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CRISTALINO LODGE É EXPERIÊNCIA ÚNICA DE IMERSÃO NUMA AMAZÔNIA INTOCADA ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 10 e 12
ILUSTRAÇÕES DIFERENCIADAS EM ROUPAS E ACESSÓRIOS ... Páginas 21 e 22
WALDEREZ DE BARROS ESTRELA “RAINHAS DO ORINOCO” ... Página 10
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JAC T5 MOSTRA QUE CHINESES EVOLUÍRAM, MAS AINDA PRECISAM MELHORAR DETALHES ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
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9 a 15 de julho de 2016 ANO XXVII número 1354 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE JOÃO GODINHO
TODO MUNDO DE OLHO NELA A um passo de se tornar, nesta semana, Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco, a Pampulha tem curiosidades e preciosidades que estão além do que os olhos alcançam
Garotinho brinca em frente à igrejinha: complexo é local querido pelo belo-horizontino
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016
VITTORIO MEDIOLI
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Editorial
A mutação bateu na porta i nesses dias várias previsões para os próximos anos, e uma que me chamou mais a atenção é a “quarta onda”, creditada ao alemão Udo Gollub. Talvez ele exagere no prazo de quatro anos para tantos impactos, mas o que diz é exatamente parte do que nos espera até 2030. Em 1998, a Kodak tinha 1.700 funcionários e vendia 85% de todo o papel fotográfico usado no planeta. Em poucos anos, como um balão furado, o setor de impressão fotográfica sumiu. Como bolha de sabão, o gigante foi à falência, seus produtos perderam utilidade. Outros setores estão fadados ao mesmo destino da Kodak, e um monte de indústrias nos próximos dez anos desaparecerá como máquinas de escrever da Olivetti e da Remington na década de 90. Barras de gelo derretidas e evaporadas ao sol das mudanças. Claro que isso acontecerá, contudo, como avestruz de cabeça enterrada, a maior parte da humanidade não enxerga nem pensa na onda que vem chegando para revirar como arado setores tradicionais, obrigando a um grande esforço de adaptação não só comportamental. Os canais da economia secular serão assoreados, os agentes e as empresas deverão estar prontos para, juntamente com as facilidades, enfrentar a readaptação do sistema econômico e laboral. Os empregos, que rumo tomarão? Ninguém imaginaria em 1998, faz notar Gollub, que três anos mais tarde nunca mais se registrariam fotos em papéis especiais nem que se sentiria falta disso. As fotos continuam e se inflacionaram pelo mundo inteiro, assim como filmes de precisão fantástica. Os táxis eram considerados eternos até o surgimento do Uber, que coloca em discussão novos métodos. A tecnologia está precipitando-se em nossas vidas. Facilitando, distribuindo sem fronteiras a informação. Parece que a noosfera, de Teilhard de Chardin, uma espécie de alma global e repositório invisível de todos os pensamentos humanos, se realizou no “mundo virtual”.
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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Os meios de se deslocar pelo ar serão barateados e terão preferência. A energia elétrica será captada abundantemente do sol, dos ventos, das marés, das células de hidrogênio de fusão a frio.
A política terá cada vez menos peso na vida comum, a corrupção terá obstáculos duros como pedras, os serviços públicos serão digitalizados e automatizados. Carros movidos a combustíveis limpos, a eletricidade, e dirigidos por computadores, livrando a atenção do motorista para outras tarefas. Milhões de horas de trabalho disponibilizadas e deslocamentos anulados. O trabalho manual, a produção industrial e agrícola, a comercialização sofrerão impactos extraordiná-
Quando se pensa na enormidade de desafios, eu, pelo menos, encontro o conforto na fé de que as forças divinas não nos abandonarão. rios. Caberá, assim, à geração que entra agora no mercado de trabalho readaptar o nosso mundo. A existência passará de 70/80 anos para mais de cem. A saúde terá métodos remotos de diagnóstico e de cura mais precisos que o melhor especialista do mundo, agindo a dis-
FUNDADOR Vittorio Medioli PRESIDENTE Laura Medioli VICE-PRESIDENTE Marina Medioli DIRETOR EXECUTIVO Heron Guimarães GERENTE ADMINISTRATIVO E FINANCEIRO Walmir Prado
tância e ao mesmo tempo. Imaginase um chip em cada ser humano que faz diagnóstico constante pela monitoração das funções corpóreas e até das mentais, sugerindo o que fazer. Os tratamentos de saúde serão mais preventivos que corretivos e ainda automáticos, corrigindo carências e desequilíbrios. As consultas serão 99% pelo smartphone, e o médico entrará cada vez menos em ação. Os centros de saúde terão uma eficiência ampliada em dezenas de vezes pelos aparelhos impecáveis que estão por vir. A necessidade de advogados, com os controles e registros automáticos, prevê-se, deve cair a menos da metade. Em alguns países, a queda será de 90%. A moeda, o dinheiro, terá um duro golpe em favor das trocas e permutas sem passar pelo dólar. A política terá cada vez menos peso na vida comum, a corrupção terá obstáculos duros como pedras, os serviços públicos serão digitalizados e automatizados. E nesse mundo de mil maravilhas, se algumas profissões desaparecerão, ainda não se imagina como, o homem, que se dignifica e se sustenta no trabalho, se adaptará. O século XXI apresenta transformações, inacreditáveis até há poucos anos, e nisso está o maior desafio. Obviamente as nações que saberão se antecipar e se preparar para os tsunamis poderão aproveitar a onda para surfar. Outras, para afogar. Algumas figuras deverão aparecer para conduzir a humanidade, como Moisés além desse mar Vermelho. A espiritualidade não envergonhará como hoje e será uma força imprescindível para enfrentar o desafio dessa mutação. Quando se pensa na enormidade de desafios, eu, pelo menos, encontro o conforto na fé de que as forças divinas não nos abandonarão.
De mudar a carreira a ‘sair do armário’, tem coach para tudo PEDRO GONTIJO
querem ter mais tempo, outros 6 Alguns querem mudar de trabalho ou melho-
rar o relacionamento. Também tem quem queira emagrecer, aprender a falar em público, lidar melhor com os filhos, dormir bem e até ter coragem de assumir sua homossexualidade. É entre os mais variados desejos e as dificuldades de realizá-los que a profissão de coach (treinador em inglês) tem ganhado espaço. Confira em nosso site!
Saúde EXAME DE SANGUE MEDE QUANTO TEMPO FÉRTIL A MULHER POSSUI Enquanto o homem pode gerar um filho até o dia de sua morte, pois não para de produzir espermatozoides, a mulher tem “prazo de validade” para engravidar. Esse prazo é um mistério, mas um exame simples de sangue pode dar boas pistas. Confira! MARIELA GUIMARÃES – 8.7.2015
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Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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CARTÃO POSTAL>Moradores e pesquisadores relembram história e curiosidades da região Maria Luiza Tavares Hodgson, 76, já chegou a ser acordada por uma vaca roçando a porta dos fundos da sua casa no início dos anos 1940. Uma das moradoras mais antigas da Pampulha, a psicóloga aposentada e empresária lembra com nostalgia do quão bucólica era a vizinhança do lar onde cresceu e escolheu para viver. Mas nem só de tranquilidade e referência rural se constitui o passado de uma das regiões mais famosas de Belo Horizonte. Formas arquitetônicas com sugestões comunistas, polêmicas envolvendo a Igreja Católica e até inscrição contra um presidente norteamericano ajudam a contar a história do que viria a ser considerado o germe de Brasília. Sim, existe um “Todos Contra Bush” escrito de próprio punho por Oscar Niemeyer em um painel na Casa do Baile. Projetado pelo arquiteto em parceria com o paisagista Burle Marx e com o pintor Portinari, o prédio, junto com a Igreja São Francisco de Assis, o Museu de Arte da Pampulha (antigo Cassino) e o Iate Tênis Clube (antigo Iate Golfe Clube), compõe um complexo modernista que está a um passo de ser reconhecido como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco (leia mais na página 4). Celebrada pelo pioneirismo, ousadia e técnica no que se refere tanto às formas, quanto às ideias de avanço e ruptura com o passado colonial que inspiraram sua concepção, conforme João Caixeta, professor de design e pesquisador da Universidade de Trás-osBárbara França
Era uma vez a Pampulha... Montes e Alto Douro (UTAD) em Portugal, a Pampulha, no entanto, guarda muito mais curiosidades do que os roteiros de turismo apresentam. Às vésperas da votação que acontece na sexta (15) em Istambul, na Turquia, entre representantes de cerca de 200 países que decidirão sobre o tombamento da cartão postal idealizado por Juscelino Kubitschek, moradores e especialistas relembram história e curiosidades da região.
SEM MUROS Catar joá nos arredores de casa e pescar na lagoa eram atividades frequentes na infância de Maria Luiza, que frequentava a Pampulha com os pais nos fins de semana. A casa de campo foi construída, aliás, dividindo o mesmo terreno com a casa dos Kubitschek, também projetada por Niemeyer e hoje um museu. Sem muros entre as residências, eles compartilhavam o quintal e, especialmente, a piscina. “Nós, crianças, ficávamos pe-
so aqui”. Ângela França, 72, não cresceu na Pampulha, mas, moradora há 40 anos, também presenciou a intensa urbanização pela qual a região passou. “O pessoal praticava aqueles esportes na água, esqui aquático, era uma farra”, lembra a professora de ioga. Ela, que ama o lugar onde vive por permitir, sobretudo, a permanência de um convívio de vizinhança, enfatiza o lado “diversão” que o complexo, conhecido roteiro de caminhadas do belo-horizon-
Maria Luiza, 76, e as palmeiras plantadas por JK no quintal de sua casa: infância compartilhada com a família Kubtschek e testemunha ocular do desenvolvimento da Pampulha
VOCÊ SABIA? “Pampulha portuguesa”
rambulando de lá pra lá, como se fosse uma coisa só. Eu era muito pequena, mas lembro do Juscelino e meu pai cantando serestas juntos até tarde da noite”, conta ela, que se tornou moradora definitiva da região na década de 1970, quando se casou. “No início era bem difícil chegar. Tinha um bonde que saía do centro e deixava os passageiros próximo de onde é o Iate. E, lá de casa, a gente costumava ir de barco buscar almoço no clube. Era uma delícia, minha vida é is-
tino, oferece há anos. Essa proposta, aliás, conforme Regina Helena Alves, historiadora e professora da UFMG, já figurava nas primeiras conversas sobre o local. ENCONTRO “A Pampulha surge em uma época em que BH já passava por um crescimento mais expressivo e começava a se verticalizar, a receber mais gente. Então, pensando o ordenamento do espaço urbano, a gestão do JK imaginou espécies de cidades satélites temáticas. Assim como as fábricas, por exemplo, estavam na Cidade Industrial, o lazer ficaria na Pampulha. Ainda que um lazer voltado primordialmente para a elite”. Mas, se esta ideia inicial do entusiasmado Juscelino se tornou mundialmente conhecida pelo traço modernista que ainda chama a atenção na contemporaneidade, casos de bastidores mostram que quase não foi assim. “A lagoa já tinha sido construída durante a gestão de Otacílio Negrão de Lima e JK queria construir um hotel ali para atrair o turismo. O projeto era de um prédio com arquitetura meio ‘neogermânica’, algo como o Hotel Quitandinha em Petrópolis, e Gustavo Capanema, então ministro de Getúlio Vargas, disse ao prefeito que aquilo era muito antigo, que tinha um jovem arquiteto despontando no Rio de Janeiro”, conta André Mascarenhas, doutorando em História Social da Cultura pela UFMG. Assim Juscelino foi apresentado a Niemeyer. O resto é história de BH, de Brasília e do todo o país.
“Contra o imperialismo”
RUA PAMPULHA
Atualmente, a versão mais aceita é de que o nome “Pampulha” tenha origem portuguesa. Pelo que se sabe, a palavra deu origem a um bairro na região do Porto e hoje resta apenas uma rua. No livro “Relíquias”, escrito por Eça de Queiroz, inclusive, “Pampulha” aparece em dois momentos. Acredita-se que portugueses que habitavam a região onde hoje é o complexo arquitetônico trouxeram o termo para cá. No entanto, Manoel Reis, historiador e folclorista, afirma existirem registros de um “Arraial de Santo Antônio da Pampulha” datados do início do século XIX. O povoado situava-se onde hoje é o bairro Jaraguá.
Por não conter um ângulo reto sequer, a Casa do Baile é declaradamente uma das obras queridinhas de Niemeyer. “Ele dizia que foi inspirado nas curvas da mulher amada para criar o projeto”, conta Neuma Horta, historiadora e mestre em turismo. Para que fosse construído um mini teatro dentro do prédio, alterando o projeto inicial, a prefeitura recorreu ao escritório do arquiteto. Em 2007, ele esteve no local e lá deixou um painel onde explicita a importância do complexo arquitetônico da Pampulha em sua carreira. “E na assinatura, marcou lá, de próprio punho, os dizeres ‘todos contra Bush’. O manifesto está lá até hoje para quem quiser ver. É legal perceber a marca de um posicionamento que ele levou para toda sua vida”. Niemeyer era comunista.
“Chão iluminado”
“O primo pobre”
Criado originalmente para ser uma pista de dança, o quarto onde hoje funciona o teatro de bolso do Museu de Arte da Pampulha (MAP) representou uma inovação tecnológica para a época. Isso porque, quem estava em cima do piso de vidro da pista de dança podia ouvir ecos, que não eram perceptíveis por quem estava de fora. “As pessoas não estavam acostumadas com efeitos acústicos como esse”, comenta a historiadora. “Ainda hoje, experimente bater palma lá!”.
Depois de planejado o cassino, lugar onde hoje funciona o Museu de Arte da Pampulha, o então prefeito Juscelino Kubitschek pediu ao arquiteto Oscar Niemeyer que projetasse um prédio que também atendesse à necessidade de lazer do público menos abastado. “Cassino era uma lugar visitado por pessoas muito poderosas, então, para que a Pampulha fosse um ambiente de lazer mais democrático, JK encomendou a construção de um restaurante com área dançante para as pessoas mais comuns. Assim surgiu a Casa do Baile, em 1943”, conta Neuma. No entanto, a maior atração entre os frequentadores do lugar era curiosamente ficar de olho em quem entrava no cassino. “Todo mundo queria ver os carrões, os trajes… Tanto que a Casa do Baile entrou em decadência quando o cassino foi fechado, em 1946”. Hoje, no prédio funciona o Centro de Referência de Urbanismo, Arquitetura e do Design.
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RECONHECIMENTO> Complexo da Pampulha pode virar Patrimônio Cultural da Humanidade
Uma semana de expectativas JOAO MIRANDA / O TEMPO
Bárbara Após receber França o parecer favorável da Unesco em maio deste ano, um dos principais cartões postais de Belo Horizonte só aguarda o resultado final acerca do recebimento do título de Patrimônio Cultural da Humanidade, a ser divulgado nesta sexta-feira (15). E, ao que parece, a expectativa é grande não apenas entre os belohorizontinos que querem testemunhar a agraciação de um reconhecimento desse porte à cidade, mas também entre os admiradores da arquitetura modernista de Oscar Niemeyer. “Em Brasília, o que foi reconhecido como patrimônio é o plano piloto do urbanista Lúcio Costa, não os projetos do arquiteto que, sim, estão dentro desse plano. Se a Pampulha for reconhecida, será a primeira vez que obras do Niemeyer de fato serão elevadas ao status de patrimônio”, aponta o arquiteto Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura. Além dos prédios e jardins que constituem a Igrejinha, a Casa do Baile, o Museu de Arte e o Iate Tênis Clube, faz parte do complexo a Praça Dino Barbieri e a Praça Alberto Dalva Simão, ambas projetadas por Burle Marx. Paraty, no Rio de Janeiro, também estava no páreo, mas como os dossiês apresentados à Unesco não foram aceitos, a Pampulha
é a única indicação brasileira entre os candidatos a patrimônio. Em Minas Gerais, são tomados a cidade histórica de Ouro Preto, o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas, e o Centro Histórico de Diamantina. “Esse é um momento importantíssimo para BH, um divisor de águas. Acreditamos que esse reconhecimento vai dar mais visibilidade para a cidade, atrair mais turistas”, comenta Leônidas, salientando que isso barraria inclusive a especulação imobiliária na área, há anos na mira da verticalização. OUTRO OLHAR Com título ou não, o presidente da FMC conta estão previstas ações para tornar a relação entre turistas e complexo arquitetônico mais interativo, como aplicativos que vão fornecer informações sobre os monumentos, horário de funcionamento dos diversos espaços e curiosidades. “Existem muitas atrações na região que as pessoas não conhecem. Esse momento pode ser uma oportunidade para descobrir a Pampulha de outras formas”, indica Neuma Hora, historiadora, mestre em turismo e gerente de marketing da Belotur. Ela aponta o Museu do Futebol, que funciona dentro do Estádio Mineirão e o Museu da História da Inquisição, no Bairro Ouro Preto, como alguns destaques. “Quase ninguém conhece esse espaço ainda. É bem interessante, o primeiro sobre essa passagem da história no Brasil”.
VOCÊ SABIA? “Polêmica Igrejinha” Inaugurada em 1943, a Igreja São Francisco de Assis - ou apenas “Igrejinha da Pampulha”, como é conhecida - só foi consagrada 17 anos depois. Os motivos para a demora são vários e, dentre os mais conhecidos, é a presença de um cachorro no painel criado por Portinari para decorar o altar. Mas, segundo a historiadora Neuma Horta, esse é só uma justificativa para encobrir um impasse político/religioso protagonizado por JK e o arcebispo Dom Cabral. Tudo começou porque o então prefeito aceitou a construção da primeira igreja Batista na capital bem na praça Raul Soares, ponto, à época, marcado por manifestações católicas. “Como Juscelino não acatou a reclamação do religioso e não voltou atrás na permissão, Dom Cabral, em contrapartida, não permitiu que fossem realizadas missas na Igrejinha”. O embargo só foi quebrado em 1959, quando um novo arcebispo, Dom João Resende Costa, assumiu o cargo. Nesse momento, JK já estava em Brasília e fez questão de vir pessoalmente à abertura da igrejinha. Logo, o prédio foi inaugurado por ninguém menos que o Presidente da República. O episódio deu tanta visibilidade para a igrejinha que fez com que a fila de espera para casar lá durasse mais de ano.
Acervo artístico pode estar em perigo
Casa do Baile
Construção na orla da lagoa também tem projeto de Oscar Niemeyer
Em painel presente na Igrejinha, Niemeyer expressa a relação entre o complexo de BH e Brasília: “Pampulha foi o início de nova Capital, a mesma correria, o mesmo entusiasmo”
Comcercade1.400 peçasna reserva técnica, o Museu de ArtedaPampulha(MAP)enfrentaummomento deindefinição. Desde que deixou de funcionar como cassino, o prédio tem sofrido transformaçõesaolongodosanospara abrigar o acervo artístico quecontacomobrasdeartistas como Volpi, Guignard, Weissman e Amílcar de Castro. No entanto, o projeto de reforma do prédio, que já foi aprovado e está em processo de captação de recursos, colocadúvidasquantoaodestino das obras. Segundo Rita Lages, membro suplente da comissão de políticas do acervo do MAP, o processo de tombamento não tem olhado com atenção para esse fator. “Estamospreocupadoscomofuturo do acervo. É importante ter em mente que as adaptações exigidas pelo órgão que fornece o título geram mais custos e não oferecem nenhuma ajuda nesse sentido. Além disso, toda a zona de amortecimento da região tombada sofre impactos. Ser reconhecido como patrimônio só faz sentido se a comunidade estiver envolvida, o que não tem acontecido”.
“Tradicional e moderno” Apesar de ícone do modernismo, Niemeyer não deixava de incluir elementos mais tradicionais em sua obra. Na Casa Kubitschek, antiga residência do ex-prefeito e ex-presidente, por exemplo, existe uma treliça que faz alusão ao muxarabi, elemento arquitetônico de origem árabe trazido ao Brail pelos portugueses na era colonial. “Essa treliça permitia que as pessoas de dentro da casa vissem a rua sem serem vistas. Foi uma solução encontrada para que as moças solteiras da tradicional família mineira pudessem matar o tédio vendo o movimento lá fora, sem ficar em evidência”, destaca Neuma. O designer e restaurador João Caixeta também aponta os móveis da sala de jantar como destaque. “A mesa e o buffet são bem maiores do que os encontrados na época. Possivelmente, foram encomendados especialmente para aquele ambiente, mais espaço do que o das casas coloniais, evidenciando uma preocupação maior com o convívio social, com receber gente”.
“E agora?” No batistério da Igrejinha da Pampulha, existe um painel em bronze criado pelo artista Alfredo Ceschiatti que, se visto de cima para baixo, forma um ponto de interrogação. Conforme Neuma, “o desenho sugere que, ao se batizar uma criança, nunca sabemos o que ela será. Qual será seu destino? Ela vai seguir aquela religião?”.
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CENÁRIO BH Ciranda de conversas sobre ritualização Com o objetivo de possibilitar o acesso à diversidade cultural, os usos e costumes populares e as práticas de cura por meio de rituais, o projeto “Simpatias da Dalva” promove uma ciranda de conversa sobre ritualizações do cotidiano. No evento, serão discutidas a presença dos rituais no cotidiano urbano, além da influência da tradição oral como cultural e a arte e tecnologias atuais Onde Centro de Referência da Moda (r. da Bahia, 1.149, centro, 3277-4384) Quando Quinta (14), às 18h Quanto Gratuito
PROJETO SIMPATIAS DA DALVA/DIVULGAÇÃO
Livros raros têm história narrada em bordados Uma Bíblia Sagrada do ano de 1800 e um livro da única escritora mulher do século XVI tiveram as histórias contatas em bordados feitos à mão pelas participantes do projeto “Mãos que Bordam”. A parceria com a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa rendeu a exposição “Bordados, Linhas, Poemas e Sonhos”, que terá outros trabalhos baseados em obras de coleções especiais da biblioteca Onde Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, 2º andar, Savassi) Quando Até 29 de julho Quanto Gratuito
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Fotografias de Marco Aurélio Prates em mostra Buscando retratar as belezas naturais de uma maneira bastante inusitada, o fotógrafo Marco Aurélio Prates visitou áreas verdes de Belo Horizonte sob uma óptica bastante peculiar: a fotografia em infravermelho. Em exposição na capital, a mostra “BH dos Sonhos” busca ressaltar a natura remanescente sem nos remeter a um grande centro Onde Pátio Savassi / piso L3 – corredor do cinema (av. do Contorno, 6.061, 4003-4172) Quando Até 25 de julho, das 10h às 22h Quanto Entrada gratuita
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MARCO AURÉLIO PRATES /DIVULGAÇÃO
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Floração de ipês é tema de exposição JULIO TOLEDO/DIVULGAÇÃO
As flores que colorem Belo Horizonte todo inverno inspiram o fotógrafo Julio Toledo
tetônica de Belo Horizonte. Entre seus edifícios favoritos estão o Niemeyer, na praça da Liberdade, e o Museu de Artes e Ofícios, na praça da Estação. Há uma década existe também o projeto “BH Cidade Jardim” (www. facebook.com/bhcidadejardim). “Quero voltar a atenção das pessoas à beleza que elas acabam perdendo de vista com o movimento cotidiano”. Engenheiro civil de formação, Toledo estudou fotografia no Rio e em São Paulo. Mas foi quando voltou à
ARQUIVO STOCKXPERT
Exposição traz brinquedos “órfãos” Inspirado na iniciativa do “Instituto Paz no Trânsito”, a exposição “Brinquedos Órfãos” exibe brinquedos de crianças que foram vítimas de acidentes no trânsito e vídeos com depoimentos dos pais destas crianças. Além de chamar a atenção da população para os altos índices de acidente, a exposição incentiva um comportamento mais seguro Onde Galeria de Arte da ALMG (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7000) Quando Terça (12) a quinta (15), das 8h às 18h Quanto Entrada gratuita
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“Numa época em que está tudo escuro, essa floração, tão viva, afasta um pouco o breu. Os ipês estão no ar para provar que, acima de tudo, há vida”. É o que diz o fotógrafo Julio Toledo, que assina a exposição “Os Ipês Estão no Ar”, em cartaz na loja Patrícia de Deus. O “breu” a que se refere diz respeito ao cenário político atual. Suas fotos, comenta, vêm para transmitir uma mensagem de esperança. Toledo fotografa, há dez anos, ipês e outras plantas “linkadas” à paisagem arqui-
TARCÍSIO DE PAULA/DIVULGAÇÃO
capital mineira que começou a enxergar a cidade com olhar de forasteiro. “Passei a notar coisas às quais nunca tinha dado valor”. Uma delas, a floração dos ipês, desabrocha todos os anos para lembrá-lo de que há novas paisagens a serem fotografadas. (Deborah Couto/Especial para o Pampulha)
Ipês Estão > Os no Ar
Patrícia de Deus (r. Fernandes Tourinho, 145, Savassi). De segunda a sexta, das 10 às 19h. Sábado, das 10h às 14h. Entrada gratuita. Até dia 27/7
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
Exercício ao ar (CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Falta tempo ou planejamento? osso dia a dia é sempre muito corrido e “falta tempo para fazer tudo em 24 horas”. Esta afirmação pode ser verdadeira uma vez ou outra, mas não pode se tornar uma constante. Boa parte das pessoas utiliza a falta de tempo como uma desculpa para tudo e todos. A pergunta a ser feita é: o que ocorre é falta de tempo ou de planejamento? Vivemos em uma sociedade onde as pessoas têm uma vida corrida, com afazeres particulares, com muitas reuniões a serem realizadas, com muitos projetos para implantar, o supermercado para fazer, ir à escola do filho, muitos clientes para atender etc. Várias pessoas acham que se sobrecarregando irão render mais no trabalho e na vida. Andam pra lá e pra cá igual à barata tonta, sem ter um desempenho eficaz. A falta de tempo afeta a muitos e em todas as esferas, pois atualmente assumimos diversas tarefas a serem realizadas, e acabamos por perder o foco, a produtividade. Normalmente, são pessoas mais cansadas do que o de costume, pois gastam muita energia em atividades pouco produtivas. Pessoas que não têm tempo pra nada, geralmente estão procrastinando em tarefas importantes. O fator “tempo” é algo muito importante para todos. Portanto, devemos saber dosar a quantidade de É preciso liderar horas e minutos para a própria vida e realizar todas as obrigações do dia. O grancolocar na de problema a ser solufrente o que é cionado é conseguir ter foco em uma tarefa mais por vez – seja em casa importante, ou no trabalho. Antes de iniciar qualquer afadando atenção zer, devemos traçar ao trabalho, seu planejamento e buscar o tempo a ser mas também despendido em deteràs relações minada tarefa. O leitor já deve ter dito algo cofamiliares mo: “as 24 do dia estão pequenas para mim, ou parece que trabalhei muito e não fiz nada”. Esses são sinais clássicos de falta de planejamento. O tempo é o mesmo para todos nós e, portanto, devemos estabelecer prioridades. Para todos nós, independentemente da função, cargo ou tarefa a ser realizada, o foco deve ser no que é mais importante. É necessário saber distribuir as tarefas, para que nenhuma pessoa fique sobrecarregada, sem ser centralizador. Assim, todos irão desenvolver suas atividades com maior qualidade, e de forma mais prazerosa. Ter foco, e colocar mais energia em um único projeto de cada vez, com certeza irá auxiliar e muito, a diminuição da síndrome do “sem tempo”, fazendo com que as pessoas tenham mais qualidade no que estão fazendo, tendo mais prazer e tempo para executar as tarefas impostas no dia a dia. Albert Einstein já fez reflexão sobre o tema: “falta de tempo é desculpa daqueles que perdem tempo por falta de método”. Desorganização, pouco planejamento e indisciplina podem ser uma das dificuldades para encontrar o equilíbrio. É preciso liderar a própria vida e colocar na frente o que é mais importante, dando atenção ao trabalho, mas também às relações familiares. O desafio é enumerar as atividades e colocar as prioridades na frente daquelas que não merecem tanto da nossa energia naquele momento. Utilize o tempo a seu favor. Faça uma boa semana.
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Atividades ajudama emagrecerea evitardepressão típicadesta épocadoano Esse friozinho parece ser um convite a dormir aquela meia-hora a mais, ficar embrulhado nos edredons o máximo de tempo possível e matar um, dois, ou todos os dias de academia. Mas é importante resistir: a atividade física no inverno traz uma série de vantagens que a comodidade do calor não traz. Se o exercício for feito ao ar livre, então, melhor ainda. Nessa época do ano, as pessoas tendem a ficar um pouco mais depressivas. Há até um nome para isso – “distúrbio emotivo sazonal”. “Parte do que torna as pessoas tristes no inverno é ficarem confinadas”, aponta o psiquiatra Norman E. Rosenthal em seu livro “Winter Blues: Everything You Need to Know to Beat Seasonal Affective Disorder” (ou “Tristeza de Inverno: Tudo Que Você Precisa Saber para Combater o Distúrbio Raquel Sodré
Afetivo Sazonal”, em livre tradução). É aí que começam as vantagens das atividades físicas ao ar livre, porque quanto mais iluminado o ambiente, mais serotonina é liberada para o cérebro, segundo Rosenthal. Se o objetivo é emagrecer, aproveitar o inverno também pode ser uma boa ideia. No frio, o corpo já gasta mais energia para se manter aquecido, queimando mais calorias. Aqui, no entanto, é necessário ter atenção. “Como o gasto energético é maior, come-se mais porque o corpo procura equilibrar essas duas coisas. Assim, a alimentação precisa ser adaptada para esse período do ano”, lembra o preparador físico Eloísio Filho, treinador da assessoria esportiva No Limits Fitness. Os atletas têm que ter cuidado para não exagerar na compensação e, em vez de perder peso, acabar ganhando. Filho recomenda também atenção especial aos aquecimentos. Enquanto no verão o corpo já está naturalmente aquecido e mais prontamente preparado para a atividade física, no inverno é preciso investir mais tempo energia nessa parte do treinamento para evitar lesões. Com o pouco suor que produzimos nos períodos
frios, a tendência também é beber menos água – e o resultado pode ser uma bela desidratação. Mas a atividade física ajuda nisso. O exercício faz o corpo aumentar o volume de sangue em circulação. Como o sangue é 90% composto por água, o organismo fica mais hidratado. Praticar essas atividades ao ar livre tem ainda o bônus de uma dose extra de vitamina D, que costuma ficar meio esquecida no inverno. Eloísio Filho lembra que é importante não descuidar do protetor solar, do creme hidratante para peles secas e do protetor labial. “Tanto o sol como o frio queimam a pele. Na atividade física, perdemos muitos sais minerais. Junto com o vento frio, a pele será danificada”, explica. Treinar no frio apresenta ainda uma última vantagem. Como o corpo sua menos, o esportista tem uma
CUIDADOS * Roupas No tempo frio, comece os treinos bem agasalhado. Vá tirando as roupas de frio à medida que o corpo for se aquecendo. Assim, evita-se doenças respiratórias. Use toucas, luvas e meias grossas para proteger as extremidades. * Aquecimento Dedique um tempo para aquecer o corpo antes de começar a atividade física.
tolerância maior à prática da atividade. “Como o calor não atrapalha, a pessoa consegue fazer mais tempo de treinamento. Ela consegue se concentrar mais nos movimentos e dar mais atenção a cada exercício”, aponta Filho. Apesar disso, o treinador alerta que se o frio estiver demais, é melhor se poupar. “As doenças, principalmente respiratórias, disparam quando a pessoa começa a fazer exercícios por vários dias no frio extremo”, conta.
