turismo
estilo
EMBARQUE NUM PASSEIO PELA MAIS FAMOSA FERROVIA DO MUNDO ...Páginas 29 a 31
USE CHAPÉU E DEIXE OS LOOKS ESTILOSOS NA ESTAÇÃO FRIA ...Páginas 23 e 24
almanaque
direção
ROBERTA SÁ TRAZ “DELÍRIO” À CAPITAL ...Página 11
RANGE ROVER SPORT SDV8 É SUV COM DESEMPENHO E LUXO DE SOBRA ...Páginas 25 e 27
LEANDRO PAGLIARO/DIVULGAÇÃO
pampulha 26 de março a 1 de abril de 2016 ANO XXVII número 1339 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE UARLEN VALERIO
Vicente, 8, aprende conceitos relacionados a política e democracia tanto em casa como no ambiente escolar
Cenário turbulento que o país vive acende o debate sobre como as crianças têm sido envolvidas na questão. Como blindá-las dos discursos de ódio e quais os caminhos para a sua educação política
PEQUENO CIDADÃO
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br
BELO HORIZONTE 26 de março
VITTORIO MEDIOLI
ONLINE www.jornalpampulha.com.br
Editorial
Não haverá milagre
O
a 1 de abril de 2016
momento enfrentado pelo governo ficou traduzido com propriedade por Lula numa das tantas conversas telefônicas reveladas pela operação Lava Jato. Desabafou: “E fica todo mundo num compasso que vai acontecer um milagre e vai todo mundo se salvar”. Lula, entre muros partidários, se queixa da paralisia e das trapalhadas da presidente Dilma, atordoada, revelando limitações pessoais que não estavam entre as mais sombrias previsões. Sem rumo, sem metas que não sejam a de propor mais impostos sobre um contribuinte revoltado. A “criatura” que Lula colocou no Planalto escapou do controle. Falta-lhe traquejo político, isolouse, intoxicou-se pela bajulação dos incompetentes e medíocres dos quais se cercou. Dilma, depois de reeleita, em 2014, largou as rédeas. O Lula que “acertava quase tudo”, o ícone, passou a ser uma figura investigada pela polícia judiciária que apura o maior caso de corrupção da história. Seria fácil se sair de vítima não fosse a polícia que o devassou, dependente do ex-ministro da Justiça Eduardo Cardozo, do PT de São Paulo. Isso aniquila a reação. Cardozo não é de outro partido, não é do PSDB. Os jornais europeus que o cantavam em verso e prosa passaram a pintá-lo de marrão. Uma charge do “Charlie Hebdo” o retrata estuprando a imagem feminina da Justiça. O Brasil subiu rapidamente no cume do ranking da corrupção, e Lula, inevitavelmente, aparece como quem a possibilitou. Logo ele, que, com uma criatura seguindo suas orientações e ensinamentos, lhe possibilitaria descanso num sítio rodeado de florestas? Nada de especial ele queria, apenas uma aposentaria tranquila no fim de uma escalada ao vértice do sucesso. Porém, Lula pecou. Quis realizar o sonho de uma normal aposentadoria usando, no escuro, empreiteiras para tarefas triviais e mais que razoáveis, para quem tem renda de palestras regiamente pagas. Escolheu um caminho torto que entortou sua biografia espetacular. Máximo é o constrangimento de quem é conduzido por uma polícia judiciária que responde constitucionalmente ao comando de sua “criatura”. Dilma não conspirou como um Brutus, apenas perdeu o controle político, perdeu a autoridade, perdeu o rumo, e se depara, como Dante, “No meio da senda da minha vida / me perdi numa selva obscura”, que dava acesso ao Inferno. Para Lula, que entregou a Dilma quatro anos de poder sem limite, e ainda dobrou a dose, deve ser difícil perdoá-la e até de perdoar-se pela escolha. Não há conspiração da oposição, que nunca foi tão
ausente e retraída. O problema está dentro de casa, na corrupção fora de controle e na incompetência geral. Sérgio Moro apenas cumpre, como raramente acontece no Brasil, seu dever. Demonstra a voz de Dilma, em ligação ao seu criador, que quer pessoalmente reparar um erro. Poderia ter escalado um assessor para comunicar o envio de um documento. Fez questão, imprudentemente, de ligar para um telefone sob escuta autorizada: “Seguinte, eu tô mandando o ‘Bessias’ junto com o papel pra gente ter ele, e só usa em caso de necessidade, que é o termo de posse, tá?!”, nisso Lula responde: “Uhum. Tá bom, tá bom”. E ela: “Só isso, você espera aí, que ele tá indo aí... “Tá bom, eu tô aqui, fico aguardando”. Nisso, mais que interpretação, há apenas uma constatação a se fazer. O tom de voz é de quem quer reparar a quebra de uma louça que lhe caiu das mãos. Doutro lado a resposta é seca, de quem teria preferido manter a louça intacta e aceitar uma forma de evitar uma maior fragmentação de sua biografia. O ex-ministro da Justiça Eduardo Cardozo, que passará à história como o guardião da independência da Polícia Federal (se é que não lhe escapou de controle), deixou que o deus “Brahma” (como o chamavam os empreiteiros ao se referirem a Lula) passasse por uma busca em seu apartamento e por uma condução coercitiva na delegacia, quando poderia ser realizada por hora marcada. Dilma derrete. Poucas figuras humanas foram mais achincalhadas nas ruas do que ela. Muitos que nunca pensaram no impeachment, e o imaginavam um instrumento descabido, passaram a vêlo como “legítima defesa” para um Brasil que ameaça explodir. Isso se deu agora. Não só pelas revelações dos grampos, mas pelo PIB, que caiu 4,4%, produzindo uma média de 220 mil desempregados por mês. Um volume que já seria doloroso de se absorver em um ano. A queda de arrecadação federal é de 11,5%. Arrebenta os Orçamentos de Estados e municípios. Setores produtivos como a siderurgia, o automotivo e o de bens de consumo duráveis estão se desfazendo. A Bolsa paradoxalmente se valoriza proporcionalmente ao crescimento das possibilidades de impeachment. Dilma, assim, é vista nitidamente como o cerne do problema, e seu mandato, previsto para durar até 31 de dezembro de 2018, passou a pairar como pesadelo. Mais que uma razão ideológica e política, ou uma conspiração de uma oposição, que é ausente como nunca, são os erros do governo dela, da falta de um dever de casa não feito, que alimentam a crise.
vittorio.medioli@otempo.com.br
Filtro solar natural pode ser feito a partir da uva e da canela JOAO GODINHO – 4.12.2015
receita que mistura uva e canela e vai muito 6 Uma além dos benefícios nutricionais. Na verdade, a for-
mulação desenvolvida por pesquisadores da Unesp de Araraquara, no interior de São Paulo, conseguiu reunir em um único produto as múltiplas funções desses dois alimentos, chegando a um filtro solar natural que, além de proteger a pele, também atua como antioxidante, prevenindo o envelhecimento precoce. Confira em nosso site!
Bem-estar IOGA É UMA PRÁTICA INCLUSIVA Ioga acessível é uma modalidade que visa atender pessoas com algum tipo de deficiência, transtorno ou condição, como paralisia, sequelas de acidentes, Alzheimer, Parkinson, depressão, síndrome do pânico, síndrome de Down, esquizofrenia, sequelas de abuso de drogas, distúrbio psiquiátrico, ou qualquer impedimento físico ou não físico que não permita o aluno fazer aulas regulares. Saiba mais no nosso site.
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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ESCOLA DA VIDA> Pais e especialistas apontam caminhos para a educação política dos pequenos
Sementesdoamanhã UARLEN VALERIO
Jessica A imagem Almeida de um desenho feito por uma criança que retrata uma mulher e um homem feridos, acompanhados das frases “fora bandida”, “morre Diuma” (sic) e “morre Lula” causou perplexidade ao viralizar nas últimas semanas nas redes sociais. O espanto com a violência da imagem e as discussões que provocou tomaram um tom ainda mais amplo porque a ilustração veio acompanhada por comentários elogiosos de um dos pais do menino, identificado como Gui. A situação acendeu o debate sobre como as crianças têm sido envolvidas no cenário turbulento que o país vive atualmente. Como blindá-las dos discursos de ódio de ambas as partes dos debates? Quais os melhores caminhos para a educação política dos pequenos? “Fiquei chocada, semana passada, ao ver que o ódio, esse sentimento comezinho, adulto e detestável, tinha sim pulado o muro e sentado no gira-gira do parquinho das crianças”, disse a jornalista Rita Lisauskas, em seu blog “Ser Mãe é Padecer na Internet”, no site do jornal “Estadão”, em referência ao desenho. Como mãe de um menino de 6 anos, ela acredita que uma criança que desenha algo tão pesado está inserida em um ambiente de muito ódio. “Os psicólogos podem responder melhor, mas o desenho de uma criança diz muito sobre o que ela vive e o ambiente onde está”, afirma. “O país atravessa um momento de ódio e intolerância. As pessoas acreditam ter direito de ofender quem pensa diferente e até quem veste uma peça de roupa na cor que elegeram como a culpada por todos os males do país. É uma loucura, parece Berlim na década de 1940, com os ‘cidadãos de bem’ caçando judeus nas ruas”. Manifestações como a do desenho são consequência de um discurso de absoluto descrédito na política que tem sido difundido no Brasil, como explica a professora de ciência política da UFMG Marjorie Correa Marona. “É um discurso que não entende propriamente o que é a atividade política, que na verdade é cotidiana, atrelada a uma das dimensões da nossa vida, que é a da cidadania”,
balharmos nossa relação com o diferente”. É o que a professora Marjorie Marona procura fazer com o filho Vicente, explicando que a democracia é fundamental, que é importante falar e também ouvir e sempre ter vários pontos de vista sobre uma mesma questão. “Na época dos primeiros ‘panelaços’, por exemplo, ele costumava me perguntar o que estava acontecendo. Eu dizia que aquilo era uma parcela insatisfeita da população se manifestando. Mas quando ouvíamos xingamento, explicava que isso não pode, que é preciso ter respeito e que nunca devemos usar a violência e a intolerância para nos expressarmos”, conta.
Diálogo
Marjorie Marona ensina para o filho Vicente conceitos como democracia e cidadania
afirma. “Na origem, política e cidadania são a expressão da capacidade que os indivíduos têm de construir conjuntamente saídas para eventuais conflitos”, diz. “Mas, nos espaços do discurso que descredita política e democracia como saída, crescem esses discursos de ódio e as crianças vão ser afetadas por isso de forma bastante séria”, alerta ela, que também
é mãe de Vicente, 8. Quando negamos a política, lançando mão de frases como “todo político é ladrão”, “político não presta”, usando a noção de política como politicagem, o que emerge disso, segundo a professora, é a violência. “Vira discurso de ódio, sendo que a política foi justamente inventada para substituir a brutalidade na resolução
dos conflitos”, diz. A criança, de fato, é fruto do contexto em que está inserida, como explica a psicóloga Lilian Amaral. “Provavelmente, ele estava reproduzindo a fala de um adulto, sem nem entender de fato o significado. Afinal, ele não tem a dimensão real da morte. Quando os pais trazem um discurso como esse para os filhos peque-
nos, eles vão dar uma interpretação dentro do universo simbólico deles, que ainda está em desenvolvimento. O menino reproduz sem entender e ao mesmo tempo vai assimilando esses conceitos”, diz. “Por isso, os pais precisam se precaver desse ódio, dar conta de falar sem serem passionais e ampliar a escuta. É um momento importante para traREPRODUÇÃO INTERN ET
CRIANDO UM SER POLÍTICO CONSCIENTE Aja de forma pacífica Mesmo que não esteja falando diretamente com seu filho, evite se exaltar e seja ponderado ao emitir suas opiniões. Não use frases de violência Não incite o ódio nem use de xingamentos para se referir a ninguém. Ensine sobre respeito ao outro Fale sobre a necessidade de conviver respeitosamente com todos, inclusive aqueles que não concordam com você. Tenha paciência Se muitos adultos estão confusos com a situação, as crianças podem estar ainda mais. Ouça tudo o
que seu filho tiver para falar e procure buscar respostas para os questionamentos junto com ele. Mostre esperança e confiança no futuro Tenha em mente que, ao longo da história, intercalamos períodos mais complicados e outros de maior sossego e transmita essa ideia para a criança. Demonstre que todos somos agentes da mudança Ensine que política não é feita somente pelos governantes e que é responsabilidade de cada cidadão se informar e agir para provocar as transformações que esperamos na sociedade.
Imagem que viralizou na internet traz desenho violento feito por uma criança e o orgulho de um dos pa is
‘O QUE É LULA?’ Há alguns dias, a jornalista e escritora Grace Barbosa, 35, se surpreendeu ao ouvir da filha Julia, de apenas 3 anos, enquanto ela e o marido a buscavam na escola, a seguinte pergunta: “o que é Lula?”. “A gente acha que criança pequena não tem esse tipo de demanda, mas como passamos muito tempo no trânsito e geralmente ouvimos rádio, a pergunta apareceu”, conta. Motivada não só por esse acontecimento, mas pelo diálogos com outros pais que têm procurado formas de tratar assuntos relacionados à política com os filhos, Grace, que é editora do site “Mãezíssima”, fez um post colaborativo sobre a responsabilidade da família ao fazer as crianças entenderem de política e cidadania. Nos relatos, situações como a dos filhos de uma advogada que ouviram dos amigos que “a Dilma é uma baleia, uma mulher muito feia, ela tinha que morrer” ou a da empreendedora cujos filhos disseram que “a Dilma tinha que sair e que eles odiavam o Lula”, porque só se fala deles na TV e assim eles não podem mais assistir aos desenhos animados. “Acredito que não é preciso explicar demais para não confundi-los e é importante trazer as questões para a realidade delas”, afirma Grace. “Temos que, sobretudo, ensinar liberdade com respeito. Dizer que as pessoas têm direito de não concordar umas com as outras, mas que precisamos saber discordar”.
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VIA DUPLA> Formação política da criança passa pelas experiências vividas em sala de aula
Escola, o lugar das diferenças UARLEN VALERIO
Jessica Se em casos Almeida como o do menino que retratou num desenho a presidente Dilma e o ex-presidente Lula mortos os pais provavelmente estão imbuídos do ódio manifesto pela imagem, acaba ficando a cargo da escola a desconstrução da violência no imaginário da criança. “O ambiente escolar tem um papel importante na quebra desse discurso, uma vez que é um local de acolhida das diferenças, de direitos iguais para todos. Pode ser onde ele vai aprender a questionar esses pais”, afirma a psicóloga Lilian Amaral. A realização de debates e assembleias é um dos caminhos para começar a inserir o conceito de democracia, por exemplo. “Acho importantíssimo. As crianças muitas vezes passam mais tempo na escola do que com a gente, e eu, inclusive conto com isso. Porque algumas coisas nós conseguimos explicar racionalmente, outras eles só vão aprender por meio da vivência. Experimentar a democracia no convívio social é tão importante quanto falar dela”, avalia a professora de ciência política da UFMG Marjorie Correa Marona, mãe de Vicente, 8. Ela ressalta, porém, que a discussão não pode se restringir à questão do voto. “O voto é o elemento fundamental da democracia que temos hoje, que é a representativa. Mas é muito mais que isso. É preciso proporcionar a eles fontes plurais de informação, por exemplo, porque as pessoas só são capazes de construir seus posicionamentos de forma livre se estiverem munidas de diversos pontos de vista”, diz.
MELHORES CIDADÃOS Orientada pela pedagogia do francês Célestin Freinet (1896-1966), autor da frase “A Democracia de Amanhã se Prepara na Democracia da Escola”, o centro educativo Pés No Chão, no bairro Dom Cabral, leva a sério a educação política de seus alunos e todas as decisões tomadas são discutidas e definidas junto com as crianças. “Cooperativamente, eles participam de todas as etapas do processo e definem o que vão aprender, junto com o educador. Nossa proposta é formar melho-
Em conjunto
Alunos da escola Pés no Chão aprendem a refletir e buscar as respostas para suas questões
“
Tomamos o cuidado de não partidarizar a discussão Cristina Gouveia,
coordenadora pedagógica da escola Pés no Chão
res cidadãos, sujeitos de fato inseridos no processo democrático e não sujeitados, seres passivos”, explica a educadora Cristina Gouveia, 44, coordenadora pedagógica da escola e mãe do aluno Bernardo, 9. Lá, meninos do maternal até o 5º ano do ensino fundamental aprendem a questionar e refletir. “O princípio da nossa escola é o diálogo. Autonomia com cooperação entre os sujeitos: família, gestores, educadores, e a criança, que é a parte mais importante”, acrescenta. Foi por isso que quando um aluno chegou perguntando se era certo chamar a presidente de ladra, ele não obteve uma resposta pronta, mas foi estimulado a fazer novas perguntas que o levassem ao entendimento de vários aspectos relacionados àquela questão. MATERIAL DIDÁTICO Uma dificuldade encontrada pelos educadores no Brasil é a ausência de material didático para trabalhar noções de política
com crianças e adolescentes. Autor do livro “Cadê a Democracia”, publicado em 2002 e direcionado a estudantes do ensino médio que começam a se relacionar com o emaranhado de instituições da democracia moderna, o professor a UERJ José Eisenberg considera que a oferta de materiais de apoio aumentou desde então, mas continua escassa. “Se conversarmos
com qualquer professor de filosofia e sociologia que se proponha a ensinar mais do que o que disseram determinados autores, que tente fazer algo diferente, vamos perceber que eles sentem falta dessas ferramentas. Acabam tendo que apelar para recortes de revista ou jornal, em situações pedagógicas de improviso, o que dificulta que essas noções sejam
COLEÇÃO LIVROS PARA O AMANHÃ FOTOS REPRODUÇÃO
Desigualdade Neste volume, é exposta de um jeito simples e aproximado do universo infantil a complexidade das dinâmicas sociais e do mundo do trabalho. “O Que São Classes Sociais?” promove uma reflexão lúdica sobre o que torna as pessoas desiguais. R$ 39.
Papéis Meninas usam rosa e meninos usam azul? De forma divertida e inteligente, o livro procura abordar questões de gênero por um viés de igualdade e em respeito à pluralidade.
Organização O livro apresenta o conceito de democracia a partir de imagens próximas do cotidiano das crianças, tomando como exemplos a hora do recreio e o jogo.
Autoritarismo O propósito deste livro é mostrar o funcionamento e os perigos da ditadura, explicando os problemas de um sistema político que privilegia uma única corrente de pensamento.
“
É importante discutir na infância, durante a formação do imaginário Thaisa Burani, do selo Boitatá
aplicadas de forma mais sistemática”, afirma. Para auxiliar tanto pais quanto professores na formação de melhores cidadãos, o selo Boitatá, da editora Boitempo, lançou, no fim do ano passado, os dois primeiros volumes da coleção “Livros para o Amanhã”: “A Democracia Pode Ser Assim” e “A Ditadura É Assim”. E, na última semana, os dois últimos, “As Mulheres e os Homens” e “O que São Classes Sociais?”. Originalmente publicada pela extinta editora espanhola La Gaya Ciencia, a coleção foi lançada no fim dos anos 1970, depois da queda do ditador Franco. “Esses livros foram escritos tendo em vista a democracia que estava sendo restabelecida na Espanha. Acabaram esgotados e foram relançados ano passado. Nós decidimos traduzir e publicar aqui, porque acreditamos que esse amanhã ainda não chegou”, explica Thaisa Burani, editora do selo Boitatá. “Essas questões sociais demoram muito para ser absorvidas. Leva muito tempo ao longo da história para os paradigmas mudarem. Em termos históricos, os 40 anos que se passaram desde a primeira publicação são muito pouco tempo. Até por isso acho importante a gente republicar, discutir, percebermos os avanços – ainda que pequenos – e os retrocessos”.
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CENÁRIO BH Feira Retoke tem primeira edição do ano A Retoke, projeto de moda itinerante sucesso no Rio de Janeiro, está de volta à capital mineira neste final de semana. Nesta primeira edição do ano, acontecerá a Campanha do Selo Rosa, com peças entre R$9 e R$49 e o lançamento da coleção outono/inverno 2016. O objetivo do projeto é abrir as portas para estilistas, artesãos e empreendedores. Onde Mercado Distrital do Cruzeiro (rua Opala, s/nº, Cruzeiro) Quando Neste sábado (27), das 10h às 17h, e domingo (28), das 10h às 19h Quanto Entrada gratuita
DANIEL DE MOURA/DIVULGAÇÃO
Festival Permanente de Bandas ocupa viaduto O Festival Permanente de Bandas ocupa o Viaduto Santa Tereza com 12 shows e a diversidade de estilos e propostas guia a programação musical. No dia 2, Fodastic Brenfers, Gato Feio, Roger Deff, Djalma Não Entende de Política e Douglas Din também passam pelo viaduto. Já no dia 3, é a vez de Absinto Muito, Menage, Matheus Brant, Cromossomos Africanos e Zaika dos Santos marcarem presença. Onde Viaduto Santa Tereza Quando Sábado (2) e domingo (3), a partir das 15h Quanto Gratuito
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CreativeMorningsBH abre temporada 2016 Bate-papo e tradicional café da manhã da cidade, CreativeMorningsBH abre sua temporada 2016 na próxima semana a bordando o tema “Change”. O convidado é o CEO da Rock Content e um dos fundadores da comunidade San Pedro Valley, Edmar Ferreira. Ele falará das profundas e frequentes mudanças de nossos tempos. Onde MM Gerdau (Praça da Liberdade, s/nº). Quando Quarta (30), às 8h30 Quanto Gratuito. Os interessados devem fazer inscrição pelo link creativemornings. com/talks/edmar-ferreira
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Jornalista lança livro sobre arte de rua de BH O jornalista e coeditor da revista “A Zica” Luiz Navarro lança o livro “Pele de Propaganda: Lambes e Stickers em Belo Horizonte (2000-2010)”. A obra resgata a arte de rua da capital mineira do início dos anos 2000 ao falar da intensificação da prática dos lambes e stickers, uma derivação do grafite. O lançamento será precedido de um bate-papo, a partir das 19h. Onde Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420, centro) Quando 7 de abril, às 20h30 Quanto Entrada gratuita. O livro estará à venda por R$20.
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Acordar cedo (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
O poder do toque
A
té pouco tempo, gestos como um afago, um cafuné ou mesmo um simples abraço eram ignorados pela ciência. Hoje em dia, a ferramenta do toque, além de significar uma expressão emocional, traz benefícios comprovados para a saúde física e mental das pessoas. O toque tem poderes mágicos. Tocar alguém com carinho e respeito já é o suficiente para abrir possibilidades de cura. Na década de 1960, o psicólogo canadense Sidney Jourard estudou o hábito do toque ao observar conversas entre amigos de várias partes do mundo. Os ingleses, por exemplo, não se tocam nunca; os norte-americanos, duas vezes por semana. Já os franceses tocaram um ao outro 110 vezes por hora, e os porto-riquenhos, 180 vezes por hora. Os anglo-saxões são conhecidos pelo “don’t touch me” (“não me toque”, em tradução livre), demonstrando o caráter reservado e carrancudo desta população. Os anglo-saxões pertencem a uma cultura rica e desenvolvida. Entretanto, o hábito de não se tocarem retira, dos mesmos, benefícios vários à saúde. Outro estudo, da médica norte-americana Tiffany Field (Instituto de Pesquisas do Toque da Universidade de Miami), observou que O toque tem um bebês prematuros que receberam três sessões potencial, na diárias de 15 minutos saúde, que vai de massagem terapêutica (o processo pelo muito além do quais vários tipos de tosimples ques e carícias são aplicados no corpo para relaxamento. melhorar a saúde e auJá se sabe que mentar o bem-estar), por um período médio um toque de uma semana, ganhacarinhoso básico ram 47% de peso corporal a mais do que aquereduz níveis de les cujo tratamento seguiu o roteiro tradiciopressão arterial nal. O toque tem um poe frequência tencial, na saúde, que vai muito além do simcardíaca ples relaxamento. Já se sabe que um toque carinhoso básico reduz níveis de pressão arterial e frequência cardíaca. Tocar e abraçar pacientes com a doença de Alzheimer acalma e reduz os períodos de agitação e confusão mental. De acordo com este mesmo estudo, a massagem terapêutica reduz o cortisol, hormônio ligado ao estresse, e aumenta a produção de dois neurotransmissores, a dopamina (que estimula a atividade do sistema nervoso central) e a serotonina (associada ao estado de bem-estar). De igual forma, o toque entre os casais fortalece os laços afetivos. No Instituto de Pesquisas do Toque são realizados estudos de massagem terapêutica em pacientes com os mais variados problemas de saúde. Nos estudos, ela constatou que a massagem terapêutica alivia problemas autoimunes, reduz dores em diversas doenças crônicas, reduz níveis de glicose no diabetes, melhora a pressão arterial em hipertensos graves, melhora a função imunológica em pacientes com HIV positivo e com câncer etc. As aplicações do toque são inúmeras. Não precisamos ir a um hospital ou em uma clínica para ter que aplicar esses benefícios. O abraço carinhoso ou mesmo uma massagem em um conhecido que sofre de alguma doença pode ser melhor do que qualquer analgésico. Experimente! Faça uma boa semana.
Empresas ignoram aimportânciade serespeitaro relógiobiológico dofuncionário Acordar cedo para ir trabalhar é um verdadeiro suplício para algumas pessoas. Mas, na verdade, não há mal algum em preferir dormir até mais tarde – ou até mesmo trocar o dia pela noite, em alguns casos. A adaptação de horário deveria fazer parte da realidade das empresas, segundo pesquisadores. Isso porque um número crescente de estudos mostra que as agendas profissionais de muitas pessoas estão fora de sincronia com seus relógios biológicos. As informações são da BBC. O sono é um recurso estratégico que muitas empresas estão ignorando, de acordo com um estudo preparado por Cristopher Barnes, professor de administração da Foster School of Business, pertencente à Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Da redação
O SONO IDEAL A Fundação Nacional do Sono, nos EUA, revisou 320 pesquisas para atualizar a recomendação de horas de sono necessárias diariamente para ficar com boa saúde, de acordo com cada faixa etária. Recém-nascidos precisam dormir de 14 a 17 horas por dia, dizem os pesquisadores. Entre os bebês de 4 a 11 meses, a necessidade é de 12 a 15 horas. Conforme a idade aumenta, a necessidade de sono diminui. Crianças de 1 a 5 anos precisam de 10 a 14 horas de sono. Dos 6 aos 13 anos, a recomendação é de 9 a 11 horas. Adolescentes de 14 a 17 anos devem dormir de 8 a 9 horas por noite. Para adultos de 18 a 64 anos, a quantidade de sono é de 7 a 9 horas. Acima dessa idade, a quantidade diminui para 7 a 8 horas.
Barnes explica que, quando escalas de trabalho estão alinhadas com os padrões naturais de sono, isso resulta em mais qualidade e inovação, porque os empregados estão mais concentrados, menos estressados e relativamente mais saudáveis. Por outro lado, trabalhadores cansados tendem a cometer mais erros graves e a sofrer acidentes de trabalho. INDIVIDUAL Para os estudiosos, a quantidade de horas dormidas não é necessariamente o que irá ditar a disposição para as tarefas do dia. O que permite que uma pessoa seja produtiva às 8h é o ritmo circadiano. Todos os organismos vivos, das bactérias aos humanos, têm um relógio biológico interno, explica Till Roenneberg, professor do Instituto de Psicologia Médica da Universidade Ludwig-Maximillian, na Alemanha. E, nos humanos, esse relógio varia. “São como os pés. Algumas pessoas tem pés grandes, e outras, pequenos. Mas a maioria está no meio termo”, compara Roenneberg. Ele destaca que o dia a dia de cada um não leva em conta o ritmo circadiano comum ao passado, quando era possível passar mais tempo do lado de fora e sob luz natural. Muitas empresas começam o expediente às 8h ou às 9h, o que iria contra o relógio biológico dos empregados. Aliado à pressão por produtividade e pela disponibilidade de resolver assuntos de trabalho fora do horário do expediente, por meio de e-mails e telefonemas, isso causa um fenômeno conhe-
FACILIDADE
Ryan Olson, cientista do Instituto de Ciência da Saúde Ocupacional, nos EUA, também estuda o tema e acredita que, “com a tecnologia de hoje, não há razão para manter horários rígidos”.
Adequado
Neurocientista defende que jornada de trabalho comece às 10h e, não, às 8h: ‘não é racional’
cido como jetlag social – quando o organismo está sempre no fuso horário errado. O pesquisador estima que mais de 70% das pessoas acordam mais cedo do que deveriam. À medida que as pessoas envelhecem, os relógios biológicos começam a voltar a despertar mais cedo, mas a maior parte da população mundial ainda acorda muito cedo, acredita Paul Kelly, neurocientista da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Ele defende que a jornada de trabalho ideal deveria começar às 10h. “Não é racional começar a jornada às 8h”, diz. NA PRÁTICA Usando pesquisas sobre cronotipos (termo que
descreve se uma pessoa é “madrugadora” ou “criatura da noite”), o pesquisador Roenneberg conduziu experimentos na montadora Volkswagen e numa empresa siderúrgica, ambas na Alemanha. Ele ajustou os turnos de trabalho para que eles combinassem com os relógios biológicos, dando turnos vespertinos e noturnos para empregados que gostam de levantar mais tarde e matutinos para os madrugadores. Em ambos os casos, ele constatou que a sincronização resultou em maior produtividade e que os trabalhadores se sentiram mais saudáveis e menos cansados no trabalho e no tempo livre. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
A longo prazo, A imposição a privação de sono de horários e pode resultar em compromissos que não distúrbios crônicos, condizem com o relógio como a síndrome jet lag* biológico pode contribuir para e a síndrome de avanço/atraso o desenvolvimento de distúrbios. da fase do sono (altera o período Um exemplo é ter que acordar cedo de alerta e o de sono), para trabalhar, mas só conseguir que prejudicam a dormir tarde devido produtividade. a um hábito já instituído. O nosso Uma das corpo tem um principais formas relógio biológico (ritmo de contornar esse circadiano) que regula “desalinhamento”, muitas de suas funções, é procurar acordar e como apetite e sono. dormir nos mesmos Reações no nosso O problema é que o horários, além de ritmo pesado do dia a dia organismo manter um estilo de muitas vezes não é vida saudável, com a compatível com essa prática de atividades “programação”. físicas.
RELÓGIO BIOLÓGICO
*DESACORDO ENTRE OS COMPROMISSOS DIÁRIOS E O RELÓGIO BIOLÓGICO
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SAÚDE E BEM-ESTAR
afeta produtividade ARQUIVO STOCKEXPERT
Meditação durante o expediente é favorável Diversas pesquisas apontam os benefícios da meditação e de outras práticas de relaxamento. A meditação aumenta a energia, e a concentração ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade, além de contribuir para alterações positivas em padrões mentais. Uma reportagem da rede BBC, sugere que a meditação no ambiente de trabalho pode ser bastante favorável para o rendimento. Considerando que o escritório é, muitas vezes, um ambiente ocupado e estressan-
te, o desafio está justamente em encontrar um momento para “fugir” dessa realidade. A prática pode ser de dez a 15 minutos por dia. A chave é se comprometer a fazer alguma coisa, e o desafio é praticar sem que isso seja um fardo para sua agenda. Entre as opções de locais para colocar o momento de relaxamento em prática estão salas de reunião ou similares – desde que estejam ociosas, claro. Se o espaço está disputado, vale
até o cubículo do banheiro. Ou um parque local. A não ser em caso de emergência, o que cada um está fazendo pode esperar dez ou 15 minutos, mas também é possível remarcar a sessão de meditação para outro período do dia. Para quem considera difícil meditar ou não está familiarizado com a prática, uma opção é utilizar os conceitos de atenção plena (mindfulness) e dedicar cada segundo a uma atividade.
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET
Suculência Tão gostoso quanto bacon Mapeada exatamente no encontro do lombo, da paleta (pernil dianteiro) e do pescoço do porco, está uma carne extremamente macia e com um grau de marmorização – gordura entranhada – exato para provocar uma textura cremosa na boca. Confortável ao paladar, a copa lombo tem ganhado a cozinha de muitos estabelecimentos na capital. O motivo? “É uma carne suculenta e muito versátil e é conhecida como o corte preferido dos Lorena K. Martins
embutidos”, explica Leandro Dornas, nome por trás da empresa Doutor Linguiça. Por lá, a copa lombo empresta o seu sabor para o recheio de linguiças artesanais e pedaços defumados ou curados para algumas cozinhas da cidade. A versão defumada, cujo preparo dura cerca de cinco horas, resulta em uma carne extremamente macia, quase que desmanchando. E, após este processo, fica pronta para consumir grelhada, assada ou cozida. “A copa é muito mais fácil de se trabalhar. Eu gosto dela defumada e grelhada, por-
que dá mais sabor na hora de acompanhar o molho demi-glace com cebolas caramelizadas e queijo canastra por cima das batatas rústicas”, explica o chef e sócio do 815 Botequim, José Carlos Rodrigues. Chamado de Smoked Poutine, o prato servido com a carne ganhou o posto acima da versão feita com bacon, até então queridinha dos clientes. Fora do restaurante, a copa lombo fresca é ideal para o almoço de domingo. “É uma carne ótima para assar porque não é tão gordurosa quanto o pernil e nem tão seca como o lombo”, sugere. O valor da peça não pesa tanto no bolso. O quilo da copa fresca encontrada no varejo custa em torno de R$ 13. No mais, há uma variedade de produtores artesanais responsáveis por incremen-
tar a iguaria e comercializála de diferentes formas. VÁRIAS VERSÕES Outra maneira muito apreciada é a versão curada. Leandro Dornas explica que, neste processo, a carne passa por um processo de desidratação ou salga e fica por cerca de 90 dias em uma câmara de controle de umidade. O resultado é um sabor ainda mais concentrado e com aroma “envelhecido”. “Essa maturação da copa lombo reduz em 50% o volume da carne, e o aspecto lembra muito o de um presunto cru. É ideal para servir como um antepasto com azeite e pães, ou ingredientes de bruschettas, risotos, massas e recheios de pizzas”, disse. A iguaria produzida pela Franceschi Embutidos também foi parar no recheio do sanduíche de pão de queijo,
que acompanha também queijo minas, chutney de manga, além da carne de porco de lata. “Queria incrementar com um produto que desse intensidade ao prato. Pensamos em bacon, mas seria muito óbvio. Foi quando experimentei a copa
lombo maturada e resolvi acrescentá-la em fatias no recheio”, explica Mário Santiago d’ A Pão de Queijaria. O sanduíche feito de pão de queijo é um dos mais pedidos, de preferência acompanhado de uma porção de polenta frita.
reportagem
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ESPAÇO GOURMET JOÃO GODINHO
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DE BANDEJA SALUMERIA CENTRAL/DIVULGAÇÃO
A PÃO DE QUEIJARIA/DIVULGAÇÃO
Novidade na Salumeria Saboroso
Fatias grossas e generosas de copa lombo dão sabor ao poutine servido no 815 Botequim
No sanduíche d’A Pão de Queijaria, além do pernil, acompanha chutney de manga, queijo minas e copa lombo DOUTOR LINGUIÇA/DIVULGAÇÃO
De olho no aumento do consumo de cervejas artesanais em todo o país, a Salumeria Central lançou na semana passada uma carta com mais de 20 rótulos, criada pelo sommelier Luiz Queiroz Gomes. Uma das novidades é que essa carta será alterada de acordo com as estações do ano, além das sugestões de prato para harmonizar com cada estilo de cerveja. As Ales feitas com trigo, por exemplo, são acompanhadas pelo espetinho de camarão com pancetta (foto). Os acompanhamentos têm o preço fixo de R$ 12.
SUGESTÃO DE PREPARO
ÁlvarovanZelleremBH
Grelhado O chef José Carlos Rodrigues ensina a fazer a copa lombo defumada, da mesma forma que vai no poutine. “Grelhe a copa com um fio de azeite em uma frigideira antiaderente e deixe dourar de ambos os lados”.
Vindo diretamente de Lisboa, o renomado enólogo Álvaro van Zeller vai brindar os mineiros com degustações nos dias 28 e 29, às 19h30, na Casa Rio Verde – loja da praça Marília de Dirceu, 104, Lourdes. O valor individual é R$ 115, que inclui a degustação de seis rótulos. Álvaro foi eleito o “Enólogo do Ano de Vinhos Generosos – 2015” pela “Revista de Vinhos”, publicação portuguesa.
Acompanhamento Uma das sugestões para acompanhar as fatias de copa lombo é refogar na frigideira cebolas cortadas com manteiga. “Coloque açúcar, pimenta do reino e uma pitada de sal. Deixe no fogo até as cebolas caramelizarem”.
O copa lombo embutido em sua versão curada, do Doutor Linguiça, parece com a textura de um presunto cru
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sociedade
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DOLCEVITA 80 ANOS DE HISTÓRIA
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m tempos de palmas para o Poder Judiciário, caiu muito bem a comemoração dos 80 anos de Alberto Ramos, sábado dia 19, no Automóvel Clube. Palco perfeito para os últimos acontecimentos e escândalos políticos. Albertinho goza de ótimo trânsito no mesmo Judiciário e lotou o espaço com 600 convidados bem informados. Na plateia, renomados desembargadores, advogados; familiares e correligionários do exímio colecionador de amigos. A trilha sonora ficou com integrantes da Orquestra Filarmônica de Minas.
EXPOSIÇÃO MOVING FIGURES
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vernissage de Olivier Mourão no Museu Inimá de Paula reuniu “aves raras” de todos os cantos. De Miami, seu sobrinho Juliano Mourão. De Salvador, o ex-diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia e diretor do Brasil Plural, Heitor Reis. A internacional Reginha Mendes. Do Rio, Regina Pinto e Regina Martelli. Olivier, que nasceu em Divinópolis, é “embaixador” de mineiros em Londres e Ibiza. Locais que têm uma invejável rede de amigos famosos. Sua história e performance será escrita por Michael Koellreutter.
O NOVO OVO DE COLOMBO
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ex-presidente, futuro sabe-se lá o quê, Lula, está com medo e mania de per-
seguição. Lula disse que a justiça, a lei e a maioria do povo brasileiro estão contra ele. Ou seja, estão vendo pelo em ovo. Melhor deixar pra lá... Mesmo porque, ovo lembra a Páscoa que está chegando. E a Páscoa, por incrível que pareça, nos dias de hoje, não significa apenas ovos de chocolate. Mesmo porque, os ovos estão pela hora da morte. E Páscoa tem nada a ver com morte, pelo contrário, é ressurreição. É uma celebração cristã cheia de significados bonitos. Quarenta dias depois do Carnaval, é quaresma, é Jesus em seus ensinamentos de novo. É a ressurreição de cristo e das esperanças. No latim, vem de Pascha. No hebraico, vem de Pessach, festa da libertação, passagem. Para o Brasil, tomara que a Páscoa, neste ano, seja mesmo uma passagem. Passagem para algo melhor porque pior ainda pode ficar. Passagem para uma transparência, para a verde esperança de um Brasil de verdade.
MINAS NA MODA
Paulo Navarro com Walter Navarro e Lídia Duarte pnc@pnc.com.br FOTOS EDY FERNANDES
MODA RIO E SÃO PAULO
lançaperfume
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próxima edição do São Paulo Fashion Week acontece de 25 a 29 de abril. Segundo Paulo Borges, este ano não haverá desfiles em setembro e, para o próximo ano, haverá mudança de formato: “Emplacaremos a versão ‘see now, buy now’ (veja agora, compre agora)”. Já o Moda Rio, empreitada de Duda Magalhães, da Dream Factory, e Luiz Calainho, da L21, acontece de 14 a 18 de junho, com patrocínio da Firjan.
no Clube Campes6 Hoje, tre em Escarpas do Lago, o Clube Chalezinho apresenta o “Sunset Clube Chalezinho”. A festa terá show de Rick & Ricardo, Breno Gontijo, DJ Siman, e os convidados Breno Rocha e Lauro Malloy. Rio Verde rece6 AbeCasa de Lisboa, de 28 a 30
SOBRENATURAL
demarço, umdos maiores enólogos de vinhos do Porto da atualidade, Álvaro Van Zeller. A apresentação dos vinhos e degustações serão na loja da praça Marília de Dirceu. Informação: www.vinhosite.com.br
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colega Lauro Jardim contou-nos o que mais queríamos saber no dia do entre sai de Lula como Ministro da Casa Civil: qual amigão de Lula forneceu o jatinho que o levou de São Paulo a Brasília, para a posse/não posse? O nome do “gentileza aérea” é seu ex-ministro do Turismo, Walfrido dos Mares Guia, que doará ao Instituto Lula a grana do frete. Não existe almoço de graça!
Ortenzio 6 Tarsila Velloso e Alexandre
Curtindo a tarde em Belo Horizonte, Renata Andrucioli e Regina Pardini
Mendes Cunha convidam para a cerimônia de seu casamento, dia 9 de abril, às 20h, no BHZ Espaço, Jardim Canadá. tempo de 6 Em Páscoa, Lizete Ribeiro,
diretora comercial da Rede Tauá está envolvida nos preparativos da 3ª edição do projeto Páscoa Iluminada Araxá 2016. A partirdeste final de semana até 24 de abril, no Tauá Grande Hotel e Termas, será apresentado o belíssimo espetáculo Aleluia Lago Show, com imagens projetadas em uma cortina de água, durante apresentação de cantores interpretando músicas sacras.
O
Minas Trend realiza sua 18ª edição entre 4 e 7 de abril, no Expominas. Em tempos de enxergar o presente e organizar o futuro, essa edição elegeu o tema “Essência” como referência da temporada. Para exprimir o conceito, referências à obra de Lewis Carroll, “Alice no País das Maravilhas”. A curadoria é do stylist Paulo Martinez, que se inspirou no icônico tabuleiro de xadrez do clássico literário e na mostra do segmento de joias e bijuterias inspirada nas famosas “xícaras” da incansável Alice, entre outras.
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Mesquita inau6 Lilian guraessa semana o park-
As belas Letícia Domingues e Paula Vaz, compondo mesa de à Favorita
letda sua68 La Pizzeria. Embora há quem critique esses espaços integrados a bares e restaurantes, eles agregam a paisagem urbana trazendo o conceito humanista às ruas de BH.
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almanaque MUSA POTIGUAR>Uma das melhores vozes do país, Roberta Sá mostra seu novo show na cidade
DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO
Sex. 1º.abr.
Repertório
Roberta Sá dá voz a inéditas, num set list que inclui também “Gostoso Veneno”, de Wilson Moreira e Nei Lopes
Em ritmo de samba Roberta Sá nasceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte, em 1980, mas ainda pequena, aos 9 anos de idade, mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi lá que ela teve um contato mais detido com o samba e não teve jeito, se apaixonou. O ritmo que a projetou como cantora na cena musical brasileira, quando se apresentou no show Mistura Fina, em 2002, no entanto, andava um pouco em segundo plano no seu últimos disco, que flertava mais com o pop e oferecia uma aura mais festiva. Três anos depois do lançamento de “Segunda Pele”, Roberta não sabe dizer ao certo o que a motivou à promover uma transformação na sonoridade, mas sentia que era hora de voltar às origens. “Delírio”, disco lançado no ano passado e que vai ser apresentado ao público belo-horiBárbara França
zontino na próxima sextafeira (1º), no Palácio das Artes, é considerado um retorno ao samba. “É mais perto do samba e da bossa, sim, e portanto mais tradicional do que o disco anterior. Quis achar de novo o som que me levou a cantar, minhas referências primárias, revelando nas letras a atualidade do gênero, buscando uma sonoridade que considero atemporal”, comenta a artista, lembrando que o disco foi gravado praticamente ao vivo, com pouquíssima edição. Essa maneira de trabalhar em estúdio fez com que instrumentos como o pandeiro e o tantan sobressaíssem mais, dando mais corpo à levada sambista. De tom mais cinza e melancólico, “Delírio”, que será reproduzido quase na íntegra no show, conta com uma série de participações especiais, seja na composição, seja na interpretação das canções. “Me Erra”, escrita por Adriana Calcanhot-
to, é um dos destaques por ter ganhado o coração de Roberta, que se diz “apaixonada pela levada e pela letra”. Martinho da Vila aparece em “Amanhã É Sábado” e o português António Zambujo em “Covardia”. Participando apenas como intérprete e não como o conhecido e celebrado compositor que é, Chico Buarque chama a atenção em “Se For pra Mentir”, de Arnaldo Antu-
nes e Cézar Mendes. “Chico gravou muito rápido, cantou duas vezes e já ficou lindo! Ele divide como ninguém, passa o recado da canção com maestria e tem muita identidade vocal. Sou fã declarada”, exalta Roberta, que não economiza adjetivos ao falar do compositor a quem chama de “genial”. Para conseguir rechear o disco de participação, a cantora conta o “segredo”: “fa-
BATE-BOLA COM ROBERTA SÁ Música da sua carreira que mais gosta de cantar “’Me Erra’ (de Adriana Calcanhotto). Tô apaixonada pela letra levada da música”. Música que gostaria de ter gravado “’Flor de Maracujá’ do João Donato e Lysias Ênio. Sempre procuro algo com esse frescor, esse gosto de verão”. Um álbum “’Canções Praieiras’, de Dorival
Caymmi. Aquela voz, aquele violão me levam pra dentro do mar do nordeste, que é onde eu mais gosto de estar”. Um cantor “Caetano Veloso. Canta cada vez melhor, vibratos lindos, afinação, emoção e repertório impecáveis. Lindo demais” Uma cantora “Gal Costa. Moderna, afinada, visceral, sexy, timbre lindo, imbatível”.
ço isso vivendo, dia a dia, ouvindo tudo o que se produz por aqui. Eu amo música brasileira. E procuro sempre estar perto de quem compartilha essa paixão”. Além das faixas de “Delírio”, para compor o repertório a cantora escolheu canções de álbuns anteriores que acredita ter a ver com a atmosfera do evento, carregada de “amor, alma feminina, êxtase e paixão”. São exemplos “Cicatrizes”, “Samba de um Minuto”, “Samba de Amor” e “Ódio”. A apresentação tem direção de Gabriela Gastal e cenografia de Valéria Costa. NA TV A turnê de “Delírio” segue rodando pelo país, mas, fora dos palcos, a cantora tem em um programa de TV um hobby. “The Voice Kids”, uma espécie de show de calouros mirim, tem impressionado a cantora pela segurança das crianças. Em seu perfil no Instagram, ela já postou imagens demons-
trando apoio a algumas participantes, como Luna Bandeira. Roberta, que em 2002 participou do “Fama”, reality show também exibido pela Globo, e foi eliminada na quarta semana por não se adequar ao padrão norte-americanizado que os jurados procuravam, sabe que se apresentar dentro desse formato não é tão simples, mas é importante ter em mente que a carreira não se constrói na tela da televisão. “Vi no ‘The Voice Kids’ vozes muito consistentes. Acho que a gente não tem distanciamento ainda pra saber a importância desses programas de TV, mas ainda acho que uma carreira não se constrói em dois meses, e pelo que eu tenho visto, nem em dez anos!”.
> Roberta Sá
Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, centro). Dia 1º (sexta), às 21h. R$ 160 (plateias 1 e 2, inteira) e R$ 120 (plateia superior, inteira)
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MÚSICA Sáb. 2.abr.
DIVULGAÇÃO
Em ano repleto de lançamentos e que marca seus 70 anos, Alceu volta a BH
Uma dobradinha muito arretada Sempre que Zé Ramalho e Alceu Valença se reúnem, há uma sensação de “O Grande Encontro” no ar. Não há a participação de Elba Ramalho e Geraldo Azevedo, como no icônico disco ao vivo gravado no Canecão em 1996, mas a aura de um show repleto de sucessos permanece. Em Belo Horizonte, no próximo sábado (2), tratase de uma noite toda dedicada aos grandes nomes da música nordestina e, claro, brasileira. Anunciados como shows separados, o público, no entanto, não exclui a suspeita e a expectativa de que os dois toquem algo juntos. O paraibano Zé Ramalho é o primeiro a subir ao palco do Chevrolet Hall e o repertório não deixa de lado canções como “Admirável Gado NoBárbara França
vo”, “Beira-Mar”, “Chão de Giz”, “Eternas Ondas” e “Avohai”, junto a versões de Raul Seixas e Bob Dylan. O pernambucano Alceu Valença entra em seguida, trazendo uma seleção com“Tropicana”, “Anunciação”, além das composições de Luiz Gonzaga “Pau-deArara” e “Xote das Meninas”. É considerado um show que busca ritmo e cor nas raízes profundas do interior do Estado onde nasceu. NA TELONA Esse é, aliás, o tema explorado pelo primeiro longa-metragem de Alceu, em cartaz desde a última quinta-feira (24)no circuito comercial,menos de um ano após o lançamento do seu primeiro livro “O Poeta da Madrugada”. Intitulado “A Luneta do Tempo”, o filme explora o imaginário que ronda o amor cangaceiro
de Lampião e Maria Bonita, interpretados aqui por Irandhir Santos e Hermila Guedes. Circo mambembe, literatura de cordel e outras manifestações populares também povoama obra. Estreia do músico como diretor, é na parte musical que ele afirma sua maestria. A trilha, composta inteiramente pelo pernambucano, foi premiada no Festival de Gramado, que também deu ao longa o Kikito de melhor direção de arte. No ano em que completa 70 anos (Alceu é canceriano de 1º de julho), outros projetos envolvendo o audiovisual também devem ocupar a agenda do músico. Além de integrar a trilha sonora da novela global “Velho Chico” com a música “Flor de Tangerina”, o músico, junto com o diretor de Alexandre Moretzsohn, está preparando uma
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série para a TV. Ainda sem divulgação de título ou de enredo, especula-se que seja baseada nas musas que inspiram algumas das canções do pernambucano, como “La Belle de Jour” e “Morena Tropicana”. A previsão para o início das gravações é abril. Os cineastas Lírio Ferreira e Claudio Assis, por sua vez, estão conversando sobre a ideia de filmar a fase mais psicodélica e underground da carreira de Alceu, que compreende o lançamento dos discos “Molhado de Suor” (1974), “Vivo!” (1976) e “Espelho Cristalino” (1977). Os três compactos, inclusive, estão sendo reeditados e devem chegar aoouvidodo públicoembreve.“Vivo! Revivo!”,DVD gravado em Recife ano passado e que reaviva a faceta mais roqueira de Alceu também chega às lojas em 2016.
Ramalho & >AlceuZé Valença Chevrolet Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi, 4003-5588). Dia 2 (sábado), às 22h. A partir de R$ 160 (arquibancada, inteira)
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ARTES CÊNICAS Uma freira sem papas na língua Octávio Mendes, 58, não buscou a inspiração para criar Irmã Selma, uma freira adepta do humor negro, num convento, igreja ou algum local mais apropriado a uma religiosa. Foi a partir de uma entrevista do diretor norte-americano Steven Spielberg que o humorista, mais do que criar a personagem, soube exatamente onde encaixá-la. “Certa vez Spielberg estava contando, em uma entrevista, que ao escrever um roteiro calcula tudo o que o público vai sentir ao ver o filme. Achei isso genial. Criei a Irmã Selma começando pelas avessas e acrescentando características que, geralmente, ninguém gosta, como mau humor e má vontade”, revela o paulistano, que estará em cartaz com o espetáculo no teatro Bradesco, em Lorena K. Martins
teatro adulto
apresentação única na sextafeira (1º). Com uma veia pop e venenosa, herança dos tempos em que fazia parte do Terça Insana (projeto teatral que revelou uma geração de humoristas, entre eles Luís Miranda, Marco Luque e Grace Gianoukas), o monólogo “Irmã Selma” traz, além da personagem título, outros tão famosos que marcaram a carreira de Mendes, como o ex-gay, a prostituta aspirante à cantora Xanaína, e Maria Botânica. Outra personagem que os mineiros vão ver em cena é Mônica Goldstein, apresentadora de TV que faz alusão aos programas sensacionalistas e critica a banalização dos mesmos. “É muito difícil compreender esses casos de família e amigos que preferem ir à televisão nacional, em um programa ao vivo, xingar o outro”, explica. Mendes ainda explica que não faz um humor ofen-
Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sexta e sábado, às 20h30; e domingo, às 19h. R$ 20 (inteira). Até 10/4.
BOCA CHEIA D’ÁGUA ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM
Dir. Sandra Pêra Com Ilvio Amaral, Mauricio Canguçu, Flávia Lupe, Marino Canguçu e Fabrizio Teixeira Inconformado com a própria morte, um homossexual assumido foge do céu para viver novas experiências e cria uma grande confusão ao se incorporar num machista radical. Teatro do Shopping Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9901). Neste sábado (26), às 20h30; e domingo (27), às 19h. R$ 40 (inteira). Até este domingo (27).
ALGUÉM
Dir. Eduardo Felix Com a Pigmalião Escultura que Mexe Uma fábula contemporânea sem palavras, contada com máscaras, marionetes de fios e atores que busca criar uma alegoria das estruturas sociais e as hierarquias de poder. Teatro João Ceschiatti (av. Afonso
Dir. Marcelo Carrusca e Bruna Longo Com o Trem Cia. de Teatro O espetáculo conta a história de três prisioneiras (uma judia francesa, uma homossexual soviética e uma enfermeira alemã) de Ravensbrück, o maior campo de concentração feminino durante o Holocausto. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sábado (26), às 21h; e domingo (27), às 19h. R$ 30 (inteira).
DOM QUIXOTE O CAVALEIRO DO SERTÃO
Texto e direção: Valber Palmeira Direção musical: Ana Carolina Com formandos da Escola Livre de Artes Arena da Cultura (ELA) As aventuras de Dom Quixote de la Mancha são transpostas para o sertão de Minas. Na peça, um velho sertanejo, tomado pelos ideais dos livros de cavalaria com seus heróis, parte em busca de aventuras e do amor de Dulcineia. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Sexta a domingo, às 20h. Entrada gratuita. Até 3/4.
DOIS NA PISTA
Dir. Igor Ayres Texto e atuação: Alexandre Toledo O amor é um instrumento que se toca a dois. Ou que se dança a dois. O espetáculo fala do amor. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Dias 1º (sexta), 2 (sábado) e 3 (domingo), às 20h. R$ 20 (inteira)
ELEFANTE BRANCO
Dir. Gustavo Bones e Mariana Maioline Com Mamãe Tá na Plateia Grupo de Teatro: Charles Valadares, Fabrício Trindade, Helaine Freitas, Raysner de Paula e Vânia Silvério
sivo ao público, principalmente por saber como fazer a crítica. “A diversidade é algo legal. Faz você entender o outro. As pessoas precisam parar de achar que todo mundo é igual. Você pode dizer o que quiser para quem quiser, desde que saiba a forma de como dizer, sempre respeitando”, afirma.
RUBIM PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO
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Irmã Selma é um monólogo criado, dirigido e estrelado por Octávio Mendes fica em cartaz no Teatro Bradesco para única apresentação no dia 1º de abril
IMPREVISÍVEL Mesmo fazendo comédia há anos, Mendes ainda precisa driblar as reações sempre imprevisíveis da plateia. “Se você mandar mal a piada e não tiver risada, você tem que partir pra próxima imediatamente. Irmã Selma fuma em cena, e uma vez alguém da plateia fez cara feia. Poxa, uma coisa problemática é ascender o cigarro em uma maternidade, mas em um teatro grande e ainda com ar-condicionado...”, se defende o ator. Há dois anos com o espetáculo em cartaz, Mendes garante que não se cansa. Para ele, sempre é uma primeira vez. “Se fosse exatamente igual em todas as apresentações, eu não iria aguentar tanto tempo. A plateia é sempre diferente, não me lembro de uma noite triste”, relata o humorista.
> Irmã Selma
Com Octávio Mendes Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dia 1º (sexta), às 21h. R$ 60 (inteira)
Cinco pessoas encerradas em uma pequena sala, cumprindo seus papéis, implicadas em situações corriqueiras e com as relações pessoais que atravessam aquele ambiente. Teatro Espanca (r. Aarão Reis, 542, centro, 3657-7348). Às 20h. A partir de R$ 10 (quem quiser e puder, paga mais)
MACBETH
Dir. Ron Daniels Com Thiago Lacerda, Giulia Gam, Luísa Thiré, Marco Antônio Pâmio e grande elenco Macbeth, um general corajoso, ao voltar triunfante da guerra, encontra três criaturas misteriosas, videntes que lhe fazem a seguinte profecia: Macbeth será rei, em um futuro próximo. A ambiciosa Lady Macbeth, esposa do general, ao ficar sabendo da profecia, instiga o marido a matar Duncan, o atual rei. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270- 8100). Dia 1º (sexta), às 21h. R$ 60 (inteira)
O GOL NÃO VALEU!
Dir. Cida Falabella Com Gustavo Falabella, Kely Anne, Lucas Costa, Thiago Macêdo e Micheline Monteiro O espetáculo traz o futebol para a cena, abordado de forma poética, mostrando também as relações familiares, a escola e a chegada da adolescência. Teatro Francisco Nunes, parque municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3224-4546). Neste sábado, às 16h; e domingo, às 11h. R$ 14 (inteira). Até 10/4.
PRINCÍPIOS TRANSGREDÍVEIS PARA AMORES PRECÁRIOS
Dir. Cida Falabella No espetáculo, um pai recebe a visita da filha com a qual nunca conviveu. Durante a preparação do jantar, revisita o significado de várias relações amorosas. CCBB BH (pça. da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sexta a domingo, às 19h. R$ 10. Até 25/4.
ROSA CHOQUE
Dir. Cida Falabella Com Coletivo Os Conectores Para além das diferenças físicas e biológicas, o que distingue homens e mulheres no imaginário da nossa sociedade? A peça traz à cena a questão da violência contra a mulher. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Neste sábado (26), às 20h. R$ 10 (inteira).
TODAS AS MULHERES AMAM BILLY JONES!
Dir. Gleisom Peixoto Billy Jones é o maior sexólogo do planeta. Amado pelas mulheres, invejado pelos homens. Em seu consultório, ele mora com quatro belas mulheres e dedica sua vida a fazer despertar o poder dentro das mulheres. Teatro do Shopping Del Rey (v. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha). Neste sábado (26) e domingo (27), às 19h. R$ 30 (inteira).
Teatro do Shopping Estação BH (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9901). Neste sábado (26) e domingo (27), às 19h. R$ 30 (inteira)
OS OLHOS DO SURUBIM REI
Dir. Mauro Xavier Um pescador e seu neto embarcam em uma canoa, atendendo ao chamado do grande Surubim Rei, personagem mitológico do rio São Francisco. Estação de Arte Kabana (r. São José, 25, Vila Marzagão, Sabará). Domingo, às 16h. Entrada gratuita. Até 3/4.
O TIGRINHO E SEU AMIGO MACACO
Texto e direção coletiva: Cia Lupercus de Teatro Um tigre que vive sozinho e cansado dos
afazeres de casa resolve buscar um ajudante que lhe deixe com mais tempo para realizar outros trabalhos. Espaço Cultural da Concessionária Recreio (av. Barão Homem de Melo, 3.535, Estoril, 3319-9000). Neste domingo (27), às 10h30. Entrada gratuita.
XULETA, MON AMOUR
Dir. Vera Abbud Com Gyuliana Duarte Retrata a história de amor entre a artista e um número de palhaço. Tomando como ponto de partida o delicado universo feminino, Xuleta toca em assuntos diretamente vinculados a seu dia a dia como mulher e palhaça. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima 420, Centro, 32145375). Neste sábado (26), às 17h e 20h, e domingo (27), às 19h. R$ 10 (inteira)
ADRIANO FAGUNDES/DIVULGAÇÃO
dança A-CORDA QUE É REAL!
Dir. Cyntia Reyder Obra em dança sobre ser humana-mulher e negra. Ao falar um pouco da construção do papel social da mulher, faz uma provocação relativa à possibilidade de se construir uma trajetória de vida em estado de liberdade de expressão. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro, 3270-8100). Neste domingo (27), às 19h. R$ 10 (inteira)
teatro infantil OS 3 PORQUINHOS
Dir. Roberto Freitas Para fugir do terrível Lobo Mau os três porquinhos constroem cada um sua casinha de palha, madeira e tijolos.
Thiago Lacerda e Giulia Gam voltam à cidade com Repertório Shakespeare
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BELO HORIZONTE 26 de março
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ARTES CÊNICAS Entre a urgência e o vagar
A Cia. Luna Lunera chega aos 15 anos com inquietações de meia-idade. “Costumamos brincar que um ano de teatro equivale a três anos da vida de uma pessoa, tamanha a intensidade do trabalho. Já estamos nos sentindo praticamente com 45 anos”, comenta Marcelo Souza e Silva, um dos fundadores do grupo. Para o ator, embora o momento seja de celebração para a companhia, que já ofereceu ao público sete espetáculos, dentre eles os elogiados como “Aqueles Dois” (2007) e “Prazer” (2012), é hora também de o Luna Lunera olhar para o presente e fazer um balanço sobre sonhos e fracassos. “Urgente”, que estreia na próxima quinta (31), no Centro Cultural Banco do Brasil, é fruto de tais reflexões. “É um momento de pensar projetos novos. O que nos move enquanto indivíduo? O que nos angustia e nos inquieta? Essas são questões existenciais que perpassam nosso processo de criação. Durante essa etapa, nos reunimos e propusemos que cada um expressasse o que se passava dentro de si. Dessas conBárbara França
versas, percebemos inquietações cotidianas e universais. Foi mais ou menos assim que nasceu ‘Urgente’”, conta Marcelo, apontando a dificuldade de conviver com as urgências impostas pelo outro como uma das inquietações mais frequentes dos atores. “Quando eu falo ‘outro’, estou me referindo ao outro enquanto sociedade, que nos impõe padrões de vida, de comportamento. Tudo é urgente e, sem perceber, somos convocados por essa urgência, colocados dentro dela. Queremos discutir esses padrões, de alguma forma, adormecidos pelo coletivo”, destaca Marcelo. De acordo com o ator, “Urgente” trata de indivíduos que refletem sobre a sensação de achatamento de suas especificidades perante o sistema político e econômico. Em um cenário composto por quatro nichos de um metro quadrado cada, cinco personagens expressam os desafios em ser um indivíduo com vontades próprias em um mundo cada vez mais globalizado. Ao mesmo tempo expressam os desafios em ser um indivíduo que se relaciona e se interessa pelos outros em um mundo cada vez mais individualista. “Com uma limitação fí-
RAQUEL CARNEIRO/DIVULGAÇÃO
A Cia. Luna Lunera celebra 15 anos com peça feita em parceria com o Areas Coletivo de Arte e a banda Constantina
sica mesmo, os nichos do cenário dão a ver isso. Em cada um deles apresentamos discussões diferentes, mas interconectadas, como a relação com as telas de computador, do celular, a tônica do trabalho, a vontade de desacelerar”, explica. INSPIRAÇÕES A discussão sobre a instantaneidade do contemporâneo em relação à necessidade do homem em buscar sentido no contexto e na memória, levada a cabo pelo pesquisador francês Paul Virilio, além dos pensamentos do filósofo romano Sêneca (4 a.C./65 d.C) sobre a duração da vida – “nada breve, como nos fazer crer” – fo-
O
QUE VEM POR AÍ
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ram inspirações. O filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) e a possibilidade de mudança no aqui-e-agora do homem, e a passagem do tempo na ótica do físico e matemático francês Blaise Pascal (1923-1962) também adensam o argumento desta “peça de coletivos”, como define Marcelo. A direção é assinada por Miwa Yanagizawa e Maria Sílvia Siqueira Campos, do Areas Coletivo de Arte, e a trilha sonora conta com a banda Constantina.
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Urgente
CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 31 de março a 16 de maio (quinta a segunda, às 20h). R$ 10 (inteira)
ELZA SOARES, NO SHOW “A MULHER DO FIM DO MUNDO”
DIA 9
DIA 15
DIAS 15, 16 E 17
“INCÊNDIOS”, COM MARIETA SEVERO. DIREÇÃO: ADERBAL FREIRE-FILHO
“ELIS, A MUSICAL”, COM LILIAN MENEZES (ELIS REGINA). DIR. DENNIS CARVALHO
DIAS 9 E 10
Palácio das Artes. Às 20h30. R$ 50 (plateia 1, inteira)
Expominas
DIAS 9 E 10
“BRONCADEQUÊ?”, DIR. ERNESTO PICCOLO
ELBA RAMALHO, NO PROJETO “SINFÔNICA POP”
Peça de outra companhia que mais gostou de assistir “Hysteria”, do Grupo XIX de Teatro (São Paulo), “E Se Elas Fossem a Moscou”, de Cristiane Jatahy (artista residente da Cent-Quatre-Paris) e “Agreste”, da Cia. Razões Inversas (São Paulo). “De modo singular, cada uma delas se equilibra entre a delicadeza, a inovação e a pungência na abordagem de temas como intolerância e sexismo”.
Chevrolet Hall. Às 22h. R$ 160 (pista premium, inteira, 1º lote)
DIA 8
DIAS 8 E 9
Peça da Luna Lunera Cia. de Teatro que mais gosta “Não consigo eleger uma, são como filhos, cada uma com sua peculiaridade”.
Sesc Palladium. Às 20h. R$ 120 (setor 1, inteira), R$ 100 (setor 2, inteira) e R$ 80 (setor 3, inteira)
Teatro Sesiminas. Dia 9 (sábado), às 20h, e 10 (domingo), às 19h. R$ 80 (inteira)
Teatro Bradesco. Dia 8 (sexta), às 21h, e 9 (sábado), às 19h. R$ 40 (inteira)
BATE-BOLA COM MARCELO SOUZA E SILVA
LEANDRO HASSUN, EM “LENTE DE AUMENTO”
Cine Theatro Brasil Vallourec. Dia 9 (sábado), às 20h; e 10 (domingo), às 18h. R$ 90 (plateia 1, inteira) e R$ 70 (plateia 2, inteira)
LEGIÃO URBANA XXX ANOS
Sesc Palladium. Dias 15 (sexta) e 16 (sábado), às 21h, e 17 (sábado), às 19h. R$ 200 (plateia 1, inteira), R$ 170 (plateia 2, inteira) e R$ 50 (plateia 2, inteira)
Uma atriz “Fafá Rennó, uma delícia de se trabalhar e de se ver, e Renata Sorrah, intensa e versátil”. Um papel que Um papel sem fala ou sem movimento, que me leve à exploração de outras possibilidades e de relação.
COM BEATRIZ APOCALYPSE E MÁRIO APOCALYPSE
Teatro Bradesco. Às 16h. R$ 10 (inteira) DIA 20 VANESSA DA MATA, NO SHOW “DELICADEZA”
Minascentro (teatro Topázio). Às 21h. R$ 55 (setor 2, vermelho), R$ 65 (setor 2, roxo), R$ 90 (setor 1, verde) e R$ 110 (setor 1, azul) DIAS 22 E 23 ALAÍDE COSTA & TONINHO HORTA
Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 60 (inteira)
DIAS 16 E 17 “MONDO MACHETE”, COM SILVIA MACHETE
Teatro Sesiminas. Dia 16 (sábado), às 20h, e 17 (domingo), às 19h. R$ 60 (inteira)
DE 15 A 24 BIENAL DO LIVRO DE MINAS 2016
Um ator “Alexandre de Sena, com quem estou tendo a alegria de trabalhar junto e o norteamericano Joaquin Phoenix, um ator que, na minha opinião, arrebata pela transformação do olhar”.
DIA 17 “O QUE MORA NO ESCURO”,
DIA 29 ANA CAROLINA & SEU JORGE
Chevrolet Hall. R$ 1.200 (mesa setor 1, quatro lugares), R$ 1.000 (mesa setor 2, quatro lugares) e R$ 200 (arquibancada, inteira, 2º lote)
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BELO HORIZONTE 26 de março
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CINEMA Origem das trevas, fim das ideias WARNER BROS./DIVULGAÇÃO
Daniel “Batman vs Oliveira Superman: Origem da Justiça”, uma das estreias da semana (confira roteiro na página), é a prova da máxima de que não se pode servir a deus e ao diabo. Ou, se você preferir, a deus e ao morcego. Na tentativa de contar uma história sobre dois dos maiores heróis de todos os tempos, o filme acaba escolhendo um em detrimento do outro. E no desafio de fazer isso, ao mesmo tempo em que prepara o surgimento da Liga da Justiça, não realiza nenhum dos dois com excelência. Não se engane: o longametragem é uma história do Batman (Affleck). Ele começa com o famoso assassinato dos pais de Bruce Wayne e corta para o bilionário assistindo ao seu prédio em Metrópolis sendo destruído pela luta entre Superman (Cavill) e Zod no fim do filme anterior. Indignado com as fatalidades civis do confronto, o Homem-Morcego jura vingança. Para isso, ele vai atrás de um artefato que o coloca no caminho do magnata Lex Luthor (Eisenberg). Enquanto isso, o Ho-
pré-estreia CASAMENTO GREGO 2
(My Big Fat Greek Wedding 2, EUA, 2016, 1h34, 12 anos) Dir. Kirk Jones Com Nia Vardalos, John Corbett e Lainie Kazan Toula e Ian estão casados, e passam bastante tempo tentando compreender a problemática filha adolescente. Mas quando o casal descobre que um casamento de sua família nunca foi oficializado pela religião, todos os Portokalos se reúnem para mais um grande casamento grego. BH shopping 9: 18h10 (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Pátio Savassi 1: 19h45 (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Cidade 2: 16h (*) (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Contagem 7: 16h35 (*) (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Diamond 3: 21h20 (somente neste sábado, 26) Belas 1: 20h (somente neste sábado, 26, e domingo, 27)
estreias BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA
(Batman vs Superman: Dawn of Justice, EUA, 2016, 2h32) Dir. Zack Snider Com Ben Affleck e Henry Cavill Big 2: 14h20 (*), 17h20 (*), 20h20 (*) Betim 3: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) BH Shopping 4: 22h (*), 18h40 Boulevard 2: 15h15, 21h10 Cidade 7: 12h20 (*), 15h15 (*), 18h10
mem de Aço vê a legalidade de suas “benfeitorias” ser questionada pela senadora Finch (Holly Hunter), ficando consciente de seu caráter alienígena, “estranho numa terra estranha”. A dura verdade, porém, é que sua presença no filme, causada pelas limitações de Cavill como ator ou sintoma da rejeição ao ultrapassado Superman nas bilheterias, é quase coadjuvante. E o fato de que “Origem da Justiça” é uma história do Batman – com direito ao universo sombrio, sem o mínimo senso de humor, instituições em implosão e uma fotografia cinza-azulada – só deixa claro como o longa é Zack Snyder tentando ser Chris Nolan. Só que, enquanto Nolan fez uma discussão sobre justiça e direito em “O Cavaleiro das Trevas”, Snyder foge de complexidades políticas em seu filme como o morcego da luz. Na única cena em que os temas de sua trama seriam discutidos, ele opta, literalmente, por uma explosão. Isso deixa claro o grande problema de “Origem da Justiça”: uma falta de clareza e, em alguns momentos, ausência, de subtexto. Sem ele, a briga entre os protagonistas nunca convence ou empolga. Eles parecem sim-
plesmente lutar pela mesma coisa, só que não conseguem conversar, feito dois meninos emburrados. Além de um roteiro esburacado (aparentemente, todo mundo sabe que Clark Kent é o Superman), o filme tem o mesmo problema de “Homem de Aço”. Todas as (poucas) questões que foram levantadas nas primeiras horas são totalmente abandonadas em uma meia hora final, em que o longa se torna um festival de ação barulhento e descerebrado à la Michael Bay. Ver os dois heróis lutando ao lado da Mulher Maravilha (Gal Gadot) vai deixar os fãs loucos, mas não acrescenta muito ao que veio até ali. Os vários finais que se seguem (batendo o recorde de “O Retorno do Rei”) só pioram. Esse uso do barulho como muleta é o maior sintoma da falta de confiança de Snyder. “Origem da Justiça” é, provavelmente, seu melhor longa (algo como o maior dos anões), mas ele foi tão achincalhado pela crítica que não confia nisso. O filme é inundado por uma trilha musical invasiva, assinada por Hans Zimmer e Junkie XL, que tenta GRITAR o caráter épico da história. Os trombones batidos do primeiro são bem mais
(*), 21h05 (*) Contagem 4: 18h, 20h50 Contagem 6: 12h20, 15h15, 18h10, 21h05 Del Rey 3: 12h05 (exceto neste sábado, 26), 13h10 (somente neste sábado, 26), 16h (somente neste sábado, 26), 15h (exceto neste sábado, 26), 17h50 (exceto neste sábado, 26), 19h (somente neste sábado, 26), 20h45 (exceto neste sábado, 26), 22h (somente sábado, 26) Itaú Power 3: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) Minas 3: 12h20 (*), 15h15 (*), 18h10 (*), 21h05 (*) Monte Carmo 3: 14h30 (*), 20h30, 17h30 (*) Pampulha 1: 18h45 Pampulha 2: 15h20 (*), 18h10 (*), 21h (*) Pampulha 6: 14h20 (*), 17h10 (*), 20h (*) Paragem 1: 14h40, 17h40, 20h40 Paragem 2: 20h25 (*)
Del Rey 2: 17h30 (*), 20h30 (*) Diamond 1: 13h50, 17h20, 20h50 Diamond 5: 18h, 21h30 Diamond 6: 18h40, 22h Itaú Power 5: 14h40 (*), 17h40(*), 20h40 Itaú Power 6: 20h50 (*) Minas 1: 12h30 (*), 15h25, 18h20 (*), 21h15 Norte 2: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) Pátio Savassi 3: 20h10 Pátio Savassi 5: 17h20, 20h50, 0h10 (somente neste sábado, 26) Pátio Savassi 6: 18h, 21h30 Ponteio Premier: 21h Ponteio 3: 14h30, 17h30, 20h30 Via Shopping: 14h40 (*), 17h40 (*), 20h40
Sessões 3D: BH Shopping 2: 11h20 (somente neste sábado 26, e domingo, 27) 14h40, 18h, 21h30 BH Shopping 3: 13h10, 16h40, 20h10 BH Shopping 8: 22h30 Big 1: 14h30 (*), 17h30 (*), 20h30 (*) Boulervad 2: 12h20, 18h10 Boulevard Imax: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 Cidade 4: 12h30 (*), 15h25, 18h20 (*) , 21h15 Cidade 5: 17h20 (*), 20h20 (*) Contagem 1: 12h30 (*), 15h25, 18h20 (*), 21h15 Del Rey 1: 12h (exceto neste sábado, 26), 13h20 (somente neste sábado, 26), 14h50 (exceto neste sábado, 26), 16h10 (somente neste sábado, 26), 17h45 (exceto neste sábado, 26), 19h10 (somente neste sábado, 26), 20h40 (exceto neste sábado, 26), 22h10 (somente neste sábado, 26).
(*) Sessões dubladas
CONSPIRAÇÃO E PODER
(Truth, EUA, 2016, 2h5min, 12 anos) Dir. James Vanderbilt Com Cate Blanchett e Robert Redford A produtora da CBS Mary Papes juntamente com o âncora Dan Rather suspeitam de que o presidente George W. Bush foi um dos muitos jovens privilegiados que usou os seus contatos para não combater na Guerra do Vietnã. Ponteio Premier: 13h30, 16h, 18h30 Belas 2: 14h, 16h30, 21h
FIQUE COMIGO
(Asphalte, França, 2015, 1h40, 12 anos) Dir. Samuel Benchetrit Com Isabelle Huppert e Gustave Kervern, Num imóvel da periferia de Paris, o elevador está sempre quebrado. Seis personagens fazem encontros improváveis: um fotógrafo conhece uma triste enfermeira que sonha em retratar; um adolescente acaba se tornando amigo de uma grande estrela de cinema; e uma idosa acolhe em sua casa um astronauta norte-americano, vindo diretamente do céu. Belas 1: 14h,16h, 18h 20h (exceto neste
Ben Affleck, como Batman, e Henry Cavill, como Superman: superprodução estreia
presentes que a originalidade mostrada pelo segundo em “Estrada da Fúria” e acabam soando como compensação barata para o tom épico que a direção não constrói sozinha. Em favor de Snyder, ele aprendeu a maneirar na câmera lenta e melhorou bastante na direção de atores. Apesar das motivações de
Luthor não ficarem claras até um monólogo bondiano no final, fazendo Eisenberg parecer apenas um Mark Zuckerberg wannabe chato com diálogos intermináveis, Affleck e a ótima Amy Adams salvam o dia. Ela, especialmente, numa prova de amor de Lois a Clark, parece dizer para Cavill “se você não sabe atuar,
eu atuarei por nós dois”, dando uma aula de talento com poucos minutos em cena e mostrando que merece um longa melhor. No fim, “Batman vs Superman” serve para provar que a graciosidade de Adams, e o amor de mãe, podem resolver os piores conflitos no mundo. E para isso, não precisava de 2h30.
sábado, 26, e domingo, 27), 21h40
Diamond 2: 16h15, 21h45 (exceto quarta, 30) Diamond 3: 12h50 Itaú Power 4: 14h (*), 16h15 (*), 21h (*) Minas 6: 13h50 (*), 16h10 (*), 21h (*) Monte Carmo 1: 13h50 (*), 16h10 (*), 21h (*) Pampulha 5: 14h35, 16h50 (*), 19h05, 21h20 (*) Pátio Savassi 2: 12h50 (*) (exceto domingo, 27), 15h30 (*) Pátio Savassi 8: 21h15 Via Shopping 2: 16h Via Shopping 5: 14h (*), 18h40 (*)
de. Não demora muito para que eles flertem entre si. Cidade 5: 17h (*)
NO VERMELHO
(Brasil, 2016, 1h37, Livre) Dir. Marcelo Reis O novo documentário de Marcelo Reis, mostra diferentes personagens urbanos que se apropriam dos semáforos, transformando essa máquina controladora do trânsito em um local de encontro. Cine 104: 19h (exceto segunda, 28)
OITO E MEIO
(1963, França, 2h12, 14 anos) Dir. Federico Fellini Com Marcello Mastroianni e Claudia Cardinale Prestes a rodar sua próxima obra, o cineasta Guido Anselmi ainda não tem ideia de como será o filme. Mergulhado em uma crise existencial e pressionado pelo produtor, pela mulher, pela amante e pelos amigos, ele se interna em uma estação de águas e passa a misturar o passado com o presente, ficção com realidade. Belas 3: 18h30 (exceto terça, 29)
O JOVEM MESSIAS
(The Young Messiah, EUA, 2016, 1h51, livre) Dir. Cyrus Nowrasteh Com Adam Greaves-Neal e Sean Bean Aos sete anos, Jesus vive com sua família em Alexandria (Egito), onde eles fugiram para evitar o massacre de crianças pelo rei Herodes de Israel. Jesus sabe que seus pais, José e Maria, mantêm segredos sobre seu nascimento e o tratamento que o faz diferente de outros garotos. BH Shopping 9: 14h35 (*), 17h10, 19h45 (*), 22h20 Boulevard 5: 14h (*), 16h15, 18h30 (*), 20h45 Cidade 1: 16h15 (*), 18h30 (*), 20h45 (*) Contagem 8: 14h (*), 16h15, 18h30 (*), 20h45 Del Rey 7: 14h (*), 18h50 (*), 21h
(*) Sessões dubladas
TAXI TEERÃ
(Irã, 2015, 1h26, 10 anos) Dir. Jafar Panahi Neste falso documentário, o diretor Jafar Panahi instala câmeras dentro de um táxi e começa a dirigir pelas ruas de Teerã pegando clientes e conversando com eles ao longo dos trajetos. Entre os assuntos, humor e drama se misturam nas discussões sobre a política nacional, os costumes locais e a liberdade de expressão no cinema. Cine 104: 17h (exceto segunda, 28), 20h40 (exceto segunda, 28 e terça, 29)
em cartaz 50 TONS DE PRETO
(Fifty Shades of Black, EUA, 2016, 1h32, 14 anos) Dir. Michael Tiddes Com Marlon Wayans e Kali Hawk Christian Black é um empresário milionário, que recebe a estudante Hannah em seu escritório. Insegura e simplória, ela foi no lugar da amiga Kateesha para fazer uma entrevista para o jornal da faculda-
(*) Sessões dubladas
A SÉRIE DIVERGENTE: CONVERGENTE
(The Divergent Series: Allegiant, EUA, 2h1, 12 anos) Dir. Robert Schwentke Com Shailene Woodley e Theo James, Após a mensagem de Edith Prior ser revelada, Tris, Quatro, Caleb, Peter, Christina e Tori deixam Chicago para descobrir o que há além da cerca. Ao chegarem lá, eles descobrem a existência de uma nova sociedade. BH Shopping 6: 13h25, 16h10, 19h, 21h50 BH Shopping 10: 12h30 (exceto neste domingo, 27), 18h10 (somente segunda, 28, e quarta, 30) Betim 1: 15h50 (*), 18h15 (*), 20h40 (*) Big 3: 16h20 (*), 18h40 (*), 21h (*) Boulevard 3: 16h25, 18h50, 21h15 Cidade 3: 13h45 (*), 16h10 (*), 18h35 (*), 21h10 (*) Contagem 5: 13h40 (*) , 16h10 (*), 18h35 (*), 21h (*) Del Rey 5: 14h (somente quarta, 30), 16h10 , 18h30, 21h, 23h10 (somente neste sábado, 26), Diamond 4: 14h,16h50 (exceto quarta, 30) 22h10 (exceto quarta, 30) Minas 6: 16h (*), 18h25 (*), 20h50 (*) Monte Carmo 2: 18h10 (*), 20h40 (*) Pampulha 2: 14:15 (*), 16:30 (*) Paragem 4: 18h30 (*), 20h50 (*) Pátio Savassi 7: 14h (exceto domingo, 27)., 17h45, 20h30 (exceto quarta, 30) Ponteio 2: 16h20 Via Shopping 5: 16h15 (*), 20h50 (*) (*) Sessões dubladas
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CINEMA em cartaz (continuação) A BRUXA
(The Witch, EUA/Canadá, 2015, 1h30, 16 anos) Dir. Robert Eggers Com Anya Taylor Joy, Kate Dickie e Ralph Ineson Nova Inglaterra, 1630. Expulsos de sua comunidade por sua fé diferente, o casal William e Katherine e os cinco filhos vão morar em um local isolado, onde seu bebê desaparece. Belas 2: 19h BH shopping: 14h, 16h20, 18h50, 21h10 Del Rey 4: 21h10, 23h10 (somente neste sábado, 26) Pátio Savassi 1: 17h30, 19h45 (exceto neste sábado, 26, e domingo, 27), 22h15
A GAROTA DINAMARQUESA
(The Danish Girl, EUA, Reino Unido, Alemanha, 2015, 1h59, 14 anos) Dir. Tom Hooper Com Eddie Redmayne e Alicia Vikander Cinebiografia de Lili Elbe, que nasceu Einar e, com a ajuda da esposa foi uma das primeiras pessoas a se submeter a uma cirurgia de mudança de gênero, em 1926. Belas 1: 14h10 Ponteio 4: 18h40, 21h10
DEADPOOL
(EUA, Canadá, 2016, 1h46, 16 anos) Dir. Tim Miller Com Ryan Reynolds, Ed Skrein e Morena Baccarin Wade Wilson é diagnosticado com câncer terminal e encontra a cura em uma experiência científica. Recuperado, com poderes e senso de humor, ele se torna Deadpool e busca vingança. BH Shopping 10: 21h (exceto terça, 29, e quarta, 30) Boulevard 1: 16h10 Cidade 6: 18h50 (*), 21h (*) Contagem 7: 18h40 (*) (somente sábado, 26 e domingo, 27), 20h50 (*) (somente neste sábado, 26 e domingo, 27) Itaú Power 5: 21h (*) Minas 4: 19h (*) (*) Sessões dubladas
DEUSES DO EGITO
(Gods of Egypt, EUA, 2016, 1h58m, 12 anos) Dir. Alex Proyas Com Nikolaj Coster-Waldau e Gerard Butler Quando o impiedoso Set, deus da escuridão, toma o trono da nação e mergulha a sociedade no caos, o jovem Bek se unirá a outros cidadãos e ao poderoso deus Horus para formar uma expressiva resistência. Cidade 1: 14h (*) Contagem 3: 21h (*) (*) Sessões dubladas
KUNG FU PANDA 3 (*)
(EUA, 2016, 1h35, livre) Dir. Jennifer Yuh e Alessandro Carloni O sumido pai de Po resolve visitar o filho e levá-lo para uma reunião familiar. No meio da confraternização, no entanto, o panda guerreiro é surpreendido por um espantoso vilão. Big 3: 14h20 Betim 2: 13h50 Boulevard 3: 14h Cidade 6: 13h, 15h Del Rey 4: 13h, 14h50, 16h45 Diamond 5: 15h40 Contagem 4: 14h, 16h Itaú Power 4: 13h, 14h50 Minas 5: 12h40, 14h35 Monte Carmo 2: 14h Pampulha 3: 14h50 16h50 Paragem 2: 14h, 16h Pátio Savassi 7: 11h45 (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Via Shopping 5: 13h50 (*) Sessões dubladas Sessões 3D: BH Shopping 6: 12h10 (somente sábado, 26, e domingo, 27),14h30, 16h50
MEU AMIGO HINDU
(Brasil, 2015, 1h55, 16 anos) Dir. Hector Babenco Com Willem Dafoe, Maria Fernanda Cândido e Bárbara Paz Cineasta, diagnosticado com câncer
terminal, precisa se submeter a um transplante de medula nos Estados Unidos para sobreviver. No hospital, ele conhece um menino hindu, que também está internado. Logo, ele passa a viver com o garoto aventuras fantasiosas, inspiradas no cinema. Belas 3: 21h30 (exceto terça, 29)
MUNDO CÃO
(Brasil, 2016,2h2min, 14 anos) Dir. Marcos Jorge Com Lázaro Ramos e Babu Santana Funcionário do centro de zoonoses trabalha recolhendo cães de rua. Certo dia, captura um enorme cachorro raivoso cujo dono só aparece para recuperá-lo dias depois, quando ela já foi sacrificado. Irado, o homem trama uma cruel vingança contra o funcionário. Ponteio 2: 14h20
O QUARTO DE JACK
(Room, Canadá/Irlanda, 2015, 1h58, 14 anos) Dir. Lenny Abrahamson Com Brie Larson, Jacob Tremblay e Joan Allen Jack passou seus cinco anos de vida acreditando que o quarto onde cresceu com a mãe era o mundo inteiro. Mas um dia ela revela que foi sequestrada e que os dois são mantidos em cativeiro. Pátio Savassi 2: 18h15 (exceto terça, 29), 21h (exceto terça, 29), 21h50 (somente terça, 29) Pátio Savassi 3: 11h30 (somente neste sábado, 26, e domingo, 27), 14h20, 23h30 (somente neste sábado, 26)
O REGRESSO
(The Revenant, EUA, 2015, 2h36, 16 anos) Dir. Alejandro González Iñárritu Com Leonardo DiCaprio 1822. Atacado por um urso, Hugh Glass fica seriamente ferido e é abandonado pelo parceiro, que ainda rouba seus pertences. Mas ele sobrevive e parte em busca de vingança. Boulevard 4: 20h50 Diamond 3: 21h20 (exceto neste sábado, 26) Pátio Savassi 6: 23h50 (somente neste sábado, 26) Ponteio 4: 20h40
OS DEZ MANDAMENTOS – O FILME
(Brasil, 2015, 1h50, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini Com Guilherme Winter e Camila Rodrigues Adaptação da novela homônima da Record, que narra a trajetória de Moisés, desde o nascimento até a chegada à Terra Prometida. Contém cenas inéditas. BH Shopping 6: 15h, 17h45, 20h30 Betim 2: 20h50 Big 4: 16h15, 18h30, 20h45 Boulevard 1: 18h30, 21h Cidade 2: 11h20 (somente domingo, 27), 13h30, 16h (exceto neste sábado, 26, e domingo, 27), 18h30, 21h Contagem 3: 13h30, 16h, 18h20 Del Rey 4: 18h40 Del Rey 7: 16h20 Diamond 3: 18h30 Itaú Power 1: 16h45 Itaú Power 2: 13h40 Itaú Power 4: 18h30 Minas 5: 16h30, 21h10 Minas 6: 18h30 Norte 2: 16h15, 18h30, 20h45 Monte Carmo 1: 18h30 Monte Carmo 3: 20h50 Paragem 2: 18h Paragem 4: 13h45, 16h10 Via Shopping 3: 18h30, 20h50
PAPÉIS AO VENTO
(Papeles en el Viento, Argentina, 2015, 1h38, livre) Dir. Juan Taratuto Com Pablo Echarri, Diego Peretti e Pablo Rago Quando El Mono morre, seus três amigos passam a se preocupar com o futuro da filha dele. Eles decidem então recuperar um investimento do falecido amigo, que comprou um jogador de futebol que deveria se tornar uma estrela. Belas 3: 11h
RESSURREIÇÃO
(Risen, EUA, 2016, 1h48min, 12 anos) Dir. Kevi Reynolds Com Joseph Fiennes, Tom Felton, Às vésperas de um levante em Jerusalém, surgem rumores de que o messias judeu ressuscitou. Um centurião romano agnóstico e cético é enviado por Pôncio Pilatos para investigar a ressurreição e localizar o corpo desaparecido do já falecido e crucificado Jesus de Nazaré. BH Shopping 1: 12h15 BH Shopping 10: 15h20 (*) Big 3: 14h10 (*)
MARES FILMES/DIVULGAÇÃO
Boulevard 1: 14h Cidade 8: 17h05 (*), 21h15 (*) Contagem 7: 14h25 (*), 16h35 (*) Del Rey 5: 13h50 (*) (exceto quarta, 30), 16h (*) (somente quarta, 30) Del Rey 7: 23h (*) (somente neste sábado, 26) Diamond 2: 13h10, 19h (exceto quarta, 30) Diamond 6: 15h40 (exceto sábado, 26, e domingo, 27) Itaú Power 1: 18h55 (*) Minas 4: 13h30 (*) Monte Carmo 2: 16h (*) Pampulha1: 18h50 (*), 20h55 (*) Paragem 2: 20h50 (*) Pátio Savassi 1: 14h45 Pátio Savassi 8: 12h40 Ponteio 4: 13h50, 16h Via shopping 1: 21h (*)
SPOTLIGHT – SEGREDOS REVELADOS
(Spotlight, EUA, 2015, 2h8min, 12 anos) Dir. Tom Mc Carthy Com Michel Keaton, Mark Ruffalo e Rachel McAdams Baseado em uma história real, o drama mostra um grupo de jornalistas que reúne milhares de documentos capazes de provar diversos casos de abuso de crianças, causados por padres católicos. Ponteio 3: 18h10
ZOOTOPIA: ESSA CIDADE É BICHO (*)
(Zootopia, EUA, 2016, 1h48min, Livre) Dir. Byron Howard e Rich Moore Com Ginnifer Goodwin e Jason Bateman, Pequena coelha, que vive numa fazenda, tem o sonho de se mudar para a cidade grande na intenção de se tornar a primeira coelha policial. Betim 2: 13h30, 15h20, 17h10, 19h BH shopping 2: 13h20, 16h Boulevard 4: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Diamond 3: 15h30 Diamond 4: 19h40 (exceto quarta, 30) Cidade 5: 13h40, 15h30 Cidade 8: 12h50, 15h, 19h10 Contagem 2: 13h20, 15h10, 17h18h50, 20h40 Del Rey 6: 13h10, 15h10, 17h15, 19h20 Itaú Power 6: 15h20, 17h10, 19h Minas 2: 15h10, 17h, 18h50, 20h40 Monte Carmo 3: 13h20, 15h10, 17h, 18h50 Pampulha 5: 15h, 17h05, 19h10,21h15 Paragem 2: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Pátio Savassi 3 : 13h, 15h15 Pátio Savassi 4: 13h30, 16h10 Via Shopping 5: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 Sessões 3D: BH shopping 5: 13h50, 16h30, 19h05, 21h40 Big 4: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Del Rey 1: 13h30, 15h30 Diamond 6: 13h20, 16h Itaú Power 6: 13h30 Minas 2: 13h20 Norte 2: 14h Pátio Savassi 6: 17h05 (*) Sessões dubladas
mostras CLÁSSICOS CINEMARK Trainspotting – Sem Limites (Reino Unido, 1996, 1h33 ) Dir. Danny Boyle Com Ewan McGregor, Ewen Bremner Na Escócia, vive Renton, jovem usuário de heroína que leva uma vida despreocupada, dividindo-se entre seu romance com uma colegial e os encontros com seus amigos viciados. BH Shopping 10: 12h30 (somente neste domingo, 27), 19h30 (somente terça, 29), 21h15 (somente quarta, 30) Pátio Savassi 2: 19h30 (somente terça, 29) Pátio Savassi 7: 12h30, (somente domingo,27), 21h15 (somente quarta, 30)
TESOUROS DISNEY A Bela e a Fera (Beauty and the Beast, 1992, EUA, 1h27, Livre) Dir. Gary Trousdale, Kirk Wise Com Paige O'Hara, Robby Benson, Jerry Orbach Em uma pequena aldeia da França vive Belle, uma jovem inteligente que é considerada estranha pelo moradores da localidade, e seu pai, Maurice, um inventor que é visto como um louco. Quando o pai de Belle vai para uma feira demonstrar sua nova invenção, ele acaba se perdendo na floresta e é atacado por
Cate Blanchett em cena de “Conspiração e Poder”, uma das estreias da semana lobos. Desesperado, Maurice procura abrigo em um castelo, mas acaba se tornando prisioneiro da Fera, o senhor do castelo, que na verdade é um príncipe que foi amaldiçoado por uma feiticeira. Sessões 3D: BH Shopping 6: 11h10 (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Diamond 4: 13h (somente neste sábado, 26, e domingo, 27) Pátio Savassi 3: 11h (somente sábado, 26 e domingo, 27)
a indústria de cinema. Local: Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400)
CINE 104 MOSTRA: O CINEMA DE BH
Domingo (27) 16h Rocky, de John G. Avildsen (EUA, 197, 2h, 12 anos) 18h15 Day of the Fight, de Stanley Kubrick (EUA, 1951, 16’, 16 anos) A Morte Passou Perto, Stanley Kubrick (Killer's Kiss, EUA, 1955, 1h07, 16 anos) 20h Homeboy – Chance de Vencer, de Michael Seresin (Homeboy, EUA, 1988, 1h56, 14 anos)
“U: Réquiem para uma Cidade em Ruínas” (Brasil, 2016, 1h30, livre) Dir. Pedro Veneroso O embrião de uma revolução que toma forma nos meandros do sistema. Um manifesto processual para uma nova ordem cultural, urbana e social. Um documento subjetivo da cidade e de sua deturpada noção de progresso. Da distopia do progresso urbano medido pelos quilômetros construídos de tapetes de asfalto, pelas toneladas de concreto empilhado em montanhas artificiais, uma nova ordem se faz ouvir. Cine 104: 20h40 (somente terça, 29) (*) – Sessão seguida de bate-papo com o diretor
CINECLUBE FRANCÓFONO
A programação apresenta uma diversidade de estilos e estéticas que compõem a cinematografia francófona, com ênfase aos grandes clássicos Local: Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) Sábado (26) 14h Operação Concreto, de Jean-Luc Godard (Opération ‘Béton’, SUI, 1954,20 min, livre) 14h Todos os Rapazes se Chamam Patrick, de Jean-Luc Godard (Charlotte et Véronique, ou Tousles garçons s’appellent Patrick, FRA, 1957, 21 minytos, 12 anos)
CURTA CIRCUITO
Iniciando as exibições do ano, o Curta Circuito traz na programação do primeiro bimestre de 2016, filmes brasileiros que estabelecem pontos de conexão entre cinema e teatro Local: Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) Segunda (28) 20h Alma no Olho, de Zózimo Bulbul (RJ, 1974,11 minutos, 16 anos) 20h11 Compasso de Espera, de Antunes Filho (SP, 1969-1973, 1h38, 15 anos)
A NOBRE ARTE Serão exibidas filmes que abordam a relação próxima e intensa entre o boxe e
Sábado (28) 16h40 Menina de Ouro, de Clint Eastwood (Million Dollar Baby, EUA, 2004, 2h12, 12 anos) 19h O Vencedor, David O. Russell (The Fighter, EUA, 2010,1h56, 14 anos) 21h10 A Trágica Farsa, de Mark Robson (The Harder They Fall, EUA, 1956, 1h49, 12 anos)
Segunda (28) 14h Cidade das Ilusões, de John Huston (Fat City, EUA, 1972, 1h40, 14 anos) 16h Menina de Ouro, de Clint Eastwood (Million Dollar Baby, EUA, 2004, 2h12, 12 anos) 18h30 Punhos de Campeão, de Robert Wise (The Set-Up, EUA, 1949,1h13. 12 anos) 20h Alma no Olho, de Zózimo Bulbul (RJ, 1974, 11’, 16 anos) Compasso de Espera, de Antunes Filho (SP, 1969-1973, 1h38, 16 anos) Terça (29) 16h40 O Vencedor, David O. Russell (The Fighter, EUA, 2010, 1h56, 14 anos) 19h O Campeão, Franco Zeffirelli (The Champ, EUA, 1979), 2h01,14 anos) 21h15 Marcado pela Sarjeta, de Robert Wise (Somebody Up There Likes Me, EUA, 1956, 1h53, 16 anos) Quarta (30) 15h Campeão de Boxe, de Charles Chaplin (The Champion, EUA, 1915, 31 min, Livre) Luzes da cidade, Charles Chaplin (City Lights, EUA, 1931. 1h27, Livre) 17h Corpo e Alma, de Robert Rossen (Body and Soul, EUA, 1947. 1h44) 21h30 Boxe por amor, Buster Keaton (Battling Butler, EUA, 1926, 1h17, livre) Quinta (31) 15h Quando Éramos Reis, de Leon Gast (When We Were Kings, EUA, 1996, 1h28, 12 anos) 17h História Permanente do Cinema: Eu, um Negro, de Jean Rouch (Moi un Noir, França, 1958, 1h10, 12 anos) – sessão comentada 19h Touro Indomável, de Martin Scorsese (Raging Bull, EUA, 1980, 2h09, 16 anos) 21h30 O Invencível, de Mark Robson (Champion, EUA, 1949, 1h39, 12 anos)
EL DESEO – O APAIXONANTE CINEMA DE PEDRO
ALMODÓVAR
Local: Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Entrada gratuita, com retirada de ingressos 30 minutos antes. Espaço sujeito à lotação Sábado (26) 17h30 Fale com ela 20h De Salto Alto Domingo (27) 17h30 Cinderela em Paris 20h Kika Terça (29) 20h O que eu Fiz para Merecer Isto? Quarta (30) 18h No Silêncio da Noite 20h Ata-me! Quinta (31) 20h A lei do desejo Sexta (01) 17h30 Bonequinha de luxo 20h A pele que habito
CIRCUITO CONSÓRCIO HONDA AO AR LIVRE Na praça Geralda Damata Pimentel Nova Praça da Pampulha, uma sala de cinema a céu aberto para capacidade para 400 espectadores exibe filmes gratuitamente. O evento terá uma praça de alimentação com mais de dez opções de food trucks e bikes. Um DJ marca presença todos os dias de exibição, das 17h às 19h Neste sábado (26) 14h Minions 16h Quarto de Guerra 18h Intocáveis 20h Sessão nostalgia: E.T. – O Extraterreste Domingo (27) 14h O Pequeno Príncipe 16h O Menino e o Mundo 18h Já Estou com Saudades 20h Pegando Fogo Terça (29) 16h Sessão nostalgia: Cisne Negro 18h O Presente 20h Goosebumps: Monstrons e Arrepios
PROJETO TRAGA SEU FILME Local: Sala Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 32367400). Às 19h30. Gratuito. Segunda (20) “O Imortal do Gelo” Dir. Marcelo Reis e Emmerson Maurílio O documentário narra a trajetória do Clube Atlético Mineiro durante uma série de amistosos disputados pelo time na Europa, nos anos 1950, e que rendeu o título de Campeão do Gelo.
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CÂNCER >Especialista explica importância de cuidar da saúde e de realizar exames preventivos
Ter o diagnóstico precoce é fundamental para a cura LEO FONTES/09.05.09
Fazer o diagRenata nóstico preAbritta coce de um câncer significa detectar o tumor no estágio inicial, em que o paciente não apresenta nenhum sintoma clínico ou a doença ainda não causou nenhuma alteração no exame físico. “É importante lembrar que o câncer, de maneira geral, tem uma história natural muito longa e que a sua fase pré-clínica, ou seja, aquela em que não ocorrem manifestações clínicas, é muito longa, podendo ter uma duração de três a cinco anos”, explica o oncologista Amândio Soares, diretor da Oncomed-BH, clínica especializada no tratamento de tumores. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), na população mundial houve 14 milhões de casos novos de câncer e 8,2 milhões de mortes relacionadas à
doença só no ano de 2012. “Existe uma expectativa de aumento de 70% de novos casos ao longo das duas próximas décadas, ou seja, uma estimativa de que ocorram 22 milhões de casos novos e 13 milhões de mortes relacionadas ao câncer em 2034”, avalia Soares. Ainda de acordo com o especialista, as possíveis causas para o aumento da incidência do câncer estão relacionadas ao crescimento e ao envelhecimento da população, que tem, em geral, apresentado hábitos inadequados de vida, como sedentarismo, excesso de exposição à radiação solar, tabagismo e consumo de álcool e alimentos processados. “Além disso, esse aumento do número de casos deve-se, também, à melhoria das técnicas de diagnóstico”, frisa. SAÚDE PÚBLICA Tais dados levam a comunidade médica a considerar o câncer um problema de
Bem-estar
Hábitos saudáveis, como a prática de exercícios, reduzem risco de câncer saúde pública. “De modo geral, as pessoas querem saber quando e como a medicina vai conseguir a cura para a doença, mas nunca se perguntam como o câncer poderia ser evitado. C a s o a população adquirisse hábi-
tos de vida saudáveis e tivessem o diagnóstico precoce, em uma fase inicial da doença, um grande número de casos de câncer com certeza seria evitado e mais pacientes seriam curadom”, ressalta o oncologista.
doença em uma fase muito inicial, antes mesmo de existirem nódulos que possam ser percebidos por meio do exame clínico. Dessa forma, o rastreamento rotineiro com mamografia em mulheres que têm entre 40 e 75 anos tem sido reconhecido como de grande valor para o diagnóstico precoce do câncer de mama. Como descrito, quando diagnosticado em fase inicial, a possibilidade de cura pode ser superior a 90%, com cirurgias conservadoras e esteticamente muito melhores. No câncer de colo de útero, o método principal e mais amplamente utilizado para rastreamento da doença é o teste de papanicolau (exame citopatológico do colo do útero). Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), com uma cobertura da população-alvo de, no mínimo, 80% e a garantia de diagnóstico e tratamento adequados dos casos com alteração, é possível reduzir de 60% a 90% a incidência do câncer cervical invasivo.
O rastreamento do câncer colorretal se faz a partir da realização de exames que incluem a pesquisa de sangue oculto nas fezes, a sigmoidoscopia flexível e a colonoscopia. O rastreamento comprovadamente diminui o risco de mortalidade por câncer de intestino grosso. Em paciente sem risco aumentado para o desenvolvimento do câncer de intestino grosso, a realização da colonoscopia deverá ser iniciada aos 50 anos.
COMO DETECTAR O diagnóstico precoce do câncer deve ser feito por meio de rastreamento ou screening, que utiliza testes de diagnósticos simples em pacientes saudáveis. “Para que esses testes de
rastreamento sejam considerados adequados, eles precisam preencher os seguintes critérios: ter capacidade de diagnosticar o câncer antes da presença de sintomas; oferecer pouco risco ou desconforto para o paciente; ter custo acessível”, enumera Soares. Um exemplo de exame eficaz no rastreamento do câncer é a mamografia, usada para diagnosticar o câncer de mama. “O exame de mamografia é capaz de detectar tumores bem pequenos, que nem sempre são percebidos por meio da palpação. Isso, sem dúvida, favorece o diagnóstico precoce e uma maior chance de cura”, afirma. Segundo ele, geralmente, os testes de rastreamento não confirmam a doença, mas, quando apresentam alterações, indicam a necessidade de realização de uma biópsia, que possivelmente dará o diagnóstico do câncer.
ENTREVISTA Amândio Soares Fernandes Júnior Oncologista DiretordogrupoOncomed-BH Quando o rastreamento (screening) deve ser recomendado? O rastrea-
mento permite a detecção da doença antes mesmo de o indivíduo apresentar sintomas, assim, o tratamento começa em fase inicial e pode ser menos agressivo, aumentando a chance de cura e diminuindo a morbidade associada ao tratamento. Entretanto, o rastreamento deve ser recomendado apenas quando existem evidências científicas que comprovem que a sua realização realmente contribuirá para o aumento das chances de cura da doença. Dessa forma, não se jus-
tifica submeter os pacientes a testes com o objetivo do diagnóstico precoce se a abordagem terapêutica não for mudar a história natural da doença. Cite algumas situações em que o rastreamento trará benefícios para a população. Alguns tipos de
câncer apresentam grande índice de cura quando são realizados os exames de rastreamento. Podemos citar como exemplo os cânceres de colo do útero, de mama e de intestino grosso. No caso do câncer de mama, a mamografia é capaz de identificar lesões milimétricas na mama, favorecendo o diagnóstico da
FERNANDA CARVALHO / O TEMPO - 05/11/2015
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Alguns tipos de câncer apresentam grande índice de cura quando são realizados os exames de rastreamento
Especialista explica processo de rastreamento de câncer
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BELO HORIZONTE 26 de março
a 1 de abril de 2016
Paulo Bressane bressane@otempo.com.br
O conselho S
obre a coluna da semana passada, ‘A militância’, recebi um conselho de um homem sensato: “Paulo, largue esses caras pra lá. Estão agonizando e não precisam de ironias e achincalhes. Os porcos não sabem o que são pérolas, não adianta, não gere provocações que podem lhe custar muitas críticas. Tenha compaixão, o diabo já está levando esse pessoal, o que que-
RODOLFO DUARTE/DIVULGAÇÃO
entre a gente
rem são pretextos para se mostrar como defensores do povo e contra a elite. Mude seu texto, não é o momento, faça críticas a Dilma que matou milhões de vagas de emprego, isso sim os deixa sem saída e sem polêmica”. Não precisei de um minuto sequer para refletir sobre suas palavras e lhe dar razão. É que, às vezes, me exalto com as dissimulações do mundo político e, exasperado, me fogem os pensamentos mais leves.
NO BRASIL, OS GOVERNANTES estão sempre tentando aumentar a participação do Estado na economia, seria bom ver o despertar dos socialistas para o fato de que as riquezas geradas pelo livre mercado não são uma abominação, ao contrário, são dádivas para com os menos favorecidos, pois não são muitos os que se arriscam a produzir bens de consumo e, consequentemente, empregos, em um país tão fustigado por incertezas econômicas como o nosso. Seria bom ver os professores ensinando aos jovens que não é o poder econômico das elites que causam a miséria no Brasil, mas sim o enorme poder intervencionista de um Estado que nada produz, que é absolutamente negligente com a miséria e que insiste no paternalismo porque sabe explorar o medo.
empresa mineira 6 ADatte ]conquistou o
Filial
O presidente da BMCHyundai, Felipe Cavalieri e seu pai, o empresário, Newton Cavalieri, durante a inauguração da primeira filial da companhia em MG
“
Precisamos cobrar mais honestidade intelectual por parte dos governantes e governados
NESTES TEMPOS INGLÓRIOS, além da retidão de caráter, é importante pleitear sabedoria e sensatez por parte dos governantes e governados. Demagogos, alguns políticos são mestres em distorcer a verdade, o que nos leva a um constante estado de alerta, pois seu maior crime é o envenenamento mental dos inocentes úteis. Repasso o conselho que recebi, porém, não sejamos indiferentes frente a uma economia que vem sendo desmantelada e a um índice de desemprego que bate recordes históricos. Que a chama protagonizada por aqueles que vão às ruas contestar, não se apague. Que se perca a esperança de um futuro melhor em uma democracia verdadeiramente livre. Torçamos para que nosso país volte a prosperar, afinal, o Brasil verde e amarelo é de todos.
Prêmio CPFL Mais Valor em Campinas. A premiação já condecorou mais de cem fornecedores do setor elétrico por resultados significativos. Este ano, a Datte venceu ao lado de 14 outras companhias, dentre as 2.000 concorrentes. Com seus serviços, as indústrias da área de concessão da CPFL Paulista e Piratininga tem previsão de economia de até R$ 500 milhões em custos com energia elétrica, além da expressiva redução da emissão de CO2. sua vez, o Centro 6 Por de Distribuição do Grupo
Loja Elétrica recebeu o selo Ouro de Sustentabilidade, que faz parte do Programa de Certificação em Sustentabilidade Ambiental. São premiados, pela Prefeitura de BH, empreendimentos públicos e privados que se destacam na preservação do ambiente e dos recursos naturais.
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estilo
CLÁSSICO REPAGINADO>Acessório preferido do outono-inverno, o chapéu vai dominar os looks A designer de moda Anna Luiza Gazzola adora chapéus com as abas mais retas, como este modelo chamado “fedora”, um dos mais democráticos
Só vai dar ele na cabeça! RÊMULO BRANDÃO/DIVULGAÇÃO
INSTAGRAM/REPRODUÇÃO
Lorena K. Ele é item inMartins dispensável na hora de montar a mala das férias de verão, principalmente se o destino for praia. Mas o chapéu se popularizou também no dia a dia, na moda de rua, bem além dos destinos litorâneos, depois de um empurrãozinho dos festivais de música a partir de 2009 – leia-se Lollapalooza e Coachella. Com isso, o adereço saiu, definitivamente, daquele estigma de evento social e agora é utilizado livremente pelas mulheres no início do século XXI. No Brasil, não é todo mundo que investe no acessório, pois ele é mais utilizado para incrementar os looks invernais, mesmo que a função de esquentar a cabeça não faça tanto sentido no nosso inverno quase tropical. Se depender das semanas de moda internacionais, não só o chapéu, mas boinas e toucas também retornarão para esta temporada, inspirando as coleções brasileiras. Basta circular rapidamente por uma arara do fast-fashion para ver os mesmos chapéus, lá dos desfiles internacionais, adaptados para nossa realidade, hoje tão inspirada pelos anos
70. “Nesta temporada, estarão em voga os chapéus de abas largas e com mais movimento, como os modelos floppy e ‘Indiana Jones’, para compor com as franjas também características dos anos 70. A referência que o chapéu traz para esta estação é a leitura despojada e confortável daquela década trabalhada sempre pelos estilistas”, acredita Tânia Mara de Araújo, orientadora do curso de consultoria de imagem do Senac. TODOS OS DIAS Para a designer de moda Anna Luiza Gazzola, 25, o chapéu é item obrigatório do seu armário, independe da época do ano e da hora do dia. O acessório, para ela, sempre foi essencial para compor seu estilo. “Eu uso até de noite para me vestir para a balada. Me vis-
to, geralmente, com inspirações de rock, então o chapéu complementa as roupas, mesmo aquelas mais simples. Também, quando meu cabelo não está muito legal, nos famosos dias de ‘bad hair day’ e com chuva, ele é a melhor solução para disfarçar os fios e ainda te deixar estilosa”, comenta. Embora o chapéu tenha mesmo essa função de “pau pra toda obra”, a consultora Tânia ressalta a importância de combinar o material com a temperatura ou a roupa. O método é quase que uma harmonização por elementos similares, como já é típico na gastronomia: “Dias quentes pedem chapéu de palha, panamá ou aqueles confeccionados em materiais que permitam a transpiração e transmitam frescor. Já nos dias frios, como os que estão por vir, prefira os de feltro, lã e velu-
“
Nos dias frios, como os que estão por vir, prefira os chapéus feitos de feltro, lã e veludo Tânia Mara de Araújo, orientadora do curso de consultoria de imagem do Senac
do”, ensina. Quanto à cor, a regra é ainda mais básica. “Se a faixa do chapéu for escura, use roupa escura e, se a faixa for clara, a roupa também segue o mesmo padrão da cartela de cores. Se o look for mais refinado, prefira os chapéus com movimentos e que trazem mais sensualidade”, completa. O REINADO É DELES Toucas e boinas, outros itens da temporada, também são maneiras de investir nos acessórios de cabeça. São muito bem-vindas, entretanto parecem não ser os adereços favorito desta estação. “Prefira o chapéu, pois ele te dará mais tranquilidade quando for tirálo em ambientes fechados, pois não amassa tanto o cabelo como uma touca de lã. Contudo, a boina permite o trâmite em todos os ambientes, sem a necessidade de retirá-la, exceto em jantares, teatros e no cinema”, ensina. Dicas anotadas, listamos o que faltava para você investir no chapéu: uma série de inspirações e dicas preciosíssimas para proteger sua cabeça neste inverno, por necessidade ou, simplesmente, por vontade de dar um upgrade no look. Se a sua opção for a segunda, ensinamos a seguir truques de styling.
Abas largas e com movimentos integram os modelos de chapéus da estação, como mostra a cantora Manu Gavassi AGÊNCIA FOTOSITE
Para se protegerem da chuva durante a última semana de moda em Paris, os fashionistas investiram no chapéu para complementar o look
estilo
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BELO HORIZONTE 26 de março AGÊNCIA FOTOSITE
NÉCESSAIRE
Quer uma boa inspiração de look para combinar com o clássico chapéu folk? Combine com botas, que são a cara da estação, como a Tássia Naves AGÊNCIA FOTOSITE
a 1 de abril de 2016
DOUTOR LINGUIÇA/DIVULGAÇÃO
No clima da Páscoa, listamos produtos de beleza feitos com chocolate – seja no aroma gostoso ou nas fórmulas enriquecidas com cacau. Para quem está de dieta, as dicas a seguir são ótimas opções de presente.
A boina, vista no street style de semana de moda de Londres, é uma ótima sugestão para o outono/inverno
FOTOS DIVULGAÇÃO
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AGÊNCIA FOTOSITE
Máscara Especialmente para os 6 cabelos de tonalidades amarronza-
das, esse creme com base feita de cacau intensifica a cor com reflexo intenso do chocolate Quanto Preço sob consulta Onde mutari.com.br
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MANUAL DO CHAPÉU Se ainda restam dúvidas na hora de comprar um modelo de chapéu para chamar de seu, listamos abaixo as principais questões com a orientadora do curso de Consultoria de Imagem do Senac, Tânia Mara de Araujo. Situações em que o acessório deve ser evitado “Não é bom utilizar o chapéu em ambientes noturnos formais e locais fechados. O uso causa sombra no rosto e dificulta a comunicação, além de
sair da sua funcionalidade, que é a proteção solar, mesmo em dias frios”, explica.
aberto pede o chapéu como complemento do look. Quase vira uma obrigação”.
Quando e onde usá-lo “O chapéu, como protetor, pede o uso diurno, em espaços abertos que tenham contato com o sol e o vento. Isso não quer dizer que não possa ser utilizado em ambientes fechados, como um acessório. Tudo precisa ter equilíbrio e parcimônia. Um evento social no horário diurno, antes do pôr do sol, e em espaço
Qual o modelo é mais correto para você? É importante ter atenção ao tamanho em relação ao seu tipo de rosto e corpo para não ficar desproporcional. “Adeque a copa (parte de cima, que vai à cabeça) ao formato do rosto. Evite os modelos que possam reforçar a sua geometria facial. É preciso ter equilíbrio”.
RIACHUELO/DIVULGAÇÃO
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Em dobro
YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Yamaha começa a vender duas novas motos no Brasil a partir de maio ... Página 28
FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN
Vocação Entre-eixos de 2,92 m garante espaço generoso para os ocupantes
AVALIAÇÃO>Range Rover Sport HSE SDV8 é um SUV médio-grande com desempenho de ponta
Utilitário muito esportivo Apesar da crise, o mercado automotivo brasileiro mostra generosidade com as marcas de luxo. É claro que esta é uma realidade que privilegia normalmente os modelos de volume desses fabricantes, mas a crescente demanda por utilitários esportivos fez com que todos “crescessem o olho” nessa fatia do mercado. As ofertas dos utilitário-esportivos (SUVs) das marcas premium vão desde os mais em conta em suas tabelas até os modelos com valores capazes de pagar um bom Márcio Maio
apartamento em área nobre. É o caso do Land Rover Range Rover Sport, que ganhou uma versão no ano passado com o novo motor diesel V8 já adotado em outros modelos da linha – caso do Vogue e do Autobiography. E custa impressionantes R$ 519 mil.
Além do preço, o propulsor do modelo também é de tirar o fôlego – principalmente por ser alimentado por diesel. Tratam-se de um 4.4 litros capaz de gerar nada menos que 339 cv de potência, liberados a 3.500 giros, e rotundos 75,5 kgfm de torque, entre-
CUSTO-BENEFÍCIO Análise O preço pedido pelo utilitário-esportivo britânico é bem alto, embora tudo que o carro ofereça seja realmente impressionante. O Range Rover Sport HSE SDV8 é tabelado em R$ 519 mil. Mas o modelo carrega
um padrão de refinamento que é bem difícil alcançar. De qualquer forma, uma coisa é certa: em tempos de crise, só mesmo com muito dinheiro sobrando para se optar por um carro como esse.
gues a partir de 1.750 rpm. Em comparação com o 3.0 diesel, única opção disponível anteriormente no modelo, são 4,1 kgfm e 33 cv a mais, o que resulta em um SUV médio capaz de sair do 0 e alcançar os 100 km/h em apenas 6,9 s – apesar de suas 2,4 toneladas de peso. Já a velocidade máxima é de 225 km/h. A transmissão é sempre automática de oito velocidades, desenvolvida pela ZF. Com a estrutura 100% em alumínio, o modelo consegue entregar uma relação peso/potência de 7,1 kg/ cv – nada mau na categoria em que atua. [Continua na página 27]
VISUAL
Conceito O Range Rover Sport é um utilitário que impressiona nem tanto pela sua beleza, mas principalmente pelo porte. E a proposta é transmitir a robustez de um jipe clássico e imponente.
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INTERNACIONAL> Chevrolet reestiliza S10 e Trailblazer na Ásia
INTER CÂMBIO
Utilitários renovados Raimundo Couto
raimundocouto@otempo.com.br
Para inglês ver?
O
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prezado leitor (a) tem reparado nas vans escolares que circulam pela cidade e que uma parcela significativa delas transporta a “meninada” na maior algazarra, pulando de um banco para outro, e claro, sem o cinto de segurança afivelado? Responsabilidade da fiscalização, uma obrigação da BHTrans? Também, mas uma atitude que poderia ser tomada diretamente pelos pais, principalmente, começando dentro de casa, com a educação para orientar o filho a exigir que o responsável pelo transporte não deixe o veículo se movimentar sem que todas as crianças estejam seguras, presas pelo cinto. Pode parecer um alarme infundado, mas não é. Só na hora que acontecer um acidente de maior proporção e houver feridos com gravidade, as autoridades e alguns pais, que não se preocupam com isso, passarão a se importar. No próximo ano, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) completa 20 anos de sua aplicação e, desde então, temos motivos para comemorar alguma evolução no que se refere a segurança no trânsito. Estamos muito longe ainda de um cenário favorável, mas nessas quase duas décadas não se pode negar o maior rigor com um assunto tão delicado e que envolve vidas. A Lei 9.503, de 23 de seO Código de tembro de 1997, que instituiu o CTB, em Trânsito seu artigo 64, estabeBrasileiro (CTB) lece que “as crianças com idade inferior a completa 20 10 anos devem ser anos de sua transportadas nos bancos traseiros, salaplicação, e, vo exceções reguladesde então, mentadas pelo Contran”. E no artigo que temos motivos segue está implícito para comemorar que “é obrigatório o uso do cinto de segurança para condutores e passageiros em todas as vias do território nacional, salvo em situações regulamentadas pelo Contran”. Exatamente nessas situações regulamentadas que reside o grande perigo de circular sem usar o cinto de segurança. É importante refletir sobre a preocupação com a segurança muitas vezes. Quantas vezes, depois de deixar o carro em um estacionamento, o cidadão entra em um ônibus lotado e acaba viajando em pé? Segurando, quase que pendurado, muitas das vezes naquela alça presa em uma barra de metal e sendo “jogado” para lá e para cá. Outra situação cotidiana a que estamos habituados tem nos táxis outra grande preocupação. Temos que admitir que, de uns tempos para cá, a utilização do cinto de segurança no banco traseiro já é uma convenção. Raro é ver o contrário. Mas e as crianças? Nos automóveis de passeio, só é possível que elas circulem devidamente acomodadas em cadeiras especiais para essa finalidade. E, mais recentemente, é notória a preferência por automóveis zero km, que saem de fábrica equipados com Isofix, que são ganchos destinados à afixação dessas cadeiras próprias. Como é impossível que o taxista mantenha em seu carro, permanentemente, uma cadeirinha para um eventual transporte, fica aqui a sugestão. Em tempos em que os aplicativos dos smartphones estão cada vez mais democratizados, por que não adotar uma ferramenta (app) que permita uma opção para aqueles taxistas dispostos a carregarem consigo o equipamento adequado ao transporte de uma criança? Dessa forma, quando o usuário fizer a chamada e optar, marcando sua preferência por motoristas que aceitem o pagamento em cartão, por exemplo, possa, também, solicitar um veículo que permita levar a criança de forma segura.
FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
A S10 e sua irDa mã Trailblaredação zer estão prestes a passar por uma reestilização. Por enquanto, a subsidiária brasileira da Chevrolet ainda não divulgou nenhuma informação a respeito das mudanças, mas a filial tailandesa da marca acaba de revelar fotos que mostram como o SUV irá ficar. Ambas serão mostradas ao público asiático neste mês, no Salão do Automóvel de Bangcoc. A data de lançamento por aqui ainda não foi confirmada, mas é certo que elas chegarãoaomercado ainda neste ano, já como linha 2017. Tanto na picape quanto no SUV, as mudanças se concentram na dianteira. Os faróis e a grade com contornos arredondados dão lugar a um conjunto de linhas maisretas e angulosas. O capô e o para-choque também foram alterados. Ainda há novidades no interior, como a introdução de um painel redesenhado, que traz como destaque uma central
Audi TTS Cupê ganha potência A Audi anuncia a chegada da versão mais apimentada do TT, a TTS Coupé, ao mercado brasileiro. Em opção única de acabamento, o carro tem preço sugerido de R$ 299.990 e é equipado com motor 2.0 TFSI de 286 cv, câmbio de dupla embreagem S tronic com seis marchas e tração integral. Graças a esse conjunto, o esportivo acelera de 0 a 100 km/h em apenas 4,7 s e atinge a velocidade máxima, limitada eletronica-
Ducati Novas motos no Brasil A Ducati iniciou as vendas da esportiva 1299 Panigale e da 1200 Multistrada, que partem de R$ 79.990 e R$ 71.900, respectivamente, no Brasil. A primeira vem com novo motor bicilíndrico em L de 1.285 cm³, que gera 205 cv de potência e 14,4 kgfm de torque, com câmbio de seis marchas. Já a segunda estreia o novo propulsor 1.200 cm³ de dois cilindros em L, que entrega 162 cv e 13,6 kgfm, com co-
No Brasil, tanto o SUV quanto a picape irão ganhar o novo visual ainda neste ano
multimídia atualizada, com mais funções, para ambos os modelos. Mecanicamente, não estão previstas novidades. Os motores 2.8 turbodiesel de 200 cv de potência e 3.6 V6 de 277 cv a gasolina – este último disponível apenas para o SUV – seguemcomo estão. Especula-se que o propulsor 2.5 16V flex, por enquanto restrito à S10, poderá equipar também a Trailblazer, mas essa informação ainda não foi confirmada.
O painel e os revestimentos dos bancos foram alterados
AUDI/DIVULGAÇÃO
Pare! O Jeep Renegade ganhou uma 6 versão destinada a pessoas com de-
mente, de 250 km/h, segundo o fabricante. O TTS Coupé possui ainda altura de rodagem 10 mm mais baixa, rodas aro 19, faróis fullLED, bancos esportivos, volante multifuncional com base reta e instrumentos mostrados em uma tela de LCD, que a Audi chama de Virtual Cockpit. DUCATI/DIVULGAÇÃO
ficiência física, que têm direito a isenção de impostos (IPI, ICMS, IPVA e IOF) na compra de automóveis de até R$ 70 mil. Para se enquadrar nessa faixa, a nova configuração do SUV, que não tem nome mercadológico, custa R$ 69.990 e vem de série com câmbio automático, mas abre mão de alguns outros equipamentos, como sistema de som, faróis de neblina, sensores de estacionamento e rodas de liga leve. Todavia, o modelo oferece ar-condicionado, direção elétrica, controles de estabilidade e tração, computador de bordo, suporte Isofix para cadeirinhas, cruise-control e trio elétrico. deu início à segunda fase 6 AdeFiat um recall do Freemont, devido a
uma falha de vedação em um chicote elétrico ligado ao módulo eletrônico dos freios ABS. As unidades convocadas, produzidas entre 2013 e 2015, já podem ser reparadas. Informações pelos telefones 0800 707 1000 e 0800 282 1001 ou no site www.fiat.com.br. FIAT/DIVULGAÇÃO
mando de válvulas variável no cabeçote. Ambas vêm também em suas versões S, que têm visual mais esportivo, faróis em LEDs e suspensão com ajuste eletrônico. Os preços das configurações top de linha sobem para R$ 89.900 e R$ 79.900, na Panigale e na Multistrada, respectivamente.
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AVALIAÇÃO>Utilitário-esportivo, além do ótimo desempenho, oferece conforto e luxo de sobra FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN
Visual Linhas do modelo são claramente inspiradas nas do ‘irmão menor’ Evoque
Range Rover Sport tem presença imponente O Range Rover Sport SDV8 já entrega uma performance digna de elogios. Tanto a potência quanto o torque máximos aparecem em giros baixos. Os 339 cv surgem já a 3.500 rpm, enquanto os 75,5 kgfm aparecem plenamente em 1.750 rpm. O resultado é que não há espaço para qualquer sensação de falta de força. O utilitário-esportivo (SUV) parece estar sempre disposto e pronto para responder quase instantaneamente aos anseios do condutor, a partir da pressão aplicada ao pedal do acelerador. As trocas de marchas ocorrem no tempo certo, e, apesar de haver aletas para trocas manuais, não existe a menor necessidade de recorrer a elas. Basta pisar no acelerador que o carro ganha velocidade rapidamente. Um de seus pontos fortes, além do poderoso trem de força, é o sistema de suspensão, em alumínio. Ele é totalmente independente, com triângulos duplos à frente, e pneumático. De acordo com a Land Rover, é feito um monitoramento do piso cerca de 500 vezes por seMárcio Maio*
gundo para, junto com o controle de altura ajustado automaticamente, entregar o mínimo de rolagem de carroceria e estabilidade extrema em situações de alta velocidade. Fora de estrada, a suspensão pode ser elevada, e, a partir do controle de seleção Terrain Response 2, é possível selecionar o modo mais indicado para cada tipo de terreno. Além disso, a tração integral permanente incorpora uma caixa de transferência com marchas reduzidas para condições aventureiras mais exigentes. Entre as opções de modo de condução, a que mais instiga é certamente o dinâmico. As rotações sobem rapidamente, e a suspensão pneumática logo se adapta a essa situação, assim como a direção elétrica, que fica mais firme. A estabilidade, aliás, é um ponto que chama atenção no Range Rover Sport SHE SDV8. Apesar das dimensões avantajadas e da carroceria alta, o comportamento do utilitário é exemplar, mesmo em curvas acentuadas. TECNOLOGIA A preocupação em garantir a diversão na viagem não se resume ao bom desempenho entregue ao condutor. O sistema de entretenimen-
to que equipa o Range Rover Sport é de cair o queixo. Ao contrário de alguns e que desligam a imagem da televisão digital enquanto o veículo está em movimento, a tela passa a ter apresentações distintas em cada lado do carro. Para o motorista, ficam disponíveis as informações do veículo, por exemplo. Mas, quando se olha do banco do carona, o que se vê é a novela, o telejornal ou o que mais estiver no ar. Atrás, duas telas nas costas dos encostos de cabeça dianteiros são capazes de evitar brigas entre crianças. Cada uma delas funciona isoladamente, e o sossego para o áudio é garantido com fone de ouvido via wireless. Até o ar-condicionado é de quatro zonas, garantindo a individualidade de todos em um passeio com quatro ocupantes. O farto teto panorâmico – fixo – amplia ainda mais a sensação de espaço. E os bancos, extremamente confortáveis, contribuem para que fique totalmente instaurado no habitáculo o clima de sala de estar. Perfeito para relaxar e aproveitar o passeio. Não dá nem para dizer que só falta uma boa massagem, porque até isso os assentos dianteiros oferecem. * Auto Press
EM DETALHES
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Luxo O acabamento é mais um ponto em que o Range Rover Sport se destaca. O couro se mistura à madeira ou ao alumínio, dependendo das preferências do consumidor. Mesmo procurando bastante, não se acha qualquer material que não seja agradável ao toque e ao olhar. E nada é exagerado, o ambiente é bem requintado e sóbrio.
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Suspensão Não se trata de um esportivo puro, mas o Range Rover Sport se comporta de forma exemplar em uma sequência de curvas e em velocidades elevadas. Obviamente, até por seu tamanho e seu peso, não dá para abusar demais – afinal, não se trata de um cupê ou de um sedã. Mas a sensação de segurança é plena.
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Habitabilidade Como qualquer modelo mais alto, há certa dificuldade para entrar. Mas nada que não seja contornado com o hábito. Há bons porta-objetos espalhados por todo o habitáculo, e o porta-malas leva 784 l de bagagem. O isolamento acústico é ímpar – só mesmo quando se exige bastante do propulsor, o ronco aparece.
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MOTO>Yamaha passa a vender a scooter NMax e a esportiva MT-03 a partir de maio no Brasil
Para explorar nichos em alta no mercado Existem muitas formas de tentar se destacar em meio à crise no mercado automotivo. Uma delas é apostar em segmentos que estão na moda, e a Yamaha parece estar antenada com essa estratégia: a marca japonesa já confirmou a venda de dois novos modelos a partir de maio, que prometem movimentar duas das categorias que devem se destacar em 2016. Para disputar espaço entre os scooters, a escolhida é a NMax 160 ABS, que traz a fabricante de volta a esse nicho na baixa cilindrada – atualmente a Yamaha só tem um scooter em seu portfólio, a Carlos Guerra*
TMax, de 530 cm³. E para confrontar com os modelos menores de motocicletas esportivas – como a BMW G 310R, a Kawasaki z300 e a KTM Duke 390 –, chega a MT-03. Trata-se de uma variante mais “amena” da linha MT, representada no Brasil pela MT-07 e MT-09. A MT-03 tem design inspirado no Guepardo, considerado o mais rápido de todos os felinos. Para fazer jus a essa imagem, o motor é o mesmo que equipa a esportiva R3, um bicilíndrico em linha com 321 cc, duplo comando no cabeçote, quatro válvulas por cilindro, arrefecimento líquido e alimentação por injeção eletrônica. Com essas especificações, entrega 42,01 cv de potên-
cia a 10.750 rpm e 3,02 kgfm de torque a 9.000 rpm. A relação peso/potência é similar a de modelos de 500 cm³, segundo a fabricante. Na frente, a MT-03 utiliza o sistema de garfo telescópico, cujos amortecedores possuem curso de 130 mm e tubos internos com 41 mm de diâmetro. Já a suspensão traseira, do tipo monocross, tem amortecedor único com sete regulagens na pré-carga da mola, permitindo o ajuste de acordo com o peso do piloto, o tipo de terreno ou o estilo de pilotagem. O modelo de entrada da linha MT chegará às lojas na segunda quinzena de maio, com preço inicial de R$ 18.790 – com ABS, o valor sobe para R$ 20.790.
FOTOS YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Esportiva SCOOTER Já a NMax briga em uma faixa de preço mais baixa e disposta a pegar carona na discussão da mobilidade urbana que assola os países desenvolvidos. O scooter é equipado com motor monocilíndrico de 160 cm³, com quatro válvulas e arrefecimento líquido. A potência é de 15,1 cv a 8.000 rpm e o torque máximo é de 1,47 kgfm a 6.000 rpm. O propulsor conta com sistema de controle de abertura variável de válvulas, e um detalhe coloca a NMax em patamar superior em comparação à
concorrência direta: é o primeiro scooter de seu segmento com sistema de freio ABS de série. Os discos de freio dianteiro e traseiro são de 230 mm, e a suspensão leva amortecedores traseiros Double Shock – curso de 90 mm na roda – e garfo dianteiro com curso de 100 mm. As rodas são de 13 polegadas, em liga leve, calçadas com pneus sem câmara nas medidas 110/70 na frente e 130/70 atrás. O câmbio é o tradicional CVT, que impera no segmento. A iluminação dianteira e traseira é em LEDs, e o
MT-03 compartilha o motor com a R3, mas tem posição de pilotagem mais confortável
painel de instrumentos é totalmente digital e em LCD. A NMax será produzida em três cores: cinza fosco, vermelho metálico e branco metálico. A exemplo da MT-03, o modelo estará à venda no Brasil também na segunda quinzena de maio. O preço sugerido é de R$ 11.390. * Auto Press
Preços do modelo partem de R$ 18.790; os freios ABS adicionam R$ 2.000 à quantia
A NMax custa R$ 11.390 já com os freios ABS, que são de série para o scooter no Brasil
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Centro antigo da capital passou por reforma e ganhou novos atrativos ...
RIOTUR/DIVULGAÇÃO
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TRANSIBERIANA> Um passeio pela mais famosa ferrovia do mundo em pleno inverno
JUAREZ BECOZA/AGÊNCIA O GLOBO
Travessia russa
Trilhos Transiberiana tem quase 10 mil quilômetros
Juarez Vladivostok. Quem Becoza* já jogou War – o len-
dário jogo de tabuleiro que transforma o mapa-múndi numa enorme batalha, onde dados definem invasões a países e continentes – nunca esquece este nome. No mapa meio amalucado do jogo, Vladivostok batiza uma área imensa, que engloba grande parte da Rússia e as duas Coreias inteiras, servindo de ponto estratégico para quem pretende “conquistar” a Ásia,
vindo do Alasca. Na vida real, é só uma cidade. Mas não é uma cidade qualquer. A poucos quilômetros da fronteira da Rússia com a China e com a Coreia do Norte – e de frente para o mar do Japão –, Vladivostok abriga o quartel-general da frota de submarinos russos do Pacífico. É considerada a região militar mais protegida do país depois de Moscou. Mas é no turismo que Vladivostok tem sua fama mais recente e muito mais admirável. É ali o
ponto final (ou o começo, dependendo do itinerário) da Ferrovia Transiberiana, que liga a cidade até Moscou, pela estrada de ferro mais longa e famosa do mundo, de quase dez mil quilômetros de extensão. BARES AUTÊNTICOS Por essa razão (e também com um tantinho de nostalgia do War) que escolhi passar três dias em Vladivostok, vindo de Hong Kong, depois de uma rápida estada no Japão, na conti-
nuação de minha volta ao mundo etílico-gastronômica. Dali, embarquei rumo a Moscou numa aventura inesquecível de 25 dias pelo interior da Rússia, cruzando a taiga siberiana e as pradarias do Tartaristão em pleno inverno, enfrentando temperaturas médias de -20°C. Mas pude descortinar paisagens deslumbrantes, cidades singulares e uma cultura em muitos aspectos como a nossa, principalmente no gosto por comer, beber e festejar. Em Novo-
sibirsk, a capital da Sibéria, e Kazan, às margens do rio Volga, conheci alguns dos bares mais autênticos e originais de toda a minha vida. E entendi que a vodca, ao contrário do que pensamos, não é o único motor da boemia russa. A seguir, um pouco do que vi nessa aventura pela Sibéria profunda, de metrópoles sob a neve, arenque cru, muita vodca e uma cerveja surpreendentemente boa. Continua nas págs. 30 e 31
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RÚSSIA> Viajar pela Transiberiana está agora mais fácil: bilhetes são comprados pela internet
Nos trilhos A bordo e da janela do trem, passageiro experimenta uma imersão no cenário e na cultura russos
Um país cortado por linhas de trem Atravessar a RúsBecoza * sia pelos trens da ferrovia Transiberiana é sonho de quase todo viajante. Mas não precisa ficar só no sonho. A fama de percurso difícil para não iniciados na língua e na cultura russas aos poucos se dilui, graças a substanciais melhorias nos serviços da Russian Railways, a empresa privada que toma conta de todas as ferrovias do país, desde 2004. Hoje já é possível comprar passagens pela internet, com o processo quase todo em inglês e JuJ Juarez
registro eletrônico à prova de mal-entendidos. Para embarcar, basta mostrar o passaporte na porta do trem. Ainda assim, há um caminho de pedras a ser percorrido para que o sonho de cruzar a Sibéria não azede como arenque molhado. Para começar, é preciso saber que há inúmeros tipos de trens que fazem os mesmos percursos. No clássico, entre Moscou e Vladivostok, os trens mais rápidos e com o melhor serviço (e por isso mesmo o mais recomendável para turistas que não falam russo) são os de números
1 e 2, conhecidos como Rossiya. O número 1 sai de Moscou rumo a Vladivostok todo dia ímpar, e o 2 faz o sentido contrário todo dia par. A passagem direta, percorrendo os 9.298 km entre as duas cidades, sem escalas, leva sete dias. Mas essa não é a melhor opção para um marinheiro de primeira viagem. Além de ser extremamente monótono (para muita gente, beirando o desesperador), atravessar a Rússia inteira sem paradas não tem graça. O barato, especialmente no inverno, é poder descer e passar alguns
dias nas cidades do caminho, principalmente as da Sibéria. As opções são inúmeras. Ao todo, o trem para em mais de 20 cidades pelo caminho e ao menos dez delas valem visita mais longa. Escolhi três: Irkutsk, porta de entradaparaolagoBaikal,que podeser visitado emum dia; Novosibirsk, a capital da Sibéria, dona de um dos zoológicos mais espetaculares do mundo e do impressionante Museu da Ferrovia Transiberiana; e Kazan, na antiga República doTartaristão,esta jáfora do trajeto clássico da Transiberiana. * Agência O Globo
EM VLADIVOSTOK
Emblema Em destaque, o simbólico Memorial da Grande Guerra Patriótica
Herança A antiga embarcação, o C-56, é uma das atrações do chamado “turismo bélico”
Noite de neve rumo a taberna típica
Vagão-restaurante é considerado caro pelos viajantes russos
Depois de um dia inteiro visitando monumentos militares, um antigo submarino soviético, algumas estátuas de Lênin e um parque de diversão com os brinquedos congelados, decidi dedicar minha primeira noite em Vladivostok e na Rússia para pôr em prática o sonho de conhecer os bares dessa mítica cidade. Alguém havia me contado sobre o Ozzy Bar, o botequim mais “selvagem” do lugar. Descobri que ficava a cinco quarteirões do hotel. Já eram cinco da tarde, a noite já tinha caído, ventava e nevava esparsamente. Mesmo assim, decidi ir andando.
Agora, tudo o que queria estava ali, na minha frente: uma típica taberna russa, no subsolo de um prédio público qualquer. Lá haveria de ter muita fumaça, gente virando vodca em átimos, comendo arenque cru e ouvindo rock pesado nas vitrolas, pensei. A recepção não foi hostil, mas não propriamente amigável. O Ozzy não era um bar turístico. “O que estaria esse ET fazendo ali?”, estariam eles pensando, pensei eu. Mas era minha primeira experiência numa taberna russa, era preciso ser forte. “English menu?”. Não. Pedi duas vodcas. Uma para virar, ou-
tra para saborear. Não é bem o costume local (lá, as duas doses seriam viradas simultaneamente), mas impôs respeito. Pelo menos eu não era um ianque que bebericava. Um sujeito que estava comemorando seu aniversário se aproximou. Às perguntas ininteligíveis, respondi com a expressão mágica que já haviam me ensinado: “Não falo russo. Sou brasileiro”. Deu certo. Os russos nos amam. Queriam saber de tudo. Da Dilma ao Neymar. Alguém citou Jorge Amado, veja você. Credite isso às raízes comunistas do escritor baiano, que teve todas suas obras publicadas em russo.
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NOVOSIBIRSK E KAZAN> Na capital da Sibéria, cerveja envasada na hora; na outra, encontro de religiões
Do chope à mistura sacra FOTOS JUAREZ BECOZA/AGÊNCIA O GLOBO
Juarez Quando enBecoza* trei naquele estabelecimento – mais para fugir da neve do que propriamente para pesquisar hábitos boêmios –, fiquei fascinado com o que vi. O que pensei ser um botequim era, na verdade,uma espécie de choperia. Mas diferente de tudo o que já havia visto. Atrás do balcão, uma fileira de 28 torneiras reluzia sob a luz fria que domina os bares siberianos. Sobre elas, o cardápio anunciava nomes e preços de dezenas de tipos de cerveja artesanal. Até aí, tudo bem. O que fazia a diferença é que as torneiras não eram só extravasores de chope. Também eram envasadores. E o que é melhor: o chope é delicioso. Os clientes, que chegavam sem parar, escolhiam o estilo de cerveja e o tamanho da garrafa, que era então encaixada na torneira, enchida e tampada sob pres-
Curioso Casinhas no Zoo de Novosibirsk e foto da capital cubana em Kazan
são. A garrafa cheia, lacrada e selada é, então, entregue ao comprador. Assim é a rotina do Pravil’ noye pivo, a choperia artesanal no centro de Novosibirsk, capital da Sibéria e uma metrópole – possui mais de 1,5 milhão de habitantes – industrial, rica e movimentada, que não perde a vibração
nem quando está afundada sob 20 centímetros de neve. ECLÉTICA Kazan não fica na Sibéria. Já fica na Rússia europeia, na margem leste do rio Volga. Até o século XVI, era a capital do Tartaristão, território independente de tradição muçulmana. Conquistada pelo czar
Ivan, o Terrível, em 1552, toda a população tártara foi forçada a converter-se ao cristianismo ortodoxo russo. A mesquita da cidade foi destruída, e, em seu lugar, o czar construiu a atual Catedral da Anunciação. Mas hoje também, depois de séculos de intolerância religiosa, a Mesquita de Qol Sharif está
de pé novamente. Foi reconstruída em 1996, em frente à catedral. Caminhar por suas ruas, com o casario que remonta a diferentes épocas e tendências arquitetônicas, políticas e religiosas, é uma experiência fantástica. A cidade abriga, por exemplo, o interessante Museu da Cultura Soviéti-
ca, que guarda a memória dos tempos de Cortina de Ferro. Perto dali, na rua principal da cidade, uma foto de Havana sob sol escaldante atordoa quem passa apressado em meio à neve. É a porta de entrada do bar Cuba Libre. * Agência O Globo
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RIO DE JANEIRO>Turística por excelência, cidade reformou centro histórico e ganhou novos atrativos
Para surpreender sempre
ALEXANDRE MACIEIRA/DIVULGAÇÃO
Fachada do Museu do Amanhã, uma das principais novidades
Da O Rio de Jaredação neiroestá pas-
sando por uma transformação. Entre oslocaiscommaiorintervenção urbanística está o centro. Conhecido por seu casario antigo, o berço do samba nacionaldáespaçoparao revitalizado Porto Maravilha, com vista para a emblemática Baía de Guanabara. Ali,estáapraçaMauá,resultante do aterro de 1,5 milhão de metros quadrados, feito no início do século passado, para a construção do porto do Rio. Fechada desde 2011 para as obras do túnel Rio450, inaugurado neste ano, ela acaba de ser reaberta ao público como a primeira da orla da Guanabara Prefeito Luiz Paulo Conde, com umespaço seisvezes maior– da configuração original de 4.000 m², passou a ocupar 25 mil metros quadrados. No centro da revitalização da região portuária, a praça Mauá, além de ter saído da sombra do elevado da Perimetral, ganhou o Museu doAmanhã,noqualovisitante é convidado a examinar o passado, conhecer as trans-
formaçõesatuaiseimaginarcenários possíveis para os próximos 50 anos, por meio de ambientes audiovisuais imersivos e instalações interativas em português, inglês e espanhol. O Museu de Arte do Rio (MAR), também instalado no local, funciona em dois prédios de perfis heterogêneos e interligados: o palacete Dom João VI, de arquitetura eclética, e o edifício vizinho, de estilo modernista, que já foi um terminal rodoviário. Tombado, o antigo palacete abriga as salas de exposição do museu, enquanto no outro prédio está aEscolado Olhar,um ambiente para produção e provocação de experiências coletivas e pessoais, com foco na formaçãode educadores da rede pública de ensino. ARQUITETURA Seguindo a avenida Rio Branco a partir da praça Mauá, é possível admirar emblemáticas construções, como a igreja de Nossa Senhora da Candelária, o Centro Cultural Banco do Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu da Fazenda Federal e o famoso Theatro Municipal. Inaugurado em 1909, o
Theatro Municipal é uma das principais casas de espetáculo do Brasil e da América Latina. Recentemente passou por uma ampla reforma, no qual preciosidades como um grande painel original do italiano Eliseu Visconti foi resgatado. Outros importantes símbolos do teatro foram restaurados, incluindo a águia de 350 kg que enfeita o topo da construção – essa peça recebeu 8.000 folhas de ouro de 23 quilates de douramento. GOURMET No entorno, é possível encontrar animados bares e boates, como o Jazz In Champanheria – em ambiente inspirado na pop art, com projeções, nasjanelas, das mais belaspaisagens do mundo. Com um menu diversificado, o Jazz In Champanheria tem na comida japonesa o carro-chefe de seu cardápio, mas serve, ainda,sanduíchesgourmetebruschettas, tudo harmonizado com os espumantes, a bebida aposta da casa. Durante a semana, acontecem eventos como o Degusta Champa, com umadegustaçãodevariadostipos de espumantes; o Karaokê Pop Jazz In; e o Happy Hour.
DESTAQUES ATUAIS RIOTUR/DIVULGAÇÃO
Do início do século XIX, praça Mauá é o foco das novidades RIO SCENARIUM/DIVULGAÇÃO
Com shows ao vivo, Rio Scenarium é o point na Lapa
SERVIÇO Museu do Amanhã museudoamanha.org.br
Feira Rio Antigo novorioantigo.com.br/eventos
MAR museudeartedorio.org.br
Corcovado corcovado.com.br
Theatro Municipal theatromunicipal.rj.gov.br
Pão de Açúcar bondinho.com.br
Jazz In Champanheria www.jazzinchampanheria. com.br
Parque Madureira cidadeolimpica.com.br/parquemadureira
Rio Scenarium rioscenarium.com.br
Maison Leffié grandleffie.com.br
Arcos da Lapa são a maior obra arquitetônica realizada Brasil durante o período colonial
Badalado endereço passou por reforma Logo ao lado da praça Mauá está a boêmia Lapa. Com seus famosos arcos, o bairrooferece muitas opções de bares, restaurantes, casas de show, boates e espaços públicos. A região é composta por 13 ruas, com destaque para a rua do Lavrádio, que recebe, todo primeiro sábado do mês, a feira Rio Antigo. Com diversas programaçõesculturais,afeira,organizada pela Associação Polo Novo Rio Antigo desde 1996, é um dos eventos gratuitos mais prestigiados da capital,reunindo400expositores, de artesanatos a sebos eantiguidades.Duranteafeira,bareserestaurantesdaregião também abrem as portas para receber seus mais de 18 mil frequentadores. Íconedoprocessoderevitalização cultural da rua do Lavrádio, o Rio Scenarium funciona como casa de show, bar e restaurante. Com uma programação musical autenticamente brasileira, com samba, choro, MPB e forró, o local apresenta shows ao vivo e possui ambiente reservado com DJ’s, grupos de chorinho, roda de samba e até mesmo samba-rock, em uma programação variada. O bairro também abriga um endereço tradicional de shows: o Circo Voador, que já recebeu os principais nomes da cena musical nacional.
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HOSPEDAGEM>Marina All Suites oferece um pouco do Rio em espaços descolados e charmosos
Com o espírito carioca
MARINA ALL SUITES/DIVULGAÇÃO
Paulo Quer charCampos m e ? Q u e r
beleza? Quer exclusividade? O Marina All Suites, à beira da praia do Leblon, com uma vista panorâmica inigualável até o Arpoador, é um pouco da alma e do estilo carioca de bem-viver. O hotel-butique, tendência que cresceu bastante no Brasil nos últimos anos, é um espaço descolado, moderno, bem-decorado, com suítes assinadas por renomados arquitetos, entre eles André Piva, e com nomes de pontos turísticos. O hotel é um reflexo de um bairro elegante, espelhado em corredores coloridos, suites com objetos de design, conforto que vai desde lençóis, toalhas e roupões Trussardi até amenities e chinelos personalizados, numa profusão de detalhes. Nas amplas suítes – decoradas umas diferentes das outras e que um dia
serviram de espaço para uma edição da Casa Cor –, mesa de jantar, sofá, banheira e janelões de vidro fazem toda a diferença, assim como o atendimento. Nas suítes, olhar pela janela e vislumbrar o Corcovado, principalmente em dias ensolarados, enche o hóspede de energia. Na cabeceira, biscoitos Globo ajudam a lembrar que ali se respira o Rio. Os drinques do Bar d’Hôtel, idem. GOURMET A gastronomia da chef Lydia Gonzalez aproveita para fazer uma releitura de receitas com produtos brasileiros. Mas a experiência carioca mais completa é aproveitar uma noite no Bar do Lado, onde os moradores batem ponto. Embora seja um hotel com ares sofisticados e serviços personalizados, o Marina All Suites não intimida o visitante. É no terraço, entre um drinque e outro, ou na piscina debruçada sobre o mar, que se dá valor à vida e a seus pequenos prazeres.
Informações: (21) 2172-1001 ou www.allsuites.hoteismarina.com.br
o hotel Marina All Suites oferece pacotes de três noites de hospedagem com preços a partir R$ 2.820 (suíte Luxo), R$ 3.060 (suíte Master), R$ 3.497 (suíte Corcovado), R$ 3.932 (suíte Praia) e R$ 4.780 (suíte Cristal).
Pacotes Durante os feriados de 2016,
Inclui: café da manhã, welcome drink e welcome amenitie.
Endereço: Av. Delfim Moreira, 696, Praia do Leblon
Suítes foram assinadas por renomados arquitetos
MARINA ALL SUITES/DIVULGAÇÃO
Bar d’Hôtel serve petiscos e drinques bem ao jeito carioca
MARINA ALL SUITES/DIVULGAÇÃO
Piscina com cobertura de vidro e vista para Leblon e Ipanema
RODRGO AZEVEDO/DIVULGAÇÃO
SERVIÇO Marina All Suites
Detalhes
Recém-inaugurada, sala de eventos para 40 pessoas
MARINA ALL SUITES/DIVULGAÇÃO
Prédio de 18 andares; bar no térreo é aberto ao público EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ATRATIVOS CLÁSSICOS E NOVIDADES DO RIO RIOTUR
STOCKXPERTS
O bondinho liga o morro da Urca ao do Pão de Açúcar. Inaugurado em 1912, foi o primeiro teleférico do país e terceiro no mundo, tendo, desde então, sido utilizado por mais de 37 milhões de pessoas. Do alto dos morros, pode-se ver a enseada de Botafogo, a orla de Copacabana e a entrada da Baía de Guanabara. No verão, o anfiteatro do Morro da Urca é palco para shows e eventos noturnos.
Localizado no alto do morro do Corcovado, é a imagem brasileira mais conhecida no mundo. Todos os anos, mais de 600 mil pessoas são levadas ao monumento por meio da centenária Estrada de Ferro do Corcovado, o passeio turístico mais antigo do país
RIOTUR
RVONKRUGER FOTOGRAFIA
Na zona Norte do Rio, a novidade é o Parque Madureira, com três cascatas, lâmina d'água de 10 cm, praia artificial de 500 m² de areia, quadra de futebol society, jardim medicinal (são 18 espécies de plantas), academia de ginástica e parque infantil com cama elástica. Atualmente com 2,3 km de extensão, a expectativa é de que, até o fim deste ano, chegue ao bairro de Guadalupe, totalizando 4,5 km.
O local funciona no recém-reformado prédio inspirado na Belle Époque que abrigou o lendário Cine Ideal, traz à cena carioca uma proposta ‘multifacetada’, servindo de palco para festas elegantes, mini-weddings, desfiles de moda, pockets shows ou eventos corporativos.
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SABORESDOMUNDO
turismo
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renatoquintinogastronomia@hotmail.com
Para comer bem em Lima RENATO QUINTINO/DIVULGAÇÃO
Por alguma razão misteriosa, o brasileiro ainda não descobriu Lima. Com voos diários saindo de São Paulo, Lima é uma cidade cosmopolita, comparada a grandes centros urbanos do planeta, e com uma gastronomia que hoje é lenda em todo o mundo. Com quatro restaurantes entre os melhores do mundo, segundo a lista da revista inglesa “The Restaurant”, Lima tem foco no turismo gourmet. O Central, de Virgílio Martinez, encabeça a lista com primorosa cozinha autoral; o Astrid e Gaston, de Gaston Acurio, destaca-se com menus de 25 passos (chega a ser cansativo, são quatro horas e meia comendo); o excelente “a la carte” La Barra; e o Maido, de Mitsuharu Tsumura, que faz o melhor da cozinha nikkei, uma fusão das cozinhas peruana e japonesa. Nesses restaurantes, de preços elevados, reservas são fundamentais e devem ser feitas com antecedência. Pedro Miguel Schiaffino também faz ótimo trabalho no seu Malabar e, principalmente, no Amáz, inspirado na cozinha da Amazônia peruana, o IKa brilha com cozinha peruana contemporânea e a chef Arlette Eulert (ex-restaurante Rafael) se destaca no seu Matria. Cevicherias são ótimas opções, normalmente
abertas apenas para o almoço até as 16h, a preços razoáveis. Os destaques são La Mar, de Gastón Acurio, e El Mercado, do chef Rafael Osterling, ambos em Miraflores, a região mais badalada da cidade na gastronomia. HOTÉIS E MUSEUS Um bom hotel em Miraflores permite caminhar até os principais restaurantes da cidade e pelo Malecón (calçadão com vista para o mar) e visitar o shopping Larcomar. Aliás, Lima é ótimo lugar para compras, com destaque para o shopping Jockey Plaza, que lembra grandes shoppings de Miami. Ainda na celebrada Miraflores de Mario Vargas Lhosa, o chef Rafael Osterling se destaca com o seu Rafael, talvez o melhor restaurante da cidade, mesmo não constando na lista dos 50 melhores da “The Restaurant”. Com cozinha autoral (sem menusdegustação), público adulto e instalação confortável, o chef brilha em pratos de concepção complexa e de sabores inesquecíveis. O bairro boêmio de Lima é o Barranco, próximo a Miraflores, com vida noturna intensa e boas opções de comida mais em conta, como Veggie Pizza (pizza vegana, deliciosa), bar e restaurante do Museu Mario Testino, Picas, Ayahuasca, La 73 Paradero Gourmet, com seus celebrados churros, e o complexo de
bares e restaurantes próximo à ponte dos Suspiros. É imperdível uma visita ao Hotel B, por suas instalações e seus badalados bares e restaurantes, abertos ao público, e ao Dédalo, com artesanato peruano e bar. Para comer gastando pouco são boas opções, ainda, La Lucha Sangucheria (sanduíches criollos), Tanta (cozinha tradicional peruana com pegada “comfort food”) e Papachos (hamburgueria), todos de Gastón Acurio. O El Toque Pez é quase um quiosque, numa região pouco segura, mas frequentado por chefs locais. Lima tem excelentes museus, a exemplo de Larco, de arte pré-colombiana, que possui um ótimo restaurante; Pedro de Osma; Casa de Aliaga (mansão mais antiga do país); e Museu de Arte Contemporânea. A cidade tem também museus a céu aberto, como as Huacas (ruínas pré-colombianas), em que se destaca a Huaca Puclana, com um bom restaurante. A panificação é outro destaque, como a El Pan de La Chola, de Jonhatan Day, com cafés, chás, sanduíches e saladas, em Miraflores. Um grande programa. Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br
GIRAMUNDO Férias de julho Há opções de roteiros internacionais, de EUA a Canadá,Europa,CaribeeJapãopormenosdeR$5.000 VISITJAPAN/DIVULGAÇÃO
Para quem ainda está indeciso sobre as férias de julho, a CVC oferece roteiros internacionais por menos de R$ 5.000 por pessoa. Entre as opções, há pacotes com aéreo e de quatro a 12 diárias de hospedagem para Miami (EUA) por R$ 2.170, Punta Cana (República Dominicana) por R$ 2.590, Amsterdam (Holanda) por R$ 3.855, Toronto (Canadá) por R$ 3.061, Santiago (Chile) por R$ 1.320 e Tóquio (Japão) por R$ 4.929. Informações: www.cvc.com.br.
Uma das ótimas opções de ceviche, da La Mar, do famoso chef Gastón Acurio
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crônica
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BELO HORIZONTE 26 de março
vida leve
a 1 de abril de 2016
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Ah, essas paixões... ACIR GALVÃO
C
om um sorriso largo, minha jovem amiga v e i o me falar de suas últimas façanhas. Seguidora do programa “The Voice Brasil”, apaixonou-se por um dos concorrentes, descobriu seu e-mail e iniciou uma série de conversas virtuais. Respeitoso e solícito com as fãs, ele, sem saber, fez com que aquela platoníssima paixão aumentasse ainda mais. Ganhou de presente do padrinho uma passagem para Curitiba, onde reside o cantor. Assim, poderia conhecer e ver in loco o seu ídolo maior durante uma apresentação. Escreveu-lhe contando a novidade. Tudo devidamente esquematizado, malas prontas, roupas escolhidas a dedo e a expectativa enorme de realizar seu desejo. – Castellani, aí vou eu!!! Naturalmente, foi umas das primeiras a chegar. Apresentou-se ao cantor e amigo virtual, que, educadamente, lhe dispensou as devidas atenções. Praticamente em cima do
palco, com a emoção transbordando pelos poros, minha amiga se empolgou tanto que caiu, ou melhor, se estatelou no chão, quebrando o tornozelo e algumas costelas. Carregada, saiu de ambulância para um hospital. – Tu deves operar agora, disse-lhe o médico. Nos passe o contato de algum familiar... – Doutor, eu não sou daqui... – Mas nenhum conhecido? Nada? – Bom, eu tenho um amigo... Horas depois, foi embarcada de volta a BH num serviço de emergência. A cirurgia seria realizada em Minas. Na cabeça atordoada, a lembrança do cantor visitando-a no hospital para depois, preocupado com a fã enlouquecida, acompanhála ao aeroporto. Diverti-me ouvindo essa história, que, apesar dos pesares, teve um final feliz. Também já fui jovem e tiete, já viajei atrás de ídolos, principalmente os de futebol. Já enlouqueci a minha mãe e depois, como mãe, paguei os meus pecados. Tinha horror quando conjuntos de rock vinham ao Brasil, ou melhor, ao eixo Rio-São Paulo, já que Belo Horizonte nunca, never,
entrava no roteiro de shows de grande porte. E minhas filhas, com os colegas, cismavam de ir a esses megashows, deixando-me, naturalmente, mega-dores de cabeça. Num desses, chegaram à fila com 12 horas de antecedência. Disseram que era para garantir o lugar na grade. Descobri que grade era grade mesmo, aquela coisa de ferro, espremedora de gente, divisa entre o cantor e a multidão, guardada por policiais e um bando de enlouquecidos gritando embaixo. E elas lá, cada uma com seus três meios-metros e pouco, no meio de 30 mil empolgados. O jeito era entregar pra Deus e acender vela para o anjo da guarda. Outro dia, na TV, estudantes entusiasmados eram entrevistados antes de um show. Estavam na fila desde as oito da manhã, para um evento que começaria às dez da noite, tudo isso para pegar seus lugares na grade, como faziam minhas filhas. Vejo que malucas não eram apenas elas. Nunca me apaixonei por cantores. Havia um Peter Frampton que eu achava lindo, mas era tanta areia pro meu carrinho de mão que não me permitia sequer sonhar com a figura meio loira
e cabeluda que despertava frissons. Vejo que determinadas reações são típicas de mulheres. Não é usual encontrar um homem se descabelando por uma Cameron Diaz ou uma Ivete Sangalo, dando piti e desmaiando, como acontecia nos shows do cafonérrimo, mas atraente, Sidney Magal (de 30 anos atrás, claro!). “Ah! Eu te amo! Ah! Eu te amo, meu amor. O meu sangue ferve por você!”. Pronto, meia dúzia no chão. E a cigana Sandra Rosa Madalena?
Outra leva. Quantas dariam a vida para ser a tal cigana! E lembro quando uma amiga, aos gritos, me chamou para ver na TV o novo conjunto que despontava nas paradas: o RPM. – Laurinha, olha esse cara! Pelo amoooor de Deus! – foi seu comentário ao ver pela primeira vez, trocentos anos atrás, o cantor Paulo Ricardo. Pois é; o tempo passou. O Peter Frampton vou ver se ainda existe, o Paulo Ricardo mudou de estilo, “encafonou” e engordou um pouco,
mas ainda é interessante. O Magal continua cafona e engordou horrores. Entendo os fãs e suas reações. Entendo o que levou minha jovem amiga a ir para o Sul do país. O que a fez quebrar o tornozelo e algumas costelinhas. Ah, paixões... Essas deliciosas e platônicas paixões...
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO