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DO NAUFRÁGIO DO TITANIC À SAGA DOS TRONOS: DESCUBRA O CHARME DE BELFAST ... Páginas 6, 7, 8, 10 e 11
MÁSCARAS FACIAIS GANHAM VEZ NA NÉCESSAIRE ... Páginas 21
ANTONIO FAGUNDES LANÇA LIVRO SOBRE TEATRO NO BRASIL ... Página 11
C4 CACTUS CHEGA AO BRASIL, NOVO SUV DA CITROËN CUSTA A PARTIR DE R$ 68.990 ... Páginas 18 e 19
RENATA D’ALMEIDA/DIVULGAÇÃO
1 a 7 de setembro de 2018 ANO XXVII número 1466 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE FRED MAGNO
MAIS E MELHORES
BLUES Gênero conquista número crescente de fãs na capital, onde eventos como o Rota do Blues, o Sindicato do Blues e o novo Street Blues promovem o encontro entre diversas gerações
Ablusadas: formado só por meninas (na verdade, hoje são oito), o grupo é um dos expoentes da cena local
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de setembro de 2018
A SEMANA
VITTORIO MEDIOLI Editorial
O fundo do inferno á um ano, quando se discutiam as normas da eleição, agora em curso, escrevi nesta coluna opiniões que soavam como profecias. Creio que acer-
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tei quase tudo. As regras em vigor agora foram inspiradas pela pedra lascada, aprovadas pelo Congresso em seu favor, permitindo que aqui, em Minas, uma candidatura de um forte candidato, autorizado por seu partido a empreender uma longa campanha de quase dois anos, fosse incinerada por uma decisão exarada pela cúpula do próprio partido. Marcio Lacerda é a vítima mais injustiçada do Brasil contemporâneo. No momento em que adquiriu consistência, com o apoio de oito partidos, dispostos a fugir em Minas da alternância de PSDB e PT, que deu na falência do Estado, foi tirado do páreo, justamente por se mostrar como ameaça à velha política, aquela dos mensalões e petrolão. Ser uma alternativa foi o bastante para ser expulso. Em seguida, Jaime Martins, recém-filiado ao PROS na tentativa de fugir de um apoio de seu antigo partido, PSD, ao PSDB, teve o mesmo fim. Mesmo autorizado abertamente a conduzir os interesses “majoritários” da legenda em Minas, no exato momento de herdar a coligação de Lacerda, teve o ilustre Eurípides, presidente de seu partido, surgindo da sombra e vetando sua candidatura. O que ganhou? Nesse jogo de mata-mata, quem morreu foi a liberdade, tão cara ao eleitor mineiro. Parece que o motivo do PROS seria não atrapalhar um desconhecido candidato a deputado federal que poderia perder possibilidade de se eleger com 45 mil votos, meta minimalista projetada pelo presidente do PROS. Dá para acreditar?! Difícil, mas oficiosamente o candidato a governador Jaime Martins, com apoio de oito partidos e 50% do tempo de propaganda, dificultaria uma maior participação no bilionário Fundo Partidário, regido pelos votos de deputado federal! O episódio faz enxergar nos porões das regras a possível locupletação de figuras incrustadas nos nanicos, no baixo clero, que nada faz sem ter algo a faturar. Estamos revivendo em versão moderna o mercado de escravos do século XVIII na orla do porto de Paraty. Foge ao eleitor que um deputado federal eleito rende ao partido verbas de fundos de R$ 13/14 milhões em quatro anos. Entre o “aparentemente inexplicá-
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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vel” absurdo, ocorre que um grande partido com fundo de R$ 500 milhões possa comprar 15 segundos de propaganda de um partidinho. As verbas são repassadas à conta da legenda “comprada”, e daí pela rota de notas frias até chegar ao bolso dos donos do nanico montado para enriquecimento de uma fauna de predadores. Ainda, com os fartos recursos tirados dos contribuintes, se fornece verba para microcandidatos de “dobradinha”. Vejase em Betim, com seus 260 mil eleitores, foram registradas 51 candidaturas a deputado federal e estadual. Como? Distribuindo para quase todos de R$ 10 mil até R$ 200 mil para serem kamicazes que transfiram alguns valiosos votos para os donos de partidos. Falta dinheiro para saúde, mas sobra para os eleitos garantirem essa poucavergonha. O efeito direto é a distorção abrupta dos rumos da democracia, e mais o crescimento de uma nova forma de surrupiar os cofres públicos. Constituem-se, como sempre, privilégios, castas e esquemas de assaltos aos bens do país. Perpetua-se nesse ambiente sórdido a corrupção dos picaretas, ora cúmplices na tentativa de aniquilar as cinzas da decência no Brasil. Provavelmente, se chegará à conclusão de que esta eleição, antidemocrática, construída nos bastidores da velha política, deverá ser considerada a mais suja da fase republicana. Evidencia-se que não vem para garantir um futuro de prosperidade. Acentua cinicamente os erros do passado e castiga o Brasil ao fundo do inferno. Chamei, em agosto de 2017, a atenção para a necessidade de candidaturas avulsas, expressão máxima da liberdade e da democracia, adotadas como antídoto aos mecanismos políticos nos países mais civilizados. Possibilitariam escantear quem abomina figuras de valor universal e oxigenar o poder. Mas o Congresso preferiu manter o sistema de acorrentados ao interesse dos corruptos. Os partidos são birutas que se enchem no sentido da corrupção e, por isso, precisam centralizar o controle do assalto ao país. As regras são tão podres, restritivas de um lado e escancaradas de outro, que será nesta eleição a vez de o PCC montar sua bancada, de traficantes possivelmente disfarçados de religiosos de Estados carimbados pela pobreza. Lá o voto é mais fácil. A catástrofe produzida pelo Congresso estava entre as profecias de 12 meses atrás, quando defendi a via do distritão misto, as candidaturas avulsas e a aboli-
ção do financiamento público, instalando-se, assim, limitações e tetos austeros aos gastos de propaganda. A velha política atribui-se uma montanha de recursos públicos para fazer a diferença. Vivemos há décadas a tirania de partidos “ad delinquerem”, sem qualquer pudor. Apesar de o público não conseguir enxergar a perversidade do fundo partidário eleitoral – alguns bilhões subtraídos da saúde e educação do povo –, contam-se já as vítimas do “mecanismo” criminoso. Excluindo-se ou limitando-se outras fontes de financiamento e aumentando a dos políticos atuais, gerou-se uma reserva de mercado eleitoral. Figuras de porão, marcadas por um passado desabonador, e outras, vivendo um presente que acumula carga explosiva, entraram em cena nos últimos dias usando as regras sombrias aprovadas um ano atrás, quando esta coluna alertava: É preciso retirar poder dos caciques e coronéis dos maiores partidos que atuam para matar as propostas de abandalhar as eleições e que mantêm o país como o mais corrupto do planeta. Fosse o distritão misto apenas para se livrar dos caciques bandidos, ou diminuir sua força, sobrariam vantagens para a nação. Figuras que chafurdam nas regras obscenas teriam perdas significativas em sua capacidade destrutiva. O sufrágio se alinharia à vontade popular sem canalizar a manada para o curral. Os eleitos teriam o peso e a legitimidade dos votos recolhidos e não seriam peças nas prateleiras de um dono “mensaleiro” de partido, como Valdemar da Costa Neto, o mais inflamado inimigo do distritão. Voltaria a embaralhar as cartas marcadas de um jogo perdido pelos eleitores. Cartas viciadas para trapacear. Seriam serrados, ainda, os saltos de nanicos que traficam na politicagem como demolidores. Não permitiria que se chegasse ao Legislativo pela esperteza e capacidade de aglutinar um conjunto de candidatos que, somados, garantem o passaporte de um desqualificado. Teremos mais dois sofridos meses de enjoo, suor e sofrimento para saber se o Brasil sobreviverá à velha política que o transformou num horror.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“A Academia Brasileira de Letras não merece Conceição Evaristo. (...) É uma instituição que, afinal, só é notícia quando há a morte de um membro e na eleição do substituto. Uma espécie de involuntário cemitério de elefantes, onde se migra para esperar a visita definitiva da grande senhora”. Dodô Azevedo, escritor, ao G1, sobre o fato de a autora mineira não ter sido eleita para a Academia Brasileira de Letras (ABL), em pleito realizado na última quinta-feira (30), que acabou sagrando Cacá Diegues. A escritora recebeu apenas um voto. REPRODUÇÃO INSTAGRAM FUNAI
“Essa atitude de censura não dialoga com a aceitação da diversidade, classificando como nudez o fato de uma mulher indígena não se vestir com trajes que não são de seus costumes (...) A Constituição de 88 em seu artigo 231 reconhece os costumes indígenas” Trecho de nota da Fundação Nacional do Índio divulgada na última quinta (30). A Funai teve sua conta no Facebook suspensa por publicar uma foto de mulheres indígenas com os seios desnudos
“O meu salário não diz respeito a ninguém. E eu posso garantir, como mulher, que jamais aceitaria receber um salário menor do que o que um homem recebesse com as mesmas funções e atribuições que eu” Renata Vasconcellos, apresentadora do Jornal Nacional, na última terça (28), em resposta ao entrevistado Jair Bolsonaro
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BLUES EM ALTA> Festival Street Blues entra em cena para atestar a potência do gênero em BH No delta do Mississippi, ele nasceu. Bem, na verdade, em termos. As raízes do blues podem ser encontradas na África, embora tenha sido nos campos de algodão do sul dos Estados Unidos que, por meio do canto dos escravos, o gênero foi ecoando até chegar, nos anos 1950, a Chicago, onde adquiriu tônus para alçar voo mundo afora. Na capital mineira, a milhas deste epicentro, o blues encontrou terreno fértil. Não por outro motivo, a cidade abriga iniciativas de vulto, como o Rota do Blues ou o Sindicato do Blues, para citar algumas. Neste final de semana, outra investida entra em cena com a vontade confessa de se incorporar ao calendário loca. Ocupando a praça Mendes Júnior, em Lourdes, o Blues Street Festival programa, das 12h às 21h deste sábado (1º) e domingo (2), shows gratuitos, de atrações nacionais e internacionais – como o gaitista Jason Ricci, de Nova Orleans, e a pianista Taryn Donath, da Califórnia. Ou, ainda, o argentino Danny Vincent. “Era um projeto que estava engavetado há alguns anos e resolvemos colocá-lo Patrícia Cassese
O Mississippi é logo aqui em prática”, conta o idealizador Gilberto de Castro. A ideia, como o nome indica, é que aconteça sempre na rua, “para que a população possa interagir com esse estilo tão rico”. E, ainda, que o evento possa contribuir para a manutenção da cultura do blues, “promovendo um intercâmbio entre artistas mineiros, do Brasil e internacionais”. Em suma, dar espaço a quem está começando “e trazendo quem já está na estrada”. Tida como a rainha do Boogie Woogie, Taryn falou sobre seu show. “Vou colocar toda a minha paixão no palco – e espero que o público sinta isso”. ROTA DO BLUES Prova cabal de que o gênero encontra plateias ávidas
aqui é que o citado Rota do Blues comemorou, em julho, com show de Lil' Jimmy Reed, cinco anos de vida. Idealizado pelo músico, guitarrista e produtor Bruno Marques, 35, o Rota teve seu debute com um nome de peso: o guitarrista Lurrie Bell. “Comecei inclusive desacreditado por alguns artistas da cena, mas a estreia já teve lotação máxima”, lembra ele. “Desde então, fizemos shows em São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre... E, com os artistas do evento, participei de alguns dos maiores festivais do país, como o Rio das Ostras Jazz & Blues Festival, o BB Seguros e o DiPanas”, diz ele. Mais recente (de 2015), o Sindicato do Blues, idealizado e produzido pelo jornalista Bru-
LUZ COMUNICAÇÃO/DIVULGAÇÃO
no Mateus, propõe shows mensais e encontros na Casa do Jornalista. Por ele, já passaram Affonsinho e Radioblues, Shello & LoBo, O Elemento Blues, The Deal, Alexandre Araújo, Doctor Ray!, Bulldose, The Lee Gang, Guto Grandi&Sérgio Geleia, Gustavo Fofão&Patrick Blancos, Machaka, Regali, BlackTrack, Auder Jr & Blues Friends, Black Blues, Nomad’s, Pocket Band, Ablusadas e Claptomania. Sim, há outros eventos na cidade que se debruçam sobre o blues – citar todos, claro, seria difícil. Mas, afinal, o que leva o mineiro a nutrir tanta simpatia pelo gênero? “O belo-horizontino adora blues”, confirma Auder Júnior, líder da banda Audergang e curador do Street Blues, que lança uma teoria cu-
“
Sou fã da música brasileira – em especial, da bossa nova e do samba, que têm padrões rítmicos encantadores Taryn Donath, cantora de blues norte-americana que estará no festival
MARCOS BELLUSCI/DIVULGAÇÃO
riosa sobre o crescente interesse. “Acho que está aliado à alta da produção de cerveja artesanal”, aventa. Explica-se: ele entende que os eventos ligados à bebida encontraram, no blues, a trilha sonora perfeita. Já para o músico Alexandre Araújo, um dos pioneiros da cena blues mineira, a música, em um espectro mais amplo, ficou caótica e sem atrativos. “Muita massificação e pouca qualidade. E o blues veio preencher este nicho, porque não é vazio, e, sim, cheio de emoções. Este espírito vem contagiando o público que antes não conhecia o gênero”, entende. Mais que se ater à música, o Street Blues programa performances no chão, feira de vinil, de antiguidade e gastronomia de rua. A ambiência está a cargo do gaitista e artista Marcos Kaoy – que, vale dizer, é outro batalhador da cena blues local: seu Barracão Antiguidades e Arte, em Casa Branca, é um dos points do gênero. “Só tenho a agradecer (à recente onda), os eventos têm ficado cheios. Claro, se comparado ao interesse pelo rock e pelo pop, o manifestado pelo blues ainda fica aquém. Mas é válido salientar que o gênero também não visa as massas... Diria que ele é um alicerce”. FOLKERT HIELEMA/DIVULGAÇÃO
Da esquerda para a direita, em sentido horário: o argentino Danny Vincent, Marcos Kaoy (no grupo, com a gaita), Jason Ricci, Taryn Donath e Auder Júnior (esquerda) e seu grupo, o Audergang, nomes que estarão no festival; por último, Bruno Marques (com Lurrie Bell), nome à frente do Rota do Blues
FLÁVIO CHARCHAR/DIVULGAÇÃO
MARCELA POLIDO/DIVULGAÇÃO
GAIL BURLINGAME/DIVULGAÇÃO
UMA RUA DEDICADA AO GÊNERO, COM DIREITO AOS ICÔNICOS JUKE POINTS Grade Além das atrações já citadas, o “Street Blues” programa o argentino Danny Vincent, Rodrigo Nézio (RJ) e os mineiros Blues Machine Society, Alexandre da Mata & The Black Dogs e Audergang.
Ingressos Embora tenha entrada franca, os ingressos devem ser retirados pelo site sympla.com.br/streetbluesfestival. Juke points O “Street Blues” vai recriar esses espaços atavi-
camente atrelados à história do gênero musical. Marcos Kaoy explica: “Em sua origem, não são lugares que possam ser chamados de ‘confortáveis’. Eram, muitas vezes, encontros improvisados em va-
randas ou botequins de estradas, e frequentados apenas por afro-americanos. Estou tentando reproduzi-los da forma mais fiel possível”, diz o também gaitista, que, aliás, nos intervalos dos shows, vai
se apresentar ao lado do violonista Julio Mello. Telas Cenograficamente, Marcos gosta de trabalhar com descartes, como pedaços de instrumentos. “E vou mostrar telas
repassando a história do gênero, das raízes africanas à expansão em Chicago. No início, uso, por exemplo, elementos africanos ligados à proteção contra o mau-olhado, como o (amuleto) Mojo”.
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CENA BLUES> Artistas veteranos e novas bandas e expoentes empunham a bandeira do estilo
Empenho em difundir gênero PAULO TI/DIVULGAÇÃO
ACERVO PESSOAL
Patrícia A cena blues Cassese belo-horizontina também abre espaço para as mulheres – as integrantes do Ablusadas que o digam. Com um ano de trajetória, o grupo reúne oito instrumentistas que compactuam diretrizes para além da vontade de disseminar o blues e o jazz. “Amizade, diálogo, respeito pela nossa diversidade, estilo de vida e histórias”, conta a baterista Brenda Marques. “Saber lidar com tudo isso nos empodera e nos motiva a seguir”, acrescenta ela, que tem como colegas Roberta Magalhães (vocal), Débora Coimbra (baixo e backing vocal), Mel Martins (guitarra) e Milena Zannini (teclados e piano), Mi Maravilha (trombone), Lidiane Nunes (sax tenor) e Camila Barreto (sax alto). Foi Roberta, aliás, a plantar a semente. De pronto, arregimentou Brenda. “Quando a gente viu que nossas ideias se completavam, partimos para a escolha das musicistas, o que foi bem difícil (inclusive, algumas vieram de outros estilos). Quando já éramos cinco, fizemos um brainstorm e o nome Ablusadas surgiu no grupo do whatsapp”. A banda tenta resgatar o conceito das big bands. O repertório lembra divas do blues e do jazz, como Ella Fitzgerald, Wynona Carr e Nina Simone, até contemporâneas, como Imelda May. Mas sim, há composições próprias. “Me arrisco a dizer que nossa próxima música, ‘TPM’,
vai levar o público a cantar junto”, garante Brenda. Se o Ablusadas ainda exala um ar de novidade, nomes como o de Alexandre Araújo e o de Affonsinho revelam que o blues sempre pulsou forte entre as montanhas. Alexandre Araújo, aliás, está completando nada menos que 30 anos de trajetória. “O blues foi a primeira música que aprendi no violão. Acho que de forma intuitiva, pois sinto que o gênero sempre esteve dentro de mim”, avalia. Alexandre conta que começou a tocar blues profissionalmente em 1988, com a banda Aeroblues, no antigo Janis (hoje, Rec Music). A partir de 90, segui com meu próprio nome”. Suas influências sempre foram os “kings” do blues, como brinca. “BB King Albert King e Freedie King. Depois vieram os mais modernos, que aprecio muito também”. Prestes a completar 61 anos, Alexandre vai festejar as três décadas de música com shows e o projeto Acorde Minas Jam Session Alexandre Araújo Blues, que irá percorrer o Estado com workshops, intercâmbios e afins em homenagem também ao irmão, Marco Antonio Araújo (1949-1986), “como início do resgate de sua inesquecível obra”. Outro afiliado ao blues é o guitarrista, cantor e compositor Affonsinho, que, no entanto, travou contato com o gênero por vias tortas. “Comecei a ouvir música na infância por meio dos discos do Nat King Cole do meu pai. Mas era Cole cantando Gershwin, Porter, ou seja, os brancos. Mas ali já existia a alma blues, o que vim a me dar conta tempos depois”.
Aguerridos
Alexandre Araújo e Affonsinho são dois dos artistas que advogam a causa
Antes, Affonsinho se enfronhou no rock. “E fui descobrir que o pessoal do rock’n’roll copiava o blues americano, que, naquela época, aliás, estava em baixa nos EUA. Muddy Waters, e tantos outros, estavam meio esquecidos. Mas, como todo jovem gosta de ouvir o que ninguém estava ouvindo, os meninos brancos descobriram essa música. E foi neste momento que os EUA voltaram a valorizar esses ícones”. Affonsinho lembra que, na biografia de BB King (1925-2015), o músico dizia que, por muito tempo,
não tocava para brancos. Tal como Alexandre Araújo, Affonsinho descobriu os “três reis” (BB, Albert e Freddie). “E outros depois, como Buddy Guy, o próprio Robert Johnson... E como gosto muito de música ligada à coisa do sentimento – nunca achei graça no ‘circo’, a coisa da roupa, do cabelão; pra mim, é roupa normal e música bonita, que era o que os do blues faziam –, comecei a estudar. E me apaixonei”. Sentimento sim, mas não apenas ligado ao sofrimento. “Sim, você tem a coisa da dor, dos campos
de algodão. Tem até músicas como ‘Pneumonia Blues’ ou ‘Eletric Chair Blues’. Mas também há outras vertentes”. Independentemente delas, Affonsinho se aferroou tanto ao gênero que, mesmo ao tocar bossa nova para um projeto específico, pensado para o Japão, ousou misturar o que sabia de blues ao que aprendeu de MPB. “Mesmo que poucos percebam. É como a ironia no texto. Na ‘Caçador de Mim’ que fiz, e que está no YouTube, há um violão tocando bossa nova e outro, à la BB King. Quem é músico saca”, diz ele, frisan-
do, porém, que não se vê digno do mérito de divulgar o blues por aqui. “Há gente muito mais empenhada que eu”, afiança. Caso do produtor Bruno Marques, que advoga: “Mesmo quem não conhece o gênero é cativado ao assistir a um blues bem executado. E a partir deste interesse, vem a busca por referências, e surgem mais adeptos. Atualmente, Minas tem grandes músicos, bandas e eventos que confirmam a ascensão do estilo, que tem potencial para agradar de crianças à terceira idade”. ACERVO PESSOAL
BLUES COMO INSPIRAÇÃO PARA A PINTURA Ambiência Em cartaz na Aliança Francesa até o dia 20, a mostra “Do Que o Coração Está Cheio ou Sobre Começo, Meio e Fim” traz obras da artista visual Gilmara Oliveira pintadas ao som do blues – ambientadas, na galeria, por uma seleção de canções de blues interpretadas por mulheres. Lugar de fala “Na verdade, trabalho muito a questão do empoderamento feminino. E se o blues era o lugar da não-voz dos negros, no caso das mulheres, mais ainda. Os homens, por exemplo, não vivem isso, de não ter fala no lar. No caso das mulheres, era a não-voz dentro do lar e no trabalho. Então, na poética do blues, era o momento de ser transparente, de colocar pra fora, de forma visceral, sentimentos, verdades, angústias e
questionamentos”, diz ela. Na mostra, que pode ser vista na rua Tomé de Souza, 1.418, estão músicas de Bessie Smith, Jamie Smith, Nina Simone, Noora Noor, Sister Rosetta. E mesmo Maria Bethânia, Rita Lee, Sandra de Sá, Cassia Eller e Angela Ro Ro. Urgência “O blues me emociona. Então, coloquei no contexto da mostra pensando em como essa necessidade de voz atravessa todas nós, mulheres. Elas (cantoras) pelo blues, eu, pela pintura, pois, apesar de as telas irem ao encontro da realidade de todas nós, também é autobiográfico. O nome da mostra diz ‘do que o coração está cheio’. E em meio a isso, as cicatrizes que vamos adquirindo por relevar situações no nosso cotidiano, nas nossas relações”.
Gilmara: luz à trajetória de luta das cantoras de blues
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EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
THIAGO PRATA Se a cena de blues na capital mineira está em efervescência, muito disso se deve às programações dedicadas ao gênero em casas de shows da cidade. São vários os estabelecimentos que abrem suas portas para receber bandas, artistas e amantes do gênero. Alguns deles mantêm uma periodicidade para apresentações de blues, seja mensal ou semanal. Em outros, é preciso conferir as programações de eventos nas redes sociais ou por telefone. A reportagem fez uma seleção de algumas dessas casas do blues para os aficionados do estilo se deleitarem, sob as bênçãos de CASA B.B. King e Stevie Ray Vaughan. DO JORNALISTA AMADORIA Depois de angariar apaixonados pelo jazz com o ‘Quintal do Jazz’, a Amadoria, dona de um dos quintais mais charmosos da cidade, dá continuidade ao projeto com o ‘Blues na Floresta’. Toda segunda TEMPLO CERVEJEIRO quinta-feira do mês, a casa embala os BACKER convidados com o ritmo. Para quem não costuma dispensar uma Endereço: Rua Mucuri, 325, boa cerveja ao som de uma boa banda, Floresta uma ótima pedida é a Backer Sessions. O projeto costuma acontecer às sextas-feiras, no Templo Cervejeiro da Cerveja- ria Backer e reúne clássicos do rock ao blues. Endereço: Rua Santa Rita, 220, Olhos D’Água, 3228-8888)
Localizada na região Centro-Sul de Belo Horizonte, a Casa do Jornalista é um espaço cultural para várias áreas artísticas. O local abriga o Sindicato do Blues, evento idealizado e produzido pelo jornalista Bruno Mateus. A estreia dele aconteceu em dezembro de 2015, com show da banda Audergang e convidados. Endereço: Avenida Álvares Cabral, 400, centro, 3224-4428
JACK ROCK BAR
UNDERGROUND BLACK PUB Idealizado pelo músico e produtor Bruno Marques, o Rota do Blues tem como uma das propostas trazer artistas do exterior para Minas Gerais. Endereço: Avenida Itaú, 540, Dom Cabral, 3658-4313
JÂNGAL Um dos mais recentes pontos de encontro dos aficionados do blues, o Jângal reserva um estilo musical para cada dia da semana (menos segunda-feira). Nas quartas, o blues é quem dá as cartas, na chamada Quarta Sound Especial Blues. Endereço: Rua Outono, 523, Cruzeiro, 3653-8947
STONEHENGE ROCK BAR Conhecido por levar muitas bandas de rock e de metal, autorais ou covers, o Stonehenge, no Barro Preto, também abre espaço para grupos com uma veia mais blues, seja mais “purista” ou calcada em grupos e artistas de rock, influenciados pelo estilo, como Led Zeppelin e Janis Joplin. Endereço: Rua Tupis, 1448, Barro Preto, 3271-3476)
REGIÃO METROPOLITANA BARRACÃO ANTIGUIDADES E ARTE (CASA BRANCA) Em Casa Branca, distrito de Brumadinho, também tem blues. No local, propriedade do artista Marcos Kaoy, se apresentaram músicos como Rafael Regali. A casa também já abrigou eventos como o Festival Blues Stock. Endereço: Rua Canela de Ema, 20, Casa Branca
PLANETA DOS MACACOS (EM MACACOS) Em Macacos, distrito de Nova Lima, uma boa pedida é o Planeta dos Macacos, sede de gêneros musicais como blues, jazz, MPB, rock e soul. É preciso dar uma olhada na programação pelas redes sociais para ficar por dentro de quando acontecem os eventos. Endereço: Rua Dona Maria da Glória, 801, Macacos
REC MUSIC BAR Na primeira segunda-feira de cada mês, acontece a BH Jam Sessions, organizada pelo músico Eduardo Sanna. Entre as personalidades que já passaram pelo Rec Music Bar estão o guitarrista Alexandre Araújo e Gilberto Giló, além de, obviamente o próprio gaitista Sanna. Endereço: Avenida Getúlio Vargas, 809, Savassi, 98405-3947)
Reduto dos fãs de bandas reconhecidas no cenário cover da capital, o Jack Rock Bar também recebe vez ou outra bandas de rock que se enveredam pelo universo do blues. Jack Experience é o nome do evento que costuma receber grupos com uma verve mais autoral. Endereço: Avenida do Contorno, 5.623, Funcionários, 3227-4510
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reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Pensamentos negativos ensamentos negativos ocorrem com bastante frequência para a maioria das pessoas. Quem nunca teve pensamentos negativos? Algumas pessoas, mesmo as mais otimistas, já experimentaram aquela sensação incômoda de ter algo ruim, martelando na cabeça, principalmente quando alguma coisa não vai bem, seja no plano pessoal ou no trabalho. Saber lidar com os pensamentos negativos é de sua importância para melhorar o desempenho na vida. O problema de ter pensamentos negativos é que eles afetam diretamente as nossas emoções, pois dependendo do conflito mental, podemos sentir em um só momento, sentimentos de raiva, tristeza, medo, ansiedade, culpa e vergonha, sensação de impotência, etc. Enfim é uma avalanche de sensações que podem afetar a nossa saúde física e psicológica. Pensamentos negativos podem fazer com que você fique limitado em suas tomadas de decisão; como se fosse um engessamento mental. Se isto se perdurar muito, ou seja, quando você tem de tomar uma determinada decisão e você “não sai do lugar”, os pensamentos negativos só vão se avolumando cada vez mais. Daí a importância de saber como eliminar pensamentos negativos, fazendo um autocontrole mental. Varrer do nosso cérebro todos os pensamentos ruins persistentes e reverberantes, que devem dar lugar a ideias que Imaginar coisas vão clareando e encontrando respostas mais boas nem acertadas para soluciosempre é fácil nar os problemas do nosso dia a dia. e requer um Então como podeexercício diário mos fazer para extirpar estes pensamentos negativos e infrutíferos? Primeiramente, o passo que vai te ajudar a liquidar esses pensamentos repetitivos é evitar informações negativas extras que possam fortalecer justamente o que você pretende apagar. Portanto, brigas, tragédias, novelas ou filmes violentos ou qualquer coisa do gênero só vão causar insegurança e mais sentimentos negativos. Fique longe de qualquer coisa que possa rebaixar sua energia e reforçar os pensamentos negativos. Seguindo este raciocínio é imperativo parar de remoer os problemas ainda não solucionados. Remoer pensamentos negativos atraem coisas negativas, bloqueia a nossa mente e tira o foco da solução. De igual forma, é muito importante não ficar pensando nos problemas na hora de dormir. Não leve os problemas para a cama. Isto só vai gerar insônia, estresse e fadiga no dia seguinte. Imaginar coisas boas nem sempre é fácil e requer um exercício diário. Para tornar os pensamentos mais positivos devemos trabalhar nossa autoconfiança. Devemos focar que nossos objetivos darão certos – com uma autoconfiança inabalável - é passo importante para os pensamentos fluírem melhor. A vida é concorrida e difícil e, portanto, não vamos conseguir fazer o que devemos caso não estejamos preparados. De igual forma, tente ser sempre gentil com o próximo. Pessoas generosas, em geral, se sentem bem com sigo mesmas e são mais autoconfiantes. Seja moderado nas palavras e nos gestos. Pessoas com alto nível de autoconfiança falam devagar e em baixo tom. Não precisam gritar. Vá estudar para aumentar seus conhecimentos. Quanto mais souber em sua área de atuação, melhor será sua confiança. Com tudo isto a correnteza da autoconfiança certamente irá desaguar no remanso dos pensamentos positivos. Faça uma boa semana.
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Álcool e depressão aumentam risco de suicídio entre jovens Ações da campanha Setembro Amarelo buscam romper tabu e prevenir mortes A associação entre transtornos psiquiátricos, principalmente a depressão, e o abuso de álcool e drogas constitui uma combinação potencialmente perigosa para a vida. Mais da metade das 1.700 vítimas (61%) analisadas em estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) entre 2011 e 2015 e com faixa etária entre 25 e 44 anos apresentavam álcool no sangue. Além disso, mais de 90% dos casos de autoextermínio estão ligados a distúrbios mentais, sendo a depressão o diagnóstico mais Litza Mattos*
frequentemente relacionado a esse comportamento – presente em 36% dos casos. No mundo, mais de 800 mil pessoas tiram a própria vida por ano. No Brasil são 11 mil, em média, o que equivale a cerca de 30 vítimas por dia, uma a cada 48 minutos. A divulgação desses números, anteontem, por especialistas em São Paulo faz parte das ações do Setembro Amarelo, mês dedicado à prevenção do suicídio. O lançamento oficial da campanha aconteceria na última
sexta-feira (1º), juntamente com a hashtag #SaiadaSombra e um vídeo que vai circular pelas redes sociais. A ação é promovida pela multinacional farmacêutica Pfizer em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). Apenas no primeiro semestre deste ano, cinco casos de suicídio envolvendo jovens de escolas tradicionais de São Paulo e Minas Gerais ganharam notoriedade no país. O aumento de ocorrências entre o público adolescente e jovem preocupa especialistas, que já
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Depressão merece atenção, assim como quem tem hipertensão, quem tem diabetes e qualquer outra doença. Ela precisa ser vista, diagnosticada e tratada”. Elizabeth Bilevicius gerente médica da área de Sistema Nervoso Central da Pfizer
tratam como problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde apontam que, entre os anos 2000 e 2015, os casos de jovens (15 a 19 anos) que tiraram a própria vida cresceram 45%. Globalmente, o problema já representa a segunda principal causa de morte entre os jovens de 15 a 29 anos, segundo a OMS. Uma vez que o álcool provoca um aumento da impulsividade, esse efeito pode ser ainda mais evidente em populações que já apresentam essa característica de forma mais pronunciada, como os adolescentes, segundo o psiquiatra e supervisor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, Teng Chei Tung. “A adolescência já é, por si só, um período conturbado. Mas, quando falamos em suicídio, devemos pensar em um fenômeno que traz uma convergência de fatores, o que inclui aspectos fisiológicos, sociais e culturais, combinados”, diz. * Repórter viajou a convite da Pfizer
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O CÉREBRO DEPRIMIDO O transtorno depressivo é uma condição clínica caracterizada pelo "desequilíbrio" entre os transmissores cerebrais
Essa alteração geralmente acontece com a diminuição dos níveis dos neurotransmissores: serotonina, noradrenalina e dopamina Eles são responsáveis por transmitir informações entre os neurônios, especialmente relacionados à regulação de humor, energia, sono e motivação SEROTONINA
SEROTONINA
NO BRASIL 53% dos indivíduos com diagnóstico não tratam o problema Todos os dias, em média, 30 pessoas tiram a própria vida
NORADRENALINA
SINTOMAS Fique de olho se a pessoa... Fala de morte constantemente Apresenta sentimento de desesperança e menos-valia Tem comportamentos de ansiedade, agitação ou agressividade
NORADRENALINA CÉREBRO SEM DEPRESSÃO
Aparenta estar "desleixado” ou “irresponsável" Tem alteração do padrão de sono Sofre com isolamento social Aumenta o uso de álcool, cigarro e outras drogas
FONTE: NEUROLOGISTA ELIZABETH BILEVICIUS, GERENTE MÉDICA DA ÁREA DE SISTEMA NERVOSO CENTRAL DA PFIZER
RESSONÂNCIA COMPARATIVA ENTRE UM CÉREBRO NORMAL E UM EM ESTADO DEPRESSÃO
CÉREBRO COM DEPRESSÃO
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reportagem
PFIZER/DIVULGAÇÃO
Pelas redes sociais. Videocase terá direcionamento especial aos mais jovens e depoimentos de atores baseados em histórias reais
Busca por médicos é frequente e insuficiente As pessoas que cometem suicídio costumam dar sinais claros de sua intenção e, muitas vezes, chegam a procurar ajuda antes desse desfecho. Um em cada cinco pacientes que tentaram o suicídio passou por uma consulta médica um mês antes do episódio, de acordo com um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) a partir de 80 indivíduos atendidos em um pronto-socorro. Outra pesquisa australiana, publicada em 2017, mostra que muitos indivíduos tendem a visitar seu médico nos meses anteriores ao episódio. Cerca de 75% dos depressivos suicidas tinham tratamento psiquiátrico anterior, 66% no ano prévio e 50% no momento do suicídio. Outros 20% procuraram um médico no dia da tentativa, 40% na semana anterior, 66% nos três meses anteriores, e 3% estavam tomando antidepressivos em
dosagens adequadas no momento do suicídio, sendo que 7% estavam em psicoterapia. O trabalho aponta ainda que grande parte desses pacientes não chega aos serviços médicos por meio do psiquiatra, o que evidencia um grande desafio para os profissionais da atenção primária. “Muitas vezes quem está em contato com esse paciente é o clínico geral, o ginecologista, o cardiologista”, afirma o diretor médico da Pfizer, Eurico Correia. Para a neurologista Elizabeth Bilevicius, a depressão ainda é cercada de mitos, por isso é preciso vencer o preconceito e incentivar um diálogo mais aberto a respeito do assunto. “Tem muita evidência científica de que depressão não é ‘mi-mi-mi’, não é frescura, não é interesse de um grupo específico, e merece atenção e tratamento”, diz.
Centro atende mais de 3 mi anualmente O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um serviço gratuito para apoio emocional e prevenção do suicídio sob total sigilo, disponível 24 horas, por ligação gratuita (número 188) e outros canais, c o m o o s i t e (cvv.org.br), e-mail, chat e Skype. O CVV realiza em média 3 milhões de
atendimentos por ano, segundo o presidente da entidade, Robert Paris. “O serviço é prestado eminentemente por voluntários. São 2.600 pessoas espalhadas pelo Brasil que fazem um trabalho de apoio emocional a quem precisa. Pessoas que estão sozinhas, desesperadas e não têm com quem conversar”, diz.
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sociedade
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DOLCEVITA CRISTAL DE VIDRO mercado de luxo está caindo e o panorama da crise é nacional. Em São Paulo, depois de mais de 20 anos, a loja da Montblanc fechou as portas. Segundo a revista “Veja”, isso depois do fechamento da Louis Vuitton, Dior, Cartier, Armani, Lacoste etc. Os motivos? Real desvalorizado, efeitos da Lava Jato e nossa eterna burocracia. Dinheiro existe, claro, mas está sumido, deve estar na “nuvem”.
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O PIOR BRASIL linda e inteligente Mariliz Pereira Jorge escreveu: “O pior do Brasil é o brasileiro”. Ela lembrou uma carioca que se recusou a ajudar um gringo. Num inglês perfeito, ela teria dito: “Você está no Rio para as Olimpíadas e não fala português?” E continuou a grosseria em feio português: “Segue em frente e vira à direita que tu chega no metrô! Gringo tá no Rio e eu tenho que falar inglês?”
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O FEIO BRASIL ontinua: “Se isso aconteceu na época festiva dos Jogos, imagine agora com a realidade baixo astral em que vivemos. A faceta de um cidadão sem empatia e mal-educado pipocou na TV, no WhatsApp e nas redes sociais naqueles dias de paralisação” (a greve dos caminhoneiros).
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O CRUEL BRASIL
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egundo Mariliz, o brasileiro, em sua imensa maioria,
apoiou o movimento, mas não queria ficar sem gasolina, carne, legumes, sem que a empregada chegasse ao emprego, nem abrir mão de viajar no feriado. “Queremos um Brasil diferente, mas não ousem me deixar sem mamão formosa”.
O SELVAGEM BRASIL ariliz termina impecavelmente: “Testemunhamos gente em guerra, empunhando galões de combustíveis que, ao encontrar as bombas secas, digladiou com os que estavam também atrás de gasolina. Carros com o tanque quase cheio em filas longas, durante horas, apenas para “completar”. Gente que em frente a uma prateleira com duas bandejas de tomates a dez ‘contos’ o quilo, tratou de catar ambas, mesmo sob protesto de terceiros. Deixa eu garantir o meu, os outros que se danem”. Merecemos o que temos.
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O MENOR MAIOR ale reler um clássico da Internet. “O menor discurso de despedida de Bryan Dyson, ex-presidente da Coca-Cola”. “Imaginem a vida como você fazendo malabarismos com cinco bolas. As bolas são: trabalho, família, saúde, amigos e vida espiritual. Vocês tem que manter todas no ar”.
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O MENOR MELHOR O trabalho é uma bola de borracha, bate e volta. As outras quatro bolas são frágeis como vidro. Se uma delas cair ficará marcada ou até quebrada. Então, trabalhem bem, mas deixem
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Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com
Na CasaCor, as anfitriãs do desfile Barbara Bela Garden Party, Vania Nielsen, Rosa Mascarenhas, Georgiana Mascarenhas e Stefania Mascarenhas
o trabalho no seu lugar, não o levem para casa. Gastem o tempo com a família e os amigos. Façam exercícios regularmente, comam e descansem. Sobretudo, fortaleçam a vida interior, espiritual, pois é eterna”.
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lançaperfume gramação – na Pousada Escola do Senac. O jantar, uma homenagem de Portugal aos 300 anos de Tiradentes, foi comandado pe-
los chefs Léo Paixão e Luis Espadana. Depois, conferimos a abertura da exposição “A Menina de Ana”, Museu de Sant’Ana.
O MENOR MUNDO Os problemas não são eternos, sempre têm solução. Menos a morte. A vida é curta, por isso, amem a vida intensamente. E atenção você! Antes de falar, escute! Antes de escrever, pense! Antes de criticar, examine! Antes de ferir… sinta! Antes de orar, perdoe! Antes de gastar, ganhe! Antes de desistir, tente de novo! Antes de morrer, viva!”
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sobre Tiraden6 Ainda tes. O Museu de Sant’Ana, também em festa, brindando seus primeiros quatro anos. Para tal, Angela Gutierrez, curadora da exposição e presidente do Instituto Cultural Flávio Gutierrez, gestor do Museu de Sant’Ana, ofereceu dois impecáveis e frugais coquetéis. Primeiro, na exposição, em seguida, em sua bela casa, para seletos e ótimos convidados. reno6 OvaBHo mixShopping de lojas e recebe novas operações: Smart Fit e Amaro. que hoje 6 OestáMadero, instalado no piso Nova Lima, passará a ocupar o dobro da área atual no piso Mariana.
SANTO SABOR
nas típi6 E,casinspirado casas argentinas, o
resquinhas do 21º Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes, que vai até este domingo (2), comemorando os 300 anos do “lindo presépio”, a mesma Tiradentes. Dia 25, o titular da coluna compareceu a um dos melhores festins – pérolas da chique pro-
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restaurante Pobre Juan. o superinten6 Segundo dente do BH Shopping,
Emprestando sua beleza para o mesmo desfile, Camila Chiari e Anna Barroso
Felix Diez, o empreendimento trabalha para que os clientes encontrem o que precisam e desejam em um só lugar.
DE BANDEJA Flores e sabores invadem a Feirinha Aproxima A Primavera está chegando e, para receber a estação mais colorida do ano, a Feirinha Aproxima irá realizar mais um edição. Entre as atrações, está a chef pâtissière Mariana Correa, da La Parisserie, que irá levar receitas clássicas da confeitaria francesa, mas com um gostinho brasileiro. Outra delícia é o pastel de goulash (foto) da Cervejaria Seu Romão Quando Sábado (1º), das 10h às 17h Onde Rua Tomé de Souza – entre Getúlio Vargas e Rio Grande do Norte – na Savassi Quanto Entrada Gratuita
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SEU ROMÃO/DIVULGAÇÃO
CASACOR realiza curso de fermentação natural A arquiteta e padeira da Albertina Pães Renata Rocha vai desvendar as técnicas de panificação com fermentação natural, sob os cuidados do Studio Tertúlia, que propõe um novo olhar sobre as possibilidades de se receber. A ideia é aprender um pouco sobre esta técnica, compartilhar e degustar os pães Quando Neste domingo (2), das 14h às 17h30 Quanto R$ 250 (a entrada dá direito a visitação da mostra, a uma apostila e a uma isca do fermento natural para seguir com a produção em casa) Onde (r. Sapucaí, 383, Floresta)
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CONSUMIDOR Pagamento de dívidas exige foco e muito planejamento CRISTIANE MATTOS
Especialistas dizem que o essencial é priorizar os débitos mais urgentes Desempregada há dois anos, Elisângela Oliveira, 40, vê as dívidas se multiplicarem e a reserva financeira praticamente se esgotar. Até a faculdade de gestão de segurança privada, que era uma alternativa para voltar ao mercado de trabalho, teve que ser trancada na última semana, faltando quase um ano para a formatura. Elisângela não é uma exceção. Ela faz parte de um contingente de 5,8 milhões de mineiros endividados, quase duas vezes a população do Uruguai, que estão mudando de comportamento e se planejando mais para quitar as dívidas e não contrair novos débitos. Em todo o país, são 61,6 milhões de brasileiros que não conseguem quitar suas dívidas, segundo dados da Serasa Experian referentes a julho. O número é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada em 2016. E a região Sudeste concentra quase metade (45,2%) da população com as contas no vermelho. “É bem difícil. O que estou fazendo é cortar gastos, porque não suporto ficar devendo. Nem quis tentar um empréstimo para terminar a faculdade, com medo de não conseguir emprego rápido e contrair mais dívidas”, explica. Segundo economistas, o desemprego seria a principal causa para a dificuldade dos brasileiros para honrar os compromissos financeiros. “A economia está demorando a reagir. Várias pesTatiana Lagôa
soas estão há tanto tempo fora do mercado de trabalho que até desistiram de procurar emprego. Assim, não tem como manter as contas em dia”, afirma o economista da Serasa Experian Luís Rabim. Para ele, mesmo quando as contratações voltarem a acontecer no Brasil, os indicadores de inadimplência ainda deverão demorar a cair. “Calculamos uma média de quatro dívidas para cada pessoa que está com o nome negativado. Diante disso, é bem difícil quitar vários débitos à vista imediatamente após a conquista de um novo emprego”, explica Rabim. RENDA Para o professor de gestão financeira da Fundação Getulio Vargas (FGV) Ricardo Teixeira, a redução da renda familiar também tem uma parcela de culpa no alto nível de calote. Isso ocorre quando algum integrante da família é demitido ou quando há redução das horas trabalhadas, com consequente queda no salário, explica o professor. Por isso, segundo ele, limpar o nome exige foco e, acima de tudo, planejamento. O primeiro passo seria fazer um levantamento de todas as dívidas e classificá-las de acordo com o nível de urgência. “Algumas contas, quando não pagas, travam outras. Não pagar a mensalidade da faculdade, por exemplo, pode impedir a matrícula no semestre seguinte. E o problema fica maior”, alerta. Outra dica é classificar os débitos de acordo com os juros, já que as taxas variam bastante, dependendo do tipo da dívida.
Realidade: Elisângela trancou a faculdade por não ter condições de arcar com as mensalidades; ela está desempregada há dois anos
Migração é uma boa alternativa A perda da casa própria é um dos maiores pesadelos de quem fica desempregado ou tem redução da renda familiar enquanto paga o financiamento imobiliário. O momento é, de fato, difícil, mas existem alternativas, alertam especialistas. Uma das opções, segundo eles, é a migração do contrato para outro banco, com taxas menores. Mas ela compensa apenas para aqueles que não compraram por meio do programa Minha Casa, Minha Vi-
da, já que ele tem condições mais vantajosas. Em último caso, acionar a Justiça, pedindo a redução da prestação, pode gerar resultados. “Já conseguimos reduzir em até 40% as parcelas mensais”, garante o advogado e presidente da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), Sílvio Saldanha. A Justiça foi a última esperança para o vendedor de frutas Vinicius Almeida, 36, que comprou um imóvel em Con-
tagem, na região metropolitana da capital, em 2010. Em 2014, ele foi demitido da empresa onde era mecânico industrial, e passou a trabalhar como autônomo. Mas, com a queda brusca na renda, começou a atrasar as prestações e, agora, tenta impedir, judicialmente, que o imóvel onde mora com a esposa e duas filhas seja leiloado. “Já paguei cerca de R$ 60 mil e agora corro o risco de perder tudo. Parece um pesadelo”, afirma. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
SAIA DO SUFOCO 1 Planeje os gastos do mês
2 Defina prioridades e pague primeiro as contas mais importantes. A mensalidade da faculdade, por exemplo, deve entrar aqui, já que o não pagamento impede a matrícula no semestre seguinte.
3 Tente focar as dívidas
com juros altos, como o cartão de crédito.
FONTE: PESQUISA DIRETA
Algumas dicas importantes de como “limpar o nome”, evitar dívidas e negociar
4 Não pague apenas uma
parte de cada dívida. É sempre melhor eliminar cada uma por completo para evitar a ação dos juros.
5 Fuja das tentações e
não compre supérfluos nesse período.
6 Redefina as prioridades e gaste somente com o necessário. Contas de telefone fixo e planos de TV por assinatura são opções de corte.
ALGUMAS OPÇÕES PARA RENEGOCIAÇÃO DE DÍVIDAS
7 Leve os financiamentos para bancos que oferecerem taxas mais vantajosas.
Serasa Experian
CDL/BH Pelo site meuacerto.com.br, é possível negociar a dívida com credores.
8 Não adquira novas dívidas. Procon-BH
Atendimento feito na avenida Santos Dumont, 363, centro. É preciso fazer um agendamento prévio no site agendamento eletronico.pbh.gov.br.
No endereço eletrônico serasaconsumidor. com.br também é possível negociar.
SPC No balcão do SPC, a pessoa consegue verificar se está com alguma pendência financeira e quem é o credor. Endereço: rua Queluzita, 34, salas 903 e 904, bairro União. O horário de funcionamento é de 8h30 às 14h, e o serviço é gratuito.
Negociação pode ter uma ajuda extra Na hora do entendimento com os credores, na busca por descontos nas taxas de juros e mais prazo para pagamento, vale contar com algumas ajudas extras. Nesse sentido, a consultoria Serasa Experian oferece a ferramenta de negociação de dívidas pela internet, assim como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte (CDL-BH). Já para aqueles que preferem o contato pessoal, o Procon-BH faz uma intermediação entre as partes. “De vez em quando, fazemos mutirões de negociação, mas isso demanda uma maior organização, com a presença de representantes das empresas. No dia a dia, temos esse trabalho também. Em até 40 dias, costumamos conseguir resultados positivos”, explica a diretora de proteção e defesa do consumidor do Procon-BH, Mônica Maria Teixeira Coelho.
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almanaque MEMÓRIAS> Antonio Fagundes chega a BH para lançar livro que coloca sua carreira em repasse
Paradigma da própria história do teatro no país
A capa do livro: lançamento contará com a presença da autora, Rosangela Patriota
assistir à construção das peças) e se aprofundou em pesquisas. Fez tudo com a mais plena liberdade criativa, reforça ela. “Ele nunca perguntou sobre o que eu ia escrever. Quando tinha a estrutura do livro, quis mostrar e ele preferiu não ver. Só leu depois do ponto final”, indica a acadêmica, que é professora da Universidade Presbiteriana Mackenzie. INFLUÊNCIAS No livro, Rosangela investiga de maneira particular a atuação de Fagundes junto à Companhia Estável de Repertório (CER), que perdurou durante toda a década de 1980, em São Paulo. “Era uma época em que a gente lotava o Teatro de Cultura Artística (1.200 pessoas), de quarta a domingo. Nesses dez anos, foram mais de 3 milhões de espectadores”, lembra o ator, destacando que, mesmo tratandose de uma “companhia vitoriosa”, não havia quase nenhum registro. Mas o projeto vai para antes e para além. “Ela, claro, notou que a história não começava ali”, pontua ele, mencionando que a pesquisadora precisou se deslocar para o início de sua carreira. Passeia, portanto, pelo tempo que conviveu com pessoas que Fagundes reconhece como mestres: entre eles, Gianfrancesco Guarnieri (1934-2006), Renato Consorte (1924-2009), Myrian Muniz (1931-2004) e Yara Amaral (1936-1988), para ficar em alguns. “Eu era um moleque com meus 16 anos, e havia, ali, uma outra geração, então meu trabalho foi influenciado por essas pessoas”. Por conta da convivência com esse círculo, Fagundes passou a se ver como um “outsider”. Entre os veteranos, era muito jovem. Entre os que tinham sua idade, sua formação era diferente. A impressão se manteve com o passar do tempo. “Quando fui fazer televisão, já fazia teatro há uma década. Então, na
TV, sempre fui visto como ator de teatro”, situa. Com a continuidade e o sucesso de seus papéis na TV, algo que o livro também analisa, Fagundes passa, então, a ser visto no tablado como ator de novela. A visão de que estaria constantemente deslocado, acredita Fagundes, em muito se deve à perspectiva turva de uma suposta distância entre o teatro comercial e o experimental e a valorização de uma linguagem em detrimento de outra. Questões que são alvo de críticas dele. “Costumo brincar que muitos de nós, atores, queremos abrir açougue em um bairro vegetariano e depois reclamamos de não conseguir vender carne”, diz, entre risadas, em uma analogia à necessidade de se comunicar de forma direta e eficiente com o público, algo que sempre foi para ele algo muito caro. “Ao longo dos anos, o livro demonstra isso, sempre me esforcei em me comunicar com a plateia, porque nada pode ser imposto de cima
CAIO GALLUCCI/DIVULGAÇÃO
O telefone da redação do Pampulha toca na hora combinada. Do outro lado da linha, um notório defensor da pontualidade britânica: Antonio Fagundes. Como se sabe, em suas peças, quem chegar atrasado não entra. O curioso é que ele confessa certa displicência para organizar o acervo sobre sua trajetória artística. Por isso, a escritora Rosangela Patriota teve trabalho para repassar os 52 anos de carreira do ator – trabalho que deságua no livro “Antonio Fagundes: No Palco da História – Um Ator” (ed. Perspectiva), que será lançado em Belo Horizonte nesta segunda (3). Registro importante, o livro em questão, com suas 488 páginas, não é uma biografia. É muito mais um percurso pelos últimos 50 anos do teatro brasileiro sobre uma perspectiva nova: a do ator. No caso, não um artista qualquer, mas um dos grandes nomes das artes cênicas, em constante trânsito entre o tablado, a televisão e o cinema. Foi, aliás, por perceber que não tratava-se de uma “cilada” – para citar o hit de Pedro, personagem encarnado por Fagundes no seriado “Carga Pesada” (Rede Globo) –, que ele confiou a Rosangela não só uma longa entrevista, como tudo aquilo que possuía em matéria de acervo pessoal. Confiança construída pelo reconhecimento intelectual que um passou a nutrir pelo outro. Ele leu um dos livros da autora, “Vianinha, Um Dramaturgo no Coração de Seu Tempo” (Hucitec, 1999). “Vi que era uma pesquisadora séria, que não estava atrás de fofocas”. Ela viu nele uma história que, correndo paralela, era capaz de dizer muito do último meio século do teatro no Brasil. Além disso, detectou, ali, um provocador. “A gente conversava sobre (o escritor, ator e diretor) Fernando Peixoto (1937-2012), e Antonio questionou se eu não tinha interesse também no teatro dos anos de 1980”, comenta a autora. Foi o momento em que Rosangela iniciou o hiato do livro que preparava sobre Peixoto e passou a se debruçar com mais afinco sobre a trajetória de Fagundes. Entrevistou-o, assistiu a ensaios (o ator costuma convidar o público a Alex Bessas
para baixo, tem que haver diálogo”, estabelece. SOBREVIVENTE E é graças a essa abertura que Fagundes lembra ter atravessado todas as crises do teatro dos últimos 52 anos sem nunca ter sido preciso fazer concessões – o ator produz, de maneira independente, peças como “Baixa Terapia”, que circula pelo país há mais de um ano. Mesmo no cinema mantém esse traço, como em “Contra a Parede”, que estreou em 11 de agosto. Vale dizer que foi justamente a busca por diálogo que norteou a escrita de Rosangela. “Demorei a encontrar o tom, que é este: falo em primeira pessoa, converso com o leitor, até para que ele não se canse, para não ser um texto acadêmico”, baliza ela, que viu a obra literária ser contaminada por aquela que é uma preocupação constante de Fagundes. A
autora lembra que o trajeto do ator abre perspectivas a vários debates: a oposição entre linguagens, a efetividade das leis de incentivo à cultura, a arte cênica na TV. Além disso, não escapam observações sobre o contexto histórico do país. Ao ler a obra, Fagundes constatou ser um livro interessante não só pelo enfoque, como pelas propostas deixadas em aberto. A resposta ao projeto, garante ele, está sendo surpreendente. “Estamos tendo uma recepção bem gostosa, apesar do mau hábito de leitura no país”. Alguns registros, diga-se, surpreenderam o ator. “Nunca tinha percebido que tantos críticos falaram mal de mim”, comenta ele, rindo. “Isso foi bem divertido, porque apesar disso, estou aqui”, completa. Reclamando, ainda, dos poucos registros de eventos que foram verdadeiros fenômenos, como a mencionada Companhia Estável de Repertório, Fagundes vê, no robusto livro (“capaz de parar em pé”, como brinca sobre as quase 500 páginas da obra), até mesmo a função de atuar como um “puxão de orelhas” para aqueles que insistiram em ignorar sua trajetória – pessoas que ele classifica como uma “crítica cansada”. Há tanto tempo em cena, Fagundes é crítico em relação a algumas plateias. “Hoje, o público está mais desatento. A internet faz isso, atomiza nossa atenção”, reflete. Por isso, “reunir centenas de pessoas em um espaço, deixá-las no escuro, com aquele aparelhinho maldito desligado, observando seis pessoas, durante uma hora e meia, desenvolver ideias, é uma revolução”. E é assim, diante de plateias cada vez mais acostumadas a palavras de ordem, que não soa exagero dizer: Fagundes é, pois, um revolucionário.
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Antonio Fagundes: no Palco da História – um Ator Lançamento do livro com Rosangela Patriota e Antonio Fagundes, no projeto Sempre Um Papo. Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho). Dia 3 (segunda), às 19h30. Entrada gratuita. O livro será vendido a R$ 84.
“Outsider”: Aos 69 anos, o carioca já deu vida a personagens icônicos, como o caminhoneiro Pedro
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MÚSICA Toninho Horta em celebração Alex Em junho, o Bessas a l a g o a n o Hermeto Pascoal e o norte-americano Stanley Jordan fizeram show em BH e sobre a vinda à cidade citaram, e se dobraram em elogios, a uma referência comum: Toninho Horta. Pudera: o guitarrista, arranjador e compositor mineiro é figura essencial quando se pensa em uma linha histórica do jazz. Algo que construiu em uma trajetória que, neste ano, encontra um marco duplo: seus 70 anos de vida e 50 de carreira musical. E é em clima de celebração e de muito trabalho ainda a ser feito que Horta se apresenta neste domingo (2), na praça JK, na Caravana do Coração. Antes dele, aliás, dois grupos ligados à tradição das artes circenses se apresentam no lugar – a cia belohorizontina Trampulim e a paulista Pia Fraus (em foto, no detalhe). Como a programação do evento vai das 9h às 13h30, Horta pensou em um repertório solar para a ocasião – incluindo, além de seus sucessos, músicas, por exemplo, dos Beatles. “Vai ser um show bem alegre, acessível para crianças, jovens e idosos...”, expõe o instrumentista, sem disfarçar a alegria em se apresentar na capital mineira antes de iniciar um tour mundo afora. É que Horta vai aos Estados Unidos em breve,
sábado (1º) THIAGO ARANCAM – TOUR BELA PRIMAVERA Tenor apresenta o espetáculo Tour Bela Primavera Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537- centro) Às 21h. A partir de R$50 (inteira, plateia superior)
CAPITAL INICIAL A banda retorna para BH com um
No show, Toninho Horta se apresenta ao lado da sua icônica banda, a Orquestra Fantasma, composta pela flautista Lena Horta, o baixista Iuri Popoff, André Dequech no teclado e Cleber de Almeida na bateria
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Dom. 2.set.
Voltado ao teatro de bonecos, o grupo paulista trará um espetáculo de esquetes circenses com grandes bonecos infláveis. “Bicho ainda é muito ligado ao imagético do circo, ao mesmo tempo é cruel ter animais em cativeiro apenas para apresentações”, observa. Assim, usando grandes bonecos, Andreeta busca suprir esse imaginário, mantendo a ludicidade, sem uma situação de crueldade. Registra-se: além dos elogios a Horta, o diretor do Pia Fraus comenta que acompanha com carinho o trabalho dos mineiros do Trampulim – “somos como uma grande família, que às vezes não tem muito contato, mas muito amor e respeito”, situa. Para Andreeta, aliás, estar em BH é sempre uma oportunidade de se conectar à pedra fundamental do Pia Fraus: foi em 1984, durante um projeto na Vila Santana do Cafezal, comunidade da região Centro-Sul de BH, que conheceu o ator Beto Lima, morto em 2005, e que foi um dos fundadores da companhia.
para concluir a gravação de “Standards and Stories”, o primeiro disco em que canta exclusivamente em inglês, dedicado a clássicos do cancioneiro norte-americano. Em seguida, emenda uma turnê pela Europa, passando por países como Polônia, Letônia, Suécia e Dinamarca. Finalmente, o músico faz shows no Japão e Indonésia. E vai ser em terras nipônicas, onde vai pela 30ª vez, que Horta celebrará seu aniversário de 70 anos. Algo que, frisa ele, os anfitriões fizeram questão que acontecesse. Por tudo isso, o requisitado músico não queria ter que esperar até 15 de dezembro, quando volta ao Brasil, para
brindar com seus conterrâneos o duplo aniversário. Até porque, já quer apresentar ao público mineiro algumas inéditas, que estarão em seu novo álbum, o duplo “Belo Horizonte”. Quando falou com o Pampulha, Horta acordava de um merecido sono depois de fazer uma reservada audição do novo projeto. “Éramos 20 pessoas, todos amigos. E não houve quem não ficasse emocionado, feliz, animado”, comentou. No duplo, Horta apresenta em “Belo” releituras de faixas conhecidas, sob interpretação dos convidados João Bosco, Joyce e a nipobrasileira Lisa Ono. Por sua vez, “Horizonte” traz can-
ções instrumentais inéditas – e algumas delas serão apresentadas em primeira mão na praça JK. O show termina com um tema instrumental conhecido, a música “Pras Crianças”, como ele adianta, revelando desejo de ser acompanhado por apresentação dos artistas circenses que por lá estarão. A ideia, claro, empolgou Beto Andreetta, diretor fundador da companhia Pia Fraus. “Temos admiração profunda e até reverência por ele”, comenta, adicionando que, ao saber do desejo do ídolo, já pensa com carinho em como fazer acontecer.
show que traz diversos sucessos de sua carreira. Km de Vantagens Hall BH (av. Nossa Sra. do Carmo, 230 - Savassi). Às 22h. A partir R$ 120 (pista/arquibancada lote 3)
HARMONIA DO ENCONTRO TIM E VANESSA & GRUPO LUMIAR
QUEEN EXPERIENCE IN CONCERT
CELINA SZRVINSK E ANTÔNIO MENESES
Show de alto padrão aliando rock com a música erudita. Palácio das Artes (av, Afonso Pena, 1537 - centro). Às 16h30 e às 19h (ingressos esgotados neste último horário). A partir de R$ 90 (inteira, plateia superior)
Violinista Antônio Meneses e a pianista Celina Szrvinsk se apresentam em um recital. Teatro Minas Tênis Clube ( r. da Bahia, 2244 - Lourdes). Às 20h30. R$ 60
INDIE PARTY Especial Twenty One Pilots, Indie Rock e mais. A Autêntica (r. Alagoas, 1172- Savassi). Às 23h. A partir de R$ 20
As canções de Tim e Vanessa compõem um trabalho musical que visa à divulgação cristã. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60 - Santa Efigênia) Às 20h. A partir de R$ 30 (inteira, diário)
domingo (2)
ALEXANDRE REZENDE/DIVULGAÇÃO
terça (4)
Caravana do >Coração Cia Pia Fraus estará na praça
quarta (5) MINAS POCKET MÚSICA
Apresentação do Grupo Trampulim, Pia Fraus e show de Toninho Horta e Orquestra Fantasma. Praça JK (Av. dos Bandeirantes, 240, Sion). Neste domingo (2), das 9h30 às 13h30. Gratuito.
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537 - centro). Às 20h. R$ 20
sexta (7) TRIBALISTAS Trio apresenta novo trabalho Esplanada do Mineirão (Av. Presidente Carlos Luz, São Luiz). Abertura dos portões às 18h. Início do show às 21h. A partir de R$ 140 (inteira, pista)
Abertura com Toca de Tatu
GUI MACHALA/DIVULGAÇÃO
de Tatu: o melhor do 6 Toca choro no Palácio das Artes
a grandeza e o talento 6 Toda do francês Claude Debussy
Tendo o choro como principal referência, o grupo belo-horizotino Toca de Tatu, composto por Abel Borges (percussionista), Lucas Ladeia (cavaquinhista), Lucas Telles (violonista) e Luísa Mitre (pianista), volta ao Palácio das Artes, seis anos após o lançamento do primeiro disco, na abertura de mais uma edição do Minas Pocket Música. Onde Sala Juvenal Dias, do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, Centro) Quando Dia 5 (quartafeira) Quanto R$20 (inteira)
Evento tradicional da cena cultura de Belo Horizonte, a 30ª Semana de Música de Câmara da Fundação de Educação Artística (FEA) celebra o centenário da morte do compositor francês Claude Debussy (18621918). Participarão da homenagem músicos convidados do Brasil, Alemanha e Argentina, como o violoncelista Marcio Carneiro e o violinista alemão Götz Hartmann Onde Fundação de Educação Artística (rua Gonçalves Dias, 320, Funcionários) Quando De 9 a 16 de setembro Quanto Concertos a R$ 20 (inteira)
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MÚSICA Números de sucesso na capital Se o sotaque caipira de Votuporanga, cidade do interior de São Paulo, fosse um dos pré-requisitos para quem sonha com uma carreira promissora enquanto cantor sertanejo, Gustavo Mioto estaria aprovado. Mas, com apenas 21 anos, ele coleciona não muito mais que dois DVDs no currículo. Os números referentes às suas músicas são mais fascinantes do que o seu charmoso sotaque, não há dúvidas: 10 milhões de ouvintes no Spotify e mais de 1 bilhão de visualizações no seu canal do YouTube. Mioto faz parte do elenco que vai compor a Lorena K. Martins
próxima edição do Festeja Brasil no próximo sábado (8), no Mineirão. Além dele, sobem ao palco cantores como Marília Mendonça, Naiara Azevedo e Maiara & Maraisa – dupla que dividiu com Mioto a faixa “Mel de Marte”. “O Gustavo é uma pessoa muito do bem e a gente tem um carinho enorme por ele. Recebemos um convite dele, que queria algumas pessoas nesse projeto, e nós aceitamos na hora”, disse Maraisa. Mioto, que já cantou também com Anitta, Luan Santana e a dupla Jorge e Mateus, acredita que essas parcerias musicais são pura sorte. “Em todas elas eu gostei muito do resultado, então, tive muita sorte,
com uma vibe muito boa para o meu projeto do DVD”, enumera ele, que sonha alto: fazer parcerias também com Ivete Sangalo, Roberto Carlos e Ed Sheeran – do qual é muito fã, assim como de outros internacionais como John Mayer, Michael Bublé, Keith Urban. Sonhar alto, musicalmente falando, é um das características de Mioto, que tem isso como um plano quase que arquitetado com doses diárias de conselhos primorosos do seu pai, importante contratante do ramo musical. “Meu pai fala todo dia uma coisa nova, mas são conselhos bem espontâneos”, disse ele, relembrando também a reação do genitor quando anunciou sua vontade de se dedicar à música. “Tanto ele quanto a minha mãe foram meio contra minha posição. Eles sabem que é um meio complicado e volátil e tiveram receio de eu me frustrar no início”, relembra o cantor. A frustração também parece também passar longe da dupla Zé Neto e Cristiano, que se apresenta no Festeja na capital mineira. Com a carreira em atividade desde 2011, o duo ultrapassou o feminejo de Marília Men-
donça nas redes sociais – têm mais de 2,9 bilhões de visualizações no YouTube só neste ano e se tornaram os mais ouvidos nas plataformas Spotify Brasil e Deezer mundial. “Nunca imaginaríamos chegar onde chegamos, agradecemos muito aos nossos fãs – nunca chegaríamos onde estamos sem eles. Estamos em um momento muito feliz da nossa carreira, receber notícias como essa nos enche de orgulho e amor por todos que nos acompanham”, disse Cristiano. Já Zé Neto acredita que os recordes alcançados são responsáveis pelas composições musicais, além do carisma no palco. “Quando somos nós que escrevemos as músicas buscamos nos inspirar em nossas próprias histórias ou de pessoas próximas para criar afinidade com o público. Quando o assunto é amor e sofrência, todo mundo tem um pouco a dizer né” disse, aos risos.
>2018Festeja Brasil Estádio Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1.001, Pampulha). Dia 8 (sábado), a partir das 15h. A partir de R$ 40 (arquibancada amarela, segundo lote, mediante doação de 1 kg de alimento não perecível). Vendas e programação completa no site www.nenety.com.br
sáb. 8. set
JON RICCIARDO / DIVULGAÇÃO
Na onda
O sertanejo Gustavo Mioto é uma das atrações do Festeja Brasil
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ARTES VISUAIS Tem novidades no Inhotim Patrícia Como em toCassese da grande instituição dedicada à arte mundo afora, nem todo o acervo do Instituto Inhotim está disponível ao escrutínio do público. A boa notícia é que algumas dessas obras serão desveladas na próxima quintafeira (6), dentro do recorte “exposições temporárias”. Das quatro galerias dedicadas a essa finalidade no espaço, três serão ocupadas com obras que, mesmo desenvolvidas sob conceitos distintos, colocam em relevo a questão da percepção. No dia da abertura, o público vai poder assistir a duas performances: às 11h42, o argentino David Lamelas apresenta “Time” (“Tempo”). Às 15h30, “Stallwitter” (“Tempestade de Estábulo”), de Marcellvs L. (Brasil) e Daniel Löwenbrück (Alemanha). Já as galerias exibem obras como “Vitruvian Figure” (2008), de Paul Pfeiffer, conta a diretora artística adjunta do Inhotim, María Eugenia Salcedo. “Trata-se de uma escultura em grande escala que, desde 2008, pertence ao acervo do instituto – antes, havia sido exposta apenas na Bienal de Sidney”. A escultura tem cerca de 3 m de altura e reproduz o estádio olímpico da cidade australiana. “Essa obra é uma das que estavam na reserva técnica. E, neste processo (de trazê-la aos olhos do público), foi muito bom contar com o próprio artista – Pfeiffer veio a Brumadinho ano passado, para uma palestra dentro do festival MecaInhotim”, lembra María Eugênia. Portanto, juntas, as duas partes pensaram a melhor forma de apresentar a obra, que estará na galeria Praça, junto a outro trabalho do artista nascido no Havaí: “Empire”, vídeo de 2004 no qual ele tece uma narrativa antropomórfica sobre a construção de um ninho, inspirada no trabalho homônimo de Andy Warhol. A galeria Lago, por sua vez, abrigará obras de três artistas, sendo a maior parte do argentino David Lamelas. Mas, ainda, “Black³” (2008), do americano Robert Irwin, inédita no Brasil, e a instalação “I’m Here, But Nothing” (2000), da japonesa Yayoi Kusama. Sim, quem vai muito a Inhotim já se deleitou com “Narcissus Garden”, de Kusama. Ocorre que o instituto tem, em seu acervo, outras duas obras da artista – uma delas, a que será mos-
abertura 6.set.
trada agora. María Eugenia confirma que o Inhotim almeja inaugurar, “possivelmente em 2020”, um pavilhão dedicada à também escritora, hoje octogenária.María Eugênia lembra que Kusama e Irwin são da mesma faixa etária, enquanto Lamelas nasceu em 1946. “A obra do Irwin, a gente já tinha tentado encaixá-la em outras exposições. E, agora, estará junto a obras de outros dois grandes artistas, os três vindos de diferentes partes do mundo e trabalhando sob o fio condutor da percepção, com uma discussão da relação entre espaço e arquitetura e de como a sensação espacial muda a percepção da própria obra. Irwin mostra como a pintura se desdobra no espaço, e Kusama, completando o circuito, traz essa fala que muda nossa visão de uma sala de estar, criando, com o uso de luz negra e bolinhas, um lugar ao mesmo tempo sedutor e estranho”. Finalmente, a galeria Fonte exibe a mostra “Para Ver o Tempo Passar”, com obras de John Gerrard (Irlanda, 1974), Mario García Torres (México, 1975), Jorge Macchi (Argentina, 1963), Marcellvs L. (BH, 1980), Peter Coffin (EUA, 1972), Phil Collins (Inglaterra, 1970), Rineke Dijsktra (Holanda, 1959) e Susan Hiller (EUA, 1940).
> Novas Exposições
Instituto Inhotim (rua B, 20 Fazenda Inhotim, Brumadinho). Abertura no dia 6 (quinta-feira), das 9h30 às 17h30. Visitação: de terça a sexta, das 9h30 às 16h30; sábado, domingo e feriado, das 9h30 às 17h30. R$ 44 (inteira). Gratuito às quartas-feiras.
DIVULGAÇÃO INHOTIM
Ao lado, “Vitruvian Figure”, escultura de 3 m de altura do artista Paul Pfeiffer, que também estará presente com outra obra, o vídeo “Empire”
Abertura coincide com Bienal de SP
Yayoi Kusama: a artista japonesa, conhecida pelas bolinhas, que já foram reverenciadas até em música de Peter Gabriel, terá nova obra às vistas do público que frequenta o Inhotim; em 2020, ela deve ganhar um pavilhão no instituto
A galeria Fonte vai abrigar obras de vários artistas: à esquerda, slide que será exibido com o áudio “Have You Ever Seen the Snow?” (2010), dentro da proposta do mexicano Mario García Torres
Na próxima sexta (7), a 33ª edição da Bienal Internacional de Arte de São Paulo será aberta ao público, podendo ser visitada até 9 de dezembro, no pavilhão Ciccillo Matarazzo do Parque Ibirapuera. E não, não foi uma coincidência o fato de as novas exposições temporárias do Inhotim estarem sendo abertas praticamente na mesma data. “A Bienal agita o mundo das artes, e o Inhotim tem esse costume, o de promover o casamento de uma nova exposição com a abertura do evento”, conta María Eugenia Salcedo. A ideia, prossegue ela, é fortalecer a inserção do Brasil no roteiro dos grandes acontecimentos no universo da arte, “por serem iniciativas de impacto”. Configura-se, assim, um convite aberto não só ao público especializado, mas ao interessado em geral. Em tempo: além da galeria permanente dedicada a Yayoi Kusama, pensada para 2020, o Inhotim planeja a instalação ao ar livre de uma escultura de grande dimensão projetada por Robert Irwin especialmente para o local.
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“Batucada” (PI) “Assembleia Comum” (MG) “Chapeuzinho Vermelho” (RS) “Do Repente” (TO) “A Invenção do Nordeste” (RN) “A Gente Combinamos de Não Morrer” (PB) “Isto É um Negro?” (SP) “Looping” (BA) “Merci Beaucoup, Blanco!” (BA) “Quaseilhas” (BA) “Assembleia Comum” (MG) “Chorar os Filhos” (MG)
A atriz trans escocesa Jo Clifford volta ao FIT, agora com o espetáculo “Eve”
MO S Serão escolhidos ao menos oito espetáculos da capital mineira e do Estado que contaram com processo de seleção por meio de regulamento, totalizando o recorde de 178 inscrições.
L OCA AL TR
Festival de Teatro Palco e Rua de BH dialoga com a realidade do país e repensa processos de colonização
Do Peru vem o espetáculo “Simón, El Topo”, obra destinada ao público infantil
REPRODUÇÃO DO YOUTYBE
Atriz e performer sul-africana Ntando Cele protagoniza o potente “Black Off”
FIT DIVULGAÇÃO
JANOSCH ABEL\DIVULGAÇÃO
ARTES CÊNICAS Colocando o dedo na ferida
ção dos projetos. E um dos desafios foi ampliar a proposta de descentralização. Neste ano, por exemplo, ocupações, como a Dandara, vão receber espetáculos. Aliás, Grace lembra que uma das montagens selecionadas, NAL QUANDO O I C “Assembleia Comum”, foi NA De ER T gestada em uma ocupação, a N I de setembro do Espaço Luiz Estrela. “Arde Brillante en los No que tange a temáticas, o QUANTO Bosques de la Noche” FIT-BH adentra a cena com um tiHaverá espetáculos gratuitos (Argentina) me potente de peças que lança hoe pagos. Nesse último caso, “Black Off (África do Sul/Suíça) lofotes sobre a questão da identios ingressos custarão “Ceci N’est Pas Noire” (Inglaterra/ dade negra, o que, na programaR$ 20 (inteira) Bélgica/Zimbábue) ção de 2016, foi apontado como “Donde Viven los Barbaros” (Chile) uma ausência. Questões de gêne“Eve” (Escócia) ro também recebem atenção, o Patrícia “Libertação” (Portugal) que inclui o retorno da escocesa Cassese “Simón, el Topo” (Peru) Jo Cliffort – que, na edição passaONDE COMPRAR “Um Museu Vivo de Memórias da, trouxe “O Evangelho SegunA partir da próxima Pequenas e Esquecidas” (Portugal) do Jesus, Rainha do Céu”. Dessegunda-feira, 3 de setembro, “Unwanted” (Ruanda/França) NOVIDADE! Como o Festita vez, a transexual aporta no site do festival (www.fitA abertura do FIT-BH 2018, val Internaciocom “Eve”. No cômputo gebh.com.br) e no Mercado das Flores no dia 13 de setembro (quintanal de Teatro ral, aponta Luciana Ro(avenida Afonso Pena, 1377) feira), a partir das 19h, no Parque Palco & Rua magnolli, são vários os Municipal, contará com a A partir de 5 de setembro, haverá (FIT-BH) só espetáculos que transiparticipação de 200 moradores da venda também na bilheteria do acontece a catam por mais de uma lincapital na apresentação dos espetácuteatro da Biblioteca Pública da dois anos, guagem, sendo a perforlos "Batucada" (PI) e "Looping: Bahia Estadual Luiz de Bessa desde sua criamance uma das mais reOverdub" (BA). Os trabalhos serão ção, em 1994, o Tea- te potente espetáculo “Les Gicorrentes. construídos a partir de residências anúncio do espetát r o rafes” –, a decirealizadas em período anterior culo ao qual é deleFrancis- são de valoao festival. gada a função de abrir co Nunes) r i z a r a A perforé ansiosamente aguardado que contou com a produmer DATAS E LOCAIS pelo público que o projeto tra- presença do trio curatorial cen- ção naruandeDOS ESPETÁCULOS tou de formar no curso de sua tral – Grace Passô (atriz, direto- cional sa DoroTodas as informações história. ra e dramaturga), Luciana Ro- se alithée estarão disponíveis E o fato de a atração da 14ª edi- magnolli (jornalista e crítica tea- nha à Munyano site do festival ção ter sido entregue a dois gru- tral) e Soraya Martins (atriz, vontaambos sejam neza, www.fitbh.com.br. pos nacionais já reverbera algu- professora, performer e crítica d e d e readaptados, ou seja, da Commas das diretrizes que, num esco- de arte) –, da presidente da Fun- d e i x a r o público assistirá a pagnie po mais amplo, caracterizam to- dação Municipal de Cultura, Fa- de lado eles em um novo deseKadidi, da a grade que será oferecida de biola Moulin, e da presidente do uma chanho. “O ineditismo reside da Fran13 a 23 de setembro. Instituto Periférico (OSC correa- mada visão no redimensionamento para ça, apreNestes dez dias, nove espetá- lizadora do evento), Gabriela eurocêntrica, alo espaço público”, diz. A tamsenta o culos internacionais e 11 de gru- Santoro. vo de críticas em edições passa- bém atriz e diretora frisa, ainda, espetápos e artistas nacionais, além de No lugar da praça da Esta- das. Mas não só. Em uma iniciati- que ambas as atrações de abertuculo locais (estes ainda serão anun- ção, onde o start da edição 2016 va inédita, este ano o FIT está con- ra trabalham a ideia de multidão, “UnWa ciados), vão tratar de discutir foi dado, o Parque Municipal Re- vocando a sociedade civil – ou se- mas adverte, “não a de massa”. nted”, pautas que estão na ordem do né Gianetti foi o cenário escolhi- ja, o cidadão comum – a partici- Trocando em miúdos, a tensão no teadia, sob o guarda-chuva do con- do para acolher, logo na abertu- par de uma seleção para residên- existente no coletivo não suplantro do ceito “Corpos-Dialeto” – para ci- ra, no dia 13, a partir das 19h, cias que, ao final, resultarão na ta as singularidades. Minas tar dois exemplos, questões étni- duas atrações: os espetáculos participação nos citados espetácuTênis co-raciais e de gênero. Os espe- “Batucada”, do coreógrafo los de abertura. As inscrições po- ORÇAMENTO Clube táculos de rua, que vão se es- piauiense Marcelo Evelin, e dem ser feitas até o próximo sábaTrabalhando, segundo revela praiar por diversos pontos da ci- “Looping: Bahia Overdub”, idea- do, dia 2, por meio do formulário Fabíola Moulin, com um teto orçadade, terão acesso gratuito, en- lizado pelos baianos Felipe de online disponível no site oficial mental ligeiramente menor que o quanto para os de palco será co- Assis, Leonardo França e Rita (www.fitbh.com.br). da edição 2016 (R$ 3,4 milhões brado o valor de R$ 20 (inteira). Aquino. Um dos nomes à frente da cu- contra R$ 3,6 milhões da anteOs espetáculos internacioSe na edição passada o cortejo radoria, Grace Passô lembra que, rior), o FIT 2018 se viabiliza tamnais e nacionais foram anuncia- de abertura esteve sob a compe- embora os dois espetáculos já es- bém com a parceria firmada jundos ontem, em um encontro tência da França – no caso, da tejam circulando Brasil afora, a to ao Instituto Periférico, que pascom a imprensa (no foyer do Compagnie Off, com o visualmen- convocação para o FIT prevê que sa a assumir a função de execu-
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CHRISTOPHE RAYNAUD DE LAGE/DIVULGAÇÃO
ESPETÁC ULO SD AC EN A
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ARTES CÊNICAS Para rir de chorar do cotidiano André di “Me liga daBernardi qui a pouco? ‘Tô’ chegando ao Projac!”, desculpa-se o ator, produtor e humorista Nelson Freitas ao Pampulha, no horário marcado para conversar sobre o motivo que o traz de volta a BH neste final de semana. Com mais de mais de 30 anos de estrada, o artista, atualmente com 56 anos, apresenta o stand up “Nelson Freitas e Você” no palco do Cine Theatro Brasil Vallourec. Minutos depois, refeita a ligação, ele revela que chegava aos estúdios da Rede Globo para o primeiro dia de gravação da nova série dominical da emissora, “Casal de Primeira”, que irá ao ar aos domingos, a partir de novembro. “Vou dar vida ao meu primeiro avô!", contou, todo animado. Freitas, que divide o trabalho na telinha com o espetáculo com o qual viaja Brasil afora (já visto por mais de 2 milhões de espectadores), diz que a nova série global, estrelada por George Sauma e Renata Gaspar, aborda as alegrias e agruras de um jovem ca-
teatro adulto CABARÉ LIDÔ Direção e texto: Marcos Amaral. A montagem é baseada no cotidiano real de profissionais do sexo. Uma história sobre sexo, liberdade e sonhos. Galpão de Ideias (rua Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. a dom., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 30/9
BOCA DE OURO Dir. Igor Ayres. Texto: Nelson Rodrigues. A história do famoso bicheiro, que não mede esforços para conseguir o que deseja, é contada, por uma de suas amantes, a um repórter da imprensa sensacionalista Teatro João Ceschiatti (av. Afonso Pena, 1.537). Qui. (6), sex. (7) e sáb. (8), às 20h, e dom. (9), às 19h. De 6 a 9 de setembro.
DOIDA Dir. Inês Peixoto. Com Teuda Bara e Admar Fernandes. Inspirado no conto homônimo de Carlos Drummond de Andrade. Uma visita ao espírito interiorano de Minas Gerais, com suas casas de paredes desgastadas, sons de refúgio e calmaria, como ladros de cães e voos de pássaros. Teatro 171 (rua Capitão Bragança, 35, Santa Teresa). Sáb., às 21h; dom., às 18h. R$ 14 (inteira). Até 2/9
JÚLIA E A MEMÓRIA DO FUTURO Direção: Kalluh Araújo História de uma mulher que se (re)descobre com muito mais maturidade ao se deparar com o seu poder de reconstruir sua própria história, memórias e cotidiano, tecendo em seus retalhos o novo roteiro de sua vida. Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1.341, centro, 3721-0111). Sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 2/9
NELSON FREITAS E VOCÊ Leia mais nesta página.
NO PIREX
sal que encara o desafio da chegada de seu primeiro filho. Além dos jovens atores citados, Freitas dividirá a cena com nomes como Heloísa Périssé (que interpreta sua esposa), Marisa Orth e Daniel Dantas. “O público certamente vai rir e chorar: é uma série de humor, mas, como todo bom humor, tem seu calço no drama”, explica. Sobre o espetáculo que apresenta em BH, ele afirma que a peça foi evoluindo ao longo dos 11 anos em que está em cartaz. "Tratase de um espetáculo sempre em movimento – ‘customizável’, digamos assim, de acordo com a cidade em que estou. Não são poucos os que acham que ele é totalmente calcado no improviso, o que não é verdade, é claro, mas eu fico bastante feliz em transmitir essa descontração para o público”. Com um humor perspicaz e direção do saudoso Chico Anysio (1931-2012), o espetáculo desnuda o cotidiano das relações humanas, abordando temas como o casamento e a infidelidade, com personagens que tentam realçar o carisma do ator. O ator conta que aprendeu a lidar com as diversas
Direção e texto: Eid Ribeiro. Comédia muda, em que cinco personagens grotescos e surreais se reúnem em torno da mesa de um restaurante e expressam relações de poder, amor e morte. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6437). Sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 2/9
A OBSCENA SENHORA H Direção e texto: Juarez Guimarães Dias. Solo da atriz Luciana Veloso, que reconta episódios biográficos da escritora brasileira Hilda Hilst durante a escrita de um de seus mais aclamados livros “A Obscena Senhora D”. Teatro de Bolso do Sesiminas (rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 2/9
O PALÁCIO DOS URUBUS Dir. Fábio Furtado. Na fictícia ilha de “Babaneiralle”, um rei déspota e sua corte são capazes de tudo para garantir a monarquia, enquanto revoltas são tramadas por todos os lados. Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (rua Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até domingo
PEÇA DO CASAMENTO Direção e adaptação: Guilherme Weber. Com Eliane Giardini. Após 30 anos, um casal está em crise e passa a revisar suas vidas – os embates que se seguem os levam a aprender algo sobre si mesmos e sobre o outro. CCBB – Teatro I (Circuito Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sáb., às 20h; dom., às 17h e 20h. R$ 30 (inteira). Até 3/9
PROVA DE FOGO Dir. Nilmara Gomes. Retrata o drama vivido pelo bombeiro Caleb e sua esposa Angélica, cujo casamento está prestes a ruir. Só que, de repente, veem sua história ser transformada pelo amor de Deus. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-
sab. e dom. 1º e 2. set.
JOÃO MIGUEL JR/TV GLOBO/DIVULGAÇÃO
Nelson Freitas mostra o lado divertido das simples situações do nosso dia a dia
que as pessoas se desliguem das agruras desse nosso Brasil tão sofrido”, diz. O humorista, que já morou na cidade de 1977 a 1980 – quando estudou no Colégio Militar –, é só elogios à capital mineira: “Belo Horizonte é muito especial para mim, passei a minha adolescência aí. Vivi coisas incríveis nessa cidade. Até o papa eu vi em Belo Horizonte!”, lembra. Freitas já participou de novelas como “Rainha da Sucata” (1990); “Felicidade” (1991), “"Uga Uga” (2000) e “Tempo de Amar” (2017), quando interpretou o personagem Bernardo da Fontoura. Mas foi em 1997, quando interpretou o médico Fernando Brauser, em “Chiquititas”, um dos maiores sucessos do SBT, que os caminhos da fama foram se abrindo. “Até hoje o público me para na rua e relembra o personagem”, comemora.
>VocêNelson Freitas e
situações que surgem a cada espetáculo. Para ele, a intuição é algo que não pode faltar a um bom artista. “Cada publico é diferente, e is-
so, para o ator, é algo fascinante. É muito estimulante, pois o espetáculo do dia nunca será o mesmo da noite anterior. É uma montagem di-
nâmica, um microfone na frente e um idiota atrás, falando os maiores absurdos, levando um pouco de alegria e descontração. Quero
9922). Sáb., às 20h30. R$ 50 (inteira).
O MISTÉRIO DA BOMBA H____
histórias alternativas para justificar posturas nem sempre bem sucedidas. Neste dom. (2), às 18h
16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc). Até 2/9
O LUSTRE
SOLDADINHO DE CHUMBO
Dir. Antonio Hildebrando. A sociedade é um lustre prestes a cair e na qual todos tentam se equilibrar. Usando a loucura como um disfarce da vida real, um casal lida com os sentimentos paradoxais que podem mover uma relação humana. Neste dom. (2), às 20h
Dir. Fernando Bustamante. Um boneco, que tem apenas uma perna, se apaixona por uma bailarina, que também é uma boneca, e se equilibra como ele. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (2), às 16h. R$ 22 (inteira).
SANTIAGO – O PEIXE Direção: Dimitrius Possidônio. A peça tem em cena um ator, em jogo, desenvolvendo narrativas físicas, tentando construir fragmentos de histórias de aventura – especificamente aventuras marítimas, de pesca e naufrágio. Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3.613, Horto). Sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 20 (inteira). Até 2/9
cinebh (*) MÚSICA PARA BRINCAR Realização: Grupo Quintal de Guegué. Brincadeiras musicais, canções de domínio popular e autorais, convidam o público para uma vivência ativa do início ao fim. Intervenção circense com o Palhaço Sufoco e participações de personagens da Turma da Pipoca. Neste sáb. (1º), às 10h
UMA SURPRESA PARA BENEDITA Dir. Adriana Morales e Tiago Mafra. Realização: Grupo Trampulim. Dupla de palhaços. Sabonete decide preparar uma surpresa para sua grande amiga Benedita. Em meio a uma grande confusão, a surpresa toma rumos inesperados, gerando situações absurdas e imprevistas. Neste sáb. (1º), às 15h
QUARTETO FANTÁSTICO Grupo Circo do Sufoco. Intervenção circense. Quatro artistas realizam um show de circo, no qual a magia, o malabarismo, o equilibrismo e as acrobacias são as grandes atrações. Neste dom. (2), às 15h (*) Praça Duque de Caxias, Santa Tereza. Entrada gratuita
oriundo mostra tudo (*)
Direção: Anna Campos. Texto: Antonio Hildebrando. Em meio à visita de um famoso ator de TV e à uma ameaça de atentado terrorista, entram em cena fãs histéricas, super-heróis, autoridades e malandros que, entre disfarces, amores impossíveis e perseguições, representam o embate entre frangos e perus que movimenta Galinópolis. Sáb., às 15h
ESCOLA DE HERÓIS Direção: Anna Campos. Texto: Antonio Hildebrando. Em tempos temerosos o povo anseia por heróis. Eis então que, um dos mais famosos heróis da literatura, Dom Quixote, vem à cena para, junto a Sancho Pança e Dulcinéia, (re) descobrir com o público a essência de um herói. Neste sáb. (1º), às 18h
CABARÉ VAGABUNDO Direção: Tatá Santana. Texto: Antonio Hildebrando. Retrato de um grupo que, depois de fracassar em vários testes para participar de musicais “americanos”, se reúne e resolve montar o seu próprio espetáculo. Neste sáb. (1º), às 21h
QUEM PERGUNTA QUER RESPOSTA! Direção e texto: Antonio Hildebrando. Rebeca é uma criança curiosa e sapeca que quer descobrir a resposta para uma pergunta: “O Que É a Vida?”. Neste dom. (2), às 11h
A FESTA DO PIJAMA Dir. Antônio Hildebrando e Anna Campos. Tem como foco o respeito ao tempo da criança, seu mundo de descobertas, de curiosidades e de afirmações precoces. Neste dom. (2), às 15h
POR QUEM CHORAS AS SAMAMBAIAS? Dir. Antonio Hildebrando. O espetáculo trata, principalmente, da escolha, da memória e da culpa. Aborda os meandros da consciência e a capacidade que tem o ser humano de criar desculpas e
(*) Teatro Francisco Nunes – Parque Municipal (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). R$ 10. Até 2/9
infantil O CONCURSO DOS SONHOS Dir. Dig Dutra. Valentina é uma menina alegre, sonhadora e muito fã da youtuber Kim RosaCuca, com quem aprende a fazer material escolar, bijuterias, enfeites e muitas outras coisas legais. Ela tem um grande sonho desde pequena: ser cantora e um concurso de talentos muda completamente sua vida. Teatro do CCMTC (rua da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (1º), às 16h. R$ 80 (inteira).
JOJÔ PALITO EM: AS CIGARRAS E AS FORMIGAS Dir. Jordana Luchini. Jojô e Palito são transportados ao mundo dos insetos. Jojô se transforma em uma formiga enquanto Palito vive o papel de uma cigarra. Teatro da Assembleia (rua Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 21087827). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 40 (inteira). Até 2/9
O PEQUENO PRÍNCIPE Dir. Diego Benicá. Um aviador, após uma pane em seu avião, acaba parando no meio do deserto do Saara, na África. Ele é surpreendido por um menininho com roupas estranhas, cabelo da cor de trigo e que lhe enche de perguntas. Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Sáb. e dom., às
Theatro Cine Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Neste sábado (1º), às 21h, e domingo (2), às 19h. A partir de R$ 50 (plateia 2).
dança NÓ Cia Deborah Colker reapresenta espetáculo de 2005 que trata do desejo . Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Neste sáb. (1º), às 21h, e dom. (2), às 19h. A partir de R$ 70 (inteira).
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CINEMA
A França em destaque em BH FOTOS DIVULGAÇÃO
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 1º (sábado) e 2 (domingo)
estreias O CANDIDATO HONESTO 2 (Brasil, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Leandro Hassum, Rosanne Mulholland, Victor Leal. Político se entrega à justiça, é preso por corrupção e tenta reerguer com sinceridade e propostas reais. BH Shopping 1: 13h30, 16h, 18h30 e 21h BH Shopping 8: 12h50, 15h20, 17h50 e 20h20 Betim 2: 14h20, 16h40, 18h50 e 21h Cineart Boulevard 3: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h10 Cidade 1: 16h10 e 20h30 Cidade 7: 12h (somente domingo), 14h30, 16h40, 19h10 e 21h10 Cidade 7: 14h30, 16h40, 19h10 e 21h10 Contagem 4: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h10 Contagem 7: 16h10 e 20h30 Del Rey 6: 14h20, 16h30, 18h50 e 21h Del Rey 6: 14h20, 16h30, 18h50, 21h e 23h (somente sábado) Itaú Power 3: 14h20, 16h40, 18h50 e 21h Minas 4: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h10 Minas 6: 14h e 18h40 Paragem 3: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Via Shopping 3: 14h20, 16h40, 18h50 e 20h50 Big 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45
guram parceria com o “Festival du Film de Femmes (em tradução livre: Festival de Cinema Feminino)”, que acontece há 41 anos – e no ano de 2019 acontecerá em Créteil, nos arredores de Paris. Assim, a busca por igualdade de gênero em todas as instâncias, incluindo nas artes, é uma premissa do projeto. INTERCÂMBIO Matos destaca que o diálogo entre Brasil e França atravessa toda concepção do festival. “Parte da equipe de produção é francesa e outra parte é brasileira – as trocas culturais são praticadas desde a concepção até a organização do festival”, expõe ele. “Nossa missão é a disseminação da cultura francesa e o intercâmbio entre o Brasil e a França. Tanto que estamos levando cinema, teatro e aulas de francês gratuitamente também para as periferias”, completa, lembrando que um professor nativo irá ministrar aulas sobre o idioma aos interessados.
A escolha da cineasta, explica Matos, foi decisiva pela temática do seu filme de estreia. “Sonadie foi selecionada porque trata de um tema contemporâneo e duro para todos nós: a violência urbana”, analisa. “Ela dirigiu duas peças, além do filme. Por isso, pode preparar os atores para estas duas searas”, comenta o produtor, destacando que a diretora passará não só por Belo Horizonte, como também visita Ouro Preto e o Rio de Janeiro em sua passagem pelo país – ministrando oficinas de criação de roteiro de cinema e workshop de realização de filmes em todas as cidades. O festival também contempla projeções em comunidades, aglomerados, vilas e favelas de BH. Matos reforça que haverá um concurso de fotografias paralelo às exibições. Os vencedores terão suas fotos expostas nos museus parceiros na França e no Brasil. Também está programado o Prêmio Favela de Melhor Curta de Ficção.
FestiFrance
Acima, cena do curta ‘In Vivo’; abaixo, cineasta Sonadie San, que participa do festival
CONVIDADA Ambicionando levar, mais uma vez, as culturas cinematográfica e teatral francesas para os belo-horizontinos, o evento ainda conta com a presença de Sonadie San, diretora do filme “Ouvre les Yeux” (2018).
Norte 1: 14h45, 16h45, 18h45 e 20h45 Diamond 4: 13h30, 16h, 18h30 e 21h Estação BH 3: 13h50, 16h, 18h40 e 21h15 Estação BH 5: 15h, 17h40, 20h15 e 22h30 Monte Carmo 2: 14h20, 16h50, 19h10 e 21h10 Pampulha 6: 15h05, 17h10, 19h15 e 21h20 Partage Shopping Betim 6: 13h30, 16h, 18h30 e 21h Pátio Savassi 5: 13h40, 16h20, 19h e 21h40 Pátio Savassi 7: 13h, 15h30, 18h e 20h30
A DESTRUIÇÃO DE BERNARDET (Brasil, 2018, 1h12, 10 anos) Dir. Claudia Priscilla, Pedro Marques. Portador de HIV, Jean-Claude Bernardet reflete sobre críticas às suas incursões como ator e sobre perspectivas de vida. Belas 3: 18h10
Festfrance – >Festival de Cinema Francês MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Abertura: dia 4 (terça). Entrada gratuita. Programação em facebook/festfrancefestival. Até 16/9.
Pátio Savassi 8: 13h10, 16h10, 18h50 e 21h30 (*) Sessões dubladas
FERRUGEM (Brasil, 2018, 1h45, 14 anos) Dir. Aly Muritiba. Com Tiffanny Dopke, Enrique Díaz, Giovanni de Lorenzi. Tati é uma adolescente que compartilha momentos seus nas redes sociais. Quando algo que não queria cai no grupo de Whatsapp do colégio, sua vida muda. Belas 3: 14h e 21h40 Ponteio 2: 17h20 Ponteio 3: 18h40
FICA MAIS ESCURO ANTES DO AMANHECER (Brasil, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Thiago Luciano. Com Caco Ciocler, Lucy Ramos, Walter Breda. Após tragédia familiar, Iran decide trabalhar em fábrica de gelo, em um povoado afetado por mudanças climáticas e é fadado a presenciar o último pôr do sol.
Ponteio 2: 15h30 e 21h15
AS HERDEIRAS (Las Herederas, Paraguai/ Alemanha/ Uruguai/ Noruega/ Brasil/ França, 2018, 1h38, 14 anos) Dir. Marcelo Martinessi. Com Ana Brun, Ana Ivanova, Margarita Irún. Com a esposa presa por sonegação, Chela, herdeira de uma família rica, precisa trabalhar como chofer para se sustentar. Belas 1: 16h e 18h Ponteio 4: 14h20, 18h50 e 21h
OS JOVENS TITÃS EM AÇÃO! NOS CINEMAS (*) (Teen Titans GO! To The Movies, EUA, 2018, 1h24, ) Dir. Aaron Horvath, Peter Rida Michail. Os Jovens Titãs percebem que todos os super-heróis estão estrelando filmes e decidem se mobilizar para ter espaço. BH Shopping 4: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 BH Shopping 5: 13h20 e 15h30 Betim 1: 14h30, 16h30, 18h30 e 20h30
DEUS NÃO ESTÁ MORTO UMA LUZ NA ESCURIDÃO (*) (God’s Not Dead: A Light in Darkness, EUA, 2018, 1h45, 12 anos) Dir. Michael Mason. Com David A.R. White, Jennifer Taylor, John Corbett. Uma igreja é incendiada, devastando a congregação e o pastor Dave. Então, a universidade vizinha usa a tragédia para tentar despeja-los do campus. BH Shopping 6: 13h, 15h40, 18h50 e 21h20 Boulevard 1: 16h30 e 21h15 Cidade 8: 16h20, 18h40 e 21h Contagem 8: 14h20, 19h e 21h20 Del Rey 7: 14h, 16h10, 18h20 e 20h50 Minas 6: 16h10 e 20h50 Via Shopping 5: 16h10, 18h30 e 20h45 Diamond 5: 12h10, 14h40, 17h20 e 19h50 Estação BH 6: 14h40 e 19h45 Monte Carmo 3: 14h10, 16h30, 18h45 e 21h Partage Shopping Betim 5: 13h, 15h40, 18h20 e 21h10
Cena de “Ferrugem”, vencedor do Festival de Gramado, em cartaz na cidade
Boulevard 2: 20h30 (sessão legendada) Boulevard 2: 14h30, 16h40 e 18h30 Cidade 2: 11h40 (somente domingo), 13h30, 15h15, 17h15, 19h10 e 21h05 Cidade 2: 13h30, 15h15, 17h15, 19h10 e 21h05 Contagem 6: 13h40, 15h30, 17h20, 19h10 e 21h Del Rey 5: 20h30 (sessão legendada) Del Rey 5: 14h30, 16h40 e 18h30 Itaú Power 6: 13h30, 15h20, 17h10, 19h05 e 21h Minas 1: 13h40, 15h20, 17h20, 19h10 e 21h Paragem 2: 13h50, 15h40, 17h30, 19h10 e 21h Via Shopping 2: 13h50, 15h40, 17h30, 19h10 e 21h Big 5: 15h15, 17h, 18h45 e 20h30 Diamond 5: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Estação BH 4: 12h30, 14h20, 16h20, 18h20 e 20h45 Monte Carmo 5: 13h50, 15h40, 17h30, 19h10 e 21h Pampulha 5: 15h20, 17h20, 19h20 e 21h15 Partage Shopping Betim 3: 14h20 16h30, 18h40 e 20h50 Pátio Savassi 3: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 (*) Sessões dubladas
OLHAR DE CINEMA/DIVULGAÇÃO
Alex Belo HorizonBessas te vive uma história de amor com o cinema francês. E não se trata de um caso qualquer. É o que garante o produtor Roberto Matos, um dos idealizadores do FestiFrance, mostra competitiva de produções do berço da nouvelle vague, que chega a sua quarta edição a partir da próxima terça (4), no MIS Cine Santa Tereza. Com exibição de 73 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, o evento também promove workshops, oficinas e debates – tudo, claro, relacionado ao cinema e à língua francesa. Além disso, a competitiva, através de júri, confere o prêmio Falcão de Melhor Filme. As ações, que incluem até aulas do idioma, têm chamado a atenção dos belo-horizontinos. Matos destaca que desde a segunda edição é sensível o interesse e é crescente a audiência do festival. “O público nos acompanha, demonstra lealdade ao projeto”, expõe o idealizador. Neste ano, a mostra volta a frisar a valorização e conquista de espaço das mulheres no universo cinematográfico. Por isso, inau-
YONLU (Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Hique Montanari. Com Thalles Cabral, Leonardo Machado, Nelson Diniz. Garoto de 16 anos conquista o mundo, através da internet, com seu talento musical, mas também participava de um fórum suicida (baseado em fatos reais). Belas 2: 14h10 e 19h40 Ponteio 2: 13h50 e 19h15
continuam em cartaz
CAFÉ COM CANELA (Brasil, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Ary Rosa, Glenda Nicácio. Com Valdinéia Soriano, Aline Brune, Babu Santana. Após perder o filho, Margarida vive isolada até que Violeta, uma ex-aluna, bate à sua porta e assume a missão de devolver um pouco de luz à sua vida. Belas 3: 11h(Clube do professor. Somente para professores cadastrados), 16h (somente domingo) e 19h40
CHRISTOPHER ROBIN - UM REENCONTRO INESQUECÍVEL (*) (Christopher Robin, EUA, 2018, 1h44, livre) Dir. Marc Forster. Com Ewan McGregor, Hayley Atwell, Mark Gatiss. Christopher Robin já não é mais aquele garoto das aventuras com Ursinho Pooh. Ele cresceu e perdeu o rumo de sua vida, mas seus amigos de infância irão ajudá-lo. BH Shopping 7: 13h10, 15h50, 19h e 21h30 Contagem 3: 13h50 Diamond 3: 14h, 16h40 e 19h10 Diamond 3: 21h40 (somente domingo, sessão legendada) Diamond 3: 14h, 16h40, 19h10 e 21h40 (somente sábado) Pampulha 3: 17h e 21h05 (*) Sessões dubladas
ESCOBAR - A TRAIÇÃO (Loving Pablo, Espanha, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Fernando León de Aranoa. Com Javier Bardem, Penélope Cruz, Peter Sarsgaard. Jornalista engata relacionamento com o traficante Pablo Escobar. Belas 2: 21h30 BH Shopping 10: 22h Boulevard 5: 14h Diamond 2: 15h50 e 22h Ponteio Premier: 16h20 e 21h10 Pátio Savassi 2: 16h40
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CINEMA MARES FILMES/DIVULGAÇÃO
FÁTIMA, O ÚLTIMO MISTÉRIO (Fátima, el Último Misterio, Espanha, 2018, 1h20, 10 anos) Dir. Andrés Garrigó. Investigação sobre as aparições de Fátima, com base em dados reais e opiniões de especialistas, revelando eventos ignorados. BH Shopping 9: 14h, 16h10 e 18h20 (sessões dubladas)
GAUGUIN - VIAGEM AO TAITI (Gauguin - Voyage de Tahiti, França, 2018, 1h42, 14 anos) Dir. Edouard Deluc. Com Vincent Cassel, Malik Zidi, Tuheï Adams. No ano de 1891, Gauguin se exila no Taiti. Lá, ele conhece Tehura, que se tornará sua esposa e tema das suas telas mais importantes. Belas 1: 14h, 19h50 e 21h50 Ponteio 3: 14h
HOMEM-FORMIGA E A VESPA (*) (Ant-Man and the Wasp, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Peyton Reed. Com Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Douglas. Scott Lang lida com consequências de suas escolhas como super-herói e pai. Enquanto tenta reequilibrar sua vida, ele é confrontado por Hope van Dyne e Dr. Hank Pym em nova missão. Cidade 3: 18h50 Contagem 3: 21h Monte Carmo 6: 17h40 (*) Sessões dubladas
HOTEL TRANSILVÂNIA 3: FÉRIAS MONSTRUOSAS (*) (Hotel Transylvania 3: Summer Vacation, EUA, 2018, 1h38, livre) Dir. Genndy Tartakovsky. Drácula surpreende-se com o presente da querida filha: férias em um cruzeiro. Ele acaba engajado no passeio ao se encantar pela comandante que esconde um segredo nada amigável. BH Shopping 10: 19h10 Betim 3: 16h25 Cidade 3: 14h30 Contagem 2: 14h40 e 19h10 Del Rey 1: 16h30 Itaú Power 1: 13h45 e 18h40 Minas 2: 14h30 Paragem 1: 14h30 Via Shopping 5: 14h10 Big 2: 16h20 Norte 3: 16h20 Estação BH 1: 13h20 e 15h20 Monte Carmo 1: 14h30 Pampulha 3: 15h e 19h05 Partage Shopping Betim 2: 13h10 e 15h30 (sessões 3D) (*) Sessões dubladas
OS INCRÍVEIS 2 (*) (The Incredibles 2, EUA, 2018, 1h58, livre) Dir. Brad Bird. Helena Pêra é chamada para voltar à luta contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, e seu marido tem que cuidar das crianças, especialmente o bebê, cujos superpoderes surgem sem qualquer controle. Betim 3: 14h Boulevard 1: 13h50 e 18h45 Cidade 5: 14h Contagem 3: 16h e 18h30 Del Rey 4: 14h10 e 18h20 Itaú Power 2: 15h e 19h10 Minas 3: 16h Paragem 5: 15h20 Via Shopping 4: 13h40 Big 4: 15h45 Norte 5: 15h50 Monte Carmo 4: 14h (*) Sessões dubladas
MAMMA MIA! LÁ VAMOS NÓS DE NOVO! (Mamma Mia! Here We Go Again, EUA, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Ol Parker. Com Lily James, Amanda Seyfried, Meryl Streep. Um ano após a morte de Donna, sua filha está prestes a reinaugurar o hotel da mãe. Ela convida seus três “pais” e duas amigas de Donna. O reencontro reverbera em memórias sobre a juventude de sua mãe no final dos anos 70. Boulevard 4: 16h20 Diamond 1: 12h30, 17h50 e 20h30 Ponteio 3: 16h10 Pátio Savassi 6: 13h50, 17h05 e 22h10
“No Caminho da Escola” / “A Natureza Agradece” / “Lá do Alto” / “Dando Asas à Imaginação”. Sesc Palladium, às 10h
MEGATUBARÃO (The Meg, EUA, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Jon Turteltab. Com Jason Statham, Bingbing Li, Rainn Wilson. Submarino é atacado por uma criatura gigantesca, que se pensava estar extinta. Expert em mergulhos confronta seus medos para salvar a tripulação e tem que ficar frente ao maior dos predadores marinhos. BH Shopping 2: 12h(*), 14h40, 17h20 e 20h (sessões 3D) Boulevard 4: 18h40 Cidade 4: 13h50, 16h10, 18h30 e 20h50 (*) Contagem 1: 14h, 16h20, 18h40 e 21h15 (*) Del Rey 1: 18h40 e 20h50 (*) Del Rey 1: 18h40, 20h50 e 22h40 (somente sábado) (*) Itaú Power 5: 14h, 16h30, 19h e 21h15 (*) Minas 2: 16h30, 18h50 e 21h10 (*) Paragem 5: 18h20 (*) Via Shopping 4: 16h20 e 21h10 (*) Big 4: 18h10 e 20h25 (*) Norte 5: 18h15 e 20h30 (*) BH 2: 14h, 19h15 e 22h (*) Monte Carmo 4: 18h50 e 21h05 (*) Pampulha 1: 16h50 e 21h10 (*) (sessões 3D) Pampulha 1: 14h40 e 19h (*) Partage Shopping Betim 1: 15h10, 17h50 e 20h30 (*) (sessões 3D) Pátio Savassi 6: 19h40 (sessão 3D) (*) Sessões dubladas
MENTES SOMBRIAS (The Darkest Minds, EUA, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Jennifer Yuh Nelson. Com Amandla Stenberg, Harris Dickinson, Mandy Moore. Em um mundo apocalíptico, pandemia mata a maioria das crianças e adolescentes. Alguns sobreviventes desenvolvem poderes sobrenaturais. Eles são enviados para campos de custódia, mas um grupo consegue escapar. Cidade 6: 16h50 (*) Del Rey 1: 14h20 (*) Sessões dubladas
MEU EX É UM ESPIÃO (The Spy Who Dumped Me, EUA, 2018, 1h57, 12 anos) Dir. Susanna Fogel. Com Mila Kunis, Justin Theroux, Kate McKinnon. Duas amigas embarcam em aventura de espionagem pela Europa depois que o ex-namorado de uma delas revela-se um agente, caçado internacionalmente. BH Shopping 9: 20h30 Boulevard 5: 18h30 Cidade 3: 16h30 e 21h10 (*) Contagem 8: 16h40 (*) Del Rey 2: 18h30 Itaú Power 4: 18h40 (*) Minas 5: 21h10 (*) Paragem 1: 18h50 Diamond 2: 18h50 Pampulha 4: 14h35 e 18h45 (*) Partage Shopping Betim 4: 13h20 e 16h10 (*) Pátio Savassi 2: 14h e 19h25 (*) Sessões dubladas
MISSÃO IMPOSSÍVEL: EFEITO FALLOUT (Mission: Impossible - Fallout, EUA, 2018, 2h27, 14 anos) Dir. Christopher McQuarrie. Uma missão não sai como o planejado e Ethan Hunt e o time do IMF unem forças em uma corrida contra o tempo para acertar as contas com os erros do passados. BH Shopping 5: 17h40 e 21h10 (sessão 3D) Boulevard 4: 20h50 Cidade 6: 13h30 (*) Contagem 5: 20h20 (*) Del Rey 4: 20h40
Médias – Temática: Acontecimentos “Logo Após” / “Desacertos”. Roda de conversa após a sessão. Sesc Palladium, às 19h Curtas – Contemp. 16 “Tempestade” / “Cravo, Lírio e Rosa” / “Ao Final da Conversa Ele se Despedem com um Abraço”. Sesc Palladium, às 20h30 O Colar de Coralina (BRA, 2017, 1h17) Direção: Reginaldo Gontijo. Sessão com acessibilidade (audiodescrição, Libras e legendas descritivas). Mis, às 16h30
“Gauguin” retrata artista no Taiti, onde conhece Tehura, que inspira importantes obras Itaú Power 1: 15h50 e 20h50 (*) Paragem 5: 20h30 Monte Carmo 6: 14h50 e 20h30 (*) Pátio Savassi 2: 22h (sessão 3D) (*) Sessões dubladas
Partage Shopping Betim 2: 18h e 21h20 (*) Pátio Savassi 4: 13h45 e 19h10 (*) Sessões dubladas
UMA QUASE DUPLA A OUTRA MULHER (Amoureux de ma femme, França, 2018, 1h24, 12 anos) Dir. Daniel Auteuil. Com Daniel Auteuil, Gérard Depardieu, Sandrine Kiberlain. Daniel se pega fantasiando sobre a namorada do melhor amigo e, mesmo casado, deixa a cautela de lado para realizar seus mais loucos sonhos. Belas 2: 18h Ponteio 3: 20h50
PANTERA NEGRA (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. Mas um inimigo antigo reaparece e ele é atraído para um conflito que colocará o destino do mundo em risco, então o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados. Boulevard Imax: 18h40 (sessão 3D)
O PROTETOR 2 (The Equalizer 2, EUA, 2018, 2h01, 14 anos) Dir. Antoine Fuqua. Com Denzel Washington, Bill Pullman, Pedro Pascal. Empresário coloca mulher no carro de Robert McCall e ordena que a leve até sua casa. Ele percebe que ela foi violentada e vai atrás do tal homem. Pouco depois, descobre que a mulher foi assassinada. BH Shopping 3: 13h50 e 21h50 Betim 3: 18h20 e 20h50 (*) Boulevard Imax: 13h30 e 21h20 Cidade 5: 16h20, 18h45 e 21h05 (*) Contagem 2: 16h40 e 21h10 (*) Del Rey 3: 14h, 16h20, 18h40 e 21h Del Rey 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h e 23h10 (somente sábado) Itaú Power 4: 13h50, 16h10 e 21h10 (*) Minas 3: 13h40, 18h40 e 21h (*) Paragem 1: 16h30 e 21h10 Via Shopping 1: 16h50 (*) Via Shopping 4: 18h40 (*) Big 2: 18h20 e 20h40 (*) Norte 3: 18h20 e 20h40 Diamond 2: 13h Estação BH 6: 17h e 22h10 (*) Monte Carmo 1: 18h30 (*) Ponteio Premier: 14h e 18h45 Pampulha 2: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 (*)
(Brasil, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Marcus Baldini. Com Tatá Werneck, Cauã Reymond, Louise Cardoso. Uma série de assassinatos abala a rotina da cidade de Joinlândia e o calmo subdelegado Claudio recebe ajuda da experiente investigadora Keyla. Cidade 1: 14h20 e 18h30 Contagem 7: 14h10 e 18h30 Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h40 e 20h40 Partage Shopping Betim 7: 15h10, 17h25 e 22h Pátio Savassi 1: 22h20
SLENDER MAN - PESADELO SEM ROSTO (Slender Man, EUA, 2018, 1h34, 12 anos) Dir. Sylvain White. Com Joey King, Jaz Sinclair, Julia Goldani Telles. Segundo o folclore, “Slender man” é homem muito alto, magro e sem rosto que persegue e sequestra pessoas, principalmente crianças, e as obriga a cometer atos terríveis. BH Shopping 3: 16h50 e 19h30 Boulevard 4: 14h20 (*) Boulevard 5: 16h20(*) e 21h05 Cidade 6: 14h50, 18h50 e 20h50 (*) Contagem 5: 14h10, 16h10 e 18h20 (*) Del Rey 2: 14h40(*), 16h40 e 21h Del Rey 2: 14h40(*), 16h40, 21h e 22h50 (somente sábado) (*) Itaú Power 2: 13h15, 17h15 e 21h25 (*) Minas 5: 13h30, 15h25, 17h20 e 19h15 (*) Via Shopping 1: 19h05 e 21h10 (*) Big 3: 16h55, 18h45 e 20h35 (*) Norte 2: 16h55, 184h5 e 20h35 (*) Estação BH 1: 17h20, 19h30 e 21h45 (*) Monte Carmo 1: 16h30 e 21h (*) Pampulha 4: 16h50 e 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 19h e 21h30 (*) Pátio Savassi 4: 16h50 e 21h50 (*) Sessões dubladas
TE PEGUEI! (Tag, EUA, 2018, 1h41, 16 anos) Dir. Jeff Tomsic. Com Ed Helms, Annabelle Wallis, Jake Johnson. Grupo de ex-colegas de classe organiza elaborado jogo anual de pega-pega. No ano do casamento do jogador mais invencível da trupe, eles farão tudo para derrubá-lo. BH Shopping 10: 14h10 Pátio Savassi 1: 15h e 19h50
SONY PICTURES/DIVULGAÇÃO
(L’Echange des Princesses, França/ Bélgica, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Marc Dugain. Com Lambert Wilson, Anamaria Vartolomei, Olivier Gourmet. Em 1721, para manter a paz entre França e Espanha após anos de guerra, o regente francês propõe uma troca de princesas. Porém, a chegada delas pode comprometer os jogos de poder na Corte. Belas 2: 16h Ponteio 4: 16h20
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Boulevard Imax: 15h50 (sessão 3D) sessão especial
BUNGO STRAY DOGS: DEAD APPLE (Bungo Stray Dogs: Dead Apple, Japão, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Takuya Igarashi. Uma onda de misteriosos suicídios surge no mundo e todas as vítimas dessa prática têm algo em comum: elas possuem poderes especiais. Atsushi Nakajima e Osamu Dazai, membros da Companhia de Detetives Armados, são chamados por Ango Sakaguchi para investigar a situação. Belas 3: 17h30
SING - QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA (*) (Sing, EUA/ Japão, 2016, 1h48, livre) Dir. Garth Jennings. O empolgado coala Buster decide criar uma competição de canto para aumentar os rendimentos de seu antigo teatro. A disputa movimenta o mundo animal e promove a revelação de diversos talentos. BH Shopping 10: 11h55 e 16h40 Diamond 1: 15h30 Partage Shopping Betim 7: 12h50 e 19h40 Pátio Savassi 1: 12h30 e 17h30 (*) Sessões dubladas
mostras CINEBH (*) SÁBADO Vítimas do Pecado (MÉX, 1950, 1h25) Direção: Emilio Fernández “Indio”. Sessão comentada. Humberto Mauro, às 14h Espera (BRA, 2018, 1h16) Direção: Cao Guimarães. Bate-papo após a sessão. Humberto Mauro, às 17h La Flor – Parte 3 (ARG, 2009-2018, 5h20) Direção: Mariano Llinás. Humberto Mauro, às 19h
CINE-CONCERTO O Grivo convida o artista Roberto de Freitas para apresentar o espetáculo “Cinesônico”, composto por obras cinematográficas fundamentais do período mudo com as trilhas sonoras executadas ao vivo. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes, às 21h
MEDO VIRAL (*) (Bedeviled, EUA, 2018, 1h31, 14 anos) Dir. Abel Vang, Burlee Vang. Com Saxon Sharbino, Bonnie Morgan, Brandon Soo Hoo. Grupo de amigos começa é aterrorizado por uma entidade, depois de baixar aplicativo misterioso. Del Rey 4: 16h30 Monte Carmo 4: 16h40 (*) Sessões dubladas
TROCA DE RAINHAS
MOSTRINHA
Em “Hotel Transilvânia”, Drácula vai a um cruzeiro e acaba envolvido pela viagem
Curtas
Cocote (REP. DOM./ ARG/ ALE/ QATAR, 2017, 1h46) Direção: Nelson Carlo De Los Santos. Mis, às 18h30 Ferrugem (BRA, 2017, 1h45) Direção: Aly Muritiba. Mis, às 20h30 Os Embalos de Sábado à Noite (EUA, 1977, 1h57) Direção: John Badham. Após a sessão, o show “Flash Mob”, com artistas do grupo Toda Deseo. Praça Duque de Caxias, Santa Tereaza. Às 21h
DOMINGO Média e Curtas “Cómo, Por qué Y para qué se Asessina a un General” / “Revolución” / “Me Matan si no Trabajo y si Trabajo me Matan” / “Me Gustan los Estudiantes” / “Isla del Tesoro”. Humberto Mauro, às 16h30 Tempo Comum (PORT, 2018, 1h04) Direção: Susana Nobre. Humberto Mauro, às 18h La Telenovela Errante (Chile, 2017, 1h20) Direção: Raúl Ruiz, Valeria Sarmiento. Humberto Mauro, às 19h30 Eles Sempre Falam por Nós (BRA, 2017, 1h) Direção: Carina Aparecida. Exibição do curta: “Segunda Preta – 2ª Temporada”, de Pablo Bernardo. Roda de conversa após a sessão. Sesc Palladium, às 18h Sobre Rodas (BRA, 2017, 1h14) Direção: Mauro D’Addio. Mis, às 16h30 Benzinho (BRA/URU, 2018, 1h37) Direção: Gustavo Pizzi. MIS, às 19h30 Corra que a Polícia Vem Aí! (EUA, 1988, 1h25) Direção: David Zucker. Praça Duque de Caxias, Santa Tereza. Às 18h (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400 / Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100 / Mis Cine Santa Tereza (rua Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita
CIRCUITO CINEMATOGRÁFICO Curtas “O Som que Vem das Ruas” e “Filme de Rua”. Centro Cultural Venda Nova (rua José Ferreira Santos, 184, Novo Letícia). Sex. às 20h. Entrada gratuita Baronesa (BRA, 2018, 1h11, 16 anos) Direção: Juliana Antunes. Aglomerado da Serra (rua Nossa Senhora de Fátima, 1.232, Vila Nossa Senhora de Fátima). Sáb., às 19h30. Entrada gratuita Curtas “Constelações”/ “Favela Diáspora” / “Quintal’. Casa do Beco (av. Arthur Bernardes, 3.876, Barragem Santa Lúcia). Dom., às 19h. Entrada gratuita
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estilo NOVIDADE>Inspiradas na rotina de beleza das coreanas, máscaras faciais ganham vez na nécessaire
Renovação express REPRODUÇÃO INSTAGRAM @BONITADEPELE
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K-BEAUTY De maneira geral, a máscara é mais um dos produtos que integram a rotina k-beauty – expressão que batiza a tendência das marcas coreanas que influenciam o mercado de beleza mundial. Um bom exemplo é o BB Cream, lançado por aqui em 2011. O cosmético revolucionou o mercado da beleza ao promover a união de diversos benefícios, como primer, filtro solar, base e hidratante, em um só frasco. Só que, lá na Coreia do Sul, ele já fazia parte da rotina de skincare havia pelo menos dez anos. Para quem não sabe, eis um pequeno resumo: as coreanas são conhecidas pela pele perfeita. E mais: são comprometidas com os cuidados diários e ávidas por novidades no campo da beleza. Tanto é que a rotina para conquistar uma pele perfeita, que engloba dez passos (veja ao lado), virou objeto de desejo aqui no Brasil.
Em sua conta no Instagram @bonitadepele, Jana Rosa divide cuidados com a pele e novidades de máscaras faciais
A modelo Irina Shayk também é fã das máscaras faciais, mas a dela tem um pouco mais de glamour: é de ouro 24 quilates
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MÁSCARAS FACIAIS
ROTINA K-BEAUTY 1. Demaquilante É preciso retirar toda a maquiagem. O produto precisa ser a base de óleo para que, ao entrar em contato com a água, ele vire um creme que sai fácil e não deixe resíduo na pele.
SEPHORA/DIVULGAÇÃO
2. Sabonete à base de água Depois de retirar o make, as asiáticas usam espumas de limpeza bem leves. De romã, essa é ideal no combate aos sinais de fadiga, R$ 34, da Sephora DERMAGE/DIVULGAÇÃO
A proposta dessa nova máscara é ser utilizada durante uma noite de sono, R$ 15,65, da Dermage
Habitué das máscaras faciais, a top Miranda Kerr compartilha sua rotina de beleza ADCOS/DIVULGAÇÃO
Máscara anti-idade de tratamento para rugas e linhas de expressão, R$ 28, Adcos
BELLIZ/DIVULGAÇÃO
RICCA/DIVULGAÇÃO
Detox para recuperar a hidratação perdida ao longo do dia, R$ 11,90, Ricca
Combate o envelhecimento da pele, R$ 10,90, da Belliz
MEDIHEAL/DIVULGAÇÃO
Lorena K. Não é todo mundo Martins que está disposto a dedicar alguns minutos – ou até horas do dia – para uma rotina mais profunda de beleza. O motivo é a justificativa comum da atualidade: tempo. Ou a falta dele. É justamente nesse contexto que um produto tem chamado a atenção das beauty insiders: as máscaras faciais com efeito quase instantâneo e que não demandam esforço algum. Populares entre as asiáticas, elas ganharam até nome – sheet masks. E se tornaram as preferidas na rotina de cuidados do rosto, com um diferencial: rápido poder de ação. Mas não só por isso, conquistaram rapidamente celebridades, que adoram compartilhar cliques com as máscaras em suas faces. A boa nova é que a maioria delas consiste em uma espécie de folha descartável no formato do rosto, pensada para diferentes tipos e funções – de iluminar a desintoxicar a pele. Para a dermatologista Patrícia Mafra, também membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o grande diferencial das máscaras em relação aos cremes tradicionais é seu rápido poder de ação. “Elas são mais potentes, ou seja, conseguem um efeito melhor com uma única aplicação e, consequentemente, são mais práticas, pois o efeito desejado é visto em pouco tempo. Entretanto, não substituem os cuidados diários. É sempre importante manter a pele limpa, hidratada e sem dispensar o uso de protetores solares”, salienta.
Com fibra de celulose, essa é ideal para peles ressecadas e mistas, R$ 24, Mediheal
3. Esfoliante O ritual de remover as células mortas deve acontecer pelo menos duas vezes por semana. 4. Tônico Além de limpar ainda mais profundamente, esse produto equilibra o pH da pele. 5. Essência Os óleos essenciais potencializam a absorção para as próximas etapas da rotina de beleza. 6. Sérum hidratante Esses produtos atuam nas camadas mais profundas da pele. 7. Máscara facial É agora que é a etapa da máscara facial de efeito rápido. 8. Creme para olhos É o momento de usar produtos especiais para essa área. 9. Hidratante Hora de devolver água à pele. 10. Protetor solar O último passo é o mais importante. Se for à noite, opte por uma máscara.
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Chega de indiferença! HÉLVIO
á poucos meses, a pequena cidade de Pacaraima, em Roraima, uma das mais pobres do Brasil, foi surpreendida com a entrada maciça de imigrantes venezuelanos fugindo da fome e miséria de seu país. Mais ou menos 500 pessoas por dia, num município de 10 mil habitantes e com pouca estrutura para dar conta da demanda e comportar tanta gente. Gente simples, sem trabalho, sem falar a língua, sem perspectivas de voltar ao seu país de origem. “Estávamos no inferno, aqui estamos no purgatório, mas pelo menos não morremos de fome”, definiu um dos inúmeros imigrantes que aportaram na cidade. Segundo entendidos, levá-los para cidades maiores seria uma das soluções em médio prazo para amenizar o problema, para que tenham acesso a serviços de saúde e educação e, principalmente, encontrem trabalho. Complicado, pois bem sabemos que até para os brasileiros esses serviços estão a dever. Episódios de xenofobia, com agressões e discriminação, têm sido constantes na região, a ponto de dezenas de venezuelanos terem seus per-
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tences queimados e serem expulsos de Pacaraima. O que dizer sobre isso? Afinal, imigrantes não são criminosos, são apenas pessoas desesperadas fugindo da miséria, da fome e do desemprego, lutando para dar um pouco de dignidade aos seus filhos. O problema existe e está aqui, em nosso país. E nós, moradores do “Brasil rico”, sequer nos damos conta dessa realidade. Quebramos o pau na internet por causa de políticos, abraçamos as causas das baleias no Japão, assinamos petições disso e daquilo, compartilhamos filminhos bonitos que falam de amor e de solidariedade. E o que temos feito de concreto a favor dos nossos vizinhos latinos e dos habitantes da pequena Pacaraima? Não seria o momento de apoiar uma intervenção maior do governo federal para tentar sanar as adversidades que os dois lados enfrentam? São cerca de 3.000 imigrantes morando nas ruas de uma cidade de 10 mil habitantes, sem banheiro, sem emprego, sem nada. É compreensível, mas não justificável, a xenofobia que se manifestou, a ponto de partirem para agressões físicas e verbais, chegando ao extremo de colocarem fogo nos poucos bens que restavam a eles. É justo? É humano? Cada vez mais me espanto com a frieza ou indiferença com que tratamos as desgraças do outro. Cada um
do de loucos batendo e ameaçando jogá-lo na geral. Sem pensar duas vezes, pequena e magrelinha, entrei na confusão, de certa forma protegida pela camisa 9 que vestia. Comecei a gritar e, puxando o cabelo dos trogloditas, tentava em vão salvar o infeliz, que a essa altura já sangrava pelo nariz e pela boca. Até que, finalmente, a polícia chegou. Tirei um lenço da minha bolsa e entreguei ao sujeito, que, chorando e meio desfigurado, me agradeceu. Nunca vou me esquecer dessa cena. Dizem que sou meio barraqueira. E sou mesmo. Principalmente quando vejo injustiças e covardias. Mil vezes ser barraqueira do que ser indiferente. por si já é o suficiente. Outro dia vi no YouTube um casal de artistas fazendo uma encenação em pleno coração de São Paulo. Um suposto namorado empurrava uma jovem dizendo palavras de baixo calão, ameaçando-a a todo momento. Enquanto a moça, cabisbaixa, tentava se defender. O que mais me chocou nesse episódio foi a indiferença das pessoas ao redor. Entre dezenas de transeuntes, pouquíssimos intervieram em defesa da mulher, apenas três ou quatro indignados que, ao final, mereceram os aplau-
sos da produção, que filmava escondido, e dos artistas que interpretavam a cena. Lamentável. Simplesmente não consigo ver injustiças, erros ou covardias sem tomar atitude. Gente que maltrata os animais; que joga lixo nas calçadas; que finge dormir para não ceder seu lugar à senhora cheia de sacolas; gente que se aproveita da vaga de pessoas com deficiência e que, ao ser questionada, sai mancando de mentira, rindo e debochando da nossa cara, junto aos seus amigos babacas (desculpem o termo, mas não
encontro outro). A vontade é de voar num desqualificado como esse. Quando mocinha, na arquibancada do Mineirão, parti pra cima de marmanjos bombados que, por pouco, não arremessaram para a geral um sujeito da torcida rival. O homem, vestindo a camisa do Cruzeiro, enganou-se de lado e, sem querer, apareceu no meio da torcida do Galo. Logo, ao ser descoberto, foi jogado aos “leões”. Tentei encontrar um guarda para tirá-lo de lá vivo, mas, na confusão, só enxergava um ban-
* PS: E então? Que tal nos empenharmos em ajudar nossos vizinhos? Existem ONGs sérias, como a Acnur (agência da ONU para refugiados), que com nossas doações podem ampliar ainda mais o trabalho humanitário que vêm fazendo na região. E não nos esqueçamos de que os refugiados da Venezuela não são criminosos, mas pessoas que sofrem na pele e no estômago as agruras de um ditador inconsequente, incompetente, covarde e “criminoso”, chamado Maduro.
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
CHRIS HILL/VISIT BELFAST/DIVULGAÇÃO
W Ipatinga. Doces de vários cantos de Minas reunidos em uma feira. Págs. 4 e 5 W Cinco mais. Dicas de cavernas para os amantes de espeleologia. Página 12 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 1/9/2018
Titanic in loco O charme de Belfast e os bastidores de um naufrágio. Páginas 6, 7, 8, 10 e 11
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paulo campos paulocampos@otempo.com.br
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no quadro Super Viagem, de segunda a sábado, às 9h55, 15h30 e 20h55
sala vip W
Operadora espanhola apresenta os circuitos europeus A Visual Turismo, em parceria com a operadora espanhola Panavisión Tours, promoveu uma capacitação para os agentes de viagens
mineiros sobre circuitos europeus e os serviços oferecidos no exterior. O evento, ocorrido bistrô Paris 6, no shopping Pátio Savassi, contou com a
participação de Ronaldo Henrique da Cruz, diretor comercial da Panavision Tours no Brasil. Desde 2015, a operadora especializada em Eu-
ropa e circuitos fluviais está expandindo sua presença no mercado brasileiro, participando de feiras e workshops. O diferencial da Panavisión são
os guias falando português e comodidade e economia na viagem. Entre os circuitos europeus estão Itália Bela; O Melhor da Alemanha; Praga, Bu-
dapeste e Viena; Turista da Europa; Praga + Danúbio Azul, Esplendor Europeu; Joias Polonesas; Europa ao seu Alcance I e muitos outros. FOTOS EDDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Ronaldo Cruz (Panavisión Tours), Juliana Rocha, Luiz Cláudio, Carol Estanislau e Hugo Lagares (gerente Visual em Minas)
Stefany Ribeiro e Chrystiane Oliveira (Belvitur), Júnia Meloni (Internacional), Marina Gomes e Valéria Cançado (Mundi Travel)
Jaqueline Silva (SR), Kelly Vieira (Primeira Classe), Tatiana Nogueira e Talita Braga (Associação do Ministério Público)
Fred Pimenta (Pronto Viagens), Ana Paula e Aline Trindade (Santorini), Daniely Rodrigues (Vai pra Onde) e Ana Paula (Flyvip)
Cida Oliveira (Atla Turismo), Heitor Abiata (Visto Tur), Suelen Barcelos (Atrium), Camila Andrade (Multitour) e Bruno Paiva (Mayor)
Débora Morato (Girotur), Igor Serra (Ibiza), Bruno Pedrosa (Alps), Magda Regis (Girotur) e João Paulo (Infinity Tour)
EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Wcheck-in/check-out
No último dia 22, uma comitiva da Noruega ofereceu um café da manhã para operadores e agentes de viagens de Belo Horizonte para exibir os atrativos do país escandinavo, que cresceu cerca de 95% no número de pernoites de turistas advindos do Brasil em 2017.
Experiência nova
Depois de uma pesquisa minuciosa, o empresário Rodrigo Gama Salgado inaugurou em BH a casa de entretenimento Surtom na última semana, no lugar onde funcionou por anos a Tom Marrom. O formato é inspirado nas casas argentinas e norte-americanas que oferecem jantar com cardápios renovados, avant-prémiere e apresentações artísticas por um preço único. Gama garante que não há nada igual em Belo Horizonte.
O empresário Rodrigo Salgado Gama
DANIEL IGLESIAS/12.08.2009
Empresário e fotógrafo Valdez Maranhão, que promove o prestigiado evento
GVA/DIVULGAÇÃO
Noruega (I)
Feijoada do Maranhão Um dos mais tradicionais eventos do calendário gastronômico de Minas, a Feijoada do Maranhão acontece hoje, 1º de setembro, das 13h às 18h, no Automóvel Clube pela primeira vez. Além das atrações musicais e da deliciosa feijoada, iguarias e guloseimas mineiras serão servidas para o deleite dos presentes, sem falar na cerveja geladíssima e nas caipifrutas com a cachaça mineira. CONSULADO DO URUGUAI/DIVULGAÇÃO
Noite uruguaia
A coreógrafa Maria Inês; o secretário Ângelo Oswaldo; a consulesa do Uruguai em BH, María Ximena Alvarez; o diretor de Softruck, Marcelo Lapi; a cantora Maia Castro e os músicos Leonel Gasso e Gustavo Napoli (atrás) e os bailarinos Angeline Maldonado e Richard Camejo (na frente)
O Consulado do Uruguai em Minas, a Secretaria de Estado da Cultura e a Fundação Clóvis Salgado promoveram, no dia 18, no Palácio das Artes o concerto “Noite de Música Uruguaia Junto com a Sinfónica de Minas Gerais”, tendo como convidados o bandoneonista Leonel Gasso, a cantora Maia Castro e os bailarinas Angeline Maldonado e Richard Camejo. No cardápio musical, canções típicas do Uruguai, como tangos, milongas, candombe e murga.
Noruega (II) Entre as novidades anunciadas pela comitiva está um voo entre Brasil e Noruega pela companhia aérea low cost Norwegian Air Shuttle ASA, que já teria feito solicitação à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Mara Pessoa (GVA), Per Holte (Visit Norway), Helle Bakkeland (Visit Flåm), German (Borealis), Athenais Vilhena (Turisplan), Marcella (Borealis), Tommy Brink (DFDS Seaways), Flávia Martins e Rene Kristensend (Unique North) e José Cunha (Tumlare) GVA/DIVULGAÇÃO
Noruega (III) Caso aprovada pela Anac, a companhia norueguesa deverá estrear voos do Rio de Janeiro e São Paulo para o continente europeu, provavelmente via Londres, no Reino Unido.
Flávia Martins, Per Hoete, Helle Bakeland e Rene Kristensend GVA/DIVULGAÇÃO
Noruega (IV) A companhia já conseguiu a autorização do governo argentino para realizar a mesma operação. Mas vale destacar que os voos Brasil-Europa não terão nenhuma relação com a subsidiária Norwegian Air Argentina.
German Moltedo e Marcella Infantino (Borealis Destination)
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
1 de setembro de 2018
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Cruzeiro
Embarques em novembro A temporada 2018/2019 da MSC Cruzeiros terá início em novembro: o MSC Fantasia, com capacidade para 4.300 hóspedes, oferecerá embarques no Rio de Janeiro. O navio realizará cruzeiros de três noites, com escalas em Ilha Grande. A embarcação também fará itinerários mais longos, com cinco a sete noites e escalas alternadas em Ilha Grande, Búzios, Ilhéus e Salvador. msccruzeiros.com.br IVAN SARFATTI/MSC CRUZEIROS
Novo voo
Buenos Aires a Cabo Frio Pensando no grande fluxo de argentinos que aproveitam o calor das praias fluminenses na Região dos Lagos, a Azul terá ligações diretas entre os dois destinos. Os voos entre Buenos Aires e Cabo Frio começam em 22 de dezembro e vão até o fim de abril de 2019. Ao todo, serão 29 voos e mais de 3.400 assentos disponíveis durante o período. voeazul.com.br
turismo
Ipatinga
Para dar água na boca e pedir mais um pedacinho Com expectativa de receber 10 mil pessoas, cidade do Vale do Aço realiza 2ª Feira do Doce Mineiro, que contará com 20 expositores Shirley Pacelli
shirley.silva@otempo.com.br
Em 1932, a família Torino chegou à cidade mineira de Piranguinho, no Sul do Estado. Modesto, o patriarca, chefiaria a estação de trem local, que ligava o município a Itajubá. Para ajudar nas despesas, a esposa dele, Matilde, resolveu vender bolinho de chuva, sonho e doce de amendoim pelas janelas das cabines. Deu tão certo que ela foi além: colocou meninos vendendo pés de moleque dentro dos vagões. O doce ganhou fama e colocou no mapa a cidade de 8.000 habitantes. No final dos anos 70, o trem parou de circular, e a família Torino criou a Bar-
raca Vermelha, na BR–359. Hoje, a iguaria fará parte da segunda edição da Feira do Doce Mineiro, que será realizada em Ipatinga, no Vale do Aço, nos dias 8 e 9 de setembro. O evento contará com a participação de 20 expositores das mais variadas regiões de Minas. Sônia Torino, da terceira geração da família de Piranguinho, conta que a produ-
Cristalizados Quem também se preocupa com a qualidade de seus
doces é Maria José de Lima Freitas, a Mazé, da cidade de Carmópolis de Minas, no Centro-Oeste do Estado. Ela fez seu primeiro tacho de doces em 1999, quando perdeu o emprego de faxineira ao retornar da licença-maternidade. Foi desafiada por um cliente a produzir frutas cristalizadas e
acabou virando referência no quitute. A Mazé Doces (mazedoces.com.br), com seus produtos artesanais, sem aditivos, também estará presente em Ipatinga. “O doce é um carinho. Quando você dá um doce de presente, quer dizer que a pessoa é muito querida, amada”, garante Mazé.
Serviço 2ª Feira do Doce Mineiro Data: 8 e 9 de setembro Horário: dia 8, sábado, das 14h às 21h, e dia 9, domingo, das 9h às 18h Local: Praça Daniel Campos Rabelo, bairro Cariru, Ipatinga (MG) Entrada gratuita. Informações: acesse o site feiradodocemineiro.com.br ou ligue no (31) 98905-4787
Mineirão
Piranguinho virou a terra do pé de moleque por causa dos doces da família Torino
Doce de leite é o grande destaque da segunda edição
Um novo time em campo Belo Horizonte sedia no próximo dia 8, pela primeira vez, a edição nacional do Festeja Brasil. A partir das 15h, a bola dará lugar aos microfones, e o futebol cederá sua casa para um time de artistas que entrarão em campo no Mineirão, entre eles Leo Santana, Maiara & Maraisa, Marília Mendonça, Naiara Azevedo, César Menotti & Fabiano e Gusttavo Lima. Ingressos à venda no site nenety. com.br a partir de R$ 40.
ção cresceu: nos meses de maior demanda, como junho, são feitos até 100 mil doces, entre cajuzinhos, paçoquinhas e amendoim salgado. Mas os pés de moleque da Barraca Vermelha (barracavermelha.com.br) continuam a ser produzidos artesanalmente, e sendo levados cidade afora em tabuleiros na cabeça e ombros dos funcionários. “À medida que vai vendendo, vou fazendo doce. Você chega no estabelecimento e come praticamente quentinho”, conta Sônia.
FOTOS RICARDO ALVES/DIVULGAÇÃO
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De abacaxi a figo: frutas cristalizadas são a especialidade da Mazé Doces há 15 anos
Minas é o maior produtor de leite do país, logo é também o Estado que mais produz doce de leite. São mais de 700 fabricantes. Por isso, o evento deste ano terá a iguaria em lugar de destaque, com variedades vindas das cidades de Pouso Alegre, Santo Antônio do Grama, São João do Oriente, Machado, São Lourenço, São Tiago, Ipatinga e Carmo de Minas. Michel Ferrabbiamo, curador e um dos coordenado-
res da feira, conta que quatro grupos, com formações em gastronomia e experiência em cozinha, fizeram uma pesquisa intensa no Estado em busca de referências dos mais diversos doces. “Depois, houve outra seletiva – com avaliação às cegas – feita por pessoas comuns”, explica. Foram contemplados dos pequenos aos grandes produtores: a curadoria primou pelo sabor. Além de provar delícias
de toda parte de Minas, o público poderá conferir o Cozinha ao Vivo, no qual seis chefs vão preparar pratos especiais, como um cheesecake de queijo canastra com geleia de jabuticaba de Sabará. Haverá ainda praça de alimentação com música ao vivo e espaço kids. “No ano passado recebemos 6.000 pessoas, três vezes mais do que imaginávamos. Este ano, a expectativa é de 10 mil”, diz o curador.
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Público poderá provar oito variedades de doce de leite
Para as “formigas” de plantão
Goiabada de São Bartolomeu. É feita da mesma forma que séculos atrás, utilizando tacho de cobre em forno a lenha aberto no chão, e embalada em folha de bananeira, com pedaços da casca que enriquecem ainda mais a textura quase cremosa dessa delícia mineira.
Doce de jabuticaba de Sabará. Nostálgicas e
Doce de leite com caramelo de café de Carmo de Minas. Depois de ficar viúva, com seis filhos
Doce de abóbora com coco de Poços de Caldas. Já foi premiado como um dos melhores do Brasil.
para criar, dona Alice começou a fazer doces. A ideia de profissionalizar a produção foi levada adiante pelo filho Cláudio, que criou a Do Pé ao Pote. Produção 100% orgânica.
Todo ano é produzido o maior doce de abóbora do país. O objetivo é entrar para o livro dos recordes, preservando os processos artesanais da tradicional cultura rural mineira.
Mangada de Urucânia. É feita artesanalmente com
Ambrosia e ameixa de queijo de Araxá. Do paraí-
receitas passadas de geração para geração desde 1883. Registrada como patrimônio imaterial de Ubá, na Zona da Mata, o doce é feito em tacho de cobre e fogão a lenha com três ingredientes: mangá-ubá, limão e açúcar.
so dos doces vem a ameixa de queijo, feita a partir de uma massa de queijo que pode ser consumida em calda ou cristalizada. A ambrosia tem um toque cítrico das raspas de frutas que contrasta com sua doçura.
saborosas, as jabuticabas são a riqueza da pequena cidade de 45 mil habitantes, vizinha de Belo Horizonte. Com a fruta são feitos diversos produtos de excelência, como doces, geleias, cachaças e licores.
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Causeway (I)
“Game of Thrones” ali? Há quem diga que o paredão rochoso similar a um órgão serviu de cenário para a série “Game of Thrones”, só que nenhuma cena foi gravada ali. A computação gráfica teria se encarregado de transformá-lo na muralha de 500 km que protege o reino de Westeros. PAULO CAMPOS
turismo
Irlanda do Norte
Da tragédia marítima à saga dos tronos Belfast tem mega-atração à beiramar, o Titanic Quarter, mas atualmente é bastante procurada pelos fãs ardorosos da série “Game of Thrones” Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Causeway (II)
Rota com belezas cênicas Melhor que Giant’s Causeway são os cenários de praias, penhascos, aldeias e castelos que se descortinam ao longo da Causeway Coastal Route, a estrada de 190 km que liga Belfast e Londonderry. No caminho, a dica é parar no vilarejo de Bushmills para fazer um tour por sua destilaria do século XVIII. NITB/DIVULGAÇÃO
Bushmills
Uma destilaria tradicional
CHRISTOPHER HEANEY/VISIT BELFAST/DIVULGAÇÃO
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Os moradores de Belfast não imaginavam que uma tragédia iria, no futuro, colocar a capital da Irlanda do Norte no mapa do turismo mundial. Em 15 de abril de 1912, o RMS Titanic – até então o maior e mais luxuoso navio do mundo – afundou nas águas oceânicas após colidir com um gigantesco iceberg. Apesar de sua viagem inaugural ter partido de Southampton, na Inglaterra, o transatlântico começou a ser construído, em 1909, no estaleiro da companhia Harland & Wolff, em Belfast – e, ao lado dos compatriotas Olympia e Britannic, integraria uma série de navios de luxo fabricados no começo do século XX. Hoje, no lugar onde estão os estaleiros foi instalado não apenas um museu, mas quarteirões inteiros dedicados ao navio; é o Titanic Quarter, um projeto de revitalização urbana do porto similar aos de outras cidades turísticas do mundo, como Barcelona, Cidade do Cabo, Tel Aviv, Buenos Aires e Rio de Janeiro. O novo bairro mistura edifícios residenciais e comerciais com aspecto futu-
rista a equipamentos culturais e turísticos, abrigando o Museu Titanic Belfast, inaugurado em 2012; os estaleiros da Harland & Wolff; raridades históricas, como o SS Nomadic e o HMS Caroline; o Odyssey Pavillion, complexo com bares e restaurantes; e a casa de espetáculos e concertos SSE Arena. O Titanic Quarter também guarda atualmente um segredo: os derradeiros
episódios da oitava temporada da série de TV “Game of Thrones”, já que está reproduzindo Winterfell nos galpões do Titanic Studios. Tudo indica que, tão logo o final seja exibido, o estúdio será aberto para os fãs visitarem os cenários. Todos os anos, entre maio e junho, o bairro mais turístico de Belfast também é um dos palcos do Titanic Maritime Festival, que celebra a herança marítima da cidade, um evento com palestras, exposições, música, teatro e entretenimento gratuitos. Essa é a melhor época do ano para se conhecer a capital norte-irlandesa.
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Mais informações no site visitbritain.org
NORTHERN IRELAND TOURIST/DIVULGAÇÃO
Festival permite interação
O City Hall, ou a Câmara Municipal de Belfast, na praça Donegall, belo edifício do barroco revival; visitas guiadas são gratuitas PAULO CAMPOS
A visita na Old Bushmills Distillery não precisa de reserva e custa 7 libras (R$ 37,57). Se você for antes das 12h, pode almoçar no restaurante francês que existe lá. A destilaria oferece tour com degustação de seus produtos e você ainda ganha uma garrafa de brinde. TONY PLEAVIN/NITB/DIVULGAÇÃO
Giant’s Causeway Uma das principais atrações da Irlanda do Norte, a uma hora de Belfast, foi capa do álbum “House of the Holy” (1973), da banda de rock Led Zeppelin. É a Giant’s Causeway (na tradução, “Calçada do Gigante”). À beira do Atlântico, o monumento reúne cerca de 40 mil colunas basálticas formadas há 60 milhões de anos por atividade vulcânica agrupadas de diferentes formas e encaixadas como se formassem uma calçada. Para percorrer os 70 hectares, você demora, pelo menos, uma hora e meia, caminhando por uma trilha que margeia o litoral, parando em mirantes, subindo nas pedras – essa, sim, a diversão – e se equilibrando nos topos escorregadios das irregulares rochas. Quem tem pouca disposição ou dificuldades de locomoção tem outra opção: a de pegar um microônibus no centro de visitantes e desembarcar no trecho mais bonito. Ingressos adultos a £ 11,59 (R$ 62,53) e infantil a £ 5,75 (R$ 31,24).
Navios altos (tall ships), embarcações navais, shows, teatro de rua, oficinas, exposições interativas com temas náuticos, espetáculos de jet ski com prancha voadora (flyboard), mercado com comidas e bebidas típicas e aulas gratuitas de pirataria. Todos os anos, os norte-irlandeses festejam mais uma edição do tradicional Titanic Maritime Festival. Se você planeja visitar a cidade, o ideal é fazer isso durante o festival, que tem data móvel entre maio e junho – é necessário consultar o site visitbelfast.com/whatson/events/belfast-titanicmaritime-festival-1. Nessa época do ano, a capital da Irlanda do Norte se coloca aos olhos dos turistas como um lugar divertido, vibrante e acolhedor. Durante o evento, o transporte coletivo da cidade é gratuito. Além de todas as atividades também serem gratuitas, a administração local faz questão de incentivar a interação entre moradores e turistas na zona costeira do Titanic Quarter, hoje o principal ponto turístico para quem visita a capital norte-irlandesa.
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Vista da área do Titanic Quarter
“Tall ships” e Maritime Mile foram as estrelas deste ano O Titanic Maritime Festival – que ocorre também em outros dois locais, o Queen’s Quay e o Donogal Quay – faz parte, desde 2017, de um trio de festivais marítimos consecutivos que se inicia em Dublin, capital da Irlanda, passa por Belfast e termina em Liverpool, na Inglaterra. Para famílias com filhos, é uma verdadeira festa. As crianças podem subir a bordo dos navios com grandes mastros, conhecidos como “tall ships”, para conversar com o capitão, participar de minioficinas
e aprender um pouco mais sobre a vida nos mares.
HMS Caroline Neste ano, por exemplo, a bordo do HMS Caroline (hmscaroline.co.uk), pais e filhos participaram da recriação cinematográfica da maior batalha marítima da história, e turistas empreenderam um cruzeiro em torno dos navios que vieram para o evento. Após uma restauração que custou 20 milhões de libras esterlinas, o impressionante HMS Caroline ganhou cabines e espaços his-
tóricos restaurados, um parque infantil, uma área de piquenique e uma bela vista de Belfast, do cais reformado e do Pump House (antiga casa de máquinas e atual museu). A novidade da última edição foi a Maritime Mile, trilha à beira-mar explorando as atrações do Titanic Quartier, como o Titanic Walkway – calçadão ao longo do Victoria Wharf que conecta o Titanic Slipways ao Alexandra Dock – e The Great Light, um farol desenvolvido com alta tecnologia.
NORTHERN IRELAND TOURIST BOARD/DIVULGAÇÃO
Durante Titanic Maritime Festival, enormes navios atracam no porto; público pode subir à bordo e aprender sobre a vida no mar
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turismo PAULO CAMPOS
TONY PLEAVIN/NITB PHOTOGRAPHIC LIBRARY
Conflitos
No meio do caminho havia um “muro da vergonha” Belfast ainda é dividida entre católicos e protestantes; linha divisória virou atrativo turístico na área periférica Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Depois do Titanic Museum, a principal atração de Belfast está na zona periférica da cidade. Minha guia, Lynn Corken, fez questão de me mostrar o que chama de “muro da vergonha”, em seu trecho mais famoso, na confluência da Falls Road com a Northumberland Street, em Cupar Way. O muro enorme grafitado e com mensagens políticas divide católicos e protestantes há 49 anos – o de Berlim durou 48 anos. No dia de minha visita a Belfast, 10 de abril deste ano, o acordo que pôs fim aos violentos conflitos entre católicos e protestantes completava 20 anos. Para celebrar a data, os principais envolvidos na negociação – o ex-presidente norteamericano Bill Clinton; Gerry Adams, do movimento político Sinn Fein; David Trimble, do Partido Unionista do Ulster; e o ex-primeiro ministro britânico Tony Blair – se encontravam na cidade. Lynn afirmou que, apesar do acordo, Belfast é ainda uma cidade dividida – 48% dos moradores são católicos, e 52%, protestantes. A prova disso está nessas barreiras que separam desde 1969 nacionalistas (maioria católica) e unionistas (maioria protestante), que defendem, além da ideologia religiosa, a separação ou não do Reino Unido. Hoje, informou Lynn,
Hoje, 60% da população quer que o muro permaneça, até porque traz dividendos turísticos são mais de 47 muros na Irlanda do Norte. Em Belfast, católicos e protestantes não se misturam em nada – empresas, bares, escolas, tudo é separado. Em Cupar Way, o muro tem portões monitorados e bloqueados a partir das 22h – depois desse horário ninguém passa para o outro lado, nem mesmo os ônibus. Do lado católico do muro estão grafitados personagens como Nelson Mandela e Martin Luther King; do lado protestante, homenagens à rainha Elizabeth e à família real britânica. O governo norte-irlandês tem intenção de acabar com o mu-
City Hall Na área central está um dos símbolos de Belfast, o City Hall, com toda a sua imponência arquitetônica. A visitação à Câmara Municipal ocorre de segunda a sábado e é gratuita. Os jardins guardam a estátua da rainha Victoria, observando tudo e todos do alto de seu pedestal, e o Titanic Memorial Gardens, uma homenagem às vítimas do transatlântico. Mas não perca muito tempo pela Donegan Square.
ro até 2023, mas Lynn não acredita nisso. No momento, a preocupação dos norte-irlandeses gira em torno do Brexit, a saída do Reino Unido da União Europeia, prevista para março de 2019, que pode mudar o movimento na fronteira entre as Irlandas – hoje, o tráfego é livre. No referendo, a Irlanda do Norte votou para permanecer na União Europeia, mas não tem voz, porque representa apenas 2% da população do Reino Unido.
PAULO CAMPOS
Grand Opera Desenhado pelo arquiteto Frank Matcham e inaugurado em 1895 na Great Victoria Street, o Grand Opera House tem arquitetura com traços orientais e foi o palco da celebração do fim da Segunda Guerra Mundial. O teatro é pequeno, mas tem boa acústica. O visitante pode agendar um tour pelo teatro com duração de 60 minutos pelo preço de £ 5,50 (R$ 29,56). Acesse goh.co.uk
PAULO CAMPOS
St. George’s Market
Parliament
A melhor atração de Belfast está a cinco minutos de caminhada do City Hall. Construção em estilo vitoriano, o St. George's Market está de pé desde 1890 e foi utilizado para diversas finalidades antes de se tornar o mercado da cidade. Passar uma tarde ali é impagável, não só para absorver a atmosfera e apreciar sons e cheiros, mas para comprar lembrancinhas. No lugar, degusta-se o Belfast Bap (pão de tamanho descomunal e delicioso com par de fatias de bacon), potato cake (panqueca de batata servida frita) e fadge (pão feito de batatas).
Os edifícios do Parlamento (ou Stormont) estão abertos à visitação entre as 9h e as 16h, de segunda a sexta-feira. Pode-se fazer um tour gratuito pelo prédio e explorar os belos arredores da propriedade. Por ser um pouco afastado da área central, recomenda-se o pegar Belfast City Sightseeing para chegar até lá. Acesse parliamentbuildings.org. NITB/DIVULGAÇÃO
BILL ABERNETHY/NITB/DIVULGAÇÃO
HM Prison Crumlin Road A Crumlin Road Gaol foi aberta, como prisão, em 1845 e fechou as portas após 150 anos, em 1996. Mas a Gaol a reabriu como uma atração para visitantes após extensas reformas e hoje você pode-se fazer uma visita guiada à prisão. O tour dura cerca de uma hora e 15 minu-
tos, acontece diariamente, inclusive aos domingos, a partir das 10h, e explora espaços como o túnel, a ala C e o cemitério, além dos segredos sombrios da prisão onde 17 homens foram executados. O preço é £ 6,50 (R$ 34,86). Acesse crumlinroadgaol.com
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HMS Caroline
Um navio da Primeira Guerra O HMS Caroline é uma viagem no tempo. Ele é um navio da época da Primeira Guerra Mundial, que foi restaurado e transformado em um museu. Dica: pegue o audioguia em português. O custo é de £ 10,75 (R$ 58,03) para adultos. AARON MCCRACKEN/HARRISONS/DIVULGAÇÃO
turismo
Titanic Belfast
Só para visitar vale ir a Belfast Passeio pelas galerias dos cinco andares exige uma tarde inteira; você pode combinar a experiência com um walking tour pelo entorno do museu Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Estaleiros
No caminho da Titanic Trail Perto dos estaleiros Harland & Wolff – responsáveis pela construção do Titanic – e de seus guindastes amarelos Sansão e Golias existe uma trilha sinalizada com placas para conhecer a região. Vá ao Centro de Informação ao Turista e pegue um audioguia para caminhar pela Titanic Trail. CHRISTOPHER HEANEY/DIVULGAÇÃO
Pump House
Obra colossal de engenharia Tours guiados revelam a excelência em engenharia por trás das docas colossais do Titanic’s Dock and Pump House. No edifício há um café, lojinha e painéis audiovisuais que lembram o auge industrial. Ingresso adulto a £ 5 (R$ 26,77). titanicsdock.com ONY PLEAVIN/DIVULGAÇÃO
Pegue seu fone de ouvido e seu celular, abra o Spotify e procure “My Heart Will Go On”, a canção-tema do filme “Titanic”, gravada por Celine Dion. Essa matéria precisa de uma trilha sonora. Só a visão do prédio do museu Titanic Belfast é uma coisa épica: a construção lembra ora uma proa de navio, ora um iceberg – são 3.000 folhas de alumínio de revestimento colocadas de modo irregular. A “Experiência Titanic” também é diferente: começa no andar primeiro andar e, em seguida, sobe diretamente para o quarto, num percurso que se assemelha a uma trilha, toda sinalizada e sensorial. Tudo começa pelo estaleiro Harland & Wolff, onde o projeto do navio foi concebido e construído e passa por fotografias e filmes da época. A Belfast do início do século XX está lá, retratada com toda sua grandeza. Ao subir para o quarto pavimento, dá-se um pulo no tempo. O navio está pronto para sua jornada inaugural. Imagens e notí-
cias da época mostram o glamour e o frisson que cercavam a viagem. Os elementos da realeza dominam a cena, como pratarias, hologramas de tripulantes e réplicas de cabine. Convidado a assistir um vídeo em 3D, tem-se a impressão de estar sendo transportado para dentro do Titanic. Em outra sala, por meio de animações, assiste-se ao navio se chocar contra o iceberg e, enfim, afundar sob ângulos diferentes. Tudo o que era sonho vira então horror e pesadelo.
Além do museu, entenda toda a história do navio no Titanic Exhibition Centre, Titanic’s Dock and Pump House e Titanic Walking Tour
Hora de “descer” para a realidade. Um andar abaixo e acompanha-se, através de reportagens, a repercussão do acidente, o depoimento dos sobreviventes e as imagens do resgate. Ficção e realidade, tudo ao alcance do dedo. A música “My Heart Will Gon On” inunda o ambiente com as imagens de “Titanic” e de outras obras, entre elas uma versão em preto e branco com Barbara Stanwick, de 1953. Em grande cinema com piso de vidro é possível acompanhar as buscas dos restos do navio no fundo do mar. Dá até para visitar uma exposição oceânica. De volta ao térreo, sua jornada pelos sons, cheiros e sensações termina... numa lojinha.
Serviço Quem leva: Operadora: Queensberry Informações: Consulte seu agente de viagens Pacote: Inclui três noites em Belfast (com ingressos para Titanic Quarter, Giant’s Causeway, Castelo Dunlunce e Destilaria Old Bushmills), duas noites nas Highlands, uma noite em Fort Williams, duas noites em Glasgow, três noites em Edimburgo e três em Londres, aéreo, 14 cafés da manhã e sete refeições, guia local falando português e acompanhamento desde BH. Preço: Sob consulta no seu agente de viagens
Onde comer: Tedford Kitchen. Peixe fresco, cordeiro, bifes e comida vegetariana. tedfordskitchen.com The Barking Dog. Tem música ao vivo nas tardes de domingo. Cardápio sazonal. barkingdogbelfast.com Molly’s Yard. Ponto certo para amantes de cerveja artesanal, é a única microcervejaria de Belfast. Experimente a Belfast Blond e Headless Dog. Mollysyard.co.uk Cast & Crew. Ingredientes de origem local e comida saborosa. Titanic Quarter. castandcrewbelfast.co.uk TOURISM NORTHERNIRELAND/DIVULGAÇÃO
SS Nomadic Quase em frente ao Titanic está o SS Nomadic, o último navio da White Star Line, a empresa que construiu o Titanic. Na época, o Nomadic serviu como barco auxiliar que levava os passageiros para o Titanic. Com 1/4 do tamanho original do Titanic, foi restaurado em 1911 e aberto à visitação, se tornando um testemunho da herança cultural e marítima de Belfast. Ele também já transportou gente famosa, como o cineasta Charlie Chaplin, os atores Elizabeth Taylor e Richard Burton e a cientista polonesa Marie Curie. Ingressos para adultos a £7 (R$ 37,79). nomadicbelfast.com
turismo NORTHERN IRELAND TOURIST BOARD/DIVULGAÇÃO
Reprodução da cabine de primeira classe, pequena para um navio do porte do Titanic
VISIT BELFAST/DIVULGAÇÃO
Entrada: No hall está a bilheteria – o ingresso custa a partir de 18 libras (R$ 96,55) – uma lojinha, o Café Gallery e o restaurante Bistrô.
4º andar: O lançamento Na galeria 3, absorva a atmosfera do barco através do mobiliário e dos detalhes e assista em projeção 3D o momento em que ele foi lançado na água pela primeira vez.
Na galeria 9, pode-se explorar restos do Titanic no mar por um chão de vidro
4º andar: O equipamento Do luxo da primeira classe ao calor das máquinas, tenha na galeria 4 uma experiência a bordo do autêntico Titanic. 4º andar: A Viagem inaugural A quinta galeria traz histórias sobre sua única viagem e o naufrágio com as primeiras e últimas mensagens de socorro emitidas pelo capitão. Conheça o primeiro modormo de classe no elegante Palm Court Café. PAULO CAMPOS
O primeiro mordomo de classe prepara seu serviço no elegante Palm Court Café
Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Hotel Titanic quer proporcionar uma experiência temática
Tour pelo museu (pela ordem de visitação)
4º andar: Arrol Gantry Pegue o elevador até o Pórtico Arrol, na galeria 2, e mergulhe na construção do Titanic. Percorra o estaleiro experimentando os pontos turísticos pelos cheiros e sons.
O Tempo - Pampulha - Super Notícia
TITANIC BELFAST HOTEL/DIVULGAÇÃO
O hotel de luxo Titanic Belfast (titanichotelbelfast.com), que se tornou parte do estaleiro onde o icônico navio foi construído, é temático do lobby ao último dos 119 quartos. Erguido sobre os antigos escritórios da Harland & Wolff, o projeto custou cerca de R$ 114 milhões e detém o mesmo desenho clássico industrial das construções de Belfast. O prédio mantém os espaços originais da época da construção do navio, incluindo a central telefônica que recebeu a primeira ligação vinda da embarcação após ela ter se chocado com o iceberg. Parte dos escritórios foi transformado no Harland Bar e em um salão para eventos especiais, além do restaurante The Wolff Grill. Os belíssimos quartos remetem às cabines do navio e são divididos em curiosas ca-
1º andar: Boomtown Belfast Caminhe pelos portões do estaleiro Harland & Wolff e descubra por que o local foi perfeito para a construção do maior navio da época. Conheça também Belfast no século em que o navio foi construído.
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4º andar: O naufrágio Às 23h40 de 14/4/1912, o Titanic colidiu com um iceberg e não completou sua viagem. Reviva esse momento por meio de experiência sensorial. 3º andar: As consequências Na galeria 7, leia notícias da época e assista a curtas sobre a reação do mundo à tragédia através de exposições interativas e depoimentos. 3º andar: Mitos e lendas Descubra os filmes feitos para o cinema, com a música “My Heart Will Go On” de fundo, e as lendas que diferenciam a ficção da realidade em galerias com touch screen. Assista um filme no teatro. 2º andar: Nas Profundezas Na galeria 9, faça uma viagem às profundezas do oceano e acompanhe a equipe do professor Ballard, que descobriu o Titanic em 1985.
tegorias – standard room, Pierce of History, Iconic Views e Titanic Qtr Location. O que muda de uma categoria para outra é o tamanho do quarto e a vista. Os preços variam de £ 130 (R$ 697) a £ 400 (R$ 2.144) a diária. No restauro, os arquitetos utilizaram técnicas tradicionais, como ripas e gessos nas paredes. Muito do estilo original foi mantido com recursos decorativos e artefatos reutilizados. Fotografias em preto e branco da coleção dos estaleiros Harland & Wolff, além de artefatos originais, servem de decoração, entre eles as telhas Vileroy & Boch que cercam o bar principal, idênticas às utilizadas nos banheiros e piscinas do Titanic, e azulejos octagonais de 342 e 378 diamantes originais. O espaço de eventos com capacidade para 300 pessoas se assemelha a uma cátedra.
O prédio vitoriano de três andares e tetos abobadados altos tem estilo único de construção no mundo; no passado, ali foram projetados centenas de navios TITANIC BELFAST HOTEL/DIVULGAÇÃO
A decoração dos quartos é clean e tem toques náuticos, como lanternas suspensas, painéis rebitados e telefones de época, além de camas king size
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os cinco mais GABRIEL CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Ecoturismo
Cinco cavernas para você visitar no Brasil Com 6.300 grutas catalogadas, país oferece diversidade de atrativos para interessados em espeleologia e amantes da prática de mergulho Da redação
Nem só de belas praias é feito o Brasil. A exuberância e a diversidade das paisagens do país gritam por aqui. Em terras brasileiras há, por exemplo, uma das maiores concentrações de cavernas no
mundo: são, no total, mais de 6.300 catalogadas. Mas estima-se que esse número seja bem maior, chegando a mais de 100 mil em todo território nacional.
Azul intenso As principais cavidades naturais estão em São Paulo e Minas Gerais, e muitas
delas se transformaram em famosos pontos turísticos. Os visitantes, amantes da natureza, são atraídos para esses destinos em busca de lagoas de um azul intenso, formações rochosas singulares e a história presente nos sítios arqueológicos. Em alguns lugares, como no Parque Nacional da Chapada Diamantina, é possível se aventurar pelas profundezas das águas praticando mergulho. Em outros, salões amplos de até 500 m de extensão e 70 m de altura convidam a explorações guiadas.
Poço encantado, na Chapada Diamantina (BA) É destino obrigatório para quem gosta de cavernas. O Parque Nacional da Chapada Diamantina se estende por várias cidades e oferece mui-
tas opções. Saindo da cidade de Lençóis, é possível acessar muitas delas, como as famosas Lagoa Azul e Pratinha e outras belíssimas como
REGINALDO PUPO/DIVULGAÇÃO
a gruta da Lapa Doce, Torrinha e Poço Encantado. Neste último, os mergulhadores parecem estar flutuando no ar devido à água translúcida.
MANOEL FREITAS/DIVULGAÇÃO
Janelão (MG) Essa é uma caverna, por assim dizer, exclusiva, pois é preciso fazer agendamento (https://bit.ly/2IH3K8U) para visitá-la. Fica no Norte de Minas, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, criado no ano de 1999. A gruta é formada por uma série de arcos de pedra intercalados com aberturas circulares, que permitem a entrada de uma boa quantidade de luz e o crescimento de árvores com mais de 60 m de altura. É na gruta do Janelão que está localizada a maior estalactite do mundo, a Perna da Bailarina. Dentro dela ainda passa o rio Peruaçu.
Grutas de São Miguel e do Lago Azul (MS) O complexo de grutas fica a 21 km do centro da cidade de Bonito. Na caverna de São Miguel, abre-se um mundo subterrâneo repleto de surpresas. Por ser seca, é possível observar estalactites e estalagmites e procurar pela
coruja suindara, que habita o local. A gruta mais bonita e famosa, porém, é a do Lago Azul, uma das maiores cavidades inundadas do planeta. Lá foram descobertos inúmeros fósseis de animais extintos, como a preguiça gigante. ANA TAEMI/COMMONS
Caverna do Diabo (SP) A maior caverna do Estado de São Paulo, com 8 km de extensão, fica no município de Eldorado Paulista, no Parque Estadual de Jacupiranga, em meio à Mata Atlântica. As expedições acontecem de terça a domingo, e a gruta con-
MURIELEELIZA / WIKIPEDIA COMMONS
Terra Ronca (GO) ta com escadarias e passarelas no interior, facilitando a visitação. Existem também muitas estalactites e estalagmites. O local era usado por comunidades quilombolas para guardar e preservar a colheita. cavernadodiabo.com.br
Aqui, a terra não “apenas” ronca, mas também estremece. Isso acontece por causa dos rios que atravessam a região e causam esse som, que acabou por dar origem ao nome do Parque Estadual do Terra Ronca, em São Domingo
(GO). São mais de 260 cavernas no complexo. Por lá, acontece uma vez por ano a cerimônia religiosa de Bom Jesus da Lapa, transformando o local de 100 m de altura em uma enorme catedral esculpida pela natureza.
WMoto. Naked sueca Husqvarna Vitpilen 701 é uma ‘obra de arte’. Páginas 22 e 23 WMercado. Preço médio de 0 km subiu até 55% no país desde 2015. Página 15 pampulha
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CITROËN/DIVULGAÇÃO
BELO HORIZONTE Sábado 1/9/2018
Revolução francesa Citroën inicia vendas do C4 Cactus no Brasil; SUV custa a partir de R$ 68.990 Páginas 18 e 19
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interCâmbio
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Apuros de Janaína DENILTON DIAS - 18.9.2013
Um momento importante na vida de tantas pessoas, que poderia para sempre ser relembrado como uma grande conquista, a verdadeira e legítima obtenção ao direito de ir e vir, motorizado, muitas vezes se torna um pesadelo, daqueles de acordar no meio da noite, com medo, pavor e até pânico. Nos referimos ao processo para conseguir a primeira habilitação. Ou, na, linguagem mais popular, “tirar carteira de motorista”. Atire a primeira pedra quem não sentiu um “frio na barriga” na hora do exame prático, naquele instante que só você e o examinador estão ali, e é chegada a hora da decisão, do tudo ou do nada. Parece que o mundo vai acabar (e para muitos acaba mesmo) se ao final da
avaliação a tão sonhada aprovação não acontecer. E desde que o mundo existe a coisa funciona assim, nesse sistema de suor e lágrimas, o que não faz o menor sentido. E não é exclusividade dos que tentam a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em Belo Horizonte. Em várias capitais e no interior as dificuldades relatadas são, senão as mesmas, muito parecidas. Sem falar do bolso, que sofre com o alto custo para que o candidato possa sair, na outra porta, com a CNH nas mãos. Uma pesquisa recente aponta que o valor, incluindo taxas e exames em um pacote básico com 20 aulas práticas, fica em cerca de R$ 2.500. Toda essa história para comentar com o amigo (a) leitor uma conversa escutada na cantina do jornal, onde a protagonista, a sim-
pática Janaína, lamentava em alto e bom som que “o examinador até que foi legal, me deu uma chance, mas errei a baliza e tomei bomba”. E continuava seu descontentamento. “Essa não foi a primeira vez, na hora da aula acerto tudo, mas na prova minha mão fica suada, tremo e acabo errando”. Não demorou nada para um dos presentes no recinto, emendar: “Fica fria, Jana, eu tomei três ‘paus’ antes de conseguir. Só na quarta vez, quando não estava mais nem ligando se passasse ou não, consegui”. E não foi só uma pessoa a engrossar o coro das lamentações. Sempre nestes momentos surgem outros que se identificam com a situação, se sentem fortalecidos, se encorajam e assumem que com eles também aconteceu. Assim,
“Cá para nós, porque é preciso sofrer tanto para ter a aprovação que confere direito a uma licença para dirigir automóveis? Uma pergunta, com certeza, sem resposta.”
com tanta solidariedade conjunta, Janaína até ficou mais conformada, criou coragem imediata e terminou o assunto: “Quer saber, vou é treinar mais e voltar lá para mostrar para eles como vou ser uma ótima motorista”. Parabéns Janaína, não tenha medo de encarar essas “feras”, vá calma, segura e confiante
e insista, não desista, porque daqui a muitos anos você vai se recordar dessa importante e definitiva vitória. Mas, cá para nós, por que é preciso sofrer tanto para ter a aprovação que confere direito a uma licença para dirigir automóveis? Uma pergunta, com certeza, sem resposta.
FOTOS TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Linha 2019
Hilux de cara nova Picape da Toyota chega às concessionárias com novo visual e equipamentos de série inéditos; preço começa em R$ 111.990 Facelift deixou a frente da picape mais harmônica em relação a outros modelos da Toyota Igor Veiga A Toyota apresentou na última semana a linha 2019 da Hilux. A picape foi reestilizada e ganhou nova grade frontal e novo parachoque dianteiro. Atrás, a mudança está na disposi-
ção das luzes das lanternas. Por dentro, o painel de instrumentos recebeu novo grafismo na versão top de linha (SRX). As rodas de liga leve, em algumas versões, têm desenho inédito. A Hilux 2019 chega às concessionárias custando
Painel de instrumentos tem novo grafismo na versão top de linha
mais cara. A versão de entrada parte de R$ 111.990 e chegam a R$ 196.990 na configuração top de linha. Os reajustes de preço variam de R$ 1.380 a R$ 7.820. Na parte mecânica, a picape segue do mesmo jeito. As versões flex têm motor 2.7
de 163 cv e são equipadas com câmbio manual de cinco marchas ou automático de seis velocidades. As versões a diesel continuam com motor 2.8 turbo de 177 cv e sistema de tração integral. As opções de transmissão são as mesmas da Hilux flex.
Versão SRX traz emblema comemorativo da Hilux
Novos equipamentos Em termos de equipamentos, a linha 2019 também trouxe algumas novidades. Na versão SR, voltada para o produtor rural, por exemplo, a picape traz agora ar-condicionado digital de apenas uma zona, lu-
zes diurnas, chave canivete, além de travas e retrovisores elétricos, volante multifuncional e rádio com entrada USB e bluetooth. A versão intermediária SRV vem com sete airbags, sistema keyless, luzes diurnas e vidros com sistema one touch, além de maçanetas cromadas. As novidades mais importantes estão na versão top de linha da picape, a Hilux SRX, que tem acabamento escuro com detalhes em black piano na dianteira, espelho retrovisor interno eletrocrômico, luzes diurnas em LED, bancos revestidos em couro, além de novo grafismo no quadro de instrumentos e capota marítima. As versões Standard Narrow, Cabine Simples e Cabine Chassi mantiveram o visual antigo da Hilux, mas ganharam luzes diurnas em LED, faróis com função follow me home e revestimento de couro sintético nos bancos.
Rodas de liga leve ganharam desenho inédito em algumas versões da linha 2019
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Mercado
Resultados
Para o
Evolução do preço médio dos veículos à venda no Brasil, por segmento, nos últimos três anos, conforme a pesquisa da Jato Dynamics:
alto e avante Preço médio de carro 0 km no Brasil aumentou até 55,9% nos últimos três anos, aponta levantamento feito por consultoria
Hatch compacto 2015. R$ 45.615 2016. R$ 49.326 2017. R$ 51.034 2018. R$ 56.485 8 Alta de 23,8%
Sedãs médios foram os que mais subiram de preço desde 2015, segundo o estudo da Jato Dynamics CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Igor Veiga Se você tem a impressão de que o custo de um carro zero-quilômetro no Brasil está cada vez mais alto, saiba que está coberto de razão. Um levantamento divulgado pela Jato Dynamics, multinacional de consultoria automotiva, aponta que o preço médio de um veículo novinho em folha no país subiu até 55,9% nos últimos três anos. A pesquisa analisou os preços praticados pelo mercado entre
2015 e 2018 com os modelos divididos em quatro segmentos: hatch compacto, sedã compacto, sedã médio e utilitário-esportivo (SUV). De 2015 para cá, os sedãs médios, modelos como o Toyota Corolla, o Honda Civic e o Chevrolet Cruze, foram os que mais subiram de preço. O valor médio de carros 0 km dessa categoria subiu 55,9% saltando de R$ 65.247, em 2015, para R$ 101.781, em 2018. Já o segmento dos sedãs compactos, que tem representantes co-
mo o Volkswagen Voyage, o Hyundai HB20S e o Chevrolet Prisma, por exemplo, foi o que menos subiu de preço no período (alta de 0,5%). Os preços dos hatches compactos e dos SUVs tiveram aumentos parecidos, de 23,8% e 22,5%, respectivamente. Entre os quatro segmentos analisados, o aumento de preço dos sedãs médios é o único que destoa em relação à inflação acumulada no país nos últimos três anos (cerca de 25%), conforme as estatísticas oficiais do IBGE.
Sedã compacto 2015. R$ 58.371 2016. R$ 51.269 2017. R$ 55.887 2018. R$ 58.692 8 Alta de 0,5% Sedã médio 2015. R$ 65.247 2016. R$ 85.172 2017. R$ 100.209 2018. R$ 101.781 8 Alta de 55,9%
Valor dos hatches compactos tal como o líder de vendas Chevrolet Onix aumentou 23,8%; custo médio é de R$ 56,4 mil hoje
SUV 2015. R$ 80.283 2016. R$ 86.592 2017. R$ 96.068 2018. R$ 98.365 8 Alta de 22,5%
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Banzai Honda
Mega operação de vendas hoje As duas unidades Banzai Honda, Contorno e Pampulha, estarão mobilizadas hoje, de 9h às 21h, para a Operação de Vendas Ninja Banzai. A concessionária vai oferecer condições exclusivas para o cliente sair de Honda novo. Segundo a empresa, será a maior operação de vendas da história da Banzai Honda, que completou dez anos em 2018. As promoções poderão ser conferidas apenas na concessionária da avenida do Contorno, 10.331. Informações pelo telefone: (31) 3878-8888. EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Jeep
Novo Wrangler estreia em 2019
super motor
Avaliação
Mistura interessante Importado do Canadá e com motor 1.5 turbo de 208 cv, Honda Civic Si une esportividade a um bom recheio de equipamentos de série Márcio Maio Auto Press
A briga entre o Honda Civic e o Toyota Corolla vem se tornando mais acirrada no Brasil desde 2013, quando o primeiro tomou a liderança do segundo e, no ano seguinte, perdeu novamente com o lançamento da nova geração do rival. Nessa disputa, uma pitada de tecnologia e extravagância na linha do modelo da Honda é sempre bem-vinda. E é exatamente isso que o cupê Si faz. Ele é capaz de en-
tregar uma experiência de pilotagem esportiva, chama atenção pelo caimento acentuado do teto e das duas portas e funciona como excelente vitrine da gama, atraindo os olhares. Como é trazido do Canadá, se tornou ainda o modelo mais caro da linha, vendido em versão única a R$ 162,9 mil. A maior mudança adotada no novo Civic Si, à venda no Brasil desde abril deste ano, foi o novo motor turbo 1.5. Com injeção direta, duplo comando de válvulas va-
riáveis no cabeçote e quatro cilindros, ele trabalha em conjunto com transmissão manual de seis velocidades.
Motor mais forte A unidade de força é semelhante à usada na versão Touring do Civic nacional, mas o rendimento é bem diferente. No modelo feito no Brasil, a potência é de 173 cv e o torque de 22,4 kgfm. Na versão esportiva, o propulsor rende potência máxima de 208 cv em 5.700 rpm e torque de 26,5 kgfm, que aparece aos 2.100 giros e se mantém em 70% da faixa de rotação útil do motor. Além disso, componentes de chassi e direção aprimorados – caso da direção elétrica adaptativa de duplo pinhão com relação variável –, suspensão com acerto esportivo, amortecedores adaptativos e diferencial com escorregamento limitado estão entre os pontos reforçados no modelo. E discos de freio de 12,3 polegadas na dianteira e pneus 235/40 R18 ajudam a garantir uma pegada mais arisca. Pela primeira vez, o Civic Si traz dois modos de direção, sendo o mais endiabrado acionado através da tecla
Sport, localizada no console central. Ela altera parâmetros dos amortecedores adaptativos, do acelerador eletrônico e da assistência de direção elétrica para entregar respostas mais diretas e comportamento condizente com o visual esportivo. No caso, a suspensão passa a trabalhar com mais carga e a direção fica mais dura.
R$
162,9 mil Honda Civic Si
Exclusividade No visual, a dianteira tem grade frontal preta e largas tomadas de ar. O modelo vendido no Brasil traz uma exclusividade: faróis integralmente em LED. De perfil, as rodas de liga leve aro 18 têm dez raios e acabamento em dois tons. Por dentro, os bancos dianteiros têm formato concha, com costuras vermelhas e o logotipo da versão. O pespontado aparece também nas portas, volante e na coifa do câmbio, com alavanca em alumínio. Há ainda outros detalhes como a iluminação vermelha do painel em TFT e dos comandos internos, os pedais em alumínio e o friso do painel de instrumentos com acabamento que lembra fibra de carbono.
O novo Jeep Wrangler vai ser lançado no Brasil no primeiro trimestre de 2019. Por aqui, está confirmada a versão Rubicon, com duas ou quatro portas, que vai trazer motor 2.0 turbo a gasolina. Esse propulsor, que tem 270 cv, estreou no Cherokee, que não é mais vendido no Brasil. Os preços não foram definidos, mas devem ficar acima dos R$ 210 mil que já são cobrados pela geração atual. Por fora, a nova geração traz grade frontal mais pronunciada.
Nova geração
Peugeot 2008 vai ficar maior O Peugeot 2008 está prestes a ganhar uma nova geração. De acordo com publicação da revista britânica “Auto Express”, a segunda geração do SUV, programada para 2019, será mais leve e maior que a atual, produzida sobre a plataforma modular CMP, para carros compactos. Nessa nova base, o 2008 ficará mais comprido que o atual. Haverá uso de novos materiais que o deixará cerca de 40 kg mais leve.
Teto solar é item de série no esportivo equipado com câmbio manual de seis marchas
Aerofólio traseiro e o escapamento central evidenciam a pegada esportiva do cupê
Visual e interior bem-resolvidos É comum que as marcas apresentem seus carros mais esportivos para avaliações em pistas de competições ou, ao menos, estradas em que se pode extrair pelo menos parte do desempenho prometido para esses modelos. A Honda, no entanto, escolheu um trajeto estritamente urbano para tentar mostrar as aptidões do novo Civic Si. Não se trata do habitat natural do cu-
pê, mas ainda assim mostra que ele é um automóvel capaz de divertir em qualquer cenário. A ficha técnica do Civic Si não chega a impressionar tanto. E a própria Honda reconhece que não se trata de um carro de números, mas “de curvas”. O Civic Si impressiona pelo visual. O desenho moderno da nova geração da linha está ali, mas com o charme extra da carroceria
cupê. Por onde passa, arranca olhares curiosos e até deslumbrados, principalmente por se tratar de um veículo que quase não se vê circulando por aí. Mais um ponto positivo: a sensação de exclusividade. A pequena altura não chega a ser a mais prática para os passageiros, mas garante uma posição de dirigir esportiva e instigante. O interior é bem-resolvido e o pai-
nel de instrumentos mostra informações como a pressão do turbo. Os pedais metálicos e os apliques que imitam fibra de carbono ampliam ainda mais a ideia de esportividade. E a central multimídia, com tela sensível ao toque de sete polegadas, é integrada aos sistemas Apple CarPlay e Android Auto e acompanha sistema de áudio de 450 watts, com dez alto-falantes. (MM/AP)
Ficha técnica Motor. 1.5 16V turbo, a gasolina, quatro cilindros em linha, sistema de injeção direta Potência máxima. 208 cv a 5.700 rpm Torque máximo. 26,5 kgfm de 2.100 a 5.000 rpm 0 a 100 km/h. 7,2 segundos Velocidade máxima. 238 km/h
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
O modelo vendido no Brasil traz uma exclusividade: faróis integralmente em LED
Bancos em formato concha seguram bem o corpo nas curvas
Grade frontal preta e tomadas de ar largas marcam visual do Civic Si
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Europa
Renault mostra Logan Stepway A Renault apresentou na Rússia uma versão aventureira do sedã compacto Logan. Trata-se do Logan Stepway, que recebe o mesmo apelo aventureiro do hatch Sandero. O modelo recebeu suspensão elevada, molduras plásticas nas caixas de rodas, para-choques remodelados e novas rodas de liga leve. O motor é 1.6 a gasolina com 82, 102 cv ou 113 cv. O câmbio pode ser manual de cinco marchas ou, na versão de 113 cv, a opcional automática CVT. Dependendo da variante, há bancos e parabrisa aquecidos e sistema de partida remota. RENAULT/DIVULGAÇÃO
super motor
Lançamento
Francês robusto
Tecnologia de sobra
Bem-equipado e com conjunto eficiente de motor e câmbio, SUV compacto C4 Cactus estreia no Brasil em três versões de acabamento Raimundo Couto De Mogi das Cruzes (SP)
Presente no Brasil há quase vinte anos, a Citroën já viveu dias melhores no Brasil. Hoje, sua participação de mercado beira os 2%, um percentual muito aquém das potencialidades comerciais e da qualidade construtiva dos automóveis da marca francesa. Para reverter essa situação, não há outro caminho a não ser com investimento em novos produtos. A depender do entusiasmado discur-
Feel e Shine). O SUV parte de R$ 68.990, na versão Live com câmbio manual de cinco marchas e motor 1.6 aspirado de 118 cv, chegando a R$ 98.990 para a versão Shine Pack, equipada com o conhecido motor 1.6 THP flex, de 173 cv, e transmissão automática de seis velocidades.
so da executiva Ana Theresa Borsari, presidente do grupo PSA no Brasil, durante o lançamento do surpreendente SUV Citroën C4 Cactus, os franceses estão, de fato, colocando o trem nos trilhos novamente. O novo modelo chega como um divisor de águas para a marca francesa, que, a partir dele, espera viver uma nova história no Brasil. O C4 Cactus entrou em pré-venda e chega às concessionárias a partir de outubro em três versões de acabamento (Live,
Ainda que como itens opcionais exclusivos da versão top de linha, o C4 Cactus traz tecnologias que seus concorrentes diretos – Ford Ecosport, Nissan Kicks, Hyundai Creta e o líder do segmento, o Honda HR-V – não oferecem. Na versão Shine, o modelo francês pode ser equipado sistema de frenagem automática, alerta de colisão, alerta de atenção ao condutor, alerta de saída de faixa, Indicador de descanso, retrovisor eletrocrômico, airbag de cortina e, ainda, carroceria de duas cores. O pacote de equipamentos de série é interessante desde a versão de entrada (Live manual), que vem com direção elétrica, ar-condicionado, central multimídia com entrada USB e bluetooth, luzes diurnas em LED, rodas de
aço aro 16 com calotas, painel de instrumentos 100% digital e vidros e retrovisores elétricos, além de Isofix e os obrigatórios freios ABS e airbags frontais. A partir da versão intermediária Feel, o carro fica ainda melhor com câmera de ré, rodas de liga aro 17, faróis de neblina e piloto automático. Na versão com motor 1.6 THP e câmbio automático, o Cactus passa a ter controle de estabilidade e tração com assistente de partida em rampa. Nessa configuração, o novo rival do EcoSport oferece acendimento automático dos faróis, ar-condicionado digital automático, volante de couro, rodas de liga diamantadas e teto de duas cores como opcionais. Na versão top de linha, além de todos itens das versões mais básicas, o Cactus vem com o Grip Control, uma tecnologia inédita no segmento que permite controlar o nível de assistência do controle de estabilidade e tração do carro. É possível deixá-lo funcionar sozinho no modo padrão ou o motorista pode escolher um dos outros quatro modos: neve, lama, areia e ESP off.
SUV chinês
JAC T50 entra em pré-venda O JAC T50 entrou em pré-venda. Versão aprimorada do T5, o utilitário compacto é vendido em duas versões e parte de R$ 82.990. A variante de topo sai por R$ 86.990 e as primeiras unidades devem ser entregues em novembro. O motor é mais forte do que o antigo T5: agora, quem entra em cena é um 1.6 de 138 cv, acoplado a um câmbio automático CVT. Segundo a marca, acelera de 0 a 100 km/h em 12,1s.
Mais econômico
Toyota Prius perde a liderança A última atualização do Inmetro revelou que o Porsche Panamera 4 Hybrid é o carro mais econômico vendido no Brasil. O sedã de luxo faz 17,8 km/L na cidade e 25,7 km/L na estrada. Para isso, usa um V6 2.9 biturbo associado a um motor elétrico de 136 cv. O modelo custa R$ 529 mil. Até então, o Toyota Prius era o campeão da lista. O híbrido japonês roda 18,9 km/L na cidade e 17 km/L na estrada.
A frente do C4 Cactus traz assinatura luminosa em três estágios e, lembra a da picape média Fiat Toro
Com motor 1.6 turbinado, SUV mostra um bom acerto Surpreendente em vários aspectos. Assim poderíamos definir o C4 Cactus, que deu as caras como carro-conceito pela primeira vez no Salão do Automóvel de Paris, há dois anos. Estilo, conforto e acabamento agradam, mas é a dirigibilidade e o acerto da suspensão que mostram que os franceses acertaram em cheio a dose dos ingredien-
tes da fórmula. No test drive promovido pelas estradas vicinais que circundam o município de Mogi das Cruzes, com direito a um bom trecho em um percurso de terra, foi possível entender o que representa o Cactus para o grupo PSA. Avaliamos a versão Shine, top de linha, com o motor 1.6 THP flex, produzido pela PSA em parceria com a BMW. Com 173 cv e
24,5 kgfm de torque disponível logo aos 1.400 rpm, o desempenho dele é bem interessante. Destaque também para o funcional painel de instrumentos 100% digital, o mesmo adotado no renovado sedã C4 Lounge. Com 2,60 m de entre-eixos, o C4 Cactus permite que dois passageiros adultos viagem no banco traseiro com absoluto conforto. (RC)
Painel 100% digital é igual ao do renovado sedã C4 Lounge
super motor
19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
FOTOS CITROËN/DIVULGAÇÃO
R$
68.990 Citroën C4 Cactus Live (manual)
SUV compacto também é vendido na Europa desde outubro do ano passado
Lanternas traseiras em LED têm efeito 3D e invadem a tampa do porta-malas com 320 L de capacidade
Por dentro, painel foi redesenhado para o Brasil e é diferente em relação ao do C4 Cactus à venda na Europa
Nem tudo é perfeito no modelo Com todos opcionais disponíveis, o C4 Cactus é, sim, bem completo, apesar disso, tem lá seus vacilos. Não conta, por exemplo, com borboletas atrás do volante para troca manual das marchas. Além disso, traz apenas uma entrada USB. Em compensação, todas as versões têm central multimídia com tela de sete polegadas compatível com Android Auto e Apple CarPlay. A partir da versão Feel, o carro vem com câmera de ré, mas sem sensores de estacionamento traseiro. Renovada em quase sua totalidade, a rede Citroën segue crescendo em Belo Horizonte. O Grupo Roma é o concessionário exclusivo da marca na capital e, a partir de outubro, terá o C4 Cactus disponível para test drive na loja Roma Citroën, da avenida Francisco Sá, 980, no bairro Gutierrez. (RC)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Zero poluição
Ônibus elétricos já rodam no Rio Já estão em operação no Rio de Janeiro os primeiros ônibus elétricos da BYD entregues ao Estado no último dia 15. São três unidades do modelo D9W com carroceria urbana Caio Millenium, que estão funcionando em linhas do transporte de passageiros na cidade de Volta Redonda, situada no Sul fluminense. Segundo a fabricante chinesa, por mês, cada ônibus elétrico em operação deixará de emitir cerca de 1,8 t de CO² e mais de 1 t de material particulado se comparado com um ônibus convencional movido a diesel.
R$ 150 mil
Fiat Toro ganha nova versão top A Fiat Toro ganhou uma nova versão top de linha, a Ranch Diesel 2.0 4x4 AT9. O visual externo tem nova cor prata lunar nas rodas de liga leve de 18 polegadas, na barra do teto e na parte inferior do para-choque dianteiro. Já os retrovisores, estribos laterais, gancho de reboque removível e o santantônio são cromados. A versão ainda oferece soleira metálica exclusiva, para-barro dianteiro e traseiro e protetor do tanque de combustível. O interior tem revestimento dos bancos em couro marrom. O preço começa em R$ 149.990.
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Transporte
Promessa de custo-benefício imbatível JAC Motors planeja que a T6 picape, prevista para o Brasil em 2019, seja a opção mais barata com motor diesel e tração integral Marcelo Palomino Exclusivo para Auto Press
Desde junho de 2016, a JAC Motors compete no popular segmento de picapes de médio porte no mercado chileno com a T6 – que leva o mesmo nome do SUV vendido no Brasil. Como costuma ocorrer com a marca, a maior virtude do modelo é a relação custo-benefício. Até então, ela era vendida exclusivamente com motor a gasolina e tração dianteira. Até que, no ano passado, o mercado chileno recebeu também variantes 4x2 e 4x4 com propulsor turbodiesel. E é justamente com esse trem de força que a marca pretende vendê-la no Brasil, com outro nome, para concorrer com as picapes médias em suas versões de entrada. Isso porque, no ano passado, a ideia era chegar em 2019 com o utilitário com caçamba custando por volta de R$ 100 mil, já com motor diesel e tração integral. A instabilidade do dólar, no entanto,
empurrou os planos para o próximo ano. A picape mede 5,31 m de comprimento, 1,83 m de largura e 1,81 m de altura. No Chile, ela carrega até 820 kg, mas no Brasil teria de aumentar essa capacidade para, pelo menos, 1 tonelada para poder usar propulsor diesel na versão 4x2. O modelo tem 207 mm de espaço livre do chão e seus ângulos de ataque e de saída são de 29,6° e 22,4°, respectivamente. Entre os elementos estéticos e funcionais, aparecem soleiras laterais, rodas de 17 polegadas com pneus 245/65 R17 e santantônio. O motor é um turbodiesel 2.0 que rende 134 cv de potência e 32,6 kgfm de torque máximo já entre 1.600 e 2.600 rpm. A transmissão é manual de seis velocidades, com sistema de AWD que oferece três modos de operação possíveis: tração dianteira, integral e integral com reduzida. De acordo com a JAC, o modelo faz 11 km/L de diesel na cidade e 12,2
km/L no ciclo combinado, ou seja, em percurso que envolva cidade e estrada. Em termos de segurança, a T6 picape é bem econômica: traz apenas dois airbags dianteiros, freios ABS com EBD, faróis de neblina e sensores de estacionamento traseiros como itens de série. Há ainda câmera de ré, transmitida pela central multimídia com tela sensível ao toque e conectividade com o Apple CarPlay e o Android Auto. O equipamento permite que se façam downloads de aplicativos diretamente para o sistema, como o Spotify, de streaming de música, e o Waze, de navegação em tempo real. Um nível de conectividade que nem sempre está no foco das fabricantes de picapes.
Ficha técnica Motor. 2.0 16V turbodiesel com quatro cilindros em linha Potência máxima. 134 cv a 3.600 rpm Torque máximo. 32,6 kgfm entre 1.600 rpm a 2.600 rpm Câmbio. Manual de seis marchas com tração 4x4 Tamanho. 5,31 m (comprimento), 1,83 m (largura), 1,81 m (altura) e 3,09 m ( distância entre-eixos) Tanque de combustível. 76 L Pneus/rodas. 245/65 aro 17
A picape média feita na China tem design italiano e, segundo a JAC, faz média de 11 km/L na cidade
Capacidade de carga é de 820 kg; caçamba é quadrada, mede 1,52 m por 1,52 m com 47 cm de profundidade
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
FOTOS JAC/DIVULGAÇÃO
No Chile, a picape da JAC custa a partir de R$ 64 mil na versão 4x2 básica e chega a R$ 76 mil na opção 4x4 top de linha
Interior oferece central multimídia com espelhamento de celular e bancos revestidos em couro
Modelo conta com sistema de tração 4×4 com marcha reduzida e tem boa altura livre do solo (20,7 cm)
Modelo tem mais vocação para o trabalho A JAC T6 picape não é silenciosa. Porém, também não possui um propulsor insuportavelmente barulhento. Além disso, não transmite vibrações ao volante, o que melhora bastante a experiência de condução. Na transmissão, a primeira marcha é extremamente curta para uso normal na cidade e a picape se move muito rapidamente sem que seja necessário acelerar muito. Mas convém ressaltar: a transmissão manual dá uma imagem mais profissional ao modelo e menos familiar. É na terceira marcha que o motorista consegue se movimentar com mais parcimônia. Em 120 km/h, na estrada, o conta-giros marca 2.750 rpm, faixa de rotação bastante similar à de outras picapes. Mas há muito torque em rotações baixas, e isso é muito bom para um modelo que pode ser submetido a algumas inesperadas condições. (AP)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
Honda
Nova linha da off-road CRF A Honda apresentou no Brasil a nova linha CRF, composta pela CRF 450 RX, R e X e CFR 250 RX e R. A maior novidade é a inédita configuração CRF 450 R. A versão recebeu chassi e balança de suspensão novos e um sistema de auxílio de larga configurável em três níveis – Iniciante, Básico ou Expert – e conta com modos de liberação de potência também em três níveis. Os novos modelos chegam ao país com preços entre R$ 40.590, para a CRF 250R, e R$ 44.990, nos casos da CRF 450X e da CRF RX. HONDA/DIVULGAÇÃO
Cuca fresca
Capacete com ar-condicionado Com preço de lançamento de US$ 550 (cerca de R$ 2.200), a norte-americana Feher começou a vender nos EUA o ACH1, um capacete com arcondicionado. O produto reduz a temperatura interna em relação à do ambiente e também filtrar o ar por meio de um sistema termo elétrico acoplado à parte traseira do capacete. A peça funciona por meio de uma conexão elétrica que pode ser feita com a moto em uma bateria auxiliar. FEHER/DIVULGAÇÃO
super motor
Moto
R$
Ousadia
84,9 mil Husqvarna Vitpilen 701
à moda escandinava Naked sueca Husqvarna Vitpilen 701 tem personalidade de sobra; estiloso modelo acaba de chegar ao Brasil importado pela Power Husky Auto Press A indústria de motocicletas tem crescido exponencialmente, mas isso não é novidade. Só que as ideias geralmente acabam rápido e as marcas costumam apostar no que é mais seguro. Com isso, vemos que algumas motos são extremamente semelhantes, mesmo que produzidas por diferentes marcas. O segmento naked é um dos que mais sofre com isso: motor exposto, exaustão vistosa, farol trapezoidal e, pronto, surge uma nova moto similar. Poucas são as fabricantes que se atrevem a fazer algo realmente especial. No passado, a Buell surpreendeu com seu estilo revolucionário. Depois, a Ducati Scrambler também fugiu da curva e, recentemente, a Indian FTR 1200 foi outra que conseguiu uma identidade mais marcada. E quem também se destacou nesse sentido foi a Husqvarna, com seu retorno às motos de asfalto. A sueca se especializou em motos de terra e tornou-se uma referência mundial no enduro e cross. Mas esse leque foi ampliado graças aos esforços para retornar ao massivo mercado consumidor e 2017 foi o ponto de virada, com a apresentação da Vitpilen e da Svartpilen – respectivamente, seta branca e seta preta em sueco. São três versões: duas menores, modelos 401, e uma mediana, 701. A maior delas, a Vitpilen 701, começou a ser vendida no
Brasil no mês passado, importada pela Power Husky, por R$ 84,9 mil.
Conjunto moderno A moto é impulsionada por um motor monocilíndrico com refrigeração líquida de 692,7 cc, com 75 cv de potência e 7,33 kgfm de torque a 6.750 rpm. A injeção eletrônica é operada pelo sistema de aceleração direta ride-by-wire e o intervalo entre as manutenções é de 10 mil km. O sistema de freios é assinado pela Brembo, com
um único disco dianteiro de 320 mm e um traseiro de 240 mm, além de ABS da Bosh. O câmbio é de seis marchas com trocas assistidas, ou seja, não é necessário que a embreagem seja acionada para que as marchas subam ou desçam. Algo que também se destaca é seu peso seco: 157 kg. A naked sueca tem roda de 17 polegadas, assento revestido em couro mokka e tanque com tampa de alumínio com o brasão da Husqvarna Motorcycles. O painel é digital e farol de LED com luz de condução diurna e suspensão com garfos invertidos dianteiros de 43 mm, acompanhados por um amortecedor único na traseira, ambos ajustáveis, estão entre os itens de série.
Modelo traz suspensões da austríaca WP e freios da marca Brembo com ABS, além de luzes e faróis de LED e controle de tração
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de setembro de 2018
FOTOS HUSQVARNA/DIVULGAÇÃO
Tanque de combustível de 12 L da 701 tem um formato inovador Retrovisores da naked são fixados junto às manoplas do guidom
Painel de instrumentos é discreto e traz tela principal em TFT
Design super original da moto chama atenção A Husqvarna Vitpilen 701 é uma moto que foge do cotidiano e dos projetos repetitivos. Na verdade, mais parece uma obra de um arquiteto europeu minimalista. O resultado é simplesmente sensacional, e não é difícil o piloto se transformar no centro das atenções em todas as ruas em que circula. O conjunto é uma reminiscência dos modelos de off-road, mas com um toque elegante. Sem dúvida, o que mais chama atenção é o conjunto formado por tanque de combustível, assento e cauda. E merece uma menção especial a iluminação diurna e o painel de instrumentos. O manuseio da motocicleta, de
maneira geral, é excelente. A posição de direção pode parecer estranha no começo, mas é fácil se acostumar. A manobrabilidade em espaços curtos é ótima e, em geral, tratase de uma motocicleta ágil. Embora a mecânica da Vitpilen 701 seja boa, em função do foco, do tamanho e até preço da moto, talvez um propulsor de um cilindro não tenha sido a melhor opção. Não que falte força, ao contrário: a aceleração é bem linear. Mas essa é uma moto que tem mais potência do que torque, e isso é bem perceptível quando se compara seu desempenho ao de rivais com mais cilindros. (AP)
Ficha técnica Motor. 692,7 cc, monocilíndrico, quatro tempos e quatro válvulas Potência máxima. 75 cv a 8.500 rpm Torque máximo. 7,3 kgfm a 6.750 rpm Câmbio. Manual de seis marchas com “easy-shift” Peso a seco. 157 kg Freios. Dianteiro com disco simples de 320 mm e pinça radial Brembo de quatro pistões; traseiro com disco simples de 240 mm e pinça Brembo de um pistão
Pneu dianteiro tem medida 120/70 e 160/60 (atrás); ambos são calçados em rodas de liga leve aro 17
Marca sueca tem loja recém-inaugurada no Brasil
Detalhe do silenciador no estilo colmeia da Vitpilen 701; no Brasil, revenda oficial da marca fica em São Paulo
A primeira loja da marca sueca no Brasil foi inaugurada no fim de julho. A loja da Power Husky fica no bairro de Moema, em São Paulo, e vai comercializar tanto as motocicletas de rua, como os modelos off-road da fabricante escandinava. A revenda é a primeira loja “full range”, da Husqvarna, 100% exclusiva da
marca fora da Europa. A Husqvarna é um dos mais antigos grupos industriais do mundo. A empresa sueca foi fundada em 1689 e à época, construiu sua fama fabricando armamentos. Com o passar dos anos, a empresa sueca se consolidou como Husqvarna Group e passou a fabricar uma ampla variedade
de produtos, como cortadores de grama elétricos, tratores de jardim, roçadeiras e até sopradores de folhas. Apesar da tradição em competições off-road, recentemente a estratégia da marca se voltou para a fabricação de motos de rua, como a Vitpilen 701. (Da redação)
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 1 de setembro de 2018
Belo Horizonte