiliência, solidariedade e cooperação”. LIÇÃO DE CASA Para Julia Macedo ajudar sempre foi um hábito reforçado pelos pais. Mas foi em 2013 que suas boas intenções ganharam a forma

Defesa do meio ambiente desde criança Em 1992, durante a conferência da ONU realizada no Rio de Janeiro, acerca do Eco-92, a canadense Severn Cullis Suzuzi, à época com 12 anos, roubou a cena ao discursar como representante do grupo ambientalista “Evironmental Childern’s Organization”, que ela integrava desde os 9 anos ao lado de outras crianças. Impactantes, suas palavras viraram notícia em todo planeta. “Sou apenas uma criança e não tenho as soluções, mas quero que saibam que vocês também não têm”, disse ela, que ficou conhecida como “a menina que calou o mundo”.

em uma concessionária de pedágio. Ali, a informação que 140 garrafas pets cheias de lacres de latinhas de alumínio poderiam ser convertidas em uma cadeira de rodas. A partir de então, a menina se dedicaria a não mais descartar os lacres, a fim de conseguir a quantidade necessária. “Muita gente havia passado por lá, muito gente passou depois e ninguém havia notado. Mas ela, uma crian-

MARY ALTAFFER/AFP – 12.7.2013

REPRODUÇÃO YOUTUBE

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de um grandioso projeto, o “Lacre do Bem”. Tudo começou quando a menina visitou a creche Tia Dolores, que acolhe crianças com paralisia cerebral. A família foi ao local para realizar uma doação financeira à instituição. Se os adultos saíram com sensação de dever cumprido, a menina continuou inquieta. Em uma viagem para São Paulo, o olhar atento da criança flagrou um outdoor

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Mais jovem Nobel da Paz Mais jovem ganhadora de um prêmio Nobel, a paquistanesa Malala Yousafzai tinha 11 anos quando a liderança local do Talibã emitiu, em 2008, ordem que as escolas interrompessem aulas dadas para meninas. Filha de um professor, a partir de então, a menina passou a escrever o blog “Diário de uma Estudante Paquistanesa”, em que dissertava sobre seu amor pelos estudos e o difícil contexto local. Sua militância pela educação feminina ganhou o mundo. Em 2011, ela foi alvejada na cabeça, depois de um ataque na região em que vivia. Dois anos depois, foi laureada com o Nobel da Paz.

ça, viu a oportunidade”, comenta orgulhosa sua mãe, Ivette Macedo, que hoje se dedica a gerir o “Lacre do Bem”. Sua observação, diga-se, encontra eco nas análises de Mônica Azevedo Meyer, bióloga e professora da Faculdade de Educação da UFMG. “Os pais devem estimular o olhar das crianças para o mundo, mas também devem estar abertos a receber estímulos delas”, diz. Afinal, já adultos, “perdemos a capacidade de olhar, de ter tempo para contemplar”, avalia. O que era para se converter na doação de uma cadeira de rodas tornou-se algo maior. Passados quatro anos, o “Lacre do Bem” tornou-se uma grande rede de solidariedade, com pontos de coleta em toda cidade. Com isso, ganhou prestígio e recebeu, pelo menos, três prêmios, entre eles o Bom Exemplo Cidadania e o Gentileza Urbana. Mas o número de que Julia se orgulha mesmo é o de lacres coletados, quantidade que beira impressionantes 10 bilhões. Na última terça (3), aliás, ela chegou à marca de 230 cadeiras doadas. “A meta era chegar a 200 até dezembro, dois meses antes já batemos a meta”, informa Ivette, com sorriso largo no rosto. Mas aqui, bem, é preciso fazer uma digressão. Acontece que, para Ângela Mathylde, o valoroso projeto é herança de “um traço da cultura familiar” de Julia. O vestígio está na suas lembranças do Natal. “A gente reunia todas as crianças do prédio e ia embalar presentes para doação”, rememora ela, destacando que tudo era tudo feito em clima de festa. Paraa especialista, émuito importante que os pais estimulem seus rebentos a um pensamento coletivista. “Se, na educação, as crianças puderem extrair princípios, será positivo”, diz. REPRODUÇÃO YOUTUBE

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A luta por moradia Mesmo depois de conquistar sua casa, ao lado da mãe e dos irmãos, na ocupação Eliana Silva, na região do Barreiro, Gabriela Souza, 14, manteve-se empenhada na luta por moradia. Em um vídeo disponibilizado pelo Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), é possível ver como ela entoa palavras de ordem, repetidas por militantes adultos. Em maio deste ano, quando ajudava as famílias da ocupação Manoel Aleixo em meio a uma ação policial, ela foi baleada na boca. Para seu tratamento, o MLB lançou campanha de financiamento coletivo. Com 517 apoiadores, foram coletados R$ 28.110.


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ENGAJADAS> Ambiente familiar e incentivo dos pais contribui para conscientização dos pequenos

Educando para o coletivo FRED MAGNO

As iniciativas destes pais, diga-se, são consideradas louváveis pela psicopedagoga Ângela Mathylde. “A maternagem e a paternagem são funções. Cabe aos pais mostrar e nomear o novo para seus filhos... Assim, devem indicar aqueles hábitos que são ou não saudáveis”, argumenta ela.

Solidariedade Thaísa ensina Lara e Theo a partilharem seus brinquedos e entenderem que tê-los é um privilégio

“Bibliotecário”. É assim que Bernardo Dourado, 6, se identifica. E sim, ele tem razão, já que, aos 4, abriu sua própria biblioteca. É sua mãe, a enfermeira e professora universitária na Faculdade de Enfermagem da UFMG e FIBH Daniela Mascarenhas quem lembra da empreitada do filho. “Desde que ele era bebê, Henrique (pai) e eu o estimulamos a leitura”, diz ela, lembrando que, entre outras coisas, o casal costumava ler para o menino, além de presenteálo com livros de banho, por exemplo. Visitas a livrarias também eram constantes. “Assim ele foi construindo seu pequeno acervo”, comenta. Ainda com 3 anos, perto de seu quarto aniversário, o rebento confidenciou para a mãe o desejo de “fazer uma biblioteca no passeio do prédio”. “Ele sempre dizia que era o seu compromisso”, lembra ela. Foi quando Daniela, junto com o menino, foi ao Parque Aggeo Pio Sobrinho, no bairro Buritis. Foi ali que se instalou, em uma estante, a “Bibliotequinha do Bê”, inaugurada em 2015. Aliás, foi Bernardo quem “produziu” o lançamento da iniciativa. Para isso, chamou até um palhaço. Daniela comenta que a bibliotequinha vive de doações e que, na última visita, ao ver que o acervo havia diAlex Bessas

minuído, Bê ficou chateado. “Ele sempre vai lá. Leva muito a sério e fica todo feliz quando outras crianças estão lendo no parque ou perto da estante”, diz. Detalhe: a avó do garoto é formada em biblioteconomia, embora não exerça a profissão. Foi assim que ele descobriu que existia um ofício com o qual, aos 3 anos, já se identificava. “Agora, ele diz que é bibliotecário”, diz a mãe. SOLIDARIEDADE COMO HÁBITO Assim como Julia Macedo, do “Lacre do Bem”, Bê foi educado desde cedo a compartilhar seus presentes. “Se

ganhava um carrinho, dava um. Ganhou uma camisa? Então tinha que dar uma”, comenta Daniela. A situação não é diferente na casa da contadora e blogueira Thaísa Freitas, mãe de Lara e Theo. O costume de doar brinquedos veio com o nascimento do caçula, hoje com 2 anos. “Na família, sempre foi comum que, quando um sapato ou roupa ficassem apertados, a gente passasse para um primo menor”, comenta. Acontece que, com a chegada do filho, o número debrinquedos aumentou muito. “Ele faz aniversário de 26 de dezembro... Juntava Natal comaniversário, o quarto fica-

va lotado”, diz ela. Então, Thaísa passou a realizar doações que, inicialmente, eram anuais. Depois, também no Dia das Crianças. Foi para essa ocasião que, neste ano, ela instruiu Lara e Theo a escolherem o que iriam dar. Já a desenvolta Ruanna Costa tem particular predileção pela doação de roupas. Acontece que sua mãe, Giselle do Nascimento, é gestora de moda. A genitora conta que, sempre que saia para fazer doações, em geral em datas comemorativas, levava a filha junto. Com isso, “ela foi se mostrando solidária e prestativa”. A vontade de ajudar, aliás, reverberou em um

“espírito de liderança aflorado”. “Ela sempre diz para os colegas de sala, sempre tenta influenciar eles positivamente”, menciona. E é a própria Ruanna quem dá o recado. “Tem muita coisa aqui em casa que não tem utilidade nenhuma. Em vez de prender com a gente, podemos dar para uma pessoa que precisa mais”, diz, com docilidade, adicionando que “desde pequenininha gosto muito de fazer essas coisas”. Consciente da boa ação, a menina diz que deixa sua marca ajudando as pessoas. “É pelo que quero ser lembrada”, diz em um certo messianismo inocente.

ALEX DE JESUS

DESAPEGO Doando brinquedos Em BH, alguns lugares aceitam doações de brinquedos. Durante o mês de outubro, aliás, os shoppings da capital aderem à iniciativa. Fundação Dom Bosco Com unidades nos bairros Floresta e Madre Gertrudes, a entidade é especializada no atendimento de crianças especiais. AURA A Casa de Apoio à crianças com câncer, com unidade no bairro Paraíso, recebe doações para os assistidos e também para venda para levantar renda. Bernardo, com seus pais, idealizou a “Bibliotequinha do Bê” e produziu sua inauguração

O MUNDO QUE SE APRESENTA Em se falando de apresentar o novo, Thaísa lembra de uma experiência particular que aflorou a sensibilidade de Lara. “Estava passando de carro no centro de BH, perto da rodoviária. De repente, ela começou a chorar”, recorda a mãe, informando ainda que, em princípio, ficou sem entender o que estava acontecendo. “Então, ela começou a perguntar muitas coisas, perguntar se aquelas pessoas que estavam na praça não tinham casa, se moravam na rua...”. Logo, o que era um simples passeio rotineiro sensibilizou também a mãe. “É uma coisa tão comum que a gente nem percebe”, diz. Para a professora da faculdade de educação da UFMG Mônica Meyer, aliás, deixar que o mundo se apresente é essencial para a educação dessas crianças. “Só assim elas vão descobrir a diversidade. E quem não conhece não respeita, não ama e não cuida”, reforça ela. Mônica, por sinal, também defende que os pais permitam que seus rebentos tenham contato direto com a natureza, “em seu estado mais puro”. Para ela, estes passeios devem ser, acima de tudo, “apenas um passeio”, sem nenhuma obrigação de ensinar sobre ecologia ou preservação. Estas noções, afinal, se operam naturalmente. Exemplo deste comportamento se vê em Ruanna. Ela mesma faz questão de contar que não se inibe: ao ver um adulto jogando papel de bala no chão, logo dá um puxão de orelha. “Eu explico para as pessoas que se a gente for poluindo, a gente não vai ter mais ele (o ecossistema)”. Se desde jovem Ruanna se mostra conectada com a causa ambiental, não por acaso ela se gaba do esmero que dedica às suas plantinhas. “Tenho várias que eu rego e cuido todos os dias!”, diz, entusiasmada. Delas só sabe a espécie de duas, “um coqueirinho e uma palmeira”. Para as outras, deu nomes próprios. “Tem a Raio de Luz, a Reino Verde, a Varinha de Fada... E muitas outras”, orgulha-se a menina.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Hobby assatempo ou hobby é a denominação dada a uma determinada atividade de entretenimento que o indivíduo desenvolve sozinho ou juntamente com outras pessoas. É importante entender que o passatempo não pode ser um jogo, uma diversão que envolve regras predeterminadas. Você, caro leitor, tem algum passatempo? Saiba que a prática de um hobby pode ajudar na sua saúde física e mental. Passar algumas horas numa atividade leve e que traz relaxamento contribui para o seu equilíbrio físico e também para o controle das emoções. Um hobby praticado com regularidade, ou seja, pelo menos uma vez por semana, é um ótimo antídoto contra o estresse. Os efeitos positivos chegam a surpreender até alguns especialistas. Em recente pesquisa da Academia Americana de Neurologia, os cientistas descobriram que as pessoas capazes de se manterem relaxadas (através de um hobby) têm 50% menos chances de desenvolver demência em comparação às pessoas com tendência a se estressar. Parte da classe médica concorda que ter um hobby aumenta a qualidade de vida. É um fator que equilibra e ajuda a preservar a saúde física e emocional. A redução do estresse através de algum hobby melhora a condição cardiocirculatória das pessoas. Praticar um hobby pode ajudar a desenvolver as habilidades e os talentos naturais, bem como ajuda a se desconectar das rotinas diárias. De igual forma, é um excelente antídoto contra a depressão e os ataques de ansiedade. Pode também aumentar o poder da criatividade e da capacidade de ficar mais disciplinado, bem como amplia a vida social, aumentando a motivação e a energia para enfrentar os problemas A prática de um do dia a dia e, de quebra, aumenta nossa hobby sempre autoestima. se reflete em A vida moderna demanda muito e faciluma melhora mente nos leva a esno trabalho, quecer de nós mesmos. Por isso, vale a na família e no pena levar em considesempenho deração alguns pontos para fazer do hosocial bby uma forma de praticar algo de positivo para nós mesmos. Inicie procurando algo ousado. Se você gosta de tocar guitarra, vá em enfrente. Você estará fazendo algo por que gosta e não para ter algum retorno financeiro. Procure explorar passatempos em que você não tenha tanta habilidade, entretanto, é importante que goste da escolha. Quando tomar a decisão, vá e faça. Não procrastine nunca. Não deixe para depois. Não deixe que suas obrigações, pressões familiares ou tarefas atrasadas lhe impeçam de praticar o seu hobby favorito. É um momento tão ou mais importante que o das obrigações. É um momento para você. Pense nisso! A prática de um hobby sempre se reflete em uma melhora no trabalho, na família e no desempenho social. Você pode definir um ponto de ruptura com tudo o que significa rotina. Por isso, não faz sentido ficar aguardando que seu parceiro ou a sua parceira, seus colegas de trabalho ou sua família tomem a iniciativa na hora de praticar seu hobby. É um espaço escolhido por você, de exploração e de liberdade. O passatempo escolhido também não pode depender de dinheiro. Deve ser algo alcançável, em que você possa efetivamente fazer e praticar. Ainda não tem um hobby? Escolha um e faça o teste. Comprove por si todos os benefícios que um passatempo pode proporcionar. Faça uma boa semana.

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Medicamentos impróprios para idosos REPRODUÇÃO/FACEBOOK

Nalistadosmais contraindicados estãoosusados parainsôniae ansiedade Profissionais da saúde com foco na terceira idade sabem que determinados medicamentos podem trazer riscos que superam os benefícios, principalmente se consumidos nessa fase da vida. Para servir de alerta, a Sociedade Americana de Geriatria (AGS, sigla em inglês) atualizou, na semana passada, a lista chamada de “Stopp-Start”, cujo objetivo é divulgar os remédios que podem ser potencialmente inapropriados para essas pessoas. No Brasil, o Instituto para Práticas Seguras no Uso de Medicamentos (ISMP) reforçou a medida. De acordo com a farmacêutica Mariana Gonzaga, membro do conselho do Thuany Motta

ISMP, os principais medicamentos que preocupam os especialistas são os chamados benzodiazepínicos, de tarja preta, indicados para insônia, ansiedade e casos de espasmos musculares. “Existe o temor de que usar Rivotril, diazepamou outrobenzodiazepínico por muito tempo possa aumentar os riscos de desenvolver demência e Alzheimer”, diz. Mariana ressalta que o uso prolongado é desaconselhado porque esses medicamentoscausamefeitos colaterais. É comum quem os usa relatar aumento da sonolência,dificuldade paraseconcentrar e amnésia temporária. MOTIVOS Isso tudo acontece em razão da vulnerabilidade causada naturalmente pelo envelhecimento, afirma o geriatra Fábio Campos Leonel, professor da Faculdade Ipemed e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG). “É um ciclo: quanto mais velho, mais doenças aparecem e mais remédios se toma. O que acaba se agravando devido ao desgaste corporal como a disfunção renal, a diminuição do fluxo sanguíneo e

Nilceia Medeiros, 52, busca a prevenção para evitar o uso de remédios na terceira idade

outros fatores que aumentam o efeito adverso à medicação”, explica. A farmacêutica Mariana é enfática. “A escolha do medicamento apropriado para cada idoso é um passo fundamental na prevenção de eventos adversos nessa faixa etária. Esse processo deve ser meticuloso, pois o uso de alguns medicamentos pode originar mais riscos que benefícios”, alerta. Nesse caso, os especialistas orientam os pacientes a procurar alternativas que possam evitar o uso de medicamentos ou, ao menos, diminuir a atuação. Mas ambos os processos devem ser acompanhados

por profissionais da saúde. “A melhor saída sempre vai ser a prevenção. O mais indicado é não ter que depender de remédios”, orienta o geriatra. Cuidado.Prevençãoépalavra-chave na vida da empresária Nilceia Medeiros, 52. Ela tem histórico familiar de várias doenças comuns na terceira idade e não quer depender de nenhum tipo de medicamento. “Minha mãe tem Alzheimer e usa remédio forte. É triste de ver. É por isso que faço de tudo para não ter que usar também. Quero ser uma velhinha conhecida pela boa saúde e pelos projetos realizados”, conta.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

É MELHOR EVITAR Conheça quais são os medicamentos potencialmente inadequados para idosos Tipo

Indicação São medicamentos sedativos e Benzodiazepínicos hipnóticos. Medicamentos prescritos para refluxo Inibidores da bomba de ácido e várias outras condições, e prótons associados, entre outras questões, com maior risco de demência. Medicamentos que impedem ou Anti-inflamatórios minimizam a inflamação dos tecidos. Usados para o tratamento do quadro Antidepressivos tricíclicos depressivo. Anti-histamínicos de Remédios utilizados no tratamento de primeira geração alergias. Geralmente indicados para casos de Bloqueadores alfa centrais hipertensão. Sulfonilureias de longa Utilizados para tratamento de duração diabéticos. Nifedipino de liberação Os comprimidos são utilizados para imediata tratar a hipertensão ou angina. FONTE: SOCIEDADE AMERICA DE GERIATRIA/INSTITUTO PARA PRÁTICAS SEGURAS NO USO DE MEDICAMENTOS

Exemplos Clonazepam, rivotril e pílulas para dormir Omeprazol

Ibuprofeno e cetoprofeno Amitriptilina e nortripti Clorfeniramina e dexclorfeniramina Clonidina e metildopa Glibenclamida Nifedipina

Uso indevido de remédio afeta 25% Apesar dessas recomendações, 25% dos idosos tomam pelo menos uma medicação potencialmente inapropriada a cada ano, de acordo com dados obtidos por pesquisadores do Instituto Universitário de Geriatria de Montreal (Canadá). Além disso, embora 70% desses idosos estejam dispostos a parar de tomar esses medicamentos potencialmente inapropriados, os médicos continuam prescrevendo essas drogas. Os resultados foram publicados no “Journal of the American Geriatrics Society”.


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Outubro Rosa conquista espaços na cidade LINCON ZARBIETTI

A história do Outubro Rosa começou há quase cem anos. Se em meados de 1920 as ações de combate ao câncer de mama e de conscientização da população eram muito remotas, em 2017, cidades espalhadas pelo mundo se revestem de cor-de-rosa (a tonalidade símbolo da campanha) e propõem ações de prevenção em combate à doença. Logo no começo deste mês de outubro, as fachadas dos prédios públicos foram iluminados de rosa, os centros de saúde se preparam para receber ações e campanhas de conscientização da doença e grupos voluntários promovem atividades contra o câncer pela cidade. O Pampulha aderiu à campanha e selecionou algumas ações do Outubro Rosa que acontecem em BH durante o mês.

PROGRAME-SE MAMOGRAFIA

25 para arrecadação de verbas).

Unidades Básicas de Saúde Os centros realizam gratuitamente a mamografia para mulheres entre 40 e 69 anos. Interessadas, podem procurar a unidade mais próxima e realizar o agendamento. Confira a lista completa de unidades em: portalpbh.pbh.gov.br

Campanha “Saúde sem Mistério – Dez Mitos sobre o Câncer de Mama” A iniciativa acontece em duas estações do metrô e, durante a ação, serão distribuídos folhetos educativos. Onde Estação Central (Praça Rui Barbosa); Estação Vilarinho (av. Vilarinho, 36, Vila Clóris) Quando Dia 9 (Estação Central) e dia 10 (Estação Vilarinho), das 10h às 16h Quanto Gratuito

Instituto Mário Penna O hospital realiza o exame apenas durante o mês de outubro. Mulheres de 50 a 69 anos que não fizeram mamografia nos últimos 12 meses podem entrar em contato com o Instituto Mário Penna pelo telefone (31) 3349-1212 para realizar o agendamento – serão disponibilizadas 60 vagas por dia.

Palestra “Câncer de Mama: Histórias de Superação” Integrantes do projeto “Pérola de Minas”, iniciativa que apoia pacientes de câncer de mama, compartilham suas experiências na palestra. Onde Café do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2.244) Quando Dia 17 (terça), às 19h Quanto Entrada gratuita.

AÇÕES PELA CIDADE Abertura oficial do Outubro Rosa Shows com Marina Machado, Tadeu Franco, Eduardo Filizzola entre outros; aulas de ginástica coletiva e apresentação de capoeira com grupo feminino. Onde Parque Municipal Américo Renné Giannetti (av. Afonso Pena, 1377, centro) Quando Neste sábado (7), a partir das 9h Quanto Entrada gratuita (no dia, camisetas estarão à venda por R$ Prédios do Circuito Praça da Liberdade se revestem de rosa

Corte de cabelo gratuito O Instituto Eliza Martins realiza cortes de cabelos gratuitos para conscientizar a população sobre a doença. Cabelos arrecadados serão destinados à Associação das Voluntárias do Instituto Mário Penna. Onde Instituto de Beleza Eliza Martins (r. Pernambuco, 849, Funcionários) Quando Dia 26 (quinta-feira), das 10h às 18h Quanto Gratuito (atendimento de acordo com a ordem de chegada).

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sociedade

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DOLCEVITA TURISTA OCIDENTAL m tema complexo. Por que o turismo não engrena em Minas e no Brasil? Um exemplo já no dia da padroeira, dia das crianças e dos professores; o famoso feriadão do “saco cheio”. Em feriados e durante a alta estação, quando a demanda é grande, as companhias aéreas praticam nada discreto e mui criminoso cartel.

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TURISTA ACIDENTAL obram o mesmo preço altíssimo, deixando os passageiros na mão. Isso taxando e limitando as bagagens para supostamente baratear as passagens, o que ninguém comprova. Passagens caras afastam passageiros e, consequentemente, hóspedes em hotéis. São milhões de consumidores e clientes a menos para bares e restaurantes.

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TURISTA INCIDENTAL m círculo vicioso e perigoso que também diminui empregos e fragiliza a economia das cidades. Além de hotéis sempre caros, neste feriado, uma simples pas-

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Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

JARDINS MORTOS

sagem BH/Porto Seguro não sai por menos do R$ 1.800. E voos de madrugada. Em horários normais e com escalas, são ainda mais caros. Insanidade que acaba motivando o brasileiro a ir para Buenos Aires, Miami e até Lisboa.

abe nem maquiagem mais na cidade. Comeram, de boca aberta, cuspindo migalhas e babando, a gentileza urbana. As belas parcerias público-privadas morreram no berço. Calçadas estão cheias de mato e buracos. A cidade que nunca teve canteiro de obras, hoje não tem nem obras em canteiros.

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NOSSA DUPLA e volta ao Brasil, depois de uma aventura escalando o Kilimanjaro, na Tanzânia, Beatriz e Eduardo “Beijinho” Pereira eram só alegria no último domingo. Tinham um motivo a mais depois de 30 dias viajando: o aniversário de Beatriz. Bom motivo para fazer o que mais curtem ao lado de caminhadas e escalar montanhas: cozinhar.

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CIDADES MORTAS raças e jardins lembram terrenos baldios. Patrimônio público derretido. O que se vê é um território seco, destituído de cuidados e investimentos. Triste horizonte, com fachadas e poluição visual, sem verde e arte. Arte em esculturas e monumentos que existem em qualquer metrópole e deixam a cidade mais bonita, culta e turística. Cidade feia e sem horizontes. Cidade cheia apenas de ruas, carros e gente vazia.

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DUPLA FAVORITA o lado da filha Renata, recém-chegada de atualização em alta gastronomia no Instituto Paul Bocouse, Lion, França, esmeraram-se em supimpas bacalhoada e cordeiro. Obviamente, a bordo de seletos vinhos entre familiares e chegados de primeira hora.

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DIAS GALOPANTES

CANTEIROS MORTOS

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m vez de riqueza, parece que Belo Horizonte acumula e distribui

No conquetel do Minas Trend, que aconteceu no Expominas, a modelo internacional Ari Westphal

pobreza, feiura e desmazelo. A antes bela, limpa e bem cuidada, a zona sul está um lixo. Principalmente a Savassi. O triste problema dos moradores de rua não só continua, como aumenta. São favelas portáteis e individuais, feitas em papelão e plástico nos locais mais chiques. Perigo e falta de higiene.

ntre os dias 9 e 14, o Expominas será a capital do cavalo Campolina, com os tesouros da raça. O evento deve gerar R$ 5 milhões em negócios, 20% superior ao faturamento da edição passada da exposição. “A expectativa é que os negócios movimentem cerca de R$ 5 milhões, incluindo os resultados de dois leilões e comercialização em geral”, contou Jorge Salum, presidente da Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Campolina, realizadora do evento.

