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Pampulha, sábado - 19/11/2016

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turismo

estilo

almanaque

CURTA AS LENDAS E OS MISTÉRIOS DA AMAZÔNIA A BORDO DE UM NAVIO-HOTEL ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 11

CUIDADOS PARA A TRANSIÇÃO CAPILAR ... Páginas 22 e 23

PEÇA ‘HISTERIA’ RETRATA ENCONTRO ENTRE FREUD E DALÍ ... Página 10

direção

CONSUMO E OFERTA DE EQUIPAMENTOS SÃO AS QUALIDADES DO NISSAN KICKS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO

pampulha 19 a 25 de novembro de 2016 ANO XXVII número 1373 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE LEO FONTES

Neube Neto descobriu todas as possibilidades dos cafés especiais ainda na faculdade

NOVA ONDA DO CAFÉ Jovens investem cada vez mais tempo e dinheiro para explorar novos sabores da bebida e fazem consumo da iguaria crescer em todo o mundo


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 19 a 25 de novembro de 2016

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

Cérebro fabrica felicidade

O cinismo da “democracia”

S

Se era complicadoentenderas vitórias de Mauricio Macri na Argentina, de João Doria em São Paulo, de Alexandre Kalil em Belo Horizonte, o sucesso de Donald Trump nos Estados Unidos explicou tudo ao mundo inteiro. Exaustão da política, dos modos, dos gestos,das palavras,dos discursos impolutos e ocos. Da oratória que multiplica as dúvidas, do jargão ególatra, ainda da indisfarçada sede de poder sem qualquer plano de governo. Não sabem nada de consertar os estragos, de conter a besta burocrática, os gastos vergonhosos. Culpam os outros, escracham os adversários. Aqueles que bajulavam como caboseleitorais, levandoao fundodo poço o respeito e a decência. Trump e sua tosca dialética deixam claro que boa parte do “mundo que pensa” cansou, desesperou e se dispõe a qualquer solução para se livrar do velho. A rejeição à velha política vale mais que qualquer razão. Há milhares de anos surgiu o Homo sapiens, de Cro-Magnon, versão mais avançada que o Neandertal, depois extinto. Aqui, na política nacional e mundial, neste momento, temos por que crer numa mutação? Embora seja cedo para dizer que os primeiros modelos da nova espécie sejam capazes de resolver, fica evidente que a espécie anterior, degenerada no petrolão, não atende mais. Acabou. Desponta uma sede de realismo, pragmatismo.Revela-se no deboche dos “caras” da velha política e no sarcasmo que,quandobenzido de verdade,“viraliza” nas redes. Eduardo Cunha abriu a picada de Curitiba para o Congresso chegar até lá. Os paradigmas se esfarelam. Transparência se insurge, e a acessibilidade coloca números e letras no lugar aonde nunca chegaram. As construtoras que lideraram por 60 anos a ladroagem no país, e ergueramo maior caso decorrupção do planeta, delataram os intocáveis. Serão presos como Cunha. Com a sujeira interrompendo os fi-

nanciamentoseaspropinas,oCongresso pareceempenhadoemmanterseusvalores e dar mais um golpe no povo. Colocar austeridade nas campanhas não interessa, precisam ser caras e ter dinheiro ao alcance de quem está no Congresso. É a melhor forma de garantir uma reeleição. Já que não existe mais um milímetro quadrado para engrossar o nepotismo, as verbas indenizatórias, os salários de assessores, os aluguéis de carros, as contas de celulares, viagens, restaurantes, imóveis, supermercados, planos de saúde, precisam inventar agora ou dilatar os dutos existentes. A Câmara gasta R$ 6 bilhões por ano (R$ 10 milhões por membro efetivo), e o Senado, R$ 4,4 bilhões. Mais de R$ 50

As construtoras que lideraram por 60 anos a ladroagem no país, e ergueram o maior caso de corrupção do planeta, delataram os intocáveis. Serão presos como Cunha. milhões por senador (!). Entretanto, isso não farta os congressistas insaciáveis. Perderam momentaneamente o butim das estatais, que precisa ser reposto? Foi instalada no último dia 8 na Câmara, a toque de caixa, para coincidir a votação exatamente com as distrações das festas natalinas, a comissão que trata da reforma política. Parte do PSDB e tem o apoio de todos. Prevê a criação do “Fundo de Financiamento da Democracia” (FFD). Sigla que,traduzidaem miúdos, tira2% da arrecadação líquida do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e a transfere aos cofres dos partidos políticos.

A ideia de “Neandertal” leva R$ 3 bilhões a cada ano para quem votará essa medida brilhante. Numa democracia, um Congresso decente levaria a referendo popular; aqui, não. Aqui somos mais espertos, legislando em causa própria e contra a economia popular. Acrescentado com cinismo a palavra “democracia”, o Fundo Partidário será beneficiado com 414% de aumento, subindo de R$ 724 milhões para R$ 3 bilhões. Há dois anos era de R$ 180 milhões. Averba alimentafarrasdespropositadas, num país que passa fome, além de inundar as campanhas eleitorais de quem votará a medida. Oautor doprojeto é o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG). A íntegra de sua proposta pode ser lida na internet. Pestana se preocupou em explicar à imprensa que as eleições municipais de 2012 (R$ 5,2 bilhões em gastos) e o pleito de 2014 (R$ 4,8 bilhões) requerem R$ 10 bilhões e ainda adicionou à cifra mais R$ 2 bilhões para “manter as portas dos partidos abertas” (atualmente R$ 724 milhões). Quer dizer que os R$ 12 bilhões, tirados de quem trabalha, darão a cada quatro anos aos 594 congressistas (513 deputados e 81 senadores) mais um valor de R$ 20,2 milhões em média para cada!!! Umaproposta dessaenvergaduranenhumpaísmediamentecivilizadoaceitaria, e com ética abaixo do medíocre aceitaria, justamente com 12 milhões de desempregados, aos quais foram cortados os salários-desemprego. Mostra-se ao mundo que os neurônios de nossos parlamentares são gastos num exercício de cinismo para asfixiar mais seu povo. Deveriam os deputados que ganham R$ 470 mil por ano, em quatro anos R$ 1,88 milhão em salários, com verbas de gabinete mais R$ 3,2 milhões, em indenizações de despesas e viagens, R$ 2,8 milhões, agora com o “Fundo de Financiamento da Cleptocracia” irão mais R$ 20,2 milhões. Total de R$ 28 milhões por mandato. Se alguém for a Brasília para um ato como o da Bastilha, em 14 de julho de 1789, me avise.

vittorio.medioli@otempo.com.br

LINCON ZARBIETTI

felicidade pode estar em qualquer 6 Alugar. Até naquela pedra no cami-

nho. Até na tragédia. Essa é a teoria do doutor em psicologia social e autor do best-seller “O que Nos Faz Felizes”, Daniel Gilbert. Ele, que é professor do curso de psicologia em Harvard, acredita que o corpo pode produzir felicidade a partir da realidade. E a ciência comprova. Confira em nosso site!

comportamento HOMENS E MULHERES TÊM IDADES SEXUAIS DIFERENTES Enquanto algumas mulheres podem manifestar maior desejo no início da vida sexual, outras acabam descobrindo o prazer só mais tarde, após os 40 anos. O que irá determinar as idades sexuais de cada pessoa é o amadurecimento emocional, ou seja, a capacidade de ela se adaptar às novas circunstâncias que aparecem na vida. E um teste é capaz de identificar amadurecimento emocional, indicando a fase da vida de cada pessoa. Confira em nosso site.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães GERENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Walmir Prado

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Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida e Lorena K. Martins

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reportagem

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CAFÉS ESPECIAIS> Jovens interessados em explorar novos sabores impulsionam consumo da iguaria

A nova cerveja artesanal

LEO FONTES

O fotógrafo Neube Neto tem dois momentos para apreciar os cafés especiais: em casa e nas cafeterias

O café que aquece nos dias frios, que ajuda a despertar todasas manhãs, que acompanha desdedescontraídos bate-papos até importantes negociações: se no Oriente há a cerimônia do chá, o paralelo possível do bom mineiro é o momento do café. E se é habitual a visão de um senhorbebericandoem um copo americano, em qualquer padaria e a qualquer hora, a bebida é popular também entre os mais jovens, que têm investido cada vez mais tempo e dinheiro na iguaria, transformando os rituais atrelados ao seu consumo. Foi durante a faculdade de administração que Neube Neto, 32, descobriu os cafés especiais. Há sete anos, as novas possibilidades de sabores fazem parte do dia a dia do fotógrafo. Tanto que, em viagem à ilha de Bali, não deixou passar a oportunidade de experimentar o Kopi Luwak, considerado o café mais raro (e caro) do mundo. Em Belo Horizonte, ele costuma experimentar os especiais disponíveis seja no recesso do seu lar ou em casasespecializadas. É a partir da sugestão de baristas e de amigos que Neube seleciona os próximos grãos. Impulsionado pelo hábito da geração de Neube, os chamados millennials – pessoas nascidas entre o final da década de 1970 e o início dos anos de 1990 –, o consumo de café cresce em todo o mundo. Nos Estados Unidos, que representam 44% do mercado cafeeiro mundial, o indicativo é de expansão do consumo em 2% até 2020,deacordocom a Organização Internacionaldo Café (OIC). Outras pesquisas reforçam que são sim, os jovens, os responsáveis por esta curva de ascensão. A norteamericana National Coffee Association indica que, desde 2008, o consumo dos grãos gourmets subiu de 13% para 36% entre pessoas de 18 a 24 anos. Para a faixa de 25 a 39 anos, os números saltaram de 19% para41%. O expresso acompanha a tendência de crescimento, passando de 9% para 22% no primeiro grupo e Alex Bessas (*)

de 8% para 29% no último. ESPECIAIS “Omomento realmente está favorável como nunca”, analisa Felipe Brazza, sóciofundador do Café das Amoras. “Mas essa tendência forte é coisa recente”, pondera. Ele lembra que quando criou a marca de café especial com a esposa, Gabriela Mendonça, em 2012, o mercado ainda não era tão receptivo. “Tínhamos que oferecer degustação, mostrar que o produto realmente era diferenciado”, diz. “Agora, além de as pessoas estarem mais propensas a experimentar, existe um público de 20 e poucos anos voraz por um bom café”. As características destacadas por Brazza, aliás, são traços que distinguem e identificam os millennials. De acordo com teóricos e especialistas deste grupo demográfico, comoa consultora Gabrielle Bosché, estas pessoas priorizam vivenciar experiências a acumular coisas. O padrão se repete no consumo dos cafés:

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O café é como um vinho, cerveja ou uísque. Mas, no Brasil, ainda não tinha esse contexto Felipe Brazza,

no lugar dos grãos comuns, preferem gastar um pouco mais para explorar novos sabores. Outro aspecto pertinente é a busca por personalização. Gabrielle defende que em um contexto de enfraquecimento das ideias de igrejas ou comunidades enquanto lugares de associação social, o ato de comprar passou a se relacionar também com a construção de identidades e coletividades. Além disso, há a preocupação pelochamado consumo consciente, daí o anseio por saber quem é o fornecedor. Brazza lembra que esta é uma das características da nova onda do café. “As pessoas querem saber – e sabem – de onde vêm os grãos. E não só do Estado ou região, sabem exatamente em que fazenda foram cultivados”. A preocupação com a região de onde vem o café se relaciona com a qualidade do produto. Assim como para ter um bom vinho é importante que as uvas venham de um terroir ideal, as características climáticas e dos biomas são fundamentais para chegar ao grão especial. A chef Ana Sandim lembra que em Minas Gerais há algumas áreas privilegiadas para a agricultura cafeeira. É o caso do cerrado e da região da Mantiqueira, que produzem cafés tradicionais e premiados, além de outros territórios que vêm sendo descobertos, como a Canastra. Ana reforçaque dentro deum mesmo bioma há vários microclimas e até a exposição ao sol pode ser controlada a fim de melhorar a qualidade do café.

CASAL DE BARISTAS E YOUTUBERS FALA PARA AMANTES DO CAFÉ REPRODUÇÃO YOUTUBE

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Consumo da bebida vive ‘terceira onda’ no mundo Claro, não é só de terroir que se faz o bom café. Para Felipe Brazza esta é uma característica que faz diferença, mas que só começou a ser buscada recentemente. Ele sustenta que esta é a terceira onda da bebida no mundo. Séculos depois de os árabes e africanos descobrirem a potência dos grãos de café, a primeira onda em nível

mundial da bebida aconteceu na década de 1940. “Naquela época, as pessoas bebiam apenas pelo estímulo”, explica. Já em 1970, com a criação de redes como a Starbucks, houve maior popularização da bebida. Com a escolha dos grãos e a opção pelos baristas para dar um requinte, “houve uma melhora no consumo”, avalia. Mas, na

busca por padronização, a torra era acentuada, reduzindo as particularidades de cada região. “A torra é uma questão muito importante agora, na terceira onda”, afirma Brazza. Ele informa que atualmente há diferentes níveis para cada tipo de café. Outro aspecto de destaque são os métodos de preparo. “Aeropress, expresso, pren-

Pela internet Comandado pelo casal de instrutores da Academia do Café, Ivan Totti e Júlia Fortini, o canal “The Coffee Couple Brasil” acumula mais de 400 inscritos e caminha para alcançar 8 mil visualizações desde seu lançamento, em março deste ano, no Youtube. O alcance dos baristas é explicado pela crescente demanda de uma juventude interessada em aprender a preparar seu café alcançando melhores resultados. Nos dez vídeos disponíveis atualmente, há desde explicações sobre métodos de extração a depoimentos de amantes da bebida.

sa francesa, há muitas formas de preparar a bebida, cada uma vai ressaltar características diferentes”, explica (leia mais na página 4). O especialista lembra que “o coado também voltou com muita força”. Consumidor amador do café, Neube Neto está atento a todas características. Ele se informa principalmente por meio da internet, das conversas com amigos também apreciadores da bebida e, claro, frequentando cafeterias. Para ele, há dois momentos distintos para consumir

café: em casa, o fotógrafo entende o evento como um hobby. Ele compra os grãos especiais e usa a prensa francesa para preparar a bebida. “Eu utilizei, durante uma época, a máquina de expresso, hoje uso a prensa francesa. Acho até um procedimento mais fácil e que mantém a qualidade”, diz. O segundo momento é o hábito de frequentar cafeterias. “Essas casas são uma rede em si. O Kalhúa é frequentado por poetas, escritores, artistas. Então, é esse lugar de encontro”.


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VAI UM CAFEZINHO?> Em Minas Gerais, bebida cria identidade e ajuda a estreitar laços

Potencial de sociabilidade FOTOS DENILTON DIAS

Alex Muito mais Bessas do que ape(*) nasuma bebida, o café podeseranalisado sob o prisma do comportamento, pelo fato de estar no chamado éthos, o conjunto dos costumes e hábitos e da cultura. Em Minas Gerais, por exemplo, sorvê-lo com calma é uma característica atávica a quem nasceu no Estado. Prova disso é a fama, várias vezes reiterada, de que o mineiro é tão hospitaleiro que o café coado na hora sempre se faz presente para acompanhar as conversas – seja pela manhã, logo após o almoço, outra vez à tarde e, se duvidar, à noite. A bebida cria identidade e ajuda a estreitar laços. Mas é bom dizer que nem todos são conquistados logo após o primeiro gole. Caso de Izabella Torres, 29. Para ela, nada de amor à primeira vista. A bebida foi ganhando a moça aos poucos, de visita em visita. A história da turismóloga com o café começou, na verdade, quando ela era uma estudante da UFMG. Em um estágio obrigatório do curso de turismo, Izabella passou um mês estudando o potencial turístico de cidades adjacentes ao leito do Rio Doce. “Fizemos visitas em fazendas com todo tipo de produção”. E em meio a cachaças, rapaduras, queijos ou doces de tirar o chapéu, foi na bebida que ela encontrou unidade. “Dos ranchos mais opulentos aos mais humildes, em todo lugar que a gente foi, tínhamos que tomar café”.

VAMOS ENTRAR? E era enquanto bebericava o café recém-passado pelos anfitriões que a conversa se desenrolava. “Era nessas horas que sabíamos as histórias. E, assim, descobri o potencial de o café fazer as pes-

Empreendedores O barista Felipe Brazza e Gabriela Mendonça fundaram do Café das Amoras

soas interagirem”. Os grãos passaram, pois, a fazer a cabeça de Izabella, que, no trabalho de conclusão de curso, se voltou para eles. “Estudei o ‘evento café’ como momento de interação entre o visitante e o visitado”. Desde então, esporadicamente, ela faz cursos e, claro, explora sabores, origens, formas. De tanto gosto, acabou tatuando a planta no braço. “Não só é uma bebida muito rica, com grande quantidade de aromas, torras, grãos; como também representa essa possibilidade, a de me descobrir no encontro com o outro”, justifica. De tanto gosto, Izabella não descarta se profissionalizar e atuar no setor cafeeiro. “É uma coisa que me fascina mesmo”, assume.

GOURMETIZAÇÃO É justamente no potencial de sociabilidade que está a força do café, acredita Ruimar de Oliveira, ou Rui, proprietário da cafeteria Kahlúa, situada no Centro de BH, e uma das mais tradicionais da cidade. Mas ele alerta que a gourmetização da bebida pode “enfraquecer” essa característica. “O café tem que ser para todo mundo. Então, vejo com receio isso, de aumentar assustadoramente o preço do produto e querer regular a forma de preparo e consumo”, diz, criticando o “excesso de nãos” em torno dos cafés especiais. “Querer estabelecer se pode ou não adoçar, em qual copo beber... Isso afasta as pessoas”, critica. Apesar das ressalvas, Rui comemora o aumento do con-

sumo de cafés especiais no país. Fenômeno que, para ele, se deve muito ao aumento de renda dos trabalhadores – mas ele pondera que a dilatação do mercado ainda é pequena frente ao potencial. E arrisca o palpite de que as pessoas passarão a consumir os especiais fora das cafeterias. “As pessoas estão passando a levar o café de origem, com certificação, para casa. Mesmo nos supermercados já se vê cafés de bandeiras diferenciadas”. Além disso, diz, o crescimento do número de visualizações na internet e o aumento da busca por cursos de baristas indicam que há esse “esforço doméstico”. Afinal, diz Rui, o “vamos tomar um café” é, na verdade, pretexto para “um momento genuíno de interação”.

CAFÉ SEM ELETRICIDADE OU CÁPSULAS DIVULGAÇÃO

100% artesanal O financiamento coletivo foi a chave para custear a cafeteira Aram (permite fazer café semelhante ao expresso ou ao coado, de forma artesanal e sem eletricidade). Seu desenvolvedor, o juiz-forano Maycon Aram, havia estabelecido o mínimo de R$ 35 mil para criar e entregar

o produto. Por fim, captou quase R$ 250 mil. Vem mais por aí Mineiro radicado em Curitiba, Aram acredita que o sucesso se deve aos novos hábitos de consumo dos millennials, que “buscam um produto verdadeiramente artesanal”.

HÁ DIVERSAS FORMAS DE EXTRAÇÃO QUE FAZEM TODA DIFERENÇA NA HORA DE PREPARAR A SUA XÍCARA DE CAFÉ

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Prensa Francesa Ainda é pouco conhecida no Brasil. Usa moagem mais grossa. O café fica denso, com a presença dos óleos essenciais, sedimentos e os aromas naturais

Moka Também chamada de cafeteira italiana, é popular em todo mundo. Para esta técnica, o ideal é o uso de moagem mais grossa. O resultado é uma bebida concentrada, próxima do expresso

Chemex Esta é outra forma de preparar o café coado. Nele, usa-se papel mais grosso e moagem média, garantindo uma bebida leve e aromática, sem deixar resíduos na xícara

V60 Técnica se diferencia do filtro comum pelo orifício maior e ranhuras que facilitam a circulação d'água. Usa moagem média. Acidez e doçura são evidenciadas por essa técnica


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LANÇAMENTO>Laura Medioli e Fernando Fabbrini lançam livro “Só de Bicho”, neste sábado (19)

Crônicas sobre os animais LINCON ZARBIETTI

Da Todo animal redação inspira ternura, já dizia o mais célebre escritor das Minas Gerais, João Guimarães Rosa. A frase do autor de “Grande Sertão: Veredas” poderia ser aplicada também à escrita: afinal, não são raros os autores que somam esse apreço à sua capacidade inventiva para dar forma e vida a contos, romances, poesias e afins. “Só de Bicho: Crônicas Divertidas para Quem Ama os Animais” explicita a sintonia de Laura Medioli e Fernando Fabbrini com esses nossos parceiros de caminhada, por meio do gênero ao qual o título da obra faz referência. O livro – o quarto da autora – será lançado neste sábado (19), no Espaço Cultural do jornal O TEMPO e a renda obtida com a venda dos exemplares será revertida em doações para ONGs protetoras dos animais, como Rockbicho e Cão Viver.

A ideia do livro veio de Laura, a partir de uma demanda dos leitores de suas crônicas, que sempre deram um bom feedback quando ela compartilhava, em seus textos publicados no jornal O TEMPO e aqui, no Pampulha, as aventuras de Pretinha, a vira-lata que faz a alegria de sua casa. Fabbrini, porém, entendeu que o espectro do livro poderia ser ampliado, abarcando outros animais. A sugestão foi acolhida com entusiasmo pela companheira de empreitada. Na verdade, ela achou ótima, “porque o contato com vários tipos de animais foi o que não faltou em minha vida”. Às explicações necessárias: criada em uma casa situada num amplo terreno na região da Pampulha, Laura cresceu convivendo com jacarés, jacus, cobras e seriemas, entre outros animais, digamos assim, não muito tradicionais. É que um dos funcionários da residência, em virtude de suas várias viagens, acabava trazendo um ou outro inquilino,

que, claro, era super bem recebido pela garotada. “Meu pai ficava uma fera, mas a meninada adorava”, rememora a autora, que, junto aos irmãos, chegou a criar até gambás. “Para nós, bicho era bicho. Não tinha preconceito, podia ser gambá, morcego, o que fosse”, garante. Fabbrini, por seu turno, sublinha que abordar o universo dos animais é fascinante e reforça a importância deles no mundo. “Tem bicho que é mais humano que muita gente pela maneira como reage a determinadas situações, pelos sentimentos e pela fidelidade que manifesta”, sustenta ele, que não nega sua admiração por Bruno, cão muito doente adotado pela irmã. “Hoje, é um capeta”, divertese o autor.

“Só de Bicho: >Crônicas Divertidas para Quem Ama os Animais”

Espaço Cultural do jornal O TEMPO (Rua Pernambuco, 712, uncionários). Neste sábado (19), das 10h às 14h. Valor promocional do livro: R$ 25

Literatura

Fernando Fabbrini e Laura Medioli mostram seu novo livro de crônicas


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

Má alimentação (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Amigos da próstata

E

ste mês foi batizado de “Novembro Azul” para destacar as campanhas de saúde que visam a prevenção do câncer de próstata, assim como o “Outubro Rosa” é voltado à prevenção do câncer de mama nas mulheres. Dentre as diversas doenças que atingem os homens, o câncer de próstata é uma das mais graves, motivo pelo qual a coluna de hoje irá tratar do assunto – no caso, do ponto de vista nutricional, mostrando quem são os amigos e os inimigos da próstata. Estudo realizado este ano pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) apontou que 51% dos homens nunca consultaram um urologista. E o câncer de próstata tem estimativa de 69 mil novos casos ao ano, ou seja, quase oito novos casos a cada hora. O objetivo do Novembro Azul é diagnosticar os casos no início, quando as chances de curam beiram 90%; utilizando-se, para tanto, do exame de sangue e do toque retal. Vários são os fatores de risco para o câncer de próstata, entre os quais: idade (cerca de 62% dos casos são de homens a partir dos 65 anos), histórico familiar, raça (maior incidência entre os negros), sedentarismo, obesidade e uma alimentação inadequada, à base de gordura animal e deficiente em frutas, legumes e vegetais. E é no fator alimentação que vou me ater. A dieta desempenha importante papel na promoção e na prevenção em diversos tipos de câncer, inclusive o da próstata. Pois bem, quais alimentos nos ajudariam e quais devem ser preteridos do dia a dia para o homem de meia idade? Iniciamos com a cenoura, que contém os carotenóides, prePesquisadores cursores de vitamina A concluíram que que são poderosos antioxidantes. Já os tocomer tomate mates são ricos em licodiminui a chance peno, que é outro poderoso antioxidante. de o homem Numa revisão de 21 esdesenvolver tudos científicos, pesquisadores concluío câncer ram que homens que de próstata comem tomate cru ou cozido têm menos chances de desenvolver câncer de próstata. Em um estudo canadense foi demonstrado que homens que comem vegetais crucíferos – como brócolis e a couveflor – têm menos chance de desenvolver a forma agressiva do câncer de próstata. A romã, sobretudo o suco dela, também tem demonstrado eficácia na prevenção deste tipo de câncer. Estudos indicam que ela ajuda a reduzir a recorrência de aparecimento da doença após primeiro tratamento. As leguminosas, como soja, feijão e lentilhas; são ricas em fitoestrógenos, como a isoflavona. Esses compostos ajudam a combater células malignas de câncer. Dois trabalhos científicos de revisão encontraram redução de 30% de risco de desenvolvimento de câncer de próstata em homens que consumiam soja. Outro alimento poderoso é o chá verde. Estudos em populações asiáticas, onde este chá é amplamente consumido, mostra que há menor incidência de câncer de próstata. Para terminar, salmão, atum e sardinhas são ricos em ômega 3, que auxiliam o corpo a lutar contra as inflamações. Pelo mesmo motivo, o consumo regular de azeite extra virgem é bem indicado. No sentido contrário, devemos evitar o consumo exagerado de carnes vermelhas, açúcar refinado, refrigerantes, bebidas alcoólicas, alimentos ricos em gorduras saturadas e trans, assim como todos os tipos de embutidos e enlatados. Tenham uma boa semana.

Pararesgatar tradiçãosaudável, campanha buscavalorizar ocultivolocal “Quem quer que seja o pai de uma doença, a mãe é uma alimentação deficiente”. A frase é do endocrinologista e nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrólogos, para ilustrar a importância de uma boa alimentação na qualidade de vida de uma pessoa. Comer direito é um dos fatores cruciais para um bom desempenho escolar, principalmente de crianças e adolescentes. Por esse e outros motivos, é importante defender a cultura alimentar de cada região. Antes da Segunda Guerra Mundial, cada país tinha a própria tradição gastronômica. Com a globalização, as comidas pelo mundo também foram globalizadas. “A alimentação brasileira, tradicionalmente, era, com certeza, saudável. Havia arroz, feijão, bife e salada. Nutrologicamente, muito equilibrada. Mas houve um processo de ocidentali-

RODRIGUES POZZEBOM/ABR

Raquel Sodré

Mama-cadela ou amoreira-docampo é típica do Cerrado

zação no mundo todo, e o brasileiro começou a não seguir mais essa tradição”, conta Ribas Filho. A consequência disso foi o desequilíbrio alimentar que a sociedade vive hoje. “A dieta ocidental tem grande quantidade de gorduras, pequenas quantidades de frutas, verduras e legumes, (além de) alta quantidade de colesterol, de carboidratos refinados e tem poucos cereais integrais. Esses hábitos mudaram o contexto de uma boa alimentação”, condena o nutrólogo.

APRENDIZADO Uma das consequências mais graves disso está no desempenho escolar de crianças e adolescentes. De acordo com o médico, a má alimentação compromete a produção de neurotransmissores como a noradrenalina, o gaba, a serotonina e a acetilcolina – todos envolvidos nas sinapses nervosas. Ou seja, uma criança mal-alimentada terá a comunicação entre seus neurônios – e, consequentemente, o aprendizado – comprometida. Os efeitos nocivos não paEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

FRUTA DO QUINTAL Minas Gerais está, quase em sua totalidade, dentro do Cerrado. São típicas daqui espécies muito conhecidas dos mineiros, como o pequi, o maracujá, a couve e a mandioca. Abaixo, você aprende uma receita com outros frutos desse bioma SALADA DE JABUTICABA E BABAÇU Ingredientes Mistura de folhas de sua preferência (alface, rúcula, agrião e outras) Tomate Emulsão 100 mL de azeite de babaçu 30 mL de azeite balsâmico 100 mL de azeite extravirgem 2 xícara de jabuticaba Sal a gosto

FONTE: ONG FASE

Modo de preparo Ferver a casca da jabuticaba e reservá-la até esfriar. Com a ajuda de um batedor, misturar os azeites de babaçu e extravirgem. Acrescentar o balsâmico aos poucos até formar uma emulsão. Em seguida, coar as jabuticabas e usar a casca junto com a emulsão. Servir o molho com as folhas.

ram por aí. “A falta de proteínas diminui a produção de dopamina e adrenalina. Com isso, falta energia para a pessoa, e diminui o estado de alerta, o que pode se traduzir no desinteresse observado pelos professores nas salas de aula”, aponta o médico. Para garantir uma melhor alimentação e um desempenho escolar mais eficaz às crianças brasileiras, a ONG Fase lançou, neste mês, a campanha Guardiões dos Sabores. Além de informar e incentivar uma alimentação saudável, a ação defende o resgate da cultura alimentar de cada bioma (unidade biológica) do Brasil. “Com o crescente aumento da industrialização e da produção de alimentos industrializados e com o grande acesso das populações a eles, temos nos preocupado no sentido de garantir e preservar a história dos alimentos, a relação que eles têm com os povos que os produzem”, descreve a engenheira agrônoma Fran Paula, técnica da Fase. A campanha, que acontece até fevereiro de 2017, pretende aumentar o conhecimento das populações sobre as características nutricionais de cada alimento, garantindo também que crianças e adolescentes tenham acesso a esses produtos inclusive na merenda escolar.


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pode afetar os estudos BRUNO FIGUEIREDO – 6.1.2010

SAIBA MAIS

Luta contra obesidade Nas décadas de 80 e 90, o Brasil lutava contra a desnutrição, que afetava todo o lado cognitivo das crianças e dos adolescentes. Hoje, a luta maior é oposta: contra a obesidade. Ao contrário do senso comum, que diz que “criança saudável é criança gordinha”, o endocrinologista e nutrólogo Durval Ribas Filho destaca que é possível estar mal-alimentado mesmo estando alguns quilos acima do peso ideal. “Assim como a cadeia neurotransmissora não funciona de maneira adequada pela desnutrição (falta de alimentos), também não funciona pela subnutrição (falta de nutrientes). A alimentação balanceada tem que ter a quantidade adequada de macronutrientes – proteínas, carboidratos e gorduras – e micronutrientes – vitaminas e minerais”, orienta. (RS)

Vídeos O site da campanha Guardiões dos Sabores possui vídeos com chefs e outros especialistas, que tratam não só dos produtos típicos de cada bioma, mas também de temas como uso de agrotóxicos, agroecologia e transgênicos. Manifesto Os interessados podem ler e assinar o manifesto da campanha e contribuir para fortalecer a ideia. Também é possível fazer doações. Concurso No site, é possível participar de um concurso que vai selecionar as receitas mais criativas com ingredientes típicos de cada bioma. No fim, as receitas vencedoras farão parte de um livro.

Muito conhecido dos mineiros, o pequi é um fruto do Cerrado

Endereço Mais detalhes podem ser vistos no site www. guardioesdossabores.org


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sociedade

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DOLCEVITA shopping a céu aberto Atlanta.

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HISTÓRIA COM GLAMOUR

HISTÓRIA COM CURVAS

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a Savassi decadente, as ninfas passaram correndo pela avenida Bandeirantes, só para uma água de coco na praça JK. A menina mulher cresceu, acordou, casou e mudou para Lourdes. Flanou pelas calçadas de luxo numa “Dolcevita” com filhos. Mas o barulho dos bares a irritou.

HISTÓRIA COM GINGA

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e mala Vuitton, cuia e filhos, a senhorinha novamente “partiu” Belvedere. Diariamente, na “praia” da Lagoa Seca, dentro da segunda pele Track&Field, vai linda, cheia de graça a caminho do mar de corpos esculpidos da Body Tech. Aos domingos, filhos e filhotes de quatro patas. Harmonizando com “novos ricos”; de tênis multicoloridos, correu cansando a beleza num cenário de formas perfeitas: a selva de pedra, o

pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

HISTÓRIA COM CHARME izia Tom Jobim que estamos cada vez mais velhos e as moças mais belas. E olha que Tom não falava das mineiras. Com o “harém” de Belo Horizonte é possível fazer um retrato econômico e comportamental da própria cidade. Mudam as gerações e os bairros em voga. O “filme” começa com as lolitas da Savassi, cheias de charme, minissaia e o umbiguinho de fora, musas do saudoso escritor Roberto Drummond.

Paulo Navarro com Walter Navarro

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om filhos mais crescidos, bem tratada, botox em dia, a linda balzaquiana encontrou o paraíso no calçadão. Embora sem horizonte, tem vista para o admirável mundo novo: sorveteria, pâtisserie, cafeteria, restaurantes, salões de beleza; lojas de grife, desfile de carrões importados e até, para os menos abonados, espetinho chiques. E salve nossa Nova Lima de ares cosmopolitas, prédios arrojados e classe até no trânsito parado. Parado para a moça passar na avenida que homenageia o moço dos traços leves: Oscar Niemeyer, coveiro da outrora pesada Seis Pistas.

CLUBE SÍRIO

T

omando um café na Faixa de Gaza do Bem, espaço na rua Alagoas, onde descendentes de árabes e judeus convivem numa boa, o oftalmologista Etelvino Coelho e o amigo, homem de turismo, MinirSarsur relatam: “Aproximou-se da mesa, para cumprimentar-nos, o imigrante sírio Anthony, gerente de uma das lojas do Vila Árabe, protegido do dono, o figuraça Gabi Madi. Minir perguntou se Antony estava gostando do Brasil ou se pretendia voltar para a Síria”.

Na vernissage de Sérgio Lucena, na Concept Store da Iluminar, o trio de belas Isabela Torres, Ligia Jardim e Fernanda Sperb

lançaperfume se sírio e sem guerra. O presidente Temer, o governador Alckmin, o ex-prefeito Haddad e, agora, o Kalil. É quibe pra todo lado!”. A brincadeira, a alusão, é boa, mas vamos com calma. Assim como o Brasil já confundiu sírios e libaneses com turcos, não devemos confundir sírios e libaneses, tudo “brima”, mas cada um de um país soberano, rico em cultura e história.

MAIS UDON

O

empreendimento dos irmãos Agilberto e Pedro Martins da Costa, o restaurante Udon, que há oito anos satisfaz os mais exigentes paladares, em Lourdes, terá nova unidade no Belvedere. E caprichou, porque agora conta com a expertise de novos sócios: Ralph Marcellini, do Grupo Chalezinho; a

produtora de eventos Mariângela Lima e Felipe Santiago, do Olegário Vila da Serra. Veteranos quando o assunto é entretenimento, a trupe leva, ao badalado circuito gastronômico, a mistura da cozinha oriental fusion e o conceito izakaya, bar tipicamente japonês. Inédito em BH, tradicional em terras nipônicas e novidade frequente na noite paulistana.

hour, típico deste tipo de bar. E mais: carta de drinques e sakês elaborada pelo mixologista Antônio José, a premiada cozinha de Marcelo San e trilha de Pedro Siman, residente do Clube Chalezinho.

da Indús6 OtriaSindicato da Construção Pesa-

da (Sicepot) MG, através de seu presidente Emir Cadar Filho, convida para a confraternização de fim de ano do setor, em sua sede no Estoril, dia 1 de dezembro, às 20h. presidente Luis 6 OGustavo Lage, o conse-

lho deliberativo e a diretoria do Minas Tênis Clube vão comemorar os 81 anos de fundação do clube no dia 25, 20h30, no Teatro Bradesco. cantantes de 6 AsPapairenas Noel, tema do Na-

CLUBE LIBANÊS

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ntony respondeu: “Nunca mais volto. Aqui no Brasil estou em paz, trabalhando e me sentindo em casa. Vejam vocês, este país é qua-

Udon terá espa6 Oçonovo exclusivo para happy

Na mesma noite, promovida pela marchand Marcela Bartolomeo, Isabel Gamboa Gangl, Helena Bruzzi, Junia Moreira e Fernanda Farah

tal do BH Shopping, farão shows de hora em hora, diariamente. 25 artistas, entre cantores, bailarinos e anfitriões, farão intervenções em vários pontos do mall. O décor, com a chegada do Papai Noel, aconteceu dia 15.

CENÁRIO BH CLARA MENDES/DIVULGAÇÃO

Livro repassa história da música brasileira O ator e escritor José Roberto Pereira e a jornalista e escritora Malluh Praxedes lançam o livro “O Som das Minas, Nas Anotações de Malluh”, que destaca fatos importantes da produção musical brasileira, a partir dos anos 1980. Quando quinta (24). Às 18h, Juarez Moreira (violão) e Cleber Alves (sax) farão pocket show. Às 19h, os autores farão um bate-papo com o público. Às 20h, sessão de autógrafos. Onde Conservatório de Música da UFMG (av. Afonso Pena, 1.534). Quanto Entrada franca. Preço do livro: R$ 20.

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Exposição discute arte sonora na capital Neste sábado (19), a exposição “Cartografias Sonoras” chega ao Espaço do Conhecimento UFMG. A mostra coletiva reúne obras de cinco artistas que, através da arte sonora, propõem ao espectador uma nova percepção dos utensílios domésticos e dos ruídos urbanos a partir dos fenômenos sonoros. Onde Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700, Funcionários, 3409-8350) Quando De terça a sexta. e domingo, das 10h às 17h; sábado, das 10h às 21h. Até 17/2/2017 Quanto Entrada gratuita

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CECÍLIA PEDERZOLI/DIVULGAÇÃO


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PRÓSTATA>Tipo de câncer tem cerca de 100% de chance de cura quando diagnosticado no início

Novembro Azul desperta a atenção para prevenir tumor MARIELA GUIMARAES / 30.10.2014

Tudo azul

Durante este mês, as fachadas de instituições e prédios públicos são iluminadas com a cor da campanha

Após o mês de outubro, quando é divulgadainternacionalmente a campanha Outubro Rosa, que busca alertar as mulheres sobre o câncer de mama,as atenções agora se voltam para o sexo oposto. O Novembro Azul pretende conscientizar os homens sobrea importância daprevenção do câncer de próstata, desmistificando a doença. No Brasil, esse tumor é o segundo mais incidente na população masculina, perdendo apenas para o câncer de pele não melanoma. É também a segunda maior causa de morte oncológica nos homens. “O importante é que por meio da informação possamos conscientizar os homens sobre os cuidados Renata Abritta

“

O aumento nas taxas de incidência no Brasil é justificado principalmente pelo crescimento da expectativa de vida

com a saúde, a relevância do diagnóstico precoce e da adesão ao tratamento, bem como sobre a mudança de hábitos. Fundamentalmente, deve-se frisar que as informações adquiridas sejam mantidas durante todo o ano, e não apenas no mês de novembro”, destaca o oncologista e diretor da Oncomed-BH, Roberto Porto Fonseca. De acordo com o Instituto Nacionalde Câncer (Inca),para o ano de 2016 são esperados 61,2 mil novos casos em todas as regiões do Brasil. Ainda segundo o instituto,aproximadamente 25% dos pacientes morrem devido à doença. “A maioria dos casos no mundo ocorre a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil é justificado principalmente pelocrescimento da expectativa de vida do brasilei-

ro. As chances de cura são altasquando a doença se encontra localizada e a histologia do tumor é favorável. De modo geral, aproximadamente 100% dos pacientes com doença local e regional estarão vivos após o diagnóstico em cinco anos. A probabilidade cai para 28% para os pacientes com metástase”, afirma Fonseca. Por isso, são tão importantes a prevenção (leia mais abaixo) e o diagnóstico precoce da doença. Porém, o rastreamento do tumor em homenssaudáveis não é um consenso entre as instituições. “Há controvérsias entre as várias agências de saúde e sociedades médicas sobre qual parcela da população masculina deveria se submeter ao rastreamento. A US Preventive Service Task Force (USPSTF), o Inca e o National Heal-

th Service (NHS) são contrários ao rastreamento. Já a American Cancer Society (ACS), a American Urological Association (AUA), a European Association of Urology (EAU), o National Cancer Institute (NCI), o American College of Physician (ACP), a American Academy of Family Physician (AAFP) e a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) são favoráveis ao rastreamento, com recomendações relativamente semelhantes”, ressalta o oncologista. A SBU recomenda que o exame de toque retal, associado ao exame de sangue, o PSA (antígeno prostático específico), seja realizado a partir dos 50 anos, e para pacientes de alto risco (com histórico familiar, que são afrodescendentes ou que têm mutaçõesreconhecidamente de risco), a partir dos 45 anos. Se-

gundo o especialista, a decisão de se fazer ou não o rastreamento do câncer de próstata deve ser discutida entre médico e paciente. “É inegável que os pacientes de alto risco se beneficiam do rastreamento. É também um consenso que ele não deve ser realizado após os 75 anos. É importante destacar que os riscos e os benefícios devem ser discutidos individualmente entre o médico e o paciente, considerando também que muitas pessoas diagnosticadas não necessitam de tratamento imediato para a doença. Homens que têm expectativa de viver mais dez anos também não devem se submeter ao rastreamento”, afirma o oncologista. O especialista, no entanto, pondera que o PSA pode detectar tumores precoces, o que pode reduzir a taxa de

LEO FONTES / 05.08.16

Esporte é protagonista

Roberto Fonseca realça importância do diagnóstico precoce

As atividades físicas estão entre os maiores aliados no combate ao câncer de próstata. “A melhor maneira de se prevenir contra esse câncer e vários outros tumores é praticar exercícios físicos, evitar o tabagismo e a obesidade e manter uma dieta saudável”, afirma o diretor da Oncomed-BH, Roberto Porto Fonseca. Por isso, o esporte se tor-

nou o protagonista da campanha de prevenção realizada pela instituição. Entre as ações programadas estão a distribuição de squeeze azul e de folder informativo. Além disso, a clínica será decorada e sua fachada receberá a cor da campanha. O crachá dos funcionários também estará em azul, e várias atividades internas serão promovidas. (RA)

mortalidade. Por outro lado, não é incomum a ocorrência de resultados falsopositivos, o que pode levar a diagnósticos em excesso e a tratamentos desnecessários. “Pode haver complicações relacionadas ao tratamento e efeitos colaterais significativos”, frisa. ESPERANÇA Segundo ele, em um futuro próximo pode haver uma nova técnica para o diagnóstico precoce. “Estão sendo realizados testes e novas pesquisas que apontam para uma possível detecção do câncer de próstata por meio do exame de sangue, o que nos daria informações sobre a presença da doença no organismo e sobre o tipo de tumor, que pode ser muito ou pouco agressivo”, finaliza.

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Pacientes de alto risco se beneficiam do rastreamento, mas é consenso que ele não deve ser realizado após 75 anos


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ESPETÁCULO> “Histeria”, com direção de Jô Soares, mostra o encontro entre Freud e Salvador Dalí PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO

Sáb. e dom. 26 e 27.nov.

Confronto

Psique humana e delírio imaginado, representados pelas figuras dos intelectuais, são colocados frente a frente na peça

Improvável relação Quando leu “A Interpretação dos Sonhos”, em 1922, o pintor surrealista Salvador Dalí (1904-1989) se tornou um freudiano fanático. Desde então, fez três tentativas de conhecer Sigmund Freud (1856-1939). Sem sucesso. Toda vez que ligou para a casa do pai da psicanálise, em Viena, foi informado de que ele estaria viajando, por razões de saúde. Isso não impediu, no entanto, que Dalí travasse diálogos prolíficos com Freud em sua mente e seguisse sendo influenciado por ele. Em 1938, porém, depois que o austríaco se mudou para Londres, fugindo da perseguição nazista, o espanhol finalmente conseguiu engendrar o encontro. É nesse ponto que começa o espetáculo “Histeria”, que faz curta temporada em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 26 e 27). Escrita em 1993 pelo autor britânico Terry JohnJessica Almeida

son, já teve montagem com direção assinada por John Malkovich, e aqui foi traduzida e dirigida por Jô Soares. Próximo da morte, com um câncer de garganta já em estágio avançado, um Freud perturbado é visto em situações comicamente atrapalhadas. Enquanto Dalí se encanta com uma figura que acredita capaz de vivenciar o que só vê em sonhos, o psicanalista vê suas certezas serem questionadas com a presença do pintor. O espetáculo cria um contraponto entre a psique humana e o delírio imaginado, representados pelas figuras dos dois intelectuais. “Tanto psicanálise quanto surrealismo têm como matéria prima o inconsciente, que se manifesta de formas diferentes, mas não conflitantes, em ambas as esferas”, afirma Cassio Scapin, que interpreta o surrealista, enquanto Pedro Paulo Rangel dá vida a Freud. Complementam o elenco Milton Levy, no papel de um médico judeu, e Erica Montanheiro, que faz Rebeca, uma mulher que surge de

dentro de um armário. Para compor seu Dalí, Scapin afirma ter se inspirado no que sua obra representa. “O próprio Dalí era sua obra de arte, se tratava como tal, criou uma persona, uma máscara dele mesmo”, afirma. “A composição do personagem se deu utilizando essa persona e tentando buscar uma atitude feérica e onírica que ele propunha na sua obra. A questão estava em como traduzir isso para a representação mantendo claro o humor que era necessário”. PARALELOS Fiel ao original, Jô Soares não fez modificações no texto para fazer referência a questões da contemporaneidade, mas há quem as enxergue, apesar disso. “Quanto a isso, talvez o mais relevante seja relativo ao empoderamento da mulher. A personagem Rebeca, feita lindamente pela Erica Montanheiro, é quem detona oconflito. Todo o terço central do espetáculo, em que acontece a comicidade mais absurda e delirante, é resultado desse

conflito”, afirma Rangel. Scapin também compara o florescer do nazismo ao cenário atual. “Hoje, o mundo sofreumagrande onda demovimentos migratórios e algum ar de xenofobia por conta de guerras, globalização e um certo discurso das extremas direitas tentando proteger seus interesses”, diz. Apontado pela equipe de “Histeria”como um diretor seguro e muito rápido nas marcações para os atores, Jô dis-

“

Acredito que amadureci sim, neste período. Amadurecemos todos junto com a peça Pedro Paulo Rangel

se, em entrevista à “Folha de S.Paulo”, que o texto “vai da farsa mais louca ao drama mais profundo e volta à farsa enlouquecida. Isso exige muita agilidade dos atores; não só mental, mas também física”. Escalado para o papel apenas 15 dias antes da estreia, depoisque oator escalado precisou ser substituído por problemas de saúde, Pedro Paulo Rangel diz que disso já tinha ciência. De toda forma, precisou de traquejo para encarar o desafio e acredita que, mais de seis meses após a estreia, está mais segurono papel. “Tive apenas 11 ensaios antes de estrear. Acredito que amadureci, sim, neste período. Amadurecemos todos junto com a peça. O espetáculo que os mineiros vão ver tem melhor ritmo, muitos tiros (momentos de riso rápido, alto e uníssono) e total interação entre os atores”, afirma. Afastado das novelas desde 2012, quando interpretou Zé da Carmem em “Amor Eterno Amor”, o ator de 68 anos não planeja mais se comprometer com folhetins televi-

sivos. “Tenho feito TV esporadicamente, em maior parte minisséries. O que não quero mais fazer são novelas. Quase dez meses sem vida civil não quero mais. Fiz durante 40 anos. Está bom, nãoestá?”, questiona,ecompleta dizendo que está “com o pires não” na mão para a realizaçãodeum novoprojeto, uma comédia do norteamericano Neil Simon. Já Scapin está no ar na novela “Escrava Mãe”, da Record, e também estará no elenco da próxima, “O Rico e o Lázaro”. “Tenho alguns projetos de teatro esboçados para o segundo semestre, um infantil, um adulto, um alternativo, mas estamos num momento muito complexo para a cultura no Brasil, e na realização cultural vivemos no terreno do imponderável, então é esperar para ver”, diz.

> Histeria

Dir. Jô Soares Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sábado (26), às 20h30, e domingo (27), às 18h30. R$ 100 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 50 (plateia superior, inteira).


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ARTES CÊNICAS MATHEUS SORIEDEM/DIVULGAÇÃO

25 anos sem

estreia 24.nov

Homenagem Fábio Schmidt caracterizado como Mercury; espetáculo estreia quinta

Conexão com os dias atuais Em “Freddie Rock Star – The Show Must Go On!”, as trocas de figurino são um dos trunfos, e incluem, por exemplo, a indumentária que aparece no início do clipe oficial de “I Want To Break Free”, quando Freddie Mercury surge na tela de minissaia de vinil, escarpin e blusa rosa; ou a jaqueta amarela da turnê “Live at Wembley” e demais shows de 1986. Aliás, a caracterização de Fábio Schmidt inclui até uma prótese dentária, que o torna ainda mais parecido com o astro. No quesito músicas, o catarinense conta que desde o início já havia batido o martelo para ter, no repertório, “We're The Champions”, “I Want to Break Free” e “How Can I Go On”, dueto com Montserrat Caballé – no caso, Fábio interpreta a cantora lírica espanhola. A narrativa do espetáculo se inicia com a morte do ídolo. “Porque no fundo, todo mundo sabe como foi”, lembra Fábio, ressaltando que a maior parte dos documentários a que assistiu tinha uma nar-

rativa mais convencional, partindo da infância do astro até sua morte. “Acho que o resultado vai surpreender muito”, emenda o diretor Juarez Guimarães, lembrando que imagens de movimentos reivindicatórios dos dias atuais – como a Marcha das Vadias, os contra o racismo, os de cunho político – serão incorporadas ao material em vídeo. “Fábio vai fazer um manifesto bem bacana”, promete.Osdoistambémquerem jogar uma pá de cal em alguns mitos (como a de que teriam achado cinco litros de sêmen no estômago do cantor), bem como mostrar o lado mais humano de Mercury. E a temporada, em dias contínuos, coaduna a iniciativa (concretizada via financiamento coletivo) com a de uma temporada convencional de shows. * Especial para o Jornal Pampulha)

Rock >Star“Freddie - The show must go on!”

Teatro de Bolso Sesiminas (Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). De 24 a 30 nov. às 20h. R$ 20 (inteira). Antecipados: ingresso.com/freddierockstar

MUNDO AFORA Filme Além dos 25 anos de morte, 2016 também marcou os 70 anos de nascimento de Freddie Mercury (5 de setembro). Recentemente, foi anunciado que Rami Malek, da série “Mr. Robot”, vai viver o vocalista do Queen na cinebiografia “Bohemian Rhapsody”, que será dirigida por Bryan Singer (“X-Men”). O papel era destinado a Sasha Baron Cohen, que desistiu do projeto. Asteroide Em setembro, a primeira casa na qual Mercury morou quando chegou a Londres (em Feltham) recebeu uma placa, em cerimônia que contou com seu companheiro de banda, Brian May, e com a irmã do cantor, Kashmira. O mesmo May anunciou, à época, que um asteroide orbitando Júpiter foi batizado em homenagem a Freddie Mercury. A vodca “Killer Queen”, lançada no Reino Unido, também lembra o cantor. E mais Vale lembrar que o celebrado filme “Aquarius” (que acaba de estrear no Now), de Kléber Mendonça, inclui duas músicas do Queen em sua trilha sonora: “Another One Bites The Dust” e “Fat Bottomed Girls”. Este ano, São Paulo recebeu o argentino Pablo Padin, um dos covers mais conhecidos do músico, que fez um espetáculo lembrando os 25 anos de morte de Freddie Mercury.

Freddie Mercury Fábio Schmidt nãose fazde rogado quando, na rua, é solicitado a tirar uma foto com alguém. “Acontece mesmo, dos mais velhos aos mais jovens”, garante. Na verdade, o ator e produtor sabe que a abordagem tem a ver com uma admiração que ele, mais do que ninguém, endossa: a dedicada a Freddie Mercury, o eterno líder do grupo Queen. Sim, fisicamente, Fábio guarda muita semelhança com o cantor. Mas os tais pedidos de foto acontecem mais quando ele está “montado” para encarnar o artista nos palcos, como no evento Quintal do FIT, na última edição do Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH). No próximo dia 24, Fábio explicita ainda mais sua admiração por Mercury estreando o espetáculo “Freddie Rock Star – The Show Must Go On!”. A escolha da data não foi aleatória: neste dia, o mundo lembra os 25 anos de morte do ídolo. Em cena, e Patrícia Cassese ( *)

com recursos como vídeo, Fábio e o diretor Juarez Guimarães Dias colocam em repasse a vida de Farrokh Bulsar por meio de textos e, claro, músicas. No caso, 20 – algumas, apenas trechos. A encenação insere-se no nicho do teatro-documentário, já levado a cabo por Juarez em “Marilyn Monroe. doc” (que inclusive cumpre nova temporada na cidade, confira roteiro na página 12). Aliás, foi o próprio Juarez que fez o convite a Fábio, que, de início, hesitou. “Fiquei inseguro”, confessa ele, que capitulou ante a proposta de não se enveredar por um espetáculo de viés didático. “Temos muita música e textos falando da história, com informações valiosas, mas meio que pílulas, para não ficar maçante. A gente está trabalhando também essa dicotomia: quem é o Fábio e quem é o Freddie”. É fato. A vida de Fábio se entrelaçou desde a infância com a de Mercury, a quem passou a ouvir por influência do irmão. Mas foi em 2005

que encarnou pela primeira vez o ídolo, em Blumenau, sua terra natal, numa performance quetambém reverenciava o grupo Abba e a cantora Cher – interpretada pela amiga, a atriz Gabriela Dominguez, que mais tarde se mudou para a capital mineira, inspirando Fábio a fazer o mesmo, em 2011. EM BH Por aqui, ele logo encarou performances de Mercury em festas. Depois, veio a participação (como Fredelícia) no espetáculo-festa “No Soy Un Maricón”, do grupo Toda Deseo, e “Freddie Rock Star”, projeto de investigação e experimentação cênica. O convite de Juarez foi a etapa seguinte. “Achava as performances do Fábio muito legais, mas pensava que ele podia ir além”. E mesmo com toda a bagagem, Fábio se debruçou sobre biografias e vídeos do artista (morto aos 45 anos, por complicações advindas do vírus HIV) no YouTube.


