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estilo
MERGULHE NA FACE COSMOPOLITA E NAS TRADIÇÕES DE ABU DHABI ...Páginas 30 a 33
DRAGS ELEGEM COSTUREIRA PREDILETA ...Páginas 22 e 23
almanaque
direção
ELZA SOARES
NO FESTEJADO
‘A MULHER DO FIM DO MUNDO’
...Página 11
HYUNDAI IX35 AGRADA PELO VISUAL, MAS PECA NA FALTA DE ITENS DE SÉRIE ...Página 25
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE NANA MORAES/DIVULGAÇÃO
RUMO À INCLUSÃO Peça protagonizada por ator com síndrome de Down cumpre temporada em BH e consolida discurso de que é possível superar as limitações que essa alteração genética impõe
O diretor Ernesto Piccolo e o ator Pedro Baião trazem à cidade o espetáculo “#Broncadequê?”
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de abril de 2016
VITTORIO MEDIOLI Editorial
Pra ser escutada
O
megassistema espião, Echelon, foi criado para vigiar comunicações em todo o planeta. É administrado pela agência americana CIA e, depois de 2001, também pela NSA (National Security Agency) e conta com NRO, que se encarrega, junto com a Força Aérea, de operar satélites espiões das classes Trumpet, Lacrosse, KH11, Mercury e Mentor. Compartilhado por uma aliança de cinco países de língua inglesa cuja sigla é Auscannzukus, o Echelon, ou “esquadra avançada de combate”, oficialmente é destinado a proteger a Austrália (AUS), o Canadá (CAN), a Nova Zelândia (NZ), o Reino Unido (UK) e os Estados Unidos (US). Possui sedes clandestinas em vários países e até uma na inacessível ilha de Ascensão, domínio inglês, no meio do oceano Atlântico, que foi palco do exílio e da morte de Napoleão. O maior vazamento de dados secretos da história, Wikileaks, furou os computadores da CIA e se apossou dos arquivos que foram abastecidos desde 1980 também via Echelon. Deu escândalo e revolta. Foi objeto de uma abissal investigação do Parlamento europeu, revelando estragos surdos em países da comuni-
dade (menos Inglaterra) que sofreram a invasão de suas comunicações e arquivos. Muitos, entretanto, aplaudiram o vazamento dos vazamentos, até Lula. Na minha passagem pelo Congresso Nacional, como deputado federal de 1991 a 2006 e como membro da Comissão de Defesa Nacional da Câmara, requeri em 2001 a convocação do ministrochefe de Gabinete da Segurança Institucional da Presidência da República, general Alberto Mendes Cardoso, para que explicasse a proteção adotada em relação ao presidente. Alberto Cardoso é uma figura de nobreza patriótica, impressionou-me. Vasculhando, em seguida, a personalidade desse general, discreto e competente, ainda de um olhar especialmente brilhante, descobri se tratar de um adepto espírita que opera curas num círculo fechado de Brasília. Quem diria? O resumo da audiência de 9 de maio de 2001, presidida pelo deputado Hélio Costa, ainda está disponível nos anais da Câmara, acessível no endereço http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/6293.html. O simples resumo da audiência seria suficiente para a senhora Dilma compreender quanto inconveniente e incorretas ao seu cargo de presidente são as declarações que emite sobre o vazamento de suas conversas com Lula. Parece não sa-
ber que as comunicações presidenciais “devem” ser preservadas por ela mesma, adotando os cuidados de segurança que o cargo lhe coloca à disposição. No exercício da Presidência, estão em jogo os interesses maiores da nação, e bem por isso o uso de aparelhagem desprotegida não deveria acontecer em hipótese alguma. O general Alberto Cardoso explicou em 2001 que é inevitável que cada país possua sua própria tecnologia para proteger informações e conhecimentos nacionais. Disse: “As relações internacionais hoje são permeadas pela hipocrisia, de maneira que, nesse espírito, fica lícito a qualquer país defender seus interesses da forma que melhor lhe aprouver. Estamos numa ‘guerra fria cibernética’. O presidente de uma nação deve se proteger e permanecer nos limites de absoluta segurança em relação a qualquer comunicação”. Segundo o general, deve-se usar criptografia desenvolvida soberanamente, e não comprada, que codifica as mensagens e as conversas da autoridade. “Para isso, foi criado o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento para Comunicações (Cepesc), como parte da estrutura da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), responsável pelo desenvolvimento da tecnologia da “chave única”. “Ela permite que uma informação seja codificada e transmitida uma única vez, não podendo ser quebrada”, explicou, ressaltando ainda que menos de dez países possuem essa tecnologia, e o Brasil está entre eles. “O mesmo recurso também ga-
rante a segurança dos telefonemas do presidente Fernando Henrique”. A assessoria do general explicou na ocasião que todos os telefones do presidente e dos ministros possuem essa tecnologia, o que os salva do grampo. O Brasil contava em 2001 com meios eficazes de proteção das principais autoridades do Estado, colocando-os a salvo até da tecnologia Echelon. E agora? Aparentemente, nenhum cuidado sobrou, nem a presidente sabe do Cepesc na estrutura da atual Abin. A presidente revela por si que ela não adotou um sistema criptografado nem os protocolos do cargo, preferindo linhas genéricas desprotegidas. Isso afronta a salvaguarda do interesse do país, já que é notório que até o timbre de voz de uma pessoa pode ser codificado e ser filtrado num cabo de fibra que recebe 100 mil ligações contemporâneas. Daí a indispensabilidade dos sistemas crípticos. Na investidura do cargo de relevância nacional, o ocupante assume o dever do zelo do interesse nacional, evitando o uso indiscriminado de linhas e meios desprotegidos. Um presidente não pode ignorar isso, pior se queixar de devassas que estão ao alcance de serviços de inteligência de potências estrangeiras. Os Estados Unidos investem um valor monumental estimado em mais de US$ 50 bilhões por ano no desenvolvimento de tecnologias com grupos privados, como Loocked, Boeing, Raytheon e dezenas de outras. Nas investigações realizadas pelo Parlamento euro-
peu apareceu, exatamente que Raytheon usou interceptações realizadas pelo Echelon (cujos equipamentos ela desenvolveu) para se assegurar a concorrência bilionária do Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) durante o governo Fernando Henrique, quando a interceptação se deu exatamente em linhas desprotegidas. O governo brasileiro é velho freguês. Acusar agora o juiz Sérgio Moro de ter liberado a conversa telefônica, captada em decorrência da quebra de sigilo de aparelhos celulares do Instituto Lula, é descabido. O que fazia a presidente numa linha desprotegida? Ela abdicou da defesa do interesse nacional. Não se pode fazer de vítima. Ainda é reincidente devido ao descuido da equipe de segurança que a cerca. O Wikileaks revelou em 2015 os grampos de 29 linhas telefônicas de assessores presidenciais, ministros e até do próprio telefone satelital do avião presidencial, realizados pela CIA. Em 2016, o vazamento na Lava Jato se repete em versão tupiniquim. Quer dizer que está sendo escutada pelo mundo afora à revelia do interesse nacional por não usar sistemas protegidos aos quais está obrigada. De certa forma a quebra do sigilo já era esperada desde 2004, quando, no seu primeiro mandato, Lula substituiu quadros militares qualificados por civis desqualificados na Abin. Parece despropositado, neste momento, se fazer de vítima do juiz Sérgio Moro, sem antes bater no peito pelo contumaz descuido com a segurança nacional.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO ARQUIVO STOCKEXPERT
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poderão ser processados por seus filhos no 6 Pais futuro por divulgarem fotos na internet de quan-
Filhos poderão processar pais por divulgação de fotos na web
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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do eles eram crianças, avalia o especialista francês em redes sociais e identidade digital Éric Delcroix. “Publicar fotos de menores na internet não é algo sem riscos”, disse ele à BBC Brasil, citando imagens, por exemplo, de crianças com os rostos lambuzados de comida, que podem provocar zombarias. Confira em nosso site, tipos de fotos que devem ser evitadas.
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INCLUÍDOS>Jovens com a síndrome mostram que limitações não são barreiras para a vida social NANA MORAES/DIVULGAÇÃO
Engajados
Peça “Broncadequê?” mostra que a síndrome de Down é só mais uma característica em meio a tanta complexidade que constitui um jovem na contemporaneidade
Luiz Mendonça, 25, praticanatação todas as tardes. Após o expediente de trabalho, ele segue para o clube do bairro Serra, onde mora, e lá passa horas a fio dedicadas ao esporte. O também belohorizontino Eduardo Gontijo, 25, é músico profissional e articula a agenda de shows ao estudo de instrumentos como o cavaquinho e o repenique. Entre uma apresentação e outra, viaja ao Rio de Janeiro para visitar a namorada e curtir a agitada vidacultural doscariocas.Vida, aliás, que Pedro Baião, 25, ajuda a construir. Ator de teatro, esse carioca estudatablado háanos, dança jazz e sonha em estrelar algum papel na TV. Todos da mesma geração e com hobbies e anseios típicos de jovens de 20 e poucos anos, eles também têm em comum o fato de terem nascido com a trissomia do cromossomo 21, a chamada síndrome de Down. O que, para muita gente, pode soar como uma característica determinante para a imagem que se tem de Luiz, Samuel, Dudu e Pedro, para eles essa é só mais uma das peculiaridades que fazem parte do seu estar no mundo. E eles não estão sozinhos. Uma das principais bandeiras levantadas por organizações ligadas à síndrome é a de que os cerca de 300 mil brasileiros com a alteração genética, segundo dados do Projeto Down, devem e são capazes, sim, de levar uma vida normal. Nopróximo fimde semana (dias 8 e 9), chega a Belo Horizonte uma peça que aborda o tema especialmenteporesse viés.“#Broncadequê?”, dirigida por Ernesto Piccolo, apresenta um grupo de amigos que se depara com uma manifestação em Bárbara França
Muito mais que Down prol da “Liberdade Down” e precisa se haver com seus preconceitos e intolerâncias. Com Pedro Baião no elenco, o espetáculo “#Broncadequê?” só corrobora a ideia de que falar da síndrome é algo a se fazer não apenas no dia 21 de março, a data internacional da visibilidade Down. No ano em que a Lei Brasileira da Inclusão (LBI) entrou em vigor, discutir a presença na sociedadedas pessoas com alguma deficiência está mais do que na ordem do dia. ACREDITAR Incluir é não olhar para a síndrome de Down como um bicho de sete cabeças, comentaLeonardo Gontijo, presiden-
te e idealizador do Instituto Mano Down, de combate à invisibilidade das pessoas com a síndrome. Irmão e autodeclarado fã número 1 de Dudu do Cavaco, Leonardo acompanhou a saga da família para conseguir matriculá-lo em uma escola convencional. Após 17 tentativas, conseguiram. Dudu só mostrou que precisavam acreditar nele. “As escolas falavam que não tinham suportepara auxiliá-lo a se desenvolver bem, mas isso é uma desculpa porque o que ajuda nesse desenvolvimento é o convívio com os outros, ser tratado de igual pra igual”, contaLeonardo.Dudu concorda: “costumo falar que ser di-
MARCO AURÉLIO PRATES/DIVULGAÇÃO
ferente é normal”. Colecionandoemseucavaco autógrafo de grandes artistas como Chico Buarque e Alcione, o músico, elogiado por sua técnica, afasta a percepção de que “toca bonitinho porque tem Down”. “Eu sentia certa dificuldade com as notas e os acordes, mas treino todo dia”, conta Dudu, cujo maior sonho é tocar com o Rei RobertoCarlos. “Algumaspessoas olhavam estranho para mim na época da escola, mas optei por passar por isso através das artes”. Hoje Leonardo eDudurodamopaísdivulgando o documentário “No Compasso do Amor”, sobre a história de superação, e o músico se prepara para gravar o pri-
meiro disco. Como para qualquer indivíduo, as artes têm essepotencial de ajudar a lidar com abstrações e no desenvolvimento de habilidades diversas. O que é importante, segundo a geneticista Letícia Leão, especialista na síndrome, é a família reconhecer as habilidades das pessoas com Down e investir nelas. “Alguns têm talentos diferenciados, como o Dudu, e que se manifestam quando a oportunidade é oferecida. O mais importante é que existam os desafios e estímulos.Ashabilidades específicas podem se desenvolver de acordo com a individualidade”, destaca. Segundo Letícia, para deDENILTON DIAS
senvolverhabilidades motoras,de fala e cognitivas, existem tratamentos com fonoaudiólogos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos que apresentam ótimos resultados, alguns já recomendados para bebês a partir de 3 a 4 meses de vida. “Não existem graus de síndrome de Down, pessoas mais ou menos desenvolvidas. O que existem são famílias que proporcionam meios de menor ou maior estímulo, sem superproteção”, afirma Cinthia de Azevedo, fonoaudióloga e uma das fundadoras do grupo virtual Minas Down. Luiz Mendonça, por exemplo, nada desde os 3 anos e sempre teve a mãe, Cláudia Martins, como incentivadora. Hoje, ele já ostenta medalhas de prata e de ouro de competições do clube onde treina e almeja conseguir um treinador. Apelidado de Luizinho Cielo, deseja conhecer o atleta brasileiro e entrar para o circuito profissional. Fora da piscina, o desafio é conseguir se comunicar melhor por meio da fala. Já preconceito,ele diz não ligar muito. Pedro Baião também não. Depois de já brigar para ser reconhecido como autônomo em situações corriqueiras – “fui tirar passaporte e perguntaram cadê os responsáveis por mim, falei que era maior de idade e queria meu documento, foram láe fizeram” – ele vê outros problemas no mundo. “Aindahá muito desigualdade sim. Entre ricos e pobres, por exemplo”.
>AmorNo Compasso do
Faculdade de Direito da UFMG (av. João Pinheiro, 100, centro). Terça (5), às 19h. Em breve o documentário estará disponível no YouTube.
> #Broncadequê? Dudu do Cavado está prestes a gravar seu primeiro disco
Luiz Mendonça se espelha em César Cielo para treinar
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Dias 8 e 9 (sexta, às 20h, sábado, às 19h). R$ 30 (inteira).
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reportagem
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CAPACITAÇÃO>Pessoas com síndrome de Down têm mais oportunidades de entrar no mercado MARCÍLIO DIAS CAETANO/ESTÚDIO FUJINOBO/DIVULGAÇÃO
O estímulo deve começar dentro de casa Quem vê as fotos de Samuel Guerra, 18, cheio de desenvoltura na hora de fazer poses para fotos, até pensa que ele já é um profissional do mundo da moda. Com carisma e jeito nato na frente das câmeras, o estudante ganhou da avó um book fotográfico e hoje aspira à carreira de modelo. Mesmo com o talento, no entanto, conseguir emprego aindaé umdesafio para as pessoas com síndrome de Down. Segundo dados coletados pelo Instituto Ester Assumpção, Belo Horizonte e região metropolitanacontam comaproximadamente 45 mil pessoas com deficiência em idade ativa, mas apenas 1.800 estão empregadas. Destas, conforme Leonardo Gontijo, idealizador e presidente do Instituto Mano Down, no máximo 20 têm síndrome de Down. As vagas, em sua maioria, são ocupadas por pessoas com deficiência física. Pensando em transformar essa realidade, Leonardo criou a Incluo (www.incluo.com.br), plataforma online que entrou no ar em janeiro deste ano e busca facilitar o encontro de empregadores e futuros empregados. Funciona assim: a pessoa com deficiência faz seu cadastro e as empresas interessadas em conhecer pessoas com deficiência para preencher suas cotas (uma empresa com 100 ou mais funcionários, deve preencher de 2% a 5% das vagas com beneficiários reabilitadosou pessoascom deficiência) também cadastram o tipo de oferta. No site, também é possível encontrar profissionais certificados da medicina, da fonoaudiologia, terapias e demais áreas especializadas no tratamento e no desenvolvimento das pessoas com Down. “Queremos quebrar essa barreira que existe com relação às pessoas com deficiência intelectual. Já teve gente que me ligou perguntando se eu conhecia algum ‘menos downzinho’ para indicar, acredita? Não existe isso, é uma falta de respeito. Também já teve empresa Bárbara França
querendo pagar algumas pessoas do instituto para ficarem em casa, mas assinarem o termo de conduta. Assim, não precisariam gastar com acessibilidade e não pagariam multa”, conta Leonardo, que garante que hoje estas atitudes são menos frequentes. “Já temos pessoas com Down em mineradoras, em locadoras de carros… Falar em inclusão é tratar como funcionário, receber,cobrar, promover. Estamos avançando”. O avanço também é notado na capacitação. A PUC Minas, por exemplo, já oferece cursos variados, como informática básica, auxiliar administrativo, massagemterapêutica, artesanato com produtos naturais, dentre outras. A ideia é tornar as pessoas com deficiência mais competitivas para o mercado de trabalho. Samuel, por exemplo, faz o curso de informática e é ele quem instrui a avó na lida como computador. “Além disso, quero ainda colocá-lo no curso de desenho, ele tem muita aptidão e sensibilidade. Com dança é impressionante, é o animador das pistas de casamento. Além de tocar bem pandeiro e fazer violão”, conta a mãe Adriana Rubim Reis. EM FAMÍLIA Entendera pessoacom síndrome de Down como alguém com aptidões e dificuldades como qualquer outra
PELO BRASIL “O Filho Eterno” Começa a ser filmado longa baseado no livro de Cristovão Tezza que conta a história de um pai que tem dificuldades de aceitar seu filho com síndrome de Down. Marcos Veras e Débora Falabella estão no elenco. Instituto Chefs Especiais Neste sábado (2), em SP, alunos de culinária com Down farão hamburgueres para arrecadar verbas para a ONG. O chef Henrique Fogaça participa. Encontros Em BH, o instituto Mano Down e o grupo Minas Down realizam eventos de confraternização periódicos. Saiba mais em manodown.com.br e minasdown.com.br.
pessoa é ou deveria ser básico, comenta Cinthia Coimbra de Azevedo, fonoaudióloga do grupo virtual Minas Down, no entanto, em muitas famílias não é isso que acontece. “A síndrome de Down não limita ninguém. O que limita é você achar que a pessoa, por isso, não dá conta de nada. Não digo isso como se pedisse para as pessoas esquecerem a síndrome, mas para mudarem de perspectiva e olharem para ela como uma característica, uma peculiaridade”, opina.Para Cinthia, antes que desejemos que essas transformações sejam perceptíveis na sociedade, é preciso colocar em prática a autonomia da pessoa com Down dentro da própria família. “A fala, por exemplo, é um dosaspectos mais afetados pela alteração genética do cromossomo 21. E há pequenas atitudes cometidas pelos pais ou familiares no cotidiano que contribuem para que ela seja pouco desenvolvida. Quantas vezes, ao perguntarem o nome do seu filho, você não respondeu por ele?”, provoca Cinthia, que aconselha: “permita que a pessoa com Down fale,se ela sentir dificuldade, vai ser ainda mais um estímulo para se esforçar mais”. Levar ao supermercado e escolher os produtos de sua preferência e necessidade, deixar que paguem com cartão de débito sozinhos, escolher as próprias roupas em lojas são alguns dos trabalhos realizadospela psicóloga Márcia Muzzi em sessões dedicadas especialmente às pessoas com Down. “Uma vez, quando um dos meus pacientes conseguiu pagar a conta na lanchonete usando seu cartão, deu um grito de alegria e algumaspessoas no lugarficaram com os olhos cheios d’água”, conta ela, que orienta as famílias a confiarem mais nos seus filhos e permitir que errem. E que se expressem, sem tanta coerção. “Temas como a sexualidade não devem ser evitados. Como todomundo,as pessoascom síndrome de Down sentem atração, desejos, se masturbam, querem namorar. Trate do assunto como trataria com qualquer um de seus filhos. Eles não são eternas crianças”.
Descolado
Samuel entende de informática, dança, toca e agora quer ser modelo
SÍNDROME DE DOWN PELO MUNDO REPRODUÇÃO
PEOPLE/REPRODUÇÃO
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Aya Iwamoto A japonesa conquistou o diploma em Literatura Inglesa pela Universidade para Mulheres de Kagoshima.
Eli Reimer O norte-americano foi a primeira pessoa com Down a pisar no Everest, em 2012, quando tinha 15 anos.
CROSSFIRE/REPRODUÇÃO
VIDA PAULA/REPRODUÇÃO
PKN A banda finlandesa de punk rock é formada por quatro músicos com Down e chegou à final do Eurovision em 2015.
Angela Bachiller A espanhola tomou posse como vereadora pela cidade de Valladolid em 2013 e propôs pautas sobre deficiência
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DOWN’S SYNDROME ASSOCIATION/DIVULGAÇÃO
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Calendário A Associação de Síndrome de Down do Reino Unido lançou um calendário com duas bebês visando a conscientização.