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lançaperfume

na 37ª Exposi6 Eçãoainda Nacional do Campolina, no Expominas, cerca de 200 expositores de todo o Brasil. “A” novidade: o 6 E“Espaço da Criadora” terá curadoria e organização de Ana Cristina Marquito. No “Espaço da Criadora”: showrooms de lojas, palestras, bate-papos, dicas de beleza, maquiagem e confraternizações. as palestras: 6 Entre dia 11, às 16h, o fundamental “Outubro Rosa”, com Anna Salvador. Dia 12, às 16h, e a gostosa “Auto Estima e Sensualidade”, com Cris Gontijo. de Macacos 6 Oficouarraial minúsculo para a gigantesca animação na segunda edição do grande festival de cervejas artesanais com conceitos sustentáveis. a Junglebier, neste 6 Ésábado (7), no Bar do Marcinho, das 12h às 23h. O evento será mensal, aos primeiros sábados de cada mês. Airbnb, maior plata6 Oforma de compartilhamento de lares do mundo, anunciou ranking com os destinos mais hospitaleiros do Brasil. a lista dos 10 6 Confira destinos campeões em hospitalidade: São João Del Rei (MG); Penha (SC); Teresópolis (RJ); Bento Gonçalves (RS); Piumhi (MG); Florianópolis (SC); Resende (RJ); Vitória (ES); São José dos Campos (SP) e Caxias do Sul (RS). EDY FERNANDES

O presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior e a consultora de estilo, Glorinha Kalil, no coquetel de abertura da 21ª edição do Minas Trend


reportagem

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GENTE São duas horas e meia de trajeto, religiosamente cumprido duas vezes ao dia, de segunda a sábado. Cinco das 24 horas do dia, pois, Pedro Inácio Gonçalves Fernandes, 12, gasta nos ônibus que o levam de Igarapé, a 55 km de BH, ao bairro São Pedro, onde tenta aprimorar o dom que Deus lhe deu: a dança. Há quatro anos, Pedrinho estuda na Compasso Academia de Dança, graças a muito esforço coletivo. Só neste vaivém, a família despende, por dia, R$ 50 só de passagens. Muito, para o bolso deles. De origem humilde, os Gonçal-

v e s Fernandes se desdobram para viabilizar o sonho do menino que, se conseguir apoio financeiro, vai vivenciar, no próximo ano, a glória de se apresentar no Lincoln Center, em Nova York. É que ele foi selecionado para o Youth America Grand Prix, uma espécie de Olimpíada da dança, que, em abril, reunirá delegações de todo o mundo. Se depender de talento, o futuro de Pedro promete ser ainda mais brilhante – mas a etapa atual, sem dúvida, já é uma coroação e tanto de uma trajetória que teve início há sete anos, quando a mãe, Sandra Regina, 44, percebeu que, espontaneamente, o caçula colocava o corpo em movimento ao ouvir a rádio. “Comecei a pedir que ela me levasse aos espetáculos de dança”, revela ele. Mas, bem, se o dinheiro impedia que o desejo fosse atendido, incentivo em palavras e gestos nunca faltaram ao garoto. Decidida, Sandra enfrenta com galhardia as viagens diárias – e até serve de apoio ao sono do menino no ônibus, no citado trajeto. É que, ao adentrar o lotação, à tarde, ele já dedicou a manhã à escola: frequenta a 7ª série. “Minha mãe fica muito cansada também”, arrisca ele, tímido. Por sorte, a família nunca nutriu preconceito em relação a ele ter abraçado a dança. E todos estão pra lá de orgulhosos com a perspectiva de Nova York. Ressalvando-se que a Big Apple não é propriamente uma novidade na vida do bailarino: em abril, ele esteve lá, junto a um grupo de jovens talentos. Já foi o suficiente para fazer os olhinhos do menino

FOTOS LINCON ZARBIETTI

Patrícia Cassese

Aos 12 anos e destaque em sua escola de dança, Pedrinho luta contra as dificuldades financeiras para se tornar um grande bailarino

No dia em que o Pampulha foi à escola, coincidentemente, Pedrinho recebeu uma boa notícia. Uma das alunas, sensibilizada, se dispôs a ajudar com as passagens até o final do ano. Motivo de sobra para comemorar, mas ainda é preciso mais. Na verdade, destaca Lúcia, o ideal seria que alguma empresa decidisse patrociná-lo. “E entendo que seria interessante para ela também, pois receberia uma boa contrapartida pelo fato de que a marca vai estar aplicada nas blusas com as quais o Pedro vai circular por Nova York, aparecer na imprensa... E ser citada nas entrevistas. Sem dúvida, uma grande oportunidade”. Mas ela acalenta o sonho de encontrar também um outra tipo de padrinho – de preferência, um endocrinologista, que oferecesse um tratamento visando um acréscimo na estatura de Pedro. Segundo Lúcia, es-

sa alternativa deveria ser tentada agora, nesta faixa etária, posto que as cartilagens entre os ossos ainda não se fecharam totalmente – o que acontece quando o processo de crescimento se completa. Enquanto esses sonhos não se materializam, Pedro segue ensaiando. “Ele não pode ficar parado. Agora, tem que correr atrás, é muita aula, muito ensaio. E se a gente conseguir ajuda, ele teria que fazer também um curso de verão”, explica Lúcia. Vale lembrar que Pedro chegou à Compasso por meio da indicação de um dançarino, que teve acesso a um vídeo dele dançando, feito no celular, por uma amiga da mãe. Na entrevista, Lúcia teve a certeza de que estava na frente de um talento nato. “Na verdade, nem precisava ter feito o teste. O brilho nos olhos ao falar que era aquilo o que de fato queria... A gente sente o amor que a pessoa tem pela dança”, emociona-se.

Passos em busca deumsonhoemNY brilharem ao ser perguntando se havia gostado da experiência. “Foi muito bacana”, sintetiza. VAQUINHA O retorno de Pedro Inácio para Nova York no próximo ano, agora como solista, está, como dito, condicionado à obtenção de uma ajuda de custo – a família não tem mesmo como arcar com a despesa, mesmo Sandra se desdobrando em atividades como lavar roupa para a vizinhança. Na verdade, o custo das passagens de ônibus, ela cobre vendendo brigadeiros e bolos – inclusive na própria Compasso, onde também empresta seus dotes ao ateliê, produzindo adereços para as apresentações de final de ano, em troca de parte da mensalidade de Pedro. Diretora da Compasso há 40 anos e responsável pelo grupo jovem, Lúcia Vieira acrescenta que seu pupilo vem, cada vez mais, participando de concursos, muitos dos quais em outras cidades. “E aí, tem as inscrições, que são caras, os figurinos, o transporte... É um custo alto, mas um investimento de vida. Como se ele estivesse cursando uma faculdade de medicina. É o futuro dele”.

Pronto para o Lincoln Center Independentemente do resultado, a classificação para a final Youth America Grand Prix já garante a Pedro uma glória: dançar no Lincoln Center. Detalhe: o mineiro foi classificado tanto em solo quanto em duo – neste caso, de jazz, ao lado da também mineira Sofia Sarmento. Curiosidade: a coreografia dos dois tem trilha sonora de Michael Jackson (“The Way You Make me Feel”). “Ele é muito bom no contemporâneo também, aliás, até no sapateado irlandês. Porque o clássico é a base, mas é interessante que o bailarino seja bom nas outras modalidades também”, explica Lúcia. As finais vão acontecer no Washington Square, no Village, em NY. “E diretores de escolas do mundo inteiro vão lá, caçar talentos”, lembra Lúcia, ressalvando que, apesar da idade ainda não ser propícia para que

Pedro more fora, ele pode ser convidado para cursos de verão, por exemplo. Lúcia compara o certame a uma espécie de Olimpíada. Pedro estará na delegação brasileira, junto a outros 19 bailarinos de vários Estados, depois de ter passado pelas seletivas do “Passo de Artes”, a última, em Indaiatuba. O concurso prevê uma apresentação de todos as crianças no chamado Grand Défilé. Uma outra possibilidade de tornar o sonho de ir a Nova York realidade seria uma campanha de financiamento coletivo. Na verdade, a escola já fez uma, na plataforma Vakinha, para garantir as despesas do primeiro semestre. Os interessados em colaborar com os projetos podem entrar em contato com a Compasso Escola de Dança, que fica na rua Padre Odorico, 48. O telefone é: 3282-7070.


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DIA A DIA Trocar carro por apps só vale a pena para quem roda pouco JOÃO GODINHO

MOISÉS SILVA

Paraquemroda 20km/dia, aplicativosairia 10%maisbarato queterveículo Há um ano e meio,a jornalista Raquel Domingues vendeu o carro. Ela confessa que sente saudade da comodidade, mas, depois de colocar todos os gastos no papel, tem certeza de que abrir mão do veículo foi a melhor decisão. “Só de seguro era R$ 1.000, gasolina nunca para de subir. Por isso, vale mais a pena andar de metrô e aplicativos”, afirma. A bancária Lívia Leite, 31, também fez as contas e chegou à mesma conclusão, mas a decisão foi outra. “Considerando os custos de IPVA, seguro, gasolina, estacionamento e manutenção, é inviável. Ao analisar o lado não financeiro, como a agilidade, optei por manter o carro”, diz Lívia. Então o quevale mais a pena: ter carro ou usar só aplicativos? Dois especialistas ouvidos pela reportagem deram a mesma resposta: depende. Os casos de Raquel e Lívia confirmam que a decisão é pessoal, mas, para ajudara calcular o custo-benefício de cada modalidade, o professor de ciências contábeis do Ibmec Bruno Flávio de Araújo montou uma planilha para a reportagem. A simulação considerou um carro de R$ 40 mil, pago à vista, com consumo de 10 km por litro. A tarifa média para os aplicativos foi de R$ 2, considerando distância e Queila Ariadne

Lívia Leite só mantém o carro por não abrir mão do conforto

tempo, para alguém que faz só duas corridas por dia. Em todas as simulações, trocar o carro por aplicativo só foi mais vantajosoquando o trajeto é curto e a despesa mensal com estacionamento é alta. “Se pessoa usa muito pouco o carro e percorre pequenas distâncias, inevitavelmenFINANCIAMENTO Quem dá uma entrada de metade do valor do veículo e financia R$ 20 mil, além das despesas usuais, teria a prestação de R$ 1.150. Nesse caso, quem anda até 20 km por dia gastaria, ao fim de cinco anos, cerca de R$ 70 mil com o próprio carro. Se fosse usar os aplicativos, a despesa cairia para R$ 55 mil, ao fim de cinco anos.

te será melhor o aplicativo. Mas, se o trabalho é longe da casa, o carro vai ser melhor”, destaca Araújo. Isso se a pessoa fizer só duas corridas, pois, para cada vez que ela aciona aplicativos como Uber, Cabify e 99, a tarifa inicial costuma ser de R$ 7. Araújo considerou todos os gastos que um proprietário de veículo tem. Estimou o seguro como 5% do valor do carro, mais 4% de IPVA, além das despesas com licenciamento e Dpvat, combustível e lava a jato. Também projetou uma troca do veículo em cinco anos, considerando a depreciação anual de 10%, o que faria o carro valer R$ 20 mil na época da substituição. Ao longo de cinco anos, o consumidor que percorre cerca de 20 km por dia gastaria R$ 35.812,60, além do preço do que pagou pelo veículo. Se co-

Raquel vendeu o carro e, hoje, anda mais a pé ou usa aplicativos

locasse os R$ 40 mil na poupança e usasse os rendimentos para bancar corridas com aplicativos, o saldo zeraria em três anos. Até completar os cinco, ele gastaria mais R$ 32.929,33 com aplicativos. Já quem percorre distâncias maiores, de 40 km por dia, gastaria R$ 51.583,60 com o carro próprio e R$ 91.117,47 com os aplicativos. Ou seja, para quem anda até 20 km, utilizar aplicativos sairia cerca de 10% mais barato do que manter o carro. Já para quem percorre 40 km, o uso de aplicativos sairia cerca de 75% mais caro. Esses cálculos foram feitos para quem usa estacionamento. Tirando essa despesa, quem tem carro e anda 20 km por dia gastaria R$ 17.812,80. “Isso vale se o carro foi pago à vista. Se tiver prestação, o cálculo muda muito”, destaca.

Dinheiro não é único fator que pesa Lívia Leite, 31, e o marido cogitaram vender um dos carros da família, mas desistiram. “A rapidez, o conforto e a insegurança sobre a qualidade do carro de um aplicativo nos fizeram manter os dois veículos. Em algumas corridas, os motoristas dos apps ainda desistem”, afirma. “Às vezes eu estacionava perto da estação e ia trabalhar de metrô, mas um dia eu cheguei e meu carro estava arrom-

bado”, lamenta Raquel Domingues, que optou pela venda do carro. Segundo o professor do Ibmec Bruno Flávio de Araújo, mesmo que se chegue a uma conclusão financeira, existem muitos outros aspectos a serem levados em conta. “Tem gente que gosta de ter carro, mas outros não gostam de dirigir”, exemplifica ele.

IPVA: 4% do valor do carro = R$ 1.600 Seguro: 5% do valor do carro = R$ 2.000 SOBRE OS APLICATIVOS Tarifa considera tempo e distância da corrida

Preço base: R$ 2,00 Tarifa por km: R$ 1,55 Tarifa por tempo: R$ 0,17

FONTE: AS SIMULAÇÕES FORAM FEITAS PELO PROFESSOR DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DO IBMEC, BRUNO DE ARAÚJO

CARRO

20 km*

R$ 35.812,80

20 km

R$ 17.812,80

40 km*

R$ 51.383,60

40 km

R$ 35.812,80

APP

R$ 32.929,33

R$ 98.654,56

DISTÂNCIA DIÁRIA PERCORRIDA

na poupança (0,5% ao mês) R$ 73.139,75

Preço do carro R$ 40 mil

Licenciamento: cerca de R$ 100 Estacionamento: R$ 300 ao mês Lavajato: R$ 100 ao mês Dpvat: cerca de R$ 70 Preço médio da gasolina: R$ 3,90 Consumo: 10 km/l Depreciação do veículo: média de 10% ao ano

R$ 40 mil

Veja alguns cenários ao longo de cinco anos

R$ 54.223,78

O QUE VOCÊ DEVE CONSIDERAR

INVESTIMENTO

Faça as contas

R$ 42.679,45

CARRO PRÓPRIO OU APLICATIVO?

R$ 133.070,22

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

R$ 91.117,47 *Com estacionamento (R$ 300 por mês)

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DIA A DIA Concorrência por clientes gera promoções nos aplicativos JOÃO GODINHO

Investidor estrangeiro bancaaumento daofertano mercado A analista de RH Mariana Lagares, 34, mora perto do trabalho, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. A filha dela, Júlia, 3, também estuda perto. Depois de colocar todas as despesas do carro na ponta do lápis, ela vendeu o veículo e aplicou o dinheiro, e agora é disputada pelos aplicativos de mobilidade urbana. Nessa guerra por clientes, ganha quem oferece mais descontos. “Trabalho na Savassi, e o estacionamento era caríssimo. Não valia a pena manter meu carro. Hoje, ando muito a pé e, quando preciso, chamo um aplicativo”, conta. Mariana não abre mão de checar as ofertas. “Sempre tem um código promocional do dia. Então eu uso e faço a simulação para ver qual aplicativo vai me oferecer aquela corrida mais barata”, ressalta. Entre as promoções, tem desconto na primeira corrida, que pode até sair de graça, dependendo da distância. Tem também código promocional para compartilhar com os amigos e ganhar mais desconto. Se o usuário fica muito tempo sem utilizar o serviço, ele também ganha um incentivo para voltar a chamar o aplicativo. No início de setembro, a 99, que antes só tinha táxi, inaugurou o serviço Pop em Belo Horizonte, com carros particulares, no mesmo esquema da Uber e da Cabify. O primei-

Economia: Mariana vendeu o carro e aplicou o dinheiro; agora anda a pé ou com aplicativo e ainda ganhou mais tempo com a filha Júlia

Queila Ariadne

CABIFY/DIVULGAÇÃO

ro mês veio recheado de promoções para incentivar o usuário a conhecer o aplicativo. “Fizemos o Free Day e também disponibilizamos códigos para o usuário ganhar duas outras corridas de R$ 10”, explica a gerente de relações públicas da 99, Ana Carla Lopes. A estratégia da Cabify vai além das promoções. “Existem ações de praxe como R$ 15 de desconto na primeira corrida ou 50% de desconto para quem indicar um amigo. Mas apostamos em ações que vão proporcionar uma experiência, como a distribuição de pão de queijo e de picolés. Porque o diferencial na disputa pelo cliente não é só preço”, afirma o gerente de marketing da Cabify, Diogo Cordeiro. APORTE ESTRATÉGICO Nem todas as empresas revelam quantos usuários são cadastrados. Só a 99, por exemplo, tem 14 milhões. Para sustentar via-

gens baratas e descontos para tanta gente, as empresas têm contado com uma ajuda significativa de investidores estrangeiros. Em abril deste ano, os fundadores da Cabify na Espanha anunciaram um aporte de US$ 200 milhões para a base da startup no Brasil. “É uma prova da confiança no mercado, que é gigante. Com apenas um ano e três meses, o Brasil se tornou o principal mercado da empresa no mundo”, afirma Cordeiro. Já a 99 recebeu US$ 100 milhões em janeiro. O investimento veio da Didi, maior empresa de mobilidade da China, e da Riverwood. Em junho, o SoftBank, do Japão, também anunciou aporte de US$ 100 milhões. “A 99 é uma startup em fase de expansão, e esses investimentos são estratégicos para dar suporte e nos ajudar a desenvolver novas soluções de tecnologia que vêm com recursos e também com intercâmbio de experiências”, destaca Ana Carla.

ENTREVISTA

Reinaldo Domingos Educador financeiro presidente Dsop e Abefin Escolher entre ter um carro e usar só aplicativos é uma escolha pessoal. O que você aconselha para ajudar a decidir? O que eu indico é que a pessoa

passe um mês inteiro fazendo a experiência, anotando tudo.

Quais outras alternativas a pessoa que quer economizar com transporte pode lançar mão? A pessoa tem que

considerar, por exemplo, se vale a pena se mudar para mais perto do trabalho. Às vezes, mesmo pagando mais no aluguel, pode compensar. Também tem a opção de montar um esquema de carona coletiva ou, se possível, aderir ao home-office. Para quem pode, outra dica é estacionar o carro perto da estação e ir de metrô.

Na guerra pelos clientes mineiros, Cabify distribui pão de queijo

Tempo e utilidade devem entrar na conta Se em vez de comprar um carro de R$ 40 mil, uma pessoa aplicasse esse dinheiro na poupança, com correção mensal de 0,5%, ao fim de um ano, o rendimento seria de R$ 2.679,45. Pensando em quem usa um aplicativo de mobilidade duas vezes por dia, pagando em média R$ 15 cada corrida, um ano de aplicação seria suficiente para bancar apenas três meses de corridas. Já o custo de manutenção e as despesas mensais de um carro giram entre 2% e 3% do valor de mercado, ou seja, de R$ 800 a R$ 1.200 por mês. Na avaliação da consultora financeira Camila Teodoro, existe um fator muito importante que deve ser levado em consideração, além das finanças: o tempo. “Se a pessoa usa só como meio de transporte, como um vendedor que visita clientes, por exemplo, vai valer mais a pena manter o carro. Mas se ela pode usar o tempo no trajeto para resolver tarefas, falar ao telefone ou mandar mensagens pelo WhatsApp, pode ser que os aplicativos de transporte sejam melhores”, pondera.


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ESPAÇO GOURMET Agrião,berinjela, ora-pro-nóbise outrosganham protagonismona receitadopesto O pesto é feito a partir da maceração de manjericão, pinoli (oleaginosa), queijo pecorino e azeite, certo? Também. Na verdade, o genovese – nome dado a essa mistura – é apenas uma das combinações possíveis. Ao cair no gosto do público, essa variação da receita acabou assumindo o nome da técnica originária da Ligúria, região localizada no noroeste da Itália e banhada pelo mar Mediterrâneo. Do italiano, o verbo “pestare” significa “bater” e tem como sinônimos “macerar”, “triturar” e “moer”. Isso quer dizer que “pesto”, ao contrário do que defendem os mais entusiasmados pelo genovese, não está restrito a apenas uma receita, mas relaciona-se a uma técnica. “Algumas coisas tomam o nome da função delas. Não há discussão: o molho foi batizado graças ao movimento de maceração”, explica Eduardo Maia, chef do Pitza 1780, onde é servida a pizza de pesto em que, em vez do pinoli, é usada a baru, uma castanha natural do Cerrado. Assim como Maia, há outros chefs que exploram o enorme leque de possibilidades do pesto. Professor de gastronomia da Una e chef e proprietário da Tibo – marca especializada em pestos frescos –, Sinval do Espírito Santo esclarece que, para preparar a receita, bastam dois elementos: erva macerada e castanha. “O azeite é usado coLaura Maria

MARIELA GUIMARAES

Além do manjericão

mo conservante natural do pesto”, afirma o chef. E o queijo é utilizado para dar textura. Ele ainda explica que o pinoli usado no genovese é comumente substituído por outro tipo de oleaginosa por causa de seu alto custo. “Um quilo pode sair até por R$ 400”, conta Espírito Santo. A técnica usada para macerar o pesto também pode variar. O pilão é a ferramenta clássica, mas é possível prepará-lo no liquidificador ou no processador. A nutricionista Pâmela Sarkis alerta, porém, que o molho oxida-se em contato com as lâminas metálicas, fazendo com que a superfície dele adquira uma cor verde-escuro. “Passa a ser preciso misturar o molho para que ele fique com uma cor uniforme”, diz Pâmela, que conta substituir o queijo pelo sal em seus preparos.

SABORES No restaurante Est! Est!! Est!!!, é servido o tradicional pesto italiano, o genovese, com manjericão, queijo pecorino – o gosto lembra o do parmesão –, pinoli e azeite extravirgem. O molho é servido com batatas e vagem (re-

ceita ao lado) e acompanha a massa trofie, prato típico da Ligúria. A receita não está no cardápio, mas o chef Simone Biondi aceita pedidos. “Dependemos do frescor dos ingredientes”, conta Biondi. Outro estabelecimento que apresenta o pesto em HELENA LEÃO/DIVULGAÇÃO

No Tragaluz Restaurante, o pesto de ora-pro-nóbis acompanha ravióli e uma carne nobre (R$ 72)

No restaurante Maurizio Gallo, o pesto de tomate seco acompanha massas e entradas e é servido separadamente por R$ 13,10 (pote de 250 g)

sua forma mais tradicional é o Empório Toscanini. Lá, ele é servido no fettuccine preparado pelo chef Mário Resende. Já no Maurizio Gallo, o pesto ganha uma cor avermelhada por levar tomate seco. “Ele é servido frio com entradas e massas cozidas. Não combina muito com massas assadas, porque pode ficar preto quando vai ao forno”, explica a gerente do restaurante, Renata Oliveira. Na padaria Vianney, são vendidos potinhos com pesto de berinjela e salsinha. “O sabor fica suave, e o verde fica bem marcante”, conta a proprietária Isabella Santiago. O molho é ideal para entradas. BEM MINEIROS Tanto no restaurante Tragaluz quanto na Pão de Queijaria, o pesto assume sabores bem mineiros. No primeiro, por exemplo, o

manjericão é substituído pelo ora-pro-nóbis. “Quisemos colocar no prato um pouco da Itália e um pouco de Minas Gerais. Por isso, usamos o ravióli e a ora-pro-nóbis”, comenta o chef Felipe Oliveira. O prato ainda leva uma carne nobre. Já na Pão de Queijaria, a folha utilizada no molho é a couve. “Também usamos um queijo canastra de boa qualidade e semente de abóbora”, comenta o chef Mário Santiago. O molho é usado no pão de queijo vegetariano, que também leva berinjela, tomate e raspas de queijo de Alagoa, cidade do Sul de Minas. “O pesto é o curinga do prato. Não é pesado, além de ser muito saboroso. É fácil de se fazer em casa e muito democrático”, avalia Santiago.

MARIELA GUIMARÃES

RECEITA

Berinjela ao pesto Berinjela ao pesto da padaria Vianney

Ingredientes - 550g de berinjelas grandes cortadas em tirinhas grossas; - 450 ml de óleo de soja; - 40g de vinagre; - 20g de alho sem casca; - 70g de salsinha; - 10 g de sal; - 25 ml de azeite extra virgem; - 40g pimentão verde cortado

em cubinhos; - 40g pimentão vermelho cortado em cubinhos. Modo de preparo - Descasque as berinjelas; - Corte as berinjelas em fatias mais grossas (corte julienne); - Esquentar o óleo no fogo a 200°C; - Coloque as berinjelas fatiadas na fritura quente super rápido apenas para dar choque térmico; - Pique os pimentões em cubinhos pequenos;

- Coloque no mix (triturador) o vinagre, o alho sem casca, a salsinha e o sal e bater até que a salsinha fique bem batida e triturada; - Verificar o sal e adicionar mais até apurar bem o sabor; - Coloque na bacia os pimentões picados em cubinhos, o azeite, as berinjelas e o molho pesto e misture bem suavemente todos os ingredientes; - Sirva com pão italiano, pão de azeite ou baguette francesa.’