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ARTES CÊNICAS Afeto aos estranhos no ônibus “Vivemos tempos líquidos. Nada é para durar”, afirma Zygmunt Bauman, em seu já célebre livro “Amor Líquido”. E é justamente a transitoriedade a chave para a abertura de olhares que a peça “Entrepartidas” propõe. A obra do sociólogo polonês, aliás, foi uma das referências pesquisadas pelo grupo brasiliense Teatro do Concreto para a montagem, que desembarca agora na capital. Sim, desembarcar é a palavra mais apropriada: afinal, o palco é um ônibus. O eixo central do espetáculo se dá em torno de aspectos de uma cidade poética, como o amor e o abandono. Entre a solidão das partiJoão Motta (*)

teatro adulto A PAIXÃO SEGUNDO SHAKESPEARE

das e a efemeridade das chegadas, em meio ao caos urbano, o ônibus percorre pontos da cidade num trajeto que pretende ativar a memória afetiva do belo-horizontino: um primeiro beijo, uma separação... Ou mesmo uma troca de olhares. O diretor Francis Wilker entende que “as cidades pensam cada vez menos nas pessoas”. “Por isso, colocar a ação no ônibus é trazer as proximidades humanas”. Neste processo, também é importante construir uma identidade para a cidade. “É preciso realizar visitas técnicas às cidades pelas quais a peça vai passar. Coletar informações, dados, observar arquiteturas e paisagens urbanas que sejam relevantes, para ajudar a construir os sentidos que as cenas precisam demonstrar,

tação Ferroviária Central, na rua Aarão Reis. “É um lugar de chegadas e partidas, encontros e despedidas, que evidencia ainda mais a transitoriedade da cidade e da vida, o cheio e o vazio que essas experiências podem permitir”. Serão duas horas e 45 minutos de percurso. Para o dramaturgo Jonathan Andrade, “o afeto é uma política necessária”. Por isso, o espetáculo contém cenas de confissões profundas, para mostrar uma poética e

Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (20), às 19h. R$ 20 (inteira).

FREDDIE ROCK STAR - THE SHOW MUST GO ON!

2108-7827). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 4/12.

CASSINO DA KAYETE

GATA EM TELHADO DE ZINCO

OS HOMENS QUEREM CASAR E AS MULHERES QUEREM SEXO

Dir. Fabiano Lana. Com Bruno Berg, Bruno Costoli, Cinara Diniz Um investigador tenta desvendar um crime onde há quatro suspeitos. No fim, o público decide quem é o culpado. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, 3201-5211). Sáb. (19), 20h; dom. (20), 19h. R$ 30 (inteira).

AS CASADAS SOLTEIRAS

Dir. Igor Ayres Com Alexandre Toledo e Luciano Magno O amor de dois homens solitários que tentam encontrar seu rumo numa selva de incompreensões, desamor e música. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Neste sáb. (19), às 20h; dom. (20), às 19h. R$ 20 (inteira).

Dir. Antônio Rodrigues. Com Cia Caixa de Fósforos Dois personagens discutem, de forma bem humorada, a esperança, a amizade, o sonho, o amor. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Neste sáb. (19), às 20h30; dom. (20), às 19h. R$ 20 (inteira).

BR-TRANS

Dir. Jezebel de Carli. Com Silvero Pereira Histórias sobre exclusão e violência no cotidiano de travestis, transexuais e transformistas. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sáb. (19), às 21h. R$ 20 (inteira).

CABARÉ DAS TRAVESTIDAS E TODA DESEO

Com Coletivo Artístico As Travestidas Teatro-festa tem como princípio o transformismo, talk show, improviso composto pela interação com o público.

Peça de grupo de Brasília convida público a percorrer as ruas de si mesmo

co para a cena. As linguagens vão dando contorno às experiências, a criação de sentido varia pelo ambiente, por isso a cidade e a cena passam a configurar uma textura só, os sentidos são criados a partir do que está mutuamente relacionado ali. Tenta-se ligar sentimentos aos espaços e às pessoas que estão inseridas nesse jogo poético da cena”, contou Wilker. Em BH, o local de embarque escolhido – marcando o início do espetáculo – foi a Es-

Dir. coletiva. Com Kayete, Glauber Cunha e Paloma Santos O programa de rádio homônimo à peça ganha os palcos. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta, 3237-6611). Qui. e sex., 21h; sáb. e dom, 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (Sinparc). Até 17/12.

BELATRIZ

Embarque

uma melancolia, uma solidão”, explica. E é com um olhar atento às possibilidades de linguagens proporcionadas tanto pelo teatro quanto pelo cenário urbano que o diretor pensa em fazer muito mais que um “teatro de rua”, permitindo que as variedades da cidade, assim como o contexto do transitório, se tornem parte do elenco, da cenografia e da dramaturgia. “O que acontece na cidade acaba configurando um desempenho poéti-

Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello, Ana Cândida, Fabiane Aguiar Textos de Shakespeare foram escolhidos para compor um painel da obra do escritor inglês. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Qui., sex. e sáb., às 20h30. R$ 50 (inteira). Até 18/12. Dir. Rosanne von Sperling. Com Jefferson Veloso, Nayara de Salles, Nelio Souto Dois amigos apaixonados pelas irmãs Virginia e Clarisse fogem para se casar escondido do pai delas. Mas, arrependidas, elas resolvem abandoná-los. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sáb. (19), 20h; dom. (20), 19h30. R$ 30 (inteira). Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Seg. (21) e ter. (22), 19h30. R$ 30 (inteira); R$ 12 (convênio).

DIEGO BRESSANI/DIVULGAÇAO

Sáb. e dom. 26 e 27.nov.

DOIS NA PISTA

ELEFANTE BRANCO

Dir. Gustavo Bones e Mariana Maioline Com Charles Valadares, Fabrício Trindade, Helaine Freitas Cinco pessoas em uma sala vivem uma rotina até que uma novidade irrompe. Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Sáb. (19), 20h. R$ 10.

(Leia mais na página 11)

Dir. Eduardo Tolentino de Araújo. Com Bárbara Paz, Augusto Zacchi, André Garolli História de uma família obcecada pela herança do patriarca doente, envolvendo ambição e competitividade em nome da riqueza material e do status. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 28/11.

MARILYN MONROE.DOC

Dir. Juarez Guimarães Dias Com Thais Coimbra e Ítalo Mendes Teatro-documentário conta sobre a trajetória de como Norma Jeane Monroe se tornou um dos maiores mitos do século XX, Marilyn Monroe. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho,

Dir. Carlos Nunes. Com Marcelo Ricco Jonas quer encontrar uma mulher e se casar. Na busca, muitos tipos passam pela sua vida, deixando várias histórias. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (Sinparc). Até 4/12.

RUA DAS CAMÉLIAS

Dir. Gabriela Luque. Com Companhia Vórtica O processo investigativo fala da rua dos Guaicurus, de prostituição e de realidades ignoradas. Hotel Imperial Palace (r. Guaicurus, 436, centro). Sáb. e dom., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 27/11.

SUSPEITOS - UM CRIME IMPROVISADO

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

JOÃO-DE-BARROS

Dir. Charles Valadares. Com Charles Valadares Brincando no quintal de casa, João vive um faz-de-conta-sem-fim. Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Sáb. (19), às 16h. R$ 10.

O MISTÉRIO DA BOMBA H_

Dir. Anna Campos. Com Enedson Gomes, Isabela Arvelos, Ítalo Mendes A cidade de Galinópolis receberá um famoso ator e será cenário de um atentado terrorista. Diante da ameaça, entram em cena fãs histéricas, super-heróis... Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (20), às 16h. R$ 10 (inteira).

O PEQUENO

ENSAIO PARA SENHORA AZUL

Dir. Robson Vieira. Com Cia A Patela Livremente inspirado no clássico “O Pequeno Príncipe”, um garoto sai à procura de seu pa. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (19) e dom. (20), às 16h. R$ 20 (inteira).

Dir. Robson Vieira. Com Kelly Crifer Histórias pessoais, situações limite do cotidiano, enfim, temas que atravessam o dia-a-dia: nomes, números, cores, sons, formas, silêncios e a loucura como forma de expressão. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (19), às 20h; dom. (20), às 19h. R$ 20 (inteira).

* Sob a supervisão de Marília Mendonça

> Entrepartidas

Início na Estação Ferroviária Central (rua Aarão Reis, 423, centro). Sábado (26) e domingo (27), às 19h. R$ 20 (inteira), à venda no site Sympla. Serão 29 pessoas por sessão. O espectador que chegar atrasado perderá o lugar. Em caso de chuva forte, o evento pode ser cancelado.

Victor Alves A performance fala das diferenças e relações entre o corpo cego e o corpo que enxerga em um mundo predominantemente visual. CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, 3431-9400). Qui. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira).

ENCANTAÇÕES PARA OS MORTOS

Com Marcelo Gabriel Quarto espetáculo da tetralogia “Danças do Abismo” que estreou em 1996, em Berlim. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (20), às 18h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciário).

M

Dir. André Lage. Com Margô Assis, que constrói em cena, uma espécie de anatomia feita de volumes, de dobras, de superfícies, de contornos, de linhas, de ângulos. Espaço Cultural Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia). Sab. (19), 21h; dom. (20), às 20h. R$ 10 (inteira).

SEMPRE SEU

Dir. Marcia Milhazes Com Lavínia Biazzotto e Domênico Salvatore Através do barroco, o espetáculo narra a inquietação de quem se descobre e se desencontra no palco. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Nesta qua. (23), às 20h. R$ 20 (inteira).

PEDRO E O LOBO

Grupo Giramundo. O espetáculo reforça o propósito de sensibilizar as crianças para a estrutura elementar de uma orquestra. Museu Giramundo (r. Varginha, 245, Floresta, 3446-0686). Neste sáb. (19), às 11h. R$ 20 (inteira).

FLECHA

Dir. coletiva Com Karo Botura, Pa e Raphael Prota Investigação plástica, sonora e ritualística a partir de trabalhos corporais e espirituais acerca do som. Um pulso pela existência através da consciência, um convite ao sonho. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Nesta ter. (22), às 20h. Entrada gratuita.

teatro infantil

uma sensibilidade maiores nas relações cotidianas. “Uma delicadeza que vem se perdendo na correria dos dias”, lamenta Jonathan.

dança “Encantações para os Mortos” investiga processos psicológicos e sociais que condicionam sistemas fundamentalistas

E A COR A GENTE IMAGINA

Dir. Victor Alves. Com Oscar Capucho e

ópera O GUARANI

Dir. Silvio Viegas e Walter Neiva Com Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e Coral Lírico de Minas Gerais A história do amor proibido entre Cecília e o índio Perii. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Neste dom. (20), às 19h. R$ 60 (inteira).


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MÚSICA Comemoração em grande estilo Quando Sandra de Sá recebeu o convite para dividir o palco com a Orquestra Opus, não titubeou: a cantora, que cravou seu nome na história da soul music brasileira, foi logo disparando o seu “sim”. “Eles me convidaram por telefone, e já fui falando que aceitava. Foi lindo”, resume, bem-humorada. A resposta, do modo que veio, tão convicta, fez Leonardo Cunha ter a certeza de que havia, sim, escolhido o nome certo para o espetáculo, que, na verdade, celebra os 10 anos da orquestra. Desde a citada ligação, em outubro, ele vem se debruçando pessoalmente nos novos arranjos para as músicas da cantora. Todo Alex Bessas (*)

empenho será condensado no show da próxima sexta (25), no Cine Theatro Brasil. Para a cantora, o resultado será uma surpresa. “Vou chegar aí e vou ver. Estou curiosa, principalmente para os funks e os rocks”, confessa, ainda que confiante no trabalho do maestro. É ele quem explica que, na apresentação, não haverá o característico coro do funk, do gospel e do blues. Este elemento, presente em várias músicas de Sandra de Sá, será substituído por “instrumentos de sopro, de corda e, para os momentos mais ‘agressivos’, pelos metais”, antecipa Leonardo. “Tive que ouvir bastante as músicas dela e pensar uma roupagem que ficasse elegante sem perder essa essência da rítmica do black”, lembra o maestro, que ideali-

zou também o repertório. “A gente atravessa várias fases, vai do nostálgico ao mais célebre”. “Olhos Coloridos”, “Retratos e Canções”, “Bye Bye Tristeza”, “Nada Mais” e “Bons Momentos” estão entre as canções que integram a apresentação. Detalhe: ao receber a relação de músicas, Sandra não fez nenhuma ressalva. Afinal, seu repertório reflete sua alma. “Nunca gravei nada forçada ou por estar na moda”, enfatiza, orgulhosa. Afinal, para ela, música é coisa séria. “Lido com o coração das pessoas. Não posso brincar com isso”. Por isso, acredita, aprovou de pronto as sugestões de Leonardo. O fato de a apresentação ser na capital mineira também pesou – afinal, ela garante se sentir em casa por aqui. “Em todo lugar que

Sex. 25.nov.

vou, a recepção é linda. E minha família é mineira, né? Tenho esse laço de sangue mesmo”, diz ela, que nasceu no Rio de Janeiro. Além da convidada ilustre, a Orquestra Opus convocou, para a apresentação, o saxofonista Derico Sciotti (“Programa do Jô’). “É um grande parceiro nosso. Foi a partir de um comentário dele, aliás, que surgiu o nome da Sandra. Ele falou que havia se apresentado com ela, e que havia sido maravilhoso”, lembra Leonardo, ansioso para o grande dia. * Especial para o Pampulha

Orquestra de >Câmara Opus recebe Sandra de Sá e Derico Sciotti

Cine Theatro Brasil Valourec (Av. Amazonas, 315, Centro, (31) 3201-5211). Sexta (25), às 21h. R$ 60 (inteira).

Em BH

Sandra de Sá aprovou repertório escolhido pelo maestro Leonardo Cunha

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RAÍSSA FORTE/DIVULGAÇÃO


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MÚSICA Um Ira! para os mais íntimos Lara Se o formaAlves to voz & vio(*) lão (e um clima mais intimista) não é propriamente uma constante nas apresentações de grupos musicais remanescentes da cena rock nacional dos anos 80, o show “Ira! Folk” – que ocupa o palco do Sesc Palladium no próximo sábado (26) – entra em cena propondo justamente a adesão a esse modelo. Em vez de grandes estádios e grandes públicos, propõe uma concepção mais minimalista, em um espaço – o teatro – ainda pouco explorado por grupos de rock. “Há menos instrumentos e mais sutileza. É um show que se torna mais teatral”, comenta o vocalista Nasi, acrescentando que o modelo foi pensado entre um cafezinho e outro na casa de Edgar Scandurra. A apresentação, na verdade, sinaliza um momento de reinvenção da banda após o já conhecido hiato de sete anos. E, mais que as composições gravadas na memória dos fãs, traz à baila o processo de criação dessas músicas, ao levar para o palco o modo exato como foram compostas. “Oitenta por cento das composições do Ira! surgi-

sábado (19) BH FOLK FESTIVAL Com Tuatha Danann, Taverna, Hagbard, Warboar,The Mcminers Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia). Às 20h. A partir de R$ 65 (promocional)

CENTOEQUATRO SOUL CULTURA DE RUA Dj Sir Walter Soul & Dj Delson Valerio do “Movimento Soul Mostra BH”. Cine 104 (pça. Rui Barbosa, 104, centro). Às 22h. R$ 20

VAGA LUZ E SENHOR ELL

Vaga Luz lança o disco “Qualquer Palavra Para Curar” com abertura do músico Senhor Ell A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 20

ram na voz e no violão. É possível perceber, com esse show, as nuances da melodia, e as letras ficam mais ‘nuas’”, explica Nasi. No entanto, se engana quem pensa que o show é uma remontagem do projeto “Acústico MTV”, que, à época (2004), deu novo gás à banda, que explodiu nos anos 80 por meio de sucessos como “Dias de Luta” e “Flores em Você”. O “Ira! Folk” traz a voz de Nasi e o violão de Scandurra, e conta com o apoio de Daniel Rocha, filho de Edgard, no segundo violão. Inclusive, a presença do instrumento é a principal característica do espetáculo que, tal qual afirma Nasi, valoriza o silêncio entre um acorde e o outro. É sob este viés que o título da turnê não foi uma escolha difícil para os dois veteranos. Mais que remeter ao gênero musical norte-americano de meados da década de 60, o folk do título do show flerta com o estilo de apresentação aqui adotado. Segundo Nasi, “uma maneira despojada de o artista se apresentar, seja pelas ruas ou pelos teatros, sem aparatos elétricos”. O formato, é bom lembrar, não excluiu da agenda do Ira! o tradicional show “elétrico”. Mas, para Nasi, o “Ira! Folk” é uma oportunidade de o público conferir

Às 19h. R$ 20

segunda (21) ORQUESTRA MULTIPLAYER NBITS Show multimédia apresenta temas, músicas e performance de games Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. A partir de R$ 20 (inteira)

quarta (23) MARCOS CATARINA

Show “Todo in Canto do Rio” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

domingo (20) Apresentação com o maestro Rodrigo Toffolo homenageia o cinema, contando parte da história da sétima arte, por meio da música. Espaço CSul Lagoa dos Ingleses (av. Princesa Diana, 360, Nova Lima). Às 10h. Entrada Gratuita

STANLEY LEVI

Show “Contrastes” na série “Noturno Musicais” Fundaçã de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários).

CARINA ZARATIN/DIVULGAÇÃO

Apostando no formato voz & violão, Scandurra e Nasi desembarcam em BH para relembrar os clássicos da banda Ira!

uma outra sonoridade. “Privilegiamos baladas e músicas mais líricas, como ‘Mariana Foi Pro Mar’, além de outras que não tocávamos no show elétrico há décadas – vide ‘Mudança de Comportamento’ e ‘Mesmo Distante’”, antecipa o músico. Clássicos como “O Girassol” e “Tarde Vazia” também estão no repertório,

Shows com as cantoras e compositoras Manu Ranilla e Elisa de Sena Suricato (r. Souza Bastos, 175, Floresta). Às 19h30. R$ 12

que abarca, ainda, canções mais próximas do folk. RECONCILIAÇÃO O retorno do grupo Ira! se deu em 2014, após um período (os citados sete anos) marcado por conflitos entre Nasi e Scandurra. Para o vocalista, “Folk” acabou contribuindo para reaproximar ainda mais a du-

DIVULGAÇÃO

Edição especial para o Festival MUSA 2016 com Miêtta e Faca Amolada A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 20h. R$ 10

DÉ LUCAS

Lançamento do CD “Clarear” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 21h. Entrada gratuita

FESTIVAL MUSA 2016 Apresentam-se Pelos, lançando o álbum “Paraíso Perdido nos Bolsos “ e mais uma banda da “Sessões Autênticas”. A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 20h.

MARILENE CLARA

Lançamento do disco “O Meu Nome é Qualquer Um” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 20

Show “Cantos Encantados Com as Minas de Cá”, com composições autorais e clássicos da música brasileira Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

FERNANDA BRANCO POLSE

SASKIA

MULHERES CRIANDO

A cantora mineira Saskia lança o CD “Aquarelas de Chico Pottier” que homenageia grandes compositores e intérpretes Cine 104 (pça. Ruy Barbosa, 104, centro). Às 21h. R$ 20 (pelo telefone 99397-9122)

em diferentes plataformas on-line. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Ira! Folk

Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro, 3214-5350). Sáb. (26), às 21h. R$ 120 (plateia I, inteira), R$ 48 (plateia I, comerciário), R$ 100 (plateia II, inteira), R$ 40 (plateia II, comerciário), R$ 80 (plateia III, inteira), R$ 32 (plateia III, comerciário)

Santa Cruz canta 6 Tico Cazuza em Belo Horizonte

O roqueiro Tico Santa Cruz homenageia o cantor e poeta Cazuza. O show irá atravessar todas as fases da obra do cantor, do romantismo à rebeldia, lembrando canções como “Faz parte do meu show”, “Exagerado”, “Cobaias de Deus” e “Burguesia” Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes)Quando Sábado (26), às 21h Quanto R$ 80 (inteira)

sexta (25)

CÉSAR LACERDA & ROMULO FRÓES

Show de lançamento de seu disco solo “Bicho Branco Polse” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 20h. R$ 10 (inteira)

pla. “Hoje, o Ira! está muito conciliado. Esse é um show no qual estamos fisicamente mais próximos, o que mostra que estamos mais parceiros”. Fãs das novas mídias, Nasi e Scandurra, ambos com 54 anos, já confirmaram que a turnê “Folk” será registrada – e a gravação será posteriormente lançada

#FICAADICA

SESSÕES AUTÊNTICAS

quinta (24) ORQUESTRA OURO PRETO

Sáb. 26.nov.

Filarmônica encerra ano do ‘Concertos para Juventude’ Na última apresentação da série em 2016, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, sob a regência de Marcos Arakaki, finaliza a temática “Formas Musicais”, trazendo compositores como Haydn, Brahms e Elgar. Onde Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto) Quando Neste domingo (20), às 11h Quanto R$ 6 (inteira)

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NETUN LIMA/DIVULGAÇÃO


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MÚSICA “Metade de mim é a plateia” Lara C o m p o s t a Alves (*) em 1975 por

Oswaldo Montenegro, a canção “Metade” é fruto de um artista inquieto que já passeava com confiança pelo teatro e pela música, além de ser um dos reflexos da amizade com a flautista Madalena Salles na vida do cantor. É esta amizade de longa data, regada a incontáveis trabalhos artísticos, que será celebrada em um show no Cine Theatro Brasil nesta quinta-feira (24). Com um repertório recheado pelos maiores êxitos da carreira do músico, entre eles “Bandolins”, “Estrada Nova” e “Lua e Flor”, o espetáculo estreante da nova turnê “Nossas Histórias” leva intencionalmente o nome da websérie na qual Madalena conta suas histórias com Montenegro (material disponível no canal do cantor no Youtube). No encontro com o pú-

blico mineiro, o clima de amizade não abandona o palco. A apresentação não apenas comemora os 40 anos de cumplicidade entre os músicos, mas também propõe um diálogo com a plateia. “A gente se reveza entre pianos, violões, flautas e teclados e canta as histórias mais marcantes da nossa vida. No meio, batemos um papo com público”, conta Montenegro. As vivências narradas em uma atmosfera de descontração na websérie “Nossas Histórias” dividem o palco com as também trilhas sonoras compostas por Montenegro para os filmes “Leo e Bia” (2010) e “Solidões” (2013), dirigidos pelo cantor, e com as preferências do público, que terá a oportunidade de “pedir músicas” ao cantor. MARÇO DE 1975 A história da amizade de Oswaldo Montenegro e Madalena Salles remonta a 1975. Aos 18 anos, ela, estudante de biologia, assistiu a

um concerto de câmara na Universidade de Brasília onde, então, conheceu o músico. Tornaram-se, ali, amigos e ele a convidou para gravar um programa sobre MPB para a extinta TV Tupi. Depois disso, muitos outros projetos foram produzidos pela dupla, que divide, até hoje, a assinatura de peças, filmes e canções. SÉTIMA ARTE Vencedor do Open World Toronto Film Festival no mês passado com a trilha sonora composta para seu terceiro longa-metragem, “Perfume da Memória” (2016), o artista, mais que um aventureiro das telonas, se envereda pelo cinema e vem se destacando na cinematografia nacional. Já veterano na sétima arte, Montenegro destaca as dificuldades que diferenciam a composição de uma canção e de uma trilha. “As canções surgem de forma natural. Quando é trilha,

preciso me jogar na alma de um outro ser humano”, explica. Mesmo com tantas atividades na agenda, Montenegro continua sua busca por novas experiências o tempo inteiro, mas, sobretudo, se mantém fiel a suas raízes. “O teatro e o cinema acontecem quando a agenda de compositor permite. Acima de tudo, me sinto um músico”, ressalta. Fã das novas plataformas online, Oswaldo Montenegro disponibiliza todo o conteúdo produzido por ele em seu canal no Youtube. Os projetos não param e, para o ano que vem, o artista seguirá com a turnê “Nossas Histórias” e estreará, em janeiro, a minissérie “De Sonhos e Segredos”, no Canal Brasil.

Oswaldo >Montenegro

Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Nesta quinta (24), às 21h. R$ 130 (plateia I, inteira), R$ 120 (plateia II, inteira)

Quinta 24.nov

Oswaldo Montenegro faz show com Madalena Salles em BH

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LITERATURA As letras e as ideias de Duvivier Gregorio DuBárbara vivier está caFrança da vez mais convicto de que o mundo está carente é de afeto. Atribuindo a essa tese a intensa repercussão da elogiosa coluna sobre sua ex-namorada, Clarice Falcão – “Desculpe o transtorno, preciso falar da Clarice”, publicada na “Folha de S.Paulo” em setembro –, o humorista, ator, roteirista e escritor carioca dedicou seu mais recente texto, publicado na última segunda-feira (14), a comentar o impacto do afeto na vida de pessoas que nem se conhecem. “Há tanta manifestação gratuita de ódio. Mas sempre prefiro acreditar no amor. Se alguém recebe diariamente 30 mensagens agressivas e odiosas, prefiro lembrar que tem, ao mesmo tempo, umas 20 mil curtidas”, comenta Duvivier, espelhando, de alguma forma, sua própria experiência. Integrante do coletivo de humor Porta dos Fundos e declaradamente alinhado àspautas da esquerda, Duvivier já foi agredido verbalmente na rua e, não raro,

tem seu nome associado a rótulos que procuram deslegitimar sua posição política, por conta do lugar que ocuparia nasociedade, enquanto“branco e privilegiado”. “Petralha” e“esquerda caviar”, porexemplo, são algumas das pechas associadas com frequência ao seu nome. Mas Duvivier não liga muito – na verdade, até faz piada. Em “Caviar é Uma Ova” (Ed. Tinta da China), livro com lançamento marcado em Belo Horizonte para a próxima quinta (24), dentro do projeto Sempre Um Papo, o escritor transita por ficções, memórias de infância, exercíciosde estilo e, claro, pela conturbada situação política vivida atualmente no Brasil (e em boa parte do mundo). Na conversa, guiada pelo gestor cultural Afonso Borges, o autor de “Ligue os Pontos – Poemas deAmoreBig Bang”e “PutSome Farofa” vai falar sobre o tal do ódio. E sobre amor, afeto e tudo mais que constitui o seu universo literário. DIÁLOGO “Adoro as proibições em geral. Gosto de escrever sobre o que não se pode falar: a religião, a política... que é um tema tão tabu hoje, não é? Gos-

Qui. 24.nov

ZÉ PAULO CARDEAL/DIVULGAÇÃO

o outro lado, eleições como a de Trump deixam de ser tão surpreendentes”, aponta Duvivier. Para ele, a vitória do republicano,lembradopor posicionamentos racistas e misóginos, deve servir de alerta para a própria realidade brasileira. “O fascismo está sempre à espreita. Não é o pesadelo de alguém. É uma realidade”, alerta.