Série Estreia no dia 2 de maio no canal americano A&E a série “Minha Vida Com Síndrome de Down”, contando a vida de sete jovens
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CENÁRIO BH DIVULGAÇÃO
Projeto C.A.S.A. Em Pauta discute ação no Vale do Sol Centro de Arte Suspensa e Armatrux – C.A.S.A. convida o Coletivo Micrópolis e o Instituto Cresce para fazer parte da mesa de conversa sobre o tema Intervenções urbanas e ações de cultura e ambientais no Vale do Sol. Os convidados debaterão sobre suas experiências de ocupação e apropriação de espaços e com o objetivo de provocar reflexão sobre as possíveis conexões dessas ações com as políticas públicas. Onde Rua Himalaia, 69, Vale do Sol, Nova Lima Quando Quinta (7), às 17h. Quanto Gratuito
MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO
Toquinho apresenta espetáculo infantil Há 10 anos sem se apresentar para o público infantil de Belo Horizonte, Toquinho inicia a programação 2016 do projeto “Diversão em Cena ArcelorMittal” com o show “Toquinho no Mundo da Criança”, no Teatro Bradesco. Recheado de canções de sucesso do cantor e compositor, o show invade o imaginário infantil, com poemas musicados escritos por Vinicius de Moraes. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360) Quando Domingo (10), às 16h Quanto R$ 20 (inteira)
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PEDRO SILVEIRA – 11.4.2008
Direito imobiliário é tema de palestra na OAB O especialista em direito imobiliário Kênio de Souza Pereira ministra palestra na próxima semana em que abordará a rescisão de contratos de compra de imóvel e os meios de coibir a inadimplência nos condomínios. Além de Pereira, a advogada Daniela Almeida Tonholli falará sobre crimes que ocorrem nos condomínios e o direito penal na convenção como ferramenta de manutenção da ordem. Onde Auditório da OAB-MG (rua Albita, 250, Cruzeiro) Quando Segunda (4), às 19h. Quanto R$ 10. Sujeito à lotação
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Feira Retoke acontece neste final de semana A Retoke, projeto de moda itinerante sucesso no Rio de Janeiro, está de volta à capital mineira neste final de semana. Nesta primeira edição do ano, acontecerá a Campanha do Selo Rosa, com peças entre R$9 e R$49 e o lançamento da coleção outono/inverno 2016. O objetivo do projeto é abrir as portas para estilistas, artesãos e empreendedores. Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (rua Opala, s/nº, Cruzeiro) Quando Neste sábado (2), das 10h às 17h, e domingo (3), das 10h às 19h Quanto Entrada gratuita
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Dieta promete (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Gestão do tempo
B
oa parte das pessoas não sabe gerir suas 24 horas. Ficam confusas com o que realmente é importante a ser realizado. Diante de tal observação, achei bom discorrer um pouco sobre o tema. O grande desafio de saber gerir nosso tempo, no dia a dia, é diferenciar o importante do urgente. Aprender a gerir o tempo certamente irá melhorar sua qualidade de vida. Normalmente, as pessoas que se destacam em suas carreiras são profissionais que parecem ter mais de 24 horas em seus relógios. Estas pessoas sabem aproveitar o tempo de forma adequada. De outro lado, existe o prolixo, ou seja, aquela pessoa que leva uma eternidade para explicar o que deveria ser feito em cinco minutos de conversa. Então, quem você vai querer ser? O prolixo que não resolve as coisas ou o pragmático do tempo, que sabe otimizar tudo a sua volta? Primeiramente, inicie por detectar os “ladrões do tempo”, que são aqueles pequenos acontecimentos do dia a dia que desviam nosso foco como mensagens instantâneas, ambientes barulhentos, o colega prolixo ou chato ao seu lado, interrupções desnecessárias etc. Quando você se propuser iniciar algo, deve abstrair-se disso tudo. Você deve fazer seu ambiente e, não, o contrário. Outro ponto importante e que também tira o foco é ir a uma reunião sem umapauta clara. ÉaqueEntender le tipo de reunião para claramente, marcar outra reunião. Uma perda de tempo todos os dias, sem fim. Agora! O o que está maior problema e que consome uma eternidaconsumindo o de de nosso tempo é a seu tempo fará procrastinação, ou seja, eu deixo pra lá o que eu com que no não gosto de fazer. próximo dia É natural entre todos nós, seres humaa sua gestão nos,fazer primeiro aquimelhore. lo que gostamos, que dominamos e que é mais bacana. “Empurramos com a barriga” aquilo que não gostamos de fazer. Em outras palavras, geralmente deixamos para o final, ou não fazemos, o que está fora da nossa zona de conforto. Quando você listar o que tem de realizar, verá que tem coisas que gosta e outras não. Tudo que você listar deverá ser realizado. A gestão do tempo tem a ver com que fez e, principalmente, com o que você deixou de fazer. Isso vai chamar sua atenção de volta ao foco. Entender claramente, todos os dias, o que está consumindo o seu tempo fará com que no próximo dia a sua gestão melhore. A maioria das pessoas simplesmente passa o dia sem saber realmente o que fez e como fez. O processo de gestão do tempo tem a ver com disciplina. Portanto, para fazer a gestão do seu tempo, você deverá atentar-se para algumas coisas importantes. Primeiramente, use uma agenda que contenha tudo que você tem que fazer, de preferência por ordem de importância. Dê seguimento com um planejamento semanal, ou seja, escolha uma hora de um dia da semana e faça uma revisão em sua lista (cheque quantas reuniões você tem; se precisar preparar algo, bloqueie o calendário se necessário; revise sua lista de projetos). Não esqueça também que em sua lista devem estar relacionadas coisas pessoais como uma viagem em família, filmes para assistir etc. Parafraseando Dalai Lama: “Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã. Portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver”. Faça uma boa semana.
Shakesesopas sãousadosno processoVLCD, quedeveser seguidosob orientação Se você está tentando perder peso, a chave é seguir uma alimentação saudável combinada com a prática de atividades físicas. Em alguns casos, no entanto, uma dieta VLCD (Very Low Calorie Diet, ou dieta de calorias muito baixas) pode ser a escolha mais indicada, desde que seguida por um tempo limitado e com supervisão de um especialista de saúde. Bastante conhecidas no exterior, como nos Estados Unidos e em países da Europa, essas dietas consistem no consumo máximo de 800 calorias por dia – ao contrário do consumo padrão de 2.000 calorias. A indicação é para quem pretende perder muito peso, uma vez que, em uma semana, é possível eliminar até 2,5 kg com um método VLCD. Em três meses, o emagrecimento pode superar os 20 kg. Apesar de ser bastante restritiva, a dieta contempla as necessidades de sais minerais, ácidos graxos, proteínas, vitaminas e micronutrientes dos quais precisamos. A VLCD usa fórmulas comerciais, geralmente shakes líquidos, sopas, ou barras, que substituem as refeições regulares. Da redação
As fórmulas contêm proteínas de alto valor biológico e uma pequena quantidade de carboidratos de liberação lenta, associados à suplementação de vitaminas e sais minerais que levam à formação de corpos cetônicos – decorrentes da queima da gordura e utilizados como fonte de energia, preservando assim a massa muscular. Esse tipo de tratamento não sobrecarrega os órgãos, pois tem a quantidade de proteínas adequadas e é considerado seguro ao organismo, desdequerealizadosob supervisão, principalmente após atingir o peso adequado para evitar o reganho de peso. ALERTAS A dieta tipo VLCD não deve ser seguida por um período de tempo muito longo. “Ela ajuda pessoas obesas a terem um incentivo para
perder mais peso, portanto, depois de seguir esse tipo de cardápio, é necessário começar outro tratamento para perda de peso logo na sequência”, afirmou ao portal UOL o endocrinologista e membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran) Cláudio Barbosa. Além disso, há condições de saúde específicas que impedem que uma pessoa siga esse tipo de restrição alimentar. “A dieta VLCD é contraindicada para pacientes com arritmias cardíacas graves, infartos recentes, derrame cerebral, câncer, diabetes tipo 1, doença renal, gravidez, doenças psiquiátricas em uso de lítio e psicose”, alerta a endocrinologista e nutróloga Lívia Maria Zimmermann. Por causa da rigorosa restrição de calorias, ela não pode ser aplicada a crianças.
As fórmulas da dieta VLCD podem ser usadas para preparar diversos alimentos, co mo pizzas, panquecas, omeletes e pães
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
DICAS QUE AJUDAM NO EMAGRECIMENTO Menos TV
Mais sono
Beba água
Caminhe
Medite
Corte pela metade o tempo que você passa em frente à TV. Segundo pesquisas, essa redução de 50% da hora da televisão faz com que as pessoas façam mais atividades físicas e durmam mais horas.
Dormir bem pode ajudar a emagrecer. Estudo da Universidade de Chicago constatou que, ao dormir menos, as pessoas acabam comendo até 220 calorias a mais em lanches, principalmente carboidratos, no período da noite.
Pesquisadores norte-americanos descobriram que beber dois copos de água antes de cada uma das três principais refeições do dia, pode ajudar na perda de peso. De qualquer maneira, a água é essencial para o funcionamento do organismo.
Caminhar durante 30 minutos por dia pode ser o suficiente para evitar o aumento de peso, segundo estudo da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA. Pesquisadores descobriram que, entre as mulheres mais pesadas, meia hora de caminhada todos os dias reduz o ganho de peso que acompanha o envelhecimento.
Relaxar ajuda quem quer perder peso, sugeriu um estudo da Universidade de Otago, na Nova Zelândia. A pesquisa acompanhou 225 mulheres com o peso acima da média e obesas. Elas foram divididas em três grupos: meditação e visualização positiva, exercício físico e nutrição e folhetos nutricionais. O primeiro foi o que teve mais sucesso na perda de peso.
Proposta é a ausência de fome A adesão ao tratamento dessa dieta restritiva se dá pela ausência da fome e pela sensação de bem-estar após o terceiro dia. Esse efeito anorexígeno e psicoestimulante age como medicação. O paciente pode optar por pizza, pão, omelete, brigadeiro de colher, mousse, entre outros, adicionando água para fazer seus próprios alimen-
Variedade
tos, junto com os suplementos alimentares. No Brasil, algumas empresas já oferecem produtos para a dieta VLCD. Utilizando-se desse método, a empresa DietKal iniciou suas atividades com produtos fabricados no país. Por se tratar de uma dieta de baixa caloria, o método VLCD é prescrito somente por médicos credenciados.
Pacientes que seguem a fórmula podem fazer até brigadeiro
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Essa dieta ajuda pessoas obesas a terem um incentivo para perder mais peso” Cláudio Barbosa Endocrinologista, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran)
reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR
perda rápida de peso FOTOS DIETKAL/DIVULGAÇÃO
GRAVIDADE
Sem a orientação de um especialista, complicações reais podem aparecer, como anemia, redução da imunidade, perda óssea, problemas na tireoide, falta de concentração e má saúde dental
Couve-flor é a “queridinha” das receitas A couve-flor parece estar ganhando cada vez mais força na hora de substituir o carboidrato da alimentação diária. A hortaliça virou febre, e diversos vídeos e posts espalhados pelas redes sociais divulgam receitas para adaptála em pratos gostosos e de “consciência limpa”. Alinhados com a necessidade atual de buscar opções alternativas, saudáveis e de baixa caloria em suas refeições, os usuários das redes como o Pinterest têm usado e abusado desse alimento
que entrou como ingrediente para pratos que vão de pizza, purê, hambúrguer e até um pudim de couve-flor – uma versão low carb (pouco carboidrato) do pudim de arroz. A couve-flor é da família das brassicáceas ou crucíferas, a mesma do brócolis. O vegetal possui vitamina C, manganês, vitaminas B5, B6, folato (B9) e vitamina K. A couve-flor também tem substâncias antioxidantes e outros fitoquímicos.
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ESPAÇO GOURMET DÉLICAT/DIVULGAÇÃO
Doce de leite
Malte-me!
Feito com as misturas de malte de caramelo e pilsen, da Délicat
Receitas com o grão vão além da cerveja Os bagaços dos maltes caramelados e torrados, restantes da fabricação da cerveja Porter Berry, misturados com farinha, fermento cervejeiro, ovos, açúcar mascavo e mel, formam o pão servido durante a rota Experimente, na cervejaria Capa Preta. Já a infusão de framboesas, resíduo da mesma cerveja, se transforma em geleia com traços também de malte e lúpulo. Tem sido senso comum entre os cervejeiros a ideia do aproveitamento dos resíduos ou mesmo do grão Lorena K. Martins
que é a matéria-prima da cerveja. E o resultado tem agradado aos gourmands. “A quantidade de bagaço que sobra de uma produção de cerveja é realmente grande e são várias as formas de reaproveitamento”, afirma Lucas Godinho, da Capa Preta. Com a expansão das cervejas artesanais no mercado mineiro, o malte se tornou um ingrediente na gastronomia que extrapola os tanques da fabricação da bebida. “Ele é grande fonte de açúcar e pode ser usado para diversos fins na gastronomia, como a fabricação de pães, doces, molhos, chocolates e sorvetes, por exem-
plo”, disse Lucas. MIL E UMA APLICAÇÕES É justamente essa versatilidade do ingrediente que também conquista o chef Felipe Galastro, do Templo Cervejeiro da Backer. Para elaborar a massa que dá origem ao bro-
CURIOSIDADE Raiz da cultura cervejeira Na Bélgica, um dos pratos mais apreciados pelos cervejeiros é o carbonnade flamande, um ensopado de carne com traços marcantes de malte, cozida na cerveja.
wnie servido por lá, Felipe utiliza o malte torrado Carafa processado, com aroma de café, ideal para harmonizar com o chocolate desta sobremesa. “Eu trituro o grão até formar uma farinha integral, que vai servir de base para o brownie, e retiro parte da quantidade de farinha de trigo e açúcar da mesma receita. Dessa forma, ele fica mais ‘fitness’”, disse o chef, que gosta de trabalhar com o malte na criações de novos pratos. “Além da substituição da
farinha de trigo pelo malte integral, pode-se também finalizar o prato com o grão para dar crocância a uma carne, por exemplo. Gosto de misturá-lo com pimenta do reino e jogar em cima de saladas, para agregar sabor aos pratos”, ensina. O uso do ingrediente nos doces também faz sucesso na Délicat. O leite é batido com malte e reduzido no fogo até se transformar na base do doce de leite com aromas de caramelo. “O malte libera uma
quantidade de açúcar ideal para fazer a receita, que fica com aromas e sabores característicos da própria cerveja”, explica Henrique Rocha. A ideia de usar o grão no doce é justamente criar sabores diversificados, assim como existem vários tipos de cerveja. Diferentemente do doce de leite já conhecido, a ideia é deixar o açúcar em segundo plano e ressaltar o sabor “terroso” da bebida alcoólica. Os cervejeiros agradecem!
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ESPAÇO GOURMET VIVIANE FURST /DIVULGAÇÃO
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DE BANDEJA
ARQUIVO PESSOAL
RECEITA
Comidinha de casa No meio de tantas pizzas que saem do forno da Forneria Singular (rua dos Inconfidentes, 855, Savassi), ainda há espaço para aquelas receitas que despertam bem-estar e prazer ligados à memória afetiva. De segunda a sábado, a hora do almoço conta com um cardápio inspirado no conceito do comfort food, com pratos feitos com temperos caseiros e opções à escolha do cliente: dois tipos de saladas, três de carnes e duas guarnições. Entre as opções de maior sucesso estão o feijão da roça e o bife a rolê. FORNERIA SINGULAR/DIVULGAÇÃO
Brownie de malte Receita do chef Felipe Galastro Ingredientes 600 g de chocolate meio amargo 350 g de manteiga 12 ovos 300 g de açúcar 200 g de farinha de trigo 300 g de açúcar refinado 200 g de farinha de trigo 400 g de amêndoas 60 g de nibs de cacau 200 g de malte Carafa Modo de preparo Derreta o chocolate em
banho- maria, adicione a manteiga e envolva até emulsionar. Torre as amêndoas no forno, espere esfriar e corte-as ao meio. Reserve. Bata os ovos com o açúcar até branquearem, adicione aos poucos o chocolate derretido, envolvendo delicadamente, para não perder a aeração dos ovos. Peneire os ingredientes secos na mistura e continue envolvendo. Forre um tabuleiro com papel manteiga, despeje a massa dentro dele, adicione as amêndoas, salpique os nibs de cacau por cima e asse em forno pré aquecido, a 160 c°, por aproximadamente 35 minutos. A massa deve ficar cremosa no centro, porém não crua. Resfrie, corte em quadrados e aqueça antes de servir.
Um brinde a elas Pão e geleia de framboesa feitos com o bagaço do malte da sobra da produção da cervejaria Capa Preta
Neste sábado (2), as meninas da Confraria Feminina de Cerveja (Confece) comemoram o seu nono ano de dedicação ao mundo da cerveja. A festa acontece no restaurante Paladino, das 13h às 19h, com dezenas de rótulos especiais, com a participação de diversos chefs e cervejarias, que levarão seus principais pratos e produtos.
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro e Lídia Duarte pnc@pnc.com.br FOTOS EDY FERNANDES
EXPERT EM CASAMENTOS
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elegantérrima Claudia Matarazzo, especialista em etiqueta, aterrissou em Belo Horizonte no mês passado para o evento “Bem Casados”. Em sua entrevista ao “Programa Paulo Navarro”, citou Coco Chanel: “Luxo é tudo o que você pode sentir, mas não necessariamente enxergar”.
DIAS MELHORES VIERAM
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iz que o roqueiro Mick Jagger gostou tanto de Cuba que comprou e já está reformando uma grande mansão em Havana. Aliás, Mick e o presidente Barack Obama convenceram Raul Castro a libertar todos os presos políticos até o fim de abril. E ainda tem gente que não acredita em milagre, mesmo que, no mesmo dia, sabe-se que o Estado Islâmico foi derrotado e, pelo menos da parte deles, o terrorismo vai acabar ou já acabou. Como a guerra civil na Síria e os milhões de refugiados. E uma notícia ótima puxa outras. Aqui no Brasil, acabando com a crise e pra escapar do impeachment, a presidente Dilma resolveu renunciar e, assim, os investimentos voltaram, a inflação caiu, o dólar despencou e o desemprego está com os dias contados. O ex-presidente Lula finalmente confessou que sabia de tudo e não mais vai fugir do juiz Sergio Moro. O PT foi cassado e o Brasil, finalmente, vai dar certo e brincar de ser o país do futuro. Tudo isso porque a verdade dói e me engana que eu gosto. Feliz primeiro de abril para todos porque CocaCola agora é champagne francês. De leve. Nota publicada ontem, Dia da Mentira, na coluna Paulo Paulo Navarro em O TEMPO.
BRASIL ATUAL
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os últimos dias, entre os termos mais pesquisados pelos brasileiros no Google, houve um crescimento de 650% no termo “viagem sem volta”. A fonte é do Google Trends. Aí, a gente pode perguntar: este é o Brasil de todos? Certamente, não. Não é só a política de exclusão do governo, a crise econômica e a corrupção que inspiram os brasileiros à “viagem sem volta”. Crises políticas e econômicas causam o cruel desemprego, a depressão, a busca por fugas através do álcool, das drogas, daviolência. Muitas pessoas sem esperança, sem futuro, aumentam o número de crimes. O novo Mapa da Violência 2016 explicita esta tragédia.
BRASIL DA VIOLÊNCIA
O
mapa mostra recorde de homicídios ultrapassando as 59,5 mil mortes violentas em 2014. Não há terrorismo em Paris, Bruxelas, no mundo que chegue perto deste absurdo. Mortes quase invisíveis porque atingem principalmente a população pobre. Alta de 21,9% em comparação a 2003. Não à toa, a capa da revista “The Economist” estampou sua capa com Dilma Roussef e o título: “Time to go” (Hora de ir embora). A revista lembra que Dilma afunda sua popularidade, há meses, na esteira do gigantesco escândalo da Petrobras, onde ela foi presidente do Conselho.
lançaperfume
capítulo notícias 6 No ruins no feriado de As belas Moema Breves, Barbara Maciel e Giselle Said, enfeitando a noite na capital
Mas rico contrai dengue etc?
CAMPEÕES DE AUDIÊNCIA
A
cobertura do Mensalão deu muita audiência aos canais
abertos e fechados da televisão. O Mensalão, comparado ao Petrolão, perde feio em volume de corrupção e, claro, em audiência na TV. O famoso “dia dos grampos” bateu todos os recordes. O sucesso não foi só na TV, mas em bares, restau-
rantes, festas, levando milhares de pessoas às ruas. O resultado é perceber que, se o Brasil está numa crise geral, pelo menos em lucidez ganhou nota 10. O Brasil está preparado. Não para um golpe, mas para o cumprimento da lei.
sábado, das 10h 6 No às 17h, o DiamondMall
recebe a Feirinha Aproxima. A novidade desta edição são os produtos orgânicos. Confraria 6 AFeminina de Cerveja
– Confece comemora seu 9º aniversário com festa tradicional neste sábado (2), no Paladino. na direção 6 Mudanças dos curadores do Inho-
tim. Marta Mestre substitui Rodrigo Moura. A cúpula agora está formada pelo curador-chefe, o norteamericano Allan Schwartzman, o alemão Jachen Volz e a lusitana Marta Mestre. Acima de todos os citados, o mineiro Bernardo Paz.
PERFUME OU REPELENTE
A
França poderia comemorar. Em voga no Brasil, perfume francês nas delicadas peles das moças de fino trato como repelente contra o mosquito. O que, obviamente, exige de pares opostos adequação olfativa, sobretudo quando de maiores envolvimentos.
Páscoa, repercutimos dois assaltos no condomínio Amendoeiras, em Lagoa Santa. Um deles machucou muito um viúvo de 80 anos. Também estão acontecendo assaltos noturnos a mão armada a praticantes de cooper em frente à Axial, próximo à Lagoa Seca, por dupla de motoqueiros. Voltou a onda no Belvedere.
Moraes e 6 Juliana Júlia Zingoni, da Água
No capítulo fazendo e acontecendo em BH, Claudia Matarazzo em entrevista ao Programa Paulo Navarro
Fresca Lingerie, lançaram na última quarta (30), no DiamondMall, a nova coleção Outono/Inverno 2016, “Poesia do Morar”.
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almanaque NO TRONO>Elza Soares apresenta o celebrado “A Mulher do Fim do Mundo” pela 1ª vez em BH NATURA MUSICAL/DIVULGAÇÃO
Sáb. 9.abr.