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almanaque EM FAMÍLIA> Depois da estreia no Rio, Caetano e filhos desembarcam para show na capital

Celebração e alegria Ansioso. Cheio de expectativas. “Às vezes, angustiado”. Este foi o estado de espírito que tomou de assalto Caetano Emanuel Viana Teles Veloso diante da estreia de seu mais novo espetáculo. Sim, pode soar inusitado que o sentimento de ansiedade ainda circunde um cantor e compositor de tal calibre, mas o certo é que a empreitada que traz o baiano de volta à capital mineira tem toda uma questão afetiva atrelada. Na verdade, não se trata de um show de Caetano Veloso, mas do artista, hoje com 75 anos, junto aos seus três filhos: Moreno, Tom e Zeca. É fato. Profissionalmente, os camiPatrícia Cassese

nhos desses quatro membros da família Veloso já haviam sim se cruzado. Moreno, o primogênito, por exemplo, foi arregimentado em projetos como “Recanto”, de Gal Costa, produzido por Caetano. A dupla também já havia feito um show em conjunto. O quarteto é que reivindica para si o status de novidade. E, nesse caso, os meninos não são coadjuvantes: dividem as honras na mesma proporção, em um encontro no qual o afeto transborda. E a alegria também. “Nesses dias que antecedem a estreia do show, estou como a gente fica quando vai apresentar um trabalho novo. Todos esses sintomas de véspera de estreia aparecem, só que desta vez, tudo é ao mesmo tempo multiplicado por envolvêlos e amenizado pela alegria básica que é estar com eles”, dis-

se o pai coruja, ao Pampulha, na semana passada, antes da estreia do show no Rio de Janeiro, na terça-feira (3). Já num texto que publicou em seu site, Caetano fez uma ponderação interessante: a de que o projeto de cantar com eles surgiu pelo que isso representaria de celebração e alegria, “sem dar importância ao sentido social da herança”. “Algo além até mesmo do ‘nepotismo do bem’, na expressão criada por Nelson Motta”. O repertório de “Caetano Moreno Zeca Tom Veloso” abarca canções dos quatro pilares do show, democraticamente. “Foi mais orgânico”, diz Caetano, sobre o processo de seleção musical. “Sou do tipo que deixa acontecer. Milhões de ideias passaram por

minha cabeça, muitas que nem cheguei a dizer a eles – e sei que eles também pensaram em muitas coisas que não chegaram a ser ditas. Mas é claro que conversamos muito e fomos formando um roteiro. Tinha música demais e o trabalho foi tirar algumas”, diz. “Um Canto de Afoxé Para o Bloco do Ilê” ou “Sertão” foram de cara incorporadas. Já “Leãozinho” foi um dos pedidos dos filhos. “Reconvexo” entra na dança até pela relação com as origens do clã – a cidade de Santo Amaro da Purificação. Mas o público ávido por novidades pode se animar: todos vão apresentar músicas novas, inéditas – inclusive Caetano. Aos 44 anos, Moreno Veloso chegou a cursar Física, mas o DNA acabou falando mais alto. Filho de Caetano com Dedé Gadelha, o moço firmou seu nome em projetos que al-

cançaram boa visibilidade pelo fator qualidade: caso de +2, com Domenico Lancelotti e Kassin. Aliás, o recém-lançado disco de Domenico, “Serra dos Órgãos”, traz Moreno assinando a letra e se incumbindo da interpretação de “Tudo ao Redor”. Tom e Zeca são frutos do casamento de Caetano com Paula Lavigne – e impressionam pela semelhança física com o genitor. Aos 20 anos, o caçula Tom integra a banda Dônica. E compõe. Já fez parcerias com Cézar Mendes, o Cezinha, outro baiano de Santo Amaro – numa delas, na qual os dois dividem a melodia, Caetano assinou a letra. Recentemente, pai e filho firmaram uma dobradinha também. Zeca Veloso, 25, como o pai diz, começou a compor solitariamente. Um dia, apresentou um feixe de composições para ninguém me-

nos que Djavan, que, súbito, foiarrebatadaporuma delas –eexigiuqueojovemafizesse soar para mais pessoas. O que ele atende agora. Em meio a todo esse movimento, o intercâmbio de conhecimentos é mais do que natural. “Há muito tempo que todos eles – cada um de um jeito muito pessoal – vêm me iluminando a relação com a música”, confirma Caetano. “Moreno se tornou meu parceiro aos 9 anos. Depois, além de me mostrar coisas que eu talvez nunca descobrisse sozinho, começou o trabalho com o +2, coisa muito refinada”.

Moreno >ZecaCaetano Tom Veloso Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Nestes sábado (7), às 21h, e domingo (8), às 19h. A partir de R$ 180 (inteira; plateia superior)

UNS PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO

Talento no DNA: Tom, Zeca, Moreno e Caetano

Sáb. e dom. 7 e 8.out

REPERTÓRIO Veja algumas das canções do setlist “Alegria Alegria” “O Seu Amor” “Boas Vindas” “Clarão” “De Tentar Voltar” “Trem das Cores” “Alexandrino” “Reconvexo” “O Leãozinho” “Sertão” “Não me Arrependo” “Força Estranha”

Desdobramentos possíveis Caetano lembra que Zeca, que a princípio se interessava por música eletrônica, passou a compor coisas “muito suas”. “Muito profundas e cheias de sentimento, além de me mostrar artistas novos que o instiga. Antes, ele e Tom tinham descoberto Beatles e cultuavam Michael Jackson. Tom, que pequeno nem ligava pra música, se revelou muito dotado para isso quando começou a aprender a tocar violão com o Cézar e a colaborar com os colegas da Dônica – e

passou a me dizer o quê e como gostava de João Gilberto, Ella Fitzgerald e Jobim, além do funk e do pagode cariocas, que ouvia junto a seus colegas do futebol infantil”, repassa Caetano. Quanto aos desdobramentos do show, Caetano pondera: “Vários caminhos podem se definir. Acho que algumas coisas merecem ser registradas. Mas não armamos o show com a ideia de abrir turnê gigante em lugares enormes e distantes. Nem de transformá-lo

num álbum ou vídeo. Por isso começamos por teatros, sem pensar em encarar casas grandes e barulhentas. Depois, Moreno tem carreira estabelecida, com muitos outros compromissos, e Tom tem sua agenda com a Dônica, onde toca com garotos muito destros musicalmente. Zeca faz sua estreia como autor e cantor, e pode ser que venha a gravar um disco. Mas não sabemos como vai ser tudo isso depois das primeiras apresentações”, conclui.

“

É um show nosso, tem muito de íntimo e modesto Caetano Veloso


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MÚSICA O canto na vibração do afeto Patrícia A música é a Cassese espinha dorsal. Mas há muitos outros elementos envolvidos no show “Mari e Celi Estão na Cidade”, que Marina Machado e Celinha Braga apresentam no próximo sábado (14), no Teatro Sesiminas. Trata-se, na verdade, de um espetáculo permeado pelo afeto e que caminha em direção diametralmente oposta aos sentidos que se derivam da palavra mega. “O cenário é pequeno. Nada grandioso. Não tem nada de gigante. Tudo analógico”, salienta Marina Machado, acrescentando, ainda, que o cenário estará sempre em progresso. Motivo: alguns objetos de cena são compostos por peças de crochê feitas pela própria Marina. E como a cantora e compositora está super envolvida neste ofício, outras peças poderão ser incorporadas ao cenário no curso do tempo. O show é dedicado a filhos e pais. Mãe de duas crianças, a mineira inclusive já vinha observando as músicas do repertório “adulto” que o filho cantarolava espontaneamente, a partir da “escuta involuntária”. Num encontro recente com Celinha, veio a ideia de colocar o projeto em prática. Mas faltava o nome para a iniciativa, e o “Mari e

Sáb. 14.out.

PEDRO DAVID/DIVULGAÇÃO

foi tudo tão mágico. As crianças subiram no palco, os olhinhos brilhavam. Depois, fizeram fila para tirar fotos com a gente, pediram as perucas...”. Já no caso dos “mais velhos”, Celinha cita um momento especial. “No começo do show, canto um trecho de ‘Uirapuru’ (Waldemar Henrique). Aliás, sempre que eu canto essa música, vem alguém depois comentar”. Outra música certeira, lembra ela, é “Carinhoso”, de Pixinguinha.

Delicadezas Mari e Celi, à frente, e Ana Clara, ao fundo

Celi Estão na Cidade” veio de supetão. “É uma brincadeira com o fato de eu morar em Nova Lima e a Celinha, na Pampulha”, ri Marina. “E também pelo fato de a gente resgatar músicas e sons esquecidos, do interior. Acabou que todo mundo está gostado (do título)”, festeja. Cumpre dizer que toda a concepção do show também reflete o momento de vida de Marina Machado e Celinha. “Ela, dona de escola (Celinha Braga Escola de Música), eu, mãe de crianças bem pequenas. Meu tem-

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Sáb. 7.out.

Sandra faz show com convidados em Belo Horizonte

po hoje é diferente de quando trabalhava, por exemplo, com a (Cia) Burlantins”, analisa. REPERTÓRIO No show, o duo canta e toca guitarra, ukulêle e kantale, acompanhadas pelo músico Claudio Kiari nos vocais e guitarra e Vinicius Alves na percuteria e design sonoro, além da cantora Ana Clara. O repertório traz músicas selecionadas pelo crivo do afeto. Há, por exemplo, preciosidades como um bloco de marchinhas. “Esse trechinho é o

meu pai”, brinca Celinha, que tem uma relação atávica com a festa momesca – ela capitaneia o bloco Atrás do Jacaré, que, este ano, estreou seu bloco infantil. No trecho citado por ela, estão “Tem Gato na Tuba” (Nuno Roland) e “Dança do Ganso” (Haroldo Lobo e Milton de Oliveira), ambas da década de 40. “Meu pai costumava colocá-las para os netos”, diz Celinha. O roteiro inclui, ainda, “Clara e Ana”, de Joyce; “Semente do Amor”, d’A Cor do Som; ou “Valsa para uma Menininha”, de Toquinho e Viní-

cius. Tendo a apresentação em Conceição do Mato Dentro como termômetro, podese dizer que as crianças aprovaram, o que Celinha credita também ao fato de muitas falarem de animais. Caso de ‘Marimbondo’, de Sá & Guarabira. Há, ainda, uma versão de “Rock das Aranhas”, de Raul Seixas, e duas canções dos Beatles interpretadas de forma lúdica. “Por não serem propriamente temas infantis, de início, ficamos em dúvida: ‘Será que os mais novos vão entender a nossa proposta?’. Mas

CROCHÊ Todo o afeto envolvido na iniciativa, Celinha localiza como uma reação às mazelas do mundo atual. “Você liga a televisão e vê o que houve em Las Vegas (EUA), por exemplo. É tanta violência! Então, a gente resolveu falar de coisas boas com a nossa arte, da forma mais simples possível. Que convide as pessoas a subirem ao palco com a gente. E tem a coisa do crochê, que tem todo um significado: tem o fio, a coisa da linha, que te liga com a memória. Que conduz a vida da gente, pois estamos nos perdendo, e queremos recuperar a nossa criança interior”.

Mari e Celi Estão >na Cidade Teatro Sesiminas (rua Padre Marinho, 60). Dia 14 (sábado), às 17h30. R$30 (inteira)

‘Baculejo’subvertido “Baculejo” é uma expressão popularmente adotada para dizer da revista pessoal que um agente de segurança realiza em suspeitos. Bem, mas no dicionário particular de Sandra de Sá o significado é outro. Para a cantora, o “baculeju” (necessariamente com essa grafia) é sinônimo de reunião e festa, de uma bagunça musical e poética. E é essa a proposta que ela traz para Belo Horizonte neste sábado (7), quando participa do Festival Meu Vizinho. O evento, que é gratuito, conta também com apresentações de artistas como Thiago Delegado e Aline Calixto, além de espetáculos circenses e teatrais. “Vou apresentar é o ‘Baculeju da de Sá’, não é?”, inquiriu Sandra logo no início da conversa. A dúvida tem sua explicação: acontece que a artista tem se empenhado em vários projetos paralelos. “Tenho feito muito o ‘Baile

da de Sá’ e o ‘Lado B’ (CD lançado em 2016) também”, lembra ela. Além disso, se dedica a outros projetos, que prefere manter em segredo. “Ainda são projetos, nada de concreto”, explica. A apresentação em BH, por sinal, ela classifica não como um “passo na carreira”, mas como uma reunião. É também a oportunidade que se dá a outros artistas de se apresentarem com ela – e também faz disso um momento seu de ouvir coisas novas. A opção por dividir o palco com outros artistas, digase, é algo que ela faz questão de frisar. “Não é um show só meu! É também dos meus convidados”, afirma enfática. “Durante toda minha carreira, sempre foi assim, sempre procurei descobrir novos ritmos, novas palavras”, analisa a cantora que já passou pelo soul music, samba, MPB… Para ilustrar

quão aberta permanece para novas experiências sonoras, lembra que, em novembro de 2016, se apresentou na cidade ao lado da Orquestra Opus. No caso do “Baculeju da de Sá”, vale dizer, a mistura é essencial. “É o show da mistura e não tem um estilo só…”, diz. O projeto, é verdade, já vinha sendo realizado no Rio de Janeiro há algum tempo. Mas, agora, ganha o Brasil. “São dois ou três shows de 20 minutos, quase um karaokê”, comenta. Na capital mineira, diz ela, vai ter de tudo. “Poesia, rap e também meus sucessos, aqueles antigos e os mais recentes”. Para Sandra, claro, não é difícil montar repertório. Por isso, ainda não sabe exatamente o que vai levar para o palco, mas é de se esperar que apareçam clássicos da música brasileira, como “Olhos Coloridos”, “Bye Bye

Tristeza” e “Vale Tudo” – que a cantora costuma improvisar em versões mais, digamos, progressistas que a original. MAIS ATRAÇÕES Além do “Baculeju da de Sá” (que fecha a programação), o Festival Meu Vizinho recebe shows de Ricardo Prates e sua banda Os Acadêmicos do Pequi Atômico, além de Thiago Delegado e a banda Delegas Samba Clube, que dividem palco com a sambista Aline Calixto. Há também atrações voltadas para o público infantil, como a apresentação dos grupos Trampulim e Giramundo. (Alex Bessas)

> Sandra de Sá

No Festival Meu Vizinho, com Thiago Delegado e Aline Calixto UniBH Estoril (av. Professor Mário Werneck, 1480, Buritis). Neste sábado (7), das 10h às 20h. Entrada gratuita.


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#FICAADICA ISABELLA PINHEIRO/DIVULGAÇÃO

JOÃO LIMA/DIVULGAÇÃO

Ricardo traz show “On 6 Paulo the Rock” a Belo Horizonte

Gabriel Lopes lança seu 6 Luiz terceiro disco em BH

O cantor Paulo Ricardo traz a BH um show intimista, ao lado do tecladista Rubem Kavera, em que comemora 30 anos de carreira cantando seus grandes sucessos, tanto solo quanto do RPM. A apresentação será uma mistura de rocks antigos e sons do seu novo álbum, como o hit “Sexy”, que interpretou com Anitta, e também o seu mais novo sucesso “Anjo e Serpente”. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 14 (sábado), às 21h Quanto R$ 80 (inteira)

O músico mineiro e integrante do grupo Graveola e o Lixo Polifônico apresenta o álbum “Mana”, terceiro disco da carreira solo. Com mensagens pacifistas e uma sonoridade enxuta, o compositor caminha por gêneros e ritmos diversos, construindo paisagens tanto psicodélicas quanto pops. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 11 (quarta-feira), às 20h Quanto R$ 15 (inteira)

SANDRA MENDES/DIVULGAÇÃO

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Anderson traz clássicos 6 Ian rock progressivo a BH O cantor, gaitista, flautista e guitarrista da lendária banda de rock progressivo britânica Jethro Tull apresenta seus clássicos em Belo Horizonte. A banda foi uma das promissoras no estilo, misturando música clássica, folk e o rock clássico em álbuns que marcaram gerações como “Thick as A Brick” e “Aqualung”. Onde KM Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Dia 11 (quarta-feira), às 22h Quanto A partir de R$ 180

e Elis nas vozes de 6 Milton Anthonio e Luiza Lara A dupla de cantores mineiros reúne-se no espetáculo “Canções e Momentos” para homenagear a obra de Bituca e da Pimentinha. Acompanhados por Renato Saldanha no violão, a dupla interpreta clássicos como “San Vicente”, “Clube da Esquina”, “Fascinação”, “O Bêbado e a Equilibrista” além da canção que dá nome ao show. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Dia 14 (sábado), às 21h Quanto R$ 30 (inteira)


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MÚSICA Coladinho no forró pé de serra Estilo de múAline sica e de danGonçalves ça tipicamente brasileiro, e mais ainda nordestino, o forró continua admirado e exaltado por um grande público – ainda que já tenha vivido dias de mais prestígio. Prova dessa força é o festival Rootstock Brasil, que chega a sua 15ª edição, a primeira sediada em Belo Horizonte, nos dias 12, 13 e 14 (anteriormente, ocorria em São Paulo). Entre os artistas, estão nomes nacionais e mineiros, como Elba Ramalho, Chama Chuva, Trio Lampião e Chambinho do Acordeon, que interpretou Luiz Gonzaga no cinema. Ao todo, são mais de 30 bandas ou cantores, além de 18 DJs especializados na musicalidade nordestina. Há, ainda, lançamentos de livros, oficinas e palestras sobre a cultura do forró pé de serra. “Juntando a experiência com a vontade de crescer e de fazer algo inédito, planejamos a migração do evento para a capital mineira, que a cada dia nos prova ser o melhorlugar pra receber o festival. A infraestrutura é muito boa e a localização central, se pensarmos que públi-

sábado (7) SANDRA BROWN Cantora e compositora apresenta show “Tributo a Luiz Melodia” Espaço Cultural CBOM (Av. Alfredo Camarate, 259, Pampulha). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

FORTUNA Cantora apresenta “Novos Mares” no Jazz Festival Brasil. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, centro). Às 21h. R$ 25

LUAN SANTANA Apresentação do CD “1977”. KM Hall BH (av. Sra. do Carmo, 230, Savassi). Às 22h. A partir de R$ 120 (3° lote, inteira).

PATRÍCIA BIZZOTTO Compositora traz o concerto “Situações Musicais para o 07 de outubro”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h30. Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes do espetáculo

Qui. a sáb. 12 a 14.out.

MARCELO RIBEIRO/DIVULGAÇÃO

Show Elba Ramalho é um dos destaques em festival de forró

co virá de todo o Brasil e também do exterior”, diz um dos organizadores, Ivan Dias. Nos últimos dez anos, as edições do Rootstock tiveram, em média, 1.500 pessoas por dia, mas, desta vez, a organização estima público de 4.000 pessoas por dia. “Na época da criação do evento, a intenção era resgatar e celebrar o forró pé de serra. Com o tempo, ele consolidou-se co-

mo um ponto de encontro dos aficionados pelo segmento”, explica Dias. Dessa forma, os artistas convidados para formar o line-up são aqueles que lutam por essa forma de expressão artística. “Desde a musa Elba Ramalho, conhecida em todo o país, passando por talentos do cenário até trios e bandas locais que sustentam a cena musical no dia a dia, fazendo

MIENTRAS DURA

X BH SOUL BLUES FESTIVAL

Festa recebe Francisco, El Hombre. Espaço Centoequatro (pça. Rui Barbosa, 104, centro). Às 23h. R$ 20

Festival de blues traz atrações locais e internacional para brindar o gênero. Av. Augusto de Lima, entre as ruas Paracatu e Araguari. Às 12h. Entrada gratuita mediante troca do ingresso por 1 litro de leite

domingo (8) LYRICAL JAZZ Rita Medeiros se junta ao pianista Marcelo Magalhães Pinto na edição do Minas Pocket Música. Palácio das Artes (av. Afonso Pena 1.537, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

MANHÃS MUSICAIS Quarteto de cordas apresenta obras de Beethoven, Scriabin e Brahms Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

ORQUESTRA OURO PRETO Concerto “O Brasil e a Itália”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 10 (inteira)

segunda (9) SEGUNDA MUSICAL Concerto traz duo de flauta e violão com Ana Thereza Naback e Everton Maia. Encerramento de Gabriela Vieira (piano). Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Ás 20h. R$ 1

MARIANA BRANT E GERALDO VIANNA Show “Fernando Brant: Estações”. Bar do Museu Clube da Esquina ( Paraisópolis, 738, Santa Tereza ). Às 20h. R$ 30

terça (10) SESSÃO COLABHORASOM

RODRIGO GIANESI/DIVULGAÇÃO

Uma amostra da música que está sendo feita na grande BH comDanni Ribeiro, Eduardo Filizzola, Flávia Ellen e Tom Nascimento. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 19h30. Entrada gratuita

quarta (11) ELETRONIKA Edição traz Posse Cutz e Tantão e Os Fita A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 19h. Entrada gratuita

quinta (12) SUÍTE PARA OS ORIXÁS

Francisco, El Hombre toca na festa Mientras Dura

Show celebra ritmos e cantos africanos com Esdra Neném e Mauro Rodrigues. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20. R$ 10 (inteira)

o povo dançar. Sendo assim, eles têm em comum o amor e a batalha que travam em prol da música brasileira e nordestina”, explica o organizador. MULHERES Grande destaque da programação,Elba integra o festival pela primeira vez, e volta a BH em show solo após ter estado aqui, em agosto, ao lado de Geraldo Azevedo e Alceu

Valença. Sua apresentação será na próxima sexta (13). “Desta vez, vou tentar mostrar um pouquinho da minha trajetória ao longo de quase 40 anos de carreira. Os sucessos também farão parte do show, masa prioridade é o forró”, explica ela. “O forró tem uma relação de muita identidade com Minas. O público mineiro é maravilhoso, acho que existe um orgulho pelas

suas raízes, assim como os nordestinos também”. O Rootstock homenageia, nestaedição, outramulher relevante no cenário musical: a “rainha do xaxado”, Marinês, que faleceu há uma década. Durante o evento,estará disponível, diretamente do Museu de Arte Popular da Paraíba, em Campina Grande (MS), a “Exposição Marinês”, com artigospessoais e objetos utilizados em sua carreira. Na opinião de Elba, a homenagem é relevante, dada a influência de Marinês na música brasileira. “Ela é um ícone. É o nosso ‘Luiz de Gonzaga de saias’, tamanha a importância dela na MPB. Tive o prazer de produzir um disco de Marinês em 1990, para comemorar os seus 50 anos de carreira. É um álbum belíssimo. Também tenho com ela um vínculo afetivo: o filho de Marinês, o maestro Marcos Farias, já fez parte da minha banda, produziu meus discos e é uma pessoa muito querida”, revela.

“Festival >Rootstock Brasil” Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, centro). Dias 12, 13 e 14 de outubro, das 10h às 5h. R$ 230 (para os três dias). Confir a programação completa em www.festivalrootstock.com


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ARTES CÊNICAS Sobre a necessidade do encontro GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Os festejos começaram semana passada, com uma roda de artistas, de todas as áreas, além de uma monja. “Falamos do feminino, do sagrado, das necessidades de encontro, do desejo que a gente está sentindo, o de se reinventar e trabalhar no coletivo, tentando dar uma contribuição a um todo maior”, diz Suely Machado, coreógrafa do Primeiro Ato, sobre a agenda alusiva aos 35 anos do grupo de dança. No dia 11, a companhia adentra o foyer Augusto de Lima do Sesc Palladium para apresentar “Passagem”. “É um espetáculo que valoriza o olhar, o encontro, o abraço”, enfatiza Suely. A concepção foi precedida por uma pesquisa que detectou o quanto as pessoas, nos dias atuais, andam na rua olhando para o celular ou para o chão, ou com fones de ouvido. “Inclusive correndo o risco de serem Patrícia Cassese

atropeladas. Não estão vendo ou praticando a escuta”, prossegue a coreógrafa, lembrando que o grupo trabalhou sobre as “Quatro Estações” de Vivaldi. “Em particular, a ‘Primavera’, estação de recomeço, alegria, fertilidade. E acho que, para quem está comemorando 35 de ações ininterruptas, é muita fertilidade (risos). Porque tem que amar muito, ter muita coragem e persistência para enfrentar os altos e baixos. E em um país que não dá muito valor à arte e à cultura, é muito triste”. Sobre este aspecto, ela cita cidades como Paris, Nova York e Copenhague, referências da arte e da cultura. “Uma sociedade sem arte é uma sociedade triste, que não sonha. As pessoas não têm noção do quanto a arte é importante para a sobrevivência. Arte é saúde, prevenção, educação, cultura, entretenimento, poesia, paixão e transformação”, pontua ela ressaltando a importância do contato com a arte

“InstHabilidade” Movimentos inspirados na condição de estar vivo, de cair e levantar

em tempos de mudanças de paradigma e de valores, em parte decorrente do desenvolvimento do mundo digital. “Importante para não se perder em meio a tantas oportunidades. Todo esse desenvolvimento digital é

maravilhoso, desde que você se tenha e não se perca, já dizia Caetano”, ri. “INSTHABILIDADE” Já na quinta, dia 12, será apresentado – desta vez, no palco do Sesc Palladium – o

espetáculo “InstHabilidade”. “O título refere-se ao propósito de falar justamente sobre as nossas habilidades para lidar com a instabilidade – que, aliás, existe no próprio ato de caminhar e que permeia toda a história

da civilização. Porque a verdade é que a gente nunca viveu um momento estável na vida – até porque, a estabilidade é a morte. A ilusão da existência da estabilidade faz com que você perca a capacidade de se reinventar todos os dias. Te paralisa, te deixa dentro da forma”. As comemorações dos 35 anos do 1º Ato incluem uma série de homenagens “em pares”. Caso dos coreógrafos Alex Dias e Tuca Pinheiro, dos bailarinos Marcela Rosa e Lucas Resende e, ainda, funcionários que são braços-direito de Suely, como Renata Mares (coordenadorageral) e Jacqueline Costa (gerente financeira).

> 1º Ato

Comemoração dos 35 anos do grupo “Passagem”. No foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420). Dia 11 (quarta), às 18h. Entrada franca. “InstHabilidade”. Grande Teatro Sesc Palladium. Dia 12 (quinta), às 20h. De R$ 20 (plateia III) a R$ 40 (plateia I), valores de inteira.


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ARTES CÊNICAS Conviteaodiálogoeaorespeito LÍGIA JARDIM/DIVULGAÇÃO

Patrícia A constataCassese ção era inequívoca: várias iniciativas que se propunham a discutir a necessidade do respeito às diferenças estavam brotando simultaneamente, como se orquestradas. No entanto, muitas das pessoas envolvidas sequer se conheciam. E foi com objetivo de partilhar essas ideias e experiências tão afins que, em 2008, ocorreu, no Rio de Janeiro, a primeira edição do Transarte. Deu tão certo que veio a convicção de que a iniciativa deveria ser estendida a outras praças. E Belo Horizonte, claro, não ficaria de fora. Desde a última quinta-feira (5), e por seis semanas, a Funarte MG receberá a Ocupação Transarte, projeto no qual os galpões do espaço vão acolher manifestações artísticas e culturais pautadas pela diversidade, possibilitando o encontro de artistas, ativistas, pesquisadores e atores da cena cultural e artística LGBT+, nacional e da capital mineira. A programação abarca palestras, simpósios, apresentações, cinema e workshops. A abertura aconteceu com “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, que segue com sessões neste sábado (7) e domingo (8). A peça é a versão nacional do espetáculo escocês que foi apresentado na cidade ano passado, no Festival de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), com Jo Clifford. Protagonista da empreitada, a atriz trans Renata Carvalho comemora a boa recepção que o espetáculo vem obtendo pelas cidades onde já foi apresentado, como Porto Alegre e Rio de Janeiro. Apenas em

DESTAQUES DA PROGRAMAÇÃO Convite Uma das produtoras do evento, Carolina Caju sublinha que o ideal é que a iniciativa atraísse mesmo as pessoas que pensam diferente. “Que venha todo mundo. Muitas vezes, as pessoas têm um certo preconceito (desse universo) por desconhecimento. E a arte vem para isso. Mesmo porque, não adianta uma iniciativa assim ficar restrita só ao nosso núcleo, ao nosso pensamento”, pondera.