Novidade

Escritor e humorista lança em BH seu novo livro, “Caviar é Uma Ova” to de falar mal do jornal onde escrevo, de mexer com o que as pessoas pensam que é sagrado. Afinal, fazer humor é um pouco isso”, destaca ele, para quem o desafio do momento atual é exatamente encontrar um chão de diálogo com quem pensa diferente. “Essa é a grande questão para mim, como dialogar com

um fascista, por exemplo. Nas redes sociais, há uma série de argumentos diferentes, cada um expõe o que quiser, mas não existe necessariamente um diálogo. Um não ouve o outro fato”, observa. Para Duvivier, aliás, os resultados das eleições nos EUA e mesmo no Brasil têm a ver com isso. “Acompanharo queaspes-

soas estão dizendo na internet,pormaisabsurdoelamentável que seja, é importante para a gente ter ideia do que pensam e querem. É importanteinclusive para saber o tamanho dos monstros. A gente podia acreditar na ilusão de um mundo melhor, mas daí, vê o avanço dos discursos fascistas. Quando olhamos para

MINAS Alémde discussõeseconversas, a estadia de Duvivier em BH deve contar com uma incursão gastronômica. De família mineira – “Meu tataravô, inclusive, foi prefeito aí, o Augusto de Lima” –, ele vai aproveitar a viagem para passear pelo bairro Santa Tereza – e comer por lá. “Adoro o Birosca S2, acho uma delícia. Tambémgosto muito da vida cultural da cidade. Mas queria reservar um tempo para conhecer mais o interior, as cidades históricas…”.

Sempre Um Papo >apresenta Gregorio Duvivier

Auditório da Cemig (av. Barbacena, 1200, Santo Agostinho). Quinta (24), às 19h30. Entrada Gratuita.

#FICAADICA Oficinas para o Carnaval com o Chama o Síndico O bloco Chama o Síndico, um dos pioneiros da Carnaval de BH, conhecido pelas releituras de Jorge Ben e Tim Maia, criou o projeto Sindicato, que vai oferecer aulas de percussão, metais, canto, dança e cenografia para formação do bloco no ano que vem. Serão oferecidas 150 vagas no total, sendo 120 só para percussão Onde Em vários locais da cidade, consultar fb.com/chamaosindico Quando de segunda (21/11) ao dia 18 de dezembro, e de 16 de janeiro a 19 de fevereiro de 2017 Quanto R$ 100 (investimento mensal)

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BEL DINIZ/DIVULGAÇÃO

Casa Fiat de Cultura recebe Festival Canjerê O Festival de Cultura Quilombola (Canjerê) tem programação especial para o final de semana na Casa Fiat. Além da exposição de Leo Santana, no sábado (19), o visitante verá a tradicional troca de sementes crioulas entre comunidades. No domingo (20), haverá Ateliê Aberto para crianças e adultos aprenderem a fazer bonecas Abayomi Onde Casa Fiat de Cultura (Praça da Liberdade, 10) Quando Neste sábado (19) e domingo (20). Programação no site: www.casafiat.com. br Quanto Entrada gratuita

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RAISSA PENA/DIVULGAÇÃO


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CINEMA WARNER BROS/DIVULGAÇÃO

Fauna mágica

“Animais Fantásticos e Onde Habitam” estreia nesta semana em Belo Horizonte’

Temporada de caça à magia Omundo está acabando. Um racista misógino e xenófobo que acredita que a vida é um reality show foi eleito presidente dos EUA e terá acesso aos códigos nucleares do país. E fascistas de extrema-direita estão ganhando os principais gabinetes da Europa. É como se Voldemort tivesse vencido. Em tempos assim, as pessoas mais do que nunca buscam fugir da realidade em filmes com seres sobrenaturais e fofinhos, em que os problemas são resolvidos com mágica e uma trilha épica faz tudo parecer uma aventura divertida e inspiradora. É exatamente o que “Animais Fantásticos e Onde Habitam”, que estreia esta semana oferece: escapismo e um pouco de magia. O filme, escrito por J. K. Rowling, é a “adaptação” do livro didático estudado por Harry Potter em HoDaniel Oliveira

Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 19 (sábado) e 20 (domingo)

pré-estreias

gwarts. “Adaptação” porque a obra publicada em 2001 é um livro didático e não um romance sobre o autor Newt Scamander (Eddie Redmayne), estudioso dos seres mágicos do título, cuja história o longa conta. O período em que ele escreveu o tomo seria a década de 20, quando o bruxo britânico visita Nova York com uma mala mágica que é basicamente um zoológico de criaturas cuidadosas e digitalmente elaboradas com o melhor do CGI para encantar crianças, adultos e fazer a sala de cinema virar um festival de “awns”. Só que Scamander é péssimo guardião de sua fauna fantástica e, com poucos minutos na Big Apple, vários dos bichanos escapam da valise. A primeira hora de “Animais Fantásticos” acompanha o protagonista na sua busca pelos fugitivos, com a ajuda do humano Jacob Kowalski (Dan Fogler, espécie de Leandro Hassum gringo),

da bruxa Tina Goldstein (a boa Katherine Waterston, de “Vício Inerente”), agente renegada do Conselho Mágico Norte-Americano, e sua irmã Queenie (Alison Sudol). O diretor David Yates, dos quatro últimos “Harry Potter”, encena isso com um tom farsesco e compreensivelmente infantil, que lembra os dois primeiros filmes da saga. E se ver o oscarizado Eddie Redmayne tentando fazer uma dança do acasalamento com um hipopótamo mágico gigante é sua ideia de diversão, você vai curtir. Em termos de trama, porém, o longa só engrena na segunda hora, quando a confusão de Scamander se conecta ao contexto político da época. Os bruxos norte-americanos vivem escondidos e têm aindamais medo deserem descobertos pelos humanos que os britânicos. O que é ameaçado por Gellert Grindelwald, o Voldemort da vez – bruxo maligno de que todos falam, mas nunca é visto, e que quer ex-

por os seres mágicos para causar uma guerra com os humanos e exterminá-los. O conhecimento e posse do protagonista sobre seres mágicos acaba o colocando no caminho da investigação do agente mágico Graves (Colin Farrell) e de uma família de fanáticos religiosos antibruxos, os “Segundos Salêmicos” (das Bruxas de Salem), liderada por Mary Lou (Samantha Morton, ótima em um papel terrivelmente unidimensional) e Credence (o bom Ezra Miller, de “Precisamos Falar Sobre Kevin”).

Del Rey 4: 20h40 (somente sábado) Pátio Savassi 8: 22h (somente sábado)

encontrando combustível na mais inusitada das fontes: as rocambolescas reviravoltas da novela “O Amor de Catarina”, a nova febre nacional. Minas 6: 13h20, 15h10, 17h Monte Carmo 4: 13h45, 16h, 18h20, 20h50

ELLE

(Elle, França/ Alemanha, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. Paul Verhoeven. Com Isabelle Huppert, Anne Consigny, Laurent Lafitte. Executiva-chefe de uma empresa de videogames tem sua rotina quebrada ao ser atacada por um desconhecido dentro de sua própria casa. Belas 1: 21h30 (somente sábado)

A CHEGADA

(Arrival, EUA, 2016, 1h56, 12 anos) Dir. Denis Villeneuve. Com Amy Adams, Forest Whitaker, Jeremy Renner. Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, uma linguista especialista no assunto é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não à humanidade.

estreias O AMOR DE CATARINA

(Brasil, 2016, 1h30, 12 anos) Dir. Gil Baroni. Com Greice Barros, Ciliane Vendruscolo, Kéfera Buchmann. Após descobrir que está sendo traída pelo marido, Rose tenta recomeçar e acaba

ANIMAIS FANTÁSTICOS E ONDE HABITAM

(Fantastic Beasts and Where to Find Them, EUA/ Reino Unido, 2016, 2h15, 12 anos) (Leia mais em texto acima). Big 2: 14h40, 17h40, 20h40 (*) Betim 1: 15h e 20h40 (*) Boulevard 1: 18h20 Cidade 6: 16h e 20h50(*) Cidade 7: 12h (somente domingo), 14h50, 17h45, 20h40 (*) Contagem 2: 15h(*), 18h, 20h50(*) Contagem 6: 12h, 14h50, 17h45, 20h40 (*) Del Rey 3: 12h30, 15h20, 18h10, 21h Del Rey 5: 17h40, 20h30 (*), 20h30(f), 23h10 (*)(somente sába-

CURIOSAMENTE ATUAL Rowling parece querer usar essa caça às bruxas para fazer um comentário sobre a ascensão da intolerância e do fascismo no período entre guerras – o que pode tornar a cinessérie curiosamente atual. Só que esse discurso não é muito explorado em “Animais Fantásticos” e deve ser mais desenvolvido nos re-

cém-anunciados cinco futuros capítulos da saga. Isso porque o longa dedica pouco tempo a personagens interessantes, como Credence e Mary Lou. E superestima tramas pouco convincentes e bobas, como o romance de Queenie e Kowalski. O humano, por sinal, é um dos pontos mais fracos do filme – um personagem desnecessário que a escritora parece querer usar como condutor do público pelo universo. Considerando que já existem oito filmes prévios, sua existência só se explica porque os novos protagonistas, especialmente Scamander, são interpretados por um elenco de ponta, mas são adultos e não têm o mesmo carisma inocente e o frescor irresistível do jovem trio da saga original. No novo filme, essa paixão fica mais a cargo dos acordes inconfundíveis da trilha de James Newton Howard, que imprime mágica a cada frame da história. E aos

efeitos e figurinos de encher os olhos e, especialmente, ao design de produção de Stuart Craig e James Hambidge, que mistura o art déco da época à imaginação mirabolante de Rowling e cria um universo tão único quanto a antológica Hogwarts. Com isso, “Animais Fantásticos” fica no meio do caminho entre os melhores capítulos de “Harry Potter” (o terceiro e o quarto) e os insatisfatórios longas finais dirigidos por Yates. Isso porque a nova produção se sustenta como filme, não como mero capítulo de um todo, e tem um final de verdade – que poderia encerrar a história ali e só não vai por motivo de $$$. Resta torcer para que os próximos capítulos elevem a saga ao mesmo nível de fenômeno cultural de sua irmã mais velha. Para os fãs, porém, isso pouco importa. É Harry Potter, e isso basta.

do) Itaú Power 3: 12h, 14h50, 17h45, 20h40 (*) Minas 4: 12h, 14h50, 17h45, 20h40 (*) Monte Carmo 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Norte 5: 14h40, 17h40 e 20h40 (*) Pampulha 3: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 1: 15h, 17h50, 20h40 Via Shopping 1: 12h, 14h50, 17h45, 20h40 (*) Sessões 3D: Big 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Betim 1: 17h50 (*) BH Shopping 1: 13h20(*), 16h20(*), 19h20(*), 22h20 BH Shopping 2: 12h20, 15h20, 18h20, 21h20 BH Shopping 8: 11h20(d), 14h20, 17h20, 20h20 Boulevard 2: 14h30, 17h30, 20h30 Boulevard IMAX: 12h30, 15h20, 18h10, 21h Cidade 4: 12h30(*), 15h20(*), 18h10(*), 21h

Contagem 1: 18h10(*), 21h Del Rey 1: 12h(*), 14h50, 17h45(*), 20h40 e 23h20 (somente sábado) Del Rey 4: 11h20(*), 14h20(*), 17h20, 20h20 Diamond 1: 12h30(d), 15h30, 18h30, 21h30 Estação 3: 13h(*), 16h(*), 19h, 22h(*) Estação 4: 12h, 15h, 18h, 21h, 23h59 (somente sábado) (*) Itaú Power 5: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Minas 1: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Monte Carmo 5: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Net Ponteio Premier: 15h, 18h10, 21h Norte 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Pampulha 6: 13h50, 16h20, 18h50 e 21h20 (*) Paragem 5: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h Partage Shopping Betim 1: 14h15(*)(a), 17h15, 20h15 Partage Shopping Betim 4: 18h40,

21h40 (*) Partage Shopping Betim 6: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Pátio Savassi 3: 19h20, 22h20 Pátio Savassi 4: 18h40, 21h40 Pátio Savassi 5: 11h15(*), 14h15(*), 17h15, 20h15, 23h15 (somente sábado) Pátio Savassi 6: 18h, 21h Via Shopping 4: 12h30(*), 15h20, 18h10(*), 21h (*) Sessões dubladas

AS CONFISSÕES

(Le confessioni, Itália/ França, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. Roberto Andò. Com Toni Servillo, Daniel Auteuil, Pierfrancesco Favino. Em um resort europeu, o FMI está prestes a adotar uma manobra secreta que afetará gravemente alguns países, mas um evento trágico e a presença de um monge mudam a situação. Belas 1: 14h20, 16h40 e 19h20


18

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 19 a 25 de novembro de 2016

CINEMA estreia (continuação) CREEPY

(Creepy, Japão, 2016, 2h10, 16 anos) Dir. Kiyoshi Jurosawa. Com Yuko Takeuchi, Hidetoshi Nishijima. O ex-detetive e agora professor de psicologia Takakura se depara com um caso estranhíssimo de desaparecimento. Belas 2: 16h20 e 21h10 Cine 104: 20h30

DEPOIS DA TEMPESTADE

(Umi yori mo Mada Fukaku, Japão, 2016, 1h50, 10 anos) Dir. Hirokazu Koreeda. Com Hiroshi Abe, Kirin Kiki, Yoko Maki. Yoshiko, idosa que mora sozinha, recebe a visita de dois filhos. Juntos, eles aguardam a chegada de um tufão e relembram a morte do pai e marido. Belas 1: 21h30 (domingo) Belas 2: 14h10 e 19h

UM ESTADO DE LIBERDADE

(The Free State Of Jones, EUA, 2016, 2h19, 14 anos) Dir. Gary Ross. Com Matthew McConaughey, Gugu Mbatha-Raw. Durante a Guerra Civil norte-americana, fazendeiro forma grupo de rebeldes contra a Confederação. Ele é contrário à escravidão, mas também à secessão. BH Shopping 9: 18h40 Diamond 2: 15h40 e 21h15 Net Ponteio 4: 13h50, 16h30 e 21h20

MARESIA

(Brasil, 2016, 1h30, 14 anos) Dir. Marcos Guttmann. Com Júlio Andrade, Vera Holtz. Obcecado por Emilio Vega, pintor sumido há anos, perito em arte recebe homem que diz ter conhecido o artista. Belas 3: 14h

MARIAS

(Brasil, 2016, 1h15, livre) Dir. Joana Mariani. O documentário aborda as devoções e representações religiosas das Marias através das festas padroeiras pela América Latina. Belas 3: 16h e 20h Cidade 8: 11h40 (somente domingo), 13h20, 17h Estação 1: 16h30 e 21h15

PRECISAMOS FALAR DO ASSÉDIO

(Brasil, 2016, 1h20, 18 anos) Dir. Paula Sacchetta. Depoimentos de mulheres de 15 a 84 anos que foram vítima de algum tipo de assédio. Cine 104: 19h

SOB PRESSÃO

(Brasil, 2016, 1h30, 12 anos) Dir. Andrucha Waddington. Com Júlio Andrade, Andréa Beltrão, Marjorie Estiano. Equipe enfrenta tenso dia no hospital ao ter que realizar cirurgias de um traficante, um PM e uma criança. BH Shopping 9: 16h10 e 21h50 Cidade 8: 15h, 18h50 e 20h30

em cartaz ATRAVÉS DA SOMBRA

(Brasil,2016,1h40,14anos) Dir.WalterLimaJr.. ComVirginiaCavendish, AnaLúciaTorre,DomingosMontagner. Lauraé contratadaparaparacuidar de doisórfãosnuma fazenda.Elapercebe que algunssegredossãoescondidos ali. Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h50, 21h

O CONTADOR

(The Accountant, EUA, 2016, 2h10, 14 anos) Dir. Gavin O’Connor. Com Ben Affleck, Anna Kendrick, J.K. Simmons. Christian é um contador autista que atua para perigosas organizações criminosas. Big 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) BH Shopping 6: 13h40 Big 3: 20h30 (*) Diamond 6: 18h e 20h50 Pampulha 4: 16h35, 21h10 (*) Pátio Savassi 4: 15h50 Pátio Savassi 7: 13h30, 19h10 (*) Sessões dubladas

É FADA

(Brasil, 2016, 1h25, 12 anos) Dir. Cris DAmato. Com Kéfera Buchman. Uma fada atrapalhada recebe a missão de ajudar uma jovem garota. Betim 2: 18h40 e 20h30 Contagem 7: 14h10 e 16h20 Cineart Via Shopping 2: 18h20 e 20h30

BRUNO REZENDE/DIVULGAÇÃO

Estação 5: 14h40, 16h45

A GAROTA NO TREM

(The Girl On The Train, EUA, 2016, 1h53, 14 anos) Dir. Tate Taylor. Com Emily Blunt, Haley Bennett. Alcoólatra, Rachel viaja de trem e todo dia fantasia sobre um casal que vê pela janela. Certo dia, testemunha uma cena chocante – e descobre que a mulher está desaparecida. BH Shopping 7: 16h30, 19h30, 22h10 Boulevard 4: 16h20, 21h10 Contagem 3: 16h20, 20h40 (*) Del Rey 4: 13h20, 18h20 Itaú Power 4: 14h (*) Diamond 3: 21h40 Net Ponteio 4: 19h10 Pampulha 4: 14h20 e 18h55 (*) Pátio Savassi 8: 13h20, 16h, 19h, 22h

17h Sessão Especial: “Imagens do Estado Novo 1937 – 45”, de Eduardo Escorel. Sessão comentada pelo diretor 21h30 Mostra Contemporânea Internacional: “Curupira”, de Pedro F. Neto (Brasil/Portugal/Peru); “Kombit”, de Anibal Garisto (Argentina)

(*) Sessões dubladas

DOUTOR ESTRANHO

(Doctor Strange, EUA, 2016, 1h55, 12 anos) Dir. Scott Derrickson. Com Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Tilda Swinton. Nneurocirurgião sofrer um acidente que afeta suas mãos. Big 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Betim 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) BH Shopping 9: 13h30 (*) Boulevard 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h Cidade 2: 13h45, 16h10, 18h35, 21h (*) Contagem 4: 13h45, 16h109, 18h35, 21h (*) Del Rey 6: 13h40, 16h10, 18h30, 20h50, 23h(somente sábado) Estação 5: 18h45, 21h30 (*) Estação 6: 22h25 Itaú Power 2: 13h30, 15h50, 18h30, 20h45 (*) Minas 3: 13h45, 16h10, 18h35, 21h (*) Monte Carmo 2: 13h45, 16h10, 18h35 e 21h (*) Norte 3: 18h35, 20h45 (*) Pampulha 1: 14h10(*), 16h25(*), 18h40 e 20h55 Pampulha 2: 14h40, 16h55, 19h10 e 21h25 (*) Paragem 2: 14h, 16h20, 18h40, 21h Partage Shopping Betim 3: 16h40(d), 19h20, 22h (*) Partage Shopping Betim 7: 21h30 (*) Pátio Savassi 1: 12h20 (*) Pátio Savassi 7: 16h30, 22h10 Via Shopping 3: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 (*) Sessões 3D: Big 5: 16h20, 18h30, 20h40 (*) BH Shopping 3: 13h, 15h50, 18h50, 21h30 BH Shopping 5: 12h(*), 14h40(*), 17h30(*), 20h05, 22h35 Cidade 5: 18h10(*), 20h30 Contagem 1: 13h30(*), 15h50 Del Rey 2: 18h10(*), 20h30 Diamond 2: 13h, 18h40 Diamond 5: 13h40, 16h40, 19h20, 22h Estação BH 2: 14h20, 17h, 19h45, 22h15 (*) Itaú Power 6: 18h45, 20h55 (*) Minas 2: 18h10 e 20h30 (*) Net Ponteio 3: 14h20, 18h40 Norte 2: 16h20, 18h30, 20h40 (*) Partage Shopping Betim 2: 12h10, 14h50, 17h30, 20h40 (*) Pátio Savassi 2: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 (*) Sessões dubladas

HORIZONTE PROFUNDO – DESASTRE NO GOLFO

(Deepwater Horizon, , 2016, 1h47, 12 anos) Dir. Peter Berg. Com Mark Wahlberg, Dylan O’Brien, Kate Hudson. Sobre um dos piores vazamentos de petróleo nos EUA, o da plataforma Deepwater Horizon. BH Shopping 6: 19h05 Boulevard 4: 14h, 18h45 Minas 5: 16h20, 20h50 (*) Partage Shopping Betim 7: 19h (*) Pátio Savassi 1: 18h50 (*) Sessões dubladas

INFERNO

(Inferno, EUA, 2016, 2h02, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Tom Hanks, Ben Foster, Felicity Jones. Na Itália, professor de simbologia de Harvard se envolve em jornada em torno de símbolos ocultos. BH Shopping 7: 13h50 Boulevard 5: 20h30 Cidade 3: 13h30, 16h, 18h30 (*) Del Rey 5: 13h, 15h10 Diamond 3: 16h30 Itaú Power 4: 16h30 (*) Paragem 3: 18h30, 20h50 Pátio Savassi 4: 13h

Gianvito (Wake – Subic, EUA/Filipinas) Quinta (24) 15h Mostra Contemporânea Brasileira: “As Mina na Batalha”, de Grazie Pacheco (Brasil, 2016); “Câmara de Espelhos”, de Dea Ferraz (Brasil, 2016). Sessão comentada pela diretora

Documentário O dia a dia de oito artistas de rua de Belo Horizonte foi registrado pelo diretor mineiro Shelmer Gvar. “A Peleja da Essência” estreia no Cine 104, na terça-feira (22), às 20h30 (I.T., Irlanda/ França/ Dinamarca, 2016, 1h35, 12 anos) Dir. John Moore. Com Pierce Brosnan, Michael Nyqvist. Mike vê sua vida ameaçada quando consultor de informática assedia sua filha. BH Shopping 4: 20h50 BH Shopping 6: 16h50 Cidade 3: 20h50 (*) Cidade 6: 14h e 18h50 (*) Contagem 3: 14h20, 18h40 (*) Contagem 5: 20h30 Itaú Power 4: 18h50, 21h (*) Estação 6: 20h (*) Minas 5: 14h10, 18h40 Partage Shopping Betim 5: 15h30, 20h (*) (*) Sessões dubladas

PEQUENO SEGREDO

(Brasil, 2016, 1h48, 10 anos) Dir. David Schürmann. Com Júlia Lemmertz, Marcello Antony, Maria Flor. A tocante história da adoção de Kat, falecida em 2006, pelos Schürmann. Belas 2: 11h (somente sábado) (*), 18h, 21h40 BH Shopping 10: 14h, 16h40, 19h15, 22h Boulevard 1: 13h50, 16h10, 21h10 Cidade 1: 12h40, 14h40, 19h Contagem 8: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Del Rey 7: 14h20, 16h30, 18h40, 21h Diamond 3: 11h30, 14h, 19h10 Estação 1: 14h, 18h30 Itaú Power 1: 14h15, 16h30, 18h45, 21h Monte Carmo 3: 18h30, 20h40 Net Cineart Ponteio 2: 14h10, 19h Partage Shopping Betim 7: 14h, 16h30 Pátio Savassi 3: 14h, 16h40 (*) Clube do Professor. Necessário a comprovação do mesmo

O PLANO DE MAGGIE

(Maggie’s Plan, EUA, 2016, 1h39, 14 anos) Dir. Rebecca Miller. Com Ethan Hawke, Greta Gerwig, Julianne Moore. Maggie quer ter um filho, mas quando se envolve com John, casado, tudo se complica. Net Ponteio 3: 16h40 e 21h15

SNOWDEN – HERÓI OU TRAIDOR

(Snowden, EUA/ Alemanha/ França, 2016, 2h15, 14 anos) Dir. Oliver Stone. Com Joseph Gordon-Levitt, Melissa Leo, Shailene Woodley. História do ex-funcionário da CIA que divulgou documentos da Agência de Segurança Nacional. Del Rey 4: 15h40, 20h40 Net Ponteio 2: 16h20, 21h10 Pátio Savassi 1: 15h30, 21h30

(Trolls, EUA, 2016, 1h33, livre) Dir. Walt Dohrn. Ramo e Poppy, líder dos Trolls, são inimigos. Mas, numa jornada, descobrem que combinam. Big 3: 14h30, 16h30 e 18h30 Betim 2: 14h20 e 16h20 Boulevard 5: 14h30, 16h30 e 18h30 Cidade 5: 16h15 Contagem 5: 14h30, 16h30 e 18h30 Del Rey 2: 16h20 Diamond 5: 13h10 e 17h50 Itaú Power 6: 16h40 Minas 2: 16h15 Monte Carmo 3: 14h30 e 16h30 Paragem 3: 14h30 e 16h30 Norte 2: 14h30 e 16h30 Pampulha 5: 14h05, 15h05, 17h35, 19h20 e 21h05 Via Shopping 2: 14h20 e 16h20 Sessões 3D: Big 5: 14 h10 BH Shopping 4: 13h10, 15h40 e 18h10 Cidade 5: 14h20 Del Rey 2: 14h20 Diamond 6: 13h20 e 15h50 Estação BH 6: 13h20, 15h30 e 17h40 Itaú Power 6: 14h30 Minas 2: 14h20 Norte 2: 14h10 Partage Shopping Betim 4: 13h50 e 16h Pátio Savassi 6: 13h10 e 15h20 (*) Sessões dublada

sessão especial ESTRANHOS NO PARAÍSO

(Stranger Than Paradise, EUA, 1984, 1h30, 12 anos) Dir. Jim Jarmusch. Com John Lurie, Eszter Balint. Willie recebe, em NY, a visita inesperada da prima Eva, vinda da Hungria. Os dois vão para Cleveland. Cine 104: 17h

clássicos da Disney VALENTE (*)

(Brave, EUA, 2012, 1h40, livre) Dir. Mark Andrews e Brenda Chapman. A princesa Merinda desafia um costume e traz uma maldição para o reino. BH Shopping 7: 11h30 Diamond 5: 11h10 Partage Shopping Betim 3: 12h30 Pátio Savassi 8: 11h