Recomeço
Em parceria com músicos da vanguarda paulistana, cantora gravou seu primeiro disco de inéditas, em 60 anos de carreira
Voz apocalíptica Em 78 anos de vida e mais de 60 de carreira, Elza Soares já passou maus bocados. A terceira perda de um filho – Gilson Soares, que morreu no ano passado por complicações de uma infecção urinária, aos 59 anos – e um problema na coluna que exigiu cirurgias e o compromisso com sessões de fisioterapia diárias são somente os mais recentes. Este último foi a motivação “oficial” pra que ela fosse colocada num trono durante os shows da turnê de “A Mulher do Fim do Mundo”, seu último disco, que passa pela primeira vez por Belo Horizonte no próximo sábado (9). Mas a verdade é que o trono é seu por direito. Apesar da história cheia de tristezas, Elza segue olhando para frente, se reinventando e buscando o novo, sem perder a majestade. Não foi à toa que ela figurou em todas as listas de ‘melhores do ano’ de 2015. Álbum e show, aclamados por público e crítica, trazem questões contundentes – algumas autobiográfiJessica Almeida
cas –, como violência contra a mulher, a vida na periferia, a situação da população LGBT. Quando deu início ao processo de concepção do disco, disse apenas ao produtor Guilherme Kastrup, que também assina a direção-geral da apresentação, que queria cantar sobre “sexo e negritude”. “São assuntos que estão na cara de todo mundo, mas ninguém fala, ninguém tem coragem de gritar. Eu tenho coragem”, afirma. São 11 músicas, selecionadas de um universo de 50, que compõem o primeiro repertório só de inéditas da carreira de Elza, depois de mais de 30 discos. Se por um lado foi preciso ter mais dedicação para se aproximar de cada uma das canções, por outro, todo um caminho de possibilidades de interpretação se abriu diante dela. “Dificuldade não houve nenhuma porque o Kastrup é um excelente músico e produtor e criou um projeto que tinha total afinidade comigo. Claro, pegar uma música de cara exige um esforço para encontrar sua identidade, mas todas se encaixaram maravilhosamente bem”, diz. Compostas especialmen-
te para ela ou dedicadas antes de serem gravadas, todas são obras de músicos da nova geração paulistana como Romulo Fróes, Alice Coutinho, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Cacá Machado. Aliás, foi uma participação no show desse último que promoveu o encontro com Kastrup e toda essa turma. O fio que conduz o trabalho é o samba rasgado, sujo e anárquico, que afinal é o principal elemento comum entre Elza e esse grupo, o que deu liga ao encontro.
DEDO NA FERIDA No show, além de todo o repertório de “A Mulher do Fim do Mundo”, a carioca de Padre Miguel e os 14 músicos que a acompanham tocam ainda “Malandro”, “Volta por Cima” e “A Carne”. “‘Malandro’ eu escolhi porque é uma música minha de muito sucesso. ‘Volta por Cima’ porque voltei com toda força e garra e ‘A Carne’ porque a violência, o preconceito contra o negro persiste e eu, por ter vivido na pele, quero ter a oportunidade de
OUTROS PROJETOS DE ELZA Lançamento Está previsto para o mês de abril o lançamento do DVD “Elza Canta e Chora Lupi”, um registro do show feito por ela em Porto Alegre, no fim de 2014, em comemoração ao centenário de nascimento do compositor gaúcho Lupicínio Rodrigues (1914-1974). Na avenida Depois de ter sido homenageada no enredo de 2012 da escola de samba Unidos do Cabuçu, do Grupo C, do Rio de Janeiro, Elza está
sendo cotada para nova homenagem na avenida no ano que vem, dessa vez pela Mocidade Independente de Padre Miguel. Do coração “A Mocidade é a escola que eu defendo, porque eu nasci em Padre Miguel, tenho muito carinho pela comunidade, tá no meu coração. Se eles quiserem (escolhê-la como enredo), eu vou querer. Se, não, também não faz mal, vou continuar sendo Mocidade do mesmo jeito”, diz.
gritar basta!”, diz a cantora que, durante a performance dessa última num show no fim do ano passado, fez um desabafo sobre o caso dos cinco jovens assassinados por policiais militares em Costa Barros, no Rio de Janeiro, em novembro. “Mataram cinco crianças inocentes. Mataram cinco meninos porque eram negros, porque tinham a pele negra”, disse. O vídeo da apresentação se espalhou pelas redes sociais. Aliás, além de todo o teor político já contido em suas
“
Sou a rainha, a mãe, a mulher do fim do mundo, representante das mulheres, dos gays e dos negros Elza Soares
músicas e atitude, nas últimas apresentações de Elza o público tem puxado o coro do grito “não vai ter golpe!” e é sempre acompanhado por ela. A cantora, que teve sua casa metralhada durante a ditadura militar e foi obrigada a se exilar na Itália com o jogador Garrincha, com quem era casada, teme pelo fim da democracia. “Eu zelo, peço, rezo, por um país melhor, em que todos possam trabalhar, comer. Eu sou contra qualquer coisa que possa provocar algo horrível, esse país precisa de paz. Eu sou a favor da democracia, tenho medo de perdermos isso”, afirma. Preferindo não se delongar muito no assunto, ela admite que acredita que as tentativas de destituir a presidente são mais fortes pelo fato de ela ser mulher. “Com certeza os ataques são mais fortes porque é uma mulher”, comenta.
> Elza Soares
Show “A Mulher do Fim do Mundo” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 9 (sábado), às 21h. R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia 3, inteira).
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MÚSICA Para reverberar a música mineira MARY LANE VAZ/DIVULGAÇÃO
Franco “Em Belo HoMalheiro rizonte, na(*) quela época (anos 1960), era difícil para o artista sair e participar do eixo cultural. Era um caldeirão de gente boa, cercado por montanhas. Para sair, o sujeito tinha que ‘lançar uma âncora e escalar a montanha’”. Esse depoimento foi concedido ao “Programa do Jô” pelo cantor e compositor mineiro Tavito, em 2011. A percepção de que é necessário divulgar e valorizar a cultura do Estado ainda existe por parte dos artistas mineiros e foi pensando nisso que, há dois anos, nasceu o projeto “Caixa Acústica”, idealizado e realizado pelo cantor e produtor musical Thelmo Lins, em parceria com o teatro Santo Agostinho. A edição 2016 estreia neste sábado (2). O projeto nasceu em 2014, e naquele ano trouxe artistas já conhecidos do cenário mineiro. A agenda deste ano foi definida de forma diferente – um edital, que recebeu 32 propostas para a ocupação de dez datas disponíveis. “Você lança gente nova, flagra a cena atual, e sai um pouco das panelinhas”, conta Lins. As propostas foram analisadas por um grupo de profissionais composto por Thelmo, o cantor e jornalista Wagner Cosse, a produtora cultural Viviane Rodrigues, o músico Rogério Delayon e a produtora do “Programa Arte no Ar”, da TV Horizonte, Raquel Penaforte.
No final do processo foram organizadas dez apresentações, todas em duplas. “Há muita gente boa aqui que as pessoas, muitas vezes, nem conhecem. Durante o processo de seleção, fiquei impressionado com o nível da nossa música. Foram 32 trabalhos de altíssimo nível. Foi difícil escolher”, diz o organizador. CASA DE BRANT Além das apresentações definidas pelo edital, o “Caixa Acústica” abrigará o “Projeto Casas” com Lins, Wagner Cosse, Graziela Cruz e Regina Milagres homenageando os 70 anos de Fernando Brant, morto ano passado (2015) e, também, os 50 anos do fechamento da ferrovia Minas-Bahia pela Ditadura Militar. A apresentação contará com o repertório criado por Brant e Milton Nascimento para o espetáculo de 1980 “O Último Trem”, do Grupo Corpo, feito em homenagem à estrada de ferro que servia de rota de fuga. O repertório é composto por músicas conhecidas do repertório de Bituca, como “Ponta de Areia”, “Encontros e Despedidas”, “Itamarandiba” e “Roupa Nova”. INTERIOR Este ano o “Caixa Acústica” ganhou uma versão no interior. Em junho, haverá uma edição em Congonhas, que contará com apresentações de artistas já consagrados na cena mineira, além de dois novos nomes selecionados, via edital. * Sob supervisão de Milton Luiz
PROGRAMAÇÃO Neste sábado (2) Elisa Paraíso e Mila Conde Domingo (3) Tatta Spalla e Rose Brant Dia 9 (sábado) Raísa Campos e Thaís Kiwi Dia 10 (domingo) Ana Luísa Cosse e Felipe de Oliveira Dia (16) (sábado) Danilo Pataro e Renato Enoch Dia 17 (domingo) João di Souza e Jucilene Buosi Dia 30 (sábado) Emílio Victtor e Bianca Luar Dia 1º/5 (domingo) Isabella Bretz e Khadhu Capanema Dia 7 (sábado) A.N.A. Amostra Nua de Autoras Dia 8 (domingo) Carona Brasil Acústico Dias 14 (sábado) e 15 (domingo) Casa de Brant
Thelmo Lins e Wagner Cosse: homenagem a Fernando Brant e à ferrovia Bahia-Minas
sábado (2) XXV SEMANA DE MÚSICA DE CÂMARA
Concerto da Orquestra Experimental e outros participantes da semana. Sala Sérgio Magnani da Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários, 3226-6866). Às 11h. Gratuito.
Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 890, centro). Às 20h. R$ 65 (2º lote).
320, Funcionários, 3226-6866). Às 11h. R$ 20 (inteira).
NOITE LINDA JUVENTUDE
Tributo às lendas do rock: Nirvana (Eletrolise), Mamonas Assassinas (Little Joke), Elvis Presley (Strange Cats), Raul Seixas (Izzopo), George Harrison & The Beatles (Cloud 9) e Led Zeppelin (Monkey Band). Matriz (r. Guajajaras, 1.353, centro, 3212-6122). Às 14h. R$ 15 (antecipado) e R$ 20 (porta).
Bianca Luar e Marck Ribeiro cantam Clube da Esquina, MPB e canções autorais. Bar do Museu Clube da Esquina (r. Paraisópolis, 738, Santa Tereza, 2512-5050). Às 21h30. R$ 30.
ORQUESTRA FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS
Show com as duplas Henrique & Juliano e Zé Neto & Cristiano. Só Marcas Hall (av. Babita Camargos, 1.375, Cidade Industrial, Contagem). Às 22h. Ingressos a partir de R$ 40. Informações: 3281-2737.
Sob a regência do maestro Marcos Arakaki e, tendo como solistas, os músicos Alma Maria Liebrecht (trompa), Catherine Carignan (fagote), Cássia Renata Lima (flauta) e Giselle Boeters (harpa), apresenta obras de Mozart. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto, 3219-9000). Às 18h. Ingressos esgotados
CIA. FILARMÔNICA
PEDRO MORAIS
AQUECIMENTO DO FESTIVAL BRASIL SERTANEJO
Apresenta o espetáculo “Beatles Segundo a Cia. Filarmônica”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3526-1350). Às 21h. R$ 80 (inteira).
FESTIVAL PERMANENTE DE BANDAS
Shows: Fodastic Brenfers, Gato Feio, Roger Deff, Djalma Não Entende de Política, Douglas Din e Pequena Morte. Viaduto Santa Tereza, centro. Às 15h. Gratuito.
JAZZ SESSIONS
Apresenta “Bailado”, com Marcos Paiva & Daniel Grajew. Memorial Minas Gerais Vale (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 640, Funcionários, 3343-7317). Às 16h.
SAMBELÔ III
Atrações: Bambas do Samba, Xande de Pilares, Jorge Aragão e Fundo de Quintal.
Voz e violão. Cine Theatro Brasil (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
ZÉ RAMALHO E ALCEU VALENÇA
Sucessos dos artistas Chevrollet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Às 22h. Ingressos esgotados.
domingo (3) XXV SEMANA DE MÚSICA DE CÂMARA
Concerto de encerramento com os músicos Götz Hartmann, Márcio Carneiro e Mirta Herrera. No programa, obras de Ginastera, Beethoven e Bach. Sala Sérgio Magnani da Fundação de Educação Artística (r. Gonçalves Dias,
IV FESTA DO JÁ MORREU
CARNAVAL DA CAMISA 13
Atrações: Banda Du Galo, Bateria Camisa 13, Mc Guaty. Necup (av. Nossa Senhora de Fátima, 3.312, Prado, 3295-0716). Às 14h. Ingressos a partir de R$ 25.
CIA. FILARMÔNICA
No espetáculo “A Música do Cinema”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3526-1350). Às 19h. R$ 80 (inteira).
CONEXÃO AUTORAL
Atrações: Jowpah, Intelecto Urbano, Mariachi SinTequila e Valsa Binária. Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Às 18h. R$ 20 (inteira).
FESTIVAL PERMANENTE DE BANDAS
Shows: Absinto Muito, Menage, Matheus Brant, Cromossomos Africanos, Zaika dos Santos e Iconili. Viaduto Santa Tereza, centro. Às 15h. Gratuito.
FORRÓ DA UTÓPICA
Festival de DJs. Utópica Marcenaria (av. Raja Gabáglia, 4.700, Santa Lúcia, 3296-2868). Às 20h. R$ 20.
HOUSE OF GRUNGE
Show com integrantes das bandas
Local: Teatro Santo Agostinho(r. dos Aimorés, 2.679, Lourdes, 3291-5340), Sábados, às 21h, e domingos , às 19h. R$ 15 (sympla), R$ 40 (bilheteria)
Ca$h, Singles, Malt 90. Banda convidada: King of Rodeo. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.623, Funcionários, 3227-4510). Às 21h. R$ 22 (masculino) e R$ 18 (feminino).
terça (5) LÍRICO NO MUSEU
Com regência do maestro titular Lincoln Andrade, o repertório traz para o público trechos de obras que serão interpretadas pelo Coral Lírico de Minas Gerais ao longo deste ano, bem como obras ainda não executadas em Belo Horizonte. Museu de Inimá de Paula (r. da Bahia, 1201, Centro). Às 19h. Gratuito.
quinta (7) AS DEZ CORDAS DE LIVERPOOL
O violeiro Renato Caetano lança seu mais novo CD “As Dez Cordas de Liverpool”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Às 20h30. R$ 20 (inteira).
MÚSICA DE VARANDA
Com Rogério Lazur. Cine Theatro Brasil (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Às 18h. Gratuito.
PROJETO ELAS
Com Isabella Brets. Cine Theatro Brasil (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Às 20h30. R$ 28 (inteira).
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MÚSICA Sinfonia de batida nordestina Com o intervalo de apenas duas semanas, a voz personalíssima de Elba Ramalho, 64, ganha moldura orquestral: a primeira foi no final de março, em Curitiba, ao lado do pernambucano Alceu Valença, em comemoração ao aniversário da capital paranaense; a segunda será no próximo fim de semana (dias 8 e 9), junto da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais (OSMG), abrindo a edição de 2016 do projeto Sinfônica Pop, no Palácio das Artes. Não é mera coincidência esse encontro de Elba com uma orquestra acontecer num período tão pequeno. O potencial lírico da voz da paraibana faz dela a cantora ideal pra esse tipo de encontro, como explica o maestro assistente da OSMG Sérgio Gomes, responsável pela regência do encontro. “Uma das razões para que Elba fosse escolhida é sua expertise lírica. Ela canta com uma voz difeJessica Almeida
O
QUE VEM POR AÍ
abril DE 15 A 24 BIENAL DO LIVRO DE MINAS 2016
Expominas DIA 15
LEGIÃO URBANA XXX ANOS
Chevrolet Hall. Às 22h. R$ 160 (pista premium, inteira, 1º lote) DIAS 15, 16 E 17 “ELIS, A MUSICAL”, COM LILIAN MENEZES
Sesc Palladium. Dias 15 (sexta) e 16 (sábado), às 21h, e 17 (sábado), às 19h. R$ 200 (plateia 1, inteira), R$ 170 (plateia 2, inteira) e R$ 50 (plateia 2, inteira) DIA 16
renciada de outros cantores da música popular nacional, tem formação de coral. Sua condição vocal é versátil”, diz. “Além disso, suas músicas têm raízes fortes na cultura popular e ainda que se modernize, ela se mantém fiel ao seu estilo de cantar, não muda a pronúncia musical”. Com arranjos criados especialmente para a ocasião pelo regente Marcelo Ramos e o músico Fred Natalino, o repertório traz composições que se tornaram inesquecíveis na voz de Elba, como “Chão de Giz”, “De Vol-
ta Pro Aconchego”, “Asa Branca”, “O Meu Amor”, “Gostoso Demais”, “Paralelas”, “Sabiá” e “Avohai”. “São canções representativas do conjunto da carreira dela, parcerias com grandes compositores, como Belchior, Chico Buarque, Zé Ramalho, Luiz Gonzaga, Dominguinhos. Inclusive, muitas dessas canções fizeram grande sucesso com esses autores, mas a Elba tornou seu alcance ainda mais abrangente”, comenta o maestro. Se a proposta do projeto Sinfônica Pop é justamente promover o encontro da música popular com a erudita, esse cruzamento alcança uma potência ainda maior quando se encontra com ritmos trazidos por Elba, como o forró, o maracatu e o frevo. “Esses são gêneros que têm percussão e que nos permitem usar mais amplamente esse naipe na orquestra, explorar mais a percussão sinfônica”, diz Gomes.
“Nas músicas de toada mais lenta, temos a harmonia feita pelos violinos que também enriquece muito. A ideia é trazer essas canções que o público já conhece em uma roupagem exclusiva para a apresentação e explorar, além da vida musical do cantor, a riqueza da orquestra, que afinal tem quase 80 músicos. Armamos uma cama para a intérprete e o público se deliciarem”, explica o maestro.
VERSATILIDADE Gomes ainda ressalta que essa é mais uma oportunidade para a OSMG demonstrar sua diversidade. “Nós fazemos ópera, balé, concertos sinfônicos e sinfônica pop como nenhuma outra. É uma característica da nossa orquestra que tem se destacado cada vez mais. Inclusive acabamos de voltar de um festival em Trancoso, na Bahia, em que fizemos um concerto de mú-
sica sinfônica e uma rock symphony. Viramos a chave de um dia pro outro e tocamos Pink Floyd. É uma evidência da nossa capacidade de mudar e imprimir na música popular uma identidade lírica”, afirma.
Pop >comSinfônica Elba Ramalho
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dias 8 (sexta) e 9 (sábado), às 20h30. R$ 50 (inteira). ALEX RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais preparou arranjos exclusivos para a Sinfônica Pop com Elba Ramalho
MAIS SOBRE ELBA Trilha sonora Elba Ramalho gravou uma música para a trilha sonora da novela das 21h, “Velho Chico”. A composição de Tim Rescala, que inicialmente seria chamada de “Altar de Amor”, teve seu nome mudado para “Encarnação”, como a personagem da atriz Selma Egrei, da qual é tema. Parceiro de família Seu disco mais recente, “Do Meu Olhar
VALESCA POPOZUDA & MC MANEIRINHO
Music Hall. Às 22h. A partir de R$ 15 (pista, feminino, promocional) e R$ 30 (pista, masculino, promocional)
pra Fora”, de 2015, foi produzido por seu filho Luã Mattar, em parceria com Yuri Queiroga, filho do músico Lula Queiroga. Renovada Neste, que é o 33º álbum de sua carreira, ela aposta no novo, ousando em ritmos ecléticos como o manguebeat, o fado, o rock e o reggae. Sem, claro, renegar o Nordeste. Ainda não há data para apresentação em BH.
DIA 29 ANA CAROLINA & SEU JORGE
Chevrolet Hall. Às 22h. R$ 1.200 (mesa setor 1, quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2, quatro lugares) e R$ 200 (arquibancada, inteira, 2º lote)
NO SHOW “AMANHECER”
Chevrolet Hall. Às 22h. R$ 720 (mesa setor 1, quatro lugares), R$ 560 (mesa setor 2, quatro lugares) e R$ 60 (arquibancada, inteira, 1º lote)
DIAS 16 E 17
DIAS 7 E 8
“MONDO MACHETE”, COM SÍLVIA MACHETE
“ALLAN KARDEC, UM OLHAR PARA A ETERNIDADE”. DIREÇÃO: ANA ROSA
Teatro Sesiminas. Dia 16 (sábado), às 20h, e 17 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira)
maio DIA 1º MARILLION
“ÓPERA ROCK – CAPITÃO RODRIGO – A SAGA DE UM HOMEM COMUM”
Sesc Palladium. Dia 16 (sábado), às 20h, e 17 (domingo), às 19h. R$ 10 (inteira) DIA 20 VANESSA DA MATA, NO SHOW “DELICADEZA”
Minascentro (teatro Topázio). Às 21h. R$ 55 (setor 2, vermelho), R$ 65 (setor 2, roxo), R$ 90 (setor 1, verde) e R$ 110 (setor 1, azul) DIAS 22 E 23 ALAÍDE COSTA E TONINHO HORTA
Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 60 (inteira)
Sesc Palladium. Às 20h. R$ 350 (plateia 1, inteira), R$ 280 (plateia 2, inteira) e R$ 200 (plateia 3, inteira) DIA 3 “PIAF, O SHOW”, COM ANNE CARRERE
Palácio das Artes. Às 21h. R$ 220 (plateia 1, inteira), R$ 200 (plateia 2, inteira) e R$ 180 (plateia superior, inteira) DIA 5 “A EXCELÊNCIA DO BALLET RUSSO”
Cine Theatro Brasil. Às 20h30. R$ 200 (inteira)
Teatro Dom Silvério. Dia 7 (sábado), às 21h, e 8 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira)
(arquibancada, inteira, 1º lote), R$ 640 (mesa setor 1) e R$ 560 (mesa setor 2) DIAS 14 E 15
DIA 20
DIAS 14 E 15
CCBB Belo Horizonte (pça. da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Abertura dia 20. Visitação de quarta à segunda, das 9h às 21h. Gratuito.
FESTIVAL BRASIL SERTANEJO DIA 14: Zezé Di Camargo & Lu-
DE 12 A 15
DIA 27
DISNEY ON ICE, EM “MUNDOS FANTÁSTICOS”
BANDA ANGRA
Mineirinho. Dias 12 (quinta) e 13 (sexta), às 19h30; 14 (sábado), às 15h e 19h; e 15 (domingo), às 15h. A partir de R$ 50 (arquibancada, inteira)
PAULA FERNANDES,
CAPITAL INICIAL
Chevrolet Hall. Às 22h. R$ 80
EXPOSIÇÃO “MONDRIAN E O MOVIMENTO DE STIJL”
CAIO GALUCCI/DIVULGAÇÃO
Music Hall. Às 21h (abertura da casa). A partir de R$ 110 (pista, inteira, 2º lote)
junho
DIA 14 DIA 7
julho
Sesc Palladium. Em breve mais informações
Music Hall. Às 21h. R$ 150 (pista, inteira, promocional, 2º lote), R$ 160 (pista VIP, inteira, promocional, 1º lote) e R$ 230 (camarote, preço único)
ACCEPT
Em breve mais informações
“PUZZLE(D)”, DIREÇÃO: FELIPE HIRSCH
ciano, Chitãozinho & Xororó, Bruno & Marrone e Leonardo & Eduardo Costa DIA 15: Gusttavo Lima, Jads & Jadson e Luan Santana Esplanada do Mineirão. A partir das 14h. A partir de R$ 90 (passaporte pista)
DIA 10
COM MARCOS VERAS
DIAS 25 E 26 “ACORDA PRA CUSPIR”,
‘Elis, a Musical’ volta, agora com Lílian Menezes no papel da Pimentinha
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ARTES CÊNICAS O humor nosso de todo dia DIVULGAÇÃO
Lorena K. Q u a n d o Martins uma situação não acontece da forma planejada, há quem diga que vale a pena por em prática a chamada “Síndrome de Poliana”. Na história da norteamericana Eleanor H. Porter, uma menina sempre enxerga o lado cor-de-rosa dos problemas, sejam eles quais forem. Extrair o “lado Poliana” das situações é justamente a proposta de “Lente de Aumento”, stand-up comedy protagonizado pelo ator e comediante Leandro Hassum, 42, que faz duas apresentações dias 9 (sábado) e 10 (domingo), no Cine Theatro Brasil Vallourec. Na peça, dirigida por Daniela Ocampo, Hassum lança um olhar curioso e analisa pequenos fatos do cotidiano, dando uma visão exagerada para momentos considerados simples – daí o nome. “Quando escrevi o texto, quis passar a mensagem de que é possível tirar graça das situações do dia a dia, apesar dos problemas. Acho que todos nós temos tantos problemas para resolver que, às vezes, é preciso dar uma leveza a eles”, diz Hassum, que depois de se submeter a uma cirurgia
teatro adulto ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM
Dir. Sandra Pêra Com Ilvio Amaral, Maurício Canguçu, Flávia Lupe, Marino Canguçu e Fabrizio Teixeira Inconformado com a própria morte, um homossexual assumido foge do céu para viver novas experiências e cria uma grande confusão ao se incorporar num machista radical. Teatro do Shopping Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9901). Neste sábado (2), às 20h30; e domingo (3), às 19h. R$ 40 (inteira).
bariátrica, em 2014, perdeu cerca de 58 kg. Hassum conta que sempre tem procurado atualizar o repertório da peça. A interação com o público, primordial para a renovação das temáticas, se faz ainda mais necessário a cada apresentação. “Na maioria das vezes, a inspiração vem de situações que acontecem comigo. Alguns textos foram atualizados, mas outros estão desde o início da peça. É claro que trago para junto do espetáculo a plateia, até porque sempre converso com todos da primeira fila”, revela. Em 70 minutos, ele lança temas como impotência sexual, academia, controle alimentar, religião e notícias inúteis. Com tantos assuntos que abrem brecha para a crítica, o cuidado na forma de questionar os problemas e os desmandos da sociedade se faz necessário, de acordo com o ator. “Me incomoda quando as pessoas partem para querer limitar o humor. O único limite do humor é a graça. Faço qualquer piada e o público entende que é só para divertir. Não me divirto às custas deles, mas, sim, com eles”, justifica. Hassum emenda que não tem barreiras para a risada quando o alvo de piada é ele mesmo. “O humor diverte, é
crítico, e eu como comediante não posso deixar de me criticar também. O importante é não se levar a sério sempre”, afirma.
ALGUÉM
mentos, incompreensões, desamor e... música. Um homem mais velho que assume o papel de condutor e outro que tem metade de sua idade e que tem dificuldades de se deixar conduzir. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 32708100). Neste sábado (2) e domingo (3), às 20h. R$ 20 (inteira).
Dir. Eduardo Felix Com a Pigmalião Escultura que Mexe Uma fábula contemporânea sem palavras, contada com máscaras, marionetes de fios e atores, que busca criar uma alegoria das estruturas sociais e as hierarquias de poder. Teatro João Ceschiatti (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sábado, às 20h30; e domingo, às 19h. R$ 20 (inteira). Até 10/4.
AS BARBEIRAS
Dir. Freddy Mozart Com Caio Fernandes, Will Soares e Rafael Neves Afundadas em dívidas, duas amigas decidem abandonar o comando de um luxuoso salão de beleza e passam a administrar uma barbearia em Venda Nova. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087826). Sexta e sábado, às 21h; e domingo, às 19h. R$ 40 (inteira) e R$ 15 (postos Sinparc). Até 17/4.
CACHORROS NÃO SABEM BLEFAR
Dir. Byron O’Neill Com Carol Oliveira, Luisa Rosa e Mariana Câmara O relógio insiste em marcar o mesmo horário: 9h15. O problema não são as pilhas. Provavelmente está quebrado. Ou então cansou-se. O que seria lastimável para um relógio. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 4099, Floresta, 3237-6611). Neste sábado (2) e domingo (3), às 20h. R$ 10 (inteira).
DOIS NA PISTA
Dir. Igor Ayres Texto e atuação: Alexandre Toledo Um espetáculo que fala do amor. Do amor de dois homens solitários tentando encontrar seu rumo numa selva de senti-
Com texto de própria autoria, Leandro Hassum revela de forma curiosa e engraçada detalhes pouco notados no cotidiano
DESAFIO Hassum também se prepara para um novo desafio na carreira. O comediante terá a missão de produzir um filme sobre o pai, Carlos Alberto da Costa Moreira. Acusado de ser o diretor financeiro de um cartel internacional de drogas, com ligações com traficantes colombianos de Cáli e da máfia italiana, Carlos Alberto ficou preso durante 11 anos e morreu em 2014. Pela primeira vez, um dos humoristas mais bem sucedidos da atualidade irá enfrentar um drama. “O projeto está caminhando devagar. Por respeito a ele, só pensei em fazer o filme depois de sua morte. Acho que o maior desafio foi decidir falar publicamente sobre esse assunto. Penso em fazer o papel dele, mas ainda não tenho certeza de nada”, finaliza Hassum, que voltará à tela da TV Globo a partir da próxima quinta (7), quando estreia a segunda temporada de “Chapa Quente”.
> Leandro Hassum
Em “Lente de Aumento” Cine Theatro Brasil Vallourec (pça. Sete, r. dos Carijós, 258, centro). R$ 90 (plateia 1, inteira) e R$ 70 (plateia 2, inteira)
DOM QUIXOTE – O CAVALEIRO DO SERTÃO
Dir. Valber Palmeira Com formandos da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (ELA) A peça traz as aventuras de Dom Quixote de la Mancha transpostas para o Sertão de Minas Gerais. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Neste sábado (2) e domingo (3), às 20h. Entrada gratuita.
MAURÍCIO MEIRELLES
No espetáculo, o artista aborda temas polêmicos sem o menor pudor. Fala sobre religião, maus tratos aos animais, casamento gay, corrupção, entre outros. Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Neste domingo (3), às 20h. R$ 40 (arquibancada, inteira, 1º lote) e R$ 90 (cadeira, inteira, 2º lote).
O GOL NÃO VALEU!
Dir. Cida Falabella Com Gustavo Falabella, Kelly Anne, Lucas Costa, Thiago Macêdo e Micheline Monteiro Riva é apaixonado por futebol e torce para um time que nunca ganha. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, centro, parque municipal). Sábado, às 16h; e domingo, às 11h. R$ 14 (inteira). Até 10/4.
PRINCÍPIOS TRANSGREDÍVEIS PARA AMORES PRECÁRIOS
Texto: Thales Paradela Concepção: Eid Ribeiro Direção: Eid Ribeiro Com Juliane Guimarães, Karol Monteiro, Lucas Hermuch, Raissa Carvalho, Sammer Iêgo Lemos e Tassia Grilo No espetáculo, um pai recebe a visita da filha com a qual nunca conviveu. Durante o período de preparação de um jantar, revisita o significado de diversas relações amorosas. CCBB BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sexta a domingo, às 19h. R$ 10 (inteira). Até 25/4
REPERTÓRIO SHAKESPEARE – MEDIDA POR MEDIDA
Dir. Ron Daniels Com Thiago Lacerda, Giulia Gam e Ana Kutner Alarmado com a imoralidade e a corrupção que tomaram conta de sua cidade, o Duque resolve reintroduzir uma antiga lei que pune todo e qualquer abuso sexual com a morte. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-810). Neste sábado (2), às 21h30. R$ 60 (inteira).
SEM FILTRO
Com Marcela Tavares No palco, assuntos que vão desde relacionamentos, atualidades, música e, claro, os vídeos da youtuber. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sábado (2), às 20h. R$ 70 (inteira, 1º lote).
URGENTE
Dir. Miwa Yanagizawa e Maria Sílvia Siqueira Campos Com Areas Coletivo de Arte e Cia. Luna Lunera Captura do tempo de cinco pessoas. Cotidianos ordinários num espaço condensado. CCBB BH (praça da Liberdade, 450,
Funcionários, 3431-9400). Sexta a domingo, às 20h. R$ 10 (inteira). Até 16/5.
circo MIRAGE CIRCUS
Com Marcos Frota e trupe Ao todo, 22 atrações compõem a apresentação interativa, dentre elas malabares, trapezistas, mágicas, palhaços, equilibristas e globo da morte. Estacionamento do Shopping Del Rey (av. Carlos Luz, 3.001, Caiçara). Sexta, às 20h; sábado e domingo, às 16h, 18h e 20h30. Ingressos a partir de R$ 20. Informações: 99923-6719. Até final de maio
dança
salvação um beijo do seu verdadeiro amor. Museu Giramundo (r. Varginha, 245, Floresta, 3446-0686).Neste sábado (2), às 11h. R$ 20 (inteira).
A VIAGEM DE UM BARQUINHO
Dir. Carlos Soares A peça faz um convite a refletir sobre liberdade, tempo, felicidade, desapego e amizade. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Neste sábado (2) e domingo (3), às 16h. R$ 14 (inteira).
ZIGUE-ZAGUE DE HISTÓRIAS
Direção e texto: Beatriz Myrrha Contação de histórias, brincadeiras e canções de vários povos. Espaço Catibrum (r. Francisco Bicalho, 1.912, Caiçara). Neste sábado (2), às 16h; e domingo (3), às 11h. R$ 10.
SILÊNCIO PRENHE
Com a Cia. Nósláemcasa O espetáculo reflete sobre o silêncio como tempo de decantação da informação e de potência criativa, em contraponto com o excesso de demandas e estímulos propostos pelo cotidiano. Meia Ponta –Espaço Cultural Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia, 3241-2020). Neste sábado (2) e domingo (3), às 20h30. R$ 10 (preço único).
teatro infantil A BELA ADORMECIDA
Com o Grupo Giramundo Baseado no famoso conto de fadas, o espetáculo narra a história da princesa Aurora, enfeitiçada e condenada a cair em sono profundo, tendo como única
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ARTES CÊNICAS Aventura no brejo Quando a brejeira Assunta Felizarda de Jesus (Claudia Missura) recebe das mãos do carteiro Adauto (Rubi) o convite para ser madrinha do casamento da comadre Dete Mandioca, ela nem hesita em aceitar, ainda que para isso precise atravessar a estrada do Bromongó, cruzando um brejo, um cafezal, um riacho e uma encruzilhada, bem no meio do sertão. A odisseia da roceira para chegar até Sapecado é o mote do espetáculo infantil homônimo da Banda Mirim, que faz apresentação única no Sesc Palladium no próximo domingo (10). Escrito pelo diretor Marcelo Romagnoli, o texto mistura memórias que ele e outros dois integranJessica Almeida
tes do elenco – a própria Claudia Missura e Alexandre Faria – viveram na infância e adolescência na cidade de São José do Rio Pardo, no interior de São Paulo, a lendas, histórias e mitologia do imaginário interiorano brasileiro. “Nossa vontade era fazer um resgate das tradições, contar essas histórias que parecem distantes até para as crianças que vivem no interior, hoje em dia tão urbanizado”, explica Romagnoli. HEROÍSMO Acompanhada das canções de uma banda, a heroína – uma espécie de Dorothy, de “O Mágico de Oz”, do sertão – vai fazendo sua cruzada sob a máxima de que “brejo não se atravessa, se vence”. “Tem a ver com esse heroísmo do roceiro, esse povo bravo que vive num ambiente tão hostil,
EDU MARIN/DIVULGAÇÃO
quase numa luta diária. O espetáculo traz a natureza como uma força poderosa e as histórias míticas como elementos potentes. Os personagens aparecem em contato com essas forças primitivas primordiais”, comenta o diretor, que afirma ter se inspirado na obra de Guimarães Rosa e Manoel de Barros na concepção do texto. “Busquei uma linguagem simples e direta, mas cheia de significado”, diz. Além dos recursos linguísticos, a música, composta por Tata Fernandes e Kléber Albuquerque, é fundamental para a criação das imagens. “A música é o ponto forte do espetáculo, consegue materializar muito do ambiente da roça, do sertão. Tata e Kléber foram muito felizes em trazer o sertanejo de um jeito sofisticado, buscando melodias de raiz”, diz Romagnoli. PARA TODOS “Sapecado” foi vencedor em 2008 dos Prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem. O diretor atribui não só a esse, mas às mais de duas dezenas de
“Sapecado” conta a história de Assunta, que viaja com o cão Rex e o carteiro Adauto
prêmios do grupo, que tem 12 anos, o fato de que não subestimam o público infantil. “Não fazemos um subteatro e a criança não é um subcidadão. Nós a trata-
mos de igual para igual, atentos às características da linguagem. Fazemos espetáculos para a família toda, inclusive as crianças. Atingi-las é atingir a to-
dos”, afirma.
> Sapecado
Com Banda Mirim Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 10 (domingo), às 17h. Entrada franca.
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ARTES VISUAIS Múltiplos olhares e conceitos Os artistas José Damasceno e Victor Arruda inauguraram, respectivamente, as mostras “É Pura Épura” e “Caleidoscópio”, na galeria DotART. No mesmo espaço, Ronaldo Fraga apresenta uma primeira ocupação da sala Pensando, com o site-specific “Falando de Amor Hoje”. Wilson Lazaro, diretor artístico da galeria, explica que cada um dos nomes desenvolve um trabalho numa linha bastante distinta e ressalta, justamente, a possibilidade de se perceber singularidades nos conjuntos das obras, a partir dessa Carlos Andrei Siquara
aproximação. “O Damasceno tem um pensamento que se revela muito diferente de Arruda, mas acho interessante essa oportunidade de ver as criações deles juntas, o que acontecerá pela primeira vez. Ronaldo Fraga, por sua vez, vai acrescentar outros elementos ao expor nessa sala que vai servir como um lugar onde o visitante poderá, de agora em diante, apreciar propostas a serem desenvolvidas por artistas, especialmente de Belo Horizonte”, afirma Lazaro. Damasceno explica que traz para a capital mineira trabalhos recentes concebidos por meio de materiais, como o chum-
PAULO BARRETO/DIVULGAÇÃO
exposições EXPOSIÇÃO RECORTE – ACERVO FUNDAÇÃO CLÓVIS SALGADO
Foram selecionadas mais de 30 obras entre pinturas, gravuras e uma escultura. Recorte contempla obras modernistas e contemporâneas, resgatando trabalhos desde Genesco Murta e Arlinda Correa Lima a Amílcar de Castro, entre outros. Galeria Mari’Stella Tristão do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). De 2ª a dom., das 10h às 21h. Até este domingo (3).
FORMAS DO MODERNO NA CASA FIAT DE CULTURA – COLEÇÃO DA FUNDAÇÃO EDSON QUEIROZ
Damasceno reúne criações em materiais, como a lã, e que lidam com noções de geometria
bo, a madeira, o granito e a lã. Em comum, as obras
“
As criações lidam com ideias relacionadas à geometria descritiva
exploram noções de geometria e propõem um olhar para as formas de interação com o espaço. “As criações lidam com ideias relacionadas à geometria descritiva, à representação de um elemento, que por meio de projeções sobre planos, circunscrevem um objeto”, observa Damasceno. Arruda reúne pinturas e desenhos. Com as primeiras, ele vai promover uma ação que lançou em 2013,
durante a ArtRio. “O colecionador que quiser adquirir uma pintura terá desconto de 50% nas seguintes. Com isso ele vai poder compor um arranjo que, no fim, vai dar origem a uma única obra”, afirma Arruda.
“É Pura Épura” e >“Caleidoscópio”
De José Damasceno e Victor Arruda. Galeria DotART (r. Bernardo Guimarães, 911, Funcionários). De seg. a sex., das 9h às 19h; sáb., das 9h às 13h. Até 4/6
Ao todo, 53 pinturas e cinco esculturas de variados artistas compõem a mostra, que proporciona um passeio pela história da arte moderna brasileira ao apresentar grandes nomes, como Lasar Segall, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Victor Brecheret, Guignard, Cícero Dias, Alfredo Volpi, Helio Oiticica, entre outros. Casa Fiat de Cultura (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 10, Funcionários, 3289-8900). De 3ª a 6ª, das 10h às 21h; sábado, domingo e feriados, das 10h às 18h. Até 8/5.
OLIVIER MOURÃO
O artista expõe a série “Moving Figures”, composta por 30 obras em óleo sobre tela, que aborda a temática futebol. Museu Inimá de Paula (r. da Bahia, 1.201, centro, 3213-4320). 3ª, 4ª, 6ª e sáb., das 10h às 18h30; 5ª, das 12h às 20h30; dom., das 12h às 18h30. Até 10/4.
ROGÉRIO FERNANDES
Apresenta a exposição “Renda-se”, que traz obras baseadas em pesquisas sobre o mundo do cordel nordestino. CRModa (r. da Bahia, 1.149, centro, 3277-1181). De 3ª a 6ª, das 10h às 21h; sáb. e dom., das 10h às 14h. Até 3/4.
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CINEMA O exótico hotel Sorrentino Independente dos bilhões que arrecade, ou das críticas que sofra, Adele escreveu um dos versos mais bonitos da música pop nos últimos anos: “era igual a um filme, igual a uma canção, quando éramos jovens”. A arte é a juventude do espírito – seu ápice, sua plenitude. E “A Juventude”, uma das estreias da semana (confira roteiro na página), é a história de dois artistas que, na velhice, têm relações opostas com esse conceito. Um sente que, com seus melhores anos para trás, não faz sentido criar, enquanto o outro se agarra à criação como única forma de se sentir vivo. O filme acompanha o aclamado maestro e compositor Fred Ballinger (Michael Caine) e o cineasta Mick Boyle (Harvey Keitel), amigos octogenários de férias em um resort suíço. O primeiro está às voltas com um convite da raiDaniel Oliveira
estreias A JUVENTUDE
(La Giovinezza, Itália/França/Suíça/ Reino Unido, 2015, 2h04, 14 anos) Dir. Paolo Sorrentino Com Michael Caine e Harvey Keitel (Leia mais nesta página) Belas 1: 15h40, 19h40
CASAMENTO GREGO 2
(My Big Fat Greek Wedding 2, EUA, 2016, 1h34, 12 anos) Dir. Kirk Jones (II) Com Nia Vardalos e John Corbett Quando Toula e Ian descobrem que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, todos os Portokalos se reúnem para mais um grande casamento grego. Belas 1: 14h, 17h40, 21h40 BH Shopping 7: 13h30, 16h, 18h30, 20h45; Betim 1: 14h20, 16h20, 18h20, 20h30 (*) Big 4: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Boulevard 5: 13h40, 15h35, 17h30, 19h25, 21h20; Cidade 2: 13h20, 15h10, 17h05, 19h10, 21h10 (*) Contagem 7: 13h20, 15h15, 17h10, 19h10, 21h (*) Del Rey 5: 13h20, 15h15, 17h10, 19h10, 21h, 23h (última sessão exceto neste domingo, 3) Diamond 2: 13h50, 19h10 Diamond 4: 17h05, 22h10 Itaú Power 4: 13h20, 15h15, 17h10, 19h10, 21h (*) Minas 5: 13h30, 15h25, 17h20, 19h20, 21h10 (*) Monte Carmo 1: 16h45, 18h40, 20h40 (*) Norte 3: 14h40, 16h40, 20h40 (*) Pampulha 4: 14h55, 16h55, 18h55, 20h55 (*) Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h40,
nha Elizabeth para apresentar seu maior sucesso, as “Simples Songs” – algo que ele jurou nunca mais fazer após a perda da esposa. E o segundo prepara o roteiro de um novo filme para sua musa Brenda Morel (Jane Fonda). Nos muitos intervalos em que os dois destrincham o passado e revisitam memórias, e nas suas interações com os demais hóspedes do hotel, o cineasta italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”) busca discutir qual o significado da arte, o seu legado, tanto para quem cria quanto quem a recebe. Com a morte inevitavelmente próxima, Fred e Mick olham para trás numa recorrente discussão não só sobre o que lembram, mas como serão lembrados. E, dois homens que quase abriram mãos de suas vidas em nome do trabalho, eles percebem que o que ficará é sua arte. Mas a arte não é o artista. Ela é, em grande parte, uma mentira, uma invenção. E a obra que o artista
20h40; Pátio Savassi 3: 11h30, 13h45, 16h15, 19h15, 21h45 Via Shopping 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*) Ponteio 2: 16h45, 21h10 (*) Sessões dubladas
NORM E OS INVENCÍVEIS (*)
(Norm of the North, EUA/ Índia, 2015, 1h16, livre) Dir. Trevor Wall Urso polar falante depara-se com a exploração do Ártico para um empreendimento imobiliário e embarca com seus amigos em uma viagem para avisar sobre os perigos dessa empreitada. BH Shopping 10: 12h20 (somente neste sábado, 2), 17h20 BH Shopping 4: 13h10 (exceto neste sábado, 2), 19h BH Shopping 7: 11h15 Boulevard 3: 14h20, 16h20 Cidade 6: 14h30, 16h30 Contagem 3: 14h30, 16h30 Del Rey 7: 14h30, 16h30 Diamond 3: 18h50 Diamond 6: 13h Minas 4: 14h30, 16h30 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30 Pampulha 3: 14h15, 16h, 17h45 Pátio Savassi 7: 12h45, 15h, 18h15 Via Shopping 5: 14h30, 16h30 (*) Sessões dubladas
PARA MINHA AMADA MORTA (Brasil, 2016, 1h45, 14 anos) Dir. Aly Muritiba Com Fernando Alves Pinto e Lourinelson Vladimir Após a morte de sua esposa, o fotógrafo Fernando descobre, em uma fita VHS, uma surpresa que coloca em dúvida o amor da esposa por ele, e decide investigar a verdade por trás das imagens. Belas 2: 14h30, 19h; Cine 104: 20h30 (exceto segunda, 4)
FÊNIX FILMES/DIVULGAÇÃO
Michael Caine e Mick Boyle em cena de “A Juventude”, que teve uma indicação ao Oscar de trilha sonora (David Lang)
cria é muito diferente daquela que toca o público – aquilo que é apreendido e absorvido por cada pessoa em um momento e um contexto específico. Assim como o toque do pai em uma filha é diferente na intenção dele e na sensação dela. “A Juventude” é um mosaico de vinhetas, algumas mais inspiradas, outras menos, filosofando sobre esses temas: a arte, a vida, o universo e tudo mais. O hotel de Sorrentino possui ainda um ator hollywoodiano pedante (Paul Dano), uma miss universo filosoficamente inteligente e um jogador de futebol aposentado – todos revelando quem são quando não são o que todos
acham que eles são. Se “A Grande Beleza” era o “A Doce Vida” do cineasta, “A Juventude” é seu “Oito e Meio” – um questionamento existencial sobre a relevância do artista e o papel que ele interpreta em sua própria vida. O problema é que essas vinhetas são interessantes, e algumas muito bem escritas, mas falta uma “sustância” que carregue o espectador pelas 2h de filme. Com uma montagem afiada e o mesmo figurino, trilha e design de produção impecáveis de “Beleza”, “A Juventude” é uma sobremesa não sem gosto, mas definitivamente menos saborosa do que aparenta ser. Um longa que é 90%
tema para uma trama quase inexistente – e se o universo de Sorrentino não te interessa, não há nada ali que vá prender sua atenção. Ou quase nada, já que um elenco sem pontos fracos dá vida e emoção ao rebuscado texto do italiano. Fonda quase rouba o longa em uma cena que é uma pequena peça dentro do roteiro. E mesmo Rachel Weisz tem um grande monólogo como a insossa Lena, filha de Fred abandonada pelo marido, filho de Mick. “A Juventude”, no entanto, pertence aos excelentes Caine e Keitel. Sutis e profundos como as “Simple Songs” do maestro, os dois desnudam os frágeis egos de
Fred e Mick ao se darem conta da ausência de controle sobre o próprio legado, o que os obriga a encarar quem realmente são – seus fantasmas, inseguranças, suas dores. Eles não são obras, e sim pessoas – e a vida que importa é a deles, e não a de suas criações. O maestro encena essa ausência de controle ao tentar reger um rebanho de vacas. É uma cena sublime e uma imagem em que Sorrentino sintetiza perfeitamente a vida, nossa tentativa inútil de controlá-la e, por um breve momento em que parece dar certo, a ilusão de acreditar que está funcionando.