Jundiaí, interior de São Paulo, houve uma celeuma: um juiz acatou o pedido de suspensão da apresentação, impetrado por um grupo. No último dia 3, o Tribunal de Justiça de São Paulo suspendeu essa liminar, e, agora, a peça poderá, sim, ser apresentada naquela cidade. Renata conta que a polêmica jogou ainda mais luz sobre o tema: “A bolha deu uma estourada”, sintetiza. TOLERÂNCIA Renata enfatiza que a peça reitera a importância de amar o próximo e do exercício da tolerância. “Uma mensagem de afirmação da vida, do amor. É um texto bem feminista também”, entende ela, que, no final do espetáculo, vem sendo inundada pelo carinho do público. “Em Londrina, toda uma família veio me ver e, ao fim, me deram uma planta, com um cartão lindo. Já em Franca, uma menina me deu um trabalho artístico feito por ela. E por aí vai”, diz.

A atriz assegura: “A peça mexe muito com as pessoas, que mandam mensagens, compartilham coisas. O que mais escuto é: ‘você me representa’”, orgulha-se ela, que também recebeu o aval de Jo Clifford, que já assistiu três vezes à versão brasileira. “A transfobia, no país, é algo assustador. Trata-se do país que mais mata, o índice de suicídios é altíssimo, a expectativa de vida da pessoa trans é baixa. O que a gente procura é a normalização e a humanização do universo trans”, concluí ela. Além de “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, a Transarte traz nomes como a artista belo-horizontina trans Cristal Lopez, a drag Queen Suzy Brasil, a artista e militante transexual Walkíria La Roche e o influenciador digital Lucca Najar. A programação oferece atividades gratuitas e também a preços populares. O público trans tem entrada franca em todas as atrações.

ANDRE LUPPI/DIVULGAÇÃO

Renata Carvalho Atriz comemora o retorno carinhoso do público com peça reflexiva

“Calor na Bacurinha” Manifesto pela liberdade do corpo também estará em cartaz

Atrações A segunda semana recebe a montagem belo-horizontina “Calor na Bacurinha”, do grupo Bacurinhas, uma manifestação de liberdade corporal. A terceira semana programa “Ser Experimento para Tempos Sombrios”, da companhia Toda Deseo. Outros dois espetáculos compõem a grade. Também em BH, entra em cena “So+Mos”, do grupo Somos. E, ainda, o monólogo performático “Reconstruindo e Construindo uma Jovem Cristal”, protagonizado, roteirizado e dirigido por Cristal Lopez. O espetáculo conti-

nuará em exibição na primeira semana de novembro. Também em novembro, tem “Dandara Através do Espelho”, espetáculo carioca que apresenta a biografia da atriz transexual Dandara Vital. “Mulheres de Tebas” (RJ) e “Partilha de uma Vivência” (BH), também chegam em novembro. Performances Serão três, duas mineiras – “Minha História que Nunca Vi” e “Noviça nº 3” – e uma gaúcha, “Julieta Descapuletizada”. E mais Haverá, ainda, o Concurso Drag-se, Oficina de Performance e Arte Queer, exibição de curtas e longas-metragens, mesa de artistas e muito mais. Ocupação Transarte Onde Funarte MG (rua Januária, 68, Floresta). Quando Até 12/11. Quanto Espetáculos: R$ 20 (inteira) ou entrada gratuita para pessoas trans. As demais atividades são gratuitas. Programação www.pedevento.art.br/ transartebh FERNANDO PRATES/DIVULGAÇÃO

JARDIEL CARVALHO/DIVULGAÇÃO

Circuito de Parques 6 Festival movimenta a capital

celebra protagonismo 6 FAN das mulheres negras

Neste domingo (8), o Parque Aggeo Pio Sobrinho terá intensa programação que integra o Festival Circuito de Parques. Com entrada gratuita, o projeto recebe as sambistas Dona Jandira e Marina Gomes, a cantora infantil Ana Cristina e o grupo Coração Palpita (foto). Além disso, oficinas de musicalização, contação de histórias e brincadeiras para crianças compõem a grade Onde Parque Aggeo Pio Sobrinho (av. Mário Werneck, 2.691, Buritis) Quando Neste domingo (8), das 9h às 18h Quanto Entrada gratuita

Em sua 9° edição, o Festival de Arte Negra, realizado pela prefeitura de Belo Horizonte, tem como eixo central a resistência de mulheres negras. Neste ano, além da tradicional programação para crianças, o público poderá conferir atrações de renome nacional como as cantoras Zezé Motta (foto) e Ellen Oléria. Também estão programadas apresentações de artes cênicas, exposições, rodas de conversa e mostras de cinema. Programação completa, locais e valores em: www.fanbh.com.br


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ARTES CÊNICAS teatro adulto ÀS MARGENS Dir. André Luiz Dias. Com Amanda Chaves, André Luiz, Araci Cachoeira Um caldeirão de histórias tradicionais das comunidades do Vale do Mucuri. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Neste sáb. (7), às 21h. R$ 20 (inteira).

CALOR NA BACURINHA Dir. Mariana Viana. Com Coletivo Calor na Bacurinha Apresentação de expressões femininas dentro do patriarcado. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Qui. (12), sex. (13), sáb. (14), às 20h; dom. (15), às 19h. R$ 20 (inteira); pessoas trans não pagam a entrada.

COMO FAZER UMA MULHER FELIZ COM APENAS CINCO REAIS Dir. Ricardo Batista. Com Ricardo Batista Para colocar estereótipos à prova, a peça apresenta os mais diversos tipos de homens em situações cômicas. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sex. (13), às 21h. R$ 40 (inteira).

CONFISSÕES DE UM ATOR EM CRISE Com Joel de Carvalho Um ator frustrado foi largado pela namorada, está sozinho e endividado. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Neste sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 16 (inteira).

CONTROLE DE ESTOQUE Dir. Daniel Toledo. Com Beatriz França, Daniel Toledo, Flora Maurício A rotina de uma organização onde todas as funcionárias se chamam Sandra. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 20 (inteira).

ENQUANTO TODOS DORMEM Dir. Thiago Cazado . Com João Gott e Thiago Cazado A história de dois soldados que, confinados, se apaixonam. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (7), às 21h. R$ 60 (inteira).

OS INSEGUROS Dir. Fernando Silva. Com Eutálio Barcelos, Fernando Silva, Kim Wellerson Todas as cenas são construídas a partir de sugestões da plateia. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11833, Venda Nova). Neste sáb. (7), às 21h. R$ 15.

PEDRO FARIA/DIVULGAÇÃO

INSTHABILIDADE O EVANGELHO SEGUNDO JESUS, RAINHA DO CÉU

“O Pequeno Príncipe de Papel” reconta a clássica história francesa com bonecos de papel

Dir. Natalia Mallo. Com Renata Carvalho Uma atualização dos contos bíblicos para o mundo atual ao apresentar Jesus no corpo de uma mulher transgênero. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (7) , às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 20 (inteira); pessoas trans não pagam a entrada.

PASSAGEM

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO 2

Dir. Suely Machado. Com Grupo de Dança 1° Ato O espetáculo parte da influência do olhar no caminhar pela cidade. Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qua. (11), às 18h. Entrada gratuita.

Dir. Carlos Simões. Com Carlos Simões e Drika Mattos À procura pela mulher perfeita, Jonas encontra Deus, que é mulher e cearense. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Neste sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 60 (inteira).

SOM, SILÊNCIO, LUZ, ESCURIDÃO: A ARTE DA INCLUSÃO

teatro infantil

Dir. Wilmára Marliére de Paula. Com Projeto Céu e Terra Apresentação com bailarinos e violinistas surdos, cegos e ouvintes. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (13), às 20h. R$ 10 (inteira) ou 1kg de alimento não-perecível.

ABENA Dir. Cia. Bando. Com Anderson Ferreira, Andréa Rodrigues, Fabiana Brasil Diante de vários pretendentes, Abena precisa escolher com quem casará. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Neste dom. (8), às 10h. R$ 10 (inteira).

A CAIXA MÁGICA Dir. Cia da Gaveta Caída. Com Fael Arcanjo Num vilarejo, todas as histórias infantis foram roubadas. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. (12), às 19h. R$ 20 (inteira).

dom. (8), às 16h. R$ 40 (inteira).

Dir. Bruno Righi. Com Bruno Righi, Guilherme Melo, Amanda Papatella A humanidade corre sérios perigos e os heróis precisam defender a cidade. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (7) e dom. (8), às 16h. R$ 17 (postos Sinparc).

BERENICE E SORIANO Dir. Fernanda Vianna. Com Denise Lopes, Evandro Henringer, Jéssica Tamietti Berenice sai em busca de seu sabiá, sempre acompanhada de sua boneca. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a dom., às 16h e às 18h. R$ 20 (inteira). Até 15/10.

BICHOS DE TODO JEITO Com Roberto de Freitas Contação de histórias e cantigas sobre bichos do mato e outros já quase extintos. Teatro Santo Agostinho (r. dos Aimorés, 2679, Lourdes, 3291-5340). Neste

qui. (12), às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

CARNAVAL DOS ANIMAIS Dir. Álvaro Apocalypse e Beatriz Apocalypse. Com Grupo Giramundo A decisão do Leão de dar uma festa na floresta gera conflitos no evento. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Qui. (12), às 16h. R$ 40 (inteira).

CHAPEUZINHO VERMELHO A LIGA DA JUSTIÇA VS CORINGA

Dir. Suely Machado. Com Grupo de Dança 1° Ato A habilidade de lidar com as instabilidades que geram desequilíbrio. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Qui. (12), às 20h. R$ 40 (plateia 1, inteira); R$ 30 (plateia 2, inteira); R$ 20 (plateia 3, inteira).

Dir. Freddy Mozart. Com Freddy Mozart, Gislene Fernandes A história da menina que leva doces para a avó e o lobo que encontra no caminho. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta, 3226-9459). Meste sáb. (7) e dom. (8), às 16h. R$ 40 (inteira).

O PEQUENO PRÍNCIPE DE PAPEL Dir. Tiago Almeida. Com Iasmim Marques As aventuras do Pequeno Príncipe, agora como boneco de papel. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Neste sáb. (7) e dom. (8), às 16h. R$ 20 (inteira).

O REI LEÃO Dir. Diego Benicá. Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo Simba precisa recuperar o trono que lhe foi tomado por seu tio Scar. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (7), dom. (8) e

FLORISVALDO JÚNIOR/DIVULGAÇÃO

In-Cena de Teatro apresenta espetáculo “Às Margens”, no 6 Grupo Galpão Cine Horto, em comemoração aos dez anos de existência Natural da cidade mineira de Teófilo Otoni, o Grupo In-Cena de Teatro completa dez anos de produção teatral ininterrupta. Para celebrar, a companhia iniciou, no ano passado, uma pesquisa para a criação de um espetáculo que recontasse a história do Vale Mucuri pelo viés de povos marginalizados. Com ênfase no passado dos povos e comunidades tradicionais, das mulheres e dos trabalhadores, “Às Margens” entrelaça as camadas dessas histórias e importantes elementos culturais como as igrejas, os terreiros, o tecnológico e o artesanal Onde Teatro Wanda Fernandes do Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580) Quando Neste sábado (7), às 21h Quanto R$ 20 (inteira)

TIMÃO E PUMBA Com Lainha Produções Pumba perde a memória e Timão precisa ajudá-lo a recuperar suas lembranças. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (8), às 16h. R$ 20 (inteira).

dança CIDADE DOS SONHOS, RECANTO DAS VIRTUDES

Dir. Inês Peixoto. Com Cia. de Dança do Sesiminas. A história de uma cidade ideal em que as virtudes são vivenciadas no cotidiano. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Neste sáb. (7) e dom. (8), às 17h. R$ 20 (inteira).

I NEW THEN, SAD CASE, CACTI Dir. Johan Inger, Paul Lightfoot, Alexander Ekman. Com Nederlands Dans Theater 2 Programa triplo com o repertório da companhia de dança holandesa. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (7), às 21h. R$ 150 (plateia 1, inteira); R$ 130 (plateia 2, inteira); R$ 50 (plateia 3, inteira).

experimentos cênicos (*) CÂNTICOS PARA SOLITUDE Dir. Marcelo Veronez. Com Josi Lopes A performer fala do encontro com a solitude e da ressignificação da solidão.

DAR A LUZ Dir. Anair Patrícia. Com Anair Patrícia O processo de dar à luz e dar os filhos. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Seg. (9), às 20h. R$ 10 (inteira).


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ARTES VISUAIS África sob a ótica dos africanos PEDRO AGILSON/DIVULGAÇÃO

Coletânea Exposição “ExÁfrica” traz cerca de 80 obras UARLEN VALÉRIO

Um oceano Aline separa o BraGonçalves sil da África. E, ainda que muitas das raízes nacionais estejam lá, historicamente o diálogo com esse continente tem sido tão afastado quanto a geografia impõe. Uma nova oportunidade de aproximação ocorre a partir da próxima quarta (11), quando o CCBB-BH recebe uma exposição inédita, que faz recorte contemporâneo da arte africana. Boa parte da produção em “Ex-África” tem cunho sociocultural. Por um período de 70 dias, artistas nigerianos, sul-africanos, angolanos e afro-brasileiros trarão performances, músicas, instalações, fotografias, videoarte, pinturas e palestras. Ao todo, são 18 africanos e dois afro-brasileiros, e mais de 80 obras. “A escolha dos artistas segue sempre o mesmo critério: qualidade da obra, relevância do artista dentro do discurso contemporâneo e afinidade com o tema”, diz o curador Alfons Hug, ex-diretor do Instituto Goethe do Rio e de Lagos, na Nigéria. No caso dos brasileiros, foram convidados Arjan Martins e Dalton Paula, que recentemente fizeram pesquisas e montaram uma exposição no Brazilian Quarter (bairro brasileiro) de Lagos,construído por ex-escravos, retornados. Entre os africanos, estão o cantor e compositor Nástio Mosquisto, o artista visual e performer Jelili Atiku, e os fotógrafos Leonce Ra-

phael Agbodjelou e Kudzanai Chiurai. Alguns trabalhos, como a instalação de grande porte com objetos achados em BH desenvolvida por Ibrahim Mahama Ade Bantu, foram criados exclusivamente paraa mostra. “Outrodestaque é a sala ‘Clube Lagos’ com música popular da maior metrópole africana”, diz Hug. A exposição se subdivide em quatro áreas: ecos da história, corpos e retratos, o drama urbano e explosões musicais. “Como em toda parte, também na África a arte contemporânea encontra-se em um permanente processo de renovação criativa. Ainda que não possam ser ignorados os efeitos do colonialismo, não deveser subestimadaa importância do intercâmbio artístico verificado na passagem do período colonial ao pós-colonial e, nesse contexto, a reação dos artistas em relação ao períodoque antecedeu a independência”, explica Hug, que observa a fotografia, o vídeo e a escultura como principais suportes desenvolvidos lá, atualmente. Na opinião do curador, a exposição ocorre em um momento em que a herança africana no Brasil volta a estar em evidência. “Basta lembrar as recentes escavações do antigo mercado de escravos no Cais do Valongo, ou a descoberta do Cemitério dos Pretos Novos e da Pedra do Sal, ambos no centro histórico do Rio”, nota. Depois de BH, “ExÁfrica” segue para o Rio, São Paulo e Brasília.

> Ex-África

Centro Cultural Banco do Brasil (praça da Liberdade, 450). Quarta a segunda, das 9h às 21h. De 11/10 a 30/12. Gratuito.

A ARTE CONTEMPORÂNEA ITALIANA A Casa Fiat apresenta a exposição “O Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo”, que reúne 25 obras dos italianos Paolo Grassino e Luigi Mainolfi. Segundo o crítico de arte italiano Alessandro Demma, curador da mostra, a proposta é apresentar, a BH, os caminhos que a arte contemporânea italiana vem percorrendo por meio de dois expoentes que, lembra, “trabalham sobre os mesmos aspectos teóricos, mas com diferentes modalidades”. Nascido em Rotondi, mas radicado em Turim, Mainolfi, 69, projetou uma obra especialmente para a Casa Fiat: “Terre Nove”, composta por nove esferas de terracota, de vários diâmetros. Alessandro lembra que, no período das grandes navegações, a palavra “nove” era aplicada para

designar “novas terras”, imputando, à obra, a valorização do intercâmbio de conhecimento entre povos. Grassino, 49, também reside em Turim, onde nasceu, e apresenta, na Casa Fiat, obras impactantes, como “Analgesia Nero”, no qual há um grupo de cães alijado dos órgãos responsáveis pelos sentidos, e flagrados num estado de ausência que perpassa a humanidade hoje (foto ao lado). (Patrícia Cassese) Exposição “Corpo da Matéria. A Matéria do Corpo”. Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10). Quando Terça a Sexta, das 10h às 21h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Até 3/12. Quanto Entrada gratuita

FELIPE AMARELO/DIVULGAÇÃO

BICHOS PELA PRAÇA Jardins Móveis Esculturas coloridas elaboradas a partir de 4.000 bichos e outros objetos infláveis. A exposição “Jardins Móveis”, de Felipe Barbosa e Rosana Ricalde, convida à fantasia e, ao mesmo tempo, à reflexão sobre a relação entre a natureza e o consumo. Apresentada em parques na Cidade do México, em 2007, e em Lausanne (Suíça), em 2016, a exposição chega à capital mineira, onde ficará deste domingo (8) a 12 de novembro. Exposição Jardins Móveis Onde na Praça da Liberdade e no Memorial Minas Vale. Quanto Gratuito


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DIA DAS CRIANÇAS Boa diversão para os pequenos Aline Uma semaGonçalves na inteira dedicada à fruição deste período tão único, a infância. Além de aproveitá-la para descansar de seus cada vez mais intensos afazeres e, claro, brincar, as crianças poderão acompanhar uma série de atividades culturais criadas para elas. Uma dessas, o Jazzinho – Jazz para Crianças, ocorrerá em dois espaços: na praça Floriano Peixoto e no Centro Cultural Banco do Brasil. Ao todo, serão oito shows gratuitos, sendo sete de música instrumental. O projeto integra o Savassi Jazz Festival. Em 2015, esse tradicional evento incluiu um palco com a mesma proposta e o sucesso motivou a expansão para um festival independente. “Quando dividimos o Savassi Jazz Festival pela cidade, começamos a especializar os palcos e, como a praça Floriano Peixoto é muito frequentada por pais com seus filhos, acabamos montando algo lá. Além disso, tenho uma ideia de que boa parte da educação das crianças não vem por meio de explicação, mas em ver e sentir algo. Por isso, sempre penso em chamar os melhores artistas possíveis para crianças. E, como pai, sentia que havia poucos programas que pais e filhos gostassem juntos”, comenta o organizador Bruno Gol-

gher, sobre a motivação para criação do evento e a escolha dos artistas. Apesar do nome, Jazzinho, o evento traz diversidade de gêneros musicais. Haverá, por exemplo, shows com orquestras, como em “Pixinguinha para Crianças”, com a Orquestra Já te Digo, e releituras, como no “Domingo com Pink Floyd e sua Turma”, com Túlio Mourão e Renato Saldanha. O único show cantado será o de Silvia Negrão, com músicas de Tom Jobim. Golgher explica que a maioria das apresentações foi montada pensando-se exclusivamente no festival e, portanto, são inéditas. “Ao procurar conteúdo para as crianças, tenho descoberto coisas interessantes, às vezes com repertórios que normalmente elas não têm acesso. O Toninho, por exemplo, gravou um álbum de forró para elas há muitos anos, mas nunca o apresentou. Então, sugeri que ele fizesse agora, mas ele fez uma mudanças e juntou-se com o Salomão”, diz, sobre a apresentação “Brincando com as Teclas”, com Toninho Ferragutti e Salomão Soares. Todas os shows saem do convencional, ainda, porque são curtos, com arranjos suaves e, em alguns casos, envolvem brincadeiras.

Dom. 8. out.

LÁZARO GURGEL/DIVULGAÇÃO

DESTAQUES dos Brinquedos 6 Museu recebe “Especial Circo” Além da exposição permanente do museu, os visitantes podem participar de brincadeiras e atividades do universo circense Onde Museu dos Brinquedos (av. Afonso Pena, 2564, Funcionários) Quando Dias 7, 12, 13, 14, 21 e 28 (confira a programação completa em: goo.gl/x4 Nyhi) Quanto R$ 24 (inteira). MUSEU DOS BRINQUEDOS/ DIVULGAÇÃO

especial 6 Programação para crianças no CCBB

– Jazz >ParaJazzinho Crianças

Gratuito

Praça Floriano Peixoto (av. Contorno, s/nº, Santa Efigênia) e Centro Cultural Banco do Brasil (praça da Liberdade, 450, Funcionários). De 8 a 15 de outubro, programação completa em jazzinho.com.br). Entrada gratuita.

Festival de música vai ocupar dois espaços da capital

Oficinas de games, brincadeiras educativas e exibição de filmes são algumas das atividades para a semana Onde Centro Cultural Banco do Brasil (praça da Liberdade, 450, Funcionários) Quando Entre os dias 9 e 15 (programação completa em: culturabancodobrasil.com.br) Quanto Entrada gratuita PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

GRUPO GIRAMUNDO / DIVULGAÇÃO

Um conto que não envelhece

Montagem estreou há mais de uma década e segue fazendo sucesso

O Dia das Crianças (12) foi a data escolhida pelo grupo Giramundo para a reapresentação de uma montagem clássica da companhia: “O Carnaval dos Animais”, cuja estreia foi em 1996. A história é célebre, inspirada na obra do francês Charles Camille de SaintSaëns, do século XIX: o Rei Leão decide dar uma festa na floresta para todos os animais, exceto os de boca grande, causando revolta em alguns, como o jacaré e o sapo. A montagem é a que reúne a maior coleção de marionetes a fio do grupo. “São 37 bonecos usados alternadamente, de acordo com as 13 músicas apresentadas. Muitos são

de animais, mostrando essa festa”, explica o diretor artístico do grupo, Ulisses Tavares. A apresentação ocorre no Cine Theatro Brasil Vallourec, que também recebe, até novembro, uma exposição gratuita com peças do Giramundo e obras de seu criador, Alvaro Apocalypse (1937-2003). Durante a semana dedicada a elas, as crianças poderão participar de uma oficina de construção de bonecos.

O Carnaval dos >Animais Cine Theatro Brasil Vallourec (praça Sete, rua dos Carijós, 258, centro). Dia 12 (quinta), às 16h. R$ 40 (inteira). Informações em www.cinetheatrobrasil.com.br

infantis ocupam o 6 Peças Teatro Estação Cultural Durante o mês de outubro, haverá sessões das peças “O Rei Leão”, “A Bela e a Fera” e “Os Saltimbancos”, da Copa Produções Onde Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova) Quando Programação em: www.shoppingestacaobh.com.br Quanto R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc) DANIEL AUGUSTO/DIVULGAÇÃO


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LITERATURA Orquestra pelo traço de Ziraldo Lara Algumas hisAlves tórias fami(*) liares contam que, q u a n d o criança, o maestro Rodrigo Toffolo (atual regente da Orquestra Ouro Preto) colocou uma panela na cabeça e jurou ser um personagem de Ziraldo. Se, na infância, viver nas páginas do cartunista era um sonho, na vida adulta Toffolo pôde estreitar os laços com o ídolo. Agora, ele divide com Ziraldo e com o desenhista Miguel Mendes (Mig) a assinatura de um livro infanto-juvenil, o seu primeiro. Com lançamento marcado para o próximo sábado (14), inclusive com a presença de Ziraldo e Mig, “Amiga Música” é a primeira empreitada literária promovida pela Orquestra Ouro Preto. O livro conta a história de Bia, uma menina apaixonada por música que aprende, aos bocados, a importância dos sons para a vida. A criação da obra é uma das iniciativas do grupo com o objetivo de ensinar música por meio de uma literatura leve e didática. “Nos espetáculos cênicos, nós temos esse cuidado de formação do público e o livro é outra oportunidade para isso”, diz o maestro. Toffolo inspirou-se no modo como a música mergulha no universo das crianças e na necessidade de oferecer explicações simplificadas à teoria musical. “A Bia vai interagindo com a música e percebe que a vida de todos está rodeada de sons. Nós estamos ro-

deados de símbolos musicais que as pessoas sequer conhecem. O mais famoso é a hashtag que, na verdade, é o sustenido. Muita criança acha até que foi inventado agora, mas usamos há uns 300 anos na música”, diz. Para ele, o livro sobrepõe o entretenimento e mantém uma função educativa. Em determinado ponto da narrativa, por exemplo, um mapa conta a história de compositores de todo o mundo e aponta a necessidade de enxergar a composição clássica fora da Europa. “O mapa é sem fronteiras. Quis trazer compositoras

Sáb. 14. out.

MARCOS SOUZA/DIVULGAÇÃO

mulheres importantes, compositores da Ásia e da África”, exemplifica.

No dia do lançamento, a Orquestra Ouro Preto também apresentará o show “The Beatles”

TRAÇOS ‘MALUQUINHOS’ Trinta e sete anos depois da primeira publicação de “O Menino Maluquinho”, Ziraldo e Mig mantêm os traços característicos dos personagens da história em outras produções. Foi esta a razão que motivou a escolha da Orquestra pelos ilustradores. Feito o convite, eles elaboraram os personagens a partir das ideias de Toffolo. “A base foi ele quem criou, mas o maestro queria que também fosse um livro do Ziraldo, com o estilo do Ziraldo”, explica Mig. A paixão de Bia pelos sons e pela música despertou a atenção de Mig para a importância da canção na vida das pessoas. “Cada vez que eu a desenhava, ela estava mais crescida. Isso foi feito de um modo cuidadoso para convencer o leitor a entender a música como uma parceira para a vida. A leitura do livro não vai transformar crianças em músicos profissionais, mas vai ensinar sobre esta arte que sempre melhora quem você é”, defende. * Sob supervisão de Marília Mendonça

do >livroLançamento “Amiga Música” Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Dia 14 (sábado), às 18h, noite de autógrafos com Rodrigo Toffolo, Ziraldo e Mig. Entrada gratuita (o livro estará a venda por R$ 35). Na sequência, às 20h, haverá apresentação do concerto “The Beatles” da Orquestra Ouro Preto. R$ 20 (inteira).

