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O ESTILO DE MEGHAN MARKLE, A NOVA IT-GIRL DA FAMÍLIA REAL ... Páginas 26 e 27
UM BELO TOUR PELA LONDRES DA REALEZA ... Páginas 4 a 12
OBSESSÃO POR BELEZA É TEMA DE PEÇA QUE DRICA MORAES TRAZ A BH ... Página 16
RECÉM-CHEGADA AO BRASIL, MERCEDES CLASSE E CABRIO É TESTADA NA ITÁLIA ... Páginas 16 e 17
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19 a 25 de maio de 2018 ANO XXVII número 1451 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE RAMON BITENCOURT
Em família: a pedagoga Carla Fernanda e o marido acompanham os filhos, Kauã e Juliano, na feitura do álbum
NA ONDA DAS FIGURINHAS
Às vésperas do Mundial da Rússia, colecionadores correm para completar seus álbuns em paixão que passa de pai pra filho
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opinião
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VITTORIO MEDIOLI Editorial ia das Mães. Nunca falhei em telefonar para a minha, mas no último dia 13 de maio, não liguei. Apenas enviei meu agradecimento eterno, por terme dado vida e ter cuidado de mim nos primeiros anos da minha existência, pelos bons exemplos numa casa simples, gelada durante o inverno, e com pomar, horta e galinheiros em volta na década de 50, quando, apesar de ter acabado a Segunda Guerra Mundial, ainda sobreviviam as terríveis consequências numa Itália devastada. O “tinello” da casa de Vicofertile – aldeia que há séculos é palco da minha família – era o melhor ponto de encontro. O tinello é algo um pouco mais elegante que uma copa e menos que uma sala de jantar, poderia ser considerado a sala de jantar íntima. Paredes impregnadas de contos de meu pai, que ficou durante a Segunda Guerra nos Montes Bálcãs, como soldado, mais precisamente entre Albânia e Grécia. Ele atuava nos setores de construção de pontes, de abastecimento e manutenção. Assim teve, dizia ele, o privilégio de não ter atirado em ninguém. Escutei incontáveis relatos de episódios de uma longa guerra. Até da fuga dele com alguns outros presos de guerra, antes de embarcar num trem que os levaria para um campo de concentração na Alemanha. Outros casos, como o de um tio de meu pai, metralhado por um avião alemão num voo rasante quando, de bicicleta, carregava o filho na garupa. Am-
D
Minha mãe bos lembrados com duas cruzes na estrada a poucos metros da nossa casa. As histórias prendiam minha atenção e alimentavam pesadelos, como aquela de um tio, irmão de minha mãe, que voltou da Rússia a pé em pleno inverno e chegou à casa dos pais irreconhecível até para a mãe. Magérrimo e imundo, tinha-se escondido no fundo de uma pocilga por semanas, único esconderijo para os alemães que caçavam os soldados italianos em 1944. Minha mãe casou-se nas brumas de 1947 e passou a viver na casa da família de meu pai. Simples, mas bem vasta, construída em pedras por meu bisavô entre 1905 e 1908, destinada a abrigar seus oito filhos, quatro homens e quatro mulheres. A casa levou o nome de “Palazzetto di Vicofertile” (“pequeno palácio”), nasceu originalmente com vocação de “república familiar” com uma imensa cozinha, adega, poços, quartos de domésticas e uma galeria subterrânea. Cento e dez anos depois de abrigar muitas vidas, sofre de um silêncio imperturbado: minha mãe abandonou a cena em 13 de dezembro último, cinco meses atrás, dia de santa Lúcia. Aniversário de seu filho caçula, a quem deu à luz deitada na mesa de cozinha, em 1954. Ela, última supérstite de uma geração que se apagou ao nascer no primeiro quarto do século XX para viver a juventude entre guerras e muitos extermínios. Uma casa, que era pequena para tanta gente, se transformou em enorme para ela. Um lar que viveu
memoráveis almoços, festas, assistiu às brincadeiras de enxames de meninos, correndo pelos corredores, se jogando pelas escadas abaixo, escalando árvores, inventando diversões e jogos, numa época em que a televisão não existia e apenas o gramofone a manivela tocava discos de vinil de Begnamino Gigli e Enrico Caruso. Nessa casa as domésticas me carregavam no colo treinando as danças das tardes de domingo com os namorados, me chamando de Fernando, Paolo, Antenore. A casa agora tem um gramado bem-cuidado, aboliu as criações de galinhas, patos e coelhos do pós-guerra, minha mãe a enfeitou de roseiras, ervas medicinais e aromáticas, enormes moitas de alecrins, árvores decorativas e frutíferas. No jardim sobra da época da minha infância uma alameda de avelãs, que serviam para dar gosto aos bolos de farinha. Ainda existem dois cedros gigantescos e um pinheiro, que era e é o meu mais amado. Creio que a sobrevivência surpreendente dele se deve a esse sentimento. Nos galhos dele, bem no alto, criei, quando menino, um assento de onde vigiava sem ser visto. Refúgio nos momentos de lágrimas, consolador nas derrotas, “meu amigo” que tudo escutava e compreendia. Está lá, bonito, impávido, protetor, apesar de tudo, testemunha imparcial. Minha mãe chegou ao “Palazzetto” em dezembro de 1947, com 25 anos, linda, de olhos verdes, depois de uma lua de mel de três
dias viajando de trem até a cidade/porto de La Spezia, que distava 110 km. Lá viu o mar pela primeira vez, assistiu a seu primeiro jogo de futebol, do time de Parma, com meu pai, fanático torcedor. Ela me contou que as minhas duas tias, irmãs de meu pai, nascidas e criadas naquela casa, não a viam com bons olhos. Elas, de famílias com brasão e um passado glorioso, ela, filha de um gerente de fazenda, homem do campo. Ela teve, entretanto, a sorte de ser criada na família de um nobre parmense, casado com uma também nobre dama húngara. A “condessa” ajudou a criá-la e deu-lhe ensinamento. Transformou-se na secretária e tratava das compras e das vendas dos domínios agrícolas da família, coisa que os nobres da época abominavam. Numa dessas ocasiões conheceu meu pai, comprador de trigo no moinho da família Medioli, e aí, depois de fechar a compra da safra inteira da condessa, acertaram se casar em 90 dias. Na década de 50, quando eu cheguei ao mundo, a escassez de alimentos fazia limpar os pratos com miolo de pão, raspar o fundo das panelas, catar as migalhas com a lâmina da faca. Escasseava até lenha para aquecer água e aquecer no fogão as panelas. Eletricidade era suficiente apenas para as trêmulas lâmpadas que piscavam, o gás não existia, e o carvão não se encaixava no orçamento familiar. O jantar no inverno era servido às 18h30, no verão às 19h, depois os adultos jogavam ba-
ralho, briscola, tresette, canastra. Meu pai era quase imbatível. Para as crianças, já exaustas, alguém lia um conto de fadas. Às 20h30, todos na cama, algumas leituras, e às 21h todos dormiam. Minha mãe já em 1948 rapidamente tomou conta de todas as tarefas do lar, ela chamava o médico de família, aplicava injeções, preparava chás e tratava da administração, da horta, das duas domésticas, das compras. Chamava até uma curandeira para tratar de machucados. Invocava santa Lúcia e outros santos especiais nos momentos de doenças. Era ela a preparar almoços inspirados na tradição culinária de Parma. Jantares especiais aos sábados e almoços de domingos, ceias de Natal e comemoração da Páscoa meticulosamente, com dias de antecedência, usando receitas herdadas, como tortelli di erbette, agnolini, torta pasqualina e panettone. Preparava os enfeites de mesa, vasos de flores, plantas exóticas, canteiros de rosas, violetas africanas, lavandas, tulipas, hortênsias. Fazia das cores e dos perfumes naturais, das cortinas bordadas um ambiente acolhedor para os visitantes. No verão preparava em grande panelas de cobre geleias de cerejas e de ameixas, licores de nozes e de sementes de maçã, enquanto meu pai cuidava dos vinhos de uva. Isso durante fins de semana memoráveis, de casa cheia de voluntários gratificados com algumas garrafas de “lambrusco” e “moscato”. A uva era es-
magada com os pés calejados dos voluntários numa calha de carvalho. Minha mãe era a rainha da casa, dava-lhe harmonia. Nos últimos anos resistiu bravamente a cuidar das roseiras, do alecrim, do manjericão, da sálvia e a preparar os pratos preferidos de cada filho para recebê-lo. Dava notícia de todos os primos e parentes, dos descendentes de Vincenzo que migraram para Canadá, Chile, França, Alemanha, Austrália, Estados Unidos. Ela abastecia de fotos e lembranças dos bisavós e dos anteriores a eles. Nos últimos anos, nas paredes do tinello e sobre os móveis, as fotos dos filhos, dos netos e bisnetos em molduras prateadas e douradas. O Brasil tinha um espaço especial, para ela era uma terra abençoada, que visitou até 1990. O time de vôlei campeão do mundo, algo inacreditável. Perguntava-me: “Como você conseguiu, meu filho?”. Ainda perguntava: “Você não cansa com tanto trabalho?” e aconselhava: “Minha criança, cuida mais de você…” Ela faltou na noite de santa Lúcia, aniversário do filho caçula e da santa que ela tanto solicitava. Chamava-me de “bel homem”, “bel musê”, sempre me tratou com o carinho da criança dos anos 50. Deixou um testamento de uma lauda em perfeita caligrafia, agradecendo todas as satisfações que os três filhos lhe deram. A vida dela, concluiu que “valeu” e pediu encarecidamente: “Perdoem! Nunca se arrependerão de perdoar”. Para saber o real valor das pessoas, infelizmente, é preciso perdê-las. A todos desejo, nesta data, que aproveitem e festejem este dia com a sua mãe ou em silêncio, lembrando-se dela.
vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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COPA 2018> Às vésperas do Mundial da Rússia, colecionadores correm para completar seus álbuns Entre os vários rituais que envolvem a feitura de um álbum de figurinhas, um dos mais rápidos é o de colar os cromos. Mas é preciso salientar: nem sempre foi assim. Se hoje as figurinhas são autocolantes, no passado, para ser concluído, não raro o processo contava com a boa vontade de alguém disposto a ligar o fogão para, farinha de trigo em mãos, preparar a cola de grude. O valadarense Walderez Ramalho é umdos que serecordam desse tempo, bem como do nome da cola que, mais adiante, adentrou o mercado para facilitar a vida: “Tenaz. Não esqueço”, diz ele, que, aos 57 anos, debruça-se sobre mais um álbum. Um doce para quem pensou no álbum oficial Copa do Mundo 2018 Panini. A editora italiana, aliás, reconhece: “O Brasil está em primeiro lugar entre todos os países que consomem o álbum oficial 2018 e, em segundo, está a Alemanha”, confirma a assessoria de imprensa da marca no Brasil. Já há alguns anos, Walderez divide o entusiasmo de ir preenchendo espaço por espaço com o filho, o engenheiro Arthur Ramalho. No caso, temos dois adultos em cena, mas vale destacar que outro público ávido em ingressar nesse hobby é o infantil. E se não há estudos científicos para explicar o fenômeno, teorias se incumbem de dar algumas pistas. “Para as crianças, é a possibilidade de se sentir participando de um evento que para elas talvez seja inédito, mas cuja importância podem perceber por todo o clima de expectativa visto nos adultos e na mídia”, arrisca-se o estatístico Marcelo Arruda, nome por trás do blog Chance de Gol. “Além disso, há a questão de se sentir participando do seu grupo de convívio: se todo mundo coleciona, acabo aderindo, para não me sentir deslocado”, prossegue ele, acrescentando que há, ainda, o lado do contato com coisas diferentes e “exóticas”. “Embora nos dias atuais a Internet e a TV por assinatura façam com que o mundo seja muito menos desconhecido que 20, 30 ou 40 anos atrás, ainda é uma experiência interessante você ter em mãos uma informação ou imagem de um jogador do Irã, do Panamá, da Tunísia...”. Já no caso de jovens e adultos, Arruda adiciona outros fatores, como o fato de a Copa ser um evento que ocorre a cada quatro anos. “Além de criar um clima de expectativa que faz com que qualquer coisa relacionada ao assunto desperte interesse, gera o que se poderia chamar de ‘sePatrícia Cassese
Tudo por uma figurinha ACERVO PESSOAL
gundo nível’ do colecionismo: o interesse passa a ser não especificamente colecionar as figurinhas, mas sim o álbum, para que o da Copa atual se junte aos das anteriores que já preencheu e tem guardados”. Involuntariamente, Arruda poderia estar aludindo a Lucas Rafael Marinho Peixoto. Com apenas 22 anos, o amazonense herdou várias raridades da família – e tratou de agregar outros itens ao acervo pelo qual já recebeu até ofertas. “Teve uma que até me balançou”, confessa ele, que, no entanto, acabou declinando. Na memorabilia de Lucas, um dos destaques é o álbum da Copa de 1962, que ganhou do avô. “Já da minha mãe ganhei o de 94. Mas o primeiro de Copa que fiz foi o de 2002 – e, inclusive, não completei”, reconhece, rindo. Arthur Ramalho é apenas um pouco mais velho que Lucas – tem 27 anos – mas também foi contaminado pelo “vírus dos álbuns de figurinhas da Copa”. “Desde novo meu pai mexe com futebol e, assim, me apaixonei pelo esporte. E veio a paixão pelos álbuns de figurinhas. O primeiro que tivemos junto e que me vem à memória é o do Campeonato Brasileiro de 1998. Mas meu xodó é o da última Copa, a de Acima, Lucas Rafael, com parte da coleção que ganhou impulso por meio das raridades que ele ganhou do avô e da mãe ARQUIVO PESSOAL
DORA NILMA COSTA/DIVULGAÇÃO
À direita, Walderez (à direita) e o filho, Arthur; à esquerda, Marcelo Arruda, do blog Chance de Gol
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Alguns álbuns acabam ensinando, ainda que indiretamente, muitas coisas interessantes” Marcelo Arruda, estatístico
2014, por ter sido aqui, no Brasil. Foi muito bom ter a Copa em nosso país”. Pai de “Tunico”, como Arthur é conhecido, Walderez divide sua predileção por vários exemplares – no caso do álbum da Copa de 1982, ele conta que chegou a ficar com o maxilar doendo de tanto mastigar chicletes. Sim, acertou quem deduziu que as figurinhas acompanhavam uma certa marca de goma de mascar. “No caso dos que a gente colava, o bacana era que o álbum chegava fino e acabava ganhando volume justamente por causa da cola”. Mas para ele, o pulo do gato da iniciativa deveria ser dividido em vários pilares. “A expectativa de encontrar a figurinha esperada, a socialização viabilizada pela troca, a questão de a pessoa batalhar pelo objeto, negociar (‘troco X, pago Y) – mas nunca a preços exorbitantes. E tudo num clima familiar, tranquilo... Você entrega o seu bolo de figurinhas e as pessoas te devolvem direitinho. Além disso, não discrimina idade ou classe social”, entende ele, que, no dia da entrevista ao Pampulha, estava ao lado de um ex-jogador que, curiosamente, já “foi” figurinha: Carlinhos Sabiá. Hoje aos 59 anos e atuando como empresário (de jogadores de futebol), o craque (que jogou principalmente pelo Cruzeiro) confirma o ditado “casa de ferreiro...” ao reconhecer que não guardou nenhum exemplar das várias figurinhas que foram publicadas com seu rosto, nos álbuns de campeonatos. “Acho interessante, mas não guardei. Mas alguns amigos meus têm”. Vale ressaltar que Sabiá já foi uma “figurinha carimbada”. Aos que lembraram da expressão homônima, sim, a origem é essa, embora o sentido tenha sido, com o tempo, deturpado. As figurinhas carimbadas eram as mais raras, ao contrário do que hoje o uso do termo sugere (algo como “arroz de festa”). O correspondente atual, lembra Walderez, são os cromos dourados.
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ÁLBUM DA COPA> Coleção pode transmitir noções de organização, convívio e de matemática
Lazer com aprendizado FRED MAGNO
Patrícia Pegou mal. Cassese No último dia 4, um vídeo flagrando assessores parlamentares trocando figurinhas do álbum da Copa do Mundo da Rússia durante uma sessão na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) acabou viralizando na web. Os dois foram exonerados. Em contrapartida, foi justamente ao flagrarem alunos trocando figurinhas na sala de aula que alguns professores optaram por aproveitar o hobby para repassar conteúdo didático. Recentemente, o jornal “O Estado de S. Paulo” mostrou professores das mais distintas áreas – português, educação física – que se valem do interesse pelos álbuns para transmitir noções de educação financeira ou mesmo interpretação de texto. A pedagoga Carla Fernanda Abreu Lopes, 35, é uma das que viram in loco esse aproveitamento involuntário. Graças ao afã de completar o álbum, Kauã, seu filho caçula, de 7 anos, passou a se inteirar dos números centesimais. “Ele sabia os números até a casa da dezena, agora, está começando a reconhecer os da centena”. Não só. O primogênito, Juliano, 16, aproveita para repassar ao irmão algumas noções de organização – no caso, necessárias para que ele tenha agilidade na hora de ir aos locais de troca das figurinhas. “A coleção é uma forma de entretenimento, de lazer, é uma arte que provoca fascínio, admiração e cuidado do colecionador com aquilo que realiza. Com a coleção, podemos aprender a organizar distinguindo o que falta, o que já se tem e ainda o que temos repetido. Assim, podemos classificar, seriar e quantificar as cartinhas. Brincando, as crianças aprendem com prazer”.
Boa causa
O dinheiro da venda dos cromos ajuda Franklin a sustentar animais retirados das ruas O pesquisador Marcelo Arruda acrescenta: “Dependendo da iniciativa, permite ao colecionador aprender, ainda que indiretamente, muitas coisas interessantes como, no exemplo do álbum da Copa, informações sobre os países participantes e a história da competição”. Além disso, prossegue, quem quer levar uma coleção até o final acaba forçosamente tendo que aprender e/ou exercitar organização. “Tanto para manter um registro das figurinhas que faltam e das repetidas que possui quanto para conservar o produto – pois não adianta você ter um álbum completo se ele estiver todo rasgado, amassado etc”. Não bastasse, ele pondera que a feitura de um álbum ainda possibilita noções de socialização, necessárias “para poder abordar outras pessoas, que não necessariamente são da sua roda de contatos do dia a dia, LINK/DIVULGAÇÃO
Lounge de trocas: shoppings de BH apostam no filão
e efetuar as trocas”. O jornalista Levy Guimarães ratifica: “Quem é tímido, como eu, acaba perdendo a vergonha de abordar as pessoas. Em um momento de tanta divisão no país, é legal ver que algumas coisas ainda despertam sentimentos bons e de forma mútua nas pessoas”. E são vários os pontos de troca na cidade – alguns surgem espontaneamente, em frente a bancas de revista,
outros foram instalados em shoppings, como o Pátio Savassi, Diamond ou Cidade. EM PROL DOS ANIMAIS Uma função não imaginada para os álbuns de figurinhas foi dada por um dos mais conhecidos protetores de animais da cidade, Franklin Oliveira. Com o advento da Copa, ele viu seu negócio – a banca de revistas situada na avenida Bra-
CURIOSIDADES SOBRE OS CROMOS Montante Das 682 figurinhas previstas para completar o álbum, 50 delas são “especiais”.
a 13ª produzida ininterruptamente pela Panini, que tem parceria com a Fifa desde 1970
Números Segundo a Panini, cerca de 8 milhões de pacotes de cromos são produzidos por dia na fábrica em Barueri (SP), o que dá um total de 40 milhões de figurinhas diárias.
Inflação O pacote de figurinha custa R$ 2, o que representa um aumento de 100% em relação ao preço praticado em 2014. Como comparação, o jornal “O Estado de S. Paulo” lembrou que a inflação oficial do país no período ficou na casa dos 28%.
Parceria A edição deste ano é
RAMON BITENCOURT
Os envelopes com as figurinhas são vendidos a R$ 2
sil, em frente ao teatro da Maçonaria – tomar impulso. Com isso, consegue amortecer as despesas diárias com os cerca de cem animais, entre cães e gatos, que abriga. Ou seja, nesse caso, as figurinhas ganharam uma nobilíssima finalidade. No entanto, há alguns dias, Franklin passou um susto e tanto. No último dia 12, ele esqueceu sua mochila em um táxi que pegou por meio de um aplicativo. Ocorre que, dentro dela, estavam nada menos que 200 figurinhas da Copa. Desesperado com o que a perda poderia gerar para os animais, Franklin foi às redes sociais. O compartilhamento fez com que o post chegasse até o motorista, Vinicius dos Santos, que fez questão de ir pessoalmente à banca de Franklin levar a mochila – e, claro, as figurinhas. PREPARE O BOLSO Mas nem tudo são flores, ou melhor, figurinhas doura-
das, no universo dos cromos. Completar um álbum de figurinhas exige, claro, investimento. O pesquisador Marcelo Arruda fez as contas: segundo ele, se o torcedor não trocar nem encomendar as faltantes para a editora, terá um gasto aproximado de R$ 1.937,69. Levy Guimarães não chegará a tanto. “Neste ano, já devo ter gasto mais de R$ 300, faltando pouco mais de 30 figurinhas para completar. Mas vou comprar o resto pelo site da Panini, não compensa mais comprar pacotinho”. As trocas seriam outra opção, “quando se juntam crianças, adultos e idosos”. “Nos pontos de troca, todos se ajudam, tratam todo mundo do mesmo jeito. Rola uma identificação de perfis”. Mas o jornalista lembra que, no geral, o colecionador só troca um cromo brilhante por outro similar, e o comum por comum. “Sigo isso também. Alguns chegam a pagar R$ 2, R$ 3, R$ 4 a outros colecionadores por uma mais rara, mas não gosto. Comprar, só estando muito perto de completar o álbum”. APLICATIVOS Tendo tido o vírus do colecionismo inoculado involuntariamente pelo enteado, Guillermo Rivera, 39, funcionário do Ministério das Relações Exteriores e também pesquisador de futebol, lembra o atual auxílio luxuoso dos aplicativos (como o Panini Collector e Figurapp) e o suporte das redes sociais. “Não precisa mais o caderninho ou a folhinha com as repetidas listadas. Os grupos de whatsapp também facilitam”, diz ele, que não se furta a ir nos pontos de troca presencialmente. “É um escambo divertido. Agora, devo dizer que também saio perdendo muito, pois acabo dando as minhas repetidas para sobrinhos e amigos”, diverte-se FRED MAGNO
Juliano (dir.) repassa noções de organização a Kauã
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Método italiano traz (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Bodas palavra boda vem do latim vota, que quer dizer promessa, referindo-se aos votos matrimoniais feitos na data do casamento. A tradição das bodas surgiu na Alemanha, onde era o costume de pequenos povoados oferecerem uma coroa de prata aos casais que fizessem 25 anos de casados e uma de ouro aos que chegassem aos 50. Mas o que tem a ver as bodas em uma coluna de saúde? Tudo! Pense que se você tem um bom casamento e este é duradouro, a saúde e a felicidade vão andar de mãos dadas. Estou comemorando as bodas de 22 anos, em outras palavras as Bodas de Louça. Em um primeiro momento, mais parece um material frágil e quebradiço. Mas se formos mais a fundo, a louça é um tipo de cerâmica que é submetida a altas temperaturas em sua manufatura. Portanto, é um material resistente e, por que não dizer, resiliente. Existe uma boda para cada ano, para que os casais renovem suas promessas de casamento. Particularmente, não me lembro de ter feito nenhuma promessa concreta, mas sei que alguns pontos são importantes para um casamento próspero. O principal deles é o companheirismo. Um amor companheiro é aquele que aprende a ceder, estar presente em situações que não são as suas prediletas. O companheirismo leva necessariamente à cumplicidade, fazendo o casal se entender com um simples olhar. De igual forma, não deixe a rotina adentrar em seu casamento. Mude a forma de fazer as coisas no dia a dia, acrescente novidades. Experimente coisas novas; novos lugares; novas atividades; viagem juntos; tenham novos círculos de amizade, quem sabe, até uma Saiba também renovação de votos de casamento. Olho na que casamento sua autoestima. Saiba não é prisão. também que casamento não é prisão. PermaPermaneça livre neça livre e independente. Não perca sua e independente. personalidade. Ceder Não perca sua às vezes. Anular-se, nunca! Descubra copersonalidade. mo conciliar isso com Ceder às vezes. a vida a dois. Tente entender o outro e manAnular-se, tenha o respeito. Seja nunca! tolerante com as falhas de quem está a seu lado, aprendendo a aceitar as diferenças de quem você gosta. Descubra como se superar e evoluir juntos. Não perca de vista também a vida íntima. Além do carinho, a vida sexual também precisa de cuidados. A falta de sexo pode ser tão prejudicial quanto uma rotina sexual sem novidades. Trazer o novo para os momentos de intimidade é tarefa de ambos. Crie sempre um canal de diálogo. Aceitar os defeitos não significa guardar ressentimentos e mágoas. Fale sempre o que está sentindo de forma clara. Nunca em tom de crítica. A “infelicidade é irmã do silêncio” – os homens devem se exercitar mais neste ponto (eu, inclusive!). Todos esses conselhos não são meus. Isso é resultado da observação de estudos realizados ao longo da história envolvendo os relacionamentos humanos. Mas não existem receitas prontas para bodas duradouras. Cada casal deve descobrir seus próprios meios para tornar seu casamento melhor e duradouro. Essas dicas podem ser de grande utilidade quando começamos a esquecer de pontos que são cruciais para a sobrevivência de uma família feliz. À minha esposa Dani “fofinha” Prata. Sigamos em frete e que venham as bodas dos 60 anos... Faça uma boa semana.
A
Pormeiode jogos,trabalho resgataos pequenos,do sedentarismo impostopela vidamoderna São Paulo. O condicio namento físico das crianças da “geração smartphone” piorou nas últimas décadas. Estudos mostram que, hoje, o desempenho dos pequenos em atividades físicas é pior do que o de seus pais quando jovens. Para a pesquisadora e professora italiana Caterina Pesce, tendências decrescentes foram observadas também para a competência motora, sendo as crianças de hoje menos qualificadas do que as de gerações passadas. É de autoria dela um método implantando em escolas da Itália para mudar esse cenário e que está sendo trazido para Poços de Caldas. A cidade do Sul de Minas Gerais será a primeira do Brasil a receber a metodologia “Joy of Moving”, desenvolvida por Caterina em conjunto com especialistas da comunidade científica italiana. O projeto resgata os jogos coletivos para despertar a alegria e o prazer de praticar esportes e atividades físicas entre crianças. Segundo a especialista, que também é professora associada na Universidade Foro Itálico de Roma, o programa inclui crianças de 3 a 11 anos e prevê a criação de uma série de jogos físicos que demandam poucas ferramentas e espaços reduzidos, podendo ser praticados ao ar livre e, em alguns casos, com música. A aplicação desses movimentos permite o desenvolvimento motor e o aumento de habilidades, contribuindo para o crescimento saudável da criança, além de despertar o gosto pela atividade física. De acordo com Caterina, a luta contra a obesidade é mais ampla que atividade física. “Temos que ir além da perspectiva reducionista de calorias consumidas versus caLitza Mattos *
As atividades do método Joy of Moving foram criadas para trabalhar quatro pilares: eficiência
lorias queimadas. Estudos mostram que, se você tiver habilidades motoras, provavelmente vai ser uma pessoa mais ativa na vida adulta porque vai curtir se mexer. Crianças desajeitadas talvez não façam tantos exercícios. Também há evi-
dências de que, se as atividades motoras forem preservadas, as pessoas podem ter atividade cognitiva muito mais forte”, explica. FUTURO Crianças com sobrepeso e obesas têm uma granEDITORIA DE ARTE / O TEMPO
“JOY OF MOVING” Um projeto que fala sobre jogos, diversão e movimento Idealizado por
Caterina Pesce
Objetivo
Aproximar as crianças do movimento, mesmo dentro das escolas
Países
Itália, Austrália, Luxemburgo, Brasil
O site www.joyofmovingeducation.com reúne vídeos dos 80 jogos apresentados no manual “Joy of Moving” OS QUATRO PILARES SOBRE OS QUAIS O MÉTODO SE BASEIA SÃO: Eficiência física
Coordenação motora
Funções cognitivas e criatividade
Habilidades para a vida
O método está ao alcance de todos aqueles que, por diferentes motivos, pessoais ou profissionais, lidam com a educação de crianças em idade pré-escolar e primária, sem necessariamente ter treinamento específico em atividades motoras FONTE: JOY OF MOVING EDUCATION
de chance de se tornarem adultos obesos. Por isso, segundo o pediatra especializado em gastroenterologia e nutrologia Hugo Ribeiro, que também é expesquisador da OMS e do Ministério da Saúde, todo esforço para fazer alguma mudança deve se concentrar nessa faixa etária, evitando o desenvolvimento de pessoas obesas ou com sobrepeso no futuro. “Essa é a janela de oportunidade transformadora. Continuar a imputar determinados alimentos como vilões é equívoco e não vai mudar nada. Paralelamente a essas iniciativas, nós temos que adotar medidas concretas como essas. Investir na criança e na possibilidade de transformar, de termos adultos saudáveis”, afirma. Para o médico, é importante “entender que a atividade física vai além de perder peso ou se tornar esteticamente importante”. A mudança deve acontecer no dia a dia. “Mudar a rotina, usar menos o elevador, andar mais, fazer mais atividades que transformem o sedentarismo. Em vez de tornar o horário da refeição um momento confuso, ter a liberdade de comer tudo em proporções moderadas. Qualquer alimento cabe em uma refeição saudável se consumido em proporções adequadas”, diz. * A jornalista viajou a convite do Grupo Ferrero
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de volta a alegria de se mexer JOY OF MOVING / DIVULGACAO/AFP
Nove mil crianças serão influenciadas
física, coordenação motora, cognição e habilidade para vida
A metodologia Joy of Moving foi lançada no Brasil no último dia 7, em São Paulo, como parte do programa Kinder + Sport, durante a apresentação da oitava edição do Relatório de Responsabilidade Social Corporativa do grupo Ferrero. Na ocasião, também foi assinado o protocolo de compromisso entre o prefeito de Poços de Caldas, Sérgio Antônio Carvalho de Azevedo, e a diretoria da empresa. A cidade mineira de Poços de Caldas foi a escolhida por abrigar uma das 22 plantas fabris do grupo. “Lançado em 2008, o projeto com a metodologia Joy
of Moving vai estimular nas crianças o prazer pelo movimento, que é natural”, disse o diretor de assuntos corporativos da Ferrero Brasil, Afonso Champi. Na primeira fase, até outubro deste ano, cerca de 120 professores serão treinados e mais de 9.000 crianças serão impactadas. Em APLICAÇÃO Material Para a implementação do programa é oferecido material didático para as escolas, com um guia explicativo que está disponível também no site www.joyofmovinghandbook.com.
2019, o programa deve ser estendido para toda rede escolar e, até 2020, a empresa irá levar o projeto para outras cidades. A professora da Universidade Foro Itálico de Roma Caterina Pesce conta que o Alegria de Viver foi lançado em 2013 em Alba, pequena cidade no norte da Itália onde a empresa Ferrero tem suas origens. “Nós envolvemos a maioria das pré-escolas e escolas primárias de Alba, com quase mil crianças. A primeira fase do estudo científico durou dois anos. E resultados promissores foram relatados em duas publicações em revistas científicas”, afirma a especialista.
“
A mudança deve acontecer no dia a dia. Mudar a rotina, usar menos o elevador, andar mais, fazer mais atividades que transformem o sedentarismo. Hugo Ribeiro, pediatra
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sociedade
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DOLCEVITA FIM DE TEMPO
H
oje, mais um bom e velho texto; grande navegador da Internet, “A geração de 60 e 70 está indo, quem vai substituí-la?”. É mais ou menos assim: “Um jovem perguntou: ‘Vovô, como você viveu antes, sem tecnologia, sem aviões, sem internet? Sem computadores, sem TVs de plasma ou led, sem ar condicionado? Sem carros, celulares, tablets, notebook e laptop?’”.
FINAL DOS TEMPOS
O
avô, aqui entre nós, muito mal educado e mal humorado respondeu: “Como a sua geração vive hoje: sem oração, sem compaixão, sem honra, sem respeito, vergonha, esforço; sem responsabilidades, sem modéstia, educação, sem amor ao próximo”.
SINAL DOS TEMPOS
M
as ainda bem que o texto continua, menos agressivo e mais sensato: “Nós, que temos mais de 50 anos, somos uma geração única e mais compreensiva, porque somos a última geração que ouviu seus pais, avós e tios. Também respeitamos os pais, professores, pessoas mais velhas e os amávamos de verdade”.
LIMITE DOS TEMPOS
“
Nós tínhamos apelido e não era um desrespeito, as músicas que ouvíamos não agrediam. Nós não pegávamos ninguém, nós namorávamos e muitos de nós se casaram com a
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO/DIVULGAÇÃO
primeira namorada e estão casados até hoje. Somos uma edição limitada!”.
POUCOS TEMPOS
“
Todos os dias somos menos. Aproveite enquanto você pode. Aprenda conosco. E tenha em mente que tivemos muito trabalho para construir um mundo que hoje está sendo destruído por falta do que no passado tínhamos em abundância, amor ao próximo”.
As belas Angela Dariva, Riva Ranieri e Renata Rossi no Ah! Bon
lançaperfume sobre a CasaCor 6 Ainda Minas 2018 que rima
com a de 2017: foco no essencial. O aspecto fundamental da Casa Viva é sua estreita relação com a natureza, que certamente marcará presença nos ambientes. pequenas plan6 Das tas aos grandes jardins,
O LUXO AQUI
O
hotel e restaurante Fasano será inaugurado, provavelmente, em setembro, com a grife da construtora Concreto, em Lourdes. Para Miguel Safar, presidente do conselho da Concreto, o empreendimento preencherá a lacuna na categoria luxo cinco estrelas. Por isso, segundo Safar, muitas celebridades internacionais e suas comitivas não dormiam na cidade. O mais novo Fasano, claro, faz jus ao conceito de luxo.
O LUXO EM TUDO
O
hotel será revestido de mármore importado e terá 13 andares, com o restaurante Gero interligado ao scotch bar; salão de eventos; piscina e SPA. E a “star” que vai inaugurar o espaço é Rogers Waters, gênio criativo do Pink Floyd, que chega logo após a inauguração do hotel.
O LUXO EM MINAS
W
aters na turnê “Us + Them”, retorna à América do Sul em outubro – dia 21, no Mi-
neirão. Traz clássicos solo e no Pink Floyd. “Para variar”, espera-se uma cenografia das mais sensoriais, daquelas que conferem palpabilidade à música, como construir e destruir um “The Wall”.
A COR DO VERDE
C
asa Viva será o tema em todas as edições Brasil afora. Trata-se do ser humano mais próximo à natureza, encontrando no
seu lar um refúgio com amigos, familiares e pets. “É a casa que pulsa, é o espaço camaleônico adaptável às novas formas de desfrutar o convívio”, explica Lívia Pedreira, Superintendente geral da CasaCor em todo o país.
NOVO PORTO
EDY FERNANDES
O
espaço na Savassi já era uma delícia. Agora, aprovadíssima a filial Cabernet Butiquim, dos bons vinhos a preços honestos, no Belvedere. No cardápio, pratos e petiscos dinâmicos pensados para compartilhar. Referência? Ele fica no mesmo ótimo local onde funcionou o Djalma.
de explorar essa 6 Além relação com as plantas,
esta edição também contará com ambientes voltados para o bem-estar dos moradores. sábado (19), a 6 Neste 68 Pizzeria promove brunch para amigos de todos os cantos. Tarde que promete com gente bacana e sonorização de Diefentaler. dos maiores gê6 Um nios da arte – para mui-
tos, o maior de todos – Pablo Picasso, também era autor de frases memoráveis. dizia que teve sor6 Ele te - não “morreu de fo-
A COR DE MINAS
me” como a maioria dos artistas, seus antecessores, como Van Gogh, Modigliani etc., porque teria feito sucesso ainda muito jovem.
A
24ª CasaCor Minas, templo e referência em decoração, design, arquitetura e paisagismo, anunciou o tema e os primeiros profissionais. O 2018 foi pensado para apresentar uma casa que dialoga bastante com a contemporaneidade, trazendo ainda mais vida para dentro dos espaços.
o verde se mostrou um elemento fundamental nas casas das pessoas e é natural que essa relação se estenda às mostras do setor.
foi nesse status que 6 Ecunhou: “Que a inspira-
ção chegue não depende de mim. Entretanto, ela tem que me encontrar trabalhando”. A futura mamãe Rafaela Nejm no lançamento da linha Angus Super Nosso que aconteceu no Ateliê Wäls
de Picasso: “Exis6 Outra tem dois tipos de mulheres, as deusas e os capachos”.
CENÁRIO BH Escola Razões do Corpo celebra mês das mães No ano em que a Escola de Dança Razões do Corpo celebra seus vinte e oito anos de trajetória, as comemorações de aniversário coincidem com a homenagem das crianças ao mês das mães. As alunas do instituto farão duas apresentações neste sábado (19), às 10h e às 16h30. Os espetáculos trazem diversas expressões do ensino da dança na escola. Onde Escola de Dança Razões do Corpo (r. dos Economistas, 449, Alípio de Melo) Quando Neste sábado (19), às 10h e às 16h30. Quanto Entrada gratuita
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AT FOTOGRAFIA/DIVULGAÇÃO
Capital mineira sedia a primeiro Mano Talk O Instituto Mano Down, em parceria com o Hospital Mate Dei, convida famílias e estudiosos para um encontro que reunirá especialistas para uma abordagem interdisciplinar sobre a síndrome de Down. A programação é ampla e composta por palestras, mesa redonda, Ted Talk, testemunhos, além de uma apresentação de teatro e um show com Dudu do Cavaco. Onde Hospital Mater Dei (av. do Contorno, 9.000, Barro Preto) Quando Dia 25 (sexta-feira, das 13h às 18h30 Quanto Entrada gratuita
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MARIANA MACHADO/DIVULGAÇÃO
reportagem
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CONSUMIDOR
Cobrança por ponto adicional de TV paga não é consenso MOISÉS SILVA
“
Órgãosalegam queo“aluguel” dodecodificador éilegal Segundo balanço da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, os Procons de todo o país registraram no ano passado 95.411 reclamações envolvendo empresas de TV por assinatura, boa parte delas questionando a cobrança do ponto adicional. O assunto é polêmico e constantemente vai parar nos tribunais, que têm se posicionado de maneira diferente em relação ao tema. Enquanto órgãos e entidades de defesa do consumidor condenam a cobrança, considerando-a abusiva, as operadoras se defendem e garantem que o procedimento é legal, permitido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que confirma a informação. Uma das entidades que têm questionado a medida é a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), que em novembro de 2017 lançou campanha contra o procedimento. Segundo ela, as operadoras estão mudando a denominação da cobrança para “aluguel de equipamento habilitado”, que seria o pagamento mensal pelo uso do decodificador de sinal. “As empresas deveriam fornecer o sinal a qualquer equipamento homologado pela Anatel. Porém, só é possível obter o aparelho por meio das operadoras, o que faz com que o consumidor esteja em uma situação de desvantagem, na qual é obrigado a se sujeitar ao pagamento para ter segundo ponto”, diz a associação. “A cobrança é abusiva e ilegal, pois o fornecimento do segundo equipamento não constitui prestação de serviço, e para as operadoras inexistem custos adicionais a serem repassados aos consumidores”, completa a associação. “O que nós questionamos é a cobrança da mensalidade, sob a forma de alu-
O que questionamos é a cobrança da mensalidade, sob a forma de aluguel. Para nós, ela é ilegal
Eurico Martins
Conteúdo tem que ser igual
Ana Maria diz que a operadora garantiu que o ponto adicional não seria cobrado mas, depois, não cumpriu a promessa
guel. Para nós, ela é ilegal, uma vez que as operadoras estão cobrando por um serviço adicional, em relação ao ponto principal, que não é prestado”, diz a advogada da Proteste Lívia Coelho. “O fato de o consumidor só conseguir o decodificador por meio da operadora pode ser considerada uma venda casada”, completa Lívia. CONFUSÃO Entre os milhares de consumidores que recorreram ao Procon contra a cobrança do ponto adicional está a funcionária pública Ana Maria Batista, 54. Ela conta que, depois
Números
17.851.565 contratos estavam ativos em março deste ano Desistência
1.081.024 de pessoas cancelaram seus planos nos últimos 12 meses Mercado
8.973.366 clientes têm a NET, o que representa 50,27% do total
de dois anos de contrato, decidiu instalar um ponto extra em casa. “Quando liguei para a operadora, me garantiram que ele não seria cobrado, mas, quando a conta chegou, ele estava cobrado. Reclamei, mas não adiantou nada. Então, fui ao Procon Assembleia, em Belo Horizonte”, lembra Ana Maria. Segundo ela, depois de uma audiência de conciliação, a operadora pediu desculpa pelo ocorrido e deu à assinante um ano de isenção. “Quando eles começaram a cobrar de novo, resolvi cancelar o ponto adicional e instalei uma antena digital da TV aberta”, diz a funcionária pública. Porém, começava ali um novo problema. “Tempos depois, resolvi instalar internet da mesma operadora e quando o técnico chegou à minha casa, descobriu que o ponto adicional ainda estava ativado e a operadora resolveu cobrar as mensalidades desse intervalo. Voltei ao Procon e o processo ainda está em andamento. É um absurdo. Parece que os setores da empresa não conversam entre si, o comercial não troca informações com o departamento técnico. E a gente fica refém disso”, reclama.
Operadoras não descumprem a lei Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (Abta), que reúne operadoras, programadoras, fornecedores de equipamentos e prestadores de serviços do setor, não disponibilizou nenhuma fonte para comentar a cobrança do ponto adicional na TV paga. No entanto, por meio de nota, afirmou que “entende que a regulação acerta ao permitir a cobrança de aluguel dos decodificadores de TV por assinatura, uma vez que estes representam um custo para os operadores”. “Caso as empresas não pudessem cobrar pelos decodificadores, o custo desses equipamentos seria repassado igualmente a todos os assinantes, elevando o valor da mensalidade”, afirma o texto da associação à reportagem. “Dessa forma, os assinantes que contam ape-
nas com um ponto pagariam por equipamentos que não utilizam, o que seria injusto”, afirma. A Abta, porém, não se posicionou sobre o fato de o consumidor só conseguir um decodificador devidamente habilitado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por meio das operadoras.
A Anatel admite que o assunto é polêmico. E confirma que as operadoras podem cobrar pelo “aluguel” do ponto adicional. “Nós não temos competência para interferir numa relação de consumo. O que a Resolução 528/2009 determina é que todo conteúdo contratado deve ser disponibilizado em todos os pontos, sem cobrança adicional”, diz o gerente de regulamentação da agência, Felipe Roberto de Lima, citando como exemplo os programas pagos de forma avulsa, como o pay per view. Ainda segundo ele, as empresas têm legitimidade para restringir a instalação de outro decodificador, mesmo homologado pela Anatel. “É preciso considerar aspectos técnicos, uma vez que o equipamento pode não ser compatível com os padrões da operadora e provocar interferências na rede”, explica Lima. “Cada operadora tem um sistema diferente”, completa. CRISTIANE MATTOS
O mesmo conteúdo deverá ser oferecido em todos os pontos
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reportagem
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DIA A DIA
Da marmita às festas, estudo aponta onde é melhor investir Setorescomcrescimentoacimade20%nosúltimosanossãomaisindicadospeloSebraeparaquemqueriniciarnegócio FOTOS RAMON BITENCOURT
Com taxa m é d i a anual de abertura de pequenos empreendimentos acima de 20% nos últimos cinco anos, alguns setores como alimentação, beleza, serviços pessoais e festas estão entre os mais promissores em 2018, segundo um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Para a analista do Sebrae-MG Luciana Lessa, focar setores que já crescem no país aumenta a chance de sucesso em um momento de economia frágil, mas não é garantia. “Dinheiro não aceita desaforo. Para ter sucesso é preciso planejar e investir em gestão”, ensina. Entre os negócios apontados pelo Sebrae no estudo está o fornecimento de alimentos, como marmitas, e a alimentação saudável. Caso do Marmita Fitness, do casal Ewerton Luiz Pereira e Nathalia Lage, que iniciou as atividades em 2015. “A área de alimentação tem uma barreira de entrada baixa, isso dá abertura para novos empreendedores”, diz Pereira. Para ele, porém, é necessário planejar para crescer. “Ter feito um plano de negócios foi imporLudmila Pizarro
Fidelização e contato via redes sociais
Entrega de comida saudável é tendência que funcionou para o Marmita Fitness, do casal Ewerton Pereira e Nathalia Lage
tante. É entender que o empreendedor tem que se responsabilizar. Não importa de quem é culpa, tem que resolver”, afirma. Segundo Pereira, a empresa, que começou com os dois sócios e hoje tem sete funcionários, cresce cerca de 20% ao ano. Os investimentos também começam a voltar em 2018. Outro estudo do Sebrae com 5.800 empresários aponta que 50% deles
pretendem investir neste ano. O grupo Sattiore, bufê e recepções, abriu mais dois espaços de eventos neste ano. “Até o ano passado, os clientes estavam diminuindo os eventos, evitando gastar. Em 2018, os orçamentos voltaram a crescer”, afirma a proprietária do Sattiore, Mayara Laís Barbosa. NOVO NEGÓCIO O engenheiro de produ-
ção Dalmir Barreto e Silva Filho resolveu investir em recepções e abriu o Espaço Mariel no fim de 2017. “Resolvi unir o útil ao agradável. Além da renda extra, é uma nova ocupação”, afirma. Silva Filho perdeu a visão após um transplante de medula óssea há cinco ano. Seu primeiro investimento foi se tornar DJ. “Conheci um DJ de São Paulo que também é deficiente visual e me ins-
pirei muito nele”, conta. Ele já está planejando investir no novo negócio. “São dois pontos em que a demanda é crescente. Primeiro, festas infantis. Então quero ampliar meu espaço com brinquedos, tipo pula-pula e piscina de bolinha. A segunda coisa é fechar parcerias com bufês, porque o cliente solicita o orçamento já fechado, com espaço e alimentação”, afirma.
Para garantir o sucesso em 2018, empreendedores devem priorizar as redes sociais. O empresário Ewerton Pereira, do Marmita Fitness, afirmaqueestáligado nasredes sociais “24 horas por dia”.“Temos 80 milseguidores no Facebook, e mais de 20 mil no Instagram. Sempre respondemos todos os comentários, positivos ou negativos. Mantemos o relacionamento com o cliente nas redes sociais. Em cinco estrelas, nossa avaliação é 4,7”, afirma Pereira, que trata sua reputação na rede como um ativo. Relacionamento também é a prioridade da maquiadoraElisaFerreira Kacowicz (ZiziFK). “Fidelizo clientes pelas redes sociais. Mesmo não tendo milhares de seguidores, vejo que meus vídeos são visualizadospor 300 pessoasque gostam do meu trabalho e o indicam”, avalia. “A transformação digitalnão passa apenas pela tecnologia, mas pela estratégia da empresa”, ensina a analista do SebraeMG, Luciana Bessa.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
Growler: Chope para levar para casa
Dalmir Barreto investiu em um espaço de eventos em 2018
Polo cervejeiro, Belo Horizonte adotou as “growlerias”, casas que vendem chope em garrafas para ser bebido em casa. Espécie de “garrafão” charmoso, esse recipiente retornável tem melhorado o faturamento das cervejarias artesanais. Produtor da cerveja artesanal Dünn, com uma loja no Mercado Central, Macoud Rademacker afirma que vender “cerveja a granel” aumentou em 40% seu faturamento. “Percebemos um forte crescimento nesse mercado, e investimos”, conta Rademacker. Ele tem a loja desde 2016 e investiu na venda de
“growlers”, as garrafas para levar a bebida para casa, em outubro de 2017. Na área de beleza, o estudo do Sebrae aponta que serviços pessoais, como o de cabeleireiro, manicure e pedicure, estão em alta. “Temos que lembrar dos homens, com as barbearias”, diz a analista do Sebrae Luciana Lessa. A maquiadora Elisa Ferreira Kacowicz, ZiziFK nas redes sociais, relata um nítido aquecimento do mercado. “Atendi literalmente o dobro de pessoas entre janeiro e abril deste ano (frente o mesmo período de 2017)”, conta Elisa.
PROMISSORES Setores com potencial de crescimento em 2018 Alimentos e bebidas - Lanchonetes; fornecimento de alimentos preparados; bares; serviços ambulantes de alimentação; comércio de bebidas; restaurantes; e padaria Vestuário e calçados - Confecções de roupas e sob medida; comércio de vestuário; e calçados Construção - Pequenas reformas; manutenção elétrica; serralheria e pintura; e casas de material de construção Serviços pessoais - Cabeleireiros; manicure e pedicure; atividades de estética e beleza; e comércio de cosméticos Serviços especializados - Transporte de carga; serviço de taxi, lavagem, lubrificação e polimento de veículos; lanternagem, funilaria e pintura de veículos Entretenimento - Organização de exposições e festas FONTE: SEBRAE
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reportagem
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COMPORTAMENTO Famíliassemobilizam contravídeosde conteúdoinadequado queseproliferamna redesocialeenfeitiçam pordesafiose paródiaspejorativas
Alerta: Youtubers ‘deseducam’ crianças CRISTIANE MATTOS
Resultado
“Ninguém fala dos vídeos educativos”
Para Sheyla Pinheiro, o acesso da filha Mariana aos canais virtuais prejudicou desempenho dela na escola
seus filhos”. Segundo a nota, “para uma experiência mais controlada no YouTube principal, os pais podem ativar o modo restrito”. O
YouTube reforça a existência do aplicativo gratuito YouTube Kids, que ao longo deste ano terá novas opções de gerenciamento do conteúdo assistido.
MAIS POPULARES
Os 10 maiores canais no YouTube no Brasil
1º
lugar
Canal KondZilla
REPRODUÇÃO YOUTUBE
Canal do comediante, cantor e youtuber brasileiro conhecido por seus vídeos de humor no YouTube desde 2013. Faz posts sobre diversos assuntos. A sua publicação mais vista foi a paródia “Qual É a Senha do Wi-Fi” (65 mi de visualizações) DRAGO/DIVULGAÇÃO
que, quanto mais cedo a criança é inserida na plataforma, maior será sua tendência ao consumismo quando for mais velha. Segundo Raquel Fidelis, em sua casa, a solução também foi suspender os acessos. “Meu filho assistia aos dois irmãos, mas o Felipe Neto eu tive que proibir. Ele induz as crianças a coisas muito erradas e fora da realidade infantil, sem contar os inúmeros palavrões que ele fala o tempo todo. O irmão (Luccas Neto) incentiva as crianças a consumir brinquedos importados e fora da realidade brasileira”, relata. Para Sheyla Pinheiro, a sua experiência com o youtuber que pinta o cabelo de uma cor diferente cada vez que atinge nova marca em seu canal foi “um péssimo exemplo, que se refletiu na escola”. “Certo dia, abri a gaveta e achei dez atividades que ela tinha escondido sem fazer. Fui alertada pelo meu filho mais velho que esse tipo de comportamento é estimulado pelos youtubers, que ‘ensinam’ que omitir e levar vantagem em tudo é bonito”, diz. Em nota, o YouTube informa que a ferramenta foi projetada para pessoas acima de 18 anos e que todos os vídeos devem estar em conformidade com as diretrizes da rede social. Diz, ainda, que uma equipe analisa todos os vídeos, mas recomenda que “os pais acessem em conjunto com
Após as críticas, dois vídeos-resposta foram publicados no canal de Felipe Neto no YouTube, e em um deles ele pede: “Parem de mentir sobre os irmãos Neto”. “Todo fim de semana, milhares de pais vão aos espetáculos dos irmãos Neto pelo Brasil e se divertem com seus filhos. Boa parte da imprensa valoriza isso. Outra parte, com uma agenda própria de intenções estranhas, ignora essa harmonia entre pais e filhos nos shows”, diz Felipe no vídeo. “Ninguém falou dos vídeos educativos do Luccas e de sua mensagem pró-família (...) Ninguém fez o papel clássico do bom jornalismo: ouvir os dois lados”, questiona no vídeo. A reportagem fez contato com os canais de Luccas Neto, mas não teve retorno. Pedro Gazzola, empresário de Enaldinho, diz que o youtuber “toma todas as devidas precauções e cuidados”. “Quando ele vai fazer qualquer coisa que tenha o mínimo de perigo possível, ele fala para que elas (crianças) não façam em casa ou para que peçam ajuda dos pais”, afirma. O youtuber Rezendeevil divulgou recentemente na mídia que busca levar diversão a seus seguidores, “mas com responsabilidade”.
Inscritos
28,7 milhões Whindersson Nunes
2º
3º
lugar
Felipe Neto
lugar Inscritos
32,2 milhões Canal da KondZilla Filmes, produtora de conteúdo audiovisual de música eletrônica e funk do Brasil. Especializado em videoclipes com audiência de mais de 1 bilhão de visualizações por mês
Inscritos ULGAÇÃO S/DIV RAE MO TO BE
Litza Eles se identificam Mattos como “digital influencers”, mas a influência que essas celebridades virtuais estão exercendo sobre crianças e jovens passou a ser criticada por pais, mães e instituições ligadas à infância, travando uma verdadeira batalha contra alguns youtubers em relação aos conteúdos postados. “Trollei meu amigo e quase fiquei cego”; “Roubei o cartão do meu irmão e gastei R$ 1.000 em figurinhas da Copa”; e banheiras de açaí, chantilly, creme de avelã e outras comidas, são apenas alguns exemplos de vídeos produzidos por youtubers, que conseguem milhões de visualizações em poucas horas. Após levar o filho e o sobrinho a um show de Luccas Neto, 28 – um dos mais populares youtubers no país, com mais de 14 milhões de inscritos em seu canal –, a professora de marketing digital Elis Monteiro, do Rio de Janeiro, percebeu que a compulsão por doces e o “estranho comportamento” do filho Guilherme, 10, poderiam estar relacionados ao estímulo virtual. “Saí do show apavorada. Meu filho estava falando igual ao Luccas Neto – que grita muito –, tinha aumentado o tom de voz, e percebi que ele estava com muita tendência a desperdiçar alimentos”, conta. A indignação da mãe se transformou em um texto publicado nas redes sociais. O conteúdo teve 6.500 compartilhamentos e gerou diferentes reações: de um lado, fãs dos youtubers a atacando e, de outro, pais e mães apoiando. “Recebi mensagens agressivas de fãs. Fiquei muito preocupada com a violência e como essas criaturas os viam como ídolos que não podem ser contestados”, afirma. Após conversas, a mãe conta que o filho reconheceu que os conteúdos não eram “tão legais” e, então, ela optou por proibir determinados canais em casa. Com milhões de inscritos, Luccas e o irmão Felipe Neto, 30, decidiram lançar um canal da dupla. Com o perfil “Irmãos Neto” eles reúnem mais de 42 milhões de inscritos. O sucesso é alcançado também por outros canais, que usam a mesma “fórmula” para fisgar as crianças. Nos canais de Enaldinho (5 milhões de inscritos) e Rezendeevil (16 milhões de inscritos), são comuns vídeos que demonstram “trollagens” com as mães. No caso dos canais voltados para meninas, os vídeos mais populares estimulam o consumo de cosméticos e roupas. Se aos olhos das crianças os ídolos se tornam verdadeiros espelhos, estudos recentes mostram
20,8 milhões Seu vídeo mais visto foi o “Rebuliço: Paródia Despacito”, (28 mi de visualizações). Outros vídeos polêmicos são “As Respostas de Prova Mais Engraçadas”, “Casa, Mata ou Trepa” e “Tudo que Comprei na Disney com R$ 18 mil”
reportagem
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COMPORTAMENTO
Livres, empresas patrocinam estímulo ao consumismo DiferentementedaTV,quetemumcontrolemaior,publicidadeinfantilfazestragosnasredes FLICKR/ESTHER VARGAS
Litza Por trás dos vídeos Mattos de youtubers envolvendo guloseimas e brinquedos, costumam estar grandes empresas patrocinadoras. Explicase: se na televisão o cerco à publicidade direcionada à criança se fechou a partir de 2014, ano em que foi estabelecida a resolução 163 do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) contra a publicidade com o intuito de induzir a criança ao consumo, o volume de conteúdo e a falta de clareza e de regras direcionadas aos canais do YouTube dificultam o trabalho dos órgãos reguladores. Ainda assim, neste ano, o Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) já puniu o youtuber Felipe Neto com a retirada de um vídeo, que não deixava claro que seu conteúdo era publicitário. Na postagem em questão, o “Desafio Felipe Neto vs. Luccas Neto (Na Netoland)”, os irmãos divulgavam um número de telefone para os seguidores ligarem e participarem de um sorteio. Outro ponto apontado como irregular pelo órgão seriam falas no imperativo (bastante usadas pelos youtubers), consideradas impróprias para menores de idade, principal público dos dois na plataforma de vídeos. O Conar confirmou que, atualmente, 20 vídeos do YouTube voltados para o público infantil estão sen-
do examinados após denúncias. Entre esses, alguns envolvendo alimentação. No Reino Unido, a Advertising Standards Authority (ASA) lançou em 2015 um conjunto de regras voltado especificamente para essa nova mídia, previamente não regulada: os vlogs. No Brasil, o Conar atua mediante denúncias – quem se sentir incomodado pode encaminhar uma reclamação pelo site www.conar.org.br. O que já acontece no país em relação a filmes e séries – seja no cinema, na TV ou em serviços de streaming como a Netflix, que precisam informar classificação etária, de forma que os pais e responsáveis pelas crianças e jovens saibam se o conteúdo é adequado para todas as idades ou apenas para maiores de 18 anos –, pode ser expandido. O Ministério da Justiça avalia ampliar a regra para vídeos na internet na tentativa de conter o impacto de youtubers populares em crianças de pouca idade. Diante das dificuldades burocráticas, outra possibilidade é que exista a autoclassificação, assim como ocorre com jogos e aplicativos distribuídos por meio digital. Nesses casos, é preciso seguir o padrão internacional Iarc, processo feito em minutos e que gera várias classificações oficiais ao mesmo tempo, para dezenas de países. Para a consultora de comunica-
Atualmente, 20 vídeos do YouTube voltados para o público infantil estão sendo examinados após denúncias
ção e membro-fundadora da Rede Brasileira Infância e Consumo (Rebrinc), Nádia Rebouças, há alguns anos era inimaginável esse tipo de influência. “Garotos, que nem são tão jovens assim, simplesmente viram produtos e vivem de fazer ‘brincadeiras’ com produtos de consumo, influenciadores, formadores de opinião e publicitários de si mesmos”, analisa. Nádia apoia a classificação etária nos canais, mas garante que, na internet, “só a legislação não adian-
ta” e é preciso que haja um “momento de reflexão da sociedade” para saber lidar com esse novo fenômeno. “É importante o assunto tomar a imprensa e as redes sociais para poder tornar os pais mais conscientes. Eu já analisei alguns vídeos e encontrei youtubers que fazem bullying. Acho que o debate, a conversa e o diálogo, com os pais mais atentos, nas famílias e nas escolas, é que vão poder mostrar algum caminho para minimizar os efeitos disso, que vem ganhando cada vez mais força”.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
NÚMEROS YOUTUBE
6º
lugar
Inscritos
14,7 milhões
Pedro Afonso, o ‘Rezendeevil’, chegou a ser goleiro na Itália, mas virou youtuber postando suas partidas de Minecraft. Os vídeos se baseiam em vlogs como “Atirei no Meu Amigo” (6,7 mi de visualizações) e “Eu Comi Amoeba e Olha no que Deu”
7º
lugar BAND/DIVULGAÇÃO
16,6 milhões
5º
4º
Porta dos Fundos Inscritos
Inscritos
Rezendeevil
Luccas Neto
lugar
14,2 milhões 8º
lugar Canal Canalha
lugar Inscritos EN RM CA
ULGAÇÃO Y/DIV KLE
16,3 milhões
AuthenticGames Inscritos
13,6 milhões 9º
lugar
GR6 Explode Inscritos
“O cotidiano visto da forma mais canalha possível” é a tônica do canal de Júlio Cocielo, com vídeos como “Pirulitão Elétrico”, (13 mi de visualizações), no qual ele grampeia a orelha e depois usa uma raquete elétrica para dar choques na própria língua
13,5 milhões 10º lugar
5incominutos Inscritos
11,1 milhões
8 Acessos: Quando considerados os 110 principais canais infantis, o número de visualizações passa de 20 bilhões. 8 Perfis: A maior parte, 39, é de games, 27 canais são de youtubers mirins e teens, 22 são de programação de TV infantil, 14 de desenhos e musicais infantis não disponíveis na TV, sete de unboxing (abrir caixas de brinquedo) e um canal educativo.
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No YouTube Brasil existem diversos modos de consumir entretenimento, a plataforma agrada crianças de 0 a 12 anos. Luciana Corrêa, pesquisadora
Quanto mais cedo, maior o impacto Apesar de o YouTube ter classificação etária de 18 anos, seu público é composto também por adolescentes, crianças... e mesmo bebês. Segundo levantamento da pesquisadora Luciana Corrêa, do ESPM Media Lab, que em 2015 buscou mapear o comportamento infantil no YouTube, é possível identificar, entre os cem canais de maior audiência na plataforma, 36 que abordam conteúdo direcionado a crianças de 0 a 12 anos. A descoberta mais impactante da pesquisa, segundo Luciana, confirma uma tendência já apontada em estudos da Europa, que indica que, quanto mais cedo a criança é inserida na plataforma, maior será sua tendência ao consumismo quando for mais velha. No artigo “O que tem dentro da caixa? Crianças hipnotizadas pelo YouTube Brasil, as fronteiras entre entretenimento, conteúdo proprietário e publicidade”, a pesquisadora conclui que “é preciso constantemente pensar a participação da criança na sociedade”. “Pensar em que medida é preciso regulamentar esses espaços de vídeo, garantir a liberdade de expressão e a voz da criança. E ainda, acima de tudo, pensar como protegê-las é dever do adulto, em um ambiente recomendado para maiores de 18 anos, ou com seu acesso sob a supervisão de pai ou responsável”, diz.
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA I VALÉRIA MARQUES/DIVULGAÇÃO
Foco na torcida FRED MAGNO
Festival em clima junino
Salmão laminado e maçaricado sobre purê com toque de coentro e caviar de sagu, do AA Wine Experience
A atual edição do “Brasil Sabor” tem como inspiração a culinária junina. Com o tema de São João, o festival, promovido pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) acontece até 3 de junho com 24 bares e restaurantes participantes. Todos vão preparar pratos especiais com alguma iguaria típica das quermesses. Um deles é o prato atolada no milho (foto), do Marina’s Bar e Restaurante: maçã de peito cozida com mandioca e milho verde com farofa de milho e alho assado. A lista dos estabelecimentos está disponível no site www.brasilsabor.com.br
Terça-feira com música clássica O restaurante francês Au Bon Vivant (rua Pium-Í, 229, Cruzeiro) oferece, mensalmente, concertos de música de câmara. O projeto “Terças Clássicas” pretende proporcionar uma experiência gastro-musical aos presentes e estreia na próxima terça-feira (22), às 20h, com o Trio D’Anches, formado por Israel Muniz, Marcus Julius Lander e Victor Araújo, membros da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. O couvert artístico custa R$ 30.
Celebração ao queijo mineiro Para honrar a tradição do queijo minas artesanal, reconhecido mundialmente, a segunda edição do Festival do Queijo Minas Artesanal de leite cru, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte, vai reunir, até domingo (20), produtores das sete regiões oficialmente reconhecidas pelo Estado: Araxá, Campos das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e Triângulo Mineiro. Haverá, ainda, cervejas artesanais, vinhos, cachaças, cafés, mel e azeites mineiros, além de oficinas de conservação, harmonização e degustação de queijos. A entrada custa R$ 15 (inteira). PAULO MÁRCIO/DIVULGAÇÃO
RODNEY COSTA/DIVULGAÇÃO
Estabelecimentos emBHcriamasua versãogastronômica antecipandooclima daCopadoMundo Quem não comprou ingressos para acompanhar os jogos nas arenas da Copa do Mundo na Rússia tem a opção de bares e restaurantes para torcer pela seleção brasileira. E não trata-se de aproveitar esses locais e os telões com a transmissão ao vivo das partidas mas, sim, de uma maneira mais interessante: degustando criações que foram, de alguma forma, inspiradas no Mundial. Aos poucos, estabelecimentos da capital mineira incorporam em seus menus pratos e petiscos específicos para o período. E vale de tudo. No Café Palhares, por exemplo, a decoração verde e amarela é o que rouba atenção no tira-gosto criado para a competição do Comida di Buteco. O nome não poderia ser mais apropriado para combinar com o clima do futebol: Tá no Filó – Uma homenagem a Fernando Sasso é, de fato, um tributo ao narrador esportivo mineiro, que morreu em 2005. O petisco consiste em iscas de pernil empanadas com cebolas crocantes – essas, nas cores da bandeira brasileira – com molho de pimenta com rapadura e cachaça. “Nas décadas de 60 e 70, o Café Palhares era conhecido coLorena K. Martins
O Café Palhares criou o petisco Tá No Filó - Uma homenagem a Fernando Sasso com as cores do Brasil
mo o quartel do esporte. Os clientes sempre ligavam para cá para saber o resultado dos jogos. E, como comemoramos 80 anos de existência neste ano, pensamos em trazer essa herança esportiva para criar esse petisco”, explica João Lúcio Ferreira, sócio do estabelecimento. “O prato fala um pouco da história do Palhares e da Copa do Mundo. É o maior evento esportivo do mundo, e temos que está atualizado com isso”, acredita. As cebolas são coloridas com anilina comestível antes de serem empanadas na farinha e fritas no óleo bem quente. João garante que o gosto não fica nada artificial. “Primeiro, a pessoa se assusta com a cor, mas depois, quando come, vê que é uma delícia”, explica ele, que pretende manter o petisco por mais tempo no menu,
reconhecido pelo clássico kaol – combinado de couve, arroz, ovo, linguiça, molho de tomate e torresmo. Já esta edição do Restaurante Week convidou chefs dos estabelecimentos participantes a trabalharem com ingredientes comuns dos países classificados para o Mundial para compor o menu especial, disponível na capital mineira até o dia 10 de junho. “Aqui, oferecemos comida tipicamente italiana. Porém, como a Itália não foi classificada, criamos um cardápio com alguns ingredientes e técnicas francesas marcantes. A ideia é que, assim que o cliente coma o prato, perceba que ainda está na Itália, mas ao mesmo tempo viaja pela França”, exemplifica o chef Eberton Rodrigues. Um dos destaques do menu é o Brasato al Vino Rosso. “Utilizamos a técnica francesa cha-
mada de “sous-vide”. Assamos a raquete bovina no forno a uma temperatura de 65 graus por cerca de 15 horas, ao invés de fazer cozido, como é tradicionalmente na Itália”, disse ele, que incorporou outros ingredientes francesas como mostarda dijon e queijo de cabra boursin aos pratos. No AA Wine Experience, que também é participante do Restaurant Week, o chef Jelcer Rosa mesclou referências de alguns países participantes, como a própria Rússia – anfitriã do Mundial –, para criar uma das opções do cardápio. O caviar, iguaria típica russa, foi adaptado aos moldes brasileiros, feito com sagu marinado com shoyo servido por cima do salmão maçaricado com purê e coentro. “Usamos um pouco da referência gastronômica de cada país, sem deixar que um sabor roube o outro. Tudo tem que ter uma dosagem certa”, explica o chef.
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DE BANDEJA II RECEITA BEBER E TORCER Para torcer A cervejaria Loba, de Santana dos Montes (MG), lançou uma edição especial para ganhar visibilidade com a Copa do Mundo deste ano. O rotulo recém-lançado é no estilo Premium American Lager, com 5% de teor alcoólico, 15 IBU e coloração dourada. Seu amargor é baixo e seu aroma pode lembrar cereais, ser doce ou parecido com grãos, incluindo também notas florais ou de especiarias, por conta do lúpulo. Seu corpo é leve, com colarinho branco bem espumante. “Estamos em ano de Copa do Mundo e o brasileiro ama futebol. Este lançamento vem para estimular as vendas, prestigiar o futebol e a seleção brasileira rumo à Rússia, 2018”, disse Aloísio Rodrigues Pereira, proprietário da Loba.
OUTBACK/DIVULGAÇÃO
Brasato al Vino Rosso Receita do chef Eberton Rodrigues, do Paratella Buritis PARATELLA BURITIS/DIVULGAÇÃO
Na torcida da Copa do Mundo Para os colecionadores da clássica caneca de chope do Outback, a franquia criou mais uma promoção no clima do Mundial. Foram criadas três novas cores – verde, amarelo e azul – da caneca colacionável, adquirida mediante a compra de uma Super Wings (15 sobreasas de frango empanadas) + dois chopes de 340 ml). A promoção é válida em todos os restaurantes brasileiros da rede até o dia 31 deste mês.
LOBA/DIVUKGAÇÃO
Ingredientes Brasato - 1,2 kg de raquete bovina - 20g de sal - 5g de pimenta do reino Polenta - 200 g de polenta instantânea - 800ml de caldo de legumes - 10g de sal - 100g de parmesão ralado - 100g de manteiga sem sal Molho - 1 garrafa de vinho rosso italiano - 10g de amido de milho - 150g de açúcar - 2 ramos de tomilho - 200gr cenoura - 200g de cebola - 1 talo de alho poró - 3 talos de salsão - 300ml de molho rotti (caldo de carne) A Premium American Lager, da cervejaria mineira Loba, foi criada no clima da Copa
Modo de preparo Carne
Tempere a carne com sal e pimenta, embale a vácuo e leve ao forno para assar a uma temperatura de 65 graus por cerca de 15 horas. Depois, retire a carne do forno e sele na frigideira com um pouco de azeite antes de servir. Molho Refogue a cebola, o salsão e o alho poró em até murcharem e reserve. Cozinhe a cenoura no molho rotti até ficar ao dente e desligue o fogo. Adicione os legumes refogados a panela que está a cenoura cozida. Em outra panela coloque o vinho tinto, a cebola picada e dois ramos de tomilho. Deixe reduzir cerca de 20% e, depois, adicione o amido de milho já dissolvido em água. Espere engrossar e adicione os e legumes cozidos e está pronto. Polenta Coloque o caldo de legumes para ferver e vá adicionando a polenta as poucos e mexendo com um fouet. Continue mexendo por cerca de três minutos e, depois, desligue o fogo. Adicione o queijo e a manteiga e mexa até incorporar e pronto.
Cerveja com churrasco Cortes de carne como picanha angus, linguiça ao vinho e linguiça ao vinho harmonizados com rótulos da cervejaria Krug Bier e ainda acompanhados com diferentes estilos musicais. Este é o foco da primeira edição do Em Brasa BBQ – Festival de Churrasco, neste domingo (20), entre 11h e 21h, na rua Tomé de Souza, na Savassi, com entrada gratuita mediante retirada de ingresso no site www.sympla.com.br/festival-embrasa-2018__280587. Neste domingo (19), também acontece o Beer Horizonte, das 11h às 20h, no quarteirão da avenida Getúlio Vargas, entre Contorno e rua Alagoas. Estão confirmadas 14 cervejarias artesanais e shows de Sapotchen, Lithium e Lurex. O ingresso, também gratuito, pode ser retirado no site www.sympla.com.br/beer-horizonte---maio__283624
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almanaque HUMOR ÁCIDO> Produzido de forma independente, “Lifting” ri dos inalcançáveis ideais de beleza
Riso contra padrões Lifting é um estrangeirismo traduzido comumente como procedimento cirúrgico destinado a corrigir os efeitos do envelhecimento. A palavra pode até soar estranha para quem não está habituado a ler sobre intervenções estéticas, mas, acredite, trata-se de uma técnica muito comum no Brasil, ranqueado como líder em númerode operaçõesplásticas em todo o mundo, segundo pesquisa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica divulgada este ano. Pôr uma lente de aumento sobre a expressão “corrigir efeitos do envelhecimento” é o que faz a peça “Lifting – Uma Comédia Cirúrgica”,que chega a BH pela primeira vez na próxima sexta (25) e sábado (26). Estrelada pelas amigas e atrizes Angela Rebello, Drica Moraes, Lorena da Silva e Luísa Pitta, a peça, produzida de forma independente, devolve a estranheza sobre a palavra e seu significado e faz rir – até aparecerem os temidos sinais de expressão. A montagem é uma adaptação do texto do espanhol Felix Sabroso. “A Angela (Rebello) morou muito tempo na Espanha, tinha contato com ele, com a obra dele e tinha esse projeto na gaveta”, explica Drica Moraes, lembrando que começaram a falar do texto há dois anos, em um encontro fortuito. “A gente estava saindo de uma estreia de comédia, aqui no Rio”, recorda. No início do projeto, estavam presentes Drica, Angela, Lorena da Silva e Solange Baldim. Ainda em espanhol, a carioca recorda que desde a primeira leitura sentiram a força daquele humor – que ficava ainda mais engraçado pelo autêntico portunhol que emprestaram à obra então. Mas o desenvolvimento do projeto também guardou dor: aos 53 anos, Solange faleceu. “Era uma grande atriz que estava com a gente nessa”, diz. Em seu lugar o diretor Cesar Augusto, convidou Luísa Pitta. Alex Bessas
GABI CASTRO/DIVULGAÇÃO
Sex. e sáb. 25 e 26.mai.
Sem neura
ÁGIL E ÁCIDO Sem personagens que se repitam e se desenvolvendo através de cenas rápidas, totalizando 12 esquetes, o que atraiu o grupo foi “a possibilidade de montar algo divertido, leve e com essa dinâmica quase de cabaré, de teatro de revista”, expõe Drica. A atriz observa que “Lifting” tem características do “teatro besteirol, que marcou muito o Rio nos anos de 1980” e discutia a sociedade da perspectiva de um humor ácido. Vale dizer, não é a primeira vez que Drica está em uma comédia que reflita sobre a obsessão em cumprir os estabelecidos padrões de beleza. Em 2017, na série “A Fórmula”, da Rede Globo, ela interpretou uma cientista que havia descoberto a receita do rejuvenescimento. Ao revisitar o tema, ela examina que essa discussão estética tem se feito mais presente na sociedade. “De uns tempos para cá, a
Comédia satiriza o eterno desejo por juventude e as loucuras feitas para alcançá-lo
população passou a ter mais acesso a procedimentos e as intervenções plásticas se tornaram algo meio epidêmico”, critica. Claro, Drica pontua que há razões históricas para esse frenesi. “É algo que está no cotidiano, que está presente. As pessoas falam sobre as cirurgias que gostariam de fazer... Mas esta é uma questão histórica da mulher. Sempre foi exigido que nós tenhamos uma aparência que cumpra determinados padrões ligados à beleza e à juventude”, contextualiza. “Há aquelas que dizem que não querem mais estar nesse lugar, mas a peça não deixa de ser um pouco retrato dessa pressão que sofremos”, conclui.
Esse retrato social que Drica menciona, diga-se, ganha distorções e devolvem o estranhamento sobre “as loucuras que as pessoas fazem com o próprio corpo”, como ela mesma classifica. Na comédia, por exemplo, a carioca interpreta uma advogada de uma socialite que se defende por ter cometido desvios de dinheiro público para a implantação de silicone e aplicação de botox. “As pessoas riem, mas um riso nervoso, quase de constrangimento”. As bizarras situações encontram eco em denúncias do antropólogo equatoriano Alvaro Jarrín. No livro “Biopolitics of Beauty: Cosmetic Citizenship and Affective Capital in Brazil” (2017), ele aponta que, através de fraudes no Sistema Único de Saúdes, um grande volume de cirurgias meramente estéticas foram realizadas usando recursos públicos.
RISO NECESSÁRIO Quando se reuniu com as parceiras de empreitada pela primeira vez, Drica, como lembrou, saía de uma comédia. Aquele momento de suspensão que experimentaram, diz, é que despertou nelas o desejo de fazer rir. “São tempos de obscurantismo, de violência. Dentro de uma sociedade tão adoecida, esses instantes são muito necessários”, analisa ela. Para a atriz, esta é uma oportunidade de “refletir, sem estar alienado, mas em uma sintonia mais leve, uma sintonia de cura que só o humor pode proporcionar”. Afinal, “às vezes, só rindo a gente pode atravessar determinados momentos da vida... Só fazendo essa conexão com a leveza e sabendo rir de nós mesmos”, pondera ela, que em 2010 passou por situação delicada quando precisou fazer um transplante de medula depois de ser diagnostica-
da com leucemia mieloide aguda. De tanto acreditar ser o riso necessário, o grupo de atrizes decidiu levar a comédia para o teatro mesmo sem patrocínios ou apoio de editais e leis de incentivo. Totalmente independente, o espetáculo foi custeado pelas quatro atrizes e alguns amigos. “É uma montagem muito despojada, brejeira, artesanal”, classifica Drica. Para conseguir levar o projeto para os palcos e estrear em 2017 ou realizar a turnê neste ano, elas precisaram enfrentar uma conjuntura desfavorável. “São anos de crise, de desmonte cultural absoluto, de patrocínios cortados, de editais inexistentes, quisemos fazeralgo simples, fácil de viajar, de transportar...”, critica. “É uma produção simples, mas que tem essa intenção de ocupar os teatros e não deixar que esses espaços virem igrejas, que esses equipamentos virem supermercados... É uma postura de resistência”, explica ela, sinalizando a intenção de marcar presença. Com um sítio no interior mineiro, Drica conhece bem os costumes daqui. Ela lamenta que suas passagens por BH sejam breves. A última vez que visitou a capital foi em 2012. “Me falta tempo para curtir mais a cidade. Mas nem precisa falar da comida daí, vocês sabem da fama”, brinca ela. A agenda da atriz, de fato, é atribulada. Na terça seguinte a sua passagem por BH, vai ao ar episódio da série “Mister Brau”, da Rede Globo. “Nela faço uma enfermeira nazista que é exmulher do Brau (Lázaro Ramos)”, cita. Finda a temporada de “Lifting”, ela começa a gravar uma adaptação da peça “Pérola”, grande sucesso do dramaturgo Mauro Rasi (1949 – 2003), nos anos de 1980. No filme, o segundo dirigido por Murilo Benício, Drica é a protagonista, vivida no teatro por Vera Holtz.
Lifting – Uma >comédia cirúrgica
Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dia 25 (sexta), às 21h; e dia 26 (sábado), as 20h. R$ 50 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Última peça mítica rodrigueana Com a montagem de “Senhora dos Afogados”, que faz curta temporada em Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 26 e 27) no Cine Theatro Brasil, o diretor Jorge Farjalla encerra um ciclo: de 2005 até este ano, encenou todas as peças de Nelson Rodrigues (1912– 1980) que o dramaturgo chamava de “teatro desagradável”, e que o crítico Sábato Magaldi (1927– 2016) denominou de peças míticas – além de “Senhora”, “Álbum de Família” (1945), “Anjo Negro” (1946) e “Doroteia” (1949). “É aí que começa meu interesse, na questão do mítico, do que está por trás, com relação principalmente ao simbolismo que a obra traz pro encenador e diretor. Essa oportunidade de levar a obra rodrigueana para outra esfera”, explica o diretor, que tem no elenco Alexia Dechamps, João Vitti, Karen Junqueira, Rafael Vitti, Letícia Birkheuer, Nadia Bambirra, Jaqueline Farias e Du Machado. Escrita em 1947, “Senhora dos Afogados” conta Jessica Almeida
a história da pudica família Drummond. A trama começa quando o casal Misael (João Vitti) e D. Eduarda (Alexia Dechamps) perde a filha Clarinha afogada. Anteriormente, outra filha, Dora, havia morrido da mesma maneira. Moema (Karen Junqueira), portanto, é a única descendente que lhes resta. Paralelamente, prostitutas do cais do porto lamentam a morte ainda impune de uma delas, ocorrida 19 anos antes. Tudo leva a crer
O diretor Jorge Farjalla encerra o ciclo do teatro desagradável de Nelson Rodrigues com “Senhora dos Afogados”, após montar “Álbum de Família”, “Anjo Negro” e “Doroteia”
que o assassino da prostituta seja o patriarca da família. Este também é alvo do amor da própria filha, que trama para que sua mãe o traía com seu noivo (Rafael Vitti). “O espetáculo tem ligação muito forte com a tragédia grega, afinal é uma releitura de ‘Electra Enlutada’, de Eugene O’Neil, que, por sua vez, é inspirada em obra de Eurípides”, afirma Farjalla. Se em todas as peças do “teatro desagradável” Nelson Rodrigues criou, segun-
do ele mesmo, “obras pestilentas, fétidas, capazes, por si sós, de produzir o tifo e a malária na plateia”, em “Senhora dos Afogados” ele trata especificamente da religiosidade, como observa o diretor. “Sempre o profano se alimenta do sagrado. Desta vez, é o sagrado que se alimenta do profano. O Misael é uma caricatura dos governantes do Brasil e a prostituta que ele assassinou há 19 um desdobramento de Maria Madalena. Enquanto
Sáb. e dom. 26 e 27.mai.
sua esposa, D. Eduarda, de certa forma representa Nossa Senhora”, diz. O mar é também um dos personagens da obra e Farjalla resolveu situá-lo em Recife, cidade natal do autor. A lama do mangue, que se enche da água do mar no fim do dia, engole os personagens, e um farol imponente no centro se desdobra em outros símbolos. A estética das pinturas de Francisco de Goya (1746–1828) se reflete nos quadros formados peCAROL BEIRIZ/DIVULGAÇÃO
las cenas. O livro “Nelson Rodrigues Evangelista”, de Francisco Carneiro da Cunha, que relaciona a dramaturgia do autor com os quatro evangelhos do Novo Testamento, mais uma vez balizou o trabalho de Farjalla com os atores. RUPTURA Alexia Dechamps, que em “Doroteia” interpretou Maura, uma das primas amargaseinfelizes daprotagonista, teve agora um novo desafio. “Saí do papel de uma viúva, religiosa, completamente reprimida e feia,paraumamulher extremamente sensual, que precisa se autorreprimir, pois a sensualidade é muito forte. Que também tem uma dualidade porque às vezes ela mostra e, às vezes, reprime”, diz. “Foi difícil tirar a Maura, que era uma coisa bem diferente, mas a direção do Farjalla ajuda muito, ele é ótimo diretor de ator, consegue ir extraindo da gente o que precisa”.
Senhora dos >Afogados
Dir.: Jorge Farjalla Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Dias 26 (sábado), às 21h, e 27 (domingo), às 19h. R$ 50 (inteira)
A doença de Ivan Fiódorovitch Foi em 1996 a primeira vez que os atores e diretores Cláudio Dias e Marco Amaral se debruçaram sobre o clássico “Irmãos Karamazov”, último romance escrito pelo russo Fiodor Dostoievski (1821 – 1881). À época, Marco tinha 25 anos, mesma idade que o personagem da trama que interpretava, Ivan, quando adaptaram duas passagens do livro na peça “O Grande Inquisidor”. Agora, eles voltam ao enredo russo levando para o palco outro capítulo da obra: passadas duas décadas, Amaral reencontra o perturbado Ivan, desta vez, sob direção do antigo companheiro de cena, Cláudio Dias. A montagem “Ivan”, que estreou em setembro do ano passado, volta a ser apresentado no Teatro João Ceschiatti a partir deste fim de semana e cumpre temporada até o dia 27 (domingo).
Se, há 22 anos, Dias e Amaral interpretavam dois irmãos, a experiência foi fundamental para que criassem laço e quisessem retomar um texto baseado em Dostoievski. “Aquele espetáculo nos aproximou muito como artistas e desde aquela época a gente buscava um retorno dentro da mesma obra”, comenta Dias, lembrando que o processo de criação da montagem começou há dois anos. Inspirado no capítulo nove do romance russo, “O Diabo – A Alucinação de Ivan Fiódorovitch”, a peça traz à tona os embates que o personagem tem consigo. Ou melhor, “os duelos de Ivan com seus demônios”, como prefere Amaral. Longe de uma concepção maniqueísta de um embate entre o bem e o mal, as cenas pensam sobre conflitos humanos universais – impondo reflexões sobre a moral, ques-
Até dom. 27.mai
RAQUEL CARNEIRO/DIVULGAÇÃO
Passados 22 anos desde “O Grande Inquisidor”, atores Cláudio Dias e Marco Amaral voltam ao clássico de Dostoievski para conceber “Ivan”, mais recente parceria da dupla
tionamentos existenciais e até “um embate entre razão e fé”. As ambiguidades de Ivan Fiódorovitch são representados pelos atores Amaral e Gustavo Marquezini em uma alegoria dramatúrgica que representa
suas complexas relações com Deus, com seu pai e irmão e com seus próprios medos e sombras. Pesquisando técnicas de preparação de atores desde 2006, o diretor cita que entre os recursos que estão presentes na monta-
gem está o contato corporal, presente, por exemplo, em técnicas como contato e improvisação. Baseado em uma obra literária, a adaptação tem como pilar a interação entre os corpos de Amaral e Marquezini. “Existe uma
relação de peso que o corpo estabelece com o outro, algo que é transformado em movimento e é através destes jogos de contato e espelhamento que construímos essa ideia de ser um diálogo de Ivan consigo mesmo”, explica o diretor. “Todo trabalho foi construído de forma muito física”, pontua. Optando por uma apresentação que dá valor à interação corporal, Dias menciona que, desde a estreia, observa que o público é contaminado pelos conflitos de Ivan. “É uma interpretação muito corporal e noto que a plateia, com uma certa sinestesia, acaba se envolvendo profundamente com tudo aquilo”, analisa ele. (Alex Bessas)
> Ivan
Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, Centro). Neste sábado (19) e domingo (20), às 20h; dias 25, 26 e 27, às 20h30. R$ 30 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Ode à tolerância e ao diálogo Clarissa Alex Kahane tinha Bessas 17 anos e dava seus primeiros passos como atriz quando leu “Em Nome da Dor e da Esperança” (Ed. Campus, 1997). Escrito por Noa BenArtzi Pelossof, o livro é a reverberação de um momento delicado da vida da autora: no novembro sombrio do ano de 1995, ela encarou autoridades de todo mundo para prestar homenagem a seu avô Ytzhak Rabin, primeiro ministro de Israel, que sofrera um atentado fatal depois de alcançar progresso na histórica disputa territorial entre os povos judeu e palestino. Entre memórias afetuosas e sombrias, a narrativa impressionou Clarissa, que aguardou pacientemente pela oportunidade de fazer da obra um espetáculo. Foi assim que surgiu a peça “Meu Saba” (avô, em hebraico), que chega a BH pela primeira vez na próxima
estreia 24.mai.
quinta (24). Desde a estreia, em Curitiba, em 2015, passando pelo Rio de Janeiro e São Paulo, Clarissa teve certeza: seu projeto de juventude tinha mesmo que se concretizar agora.
PEDRO FULGÊNCIO/DIVULGAÇÃO
Inspirado em livro tributo a líder israelita, peça venceu o Prêmio Cesgranrio de Teatro de Melhor Iluminação e Melhor Cenografia
“Em todas as sessões, as pessoas ficam muito emocionadas e impactadas”, expõe, lembrando especialmente das conversas feitas com o público – em BH estão programados debates nos dias 26 e
27 de maio e 3 de junho. Embora verse sobre a brutalidade na região, além de registrar a relação afetiva entre avô e neta, Clarissa analisa que há reflexões que também fazem sentido no contexto brasileiro atual. “Essa peça se torna necessária porque fala de tolerância e estamos em um tempo de não aceitação da diferença”, analisa. Para ela, o recado a ser dado é a importância do diálogo. “Ouvir é muito importante e isso fica claro. Afinal, a paz se discute com os inimigos, não
com os amigos – e foi isso que Ytzhak Rabin fez”, diz. Parceiro de Clarissa de outras empreitadas, Daniel Herz assina direção da peça. Ele também compartilha a impressão de que “é bemvindo o recado de tolerância em um mundo que anda tão intolerante”. Diretor e atriz não imaginavam o sucesso que estaria por vir e Clarissa fala com genuíno espanto sobre as indicações que o projeto angariou – vencendo nas categorias de Melhor Iluminação e Cenografia do Prêmio Cesgranrio de Teatro. E tudo começou com uma simples troca de correspondência. “Há três anos, entrei em contato com a Noa por e-mail, ela foi super generosa e topou que eu levasse o texto para o teatro”, lembra a atriz. A ela se juntaram Herz e Evelyn Dizitzer em um processo de adaptação do texto que levou cerca de oito meses. “O monólogo acabou se mostrando como a melhor forma de apresentar esta história”, explica ela. A peça se passa nos 30 segundos que separam Noa do púlpito onde fará o pronunciamento em homenagem a seu avô. “Ela está diante de todas as autoridades do mundo e de sua dor. Nesse instante, passam por sua cabeça muitas reflexões, lembranças e receios”, comenta Herz.
70 ANOS DE ISRAEL Quando Clarissa e Herz conversaram com o Pampulha, na última segunda (14), jornais de todo o mundo noticiavam que, entre comemorações, protestos e mortes, lembrava-se os 70 anos do reconhecimento do Estado de Israel em cerimônia da ONU presidida pelo brasileiro Osvaldo Aranha (1894 – 1960). Apesar dos esforços, a histórica e letal disputa de terras da região nunca cessou completamente. Ytzhak Rabin talvez seja quem mais perto chegou de um acordo de paz. Tanto que, em 1994, recebeu o Nobel da Paz pelo “Acordo de Oslo”, que garantia autonomia palestina em Gaza e o fim do conflito entre a Organização para a Libertação da Palestina. O marco dos 70 anos de Israel somado à iniciativa de Trump de transferir a embaixada americana para Jerusalém causou turbulência. Palestinos protestaram e Israel revidou violentamente. O resultado foram 58 mortes. “Talvez não teríamos os mortos de hoje se o projeto do Rabin tivesse se perpetuado”, diz Herz.
> Meu Saba
CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Dia 24/5 até 3/6 (qui. a dom.), às 20h. R$ 20 (inteira).
EM CENA LAÍS PETRA/DIVULGAÇÃO
apresenta Mario 6 Musical Quintana para pequenos O espetáculo infantil “Lili Canta o Mundo” é a atração de maio do projeto Multiverso e traz ao museu música, cor e poesia em uma homenagem à obra do escritor gaúcho Mário Quintana. O projeto, que é também para os adultos, incorpora a poesia de Quintana ao universo das crianças por meio da música popular brasileira. Onde 5º andar do Espaço do Conhecimento UFMG (Praça da Liberdade, 700). Quando Neste sábado (19), às 17h. Quanto Gratuito LUIS HENRIQUE EVO/DIVULGAÇÃO
“Mostra de Teatro Lambe 6 XIII Lambe” no Parque Municipal Evento é uma iniciativa do Coletivo EmCaixa, rede de artistas que desenvolvem espetáculos em pequenos formatos, utilizando bonecos, objetos e silhuetas de sombras. A cada apresentação, um único espectador assiste ao espetáculo através de um visor e com fones de ouvido. Os espetáculos têm duração aproximada de três minutos e são apresentados dentro de pequenas caixas. Onde Parque Municipal (Av. Afonso Pena, 1377) Quando Neste domingo (20), das 10h às 12h. Quanto R$ 2
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ARTES CÊNICAS A TOQUE DE CAIXA! Dir. Rogério Gomes. Com Marcus Carvalho. A história de uma pessoa marginalizada e invisibilizada em situação de rua, catando caixas. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº - Centro - Parque Municipal). Sáb. (19) e dom (20), às 19h30. Entrada gratuita.
BAIXA TERAPIA Dir. Marco Antônio Pâmio Com Antonio Fagundes, Mara Carvalho e grande elenco. Três casais chegam para sessão de terapia. Mas psicóloga não foi e terão que conduzir a sessão em grupo. Grande Teatro Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420 centro). Neste sábado (19), às 21h, e domingo (20), às 19h. A partir de R$ 70 (inteira)
BOCA DE OURO Dir. Inone de Medeiros Com Grupo Oficcina Multimédia Na busca pelo poder, Boca de Ouro mergulha no submundo do crime. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 28/5.
CAMILLE CLAUDEL Dir e texto: Luciano Luppi. Peça traz dois eixos de conflito: a repressão sobre a mulher e a loucura - ou o que a sociedade considerou loucura. Funarte (r.Januária, 68, Floresta, 3213-3084). Sext. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 30 (inteira). Até 3/6.
CASSINO DA KAYETE Dir. Guilherme Oliveira. Com Kayete, Thiago Comédia e Totonho. Protagonista recebe outros personagens irreverentes que dão um tom ainda mais engraçado ao enredo. Teatro Raul Belém Machado - Rua
Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb.(19) às 20h, e dom.(20), às 19h. R$ 40 (inteira),
CICLOS Dir. Juliana Pautilla. Solo de Rita Maia reflete sobre questões de condição feminina às voltas com sua emancipação. Galpão Cine Horto – Sala Solo (rua Pitangui, 3.613, Horto). Sex. e sáb., às 19h; dom., às 18h. R$ 30 (inteira). Até domingo
DUPLO ETÉREO Dir. Fernando Couto e Dhan Marcel. Com Guilherme Santez, Rossini Luz e Daniel Gerth. Humoristas abordam temas da atualidade com imitações e paródias. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Qui. às 20h30. R$ 30 (inteira), R$ 15 (antecipado). Até 31/5.
com o tempo Jorge vai ensinar como faz. Teatro Nossa Senhora das Dores (av. Francisco Sales, 77, Floresta). Sex. e sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 27/05.
NOS PORÕES DA LOUCURA Dir. Luiz Paixão. Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues A peça conta a trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena. Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Até 27/5, às sextas e sábado, às 20h30, domingos, às 19h. R$ 36 (inteira), R$18 (meia); R$17.
ENCONTRO COM CARLINHOS MAIA Dir e texto. Carlinhos Maia e Eliandro. Reality show ao vivo, onde Carlinhos, junto de sua mãe, Dona Maria, Paulo e Reinaldo, coloca Penedo no mapa e leva para todos os canto do país. Grande Teatro do Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, Centro). Somente neste dom., às 20h. R$ 80 (inteira).
IVAN Leia mais na página 18.
MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM É MARIDO Dir. Ricardo Batista. Jorge e Vanessa foram flechados pelo cupido. No início da relação tudo parecia fazer sentido,
Dir. Henrique Limadre Com Cleo Magalhães A história de uma apresentadora de TV decadente que não aceita seu próprio fracasso. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até domingo (20).
RICARDO BELLO Stand-up comedy e personagens. Maria das Tranças (r. Estoril, 938, São Francisco). Somente neste sáb., às 20h. R$ 20 (individual); Mesas a partir de R$ 40.
ZONA TEMPORÁRIA DE SILÊNCIO
JOJÔ E PALITO EM: BELÔ MEU AMOR
Dir. coletiva. Com Laboratória! A partir de um desejo de teatro de sete mulheres, pessoas conhecidas e desconhecidas criam um espaço de convívio. Funarte (Rua Januária, 68, Centro). Sáb., às 20h. Entrada gratuita mediante reserva pelo telefone: (31) 9.9164-9113. Até 26/5.
Dir e texto: Joselma Luchini. Depois que a brisa espalhou a notícia de que um bicho ia comer a montanha, nunca mais houve sossego. Auditório do Colégio Sagrado Coração de Maria (r. Palmira, 289, Serra). Somente sáb., às 10h. Entrada franca.
teatro infantil
O INCRÍVEL MUNDO DAS BOLHAS GIGANTES
Dir: Coletiva. Saci Pererê, Iara, Mula Sem Cabeça e Boi Bumbá. Essas e outras histórias do folclore brasileiro. Museu dos Brinquedos (av. Afonso Pena, 2.564, Funcionários). Somente sáb., às 16h. R$ 24 (inteira).
Dir. Julio Margatida e Diego Krisp Espetáculo com momentos interativos, bolhas em diversos tamanhos e belos efeitos visuais. Teatro Marília (av. Professor Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Aos sábados – exceto 19/5 –, e domingos, às 16h, R$30 (inteira). Até 27/5
FLICTS
OS TRÊS PORQUINHOS
CIRANDA FOLCLÓRICA
JOÃO E MARIA E A CASA DE CHOCOLATE
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava. Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha. Casal longevo às voltas como o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341, Centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 03/06.
SIMPLESMENTE MARTA
Dir Lívia Gaudencio Peça mostra para os pequenos que o bullying e toda forma de discriminação são desrespeitosos. Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia 2.244, Lourdes). Domingo (20), às 16h. R$ 20 (inteira).
VICTOR IEMINI/DIVULGAÇÃO
teatro adulto
Dir. Kênia Oliveira. Com Keven Kiatt, Noemy Stella, Ana Luíza Amparado Dois irmãos se perdem na floresta e acabam aprisionados por uma bruxa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova). Dom.,às 16h. R$ 40 (inteira). Até 27/5.
Dir. Cristian Amaral. Porquinhos, fogem e protegem suas casas do Lobo Mau. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, S/N - Centro). Neste sáb. (19) e dom. (20), às 16h30. R$17 (postps Sinparc).
UMA HISTÓRIA SEM PÉ NEM CABEÇA Dir. André Luiz Dias. Quatro crianças disputam a rua, colocando em questão a possibilidade de brincarem juntos ou não. Teatro de Bolso do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, Centro). Sex., às 16h, sáb. e dom., às 18h. R$ 30 (inteira). Até domingo.
musical Espetáculo infantil “Flicts” aborda questões como bullying
SEM FONIA MUSICAL Dir. Bruno Godinho. Yepocá - Cia de Teatro. Três palhaços, cada um com seu instrumento, criam uma harmonia. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (inteira). Até 20/5.
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MÚSICA Uma década de muito samba
FAZ TUDO O registro de seu primeiro DVD com o show “Aline Calixto ao vivo em BH – 10 anos de carreira” tem exigido muito da cantora e compositora. Afinal, além dos ensaios, a moça está metida em cada processo da apresentação. “Eu não sou do
tipo de artista que tem uma conduta passiva, não consigo!”, diz ela, que faz a direção artística e, por isso, está em todos os subgrupos de organização do show. “Tem coisas que estou aprendendo agora, como a questão da iluminação, que é muito diferente, ou o posicionamento dos músicos no palco”, expõe, atenta a cada detalhe. Mas o que realmente foi difícil para Aline não é exatamente uma tarefa que já não estivesse habituada: a seleção do repertório. Desta vez, com um show que revisa sua carreira, precisou fazer escolhas e deixar “muita coisa para trás”. O processo foi facilitado por Thiago Delegado, que assina a direção musical. “Ele me entende e a gente se entende”, diz ela. Entre as canções escolhidas estão “Enfeitiçado” e “Oxossi” de seu CD de estreia, o “Aline Calixto” (2009). Importante em sua trajetória, “Flor Morena”, do seu segundo álbum, de 2011, foi tema da novela “Fina Estampa”, da Rede Globo: “foi ali que muitas pessoas tiveram contato com meu trabalho”, diz ela, garantindo a música entre as selecionadas. Outras eleitas foram “Meu Ziriguidum”, que dá nome ao terceiro CD, de 2015, e “É Amor”, de seu trabalho mais recente, “Serpente” (2017). “É um resumo muito difícil de ser feito, tem muita coisa que gosto que precisou ficar de fora”, lamenta. IMPERATIVO DO SAMBA O samba que corre nas veias de Aline se mostra até na escolha do lugar que vai ser palco de seu DVD. Além de ser um “cenário lindo que é a cara de BH”, como ela mesma diz, de ser um reencontro com sua própria história e palco de uma recente ocupação cultural e gastronômica, “a Sapucaí tem ligação com o samba”, mesmo que nominal, explica ela, fazendo ponte entre a rua belo-horizontina e o sambódromo carioca – cidades que são, não por coincidência, as casas da cantora. Para comemorar os dez anos de música, Aline estará muito
Sáb. 26.mai.
bem acompanhada. “Do universo do samba, a Beth é a mais próxima. Ela é minha amiga há anos, já fiz participação em show dela, mas nunca havíamos registrado este momento”, explica. Com Monarco e Velha Guarda da Portela, a parceria também é antiga: “a primeira vez que tocamos juntos foi em 2009”, lembra, fazendo questão de elogiar Monarco – “uma pessoa muito querida, muito generosa”. Revelados nacionalmente pelo programa global The Voice Kids, os jovens cantores Isadora Ferreira e Tavinho Leoni, frequentadores do Samba da Calixto e que ela fez questão de apadrinhar, também vão participar do espetáculo. “O Tizumba é daqui de Minas, meu amigo, já fizemos muitos shows juntos e é uma referência... Essa coisa dos tambores mineiros era coisa que eu já vinha almejando há muito tempo, era hora de realizar”. O carnaval também se faz presente. Pudera: dos dez anos de trajetória, cinco são também dedicados à folia. Com projetos carnavalescos como o Baile da Calixto e o atual Bloco da Calixto, que desfila em BH e chegou a reunir 150 mil pessoas neste ano, “era natural que a festa se inserisse em meu trabalho, até porque carnaval e samba andam juntinhos”, sentencia. Para a gravação, Aline convidou representantes de diversos blocos belohorizontinos, como “Chama o Síndico”, “Então, Brilha”, “Volta Belchior” e “Garotas Solteiras”. Nomes sagrados do samba fazendo ponte entre as tradições mineiras e cariocas, abraçando uma quase precoce geração da música e somando a tudo isso pitadas de carnaval: assim será a gravação do primeiro DVD de Aline Calixto. Afinal, “tudo isso faz parte do universo em que eu me encaixo”.
HENRIQUE GUALDIREI/DIVULGAÇÃO
Aline Calixto tem dupla cidadania: nasceu carioca, mas é também mineira. Afinal, aos 6 anos mudou-se para BH. Depois, foi para a Viçosa, na Zona da Mata, onde se formou em geografia. Mas não era a carreira acadêmica que embalaria a moça. Já na faculdade, ela caia no samba e formou até um grupo, “mais por divertimento”, recorda hoje. Foi com esse arranjo de amigos que ela se apresentou pela primeira vez na capital mineira, ainda no correr do ano de 2006. “Passava ali pela rua Sapucaí e vi o bar Sapucaí 511, que tinha rodas de samba”. Veio na hora a ideia: falou com os proprietários, reuniu os amigos e foi lá, “ver no que é que dava”. Dois anos depois, no Rio de Janeiro, a história teria uma virada quando ganhou o “Concurso de Novos Talentos” da tradicional Casa Carioca da Gema. “Foi a partir daí que comecei e nunca mais parei, este foi o pontapé para a minha trajetória na música”. Passada uma década do episódio que marca o início de sua carreira, a sambista grava agora seu primeiro DVD em apresentação que ocorre na tarde do próximo sábado (26), quando sobe no palco ao lado de convidados de peso, como a sua madrinha Beth Carvalho, Monarco e a Velha Guarda da Portela e Maurício Tizumba e Tambor Mineiro. Detalhe: o show que será eternizado no projeto acontece na mesma Sapucaí onde, pela primeira vez, ela se apresentou na capital mineira. Desta vez, no entanto, mais que amigos e família, é esperada uma multidão. “Voltar para lá, nesta condição, gravando DVD, fecha um ciclo e inicia outro”, celebra. Alex Bessas
DVD
Gravação terá representantes do samba de Minas e do Rio, presença de monstros sagrados da MPB e de novatos, e muito carnaval
> Aline Calixto 10 Anos
Show de gravação do DVD ao vivo. Rua Sapucaí, Floresta, depois do Viaduto Santa Tereza (quarteirão fechado). Dia 26 (sábado), às 16h. Gratuito com retirada de ingresso no site www.sympla.com.br.
JULIA LANARI/DIVULGAÇÃO
NATY TORRES/DIVULGAÇÃO
histórica de Mariana 6 Cidade festa com serestas e reinados O tradicional Festival da Vida, que promove a cultura regional em Mariana, com shows de artistas locais e celebrações religiosas, ganhará reforço em mais uma edição. Para ampliar a programação, o Festival Mariana Viva se une ao Festival da Vida para apresentar seis dias de festas, com serestas que percorreram o centro histórico da cidade, cortejos de congado, feira de artesanato, apresentação de corais, a tradicional Festa da Bandeira e oficinas, além do espetáculo “Música Para Cinema”, da Orquestra Ouro Preto, que acontece na próxima sexta-feira (25). Onde Praça Minas Gerais (Mariana, Centro Histórico) Quando De 18 a 27 de maio, com programação durante todo o dia Quanto Entrada gratuita
Lima lança single 6 Daniel duplo no Jack Experience O cantor e compositor Daniel Lima se apresenta na próxima edição do projeto Jack Experience. A atração vai pisar no palco neste sábado (19), às 21h, na boate Jack Rock Bar. O evento vai contar com homenagem a Chris Cornell. Falecido em maio do ano passado, o astro foi uma das maiores vozes do rock. Daniel Lima lançará o single duplo contendo as canções “Underwater” e “Seasons”. A primeira é de autoria própria. A segunda, uma releitura de uma obra de Cornell lançada na trilha sonora do filme “Singles”, de Cameron Crowe. Onde Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.623, Funcionários)Quando Neste sábado (19), às 21h Quanto R$ 20 (antecipado) e 30 (portaria)
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MÚSICA Ao público mineiro, com carinho O show que o cantor e compositor Raimundo Fagner traz a Belo Horizonte atende a uma demanda constante do público: ter um roteiro que abarque os hits, aqueles que todo mundo canta de cor e salteado. “Uns 90% são de músicas que todo mundo conhece”, admite o artista, referindo-se a “Canteiros”, “Fanatismo”, “Mucuripe”, “Revelação”, “Jura Secreta”, “Noturno”, “Deslizes” e “Borbulhas de Amor”, entre outras. Clássicos que ele vai repassar ao lado de banda, na apresentação que vai ocupar o palco do Grande Teatro do Palácio das Artes, na próxima sexta-feira (25). A set list contempla, ainda, pérolas do cancioneiro nordestino, como “Asa Branca”, “Riacho do Navio” e “ABC do Sertão”; como músicas da lavra mais recente do músico – entre elas, faixas de seu mais recente disco, “Pássaros Urbanos”. Mas Fagner ressalta que a esPatrícia Cassese
colha das músicas pode variar de acordo com a cidade na qual se apresenta. Mesmo porque, aos 68 anos, ele ostenta uma discografia com nada menos que 37 títulos. Portanto, músicas para incluir aqui e ali não faltam. No caso particular de Belo Horizonte, a escolha teria obedecido a critérios afetivos: a capital mineira seria uma das praças com as quais ele diz manter “uma relação mais estreita, uma história mais forte”. “Confesso que Minas Gerais, como um todo, foi um Estado fundamental para a divulgação do meu nome para o resto do Brasil. Esse povo me acolheu de uma maneira surpreendente. À época (referindo-se aos finalzinho dos anos 1970, início dos 1980), eu já era relativamente conhecido no Rio de Janeiro e em São Paulo, mas os shows que fiz aí, em Minas, ampliaram isso. Fiz (teatro) Francisco Nunes, duas vezes o Mineirinho... Foram grandes shows numa sequência rápida. Aliás, acho que vocês, aí, têm uma forte ligação com o Ceará, e isso tudo
convergiu para o sucesso de nomes como Ednardo e Belchior aí”, rememora ele, citando os conterrâneos que se tornaram conhecidos como “o pessoal do Ceará”. Claro, no curso do tempo, Fagner estabeleceu forte conexão também com os colegas músicos daqui. “Não sou um analista social (risos), mas Minas é um Estado plural, com regiões muito distintas entre si – como o Brasil. Desde o começo, fiz amizades com os músicos daí, e de várias vertentes. Gente como Beto Guedes, Paulinho Pedra Azul, Fernando Brant (1946–2015). Aliás, o Brant sempre foi um sujeito muito engajado, então, acabou que a gente conversava mais sobre esse negócio de entidade, de UBC (União Brasileira de Compositores), e acabamos não fazendo uma parceria”, lamenta. A mil por hora, Fagner conta que a aproximadamente dez dias a gravadora Sony vai disponibilizar sua obra em plataformas de streaming, como o Spotify. Outra novidade é que está preparando outro disco com o maranhense Zeca Baleiro. “Quinze anos após nosso primeiro álbum conjunto, estamos retomando a parceria”, festeja. O show da dupla, aliás, já estreou, em Brasília. Ele também brinda uma nova parceria, no caso, com o sambista carioca Moacyr Luz, e a gravação de “Casa Comigo”, de Accioly Neto, de quem, aliás, ele já havia registrado “Espumas ao Vento” e “Lembrança de um Beijo”.
Sex. 25.mai.
PAULA GRANJA ASSESSORIA/DIVULGAÇÃO
Minas
Fagner ressalta: “Vocês me acolheram de forma surpreendente”
> Fagner
Grande Teatro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Dia 25 (sexta ), às 21h. A partir de R$ 180 (superior, inteira).
Intimidade compartilhada Mais do que simplesmente um violão de cinco cordas, o violão-tambor criado por Tiganá Santana, que se apresentaem Belo Horizontenestesábado(19),no Memorial Minas Gerais Vale, é uma linguagem sonora. É por isso que, neste concerto, em que estará acompanhado somente por uma guitarrasemiacústica, o violão-tambor também se fará presente. “Ele é fruto da busca por um som que se ligasse a minha maneira de ver e sentir as coisas, o mundo. É um som mais médio grave, que tem a ver com a própria região de frequências da minha voz. Chamo de tambor muito mais por questão de textura do que pela ideia de percutir algo sobre ele. A proposta de tê-lo com menos cordas é que isso me levava a ideias percussivas ao dedilhar”, explica. “Vou usar a guitarra semiacústica basicamente na mesma afinação, o violão-tambor é um tipo de linguagem, uma experiência de textura”. A ideia é que o cantautor
soteropolitano percorra toda asuadiscografiana apresentaçãodeste sábado(19),incluindo os álbuns solo “Maçalê” (2010), cujo significado é “o poderdoorixá emmim”, “The Invention of Colour” (2012) e “Tempo & Magma” (2015). “Evidentemente, eu já tenho uma ideia do que vai ser, mas sempre deixo alguma parte para,aochegarno lugar,sentilo, ver o que as circunstâncias e o tempo pedem. A princípio, são canções que gravei ao longo desses anos, o repertório deve passear pelos discos, mas imagino que não só. Estandosozinhoesendoumcantautor, é sempre uma exposição e um compartilhamento de intimidade”, afirma. Esta será sua quarta vinda a Belo Horizonte. Desde a primeira, em que se apresentou na praça do Papa, guarda boas memórias daqui. “Eu adoro mesmo, acho um lugar impressionante, tenho alguns amigos. Vou à cidade menos doque gostaria, espero ir mais daqui pra frente. Mas acho umlugarabsolutamenteespecial, a sinuosidade, os desenhos de Minas. E, junto com a
Sáb. 19.mai.
da Bahia, acho que é a melhor comida do Brasil”, declara. RESIDÊNCIA NO SENEGAL Seu álbum mais recente nasceu de uma resistência artística no Senegal em 2014. Os meses passados em Toubab Dialaw, litoral do país, antecederam a gravação do disco em Dacar, com os músicos senegalesesNdongoFaye,Oumar Sadio, Mousséké, o guineense Al Hassane Camara e
JOSÉ DE HOLANDA/DIVULGAÇÃO
Tiganá Santana apresentase acompanhado somente de sua guitarra semiacústica neste sábado (19)
Diango Diabaté, doMali. Mais que umaexperiênciano âmbitodamúsica ouda arte,olegado, ele diz, é para a vida. “Foram cinco meses completamente voltados pro encontro com pessoas, lugares, situações diversas. Não preciso nem falar da relação direta que grande parte do Brasil tem com partes do continente africano, não necessariamente do Senegal, mas em vários ali nossos aspectos culturais se encontram, portanto, essa
foiumaexperiênciaque melevou também ao Brasil de uma outra forma”, afirma. “E é algo que ainda acontece dentro de mim, mudei até um pouco minha forma de enxergar a própria música, a relação do músico com seu ofício. É uma experiência que deixou muitas marcas”. Além da vivência com a música, Tiganá também está em processo de doutoramento em Letras na USP, e por isso precisa conciliar as ativida-
des nas duas áreas, além de outrostrabalhos.“Issome toma, absorve bastante, tanto que tenho feito menos concertos por conta disso. Não queeuache que sejam coisas que se contradigam, nada disso. Acho tudo absolutamente continuidade de um mesmo caminho. Com talvez reentrâncias diferentes do mesmo corpo”, diz. Por ora, portanto, ainda não tem previsão para lançamento de um novo álbum. “Não tenho nem nunca tive pressa para nada. Faço também trabalhos de curadoria artística, dirigi o último disco da Virgínia Rodrigues, que por sinal venceu com ele o Prêmio da Música Brasileira. Tenho repertório para um novo álbum, mas as coisas estão correndo e, ao seu tempo, gerarão resultados em disco ou em novos shows. (Jessica Almeida)
> Tiganá Santana
Memorial Minas Gerais Vale (praça da Liberdade, 640, esquina com Gonçalves Dias, 3308-4000). Neste sábado (19), às 16h. Entrada gratuita (retirada de senhas uma hora antes do evento)
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MÚSICA Batuque para todo lado João H. A marimba Motta de vidro, a (*) zabumba, a conga, o djembê, o berimbau e até uma panela com água foram recrutadas para compor o projeto de percussão “Karakuru”, também nome do grupo capitaneado pelo músico mineiro Tunico Vilani, 48. “O percussionista tem esse recurso de se apropriar de objetos cotidianos e usá-los como instrumentos. As técnicas nos preparam para percutir com as coisas que nos aparecem”, explica Tunico. O disco do Karakuru ganha show de lançamento na próxima quarta-feira (23), na Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes. O grupo é fruto de um projeto de aulas de percussão que Tunico conduz há 20 anos na Vila Acabamundo, uma comunidade situada entre os bairros Anchieta, Mangabeiras, Belvedere e Sion. A região, que cercada por mata preservada, enfrenta problemas de especulação imobiliária e luta cotidianamente pelo direito de moradia.
O show repassa todas as faixas do disco “Karakuru”, que tem a direção artística de Paulo Santos, do grupo Uakti, do qual Tunico recebeu grande influência durante sua formação nos anos 1990. “As músicas foram inicialmente exercícios para passar técnicas aos alunos, foi um trabalho de composição educativo. Para chegar ao estúdio, trabalhamos mais nos arranjos e trouxemos alguns convidados”, explica o músico, que agregou violões, violinos, metais e flautas tanto ao disco como ao espetáculo. QUEBRANDO ESTIGMAS “Como educador, uso a música para fazer um trabalho, além de só ensinar a tocar. Numa situação de risco social, onde não há incentivo para os jovens se colocarem, em função do preconceito. Foi importante trabalhar a autoestima dos meninos”, destaca o percussionista. “Eles passaram a desenvolver essa autoestima quando eram aplaudidos por um público. É uma forma de se inserir socialmente, eles quebram os estigmas da pobre-
Qua. 23.mai.
FRED SANTHI/DIVULGAÇÃO
sábado (19) CLARIÔ Show com Anthonio, Flavia Simão e Marcos Costa na edição do Festival Caixa Acústica. Teatro Santo Agostinho (r. AImorés, 2.679, Santo Agostinho). Às 19h. R$ 40 (inteira)
BANDA BLACK RIO Celebração dos 40 anos do disco “Maria Fumaça” na série BH Instrumental. Praça Floriano Peixoto, Santa Efigênia. Às 19h30. Entrada gratuita.
BENITO DI PAULA Show “Piano e Voz”. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. Esgotado
CORDEL DO FOGO ENCANTADO Banda pernambucana apresenta o novo disco, “Viagem ao Coração do Sol” Music Hall (av. do Contorno, 3239). Às 22h. R$ 70 (inteira)
FEMININO Shows de Fernanda Abreu e Iza. CCBB (Praça da Liberdade, 450). Sempre às 20h30. R$ 20 (inteira)
Percussão
JORGE VERCILLO
Grupo da Vila Acabamundo apresenta disco dedicado a experimentos percussivos
za mostrando-se como músicos profissionais”, completa Tunico. O Karakuru é formado por Leléu Lima, Aírton Andrade, Marcus Bú, Marcelo Rodrigues, Fred Santos e Leon Dantas. Os seis foram alunos da primeira turma de Vilani em 1998, no projeto Sesi Educando Além da Escola e Querubins. Segundo Tunico, um tra-
Turnê “Experiências”. KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230). Às 22h. A partir de R$ 90 (arq. inteira, 1º lote)
POROSIDADE #1 Show do trabalho solo de Felipe Jawa ao lado de Sidarta Riani e Caule. Benfeitoria (r. Sapucaí, 153, Floresta). Às 17h. R$ 10 (apenas dinheiro)
balho dedicado à percussão é também uma forma política, pois “mostra que o percussionista não é apenas um acompanhante ou um ritmista. É preciso abrir as portas para mostrar que ele (o percussionista) também pode ser solista. A percussão pode criar melodias e harmonias”, aponta Tunico. “O nosso trabalho tem raízes nos ritmos popula-
res – o maracatu, o congado, o samba –, trazer esse protagonismo para a percussão é valorizar essas raízes”, completa. * Sob supervisão de Marília Mendonça
> Karakuru
Lançamento do disco homônimo. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Dia 23 (quarta-feira), às 20h. R$ 30 (inteira)
TEATRO MÁGICO Show intimista com voz e violão. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 345, centro). Às 21h. A partir de R$ 60 (inteira, plateia 2C)
domingo FEMININO Badi Assad e Tiê no domingo. CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Sempre às 20h30. R$ 20 (inteira)
segunda (21) SEGUNDA MUSICAL
A nova voz do pagode em BH O fato de o carioca Ferrugem, 29, ter cantado na final do reality “Big Brother Brasil 18”, mês passado, acabou ampliando a repercussão de sua voz, celebrada pela mídia como uma das mais representativas do pagode atual. Para os fãs mineiros, a boa notícia é que o músico é uma das atrações do Samba Prime Festival, que acontece no próximo sábado (26), no Mineirão. O evento também vai reunir outros ícones do samba e do pagode nacionais, como Dilsinho, Thiaguinho, Péricles, Belo e Sorriso Maroto. Fã do pagode da década de 1990, Ferrugem cresceu influenciado pelo tio postiço, Jorge Flávio, integrante da banda Hipertenshow. “Foi quem me apresentou o gênero”, lembra ele, que tratou de se debruçar sobre os expoentes dos chamados “anos dourados” do estilo, como Péricles (seu ídolo), Fundo de Quintal, Zeca Pagodinho e Thiaguinho. As boas referências, claro, acabaram contribuindo para o seu trabalho, quando
Sáb. 26. mai.
decidiu gravar canções próprias e dar a sua interpretação à obra de outros compositores. “O sucesso das minhas músicas vem da preocupação em saber o que o público quer ouvir na música em geral – e também na verdade que coloco nelas, porque de fato só canto aquilo que gosto”, frisa ele, dono dos hits “Pirata e Tesouro”, “Climatizar” e o “Som do Tambor”. É justamente para afirmar
terça (22)
GOLD PRODUÇÕES/DIVULGAÇÃO
O cantor Ferrugem é uma das atrações do Samba Prime Festival
o seu lugar no território do samba que o cantor batizou o seu mais recente trabalho – o DVD ao vivo – de “Prazer, Eu Sou Ferrugem” (2018), repleto de parcerias musicais. Muitas, inclusive, de outros gêneros, como com a dupla sertaneja Marcos & Belutti e os funkeiros Ludmilla e Nego do Borel. Atualmente, Ferrugem está em turnê pelo Brasil, divulgando o trabalho. “É possível que, no fim do ano, come-
cemos a planejar um outro registro em DVD. Vamos ver...”, despista ele, que já gravou dois outros discos. Ferrugem acredita que todas essas parcerias contribuíram para dar ainda mais visibilidade à sua carreira. “Todos eles (parceiros) são admiradores do meu trabalho e a recíproca é verdadeira, porque também curto muito o trabalho de cada um. Queria ter a oportunidade de colocar
Jennifer Alexandra (piano) apresentase na primeira parte do concerto seguida do Duo Fortíssimo. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. Entrada gratuita.
muito mais gente no meu DVD, mas, aí, seria só de parcerias”, disse. “A contribuição sonora de cada um desses cantores é gigante. Cada música foi escolhida para que combinasse com os convidados e destacasse eles”. Tanta repercussão faz com que o músico, cujo nome de batismo é Jheison Failde de Souza, optasse pelo apelido de infância – a ponto de esquecer que, no passado, nem gostava dele. “Foi um amigo que colocou, por causa das pintinhas que tenho no corpo. Mas acabei concluindo que seria muito melhor adotar Ferrugem como nome artístico do que Jheison – e, agora, já são mais de 11 anos carregando esse apelido, que tem mais valor do que o nome da certidão”, brinca. (Lorena Martins)
Samba Prime >Festival
Com Péricles, Belo, Dilsinho, Ferrugem, Thiaguinho, Sorriso Maroto e outros. Esplanada do Mineirão (Av. Antônio Abrahão Caran, 1.001, São José). Dia 26, (sábado), às16h. A partir de R$ 70 (inteira, Espaço Samba).
NELSON FREIRE Série de Concertos Minas Tênis Clube apresenta o pianista em um programa com programa, obras de Beethoven, Brahms, Debussy e outros. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. Ingressos esgotados.
quarta (23) SINFÔNICA EM CONCERTO Maestro Sérgio Gomes rege a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais em mais uma apresentação da série. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
quinta (24) NELSON FREIRE Sessão extra. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 20h30. R$ 60 (inteira)
SALVE O COMPOSITOR! Ana Cristina apresenta “Entrecordas”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Às 20h. R$ 20 (inteira)
ORQUESTRA 415 DE MÚSICA ANTIGA Concerto revisita Vivaldi, Bach, Telemann, Haendel. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)
sexta (25) PEDRO MORAES E BANDA Repertório de seus discos “Sob O Sol”, “Vertigem” e outros projetos. Teatro do CCMTC (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 40 (inteira)
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LITERATURA Reconhecendo o valor dos pais DANIEL BIANCHINI/DIVULGAÇÃO
Jessica Quando era Almeida crian ça, o pequeno Fabrício detestava as vezes em que sua mãe resolvia pregar botões em suas camisas enquanto ainda estavam no seu corpo. Hoje, conhecido como Carpinejar – junção, aliás, dos sobrenomes de seus pais, Maria Carpi e Carlos Nejar – lembra-se com carinho desses momentos. “Ela não tirava a camisa para pregar o botão. Pegava o banquinho, sentava na minha frente e fazia a operação com a agulha. Eu ficava querendo sair e ela dizia ‘não se mexe que vai fazer eu te machucar’”, lembra. “Na época, eu não gostava, mas hoje tenho saudade. Lembrar da minha mãe com sua caixinha de botões, milagrosa. Sempre que perdia um botão, lá estava uma réplica. Isso é uma senha da existência, quando perdemos o sentido da vida, nossos pais vão lá e devolvem algo que a gente nem sabia que eles tinham. Ficamos, de certa forma, desejando as relíquias maiúsculas e o que realmente faz diferença são os botões”. Reflexões como essa compõem o livro “Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde” (ed. Bertrand Brasil – Grupo Editorial Record, R$
pela América Latina”.
Carpinejar apresenta suas experiências pessoais e pílulas de pensamentos inspiradas em algumas metáforas, no livro ‘Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde’, que ele lança no Sempre Um Papo, na próxima terça (22)
29,90), sua mais recente obra, que ele lança em Belo Horizonte na próxima terçafeira (22), na programação do Sempre Um Papo. A clareza sobre a preciosidade que os pais representam, porém, é relativamente recente. Na apresentação do livro, o escritor reconhece que por muito tempo sua postura para com eles foi de certa agressividade. “Isso começou a mudar a partir do nascimento da minha primeira fi-
lha, quando tinha somente 21 anos. Mas a transformação efetiva se deu quando eu percebi que eles não são invencíveis, imortais, imutáveis. Quando percebi que posso perdê-los”, conta ele, hoje, aos 45 anos. A obra traz textos sobre o tempo, a perda, o amor, o carinho e o cuidado que os filhos devem ter. “A primeira reação quando os pais solicitam os filhos é de pânico: ‘como? Mas você sabia tudo, vo-
cê sabe tudo!’. Os pais não sabem tudo, mas os pais sentem tudo. E há esse amadurecimento de não mentir pra agradá-los, mas também comunicar nossos fracassos. Antes de ser pais ou mães do pai ou da mãe, a gente precisa ser seus irmãos. E criar uma cumplicidade franca e divertida”, ressalta. O autor garante: enxergar a vida com o olhar dos pais pode ser um divisor de águas na trajetória de qual-
quer um. “Em geral, a gente não presta atenção nas histórias deles, as acha repetitivas. Eu acho muito triste quando o filho só descobre o pai e a mãe depois que eles vão embora, porque pode haver coisas inacreditáveis”, diz. “Quando nascemos, eles já estão estabelecidos, então, se não perguntarmos, pode ser que a gente não saiba nunca que o pai fazia rapel ou que a mãe um dia fez uma longa viagem
REPERCUSSÃO Seus pais, hoje com 79 anos, ficaram emocionados com a homenagem. “Até porque o livro é uma forma de colocar o meu casaco nos ombros deles. Eu quis compor um livro que fosse uma espécie de bordado, sabe? Com caligrafia, com demora… com silêncio. Um ritmo bem diferente do ritmo dos meus outros livros”, afirma. O retorno positivo também vem dos leitores. “Recebi uma enxurrada de comentários emocionantes, do tipo ‘cuidei dos meus pais até a morte deles, e não foi renúncia, estou em paz com sua memória’. Há uma completa identificação de situações vividas. De pensamentos”, diz. “Ou ainda gente que muda de perspectiva e diz ‘eu posso fazer diferente, ainda há tempo’”. Por outro lado, há também aqueles que relatam que o livro não chegou a tempo. “Infelizmente, também ouvi de algumas pessoas que não fizeram o que o livro aconselha e hoje se culpam”, conclui.
> Carpinejar
Lançamento do livro “Cuide dos Pais Antes que Seja Tarde” no Sempre Um Papo Auditório da Cemig (r. Alvarenga Peixoto, 1.200, Santo Agostinho, 3261-1501). Dia 22 (terça), às 19h30. Entrada gratuita.
#FICAADICA ACERVO PESSOAL
LEONORA WEISSMANN/DIVULGAÇÃO
de Oliveira se envereda 6 Anelito pelo universo da ficção Depois de várias (e premiadas) incursões na poesia, o escritor Anelito de Oliveira lança seu primeiro livro de ficção, “O Iludido” (Páginas Editora). Dentre os assuntos abordados nos contos estão o abuso sexual de crianças e adolescentes em contexto familiar. Onde Café do Centro Cultural no Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Quando Dia 24 (quinta-feira, das 19h às 22h. Quanto Entrada gratuita. O livro será vendido no dia a R$ 42. ARQUIVO PESSOAL
um Papo convida Laura 8 Sempre Conrado e Marina Carvalho
literária “Olympio” será 6 Revista lançada neste sábado na Savassi
Um livro escrito a quatro mãos. Laura Conrado e Marina Carvalho dividem a responsabilidade por “Literalmente Amigas” (Ed. Bertrand Brasil), obra que flagra a amizade entre Gabi e Lívia, numa narrativa que aborda amizade, amor, sonhos e encontros. O livro será lançado no projeto “Sempre um Papo”. Onde Hub Minas Digital (Arena Edifício Rainha da Sucata, Praça da Liberdade). Quando Neste sábado (19), às 11h. Quanto Entrada franca. O livro será vendido a R$39,90.
A “Olympio” é uma publicação independente conduzida pelo designer Júlio Abreu, o arquiteto Maurício Meirelles, a escritora Maria Esther Maciel e o jornalista José Eduardo Gonçalves (foto). O foco é a produção ficcional, poética e ensaística contemporânea, incluindo ainda perfis e entrevistas, traduções, relatos de viagem, ensaios visuais e fotográficos. Onde Livraria da Rua (rua Antônio de Albuquerque, 913) Quando Neste sábado (19), das 10h às 15h. Quanto R$ 38,50 (o exemplar)
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CINEMA Oano quenão acabou O primeiro plano de “O Processo”, que estreia nesta quintafeira, é uma tomada aérea da Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no dia da votação do impeachment no Congresso. De um lado, “coxinhas”; do outro, “petralhas”. Direita x esquerda. Impeachment x golpe. É uma imagem digna de “Game of Thrones” – dois exércitos a postos para a batalha –, que não apenas representa um país dividido, como anuncia o embate que a cineasta Maria Augusta Ramos pretende apresentar nos próximos 137 minutos do documentário que estreia esta semana. E que casa perfeitamente com o plano final do longa, talvez a síntese mais poética e devastadora do resultado dessa guerra. Maria Augusta, porém, não é uma diretora de filmes de guerra. Sua obsessão, desde seus documentários mais famosos – “Justiça” e “Juízo” – é filmar o teatro das instituições. Observar a encenação de ritos rigidamente estabelecidos e captar as dinâmicas de poder e os significados subliminares escondidos nesse jogo de cartas marcadas. E, assim como nesses dois longas anteriores, em “O Processo”, ela se propõe a registrar isso a partir de um julgamento. Duas semanas antes da votação no Congresso, a diretora foi para Brasília, começou a filmar e, quando a abertura dos ritos de impeachment foi aprovada na sesDaniel Oliveira
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 19 (sábado) e 20 (domingo)
VITRINE/DIVULGAÇÃO
são presidida pelo então deputado federal Eduardo Cunha, decidiu acompanhar seu andamento desde as comissões até a votação final no Senado. A grande diferença é que, se em “Justiça” e “Juízo” os personagens envolvidos não tinham tanta consciência de serem atores num teatro social pré-estabelecido, os protagonistas de “O Processo” – a acusação e a defesa no julgamento de Dilma Rousseff – são veteranos especialistas nele. Eles sabem que o resultado da cassação está dado desde o início – e admitem is-
so. E o que importa, portanto, é sua performance: a atuação mais convincente para cativar o espectador e cumprir seu papel na história – e história aqui, em todos os sentidos possíveis. “Mesmo que saibam que estão sendo filmados, que estão atuando para um público, os parlamentares expressam argumentos, discursos, maneiras de pensar e valores que são importantes e definem cada um deles”, analisa Maria Augusta. Para ela, por meio dessa atuação, das falas, do gestual, é possível refletir sobre a sociedade brasi-
leira. “O teatral também é verdadeiro, ele tem um significado”, defende. Ciente disso, a cineasta estrutura seu filme nesses dois lados: a defesa, protagonizada por Gleisi Hoffman e José Eduardo Cardozo; e a acusação, com Janaína Paschoal e o senador mineiro Antonio Anastasia. “Meu objetivo era destrinchar para que eu e o público leigo pudéssemos compreender melhor as bases das acusações, das tais pedaladas, tendo acesso aos argumentos dos dois lados, e fazer uma obra aberta para que as pessoas tirem suas pró-
prias conclusões”, explica. O que, ela ressalta, não quer dizer que seja um longa neutro. “Não é isento. Não é imparcial. O filme é minha visão pessoal. Mas a proposta é convidar o público a ter acesso aos dois campos, e possibilitar esse posicionamento por meio de uma reavaliação”, argumenta. O que não foi algo fácil. Foram 450 horas de material filmado, e um corte inicial de quatro horas. E o grande milagre operado por Maria Augusta e sua montadora Karen Akerman (“O Lobo Atrás da Porta”) é trans-
(Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018, 2h15, 12 anos) Dir. Ron Howard. Com Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Woody Harrelson. As aventuras de Han Solo e seu fiel escudeiro Chewbacca, antes dos eventos retratados em Star Wars - Uma Nova Esperança. Sessões 3D: BH Shopping 4: 0h01 BH Shopping 5: 0h01
Shopping Estação BH 5: 13h45, 16h, 19h30 Via Shopping 5: 13h30, 15h20, 17h10
23h10 Diamond 1: 13h10, 15h40, 18h10 e 20h40 Diamond 3: 18h40 e 21h30 Diamond 6: 16h45 e 19h30 Itaú Power 2: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h Itaú Power 3: 13h40, 16h, 18h30 e 20h40 (*) Minas 3: 13h40, 16h, 18h30, 20h40 (*) Minas 4: 14h, 16h20, 18h40, 21h Monte Carmo 3: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h (*) Monte Carmo 6: 13h50, 16h20, 18h30 e 20h50 Paragem 1: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h Paragem 3: 17h10 e 21h15 (*) Ponteio Premier: 14h30, 16h45, 19h e 21h15 Pampulha 2: 14h(*), 16h20, 18h40(*) e 21h(*) Pampulha 5: 14h30, 16h50, 19h10 e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 1: 13h30, 16h, 18h30 e 21h (*) Partage Shopping Betim 2: 17h30 e 20h20 (*) Partage Shopping Betim 3: 16h50 e 19h45 (*) Partage Shopping Betim 5: 19h10 e 21h50 (*) Pátio Savassi 1: 19h10 e 21h50 Pátio Savassi 4: 16h50(*) e 19h45 Pátio Savassi 5: 13h30, 16h, 1h30 e 21h Pátio Savassi 6: 17h40 e 20h20 Shopping Estação 1: 14h(*), 16h30(*), 19h15(*) e 22h Shopping Estação 3: 13h, 15h30, 18h15, 21h, 23h30 (*) Shopping Norte 1: 14h, 16h15, 18h30 e 20h50 (*) Shopping Norte 3: 15h20 e 20h40 (*) Shopping Norte 5: 14h10, 16h25, 18h40 e 21h (*) Via Shopping 1: 14h30(*), 16h45(*), 19h(*) e 21h15 Via Shopping 3: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h (*)
(*) Sessões dubladas
pré-estreias estreias EU SÓ POSSO IMAGINAR (I Can Only Imagine, EUA, 2018, 1h50, 14 anos) Dir. Andrew Erwin, Jon Erwin. Com Dennis Quaid, Cloris Leachman, J. Michael Finley. Baseado na história por trás da famosa canção "I Can Only Imagine", da banda cristã norte-americana MercyMe. O filme mostra a vida de Bart Millard e de seu relacionamento conturbado com seu pai, que sempre o tratou de maneira dura e nunca entendeu o amor do filho pela música. BH Shopping 10: 19h30 Boulevard 1: 18h30 Cidade 5: 18h30 (*) Contagem 3: 18h40 (*) Del Rey 7: 18h30 Diamond 5: 18h Itaú Power 1: 20h45 (*) Minas 6: 21h10 (*) Monte Carmo 1: 21h10 Partage Shopping Betim 7: 19h20 (*) Pátio Savassi 7: 19h Shopping Estação 6: 17h15 (*) Via Shopping 5: 19h (*) (*) Sessões dubladas
HAN SOLO: UMA HISTÓRIA STAR WARS
A ABELHINHA MAYA: O FILME (*) (Die Biene Maja 2 – Die Honigspiele, Alemanha, 2018, 1h25, livre) Dir. Noel Cleary, Sergio Delfino, Alexs Stadermann. Quando a entusiasmada Maya surpreende a Imperatriz de Buzztropolis, ela é forçada a formar uma equipe para competir nos Jogos de Mel. Com a chance de salvar sua colmeia, Maya irá se aventurar além do jogo. BH Shopping 10: 14h45 BH Shopping 7: 13h20, 15h50 Betim 2: 14h30, 16h20, 18h30 Boulevard 5: 13h, 15h, 16h50, 19h Cidade 3: 11h50, 13h30, 15h20, 17h10 Cidade 3: 13h30, 15h20, 17h10 Contagem 7: 13h30, 15h20, 17h10, 19h Del Rey 4: 13h30, 15h20, 17h10 Diamond 3: 14h20, 16h30 Itaú Power 4: 13h30, 15h20, 17h10 Minas 6: 13h30, 15h20, 17h10 Monte Carmo 2: 15h, 16h50, 18h40 Pampulha : 14h, 15h50, 17h40, 19h30 Paragem 3: 13h50, 15h30, 19h20 Partage Shopping Betim 5: 12h20, 14h30, 16h40 Pátio Savassi 6: 13h10, 15h30 Pátio Savassi 7: 13h45
(*) Sessões dubladas
DEADPOOL 2 (Deadpool 2, EUA, 2018, 1h48, 16 anos) Dir. David Leitch. Com Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin. Quando o super soldado Cable chega em uma missão assassina, o mercenário Deadpool precisa aprender o que é ser herói de verdade, recrutando pessoas, poderosas ou não, para ajudá-lo. Betim 3: 14h20, 16h35, 18h50, 21h (*) BH Shopping 1: 14h50, 17h40, 20h20 BH Shopping 2: 13h30, 16h, 18h30, 21h BH Shopping 5: 19h10, 21h50 (*) BH Shopping 8: 16h50, 19h45 Big Shopping 1: 14h, 16h15, 18h30 e 20h50 (*) Big Shopping 2: 14h10, 16h25, 18h40 e 21h (*) Big Shopping 3: 15h20 e 20h40 (*) Boulevard 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h Boulevard Imax: 14h30, 16h45, 19h, 21h15 Cidade 3: 19h, 21h10 (*) Cidade 3: 14h, 16h20, 18h40, 21h Cidade 7: 11h30, 13h40, 16h, 18h30, 20h40 (*) Cidade 7: 13h40, 16h, 18h30, 20h40 (*) Contagem 4: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h Contagem 5: 19h e 21h10 (*) Contagem 6: 13h50, 16h20, 18h30 e 20h50 (*) Del Rey 4: 13h40, 16h, 18h30 e 20h40 (*) Del Rey 4: 19h e 21h10 Del Rey 4: 13h40, 16h, 18h30, 20h40 e 22h50 (*) Del Rey 6: 14h20, 16h35, 18h50 e 21h Del Rey 6: 14h20, 16h35, 18h50, 21h e
PARIS 8 (Mes Provinciales, França, 2018, 2h17, 14 anos) Dir. Jean-Paul Civeyrac. Com Andranic Manet, Corentin Fila, Gonzague Van Bervesselès. Etienne se muda para Paris para estudar cinema. Na faculdade, ele conhece dois jovens que compartilham objetivos similares aos seus, mas, ao longo do ano, descobre que nem tudo sai como o planejado. Belas 2: 20h10 Ponteio 4: 16h20 e 21h15
O PROCESSO (Brasil, 2018, 2h17, livre) Dir. Maria Augusta Ramos. O documentário oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Belas 1: 14h, 17h, 20h Cidade 1: 16h, 20h45 Ponteio 2: 16h20, 21h
em cartaz ACERTANDO O PASSO (Finding Your Feet, Reino Unido, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Richard Loncraine. Com Imelda Staunton, Celia Imrie, Timothy Spall. Casada há 40 anos, Lady Sandra Abbott descobre que seu marido tem tido um caso amoroso com sua melhor amiga. Ela decide começar a fazer aulas de dança e descobre um novo sopro de diversão e romance em sua vida. Diamond 6: 22h10 Ponteio 3: 15h50
ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos)
formar esse episódio da política brasileira em uma história satisfatoriamente contada. O Brasil contemporâneo é um conto de som e fúria – mas talvez haja um sentido ali no meio. Silêncio. “O Processo” vai da votação no Congresso Nacional do prólogo ao cômico farsesco de algumas sessões na comissão, ao monólogo dramático dos embates políticos, ao silêncio trágico e reflexivo. Sem entrevistas nem narração em off (assim como seus filmes anteriores), é quase como se Maria Augusta conseguisse, por alguns instantes, transformar aquilo numa ficção bem encenada, e quase distante, que não aconteceu conosco. Com personagens bem escritos e escolhas narrativas acertadas, como tornar Dilma uma coadjuvante que só aparece em momentos-chave, ou deixar Michel Temer constrito ao extracampo – uma eminência parda nunca mostrada, sempre mencionada. “Ele não estava envolvido diretamente no processo no Senado. Era uma parte importante dele, mas não essencial”, justifica a diretora. Só que, num certo momento, a ilusão se desfaz, os mecanismos de defesa baixam a guarda, e o filme nocauteia o espectador. E como toda história bem contada, provoca uma catarse em que você sofre tudo aquilo de novo. Necessária, porém nada fácil nem agradável. Mas a história – em todos os seus sentidos – nem sempre é.
Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Renata Cabral. Em Ouro Preto, Minas Gerais, um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de vida de trabalhadores marginalizados. Belas 3: 17h10
CONSTRUINDO PONTES (Brasil, 2016, 1h12, livre) Dir. Heloisa Passos. Documentário mostra a relação da cineasta Heloisa Passos e seu pai, o engenheiro civil Álvaro. Ele trabalhou em construções importantes durante a ditadura militar. Nos dias de hoje, filha e pai discutem a situação passada e presente do Brasil. Belas 3: 14h
DESEJO DE MATAR (Death Wish, EUA, 2018, 1h49, 18 anos) Dir. Eli Roth. Com Bruce Willis, Elisabeth Shue, Vincent DOnofrio. O doutor Paul Kersey é um experimente cirurgião e um pai pacífico, que vira uma máquina de matar após sua família ser destruída por um ato violento. BH Shopping 6: 13h, 21h55 Big Shopping 4: 20h55 (*) Boulevard 1: 16h10 Cidade 5: 16h20 (*) Contagem 7: 20h40 (*) Itaú Power 4: 19h (*) Monte Carmo 1: 14h30, 18h50 (*) Pampulha 3: 12h45 e 17h05 (*) Partage Shopping Betim 7: 13h20 (*) Pátio Savassi 2: 13h05, 15h35 Shopping Estação 6: 22h15 (*) (*) Sessões dubladas
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CINEMA FOX/DIVULGAÇÃO
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland. Septuagenários, o casal de aposentados decide fazer uma última viagem pelo país, de carro. Desafiando limites e receios, os dois embarcam numa aventura transformadora que sai de Boston e tem como destino a antiga casa de Ernest Hemingway, na Flórida. Belas 2: 14h10 Ponteio 4: 19h
EX-PAJÉ (Brasil, 2018, 1h21, livre) Dir. Luiz Bolognesi. Um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com brancos que julgam sua religião como demoníaca. Uma missão evangelizadora é posta em cheque quando a morte passa a rondar a aldeia. Belas 3: 15h30
OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. Cidade 1: 13h50 e 18h40 Paragem 4: 13h50, 16h, 18h20, 20h30
UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Em uma fazenda do meio-oeste dos EUA, uma família é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, pois o perigo é ativado pelo som. Contagem 3: 13h50 (*) (*) Sessões dubladas
A NOITE DO JOGO (Game Night, EUA, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Jonathan Goldstein, John Francis Daley. Com Jason Bateman, Kyle Chandler, Rachel McAdams. Um grupo de amigos que se encontra regularmente para noites de jogo se vê obrigado a resolver um misterioso sequestro quando o jogo se torna real. BH Shopping 10: 17h, 22h10 BH Shopping 5: 13h50, 16h30 Boulevard 5: 20h50 Cidade 5: 14h10 (*) Contagem 5: 14h40 (*) Del Rey 5: 13h20 Diamond 5: 13h, 15h30, 20h30 Diamond 6: 22h10 Itaú Power 4: 21h10 (*) Minas 5: 16h40 (*) Monte Carmo 2: 20h30 (*) Partage Shopping Betim 3: 14h (*) Partage Shopping Betim 6: 12h10 (*) Pátio Savassi 8: 13h e 22h Shopping Estação 6: 19h45 (*) Via Shopping 4: 13h (*) (*) Sessões dubladas
PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO (Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo era conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo No entanto, tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. Betim 2: 20h30 (*) BH Shopping 9: 16h15, 19h20(*), 22h Big Shopping 4: 14h40, 18h50 (*) Boulevard 1: 13h40, 21h Cidade 5: 12h (*) Cidade 6: 21h (*) Contagem 8: 16h10, 18h40, 21h (*) Del Rey 5: 15h50 Del Rey 7: 20h40 Diamond 6: 14h Itaú Power 1: 16h20 (*) Minas 5: 21h15 (*) Minas 6: 19h (*) Monte Carmo 1: 16h40 (*) Paragem 5: 13h40, 15h50 Pampulha 3: 14h55, 19h15, 21h25 (*) Partage Shopping Betim 3: 22h15 (*) Pátio Savassi 2: 14h(*), 16h35 Ponteio 4: 14h10 Shopping Estação 6: 14h45, 17h45 (*) Via Shopping 5: 21h10 (*) (*) Sessões dubladas
Josh Brolin, o Thanos de ‘Vingadores: Guerra Infinita’, encarna agora anti-herói em ‘Deadpool 2’ PEDRO COELHO (*) (Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor, com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea. BH Shopping 9: 14h Pampulha 2: 13h Partage Shopping Betim 2: 13h (*) Sessões dubladas
PRAÇA PARIS (Praça Paris, Portugal/ Argentina/ Brasil, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Lucia Murat. Com Joana de Verona, Alex Brasil, Grace Passô. Camila, terapeuta portuguesa, que trabalha na UERJ, onde atende a ascensorista Glória, e se depara com realidade bastante violenta, já que Glória foi abusada pelo pai. Belas 3: 21h Belas 3: 11h(*), 21h (*) Clube do Professor. Necessário apresentar comprovação
QUERIDA MAMÃE (Brasil, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Jeremias Moreira Filho. Com Selma Egrei, Letícia Sabatella, Marat Descartes. Helô tem uma relação conturbada com sua mãe Ruth, além de estar presa em um casamento infeliz. Tudo muda quando ela conhece Leda, por quem se apaixona. Ponteio 2: 14h20, 19h
O RENASCIMENTO DO PARTO 2 (Brasil, 2018, 1h31, 12 anos) Dir. Eduardo Chauvet. O documentário discute a realidade da obstetrícia no Brasil, onde partos por cesariana são muito mais frequentes do que seria recomendado. Belas 2: 16h20, 18h10
TODOS OS PAULOS DO MUNDO (Brasil, 2018, 1h20, 14 anos) Dir. Gustavo Ribeiro, Rodrigo de Oliveira. Todos os personagens interpretados por Paulo José, tanto na televisão quanto no cinema e no teatro, se juntam para celebrar uma vida dedicada à arte e os 60 anos de carreira do ator. Belas 3: 19h10 (sessão vitrine) Ponteio 3: 14h
VERDADE OU DESAFIO (Truth or Dare, EUA, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Jeff Wadlow. Com Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane. Um estudante é assombrado por uma presença sobrenatural após jogar o jogo de ‘verdade ou consequência’. BH Shopping 8: 14h30, 22h15 Big Shopping 4: 16h45 (*) Cidade 6: 14h, 18h20 (*) Contagem 5: 16h50 (*)
Del Rey 7: 14h10(*), 16h10 Itaú Power 1: 14h10, 18h30 (*) Minas 5: 14h30, 18h50 (*) Pampulha 4: 21h20 (*) Partage Shopping Betim 2: 15h10 (*) Pátio Savassi 4: 14h30 e 22h30 Shopping Estação BH 5: 21h30 (*) (*) Sessões dubladas
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingadores precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 1: 14h50, 17h50 (*) BH Shopping 4: 13h10, 16h40, 20h BH Shopping 6: 15h40, 19h (*) BH Shopping 7: 18h15(*), 21h30 Boulevard 4: 12h30, 15h30, 18h30, 21h25 Big Shopping 3: 17h40 (*) Cidade 5: 20h40 Cidade 8: 11h50, 14h50, 17h50, 20h50 (*) Contagem 2: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Contagem 3: 15h40 e 20h50 Del Rey 1: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Del Rey 5: 18h, 20h50 (*) Del Rey 7: 22h40 Diamond 4: 13h30, 17h40(*), 21h Itaú Power 6: 12h25, 15h15, 18h05, 21h (*) Minas 2: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Monte Carmo 5: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Pampulha 6: 12h50, 15h45, 18h40, 21h35 (*) Paragem 2: 14h50, 18h e 20h50 Partage Shopping Betim 6: 14h40, 18h e 21h30 (*) Partage Shopping Betim 7: 15h50 e 22h (*) Pátio Savassi 7: 15h50 e 21h30 Pátio Savassi 8: 15h20 e 18h45 (*) Ponteio 3: 18h10 e 21h10 (sessão 3D) Shopping Estação 2: 12h(*), 15h15(*), 18h50 e 22h30(*) Shopping Norte 3: 17h40 (*) Via Shopping 2: 12h, 15h, 18h e 21h10 (*) Sessões 3D: Betim 1: 20h50 (*) BH Shopping 3: 14h20(*), 17h30, 20h40 Boulevard 2: 12h, 15h, 18h10, 21h10 Big Shopping 5: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Cidade 4: 11h40(*), 14h40, 17h40(*), 20h40 Contagem 1: 12h20(*), 15h20, 18h20(*), 21h20 Del Rey 2: 12h(*), 15h, 18h(*), 21h Diamond 2: 14h30, 18h30, 21h50 Itaú Power 5: 12h35(*), 15h25, 18h15(*), 21h10 Minas 1: 12h10(*), 15h10, 18h10(*), 21h10(*)
Monte Carmo 4: 12h10(*), 15h10, 18h10(*), 21h10 Pampulha 1: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 (*) Paragem 5: 18h10(*) e 21h10 Partage Shopping Betim 4: 13h50, 17h15 e 20h30 (*) Pátio Savassi 2: 18h10, 22h10 Pátio Savassi 3: 13h50, 17h20, 20h40 Shopping Estação 4: 14h30, 17h45, 21h15 (*) Shopping Norte 2: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Via Shopping 4: 15h10, 18h10(*), 21h15(*) (*) Sessões dubladas
mostras CINECLUBE FRANCÓFONO (*) Neste sábado (19) 16h “Delegado Levardin” (FRA, 1986, 1h40, 12 anos) Dir. Claude Chabrol. Sessão Comentada.
DIREITOS HUMANOS – UM MUNDO ESTÁ POR VIR (*) Neste sábado (19) 14h “A Vizinhança do Tigre” (BRA, 2014, 1h35, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa 19h “Paris é uma Festa – Um Filme em 18 Ondas” (FRA, 2017, 1h35, 14 anos) Dir. Sylvain George 21h Curtas: “Depois que Te Vi”, de Vinicius Saramago; “Índios no Poder”, de Rodrigo Arajeju; “Cartão Vermelho”, de Laís Bodanzky Sessão com recursos de acessibilidade: closed caption Domingo (20) 16h “A Vala” (China, 2010, 1h49, 14 anos) Dir. Wang Bin 18h “Moolaadé” (Burquina Fasso-FRAMarrocos, 2004, 2h04, 14 anos) Dir. Ousmane Sembene 20h15 “O Ato de Matar” (DIN-NOR, 2012, 2h02, 16 anos) Dir. Joshua Oppenheimer Segunda-feira (21) 15h “Cão Branco” (EUA, 1982, 1h24, 18 anos) Dir. Samuel Fuller 17h Curtas de Aloysio Raulino: “Jardim Nova Bahia”; “Teremos Infância”; “Tarumã”; “O Tigre e a Gazela”; “O Porto de Santos”, de Aloysio Raulino 19h “Corra!” (EUA-JAP, 2017, 1h44, 14 anos) Dir. Jordan Peele 21h “Sweet Sweetback's Baadasssss Song” (EUA, 1971, 1h37, 18 anos) Dir. Melvin Van Peebles Terça-feira (22) 15h Curtas “De que Lado me Olhas”, de
Ana Carolina de Azevedo e Helena Sassi; “Do que Aprendi com Minhas Mais Velhas”, de Fernanda Julia e Susan Kalik. Sessão com recursos de acessibilidade: libras 17h “Pai Patrão” (ITA, 1977, 1h54, 16 anos) Dir. Paolo Taviani, Vittorio Taviani 19h15 “O Homem Elefante” (EUA, 1980, 2h05, 10 anos) Dir. David Lynch 21h30 “A Cidade é Uma Só?” (BRA, 2011, 1h19, 14 anos) Dir. Adirley Queirós Quarta-feira (23) 15h Curtas: “Imagine uma Menina com Cabelos de Brasil”, de Alexandre Bersot; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos; “Monica Toy – Nana Nenê”, de José Márcio Nicolosi; “Monica FreeStyle”, de José Márcio Nicolosi. Sessão com recursos de acessibilidade: libras 17h “A Classe Operária vai ao Paraíso”, (ITA, 1971, 1h50, 16 anos) 19h “A Vizinhança do Tigre” (BRA, 2014, 1h35, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa 21h “Greve de Março” (BRA, 1979, 35 min); “Linha de Montagem” (BRA, 1981, 1h30) Dir. Renato Tapajós Quinta-feira (24) 15h Curtas: “Terra sem Pão” (ESP, 1933, 30 min, 18 anos) Dir. Luis Buñuel “Noite e Neblina” (FRA, 1955, 32 min, 18 anos) Dir. Alain Resnais 17h “A Imagem que Falta” (CambojaFRA, 2013, 1h30) Dir. Rithy Panh. Sessão Comentada 19h30 “A Vala” (China, 2010, 1h49, 14 anos) Dir. Wang Bing 21h30 “Os Tempos de Harvey Milk” (EUA, 1984, 1h30, 12 anos) Dir. Rob Epstein Sexta-feira (25) 15h “Meu Nome é Jacque” (BRA, 2016, 1h22, 12 anos) Dir. Angela Zoé. Sessão com recursos de acessibilidade: audiodescrição e closed caption 17h “Delírio de Loucura” (EUA, 1956, 1h35, 16 anos) Dir. Nicholas Ray 19h “Quilombo Rio dos Macacos” (BRA, 2017, 2h, 14 anos) Dir. Josias Pires 21h15 “O Fascismo de Todos os Dias” (URSS, 1965, 2h18, 14 anos) Dir. Mikhail Romm (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
DIRETORAS NEGRAS NO CINEMA BRASILEIRO (*) Neste sábado (19) 17h Sessão 9: Peregrinação (BRA, 2014, 50 min) Dir. Viviane Ferreira 18h30 Sessão 10: “Afronta! - Gabriel Martins”, de Juliana Vicente; “Afronta! Mariana de Matos”, de Juliana Vicente e René Guerra; “Afronta! - André Novais”, “Afronta! - Grace Passô”, “Afronta! Benjamin Abras”, de Juliana Vicente. Domingo (20) 17h Sessão 11: “Mumbi 7 Cenas Pós Burkina”, “Dê Sua Ideia Debata”, “O Dia de Jerusa”, Viviane Ferreira 19h Sessão 12 “Balé de Pé no Chão - A Dança Afro de Mercedes Baptista”, de Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro; “Graffiti”, “Eu Tenho a Palavra”, “Batuque de Graxa”, “Mulheres Bordadas – Fios do Passado”, de Lilian Solá Santiago. Terça-feira (22) 17h30 Sessão 03: “Cinema de Preto”, de Danddara; “Sexy Trash”, de Tainá Rei; “Quijauá”, de Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul e Mulheres de Pedra; “Kbela”, de Yasmin Thayná; “Desaparecidos”, de Danddara 19h30 Sessão 11: “Mumbi 7 Cenas Pós Burkina”, “Dê Sua Ideia Debata”, “O Dia de Jerusa”, Viviane Ferreira; “Balé de Pé no Chão - A Dança Afro de Mercedes Baptista”, de Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro; “Graffiti”, “Eu Tenho a Palavra”, “Batuque de Graxa”, “Mulheres Bordadas – Fios do Passado”, de Lilian Solá Santiago. Quarta-feira (23) 17h Sessão 12 “Balé de Pé no Chão - A Dança Afro de Mercedes Baptista”, de Lilian Solá Santiago e Marianna Monteiro; “Graffiti”, “Eu Tenho a Palavra”, “Batu-
que de Graxa”, “Mulheres Bordadas – Fios do Passado”, de Lilian Solá Santiago. 19h Sessão 9: Peregrinação (BRA, 2014, 50 min) Dir. Viviane Ferreira Quinta-feira (24) 16h30 Sessão 10: “Afronta! - Gabriel Martins”, de Juliana Vicente; “Afronta! - Mariana de Matos”, de Juliana Vicente e René Guerra; “Afronta! - André Novais”, “Afronta! - Grace Passô”, “Afronta! - Benjamin Abras”, de Juliana Vicente. 19h “Leva”, de Juliana Vicente e Luiza Marques. Sessão seguida de debate. Sexta-feira (25) 17h Sessão 07: “Aquém das Nuvens”, de Renata Martins; “Heitor Carioca dos Prazeres”, de Tatyana dos Prazeres; “Doido Lelé”, de Ceci Alves; “Rap de Saia”, de Janaína Oliveira e Queen; “A Rua - O Corpo Urbano”, de Keila Serruya 19h “Cinema Mudo”, “Personal Vivator”, “Rainha”, de Sabrina Fidalgo (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (19) 17h “Snoopy & Charlie Brown – Peanuts” (EUA, 2015,1h33) Dir. Steve Martino
HOMEM-MÁQUINA (*) Neste sábado (19) 19h “2001: Uma Odisséia no Espaço” (Reino Unido/ EUA, 1968, 2h40, livre) Dir. Stanley Kubrick. Domingo (20) 17h “Animatrix” (EUA, 2003, 1h42) Dir. Shinichiro Watanabe, Yoshiaki Kawajiri 19h “Matrix” (EUA, 1999, 2h16) Dir. Andy Wachowski, Lana Wachowski Terça-feira (22) 19h30 “Ex Machina: Instinto Artificial” (Reino Unido, 2014, 1h50) Dir. Alex Garland Quarta-feira (23) 19h30 “O Homem Bicentenário” (EUA, 1999, 2h12) Dir. Chris Columbus Quinta-feira (24) 19h30 “O Guia do Mochileiro das Galáxias” (Reino Unido, 2005, 1h50) Dir. Garth Jennings Sexta-feira (25) 19h30 “Gattaca - Experiência Genética” (EUA, 1997, 1h48) Dir. Andrew Niccol (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Gratuito mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (22) 13h “Doce de Coco”, de Allan Deberton; “Castelos de Vento”, de Tânia Anaya (*) Av. Augusto de Lima, 270, centro. Entrada gratuita
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Armário Real LÁ VEM A NOIVA> Dentro dos
Até o fechamento desta edição, as especulações acerca do vestido de noiva que Meghan usará na cerimônia só aumentam. A marca australiana Ralph & Russo é a que lidera as apostas
protocolos da coroa, desvendamos o estilo de Meghan Markle, futura duquesa e fortíssima candidata a it-girl da realeza britânica
YUI MOK/AFP
Durante muito tempo, os flashes – e comentários – se voltavam exclusivamente para os looks de Kate Middleton, que costuma chamar a atenção por seu estilo, que sempre aliou elegância a conforto, mesmo durante as suas três gestações. Vestidos, terninhos de corte impecável, sobretudos e escarpins são alguns dos hits do seu guarda-roupa – e, sim, ela já provou que repetir peças é uma prática totalmente aceitável. Mas, nos últimos tempos, é a noiva do príncipe Harry, Meghan Markle, que vem despontando como a novíssima fashionista da coroa britânica. A atriz e futura duquesa de Sussex é uma das mais belas plebeias a se tornarem membro da família real britânica – e suas aparições prometem render mais pautas daqui em diante, mais precisamente neste sábado (19), data marcada para o casamento do ano. Por enquanto, os rumores giram em torno da escolha de seu vestido de noiva. De acordo com o site britânico do jornal “Daily Mail”, a grife australiana Ralph & Russo desenvolveu um modelo ao custo de 100 mil libras esterlinas (cerca de R$ 500 mil) para a data. Meghan, cumpre frisar, já usou um modelo da marca para as fotos oficiais de seu noivado, divulgadas em dezembro do ano passado. Lorena K. Martins
A bela Meghan é dona de um estilo minimalista, porém muito elegante
HISTÓRICO Ao que parece, Meghan é elegante por natureza, dona de um estilo clássico e muito bem-informada quando o assunto é moda. Tudo bem que seu estilo precisou ser adaptado, assim como sua vida. Há rumores, inclusive, de que ela estaria tendo uma espécie de consultoria de estilo com a cunhada, a própria Kate Middleton. De qualquer forma, os recentes flagras da futura duquesa provam que ela está mais sofisticada nas escolhas dos looks para os eventos públicos. As
peças eleitas incluem saias-lápis, vestidos mídi, sobretudos e blazers bemcortados. “A chegada de Meghan à família real britânica já traz uma série de rupturas, se não de protocolos, pelo menos de expectativas. É americana de ascendência africana, atriz, divorciada e três anos mais velha que Harry. Pontos para eles, que enfrentam com resiliência exemplar as críticas mais conservadoras – e até alguns lamentáveis comentários racistas. Porém, no que diz respeito ao guarda-roupa, Meghan tem feito a lição de casa direitinho. Abriu mão das peças mais ousadas e passou a optar pelo look tradicional da realeza: vestidos e conjuntos complementados por casacos longos e chapéus delicados”, analisa a
consultora de imagem e figurinista Letânia Chaves. Ainda de acordo com Letânia, mesmo antes de incorporar-se à realeza, Meghan sempre apostou mais no básico do que em grandes arroubos de criatividade. Agora, nessa nova fase, a transição ainda é um processo em andamento. “Para uma mulher californiana, o clima londrino já deve ser um desafio e tanto, haja vista os casacos que ela escolheu em suas primeiras aparições ao lado de Harry, meio disformes e sem charme”, relembra. Aqui, selecionamos alguns looks e peças inspiradas nas escolhas da futura integrante da coroa britânica e nas de outras mulheres de destaque no círculo da realeza. TOLGA AKMEN/AFP
A atriz sempre aposta em tons neutros para seus looks, repletos de peças em alfaiataria. O casaco trench coat é uma de suas peças preferidas
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Realeza fashion Você sabia que os membros da família real estão sujeitos a um rígido código de vestimenta? Chapéu e luvas brancas, por exemplo, são obrigatórios em eventos formais. Já a rainha pode usar cores e peças que se destaquem em meio à multidão. As mulheres da realeza britânica, representadas a seguir, também ganham os holofotes em suas apari-
ções. Enquanto a rainha Elizabeth II adora boas doses de cor e looks monocromáticos, Kate Middleton prova que repetir suas peças preferidas não representa quebra de protocolo. Seu estilo, sempre elegante, inspirou inclusive o novo armário de Meghan Markle. A seguir, propomos peças modernas inspiradas em cada uma delas.
MARTIN HUNTER/AFP
Casaco lavanda da Coven, preço sob consulta
Sapato boneca da Via Mia, R$ 129
Bolsa da Fendi, preço sob consulta
ANDREW YATES/DIVULGAÇÃO
MINIMALISTA Futura duquesa de Sussex, Meghan tem um estilo focado em cores neutras e tons pastel – já há algum tempo, ela vem incorporando a seu look o chapéu, acessório comum no visual da família real
IMPECÁVEL Dona de um estilo clássico, Kate Middleton dificilmente erra no outfit em suas aparições. Sem medo de repetir peças, a duquesa de Cambridge também gosta de silhueta marcada
Trench coat da Canal Concept, R$ 859 Casaco da Bobstore, preço sob consulta
Vestido estampado da Cholet, R$ 549,90
Vestido com babado da Maria Filó, R$ 399
ALEGRE Camisa com babados de Sandro Barros, R$ 1.940
A simpática rainha Elizabeth II sempre abusou de cores em vestidos e casacos para fazer bonito em seu cargo na monarquia britânica. As bolsas geralmente combinam com os looks
Sandália da Lez a Lez, R$ 277
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escolher 6 Para Essas charmosas xícaras ainda têm o nome de cada maneira deliciosa de se tomar o café Quanto R$ 67 Onde www.americanas.com.br
Paraosadmiradoresdabebida, listamosumasériedeprodutos paraentrarnoclimadadata Quem resiste ao cheiro de café que fica por toda a casa logo de manhã? A bebida, que é uma paixão nacional, ganhou um dia só dela, aqui no Brasil, país cujo consumo cresce a cada dia. No próximo dia 24, o Dia Nacional do Café é mais do que um pretexto para experimentar a bebida pura, com leite, com espuma do leite ou com chocolate em alguma das diversas cafeterias que existem em BH – sugestão mais do que bem-vinda para curtir o friozinho da capital, que começa a se aproximar. No embalo da data, a Casa Fiat de Cultura lançou, na semana passada, o Café Cultural, um programa de batepapo com temas que unem arte e gastronomia em encontros intimistas ao longo deste ano. Para abrir o novo projeto, o convidado Renato Falci debateu sobre a visão do artista Candido Portinari sobre a produção cafeeira no século XX, presente em diversas telas como “Café” (1935), “Café” (1940) e “Colheita do Café” (1957). A seguir, selecionamos produtos que resgatam a memória do café, para decorar ainda mais a sua cozinha ou deixar a mesa mais apetitosa e bonita.
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br EDITORIA DE ARTE
eitada num a m a drugad a fria, olhava pela décima vez o relógio, esperando a qualquer momento o telefonema de minhas filhas. – Mãe! Pode vir... Encontravam-se numa das inúmeras festas de 15 anos que se sucediam. Levantava-me correndo e saía. E era nessas longínquas madrugadas insones que eu ficava pensando, com certa nostalgia, nas mães que fizeram parte de minha adolescência e juventude. É interessante constatar que, mesmo após uma geração inteira, as mães continuam as mesmas: preocupadas, cúmplices, pacientes, companheiras... Austeras quando necessário, mas sempre de coração aberto, plenas de incondicional amor e conselhos para todas as horas. Mães que passavam noites em claro, esperando os filhos retornarem das festas, muitas vezes omitindo ao marido o horário tardio em que regressavam. Mães que vinham ter aquela “conversa” ao descobrirem escondido na bolsa um maço de cigarros, ou uma conversa de mãe pra filha sobre sexualidade e amor, buscando orientá-la nas suas complicadas e intrínsecas questões sentimentais. Que sentiam sua dor
D
pelo amor não correspondido, embora soubessem que, naquela idade, paixões eram fugazes como fogo na palha. Mães que incansavelmente repetiam: “Cuidado com o sol! Passem o protetor, sol é cumulativo...” E aquela ladainha de sempre. Enfim, mães que vão se repetindo, como se em qualquer época em que vivessem participassem ativamente na vida de suas filhas, mostrando a elas o melhor caminho, não com imposições, mas com conselhos. Naquela época, o sujeito da pizzaria devia me adorar. Lembro-me de que ligava ao delivery encomendando três “supergigantes” para um bando de garotas e garotos, amigos de minhas meninas, que, esparramados no tapete da sala, assistiam no DVD aos “Friends” da vida. A cozinha nos fins de semana era um caos, restos de brigadeiro na panela, pipocas no micro-ondas, bolo de cenoura, salada de frutas... Nos quartos, vários colchonetes, onde, mais tarde (beeem mais tarde), iam descansar do movimento do dia. Também fui adolescente, também minha casa teve cozinha bagunçada, recheada de chocolate e molhos de cachorroquente, além de panelas enormes de arroz e estrogonofe. Mas o que mais tivemos em comum, eu e minhas filhas, foram os inúmeros amigos, recebidos com carinho, alegria e enorme disposição. Plagiando o grande es-
Mães
critor libanês Khalil Gibran, em seu livro “O Profeta”, digo que “nossos filhos não são nossos filhos... vêm através de nós, mas não de nós. E, embora vivam conosco, não nos pertencem”. Uma verdade, às vezes, difícil de assimilar. Ajudamos a tirá-los de seus casulos, mas os voos são eles que têm de alçar.
Orientamos para a melhor direção, mas a escolha cabe exclusivamente a eles. Voamos juntos até onde nos é permitido, pois sabemos da importância de seus voos solitários – nos quais aprendem, com as quedas, que asas feridas, apesar de doloridas, também conseguem voar... Criamos os filhos para
o mundo e, no lugar de amarras, por mais que julguemos difícil, deixamos que somente nossas preces e nosso imensurável amor os persigam... Dedico esta crônica às mães de minha adolescência e juventude: Joyce, dona Lora, dona Auxiliadora e a minha mãe de sempre, Glorinha – anjo que desceu à Terra
sob forma de gente. Gostaria de, mais uma vez, parabenizá-las pelo dia de hoje. A elas e a todas as mães, o meu abraço apertado, repleto de carinho, amor e admiração. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WWindsor. Castelo onde mora a rainha vale um bate e volta. Página 11 WThe Crown. Tour da série estreia no dia do casamento. Página 12
pampulha
W DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP
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BELO HORIZONTE Sábado 19/5/2018
Londres da realeza No dia em que o príncipe Harry se casa com Meghan Markle, um roteiro para você descobrir a capital britânica da família real e da série de TV “The Crown”. Páginas 4a 12
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
paulo campos paulocampos@otempo.com.br
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
sala vip W
Os destaques internacionais da ILTM FOTOS PAULO CAMPOS
Renato Hagopian (Qatar Airways para o Brasil): companhia aérea dos Emirados Árabes terá banda larga nos aviões; estande era o mais movimentado e festivo da feira de luxo
Mais de 15 mil reuniões de negócios consolidam a International Luxury Travel Market (ILTM) como a feira mais importante do segmento de luxo na América Latina. Nesta edição, marcasícone do turismo de luxo, como Four Seasons, Mandarin Oriental Group e Hyatt, anunciaram novidades na América Latina. Dos países presentes, Portugal exibiu números para mostrar que se consoli-
dou também como destino de luxo. O volume de turistas cresceu cerca de 60% no último ano. Já o Visit Britain promoveu o Reino Unido de forma original, aproveitando o casamento do príncipe Harry. Nos mares, a Norwegian anunciou cruzeiros do meganavio Bliss no Caribe e no Alaska. Com 20 andares, o navio all-inclusive terá até pista de kart para os aficionados e suítes com motorista. Confira algumas fotos.
Michel Schmid foi apresentado como o diretor geral do Four Seasons SP At Nações Unidas, o primeiro da rede no Brasil, que será inaugurado em outubro, com um design inovador
Gláucia Mayr, Patrícia Curvêllo, Estela Farina (diretora), Thaís Heringer, da equipe da Norwegian Cruise Line: o meganavio de luxo Bliss prepara-se para navegar no Caribe e no Alasca
Christina Gambini, Roxana Toledo, Tristan Dowell (vice-presidente) e Mariana Azevedo, da rede Hyatt: seis novos hotéis na América Latina, em cidades como Santiago, Lima e Macaé
Matt Collier (British Airways) e Malcolm Griffiths e Priscila Moraes (Visit Britain): aproveitando o casamento real para divulgar o Reino Unido como destino de luxo para brasileiros
Rafael Romeiro (FVO Travel), entre Chloé Salvador e Caroline Putnoki, da Atout France: apostando nas estações de esqui como destino para exibir uma França charmosa e diferente
Filipe Silva (Turismo de Portugal): mais de 40 parceiros em um lounge para mostrar que o país cresceu 60% em volume de turistas; órgão leva Portugal 360º ao Rio e a outras capitais
Diana Pomar (diretora para o Brasil do Turismo do México) e Gisele Torrano (Los Cabos): destino mexicano cresce como destino de luxo no Pacífico, como alternativa a Riviera Maya
MINIENTREVISTA
VERT HOTEIS/DIVULGAÇÃO
Érica Drumond,
CEO da Vert Hotéis, fala da aliança estratégica entre a Vert e a Atlantica, que criou o segundo maior grupo hoteleiro do país, unindo as equipes de distribuição, vendas e marketing; hoje, a holding tem 120 hotéis de 19 marcas no portfólio e previsão de faturamento de R$ 200 milhões em 2018
Com ocorreu esse processo de aliança entre Atlantica Hotels e Vert Hotéis?A simi-
laridade entre as duas empresas foi o marco. São empresas multimarcas com alcances de distribuição mundiais. Empresas brasileiras com conhecimentos em desenvolvimento de empreendimentos hoteleiros, administração e franquia.
O que muda na estrutura e serviços das duas empresas? As empresas são com-
plementares. As estruturas estão ganhando força, troca de boas práticas. Percebemos que o maior ganho está no aumento do departamento de vendas, principalmente para a Vert Hotéis, que amplia sua equipe de vendas de 30 para mais
de 170 colaboradores. Ganhamos ambos no aumento da capilaridade e oferecimento de hotéis com portfólio crescente presentes em mais de 130 localidades.
A crise hoteleira foi o que motivou a aliança? Crise
para nós é oportunidade. Aliança é sempre a melhor forma de aprimoramento e
desenvolvimento das melhores marcas de propriedade das empresas e das maiores empresas do mundo, as quais representamos no Brasil. Juntas. Atlantica Hotels e Vert Hotéis se apresentam ao mercado com a segunda maior operadora e franqueadora de hotéis do Brasil. Flexibilidade, proximidade com investidores, aumento de oferta de marcas e serviços e programas de fidelidade e transparência nas operações serão ainda mais percebidos no mercado para ambas as empresas através dessa aliança estratégica.
Quais as principais características das duas redes que serão preservadas?
As marcas Ramada e Ramada Encore, de propriedade da gigante Wyndham, permanecem como prioridade para a Vert Hotéis. As marcas da Choice, Radisson e outras importantes conti-
nuarão no foco de crescimento. Continuam duas empresas que se unem na distribuição, vendas e marketing. Esperamos levar ganho de escala nas compras e demais custos operacionais, além de sempre ter em mente o desejo maior de que nossos colaboradores sejam cada vez mais eficientes e permaneçam crescendo em nossas empresas e que possam fazer carreira nessa aliança.
Quantos hotéis as duas redes administrarão daqui para frente? 120 e, em breve,
mais de 150. Somados, alcançaremos 200 milhões de faturamento em 2018.
Desde 2017, estão ocorrendo fusões entre grupos hoteleiros. A Marriott adquiriu a Starwood, e a Accor comprou o Grupo Posadas, só para citar dois exemplos. Os grandes conglomerados são o futuro
da hotelaria? Sim, cada vez
mais! Nosso caminho é dar mais benefícios aos hospedes em mais destinos, com diferentes categorias de hotéis e reconhecimento por escolherem nossas empresas como preferenciais.
Qual é a expectativa de crescimento para os próximos anos? Já em 2018, 10% de
crescimento com a força dessa aliança. Já contamos com mais de 20 novos hotéis em desenvolvimento pela Vert, a Atlantica com mais de 40 em seu pipeline, muitas conversões em andamento, e sabemos que o Brasil nos oferece um mercado gigante. Mapeamos e temos estruturado um plano de crescimento. Pretendemos ser a melhor opção em administração e franquias de hotéis muito embasada na variedade de marcas, na força de vendas e na consistência nos serviços.
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turismo
Westminster, o centro do poder em Londres
O brasileiro que desembarca em Londres pela British Airways (britishairways.com) o faz pelo Terminal 5 do aeroporto de Heathrow, que está a 25 km do centro. Para chegar até lá, a melhor opção é pegar o Heathrow Express (heathrowexpress. com), trem que circula de 15 em 15 minutos e leva até o metrô de Paddington. O tíquete custa 18 libras (R$ 89,96) a idae 34libras (R$ 169,93) ida e volta. Há, ainda, uma linha mais lenta e barata, o Heathrow Conect (heathrowconnect.com), que custa 9,10 libras (R$ 45,48) a ida e 17,80 libras (R$ 88,96) ida e volta. PAULO CAMPOS
God save the royal family No dia do casamento do príncipe Harrycom MeghanMarkle, umroteiro para conhecer a capital britânica exibida nasérie deTV “The Crown”
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Breve história
Coroação aos 26 anos Em 1936, o tio de Elizabeth, Edward VIII, abdicou do trono para se casar com uma socialite divorciada, deixando para o irmão George o papel de monarca. Com seu pai virando o rei, Elizabeth, ainda com 10 anos, se tornou a primeira na linha sucessória. George VI foi coroado em 1937 e reinou até sua morte, em 1952, quando Elizabeth assumiu o trono. Em 2 de junho de 1953, ela foi coroada, aos 26 anos. A cerimônia foi transmitida ao vivo em preto e branco pela televisão britânica. REPRODUÇÃO INSTAGRAM @THEROYALFAMILY
A realeza britânica está em festa! No dia 21 de abril, a rainha Elizabeth II comemorou 92 anos. Dois dias depois, nasceu o filho do príncipe William e da duquesa de Cambridge, Kate Middleton, e a escolha do nome – Louis Arthur Charles – também foi motivo de comemoração. Mas o acontecimento do ano está marcado para hoje, 19 de abril, quando o príncipe Harry, o quinto na linha de sucessão ao trono, se casará com a atriz norte-americana Meghan Markle, notadamente uma plebeia, na capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, a residência da monarquia britânica. Mas não pense que as festividades param por aí. No dia 9 de junho, Elizabeth II comemora oficialmente seu aniversário na cerimônia do Trooping the Colour, tradicional desfile militar pelo centro de Londres. Em 2016, Elizabeth ultrapassou ua antecessora, a rainha Victoria, como a monarca que ficou mais tempo no trono. Parte dessa história – as circunstâncias que colocaram a jovem Elizabeth Alexandra Mary no poder – está contada na série “The Crown” (“A Coroa”), a mais cara da história da TV, cuja produçãocustou cerca
de US$ 156 milhões. Nas novas temporadas, o roteiro escrito por Peter Morgan narra as fases da vida de Elizabeth II até hoje. Confirmada pela Netflix, a terceira fase deve estrear em 2019, cobrindo o período de 1964 a 1976. Já a quarta temporada, prevista para 2020, conta a história de Elizabeth de 1977 aos dias de hoje, trazendo novos personagens, como a princesa Diana e Camilla ParkerBowles e a primeira-ministra Margareth Thatcher. Acompanhar pela Netflix o drama de Elizabeth II proporciona também a chance de observar Londres sob um outro prisma, o histórico, num tour que revela os caminhos da realeza. O roteiro, que dura cerca de duas horas, pode ser contratado com guia falando português Para saber mais sobre o Reino Unido, acesse www.visitbritain.com.
DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP
Pegue o trem até Paddington
Harry e Mary Markle, o casal real
VISIT BRITAIN/JAMES MCCORMICK/DIVULGAÇÃO
Londres
Como chegar
Em 2015, uma pesquisa do instituto ComRes para o diário “Daily Mail” revelou que 70% da população aprovava a monarquia como regime; outros 77% afirmavam “gostar da rainha”
Centro financeiro de Londres, com o edifício mais alto da Europa, The Shard of Glass (na
Quem leva Pacote 1: Operadora: Abreu Viagens Informações: Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Pacote: O tour Londres/Paris inclui 6 dias e 7 noites, com aéreo, guia Abreu falando português e/ou espanhol Saídas válidas: 27/5, 3/6, 8/7 5 55 e 12/8 Preço: R$ 8.634 ou R$ 1.726 de entrada + 9 x R$ 767 Pacote 2: Operadora: Latam Travel
Informações: Promoção válida para as lojas da Latam Travel do BH Shopping (3286- 3999), Boulevard Shopping (215-3310), Diamond Mall (2533-0933) e Minas Shopping (3245-5718), DDD 31 Pacote: Inclui aéreo e seis noites de hospedagem em apartamento standard no hotel Eurotraveller Tower Bridge Período: 19 a 25/08/2018 Preço: 10 x R$ 477 por pessoa em apartamento duplo + taxa de embarque ou R$ 4.770 à vista por pessoa
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PAULO CAMPOS
Por que os súditos britânicos amam tanto a realeza
tradução, “caco de vidro”), com 310 m de altura
O escritor Andrew Marr, autor da biografia “A Real Elizabeth” (editora Europa, 2012), afirma que “ela representa a continuidade”, e essa seriarazão de suapopularidade. Outros historiadores acreditam que o sucesso da realeza está na estratégia de tentar parecer que leva uma vida normal aos olhos do público. Marr mostra em seu livro que a família real britânica, bem diferente de outras monarquias, experimentou desde a Segunda Guerra Mundial uma modernização intensa e sem precedentes para enfrentar as demandas da era moderna.
PAULO CAMPOS
“A história da monarquia neste pais é uma via de mão única, de humilhações, sacrifícios e concessões para sobreviver” Rainha-mãe na série "The Crown"
Em 2005, a realeza permitiu que um de seus membros se cassasse com uma divorciada e se envolvesse em suposta traição sem que isso gerasse crise institucional ou rejeição pública. O príncipe Charles se casou com Diana em 1988, se divorciou em 1996, e, posteriormente, anunciou romance com Camila Parker-Bowles, casando-se sob as bênçãos da Igreja Anglicana. Uma mudança na lei em 2013 também determinou que, pela primeira vez na história da realeza britânica, a filha mais velha podeassumir o trono mesmo com o nascimento de um menino. Essa decisão fez com que a primeira filha do casal William e Kate, Charlotte, se tornasse a quarta na linha sucessória e recebesse o título de princesa. Em 1936, Eduardo VIII, tio de Elizabeth, teve de abdicar ao trono para se casar com a socialite norte-americana Wallis Simpson. Oesforçodarealezabritânica para se aproximar da normalidade está estampada no casamento de Harry eMeghan. Dos 2.640 convidados, 1.200 serão britânicos comuns, que desenvolvem trabalho de caridade, alunos de escolas públicas em torno do Castelo de Windsor e funcionários do palácio. (PC)
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The Mall
Casas de Anne e Charles Na alameda, nos palacetes Lancaster e Clarence House residem, respectivamente, a princesa Anne e o príncipe Charles, abertos à visitação apenas em alguns períodos do ano. A fachada do Clarence apareceu na primeira temporada da série “The Crown” como a residência da rainha-mãe. PAULO CAMPOS
turismo
Westminster
Centro do poder e dos famosos cartões-postais Na região mais nobrede Londres estão oPalácio de Buckingham, o Parlamentobritânico,o BigBen, a LondonEyeeaAbadiadeWestminster
Royal Mews
Coleção de carruagens De frente ao hotel Rubens at the Palace (Buckingham Palace Rd) está The Royal Mews (royalcollection.org.uk), estábulo real agregado ao Palácio de Buckingham. Na portinha da lateral, o lugar – ótimo para levar crianças – guarda as carruagens usadas nas cerimônias, entre elas, a Gold State Coach House, presente nas coroações desde 1821, todas expostas em um pátio. O ingresso custa 11 libras (R$ 54,56/adultos), 10 libras (R$ 49,60/ pessoas acima de 60 e estudantes) e 6,40 libras (R$ 31,74/de 6 a 17 anos). Menores de 5 anos não pagam. O tour pode ser combinado com o palácio na época em que ele está aberto à visitação.
Paulo Campos
paulocampos@otempo.com.br
Westminster – a sede do poder no Reino Unido – é o ponto de partida para um tour pela realeza britânica. Na região mais cara de Londres estão dois famosos cartões-postais, o Palácio de Buckingham, sede da realeza, e o Parlamento britânico com o Big Ben, à beira do rio Tâmisa. Nas imediações, a Abadia de Westminster, representando a igreja anglicana, a Suprema Corte, a mais alta instância judicial, e Downing Street, uma ruazinha pequenaque serve de residência oficial para a atual primeira-ministra Theresa May. Dali, segue-se a Buckingham Road até o Palácio de Buckingham(royalcollection. org.uk), aberto à visitação de 21 de julho a 30 de setembro, época de férias da rainha. O
conselho é comprar o ingresso com bastante antecedência. O tour – com ajuda de guia de áudio em português – inclui 19 salas, os estábulos e a galeria. Na época de minha visita, o palácio não estava aberto, mas mesmo assim é possível conhecer três espaços – The Queen’s Gallery (a coleção real de pintura), The Royal Mews (as carruagens) e The State Rooms (as salas), além dos jardins imperiais.
“Deixe que o povo a conheça. Torne-se mais transparente, acessível. Passe algum tempo com pessoas normais, comuns” conselho Lorde Altrincham à jovem Elizabeth em “The Crown”
Buckingham não foi bombardeado na Primeira Guerra Mundial, mas não passou ileso na Segunda. Os nazistas acreditavam que, se o palácio viesse abaixo, conseguiriam conquistar Londres mais rápido. Em 1940, um bombardeio destruiu várias alas, inclusive a capela. Na época, a rainha Elizabeth estava refugiada em Windsor, eo primeiro-ministro, Winston Churchill, no bunker. Nenhuma cena da série “The Crown” foi gravada em Buckinhgam. A poucos passos dali está o Big Ben, campanário do Parlamento, coberto de tapumes e fechado até 2021 para restauraçãodatorreElizabethereparação no relógio. Nossa guia Clarissa Donda, no tour, explica que as obras para a construçãodometrô deEmbankment danificaramaestruturadoprédio.Mas a visita só é permitida aos londrinos. Já a visitação ao Parlamento (parliament.uk), a construção mais imponente à beira do rio Tâmisa, é autorizada aos sábados e em horários determinados do verão para se conhecer o St. Stephen’s Hall, a Câmara dos Comuns e a Câmara dos Lordes. Os ingressos, a 18 libras (R$ 89,28) podem ser comprados na hora. A maneira gratuita de visitar o edifício vitoriano é levantar cedo e assistir às sessões abertas ao público às quartas-feiras.
CITY OF WESTMINSTER E o trajeto do casamento real
CLARENCE HOUSE
TRAJETO
GREEN PARK
JARDINS DO PALÁCIO DE BUCKINGHAM
PALÁCIO DE BUCKINGHAM
RUBENS AT THE PALACE
PAULO CAMPOS
Onde hospedar-se em Londres The Goring. Dos hotéis com selo real, o único é o The Goring (15 Beeston PI, Westminster), cinco estrelas fundado em 1910 e adjacente ao Palácio de Buckingham. Se você quer se sentir como a realeza, prepare o bolso para se hospedar na Royal Suite – a duquesa de Cambridge, Kate Middleton, esposa do príncipe William, ficou no quarto antes do casamento, em 2011. Com 1.400 metros quadrados, a suíte carrega na decoração detalhes em mármore, obras de arte e acessórios antigos, numa configuração com dois quartos, dois banheiros, salas de estar e de jantar e uma varanda. Diária a partir de R$ 3.145 .thegoring.com A Gold State Coach, relíquia da coleção real, foi utilizada pelo rei George III pela primeira vez para a abertura do Parlamento, em 25 de novembro de 1762
Rubens at the Palace. Se a ideia for hospedar-se com conforto em Westminster mas sem gasto excessivo, o Rubens at the Palace (39 Buckingham Palace Rd) é a sugestão. A poucos metros da Victoria Station, é um hotel-butique inglês por excelência, com direito a porteiro vestido a caráter, hall em tons vermelhos e “afternoon tea” (chá da tarde) com diferentes tipos de chá, sanduíches, cones e doces. Oito suítes – batizadas de “Quartos Reais” – têm seu design inspirado nos aposentos da monarquia britânica. Diária a partir de R$ 1.403,02. rubenshotel.com.
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ROYAL COLLECTION TRUST DIVULGAÇÃO
Bunker foi quartel e moradia
Interior do Palácio de Buckingham, a residência da rainha Elizabeth II em Londres EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
PALÁCIO ST. JAMES
PARQUE ST. JAMES
CHURCHILL WAR ROOMS
RIO TÂMISA
BIG BEN
PARLAMENTO ABADIA DE WESTMINSTER
RUBENS AT THE PALACE/DIVULGAÇÃO
Do Palácio de Buckingham, o passeio continua pela The Mall, avenida que converge para Trafalgar Square. Margeando o parque estão os edifícios governamentais e uma curiosidade, o Churchill War Rooms (iwm. uk), o gabinete do primeiro-ministro Winston Churchill, figura polêmica e admirada pelos britânicos por sua personalidade forte e controversa – há até uma estátua em sua homenagem próximo ao Parlamento. Durante a Segunda GuerraMundial, o líder montou um bunker que serviu como gabinete e quartel-general, de onde administrou o conflito na época em que a capital britânica sofria bombardeios do Exército nazista. Por 18,90 libras (R$ 93,74) a visita autoautoguiada, você percorre, em fila indiana, os corredores com a sala de reunião, o gabinete de guerra, o aposento onde se comunicava diretamente com o presidente dos Estados Unidos e o quarto de dormir, todos com mobiliário original, até o museu, que reconta, em ordem cronológica, a trajetória do líder utilizando de indumentárias, displays de alta tecnologia, fotografias e filmes de época. Quem assistiu à série “The Crown” poderá entender a importância de Winstoll Churchill para a história. (PC)
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PAULO CAMPOS
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
Kesington
A residência de William O Palácio de Kensington (hrp.org.uk/kensingtonpalace), localizado no parque homônimo, já foi o lar de alguns dos reis e rainhas mais famosos do Reino Unido e o cenário de eventos na história real. Partes do palácio permanecem uma residência privada para membros da família real – é lá onde mora o príncipe William e Kate. Os State Apartments e a Royal Ceremonial Dress Collection estão abertos à visitação. Os ingressos custam 19,50 libras (R$ 96,19).
turismo
Abadia
Igreja oficial da realeza é uma obra de arte Palco de coroações e casamentos reais,Westminster guarda altar em ouro,esculturas, vitrais e túmulosde atores,poetas,nobresepersonalidades
VISIT BRITAIN/BRITAIN ON VIEW
PauloCampos
paulocampos@otempo.com.br
Onde comer The Old Brewery. Experimente o fish and chips a partir de 18 libras (R$ 90,11). The Pepys Building, The Old Royal Naval College. theoldbrewery.com.au Hix Oyster & Chophouse. Paredes de azulejo e bar de ostras de mármore criam cenário para clássicos britânicos. Deguste o peixe grelhado com molho béarnaise ou verde com ervilhas, a partir de 16 libras (R$ 80, 10). 30-37, Greenhill Rents, Clerkenwell. hixrestaurants.co.uk Bourne & Hollingsworth. Restaurante, estufa, bar de coquetéis, escola de culinária e salão de bebidas no subsolo. Experimente carne de porco cozida, brócolis, purê de alho, cenoura assada e molho de maçã a partir de 16,50 libras (R$ 81,84). 47-48, St John’s Square, Clerkenwell. bandhbuildings.com The Drunker Oyster. Restaurante italiano do grupo Hai Cenato, que oferece seleção de coquetéis e taptails cintilantes. Imperdível o peixe recheado a 18 libras (R$ 89,28) ou uma pizza a partir de 12 libras (R$ 59,52). Milton Square. http://haicenato.co.uk/bar
O físico Stephen Hawkins, que faleceu em março, estará em breve ao lado de físico Isaac Newton e do naturalista Charles Darwin na Abadia de Westminster. A igreja mais antiga de Londres, patrimônio histórico mundial, poderia ser perfeitamente um cemitério, por causa dos cerca de 450 túmulos de reis, nobres e personalidades. Desde o século X, ela é cenário das coroações e dos casamentos de reis e rainhas. Na vida real, Elizabeth e Phillip se casaram na abadia e lá também foi a coroação da rainha, mas na série "The Crown" as filmagens ocorreram na catedral de Ely, cidade a uma hora e dez minutos de trem de Londres. A visita guiada percorre as alas laterais, as capelas, o altar-mor, os túmulos e o claustro.
A abadia ainda funciona como igreja, com 28 missas por semana, oito delas acompanhadas de coro. Só se pode entrar gratuitamente no templo se assistir a uma das missas. No interior, funcionários vestindo batas vermelhas e voluntários com batas azuis organizam a visitação, que hoje gira em torno de 500 mil pessoas por ano. Impressionante exemplar da arquitetura gótica inglesa, a abadia começou a ser construída em 1050 pelo rei Henrique Eduardo I. Ele é apenas um dos diversos reis e rainhas, entre eles Henrique VII, Charles II, Ricardo III, Elizabeth I e Maria I, enterrados em seu interior. O último monarca sepultado ali foi George II, em 1705, da dinastia Tudors. O percurso autoguiado, com versão em português, começa no túmulo do soldado desconhecido, homenagem aos mortos na Primeira Guerra Mundial, passa pelos túmulos de reis, pelas esculturas em homenagem a personalidades, como o físico Isaac Newton e o líder Martin Luther King, pelo coro e pelo altar-mor em dourado e mármore, pelo magnífico
DIANA JARVIS/VISIT ENGLAND/DIVULGAÇÃO
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A Abadia de Westminter foi o primeiro templo construído no Reino Unido em forma de cruz
teto ornado da Lady Chapel e pela capela de St. Edward.
Canto dos Poetas Um ponto curioso da igreja é o Poet’s Corner (canto dos poetas), com túmulos dos escritores D. H. Lawrece, Lord Byron, Rudyard Kipling, Thomas Hardy, George Eliot, Lewis Carroll (“Alice no País das Maravilhas”), Charles Dickens e Henry James. O ritual de enterrar artistas na abadia começou em 1400 com um pedido do escritor Geof- frey Chaucer, que trabalhava para a realeza. O percurso termina no claustro, onde, no passado, existia um mosteiro beneditino, atualmente em reforma. Em uma das salas está a Casa dos Capítulos, hoje um espaço dedicado à exposição de desenhos da abadia produzidos por artistas ingleses, que hoje faz parte da Westminster Abbey Collection. Antes do claustro, existia ali uma enfermaria para os monges. Os ingressos para abadia devem ser adquiridos com antecedência no site oficial (tickets.westminster-abbey. org), na versão em português. Os preços estão a partir de 20 libras (R$100/adulto), 17 libras (R$ 85,07/pessoas com mais de 60 anos e estudantes) e 9 libras (R$ 45,04/crianças de 6 a 16 anos).
PAULO CAMPOS
REPRODUCAO/INSTAGRAM
Altar-mor em ouro e mármore
Túmulo de Is MALMAISON LONDON/DIVULGAÇÃO
Onde se hospedar Malmaison London. O hotelboutique, em frente à tranquila Charterhouse Square e a poucos metros da estação de Barbican, é moderninho e oferece conforto sob medida para hóspedes exigentes, um variado café da manhã – algo cada vez mais raro nos hotéis londrinos – e atendimento de primeira. Está pertinho do Museu de Londres e da Catedral de St. Paul. A rede Malmaison tem hotéis de diversas categorias em 15 destinos do Reino Unido, entre eles Belfast, Birminghan, Brighton, Edimburgo, Glasgow, Livepool e Manchester. Diária a partir de 139 libras (R$ 695,91). Acesse malmaison.com/locations/london
MALMAISON LONDON/DIVULGAÇÃO
turismo
saac Newton
VISITBRITAIN/BRITAIN ON VIEW
Vitrais são destaques da abadia
London Pass Passe livre. Poupe tempo e dinheiro e adquira o London Pass no quiosque instalado na 11ª Charing Cross Road. Para chegar até lá, pegue o underground (metrô) e desça na saída 1 estação Leicester Square. O preço varia de acordo com o número de dias ou de atrações. É aconselhável baixar o aplicativo para ver os descontos nos atrativos não inclusos. Opção 1 (número de atrações) 69 libras (city tour cityseeing + London Eye + Museu Madame Tussauds), 99 libras (city tour cityseeing + London Eye + Abadia de Westminster +
Madame Tussauds + London Dungeon) e 129 libras (city tour cityseeing + London Eye + Abadia de Westminster + Museu Madame Tussauds + London Dungeon + London Aquarium + Hampton Court). Opção 2 (número de dias) 125 libras (um dia), 215 libras (2 dias), 305 libras (3 dias), 575 libras (6 dias) e 875 libras (10 dias), 75 libras (um dia), 125 libras (2 dias), 175 libras (3 dias), 325 libras (6 dias) e 465 libras (10 dias) para ter acesso a 60 atrações. Os preços são por pessoa. Oyster: Cartão recarregável ao custo de 5 libras (R$ 24) para circular em ônibus e metrô.
As irmãs e escritoras Emily e Anne Brontë, assim como Jane Austen e até o dramaturgo William Shakespeare receberam homenagem na abadia, embora não estejam enterrados em Westminster
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
PAULO CAMPOS
Chá da tarde com grife O hábito de tomar chá é uma tradição britânica há séculos, mas o costume só foi instituído no século XIX. Até então, apenas a nobreza tinha o hábito de, por volta das 17h, fazer uma pausa para tomar o chá com guloseimas. Com o passar dos anos, os britânicos adotaram a prática. Atualmente, a tradição é um dos símbolos da Inglaterra, e diversas casas – hotéis, lojas e museus – servem o chá da tarde. Uma dica é consultar as promoções e novidades do afternoontea.co.uk. Mas, para ter uma experiência verdadeiramente inglesa, o conselho é pegar o metrô até a estação Picadilly ou St. Pancreas para experimentar um autêntico chá inglês da realeza. A elegante loja Fortnum and Mason (fortnumandmason.com), que tem chancela de ser fornecedora de chá para a família real, oferece uma experiência completa de “afternoon tea” no Jubilee Tea Saloon, reinaugurado pela própria rainha Elizabeth em seu jubileu de diamante. O serviço custa a partir de 49 libras (R$ 243,04) por pessoa. Você também pode pedir o chá favorito da rainha. Mas se você quer combinar um passeio pelo rio Tâmisa com chá, a dica é o Afternoon Tea Cruise (citycruises. com/london-thames-experiences/afternoon-tea-cruise), que sai diariamente do Pier Tower, com o tíquete incluindo o chá da tarde – mais simples dos que os servidos nos hotéis – a partir de 32 libras (R$ 158,72).
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Brasão
Leão e unicórnio lado a lado
A tropa da guarda em frente ao Palácio de Buckingham é a mais concorrida
Tropa da guarda acontece em quatro cenários diferentes Cerimônia militar que representa uma tradição em torno da proteção e da importância da família real, a troca de guarda é um evento concorrido. No caso do Palácio de Buckingham, a cerimônia acontece a partir das 11h30. A dica é chegar muito cedo e se concentrar, de preferência, no caminho
entre os palácios de St. James e Buckingham, que tem menos gente. Também é aconselhável consultar o site do Exército Britânico (householdvision.org. uk/changing-the-guard-calendar), porque a troca não ocorre todos os dias. Há também cerimônias em frente ao Palácio de St. James, na Horse Guards e no Castelo de Windsor.
O brasão do Reino Unido é uma curiosidade à parte: de um lado está o leão, que simboliza a Inglaterra, e do outro o unicórnio, a Escócia, com a coroa no centro. Ele data de 1.603, quando James I da Inglaterra subiu ao trono. A lenda tradicional de inimizade entre os dois animais heráldicos foi registrada em uma cantiga de roda inglesa e citada pelo escritor Lewis Carroll, que os transformou em personagens do livro “Through the LookingGlass” (“Alice Através do Espelho”). PAULO CAMPOS
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turismo HISTORIC ROYAL/VISITBRITAIN/PALACES DIVULGACAO
Mercado (I)
O imperdível Borough Market Para conhecer Londres como um britânico é necessário se perder em suas feirinhas de ruas, em bairros como Shoreditch, ou visitar o Borough Market (boroughmarket.org.uk), um mercado que forma um labirinto de passagens e espaços abertos, onde se encontra de tudo – peixes, carnes, frutas, verduras, queijos, pães, chocolate, artesanato, vinhos etc. O lugar é uma mistura eclética de culinárias do mundo todo, podendo se degustar tanto um fish and chips como um kebab.
Torre de Londres
Para fazer seus olhos brilharem Maiores filas sãopara conhecer as joiasda realezabritânica, entre elas ascoroas, os cetros e os mantosdos reiserainhas,entreelasodeElizabethII
PAULO CAMPOS
Paulo Campos
paulohcampos1@gmail.com
Mercado (II)
Programação mensal Nas quintas-feiras deste mês – confira a programação no site boroughmarket.org.br –, quem estiver em Londres pode participar da Demo Kitche May Residency, uma série de demonstrações culinárias, quando um chef escolhe um determinado tema e vai cozinhar ao vivo, ensinando a quem está de passagem. No próximo dia 25, a chef Angela Clutton faz suas extravagâncias à base de mel como uma forma de apoio à apicultura urbana.
Mercado (III)
Perto da London Bridge Station Tudo isso acontece sob os trilhos da estação London Bridge, em uma das áreas mais antigas da cidade. Depois que os estandes fecham, os frequentadores se mudam para restaurantes e pubs no entorno. O lugar mais colorido e descontraído de Londres sofreu com terrorismo em 2017, mas isso não é motivo para evitá-lo, porque o Borough Market representa – ontem e sempre – o multiculturalismo que fez de Londres o que é hoje.
Torre branca de Londres
Do outro lado da cidade, às margens do rio Tâmisa, pegue o metrô até a estação Tower Hill; uma opção mais charmosa é o passeio de barco até a Torre de Londres, ao custo de 17 libras (R$ 84,32). A construção branca – na época a maioria das edificações era de madeira –, próximo a Tower Bridge, foi erguida por Eduardo I em 1860 para servir de fortaleza, palácio real e prisão. Guardada por 35 soldados, era considerada uma fortaleza impenetrável, e conquistá-la significava a derrocada da realeza. Você vai gastar metade do dia para percorrer as muralhas, a sala do trono, as salas com móveis e tapeçarias, as câmaras de execução e tortura – Simon Sudbury foi o primeiro homem a perder a cabeça na Ingla-
terra –, a exposição com as joias da coroa, o Royal Armories, com as armas e armaduras reais, o Royal Beats, com esculturas de animais exóticos em tamanho real, o Museu Fusilier, com medalhas e uniformes utilizados pelo Regimento Real dos Fuzileiros, e a capela românica de São João Batista.
Ana Bolena Se você visitar a torre até 30 de agosto, poderá assistir à encenação da prisão, julgamento e da execução de Ana Bolena, a segunda esposa do rei Henrique VIII, em dois horários fixos, de segunda a sexta-feira, às 11h e 14h. Bolena foi uma três rainhas decapitadas no Reino Unido, ao lado de Catarina, ambas acusadas de adultério. A outra foi a quinta esposa de Henrique VIII, lady Jane Gray, que tinha apenas 16 anos. Também há diariamente, a cada 30 minutos, um tour com Yeoman Warders, os guarda-costas reais.
Joias O destaque da Torre são as joias e as coroas que contêm diamantes lendários. Além dessa relíquia, há uma série de objetos de ouro e pra-
REPRODUÇÃO INSTAGRAM@GILBERTCHEAH
ta, como bandejas, travessas e espadas, e o manto da coroação, que pesa mais de 13 kg devido à quantidade de fios de ouro e adornos.
London Bridge Próximo à Torre de Londres, a ponte Tower Bridge, com suas duas torres gêmeas com sistema levadiço e estilo vitoriano, deve ser atravessada até o outro lado do rio. Pagar 9 libras (R$ 44,72) para subir o monumento só se você for um engenheiro fanático. Desde 1910 que essa obra única de engenharia está com as passarelas elevadas fechadas. O museu no interior trata apenas de mostrar como funciona o sistema de elevação da ponte e os aspectos de sua construção. Mas o bacana é deitar-se ali para ver os barcos passarem debaixo da ponte. Coisa de turista!
Joia. O diamante Cullinam foi descoberto em 1905 por Frederick Wells, gerente da mineração Premier, na África do Sul. A pedra não lapidada de 3.106 quilates (621 g) foi oferecida como presente de aniversário ao rei Edward VII. Da pedra, foram lapidados dois brilhantes, um que adorna o cetro com a cruz, e outro, a coroa. As gemas estão expostas na Torre de Londres e fazem parte hoje das joias da coroa britânica.
JAMES MCCORMICK/VISIT BRITAIN/DIVULGAÇÃO
Greenwich Uma das experiências que recomendo em Londres é afastar-se da área turística para vasculhar bairros como Greenwich, Nothing Hill, Kew Garden, Richmond e Shoreditch para descobrir as outras faces da capital britânica. Greenwich está no caminho do roteiro da série “The Crown” e pode ser alcançado por barco pela empresa Thames River Services (thamesriverservices.co.uk), ao custo de 12 libras (R$ 59,69) o tíquete. Outra opção é o metrô até a estação North Greenwich. Ao desembarcar em Greenwich, você vai se deparar com o veleiro Cutty Stark, que, durante o século XVIII, fazia a rota do chá entre a
China e o Reino Unido. No bairro, estão o Old Royal Naval College, o Museu Marítimo, The Queen’s House e o Royal Observatory Museum. O Old Royal College – antigo palácio onde nasceu Henrique VIII e suas irmãs Maria I e Elizabeth I – foi hospital e hoje abriga a Royal Academy Naval. Por suas semelhanças com o
Palácio de Buckingham, foi utilizado para diversas cenas de “The Crown”. Além da série, o local foi cenário para os filmes “Os Miseráveis”, “Thor: O Mundo Sombrio”, “Guardião das Galáxias”, “O Discurso do Rei” e “Batman, o Cavaleiro das Trevas”. O lugar é ótimo para famílias que viajam com crianças.
Ao lado do Royal Observatório passa o meridiano de Greenwich. Parte do museu é gratuita, e parte, paga. No interior, pode-se conhecer a história da astronomia, o relógio que calcula a longitudee o planetário e viajar pelo espaço em um tour guiado. Bater perna para descobrir o bairro é uma ótima pedida. As dicas são o delicioso Greenwich
Market, que tem até barraquinhas de churros de uma brasileira, o Greenwich Park, a Meantime Brewery, uma fábrica de cerveja artesanal, a loja mais antiga do mundo, Nauticalia, e pubs, como The Yacht (.greeneking-pubs.co.uk), Cutty Sark (cuttysarkse10.co.uk) e Greenwich Union (greenwichunion.com).
turismo
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FOTOS MURILO ROCHA
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Os cenários fora de Londres Fora os cenários da capital britânica, você pode estender por conta própria tour da série de TV “The Crown”. Sequências também foram filmadas em cidades a um raio de 30 km a 120 km de Londres, como m Ely, Hertfordshire e Hatfield. Se quiser ir um pouco mais longe e descobrir os passos da realeza na Escócia, a cidade Aberdeenshire e a baía de Cruden revelam paisagens surpreendentes e de rara beleza.
Windsor
Bate e volta a partir de Londres A 40 minutos dacapital britânica, omais antigo castelo do mundo ocupado deforma contínua ainda hojeé residência oficial da família real
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Balmoral Castle VISITBRITAIN/VISITSCOTLAND
Windsor: entrada ñão é gratuita
Murilo Rocha Windsor – se pronuncia no inglês britânico praticamente sem o “d” do meio e o “r” do final, além de “s” ter som de “z” – é uma pequena cidade à beira do Tâmisa, cerca de 35 km a sudeste de Londres, onde está localizada a maior e mais antiga fortaleza continua-
mente ocupada do mundo, o castelo de mesmo nome. Desde 1080, a imponente construção, com arquitetura bélica e enormes torres de pedra, é uma das residências oficiais de reis e rainhas da Inglaterra. Ainda hoje, a rainha Elizabeth, os príncipes Charles, William e Harry frequentam Windsor, mas, não espere vê-los por lá, pois as dependências da realeza são isoladas e fechadas à visitação quando eles estão em casa. O ideal para “turistar” no castelo é um bate e volta partindo de trem de Londres. Uma vez em Windsor, de preferência já com os bi-
Na segunda temporada, Elizabeth se refugia no castelo, mas apenas o exterior é usado nas filmagens.
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Catedral de Ely VISIT ENGLAND/JAMESKERR/DIVULGAÇÃO
A catedral na cidade de Ely, de 1083, foi o cenário para o casamento de Elizabeth e Phillip na série.
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VISIT ENGLAND/DIVULGAÇÃO
Claire Foy faz passeios a cavalo na residência de férias da rainha-mãe.
As torres de pedra estão entre as características da fortaleza real
Jardins e lagos compõem atmosfera medieval Como quase tudo relacionado à realeza na Inglaterra, o Castelo de Windsor, além da arquitetura medieval cinematográfica, é cercado por jardins impecáveis, com lagos e uma grande variedade de flores. Se a ideia do viajante é passar o dia inteiro nas dependências da fortaleza – e vale a pena fazer isso, pois há muita coisa para ver –, os jardins também acabam funcionando como um es-
paço para descansar das longas caminhadas e para fazer lanches rápidos. E, caso ainda sobre um tempo, o turista também pode dar uma volta na pequena e charmosa cidade ao redor do castelo antes de voltar para Londres. Uma caminhada à beira do Tâmisa ou um copo de bebida em um dos bares com vista para o rio são boas pedidas para o fim de tarde. (MR)
Destaques Casa de Windsor Além de abrigarem obras de arte, os apartamentos reais chamam a atenção pelas dimensões. Um dos salões de banquete usados para cerimônias da realeza tem capacidade para cerca de 160 pessoas. Troca da guarda Assim como no Palácio de Buckingham, a cerimônia atrai multidões para ver os exercícios dos soldados ao som da banda militar.
lhetes comprados pela internet para evitar as enormes filas no local, as principais atrações são a Casa de Bonecas da Rainha Mary, os apartamentos reais, a capela de São Jorge, a capela do Albert Memorial e, claro, a famosa troca da guarda. Dos jardins a detalhes arquitetônicos barrocos e góticos, passando pelos cômodos, tudo em Windsor remete a adjetivos como “suntuoso”, “majestoso” e “fascinante”. Vale a pena ter um bom guia de bolso ou se juntar aos grupos gratuitos de visita guiada.
Serviço Como chegar: Partindo de Londres, a melhor opção é pegar o trem na estação de Paddington. A viagem dura cerca de 40 minutos. Bilhetes: O preço padrão do ingresso para o castelo é 21,2 libras (R$ 105). Se os apartamentos reais estiverem fechadosé porque a realeza está em casa, a entrada cai para 11,7 libras (R$ 58). Visitação: Das 9h30 às 17h30 (verão) e das 9h45 às 16h15 (inverno).
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turismo REPRODUÇÃO
BH/Jeri
Voos regulares em agosto A partir de 7 de agosto, a Azul passa a operar frequências regulares e sem escalas entre Belo Horizonte e Jericoacoara. As novas operações serão realizadas às terças e quintas com as aeronaves Embraer 195, com capacidade para até 118 passageiros. Acesse voeazul.com.br.
“The Crown”
Tour estreia
Cartaz da série de TV da Netflix, “The Crown”
no dia do casamento Caminhada por Londres explora asdiferenças entre cenáriosda TV e davida real,os fatos que inspirarama sériee as curiosidades darealeza
SETUR-CE/DIVULGAÇÃO
Você sabia?
Seguro cobre bagagem Em 2017, 21,6 milhões de malas foram perdidas ou entregues com atraso. Isso significa que, a cada mil passageiros, seis tiverem malas extraviadas. Com o seguroviagem, você não precisa lidar com isso, já que a seguradora cuida disso para você e ainda complementa o valor indenizado, dependendo do plano que escolher. Quer saber mais? Acesse o www.segurospromo. com.br e tenha 5% de desconto com o cupom bagagemgarantida.
O casamento de Harry e Meghan coincide também com a estreia do “Crown Walking Tour”, um passeio que permite que você conheça muitos dos locais de filmagem da série da Netflix “The Crown”, protagonizada pelos atores Claire Foy e Matt Smith, respectivamente, nos papéis da rainha Elizabeth e do príncipe Phillip, além de locais reais onde o casal viveu. O tour, que pode ser contratado até 29 de setembro, é guiado e limitado a 20 pessoas. O custo é de 12 libras (R$ 59,96) para adultos e 10 libras (R$ 49,96) para pessoas de 3 a 15 anos. Há, ainda, tour privativo de até 20 pessoas ao custo 180 libras (R$ 899,40).
O tour começa na estação de metrô de Temple e termina no Palácio de Buckingham, a residência da rainha em Londres, e mostra algumas das locações das duas primeiras temporadas. Além de conhecer os cenários, você aprenderá como a série foi feita e como conquistou o coração de tantos fãs mundo afora, incluindo rumores de que teria agradado à própria rainha. O tour – criado pela Brit Movie Tours – também explora algumas das diferenças entre os eventos da produção e os fatos reais que inspiraram a série e como as filmagens tentaram contornar as restrições da Casa Real de utilizar cenários como os palácios de Buckingham e Windsor – nas residências reais, apenas é permitido o acesso de equipes de reportagem e documentaristas – e como Londres mudou desde que Elizabeth II subiu ao trono em 1952.
Cenários Entre os cenários do mundo real estão o local onde o casal Elizabeth e Phillip participou de um evento promovido pelo comediante britânico Norman Wisdom, o “palhaço” predileto de Charles Chaplin e que mais tarde ganharia o título de “sir” concedido pela rainha, o local onde aconteceu o protesto do canal de Suez e o lugar onde ocorreu o baile do embaixador, além
do lar em Londres do fotógrafo Lord Mountbatten. Desde que a série estreou na Netflix em novembro de 2016, surgiram outros tours similares, que exploram cenários até fora da capital britânica, como a catedral de Ely e Hatfield House, e bairros além de Westminster, como Greenwich. Um exemplo é a Tours International, que oferece passeios em cenários de filmes e séries.
Tours Brit Movies Tours. Acesse britmovietours.com Tours International. Acesse tours-international.com Tour com guia em português: Clarissa Donda (tours@dondeandoporlondres.com.br ou +44 0754 2332 964
ROBERT VIGLASKY/NETFLIX/DIVULGAÇÃO
A família real tem perfil no instagram que é atualizado com fotografias e notícias do dia a dia da realeza britânica; você pode acessar e acompanhar os posts em @theroyal family
Claire Foy (Elizabeth) e Matt Smith (Phillip) nas duas primeiras temporadas
W Moto. BMW G 310 R é a poção da juventude da marca no Brasil. Páginas 22 e 23
MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
W Avaliação. Aceleramos o Fiat Cronos Precision 1.8 manual. Páginas 18 e 19
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BELO HORIZONTE Sábado 19/5/2018
pampulha
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O céu é o limite Nova geração do Mercedes-Benz Classe E Cabrio é testada na Itália. Páginas 16 e 17
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interCâmbio
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Um novo tempo Há muito gostaria de ocupar este espaço para dividir com vocês um pouco do que representam, no mercado brasileiros de jornais, os veículos que a Sempre Editora publica. E aproveitando o ensejo do 16º aniversário do Super Notícia, celebrado no último dia 1º, vamos fazer agora essa análise. Quatro anos depois que começou a circular, o jornal assumiu a liderança na venda avulsa em todo o Brasil. A tiragem hoje é de 153 mil exemplares/dia, mas já alcançou quase o dobro disso antes da profunda crise econômica que o Brasil atravessou em um passado recente. Ainda assim, atualmente o Super é o veiculo de comunicação impresso líder entre seus pares, a grande maioria
deles jornais tradicionais do eixo Rio-São Paulo. Mais do que importante, é fundamental frisar que, entre os cinco impressos de maior circulação no país hoje, apenas o Diário Gaúcho, de Porto Alegre (RS), tem o mesmo perfil popular do Super Notícia. Em minha longa trajetória como jornalista profissional, aprendi a não misturar alhos com bugalhos. A Sempre Editora conta com o jornalismo de reconhecida qualidade de outro diário da casa, O TEMPO. Conhecidos como quality papers, esses jornais falam a um público formador de opinião, e que compra, assina e lê essas publicações com o intuito de se aprofundar no assunto indo além da cobertura jornalística à disposição na internet. Em novembro, O
TEMPO completa 22 anos de história. O jornal domina a cena em Minas Gerais com 42.873 exemplares diários. A título de informação, o segundo colocado, do alto de seus 90 anos de existência, circula hoje com 16 mil exemplares a menos. Vale ainda destacar o semanário que se transformou na melhor companhia do belo-horizontino durante os fins de semana, o Pampulha e seus 50 mil exemplares com distribuição gratuita aos sábados nos principais pontos de fluxo da zona Sul de Belo Horizonte. Nossa contribuição diante desta comprovada liderança da Sempre Editora e de seus irrefutáveis números, todos comprovados pelo Instituto Verificador de Comunicação (IVC), tem no Super Mo-
Somos o presente e o futuro quando o assunto é comunicação em Minas Gerais. A força de nossos veículos repercute muito além de nossas montanhas
tor a principal razão de ser. O único caderno de automóveis do Estado que conta, semanalmente, com 12 páginas editoriais e muito conteúdo: lançamentos, análise do mercado e prestação de serviço ao leitor, entre outros. Às quartas-feiras, é parte integrante dos jornais O TEMPO e Super Notícia. Aos sábados, circula no Pampulha, e todos os dias traz as últimas notícias do setor pelo portal O TEMPO. Em suma, não há outro caderno impresso do mesmo gênero no Brasil, com 246.755 exemplares semanais. Também não custa lembrar que, no próximo dia 12 de junho, além do Dia dos Namorados, será comemorado o primeiro ano de atividades da rádio Super Notícia FM, mais
um canal de comunicação em que mantemos espaço para tratar do acelerado universo dos automóveis, transporte e de seus desdobramentos. É importante este posicionamento, sobretudo para os que não acompanham os números de mercado, o que não acontece com as agências de publicidade parceiras, que enxergam essa predominância há muito tempo e que têm conferido a seus anunciantes ótimos resultados comerciais com o retorno de seus investimentos em publicidade. Somos o presente e o futuro quando o assunto é comunicação em diversas plataformas em Minas Gerais. A força de nossos veículos repercute muito além de nossas montanhas.
FOTOS HYUNDAI/DIVULGAÇÃO
Lançamento
Visual
Modelo recebeu nova grade frontal e rodas de liga leve inéditas
renovado Linha 2019 do Hyundai HB20 chega às lojas com novidades; preçodo segundomodelo mais vendidono Brasil partede R$ 43.990 Da redação Já está disponível nas concessionárias da Hyundai a linha 2019 do HB20. O segundo modelo de carro mais vendido no país – atrás só do Chevrolet Onix – chega às lojas com poucas, mas boas novidades.
Os preços variam entre R$ 43.990 e R$ 72.290. Além do visual renovado, o modelo teve a oferta da central multimídia com TV digital ampliada para outras versões. Até então, a nova função estava disponível apenas na versão especial Copa do Mundo da Rússia.
Lanternas ganharam máscara negra nas versões 1.0 hatch
No design, a principal mudança do HB20 2019 é a nova grade frontal Mesh Type com contorno cromado. Ela está presente em todas as versões do HB20 e HB20S, com exceção do HB20 Turbo 1.0, que ganhou uma nova grade dianteira com aletas.
Na traseira, são novas as lanternas escurecidas nas versões 1.0 do hatch. Já as com motor 1.6 contam com lanternas Clear Type, as mesmas que equipam todas as configurações do sedã. A versão de entrada do HB20 mudou de sobrenome e passa a se chamar Unique.
TV digital faz parte agora de todas versões com a central blueMedia
Outras mudanças Nas versões Premium do HB20, e Style e Premium do HB20S, as rodas de liga de leve aro 15 agora são diamantadas. No aventureiro HB20X, elas são aro 16 também diamantadas e com detalhes em preto. O HB20 R spec passa a contar com grade frontal e farol de neblina com contorno na cor preto brilhante e rodas de liga leve de 15 polegadas em preto. Toda a linha 2019 do HB20 (exceto a versão Unique) passam a contar com um novo painel de instrumentos. Todas as versões equipadas com a central blueMedia com tela de sete polegadas de série ou comprada como opcional passam a vir com TV digital.
Preços Unique 1.0 (manual). R$ 43.990 Comfort Plus 1.0. R$ 47.590 Turbo 1.0 (manual). R$ 51.790 HB20 1.6 R spec (AT) R$ 63.690 HB20X 1.6 (AT). R$ 71.700 HB20S Comfort Plus 1.0 (manual). R$ 51.590 Comfort Plus 1.6 (AT). R$ 64.650
super motor
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HENRIQUE PINTO/DIVULGAÇÃO
Serviço
Guardiões automotivos Com tecnologia para lá de antiga, caixa de fusíveis segue firme e forte noscarros com a função de protegerváriosequipamentos Igor Veiga Se um fusível de seu carro costuma “queimar”, isso não significa que ele é ruim. Pelo contrário, agradeça por existir um componente como esse, pois o estrago poderia ser muito maior se ele não queimasse. Os fusíveis são constituídos por ligas metálicas, sendo que uma de suas principais características é o baixo ponto de fusão (entre 60°C e 200°C). Ele é o elo mais fraco de uma corrente, que se rompe quando aplicada uma força tão
grande que poderia danificar o restante dos elos. Em um circuito elétrico não é diferente, eles suportam um determinado valor de corrente elétrica. Quando essa corrente ultrapassa a intensidade máxima tolerada pelo condutor, o fusível – que sempre estará dimensionado de acordo com esse limite – vai “queimar” (romper seu filamento). O calor gerado pela corrente elétrica não é dissipado com rapidez suficiente para evitar o rompimento de seu filamento, e isso interrompe o fluxo da corren-
Nunca tente consertar um fusível queimado; se o problema for recorrente, melhor procurar a concessionária ou um bom eletricista te elétrica pelo condutor. Sendo assim, é fácil identificar um fusível queimado. Basta verificar o filamento interno: se ele estiver rompido, deve ser substituído. No interior do veículo, existe a famosa caixa de fusíveis, na qual eles estão dispostos para a proteção dos itens eletrônicos e fiações instalados no veículo. Na tampa dessa caixa, a montadora ilustra o número de cada suporte de fusível, relacionando-o ao acessório ao
qual o fusível está associado, além de indicar qual o valor e a capacidade em amperes de cada fusível. Equipamentos e acessórios de grande potência – que consequentemente apresentam um maior consumo – terão fusíveis com capacidades maiores em amperes. Sendo assim, nunca substitua um fusível queimado por um de maior valor. Caso esse erro seja cometido, na eventualidade de um problema o fusível
não abrirá o circuito, provocando avarias irreparáveis no chicote elétrico, em conectores e em acessórios. Lembre-se de que todos os fusíveis estão projetados para suportar uma corrente elétrica compatível com o limite tolerado pelos acessórios. Ou seja, se você substituir um fusível de 10 amperes por um de 20 amperes, por exemplo, se a corrente no circuito atingir 15 amperes, seu fusível não queimará, mas seu acessório, sim.
Século XIX Origem. A palavra “fusível” tem origem no termo latino “fusus” (fundido). Ele foi criado por um físico francês, no século 19, para a proteção de estações de telégrafos contra relâmpagos. No entanto, os fusíveis como conhecemos hoje foram patenteados pelo inventor Thomas Edison, no ano de 1882.
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Por R$ 3,2 mi
Lamborghini do papa é vendida A Lamborghini Huracán que o papa Francisco ganhou de presente no ano passado foi leiloada no último fim de semana, em Mônaco, na França. O modelo foi arrematado por cerca de € 715 mil (em torno de R$ 3,2 milhões em conversão direta). O superesportivo tem preço original de € 300 mil (R$ 1,3 mi) e foi personalizado para o pontífice, que benzeu e assinou o capô do carro. A pintura do Lamborghini Huracán especial, branca com frisos, foi uma homenagem à bandeira do Vaticano. OSSERVATORE ROMANO/AFP - 15.11.2017
super motor
Vitrine
Luxo e conforto
Modelo chegou ao Brasil no início deste ano na versão E 300, a segunda mais cara
com cabelos ao vento Mercedes Classe E Cabrio abusa do requinte e do charme; nova geraçãodo conversívelchegou neste ano aoBrasil a partir de R$ 413,9 mil Claudio Soranzo De Roma, especial para Auto Press
A Mercedes-Benz completou a família Classe E com o novo Cabrio. O modelo, conversível clássico de quatro lugares, apresenta um design limpo e atraente, com alto nível de conforto em viagens e tecnologia que inclui integração completa com smartphone e carregamento por indução, painel de controle com tela wide screen e sistemas de assistência ao moto-
rista exclusivos da classe E. A gama de motores potentes e o habitáculo confortável promovem uma condução esportiva e refinada. De série, o Cabrio está equipado com o sistema de quebra-vento elétrico Aircap, além do aquecedor de cabeça Airscarf, que é padrão nas versões Sport, Premium e Premium Plus – tudo isso para desfrutar de maior conforto na condução ao ar livre. A marca da estrela de três pontas continua sua
tradição em conversíveis e equipou o Classe E Cabrio com capota em tecido insonorizado de multicamadas, com abertura e fechamento em 20 segundos em velocidades até 50 km/h. Com o teto fechado, o modelo incorpora a silhueta do Classe E Coupé, com as mesmas proporções expressivas e design limpo. O porta-malas tem uma capacidade de 385 L com a capota fechada e 310 L com ela aberta.
Sintonia pura Com o teto aberto, há uma bela harmonia entre o design exterior e o interior. O quadro decorativo do pilar dianteiro e do para-brisa e o grande elemento decorativo que circunda o compartimento superior da coluna
conversível – em alumínio anodizado polido – criam um aspecto uniforme. A terceira luz de parada é harmoniosamente inserida nessa moldura, com uma cobertura de vidro transparente. A frente incisiva tem caimento rebaixado e exibe a estrela bem no meio. Os faróis em LEDs de alto desempenho, o capô longo e os quadros de janelas destacam o dinamismo do Cabrio. A capota rebatível, em conjunto com a janela traseira de vidro, flui em direção à traseira – as lanternas traseiras emitem luminosidade que proporciona um efeito brilhante. Uma novidade é a animação das luzes da traseira durante a abertura e o fechamento do carro, que se acendem numa sequência particular.
Fim da sujeira
Nissan vai banir motores a diesel A exemplo de outras fabricantes automotivas, a Nissan também planeja interromper o uso de motores a diesel em seus veículos de passeio vendidos na Europa. Para isso, a marca nipônica passará a apostar as fichas em motorizações a gasolina, híbridas e elétricas a partir de agora. Porém, esse processo será realizado gradualmente e ficará limitado apenas a carros de passeio.
Debandada
Salão de Detroit sofre nova baixa A Audi acompanhou a Mercedes-Benz e a BMW e anunciou na última semana que não irá participar da próxima edição do Salão do Automóvel de Detroit, o mais famoso dos Estados Unidos, em janeiro de 2019. O motivo não foi divulgado, mas a verdade é que o autoshow anual tem perdido cada vez mais espaço para a CES, a maior feira de eletrônicos do mundo, realizada também sempre em janeiro, em Las Vegas.
Aqui, o conversível é vendido apenas na versão E 300, com motor 2.0 turbo a gasolina, de 245 cv de potência; novo painel com tela digital de 12,3 polegadas é opcional
Comportamento dinâmico à prova de muitas críticas Em dias ensolarados, é possível apreciar o “jato” de ar macio e quente que atinge o alto do pescoço na parte inferior do apoio para a cabeça, o que efetivamente contribui para mitigar o ar exterior. Já em dias de chuva, o Classe E conversível se comporta muito bem, mesmo em alta velocidade. O modelo testado foi o
220D, com o motor a diesel de 1.950 cc e 194 cv associado a uma transmissão automática de nove marchas. As trocas são rápidas e, em menores velocidades, o motor emite pouquíssimo barulho. A suspensão oferece um prazer de condução ágil e um passeio muito confortável ao mesmo tempo, com a ampla opção de ajuste disponíveis
entre os modos Comfort, Sport e Sport + de condução. O carro também tem suspensão pneumática com três câmaras de ar, com a possibilidade de controlar a dureza em três fases. Desta forma, percebe-se um sistema de suspensão de base macia, mas com a sensação segura de uma boa estabilidade sempre. (CS/AP)
Dianteira ostenta a nova bela grade diamante da Mercedes-Benz
super motor
17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
413,9 mil <MC>Mercedes-Benz Classe E 300 Cabriolet
Capota automática em tecido é derivada do Classe S Cabrio
Classe E Cabrio ostenta belas roda de liga leve de 19 polegadas
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
Concessionária
HMB premia a Carbel Korea A Hyundai Motor Brasil (HMB) agraciou a concessionária Carbel Korea, de Belo Horizonte, com o seleto prêmio Excellent Dealer Club, que avalia a qualidade das concessionárias responsáveis pela venda dos modelos HB20 e Creta. Praticamente todos os setores das revendas foram avaliados de abril a dezembro de 2017. Das 214 lojas da rede HMB no Brasil, apenas 40 são agraciadas anualmente pela Hyundai desde 2013. No ano passado, a Carbel Korea BH já tinha faturado o troféu de campeã em satisfação do cliente entre todas as revendas HMB. CARBEL KOREA/DIVULGAÇÃO
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Avaliação
Cronos atrai pelo
62.990 <MC>Fiat Cronos Precision 1.8 manual
design italiano e bom espaço Versão1.8manualéboaopçãopara quembuscaumsedãvistosoe que podeser melhor equipado queseu principalrival, o VolkswagenVirtus 1.6 Igor Veiga Testamos o Fiat Cronos Precision 1.8, a versão logo abaixo da top de linha do novo sedã da marca italiana que vem com câmbio manual de cinco marchas no lugar da caixa automática de seis velocidades. A configuração parte de R$ 62.990, mas pode chegar a R$ 75.490 com todos opcionais incluídos. Entre os itens de fábrica da versão, destaque para o controle eletrônico de estabi-
lidade e de tração com assistente de partida em rampa, rodas de liga leve aro 16, faróis com guias de LED, sensor traseiro de estacionamento e central multimídia compatível com Android Auto e Apple CarPlay, mas sem câmera de ré, que também pinta só como opcional, por R$ 650 extras. No caso da unidade avaliada pelo Super Motor, a versão tinha o kit Tech, oferecido a R$ 3.990 e composto de: sistema keyless, retrovisores externos com rebatimen-
to elétrico, ar-condicionado digital, sensor de chuva e acendimento automático dos faróis, além de quadro de instrumentos com tela em TFT de sete polegadas. Completão, o Cronos 1.8 com câmbio manual recebe ainda o kit Stile (R$ 3.500) que traz bancos revestidos em couro ecológico, maçanetas e frisos das portas cromados e rodas liga leve aro 17. Por mais R$ 2.600, o modelo ganha dois airbags laterais, além dos dois dianteiros, e fica em pé de igualdade com o Volkswagen Virtus manual, que pode até ser mais barato (R$ 64.390), mas oferece motor mais fraco – 1.6 de até 117 cv contra o 1.8 de 139 cv do Cronos. Em termos de conforto, o sedã da Fiat não decepciona.
Tem a mesma distância entre-eixos do irmão Argo, mas parece ser até mais espaçoso. O Cronos também oferece um porta-malas grande, entre os maiores da categoria. Nesse quesito, não ganha do Honda City DX manual (R$ 60,9 mil), por exemplo, mas tem mais tecnologia que o rival japonês, que ainda não oferece controle de estabilidade e tração. Por dentro, o acabamento do Cronos é simples, mas bem vistoso. Criticar o excesso de plástico rígido é injusto. Afinal, isso vale para todas as marcas. Em suma, a versão Precision 1.8 serve como uma luva para quem ainda não se incomoda em ter que passar marcha ou tem menos grana para investir num novo carro para família.
Por R$ 44.990
Argo ganha nova versão básica Já está disponível para compra no site de ofertas da Fiat uma nova versão mais barata do Argo. Chamada apenas de Argo 1.0, a nova opção custa R$ 44.990 e é R$ 2.800 mais em conta que o Argo Drive 1.0. O Argo 1.0 vem com o mesmo motor 1.0 de 77 cv, mas oferece o básico em termos de equipamentos: ar-condicionado e vidros dianteiros elétricos, além de direção e travas elétricas.
Confirmado
Toyota Yaris estreia no dia 7 A Toyota confirmou o lançamento do Yaris no Brasil para o próximo dia 7 de junho. A apresentação do carro será durante a Bienal Interncional de Arte de São Paulo. O novo hatch da marca japonesa, rival do VW Polo e do Fiat Argo, será fabricado na planta da Toyota em Sorocaba (SP). A versão sedã do Yaris também será vendida e produzida no Brasil, mas ainda não foi confirmado se ela irá estrear junto com o Yaris hatch.
Cronos tem 4,36 m de comprimento, mas entre-eixos é o mesmo do Argo (2,52 m)
Apesar de simples, acabamento interno do sedã da Fiat é vistoso e agradável
Agilidade e conforto agradam Na pista, o Cronos Precision oferece um desempenho correto, digamos, para um sedã compacto. As arrancadas e retomadas são sempre seguras e ágeis. Por vezes, o bom e velho motor 1.8 flex E.torQ 16V exige pisadas mais vigorosas no acelerador para deslocar os 1.248 kg do Cronos manual. Mas, no geral, ele trabalha legal com o câmbio manual de cinco ve-
locidades da Fiat. Apesar disso, há quem ainda o critique por ele ser macio demais e ter engates mais longos entre as marchas. O nível de conforto a bordo é interessante tanto para o motorista quanto para os passageiros. A suspensão, apesar de básica, é bem ajustada e filtra legal as imperfeições do piso. O isolamento acústico é bom, mas ainda pode melhorar.
Para quem viaja no banco de trás, o espaço é suficiente para pernas e cabeça. Achar a melhor posição de dirigir também é fácil, pois o volante multifuncional do Cronos conta com ajuste manual de profundidade e altura, bem como o banco do motorista. O que faz falta mesmo são portaobjetos maiores tanto na frente como na parte traseira do sedã, que oferece
uma prática porta USB para recarga de celular. Em relação ao consumo, com o sistema startstop do motor sempre ligado, o Cronos até que se saiu bem ao fim de nossa avaliação. Acusou média de 10,5 km/L em percurso misto. Na estrada, em testes de aferição do Inmetro, a versão chegou a render até 13,8 km/L. Não passamos nem perto disso. (IV)
Ficha técnica Motor. 1.8 flex 16V, quatro cilindros em linha, comando simples no cabeçote Potência. 139 cv (etanol) / 135 cv (gasolina) a 5.750 rpm Torque. 19,3 kgfm (etanol) / 18,8 kgfm (gasolina) a 3.750 rpm Câmbio. Manual de cinco marchas, tração dianteira Porta-malas. 525 L
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
FOTOS FIAT/DIVULGAÇÃO
Câmbio manual de cinco marchas da Fiat é como faca na manteiga
Kit Stile acrescenta maçanetas e frisos cromados nas portas, além de rodas de liga leve aro 17 Central multimídia é moderna, mas GPS, só pareado com o celular
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
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Mercado
Transporte
Caminhões em franca ascensão
Justa homenagem
O ritmo de produção de caminhões no Brasil está cada vez maior. De janeiro a abril, as linhas de montagem elevaram seus volumes em 54,9% quando comparados ao mesmo período do ano passado. O total produzido superou as 33,5 mil unidades no período, considerando todos os segmentos. O desempenho vem sendo fortemente sustentado pelos pesados, cujo volume total atingiu os 15,1 mil caminhões, quase o dobro do visto há um ano, quando o setor entregou pouco mais de 7,8 mil. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
ao ‘bruto’ legado da Chevrolet Lançada nos EUA e no México, Silverado Centennial Edition homenageiaos cem anos da primeira picapeproduzida pelaChevrolet
da na década de 90, as picapes peso pesado e, as quadradas foram acompanhadas por certos luxos até básicos agora, como ar-condicionado e vidros elétricos.
Outro nível Luis Hernández Especial para Auto Press
Embora a Chevrolet Silverado seja fabricada há mais de quatro décadas, o início do legado da marca norte-americana no universo das picapes data de 1918. É um século de produção de veículos focados no trabalho. Na verdade, a vocação profissional acabou se tornando apenas uma referência. Isso porque, atualmente, há diversas versões de
alguns modelos com caçamba que oferecem o mesmo nível de luxo e equipamentos de um sedã ou de um utilitário-esportivo. Hoje, além de dotadas de toda a tecnologia possível, as picapes também evoluíram na direção dos carros de passeio e nem parecem se tratar de veículos que excedem 2 toneladas de peso e têm capacidades superiores de reboque. As mudanças mais significativas podem ser vistas de uns 20 anos para cá. Ain-
No caso da Silverado, o modelo chegou a seu ápice com a edição especial em comemoração a esses 100 anos de fabricação de picapes. Além de ganhar mais adereços estéticos e de conforto, foi também uma boa chance de se despedir da geração atual – a nova já foi mostrada nos Estados Unidos, no Salão de Detroit, em janeiro deste ano. A série especial Centennial Edition da Silverado se diferencia das demais variantes da picape pela car-
roceria com pintura exclusiva na cor azul escuro. Há também acabamento cromado nas maçanetas e retrovisores, além de rodas de liga leve com acabamento diamantado e um logotipo vintage da Chevrolet. A versão especial é movida por um motor 6.2 de oito cilindros. O propulsor rende potência de 420 cv e torque máximo de 63,6 kgfm e trabalha em conjunto com uma transmissão automática de oito velocidades que traciona força para as quatro rodas. A capacidade de carga é de 767 kg, e a de arrasto chega a incríveis 4.128 kg. No México, o preço da Silverado Centennial parte de 1 milhão de pesos mexicanos, cerca de R$ 184 mil.
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
FOTOS CHEVROLET/DIVULGAÇÃO
Robustez é marca registrada da Silverado norte-americana
Versão ostenta a famosa gravata da Chevrolet em estilo retrô
A ‘bruta’ arrasta até 4,1 t e a capacidade de carga é de 767 kg
Despedida triunfal da atual geração da picape Embora seja um veículo já com muitos anos de estrada, a Silverado segue como um ímã capaz de atrair a atenção das pessoas. E não por se tratar de uma edição limitada, mas sim pela robustez característica e pelo tamanho avantajado. E, claro, a versão também traz detalhes e emble-
mas vintage que ajudam a destacar a picape nas ruas. O que também torna a Silverado Centennial um diferencial é a despedida da atual geração e a expectativa que ela gera pela chegada da nova. Embora o nível de equipamento e conforto de condução sejam admiráveis já atual-
mente, a série de inovações à qual o modelo foi submetido certamente impressionará. Seja em design, segurança, consumo de combustível, espaço interno, capacidade de carga ou leveza no manuseio, o futuro da Silverado tende a ser de uma superação capaz
de intimidar sua concorrente principal, a Ford F-150 Lobo. Isso porque a picape vendida atualmente pela Chevrolet supera as expectativas em todos os sentidos. O único aspecto que ainda decepciona é mesmo o fato de ser um projeto já muito datado. (Auto Press)
Acabamento interno é caprichado; modelo vem com câmbio automático de oito marchas com alavanca fixa na coluna de direção
Enormes rodas de liga leve aro 22 são exclusivas da versão
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 19 de maio de 2018
Novidade
Dafra Next 300 chega às lojas A nova Dafra Next 300 chega às concessionárias a partir desta semana. O modelo apresentado no último Salão Duas Rodas, em novembro, tem preço sugerido de R$ 14.590. Com o frete, o valor final é de R$ 14.990. A principal novidade da Next 2018 é o motor de 278 cm³ com 27 cv de potência e 2,65 kgfm de torque. Os freios com sistema CBS também ganharam discos maiores na dianteira. O câmbio é de seis marchas, como já era na Next 250. DAFRA/DIVULGAÇÃO
Honda
Relacionamento com os clientes A Honda lança neste mês o Red Rider, novo programa de relacionamento voltado a clientes de motos de alta cilindrada da marca. Além de cursos de pilotagem e eventos, o Red Rider vai oferecer viagens em grupo pelo Brasil e fora do país também, é o Rider Expedition. A primeira ação envolverá donos do modelo CRF 1000L Africa Twin, que poderão participar de uma expedição até a Serra da Canastra, aqui em Minas Gerais. Aos interessados, o cadastro já pode ser feito pelo site www.redrider.com.br.
Suzuki
Nova GSX-R 1000 parte de R$ 68 mil A nova geração da GSX-R 1000 chegou às concessionárias da marca japonesa no Brasil. O modelo desembarca no país em duas versões: ABS, com preço sugerido de R$ 73.280. Quem for pagar à vista ganha um desconto promocional e a moto sai por R$ 68 mil. Nesta condição, a versão R sai por R$ 78,4 mil. Com tecnologias da MotoGP, a sexta geração da moto foi lançada em 2016 na Europa e traz motor de quatro cilindros com 202 cv.
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Moto
Fórmula
21,9 mil <MC>BMW Motorrad G 310 R
alemã da juventude Mais que ganhar volume de vendas, a roadster média G 310 R, fabricadano Brasil, veio para renovar a imagemda marcabávara no país Eduardo Rocha Auto Press
Inicialmente, a chegada da G 310 R foi sempre interpretada com sendo a busca da BMW pela popularização da marca no Brasil. Uma moto mais barata, capaz de atrair um leque mais amplo de consumidores e gerar maiores volumes de produção: uma lógica generalista para uma marca de luxo. No entanto, o que se viu a seguir provou que não era nada disso. A BMW queria, sim, ampliar seu público, mas verticalmente. Isso porque o grande sucesso da marca, a GS 1200 R, é um modelo com mais de 30 anos de estrada e tem um perfil de público de homens acima de 40 anos. Ou seja: é uma marca envelhecida. A ideia foi, então, criar uma porta de entrada para um consumidor mais jovem, mas sem vulgarizar a marca. Tanto que, em nove meses de mercado, a BMW enviou às concessionárias menos de 700 unidades da G 310 R – média de 75 unidades por mês. E esta média ainda caiu para 55 motos mensais neste ano, principalmente por causa da chegada da versão trail, a G 310 GS. O modelo passou a ser montado em Manaus em
meados do ano passado, com a maior parte das peças vindas da Índia.
Padrão de qualidade Apesar disso, a G 310 R segue estritamente o padrão da marca em relação à qualidade de peças e de montagem. Vários detalhes deixam antever a preocupação da BMW em dar um ar requintado e tecnológico ao modelo. O painel é em cristal líquido com o velocímetro digital, e o conta-giros, em barras. Ali há também mostrador de combustível e de marcha e ainda um computador de bordo, com dados de consumo e distância, entre outros. A suspensão dianteira é invertida, o que dá mais agilidade numa condução esportiva por aliviar o peso na roda. Já a traseira é monoamortecida e tem balança em alumínio. Os freios a disco nas duas rodas são ByBre, uma marca mais popular da Brembo que tem fábrica na Índia. Os faróis dianteiros são halógenos, mas a lanterna traseira é em LED. Várias peças acentuam o ar esportivo da naked alemã. Em torno dos faróis e sob o motor há pequenas carenagens. À frente dos telescópicos, projetam-se duas pequenas aletas do para-lama dianteiro. Outras duas nas laterais, lo-
go abaixo da logomarca da hélice encravada no tanque, ajudam a conduzir o fluxo de ar para o radiador à frente do motor, que é de 313 cm³ e montado sobre coxins de borracha, para minimizar as vibrações típicas de um propulsor monocilíndrico que gira alto – a potência máxima de 34 cv chega apenas aos 9.200 giros. Ele tem duplo comando no cabeçote, arrefecimento líquido, injeção eletrônica de combustível e é gerenciado por um câmbio de seis velocidades. O conjunto é pendurado em um chassi tipo treliça, enquanto a parte traseira é fixada em um subchassi. Essa arquitetura ajuda na centralização das massas para melhorar a dinâmica do modelo.
A traseira alta transmite a ideia de leveza e esportividade, mas sem deixar o conforto de lado
Esportiva com vocação urbana A BMW bem que tentou. A marca bávara colocou coxins de borracha nos apoios do motor e entre o chassi e os pequenos quadros que sustentam as pedaleiras. Ainda assim, o motor monocilíndrico da G 310 R vibra com vontade. Isso limita um pouco o convívio com a motocicleta naked. Para uso breve, ela é esportivamente instigante, mas, em uso mais longo, é cansativa. Ou
seja: funciona bem em uso urbano, mas para encarar trechos rodoviários mais extensos é preciso preparo físico e algumas paradas no percurso – inclusive porque o tanque de apenas 11 L não oferece grande fôlego. Utilizada da forma apropriada, a G 310 R é muito interessante. O ronco rouco do motor de 34 cv convida o piloto a torcer o manete do acelerador. Com um torque de
2,9 kgfm e pouco menos de 160 kg de peso, a aceleração da pequena BMW é rápida e decidida – o 0 a 100 km/h é estimado em 7,2 s, com velocidade máxima de 150 km/h. A sensação durante o uso na faixa de giros entre de 4.000 e 9.500 rpm é a de que o motor está sempre cheio. Neste ponto, a transferência de potência para a roda traseira é imediata. A boa ciclística do modelo acompa-
nha bem esse desempenho. As mudanças de direção são feitas com facilidade e de forma muito ágil. Além disso, a moto é bastante estável e encara trechos sinuosos com muita elegância, principalmente por conta do peso bem centralizadas e do entreeixos curto. Mas exatamente essa concentração de massas faz com que sofra um pouco com ventos laterais. (ER/AP)
Ficha técnica Potência máxima. 34 cv a 9.200 rpm. Torque máximo. 2,9 kgfm a 7.500 rpm. Câmbio. Manual de seis marchas por corrente. Peso seco. 158,5 kg. Freios. Disco de 300 mm na frente e disco de 240 mm atrás.
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FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
BMW G 310 R tem linhas esportivas inspiradas em modelos de alta cilindrada da marca alemã
Suspensão dianteira com garfo invertido tem 140 mm de curso
Estilo do modelo atrai, mas tem seus pecados A posição dos comandos, o acabamento e a posição de pilotar da BMW são exatamente o que se espera de um modelo que leva a assinatura da BMW. Já os retrovisores são, de certa forma, vítimas do design. Para respeitar o visual da naked, a BMW coloca espelhos pequenos e pouco projetados, que acabam sendo também pouco úteis. Mas é inegável que o estilo do modelo é bastante atraente.
Um fator que torna a vida da G 310 R mais difícil é a concorrência de boa qualidade. A motocicleta alemã custa R$ 21,9 mil, preço que a coloca em confronto direto com dois modelos naked japoneses: Yamaha MT-03, de R$ 21.550 e Kawasaki Z300, de R$ 20,9 mil. Embora não sejam marcas de luxo, ambas têm prestígio, utilizam materiais de qualidade e têm bom padrão de acabamento. (ER/AP)
Modelo oferece uma condução ágil e confortável na cidade
Painel de instrumentos é digital em tela de LCD monocromática
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 19 de maio de 2018
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