“
“Como o gasto energéti co é maior, comese mais porque o corpo procura equilibrar essas duas coisas. Assim, a alimentação precisa ser adaptada para esse período do ano Eloísio Filho,
preparador físico DOUGLAS MAGNO – 7.6.2013
Uma das vantagens de se exercitar ao ar livre no inverno: quanto mais iluminado o ambiente, mais serotonina é liberada
reportagem
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SAÚDE E BEM-ESTAR
livre no inverno OS BENEFÍCIOS DE SE EXERCITAR NO FRIO
REFORÇO DO SISTEMA IMUNOLÓGICO A exposição ao frio aumenta o número de leucócitos e granulócitos, responsáveis pelo funcionamento do sistema imunológico. Mas uma atividade pesada em uma temperatura exterior muito baixa pode ter o efeito contrário. Além disso, pessoas idosas ou com problemas respiratórios devem evitar esse clima. MAIS HIDRATAÇÃO No inverno, o organismo perde menos água, pois tendemos a suar menos. Porém, é fundamental manter a ingesão de líquido, além de se agasalhar – preferencialmente com tecidos que permitam a transpiração.
FONTE: PESQUISA DIRETA
SEM CLIMA DE DEPRESSÃO O exercício físico libera substâncias químicas do cérebro – neurotransmissores, endocanabinóides e endorfinas – que ajudam a recobrar o estado de bem-estar. Ou seja, se não aproveitarmos a luz do dia ficando em casa, não haverá esse estímulo.
QUEIMA MAIOR DE CALORIAS Quando ocorre perda de temperatura corporal, o organismo aumenta a atividade metabólica para que as células consumam mais energia. Isso leva a um maior gasto de calorias.
MELHOR RENDIMENTO FÍSICO A prática de esportes com frio melhora a forma física, pois, para tolerar a falta de calor e o exercício, nosso organismo tem que se adaptar. Isso significa elevar a capacidade cardíaca. Mas, antes de tudo, realize um aquecimento para evitar lesões. Caso contrário, o frio pode provocar problemas musculares muito dolorosos. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO / ACIR GALVÃO
Riscos de infarto aumentam na estação fria As atividades físicas no inverno têm também uma qualidade de “remédio”. Com a chegada do frio, os riscos de infarto aumentam cerca de 30%. Uma das principais causas é a vasoconstrição. O frio faz com que as artérias se contraiam, diminuindo seu diâmetro. Esse caminho mais apertado diminui o fluxo sanguíneo e a oferta de oxigênio em todo o organismo – inclusive no coração. Essa mudança é natural, e o corpo a faz para conseguir se manter mais aquecido. MANTENHA AS ATIVIDADES Some-se a isso a preguiça comum de fazer atividades físicas nessa época e o consumo de alimentos mais gordurosos e está fechada uma equação nada favorável. Por isso, é fundamental manter a dieta balanceada e continuar determinado nos exercícios. A atividade física aquece o corpo, faz o sangue circular e leva mais oxigênio para todo o organismo. Quanto aos alimentos, frutas como banana e damascos, castanhas e grãos integrais suprem a maior necessidade de energia sem sacrificar a saúde.
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sociedade
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DOLCEVITA BELA LISBOA
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ecentemente, em Lisboa, este colunista, num tour gastronômico, encontrou dezenas de mineiros que adquiriram imóveis naquela linda e cosmopolita cidade, com dois objetivos: desfrutar da porta de entrada da Europa e da cidadania. Portugal, por causa do clima e baixo custo de vida, é um balneário da Europa. Por isso sofreu, mas passou rápido pela crise econômica. E, na esteira, aproveitou que imóveis, na vizinhança e no Brasil, eram e são ainda muito mais caros. Claro que, depois da “descoberta” de Portugal, os preços estão subindo em Lisboa, mas mesmo assim ainda vale muito a pena, principalmente pela qualidade de vida. Como em Miami.
BELA E SEGURA
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diferença é que Miami é dos aposentados americanos, dos novos ricos brasileiros e do dólar alto. Em Lisboa, mesmo com o euro, é outra história. Quem opta por Lisboa prefere a Europa ao “american way of life”. Ao comprar imóvel lá, “brindes” à vista. Comprando um imóvel de mais de € 500 mil, consegue-se visto de residente por cinco anos, podendo ascender à residência permanente ao fim desse período e ter nacionalidade portuguesa após seis anos. Em Lisboa, conta pontos a revitalização de bairros históricos – o Chiado, um Leblon – com boas oportunidades de imóveis comerciais e residenciais restaurados. Aí está o melhor, o contrário do Brasil.
Paulo Navarro com Walter Navarro e Lídia Duarte pnc@pnc.com.br FOTOS TIÃO MOURA/DIVULGAÇÃO
Na fachada das reformas, uma placa avisa quando o prédio ficará pronto.
lançaperfume
TRABALHO DO BEM
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m 30 anos como jornalista, com satisfação conto que a cada ano aumenta o número de convites para eventos beneficentes. Com atrativos variados, como bailes, desfiles de moda, festas juninas e leilões. Eventos que sensibilizam setores da sociedade para gente nem sempre assistida pelos governos. Por trás, gentis empresários e gente do bem que com gestos plantam e colhem fraternidade.
TRABALHO ESPECIAL
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ntre os que trilham o caminho do afeto, acompanhamos alguns, como o Arraiá do Haras Neves, que Ronosalto Neves e Nayla Micherif promovem há 13 anos em prol da instituição “Novo Céu”, para crianças e adultos com paralisia cerebral. Participamos também do “happy hour” de Cristina Brulay, diretora internacional da “Brazil Foundation” que apoia o Fundo Minas, responsável por leilão no Museu Inimá de Paula que ajudou milhares de mineiros.
vantagens de 6 Outras Lisboa: segurança,
liquidez, bons financiamentos. Um porém: atenção às questões tributárias locais. É bom ter um advogado lá. similar acontece 6 Algo nos EUA. Com US$ 500.000 num imóvel, também se adquire cidadania.
Entre seletas safras de vinho em coquetel em Tiradentes Marcus Ribeiro, Cris Cabral, Helvécio Flores, Alexandre Davis e sua Vera
crianças com câncer. Ângela Proença e Márcia Prudente são do Proação, cujo lema é “a moda pelo bem”, no Fashion Day. O próximo é dia 23 de agosto. Aplausos também para o tradicional “Jantar dos Amigos da Baleia”, incansável trabalho de Tereza Guimarães, visando o tratamento oncológico.
TRABALHO RENOVÁVEL
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ereza Guimarães agora mira o Núcleo de Pediatria, com apoio do Epa Supermercados, que vai beneficiar crianças de todo o Estado. Este ano, o evento completa 15 anos e acontecerá dia 23 de setembro, no Mix Garden,
rança e violência, está indo com a família para Orlando. Vai esperar lá as coisas melhorarem aqui.
com show do Skank. Apoio do Banco BMG, Drogaria Araujo, Grupo Bonsucesso e Instituto MRV. A AMR, Associação Mineira de Reabilitação, foi implantada há 50 anos por José Mendes Jr. e apoia crianças com deficiência física. O trabalho hoje é para reabilitação e inclusão social de crianças e adolescentes.
AMR tem à frente 6 Adezenas de voluntárias, como Bernadete e Ângelo Mendes que promovem jantar de agradecimento aos parceiros. para Maria 6 Palmas Inês Las Casas Laborne,
com as festas e leilões da Associação Integração, oportunidades para crianças acolhidas em abrigos de BH. Hospital da Baleia 6 Osorteará, dia 13 de julho,
uma guitarra autografada pela banda Iron Maiden durante sua passagem pelo Brasil. As rifas podem ser adquiridas pelo site www.hospitaldabaleia.org.br/ironmaiden/
TRABALHO INCANSÁVEL
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o mesmo Inimá, de Mauro Tunes, José Marcílio Nunes, da Casa de Acolhida Padre Eustáquio (Cape), reuniu 200 pessoas no jantar “Chefs contra o câncer”. O ágape de cinco excelentes foi seguido de leilão com Fernanda Keulla, com renda para tratamento de
da coluna, 6 Amiga diante da crise, insegu-
Foundation, 6 Brazil Adriana Esteves e Reja-
Também em Tiradentes, em roda de boa conversa “os artistas”, André e Fernanda Giffoni, Roberta e Wagner Espanha, Sandra e Carlos Rubens Doné
ne de Paula promoveram coquetel de agradecimento do Fundo Minas, na última quarta, na Alameda do Morro, Vila da Serra. Os convidados conheceram duas lideranças de projetos de empreendedorismo, de João Souza e Keila Vardele.
#FICAADICA Evento gratuito traz a cultura Francesa a capital mineira reunindo teatro, cinema, fotografia e encerra com música e gastronomia típica Belo Horizonte entra no clima francês para celebrar o Festival Liberté, que reúne palestra, teatro, cinema, fotografia e se encerra no domingo (17) com música e gastronomia típica na Festa Francesa, já tradicional na capital mineira. A celebração ocorre na praça José Mendes Junior, na Savassi. Todas as atividades são gratuitas e o evento é promovido pelo Consulado Honorário da França em Belo Horizonte, Embaixada da França e Aliança Francesa Belo Horizonte, com produção da Cultura Criativa. A abertura acontece na Aliança Francesa, com o bate-papo “Literatura e Liberdade”, com Guiomar de Grammont, escritora, professora da UFOP, doutora em Literatura Brasileira pela USP e curadora de eventos literários. Entre os destaques, a peça “Mort et Vie Sévérine”, uma tradução para o francês do clássico “Morte e Vida Severina”, de João Cabral de Melo Neto, no dia 12 de julho, no Sesc Palladium. Acontece também a Mostra Liberté Brasil, no MIS Cine Santa Tereza, onde serão exibidos filmes franceses relacionados ao tema e curtametragens brasileiros que participaram do Festival de Cannes de 2016, na França. Onde e quando Confira programação completa em www.scacbh.wordpress. com Quanto Gratuito
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FEIRA EXPERIMENTE/DIVULGAÇÃO
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almanaque ‘RAINHAS DO ORINOCO’> Dirigida por Gabriel Villela, peça com Walderez de Barros chega a BH
Veias latino-americanas O diretor mineiro Gabriel Villela, 57. tem uma trajetória ímpar no teatro brasileiro. Uma de suas características marcantes é mergulhar profundamente na cultura regionalcom o intuito de aproximá-la do teatro, dando a ela, ao mesmo tempo, um sentidouniversal.No espetáculo “Rainhas do Orinoco”, que chega a Belo Horizonte para duas apresentações, dias 16 (sexta) e 17 (sábado), noteatro Bradesco,o artesão do teatro reafirma essa qualidade. “Rainhas do Orinoco” traz a consagrada Walderez de Barros na pele da madura atriz de teatro Mina, e a elogiada Luciana Carnieli como Fifi. À bordo de um barco, as personagens percorrem o rio Orinoco, o principal da Venezuela, e, a cada parada, a aventura revela-se repleta de drama e bom humor. Juntas, Mina e Fifi percorrem o continente para chegar aos grotões da Amazônia. O texto do mexicano Emilio Carballido (19252008), na releitura de Villela, é responsável por criar uma ponte continental. “A peça tem essa relação visceral com a América Latina. O texto é uma espécie de convocação à criação dramática da vida cotidiana de duas pessoas comuns. Na imensidão do território equatorial, duas coristas, ao estilo ‘Thelma e Louise’ (personagens do road-movie do mesmo nome, 1991), estão à deriva, num barco, rio abaixo”, conta o diretor. A trama se desenvolve a partir do próprio fluído do rio e cria um contraponto ente Mina e Fifi. A primeira, ainda que convicta do seu ofício, experimenta a amargura daquilo que lhe é reservado. Já a segunda, uma jovem, enxerga o mundo com mais otimismo. “Carballido conta a história dessas duas personagens como uma comédia. Poderia ser contada como uma tragédia, já que a situação que as duas vivem é desesperadora. Mas Mina e Fifi não são humoristas, não querem faFelipe Bueno (*)
Sáb. e dom. 16 e 17.jul.
JOÃO CALDAS FILHO/DIVU˜LGAÇÃO
À deriva
Walderez de Barros (dir.) em cena ao lado da atriz Luciana Carnieli (esq.) e de Dagoberto Feliz, que também fez os arranjos musicais da peça zer graça, elas apenas mostram os acontecimentos de uma maneira que se tornam cômicos”, pontua Walderez. Para a atriz, a peça fala também sobre a identidade brasileira. “Para usar uma expressão que está na moda, a peça fala do Brasil profundo. O que Gabriel fez, usando a linguagem cênica do circoteatro, foi evidenciar a presença brasileira nesse universo
“
Guimarães Rosa não sai da cabeceira da minha cama, é a Bíblia, o Evangelho de quem faz teatro”
colorido mexicano, especialmente através de algumas músicas”, comenta. A trilha sonora abandona as referências mexicanas originais e traz a dupla Cascatinha & Inhana, o que não distancia a trama da concepção inicial. Muito pelo contrário, a adequação promove uma aproximação com a cultura brasileira. “As músicas são mais conhecidas no Brasil. Embora perca as referências mexicanas, as canções de Cascatinha & Inhana traduzem a mesma vontade do autor. Ele suspende a ação, à maneira do teatro de revista, e insere a músicapara comentar algo sobre as personagens”, analisa Villela. A direção musical da peça é da mineira Babaya e os arranjos elaborados pelo musicista, diretor e ator Dagoberto Feliz. POLÍTICA ParaVillela, a história revela a falta de rumos na política da América Latina, independente de ideologia e partido. “O espetáculo fala dessa espécie de condenação de eternos colonizados. ‘Rainhas do Ori-
noco’ é uma comédia bem estruturada do início ao fim. As histórias das personagens passam a ser de todos nós, em razão do conceito desse grande barco à deriva”, aponta. Segundo o diretor, que tem uma relação estreita com Minas Gerais, por conta da família e do teatro – ele nasceu em Carmo do Rio Claro, no Sul do Estado, e tem trabalhos importantes por aqui, co-
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Walderez é é uma grande diva do teatro nacional... É animadora da alma alheia, muito generosa
mo a direção do espetáculo “Romeu e Julieta”, do Grupo Galpão e desenvolve, no momento, o projeto teatral com o grupo mineiro Maria Cutia –, o espetáculo contém referências do escritor João GuimarãesRosa, ainda que implicitamente. “A peça é bem mineira, mesmo tendo sido escrita por um mexicano e percorra a Venezuela”, defende.“É um adubo, um esterco, um carinho lindo”, comenta Villela sobre a associação do texto com a cultura mineira e os rios que banham o Estado. “Guimarães Rosa não sai da cabeceira da cama, é a Bíblia, o Evangelho de quem faz teatro”, acrescenta. PARCERIA Aos 75 anos de idade, destes mais de 50 de carreira, Walderez vive uma situação inversa à da sua personagem, que está no fim da estrada e luta para sobreviver. “Não há glamour nisso. Mas a história contada na peça não mostra apenas a situação de artistas decadentes, fala de duas pessoas desamparadas e sozi-
nhas, mas corajosas, que em determinado momento da peça, devido a acontecimentos inusitados, ficam à deriva nesse barco. À deriva, como todos os seres humanos”, diz. Aparceria Walderez -Villela não é de hoje. Começou em 2002, com a peça “A Ponte e a Água da Piscina”, seguidapor “Fausto Zero”, de 2004, e “Hércuba”, em 2011. E a relação profícua dos dois no trabalho estende-se para a vida. “Walderez é uma grande diva do teatro nacional e dispensa apresentações. Ela sabe tudo da nossa história, já fez de tudo. Temos muito que aprendercomela. Ela setornou, desde o primeiro espetáculo, uma companheira. Walderez é animadora da alma alheia, muito generosa”, elogia Villela. * Especial para o Pampulha
> Rainhas do Orinoco
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Dias 16 (sáb.), às 21h, e 17 (dom.), às 19h. R$ 70 (setor 1, inteira) e R$ 50 (setor 2, inteira).
almanaque
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ARTES CÊNICAS O homem e seu deus Para suportar as pressões e dúvidas do dia-adia, a religião e a arte são, para Eduardo Wotzik, uma das invenções mais inteligentes que o homem criou. Buscando unir essas duas vertentes em um único espetáculo, o diretor carioca, inspirado na obra da escritora Clarice Lispector (1920-1977), assume a direção e o texto de “Estudo para Missa para Clarice – Um Espetáculo sobre o Homem e seu Deus”, em cartaz a partir de quarta-feira (14), no CCBB-BH. Construída através de trechos editados de diversas obras de Lispector, a peça une o espaço físico do teatro a um templo de reflexão. Se concentrando na temática do sagrado, que permeia em boa parte a produção da autora, o espetáculo construiu uma liturgia própria. Letícia Fontes (*)
“Não sei se fui eu que escolhi a temática do sagrado ou se foi o sagrado que me escolheu. Sou um artista respirando o hoje, o que passa por mim, por isso vi nessa oportunidade uma nova chance de usar o teatro para servir e melhorar a espécie. O teatro existe justamente para comungar a dúvida e essa peça é o resultado de uma pesquisa cêni-
TRANSFORMAÇÃO Processo O texto, inicialmente chamado “Um Ato para Clarice”, foi escrito para a inauguração do Museu do Telefone, atual Oi Futuro, no Rio. Depois, transformou-se no monólogo “Clarice por Clarice”, encenado por Clarice Niskier, e ganhou a “missa” do nome atual quando se transformou em espetáculo de teatro-dança.Wotzik conta que só depois percebeu que o nome guardava uma nova possibilidade cênica.
ca, uma comunhão, uma verdadeira missa, uma celebração do sagrado, o uso do teatro como templo, um encontro que professe e processe as palavras de Lispector”, explica o diretor, que não esconde a complexidade de Clarice. “Pode-se passar uma vida mergulhando em seu escuro, mas o que mais me chama atenção em sua obra é, sem dúvida, sua capacidade do uso das letras e de preencher os ‘entres’. Alguém disse: ‘Clarice não é literatura, é bruxaria’”, afirma o diretor. DOSE TRIPLA Além da direção e criação, Wotzik atua e divide o palco com Cristina Rudolph e Natally do Ó. Em um desafio a si mesmo, após anos atuando apenas fora do palco, o diretor está em cena dando vida ao “arauto clariciano”. No espetáculo, ele conduz os espectadores por questões existenciais colo-
Estreia 14.jul.
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RICARDO BRAJTERMAN/DIVULGAÇÃO
cadas pela escritora ao longo de sua obra, numa missa com direito a incenso e água benta. “Sem dúvida, sairei dessa experiência um diretor melhor. Sinto uma enorme responsabilidade por ter estar nesse lugar mágico do intérprete. Ser ator é um sacerdócio, e deveriam todos ser mais valorizados e respeitados pela sociedade”, conclui. Considerado um dos mais destacados encenadores da sua geração, Wotzik é reconhecido pela diversidade de sua obra. Ganhador de dez prêmios, o carioca dirigiu em 2012 “Édipo Rei”. Com Gustavo Gasparani no papel principal, o espetáculo foi tema de seu mestrado. * Sob supervisão de Milton Luiz
para Missa >ParaEstudo Clarice
Dir. Eduardo Wotzik Centro Cultural Banco do Brasil - CCBBBH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De quinta (14) a segunda (8), às 19h. R$ 20 (inteira). 14 anos.
Wotzik une teatro ao poder da palavra e à musica de Gorécki
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ARTES CÊNICAS Miklos na pele de um titã do jazz Deborah UmídolodoroCouto ck travestido (*) de ídolo do jazz. Em “Chet Baker – Apenas um Sopro”, que cumpre temporada de duas semanas no CCBB a partir de quinta (14), o titã Paulo Miklos, 57, encarna o trompetista de voz suave que teve a carreira maculada pelo vício em heroína e foi obrigado a se reinventar após ter sido espancado em SanFrancisco(EUA) eterficado com a boca destruída. “Quiseram atingi-lo onde era maissensível”, dizMiklos. Depois do episódio, Baker (1929-1988) passou um ano sem se apresentar e teve de reaprender a tocar seu instrumento. “Ele lutou para reconquistar a confiança dos colegas e fãs. Teve mais 20 brilhantes anos de carreira”. Éasuperação físicae emocionaldomúsiconorte-americano que os atores, que formam uma banda em cena, contam na peça de Sérgio Roveri. No palco, ao lado de Miklos, Piero Damiani, o pianista; Jonathas Joba, contrabaixista; Ana Toledo, a cantora e ex-amante de Baker; e o jovem Ladislau Kardos como baterista.O elenco que mistura veteranos a novatos traz “uma dinâmica mágica de aprendizado para ambas as partes”, define Miklos, que
teatro adulto 1 MILHÃO DE ANOS EM 1 HORA Dir. Cláudio Torres Gonzaga Versão: Marcelo Adnet Com Bruno Motta Uma comédia original da Broadway que atravessa a história do mundo em ritmo alucinante: da era das cavernas ao Facebook. O espetáculo já foi sucesso na Broadway em 2010, com direção original de Jerry Seinfeld, já tendo sido vista por mais de 1 milhão de espectadores. Teatro Imaculada (r. Aimorés, 1.600, Lourdes, 3014-5382). Sábado, às 21h. R$ 20 (inteira). Até 30/7
AS LOUCAS DA COBERTURA Dir. Aloisio Pires Com Alexsander Magalhães, Samuel Rocha, Aloisio Pires, Gustavo Souza e Vinny Venâncio Conta a história de três amigas. Ivone, após sua cobertura ficar pronta, resolve a fazer um chá para receber suas melhores amigas, Dolores e Maísa e, aproveita para apresentar seu amigo Zé, que está na cidade à passeio. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sábado (9), às 21h; e domingo (10), às 19h. R$ 40 (inteira).
ATÉ QUE A SOGRA NOS SEPARE Dir. Anderson Oliveira Com Josh Oliveira, Cauan Miller, Camila Camanzi e Douglas Seven Casados desde o primeiro ano da faculdade, o biólogo Beto e a atriz Bia enfrentam a primeira crise, para o azar deles, esse momento coincide com o retorno da mãe de Beto da Itália. Shopping Estação (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-
com esse espetáculo estreia no teatro. “Discutimos na peça a condição de artista, o envolvimento com álcool e drogas e a relação entre eles, como banda. É um relacionamento profissional carregado deemoções. Comoestou acostumado a viver”, conta. O vocalista dos Titãs carrega, ele mesmo, uma história de superação. Abstêmio há uma década, perdeu a mãe, a esposa e o pai em um período de menos de dois anos (de 2012 a 2014). “Há um momento em que percebemos a fragilidade da vida e a importância de se ter uma rede de pessoas que amamos, do cuidado com o outro. Sem isso, não superaria meus baixos”, diz “de improviso”, e conta que está apaixonado novamente. A nova produtora do espetáculo, Renata Galvão, é suanamorada. O produtor anterior, Fábio Santana, morreu em abril. “Essa peça é uma grande homenagem a ele”. Para compor o personagem, o documentário “Let’s Get Lost” (1989), de Bruce Weber, foi uma das referências do titã, que toca flauta e saxofone, mas não trompete. “Nesse palco, toco teatro”, diz. Antes do espetáculo, admirava o som e o jeito cool de Baker. Seu contato com o músicoveio, principalmente,através da Bossa Nova. “Essa for-
ma contida, mas marcante de estar presente influenciou os nossos grandes. Você tem que estar atento para ouvir”. A vida pessoal do trompetista ele desconhecia. “Estou me surpreendendo com o fato de as pessoas enxergarem o personagem em mim”.
9900). Quinta (14), às 20h30. R$ 15 (preço Sinparc)
Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-6319). Sexta e sábado, às 20h30; e dom., às 19h. R$ 30 (inteira); R$ 12 (postos Sinparc). Até 17/7
DDD: DELEITE, DEPOIS DELETE Dir. Jair Raso Com Matilde Biadi, Heloisa Duarte e Juçara Costa Quem não tem cão, caça com mouse. Três irmãs na terceira idade às voltas com a internet. Teatro da Biblioteca (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Sábado, às 21h; e domingo, às 19h. R$ 20. Até 24/7.
MANUAL PRÁTICO DA MULHER DESESPERADA Dir. Ruiz Bellenda Com Adriana Birolli Baseado na fusão de três contos da consagrada escritora e jornalista Dorothy Parker, a peça narra de forma cômica o desespero de uma mulher solteira em uma noite de sábado. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sábado (9), às 20h. R$ 70 (inteira, 1º lote).
MINHA VIDA NÃO FAZ SENTIDO Com Felipe Neto Depois de uma breve, e engraçada, apresentação, Felipe Neto encarna um personagem resmungão que, com seus indefectíveis óculos escuros, atira e destila hilárias pérolas na internet. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste domingo (10), às 16h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 70 (plateia 2, inteira).
NOS PORÕES DA LOUCURA Dir. Luiz Paixão Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci e Antônio Rodrigues Baseado no livro homônimo de Hiram Firmino, espetáculo resgata, em montagem sensível e bastante intensa, a trajetória do hospital Psiquiátrico de Barbacena.
VICTOR IEMINI/DIVULGAÇÃO
Estreia 14.jul. (qui.)
ATOR Há exatos 15 anos Miklos estreouno cinema no papel do malandro Anísio em “O Invasor”, de Beto Brant. Desde então, fez novela (“Bang Bang”, 2005), série (“Sessão de Terapia”, 2012) e mais filmes, como “É Proibido Fumar” (2009), de Anna Muylaert. Apesar do bom momento com os Titãs, atuar é parte de seu processo de reinvenção. “Só quero saber de continuar”. Agora emplaca pela segunda vez o vilão Gonzales em “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”, que estreia na cidade. “É um estouro! O papel cresceu e quando saio na rua, ospaisvêm falarde‘CabeçaDinossauro’ e as crianças dizem: ‘pai ele é o Gonzales!’. Não tem nada melhor que isso”. * Especial para o Pampulha
Chet Baker – >Apenas um Sopro
Com Paulo Miklos CCBB (pça. da Liberdade, 450, 34319400). De 14 a 18 de julho e 21 a 25 de julho (quinta a segunda), às 20h. R$ 20
O PÃO E PEDRA Dir. Sérgio de Carvalho Com Beatriz Bittencourt, Beto Matos e Érika Rocha Novo espetáculo da Companhia do Latão, que acompanha personagens do mundo do trabalho, em especial uma operária que se disfarça de homem para melhorar de vida em meio à greve dos metalúrgicos de 1979 no ABC paulista. CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Sábado e domingo, às 19h. R$ 20 (inteira). Até 12/7
O QUE VOCÊ TEM A VER COM ISSO? Dir. Cida Falabella Com Zap 18 Um mosaico da produção da Zap 18 (Zona de Arte da Periferia), começando por seu novo espetáculo, “Homem Vazio na Selva da Cidade”, até chegar à “Esta Noite Mãe Coragem”, sua montagem de inspiração brechtiana. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sexta (15), às 21h. R$ 20 (inteira).
A ÚLTIMA VIRGEM POR NÓS Dir. Amaury Borges Baseada na obra “Os Sete Gatinhos”, de Nelson Rodrigues. A filha mais nova é a única esperança que o Seu Noronha, contínuo da Câmara dos Deputados, tem de ver uma de suas filhas casada. Para preservar a pureza da menina e financiar o futuro casamento, suas quatro irmãs se prostituem. Escola de Teatro PUC Minas (av. Dom José Gaspar, 500, Coração Eucarístico, 3319-4015). Neste sábado (9), às 20h30. Entrada 1 kg de alimento não perecível.