SOBRE LIVROS MARCELO SANT’ANNA/DIVULGAÇÃO

GLENIO CAMPREGHER/DIVULGAÇÃO

de literatura 6 Prêmio recebe inscrições

Mineira 6 Academia realiza palestra

Organizado pelo governo estadual, o Prêmio Governo de Minas Gerais de Literatura, que na última edição homenageou a escritora Adélia Prado (foto), tem como objetivo divulgar a literatura brasileira. Divida nas categorias “poesia”, “ficção”, “conjunto da obra” e “jovem escritor mineiro”, a premiação é uma das principais no país e, neste ano, o valor total é de R$ 258 mil. Interessados podem se inscrever até terça (10). Informações e edital no goo.gl/Wjtohv

Organizado pela Academia Mineira de Letras, o programa Casa da Palavra recebe a palestra “Minotauro, o Insuportável Desígnio” na próxima terça-feira (10). No encontro, a autora da obra, Ruth Silviano Brandão, e a ilustradora Julia Panadés (foto) falam sobre a poética do Minotauro no livro, bem como a experiência da parceria Onde Academia Mineira de Letras (r. da Bahia, 1466, Lourdes) Quando Dia 10 (terça-feira), às 19h30 Quanto Entrada gratuita


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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 7 (sábado) e 8 (domingo)

estreias BLADE RUNNER 2049 (Blade Runner 2049, EUA, 2017, 2h43, 14 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Ryan Gosling, Harrison Ford, Jared Leto. Trinta anos após os acontecimentos do primeiro filme, o novato oficial K desenterra um terrível segredo que pode mergulhar a sociedade no completo caos e o leva a uma busca frenética por Rick Deckard. Belas 1: 14h, 17h10 e 20h20 Betim 1: 14h, 20h20 Big Shopping 4: 17h50, 20h50 (*) Cidade 3: 14h10, 17h20, 20h30 (*) Contagem 3: 14h10, 17h20, 20h30 (*) Del Rey 2: 12h30(somente sábado), 14h(somente domingo), 17h30(somente sábado), 18h50(somente domingo) Del Rey 3: 21h Itaú Power 5: 14h20, 20h40 (*) Minas 1: 14h, 20h40 (*) Monte Carmo 5: 14h, 20h40 (*) Pampulha 1: 14h40, 20h50 (*) Paragem 5: 14h, 20h40 Shopping Norte 1: 14h30, 17h30 (*) Via Shopping 4: 14h, 20h40 (*) Sessões 3D: Betim 1: 17h10 (*) BH Shopping 2: 14h50(*), 18h20, 22h10 BH Shopping 5: 21h30 Big Shopping 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Boulevard IMAX: 14h20, 17h30, 20h40 Cidade 4: 13h, 18h10(*) Contagem 1: 15h30, 2h40(*) Del Rey 2: 15h40(somente sábado), 20h40(somente domingo), 22h(somente domingo) Diamond 1: 14h40, 18h, 21h30 Itaú Power 5: 17h30 (*) Minas 1: 17h40 (*) Monte Carmo 5: 17h30 (*) Pampulha 1: 17h45 (*) Paragem 5: 17h30 Partage Shopping Betim 4: 14h10(*), 17h40, 21h20(*) Pátio Savassi 5: 14h30, 18h, 21h30 Ponteio Premier: 14h20, 17h30, 20h40 Shopping Estação 3: 14h30, 18h, 21h30 (*) Shopping Norte 1: 20h30 (*) Via Shopping 4: 17h40 (*) (*) Sessões dubladas

CHOCANTE (Brasil, 2017, 1h34, 12 anos) Dir. Johnny Araújo, Gustavo Bonafé. Com Bruno Garcia, Bruno Mazzeo, Lúcio Mauro Filho, Marcus Majella. Os anos 90 marcaram o sucesso da boy band brasileira Chocante. Vinte anos mais tarde, os antigos colegas se reúnem após a morte de um deles e, no funeral, decidem se apresentar mais uma vez, em nome dos velhos tempos. Betim 2: 16h40, 18h40, 20h40 BH Shopping 4: 14h30, 16h50, 19h30, 21h50 BH Shopping 7: 18h50, 21h10 Big Shopping 2: 18h20, 20h20 Boulevard 1: 13h15, 17h, 19h, 21h Cidade 2: 12h(somente domingo), 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Cidade 4: 16h10, 21h10 Contagem 7: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 Del Rey 4: 14h30, 16h30, 18h20, 20h30, 22h30(somente domingo)

SONY/DIVULGAÇÃO

FEITO NA AMÉRICA

Diamond 3: 14h, 16h10, 18h50, 21h Itaú Power 4: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Minas 6: 13h15, 17h, 19h, 21h Monte Carmo 2: 14h10, 16h10, 18h20, 20h30 Pampulha 4: 14h05, 15h55, 17h45, 19h35, 21h25 Paragem 4: 15h, 17h, 19h, 21h Partage Shopping Betim 5: 15h10, 17h30, 20h, 22h20 Partage Shopping Betim 7: 19h20, 21h40 Pátio Savassi 7: 15h, 17h20, 19h40, 22h Shopping Estação 6: 13h40, 15h50, 18h20, 20h30 Shopping Norte 5: 18h20, 20h20 Via Shopping 5: 14h10, 16h10, 18h20, 20h30

(American Made, EUA, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. Doug Liman. Com Tom Cruise, Domhnall Gleeson, Sarah Wright. Barry Seal é um piloto que trafica drogas e armas para o mítico Cartel de Medellín e, recrutado pela CIA, tornase agente duplo. BH Shopping 9: 20h50 Pátio Savassi 1: 21h35

IT – A COISA

CHURCHILL (Churchill, Reino Unido/ EUA, 2017, 1h45, 12 anos) Dir. Jonathan Teplitzky. Com Brian Cox, John Slattery, Miranda Richardson. Junho de 1944. O primeiro-ministro Winston Churchill planeja o Dia D, enquanto teme repetir o mesmo erro que, em 1915, levou ao massacre de centenas de milhares de soldados em Galípoli. Ponteio 3: 19h Ponteio 4: 14h30, 21h

Ryan Gosling está em “Blade Runner 2049”, novo capítulo da saga do caçador de androides

MY LITTLE PONY – O FILME (*) (My Little Pony: The Movie, EUA, 2017, 1h39, livre) Dir. Jayson Thiessen. Quando uma força obscura ameaça Ponyville e a Mane 6, os pequenos pôneis embarcam em uma viagem até o fim de Equestria para salvar sua amada casa. BH Shopping 9: 12h40, 15h10, 18h Big Shopping 2: 14h20, 16h20 Boulevard 3: 13h, 15h, 17h Cidade 5: 13h, 15h, 17h, 19h Contagem 1: 13h30, 18h40 Contagem 4: 13h, 15h, 17h, 19h Del Rey 3: 13h, 15h, 17h, 19h Diamond 6: 12h, 14h20, 16h55 Itaú Power 2: 13h20, 15h20, 17h20 Minas 3: 13h20, 15h20, 17h20 Monte Carmo 1: 14h20, 16h30, 18h40 Pampulha 5: 14h, 15h55 e 17h50 Paragem 2: 14h30, 16h30, 18h30 Partage Shopping Betim 2: 12h10(somente domingo), 14h40, 17h10, 19h40 Pátio Savassi 1: 11h50, 14h20, 16h45, 19h10 Shopping Estação 1: 12h30, 14h45, 17h15 Shopping Norte 5: 14h20, 16h20 Via Shopping 1: 13h, 15h, 17h, 19h

Partage Shopping Betim 6: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Pátio Savassi 2: 14h50, 17h05 Pátio Savassi 6: 13h, 15h40, 18h20, 20h30 Shopping Estação 4: 13h15, 15h15, 17h30, 19h30 Shopping Norte 2: 14h40, 16h40, 18h40 Via Shopping 3: 13h10, 14h50, 16h40 (*) Sessões dubladas

NA PRAIA À NOITE SOZINHA (Bamui haebyun-eoseo honja, Coreia do Sul, 2017, 1h41, 14 anos) Dir. Hong Sang-soo. Com Kim Min-Hee, Jung Jae-young, Young-hwa Seo. Após ter um caso com um homem casado, a atriz Younghee passa um tempo fora numa cidade estrangeira. De volta à Coreia do Sul, ela segue pensando no amante e se pergunta que tipo de papel o amor desempenha em sua vida. Belas 2: 14h50 e 21h20

em cartaz AMOR, PARIS, CINEMA

(*) Sessões dubladas

PICA-PAU – O FILME (*) (Woody Woodpecker, EUA, 2017, 1h24, livre) Dir. Alex Zamm. O vigarista Lance Walters e sua namorada Brittany estão determinados a construir a sua grande casa dos sonhos, mas para isso, precisam derrubar a casa do Pica-Pau, que promete não deixar barato. BH Shopping 5: 15h, 17h10, 19h20 BH Shopping 8: 14h, 16h20, 18h30, 20h40 Big Shopping 5: 14h40, 16h40, 18h40 Boulevard 5: 13h30, 15h20, 17h20, 19h20 Cidade 8: 11h50(somente domingo), 13h30, 15h20, 17h10, 19h10, 21h Contagem 5: 13h10, 14h50, 16h40, 18h30, 20h40 Del Rey 6: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Diamond 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Minas 5: 13h25, 17h10, 19h Monte Carmo 3: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Pampulha 6: 14h15, 16h, 17h45, 19h30, 21h15 Paragem 3: 14h40, 16h30, 18h20, 20h30

(Arnaud fait son 2ème film, França, 2017, 1h20, 14 anos) Dir. Arnaud Viard. Com Irène Jacob, Arnaud Viard, Louise Coldefy. Aos 45 anos, o cineasta Arnaud quer fazer seu segundo filme, mas não tem boas ideias, e quer ter um filho, mas as coisas não dão certo com sua mulher. Ele se separa e vira professor numa nova cidade, onde conhece Gabrielle. Belas 2: 11h(somente sábado)(*), 17h10 Ponteio 4: 19h10 (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

O ASSASSINO – O PRIMEIRO ALVO (American Assassin, EUA, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Michael Cuesta. Com Michael Keaton, Taylor Kitsch. Stan Hurley, veterano da Guerra Fria, recebe sua tarefa mais complexa como agente de treinamento da CIA quando o seu superior ordena que ele treine um ex-soldado das forças especiais, cujo estado psicológico está devastado após a morte de sua noiva. Contagem 4: 21h10 (*) Pampulha 3: 21h05 (*)

(*) Sessões dubladas

Shopping Estação BH 1: 19h45 e 22h Via Shopping 1: 21h10

COMO NOSSOS PAIS (Brasil, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Laís Bodanzky. Com Maria Ribeiro, Clarisse Abujamra, Paulo Vilhena. Ao mesmo tempo em que precisa cuidar das filhas, manter seus sonhos, seus objetivos profissionais e enfrentar as dificuldades do casamento, Rosa recebe uma notícia bombástica da mãe, Clarice, com quem tem uma relação conflituosa. Belas 3: 14h, 16h Ponteio 2: 14h40, 16h50, 19h

DIVÓRCIO – ATÉ QUE O AMOR EXPLODA

AS DUAS IRENES (Brasil, 2017, 1h29, 14 anos) Dir. Fabio Meira. Com Isabela Torres, Priscila Bittencourt, Marco Ricca. Uma menina de 13 anos, de uma família tradicional do interior, descobre que seu pai tem uma filha de outra mulher, com a mesma idade e o mesmo nome dela, Irene. Agora, a filha do meio se sente num lugar de rejeição e começa a tentar descobrir quem ela é e quem ela quer ser. Belas 3: 19h50

(Brasil, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. Pedro Amorim. Com Camila Morgado, Murilo Benício, Luciana Paes. O casal Noeli e Júlio leva uma vida humilde, até que os dois ficam ricos depois de criar um molho de tomate que virou sucesso nacional. Com o passar dos anos, os dois vão se distanciando e um incidente é a gota d’água para a separação. Betim 2: 14h40 BH Shopping 10: 14h40 Big Shopping 3: 15h55 Boulevard 1: 15h Cidade 1: 14h20 Contagem 8: 14h30 Del Rey 7: 14h Itaú Power 1: 20h50 Minas 6: 15h Paragem 2: 20h50 Shopping Norte 3: 15h55

EMOJI – O FILME (*)

DUAS DE MIM

EXODUS – DE ONDE EU VIM NÃO EXISTE MAIS

(Brasil, 2017, 1h22, 12 anos) Dir. Cininha de Paula. Com Thalita Carauta, Latino. Suellen é uma cozinheira que trabalha duro para manter sozinha o filho pequeno, a irmã mais nova e a mãe. Um dia, seus sonhos viram realidade: ela se divide em duas. Sua cópia, idêntica fisicamente, tem diferenças de personalidade, sendo muito mais extrovertida e corajosa. BH Shopping 10: 19h50 Big Shopping 4: 15h45 Boulevard 5: 21h10 Cidade 1: 16h50, 18h40 e 20h30 Contagem 8: 16h50, 18h50 e 20h30 Del Rey 7: 16h10, 18h20 e 20h20 Diamond 4: 14h10 Itaú Power 2: 19h20 e 21h10 Minas 3: 19h20 e 21h10 Monte Carmo 3: 20h50 Pampulha 5: 19h45 e 21h30 Partage Shopping Betim 2: 22h10

(Emoji, EUA, 2017, 1h26, livre) Dir. Tony Leondis. Todos os emojis têm somente uma expressão facial, com exceção de Gene, que nasceu com um bug em seu sistema. Determinado a se tornar um emoji normal, ele vai encarar uma jornada através dos aplicativos de celular mais populares desta geração. Betim 3: 16h30 BH Shopping 1: 13h30 BH Shopping 7: 14h15, 16h30 Big Shopping 4: 14h Contagem 6: 13h50 Del Rey 5: 13h40 Itaú Power 3: 14h Minas 5: 15h20, 20h50 Pampulha 2: 14h20, 16h20 (*) Sessões dubladas

(Brasil, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Hank Levine. Acompanhando as jornadas de seis refugiados em uma observação sobre o estado do mundo frente à crise de imigração e os motivos que levam essas pessoas a abandonar seus países. Belas 3: 18h

O FANTASMA DA SICÍLIA (Sicilian Ghost Story, Itália/ França/ Suíça, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Fabio Grassadonia, Antonio Piazza. Com Julia Jedlikowska, Corinne Musallari, Gaetano Fernandez. Giuseppe, 13, desapareceu nas redondezas de uma misteriosa floresta. A pequena Luna não se conforma com o sumiço dele e está disposta a enfrentar todos os perigos para resgatar seu amigo. Belas 2: 19h

(It, EUA, 2017, 2h15, 14 anos) Dir. Andrés Muschietti. Com Bill Skarsgård, Finn Wolfhard, Jaeden Lieberher. A pacata rotina da cidade de Derry é abalada quando crianças começam a desaparecer e tudo o que pode ser encontrado delas são partes de seus corpos. BH Shopping 1: 15h50, 19h, 22h20 Betim 3: 20h30 (*) Big Shopping 5: 20h40 (*) Boulevard 3: 18h50, 21h20 Cidade 7: 13h30, 18h20, 21h (*) Contagem 6: 15h40, 18h20, 21h (*) Del Rey 5: 14h30, 18h10, 20h50 Del Rey 7: 22h40(somente sábado) Diamond 6: 19h20, 22h10 Itaú Power 3: 15h50, 18h25, 21h (*) Minas 4: 13h30, 16h, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 1: 20h50 (*) Paragem 1: 20h40 Partage Shopping Betim 1: 13h, 16h, 19h, 22h (*) Pátio Savassi 3: 23h05(somente sábado) Pátio Savassi 8: 18h10, 21h15 Shopping Norte 2: 20h40 (*) Shopping Estação 5: 14h, 17h, 20h10 (*) Via Shopping 3: 18h30, 21h (*) (*) Sessões dubladas

KINGSMAN – O CÍRCULO DOURADO (Kingsman: The Golden Circle, Reino Unido/ EUA, 2017, 2h21, 16 anos) Dir. Matthew Vaughn. Com Taron Egerton, Colin Firth, Mark Strong. Após o fim do Kingsman num ataque de mísseis, Eggsy e Merlin vão aos EUA à procura da organização secreta Statesman. Juntos, eles precisam derrotar a responsável pelo ataque, a traficante Poppy. Big Shopping 3: 17h50, 20h35 (*) Boulevard 2: 21h05 Cidade 6: 12h50, 15h35, 18h20, 21h (*) Contagem 2: 18h20, 21h05 (*) Del Rey 1: 21h Del Rey 6: 22h50(somente sábado) Itaú Power 6: 21h (*) Minas 2: 18h20, 21h05 (*) Monte Carmo 4: 18h10(*), 21h Pampulha 2: 18h20 e 21h (*) Partage Shopping Betim 3: 12h20(*), 15h30(*), 18h40, 21h50(*) Shopping Norte 3: 17h50, 20h35 (*) Via Shopping 2: 18h10, 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 3: 12h20, 15h30, 18h40, 22h Boulevard 2: 15h35, 18h20 Del Rey 1: 18h10 Diamond 2: 19h40, 21h50 Itaú Power 6: 18h20 (*) Minas 2: 15h35 (*) Pátio Savassi 3: 12h(somente domingo), 13h30(somente sábado), 15h10(somente domingo), 16h50(somente sábado), 18h15(somente domingo), 20h(somente sábado), 21h25(somente domingo) Ponteio 3: 13h40, 16h20, 21h10 Shopping Estação 3: 13h25 e 20h50 (*) Shopping Estação 4: 21h45 (*) (*) Sessões dubladas


26

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de outubro de 2017

CINEMA LEGO NINJAGO – O FILME (*) (The Lego Ninjago Movie, EUA, 2017, 1h41, livre) Dir. Charlie Bean. Durante o dia, Nya, Cole, Jay, Zane, Kai e Lloyd são adolescentes comuns. À noite eles se tornam ninjas. Defendendo a sua ilha natal, Lloyd descobre que seu adversário é seu próprio pai. Betim 3: 14h20, 18h20 BH Shopping 6: 11h40, 14h10, 16h40, 19h10 Big Shopping 3: 14h Boulevard 2: 13h30 Boulevard 4: 16h20 Cidade 7: 16h10 Contagem 2: 14h10, 16h15 Del Rey 1: 13h50 Itaú Power 6: 13h50 Minas 2: 13h30 Monte Carmo 4: 13h50, 16h Pampulha 3: 14h35, 16h45, 18h45 Paragem 1: 14h, 16h10 Partage Shopping Betim 7: 14h05 e 16h40 Pátio Savassi 8: 13h20, 15h50 Shopping Norte 3: 14h Via Shopping 2: 13h50, 16h10 Sessões 3D: Del Rey 1: 16h10 Diamond 2: 13h50, 16h20 Itaú Power 6: 16h10 Estação BH 2: 16h15, 18h35 (*) Sessões dubladas

LINO – UMA AVENTURA DE SETE VIDAS (Brasil, 2017, 1h33, livre) Dir. Rafael Ribas. Lino trabalha como animador de festas. Determinado a mudar sua vida, ele contrata os serviços de um feiticeiro, mas a magia acaba sendo um tiro no pé, e Lino se transforma em um felino enorme. Diamond 1: 12h30

MÃE! (Mother!, EUA, 2017, 2h02, 14 anos) Dir. Darren Aronofsky. Com Jennifer

PARAMOUNT PICTURES/DIVULGAÇÃO

Lawrence, Ed Harris, Javier Bardem. Casal tem o relacionamento testado quando pessoas não convidadas surgem em sua residência acabando com a tranquilidade reinante. BH Shopping 6: 21h40 Boulevard 4: 14h, 18h30 e 20h50 Cidade 5: 21h10 (*) Del Rey 6: 20h40 Paragem 1: 18h20 Diamond 4: 19h10 Ponteio 4: 16h40 Pátio Savassi 4: 14h40, 17h30, 20h15

“The Beast”/ “ Vulgo Vedita” (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita

Dir. Tim Burton (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita

TIM BURTON E SUAS HISTÓRIAS PECULIARES (*)

FESTIVAL DE CINEMA (*)

PENDULAR

Neste sábado (7) 15h James e o pêssego gigante (EUA, 1996, 1h24, livre) Dir. Henry Selick. 17h Plano 9 do espaço sideral (EUA, 1959, 1h18, 16 anos) Dir. Ed Wood. 19h Ed Wood (EUA, 1994, 2h06, 16 anos)

14h “Uma Professora Muito Maluquinha” (BRA, 2011, 1h22, livre) Dir. André Pinto, Cesar Rodrigues. 18h “Um Tio Quase Perfeito” (BRA. 2017, 1h36, livre) Dir. Pedro Antonio. 20h “Xingu” (BRA, 2011, 1h567, 12 anos) Dir. Cao Hamburger.

(Pendular, Brasil/ Argentina/ França, 2017, 1h48, 18 anos) Dir. Júlia Murat. Com Raquel Karro, Rodrigo Bolzan, Neto Machado. Em um galpão abandonado, um casal de artistas contemporâneos observa a arte, a performance e suas intimidades se misturarem; e onde se perdem, aos poucos, a capacidade de distinguir entre seus projetos artísticos, o passado de cada um e sua relação amorosa. Belas 3: 21h40

Domingo (8) 15h “A salvação” (EUA, 2009, 1h20, 10 anos) Dir. Shane Acker. 17h “O Lar das crianças peculiares” (EUA/ BEL/ RU, 2016, 2h07, 12 anos) Dir. Tim Burton 19h20 “A Fantástica Fábrica de Chocolates” (EUA, 2005, 1h55, livre) Dir. Tim Burton.

Domingo (8) 14h “Que Horas Ela Volta?” (BRA, 2015, 1h51, 14 anos) Dir. Anna Muylaert. 18h “Meninos de Kichute” (BRA, 2010, 1h42, 12 anos) Dir. Luca Amberg. 20h “Filhos de Bach” (ALE/ BRA, 2017, 1h31, livre) Dir. Ansgar Ahlers.

(*) Sessões dubladas

POLÍCIA FEDERAL – A LEI É PARA TODOS (Brasil, 2017, 1h47, 14 anos) Dir. Marcelo Antunez. Com Marcelo Serrado, Antônio Calloni, Flávia Alessandra. Inspirado em fatos reais sobre a Operação Lava Jato, uma série de investigações sobre a corrupção no Brasil, desde o início do processo até a condução coercitiva do ex-presidente Lula. BH Shopping 10: 17h20, 22h05 Diamond 4: 16h40, 22h Ponteio 2: 21h15 Pátio Savassi 2: 19h20, 21h50

mostras FESTCURTASBH (*) Humberto Mauro (*) Sábado (7)

Barden e Lawrence estrelam o controverso “Mãe!” 10h Infantil 1 “O Fim da Fila” / “The little Bird and the Caterpillar” / “Big Booom” / “Charlie et ses grandes dents”, de Esther Lalanne, Xing Yao, Valentin Sabin, Camille / Verninas e Chao-Hao Yang. 11h Infantil 2 “Diário de Areia”, de Sarah Carvalho Guedes e Isadora Morales Chaves / “Analysis Paralysis”, de Anete Melece / “Médico de Monstro”, de Gustavo Teixeira / “A Câmera de João”, de Tothi Cardoso. 15h Engajamentos Contemporâneos 1 “ExPerimetral” / “Obra Autorizada” / “Terminal 3” / “Em busca da terra sem males”. 16h30 Atravessamentos do Presente 2 “A River Twice” / “Mais Ailleurs c’est Toujours Mieux” / “Debris” / “On Drawing” / “Altas Cidades de Ossadas” / “Depth Of Field”. Domingo (8) 15h Animação 3 “Sun Milk” / “O Ex-Mágico” / “Nightha-

wk” / “Après la mort, après la vie” / “Call of Cuteness”. 17h30 Engajamentos Contemporâneos 2 “Elle et la Poule” / “Divina Luz” / “Autopsia” / “Cabelo Bom” / “Crystal Lake”. 16h Juventude 3 “Éden” / “Pussy” / “Blind Sex”. 19h Sessão de Filmes Premiados Sala Juvenal Dias (*) Neste sábado (7) 16h Competitiva Brasil 3 “ Nunca é noite no mapa”/ “Balança Brasil”, “GRIN” 18h Mostra Documentário: invenção de formas/pensamento crítico “Indústria”/ “Os Queixadas”/ “O Porto de Santos”/ “Rocinha Brasil 77”/ “Teremos Infância” Domingo (8) 16h Competitiva Brasil 4 “Konãgxeka: o Dilúvio Maxakali”/ “Nada”/ ”As ondas”/ “O Porteiro do Dia” 18h Competitiva Brasil 5 18 anos “Vênus - Filó, A fadinha Lésbica” / “Regresso de Saturno” / “Bahia 7ff on¢idia” /

Terça-feira (10) 17h “Alice no País das Maravilhas” (Reino Unido, 2010, 1h49) Dir. Tim Burton Quarta-feira (11) 17h “A Noive Cadáver” (EUA, Reino Unido, 2005, 1h18) Dir. Tim Burton Quinta-feira (12) 17h “A Guerra dos Mundos” (EUA, 1953, 1h25) Dir. Byron Haskin 19h “Marte Ataca” (EUA, 1996, 1h46) Dir. Tim Burton Sexta-feira (13) 17h “O Corvo” (EUA, 1963, 1h26) Dir. Roger Corman 19h “A Lenda do Cavaleiro sem Cabeça” (EUA, 1999, 1h50)

(*) CCBB (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Entrada gratuita

CINEMA RUSSO (*) Sábado (7) 19h “Tigre Branco” (RU, 2012, 1h44, livre) Dir. Karen Shakhnazarov. Domingo (8) 17h “Lenin em Outubro” (União Soviética, 1937, 1h48, livre) Dir. Mikhail Romm, Dmitriy Vasilev. 19h “Lenin em 1918” (União Soviética, 1938, 1h36, livre) Dir. Mikhail Romm, E. Aron. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita


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estilo INVERNO 2018> Minas Trend traz boas estreias e apresenta tendências para a temporada fria FOTOS ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

Pra quando

Sobreposições e tricô artesanal na estreante LED

esfriar Estampas inspiradas na arte de rua: Lucas Magalhães

Ainda falta muito para o próximo inverno, mas no que depender da última edição do Minas Trend, que aconteceu na semana passada, no Expominas, em Belo Horizonte, a estação fria já está bem perto. E, mesmo que os tempos atuais na moda, imponham, de alguma forma, uma liberdade de usar o que quiser – e quando quiser–, não há como negar que muitas marcas têm um grande poder de influência sobre o que as pessoas vão vestir na temporada mais próxima. É por isso que, para o próximo inverno, vale colocar no armário peças feitas em lurex, veludo molhado (ou devorê), moletom e em tecidos metalizados para produções pensadas especialmente

Estampas de flores pintadas à mão, na Anne Est Folle

A alfaiataria pensada na mulher moderna na Bobstore

Lorena K. Martins

para aquecer. Franjas e plumas, detalhes herdados dos anos 1920, um toque ‘melindrosa’, também viraram o acabamento de muitos looks desfilados da temporada. Os babados grandes também incrementam peças simples e conferem movimento e feminilidade. Já o brilho deixa de ser exclusivo da moda festa e aparece em peças, pontuais e na medida certa. A estação também dispensa a sobriedade total. Há espaço para inspirações nas estações quentes, principalmente no que diz respeito à estampa. Muitas flores e plantas tropicais deram o tom nas coleções, como uma tentativa de provar que a estação fria, pensada no Brasil, pode ter ares tropicais. A boa e clássica camisa branca, peça essencial quando se pen-

O moletom revisitado da Molett traduz o conforto do inverno

sa em roupa de escritório, é o grande suprassumo da temporada: a camisaria está renovada e torna-se a principal aliada da mulher na estação fria. DESTAQUES Na passarela também teve espaço para boas sacadas, como o tricô-desejo estampado e tropical da Natália Pessoa; as estampas no estilo tie dye feitas à mão por Renata Manso, da Anne Est Folle; os moletons revisitados e com acabamentos plásticos da Molett, vistos também na Manzan e Plural; as sobreposições instigantes e supercoloridas da LED e os conjuntinhos com ares de street de Lucas Magalhães. Veja a seguir.

Tricô metálico e estampas tropicais de Natalia Pessoa

Moda confortável e franjas em movimento na Plural


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estilo

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FOTOS MARIELA GUIMARÃES

Com mão de obra de detentas, confecção localizada dentro da penitenciária feminina Estevão Pinto lança marca própria com estampas desenhadas pelas próprias internas

Libertees mostra sonhos traduzidos em estampas Criada em 2013, a Liberte-se é uma confecção que funciona dentro do Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto – localizado no bairro Horto, na região Leste de Belo Horizonte e, recentemente, enfrentou um grande desafio: o lançamento de sua marca própria. Especializada em camisetas, a Libertees estreou na última edição do Minas Trend e conquistou o terceiro lugar no Ready to Go, concurso responsável por difundir o trabalho da nova safra da moda. As marcas FêLis e Miêtta acumularam o prêmio de primeiro lugar, e a Chris Gontijo, especializada em lingerie, ficou com o segundo. O processo de desenvolvimento da Libertees começou pelas mãos da empresária Marcella Mafra, que também assume a confecção Liberte-se. O primeiro passo aconteceu no fim do ano passado, quando ela conheceu o trabalho das encarceradas no regime fechado durante uma exposição, fruto das aulas de artes realizadas na Escola Estadual Estevão Pinto, que funciona dentro da penitenciária. Lorena K. Martins

Ao lado das sócias Sabrina Mafra, Daniela Queiroga e Andrea Aquino – também a estilista da marca –, Marcella decidiu transformar os desenhos em estampas, com apoio da Dream, empresa de que não utiliza água durante o processo de estamparia. “Desconstruímos os cinco desenhos selecionados e criamos novas estampas, preservando, na malha das camisetas, as cores que elas usaram no papel”, conta a estilista Andrea. “É muito importante valorizar o potencial das meninas e criar uma expectativa na vida delas”, acredita. A disciplina de artes foi uma das maneiras encontradas pela administração da penitenciária para tornar menos árdua a rotina das mulheres detidas, acredita o professor Eder Batista da Rocha, que leciona na escola desde 2004. “Os desenhos são geralmente relacionados aos momentos que elas vivem, seus desejos e sonhos”, explica ele. Mas Eder ressalta que, muitas internas, optam por frequentar as aulas com outro objetivo – é que cada 12 horas de aula podem ser revertidas em um dia de re-

missão na pena. Ainda assim, não é raro que muitas acabem contagiadas pelo ambiente. “Elas entram para abreviar o tempo da prisão, mas, depois, acabam pedindo para aumentar a duração das aulas”, confidencia. Ana Paula Lima, 36, frequenta a aula de artes há três anos, mas, curiosamente, revela que, antes, não tinha muita familiaridade com os lápis de cor. Empolgada, ela não descarta que possa vir a apostar nesta vertente quando ganhar a almejada liberdade. “Quando estou desenhando, me sinto livre e até me esqueço que estou presa. Me sinto importante, é muito gratificante. Imagina se meu desenho ficar famoso?”, diz ela, que foi condenada a 27 anos de prisão. O conhecimento, frisa, é um bem que ninguém tira. “É para levar para o resto da vida”, afirma. “Apostei neste desafio de trabalhar com essas meninas. Hoje, consigo enxergar que muitas terão um futuro. Elas querem costurar e têm projetos de levar o conhecimento adquirido aqui adiante, para a vida em liberdade”, explica Marcella.

A Liberte-se funciona dentro da penitenciária feminina Estevão Pinto, desde 2013 Peças estampadas da Libertees para o concurso Ready to Go, realizado durante o Minas Trend


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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Amigos essenciais HÉLVIO

utro d i a , em Bet i m , após o expediente de trabalho, saí com cinco amigas para comer alguma coisa e bater papo furado. Contar casos e falar de amenidades como dietas, moda, músicas… Assim como das situações que nós, mulheres, passamos em nosso dia a dia. Tudo isso regado a sucos, cervejas, selfies divertidos e boas risadas. Há tempos não saía à noite para um happy hour. E entendi como nos fazem falta esses pequenos momentos de descontração. Nada de falar sobre trabalho, problemas, doenças, politicagens e encrencas do tipo. O momento pedia bobagens. E, no meio das tantas conversas, alguns “filosóficos” questionamentos: é melhor ter gatos ou cachorros? Correr ou malhar na academia? É melhor ser do tipo magra, barriga tanquinho, ou ser gostosona, tipo capa do Super? Rindo muito, concluímos que tanto faz, afinal, não nos encaixávamos nem em uma, nem em outra. E assim, a noite foi passando, leve, divertida…

O

E que “dane-se o regime!”, dizíamos, enquanto saboreávamos pastéis de angu sem o menoooor peso na consciência. Sempre tive facilidade em lidar com as pessoas. Adoro conhecer gente! Principalmente mulheres, nesse nosso imenso universo feminino. Não apenas pela natural identificação, mas pela sensibilidade que encontramos ali. Cultivo amizades de infância, de adolescência, juventude, faculdade, trabalho… Cultivo, porque sei que amigos, mesmo que distantes, são imprescindíveis em nossa vida. Semana passada, recebi de uma superamiga um texto que repasso a vocês. O tempo passa. A vida acontece. A distância separa… As crianças crescem. Os empregos vão e vêm. O amor fica mais frouxo. As pessoas não fazem o que deveriam fazer. O coração se rompe. Os pais morrem. Os colegas esquecem os favores. As carreiras terminam. Os filhos seguem a sua vida como você tão bem ensinou. Mas... os verdadeiros amigos estão lá, não importa quanto tempo e quantos quilômetros estão entre vocês. Um amigo nunca está

mais distante do que o alcance de uma necessidade, torcendo por você, intervindo em seu favor e esperando você de braços abertos, e abençoando sua vida!

E, quando a velhice chega, não existe papo mais gostoso do que o dos velhos amigos... As histórias e recordações dos tempos vividos juntos, das viagens, das

férias, das noitadas, das paqueras... Ah!!! tempo bom que não volta mais... Não volta, mas pode ser lembrado numa boa conversa debaixo da sombra de uma ár-

vore, deitado na rede de uma varanda confortável ou à mesa de um restaurante, regada a bom vinho, não com um desconhecido, mas com os velhos amigos. Quando iniciamos esta aventura chamada VIDA, não sabíamos das incríveis alegrias ou tristezas que estavam adiante, nem sabíamos o quanto precisaríamos uns dos outros. Um texto belo e verdadeiro. Por isso, deveríamos nos esforçar para manter nossos vínculos, compartilhar momentos, sejam tristes ou alegres. Um telefonema, uma mensagem, um encontro… Fazer-se presente na vida de alguém. Que nos cheguem outras histórias, novos amigos e muitos risos. Que tenhamos tempo para nos sentarmos numa cadeira de bar, falar um monte de besteiras, dividir e rir das encrencas e labutas do dia, enquanto nos empanturramos de pastéis de angu. E que tenhamos dentro de nós um espaço reservado, que acomode com conforto e carinho nossas velhas e novas amizades. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO

O QUE VOCÊ QUER SABER SOBRE MINAS, O BRASIL E O MUNDO ESTÁ EM OTEMPO.COM.BR !"##"$"$%&'"$(")*+,-./)01. • Informação com credibilidade • Notícias em tempo real • Cenário político e econômico • Mundo dos esportes • Opinião • Programação cultural diversificada • Coberturas especiais • Rádio Super Notícia 91,7 FM • E muito mais!

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MARKITO/SANTUR/DIVULGAÇÃO

WUruguai. A tranquila, familiar e descontraída Punta Ballena. Páginas 4 e 5 WSua Melhor Viagem. Toda exuberância da costa oeste canadense. Página 12 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 7/10/2017

E tome cerveja!

Treze festas com a bebida como carro-chefe tomam conta de Santa Catarina em outubro Páginas 6 a 9


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

FOTOS EDY FERNANDES/DIVVULGAÇÃO

Chilenos em BH Cerca de 5,6 milhões de turistas estrangeiros visitaram oChile no ano passado,26% a mais do que em 2015. Desses, 440 mil eram brasileiros, afirma Raul Sepúlveda Faundez, diretor do Serviço NacionaldeTurismo(Sernatur), órgão do Ministério do Turismo. Para melhorar esse desempenho, 16 empre-

sários embarcaram nesta semana em BH para exibir para agentes e operadores regiões menos conhecidas do Chile, como Aysén e Biobio. Além da rodada de negócios, o evento teve degustações de comidas típicas e coquetéis. Hoje, Avianca e Latam oferecem voos regulares para Santiago.

Da Sernatur, Michael Carmona Cruz, Paulina Pérez Salas (Marketing para América Latina) e Raul Sepúlveda Faundez (diretor)

Sernatur trouxe 16 empresários de diversas regiões do Chile para workshop de capacitação no 68 Pizzeria, em Lourdes

Amanda Pizane e Virgínia Baptista (Belvitur Viagens). Leandra Chagas (Avianca) e Chrystiane Oliveira (Belvitur Viagens)

Rodrigo Bravo Solá (Loberias Del Sur Hotel), Zenaíde Chaves (Lúmini), Bruna Sambuc e Celso Borges (Viagens Master)

Gabriela Doss e Daniela Bergamini (Imaginadora Marketing e Eventos para Turismo, representante do Chile no Brasil)

Pamela Navarro (Sernatur), Thaís Roberti (Visual), Karla Gontijo e Vivian Correia (UO) e Paulina Acevedo (Nevados de Chillán)

Marisol Galaz (2ª à esq., Cabana Del Lago) com Anderson Benedito, André Vieira, Mayara Costa e Rafael Torquetti (Snow)

Artur Veríssimo (Houston), Valentina Gutiérrez (Time Hotel, de Santiago), Ana Luiza Lana (ALR) e Fernanda Lamounier (Vivaro)

check-in/check-out W

PRIMEIRO PLANO/DIVULGAÇÃO

personagem da semana personagem da semana MARCOS BOFFA/BELOTUR

Aluizer Malab, presidente da Belotur, fala de sua atuação frente ao órgão municipal de turismo e anuncia que trará para Belo Horizonte, em 2018, o Encontro da Rede de Gastrronomia da Organização Mundial do Turismo (OMT)

BHCVB. Jair de Aguiar Neto (4º à direita) foi eleito o novo presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau. Também foram escolhidos os membros da diretoria executiva e conselho fiscal: Marcelo Batista (Assuntos Institucionais), Anderson Bastos (Administrativo e Financeiro), Flávia Botelho (Eventos), Carlos Coelho (vice-presidente), Ricardo Penteado (Novos Negócios) e Gustavo Alves (Comunicação e Marketing) EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Israel-Brasil. Empresários dos dois países participaram do evento Diálogos Internacionais: Israel, no dia 13/9, a Associação Comercial e Empresarial de Minas (ACMinas). Na foto, Ílvio Musman (cônsul), Ivan Braz (Rad do Brasil), Marcelo Mazoni (Actar Consulting), Shimon Constante (Miya Brasil), Ric Scheinkman (Câmara de Comércio Brasil-Israel-Minas), Tamires Poleti (Israel Invest & Trade) e Mônica Cordeiro (AcMinas)

Aluizer Malab com o secretário geral da OMT, Zurab Ploikashvili

A Belotur participou, na Argentina, de dois eventos sob a chancela da Organização Mundial de Turismo (OMT). Qual a importância deles?

Os eventos contribuem para a análise e o direcionamento do segmento de turismo urbano. Belo Horizonte, cada vez mais, consolida-se como um destino inteligente, conectado, e os debates ajudam a fortalecer nossas estratégias nesse sentido. Pudemos também apresentar nossos cases de sucesso, como o Carnaval de Belo Horizonte, o Conjunto Moderno da Pampulha (Patrimônio Cultural da Humanidade) e nossa gastronomia, tema que tem destaque no cenário internacional. Recente pesquisa de satisfação com turistas estrangeiros, realizada pelo Ministério do Turismo, mostra a capital mineira em segundo lugar entre

os destinos mais bem-avaliados em relação à gastronomia, com 98,5% de aprovação. A Belotur também manifestou interesse em participar da Rede de Cidades da Federação Mundial de Cidades Turísticas – com sede em Pequim – para futuros projetos e intercâmbios.

O senhor representou a Belotur na 2ª Conferência Mundial de Enoturismo e no 4º Encontro da Rede de Gastronomia da OMT. Qual foi o resultado prático desses eventos?

Belo Horizonte é um destino tradicionalmente reconhecido por sua comida típica, além de capital de bares e botecos. É fundamental que tenhamos representatividade em encontros internacionais para promovermos este que é um dos nossos principais produtos turísticos. A Belotur foi o único órgão bra-

sileiro presente no evento, o que projeta ainda mais o destino Belo Horizonte para esferas internacionais. Nos aproximarmos do Cone Sul é igualmente importante, para que tenhamos a janela lateral aberta para nossos vizinhos latino-americanos. O novo secretário-geral da OMT, Zurab Ploikashvili, ficou impressionado com o que foi apresentado na Argentina sobre Belo Horizonte. Já iniciamos uma conversa para trazer o Encontro da Rede de Gastronomia da OMT, que reúne destinos de toda a América Latina, para a capital mineira em 2018. Ou seja, é uma oportunidade do intercâmbio cultural, debates acerca de políticas públicas, práticas empresariais, comportamento de consumidores e premissas sustentáveis apresentadas em Medonza servir de exemplo para a evolução do segmento em Belo Horizonte.

Belo Horizonte está entre as três capitais brasileiras que estão enfrentando baixa ocupação hoteleira. A Belotur tem algum projeto para tentar reverter esse quadro?

Primeiro, estamos investindo na consolidação de um calendário perene de eventos, consistente. Importante ressaltar que estamos trabalhando com o governo do Estado, pois fomentar o turismo regional trará resultados expressivos para a capital. Outra frente de ação é o in-

vestimento no circuito turístico do Sudeste, com Rio de Janeiro, São Paulo e Vitória.

O senhor acredita que o fechamento do Minascentro pelo governo do Estado vai comprometer o desempenho do segmento do turismo de negócios?

A falta de um centro de convenções competitivo dificulta a captação de eventos para Belo Horizonte. Temos uma agenda anual de eventos que pode ser afetada.

A Belotur tem projeto de construção de um centro de convenções na capital mineira?

Essa é uma demanda efetiva. Temos trabalhado ao lado da cadeia produtiva de Belo Horizonte para solucionarmos essa carência.

Há quase dez meses à frente da Belotur, como o senhor avalia sua atuação?

Temos aumentado o diálogo com todo o setor e com a cadeia produtiva. Assim, percebemos alguns avanços importantes, como a consolidação do Carnaval de Belo Horizonte com um dos mais procurados no país, o Arraial de Belo Horizonte, que agora engloba toda uma programação associada, colocando Belo Horizonte entre os principais destinos da época, e o Conjunto Moderno da Pampulha, que, como Patrimônio Cultural da Humanidade, tem incluído Belo Horizonte em um catálogo turístico internacional.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Diamantina (I)

Culinária com criatividade De 27 de outubro a 19 de novembro, a oitava edição do Diamantina Gourmet vai transformar a cidade natal de Chica da Silva na capital mineira da gastronomia. Onze restaurantes da cidade vão oferecer pratos ricos em cheiros e sabores. Cada chef vai ter a missão de rechear suas criações de histórias que remontam à época dos escravos e das pedras preciosas, associando à contemporaneidade da gastronomia mineira.

turismo

Punta del Este

Destino além de consagrados cartões-postais Praias nos arredores de Punta Ballenaconquistamturistas do mundo todoem busca de ambientefamiliar e descontraídono balneário uruguaio Janaína Figueiredo Agência O Globo

MTUR/DIVULGAÇÃO

Diamantina (II)

Evento com toque cultural O festival Diamantina Gourmet contará com uma grande abertura, entre os dias 27 a 29 de outubro, na praça do Mercado Velho, com workshops de culinária e apresentações culturais. Até 19 de novembro, também serão realizadas apresentações culturais no município e a continuidade dos pratos no cardápio do evento. Saiba mais acessando a página do Diamantina Gourmet no Facebook.

O cartão-postal do balneário uruguaio de Punta del Este pode ser o monumento Los Dedos, que marca o começo da praia Brava, uma das mais badaladas da região. Mas Punta del Este vai muito além de seus famosos dedos e tem lugares mais distantes do centro, que proporcionam um ambiente bem mais tranquilo, familiar e descontraído. A praia de Solanas, que fica depois da belíssima Punta Ballena, é uma das opções que vêm se tornando cada vez mais conhecidas, principalmente entre os argentinos, que no último verão lotaram o litoral vizinho – os preços no Uruguai estão mais baixos do que os da costa de seu país. Para quem chega de avião, são apenas cinco minutos de carro. Solanas fica muito perto do aeroporto e a uns 15 km de Punta del Este. Na mesma região, estão os balneários de Portezuelo, Tio Tom e a praia naturista Chihuahua. Todos formam uma enorme orla, que pode ser admirada dos mirantes de Punta Ballena, onde fica o hotel Casapueblo, lugar em que morou e traba-

lhou o artista plástico Carlos Páez Vilaró, já falecido. Naquela estação do calor, esse simpático cantinho do litoral uruguaio fez mais sucesso do que nunca. Muitas famílias argentinas se hospedaram no condomínio Green Park, um dos mais sofisticados de Solanas, e optaram por frequentar as praias mais próximas. A grande atração das épo-

TURISMO DO URUGUAI/DIVULGAÇÃO

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Mirantes de Punta Ballena e praias vizinhas

cas do verão e da primavera, agora em evidência, é o pôr do sol, que acontece por volta das 19h45 (hora local). A maioria das pessoas gosta de chegar na praia depois do almoço e ficar até o sol partir. Muitas vezes, a despedida vem acompanhada de aplausos pelo belíssimo espetáculo que a natureza oferece aos visitantes. As praias por ali são uma espécie de reduto off-Punta. Pouco têm a ver com o clima fashion da cidade e, muito menos, com praias como José Ignacio, a favorita das celebridades argentinas, a uns 40 km de Los Dedos, em direção contrária a Solanas. TURISMO DO URUGUAI/DIVULGAÇÃO

Turistas exploram grutas e recantos da orla em Punta Ballena

JANAÍNA FIGUEIREDO/AGÊNCIA O GLOBO

Você sabia?

Lulas e sushis nos menus

Malas extraviadas Só no ano passado, 21.6 milhões de malas foram perdidas ou entregues com atraso. Ou seja: a cada 1000 passageiros, 6 tiverem suas malas extraviadas. Com o seguro-viagem você não precisa lidar com a companhia aérea, já que a seguradora cuida disso, e ainda complementa o valor indenizado, dependendo do plano escolhido. Acesse o www.segurospromo.com.br e tenha 5% de desconto com o cupom Bagagemsegura.

Chipirones são o destaque entre as especialidades gastronômicas da região

O mais tradicional é o hotel Tio Tom, que tem a vantagem de estar em frente ao mar. São pequenas casinhas, com cozinha e capacidade para até seis pessoas. A decoração não é o forte ali, mas vale, principalmente, pela localização. A gastronomia desse pedacinho do litoral se destaca pelos peixes e frutos do mar. Um dos restaurantes mais conhecidos é o Medio y Medio, que no verão tem shows de jazz com músicos argentinos e uruguaios. Lá, não se pode deixar de pedir os deliciosos

chipirones (lulas cozidas com especiarias) e a pesca do dia. De sobremesa, a torta de maçã com sorvete de creme. A naturista Chihuahua, por sua vez, tem um restaurante muito bom, o único do lugar, onde são feitos chipirones de dar água na boca. O local é muito frequentado por europeus, encantados com o silêncio e o clima zen da última praia desse pedaço da orla. Por ali, há hotéis muito bons, como o Punta del Este Arenas e o Undarius, voltado ao público gay. “Aqui nos sentimos mui-

to à vontade, mais do que em qualquer outra praia do Uruguai e da Argentina”, contam Lucas e Adriano, casal de espanhóis que descobriu e se apaixonou por Chihuahua há dois anos. Claramente, Punta del Este não se limita a Los Dedos e tem muito mais a oferecer, a poucos quilômetros da agitação da avenida Gorlero (principal da cidade), dos restaurantes do porto e das praias mais turísticas. Basta se afastar um pouco e descobrir esse lado diferente e bem mais agradável de Punta.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de outubro de 2017

JANAÍNA FIGUEIREDO/AGÊNCIA O GLOBO

Argentinos celebram custo local

Na tranquila praia Tio Tom, famílias encontram hospedagens próximas ao mar

Serviço Como chegar Aéreo. A Azul tem voos desde BH, com conexão em Campinas, a partir de R$ 1.124. Pela Latam, com conexão em Guarulhos, o bilhete está a partir de R$ 1.226. Tarifas para este mês. Onde ficar Casa pueblo. Diárias a US$ 146 (com café da manhã). clubhotelcasapueblo Green Park. Valores sob consulta: greenpark.com.uy Tio Tom. Semana (18/3 a

25/3) com meia-pensão: US$ 1.162,50. R. Interbalnearia Km 115,5. tiotom.com Punta del Este Arenas. Diárias a US$ 178. Em Chihuahua. puntadelestearenas.com Undarius. Diárias a US$ 45. Calle La Rastrera, Chihuahua. undarius.com Onde comer Medio y Medio. Continuación Camino Lussich. Punta Ballena. medioymedio.com

“O clima aqui é muito relaxado, tem muitas crianças e as praias ficam menos lotadas”, diz a argentina Luciana Gimenez, de 38 anos, que passou duas semanas com o marido e os dois filhos em uma casa alugada, a dois quarteirões do mar. A família só usou o carro para ir ao supermercado e alguns passeios. Segundo Luciana, os quatro gastaram menos do que em qualquer praia de seu país. “O aluguel dessa casa saiu por US$ 2.300, um preço bom”, disse Luciana, que pagou o equivalente a R$ 460 por dia para quatro pessoas. Com uma inflação que quase chegou a 40% em 2016 e, entre janeiro e agosto deste ano, ficou acumulada em 15,4%, a Argentina continua cara para seus moradores. As casas são boa alternativa, sobretudo para famílias com crianças. Mas a região também tem hotéis legais, embora todos simples, à la uruguaia. O Yumbotik é uma das opções mais novas do balneário de Tio Tom. O lugar é pequeno, mas tem as comodidades necessárias: Wi-Fi, TV a cabo, arcondicionado, frigobar e delicioso café da manhã.


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turismo MARKITO/SANTUR/DIVULGAÇÃO

São Paulo (I)

Atrações para chamar turistas Os três últimos meses do ano estão repletos de atrações em São Paulo. As opções vão desde os shows de Paul McCartney (15/10), U2 + Noel Gallagher (19 a 22/10), Popload Festival (15/11), São Paulo Jazz Festival (23 a 26/11) até o Grande Prêmio de Fórmula 1 (10 a 12/11). KEVIN WINTER/AFP

Santa Catarina

Entre goles de cerveja e chucrute Festas de outubro sãoumchamariz para saborear, à vontade, a bebida preferidados brasileiros e conhecer a culturados imigrantes europeus Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

São Paulo (II)

Descontos em hospedagem Para essas atrações, os hotéis Tryp, da rede Meliá, estão oferecendo até 30% de desconto para reservas com antecedência de 30, 60 e 90 dias da data da viagem. São até 20% de desconto na reserva e mais 10% exclusivos para membros do programa MeliáRewards. Inf.: 0800-5913008. MARCELO STAMMER/DIVULGAÇÃO

Uma das três capitais do país situadas em ilhas, Florianópolis – as outras duas são Vitória e São Luís – já se consagrou como destino de praia, que bomba no verão, tomada por banhistas do Brasil todo e de países estrangeiros, principalmente da Argentina. Ao lado do point das estrelas, Jurerê Internacional, a capital catarinense possui mais de cem praias, sendo algumas delas ainda pouco exploradas. Porém, enquanto a estação do calor não chega, Floripa – que é a principal porta de entrada para os demais destinos catarinenses – aposta num projeto que colocou o interior no mapa turístico do país (e mundial): as festas de outubro, que têm na Oktoberfest de Itapiranga a pioneira e, na de Blumenau, a mais concorrida, que perde apenas para o festival da cerveja de Munique, na Alemanha. Para este ano, a estimativa é que essas festas vão atrair ao Estado cerca de 2 milhões de pessoas. “Mes-

mo em um ano economicamente difícil, o turismo segue forte, e as festas de outubro em Santa Catarina são reconhecidas pela qualidade na organização e na diversão”, avalia o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Leonel Pavan.

Gastronomia Referência na produção de ostras, vieiras e mexilhões na costa brasileira, com mais de 90% da produção nacional, a capital catarinense realiza, da próxima quarta até domingo, a 18ª edição da Fenaostra. O evento, que acontece no Mercado Público, promete mais de 100 pratos à base de frutos do mar, além de concursos gastronômicos, workshops, artesanato e atrações artísticas e culturais. A expectativa é de um público de 100 mil pessoas. Perto da capital, a pequena Porto Belo (a 67 km), realiza, de sexta a domingo próximos, o 4º Festival do Camarão, com a tradicional caldeirada de frutos do mar. Em Itajaí (a 96,4 km), acontece, desde quinta-feira e indo até o dia 15, a Marejada, uma festa do pescado com gastronomia de primeira e mais de 100 atrações artístico-culturais.

Iguarias alemãs na Fenarreco PREFEITURA DE ITAPIRANGA/DIVULGAÇÃO

A Fenarreco, que movimenta Brusque – distante 101,1 km da capital – há 32 anos, vai até o próximo dia 15. Seu carro-chefe é o “ente mit rotkohl” (marreco recheado com repolho roxo), assim como outros pratos da culinária alemã, chope, música e danças típicas.

Tiro prorrogado Uma festa que cultiva uma das milenares tradições alemãs, o gosto pela caça, a Schützenfest, cujo ponto alto é um torneio de tiro, acontece desde 2015 no mês de novembro. Em sua 28ª edição, a “festa dos atiradores” de Jaraguá do Sul será, neste ano, entre os dias 10 e 20.

Um café da manhã típico da Oktoberfest de Itapiranga, realizada desde 1978 PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/DIVULGAÇÃO

As festas de outubro são recorde de público no Estado; para este ano, a estimativa é que atrairão cerca de 2 milhões de pessoas Saborear excelentes ostras é a pedida na festa da capital catarinense, que acontece da próxima quarta até domingo


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turismo

O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FESTAS DE OUTUBRO

Pacotes para Blumenau-Pomerode e Florianópolis Operadora: Visual Turismo Informações: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Preço: A partir de R$ 2.177 por pessoa em ap. duplo Pacote: Para Blumenau e Pomerode, com saída em 18/10, inclui aéreo, traslados, três noites no Hotel Porto Sol Ingleses, em Florianópolis, com café da manhã e visitas a Biergarten com Museu da Cerveja, Cristais Blumenau, Escola Superior da

Malte com minicurso de degustação, Cervejarias Bierland (escola alemã) e Cervejaria Container (escola inglesa, com degustação de chope), além de visitas à Vila Germânica em Blumenau (palco da Oktoberfest), Complexo Turístico Thapyoka, na cidade de Timbó, Casa Carl Weege em Pomerode, Portal Turístico e Cervejaria Shorstein. Operadora: Latam Travel Informações: Lojas: BH Shop-

ping (31) 3286-3999, Boulevard Shopping (31) 2515-3310, Diamond Mall (31) 2533-0933 e Minas Shopping (31) 3245-5718 Preço: A partir de 10x de R$ 64,90 (+ taxas de embarque) por pessoa em ap. duplo Forma de pagamento: cartão de crédito, sem juros Pacote: Para Florianópolis, de 13 a 16 de novembro, inclui aéreo e três diárias na pousada Vila Tamarindo Eco lodge, com café da manhã

PREFEITURA DE JARAGUÁ DO SUL/DIVULGAÇÃO

Tradição alemã. Na Schützenfest, em Jaraguá do Sul, moradores e visitantes curtem a prática de tiro, independente da experiência com armas de fogo

Joinville 7 Rio Negrinho 11 Timbó

Treze Tílias 8

SC

2 Itapiranga

9

Blumenau Itajaí

1

Brusque 4

13

6

Porto Belo Florianópolis 5

34ª Oktoberfest Onde: (1) Blumenau Quando: 4 a 22

Tirolerfest Onde: (8) Treze Tílias Quando: 11 a 15

39ª Oktoberfest Onde: (2) Itapiranga Quando: 9 a 15

26º Festa do Imigrante Onde: (9) Timbó Quando: 11 a 15

1ª Oktoberfest Onde: (3) Criciúma Quando: 6 a 8

8ª Heimatfest Onde: (10) Forquilhinha Quando: 12 a 15

32ª Fenarreco Onde: (4) Brusque Quando: 5 a 15

27ª Oberlandfest Onde: (11) Rio Negrinho Quando: 27 a 29

18ª Fenaostra Onde: (5) Florianópolis Quando: 11 a 15 4º Festival do Camarão Onde: (6) Porto Belo Quando: 13 a 15

Festa do Produto Colonial Onde: (12) São Martinho Quando: 27 a 29

Bierville Onde: (7) Joinville Quando: 11 a 14

Marejada Onde: (13) Itajaí Quando: 5 a 15

São Martinho 12

Forquilhinha 10

3 Criciúma


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

DANIEL ZIMMERMANN/DIVULGAÇÃO

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turismo

Cerveja

Festas brasileiras ao estilo de marcantes culturas europeias Inspiradas em versão centenária alemã, asoktoberfests são realmente ocarro-chefedas festividades de outubrono Estadode Santa Catarina Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Em março deste ano, Blumenau ganhou o título de capital nacional da cerveja, em função tanto de sua bem-sucedida oktoberfest, realizada desde 1984, como de sua produção de cerveja, que teve início em 1860. Esse reco-

nhecimento do governo federal fortalece, ainda mais, seu megafestival da cerveja, considerado o segundo maior do mundo, que atrai, a cada ano, um maior público. Nesta edição, são aguardados, até o dia 22, cerca 600 mil visitantes – em torno de 12% a mais que em 2016, quando foi computada a presença, na

festa, de 534 mil pessoas.

Inspiração Seu sucesso inspirou mais festividades (do mesmo gênero ou não) em outras cidades do Estado, que exploram variados traços de cada colônia de imigrantes em Santa Catarina, mas sempre com a cerveja e o chope como elementos em comum. Neste ano, a novidade é a 1ª Oktoberfest de Criciúma, que começou nessa sexta-feira e acaba amanhã. Enquanto a Oktoberfest de Blumenau, autointitula-

da a festa mais alemã das Américas, é a mais badalada do gênero no país, a Oktoberfest de Itapiranga, cidade quase na fronteira com a Argentina, define-se como “berço nacional da oktoberfest” – não por acaso, sua primeira edição foi em 1978. Em todas as oktoberfests, destacam-se, além de cervejas e chopes – distribuídos até em caminhões –, as manifestações culturais alemãs, como dança, folclore e gastronomia típica. A propósito, de maior presença no Estado, a alemã predomina sobre as demais.

Em Blumenau, tradição da prova do serrador (serrar uma tora em menor tempo) PREFEITURA DE ITAPIRANGA/DIVULGAÇÃO

Bailão da Oktoberfest de Itapiranga

Saiba mais Origem real. A Oktoberfest teve origem em 12 de outubro de 1810 em Munique, na Alemanha, com uma corrida de cavalos para celebrar o casamento de Luís I com a princesa Tereza da Saxônia. Com o sucesso, a festa passou a acontecer todos os anos. Curiosidade. A cerveja era proibida nos primeiros anos, sendo servida a partir de 1918. Lacuna. Por causa das guerras e da epidemia de cólera, a Oktoberfest deixou de se realizar 25 vezes. De 1945 até hoje, aconteceu ininterruptamente. Sites: DIEGO MERGENER/DIVULGAÇÃO

Tradições e costumes dos imigrantes em SC As festas de Santa Catarina, que tanto agradam aos visitantes, resultam, na verdade, de um esforço de preservação das culturas de origem de várias nacionalidades que colonizaram o Estado: alemã, italiana, austríaca, polonesa, japonesa, portuguesa e açoriana. Com isso, a Tirolerfest de Treze Tílias (cidade que reproduz da arquitetura dos Alpes aos mínimos costumes da cultura austríaca), de 11 a 15 deste mês, busca resgatar as tradições da região do Tirol. Na Festa do Imigrante, em

Timbó, também de 11 a 15, tem bailes, shows, desfiles, gastronomia e danças folclóricas germânicas. Em sua oitava edição, a festa de Forquilhinha, de 12 a 15, já diz tudo no nome: Heimatfest – Festa das Origens, sendo um culto às tradições das várias nacionalidades radicadas em Santa Catarina. Já a Oberlandfest, de Rio Negrinho, é uma comemoração exclusivamente germânica, assim como a Festa do Produto Colonial, de 27 a 29, em São Martinho, que terá muita música e gastronomia típicas.

Brusque www.brusque.sc.gov.br Florianópolis www.pmf.sc.gov.br/sites/ fenaostra

Neste ano, o circuito de festas de outubro de Santa Catarina ganhou um reforço: a Oktoberfest de Criciúma. Agora, são 13 opções para o visitante

Forquilhinha www.forquilhinha.sc.gov.br Itapiranga www.oktoberfestitapiranga.com.br Rio Negrinho www.oberlandfest.com.br Timbó festadoimigrante.com.br Mais informações: http://turismo.sc.gov.br/atividade/festas-de-outubro/ Castelo-museu da cidade de Treze Tílias, onde ocorre a austríaca Tirolerfest


turismo

9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

FOTOS PREFEITURA DE FLORIANÓPOLIS/DIVULGAÇÃO

Florianópolis

Praias, artesanato e história na concorrida Ilha da Magia O litoral da capital catarinense reúne asmais belas e badaladas praias daregião Sul do país,acervo históricoe peçasartesanais únicas Sem dúvida, o mar é o principal atrativo da Ilha da Magia. Enquanto durante o verão as areias de Florianópolis são tomadas por banhistas de todo o país e da Argentina, no inverno as praias fazem a alegria dos surfistas. Então aproveite para curtir as praias, começando pela Joaquina, considerada santuário dos surfistas pelas ótimas ondas, e com boa infraestrutura. Logo depois está a praia Mole, cuja orla é repleta de bares e restaurantes que promovem música ao vivo e festas com DJs. Na sequência, está a Galheta, uma das mais famosas praias de naturismo do país, aonde se chega por uma trilha de 15 minutos com acesso pela praia Mole. Das praias menos conhecidas, vale visitar Lagoinha do Leste, Naufragados do Sul e Lagoinha da Ponta das Canas. Para as duas primeiras, o acesso se dá por outras duas praias, Pântano do Sul e Caieira da Barra do Sul, respectivamente, que ficam a cerca e 30 km do centro, devendo deixar o carro e seguir por trilhas de, em média, 50 minutos.

O indicado é levar água e lanche, pois não tem restaurantes ou pousadas na área. Já em Lagoinha, a cerca de 35 km do centro (depois da praia de Ponta das Canas), ovisitantepode aproveitarpara passar a noite, pois há pousadas e restaurantes por lá.

Um pouco de história Depois de deixar as malas no hotel, que tal começar o passeio por alguns

marcos da cidade com uma visita ao centro antigo e ao Museu Histórico de Santa Catarina? Trata-se de uma linda construção em frente à praça XV de Novembro. Por ali também estão a Catedral Metropolitana e a Casa da Alfândega, que abriga o projeto Galeria do Artesanato, que reúne cerca de 120 artesãos de várias regiões do Estado. Lá, o visitante pode observar as técnicas de trabalho empregadas pelos artesãos enquanto elaboram suas peças. Para almoçar, a dica é seguir até o Mercado Público. Na praça de alimentação, há restaurantes, inclusive, de frutos do mar. Fora do

Mercado, nas ruas ao redor da praça, o comércio é diversificado, com grandes lojas e venda de artesanato para agradar a diferentes perfis de visitantes.

Bares da lagoa Mais para o fim de tarde e noite, uma opção para ir além das famosas noitadas em Jurerê Internacional, onde algumas casas só funcionam em alta temporada, é o bairro Lagoa da Conceição, com bares e restaurantes em seu entorno. A região é agradável e, para curtir a noite com música e petiscos, boas dicas são The Black Swan Pub e Books & Beers. (Agência O Globo)

Praia da Joaquina: belas dunas e ondas radicais, para alegria dos surfistas

Serviço Ostradamus. Serve ostras de 16 maneiras diferentes, com pratos a partir de R$ 127 (para dois) e a dúzia por R$ 44. Rod. Baldicero Filomeno, 7.640, Ribeirão da Ilha Freguesia Oyster Bar. Camarões, vieiras e mexilhões a R$ 55 (valor médio) por pessoa. R. Quinze de Novembro, 179, Santo Antônio de Lisboa The Black Swan Pub. Rua Manoel Severino de Oliveira, 592. www.theblackswan.com.br Books & Beers. Rua Senador Ivo d’Aquino, 103. www. booksbeers.com.br A Casa da Alfândega (rua Conselheiro Mafra, 141, no centro de Florianópolis) abriga artesãos de todo o Estado; o espaço funciona de segunda-feira a sábado


W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Delta

Vinte anos com festa e bolo O bolo era em formato de avião. Lotado e prestigiadíssimo, o estande da Gol foi o palco da comemoração dos 20 anos da Delta Airlines no Brasil e da apresentação do novo diretor da companhia aérea para o Brasil, Fábio Camargo (ex-TAM). PAULO CAMPOS

turismo Avianca

Abav Expo e Encontro Braztoa

Crescimento de 20%

Mensagens de otimismo para uma feira que ainda enfrenta a crise Menor do que a do ano passado, eventoatraimais de 20mil pessoas e negóciosda ordemde R$ 16milhões “Não foi fácil colocar a feira de pé”. O desabafo do presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MG), Edmar Bull, resume a situação do setor de eventos e feiras no Brasil. Menor do que no ano passado, mas não menos empolgante, a 45ª Expo Abav International, realizada em parceria com o 48º

Encontro da Braztoa, dava sinais de que é preciso repensar o evento. Antes do início da feira, a reunião dos presidentes das 27 Abav estaduais e seus conselheiros sinalizava que mudanças são necessárias para o evento retomar o fôlego. Os defensores de uma feira itinerante, entre eles dirigentes do Rio de Janeiro e Ceará, fo-

ram derrotados pela oposição de Estados como Paraíba e Santa Catarina, que reconheceram não ter infraestruturaparacomportar um evento de tamanho porte. Martelo batido mais uma vez a favor de SãoPaulo, a notícia foi divulgada na abertura da feira pelo prefeito da cidade. João Doria garantiu que o Anhembi, já privatizado, será a nova casa para a 46ª Abav Expo Internacional e 49º Encontro Braztoa no ano que vem. Com os números oficiais ainda não divulgados pela

Abav Nacional, levantamentos preliminares indicam 23.283 participantes, 20.183 visitantes, 3.100 expositores e 6.152 pessoas nas palestras no grande auditório e nas 80 atividades da Vila do Saber, mais uma vez o ponto alto da feira. Para os críticos de plantão, a Abav Expo deste ano deixa um número animador: R$ 16 milhões em negócios para os próximos 12 meses e um recado otimista da palestrante e jornalista Cristiana Lôbo, “o Brasil enfim saiu do sufoco". FOTOS PAULO CAMPOS

MSC

Tarcísio Gargioni, vicepresidente comercial e marketing da Avianca, reforçou o plano de expansão da companhia, com o voo SP-Nova York, os novos Airbus A320neo e frequências em Confins (BH), Navegantes (SC) e Foz do Iguaçu (PR). AVIANCADIVULGAÇÃO

Ricardo Amorim

Aumento de oferta e parceria

Financiamnto de viagens

Adrian Ursilli, diretor da MSC para o Brasil, anunciou aumento de 40% na oferta de cabines para a temporada 2017/2018 e a parceria com a Latam para reprisar a modalidade Fly & Cruise, com pacotes do MSC Musica para várias capitais brasileiras, entre elas BH.

O economista Ricardo Amorim encerrou o ciclo de palestras na Abav Expo com um tom de orimismo: “Preparem-se, porque o financiamento de viagens vai voltar”, lembrando que o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer 1% no primeiro tremestre.

Valter Patriani (CVC), Tarcísio Gargioni (Avianca), Marcelo Sanovicz (Rextur/Advance) e Claiton Armelin (CVC)

Paulo Kakinoff (presidente da Gol Linhas Aéreas) e Eduardo Bernardi (vice-presidente de vendas e marketing da Gol)

AVIANCADIVULGAÇÃO

PAULO CAMPOS

Marta Rossi e Eduardo Zorzanello (Rossi e Zorzanello Feiras, que organiza o Festival de Turismo de Gramado, Festituris)

Marcelo Cohen (diretor da operadora Belvitur Viagens) e Heber Garrido (diretor comercial da rede Transamérica)

MS

Turismo de Luxo

Campanha de marketing

Espaço só para VIPs

Único governador na Abav, Reinaldo Azambuja lançou a campanha Visit MS, com o objetivo de aumentar em 20% o número de turistas no Estado, algo próximo a 1 milhão de visitantes por ano. Hoje, MS é referência em ecoturismo com Pantanal e Bonito.

Não era para qualquer um. O lounge do Turismo de Luxo mostrou destinos e serviços premium. A estreia exibiu destinos, como Mônaco, Riviera Nayarit, Puerto Vallarta, Lucerna, Noruega e Seychelles, poucos nacionais e as empresas Líder Aviação Executiva e Mobility.

Luigi Rotunno (presidente da Associação Brasileira de Resorts, ABR) e Renata Righi (diretora comercial do La Torre)

Roberto Vertemati (diretor comercial do parque Beto Carrero World) e Arnaldo Dias (Santa Catarina Turismo, Santur)

CHICO RIBEIRO/DIVULGAÇÃO

GRUPO RADAR/DIVULGAÇÃO

Da Clia Abremar, Marcos Ferraz (presidente) e Flávio Peruzzi (diretor de relações institucionais da entidade)

Da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav-MG), Lúcio Ribeiro, Dulce Dellaret, Carlos Correia e José Maurício


11 W

O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte 7 de outubro de 2017


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

sua melhor viagem

Encantos do oeste canadense e do Alasca ALBERTO ANTONINI/ARQUIVO PESSOAL

Alberto Antonini, viajante ávido por novasaventuras e destinos únicos, fala desua experiênciasingular pela costaoeste do Canadá e pelo Alasca Viajar é um ato sagrado para mim. Tenho como objetivo conhecer pelo menos um lugar por cada viagem. Posso até repetir destinos, mas sempre acrescento alguma novidade. Estar em lugares onde nunca estive, pisar em amientes cheios de história, enfim, conhecer mais um pouco desse “pequeno grande mundo”. Considero o oeste canadense uma das regiões mais belas do mundo, com cidades e natureza exuberantes, um roteiro que de-

ve ser feito entre meados de maio até meados de outubro para aproveitar toda a beleza natural da região. Foi um dos destinos que conheci há alguns anos e retornei algumas vezes. Na última vez em que lá estive, inclui um cruzeiro ao Alasca (EUA), destino desconhecido dos brasileiros (a maioria das pessoas o relaciona apenas com frio intenso), mas que é uma localidade belíssima, com paisagens diferentes e deslumbrantes, a ser visitada de junho a setembro devido ao inverno rigoroso.

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3. Jasper. Ao partir de Banff em direção a Jasper (hospedagem por duas

noites), percorre-se uma estrada cênica, considerada uma das mais belas do mundo: Icefields Parkway, com vários mirantes de parada obrigatória. Essa estrada atravessa o parque nacional e tem somente um posto de abastecimento. No trajeto, pode-se visitar o Columbia Icefields, onde faz-se um passeio em um ônibus especial (snowcoach) no Glacial de Athabasca, além da nova atração, a Skywalk, uma passarela de vidro sobre um despenhadeiro. Em Jasper há muitas atrações, como Patricia Lake, Maligne Canyon, Medicine Lake e gôndola de Jasper, que leva a uma alta montanha, de onde se avista o Mount Robson, o mais alto da região. Um charme é fazer a viagem de Jasper a Vancouver no trem panorâmico Rocky Mountaineer, com opções de cabines com leito ou poltronas.

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1. Calgary. Iniciei a viagem em Calgary, na província de Alberta, onde aluguei um carro e, depois de uma viagem de 140 km pela excelente autoestrada Transcanadá-001, cheguei à bela cidade de Banff, localizada no Parque Nacional de Banff. Na entrada do parque, compra-se um selo válido para transitar na região durante sua permanência – no guichê de venda, ainda são repassadas informações sobre a fauna do parque, além das regras e dos cuidados a serem tomados durante a visita.

2. Banff. Considerada um dos Patrimônios Mundiais da Unesco, Banff é uma cidade pequena com uma excelente estrutura para o turismo. Vale ficar lá por três noites para fazer os diversos passeios da região durante o dia e, mais tarde, aproveitar os bons restaurantes e bares. Dentre as atrações, estão subir de teleférico a Sulphur Mountain, de onde se tem uma bela vista da região; curtir as águas quentes de Banff Upper Hot Springs; pegar a Bow Valley Parkway, estrada cênica no Parque Nacional para apreciar a região; e visitar Johnston Canyon e Lake Louise, com o maravilhoso lago e o luxuoso Hotel Fairmont Lake Louise. Há dois lagos em Banff que considero os mais bonitos: Lake Morraine, com águas esverdeadas, cercado de montanhas nevadas, no qual é possível fazer uma trilha, e Peyto Lake, com águas verde-claras, e acesso pela bela estrada Icefields Parkway. Recomendo visitar também o Parque Nacional de Yoko com lago Esmeralda. Durante os passeios, avista-se ursos, cabritos-monteses, alces, cervos e outros animais em seu habitat natural. Lembre-se de que o parque não é um zoo. É importante lembrar que você estará interagindo com natureza pura. É comum vermos carros parados nos acostamentos e turistas com câmeras, apreciando animais que passeiam livres no local.

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5. Alasca. Considero o Alasca como um destino troféu: desde crianças ouvimos falar sobre a região inexplorada, de frio intenso, corrida do ouro e que poucas pessoas conhecem – ou seja, um destino que mexe com a nossa imaginação. Pela logística, optei por um cruzeiro de sete noites, saindo e retornando a Vancouver. Visitamos a capital do Alasca, Juneau, fizemos passeios de barco para ver baleias, glaciares majestosos e fauna abundante. A viagem prossegue até Skagway, cidade que prosperou na corrida do ouro, com suas calçadas de madeira, o Red Onion Saloon, famoso cabaré da época, passeio no White Pass Yukon Route Railway, uma linha de trem que percorre o caminho daqueles que exploravam o ouro, e, entre outras atrações, o Klondike Gold Rush National Historical Park.

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4. Vancouver. Maior cidade da Colúmbia Britânica, Vancouver é uma atração à parte. Cidade cosmopolita, com inúmeras atrações, abriga um dos maiores parques urbanos do mundo, Stanley Park. Visite o centro da cidade, Campilano Bridge, uma ponte suspensa, e Grouse Montain, onde se tem uma excelente vista panorâmica. Três noites lá são o ideal para visitar suas principais atrações, além da ilha de Vancouver e da capital da província, Victoria, onde estão os famosos Jardins de Butchart. Vancouver é um dos pontos de partida para o Alasca – então, aproveite que, na temporada, tem saídas semanais de navios para lá e conheça também esse belo destino.

6. Aurora boreal. O navio continuou seu trajeto, numa noite em que fomos brindados com a aurora boreal e chegamos na manhã seguinte à “capital do salmão”, Ketchikan. Um passeio inesquecível foi o de hidroavião, quando avistamos um urso na montanha e pousamos em um lago, onde, em um raio de 50 km. não se via viva alma, uma experiência única. Lá, visita-se ainda o Misty Fjords, local que tem objetivo recuperar ursos feridos e devolvê-los ao seu habitat. Durante o cruzeiro, navega-se pelo Glacier National Park (um especialista embarca no navio e passa aos viajantes as informações sobre o parque) para avistar os majestosos glaciares e a fauna local, um espetáculo à parte. Para finalizar o roteiro, fomos agraciados com mais de cem golfinhos pulando em volta do navio e muitas baleias. Um roteiro realmente encantador, que vale muito a pena conhecer.

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Se quiser compartilhar sua viagem dos sonhos, favor nos enviar texto, conforme modelo, e fotos para os e-mails paulocampos@ otempo.com.br ou taniaramos@ otempo.com.br


W Transporte. Citroën lança neste mês inédito furgão no Brasil. Páginas 20 e 21

ZF/DIVULGAÇÃO

W Moto. Scooter de três rodas é fenômeno de vendas na Europa. Páginas 22 e 23 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 7/10/2017

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Admirável mundo novo Grupo alemão ZF cria carro autônomo que evita até distrações do motorista. Páginas 18 e 19 ALEXANDRE CARNEIRO

Toro Freedom combina tração 4x4 com câmbio automático Opção intermediária na linha da picape Fiat, equipada com motor 2.0 turbodiesel, apresenta boa dirigibilidade tanto no asfalto quanto na terra. Páginas 16 e 17


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interCâmbio

O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Raimundo Couto

raimundocouto@otempo.com.br

A volta dos que não foram Desde meados dos anos 60 até o fim dos anos 80, as importações estavam fechadas no Brasil. Em um mercado ávido por novidades, várias empresas brasileiras surgiram, como a Bianco, de Tony Bianco, que produzia seus automóveis “fora de série”, como eram conhecidos popularmente esses esportivos, à imagem e semelhança dos originais europeus. Vale lembrar que a similaridade com os bólidos do Velho Continente começava e terminava na aparência. No Brasil, a mecânica e o chassi eram quase sempre da Volkswagen. Na Europa, a esportividade fazia parte do contexto, e o destaque eram sempre os motores de alto desempenho. Outro exemplo da mesma época é o Farus. Projetado e construído em Minas Gerais, o

modelo diferenciava-se de seuspares por utilizarmecânica dos Fiat Rally e GLS, que era “empurrado” por um motor de 1.300 cc. Outros modelos também valem a lembrança. Um deles é o Miura, que, em sua versão top de linha, já contava, naquela época, com portas abertas por controle remoto. Nos para-choques dianteiro e traseiro, uma luz neon avisava de longe que um Miura estava chegando. Em uma de suas últimas safras, o Miura saiu da fábrica com um portaarma, uma espécie de coldre no painel da porta. O outro é o Santa Matilde. O modelo era fabricado por uma empresa paulista que produzia vagões para linha férrea. Com a crise, e a demanda cada vez menor nesse ramo, ela decidiu diversificar e produzir um esportivo. Daí nasceu o Santa Matilde, o pri-

WAltas Rodas No último dia 26, a equipe de comunicação da Nissan do Brasil, jornalistas mineiros e colaboradores da concessionária Nissan Carbel Japão, na avenida Barão Homem de Melo, se confra-

meiro a ter motor seis cilindros do Opala 4.100. Imagine um propulsor desse tamanhoemumesportivo comcarroceria de fibra de vidro. Mas, entre tantos esportivos nacionais surgidos, nenhum marcou tanto a história como o Puma. Esse, sim, deixou muitos aficionados saudosistas. E não sem motivo. A marca entrou para a história como a empresabrasileira que produziu o maior número de automóveis esportivos. Além do mercado nacional, exportou seus produtos para vários países mundo afora. Ainda hoje, o Puma tem uma legião de fãs-clubes por todo o país. A boa nova é que ele está de volta. Em comum com o modelo do passado, apenas o nome e a proposta. Para comemorar os 50 anos dessa história, completados em 2014, a Puma anunciou a produção de dez unidades do

PUMA/DIVULGAÇÃO

“Cada uma das dez unidades desta nova versão do Puma será oferecida por R$ 150 mil, mas com a possibilidade de financiá-lo em 15 parcelas de R$ 10 mil. Alguém se habilita?”

novo Puma, o GT 2.4 Lumimari. Feito com carroceria reforçada em fibra de vidro e chassi tubular em aço-carbono, a série limitada do novo esportivoserá vendida em dezembro. O carro pesa apenas 915 kg e será equipado com motor traseiro central de quatro

cilindros, flex, com 183 cv. O câmbio é manual de seis marchas, bem ao estilo de um esportivo. O teto é rígido e removível. Por dentro, o esportivo terá um acabamento “de raiz”, bem simples. De moderno mesmo, só a central multimídia touchscreen.

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

ternizaram para a abertura da “Expedição Nissan: À procura do início do Brasil”. O projeto foi criado para ajudar a divulgar os principais sítios de arte rupestre do país, alguns deles entre os EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

mais antigos e importantes do mundo, e passou por Minas Gerais e outros Estados brasileiros como Piauí e Goiás. O veículo escolhido para cumprir cada etapa da missão foi a nova Nissan

Frontier, lançada no Brasil em março. A picape japonesa se destaca pela robustez, força e dirigibilidade.

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Mais sobre a passagem da “Expedição Nissan” por Minas na página 3 EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Nova Nissan Frontier desbravou sítios arqueológicos em MG EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Alexandre Carvalho, Viviany Costa (Carbel) e Rogério Louro (Nissan)

Equipe de colaboradores da Carbel Japão durante o coquetel Quarteto de jornalistas automotivos: Humberto Alves Pereira Filho, Emílio Camanzi, Luis Otávio Pires e Carlos Eduardo Silva EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Adrielly Conrado, Jacqueline Nunes e Isabela Ferreira, da concessionária Carbel Japão

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Dupla de jornalistas do setor automotivo no evento: Thiago Ventura e Amintas Vidal


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

FOTOS NISSAN/DIVULGAÇÃO

Expedição Nissan

Viagem

As rotas percorridas testaram para valer a robustez da 12ª geração da Frontier

pela história Nova Frontier supera obstáculos à procurado início do Brasil e vai aos principaissítios de arte rupestredo país;jornadacomeçou porMinas Joana Suarez Com a missão de conhecer e mostrar o início do Brasil, a montadora japonesa Nissan começou uma expedição pelo país para desvendar as marcas deixadas pelos povos pré-históricos há mais de 6 mil anos. E a jornada de volta no tempo teve sua primeira etapa em Minas Gerais, pertinho da capital mineira, nas regiões metropolitana e Central, onde há mais de 200 sítios arqueológicos.

A bordo de picapes Nissan Frontier, os expedicionários (jornalistas e convidados) partiram, por três dias, em busca de vestígios deixados pelos primeiros habitantes de nossa terra em Serra do Cipó, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo e Matozinhos. O grupo percorreu estradas offroad com diversos obstáculos para chegar aos sítios de arte rupestre em Minas, alguns deles entre os mais antigos e importantes do mundo. Algumas das pinturas chegam a ter 12 mil anos. O

projeto “Expedição Nissan: À procura do início do Brasil” vai percorrer caminhos de diferentes regiões do país. A próxima etapa será no Piauí, em novembro. Em Minas, o projeto ocorreu de 27 a 29 de setembro, e os expedicionários tiveram como guia dessa aventura pelo princípio dos homens a arqueóloga e historiadora Alenice Baeta, que tem pós-doutorado no tema. “Esses sítios que a expedição está percorrendo em Minas Gerais têm pinturas, gravuras e incisões

que fazem parte de um acervo milenar, um grande patrimônio”, explicou ela. Outro apaixonado por história, o diretor de comunicação corporativa da Nissan do Brasil, Rogério Louro, conta que a ideia de uma expedição temática veio para valorizar toda a riqueza da história do Brasil e ajudar a divulgála e valorizá-la. “Poderíamos mostrar nossos produtos de outra forma, mas acreditamos que podemos fazer isso também apoiando a cultura”, afirmou Louro.

Uma das centenas de pinturas rupestres preservadas, na região da Serra do Cipó, visitadas durante a expedição


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super motor

Avaliação

Opção 4x4 pouco mais acessível FiatToroFreedom2.0turbodieselentrega câmbio automáticoe sistemade tração integral porpreço levementeinferior ao da versão top delinha Volcano Alexandre Carneiro Até muito recentemente, quem quisesse uma picape Toro com motor a diesel e câmbio automático podia optar unicamente pela versão top de linha Volcano, cujo preço, de R$ 131.940, é acessível para poucos. Todavia, na linha 2018, a Fiat democratizou um pouco essa configuração mecânica e passou a ofertá-la também na versão Freedom, que é R$ 13,2 mil mais em conta. O pacote de equipamentos, claro, não é tão generoso como o da versão mais cara,

mas, mesmo assim, traz todo o conteúdo essencial. Há arcondicionado manual, direção elétrica, computador de bordo, travas e vidros elétricos, retrovisores com ajuste e rebatimento elétricos, sistema de áudio com entradas USB e Aux, viva-voz Bluetooth e função Audio Streaming, cruise-control, controlador de velocidade em descidas, assistente de partida em rampas e controles eletrônicos de estabilidade e tração, além dos obrigatórios airbags frontais e freios ABS. A central multimídia, que tem tela touch de LCD

6,2 polegadas com navegador GPS, TV digital e câmera de ré, é opcional. Outros itens, como rodas de liga leve, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura, sensores de chuva e crepuscular e retrovisor interno eletrocrômico, teto pintado de preto e sistema de monitoramento da pressão dos pneus, também são vendidos à parte. Completa, inclusive com pintura metálica, a picape vai para R$ 131.773, praticamente o mesmo preço da versão top de linha. A parte mecânica já é conhecida: a Toro Freedom é

empurrada pelo motor 2.0 a diesel, com 16 válvulas, injeção direta e turbocompressor de geometria variável, capaz de render 170 cv de potência a 3.750 rpm e 35,7 kgfm de torque a 1.750 rpm. O câmbio automático tem nove marchas e é associado a um sistema de tração 4x4 permanente. A suspensão é independente nas quatro rodas, com conjuntos do tipo McPherson na dianteira e multilink na traseira.

Dirigibilidade Esse conjunto mecânico dá à Toro um desempenho interessante. Na cidade, a picape é ágil em retomadas e não perde o pique diante das ladeiras. Em percursos rodoviários, é possível fazer ultrapassagens sem sustos e deixar caminhõese outros veículos mais lentos para trás em aclives. O câmbio automático opera com suavidade, mas a central eletrônica nem sempre faz as trocas de marchas nos momentos apropriados. Em viagens, o grande número de velocidades da transmissão faz o motor trabalhar em giro baixo, proporcionando silêncio a bordo. Graças a sua arquitetura do tipo monobloco, a Toro proporciona boa estabilidade em curvas apesar de ter altura elevada, e o rodar é suave, considerando-se a capacidade de carga do veículo: não há transferência exagerada das imperfeições do solo para o habitáculo. Os freios, que utilizam discos ventilados na dianteira e tambores na traseira, trabalham de maneira adequada, mas não chegam a apresentar resultados excepcionais. A picape também obteve índices satisfatórios de consumo. A reportagem aferiu 8,6 km/L no ciclo urbano e 13,5 km/L no rodoviário.

Rodas de liga leve são calçadas com pneus 225/65 R17

Paddle shifts no volante permitem que o motorista troque as marchas de modo sequencial


super motor

17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO

Habitabilidade semelhante à do restante da gama

R$

O interior da Toro Freedom 4x4 automática é idêntico ao das versões homônimas equipadas com outras opções de motorização. Isso significa que o habitáculo é agradável, com acabamento correto. O material predominante a bordo é o plástico rígido, comum em picapes, mas os encaixes bem-feitos e a diversidade de cores e texturas dos revestimentos afastam o aspecto de simplicidade. Fiat Toro Freedom A ergono4x4 automática mia é bem-resolvida, e, com exceção das dimensões

120.890

No mercado há cerca de um ano e meio, picape ainda tem design atual

da carroceria, não há diferenças em relação a dirigir um SUV médio. O motorista conta com um volante de pegada correta, ajustável em altura e profundidade, além de um banco também regulável em altura, que acomoda o corpo com conforto. O espaço interno é amplo para quatro pessoas, e mesmo com cinco a bordo não chega a existir aperto excessivo. A boa área envidraçada, além de favorecer a visibilidade, ainda amplia a sensação de amplitude. Todos os ocupantes, inclusive o do centro do banco traseiro, contam com apoios de cabeça e cintos de três pontos. O habitá-

culo traz ainda muitos porta-objetos, e, opcionalmente, é possível dispor de mais um, que ocupa o espaço abaixo do encosto de braço para o motorista; esses dois itens são oferecidos juntos. A caçamba tem 820 L, volume coerente com o porte e a proposta do modelo. A tampa é bipartida em duas folhas, que se abrem lateralmente, diferentemente da maioria das picapes, que têm um componente único que se movimenta para baixo. A capacidade de carga é de exatos 1.000 kg, mas esse valor inclui também o peso dos ocupantes da cabine. (AC)

Ficha técnica Motor: Dianteiro, transversal, 1,956 L, com quatro cilindros em linha e 16 válvulas, sobrealimentado por turbocompressor. Potência: 170 cv a 3.750 rpm. Torque: 35,7 kgfm a 1.750 rpm. Transmissão: Câmbio automático de nove marchas e tração 4x4. Freios: Discos ventilados na frente e tambor atrás, com ABS. Dimensões: 4,915 m de comprimento; 1,844 m de largura; 1,743 m de altura e 2,990 m de distância entre-eixos. Peso: 1.871 kg.

Picape apresenta bom comportamento na terra O sistema de tração integral da Fiat Toro Freedom é do tipo permanente, ou seja, não pode ser desligado. Porém, o motorista pode escolher entre três programas de funcionamento, acionados por meio de um seletor no console: Auto, 4x4 e 4x4 Low. No primeiro, é a eletrônica que determina como será a distribuição da tração, que pode se concentrar, por exemplo, na dianteira, quando não há demanda da atuação do eixo traseiro. No segundo, todas as rodas permanecem motrizes, mas em proporção determinada de maneira automática. No terceiro, o câmbio se mantém

sempre em primeira marcha, para emular o efeito de uma reduzida. O Super Motor submeteu a Toro a um trajeto offroad, percorrido sem grandes dificuldades. O maior desafio para a picape foi um aclive acentuado de terra, transposto com o seletor de tração no modo 4x4. Os pneus patinaram bastante, mas o obstáculo foi superado. Outra ressalva vai para o entre-eixos muito longo, de 2,99 m, que tocou o solo em algumas lombadas elevadas. Porém, o vão livre de 20,2 cm manteve os balanços dianteiro e traseiro a salvo de esbarrões em valetas e desníveis. (AC)

Decoração externa traz elementos típicos de caminhonetes, como racks no teto e molduras plásticas nos para-lamas


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Mercado

Renault Kwid na vice-liderança Com apenas um mês de vida, o Renault Kwid já é o segundo carro mais vendido do Brasil. Foram 10.359 unidades em setembro, desbancando inclusive o HB20, que fechou o período na quarta posição, atrás também do Ford Ka (8.727). O Kwid fica atrás apenas do Chevrolet Onix – que teve 17.236 unidades comercializadas no mês passado. Os números excelentes da Renault não incluem as unidades encomendadas do Kwid no período de pós-venda do compacto. RENAULT/DIVULGAÇÃO

Mais barato

Fiat lança o Argo na Argentina

super motor Inovação

Assim será o futuro da mobilidade Empresa alemã ZF desenvolve carroautônomoe apresentafuturas tecnologiasde segurança automotiva capazesde reduzir drasticamenteos acidentes de trânsito Raimundo Couto De Frankfurt

Como será o amanhã? Enquanto não é possível responder essa pergunta, algumas empresas visionárias seguem investindo em tecnologias que permitem, cada vez mais, a busca da automação. Entre elas surge a alemã ZF, uma grande companhia do setor automotivo que conta hoje com 137 mil colaboradores alocados em suas 230 plantas industriais espalhadas por 42 países. Durante o último

Salão do Automóvel de Frankfurt, na Alemanha, ocorrido em setembro, a ZF destacou-se ao apresentar avanços concretos na pesquisa de soluções para condução autônoma de veículos, para que, em futuro breve, possamos zerar os riscos de acidentes nas cidades e estradas pelo mundo. Em um grande e interativo estande, a ZF proporcionou aos interessados no conhecimento das novas tecnologias. Foi uma verdadeira aula, com muita didática para apresentar não só os

avanços em suas pesquisas de desenvolvimento, mas também o portfólio dos produtos já disponíveis para que as montadoras possam aperfeiçoar seus projetos de carros autônomos. Essas novas tecnologias puderam ser comprovadas in loco pelo Super Motor em uma área externa do Salão de Frankfurt, onde a ZF montou sua pista de testes. Após a explanação dos engenheiros da ZF, que nos mostraram em detalhes todo o processo de funcionamento do veículo autôno-

mo, foi a hora de experimentarmos na prática a sensação de ter participado de um filme de ficção em que o protagonista era o protótipo “Vision Zero Vehicle”.

Andando sozinho Ao volante, um engenheiro alemão da ZF nos dava as boas-vindas ao Vision Zero explicando o que encontraríamos logo ao dar partida no carro do futuro. Tudo muito controlado e cronometrado com monitoramento externo. Depois de um sinal positivo para a largada, o motor elétrico foi acionado, e automaticamente os cintos de segurança, que a essa altura já estavam afivelados, receberam uma carga elétrica que nos prendeu ainda mais ao encosto de cabeça. Nos primeiros metros, o motorista ainda conduziu com as mãos no volante a trajetória do carro. Depois, no local apropriado para a exibição das novas tecnologia, mas passamos literalmente a ser conduzidos pelo carro, que dirigia sozinho.

W

O jornalista viajou a convite da Anfavea

A Fiat lançou o Argo, na última semana, na Argentina. O modelo produzido na fábrica da montadora, em Betim, desembarcou no país vizinho em quatro versões e sem a opção com motor 1.0. Por lá, a gama do Argo começa pela versão Drive 1.3 Firefly, de 99 cv e câmbio manual de cinco marchas, que sairá para nossos hermanos por R$ 53 mil. A mesma versão aqui sai hoje R$ 900 mais cara. A versão esportiva 1.8 HGT, top de linha, é só com câmbio manual e sai por R$ 67 mil (368 mil pesos).

A partir de 2020

Peugeot fará picape média O Grupo PSA (PeugeotCitroën) anunciou que desenvolverá uma nova picape média, em parceria com a chinesa Changan, para ser comercializada na China e nos mercados globais da Peugeot a partir de 2020. Ainda é muito cedo para garantir que o novo modelo vai chegar ao Brasil. Mas como o segmento está “bombando”, é bem provável que isso aconteça.

Uma das novas tecnologias da ZF inibe o motorista de invadir o sentido contrário da via

Avançado detector de distração monitora as reações do motorista

À prova de distrações e barbeiragens A pista de testes da ZF contava com áreas determinadas para execução de vários exercícios para demonstrar as novas tecnologias de condução autônoma que deverão ser implementadas nos automóveis até 2020. Entre elas estavam o “Driver Distraction Assist”, que evitará acidentes causados por distração ao volante, e o “Wrong-way Inhiibit”, que inibe que o moto-

rista trafegue pela contramão. O primeiro sistema conta com uma câmera, com tecnologia a laser, responsável por fazer o monitoramento tridimensional do posicionamento da cabeça do condutor. Isso significa que, assim que o sistema percebe que o condutor desvia os olhos do para-brisa, imediatamente soa um alerta com indicações visuais no display central, sinais

acústicos e tensionamento no cinto de segurança. Paralelamente, o carro assume a direção mantendo-se na faixa de rolagem não importa se, neste momento, o veículo estiver fazendo uma trajetória em curva. Se o condutor continuar distraído, o sistema reduz a velocidade até estacionar o carro por completo em uma área sem risco de acidentes.

A outra tecnologia, que inibe o motorista de invadir a contramão, chega a ser impressionante. O sistema entra em ação assim que o condutor liga a seta e o volante se vira em direção à rua que não pode ser acessada. Assim que o veículo identifica a placa de sinalização indicando que é contramão de direção, os alertas sonoros no painel começam, e o cinto de segurança dá uma

“travada”, como se estivesse avisando o motorista sobre o perigo. Tomado pela eletrônica, caso o motorista insista em seguir pela contramão, o carro autônomo trata não só de parar o veículo automaticamente, como também acionar o piscaalerta como forma de aviso aos demais automóveis que por ali trafegam. Sensacional! (RC)


super motor

19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

FOTOS ZF/DIVULGAÇÃO

Protótipo provou que os carros que dirigem sozinhos estão cada vez mais perto de ganharem o mercado

Protótipo também conta com várias tecnologias atuais O protótipo da ZF vai muito além destes complexos sistemas de condução autônoma. Ele é dotado de muitas tecnologias a serviço da segurança e muitas delas podem ser imediatamente aplicadas aos automóveis em linha atualmente, como o cinto de segurança ativo e assistente para frenagem de emergência, que se trata de um recurso autônomo que mantém o veículo trafegando dentro da faixa. Além disso, o carro conta com um sistema que garante distância segura do veículo que vai à frente, amortecedores eletrônicos e rodas traseiras que esterçam para facilitar manobras, lembrando os carrinhos de controle remoto. O motor que empurra toda essa parafernália eletrônica tem 200 cv de potência, e é

100% elétrico, portanto, zero em emissões, tudo isso movimentado por uma transmissão de velocidade em dois estágios. Ao fim da apresentação, o protótipo “Vision Zero Vehicle” estacionou no mesmo local da partida, deixei seu habitáculo – que parece uma nave espacial –, com tantas informações distribuídas em telas enormes, inúmeras câmeras a vista e outras tantas sem alcance da visão – com uma certeza: nunca uma nota zero foi tão desejada assim na história, afinal, para conseguir cravar zero em número de acidentes e emissões de poluentes, só mesmo uma empresa com os pés no presente e os olhos no futuro. E, para a ZF, ele já chegou. (RC)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

super motor

Transporte

Francês com

Capacidade de carga útil do novo furgão é de 1.500 kg

sotaque portenho Importado do Uruguai, Citroën lança no Brasil na próximasemana ofurgão Jumpy; modelocom motor 1.6 turbodiesel,de 115cv, temvendas consagradasna Europa Da redação O Citroën Jumpy será lançado no Brasil na próxima semana. O furgão comercial com preço a partir de R$ 79.990 tem duas versões de acabamento, ambas com carga útil de 1.500 kg e compartimento de carga para 6,1 m³, podendo chegar a até 6,6 m³ com o acessório Moduwork, que permite levantar o assento lateral do passageiro contra a divisória e, assim, abrir espaço para transportar objetos de até

4 m de comprimento no assoalho plano. Além disso, o rebatimento do encosto do banco central forma um escritório móvel, que transforma a cabine em um verdadeiro ambiente de trabalho. O modelo tem 5,3 m de comprimento e entre-eixos de 3,27 m. A altura de 1,93 m permite a entrada em garagens subterrâneas, enquanto a porta lateral deslizante facilita o acesso ao compartimento de carga e o carregamento por empilhadeiras. As possibilida-

R$

des de transformações da carroceria atendem segmentos de logística, food truck, medical service (ambuCitroën clo mislância e remoções), Jumpy Furgão to com acessibilidade, escoapenas lar, pet etc. um tanque. O novo motor 1.6 L turO câmbio manual de seis bodiesel Blue HDI fornece marchas, o conjunto de sus115 cv de potência e tem pensões adaptado à realidatorque de 30 kgfm. De acorde brasileira e a direção predo com a Citroën, o motor cisa também contribuem é o mais econômico de sua para um comportamento categoria e assegura autonomia de até 820 km em cidinâmico superior.

79.990

Equipamentos O Jumpy incorpora itens como controle de estabilidade, assistente de partida em rampas, limitador e controlador de velocidade, ar-condicionado e volante com regulagem de altura e distância. O veículo soma mais de 600 mil unidades comercializadas em todo o mundo des-

de a sua primeira geração e inúmeros prêmios em seu segmento. O Jumpy desembarca por aqui importado do Uruguai. Além dele, o novo Peugeot Expert, do Grupo PSA, é montado pela Nordex, fabricante local do Kia Bongo, que firmou uma parceria com o Grupo PSA em março deste ano.


super motor FOTOS CITROËN/DIVULGAÇÃO

21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Educação

Volvo lança guia contra acidentes Com objetivo de propagar o conceito de zero acidentes com seus veículos, o Grupo Volvo está lançando o “Guia Zero Acidentes” para transportadores, embarcadores e outras empresas que atuam no setor. A ideia é baixar tanto o número quanto a gravidade dos acidentes rodoviários registrados no Brasil.

Modelo vem de série com controle de estabilidade e de tração e assistente de partida em rampa

Nova fonte

Etanol com melaço de soja

Grupo PSA faz aposta no segmento Nova leva. O Citroën Jumpy é o primeiro dos novos modelos que fazem parte da ofensiva do Grupo PSA para o segmento dos utilitários leves. O cronograma prevê o lançamento de pelo menos seis novos

utilitários no Brasil até o fim de 2018. Além do Jumpy, estão previstos os novos Citroën Berlingo e Jumper, o Peugeot Expert e as renovadas gerações do Partner e Boxer, já à venda na Europa.

Acessório Moduwork permite transportar objetos com até 4 m de comprimento no assoalho plano

A Caramuru Alimentos, empresa que produz proteína concentrada de soja, passará a produzir etanol a partir do melaço. Pioneiro no país, o projeto se tornou viável graças ao financiamento de R$ 69 milhões da Finep. A fábrica terá a capacidade de produzir 6,8 milhões de litros de etanol por ano.


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

super motor FOTOS PIAGGIO/DIVULGAÇÃO

Triciclo

Um italiano bem diferentão Com duas rodas dianteiras, Piaggio MP3 300 LT Yourban ganhaem segurança e conforto com novosequipamentos eletrônicos Márcio Maio Auto Press

Muitos são os fatores que favorecem os scooters no mercado nacional. Caso, por exemplo, das discussões sobre mobilidade urbana e da preocupação com emissões de poluentes. Se acrescentar escudo de proteção e lugar para bagagem às características de praticidade e agilidade típicas das motos já aumenta o poder de atração desses veículos,

a promessa de maior conforto, pela presença de uma segunda roda na dianteira – que dispensa a necessidade de colocar o pé no chão mesmo parado –, fez do Piaggio MP3 300 LT um fenômeno no mercado europeu. O lançamento do MP3 aconteceu em 2006, reconhecida como o primeiro scooter de três rodas do mundo. O motor tem 300 cilindradas e o MP3 300 é encontrado em duas plataformas, longa e curta. As maiores são repre-

Tecnologia Interatividade. O pacote multimídia traz conexão do smartphone ao sistema eletrônico de bordo, o que permite exibir dados como velocidade, rotação, potência do motor e torque em tempo real. Também é possível checar dados da maneira de conduzir do piloto, como aceleração em linha reta, inclinação nas curvas, consumo de combustível e velocidade média, entre outros dados. O telefone ainda pode ser usado para exibir mapas e rotas ou para localizar, por exemplo, postos de gasolina ou serviços de suporte mais próximos.

Modelo italiano é pioneiro no uso de duas rodas dianteiras em um scooter sentadas pelas versões Sport e Business, com carroceria de 2,22 m. Já os modelos Yourban LT e Yourban LT Sport têm 2,04 m de comprimento. O visual tem apelo mais esportivo e, fazendo jus à tradição da Piaggio, o design ressalta a imponência e a elegância características da marca.

Destaca-se no MP3 300 o alto nível de segurança. A começar pelos sistemas ABS e ASR, de antitravamento e de controle de tração das rodas, respectivamente. De acordo com a Piaggio, graças aos dois conjuntos de rodas e pneus dianteiros, o scooter é capaz de entregar o dobro da capacidade de frenagem em

comparação a uma moto convencional, além de maior estabilidade nas curvas, melhor aderência lateral e menor risco de derrapagem. O motor, de 300 cm³, com injeção eletrônica e único cilindro, entrega até 23 cv a 7.250 rpm e torque máximo de 2,45 kgfm a 5.750 rpm.


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de outubro de 2017

Ducati

Motor quatro cilindros inédito A Ducati revelou um motor quatro cilindros para uma de suas motos superesportivas. O Desmosedici Stradale será um propulsor V4, derivado da MotoGP, e que vai equipar a nova Panigale V4, que será revelada durante o Salão de Milão (EICMA), na Itália, em novembro. Com 1.103 cm³, o motor tem 210 cv de potência a 13 mil rpm e 12,2 kgfm de torque entre 8.750 e 12.250 rpm.

Triciclo chegou a ser vendido no Brasil, no fim de 2016, por R$ 39 mil

Compartimento embaixo do assento guarda dois capacetes

Peso reduzido facilita a vida de quem pilota o modelo O motor do Piaggio MP3 300 Yourban LT oferece um desempenho brilhante em termos de consumo e emissões. O propulsor, quando utilizado pelo mais leve dos MP3s disponíveis na gama, garante a aceleração necessária para se mover com segurança e agilidade no trânsito. A redução de peso também é sentida, especialmen-

te em manobras de estacionamento, quando o modelo parece ser sempre fácil de manusear. Obviamente, o ponto principal do MP3 continua sendo o eixo dianteiro, com o sistema de suspensão dianteira articulado e a roda dianteira dupla, elementos únicos que fazem o Piaggio MP3 propiciar uma experiência completamente revolucioná-

ria no que diz respeito à estabilidade em curvas. É claramente superior a qualquer scooter convencional e excelente na estrada, mesmo em asfalto úmido ou com condições baixas de aderência. Para melhorar o conforto do condutor, o banco conta com um amortecedor de choque para absorver os impactos de qualquer tipo de terreno.

Painel de instrumentos traz computador de bordo digital

Honda

NXR 160 ganha freios CBS A Honda apresentou a linha 2018 da NXR 160 Bros, agora equipada com freio a disco traseiro e sistema CBS de frenagem combinada. O modelo ficou R$ 1.800 mais caro, com preço sugerido de R$ 11.990. A versão de entrada da NXR 160, que usava freio a tambor atrás, não existe mais. O modelo produzido em Manaus (AM) chega às lojas ainda neste mês.


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 7 de outubro de 2017

Belo Horizonte


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