(*) Sessões dubladas

INVASÃO DE PRIVACIDADE

TROLLS (*)

Domingo (20) 14h Sessão Especial: “Uî Kãnã Pataxí - Na Minha Aldeia”, de Edgar Correa Kanaykõ e Guilherme Cury 15h30 Sessão Especial: “Ava Yvy Vera - A Terra do Povo do Raio”, direção coletiva Guarani Kaiowá. Sessão comentada por Daniel Lemes Vasques, Luísa Lanna e Alessandra Giovanna 17h Mostra Queer e a Câmera: “Jollies”, de Sadie Benning (EUA); Portrait of Jason, de Shirley Clarke (EUA) 19h Sessão Especial e Mostra Contemporânea Brasileira: “Cantos em um encontro de pajés Tikmu~ ’u~ n-Maxakali”(1h28), de Josemar Maxakali, Marilton Maxakali e Bruno Vasconcelos. Sessão comentada pelos realizadores.“Konãgxeka: O Dilúvio Maxakali”, de Isael Maxakali e Charles Bicalho (Brasil, 2016, 1h28) “Grin”, de Roney Freitas e Isael Maxakali (Brasil, 2016) 21h Mostra Queer e a Câmera: “She has a beard”, de Norma Bahia e Rita Moreira (EUA); 26’ “No Skin Off My Ass”, de Bruce La Bruce (Canadá, 1h13) Segunda (21) 17h Mostra Contemporânea Internacional: “A fazenda de vacas”, de Ali Sheikh Khudr (The cow farm, Síria, 1h); “Quando esse Vento Vai Parar”, de Aniela Astrid Gabryel (Kiedy ten wiatr ustanie, Polônia, 1h06) 19h Mostra Queer e a Câmera “Os Leões”, de André Lage (Los Leones, 1h19). Sessão comentada pelo diretor. 21h Mostra Queer e a Câmera: “Ingrid”, de Maick Hannder. Sessão comentada pelos diretores; “Virgindade”, de Chico Lacerda; “Modern”, de Luiz Roque; “O Novo Monumento”, de Luiz Roque; “Ano Branco”, de Luiz Roque; “Heaven”, de Luiz Roque

FÓRUMDOC.BH

Terça (22) 17h Mostra Queer e a Câmera: “Prelúdio a uma morte anunciada”, de Rafael França, (EUA/Brasil); “DHPG Mon Amour”, de Carl Michael George (EUA); “Blue”, de Derek Jarman (Reino Unido) 19h Mostra Contemporânea Brasileira: “Filme de aborto”, de Lincoln Péricles (Brasil, 2016). Sessão comentada pelos diretores. “Na missão, com Kadu”, de Aiano Bemfica, Kadu Freitas e Pedro Maia de Brito (Brasil, 2016)

Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1537, centro): Neste sábado(19) 15h Mostra Queer e a Câmera: “Desire”,

Quarta (23) 17h Mostra Contemporânea Brasileira: “Cinema Novo”, de Eryk Rocha (Brasil, 2016) 18h30 Mostra Contemporânea Internacional: “Acordar”, de John

(*) Sessões dubladas

TÔ RYCA

(Brasil, 2016, 1h48, 12 anos) Direção: Pedro Antonio. Com Samantha Schmütz, Katiuscia Canoro, Marcelo Adnet. Frentista precisa gastar R$ 30 milhões em 30 dias para receber herança. Cidade 1: 16h50, 21h10 Contagem 7: 18h30, 20h40 Minas 6: 18h50, 21h Via Shopping 5: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40

de Carlos Motta (Bolívia, 1h58); “Naomi Campbel”, de Nicolás Videla e Camila José Donoso (Chile, 33 min) | 17h Mostra Contemporânea Internacional: “Quando dois mundos colidem”, de Heidi Brandenburg Sierralta e Mathew Orzel (When Two Worlds Collide, Peru/EUA/Reino Unido, 1h43) 19h Mostra Contemporânea Brasileira: “Abigail”, de Isabel Penoni e Valentina Homem (Brasil, 2016, 17 min); “Taego Ãwa”, de Marcela Borela e Henrique Borela (Brasil, 2016, 1h15). Sessão comentada pelos diretores 21h Mostra Contemporânea Brasileira: “A Cidade Onde Envelheço”, de Marília Rocha (Brasil, 2016, 1h39). Sessão comentada pela diretora.

mostras Festival do Filme Documentário e Etnográfico - Fórum de Antropologia e Cinema.

(Programação fornecida pelas salas de cinema e sujeita a alterações por parte dos exibidores)

Sexta (25) 15h Mostra Contemporânea Internacional “Naquela época”, de Daniel Schioler (Then, then, then, Canadá); “Irmãos da noite”, de Patric Chiha, (Brothers of the Night, Áustria) 17h Sessão Especial: “Ujirei - Re-ramagem”, de Mateo Sobode Chiqueno (Ayoreo/Paraguai). Sessão comentada pelo diretor 19h30 Mostra Contemporânea Brasileira: “Avá Marangatu”, direção coletiva Guarani Kaiowá (Brasil, 2016); “Para Onde Foram as Andorinhas?”, de Mari Corrêa (Brasil, 2015); “Eu volto ao lado deles”, de Leandro Cordeiro (Brasil, 2015) 21h Mostra Contemporânea Internacional: “Um Outro Ano”, de Shengze Zhu (Another Year, China) Cine 104 (pça. Ruy Barbosa, 104) Quinta (24) 20:40 Sessão Especial: “Ava Yvy Vera - A Terra do Povo do Raio”, direção coletiva Guarani Kaiowá. Sessão comentada. Sexta (25) 19h Sessão Especial: “Eu vim de muito longe”, Programa transversal em saberes tradicionais UFMG. Sessão Comentada 20h40 Mostra Contemporânea: ““Naquela época”, de Daniel Schioler (Then, then, then, Canadá); “Irmãos da noite”, de Patric Chiha, (Brothers of the Night, Áustria)

JOHN WATERS – O PAPA DO TRASH (*)

Mostra em homenagem a Waters, com curtas e longas. Até dia 29/11 Neste sábado (19) 15h “Plagues & Pleasures on the Salton Sea” (EUA, 2004, 1h13, 16 anos) Dir. Chris Metzler e Jeff Springer. 16h30 “Hairspray: em Busca da Fama” (EUA, 2007, 1h57, livre) Dir. Adam Shankman. Domingo (20) 15h “Divine” (EUA, 1983, 1h15, 16 anos) Dir. John Waters 17h “Mondo Trasho” (EUA, 1969, 1h35, 18 anos). Dir. John Waters 19h “Mutiple Maniacs” (EUA, 1970, 18 anos, 1h30). Dir. John Waters 21h “Pink Flamingos” ( EUA, 1972, 1h33). Dir. John Water Terça (22) 15h “Out of the Dark” (EUA, 1989, 1h26). Dir. Michael Schroeder 17h “Problemas Femininos” ( EUA, 1974, 18 anos, 1h32). Dir. John Waters Quarta (23) 17h “I am Divine” (EUA, 2013, 1h26) Dir. Jeffrey Schwarz 21h “Desperate Living” (EUA, 1977, 18 anos, 1h30). Dir. John Waters Quinta (24) 16h30 “Vidas em Conflito” (EUA, 1985, 1h51). Dir. Alan Rudoplh 19h “Hairspray: em Busca da Fama” (EUA, 2007, 1h57, livre). Dir. Adam Shankman. 21h “Cry- Baby” (EUA, 1911, 1h31) Dir. John Waters (*) Cine Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, 3270-8100). Gratuito

MOSTRA MAIS QUE AMIGOS (*) Exibição de curtas.

Sábado (19) 17h Curtas: “Pedaço de Papel”, de César Raphael; ”Fundo do Poço”, de Roberto Papatella; “Trem Fantasma”, de Sérgio Gomes. 19h30 Curtas: “Adeuzará”, de Bruno Pacheco. Bate apo após a sessão. (*) MIS Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, 3277-4699). Gratuito.


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negócios

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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br

Senhor Paulo* Neste momento grave da política nacional (Concordo) onde setores reacionários e possivelmente subvertidos por forças externas tentam importar o ódio, incuti-lo à índole do brasileiro e desestabilizar nossa democracia, (De qual teoria da conspiração esquerdista surgiu tanta bobagem?) eu, militante do PT venho expor-lhe: Considerando a peculiar semelhança do impeachment ao golpe de 1964, sob a estratégia de estigmatizar agora não mais os comunistas, mas o PT, os Governos de Dilma e Lula como

“

causadores de todos os males; (Logo se vê que a militância continua aprisionada em suas erráticas extemporaneidades) Considerando que os governos Lula e Dilma, com apoio do PT, construíram os instrumentos inéditos de combate à corrupção, o maior de todos os tempos”; (Ora, quem orquestra a corrupção é a polícia federal, o Ministério Público e a justiça, nada a ver com os dirigentes petistas, que sempre manipularam o jogo apenas para tentar escapar das grades).

GUSTAVO MARX/DIVULGAÇÃO

Hardy Design, de Cynthia Massote e Mariana Hardy, destaque no design gráfico nacional

* Respondo ao leitor em parênteses no próprio e-mail

“CONSIDERANDO que caixa 2, cartel e propina são atividades orgânicas do capitalismo, (Como assim, quer dizer então que a elite política dos países socialistas é formada por santos imaculados, que não exploram a classe que dominam?) colocar a corrupção na conta no governo Dilma é uma injustiça enorme, ainda mais considerando a lei 12.850 descrita de iniciativa do PT, que possibilitou tudo isso. (Ninguém coloca a corrupção só na conta do PT, mas é certo que o partido institucionalizou o crime como poucas vezes se viu no mundo civilizado, e com o cerco se fechando, por que será que Dilma ataca a lei que ela mesma sancionou?) Considerando que os procedimentos adotados pelo Governo Dilma não foram crimes (NÃO!!!??) e que a relação custo-benefício de acertos de seu governo e do governo Lula são infinitamente maiores que os que a oposição majoritariamente formada por políticos ficha suja tenta impingir;” (12 milhões de desempregados, a maior crise de nossa história... acorde, não houve benefícios, mas sim a ilusão temporária do crédito sem lastro)

“CONSIDERANDO que a ideologia que professo em minha militância sobre os pilares da inclusão social, distribuição de renda, democracia e soberania com autodeterminação dos povos, que não por acaso são as do PT e intimamente ligados com valores cristãos; (Também milito sobre os pilares da inclusão social, mas luto por uma distribuição de renda sustentável e definitiva. Já a tal “democracia petista” sempre foi pautada por um projeto de poder a exemplo de seus companheiros ditadores) O critério da verdade é a pratica (Mao Tsé-tung)... Cristo foi condenado pela turba influenciada pela convicção dos fariseus sem provas, diante de um Pilatos hesitante. Mas as práticas dele ficaram como critério da verdade que sustenta hoje nossa fé.” (Estranho citar palavras do ditador comunista Mao Tsé-tung, que matou 77 milhões de compatriotas, também é estranho citar a condenação de Cristo pela convicção de fariseus sem provas; no caso do PT existem provas de sobra, e os brasileiros enxergam isso como uma verdade).

“

Já a tal “democracia petista” sempre foi pautada por um projeto de poder “CONCLAMO-O a mudar sua pratica jornalística de incitar atitudes e ódio contra o PT e movimento sociais sérios como a CUT e o MST entre outros, afinal as vítimas podem ser todos nós”. (Movimentos sociais sérios? É isso mesmo que senhor quis dizer? Quanto a incitar o ódio, saiba que este é um sentimento que jamais existiu em minha alma, sou apenas um aprendiz que não gosta de inverdades, e o PT a CUT e o MST são mentirosos contumazes, simples assim).


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3 TABELAS PRODUTORA/DIVULGAÇÃO

CHEGA DE LISO>Mulheres e especialistas falam sobre experiências e cuidados na transição capilar

Tempo de mudança Durante 20 anos, Danielle Luce Cardoso, 36, submeteu seu cabelo ao alisamento. Dos 9 aos 29 anos, a restauradora e microempresária foi uma frequentadora assídua do salão de beleza – afinal, a cada três meses, quando a raiz de seus fios começava a dar as caras, logo precisava receber um tratamento com guanidina, substância usada para alisar cabelos muito crespos. O procedimento, a princípio motivado por sua mãe, era apoiado por praticamente toda sua família, amigos e demais pessoas de sua convivência. “Para minha mãe, cabelo ‘duro’, como ela dizia, ou era curto, ou liso. Até hoje ela não aceita os fios naturais”, conta Danielle. Há pouco tempo, no entanto, tomou a decisão de largar o alisamento pela vontade de lembrar, ou melhor, de conhecer o aspecto real de suas mechas. “Aos 29 anos, eu percebi que não conhecia meu cabelo, não sabia como ele era de fato. Então, por uns meses, decidi parar de

FOTOS: ARQUIVO PESSOAL

Bárbara França

relaxar o cabelo. Adorei o que vi, me senti mais ‘eu’”, lembra. Enfrentando não só a família, mas toda a pressão social para que ela voltasse a “domar” seus fios, a restauradora então começou a passar pela chamada “transição capilar”, o processo que implica dar adeus à química e esperar o cabelo voltar ao natural. Celebrado como momento de autoconhecimento e libertação, a transição, entretanto, segundo especialistas, exige paciência e cuidados especiais. METADE METADINHA “São dois tipos de cabelo convivendo ao mesmo tempo, o liso e o cacheado ou crespo. E cada um tem demandas, por exemplo, de limpeza e hidratação diferentes. É preciso levar tudo isso em consideração”, destaca a farmacêutica especializada em cosmetologia Thaís Beatriz Silva. Segundo ela, o desenho cacheado dos cabelos na raiz dificulta a chegada do óleo até as pontas, fazendo com que ele se torne mais oleoso em cima e seco ao longo do fio. A parte “quimicada”,

aliás, costuma ser mais quebradiça que a natural. “Hoje já existem produtos no mercado especializados para esse momento de transição, mas é necessário, antes de tudo, fazer um exercício de calma e de confiança em si mesma. “Os cabelos crescem cerca de 3 cm ao mês. Ou seja, mudar não é da noite para o dia. Além do mais, os processos de alisamento, independentemente da técnica e do tipo de ligação do seu cabelo, são irreversíveis. Alguns alisam mais, outros menos, mas a parte lisa só sai se você cortá-la”, comenta a farmacêutica. O que, segundo ela, não significa que quem quer se livrar da química precisa necessariamente passar pelo “Big Chop”, o corte radical nos cabelos.

Quando resolveu parar de alisar, Danielle optou pelo corte e saiu em busca de dicas e inspiração em pessoas famosas que usavam cabelos naturais. “Me sinto mais segura e confiante”

Maria Antônia Perdigão, 33, alisava os cabelos desde os 7 anos. A vontade de parar se deu com uma mudança de mentalidade sobre a beleza negra. Quando abandonou a química, buscou adereços para se sentir mais bonita e poderosa, como o turbante

TRUQUES Danielle Luce, que chegou a sucumbir ao alisamento mais uma vez depois da primeira experiência sem química, se arrependeu e cortou tudo na máquina 1, mas, de acordo com Ramiro Cerqueira, cabeleireiro e consultor de imagem e comportamental, há diversos truques e penteados para tornar o cabelo mais homogêneo no período da transição. “Fazer coques e tranças com os fios ainda molhados, por exemplo, pode tornar a parte alisada temporariamente mais ondulada sem usar quí-

mica. Lenços, bandanas e turbantes deixam a transição mais alegre. Agora, quem prefere continuar com o liso até esperar o cabelo crescer mais pode optar pela escovação. A chapinha, no entanto, deve ser aposentada nessa época. Afinal, seu uso excessivo danifica tanto os fios naturais quanto a química”, destaca ele, que alerta: “todo e qualquer procedimento nesse momento deve receber o acompanhamento de um profissional”. Confira na página ao lado dicas de como lidar com o cabelo durante o período da transição capilar.

EMPODERAMENTO Autoestima Mais do que uma decisão de mudança de visual, para a Maria Antônia Perdigão, 33, a transição capilar representa a aceitação e afirmação do próprio corpo e de suas origens. A jornalista, que já passou da escovação semanal para relaxamentos mais poderosos, vivia com os cabelos, naturalmente encaracolados, presos entre um procedimento e outro. “Parar foi um processo que aconteceu quando eu me dei conta do que era ser uma mulher negra na sociedade racista em que a gente vive. Alisávamos para sermos ‘aceitas’, para não termos que ouvir

que os nossos cabelos eram de ‘Bombril’ ou ‘ruins’”, relata Maria Antônia. Inspiração Desde que permitiu que seus cabelos crescessem com todo volume e poder, a jornalista já serviu de inspiração para outras cacheadas e crespas e ajudou inclusive a montar o projeto Crespas-TO, em Tocantins, onde morou durante 5 anos. “Já recebi muitos relatos de meninas que começaram a transição depois de nossas palestras, e, então, vimos brotar nelas a autoestima sufocada pelos padrões de beleza”.


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FOTOS: MARIELA GUIMARÃES

NÉCESSAIRE

FOTOS DIVULGAÇÃO

O mercado de cosméticos já entendeu que o momento da transição capilar exige cuidados específicos. Confira alguns produtos desenvolvidos para recuperar os fios e também dar vida a ondas e cachos

Princesa Leia Coques com o cabelo ainda molhado, como os usados pela modelo Karina Almeida (Woll Agency) – seja um só, seja mais à la Princesa Leia –, ajudam a uniformizar os fios, ondulando a parte alisada quando solta

as etapas A linha Transi6 Todas ção Capital da Fina Flor foi pensa-

PARA SE INSPIRAR KARLA RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

DICAS ALL THINGS HAIR/DIVULGAÇÃO

BELEZA INTERIOR/DIVULGAÇÃO

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Apenas Ana Ana, 17, mora em Unaí, Noroeste do Estado. No blog Apenas Ana, compartilha experiências desde que optou por assumir os cachos, que hoje ostenta feliz da vida. No Facebook tem mais de 210 mil curtidas. Acesse: apenasana.com

Rayza Até 2009, Rayza Nicácio, 21, dependia da chapinha. Após uma viagem em que precisou abrir mão dela, a estudante aproveitou e libertou os cachos para sempre. Essa e outras histórias da transição ela conta em rayzanicacio.com

Beleza Interior Maraisa Fidelis, 24, parou de alisar quando aplicou química em seu cabelo duas vezes em menos de dois meses e os fios não aguentaram, o que a conduziu a um processo de transição de quatro meses. Ela dá dicas em blzinterior.com.br

Segurança Corte o cabelo alisado apenas se estiver bem segura da decisão. De qualquer forma, todo o processo exige paciência. De leve Se meter a tesoura em toda a parte lisa, cortes repicados são menos traumáticos e valorizam as ondas e o volume, já preparando para a transição. Meio a meio Tenha um calendário de hidratação e limpeza e esteja atenta às necessidades, agora híbridas, de seus cabelos. Lembrando que cada caso é um caso. Conhecer seus fios também é autoconhecimento. FOTOS MARIELA GUIMARÃES

Trança chique Trançar os cabelos molhados também pode dar o efeito uniformizador no final, mas também é possível adotar o visual com trança para variar os penteados. Incluir um lenço no trançado deixa o look alegre e dá mais volume

da especialmente para esse momento de mudanças, com os cuidados diferentes que os fios com duas texturas exigem Quanto Cerca de R$ 149 (todos os produtos) Onde Lojas Rede

A Bomba de Hidratação 6 Bomba! Chocolate é desenvolvida tam-

bém para quem resolveu abandonar o alisamento. Sua ação é hidratante, combate o ressecamento e promete um brilho intenso Quanto R$ 4,30 Onde farmácias e perfumarias

Belos Cachos O ativador de ca6 chos da Mutari Everyday é um gel

fluido que hidrata na finalização dos cachos, definindo e modelando. Possui filtro solar e protetor térmico Quanto R$ 59 Onde (31) 3476-7377

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Bebês tecnológicos HÉLVIO

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om menos de cinco minutos de vida, pude conhecer,pelo meu celular,o rostinho delicado e ligeiramente amassado do bebê de minha amiga que mora no Rio. Além dela, no decorrer da semana, também participei da chegada de outros bebês amigos, mesmo que virtualmente. Já os vi dormindo, tomando banho, no colo de pais encantados... Principalmente aqueles de primeira viagem. E fico aqui pensando no bebê que fui, com direito a apenas uma foto amarelada, que, para dizer a verdade, desconfio que seja de minha mãe, constrangida por não oferecer nenhuma recordação à única filha nascida após três homens. Finjo acreditar que aquele bebê lindinho e desbotado no papel amarelado seja eu, enquanto ela, se dizendo esquecida, tenta me confundir com a foto: “Tenho quase certeza de que é você, filha!!!” E ficamos assim. Não me importo, afinal, nos outros requisitos, minha mãe foi insuperável, nada a reclamar.

Meus pais nunca se preocuparam com registros fotográficos, acho que nem máquina eles tinham. As fotos de meus irmãos, quando crianças, foram feitas por um tio-avô, que, infelizmente, morreu antes que eu viesse ao mundo. Nasci numa época em que era impossível saber com antecedência o sexo do bebê. A surpresa era ali, no momento do parto. – É uma menina! Uma menina!!!–gritavameupai,aplenos pulmões, nos corredores compridosdo HospitalSão Lucas.Porondepassavaeracumprimentado. Afinal, para ele, uma menina, após três homens e um aborto natural, era mesmoumanotíciaaserdivulgada entre gritos, lágrimas e uma indescritível emoção. Ainda hoje, eu, mãe de duas moças, continuo a ser a “menina” do meu pai. Atualmente, além de saberem o sexo dos filhos com antecedência, os pais podem ter seus bebês com hora marcada. Diria que 90% ou mais de minhas amigas tiveram hora certa para parir, inclusive eu, que, mesmo desejando um parto normal, não contei com a ajuda da natureza. Faltavam-me dilatação, contração, espaço na bacia estreita etc. etc. Não valeria a pena insis-

tir. Provavelmente, elas até nasceriam, mas num processo longo e sofrido. Nasceram não no dia que escolhi, mas no momento certo que deveriamvir ao mundo. Atualmente, vejo que há muitas escolhas, até mesmo em função do mapa astral, como o filho de uma amiga, nascido em 9.9.1999 às 9h. Coincidência? Não, apenas a escolha dos pais, já que a data estaria dentro do prazo permitido. Hoje, além de registrarem cada momento de seus bebês com fotos – e estas muitas vezes publicadas instantaneamente no mundo virtual –, descubro que as novas mães dispõem de outros confortos tecnológicos. Outro dia fui visitar uma amiga e sua recémnascida, que dormia no quarto. Enquanto tomávamos café na sala, um aparelhinho no canto da mesa, do tamanho de um mini-iPad, nos mostrava o bebê no berço, dormindo o sono dos anjos, enquanto a mãe, com cara de encantada, a guardava. Qualquer soluço era transmitido com a imagem. Lembro que, na minha épocade “mãe de bebês”, existiam aparelhos que transmitiam apenas o som do choro. Eram as babás eletrônicas, bem menos sofisticadas. E, no tempo de minha mãe, para ouvir o choro que vinha de longe, eram necessários aten-

ção e ouvidos aguçados. “Corre, que o bebê tá chorando!!!” O pior é quando o bebê não chora. Principalmente à noite e de madrugada. Vejo que,mesmo comtoda a tecnologia de hoje, as mães atuais são iguaizinhas às de ontem. Não conheço uma que nunca tenha acordado assustada com o silêncio de seu bebê. E, aflita, tenha ido lá conferir e dar uma sacudidinha de leve para ver se ele respirava. Coisas de mães de bebês... Prejudicados mesmo são os bebês seguintes. Normalmente, herdam as roupas e os brinquedinhos semidestruídos dos mais velhos, não têm direito a tantas fotos e, pior de tudo, usufruem de bi-

cos não fervidos. Sim, porque bico de primogênito, quando cai no chão, é um problema. Dez minutos de fervura na água filtrada, para dar tempo de matar germes e bichinhos invisíveis que, naturalmente, viram monstros na cabeça da mãe. Já com os bicos dos bebês seguintes, basta uma sacudida embaixo da água da pia, e pronto. “Tá limpo!” Felizmente, as mães de uma segunda gestação descobrem que bico no chão não mata. E muito menos aquela febre de 38°C, causada pelo primeiro dentinho. Aquela que costuma deixar o pediatra mais preocupado com a mãe em prantos do que com o bebê em si.

Enfim, diria que hoje, com o avanço da tecnologia, as coisas mudaram. Podemos conhecer com muita antecedência o sexo do bebê – o que acho ótimo. Podemos optar pela melhor data para ele nascer. E, se quisermos, após ele vir ao mundo, podemos divulgá-lo a todo o planeta em questão de segundos. Só espero, sinceramente, que jamais nos seja permitido escolher o sexo de nossos filhos. Isso, sim, seria o fim do mundo! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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GIRO PELO MERCADO: LIQUIDAÇÃO DE MÓVEIS E ARTIGOS DE DECORAÇÃO AGITAM SHOPPING EM BH CAPARAÓ/DIVULGAÇÃO

Luxo, inovação e tecnologia

Sustentável

O Solar Aimorés utiliza sistema de reúso da água dos lavatórios para a irrigação de plantas

Novo modelo de residencial é projetado para facilitar a vida dos moradores e gerar conforto, com sustentabilidade, para a família


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LINHA LIGHT> Empreendimentos da Caparaó possuem sistemas sustentáveis e tecnológicos

Construtora aposta em conforto e funcionalidade FOTOS CAPARAÓ/DIVULGAÇAO

O atual estilo de vida de muitos belo-horizontinos pede praticidade e conforto nas moradias. Com o dia a dia mais corrido, fugir dos grandes congestionamentos também se tornou uma meta para garantir mais qualidade de vida. Daí, a opção por residências em áreas mais centrais e nobres, evitando grandes deslocamentos. Conscientes com a situação econômica e as carências ambientais, os mais abastados também focam a sustentabilidade e a redução de custos. De olho nessa tendência, as construtoras apostam em empreendimentos com um novo conceito, de forma a atender esse nicho da população. A Caparaó, por exemplo, aposta na Linha Light de empreendimentos, que oferece apartamentos com plantas inteligentes, materiais versáteis e personalização por kits pré-definidos de modificações. “Essa categoria foi pensada para clientes que buscam seu primeiro imóvel ou uma oportunidade de investimento. Seus empreendimentos estão localizados em bairros importantes da cidade e apresentam as áreas comuns funcionais e totalmente equipadas. A união dessas características resulta em um produto inteligente e permite a otimização do processo construtivo, reduzindo os custos do produto final”, afirma Letícia Valle, arquiteta supervisora de projetos da construtora. Segundo ela, o processo construtivo da Linha Light é industrial, em função da agilidade garantida principalmente pela restrição de modificações das unidades. “Utilizaremos materiais e pisos industrializados, como porcelanatos e vinílicos, que apresentam uma estética padrão dentro da especificação escolhida. As esquadrias, produzidas pela empresa Proativa, do grupo Caparaó, terão dimensões comerciais com alturas convencionais do mercado”, explica. Renata Abritta

EDIFÍCIO Um dos exemplares dessa linha é o Solar Aimorés, localizado no bairro Funcionários, região Centro-

Amplitude

Living do Residencial Monterosso, o primeiro empreendimento da Linha Light com quatro quartos

Sul da capital. Ele possui unidades de 44 a 100 m², com um e com dois quartos ou loft. Muito tecnológico, o edifício possui wi-fi nas áreas comuns e aplicativo próprio para o condomínio – o Solar Connect – utilizado para solicitação de chegada segura, reserva de espaços para área comum, entre outros. “A grande novidade apresentada neste empreendimento é a utilização de lajes nervuradas e as instalações elétricas aparentes. Essa é uma tendência mundial que resolvermos trazer para o primeiro empreendimento da Linha Light”, destaca Letícia. Para famílias maiores, o Residencial Monterosso, localizado no Carmo-Sion, é o primeiro da Linha Light com quatro quartos e três vagas de garagem. “O projeto atemporal e o lazer têm os mais diversos atrativos, como salão de festas, pátio gourmet, piscina, fitness, playground, home office e quadra poliesportiva, além de áreas de relaxamento e descanso. O empreendimento está em fase de pré-lançamento”, pontua.