VISÕES DO PASSADO
Diamond 2: 16h30, 21h45 Diamond 3: 13h35 Pátio Savassi 1: 13h (exceto neste domingo, 3) Pátio Savassi 2: 11h15, 16h45, 22h15
BH Shopping 3: 13h40(*), 17h, 20h15 BH Shopping 4: 15h30(*) (exceto neste sábado, 2), 21h20 Betim 3: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Big 2: 14h20, 17h20, 20h20 (*) Boulevard 2: 12h20, 15h15, 18h10, 21h10 Cidade 5: 17h25, 20h35 Cidade 7: 12h, 15h, 17h55, 20h50 (*) Contagem 4: 18, 20h50 Contagem 6: 12h20, 15h15, 18h10, 21h05 (*) Del Rey 3: 12h05, 15h, 17h50, 20h45, 13h10 (exceto neste domingo, 3), 16h (exceto neste domingo, 3), 19h (exceto neste domingo, 3), 22h (última sessão exceto neste domingo, 3) Itaú Power 3: 14h30, 17h30, 20h40 (*) Itaú Power 5 (3D): 14h40 (*), 17h40 (*), 20h40 Minas 3: 12h20, 15h15, 18h10, 21h05 (*) Monte Carmo 4: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 Norte 5: 14h20, 17h20, 20h20 (*) Pampulha 1: 17h50, 20h40 (*) Pampulha 2: 15h20, 18h10, 21h (*) Paragem 1: 14h40, 17h40, 20h40 Paragem 2: 20h25 (*) Via Shopping 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*)
domingo, 3) Del Rey 2: 17h30, 20h30 (*) Diamond 1: 14h10, 17h30, 20h50 Diamond 5: 18h40, 22h Diamond 6: 18h10, 21h30 Itaú Power 6: 20h50 (*) Minas 1: 12h30(*), 15h25, 18h20(*), 21h15 Norte 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Pampulha 6: 14h20, 17h10, 20h (*) Pátio Savassi 4: 18h10 (*), 21h30 Pátio Savassi 5: 13h15, 16h30, 20h10 Pátio Savassi 6: 18h45, 22h Pátio Savassi 7: 20h50 Ponteio 3: 14h30, 17h30, 20h30 Ponteio Premier: 21h Via Shopping 4: 14h40 (*), 17h40 (*), 20h40
(Backtrack, Austrália, 2016, 1h30, 12 anos) Dir. Michael Petroni Com Adrien Brody e Robin McLeavy Quando se muda para Melbourne para recomeçar a vida com sua esposa, o psicólogo Peter Bower descobre um terrível elo entre alguns de seus pacientes que o obriga a retornar a sua cidade. BH Shopping 5: 16h30 (*), 21h50 Cidade 8: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15, 21h15 (*) Contagem 8: 16h20, 18h20, 20h20 (*) Del Rey 7: 18h30, 20h30 Itaú Power 1: 21h (*) (*) Sessões dubladas
VOANDO ALTO
(Eddie The Eagle, EUA/Reino Unido/Alemanha, 2016, 1h45, 12 anos) Dir. Dexter Fletcher Com Taron Egerton e Christopher Walken Com o sonho de participar das Olimpíadas de 1988 na categoria de salto sobre esqui, Eddie Edwards conta com a ajuda de Bronson Peary, ex-esportista que enfrentou problemas de disciplina. BH Shopping 6: 12h40, 15h15, 18h, 20h30 Cidade 6: 18h30, 20h45 Ponteio 4: 13h50, 16h
ZOOM
(Canadá/Brasil, 2015, 1h36, 14 anos) Dir. Pedro Morelli Com Gael García Bernal e Alison Pill Enquanto o cineasta Edward precisa refilmar o final de um longa contra sua vontade, a modelo Michelle deixa os EUA para voltar ao seu país e escrever um livro, e Emma, desesperada para retirar seus implantes de silicone, recorre a meios duvidosos para ganhar dinheiro. Belas 2: 17h, 21h30 Boulevard 1: 16h30, 21h10
em cartaz A BRUXA
(The Witch, EUA/Canadá, 2015, 1h30, 16 anos) Dir. Robert Eggers Com Anya Taylor Joy e Kate Dickie Expulsos de sua comunidade por sua fé diferente, casal e seus cinco filhos vão morar em um local isolado, onde seu bebê recém-nascido desaparece. BH Shopping 10: 14h40 (exceto neste domingo, 3), 19h40, 22h BH Shopping 9: 22h30 Pátio Savassi 4: 13h20, 15h40
A GAROTA DINAMARQUESA
(The Danish Girl, EUA/ Reino Unido/ Alemanha, 2015, 1h59, 14 anos) Dir. Tom Hooper Com Eddie Redmayne e Alicia Vikander Cinebiografia de Lili Elbe, que nasceu Einar e, com a ajuda da esposa, a pintora Gerda Wegener, foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero, em 1926. Ponteio 2: 14h20, 18h40
BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA
(Batman vs Superman: Dawn of Justice, EUA, 2016, 2h31, 14 anos) Dir. Zack Snyder Com Ben Affleck e Henry Cavill Com o Superman dividindo opiniões, visto como herói por uns e alienígena por outros, Bruce Wayne se alia aos inimigos de Clark Kent e decide usar sua força de Batman para enfrentá-lo.
Sessões 3D BH Shopping 2: 11h, 14h20, 17h40, 21h BH Shopping 8: 18h45 (*), 22h20 Big 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Boulevard Imax: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 Cidade 4: 12h15, 15h15, 18h10, 21h05 (*) Contagem 1: 12h30 (*), 15h25, 18h20 (*), 21h15 Del Rey 1: 12h (somente neste domingo, 3), 13h20 (exceto neste domingo, 3), 14h50 (somente neste domingo, 3), 16h10 (exceto neste domingo, 3), 17h45 (somente neste domingo, 3), 19h10 (exceto neste domingo, 3), 20h40 (somente neste domingo, 3), 22h10 (última sessão exceto neste
(*) Sessões dubladas
CONSPIRAÇÃO E PODER
(Truth, EUA/Austrália, 2016, 2h01, 12 anos) Dir. James Vanderbilt Com Cate Blanchett e Elisabeth Moss Quando a produtora Mary Papes e o âncora Dan Rather questionam o histórico militar do presidente George W. Bush, iniciam uma guerra contra o governo que abala o emprego dos dois e altera as eleições. Belas 3: 21h30 Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30
DEADPOOL (*)
(EUA/ Canadá, 2016, 1h46, 16 anos) Dir. Tim Miller Com Ryan Reynolds e Ed Skrein Wade Wilson é diagnosticado com câncer terminal e encontra uma cura em uma experiência científica. Recuperado, com poderes e seu senso de humor, ele se torna Deadpool e busca vingança. Contagem 5: 21h; Minas 2: 20h45 (*) Sessões dubladas
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de abril
almanaque
de 2016
19
CINEMA em cartaz (continuação) NO VERMELHO
(Brasil, 2015, 1h37, livre) Dir. Marcelo Reis Personagens urbanos se chocam e dialogam entre si, neste documentário que retrata a vida de pessoas que trabalham nos semáforos de Belo Horizonte. Cine 104: 17h (exceto segunda, 4)
OITO E MEIO
(Federico Fellini’s 8 1/2, França/Itália, 1963, 2h18, 14 anos) Dir. Federico Fellini Com Marcello Mastroianni e Anouk Aimée Prestes a rodar sua próxima obra, o cineasta Guido Anselmi ainda não tem ideia de como será o filme. Em crise existencial, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade. Belas 3: 17h
O JOVEM MESSIAS (*)
(The Young Messiah, EUA, 2016, 1h51, 10 anos) Dir. Cyrus Nowrasteh Com Adam Greaves-Neal e Sean Bean Após a morte do rei Herodes, Jesus, Maria e José voltam para Nazaré, sem saber que o herdeiro do trono, como seu pai, está determinado a matar Jesus, que descobre a verdade sobre a sua missão. Cidade 1: 11h15 (somente neste domingo, 3), 13h40 Contagem 8: 14h10 Del Rey 4: 14h Itaú Power 2: 14h Minas 6: 12h40 Monte Carmo 1: 14h30 Pampulha 1: 15h35 Via Shopping 5: 18h30 (*) Sessões dubladas
O QUARTO DE JACK
(Room, Canadá/Irlanda, 2015, 1h58, 14 anos) Dir. Lenny Abrahamson Com Brie Larson e Jacob Tremblay Jack passou seus cinco anos de vida acreditando que o quarto onde cresceu com a mãe era o mundo inteiro. Mas um dia, ela revela que foi sequestrada e que os dois são mantidos em cativeiro. Pátio Savassi 1: 15h15, 18h, 20h45
O REGRESSO
(The Revenant, EUA, 2015, 2h36, 16 anos) Dir. Alejandro González Iñárritu Com Leonardo DiCaprio e Domhnall Gleeson Atacado por um urso, Hugh Glass fica seriamente ferido e é abandonado pelo parceiro, que ainda rouba seus pertences. Mas ele sobrevive e parte em busca de vingança. Boulevard 4: 20h50 Ponteio 4: 20h40
OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME
(Brasil, 2015, 1h50, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini Com Guilherme Winter, Camila Rodrigues e Sérgio Marone Adaptação cinematográfica baseada na Bíblia e na novela homônima da Rede Record, um dos maiores fenômenos de audiência dos últimos tempos da TV brasileira. Contém cenas inéditas. BH Shopping 9: 16h45, 19h35 Big 3: 20h40 Boulevard 1: 14h, 18h30 Cidade 1: 16h, 18h30, 21h Contagem 3: 18h30, 21h Del Rey 6: 18h20, 20h50 Itaú Power 1: 16h, 18h30 Minas 6: 16h40, 19h05, 21h15 Monte Carmo 3: 18h30, 20h45 Norte 3: 18h30 Pátio Savassi 8: 15h45, 18h30 Paragem 2: 18h Via Shopping 3: 18h40, 21h
RESSURREIÇÃO
(Risen, EUA, 2015, 1h48, 12 anos) Dir. Kevin Reynolds Com Joseph Fiennes e Peter Firth Um centurião agnóstico e cético é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do crucificado Jesus de Nazaré, a fim de subjugar a revolta iminente.
Pampulha 3: 21h20 (*) (*) Sessão dublada
SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
(The Divergent Series: Allegiant, EUA, 2016, 2h01, 12 anos) Dir. Robert Schwentke Com Shailene Woodley e Ensel Elgort Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris, Quatro, Caleb, Peter, Christina e Tori deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca, descobrindo a existência de uma nova sociedade. BH Shopping 1: 13h50, 16h40, 19h30, 22h10 Betim 2: 20h50 (*) Big 3: 18h30 (*) Boulevard 3: 18h20, 20h50 Cidade 3: 18h30, 21h (*) Contagem 5: 13h40, 16h10, 18h35 (*) Del Rey 4: 16h20 (*), 18h50, 21h10 Diamond 3: 16h Diamond 6: 15h20 Itaú Power 2: 16h05, 18h30, 21h (*) Minas 4: 18h30, 20h50 (*) Monte Carmo 2: 18h30 , 20h50 (*) Norte 2: 20h45 (*) Pampulha 5: 21h15 (*) Paragem 3: 18h15, 20h45 Pátio Savassi 2: 14h, 19h30 Via Shopping 5: 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS
(Spotlight, EUA, 2015, 2h08, 12 anos) Dir. Thomas McCarthy Com Michael Keaton e Mark Ruffallo Baseado em uma história real, o drama mostra jornalistas que reuniram documentos capazes de provar casos de abuso de crianças causados por padres. Ponteio 4: 18h10
garçonete mais velha e Thelma é uma jovem dona-de-casa. Cansadas da vida monótona que levam, as amigas resolvem deixar tudo para trás e pegar a estrada. BH Shopping 10: 12h30 (somente neste domingo, 3) Pátio Savassi 1: 12h30 (somente neste domingo, 3)
MOSTRA EL DESEO – O APAIXONANTE CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR A mostra reunirá e discutirá toda uma cinematografia marcada por uma característica essencial: a grande paixão de Almodóvar pelo cinema. Local: Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes. Espaço sujeito à lotação Neste sábado (2) 17h30 “Relatos Selvagens” 20h “A lei do desejo” Neste domingo (3) 17h30 “Abraços partidos” Terça (05) 18h “Pepi, Luci, Bom e outras garotas de montão” Quarta (6) 20h “Labirinto de paixões” Quinta (7) 20h “Amantes passageiros” Sexta (8) 17h30 “Janela Indiscreta” 20h “Volver”
Um urso polar em plena Nova York Coprodução Estados UnidosÍndia, a animação “Norm e os Invencíveis” estreou esta semana em 297 salas em todo o país (confira roteiro na pág. 18). Dirigido pelo estreante Trevor Wall, o filme narra a história de Norm, um urso polar do Ártico que não tem a menor vocação para a vida selvagem. Além do mais, ele domina uma estranha habilidade: a capacidade de se comunicar com os seres humanos. Quando o ecossistema da região onde vive é ameaçado pela especulação imobiliária na figura de um ambicioso empresário, Norm decide embarcar para Nova York na companhia dos “invencíveis”
lêmingues e tentar impedir que o plano siga adiante. Com dublagem no Brasil de Tom Cavalcanti como Norm, a animação conta com protagonista simpático, coadjuvantes divertidos e mensagem oportuna. O resultado, porém, é modesto. A tentativa de produzir humor por meio do contraste entre Norm e o cotidiano acelerado de Nova York, para onde ele viaja com o intuito de inviabilizar o projeto das casas, não prima pela criatividade. Entregando-se a piadas
apelativas para forçar a comédia entre os pequenos, indo para aspecto dos hábitos nojentos de seus personagens, a fórmula não funciona muito. Os números musicais também não entusiasmam. A desajeitada coreografia do urso polar é a última aposta do filme, que tenta ser interessante, engraçado e moralizador, mas não conquista muito sucesso. Mas o filme deverá agradar ao espectador que for ao cinema sem maiores expectativas.
TÁXI TEERÃ
(Taxi, Irã, 2015, 1h26, 10 anos) Dir. Jafar Panahi Com Jafar Panahi Neste falso documentário, o diretor Jafar Panahi instala câmeras dentro de um táxi e começa a dirigir pelas ruas de Teerã pegando clientes e conversando com eles ao longo dos trajetos. Cine 104: 19h (exceto segunda, 4)
ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É O BICHO (*)
(Zootopia, EUA, 2016, 1h48, livre) Dir. Byron Howard e Rich Moore Filha de agricultores que plantam cenouras, a coelha Judy Hopps sonha em se mudar para a cidade grande, Zootopia, e se tornar a primeira coelha policial. Com a ajuda da raposa Nick Wilde, ela sai na busca de um animal desaparecido, descobrindo uma conspiração que afeta toda a cidade. BH Shopping 9: 11h10 (somente neste sábado, 2, e domingo, 3), 14h Betim 2: 14h10, 16h25, 18h40 Boulevard 4: 14h, 16h15, 18h30 Cidade 3: 11h30 (somente neste domingo, 3), 14h, 16h15 Contagem 2: 13h50, 16h10, 18h30, 20h50 Diamond 4: 14h, 19h30; 15h50 Itaú Power 6: 14h20, 16h30, 18h40 Minas 2: 14h, 16h15, 18h30 Monte Carmo 3: 14h, 16h Pampulha 5: 15h, 17h05, 19h10 Paragem 3: 13h50, 16h Pátio Savassi 8: 12h15, 21h10 Via Shopping 3: 14h15, 16h30 Sessão 3D BH Shopping 5: 13h20, 19h15 BH Shopping 8: 12h50, 15h45 Big 5: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Cidade 5: 13h10, 15h20 Del Rey 6: 13h40, 16h10 : Norte 2: 14h35, 16h35, 18h35 Pátio Savassi 6: 13h30, 16h (*) Sessões dubladas
IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
O MUNDO MARAVILHOSO DE DISNEY Animações do estúdio norteamericano divertem a criançada nas manhãs do fim de semana.
A Bela e a Fera (*) (The Beauty and The Beast, EUA, 2012, 1h32, livre) Dir. Gary Trousdale e Kirk Wise Para salvar a vida do pai, Bela vai viver com a estranha Fera, em um castelo. Lá, ela encontra uma vida cheia de luxo e tristeza e descobre mais sobre o passado da Fera, cada vez mais atraída pela jovem moça. BH Shopping 1: 11h30 (neste sábado, 2,e domingo, 3) Diamond 5: 13h15 (neste sábado, 2,e domingo, 3) Pátio Savassi 5: 11h (neste sábado, 2,e domingo, 3) (*) Sessões 3D dubladas
mostras CLÁSSICOS CINEMARK A cada edição, longas considerados clássicos retornam às telonas em alta definição Thelma & Louise (Thelma & Louise, EUA/ França, 1991, 2h09, 12 anos) Dir. Ridley Scott Com Susan Sarandon, Geena Davis, Harvey Keitel. Louise Sawyer é uma
RETROSPECTIVA VARAN (*) A programação destaca o princípio dos Ateliers de difundir o acesso às técnicas do cinema documental, fundado nas técnicas do cinema direto, na descrição da vida cotidiana, na relação continuada com os personagens e na abertura para a contextualização sociopolítica. Local: Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita. Neste sábado (2)
16h “Kantri Bilong Yumi: a Papua da família Maden”, de Séverin Blanchet (Kantri Bilong Yumi : La Papouasie de La famille Maden, PNG, 2003) + Sinmia, de Kumain Nunguya (PNG, 1985-1989, 1h39, 16 anos) 18h “Crônicas Sul-Africanas”, do coletivo do atelier Varan de Johannesburg em 1987-1988 (Chroniques SudAfricaines, ZAF-FRA, 1988,1h45, 16 anos) 20h “A Comissão da Verdade”, de André VanIn (La Commission de la Vérité, FRABEL, 1999,1h18, 16 anos)
Phuong (Giac mo lacongnhan, VNM, 2006, 1h32, 16 anos) 21h “A God passing”, de David Ghéron Trétiakoff (EGY, 2007) + Sob o ferro, de Agathe Dirani (Souslefer, EGY, 2011) + 28-01-2011, de Mahmoud Farag (EGY, 2011) + 04-02- 2011, de Mahmoud Farag (EGY, 2011) + Mahagan, de Omar Al Shamy (EGY, 2012) + Durante a Noite, de Noha el Maadawy (Pendantlanuit, EGY, 2012) + Proibido amar, de May El Hossamy (Défense d'aimer, EGY, 2012, 1h52, 16 anos)
Neste domingo (3) 16h “Cabelos verdes”, de Nguyen Thi Thuy Quyen (Toc Xanh, VNM, 2006) + Meu prédio, de Dinh Lê Minh Trinh (Chung cu cuatôi, VNM, 2009, 1h36, 16 anos) 18h “Minha Cabul”, de Wahid Nazir (Kabul-e-man, AFG, 2006) + Check point, de Hamed Alizadeh (AFG, 2011) + Pequeno Afeganistão, de Basir Seerat (Afghanistan-ekochak, AFG, 2011) + Um dia de Rahela, de Dil Afroz Zeerak (AFG, 2007, 1h47, 16 anos) 20h “Crônicas Sul-Africanas”, do coletivo do atelier Varan de Johannesburg em 1987-1988 (Chroniques SudAfricaines, ZAF-FRA, 1988, 1h45, 16 anos)
Terça (5) 17h “A clínica do doutor Thi,” de Ky Nguyen Minh (PhongmachcuabacsyThi, VNM, 2011) + A quem pertence a terra?, de Doàn Thi Hông Lê (Dat dai thuocve ai?,VNM, 2009, 1h28, 16 anos) 19h “Não há cama para tanta gente”, de Hemel Atehortua (No hay cama para tante gente, COL, 2000) + Diários de Medelin, de Catalina Villar (Cahiers de Medellin, COLFRA, 1999, 1h42, 16 anos) 21h “Como se só houvéssemos nós”, de David Ghéron Trétiakoff (Commes'il n'y avait que nous, FRA, 2002) + Non-Lieux, de Mariana Otero e Alejandra Rojo (FRA, 1991, 1h43, 16 anos)
Segunda (4) 17h “O dia da juventude”, de Jelena Jovcic (Dan Mladosti, Sérvia-Montenegro, 2005) + Simo de Montenegro, de David Solomon (Simoodcrne Gore, SérviaMontenegro, 2005, 1h15, 16 anos) 19h “A felicidade simples”, de Nguyen Minh Ky (Hanhphucgiandon, VNM, 2010) + Sonhos de operárias, de Thao Tran
Quarta (6) 17h “Bem-vindo à Colômbia”, de Catalina Villar (Bienvenue en Colombie, COLFRA, 2002) + Esperando, de Daniela Luque (COL, 2002, 1h56, 16 anos) 19h “A clínica do doutor Thi”, de Ky Nguyen Minh (PhongmachcuabacsyThi, VNM, 2011) + A quem pertence a terra?, de Doàn Thi Hông Lê (Dat dai thuocve ai?,VNM, 2009, 1h28, 16 anos)
21h “História de um segredo”, de Mariana Otero (Histoire d’unsecret, FRA, 2003, 1h30, 16 anios) Quinta (7) 19h “Eu, uma moça como as outras”, de Savannah Chheng (Moi, une fille comme les autres, KHM, 1994-95) + Abandonei a guerra, de Prom Mésar (J'ai quitté la guerre, KHM, 1994-95) + Ary partiu para a cidade, de Dy Sethy (Ary est partie à laville, KHM, 1994-95, 1h20, 16 anos) 21h Depois da Guerra, de Srdjan Keca (Posle rata, Sérvia-Montenegro, 2005) + O dia da juventude, de Jelena Jovcic (Dan Mladosti, Sérvia-Montenegro, 2005) | 16 anos | 80’ Sexta (8) 17h “A God passing”, de David Ghéron Trétiakoff (EGY, 2007) + Sob o ferro, de Agathe Dirani (Souslefer, EGY, 2011) + 28-01-2011, de Mahmoud Farag (EGY, 2011) + 04-02- 2011, de Mahmoud Farag (EGY, 2011) + Mahagan, de Omar Al Shamy (EGY, 2012) + Durante a Noite, de Noha el Maadawy (Pendantlanuit, EGY, 2012) + Proibido amar, de May El Hossamy (Défense d'aimer, EGY, 2012, 1h52, 16 anos) 19h “A Comissão da Verdade”, de André VanIn (La Commission de la Vérité, FRA-BEL, 1999) | 16 anos | 138’ 21h30 “No bairro de Thanh Cong existe o povoado de Thanh Công”, de Phan Thi Vang Anh (Trongphuong Thanh Công Colang Thanh Công, VNM, 2004) + Sonhos de operárias, de Thao Tran Phuong (Giac mo lacongnhan, VNM, 2006, 1h31, 16 anos)
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de abril de 2016
Paulo Bressane bressane@otempo.com.br
Reformas esta altura, já não há mais dúvidas de que a presidente, de uma forma ou de outra, deixaráo cargo devidoa sua absolutaincompetênciaouparticipação em atosilícitos. Sejaporqualprocessofor, oimportante é que o novo mandatário arque com os ônus e, posteriormente, os bônus de reformas fundamentais para o país. Recebi o e-mail do diplomata Paulo Roberto de Almeida, que listou em seu blog Diplomatizzando algumas das prioridades
A
consideradasporelecomoprimordiais. Resumo algumas: “Redução radical do peso do Estado na vida da nação, começando pela diminuição à metadedonúmerode ministérios, com a redução ou eliminação de uma série de outras agências públicas.../ Fim do Fundo Partidário e financiamento exclusivamente privado dos partidos políticos.../ Redução e simplificação da carga tributária, mediante uma redução linear, mas geral,detodos osimpostosatualmente cobrados nos três níveis da federação...
EXTINÇÃO DE 50% de todos os cargos em comissão, em todos os níveis da administração pública, e designação imediata de uma comissão parlamentar, com participação dos órgãos de controle e de planejamento, para a extinção do maior volume possível dos restantes cargos.../ Eliminação total de qualquer publicidade governamental que não motivada a fins imediatos de utilidade pública; extinção de órgãos públicos de comunicação com verba própria.../ Criação de uma comissão de âmbito nacional para estudar a extinção da estabilidade no setor público, com a preservação de alguns poucos setores em que tal condição funcional seja indispensável ao exercício de determinadas atribuições de interesse relevante.../ Início imediato de um processo de reforma dos sistemas previdenciários...
BARBARA DUTRA /DIVULGAÇÃO
entre a gente
Dupla
Vicente Barros, Country Manager da Santa Amália, e o executivo Felipe Abramides, diretor de Marketing da empresa
“
Que o novo mandatário arque com os ônus e os bônus de reformas fundamentais para o país
Santa Amália está 6 Ainvestindo no trade co-
mo o principal foco das suas estratégias de marketing. A marca está lançando uma campanha cujo conceito principal é o ato de partilhar e comer junto: a comensalidade. Outro destaque é a nova edição da websérie de receitas “Santa Amália em Um Minuto”. A empresa ainda está apostando no “Masterchef Brasil 2016”, lançado pelo canal Band. REFORMA dos sistemas públicos de educação, segundo critérios meritocráticos.../ Reforma do SUS, de forma a eliminar gradualmente a ficção da gratuidade universal, com um sistema de atendimento baseados em critérios de mercado.../ Revisão dos sistemas de segurança pública, incluindo o prisional-penitenciário.../ Eliminação das isenções fiscais e tributárias das entidades religiosas.../ Reforma da Consolidação da Legislação do Trabalho, e extinção do Imposto Sindical e da unicidade sindical, sem quaisquer privilégios estatais para centrais sindicais.../ Privatização das entidades públicas não vinculadas diretamente a uma prestação de serviço público...”. Que todos torçam por isso, meu caro, seria o início de um capitalismo evoluído neste país de constantes intempéries.
mineira GreenGold 6 AEngenharia e Projetos
foi uma das empresas que recebeu o prêmio “The International Diamond Prize for Excellence in Quality 2015” (Prêmio Internacional Diamante de Excelência em Qualidade 2015), promovido pela The European Society for Quality Research (Sociedade Europeia de Pesquisa da Qualidade – ESQR).
COMIDA DI BUTECO> Várias turmas se reúnem para conhecer diversos bares em um mesmo dia
Caravanas marcam presença ARQUIVO PESSOAL / DIVULGAÇÃO
Se estar com Juliana os amigos, Siqueira comer e beber bem é algo que já anima muita gente, quando essa realidade é multiplicada, o carro vira micro-ônibus e uma grande e animada turma escolhe ir em pelo menos cinco bares em um mesmo dia em vez de somente um, o resultado pode ser ainda melhor. É justamente isso que vivem diversos entusiastas do Comida di Buteco, evento que acontecerá entre os dias 15 de abril e 15 de maio em Belo Horizonte e outras 19 cidades de todo o Brasil. Todos os anos, várias pessoas se reúnem em caravanas para desfrutarem dos mais diferentes pratos participantes do concurso, conhecer lugares novos e colocar os assuntos em dia. “Nós fazemos até mesmo camisetas”, destaca Yuri Christoff, advogado, que costuma ser sempre um dos participantes de toda essa animação. “Jun-
tos, nós selecionamos os bares que queremos conhecer. Gostamos muito desse tipo de experiência e, por isso, a repetimos. Além de ser algo diferente, é uma oportunidade para visitarmos lugares novos”, diz ele. E quando os amigos chegam em um estabelecimento, conforme Christoff relata, é uma festa: eles pedem o prato participante, tomam algo, conversam, e aí é hora de partir para o próximo – não sem antes serem observados por outros consumidores que, muitas vezes, costumam ser contagiados com a turma. “Vamos só crescendo. Sempre surge gente nova, amigos de amigos... É um ótimo momento para nos divertirmos”, conta. AGITO E se empolgação é o que não falta nas caravanas, a tal propaganda boca a boca também faz a parte dela e mostra para cada vez mais pessoas como esse tipo de interação pode ser algo muito bom. Foi desse jeito que Pedro
Amor e amizade nos ‘butecos’
Todos os anos, amigos aproveitam a oportunidade de experimentar receitas novas juntos
de Castro, o “Pedrão”, foi conhecendo algumas dessas turmas. Ele, que já participou de várias, não hesita em dizer que essas reuniões são algo muito especial proporcionado pelo Comida di Bu-
teco. “O perfil varia muito. Tem aquelas caravanas de 40 pessoas, outras de 10, 15... Algumas passeiam o dia todo e visitam uma grande quantidade de bares, outras selecionam um número menor. A
maior vantagem é que você pode ir em vários estabelecimentos de uma só vez, além de conhecer coisas novas e conviver com pessoas que antes você nem conhecia”, finaliza.
As caravanas para o Comida di Buteco acabam sendo um jeito especial de conhecer pessoas novas. O evento também proporciona muitas oportunidades de fazer amigos e até mesmo de encontrar um amor. Foi isso o que aconteceu com Jéssica Lorrayne, 25, fotógrafa, e Jânio Junior, 29, motorista. Os dois se conheceram no bar Já To Inno, localizado na região do Barreiro, no ano de 2014, e irão se casar no próximo mês. “Até fizemos as fotos do nosso pré-casamento lá no bar, pelo o que ele significa para nós. O Comida di Buteco é muito bom e para mim representa, ainda, uma ótima parte da minha vida. Tenho muitas histórias para contar”, conclui Jéssica. (JS)
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estilo
OLHA ELA!!!>Por trás dos looks de diva das principais drags da cidade, está a costureira Eunice FOTOS LINCON ZARBIETTI
Fidelidade
Bettie Adams, Francis Glam Glam e Penélope Fontana são clientes há anos da costureira Nice
A rainha das moças Quem for ao apartamento de Eunice Albuquerque, no centro de Belo Horizonte, vai achar, num primeiro momento, que chegou a um barracão de escola de samba. Num dos cômodos, tecidos coloridos e metalizados dividem espaço com pedrarias, rendas e muito, muito brilho. Mas, calma! O simpático duplex do edifício JK é apenas a casa de uma bisavó de 75 anos que confere o brilho necessário – a famosa “montação” – ao guarda-roupa de 90% das drag queens da cidade. Uma clientela que vai da antiga e respeitada geração de transformistas até os novíssimos nomes. Viúva, mãe de quatro filhos, oito netos e quatro bisnetos, Eunice é a costureira preferida das drags. Lorena K. Martins
Natural de Rio Acima, cidade da Grande BH, ela descobriu a profissão aos 13 anos, quando fez o primeiro vestido para uma vizinha. Naquela época, Eunice nem imaginava que anos depois teria uma clientela formada majoritariamente por drag queens. Hoje, são cerca de 50. É no apartamento do JK onde mora sozinha que Eunice recebe, entre um café e uma boa conversa, suas freguesas. Muitas delas se tornaram suas amigas. “Eu já fui assistir ao show delas algumas vezes e elas sempre me agradecem e me homenageiam na boate, após a apresentação, falando do figurino”, conta. Na sala principal, um aconchegante carpete verde no chão, samambaias e uma mesa de jantar a que ela gosta de se sentar enquanto conversa com quem vai conhecer seu ateliê – que nada
mais é que um cantinho do seu quarto, que fica no segundo andar, com duas máquinas de costura e repleto de tecidos. REDE SOCIAL Eunice lembra que o primeiro cliente surgiu quando ela ainda morava no bairro Carlos Prates, na região Noroeste da capital. Ela tinha acabado de trocar, definitivamente, o diploma de magistério pela máquina de costura. “Apareceu um rapaz chamado Júlio pedindo para fazer um vestido pra ele. Fiquei muito assustada, mas tirei a medida e fiz a roupa, vermelha. Ele me perguntou se podia levar outro amigo. Aí, começaram a vir outros clientes. Me mudei para o JK, e esse mesmo cliente foi me apresentando a outros amigos que faziam shows como drags. Cada dia vinha mais um”, conta, re-
lembrando o início de sua trajetória. “São tantos homens que sobem até meu apartamento que já deixei avisado na portaria”, brinca a costureira, contando que um novo cliente nunca vem sozinho. As drags chegam ao apartamento de Eunice com a ideia da roupa que vão usar em alguma festa ou apresentação na cidade. Muitas vezes, propõem peças inspiradas no guarda-roupa de grandes divas, como Lady Gaga, Rihanna e Beyoncé. Com o tempo, ela foi criando uma expertise e hoje, em cima dessas ideias, cria e adapta os desejos para o corpo masculino. “A única diferença de costurar para um homem é a medida. Tem uns que são tão altos que preciso levantar o pé. Eu já me acostumei, o tronco é maior”, compara. Por conta disso, Eunice
criou soluções para esse tipo de corpo. “Eles vinham provar a roupa e traziam os peitos, feitos de meia, e espumas para modelar o quadril. Era uma confusão e ficava um monte de espuma no quarto... Aí, criei um shortinho, para vestirem antes da roupa, e não correr o risco do enchimento cair quando fossem ao banheiro”, explica. INÍCIO A primeira roupa da drag Penélope Fontana foi confeccionada por Eunice há oito anos, quando ela fez sua primeira apresentação, aos 19 anos. “Eu trago o material, e ela avalia, pois entende muito mais do que a gente e fala se vai ficar legal ou se vai ou não esticar, por exemplo. Eu nunca tive que voltar aqui pra fazer um retoque de roupa. Como ela costura há muito tempo pra mim, já conhece meu cor-
po”, explica a artista. “A gente vê um figurino bonito no palco, durante uma apresentação de outro artista, e sempre é feito por ela. Cerca de 90% dos artistas drags da cidade fazem roupa com a Nice”, completa. O armário de Penélope é quase todo composto de peças criadas por Eunice, inclusive os figurinos quase idênticos aos da cantora Katy Perry, artista que a drag faz cover. “Eunice costura muito bem, ela tem 75 anos, e a mão dela é perfeita. Ela sabe modelar, ajustar e criar um corpo que, às vezes, a gente não tem. Além dos macetes de não deixar tecido sobrando para aumentar o volume onde não pode e criar estratégias que nos ajudam a locomover melhor no palco, por exemplo”, contou.
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NÉCESSAIRE Para quem investe totalmente na máxima de “olho tudo, boca nada”, selecionamos os principais lançamentos de sombras que vão deixar a sua maquiagem muito mais glamourosa. Anote!
Penélope Fontana posa com Eunice em seu quarto, que transformou em ateliê de costura
FOTOS DIVULGAÇÃO
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Eyes” Dupla de som6 “Magnetic bras elaboradas com um exclusivo
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Ballet” Quarteto de som6 “Urban bras ideal para aplicação com o
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Criando um novo corpo Primorosos, os vestidos de Eunice Albuquerque podem demorar até uma semana para serem feitos. Por conta de babados e capas usados nos shows, a quantidade de tecido chega a ser imensa. E esse é um dos principais dilemas entre Nice e as drags. Muitas chegam com tecidos espalhafatosos, mas que não esticam para modelar ao corpo. Outras querem o milagre da multiplicação quando pedem a ela para transformar um lenço em vestido. “Ela dá a dica do melhor tecido, do melhor caimento ou movimento. Então, eu não discuto”, contou Francis Ferreira – conhecido também como Glam Glam, que inspira seus modelos em passarelas internacionais para apresentações em suas festas, como a Eleganza. Os modelos mais pedidos atualmente, de acor-
do com Nice, são macacões, hot pants acompanhados de tops curtíssimos – que ela, antenada, já sabe chamá-los de cropped. “Eu vou me acostumando. Eles falam os termos, e eu vou pesquisando para saber do que se trata”, brinca. Glam Glam é uma das responsáveis também por apresentar Eunice para a geração das novas drags queens da cidade. “São homens que querem se transformar em mulheres, e ela cria soluções de corpo e quadril para tornar isso possível para todos eles”, relata. ALÉM DA COSTURA A tarefa de criar, dia a dia, peças diferentes e, muitas vezes, ousadas para seus clientes ganhou perspectivas além das profissionais. Formou uma família. No último aniversário de Eunice, alguns deles marcaram presença na festa feita por irmãos, filhos e
netos. “Quando fiz uma cirurgia, todos se ofereceram para ir comigo. Sempre me ligam para saber como estou passando”, disse ela, que faz questão de ter todos eles em sua rede social e compartilhar os looks criados. “Nós nos tornamos parte da família da Eunice. Eu venho trazer tecido para um figurino, mas também para tomar um café ou comer um pastel. Quando tenho problemas particulares, ela me aconselha. É uma amizade além da costura. Ela sempre me recebe muito bem, o apartamento é aconchegante, e
é por isso que eu venho aqui”, conta Penélope. Embora a relação com os seus clientes ultrapasse as barreiras da fita métrica, na hora de tirar as medidas da roupa, ela deixa claro que é proibido ir sem cueca. “Tem que ter respeito, né?”.
VICTOR PIROLI/DIVULGAÇÃO
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Bettie Adams usa cropped e hot pants
ARQUIVO PESSOAL
of The Blue” Trio de som6 “Out bras vem com um acabamento lu-
Francis Glam Glam com o macacão dourado em uma das suas apresentações, criação da Nice
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direção
Moto
DUCATI/DIVULGAÇÃO
Ducati Hypermotard 939 mantém o poder de fogo da antecessora 821 ... Página 26
ALEXANDRE CARNEIRO
Olha o deslize Quanto custa Versão top de linha tem o preço elevado, tabelado em R$ 139,9 mil
Hyundai ix35 agrada pelo porte e pelo visual, mas deixa a desejar no acabamento e na falta de alguns equipamentos
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INTERNACIONAL>Renault revela o Kaptur, que será feito no Brasil
INTER CÂMBIO
SUV mais encorpado Raimundo Couto
raimundocouto@otempo.com.br
Pior que está, fica!
C
onhecida também como capital dos bares, com o maior número de estabelecimentos comerciais desse gênero espalhados pela cidade, Belo Horizonte segue como a terceira cidade de maior representatividade entre seus pares no Brasil. Local de apreciado clima, com muitas árvores, praças e parques, BH, ou Belô, como comumente é chamada, sofre, claro, as consequências do crescimento inerente aos grandes centros urbanos. E, na grande maioria das vezes, de forma desordenada, sobretudo no que se refere ao trânsito. Recentemente, uma pesquisa realizada pela empresa especializada em trânsito TomTom revelou que os brasileiros gastam cada vez mais tempo no trânsito e globalmente está aumentando em 50% a demora em seus deslocamentos. Curioso e inédito, o trabalho apontou que os congestionamentos nas vias secundárias são piores do que aqueles nas principais. Os motoristas de todo o mundo estão gastando, em média, oito dias úteis por ano presos no trânsito. Outro dado inusitado dá conta de que no Brasil são as manhãs de segunda-feira e as tardes de sexta-feira os que registram o maior índice de trânsito nas estradas. Já nos demais países que a Os motoristas pesquisa alcançou os de todo o piores dias são as quartas-feiras. mundo estão Segundo a empresa, gastando, em o Índice de Trânsito da TomTom é a única média, oito dias medida global que úteis por ano compara o tempo de percurso durante as presos no horas de não congestrânsito tionamento com os horários de pico de veículos. Os dados são baseados nas informações coletadas nos últimos anos, e são analisadas tanto as estradas locais quanto as rodovias. A pesquisa apontou aumento significativo em todas as cidades do Brasil, inclusive Curitiba e Brasília, que são áreas planejadas. O índice brasileiro é surpreendente, e, entre as maiores cidades do país, Recife ocupa o primeiro lugar, seguida por Salvador e Rio de Janeiro. Belo Horizonte ocupa a sexta posição de trânsito mais intenso nesse ranking, abaixo de São Paulo, a quinta colocada, notadamente a cidade de maior população brasileira e de maior frota circulante. Apesar de BH ter sido planejada para não exceder os limites da avenida do Contorno, o progresso venceu as montanhas, e a cidade se espalhou. Entre os graves problemas estão os quarteirões muito curtos, o que implica muitos cruzamentos, semáforos abrindo e fechando, na tentativa de ordenar o trânsito. O resultado são quilômetros de congestionamentos, barulho ensurdecedor de buzinas, e isso de nada adianta, a não ser fazer aumentar o nível de estresse, que naquele momento já anda alto. A bem da verdade, a cidade toda vira um caos. Os fins de tarde viraram um pesadelo para toda a população, seja motorizada ou não, já que os efeitos dos congestionamentos, de uma maneira ou de outra, acabam por afetar, além dos motoristas, os transeuntes, passageiros de táxi ou de ônibus, diga-se de passagem, sempre lotados, com muitos usuários correndo grande risco em viajar de pé. Luz no fim do túnel? Transporte público eficiente. Metrô subterrâneo ou de superfície, planejamento para evitar o trânsito de caminhões dentro do perímetro central durante o horário comercial e tantas outras sugestões que os países desenvolvidos aplicam com sucesso para amenizar os problemas advindos da modernidade. É preciso admitir que o trânsito de cada dia provoca estresse e diminui a qualidade de vida do cidadão, tal a irritabilidade que se instala a cada engarrafamento.
