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Pampulha, sábado - 18/03/2017

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turismo

estilo

NA SÉRIE PARAÍSOS PERDIDOS, CINCO DESTINOS NACIONAIS PARA SE DESCOBRIR ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 6

GRIFES MINEIRAS FAZEM BONITO NA PASSARELA NO SPFW ... Páginas 22 e 23

almanaque

CARMINHO CANTA TOM JOBIM NO PALÁCIO DAS ARTES ... Página 10

super motor

HONDA LANÇA O WR-V, CROSSOVER BASEADO NO FIT, MAS COM ESTILO PRÓPRIO ... Caderno Super Motor. Páginas 12 e 13

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

18 a 24 de março de 2017 ANO XXVII número 1390 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE NETFLIX/DIVULGAÇÃO

VELHICE SEM TABUS Estrelada por Jane Fonda, 79, e Lily Tomlin, 77, série “Gracie and Frankie” estreia terceira temporada na Netflix com a abordagem necessária de temas como sexualidade, amizade e recomeços na terceira idade

Lily Tomlin e Jane Fonda: suas personagens lidam com as inseguranças e transformações após os 70 anos


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 18 a 24 de março de 2017

VITTORIO MEDIOLI

ONLINE www.jornalpampulha.com.br

Editorial

O “monstro” i um artigo de José Padilha, em “O Globo”, e dele tiro inspiração, permitindo-me ampliar algumas considerações, ainda supondo que o aumento da confiança no futuro, detectado em vários setores nos últimos dias, cresce na iminência de o “monstro” perder sua força. Na base do sistema político brasileiro, sustenta José Padilha, opera um ‘mecanismo’ (para mim, um “monstro”) de exploração da sociedade formado por quadrilhas de fornecedores do Estado e partidos políticos que contam quase sempre com o apoio e a omissão dos demais Poderes. O “monstro” toma conta de todas as esferas públicas: Legislativo e Executivo, dos governos federal, estaduais e municipais, e, ainda, das empresas estatais. Usa de superfaturamento de obras e de serviços prestados, ou meramente fictícios, “legitimados” por contratações aparentemente corretas, mas fraudadas e perversas. Adota-se qualquer tipo de falsidade, prevaricação, autoritarismo, cooptação, submissão, intimidação, burocracia, conluio, perseguição para se auferir riqueza ilícita. A burocracia, em especial, é o instrumento que o governante adota como biombo para alcançar “legalmente” seu interesse pessoal e o enriquecimento. Quanto mais evoluída e justa uma sociedade, menor é a burocracia adotada, e maior a transparência, a simplicidade das leis. O Brasil é o exemplo daquilo que não deve ser feito. Os tentáculos do patrimonialismo abrangem tudo, até medicamentos, prestações de serviços de saúde, merenda escolar, cestas básicas, verbas de filantropia. O sistema do “monstro” é a “pilantropia”, ou cleptocracia. Claro que a corrupção sempre existiu, e vai de um a cem. Agora se

L

mostrou soberana, arrogante, totalitária, absoluta, além dos cem. No Poder Legislativo, legisla-se para extorquir, intimidar, burocratizar, para revender facilidades e tudo mais que permita aos delinquentes auferir vantagens injustas. Legisla-se como legislariam ladrões que cobram pedágio das caravanas. A compra de Medidas Provisórias (MPs) sistematizou-se e impediu que boas propostas fossem adiante; o que é bom para o legislador corrupto não é a boa, mas sim a péssima lei que privilegia, subjuga, favorece, discrimina. As MPs eram compradas e pagas. Os tribunais como o Carf foram a serviço de quem queria extorquir num fácil contexto de falta de claros marcos regulatórios. Quadrilhas instaladas em tudo dominam e apequenam o país. Inviabilizam o bom e o honesto. Quanto pior a qualidade, melhor para o “monstro”, que mais poderá cobrar. Bastante comum em Brasília alguém questionar: “E eu, o que ganho?”. Sem pagar pedágio, as coisas param. Um bom projeto não consegue encontrar maioria entre os lobos. O Brasil no cipoal das delinquências. A definição mais acertada de “empreiteiro” foi dada por um megaempresário, que do setor sabe tudo: “Empreiteiro (grande) é aquele que, para ganhar dinheiro, faz qualquer coisa, até obras”. A Lava Jato certifica como inconteste a fulgurante explicação. O “monstro” é um delinquente, sem escrúpulos e sem limites. Usa de qualquer oportunidade e brecha, adota a mídia mercenária para perseguir, usa da corrupção irrestrita, da arapongagem e até apela para a supressão da vida, como se deu com Celso Daniel. Mas a maioria das supressões de arquivos vivos é executada desidratando, apagando os alvos com humilhações, infâmias, lançando pedras e escondendo a mão. O “monstro” se mobiliza em campanhas políticas, vive-as com frenesi, pois do resultado das urnas depende o ganho que terá. Investe co-

mo um apostador de roleta. Monta “operações estruturadas” e até bancos para superpropinas e financiamento dos corruptos. Por isso, os bilhões, inverossímeis, são apenas fichas do “monstro” no jogo de exploração. O que for apostado, sabem, voltará centenas de vezes. Nos últimos 50 anos, as marionetes que ocuparam o poder, quase sempre, eram eleitas pelo “monstro”, que é avesso ao suor e quer ganhar muito, rápido e fácil. No sistema político brasileiro a ideologia serve de fantasia, de roupagem nas festas do “monstro”. Ele nunca reclama de aumentos de tributos, farta-se com eles, sabem que deles tirará seu quinhão. O “monstro” isola políticos não alinhados ao mecanismo, inviabiliza-os eleitoralmente despejando recursos para os alinhados com as quadrilhas. Mesmo ácidos e intragáveis, os cúmplices do “monstro” se reelegem. A Lava Jato escancarou o “monstro”. Comprovou que detesta candidatos inteligentes, éticos, honestos. Raros são aqueles que se viabilizam nas urnas e exercem um mandato. O Congresso é cada vez mais corrompidamente pragmático e corrupto. O inteligente-ético não tem vez; chegando lá, em breve sentirá que está impotente a força do “monstro”. A política brasileira acaba sendo mais fácil para as hienas, que conseguem expulsar rapidamente os podres que o “monstro” oferece. A cada legislatura o trigo perde espaço assumido pelo joio. Quem sente o dever, quem quer colaborar com a pátria que ama, deverá estar pronto a responder à pergunta feita com intrigante naturalidade: “Por que você almejou chegar a esse cargo?”. E, se a resposta for diferente de explorar os privilégios, será considerado um ET. Perderam-se os sentimentos de dever, de serviço, de solidariedade, de progresso, de inconformismo com o sofrimento, como fossem de um planeta extinto, não mais desta Terra.

Extinção de abelhas afeta cadeia alimentar ARQUIVO PIXABAY

crescente matança de milhares de 6 Acolônias de abelhas em várias re-

giões do Brasil e do mundo, atribuída à pulverização de agrotóxicos cada vez mais potentes, acendeu o alerta de especialistas sobre uma possível crise em toda a cadeia alimentar. A dimensão desse extermínio é catastrófica, podendo ultrapassar 1 trilhão de insetos no país. Uma petição recolhe assinaturas para banir pesticidas e defender insetos. Confira em nosso site.

Gastrô BANANA: UMA FRUTA QUE JOGA NAS 11 A banana é um ingrediente bastante versátil na gastronomia. No Brasil, são cinco os tipos mais comuns: caturra, prata, maçã, da terra e ouro. A fruta é tão popular que aparece em pratos diferentes – indo da entrada, passando pelo prato principal e sobremesa – de Norte a Sul do país. Veja mais em nosso site.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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GRACE AND FRANKIE>Sem tabus, série aborda a sexualidade, a amizade e o recomeço na velhice MELISSA MOSELEY/NETFLIX/DIVULGAÇÃO

Jessica Num dos moAlmeida mentos mais marcantes da série “Grac e a n d Frankie”, cuja terceira temporada será lançada na próxima sexta-feira (24) na Netflix, Grace, (Jane Fonda, 79) é questionada pela filha Mallory sobre como explicaria para seus filhos que a avó faz brinquedos sexuais para outras avós – Grace, junto com a amiga Frankie (Lily Tomlin, 77), começaria a produzir vibradores para mulheres com artrite. A resposta veio a contento: “Estamos fazendo coisas para pessoas como nós. Porque estamos cansadas de ser ignoradas por gente como você”. Essa cena resume bem a proposta de “Grace and Frankie”: uma reivindicação de espaço e visibilidade por uma faixa da população que é constantemente ignorada, e uma afirmação de domínio sobre vidas que continuam em constante mudança, mesmo com a chegada à terceira idade. A série começa quando dois casais na faixa dos 70 anos, juntos há 40, se separam porque os homens (Martin Sheen, 76, e Sam Waterston, 76, na pele de Robert e Sol, respectivamente) que são sócios, pedem o divórcio para se casarem um com o outro, uma vez que têm um caso há duas décadas e a união entre pessoas do mesmo sexo foi legalizada em seu Estado. A partir daí, as protagonistas vão morar juntas numa casa de praia que pertence aos quatro e o espectador passa a acompanhar as transformações decorrentes dessa ruptura. Ruptura tal que não acontece somente dentro da história, afinal é raro ver a dramaturgia – sobretudo, na televisão – colocar idosos como o centro da história. “Há muito tempo não se via na TV norte-americana pessoas da terceira idade como protagonistas”, observa Sylvia Ferrari, uma das editoras do spoilers.tv.br, site de televisão e cultura pop. “E o legal é que fizeram isso juntando a Lily Tomlin, que é uma comediante superconsagrada, à Jane Fonda, que foi um grande ‘sex symbol’ quando era jovem (nos anos 1980, a atriz vendeu milhões de cópias de vídeos em que dava aulas de ginástica), e trouxeram as duas para um contexto supercontemporâneo”. Ou seja, o idoso não está mais no papel de avô que reluta contra as transformações do tempo. “Não, elas acompanham o agora, são mulheres muito esclarecidas de 2017”, Sylvia acrescenta. “Um dos sinais mais contundentes disso é, por exemplo, a forma como a temática da sexualidade é abordada na trama, ambas

Além dos 70 Série “Grace and Frankie” é da mesma criadora de “Friends”, Marta Kauffman

Plenitude na terceira idade são retratadas como sexualmente ativas”. E isso é levado para o contexto delas. Grace, quando passa sua primeira noite com um novo namorado, encara as inseguranças de não ter mais um corpo jovem, mas sim com rugas e flacidez. Frankie, por sua vez, a aconselha a usar um lubrificante vaginal, afinal, após a menopausa, o corpo da mulher tem dificuldades em se autolubrificar. Riponga, ela mesma produz o seu, à base de inhame, e posteriormente investe em vendê-lo como alternativa mais natural no mercado. Além do próprio empreendimento com vibradores para mulheres mais velhas, mote que será explorado na terceira temporada. Outra questão que ganha contornos específicos após o envelhecimento, e que também é tratada no seriado, é o divórcio, que é proporcionalmente mais visto como uma espécie de “fracasso” quanto mais o casal ficou junto. “Elas achavam que tinham um casamento perfeito, por mais que admitissem que estavam acomodadas, e a separação seria um baque ainda que os maridos não fossem gays” comenta Sylvia. “E a

história mostra elas passando pelo processo de entender que o fim da união não foi uma falha delas. Mas foi difícil. Isso é visto em uma de suas primeiras ‘aparições públicas’ pós-divórcio, que acontece num velório. Elas sentem vergonha, medo de serem escorraçadas, de serem apontadas como párias por não serem mais casadas. A série trabalha muito bem a aceitação do fim do casamento para essa geração que tinha no casar o principal objetivo de vida”.

SE NÃO ME VÊ, NÃO PODE ME PARAR A invisibilidade perante o restante da sociedade que os velhos – e, sobretudo, as mulheres mais velhas – têm que enfrentar também é abordada em “Grace and Frankie”. Numa cena, elas são ignoradas por um atendente, e Frankie rouba um maço de cigarros, dizendo: “Nós temos um superpoder. Se não pode me ver, não pode me parar”. Este é justamente um dos pontos levantados pela antropóloga e professora da UFRJ

MELISSA MOSELEY/NETFLIX/DIVULGAÇÃO

A homossexualidade é outro tema tratado com naturalidade

Mirian Goldenberg, nas pesquisas que desenvolve sobre a velhice desde 2007,e que resultaram em livros como “Corpo, Envelhecimento e Felicidade” (2011) e “A Bela Velhice” (2013). Ela constatou que a invisibilidade, ao menos para as brasileiras, é, ao mesmo tempo, um fardo e uma conquista. “A invisibilidade social é um verdadeiro sofrimento. Elas dizem: não é nem que me tornei uma velha, eu deixei de ser mulher, ninguém mais me olha, me elogia, fiquei transparente, invisível. Mas, por serem invisíveis, percebem que a juventude ou o corpo/aparência não é o capital mais importante para serem felizes. E descobrem o valor da liberdade, elas ligam o botão do f...-se, aprendem a dizer não e passam a colocar o foco no próprio desejo”. Mais um ponto de convergência entre a pesquisa da antropóloga e a série é a grande importância da amizade entre mulheres da terceira idade. No meio de toda a adversidade que enfrentam, Grace e Frankie, que até então não se davam muito bem, descobrem que são quem melhor entende uma à outra, assim como as pesquisadas por Mi-

rian Goldenberg. “Elas dizem que são as amigas que cuidam delas, que telefonam, que levam ao hospital ou ao médico, que se preocupam, que escutam e que conversam. As amigas são a verdadeira família escolhida, a família sem obrigações e cobranças. Com as amigas, elas se sentem livres, para viajar, passear, ir ao cinema, teatro etc. O principal capital que elas acumularam para ter uma bela velhice”, comenta Mirian, que é espectadora e fã da série. Mas não é preciso estar na terceira idade para se identificar. A empresária e consultora ambiental Margarida Drummond Câmara, 54, ainda tem uns bons anos pela frente até ser considerada “idosa”, mas também acompanha a produção da Netflix – recomendada pelo filho de 23 anos. “É para qualquer idade, não é porque mostra pessoas de 70 anos que só vai tocar quem tem mais de 70. E para os jovens, ela traz a perspectiva de que quem já passou dessa idade também lida com desejo, frustração, preconceito, e não deixa de ter sentimentos, raiva, tesão”, analisa. Mas, por acaso, ela chegou a viver situações análogas às que as personagens enfrentam por conta do envelhecimento, quando resolveu deixar os cabelos brancos, há seis anos. “Eu comecei a ser tratada como idosa, e no começo estranhei muito o preconceito, as pessoas não te enxergam nas lojas, te destratam, não respeitam, dão troco errado pensando que você não vai perceber”, conta. “Hoje é uma coisa com a qual aprendi a lidar, mas foi preciso rever questões como a vaidade. Sabemos que a discriminação existe, mas não nos damos conta porque está oculta no dia a dia”. MILLENNIALS Para os mais jovens, “Grace and Frankie” pode ser ainda mais transformadora. Sylvia Ferrari, que tem 32 anos, aponta de que forma. “Assim como séries adolescentes podem criar identificação com pessoas adultas, o mesmo vale para a terceira idade. A gente, quando é jovem, não costuma pensar no que vai ser da nossa vida quando formos idosos, só tendemos a pensar que vai estar tudo estabelecido, não vai haver grandes mudanças”, pondera. “Mas asérie mostra o contrário, que tudo pode virar de cabeça pra baixo e a gente vai continuar vivendo. Nossa expectativa de vida está crescendo e precisamos nos preparar para ter energia, porque as coisas não vão parar de mudar. Além de ser um exercício de empatia, que nos faz entender melhor nossos pais, avós, tios”.


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TEMPO> Idade não é empecilho para realizar atividades culturais, fazer viagens e curtir a vida

Envelhecimento sem neuras MARIELA GUIMARÃES

Jessica À beira dos Almeida 69 anos, a modista Cida Pena segue a vida agitada que sempre levou. Mora sozinha e, durante a semana, segue atendendo as clientes como há 47 anos. Aos sábados, dá aula de costura, e aos domingos, se organiza para a nova semana, recebe filhos e neta, vai a exposições e coloca leituras em dia. “Acabei de ler a biografia da Rita Lee. Ela não é escritora, mas é muito divertida e foi muito transparente. E mostra que conseguiu envelhecer tranquila, apesar das muitas encrencas em que se meteu – e namorando o Roberto (de Carvalho, companheiro da cantora)”. Assim como Grace e Frankie, da série da Netflix, ela também tem uma amiga que é seu porto seguro. “Nos conhecemos há mais de 30 anos,numa aula de ioga. Somos inclusive vizinhas, e ela me ajuda muito, até passando sabões, quando preciso. Conto e me queixo de coisas com ela que não falo para mais ninguém. E ela a mesma coisa. Viajamos em nossos aniversários. É uma relação de irmãs mesmo”, diz. Maria Guimarães (nome fictício) também mora sozinha e já chegou aos 80. Desde sempre enfrenta paradigmas – se casou após os 40, por exemplo. Hoje, viúva, preza pela independência como um de seus principais valores. E continua conhecendo o mundo como fazia com o marido, falecido há cinco anos. “Na ausência dele, tenho viajado com uma amiga que fala inglês, porqueeunãofalo,masiriasozinha. Já conheço 27 países e chego sempre preparada emcada destino porque pesquiso tudo antes pela internet, na Wikipédia”, explica. Sua rotina inclui trabalhos manuais e voluntários, exercício físico e todas tarefas administrativas de uma casa. “Também sou vaidosa como sempre fui. Gosto de andar bem arrumada, frequentar lugares bons, ser feliz com o que posso ter. Vou anualmente aos médicos verificar se está tudo bem e tomo no máximo quatro remédios por dia, o que acho uma glória para alguém que já tem 80”, acrescenta. “Acredito que a gente não deve pensar muito que já tem oito décadas, pois dá uma sensação de fim da linha. Mas é aí que penso que não tenho futuro, tenho presente. E por isso procurosempreserútil,fazer umagrado prooutro.Éoque me emociona e me satisfaz”. A chegada à maturidade trouxepara oempresário Lu-

LEO FONTES

Antenada

Otimizado

Cida Pena usa tecnologias digitais no dia a dia e estuda inglês pelo celular

ciano Alves de Oliveira, 63, o melhor aproveitamento de seu tempo. Não que ele já tenha se aposentado, mas, graças à tecnologia, consegue fazer seu trabalho com muito mais rapidez – e o espaço que sobra no dia, dedica a si mesmo. “Sem tirar o pijama, fechei quatro negócios, fiz quatro orçamentos. No tempo que sobra, leio, vejo filmes, tomo chope no happy hour com os amigos. E aos fins de semana, frequento shows e casas de rock. Gente mais nova que eu fica impressionada com o fato de, às vezes, eu voltar às 5h da manhã”, comenta. TENDÊNCIA Por sua vez, a cantora paraense Dona Onete, 77, que começou a carreira artística aos 72, não se furta de falar da sensualidade em suas letras – e foi celebrada recentemente por isso, no programa “Amor & Sexo”. Na próxima quinta (23), ela vem a BH falar desse e de outros assuntos no projeto Retrato de Artista. “Na terceira idade, acredito que o sexo é fatalmente diferente, tem mais a ver com passear, conversar, lembrar das coisas, dar e receber carinho. O que não significa que a gente tenha que se furtar disso”, assegura. A antropóloga e professora da UFRJ Mirian Goldenberg acredita que essa é uma tendência. “Está mudando muitorapidamente.Asmulheresmaisvelhasestão adquirindo um protagonismo nas propagandas, novelas, séries, filmes.Osvelhostambém. Éarevolução do século XXI: a mudança na forma de enxergar e escutar os mais velhos”.

Com eficiência no trabalho, Luciano Alves conquistou tempo para o lazer

OLHAR INCLUSIVO PARA A VELHICE REDE GLOBO/DIVULGAÇÃO

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Conhecimento Cantor, compositor, poeta e escritor, Martinho da Vila, 79, prova que nunca é tarde para aprender cursando o quinto período do curso de Relações Internacionais de uma universidade particular do Rio de Janeiro. “Várias pessoas de uma certa idade, até de 50 anos, me disseram que foram incentivadas por mim a voltar a estudar”, afirmou.

CAMILLA MAIA/DIVULGAÇÃO

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LADO B FILMES/DIVULGAÇÃO

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Sensualidade Após declarar que festejaria a chegada dos 70 fazendo nudes no fim do ano passado, a atriz Nívea Maria disse, recentemente, que diretores se esquecem que a terceira idade vive, ama e faz sexo. “Nem todos são como a Suzana (Pires) e o Walther (Negrão)”, falou, referindo-se aos autores de “Sol Nascente”, novela na qual atua.

Youtuber Prestes a completar 90 anos, o ex-apresentador do “Jornal Nacional” acaba de abrir um canal no YouTube, que tem tudo a ver com um marco em sua carreira: narrar a Bíblia. É isso o que ele tem feito em vídeos liberados desde o último dia 12, se aproximando, a seu modo, de uma linguagem que é tida como exclusiva dos mais jovens.

FILME MOSTRA QUE “SEMPRE É TEMPO”

GUTO COSTA/DIVULGAÇÃO

6 Heróis idosos Até no mundo dos super-heróis o novo é ser velho. Em “Logan”, último filme da franquia X-Men, Wolverine aparece grisalho, enrugado e com dificuldade até para acionar suas famosas lâminas. A tendência começou nos quadrinhos, nos anos 2000, e trouxe leitores adultos de volta a títulos da editora Marvel, que enxergou um filão a ser explorado.

O documentário “Envelhescência” (2015), filme de estreia do gaúcho Gabriel Martinez, nasceu justamente da sensação do diretor de que estaria velho – aos 34 anos – para começar uma nova empreitada. “O questionamento desse pensamento me instigou a pergunta: ‘Quando estamos realmente velhos para começar algo novo?’, e isso me levou a procurar possíveis personagens”, conta. Foi ao encontrar histórias como a de Edson Gambuggi (que entrou na faculdade de medicina com 76 anos) e a de Judith Caggiano, (na foto acima, que fez a primeira tatuagem aos 73 anos e hoje tem mais de 20 tatuagens espalhadas pelo corpo) que ele começou a analisar o questionamento sobre “o que é ser velho”. “Após conversar e ouvir os personagens, hoje sei que muitas coisas que acreditamos não ser propícias à velhice não passam de falsos

limites que criamos a partir do nosso preconceito sobre essa fase da vida”, diz. Martinez acredita que muito desse preconceito está ligado à questão da perda do vigor físico, coisa com a qual ainda tenhamos dificuldade de lidar, em geral. “O mais importante é ter o entendimento de que não precisamos da nossa melhor forma física para desfrutarmos o que pode vir a ser a melhor fase de nossas vidas. Após os 60 anos, podemos surfar, saltar de paraquedas e, até mesmo, correr maratonas”, comenta. “Infelizmente, ainda não são muitas as produções do mainstream que abordam essa questão, mas acho de extrema importância trazer mais exemplos positivos sobre a vida na terceira idade. Somente assim conseguiremos criar uma nova percepção sobre essa fase de vida”, afiança.


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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Como ser feliz que realmente nos faz felizes na vida? A busca pela felicidade é um desejo de todos nós. Sensação plena de felicidade é a procura incessante da maioria das pessoas. Então, qual é a chave para esta tão buscada felicidade? Há 76 anos, pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, têm procurado uma resposta para o tema. O Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto (Study of Adult Development, em tradução livre) começou em 1938, analisando 700 rapazes, entre estudantes da universidade e moradores de bairros pobres de Boston. A pesquisa acompanhou esses jovens durante toda a vida, monitorando seu estado mental, físico e emocional. O estudo continua agora com mais de mil homens e mulheres, filhos dos participantes originais. Imagine só quanto material foi coletado durante todo este tempo! Isso em busca de respostas para a felicidade. Um ponto em comum, durante toda a pesquisa, é da importância da qualidade sobre nossos relacionamentos interpessoais. Uma relação de qualidade é aquela na qual você se sente seguro, que pode ser você mesmo, sem o teatro da vida real. Do lado oposto vem a solidão como forma máxima de exclusão da sociedade, o que leva, invariavelmente, à infelicidade, angústia e depressão. De igual forma, durante a pesquisa, foi observado que pessoas que mantêm boas relações sociais vivem mais e por mais tempo. Ter alguém para compartiUm ponto lhar tristezas, alegrias e segredos ajuda a esem comum, pantar a ansiedade, o durante toda estresse e outros sentimentos negativos que a pesquisa, abalam o organismo é o da como um todo. O número de amigos, poimportância rém, não importa muito. O grande diferenda qualidade cial na pesquisa era a sobre nossos qualidade dos relacionamentos, não a quanrelacionamentos tidade. Você pode ter interpessoais poucos amigos, mas estes devem ser leais. A pesquisa também fez o comparativo entre pessoas com mais dinheiro com aquelas com menos recursos financeiros. A conclusão que se chega, até o momento, é que realmente dinheiro não traz felicidade. Existem milionários infelizes e pessoas de baixa renda que vive em um estado pleno de felicidade. Podemos ganhar dinheiro e ter uma vida mais confortável? Claro que sim! Mas não pense que, com isso, irá ter mais felicidade. O quarto chefe da pesquisa (pois já se passaram décadas desde o seu início) fala sobre sua experiência com a mesma: “Percebi que meus relacionamentos me dão energia quando invisto neles, quando lhes dedico tempo. Tornam-se mais vivos e não desgastantes”. E acrescentou: “A tendência é nos isolarmos, ficar em casa para ver televisão ou nas redes sociais. Mas, na minha própria vida, percebi que sou mais feliz quando não estou fazendo isso”. Isso aponta, mais uma vez, no sentido de que a relação direta (e não virtual) com o próximo é que traz felicidade. Investir em um relacionamento significa estar presente. Ofertar atenção total ao outro, seja na família ou no trabalho, nos deixa mais próximos e, portanto, mais contentes. Como os animais têm seus grupos, nós também necessitamos de ter, cada um, nosso grupo e interagir com ele. Interação social, essa parece ser a chave para a felicidade. Portanto, amplie seus contatos e ajude o próximo. Faça uma boa semana.

O

Asperger: tipo mais brando do autismo MARIELA GUIMARAES

Síndromepode sertratadasem medicamentos ecomterapias “A falta de informação foi o que mais nos fez sofrer. Mas, com o tempo e a ajuda necessários, conseguimos enxergar que eles conseguem superar os obstáculos. O segredo é não cruzar os braços, seguir o coração e confiar”. Essas são palavras de Cíntia Prata, mãe de dois jovens com síndromede Asperger,considerada um tipo mais brando do autismo, que afeta uma a cada 250 crianças nascidas. Os filhos, um de 22 anos eoutro de 12, tiveram acompanhamento desde o início do diagnóstico, o que foi fundamental para que tivessem uma qualidade de vida maior.O mais velho está cursando medicina desde 2014 – ele mesmo dirige o carro da família até a faculdade –, e o caçula estuda no oitavo ano do ensino fundamental. As pessoas que têm a síndrome, descoberta em 1944 pelo pediatra austríaco Hans Asperger, apresentam o desenvolvimento cognitivo e de linguagem de forma normal, mas demonstram

Os filhos de Cíntia, de 22 e 12 anos, receberam tratamento desde o diagnóstico da síndrome de Asperger

Thuany Motta

comprometimento na comunicação, na interação social e na coordenação motora. Assim como acontece com outros espectros do autismo, a causa do problema é desconhecida. Porém, alguns fatores ambientais e físicos podem contribuir para o desenvolvimento, como a exposição a substâncias tóxicas, problemas com a gravidez ou o parto e infecções pré-natais. Segundo Arthur Kummer, neuropsiquiatra da Faculdade de Medicina da UFMG, a síndrome pode ser tratada, e os resultados podem ser bastante positivos. Quanto mais leve, maior a chance de se obter controle. O especialista revela que o tratamento é totalmente observacional, não dependendo

do uso de medicamentos. “O diagnóstico desenvolvimental se baseia na observação do comportamento da criança, levando em consideração os pontos em que ela apresenta dificuldades de desenvolvimento, principalmente o sociocomunicativo. Dependendo das limitações, o tratamento consistirá no treinamento dessas habilidades sociais. Um bom exemplo é uma criança de 6 anos que não tem facilidade de interagir com outras. Ali, trabalharemos ações que promovam a melhora desse ponto, e assim por diante”, explica. Além do tratamento psiquiátrico, o paciente pode ter acompanhamento de outras especialidades, como psicologia,fonoaudiologia e fisioteraEDITORIA DE ARTE / O TEMPO

REMÉDIO

O uso de medicamentos por pessoas coma síndrome só acontece quando outra desordem psicológica surge a partir da presença do transtorno, como depressão, síndrome do pânico e crises de ansiedade.

DIFERENÇAS IMPORTANTES Asperger

Outras formas de autismo

Geralmente, acima do normal

COEFICIENTE INTELECTUAL

Geralmente, abaixo do normal

Normalmente se dá depois dos 3 anos

DIAGNÓSTICO

Normalmente se dá antes dos 3 anos

Aparece em tempo normal

LINGUAGEM

Acima da média

GRAMÁTICA E VOCABULÁRIO

Interesse geral

REAÇÕES SOCIAIS

Atraso no aparecimento Limitados Desinteresse geral

Incidência igual à do restante da população

CONVULSÕES

Cerca de 1/3 pode apresentar

Alto nível

INTERESSES OBSESSIVOS

Nenhum

Problemas de linguagem ou em socialização e conduta

RELATO DOS PAIS

Atrasos de linguagem

pia.A psicóloga clínicae doutora em psicologia do desenvolvimento pela UFMG Aline Abreu e Andrade reforça a importância do aspecto cognitivo – processo pelo qual os indivíduos adquirem conhecimento sobre o mundo ao longo da vida – nesses casos. “Podemos apontar o treinamento de habilidades sociais, momentos em que o paciente vai aprender formas de interagir socialmente com as pessoas, geralmente realizado em duplas ou grupos de pacientes com o mesmo diagnóstico, e o treino de solução de problemas – uma vez que as pessoas que têm a síndrome costumam ser muito rígidos quando têm um imprevisto, e a tendência é se desorganizarem”, afirma Aline. DIAGNÓSTICO O diagnóstico da síndrome de Asperger só pode ser realizado por um especialista da área médica, mas a atuação dos pais é fundamental. “Os pais precisam ficar vigilantes em relação a qualquer dificuldade que o filho, principalmente acima de2anos, possa terpara interagir com as outras pessoas, seja a falta de um contato direto no olhar ou a falta de interesse em assuntos alheios, alémde umaobsessãoporalgo ou objeto determinado. Caso isso ocorra, a primeira providência é procurar o pediatra, que saberá como proceder”, aponta Kummer.


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SAÚDE E BEM-ESTAR ARQUIVO PIXABAY

Mau humor crônico pode ser distimia Pessimismoe baixaautoestima sãosintomas dotranstorno Você conhece alguém meio malhumorado, pessimista, que vive queixando-se de cansaço? Dorme mal, cochila em qualquer lugar e parece estar desinteressado? O que pode ser associado a um simples gênio difícil, na verdade, se encaixa nos sintomas de distimia, um transtorno depressivo que afeta cerca de 11 milhões de brasileiros. Entre a população mundial, os distímicos estão entre 3% e 6%, apresentando sintomas como dificuldades em manter relacionamentos, baixa autoestima e elevado senso de autocrítica. A origem permanece desconhecida, entretanto fatores genéticos, bioquímicos e ambientais que podem influenciar a causa estão sendo estudados. Além disso, a incidência aumenta nos indivíduos que possuem histórico de transtornos psicológicos na família. A maior dificuldade é que essas pessoas raramente se dão conta do Thuany Motta

próprio problema. Acham que o mau humor e a falta de prazer e de interesse pelas coisas fazem parte de sua personalidade e de seu jeito de ver o mundo e quase nunca procuram ajuda. De acordo com o psiquiatra Osvaldo Bramussi, especializado em distimia há mais dez anos, para o diagnóstico é fundamental considerar a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos. A cura não existe, mas a busca por especialistas pode ajudar no controle da doença. CASTIGO Apontada como a malhumorada da família desde criança, a dona de casa Beatriz Mendes (nome fictício), 28, descobriu o transtorno em 2014. Desde então, faz tratamento e conta com o apoio do marido, mas relata as dificuldades do dia a dia. “Eu posso conseguir o que for, mas eu não consigo aproveitar. A distimia castiga as pessoas desta forma: não sentir felicidade. Sou casada, tenho um padrão de vida muito bom, sem me preocupar até com as contas de casa. Só que, ainda assim, sou incapaz de sentir essa vida como algo bom, não consigo me satisfazer com absolutamente nada”, relata. Tratamento. Bramussi

frisa que o tratamento é um processo gradativo, variando para cada caso. “O que fazemos é uma combinação de remédios, baseada no grau que o paciente apresenta e em como ele vai responder. Nosso desafio, acima de tudo, é ajudá-lo a ter paciência, reconhecendo a gravidade do problema e enxergando a realidade de forma objetiva”, explica. Além disso, a associação de medicamentos antidepressivos com a psicoterapia tem apresentado bons resultados. De acordo com o psicólogo Gustavo Teixeira, mestre em análise do desenvolvimento pela PUC-SP, embora os antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa apren-

Insatisfação: Pacientes com distimia relatam dificuldades de realização pessoal e quadro frequente de pessimismo

der novas possibilidades de reagir e estabelecer relações interpessoais. “Na psicoterapia, vamos ajudar a pessoa a se conhecer, lidar com suas

emoções, identificar seus valores e estabelecer uma rotina de atividades que seja significativa. Se o medicamento vai dar o vigor físico, a psicoterapia vai

trabalhar essas relações e aproveitar melhor essa energia, para que a pessoa volte a produzir em todos os âmbitos da própria vida”, afirma.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS Saiba mais sobre a distimia SINTOMAS Irritabilidade Mau humor Baixa autoestima Desânimo e tristeza Pensamentos negativos Alterações do apetite e do sono Falta de energia para agir Isolamento social

DIAGNÓSTICO O dado mais importante a considerar é a manifestação dos sintomas durante pelo menos dois anos consecutivos. PREVALÊNCIA A distimia pode aparecer na infância ou numa fase mais tardia da vida. O mais comum, porém, é que surja na adolescência. TRATAMENTO A associação de medicamentos antidepressivos com psicoterapia tem apresentado bons resultados no tratamento da distimia. Embora os antidepressivos corrijam o distúrbio biológico, o paciente precisa aprender novas possibilidades de reagir e estabelecer relações interpessoais.

GRAVE

Os especialistas alertam que os distímicos desenvolvem, simultaneamente, episódios de depressão grave, além de outros transtornos como fobias, síndrome do pânico e crises de ansiedade.


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sociedade

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DOLCEVITA OUTRAS MONTANHAS

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epois de tentar escalar o Monte Aconcágua, Argentina, os “alpinistas acidentais” Eduardo “Beijinho” Pereira e sua Beatriz, Marco Antônio Almeida e sua Heloisa Tomasi, mais Paulo Orsini renderam-se ao deus Baco. Em Mendoza, esbaldaramse nas vinícolas. O Aconcágua é o segundo mais alto do mundo, 6.962 m.

OUTRAS PENITÊNCIAS

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icas dos nossos amigos e leitores praticantes de trekking no Aconcágua, nos arrabaldes de Mendoza: o Parque Provincial, onde estão os povoados de Uspallata e Puente del Inca, sem esquecer a estação de esqui “Los Penitentes”; The Wines Resort and Spa, que agrega o restaurante Siete Fuegos, do chef Francis Mallmann.

SOLUÇÃO BRASIL

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omara que chegue por aqui! A startup paulistana FemiTaxi criou o transporte de crianças desacompanhadas. A inspiração, há dois anos, veio de mulheres que preferiam corridas só com taxistas mulheres; mas logo descobriu-se que o serviço era usado por mães para transportar seus filhos sozinhos nos táxis.

NAVEGAR É PRECISO

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creditando em seus profissionais e no reaquecimento do mercado publicitário, o diretor-geral do Grupo Bandeirantes de Comuni-

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

cação em Minas, José Saad Dualibi, abre o ano investindo. Para o lançamento da nova programação da emissora – incluindo o programa “DNA”, com o titular desta coluna, e Heverton Guimarães com o novo formato de “Brasil Urgente” – Saad abre sua nova e cinematográfica casa no Retiro das Pedras.

NAVEGAR É DELICIOSO

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icha técnica da tarde: o Masterchef Erick Jacquin, a Samy's Band (São Paulo), decoração de Denise Magalhães, exposição das telas de Luiz Sternick, petiscos e pratos quentes de Célia Souto e Lucio Rossi inebriando a tarde com os tesouros da Moët Hennessy (Chandon e Belvedere).

MODAS GERAIS

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Minas Trend completa 10 anos firme no calendário da moda nacional. A 20ª edição, realização da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), é das principais plataformas de lançamentos e negócios do Brasil. De 4 a 7 de abril, no Expominas.

MODAS E BELEZAS

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s 10 anos de trabalho foram escolhidos como tema de inspiração. Serão destacadas as ações para o reposicionamento e qualificação da produção de vestuário, calçados, joias, bijuterias e acessórios.

MODAS E DÉCADAS

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simbologia, batizada de “Ano.Dez”, mostra a história do Minas Trend e seus temas: evo-

Os diretores da CasaCor Minas, Eduardo Faleiro e Juliana Grillo, em almoço oferecido pela mostra no Bouquet Garni

lução, transformação, liberdade, fertilidade e continuidade. A década de realizações para a indústria da moda mineira estará na concepção visual, desenvolvida pelo escritório Pedro Lázaro arquitetura. Ele usará o ciclo evolutivo das borboletas.

paisagismo do Estado. Na ocasião, os diretores da Casacor Minas Eduardo Faleiro e Juliana Grillo apresentaram o tema: Foco no Essencial.

CORES E VIDA

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proposta é aproximar o design das pessoas. Arquitetos, designers e paisagistas surpreendendo o público em ambientes sem supérfluos, focando no essencial. A ideia é mostrar que a vida pode e deve ser mais simples.

MODAS E FUTURO

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ara o presidente da Fiemg, Olavo Machado Júnior, os dez anos marcam um novo ciclo da indústria de moda mineira. “A década de trabalho com a cadeia produtiva do setor resgata a genuína vocação da federação que é estimular, qualificar e divulgar a produção do Estado, gerando competitividade e negócios”.

mostra será num 6 Aprédio histórico do

Conjunto Arquitetônico da Praça da Estação. Três pavimentos, porão, sótão e jardins. O local funcionou como sede da saudosa Rede Ferroviária Federal S/A e vai abrigar o Museu Ferroviário. A 23ª Casacor acontecerá entre 12 de agosto e 17 de setembro. apesar da crise, o 6 Emercado de altíssimo luxo continua. Carros acima de R$ 500 mil tiveram aumento de vendas em 2016. Em menos de um mês, cinco Ferraris entre R$ 1 e 3 milhões. Na contramão, os veículos com valores até 300 mil tiveram queda considerável. trilha de sucesso 6 Na da recém-inaugurada

CORES E SABORES

Allure Iluminate, no bairro Belvedere, Flávia Rangel abre, neste sábado (18), a Allure Pettie, loja no segmento de vestuário infantil de 0 a 12 anos.

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equipe da Casacor Minas ofereceu, dia 10, almoço no Bouquet Garni, da chef Agnes Farkasvolgyi. Assim foi lançado o calendário da maior mostra de arquitetura, design de interiores e

lançaperfume

lojas contam com 6 Asestacionamento próNa mesma agradável tarde, as belas Barbara Dutra e Luisa Grillo

prio, mini-zoo, espaço kids e muita champanhe para receber os clientes.

DE BANDEJA Festival de Churros neste fim de semana Depois de passar por São Paulo, Niterói e Rio de Janeiro, o Festival de Churros acontece neste fim de semana na capital mineira, pela primeira vez. Serão 30 foodtrucks, sendo 15 especializados nessas iguaria que terão diversas variações de sabores doces como Nutella, Kit Kat, Kinder Bueno, doce de leite e chocolate, além de versões sem lactose com preços que variam de R$8 a R$20 Quando Sábado (18) e domingo (19), das 12h às 22h Onde Estacionamento G3 do Boulevard Shopping Quanto Entrada Gratuita

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GISELLE VENTURA/DIVULGAÇÃO

Tradicional St. Patrick’s Day em Belo Horizonte As comemorações do dia de São Patrício, tradicional festa irlandesa, irão tomar a cidade. BH é uma das cidades que abraçou o famoso evento interncional. O público contará com uma divertida competição da bebida no metro, além de degustar o chope verde e algumas das melhores cervejas especiais do mundo, da premiada cervejaria mineira Wäls Quando Domingo (19), das 12h às 22h Onde Rua Tomé de Souza (entre Rio Grande do Norte e Getulio Vargas) Quanto 1 Kg alimento nãoperecível

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WALS/DIVULGAÇÃO


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almanaque BH>Maestro tem obra revista pela portuguesa Carminho e pelo trio Toquinho, Joyce e João Bosco Independentemente de idade, o feito já seria daqueles para espocar champanhe. Mas em se tratando de uma artista tão jovem – apenas 32 anos –, merece ser ainda mais sublinhado: o CD “Carminho Canta Jobim” foi o mais vendido em Portugal no período do Natal, que por lá responde pelo pico de vendas do produto. Não bastasse, foi o álbum que mais vendeu numa só semana durante todo 2016. E é a bordo deste reconhecimento que a portuguesa volta à capital mineira para apresentar esse repertório que evidencia, mais uma vez, seu apreço pela música brasileira. Chancelado pela gravadora Biscoito Fino, “Carminho Canta Jobim” traz 13 faixas, nas quais ela revisita pérolas como “Wave”, “Inútil Paisagem” e “Luiza”. “Wave”, aliás, foi a primeira música do maestro que ela ouviu na vida. “Não me lembro se numa telenovela (a música integrou a trilha sonora de ‘Água Viva’), ou num disco da minha mãe (a fadista Teresa Siqueira). O impacto foi inconsciente, claro, porque eu era criança. Mas essa influência foi entranhando o meu gosto artístico e pessoal, e se tornou importante na minha formação”, avalia. Selecionar o repertório, aliás, não foi tarefa das mais fáceis. “São quase 300 canções catalogadas. Tive que estabelecer alguns critérios, para nos sentirmos confortáveis com as escolhas. E um deles, para mim muito importante, foi o do meu sotaque português de Portugal, que tem não só partes sonoras, mas palavras e formas verbais, e a forma gramatical de se falar, com algumas pequenas nuanças e mudanças para o brasileiro”, explica ela, lembrando que alguns dos parceiros de Jobim (como Vinicius de Moraes, Dolores Duran e Chico Buarque) escreveram com o português que seria mais parecido com o que ela interpreta. “E, portanto, no qual me sentiria mais natural em cantar”. Outro critério foi abarcar o maior número possível de parceiros de Tom Jobim, bem como as várias fases. “Tive, claro, a ajuda do Chico Buarque, Patrícia Cassese

Cantando Tom Jobim Dom. 26.mar.

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

tra se encontrarem harmoniosamente. E sempre com este cunho único do Jobim, que ele deixa cravado em cada canção e em cada lugar onde tocou”.

Pela Europa

Depois de BH, Carminho faz turnê em países como França e Alemanha, antes de voltar a Portugal

do Paulinho Jobim (filho de Tom Jobim, e que assina direção musical e arranjos tanto do CD quanto do show), o Vinicius França (produtor); no sentido que teria que defender e interpretar as canções como se fossem minhas”.

Vale frisar que de uma canção ela não abriria mão: “Retrato em Branco e Preto”. “Gosto de toda a obra do Jobim, mas algumas canções tocam num lugar ainda mais especial, uma delas é essa, que me causou muita estranheza

na primeira vez que ouvi. Depois, ao longo do tempo, ela foi crescendo em mim, através das interpretações que fui ouvindo, e, portanto, foi a primeira que escolhi. É uma letra incrível do Chico Buarque, e uma forma perfeita de música e le-

PARTICIPAÇÕES “Carminho Canta Jobim” (Biscoito Fino), o disco, traz um potente time de participações especiais, a começar de Maria Bethânia. “Dividir um tema (‘Modinha’) com Bethânia é de fato um momento alto na minha trajetória. Ela é, sem dúvida, uma grande referência, uma aspiração, na forma como interpreta os textos, como olha para a canção, como entende e depois a reproduz, e como conta histórias. Aprendo muito com ela”. Com Chico Buarque, ela divide “Falando de Amor”, “em que vamos fazendo uma espécie de jogo de tênis, passando a bola um para o outro”, ri. E com Marisa Monte, “Estrada do Sol”. O CD conta, ainda, com Fernanda Montenegro recitando trechos de “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, na abertura de “Sabiá”, na qual Carminho faz dueto com seu conterrâneo Antonio Zambujo. Na “cozinha” de disco e show, estão músicos que fizeram parte da Banda Nova, que tocou com Jobim por dez anos. Aqui, ela está composta por Paulo Jobim (violão), Daniel Jobim (piano), Jaques Morelenbaum (violoncelo) e Paulo Braga (bateria). E, sim, Carminho assegura: “Todas as faixas vão entrar no show, que terá surpresas, temas que dizem em mim sobre ele (Jobim) e que são do meu repertório”, conclui.

Canta >TomCarminho Jobim

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537). Domingo (26). Às 21h. A partir de R$ 120 (inteira, balcão)

Nomes da MPB em tributo Nunca é demais homenagear o maestro Tom Jobim. Em 2017, ano que completaria 90 anos, nada mais justo que levar suas músicas para o palco. E uma das celebrações vai acontecer na próxima sexta (24), reunindo Toquinho, João Bosco e Joyce Moreno no Grande Teatro do Palácio das Artes. Dos anos de amizade com o músico, Joyce guarda muitas memórias. “Uma lembrança muito boa que tenho foi vê-lo mexendona letra ainda inacabada de ‘Águas de Março’, e brincando comigo com a frase ‘é a promessa de vida no teu coração’. Eu estava grávida da minha filha Ana na ocasião”. A carioca – que diz se sentir em casa em BH – está feliz pela oportunidade de dividir o palco com Toquinhoe João Bosco. “Trabalhei bastante com Toquinho e Vinicius (de Moraes) na segunda metade dos anos 1970, temos muitas lembranças em comum”, pontua. Com João Bosco, por outro lado, está sendo praticamente uma estreia. “Nunca tínhamos feito nenhum show juntos, apesar de nos conhecermos há anos”. Para a homenagem, cada artista escolheu as músicas que iriam compor seu repertório, imprimindo pessoalidade em sua versão. “Como a obra do Tom está muito entranhada dentro de mim desde sempre, eu tinha muitas cartas na manga”, diz a cantora, que já gravou três discosdedicados ao maestro, contabilizando cerca de 40 músicas. (Alex Bessas)

Homenagem >a Tom Jobim

Toquinho, João Bosco & Joyce. Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1.537). Sexta (24), às 21h. A partir de R$ 160 (plateia superior, inteira).


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MÚSICA Agora cult, Odair José volta a BH Mais para “Bob Dylan da Central do Brasil”quepara o “Terror das Empregadas”. É com o status de artista cult que Odair José, 68, chega a Belo Horizonte, após ausência de 15 anos dos palcos daqui, para lançar, no próximo sábado (25), seu 36º disco, “Gatos e Ratos”. Vir à cidade, segundo ele, é um desejo antigo. “Estou começando a rodar o Brasil e não é à toa que BH vai ser a segunda capital que visito”. O novo disco, conta, segue a linha roqueira do trabalho antecessor, “Dia 16” (2015).“Essa pegada deguitarra é algo que sempre me acompanhou. Mesmo quando enchia os discos de violinos, como as gravadoras exigiam, levava a guitarra para o ao vivo”, relembra. Seu disco de estreia não deixa dúvidas. O álbum “Odair José” (1970), exploAlex Bessas

rava as distorções da guitarra do até então desconhecido Raul Seixas. “Minhas músicas sempre tiveram a identidade da rua”, orgulha-se. Quando perdeu essa conexão, diz, não se sentia mais Odair José. “Meio fragilizado pelas exigências do mercado, acabei caindo na mesmice. O que produzi entre 1980 e 2000 não é relevante. É algo que não vão me ver tocando nos shows”, lamenta. “Mas agora não tenho mais idade para deixar de fazer o que quero”, decreta, satisfeito. Para quem insiste em ver nele um cantor brega, o músico, autor de clássicos como “Pare de Tomar a Pílula” e “Eu Vou Tirar Você Desse Lugar”, tem resposta pronta. “Quando me questionam se mudei, digo que sim. Mudei, voltei a ser eu mesmo”. TOCAR NA FERIDA Mais que um gênero musical, o goiano considera o rock n’ roll uma linguagempolítica.

E esta é outra característica de queseorgulhaacompanhartoda sua carreira. “Muita gente já canta sobre amor, muita gente já canta sobre balada e cerveja. Não quero ser melhor queeles,masqueroserumaalternativa”, propõe Odair. Em “Gatos e Ratos”, as letras são carregadas por um tom político e crítico. “Não quero ser a palmatória, mas quero ser o despertador”, crava o compositor. Em “Moral Imoral”, canta sobre a homofobia; “Açúcar Mascavo” diz sobre o abuso das drogas; “Carne Crua” aponta uma elite que disputa espaço com grupos minoritários. Entre as inquietações que o inspiraram para“Gatose Ratos”, está uma certa decepção. “Não pensei que veria essa piora do ser humano enquanto sociedade. A hipocrisia é algo que me incomoda”, afirma, acerca do crescimento do pensamento conservador no país e no mundo. EM BH Odair adianta que o show inclui composições de “Dia 16”, do polêmico “O Filho de José e Maria” (1977), além de seus clássicos. “Mas nenhuma música entra apenas por ser popular. Selecionei aquelas que dialogam com o conceito do show, que quer divertir, mas também despertar as pessoas para uma reflexão”.

> Odair José

Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2244, Lourdes). Sábado (25), às 21h R$ 60 (inteira)

RAMA DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO

Sáb. 25.mar

O show

Odair José vai cantar as novidades e clássicos como “Pare de Tomar a Pílula”

NA HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA Censura Depois de Chico Buarque, Odair José foi o músico mais censurado pela Ditadura Militar (1964-1989). O compositor entende que isso aconteceu por não se furtar a cantar sobre temas polêmicos. Entre 1972 e 1977, ele cantou sobre a prostituição, a situação da empregada doméstica, a maconha, a pílula anticoncepcional,

o amor livre, o divórcio, a homossexualidade. “Tudo isso era uma ferida na época”. Igreja Grande aposta de Odair José, “O Filho de José e Maria” (1977) recebeu resistência não só do governo, como também da Igreja Católica. Quarenta anos depois, a ópera rock que fala de um Jesus contemporâ-

neo, envolvido com drogas e questionando sua sexualidade, é cultuada nos círculos de fãs da música brasileira e pode ser relançada este ano. Homenagem Em 2006, o CD “Vou Tirar Você Desse Lugar – Tributo a Odair José” reuniu 18 artistas consagrados da cena pop-rock nacional.

Trocando o pop pelo ‘feminejo’ Sáb. 25.mar.

WANESSA CAMARGO/DIVULGAÇÃO

Wanessa tem redescoberto o prazer da “sofrência”

Há pouco menos de dez dias, a cantora Wanessa Camargo lançou o disco “33” – por conta de sua idade –, pela gravadora Som Livre. Mas o seu mais recente trabalho (o oitavo de estúdio) foi disponibilizado nas plataformas digitais antes, mais precisamente, em agosto do ano passado. Com 17 faixas, sendo duas inéditas, o trabalho traz uma sonoridade bem distinta dos anteriores, refletindo o ingresso da artista ao time das mulheres do sertanejo – ou “feminejo”, como o termo ficou popularmente conhecido. No próximo sábado (25), aliás, Wanessa vai dividir os holofotes com algumas das principais representantes do movimento – Marília Mendonça e a dupla Maiara & Maraísa –, no Mineirão, na “Festa das Patroas”. “Todas elas me inspiram. Acho que a música sertaneja está sendo muito bem representada por estas mulheres, e me sinto mui-

to orgulhosa por fazer parte das ‘patroas’”, diz ela, que agora trabalha ao lado do empresário Wander de Oliveira, responsável por carreiras de sucesso – como a das colegas deste evento – e a quem ela não economiza nos comentários. “Ele é audacioso. Ele encara, ele acredita, ele tem um jeito que cativa, e o que se pode esperar são muitos shows com as ‘patroas’”, empolga. Embora a nova fase esteja em processo de reconhecimento, Wanessa jura estar satisfeita. Um dos motivos é a saudade do contato com multidões, algo bem diferente dos pockets-shows que, nos últimos anos, realizava em boates LGBT, na época em que se enveredou pelo pop eletrônico, inclusive com vistas a uma carreira internacional. “Cantar em lugares menores era bacana. Mas a música romântica, e cantar em português, me proporcionam um contato maior com o público”, reconhece.

A mudança radical deixou os fãs de “Shine it Out” (2013) – tido como uma espécie de hino ao universo gay – órfãos. Mas Wanessa garante: nesta virada, teve total apoio do público LGBT. E afirma: “Acredito que é juntar, e não dividir. Se rolar convites para ir cantar em boates, vou, claro! Mas sinto que terei o apoio desse meu público para ir aos eventos em que estarei cantando”. RECOMEÇO Para este recomeço, ela lançou o single “Coração Embriagado” (2016), que chegou a 200 mil audições na internet. E também voltou a ser Camargo, retomando o sobrenome que havia abandonado em 2009. Um dos motivos foi o seu avô, Francisco. “No Natal passado, em Goiânia, ele queria entender o motivo de eu ter deixado de usar o Camargo. Naquela conversa, senti que era uma grande vontade (de ele ver a neta reincor-

porando-o)”. Apesar das raízes – já que cresceu cercada dos acordes sertanejos entoados pelo pai e pelo tio – que formam a dupla Zezé de Camargo & Luciano –, Wanessa faz questão de frisar sua identidade nesta mudança de rota. “Mudei da água para o vinho, literalmente. Considero a água como a fonte, que me trouxe para a música, e o vinho que, quanto mais envelhece, melhor fica. Então, modéstia à parte, a idade está me fazendo melhorar em relação a tudo. Na melodia, na imagem, no som, na conduta, na postura, no falar, tudo reflete os meus 33 anos”, finaliza. (Lorena K. Martins)

Festa das >Patroas

Com Marília Mendonça, Maiara & Maraísa e Wanessa Camargo Esplanada do Mineirão (av. Antônio Abrahão Caram, 1001, Pampulha). Sábado (25), às 16h. A partir de R$ 60 (pista)


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MÚSICA Djavan encanta em “Vidas” O nome Djavan até dispensariaapresentações, mas vamos lá. Aos 68 anos, “Dja” segue como um dos músicos mais reverenciados do Brasil – e mesmo fora dele. E é tendo o afeto do público como uma constante que ele aportaem Belo Horizonte no último ano da turnê “Vidas Pra Contar” – o show é na sexta (24), no palco do BH Hall. “VidasPraContar”éo23º disco do alagoano, que, agora, compartilha suas memóriasdemaneirainédita,mantendo a inspiração para explorar a diversidade de ritmos, instrumentos, timbres e sentidos das músicas. “Acho que esse álbum fala mais sobre mim do que os outros, quislembrar momentos,pessoas,lugares: aminha mãe,a fraternidade e a religião do povo nordestino, a minha vida”, salienta o artista. O cantor e compositor continua com leveza sui geJoão H. Motta *

neris, apresenta uma escrita quase literária para as letras e um colorido único nos arranjos e melodias. A canção que batiza o disco, vale lembrar, rendeu-lhe, ano passado, mais um Grammy Latino, o de melhor canção em português. “É uma canção que não toca em rádio, é um pouco mais sofisticada, então, foi uma surpresa esse prêmio”, admite. PROJETOS O viés confessional citado por Djavan resulta, no disco, em composições que soam quase como autobiográficas – caso da que nomeia o projeto, bem como “Vida Nordestina” e “Dona do Horizonte” – esta última, homenagem à mãe, que foi quem lhe apontou o caminho da música. Do álbum, o show também contempla “Encontrar-te” – jazz que remete a Frank Sinatra – e “Pra Ser o Sol”. Mas sim, Djavan também inseriu seus hits. “Quando faço voz e violão em ‘Acelerou’, ‘Ocea-

no’ e ‘Açaí’, rola um momento mais intimista com o público, é bem emocionante”. E, claro, o artista preza muito essa conexão com a plateia. Tanto que adotou a prática de assinar a direção artística dos shows. “Quando penso em fazer um espetáculo, ele tem que virar um espetáculo, que mantém a emoção e atenção do público, essa interação é o principal”, advoga. Em tempo: o show chega a BH (pela segunda vez), após passar pela Europa, América Latina e outras cidades brasileiras. Até o julho, o artista segue em turnê, mas adianta: “Devo voltar aos estúdios em setembro, após a turnê na Europa. Mas o novo material deve ser lançado só no início de 2018”.

sex. 24.mar

* Sob a supervisão de Patrícia Cassese

> Djavan

Show “Vidas Pra Contar” BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Sexta (24). Às 22h. A partir de R$ 140 (inteira, lote 3 arquibancada).

No palco

Show contempla as músicas recentes, mas inclui hits de carreira

MARCOS HERMES/DIVULGAÇÃO


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MÚSICA A própria lavra em foco Mario Adnet Patrícia passou um Cassese longo período “olhando para o umbigo do outro”. Um exercício, aliás, que recomenda com especial atenção em tempos nos quais, lembra, o individualismo rege a sociedade. No entanto, em seu trabalho mais recente – “Saudade Maravilhosa”, cujo repertório apresenta dia 23 na capital mineira –, o compositor preferiu dar primazia à própria lavra. Ao seu próprio umbigo. Assim, das dez faixas, oito são autorais. “Vinha de uma série de discos temáticos, dedicados a Baden Powell, Villa-Lobos, Jobim, Vinícius... Compositores que preciso ter vivos ao meu lado, até para toda essa coisa fazer sentido”, diz ele, que, no entanto, não deixou as homenagens de lado nesta empreitada. Das duas faixas que não assina, uma é “Viver de Amor”, de Toninho Horta e Ronaldo Bastos. “Quando era adolescente, ouvi ‘Beijo Partido’, de Horta, e fiquei transtornado de felicidade com aquela música tão livre, tanto de melodia quanto harmonia. Eu e meu irmão (Chico Adnet) começamos a pesquisálo, ouvíamos ‘Litoral’, ‘Meu Canário Vizinho Azul’, e íamos comparando linguagens. Quando saiu ‘Viver de Amor’... Puxa, fiquei doido

com aquilo”, rememora o músico, que um ano depois conheceu o mineiro, de quem se tornou amigo – e a quem espera reencontrar na nova passagem por BH. Aliás, Adnet não esquece as vindas anteriores à cidade – inclusive com o extinto grupo Semente, no final dos anos 70. “A gente se apresentou umas três vezes no... Teatro Marília? Esse nome faz sentido para você?”, indaga, puxando a memória. ONDA CARIOCA O título do disco veio de uma sugestão do amigo Bernardo Vilhena. “Você sabe que ele é o autor de ‘Menina Veneno’, não é? A gente é parceiro também, mas de coisas menos venenosas”, brinca. Na verdade, o guitarrista Ricardo Silveira detectou uma “onda carioca” na música, até então, sem nome. Ao levar a teoria para Vilhena, veio a ideia do título – não só da faixa, mas do CD. “Achei perfeito. Sou carioca, e o disco tem uma influência de saudades maravilhosas. Ao mesmo tempo, há um senso sarcástico embutido, com a alusão à ‘cidade maravilhosa’ – que, na verdade, talvez nunca tenha existido. Mesmo porque, o que a gente vem ouvindo é que o humanismo está no fim – mas o que vem agora, não sei”. Seja como for, o músico também entende que o repertório ecoa “uma coleção de saudades que não tem ida-

Qui. 23.mar

ANA MIGLIARI/DIVULGAÇÃO

sábado (18) BEQUADROS Banda lança o álbum “Eu Me Vendo”, CD teve participação de Paulinho Pedra Azul e Carol Madrigale Teatro Santo Agostinho (r. Aimorés, 2679, Santo Agostinho). Às 20h. R$ 50

BRUNO CUPERTINO O cantor faz homenagem ao samba dos compositores Angenor Sargento & Cavaquinho Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 379, centro). Às 20h. R$ 28 (inteira)

ELLEN OLÉRIA Vencedora do The Voice Brasil, apresenta o show “Afrofuturista” Teatro Bradesco (r. da Bahia 2244, Lourdes). Às 20h. R$ 60

FERNANDA ABREU Show do novo álbum “Amor Geral” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro). Às 21h. A partir de R$ 20 (inteira)

domingo (19) LÍVIA E ARTHUR NESTROVSKI Apresentação do álbum de pai e filha “Pós Eu e Você” Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 19h. R$ 60 (inteira)

MANHÃS MUSICAIS

Mario Adnet gosta de trabalhar sob encomenda: “Desta vez, encomendei a mim mesmo”

de”. E de saudades mais certeiras também. Como a do amigo Guilherme Secchin, falecido ano passado, e a quem ele homenageia ao reproduzir uma tela (“Pedra Bonita Mario e Tom) na capa do álbum. Em tempo: a outra não inédita é um clássico do jazz, “Caravan” (Juan Tizol e Duke Ellington) A GRANDE FAMÍLIA A família Adnet marcou presença ativa no álbum, incluindo as duas filhas: Anto-

nia, na coprodução, e Joana, na assistência de direção musical. “Não fiz nada para elas entrarem neste mundo, mas passaram pela fase de ouvir Beatles, música pop e mais recentemente se aproximaram do que faço. É quase uma osmose. E são formadas em música, então, é bacana, a gente se dá muito bem, elas são muito sinceras, fazem críticas”. Joana também lhe deu a neta Cecília, que, no CD, é homenageada na faixa “Cecília no Parquinho”. “Para ela,

sou o Babu, e não o vovô – e quero que seja sempre assim. E é o Babu que a leva ao parquinho”, explica. Antonia, que é violonista, virá com o pai a BH, dividindo o palco ainda com Marcos Nimrichter (piano), Jefferson Lescowitch (contrabaixo), Rafael Barata (bateria), Eduardo Neves (sax e flautas) e Everson Moraes (trombone).

> Mario Adnet

TeatroBradesco(RuadaBahia,2.244,Lourdes) Quinta (23). Às 20h. R$ 80 (inteira)

SARAH OUTEIRO/DIVULGAÇÃO

Série apresenta Hermeto Paschoal para crianças. Sala Sérgio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira). Menores de cinco anos não pagam.

ST. PATRICK’S DAY NO MINEIRÃO O festival do dia de São Patrício apresenta Emicida, McMiners, Lagum, Costa Gold, Xeréu e mais. Estacionamento do Mineirão (estacionamento G1 do Mineirão). Às 12h. R$ 50 (primeiro lote)

terça (21) DUO DESVIO A série “Concertos Teatro Bradesco” apresenta o Quinteto de percussão com o Duo Desvio e os convidados Daniel Lemos, Sérgio Aluotto e Werner Silveira Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

quarta (22)

BRUNO VINELLI/DIVULGAÇÃO

LAMPARINA E A PRIMAVERA

Ana Muller pela primeira vez em BH Com mais de 6 milhões de views no Youtube apenas com canções autorais compostas com voz e violão, a cantora capixaba Ana Muller lança seu primeiro trabalho de estúdio e chega pela primeira vez em Belo Horizonte. Homônimo, o EP contém cinco canções divididas entre inéditas e outras bastante reconhecidas pelo público da artista, como “Deixa”, “Fragmentar” e “Sorte” Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Quando Neste domingo (19), às 17h Quanto R$ 30

6

em 6 ZéBeloManoel Horizonte

Nome promissor da atual cena da música popular, com um estilo que passeia tanto pela música independente quanto por outros gêneros nacionais, o pianista pernambucano – cujos três discos lançados foram bem recebidos pela crítica e pelo público – faz show em BH ao lado de LG Lopes e Luiza Brina. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Quando Quinta-feira (23), às 20h30 Quanto R$ 40 (inteira)

Banda do cenário independente de BH lança o EP “Claraboia”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 21h. R$ 20 (inteira)

quinta (23) ORIGENS E ETNOLOGIAS DA MÚSICA POPULAR CUBANA Aula-show com o pesquisador Rafael Leite e com integrantes do grupo Brazzcubas Memorial Minas Gerais Vale (pça. da Liberdade, Funcionários). Às 19h30. Entrada gratuita

FELIPE DE ARAÚJO/DIVULGAÇÃO

Sala de Reboco faz 6 Projeto reverência ao xote no Music Hall

Tradicional forró de BH, o projeto Sala de Reboco completa 20 anos e segue com suas comemorações. Nesta edição, a festa vai homenagear um dos ritmos mais tradicionais da música nordestina: o xote. O show irá contar com as bandas Trio Balancê e Trio Xamêgo (foto à esquerda), liderado por Dió de Araújo. Onde Music Hall (av. do Contorno, 3239, Santa Efigênia) Quando Neste sábado (18), às22h. Quanto R$ 30 (inteira, segundo lote)

sexta (24) BARULHISTA O músico mineiro faz o show de lançamento do álbum “Desfiado”. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Às 21h. R$ 20 (inteira)

MOMBOJÓ + MOONS Edição do festival de música independente “Música Quente” A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Savassi). Às 22h. R$ 25 (promocional pelo sympla.com)


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LITERATURA A seleção poética de Adriana Os ingredientes, listados pela própria idealizadora: “Alguns que já conhecia, alguns que descobri ao longo do processo e alguns que me foram indicados”, diz a cantora e compositora – e leitora diletante de poesia – Adriana Calcanhotto, referindo-se ao nomes que arrolou no livro “É Agora Como Nunca – Antologia Incompleta da Poesia Contemporânea Brasileira” (Companhia das Letras), ao qual responde como organizadora, e que terá lançamento neste sábado (18), na Livraria Scriptum, na Savassi. “A coletânea é (uma iniciativa) típica de leitor – no caso, leitora. Tive vontade de ver como seria a leitura dos poetas novos reunidos. Como digo no prefácio, para tê-los em um volume só em vez de ter de carregar 40 volumes para ter mais ou menos a mesma impressão dos poemas juntos”, explica ela, fazendo uma ressalva. “É bem verdade que muitos dos poemas não foram publicados em livros e sim em sites, blogs e revistas eletrônicas dedicadas à poesia. Mas a reunião de toda essa produção em um Patrícia Cassese

só lugar era o que eu queria. Tenho gosto por fazer antologias porque são, naturalmente, trabalhos autorais”, versa ela, que, no entanto, não estará presente no lançamento de sua obra na capital mineira – é que a gaúcha está cumprindo uma temporada de seis meses em Coimbra, Portugal. Até julho, na Faculdade de Letras da universidade daquela cidade, ela estará envolvida em aulas abertas, ateliês sobre escrita e palestras, entre outras atividades. “A vida em Portugal está ótima. Trabalho sem parar e aguardo com ansiedade pela perfumada primavera coimbrã”, confidencia ela, referindo-se ao fim do frio que, este ano, foi particularmente rigoroso. No entanto, o evento reunirá autores que fazem parte da antologia e escritores que farão uma leitura de poemas da obra, escolhidos ao bel prazer de cada um. A saber: Kaio Carmona, Angela Vieira Campos, Paula Vaz, Adriano Menezes, Júlio Abreu, Mario Alex Rosa, Daniella Zupo, Leo Gonçalves, Alice Sant'Anna, Renato Negrão, Simone Andrade Neves, Carlos Trovão, Ana Martins Marques, Laura Cohen, Adriana Dos Anjos, Rogério Barbosa Silva e Nestor Prisca Reis.

Sáb. 18.mar.

LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO

Adriana selecionou poemas de 41 jovens (entre 27 e 44 anos) autores para sua antologia “pessoal e intransferível”

MÚLTIPLA Evento e livro são provas incontestáveis de que, mesmo em tempos áridos, a poesia teima em não sucumbir. Opinião compartilhada por Adriana. “Vejo a poesia atuante, múltipla, no mundo virtual, nos livros, nos saraus, nos concursos de slam, nas canções. Escrevese muito, e isso é muito bom”, confirma.

Entre os nomes que marcam presença na obra, estão mineiros como Ana Martins Marques ou Simone de Andrade Neves. Alguns já obtiveram reconhecimento nesta vereda, como Angélica Freitas, Alice Sant’Anna, Fabricio Corsaletti e Bruna Beber. Outros, a fama, caso de Gregório Duvivier. Há os que têm outro foco, mas mantêm a chama da poesia

avivada – a cantora Luana Carvalho (filha de Beth Carvalho) ou o artista plástico Omar Salomão (filho de Wally Salomão). “Sei que há poetas que ficaram de fora, mas toda a antologia já nasce com esse destino, o da exclusão”, conforma-se Adriana. “Alguns porque ainda não os conheço, outros porque não reconheci qualidade – mas isso não quer dizer

que não venham a se tornar grandes poetas, é óbvio. Achei que era melhor publicar a antologia do que não publicar, uma vez que fiz para mim e ela não existia nas prateleiras”.

É Agora Como >Nunca

Lançamento na Scriptum (Rua Fernandes Tourinho, 99, Savassi). Neste sábado (18). Das 11h30 às 15h. Entrada franca.

CENÁRIO BH Parque Municipal recebe Festival Nômade Com curadoria de Paco Pigalle, evento reúne música, gastronomia, dança, artesanato e feira, e contará, neste ano, com atrações internacionais durante os dois dias de festa Onde Parque Municipal (av. Afonso Pena, 1377, centro) Quando Sábado (25), das 18h30 às 0h; domingo (26), das 13h às 19h Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingressos via Sympla para o sábado.

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‘É só uma carta de amor’ desembarca no Sesc Depois de viajar pelo Brasil, a exposição da artista Andreza Coutinho volta a BH para uma temporada no Sesc Palladium. Com a participação de artistas convidados, a exposição também contará com uma intervenção artística no dia 1° de abril, às 19h Onde Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, centro) Quando Abertura terça (21), das 9h às 21h. Até 2/4. Quanto Entrada gratuita

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Performer celebra mês das mulheres no Memorial Para o mês de março, o Memorial preparou uma programação especial que enaltece o feminino. Neste sábado (18), a artista Isabel Miranda apresenta sua performance “A Desclassificada”, propondo reflexões sobre os problemas sociais que atingem a mulher Onde Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (18), às 11h Quanto Entrada gratuita

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Atentado Poético e arte urbana invade a cidade A Fundação Torino, ao lado da Galeria Quartoamado, organiza a 14ª edição do Atentado Poético. O evento cujo tema desta edição é “arte urbana” contará com intervenções cênicas, doação e troca de livros, venda de obras e outras atrações em uma feira no bairro Belvedere Onde r. Jornalista Djalma Andrade, 1300, Belvedere Quando Sábado (25), das 9h às 14h Quanto Entrada gratuita

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AURÉLIO SENA E PAULO NAVES/DIVULGAÇÃO


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ARTES CÊNICAS Vendendo a alma ao diabo Um psicanalista vê adentrar seu consultório uma paciente que pode, enfim, conduzi-lo à almejada fama: ninguém menos que Vera Fischer. Bem, ao menos aparentemente seria a diva. Como Gilberto, no desespero, chegou a cogitar vender a alma ao diabo para ter a reputação de volta, acaba desconfiando que a atriz seria, na verdade, o disfarce usado pelo demo para cobrar o prometido. Esse é, em síntese, um resumo de “Ela é o Cara”, peça que junta, mais uma vez, Vera Fischer e Edson Fieschi. “Conheci a Vera em 2015, numa peça em que a dirigi, então, já a percebia com bastante esmero. E agora, dividir a cena com ela é muito prazeroso. Temos um jogo divertido, de parceria”, diz ele, contando que a montagem estreou em Teresina, em setembro passado. “Em janeiro, estreamos em São Paulo, onde ficamos dois meses em cartaz”. Segundo Fieschi, a peça trata de “toda essa sede que as pessoas têm, hoje em dia, pela fama, pelo reconhecimento a qualquer Patrícia Cassese

custo, pelo sucesso a qualquer preço. “Mesmo que para isso tenham que passar por cima de alguns valores. Trata-se de uma crítica bemhumorada sobre a fama”, conta. A notoriedade à qual o personagem masculino da peça aspira é abordada, no início da trama, pelo suicídio de um paciente, que, não bastasse, imputa a decisão de colocar fim à vida, em uma carta de despedida, ao psicanalista. A missiva viraliza, e a entrevista que Gilberto havia concedido a uma publicação renomada acaba sendo vetada, para seu desespero. “Bom, na verdade, meu personagem é um terapeuta de caráter e formação duvidosos. A peça começa após o suicídio desse paciente, então, a história pregressa deixa a entender – falando como espectador, claro, não como personagem – que sua incompetência é reconhecida por todos. No fundo, trata-se de um cara querendo ser famoso a qualquer custo”. PULO DO GATO Para Vera Fischer, o pulo do gato da peça é “discutir questões, até filosóficas, com bastante humor e diversão”. “E questões muito atuais, como essa obsessão

sáb. e dom. 25 e 26. mar

ARIEL BERNARDINO/DIVULGAÇÃO

Vera Fischer e Edson Fieschi dão vida aos personagens de “Ela é o Cara”, texto de Márcio Araujo e Andrea Batitucci

por fama, que todo mundo hoje busca”. Ainda que, ressalte ela, a profissão em questão (a de psicanalista) não tenha nada a ver com fama, “mas sim com competência”. Sobre sua personagem, Vera diz que, no decorrer da peça, o espectador vai vendo que tem algo diferente ali. “O Gilberto acha que é a Ve-

ra Fischer que adentra seu consultório, mas na verdade, é o Diabo que se apropria da atriz, para seduzir e confundir. Mas é claro que, de início, todos acham que a personagem sou eu mesma”, avisa. Sem poupar elogios a Edson e ao diretor (Ary Coslov), com os quais trabalha

pela segunda vez seguida, Vera diz que a intimidade, neste tipo de ofício, “adianta muito o processo”. “Nos conhecemos bem, sabemos das nossas facilidades e das nossas dificuldades, e isso nos torna coesos, atentos e, sobretudo, generosos para o jogo. Eu e Edson, aliás, temos um novo projeto, o qual

já namoro há tempos: ‘O Doce Pássaro da Juventude’, de Tennessee Williams, um clássico. Bom, acho que a parceria deu certo, né?”, brinca.

> Ela é o Cara

Cine Theatro Brasil Vallourec (Praça 7). Sábado (25), 20h, e domingo (26), 19h. A partir de R$ 70 (inteira)

O que precisamos enxergar Qui. a dom. 23 a 26.mar.

ROBERT PALERMO/DIVULGAÇÃO

BH é primeira cidade brasileira a receber ‘2x2=5’ em 2017

O paraense Cacá Carvalho, 63, é um ator de parcerias duradouras. Com a Fondazione Teatro della Toscana (Itália), por exemplo, já contabiliza “bodas de pérola” – são nada menos que três décadas de colaboração. Da dobradinha, aliás, o mais recente fruto é “2 x 2 =5 – O Homem do Subsolo”. A montagem, uma adaptação do romance “Memórias do Subsolo” (1864), de Dostoievski, desembarca no próximo final de semana em BH. Detalhe: a capital mineira é a primeira cidade brasileira a recebê-la este ano. E não se trata de mero acaso. Em 1999, nos palcos do Galpão Cine Horto, que agora volta a ocupar, Carvalho dirigia “Partidos”, montagem baseada em novela de Italo Calvino. Para ele, portanto, o retorno é também a oportunidade de uma vivência afetiva. “É um momento de revisitar a casa deles (do Galpão), reviver afetos”,

diz, emendando a fala com elogios à peça “Nós”, do grupo citado, que estreou em 2016, e está em cartaz neste final de semana (confira roteiro na página 17). Em tempo: além das cinco sessões de “2 x 2=5 – O Homem do Subsolo”, Carvalho ministrará uma oficina gratuita para 25 atores – as vagas, porém, estão esgotadas. CLÁSSICO Com uma obra atravessada por conflitos morais, Dostoievski influenciou nomes de gerações e nacionalidades das mais variadas, caso do beatnik Jack Kerouac ou do alemão Friedrich Nietzsche. Carvalho também se filia ao hall de admiradores. “Memórias do Subsolo”, uma das primeiras publicações do autor russo, é apontado pelo ator como “uma obra fundamental”. “Um evangelho”, completa. Para Carvalho, “travar contato com esse texto é como ver,

por exemplo, o primeiro Van Gogh”. O artista acredita que, ao conceber o romance, Dostoievski “chega à contenda do que é a vida dos que vivem na superfície – os superficiais – e, então, os expõe com humor cruel”. “Esse personagem, nesse subterrâneo que vive, é também a parte mais profunda de cada um de nós”, indica. “Assim como o texto, a peça traz aquilo que o homem comum não vê – ou não quer ver. Mas que precisa, o mais cedo possível, enxergar”, decreta. Portanto, “ao entrar no teatro, é como se o público entrasse no que há de mais profundo no homem”. POTÊNCIA Aliás, é pelo teatro que Cacá Carvalho acredita ser possível um verdadeiro e transformador diálogo. “Mais que esteticamente belo, mais que uma direção primorosa do italiano Roberto Bacci (do Pontedera), que

um cenário preciso de Márcio Medina, esse é um trabalho significativo porque faz refletir sobre a condição humana”, elabora. Para o ator, ao provocar um contra-ritmo no público, a peça cumpre sua função primeira. Afinal, “o teatro é, no mundo de hoje, um dos poucos meios de relação capazes de por o discurso de um homem frente ao de outro, sem a interferência de algum dispositivo”, argumenta. É justamente na força do texto aliada à potência do teatro que Carvalho aposta suas fichas: “O homem do subsolo é o rato filosófico capaz de mergulhar nas entranhas do homem – e dele tirar o sossego”. (Alex Bessas)

2x2=5 – O >Homem do Subsolo

Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3613, Horto). Quinta (23), às 20h; sexta (24), às 21h; sábado (25), às 18h30 e 21h; domingo (26), às 19h. R$ 20 (inteira).


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ARTES CÊNICAS teatro adulto 2 X 2 = 5 O HOMEM DO SUBSOLO (Leia mais na página 16)

ACREDITE, UM ESPÍRITO BAIXOU EM MIM Dir. Sandra Pêra Com Ilvio Amaral, Maurício Canguçu A história de um homossexual que, inconformado com a própria morte, foge do céu para viver novas experiências. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).

ANJOS Dir. Hérlen Romão A história de uma mulher em situação de violência doméstica e de sua filha, que sofre com essa crueldade. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (24) e sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

A SANTA DO CAPITAL Dir. Lenine Martins Com Sinara Teles, Jessé Duarte, Marcelo Aléssio A peça busca a investigação de seres humanos metamorfoseados nos elementos da carne, da fome, da fé, do Capital. Espaço Comum Luiz Estrela (r. Manaus, 348, São Lucas). Neste sáb. (18), às 20h. Entrada gratuita. A

CACHORRO ENTERRADO VIVO Dir. Marcelo do Vale Com Leonardo Fernandes Um vigia que recebe a proposta de um passante de preparar uma cova e enterrar seu cachorro. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Qui. Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 30 (inteira).

CEARÁ DANDO AS CARAS Texto Wellington Nunes e Pedro Haidar Com Wellington Nunes Comediante interpreta personagens que marcaram sua carreira como Silvio Santos.

O

QUE VEM POR AÍ

março DIA 24 ANA LAROUSSE VOZ E VIOLÃO

Teatro Sesiminas. Às 20h. R$ 40 (inteira). DIA 26

GUSTAVO PASO/DIVULGAÇÃO

Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (18), às 21h. R$ 90 (plateia 1, inteira); R$ 80 (plateia 2A, inteira); R$ 60 (plateia 2B, inteira).

Dir. João das Neves Com João das Neves, Glicério Rosário e Rodrigo Cohen Em uma velha mansão espanhola, ao derrubarem uma parede dois operários descobrem uma biblioteca com livros ocultos aos olhos da Santa Inquisição. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (18), às 21h; dom. (19), às 19h. R$ 30 (inteira).

LEVE CICATRIZ Dir. Léo Kildare Louback Com Luciana Brandãoa A partir de Macbeth, peça busca nas mãos de uma rainha ensanguentada as sutilezas e os meandros da culpa de uma mulher que enlouquece. Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Qua. (22), às 20h e às 21h30. R$ 10.

MAMÃE Dir. César Augusto e Álamo Facó Com Álamo Facó A jornada emocional de Álamo Facó após o falecimento de sua mãe. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (18) e dom. (19), às 19h. R$ 40 (inteira).

NÓS Dir. Marcio Abreu Com Grupo Galpão Enquanto preparam a última sopa, sete pessoas partilham angústias, algumas esperanças e muitos nós. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (18), às 18h e às 21h; dom. (19), às 19h. R$ 40 (inteira, antecipado); R$ 50 (inteira, bilheteria).

DIA 31 LÔ BORGES - DISCO DO TÊNIS

Sesc Palladium. Às 21h. A partir de R$ 20. DIA 31 PHILL VERAS

CARMINA BURANA - UMA CANTATA CÊNICA

Sucesso de público e crítica, espetáculo carioca “Oleanna” estreia na capital O HOMEM DA CAMISA BRANCA

PROCESSO DE CONSCERTO DO DESEJO

Dir. Marcos Azevedo Com Phila 7 Peça parte da simbólica imagem do chinês que enfrentou tanques de guerra em 1989. Foco é o condutor do tanque. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 10 (inteira); R$ 4 (comerciário).

Dir. Matheus Nachtergaele Com Matheus Nachtergaele Ator homenageia a mãe falecida, em espetáculo onde revisita as palavras escritas por ela acompanhado pelo violonista Luã Belik. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 27/3.

OLEANNA

RISCO

Dir. Gustavo Paso Com Fernando Vieira e Luciano Fávero O poder, a incomunicabilidade e o politicamente correto envolvidos na trama sobre a relação entre um professor e sua aluna. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (18), às 20h; dom. (19), às 19h. R$ 30 (inteira).

Dir. Ricardo Alves Júnior Com Luísa Bahia A odisseia de Dora, que delira num fluxo constante em meio a ondas marítimas, imagens fantásticas e alucinações sonoras. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qua. (22) e qui. (23), às 20h. R$ 20 (inteira).

ORATÓRIO - A SAGA DE DOM QUIXOTE E SANCHO PANÇA

Dir. Diego Bagagal Com Diego Bagagal Nesta versão do clássico, o ator evoca erotismo, terror, política e amor. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (18), dom. (19) e seg. (20), às 19h. R$ 20 (inteira).

Dir. Paula Manata Com Sérgio Pererê e Maurício Tizumba Agora, em terras mineiras, Dom Quixote e Sancho Pança reaparecem mesclando elementos espanhóis e mineiros. Tambor Mineiro (r. Ituiutaba, 339, Prado, 3295-4149). Neste sáb. (18), às 20h30; dom. (19), às 19h30. R$ 10 (inteira).

TURNÊ “MEU CANTO”

Minascentro. Às 21h30. R$ 270 (setor 2, inteira), R$ 200 (setor 3, inteira), R$ 140 (setor 4, inteira), R$ 120 (setor 5, inteira).

Teatro Sesiminas. Às 21h30. R$ 40 (inteira)

DIAS 27, 28, 29 E 30

DIA 31

BH Hall. Qui. e sex., às 21h; sáb., às 17h e às 21h; dom., às 16h e às 20h. R$ 140 (cadeira setor 1, inteira), R$ 120 (cadeira setor 2, inteira), R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 70 (arquibancada, inteira, 2° lote), R$ 80 (arquibancada, inteira, 3° lote).

ROBERTA CAMPOS TODO CAMINHO É SORTE

Teatro Bradesco. Às 21h. R$ 30.

abril ZÉ RAMALHO

BH Hall. Às 22h. R$ 600 (mesa com quatro lugares), R$ 80 (arquibancada, inteira). DIA 7 SILVA CANTA MARISA MONTE

Teatro Bradesco. Às 20h. R$ 60 (inteira). DIA 7

DIA 31

ANAVITÓRIA

MART’NÁLIA

Cine Theatro Brasil. Às 21h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira).

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira), R$ 100 (plateia 2, inteira), R$ 80 (plateia superior, inteira).

musical

LAZARILLO DE TORMES

DIA 1°

BH Hall. Às 21h30. R$ 290 (inteira).

Dir. Fernando Escrich Com Luciana Castellano e Victor Merseguel Caterina passa o dia inventando cacarecos. Um dia testa uma de suas maiores invenções e encontra Leonardo Da Vinci. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Dom. (19), às 16h. R$ 5 (inteira); R$ 2 (comerciário).

Dir. Maurício Canguçu Com Luís Yuner O espetáculo satiriza as caricaturas vividas pelas pessoas na própria sociedade. Teatro Raul Belém Machado (r. Jauá, 80, Alípio de Melo, 3277-6437). Sex. (24) e sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 24 (inteira).

BH Hall. Às 17h. R$ 600 (mesa setor 1 com quatro lugares), R$ 480 (mesa setor 2 com quatro lugares), R$ 120 (arquibancada, inteira, 1° lote).

DURAN DURAN

MEU AMIGO INVENTOR

CORRE, QUE O DOIDO TÁ SOLTO!

LARISSA MANOELA

DIA 29

R$ 14 (inteira).

DIA 15 SANDY

CIRCO DA CHINA - A JORNADA DO PANDA SONHADOR

maio DIA 5 UMMAGUMMA THE BRAZILIAN PINK FLOYD

BH Hall. Às 22h. R$ 400 (mesa setor 1 com quatro lugares); R$ 360 (mesa setor 2 com quatro lugares); R$ 60 (arquibancada, inteira, 1° lote) DIA 28 RENAISSANCE

Palácio das Artes. Às 19h. R$ 260 (plateia 1, inteira, 1° lote), R$ 220 (plateia 2, inteira, 1° lo-

SALOMÉ

UMA SOMBRA ENTRE NÓS Dir. Fernando Couto e Danielle Fortunato

te), R$ 180 (plateia superior, inteira, 1° lote). DIA 30 ED SHEERAN

Esplanada do Mineirão. Às 21h. R$ 560 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 260 (pista, inteira, 1° lote)

Com Lorena Jamarino, Nino Camini e Bernardo Filaretti Solidão, culpa e desejo se entrelaçam neste triângulo amoroso vivido por dois homens e uma mulher. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Sex. (24) e sáb. (25), às 20h; dom. (26), às 19h. R$ 40 (inteira).

teatro infantil A CAIXINHA DE PAPELÃO Dir. coletiva Com A Patela Cia Um garoto que ganha uma caixinha de papelão de presente e sai a passear descobrindo os mistérios da caixa. Museu dos Brinquedos (av. Afonso Pena, 2564, Funcionários, 3261-3992). Neste sáb. (18), às 18h. R$ 24 (inteira).

A FESTA DO PIJAMA Dir. Antônio Hildebrando e Anna Campos Grupo Oriundo de Teatro Temas referentes à infância são levados a cena por meio de músicas executadas ao vivo, promovendo uma interação com as crianças por meio de jogos teatrais. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (18) e dom. (19), às 16h.

Dir. Ernani Maletta Com Núcleo de Música Coral UFMG O Núcleo de Corais faz uma integração entre a cantata cênica e linguagens visuais a partir dos versos clássicos. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (24) e sáb. (25), às 21h; dom. (26), às 19h. R$ 15 (inteira); R$ 6 (comerciário).

La Movida Microteatro Peças de curta duração. Quatro sessões de cada peça aos sábados e domingos a partir das 21h. Neste sábado (18) Trago Verdades Com Débora Vieira De: Para: Com André Senna Sala de Esquecer Com Raquel Pedras e Cristiano Araújo Domingo (19) Trago Verdades Com Débora Vieira De: Para: Com André Senna Seu Geraldo Com Eduardo Félix La Movida Microteatro Bar (r. Santa Rita Durão, 153, Funcionários, 98448-2598). Sex. e sáb., das 18h às 1h30; dom., das 17h às 23h30. R$ 8 (por peça).

junho

teia superior, inteira).

DIA 10

julho

TIAGO IORC TROCO LIKES E SIGO DE VOLTA

DIA 22

Palácio das Artes. Às 21h. R$ 160 (plateia 1, inteira), R$ 140 (plateia 2, inteira), R$ 120 (pla-

Teatro Bradesco. Às 20h. R$ 240 (setor 1, inteira); R$ 200 (setor 2, inteira).

THE MAINE


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 18 a 24 de março de 2017

CINEMA Atenção! A programação abaixo se refere a este fim de semana, dias 18 (sábado) e 19 (domingo)

pré estreia A FAMÍLIA DIONTI (Brasil, 2015, 1h36, livre) Dir. Alan Minas. Com Murilo Quirino, Anna Luiza Marques Paes, Antonio Edson. O pai de Kelton, 13, e Serino, 15, vive com medo de que os filhos tenham herdado o dom da mãe, que se derreteu de amor, evaporou e partiu. Belas 1: 11h(somente sábado) (*) (*) Clube do professor. Necessário a comprovação do mesmo

estreias A BELA E A FERA (Beauty And The Beast, EUA, 2017, 2h09, 10 anos) Dir. Bill Condon. Com Emma Watson, Dan Stevens, Luke Evans. Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela tem o pai capturado pela Fera e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade do progenitor. Betim 1: 13h30, 18h30 (*) Big Shopping 3: 15h20, 17h50, 20h20 (*) Boulevard 3: 13h30, 16h(*), 18h30(*), 21h10 Cidade 2: 13h20, 16h, 18h30, 21h (*) Cidade 6: 12h50 e 15h25 (*) Contagem 3: 13h30, 16h05, 18h40, 21h15 (*) Contagem 4: 13h(*), 15h35, 18h15(*), 20h50 Contagem 8: 14h, 16h30 Del Rey 4: 13h40, 16h10 Del Rey 5: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 (*) Del Rey 7: 22h50(somente sábado) (*) Itaú Power 2: 12h50, 15h35, 18h15, 20h50 (*) Minas 4: 13h30, 16h05, 18h40, 21h15 (*) Monte Carmo 1: 13h, 15h35, 18h15, 20h50 (*) Paragem 1: 13h, 18h20(*), 15h40, 20h50(*) Pampulha 3: 14h05, 16h30, 18h55, 21h20 (*) Shopping Estação 5: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Shopping Norte 5: 15h40, 20h40 (*) Via Shopping 1: 13h, 15h35, 18h20, 20h50 (*) Sessões 3D: Betim 1: 16h e 21h (*) BH Shopping 2: 12h20, 15h20, 18h20, 21h20 BH Shopping 3: 14h20, 17h20, 20h20 (*) BH Shopping 8: 13h10(*), 16h20(*), 19h20, 22h10 Big Shopping 5: 14h, 18h30 (*) Boulevard IMAX: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Cidade 4: 13h(*), 15h35, 18h15(*), 20h50 Contagem 1: 16h, 21h(*) Del Rey 1: 12h45(*)(somente sábado), 13h(*)(somente domingo), 15h20(somente sábado), 15h40(somente domingo), 18h(*)(somente sábado), 18h20(*)(somente domingo), 20h30(somente sábado), 21h( somente domingo), 23h(somente sábado) Diamond 5: 12h30(*), 15h30(*),

18h30, 21h30 Diamond 6: 11h20(*), 14h20(*), 17h20(*), 20h20 Itaú Power 5: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Pampulha 1: 14h10, 16h35, 19h (*) Paragem 5: 13h30(*), 18h40, 16h10(*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 12h20(*), 15h20(*), 18h20(*), 21h20 Partage Shopping Betim 2: 19h, 22h(*) Partage Shopping Betim 6: 14h40, 17h30, 20h30 (*) Pátio Savassi 3: 19h10(*), 22h Pátio Savassi 5: 11h20(*), 14h20(*), 17h20(*), 20h20(*), 23h30(somente sábado) Pátio Savassi 6: 12h20, 15h20, 18h20, 21h20 Ponteio 3: 21h15 Ponteio Premier: 13h20, 16h, 18h30, 21h Minas 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Monte Carmo 5: 13h20(*), 15h50, 18h25(*), 21h Shopping Estação 3: 13h15(*), 16h15(*), 19h15(*), 22h15 Shopping Estação 4: 12h15, 15h15, 18h15, 21h15 (*) Shopping Norte 2: 14h, 18h30 (*) Via Shopping 4: 13h30(*), 16h(*), 18h30(*), 21h (*) Sessões dubladas

O FILHO DE JOSEPH (Le Fils de Joseph, França/Bélgica, 2017, 1h55, 14 anos) Dir. Eugène Green. Com Victor Ezenfis, Fabrizio Rongione, Natacha Régnier. Vincent é um jovem que vive com a mãe. Sem nunca ter conhecido seu pai, ele sai em busca de sua identidade. As investigações o levam a um cínico e maquiavélico publisher em Paris, que o fará tomar decisões drásticas. Belas 1: 14h, 18h50

LA VINGANÇA (La Vinganza, Brasil/Argentina, 2017, 1h30, 12 anos) Dir. Fernando Fraiha, Jiddu Pinheiro. Com Felipe Rocha, Daniel Furlan, Leandra Leal. Após Caco pegar sua namorada na cama com um argentino, ele e um amigo caem na estrada com destino à capital Buenos Aires, a bordo de um Opala laranja 72, com uma missão: conseguir ficar com o maior número de mulheres possível. BH Shopping 6: 13h20, 15h40, 18h30, 21h10 Paragem 4: 14h20, 16h25, 18h30, 20h40

PEDRO OSMAR, PRA LIBERDADE QUE SE CONQUISTA (Brasil, 2017, 1h16, 10 anos) Dir. Eduardo Consonni, Rodrigo T. Marques. Documentário sobre o músico, poeta e artista plástico paraibano Pedro Osmar. Apesar de o artista ser pouco conhecido, suas músicas foram gravadas por nomes como Elba Ramalho, Lenine, Zé Ramalho e Zeca Baleiro. Belas 3: 18h

TINHA QUE SER ELE? (Why Him?, EUA, 2016, 1h51, 12 anos) Dir. John Hamburg. Com Zoey Deutch, Bryan Cranston, James Franco. Ned leva a família inteira para visitar a querida filha Stephanie durante o feriado do Natal, mas ao encontrá-la entra em conflito com o namorado dela, um rapaz excêntrico que ficou rico por causa da internet. BH Shopping 9: 13h30(*), 16h10, 18h50, 21h40 Cidade 1: 11h40(somente sábado)(*), 14h(*), 16h15, 18h30(*), 20h45 Contagem 7: 14h(*), 16h20, 18h35(*), 20h50 Pampulha 5: 14h40(*), 16h55, 19h05(*), 21h15(*) (*) Sessões dubladas

“A Bela e a Fera” estreia entre recordes e polêmicas DISNEY/DIVULGAÇÃO

Trata-se de um antigo conto francês de 1740, imortalizado nos anos 1990 em forma de animação pela Disney, que agora aposta em atores de carne e osso para dar roupa nova à eterna magia de “A Bela e a Fera”. Depois de “Cinderela” (2015) e uma versão de “Mogli: O Menino Lobo” (2016), com efeitos especiais de cair o queixo, é a vez do clássico escrito pela francesa Gabrielle-Suzanne Barbot de Villeneuve (1695-1755) no século 18, um dos tesouros da Disney, receber um lifting em versão live. Recheado de cenas musicais e efeitos especiais, a produção, estrelada de forma convincente pela inglesa Emma Watson, 26 – que cresceu interpretando Hermione Granger na saga “Harry Potter” – estreia esta semana nos cinemas brasileiros. É pouco dizer que a obra é ansiosamente esperada: seu trailer foi visto 92 milhões de vezes em um único dia, um recorde. “A Bela e a Fera”, que revisita a animação de 1991, custou a soma impressionante de US$ 300 milhões, mas não deve ter dificuldades em recuperar seus custos. Já se tornou o filme para toda a família que mais vendeu ingressos em pré-venda da história, de acordo com o site Fandango, batendo “Procurando Dory”. Os analistas esperam US$ 150 milhões em receita durante seu fim de semana de estreia. Também poderá ser um dos remakes mais controvertidosdahistóriadaDisney.Muitas polêmicas movimentaram as redes sociais: da forma do bule da Sra. Potts a uma imagem um pouco desnuda de Emma Watson na revista “Vanity Fair”, que se defendeu dizendo que expor o contorno dos seios não contradiz o seu compromisso de embaixadora das Nações Unidas para a causa das mulheres. Para não esquecer a polêmica sobre “Le Fou”, o puxasaco de Gaston, claramente gay na nova versão (interpre-

Atuação de Emma Watson, a eterna Hermione Granger, tem sido elogiada

tado por Josh Gad), o que faz dele o primeiro personagem abertamente LGBT dos estúdios Disney. Pelo menos um cinema do Alabama, Estado conservador do sul dos Estados Unidos, recusou-se a exibir o filme. E o governo russo propôs uma proibição antes de declarar o filme impróprio para menores de 16 anos, enquanto o governo da Malásia optou pela censura, cortando “um momento gay”. “Qual é o propósito desta história de 300 anos? Tratase de olhar mais de perto e aceitar as pessoas pelo que elas realmente são”, afirma o diretor Bill Condon (“Crepúsculo”, “Dreamgirls”), em uma coletiva recente com jor-

nalistas, em Beverly Hills. “De uma forma simbólica para a Disney, incluímos todo o mundo”, acrescentou. Seis anos após o último dos oito “Harry Potter”, Emma Watson, que recusou o papel que valeu o Oscar a Emma Stone em “La La Land” para poder incorporar Bela, realiza o mais importante papel de sua vida adulta. “O slogan do filme é ‘um conto tão antigo quanto o mundo’ e é verdade”, estimou a atriz na pré-estreia em Hollywood do filme, cujo cartaz apresenta uma verdadeira constelação: Kevin Kline, Emma Thompson, Ewan McGregor, Ian McKellen, Stanley Tucci... e Dan Stevens (de “Downton Abbey”)

na pele peluda da Fera. “Eu adoro o fato de que, em nossa versão, a Bela não é alguém distante e isolada. No nosso filme, ela é uma militante em sua própria comunidade”, destacou Emma Watson, que disse amar tanto a versão cinematográfica de Jean Cocteau e René Clément de 1946 quanto a animação de 1991. Se você não é um fã das versões ‘live action’ dos clássicos da Disney, é melhor se preparar para os próximos anos: 13 outros títulos estão atualmente em várias fases de produção, incluindo “Cruela” – a vilã de “101 Dálmatas” – “Mulan”, “Dumbo” e “Aladdin”.


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CINEMA sessão especial HIROSHIMA, MEU AMOR (Hiroshima, Mon Amour, Japão/França, 1959, 1h32, 18 anos) Dir. Alain Resnais. Com Bernard Fresson, Emmanuelle Riva, Um encontro ocasional em Hiroshima faz surgir um romance entre um arquiteto japonês (“ele”) e uma atriz francesa (“ela”). Belas 3: 19h50 Cine 104: 19h (somente sábado)

em cartaz ALIADOS (Allied, EUA, 2017, 2h04, 12 anos) Dir. Robert Zemeckis. Com Brad Pitt, Marion Cotillard. Em missão para eliminar um embaixador nazista em Casablanca, os espiões Max Vatan e Marianne Beausejour se apaixonam e se casam. Anos depois, surge a suspeita da conexão entre Marianne e os alemães. Indicado ao Oscar de melhor figurino. Pátio Savassi 8: 0h10 (somente sábado)

CINQUENTA TONS MAIS ESCUROS (Fifty Shades Darker, EUA, 2017, 1h58, 16 anos) Dir. James Foley. Com Jamie Dornan, Dakota Johnson, Kim Basinger. Anastasia volta aos jogos sexuais de Christian Grey. Betim 3: 15h30 (*) BH Shopping 7: 12h30, 15h10, 17h50 Big Shopping 4: 20h20 (*) Cidade 8: 15h55, 18h30, 20h50 (*) Contagem 2: 18h40 (*) Del Rey 7: 18h50 Itaú Power 1: 14h, 18h25 (*) Minas 6: 14h, 18h25 (*) Shopping Estação 1: 18h (*) Shopping Norte 3: 20h20 (*) Via Shopping 5: 15h50, 18h10 (*) (*) Sessões dubladas

A CIDADE ONDE ENVELHEÇO (Brasil, 2017, 1h39, 12 anos) Dir. Marília Rocha. Com Elizabete Francisca Santos, Francisca Manuel. A portuguesa Teresa chega a BH, e se hospeda com a conterrânea Francisca. Belas 3: 16h Cine 104: 17h(somente domingo)

FOME DE PODER (The Founder, EUA, 2017, 1h55, 10 anos) Dir. John Lee Hancock. Com Michael Keaton. Ray Kroc adquire uma participação nos negócios da McDonald’s e transforma a marca em um império. Del Rey 4: 20h40 Ponteio 2: 13h40 Pátio Savassi 1: 13h20

A GRANDE MURALHA (The Great Wall, EUA, 2017, 1h44, 12 anos) Dir. Yimou Zhang. Com Matt Damon, Jing Tian, Pedro Pascal. No século XV, soldados britânicos percebem que a Grande Muralha não quer só proteger a população do inimigo mongol, mas esconde um segredo. Betim 2: 16h10 (*) BH Shopping 10: 16h40, 19h10 Big Shopping 4: 18h (*) Boulevard 5: 14h10, 18h40 Cidade 8: 13h30 (*) Contagem 2: 13h40 (*) Contagem 8: 19h, 21h10 (*) Del Rey 7: 21h10 (*) Itaú Power 1: 20h45 (*), 16h20 Minas 6: 16h20, 20h45 (*) Monte Carmo 2: 13h50, 18h30 (*) Paragem 2: 13h40 Partage Shopping Betim 2: 16h30 (*) Shopping Norte 3: 18h (*) Via Shopping 5: 13h45 (*) (*) Sessões dubladas

INSUBSTITUÍVEL (Médecin de Campagne, França, 2017, 1h42, 12 anos) Dir. Thomas Lilti. Com François Cluzet, Isabelle Sadoyan. Com o médico local doente, Natalie chega à cidade para ajudá-lo, mas enfrenta o dilema de substituir quem todos veem como insubstituível. Boulevard 5: 16h20, 20h40 Cidade 3: 18h40 Del Rey 4: 18h40 Diamond 2: 16h Ponteio 3: 16h45 Ponteio 4: 19h, 21h20

INTERNET – O FILME (Brasil, 2017, 2h12, 14 anos)

Dir. Filippo Capuzzi Lapietra. Com Julio Cocielo, Felipe Castanhari, Patrícia dos Reis. Em oito esquetes, o filme flagra o conteúdos de humor das redes sociais. Pampulha 4: 14h45, 16h50, 18h50, 20h50

KONG: A ILHA DA CAVEIRA (Kong: Skull Island, EUA/ Vietnã, 2017, 1h58, 12 anos) Dir, Jordan Vogt-Roberts. Com Tom Hiddleston, Brie Larson, Samuel L. Jackson. Nos anos 70, expedição revela a origem de King Kong e o mistério de seu local de nascimento, a Ilha da Caveira. Betim 2: 13h50, 18h20, 20h40 (*) BH Shopping 4: 12h40(*), 15h30, 18h10, 20h50 Boulevard 2: 14h, 18h45 Big Shopping 2: 15h40, 18h10 (*) Cidade 3: 11h40 (somente domingo), 13h50, 16h15 (*) Cidade 5: 18h20 (*) Contagem 2: 16h15, 21h (*) Del Rey 2: 15h50 20h45, 23h10(somente sábado) (*) Itaú Power 6: 13h30, 18h30 (*) Minas 2: 14h e 18h40 (*) Monte Carmo 4: 13h30(*), 16h(*), 18h30, 20h50 Pampulha 2: 14h05, 16h20, 18h35 (*) Paragem 3: 13h30, 18h20, 21h05(*) Partage Shopping Betim 7: 13h, 15h50, 19h20, 22h10 (*) Pátio Savassi 1: 16h, 18h40 Shopping Estação 1: 20h45 (*) Shopping Norte 5: 18h10 (*) Via Shopping 2: 13h20, 15h50, 18h30, 20h40 (*) Sessões 3D: Boulevard 2: 16h25, 21h10 Big Shopping 5: 16h20, 20h50 (*) Cidade 5: 13h30(*), 16h, 20h45 Contagem 1: 13h30, 18h30 (*) Del Rey 2: 13h30(*), 18h20 Diamond 1: 11h40, 14h50, 17h40, 20h40 Itaú Power 6: 16h, 21h (*) Minas 2: 16h20, 21h10 (*) Pampulha 1: 21h25 (*) Partage Shopping Betim 4: 18h50 (*) Pátio Savassi 2: 13h30, 16h40 Pátio Savassi 3: 13h, 15h40 Shopping Estação 2: 14h, 17h, 19h45 e 22h30 (*) Shopping Norte 2: 16h20 e 20h50 (*) (*) Sessões dubladas

LA LA LAND – CANTANDO ESTAÇÕES (La La Land, EUA, 2017, 2h09, livre) Dir. Damien Chazelle. Com Ryan Gosling, Emma Stone. Em Los Angeles, pianista de jazz conhece atriz iniciante, ambos em busca de oportunidades. Vencedor dos Oscars de diretor, atriz, canção original, design de produção, fotografia e trilha. Diamond 2: 13h

LEGO BATMAN – O FILME (*) (The Lego Batman Movie, EUA/Dinamarca, 2017, 1h45, livre) Dir. Chris McKay. Solitário e egocêntrico, Batman deve encarar as responsabilidades com o filho recém-adotado, enquanto enfrenta o novo plano do Coringa. BH Shopping 1: 12h Boulevard 2: 14h (somente sábado) Diamond 4: 12h Paragem 3: 16h20 Partage Shopping Betim 2: 14h (*) Sessão dubladas

LION – UMA JORNADA PARA CASA (Lion, EUA/ Austrália/ Reino unido, 2017, 1h59, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Dev Patel, Nicole Kidman. Saroo se perde numa estação de trem de Calcutá e é adotado por uma família australiana. Aos 25 anos, decide buscar sua família biológica. Ponteio 2: 18h40

LOGAN (Logan, EUA, 2017, 2h16, 12 anos) Dir. James Mangold. Com Hugh Jackman, Dafne Keen, Patrick Stewart. Em 2029, Logan ganha a vida como chofer. Debilitado, ele é procurado por Gabriela, mexicana que precisa da ajuda do ex-X-Men. Betim 3: 18h10, 20h50 (*) BH Shopping 1: 14h30, 17h30, 20h30 BH Shopping 5: 13h, 16h, 19h, 22h Big Shopping 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Big Shopping 2: 20h40 (*) Boulevard 1: 15h, 20h50 Boulevard 4: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 6: 18h10, 20h45 Cidade 7: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Contagem 5: 13h10, 15h45, 18h25, 21h Contagem 6: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 (*) Del Rey 3: 13h(somente domingo), 14h(somente sábado), 15h40(somente domingo), 16h40(somente sába-

IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO

do), 18h20(somente domingo), 19h20(somente sábado), 21h(somente domingo) e 22h(somente sábado) Del Rey 6: 12h50, 15h25, 18h10, 20h50, 22h30(somente sábado) Diamond 3: 16h20, 19h20, 22h10 Diamond 4: 15h, 18h, 21h Itaú Power 3: 12h50, 15h25, 18h10, 20h50 (*) Itaú Power 4: 13h(*), 15h40, 18h25(*), 21h05 Minas 3: 13h, 15h40, 18h20 e 21h (*) Minas 5: 12h50(*), 15h30, 18h10(*), 20h50 Monte Carmo 2: 15h50, 20h35 Monte Carmo 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Pampulha 2: 20h55 (*) Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 (*) Paragem 2: 15h40, 18h20, 21h Partage Shopping Betim 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Partage Shopping Betim 4: 16h, 21h40 Partage Shopping Betim 5: 14h10, 17h05, 20h (*) Pátio Savassi 2: 19h20, 22h10 Pátio Savassi 4: 12h50, 15h50, 18h50, 21h50 Pátio Savassi 7: 13h50, 17h, 20h, 23h (somente sábado) Ponteio 2: 16h, 21h10 Shopping Estação 1: 12h, 15h (*) Shopping Estação 6: 13h(*), 16h(*), 19h, 22h(*) Shopping Norte 1: 15h30, 18h, 20h30 (*) Via Shopping 3: 13h, 15h40, 18h20, 21h (*) Via Shopping 5: 20h30 (*) Sessões dubladas

Silêncio

O novo longa de Scorsese narra as agruras religiosas de dois jesuítas no Japão vida do argentino Jorge Mario Bergoglio. Diamond 3: 14h Partage Shopping Betim 4: 13h30 (*) Sessões dubladas

PERSONAL SHOPPER

MONSTER TRUCK (*) (Monster Truck, EUA, 2017, 1h45, livre) Dir. Chris Wedge. Com Lucas Till, Jane Levy, Thomas Lennon. Tripp constrói caminhonete, que acaba hospedando uma estranha criatura. Big Shopping 4: 16h Itaú Power 1: 16h20 Shopping Norte 3: 16h (*) Sessões dubladas

MOONLIGHT: SOB A LUZ DO LUAR (Moonlight, EUA, 2017, 1h51, 16 anos) Dir. Barry Jenkins. Com Alex R. Hibbert, Ashton Sanders, Trevante Rhodes. Três momentos da vida de Chiron, jovem negro de uma comunidade pobre. Oscar de melhor filme, ator coadjuvante e roteiro adaptado. Belas 2: 16h40, 19h10, 21h30 Cine 104: 20h40 (somente sábado) Del Rey 7: 16h30 Diamond 2: 18h50, 21h45 Pátio Savassi 8: 14h, 16h30, 19h, 21h40 Ponteio 3: 14h30, 18h50

NEGAÇÃO (Denial, EUA/ Reino unido, 2017, 1h51, 12 anos) Dir. Mick Jackson. Com Rachel Weisz, Timothy Spall. A luta da escritora Deborah E. Lipstadt contra David Irving, que a acusa de difamação por declarar que ele não acredita no Holocausto. Belas 2: 14h20 BH Shopping 10: 14h

PAPA FRANCISCO: CONQUISTANDO CORAÇÕES (*) (Francisco: el Padre Jorge, Argentina/ Espanha/ Itália, 2017, 1h44, 10 anos) Dir. Beda Docampo Feijóo. História de

(Personal Shopper, França, 2017, 1h50, 18 anos) Dir.Olivier Assayas.Com KristenStewart. Maureené “personal shopper”etem o dom desecomunicar commortos, algoque dividia comoirmão, recém-falecido,que parece estarquerendoenviarumamensagem. Belas 3: 14h, 21h30

SILÊNCIO (Silence, EUA/ Itália/ Japão/ México, 2017, 2h42, 14 anos) Dir. Martin Scorsese. Com Andrew Garfield, Adam Driver, Liam Neeson. Séc. XVII. Dois jesuítas portugueses vão ao Japão à procura do mentor deles, padre Ferreira (Liam Neeson), enfrentando a violência da perseguição ao catolicismo. Belas 1: 16h, 21h10 BH Shopping 10: 21h50 Boulevard 1: 17h40 Del Rey 7: 13h40 Pátio Savassi 1: 21h30 Ponteio 4: 15h30

VERSÕES DE UM CRIME (The Whole Truth, EUA, 2017, 1h34, 14 anos) Dir. Courtney Hunt. Com Keanu Reeves, Renée Zellweger. Adolescente é acusado de assassinar o pai rico, e um advogado é encarregado de defendê-lo, Mas a mãe oculta fatos essenciais ao caso. BH Shopping 7: 20h40 Cidade 3: 21h

mostras CLÁSSICOS ITALIANOS (*) Neste sábado (18) 14h “Francisco, Arauto de Deus” (Francesco, Giullare di Dio, ITA, 1950, 1h27)

Dir. Roberto Rossellini 16h “Obsessão” (Ossessione, ITA, 1943, 2h15) Dir. Luchino Visconti 18h30 “Belíssima” (ITA, 1951, 1h48) Dir. Luchino Visconti 20h30 “Sedução da Carne” (Senso, ITA, 1954, 1h37) Dir. Luchino Visconti Domingo (19) 15h “Rocco e seus Irmãos”, (Rocco e i suoi fratelli, ITA-FRA, 1960, 2h57). Dir. Luchino Visconti 18h Noites Brancas (Le Notti Bianche, ITA-FRA, 1957, 1h37). Dir. Luchino Visconti 20h Arroz Amargo, (Riso Amaro, ITA, 1949, 1h48) Dir. Giuseppe De Santis Segunda-feira (20) 15h “A Terra Treme” (La Terra trema: Episodio del mare, ITA, 1948, 2h32) Dir. Luchino Visconti 18h “Viagem à Itália” (Viaggio in Italia, ITA-FRA, 1954, 1h37) Dir. Roberto Rossellini Terça-feira (21) 15h30 Satyricon. (ITA-FRA, 1969) Dir. Federico Fellini 18h “O Grito” (Il Grido, ITA-EUA, 1957, 1h56). Dir. Michelangelo Antonioni 20h “Stromboli” (ITA-EUA, 1950, 1h47). Dir. Roberto Rossellini Quarta-feira (22) 14h “Matrimônio à Italiana” (Matrimonio all'italiana, ITA-FRA, 1964, 1h42). Dir. Vittorio de Sica 16h “A Estrada da Vida” (La Strada, ITA, 1954, 1h44) Dir. Federico Fellini 18h Julieta dos Espíritos (Giulietta degli Spiriti, ITA-FRA, 1965, 2h27). Dir. Federico Fellini 20h15 “A Doce Vida” (La Dolce Vita, ITA-FRA, 1960, 2h55). Dir. Fellini Quinta-feira (23) 15h “Medéia” (ITA-FRA-ALE, 1969, 1h50) Dir. Pier Paolo Pasolini 17h “Teorema” (ITA, 1968, 1h38) Dir. Pier Paolo Pasolini. Sessão comentada

MOSTRA CURTA CIRCUITO ABRE PROGRAMAÇÃO 2017 NILTON RICARDO/DIVULGAÇÃO

Clássicos BR Com curadoria da crítica Andrea Ormond, Curta Circuito – Mostra de Cinema Permanente traz para a temporada 2017, com o tema País Tropical, clássicos da pornochanchada, gênero cinematográfico rejeitado pela crítica especializada, mas bastante popular nas décadas de 1970 e início de 1980. Durante o ano, a mostra homenageará três grandes representantes desse período e começa com Carlo Mossy (foto), conhecido como o Rei da Pornochanchada. “O Ridículo”, curta-metragem inédito dirigido por Mossy, inicia a programação 2017, na sessão que conta ainda com a exibição do longa “Giselle” (1980), dirigido por Victor di Mello e protagonizado e produzido por Mossy. Sucesso na época de seu lançamento, “Giselle” tem no elenco a atriz Monique Lafond, que participará de um batepapo com o público após a exibição dos filmes. Onde Cine Humberto Mauro – Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando Nesta segunda (20), às 20h. Quanto Entrada franca.

19h15 “Mamma Roma” (ITA, 1964, 1h46) Dir. Pier Paolo Pasolini 21h “O Evangelho Segundo São Mateus” (Il Vangelo secondo Matteo, ITA-FRA, 1964, 2h17). Dir. Pier Paolo Pasolini Sexta-feira (24) 15h “Accattone - Desajuste Social” (Accattone, ITA, 1961, 2h) Dir. Pier Paolo Pasolini 17h “O Incrível Exército de Brancaleone” (L’ Armata Brancaleone, ITA-FRAESP, 1966, 2h) Dir. Mario Monicelli 19h “Europa 51” (ITA, 1952) | 14 anos | 113’ Dir. Roberto Rossellini 21h “O Ferroviário” (Il ferroviere, ITA, 1956, 1h55) Dir.de Pietro Germi

CINEMA ESPANHOL MEMÓRIA E GUERRA (*) Filmes sob o mote da Guerra Civil Espanhola Neste sábado (18) 17h “Dom Quixote de La Mancha” (Don Quijote de la Mancha, Espanha, 1981). Dir. Cruz Delgado 19h30 “A Língua das Mariposas” (La lengua de las mariposas, Espanha, 1999, 1h36). Dir. José Luis Cuerda

MOSTRA FRANCÓFONA FOCUS BÉLGICA Produção de países da língua francesa, com foco na França e Bélgica. Quarta-feira (22) 19h30 “Não É Meu Tipo” (Pas son genre, Bélgica / França, 2014, 1h51). Dir. Lucas Belvaux Quinta-feira (23) 19h30 “Séraphine” (Bélgica / França/ Alemanha, 2008, 2h05). Dir. Martin Provost Sexta-feira (24) 19h30 “40 – Amor” (Terre battue, Bélgica/ França, 2014, 1h35). Dir. Stéphane Demoustier

MOSTRA EMIR KUSTURICA (*) Filmes do cineasta sérvio. Terça-feira (21) 17h “Você Se Lembra de Dolly Bell” (Iugoslávia, 1981, 1h50) 19h30 “Quando Papai Saiu em Viagem de Negócios” (Alemanha, 1986, 2h16) Quarta-feira (22) 17h “Vida Cigana” (Iugoslávia, 1988, 4h30) 19h45 “Memória em Super-8” (EUA, 2011, 1h52) Dir. Ernst Hofbauer Quinta-feira (23) 16h30 “A Vida É Um Milagre” (Bósnia, França, 2005, 2h35) 19h30 “Gato Preto, Gato Branco” (ALE, FRA, IUG, 1998, 2h15) Sexta-feira (24) 17h “Promessas” (Sérvia, França, 2007, 2h17) 19h30 “Guernica” (Tchecoeslováquia, 1978, 17min) “Buffet Titanic” (Iugoslávia, 1979, 1h20)


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negócios

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 18 a 24 de março de 2017

Paulo Bressane bressane@otempo.com.br

O palco Brasil stamos vivenciando a pior crise econômica já registrada em nossa história. Foram anos impiedosos, anos em que os contrastes nesse palco Brasil foram demonstrados de forma categórica por um poder público que pensava no próprio umbigo e não tinha compromissos econômicos sustentáveis para alavancar o bemestar social. Há 14 anos, a coluna vem criticando não só o petismo e o Estado in-

E

ARQUIVO PB/DIVULGAÇÃO

terventor, mas também o ainda pior esquerdismo gramsciano, cujas premissas almejam a conquista do poder de forma lenta e imperceptível, utilizando a “luta de classes” como um dos principais instrumentos para a “revolução socialista”. Nos últimos anos, os brasileiros foram desavergonhadamente iludidos por um partido criminoso, e hoje estão expostos a um estado de lamúria jamais vivenciado em nossa história. Mas o petismo não está só nesse palco.

O ESQUERDISMO DE ANTONIO Gramsci (18911937) não está presente apenas nas hostes “intelectuais” do PT, ele é difundido, entre outros, por “progressistas” infiltrados nos demais partidos de esquerda, na imprensa e nos órgãos de comunicação social, assim como por professores que ministram em todos os níveis educacionais. Para eles, os “golpistas”, são cegos que não enxergam a “realidade” que tentam nos impor. Para esses “progressistas”, a cruel recessão econômica que vivenciamos passa pelas intempéries internacionais e um pseudo domínio social orquestrado pela “hegemonia burguesa”, mas nunca pelos graves erros e crimes dos governos petistas e aliados. Temos de dar um basta a isso, não podemos continuar sendo cúmplices de maniqueísmos classistas.

Olho em 2018

O governador de São Paulo, e já assumido candidato a presidente, Geraldo Alckmin, com Manoel Mário de Souza Barros

OS PROBLEMAS no palco Brasil não se restringem à desigualdade socioeconômica – convenientemente sustentada pelo paternalismo do estado –, eles atingem a nossa alma, pois segundo o Misery Index da Bloomberg, o Brasil está entre as dez economias mais infelizes do planeta, entre 63 países pesquisados. Os esquerdistas bois de presépio, que acham que estão lutando pelo bem-estar social, precisam se conscientizar de que nosso vaivém de atrasos econômicos se deve a um arcaico pensamento voltado para a concessão de direitos. As pessoas precisam entender que a conquista de bens e serviços deve ser alcançada por meio do trabalho privado, afinal, o Estado não produz nada, mas é mestre em gastar os resultados de grande parte de tudo que produzimos, e essa sim seria uma boa luta.

“

Não podemos continuar sendo cúmplices

entre a gente Mario de 6 Manoel Souza Barros, superin-

tendente regional da Companhia Nacionalde Abastecimento em São Paulo, diretorexecutivo do agronegócio da Câmara Internacional de Negócios e conselheiro do Centro de Estudos de Políticas Agrícolas de Abastecimento do Estado de São Paulo, está muito satisfeito com a pujança do agronegócio no país. país tem uma previ6 Osãode aumentaremqua-

se 3% a sua produção agrícola em relação à safra anterior, podendo chegar a 60 milhões de hectares. Segundo Manoel, isso é um resultado extraordinário para a economia do país, o único do mundo que tem duas safras anuais. Na CIN, vem fazendogestões junto aogoverno federal para criar uma nova lei agrícola para regular o mercado produtivo, já que o Brasil é o segundo maior produtor de grãos do mundo, com quase 200 milhões de toneladas.

CINEMA Austrália em voga na telona Lara Q u a n d o a Alves Austrália é le(*) vada a uma roda de conversa, são poucos os que se arvoram a discutir a sua rica indústria cinematográfica. Mas, berço de grandes atores, como Geoffrey Rush, Naomi Watts, Mel Gibson, Toni Colette ou Hugh Jackman, o país já chancelou, com sua bandeira estrelada, títulos que marcaram o cinema mundial. Interessados em conferir um pouco mais da produção “aussie” têm até abril para assistir, no CCBB BH, à Mostra de Cinema da Austrália. O festival tem início na próxima quarta (22), com sessões diárias. Entre os filmes que serão exibidos, está, por exemplo, a versão mais recente de “O Grande Gatsby” (2013). Ou, ainda, “A Vingança Está na Moda”, que levou a inglesa Kate Winslet a passar uma

boa temporada naquele país. Além de disseminar conhecimento sobre a sétima arte produzida na Terra dos Cangurus (para usar um chavão), a mostra – que traz a curadoria da Embaixada da Austrália no Brasil – também visa aproximar a população brasileira do país localizado na Oceania. “O cinema tem um poder incrível de fazer as pessoas se sentirem em casa e de aproximálas de realidades que pareciam distantes. Ele é o principal meio que temos de mostrar mais sobre a Austrália, e é uma chance de transportar os brasileiros para lá”, explica Alison Musgrove, um dos curadores da mostra. A edição deste ano do evento foca na diversidade daquele país e exibirá vários gêneros – dramas, comédias, ficções. São sucessos como “O Ano em que Vivemos em Perigo”, estrelado por Mel Gibson, ou mesmo títulos hoje já apontados como clássicos, co-

UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇÃO

Abertura 22.mar.

NESTA SEMANA Quarta (22) 17h20 Shine - Brilhante (Shine, AU, 1996) Dir. Robert Scoott Hicks

Kate Winslet estrela a produção australiana “A Vingança Está na Moda”, um dos destaques da mostra

Quinta (23) 17h20 O Casamento de Muriel (Muriel’s Wedding, AU, 1994) Dir. P.J. Hogan 19h30 Promessas de Guerra (The Water Deviner, AU, 2014) Dir. Russel Crowe Sexta (24) 17h20 A Caçada (The Rover, AU, 2014, 1h43) Dir. David Michôd 19h30 - No Coração do Mar (In The Heart of the Sea, AU, 2015) Dir. Ron Howard

mo “Moulin Rouge”, de Baz Luhrmann, com a australiana (ainda que nascida no Havaí) Nicole Kidman. “O critério que mais levamos em conta

foi a representatividade, por isso a mistura de filmes, de clássicos a atuais”, conta Musgrove. Depois de viajar quase metade do planeta e aportar

em BH, a mostra desembarcando em outras cinco capitais do país até junho. * Sob a supervisão de Patrícia Cassese

Mostra de Filmes >da Austrália

Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De quarta a segunda, em vários horários. Gratuito. Até 2/4.


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Mulheres são maioria em bares Falta menos Juliana de um mês Siqueira para começar o Comida di Buteco, competição que elege o melhor prato de diversas cidades e, ainda, a melhor receita do país. O evento, que será realizado de 14 de abril a 14 de maio e já tem 17 anos de história, não para no tempo e tem conseguido renovar continuamente o seu público. Somente para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site da organização nos meses de abril e maio do ano passado, 78% das pessoas que frequentam os bares durante o período do evento têm de 25 a 49 anos, sendo que 58% do total pertencem ao sexo feminino. O estudo mostra também que, ao contrário do que se pode pensar, 52% dos indivíduos que marcam presença são casados, 37%

solteitos e 8% separados. (veja dados da pesquisa no infográfico ao lado). “É oevento que melhor traduz a essência de BH. Mineiro gosta mesmo é de bar e o belo-horizontino, então, nem se fala. Todos nós conhecemos um ‘buteco’ que tem a melhor carne de panela, caldo ou torresmo de barriga. Ver aquele ‘buteco’ de bairro fazendo parte de um evento como este é encantador. O Comida di Buteco é isso: reúne os melhores ‘butecos’ da capi-

SAIDEIRA Quando: 20 de maio Onde: Estádio Mineirão/BH Ingressos: (1º lote) R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Onde comprar: www.centraldeventos.com.br ou nos postosde venda informados nesse site.

tal, da zona Sul à Norte, e é isso que o abrilhanta ainda mais. O público também é um charme à parte: homens e mulheres de todas as idades e regiões da capital, todos com um astral comum. O Comida di Buteco é diversidade e alegria”, ressalta Cibele Vilela, 28, que há 7 anos marca presença nos estabelecimentos participantes e é uma das entusiastas do evento. Essa força do Comida di Buteco demonstrada na pesquisa mostra também o quanto as pessoas se sentem satisfeitas com o perfil e a amplitude do evento. Tanto é que Nathália Oliveira, 20, destaca o público de todos os tipos e idade como um dos grandes atrativos. Ela, que frequenta os estabelecimentos participantes com uma turma de amigos, também ressalta que a comida é maravilhosa, a cerveja é gelada e, o preço, mais um bom atrativo. Tudo isso a enche de expectativas. “Em todos os anos, há

aquela expectativa, bem bacana, sobre qual será o ingrediente e os pratos que serão criados. Neste ano, pelo fato de o tema ser cereais, a curiosidade fica maior ainda para experimentaro que será possível de ser criado”, salienta ela. “Mesa de bar é para isso: comer, beber e prosear. Na edição anterior, escolhemos o motorista da rodada e fomos em aproximadamente seis bares por dia”, completa Cibele. TEMA Neste ano, os elementos que devem constar em todos os pratos são os cereais, diferentemente do ano passado, em que os bares eram livres para criar os petiscos usando os ingredientes que quisessem. Resultado de uma pesquisa de mais de um ano, o tema de 2017 veio para evidenciar que há muitas possibilidades nessa abordagem, garantindo o surgimento de ótimos resultados.

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

RAIO X

Do evento no Brasil

78%

têm de 25 a 49 anos

58%

do público é composto pelo sexo feminino

70%

das pessoas que têm até 24 anos são mulheres

73%

têm curso superior ou pós-graduação, mestrado, doutorado/pós-doutorado

42%

são funcionários de empresas privadas, 18% funcionários públicos e 25% empresários ou autônomos

52%

são casados, 37% solteiros e 8% separados

AB FONTE: COMIDA DI BUTECO

é a classe dos frequentadores


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estilo SPFW> RepresentantesdoEstadomesclam

preciosismoestreetwearnapassarela

Mineiros

Ombros volumosos bem anos 80 na GIG Couture

Pegada esportiva com bordado casual da Apartamento 03

apresentadas nesta temporada. A sempre bem elogiada Apartamento 03, de Luiz Cláudio, pensou na roupa além do potencial vendável e não ficou presa à linha divisória entre o comercial e o conceitual. Além do luxo e do preciosismo consagrados de suas coleções, o estilista propôs mais possibilidades para quem for usar suas criações e mesclou tecido finos, bordados e pedrarias com a estética do sportwear – ideia proposta por muitas grifes nesta temporada. Referências esportivas também foram destaque na PatBo, marca mais descolada e jovem da estilista Patrícia Bonaldi, que propôs um streetwear luxuoso. Os bordados e pedrarias, elementos fiéis de seu trabalho, estiveram por lá, em versões mais econômicas. Retirando a essência da cultura hip-hop de rua, a mineira transformou peças básicas e esportivas, como moletom, calça jogging e jaqueta bomber, em itens de luxo altamente desejáveis – e deu muitíssimo certo. Repeteco de referência também esteve na GIG Couture, que trouxe novamente o seu tricô de luxo com ares esportivos. A estilista Gina Guerra reeditou shapes clássicos das décadas de 70, 80 e 90 em peças ajustadas ao corpo totalmente reluzentes com fios brilhantes tecidos, sem contar a “volta dos que não foram” com blusas e vestidos estilo “ciganinha”, jaqueta bomber, saias mídis plissadas e mangas extremamente bufantes para ombros em evidência.

A GIG Couture juntou o luxo do tricô brilhante em peças casuais, como jaqueta bomber

O time mineiro foi reforçado com a estreante Fabiana Milazzo. Com pedrarias e bordados na medida, a estilista propôs uma mistura da moda festa com a casual e assim modernizou ainda maisseu olhar para essa coleção. Outro ponto importante é que a estilista mineira criou peças em jeans reaproveitados, que seriam descartados, além de mostrar looks feitos em parceria com comunidades de artesãos. Um desses grupos, o Casulo Feliz, composto por ex-presidiárias, é especialista em seda em estado bruto e forneceu matéria-prima para vestidos e blusas da coleção. Sinais de que o consumo pode até passar a valer ainda mais, desde que tenha consciência em suas produções. (Com agências) Jeans reciclados serviram de base para a coleção da mineira Fabiana Milazzo

ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

O inverno inspirado no hip-hop da PatBo

MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE

A união de vestido + jaqueta mostra a desconstrução trabalhada pela marca Apartamento 03

ZÉ TAKAHASHI / FOTOSITE

Brasilidade foi tema da coleção de Fabiana Milazzo

MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE

ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE

talvez também justifique baixas significativas no line-up, que teve a ausência dos estilistas Ronaldo Fraga, Reinaldo Lourenço, Gloria Coelho e Valdemar Iódice – quatro dos mais importantes e antigos do evento. Apesar das ausências, o time mineiro que desfilou nesta edição do evento fez bonito. Pensou além da moda festa, já conhecida por aqui, e propôs um mergulho em referências passadas e novas formas de reutilizá-las. Houve também quem topasse desfilar na contramão das coleções comerciais

MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE

Numa temporada em que o desejo deconsumo começa a se alinhar ao varejo, a 43ª edição do São Paulo Fashion Week mostrou uma moda mais pé no chão e com foco nos novos tempos. A semana de moda paulistana, que aconteceu na semana passada, em São Paulo, inaugurou o novo calendário nacional de desfiles, que agora acontecem em março e no final de agosto. O que isso quer dizer é que, desta vez, as marcas adotaram, em diferentes medidas, a estratégia do “see now, buy now”, ou seja, “veja agora, compre agora”. Motivo que Lorena K. Martins

ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

sob o holofote

Veludo molhado e bordado combinado com tênis na PatBo


estilo

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SÉRGIO DE REZENDE/DIVULGAÇÃO

ESTREANTES

A acne atinge tanto adolescentes, devido ao desequilíbrio hormonal, quanto adultos, principalmente as mulheres. Que tal dicas infalíveis para cuidar da pele e evitar cravos e espinhas? Produtos a seguir. FOTOS DIVULGAÇÃO

Sebrae Top 5 A mineira Jardin, marca com DNA minimalista da estilista Bharbara Renault, integrou o line-up do SPFW pelo projeto Sebrae Top 5, que desfilou na última sexta-feira (17). Intitulada Pure Geometry, a coleção de inverno trouxe shapes e estampas inspirados na geometria. A passarela do projeto contou com outro representante mineiro, a Green Co. Apoiada na sustentabilidade, a marca atemporal de Cassius Pereira desfilou criações feitas com matérias primas orgânicas, naturais e recicláveis, optando por tudo que não tenha origem animal.

MARCELO SOUBHIA/FOTOSITE

NÉCESSAIRE

Com extrato de um6 Revigorante bu, fruto típico da Caatinga, este

Minimalismo e geometria marcaram o desfile da Jardin

sabonete proporciona uma limpeza intensa para a pele, ajudando a remover as impurezas Quanto R$ 25 Onde L'Occitane Au Brésil (31) 3333-0432

Mais destaques para a temporada de inverno

A Llas reutilizou peças de coleções passadas

MAIS MINEIROS ZE TAKAHASHI / FOTOSITE

Secativo Para quem tem espi6 nhas inflamadas, esse sabonete

MODA DA DIVERSIDADE

ZÉ TAKAHASHI / FOTOSITE

Projeto Estufa E teve mais presença mineira na última edição do São Paulo Fashion Week. A jovem e estreante na passarela paulistana Ca.cete Company mostra apresentou na última quinta-feira (16) a coleção #ARQUIVO04, a quarta da marca. O streetwear provocante feito por Raphael Ribeiro e Tiago Carvalho é transformado em peças como jeans, cuecas, camisetas e parcas. O duo repetiu a colaboração com o artista plástico e quadrinista Warley Desali. No mesmo Projeto Estufa, realizado no Parque do Ibirapuera, a Llas, das irmãs Lorena e Laura Andrade apresentou uma coleção reutilizando faixas, tecidos e retalhos de outras passadas.

MARCELO SOUBHIA/FOTOSITE

Suzana Kertzer, de 67 anos, na Uma

Para todos Finalmente os estilistas estão apostando em biotipos mais diversos. O número de jovens modelos negros aumentou visivelmente no casting de quase todas as marcas. Modelos com mais de 40 anos fizeram sucesso nas passarelas da Bienal. O desfile da UMA, da estilista Raquel Davidowic, incluiu em seu casting a x-modelo Suzana Kertzer, de 67 anos. Já no desfile da Ellus, Jorge Gelati, de 52 anos, e Marcos Luko, 47, chamaram atenção.

elimina e seca as espinhas, ameniza a vermelhidão e evita o aparecimento de novas lesões de acne Quanto R$ 48 Onde Adcos (31) 3299-2001

Desenvolvido espe6 Purificante cialmente para as peles de brasi-

Jorge Gelati, de 52 anos, no desfile da Ellus

leiras, o sabonete vegetal possui água termal em sua fórmula que controla a oleosidade das peles mais sensíveis Quanto R$ 29,90 Onde www. eau-thermale-avene.com.br

ZE TAKAHASHI/FOTOSITE

SUSTENTABILIDADE

O streetwear provocante da estreante Ca.ce.te

Foco no amanhã A estilista Fabiana Milazzo quis falar de responsabilidade e, para isso, se uniu a três organizações que promovem o trabalho artesanal – o Instituto Tecendo Itabira, a ONG Ação Moradia e o projeto Casulo Feliz, responsável pela produção e fornecimento de seda sustentável. Juntas, as partes criaram a coleção que estreou nesta edição. Já À La Garçonne reutilizou produtos descartados, ou vintage, na produção de novos – técnica chamada de upcycling.

À La Garçonne trabalha com o conceito de upcyclin g, que estimula o não desperdício

Ideal para limpe6 Antiacne za e uma assepsia profunda na pele. Possui ações secativa, esfoliante e antibacteriana Quanto R$ 9,45 Onde Granado Pharmácias (31) 3282-8062

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

À distância e vez e m quando, recebo algumas cartas deleitores. Cartas mesmo, como antigamente. Letras rebuscadas, cuidado com a escrita e zelo nas palavras. Coladas e seladas, chegam ao jornal em passo lento, enquanto dezenas de e-mails são despejados rapidamente no meu computador. Mensagens, spams, fotografias, pedidos, agradecimentos, poemas, cumprimentos, reclamações, currículos, denúncias, piadas, lixo eletrônico etc., etc. Algo que nos demanda tempo e, às vezes, paciência. Deleto um bocado, tento responder a outros tantos e, assim, me permito ser contagiada pela tecnologia galopante que nos amplia não somente os conhecimentos, mas a interatividade nas relações pessoais e de trabalho. Hoje, não me imagino sem computador, é inconcebível pensar em não compactuar com esse mundo virtual que, até há pouco tempo, não fazia parte de nossas vidas. E volto às cartas que alguns leitores tão carinhosamente me encaminham. Geralmente, são pessoas idosas, sem o domínio da tecnologia, mas que preservam palavras gramaticalmente bem-colocadas,

D

redigidas com os cuidados que muitas vezes perdemos na velocidade e na urgência de um e-mail. E me lembro das inúmeras correspondências trocadas entre mim e minha amiga Luciana. Cartas que eram os nossos diários, enviadas ao fim de cada mês. Isso há quase 40 anos, quando nem nos filmes de ficção cogitava-se algo feito a internet. Amiga inseparável que, de repente, aos 14 anos, vi se mudar com a família para o Rio de Janeiro. Para mim, era sinônimo do “fim do mundo”, barreira intransponível que nos separaria para sempre. Interurbanos eram caríssimos e de difícil acesso. A cada telefonema dado, uma cara fechada, fosse do meu pai ou do pai dela, porque, quando nos falávamos, as conversas eram infindáveis. E foi devido às caras fechadas que nos vimos obrigadas a nos esmerar nas cartas. Cartas longuíssimas, divertidas ou chorosas, principalmente quando minha amiga, saudosa dos amigos e da cidade que deixou, “ameaçava” se atirar do sexto andar. Nossas cartas-diários eram tão extensas que muitas vezes começávamos falando de um garoto e findávamos falando de outro – paixões fugazes e platônicas, que geralmente terminavam em nada. Em nossas correspondências, o mais fiel registro das alegrias, das tristezas e das ansiedades de uma adolescência e ju-

ventude bem-vivida. Com o passar dos anos, minha amiga se mudou novamente. Dessa vez, já adulta, para os Estados Unidos. Ainda sem internet, mas com interurbanos acessíveis, continuamos nos falando. Sempre. Voltou para Belo Horizonte. Sete anos depois, fez as malas

novamente, só que para a Nova Zelândia, onde acabou se casando e residindo por 20 anos. Na época, não trocamos mais cartas extensas, pois a tecnologia nos permitia estarmos próximas de maneiras diversas. Todos os dias, sem exceção, nesses anos to-

dos, nunca deixamos de nos comunicar. Seja por e-mails, telefonemas, mensagens no WhatsApp e longas conversas pelo FaceTime, aplicativo que permite fazer chamadas gratuitas para outros celulares e cuja lógica até hoje não entendi. Trocávamos fotos, recados,

experiências importantes e também bobagens. Muitas bobagens, diga-se de passagem, que tornam nossos dias mais leves. Fotos como a do risoto de funghi que ela ama, ou da sopa de ervilha enlatada que a preguiça me levou a fazer no último fim de semana. Fotos da cachorrinha que acabara de subir, imunda, no meu sofá; do vestido novo que comprei e sobre o qual queria sua opinião... Quando o assunto era sério e requeria mais atenção, nos falávamos pelo telefone. Não importa como; seja por meio de cartas, e-mails, mensagens no celular, conversas por telefone ou Skype, tanto faz, o que realmente importa é manter vivos os nossos contatos. Não deixar que se perca o que construímos durante toda uma existência. Grandes amigos e família, mesmo que distantes, são pra toda a vida. Um telefonema a uma mãe, que, ansiosa, aguarda pela voz do filho ausente, ou a uma amiga querida, que o destino distanciou, é imprescindível. Também é bom saber que, às vezes, um simples “oi” enviado pelo WhatsApp já é o suficiente para tornar o dia de alguém mais feliz. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


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habitar

PERSONALIZAÇÃO: ARQUITETOS DÃO VIDA AOS NOVOS EMPÓRIOS GOURMET, VALORIZANDO O NEGÓCIO HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Projeto da arquiteta Ana Lívia Werdine

Outono:

décor de

transição

Estação é boa oportunidade para preparar imóvel para os dias mais frescos


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habitar

Na segundafeira (20) tem início o outono – estação que é caracterizada no Brasil pelo clima ameno: nem muito quente, nem muito frio. Com a temperatura menos abafada do que no verão, a época favorece algumas pequenas mudanças no visual da casa para torná-la mais aconchegante para os visitantes e, também, para os moradores. “O outono é uma estação que pede mais aconchego no lar. Para isso, podemos acrescentar alguns elementos à decoração que ‘esquentam’ o ambiente e trazem mais conforto, como almofadas, mantas e tapetes. Claro que não indicamos decorar a casa toda de acordo com a mudança da estação do ano, mas essas alterações podem ocorrer em alguns elementos e fazer uma grande diferença”, afirma a arquiteta Ana Lívia Werdine. Segundo ela, a tendência para a decoração de ambientes é o conforto em qualquer época do ano, porém, o outono traz um estímulo maior para repensar alguns itens do décor. “Essa estação incentiva ainda mais as escolhas tanto em tecidos que tragam conforto, como o linho e a camurça, quanto em móveis macios e cantinhos que favoreçam o bem-estar, como um ‘estar’ perto de lareiras, poltronas para relaxamento, sofás retráteis, entre outros”, destaca.

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Renata Abritta

CORES Entre os temas destacados pela Pantone (autoridade em cores no mundo) como referência para o design de interiores em 2017 está o “Forest Bathing”, que refere-se a uma técnica japonesa chamada shinrin-yoku (banho de floresta). “O tema é uma boa pedida no outono, pois mostra como estar cercado pelo verde é relaxante, restaura e encoraja. A gente traz muitas opções verdes e azuis esverdeadas que contrastam com cores púrpuras e beges, como folhas outonais. Para trazer um pouco de alegria refrescante, reproduzimos a cor lima ácida chamada “acid lime’”, explica Blanca Liane, embaixadora da Pantone. COMBINAÇÃO Ana Lívia salienta que os tons de verde indicados pela Pantone também podem ter destaque combinados com outros tons, como laranjas e vermelhos. “O outono também combina com cores mais quentes, como marrom, bege e laranja. Essas cores trazem maior aconchego. Elas podem ser adotadas em almofadas, roupas de cama, papel de parede, capas para sofás e cadeiras, mantas e adornos”, enumera. A decoração pode ser arrematada com alguns itens, como arranjos de plantas com folhas secas e velas. “São escolhas certeiras para criar um clima mais outonal”, completa Ana Lívia.

Clima Projeto de Ana Lívia Werdine tem tons neutros, tapete e cortinas que aumentam aconchego

OUTONO> Estação é boa oportunidade para aumentar o aconchego do lar

Nem muito quente, nem muito frio... JOMAR BRAGANÇA/DIVULGAÇÃO

HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Tapete ‘quentinho’ no projeto de Ana Lívia RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

Projeto do CLS Escritório tem móveis e estampas em tons terrosos que criam clima quente no décor

Colcha de crochê no projeto de Melina


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O outono é uma estação que pede mais aconchego no lar. Para isso, podemos acrescentar alguns elementos à decoração que ‘esquentam’ o ambiente e trazem mais conforto, como almofadas, mantas e tapetes RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

O local ideal para a adega é no porão da casa, sem janelas

O abajur completa o conforto; projeto de Melina Mundim HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

Neste projeto de Ana Lívia, o quadro possui cores que combinam com o outono, com tons terrosos e complementares RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO

Projeto de Melina Mundim possui muitas tonalidades de verde, que são tendência em 2017

Estação para degustar tintos O outono é considerado por especialistas a estação perfeita para degustar alguns tipos de vinhos tinto, como Aragonez, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Touriga Nacional, Syrah, Trincadeira etc. Se você é um apreciador da bebida, pode aproveitar o período para receber os amigos em sua adega e entrar definitivamente no clima outonal. Mas se você pensa que não dispõe de espaço para ter uma adega, saiba que qualquer canto da casa pode ser planejado e adaptado para abrigar os vinhos. Lembrese de que luz, umidade e ca-

lor são fatores que não harmonizam com as garrafas. “O local ideal é no porão da casa, sem janela. Quem não tiver essa opção pode adquirir uma adega climatizada. Hoje em dia elas são disponibilizadas em vários tamanhos e formatos e podem estar embutidas no mobiliário. Existem modelos clássicos, inovadores e até retrô”, afirma a arquiteta Lilian Fajardo. Se ter sua adega é um plano que você tem deixado de lado, aproveite a chegada do outono para colocar as mãos à obra. (RA)


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VISÃO> Espaços têm o charme dos mercadinhos antigos, mas com a eficiência da modernidade

Novos empórios gourmet investem na arquitetura DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Os novos Da empórios esRedação tão em alta e, como os mercadinhos de outrora, proporcionam um contato personalizado com os clientes. Apesar dos moldes das décadas passadas, os espaços estão mais modernos, graças à arquitetura que, além de dar vida e beleza ao comércio, também ajuda a valorizar o negócio. A arquiteta Simone Rocha, por exemplo, planejou e decorou o Empório Du Carmo, onde o proprietário buscava uma atmosfera acolhedora e amigável para o seu estabelecimento. “Como a loja possui dimensões bem reduzidas e um pé direito extremamente baixo, tivemos que buscar soluções para conseguir expor um número significativo de produtos, tornando a loja viável do ponto de vista comercial e garantindo, além disso, uma circulação confortável”, diz. Para conduzir o projeto, a arquiteta trabalhou com três pontos principais: ambiente aconchegante, tratamento personalizado e oferta de produtos diferenciados. Dessa forma, o empreendimento ganhou ares de mercadinho do interior e conseguiu se destacar no comércio local. “O visual da loja é o primeiro aspecto capaz de convidar um cliente a entrar e deve ser complementado por uma boa experiência no momento da compra, para garantir o sucesso da venda e o retorno do cliente”, avalia. O administrador de empresas Marcelo Jácome, proprietário do Empório Du Carmo, aprovou o resultado. “Focamos em um estilo vintage e no melhor aprovei-

Prazer Neste projeto de Estela Netto, Empório foi criado para que o cliente curta o momento da compra

HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO

tamento do espaço, pois a loja tem somente 25m². O projeto foi tão bem feito que eu consegui aproveitar um espaço mínimo e, hoje, para se ter uma ideia, estou com 960 itens diferentes na loja”, conta. RESGATE Conforme ressalta a arquiteta Estela Netto, existem serviços e produtos que resgatam outras épocas e, portanto, estimulam a criação de estabelecimentos como os empórios e as barbearias, que também voltaram com tudo. A arquiteta, porém, ressalta a importância

de se adequar esse modelo do passado aos dias de hoje. “Atualmente, nossas demandas são diferentes das que tínhamos nas décadas de 40 e 50, inclusive o tempo que temos para fazer a compra, o tipo de iluminação, o concorrente ao lado. Possuímos, na verdade, uma lógica totalmente contemporânea de projeto que se apropria de alguns elementos estéticos daquele universo que a gente está reprisando”, esclarece. Para Estela, esse tipo de comércio é uma tendência devido ao momento em que estamos. “As pessoas volta-

ram a cozinhar e a receber em casa, e o anfitrião quer ter uma experiência de compra mais agradável do que apenas encher o carrinho de coisas. Ele quer produtos mais exclusivos, marcas melhores para poder testar as receitas. Vemos isso acontecendo com azeite, cerveja, vinho. As pessoas querem comprar produtos melhores, e os empórios podem vender itens mais exclusivos e de um jeito que possibilita o comprador curtir mais o momento, descobrindo outras possibilidades. Você se distrai, se envolve com a compra”, finaliza.

DANIEL MANSUR/DIVULGAÇÃO

Empório com layout retrô, mas com toda a modernidade que o consumidor atual exige; projeto de Estela Netto Projeto de Simone Rocha tem uma atmosfera amigável


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ANUNCIE A SUA EMPRESA NESTA PÁGINA. FAÇA COMO O BUFFET SAUSALITO E O RESTAURANTE MINAS II. LIGUE PARA (31) 2138-3900 E SE INFORME.

FESTAS> Buffet Sausalito e Restaurante Minas II promovem eventos personalizados na capital

Foco no perfil do cliente Formatura, casamento, batizado, aniversário, confraternização empresarial. Independentemente de qual é a ocasião, as pessoas sempre sonham com um evento que agrade tanto a seus gostos quanto ao de seus convidados. “Cada festa é única e, por isso, tem que ser personalizada”, afirma a proprietária do Buffet Sausalito e do Restaurante Minas II, Mariana Abranches. Para escolher o melhor buffet e o melhor local para realização de eventos, a primeira dica é pesquisar, buscar informações e referências. “Há inúmeras opções na cidade. Por meio de uma boa pesquisa é possível identificar quais são as melhores”, garante Mariana. Depois disso, é preciso fazer levantamentos e pedir um orçamento para verificar se os valores condizem com o investimento pretendido. “Também é aconselhável visitar o local onde a festa será realizada e, no caso do buffet, é indicado fazer degustações antes de decidir o que entrará para o cardápio”, aconselha ela. Márcia Xavier

PERSONALIZAÇÃO É conversando com o cliente que o Buffet Sausalito busca atender o que ele deseja. “Aqui nós oferecemos desde cafés da manhã até almoços, jantares, chás e brunchs. Mas toda festa é um desafio

para nós. Queremos transformar os sonhos dos clientes em realidade. Por isso, zelamos pela melhor qualidade”, pontua Mariana. O buffet e o Restaurante Minas II também dão suporte e orientação para todos os clientes que recorrem a eles. “Assessoramos em relação a todos os itens da festa, realizando qualquer tipo de evento, dos mais simples aos mais sofisticados, com opções de cardápio para todos os perfis”, destaca a empresária. SERVIÇOS O Buffet Sausalito e o Restaurante Minas II funcionam juntos e também de forma separada. “Trabalhamos com o buffet não só em eventos no restaurante. Atendemos em qualquer lugar, em todas as ocasiões que tenham comida. Nossa matéria-prima é de primeira qualidade e nosso serviço tem inúmeras particularidades. Para preservar os produtos, por exemplo, faSAIBA MAIS Buffet Sausalito e Restaurante Minas II Endereço: Avenida dos Bandeirantes, 2323, Minas II, bairro Mangabeiras, Belo Horizonte Contato: (31) 3282-7663, (31) 3227-0338, (31) 3287-4422 ou restauranteminas2@yahoo. com.br e comercial@buffetsausalito.com.br Site: www.buffetsausalito.com.br

zemos o transporte em veículos refrigerados, sem o risco de deteriorar”, comenta Mariana. Ela ainda ressalta que, para fazer a diferença e tornar todos os momentos marcantes, são oferecidos no buffet entradas quentes, frias, assadas e pratos diversos, que agradam a todos os paladares. “Para que cada festa fique na memória dos convidados, a nossa cozinha está ajustada para atender as tendências e também para fazer criação de cardápios variados, sempre com novidades a cada mês”, frisa ela, ressaltando que a equipe do buffet é extremamente qualificada. “Nossa equipe é composta por chef de cozinha, cozinheiros, garçons e recepcionista, todos altamente qualificados e treinados para oferecer o melhor para cada ocasião e atender às necessidades dos clientes”, diz Mariana. Com aproximadamente 400 metros quadrados, o Restaurante Minas II tem capacidade para receber 250 pessoas, conta com arcondicionado central e uma área separada de boate. “O salão em si é muito bonito. Decorado fica ainda mais deslumbrante”, ressalta. Localizado no bairro Mangabeiras, em Belo Horizonte, o restaurante conta, também, com uma bela vista da cidade. “Para o restaurante há várias opções de layout e disposição das mesas, de acordo com a necessidade do cliente, de decoração e ambientação”, ressalta Mariana.

FOTOS BUFFET SAUSALITO/DIVULGAÇÃO

Requinte Restaurante Minas II e Buffet Sausalito se unem para prestar bom serviço

Decoração do Restaurante Minas II valoriza o espaço e é um dos destaques dos eventos

Buffet conta com variedade de pratos, desde entradas frias e quentes até sobremesas


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WServiço. Turista usa saque do FGTS para viagens e intercâmbios. Página 7 SEBRAE/CE/DIVULGAÇÃO

WAbav. Feira mineira lançou pacotes para a temporada 2017/2018. Página 2 pampulha

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Paraísos perdidos De sul a norte do país, cinco destinos que os brasileiros ainda estão por descobrir. Páginas 4 a 6


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paulo campos paulocampos@otempo.com.br

personagem da semana Como o senhor avalia o Salão do Turismo deste ano?

Luiz Carlos Braga (Mercado Central), José Maurício (AbavMG) e Paulo César Pedrosa (Sindhorb)

Tivemos o dobro de participantes em relação ao ano passado. O ano de 2016 foi difícil, atípico, no auge da crise, mesmo assim não deixamos de fazer a feira. Mas, sem dúvida, este ano foi melhor, mais fácil, e estamos satisfeitos.

Qual foi o volume de público e o crescimento do evento em relação a2016?

José Maurício de Miranda Gomes,

presidente da Abav-MG, faz uma avaliação da feira de turismo deste ano

Em relação ao público, batemos o recorde de inscrições antecipadas, tivemos mais de 900 inscrições de agentes de viagens, coisa que jamais havia acontecido. Sabemos que o pessoal deixa para a última hora e não faz inscrição. Então, com esse número antecipado temos certeza que ultrapassamos a casa

de cerca de 2.000 pessoas circulando no evento. Tovemos também com a presença de 50 expositores e 6 âncoras.

camos sempre trazer as companhias aéreas, as redes hoteleiras, os operadores, para que eles possam mostrar novas tendências do setor.

Comoéaexpectativa daAbav paraesteano? A gente realmente deixou de ter expectativa, e hoje nós temos uma realidade: fechamos 100% o salão com muita dificuldade, mas conseguimos. Inclusive, algumas empresas quiseram participar na última hora, mas, em função da lotação do espaço, ficaram de fora.

Por que salões como esse da Abav ainda são importantes para o setor? É importante para trazer novidades para o mercado, fazer com que essas novidades cheguem com facilidade para os associados e os agentes de viagens. Bus-

Quem foram os principais apoiadores do evemto deste ano? Os âncoras foram a Secretaria de Turismo de Minas Gerais (Setur-MG), a Bahiatursa e o CNTUR/Sindhorb.

Que ações a Abav pretende implementar ainda neste ano? Ainda temos as feiras no interior do Estado, além de palestras, workshop e o Festival de Turismo de Ouro Preto, que está em fase de construção, mas com entendimentos avançados. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO ÇÃO

Equipe Abreu Viagens: Breno Baeta, André Bernardes (gerente da filial) e Bruno Baeta

Alfredo Savi (SS Viagens), André Rossi (gerente da Visual) e Luiz Cláudio Barros (Visual Turismo)

Da Frontur Consolidação, Daniel Toledo, também da Latam Travel, e Moacir Lopes Barbosa Filho

Da equipe da Tia Eliane, Denise Carvalho, Eliane Boechat, a Tia Eliane, e Júlio Froés

Da Bahia, Gualter Santos, Marcos Almeida (Bahiatursa), Marinês Pinto e Lelo Dias

Paulo Lanari, Eduardo Ragassi (Ramada Macaé), Guilherme Braga (Macaé CVB) e Bruno Magalhães

Direto da Bahia para BH, Silvana Lins e Nathália Barbosa, da rede Iberostar, na Praia do Forte

De Salvador, a executiva de contas do Fera Hotel, Nara Laudano, com Paulo Testa (Interpool)

Cristina (Condotti Turismo), Jaqueline e Eugênio Pachelle (Lusanova), Maria José (Volée)

A dupla Rodrigo Oliveira e João Cruz, da FRT Operadora, divulgando os produtos de Foz

Karel Musa e Fátima Araújo, da ABC Turismo, que agora trabalha com outros fornecedores

Consuelo Leão e Frederico Bauer, da Bauer Turismo, divulgando pacotes de Mapaplus

Celso Andrade (seguro de viagem Coris) e Thiago Brant (executivo de contas da Gol em MG)

No ramo das representações, Leonardo Marinho (Hotel Consulte) e Bruno Bahia (Toko Village)

José Maurício (Abav), Lourdinha (Lourdinha Turismo), César Neves e Sérgio Vieira (Mundi Travel)

Da Flytour, Washington Silva, Ronaldo Faria, Eduardo Vansan, Letícia Alvarenga e Liene

EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

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check in/check out

Parceria no turismo O BH Mercure Lourdes, gerenciado por Rodrigo Mangerotti, firmou parceria com o receptivo Sette Turismo para oferecer não só passeios para os hóspedes na capital mineira e arredores (Inhotim, cidades históricas, Circuito Cultural Praça da Liberdade), mas para dar treinamento à equipe interna. A proposta é mais ampla: capacitar os funcionários a fornecer informações turísticas aos hóspedes acerca de restaurantes, atrativos, baladas etc. O visitante também pode ganhar vouchers com descontos em diversos estabelecimentos.

Parceria na comunidade

Jazz às quintas

Campanha nova

Embora o público do BH Mercure Lourdes sejam os turistas, o hotel está trazendo cada vez mais o não hóspede para perto do hotel. Além da feijoada aos sábados, aberta ao público, há serviços que agregam valor à hotelaria, como o salão de beleza Ame Blanche e a floricultura Fresh Flowers. É a Accor acompanhando as novas tendências do mercado.

O Sargas Restaurante, no Mercure Lourdes, lançou o projeto Sargas Jazz, que terá quinzenalmente noites dedicadas ao estilo. Para inaugurar a programação, o convidado foi Túlio Araújo (pandeiro). “A idéia é criar um ambiente agradável unindo boa música, vinhos e gastronomia de qualidade”, conta o gerente do Sargas, Luís Veríssimo.

A modelo estreante Karolina Fonseca irá estrelar a nova campanha publicitária do Guia Viajar +, parceiro de caderno nosso caderno de turismo. “Buscamos tornar o guia, que desempenha papel de um roteiro de ofertas para o agente multimarcas, em um produto mais atrativo e melhor ilustrado”, afirmou Renato Lomas, diretor da publicação.

Rodrigo Mangerotti, gerente geral do BH Mercure Lourdes


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

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O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

Noite de BH

Cervejaria artesanal O FürstTapRoom (rua Bernardo Guimarães, 2.612), pub inspirado em similares irlandeses, abriu as portas na terçafeira (14). A casa oferece a cerveja artesanal Fürst em chope e garrafas, além de petiscos diferenciados, como o torresmo com geleia de tangerina picante e o pirulito de bacon. São receitas mineiras que ganharam toque dos chefs Zito Cavalcante e Rodrigo Baeta para se harmonizar com as propostas cervejeiras.

St. Patrick’s Day

Tradição irlandesa O St. Patrick’s Day acontece neste sábado, a partir das 12h, no Pátio Cervejeiro da Backer. Entre as atrações estão o Chopp Irish Green (chope verde), decoração temática, campeonato de chope em metro, concurso de barba e bigode e prêmios para a melhor fantasia. As atrações ficam por conta das bandas Seu Madruga, Taverna, Hans e Ca$h. Os ingressos já estão à venda no site www.centraldoseventos.com.br.

turismo

Paraísos perdidos

Quando o olhar não se cansa de admirar Paisagens inimagináveis quese descortinam em praias selvagens,praticamente desertas, cachoeirasúnicas e ilha singular Tânia Ramos taniaramos@otempo.com.br

Que o Brasil é um belíssimo país não se discute. O surpreendente é que ainda podemos descobrir, aqui, destinos fora dos roteiros convencionais, quase desertos, mas simplesmente imperdíveis. Por isso, estamos estreando nesta edição a série “Paraísos perdidos” e, dentre eles, selecionamos cinco atrações de cair o queixo: as cachoeiras do El Dorado, no Estado do Amazonas, na divisa com Roraima, e do Formiga, no Jalapão, em Tocantins; a ilha de Superagui, no Norte do Paraná, próximo à divisa com São Paulo; e as praias Barra dos Remédios, no Ceará, e Riacho Doce, no

Espírito Santo.

Cachoeira do Formiga Um dos destinos mais inusitados do país, ao lado dos Lençóis Maranhenses – só que essas dunas de areia branca e lagoas formadas pelas águas das chuvas já integram rotas turísticas tradicionais –, o Jalapão, em Tocantins, reserva ao visitante uma beleza árida, entrecor-

tada por verdadeiros oásis de águas cristalinas e singular vegetação. Um exemplo é o capim dourado, produzido apenas na região e com o qual se fabrica, hoje, adornos sofisticados, de bijuterias a peças de decoração. Na paisagem, que se descortina por 34 mil km² de nove municípios (apenas quatro deles se destacam no roteiro turístico), encontram-se chapadões e serras, com vegetação de Cerrado e clima de Savana – o mesmo do interior da África – , em meio a dunas de tons terrosos e alaranjados, que chegam a 40 m de altura. A curiosa região ainda é

EMERSON SILVA/DIVULGAÇÃO

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banhada por nascentes e rios que correm por singulares formações rochosas das quais despencam impressionantes cachoeiras, que deságuam em poços cristalinos, ideais para se refrescar naquelas temperaturas escaldantes de deserto africano. Nesse cenário, uma parada obrigatória: a cachoeira

do Formiga, com um poço de águas cristalinas verdeesmeralda, de cerca de oito metros de diâmetro. Situada em Mateiros, distante 310 km de Palmas, a capital do Tocantins, a cachoeira do Formiga tem esse nome emprestado do rio homônimo, cuja nascente está a 1,5 km dali. TADEU BIANCONI/DIVULGAÇÃO

Riacho Doce, em Conceição da Barra, no Espírito Santo

Como chegar Barra dos Remédios Carro/ônibus: De Fortaleza pela BR–222 e, em Caucaia, entre na CE-085 e siga por 300 km até Granja, onde pega a CE–364 por 28 km até Camocim. Expresso Guanabara (88 - 3621-0407) faz a linha até Camocim. Riacho Doce Carro/ônibus: Seguir de Vitória pela BR–101 até Conceição Barra (a 249,5 km), seguindo por mais 65 km até Riacho Doce (inclui estrada de terra). A Viação Águia Branca (0800 725 1211) faz a rota até Conceição e a Mar Aberto (27 - 3762-2093) finaliza.

Duas praias singulares nas regiões Sudeste e Nordeste Com a popularidade de alguns destinos do litoral capixaba, fica difícil, às vezes, o turista se dar conta de que o Espírito Santo tem muito mais a oferecer. É o caso da praia Riacho Doce, onde deságua o riacho de águas escuras que dá nome ao local, situado no município de Conceição da Barra (ES), na região Sudeste. Quase deserta, essa praia ainda se destaca por formações de corais e, em 2008, foi eleita pelo guia

“Quatro Rodas” como a segunda praia deserta mais bonita do Brasil.

Barra dos Remédios No Nordeste, uma parada obrigatória é, sem dúvida, a Barra dos Remédios. Na Rota das Emoções, que compreende três Estados – Ceará, Piauí e Maranhão –, essa praia também protagoniza o encontro do rio dos Remédios com o mar, porém oferece um atrativo extra: as dunas em forma de

cone, consideradas as mais altas do Ceará, que se amontoam por sua faixa de areia, completamente deserta na maior parte do tempo. Móveis, essas formações modificam o ambiente o tempo todo, surpreendendo os visitantes. Por causa da maré típica dos mangues, a área ainda possui uma rica fauna. A praia de Barra dos Remédios fica a 16 km do centro de Camocim, o município ao qual pertence.


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Cachoeira do Formiga, em Mateiros, no Jalapão

SEBRAE-CE/DIVULGAÇÃO

No vasto Brasil, temos muitos tesouros que serão mostrados na série “Paraísos perdidos”

A deserta praia de Barra dos Remédios, no município de Camocim, no Ceará CARLOS GROHMANN /TERRASUB/ REPRODUÇÃO

Cachoeira do El Dorado fica no monte Tantalita, na serra do Curupira, no Amazonas

Serviço Como chegar: Jalapão De carro: De Palmas a São Felix do Tocantins, segue pela TO-030, que liga à TO-110; ou vai de Ponte Alta do Tocantins a Mateiros pela TO-255. Cachoeira El Dorado De barco: Desde Barcelos, continuando por trilha até o

topo da serra. Sites: . www.amores.es.gov.br . http://www.gestour.com.br/ camocim . http://turismo.to.gov.br/regioes-turisticas/encantos-dojalapao/ . https://barcelosnanet.com/ cachoeira-do-el-dorado-barcelos-am/ . www.guaraquecaba. com.br

Mais alta cachoeira do Brasil A serra do Aracá, que faz parte do Planalto das Guianas, é um imenso escudo rochoso que guarda inúmeras belezas naturais, como a cachoeira do El Dorado (ou do Aracá), considerada a maior queda d’água do país, com 353 m de altura, distante 200 km do município de Barcelos e 405 km da capital amazonense, Manaus. Rodeada por imensos paredões revestidos pelo verde da floresta, no meio de um estreito vale, a cachoeira do El Dorado requer uma visita desde o topo da serra de onde desaba – dali ainda se contempla a imensidão da floresta Amazônica como um imenso tapete verde, que se estende à linha do horizonte – até a piscina natural que se forma em sua base, embora boa parte do colossal jato d’água se desfaça com o vento, devido a sua altura equivalente a um prédio de 126 andares. O nome da cachoeira de El Dorado, reza a lenda, deve-se a uma suposta cidade de ouro que teria existido ali há séculos e que cujas ruínas estariam encobertas pela floresta.


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Paraná

Ilha isolada seduz visitantes Superagui é um tour exclusivo, comricasfauna e flora,além da prática deatividades náuticas PR TURISMO/DIVULGAÇÃO

Hoje parque nacional, Superagui já foi habitada por índios tupiniquins e guaranis

Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

A ilha de Superagui (nome que significa, em tupiguarani, “rainha dos peixes”) fica no município de Guaraqueçaba, no Paraná, dentro do parque nacional homônimo, eleito Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco, em 1999. Logo, é um destino único, com visitação controlada, ideal para quem busca sossego e diversão em meio à natureza. Para chegar até lá, o visitante precisa pegar uma embarcação em Guaraqueçaba ou em Paranaguá e viajar por cerca de três horas. Porém, esse bate e volta será mais do que recompensado. Mesmo que o interior do Parque Nacional do Superagui não seja aberto à visitação, seu entorno, de 339 km de perímetro, oferece atrativos de sobra. Com 38 km de orla, a

praia Deserta é a mais “badalada” da ilha. Nesse trecho, o visitante pode se deleitar com o sol, praticar esportes náuticos, andar de bike ou caminhar por longas trilhas de quatro a sete horas de duração. Nelas, o visitante pode se deparar com plantas de várias espécies e madeiras nobres, a exemplo de jacarandás, ipês, figos, orquídeas, caxetas, jevirás, palmeiras, guapés e guanandis, assim como animais ameaçados de extinção: micoleão-da-cara-preta e papagaio-da-cara-roxa. Deste mês até abril, ainda é possível ver pássaros inexistentes na fauna brasileira, pois é quando ocorre a migração de aves dos países nórdicos para a ilha. Mas, em qualquer época do ano, não é possível despedir-se do local sem, antes, admirar a revoada dos papagaios-dacara-roxa no fim do dia.

Outros paraísos já comercializados São Miguel do Gostoso (RN) Cinco dias a partir de R$ 1.459 (12 x de R$ 121), com 4 diárias no Enseada dos Mares. Saída em 23/5. Praia dos Carneiros (PE) Cinco dias a partir de R$ 1.707 (12 x de R$ 142), com 4 diárias na pousada Baía dos Corais. Saída em 22/5. São Miguel dos Milagres (AL)

Cinco dias a partir de R$ 1.763 (12 x de R$ 146), com 4 diárias no Angá Beach. Saída em 8/05. Canoa Quebrada (CE) Cinco dias a partir de R$ 1.908 (12 x de R$ 159), com 4 diárias na pousada Jardim dos Orixás. Saída em 15/5. Quem leva: CVC Inf.: www.cvc.com.br


turismo

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LUCIANA BRUM/AGÊNCIA O GLOBO

Oportunidade

Onde fazer

Uma opção rentável

Destino: Buenos Aires Preço: A partir de R$ 3.016,45 por pessoa Duração: 2 semanas de espanhol (Escola Coined, acomodação em casa de família (quarto duplo), com café + taxa de matrícula e material didático)

para turbinar a carreira Operadores e agências deintercâmbio estão incentivandoos viajantesa utilizar conta inativa do FGTS para aprimoramento deidioma ou profissional no exterior Tânia Ramos

taniaramos@otempo.com.br

A liberação de saque das contas inativas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) pelo governo federal, destinada a tirar os trabalhadores do vermelho e fazer a combalida economia girar, também terá aplicações mais eficazes: intercâmbio. Muitos jovens – ou nem tanto –, a fim de se preparar melhor para garantir a empregabilidade nesse restrito mercado, vão usar esse dinheiro extra para realizar o sonho de fazer um curso de línguas ou se especializar no exterior.

Operadoras e agências atuantes no segmento de estudos garantem que, tão logo o governo anunciou a disponibilização das contas inativas, houve um aumento na solicitação de orçamentos e consequente fechamento de pacotes de intercâmbio. Na CVC, por exemplo, essa demanda, principalmente por jovens com mais de 25 anos, já chegou a mais de 30% neste primeiro trimestre, na comparação com igual período de 2016. “Esses números positivos, mesmo em um período de instabilidade econômica, têm mostrado que a competitividade no ambien-

te de trabalho, somada a uma maior necessidade de diferenciação curricular, tem estimulado os profissionais a otimizarem o período de folga para aperfeiçoar o domínio do idioma”, observa a diretoria da CVC. Essa realidade, segundo a operadora, também vem sendo sentida pela Experimento Intercâmbio Cultural, empresa especializada em intercâmbios recém-adquirida pelo grupo CVC.

Espanhol Com isso, quem está de mala e cuia para a capital chilena, Santiago, é a nutricionista de Resende (RJ) Juliana Simioni. No último

Destino: Londres Preço: A partir de R$ 4.963,75 por pessoa Duração: 3 semanas de inglês (Escola Kaplan, acomodação em casa de família (quarto duplo), com café e jantar + taxa de matrícula e material didático + traslado aeroporto/acomodação) Santiago (foto) e Buenos Aires têm ótimo custo-benefício para estudar espanhol

dia 10, ela sacou seu FGTS e, agora, só está esperando a confirmação das férias para definir o período da viagem e dos estudos, mas já está com o pacote contratado na “operadora em que confia”, frisou Juliana. Ela fará três semanas de curso intensivo de espanhol para iniciantes e, na semana restante, vai visitar os

atrativos de Santiago, além de estender a viagem ao deserto de Atacama. “Eu não vejo melhor investimento para esse recurso do FGTS do que em cultura e conhecimento de novos lugares e de pessoas”, observa a nutricionista, que, em 2009, cursou nove meses de inglês em Manchester, na Inglaterra.

Destino: Vancouver Preço: A partir de R$ 5.705,84 por pessoa Duração: 4 semanas de inglês (Escola Kaplan, acomodação em casa de família (quarto individual), com café e jantar + taxa de matrícula + taxa de colocação na acomodação e material) Operadora: Experimento Intercâmbio Cultural-CVC


8 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia 18 de março de 2017

Belo Horizonte


WMoto. Honda PCX mostra praticidade nos deslocamentos urbanos. Págs. 14 e 15

HONDA/DIVULGAÇÃO

WInterCâmbio. Depois de Opel e PSA, Grupo FCA pode unir-se à GM. Pág. 10 pampulha

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BELO HORIZONTE Sábado 18/3/2017

No embalo do mercado

W

Honda lança o WR-V, um crossover derivado do Fit, mas com mudanças no design e na suspensão. Págs. 12 e 13


W 10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Nasemana passada, ocupamos nosso espaço para revelar os bastidores do último grande negócio ocorrido entre montadores de automóveis e que envolveu a francesa Peugeot-Citroën e a alemã Opel. Para refrescar a memória, no pacote foiincluída, também, a compra da inglesa Vauxhall, que atua no Reino Unido, e também faz parte do acervo de marcas que formam a GM. A compra das duas marcas pela PSA faz nascer o segundo maior grupo automotivo da Europa, atrás da Volkswagen e à frente da Renault, e o valor do negócio foi de € 2,2 bilhões. Ao final do texto mencionamos que não devem pa-

Raimundo Couto

O dono do mundo rar por aí as negociações entre grandes fabricantes e que teria italiano querendo se casar com americano. E olha que isso não é de hoje. Estamos nos referindo ao interesse que demonstrou o executivo número 1 da FCA (Fiat Chrysler Corporation), o italiano Sergio Marchionne, em uma fusão de seus ativos com os da GMC – General Motors Corporation –, união esta, que se por acaso um dia sair do campo das especulações e deixar de ser apenas um objeto de desejo do responsável pela operação da FCA, resultaria na maior

montadora do mundo. Antes de entrarmos no assunto propriamente dito, vale lembrar que uma tentativa neste sentido foi feita há mais de uma década. Mas não seria como pretende, hoje, Marchionne, propriamente uma fusão entre os dois fabricantes. Naquela ocasião a GM compraria a Fiat, e para isso chegaram a assinar um protocolo de intenções, em que estava prevista uma vultosa multa contratual caso o negócio não fosse efetivado. Preliminarmente, se uniram para produzir, em conjunto, os motores para suas respecti-

vas linhas de produtos, e na sequência os americanos assumiriam as demais etapas. E não é que para a sorte da Fiat o negócio andou para trás? Isso porque a citada multa bilionária pela desistência fez com que a saúde da montadora, que andava mal das pernas, fosse recuperada. Cada uma seguiu seu caminho, a GM, poucos anos depois entrou em uma bancarrota e foi salva pelo governo norte-americano, e a Fiat, ao contrário, cresceu, investiu, assumiu o passivo para levar a marca Chrysler e colocar os dois pés na América.

E agora o assunto volta à baila com o executivo italiano sondando o interesse da GM emumafusão com“sua”FCA. Para ajudar a convencer os dirigentesamericanos,apelapara o discurso do atual presidentedosEUAqueexaltaanecessidadedeconcentrarinvestimentos no país. Marchionne acredita que a fusão da FCA comaGM agradariaa Trump. Na verdade, a GM nega interesse nesse acordo. O certo é que uma negociação deste porte criaria a maior companhia automotiva norte-americana e o maior conglomerado do mundo no setor e teria se-

de nos Estados Unidos. Favorável pela consolidação entre as empresas do setor automotivo, a fusão global entre montadoras contribuiria para o compartilhamento dos custos cada vez mais elevados. Contudo, um grande e considerável entrave tende a impedir o andamento destes entendimentos, a General Motors tem valor de mercado estimado em US$ 57 bilhões, com faturamento anual de US$ 156 bilhões, a FCA é avaliada em US$ 20 bilhões e registrou receita de € 96 bilhões em 2014. Sem contarque a FCA tem uma grande dívida industrial. Caso sejam aparadas estas complexas arestas, mais nada impediria a fusão GMC-FCA, o negócio tem total aprovação da família Agnelli, detentora da maior participação acionária no conglomerado italiano. Inclusive o herdeiro John Elkann, presidente do conselho da FCA, teria afirmado que a companhia pretende agir com determinação para fechar negócio no caso de um acordo entre as partes. Pode ate ser que não aconteça,mas se onde há fumaça, há fogo, quem sabe...


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

Híbrido

Volvo XC90 T8 chega ao Brasil A Volvo começou a vender no Brasil as versões T8 do XC90. Elas trazem um motor elétrico de 87 cv associado ao propulsor 2.0 turbo de 320 cv; juntos, eles desenvolvem potência combinada de 407 cv. As baterias de íon-lítio são carregadas em duas horas e meia, com o veículo ligado a uma tomada de 220 volts. Segundo o fabricante, o SUV consegue fazer até 15,8 km/L. Estão disponíveis duas configurações de acabamento: Inscription, por R$ 456.950, e Excellence, por R$ 519.950. Ambas têm tração integral. VOLVO/DIVULGAÇÃO

super motor Lançamento

Ele não quer ser outro aventureiro Honda lança o WR-V, crossover derivado do Fit, mas compersonalidade própria;modelo chega emduas versões,compreços que vão de R$ 79,4mil até R$ 83,4mil Raimundo Couto De Foz do Iguaçu

Ele não tem concorrentes. É o único crossover (nome dado a automóveis que trazem em sua concepção características de segmentos variados) representante de uma categoria que não tem, ainda, definição. A única certeza é a de que ele está no meio do caminho entre os dois modelos da marca, o Fit e o HR-V. Falamos do novo Honda WR-V, feito a partir do corpo do Fit, mas com alma do irmão, líder neste mercado, o consa-

grado HR-V. O motor é o mesmo do monovolume, 1.5 16V flex de 116 cv de potência a 6.000 rpm e 15,3 kgfm de torque a 4.800 rpm. Apenas o câmbio automático CVT é oferecido. Não se pode negar a semelhança com o Fit: a lateral é a mesma, já frente e traseira receberam modificações para garantir personalidade própria ao WR-V. Parte da crítica vai batizá-lo de “Fitão”, mas o WR-V é muito mais que um veículo com apliques plásticos para se parecer com um fora-de-estra-

da: partes como para-choque, capô e faróis não são as mesmas do irmão Fit. Objetivamente, o WR-V é um carro para quem quer ter a sensação de dirigir um veículo mais alto e robusto, com a aparência de um SUV, com preço que cabe no bolso dos que não podem comprar o HR-V. Por isso, não deve canibalizar o Fit e ter vida própria dentro da gama de oferta da Honda. Mas isso só o tempo dirá. São duas as versões oferecidas, EX (R$ 79,4 mil ) e EXL (R$ 83,4 mil).

WO jornalista viajou a convite da Honda

Internamente, as medidas do WR-V são as mesmas do Fit

Conectividade é maior na versão top de linha Nas duas versões – EX e ELX – o WR-V traz de série um novo sistema de configuração dos bancos que permite diversos posicionamentos de assentos e a acomodação de objetos de grandes dimensões. O modo Utility, por exemplo, permite formar uma superfície plana, que amplia o espaço útil para acomodar bagagens, com mais de 1.000 L. Com os bancos em posição normal, o porta-malas comporta bons 363 L. Todas as versões do WR-V trazem airbags frontais e laterais e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), além de estrutura de deformação progressiva e barras de prote-

ção nas portas. A versão EX traz sistema de áudio com tela de cinco polegadas, onde são projetadas as imagens da câmera de ré. Esse sistema oferece conectividade via Bluetooth, USB e cabo auxiliar, além de leitor de CD player. No ELX há um sistema multimídia de sete polegadas com GPS, navegador de internet via hotspot, e conectividade via Bluetooth, cartão SD e duas entradas USB. A versão EXL traz ainda airbags laterais do tipo cortina. O WR-V é o primeiro veículo com desenvolvimento liderado pela área de P&D no país e será produzido na fábrica de Sumaré (SP). (RC)


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13 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO

Suspensão passou por alterações Diferente de outros modelos que têm apenas apelo visual, o WR-V, mesmo nascido do irmão Fit, ganhou suspensão exclusiva e adota amortecedores com batente hidráulico e diâmetro de cilindro reforçado, barra estabilizadora mais espessa, projetada para diminuir a rolagem da carroceria e garantir estabilidade mesmo com a altura do solo mais elevada. Os subchassis dianteiro e traseiro foram remodelados e

são mais robustos. As buchas frontais são mais resistentes, bem como a travessa de suspensão. O eixo traseiro tem seu desenvolvimento baseado no HR-V, mais rígida para proporcionar melhor dirigibilidade. Rodas e pneus também foram desenvolvidos especificamente para o WR-V. As rodas de 16 polegadas trazem composto de alumínio com liga diferenciada, que reduz o ruído de rodagem e

pneus 195/60. Pacote acústico com isoladores instalados em diversos pontos do carro contribui para o silêncio a bordo. O comprimento cresceu em 1 cm, e o carro mede 4 m, na largura o acréscimo foi de 3,9 cm, indo para 1,73 m. Na altura do solo, em relação ao Fit, o hatch aventureiro está 6,2 cm mais alto e o entre-eixos aumentou 2,5 cm (para 2,55 m). (RC)

Ângulo de ataque é de 21º, e o de saída, de 33º Em relação à do Fit, traseira traz extensores de lanternas e vinco na tampa do porta-malas


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

Recall

Yamaha abre dois chamados A Yamaha anunciou dois recalls, ambos para modelos de 2016 a 2018. Um deles, para motos R3 e MT-03, foi provocado por risco de incêndio, devido a uma falha no suporte do tanque de combustível. O outro, para Fazer 250, Lander 250, Ténéré 250, R3 e MT-03, se deve à infiltração de água em um chicote elétrico, o que pode causar pane. Informações pelo 0800 774 3738 e no site www.yamaha-motor.com.br YAMAHA/DIVULGAÇÃO

Thruxton R

Moto Triumph no BH Shopping Uma moto Triumph Thruxton R equipada com o inspiration kit Track Racer, que revive o clássico estilo café racer dos anos 60, está exposta até o fim de março na loja John John do BH Shopping. O modelo tem amortecedores Showa, pinças Brembo, suspensão traseira Öhlins e pneus hiperesportivos Pirelli Diablo Rosso Corsa. A ação é promovida pela concessionária Triumph BH.

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Moto

Personagem que habita os centros urbanos Honda PCX domina omercado de scootersno Brasil comdesign charmosoe praticidade nos deslocamentosdiários pela cidade Eduardo Rocha Auto Press

Aos poucos, o Honda PCX 150 vai quebrando a resistência dos motociclistas brasileiros e modificando a cara do trânsito nas grandes cidades. Quando foi lançado, em 2013, o total de vendas das diversas marcas e dos modelos de scooters no Brasil girava em torno de 35 mil unidades por ano, ou 2,3% do total do mercado. Em 2016, o PCX, sozinho, representou 2,2% do mercado total de duas rodas. O scooter da Honda aposta em uma imagem moderna e luxuosa. Foi atrás dessa sofisticação que a Honda apresentou na linha 2017 a versão DLX com pintura em marrom-escuro perolizado com banco e detalhes em marrom-claro. Essas características de refinamento aparecem também no farol em LED, no sistema startstop e no acabamento bemcuidado. Além, é claro, das vantagens inerentes a um

scooter, como o fato de serem mais confortáveis, disporem de escudo frontal que protege os ocupantes tanto da chuva quanto em pequenas colisões e ainda terem porta-trecos onde cabem alguns pequenos objetos. Sob o banco, o PCX acomoda 25 L de carga, o que resolve o problema de acomodar a mochila que amarrotaria a roupa e também elimina a necessidade, pouco elegante, de sair por aí com capacete em punho. Mecanicamente, o modelo não traz nenhuma característica muito inusitada e valoriza a confiabilidade reputada à marca. Sob a carenagem, o motor de 149,3 cm³ com um cilindro tem comando simples no cabeçote e arrefecimento líquido. Ele trabalha apenas com gasolina e rende 13,1 cv a 8.500 rpm e 1,36 kgfm a 5.000 giros e é gerenciado por uma transmissão do tipo CVT. O chassi tubular é em monobloco, para aumentar a rigidez torcional do scoo-

ter. Ele trabalha com uma suspensão dianteira telescópica com 100 mm de curso e um sistema bichoque traseiro com curso entre 79 e 85 mm, dependendo da regulagem. As rodas têm aro 14. Esses atributos tornam o PCX bem-ajustado para uso urbano, de preferência em asfalto de boa qualidade. É nesse sentido também que o propulsor tem dois sistemas que ajudam na redução de consumo. O primeiro é o Idling Stop System – algo como sistema de parada em marcha lenta –, que desliga o motor três segundos após se nivelar em marcha lenta. Para tornar a reignição mais rápida, um gerador ligado diretamente ao virabrequim funciona também como motor de arranque. O outro é o Enhanced Power

Smart – ou gerenciamento inteligente de potência –, que faz com que o câmbio CVT alongue ao máximo a relação para baixar a rotação do motor sempre que o veículo mantiver uma velocidade constante. Os dois recursos conseguem reduzir o consumo em cerca de 7%. O bom desempenho do PCX trouxe algumas consequências para o mercado de scooters. Uma delas foi o fim da produção do primeiro scooter nacional da Honda, o Lead 110, principalmente por conta da pequena diferença de preço entre os dois e da demanda bem superior do PCX – que acabou concentrando todas as vendas da marca no segmento de scooters de baixa cilindrada. Típico pragmatismo de épocas de crise.

Mercado Preço: O Honda PCX custa R$ 10.800. Concorrente: O scooter que mais se assemelha ao PCX é oYamaha N-Max 160, que tem motor ligeiramente mais forte; o preço, porém, é mais alto, e o nível de acabamento, inferior ao do modelo da Honda.

Painel com velocímetro analógico é solução rara no segmento


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15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

FOTOS ISABEL ALMEIDA/CZN

Modelo é elegante e também prático Inicialmente, o PCX pode até atrair pela personalidade urbano-chique. Reforçam a imagem de luxo os detalhes cromados e em alumínio e as linhas angulosas e rápidas. Mas é pela praticidade que o PCX acaba delegando os outros veículos da casa à garagem. A pequena largura do modelo – tem apenas 74 cm – facilita demais o trânsito no tráfego pesado. O entre-eixos, de 1,32 m, até reduz um pouco a capacidade de contornar os carros em relação a outros

scooters, mas o grande conjunto ótico em LED, com a assinatura bem-destacada, ajuda a chamar a atenção dos demais motoristas. Quando o asfalto é de boa qualidade, o PCX se mostra extremamente confortável. Mas o modelo sofre um pouco em pisos irregulares. A suspensão traseira, aliada às rodas pequenas, tem dificuldade para enfrentar o padrão de desnível da pavimentação no Brasil. Quando é utilizado apenas pelo piloto, o PCX exibe

uma disposição que ultrapassa o que se espera de um scooter de pequeno porte. O motor proporciona boas arrancadas, mesmo com o aparente anestesiamento provocado pelo câmbio CVT. Com a presença de um garupa, o vigor cai bastante, mas a maneabilidade e a estabilidade se mantêm no melhor nível. De qualquer forma, ainda se mostra capaz de enfrentar uma via expressa de uma grande cidade sem expor demais o piloto. (ER/AP)

Scooter pesa 125 kg e tem tanque de combustível com capacidade para 8 L Assento com 76 cm de altura facilita a movimentação e o apoio quando o PCX está imóvel


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 18 de março de 2017

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Recreio

Chevrolet Onix

Promoção para compra de pneus Continental a partir do aro 14 Compacto foi o mais emplacado da América Latina em 2016 A Recreio, revendedora oficial de pneus Continental, está com uma promoção: Na compra de quatro pneus a partir do aro 14 na loja localizada na avenida

Barão Homem de Melo, 3535, o cliente ganha a montagem e o balanceamento. Os compradores que optarem por fazer também o serviço de alinha-

mento irão levar para casa uma mala da marca Swisswin e concorrerão a uma viagem para Londres, Madri ou Roma. A ação vai até o dia 31 de maio.

De acordo com um levantamento da consultoria Focus2 move, o Chevrolet Onix foi o carro mais vendido da América Latina no ano passado, com 173,8 mil unida-

des emplacadas. A pesquisa leva em consideração os números de 18 países, entre os quais Brasil, México e Argentina, que são os maiores mercados da indústria

automobilística na região. Vale lembrar que, em 2015 e em 2016, o compacto já havia conquistado o título de carro mais vendido em solo nacional.


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