Vocalista dos Titãs vive no palco o trompetista de jazz que influenciou a Bossa Nova
intervenção urbana #CORTIÇO Dir. Lenine Martins Nas ruas do entorno do Palácio das Artes, 15 atores do curso de teatro do Cefart vão se dividir em diversos pontos e dar vida a personagens que interagem com o público em cenas. Entre as pessoas estão uma cega; uma cigana; uma noiva; um casal de lésbicas, uma delas ex-presidiária; um “cachorro” e uma “rata”. Aos poucos, os personagens seguem para o teatro Ceschiatti. Teatro João Ceschiatti e entorno do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sábado, às 20h; e domingo, às 19h. Entrada gratuita. Até 15/7
circo CIRCO MAXIMUS Traz shows de contorcionismo, malabares, evoluções acrobáticas em cordas e tecidos e outras atrações Espaço anexo ao Piso 2 do Boulevard Shopping (av. dos Andradas, 3.000, Santa Efigênia, 2538-7438). De 2ª a 6ª, às 20h; sáb., dom. e feriados, às 16h, 18h e 20h. R$ 40 (inteira). Até 31/8.
teatro infantil 1 AVENTURA CONGELANTE – BRINCANDO NA NEVE Dir. Roberto Freitas Com Gabriela Zanetti, Taina Acorinte, Kamila Oliveira, Guilherme Melo, Ma-
theus Veridia e Juan Saavedra. A princesa Elza tem o poder de congelar tudo a sua frente. Depois de machucar sua irmã Ana, as duas são separadas e só se encontram novamente no dia em que Elza vai ser coroada rainha. Espaço Cultural Imaculada (r. da Bahia, 1534, Centro, 3213-0815). Neste sábado (9), e domingo (10), às 17h. R$ 15 (preço Sinparc).
A BELA ADORMECIDA Direção de manipulação: Beatriz Apocalypse Narra a história da princesa Aurora, enfeitiçada e condenada a cair em sono profundo. Sua única salvação será um beijo do seu verdadeiro amor. Museu Giramundo (r. Varginha, 245, Floresta, 3446-0686). Neste sábado (9), às 10h. R$ 20 (inteira). Próximas apresentações: 16, 23 e 30/7
A CAIXA DA IMAGINAÇÃO Dir. Gabriela de Paula. Com Anderson da Matta Ciça Santos Emilio Zanotelli e Jennifer Rios Jenny é uma menina que coloca a sua imaginação em uma caixa e passa a sofrer de uma doença: “a cegueira brincante”. Teatro da Biblioteca (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 21, Funcionários, 3293-5502). Domingo, às 16h30. R$ 30 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc). Até 24/7
A ZEROPEIA Dir. Francis Oliveira. Com Alex Prieto, Cynthia Abreu, Izabella Azevedo, Karine Terrinha e Francis Oliveira Dona Centopeia era motivo de piada na floresta por causa da abundância de suas patinhas. Ao ver que os outros bichos viviam bem com menos pernas, ela começa a amarrar as suas até ficar sem nenhuma. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues
Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7826). Sábado e domingo , às 16h. R$ 30 (inteira); R$ 12 (postos Sinparc). Até 17/7.
E SE O MUNDO FOSSE UMA BRINCADEIRA DE CRIANÇA? Dir. Érica Lima Com Grupo Real Fantasia Oito adultos se encontram numa reunião do Grupo Antiestresse. A psicóloga Melanie conduz o grupo, mas parece impossível relaxar essas sete figuras estressadas e estressantes. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste domingo (10), às 16h. R$ 20 (inteira).
PIBA E O MUNDO EM PRETO E BRANCO Dir, Marco Aurélio Bari, Marilene Batista, Jô Santos e Simone Leite Com Telma Fernandes Utiliza a linguagem do teatro de sombras para contar as histórias da menina Piba, que devido a um problema de visão congênito denominado acromatopsia, enxerga tudo em p&b. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, centro, 3277-6325). Neste sábado (9), às 16h, domingo (10), às 11h. R$ 20 (inteira).
dança FESTIVAL DE DANÇAS SOLEÁ O Acampamento Gitano marca o encontro de bailarinos profissionais, amadores, professores e alunos de todos os níveis, do iniciante ao avançado, que sobem juntos no palco para apresentar coreografias exclusivas. Soleá Tablado Flamenco (r. Sergipe, 1199, Savassi). Nesta sábado (9), às 20h e 22h; domingo (10), às 19h. R$ 40 (inteira).
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VIRADA CULTURAL Antropofagia
Sáb. 9.jul.
AYUME OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Com pouco cenário e pouco figurino, peça do Oficina sacraliza dejetos humanos
Aos 79 anos, José Celso Martinez Corrêa está empolgado em trazer “Pra Dar um Fim do Juízo de Deus” a Belo Horizonte durante a Virada Cultural neste sábado (9) e o motivo não se restringe à vontade de encenar mais uma vez a montagem de que gosta tanto. Para o ator, dramaturgo e diretor da Associação Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona, mais conhecido como Zé Celso, o interesse tem a ver com o lugar. “Vamos nos apresentar no Sesc Palladium, que, depois daquela vez em que a plateia se rebelou contra um discurso golpista oriundo do palco, já é um lugar histórico”, comenta. O artista se refere ao episódio ocorrido em março deste ano, quando o ator Claudio Botelho, durante o espetáculo “Todos os Musicais de Chico Buarque”, fez comentários de Bárbara França
cunho político contra o governo de Dilma Rousseff intercalados ao texto e ativou a ira da plateia. Muita gente se levantou, houve gritos de guerra e o caso ganhou proporções nacionais. “Estou adorando que seja lá. Teatro para mim também é isso, a comunhão intensa com a plateia”, diz. O fato de ser “Pra Dar um Fim...” a peça da vez, conforme Zé Celso, deixa a ocasião ainda mais instigante. Com texto do dramaturgo francês e pensador do teatro Antonin Artaud (1896-1948), ela coloca em questão “o juízo” e aqueles que detêm o “dom da verdade” e se relaciona de forma especial com o momento político pelo qual passa o Brasil, na percepção do ator e dramaturgo, “um momento fascista”. “Essa peça é para botar um fim nos que acreditam em uma ideia única do mundo, naqueles que dominam, que estão preocupados com a vida e com a sexualidade do outro”, aponta o líder do Oficina.
Segundo ele, a subversão da peça parte do que está embaixo, tanto relacionado às pessoas, às classes mais baixas ou aos submissos do poder, quanto relacionado às partes baixas do corpo. Há cena, inclusive, que um ator defeca no palco e também se masturba. Os fluidos corporais aparecem aqui como uma contrapartida à produção artificial da humanidade, como guerras, autoritarismo, religião e a política institucional. A montagem de Artaud, que conta no elenco com Camila Mota, Roderick Himeros e outros mais de dez atores, além do próprio Zé Celso, é um manifesto da carne humana. “O que chamamos de ‘embaixo’ aqui é também o corpo, o sangue, o esperma, logo, a vida. Com a macroeconomia, essa coisa agigantada que engole a todos e que é uma invenção da cultura, ou seja, não é uma coisa dada, queremos voltar a outro estágio. Há outras possibilidades. Ninguém aguenta
mais essa lógica. Os índios brasileiros, por exemplo, jamais admitiram o Estado na forma como o concebemos, temos muito que aprender com eles”, comenta o diretor antropófago, que completa: “temos que sofrer uma perestroika (reconstrução, em russo) no Brasil”. Encenada pelo Teat(r)o Oficina pela primeira vez em 1996 em celebração aos cem anos de Artaud, a peça volta aos palcos abarcando, inclusive, figuras públicas brasileiras. Máscaras do juiz Sérgio Moro e do presidente interino Michel Temer, den-
tre outros, são usadas. CLÁUSULA 8 Acompanhando na internet a mais recente discussão sobre a cláusula oito presente no contrato entre prefeitura e artistas selecionados para a Virada Cultural, que proíbe a manifestação política nos palcos, Zé Celso diz que isso não interfere na encenação de “Pra Dar Um Fim no Juízo”. “Política é outro papo, não é o nosso. Aqui é cosmopolítica. Estamos falando é do inconsciente. É como se os atores fossem um sismógrafo, aqueles
que captam o que está embaixo. Não estamos falando de canalhões. Quem está preocupado com cláusulas como essa está é com medo de ser difamado. Nosso negócio é a saúde do planeta”, diz ele, para quem o evento, mais do que nunca, é adequado à peça. “Essa peça é uma virada mesmo, você entra e sai de outro jeito”.
Pra Dar um Fim >no Juízo de Deus
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Sábado (9), às 23h59. Entrada gratuita (retirada a partir das 18h, no teatro).
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VIRADA CULTURAL O RN TO ON C . AV
4
1
Palco Principal
PRAÇA DA ESTAÇÃO, AV. DOS ANDRADAS, 201, CENTRO
2
Palco Gramado
PARQUE MUNICIPAL, AV. AFONSO PENA, 1.377, CENTRO
Palco Artes Cênicas
PARQUE MUNICIPAL, AV. AFONSO PENA, 1.377, CENTRO
Espaço Diverso - Teatro de Bolso
PARQUE MUNICIPAL, AV. AFONSO PENA, 1.377, CENTRO
Palco do Viaduto
VIADUTO SANTA TEREZA, AV. ASSIS CHATEAUBRIAND, 619, CENTRO
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AS ON AZ M A 14 AV.
2 SO ON AF AV.
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VIADUTO SANTA TEREZA, S/N, FLORESTA, ESQUINA COM RUA DA BAHIA
Nos Arcos
VIADUTO SANTA TEREZA, AV. ASSIS CHATEAUBRIAND, 619, CENTRO RUA GUAICURUS, 648, CENTRO
5 Palco Praça Sete
RUA CARIJÓS, ENTRE AV. AFONSO PENA E RUA ESPÍRITO SANTO, CENTRO
6 Praça Afonso Arinos
PRAÇA AFONSO ARINOS, S/N, CENTRO
Praça da Rodoviária
PRAÇA RIO BRANCO, AV. SANTOS DUMONT, S/N, CENTRO
8 Centro de Referência da Juventude
PRAÇA RUI BARBOSA, S/N, CENTRO
9 Museu da Imagem e do Som
AV. ÁLVARES CABRAL, 560, CENTRO
10 Palco Itinerante
NA PE
13
Palco Arcos 4 Palco Guaicurus
7
6
pper Criollo e do pianista e cantor Rafael Martini, entre outros eventos. Entre os espetáculos dedançaestão as apresentações daCia. Suspensa e o Duelo de Passinhos, de funk. Àmeia-noitehaveráumaapresentaçãoquese prometehistórica, do Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona no Sesc Palladium inaugurando a madrugada adentro de festa. Confira alguns destaques da programação e escolha como vai curtir a virada.
TES OR SF BIA AV.
EmBeloHorizonte,neste sábado (9) e domingo (10), a ideia é não dormir e trocar a cama pela diversão. A intensa programação da Virada Cultural oferecida na região central da cidade promete agradaratodososgostos,começandocommúsicaeletrônica:amaratona éabertapela festa Masterplano, às 20h, na praça da Rodoviária. A noite segue com atraçõestãodiversasquantoshows do neorockstar Johnny Hooker, do cantor Lenine, da diva Elza Soares, do ra-
PRINCIPAIS PALCOS AV. OL EGÁR IO MA CIEL
Maratona para todos os gostos
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO / © OpenStreetMap contributors © CartoDB
RUA RIO DE JANEIRO, 700 - COM RUA TAMÓIOS, CENTRO
11 Palco Itinerante
RUA SAPUCAÍ, 429 , FLORESTA
12 Palco Itinerante
EDIFÍCIO CENTRAL, AV. DOS ANDRADAS, 367, CENTRO
13 Equipamentos do Circuito Cultural
PRAÇA DA LIBERDADE, S/N, FUNCIONÁRIOS
14 Sesc Palladium
RUA RIO DE JANEIRO, 1.042, CENTRO
IL AS BR AV.
15 palcos
Mais de
500 atrações
145
iniciativas locais
80
apresentações infantis
* Confira mais sobre a Virada Cultural na pág. 19
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
VIRADA CULTURAL
CRIOLO ELZA SOARES
Algumas indicações para curtir no evento
PRAÇA DA ESTAÇÃO
PARQUE MUNICIPAL
VIADUTO SANTA TEREZA
PALCO GUAICURUS
PALCO PRAÇA SETE
PRAÇA AFONSO ARINOS
NESTE SÁBADO (9/7) 21h 2Flávio Renegado 22h30 2Criolo DOMINGO 19h 2 Elza Soares
SÁBADO 20h30 2 Di Souza (palco gramado) 23h 2 Teatro Negro e Atitude – “Àbikú” (palco artes cênicas) 17h 2 Cine Pedal Brasil 2016 (gramado lago dos barcos)
DOMINGO 1h 2 Sandra de Sá (palco gramado) 19h 2 Lenine (palco gramado) 0h30 2 Coletivo Negras Autoras – “NEGR.A” (palco artes cênicas)
SÁBADO 22h30 2 Kdu dos Anjos convida Crystal Lopes – “Azul Favela” (palco do viaduto – rua Aarão Reis) 19h 2 Senta a Pua Gafieira (palco arcos – viaduto esquina com rua da Bahia) 23h30 2 Teresa Morales (palco arcos – viaduto esquina com rua da Bahia) SÁBADO 19h 2 Concentração do Bloco da Bicicletinha 21h 2 Gaby Winehouse – Tributo a Amy Winehouse
DOMINGO 4h30 2 Murro – Movimento Underground Rock’n’roll (palco do viaduto ) 15h30 2 3º Duela BH! – Concurso de Danças Funk (palco do viaduto) 16h30 2 BeHoppers – Aulão de Lindy Hop (palco Arcos) 17h30 2 Zaika dos Santos – “Akofena” (palco do viaduto) 19h 2 Pequena Morte – “Jabuticaba” (palco do viaduto)
Domingo 2h30 2 Chico César 4h 2 Lineker e Chicão 13h30 2 Approach na Virada 15h30 2 As Bahias e a Cozinha Mineira 19h 2 Marcelo Veronez
SÁBADO 23h30 2 Affonsinho – “Bluesing” DOMINGO 11h30 2 Chico Lobo 13h 2 Grupo Meninas de Sinhá 16h30 2 Grupo Amaranto e Felipe Moreira SÁBADO 19h 2 Queermesse – “O que Você Queer & Beijo no seu Preconceito” 19h 2 Makely Ka – “Triste Entrópico” 23h 2 Adriano Campagnani – “Galápagos” DOMINGO 0h 2 Câmera celebra 5 anos de trajetória 2h 2 Sara Não Tem Nome – “Ômega III” BEHOPPERS
PRAÇA DA RODOVIÁRIA
SÁBADO 20h 2 Masterplano, com a festa Se Vira, Baby
ARENA SOUND SYSTEM (rua da Bahia, 52)
De 19h às 19h Uai Sound System Beat Selecte RoodBoss Sound System DeSkaReggae Sound System
CENTRO DE REFERÊNCIA DA JUVENTUDE (Av. dos Andradas, centro)
DOMINGO 10h às 18h 2 Liga de Autores Mineiros – Feira de Livros Independentes 14h 2 Família de Rua – “Café, Ritmo e Poesia”
MUSEU DA IMAGEM E DO SOM (av. Álvares Cabral, 560)
PRAÇA DA LIBERDADE
ZÉ CELSO MARTINEZ CORRÊA PALCO SESC PALLADIUM (rua Rio de Janeiro, 1.046, centro)
SÁBADO 22h 2 Filme “Os Pássaros”, de Alfred Hitchcock
SÁBADO 19h 2 Juarez Moreira Trio 20h30 2 Rafael Martini 22h 2 Refinaria – “Nineties” DOMINGO 9h 2 Primeira Campainha – “A Tardinha no Ocidente” SÁBADO 19h 2 Zimun 20h30 2 Johnny Hooker – “Eu Vou Fazer uma Macumba pra Te Amarrar, Maldito!” (palco Rio de Janeiro) 23h 2 Sarau das Cachorras – “O Santo e a Dama Geni” (foyer Augusto de Lima)
DOMINGO 0h 2 Zé Celso Martinez Corrêa – “Para Dar um Fim no Juízo de Deus” (Grande Teatro) 1h30 2 Juliana Perdigão e os Kurva (foyer Augusto de Lima) 2h30 2 Intervenção Bacurinhas em Fexta (foyer Augusto de Lima) 17h 2 Cia. Sesc de Dança (Grande Teatro) 18h 2 Karina Buhr convida Elke Maravilha (palco Rio de janeiro) CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA: HTTP://VIRADACULTURALBH.COM.BR/2016/PROGRAMACAO/
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almanaque
MÚSICA De volta a Minas Dando sequência à segunda edição do festival Inverno das Artes, promoção da Fundação Clóvis Salgado que teve início com um show de Cida Moreira e Filipe Catto, o cantor e compositor Lineker, 28, chega a Belo Horizonte acompanhado de Chicão (no piano) para uma apresentação nesta segunda (11), na sala Juvenal Dias. Nascido em Bambuí, no centro-oeste mineiro, Lineker, que geralmente é confundido com o também músico Liniker, tem uma relação estreita com BH, onde fez aula de canto. O seu primeiro show profissional, como revela, foi no Palácio das Artes, na edição de 2006 do Artista Mineiros In Concert. “Estou muito feliz com esse regresso. Belo Horizonte é uma cidade especial para mim. Tenho memórias lindas daí, amigos e familiares queridos. Vai ser emocioFelipe Bueno (*)
nante poder cantar em BH de novo, depois de tantos anos”, comenta. Parceiro de longa data de Chicão, Lineker destaca que a relação com o músico só estreitou em 2012, quando convidou o amigo para a produção de seu primeiro disco “eLe”. Desde então, os dois seguem tocando juntos e Chicão passou a produzir todos os seus trabalhos. “Nesses mais de dez anos juntos colaboramos em diversos projetos um do outro. Em 2014, começamos com esse show de piano e voz, que vem se transformando bastante com o tempo, sempre em sintonia com meus trabalhos atuais”. O repertório do show, de acordo com Lineker, muda ao sabor do tempo. Atualmente, ele apresenta canções dos seus dois discos “eLe” (2012) e “Verão” (2016), como “Não me Arrependo”, “Comportamento Geral”, “Desapego” e “Leite”, algumas inéditas de sua lavra, além de músicas de compositores amigos.
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Seg. 11.jul.
BIANCA MOREIRA/DIVULGAÇÃO
Lineker se apresenta ao lado de Chicão no Inverno das Artes
A apresentação foi idealizada em constante diálogo entre Lineker e Chicão. “Esse show é meu e do Chicão. Então, concebemos juntos os arranjos, o repertório, todo o conceito. Acho que nesse trabalho temos uma relação simbiótica. É uma conexão muito intensa que se faz na música, na performance e nos corpos”, diz Lineker. Além dos shows que faz, Lineker trabalha músicas para um novo álbum. Nele, o músico vai poder concretizar o desejo que tem de dominar todo o processo de concepção de uma obra fonográfica. “Esse próximo dis-
co vai para uma direção um pouco diferente dos meus outros trabalhos. Primeiro porque é um disco em grande parte autoral. Sete de 12 canções são minhas. Também estou envolvido de uma maneira mais intensa na concepção dos arranjos e na produção musical, funções que divido com Chicão. As principais inspirações desse álbum são a Björk e as bandas Dirty Projectors e Tune-Yards”, diz. XARÁS As comparações entre Lineker e Liniker, dois jovens talentos da cena musical independente, são inevitá-
veis. Além do nome inspirado no ex-futebolista inglês Gary Lineker, os dois transcendem as amarras de gênero cultural e biológico. O mineiro Lineker possui uma voz aguda; já o paulista Liniker é dono de um timbre grave único. “O fato de nos compararem não me incomoda. Mas não vejo muito sentido, pois nossos trabalhos são distintos e têm propostas artísticas e musicais completamente diferentes, ainda que ambos toquem em questões de gênero e sexualidade. Acho que cada trabalho tem seu lugar e seus méritos próprios”, expõe Lineker.
O mineiro diz que, por conta da confusão normalmente criada em torno dos nomes, houve uma aproximação dele com o paulista. “Não existe rixa. Temos uma relação de amizade, respeito e admiração pelo trabalho um do outro. Sempre nos falamos e nos damos suporte nas questões que aparecem por conta das confusões que às vezes rolam por conta do nome, e temos algumas parcerias em mente para o futuro”, adianta Lineker. Leonino, o mineiro explora o corpo através da música, com o intuito de ser desvencilhar das convenções. “Eu nunca me enquadrei no padrão de masculinidade esperado por nossa sociedade machista, homofóbica e patriarcal. Hoje não faço esforço para ser o que as pessoas chamam de masculino ou feminino. Inevitavelmente, essas questões também começaram a aparecer em meu trabalho. Acho que hoje a desconstrução flui de uma esfera para outra, com meu trabalho desconstruindo minha vida e minha vida desconstruindo meu trabalho”, analisa Lineker. * Especial para o Pampulha
> Lineker & Chicão
Sala Juvenal Dias, no Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro, 3236-7400). Dia 11 (segunda-feira), às 20h. R$ 40 (inteira).
O som da viola de Almir Sater “Minas Gerais é um lugar sagrado para o violeiro. Tocar no Estado, a principal escola da viola do país, é sempre uma honra”. Essa é a forma que Almir Sater, 59, encontra para dizer o quão é forte a ligação da sua música com Minas e o prazer que ele tem em se apresentar aqui. Prazer que deve se repetir na próxima quinta (14), quando o cantor e compositor retorna a Belo Horizonte para show único no Palácio das Artes. Nele, o cantor e compositor apresenta sucessos da carreira como “Trem do Pantanal”, “Tocando em Frente”, “Chalana”, dentre outros, incluindo também faixas do disco “Ar”, feito em parceria com Renato Teixeira e lançado em dezembro de 2015. “Não tem como não entrar algumas canções como ‘Quando um Violeiro Toca’, mas vou mostrar ao público também músicas do ‘Ar’. Vou trazer minha viola e meu violão 12 cordas, espero fazer um bom
show”, afirma Sater. O projeto com Teixeira é fruto de um trabalho de seis anos, em que os dois mesclam a música caipira brasileira ao country norte-americano. “A música caipira daqui e a de lá têm a mesma origem, ambas vieram da música europeia, e são músicas do povo simples do campo”, contextualiza Sater. “Ar” foi produzido pelo norte-americano Eric Silver e conta com a participação de músicos de lá. As gravações aconteceram entre a serra da Mantiqueira (SP) e Nashville (EUA). “Eric gosta das mesmas coisas que nós. Eu o conheço há mais de 30 anos e quando eu e Renato (Teixeira) pensamos nesse disco logo pensamos em colocar na mão do Eric. O legal foi que, mesmo com o sotaque dele diferente e a participação dos músicos de lá, o resultado final foi algo que eu e Renato podemos chamar de nosso”, explica o cantor, que com “Ar” ganhou, ao lado de Teixeira, o Prêmio da Música Brasileira deste ano, na categoria du-
pla regional. Os dois têm se juntado a Sérgio Reis para alguns shows pelo país. Nesses encontros nos palcos, o trio mescla os repertórios de “Ar” e de “Amizade Sincera II”, este último parceria fonográfica de Renato e Sérgio. “‘Ar’ é um trabalho que nasce sem grandes pretensões, é apenas um desejo que eu e Renato já cultivávamos há um bom tempo, e como ele já estava em turnê com o Serjão, outro grande amigo, não quis separar o ‘casal’ e me juntei a eles”, diz Sater, ao explicar como seu deu esse encontro a três no palco. ATOR Um bom noveleiro vai se lembrar de Sater na pele de Zé Trovão, em “Ana Raio e Zé Trovão”, e de Xeréu de Trindade, em “Pantanal”, ambas exibidas pela extinta TV Manchete. Na Rede Globo, ele viveu Aparício (Pirilampo), em “Rei do Gado”. Ao todo, foram quatro atuações na telinha. Hoje, se diz aposentado da função. “Aposentei meu lado ator. A mú-
sica é muito possessiva, não dá tempo para atuar, e eu gosto mesmo é de fazer música”, conta. Multifacetado, Sater divide o ofício de cantar com o de produtor rural. “É algo que em nada atrapalha na música, pelo contrário, só acrescenta. E, apesar das pessoas criticarem o lado rural do Brasil, acho bonito dizer que o país é um produtor de alimento, no alimento tem tudo, é muito forte. Eu sou um produtor de alimento”, diz. Prestes a completar 60 anos, ele reflete sobre a passagem do tempo. “Com 60 anos, vejo que não me sobra todo aquele tempo que achava ter quando mais jovem, então, quero aproveitar, produzir e fazer o que mais gosto que é música”, determina o artista. (Franco Malheiro/Sob supervisão de Milton Luiz)
Qui. 14.jul.
GALEÃO/DIVULGAÇÃO
> Almir Sater
Sucessos da carreira Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Quinta (14), às 21h. R$ 150 (plateias 1 e 2, inteira) e R$ 130 (plateia superior, inteira)
Sater gravou pela 1ª vez um CD com Renato Teixeira
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MÚSICA Cenário musical efervescente Felipe A segunda Bueno edição doFes(*) tival de Inverno de Belo Horizonte, que acontece dias 16 (sábado) e 17 (domingo), no parque das Mangabeiras, quer promover a cena independente sem deixar de lado nomes já consagrados. Ao todo, 29 atrações passarão pelo palco, com destaque para a sambista Mart’nália, a cantora Vanessa da Mata e a revelação Tiago Iorc. Além deles, apresentam-se Chico Chico (o filho da Cássia Eller divide o palco com a cantora Júlia Vargas), o rapper Rico Dalasam, o paulistano Curimin e o grupo BaianaSystem. Para o organizador Marcello Martins, a intenção foi, desde o início, mesclar nomes para que as pessoas que irão assistir a um show de alguém já conhecido tenham a oportunidade de conhecer emergentes. “Desde o ano passado, trabalhamos bastante essa pegada de fortalecer a cena musical autoral. Na primeira edição, trabalhamos bandas locais. Este ano, abrimos para grupos do Brasil inteiro. Esse foi nosso norte”, comenta. Nome já consagrado na música brasileira, Vanessa da Mata se apresenta no segundo dia do festival, 17. O show que ela traz à cidade é o da turnê do CD “Segue o Som”, que está há dois anos na estrada. “Eu gosto muito desse show e não consigo parar de fazê-lo”, confessa a cantora, que não descarta inserir no repertório sucessos da sua carreira como
sábado (9) BEATLES ABBEY ROAD No espetáculo “The Ultimate Tribute”. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. Carijós, 258, centro, 3201-5211). Às 21h. R$ 120 (plateia 1, inteira); R$ 100 (plateia 2, inteira)
FESTIVAL SONORA – CICLO INTERNACIONAL DE COMPOSITORAS Atrações: Deh Mussulini e Amanda Prates; Déa Trancoso; Titane. Efêmera Casa de Artes (r. Adamina, 125, Santa Tereza). Às 20h. R$ 15
domingo (10)
Sáb. e dom. 16 e 17.jul.
FESTIVAL DE INVERNO/DIVULGAÇÃO
Vanessa da Mata, Mart’nália e Thiago Iorc são algumas das atrações do Festival de Inverno de BH que acontece no parque das Mangabeiras
“História de uma Gata” e “Você Vai me Destruir”. LONGEVIDADE A cantora e compositora mato-grossense está prestes a completar 15 anos de carreira fonográfica (seu primeiro disco, “Vanessa da Mata”, é de 2002). Tal longevidade ela atribui a sua curiosidade e à busca por uma linguagem própria. “Eu sempre tive muito foco e persistência, além de uma necessidade de não estudar o método alheio. Queria fazer música que tivesse minha cara. O mercado só consumiria algo diferente e, no primeiro álbum, vi a necessidade de me expressar. Resolvi que faria as minhas
próprias músicas. Isso foi um marco na época. Eu era a primeira cantora compositora daquela geração com um trabalho quase todo autoral”, lembra a artista. Em um país que alimenta o mito de que as mulheres são melhores intérpretes do que compositoras, Vanessa de certa forma contradiz isso. “Ser compositora, para mim, é algo natural. Não me sinto nem super nem mais. Não sinto que isso seja atributo de arrogância. Tem mais a ver com ser independente”. A também cantora e compositora Marina Lima chegou a sentenciar que o estilo de Vanessa é inconfundível. “A minha linguagem é refle-
Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Às 11h. R$ 5 (inteira)
quarta (13)
FESTIVAL SONORA – CICLO INTERNACIONAL DE COMPOSITORAS Festa de encerramento. Flávia Ellen, Bia Nogueira e Deh Mussulini; Amorina; Larissa Baq. Granfinos (av. Brasil, 326, Santa Efigênia, 3241-1482). Às 17h. R$ 15
ORQUESTRANDO BRASIL A Orquestra Opus faz um concerto dedicado ao Rock. CCBB (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Às 19h. R$ 10. Ingressos esgotados
SEMPRE ÀS QUARTAS – ORQUESTRA DE CÂMARA Com um repertório eclético que contempla várias épocas da história da música. Convidada: a violinista norte-americana Elise Pittenger. Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1090, Barro Preto, 3241-7181). Às 20h. R$ 30 (inteira).
SINFÔNICA EM CONCERTO Concerto tem a regência do maestro Roberto Minczuk e a participação especial do Coral Lírico de Minas Gerais. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Às 20h20. R$ 30 (inteira).
segunda (11) sexta (15)
AUTHENTIC GAMES Música, vídeo, game e interatividade. BH Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, Savassi). Às 18h. Ingressos entre R$ 35 a R$ 200. Informações: 4003-5588
DOMINGOS CLÁSSICOS Orquestra Ouro Preto, sob a regência do maestro Rodrigo Toffolo, lança o DVD “The Beatles”.
LOOP SESSION + FRIENDS Projeto de Mauro Henrique (do Oficina G3), na qual o músico se apresenta ao lado de Leonardo Gonçalves e Guilherme de Sá (da banda Rosa de Saron). Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Às 20h. R$ 120 (setor 1, inteira) e R$ 80 (setor 2, inteira)
ZÉ RAMALHO O cantor e compositor paraibano interpretaseus grandes sucessos. Expominas(av. Amazonas,6200,Gameleira,3334-5145). Sexta (15), às 22h. R$ 80 (pista/inteira); R$ 170 (camarote feminino); R$ 190 (camarote masculino); R$ 600 (mesa 4 pessoas).
xo de se valorizar sem se perder. A gente é único nesse mundo. Nunca tentei imitar o outro e eu trabalho com o convencimento”, revela ela, que tira dos seus pensamentos, observações e cenas cotidianas a inspiração para compor. Para ela, sua música é uma antena que capta as coisas do mundo. Em 2013, Vanessa emprestou a sua voz às canções do Maestro Soberano Tom Jobim. A experiência lhe rendeu diversos elogios. Ela não descarta um dia embarcar novamente na obra de outro artista. “Tem muita gente interessante que eu adoraria produzir um trabalho. O Luiz Gonzaga, a Clara Nu-
nes, a Dolores Duran, o Gonzaguinha e o Vinicius de Moraes, além de tantos outros que têm um legado fortíssimo”, destaca. EQUÍVOCOS Vanessa, que evoca a identidade brasileira em suas músicas, vê com cautela o momento que o país vive. Para ela, está em curso uma mudança de mentalidade, e, embora ainda haja muita raiva, as pessoas estão se reajustando. Sobre as críticas que os artistas vêm recebendo, em função da má interpretação da Lei Rouanet, Vanessa, que diz nunca ter se beneficiado, surpreende-se com o fato de muitas pessoas asso-
ciarem produtores culturais a usurpadores. “As pessoas têm uma visão distorcida da lei. Em outros países, existem iniciativas como essa muito mais bacanas. Neste momento, o artista é o único que tem dado alguma coisa para as pessoas e ele é visto como ladrão. É como se o artista estivesse só tirando e não dando nada em contrapartida”, opina. * Especial para o Pampulha
Festival de >Inverno de BH
Parque das Mangabeiras. Dias 16 (sábado) e 17 (domingo), a partir das 12h. Ingresso R$ 60 (inteira, lote promocional), passaporte para os dois dias R$ 100 (inteira, lote promocional). Programação completa www.festivaldeinvernobh.com.br
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016
CINEMA Almodóvar surpreendente O melodrama, típico dos filmes de Pedro Almodóvar, desponta apenas no final da trama de “Julieta”, novo filme do diretor espanhol, uma das estreias da semana (confira roteiro na página). É através da trilha sonora que a dramaticidade latina, tão comum na filmografia do cineasta, é resgatada. A trama se encerra com a canção “Si No Te Vas”, interpretação visceral da costa-riquenha radicada no México Chavela Vargas. Aliás, ainda que as cores vibrantes estejam presentes e, embora mergulhe novamente no universo feminino, pouco resta do Almodóvar habitual no novo longa. A nova produção chama a atenção pela escolha criteriosa do diretor ao elencar Adriana Ugarte e Emma Suárez para viver a personagem Julieta, respectivamente na fase jovem e madura. As duas atrizes, apesar da diferença de idade, são dotadas de uma beleza peculiar, que salta à tela. A interpretação não fica por menos, é precisa. Mais uma vez, Almodóvar, que revelou a bela Penélope Cruz, é responsável por colocar em evidência mais duas talentosas atrizes. De fato, o espanhol nunFelipe Bueno (*)
pré-estreia CARROSSEL 2 – O SUMIÇO DE MARIA JOAQUINA (Brasil, 2016, 1h33, livre) Dir. Mauricio Eça Com Larissa Manoela e Jean Paulo Campos O que tinha tudo para ser uma ótima excursão ganha ares de terror quando Gonzales e Gonzalito, recém-saídos da prisão, decidem se vingar da turma da Escola Mundial e sequestrar Maria Joaquina. BH Shopping 7: 11h40 (somente neste domingo, 10), 17h10 BH Shopping 9: 15h Betim 1: 17h10 Big 3: 14h40, 16h40 Boulevard 4: 17h10 Cidade 2: 15h15, 17h10 Contagem 4: 15h15, 17h10 Contagem 7: 18h45, 21h Del Rey 6: 17h10 Diamond 3: 17h10 Estação BH 5: 12h10 Itaú Power 1: 21h10 Itaú Power 3: 17h10 Minas 3: 12h50, 17h10 Monte Carmo 4: 17h10, 19h05 Norte 5: 14h45, 16h45 Pampulha 1: 13h24, 15h15, 17h05 Paragem 2: 17h10, 19h05 Paragem 5: 16h30, 21h Partage Shopping Betim 3: 12h10, 14h50, 17h10 Pátio Savassi 8: 14h45, 17h10 Via Shopping 3: 13h, 17h10
estreias
ca se distanciou das personagens femininas, mas desde “Volver” (2006), ele não trazia tantas mulheres ao cerne da história. As protagonistas, inclusive, são uma mãe e uma filha. A personagem que dá nome ao filme, vivida por Ugarte e Suárez, é a mãe de Antía Feijoo. Toda a trama se desenvolve em torno das mulheres. Os homens, embora influam na narrativa, são meros coadjuvantes. Ainda que o ator Daniel Grao roube a cena quando surge no início do filme. A partir da morte de seu personagem, o pescador Xoan, a relação mãe e filha começa a desgastar. Ao longo da trama, Julieta chega a se culpar por duas mortes. Quando jovem, em menor proporção, quando um desconhecido se joga na frente do trem. Na ocasião, ela conhece Xoan, um homem casado com uma mulher doente, e se relaciona com ele. Após a morte da esposa debilitada, os dois se casam e têm Antía. Em uma discussão de marido e mulher, Xoan sai para pescar em alto mar e é tragado por uma tempestade. A morte de Xoan leva Julieta à inércia e insensibilidade, o que cria um abismo entre ela e Antía. O roteiro desenhado por Almodóvar mais uma vez percorre o território da Espanha. A capital Madrid, claro, continua sendo sua locação prefe-
rida, mas a trama ainda passeia pela paisagem rural da Andaluzia e outro vilarejo, que pelas características, que somam mar e frio, denotam ser a região de Bascos.
A ERA DO GELO: O BIG BANG (*)
Sessões 3D BH Shopping 2: 12h, 14h20, 16h50, 19h10, 21h35 BH Shopping 8: 11h30 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 13h50, 16h10, 18h30, 21h05 Big 1: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Boulevard 2: 15h20, 19h20, 21h20 Boulevard Imax: 13h20, 15h20, 17h25 Boulevard Imax: 19h25 Contagem 1: 15h05, 19h10, 21h10 Del Rey 1: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Diamond 1: 12h30, 15h10, 17h30, 19h50 Estação BH 3: 11h40 (somente neste sábado, 9), 14h, 16h30, 19h, 21h30 Itaú Power 6: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Minas 2: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Norte 1: 14h20, 16h20, 18h20, 20h30 Pampulha 6: 13h10, 17h10, 21h10 Partage Shopping Betim 1: 13h10, 15h40, 18h10, 20h30 Pátio Savassi 3: 12h30, 15h, 17h30, 20h Pátio Savassi 5: 13h30, 16h, 18h30, 21h Via Shopping 4: 15h05, 19h10, 21h10
(Ice Age: Collision Course, EUA, 2016, 1h35, livre) Dir. Mike Thurmeier e Galen T. Chu Após uma nova trapalhada de Scat, uma catástrofe cósmica ameaça a vida na Terra, obrigando Manny, Ellie, Diego, Shira e Sid a deixarem seus lares. BH Shopping 6: 11h (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 13h20, 15h40 Betim 1: 13h10, 15h10, 19h10, 21h Big 2: 16h45, 20h45 Boulevard 2: 13h20, 17h20 Cidade 2: 13h15, 19h05, 21h Cidade 5: 11h40 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 13h, 15h, 17h05, 19h05, 21h15 Cidade 8: 12h50, 14h45, 16h45 Contagem 4: 13h15, 19h05, 21h Contagem 5: 16h35, 18h35 Contagem 8: 14h20, 16h20 Del Rey 3: 16h10 Del Rey 6: 13h10, 15h10, 19h10, 21h10 Diamond 6: 11h50, 14h10, 16h30, 18h50, 21h30 Estação BH 2: 15h15, 20h Estação BH 6: 12h30, 14h45, 17h Itaú Power 1: 13h15, 15h15, 17h15, 19h15 Minas 5: 13h10, 15h10, 17h10, 19h10 Norte 3: 16h40 Monte Carmo 1: 14h30, 16h30, 18h30 , 20h30 Pampulha 5: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h30 Paragem 3: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Partage Shopping Betim 4: 13h50 e 16h20 Partage Shopping Betim 5: 12h20, 14h40, 17h20, 19h40 Pátio Savassi 7: 14h15, 19h Via Shopping 2: 13h10, 15h10, 17h10, 19h, 21h05
“DRAMA SECO” O clima almodovariano, amortizado em“Julieta”, revela uma nova faceta do cineasta. Se antes, quando ele fazia drama, ele o mesclava com humor, e recorria a cenas inusitadas, totalmente absurdas, dessa vez ele encara outras possibilidades. Até mesmo a musa almodovariana Rossy
de Palma, que participa do sexto filme dele, está quase irreconhecível. Isso porque sempre encarou papéis com uma boa dosagem de humor nonsense, e, agora, na pele de Marian, vive uma séria e ranzinza empregada doméstica. Na produção, Almodóvar recai no drama absoluto. O exagero, as bizarrices e toda aura excêntrica, sua assinatura, cedem espaço a uma narrativa densa, permeada por silêncio e culpa. Seria um equívoco, portanto, classificá-lo como as outras obras do cineasta, que tem como fonte o
estilo melodramático. Ao assistir à nova produção, o público terá contato com uma obra surpreendente e um novo Almodóvar, mais sofisticado. O diretor, em entrevista ao jornal “El País”, em março deste ano, definiu a obra como um “drama seco”. Isso se revela pelos diálogos enxutos e a falta de lágrimas. A dramaticidade é expressa pelo abatimento das personagens e, sobretudo, pela apatia. Na ocasião, ele não chega a renegar o gênero que o consagrou, mas precisou lu-
tar “contra a necessidade física de chorar” das personagens. “Julieta” é amparado em três contos da escritora canadense Alice Munro, Prêmio Nobel de Literatura de 2013 – “Destino”, “Logo” e “Silêncio”. Se antes o exagero era comum nos diálogos de Almodóvar, em “Julieta” a eloquência é suprimida pelo silêncio. Aliás, o filme iria se chamar silêncio e, para não coincidir com o nome da produção do cineasta norteamericano Martin Scorsese, teve de trocar o nome. UNIVERSAL PICTURES/DIVULGAÇAO
Inspiração
Filme é inspirado no livro “Fugitiva”, de Alice Munro, Nobel de Literatura
(*) Sessões dubladas
FLORENCE: QUEM É ESSA MULHER? (Florence Foster Jenkins, Reino Unido/ França, 2016, 1h50, 10 anos) Dir. Stephen Frears Com Meryl Streep e Hugh Grant Florence Foster Jenkins é uma rica herdeira que persegue obsessivamente uma carreira de cantora de ópera. Aos seus ouvidos, sua voz é linda, mas para todos é absurdamente horrível. Belas 2: 16h30, 18h50, 21h BH Shopping 6: 18h, 20h50
Boulevard 1: 18h40, 20h50 Diamond 2: 19h10, 22h Ponteio Premier: 18h30 Ponteio 2: 14h40, 16h50, 21h
JANIS: LITTLE GIRL BLUE (Janis: Little Girl Blue, EUA, 2016, 1h43, 14 anos) Dir. Amy Berg O documentário revela a mulher doce, sensível, confiável e poderosa por trás da lenda Janis Joplin. Um relato de uma vida épica e turbulenta que mudou o mundo da música para sempre. Belas 3: 15h50, 21h30 Cine 104: 18h35, 20h30 Ponteio 4: 21h10
JULIETA (Julieta, Espanha, 2016, 1h40, 14 anos) Dir. Pedro Almodóvar (Leia mais na página) Belas 1: 14h30, 16h50, 19h, 21h20 Ponteio 2: 19h Ponteio Premier: 14h30, 16h30, 20h40 Pátio Savassi 2: 16h15, 21h30
MENINO 23: INFÂNCIAS PERDIDAS NO BRASIL (Brasil, 2016, 1h20, 12 anos) Dir. Belisario Franca O professor de história Sidney Aguilar descobre, por meio de uma aluna, tijolos marcados com a suástica em uma fazenda da região, e parte numa investigação para entender o que aconteceu. Belas 3: 18h
SÃO SEBASTIÃO DO RIO DE JANEIRO – A FORMAÇÃO DE UMA CIDADE (Brasil, 2015, 1h30, livre) Dir. Juliana de Carvalho Documentário sobre o surgimento da cidade do Rio de Janeiro e suas transfor-
mações ao longo dos anos. Belas 3: 14h10
em cartaz COMO EU ERA ANTES DE VOCÊ (Me Before You, EUA, 2016, 1h49, 12 anos) Dir. Thea Sharrock Com Emilia Clarke e Janet McTeer Will é um garoto rico e bem-sucedido até sofrer um grave acidente que o deixa preso a uma cadeira de rodas. Deprimido, ele contrata uma garota do campo para cuidar dele. BH Shopping 3: 13h10(*), 15h50, 18h40, 21h50 Boulevard 5: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Cidade 6: 11h50(somente neste domingo, 10), 14h, 16h15, 18h30, 21h (*) Contagem 2: 14h, 16h15, 18h30, 21h (*) Del Rey 3: 14h, 18h20, 20h40, 22h50 (última sessão exceto neste domingo, 10) Itaú Power 3: 12h50, 15h, 18h55, 21h (*) Minas 3: 15h, 19h, 21h10 (*) Paragem 4: 16h10, 18h20, 20h30 Via Shopping 3: 15h, 19h05 (*) Big 4: 16h25, 18h25 (*) Norte 5: 18h45, 20h45 (*) Diamond 4: 12h50, 15h40, 18h15, 20h50 Estação BH 5: 14h15(*), 16h50(*), 19h30, 22h(*) Monte Carmo 2: 14h, 16h10, 21h (*) Ponteio 4: 14h20, 18h50 Pampulha 4: 14h, 18h45 (*) Partage Shopping Betim 2: 17h50, 20h45 (*) Partage Shopping Betim 7: 14h (*) Pátio Savassi 1: 14h, 16h45, 19h15, 21h45
(*) Sessões dubladas
INDEPENDENCE DAY: O RESSURGIMENTO (Independence Day: Ressurgence, EUA, 2016, 2h, 10 anos) Dir. Roland Emmerich Com Liam Hemsworth, Jeff Goldblum e Bill Pullman O planeta Terra volta a ser objeto de um ataque alienígena aproximadamente 20 anos depois. BH Shopping 10: 13h30, 19h20 Betim 2: 15h45, 20h45 (*) Big 4: 20h25 (*) Boulevard 4: 12h30 Cidade 2: 13h20, 18h35 (*) Contagem 3: 13h30(*), 16h05, 18h30 (*), 20h50 Del Rey 4: 16h20. 20h50 Estação BH 1: 18h30(*), 21h15 Itaú Power 4: 18h30 (*) Minas 5: 21h10 (*) Minas 6: 18h30 (*) Monte Carmo 4: 14h40(*), 21h Norte 3: 20h30 (*) Pampulha 2: 14h15(*), 16h35(*), 18h55, 21h15(*) Paragem 2: 14h40, 21h Pátio Savassi 7: 21h15 Via Shopping 3: 21h10 (*) Via Shopping 5: 18h20 (*) Sessão 3D BH Shopping 4: 22h15 Boulevard IMAX: 21h25 Cidade 4: 21h15 (*) Del Rey 1: 22h40 (exceto neste domingo, 10) Diamond 1: 22h10 Partage Shopping Betim 4 (3D): 11h10(*) (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 18h45(*), 21h30 Pátio Savassi 4 (3D): 22h Ponteio 3: 20h40 (*) Sessões dubladas
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CINEMA em cartaz (continuação) ESTIVE EM LISBOA E LEMBREI DE VOCÊ (Brasil/Portugal, 2016, 1h34, 16 anos) Dir. José Barahona Com Amanda Fontoura e Paulo Azevedo Sérgio de Souza Sampaio mora em Minas Gerais e trabalha na Companhia Industrial de Cataguases. Levando uma vida modesta, ele decide emigrar para Lisboa, em Portugal. Ponteio 4: 16h30
INVOCAÇÃO DO MAL 2 (The Conjuring 2: The Enfield Poltergeist, EUA, 2016, 2h11, 14 anos) Dir. James Wan Com Vera Farmiga e Frances OConnor Lorraine e Ed Warren desembarcam na Inglaterra para ajudar uma família atormentada por uma manifestação poltergeist na filha. Betim 2: 18h10 (*) Big 3: 18h40, 21h (*) Boulevard 4: 19h Cidade 2: 16h e 21h10 (*) Contagem 8: 18h20, 20h50 (*) Del Rey 7: 20h40, 23h10 (última sessão exceto neste domingo, 10) Itaú Power 5: 21h05 (*) Minas 1: 21h20 (*) Monte Carmo 2: 18h30 Pampulha 4: 16h10, 20h55 (*) Partage Shopping Betim 5: 22h10 (*) Pátio Savassi 5: 23h30 (somente neste sábado, 9) Via Shopping 5: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas
MAIS FORTE QUE O MUNDO – A HISTÓRIA DE JOSÉ ALDO (Brasil, 2016, 1h55, 14 anos) Dir. Afonso Poyart Com José Loreto e Cléo Pires Cinebiografia de José Aldo, forte rapaz de família pobre, marcada pela violência doméstica, deixa o Amazonas e parte para o Rio de Janeiro em busca de uma chance como lutador. BH Shopping 10: 16h30, 22h10 Boulevard 1: 14h Cidade 1: 13h50 Contagem 7: 14h10 Del Rey 7: 13h30 Diamond 3: 14h Itaú Power 4: 14h Minas 6: 13h40 Monte Carmo 5: 18h Partage Shopping Betim 7: 21h50 Pátio Savassi 3: 22h10 Via Shopping 5: 13h40
NÓS OU NADA EM PARIS (Nous Trois ou Rien, França, 2016, 1h42, 12 anos) Dir. Kheiron Com Kheiron e Gérard Darmon Perseguido por se opor ao governo ditatorial, o iraniano Hibat imigra para a França com a mulher e o filho Kheiron e passa a levar uma nova vida. Belas 3: 19h30
PAULINA (La Patota, Argentina, 2015, 1h43, 16 anos) Dir. Santiago Mitre Com Dolores Fonzi e Esteban Lamothe Paulina larga a advocacia para ser professora em uma região problemática da Argentina. Entretanto, sua crença é colocada à prova ao ser estuprada por alunos que a confundem com outra mulher. Belas 2: 14h20
PROCURANDO DORY (*) (Finding Dory, EUA, 2016, 1h42, livre) Dir. Andrew Stanton e Angus MacLane Um ano após ajudar Marlin a reencontrar seu filho, Nemo, Dory precisa agora lidar com vários peixes do seu passado, entre eles alguns pelos quais ela foi apaixonada. BH Shopping 1: 12h50, 15h20, 17h50, 20h20 Betim 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Big 2: 14h45, 18h45 Boulevard 3: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Cidade 7: 12h45, 14h50, 16h50, 19h, 21h05 Contagem 6: 12h45, 14h50, 16h50, 19h, 21h05 Contagem 7: 16h40 Del Rey 5: 12h45, 14h50, 16h50, 19h, 21h
Del Rey 7: 16h Diamond 5: 13h. 15h30 Estação BH 1: 13h45, 16h15 Estação BH 2: 12h45, 17h30 Itaú Power 2: 12h40, 14h40, 16h45, 18h50, 20h50 Minas 4: 12h50, 14h50, 16h50, 19h, 21h05 Monte Carmo 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h40 Norte 3: 14h40, 18h40 Pampulha 3: 14h25, 16h30, 18h35, 20h40 Paragem 1: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 Partage Shopping Betim 2: 15h10 Partage Shopping Betim 7: 11h40 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10, 16h40, 19h10 Pátio Savassi 7: 11h30, 16h30 Ponteio 3: 14h10, 16h20 Via Shopping 1: 12h45, 14h50, 16h50, 18h55, 21h Sessões 3D BH Shopping 4: 11h50 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 14h30, 17h, 19h50 BH Shopping 5: 11h10 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 13h40, 16h20, 18h50, 21h20 Big 5: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Cidade 4: 13h, 15h, 17h05, 19h10 Contagem 1: 13h, 17h05 Del Rey 2: 13h, 15h, 17h05, 19h10, 21h10 Diamond 2: 11h20 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 13h50, 16h40 Diamond 5: 18h, 20h30 Estação BH 4: 13h15, 15h45, 18h15, 20h45 Itaú Power 5: 12h50, 15h, 17h, 19h Minas 1: 13h, 15h05, 17h10, 19h15 Norte 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Pampulha 6: 15h10, 19h10 Partage Shopping Betim 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h10 Pátio Savassi 4: 12h, 14h30, 17h, 19h30 Pátio Savassi 6: 13h, 15h30, 18h, 20h30 Pátio Savassi 6: 23h (somente neste sábado, 9) Ponteio 3: 18h30 Via Shopping 4: 13h, 17h05 (*) Sessões dubladas
PORTA DOS FUNDOS – CONTRATO VITALÍCIO (Brasil, 2015, 1h40, 14 anos) Dir. Ian SBF Com Gregório Duvivier e Antonio Tabet Dois amigos, o diretor Miguel e o ator Rodrigo, recebem o Grande Prêmio do Júri em Cannes. Depois de um porre, Rodrigo assina um contrato para participar do próximo filme do cineasta. BH Shopping 9: 17h25, 20h, 22h30 Boulevard 1: 16h30 Cidade 1: 18h40, 20h50 Del Rey 4: 14h, 18h40 Monte Carmo 5: 13h50, 16h Diamond 3: 11h30 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10), 19h20 Estação BH 6: 19h15, 21h45 Pampulha 1: 18h55, 21h Partage Shopping Betim 3: 19h25, 22h Pátio Savassi 8: 12h15, 19h45, 22h05
TARTARUGAS NINJA – FORA DAS SOMBRAS (*) (Teenage Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadows, EUA, 2016, 1h52, 10 anos) Dir. Dave Green Com Megan Fox e Alan Ritchson O Destruidor se une ao Dr. Baxter Stockman e ao Clã do Pé para enfrentar as Tartarugas Ninja, que ainda têm que lutar contra a ameaça alienígena Krang, ser da Dimensão X que deseja dominar Nova York. BH Shopping 9: 12h25 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10) Betim 2: 13h30 Big 4: 14h10 Cidade 1: 16h20 Contagem 5: 14h20 Itaú Power 4: 16h20 Minas 6: 16h10 Paragem 4: 13h50 Via Shopping 5: 16h10 Partage Shopping Betim 2: 12h30 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10) (*) Sessões dubladas
TRAGO COMIGO (Brasil, 2013, 1h28, 12 anos) Dir. Tata Amaral Com Carlos Alberto Riccelli e Felipe Rocha Telmo, um diretor de teatro aposentado, foi membro da luta armada durante a Ditadura Militar e chegou a ser preso por
IMAGEM FILMES/DIVULGAÇÃO
seis meses por conta disso. Porém, ele não consegue se lembrar de nada desse período. Para tentar reativar sua memória, ele decide criar uma peça de teatro. Cine 104: 17h
TRUQUE DE MESTRE: O SEGUNDO ATO (Now You See Me 2, EUA, 2016, 2h10, 12 anos) Dir. Jon M. Chu Com Jesse Eisenberg e Daniel Radcliffe Após enganar o FBI um ano antes, o grupo de mágicos é forçado a se reunir mais uma vez e realizar uma nova série de golpes elaborados que culminarão na maior ilusão que já fizeram até agora. BH Shopping 7: 14h, 19h35 (somente neste sábado, 9, e domingo, 10) 22h30 (última sessão somente neste sábado, 9, e domingo, 10) Boulevard 4: 14h50, 21h20 Cidade 8: 18h45, 21h15 (*) Contagem 5: 20h40 (*) Del Rey 67: 18h10 Diamond 3: 21h50 Itaú Power 4: 20h50 (*) Minas 6: 20h50 (*) Monte Carmo 5: 20h50 Paragem 5: 14h e 18h30 Pátio Savassi 2: 13h15, 8h45 (*) Sessões dubladas
Meryl Streep
Atriz interpreta uma cantora desafinada em “Florence, Quem É Essa Mulher?”, uma das estreias
mostras ESPASMOS DO MEDO – TERROR ANOS 90 (*) Parte final da trilogia que revisitou filmes de terror das décadas de 70 e 80, a mostra “Espasmos do Medo – Terror Anos 90” traz um recorte composto por 53 longas-metragens com os maiores sucessos do período, bem como filmes desconhecidos do grande público e produções de diretores renomados do gênero. Local: Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita. À Beira da Loucura (EUA, 1994, 1h35, 16 anos) Dir. John Carpenter O investigador John Trent é contratado para achar Sutter Cane, um escritor de histórias de terror que, após terminar seu último livro, misteriosamente desapareceu. Neste sábado (9), às 14h Trilogia do Terror (EUA, 1993, 1h31, 16 anos) Dir. John Carpenter e Tobe Hooper Três curtas de terror, “The Gas Station”, “Hair” e “Eye”, dirigidos por dois mestres no gênero. Neste sábado (10), às 16h A Estrada Perdida (EUA, 1997, 2h15, 18 anos) Dir. David Lynch Fred Madison é acusado de assassinar sua esposa, Renee. No corredor da morte, ele se transforma em um jovem chamado Pete Dayton, levando uma vida completamente diferente. Neste sábado (9), às 18h Louca Obsessão (EUA, 1990, 1h47, 14 anos) Dir. Rob Reiner O escritor Paul Sheldon sofre um acidente de carro e é socorrido pela enfermeira Annie, que afirma ser sua fã número um, mas revela um lado insano quando descobre que ele irá matar sua personagem favorita. Neste sábado (9), às 20h30 Cure (Japão, 1997, 1h51, 16 anos) Dir. Kiyoshi Kurosaw Um detetive investiga uma série de estranhos assassinatos ocorridos em Tóquio. Quando captura um suspeito, descobre que o homem exerce estranhos poderes em quem entra em contato com ele. Neste domingo (10), às 16h O Chamado (Japão, 1998, 1h36, 16 anos) Dir. Hideo Nakata Após a morte de Tomoko Oishi, um parente, a repórter Reiko Asakawa, ouve histórias de um vídeo que mata quem o vê uma semana exatamente após assistilo e começa a investigar o caso. Neste domingo (10), às 18h O Teste Decisivo (Japão, 1999, 1h55, 18 anos) Dir. Takashi Miike
Sete anos após a morte de sua esposa, o executivo Aoyama decide que é hora de encontrar uma nova esposa. Seu Amigo Yoshikawa sugere a ideia de criar uma audição para a atriz principal de um filme fictício. Neste domingo (10), às 20h
MOSTRA INFANTIL DOM QUIXOTE E SUAS AVENTURAS Local: Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). R$ 2. Neste domingo (10) 16h Donkey Xote, de Jose Pozo (Espanha/ Itália, 2007, 1h25, livre)
II INVERNO DAS ARTES A proposta da mostra é fomentar a cultura no mês de julho em Belo Horizonte, além de garantir programação variada com artistas reconhecidos por seu trabalho autoral e independente. Local: Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Retirada do ingresso uma hora antes da exibição Neste sábado (9), às 11h Curtas – Sessão Criança “Hóspede Perfeito”, de Ru Kuwahata e Max Porter; “Luna e o Lobo”, de Leroux Toma e Patrick Delage; “Sansão”, de David de Azevedo Miranda; “Minoule”, de Nicolas Bianco-Levrin; “O Voo (Buoyant)”, de Hajime Kimura; “Nebulosa”, de Camille Andre, Marion Bulot, Clément Doranlo, Myriam Fourati, Jonghyun Jungboix, Alexis Kerjosse e Sarah Simon.
virada cultural Uma jornada de 24 horas ininterruptas de programação artística e cultural nas diversas áreas. Local: MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita.
Bowden, seu ex-advogado, que omitiu informações que poderiam ter alterado a decisão do júri. Neste sábado (9), às 21h Carrie, a Estranha (EUA, 2013, 1h40, 16 anos) Dir. Kimberly Peirce. A jovem Carietta White mora em uma cidade norte-americana com sua mãe, uma fanática religiosa. Na escola, ela é alvo de abusos de colegas que sofrerão com sua ira em um baile da escola. Neste sábado (9), às 23h Frankenweenie (EUA, 2012, 1h27, 10 anos) Dir. Tim Burton O jovem Victor conduz um experimento científico para trazer seu cão Sparky de volta à vida. Neste domingo (10), às 11h Coraline e o Mundo Secreto (EUA, 2009, 1h40, livre) Dir. Henry Selick A garota Coraline se muda com a família para uma enorme casa. Explorando as portas do local, acaba abrindo uma que dá para outra casa, numa realidade paralela que repete elementos do mundo real. Neste domingo (10), às 15h Drácula, de Bram Stoker (EUA, 1992, 2h10, 14 anos) Dir. Francis Ford Coppola No século XV, um líder e guerreiro dos Cárpatos renega a Igreja quando ela se recusa a enterrar em solo sagrado a mulher que amava. Perambula através dos séculos como um morto-vivo e, ao contratar um advogado, descobre que a noiva deste é a reencarnação da sua amada. Neste domingo (10), às 17h O Bebê de Rosemary (EUA, 1968, 2h16, 14 anos) Dir. Roman Polanski Um jovem casal se muda para um prédio habitado por pessoas estranhas. Quando ela engravida, passa a ter alucinações e vê seu marido se envolver com os vizinhos, em uma seita de bruxas que quer que ela dê luz ao Filho das Trevas. Neste domingo (10), às 19h Local: Cine Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro, 3270-8100). Entrada gratuita.
Psicose (EUA, 1960. 1h49, 14 anos) Dir. Alfred Hitchcock A secretária Marion rouba o patrão e foge, mas acaba assassinada quando decide passar a noite no Bates Motel. Sua irmã, então, decide investigar o que ocorreu com Marion. Neste sábado (9), às 19h
Tropicália (Brasil, 2012, 1h29, 12 anos) Dir. Marcelo Machado Imagens raras e depoimentos reveladores constroem um panorama da Tropicália. Neste sábado (9), às 18h30
Cabo do Medo (EUA, 1991, 2h08, 16 anos) Dir. Martin Scorsese Max Cady, preso e condenado por estupro 14 anos atrás, é libertado após cumprir a pena e pretende se vingar de Sam
Blue Jasmine (EUA, 2013, 1h38, 12 anos) Dir. Woody Allen Uma mulher rica perde todo seu dinheiro e é obrigada a morar em São Francisco com sua irmã adotiva, em uma casa bem
modesta. Ela acaba encontrando um homem na Bay Area que pode resolver seus problemas financeiros, mas antes ela precisa descobrir quem é e aceitar que São Francisco será sua nova casa. Neste sábado (9), às 20h30 Serpico (EUA, 1973, 2h10) Dir. Sidney Lumet Na Nova York dos anos 70, policial jovem e idealista se nega a aceitar dinheiro de extorsão. Com isso, passa a enfrentar a resistência dos superiores. Neste sábado (9), à 0h Pelo Malo (Venezuela/Peru/Argentina/Alemanha, 2014, 1h33, 12 anos) Dir. Mariana Rondón Menino de 9 anos deseja alisar o cabelo para a foto do anuário escolar, mas essa vontade acaba criando um sentimento homofóbico em sua mãe. Neste domingo (10), às 6h30 Lifi – Uma galinha na Selva (Coreia do Sul, 2011, 1h33, livre) Dir. Seong-yun Oh Lifi é uma galinha que não consegue ter seus próprios ovos, apenas chocando ovos de outras galinhas. Quando foge do galinheiro, ela acaba responsável por chocar e criar um filhote de pato órfão. Neste domingo (10), às 9h A Lady e o Lobo (EUA, 2010, 1h28, livre) Dir. Anthony Bell e Ben Gluck Dois lobos com personalidades diferentes são capturados e levados a um parque, tendo que vencer as diferenças para se unirem e voltar para casa. Neste domingo (10), às 11h O Menino e o Mundo (Brasil, 2013, 1h25, livre) Dir. Alê Abreu Sofrendo com a falta do pai, um menino deixa sua aldeia e descobre um mundo dominado por máquinas-bichos e estranhos seres. Animação com várias técnicas artísticas que retrata as questões do mundo moderno através do olhar de uma criança. Neste domingo (10), às 13h Lunchbox (Índia, 2013, 1h44, 12 anos) Dir. Ritesh Batra Um erro de entregas faz com que Saajan, solitário viúvo, conheça Ila, uma dona de casa infeliz no casamento. Os dois começam a se corresponder e, juntos, criam um mundo de fantasias. Neste domingo (10), às 15h Mommy (Candá, 2014, 1h27, 16 anos) Dir. Xavier Dolan Sobrecarregada, tendo que criar sozinha o filho violento e problemático, Diane tira o garoto da escola e é surpreendida pela boa vontade da vizinha Kyla. Neste domingo (10), às 17h
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sociedade
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Paulo Bressane bressane@otempo.com.br WAGNER DILÓ/DIVULGAÇÃO
“O Livro de Jó” com uma enorme desconfiança sobre as religiões, onde alguns costumam defender sua igreja e seu modo de enxergar a Deus, julgando os demais de forma errônea. A religiosidade e suas “verdades absolutas”, quando seguida de forma extremada, costuma levar as pessoas ao preconceito e à intolerância, mas esses são outros quinhentos, vamos nos ater à história de Jó, que nos é apresentado como um homem muitíssimo rico, justo, caridoso e extremamente fiel a Deus, que afirmou a Satanás: SUA HISTÓRIA É COMOVENTE, “No mundo pai deinteiro dez filhos, nãoJó há era o homem mais rico de todoninguém o orientetão e uma bom pessoa e honesbem-sucedida em todos os aspectos. to como Eraele” respeitado (Jó 1.8;e2.3). amado devido a sua generosidade e retidão de caráter, até que certo dia ele é posto à prova por Satanás, que quis vê-lo renegar o nome de Deus. Jó perde todos os seus bens, logo depois perde todos os filhos e, por fim, é acometido por doenças indescritíveis e fedidas que o levam ao isolamento. Mesmo vivenciando tanto sofrimento, Jó jamais renegou sua fé em Deus: “Então, Jó se levantou, e rasgou o seu manto, e rapou a sua cabeça, e se lançou em terra, e adorou. E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá; o SENHOR o deu, e o SENHOR o tomou: bendito seja o nome do SENHOR. Em tudo isso Jó não pecou, nem atribuiu a Deus falta alguma”. (Jó 1:20-22).
E
m meio a todas as turbulências político/econômicas que estamos atravessando, um amigo cheio de fé me sugeriu abrir a Bíblia e ler “O Livro de Jó”. Não vou reprisar antigas colunas onde já expressei minha fé em Deus, porém
Sérgio Cavalieri,
Riqueza, desenvolvimento humano e justiça social, as empresas fazem parte desta solução
“
Outra lição é a importância de mantermos a fé em nossos propósitos e não cair em desânimo
SÃO VÁRIAS AS MENSAGENS deixadas pelo livro de Jó, mas acredito que a principal delas seja a de nos ensinar a lidar com o sofrimento que todos nós, bons ou maus, estamos sujeitos a ter de suportar. Outra lição é a importância de mantermos a fé em nossos propósitos e não cair em desânimo, pois as dores desta vida são temporárias; é como diz o ditado lembrado por meu amigo: “O que é do homem o bicho não come”. Somos todos sobreviventes, todos enfrentamos dias difíceis, mas eles passam e a recompensa vem aos que têm fé. A crise petista tem levado milhões de brasileiros a buscarem palavras de apoio espiritual que lhes deem conforto e lhes apontem uma luz no fim do túnel. Deus diz em João 16:33: “Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.”
entre a gente
6 Empresários brasileiros e latino-
americanos se reuniram em Monterrey, no México, durante o 13º Encontro de Diálogo do Conselho Episcopal Latino Americano e da União Internacional de Dirigentes Cristãos de Empresa. Com o tema “A Empresa Construtora da Paz”, o encontro uniu entidades em um esforço conjunto para debater e buscar soluções para aquele que é o maior problemada América Latina: a violência nas mais diversas formas. grande desafio 6 “O do mundo atual é alcançar o desenvolvimento, criar riqueza econômica de forma sustentável, e distribuir esta riqueza de forma justa, de maneira que haja o benefício para todos, a diminuição da pobreza, o desenvolvimento integral dos indivíduos e a conformação de sociedades mais justas e fraternas. As empresas fazem parte desta solução”, explicou o empresário Sérgio Cavalieri.
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estilo PRINT>Ilustradores criam mix entre o fashion e arte na criação de estampas diferenciadas
Moda ilustrada BARBARA MAGRI E VICENTE FRANÇA/DIVULGAÇÃO
Amanda Mol ilustra produtos que vão desde acessórios até objetos de casa
Cactos, flores e plantas lindas que decorariam perfeitamente cada canto dos apaixonados por jardinagem e botânica são desenhados manualmente e transformados digitalmente em linhas de produtos, desde camisetas até objetos de casa. O processo, de acordo com a ilustradora Amanda Mol, 25, é fluido, simples e só acontece se feito com amor e inspiração. “Sempre penso a ilustração como um design de superfície e tento imaginar como aquele desenho poderá se tornar um produto interessante depois. Tudo que mexe com o nosso coração merece ir para o papel, seja em histórias, desenhos, poesia…”, disse. Amanda e outras ilustradoras mineiras encontram na sua arte uma forLorena K. Martins
ma de conectar-se com a moda e transformá-la em um produto único. “O que você veste precisa ser uma expressão da sua personalidade. Assim, fui percebendo a necessidade de consumir peças com estampas que tivessem a ver comigo e com quem convivo. Então, comecei a desenhar para este público, e deu certo”, disse a ilustradora e artista plástica Priscila Paes, 32, que também tem uma marca com produtos estampados por ela. “No início, há três anos, eu fazia tudo à mão, hoje uso a serigrafia, uma forma bacana e mais viável de se fazer uma estampa”, completou. NO SEU TEMPO O trabalho de Priscila exposto em sua página no priscapaes.iluria.com, que funciona também como uma loja virtual, inclui peças como bolsas, carteiras e nécessaires. Já a produção humani-
zada é dada a passos largos, mas sem pressão para cumprir calendários de lançamentos – é o chamado slow fashion. Para Priscila, essa forma de criação preza também por vender algo que seja, de fato, durável e autên-
tico. “Eu não tenho um cronograma de lançamento. Desenho sem saber quando vai se tornar um produto e ser lançado. As pessoas que vestem e usam o meu trabalho são atemporais e, por isso, é importante usar teciWEST COAST/DIVULGAÇÃO
O artista australiano Jonas Claesson criou estampas para a collab entre a West Coast e a Starpoint
dos de boa qualidade para durar muito tempo e modelagens que sejam funcionais”, explicou. Para levar novidade às suas consumidoras, Priscila faz sempre pequenas coleções, que chegam tanto à loja na internet quanto em lojas colaborativas e feiras que acontecem esporadicamente nas cidade. “Gosto de fazer esses eventos, eles têm crescido cada vez mais na cidade e são uma ótima forma de explicar para as pessoas, pessoalmente, sobre o meu trabalho”, acredita. VALORIZAÇÃO A união de ilustração e vestuário também se destaca em meio às produções de larga escala. A gigante West Coast, por exemplo, assinou recentemente uma linha de estampas com ilustrações do artista australiano Jonas Claesson, voltadas para o surfwear. Estilistas
como Ronaldo Fraga, Fernanda Yamamoto e Alexandre Herchcovitch já apostaram em parcerias com ilustradores e influências artísticas para lançar as suas coleções. Para Fabiana Santana, 35, a diferenciação das peças consiste também no ato de comprar um produto que valorize o artista. “Meu processo é todo manual, inclusive das modelagens das peças. Faço o desenho no plástico, a mão livre, e depois passo para a peça”, conta, sobre a técnica da serigrafia, que desenvolve desde 2010, e que é transformada em bolsas de lona, vestidos e camisas. “As peças traduzem o respeito pela arte. Faço sempre um modelo simples, confortável e que ainda possui uma ilustração diferenciada”, completa. Conheça o trabalho de algumas ilustradoras a seguir.
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estilo
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NÉCESSAIRE Preocupadas com o planeta, marcas de beleza optam por não usar produtos de origem animal (veganos) e não apoiar testes com os mesmos (crueltyfree). Selecionamos os produtos alternativos para levar para a casa.
PRISCILA PAES
FOTOS DIVULGAÇÃO
Sobre Desde 2013, a artista plástica e ilustradora Priscila Paes produz produtos com estampas feitas por ela. “Eu foco muito na rua. Observo o que as pessoas estão usando, inclusive nas viagens que eu faço. Eu não tenho muito o hábito de pesquisar em livros, por exemplo. Acredito que a rua fala o tempo todo, é lá que estão as pessoas em que eu quero chegar”, disse. Embora as bolsas e carteiras sejam as suas peças mais procuradas, ela planeja, para o segundo semestre, peças de vestuário cuja modelagem seja agênero. Conheça mais sobre o seu trabalho no site www.priscapaes.iluria.com
chuveiro Gel de banho com 6 No aromas de pomelo fresco e óleo
de grapefruit. Possui também manteiga de cacau, que dá maciez à pele Quanto R$ 39,40 Onde lush.com.br
ARQUIVO PESSOAL
AMANDA MOL Sobre A ilustradora de 25 anos, de Varginha (MG), cria peças feitas à mão. Ela ilustra em aquarelas em diversas dimensões e depois digitaliza os resultados. Só a partir daí começa a planejar as estampas e os novos produtos. “Eu levo para o papel tudo aquilo que já descobri que me faz feliz nessa vida: a botânica, o crossfit, a força feminina, os traços lúdicos da infância, frases e palavras inspiradoras… Gosto de encarar o processo de criar como algo fluido e simples”, disse. Camisetas com cactos, suculentas, plantinhas são umas das estampas que ela elaborou, inspirada no universo da jardinagem. Conheça mais sobre o seu trabalho no site amandamol.com.br
GISELLE LOPES/DIVULGAÇÃO
Para usar após o ba6 Hidratação nho, a novidade da Natura é enri-
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Sem ingredientes 6 Recuperação tóxicos, como parabenos e sulfa-
FABIANA SANTANA Sobre Moradora de Contagem, Fabiana Santana, 35, cria ilustrações em vestidos, bolsas e acessórios, todas manualmente através da técnica de serigrafia. Muitas de suas ilustrações são referentes ao empoderamento feminino. “São peças que
prezam pelo respeito pela arte. Muitas mulheres se identificam com o desenho, em um modelo simples, confortável e ainda com uma ilustração diferenciada”, acredita. Conheça mais sobre as suas peças nafanpage www.facebook.com/FabianaSantanaArtes
tos, essa linha é especialmente para quem tem cabelos danificados, secos e quimicamente tratados, feita com proteína da quinoa Quanto R$ 344 (o kit) Onde www.reloadpositive.com
estilo
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VITRINE
Na ponta do pé Balé repaginado perfeito 6 Par Inspirado no
conto de fadas de Hans Christian Andersen, em que o soldadinho de chumbo se apaixona pela bailarina. Este é de madeira Quanto R$ 129,90 Onde www.etna. com.br
Umaseleçãodeprodutosparalevara inspiraçãodasbailarinasparaasuavida Provavelmente você ou alguém de sua família já se tenha se arriscado em cima de uma sapatilha de ponta, mesmo quando criança. Ou mesmo se emocionado ao ver um espetáculo de dança, como o clássico “O Lago dos Cisnes”. O universo do balé está muito além do palco e passou também a tomar conta do universo fashion com toda a sua delicadeza e fluidez, como mostrou o inverno 2017 da Valentino, inteiramente inspirado no balé russo. Além da moda, listamos ítens que vão fazer a sua casa e a sua nécessaire respirarem o clima das bailarinas, em sugestões que vão muito além do clássico tom rosa. Lorena K. Martins
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Um anjo da Moldávia ACIR GALVÃO
iacere. Sono Natalia! – disseme a auxiliar de enfermagem que há três meses vem acompanhando minha sogra, de 93 anos, com carinho e dedicação. Cumprimentei-a com o meu melhor sorriso, pois, desde o início, aquela mulher de aparência frágil, mas uma fortaleza por dentro, me cativou. No dia seguinte, após o café, ajudando-a com as louças, começamos a conversar. Sua história foi surgindo como numa montanha-russa, entre altos e baixos, risos e lágrimas, com direito a fotografias, cartões com letras esquisitas e uma grande necessidade de falar. Aquela mulher era um poço de coragem, pensava eu. Natalia nasceu na Moldávia, no Leste Europeu, há 51 anos, numa cidadezinha sem indústrias e desprovida de tudo. Vivia numa casa simples com os pais e os irmãos, todos lavradores, numa terra onde não existiam tratores, apenas enxadas. Quando jovem, resolveu estudar na cidade mais próxima, iniciando um curso de enfermagem. E foi trabalhando num ambulatório que conheceu aquele que viria a ser seu marido, ela com 18 anos, ele com 25. Apesar da contrariedade de sua mãe, sentiu-se compelida pelo companheiro a se casar no mesmo ano. O marido levou-a para sua cidade, bem distante de onde ela nasceu, onde dividiam o espaço com os sogros doentes. Dentre suas obrigações, cuidar
P
deles era a principal. Longe da família, sem amigos, num ambiente estranho, acabou voltando para a casa de seus pais junto com o marido. Ele conseguiu emprego como contador, e ela, como ajudante de enfermagem no antigo ambulatório. Ela me fala das dificuldades da guerra civil que seu país viveu, principalmente quando se separou da Rússia, em 1991, tornando-se independente. “Antes, ainda existiam alimentos, trabalho, constância. Querendo ou não, os russos nos traziam estabilidade. Depois, um país de pernas pro ar, em que todos perderam o emprego, não havia mercado, faltava tudo, de energia a alimentos, uma época muito difícil”, dizia, com a voz embargada, ao se lembrar da recessão que viveu de perto. No mesmo ano em que casou, Natalia engravidou. Do antigo governo, herdou, junto à família, um pedaço de terra, onde resolveu construir seu canto. A criança nasceu saudável, mas, com um ano e meio, adoeceu. Foi quando, pela primeira vez, ouviram falar da poliomielite. O filho não teria uma infância normal, e os baixos salários que ela e o marido recebiam seriam destinados a custear seu tratamento. Sem dinheiro para a construção, resolveram de próprio punho fazer o serviço de pedreiro. Normalmente à noite, após o expediente de ambos. Deixando a criança com os avós, na penumbra, deram início à base do que hoje é a sua casa. Também nos fins de semana se dedicavam ininterruptamente à empreitada. Uma obra que durou anos, mas, já a partir do primeiro cômodo, bastando-lhes uma porta e um telhado,
mudaram-se com o filho. Aos poucos iam construindo o restante. Com 19 anos, outra gravidez. Sem dinheiro, naquele único cômodo, não dispunham de gás, aquecimento, banheiro, nada! No inverno rigoroso, se aqueciam com um fogão a lenha, amontoados num velho colchão, enquanto lá fora caía a neve. Uma lembrança ruim, que despertou nela uma coragem que não sabia ter. Viver com duas crianças sob essas condições, numa casa inacabada, um trabalho que não lhe rendia mais que US$ 100 por mês, mais os US$ 100 do marido, que serviriam para comprar alimentos, roupas, remédios... Definitivamente, não daria. Entre idas e vindas de sua história, lembra-se da guerra entre russos e moldávios. E o que já era ruim conseguiu ficar pior. Muita gente morreu, inclusive civis. Os homens eram chamados à guerra, o único alimento disponível eram pães, distribuídos de graça pelo governo, além dos poucos legumes de uma horta escassa. Com destruição e miséria por todos os lados, fugir daquele inferno era a melhor coisa a se fazer. Por morarem numa zona de conflitos, resolveram levar os filhos para longe, à casa dos sogros. Com o passar do tempo, acabaram voltando. Seus pais, idosos e doentes, ainda trabalhavam na lavoura, pegando na enxada para se manterem. Após tantas turbulências, os moldávios foram descobrindo, enfim, um mundo atrás daquelas cortinas de poeira. Um mundo onde seria possível, através de um trabalho digno, receber mais que US$ 100 por mês. E ficou estabelecido,
quase como norma no país, que ao menos um membro de cada família deveria partir e conseguir dinheiro para ajudar quem ficou. Muitos moldávios se espalharam pela Europa rica: França, Alemanha, Espanha... Uma das primeiras a partir foi uma prima de Natalia. Munida de documentos falsos, não se sabe bem por quê, foi parar na Itália. Frente a essa perspectiva, Natalia quis seguir o mesmo trajeto. Iria se encontrar com a prima e trabalhar com o que surgisse. Conseguiu um dinheiro emprestado para pagar cerca de € 3.000 a um atravessador que lhe forneceria documentos e um passaporte falso. “Basta pagar, que nós colocamos vocês lá dentro”, diziam aqueles homens rudes e nada confiáveis. Muitos atravessaram as fronteiras a pé, escondidos dentro dos bosques. Ela teve sorte, veio direto de caminhão e de trem. Passou um dia na Áustria, rodando
por estradinhas tortuosas, desviando-se da polícia. O motorista pedia silêncio, enquanto transportava, de maneira clandestina, cerca de 20 pessoas. Ao desembarcar em Parma, sem falar italiano, foi atrás de sua prima com um endereço no bolso. Já na segunda semana, começou a trabalhar numa casa de família, cuidando de uma senhora de 78 anos com Alzheimer, e lá permaneceu três anos, até a senhora falecer. Depois, já com a documentação regularizada, nunca mais deixou de trabalhar, sempre na área de saúde. Hoje, com a foto de sua família nas mãos, marido, filhos e netos, posando com sorrisos largos, me mostra também a sua casa: confortável, de muitos cômodos, televisão e computador. “Finalmente, è finita!”, diz, sorrindo. Graças ao dinheiro que envia mensalmente, por via bancária, à família. Visita-os uma vez ao ano, como a maioria dos
moldávios faz. Em todas as casas onde trabalhou, criou um vínculo de confiança e amizade. Ela me diz com lágrimas nos olhos que na Itália formou uma nova família. Não passa sequer um dia de folga sozinha, pois os familiares dos doentes que ela tão bem cuidou a “adotaram”. Afinal, foram anos de dedicação, carinho, entrega... Amor no conceito mais puro da palavra. Após ouvir sua história, me emociono na hora de cumprimentá-la pela grande mulher que é. E ficamos ali, abraçadas no meio da cozinha, eu, uma brasileira de férias, junto a uma “anja” da Moldávia, que veio cumprir nesta terra sua nobre missão de confortar e curar enfermos. Verdadeiramente, uma grande mulher! Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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habitar
MOSTRA CASA CONSTRUIR CONQUISTA MINEIROS E SE CONSOLIDA NO CENÁRIO DE ARQUITETURA E DECORAÇÃO RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO
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Beleza Neste quarto, a designer Melina Mundim optou por uma cabeceira pronta, de aquisição ágil
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habitar
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QUARTO> Especialistas dão dicas de como escolher o modelo de cabeceira ideal da cama de casal
Opções de camas confortáveis, belas e exclusivas A cama é Da o item mais Redação
importante do quarto, que vai abrigar o(s) usuário(s) em um dos seus momentos mais preciosos: o descanso. Afinal, nada melhor do que uma boa noite de sono para recarregar as energias. O primeiro passo é definir o modelo que se deseja e um colchão de qualidade. Depois, outra escolha não menos importante a ser feita é o tipo de cabeceira. Ela tem o poder de modificar a composição desse espaço e enriquecer bastante o décor. Por isso, é preciso escolher com calma e precisão a que se encaixa melhor em cada caso. Mas, o que deve pautar essa escolha? O que é melhor, a cabeceira pronta ou sob medida? Para a designer de interiores Melina Mundim, a escolha da cabeceira se dá de acordo com o estilo do projeto. “Existem muitas opções e ela precisa seguir o padrão do restante do quarto, pois, na maior parte das vezes, a cabeceira é
o centro das atenções em um quarto. Portanto, ela precisa ser muito bem escolhida e harmonizar com a cortina, o papel de parede, colcha, o tapete e até mesmo com a marcenaria”, explica. A arquiteta Vanessa Figueiredo destaca as vantagens da cabeceira sob medida: “esse tipo de cabeceira é mais conveniente por ser personalizada, versátil e também por contribuir como recurso espacial para o ambiente. Se o quarto for estreito, por exemplo, pode-se ampliá-lo colocando essa peça de uma parede a outra. Quando especificada até o teto, caso haja pé direito pequeno, o efeito é o mesmo”. Outro benefício é a liber-
“
A cabeceira precisa seguir o padrão do restante do quarto, pois ela é o centro das atenções
dade na escolha dos materiais, cores e estampas. “É possível, ainda, abusar da criatividade e inserir iluminação embutida no painel da cabeceira ou mesmo apoiar um quadro”, acrescenta Vanessa. Mas, assim como uma moeda, tudo tem dois lados. E com as cabeceiras sob medida não é diferente. “A desvantagem é na hora da mudança. Muitas vezes ela terá que ser reformada para se adequar ao novo espaço”, lembra a profissional. As cabeceiras prontas também têm lá suas vantagens (e desvantagens). “Elas cabem muito bem em um quarto onde a cama é mais solta, sem delimitação de espaço. Podem ser adquiridas com agilidade e há muitas opções a pronta entrega. Porém não possuem muita variedade de cores e tecidos”, esclarece Melina. A verdade é que há espaço para todos os gostos e tipos de cabeceira. O ideal é aliar o gosto pessoal com a decoração do restante do quarto. Na dúvida, um profissional capacitado pode orientar sobre as melhores opções.
RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO
Projeto de Melina Mundim de cabeceira sob medida permitiu abusar da criatividade BETO GANEM/DIVULGAÇÃO
No projeto de Vanessa Figueiredo, a cabeceira sob medida vai de uma parede à outra RODRIGO TOZZI/DIVULGAÇÃO
Sofisticado Este quarto projetado pela arquiteta Melina Mundim ganhou conforto com a cabeceira
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016
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LAGOA SANTA> Mostra, que termina neste sábado (9), teve grande aceitação do público presente
Casa Construir conquista com estilo mediterrâneo OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO
Há dois meses, a cidade de Lagoa Santa, localizada no Vetor Norte de Belo Horizonte, ganhou ares mediterrâneos com a 2ª edição da Mostra Casa Construir, que reuniu em uma só ocasião tendências de arquitetura, de decoração e de moda. O evento, que termina neste sábado (9), é realizado em uma bela casa na avenida Getúlio Vargas, 950 – na orla da Lagoa Central – com mais de mil metros quadrados. A residência pertence ao renomado estilista Victor Dzenk, que é lagoa-santense. “O diferencial da Casa Construir é que, além de trabalharmos com arquitetura e decoração, acrescentamos um terceiro pilar: a moda. Fizemos um casamento perfeito que veio somar ainda mais”, afirma William Gonçalves, um dos diretores da mostra. Segundo ele, o tema desta edição foi escolhido alinhado ao estilo da residência de Dzenk. “A casa é em forma de um navio, ela tem até duas chaminés. Então, para não fugir da arquitetura original, o tema Mediterrâneo foi escolhido. Ela foi construída há 25 anos e tem uma vista maravilhosa”, destaca Gonçalves. A mostra conta com 36 ambientes assinados por 42 renomados profissionais da arquitetura, da decoração, do design de interiores e do paisagismo de Minas Gerais. Renata Abritta
CONSOLIDADO Segundo o diretor, o balanço é positivo e a mostra conquistou o público. “Este ano, a Casa Construir teve uma repercussão muito boa. Aumentou o número de visitantes e os ambientes agora têm outro tipo de proposta. Além dos conteiners, temos ambientes de alvenaria da própria residência. Podemos ofertar um produto com mais segurança e confiança após o sucesso da primeira edição”, frisa (confira ao lado as fotos de alguns ambientes da mostra).
O Spa Del Giardino, criado pela paisagista Andreia Paolielo, conta com jardins de fácil manutenção, vasos diferenciados e caminhos de pedriscos. O spa dentro do jardim imprime um estilo de qualidade de vida
HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
No White Room, as arquitetas Diani Viégas e Lilian Ornellas privilegiaram o branco como elemento marcante no espaço de noivas do estilista Dzenk
OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO
No projeto Container Gourmet, o designer Luciano Costa homenageia Victor Dzenk utilizando uma estampa da coleção “La Dolce Vita”, de 2017
HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO
Neste projeto, foram utilizados tons neutros destacando objetos e gerando nuance mediterrânea
Nayara Pesce e Fabíola Nepomuceno se inspiraram em inovação, sustentabilidade e reciclagem
No Banheiro Feminino, Lilian Andriolo e Vanessa Resende utilizaram um charmoso jardim vertical
habitar
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016 HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
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HENRIQUE QUEIROGA/DIVULGAÇÃO
Neste banheiro, há o predomínio da cor branca, que dialoga com os tons dos adornos OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO
O ambiente Enoteca Vitautas Dzenk foi projetado pelo escritório Homero Avvelar e Everaldo Ammorim. É uma homenagem ao pai do estilista Victor Dzenk, um apreciador de vinhos. Para o espaço, os arquitetos criaram dramaticidade e aconchego. O piso em madeira, já existente na casa, foi lixado e aquece o ambiente
Ambiente com múltipla função criado pela arquiteta Regina Salomão foca no bem-estar OSVALDO CASTRO/DIVULGAÇÃO
No Lavabo, os profissionais Osvaldo Castro e Silvana Mendes utilizaram uma bancada em linha reta em mármore branco, trazendo requinte e sofisticação para o ambiente
OSVALDO CASTRO /DIVULGAÇÃO
A Cozinha do Estilista é um projeto de Homero Avvelar e Everaldo Ammorim. Os elementos representam o estilo mediterrâneo de Santorini, na Grécia. Branco nas bancadas servem de apoio ao revestimento da parede com a estampa de Victor Dzenk
“
O diferencial da Casa Construir é que, além de trabalharmos com arquitetura e decoração, acrescentamos um terceiro pilar: a moda. Fizemos um casamento perfeito que veio somar ainda mais
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habitar
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Indicadores Confira os índices da construção civil e do mercado imobiliário ALUGUÉIS RESIDENCIAIS POR CLASSE DE RENDA
INDEXADORES
Valores Médios em Reais POPULAR
MÉDIO
3 INCC- DI (FGV)
0 ,08%
3 INPC (IBGE)
0,98%
6.742,86(7)
3 IGP/M (FGV)
1,69%
3 IGP-DI (FGV)
1,13%
3 IPCA (IBGE)
0,78%
ALTO
LUXO
Casas 1 quarto 2 quartos
581,95(128)
760,00(10)
(-)
803,39(254)
1.062,86(63)
1.455,56(9)
4.162,50(8)
3 quartos e 1 banho
1.226,60(100)
1.764,89(47)
1.895,45(11)
4.140,00(5)
3 quartos e 2 ou mais banho
1.679,00(60)
2.294,35(46)
3.651,43(35)
6.200,00(10)
4 quartos e até 2 banhos
2.032,38(21)
2.318,75(8)
3.864,29(14)
6.336,32(22)
3 TR
variação diária
Acima de 4 quartos e 2 banhos
3.896,13(31)
4.730,65(31)
5.311,93(76)
9.178,63(124)
3 POUPANÇA
variação diária
* Dados referentes a maio e junho de 2016
Apartamentos 1 quarto
514,48(81)
1.075,33(30)
1.222,11(244)
1.583,92(283)
2 quartos
793,25(609)
995,20(474)
1.175,88(643)
1.793,32(480)
3 quartos e 1 banho
982,87(236)
1.144,50(215)
1.402,70(293)
1.806,12(116)
1.297,05(166)
1.401,09(292)
1.725,84(652)
2.221,56(691)
4 quartos e até 2 banhos
1.541,67(6)
1.764,29(21)
2.323,82(89)
2.850,75(199)
Acima de 4 quartos e 2 banhos
2.035,71(7)
2.719,05(21)
2.893,28(131)
4.348,45(367)
3 quartos e 2 ou mais banho
Entre parênteses esta indicado o número de observações usadas para cálculo das médias. Só publicamos valores médios acima de 3 observações. Quando o
CUB Custos unitários básicos de construção 3 Junho/ 2016
Variação Global: 0,05% (*) no mês
Projetos - Padrão residencial
número de observações for zero indicaremos por Z. O valor de apartamento de 1 e 2 quartos do grupo luxo é influenciado pela oferta de Flats.
Valores em R$/m2
ALUGUÉIS COMERCIAIS POR CLASSE DE RENDA
PADRÃO BAIXO
Valores Médios em Reais por m2
3R-1 3PP-4 3R-8 3PIS
Bairros
1.296,81 1.170,00 1.110,17 850,39
Andares Corridos
Casa Comercial
Galpões
Lojas
Salas
POPULAR
14,82(33)
14,95(33)
12,66(224)
20,54(251)
18,96(103)
MÉDIO
22,18(66)
18,17(29)
12,83(165)
23,93(307)
24,06(199)
3R-1 3PP-4 3R-8 3R-16
ALTO
24,95(294)
21,91(38)
15,70(70)
36,30(523)
18,53(328)
PADRÃO ALTO
LUXO
48,05(1027)
32,02(82)
13,23(9)
50,82(492)
32,85(709)
3R-1 3R-8 3R-16
PADRÃO NORMAL
Os números em parênteses abaixo dos valores indicam o número de observações usadas para cálculo das médias. Só publicamos valores médios acima de 3 observações. Quando o número de observações for zero indicaremos por Z.
1.567,68 1.463,71 1.260,82 1.220,48 1.883,62 1.513,26 1.569,54
Projetos - Padrões comerciais CAL* e CSL* Valores em R$/m2
RENTABILIDADE MÉDIA (1) EM % POR CLASSE DE RENDA
PADRÃO NORMAL
BAIRROS POR CLASSE DE RENDA IMÓVEL Apartamentos 1 quarto 2 quartos 3 quartos 4 quartos Imóvel Comercial Salas Lojas
Popular
Médio
Alto
Luxo
(-) 0,31 0,28 0,31
(-) 0,27 0,32 (-)
(-) 0,42 0,34 0,34
0,23 0,21 0,20 0,17
(-) (-)
(-) 0,33
0,20 0,64
0,24 0,24
Aluguel / Valor de Venda no mês anterior de “imóvel novo” nas construtoras.
3CAL- 8 3CSL - 8 3CSL - 16
1.432,26 1.233,84 1.639,23
PADRÃO ALTO
3CAL- 8 3CSL - 8 3CSL - 16
1.545,15 1.354,03 1.797,05
*(CAL - Comercial Andares Livres); (CSL - Comercial Salas e Lojas)
3 Variação Global
0,05%
ALUGUÉIS RESIDENCIAIS POR REGIÃO ADMINISTRATIVA COMPRA E VENDA - APARTAMENTOS
Valores Médios em Reais região
Apartamentos
Barreiro Centro-sul Leste Nordeste Noroeste Norte Oeste Pampulha Venda Nova
Barracão
862,58(304) 2.294,08(2383) 1.275,90(357) 1.162,10(416) 1.064,38(622) 973,72(164) 1.757,15(998) 1.393,23(1006) 803,21(159)
Casas 947,38(221) 8.381,78(182) 2.024,72(89) 1.932,20(109) 1.487,07(184) 1.499,77(43) 3.037,53(85) 4.035,96(209) 1.188,86(88)
Os números em parênteses abaixo dos valores médios indicam o número de observações usadas para cálculo das médias. Só publicamos valores médios acima de 3 observações. Quando o número de observações for zero indicaremos por Z.
Preço médio de venda por classe de bairros (Valores em reais) APARTAMENTOS BAIRROS POR CLASSE DE RENDA Popular -
Popular 402.261 (15)
Popular
Imóveis 1 quarto 2 quartos 3 quartos e 1 banho 3 quartos e 2 ou mais banhos 4 quartos e até 2 banhos Acima de 4 quartos e 2 banhos/ 5 Quartos ou mais e 1 banheiro ou mais
Popular
Popular 135,70(10) 175,70(365) 191,28(130) 228,50(124) -(3)
Médio 308,03(34) 225,75(354) 232,93(147) 301,58(240) 338,08(13)
Alto 311,22(187) 271,95(480) 299,24(198) 382,09(548) 505,99(78)
Luxo 513,13(243) 495,62(407) 435,92(117) 643,00(651) 976,53(197)
630,86(7)
429,61(18)
646,98(130)
1.270,58(358)
-(2)
-(1)
2 quartos Médio Alto 369.678(7) 279.281(14)
3 quartos Médio Alto
Luxo 692.855(3)
Luxo 837.933(7)
Luxo
402.681 (15) 438.197(12) 478.488(26) 1.064.203(15)
CONDOMINIOS RESIDENCIAIS POR CLASSE DE BAIRROS Valores Médios em Reais
1 quarto Médio Alto
586.049(3)
Popular 566.023(10)
4 quartos Médio Alto -(1)
Luxo
773.102(14) 2.210.666(28)
Cobertura Médio Alto
Luxo
465.133(3) 701.275(25) 2.634.604(18)
Estão indicados entre parênteses, abaixo ao preço médio, o número de empreendimentos que compõem a média. Apenas publicamos médias com informações de mais de 2 empreendimentos.
Os números em parênteses abaixo dos valores médios indicam o número de observações usadas para cálculo das médias. Só publicamos valores médios acima de 3 observações. Quando o número de observações for zero indicaremos por Z. FONTE; IPEAD / SINDUSCON-MG PESQUISA DIVULGADA EM ABRIL DE 2016
FONTE: IPEAD / SECOVI-MG – PESQUISA MARÇO DE 2016
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de
habitar
2016
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8 PERGUNTAS PARA ...
Adriana Bordalo
JULIANA MORAES/DIVULGAÇÃO
DiretoradaRKMEngenharia Diversoselementospodemcontribuirparaqueuma construçãosejaconsideradasaudável.Alémdisso,também épossívelmanteressefatoremaltacomatitudessimples quepodemsertomadasapósorecebimentodoimóvel. Atualmente, a busca pelo bem-estarpode incluir diversos fatores, que vão muito além do senso comum. Nesta entrevista para o jornal Pampulha, Adriana Bordalo, diretora da RKM Engenharia, fala sobre os edifícios saudáveis e como eles se inserem no cenário atual.
simples como mudar alguns móveis de lugar e não colocar televisão no quarto são formas de manter o apartamento saudável após recebêlo da construtora. Em caso de reformas, por exemplo, priorizar o uso de tintas e materiais menos tóxicos.
Oqueéumedifíciosaudável? É um prédio pensado
saudável, o empreendimento deve passar por rigorosas normas do Selo Casa Saudável. Entre elas estão a localização: é importante que não tenha nenhuma antena
Juliana Siqueira
para proporcionar bem-estar e saúde aos moradores, a começar pela escolha do terreno até o desenvolvimento do projeto, materiais utilizados, desenho arquitetônico, paisagismo etc. Pouca gente sabe, mas existe a Síndrome do Edifício Enfermo, que é a condição em que indivíduos adoecem sem razão aparente ao habitar ou trabalhar em um dado edifício. São sintomas de doenças diagnosticadas e identificadas que podem ser atribuídas diretamente à construção. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), até 30% dos edifícios novos e reformados em todo o mundo podem ser objeto de Síndrome do Edifício Enfermo e praticamente todos podem ser transformados em habitação saudável. O residencial Kadosh, que lançamos no Vale do Sereno, é um edifício saudável. Ele foi o primeiro no país a receber o selo Casa Saudável, a primeira certificação no mundo a considerar a saúde e o bem-estar dos usuários numa relação causal com os projetos, edificações, profissionais, produtos e manutenção voltados para a construção civil. O sistema baseia-se em rigorosos parâmetros de mensuração envolvendo iluminação, acústica, elétrica, qualidade do ar e da água, sustentabilidade, entre outros. De que forma é possível mantê-lo assim? Atitudes
Quais são os principais fatores que devem ser observados nesse tipo de construção? Para ser um edifício
“
Acreditamos que se tornará uma tendência, mas ainda é um pensamento pouco visto na construção civil: a preocupação com a saúde dos moradores
“
A Síndrome do Edifício Enfermo é a condição em que indivíduos adoecem sem razão ao habitar ou trabalhar em um dado edifício
próxima ao edifício, por exemplo, para evitar a contaminação eletromagnética; posição do prédio em relação ao sol e a ventilação; espaço existente entre o prédio e os prédios vizinhos; tamanho das janelas, que devem ser grandes para receber iluminação natural e ventilação necessária; proteção acústica nas janelas, para garantir mais privacidade e melhor sono; lajes espessas para garantir mais privacidade e melhor sono, entre outros. Que tipo de material deve serutilizado? Existem mate-
riais que devem ser evitados. Normalmente, os que possuem muita cola ou outros produtos tóxicos, como, por exemplo, pisos laminados que são fixados com cola e tintas com alto teor de COV (Compostos Orgânicos Voláteis).
Saúde Adriana Bordalo, da RKM, fala sobre o mercado de edifícios saudáveis
De que maneira a RKM Engenharia vem investindo nisso? Construir projetos
inovadores respeitando o meio ambiente e a saúde dos clientes e da comunidade é a filosofia da RKM Engenharia desde sua fundação, em 1994. Com mais de 20 anos de história, a construtora sempre se preocupou em realizar projetos de habitação que priorizem a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas. A RKM constrói reduzindo impactos na natureza e a ambiência local, de forma consciente. A empresa foi a primeira construtora no Estado a utilizar energia solar e materiais renováveis e também a investir no estudo das energias do solo, como geobiologia (biologia da construção), radiestesia e paisagismo sensorial.
so, foi o primeiro edifício do Brasil a receber a certificação Selo Casa Saudável. O nosso Know How tem nos projetado nacionalmente e internacionalmente. Recentemente, o projeto do Kadosh foi selecionado para participar do Prêmio MIPIM Awards. O projeto foi indicado na categoria “Projetos do Futuro”. O prêmio é uma das mais importantes competições internacionais de arquitetura realizada no Mercado Imobiliário do Mundo em Cannes.
Quais foram as principais conquistas da empresa nesse sentido? O novo lan-
Esse tipo de imóvel pode ser considerado uma tendência? Acreditamos que se
çamento da empresa, o Kadosh, foi desenvolvido para garantir que todos os ambientes do residencial proporcionem benefícios à saúde dos moradores e, por is-
tornará uma tendência, mas ainda é um pensamento pouco visto na construção civil: a preocupação com a saúde dos moradores. A RKM sai na frente nesse sen-
“
A preocupação de criar ambientes saudáveis tem ganhado a adesão de muita gente, encantando os clientes e gerando muita curiosidade. O conceito de saudável ratifica a missão da RKM
tido. O que a gente percebe é que o consumidor ainda desconhece uma construção saudável, mas, em alguns anos, esses projetos podem vir a ser incorporados pela construção civil, até porque a demanda por produtos e serviços especializados que beneficiem a saúde tem sido uma prioridade dos consumidores. Como esses imóveis vêm se consolidando no mercado mineiro? A preocu-
pação de criar ambientes saudáveis tem ganhado a adesão de muita gente, encantando os clientes e gerando curiosidade. O conceito de saudável ratifica a missão da RKM, que busca não somente objetivos financeiros, mas o cuidado com o próprio cliente.
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habitar IMÓVEIS VENDAS
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016
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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 9 a 15 de julho de 2016
shopping BEAUTY> Evento, que ocorrerá no Expominas, se destaca como o maior do tipo fora de São Paulo
Feira de beleza em BH FOTOS PROFESSIONAL FAIR/DIVULGAÇÃO
Da A ProfessioRedação nal Fair – Fei-
ra Profissional de Beleza, considerada uma das maiores do gênero no país, movimentará o mercado mineiro com sua 13ª edição, entre este domingo (10) e a próxima terça-feira (12), no Expominas, em Belo Horizonte. O evento é promovido pela Fire Eventos para reunir o trade nacional do segmento de beleza com o lançamento de produtos e tendências para os mercados nacional e internacional. A feira apresentará cerca de 150 empresas, representando mais de 400 marcas, e tem expectativa de receber 55 mil visitantes. A diversificada programação ainda inclui congressos, seminários, workshops, concorridas competições de cortes e penteados e diversos cursos garantindo a atualização e a qualificação dos
profissionais da área. Neste ano, o evento trouxe uma mudança em seu calendário para atrair ainda mais profissionais da beleza. “Antes a feira se iniciava no sábado. Nesta edição, irá começar no domingo e ir até a terça-feira. O sábado costuma ser muito corrido para os profissionais que atuam nessa área, além de ser um dos dias da semana de maior faturamento. Fizemos isso pensando em nosso público-alvo para que ele possa aproveitar da melhor forma todas as atrações do evento. Mantemos o foco sempre nos participantes e nos expositores ao implementarmos novidades. A feira é uma parada obrigatória para quem busca inovação, lançamento e conhecimento”, diz o diretor da Fire Eventos Alexandre Araújo. A Professional Fair – Feira Profissional de Beleza já se consolidou como uma referência no segmento nacional de beleza.
Evento é uma ótima oportunidade para quem deseja se profissionalizar e se atualizar
Data: 10 a 12/07 Horário: das 11h às 20h Endereço: Expominas - avenida Amazonas, 6.030 - Gameleira - BH Entrada: O passaporte para os três dias da feira pode ser adquirido pelo valor de R$ 50; a entrada por dia custa R$ 30. Já para participar dos congressos, workshops e seminários, os preços são variados Congresso de Maquiagem: domingo (10), das 9h às 17h30. Curso com Max Weber: segunda (11) e terça (12) Campeonato de Cortes: segunda-feira (11), às 11h Micropigmentação: terçafeira (12), das 9h às 17h Informações: www.feiraprofissionaldebeleza.com.br
Palestras e cursos de make-up O Congresso de Maquiagem Profissional – Circuito Educacional Catharine Hill 2016 é uma oportunidade para que maquiadores profissionais possam acompanhar novas tendências, técnicas e conceitos. O evento também é um dos destaques da 13ª Professional Fair. A programação conta com palestras e cursos práticos de especialização e aperfeiçoamento, além de promover o contato com profissionais renomados, como Beto Bravo e Max Weber. O Congresso ocorre neste domingo (10), das 9h às 17h30. Já o Curso Pós Congresso será ministrado por Max Weber na segunda (11) e na terça (12). As inscrições podem ser feitas através do site www.feiraprofissionaldebeleza.com.br.
PROGRAMAÇÃO
Atualização
EXPOSIÇÃO INÉDITA Barbearia. A feira trará a exposição “História da Barbearia”, que contará todos os caminhos da arte de modelar os pelos da face, desde o início da prática até os tempos atuais. A ambientação, que terá estilo retrô, contará com cadeiras de barbeiro históricas utilizadas por personalidades, como ex-presidentes. Também haverá demonstrações de cortes de cabelo.
Mercado está em alta O aumento do desemprego tem levado muitas pessoas a se profissionalizarem em outras áreas e a trabalhar por conta própria. Nesse cenário, o mercado da beleza, especialmente o especializado em cabelos, é um dos mais visados. Segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), a cada mês cerca de 9.000 salões abrem as portas no país. Mas há também os profis-
sionais que optaram pela autonomia. Hoje existem em torno de 300 mil negócios formalizados na categoria Micro Empreendedor Individual (MEI) que se enquadram na atividade Cabeleireiros e Manicures. O desafio, no entanto, é a capacitação. Por isso, segundo o diretor da Fire Eventos Alexandre Araújo, “a feira é uma oportunidade para quem deseja se profissionalizar”.
CAMPEONATO DE CORTES O Campeonato de Cortes, tradição em todas as edições da Professional Fair, acontecerá na segunda-feira (11), às 11h. Todos os profissionais atuantes no Brasil e no exterior poderão se inscrever nas seguintes categorias: corte feminino, masculino e afro com desenho, sendo possível a participação em uma ou mais divisões.
Micropigmentação tambémterávez Na terça-feira (12), das 9h às 17h, o italiano Toni Belfatto, referência mundial em hiper-realismo, vai ministrar um curso avançado de micropigmentação na 13ª Professional Fair. Belfatto é presidente da Associação Italiana de Dermopigmentação (Aider) e reconhecido pelo seu trabalho minucioso e hiper-realista. É representante em mais de 50 congressos mundiais de medicina estética e micropigmentação. A técnica de preenchimento, em alta no país, estimula profissionais a apostarem na profissionalização na área e auxilia na recuperação da autoestima de pessoas que passaram por traumas e doenças. O procedimento consiste no preenchimento da área a partir do desenho fio a fio e é pautado na busca pelo melhor estilo de sobrancelha a partir do desenho e caracte-
rísticas de cada rosto, respeitando o seu contorno e cor natural. Homens e mulheres têm procurado cada vez mais essa técnica para alinharem as sobrancelhas e deixar o olhar em destaque no anseio pelo rejuvenescimento e pela harmonização natural do rosto. Além dos benefícios estéticos, pode ajudar também pessoas que perderam a sobrancelha por algum problema de saúde, traumas por queimaduras ou cicatrizes, e devido a algumas doenças crônicas, como o Mal de Parkinson. A realização do procedimento com profissionais qualificados e o uso de bons utensílios e produtos certificados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) – são fatores imprescindíveis para ter um resultado satisfatório.
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WIntercâmbio. Cinco destinos nada óbvios para estudar na Europa. Página 4 WSabores do Mundo. A Amazônia fez o nome do Brasil no exterior. Página 12 pampulha WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃ
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BELO HORIZONTE Sábado 9/7/2016
Um mergulho
na floresta Cristalino Lodge é uma experiência única de imersão nossonsenasbelezasnaturais da floresta amazônica. Páginas 6 a 10 e 12
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paulo campos paulocampos@otempo.com.br
personagem da semana
O boicote carioca às OTAs A hotelaria carioca acendeu sinal vermelho nesta semana contra o Decolar. com. Alfredo Lopes, presidente da Abih-RJ, defendeu boicote à agência de viagens online (OTA). A atitude deveria ser seguida por todas as associações hoteleiras nacionais. OTAs, como o Decolar e o Booking, estão tornando o mercado depen-
dente das vendas online. Além de Lopes, nomes fortes do turismo levantaram voz contra o poder das OTAs. Luigi Rottunno, presidente da Associação Brasileira de Resorts (ABR), afirmou que elas estão se revelaram um predador perigoso. Em síntese, o mercado de turismo está demorando muito para reagir ao domínio e à expansão das OTAs, e
sala vip W
isso é perigoso para o futuro do setor. Falta, inclusive, regulamentação para a atuação dessas empresas no país. Nessa queda de braço, alguns dados não deixam de ser estarrecedores: 45% dos viajantes já utilizam o smartphone para fazer reservas. Desses, 61% já pertencem a uma categoria nova, a dos viajantes que vivem conectados.
AZUL/DIVULGAÇÃO
Marcelo Bento,
Cerca de 45% dos viajantes já utilizam o smartphone para fazer reservas
ARQUIVO PESSOAL
PAULO CAMPOS
Renato Pardini, ao lado da sócia Cristina Campos, da Estação de Turismo, participou da Travel Week São Paulo; a agência mineira é um dos principais parceiros do ecolodge Cristalino e vende pacotes sob medida para clientes exigentes que sonham em conhecer a Amazônia
O gerente regional de vendas Atlantica Hotels, Rafael Caron, e colaboradores da rede na sessão Movie Day, com a exibição em 3D do filme “Independence Day: O Ressurgimento”, no Cinemark Pátio Savassi, para cerca de 200 profissionais do setor que mantêm relacionamento com hotéis da rede na região MUNDITRAVEL/DIVULGAÇÃO
MUNDITRAVEL/DIVULGAÇÃO
diretor de alianças e distribuição da Azul Linhas Aéreas e da Azul Viagens, fala sobre o projeto de internacionalização da companhia, dos investimentos na portuguesa TAP, da parceria com a United, dos novos hubs e da criação da bemsucedida operadora
No dia 22 de junho, decolou o primeiro voo da Azul para a Europa. Qual é hoje o projeto de internacionalização da companhia? A Azul serve hoje cinco destinos internacionais, sendo dois na América do Sul, um na Europa e dois nos EUA. A companhia está sempre observando as oportunidades de mercado, e poderemos lançar novas rotas internacionais num futuro próximo.
A Azul investiu US$ 100 milhões na TAP em março deste ano. Como está a aquisição de 40% da companhia portuguesa e quais os projetos para o futuro? Inclusive, há planos de entrar na Star Alliance? Existem grandes sinergias na relação entre as duas empresas. A Azul acredita que o investimento feito na TAP fortalece os interesses comuns entre elas, abrindo espaço para explorar mais acordos comerciais, negociações conjuntas, parcerias para otimização de frota e oportunidades de trabalho e carreira para seus tripulantes. Com isso e a parceria com a United, já temos muitos dos benefícios de uma aliança. A Azul vê a Star Alliance como a melhor aliança global, mas não tem planos de adesão.
De janeiro a maio deste ano, a aviação doméstica no Brasil sofreu uma queda de 8,2% em relação ao mesmo período ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). Como isso afetou as operações da Azul? Já vínhamos de um 2015 desafiador do ponto de vista econômico. No início deste ano, cortamos por volta de 7% de nossa oferta de assentos e retiramos de nossa frota cerca de 20 aeronaves. A malha aérea da Azul também foi revisitada. Realizamos alguns ajustes, reduzindo frequências em alguns mercados e ampliando em outros. Formamos um novo hub em Recife e fortalecemos Belo Horizonte, Campinas e Cuiabá. Inauguramos quatro novos destinos só nos últimos 15 dias (Sorriso, Lisboa, Lages e Montevidéu).
Como a Azul avalia a Medida Provisória que permite ampliar os investimentos das companhias estrangeiras no Brasil? Ainda não temos posicionamento definido sobre esse tema.
Por que a Azul escolheu Recife (PE) como hub no Nordeste?
A Marina Gomes promoveu na última semana o 1º Arraiá da MundiTravel, uma grande festa junina feita em parceria com o seguro de viagem GTA e a consolidadora Frontur, ...
... onde teve muita música sertaneja, forró, sorteio de brindes e surpresas. O evento ocorreu no restaurante Pondcherry, do Dayrell Hotel, e atraiu muitos agentes viagens e parceiros MUNDITRAVEL/DIVULGAÇÃO
MUNDI TRAVEL/DIVULGAÇÃO
Pernambuco foi um dos Estados que mais se desenvolveram nos últimos anos, e Recife se tornou um atrativo destino de negócios. O mix de tráfego ideal de turismo e negócios, aliado à localização estratégica e central de Recife na região Nordeste, um aeroporto eficiente e expansível e um governo de Estado parceiro do empreendedor completaram os requisitos.
Em 2010, a Azul criou sua própria operadora, a Azul Viagens, que em BH estabeleceu sua base em shoppings. O que diferencia a Azul Viagens das demais operadoras do mercado?
Marina Gomes, diretora da agëncia MundiTravel, e Edir Boaventura, representante do Rio Quente Resorts em Minas
literatura de viagem W O livro “Aves – Cristalino Lodge” apresenta imagens selecionadas de 28 espécies, uma amostra da avifauna encontrada na região do rio Cristalino, na divisa dos Estados do Mato Grosso e do Pará. O trabalho não tem como objetivo servir de guia de identificação, tampouco como fonte completa
Júnior Albernaz (Frontur), Marina Gomes (MundiTravel), Moacir Barbosa (Frontur) e Reginaldo Tarcilio (GTA Seguros)
sobre a história natural das aves da região. A publicação oferece ao viajante belas imagens do fotógrafo de aves Edson Endrigo, além de fotógrafos e guias residentes do Cristalino Lodge. Os textos são de autoria de Bradley J.W.Davis, um profundo conhecedor das aves da região.
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A qualidade dos serviços, inclusive no aéreo da Azul, o foco no agente de viagens, a solidez financeira e a confiabilidade da empresa e um trabalho dedicado ao mercado mineiro fazem a diferença. A Azul Viagens tem bloqueios ou charters para todos os principais destinos que o mineiro gosta, como Prado, Porto Seguro, Morro de São Paulo (Valença), Salvador e capitais do Nordeste. E não deixa de apostar em inovações, como voos semanais para Foz do Iguaçu e Caldas Novas. Na via contrária, estamos estruturando roteiros no Estado para que os brasileiros possam conhecer melhor esse mundo que é Minas.
Quais são os destinos carros-chefe da operadora? Natal, Maceió, Porto de Galinhas, Porto Seguro, Orlando e Lisboa estão entre os destinos mais quentes. Também os cruzeiros na Flórida têm sido ótima opção para quem quer saber exatamente quanto vai gastar antes de sair de casa. E a venda de ingressos dos parques de Orlando em dez vezes sem juros é sempre um hit.
Quais as promoções que a operadora está oferecendo atualmente para o mercado mineiro? Além de BH, temos pacotes com voos especiais diretos desde Uberlândia para Recife e Porto Seguro também. Sentimos que acertamos ao promover Caldas Novas no mercado mineiro, e a aceitação tem sido excelente. Foz do Iguaçu também tem preços especiais e tem surpreendido as pessoas que acham que sua única atração são as cataratas. Iguaçu tem excelentes resorts com parques aquáticos, além de Itaipu, passeios ecológicos, compras, cassino e outras atividades. E o Brasileiro está redescobrindo Portugal, um dos países de melhor custo-benefício da Europa.
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turismo THINKSTOCK/DIVULGAÇÃO
Barretos (I)
Cerca de 200 shows em 11 dias A Festa do Peão de Boiadeiro, que acontece de 18 a 28 de agosto, celebrará 61 anos. Zezé Di Camargo e Luciano (embaixadores do evento), Jorge & Mateus, Fernando & Sorocaba, Gusttavo Lima, Henrique & Juliano, Rionegro & Solimões, Wesley Safadão e Aviões do Forró estão entre os shows. Para ingressos, acesse www.totalacesso.com. ANDRÉ MONTEIRO/DIVULGAÇÃO
Barretos (II)
Imersão na cultura sertaneja Entre os destaques das competições na Festa do Peão estão a realização da final da Professional Bull Riders, a final da Liga Nacional de Rodeio e o 24º Barretos International Rodeo. Queima do Alho, Concurso de Berrante e apresentação de Catira são as atrações culturais. Acesse a programação no site www. independentes.com.br.
Intercâmbio
Para estudar e curtir a Europa Listamos cinco destinos ainda pouco procuradospelos brasileiros, masótimos para estudos e,de quebra, passeiosdurante o verãoeuropeu Tânia Ramos taniaramos@otempo.com.br
Para quem está à procura de um destino ideal para conciliar estudo de línguas e passeios na Europa, durante o verão, apresentamos cinco opções com esse perfil, sendo todos com um bom custo-benefício. Se o seu negócio é aprender ou aperfeiçoar o espanhol, a dica é Barcelona, um dos principais centros culturais do mundo, ou Málaga, terra natal do pintor Pablo Picasso.Paraosadeptos dofran-
cês,o balneárioNice,na Riviera Francesa, é imperdível. Agora, se você opta pelo inglês, temos a Ilha de Malta, destino de atividades náuticas e misteriosas ruínas, ou Torbay, na Riviera Inglesa, com paisagens litorâneas e vilarejos rurais. E ainda: a CVC oferece programas de duas semanas de estudos com preços variando entre R$ 2.958,33 e R$ 4.582,53 e hospedagem em casa de família ou residência estudantil.
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Mais informações em: www.cvc.com.br MALAGA TOURISM/DIVULGAÇÃO
Barcelona do genial Gaudí e de muito mais Celeiro cultural A capital da Catalunha e segunda maior cidade espanhola (atrás de Madri), Barcelona, é um dos destinos europeus mais divertidos para se visitar no verão, com magnífico acervo arquitetônico-cultural – concentra sete monumentos do genial Gaudí, entre outros atrativos –, incríveis áreas verdes, ideais para atividades ao ar livre, e muita festa e descontra-
SHUTTERSTOCK
Misteriosa Malta Medieval Com lindas praias mediterrâneas, arquitetura, muralha, ótima gastronomia e, ainda, economia de mais de 20% na matrícula do curso de idiomas na ACE Malta. Para agosto, a CVC oferece duas semanas de idioma na ACE Malta a partir de R$ 3.702,25 (ou 10x de R$ 370,22 sem juros) por pessoa, em casa de família, com meia pensão. CVC/DIVULGAÇÃO
Côte d’Azur Nice Com cursos para todos os níveis de idioma, a CVC oferece duas semanas de francês na Sprachcaffe de Nice, a partir de R$ 4.582,53 (ou 10x de R$ 458,20 sem juros) por pessoa, em casa de família com café da manhã. Nos fins de semana, a escola tem opções de passeios para cidades vizinhas, como Cannes e Montecarlo.
Campinas
Meliá inaugura novo hotel Foi inaugurado em junho o Meliá Campinas, hotel voltado para o turismo de negócios. Localizado em Cambuí, o hotel soma bem-estar e requinte, criando agradável atmosfera para os hóspedes. São 308 quartos, restaurante, bar, lobby, piscina, fitness, sauna e business center. Inf.: (19) 3753-800.
ção noturna. Dar um upgrade no idioma em Barcelona, ainda mais num período em que a cidade atrai jovens do mundo todo, é uma experiência cultural inesquecível. Durante o verão europeu, a CVC oferece pacote de duas semanas de espanhol na escola Sprachcaffe, a partir de R$ 3.191,24 (ou 10x de R$ 319,12 sem juros) por pessoa, com hospedagem em casa de família.
Málaga: terra natal de Picasso Na Andaluzia Emoldurada pelo mar Mediterrâneo, a cosmopolita terra natal do pintor Pablo Picasso, Málaga, é repleta de encantos, excelente gastronomia e muitas atrações turísticas. Capital da Costa del Sol, a cidade possui museus interessantes e monumentos
imponentes como a vasta Alcazaba ou a catedral, com surpreendente mistura de estilos. A CVC indica um programa de duas semanas de espanhol, na Sprachcaffe Málaga, a partir de R$ 2.958,33 (ou 10x de R$ 295,83 sem juros) por pessoa, em residência estudantil.
REPRODUÇÃO/TWITER - 6.7.2016
Riviera Inglesa Torbay Uma das joias da coroa britânica, a Riviera Inglesa tem em Torbay um ótimo destino, com dias longos de sol. O curso de inglês de duas semanas na LAL Language Centres, em agosto, sai a partir de R$ 3.926,35 (ou 10x de R$ 392,63 sem juros) por pessoa, em casa de família, com meia pensão.
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Jaboticatubas
Um recanto de lazer em meio à natureza Com 27 acomodações, entre chalés, suítes e cinco confortáveis casas,a Pousada Cachoeira da Serra – a 75 km deBelo Horizonte – éperfeita para umfim de semana FOTOS POUSADA CACHOEIRA DA SERRA/DIVULGAÇÃO
Da piscina principal, o hóspede aprecia a deslumbrante vista da natureza que cerca a Cachoeira da Serra
Tânia Ramos taniaramos@otempo.com.br
Nestes aconchegantes dias de inverno, que tal acordar ao som dos pássaros, sentindo um cheiro gostoso de café passado na hora ou de uma broa quentinha saindo do forno? Então, mesmo enquanto um feriado mais longo não vem, uma boa opção de hospedagem para descansar e recuperar as energias é a Pousada Cachoeira da Serra, a 75 km de Belo Horizonte. Situada numa área de 258 hectares, dentro do Parque Nacional Serra do Cipó (a 14 km de Jaboticatubas), no morro da Pedreira, a pousada oferece um contato estreito com a natureza. São várias trilhas de baixo grau de dificuldade, que reservam, no final, belas e refrescantes cachoeiras, como da Magia, da Bocaina, Cascatinha e
Corredeira das Panelas, além do inspirador poço do Amor, que, mesmo com o frio, justifica a contemplação. Para quem não gosta de perder banhos de cachoeiras, mas prefere não se arriscar nelas agora, que estão geladas, é só voltar lá a partir da primavera. Ao longo do caminho, pode-se apreciar não só a paisagem, como observar a flora e a faunas, com animais como mico e várias espécies de pássaros, de tucanos a seriemas, entre outros.
possui serviço de recreação. As acomodações são equipadas com TV, frigobar e circulador de ar, sendo que as suítes têm acesso à copa de apoio à mamãe. Nas áreas comuns, o hóspede dispõe de TV a cabo. Para o público corporativo, a Cachoeira da Serra oferece um salão de festas, com gerador extra de energia, onde você poderá realizar seu evento com total privacidade e conforto.
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Reservas: (31) 3486-6060 / 98784-9927 ou pousadacachoeiradaserra@gmail.com Site: pousadacachoeiradaserra.com.br
Confortável E toda essa imersão ocorre com total conforto. Afinal, não é preciso botar o pé literalmente na estrada para contemplar a natureza: a pousada – que opera com pensão completa (café da manhã, almoço e jantar) – possui duas piscinas com aquecimento solar, sauna e bar da piscina, todos panorâmicos, além de ser ideal para crianças, pois
Saiba mais Acomodações: 27 (entre chalés e suítes, sendo duas delas adaptadas para pessoas com deficiência, e cinco confortáveis casas) Lazer: um restaurante, duas piscinas com aquecimento solar, sauna e bar da piscina, quadras de peteca e de vôlei, campo de futebol, playground, lago pesque e solte, sinuca e pebolim Pacote: O programa promocional de férias, de sexta-feira a domingo, custa a partir de três parcelas de R$ 256 por casal e criança de até 7 anos cortesia.
A pousada está situada em uma região com belas cachoeiras
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Pôr do sol pode ser apreciado na confluência dos rios Teles Pires e Cristalino
Floresta Amazônica
Como chegar
Voos diários para Alta Floresta De BH, pegue o voo Azul no aeroporto de Confins às 9h30 (segunda a sexta, com escala em Cuiabá) e às 8h55 (domingo, com escala em Goiânia e Cuiabá), chegando à Alta Floresta às 13h45. Para o voo de retorno, decole de Alta Floresta às 14h15 e chegue a BH às 19h15. As tarifas estão a partir de R$ 419,90. Acesse www.voeazul.com.br
Estima-se que existam cerca de 15 mil birdwatchers (observadores de pássaros) no Brasil ARTE
Para ouvir os sons e sentir de perto as belezas da natureza Cristalino Lodge criou umareserva florestalparapreservarregiãonadivisa do Mato GrossocomPará, procurada porbirdwatchers detodo omundo
WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
LOCALIZAÇÃO Paulo Campos paulohcampos1@gmail.com
NOVA FLORESTA
780 KM
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EDSON ENDRIGO/DIVULGAÇÃO
CUIABÁ
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Encantamento. Esse é o sentimento que parece guiar o paranaense Jorge Lopes e o belga Stephan Boddington quando entram na floresta. Eles sentem os sons se multiplicarem na cabeça, não desviam o olhar das copas das árvores um só segundo e ficam totalmente hipnotizados quando veem um pássaro. Foi assim em quase todo nosso trajeto nos rios Teles Pires e Cristalino até o Cristalino Lodge, um ecolodge de luxo na floresta Amazônica, a 39 km do município de Alta Floresta, na divisa dos Estados de Mato Grosso e Pará. Só nessa região são mais de 600 espécies de aves, 1/3 das existentes no país.
No caminho, somos brindados pelas boas-vindas do gavião-preto. Jorge me empresta o binóculo para observá-lo na árvore, altivo, elegante, com marca branca na calda, a mais monocromática das aves que veríamos dali para frente. À frente, uma garça-real, com pernas, pescoço e bico alongados, dá o ar da graça, num sobrevoo rasante sobre o barco, e quase escondida entre os galhos, uma biguatinga imóvel, toma sol. Percebemos logo que não estamos em um lugar qualquer, mas em um santuário ecológico. Confira todas essas belezas amazônicas nas próximas páginas, nos cliques do fotógrafo Walef Marques.
Para abraçar o tronco da árvore na floresta seriam necessárias 12 pessoas
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O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
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A RPPN está em 11.399 hectares de floresta primária, uma área seis vezes maior do que o arquipélago de Fernando de Noronha
BENJAMIN FREEMAN/DIVULGAÇÃO
WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
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Ariramba-decauda-ruiva
Educação
Um Dia na Floresta Um passeio de caiaque pelo rio Cristalino é boa pedida no fim de tarde EDSON ENDRIGO/CRISTALINO LODGE/DIVULGAÇAO
Projetos como Um Dia na Floresta são desenvolvidos pela Fundação Cristalino com as escolas públicas de Alta Floresta e Novo Mundo. Alunos entre 11 e 12 anos, que nunca entraram nas matas, são levados para conhecer a Amazônia com outros olhos, em atividades ambientais e educativas. WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
O rio Cristalino serpenteia pela floresta, com a ilha Ariosto em primeiro plano; reserva é uma RPPN desde 1997 WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
Os guias Stephen Boddington e Jorge Lopes conduzem os visitantes pelo rio Cristalino
Quem leva Agência: Estação de Turismo (BH)
Tratamentos
Informações: (31) 3029-1688
Ecolodge autossustentável
Observação: A Estação de Turismo tem pacotes sob medida para o Cristalino Cristalino Lodge: Situado à margem direita do rio Cristalino, a 39 km de Alta Floresta. Informações: (66) 3521-2221 ou www.cristalinolodge.com.br. Diárias a partir de R$ 930 por pessoa, sem a taxa de preservação (R$ 200 por pessoa na viagem).
Tudo em nome da preservação ambiental aproveitar a luz, a ventilação natural, a linearidade e os declives do terreno, integrando edificações e bangalôs à natureza. Da trilha principal nascem outras que conduzem a 18 bangalôs, espalhados por 600 m², hoje uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), área de preservação criada pela proprietária Vitória De Riva Carvalho com o objetivo de frear o crescente desmatamento na região. Vitória percebeu o potencial ecoturístico da região em 1992, ao receber no Cristalino – ainda um acampamento – os primeiros gru-
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RUDIMAR CIPRIANI/DIVULGAÇÃO
A primeira visão do Cristalino Lodge é uma plataforma majestosa que se debruça sobre o rio. É do deck onde chegam e de onde partem diariamente os hóspedes para os passeios diários oferecidos pelo ecolodge. Percorre-se uma trilha até a principal edificação do lodge, onde se encontra a recepção, um bar, o restaurante, uma lojinha com suvenires e uma sala de descanso e leitura. Nada de concreto, aço ou cerâmica. O bacana é perceber que os espaços, amplos e arejados, foram concebidos com o intuito de
pos de observadores de aves – lá fora chamados de birdwatchers. Em 2004, surgiram os primeiros bangalôs. Tudo com luxo, mas rústico. Junto com eles, a preocupação ambiental. “O Cristalino trabalha com o propósito de não gastar energia”, explica Vitória. Por esse motivo, placas solares garantem a iluminação nos bangalôs e das trilhas. O hotel conta com tecnologia fotovoltaica, a partir da irradiação do sol, para reduzir a emissão de gás carbônico no meio ambiente e produzir 76,5 KW por dia. À noite, a energia é fornecida aos quartos por meio de um banco de baterias.
Como um lodge autossustentável, o tratamento de água e esgoto no Cristalino têm uma mãozinha da natureza. Círculos ecológicos de bananeiras, ao lado de cada bangalô, “filtram” (transpiram e evaporam) a água do chuveiro e da pia; o tratamento do vaso sanitário se baseia na permacultura. “Nada é jogado no rio”, garante a proprietária Vitória Da Riva Carvalho.
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Voluntários
Belga adora a região e retorna Por ser um santuário de aves, o Cristalino atrai pesquisadores e voluntários de todo o mundo. É o caso do belga Stephen Boddington, que esteve na floresta em 2006 e retornou como voluntário. Boddington é guia de birdwatchers estrangeiros de junho a setembro, quando tira férias no museu Le Palais des BeauxArts (Bozar), em Bruxelas. Seu interesse é o contato com a natureza; das mais de 600 espécies de aves da região, afirma já ter avistado mais de 500. JORGE LOPES/DIVULGAÇÃO
Fauna
Animais mais protegidos Dentre essas espécies existentes na área do Cristalino Lodge, algumas precisam ser preservadas, como a onça-pintada, a jaguatirica, a ariranha e o cachorro-do-mato-vinagre. Entre os projetos da Fundação Cristalino está consolidar o macaco-aranha-de-cara-branca nessa área da Amazônia. WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
Panapaná
Borboletas em profusão Machos de borboletas da subfamília Coliadinae procuram por sais minerais na beira de rios da floresta Amazônica. Pesquisadores, como Keef Braus e André Freitas, esse último professor da Unicamp, que visitaram a região e fizeram uma lista preliminar de 2.000 espécies.
turismo
Cristalino Lodge
O luxo essencial na forma de confortáveis lodges Cristalino é um lugar naturalpara aguçaros sentidos para a coisas simples ebelas da vida,que na selva semanifestam em todo seuesplendor Paulo Campos paulohcampos1@gmail.com
Mais que um hotel de selva, o Cristalino Lodge é um mergulho nos sons da Amazônia, uma imersão que aguça nossos sentidos, uma experiência única de contemplação e educação ecológica. Para o casal paulista João Maluf, 34, e Gabriela Maluf, 27, trata-se muito mais do que isso. “Estar aqui mostra quão distante estamos de nossas origens”, afirma a designer de moda, estupefata de estar em plena selva amazônica. “É natureza por todos os lados, não imaginava essa densidade de matas, de rios e de pássaros tão perto da gente”, comenta o administrador de empresas. Mais impressionados ainda ficaram com a possibilidade de vivenciar a selva com luxo e conforto.
lumbrantes. “O objetivo é inspirar outras pessoas a preservação”, resume a proprietária Vitória Da Riva Carvalho.
Pôr do sol A equipe de guias foi capacitada para colaborar com o uso responsável dos recursos naturais e a condução correta dos visitantes nas trilhas. Na floresta, o lema é “não leve nem deixe nada”. Entre as boas experiências na selva, recomenda-se ainda um passeio de caiaque no final do
dia para ver o pôr do sol na confluência dos rios Teles Pires e Cristalino. Próximo à recepção, um espaço rústico serve os almoços e os jantares, esse último à luz de velas para criar uma atmosfera mais acolhedora. As verduras vêm da horta orgânica, e os ovos, de galinhas poedeiras no local. Nas refeições, produtos locais, como palmito pupunha e tambaqui, um peixe típico da região. Vitória Da Riva Carvalho convidou o chef paulista Ricardo Cunha para desenvolver um cardápio básico, que valorizasse a gastronomia brasileira. No período que permanecemos no Cristalino, degustamos saborosas moquecas de peixe, caldinhos de feijão, feijoada e peixes nos mais diversos preparos. WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
Luxo essencial As 18 habitações do lodge trazem para perto do hóspede um luxo essencial, sem exagero ou ostentação. Os bangalôs são dotados de ventilação natural, cama king size com mimos como banheiras e chuveiros privados ao ar livre, lençóis Trousseau de 300 fios e amenities Granado de Castanha do Pará. Os 30 km de trilhas nas matas fechadas levam o visitante até torres de observação, troncos de árvores que precisariam de 12 homens para abraçá-los, nasceres e pores do sol des-
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O Cristalino Lodge recebeu o prêmio World Savers Award, da Condé Nast Traveler
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BENJAMIN FREEMAN/DIVULGAÇÃO
Alguns hóspedes preferem relaxar no deck flutuante sobre o rio Cristalino ou cochilar na rede na varanda do bangalô
turismo
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A área de convivência do Cristalino iluminada à noite
Birdwatching 1. Comece pelas aves que estão a sua volta. Até para saber se você tem um interesse na atividade; 2. Respeite a distância de conforto do animal, porque é preciso construir uma relação de confiança com ele; 3. Prefira roupas com cores discretas, que se camuflem com o ambiente; 4. Com o binóculo é possível ver detalhes que seriam impossíveis de observar a olho nu; 5. Guias de aves ajudam na identificação e podem tornar o passeio mais interessante; 6. Aves não gostam de barulho. É preciso andar devagar e falar baixo para não espantá-las;
Bando de borboletas coloridas ao meio-dia Assim como Stephen Boddington, a bióloga Luísa Mota, 27, está há quase um no Cristalino em uma pesquisa científica, como parte de seu trabalho de campo no doutorado em ecologia pela Unicamp. Sua pesquisa sobre borboletas já cadastrou 1.550 espécies. “Quem gosta de borboleta, esse é o lugar certo", afirma. Luisa ainda não terminou a pesquisa, mas acredita piamente que descobriu uma nova espécie. “Ainda é necessário uma análise genética e comparação com outras para ter 100% de certeza”, afirma. O melhor lugar para avis-
tar borboletas em profusão, de diversas espécies e colorações, é na prainha do Cristalino. É o panapaná, fenômeno no qual um bando de borboletas migram em certas épocas do ano, formando verdadeiras nuvens. Tanto Boddington quanto Luísa se beneficiam da Fundação Ecológica Cristalino, criada pela proprietária do resort, Vitória Da Riva, para trazer pesquisadores e cientistas para a região. Entre os projetos da fundação está consolidar o macaco aranha-decara-branca nessa área da Amazônia.
Araçari-depescoço-vermelho
7. Cuidado onde pisa. Quando observa-se aves, olha-se muito para cima e pouco para baixo. Lembrese de que existem buracos, cobras e aranhas nas matas. MARCOS AMEND/DIVULGAÇÃO
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Passeios
Os sons da natureza amplificados Lodge possui duas torres de observação, ambas feitas de aço e com 50 m de altura cada, e com duas plataformas de observação
Não é preciso ser biólogo, ornitólogo ou observador profissionalpara curtir o birdwatching;segundonossos guias,basta gostarda naturezae treinaro olhare oouvido Paulo Campos
Torres
paulohcampos1@gmail.com
50 m acima das árvores
Como o melhor horário para observar os pássaros é bem cedinho, no Cristalino pula-se da cama por volta das 6h ou 7h, toma-se um pré-café da manhã, com pão, bolo, café com leite e suco, e, depois, munido de binóculo e câmera fotográfica, apanha-se o barco que leva à trilha. O destino é uma das torres de observação na mata. No trajeto, o bom-dia é dado pelo canto do maracanã-guaçu, espécie de papagaio grande com chilro que se assemelha a um chocalho. À beira do rio, quase confundido com um tronco, um jacaré, ainda filhote, descansa. Depois de andar dez minutos, você começa a perceber que na mata não há trilhas que levam a um destino, mas caminhos que se interconectam.
ESTER RAMKIREZ/DIVULGAÇÃO
Antes do nascer do sol, o guia Jorge Lopes monta seu observatório em uma das duas torres do Cristalino Lodge e começa a nos mostrar os primeiros pássaros: o gavião-real, o anambé-de-coroa, o anambé-preto, só para citar aqueles cujo nomes eu lembro. Na volta, antes do café da manhã reforçado, um tucano-de-bico-verde, passa sobre nossas cabeças. É a hora de descansar no lodge.
Endêmicas
Gavião-preto
Jorge Lopes, um barqueiro que veio para Alta Floresta para plantar café e cacau e hoje exerce a profissão de guia para os turistas brasileiros, afirma que o desejo de
todo observador é ver o inhambu-de-cabeça-vermelha (ave pequena, arisca, com plumagem de coloração que a faz camuflar-se). Ele mesmo confessa que ainda não avistou a ave. Descubro que, apesar de terem binóculo em punho, observadores de aves brasileiros, como Jorge, ao contrário dos estrangeiros, são excelentes fotógrafos. Quando se avista uma ave, é preciso ser rápido para enquadrá-la na lente da câmera e congelar a pose, antes que desapareça.
Em 2008, foi o lançado o Wikiaves, uma plataforma com fotos de aves cadastradas pelos birdwatchers
O guia Jorge Lopes e seu exercício diário de observar as aves nas matas WALEF MARQUES/DIVULGAÇÃO
Artifícios Ao contrário de guias que utilizam um aparelho de MP3 para reproduzir o canto do pássaro, Jorge imita o canto de várias aves à perfeição. É a maneira de comunicar-se com elas, de chamá-las para perto. Além desse artifício, recomendase usar roupa camuflada, nas cores bege e verde, e mover-se silenciosamente para não assustá-las. Depois de vencer o medo de altura e subir a torre de observação, chegamos a nosso objetivo: apreciar o sol nascer e colorir de alaranjado a floresta.
Ao redor das torres de observação do Cristalino pode-se visualizar um tapete de árvores em todas as direções WILL CARTER/DIVULGAÇÃO
O que levar Para os passeios: * Camisa de manga comprida * Calça de tactel ou similar * Calçado confortável * Chapéu ou boné * Meias de cano alto * Capa de chuva * Binóculos e óculos de sol * Protetor solar * Repelente * Câmera fotográfica Para o lodge: * Lanterna * Camisetas de algodão * Calças jeans e camisas * Moletom, shorts e roupa de banho * Chinelo e tênis confortável * Medicamentos pessoais
Existem na região antas, ariranhas, jacarés, macacos e bichos-preguiças; na foto acima, o macaco-aranha-de-cara branca é uma das espécies da região
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sabores do mundo renatoquintinogastronomia@hotmail.com
Cruzeiros
Sovereign na costa brasileira
Pacu, tambaqui e pirarucu RENATO QUINTINO/DIVULGAÇÃO
A operadora CVC anunciou que fretará o navio será o Sovereign, da armadora Pullmantur, para a próxima temporada de cruzeiros no Brasil. Ele estreia em 1°/12 e permanece aqui por três meses. Ao todo, serão 24 saídas, sendo 19 minicruzeiros, quatro com roteiros de 6 a 8 noites e uma travessia para Barcelona em março. O Sovereign será o único navio a operar em sistema all-inclusive nesta temporada, com preços a partir de R$ 1.460 por pessoa, em cabine dupla e interna. Acesse www. cvc.com.br ou procure a loja CVC mais próxima.
Os peixes dos rios brasileiros têm, além de nomes indígenas, sabores espetaculares. Tocantins,AraguaiaeAmazonas trazem uma enorme riqueza para a gastronomia local, hoje presente em hotéis e no trabalho de chefs das regiões Centro-Oeste e Norte. A bacia amazônica, unindo o norte do Mato Grosso com o sul Estado do Amazonas, apresenta uma rica gastronomia da fusão das culturas do pacu e do pirarucu. Pouco conhecidas no resto do país, as cozinhas do Mato Grosso do Sul e do Norte têm,também, uma grandediPULLMANTUR/DIVULGAÇÃO
versidade, que vai da farta cozinha pantaneira à do sul e do extremo norte do Estado. Inegavelmente, a gastronomia da Amazônia fez o nome do Brasil no exterior por meiodo trabalhodo chef Alex Atala. Impulsionada pelo grande interesse gerado, com a emergência de novos e talentosos chefs e com uma enorme profusão de ingredientes nativos, a cozinha da Amazônia brasileira possui, ainda, um enorme potencial a ser explorado. A curiosidade e o interesse que os estrangeiros têm pela Amazônia como um todo são evidenciados pelo Cristalino Lodge, em Alta Floresta, cuja ocupação é quase 90% de estrangeiros. Além da experiênciaparadisíaca, adonadoecolodgetem oprazerde introduzir quem vem de fora na gastronomia da região e na brasileira como um todo. Ou seja, não faltam clássicos locais e nacionais, como peixes frescos,moquecade camarão,caldinho de feijão preto, tutu de feijão e tapioca.
Clássicos da cozinha brasileira se unem à gastronomia da bacia amazônica no Cristialino Lodge
De sair da dieta Remanescente do antigo Tratado deTordesilhas, a tríade que formou a gastronomia brasileira também está na culinária da bacia Amazônica, com suas raízes nas cozinhas indígena, portuguesa e africana, somada ali com um toque da espanhola. A originalidade está nos ingredientes nativos e nas combinações que trazem aromas e sabores característicos marcantes. O pequi marca forte presença em receitas de base em arroz e frango, assim como estão presentes a mandioca, a manga, o caju, o charque e os peixes frescos ou secos. Pacu assado, piraputanga
na brasa, mojica de pintado, arroz com pacu seco e peixes na folha de bananeira expressam a riqueza de uma região onde os peixes de rio e as florestas fechadas dão o tom. Clássicos da bacia Amazônica são a união entre a Maria Isabel (original farofa de banana da terra),a paçoca de pilão, feita com carne de charque, o furundu (doce de mamão verde, rapadura e canela), o pixé (à base de milho torrado e socado com canela e açúcar), o francisquito, o licordepequi, o suposto afrodisíaco guaraná de ralar, que faz às vezes de cafezinho, com o tucunaré e o pirarucu, e tudo com um toque, ainda, do milho que sai de Goiás.
Receita Caldo de paio e jambu com pimenta-cumarim Ingredientes: 2 batatas grandes descascadas e picadas; 1 L de água; 1 paio picadinho; 4 colheres (sopa) de folhas de jambu; sal; e pimentacumarim picadinha a gosto. Preparo: Em uma panela, aqueça a água e cozinhe as batatas com o paio até estarem macias (cerca de 30 minutos). Bata tudo no liquidificador. Enquanto isso, cozinhe o jambu em água fervente por cerca de 3 minutos, retire-o, dê um choque térmico em água corrente e tempere com sal e pimentado-reino. Em pratos individuais, distribua as folhas de jambu aquecidas, coloque o caldo por cima, finalize com um toque da pimenta-cumarim e sirva.
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Renato Quintino é professor e consultor de gastronomia, vinhos e harmonização, guia de turismo gourmet e enólogo; escreve o blog www.renatoquintino.com.br
WLançamento. Ford oferece motor Ecoboost para o Fiesta Titanium. Págs. 16 e 17
ALEXANDRE CARNEIRO
WMoto. Linha 500 da Honda traz novidades mecânicas e visuais. Págs. 22 e 23 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 9/7/2016
Linha evolutiva
JAC T5 mostra avanço em relação a outros modelos da marca, mas ainda pode melhorar. Páginas18e19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Durante o dia
Uso obrigatório de faróis baixos Entrou em vigor ontem (08/07) a Lei 13.290/2016, que torna obrigatório o uso de faróis baixos durante o dia em todas as rodovias do país. A partir dessa data, quem circular em estradas com as luzes apagadas em qualquer horário irá cometer infração média e estará sujeito a multa de R$ 85,13 e a ter quatro pontos computados na carteira de habilitação. O texto foi sancionado pelo presidente interino Michel Temer no dia 24 de maio. DOUGLAS MAGNO – 1.11.2012
Raimundo Couto
Nome de batismo A Volkswagen divulgou recentemente um vídeo no qual a marca brinca com a escolha do nome do carro que deverá ser o seu mais novo lançamento para o mercado da Índia. No vídeo, os engenheiros olham pelo vidro como se estivessem em uma maternidade observando o novo bebê que acabou de nascer. Eles começam a discutir qual seria o nome da criança. Sem dúvida, uma ideia bem-bolada. De acordo com as informações que circulam pelos bastidores do mercado, tudo indica que o novo carro compacto da Volkswagen que será lançado na Índia deverá ser chamado de Breeze. Anteriormente o projeto estava sendo chamado de Vento. O curioso é que esse mesmo nome já batizou o Polo naquele país e agora estaria sendo usado novamente. São muitas e curiosas as histórias que contam sobre o processo de definição do
nome que receberá um novo automóvel. Existem uns nomes de carros tão estranhos que, olhando bem para o produto, percebe-se claramente uma falta de sintonia entre um e outro. Mas, claro, muitas vezes a denominação de determinado automóvel se encaixa como uma “luva” e parece ter nascido para ele. O certo é que a escolha do nome de batismo de um veículo não é algo tão simples, como se possa imaginar. Envolve a participação de publicitários, executivos, desenhistas, engenheiros e, muitas vezes, de pessoas que nada têm a ver com o processo, como os próprios clientes da marca ou futuros compradores. Um dos recentes lançamentos da indústria teve seu nome ventilado bem antes do lançamento, o pequeno, e ainda ausente de nossas ruas, Mobi. O feito teve como protagonista o jornalista de São Paulo, Fabiano Mazzeo, e a publicação aconte-
A escolha do nome de um veículo não é algo tão simples como se possa imaginar. Envolve a participação de publicitários, executivos, desenhistas, engenheiros e pessoas que nada têm a ver com o processo.
ceu poucos meses antes da confirmação oficial por parte da montadora. Mas desde sempre outros jornalistas também foram responsáveis, não pela escolha, claro, mas pela revelação de nomes guardados pelos fabricantes a sete chaves. Recordo-me de dois. Um, bem mais antigo, teve como autor o conhecido publicitário e jornalista Mauro Salles, um dos pioneiros na crônica especializada sobre automóveis, mas que depois passou a se dedicar à publicidade e foi criador da Salles, uma das maiores agências do Brasil nos anos 80. Foi Mauro, segundo consta nas páginas da história automotiva, quem batizou um dos maiores sucessos da Ford no Brasil, o Corcel, primeiro automóvel de passeio produzido pela montadora no país e que à época causou uma revolução no mercado. O outro caso é mais recente. Aconteceu no começo dos anos 2000, quando a General Motors se preparava para
lançar o compacto Celta, automóvel que seria o precursor da inauguração da fábrica da GMB em Gravataí, próximo à capital gaúcha, Porto Alegre. Nesse caso em tela todos os créditos couberam ao amigo, professor e um dos mais respeitados profissionais do setor, cuja longeva carreira é um exemplo de dedicação que inspira os jovens jornalistas a seguir seus passos. Falamos do competente Gilberto Leal, editor de veículos, há mais de 40 anos, do jornal “Zero Hora”, do Rio Grande do Sul, que poucos meses antes da apresentação oficial cravou com precisão o nome Celta. Ainda pela montadora da gravatinha, o nome Opala surgiu depois que um concurso interno identificou que essa denominação seria apropriada para que o lançamento do sedã que tanta saudade deixou em seus admiradores. Essa e outras curiosidades na sequência do assunto, mas só na próxima semana.
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FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO
Internacional
Alaskan é aposta da Renault Marcalançainéditapicapegrande, previstaparachegaraoBrasilem2018 Da redação Apresentada no ano passado como carro-conceito, a picape Alaskan virou realidade: a Renault
acabou de mostrar ao mundo a versão definitiva, pronta para produção em série, de sua primeira caminhonete de grande porte. Ainda em 2016, ela começará a ser
Alaskan irá concorrer com Hilux, S10, Ranger, L200 e Amarok
vendida em alguns países latinos, como México e Colômbia. Em 2018, o modelo começará a ser fabricado na Argentina, de onde será importado para o Brasil. De acordo com a Renault, a Alaskan tem capacidade para transportar 1,2 ton de carga e de rebocar até 3,5 ton. A mecânica é composta por um motor 2.3 a diesel, de quatro cilindros, sobrealimentado por dois turbocompressores, capaz de desenvolver 160 cv de potência nas versões de entrada e 190 cv nas configurações top de linha, além de cerca de 40 kgfm de torque. O câmbio pode ser manual
de seis marchas ou automático de sete, e há opção de tração 4x2 e 4x4 e de reduzida. A Alaskan é fruto de um projeto conjunto entre a Renault, a Nissan e a MercedesBenz, que irão compartilhar a mesma plataforma para produzir três picapes distintas: a marca japonesa utilizou-a para dar origem à nova geração da Frontier, que já é vendida em outros países, mas ainda não está disponível no Brasil. Já a empresa alemã está desenvolvendo uma caminhonete inédita em nível global, que provavelmente irá se chamar GLT. As três serão feitas na Argentina.
Segundo o fabricante, vão livre em relação ao solo é de 23 cm
Programa de Etiquetagem Veicular deu nota A para a Oroch
Oroch ganha opção de câmbio automático A Duster Oroch, picape da Renault que ocupa um segmento inferior ao da Alaskan, chega à linha 2017 com novidades. A principal delas é a oferta de uma transmissão automática de quatro marchas para a versão Dynamique 2.0, que tem preço sugerido de R$ 76.580. As demais configurações, equipadas com transmissão manual, continuam sendo oferecidas. Além da nova opção de câmbio, a Oroch também recebeu aperfeiçoamentos mecânicos. O motor 2.0 16V que equipa parte da linha passou
a ser associado a um sistema eletro-hidráulico de assistência da direção, que substitui o dispositivo hidráulico utilizado anteriormente. Segundo o fabricante, além de atuar com maior progressividade, tornando o volante mais leve em manobras e mais firme em alta velocidade, essa solução ainda beneficia o consumo de combustível, pois a bomba hidráulica não é mais movimentada pelo motor. Ainda com o objetivo de otimizar o consumo, a Oroch 2017 sofreu mudanças na injeção eletrônica e ganhou pneus verdes.
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Mercado
Onix é líder no primeiro semestre De acordo com balanço divulgado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o Chevrolet Onix foi o carro mais vendido do Brasil no primeiro semestre de 2016. Durante o período, o modelo emplacou 68.535 unidades. O Hyundai HB20 foi o vice-líder, com 55.922 vendas, seguido pelo Ford Ka, com 34.571. O cenário do mercado, porém, é de queda: de janeiro a junho, foram emplacados 1.592.746 veículos, valor 21,51% menor que o do primeiro semestre de 2015. JORGE RODRIGUES JORGE/CZN
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Lançamento
Pequeno gigante é a mais nova estrela da Ford Fiesta ganhamotor 1.0 Ecoboost, que sedestaca pelaeficiência; versão top delinha Titanium, única equipada com a novamecânica, custa R$71.990 Eduardo Rocha Auto Press
Não fosse a subida do dólar, a história seria outra. A princípio, a Ford pensou em lançar a versão turbo de seu propulsor 1.0 de três cilindros em um modelo intermediário do compacto Fiesta. O planejamento incluía trazer o motor produzido na Romênia, com o dólar a R$ 2,20. Com a moeda norte-americana em torno de R$ 3,40, o jeito foi mudar a abordagem.
O Ecoboost chega como modelo mais caro da linha, apenas na versão Titanium e na carroceria hatch, a salgados R$ 71.990.
Caro, mas potente Para justificar o valor, a fabricante tratou de rechear o pequeno hatch. O motor 1.0 turbo – de impressionantes 125 cv de potência e 17,3 kgfm de torque –, bebe exclusivamente gasolina e só chega com acompanhamento completo: câmbio automatizado sequen-
cial de seis marchas, sete airbags, controle de estabilidade e tração, revestimento em couro, chave presencial, rodas de liga leve aro 16 e diversas outras bossas tecnológicas. Esse conteúdo, a não ser pelo propulsor em si, é exatamente o mesmo da versão Titanium 1.6 16V flex, que tem 128 cv, 15,8 kgfm e custa R$ 70.690. Com a chegada do Ecoboost, a linha Fiesta foi reorganizada. O motor 1.5 de 112 cv sai do line-up, e a versão básica S deixa de existir. O novo modelo de entrada, SE, e o intermediário, SEL, são animados pelo mesmo Sigma 1.6 16V da Titanium. Já o conteúdo da versão SE é idêntico ao da antiga S, com ar, direção, vi-
dros dianteiros, trava e espelhos elétricos e sistema de som com conectividade. As diferenças ficam no motor e no preço, ambos maiores. A linha Fiesta parte agora de R$ 51.990, R$ 2 mil acima da S. A intermediária SEL traz o conteúdo idêntico da antiga SE, por um preço também maior: R$ 58.790 com câmbio manual e R$ 64.990 com automatizado – respectivamente, R$ 1.100 e R$ 2.700 a mais. Mas a nova estrela da companhia é mesmo o motor Ecoboost 1.0. Segundo a Ford, durante o desenvolvimento foram criadas cerca de 270 patentes. O propulsor de três cilindros e 12 válvulas tem bloco em ferro fundido e cabeçote e cárter em alumínio.
Carros antigos
Encontro em Capim Branco Neste domingo (10/07), das 9h às 17h, irá acontecer a sexta edição do Encontro de Carros Antigos de Capim Branco, cidade situada na região metropolitana, a cerca de 45 km de Belo Horizonte. O evento, que será realizado no Rancho Country, irá reunir veículos fabricados até o ano de 1986. Inscrições e informações pelos telefones 99722- 9192 e 99773- 0099 e no site www.old7.com.br.
Miniaturas
Colecionadores realizam evento Está marcado para hoje (09/07), a partir das 14h, um novo encontro de colecionadores de miniaturas no restaurante Xico da Carne (rua Dr. Júlio Otaviano Ferreira, 772, Cidade Nova). Nesta edição, os organizadores irão coletar alimentos, agasalhos, roupas e brinquedos, que serão doados para pacientes com câncer e em situação de vulnerabilidade social do Lar Teresa de Jesus. Informações pelo telefone 3484-0038.
Motor 1.0 vem com 125 cv de potência e 17,3 kgfm de torque e funciona só com gasolina
Hatch compacto tem motor Ecoboost 1.0, estrela da Ford
A tendência do compacto poderoso Entre as soluçõesinovadoras do novo Fiesta estão a bomba de óleo variável, que modula a pressão dos jatos de óleo que resfriam os pistões, e a correia dentada interna, de material elastômero, que resiste ao contato com óleo. Os números extraídos desse propulsor mostram que os esforços da engenharia da Ford fizeram sentido. A aceleração de zero a 100 km/h do modelo ocorre em de 9,6 segundos, contra 12,1 s do mo-
tor 1.6 16V com o mesmo câmbio automatizado. O torque se mantém no ápice de 17,3 kgfm entre 1.400 e 4.500 giros. Na parte de consumo, o Fiesta 1.0 Ecoboost também se mostra superior ao Sigma 1.6 16V. Com gasolina, ele faz, segundo o Inmetro, 12 e 15,3 km/L na cidade e na rodovia. Já o Sigma faz 11,3/14,9 km/L. A Ford quer colocar essa nova versão para brigar no topo dos chamados “hatches compactos premium”, que
são bem equipados e têm até algum luxo. Lá estão Peugeot 208, Citroën C3, Volkswagen Fox e Hyundai HB20, todos equipados com motor 1.6 16V. Há ainda a intenção de tirar proveito da queda de interesse pelos hatches médios. No caso, com a esperança de que o consumidor brasileiro amplie o conceito de downsizingadotado pelos novos motores também às dimensões do carro. O preço tem que acompanhar o tamanho.
Carro traz sete airbags e controle de estabilidade e tração
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FOTOS EDUARDO ROCHA/CZN
Novo modelo da linha Fiesta tem motor potente, com 125 cv, e preço salgado: R$ 71.990
Emblema na traseira é única identificação do motor Ecoboost
Primeira impressão sobre desempenho é bastante positiva
Interior do carro traz algum luxo, mas carece de um pouco mais de requinte Embora haja um excesso de plástico rígido nos revestimentos, a preocupação da Ford foi, efetivamente, tornar o convívio com o novo Fiesta o mais suave e agradável possível. Isso fica nítido pelo nível
de equipamento e pelo habitáculo muito bem-isolado acusticamente. No interior, o modelo até ganhou detalhes que evocam algum luxo, como bancos em couro, anéis cromados em torno dos instrumentos e acabamento em
preto brilhante no console do ar-condicionado digital. De qualquer forma, não cairiam mal no Fiesta Ecoboost mais alguns “parangolés” brilhosos, que emprestassem mais requinte ao compacto. (ER/AP)
Tecnologia O motor 1.0 Ecoboost tem comando de válvulas com abertura variável na admissão e no escape, injeção direta de combustível, coletor de escape integrado ao bloco e turbo com intercooler que trabalha com até 1,5 bar de pressão.
A singela plaqueta prateada onde está escrito “Ecoboost” no lado direito da tampa traseira é o único item que denuncia a apimentada motorização 1.0 turbo que se esconde sob o capô do Fiesta. O que parece, à primeira vista, um contrassenso. Afinal, os números de desempenho do carro aparentemente mereceriam um tratamento mais ostensivo. Mas a Ford optou pela discrição esportiva. Para começar, o Fiesta tem um acerto na programação das marchas conservador demais. O escalonamento aberto não instiga uma tocada mais esportiva. Além disso, para recorrer às mudanças manuais do câmbio sequencial é
preciso usar um desajeitado botão comutador na lateral da alavanca. Mesmo no modo manual, a transmissão trata de passar a marcha à frente bem antes da faixa vermelha. O motor Ecoboost anima o Fiesta com facilidade. Na estrada, uma leve pressão no acelerador resulta no ganho imediato de velocidade. Em ambiente rodoviário, a suspensão é macia o suficiente para garantir o conforto interno e, ainda assim, não permite a rolagem nas curvas. Já no autódromo – uma parte do teste foi realizada no Velo Cittá –, o excesso de curso dos amortecedores deixa o veículo molenga demais. (ER/AP)
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Recall I
Toyota convoca Corolla e Prius A Toyota anunciou um recall por conta de uma falha no tanque de combustível: uma trinca em um respiro da peça poderá causar vazamento, com consequente risco de incêndio. A ação envolve os modelos Corolla (2007 e 2009), Prius (2012 a 2015) e CT 200h (2012 a 2015), híbrido da marca Lexus – subsidiária de luxo da empresa. Informações pelos telefones 0800 703 0206 e 0800 539 8727 e nos sites www. toyota.com.br e www.lexus.com.br. TOYOTA/DIVULGAÇÃO
Recall II
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Avaliação
JAC evolui com T5, mas ainda peca em detalhes No geral, SUV chinês já atingiuo mesmonível deseus principais rivais, masprecisa ter ‘arestas aparadas’ para aparecermais no mercado
dade avaliada era da versão top de linha, com bancos e volante revestidos em couro com costura pespontada vermelha. Sem dúvida, dá um toque de sofisticação ao interior. Mas, além de algumas rebarbas, grave foi a peça plástica que acomoda as entradas USB, HDMI e auxiliar se soltar durante os dias de avaliação. Outro problema que não deveria ter aparecido em um carro novo foi a luz de cortesia de passageiro com funcionamento intermitente. Virtude do T5 é o amplo espaço interno. O teto alto aumenta o conforto na cabine. Atrás, três passageiros vão com tranquilidade – há cinto de três pontos e encos-
to de cabeça para o passageiro do meio e isofix para fixação de cadeirinha. O porta-malas também é generoso, com 600 L de capacidade. Há também um bom pacote de itens de conveniência. Na configuração mais completa, chama atenção o sistema multimídia com “mirror link” e tela de oito polegadas. O sistema incorpora uma câmera de ré, também incomum em carros dessa categoria, além de conexão HDMI e Bluetooth, leitor de MP3, entradas USB e SD Card. A função “Link” permite conectar, espelhar e operar todas as funções de alguns modelos de smartphones ou tablets através da tela tátil.
Se impressionar pelo porte é o apelo inicial do JAC T5, ok, missão cumprida. Mas nos dias de convívio com o modelo durante a avaliação feita pelo Super Motor mostraram que, apesar de ser o melhor carro chinês à venda no mercado, ele ainda precisa ter algumas arestas aparadas. O utilitário-esportivo (SUV), último lançamento da JAC no mercado brasilei-
ro, tem desenho que lembra muito o do Hyundai ix35, modelo de categoria superior. A traseira é mais bemresolvida, enquanto a dianteira é ligeiramente desproporcional. Mas, mesmo assim, chama atenção. Por dentro, a primeira impressão é que o T5 tem o mesmo padrão de acabamento de seus rivais diretos. O plástico rígido é abundante, mas não é diferente do usado no Renault Duster, por exemplo. A uni-
A primeira impressão é que o T5 tem o mesmo padrão de acabamento de seus rivais diretos. Plástico rígido é abundante, mas não é diferente do usado no Duster
Rodas de liga leve de aro 16 são oferecidas a partir do pacote de equipamentos “Pack 2”
Felipe Boutros
Jaguar repara modelos XF e XJ Defeitos na polia do motor e no parafuso que fixa essa peça fizeram a Jaguar convocar um recall para os sedãs XF e XJ. De acordo com o fabricante, essa falha pode prejudicar o funcionamento de alternador, bomba de água, ar-condicionado e direção hidráulica. Em ambos os modelos, a ação envolve veículos fabricados entre 2012 e 2015. Mais informações pelo telefone 0800 729 1420, pelo e-mail cliente@jaguarbrasil. com.br e no site www.jaguarbrasil.com.br.
Faróis trazem filete de luz diurna em LEDs
Conclusão A evolução dos carros da JAC vendidos no Brasil é nítida: o utilitário-esportivo T5 é o melhor deles. Em termos gerais, não deve aos seus principais concorrentes, mas as falhas de qualidade na montagem do modelo, como as apresentadas na unidade avaliada, mesmo que pequenas, ainda podem comprometer, já que carros chineses ainda estão procurando seu espaço no mercado brasileiro. Hoje, a vantagem no preço – a versão completa tem o preço das intermediárias dos principais concorrentes – não é o único apelo de vendas do T5. Resta à marca afinar esses detalhes de construção, o que pode acontecer em breve, se o modelo for efetivamente nacionalizado.
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19 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
FOTOS ALEXANDRE CARNEIRO
Acerto de suspensão é focado na maciez Mecanicamente, a necessidade de “lapidar” o JAC T5 se repete. O utilitário-esportivo (SUV) é equipado com motor 1.5 16V flex que entrega 125 cv e 127 cv a 6.000 rpm, com gasolina e etanol, respectivamente. O torque é de 15,5 kgfm e 15,7 kgfm a 4.000 rpm com os mesmos combustíveis. Os números não o colocam abaixo de seus rivais, mas, mesmo com comando variável, a falta de torque em baixa rotação torna a condução cansativa, exigindo reduções de marcha a todo instante. O consumo também não foi dos melhores, com uma média de 6,9 km/L com etanol na cidade. Com gasolina, a média foi ligeiramente maior, de 8,3 km/L. Aí aparece outro problema do T5: os engates de câmbio, imprecisos, longos e barulhentos. Cada troca
do câmbio manual de seis marchas é acompanhada de um “clec”. Parece uma frescura, mas esse tipo de detalhe transmite uma sensação de algo rústico, mesmo que essa não seja a realidade do SUV chinês. No mais, a ergonomia é boa – só falta o ajuste de profundidade no volante. A direção tem assistência elétrica, e a suspensão (McPherson na dianteira e barra de torção na traseira) tem acerto que privilegia a maciez em detrimento do comportamento dinâmico. Ele deve agradar à maioria dos motoristas: não chega a permitir arroubos de esportividade, mas também não parece sofrer de anemia. Um grande trunfo do T5 é a presença do controle de estabilidade, um diferencial em relação aos concorrentes. (FB)
Ficha técnica Motor: flex, dianteiro, transversal, 1.499 cc, quatro cilindros em linha, 16V e comando variável de válvulas na admissão. Transmissão: câmbio manual com seis marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Potência: 125 cv (g) e 127 cv (e) a 6.000 rpm. Torque: 15,5 kgfm (g) e 15,7 kgfm (e) a 4.000 rpm com gasolina e etanol. Suspensão: dianteira, tipo McPherson; traseira, barra de torção. Dimensões: 4,32 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,62 m de altura e 2,56 m de distância entre eixos.
Preço é menor do que de rivais Os preços do JAC T5 variam de acordo com o nível de equipamentos, já que o trem de força é sempre com o motor flex 1.5 16V VVT acoplado ao câmbio manual de seis marchas. Começam em R$ 59.990 na versão básica, passam pelos R$ 66.990 da intermediária e chegam aos R$ 70.690 da atual versão top, batizada pela JAC Motors de “pack 3”. Nessa faixa, abaixo dos R$ 70 mil, os concorrentes
escolhidos pela JAC são as versões básicas dos utilitários-esportivos Renault Duster e Ford Ecosport. Desde a primeira configuração, o T5 tem ar-condicionado digital e automático, vidros elétricos nas quatro portas, trava central e retrovisores elétricos, alarme antifurto, monitoramento de pressão dos pneus, isofix, sensores de estacionamento e faróis com regulagem elétrica de altura e
acendimento automático, entre outros. A intermediária acrescenta rodas de liga leve aro 16, faróis de neblina dianteiros e traseiros, rack no teto, assistente de partidas em rampas e controle eletrônico de estabilidade. A top ganha bancos revestidos em couro, kit multimídia com mirror link e tela de oito polegadas e câmara de ré. (FB com Auto Press)
Garantia é de seis anos, mas rede autorizada é pequena: em BH, há só uma concessionária
W20 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
super motor FOTOS FORD/DIVULGAÇÃO
Série especial
Mercedes Actros celebra 20 anos A primeira geração do caminhão pesado Actros, da Mercedes-Benz, foi lançada mundialmente em 1996. Para celebrar os 20 anos do modelo, a marca irá lançar uma série especial, limitada a 200 unidades, na próxima edição do Salão Internacional de Veículos Comerciais, conhecido como IAA, que será realizada em Hannover, na Alemanha, entre os dias 22 e 29 de setembro. O veículo terá uma série de equipamentos destinados a aprimorar a segurança e o consumo de combustível. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Recall
Mercedes-Benz chama o Atego A Mercedes-Benz anunciou um recall para os caminhões Atego 1725 4x4 e Atego 1726 4x4, devido a uma falha de lubrificação na árvore de transmissão dianteira. De acordo com a empresa, se o veículo transitar constantemente a velocidades superiores a 90 km/h, a falha poderá causar desgaste precoce, acarretando vibração da caixa de transferência. O chamado é para veículos produzidos de janeiro até maio deste ano. Informações pelo telefone 0800 970 9090 e no site www. mercedes-benz.com.br.
Nova linha Cargo 2017, da Ford, é equipada com transmissão da Eaton, com seis marchas
Transporte
Mais opções na linha Ford amplia gamade caminhões comos novos modelosCargo 1419, 1519e 3129, que ocupam nichosque faltavamno mercado brasileiro Márcio Maio Auto Press
A queda constante nas vendas de caminhões no Brasil até poderia desanimar as fabricantes a apresentarem novidades em suas linhas. Porém, na expectativa de alguma surpresa positiva que possa acontecer na economia brasileira, a Ford lançou os modelos 1419, 1519 e 3129, que chegam para completar a linha Cargo 2017. Eles tentam arrebatar consumidores de olho em veículos para curta e média distân-
cias. É justamente no 3129 que está a grande novidade da linha. Indicado para o transporte de cana, madeira e minério, por exemplo, ele também pode ser equipado com um pacote especial que o prepara para uso como betoneira, tornando-se o Cargo 3129 Mixer. Para isso, ganha escapamento vertical e tomada de força traseira para a instalação do implemento. O veículo tem peso bruto total de 23 toneladas, capacidade máxima de tração de 51 ton e dis-
põe de duas distâncias entreeixos, 3,44 m ou 4,58 m. É equipado com motor Cummins ISB 6.7 de seis cilindros, com potência de 290 cv a 2.300 rpm e torque de 96,9 kgfm entre 1.200 e 2.100 giros. A transmissão é manual com 10 marchas à frente e 3 a ré. O tanque de combustível comporta 275 L, com reservatório de Arla 32 de 50 L. O preço começa em R$ 253,9 mil. O novo Cargo 1419 é uma evolução do antigo 1319. Tem peso bruto total de 14,5 ton e capacidade máxima de tração de 27 ton. Já o 1519 foi repaginado, ganhouumatonelada de peso bruto e totaliza agora 15,4 ton, com a mesmacapacidade máxima de tração. Ambos se movem com mo-
tor Cummins ISB 4.5 de quatro cilindros, com potência de 189 cv a 2.300 rpm e torque máximo de 61,2 kgfm, que aparece em 1.500 rpm no caminhão mais leve e entre 1.100 e 2.100 giros no mais pesado. A transmissão é da Eaton, de seis marchas. A distância entre-eixos de ambos é de 4,80 m, e os chassis foram reforçados com longarinas produzidas em aço de especificação superior (LNE 600) e travessas duplas. Além disso, a Ford adotou no 1419 um novo eixo traseiro de dupla velocidade, que, segundo a marca norteamericana, é mais robusto e durável. De acordo com a fabricante, o freio também traz componentes novos de maior durabilidade, capazes de reduzir o custo de manutenção. Isso em função da câmara mais robusta que as usadas no modelo anterior.
Características Tanto no 1419 quanto no 1519, as rodas e os pneus seguem o mesmo padrão dos
Nova linha da Ford preenche lacuna do mercado
Expectativa A Ford garante que, apesar do clima pessimista persistente no setor – a retração foi 42,8% de janeiro até maio deste ano, em comparação com o mesmo período de 2015 –, uma recuperação lenta é esperada. A ideia é que as vendas em 2016 cheguem perto das 55 mil unidades para, até 2020, retomarem o patamar de seis dígitos, ou seja, voltarem à casa dos 100 mil emplacamentos.
modelos maiores da linha Cargo, permitindo a comunização na frota. As rodas são da medida 22,5x7,5, com dez furos (em vez de oito), com pneus 275/80 R 22,5 sem câmara. O tanque de combustível é outro ponto em comum dos dois caminhões: 275 L, com reservatório de aditivo Arla 32 de 25 L. Segundo a Ford, as mudanças no conjunto suspensivo tornaramno mais simples e durável, o que favorece a economia na manutenção. O Cargo 1419 custa iniciais R$ 165.900, enquanto o Cargo 1519 começa em R$ 171.900.
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O Tempo - Pampullha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
9 de julho de 2016
W22 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
Factor e Fazer
Linha 2017 traz novidades A Yamaha Factor YBR 125 2017 traz uma boa novidade: o motor incorporou injeção eletrônica de combustível com sistema flex. Com etanol, a potência subiu para 11,1 cv a 7.500 rpm, enquanto o torque, também com o combustível vegetal, é de 1,16 kgfm a 6.000 rpm. Outra mudança é a adoção das carenagens da atual Factor 150. A mais sofisticada, Fazer, também foi aperfeiçoada na linha 2017: ganhou um sistema de freios combinados, que aciona automaticamente os discos das duas rodas. Em termos mecânicos e estéticos, porém, o modelo não traz alterações. O preço é de R$ 9.590. YAMAHA/DIVULGAÇÃO
Recall
Yamaha convoca YZF-R3 A Yamaha anunciou um recall para a esportiva YZF-R3: a bomba de óleo e a placa de embreagem serão substituídos, enquanto o câmbio passará por uma verificação e, se for constatada alguma irregularidade, também será trocado. O serviço é gratuito, e seu tempo de realização é estimado em duas horas. Se for preciso reparar também o câmbio, serão necessárias mais cinco horas. A ação envolve motos da linha 2016, tanto da versão convencional quanto da top R3A. Informações pelo telefone 0800 774 3738 e no site www.yamaha-motor.com.br.
super motor
Moto Motor de quatro tempos, dois cilindros, oito válvulas, duplo comando no cabeçote, arrefecimento líquido e injeção eletrônica é comum a todas as versões
Mudança por razão estratégica Honda renova a linha500 para tentarconter oavanço da concorrência;versões F, R e Xtêm alteraçõesna mecânica e no visual Eduardo Rocha Auto Press
Há décadas, a hegemonia da Honda no Brasil é incontestável entre os modelos menores. Mas conforme vai crescendo a cilindrada, mais disputado fica o mercado; já é assim há muito tempo. A novidade é que a linha de média cilindrada da marca japonesa vem sofrendo um ataque em escala da arquirrival conterrânea Yamaha. Enquanto a Honda tem três versões da CB 500 – F, R e X –, a Yamaha ataca com três modelos distintos: XT660, XJ6 e MT-07. Na prática de mercado, as 500 têm preço abaixo de R$ 30 mil, e as motos da Yamaha, um pouco acima. A diferença é que, a não ser pela XT, que tem quase a mesma potência da CB 500 – 48 cv contra 50,4 cv –, tanto XJ6 quanto MT-07 são bem mais poderosas, com 77,5 cv e 74,8 cv, res-
pectivamente. O reflexo nas vendas é flagrante: enquanto a linha CB 500 vendeu 1.293 unidades nos cinco primeiros meses do ano, o esquadrão da Yamaha emplacou 1.319 motocicletas. A Honda tinha mesmo de reagir. A primeira providência foi aproveitar as mudanças necessárias para atender as normas de emissões previstas pelo Promot 4 para sacudir sua linha de médias. A rigor, a fabricante só precisaria resolver a questão de gases evaporativos do tanque. Como na NC 750X, em que foi instalado um filtro acumulador que absorve os gases e os devolve à linha de combustível. Com o redesenho do bocal, que também ficou articulado, e do tanque em si, a capacidade do reservatório subiu de 15,7 L para 16,7 L nas versões F e R e de 17,3 L para 17,7 L na X. Na esteira, vie-
ram outras mudanças para tornar os modelos mais atraentes.
Visual A segunda coisa, claro, é mudar o grafismo. Mas, além disso, o visual da naked F e da esportiva R foi trabalhado, e elas ganharam escapamento redesenhado. Na F, as aletas do tanque e as tampas laterais ficaram menores e deixaram o motor mais à mostra. Os dois assentos agora têm uma diferença de altura maior, o que reforça o aspecto esportivo, mas piora a vida do garupa. A moldura do farol foi redesenhada e ganhou vários vincos e ranhuras. E a rabeta agora traz as alças do garupa embutidas, o que deixou toda a traseira mais limpa. Tanto as laterais quanto a rabeta da versão R copiaram as soluções da F. A carenagem principal também passou a “vestir” um pouco menos o motor e ganhou desenho com ângulos mais agudos e faróis mais afilados. Já a versão X não recebeu nenhuma alteração estética além do motor pintado de preto e do novo parabrisa, um pouco maior e ajustável em duas alturas.
Atual geração da CB 500, lançada em 2014, sofreu a primeira atualização
Versão F é a naked da gama, com proposta mais urbana que as “irmãs”
super motor
23 W O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
FOTOS CAIO MATTOS/HONDA/DIVULGAÇÃO
Crossover CB 500 X é a única equipada com para-brisa
Modelos têm comportamentos distintos na pista
Aperfeiçoamentos no motor, no câmbio e na suspensão Na parte mecânica, a linha 500 teve algumas pequenas evoluções, como no conjunto suspensivo. O amortecedor traseiro, monochoque, foi recalibrado, enquanto o garfo telescópico agora conta com ajuste na pré-carga da mola. O sistema de freio também recebeu um novo cáliper no dis-
co dianteiro e ajuste na manete. Além disso, a partir de agora, apenas a versão F, a mais barata, mantém modelos sem ABS. Mas o que mais valoriza a ideia de tecnologia são os faróis e as lanternas em LED – os piscas continuam com lâmpadas incandescentes. Uma mudança invi-
sível, mas perceptível, foi nos garfos das engrenagens do câmbio manual, que continua com seis velocidades e com transmissão por corrente, o que torna as trocas mais precisas. Detalhes que dificilmente irão mudar de forma radical o atual curso do mercado nacional. (ER/AP)
Preços
A família 500 da Honda nunca propôs que seus membros fossem “armas de guerra”. Ao contrário. A ideia da montadora japonesa sempre foi que a CB 500 fosse a porta de entrada para os modelos de alta cilindrada. E para isso eram motocicletas estáveis, previsíveis e muito seguras. A potência, de 50,4 cv, e o torque, de 4,55 kgfm, eram vistos como mais que suficientes para esta iniciação. Então chega a ser inusitado fazer uma apresentação dos modelos na pista do Circuito Velo Cittá, no interior de São Paulo. E se o local para a versão naked F e a esportiva R já é estranho, para a crossover X causa espanto. As CB 500 F e R se comportam na pista exatamente
como a Honda as projetou. São motos mansas, com uma boa resposta no acelerador, freios eficientes e um comportamento dinâmico que passa confiança a quem pilota. A pista, claro, inspira uma tocada mais agressiva. E, nesse caso, os dois modelos até respondem bem. Já a CB 500 X fica completamente sem lugar. O curso de amortecedores maior e o centro de gravidade mais alto tornam a moto bem desajeitada para o ambiente. E a frente, mole demais, afunda nas frenagens mais fortes. Embora não tenha sido enrijecida para o teste na pista, pelo menos agora dá para regular a calibragem dos amortecedores dianteiros. (ER/AP)
CB 500 R: R$ 29 mil. CB 500 X: 29,9 mil. CB 500 F: R$ 26 mil. Essa versão é a única que não vem com freios ABS, que são opcionais e fazem o valor subir para R$ 28 mil. Toda a linha 500 é produzida em Manaus (AM) e tem garantia de três anos.
Faróis e lanternas das motocicletas ganharam luzes de LEDs
W24 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 9 de julho de 2016
super motor MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
NISSAN/DIVULGAÇÃO
Alto luxo
Nissan
Mercedes-Benz lança dois conversíveis
Fábrica brasileira começa a exportar
A Mercedes-Benz lançou dois novos conversíveis no Brasil. O mais acessível é o SLC, que chega em duas versões: a 300, com preço de R$ 292,9 mil, e a 43
A Nissan anunciou que os veículos produzidos na planta de Resende (RJ) serão exportados para mais países. O sedã Versa e o hatch March serão enviados para Bolí-
AMG, que chega a R$ 399,9 mil. O outro é o SL, que também desembarca em duas configurações: a 400, pelo valor de R$ 605,9 mil, e a 63 AMG, por R$ 887,9 mil.
via, Chile, Peru e Uruguai, além de Paraguai, que já recebia ambos os produtos. A empresa anunciou ainda que, futuramente, também exportará para a Argentina.