RENAULT/DIVULGAÇÃO
Os leitores Da mais antenaredação dos no mercado internacional de automóveis podem, em um primeiro momento, estranhar o SUV que estampa a foto a lado. Afinal, é fácil confundi-lo com o Captur (com “c”), que é vendido desde 2013 na Europa. Ocorre que o veículo em jogo aqui é outro: o Kaptur (com “k”), que foi apresentado nesta semana na Rússia e será vendido em países emergentes, inclusive no Brasil. O design dos dois modelos da Renault é bastante parecido, praticamente idêntico. Mas há uma diferença crucial: o Kaptur é maior. O SUV de origem russa tem 4,33 m de comprimento, 1,81 m de largura, 1,61 m de altura e 2,67 m de distância entre eixos, enquanto seu irmão Captur mede 4,12 m, 1,77 m, 1,56 m e 2,60 m, respectivamente. Isso ocorre porque a variante destina-
Mais urbano ASX Outdoor automático Inicialmente desenvolvida para ter maior apelo off-road, a versão Outdoor ganha uma nova opção mecânica, mais voltada para o asfalto: o modelo agora é vendido também com câmbio automático CVT com simulação de seis marchas e tração dianteira, por R$ 107.990. O motor 2.0 16V a gasolina, que não sofreu modificações, é capaz de desenvolver 160 cv de potência e 20,1 kgfm de torque. Entre os equipamen-
Estudo Chave presencial Uma má notícia para quem tem carros com chave presencial: um estudo do Allgemeiner Deutscher Automobil-Club (ADAC), o Automóvel Clube Alemão, constatou que a tecnologia keyless torna o veículo muito vulnerável a furtos. Testes realizados recentemente mostram que esses carros têm na chave uma espécie de controle remoto que utiliza sinal de rádio e precisa ser acionado a poucos metros do veículo. O problema é que profissio-
O Kaptur, mostrado na Rússia, é 21 cm mais comprido que o Captur, feito na Europa
da aos mercados emergentes foi desenvolvida sobre a plataforma do Duster, enquanto o original europeu utiliza a plataforma da atual geração do Clio (vale lembrar que, no velho continente, o hatch está duas gerações à frente do homônimo nacional). A Renault ainda não revelou muitos dados técnicos sobre o Kaptur. Por enquanto, sabe-se que ele terá tra-
ção integral – muito útil para rodas nas nevadas e escorregadias rodovias do país –, tela multimídia de sete polegadas e partida por botão. Sobre o modelo nacional, as informações são ainda mais escassas: espera-se que a marca o posicione acima do Duster, para concorrer com modelos como Honda HR-V e Jeep Renegade. O SUV terá motor 2.0 16V flex, mas é possível que as versões de
entrada sejam equipadas com um 1.6 16V flex. O Kaptur será produzido no complexo industrial da Renault em São José dos Pinhais (PR). A primeira aparição para o público brasileiro provavelmente ocorrerá em outubro deste ano, durante o Salão do Automóvel de São Paulo (SP). As vendas, todavia, só deverão ser iniciadas em 2017.
MITSUBISHI/DIVULGAÇÃO
Pare! Mercedes-Benz comunicou um 6 Arecall para 3.529 veículos, dos mo-
tos, o modelo oferece rodas de 17 polegadas pintadas em grafite e calçadas com pneus de uso misto e central multimídia com DVD e Bluetooth. Porém, em relação a mesma configuração equipada com câmbio manual e tração 4x4, a Outdoor 4x2 automática perdeu o controle eletrônico de estabilidade. DENILTON DIAS
delos C 200 Kompressor, C 280, C 350, C 63 AMG e GLK 280 produzidos entre 2007 e 2008. A ação é motivada por uma falha de vedação no módulo eletrônico de controle dos airbags. Informações pelo telefone 0800 970 9090 ou pelo site www.mercedes-benz.com.br. Audi anunciou um recall para 12 6 Aunidades do Q5 e uma do SQ5, pro-
duzidas em 2015: um defeito no insuflador dos airbags laterais dianteiros pode fazer com que a bolsa lance partículas metálicas contra os ocupantes ao ser inflada. Informações pelo telefone 0800 019 8866 ou pelo site www.vw.com.br. convocou 25.115 unida3 AdesPeugeot do 208 e 5.112 do 2008 para re-
call, devido a uma falha na montagem de um chicote elétrico que alimenta os limpadores de para-brisa dianteiros que pode gerar curto-circuito. Todos os veículos envolvidos foram fabricados em 2015. Informações pelo telefone 0800 011 8088 e pelo site www.citroen.com.br. PEUGEOT/DIVULGAÇÃO
nais da ADAC descobriram a existência de dispositivos de custo relativamente baixo – cerca de € 200, mais ou menos R$ 800 – que conseguem interferir nesse funcionamento. Esses aparelhos possibilitam a interceptação do sinal de rádio e o comando da abertura do veículo de uma distância muito maior.
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AVALIAÇÃO>Hyundai ix35 tem sobrevida com facelift, mas preço é elevado
Visual agrada, mas faltam equipamentos O Hyundai ix35 é um dos modelos que ajudaram, nos últimos anos, a criar a atração que os brasileiros têm pelos utilitários-esportivos. O modelo sul-coreano se destacava pelo tamanho e pelo desenho arrojado, em uma época de opções mais escassas, por isso chegou a ter bons volumes de vendas. Além disso, o preço era um fator convidativo, já que ele era mais em conta que seus adversários diretos, como o Honda HR-V. Mas o cenário é outro, tanto econômico quanto do próprio mercado, que recebeu vários lançamentos. Para tentar fazer frente a isso, a Hyundai promoveu um facelift no ix35 no fim do ano passado. Em outros mercados, como o dos Estados Unidos, o modelo ganhou uma nova geração. A remodelação se concentra na dianteira, que adotou Felipe Boutros
um visual mais limpo, com menos entalhes que o antecessor. Inclui também a adoção de luz diurna de LEDs, agregadas aos faróis. As rodas de 18 polegadas também têm novo desenho, e na traseira, as lanternas da versão top de linha – tabelada em R$ 139.990 –, como a avaliada, também têm desenho renovado. É inegável que deu uma sobrevida ao modelo. O ix35 também agrada pelo espaço interno que oferece para quatro ocupantes. Aliás, aqui cabe a primeira crítica ao modelo, que não tem cinto de segurança de três pontos para quem vai no meio do banco traseiro. Os ocupantes desse banco também contam com uma saída de ar-condicionado. O portamalas comporta 728 litros – medidos até o teto. O ix35 avaliado traz outros problemas para um carro de R$ 140 mil. O acabamento é bem-feito, mas simples: o painel é praticamente
todo de plástico rígido. E enquanto há sistema que dispensa o uso da chave tanto para abrir as portas quanto para dar a partida, o retrovisor não é eletrocrômico. O volante é revestido em couro, assim como os confortáveis bancos. O do motorista tem regulagem elétrica. O computador de bordo incompleto é outra falha grave em um carro dessa categoria: ele não informa o consumo de combustível. Andando, o ix35 agrada. A suspensão é bem-acertada: nas curvas, o SUV se mantém neutro e filtra bem as irregularidades do asfalto. Falando no propulsor, ele, para ficar mais econômico, foi recalibrado e perdeu potência (11 cv). Agora, ele rende 167 cv e 157 cv, com etanol e gasolina, respectivamente. O câmbio é automático de seis marchas e consegue dar ânimo ao modelo. PACOTE A versão top de linha
O acabamento e a ergonomia são bons, mas há excesso de plástico rígido no interior
No banco traseiro, não há cinto de três pontos para o ocupante do meio, uma falha grave
FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO
Desenho Principal mudança foi na dianteira, que ganhou grade maior e linhas mais limpas
do Hyundai ix35 tem como concorrentes diretos o Kia Sportage EX (R$ 123,7 mil), o Toyota RAV4 (R$ 147.850) e o Honda HR-V (R$ 142,4 mil). O utilitário-esportivo da Hyundai tem, como destaque entre os itens de série, rodas aro 18”, chave tipo canivete, ar-condicionado com saída também para os bancos traseiros e LED nos faróis dianteiros.
Destaque também para freios com discos duplos ventilados na dianteira e sólidos na traseira com ABS e EBD, airbags frontais, laterais e de cabeça, encostos de cabeça ativos, barras de proteção contra impactos laterais nas quatro portas, faróis de neblina, sistema de autoacendimento dos faróis, retrovisores rebatíveis eletricamente, sensor de distância no para-choque traseiro e repetidores em LED
nos retrovisores. Entre os itens de conveniência estão piloto automático, maçanetas cromadas, protetor externo para a base das portas contra sujeiras e detritos, controle de estabilidade (ESP) e tração (TCS), ar-condicionado de duas zonas, regulagem elétrica do banco do motorista com ajuste lombar, lanternas traseiras em LED e duplo teto solar panorâmico
Na traseira, mudanças foram discretas: versão top tem LED na lanterna redesenhada
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direção
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MOTO>Nova Ducati Hypermotard 939 é substituta da 821, que mantém toda a esportividade
Evolução na base da força Volta e meia, as normas de emissões colocam as fabricantes em um dilema para atender cada exigência dos programas antipoluição: reduzir a potência ou modificar o motor. A Ducati, porém, não tem dúvidas: aumenta a cilindrada para manter o poderio de seus modelos. A Hypermotard 939 é um caso típico. Ela foi apresentada no último EICMA, o famoso Salão de Milão, ocorrido em novembro do ano passado, e chegou para substituir a Hypermotard 821 – processo que no Brasil só deve acontecer no final deste ano. As duas versões, 939 e 939 SP, trazem o motor Testastretta, de dois cilindros a 11º, agora com 113 cv. São 3% a mais do que os 110 cv da Eduardo Rocha*
821, apesar de ter cilindrada 15% maior. A diferença fica por conta dos controles do Euro 4. Uma diferença importante entre as duas está na suspensão - o que acaba determinando a capacidade esportiva de cada versão. O curso de suspensão na 939 é de 170 mm na frente e 150 mm na traseira, enquanto na SP é maior: fica em 185/175 mm. A primeira se dá melhor no asfalto, e a SP tem mais habilidade para terrenos irregulares. Nas duas, o garfo telescópico na frente é invertido, tipo upside-down, fornecido pela Ohlins. Na traseira, porém, a 939 tem amortecedor da Ohlins, enquanto a SP traz um da Sachs. Os freios são sempre da Brembo, com discos duplos na frente e simples atrás, gerenciados por um ABS da Bosch. Além da potência, muitas
FOTOS DUCATI/DIVULGAÇÃO
Identidade A moto manteve o estilo de enduro, com tanque e banco biposto formando uma linha contínua
qualidades da Hypermotard foram preservadas. Caso da ciclística, que quase desmente a cilidrada. O trem de força e o pacote tecnológico são idênticos. As duas têm três mapeamentos do motor – High, Medium e Low – e também três modos de condução - Sport, Touring e Urban. Os mapeamentos definem a resposta aos comandos do acelerador eletrônico. Em High e Medium, ela entrega os 113 cv de potência a 9.000 rpm, com 10 kgfm a 7.500 rpm, mas com reações mais agressivas no modo High. Em Low, são liberados apenas 75 cv, e ela fica bem menos reativa. Já os modelos de condução definem o grau de intervenção dos controles de estabilidade e tração. Eles atuam de forma mais “liberal” no modo Sport e mais conservadora no Touring e no Urban. * Auto Press
Diversão garantida Não é todos os dias que se pode experimentar um motor Ducati Testastretta 11° totalmente novo. Ele tem exatos 937 cc e traz componentes feitos de carbono e titânio de alta qualidade. Uma vez posto em marcha, o motor da Hypermotard é um deleite para os ouvidos. A bela instrumentação é compacta e inclui um display de LCD com a exibição de todos os dados, como o modo de condução selecionado e os níveis correspondentes de ABS e o conjunto de DTC. O modo selecionado foi o mais agressivo, que permite sair muito mais rápido das
curvas. O motor é encorpado e forte, principalmente em baixas velocidades, o que deixa a moto divertida e incisiva. O motor tem mais torque entre 3.000 rpm e 6.000 rpm, e a boa cavalaria da moto consegue chegar facilmente ao chão. A Hypermotard 939 parece soldada na estrada, graças à ótima suspensão e aos pneus Pirelli Diablo SP Supercorsa. A leveza do modelo também facilita o uso. A Hypermotard SP pesa 178 kg a seco e 201 kg em ordem de marcha. A ideia é que ela seja uma moto versátil, ágil para se usar no cotidiano da cidade, confortável para en-
frentar a estrada e poderosa para encarar um dia no autódromo. Com a versão SP na pista, pode-se fazer o que quiser e com muita diversão. Ela é muito reativa, com ótimas saídas de curva e mudanças de direção muito controláveis, assim como os freios, fortes e capazes de manter a moto estável. A Ducati Hypermotard mudou pouco, do ponto de vista de capacidade do motor, em relação ao modelo anterior. Mas o comportamento da motocicleta italiana está mais equilibrado e estável. (Gianluca Cuttitta/Auto Press)
O corpo da Hypermotard 939 é bem esguio e, nas laterais, se destaca o chassi em treliça
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Hotelaria
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turismo
Resort do balneário de Itacaré, no Sul da Bahia, está sob nova direção ...
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EDUARDO MAIA/AGËNCIA O GLOBO
ABU DHABI> Cidade mostra a face cosmopolita e os costumes tradicionais dos Emirados Árabes Contraste Árabes com seus trajes tradicionais no shopping The Galleria
Discreto exagero A bordo de um “jalboot”, tradicional embarcação usada na coleta de pérolas no Golfo Pérsico, um guia fala sobre a perigosa atividade enquanto os visitantes apreciam os modernos arranha-céus que brotam no arenoso terreno de Abu Eduardo Maia *
Dhabi. É esse contraste entre o passado, de vila de pescadores e beduínos, e o presente, no qual os petrodólares patrocinam projetos grandiosos em uma metrópole em franco crescimento, que faz da capital dos Emirados Árabes Unidos uma ótima introdução ao mundo árabe contemporâneo. Uma cidade com ares cosmopolitas e re-
gras rígidas, capaz de assombrar tanto pela imponência de sua Grande Mesquita Xeique Zayed, toda em mármore branco, quanto pelo arrojado hotel Yas Viceroy. Abu Dhabi é uma cidade onde até o meio-termo é exagerado. Maior e mais rico dos sete emirados que formam o país e sede do governo, Abu Dhabi parece discreta quando
comparada com a vizinha mais extravagante, Dubai, lar de ilhas artificiais, prédios mais altos do mundo e pistas de esqui em shopping centers. Abu Dhabi, porém, não economiza em suas paixões. Uma ilha abrigará filiais do Louvre e do Guggenheim. Em outra, ondas artificiais e a montanha-russa mais rápida do mundo garantem a di-
versão de moradores e visitantes. Hotel que parece invenção de Sherazade e que custou fabulosos US$ 3 bilhões, o Emirates Palace tem ouro no teto, nas sobremesas e até em um caixa eletrônico. Mas é nas lembranças do passado que estão as maiores riquezas de Abu Dhabi. Uma visita ao mercado de tâmaras ou ao hospital espe-
cializado em falcões mostram do que o país é feito. As aves, aliás, são tão queridas que até podem voar – como passageiras – a bordo dos aviões da Etihad, companhia aérea do emirado árabe que agora liga, diariamente, São Paulo a Abu Dhabi. * Continua nas páginas 30 a 33
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turismo
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Paulo Campos paulocampos@otempo.com.br
SALA VIP FOTOS PAULO CAMPOS
Salão mais enxuto José Maurício de Miranda Gomes, presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagens Seção Minas Gerais (Abav-MG), reconheceu as dificuldades de comercializar a décima edição do Salão do Turismo, que aconteceu no último dia 18, no Dayrell Hotel. A crise, segundo ele, não está batendo apenas à porta das agências de viagens
e dos operadores. Dos três eventos dedicados ao setor de turismo neste primeiro semestre, apenas o salão da entidade sobreviveu. O número de expositores coube facilmente em um dos salões do hotel. Mesmo com uma participação aquém de suas expectativas, José Maurício considera que as feiras ainda são o melhor instrumento para fortalecer o setor em Minas.
José Maurício Gomes, presidente da Abav-MG
Fábio Costa (Guia Viajar Mais)
Frederico Bauer, diretor da operadora Bauer Turismo, com Consuelo Leão
A executiva de contas Juliana Costa e Carlos Dias, gerente da filial da TAP Portugal
DaBahia,WanderNoronha(Aprhope),MauroFigueiredo(Bahiatursa)eNatháliaSouza(Iberostar)
Agnes Colen e Denise Carvalho, da Tia Eliane Tours: Disney para a próxima temporada
André Bernardes, gerente da filial da Abreu em MG, entre os irmãos Bruno e Breno Pádua
Mateus Barbosa, Gleison Veloso, Camila Rabelo e Sérgio Almeida, do Assist Card
Wellington e Washington Silva (Flytour), Rosana Souza (La Torre) e Letícia (Flytour)
Angela Souza (Fina Flor), Sonia Penido e Ricardo Soares (Royalty Viagens)
PERSONAGEM DA SEMANA
Check incheck out
ARQUIVO PESSOAL BROCKER/DIVULGAÇÃO
na Serra Gaúcha 6 Experiência A Serra Gaúcha foi o destino escolhido para a
Visual Turismo iniciar a campanha Vivencie Essa Experiência. A operadora levou um seleto grupo de agentes de viagens para um passeio de Bustour, voo de helicóptero pelo cânion Itaimbezinho, piquenique com espumante no charmoso Ecovillage e tour ao Vale dos Vinhedos, com passeio de maria-fumaça. Na foto acima, a equipe da Brocker – Carlise Bianchi, Any Brocker, Fábio Bordin e Luiza Brocker –, com o diretor da Visual. Afonso Louro, e sua mulher, Daise Louro, durante jantar no hotel Wish Serrano. A campanha faz parte dos eventos de comemoração dos 30 anos da operadora.
Ricardo Dias,
diretor da
Saint Germain, fala sobre a recém-parceria com a agência Atrium Turismo Como está sendo e o que motivou a parceria da Saint Germain com a agência Atrium Turismo?
A atual situação do Brasil pede a
busca de parcerias e a união de forças. Acreditamos que as empresas que veem oportunidades e buscam alternativas nesses momentos difíceis possam atravessar a crise com mais facilidade. A Saint Germain e a Atrium são empresas com tradição no mercado turístico e que comungam do mesmo ideal de sempre buscar a melhor experiência para seus clientes – logo, uma parceria se tornou um caminho natural. As duas empresas funcionarão em um mesmo espaço, na atual sede da Atrium (rua Padre Severino, 104, no São Pedro), com consequente redução dos custos operacionais para ambas. O que essa parceira vem somar?
A proposta dessa parceria é aumentar a oferta de produtos aos passageiros da Atrium/Saint Germain. Somando a experiência e os serviços das duas empresas, conseguiremos encontrar as melhores práticas e as condições comerciais para ofertar produtos de qualidade – entre eles, serviços corporativos, organização de con-
gressos e pacotes religiosos, gastronômicos, musicais, culturais e de bem-estar. O que muda no processo de formatação de pacotes e na oferta de destinos da Saint Germain?
Os produtos Saint Germain continuarão com a mesma qualidade, agregando a expertise da Atrium em organização de pacotes turísticos. A meta é sempre inovar na busca de novos destinos e experiências para todos os segmentos do turismo. Quais os carros-chefes de destinos nacionais e internacionais operados pela Saint Germain?
Os destinos que fazem mais sucessos são Vesperata, em Diamantina; Sinfonia das Águas, em Poços de Caldas; Festival Vale do Café, em Vassouras; Noites de Choro, em Conservatória; e Natal Luz, em Gramado, assim como Rússia por Rios e Lagos, Revéillon na Ilha da Madeira, Bélgica e Holanda Florida. Para este ano, ainda estamos preparando muitas novidades.
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LUXO >Mesquita teria custado US$ 1,5 bi e abriga cerca de 40 mil fiéis EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO
Mármore
A Grande Mesquita Xeque Zayed, a mais impactante atração da cidade dos Emirados Árabes
Exageroeapegoàtradição até na hora das orações A principal atração de Abu Dhabi é uma mesquita. Mas não qualquer uma. A Grande Mesquita Xeique Zayed é toda em mármore branco vindo da Macedônia e tem detalhes arquitetônicos que remetem ao Marrocos, à Turquia e até ao Taj Mahal. Construída entre 1996 e 2007, ela parece estar ali desde quando beduínos buscavam água potável e gazelas nessa parte do Golfo Pérsico. Dizem que a mesquita já recebeu 52 mil fiéis ao mesmo tempo, mas sua capacidade oficial é de 40 Eduardo Maia *
ONDE FICAR Hospedagem Anantara Qasr Al Sarab Desert Resort Informações http://qasralsarab.anantara.com/ Pacote Para um mínimo de duas noites, a diária para casal, com café da manhã, custa a partir de 1.470 dirhams (cerca de *R$ 1.445) Inclui Um drinque por pessoa, 20% de desconto no spa do resort e late checkout, às 16h * Preço válido para estadias até o dia 31/12/2016
mil pessoas, sendo 10 mil nos três salões de oração e 30 mil no pátio central. Todo o complexo, com 22.412 m², tem 1.048 colunas, 82 domos e quatro minaretes com 107 m de altura. O pátio e os jardins externos já seriam motivo para a visita. Mas poucas sensações são tão boas na quente e úmida Abu Dhabi quanto entrar na sala de orações, abençoada por um sistema de ar-condicionado divino. No interior chamam atenção o painel onde estão os 99 nomes de Alá, o lustre central de 12 toneladas, coberto de ouro e cristais Swarovski, e o tapete, que consumiu um ano de trabalho intenso de 1.200 artesãs iranianas. Todo esse luxo teria custado US$ 1,5 bilhão. HOMENAGEM A mesquita é a maior do país e a única a que não islâmicos podem ir sozinhos, ainda que os serviços religiosos sejam fechados. As regras de costume são rígidas. Homens não podem entrar de bermuda e camiseta. Mulheres devem cobrir a cabeça com véus, usar blusas de manga comprida e calças compridas e largas ou saias longas. A mesquita oferece gratuitamente batas brancas e burcas pretas para homens e mulheres, respectivamente, que estiverem fora do padrão. Beijos e abra-
ços entre homens e mulheres também são rigorosamente proibidos. O nome é uma homenagem ao xeique Zayed bin Sultan Al Nahyan, que ordenou a construção da mesquita e morreu em 2004. Seu corpo está sepultado em uma câmara dentro do templo, ao lado da qual o Alcorão é lido 24 horas por dia. Mesmo quase dez anos após sua morte, Zayed é figura onipresente em Abu Dhabi. Fundador do país, nos anos 70, seu rosto é visto em todos os lugares da cidade, sempre entre os retratos dos filhos de Khalifa (o atual mandatário dos EAU) e Mohammed (príncipe de Abu Dhabi). A trinca de retratos é exposta em painéis gigantes nas estradas e também nas recepções de hotéis de luxo. * Agência O Globo
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Abu Dhabi é o mais rico e o maior dos Emirados Árabes, ocupando 85% de seu território.
O lustre central e o maior tapete do mundo no interior da Grande Mesquita Xeique Zayed
Falcon Hospital, centro que trata de falcões, avesquemantêmíntima relaçãocom os locais
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LAZER >Ilha tem clube de praia e parque
Pensado para a sua diversão FOTOS EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO
O Aldar Building visto do clube de praia Yas Beach, que ja foi ampliado e revitalizado
Criada artificialmente no extremo leste do litoral de Abu Dhabi, a Yas Island é uma espécie de ilha da fantasia do emirado, dedicada exclusivamente ao lazer. Parques temáticos, como o badalado Ferrari World e o Yas Waterworld; um clube de praia, também aberto há pouco tempo; e um campo de golfe fazem da ilha um destino preferencial de fim de semana. A ilha também abriga grandes eventos, como os shows na Du Arena, que já recebeu Rihanna – ela abusou da sensualidade em fotos na Grande Mesquita e foi expulsa do local. Mas nenhuma atividade é tão importante quanto o Grande K Eduardo Maia *
Prêmio de Fórmula-1, realizado no Yas Marina Circuit. HOTÉIS Foi o circo da F-1 que provocou o desenvolvimento dessa região, a poucos quilômetros do aeroporto internacional. É por causa dele que a ilha tem sete hotéis de todas as categorias. O mais famoso, o Yas Viceroy, é o único hotel do mundo dentro de um autódromo. A pista de corrida realmente passa sob a passarela que liga os dois prédios desse cinco estrelas. A construção em si é uma atração, com seu formato ondulado e sua cobertura de LED, que muda de cor durante a noite. Mesmo se não estiver hospedado, vale jantar em um de seus sete restaurantes. Quem viaja com crianças
OUTRAS ATRAÇÕES Pérolas A coleta e a venda de pérolas, base da economia local durante o século XIX e até os anos 30, é o tema de um tour. Na chamada Pearl Journey, visitantes embarcam em um jalboot e passeiam pela costa da cidade enquanto um guia, vestindo traje tradicional, conta como bravos mergulhadores ficavam até quatro minutos submersos para catar as ostras que produziam as melhores pérolas do mundo. Tâmaras As frutinhas são as estrelas do mercado de frutas e legumes Al Mina, na região portuária. Do outro lado da rua está o Mina Souk, o mercado do porto, onde todos os dias, às 3h, acontece leilão de peixes e frutos do mar. Autênticos tapetes persas podem ser comprados no Iranian Souk. Para produtos típicos, como narguilês, lenços e camelos decorativos, o melhor lugar é o Central Market.
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deve fazer um pit-stop no Yas Waterworld, parque aquático que não faria feio em Orlando. São 43 toboáguas, alguns bem radicais; piscinas com ondas e correnteza e até tendas de beduíno equipadas com confortáveis cadeiras e ar-condicionado. Para relaxar à beiramar, de frente para um belo sistema de manguezais, a dica é arrumar uma barraca no Yas Beach, clube de praia que acabou de ser ampliado, com vista privilegiada para o inusitado Aldar Building, o “prédio mais redondo do mundo”. Para refrescar, peça um bom drinque. Sem álcool, que só pode ser vendido em hotéis, alguns restaurantes e lojas autorizadas. * Agência O Globo
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FERRARI WORLD >Maior parque temático fechado do mundo é um dos programas imperdíveis EDUARDOMAIA/AGÊNCIA O GLOBO
Vermelho Formula Rossa, a montanha-russa
Para os fãs da mais alta velocidade Dirigir uma Ferrari de verdade, sentir a emoção de um simulador de Fórmula 1 e andar na montanha-russa mais rápida do planeta são algumas das aventuras que o Ferrari World Abu Dhabi oferece aos turistas. Um gostinho do luxo dos Emirados, aliado à diversão em alta velocidade. O Ferrari World é o primeiro parque de diversões da escuderia Ferrari no mundo. Localizado em Yas Island (na entrada de Abu Dhabi, para quem vem de Dubai), ele fica sob um teto icônico vermelho, que possui o maior emblema da Ferrari já produzido (65 m x 45,5 m). Da Redação
ESTRELA A grande estrela do parque é a Formula Rossa, montanha-russa mais rápida do mundo, alcançando 240 km/h em apenas cinco segundos. Com design inspirado nas maiores pistas de Fórmula 1, é uma aventura para os mais corajosos. A área coberta do parque abriga ainda lojas temáticas, restaurantes italianos e de gastronomia local, mais de 20 brinquedos e atrações que contam a história da Ferrari em impressionantes 200 mil metros quadrados, cobertos e climatizados.
ATRAÇÕES Entre as várias experiências que o parque proporciona, é possível dirigir um carro da Ferrari, o que para muitos não passa de um sonho. O visitante também pode fazer um tour pela histórica fábrica de Maranello, conhecendo o processo de confecção de um dos carros mais desejados do mundo, privilégio que era apenas dos donos da escuderia. Aos fãs de antiguidades, o museu Ferrari é um prato cheio com a coleção de peças históricas. Um simulador virtual nos leva até a Itália para uma viagem aérea pela terra natal da Ferrari. Por lá, você encontra atividades para toda a família. A Junior Pilota’s Racing Schooloferece um curso dedireção para crianças que, após umfilmeeducativo,vãoaprender a dirigir diretamente em
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O Ferrari World é o primeiro parque de diversões da escuderia Ferrari no mundo.
uma Ferrari F1 exclusivamente adaptada para crianças. O Junior Training Camp desafia as crianças em cinco obstáculos diferentes, nos quais a escalada é o desafio principal associada a raciocínio lógico, agilidade, rapidez e habilidades físicas. Para os menos agitados e que buscam velocidade, o Karting Academy é ideal para o prazer dos que têm espírito competidor em 290 m de pista inspirado no circuito Yas Marina. Ainda é possível desafiar seus amigos para uma corrida de montanha russa. A Fiorano GT Challenge tem duas pistas paralelas onde os competidores se dividem em réplicas do Ferrari F430 Spider, que alcançam até 95 km/h. A nova atração do parque também quebrou recordes mundiais com o maior loopingdo mundo, que atinge 52 m. A Flying Aces é a montanha-russa com maior inclinação do mundo e dez pontos de gravidade zero – quem vai ter coragem de experimentar? Inspirada pela história de criação do logotipo da Ferrari, é uma homenagem ao aviador italiano FrancescoBaracca, queutilizava o famoso cavalo em seu avião. * Acesse o site www.ferrariworldabudhabi.com
SERVIÇO ABU DHABI Onde ficar Emirates Palace A diária mais baixa do hotel é do quarto duplo, a 1.300 dirhams (cerca de R$ 1.280) e dá direito a serviço de mordomo 24 horas. West Corniche Road, Al Ras Al Akhdar. emiratespalace.com Passeios Grande Mesquita Xeique Zayed Aberta diariamente das 9h às 22h (exceto às sextas, das 16h30m às 22h). Visitas guiadas e entrada gratuitas. Airport Road, 5 Street. szgmc.gov.ae/en Falcon Hospital Aberto à visitação de domingo a quintafeira, das 10h às 14h. O tour de duas horas sai a 230 dirhams
(cerca de R$ 226). Agendamento pelo site falconhospital.com
dirhams (cerca de R$ 236). ferrariworldabudhabi.com
Pearl Journey O passeio de uma hora sai da marina do Hotel Intercontinental e custa 500 dirhams (equivale a cerca de R$ 492) para adultos. adpearljourney.com
Yas Waterworld Ingressos a 235 dirhams (cerca de R$ 231). yaswaterworld.com
Central Market Aberto de domingo à quinta-feira, das 10h às 22h, e às sextas e aos sábados, das 10h às 23h, Al Markaziyah. centralmarket.ae Yas Marina Circuit O tour de uma hora pelos bastidores custa 120 dirhams (cerca de R$ 118). Os preços das experiências de pilotagem estão em yasmarinacircuit.com Ferrari World Ingressos a 240
Yas Beach Aberto diariamente, das 10h às 17h. Entrada a 50 dirhams (cerca de R$ 49). yasisland.ae The Galleria De domingo a quinta-feira, das 10h às 22h. Sextas-feiras, das 12h às 23h. thegalleria.ae Monte-Carlo Beach Club O passe diário custa 250 dirhams (cerca de R$ 245) por pessoa. Saadiayt Island. montecarlobeachclub.ae
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HOSPEDAGEM >Cinco estrelas Qasr Al Sarab Desert Resort é uma das maravilhas de Abu Dhabi
Maravilha no deserto QSAR AL SARAB/DIVULGAÇÃO
Da ‘ D u z e n t o s Redação q u i l ô m e tros ao sul da capital Abu Dhabi, o resort cinco estrelas Qasr Al Sarab Desert Resort by Anantara está cercado de dunas até onde alcançam os olhos. Está localizado à beira do maior deserto de areia contínuo do mundo, o Rub Al Khali, ou Quarteirão Vazio, na tradução do árabe. O resort é uma alternativa aos modernos hotéis de alto padrão da capital Abu Dhabi, oferecendo a tradicional experiência árabe. A beleza das dunas de areia é complementada com o serviço de padrão internacional do hotel de 205 aposentos, literalmente um oásis, com serviços para todos os gostos. A arquitetura e a decoração ao estilo árabe fazem do resort
Oásis Piscina do Qsar Al Sarab, no meio do deserto
um verdadeiro palácio do deserto, com quartos e vilas de até três dormitórios e piscina privativa, além da decoração típica com móveis, lustres e tecidos tradicionais. A tradução do árabe já indica o
espírito do resort, o Palácio das Miragens. PASSEIOS Entre as atrações estão os safáris no deserto – excursões que incluem passeio de camelo e jan-
tar montado ao estilo árabe nas areias; é possível ainda alugar um bugue para passear pelas dunas ou praticar sandboard, para quem gosta de emoção. O surfe nas dunas é um dos atrativos
mais populares para toda a família. Caminhadas guiadas noturnas e diurnas, prática de arco e flecha, visitas a fazendas de camelos e exibição de falcões também são opções bem típicas.
A qualquer momento, ao retornar para o Qsar Al Sarab, o hóspede poderá encontrar uma taça de champanhe a sua espera. O hotel possui uma grande variedade gastronômica de padrão internacional, incluindo um restaurante árabe típico ao ar livre, no meio do deserto. Perfeito para viagens românticas ou com familiares – e contando com boa estrutura de recreação infantil –, o Qasr Al Sarab é uma experiência inesquecível. O acesso de carro – realizado em cerca de duas horas – pode ser feito a partir da capital Abu Dhabi, ou, em tempo ainda menor, 20 minutos, se a chegada for pelo aeroporto executivo de Al Bateen, ou ainda em poucos minutos se o percurso for feito de helicóptero, que aterrissa dentro do heliponto do hotel.
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SABORESDOMUNDO
renatoquintinogastronomia@hotmail.com
Abu Dhabi: comer de tudo EDUARDO MAIA/AGÊNCIA O GLOBO
Comer dentro de uma montanha-russa expressa as excentricidades da gastronomia em Abu Dhabi. Não há risco de se sentir mal, porque não é o cliente que sobe e desce pelos trilhos, faz loop, loop duplo e tornardo, mas, sim, a comida. A atração é um sucesso, com filas para entrar, o pedido é feito e pago por meio de tablets nas mesas, e o serviço de garçons quase não existe, uma vez que a comida chega diretamente pelos trilhos. O Rogo’s, que pertence à franquia alemã Rollercoaster Restaurant (com casas em algumas cidades da Alemanha, da Rússia e da Índia), fica no novo e badalado shopping Yas Mall e apostou na proximidade do circuito de Fórmula 1 de Abu Dhabi e do parque temático Ferrari World para fazer uma transliteração literal do conceito de
“fast-food”. O grande sucesso em Abu Dhabi são as comidas étnicas (indianas, filipinas, etíopes, italianas e japonesas) encontradas em restaurantes, fastfoods nas ruas e nos shoppings da cidade, como no Marina Mall, onde existem muitas opções de restaurantes étnicos de qualidade. Um programa mais barato é se sentar nos cafés, fumar um narguilê ao entardecer e comer kebabs libaneses. NOS HOTÉIS A comida sofisticada e cara está nos muitos restaurantes dos hotéis cinco estrelas, com ênfase na gastronomia internacional, especialmente a de origem europeia e a árabe. Chefs de cozinha de renome lideram essas casas, que dão o raro direito de acompanhar a refeição com vinho, proibido em quase todos os outros restaurantes por se tratar de um país mu-
çulmano. O mais difícil – para não dizer impossível – é provar da gastronomia típica dos Emirados, uma vez que os poucos e discretos lugares que existem são reservados às famílias locais. Comida árabe num sentido mais amplo é um pouco mais fácil de ser encontrada, mas o grande foco local é agradar turistas do mundo todo que fazem ponto na cidade a caminho da Ásia ou têm a região como destino final. Devem ser tomadas duas precauções: a primeira, em relação aos muitos restaurantes chineses, alguns irregulares, e outra, com a quantidade de condimentos e pimentas nos pratos dos estabelecimentos indianos, excessivamente fortes para os delicados paladares ocidentais. VARIADA Entre os destaques em
No Emirates Palace, o Caviar Café oferece menu de champanhes e seleções de caviar
Abu Dhabi estão os suculentos steaks do Bord Eau e do Heroes; os frutos do mar e as ostras do Finz e do Sayhad (neste, feitos na grelha), o churrasco ao estilo brasileiro do Chamas, a cozinha italiana do Riviera; a comida de
pub inglês do The 3rd Avenue; a comida delicada do chef Dean Bouvet no Sayad, do Emirate Palace; e a cozinha indiana no Índigo e no Índia Palace, sem esquecer, é claro, do falafel árabe do Lebanese Flower.
Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br
GIRAMUNDO Sob nova direção SambaHotéisassumeaadministraçãodoresortItacaréEcoResort SAMBA HOTÉIS/DIVULGAÇÃO
Com DNA inovador e a certeza de que a mudança da hotelaria se dará com a melhoria constante do serviço oferecido ao hóspede, a irreverente e brasileiríssima Bossa Nova Hotéis segue com a perspectiva de abertura de 15 hotéis até 2018 e anuncia sua sexta unidade em operação e terceira no segmento lazer. Trata-se do Bossa Nova Itacaré Eco Resort, conhecido resort da costa baiana, considerado há anos uma das referências do segmento no Brasil. O resort dispõe de praia privativa, bar, restaurante, piscina de borda infinita na praia e piscina de água natural, dois restaurantes e serviço cinco estrelas, além de confortáveis suítes com vista para o jardim e para o mar. Para Guilherme Castro,
Área de piscina do Bossa Nova Itacaré Eco Resort
diretor executivo da Samba e Bossa Nova Hotéis, a empresa vem seguindo seu planejamento estratégico e, de forma diferenciada das demais redes nacionais, tem seu enfoque dividido entre hotéis corporativos, como o Samba Viva!, o Sacramento, o Samba Belo Horizonte e o Bossa Nova Beirut, e hotéis de lazer como Samba Foz do Iguassu, Samba Rio
de Pedras e o novo Bossa Nova Itacaré Eco Resort. “A rede Bossa Nova Hotéis baseia seu modelo de negócio na premissa da qualidade dos serviços, estabelecendo um protocolo de treinamento dos funcionários que o coloca em contato direto com os hóspedes e com a percepção de suas expectativas”, afirma Castro.
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 2 a 8 de abril de 2016
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
O quiproquó
H
á muito os d o i s matut o s vêm se atracando. Dividem a cerca há mais de cinco décadas, e entre eles tudo é motivo de discórdia. Dizem que tudo começou por causa de dois metros. Sem a planta de suas posses, cismaram que na calada da noite alguém arredou a cerca em dois metros, para um lado ou para o outro. Quem invadiu território de quem nunca se soube. Depois, veio o problema com o cabrito. O bicho, pertencente a seu Zé das Bases, sem nenhuma cerimônia, invadiu a horta do vizinho, Zé das Couves. Foi devolvido com a boca amarrada com um pedaço de arame. O “das Bases” reclamou: isso não eram modos de tratálo. E, por teimosia, mandou o filho do meio amarrar o rabo da vaca no rabo do boi. Coisa complicada, mas que, no fim, atingiu seu objetivo: enfurecer o vizinho. Desvencilhando a Mimosa do Poderoso, ele prometeu revanche. E nesse vai e vem, já se passaram
50 anos. No início, quem saiu perdendo foram os garotos, que não compreendiam o porquê de não poderem brincar juntos, já que tinham a mesma idade – uma fileirinha de gente miúda que ia dos 5 aos 15. Eles se olhavam de longe, “se enamorando”, desejando comer manga verde à beira do açude, jogar bolinhas de gude ganhas na quermesse da igreja e caçar tatus nas noites de lua. As garotas, mais recatadas, também se observavam. Seria bom ter com quem conversar. Em meio a tantos homens, poder dividir dúvidas e ansiedades da mocidade emergente. Quase diariamente se encontravam na “escola”, um par de salas escaldantes, perdidas no meio do nada, onde aprendiam com uma jovem professora os caminhos do beabá. Muitas vezes, voltavam juntos, mas, seguindo ordens restritas dos respectivos pais, não se comunicavam. Até o dia em que a menina, 14 anos de caboclice bonita, tropeçando em uma pedra, se estatelou no chão. Bateu a cabeça e, com pouco alimento, tonteou até perder os sentidos. Ficou por ali mesmo, estirada sob o sol quente da estrada empoeirada. Os irmãos, apavorados e sem reação, aca-
baram deixando a desfalecida ser acudida pelos vizinhos. Tapinha daqui, dali, um pouco de água no rosto até a garota ir se recuperando. Ao abrir os olhos, deu com ele: Juventinho, primogênito do Zé das Couves, caboclinho matreiro, cheio de juventude e beleza no alto dos seus 15 anos. Para resumir a história dos dois, vou logo contando o ocorrido. Como se sabe, paixão não tem lugar nem hora, e foi ali, num atalho empoeirado e esquecido de Deus, que Mariinha e Juventinho se descobriram. No começo, se viam às escondidas, fingindo trabalho nos quintais, nas hortas e nos afazeres das casas. Eles se olhavam através da cerca, torcendo para os cabritos e as galinhas se enveredarem pros lados de lá ou de cá, já que era tudo meio misturado, sem se saber ao certo o que pertencia a quem. Enquanto isso, os dois jovens iam se achegando mais, dando bons-dias e boas-tardes. Ela se enfeitando, usando vestido de ir à missa para regar canteiro de alface, colher limão-capeta e, como quem não quer nada, ficar por ali, cheia de rubor na face e afogueado no corpo. E ele lá, sem querer saber das vacas, do milharal precisan-
do de capina, deixando-se ficar espiando os caprichos da menina. Até que um dia, da estrada que ligava o vilarejo a lugar de gente, os dois, com seus poucos pertences, partiram no mundo, e deles nunca mais se teve notícia. Os vizinhos, ao se darem conta do sucedido, quase se mataram. – Um dia eu vou capar o seu filho que desonrou a minha filha! E o outro retrucava: – Aquela vadia é que levou ele pro mau caminho... E até hoje, 40 anos depois, persistem no achincalhamento aos “debandados do sertão”, como ficaram co-
nhecidos. Dizem que a última desavença foi por causa de uma galinha. O quiproquó foi tão feio que acabaram na delegacia. Não é que a galinha foi fazer o ninho exatamente debaixo da cerca? E aí? De quem eram os ovos? Na delegacia, o doutor ouvia impaciente os dois matutos, enquanto a causadora de tudo ciscava formiguinhas no chão. A discussão era tamanha que o delegado, sem saber como agir, acabou dispensando-os. – Negócio é o seguinte! Vão tratar de desanuviar a cabeça em casa, enquanto eu decido com quem ficará
a galinha. Se continuarem a se atracar, meto os dois em cana! Claro, bastou saírem do recinto para continuarem com as desavenças. E de dentro da delegacia, o doutor gritou para o único carcereiro: – Ô Raimundo! Arruma um cheiro-verde, que hoje tem galinhada! E foi assim que se resolveu a questão. Pelo menos, foi essa a história que me contaram. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO