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Pampulha, sábado - 01/04/2017

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RAROS, OS LENÇÓIS MARANHENSES SÃO ATRAENTES PARA VISITAS O ANO TODO ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 9

NOVIDADES NO SETOR DA VAIDADE MASCULINA ... Páginas 21 e 22

GRACE PASSÔ TRAZ A BH O PREMIADO ‘VAGA CARNE’ ... Página 10

HYUNDAI CRETA É FORTE COMPETIDOR NO SEGMENTO DE SUVS COMPACTOS ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

LUCAS ÁVILA/DIVULGAÇÃO

1 a 7 de abril de 2017 ANO XXVII número 1392 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE MARIELA GUIMARÃES

TUDO AZUL Na véspera do Dia Mundial da Conscientização do Autismo, histórias de quem luta diariamente para combater estigma

Victor e sua mãe, Selma, ambos diagnosticados com o transtorno, farão palestras na campanha de conscientização, que tem na cor azul sua referência


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de abril de 2017

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Para funcionar bem, cérebro tem que ser ‘recarregado’

Editorial

Dharma e educação em subestimar os demais, os primeiros anos de vida são os mais importantes do ser humano. Nesse período ele recebe e arquiva a maior parte de seu modus vivendi, aquilo que na Índia é entendido como dharma. Quer dizer: a natureza interna caracterizada em cada homem pelo grau de desenvolvimento adquirido, sucessivamente colocado à disposição da evolução futura. O dharma é uma acumulação de potencial individual constituindo-se no interior do ser humano. Inicialmente, a cada vida, o dharma é imposto, mais ou menos favorável, pela bagagem genética (e cármica) individual e grupal, mas em seguida o livre-arbítrio determina a ampliação da capacidade herdada e daquela que se desenvolve e acumula. Se na mentalidade ocidental fica estranho o dharma, algo invisível e abstrato, para entendê-lo pode-se oferecer o caso de uma muda de árvore que, partindo de uma semente (espécie), precisa de um solo bem adubado, da proteção inicial contra os excessos do sol e do vento, assim como uma frágil criança para sobreviver necessita ser conduzida gradativamente ao fortalecimento, seja pela nutrição correta ou por um “viveiro” propício. Os cuidados permitem que a massa radicular se forme rapidamente, gere sustentação e ainda alimente o conjunto servindo-se dos nutrientes do solo e da fotossíntese. Depois, produzirá folhas, flores, frutos e sementes. Tanto a planta como o ser humano nascem, brotam para o mundo e se fortalecem sob os cuidados de quem os gerou. Bem mais complexo, este é dotado de mente, caráter e personalidade. O recém-nascido é delicado, sensível, indefeso. Gradativamente se imprimem em seus circuitos de memória, ainda virgens, as lições recebidas, e as primeiras em parcela preponderante determinarão o rumo e o êxito da vida toda. Se for criado entre grosserias, imundícies, maus-tratos, ainda se lhe faltarem alimentação e proteção, se imprimirão traumas, barreiras, distorções; carregará para o resto da vida as formações e malformações, físicas e psíquicas. Disso deriva uma árvore fecunda

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pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180 Distribuição gratuita

ou uma que pouco gerará frutos. Os fatores genéticos e cármicos (merecimentos de outras vidas pessoais e familiares, segundo os princípios budistas) são o ponto de partida, importante e diferenciado, entretanto tem em si mesmo a possibilidade de ultrapassar obstáculos, e nisso pesa a “condução” inicial para que o corpo, o cérebro e a personalidade individual sejam adequadamente tratados. Inicia-se de um “material único e diferenciado”, e como numa cadeia de montagem se agregam peças. Partindo de um chassi e motor de BMW, se as rodas que se montam forem de Fusquinha, o conjunto fracassará. Um boa educação pode transformar a vida de um indivíduo e dar frutos em benefício de multidões. Disso a imprescindibilidade de uma especialíssima atenção com as crianças e com os cuidados que merecem. Uma civilização evoluirá rapidamente melhorando a capacidade cognitiva de seus membros, expandindo a consciência e capacidade de enfrentamento dos desafios. Quer dizer exatamente fortalecendo o dharma dos indivíduos para que o livre-arbítrio se fortaleça. “Livre” deriva de “liberdade”, e esta nada mais é que a multiplicidade das escolhas à disposição do indivíduo. Evidente que, se alguém conhece como fruta apenas banana e goiaba, não saberá aproveitar da ameixa, da uva, da manga ou da groselha. Oferece para si e para seus dependentes apenas o que sabe reconhecer. A liberdade, a amplitude do livre-arbítrio, será definida pelo tamanho e adequação do potencial de escolha. Isso vem diretamente da educação e dos conhecimentos. Eu sou fruto desses componentes, como cada um dos seres humanos. Atrás de um sucesso, pode ter a sorte, mas a manutenção do sucesso depende da capacidade individual. Pois é. Ultimamente aproximando-me mais dos desafios de administrar uma cidade com população de quase meio milhão de habitantes, com cerca de 70 mil jovens com menos de 14 anos, deparei-me como um são Tomás medindo a profundidade e gravidade da ferida social. De imediato sente-se a relação do estrago com a insuficiência de uma boa educação (civilizatória). No primeiro dia decidi dividir esse imenso desafio (no limite das atribui-

FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães

ções constitucionais de uma prefeitura) em três frentes. Ensino fundamental, de 6 a 14 anos, que gera um fracasso medido em 15% de alunos analfabetos funcionais; educação infantil, de 0 até 5 anos (maternal e pré-escolar); e educação de tempo integral. Por incrível que pareça, as pesquisas em todas as frentes apontavam o mesmo número de problemas. Iniciamos encontrando 5.492 alunos sem atenção infantil, em seguida 5.500 alunos problemáticos, e cerca de 6.000 alunos (ou 15% do fundamental) de 41.222 atendidos. Nota-se aí que os indivíduos que terminam “analfabetos funcionais”, na prática indivíduos desprovidos de conhecimento básicos, resultam em outros tantos de difícil inserção social. Os marginalizados começam a ser determinados pela falta de cuidados infantis, não evoluem satisfatoriamente, sofrem de marginalização no ambiente escolar por falta de sintonia com a maioria e muitas vezes se transformam em “marginais”, engrossando o mundo perverso da miserabilidade ou, pior, da criminalidade, do crack, da violência. Disso partimos para localizar os alvos de maiores atenções, mapeamos as regiões e locais de carência de creches para construir novas que possam abrigar a demanda reprimida, levantamos as creches que podem ser melhoradas e ampliadas dentro de um padrão de boa qualidade, selecionamos parceiros e “contrapartidas sociais” a serem executadas, estabelecemos um programa para zerar a “dívida” em 24 meses. Paralelamente, inventariamos locais que com pequenas melhorias possam servir para dar atenção integral aos alunos “problemáticos”, proporcionando aulas de reforço e momentos de esporte, lazer, estímulos positivos. Ainda determinamos a revitalização e melhoria da rede de escolas “fundamentais” aparelhando-a com mais equipamentos educativos. Espera-se assim em alguns anos promover uma sociedade mais avançada, justa, imune à terrível violência que se generalizou.

vittorio.medioli@otempo.com.br

ARQUIVO PIXABAY

que cinco pessoas precisem 6 Imagine subir uma ladeira íngreme e o que

têm à disposição é apenas um carro 1.0. Elas podem escolher se fazem apenas uma viagem com todas juntas ou se irão dividir-se em dois grupos, indo um de cada vez. A maneira escolhida vai afetar o desempenho do carro e o tempo de viagem. A mesma coisa acontece com o cérebro. O órgão foi feito para receber dados o tempo todo, sem limites. Mas para aproveitar melhor sua capacidade, é preciso administrar a potência de entrada de dados. Veja em nosso site, como ajudar seu cérebro a funcionar melhor.

Dica CELULAR FORA DE HORA PODE DAR DEMISSÃO, E POR JUSTA CAUSA Um celular pode fazer você perder o emprego. Foi o que aconteceu com um serralheiro de Maringá, no Paraná. Ele não cumpriu a regra de segurança da empresa, que vedava o uso do celular durante o expediente, e foi demitido por justa causa. Confira em nosso site dicas para o uso do aparelho no emprego.

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

GERENTE COMERCIAL Alessandra Soares GERENTE INDUSTRIAL Guilherme Reis GERENTE DE CIRCULAÇÃO Isabel Santos GERENTE DE TECNOLOGIA Fábio A. Santos EDITORA EXECUTIVA Lúcia Castro

Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores, não refletindo, necessariamente, a opinião do jornal.

SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Michele Borges da Costa ADJUNTO DA SECRETARIA DE REDAÇÃO Murilo Rocha CHEFE DE REPORTAGEM Renata Nunes EDITORA Marília Mendonça REDATORAS Jessica Almeida, Lorena K. Martins e Patrícia Cassese

COMERCIAL Fone: (31) 2138-3900 Fax: (31) 2138-3920 REDAÇÃO E INDUSTRIAL Fone: (31) 2101-3000 Fax: (31) 2101-3950 ATENDIMENTO Fone: (31) 2101-3838 INTERNET faleconosco@jornalpampulha.com.br facebook.com/pampulhajornal Twitter: @jornalpampulha


reportagem

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AUTISMO> No Dia Mundial da Conscientização, um pouco da luta diária para combater estigmas O diagnóstico de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) pode, num primeiro momento, causar estranhamento, tanto para quem o recebe quanto para seus familiares. Mas esse não foi, definitivamente o caso da jornalista e relações públicas Selma Sueli Silva. Ao receber a confirmação da Síndrome de Asperger, no ano passado, aos 52 anos de idade, ela já estava mais do que enfronhada no assunto – a ponto de participar de palestras. Explicase: há nove anos, seu único filho, Victor Mendonça, recebeu a mesma identificação do médico. Dado o esclarecimento após tantos anos de dúvidas e inquietações, a família (pai incluso) se debruçou sobre o assunto – e saiu mais fortalecida, disposta a seguir adiante sem ilusões, mas com muito mais confiança. Neste final de semana, Selma e Victor, 20, estão em Montes Claros para mais um compromisso que vem se tornando rotina na vida dois: vão ministrar uma palestra. Só que a data, desta vez, traz todo um significado especial em seu bojo: é que o dia 2 de abril é o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. O marco foi criado pelas Organizações das Nações Unidas (ONU) em 2007 e tem como referência a cor azul, com a qual monumentos e prédios são iluminados de forma a chamar a atenção da população para uma questão que atinge estimadas 70 milhões de pessoas em todo o mundo – no Brasil, 2 milhões. E cujo diagnóstico precoce é importantíssimo para que o autista tenha o acompanhamento e a estimulação necessários para driblar eventuais obstáculos em seu caminho. Sim, embora a palavra “inclusão” seja cada vez mais inserida na sociedade, os autistas ainda sofrem estranhamento e mesmo certo preconceito. Estudante de gastronomia, a jovem Gabriela Martins Subutzki, 28, fala com propriedade do que é sofrer bullying. A ponto de, por um período de sua vida, ter optado pela educação à distância, para não ter que conviver com a crueldade advinda de alguns colegas da escola particular que frequentava. Não raro, a menina chegava em casa aos prantos, a ponto de não conseguir explicar o motivo do choro. “É impressionante como as pessoas podem ser cruéis. E quando mais viam que me atingia, mais riam e se divertiam. Chegava em casa arrasada”, rememora ela. A história de vida de GaPatrícia Cassese

Sem ilusões, mas com mais confiança MARIELA GUIMARÃES

bi teve uma baliza importante quando a jovem passou um ano e quatro meses na cidade de Lee, em Massachusetts, frequentando uma escola direcionada a dar o suporte necessário para que jovens (autistas ou portadores de outras síndromes e transtornos) alcancem o maior nível de independência possível. Hoje, Gabi voltou a frequentar uma sala de aula presencial. Não que tenha sido tarefa das mais fáceis. Terapeuta ocupacional e psicopedagoga, Alexandra Rangel, que acompanha Gabi, lembra que, ao saber que havia passado no vestibular, a jovem teve uma crise de choro – e não foi de alegria. Gabriela, na verdade, temia ser, mais uma vez, vítima de bullying. “Com eles, tudo é uma caminhada. Fomos trabalhando juntas, lembrando que até o início das aulas haveria tempo para ela se preparar, e até desistir, se fosse o caso”. O que acabou não acontecendo (leia mais na página 4). YOUTUBE Tal como Gabi, Victor Mendonça também é universitário. Atualmente, cursa o 5º período de jornalismo, seguindo, pois, os passos do pai e da mãe. Aliás, foi justamente o esclarecimento dos dois que propiciou que o garoto, que teve o diagnóstico de Asperger apenas aos 11 anos, não sofresse a defasagem dos estímulos que poderiam ter sido dados anos antes. Empenhado em divulgar o TEA, para evitar sofrimentos desnecessários a seus portadores (ele próprio reconhece o comportamento agressivo de tempos passados, quando chegava a se bater), Victor criou, em 2015, o canal “Mundo Asperger”, no YouTube, que já tem aproximadamente 10 mil inscritos, e 300 mil visualizações. Não só. Escreveu os livros “Outro Olhar – Reflexões de Um Autista”, autobiográfico, e “Danielle, Asperger”, ficção, ambos pela editora Manduruvá. Para se ter uma ideia, a primeira edição de “Outro Olhar” esgotou-se em dois dias. Hoje, o livro já foi enviado até para países como EUA, Japão, Portugal e Escócia.

Parceria

Mãe e filho, Selma e Victor se engajaram na luta por mais esclarecimento

O AUTISMO O que é O autismo é descrito como um transtorno de desenvolvimento que leva a severos comprometimentos de comunicação social e comportamentos restritivos e repetitivos que tipicamente se iniciam nos primeiros anos de vida. Características Cada caso é único, portanto, um autista pode manifestar um comportamento X que não se aplica a outro. Alguns podem apresentar “manias”, posturas ou ato repetitivos, rituais e mesmo autoflagelação. Congresso Em tempo: nos dias 17, 18 e 19 de abril, a UFMG recebe o congresso internacional “Autismo, Dança e Educação: Poéticas da Autoralidade”, que reunirá pesquisadores inclusive de outros países. Mais informações em congresso. autismodancaeducacao@ gmail.com

“Tudobemserdiferente”,dizo estudante(e“aspie”)VictorMendonça Bom humor. Zero lamentação. Essas são algumas das bandeiras que Selma Sueli empunha com total convicção. E que também contagiam o filho, Victor. “A gente tem uma química”, constata ela. E serenidade também. Ou, pelo menos, a busca por ela, já que ambos se converteram ao budismo. Foi em setembro passado, após uma palestra ministrada por uma mulher autista, que Selma teve o insight de que também poderia ter o transtorno – que, até então, pensava ser, em seu núcleo familiar, “exclusivo” do filho. Mas sim, ela relutou em levar a dúvida a um médico. Muitas pessoas podem se perguntar como Selma não desconfiou antes. A resposta: em mulheres, às vezes, até a variação hormonal pode mascarar o diagnóstico de autismo, bem como os clichês imputados ao sexo feminino, e ainda vigentes. Hoje, ela reconhece que muitas situações pelas quais

passou poderiam ter sido evitadas – ou entendidas – com o diagnóstico correto. Exemplo: o autista – ou “aspie”, como é carinhosamente chamado – , em geral, sofre diante de uma “desconstrução” ou falha comunicacional. E Selma passou por situações que poderiam ter tido resultados danosos – de brigas no trânsito a ter entrado em uma região extremamente perigosa após ter sido roubada. A consciência do transtorno, pois, fornece todo um instrumental que ajuda a pessoa a se auto-policiar para não frear a crise. Tanto Selma quanto Victor, por exemplo, têm um mantra budista ao qual recorrem em situações limítrofes. Agora, o momento é de se empenhar para combater estigmas, como o de que o autismo é uma deficiência. “Não, é uma característica”, frisa Selma, com a anuência de Victor, que, por sua vez, reconhece que o caminho não é dos mais fáceis. “O so-

frimento do autista é real”. De forma tal que o canal no YouTube visa fazer com que nenhuma família se sinta sozinha, e amenizar o já citado sofrimento. “Tudo bem ser diferente”, acrescenta Victor. Para Selma, o sucesso na web centra-se no bom humor, na chama da esperança mantida acesa e no foco científico constante. Vale frisar que Victor também tem uma coluna na web-rádio do Centro Universitário UNI–BH sobre o tema. Aliás, sobre a escolha profissional do filho, Selma ressalta o fato de o jornalismo fazer parte da comunicação, “que é justamente o maior gargalo para um autista”. “A gente quis transformar o carma em missão”, prossegue Selma, que, antes de encerrar a entrevista, pontua. “Não dou conta de lamentação”, diz, com seu sorriso contagiante.


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reportagem

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AUTISMO> Mesmo evitando romantismos, famílias veem avanços na lida com o transtorno

Conscientizar é preciso GABRIEL BRUZAFERRO/DIVULGAÇÃO

Patrícia Não é preciCassese so muito esforço: bastam alguns minutos de contato para se render à alegria de Francisco. Ao receberem o diagnóstico de autismo do filho, então com 1 ano e 11 meses, o casal Maria Luisa e Jardel não ficou propriamente surpreso. “Eu percebia algo que não estava no curso esperado”, diz Maria Luísa Magalhães Nogueira, 41, psicóloga que, coincidentemente, já atuava na área de psicologia social, e militava na questão da inclusão. Uma neuropediatra deu o diagnóstico. “Porque (o diagnóstico) é clínico, e, ali mesmo, naquele momento, percebi, pela fala dita de uma forma tão sensível que me marcou, que ele seria feliz do jeito dele”, diz Malu, que hoje, com Chicão (como ela o chama) já contabilizando 5 anos, sabe exatamente o que esperar. E a “cura”, no caso, não é uma palavra que esteja no seu rol de expectativas. “Aliás, critico muito essa indústria da ‘cura’ do autismo, a gente se depara com coisas absurdas, promessas que colocam muitos pais numa expectativa vazia e que submetem crianças a tratamentos inadequados”. Por outro lado, ela reconhece que há avanços, como o abandono paulatino da ligação de autismo a deficiência mental. “Hoje, sabe-se que a inteligência está preservada, não é visto mais como um destino negativo. Claro, não romantizo. Há momentos sofridos”, reconhece ela, lembrando também a questão da falta de empatia, ainda presente na sociedade. “Mesmo os que têm o chamado autismo leve, não quer dizer que não sofram muito. São alvos de bullying e muitas vezes sofrem justamente por tentarem se aproximar do mundo – e este não os acolher”.

NÃO-VERBAL No outro ponto do espectro, lembra ela, existe o autismo não-verbal. “Mas, como eles são inteligentes, acabam apresentando soluções de comunicação”. O reforço da escola, claro, é mais do que necessário. “No Brasil, houve um avanço com a Lei da Inclusão e no contexto da saúde, mas ainda sofremos com a falta de preparo no sistema público. Muitas vezes, são profissionais não devidamente gabaritados e, por isso, usam as orientações de

Sintonia

‘É uma população que requer atenção’

Malu, Chicão e Jardel: momentos difíceis existem, mas não abatem a família

forma inadequada”. Ela lembra, ainda, que muitas escolas usam artifícios para recusar a matrícula de autista. Na inocência de sua idade, Chicão vai a fonoaudiólogo (ainda não desenvolveu a fala), faz terapia ocupacional e acompanhamento pedagógico, entre outras atividades. Os pais acompanham tudo com lupa – e paciência e amor. “O autismo virou meu foco de estudo”, diz Malu, hoje envolvida

em um projeto, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), visando a conscientização de famílias e profissionais. A ideia é justamente essa: conscientizar. Com a palavra, Gabi: “Às vezes, as pessoas nos perguntam: ‘ah, mas não tem cura? Veja, não queremos ser curados. Queremos ser aceitos como somos”, diz ela, que já trabalhou até em biblioteca e, no futuro, pretende se enveredar pela confeitaria. ÁLBUM DE FAMÍLIA

Gabi: independente, ela inclusive já viveu fora do país

O UNIVERSO TEA GANHA A MÍDIA Power Rangers, o Filme No longa, que está em cartaz na cidade, o ator RJ Cyler interpreta o Ranger Azul, que está no espectro autista – aliás, por isso ganhou essa coloração. O ator fez um mea-culpa sobre seu desconhecimento sobre o tema, mas lembrou que fez questão de estudar o assunto a fundo, “por saber que significa muito para muita gente”.

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Vila Sésamo O programa norte-americano apresentou, há pouco, uma personagem autista: Julia, cujas peculiaridades serão mostradas paulatinamente ao público. A garotinha de 4 anos tem cabelos ruivos e olhos verdes. Na verdade, ela já havia sido introduzida em 2015, no especial “Enxergue as Maravilhas de Cada Criança”.

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Marcos Mion Inspirado no filho Romeo, o apresentador lançou, ano passado, o livro infantil “A Escova de Dentes Azul” (ilustrações de Fabiana Shizue), que retrata um Natal da família. Enquanto seus outros filhos pediam brinquedos modernos, roupas e tênis, Romeo nada queria além de uma escova de dentes azul.

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Nick Hornby O celebrado autor britânico tem um filho autista, Danny, e para ajudar a levantar fundos para a Tree House, escola especializada na educação de autistas, lançou, em 2002, a coletânea “Falando com o Anjo”, composta por 12 contos escritos por autores de língua inglesa contemporâneos, incluindo o ator Colin Firth.

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O diagnóstico de Transtornodo Espectro do Autismo é feito de maneira ampla, por multiprofissionais, lembra LucasGéo,psicólogocognitivo comportamental. Mas, aos pais, ele recomenda a procura inicial por um psiquiatra infantil, lembrando que,emalgunscasos, odiagnóstico pode ser feito com poucos meses de vida, “o queabreachancede umaintervenção muito mais eficaz dostratamentos”.Evitarcontato visual, ter interesse maior em objetos que pessoasenãoapontarcomodedinho podem ser características a serem analisadas. A amplitude do espectro, prossegue Géo, atualmente é compreendida em leve, moderado e severo. “Uma observação importante é o diagnóstico de Asperger, que ainda é válido, mas está na categoria de TEA leve. Na verdade, esta categorização diagnóstica ainda precisa de muita evolução. Existe uma enorme variação dentro destas categorias, por isso inclusive é que se adota a nomenclatura TEA, para simplificar e direcionar os tratamentos”. EQUÍVOCOS Entre os vários equívocos dos leigos em relação ao autismo, Lucas cita o que recai sobre os portadores do chamado “leve”. “O termo não significa pouco ou menor sofrimento, mas que os sintomas se manifestaram de forma menos intensa. Essa é uma população muito vulnerável, que requer um cuidado especial”, adverte. Rótulos dados por colegas, professores e mesmo familiares ante o desconhecimento, acrescenta ele, podem deixar marcas – caso de “chato”, “mimado”, “egoísta”. “Na verdade, não vejo outro caminho além da consciência da população, só assim é possível criar mecanismos de tolerância e desenvolvimento”. Motivo pelo qual ele saúda a data deste domingo (2). “Cria uma visibilidade fundamental. Ajuda no reconhecimento social e na luta por melhores direitos e espaços, muitas vezes negligenciado pelas autoridades e instituições. É a data de muita gente esquecida dizer que existe”.


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CENÁRIO BH Sempre Um Papo recebe o escritor Lira Neto Para o lançamento da primeira parte do livro “Uma História do Samba - As Origens”, o biógrafo Lira Neto vem a BH nesta semana, a convite do Sempre Um Papo. Nesta passagem pela cidade, o escritor também participa de um debate sobre as origens e o crescimento do samba entre os anos 1890 e 1930, onde retoma o processo de pesquisa para construção da história do samba urbano Onde Auditório da Cemig (av. Barbacena, 1200, Santo Agostinho) Quando Nesta terça (4), às 19h30 Quanto Entrada gratuita.

RENATO PARADA/DIVULGAÇÃO

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Beth Coutinho realiza stand up food em BH Em mais uma edição do “Comer, Cantar e Gargalhar”, Beth Coutinho convida o público mineiro a participar de uma viagem gastronômica. É na cozinha onde a mágica acontece: enquanto prepara um prato para degustação do público (nesta edição “Costelinha de Adão ao molho de Eva), Beth conta segredos culinários e mergulha no repertório do músico Pedro Morais Onde Galpão Paraíso (r. Cachoeira Dourada 44, Santa Efigênia) Quando Sexta (7), às 20h30 Quanto R$ 35 (incluso a degustação do prato)

FHSFA promove Bingo Solidário em BH A Fundação Hospitalar São Francisco de Assis realiza a segunda edição do Bingo Solidário. O evento visa a arrecadação de verba para a aquisição de kits de enxovais para uso dos pacientes da instituição. Os convidados podem participar do bingo e do sorteio de brindes, além de degustar o buffet Onde Espaço Floricultura (av. Raja Gabáglia, 4678, Santa Lúcia) Quando Quarta (5), às 19h30 Quanto R$ 150 (as vendas são realizadas na Unidade Concórdia - r. Itamaracá, 535, Concórdia) ou através dos telefones (31) 2126-1604 e (31) 98979-6717.

Festival troca ingresso por doação de sangue Conhecido por reunir os grandes nomes do samba e do pagode brasileiros, o Samba Prime 5 realiza, nesta edição, um novo feito. A campanha “Samba Prime Salvando Vidas” presenteia com ingressos para a área vip os 300 primeiros doadores de sangue que levarem o comprovante de doação até os pontos de venda. Em sua quinta edição, o festival conta com a presença de nomes como Thiaguinho e Belo Onde O comprovante da doação de sangue deve ser levado a um dos pontos de venda da Central de Eventos (4141-2929), no período de 3 a 8/4, das 9h às 19h.

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL (CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

O celular e seu sono árias pesquisas nos últimos anos detectaram forte relação entre o uso de celulares e aparelhos afins com a piora na qualidade do sono. Trabalhos ingleses mostram que sete em cada dez crianças e nove em cada dez adolescentes britânicos têm pelo menos um dispositivo móvel à beira da cama e a grande maioria checa o celular no meio da noite. A coluna de hoje se dedica ao impacto deste comportamento na vida e na saúde das pessoas. Um grupo de pesquisadores da universidade de Harvard (EUA) comparou o efeito da leitura de livros de papel com os leitores digitais (e-readers) antes de dormir. Eles verificaram que as pessoas que haviam lido livros digitais levavam mais tempo para adormecer e tinham um sono de pior qualidade. Como consequência, se sentiam mais cansados ao acordarem na manhã seguinte, com queda na produtividade e com um humor mais irritadiço. De igual forma, as crianças e adolescentes são afetados como os adultos. Segundo um trabalho de novembro de 2016 do King’s College London, publicado no periódico “Jama Pediatrics”, os jovens parecem ter sensação permanente de estarem conectados, mesmo que os aparelhos estejam desligados à noite, e isto interfere no padrão de sono. Outra pesquisa de 2014, publicada pelo “Canadian Journal of Public Health”, relacionou que a presença destes dispositivos móveis no quarto de crianças de 9 a 11 anos provoca piora do sono e sobrepeso. Portanto, olhar Facebook, Twitter ou Instagram pelo tablet ou Quer ver seu celular antes de dormir filho dormir e depois deixá-lo na cama, ao seu lado, pode bem? Que tal ser prejudicial para a proibir o uso e qualidade do seu sono e, por consequência, até mesmo a da sua saúde e dos jopresença de vens. O motivo? A melatonina, hormônio celulares e que ajuda as pessoas a tablets no adormecerem, tem sua produção inibida pela quarto à noite? luz que estes aparelhos emitem. Para os estudiosos sobre o tema “sono”, o uso de aparelhos eletrônicos no período da noite pode não só interferir na qualidade do sono como prejudicar a rotina no dia seguinte – especialmente no longo prazo. As pesquisas publicadas nos últimos anos revelam uma forte ligação entre privação de sono e a ocorrência de doenças como obesidade, diabetes, problemas cardiovasculares, enfraquecimento do sistema imunológico e até câncer. É importante lembrar que, até os 21 anos, o cérebro segue um processo muito ativo de desenvolvimento. E boa parte desse remodelamento neuronal acontece justamente à noite, ao dormir. Sem sono, nossas conexões podem deixar a desejar em termos de atenção, comportamento e memória. Quer ver seu filho dormir bem? Que tal proibir o uso e até mesmo a presença de celulares e tablets no quarto à noite? É bom lembrar que quanto mais os pais usam tecnologias dentro de casa maior o risco de os filhos repetirem o mesmo padrão de comportamento em seus respectivos dormitórios. Temos de dar o exemplo, reduzindo o uso destes aparelhos à noite, bem como ser mais enfático nas proibições no uso desta tecnologia na hora de ir dormir. Você pode até ficar com fama de chato, mas, provavelmente, eles agradecerão no futuro. Resumindo: celular desligado na sala e uma boa noite de sono no quarto. Faça uma boa semana.

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Proteínas, vitaminaB12e ferromerecem atençãonafase detransição Depois da operação Carne Fraca, desencadeada pela Polícia Federal, que revelou um verdadeiro escândalo na produção de alguns frigoríficos do país, as pessoas têm usado as redes sociais para manifestar indignação e, ao mesmo tempo, buscar opções para substituir a carne por outros alimentos. Segundo os especialistas, isso é totalmente possível, mas, para que seja saudável, deve ter acompanhamento especializado, de um médico ou um nutricionista. Uma pequena porção de carne é riquíssima em proteínas, ferro e, no caso das carnes vermelhas, vitamina B12, que são fundamentais para o organismo. O nutricionista George Guimarães, professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo, diz que há opções de alimentos com esses mesmos nutrientes, desde produtos de origem animal, como leite e ovo, até verduras e leguminosas. Assim, é possível manter uma alimentação equilibrada seja qual for o estilo de vida escolhido: apenas cortar a carne vermelha do cardápio, tornar-se vegetariano (sem consumir de carne alguma), ou vegano (sem ingerir nenhum produto de origem animal). “Bons Thuany Motta

MARIELA GUIMARAES

Dr. Telmo Diniz

Dieta sem exemplos são os cereais, que são ricos em vitamina B12, vegetais escuros, como couve e brócolis, que são ricos em ferro, e as leguminosas da família do feijão, como lentilha e soja, que são ricas em proteínas. Todos eles podem substituir componentes que estão contidos na carne vermelha”, explica o nutricionista. A endocrinologista Ana Paula Zanini, professora da Faculdade Ipemed de Ciências Médicas, explica os efeitos provocados pela falta dos nutrientes no organismo. “Cada pessoa precisa ingerir uma quantidade mínima de nutrientes por dia. Se não consumir, por exemplo, a quantia adequada de proteína, pode haver uma perda de energia e de força física, se for um idoso, ou uma perda da massa muscular, levando ao ganho de peso, caso seja um jovem. Já a falta de vitamina B12 pode levar à perda de memória. E a insuficiência de ferro – bastante comum em quem inicia essa transição alimentar – provoca a anemia”, diz. Um exemplo bem-sucedido é o empresário Paulo Renato de Freitas, 37. Além de não comer carne vermelha há dez anos, ele transformou esse estilo de vida em negócio. “Decidi parar de comer por motivos pessoais. No começo, sentia

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

NUTRIENTES ESSENCIAIS Para a transição da dieta sem o consumo de carne, os especialistas alertam para a importância de três nutrientes principais, além de outros, que devem estar presentes na alimentação diária de um adulto

VITAMINA B12 Pode ser encontrada em cereais matinais (flocos de milho, chia e linhaça) e alimentos à base de soja (molho de soja, farinha de soja e tofu)

A quantidade ideal é de até 4,5 g por dia, sendo 1,5 g em cada refeição A falta de B12 pode pode causar dificuldades de memória e sensação de espamos e cãimbra nos membros

FERRO Está contido nos vegetais escuros (como couve e brócolis), castanhas e leguminosas (como feijão e grão de bico) A quantidade adequada é de 10 g para os homens e de 15 g para as mulheres diariamente PROTEÍNA É uma das principais dificuldades no momento da transição. Para a pessoa que quer eliminar somente a carne vermelha da dieta, a proteína pode ser encontrada em frutos do mar (especialmente nos peixes) e nos produtos de origem animal (como leite, ovo e queijo). Já para quem deseja deixar de consumir qualquer tipo de carne e produtos de origem animal, as opções são os cogumelos, vegetais (como alface e rúcula) e os grãos (lentilhas e ervilhas)

muita dificuldade em encontrar produtos vegetarianos. Daí passei a inventar pratos por conta própria, como feijoada vegetariana e carne de hambúrguer de soja”, lembra. Ele começou cozinhando para os amigos e parentes e, hoje, tem quatro food trucks de comida vegetariana em Belo Horizonte. Para quem deseja começar uma dieta sem carne vermelha, a endocrinologista Ana Paula lembra que, além de fazer essa mudança com acompanhamento profissional, seja de um nutricionista ou de um endocrinologis-

A ausência pode provocar anemia, causando fadiga, palpitações cardíacas e palidez A quantidade, por dia, deve ser de 1 g para cada quilo do peso ideal. Por exemplo, se a pessoa tem 80 quilos, mas o peso correto são 70 quilos, apenas 70 g de proteína devem ser consumidas Sem a quantidade suficiente, pode causar coagulação inadequada do sangue e comprometer o crescimento dos tecidos da pele, ossos e músculos

ta, a pessoa deve consumir alimentos que tenham vitamina B12, ferro e proteínas em uma quantidade equivalente à da carne. “Por exemplo, 100 g de couve, jamais oferecerão a mesma quantidade de ferro que 100 g de carne bovina”, afirma. Essa compensação não é feita apenas com os alimentos naturais, como legumes, verduras e frutas. “Se for constatada a necessidade pelo profissional de saúde que acompanha, podem ser usados suplementos alimentares”, diz. Os suplementos são muito utilizados por atletas, pessoas que praticam esportes que exigem força, ou quem tem deficiência de algum nutriente específico, mas devem ser consumidos com orientação.

Paulo Renato não come carne vermelha e transformou o estilo de vida em negócio


reportagem

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BITHIN DAS/MSF

carne Canal no YouTube ensina receitas veganas Vegetariano há 25 anos e vegano há cinco, o apresentador do canal do YouTube VegetariRango, Flavio Giusti, 40, prova que a vida sem carne e outros produtos de origem animal não precisa ser sem sabor. “Nunca fui cozinheiro, sou ator, palhaço, publicitário, professor de ioga, designer, mas o programa é uma questão de honra, para mostrar que é possível comer versões veganas”, conta ele, que apresenta, com muito bom humor, receitas fáceis e também elaboradas. No canal, que tem mais de 128 mil inscritos, Flavio ensina a fazer bolos, coxi-

nha de jaca, salame de chocolate, salgados, entre outras delícias. Sua história sem carne começou quando viu uma palestra de um médico vegetariano. “Fiz uma experiência sem carne durante uma semana, um mês, um ano e foi. A princípio, você tem um motivo para começar e, com o tempo, tem dezenas, e depois não faz mais sentido matar um animal para você sobreviver”, acredita. Flavio relata ainda que, quando começou a nova conduta, não havia tanta informação sobre vegetarianismo e veganismo. “Mas hoje a internet possibilitou

muito mais que as pessoas saibam sobre as coisas. O veganismo vai além da dieta. É uma questão ética e moral de poupar o sofrimento dos animais e do ecossistema”, afirma Flavio, que questiona a indústria que envolve produtos de origem animal. Além disso, ele garante que seus hábitos alimentares o ajudaram até a ganhar massa muscular. “Passei a usar proteína do arroz, da ervilha e comecei a ver resultado”, afirma, completando que esbanja saúde. “Ninguém diz que tenho 40 anos”, comenta. (Andréa Juste) FLAVIO GIUSTI/DIVULGAÇÃO

Flavio Giusti, 40, apresenta várias receitas no canal VegetariRango

Novos medicamentos devem ser corretamente ministrados para evitar resistência

Alerta de tuberculose multirresistente Paris. Novos medicamentos para tratar a tuberculose multirresistente podem se tornar rapidamente ineficazes se não forem utilizados da forma correta. Antibióticos como a bedaquilina, delamanida e a linezolida foram adicionados recentemente ao arsenal de medicamentos, mas estão diminuindo sua eficácia conforme a bactéria da doença desenvolve resistência a uma gama cada vez maior de tratamentos. O controle sobre a indicação e o uso desses medicamentos tem que ser aumentado, ou “seu efeito pode ser perdido rapidamente”, segundo estudo publicado na revista “The Lancet Respiratory Medicine”. A resistência a antibióticos pode se desenvolver quando um medicamento prescrito falha ao tentar matar uma bactéria alvo, seja porque é o medicamento errado ou a dose errada ou se não for tomado como deveria. Mas uma cepa resistente pode passar diretamente de uma pessoa para outra, tornando a doença muito mais cara e difícil de tratar. Houve uma longa pausa no desenvolvimento de medicamentos para tuberculose até o lançamento do último grande anti-

biótico, a rifampicina, aprovada nos anos 1970. Mas novos medicamentos começaram recentemente a entrar para a lista de tratamento de pacientes que não respondem à gama existente. Estudos preliminares com linezolida, bedaquilina e delamanida mostraram que eles “melhoram substancialmente os resultados dos tratamentos, dando esperança para pacientes que foram considerados anteriormente impossíveis de tratar”, diz o relatório. “Apesar disso, sem um investimento que promova o acesso aos novos tratamentos, incluindo ciclos menores com menos efeitos adversos, os medicamentos eficazes vão se tornar escassos de novo enquanto a resistência evolui ”, alerta o relatório. A tuberculose mata mais pessoas a cada ano do que qualquer outra doença infecciosa. Em 2015, segundo estimativas, foram 1,8 milhão de pessoas mortas pela doença em todo o mundo – 60% delas vivem na Índia, Indonésia, China, Nigéria, Paquistão e África do Sul. Segundo a Organização Mundial da Saúde, na lista dos 30 países que concentram a maior carga da doença, o Brasil ocupa a 20ª posição.


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sociedade

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DOLCEVITA FIM DE FESTA

A

classe média foi expulsa do paraíso. E pior do que não ter é ter e perder. A gente não sente falta do que nunca teve. Mas provar, gostar e perder é muito ruim. Como escreveu Zuggi Almeida, a classe média fez as malas para uma longa viagem e nem sabe se volta. E parte com a leve impressão de que já vai tarde. Achou que pertencia às elites, mas o anel que ganhou era de vidro e se quebrou.

FIM DE SONHO

P

osou de rica e saiu mal na foto. Bye bye apartamento financiado na zona sul. Adeus carro bacana com as prestações atrasadas. Tchau filho formado com pós-graduação no exterior. Roupas, jantares e viagens internacionais. Bom dia, medo da aposentadoria e do plano de saúde da família.

FIM DO TÚNEL

S

aem as viagens de avião e, se bobear, não há dinheiro nem pra ônibus. Sem falar em hotel, restaurantes e compras. Pobre é pobre, rico é rico e a alegria de classe média dura pouco. “Ilusão de vodca, ilha da fantasia”.

FIM DA FANTASIA

D

entro da mala, apenas uma panela amassada, uma camisa amarela ou da seleção brasileira desbotada, amarrotada e muito Engov pra ressaca, claro! Tem muita gente aí se identificando com cachor-

ro vendo frango rodar na padaria. O bom e velho Brasil de volta ao Brasil.

SUPER DIVERSO

O

Programa Paulo Navarro, em sua próxima edição, traz o lançamento da 30ª edição da revista “Diverso”, de Bruno Marinho. Na capa, o jornalista e apresentador Pedro Andrade que falou sobre a carreira de modelo, dicas de Nova York, a gratidão ao colega de bancada no Manhattan Connection Lucas Mendes, suas predileções e seu programa “Pedro pelo Mundo”. O evento aconteceu na boate NaSala e foi animado pelo músico Kadu Vianna.

A BOA MINEIRA

E

m entrevista à coluna, a bela e múltipla Ana Paula Renault, mais conhecida, injustamente, como ex-BBB, disse que em breve volta à TV com um programa. Projetos e convites não faltam. Mas ela, boa mineira que é – e bota boa nisso – esconde os detalhes. Tão mineira que o BBB não a afetou, “continuo a mesma pessoa, priorizando Belo Horizonte e Minas”.

A ÓTIMA MINEIRA

M

as Ana Paula escolheu Belo Horizonte, São Paulo ou Rio? “Continuo aqui. Mas, este ano, em dois meses, fiquei só cinco dias em BH”. O homem mineiro também leva vantagem: “Sou bairrista. São mais dóceis, afáveis e amáveis”. Os outros “têm muito dessa de business, muito de correr atrás. Não que seja errado, mas o pessoal de Minas é mais familiar. Prezo muito isso”.

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com EDY FERNANDES

Na super festa de lançamento da revista “Diverso”, o anfitrião Bruno Marinho e o garoto da capa, Pedro Andrade

lançaperfume

O SORRISO DE RIZA

E

m outra entrevista, Riza Braga, dona do blog automotivo “Se Meu Carro Falasse”, que cresceu e virou um portal de notícias. É também apaixonada pelo jornalismo: “A comunicação veio quando vi que, por mais exata que seja a matemática, você não consegue fazer nada sem entender o outro de uma forma geral, não consegue fazer nenhum projeto rodar. E para você entender, você precisa escutar. E depois que você escuta e você entende, você se torna um meio de comunicação”.

revenda de automóveis, laboratórios etc. São as queridas visitas da vez.

DURA LEX

A

16ª Câmara Cível de Minas Gerais inovou, numa boa.

Determinou que um exnoivo pague, à ex-companheira, a metade do valor gasto na festa de casamento dos dois, que não chegou a acontecer. Tudo porque o rapaz terminou a relação na véspera de subir ao altar. LECA NOVO/DIVULGAÇÃO

no último no sábado, no Ponteio Lar Shopping. O motivo foi o fechamento de sua Maison em Lourdes. Mas avisa: a marca segue firme e forte! Jantar do Bem, 6 Oda8ºAssociação Mineira

de Reabilitação (AMR), brilhou no restaurante japonês Kei. Os recursos vão para a reabilitação e inclusão social de mais de 500 crianças e adolescentes carentes com deficiência. Museu de 6 OSant’Ana apresenta a

exposição “Assemblages de Sant’Ana”, da artista plástica Zélia Mendonça, de 13 a 17 de abril, Tiradentes.

REVEZAMENTO DE PROBLEMAS

M

oradores do entorno da Lagoa Seca, no Belvedere, aplaudem a iniciativa do prefeito Kalil de canalizar a Sudecap para a capina do parque. Com o adeus aos pernilongos vieram os “enxames” de vendedores de imobiliárias,

Dzenk promo6 Victor veu um “garage sale”,

4, às 19h, a Manoel 6 Dia Bernardes lança sua co-

Julia Marinho e Raquel Coelho embelezando a festa da diverso que aconteceu na boate NaSala

leção outono inverno como o tema Vida, ao som da Orquestra de Ouro Preto, na sede da Caparaó, Funcionários. Os comensais deleitar-se-ão também com coquetel e as peças da joalheria.

DE BANDEJA Alessa faz 10 anos com sobremesas diferenciadas A Alessa Gelato & Caffè está completando dez anos e vai comemorar em grandíssimo estilo. A cada mês, um chef convidado criará uma receita autoral, exclusiva, que fará parte do cardápio da casa e também dos seus próprios restaurantes a partir de abril. Os clientes que experimentarem todas as sobremesas, ao final da ação, receberão um livro com todas as receitas e também sorvetes para repetir em casa as criações Para a estreia do próximo mês, o convidado é o chef Leonardo Paixão, do Glouton.

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SAMUEL AGUIAR / O TEMPO 17.04.2012

McDonald's lança sanduíche mexicano O McDonald’s acaba de lançar o novo sanduíche da Linha Signature, a plataforma de lanches gourmet da rede. O Original Mex é uma leitura mexicana do tradicional hambúrguer. As duas carnes e duas fatias de queijo vêm em um pão especial. A guacamole fresca com tomate picado e salsa dão as notas do tradicional sabor da culinária mexicana, sem esquecer, é claro, do tempero picante. As opções gourmet também ganharam o acompanhamento de batatas rústicas fritas. Para sobremesa, a rede ainda criou o Mc Flury de Laka e Diamante Negro.

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TOM NETTOS/DIVULGAÇÃO


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ESPAÇO GOURMET FRED MAGNO

Chope em casa

A recém-inaugurada Fürst Tap Room possui uma Growler Station

A praticidade dos growlers

Growler 6 “Mé” do Mussum é

Modelo 6 Décor confeccionado

em porcelana com fechamento de pressão e capacidade de 2 litros Quanto R$ 80 Onde Krug Bier (31) 2535-1122

Growler Station da Backer no Super Nosso, no bairro Buritis

Mapa da mina Para facilitar a localização de estações de chopes na cidade e comprar a bebida fresca, foi lançado, em janeiro deste ano, um aplicativo. Chamado de Growler Go, o app mapeia pontos onde você pode levar a garrafa e também traz cervejarias, rótulos, produtos e promoções, bem como a localização e o horário de funcionamento de cada estação. “É uma ferramenta muito útil neste momento, porque ainda são dispersas as informações sobre local e preços para abastecer o vasilhame. Já temos quase 200 estabelecimentos georrefe-

renciados no aplicativo, englobando todas as regiões do país”, explica Fabiana Arreguy, jornalista e sommelier de cervejas, também sócia na solução. Uma das primeiras growler stations a chegar na cidade foi no supermercado Super Nosso, nas unidades do bairro Buritis e no Vale do Sereno. Em parceria com a cervejaria mineira Backer, são vendidos uma média de 3 mil a 3,5 mil litros de chope por mês. Além de disponibilizar 16 rótulos da bebida, eles também comercializam os growlers em modelos de vidro e de porcelana.

DIVULGAÇÃO

para os bebedeiros de plantão e cabem 2 litros Quanto R$ 129,99 Onde www.thebeerplanet.com.br

6 Caveirismo Feito em ce-

râmica para transportar o chope fresco com estilo Quanto R$ 130 Onde www.mestre-cervejeiro.com

DIVULGAÇÃO

Lorena K. Cervejeiros Martins de plantão, principalmente os admiradores de cervejas artesanais, ganharam mais um bom motivo paraapreciara bebidae reinventar a forma de servi-la. E em casa. O que motivou a maniaé umagarrafachamada growler, que armazena o chope mantendo o aroma e o frescor por até três dias na geladeira. “Lá fora, como nos Estados Unidos e na Europa, é comum esse tipo de recipiente, mas em BH é ainda recente. A ideia é pulverizar essa moda das pessoas levarem o chope fresco para a casa”, explica Paula Lebbos, diretora de marketing da cervejaria Backer. Para incentivar o consumo, o estabelecimento criou até promoção. “O mesmo chope que servimos no pub é o que a pessoa pode levar pra casa ou comprar para levar para uma festa. A diferença é que ela abastecendo o gro-

Vitrine

BÁRBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO

Naondada garrafaque conservasabore frescordabebida

wler fica ainda mais barato o litro”, completa. Geralmente, os garrafões variam de 1 a 5 litros e são fabricados em porcelana, cerâmicaouvidronacorâmbarpara evitar a penetração da luz solar e, assim, conservar o sabor da bebida. O fechamento, com tampas especiais de rosca ou pressão, lacram o chope, evitando a perda de gás carbônico para conservar frescor por alguns dias. Por não ser retornável, virou até item de colecionador. “O growler se tornou também um objeto de desejo para os homens. Eles gostam de andar com a garrafa até encontrar um local para abastecê-la”, conta. As garrafas podem ser compradas em bares, direto nas cervejarias ou em lojas especializadas – as chamadas growlers stations. A cervejaria KrugBier, porexemplo,já conta com growlers de fabricação própria e dez pontos de venda e abastecimento na capital. Foi de olho nessa demanda que a recém-inaugurada Fürst Tap Room trouxe como novidade o growler feito de PET, que começa a ser adotado pelos clientes por causa do preço mais em conta. No estabelecimento, a versão custa apenas R$ 2, e tem capacidade de 1 litro. Só não experimenta quem não quer.

CADU BRANDÃO/DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

6 Garrafão Feito em vi-

dro, este tem capacidade para 1,9 litro de chope bem gelado, de preferência Quanto R$25 Onde Verdemar Buritis (31) 3313-4223


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almanaque PRATA DA CASA> Grace Passô apresenta o premiado “Vaga Carne” pela primeira vez na cidade natal KELLY KNEVELS/DIVULGAÇÃO

Movida pelo Jessica exercício de Almeida criar personagens que não fossem seres humanos claramente reconhecíveis, a atriz, diretora e dramaturga Grace Passô acabou concebendo uma voz errante capaz de se incorporar em qualquer matéria sólida, líquida ou gasosa. Essa voz encontra um corpo inerte, com dificuldades de agir no mundo e, ao ocupá-lo, levanta uma série de questionamentos. O texto, que a princípio tinha sido pensado para ser publicado, foi lido na edição de 2013 do projeto Janela de Dramaturgia e, a partir dali, despertou em Grace a vontade de montá-lo. Contemplado no início de março pelo Prêmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro na categoria autor, o espetáculo “Vaga Carne”, que será apresentado em Belo Horizonte pela primeira vez a partir da próxima quarta (5), como parte do projeto OFF Cena – Cena e Processo, do Sesc Palladium, é fruto desse desejo. No palco, somente a atriz e seu corpo. Habitando a mulher, a voz fala, fala, fala, em busca de significados: do mundo, das coisas, da sua própria fala. “Nosso mundo hoje, e especificamente o Brasil, vive um processo de transformação muito grande, uma necessidade de ressignificação de uma série de instâncias da nossa sociedade. São tempos de transformação profunda e tenho a impressão de que estamos aprendendo a reorganizar nossa fala, a redimensionar nossos discursos. O texto, de alguma forma, toca isso metaforicamente. Esse personagem, que é a voz, corre atrás incessantemente de entender o significado das coisas, de conseguir narrálas e descrevê-las como se assim pudesse apreender o mundo”, explica. Essa dinâmica, ela pondera, seria uma metáfora precisa do nosso tempo. “Temos tentado nomear e renomear coisas essenciais da nossa convivência e da nossa sociedade. O ‘Vaga Carne’ traz a busca das palavras como uma metáfora dessa tentativa atual de entender e nomear nossa sociedade,

Qua. a sáb. 5 a 8.abr.

Em solo mineiro

Prêmio Shell

Grace recebeu o segundo Prêmio Shell de sua carreira pela autoria do texto de “Vaga Carne”

o que estamos vivendo, criar valores para as esferas em que a gente vive”, completa. Outra questão metafórica do nosso tempo apontada pela atriz é o fato de que, ao ser atravessado pela voz, o corpo passa a se mover. “A invasão faz

o corpo mover e vagar pela cena. Hoje definitivamente todos nós estamos profundamente atravessados por inúmeras vozes, discursos potentes”, observa. DINÂMICA O espetáculo não tem

uma narrativa linear e nem se propõe a trazer algum tipo de moral ou conclusão. O espaço da cena é usado como lugar de reflexão, levando o público a questionar seu próprio olhar. Nesse sentido, utiliza elementos essenciais do teatro pa-

ra ser uma performance que escancaradamente busca a relação com o espectador o tempo inteiro. Por isso, não se trata de um monólogo, mas de um solo. Para criar a encenação de “Vaga Carne”, Grace contou com a colaboração

de antigos parceiros, como a bailarina Kenia Dias, a atriz Nadja Naira (da Companhia Brasileira de Teatro), o cineasta e diretor de teatro Ricardo Alves Jr. e a socióloga e Nina Bittencourt, que desempenharam o papel de “provocadores”. O trabalho inaugura o projeto Grãos da Imagem, que tem como cerne a discussão sobre a noção de identidade no nosso tempo num nível radical de experimentação. O novo espetáculo da iniciativa deve ter início ainda este ano. Também este ano, Grace integra o elenco de “Preto”, nome provisório do novo espetáculo da Cia. Brasileira de Teatro, um desdobramento de “Projeto Brasil” (2015), com direção de Marcio Abreu. Ao atravessar questões essenciais da imagem da atriz, o espetáculo incita o público, entre outras reflexões, pensar no que é ser uma mulher negra. Embora o racismo e a condição do negro não se configurem como tema de “Vaga Carne”, são questões que concernem Grace enquanto artista. “Existe uma potência feroz dos artistas negros, das militâncias, da intelectualidade negra. A negritude hoje no Brasil é uma das poucas instâncias onde é possível ver o crescimento do país num momento tão caótico, de tanta barbárie na sociedade e política brasileira. Há um farol que é uma negritude em ação, ensinando, trazendo reflexões e posicionamentos sobre o que é o Brasil”, afirma. CINEMA Além dos projetos no teatro, estão previstas para este ano as estreias de dois filmes que a atriz gravou no ano passado: “No Coração do Mundo”, do coletivo Filmes de Plástico, e “Praça Paris”, de Lucia Murat. “Possivelmente, esses dois vão ser lançados este ano e provavelmente vou filmar um novo trabalho com o André (Novais Oliveira, também do Filmes de Plástico)”, adianta.

> Vaga Carne

Com Grace Passô Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dias 5 (quarta) a 8 (sábado), às 21h, com sessões extras no dia 7 (sexta), às 19h, e no dia 8 (sábado), às 18h. R$ 20 (inteira).


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ARTES CÊNICAS A prosa de Mia Couto em cena A Companhia de Teatro Amok, do Rio de Janeiro, é lugar de gente inquieta. Atento a temas sensíveis à sociedade, o grupo passou sete anos pensando – e fazendo pensar – questões relacionadas à guerra. Agora, volta sua atenção para as narrativas de matriz africana. É neste contexto que emerge a peça “Cadernos de Kindzu”, que estreia na próxima quinta-feira (6), no CCBB BH. A montagem – uma releitura da prosa poética de Mia Couto “Terra Sonâmbula” (1992) – faz paralelos entre a Moçambique pós-independência do celebrado autor com o Brasil contemporâneo. Para quem conhece a obra de Couto, é bom frisar: a montagem não é uma adaptação. “Difícil definir, mas está mais para uma releitura”, explica a diretora Ana Teixeira – que, com Stephane Brodt, foi indicada ao Prêmio Shell de melhor direção e Prêmio Botequim Cultural de melhor autor. Das diferenças entre obra original e o espetáculo, a diretora destaca que a peça “trabalha apenas uma das histórias do livro, que, por sua vez, alterna entre dois universos”. Outro aspecto que diferencia livro e Alex Bessas

qui. a seg. 6.abr. a 8.mai

DANIEL BARBOZA/DICULGAÇÃO

Em cena, Sérgio Ricardo Loureiro e Thiago Catarino (dir.), indicado ao Prêmio Shell de melhor ator

teatro foi a necessidade de dar “uma essência cênica para o personagem”. Apesar disso, o “trabalho se manteve fiel ao texto brilhante e tão particular do Mia Couto”, garante. MOÇAMBIQUE E BRASIL A peça narra a saga de Kindzu, um homem que está fugindo da guerra civil que assombra Moçambique. Por essa razão, a imigração “é um tema inevitavelmente abordado”. Além do assunto, con-

Sabor de infância sob olhar adulto Foi por acaso que o livro “Nu de Botas” (2013), do cronista Antonio Prata, caiu nas mãos da diretora carioca Cristina Moura. Permeada de histórias da infância do autor, em São Paulo, nos anos 1980, a leitura a tocou de maneira inesperada. “Houve uma identificação imediata, são textos muitíssimo bem escritos, cheios de poesia, falam muito do humano. Além de ser divertidíssimo. Não sou de riso solto, mas me peguei rindo sozinha várias vezes. Ele ativa a memória sem ser nostálgico de uma forma muito inteligente”, comenta. Assim, ela foi fisgada para criar a dramaturgia do espetáculo de mesmo nome do livro, que faz temporada de quase um mês no CCBB

temporâneo, o grupo identificou também paralelos com o cotidiano brasileiro. “Imagens da guerra moçambicana remetem ao dia a dia da juventude negra no Brasil atual. Ao falar da instabilidade de Moçambique pós-independência, também pensamos o instável cenário brasileiro, a perda de direitos...”, enumera a diretora. Para dar forma à narrativa, a música é elemento corrente. As composições, indicadas aos prêmios Shell e APTR, foram compostas espe-

cialmente para o espetáculo. “Fazemos uso da música não apenas para ambientação. Ela está presente na construção da dramaturgia”, diz. A escolha, aliás, dialoga com a trajetória iniciada com o espetáculo antecessor, “Salina (A Última Vértebra)”, quando a Cia. Amok passou a investigar formas narrativas de matriz africana, afinal, “não existe vida na África separada da música”, arremata a diretora. Ainda no campo sonoro, a companhia brinca com a fo-

nética e com os vários jeitos de falar português. A unidade linguística ganha ares múltiplos: ora os dizeres soam com sotaque moçambicano, ora português, ora brasileiro. ONÍRICO Quase um mantra, repetido várias vezes em “Terra Sonâmbula”, o ato de sonhar é aspecto fundamental da narrativa. Tal quimera, que tem contornos de resistência, será emanada do palco, garante Ana. E se falando em sonhos, a

vinda para a capital mineira é, sim, a realização de um. “Passamos muito tempo sem ir para BH”, diz, lembrando que de nove espetáculos da companhia, apenas dois foram apresentados na cidade. Por isso, diz, estão todos felizes com a passagem por aqui.

Cadernos de >Kindzu

Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Estreia quinta (6). Temporada sempre das quintas às segundas, às 19h. R$ 20 (inteira). Até 8/5

RENATO MANGOLIN/DIVULGAÇÃO

Sex. a seg. 7.abr. a 1º.mai.

cios do teatro contemporâneo, que não é literal e evoca muitas imagens”, afirma a diretora. Embora trate de histórias de infância, o espetáculo traz um ponto de vista adulto.

Espetáculo é adaptação do livro de Antonio Prata

BH, a partir da próxima sexta (7). Mais do que a qualidade do texto em si, a diretora acredita que ele é necessário em tempos como os que vivemos e chama o que ele promove de “alegria revolucionária”. “Há coisas muito sérias acontecendo no nosso país e no mundo, e é importante tratar delas diariamente. Mas não devemos perder o fundamento pela vida, o humano, e falar também das coisas boas”, argu-

menta. “Sou uma apaixonada por gente, por seres humanos. Nossa força está aí e temos que cuidar pra não nos afastarmos dela. O livro faz isso de uma maneira não convencional e transversal. Todo mundo já passou por situações como as que ele narra, viagem com amigos, um amor impossível, separação dos pais. Momentos em que achamos que controlamos o mundo e depois percebemos que não”.

Fazer a adaptação foi, para Cristina, um exercício da palavra. Ela se esforçou para manter os textos o máximo possível na íntegra e os distribuiu entre os cinco atores em cena – três mulheres e dois homens –, todos interpretando Antonio. “Ele é muito imagético e o processo de adaptação girou em torno da construção dessas imagens nas ações cênicas, usando artifí-

MÚSICA E MEMÓRIA Amarrando os elementos cênicos, entra a direção musical de Domenico Lancellotti. “É um parceiro de muitos anos e muitos projetos. A música são composições para piano, quase versões de uma mesma música, que trabalha nessa ideia de memória. Como aquela melodia que a gente lembra lá longe, mas não identificamos muito bem”, explica. O resultado do conjunto foi aprovado pelo próprio Antonio Prata, que foi assistir à peça. “Ele disse que ficou melhor que o livro. Imagina ouvir isso do autor. Foi uma brincadeira, mas ele é super parceiro. E é nisso que eu acredito, nas criações em parceria”, conclui. (Jessica Almeida)

> Nu de Botas

Dir.: Cristina Moura CCBB BH (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 7 de abril a 1º de maio. De sexta a segunda, às 20h. R$ 20 (inteira).


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almanaque

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ARTES CÊNICAS Terça Insana faz piada do cotidiano Se o humorista José Simão já cravou que “o Brasil é o país da piada pronta”, o projeto Terça Insana entendeu bem o recado. O espetáculo “Terça Insana – Grace Gianoukas Recebe”, que pousa em Belo Horizonte no próximo sábado (8), faz do real insólito combustível do seu humor. “Pedimos licença poética e gargalhante de tudo isso”, resume a atriz e diretora Grace Gianoukas, idealizadora do projeto. Como tempero cênico, situações absurdas em um talk show para entreter os passageiros de um avião que não decola – paralelo da ideia de um país com potencial, mas que não acontece. A interação com o público, portanto, é outro ponto do espetáculo: o próprio Teatro Bradesco passa a ser a aeronave, e o público, como passageiro, está inserido em todo desenrolar da peça. É a própria Grace Giannoukas quem explica, entusiasmada, a dinâmica da montagem. “Logo na entrada, o público vai se deparar comigo, como uma aeromoça, dando as boas vindas”. Algumas situações se desenrolam até que, “sem que a aeronave decole, começa um programa de entretenimento”, explica. Nesta sátira de programas de TV, Grace apresenta vários quadros. Entre eles, diz sobre tendências da moda. “Eu falo sobre o que está bombando no mundo inteiro: o fundaAlex Bessas

teatro adulto A MORTE DO DJ EM PARIS Dir. Walmir José. Com Luiz Arthur Professor de francês oscila entre realidade e fantasia e transforma sótão do sobrado onde mora numa Paris imaginária. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Sex. (7) e sáb. (8), às 20h; dom. (9), às 19h. R$ 20 (inteira).

BAIXA SOCIEDADE Dir. Roza Maria Oliveira Com Roberto Casavelha, Alaide Albino, Michelle Martuchelli Uma sátira política ao popular “jeitinho brasileiro” e às corrupções cotidianas. Teatro Santo Agostinho (r. dos Aimorés, 2679, Lourdes, 3291-5340). Neste sáb. (1°), às 20h30; dom. (2), às 19h. R$ 15.

Sáb. 8.abr.

de Dança no projeto ao Meio Dia 6 Cia A Cia de Dança Palácio das Artes vai

integrar o projeto da FCS de apresentações gratuitas ao meio dia. Na estreia, será apresentado espetáculo baseado no oratório Messias, de Haendel. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro) Quando Terça (4), às 12h Quanto Entrada franca.

PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO

Grace Gianoukas viveu a ricaça Teodora Abdala na novela global “Haja Coração”

mentalismo”, ironiza. Como na TV, ela também fala sobre economia. “Dou dicas sobre como poupar na crise, quando conto de uma empregada que trabalha comigo há 14 anos e que agora inventou de querer carteira assinada...”, adianta, entre risadas. Ironizando o pensamento de uma “direita escravagista” – como define a personagem –, a patroa convence a doméstica a ser sua assistente de palco. É quando o público conhece Sheila, interpretada pelo ator Darwin Demarchi, “uma figura muito brasileira, otimista”, resume. A metralhadora de críticas segue disparando piadas ácidas. Ao falar de beleza, Grace sugere a aplicação da “lama da Samarco, que faz cair a pele velha, deixando só os músculos!

Não é uma maravilha?”, diz, acintosa. Ainda há espaço para interagir com uma passageira ansiosa, uma fumante inveterada, interpretada por Rita Murai. E “como todo programa de entretenimento, faço uma entrevista com um empreendedor, um visionário”. O empresário em questão, “que está lançando uma nova linha vintage”, é o próprio Aedes Aegypti (Darwin Demarchi). Característica da montagem, o espetáculo prima em se manter atual. “Quando a gente acha que tem alguma coisa que vale a pena ser pontuada, incorpora”, explica. “Por exemplo, essa coisa de achar que mulher é importante para economia porque vai ao supermercado. É lógico que essas coisas vão parar no palco”, pontua, fazendo referência ao discur-

so do presidente Michel Temer no Dia Internacional da Mulher. É por conta dessa versatilidade que o Terça Insana acumula números expressivos. Na estrada desde 2001, o projeto tem repertório de 500 cenas com textos e personagens originais e mais de 400 artistas passaram pelo seu palco. Mesmo assim, algumas personagens benquistas do público, como a Santa Paciência e a Cinderela, uma traficante de drogas na esquete, se mantêm presentes na montagem e também ganham o palco no espetáculo em BH.

opostos através da nudez. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 19h. R$ 20 (inteira).

A CAIXINHA DE PAPELÃO

Dir. Dudude Hermann Com Heloísa Domingues Membrança é uma palavra criada para uma dança que investiga e explora a relação entre os registros da experiência que ficam impregnados nas células dos tecidos do corpo e a membrana celular. Espaço Ambiente (r. Grão Pará, 185, Santa Efigênia). Sex., sáb. e dom., às 20h. Entrada gratuita. Até 9/4.

GUARA-PA-RIR Dir. Maurício Canguçi e Ílvio Amaral Com Kayete e Guilherme Oliveira Férias de Agnaldo e Cleusa em Guarapari. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

NU DE BOTAS (Leia mais na página 11)

OS CADERNOS DE KINDZU (Leia mais na página 11)

Dir. coletiva Com A Patela Cia Garoto ganha uma caixinha de papelão de presente e vive aventuras. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (1°) e dom. (2), às 16h. R$ 30 (inteira).

PINOCCHIO Dir. Beatriz Apocalypse, Marcos Malafaia e Ulisses Tavares. Com Grupo Giramundo A história do boneco de madeira criado pelo marceneiro Geppetto, cujo nariz cresce quando fala mentiras. Museu Giramundo (r. Varginha, 235, Floresta, 3446-0686). Sáb. e dom., às 19h. R$ 15. Até 9/4.

VAGA CARNE (Leia mais na página 10)

DANADOS Dir. Cynthia Paulino. Com Companhia Teatro Adulto O espetáculo questiona verdades e os

DIVULGAÇÃO

NETUN LIMA/DIVULGAÇÃO

dança

teatro infantil MEMBRANÇA

Insana – >GraceTerça Gianoukas Recebe

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Sábado (8), às 21h. R$ 60 (setor 1, inteira) e R$ 40 (setor 2, inteira).

musical CARAVANA TONTERIA Dir. Arrigo Barnabé Com Letícia Sabatella Ambientado simbolicamente em um cabaré itinerante, o show cênico traz canções autorais e outras de grandes referências da música universal. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (1°), às 20h; dom. (2), às 18h. R$ 50 (inteira).

para a ópera “Norma” 6 Ingressos Já estão à venda os ingressos para a

ópera “Norma”, de Vincenzo Bellini, com récitas previstas para os dias 21, 23, 25, 27 e 29 de abril, no Palácio das Artes, a preços populares: R$60 (inteira). Os ingressos podem ser adquiridos nas bilheterias do teatro (av. Afonso Pena, 1537, centro) ou pelo site ingressorapido.com.br.

ISMAR LEAL/DIVULGAÇÃO

trazida ao Francisco Nunes 6 Espanha De volta aos palcos, a Cia de Baile Fla-

menco, conduzida por Fátima Carretero apresenta “Legado Andalusí”. O espetáculo reúne elementos da cultura espanhola em cena Onde Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal) Quando Neste sábado (1°), às 20h, e domingo (2), às 19h Quanto R$ 30 (inteira).

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (1°) Trago Verdades (Com Débora Vieira) Destinatário (Com Michele Bernardino) Quadros de Ophelia (Com Jessica Tamietti) Domingo (2) Entre por essa porta agora (Com Odilon Esteves) Sapato Bicolor (Com Fabiano Persi) Quadros de Ophelia (Com Jessica Tamietti) La Movida Microteatro Bar (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). Sex. e sáb., das 18h às 1h30; dom., das 17h às 23h30. R$ 8 (por peça).


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MÚSICA As voltas na música de Silva Não é exagero dizer que o disco “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor” (2000), da carioca Marisa Monte, deixou marcas indeléveis em um Lúcio Silva ainda menino. E, nessas voltas curiosas que a vida dá, dezessete anos depois de travar contato com a obra, o capixaba canta quatro de suas faixas na turnê do álbum “Silva canta Marisa” (2016). Silva, diga-se, não esconde a admiração pela cantora que homenageia. “Marisa é uma das minhas cantoras prediletas. Eu sempre a ouvi, sempre tocou aqui em casa”, diz. A musicalidade da artista, sem dúvida, faz parte não só do vasto referencial do cantor, mas também está impregnada à sua vida. “Marisa fez parte do começo da adolescência. Alex Bessas

‘Memórias, Crônicas e Declarações de Amor’ conheci aos 12 anos, quando começavam a florescer paixões”, lembra afetuosamente. Hoje, aos 28, ele se esmera em produzir um repertório de solidez. De 2012 para cá, foramquatroCDs lançados,sendotrês autorais. O último, “Silva canta Marisa”, marca um momento particular em sua carreira, em que dá uma pausa para tomar um fôlego nas composições e gravar outros artistas. “Quando comecei, foi de um jeito bem indie, com influências da gringa... Agora, tenhome voltado para a música brasileira”, explica. AMIZADE A história do novo CD começou de maneira despretensiosa: Silva foi convidado a participar do programa “Versões”, do canal de televisão Bis. “Escolhi Marisa Monte meio que na contramão. Na

época, havia uma onda retrô. Meus colegas optaram por bandas que não existem mais, artistas que já morreram... Eu não quis ser saudosista, por isso escolhi Marisa, que é contemporânea, que ainda toca muito no rádio”, analisa. A escolha – que ele classifica como um “posicionamento artístico” – reverberou numa troca de e-mails com a sua homenageada. Não tardou que, estando no Rio de Janeiro, o cantor ligasse para Marisa. “Ela me convidou para ir até sua casa. Eu e meu irmão (Lucas Silva) ficamos o dia todo lá”. A visita, por sinal, se mostrou promissora. “Nesse mesmo dia, já escrevemos ‘Noturna’ (uma das faixas do álbum). Foi bonito. A gente se gostou de primeira”, entusiasma-se. Depois do episódio, nasceu uma amizade. “Voltei algumas vezes. Então, veio a vontade de registrar esse disco”, explica Silva. Por fim, o CD ganhou mais notoriedade do que imaginava. “Foi uma aceitação tão legal que decidimos fazer a turnê”, resume, feliz. No disco, Silva, que também é violinista por formação, imprime características suas à música de Marisa. E, comparado com seus outros trabalhos, este é o mais orgânico, apesar de estarem lá elementos da música eletrônica. Essa relação de Silva com o estilo eletrônico é recheada

de questionamentos. Apesar de advir de uma família de músicos – a mãe integra uma orquestra barroca –, ele se diz aberto à experimentação. E aposta nas inovações tecnológicas para não imitar uma época que não é sua, explica. Além disso, “essa coisa do beat, sabe? É uma coisa que me pega de jeito, hipnotiza. Gosto muito dessa forma de me comunicar com o som”, elabora. IDENTIDADE Mas Silva não se comunica só com a música, mas também através dela. É o caso de “Feliz e Ponto”, do álbum anterior “Júpiter” (2015), que transporta para a turnê. Foi através do clipe produzido para a música que o artista decidiu por se expor. Na peça, ele aparece se relacionando com uma mulher e um homem. “Eu nunca tinha falado sobre isso – nem para amigos – e sentia que precisava me posicionar”. Na última quarta (29), o cantor lançou o clipe “Beija Eu”, em que volta ao tema. O vídeo exibe cenas de diversos casais se beijando. “Sabe, as coisas podem ser mais fluidas. Acho que, um dia, o mundo vai caminhar para isso, para relações mais livres”, profetiza.

> Silva canta Marisa Teatro Bradesco (Rua da Bahia, 2244, Lourdes). Sexta (7), às 21h. A partir de R$ 80 (inteira)

Sex. 7.abr.

JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO

BH

Silva elogia a capital e diz que considera a vida cultural aqui muito interessante

Tom Jobim em orquestra Embora tenha sido um compositor essencialmente da música popular, Tom Jobim (1927-1994) tinha relação direta com o universo erudito. Não só é herdeiro de compositores como VillaLobos, como também foi, ele mesmo, arranjador e compositor para orquestra. Nesse sentido, nada mais justo que, entre as diversas iniciativas que celebraram e ainda devem celebrar no decorrer deste ano os 90 anos de nascimento do maestro soberano, a Orquestra Ouro Preto também prestar sua homenagem. Isso acontece no próximo domingo (9), dentro da série Domingos Clássicos, do Sesc Palladium. Regida pelo maestro Rodrigo Toffolo, a orquestra recebe Paulo Jobim, filho do compositor, e Mario Adnet, que criou os arranjos do concerto, para tocar violão. “Tom Jobim é uma influência para qualquer pessoa que se interesse por música, arte ou cultura no Bra-

sil. Conseguiu criar uma sonoridade muito nossa, um jeito de ouvir música em que você se sente presente, perto. Não se fala de música brasileira sem citar alguns nomes e Tom Jobim é um deles”, comenta o maestro. Para além da importância de Jobim, motivou esse projeto a possibilidade do encontro com Paulo Jobim e Mario Adnet. “Recentemente, o Paulo tocou piano enquanto Gisele Bündchen desfilava na abertura das Olimpíadas do Rio e foi tão bonito. Pra gente é muito natural querer ter pessoas assim por perto trabalhando conosco”, diz. Com repertório escolhido pelos convidados, o concerto vai percorrer toda a obra do homenageado, privilegiando as cordas. “Nós fomos vendo o que era mais adequado para esse naipe, mas também fizemos algumas modificações nos arranjos para adaptá-los a ele. As cordas são o que de mais emocionante existe na música, então acredito que vai ser bem bonito”, comenta

o filho do homenageado. A relação entre Jobim e Villa-Lobos, inclusive, ficará evidente para quem acompanhar a apresentação. “O Villa bebeu muito na música popular brasileira, dando um tratamento de concerto a ela. E existe uma relação quase direta na forma do Tom Jobim

Dom. 9.abr.

de harmonizar. Quem conhece a obra do Villa-Lobos vai conseguir ver isso claramente”, afirma Rodrigo Toffolo. RELAÇÃO COM MINAS GERAIS Minas Gerais também foi uma influência para o compositor. “Desde menino ele

já ia para Minas, pras fazendas, se envolveu com o universo do interior. Tanto que em sua música tem muito dessas coisas, como a correnteza do rio, mato. Também teve muito contato com Ary Barroso, que era mineiro, e Milton Nascimento, com seu forte traço mineiro, fez parceTARCISIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO

rias com meu pai desde que chegou ao Rio”, conta Paulo Jobim. “Minas é um país e muito me emociona poder tocar aí. Tenho certeza de que ele também se emocionaria”. A homenagem a Tom Jobim é apenas o primeiro de uma agenda cheia de projetos da Orquestra Ouro Preto em 2017. “Vamos tocar no meio do ano um trabalho em homenagem a um grande poeta mineiro”, diz o maestro, sem revelar quem é o homenageado. “Também estamos gravando um disco para ser lançado no segundo semestre e acertando encontros importantes com maestros e solistas convidados. Vai ser um ano bem profícuo”. (Jessica Almeida)

Ouro >PretoOrquestra – 90 Anos de Tom Jobim Orquestra Ouro Preto recebe Paulo Jobim e Mario Adnet para celebrar 90 anos de Tom Jobim

Com Paulo Jobim e Mario Adnet, na série Domingos Clássicos Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Dia 9 (domingo), às 11h. R$ 10 (inteira).


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MÚSICA The Police à brasileira em BH MARCUS VERAS/DIVULGAÇÃO

Andy Summers está no Brasil. Provavelmente, para ficar por um bom tempo. É que o guitarrista da icônica banda inglesa The Police acaba de formar um novo power trio. Junto a Rodrigo Santos, baixista do Barão Vermelho, e a João Barone, baterista do Paralamas do Sucesso, o britânico fecha o projeto “Call The Police”. O tributo, como gosta de chamar Andy, é uma homenagem à obra e ao legado do grupo britânico. Os músicos se juntaram para colocar em prática uma ideia antiga de Andy e Rodrigo: “Tocar The Police”. A “nova formação” chega para show em BH na sexta-feira (7), no Hangar 677. O nome “Call The Police” foi ideia de Barone. “Estávamos matutando um nome, tinha que ser algum que ‘entregasse’ o nosso produto, daí, tive essa epifania de referir ao Police por causa da chamada de emergência”. Andy preferiu selecionar os hits e as canções “mais animadas” para a turnê. “Ele já tem uma carreira consolidada, foi João H. Motta

guitarrista de uma das bandas mais importantes dos anos 80, tem uma carreira solo superconsolidada e é um dos melhores guitarristas do mundo. Poderia fazer o que quisesse a essa altura da vida! E está animado com esse projeto e quer tocar as músicas que ajudou a escrever por ser apaixonado por elas”, comenta Rodrigo. O ENCONTRO Tudo começou em 2012, quando Summers trabalhava em um projeto mais jazzístico, no Rio de Janeiro, em parceria com o bossa-novista Roberto Menescal. O empresário de Rodrigo assessorava Andy à época também. Depois de alguns contatos, conversas e jams, uma amizade foi se formando e os dois passaram a dividir palcos, fazendo shows pelo Brasil com repertório dividido “metade Barão, metade Police”, conta Rodrigo. A novidade agora é a entrada do renomado baterista dos Paralamas. Barone conta que foi chamado por Rodrigo por telefone. “Ele falou que queria montar um trio para tocar Police. E que o guitarrista ia ser o Andy Summers! Daí, falei: ‘não, pera aí, re-

VANDA ALVES/DIVULGAÇÃO

Dom. 9.abr.

Vanessa Jackson relembra Whitney no Teatro Bradesco

Rodrigo Santos, Andy Summers e João Barone: power trio tocando The Police

MAIS BOSSA NOVA Parceria Em 2012, Andy Summers lançou com Fernanda Takai o CD “Fundamental”. As canções foram compostas por ele e algumas ganharam versões em português feitas por Fernanda e por parceiros como Zélia Duncan. O guitarrista conheceu o trabalho da cantora através de Roberto Menescal e teria se encantado. “A voz dela (Takai) tem luz, é diferente das outras cantoras”, disse ele, à época, à revista “Rolling Stone”

pete. Quem?’”, ri. Barone conta que entre turnês, parcerias e passeios, Andy parece estar em casa. “Ele gosta tanto do Brasil que parece um carioca qualquer do Leblon (risos)”, comenta. O guitarrista inglês realmente tem uma paixão antiga pela Cidade Maravilhosa, que começou em um cinema de Londres, em 1959, quando assistiu a “Orfeu Negro”, filme ítalo-brasileiro dirigido por Marcel Camus.

REFERÊNCIA Rodrigo Santos é quem recebe a incumbência de liderar o trio, assim como fazia Sting, também baixista, na banda inglesa. “O Sting é uma escola, escuto The Police desde os 16 anos, foi a banda que ouvi repetidamente nos anos 80. Antes, era só Beatles, depois, foi Beatles e Police (risos)”, relembra, ressaltando as influências do baixo de Sting em seu último álbum solo, “Motel Maravi-

lha” (2013). Não é novidade também que os britânicos – que inauguraram o estilo do reggae-rock na new wave – influenciaram a geração do rock nacional de 1980. Mas talvez o grupo que mais tenha bebido da fonte desse rock “skalizado” tenha sido o Paralamas do Sucesso. “O Police influenciou toda uma geração, o new wave, a guitarra do Andy que soava como algo totalmente novo na época, inovador, a mistura com o reggae e o ska... A própria formação em trio influenciou muito a gente”, conta Barone. Os brasileiros ainda parecem estupefatos com a oportunidade de tocar a obra de um ídolo ao lado do mesmo. Há intenção de gravar um DVD com o material do espetáculo, mas, por enquanto, os músicos estão se concentrando nos ensaios e nos shows, já que toda a produção é por conta deles. * Sob supervisão de Marília Mendonça

> Call The Police

Com Andy Summers, João Barone e Rodrigo Santos. Hangar 677 (r. Henriqueto Cardinalli, 121, Olhos D'Água). Sexta-feira (7), às 22h. R$ 50 (inteira)

Um tributo à estrela Whitney A morte precoce de Whitney Houston, aos 48 anos, deixou órfãos os fãs da “namoradinha da América”. Quase quatro anos após a despedida da cantora, em 2012, o diretor paulista Rafael Mello propôs um resgate à sua obra com o espetáculo “Uma Saudação a Whitney Houston”. Depois de viajar por quase todo o território tupiniquim, o tributo volta renovado à capital mineira, com outra roupagem e estrelado pela cantora Vanessa Jackson, para apresentação única no próximo final de semana no Teatro Bradesco. “Em Belo Horizonte, teremos novidades”, antecipa Rafael. Além de Vanessa, que chegou ao espetáculo há quase um ano, substituindo Thalita Pertuzatti, o

diretor promete, para o show na capital, três novas músicas e figurinos diferentes. Rafael também comentou que Vanessa interpretará uma “fase da Whitney de libertação”, com a canção “Try It On My Own”. O tributo à diva norteamericana nasceu de um sonho do diretor. “Os fãs de nossa geração não tiveram a chance de vê-la. Então, quando a Whitney nos deixou, eu imediatamente, como fã, não quis deixar a obra dela morrer”, explica Rafael. O show revisita o notável repertório interpretado por Whitney – cantora e atriz, afilhada da rainha do soul Aretha Franklin, que começou a cantar ainda muito jovem e vendeu mais de 200 milhões de discos, além de ganhar seis es-

tatuetas do Grammy, dentre outros prêmios. No palco, entre os sucessos mais marcantes que comovem os fãs estão “I Wanna Dance With Somebody” e “Saving All My Love For You”. Além dos músicos da banda, “Uma Saudação” reúne, ainda, dançarinos, coreografados pelo norte-americano Nathan Coder, em um grande baile cênico. HISTÓRIA CRUZADAS Vanessa Jackson conta que teve seu primeiro “encontro” com Whitney Houston na infância. Filha de uma mãe fã da diva norteamericana, aos 3 anos Vanessa arranhou as primeiras notas do “hino” “I Will Always Love You”. “Em 1994, minha mãe assistiu a um show da Whitney e a

viu cantando. Nesse momento, ela olhou pra mim e disse ‘essa é a minha Whitney’”, conta a cantora. Na vida adulta, Vanessa deixou o país de queixo caído após se apresentar na telinha, no programa “Fama” (do qual se sagrou campeã), interpretando a mesma música que ouviu ainda criança. Apesar de cantar os hits da atriz desde a infância, Vanessa pontua o desafio: “Eu tento chegar ao que ela fazia, mas ser igual é impossível: a Whitney era única”, afirma. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça

Uma Saudação à >Whitney Houston

Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Domingo (9), às 20h. R$ 100 (inteira).


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MÚSICA Bebel, violão e percussão

sábado (1º) CONECTO Grupo de acid jazz apresenta músicas inéditas com Tuca Graça e Lígia Cabral Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). Às 20h30. R$ 40 (inteira)

LUDIMILA

Desde que lançou o disco “Tanto T e m p o ” (2000), Bebel Gilberto, 50, conquistou um prestígio que poucos artistas brasileiros alcançaram. Reconhecida mundialmente, já chegou, por exemplo, a estar na lista dos dez mais vendidos em Nova York, ao lado de Madonna e Björk, e a ser disco de ouro na Inglaterra e no Japão. O reconhecimento no Brasil, no entanto, nem sempre corresponde a esse patamar de influência, como ela mesma observa. “É muito importante e muito forte pra mim pensar em como consegui ficar tão conhecida. Mas sempre que sei que o avião vai pousar no aeroporto Tom Jobim ou em Guarulhos eu fico tensa”, diz. SuarelaçãocomBelo Horizonte, para onde retorna no próximo fim de semana (dias 8 e 9) para apresentar o show Bebel Gilberto Trio, no entanto, é outra. “Quando o pouso é em Confins, isso não acontece, porque sei o quanto sou querida por aí”,comenta, doapartamento em que mora há 20 anos em Nova York, por telefone. O projeto, como o nome sugere, traz Bebel acompanhada apenas de dois músicos, Marcos Suzano (na percussão) e Guilherme Monteiro (no violão). Intimista, tem pegada mais teatral, Jessica Almeida

tanto porque é apresentado em teatros quanto por conta da performance da artista. “Não é uma apresentação pra ser feita em clubes, lugares em que as pessoas possam beber, como shows anteriores que fiz. E exige mais do meu desempenho, digamos que eu estou praticamente transparente, com o coração aberto. Também há marcações, não é solta como eu costumo fazer. É mais séria, de certa forma”, observa. Na estrada há um ano – embora só tenha o apresentado uma vez no Brasil, no fim do ano passado – o repertório aprincípiofocava emsuascanções mais românticas, mas isso foi se transformando. “A gente começou com uma turnê pro Valentine’s Day (dia dos namorados no exterior), por isso o repertório do início tinha mais essa relação com o amor. Mas agora tem um pouco de cada coisa, do ‘Tanto Tempo’ até o ‘Tudo’ (seu disco mais recente, de 2014) e coisas que passei ao longo desses 17 anos, sempre com arranjos mais acústicos e poéticos”, diz a cantora, que conta ter incluído também uma versão de “Creep”, da banda britânica Radiohead. Essa apresentação vai ser uma das primeiras que Bebel faz depois de passar um período de três meses de férias aqui no Brasil. “Fazia quatro anos queeu nãopassavaNatal eRéveillon no Rio, então me planejei o ano passado inteiro para tirar essas férias compridas.

Sáb. e dom. 8 e 9.abr.

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

PEDRO MORAIS Show acústico Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 20h. R$ 20

ZÉ RAMALHO Show com os sucessos dos 40 anos de carreira do músico. BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Às 22h. A partir R$ 120

domingo (2) ANA VILELA Turnê “Trem Bala” Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h. A partir de R$ 80 (inteira)

KIM TRIO Piano, violino e violoncelo das irmãs sul-coreanas. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 20h30. R$ 20

PALESTRA CANTADA DO SAMBA DE TERREIRO

A filha de João Gilberto e Miúcha apresenta show em que revisita a carreira de 17 anos

Fui para recarregar energias”, conta. OFFLINE E acrescenta que aproveitou os quase dois meses que passouna Bahia para se desintoxicar da hiperconexão. “Fiquei todo esse tempo sem ver televisão e usar o computador. Meu telefone quase não pegava, então você acaba pegandoum livro, vendo apaisagem, conversando com uma pessoasentadanafrentede casa, que são coisas tão bacanas”, diz.

Passado o período de descanso, ela já começou a trabalhar também em seu próximo disco, que terá composições e gravações feitas entre o Rio de JaneiroeNovaYorketerácontribuiçõesdeDJsdeváriaspartes do mundo. “É um projeto que ainda está no embrião, mas estou super empolgada, vai ser o oposto do que eu estou vivendo agora”, afirma. Quantoaoprojetode documentário, “I Do Love Bebel”, sobre sua própria vida, que ela planejava realizar à época de lançamento do último ál-

bum, ela diz que está suspenso porque ainda não conseguiu recursos para viabilizálo, mas ainda não desistiu da ideia. “Seria uma possibilidade de explorar mais meu lado atriz, coisa que ainda quero fazer, e mostrar mais como é a minha vida, viagens como a que fiz recentemente a Jacarta, Austrália e Nova Zelândia”, explica.

> Bebel Gilberto

No show Bebel Gilberto Trio Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 8 e 9. Sábado, às 21h, e domingo, às 19h. R$ 50 (inteira).

RAÍSSA GALVÃO/DIVULGAÇÃO NATÁLIA PACHECO/DIVULGAÇÃO

lança novo disco 6 Sentidor Alter ego do músico mineiro João Carvalho,

tação do último sábado (25), Milton Nascimento realiza uma edição extra do espetáculo “Semente da Terra”. Os ingressos para o show do dia 25 esgotaram-se em poucas semanas e agora o público terá nova chance de ouvir o mineiro em apresentação especial, que marca sua volta aos palcos. Onde Palácio das artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Sexta-feira (7), às 21h Quanto A partir de R$ 140 (inteira)

Palestra cantada sobre os sabres das mulheres na cultura do samba Casa do Baile (av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha). Às 10h. Entrada gratuita

XXVII SEMANA DE MÚSICA DE CÂMARA FEA apresenta abertura com os professores Antônio Carlos Guimarães, Elenis Guimarães, Carla Reis, Jayme Cabral Guimarães Sala Sérgio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)

quinta (6) BANDA JOÃO Banda composta por musicistas mulheres apresenta o EP “À Mesa” em formato acústico Casa Leopoldina (r. Leopoldina, 357, Santo Antônio). Às 19h. R$ 12

CHICO LOBO & PADRE VICENTE Show “Louvação”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315). Às 20h30. R$ 30 (inteira)

DOLORES 602 Banda mineira apresenta-se na mostra “Salve O Compositor”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h R$ 10

GABRIELA PEPINO

o Sentidor faz show de lançamento de seu segundo álbum. “Am_Par_Sis” lança luz sobre as inovadoras experiências de Jobim, ao mesmo tempo em que se inspira no drone, ambient, trance, clássico e plunderphonics para criar um agouro incerto e multi-texturizado. A obra de Sentidor também experimenta com outras peças das artes audiovisuais. Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro) Quando Sextafeira (7), às 20h Quanto R$ 15 (inteira) faz show extra 6 Bituca Após o sucesso na apresen-

Cantora volta a BH Clube Chalézinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 16h. R$ 50 (fem.) R$ 70 (masc.)

Lançamento do CD “Fireflyes”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 20h30. R$ 10 (inteira)

FILARMÔNICA DE MINAS GERAIS E DENISE DE FREITAS A Orquestra Filarmônica recebe a cantora mezzo-soprano para apresentações dias 6 e 7. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto). Às 20h30. A partir de R$ 40

sexta (7)

FERNANDO MAZZA/DIVULGAÇÃO

ANAVITÓRIA

Villa Mix chega à quinta edição O Festival de música comemora cinco anos em 2017. O line up está definido com a dupla sertaneja Jorge e Mateus, Wesley Safadão, Simone e Simaria, Matheus e Kauan, Israel Novaes, o DJ Alok (foto). Outros nomes também fazem sua estreia no festival, como Jefferson Moraes, Jonas Esticado e o internacional Zeeba. Onde Mega Space (av. das Indústrias, 3000 Distrito Industrial II, Santa Luzia) Quando Próximo sábado (8), a partir das 14h Quanto Ingressos variam de R$ 50 a R$ 435

6

Show do álbum “Anavitória”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 19h e 21h. A partir de R$ 80 (inteira)

ILTON MOURA Violeiro convida outras violas do Vale do Rio Doce para show em homenagem à cultura da viola caipira Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 30 (inteira)

GRUPO ARANDELA Música Barroca Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h30. R$ 30 (inteira)


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ARTES VISUAIS Um olhar sobre a singeleza MIGUEL AUN/DIVULGAÇÃO

Alguns dos 67 trabalhos que compõem a primeira individual de Miguel Aun podem até ser reconhecidos pelo público mais enfronhado em fotografia, por terem integrado salões ou coletivas. Mas a exposição, em cartaz na CâmaraSete, é inédita. E meticulosamente pensada pelo fotógrafo, juntamente ao curador, Guilherme Horta – a começar da série “Janelas e Portas”, que recepciona os visitantes. “É o primeiro recorte que a gente trouxe”, lembra Guilherme. “Trata-se de uma série que localiza o interior – e não só de Minas. Que seja da Bahia, por exemplo. Mas, ao mesmo tempo, mantém um diálogo forte com o interior que passa também pelo Miguel, pela intimidade dele. A relação se mistura”, enfatiza o curador. Miguel conta que um arcabouço do conjunto ao qual o público vai conferir foi esboçado para um livro que perpassaria suas várias décadas como fotógrafo – no entanto, o projeto acabou sendo arquivado. Seja como for, uma das características que salPatrícia Cassese

tam aos olhos do visitante é a simplicidade flagrada pela câmara em cidades nas quais o frenesi que caracteriza os tempos atuais ainda é algo distante. “A gente acaba se habituando (à vida na urbe), e, por um lado, você acaba tendo muitos amigos. Mas sinto falta de, vez em quando, ir para o interior, ter contato com a natureza, o mato. Considero essencial fazer essa ligação”, diz Miguel, lembrando que cada lugarejo visitado reserva a sua surpresa, seu charme. “São feiras, festas religiosas e a própria natureza, embora os trabalhos dessa mostra sejam mais focados na presença humana”. O curador Guilherme Horta completa lembrando os ofícios colocados em repasse pelas fotos, como os de sapateiro, varredor de rua ou ferreiro. “É importante frisar que não se trata de estereotipar. E, voltando à questão do interior, é válido reforçar que é também um interior do autor”. “BITOLA” Histórias curiosas não faltam, como a da série “Bitola Estreita”, feita no final dos anos 70, a partir da linha férrea que levava Tiradentes a Antônio Carlos

“Portas e Janelas” é um dos sete recortes da mostra: “É como se fosse um convite a entrar, a desvendar a exposição”

(próximo a Barbacena). “Fui até o fim da linha e voltei, depois, fui cercando ele (trem) pelas estradas”. Destacando que Miguel traz a fotografia em seu DNA, por ser filho de Elias Aun (1904-2005), da icônica Foto Elias, Guilherme ressalta a forte capacidade de

sintetização e a geometria que reverberam nos cliques do artista – lembrando que, antes de se assumir fotógrafo, ele, que nasceu em 1945, cursou engenharia elétrica na UFMG, com pósgraduação em física. A exposição também incluiu um “Gabinete do Fotó-

grafo”, com memorabilia que abarca as primeiras câmeras que Aun usou, retratos de infância e outras curiosidades. Não só. Também traz a público texto inédito do saudoso poeta e compositor Fernando Brant, que seria usado no citado livro. “É uma homena-

gem a uma pessoa que era querida por todos, super íntegro, gente boa; mostrando uma visão dele de Minas”, explica Miguel.

> Miguel Aun

CâmeraSete – Casa da Fotografia de Minas Gerais (av. Afonso Pena, 737, Centro – 3236-7400). De terça a sábado, 9h30 às 21h. Até 13/5. Entrada gratuita.

#FICAADICA LÍVIA MOURA/DIVULGAÇÃO

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

Jovens Artistas Mineiros tem inscrição prorrogada O Memorial Minas Gerais Vale prorrogou até o dia 10 de abril as inscrições ao edital, direcionado a artistas nascidos ou residentes em MG exporem nas salas de mostra temporária. Serão selecionadas até quatro propostas, que receberão prêmio de R$ 7.000, custo de transporte das obras dentro do Estado, montagem, divulgação e atividades de apoio. Confira: editalmemorialvale.com

“Pés no chão, cabeça nas nuvens” segue na dotART Foi prorrogada até 15 de abril a exposição dos artistas Renata Egreja, Felipe Fernandes e Lívia Moura nas salas da galeria dotART. Com obras inéditas que narram o tempo e o espaço, é a primeira vez que os artistas expõem na capital. Onde Galeria dotART (r. Bernardo Guimarães, 911, Funcionários) Quando 2ª a 6ª, das 9h às 19h. Até 15 de abril Quanto Entrada gratuita

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EDUARDO ECKENFELS/DIVULGAÇÃO

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Coletivo CaSa – Obras Sobre Papel abre mostra Impressões – Mulheres artistas no acervo da cAsA é a primeira exposição assinada coletivamente pela equipe e reúne gravuras de artistas mulheres como Käthe Kollwitz, Tarsila do Amaral, Fayga Ostrower, Lotus Lobo, Maria Bonomi, Tomie Otahke, Renina Katz, Lygia Pape, dentre outras. Na ocasião também será lançado o catálogo da coletiva. Onde cAsA (av. Brasil, 75). Quando Seg. a sex., das 10 às 19h, e sáb, das 10 às 14h. Até 30/5. Quanto Gratuito

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LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO

é Tangente” 6 “Tudo estreia no Memorial

Com curadoria de Gabriela Carvalho e Luiz Lemos, exposição reúne obras de 11 artistas premiados no Festival Camelo de Arte Contemporânea. Para abrir a mostra, a performance “Comprinhas”, de Noemi Assumpção, neste sábado (1°), às 11h Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640) Quando 3ª, 4ª, 6ª e sáb., das 10h às 17h30; 5ª, das 10h às 21h30; dom., das 10h às 15h30. De 1° de abril a 14 de maio Quanto Entrada gratuita


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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de abril de 2017

CINEMA Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 1º (sábado) e 2 (domingo)

Nesta jornada, ele tem o apoio da jovem Tulsa. BH Shopping 10: 16h, 18h50, 21h30 Contagem 5: 16h30(*), 21h10 Del Rey 4: 18h50 (*) Del Rey 5: 20h40 Partage Shopping Betim 5: 18h50, 21h30 (*) Pátio Savassi 8: 17h30, 20h30 (*) Sessões dubladas

estreias OS BELOS DIAS DE ARANJUEZ (Les Beaux Jours d’Aranjuez, Alemanha/ França, 2017, 1h38, 12 anos) Dir. Wim Wenders. Com Reda Kateb, Jens Harzer, Sophie Semin. Escritor alemão escreve os esboços para o seu próximo livro e cria diálogo entre um homem e uma mulher, que discutem questões como sexualidade, amor e infância, entre outras coisas. Belas 1: 14h, 19h Ponteio 2: 21h10 Ponteio 3: 14h20, 19h05

COM OS PUNHOS CERRADOS (Brasil, 2014, 1h14, 16 anos) Dir. Luiz Pretti, Pedro Diogenes, Ricardo Pretti. Com Luiz Pretti, Pedro Diógenes, Ricardo Pretti, Samya De Lavor. Eugenio, Joaquim e João invadem as transmissões das rádios tradicionais de Fortaleza com poesias, músicas, citações e provocações. Salomé, ouvinte bela e misteriosa, quer se unir a eles na revolução. Cine 104: 19h10(somente sábado)

O ESPAÇO ENTRE NÓS (The Space Between Us, EUA, 2017, 2h01, 12 anos) Dir. Peter Chelsom. Com Asa Butterfield, Britt Robertson, Gary Oldman. O adolescente Gardner Elliot é o primeiro humano nascido em Marte. Mas ele deseja fazer uma viagem à Terra.

EU TE LEVO (Brasil, 2017, 1h24, 12 anos) Dir. Marcelo Müller. Com Anderson Di Rizzi, Giovanni Gallo, Rosi Campos. Poucos dias após a morte do pai, Rogério, um cara caladão que gosta de rock, sente a necessidade de resolver sua vida. Paralisado pela ideia de assumir responsabilidades, resgata um sonho de infância: entrar no Corpo de Bombeiros. Belas 3: 21h

A FAMÍLIA DIONTI (Brasil, 2015, 1h36, livre) Dir. Alan Minas. Com Murilo Quirino, Anna Luiza Marques Paes, Antonio Edson. O pai de Kelton, 13, e Serino, 15, vive com medo de que os filhos tenham herdado o dom da mãe, que se derreteu de amor, evaporou e partiu. Belas 3: 19h

GAGA – AMOR PELA DANÇA (Mr. Gaga, Israel/ Suécia/ Alemanha/ Holanda, 2017, 1h43, livre) Dir. Tomer Heymann. Documentário é uma imersão no processo criativa de Ohad Naharin, coreógrafo e diretor artístico da Cia. de Dança Batsheva, de Israel, e é conhecido como Mr. Gaga. Belas 3: 11h(somente sábado)(*) (*) Clube do professor. Necessário comprova

A GLÓRIA E A GRAÇA (Brasil, 2017, 1h33, 14 anos) Dir. Flávio R. Tambellini. Com Carolina Ferraz, Carol Marra, Sandra Corveloni. Glória, travesti bem-sucedida, vive feliz com suas conquistas mas é distante de

H2O FILMES/DIVULGAÇÃO

Graça, sua irmã. Quando Graça descobre uma doença terminal, as duas vão tentar aproximar as famílias. Contagem 7: 13h40, 16h, 18h20, 20h40 Cidade 1: 13h40, 16h, 18h20, 20h40

MULHERES DO SÉCULO 20 (20th Century Women, EUA, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Mike Mills. Com Annette Bening, Elle Fanning, Greta Gerwig. Na Califórnia dos anos 70, uma mãe cuida de sua família e busca respostas para as vidas de duas jovens – uma fotógrafa aficcionada pela cultura punk e uma amiga de seu filho. Ponteio 3: 16h30, 21h15 Ponteio Premier: 18h40

O MUNDO FORA DO LUGAR (Die abhandene Welt, Alemanha, 2017, 1h41, 12 aqnos) Dir. Margarethe von Trotta. Com Katja Riemann, Barbara Sukowa, Matthias Habich. Paul Kromberger insiste, ao ver a foto de uma cantora de ópera norteamericana, que a mulher é sua falecida esposa. Sua filha Sophie viaja para Nova York em busca de respostas. Belas 1: 16h30, 21h30

O ORNITÓLOGO (L’Ornithologue, Portugal / França/ Brasil, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. João Pedro Rodrigues. Com Paul Hamy, Han Wen, João Pedro Rodrigues. Fernando é um solitário homem de 40 anos que trabalha como um ornitólogo. Ao viajar num rio, seu caiaque é derrubado e ele inicia uma jornada sem volta e repleta de perigos. Cine 104: 17h(somente sábado)

O PODEROSO CHEFINHO (*) (The Boss Baby, EUA, 2017, 1h37, livre) Dir. Tom McGrath. Um bebê falante que usa terno une forças com seu irmão mais velho invejoso para impedir que um inescrupuloso CEO acabe com o amor no mundo, além de salvar os pais. Betim 1: 14h30, 18h30 BH Shopping 9: 13h10 Big Shopping 2: 16h30 Boulevard 2: 13h, 17h10, 21h20

Carolina Ferraz interpreta uma travesti no filme ‘A Glória e a Graça’, de Flávio Tambellini Cidade 3: 13h30 Cidade 4: 12h(somente domingo), 16h10 Contagem 4: 14h, 16h10, 18h30, 20h30 Del Rey 5: 14h30, 16h30 e 18h40 Itaú Power 4: 14h, 16h10 Minas 5: 16h Minas 6: 20h30 Monte Carmo 2: 14h30, 18h40 Pampulha 5: 15h, 17h, 19h Paragem 4: 14h30, 18h40 Pátio Savassi 8: 12h30 Shopping Norte 5: 16h30 Via Shopping 2: 14h30, 18h40 Sessões 3D: Betim 1: 16h30, 20h30 BH Shopping 5: 12h10, 14h30, 16h50, 19h20 BH Shopping 7: 13h40, 16h20 Big Shopping 5: 14h40, 18h40 Boulevard 2: 15h05, 19h15 Cidade 4: 14h, 18h30 Del Rey 1: 14h, 16h10 Diamond 6: 11h10, 13h30, 16h15, 18h40, 21h30 Itaú Power 5: 14h30, 16h35, 18h40 Minas 1: 13h, 16h10 Monte Carmo 5: 16h10, 20h30 Pampulha 1: 17h10, 21h15 Paragem 5: 16h20, 20h30 Partage Shopping Betim 2: 13h50, 16h45 Partage Shopping Betim 4: 13h10, 16h15, 18h30 Pátio Savassi 2: 11h15, 13h30, 15h45, 18h10, 20h45 Shopping Estação 2: 13h, 15h15, 17h30, 20h Shopping Norte 2: 14h40, 18h40 Via Shopping 4: 16h10, 20h30

Minas 2: 14h20, 18h40 (*) Monte Carmo 2: 16h30, 20h40 (*) Pampulha 2: 14h45, 16h50, 21h10 (*) Paragem 4: 16h30, 20h40 Partage Shopping Betim 3: 13h, 15h30 (*) Shopping Norte 5: 18h30 (*) Via Shopping 2: 16h30, 21h (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 18h40, 21h20 BH Shopping 4: 13h50, 16h30 BH Shopping 8: 19h10, 21h50 Boulevard IMAX: 13h50, 16h10, 21h Cidade 5: 13h40(*), 15h50, 18h10(*), 20h30 Contagem 1: 16h20(*), 21h10 Del Rey 2: 14h20, 18h40, 20h50, 22h50(somente sábado) Diamond 5: 12h50, 15h40, 18h15 e 21h Itaú Power 6: 14h30, 18h50 (*) Minas 2: 16h30(*), 20h50 Monte Carmo 5: 14h(*), 18h15 Big Shopping 5: 16h40, 20h40 (*) Pampulha 1: 15h05, 19h10 (*) Paragem 5: 14h10(*), 18h20 Partage Shopping Betim 1: 19h20, 22h Partage Shopping Betim 4: 20h50 (*) Pátio Savassi 3: 15h15, 17h45, 23h30(somente sábado) Pátio Savassi 6: 13h40, 16h15, 18h45, 21h15 Shopping Estação 3: 14h30(*), 17h(*), 19h45, 22h30(*) Shopping Norte 2: 16h40, 20h40 (*) Via Shopping 4: 14h, 18h10 (*) (*) Sessões dubladas

em cartaz

(*) Sessões dubladas

TRAVESSIA (Brasil, 2017, 1h30, 16 anos) Dir. João Gabriel. Com Chico Díaz, Caio Castro, Camilla Camargo. Após a morte da sua mulher e sem conseguir se comunicar com seu único filho, que virou traficante, Roberto se embebeda, não consegue contratar uma prostituta e atropela um garoto. No hospital, ele terá que se explicar para a polícia. Belas 3: 17h10

A VIGILANTE DO AMANHÃ: GHOST IN THE SHELL (Ghost In The Shell, EUA, 2017, 1h46, 14 anos) Dir. Rupert Sanders. Com Scarlett Johansson, Michael Pitt, Pilou Asbæk. A major Mokoto Kusanagi, uma policial cibernética, luta para levar justiça às ruas de sua megacidade japonesa, em um futuro distópico. Big Shopping 2: 18h30 (*) Cidade 8: 11h50(somente domingo), 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (*) Contagem 8: 14h50, 16h, 18h10, 20h30 (*) Del Rey 2: 16h30 Itaú Power 6: 16h40, 21h (*)

A BELA E A FERA (Beauty And The Beast, EUA, 2017, 2h09, 10 anos) Dir. Bill Condon. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h (*) BH Shopping 1: 14h50, 20h40 BH Shopping 4: 19h (*) Big Shopping 2: 14h10 (*) Big Shopping 4: 16h (*) Boulevard 1: 16h20 (*) Boulevard 3: 13h30(*), 18h30, 16h(*), 21h10 Contagem 6: 13h, 15h35, 18h15, 20h50 (*) Cidade 7: 13h20, 16h, 18h30, 21h (*) Del Rey 6: 13h10, 15h40, 18h30, 21h10 (*) Diamond 4: 13h50(*), 17h05, 20h Itaú Power 2: 13h20, 15h55k, 18h30, 21h05 (*) Minas 4: 13h30, 16h05, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 4: 15h20, 18h20, 21h (*) Pampulha 6: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 (*)

Paragem 1: 15h20(*), 18h20(*), 20h50 Partage Shopping Betim 3: 18h, 21h (*) Partage Shopping Betim 6: 11h45, 14h30, 17h30, 20h30 (*) Pátio Savassi 4: 11h(*), 13h50, 17h, 20h e 23h(somente sábado) Shopping Estação 5: 12h15, 15h, 18h, 21h (*) Shopping Norte 5: 14h10 (*) Via Shopping 3: 13h, 15h35, 18h20, 20h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 1: 12h, 17h50 BH Shopping 2: 12h50, 15h50 (*) BH Shopping 3: 13h30, 16h40, 19h30, 22h20 Big Shopping 1: 15h20, 17h50, 20h20 (*) Boulevard IMAX: 18h25 Cidade 4: 20h30 (*) Contagem 1: 13h40, 18h40 (*) Del Rey 1: 18h10(*), 20h40(somente sábado), 23h (somente sábado) Diamond 1: 13h, 16h, 19h Itaú Power 5: 20h45 (*) Minas 1: 18h20, 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 13h30, 16h30 (*) Pátio Savassi 5: 12h(*), 15h(*), 18h, 21h Ponteio Premier: 13h40, 16h10, 21h15 Shopping Estação 4: 13h15, 16h, 19h10, 22h (*) Shopping Norte 1: 15h20, 17h50, 20h20 (*) (*) Sessões dubladas

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (Fifty Shades Darker, EUA, 2017, 1h58, 16 anos) Dir. James Foley. Com Jamie Dornan, Dakota Johnson, Kim Basinger. Após terminar o relacionamento e focar o desenvolvimento de sua carreira, o desejo fala mais alto e Anastasia logo volta aos jogos sexuais do conturbado empresário Christian Grey. Cidade 6: 15h50 (sessão dublada)

ERA O HOTEL CAMBRIDGE (Brasil, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Eliane Caffé. Com Carmen Silva, Isam Ahmad Issa, José Dumont. Refugiados recém-chegados ao Brasil dividem com um grupo de sem-tetos um velho edifício abandonado no centro de São Paulo. Além da tensão diária que a ameaça de despejo causa, os novos moradores do prédio terão que lidar com seus dramas pessoais e aprender a conviver com pessoas que, apesar de diferentes, também enfrentam a vida nas ruas. Belas 3: 15h40 Cine 104: 20h30(somente sábado)


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CINEMA em cartaz (continuação) FRAGMENTADO (Split, EUA, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. M. Night Shyamalan. Com James McAvoy, Anya Taylor-Joy, Betty Buckley. Kevin possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Ele sequestra três adolescentes que e passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar. Belas 2: 14h10, 19h10 BH Shopping 9: 15h30, 18h10, 20h50 Big Shopping 4: 18h25, 20h35 (*) Boulevard 5: 14h10, 16h30, 18h50, 21h15 Cidade 6: 13h30, 18h20, 20h50 (*) Contagem 5: 14h10(*), 18h50 Del Rey 4: 14h10, 16h20, 21h10 Del Rey 5: 23h10(somente sábado) Diamond 2: 15h25, 18h25 Itaú Power 4: 18h40, 21h10 (*) Minas 6: 13h20, 15h45, 18h10 Monte Carmo 1: 16h30, 21h10 Pampulha 4: 18h40, 20h55(*) Paragem 2: 16h, 21h Partage Shopping Betim 2: 19h10 (*) Partage Shopping Betim 5: 16h (*) Pátio Savassi 7: 12h45, 15h30, 18h30, 21h40 Ponteio 2: 14h10, 18h50 Shopping Estação 6: 16h30(*), 21h50 Shopping Norte 3: 14h05, 20h45 (*) Via Shopping 5: 15h55, 21h (*) (*) Sessões dubladas

INSUBSTITUÍVEL (Médecin De Campagne, França, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Thomas Lilti. Com François Cluzet, Isabelle Sadoyan, Marianne Denicourt. Com o médico local JeanPierre doente, Natalie chega da cidade para tentar ajudá-lo e enfrenta dois grandes dilemas: conseguir se adaptar a esta nova vida e substituir o homem que a população acredita ser insubstituível. Ponteio 4: 14h30, 16h35, 21h20

INTERNET – O FILME (Brasil, 2017, 2h12, 14 anos) Dir. Filippo Capuzzi Lapietra. Com Julio Cocielo, Felipe Castanhari, Patrícia dos Reis. Consistindo de oito esquetes, o filme traz a irreverência e a espontaneidade dos conteúdos de humor audiovisual das redes sociais e da internet para o cinema. Pampulha 4: 14h40, 16h40

KONG: A ILHA DA CAVEIRA (Kong: Skull Island, EUA/ Vietnã, 2017, 1h58, 12 anos) Dir. Jordan Vogt-Roberts. Com Tom Hiddleston, Brie Larson, Samuel L. Jackson. Nos anos 70, após o fim da Guerra do Vietnã, uma expedição irá revelar a origem de King Kong e os

mistérios de seu local de nascimento, a Ilha da Caveira. BH Shopping 5: 21h40 BH Shopping 9: 13h20 Boulevard 4: 13h Cidade 2: 16h (*) Contagem 3: 13h10 (*) Pampulha 2: 18h55 (*) Partage Shopping Betim 5: 13h20 (*) Pátio Savassi 8: 14h50 Sessões 3D: Diamond 1: 22h Shopping Estação 2: 22h15 (*) (*) Sessões dubladas

LION – UMA JORNADA PARA CASA (Lion, EUA/ Austrália/ Reino unido, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Dev Patel, Nicole Kidman, Rooney Mara. Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e foi adotado por uma família australiana. Aos 25 anos, ele decide buscar sua família biológica. Ponteio 4: 19h

LOGAN (Logan, EUA, 2017, 2h16, 12 anos) Dir. James Mangold. Com Hugh Jackman, Dafne Keen, Patrick Stewart. Em 2029, Logan ganha a vida como chofer. Debilitado fisicamente e esgotado emocionalmente, ele é procurado por Gabriela, mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men com Laura Kinney, a X-23. Betim 2: 20h40 (*) BH Shopping 7: 14h, 17h10 e 20h10 Big Shopping 2: 20h30 (*) Boulevard 4: 15h40, 18h20 e 21h Cidade 3: 15h20, 18h10 e 20h50 (*) Contagem 3: 15h50, 18h25 e 21h (*) Del Rey 3: 13h10(somente domingo), 14h(somente sábado), 15h40(*)(somente domingo), 16h40(*)(somente sábado), 18h20(somente domingo), 19h(somente sábado), 21h(somente domingo) e 22h(somente sábado) Diamond 2: 12h30 e 21h15 Itaú Power 3: 12h50, 15h25, 18h10 e 20h50 (*) Minas3: 13h,15h35,18hj10 e20h45 (*) Monte Carmo 3: 15h40, 18h10 e 20h50 (*) Pampulha 5: 21h (*) Paragem 3: 15h30, 18h30 e 21h05 Partage Shopping Betim 2: 21h50 (*) Pátio Savassi 3: 12h15 e 20h15 Shopping Estação 6: 13h45 e 19h (*) Shopping Norte 5: 20h30 (*) Via Shopping 5: 13h20 e 18h30 (*) (*) Sessões dubladas

PEDRO OSMAR, PRA LIBERDADE QUE SE CONQUISTA (Brasil, 2017, 1h16, 10 anos) Dir. Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques. Documentário sobre o músico, poeta e artista plástico paraibano Pedro Osmar. Apesar de o artista ser pouco conhecido, suas músicas foram gravadas por nomes como Elba Ramalho, Lenine, Zé Ramalho e Zeca Baleiro. Belas 3: 14h10

TRISTAR PICTURES/DIVULGAÇÃO

POWER RANGERS (Saban’s Power Rangers, EUA, 2017, 2h04, 10 anos) Dir. Dean Israelite. Com Dacre Montgomery, Naomi Scott, RJ Cyler. Um grupo de estudantes desenvolve poderes especiais, que são usados para proteger o mundo de vilões. Betim 3: 13h40, 16h, 18h20 (*) BH Shopping 4: 22h BH Shopping 6: 13h, 15h40, 18h25, 21h10 (*) Big Shopping 3: 15h50, 18h05, 20h20 (*) Boulevard 1: 13h40, 18h50, 21h15 Cidade 2: 13h30, 18h30, 21h (*) Contagem2:13h50(*), 16h, 18h30(*),21h Del Rey 7: 13h20(*), 15h50, 18h20(*), 20h50, 23h(*)(somente sábado) Diamond 3: 14h, 17h50, 20h40 Itaú Power 1: 13h, 15h40, 18h10, 20h40 (*) Minas 5: 13h40, 18h30, 21h05 (*) Monte Carmo 1: 14h10, 18h50 (*) Pampulha 3: 14h15, 16h35, 18h50, 21h05 (*) Paragem 2: 13h40, 18h30 (*) Partage Shopping Betim 7: 11h, 14h, 17h05, 20h (*) Pátio Savassi 1: 14h, 16h40, 19h20 e 22h Shopping Estação 1: 13h30, 16h15, 18h50, 21h30 (*) Shopping Norte 3: 16h20, 18h35 (*) Via Shopping 1: 13h30, 15h50, 18h20, 20h40 (*)

(Iugoslávia, 1981, 1h50) Domingo (2) 16h “Guernica” (Tchecaeslováquia, 1978, 17min) “Buffet Titanic” (Iugislávia, 1979, 1h20) 18h “Maradona by Kusturica” (Espanha, França, 2008, 1h30) Terça (4) 17h “Memória em Super-8” (EUA, 2011, 1h52) Dir. Ernst Hofbauer 19h “Vida Cigana” (Iugoslávia, 1988, 4h30) Quarta (5) 16h “Arizona Dream: Um Sonho” (EUA, 1992, 2H22) 19h “Promessas” (Sérvia, França, 2007, 2h17) Quinta (6) 18h30 “Underground: Mentiras de Guerra” (BUL,HUN, FRA, ALE, 1996, 2h47) Sexta (7) 17h “Gato Preto, Gato Branco” (ALE, FRA, IUG, 1998, 2h15) 19h “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios” (Alemanha, 1986, 2h16)

‘T2 Trainspotting’ é sequência do cult de Danny Boyle de 1996

(*) Sessões dubladas

T2 TRAINSPOTTING (T2 Trainspotting, Reino Unido, 2017, 1h57, 16 anos) Dir. Danny Boyle. Com Ewan McGregor, Ewen Bremner, Jonny Lee Miller. Sequência de “Trainspotting – Sem Limites’ (1996), a trama apresenta os mesmos personagens e o mesmo elenco, 20 anos depois. A história é inspirada do livro “Porno”, de Irvine Welsh. Belas 2: 16h40, 21h40 Ponteio 2: 16h30

mostras WESTERN – PARTE II (*) Exibição de clássicos do velho-oeste norte-americano e obras inspiradas no gênero. Neste sábado (1º) 15h30 “Crepúsculo de uma Raça” (Cheyenne Autumn, EUA, 1964, 2h34) Dir. John Ford 18h15 “El topo” (MEX, 1970, 2h05) Dir. Alejandro Jodorowsky 20h30 “O Vingador Silencioso”(Il grande silenzio, ITA, 1968, 1h45) Dir. Sergio Corbucci Domingo (2) 16h “Pequeno Grande Homem” (Little Big Man, EUA, 1970. 2h19) Dir. Arthur Penn 18h30 “Pat Garrett & Billy The Kid” (EUA, 1970, 1h46) Dir. Sam Peckinpah

20h30 “Keoma” (ITA, 1976, 1h35) Dir. Enzo G. Castellari

Trail, EUA, 1930, 2h05) Dir. Raoul Walsh e Louis R. Loeffler

Segunda (3) 15h “O Último Pistoleiro” (The Shootist, EUA, 1976, 1h40) Dir. Don Siegel 17h “Os Imperdoáveis” (Unforgiven, EUA, 1992, 2h11) Dir. Clint Eastwood 19h15 “O Cavaleiro Solitário”, (Pale Rider, EUA, 1985, 1h55) Dir. Clint Eastwood 21h15 “Josey Wales, o Fora-da-Lei” (The Outlaw Josey Wales, EUA, 1976, 2h15) Ddir. Clint Eastwood

Quinta (6) 15h “Sua Única Saída” (Pursued, EUA, 1947, 1h41) Dir. Raoul Walsh 17h “Matar ou Correr” (BRA, 1954, 1h27) Dir. Carlos Manga. Sessão Comentada. 19h30 “Vera Cruz” (EUA, 1954, 1h34) Dir. Robert Aldrich 21h30 “O Testamento de Deus” (Stars in my Crown, EUA, 1950, 1h29) Dir. Jacques Tourneur

Terça (4) 16h “Appaloosa - Uma Cidade Sem Lei” (Appaloosa, EUA, 2008, 1h54) Dir. Ed Harris 18h “O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford” (The Assassination of Jesse James by the coward Robert Ford, EUA, 2007, 2h40) Dir. Andrew Dominik 21h “O Segredo de Brokeback Mountain” (Brokeback Mountain, EUA, 2005, 2h14) Dir. Ang Lee Quarta (5) 15h “Oeste Selvagem” (Buffalo Bill and the Indians, or Sitting Bull's History Lesson, EUA, 1976, 2h03) Dir. Robert Altman 17h “Onde os Fracos Não Têm Vez” (No Country for Old Men, EUA, 2007, 2h02) Dir. Ethan Coen e Joel Coen 19h15 “Tambores Distantes” (Distant Drums, EUA, 1951, 1h41) Dir. Raoul Walsh 21h15 “A Grande Jornada” (The Big

Sexta (7) 15h “Um Certo Capitão Lockhart” (The Man From Laramie, EUA, 1955, 1h44) Dir. Anthony Mann 17h “E o Sangue Semeou a Terra” Anthony Mann (Bend of the River, EUA, 1952, 1h31) Dir. Anthony Mann 19h30 Sessão Cinema e Psicánalise: “Repulsa ao Sexo” (Repulsion, ING, 1965, 1h45) Dir. Roman Polanski. Sessão comentada (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita com retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

EMIR KUSTURIKA (*) Exibição da obra cinematográfica do artista sérvio Neste sábado (1º) 16h “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios” (Alemanha, 1986, 2h16) 19h “Você Se Lembra de Dolly Bell”

(*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão.

AUDIOVISUAL EM DEBATE (*) Sessão exibe uma peça longa e abre discussões acerca da obra e do cinema, como um todo. Terça (4) 19h30 “Dias Não Virou Noite” Dir. Nilmar Lage, Thiago Moreira e Goretti Nunes Debate com Nilmar Lages (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão.

CINEMA AUSTRALIANO (*) Mostra exibe recorte cinematográfico das produções realizadas na Austrália Neste sábado (1º) 14h30 “O ano em que vivemos em perigo” (1982, 115 min) Dir. Peter Weir 16h45 “The Rover – A caçada” (2014, 1h43) Dir. David Michôd 18h45 “Promessas de Guerra” (2014, 1h51) Dir. Russel Crowe Domingo (2) 15h “O Grande Gatsby” (2013, 2h23) Dir. Nick Carraway 18h “Shine – Brilhante” (1996, 1h45) Dir. Robert Scoott Hicks (*) CCBB BH (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Entrada gratuita


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de abril de 2017

Paulo Bressane bressane@otempo.com.br

Prezado Paulo, igo com interesse suas colunas nos jornais O TEMPO e Pampulha e, a maioria das vezes concordo, em gênero e grau com as suas posturas a favor do liberalismo econômico no Brasil, e no mundo, é claro. Se nos remontarmos à história do Brasil e à da América Latina, como um todo, poderemos observar que, salvo em casos pontuais, curtos e inexpressivos, o liberalis-

S

ARQUIVO PB

mo nunca reinou nestas terras...Lamentavelmente, nós, latino-americanos, carregamos uma herança cultural ibérica e católica que nos influencia até os dias de hoje. Você já se perguntou por que o liberalismo nasceu, floresceu e continua vivo em países como o Reino Unido, Estados Unidos e outros originários da colonização inglesa/protestante (Austrália, Canadá etc.) e não aqui, na nossa América Latina?...

EVIDENTEMENTE, é porque nós, latino-americanos, gostamos de populismo, seja ele de esquerda ou de direita, gostamos de um pai (ou mãe) forte e poderoso, que resolva nossos problemas como quando éramos crianças. Veja quantos ditadores, tiranos e outras excrescências existiram por aqui (Vargas, Stroessner, Somoza, Fidel, Chaves, bem como diversos governos militares ou do PRI no México). Algum deles foi liberal, salvo, possivelmente, o ditador Pinochet, no Chile? Não, né? Coincidência? Vejamos a história recente da Europa. Quais os países com menos tradição liberal e que em algum momento aderiram em massa a governos ditatoriais, assassinos e nacionalistas? Espanha, Portugal, Irlanda, Itália, Polônia, Grécia, não é verdade? Todos eles foram sempre fortemente influenciados pela Igreja Católica romana/ortodoxa, não é verdade? A exceção é a Alemanha, claro...

Em movimento liberal

Salim Mattar, Guilherme Moretszohn e Modesto Araújo

“

... o PT não é um demônio e, sim, uma religião, com seus dogmas, mentiras, corruptos...

VOLTANDO AO BRASIL e, sempre, por extensão, à América Latina, eu lhe pergunto: quantos dos mais de 600 parlamentares que o povo escolheu democraticamente são, de verdade mesmo, liberais? Quantos presidentes foram, de verdade, liberais? Isso significa que o povo brasileiro não é adepto ao liberalismo? Aparentemente, a resposta é sim. Ou não sabe muito bem o que é, por que ninguém o educou politicamente? E de quem é a culpa? Evidentemente, que não é só das esquerdas e do PT. A grande verdade é que (quase) ninguém se preocupou em educar o povo, nem politicamente, nem em qualquer outro sentido. Muitos se preocuparam em deseducar, impedindo o povo de pensar livremente, e aí incluo, entre outras poderosas forças políticas e sociais, a religião católica. Estou errado?...

O

QUE VEM POR AÍ

1° lote) DIA 6 MARIA GADÚ SHOW “GUELÔ

Cine Theatro Brasil. Às 21h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira).

Abril

DIA 20

DIA 13

PAULINHO DA VIOLA E MARISA MONTE

LINIKER E OS CARAMELOWS

Sesc Palladium. Às 21h. A partir de R$ 60 (inteira). DIA 15 SANDY TURNÊ “MEU CANTO”

Minascentro. Às 21h30. R$ 270 (setor 2, inteira), R$ 200 (setor 3, inteira), R$ 140 (setor 4, inteira), R$ 120 (setor 5, inteira).

BH Hall. Às 22h. A partir de R$ 200 (arquibancada, inteira).

E OS EMPRESÁRIOS, que enchem a boca de liberalismo? As grandes empreiteiras que (sempre) se associaram aos corruptos de plantão e que atingiram o ápice nos governos petistas). Os banqueiros que nunca tiveram lucros tão astronômicos como na era PT? A grande maioria aplaudiu a política econômica do Lula, que, temos que reconhecer, conseguiu até enganar a imprensa especializada internacional e os economistas (liberais). Quero lhe dizer que acho a sua campanha, em prol do liberalismo econômico, de grande importância e espero que continue assim, aguentando firme as críticas da esquerda, sendo sincero com os leitores, mas reconhecendo que o PT não é um demônio e, sim, uma religião, com seus dogmas, mentiras, corruptos, crentes e honestos, como qualquer outra organização humana que se preze.

DIA 28 RENAISSANCE

Palácio das Artes. Às 19h. A partir de R$ 180 (plateia superior, inteira, 1° lote). DIA 30 ED SHEERAN

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 560 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 260 (pista, inteira, 1° lote)

Junho

DIAS 27, 28, 29

DIA 10

MUSICAL “BEM SERTANEJO” - COM MICHEL TELÓ

TIAGO IORC – TROCO LIKES E SIGO DE VOLTA

Minascentro. Sáb., às 18h e às 22h; dom., às 16h e às 20h; seg., às 21h. A partir de R$ 80 (setor 4, lote promocional)

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (plateia superior, inteira). CONSPIRAÇÃO FILMES/DIVULGAÇÃO

DIAS 27, 28, 29 E 30 CIRCO DA CHINA - A JORNADA DO PANDA SONHADOR

BH Hall. Qui. e sex., às 21h; sáb., às 17h e às 21h; dom., às 16h e às 20h. A partir de R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote), DIA 28 FERNANDO ANITELLI O TEATRO MÁGICO VOZ & VIOLÃO

Cine Theatro Brasil. Às 21h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira).

Maio DIA 5 UMMAGUMMA THE BRAZILIAN PINK FLOYD

BH Hall. Às 22h. A partir de R$ 60 (arquibancada, inteira,

Marisa Monte cantará ao lado de Paulinho da Viola


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de abril de 2017

estilo MERCADO> Vaidademasculinaemascensão:implantedebarbaeatémaquiagemcorretiva Não é novidade que o segmento da beleza tem lançado cada vez mais seu foco no universo masculino. O mercado brasileiro de produtos de higiene masculina, por exemplo, teria movimentado algo em torno de US$ 5 bilhões em 2015, segundo previsão da empresa de pesquisa Euromonitor International. Além de as gôndolas de cosméticos registrarem um aquecimento contínuo com as novidades para esse segmento, há que se computar a expansão das barbearias, que, por sua vez, têm agregado serviços diferenciados – como maquiagem e até clínicas especializadas em implante de barba. E não para por aí. Grandes nomes, como Tom Ford, Marc Jacobs e outros, lançaram linhas especiais com produtos que são os novos aliados da beleza masculina. Já a marca de cosméticos Maybelline elegeu pela primeira vez um homem – o youtuber Manny Gutierrez – para ser porta-voz de sua nova linha de maquiagem, lançada em janeiro último. Outras marcas, como a Covergirl e a L’Óreal, já haviam apostado em embaixadores e garotos-propagandas em suas campanhas, mostrando que maquiagem pode – e deve – ser feita pensando-se também nos homens. Quem compartilha da ideia de que maquiagem é para todo mundo é o stylist João Paulo Durão. Por ele ter a pele muito rosada, produtos de correção o ajudam a igualar o tom na face e a esconder algumas imperfeições. “Uso basicamente quando saio à noite, para uma balada, um jantar ou alLorena K. Martins

Acabamento. Para pequenas falhas na barba, a dica é corrigir os pelos com auxílio de um lápis fácil – o truque é o mesmo do preenchimento de sobrancelhas. Nos lábios, o modelo usou um batom cor de boca deixando-os mais hidratados.

Feito só para eles O stylist João Paulo Durão mostra os produtos usados para maquiagem

Preparação. O modelo John Davidson, da Woll Agency, testou a maquiagem masculina na Barbearia Torres. No rosto, houve aplicação de base para igualar a tonalidade da pele e por cima pó compacto para tirar o brilho

gum evento. De dia, só uso um BB cream para uniformizar o tom de pele e um protetor facial, antes de tudo”, conta. No espelho, João não dispensa água termal para hidratar a pele e explora técnicas de contornos faciais como a marcação de nariz e bochecha. “Finalizo com pó compacto, passo rímel transparente nos cílios e nas sobrancelhas, penteando-as para cima. E passo um pouco de água termal no fim, para dar um toque mais natural”, ensina. “Os ângulos do rosto ficam mais marcados, principalmente o nariz, que fica um pouco mais fino e reto”, finaliza. Mesmo que o preconceito e a resistência ainda vigorem, a ideia da maquiagem não é propriamente nova. Habitual em backstages de desfiles, também já foi utilizada de forma artística por ícones da música, como David Bowie, Kurt Cobain e Brandon Flowers – e, por isso, não precisaria, nos dias atuais, causar tanta resistência entre os próprios homens. “Uso porque quero e gosto mesmo. Faço para mim e por mim. Todo mundo deveria poder fazer o que bem quer, sem precisar se preocupar com o que os outros vão achar”, pondera João Paulo. NÉCESSAIRE Em vez de batons, sombras e delineadores usados em produções mais artísticas, os produtos masculinos ainda são discretos e se resumem basicamente à base, pó compacto e corretivo. Edimar Torres, dono da Barbearia Torres, em Belo Horizonte, aponta uma mudança sutil de comportamento na busca pela beleza. “Os homens têm-se sentido cada vez mais à vontade para compartilhar a vaidade”, acredita. Entretanto, a maquiagem masculina, que está disponível no menu de serviços da barbearia, ainda é mais procurada pelos que desejam dar um “up” no visual em uma ocasião especial, como um Dia do Noivo. “Realizamos uma beleza mais corretiva. Usamos a base para suavizar as manchas, o pó para tirar o brilho, e nada é carregado. Tudo bem sutil. O tempo também é mais curto: uma maquiagem nos homens dura de cinco a dez minutos”, descreve. No passo a passo a seguir, aprenda a dar um rumo descomplicado à maquiagem.

Antes da maquiagem Depois da maquiagem: pele corrigida e sem brilho


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estilo

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FAST

Barba até para quem não tem

Junta Tudo promove 6 Grupo Encontro de Brechós

GLOBO / DIVULGACAO

Lorena K. Bem que tentaram deiMartins xar a barba de lado e emplacar, para este ano, a volta do rosto totalmente lisinho – tendência chamada de “clean shave” –, mas os pelos na face estão longe de estar com os dias contatos. “A barba continua em alta, sim, principalmente aquela do estilo por fazer – e parece que vai perdurar por muito mais tempo”, assegura Edimar Torres, barbeiro profissional e dono da Barbearia Torres, que está passando uma temporada na Europa. De acordo com ele, uma forte tendência é o estilo fade beard, feito em degradê com volume bem baixo de pelos na região da costeleta, crescendo em direção às outras áreas do rosto, adotado por famosos como o ator Bruno Gagliasso. O sucesso do visual barbudo foi tamanho que também fez surgir uma novidade: o implante de barba. Para o médico especialista (e um dos pioneiros no procedimento) Carlos Eduardo Leão, nos últimos cinco anos multiplicou o número de interessados em ostentar um rosto mais peludo, seja por atributo estético, para cobrir falhas ou para disfarçar cicatrizes. “Utilizamos a região da nuca e logo acima das orelhas como doadora dos pelos, e a cirurgia é feita com anestesia local e sedação assistida por anestesista. Não há curativo. O paciente deixa o hospital no fim do dia

HUDSON BUCHHOLZ/DIVULGAÇÃO

O modelo de barba do Bruno Gagliasso é a mais pedida

de marcas locais se 6 Coletivos reúnem na próxima semana

O ator Jared Leto

e volta a suas atividades normais já no dia seguinte”, explica. Segundo ele, a intervenção é similar à capilar no tratamento da calvície. Após o implante, os cuidados e a manutenção são iguais àqueles mantidos por qualquer barbudo. “Tenho pacientes que transplantam barba para ter o prazer de se barbearem diariamente. O paciente mais velho no qual fiz a cirurgia tem 65 anos, o que prova que não há idade para a realização de sonhos”, acredita o médico, que faz, em média, de seis a oito transplantes por mês. Vale lembrar que um implante completo pode durar até seis horas, e o valor do procedimento, em uma média aferida no mercado, pode chegar a R$ 20 mil. Em breve. Para manter a barba em dia, Edimar lembra uma nova técnica, que substitui o barbear clássico feito com toalhas quentes. “É um procedimento feito a vapor, que tem o efeito de sauna e não agride tanto a pele do rosto do cliente’, explica. ARQUIVO PESSOAL

PASCAL LE SEGRETAIN/AFP

MAURICIO FIDALGO / TV GLOBO

Mais de 20 brechós especializados em moda feminina, masculina, plus size, infantil, bijuterias, bolsas, calçados, cintos, vestidos de festa, entre outras opções vão estar reunidos no Encontro de Brechós. O evento acontece neste sábado (1º), das 10h às 19h, com entrada gratuita, e vai contar com uma equipe de consultores de moda para orientar o cliente a se vestir. Anote o endereço: rua Tabaiares 72, no bairro Floresta.

O “Autoral – Coletivo de Marcas” é um evento que une designers de moda locais para apresentar uma nova experiência de compra a seus consumidores. Nesta primeira edição, nove marcas expõem as suas peças com design exclusivo e produção limitada, como Cilete Cândido, Bodadoria, Stampe.m, Ion Acessórios e Babi Wood (foto). O evento acontece na próxima sextafeira (7), das 16h às 21h, na Casa Leopoldina (Rua Leopoldina, 357, Santo Antônio) CILETE CANDIDO/DIVULGAÇÃO

Brunno Almeida 6 Pesquisador Maia desembarca em BH

Nos dias 10, 11 e 12 de abril, das 19h às 22h, o pesquisador paulistano Brunno Almeida Maia ministra o curso inédito “Figurações do Tempo: Relações entre a Imagem e a Moda”, no Terraço Libertas (Rua Marília de Dirceu, 192, Piso 1, Lourdes). O curso propõe-se a investigar questões contemporâneas relacionadas à imagem na moda a partir da filosofia, da literatura, das artes, da história e da sociologia. Inscrições pelo telefone (31) 2526-2015 GUILHERME ALONSO/DIVULGAÇÃO

Chay Suede

Implante: Marcação nas áreas do rosto em procedimento do médico Carlos Eduardo Leão, com pequenas falhas da barba e cicatriz abaixo do queixo que vão receber o implante de barba


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VITRINE

A culpa é dos astros Mania esotérica

Para uma virginiana 6 Delizadeza detalhista por natureza, esse pin-

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Atire a primeira pedra quem nunca saiu de casa pela manhã sem ler o horóscopo. Ou ficou horas dando F5 em frente ao computador esperando a previsão mensal do seu signo no site da astróloga que você é fã de carteirinha. Ou ainda, em algum momento da vida, pesquisou a combinação entre seu signo e de seu parceiro ou parceira e já pensou duas vezes antes de encarar um relacionamento por receio da restrição astral. O comportamento humano, de uns tempos pra cá, tem ficado cada vez mais ligado ao zodíaco e, por conta disso, o mercado criou uma serie de produtos para conquistar os adeptos da astrologia. E são especialmente para eles que essa vitrine pesquisou os lançamentos mais bacanas. Confira a seguir. Lorena K. Martins

dado Pra que explicar 6 Recado sobre o seu signo se você pode pre-

venir o outro com o resumo astrológico sobre ele? Quanto R$ 35 Onde www. facebook.com/umlambepordia

sorry” 6 “I’m Quem nunca

culpou o signo para justificar algumas atitudes? Essa case de celular é a ideal Quanto A partir de R$ 49,90 Onde www.gocase. com.br

6 Amuleto Para trazer

Equilíbrio é a palavra6 Basicona chave dessa t-shirt criada especial-

sorte, esse colar tem pingente de prata ou ouro com pedras correspondentes à cada signo, como esmeralda, topázio e quartzo Quanto R$ 850 Onde www.bohojoias.com.br

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Dou-lhe uma! Dou-lhe duas… Lascou! HÉLVIO

onsternada, tenta explicar ao marido como tudocomeçou, desde o momento em que, sem ter o que fazer, foi passear por aí até se encontrar numa moderna galeria de arte, em que quadros e esculturas expostos aguardavam um leilão. Saiu perguntando por preços, cotações em dólares, histórico do pintor, coisas do tipo. Completamente leiga, acabou tirando a tarde para satisfazer curiosidades e entreter-se com coisas pelas quais normalmente jamais se interessaria. O marchand, atenciosíssimo, vendo o interesse da cliente, resolve sondar. – A senhora gostou deste lote? – Muito – diz com ares de entendida, na verdade, sem entender bulhufas do que o artista tentara expressar na tela. “Cá pra nós, um borrão preto com dois rabiscos vermelhos significava mesmo alguma coisa? Até eu!”, pensa

C

com seus botões enquanto o homem a sua frente resolve puxar assunto. – Extraordinária a expressão, a força desta obra, concorda? – Sim, é de uma sensibilidade incrível! (“Ixe! Acho que exagerei”, pensa, já preocupada com o fim daquela história.) – Por acaso a senhora gostaria de ver nossas outras obras que irão a leilão? – Claro! Interesso-me muito por leilões. A-DORO!!! (“Santa Maria! Extrapolei de novo”, pensa.) – Veja este! Sob uma ótica mais aguçada, a senhora irá perceber o porquê de o artista despontar como um dos grandes abstratos contemporâneos. – É. (“Comigo é 8 ou 80”.) – Concorda? – Ah! Sim, claro. Adoro arte contemporânea... Sensacional! Um belíssimo acervo. Que força... Que... que... (“Lá estou eu no 80 de novo!”, pensa, divertida.) – ... sensibilidade artística, a senhora quer dizer. – Isso! Muito profundo... muito... – Por acaso teria algum

interesse em adquiri-lo no leilão? – Sim, me interessaria, sim... (“Nunca vou a esse raio de leilão mesmo!”) – Bom, a cotação mínima é R$ 8.000. Caso a senhora tenha interesse, o leilão será amanhã. – Com certeza, me interessaria... (“Pô! Que cara chato! Imagina se eu vou ter R$ 8.000 pra gastar com isso!”, pensa, já angustiada com a situação em que se metera.) Enfim, dá uma desculpa qualquer e se retira do recinto, antes preenchendo um

formulário com nome, endereço e telefones de contato, feito aqueles a que já respondera inúmeras vezes ao sair de butiques e estabelecimentos comerciais. No dia seguinte, acometida por uma grande enxaqueca e necessitadíssima de um sono profundo, resolve, de uma vezada só, ingerir um Rivotril e meio – coisa para derrubar elefante. Acorda por volta das 22h com o telefone tocando e, ainda em transe letárgico, atende. – Boa noite, senhora.

Aqui é da galeria... onde está se realizando o leilão... – Hum? – A senhora confirma o interesse pelo lote 54? – Como? – Lote 54. – Hã? Sim, sim. – Confirma! – grita a voz no telefone para outro alguém, enquanto, da linha, ela escuta: – R$ 8.000, dou-lhe uma, R$ 8.000, algum outro lance? Dou-lhe duas... Dou-lhe três. Vendido! – Hã? Como é que é? Ei, alguém aí?

– Parabéns, senhora! Acaba de adquirir uma belíssima obra... – Moço, peraí, como assim? – Parabéns! Finalmente cai a ficha, e, regressando do estado alfa em que se encontrava, resolve acordar o marido, antes enfiando garganta abaixo a outra metade do Rivotril. – Benheeeeê! – Hum... – Ô bem! – O que foi? – resmunga o outro. – Acho que acabei de comprar um quadro... – Como? – R$ 8.000... – O que você está falando aí? – Estou dizendo que eu acabei de comprar um quadro por R$ 8.000... – COMO É QUE É??? – É abstrato. – COMO? – Contemporâneo... E para completar: – E extremamente profundo. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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habitar

ATUALIDADE: COZINHAS AMERICANAS VÊM GANHANDO DESTAQUE NAS CONSTRUÇÕES BRASILEIRAS FOTOS LEO FONTES

CASACOR minas 2017

Localização Imóvel que abrigava a extinta Rede Ferroviária Federal tem uma vista privilegiada para a praça da Estação (veja foto abaixo)

mostra na

sapucaí

Há alguns anos, iniciou-se em Belo Horizonte um movimento espontâneo de reocupação e ressignificação da região Central da cidade. Seja por meio da cultura, da arte ou da gastronomia, o fato é que aos poucos o belo-horizontino voltou a frequentar a área onde teve início a história da capital. Muitos espaços e eventos contribuíram para isso: Museu de Artes e Ofícios, Duelo de MC’s, Baixo Centro Cultural, Praia da Estação, Espaço 104, Serraria Souza Pinto, Centro de Referência da Juventude, Teatro Espanca!, Benfeitoria e os demais estabelecimentos que preenchem a rua Sapucaí, no bairro Floresta, são alguns exemplos. E é exatamente essa rua – onde a gastronomia, a história e a arte pulsam – que sediará a edição 2017 da maior mostra de decoração do Estado, a CasaCor Minas Gerais. O imóvel escolhido guarda parte da memória dos mineiros. Nesse palacete antigo, construído nas primeiras duas décadas do século XX, funcionava a extinta Rede Ferroviária Federal S/A Renata Abritta

(RFFSA). “Tudo o que está relacionado à rede ferroviária é simbólico para os mineiros. Nós temos uma sintonia muito grande com a estrada de ferro, com o minério, isso está na nossa história, no nosso DNA, e foi aqui na praça da Estação que Belo Horizonte começou”, frisa Juliana Grillo, diretora da CasaCor. Por isso, segundo Eduardo Faleiro, também diretor da mostra, um imóvel com tais características veio ao encontro das expectativas dos organizadores. “O imóvel é um símbolo da arquitetura do início de Belo Horizonte, localizado em uma rua de efervescência cultural. A gente já tinha um olhar para essa região e procurávamos um imóvel central com importância histórica. Pesquisando, vimos nele, que estava desocupado há quase dez anos, uma oportunidade de sediar duas edições da CasaCor Minas”, conta.

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A CasaCorMinasGerais 2017 tem o conceito de morar bem na contemporaneidade. O imóvel, que abrigará 40 ambientes da mostra e foi apresentado a convidados durante um open house no último dia 23, integra o Conjunto Arquitetônico da praça da Estação. Localizado na rua Sapucaí, 383, o imponente prédio possui cerca de 4 mil m². “Será um desafio para que arquitetos, designers de interiores e paisagistas possam surpreender o público com projetos que consigam trazer o design para mais perto das pessoas. O espaço que escolhemos possibilita ambientes mais amplos, capazesde trazer muitas possibilidades de reflexão sobre a moradia com foco no essencial. A ideia desta edição é mostrar que a vida pode ser mais simples”, explica a diretora Juliana Grillo. A arquitetura do palacete encanta os visitantes e não foi diferente com o diretor da mostra, Eduardo Faleiro. “O pessoal da extinta Rede Ferroviária Federal me trouxe para conhecer o casarão e fiquei completamente apaixonado. A partir disso, ficamos cerca de seis meses em negociação. Comoo imóvel é tombado, precisei ir em todos os órgãos competentes”, conta. O fato de ser tombado não é um problema para os diretores da mostra. De 23 edições, 13 foram realizadas em imóveis considerados patrimônio ou em processo de tombamento. “Nós fizemos na Casa do Conde em 2000 e, naquela edição, tivemos o maior público da história da CasaCor Minas Gerais. Temosum relacionamento muito bom com os institutos de patrimônio histórico e artístico estadual e nacional e, agora, com a ReRenata Abritta

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ARQUITETURA> Imóvel foi apresentado a convidados durante um open house

Palacete de 4 mil m² abrigará 40 ambientes FOTOS LEO FONTES

de Ferroviária e com a VLI, que são parceiros da mostra nesse empreendimento”, afirma Juliana. MUSEU Nos últimos anos, o prédio vem sendo restaurado sob a supervisão do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan) para abrigar futuramente as instalações do Museu Ferroviário. “Este é o momento exato para ocuparmos o imóvel e fazermos um evento que o revitalize. Com a CasaCor, nós conseguiremos trazer visibilidade e também os recursos para a restauração. Um prédiomaravilhoso como esse, com uma história tão importante, tem que ter função, tem que estar aberto ao público e fazer parte da cidade”, destaca Faleiro.

Os diretores da CasaCor Minas, Juliana Grillo e Eduardo Faleiro, durante open house realizado no imóvel para convidados

DIMENSÃO A CasaCor é reconhecida como a maior e melhor mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo das Américas e reúne, anualmente, renomados profissionais em 20 cidades do Brasil e seis internacionais. SERVIÇO CasaCor Minas Gerais Data: de 12 de agosto a 17 de setembro Local: rua Sapucaí, 383, Floresta, Belo Horizonte

Imóvel está sendo revitalizado pelo Iphan e será um museu

Vagão abrigará um bar ou um café durante a mostra

Cômodos são muito amplos e possuem vários janelões

Edição 2017 volta a ter picolé da Sorveteria Easy Ice

Palacete está localizado na efervescente rua Sapucaí


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INTEGRAÇÃO> Arquiteta dá dicas preciosas para compor esse perfil de ambiente contemporâneo

Cozinha americana em alta MARI GUIMARÃES/DIVULGAÇÃO

AtualDa mente, o núRedação m e r o d e apartamentos com menos de 70 m² no Brasil é muito significante, não somente para possibilitar a construção de um número maior de unidades, mas, também, para tornar o preço mais acessível. Com isso, as cozinhas americanas – que se integram a outros ambientes, como sala de jantar e estar – vêm ganhando destaque nas construções. Além de ampliar o ambiente, esse perfil de cozinha possibilita maior convivência entre os moradores e convidados. Segundo a arquiteta Roberta Fermann, da Renova Arquitetura Express, hoje em dia, cada vez mais, as pessoas curtem cozinhar e receber gente em casa. “Ambientes integrados com cozinha americana ou cozinha gourmet, como também é conhecida, são ótimas opções para reunir amigos e familiares em momentos gostosos junto a um bom prato e a um bom vinho”, destaca Roberta. Por outro lado, o fato de a cozinha estar integrada à sala de estar exige alguns cuidados na hora de decorar esses ambientes. Por isso, Roberta chama a atenção para o sistema de exaustão e o revestimento das paredes. “Depuradores ou coifas potentes devem ser o primeiro investimento. Também devemos ficar atentos aos revestimentos. Como a cozinha está praticamente dentro da sala, requer um cuidado especial com as paredes. Normalmente, não uso azulejo ou nada que remeta à convencional cozinha. O ideal é manter a mesma pintura da sala de estar”, explica a arquiteta. Ela acredita que uma boa solução para o revestimento é usar a rodobanca de pedra bem alta entre a bancada e os aéreos, protegendo a área úmida. “Além da rodobanca, o uso de outros revestimentos apenas nessa área úmida é sempre bem-vindo. Vale usar a criatividade. Outra dica que integra, amplia e facilita a limpeza é o mesmo piso nesses ambientes. Uma boa opção são os revestimentos frios, como o porcelanato, que podem ser usados tanto na sala como na cozinha, e são de fácil manutenção. Por integrar a área social,

Segundo a arquiteta Roberta Fermann, da Renova Arquitetura Express, hoje em dia, cada vez mais, as pessoas curtem cozinhar e receber gente em casa

a cozinha deve estar sempre organizada”, reforça Roberta. O grande destaque nesse estilo de cozinha é o balcão que faz a divisa do ambiente ou a ilha. A área de trabalho necessita de uma altura para que quem esteja cozinhando fique confortável e não sinta dor nas costas. “O indicado seria a altura entre 90 e 94 cm. Já para quem vai ficar sentado conversando, indico que o balcão seja o mais confortável possível, ou seja, o ideal é a altura de mesa convencional de 75 cm. Quem gosta da bancada com banquetas altas, é lindo também, mas a coluna não aguenta muito tempo nessa posição. Sempre alio funcionalidade e conforto à estética”, completa a especialista.

Além de ampliar o ambiente, esse perfil de cozinha possibilita maior convivência entre os moradores e convidados

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Como a cozinha está quase dentro da sala, requer um cuidado especial com as paredes. Normalmente, não uso azulejo ou nada que remeta à convencional cozinha

Por integrar a área social, cozinha deve ser organizada

Utilizar o mesmo piso nesses ambientes facilita a limpeza


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ANUNCIE A SUA EMPRESA NESTA PÁGINA. FAÇA COMO A CNR. LIGUE PARA (31) 2138-3900 E SE INFORME.

CNR> Rede de lojas de varejo comemora 49 anos com centenas de ofertas para os clientes

Casa e construção FOTOS CNR/DIVULGAÇÃO

A CNR – rede de lojas de varejo especializada no comércio de materiais de construção e acabamentos – completa 49 anos neste mês. São quase cinco décadas como uma opção para o consumidor que está com obras de reforma ou construção. Para comemorar a data, segundo o gerente de marketing Tiago Dias, neste sábado (1º) a rede preparou centenas de ofertas de 3h em 3h em todas as suas lojas localizadas em Belo Horizonte, Nova Lima, Betim e Contagem. O horário de funcionamento será das 6h às 21h e, no domingo (2), das 8h às 20hs. “Os clientes podem esperar um bom atendimento, respeito, agilidade, criatividade e credibilidade”, destaca Dias. Para maior comodidade, as seis lojas da rede possuem estacionamento próprio e gratuito, o que permite ao cliente fazer suas compras e analisar os produtos com tranquilidade e segurança. Para quem procura por acabamentos, um diferencial facilita a vida do consumidor. “A CNR disponibiliza decoradoras para auxiliar o cliente sem custo algum. Além disso, enRenata Abritta

tregamos em todo o Estado, com frete sob consulta, gerando comodidade, agilidade, bom atendimento e, claro, um ótimo preço”, frisa Dias. PRODUTOS As lojas contam com uma grande variedade de produtos para reforma ou construção de imóveis comerciais e residenciais. São itens para banheiro, cozinha, área de serviço, iluminação, manutenção, piso, revestimento, porta, janela, tintas e acessórios, além de materiais de construção, hidráulico e elétrico. “Oferecemos porcelanatos, louças, utensílios para o lar, enfim, tudo para a sua casa”, conta Dias. HISTÓRIA Fundada em 1968, a empresa é hoje uma das mais tradicionais no segmento, apostando na qualidade dos serviços prestados e nos preços competitivos. Sua missão é superar as expectativas dos clientes, oferecendo soluções inovadoras em materiais de construção e acabamento, com excelência no atendimento, variedade de produtos e condições de preço e pagamento de acordo com a necessidade de cada cliente.

SERVIÇO Unidade do Carlos Prates possui mega show room de pisos e revestimentos, louças e metais, portas e janelas, banheiros etc

Unidade Pedro II Endereço: Av. Pedro II, 1.450, Carlos Prates, BH Telefone: (31) 2537-2100 Unidade Sion Endereço: Av. Nossa Senhora do Carmo, 1.250, Sion, BH Telefone: (31) 2537-2121 Unidade Andradas Endereço: Av. Andradas, 3.846, Pompéia, BH Telefone: (31) 2537-2140 Unidade Contagem Endereço: Via Expressa de Contagem, 2.525, Cinco, Contagem Telefone: (31) 2537-2177 Unidade Nova Lima Endereço: Serena Mall, Rodovia MG–30, 8.625, Vale do Sereno, Nova Lima Telefone: (31) 2537-2222 Unidade Betim Endereço: Av. Edméia Mattos Lazzarotti, 2.661, Ingá Betim Endereço: (31) 2537-2200 Site: www.cnr.com.br Redes sociais: facebook.com/cnronlinecnr @cnrmateriaisdeconstrucoes/

Unidade no Serena Mall possui decoradora à disposição de segunda a sexta (das 8h às 17h) e aos sábados (das 8h às 12h)


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WNovidade. Viagens-curso ensinam literatura para público em geral. Página 4 RAFAEL LAMPERT ZART/EMBRATUR/DIVULGAÇÃO

WSua melhor viagem. Uzbequistão e suas riquezas histórica e cultural. Página 12 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 1/4/2017

Deserto de água doce

Formação rara e única no Brasil, os Lençóis Maranhenses oferecem passeios na alta e na baixa estações. Páginas 6 a 9


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

personagem da semana FLOT VIAGENS/DIVULGAÇÃO

Noruega, pela primeira vez em Minas FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Pela primeira vez a Noruega faz um road-show no Brasil. Além de BH, foram incluídas no trajeto Porto Alegre, Curitiba, Campinas e São Paulo. Representada no Brasil pela Global Vision Acess (GVA), a Noruega exibiu seus fiordes e atrativos, além do site em português, para um público seleto de operadores e agentes de viagens no restaurante Alma Chef. No Brasil, os pacotes para o destino são operados pela Tumlare.

José Eduardo Barbosa e Tiago Barbosa, na Flot Viagens

Per Holte (Innovation Norway), Marcella Infantino (Borealis), Gordon Dirker (Hurtigruten), Fabiola Salmoram (Flam), Kristian Jorgensen (Fjord Norway), Elizabeth Bakken (hotéis Alexandra e Loenfjord), Hans Edmund Harris Utne (Hotel Ullensvang) e José Cunha Filho (Tumlare)

José Eduardo Barbosa,

diretor da Flot Viagens, fala do reposicionamento da operadora no mercado e a criação da campanha Guru Flot Viagens, que pretende mostrar que a equipe Flot é experimentada, viajada e treinada para compartilhar experiências com seus clientes, batendo de frente com as OTAs

A Flot Viagens anunciou no início deste mês um reposicionamento da marca no mercado. O que envolve esse reposicionamento?

Mara Pessoa (GVA) e Per Holte (diretor do Innovation Norway)

Edmir Morais e Chrystiana Oliveira (Belvitur Viagens), Suzana Rachi (Mappa Turismo), Yanaina Trindade (|deal), Manuela Bueno (Acta) e Maria Beatriz Uchoa (Arte de Viajar)

Os principais pontos que estamos tratando são a adequação à demanda por tecnologia, ou seja, temos hoje a Flot Viagens funcionando 24 horas na web, e nossa central de atendimento, no horário comercial. Além disso, nossos preços e nossas formas de pagamento são tão ou mais atrativos do que as ofertas disponíveis nos sites da internet. A grande vantagem é que oferecemos prestação de serviço com “P” maiúsculo, pois contamos com equipe experimentada, viajada e treinada para compartilhar com nossos clientes e garantir que o sonho da viagem seja realizado.

A Flot associou sua imagem ao Guru? O que é o Guru?

O termo guru significa o “mestre”, aquele que tem conhecimento, tranquilidade e equilíbrio. Nosso time de profissionais oferece essa categoria de serviços. No final, o que fizemos foi assumir nossa identidade de especialistas. Cuidamos da viagem de nossos clientes desde os primeiros questionamentos, passando por definição, reservas e zelando durante toda a viagem.

Como está sendo realizada a campanha Guru Flot Viagens?

Estamos realizando eventos de lançamento da temporada para nossa rede de agentes de viagens e apresentando a campanha. Em breve, vamos incorporar em nossos anúncios a imagem do guru.

Elizabeth Bakken (Hotéis Alexandra, em Nordfjord, e Loenfjord, em Loen) entre Fernando Murta e André Rossi (Visual)

Gordon Dirker (Hurtigruten, o mais tradicional cruzeiro de navegação pelos fiordes da Noruega) e Rafael Romeiro (FVO Travel)

Sendo um dos maiores críticos das OTAs, como o senhor avalia esse mercado online?

As OTAS ocuparam um espaço que estava aberto no mercado, acredito que para reservas básicas servem bem. Entretanto, não servem para viagens mais elaboradas nem tão pouco para organizar uma experiência mais completa nos destinos turísticos.

O site da Flot Viagens é considerado um dos mais eficazes por vários agentes de viagens de Minas. Qual é a novidade que a ferramenta traz?

Oferecemos mais de 5.000 opções de programas atualizados. Esses programas podem ser reservados no formato proposto ou ajustados à necessidade dos clientes. Em nosso site, oferecemos todas os serviços que os clientes necessitam, desde reserva de passagens aéreas, hotéis, traslados, passeios, seguros até os roteiros mais sofisticados e exclusivos, como o Expresso Transiberiano, que viaja por mais de 8.000 km entre Moscou, na Rússia, e Pequim, na China.

José Cunha Filho (diretor Tumlare no Brasil) entre as agentes de viagens da Belvitur Edmir Moraes e Renata Gouveia

Luís de Carvalho (My Travel), Kristian Jorgensen (diretor do órgão da região dos fiordes, Fjord Norway) e Andréa Bueno (Acta)

A Flot foi uma das empresas que mais contrataram em 2016, um ano considerado difícil pela maioria das operadoras. Por que essa lógica de contratar em um ano de crise?

Porque estamos convictos que oferecer conteúdo aos clientes é fundamental. Economizamos em vários setores da empresa, entretanto seguimos com os investimentos em tecnologia e conteúdo (tanto em apoio como em vídeos e programas).

Quais os principais investimentos em destinos e produtos da Flot para este ano?

Cada vez mais estamos tratando de oferecer programas de viagem em que nossos clientes podem tirar o melhor que cada destino pode oferecer. Vamos apresentar neste ano roteiros recomendados, nova linha de viagens de lua de mel e de roteiros para viagens em família.

Quais suas expectativas para o mercado de turismo em 2017?

Ana Paula (Flytour) e Marcella Infantino (Borealis, operadora que oferece passeios nos países bálticos, nórdicos e na Rússia)

Carol Ocampo (Snow), Fabiola Salmoran (Flam, região dos fiordes Aurlandsfjord e Nærøyfjord) e Celso Borges (Viagens Master)

Estamos sentindo um aquecimento nas reservas neste ano. No entanto, os preços das viagens seguem congelados. Com isso deveremos ter um incremento de 15% a 20% em relação ao ano passado.


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turismo D. STANLEY/VISUAL HUNT/CREATIVE COMMONS

Roteiros

Tour pelas páginas dos clássicos Professores da PUC-Rio resolveram dar aula de literatura e história inloco, criando viagens-cursos que passam porcenários retratadosem grandes obras Tiago Dantas Agência O Globo

O Império Persa narrado pela princesa Xerazade de “As Mil e Uma Noites” foi a inspiração principal para que participantes de um grupo de estudos de literatura clássica da PUC-Rio subvertesse a lógica tradicional da sala de aula. Em vez de apenas ouvir e ler sobre os cenários que formam hoje o Irã, a professora Sandra Guimarães resolveu que era hora de ir além da imaginação e organizou uma “viagemcurso” ao país, com saída daqui a oito dias (9 de abril) e que, garante ela, não se trata somente de um passeio temático. É, sim, um tour aberto ao público, “não é só uma viagem turística. Promovemos cursos completos sobre a obra estudada, com aulas no Brasil e no Irã, antes e durante os passeios, ministradas por professores especializados”, esclarece. A Pérsia narrada nos contos já não existe. Mas organizando o curso pelo país e pensando nas imagens descritas no romance, surgiu a ideia da empresa de viagens Philos & Sophias, que agora já promove outros cursos por locais como as cidades na Espanha que marcaram a obra de Cervantes e a França de

Ernest Hemingway (com datas ainda a serem definidas, mas confirmadas para 2017 e 2018). “É claro que, juntamente com os cenários das obras, fazemos passeios culturais para que a realidade daquele livro ou autor também seja contextualizada e outras vertentes da época, como a pintura, por exemplo, também sejam exploradas”, observa Sandra.

No reino de Xerazade São muitas inspirações literárias, mas a professora acredita que a ideia para a criação dos cursos não poderia ter sido outra senão o Irã. “Por se tratar de uma cultura e de cenários muitos diferentes do que estamos acostumados, eu fiz uma aula mais lúdica, usando muitas imagens para que todos pudessem se ambientar. Tanto as histórias narradas no livro, como as fotos e os vídeos inspiraram os alunos, que insistiram para organizarmos uma aula fora da sala”. O roteiro pelo Irã terá duração de 14 dias, passando por cenários narrados por Xerazade e importantes pontos históricos, como palácios, mesquitas, museus, sítios arqueológicos (como Pasárgada) e outros prédios históricos na capital, Teerã, além das cidades de Kashan, Isfahan, Shiraz e Persépolis.

Viagens-curso são abertas ao público, independentemente de conhecimento prévio dos autores ou das obrasreferência

A torre Azadi, erguida em 1971 por ocasião das comemorações dos 2.500 anos do Império Persa, é símbolo de Teerã TURISMO DA ESPANHA/DIVULGAÇÃO

Saiba mais Destino: Irã Tema: “O Oriente das Mil e Uma Noites, Irã” Período: De 9/4 a 21/4 Preço: A partir de US$ 5.650, com aéreo e hospedagem. Destino: Rússia Tema: “A Rússia através de Tolstói, Dostoiévski e Tchekhov” Período: De 12/7 a 31/7 Preço: Ainda a definir Informações: www.philosesophias.com Moinhos de vento de Consuegra, em Castilha la Mancha, que integram a Rota Quixote, com tour em data a ser definida KISHJAR/VISUAL HUNT/CREATIVE COMMONS

Pelos caminhos de Tolstói, Tchekhov e Dostoiévski

O Kremlin, em Moscou, faz parte dos cenários que inspiraram escritores russos como Tolstói, Tchekhov e Dostoiévski

Outro curso definido, com saída prevista para 12 de julho, tem como tema a Rússia e sua literatura. Na rota, os museus de Tolstói e Tchekhov, além de locais inspirados nas narrativas do país de Dostoiévski, como a Fortaleza de Tobolsk (um antigo presídio de passagem, onde o autor chegou a ficar) e uma parte da Sibéria (onde, durante o período de trabalhos forçados, provavelmente o romancista se inspirou para escrever alguns de seus clássicos, como “Memórias

da Casa dos Mortos”). Até o fim de 2017, um tour pela França de Hemingway, que morou em Paris na década de 20, também visitará pontos de interesse do autor e que o inspiraram a escrever algumas de suas obras. Um dos passeios sai da capital francesa e chega a Lyon, trajeto muito percorrido por Hemingway. No caminho, um minicurso enogastronômico ministrado pelo sommelier Joseph Morgan Jr, professor da Associação Brasileira de Sommeliers (ABS).

Sandra afirma que o curso que foca em autores sul-americanos também abrirá inscrições. O roteiro passará, inicialmente, por Peru e Colômbia. A ideia é se aprofundar nas narrativas de Vargas Llosa e do realismo mágico de Gabriel García Márquez, que foi um dos idealizadores da famosa Faculdade de Cinema de Cuba e passou seus últimos dias no México. Por isso, esses dois países também devem ser incluídos no roteiro final, afirma Sandra.


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Turismo de luxo

Flutuando nas águas de uma Amazônia remota Lodge de luxo erguido sobre palafitas inaugura piscinaflutuante no rio Juma; período daschuvas aumenta em maisde 15 m o volumedas águasna região FOTOS NELSON GARRIDO/DIVULGAÇÃO

O Juma é exemplo de turismo ecossustentável na Amazônia; piscina está em um deque flutuante no rio homônimo

Da redação Uma piscina natural em meio à natureza da Amazônia é a novidade do Juma Amazon Lodge. Trata-se de um deque flutuante, no rio Juma, em frente ao hotel, com área para tomar sol em espreguiçadeiras, ler, beber uma caipirinha ou simplesmente relaxar. A piscina é feita em tela de aço galvanizado, que permite a passagem da água do rio, mas não de peixes ou jacarés. Entre março e agosto, período da cheia, a Amazônia ganha novas paisagens. Nessa época do ano, as chuvas de verão e o degelo natural da cordilheira dos Andes, na costa oeste da América do Sul, fazem os rios na região subirem mais de 15 m. O fenômeno faz com que os turistas possam navegar pelas áreas inundadas no meio da selva.

Viajar nesta época na Amazônia é fascinante. Cruzar a floresta em canoas de madeira permite experiências memoráveis, como ver as copas das árvores refletidas nitidamente no espelho d’água e observar os pássaros de perto, como o uirapuru e o jaçanã. Em outros passeios, pode-se visitar a casa de um ribeirinho ou conhecer a sumaúma, árvore de 40 m de altura. Cercado pela floresta, o Juma Amazon Lodge está em uma área preservada de 7.000 ha, a três horas de Manaus por barco ou carro. O hotel foi criado para oferecer uma sensação autêntica da Amazônia. Seus bangalôs – voltados para a mata ou para o rio Juma – foram construídos sobre palafitas e são cobertos com palha de babaçu. No caminho para o hotel, a bordo de um barco a motor, os viajantes podem ser recebidos por botos

São 21 Bangalôs construídos sobre palafitas na floresta

Como chegar Juma Amazon Lodge: O hotel está localizado a 100 km de Manaus. Pode ser alcançado em três horas por vans e barcos. A viagem também pode ser feita de hidroavião (30 minutos), mediante solicitação. Diárias a partir de R$ 1.554 (baixa temporada, janeiro a junho) e R$ 1.709 (julho, agosto e fim de ano) por pessoa em ap.duplo

amazônicos e ainda conhecer o fenômeno do encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que correm lado a lado sem se misturar por até seis quilômetros de extensão. A razão de eles não se misturarem está relacionada às diferentes temperaturas, velocidades e densidades das águas.

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Todos os bangalôs são rústicos e confortáveis


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Artesanal

Uma casa de fazer farinha Próximo ao trecho do rio Preguiças onde acontece o stand-up paddle, fica uma típica casa de farinha, compartilhada pelas famílias que moram no entorno. “Mais que uma atividade econômica, aquele é um encontro com as raízes do local”, explica condutor cultural da casa, José Maria Diniz Araújo.

turismo

Lençóis Maranhenses

Encantos vão muito além dos clichês Regiãocomeça a sepreparar para a altaestação, quecomeça logo após aschuvas demaio, mas aslagoas estão longe deser a única atração Tâmara Teixeira

Modelo

Toda a família fabrica produto Ali, é realizado todo o processo artesanal, desde descascar a mandioca até torrar a farinha propriamente dita em forno de barro. As famílias (pais, filhos, tios e primos) se revezam no espaço, deixando 10% de sua produção como paga ao construtor. Nas instalações, ferramentas antigas convivem com os celulares modestos dos mais jovens.

Costumes

Dono de rancho recusa proposta Depois visitar a casa de farinha, saboreie, na beira do rio, uma mandioquinha frita com café do seu Zequinha Davi, o senhor que resiste à especulação imobiliária. “Já me ofereceram mais de R$ 1 milhão pelo rancho, mas, se eu sair, não vão manter os costumes, será apenas um hotel luxuoso. Temos que aprender como sobreviver e movimentar a economia com o que temos”, diz, com amor a seu pedaço de chão.

Tem rio. Tem mar. Tem passeio com boia e com ares de rally. Tem paisagens selvagens e muito charme. E tem também os Lençóis Maranhenses, e digo também propositadamente. As lagoas de águas quentes e claras são a cereja da região, mas estão longe de ser a única atração dos Lençóis. Para além das dunas, é possível conhecer cenários tão arrebatadores quanto os “desertos” do Maranhão e, o que é melhor, durante todo o ano, seja no período de chuvas ou de seca. É, sem dúvida, a partir das margens do rio Preguiças que se revelam os demais encantos dos Lençóis Maranhenses. O rio atravessa diversos povoados, sendo Barreirinhas – a 250 km da capital, São Luís – o principal deles. A cidade é o ponto de partida para desbravar o entorno. Percorrer as águas do Preguiças a bordo de uma lancha é uma aula de como a natureza local está entrelaçada com a vida da população ribeirinha. Ali, estão as palmeiras de carnaúba e buriti, de onde é extraída a palha que serve de teto para as casas mais simples, passando pela matéria-prima do artesanato, e até para a culinária, no caso do buriti.

Aventura É o rio Preguiças que trilha o caminho para o passeio de stand-up paddle, para conhecer uma típica casa de farinha, o majestoso farol de Mandacaru ou o povoado de Atins. Passeios que até podem existir pelo país afora, mas que se tornam únicos naquele pedaço de chão em função da vegetação, dos traçados e, principalmente, da beleza tão natural e simples quanto exuberante da comunidade local.

No trecho terrestre dos passeios, o transporte garante boa parte da graça e da aventura do lugar. Os turistas se locomovem basicamente nas chamadas “jardineiras”. São caminhonetes potentes com carroceria adaptada para levar bancos que comportam até 13 pessoas, incluindo o motorista e o guia. Percorrer a estrada acidentada com o vento gostoso no rosto é uma das sensações mais inesquecíveis da viagem. Antes de deslizar pelas águas calmas de um trecho do Preguiças sobre uma prancha de stand-up

Os Lençóis Maranhenses, o deserto brasileiro de dunas brancas, são um tour de contemplação e aventuras

paddle é preciso atravessar uma balsa que cruza a margem do rio de um lado para o outro e depois percorrer cerca de 40 minutos de jardineira (também atravessa na balsa) até o povoado de Tapuio. No caminho, cenas do cotidiano, como um senhor que tece a rede de pesca em frente a sua casa, são comuns. Aliás, as casas obedecem a um padrão encantador: têm, quase sempre, uma porta e uma janela na frente, com apenas a fachada pintada, devido aos poucos recursos financeiros.

Simplicidade e simpatia Essas casas, no geral, são pequenas, e muitas ainda são feitas de barro, sem nenhum suporte de material industrializado. As cercas das casas, feitas de troncos de árvores, entrelaçam-se e fazem um efeito que, nos grandes centros urbanos, poderiam ser vendidas a peso de ouro, mas que, ali, são só o retrato fiel da simplicidade e da beleza daquelas pessoas. No caminho, crianças e donas de casa estão à porta como se esperassem pela passagem dos visitantes. O sorriso no rosto aparece fácil e vem acompanhado de um aceno. Nada programado, tudo espontâneo.

Passeios Lancha: Com paradas em Pequenos Lençóis, farol de Mandacaru e praia do Caburé.Porpessoa, R$ 70, ou R$ 90 até Atins. Boia: Inclui 4x4 até Cardosa e trecho off-road até o rio Formiga, descida em boias comguia. R$ 80 por pessoa. Casa de farinha: De lancha até Tapuio, onde fica a casa de farinha. R$ 60 por pessoa. Stand-up paddle: Praia do Tapuio. R$ 100 por uma hora. Quem faz os passeios: tropicaladventure.com.br/ (98) 3349-1987 saopauloecoturismo.com/ (98) 3349-0079 caetesturismo.com.br/ (98) 3349-0528 Passeio de lancha no rio Preguiças é uma das atividades mais procuradas, depois das lagoas em meio às dunas


turismo

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FOTOS ENCANTES DO NORDESTE/DIVULGAÇÃO

De pernas pro ar nas águas calmas do rio Formiga Outra incursão indispensável pelo Preguiças é até o farol Mandacaru, cravado no povoado que leva o mesmo nome desse cacto. Depois de subir 160 degraus, a vista tira o resto do fôlego que sobrou ao visitante. Do alto, admira-se o oceano, o rio, as palmeiras, as dunas e, claro, o simpático lugarejo. Ainda no circuito alternativo ao dos Lençóis, está a descida de boia pelo rio Formiga. Para chegar ao local do embarque, no povoado de Cardosa, são outros 40 minutos de estrada de terra, de muita aventura e um show à parte. É possível percorrer quilômetros entre uma casa e outra – impossível não se perder nos pensamentos de como aquelas pessoas vivem em locais tão isolados; alguns ainda sem energia elétrica e tendo como único transporte as jardineiras (em versão menos confortável

No caminho para Tapuio é possível visitar a lagoa da Esperança, que é perene e fica próxima da entrada do Parque Nacional dos Lençóis

Saiba mais OUTROS PASSEIOS: Sobrevoo nos Lençóis: R$ 300 por pessoa. Quem faz? Empresa AVA www.voeava.com.br, (98) 99141-0793

www.caetesturismo.com.br (98) 3349-0528 e (98) 99158-3349 www.pousadairmaoatins.blogspot.com.br (98) 3349-5013 e (98) 98864-4288

rias para casal a partir de R$ 370 (baixa) a R$ 646 (alta). portopreguicas.com.br ou (98) 3349-6050

Passeio de quadriciclo de Caburé a Barreirinhas, passando pelos Pequenos Lençóis: R$ 350 cada veículo para até duas pessoas Quem faz? www.tropicaladventure.com. br Telefone: (98) 3349-1987 e (98) 99966-1010 www.saopauloecoturismo. com (98) 3349-0079 e (98)-99149-4666 www.saopauloecoturismo. com (98) 3349-0079 e (98)-99149-4666

ONDE FICAR

Pousada Jurará e Vila Jurará: Diárias para casal na baixa estação a partir de R$ 280 (Jurará ) e R$ 350 (vila Jurará). pousadajurara.com.br ou (98) 3331-3434 / 98726-9007 Pousada do Irmão: Diárias para casal a partir de R$ 200. pousadairmaoatins.blogspot. com.br ou (98) 3349-5013 / (98) 98864-4288

Barreirinhas: Pousada Encantes do Nordeste: Diárias para casal a partir de R$ 270 (baixa temporada) a R$ 358 (alta). encantesdonordeste.com.br ou (98) 3349-0260 / 3331-3434 Pousada Buriti: Diárias para casal a partir de R$ 285 (baixa) a R$ 369 (alta). pousadadoburiti.com.br ou (98) 3349-1802 Porto Preguiças Resort: Diá-

Atins:

Quando ir: Durante o ano todo, mas, entre Junho e setembro, todas as lagoas estão cheias

que a dos turistas), para ir às escolas ou ao supermercado em Barreirinhas.

Só relax Ao chegar à margem, é só entrar na boia e, literalmente, “deixar o rio te levar”, no melhor estilo Zeca Pagodinho. Dois moradores locais acompanham todo o trajeto, para ajudar a desviar de algum galho. Na maior parte dos trechos, o

rio é raso e permite parar para um banho. A descida, dependendo da força das águas, dura cera de uma hora. A intenção não é a de proporcionar grandes emoções, como no rafting, mas a de relaxar. De novo, o caminho te presenteia com cenas que encantam pela singeleza, como a de mulheres lavando a roupa nas águas do rio.

Descer de boia o rio Formiga é uma forma de relaxar e contemplar suas belezas


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turismo EMBRATUR/DIVULGACÃO

Fortaleza

Seis dias de descanso

Turista mergulha de snorkel na lagoa Azul, nos Grandes Lençóis

Para curtir Fortaleza, a Latam Travel preparou um pacote (10 a 16/4) que inclui aéreo, seis diárias em ap. duplo com café da manhã no hotel Holiday Inn e pontos Multiplus. O programa custa a partir de R$ 2.145,56 (+ taxas de embarque). Válido para as lojas Latam do BH Shopping (313286-3999), Boulevard (31-2515-3310), Diamond Mall (31-25330933) e Minas Shopping (31-3245-5718). FABIO TEIXEIRA/DIVULGAÇÃO

Grandes Lençóis Voos de BH

Fortaleza, São Luís e Recife A Azul anunciou que terá voos diretos entre Belo Horizonte e Fortaleza (CE) na alta temporada, de 1º a 31/7. Outras duas cidades nordestinas que ganharão mais voos partindo da capital mineira neste período são Recife (PE) e São Luís (MA). Serão quatro voos diários para a capital pernambucana e dois para a maranhense. Para saber mais sobre horários e preços, acesse www.voeazul. com.br. HANS VON MANTEUFFEL/DIVULGAÇÃO

São Luís

Pacote a partir de R$ 2.117,50 Para conhecer São Luís, porta de entrada para os Lençóis, o pacote de cinco dias, incluindo hospedagem no Brisamar Hotel com café da manhã e aéreo, custa a partir de R$ 2.117,50 (ou 10 x R$ 211,75), com saída em 19/7. Ligue 4003-1181, acesse www.azulviagens. com.br ou consulte seu agente de viagens.

Insólita e mágica paisagem do deserto gigante de areia com lagoas cristalinas Dunas imponentes, espelhos de águas quentes, passeios a cavalo e de quadriciclo ebanhos revigorantes estão no trajeto dosvisitantes Tâmara Teixeira Quando as dunas apontam ao alcance das vistas, é involuntário esticar o pescoço, levantar os óculos e encolher osolhos, como se fosse vermelhor a cena. À medida que a jardineira se aproximadas dunas, a reação é uma só. Os sussurros de “nossa” e “uau” se multiplicam diante das montanhas de areia imponentes. Depois de entrar no Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, logo após as dunas, começamaapareceras lagoas. A excitação é generalizada, como se o destino final já estivesse diante dos olhos. Mas não! As lagoas se revelam muitas, em diferentes tamanhos e profundidades. Cada uma delas tem sua peculiaridade, nenhuma é igual à outra. O monitor ambiental J. Júnior explica que aquela água é dechuva, porisso éclarae costuma ser quente. As dunas, ao prazer da natureza, vão se formando e mudando de configuração com o passar dos me-

ses e, claro, dos ventos. Quanto mais distante do mar, a areia vai ficando mais fina e clara. “Quando o grão sai do mar, sai bruto, grosso, quando a maré abaixa, o sol secaesse grão, e o vento carrega essa areia. Aí começa o processo de lapidação, até só restar o cristal de quartzo. Quanto mais o grão girar, mais ele vai se lapidar e virar aquele pó fino, como cristal de vidro, que é feito de areia”, explica J.Júnior. O banho nas lagoas é inesquecível. A água é agradável, não se parece com um mergulho no rio, tampouco no mar. A sensação é de leveza. Passar por essa experiência te deixa revigorado.

engano pensar que o passeio só é possível nesse intervalo. Durante todo o ano, tem sempre alguma lagoa com água à espera dos turistas. Os carros, ou melhor, as jardineiras que entram no parque podem rodar até certo ponto. Depois, uma caminhadatranquila decerca de40minutos leva os visitantes até os pontos de banho. O passeio não exige esforço físico. A subida, claro, é a parte pesada, mas não chega a ser um sacrifício. Difícil é deixar esse deslumbre para trás.

Quadriciclo O passeio de quadriciclo é imperdível. Andar por entre asdunas,passandopelarestinga, avistando bodes, famílias simples em suas funções diá-

riastãocontrastantescom ariqueza do lugar é sensação para se recordar eternamente. Neste período do ano, o trajetoficaaindamaisemocionante, com algunspontos alagadiços. Nas subidas, quando as únicas coisas que se vê são océueomorro deareia,épreciso se concentrar para não se distrair com tanta beleza. O passeio entre Caburé e Barreirinhasduracercade três horas e pode ser feito em duplas,revezandoocomandodo guidão. A princípio, pode-se imaginar que três horas é muito, mas garanto que, ao final, vaitorcerparatermaisunsquilômetros para rodar com o quadriciclo.

W Acessse www.icmbio.gov.br/parnalencoismaranhenses/

Quem leva Operadora: Taguatur Turismo Informações: (98) 2109-6400 / www.taguaturonline.com.br Preço: A partir de R$ 560 por pessoa. Pacote: Inclui city tour em São Luís, traslados a Barreirinhas, passeio de lancha pelo rio Preguiças, passeio de 4x4 até o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses e um dia de hospedagem em apartamento duplo com café da manhã na pousada Encantes do Nordeste. ENCANTES DO NORDESTE/DIVULGAÇÃO

Lagoas Aotodo, o parque tem 155 mil ha, 80% dele é composto por dunas, mas há também lagoas,rios e manguezais. Onúmero de lagoas varia muito, dependendo do período chuvoso de cada ano. A cheia é de junho a setembro, mas é um

Passeio de quadriciclo entre Caburé e Barreirinhas é puro divertimento


turismo

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POUSADA JURARÁ/DIVULGAÇÃO

Onde comer Distante 257 km de São Luís, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses possui área de 156 mil hectares e 70 km de praias

Barreirinhas: Bambaê: No cardápio, peixes e camarões frescos, como a pescada amarela e o robalo. Os sucos naturais da região são uma boa pedida. (98) 99167-3414

Quarto da Pousada Jurará, que fica na rua principal do povoado de Atins

Restaurante da pousada do Buriti: Entre as diversas opções do cardápio, o filé de pescada empanado com farinha de castanha de caju crocante. Não deixe de degustar o mousse de buriti. (98) 3349-1802

ENCANTES DO NORDESTE/DIVULGAÇÃO

Restaurante A Canoa: Experimente os bolinhos de mandioca recheados com carne e geleia de pimenta, além dos drinques com frutas locais, como cupuaçu e buriti. (98) 3349-1724 Atins: Restaurante do Irmão (peixes e comida regional): (98) 3349-5013

A pousada Encantes do Nordeste mistura em sua decoração elementos indianos com o artesanato regional ENCANTES DO NORDESTE/DIVULGAÇÃO

O camarão do Restaurante do Antônio é famoso e atrai até os turistas estrangeiros que visitam o povoado de Atins

Paraíso no encontro do rio com o mar Foi há pouco mais de um ano que a energia elétrica chegou a Atins, distrito de Barreirinhas e uma das portas de entrada do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O povoado, com cerca de 1.500 habitantes, é o paraíso do sossego, de lindas paisagens e, provavelmente, do melhor camarão que você irá comer na vida. A praia dessa vila de pescadores, na confluência do rio Preguiças com o oceano Atlântico, revela essa mistura de água salgada com água doce. Se os brasileiros ainda conhecem pouco o lugar, os estrangeiros já enxergaram ali um destino de tranquilidade e bons negócios. Muitos

europeus já construíram casas ou pousadas no local.

Imperdível A vida pacata do lugar e a simplicidade da comunidade acolhedora são irresistíveis. Vale a pena passar uma noite no povoado de ruas de areia fofa antes de seguir até os Lençóis. E jamais passe por Atins sem experimentar o camarão-branco grelhado na brasa do restaurante do Antônio (9898881-3138). Eles chegam à mesa enormes, suculentos e dourados pelo tempero especial de dona Magnólia, mulher de Antônio Santos. Logo, o prato vira alvo de cliques. O camarão (R$ 80 para

duas pessoas, acompanhado de arroz, salada e feijão) é feito no fogão de barro. A pescada amarela (R$ 70 para duas pessoas), também grelhada com o mesmo tempero marinado no urucum, é igualmente imperdível. Para acompanhar, suco de caju natural bem gelado. No restaurante, iluminado por gerador próprio, o fogão de barro é todo contornado por conchas. Ao lado da área das mesas, redes coloridas para uns minutos de descanso, além de uma lojinha de artesanato. “Tem dias que não conseguimos atender todo mundo porque o peixe e o camarão acabam”, diz seu Antônio, com um sorriso tímido.

Guia

São Luís

História na ponta da língua

Um ou dias de estadia

ENCANTES DO NORDESTE/DIVULGAÇÃO

O circuito dos Lençóis Maranhenses exige necessariamente um acompanhamento de guias locais e de caminhonetes 4x4. Não deixe de procurar por J. Júnior, uma pessoa que é a alma da região. Sempre acompanhado de seu inseparável chapéu de palha de carnaúba, esse simpático monitor ambiental conhece como ninguém a história da vegetação, dos povoados e das dunas. Para contatá-lo, ligue (98) 99971-3455.

Você chega à cidade de Barreirinhas, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses, pela capital maranhense, São Luís. Antes de viajar para o destino, não deixe de passar um ou dois dias na cidade para visitar seu centro histórico, transformado em Patrimônio Cultural da Humanidade há 20 anos pela Unesco, e prova da culinária local. TÂMARA TEIXEIRA


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turismo THIERRY BORIE/COMMONS

RIO de Janeiro

Para curtir o feriado A Latam Travel está com um pacote de final de semana (19 a 22/5) no Rio de Janeiro. Inclui aéreo, três diárias no Venit Hotel com café e pontos Multiplus. O preço está a partir de R$ 723,57 (+taxa de embarque) em ap. duplo. Válido para as lojas Latam BH Shopping (313286-3999), Boulevard (31-2515-3310), Diamond Mall (31-25330933) e Minas Shopping (31-3245-5718). FÁBIO MOTTA/AGÊNCIA ESTADO

Para colocar na agenda

Com os dias contados (ou quase) Conheça cinco destinos para você visitarantes que sumam do mapapor causados efeitos do aquecimento globaldoplanetanaspróximasdécadas Segundo estudo publicado em 2015 por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, o nível do mar subiu 1,2 mm ao ano entre 1901 e 1990, alcançando 3 mm ao ano entre 1993 e 2010. As Organizações das Nações Unidades (ONU) calculam que, até 2100, o nível do mar pode

crescer entre 26 cm a 82 cm no mundo. Os efeitos do aquecimento global são reais e podem afetar ilhas em oceanos e até cidades à beira-mar. Algunspaíses estão seriamente ameaçados de ser varridos do mapa. Pensando nisso, o site Skyscanner skyscanner. com.br) organizou uma lista de lugares para se visitar antes que sumam de vez.

Ha Long Bay (Vietnã) Na baía de Ha Long, são mais de 1.600 ilhas cobertas de vegetação e, a maioria, sem formações de praia. Há muitos anos já se percebe mudanças ecológicas na região devido às vilas de pescadores sobre as águas, à pesca em grandes proporções e, é claro, ao turismo. Para barrar a deterioração desse patrimônio mundial da Unesco, algumas medidas vêm sen-

do tomadas pelo governo vietnamita. Apesar de diminuir a quantidade de turistas e barcos por dia, moradores locais reclamam que pouco foi feito em relação ao transporte de carvão pela baía, um dos maiores poluidores das águas. Enquanto isso, o governo estuda realocar esses moradores que, além de viverem no local há muitas gerações, fazem parte do patrimônio cultural de Ha Long Bay.

ANDREAS FAESSLER/COMMONS

Bagan (Mianmar)

Mato Grosso

Lazer e curso terapêutico Estão abertas as inscrições para as sessões de constelação familiar realizadas na natureza pela psicoterapeuta Solange Rolla, em parceria com Zênith. A constelação familiar é uma prática que trabalha o ser humano a partir da noção de pertencimento a um grupo ou família e seu funcionamento a partir da vivência nesse sistema. O encontro acontece em Nobres, Bom Jardim (MT), de 5 a 10/6. Inf.: (31) 3225-7773.

CHRISTOPHER MICHEL/COMMONS

Fiji Composta por 322 ilhas, o arquipélago está com os dias contados. A boa notícia é que parte das terras do país é mais elevada em relação ao nível do mar que os países vizinhos e, por isso, não corre o risco

de desaparecer completamente. Mesmo assim, o arquipélago luta contra o avanço do mar, que contamina fontes de água doce e terras agrícolas. Além disso, Fiji também está sujeito a ciclones, inundações, terremotos e tsunamis.

Os templos de Bagan são conhecidos pelos centenários pagodes budistas construídos entre os séculos X e XIV. Passeios de balão que sobrevoam a área são comuns para apreciar essa composição que une religião, história e natureza. Em agosto de 2016, mais de 60 templos foram danificados por um tremor de magnitude 6,8. Devido à localização geográfica do país (próximo às placas tectônicas), eles correm o risco de desmoronar ao longo dos anos.

VISITMALDIVES.COM/DIVULGAÇÃO

Ilhas Maldivas (Índico)

PAULO CAMPOS

PEDRO MARTINS/ESTADÃO CONTEÚDO

Esse pedaço do paraíso no oceano Índico pode ser o primeiro país a desaparecer por causa do aquecimento global. Com 1.200 ilhas, o arquipélago tem uma altura média de apenas 1,20 m acima do nível do mar. Como se não bastasse, o país ainda vive um paradoxo ambiental: por falta de terra e tratamento correto, a capital Malé acumula pilhas de lixo na lagoa Tilafushi. Maldivas é famosa por mar límpido, areia branca e fininha e bangalôs sobre as águas. Na mesma situação estão as ilhas de Tuvalu, na Polinésia, e Kiribati, no oceano Pacífico.

Rock in Rio

Pacotes com ou sem hotel Para atender diferentes perfis de público e orçamento, a CVC está comercializando pacotes para o Rock in Rio, com preços a partir de R$ 798, incluindo ingresso, traslado para a Cidade do Rock, transporte rodoviário ou aéreo, com a opção de incluir ou não o hotel. Acesse www.cvc.com.br.

FABÍOLA TARANTO/DIVULGAÇÃO

Mar Morto (Israel-Jordânia) O mar Morto, considerado o local de menor altitude do planeta, passa por uma grave crise ecológica, com o nível de suas águas diminuindo, em média, um metro por ano. O mar – na verdade um lago na fronteira entre Israel e Jordânia – é famoso por sua salinidade

de 33%, dez vezes maior que a dos oceanos. É impossível afundar nessas águas, por isso o corpo flutua naturalmente. Nos últimos 50 anos, o mar Morto perdeu 1/3 de seu volume por causa das drenagens e da evaporação, equivalente a 1,05 bilhão de metros cúbicos de água por ano.

Veneza (Itália) Construída no século X, Veneza vem afundando lentamente nas últimas décadas devido ao processo natural de deslizamento dos sedimentos da lagoa sobre a qual foi posicionada. Essa situação, que não é novidade, tem sido agravada nos últimos anos em decorrência do aumento do nível do mar. Estima-se que, até o final do século XXI, grande parte das ilhas que formam a cidade estará debaixo da água. Com construções históricas lindas e canais que funcionam como ruas, Veneza é uma cidade única e o destino perfeito para casais em lua de mel, famílias e amantes de arquitetura.


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sua melhor viagem

Uzbequistão dá show arquitetônico-cultural FERNANDO PESSOA/ARQUIVO PESSOAL

Fernando Pessoa, da Destaque Turismo, voltouencantado comos cenáriose as curiosidades desse árido,mas belo país da ÁsiaCentral Faz pouco mais de uma semana que cheguei de uma das viagens – e olha que eu viajo muito! – que mais mexeram comigo: o Uzbequistão. Assim como Índia e Myanmar, o país impactou em todos os meus sentidos, a ponto de eu não sentir que a viagem tinha tempo para acabar. E o que é melhor: o dinheiro local é bem desvalorizado; cada US$ 1 equivale a 3.500 sons uzbeques. Ainda um país desconhecido da maioria dos brasileiros, o Uzbequistão guarda relíquias arquitetônicas, culturais e religiosas que se exibem sem esforço. São mesquitas, madrassas (escolas de estudos islâmi-

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cos), mausoléus, mercados e fortificações que enchem os olhos por sua suntuosidade, pela história que carregam e, inclusive, pelo azul que tinge suas cúpulas e seu céu. Esses atrativos estão por todos os lados, especialmente em Tashkent, Buckara, Khiva e Samarcanda, cidades que integraram meu roteiro. Para entender o Uzbequistão, você precisa ver. E sentir. É um lugar que me fez voltar diferente. Apesar de a viagem ter acabado, o país não sai de minha cabeça. Saudade... muitas saudades!

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Se você quiser conhecer a beleza estonteante do país, acesse www.destaquetur@ destaquetur.com.br e solicite um roteiro feito especialmente para você.

1. Tashkent, a capital do Uzbequistão, além de abrigar o original do Alcorão (o livro sagrado do islamismo), é repleta de museus, teatros e óperas. Uma cidade que faz jus ao apelido de “Paris da Ásia Central”, ela impressiona com largas avenidas, construções imponentes ao estilo russo-muçulmano, grandes mercados, madrassas, mesquitas, parques e jardins bem-cuidados por todos os cantos. E o melhor de tudo: o povo. Gente feliz, sorridente, de bem com a vida. Quando pertencia à União Soviética, Taskent era a quarta maior cidade do bloco, depois de Moscou, São Petersburgo e Kiev.

2. Bukhara, cidade que já foi um importante centro de estudos islâmicos e um museu a céu aberto, também possui inúmeros monumentos deslumbrantes. Aliás, Bukhara foi o coração econômico, cultural e religioso da Ásia Central. Considerada um oásis no meio do deserto de Kyzylkum, ela ainda foi a capital do Estado de Samanidas (primeira dinastia iraniana que controlou a Ásia Central, nos séculos IX e X) e um dos principais pontos comerciais das caravanas da Rota da Seda, assim como um dos pilares do islã. Na cidade participamos, juro, até de uma festa de casamento, em que a noiva, acompanhada do noivo e dos convidados, saiu às ruas antes da cerimônia para exibir seu vestido. Um povo alegre... dançamos muito!

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3. Khiva e Samarcanda, por sua vez, são destinos inexplicáveis. Khiva, uma joia no meio do deserto, é uma cidade de 2.000 anos com construções em azul-turquesa, que simbolizam a fé em Alá. Um dos destinos tradicionais do Uzbequistão, encontramos, em suas ruas, moradores com os dentes revestidos em ouro, uma referência de poder aquisitivo comum no país.

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6. Herança dos povos nômades de algumas partes da Ásia Central, a iurta, uma casa (ou cabana) desmontável, ainda é usada hoje como hospedagem típica. Rústica e aparentemente frágil, ela é confortável e mantém você aquecido no inverno, mas fresco no verão. Dizem que houve uma época em que essas casas tradicionais eram muito usadas, das estepes da Mongólia e do Cazaquistão até as montanhas e os vales do Quirguistão.

4. Já Samarcanda, datada de 700 a.C. e conhecida como a cidade dos 50 tons de azul, exibe preciosidades como o bazar Siyob, um dos maiores da antiga Rota da Seda. Ali, fomos aos mercados e até à casa de alguns moradores, para uma perfeita imersão na cultura local. A comida, bastante saborosa, temperada e farta, é sempre acompanhada de uma dose de vodca para o brinde (é preciso ir preparado).

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Se você fez aquela viagem dos sonhos e deseja publicá-la nessa coluna, faça seu relato e envie com as fotos correspondentes, conforme este modelo, para nossa reportagem por meio dos seguintes e-mails: paulohcampos1@gmail.com (ou paulocampos@ otempo.com.br) ou taniaramos@otempo.com.br

5. E a limpeza dos lugares, então. Acredita que havia mulheres sentadas no chão, limpando as escadas dos monumentos com uma escovinha? Mas uma coisa curiosa: não há uma grande estrutura de banheiros em estilo ocidental; a maioria é de banheiros turcos – aqueles com um buraco no chão. Porém, se estamos falando de um lugar pouco explorado, para quem procura o novo e esteja aberto a isso, não há problema algum.

Dicas Guia. Minha sugestão, para nada passar despercebido, é visitar o destino acompanhado de um guia experiente. Período. Além disso, verifique a melhor época do ano para ir, pois, quando está muito frio (na baixa temporada, de dezembro a fevereiro), tudo fica fechado por lá. Por isso, programe-se!


WMercado. Chevrolet confirma SUV Equinox para o segundo semestre. Pág. 15

LUIZ HUMBERTO PEREIRA/CZN

WLançamento. Ford Ka Trail chega às lojas a partir de R$ 47.690. Pág. 24

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BELO HORIZONTE Sábado 1/4/2017

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Coreano no ringue HyundaiCretaéforterivalnosegmento deSUVscompactos. Págs. 18 e19


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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Raimundo Couto

Sem trocar as marchas Um exemplo do amadurecimento do mercado automotivo está em seu crescimento sustentado. Infelizmente, o tempo de “vacas gordas” no Brasil ficou em um passado recente. De três anos a esta parte, nossa economia entrou em forte recessão, o que fez com que as vendas se retraíssem, os negócios se inibissem e o exponencial aumento na venda de veículos zero quilômetro se estancasse. Contudo, um avanço de evolução pode ser comprovado na democratização de oferta de câmbios automático e automatizado para automóveis compactos, sejam os de entrada na gama de produtos das montadoras nas versões com acabamento diferenciado e preço final mais alto. Este novo panorama mostra a quantas anda o Brasil em relação a outros países muito mais

evoluídos economicamente do que nós. Quem tem ligação com o tema sabe que, nos Estados Unidos, o câmbio automático predomina desde sua introdução nos anos de 1950. Aqui vale uma observação. Nossa herança automobilística é europeia e não americana. Ou seja, quando começamos nossa caminhada produzindo nossos próprios veículos, veio da Europa o “manual de instruções” para ser seguido. E como naqueles tempos era a esportividade que ditava as regras por lá, a adoção do câmbio manual era o mais adequado. Enquanto em Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e Itália (para ficar nos países de maior volume), circulavam carros mais compactos de pegada esportiva e câmbio manual, nos EUA, imperavam as beberronas “banheiras” com transmissão au-

tomática. Mas esta realidade está mudando. Não custa refrescar a memória do (a) amigo (a) leitor (a) e lembrar que, no Brasil, essa história recente começou com os carros com câmbio Dualogic (da Fiat), I Motion (da VW) e do Easytronic (da GM), esse último já fora do mercado. Todas as três tecnologias ficaram com a pecha de serem soluções paliativas como uma opção alternativa ao câmbio manual. Isto porque o funcionamento sem o terceiro pedal se dá por meio de sistemas robotizados, que efetuam o trabalho de acionar a embreagem, decidem sobre a marcha ideal. Na prática, é necessário observar quando o sistema está executando um processo de troca de marchas. Nesse instante, deve-se saber dosar a aceleração do veículo para evitar trancos. Nesse momento, acontecem os “so-

Mesmo com o mercado desaquecido, não deixa de ser alentador vivenciar a mudança de preferência do brasileiro, que valoriza cada vez mais a comodidade, optando por ter em sua garagem um carro com câmbio automático

WAltas Rodas No último fim de semana, a concessionária Banzai abriu suas portas para apresentar a clientes e amigos o mais novo lançamento da Honda, o crossover WR-V. A ação foi coordenada pela montadora e aconteceu nos mesmos dia e horário em todas as revendas Honda do Brasil. Recebendo os convidados estavam o diretor do forte Grupo Bonsucesso, João Cláudio

Pentagna Guimarães, ao lado do filho Pedro Pentagna, e do diretor e sócio da Banzai, o empresário Camilo Lucian, acompanhado da esposa Kátia e o filho Gabriel, gerente de assistência técnica da filial da Pampulha. Com suspensão reforçada, frente e traseira exclusivas, o Honda WR-V promete trilhar o mesmo caminho de sucesso de seus irmãos que já estão em oferta no mercado.

luços”, que, se não condenaram a tecnologia, fazem com que paire no ar uma desconfiança sobre o sistema. Uma alternativa são os câmbios automatizados de dupla embreagem, que podem ser sofisticados como os que equipam modelos esportivos da Audi por exemplo, e que recebem o nome de DSG. Ou modelos mais “populares”, como o PowerShift, da Ford, presente no compacto New Fiesta e no EcoSport, que andou esquentando a cabeça de muitos consumidores com problemas de desgastes reconhecidos pela montadora inclusive. Voltando aos compactos com câmbio automático convencional, que utiliza conversor de torque e também experimenta constante evolução, em tempos primórdios, esse tipo de transmissão tinha apenas três marchas à frente

e uma à ré. Hoje, em modelos da Chevrolet, por exemplo (Onix, Prisma, Cruze e Cobalt), os automáticos são de seis velocidades. Além da GM, os japoneses da Toyota e da Nissan não ficaram para trás e equiparam os compactos Etios (hatch) e Versa (sedã) com um câmbio de comando variável de transmissão, conhecido como CVT. E, assim, as marcas seguem contribuindo para “popularizar” o conforto fazendo descansar, todo o tempo, o pé esquerdo do motorista. Mesmo com o mercado desaquecido, não deixa de ser alentador vivenciar uma mudança tão importante de preferência do brasileiro, que valoriza cada vez mais a comodidade, optando por ter em sua garagem um carro com câmbio automático.

FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

A grande atração do evento: o novíssimo Honda WR-V

Camilo Lucian com a mulher Kátia Turquia Gomes

João Cláudio Pentagna Guimarães e os primos Pedro e Arthur

O belo casal Bárbara Abreu e Shawn Pentagna Guimarães

Humberto Alves Pereira Filho, João Cláudio e Raimundo Couto

Gabriel Lucian com os pais Kátia Turquia Gomes e Camilo Lucian

Raimundo Couto, Camilo Lucian e Reginaldo Barbosa

Apesar de ser feito na plataforma do Fit, traseira do WR-V é nova


super motor

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FOTOS GM MERCOSUL/DIVULGAÇÃO

SUV

SUV não deve custar menos do que R$ 120 mil

Equinox vem por aí... Chevroletconfirmalançamento do utilitário-esportivono Brasil para o segundosemestre;substituto da Captiva virá importadodo México Da redação O Equinox será lançado no Brasil no segundo semestre, confirmou a Chevrolet em comunicado oficial nesta semana. O novo utilitário-esportivo substituirá a Captiva, lançada por aqui em 2008, e também será importado do México. Segundo a marca, o Equinox chega para reforçar a família de utilitários esportivos e crossovers da montadora no país, com-

posta pela linha Activ (Onix e Spin), além dos novos Tracker e Trailblazer. “Este é o ano dos SUVs na Chevrolet, e o Equinox é a principal novidade global da linha 2017”, destaca Carlos Zarlenga, presidente da GM Mercosul. De acordo com a Chevrolet, o Brasil será o primeiro e único mercado da América do Sul a ter o SUV comercializado ainda neste ano. A montadora norteamericana não antecipou detalhes sobre versões ou

conjunto mecânico que o Equinox terá no Brasil. O modelo consagrado nos Estados Unidos e recentemente reestilizado foi uma das estrelas da Chevrolet no último Salão de Detroit, em janeiro. Por lá, o Equinox tem versões com motor 1.5 e 2.0 turbo a gasolina, de 173 ou 255 cv. Há ainda uma terceira opção de motor 1.6 turbodiesel, de 138 cv. A tendência é que o carro chegue aqui com a opção de motor mais básica:

a 1.5 turbo. O Equinox usa a mesma plataforma do Cruze. Visualmente, o modelo recebeu a nova identidade visual da Chevrolet e segue a mesma linha de outros modelos da marca. O Equinox é um pouco maior que a Captiva, tem 4,65 m de comprimento, 2,73 m de distância entre-eixos e 1,84 m de largura. Em questão de preço, deve posicionar-se acima do Tracker e abaixo da Trailblazer, custando não menos do que R$ 120 mil.

Modelo recebeu reestilização e foi apresentado com destaque no último Salão de Detroit, nos Estados Unidos, em janeiro


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

Pebble Beach

Ferrari única vai a leilão nos EUA O único exemplar da Ferrari 166 M/212 Export 1950, cujas formas renderam-lhe o apelido de Uovo, “ovo” em italiano, vai a leilão. Ainda não há valor estimado, contudo, o raro modelo deve ser oferecido por alguns milhares de dólares no leilão do clássico concurso de antigos de Pebble Beach, em Monterrey, nos Estados Unidos, entre os dias 18 e 19 de agosto. A Ferrari Uovo traz esse formato em função da aerodinâmica e foi pensada para atingir velocidades maiores e economizar mais combustível. REMI DARGEGEN/DIVULGAÇÃO

Mini Countryman

Modelo partirá de R$ 144.950 A Mini divulgou a tabela de preços do novo Countryman, que começa a ser vendido em abril. A versão de entrada (Cooper) vai custar R$ 144.950. O Cooper S, versão intermediária do modelo com motor 2.0, de 192 cv, sai por R$ 164.950. A opção top de linha, Cooper All4, com o mesmo motor e tração 4x4 será oferecida por R$ 189.950.

super motor Serviço

A união que faz a força para o bem de todos Proteção veicular ganha espaço no mercadoautomotivo pelo custo mais acessívele amplarede deserviços oferecida a seus associados Da redação Apesar de já existir há um bom tempo, a chamada proteção veicular, uma modalidade diferenciada de se resguardar de prejuízos causados por batidas, roubos ou furtos, tem ficado mais conhecida de uns tempos para cá. Isto porque, à medida que cresce a frota nos grandes centros, as ocorrências aumentam em ritmo vertiginoso, principalmente em função do mercado negro de peças de veículos roubados. Neste cenário, torna-se praticamente obrigatório possuir algum tipo de recurso que proteja seu patrimônio contra a possibilidade dos chamados “sinistros” que venham a ocorrer. Não é uma boa ideia sair com seu veículo por aí contando unicamente com a sorte, é um erro que pode custar muito caro.

Inovação A proteção veicular tem uma temática simples: um grupo de pessoas com obje-

tivo de proteger seus veículos se unem em um sistema de cotas, rateando entre si os eventuais prejuízos de algum participante. Cada um paga uma pequena parcela mensal, garantindo assim a tranquilidade quando precisar acionar os benefícios coletivos. Por conta dessa fórmula, a proteção veicular vem se destacando a cada ano, ganhando força, credibilidade e visibilidade. Na região metropolitana de BH, já são muitas as empresas que atuam no segmento. O principal objetivo de associações de pessoas como esta é oferecer proteção veicular descomplicada, em que o associado possa ter cobertura com baixo custo, agregando valores não oferecidos no mercado convencional.

tência 24 horas em todo o Brasil, com serviço de chaveiro e reboque do carro (por até 1.000 km). Na proteção veicular também está inserido reembolso por roubo, furto, incêndio, danos da natureza e a terceiros. O associado pode contar com carro reserva e auxílio-funeral, serviços emergenciais de táxi, assistência residencial, descontos e medicamentos em todo o Brasil. Vale ressaltar que alguns desses benefícios são opcionais. Feitos na hora da adesão e por valores competitivos. Antes de fechar o contrato, o associado deve sempre se inteirar bem do tipo de cobertura que está adquirindo, sobretudo para depois não haver queixas.

Serviços prestados No contrato de adesão

ao plano oferecido por uma determinada associação devem estar bem especificados todos os tipos de serviços prestados para o associado. Ficar atento quanto à distância que o reboque pode ser percorrer, é uma delas. Algumas vezes o limite entre municípios é uma restrição, por isso sempre é bom que todas as dúvidas possam ser sanadas. Uma relação com nome das oficinas credenciadas também está disponível para garantir maior segurança ao associado na hora de escolher qual será aquela responsável pelo reparo de seu automóvel. Como o foco é sempre a excelência no atendimento de todo os membros, são constantes a preocupação em oferecer os melhores parceiros como prestadores de serviço. ALEX DE JESUS

Tira-dúvidas Legalidade. A Constituição Federal prevê, em seu artigo 5º, parágrafos XVII e XVIII, que sua atividade é livre e que independe de interferência do Estado, o que legitima o funcionamento das associações com a finalidade da proteção veicular. Entretanto, ainda existem discussões no âmbito da Susep. Rateio. Para calcular o valor do rateio, a associação soma todas as despesas referentes aos sinistros naquele mês e divide pelo total de cotas da associação. Cada associado paga o valor resultante da quantidade de cotas que tem, que é proporcional ao valor do carro.

Vantagens e serviços O fato de ser mais acessível não implica que a proteção veicular tenha limitações em sua prestação de serviço aos associados. Entre eles, já existem associações que oferecem até assis-

Proteção veicular garante desconto para reparos em rede credenciada de oficinas, por exemplo

Custos dos sinistros são repartidos entre os associados


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

PEDRO SILVEIRA / O TEMPO 07.11.2008

Consumidor deve pesquisar bem antes de associar-se O maior objetivo de uma associação de proteção veicular é levar tranquilidade e segurança a seus associados. Quando algo dá errado e ocorre um acidente, o que você mais quer é ter em quem confiar para proteger seus interesses. É justamente para isso que elas estão tendo tanta procura nos últimos anos, estar lado a lado do associado nos momentos em que tudo que você precisa é de alguém para ajudá-lo a superar os problemas.

Para ser considerada legalizada, uma associação deve possuir um estatuto registrado em cartório que indique claramente sua natureza associativa e sua finalidade. Além disso, deve ter CNPJ regular e ativo com o endereço físico da associação, que deve ser checado, presencialmente, regulamentos registrados em cartório e boas referências na internet. Uma das vantagens da proteção veicular é que a mensalidade é fixada com base no valor de mercado do

carro e não leva em conta características do condutor, os custos chegam a ser até 70% menores do que os de seguros tradicionais.

Cuidados Segundo a Proteste, caso o consumidor opte por aderir a essa modalidade de seguro, é importante tomar certos cuidados, como conferir reclamações junto ao Procon e escolher as associações com mais tempo de mercado e com, no mínimo, 500 associados. LEO FONTES

Modelo se baseia em rateio de custos A proteção veicular é um sistema de rateio, em que se divide, de forma direta, os custos dos sinistros (roubo, furto, colisão, enchente etc) dos associados, de forma

que, caso algum associado enfrente algum tipo de contratempo coberto pela proteção veicular, o problema seja resolvido no menor tempo possível, de forma ágil e sem

burocracias desnecessárias. Sempre é recomendável pesquisar antes da adesão, verificar a estrutura física das instalações da associação e se a documentação está em dia.

Serviços como reboque e chaveiro 24 horas também costumam ser oferecidos pelas associações


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

Design

Visual lembra o Santa Fe Longe de ser arrojado, o desenho do SUV chega a ser até discreto, o que não quer dizer que passe despercebido nas ruas. Apenas não chama a mesma atenção do que alguns de seus pares. O Hyundai Creta traz um pouco do visual de alguns modelos da marca sul-coreana. A frente é muito parecida com o que se vê no irmão maior, o Santa Fe, com faróis com refletores duplos e filetes em LED. Na parte traseira, destaca-se a barra cromada acima da placa na tampa do porta-malas, o que remete a certo ar de requinte no utilitário-esportivo da Hyundai.

Interior

Versão Prestige revela bom gosto O conjunto visual do Creta é harmônico e agrada. No geral, o modelo asiático tem bons predicados que podem convencer o consumidor em dúvida diante de tantas escolhas. O acabamento interno da versão Prestige, por exemplo, é um deles. A escolha das cores preto e marrom para forrar bancos e painel, de plástico rígido, deixa a impressão de um produto com qualidade superior. Detalhes em couro apenas na estampa das portas e nos puxadores. Em termos de equipamentos, a versão é recheada. Isso explica a grande diferença de preço dela para as versões intermediárias do Creta, que parte de R$ 72.990 na versão de entrada, 1.6 manual.

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Avaliação

Hyundai Creta mostra suas credenciais Novo SUV sul-coreano reúne qualidadespara brigar em pé de igualdadepela liderançade umdos segmentos mais disputadosno Brasil Raimundo Couto A Hyundai Motors do Brasil, ou HMB, se instalou no Brasil, em Piracicaba (SP), há menos de cinco anos, e, em tão pouco tempo, já deu o que falar. O HB20 e suas muitas derivações, desde seu lançamento, estão em lugar nobre na lista dos automóveis mais vendidos no país. Foi com essa mesma discrição que os coreanos lançaram seu segundo produto no mercado brasileiro: o Creta, um SUV que utiliza a mesma plataforma do sedã Elantra com preço atrativo e itens de série exclusivos. Se em um passado recente o Creta nadaria de braçada como fez a Ford com o EcoSport, hoje, a situação é completamente diferente. Para início de conversa, o modelo sul-coreano tem pela frente o conterrâneo Honda HR-V, que lidera o segmento. Mas não é só ele. Nissan Kicks, Chevrolet Tracker, Renault Captur e Jeep Renegade são outras opções que disputam o consumidor deste tipo de produto. A missão de repetir o sucesso que fez

(e que faz) o HB20 é árdua. Para conhecer em detalhes o Hyundai Creta, nossa reportagem avaliou o modelo Prestige, topo da gama, equipado com motor 2.0 e câmbio automático de seis marchas, que tem preço sugerido em R$ 99.490.

Andando no Creta Como um legítimo Hyundai, o Creta prima pela boa qualidade construtiva, e o resultado final do produto interfere em todo o comportamento do veículo. A começar da bem-acertada suspensão, que traz ao mesmo tempo traz con-

forto no rodar e transmite segurança e estabilidade em curvas. O que reforça ainda mais sua vocação familiar. A assistência elétrica da direção também contribui para a ótima dirigibilidade do coreano. Fica mais “pesada” em velocidades mais altas e deixa o carro ainda mais na mão do motorista. Mesmo com muito plástico rígido no interior, o visual do Creta é limpo e agradável aos olhos. O volante facilita a vida do motorista com comandos de áudio, controle do computador de bordo e boa pegada. O espaço é amplo tanto para quem viaja à frente quanto no banco de trás. O porta-malas se destaca principalmente por sua capacidade. Com os assentos traseiros rebatidos chega a 1.396 litros, segundo da-

dos divulgados pela montadora coreana.

Isolamento acústico Em movimento, a condução é suave, e o SUV compacto mostra vigor com seu motor de 2.0 litros, flex, de 166 cv e 20,5 kgfm de torque. Em alta velocidade, não há ruídos desconfortáveis ou vibração excessiva no habitáculo. Além disso, as acelerações são progressivas. Destaque para o isolamento acústico. Mesmo em piso irregular, não se escuta os incômodos barulhos comuns que se percebe em peças dos bancos porta-malas ou painel. Ponto para o Creta. A transmissão automática de seis velocidades cumpre bem seu papel, mas a Hyundai fica devendo a troca por meio das aletas atrás do volante. O pedal sensível do acelerador faz com que seja preciso se habituar na hora de dosar o pé direito.

Consumo médio

Versão Prestige do Creta é equipada com motor 2.0 16V flex

Em nossa avaliação, o consumo médio combinou percurso urbano com rodoviário e foi de 7,5 km/L, sempre abastecido com etanol e com ar-condicionado ligado. No conjunto, o Creta Prestige agradou e tem todas as condições de alcançar um lugar no tão disputado pódio dos utilitários compactos.

Modelo é o segundo produto lançado pela HMB no Brasil

Ficha técnica Motor. 2.0 16V flex Potência máxima. 166/156 cv a 6.200 rpm Torque máximo. 20,5/19,1 kgfm a 4.700 rpm Câmbio. Automático de seis marchas, tração dianteira Direção. Elétrica Dimensões. 4,27 m (comprimento); 1,78 m (largura); 1,63 m (altura) e 2,59 m (entre-eixos)


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

FOTOS LUIZ HUMBERTO PEREIRA/CZN

Creta traz bom nível de acabamento e oferece conforto

Pacote de itens de série é supercompleto A lista de itens de série da versão Prestige do Creta é bem interessante. Inclui faróis com filetes de LED e com acendimento automático, computador de bordo, saída de ar traseira, comando de um toque nos vidros elétricos, partida por botão, retrovisores elétricos rebatíveis, seis airbags, câmera de ré, central multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, além de GPS, volante revestido de couro e até banco do motorista com ventilação, entre outros. O carro vem ainda com controle eletrônico de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa

(HAC), sinalização de frenagem de emergência, faróis de neblina, sensores de estacionamento e rodas diamantadas de 17 polegadas. De funcionamento intuitivo, a central multimídia do Creta é fácil de se operar. Para parear o smartphone, por exemplo, basta conectá-lo à entrada USB, e o aparelho é automaticamente reconhecido. Desconectado, nenhum dado do celular é mantido. O alerta de aviso para o limite de velocidade estabelecido chega a incomodar, mas pode ser desativado facilmente pela própria central. (RC)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

Kia Bongo

volta à rede como linha 2018 A Kia voltou a produzir o Bongo no Uruguai. Apesar de não haver mudanças em relação aos modelos 2015 e 2016, o caminhão está chegando às revendas da marca como linha 2018 e tem preço sugerido de R$ 73.990. O Bongo é montado na empresa Nordex, onde a Kia Motors do Brasil investiu US$ 25 milhões no início da década. Com a retração do mercado brasileiro, a produção do Bongo parou por um ano: foi interrompida no início de 2016. KIA/DIVULGAÇÃO

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Transporte

Agronegócio é novo alvo da Mercedes-Benz Após incluir na linha Actros a varianteMix Road, mais robustae capacitadapara operar emlavouras, fabricantese fortalece no ramo Eduardo Rocha Auto Press

A Mercedes-Benz já começa a colher os frutos do investimento que plantou no agronegócio. Até dois anos atrás, os caminhões pesados da marca alemã, o Axor e, principalmente, o Actros, eram “sofisticados” demais para enfrentar a dura vida nos campos do Brasil. Foi preciso abrir mão de certos requintes e ganhar robustez. Caso da troca da sus-

pensão pneumática pela metálica, da substituição dos freios a disco por um sistema com lonas e do deslocamento do sistema de redução, que era nos cubos de roda e passou para o eixo. Houve ainda elevação da altura livre do solo, a simplificação dos conjuntos óticos e do para-choque dianteiros para reduzir custos em caso de pequenos acidentes. A ideia era tornar os modelos mais aptos a encarar tanto o asfalto quanto

trechos de terra, onde é preciso ir buscar as safras. O conceito foi batizado pela fabricante de Mix Road. As mudanças surtiram efeito. Em geral, a Mercedes-Benz detém cerca de 22% do mercado de pesados. Mas no setor de agronegócio a participação é bem mais modesta. E é exatamente este quadro que vem sendo revertido. No Centro-Oeste, a fatia da marca pulou de 10% em 2014 para 15% em 2016. A referência é importante, pois se prevê que a região responda por 94 milhões de toneladas das 219 milhões de toneladas de grãos esperadas para a safra 2016/2017. Ou seja: apenas os estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul representam 43% da produ-

ção brasileira de grãos. Ganhar força nesta região melhora a imagem da marca no mercado inteiro. “Nós dizíamos que nossos caminhões eram perfeitos para o agronegócio, mas não eram”, reconhece Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing da Mercedes-Benz. “Agora, sim, temos produtos para este segmento”, arremata o executivo. Mas adequar os veículos foi apenas o primeiro passo. O trabalho que vem na sequência tem-se mostrado árduo. É preciso primeiramente convencer empresas e produtores que os pesados da marca conseguem dar conta das exigências. E, para convencer, é necessário, literalmente, ir a campo.


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

FOTOS PEDRO DANTHAS/MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Actros Mix Road tem sistemas de suspensão e freios mais simples, porém mais parrudos

Empresa de grãos de Goiás já utiliza 15 unidades do modelo

Apelo do veículo é a maior capacidade para rodar na terra

Leasing é artifício da marca junto a frotistas Para seduzir alguns atores do setor e voltar de verdade ao jogo, a MercedesBenz montou uma engenharia financeira para facilitar a aquisição de seus caminhões. Um bom exemplo disso foi o acordo que firmou com o Grupo Cereal, da cidade de Rio Verde (GO). Entre as várias atividades do Grupo, há o manejo, o beneficiamento e a exportação de grãos, principalmente soja e milho. Em Rio Verde estão instaladas as unidades de beneficiamento, enquanto em outras nove localidades em um raio de 200 km ficam as unidades de armazenamento, que atendem os produtores de cada área. Para fazer a transferência dos grãos entre as unidades e o transporte dos produtos para o porto de Paranaguá para exportação, até o início de 2016, a empresa

tinha uma frota de 65 caminhões. Nenhum deles era da Mercedes-Benz. Foi nesse ponto que o setor de Vendas e Marketing da Mercedes agiu. Arquitetou um plano em que o Grupo Cereal adquirisse 15 caminhões Actros 2651, capazes de transportar 37 toneladas de carga seca com um bitrem de sete eixos ou 50 toneladas, com um de nove eixos. Em vez de fazer um financiamento pelo Banco Mercedes-Benz ou mesmo recorrer ao Finame, que oferece juros subsidiados pelo governo, a proposta foi um plano de leasing de 42 meses, incluindo planos de manutenção. Terminado o leasing, o caminhão é devolvido à Mercedes, que o direciona para o SelecTruck, sistema de vendas de caminhões usados da marca, que está sendo incrementado. (ER/AP)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

Internacional

Harley-Davidson amplia linha A Harley-Davidson lançou no exterior uma moto inédita: a Street Rod 750. Com motor V2 de arrefecimento líquido e 750 cm³, o modelo integra a linha Street, caracterizada pelo visual mais limpo e pelas dimensões menores que o dos tradicionais modelos de estilo custom da marca. Essa gama ainda não é vendida no mercado brasileiro, e o fabricante não informa quando ela chegará ao país. HARLEY-DAVIDSON/DIVULGAÇÃO

Moto-conceito

NM4 Vultus vira estrela de cinema A moto-conceito NM4 Vultus, da Honda, vai virar estrela de cinema: será pilotada pela bela Scarlett Johansson no filme Ghost in The Shell, que estreia neste ano. O veículo, que tem design inspirado nos mangás japoneses, é movido por um motor de dois cilindros em linha de 745 cm³, capaz de gerar e 54,8 cv de potência. Acoplado a ele, há um câmbio automatizado de dupla embreagem.

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Duas rodas

Pequena japa em ritmo de aventura Kawasaki Versys-X 300 tem propostaoff-road e grandes chances dechegar em breve aoBrasil; modelo trazchassi e suspensão para trilhas Márcio Maio Auto Press

O mercado de duas rodas pode até seguir em má fase no Brasil, mas tem crescido no cenário global e com atenção especial aos modelos de média cilindrada. Primeiro, porque aposta em clientes que estão começando no universo das motos. Mas também porque se situam entre os modelos de baixa e os de alta cilindrada, o que pode fazer com que clientes de

qualquer um dos dois lados possam se sentir tentados a experimentar. A Kawasaki lançou no último Salão de Milão a Versys-X 300, uma aventureira que usa o mesmo motor da esportiva Ninja 300 e da naked Z300, ambas já encontradas no mercado nacional. E, por isso, já é grande a expectativa de que a marca japonesa promova o lançamento do modelo no Brasil em breve, embora ainda não haja uma confirmação oficial.

Trata-se de um propulsor de dois cilindros e 296 cc, com refrigeração líquida. No modelo, no entanto, ao contrário do que acontece na Z300 e na Ninja 300, o motor passou por algumas alterações que priorizam o funcionamento em baixas e médias rotações, favorecendo sua proposta off-road. A potência segue em 39 cv, mas aparece em 11.500 rpm na Z300, é em 11 mil giros, e o torque máximo é de 2,6 kgfm em 10 mil rpm, 0,2 kgfm a menos que na Z300. De acordo com a fabricante nipônica, essas mudanças deixaram o trem de força mais eficiente, garantindo autonomia de cerca de 400 km com o tanque

Motor da Versys-X 300 é o mesmo da Ninja 300 com algumas adaptações nos giros

cheio, que é capaz de armazenar 17 litros de gasolina. A transmissão é de seis velocidades.

Fora de estrada As semelhanças com as outras motocicletas de 300 cc da Kawasaki acabam aí. Chassi e suspensões precisaram ser feitos especialmente para a proposta aventureira do modelo, assim como seu visual. Na frente, a Versys-X 300 usa suspensão telescópica de 41 mm, enquanto atrás o sistema é composto por link inferior Uni-Trak, com amortecedor a gás e ajuste de pré-carga. Já os freios trazem disco de 290 mm na dianteira e disco de 220 mm, com pinça de duplo êmbolo nos dois eixos.

Modelo foi lançado recentemente nos EUA, mas pode também desembarcar no Brasil


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FOTOS KAWASAKI/DIVULGAÇÃO

Modelo traz tanque de combustível de 17 litros com autonomia para rodar até 400 km

Modelo parte de R$ 16,6 mil O quadro é feito em aço de alta resistência, e as rodas têm 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás. A distância do solo é de 18 cm e o assento tem altura de 84,5 cm. Já o peso, em ordem de marcha, é de 168 kg, 170 kg com o ABS opcional. Entre os acessórios, ficam disponíveis protetores de mãos, malas laterais, protetor de motor e faróis de neblina, entre outros equipamentos. O painel de instrumentos tem um tacômetro analógico central, ladeado por um indicador de mudança de marchas e tela LCD multifunções. A Kawasaki Versys-X 300 pode ter cor verde ou cinza, e seu preço nos Estados Unidos é de US$ 5.400 sem ABS e US$ 5.700 com ABS, ou seja, cerca de R$ 16.680 e R$ 17.600, respectivamente. (MM/AP)


W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 1 de abril de 2017

super motor FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO

Lançamento

Na trilha da concorrência

Segundo a Ford, segmento de aventureiros urbanos cresceu 400% entre 2003 e 2017

Ka Trail 1.0: R$ 47.690. Ka Trail 1.5: R$ 51.990. Posicionamento. A Ford se baseou na versão intermediária SE para definir a lista de equipamentos de série do Ka Trail. Por isso, os preços são mais baixos que os de alguns concorrentes, cujas configurações aventureiras cumprem o papel de top de linha.

Ford Ka ganha versão aventureira Trail,comsuspensão elevada, adereçosestéticos e motores1.0 ou 1.5; preços partem deR$ 47.690 Da redação A Ford entrou na onda dos aventureiros urbanos com o Ka Trail. O hatch tem suspensão elevada e pneus de uso misto com rodas de liga leve de 15 polegadas. Esses elementos fazem com que a nova configuração seja 31 mm mais alta que as demais. Já a carroceria apresenta a paramentação típica

dos aventureiros de butique, como arcos nos para-lamas, enxertos nos para-choques e racks no teto. Há ainda molduras em torno dos faróis de neblina, spoiler traseiro e faixas adesivas nas laterais e na tampa do porta-malas. Retrovisores, maçanetas e rodas têm pintura cinza, enquanto as lanternas são fumês, e os faróis têm máscara negra. No interior, o Ka Trail ganhou nova forração nos ban-

Preços

cos, com recortes em couro e costura laranja, além de pedaleira esportiva e protetores nas soleiras das portas. E só. Os motores não sofreram modificações em relação aos das demais versões. O 1.0 tem três cilindros e 12 válvulas e entrega 80 cv com gasolina e 85 cv com etanol, além de 10,2 kgfm de torque com o derivado do petróleo e 10,7 kgfm com o combustível vegetal. Já o 1.5 rende 105 cv com

o primeiro combustível e 110 cv com o segundo, enquanto o toque é de 14,5 kgfm e 14,8 kgfm, respectivamente. Entre os equipamentos de série, há ar-condicionado, direção elétrica, vidros dianteiros elétricos, travas elétricas com controle remoto na chave, do tipo canivete, e sistema de som MyConnection, com rádio, entradas USB e auxiliar e comandos de voz via Bluetooth.

Há duas opções de motor, mas câmbio é sempre manual


BELO HORIZONTE - 1 A 7 DE ABRIL DE 2017

2008

2009

2012

Edição comemorativa do Minas Trend, considerado uma das principais plataformas de lançamentos e negócios do país, acontecerá de terça (4) a sexta (7), no Expominas. Evento reunirá grandes marcas e personalidades, agitando a capital mineira.

2013

2011

2014

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2010

2015

2016


2 2 especial

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 1 a 7 de abril de 2017 LEANDRO FRANCO/DIVULGAÇÃO

AGËNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

“

Trabalhamos com o aspecto atemporal, até mesmo por causa da nossa matéria-prima. Quem adquire tecidos nobres deseja que eles sejam eternos. As roupas da nossa grife continuam bem no tempo, além de serem leves e confortáveis.”

PRIMAVERA/VERÃO 2018

Line-up terá três estreantes

PROGRAMAÇÃO

Dez anos de história. Essa é a inspiração para a 20ª edição do Minas Trend, considerado uma das principais plataformas de lançamentos e negócios do Brasil e que será realizado de terça (4) a sextafeira (7), no Expominas, em Belo Horizonte, pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg). Toda essa década de trabalho marca um novo ciclo da indústria de moda do Estado e joga luz sobre o potencial, as inovações e os investimentos que deverão continuar marcando presença nas edições posteriores (leia mais nas páginas 4 e 5). E, se o assunto envolve ciclos, várias marcas participantes sabem bem como eles funcionam. A Anne Est Folle, por exemplo, retorna às passarelas neste ano. Para Renata Manso, estilista e diretora da marca, são várias as razões que marcam o regresso da grife aos desfiles: a percepção que as pessoas têm da roupa em movimento, adquirindo vida nova e um brilho ainda maior; da modelagem que se mostra de maneira mais efetiva e também das peças que conversam entre si, salientando toda a sua fluidez. “Trabalhamos com o aspecto atemporal, até mesmo por causa

da nossa matéria-prima. Quem adquire tecidos nobres deseja que eles sejam eternos. As roupas da nossa grife continuam bem no tempo, além de serem leves e confortáveis”, destaca Renata. Estampas multicoloridas, volumes, wraps e amarrações nos vestidos e nas saias são alguns dos elementos que marcam presença na nova coleção da marca e que devem mostrar todo o seu potencial no evento. “Ressaltamos o cotidiano da mulher contemporânea, que costuma fazer várias coisas ao longo do dia, como trabalhar, almoçar com os amigos e estar pronta para um happy hour”, diz a estilista. E se há a abordagem às mulheres de hoje, a figura feminina que se veste em meio à chamada selva urbana também ganha representatividade nas mãos e no trabalho do estilista mineiro Victor Dzenk, que participou de praticamente todas as edições do Minas Trend, consolidando um ciclo de sucesso. Tendo como inspiração a obra do artista plástico Luiz Zerbini, as texturas, as cores e as composições estéticas de suas pinturas, a nova coleção destaca a natureza e traz tecidos como os cetins pesados misturados com musselines e chiffons, tules de poliamida, rendas simulando bordado de linha, entre outros. Ca-

Local: Expominas Data: Terça (4) a sexta (7) Salão de Negócios: Terça (4) a quinta (6), das 10h às 20h Sexta (7), das 10h às 17h Coletiva com porta-vozes do evento: Terça (4), às 11h

qui, rosê pistache, off-white, nudes com pitadas de preto, vermelho, verde tropical, preto e azul são as matizes da cartela de cores. “É muito bom acompanhar o processo evolutivo do evento e perceber que, hoje, ele realmente marca o calendário, é lançador de tendências e concentra muita força de vendas”, ressalta Dzenk. ESTREIA Se é assim, não poderia, então, faltar os estreantes nos desfiles, que se enchem de expectativas. Eduardo Mendes, diretor geral da Unity Seven, destaca que essa é uma oportunidade de mostrar o DNA da marca e no que ele acredita. “Começamos comercializando peças apenas online. Por isso, nas passarelas, vamos contar com elementos que remetam a esse universo”, diz ele. Apresentando vestidos em tons nude com estruturas modernas e contando com a direção criativa e styling de Giovanni Frasson, a grife está de olho em uma visibilidade ainda maior, além de acreditar muito no público do Minas Trend, como ressalta Mendes. “Esperamos que novas pessoas conheçam a nossa marca e que vivam a nossa história”. As marcas Bob Store e Manzan também irão estrear nas passarelas (veja programação completa abaixo).

Lançamento do Livro “Moda à Brasileira” – Alice Ferraz: Quarta (5), às 11h, no Foyer de exposições – Nível II

Desfiles terça-feira (4): 17h Ellus 19h Natalia Pessoa 21h Plural e Anne Est Folle

Lançamento do Livro “Biquini Made In Brazil” Lilian Pacce: Quarta (5), às 15h, no Foyer de exposições – Nível II

Desfiles quarta-feira (5): 17h Lucas Magalhães e Bob Store 19h Unity Seven e Manzan 21h Victor Dzenk

AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

JULIANA SIQUEIRA

Renata Manso DIRETORA DA ANNE EST FOLLE

EXPEDIENTE Gerente Comercial ALESSANDRA SOARES

Coordenador de projetos especiais TADEU CAMPOS

Editora de projetos especiais DAYSE RESENDE

Textos JULIANA SIQUEIRA RENATA ABRITTA

Diagramação MATEUS SANTANA

Fotos de capa AGÊNCIA FOTOSITE MÁRCIO MADEIRA

Este caderno é parte integrante do jornal O TEMPO e não pode ser vendido separadamente


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DESTAQUES

Celebridades confirmam presença INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

MIGUEL MEDINA/AFP/DIVULGAÇÃO

RENATA ABRITTA Não são só as grandes grifes que prometem atrair olhares para a edição comemorativa do Minas Trend. Um dos principais eventos de moda do Brasil também reunirá profissionais e empresários do setor, vindos de todo o país, dando visibilidade às marcas de moda mineira. A programação de desfiles também conta com fashionistas e celebridades que não perdem a oportunidade de conferir de perto e em primeira mão as novidades da Primavera/Verão 2018. Belas modelos irão vestir os lançamentos. Já está confirmada a participação de Valentina Sampaio, a jovem cearense que foi a primeira modelo transgênero a estampar a capa da Vogue Paris. Com 1,77 de altura, olhos verdes, pele clara e cabelos castanhos, a modelo participará do desfile de comemoração dos dez anos do Minas Trend, que acontece na segunda-feira (3), a partir das 20h. As modelos Bárbara Berger e Marcelle Bittar também estão escaladas para o evento. Já a atriz Luma Costa, que acaba de encerrar sua participação na novela Sol Nascente, da Rede Globo de Televisão, está confirmada para o stand da Cajo, no Salão de Negócios, na terça-feira (4), às 15h. A expectativa também gira em torno da cantora Preta Gil, que tem uma parceria com a grife de Victor Dzenk. Nos bastidores, a notícia que corre é a de que a artista, de fato, marcará presença durante o desfile do amigo. O estilista, porém, não confirmou se ela irá desfilar. “A presença da Preta está confirmada no evento. Só não podemos informar qual será a sua participação”, disse Dzenk.

Valentina Sampaio, a jovem cearense que foi a primeira modelo transgênero a estampar a capa da Vogue Paris, é a grande atração

A modelo Bárbara Berger, que já desfilou em semanas de moda nacionais e internacionais, vem a BH

INSTAGRAM/REPRODUÇÃO

A atriz Luma Costa, que acaba de encerrar sua participação em uma novela da Globo, estará no Salão de Negócios

JOÃO COTA/01.02.2017

A expectativa é que a cantora Preta Gil, que tem uma parceria com o estilista Victor Dzenk, participe dos desfiles


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EDIÇÃO COMEMORATIVA

Em abril de 2010 / Verão 2011. Abertura conta com a participação da cantora Maria Bethânia.

“Certamente, o que diferencia o Minas Trend ‘ano.dez’ das outras edições é resultado do que foi realizado ao longo desse tempo. Não existe mágica. A nossa convicção é a de que a união de todos os segmentos da cadeia produtiva da moda mineira é a base para o evento que realizamos agora. Em 2017, estamos muito maiores e temos o reconhecimento e a reputação do mercado.”

Em outubro de 2011 / Inverno 2012. A modelo transgênero Carol Marra marca presença nas passarelas.

JULIANA SIQUEIRA Visitação de mais de 10 mil pessoas por evento, cerca de 207 marcas participantes por edição, aproximadamente R$ 21 milhões em negócios movimentados no local por meio dos compradores internacionais e outros R$ 38 milhões em transações futuras, decorrentes de 1.465 agendas comerciais. Os números e os fatos vividos pelo Minas Trend, obtidos em uma década de existência, impressionam. E mais: mostram que, realmente, existe uma série de razões para se comemorar esse marco tão importante e especial. A simbologia escolhida para esta edição recebeu o nome de “ano.dez” e mostra a história do Minas Trend e seus temas, como evolução, transformação, liberdade, fertilidade e continuidade. A

AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

AGÊNCIA FOTOSEITE/DIVULGAÇÃO

AGËNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

ANDRE FOSSATI/30.04.2010

Criatividadee inovação marcamediçõese superamobstáculos

Em abril de 2012 / Verão 2013. Abertura tem a participação da cantora Marina de La Riva.

concepção visual foi desenvolvida pelo escritório Pedro Lázaro Arquitetura, que usa o ciclo evolutivo das borboletas para apresentar o trabalho feito pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) em parceria com empresas e profissionais ligados ao universo da moda. O evento, que teve início em 2007 com uma ação da Fiemg, liderada pelo então presidente Robson Andrade, e dos sindicatos da indústria mineira de moda, cresceu ao longo do tempo e apresentou mudanças significativas. Ele passou, por exemplo, do Alphaville Lagoa dos Ingleses para o Expominas em 2011 – ampliando seu espaço de 12 mil m² para mais de 25 mil m² – e sobreviveu a fatores adversos, como a crise econômica vivida pelo Brasil nos últimos anos, que preocupou muitos profissio-

Em abril de 2013 / Verã Dzenk no Parque das Man

nais em todo o país. Além disso, o Minas Trend contou, ainda, no decorrer de todos esses anos de realização, com a presença de personalidades marcantes, ultrapassou fronteiras e ocupou espaços importantes da cidade. “Certamente, o que diferencia o Minas Trend ‘ano.dez’ das outras edições é resultado do que foi realizado ao longo desse tempo. Não existe mágica. A nossa convicção é a de que a união de todos os segmentos da cadeia produtiva da moda mineira é a base para o evento que realizamos agora. Em 2017, estamos muito maiores e temos o reconhecimento e a reputação do mercado, mas posso garantir: o trabalho iniciado pelo presidente Robson Andrade, ainda em 2007, é o que sustenta esse sucesso”, afirma Olavo Machado Junior, presidente da Fiemg.


s . e a o a ,

207 .............

R$ 38 milhões

10 mil

é a média de marcas participantes por edição

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pessoas por evento

R$ 21 milhões ........

1.465

Em outubro de 2013 / Inverno 2014. Abertura com bateria da Mangueira e Orquestra de Wagner Tiso

Ele lembra que a cadeia produtiva da indústria da moda mineira é a segunda maior empregadora do Estado e suas 10 mil indústrias geram 132.857 empregos. Antes não havia, em Minas Gerais, um grande evento que reunisse todos os setores, com empresas de diversos municípios. “A convergência de diferentes segmentos, das mais diferentes regiões, foi o desafio aceito pela Fiemg na concepção do Minas Trend. Hoje, consolidado no calendário da moda brasileira, garantimos à indústria mineira um evento que é considerado o maior salão de negócios do setor no país”, afirma ele, ressaltando que a força criativa de Minas Gerais pode ser vista nos diversos setores, como vestuário, bolsas e acessórios, calçados, joias e bijuterias. E por falar em união e em todos os ganhos que ela é capaz de proporcionar às pessoas, o Mi-

agendas comerciais

AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

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AGÊNCIA FOTOSITE /DIVULGAÇÃO

em negócios no local por meio dos compradores internacionais

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em transações futuras

ão 2014. Desfile Victor ngabeiras.

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Abril de 2016 / Verão 2017. Retorno de Sonia Pinto, com mais de 40 anos no setor, às passarelas

nas Trend também é um destaque em relação ao intercâmbio. A troca de conhecimento entre os participantes é um dos benefícios propiciados pelo evento, estimulando não somente a organização, mas também o crescimento do segmento. FUTURO Olhar para trás tem sido algo, de fato, importante para fazer um balanço sobre todas as conquistas e aprendizados vivenciados ao longo do tempo, mas o trabalho que houve para que isso se tornasse uma realidade não para, pelo contrário. Conforme Machado destaca, a Fiemg continuará investindo para que o Minas Trend continue sendo o maior salão de negócios do Brasil. Sendo assim, para que esse ideal seja alcançado, o foco em inovação, no desenvolvimento de tecnologia e na força das

Em outubro de 2016 / Inverno 2017. Miss prisional marca presença no desfile da Doisélles

parcerias com os sindicatos e empresas do setor não deverão deixar de existir. “Seguir o trabalho de grandes parcerias também é fundamental para o sucesso do Minas Trend. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), liderada pelo presidente Robson Andrade, é exemplo disso, ao acreditar na força da cadeia produtiva da moda mineira para alavancar negócios em todo o país. Esse é também o compromisso do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-MG) e do Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que participam enfaticamente do Minas Trend para promover o desenvolvimento do nosso Estado, criando oportunidades em todas as regiões mineiras”, finaliza o presidente da Fiemg.

“A convergência de diferentes segmentos, das mais diferentes regiões, foi o desafio aceito pela Fiemg na concepção do Minas Trend. Hoje, consolidado no calendário da moda brasileira, garantimos à indústria mineira um evento que é considerado o maior salão de negócios do setor no país.”


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ATACADO RENATA ABRITTA

Salãode Negóciossob osholofotes AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO

CLÁUIDA ARBEX/DIVULGAÇÃO

Estilista Lucas Magalhães considera Salão uma ótima oportunidade para vendas

Peça da coleção alto inverno de Cláudia Arbex. A marca está presente em todas as edições do Salão

BENEDITA ACESSÓRIOS/DIVULGAÇÃO

A vigésima edição do Minas Trend também marca o retorno de antigos parceiros que fazem parte da história do Salão de Negócios. Os integrantes do Grupo Nohda – Patrícia Bonaldi, Apartamento 03, Lucas Magalhães e Pat Bo –, grifes ícones do mercado de moda, voltam a apresentar suas coleções na capital mineira. “Nossas expectativas são as melhores possíveis. Vamos apresentar nossas marcas junto com o Grupo Nohda no Minas Trend. Este é um momento muito relevante para nós. Acreditamos que o mercado passou a conhecer melhor o grupo e que será bem especial”, conta a gerente de marketing do grupo, Marina Pascon. De acordo com o estilista Lucas Magalhães, a feira oferece ótima estrutura para as vendas, além de atrair grande visibilidade. “É o primeiro lugar onde nossa coleção é vista, então eu consigo ter um tempo de produção maior, de forma que a entrega seja mais eficiente. Acho ideal, principalmente para o tipo de produto que faço, que é o tricô”, pontua o estilista, que espera um aumento de 12% a 15% nas vendas. (RA)

LUCAS MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO

RETORNO

Colar Nívea da Benedita Acessórios tem artesanato com pegada atual. Grife faz sua estreia no Salão

A semana de moda mineira é a vitrine ideal para promover os lançamentos da temporada Primavera/Verão 2018, atraindo olhares nacionais e internacionais. Por isso, muitas novidades estão programadas para o próximo Salão de Negócios do Minas Trend, que será realizado de terça (4) a sexta-feira (7). Estão confirmados 201 expositores, dos quais 46 são grifes estreantes. “Mesmo com o atual momento econômico, nós conseguimos manter o Minas Trend forte e como objeto de desejo, com muitas empresas querendo participar. Estamos repetindo o número de expositores da última edição. Só de vestuário são 90 estandes, fora o setor de bolsas/calçados e joias/bijuterias. A cada ano o Salão se consolida como o grande espaço de negócios do país”, afirma Luciano Araújo, presidente do Sindicato das Indústrias do Vestuário no Estado de Minas Gerais (Sindvest-MG). Outro fator de destaque é o alto volume de vendas feitas na ocasião. Segundo Araújo, vários expositores relatam que de 50% a 60% das vendas do ano são realizadas no evento. “Isso demonstra que nossa estratégia está correta, porque estamos gerando negócios e apresentando a moda mineira para o mundo”, ressalta. Cláudia Arbex, designer de acessórios e proprietária da marca homônima, é um exemplo do grande potencial do salão. “Participamos desde a primeira edição. Crescemos muito ao longo desses 10 anos e hoje as vendas no evento representam mais de 50% da minha produção de atacado. Acho que Minas é um berço, a moda está no DNA mineiro”, afirma Cláudia, que vai apresentar peças repletas de tropicalismo. Foi também por meio do Salão de Negócios que a estilista mineira Fabiana Milazzo adentrou no mercado atacadista. “Eu já tinha minha loja há 10 anos e vendia só varejo. Isso foi fundamental para minha marca e, hoje, as vendas no atacado representam metade do meu faturamento. Esse é o principal evento comercial do setor no país, nossa principal feira de negócios da moda”, frisa. NOVIDADES No setor de bolsas e calçados, as novas marcas são Agra, Aramez por Gissa Bicalho, Kawá Cintos, Lucchetto, Nova Line, Rosella Boutique, Vilhenna Carvalho, Visual Etiquetas, O Jambu e Estúdio NhNh. A área de joias e bijoux passa a contar com Nina K Acessórios, Sandra Cavalcante, Ipek, Madame Mordô, Marieta Rigoni, Benedita Acessórios, Alana Tenório, Seth e Zifre Acessórios. “Trabalho com peças artesanais com pegada atual e ainda não tive uma experiência com vendas no atacado. Vamos participar do Salão de Negócios pela primeira vez nesta edição. Considero o Minas Trend a melhor forma para lançar a minha marca nessa modalidade”, diz Ana Maria Paiva, designer de acessórios e proprietária da marca Benedita Acessórios. No vestuário, Chocker, Izadora Lima, Clara Nato, Impressão Digital, Camila Siqueira, Preta Gil por Victor Dzenk, Thais Dzenk, Lina Dellic, Cactus, Figurati, Novelo Branco, Led, Null & Filled – Mariana Lucchesi, SK/ Skunk, Ca.Mar, Im.Par, Miêtta, EDD27, WMDC Collection, Regina Salomão, Bob Store, Bia Guirão Brand, Uplen Robe, Marrô, Vórtice Brasil e Nephew participam pela primeira vez.


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APOSTA

ReadytoGo apresenta novos talentos Não só de marcas conhecidas e renomadas se faz um grande evento. Durante o Minas Trend, os jovens talentos também têm vez por meio do concurso Ready to Go – Investindo no futuro da moda, que chega à sua 10ª edição apresentando ao mercado novos e promissores estilistas e grifes. Ao longo de 5 anos, 60 marcas já passaram pelo projeto que é idealizado pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Minas Gerais (Sindivest-MG) e realizado pelo TS Studio. Nesse período foram revelados grandes nomes que se destacam na cena fashion nacional, entre eles Lucas Magalhães, Llas, Jardin, Thays Temponi, Ammis e Anne Est Folle. Neste ano, 12 marcas selecionadas de um total de 45 irão participar do estande coletivo do Sindvest-MG por duas edições. Um júri composto por formadores de opinião, estilistas, arquitetos, designers e empresários do setor irá escolher a marca vencedora, que terá um estande individual no próximo Minas Trend, que acontecerá no segundo semestre. A entrega do prêmio será na quarta-feira (5), às 16h. “Das nove marcas que vão desfilar nesta edição, quatro vieram do estande coletivo - Plural, Anne Est Folle, Lucas Magalhães e Unity Seven. O Read to Go dá reconhecimento aos jovens e apresenta o talento mineiro para o Brasil e para o mundo”, afirma Luciano Araújo, presidente do Sindivest-MG. O diferencial do concurso é oferecer um suporte para os iniciantes, preparando-os para suas primeiras experiências no mercado. “O objetivo é identificar, capacitar e divulgar novos talentos com potencial, destacando o trabalho dos jovens designers e suas marcas”, explica Tereza Santos, diretora do TS Studio e responsável pela curadoria e organização do projeto. PARTICIPANTES Vão participar da décima edição as marcas: Led, Novelo Branco, Ca.Mar, Null&Filled, Candê, Figurati, EDD27, Uplen, Denise Valadares, Miêtta, WNDC Collection e Im.par. A LED do estilista Célio Dias vai apresentar sua coleção Andarilhos. “Vemos a roupa como uma forma de as pessoas se expressarem. O homem é livre e absorve suas experiências e suas histórias de vida, seja de uma viagem, seja de algum fato marcante. A roupa é como se fosse a própria bagagem que ele carrega consigo, com referências do passado e projeções para o futuro”, afirma o estilista. A Miêtta, que surgiu de um antigo desejo de o estilista Fábio Resende de criar peças simples para enaltecer a força do universo feminino, também estreia no Minas Trend, por meio do Ready to Go. “Para nós vai ser tudo novo. Estamos igual adolescentes, ansiosos e com uma expectativa muito boa. Com temática feminina, temos a abelha e a rosa como ícones contrapondo força e suavidade. O valor agregado fica por conta do cobre, que faz referência ao feminino tanto na alquimia quanto na mitologia”, explica Resende. Pela segunda vez, Alexandre Franco estará na disputa, com a grife Candê. “A marca tem como foco a estamparia focada em geométricos com modelagem um pouco mais ampla e pegada resort. A ideia é que a cliente utilize um modelo diferenciado nos momentos de lazer, de forma descomplicada. Deve ser fácil de usar e fácil de combinar. É uma marca focada em prazer e conforto”, finaliza o estilista.

WEBER PÁDUA/DIVULGAÇÃO

RENATA ABRITTA

A Ca.Mar é uma das marcas que participam desta edição do Ready to Go

EXPOSIÇÃO Várias atrações prometem marcar este Minas Trend. A exposição “Tempo”, por exemplo, reunirá looks das grifes mineiras participantes do Salão de Negócios inspirados nas simbologias do tempo e na importância dos 10 anos da moda de Minas Gerais para o Brasil. Já na exposição “Minas Trend + 10”, a grife Plural irá apresentar sua concepção sobre a democratização das tecnologias e a busca da personalidade individual através da exclusividade customizada. “A ideia foi buscar possibilidades inovadoras de valor agregado para a moda no futuro. Hoje a tecnologia ainda tem alto custo, porém vivemos em um momento de revolução digital. O que há 10 anos era inacessível, hoje está à disposição de todas as pessoas. Uma nova ideia para o futuro do mercado de moda é gerar possibilidades de interação entre designer e consumidor”, explica Pedro Lázaro, diretor criativo do evento. Estão previstas também ações promovidas pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), como o “Laboratório Aberto” e o Senai Modatec. (RA)


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