O edifício Solar Aimorés, da Caparaó, possui unidades de 44 m² a 100 m², com opções de um quarto, dois quartos (foto) ou lofts


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O Residencial Monterosso está em fase de pré-lançamento

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Salão de festas amplo e aconchegante do edifício Solar Aimorés, o primeiro da Linha Light no bairro Funcionários

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Esta categoria (Linha Light) foi pensada para clientes que buscam seu primeiro imóvel ou uma oportunidade de investimento. Seus empreendimentos estão localizados em bairros importantes da cidade e apresentam as áreas comuns funcionais e totalmente equipadas OUTRAS LINHAS

Loft decorado do Solar Aimorés, edifício tecnológico com wi-fi nas áreas comuns e aplicativo próprio do condomínio – o Solar Connect

Variedade. A Caparaó tem outras três linhas de produtos: Premium, Concept e Business. A Premium reúne os empreendimentos nos terrenos mais disputados da cidade e que se diferenciam por revestimentos exclusivos, mobiliário importado nas áreas comuns e requinte único. Já os empreendimentos com uma concepção naturalmente diferenciada e inovadora foram agrupados na linha Concept, cujos apartamentos podem ser projetados de acordo com a necessidade de cada proprietário. A linha Business engloba os edifícios comerciais, de salas ou de andares corporativos. Para os interessados em investir com condições atrativas nos imóveis das alinhas citadas foi criada a categoria Invest. Para saber mais, acesse www.caparao.com.br/blog.


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GIRO PELO MERCADO W imoveis@otempo.com.br

MINASCASA/DIVULGAÇÃO

Promoção de móveis e artigos de decoração em Belo Horizonte A

té domingo (20), o Shopping Minascasa realiza sua tradicional liquidação de móveis e artigos de decoração. No período, os clientes vão encontrar diversas peças com preços reduzidos em todas as lojas do mall. A campanha Minascasa Casa Nova tem como objetivo aumentar o fluxo do estabelecimento em até 30% e as vendas em 15% em relação ao mesmo período do ano passado.

“Nossa expectativa é fomentar as vendas nesta época do ano em que muitas pessoas estão em busca de mudar a decoração para a chegada das festas e para recepcionar amigos e familiares. Além disso, é um bom momento para os lojistas fidelizarem os clientes e renovar os estoques”, afirma Kamila Pires, assistente de marketing do Minascasa. Para conferir o nome das lojas, é só acessar o site www.minascasa.com. br. O mall, que fica na ave-

nida Cristiano Machado, 3411, bairro Ipiranga, funciona das 10h às 22h, de segunda a sábado, e de 14h às 20h no domingo. O Shopping Minascasa, inaugurado em 1994, foi o primeiro shopping temático criado em Belo Horizonte no mercado de móveis, decoração e design. Considerado referência no setor em Minas Gerais, possui cerca de 60 lojas com os principais varejistas de decoração do Estado, que oferecem um mix diversificado de produtos.

BOUTIQUE FÉRREA/DIVULGAÇÃO

Expectativa é aumentar o fluxo de visitantes no mall em 30% e as vendas em 15%

CONFIANÇA

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Lustre da Boutique Férrea em ambiente exclusivo da Morar Mais 2016

AMPLIANDO HORIZONTES

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lguns móveis e adornos da grife foram selecionados pelo designer de interiores Tadeu Paisan para compor o novo catálogo da Domodi, em Recife (PE). A marca também aterrissou em Campinas (SP), região na qual a Madre Home passa a ser sua representante exclusiva. Na capital mineira, as peças assinadas por Alberto Hamaceck chegam à Ayene Interiores, em Lourdes, aos projetos assinados por Vivien de Casttro, e à Decoliê Casa e Design, no Fernão Dias. O escritório e o showroom oficiais da movelaria estão localizados na rua Doutor João Miranda, 252, conjunto 106, no bairro Dona Clara. O atendimento é individual e em horário definido por agendamento prévio. Informações podem ser obtidas pelo telefone (31) 3492-0118 ou pelo site www.boutiqueferrea.com.br. A Boutique Férrea expande sua presença na capital mineira e no Brasil.

LANÇAMENTO NO SANTA EFIGÊNIA

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m outubro, o Índice de Confiança do Empresário da Indústria da Construção de Minas Gerais (Iceicon-MG) recuou 1,6 ponto, frente a setembro, e registrou 46 pontos, interrompendo uma sequência de cinco altas consecutivas. Apesar de continuar abaixo dos 50 pontos, sinalizando falta de confiança, o índice acumulou aumento de 15,5 pontos ao longo de 2016, indicando que os empresários do setor estão menos pessimistas. “A retração na confiança foi provocada, especialmente, pela queda na componente de expectativas que em outubro recuou dois pontos em relação ao mês anterior, mas permaneceu acima da linha divisória dos 50 pontos, que separa o pessimismo do otimismo. Além disso, o indicador de condições atuais de negócio continua apontando o descontentamento dos empresários da construção, com 36,6 pontos. Vale ressaltar, contudo, que ambos os índices melhoraram no acumulado do ano, com crescimentos de 17,4 pontos, para a componente de expectativas, e de 11,8 pontos, para as condições atuais de negócio”, destaca o economista e coordenador do SindusconMG, Daniel Furletti. HOME RESIDENCE/DIVULGAÇÃO

Patrimar e a Somattos se uniram para lançar um empreendimento voltado para quem busca conforto e funcionalidade: o Home Residence. O edifício possui ambientes inteligentes, estrutura inovadora, lazer premium no rooftop e localização privilegiada no bairro Santa Efigênia, região Centro-Sul, com opções de apartamentos com um e dois quartos, e uma ou duas vagas de garagem. “Estamos investindo nesta linha de produtos nos últimos tempos. São apartamentos compactos com serviços variados e funcionalidades agregadas. Estamos, a cada empreendimento, aprimorando este conceito, tornando os edifícios cada vez mais modernos e funcionais”, ressalta Lucas Couto, diretor comercial e de marketing da Patrimar. Com projeto arquitetônico do renomado escritório Farkasvölgyi Arquitetura, que possui um olhar contemporâneo e arrojado, a fachada do edifício é texturizada com detalhes em vidro bronze, o que possibilita um efeito diferenciado ao refletir a luz do sol. Já o apartamento decorado, pronto para visitação, é de autoria da arquiteta e designer de interiores FerHome Residence oferece ambientes inteligentes nanda Marques.

Indicadores Confira os índices da construção civil e do mercado imobiliário

INDEXADORES 3 INCC- DI (FGV)

0,33%

3 INPC (IBGE)

0,08%

3 IGP/M (FGV)

0,16%

3 IGP-DI (FGV)

0,03%

3 IPCA (IBGE)

0,08%

3 TR

variação diária

3 POUPANÇA

variação diária

* Dados referentes a setembro e outubro de 2016

CUB I Custos unitários básicos de construção 3 Outubro/2016

Variação Global: 0,02% (*) no mês

Projetos - Padrão residencial Valores em R$/m2 PADRÃO BAIXO

1.304,52 1.178,79 1.117,69 855,83

3R-1 3PP-4 3R-8 3PIS PADRÃO NORMAL

1.572,69 1.467,63 1.264,36 1.223,20

3R-1 3PP-4 3R-8 3R-16 PADRÃO ALTO

1.894,60 1.519,65 1.573,82

3R-1 3R-8 3R-16 Projetos - Padrões comerciais CAL* e CSL* Valores em R$/m2 PADRÃO NORMAL

3CAL- 8 3CSL - 8 3CSL - 16

1.435,44 1.236,27 1.641,90

PADRÃO ALTO

3CAL- 8 3CSL - 8 3CSL - 16

1.549,80 1.356,50 1.801,03 *(CAL - Comercial Andares Livres); (CSL - Comercial Salas e Lojas)

3 Variação Global

0,02% FONTE: SINDUSCON-MG


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pampulha jornalpampulha.com.br

BELO HORIZONTE 19 a 25 de novembro de 2016

shopping CLUBE FANTASY> Casa de dança é atração para pessoas acima de 30 anos no bairro Salgado Filho

Música boa toda sexta-feira em BH FOTOS LEO FONTES

Renata Imagine um Abritta local com música boa, gente bonita e infraestrutura digna das casas de dança internacionais. No bairro Salgado Filho, na região Oeste de Belo Horizonte, esse espaço existe e toda sexta-feira, a partir das 22 horas, reúne um público disposto a dançar e a se divertir ao som de canções que marcaram época. O Clube Fantasy foi criado há 37 anos e já virou tradição na capital mineira. É, há décadas, ponto de encontro de pessoas mais maduras, “acima dos 30 anos”, como afirma o proprietário Maurílio Anunciação Leão. Ele é o responsável por toda a programação do local e garante que traz de suas viagens pelo mundo tudo de melhor que encontra. “Eu monto o repertório, e quem comanda o som é meu filho, Bruno. Tocamos de tudo um pouco: o fino do sertanejo, do mambo, do samba de raiz, do jazz, do bolero, das músicas caipira e dos anos 60 e 70 etc”, afirma Leão. E não é só a variedade musical que agrada, mas também a qualidade do som.“Aqui as pessoas conseguem conversar e ouvir música ao mesmo tempo. Não é aquele som que ninguém é capaz de ouvir direito o que o outro fala. A música, para ser bem interpretada e sentida, tem um ponto exato: nem baixo nem alto”, destaca Leão.

TELÕES O espaço ganha um clima especial com a iluminação ea decoração diferenciadas: o teto tem 5 m de altura e as paredes são revestidas com espelhos. O ambientefica completo com os telões que transmitem clipes. “No início da noite, os telões pas-

O Clube Fantasy situa-se no Salgado Filho

O acervo musical tem mais de 30 anos

Há 37 anos, o Clube Fantasy é uma opção de diversão para toda a família, com música de qualidade

sam clipes fantásticos para envolver as pessoas. Em seguida, o público se diverte com música ao vivo. No intervalo da banda, os telões continuam. Você vê Frank Sinatra cantando como se estivesse ao vivo, de forma original para o público. Muita gente vem para assistir aos telões. É único, não tem nada igual em Belo Horizonte”, garante. Há cerca de 15 anos, o engenheiro Venithes Ferreira de Barros, 77, frequenta o Clube Fantasy com a esposa Lúcia Regina Costa. “É um ambiente agradável, de gente educada, o serviço é de boa qualidade, um lugar onde nos sentimos seguros. Encontramos casais amigos, é uma casa honesta,e isso émuito importante hoje, bem arrumada, limpa e bem preparada. Viajo muito. Estive em Barcelona em uma casa semelhante. Então, considero que temos em Belo Horizonte uma casa de dança que pode se igualar as melhores casas do mundo. É um excelente lugar”, pontua.

Bandas diversas agitam as sextas-feiras

O proprietário Maurílio Anunciação cuida de todos os detalhes da casa

A pista de dança conquista o público

SERVIÇO O repertório é bastante eclético, reunindo ritmos brasileiros e internacionais

Clube Fantasy Noite de dança: Sexta-feira, a partir das 22h Endereço: rua Santa Juliana, 259, bairro Salgado Filho, Belo Horizonte Contato: (31) 3332-2966/ 3374-0060/ 99107-1014 Capacidade: 200 pessoas (aluga para eventos, como aniversário, casamento, bodas, festa corporativa etc)


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shopping

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shopping

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WBlack Friday. No dia 25, fique de olho nas promoções do turismo. Página 4

MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

WServiço. Cresce interesse do viajante pelo seguro viagem nacional. Página 5 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 19/11/2016

Entre as curvas da Amazônia Iberostar Grand Amazon proporciona passeios inusitados ao coração da floresta. Páginas 6 a 11


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

paulo campos paulocampos@otempo.com.br

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EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

sala vip

personagem da semana VERT HOTÉIS/DIVULGAÇÃO

PE em road show Com a finalidade de capacitar agentes de viagens e divulgar o destino para o público, a Secretaria de Turismo, Esportes e Lazer de Pernambuco, por meio da Empresa de Turismo

de Pernambuco (Empetur), percorreu o país com o road show Pernambuco Coração do Nordeste. Em Belo Horizonte, o evento aconteceu na penúltima semana na cervejaria Pinguim.

Érica Drumond, Alberto Melo, Maria Flor e Derico Alves animaram os convidados

CEO da Vert Hotéis fala da expansão da administradora hoteleira nacional que mais cresce no Brasil; neste ano foram oito novas operações, totalizando 17 hotéis em todo o país

1. A Vert Hotéis é franqueadora de uma das marcas Wyndham Group no Brasil (Ramada). Por que a escolha da Wyndham para iniciar a gestão hoteleira?

A Vert Hotéis é uma operadora hoteleira multimarca, que surgiu do sonho de criar uma empresa pautada pela sustentabilidade e do meu desejo de crescer e gerar bons empregos. Ao conhecer o programa de sustentabilidade da Wyndham Hotel Group, o Wyndham Green, tive a certeza de que poderia acreditar no desenvolvimento sustentável, por isso a escolhi. Além disso, a Wyndham já tinha o interesse de trazer para o Brasil a marca Ramada, o que só veio contribuir para a viabilização dessa parceria de êxito e sucesso.

Aline Félix (Azul Viagens), Mustafá Dias (diretor executivo da Setur Recife) e Isabelle Fregapane (marketing da Empetur)

Vanilza Andrade (Gerais Viagens), Laura Prosdocimi (Express Viagens), Maria Thereza (Acta) e Bruno Paiva (Mayor)

O que você trouxe de know-how na administração frente ao Ouro Minas para a Vert Hotéis?

O Ouro Minas é uma escola de graduação onde aprendi, pratiquei e também ensinei, mas sem nunca deixar de lado os livros e as trocas de aprendizado. Mas sempre temos muito mais a aprender, e a vida nos ensina algo diariamente. Então, o Ouro Minas foi o professor que fez com que eu me apaixonasse pela escola e pela hotelaria.

Os padrões das marcas da Wyndham aqui no Brasil são os mesmos dos hotéis no exterior?

Patrícia Coelho (Soft Turismo), Érica Bruno e Rafael Augusto (Tribos Viagens) e Patrícia Mascarenhas (Soft Turismo)

Lívia e Patrícia Costa (Viajar Turismo), Diogo Queiroga (Van Holland Turismo) e Denise Rabelo (Belvitur Viagens)

Os padrões básicos, sim, mas respeitamos a cultura local. A Wyndham nos confiou a oportunidade de desenvolver padrões arquitetônicos para os hotéis econômicos melhores do que nos Estados Unidos. Além disso, temos uma característica diferente de fazer uma hotelaria que seja consumida não apenas pelo turista, como pela comunidade local.

Quantos hotéis estão em operação até agora?

A Vert Hotéis possui 17 hotéis em operação nas cidades de Belo Horizonte, Lagoa Santa, Campos dos Goytacazes (RJ), Curitiba (PR), Linhares (Espírito Santo), Natal (RN), Americana (SP), São Paulo, Recife (PE), Macaé (RJ), Brasília (DF), Rio de Janeiro e Campinas (SP, em Viracopos).

Quais são as marcas administradas pela Vert? Existem marcas próprias? Como elas se posicionam na hotelaria?

As duplas Cristiano Moreira e Ivy Joseane (Minas Brasil Turismo), Darlan Lopes e Jessica Soares (Absolut Turismo)

Caroliyn Caetano (Tulip Inn BH), Paula Macedo (Continental), Maria Thomas (MTeJo) e Daniela Filizzola (Tulip Inn Sete Lagoas)

A Vert tem três marcas próprias. Uma é a Sentidos, em fase de desenvolvimento, que tem o conceito full service, feita para empreendimentos em destinos paradisíacos, que trabalha as sensações por meio dos nossos sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato. A segunda é a eSuites, bandeira midscale, ideal para quem procura apartamentos e suítes executivas com conforto e tecnologia. Dessa marca já temos quatro hotéis em operação. Por fim, a Ícone, em fase de desenvolvimento, para atender a demanda por hotéis supereconômicos. Da Wyndham Hotel Group, a Vert trouxe três segmentos da marca Ramada (Plaza, Resort, Hotéis e Suítes) e a Encore.

O que a Vert está fazendo para tornar a marca Wyndham mais conhecida no Brasil?

Ivson Santana (Village Porto de Galinhas), Chris Simeon (Enotel), Mário Gomes (Ecapora), Giselle Souto (Vila Galé), Luiz Estevão (Solar e Viva Porto de Galinhas). Júlio César Gimenez (Porto de Galinhas Praia Hotel) e Aline Félix (Azul Viagens)

check in/check out W BH-Buenos Aires

Novembro Azul

Balanço em outubro

A Azul aguarda aprovação da Anac para iniciar, a partir de em 1/2/2017, voos diretos e diários de Belo Horizonte (Confins), segundo maior hub da companhia, para o aeroporto Ezeiza, em Buenos Aires (Argentina). As operações devem ser realizadas com os jatos Embraer 195, que têm capacidade para até 118 passageiros.

A Visual aderiu à campanha e está promovendo palestras para os colaboradores sobre prevenção do câncer de próstata.

TAM anuncia que o número de passageiros diminuiu 0,2% em outubro. Já a taxa de ocupação aumentou 1,2%.

Fim das operações

Novo CEO

Etihad Airways anunciou esta semana que suspenderá as operações entre Abu Dhabi e SP a partir de 26/03/2017.

O paulista Eduardo Giestas foi anunciado como novo presidente e CEO da Atlantica Hotels a partir de janeiro de 2017.

Estamos falando de um dos maiores grupos hoteleiros do mundo e da representação da marca Ramada no Brasil, por meio de todos os canais de vendas como o e-commerce, das OTAs de posicionamento, das promoções, das vendas globais, do corporativo e de uma gestão eficiente. Tudo isso, associado a uma equipe comercial de alta performance, engajada, com sede em São Paulo e presença em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espiríto Santo, Recife e Natal. Além disso, a Wyndham acaba de abrir escritório em São Paulo, e contaremos também com uma equipe de vendas mundiais no Brasil.

A Vert se baseia na hotelaria essencial. O que seria esse conceito?

Trabalho em prol de uma hotelaria brasileira diferenciada, com foco no prazer em servir e na excelência dos serviços. Nossa hotelaria, mesmo que na categoria econômica, preza por serviços essenciais de qualidade, como uma boa noite de sono – cama confortável e banho revigorante – chuveiro de alta pressão, luminosidade adequada, conectividade e um excelente café da manhã.

Como a empresa tem driblado a crise econômica e a queda da diária média nos hotéis?

Trabalhamos para alcançar uma taxa de ocupação e uma diária média aceitável e, como estamos em 11 destinos diferentes, temos conseguido equilibrar essa conta. Mas o mais importante é respeitar o capital investido, manter os hotéis atualizados e, principalmente, com retorno para os investidores.

Como estão os planos de expansão da rede nos próximos anos?

A Vert Hotéis possui outros 20 empreendimentos em fase de desenvolvimento até 2020 e, por ser uma empresa jovem, ainda possui muito potencial para ser explorado.


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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turismo LUCIANA BRUM/AGÊNCIA O GLOBO

Black Friday

Para adquirir viagens interessantes por preços mais em conta Nesta edição, mais empresas do segmentoturístico aderiram à sexta-feirapromocional do comércio, queacontece no próximo dia 25 Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

Com participação tímida nos anos anteriores, o setor turístico aderiu com força total a esta edição da Black Friday, que acontece no dia 25 de novembro. São promoções oferecidas por operadoras de viagens, companhias aéreas e, entre outros, redes hoteleiras no país e no exterior. Na CVC – operadora que já havia aderido à sexta-feira promocional em edições passadas –, por exemplo, as promoções Black Friday 2016, com descontos que variam de 10% (pacote completo) a 23% (só o aéreo), estão em vigor desde o início do mês. No cruzeiro marítimo de Natal, a bordo do Soberano, da Pullmantur, o segundo passageiro tem 50% de desconto na CVC. Ou seja, o primeiro sai a R$ 3.163, e o segundo, a R$ 1.581. Uma operadora que vai estrear na Black Friday

com pacotes promocionais é a Azul Viagens. Entre as opções mais em conta, agendadas para 2017, estão Porto de Galinhas (oito dias, com saída de Belo Horizonte em 4 de março), a R$ 1.415, e Punta del Este (cinco dias, a partir de 22 de janeiro), a R$ 2.041.

Hotelaria No quesito hotelaria, a adesão à Black Friday é quase geral. Na rede gaúcha Laghetto Hotéis, a promoção, denominada Black Weekend, será de 25 a 27,

com descontos de até 50% em todas as unidades, com hospedagens até 30 junho de 2017. Na mineira Vert, mas com hotéis em várias cidades brasileiras, a promoção também se estenderá pelo fim de semana com igual teto de descontos. Com 18 hotéis no país, o GJP Hotels & Resorts oferece descontos de até 25% nas diárias para compras no mesmo fim de semana. No Nacional Inn de Campos do Jordão (SP), o desconto será de até 50% para reservas feitas na sexta-feira e com hospedagem até 30 de junho de 2017. Já o La Torre Resort, em Porto Seguro (BA), terá descon-

tos de até 40% – em todos os canais de vendas –, para hospedagens de 26 de novembro a 31 de julho de 2017, incluindo as últimas unidades para Natal e réveillon, além dos próximos feriados.

Aéreo Com ofertas válidas até 30 de novembro, a companhia aérea Avianca também está participando da Black Friday com passagens de Brasília a São Paulo (Congonhas) por R$ 99; São Paulo (Guarulhos) a Rio de Janeiro (Galeão), R$ 95; e Salvador a Ilhéus, na Bahia, por 5x de R$ 23,80. Vista do Solar do Unhão (arquitetura do século XVII) do Elevador Lacerda STEPHEN GIBSON/DIVULGAÇÃO

Pacotes CVC Inf.: Consulte seu agente ou www.cvc.com.br/lojas

Serviço Hotelaria: www.laghettohoteis.com.br www.verthoteis.com.br www.gjphotels.com www.resortlatorre.com.br Aviação: www.avianca.com.br Operadoras: www.cvc.com.br www.azulviagens.com.br Site oficial da Black Friday: www.blackfriday.com.br

Maceió. Saída em 3/12, com sete dias de hospedagem com café da manhã, aéreo, traslado e passeio, a partir de R$ 1.298 Porto Seguro. Saída em 3/12, com sete dias de hospedagem com café da manhã, aéreo, traslado e passeio, a partir de R$ 998 Na baía de São Francisco, a ilha de Alcatraz abrigou prisão de segurança máxima, hoje desativada e aberta ao público

Ação dos EUA vira uma febre mundial

Passagens aéreas: Réveillon em Nova York, desde Guarulhos, a partir de R$ 3.890; em março, São Francisco a partir de R$ 1.390 e Orlando, R$ 1.599 Azul Viagens

A Black Friday é uma ação anual de vendas surgida nos Estados Unidos no início dos anos 90, onde acontece na primeira sextafeira após o feriado de Ação de Graças (Thanksgiving Day), comemorado na quarta quinta-feira do mês de novembro. Por seu tamanho sucesso entre os norte-americanos, essa prática de vendas promocionais acabou sendo adotada em vários países, inclusive no Brasil, onde chegou em 2010. Até então, com pouca adesão do setor turístico – somente a CVC participa desde 2013 –, a edição 2016 vai bombar também no segmento de viagens. Logo, se você ainda não

adquiriu seu pacote para as festas de fim de ano e as férias, a Black Friday vem em boa hora.

Dicas Confira cinco dicas que vão lhe ajudar a aproveitar ao máximo as ofertas e a economizar ainda mais na Black Friday. Primeiro, cadastre-se no site do produto ou serviço que esteja desejando; segundo, compare histórico dos preços; e terceiro, fique atento a sites não recomendados, a fim de evitar problemas. Em quarto lugar, faça uma lista do que deseja adquirir, para ajudar a manter o foco, e, por fim, fique de olho nos cupons de desconto para maior economia.

Inf.: Consulte a central de atendimento da Azul Viagens (4003-1181), o site www.azulviagens.com.br ou seu agente de viagens Porto Seguro. Com saída em 25/12, o pacote de Natal de oito dias de hospedagem no La Torre Resort All Inclusive, aéreo desde Campinas e traslados, sai a partir de R$ 7.373. Maceió. Com saída em 29/1/2017, oito dias de hospedagem no Maceió Atlantic Suítes, com café, aéreo, traslados e city tour, sai a partir de R$ 2.674


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

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Proteção

Mais segurança em passeios dentro do Brasil Aquisição do seguro-viagem custa, em média, 2% do valortotal do deslocamento e garante assistência médicaeauxílioaoturistaemimprevistosduranteasférias ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS

Cartão-postal do Rio de Janeiro, o Cristo Redentor é uma estátua art déco situada no Parque Nacional da Tijuca

Da redação Na hora de viajar, a maioria dos brasileiros segue a mesma lógica de planejamento: escolhe o destino, contrata a viagem, checa se a documentação está em dia, anota os contatos de emergência da agência que vendeu o passeio e prepara a mala. Mas um novo item ultimamente ganha atenção na lista dos viajantes – a contratação de um seguro, inclusive para viagens dentro do Brasil, que dá cobertura para imprevistos. Ainda que a maioria dos viajantes se lembre da importância de contratar esse serviço nas viagens internacionais, devido às exigências de alguns países, uma boa e crescente parcela de brasileiros já inclui a aquisiçãoda assistência para destinos domésticos e cruzeiros.

Muito além A cobertura do seguro nas viagens nacionais vai além da assistência médica, auxiliando em imprevistos como, por exemplo, problemas com a bagagem, acidentes e perda ou roubo de documentos. Essa constatação é da operadora CVC, que acaba de fazer um levantamento e identificou que, de janeiro a setembro de 2015, as vendas de assistência-viagem para os clientes que embar-

caram rumo a destinos nacionais cresceu mais de 100%, na comparação com o mesmo período de 2014. O seguro-viagem também foi o destaque entre os chamados serviços agregados (vale-viagem e recomendação de casa de câmbio),que nogeral cresceram 11% na operadora, no mesmo período. Isso significa que, no período, de cada cem passageiros que viajaram dentro do Brasil, dez deles compraram o seguro-viagem – ou seja, 10% (cerca de 160 mil turistas que viajaram com a CVC). Especialistas no tema enfatizam que, mesmo quem já possuiplano de saúde não deve descartar o seguro adicional na viagem. “Muitas vezes, o plano convencional do turista não dá cobertura para atendimento em outros Estados. Sendo assim, qualquer incidente fora do local de residência pode ser um transtorno”, explica o vice-presidente de vendas, produtos e marketing da CVC, Valter Patriani. Com um custo de R$ 24,50, por exemplo, é possível contratar o seguro com cobertura até R$ 10 mil para uma viagem com duração de sete dias no país, ou seja, um acréscimo, em média, de cerca de 2% do valor da viagem. Já para cruzeiro marítimo, o valor é de R$ 6 por dia. O serviço ainda pode ser dividido em até dez vezes sem juros.

As coberturas * Assistência odontológica e médica em caso de acidente, enfermidade e doença; * Medicamentos em caso de assistência; * Traslados por morte e sanitário; * Gastos de hotel por convalescença; * Reserva de hotel para acompanhante em caso de internação; * Passagem aérea de ida e volta para um familiar; * Viagem de regresso; * Orientação em caso de perda de documentos ou cartão de crédito; * Transmissão de mensagem urgente; * Retorno de menor; * Assistência na localização de bagagem; * Atraso de bagagem (reembolso de despesas por demora na localização); * Reembolso em caso de extravio definitivo de bagagem em transporte aéreo e marítimo; * Adiantamento para assistência jurídica ; * Adiantamento em caso de fiança; * Seguro de cancelamento e/ou interrupção de viagem; * Morte acidental ou invalidez permanente total por acidente.


W6 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

O barco (I)

O regional em destaque Café da manhã com frutas regionais, pelo menos um peixe local a cada refeição, culinária regional e internacional, sorvetes com frutas locais e drinks no bar do deck são oferecidos pelo all inclusive do Grand Amazon durante suas refeições.

turismo

Amazônia

Expedição com um gostinho de quero mais Iberostar Grand Amazon alia confortocom aventura e exploraas particularidadesda floresta em minicruzeirosde trêsou quatro noites Mateus Baranowski

O barco (II)

O lugar mais frequentado O Iberostar Grand Amazon é um navio intermediário entre as embarcações regionais amazônicas e os grandes navios de cruzeiro. O deck é o lugar preferido dos cruzeiristas. Além do bar e da piscina, tem uma jacuzzi para contemplar a floresta no relax.

O barco (III)

Passeios em grupos menores Nos passeios diários, o grupo é dividido em lanchas menores, que se dirigem a pontos distintos uns dos outros. Portanto, cada um estará percorrendo um percurso diferente nos igarapés (curso d’água nas matas) ou iguapós (vegetação submersa na cheia).

Era uma nova experiência: mergulhar nas lendas e nos mistérios da Amazônia. Nunca tinha participado de um cruzeiro e estava prestes a realizar o meu primeiro, a bordo do Iberostar Gran Amazon, descendo o rio Negro durante três dias. Sabia de antemão que não era um cruzeiro convencional, daqueles que navegam em alto-mar, desembarcando em diversos portos, cidades e países, mas um cruzeiro de expedição. O destino era a Amazônia, uma imensidão de águas e florestas que provocaram em mim várias expectativas. O navio do Iberostar completou no ano passado dez anos de navegação. Não é único por essas bandas, mas o mais luxuoso e confortável, um all inclusive que leva os visitantes a passeios inusitados pelos rios Negro e Solimões, embarcando passageiros duas vezes por semana do porto de Manaus – o pacote inclui bilhete aéreo (saindo de Belo Horizonte, numa viagem de três horas e meia de duração), três ou quatro dias de navegação dependendo do roteiro contratado, todas as refeições, bebidas e passeios. O navio-barco propõe expedições diurnas e noturnas: pela manhã, tarde e noite. As lanchas levam os passageiros para caminha-

das na mata, pesca de piranha, visitas a praias de águadoce nadando ao lado de botos e a comunidades indígenas ou ribeirinhas. O retorno guarda uma recompensa: banho quente, relax no convés, bebida gelada e refeição para lá de saborosa. Pelas manhãs, preparese para temperaturas que beiram os 40º C. À noite, é um pouco mais fresco.

Chegada Ao desembarcar no aeroporto de Manaus, você é acolhido pelo receptivo do Iberostar, que o leva até o porto. A jornada só começa depois que todos estiverem acomodados na cabine. Como o navio só deixa o porto por volta das 18h, pode-se assistir do deck um pôr do sol de rara beleza, bebericando espumante ou drinks preparados pela atenciosa

Em Minas, a operadora Viagens Master (www.viagens master.com.br) oferece pacotes de três, quatro ou sete noites aos viajantes

tripulação. Na primeira noite, o comandante dá as boas-vindas, faz breve explanação do roteiro, e, em seguida, é servido o jantar. A noite é encerrada com um divertido show de mágica. No primeiro dia, ainda, recebemosa notícia de que ficaríamos três dias sem sinal de internet. O que parecia ser o fim do mundo para a maioria dos cruzeiristas se torna, ao longoda jornada, algo libertador. Tivemos mais tempo para entrosar, desfrutar da viagem,sem o incômodo dos selfies, sem o silêncio nas refeições. À medida que o navio se afastava do porto, o sinal do celular ia caindo, perdendo a força... Enfim, todos se sentiam dessamarrados para aproveitar uma viagem única, muito particular.

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Especial para o Turismo

Iberostar Gran Amazon: conforto em meio à selva

O navio O barco: Iberostar Gran Amazon, de bandeira espanhola Cabines: 73 cabines duplas com 23 m2 Suítes: Duas suítes de 49 m2, hall, sala, quarto e banheiro com banheira Percurso: Cerca de 280 km a 300 km nos rios Solimões e Negro

Na foto, a luxuosa Suíte Royal; as cabines de maneira são geralmente confortáveis: todas externas, com TV, cama, varanda, armário, banheiro e ar-condicionado split

Tripulação: 45 a 60 pessoas Velocidade: 9,2 nós Média de profundidade: 30 m a 100 m Show de folclore regional é apresentado na noite de despedida no Grand Amazon


turismo

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FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Saiba mais

O deck é o local preferido no fim de tarde para assistir ao pôr do sol

Importante: Um cruzeiro de expedição exige horários rígidos. O café da manhã é servido às 6h. As saídas acontecem por volta das 7h50. Os horários ajudam a organizar a programação e dar disciplina ao grupo, que deve se inscrever para o passeio na noite anterior.

A cozinha amazonense tem muito peixe e influência da cultura indígena

Tacacá é uma iguaria presente em toda a região amazônica brasileira

Dica: Chegue um dia antes do embarque, hospedese em um hotel do centro e explore a Manaus histórica. Em uma caminhada, pode-se conhecer o Teatro Amazonas (R$ 7,50 o ingresso), a pérola do Ciclo da Borracha e, se der sorte, assistir a um espetáculo, visitar o belíssimo Palácio da Justiça, saborear o prato típico amazônico, o tacacá (caldo de goma de tapioca temperado com tucupi, cebola, alho, cheiroverde, jambu e camarão), no restaurante regional O Banzeiro (www.restaurantebanzeiro.com.br) e fazer compras na Galeria Amazônica (o suvenir local é o artesanato indígena).


W8 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

Anavilhanas (I)

Arquipélago fantástico O segundo dia termina com passeio ao arquipélago de Anavilhanas para ouvir e conhecer os hábitos de espécies noturnas e observar os jacarés. Anavilhanas é o maior conjunto de ilhas fluviais do mundo e fica localizado entre Manaus e o município de Novo Airão.

Anavilhanas (II)

Habitat do botocor-de-rosa Anavilhanas tem cerca de 400 ilhas, local onde habita uma espécie famosa – o boto-cor-de-rosa, e onde é possível nadar ao lado dos dóceis bichinhos. É um ecossistema fantástico, principalmente para uma pessoa que ama fotografar a natureza.

Fauna

Bichos para se ver nas cheias Os animais se mostram mais ativos depois de uma chuva tropical, quando as florestas inundadas se tornam navegáveis pelos barcos e os igarapés, pequenos braços do rio, são acessíveis de canoa. Na foto, bicho-preguiça e seu filhote.

turismo

Segundo dia

Entre índios e aventuras no meio da selva O roteiro, sob medida para quem nãopretende correrriscos, busca muitas experiências diferenciadas, combinadascom lazer e gastronomia Mateus Baranowski

Terceiro dia

No segundo dia, logo cedo, fomos conduzidos pelos olhos e pelos ouvidos de Piro. Descendente de índios peruanos, Piro canta, toca instrumentos de sopros curiosos, conta histórias como a dos pescadores, apanha com gestos ligeiros um filhote de jacaré com as mãos, aponta para bichos na selva que passariam imperceptíveis aos olhares dos viajantes e tem o ouvido aguçado para escutar os sons da natureza. Piro conhece cada meandro no labirinto da selva e mostra os segredos e os perigos que se escondem (ou se camuflam) nela. Ele conduz o barco em paradas estratégicas para revelar um pouco da Amazônia para os visitantes. Em um determinado momento, estaciona a lancha na beira do rio, próximo a uma seringueira, de onde ensaia a retirada do látex -– de 1830 a 1860, Manaus viveu um ciclo de riqueza e ganhou a fama de “Paris do Norte”. É pelo conhecimento de Piro que descubro que a picada da formiga tucandeira pode levar à morte, que breu-branco é utilizado em perfumes e cosméticos, que o cipó-d’água armazena água e garante a sobrevivência na selva e que a imbira é uma planta usada para fazer cordas, que muitos ribeirinhos acreditam que os botos engravidam donzelas. “A sobrevivência na selva nos faz ter um olhar diferente”, afirma. Depois da primeira caminhada, retorno ao barco para um descanso no deck e uma visita à cabine do comandante Tadeu para descobrir curiosidades sobre o rio Negro e os instrumentos utilizados na navegação. Escuras, as águas do rio Negro são quentes, muito ácidas e pobres em nutrientes. Por esse motivo, não há mosquitos e não precisa-se levar repelentes.

No terceiro dia, a saída de lancha leva à aldeia indígena de Kambeba, onde a recepção foi calorosa, ao som de cânticos e danças tradicionais. Ouvimos também uma palestra sobre a história dos índios Kambeba e seu contato com a natureza. A comunidade fica há 60 km de Manaus, às margens do rio Cuieiras, um dos afluentes do rio Negro, O objetivo ali é interagir com os índios, conhecer sua cultura, a casa de saúde, as escolas, as moradias, o artesanato e as plantas cultivadas no local. “Catuxis, xitumani", essas são as primeiras palavras que você ouvirá

deles ao chegar, que significa “bom dia” e “obrigado”. Às vezes, as boas-vindas são dadas com um pote de tinta vermelha, feita da semente de urucum, das mãos de um nativo, que pinta o rosto do turista para que ele se sinta parte da aldeia. Quando se fala em comunidade indígena, logo se imaginam ocas, arcos e flechas. Apesar de manterem suas tradições, a comunidade Kambeba, com 84 moradores, recebe cerca de 200 estudantes da região para assistirem aulas e vídeoconferências com professores de Manaus por meio de rede Wi-Fi. Na escola, jovens e crianças aprendem português e tupi-guarani, a língua dos Kambeba. Eles mantêm as tradições, mas estão conectados 24 horas por dia.

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Especial para o Turismo

O guia Piro ensina aos viajantes, antes de tudo, que é preciso respeitar a floresta e seus habitantes

Piranha é exibida para os turistas durante pesca na lancha do Iberostar; depois de capt

O peruano Piro exibe seu talento para a música em instrumentos inusitados

Extração do látex em seringueira à beira do rio Negro; no passado, símbolo de riqueza


turismo

9W O Tempo - Pampullha - Super Notícia

FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Crianças indígenas na escola municipal da aldeia de Kambeba

Jacaré de “pelúcia” e piranha como troféu À tarde, a saída de lancha é para os dois passeios mais famosos do Iberostar Grand Amazon. A pesca da piranha é quase uma competição de quem pega mais (e o maior) peixe em um dos igapós formados pelo rio Negro. Com varas a postos e iscas de carne de boi, além de uma dose extra de espera e paciência, surgem os primeiros sinais de piranhas, que são exibidas para fotografias e em gritos eufóricos de “uhuuu” pelos “pescadores”.

Show de Piro À noite, a atração é se encantar com um show de flautas típicas apresentadas e tocadas pelo ilimitável Piro e, em seguida, se deliciar com um jantar amazônico, com verdadeiras delícias da cultura local, como o tucunaré com arroz de amêndoas. No dia mais longo de ati-

Saiba mais Diferenças: Os cruzeiros pelos rios Negro (quatro noites, de segunda a sexta) e Solimões (trës noites, de sexta a segunda) são semelhantes em muitos aspectos. Ambos têm focagem de jacaré, pesca de piranha, visita à casa do caboclo, passeio de lancha para ver o pôr do sol e caminhada na selva. A diferença é que, com um dia a mais, o tour pelo rio Negro proporciona ao cruzeirista alimentar os botos-cor-de-rosa. Outra diferença é que no Solimões o espetáculo de encontro das águas dos rios fica distante.

Aviso aos navegantes: A correnteza dos rios Negro ou Solimões não afeta a estabilidade do Iberostar Grand Amazon, que não balança nem um pouco. Portanto, não há risco de enjoos ou tonturas. Épocas distintas: O rio Amazonas – que após Manaus adquire o nome de Solimões – estende ou encurta a sua largura em função dos períodos de cheia (março a julho) ou vazante (agosto a fevereiro). Na cheia, o cenário é mais bonito, verdejante.

turada, ela é devolvida ao leito do rio

Piro segura o jacaré pela boca para ser mordido; tursiata pode segurar o animal que, mesmo pequeno, não é inofensivo

vidades, vestimos blusas de mangas compridas e deixamos nossos repelentes a postos para o passeio de focagem de jacarés. Mais uma vez, Piro surpreendeu e capturou um jacaré com as mãos num piscar de olhos. O filhote era jovem e media pouco mais de um metro. O jacarezinho roda de mão em mão, alguns passageiros com arrepios, outros, com curiosidade de tatear a pele de uma espécie que não virou bolsa. É hora dos cliques com o bichinho nas mãos para ser exibido como “pelúcia” nas redes sociais. O passeio ocorre depois das 21h, porque o jacaré tem hábito noturno. O silêncio é essencial para não espantar o bicho. Guias como Piro, bem-treinados, conseguem identificar o réptil pelo brilho dos olhos no escuro absoluto.

Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

Na comunidade

Melhor tapioca do mundo De volta ao barco, parada estratégica para comer a melhor tapioca de sua vida, em uma comunidade às margens do rio Negro. A farinha de mandioca brava – raiz que cozida no tempo certo elimina as toxinas do organismo – é produzida ali mesmo e preparada em fogão à lenha, em panela de ferro. Manteiga e castanha do Amazonas são os únicos ingredientes misturados à farinha, que fica bem branca e saborosa.


W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

turismo

O encontro das águas dos rios Negro e Solimões

Boto cor-de-rosa: intereação com os turistas

Terceiro dia

Atodasfloresta em as suas nuances Visita à casa do caboclo ribeirinho éo tour preferido dosestrangeiros; brasileiroscurtem nadar e alimentar os botos-cor-de-rosada Amazônia Mateus Baranowski O dia mais aguardado do programa no Iberostar Grand Amazon tem um lado emotivo: ficar frente à frente com o boto-cor-derosa. O terceiro dia começou com um passeio ao longo dos afluentes do rio Negro para visitarmos a casa de uma família ribeirinha, entender um pouco de seus costumes e ver como se adaptam ao período de cheia do rio, morando em palafitas. No caminho, uma breve parada para alimentar os simpáticos macaquinhos. Mas o melhor de todo o roteiro estava por vir: mergulhar com os botos-corde-rosa. Com auxílio de um guia local que conhece os animais há mais de dez anos, chega-se bem perto dos bichinhos, sendo possível até tocá-los. Os sustos também são comuns. A chegada repentina de outros botos sem que pudéssemos perceber foi um susto. No final da tarde, antes da última refeição, fomos ao Museu do Seringal Vila Paraíso, que já serviu de cidade cenográfica para uma minissérie e hoje é

um museu com cenários do Ciclo da Borracha. Nosso guia contou a história dos homens que vieram de diversas partes do Brasil para tentar ganhar a vida trabalhando em fazendas seringueiras. Em um lance de sorte, pudemos observar uma preguiça e seu filhote descendo uma árvore, sem se importar com a presença dos estranhos.

No Grand Amazon, a qualidade dos serviços, a preparação dos guias (bilingues) e a estrutura impressionam até os turistas estrangeiros

Casa de madeira do caboclo ribeirinho à beira do rio Negro: luz elétrica só chegou há pouco tempo na região

Rede Iberostar

Encontro

Operadora: Território Viagens

O espetáculo final da viagem fica por conta do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que ocorre bem cedinho, antes mesmo do café da manhã. Entre 5h45 e 6h, as águas escuras do Negro correm ao lado das barrentas do Solimões, formando uma espécie de linha divisória. Os dois rios só se misturam cerca de 7 km depois, formando o rio Amazonas. O fenômeno ocorre porque os rios têm velocidades, acidezes, temperaturas e densidades diferentes, o que dificulta que eles se misturem de imediato. O rio Negro tem águas escuras (e ácidas); o Solimões, cristalinas.

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Especial para o Turismo

Pacote: Inclui aéreo com saída de Confins, hospedagem no sistema all inclusive e traslados Iberostar Bahia: Saídas em janeiro (dias 6, 13 e 20/1, 7 noites), com preços a partir de R$ 5.295. E saídas no Carnaval: 25/2 a 1/3/17 (4 noites), a partir de R$ 5.160 Iberostar Praia do Forte: Saídas em janeiro (dias 6, 13 e 20/1, 7 noites), custa a partir de R$ 6.260. Saídas no Carnaval: 25/2 a 1/3 (4 noites), a partir de R$ 5.960 Preço: Por pessoa em apartamento standard duplo Informações: (31) 3264-3300 Por causa do período das cheias, muitos moradores ribeirinhos vivem em palafitas ou em casas flutuantes na Amazônia


turismo

11 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

FOTOS MATEUS BARANOWSKI/DIVULGAÇÃO

Piro ensina a fazer corda com a imbira

Quem leva para o Grand Amazon Operadora: Viagens Master Informações: Consulte o seu agente de viagens e peça esse pacote da Viagens Master Pacote: Inclui hospedagem na cabine mandi. Aéreo sob consulta somente para a baixa temporada Preço (parte terrestre): A partir de R$ 1.849 no cruzeiro de três noites no rio Solimões, a partir de R$ 2.466 no cruzeiro de quatro noites no rio Negro e a partir de R$ 4.315 no cruzeiro de sete noites pelos rios Negro e Solimões Preço: Por pessoa (mais taxas)

Pássaros surgem durante o percurso de lancha; caminhadas nas trilhas ajudam a conhecer a floresta


W 12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

sabores do mundo renatoquintinogastronomia@hotmail.com

Rio de Janeiro

José Avillez, o rei de Lisboa

Evento de Natal no Cais do Porto Após intenso processo de revitalização, o Cais do Porto, chamado agora de Boulevard Olímpíco, vai receber o primeiro parque de Natal da Cidade. Idealizado pela Aventura Entretenimento, Uma Aventura de Natal acontecerá entre 10 e 28 de dezembro, no Armazém 2 do Pier Mauá. Os ingressos já estão à venda pelo site www.ingressorapido.com.br. MNIEMAYER/DIVULGACÃO

Rio de Janeiro (II)

Trajetória lúdica de Papai Noel

RENATO QUINTINO

Impressiona a carreira meteórica, mas bemconstruída e sedimentada do chef José Avillez em Lisboa. Há três anos, o chef tinha duas estrelas Michelin em seu Bel Canto (belcanto.pt) – que deu credibilidade e repercussão internacional a seu trabalho – , o “bistrô” Cantinho do Avilez (cantinhodoavillez.pt) e uma loja de empadas com qualidade irregular, no shopping Chiado. Hoje, o chef não assina mais as empadas, assumiu o restaurante do mítico teatro São Carlos, no largo do Chiado, e diversificou seu trabalho com a Pizzaria Lisboa (www.pizzarialisboa. pt), ao lado do Cantino, o Mini-Bar (www.minibar.pt), e agora bomba no ponto mais caro da cidade, com o enorme e bem-montado Bairro do Avillez (www.bairrodoavillez.pt), aberto há dois meses.

O grande destaque em Lisboa é o restaurante Bairro do Avillez, focado em peixes e frutos do mar

O Bairro do Avillez é o novo espaço aberto em agosto no bairro do Chiado com taberna, mercearia e restaurante

Estilizado O local terá exposição temática, contando uma trajetória lúdica que percorre o deserto, a Galiléia, a cidade do Papai Noel (com casa da Vovó Noel e dos doces, teatro com apresentações do coral de ursos, fábrica de brinquedos) e Mundo de Gelo (onde Papai Noel receberá as crianças). O público também terá a opção de participar de visitas guiadas.

No Mini-Bar, Avillez mostra seu talento para reinventar a cozinha molecular num ambiente teatral e com luxo de pagada decó, com o serviço feito por garçons estilizados e de boa aparência, ao som de playlists precisas. A comida é uma delícia servida em pequenos tapas, com apresentação teatral tanto da culinária quanto do lugar. A cozinha do Bel Can-

to é mesmo excepcional e vale as duas estrelas Michelin por sabores, inventividade, ambientação e serviço. A Pizzaria Lisboa faz com correção a cozinha mediterrânea com pegada italiana, como a ótima berinjela à parmegiana, além das boas saladas e as diversas opções de pizzas. O Café Lisboa (www.

cafelisboa.pt), no Teatro São Carlos, é seu restaurante menos interessante, escorregando um pouco na reinvenção de clássicos do país, enquanto o Cantinho do Avillez é sempre uma boa opção para uma cozinha portuguesa modernizada.

Estrela Mas o grande destaque hoje é o Bairro do

Avillez, dividido em dois ambientes focados em peixes e frutos do mar (o “pátio”), num empório e na taberna, que mostra uma cozinha geral descomplicada, mas com a criativa marca do chef. Enorme e movimentada todos os dias, com serviço perfeito e ótima cozinha, a casa mostra competência e profissionalismo no novo grande

ponto de movimento em Lisboa. Com a crise do país, não são muitos os portugueses que podem gastar nos restaurantes do chef e nos demais no Chiado. Mas mesmo ouvindo muitas línguas diferentes em sua casas – a cidade está lotada de turistas do mundo todo; segundo dados do Turismo de Portugal, houve um crescimento de 20% no fluxo de de brasileiros no país neste segundo semestre –, o clima não é fake. Toda a concepção dos restaurantes remete direta ou indiretamente ao melhor da cultura portuguesa. Mais um ponto para Avillez!

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Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br


WEm breve. Novo EcoSport foge de São Paulo e aparece nos EUA. Página 14 WMotor show. Mostra paulista foi passarela para desfile dos tops. Págs. 16 e 17 pampulha

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ISABEL ALMEIDA/CZN

BELO HORIZONTE Sábado 19/11/2016

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Leveza e economia Nissan Kicks agrada pelo bom custo-benefício, com destaque para o pacote de itens de série, e pelo baixo consumo de combustível. Páginas 18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Salão de SP de casa nova Abriu as portas para o público no último dia 10, e segue até 20 de novembro, sendo o foco principal de todos aqueles que curtem automóveis, o 29º Salão de São Paulo, nesta edição, revisto, ampliado e cheio de boas novidades. Depois de exatos 46 anos, o maior motor show da América do Sul deixa o pavilhão do Anhembi e se transfere para o São Paulo Expo, o antigo Centro de Exposições Imigrantes, na zona Sul da capital paulista – na rodovia dos Imigrantes, KM 1,5. Fora um pique rápido, que provocou queda de energia no fim da tarde do primeiro dia reservado às coletivas de imprensa, o novo espaço se mostrou mais que adequado para receber a pujante indústria automobilística, que, mesmo em tempos de grave crise, exibiu novidades significativas para o mercado.

Em tempos idos, mesmo sendo recebido com grande expectativa, o evento, que reúne o que de mais importante acontece no acelerado mundo das quatro rodas, não era, necessariamente, um momento no qual muitos segredos seriam revelados. Isso porque, ao longo do ano, nos meses que antecedem a abertura da grande mostra automobilística nacional, que acontece nos anos pares, as montadoras promovem, paulatinamente, o lançamento de seus produtos para o ano seguinte. Desta feita não foi diferente: muitas das apresentações dos modelos não eram, assim, inéditas, já que o grande público, por meio da imprensa especializada, recebe todas as informações à medida que os fabricantes lançam seus carros. Ainda assim, a edição deste ano, que inaugurou uma nova casa para o salão, protagonizou boas sur-

presas. Como as três que a Renault reservou em seu amplo estande no salão. De uma só tacada, mostrou produtos inéditos e que em breve chegarão às ruas. O primeiro é o compacto Kwid, que substituiu o já cansado Clio, que, aliás, deixou de ser produzido. Para mostrar as novidades, o fabricante francês convidou a atriz Marina Ruy Barbosa, a ruiva que ocupa hoje papel de destaque na mídia televisa em geral. Voltando ao Kwid, ele será, agora, o produto de entrada na marca Renault e segue a tendência de “carrinho mais alto” para agradar, sobretudo, o público feminino. Ao seu lado, sendo exibido pela primeira vez no Brasil, o Captur, concorrente que os franceses escolheram para encarar a “maior briga” pela preferência do consumidor dos últimos anos, nos referimos aos utilitários-esportivos (SUVs)

Depois de exatos 46 anos, o maior motor show da América do Sul deixa o pavilhão do Anhembi e se transfere para o São Paulo Expo

médios. A Nissan não quer ficar de fora desta disputa e entra no ringue com seu bemresolvido Kicks, hoje, praticamente, em estágio de degustação, uma vez que chega ao Brasil importado, mas começará a ser produzido na planta de Resende (RJ) e terá grande volume no ano que vem. Além dos já citados Kwid e Captur, chamou atenção no espaço, também, o Koleos, um SUV grande que será comercializado no mercado brasileiro no ano que vem e que chega para disputar o segmento com Audi A5, Hyundai Santa Fe, Ford Edge e Honda CR-V. Outra boa novidade apresentada nesta edição da mostra paulista coube a Hyundai, que destaca em seu estande o Creta, outro SUV médio e que chega com a mesma intenção do francês Captur, entrar de sola na disputa. Ele será

produzido em Piracicaba (SP) e vendido a partir de janeiro pela Hyundai Motor Brasil, responsável pela produção do HB20. Terá motores 1.6 de 130 cavalos e 2.0 de 166 cv. Há câmbios manual (para o 1.6) e automático, sempre de 6 marchas. Preços, modelos e versões não foram divulgados. Dos automóveis mais convencionais para os bólidos dos sonhos, dois ícones norte-americanos deram o que falar no evento. Chevrolet Camaro e Ford Mustang deverão chamar atenção do público que comparecer ao novo endereço do Salão do Automóvel. Já prometida e adiada algumas vezes, a Ford confirmou para 2018 a importação oficial do Mustang para o Brasil. Ano que vem começa a pré-venda do modelo. E assim, mais uma edição do tão aguardado evento automotivo aconteceu.

Novo EcoSport ‘dá o perdido’ por aqui e aparece nos EUA FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO

Da redação Aguardado como uma das estrelas do Salão de São Paulo, que segue aberto até o dia 20, o novo Ford EcoSport deu bolo por aqui, mas apareceu nos Estados Unidos, no Salão de Los Angeles. A ideia da montadora é que ele seja vendido no mercado norte-americano em 2018. Lá, ele entraria no segmento chamado de subcompacto, enquanto no nosso mercado ele é um utilitário-esportivo (SUV) compacto. Por aqui, não há previsão, mas a Ford está perdendo espaço em um segmento em que foi a pioneira com o próprio EcoSport. O SUV tem desenho inspirado no Edge. Ele ganhou novos faróis e grade. Na traseira, as lanternas também têm novo desenho. Nos EUA, o modelo não tem o estepe pendurado na tampa do porta-malas. No Brasil, ainda é incerto se a Ford irá manter a solução – que nenhum de seus concorrentes usa. A maior mudança foi no interior, com a adoção de novo desenho do painel, com destaque para a tela tátil central de seis polegadas, volante e a adoção de uma nova padronagem nos tecidos de revestimento.

Faróis e grade têm proporções maiores no renovado SUV

Nos EUA, modelo não terá estepe na tampa do porta-malas

No interior, além do novo layout, há muita tecnologia embarcada


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

Nostalgia

AC Cobra volta ao mercado O clássico AC Cobra voltará a ser fabricado em sua quarta geração. A ideia é aproveitar as novas leis do Reino Unido, que permitem carros que não atendam níveis de segurança exigidos possam ser produzidos em baixa escala. Tanto que os novos exemplares chegarão com propulsor V8 6.2 com duas opções de potência: 440 cv ou turbinada com 550 cv. Haverá ainda várias comodidades contemporâneas, como injeção eletrônica, câmbio modernizado, direção hidráulica e freios assistidos. DIVULGAÇÃO

Perda

super motor

Motor show

Os sofisticados do Salão de São Paulo Marcas premium, como Porsche, Maserati, Lexuse BMW, trazem novidades para a mostra, que segue deportas abertas até odia 20 Alexandre Carneiro De São Paulo

No Salão do Automóvel de São Paulo, há espaço para diversos modelos, desde conceitos tecnológicos, que nem sequer têm previsão de chegar ao marcado, até os populares. Entretanto, os mais esportivos ou luxuosos são, normalmente os que mais chamam a atenção: o público se aglomera para ver os ditos sonhos de consumo. A Porsche, que desde o ano passado dispensou o im-

portador e passou a atuar por conta própria no Brasil, lançou o Panamera Turbo e o Cayenne S e-Hybrid. O sedã é equipado com um motor V8 4.0 biturbo, capaz de desenvolver 550 cv de potência: trata-se da opção mais poderosa disponível na linha. O preço é proporcionalmente superlativo e está tabelado em R$ 981 mil. Já o SUV alia um propulsor 3.0 V6 turbo a um elétrico. Combinados, eles desenvolvem 416 cv. As baterias podem ser carregadas tanto pelo motor a combus-

tão quanto por meio de uma tomada, e a propulsão pode ser híbrida ou totalmente elétrica. O valor é um pouco mais em conta: R$ 432 mil. Os dois modelos já estão disponíveis para venda.

Potentes A Maserati apresentou o Levante, lançado mundialmente neste ano. Trata-se do primeiro SUV desenvolvido pela marca italiana e o mais sofisticado fabricado pelo Grupo Fiat-Chrysler Automobiles (FCA). O motor é um 3.0 V6 biturbo de 430 cv de potência. Por sua vez, a Lexus, subsidiária de luxo do Grupo Toyota, lançou o LC500h, um cupê esportivo híbrido, que une um propulsor V6 3.5 a combustão a outro elétrico, para gerar a potência combinaTHIAGO VENTURA/DIVULGAÇÃO

Museu fechado nos EUA O museu Walter P. Chrysler, localizado em Auburn Hills, na região de Detroit, nos EUA, encerrará suas atividades no mês que vem. O lugar já havia fechado em 2012, por falta de dinheiro, mas a visitação foi restabelecida em junho deste ano, em finais de semana alternados. Agora, no entanto, a decisão de encerramento é definitiva. Segundo a marca, o último dia de abertura ao público será 18 de dezembro.

Mercado

Audi comemora liderança Até outubro, a Audi do Brasil emplacou 9.808 unidades, volume que mantém a montadora no topo de vendas do segmento premium do Brasil no acumulado do ano. O A3 Sedan está entre os modelos mais comercializados no período, com mais de 3.100 emplacamentos. A marca promete ainda investimento na expansão do portfólio no Brasil. No Salão de SP, o destaque da Audi foi o R8 V10 Plus.

da de 359 cv. Na BMW, a maior atração é o X2, um SUV conceitual, que foi revelado há cerca de um mês no Salão do Automóvel de Paris. Naquela ocasião, a marca alemã prometeu lançar a versão de produção em 2018; agora, em São Paulo, afirmou que, daqui a dois anos, o modelo chegará também ao mercado brasileiro. Vale destacar também a presença do 750 Li Sport, sedã grande e muito luxuoso, movido por um motor V8 4.4 de 750 cv. No estande da empresa, há também o 430i Cabrio, um conversível com propulsor 2.0 turbo de 252 cv, e o 140i M Sport, que traz um seis cilindros 3.0 de 340 cv.

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O jornalista viajou a convite da Anfavea ALEXANDRE CARNEIRO

BMW X2 é um conceito que dará origem a SUV de produção ALEXANDRE CARNEIRO

Porsche Panamera Turbo tem 550 cv de potência

ALEXANDRE CARNEIRO

Suzuki S-Cross ganhou opção de motor turboalimentado

Serviço

ALEXANDRE CARNEIRO

O Salão do Automóvel ocorre no São Paulo Expo, na rodovia dos Imigrantes, KM 1,5, Água Funda, das 12h às 21h. No último dia (20/11), o horário será das 10h às 17h. O ingresso custa R$ 70 nos dias 16, 17, 18 e 20. No dia 19, o valor será de R$ 95. Estudantes e pessoas com necessidades específicas pagam meia-entrada.

Híbrido, Lexus LC500h concilia esportividade e sustentabilidade

Linha 2017 do Mitsubishi ASX traz reestilização na dianteira


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

ALEXANDRE CARNEIRO

SUVs japoneses passam por atualização As japonesas Mitsubishi e Suzuki apresentaram poucas novidades no Salão do Automóvel de São Paulo, todas no segmentode utilitários-esportivos(SUVs), que deua tônica da edição deste ano da mostra. A primeira revelou um facelift do ASX, que mudou para-choque e grade frontal. As alterações fazem parte da linha 2017, que já está à venda nas concessionárias pelo preçoinicialdeR$97.990.Outilitário,queéfabricadoemCatalão (GO) não traz atualizações mecânicas, mas há uma nova opção de revestimento interno em couro bege.

A Suzuki, por sua vez, também revelou um SUV reestilizado: o S-Cross. Além de grade frontal cromada e faróis com luzes de LEDs, o modelo ganhou opcionalmente um propulsor 1.4 turbo, capaz de desenvolver 146 cv de potência e 23,5 kgfm de torque. Com essa motorização, os preços partem de R$ 109.990. A marca ainda mostrou o Canvas, um Jimny com a parte traseira da capota removível. Por enquanto, ele é só um protótipo, mas tem chances de entrar em produção. (AC) ALEXANDRE CARNEIRO

Levante é o primeiro SUV produzido pela Maserati Lifan X60 reestilizado e com câmbio CVT irá chegar em 2017 ALEXANDRE CARNEIRO

Marcas chinesas revelam novidades para o Brasil A Chery e a Lifan são as únicas marcas chinesas que marcam presença na edição deste ano do Salão do Automóvel de São Paulo. Talvez para compensar a ausência das conterrâneas, ambas mostraram novidades para o mercado brasileiro nos próximos anos. A Chery foi mais ousada e anunciou a renovação completa de sua linha de veículos, que será iniciada com o Tiggo 2, um SUV compacto. Ele será feito em Jacareí (SP): a fábrica, segundo a empresa, já está sendo preparada para iniciar a produção. O modelo é feito com base no Celer, que já foi nacionali-

zado. Os dois compartilham não só a plataforma e a mecânica, mas também vidros e componentes de lataria. Além do novo produto nacional, a Chery informou que irá importar da China dois modelos maiores, o Tiggo 7 e o Arrizo 5. O primeiro é um SUV de maior porte, enquanto o segundo é um sedã. Todas as novidades chegam em 2017: os dois utilitários têm lançamento previsto para o primeiro semestre, enquanto o três volumes fica para o segundo semestre. Já a Lifan apresentou a linha 2017 do X60, seu carrochefe no Brasil. O SUV com-

pacto passou por uma reestilização, que alterou grade e para-choque e incorporou LEDs aos faróis. Mecanicamente, a novidade é a oferta de um câmbio automático do tipo CVT, disponibilizado como opcional para a versão de entrada Talent e de série para a top de linha Vip. O modelo continuará sendo trazido do Uruguai e tem lançamento previsto para o primeiro semestre do ano que vem. O fabricante ainda exibiu o X80, um utilitário maior e mais luxuoso, cuja chegada ao mercado nacional está prevista para o último trimestre de 2017. (AC)

Tiggo 2 é uma variação do atual Celer; a Chery anunciou sua fabricação em Jacareí (SP)


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Renault

Captur já está em pré-venda A Renault já começou a pré-venda do Captur. Ele chega às lojas em março de 2017, com preço sugerido entre R$ 89 mil e R$ 95 mil. Ele terá como itens de série controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, partida sem chave, quatro airbags e retrovisores rebatíveis eletricamente. São 400 exemplares destinados às reservas, todos na versão Intense (2.0 flex e transmissão automática). A reserva é feita pelo hotsite captur.renault.com.br e é necessário efetuar um depósito de R$ 3.000 em até dois dias úteis para um dos concessionários da marca. RENAULT/DIVULGAÇÃO

Tecnologia

Todas as Ferraris serão híbridas O CEO do Grupo FCA, Sergio Marchionne, afirmou que todos os modelos da Ferrari contarão com algum tipo de tecnologia híbrida já a partir de 2019. A iniciativa visa diminuir a média de emissões de poluentes da fabricante e possibilitar que a marca produza mais bólidos, já que isso depende de sua média de nível de emissões. Neste ano, serão entregues aproximadamente 8.000 Ferraris pelo mundo, número que pode subir para 9.000 em três anos e chegar a 10 mil nos próximos dez anos.

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Avaliação

Conjunto atrativo é destaque no Nissan Kicks Preço competitivo e bom pacote deitens de sériechamam atenção no utilitário-esportivo;versão top delinha estátabelada em R$89.990 Marcio Maio Auto Press

A Nissan sempre teve planos ousados para o Brasil. Quando iniciou sua produção nacional em Resende, no Rio de Janeiro, queria pular dos 2% de participação para 5% até 2016. Hoje, dois anos e meio depois, conseguiu chegar a 2,93% no acumulado de 2016, mas já vê uma luz no túnel para elevar esse número: sua aposta nos SUVs compactos com o Kicks. Tanto que, ao analisar isoladamente o mês de setembro, quando o mais novo lançamento teve 2.367 emplacamentos, essa participação já é de 4,09%. A seu favor a fabricante japonesa tem a boa relação custo/benefício da versão de topo SL, a única disponível por enquanto no país. Outras configurações – confirmadas, só a de entrada S e a intermediária SV – chegarão ano que vem, quando for iniciada sua linha de produção no Brasil. Para que todas as atenções no mercado automotivo nacional fossem voltadas para o Kicks, a Nissan aproveitou o patrocínio às Olimpíadas e às Paralimpíadas do Rio de Janeiro para promover seu lançamento global. Mas a primeira aparição do modelo, ainda como conceito, foi no Salão de São Paulo de 2014. Por enquanto, sua produção acontece apenas no México, o que limita a quantidade de unidades disponíveis para a venda no Brasil – ape-

sar do preço extremamente competitivo no segmento em que atua, diante de uma lista de equipamentos boa para uma variante de topo: R$ 89.990.

Conjunto Para mover o Kicks, a Nissan adota o mesmo propulsor 1.6 16V flex presente nos nacionais March e Versa. Com comando variável na admissão e no escape, o motor, no entanto, recebeu para o Kicks uma nova calibração, que elevou a potência dos 111 cv ante-

riores para 114 cv, tanto com etanol quanto com gasolina no tanque. O torque também se alterou e passou dos 15,1 kgfm para 15,5 kgfm, mas ainda aos 4.000 giros. A transmissão é sempre continuamente variável, mas também recebeu modificações em relação ao CVT que equipa March e Versa. No crossover, ele simula até seis marchas quando se pressiona o acelerador acima de 50% do curso total.

Pacote recheado A lista de itens de série é farta. Há direção elétrica, central multimídia com GPS, seis airbags, revestimento de banco, puxadores e volante em couro, painel parcialmente em TFT, cha-

ve presencial e outros itens. Controles eletrônicos de estabilidade e tração e assistente de partida em rampa também aparecem, além de sistemas menos comuns no segmento. Caso do controle em curvas, detector de objetos em movimento e controle dinâmico de chassi – que atua para equalizar o movimento das suspensões dianteira e traseira. O carro ainda conta com um sistema de câmeras que foge do lugar-comum da retrovisão: há a de ré, uma dianteira e duas laterais, que juntas formam uma imagem 360º do exterior. O resultado é uma visão simulada de cima do carro, que possibilita que o condutor enxergue, de dentro do Kicks, todos os obstáculos no lado de fora.

O porta-malas leva 432 L e o bom espaço interno é um dos pontos fortes do carro; há poucos porta-objetos


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN

Teto flutuante confere uma dose extra de charme ao SUV

Desempenho é razoável, mas consumo é bom

Motor 1.6 16V rende 114 cv com etanol ou gasolina

Ficha técnica Potência: 114 cv a 5.600 rpm com etanol e gasolina Torque: 15,5 kgfm a 4.000 rpm com etanol e gasolina Dimensões: 4,30 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,59 m de altura e 2,61 m de entre-eixos Suspensão: dianteira McPherson; traseira por eixo de torção

Acabamento tem encaixes bem-feitos e materiais de boa qualidade, mas interior não surpreende

O visual do Kicks é imponente e, ao mesmo tempo, elegante. A combinação da cor grafite da carroceria com o tom metálico alaranjado do teto opcional da versão testada insere uma dose extra de charme ao carro, assim como o teto “flutuante”, que o aproxima do desenho de alguns modelos de segmentos premium. Por dentro, no entanto, é um pouco decepcionante ver a abundância de plásticos rígidos e uma central multimídia que já não é adotada nas versões de topo dos modelos de entrada da Nissan. No painel de instrumentos, um grande velocímetro analógico aparece no cluster de TFT, enquanto as outras informações são mostradas digitalmente. Ali também aparecem orientações do navegador por GPS, presente no sistema de entretenimento e som do Kicks SL. De cara, nota-se a falta do controle de velocidade de cruzeiro e de sensor de chuva. Ou, pior, de um apoio de braços central entre os bancos da frente.

O acesso ao veículo e a partida do motor se dão sem o uso da chave, que é presencial. A direção é leve nas manobras de estacionamento e ganha firmeza conforme o ponteiro do velocímetro sobe. O motor 1.6 de 114 cv não chega a instigar o motorista – até porque chega acompanhado pela transmissão continuamente variável, capaz de simular até seis marchas. Mas o SUV compacto se mostra ágil na cidade e na estrada, graças à boa relação de 10,01 kg/cv. Nas curvas, há um bom equilíbrio, e é difícil ver os aparatos eletrônicos de segurança darem as caras. A verdade é que, até pelo trem de força mais contido, o Kicks SL inspira um passeio tranquilo e confortável, e não arroubos de velocidade ou muita pressa ao volante. Um ponto importante é a economia de combustível, e isso, de fato, chama atenção no modelo. O Inmetro aferiu 13,7 km/L na estrada, com gasolina no tanque. (MM/AP)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

Prêmio

Gaúcho é o melhor motorista Eliardo Locatelli é o melhor motorista de caminhão do Brasil. O gaúcho venceu a competição da Scania pela segunda vez consecutiva e se tornou o primeiro bicampeão em seis edições realizadas. A final nacional do Scania Driver Competitions (SDC) foi realizada no dia 11, em Queluz (SP), e teve a participação de 60 motoristas, classificados entre mais de 40 mil inscritos, em três fases anteriores. Além de Eliardo, o pódio contou com Ruy Hermes Gobbi e Luis Carlos dos Santos. Mas a competição ainda não terminou para eles. O SDC terá pela primeira vez uma final na América Latina. Nos dias 26 e 27 de novembro, em São Bernardo do Campo (SP), os três primeiros brasileiros enfrentarão os três melhores motoristas de caminhão da Argentina, do Chile e do Peru.

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Lançamento

Brutos, mas com um conforto extra para dirigir Mercedes-Benz passa a oferecer transmissãoautomatizada de 12 velocidadesPowerShift para os caminhõesAxoroff-road 3344e 4144 Márcio Maio Auto Press

A queda brusca que o mercado de caminhões enfrenta no Brasil faz com que, cada vez mais, seja importante para as fabricantes se destacarem em determinados segmentos mais lucrativos ou com expectativas reais de crescimento para um futuro próximo. A Mercedes-Benz, por exemplo, é a marca líder de vendas no Brasil nos primeiros dez meses do ano, com 29,5% de participação geral no mercado e 12.427

unidades emplacadas entre janeiro e outubro. Destas, cerca de 1.700 foram em modelos off-road, e aproximadamente mil delas especificamente para o setor canavieiro. Daí a importância de garantir novidades que interessem esse a nicho e todos os outros ligados ao fora de estrada. Nãoà toa, a fabricanteacaba de lançar no mercado uma nova geração do câmbio automatizado PowerShift, com 12 velocidades e sem pedal de embreagem, que recebeu

umdesenvolvimento específico para as atividades off-road na linha Axor, além de uma linha de bancos destinados a esses cavalos mecânicos. A novidade fez com que os caminhões Axor recebessem desenvolvimento específico para severas operações fora de estrada. Isso inclui locais sem pavimentação, pistas de terra e cascalho e topografia irregular, como nas atividades canavieira, madeireira, de mineração e de grandes obras de infraestrutura e construção civil.O câmbio pode ser operado no modo automáticoou manual,dependendo da preferência do motorista. A manopla fica localizada num console rebatível, junto ao apoio de braço do banco do motorista. Segundo a marca, a transmissão contribui

para a redução no consumo de combustível, graças a trocas de marchas mais precisas e potencial de diminuição de diferenças de gasto médio existentes entre motoristas de uma mesma frota. Para isso, a caixa de marchas conta com três funções: EcoRoll, Manobra e a exclusiva tecla Power Mode OffRoad, para aplicações exclusivamente fora de estrada e que amplia a força do Axor em situações extremas. E é justamente essa última que é acionada assim que se liga o motor do caminhão. Nela, o motorista passa a ter maior controle da troca de marcha pela posição do pedal do acelerador e ganha mais torque e força para puxar a carga. Para desabilitar a função, basta apertar uma tecla “Power/

Off” no painel, que ativa a EcoRoll e prioriza a economia de combustível. Já a opção de Manobra é indicada para a movimentação em pátios e estacionamento. Mas o que faz diferença neste PowerShift para o Axor fora de estrada é um sensor de inclinação, também presente nos extrapesados da linhaActrose semipesadosAtego. Trata-se de um equipamento capaz de identificar o tipo de topografia e seu ângulo para, de maneira automática, escolher a marcha mais adequada.

Mercado Os preços sugeridos pela Mercedes-Benz são de R$ 400 mil para o Axor 3344 e de R$ 430 mil para o Axor 4144, quando equipados com o câmbio PowerShift. A linha Axor é composta atualmente por 14 modelos; além dos destinados ao uso off-road, há também os voltados para transporte rodoviário.


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

FOTOS PEDRO DANTHAS/MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Aperfeiçoamentos incluem novos bancos A Mercedes-Benz também está introduzindo em seu portfólio uma nova geração de bancos para motorista e passageiro. A mudança inclui modernização no visual e acabamento lavável. Mas se destaca, principalmente, por múltiplas regulagens, cintos de segurança integrados, disponibilidade de suspensão pneumática e revestimento em vinil, com aparência de couro, nas versões Standard e Conforto, para a linha Axor fora

de estrada. O encosto tem perfil e imagem mais semelhantes ao de um banco de automóvel. A espessura de espuma cresceu 10 mm em relação à versão anterior, e a escolha de opção de vinil serve para suavizar o toque na cabine e, ao mesmo tempo, garantir uma limpeza mais fácil dos assentos – algo que certamente faz diferença quando trata-se de modelos para utilização off-road. (MM/AP)

Transmissão recebeu ajustes exclusivos para as versões off-road Bancos agora têm desenho semelhante aos de automóveis


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

BMW

Novidade no Salão de Milão A BMW levou neste ano para o Salão de Milão o EICMA, uma versão GS de seu novo modelo de entrada da plataforma 310. A G 310 GS utiliza a base mecânica de sua variante R – que terá a produção iniciada até o final deste ano em Manaus, na fábrica que a marca alemã acaba de inaugurar no Brasil. Trata-se de um monocilíndrico, com comando de válvulas duplo e refrigeração líquida, que entrega 34 cv e 2,9 kgfm de torque. A principal mudança em relação à versão esportiva é que a variante aventureira tem suspensões de maior curso na dianteira – 180 mm em ambas, 40 mm a mais – e com o mesmo ajuste de pré-carga na traseira. O guidão mais alto e próximo se alia a um pacote visual da linha GS, que adiciona ao modelo um pequeno para-brisa e bagageiro.

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Moto

Africa Twiné arma da Honda nas maxitrail Marca japonesa quer aumentar participaçãono segmento que é um dosmais desejados e oferecemodelo nacionalizadoparatercompetitividade Fabio Perrota Junior Auto Press

Desta vez, a Honda aumentou a aposta. Nos últimos anos, a marca japonesa tentou beliscar o segmento de maxitrails com a Honda XL1000V Varadero e depois com a VFR 1200X. Nenhuma das duas causou grande comoção no mercado. Agora a Honda decidiu enfrentar modelos como BMW GS 1200 R, Triumph Tiger Explorer e Yamaha SuperTénéré 1200 com a CRF 1000L Africa Twin. A insis-

tência tem sentido. Assim como no mercado de automóveis os SUVs estão em alta, no de motocicletas de luxo as big trails e maxitrails estão na moda. Só que desta vez, ao contrário das duas antecessoras, a motocicleta é feita em Manaus. Produzir localmente foi a forma que a fabricante encontrou para ganhar competitividade: a Africa Twin chega por R$ 64,9 mil, na versão básica, e R$ 74,9 mil, na versão Travel Adventure, que é equipada com

bauletos de alumínio, entre outras bossas. A fabricante japonesa projeta que serão vendidas cem unidades da maxitrail por mês. A inspiração vem das históricas Africa Twin XRV 650 e XRV 750, produzidas entre 1989 e 2003. Em comum, além do nome, só o conceito dual porpuse. O modelo incorpora design, ciclística e mecânica totalmente distintos. A moto é idêntica à vendida no mercado europeu desde 2015. O motor a gasolina twin – dois cilindros paralelos – tem exatos 999,1 cm³, comando Unicam, quatro válvulas por cilindro e virabrequim a 270º. Ele rende 90,2 cv a 7.500 rpm com torque de 9,3 kgfm a 6.000 rpm. O propulsor é gerenciado por

um câmbio de seis marchas, e a transmissão final é por corrente. O chassi de aço tem berço semiduplo – semelhante ao usado na CFR 450 R Rally – com subframe traseiro. Essa configuração permitiu uma boa centralização das massas, o que se reflete, segundo a marca, em um ótimo equilíbrio dinâmico e agilidade durante as manobras e na pilotagem. As rodas raiadas são de alumínio e calçam um pneu 90/90 R21 na frente e 150/70 R18 atrás. Na frente, a suspensão possui garfo invertido com curso de 230 mm e possibilidade de ajustes de acordo com o tipo de uso e perfil de pilotagem. A suspensão traseira é do tipo monoamortecida, com curso de 220 mm e

opções de ajustes na pré-carga da mola. O freio dianteiro tem disco duplo de 310 mm e pinças radiais de quatro pistões. Na traseira o disco é simples de 256 mm. O sistema ainda está equipado com freios ABS e pode ser ligado/ desligado apenas na roda traseira, proporcionando uma condução mais esportiva no off-road. Como as rivais, a Africa Twin traz controle de tração que pode ser desligado e tem três níveis de intervenção. Outro toque de modernidade é o conjunto óptico, totalmente em LEDs: setas, faróis e luzes de posição. O painel de instrumentos é digital, em LCD, com dois mostradores que dispõem as informações no sentido vertical – como ocorre nos modelos de rali. A Africa Twin já pode ser encomendada nas concessionárias, mas as primeiras unidades só serão entregues no início de dezembro. Como nos demais modelos da Honda, são três anos de garantia com assistência 24 horas em todo o Brasil e também na Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai.


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de novembro de 2016

Motor tem 90,2 cv a 7.500 rpm com torque de 9,3 kgfm a 6.000 rpm

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Modelo tem controle de tração com três níveis de atuação e que pode ser totalmente desativado

Suspensão dianteira é do tipo garfo invertido e oferece possibilidades de ajustes


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 19 de novembro de 2016

Belo Horizonte


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Pampulha, sábado - 19/11/2016 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu