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Pampulha, sábado - 22/07/2017

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turismo

estilo

LISBOA ESTÁ DE CARA NOVA ÀS MARGENS DO TEJO, SEM PERDER TRAÇOS HISTÓRICOS ... Caderno Turismo. Páginas 6 a 8

PRODUTOS NO CLIMA DA NOVA TEMPORADA DE “GOT” ... Página 28

almanaque

super motor

ROSAMARIA MURTINHO VEM A BH CELEBRANDO 60 ANOS DE CARREIRA ... Página 14

COM MOTOR 2.0 TFSI, DESEMPENHO DO AUDI A3 SEDAN RECEBE UPGRADE GENEROSO ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

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22 a 28 de julho de 2017 ANO XXVII número 1408 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE JOÃO GODINHO

A NOSSA CIDADE LINDA Na contramão de São Paulo – onde murais da cidade vêm sendo cobertos de cinza –, projetos fortalecem o grafite em BH, que ganha, a partir desta semana, quatro grandiosos painéis que formarão a vista e uma espécie de mirante na rua Sapucaí

Priscila, Janaína e Juliana, idealizadoras do Cura – Circuito Urbano de Arte, que fará intervenções na cidade a partir desta semana


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 22 a 28 de julho de 2017

A SEMANA

VITTORIO MEDIOLI

“Os grandes exemplos na verdade são pequenos. É o dia a dia... É cada hora você fazer a coisa certa, toda vez procurar fazer o melhor, tratar o outro como se fosse você, eu acho que isso é um bom exemplo sim”.

Editorial

O triplex errado

S

tude subjacente, pois o governo brasileiro baixou o “sigilo bancário” sobre valores de cerca R$ 200 bilhões aplicados no exterior. Absurdo! Lógica de republiqueta do Caribe que blinda safadezas que custaram o sangramento do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), o FI-FGTS e o Tesouro Nacional, que emitiu fortunas com taxas de 11% e as investiu por 6%. Justamente o que deveria ser aplicado em finalidades sociais e desenvolvimentistas, aqui, no Brasil. Fora do país seguiu-se a lógica de obras de infraestrutura, no Brasil de farras nos últimos dez anos. Mais de R$ 1 trilhão foram carreados para estádios da Copa, das Olimpíadas, para o pré-sal, que se mostra uma insensatez, para a transposição, para os frigoríficos da JBS, os devaneios da EBX, as loucuras de Marcelo Odebrecht, que deixaram, agora, um punhado de moscas no ar. Os metrôs que resolveriam a mobilidade urbana de BH e de outras cidades continuam na fila de espera. O de Caracas nunca será pago, é calote na certa. A saúde permanece de baixíssima qualidade, a educação, insuficiente, o desemprego, o mais penoso do mundo. A transposição do São Francisco, que fez a festa de 14 empreiteiras, já registra três canais estourados pelo sertão afora, e se garante que os 12 milhões de hectares facilmente irrigáveis em Minas e na Bahia perderam essa possibilidade. As águas já se encontram contingenciadas com um corte neste ano de 15%. Quando se poderia atender a mesma população de melhor forma com açudes, cisternas e poços poupando R$ 8 bilhões que foram jogados ao vento. O pré-sal, cavalo-chefe do governo de Lula, foi uma escolha arriscadíssima, sabendo-se que o custos de ex-

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

SEMPRE EDITORA LTDA. Av. Babita Camargos, 1645 Contagem/MG, Cep: 32210-180

tração de US$ 45 por barril se oporia aos US$ 10 na península Arábica e em outras bacias rasas do planeta. Dos balanços da Petrobras aflora, já nas primeiras camadas, que R$ 400 bilhões de financiamento, relacionados ao pré-sal, não rendem um centavo e poderão em breve gerar déficit com as cotações do petróleo baixando de US$ 45 por barril. Nos últimos anos os precavidos fundos árabes pararam de investir em petróleo e entraram numa corrida maluca para abocanhar o promissor mercado das energias alternativas e sustentáveis. Sol, vento, água, biomassa, lixo e resíduos urbanos serão insumos de primeira importância, como o hidrogênio e as células de energia, que deixarão o petróleo obsoleto nas profundezas da terra. Realmente essa história de triplex, no contexto do Brasil, joga no escanteio o que realmente conta. O TRF-4 de Porto Alegre, instância de recurso de Lula, terá muitos argumentos, na esfera estritamente jurídica, para aliviar e até livrar Lula, concedendo-lhe o título de perseguido por um fato marginal e inexpressivo. Seria esse apartamento a “Elba” de Lula? Só num julgamento político do Congresso. Aquele carro popular pago por PC Faria, que motivou a cassação de Fernando Collor, não o condenou na instância judicial. Esse triplex faz um favor a Lula e concede um discurso à militância lulista estonteada. Moro conseguiu o que não queria.

vittorio.medioli@ otempo.com.br

ELLEN SOARES/DIVULGAÇÃO

e Sergio Moro queria abater Lula, pode ter errado grosseiramente. Mais que um barato triplex, a economia nacional sofreu e sofre hoje pelas escolhas estratégicas desgraçadas dos últimos dez anos, feitas pelo governo e direcionadas ao interesse das empreiteiras da Lava Jato. Triplex é nada, uma gota no oceano e, ainda, uma gota equivocada. Os financiamentos de campanha e as propinas com mimos, que têm no triplex um exemplo patético, parecem estar na base das ruínas do país. Obras de difícil fiscalização em terras distantes, e, no final de cada uma, superfaturamento e roubalheiras que renderam, além dos 3% para os partidos, uma miríade de coisas erradas. O esquema de Sérgio Cabral mostra que as garfadas poderiam multiplicar-se dependendo da agressividade de personalidades como a dele mesmo e de Eduardo Cunha (próximo delator). Os 3% eram o pedágio para passar com 97% de recursos públicos rendendo ganhos exorbitantes. Um metrô em São Paulo e uma Cidade Administrativa em Minas são facilmente fiscalizáveis, mas para o TCU um metrô em Caracas com R$ 3,3 bilhões de aportes brasileiros e um metrô no Panamá com R$ 2,4 bilhões (obras da Odebrecht) ficam fora, para sempre, de qualquer fiscalização tupiniquim. Mandar dinheiro para lá é a forma de desviar com a maior facilidade, penalizando no Brasil uma população sedenta de saúde, educação e emprego. Como tirar a comida da mesa de um esfomeado para dar lá fora. Não se tem dúvida da ilici-

Luiz Cláudio Lima, gerente da Caixa no Rio, que sentou no chão para atender cliente com deficiência física e fez sucesso nas redes

“Me enquadrar como ‘o gay’ seria muito confortável para o sistema. Que gay o c.... Eu sou um ser humano, uma pessoa...” Ney Matogrosso, em entrevista à “Folha de S.Paulo”

“A prefeitura nunca me auxiliou, prefeito nenhum nunca chegou e falou: ‘Olha, Eduardo, vamos arrumar uma casa top para você, vamos arrumar um preço melhor pra você” Eduardo Costa, em áudio vazado em que pede uma mansão para a Prefeitura de Capitólio (MG)

“No mundo inteiro, futebol não é coisa para pobre. Doa a quem doer. Ingresso é caro em todo lugar. Torcida dividida e entrada a preço de banana estragada só existem no Brasil. O Atlético coloca ingresso a R$ 20 e não lota o estádio. Futebol não é publico, não é forma de ajuda social” Alexandre Kalil, em entrevista ao jornal “El País”

“Sou cobrado todo dia pela minha mãe. Ela me mandou uma mensagem de texto e eu até assustei: ‘Você não vai conspirar, né?’ (Respondi:) ‘Você me ensinou que eu tenho de ser leal e assim eu sou’. Mostrei para o presidente (Temer)” Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, sobre sua lealdade a Michel Temer

Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

FUNDADOR Vittorio Medioli

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reportagem

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ARTE URBANA> Projeto criará grandiosos murais de arte em laterais de prédios históricos do centro

BH em novas cores JOÃO GODINHO

No meio urbano, um belo horizonte se faz de esforços coletivos capazes de substituir o cinza concreto por todo sortimento de cores e de formas. Bem, é nisso que acredita um contingente inquieto de artistas, produtores que vê nas artes uma forma de ser na e da cidade. A capital mineira, é verdade, por muito tempo desenvolveu com timidez sua vocação para as artes urbanas. Aliás, é seguro afirmar, essa produção por muito tempo foi inibida e até criminalizada, como indica a professora de Design da Escola de Arquitetura da UFMG, Maria Luiza Viana, 52. Mas agora, o poder público dá sinais de querer se juntar a esses artistas e produtores para fazer que a street art se estabeleça na cidade. Na contramão de São Paulo – onde murais da cidade, considerada a capital mundial dos grafites, vêm sendo cobertos pelo programa “Cidade Linda”, da administração João Doria –, BH se abre para as artes urbanas impulsionada por uma série de iniciativas descentralizadas que vêm sendo realizadas em toda a cidade, do hipercentro às regiões periféricas (veja quadro na página 4). Sinal dessa nova realidade é a realização do Cura – Circuito Urbano de Artes, que acontece na cidade a partir da próxima quarta-feira (26). Pretensioso (no bom sentido), o projeto vai fazer, das fachadas cegas de prédios históricos do centro, grandiosos murais de arte. Detalhe: o projeto, que se pretende anual, tem recorte geográfico no sentido de criar o primeiro mirante de arte urbana do mundo – a rua Sapucaí, na Floresta. “Nosso recorte sempre foi muito claro: pinturas gigantes feitas não em muros ou viadutos, mas em prédios,no centrodeBH”,explica Juliana Flores acerca do Cura, considerado por ela “um sonho”, e que divide e realiza com as amigas Janaína Macruz e Priscila Amoni. Para encontrar qualquer iniciativa parecida, é preciso voltar no tempo. A única vez que Belo Horizonte viu algo do tipo foi na década de 1990. É dessa época a histórica pintura da figura de Tiradentes, gravada pelo francês Hughes Desmaziéres, que se via na empena do prédio da rua Rio de Janeiro, 39, apagado

ção de pintar uma superfície gigante no centro de BH, onde milhões de pessoas vão ver as obras diariamente”, indica a produtora. Entre o latente desejo de transformar o meio urbano e a realização do sonho, muita negociação aconteceu. “Gastamos um ano em reuniões com os condomínios dos prédios e mais um ano com o Conselho Deliberativo de Patrimônio Cultural de BH – que sempre foi muito receptivo à ideia”, lembra. Em paralelo, o grupo se organizava para angariar recursos entre leis de incentivo e patrocínios. Mesmo com as autorizações dos condomínios em mãos, outras dificuldades se puseram. “Esses prédios são antigos, alguns sequer tinham as plantas! Então, precisamos contratar arquitetos para medir as empenas. Outros estavam com em péssimas condições e precisaram de reparos...”.

Alex Bessas

União que faz a força

Priscila, Juliana e Janaína não se intimidaram ante o desafio de fazer o projeto sair do papel em dezembro de 2014. “Uma obra que faz parte da memória afetiva de todos belo-horizontinos”, salienta. Bem, mas, na verdade, nem os painéis de então são um precedente para o projeto de agora. Sim, as produtoras sonharam realmente alto, com o já citado objetivo de fazer com que as quatro laterais pintadas possam ser vistas, juntas, de um mesmo ponto – na rua Sapucaí. Ou seja, além de mudar radicalmente a paisagem da cidade,

o Cura cria um mirante de artes urbanas. Local escolhido, a rua Sapucaí já é um “espaço efervescente, que recebe várias atividades culturais”. “Acredito que não havia lugar mais apropriado”, diz a produtora. Vários restaurantes também são chamarizes ali. O ineditismo da empreitada é destacado por Juliana. “Talvez o mais próximo do que pretendemos seja a High Line, em Nova York, ou o Minhocão, em São Paulo.

Mas, neles, é preciso andar para ver as obras. Aqui todos painéis poderão ser vistos do mesmo ponto”. Juliana lembra, ainda, que o evento será anual, mas não mudará de endereço até que o mirante ganhe vários novos murais que componham sua paisagem. Ela adianta que, “para 2018, mapeamos seis edifícios, sendo que dois deles já estão confirmados e integrarão o circuito no próximo ano”, comemora.

DIFICULDADES Desde que começaram a elaborar o projeto, dois anos já se passaram. Pois muitos foram os empecilhos que precisaram ser superados. Afinal, “o caminho mais natural era ter selecionado prédios de fácil acesso, fora das áreas tombadas da cidade”, explica Juliana, que, entre risadas, completa que o caminho percorrido foi exatamente o oposto. “Pesou na escolha a ideia do mirante e também a emo-

TELAS DE CONCRETO – OS EDIFÍCIOS QUE SOFRERÃO INTERVENÇÃO ARTÍSTICA FOTOS VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO

6 A belo-horizontina Priscila Amoni vai precisar superar o medo de altura: ficou a seu cargo pintar a fachada do Hotel Rio Jordão, que possui nada menos que 49 metros de altura. Detalhe: o painel é sete vezes o tamanho do seu maior mural. Esta também é a primeira vez que ela pinta em um balancinho. O desafio, ela brinca, é do tamanho da obra: “grandioso!”. A pintura, adianta, transita entre a ideia do feminino e da cura através das plantas.

6 Para Thiago Mazza, também de BH, o desafio é pintar a empena do Edifício Satélite com seus imponentes 40 por 10,5 metros. Mesmo já tendo circulado por festivais na Espanha, Inglaterra e Rússia, nada se compara às dimensões que agora terá pela frente. “Suspendi todos meus trabalhos e estou em casa há duas semanas, focado no desenho que farei”, comenta o muralista. “Na hora, não tem como ter uma noção do todo, é tudo na métrica!”.

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Ao coletivo Acidum Project, de Fortaleza, se impõe o Edifício Tapajós. Tereza Cristina, que integra o grupo com Robezio Marqs, diz estar ansiosa para conhecer a capital mineira. “Nunca visitei a cidade, então, fico olhando fotos, mapas...”. Ao se dar conta de que as obras serão vistas de um mirante, surpreende-se. “Mesmo passando por grandes festivais, como em Oregon (EUA) e Montreal (Canadá), é algo que nunca vi”.

A muralista catalã Marina Capdevilla terá à sua frente o Edifício Trianon. “Quando pensamos nos artistas internacionais, decidimos convidar uma mulher, muito em contraposição aos festivais de arte de rua que conhecemos, que são dominados por homens”, pondera a produtora Juliana Flores. Claro, para além das questões de gênero, vale lembrar que Marina é uma muralista e ilustradora cujo trabalho é reconhecido em todo mundo.

PROGRAMAÇÃO DIVERSA Durante os 12 dias do festival serão realizadas diversas atividades na rua Sapucaí. Entre os parceiros do evento está a Benfeitoria, misto de bar e espaço multicultural. Estão programadas atrações como debates, apresentações de DJs e VJs e atividades com tatuadores.“No Cura, dos cinco artistas, três são mulheres. É uma exceção para esse tipo de evento. Então, a questão da mulher na arte urbana também vai estar muito presente”, sugere Jordana Menezes, sócia do Benfeitoria. Ela propõe que esta seja umaoportunidade para qualificar o debate feito acerca da street art. Já Juliana destaca que muitas atividades serão feitas nas ruas e que, ao final, será realizada uma “bicicletada, para que todos possam ver as obras prontas de perto”. Para ela, este é um movimento no sentido de “levar as pessoas para as ruas”. “Estamos vivendo um projeto de reconciliação com o espaço urbano... Nas década de 1990 e 2000, vivíamos o retorno aos condomínios. Hoje, vivemos um movimento inverso!”, analisa, completando que, para ela, “quanto mais gente na rua, mais seguro e melhor para a comunidade. Queremos ser parte desse momento, é o que nos norteia”.

Cura – Circuito >Urbano de Arte Rua Sapucaí. De 26/7 a 2/8. Programação completa em www.cura.art


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GRAFITE> E também sonham ver capital mineira no roteiro mundial de turismo de arte urbana

Artistas lutam contra estigmas STARLEY KEMP/DIVULGAÇÃO

Alex A capital miBessas neira ensaia passos no sentido de entrar para o roteiro mundial de cidades nas quais a arte urbana se tornou sinônimo de atração turística. Uma das organizadoras do iminente Festival Cura, a produtora Juliana Flores, 31, não esconde a ambição de ver a cidade figurar ao lado de lugares como Bristol (Inglaterra), Nova York (EUA), Melbourne (Austrália) e Valparaíso (Chile). Dessa maneira, BH integraria o guia de street art lançado neste ano pela Lonely Planet, maior editora especializada em guias de viagens. “Quem sabe a gente não esteja na próxima edição?”, sonha a moça. Mais contido, mas com um sonho tão importante quanto, o muralista Thiago Mazza torce para que as iniciativas em prol das artes de rua ajudem a diluir o preconceito em relação ao estilo. “Se eu pintar um muro às 3h da madrugada com um pincel, ninguém questiona. Se estiver à tarde, no mesmo muro, com um spray, logo sou abordado”, comenta, criticando o estigma presente em um detalhe tão simples: a ferramenta. E se o assunto é o turismo advindo dos interessados por arte urbana, vale dizer que já existem grupos que se especializam em explorar os grafites de BH. É o caso do projeto “Pedalando pelos Muros”, realizado pelo ateliê “quartoamado”. Definido como um minicurso, o diretor da galeria, Raul Sampaio, 28, lembra que “esse braço educativo surgiu ano passado”. “Desde então, realizamos cinco edições”. A última, domingo passado. Tudo acontece em um dia. “Nos encontramos para um piquenique na praça Floriano Peixoto. Às 10h, saímos, percorrendo a rua Niquelina, e a Savassi, Serra, Centro e Floresta, entre outros pontos”. Com a prerrogativa de analisar a cena da arte urbana, o grupo pedala e visita os murais. “Passamos o dia falando sobre essa arte pública, como chamamos, sobre suas estéticas, suas histórias e a suas relações intrínsecas com a cidade”. Interessada pelo tema, a gastrônoma e designer Gabriella Borja, 28, acompanhou o grupo durante os 14 km de percurso. Belo-horizontina, ela lembra que sempre que viaja, “seja para a Europa, seja para São Paulo”, procura visitar as artes urbanas locais e pesqui-

Dágson Silva realizou sua obra mais marcante em lajes de casas no Morro das Pedras, onde vive

sar um pouco mais sobre elas. Para a designer, sem dúvida, é a estética da modalidade artística o que mais desperta sua atenção. “Mas, em seguida, é a história que há por trás dessas obras que realmente me fascina!”, pontua. Gabriella acredita que “a arte de rua tem tudo a ver com a identidade da cidade, pois fala de um momento, de um lugar específico... Então, os grafites também contam um pouco da nossa história”. CONEXÃO URBANA Muitos artistas, produtores e entusiastas da street art compartilham o fato de o despertar para o grafite ter sido um desdobramento de vivências com a cida-

de. “Na verdade, já desenhava, em papel. Mas quando comecei a andar de skate e, com isso, percorrer toda BH, descobri os grafites. E senti o desejo de levar os meus desenhos para os muros”, lembra Dágson Silva, para quem grafitar está umbilicalmente ligado à ideia de “usar e se apropriar da cidade”. E foi da relação com o lugar de onde veio que, em 2016, Dágson concebeu sua obra mais imponente: a pintura de grandes painéis em lajes de casas do Morro das Pedras, onde mora. “Considero esse lugar como meu ateliê. As experimentações mais curiosas, faço aqui”. Sua motivação vale no-

ta. “Na época que tive a ideia, a região vivia muitos casos de violência e assim era representada pela mídia e vista pela polícia, que vinha até aqui em helicópteros... Por isso pintei as lajes, para dar outro ponto de vista. Mostrar que aqui tem mais histórias a se contar”. As ponderações de Silva são coerentes com seu fazer artístico. “Comecei a conhecer a cidade de uma outra ótica, do ponto de vista de quem faz alguma coisa, de quem constrói e também dialoga com o meio”, analisa, lembrando abordar, em seus traços, temas sociais. Detalhe: Dágson foi aprovado para estudar na Escola Superior de Arte e

Design de Marseille, na Frala (uma campanha para ajudá-lo a custear os estudos está no ar no site de financiamento coletivo catarse). Tudo dando certo, em 2018, o artista também planeja um intercâmbio de grafites entre a periferia de BH e a de Paris. Com todas essas iniciativas, ele reforça que o poder público precisa estar atento e interessado em desenvolver ações para além do centro. Afinal, “as artes urbanas partem das periferias para o centro”. Para ele, políticas públicas nesse sentido ainda são incipientes – embora reconheça que a cidade esteja, sim, mais aberta à arte de rua.

Imagens que vencem o cinza RAUL SAMPAIO/DIVULGAÇÃO

“Pedalando pelos Muros”

“Não há como mensurar onde começa essa tradição de inscrições que deixam mensagens em muros”, avalia a professora de Design da Escola de Arquitetura da UFMG, Maria Luiza Viana, pesquisadora de arte urbana. Ela destaca que há pelo menos três marcos neste movimento. Nos anos 1990, mais ligado ao estêncil; em 1980, influenciado pelo hip hop americano, e nos anos 1970, em plena ditadura militar, quando “era vista como um ato político potente”. Maria Luiza lembra que o muralismo, nos moldes do que propõe o Cura, está mais ligado aos países latinos de língua hispânica, “algo que o Brasil absorveu pouco”. Como é uma forma mais institucionalizada da arte de rua, que demanda

autorizações, a modalidade colabora para quebrar tabus. “Essas ações fortalecem o debate com a cidade: afinal, na publicidade é comum ver painéis, então, por que para outras expressões há tanto estranhamento?”. A explicação viria do próprio desenvolvimento da cidade, “que foi se configurando, expandindo e suprimindo a ação humana”. Por isso, o grafite em todas suas variações – dos murais à pichação –, causa estranhamento. “Rompe com a lógica funcional, abre espaço à poesia, à expressão humana”. Portanto, “há uma mudança na lógica de funcionamento da cidade e essas imagens que vencem o cinza despertam nossas sensibilidades”.

Iniciativas BHafora Do que depender dos entusiastas do grafite, o horizonte de BH será colorido. Exemplos de iniciativas não faltam, como a ação da prefeitura e Associação Cultural dos Amigos do Museu de Arte da Pampulha, que, desde 2015 realizam o “Telas Urbanas”. Em duas edições, 83 grafiteiros foram contemplados, desenvolvendo grafites em muros das avenidas Pedro I e Antônio Carlos. Em fevereiro deste ano, o prefeito Alexandre Kalil (PHS) anunciou o Projeto Profeta Gentileza, “de fomento e valorização das artes visuais”, conforme nota oficial. O objetivo é apoiar os artistas de rua, que poderãodesenvolver seus trabalhos em espaços públicos e privados da cidade. O projeto prevê um concurso de grafite. Alémdisso, em abril, 200 metros de um muroda faculdade Newton Paiva foram cobertos por grafites. No evento, que foi chamado de “1° Festival de Arte Urbana de BH”, 80 artistas deixaram seus registros.


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CENÁRIO BH DIVULGAÇÃO

e Mindfulness da 6 Yoga Gratidão na Praça do Papa Na quinta edição do evento, os tapetes de yoga voltam a ocupar a Praça do Papa. A programação é aberta ao público e os interessados devem vestir roupas brancas e leves Onde Praça do Papa (av. Agulhas Negras, s/n, Mangabeiras) Quando Neste domingo (23), das 8h30 às 12h Quanto Entrada gratuita (a organização também receberá 2kg de alimentos não perecíveis para doação).

GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO

promove seu 49° 6 UFMG Festival de Inverno

GALOLPIDO/DIVULGAÇÃO

Já tradicional no calendário da universidade, o Festival de Inverno da UFMG acontece entre os dias 28 de julho e 5 de agosto. Movido pelo tema “Poéticas de Transformação: Criação e Resistência”, o festival reúne, neste ano, espetáculos teatrais – como o sarau “De Tempo Somos”, do Grupo Galpão –, shows musicais e oficinas. Confira a programação completa em: www. ufmg.br/festivaldeinverno.

Ozzetti e Iconili no 6 Ná Festival da Gentileza A banda Iconili, neste sábado (22), e a cantora Ná Ozzetti, neste domingo (23), são alguns dos destaques da segunda edição do Festival da Gentileza, que terá programação intensa neste fim de semana. Onde Praça Floriano Peixoto (av. Contorno, s/n°, Santa Efigênia) Quando Neste sábado (22) e domingo (23). Programação em Facebook.com/ verbogentileza Quanto Gratuito

YANN GROSS/DIVULGAÇÃO

Horizonte recebe a 6 Belo terceira edição do FIF

FERNANDO YONG/DIVULGAÇAO

Para este ano, o Festival Internacional de Fotografia (FIF) promete debater “a política das imagens”. Com o pontapé inicial marcado para terça (25), a maratona segue até o dia 30 de julho, com uma programação extensa, com exposições, workshops e palestras em diversos espaços da cidade. Confira os locais e a programação completa em: www.fif.art.br/2017

Motta participa 6 Nelson do Academia de Ideias Na próxima semana, o compositor e artista desembarca em Belo Horizonte para participar do projeto “Academia de Ideias”. Ao lado do baterista do Skank, Henrique Portugal, Motta fala sobre sua carreira e sobre o livro “101 canções que tocaram o Brasil” Onde Guaja Casa (av. Afonso Pena, 2881, Funcionários) Quando Dia 25 (terça), às 19h30 Quanto Entrada gratuita

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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR

Os generosos

VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

Asfériaseoócio

A

h, as férias! Chegou o tempo do ócio, que nos remete à noção de folga, de falta de compromissos de trabalho e de estudos. E, por isso mesmo, possui uma conotação negativa que liga a ideia de ociosidade à vadiagem e preguiça. Seria o ócio um aliado para recuperar a saúde? É disso que vamos tra-

tar nesta semana. O filósofo e matemático inglês Bertrand Russell (1872-1970) afirmava que o trabalho não é – ou não deveria ser – o objetivo da vida de um indivíduo. Segundo ele, em um mundo ideal, todos deveriam poder se dedicar a atividades agradáveis, usando o tempo livre (ocioso) não apenas para se divertir, mas também para ampliar seus conhecimentos e a capacidade de reflexão. Bom, não sei como isso seria possível em uma sociedade pós-moderna. Quem iria pagar nossas contas? Esta utopia poderia ser possível em uma tribo indígena, onde o ócio impera – dormem, fazem sexo, alimentam a hora que bate a fome etc. Entretanto, ninguém precisa de bons motivos para saber que tirar férias é algo que faz bem. Um estudo realizado na Inglaterra e divulgado pelo jornal “The Daily Mail” comprova que alguns dias de descanso podem trazer muitos benefícios para a saúde. Os cientistas descobriram que o simples fato de se desligar por alguns dias e visitar novos lugares é suficiente para diminuir a pressão arterial, melhorar a qualidade do sono e eliminar o estresse. Eles também revelaram que os benefícios podem se estender por pelo menos 15 dias após a viagem. Em alguns casos, o bem-estar causado pelos dias de descanso pode se prolongar por alguns meses. Desligar-se por E se isso não fosse o alguns dias e bastante, para entendermos a importância visitar novos do descanso, os testes lugares é também revelaram a diminuição nos níveis de suficiente para glicose no sangue, redudiminuir a ção do risco de diabetes, perda de peso e de pressão arterial, medidas, melhora do humor e dos níveis de melhorar a energia. qualidade do E todos esses sinais se mantêm por no mínisono e eliminar mo duas semanas deo estresse pois de a pessoa voltar para casa. Porém, na sociedade moderna, o ócio passou a ser algo condenável, que deveria ser suprimido em nome da produtividade. O trabalho passou a ser muito valorizado, em detrimento do tempo livre. Sabemos que esta desproporção leva, invariavelmente, a problemas de saúde no médio e longo prazos. Continuando o raciocínio, atualmente, muitas pessoas já não têm como meta fazer carreira em grandes empresas. Tentam abrir seu próprio negócio, investir em áreas onde combinem um hobby com a profissão, enxergando o trabalho como uma função mais livre. Mas seria isso possível? Para uma pequena parcela da população, possivelmente sim! Para a massa majoritária, não. Como uma forma de reflexão, enxergamos o trabalho apenas do ponto de vista econômico. E, desta forma, nos esquecemos de que o ócio, assim como o trabalho, são atos humanos. Ambos devem conviver em harmonia. Domenico De Masi, sociólogo e escritor italiano, que elaborou a obra “O Ócio Criativo”, disse: “O ócio pode transformar-se em violência, neurose, vício e preguiça, mas pode também elevar-se para a arte, a criatividade e a liberdade”. Particularmente, penso que ócio permanente vira tédio, bem como o trabalho ininterrupto vira escravidão. Faça uma boa semana.

Gastardinheiro comosoutros ativaárealigada àfelicidade, apontaestudo alemão São Paulo. Uma pesquisa realizada pela Universidade de Lubeck, na Alemanha, revelou que pessoas mais generosas são mais felizes. Durante os estudos, o comportamento humano foi colocado à prova ao ser submetido a situações em que nem sempre o custo-benefício ao praticante do ato altruísta era o melhor. Ainda assim, quem praticou ações benevolentes ativou, de maneira mais incisiva, uma área do cérebro vinculada ao sentimento de felicidade.

“Nossos dados sugerem que um compromisso com um comportamento generoso pode aumentar a felicidade e, portanto, fornecer um mecanismo neural que une a generosidade induzida pelo compromisso à felicidade”, conclui um trecho do estudo. Para investigar esses processos do cérebro, a professora Soyoung Park, do Departamento de Psicologia da Universidade de Lubeck, dirigiu a pesquisa que analisou a atividade cerebral de 50 participantes durante quatro semanas. Eles foram divididos em dois grupos com o mesmo número de pessoas. Os voluntários receberam cerca de R$ 84 por semana, sendo que 25 deles foram instruídos a gastar o valor em benefício próprio. A outra metade do grupo foi orientada a utilizar o dinheiro em prol de outras pessoas. A partir de imagens de

ressonância magnética, foi possível perceber que o cérebro das pessoas que teriam que gastar dinheiro em benefício de outras pessoas ativavam uma área conhecida como Junção Têmporo-Parietal (JTP), modulando a conectividade entre essa região e o núcleo estriado relacionado com a mudança na felicidade. Os pesquisadores descobriram, ainda, que os participantes que usaram o seu dinheiro com outros também se mostraram mais generosos na hora de realizar outras tarefas independentes. Além disso, seus cérebros revelaram mais atividade neural nessa área vinculada à sensação de felicidade. OUTROS RESULTADOS Ainda segundo o estudo, algumas lesões na parte do cérebro conhecida como núcleo estriado foram associadas a casos de “ge-

nerosidade patológica” e falência pessoal, sugerindo que essa região estaria encarregada de inclinar a balança para o interesse próprio, sobretudo em situações em que o altruísmo demanda um custo pessoal. As conclusões do estudo poderiam ter importantes implicações não só na neurociência, mas na educação, na política, na economia e na saúde, já que, atualmente, de acordo com os pesquisadores alemães, a sociedade subestima os benefícios sociais e individuais do comportamento generoso e superestima o efeito dos motivos egoístas para alcançar a felicidade. “No entanto, os mecanismos neuronais exatos através dos quais a generosidade conduz a felicidade permanecem desconhecidos”, afirma o relatório do estudo. A pesquisa foi publicada revista científica “Nature”.

Libertação no nível celular UARLEN VALÉRIO

As boas e as más memórias ficam guardadas no corpo. Algumas são eliminadas, e outras, não. Cada indivíduo processa essas informações de forma diferente. O que pode ser um trauma para uma pessoa, pode não ser para outra que passou pela mesma situação, como, por exemplo, um acidente, um terremoto, um assalto. Os franceses Daniel Grosjean e Patrice Bénini realizaram estudos na década de 70, embasados na embriologia e na filogênese, aplicados na esfera muscular. Nascia aí a microfisioterapia, técnica de fisioterapia manual que identifica a causa primária de uma doença ou sintoma e estimula a autocura do organismo e permite que o corpo reconheça o agressor (antígeno) e inicie a eliminação. A técnica chegou ao Brasil em 2004, e a fisioterapeuta Caroline Nery, 39, foi a pioneira em Belo Horizonte, começando a atender há dez anos. “A consulta, que demora em torno de uma hora, começa com uma anamnese, em que escuto as queixas do paciente, que podem ser físicas ou emocional. Busco identificar a agressão primária, que dei-

Microfisioterapia surgiu na França

xou cicatrizes que atrapalham o funcionamento das células e ficaram guardadas na memória do tecido, por uma deficiência do sistema imunológico que não conseguiu eliminar o agressor”. Por meio de micropalpação muito leve e sutil, a fisioterapeuta procura onde as memórias se instalaram no corpo provocando sintomas. Uma vez encontrados tais traços, ela realiza manualmente procedimentos para restabelecer as funções do organismo. A técnica é complemen-

tar, não substitui a ação do médico e os medicamentos não devem ser retirados. GAVETAS É como se o corpo tivesse várias gavetas. “Meu trabalho é abri-las e espiar, pois não é em todas que guardamos algo que não foi bom. Cada mapa tem o controle global do corpo, o que me permite identificar onde está o bloqueio que tem que ser trabalhado. Por meio dele é possível verificar por onde entrou o evento traumático e em

que nível a informação impactou o corpo”, diz. A microfisioterapia é indicada para o tratamento de dores físicas, lombalgia, fibromialgia, enxaquecas, alergias, depressão, problemas psiquiátricos e outros. “Essa técnica parte de um princípio natural e elementar da vida: ajudar o corpo a se livrar de todos os traumas passados ou presentes que ele guarda na memória celular e que o impedem de funcionar bem”, comenta Caroline. As agressões internas ou externas deixam uma espécie de “cicatriz” nos tecidos, uma memória do acontecimento. “Apesar de esse vestígio causar uma impressão de cura, o acúmulo dessas memórias pode fazer com que uma dor apareça, uma doença se desenvolva e o corpo se enfraqueça. Então, aparecem as dores e as doenças crônicas”, observa. Geralmente, o organismo autocorrige-se em silêncio. “A microfisioterapia ajuda na eliminação natural das memórias que enfraquecem o organismo. Quando o obstáculo é liberado, o corpo pode reencontrar as capacidades que perdeu, muitas vezes após anos”, diz Caroline. (Ana Elizabeth Diniz)


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são bem mais felizes EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

ENTENDA 2

1 50 participantes foram informados que receberiam cerca de R$ 84 por semana, durante um mês

Metade teria que gastar o dinheiro em benefício próprio (CONTROLE)

Valor gasto por voluntários não interferiu no resultado

2 Outra metade gastaria o dinheiro com outras pessoas (EXPERIMENTAL)

Ficou comprovado em todos os participantes, por meio de ressonância magnética:

3 3 A área cerebral Junção Têmporo-Parietal (JTP) não apresentou nenhuma atividade

JUNÇÃO TÊMPOROPARIETAL

CÉREBRO

FONTE: DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA DA UNIVERSIDADE DE LUBECK, NA ALEMANHA

CÉREBRO

No grupo EXPERIMENTAL, as decisões generosas envolviam mais a área cerebral conhecida como Junção Têmporo-Parietal (JTP) e modulavam a conectividade entre essa região e o núcleo relacionado com a mudança na felicidade.

São Paulo. A quantidade de dinheiro gasto pelos voluntários no estudo feito na Universidade de Lubeck não interferiu no estado de felicidade sentido pelos participantes durante a ação generosa. “Curiosamente, as mudanças na felicidade foram impulsionadas pelo compromisso de ser generoso, independentemente do valor monetário gasto. Ou seja, o grau individual de generosidade não previu as mudanças individuais na felicidade”, explica um trecho do estudo coordenado pela professora Soyoung Park. Segundo a pesquisadora, os resultados demonstram que uma promessa pública, inclusive, pode ser usada como estratégia de empenho motivadora de comportamento consistente, que tem um impacto na tomada de decisão generosa e na felicidade.

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sociedade

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DOLCEVITA PRIMEIRAS E SEGUNDAS na semana de aniversário desta colunista, dia 18, “roubamos de presente” um texto de Martha Medeiros, “Segunda Juventude!”. Só depois de meio século de vida entende-se a bênção que é entrar na segunda juventude. “Claro que antes é preciso passar pelo purgatório. Poucos chegam aos 50 anos sem fazer uma profunda reflexão sobre a finitude, e dá um frio na barriga”.

E

SEGUNDAS E ÚNICAS Amedronta quem ainda não fez nem metade do que gostaria de já ter feito. Será que vai dar tempo? Vai. Se não der, não tem problema. Você não precisa morrer colecionando vontades não realizadas. Troque-as e siga em frente sem ruminar arrependimentos. Você é livre como nunca antes. Então, não passe mais nem um dia ao lado de alguém que lhe esnoba. Você já fez sacrifícios suficientes”.

“

ÚNICAS E ETERNAS Se ainda dá trela a fantasmas, se ainda pensa em vingancinhas, se ainda não perdoou seu passado, se ainda está preocupado com o que os outros pensam, está pedindo: logo virará um caco. Para merecer a segunda juventude, é preciso se desapegar de todas aquelas preocupações que havia na primeira”. Depois da Parte 2, não virá a 3, mas o fim.

“

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES

Esta é a última e deliciosa chance de abandonar rancores, não perder mais tempo com besteiras e dar adeus às armas.

ETERNAS INFINITAS quelas armas “que você usava para se defender contra inimigos imaginários. Agora ninguém mais lhe ataca, só o tempo – em vez de brigar contra ele, alie-se a ele, tome o tempo todo para si. Na primeira juventude, tudo vai acontecer. Na segunda, está acontecendo”.

A

IRONIAS E ALEGRIAS em semana de reflexão, outro texto cuja beleza gostaria de dividir com vocês. Sabem qual é a ironia da vida? É ter pressa para crescer e, depois, suspirar pela infância perdida. É perder a saúde para ter dinheiro e, depois, perder dinheiro para ter saúde. Pensar ansiosamente no futuro e esquecer o presente e, mesmo assim, não viver nem o presente e nem o futuro.

E

Na noite belohorizontina, Valéria Patrus, Virginia Bartolomeo, Gisele Lopes e Isabel Gamboa Gangl

ciações com Saint Laurent para a retomada da butique e funcionários. dezembro e, de6 Até pois de Balenciaga, Co-

mento. É outra oportunidade de viver e recomeçar. Os dias bons te dão felicidade, os dias ruins te dão experiência. As tentativas te

mantêm forte, as provas te mantêm humano. As quedas te mantêm humilde, mas somente Deus te mantém de pé.

No final de 2016, 6 Ah! as vendas de Colette

AU REVOIR COLETTE

atingiram, pasmem: € 28 milhões.

o site do estilista Renato Loureiro lemos que a Colette, na Paris chique, templo mundial dos descolados, fechará dia 20 dezembro! É loja conceito. Fábrica de criar e realizar desejos. Sua proprietária, Colette Roussaux, batalhou e venceu até cansar sua beleza. Cansada de receber “non” das grifes que queria vender, abriu a Colette, rue de St. Honoré. A esnobada começou a esnobar.

N

AU REVOIR LUXO

gente acha que é eterno, que sempre teremos outra chance, que podemos deixar pra depois. Ironia tola é viver como se nunca fôssemos morrer, e morrer sem nunca ter vivido A palavra vida tem uma letra “v”, o resto é “ida”... desfrute do presente e de quem te faz feliz!

rifes novas ou famosas implorando por suas coleções nas vitrines da Colette. Vitrines tentação, um jeito inovador de expor uma infinidade de objetos high tech, beleza, livros, design, escolhidos pelo apurado olhar; seu bar pioneiro e exclusivo para águas de todo mundo. Grande perda ou golpe de mestre e de marketing? “Tudo que é bom acaba, mesmo depois de 20 excepcionais anos”, explicou a loja, num breve comunicado.

A

G

IDAS E VINDAS

O

continuando o 6 E“affaire” Colette, nego-

lette abriga: Sacaï, Thom Browne, Chanel et enfin, Saint Laurent.

ALEGRIAS E IDAS

amanhecer é a parte mais bonita do dia, porque é renasci-

lançaperfume

Elas sempre fazem e acontecem: Lígia Jardim e Fernanda Sperb

o fim de 2016, 6 Desde a prefeitura de BH já arrancou 300 árvores. e especia6 Autoridades listas juram que elas estavam infestadas de larvas de besouro metálico, que vem da Amazônia e está contaminando árvores em todo o Brasil. não é mais a anti6 BH ga cidade jardim e ainda pode perder outras 1.800 por causa deste besouro assassino. promete plan6 AtarPBH outras, mas deveria plantar o triplo. E na cidade inteira. Árvores embelezam, custam barato e geram qualidade de vida. a culpa não é do 6 Ebesouro. É de quem cortou e não plantou. Mun6 AdialOrganização de Saúde (OMS) diz que o ideal é uma cidade ter 36 metros quadrados de verde por habitante. BH tem metade disso.

DE BANDEJA Festival de food trucks em clima de festa julina Gula Festival apresenta sua versão julina neste sábado (22). O clima das bandeirinhas e das quadrilhas ocupa a Esplanada do Mineirão para mais um encontro de gastronomia de rua. Dezenas de food trucks oferecem grande variedade de pratos como cachorros quentes, sanduíches artesanais, pães de queijo recheados, espetos, milho, massas, churros, sorvetes e mais. Onde Esplanada do Mineirão, av. Presidente Carlos Luz Quando Neste sábado (22), das 11h às 20h Quanto 1 kg de alimento não perecível, ingressos em nenety.com.br

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RENATO ESTEFANI/DIVULGAÇÃO

Queijo Minas ganha festival exclusivo A iguaria será celebrada no 1º Festival do Queijo Minas Artesanal de leite cru. Chefs e produtores de Araxá, Campos das Vertentes, Canastra, Cerrado, Serra do Salitre, Serro e do Triângulo Mineiro reúnem-se em BH para um festival gastronômico que oferece degustação de pratos e harmonização com cervejas, azeites e vinhos. Haverá ainda um concurso para eleger a iguaria mais saborosa do Estado. Onde Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809) Quando Dias 28 (das 19h às 23h), 29 (das 12h às 22h) e 30 (das 12h às 18h). Quanto R$ 10 (inteira, pelo sympla.com)

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IGNÁCIO COSTA/DIVULGAÇÃO


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HORIZONTES DA CIDADE

Cobrançadocouvert nacapitalestáemfoco PEDRO GONTIJO/25.11.2016

Projetoaprovado em2ºturnopela Câmarade VereadoresdeBH buscaregularizar pagamento Músicos, entre outros artistas, que se apresentam em espaços como casas de show, bares e restaurantes atualmente podem ser remunerados com um cachê previamente combinado com o dono do estabelecimento ou via o couvert artístico. Essa taxa é um tipo de cobrança legal, mas que precisa ter seu valor comunicado aos clientes de maneira nítida. Embora recorrente, o funcionamento dessa prática é questionado, principalmente pelos profissionais do ramo da música. Afinal, é comum o proprietário da casa oferecer aos artistas o pagamento de uma porcentagem do montante final arrecadado pelo pagamento do couvert. Isso, no entanto, poderá ser revisto, caso o projeto de Lei 1.612/ 2015, concebido pelo vereador Professor Wendel Mesquita (PSB), seja sancionado pelo prefeito Alexandre Kalil. A proposta, aprovada em segundo turno pela Câmara dos Vereadores de Belo Horizonte, prevê que a soma do couvert artístico seja integralmente paga aos músicos quando essa taxa for cobrada, e nenhuma parte dela, portanto, deverá permanecer com o contratante. “Muitas casas fazem

SAIBA MAIS O que propõe o Projeto de Lei 1.612/2015, que dispõem sobre o couvert artístico em BH Música Bares, restaurantes, lanchonetes, hotéis e similares da capital minera que cobrarem do cliente essa taxa deverão oferecer música ao vivo pelo menos durante parte do período em que o clientes estiverem no estabelecimento. Cardápio Deverá constar no cardápio, com destaque, informação sobre a cobrança do couvert artístico, incluindo o valor cobrado e os dias e os horários das apresentações, quando houver a cobrança.

Carlos Andrei Siquara

Valor O valor arrecadado do couvert artístico deverá ser integralmente repassado para os músicos profissionais.

Categoria: Músicos aprovam medida que prevê o repasse integral do couvert artístico para os profissionais sem divisão com a casa

um acordo com o músico e pagam a ele um valor fixo. Isso não vai ser impedido, mas, se existir a cobrança de couvert, ele precisará ser repassado integralmente para o artista. Além disso, será necessário colocar essa informação na entrada da casa ou no cardápio para que as pessoas saibam o valor que vão estar pagando. Dessa forma, o cliente pode decidir se fica ou não na casa”, explica Mesquita. O vereador ressalta que o projeto não impõe a obrigatoriedade do pagamento de couvert pelos frequentadores dos estabelecimentos. “Mas cria a obrigatoriedade de que, quando for cobrado o couvert, ele seja repassado em sua integralidade aos músicos”, reforça ele.

REPERCUSSÃO Para o músico Célio Balona, essa é uma medida fundamental e que já deveria estar sendo exercida há mais tempo. “O couvert artístico é dirigido para quem faz alguma apresentação artística em algum local. É um absurdo muito grande que vários donos de bares e de casas noturnas cheguem a propor uma contrapartida de 40% e até 50% sobre o valor do couvert artístico. Isso é um desrespeito com a dignidade do músico”, pontua Balona. O violonista Juarez Moreira também aprova o projeto e o considera justo. “Nunca entrou na minha cabeça essa ideia de que o couvert do artista teria que ser dividido com o dono do bar. Essa medida pode ser uma coisa promissora e positiva para os novos artistas e para os vetera-

nos que seguem trabalhando também”, diz Moreira. Ausier Vinicius, proprietário do bar Pedacinhos do Céu, que é um dos principais redutos do choro da capital mineira, relata já trabalhar com o padrão requerido pelo projeto de lei há mais de duas décadas. “Eu também sou músico e sempre defendi os direitos desse profissional. Acho legal essa ideia, tem que regulamentar o couvert mesmo, porque o músico é um trabalhador como qualquer outro. Muitas vezes, ele está se apresentando com um instrumento de R$ 3.000 ou R$ 4.000 que ele investiu para poder tirar um som legal. Então, não está ali de brincadeira e precisa ser respeitado”, declara Ausier. Alexandre Rezende, fotógrafo e músico, é frequenta-

dor assíduo das rodas de samba de Belo Horizonte. Ele também ressalta a importância da iniciativa. “Acho que grande parte das pessoas nunca questionou o destino do dinheiro que elas pagam como couvert artístico. Elas talvez sempre tenham acreditado que ele fosse para o músico, e, com essa medida, elas poderão saber exatamente para onde aquele valor está indo. As casas costumam ficar com 20% a 30% do couvert e justificam isso com o investimento em equipamentos, como caixas de som, microfone. Mas isso não é algo que deveria ser repassado para os músicos. Outras vezes, eles atribuem a prática dessa porcentagem ao gasto com divulgação. Mas isso também não tem nada a ver com o artista”, diz Rezende.

A iniciativa, que aguarda sanção do prefeito, também prevê algumas penalizações caso as normas apresentadas acima não sejam cumpridas: Triplo Se o repasse for inferior ao valor das notas, o estabelecimento deverá pagar o triplo da diferença verificada ao músico. Multa O descumprimento das garantias previstas nesse artigo sujeitará à empresa contratante a multa administrativa no valor de R$ 500.

FESTIVAIS É oficial Após meses de incerteza, o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) e a Campanha de Popularização do Teatro e Dança entraram para o calendário oficial de Belo Horizonte. Com textos do vereador Professor Wendel Mesquita, as leis foram aprovadas, com vetos, pelo prefeito Alexandre Kalil.


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DIA A DIA Criseeconômica evocação empreendedora causam distanciamento doregimedaCLT Seja devido à crise, que vem eliminando postos de trabalho no país, ou por causa das mudanças no mercado, cresce o número de trabalhadores por conta própria – os chamados freelancers e os microempreendedores individuais (MEIs)–, em especial entre os mais jovens. Atualmente, um em cada quatro jovens está fora do mercado formal no Brasil. Num país com quase 14 milhões de desempregados, os trabalhadores com idades mais baixas são os que têm maior dificuldade para encontrar uma vaga. Enquanto a média de desemprego foi de 13,7% no primeiro trimestre deste ano, conforme o IBGE, o percentual entre jovens de 18 a 24 anos chegou a 28,8% no mesmo período. Só que não é apenas a crise que leva o jovem a procurar outras formas de trabalho além do regime da CLT, alerta o gerente do Sistema de Formação Gerencial (EFG) no Sebrae-MG, Ricardo Pereira. “Há pessoas que querem fazer o que gostam, querem fazer seu horário e ter mais autonomia. Assim, podem optar por serem freelancers ou se tornarem empreendedores”, diz Pereira. Com 23 anos, o webdesigner Matheus Felipe Matos Ferreira optou por ser freelancer. Ele conta que já trabalhou numa empresa, mas prefere ter autonomia. “Gosto de ter um horário flexível e de fazer trabalhos diversificados, de ter menos monotonia”, frisa. Na mesma área, Wallace Ferraz, 29, ressalta que

Aumentaonúmero dejovensfreelancers

Juliana Gontijo

MARIELA GUIMARÃES

Opção

Organização é um fator fundamental

Webdesigner Matheus Matos Ferreira virou freelancer pela autonomia e trabalha em casa

prefere dedicar-se a seus projetos, o que já acontece há sete anos. “Não quero vender minha vida para outra pessoa. Faço meu horário, posso trabalhar em casa ou em qualquer outro local que eu queira”, diz. Ele é microempreendedor individual (MEI), opção de trabalho que vem crescendo no país. No ano passado, eram 6,64 milhões de MEIs no Brasil, quase o dobro do registrado em 2013. Em Minas, foi verificado um aumento de 45% no número de MEIs nos últimos dois anos. De 2014 a 2016, o Estado passou de 502 mil formalizados para 729 mil. MUDANÇAS O gerente do Sebrae-MG lembra que não só no Brasil, mas no mundo, haverá redução nos níveis de emprego nos próximos anos. “Vai exis-

OR MID U S CON Aos 86 anos, o aposentado José Claudio Faria só queria viajar. Comprou um pacote para Buenos Aires, mas, devido a um problema de saúde, 12 dias antes do embarque procurou a agência com um atestado médico, explicando que teria que adiar o passeio. A resposta: dos R$ 3.325 pagos à vista, eles devolveriam R$ 1.600. “Achei um absurdo, mas me disseram que a multa, em caso de can-

tir trabalho, mas o emprego, com vínculo com o empregador e diversas garantias, como conhecemos hoje, está perdendo espaço”, observa. Relatório do Fórum Econômico Mundial, realizado com acadêmicos, empresas e profissionais de recursos humanos, mostra que a tecnologia e a automação vão extinguir por volta de 7 milhões de vagas no mundo de 2015 a 2020, sendo a maior parte delas nas áreas administrativa e de automação. O presidente da Campus Party, evento de inovação, ciência, criatividade e entretenimento digital, Francesco Farruggia, disse, no fim de 2016, que de 40% a 50% das profissões que conhecemos não vão existir em 15 anos e que quem não dominar a tecnologia do seu mercado não vai conseguir emprego.

Startups surgem como alternativas Aos 18 anos, Dante Nolasco tem duas startups: uma na área de educação empreendedora, a outra, voltada para a saúde dos idosos. O jovem, que fez o curso técnico em administração da Escola do Sebrae, SEGURANÇA Preferência Embora o número de freelancers e MEIs esteja crescendo, pesquisa da Signium em parceria com a PiniOn com 600 jovens aponta que 50% preferem a CLT.

conta que ter uma carteira de trabalho nunca fez parte dos seus planos de vida. “Venho de uma família empreendedora, sempre pensei em ter minha empresa, fazer o que gosto e ter liberdade”, diz. O gerente do Sistema de Formação Gerencial (EFG) no Sebrae-MG, Ricardo Pereira, alerta que ter uma carreira para a vida toda está no passado. “O mais comum é uma pessoa ter uma formação acadêmica e acabar trabalhando em outras áreas”.

Saber administrar o tempoe teruma rendaque variaacada mês é o desafio de quem trabalha como freelancer ou tornou-se empreendedor. “Fiquei mais organizado com as finanças desde que virei freelancer”, diz o webdesigner Wallace Ferraz. Paraoprofessor definançasdoIbmec-DF MarcosMelo, a disciplina financeiradeve ser adotada por todos, independentemente de ter ou não as garantias da CLT. “No caso do freelancer, como a renda pode variar, ele precisa ter uma reserva maior”, observa Melo. O webdesigner Matheus Felipe Matos Ferreira conta que usa um aplicativo para ajudar a gerenciar suas finanças. “Tenho contas que sãofixas, semter uma remuneração fixa. Assim, aprendi atermaiscontroledodinheiro”, frisa. Ferraz explica que o lado negativo de trabalhar por contaprópria énãoterbenefícios, como plano de saúde, além de ter que lidar com a inadimplência de clientes. BENEFÍCIOS Está na lei O MEI tem acesso à aposentadoria, auxíliodoença e licença-maternidade. O microempreendedor individual para valor fixo mensal de acordo com a atividade exercida.

Juro alto pode ser contestado celamento, estava prevista no contrato. Eu não queria cancelar, só adiar. Não é certo cobrarem uma multa de praticamente 50%”, explica Faria, que procurou o Procon para registrar a reclamação. O advogado Marcos Paulo Amorim, especialista em direito do consumidor, esclarece que, se o consumidor cancela um pacote, certamente vai gerar um ônus à agência, com remarcações e taxas

já pagas. Mesmo assim, 50% é um percentual muito alto. “Mesmo que tenha sido previsto no contrato, entendo que cabe discussão sobre a abusividade da cobrança”, explica o advogado, com base no que prevê o artigo 51 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Amorim destaca que, nesses casos, as decisões judiciais em geral têm dado ganho de causa ao consumidor, ajustando as multas co-

bradas a parâmetros mais equitativos. “No entanto, nem a lei, nem a jurisprudência definiram um percentual justo. E nem poderiam fazê-lo, pois cada situação deve ser analisada levando em conta circunstâncias peculiares, tais como motivo da desistência e prazo para a viagem”, ressalta. No contrato de Faria, a agência previa multa de 35%. “Eles alegaram que só podiam reembolsar

a hospedagem, mas a companhia aérea não tinha como remarcar. Só que eu não negociei com uma empresa aérea, eu fui direto na agência, onde a vendedora me tratou super bem, me fez assinar um contrato, mas ninguém da agência assinou. Eu não li o contrato, pois sou de um tempo que a palavra tinha valor. Agora eu aprendi a lição, mas vou brigar pelos meus direitos”. (Queila Ariadne)


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HORIZONTES DA CIDADE ACIR GALVÃO

COMO SÃO

Eles estão entre nós

Características Ademar José Gevaerd detalha que em todos relatos de quem já travou contato com criaturas extraterrestres há uma unanimidade: “Elas têm corpo humanoide. Andam eretos, sobre duas pertas. Têm dois braços, dois olhos. Uma boca, não duas...”. Lenda Como a espécie humana, há etnias. “Alguns são mais baixos, outros mais altos. Alguns têm pele pálida, outros, mais escura”. Mas, esqueça: “eles não são verdes!”, diz Gevaerd, entre risadas. “Esta é uma lenda que se perpetuou desde os anos de 1960, quando houve um avistamento e a roupa desses seres refletia a cor emitida pela nave”, justifica.

BHrecebeCongressodeUfologianeste finaldesemana;Estadomineiroé regiãocomgrandeincidênciadeóvnis “Estamos sozinhosno universo?”. Mais que pertinente, a questão é considerada por muitos como fundamental. E movidos pela convicção – e uma série de evidências – da existência de civilizações fora da Terra, pesquisadores e entusiastas se reúnem no 20º Congresso de Ufologia e 1º Encontro de Ufologia Avançada de Minas Gerais, que estaciona em Belo Horizonte neste fim de semana. O encontro, que recebe 14 conferencistas do Brasil e exterior, é organizado pela revista “UFO”, o mais tradicional periódico especializado no tema em todo o mundo. “Nossa intenção, com estes eventos, é instruir a sociedade... Nós, ufólogos, temos essa necessidade de compartilhar as informações que temos”, justifica Ademar José Gevaerd, ufólogo e editor da revista. “Realizar o encontro em Minas Gerais é muito importante para nós, o Estado possuí um dos maiores números de ocorrências no país”. Gevaerd, aliás, destaca que há um padrão regional dos casos registrados. “Há muitos casos de abdução no Sul de Minas, em cidades como São Francisco de Sales e Iturama”, diz. Já no Norte do Estado, por exemplo, em Vale do Rio das Velhas, e no Leste, como em Juiz de Fora, seriam mais comuns avistamentos e contatos. Alex Bessas

As histórias, vale dizer, muitas vezes são incorporadas ao folclore local, como no caso do ET de Varginha. O episódio, um dos mais célebres casos de contato com um UFO do Brasil, aconteceu em 20 de janeiro de 1996, quando várias pessoas vivenciaram um avistamento e relataram uma espécie de submarino que voava lentamente, bem como uma criatura amedrontada, que teria sido capturada por bombeiros. Uma tragédia acompanha a história. Tido como o policial que capturou a criatura, o soldado Marco Eli Cherese morreu duas semanas depois, por falência múltipla dos órgãos. Esse, aliás, é um dos argumentos que comprovariam ocontato, poisécomuma contaminaçãodepessoas quefizeram contato com extraterrestres, devido à radiação. SERIEDADE Gevaerd, uma das autoridades sobre o tema no país, frisa a seriedade da pesquisa. “Quando temos algum relato de avistamento, procuramos descobrir se, naquele momento, algum avião passava por ali, se há outras testemunhas... Fazemos um levantamento de absolutamente tudo”. Para se ter uma ideia de como o material é filtrado, das cerca de 300 fotos que são recebidas, apenas 1% é considerada registro de um possível Ufo. Tantocuidado temsuas razões. É que, no Brasil, a ufologia não é reconhecida como

Supermercado Ele lembra que nos relatos de casos de abdução e experimentos dentro de aeronaves, as vítimas dizem haver mais de uma espécie ali. “Veja, é muito plausível, afinal, se nós tivéssemos tecnologia para conhecer outras civilizações, este, certamente, seria um esforço que reuniria hispânicos, africanos, asiáticos...”. Para ele, enfim, “se estes seres entrarem em supermercados, dificilmente será possível diferenciá-los de um humano”, diz, taxativo. Organizados Gevaerd teoriza que essas civilizações se organizam em espécies de congressos intergalácticos. “Se, na Terra, nós, que somos tão limitados, temos a Organização das Nações Unidas, certamente estas civilizações, mais adiantadas, têm suas características reunidas em um processo, grupo, confederação...”.

ciência, o que impede o investimento estatal em pesquisas na área. Mesmo se cercando de cuidados, Gevaerd não tem dúvidas: não só há civilizações alienígenas como estas observam a vida na Terra. “Estamos sendo visitados por várias raças e isso acontece há muito tempo”, garante.

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Congresso de Ufologia Othon Palace Hotel. Até 23 (domingo). Inscrições esgotadas.

ENTENDA Avistamento O termo diz respeito à visão inesperada de um óvni ou qualquer outro fenômeno extraterrestre. Abdução Refere-se a raptos ou desaparecimentos temporários de pessoas, que teriam sido levadas por entidades de origem desconhecida. Contato São encontros com fenômenos ufológicos ou a relação entre humanos e extraterrestres. Os contatos são classificados desde o “zero grau” (apenas avistamento) até o “quinto grau” (como a abdução).

Não entre em pânico Bem, mas como sugere a máxima do clássico “Guia do Mochileiro das Galáxias”, “não entre em pânico”. Essas civilizações, aponta Gevaerd, não têm interesse em colonizar a Terra. “Eles estão aqui, se interessam por nossas atividades, buscam saber o que fazemos, mas não acredito que exista o interesse de fazer do planeta uma colônia...”. E por que entram aqui? “Porque querem, nos visitam e não dão satisfação”, propõe. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

MISTÉRIOS DO UNIVERSO Cinco sinais extraterrestres que até hoje não foram explicados pela ciência

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O SINAL ‘WOW!’

Um sinal recebido pelo radiotelescópio Big Ear, em Ohio, nos EUA, em 1977, que durou exatos 72 segundos e teve uma intensidade 30 vezes superior ao ruído branco (ruído de fundo) do Universo

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O SOM ESCURO

Com os dados obtidos do maior buraco negro da Via Láctea, localizado no sistema estelar GRS 1915+105, Edward Morgan, pesquisador do MIT, recriou um dos sons mais perturbadores já registrados em todo o mundo

3

OS CROP CIRCLES

São estranhos e complexos desenhos que apareceram de um dia para o outro em plantações de milho e trigo, em países como a Itália, Alemanha e Inglaterra. Milimetricamente proporcionais, seria impossível para um pessoa reproduzí-los de um dia para o outro

4

SINAIS DE OUTRA GALÁXIA

Em 2013, a NASA e a Agência Espacial Europeia registraram um sinal inteligente de raios x, vindo do Cluster de Perseus, um conjunto de galáxias a 240 milhões de anos-luz. O sinal estaria ligado à partícula chamada “neutrino estéril”, mas ainda há dúvidas

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SINAIS DE ONDE?

Entre fevereiro de 2011 e janeiro de 2012, o radiotelescópio Parkes, em Nova Gales do Sul, na Austrália, realizou varreduras de rotina no espaço e deparou-se com quatro rajadas de sinais de rádio. Estudiosos afirmam que eles vieram de muito além da Via Láctea


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ESPAÇO GOURMET

Temporadadecaçaàstrufas! FRED MAGNO

Filé em crosta de nozes trufado e frutas vermelhas com fettuccine ao molho de queijo d’O Conde Restaurante & Bar

RECEITA

Fettuccine com trufas negras Receita do chef Maurizio Gallo LAURA FABRINI/DIVULGAÇÃO

Ingredientenobre ganhadestaque nospratosmais requintados É caro. Muito caro, não há como negar. Tanto que nem precisa do sobrenome “gourmet” para agregar valor a seu preço, que chega a ser surreal: R$ 20 mil o quilo, custa a trufa branca, tipo de cogumelo italiano subterrâneo muito apreciado pelo seu aroma peculiar. O alto preço é justificado pela dificuldade de alcançá-lo. A colheita é feita anualmente, em um curto período – entre setembro e dezembro – e somente em algumas partes da Europa, como na França e nas regiões italianas da Toscana e Piemonte. E não se cultiva. Para ter acesso a essa raridade é preciso que ela seja caçada por animais farejadores. Algumas dessas caçadas Lorena K. Martins

já foram contempladas pelo chef Massimo Battaglini, da Osteria Casa Mattiazzi e, sempre que foi possível, ele importou trufas vindas diretamente de seu país de origem, para criar seletos pratos que contemplam festivais sazonais. Uma das peculiaridades, segundo Massimo, é a curta durabilidade da iguaria: depois de colhida, deve ser consumida em, no máximo, dez dias. “Todo cuidado é feito para que a trufa não perca o seu aroma. A embalagem em que fica embrulhada precisa ser trocada diariamente, para não ficar úmida e apodrecer. Tanto o calor quanto o congelamento podem estragá-la. É muito perecível”. Ainda de acordo com o chef, o aroma intenso faz com que esse cogumelo não “permita” que nenhum outro ingrediente seja competidor no prato, uma vez que poucas quantidades são suficientes para enobrecer o pedido. “Precisa de acompanhamentos mais leves, como polenta, massa e gemas

ALTERNATIVA Nesse quesito, mel, azeites, cremes e manteigas são as formas mais exploradas pelo chefs, além de permitirem repassar um custo bem atraente aos clientes. Desde o começo do mês, o restaurante italiano Maurizio Gallo oferece ao público um menu exclusivo para os amantes dessa iguaria pelo preço de R$ 109. O atrativo do valor é justificado pela escolha do ingrediente: em todos os pratos, à exceção da sobremesa, utiliza-se a trufa negra, cogumelo mais fácil de se encontrar durante todo o ano. Embora seu aroma seja menos intenso, o manuseio não exige tanto traquejo. O chef Maurizio Gallo ex-

plica que utiliza um creme de trufas negras, importado da Itália, e que contempla pratos como fettuccine caseiro cremoso, risoto de linguiça e ovo mole. “O sabor é marcante e singular, tal como o caviar”, garante o chef. Já para João Siqueira, à frente da cozinha do Paratella Gastronomia Italiana, a ressalva na hora do preparo é que sejam utilizadas na finalização. “É um perfume muito volátil, por isso é preciso usar a manteiga no último segundo, antes de servir, para preservar o aroma”, conta o chef, que criou o pansotti de galinha-d’angola com fonduta trufada – o pote de 380 gramas da manteiga especial usada no prato custa R$ 480. O chef sugere outras combinações exóticas com o creme: como um dos itens em drinques à base de vodca e combinado com ostra. O azeite aromatizado de trufas italianas, por sua vez, é um dos ingredientes preferidos do chef Carlos Bruno Carneiro, d’O Conde. “Apesar de não ser fresco, conserva muito o sabor e conseguimos usá-lo em muitas receitas. Fica muito bom servido com queijos e outros cogumelos”.

Modo de preparo: Em uma panela funda, ferva 2 litros de água. Coloque sal a gosto enquanto a água ferve. Depois que ela ferver, jogue o fettuccine e deixe-o de molho por 7 minutos. Em uma frigideira, coloque o

bechamel, o parmesão e o creme de trufa. Misture todos até que se forme uma massa homogênea. Escorra o fettuccine, jogue-o na frigideira e misture-o à massa feita com bechamel, parmesão e creme de trufa, até formar uma pasta cremosa. Por fim, coloque uma colher de chá de trufa na frigideira e sirva quente.

GRAZZIELLE ZUCHERATO/DIVULGAÇÃO

Caro, mas de sabor único

de ovo”, sugere. Mas mesmo fora de época as trufas costumam, de um outro modo, dar o ar da graça em restaurantes, com a opção dos trufados. É que além da dificuldade de manter a iguaria fresca e acessível, os chefs concordam que o valor alto do ingrediente encarece – e muito – os pratos. Daí a ideia de proporcionar uma experiência ao paladar que fosse parecida, por meio dos produtos trufados, sejam criados a partir da infusão do ingrediente ou aromatizados artificialmente.

Ingredientes: 400g de fettuccine caseiro 100ml de molho bechamel 50g de creme de trufa negra 20g de parmesão

Pansotti de galinha-d’ángola com fonduta trufada feito pelo chef João Siqueira, do restaurante Paratella


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almanaque MARCO> Aos 60 anos de carreira, Rosamaria Murtinho encena Nelson Rodrigues pela primeira vez

Clássico para celebrar Jessica A atriz RosaAlmeida maria Murtinho, 81, estava em busca de um novo projeto, para celebrar seus 60 anos de carreira, quando seu filho mais velho, o produtor musical João Paulo Mendonça, sugeriu que ela conhecesse o trabalho do diretor Jorge Farjalla, com quem já tinha feito algumas parcerias. Foram os dois, então, assistir ao espetáculo “Paraíso Agora! Ou Prata Palomares”, que Farjalla dirigiu. Deslumbrada pelo trabalho do goiano, não aguentou esperar o dia seguinte e ligou pra ele na mesma noite – madrugada, praticamente. “À 0h40, recebi um telefonema dela dizendo ‘me desconstrua, você é o único que pode fazer isso comigo’. É óbvio que aceitei e imediatamente pensei na farsa ‘Dorotéia’, do Nelson Rodrigues (1912-1980)”, conta Farjalla. Assimfizeram e é esse espetáculo que trazem a Belo Horizonte no próximo fim de semana (dias 28 e 29). O primeiro passo foi se aprofundar no texto, escrito pelo dramaturgoem 1949,encerrando o ciclo que ele mesmo chamou de “teatro desagradável” (juntamente com “Álbum de Família” (1945), “Anjo Negro” (1946) e “Senhora dos Afogados (1947)”) e que o crítico Sábato Magaldi classificou como “peças míticas”. “Sãotextosmuito recheados de simbologia e signos”, explica o diretor. “Não são obras do universo da Zona Norte do Rio de Janeiro, da vida corriqueira, do carioquês. São completamente afastadas disso, têm outro norte e são muito ligadas à mitologia. O autor paulista Francisco Carneiro da Cunha associa essas obras ao Evangelho. Com elas, Nelson Rodrigues antecede o teatro do absurdo (cujos primeiros marcos aconteceram em 1949 e 1950)”. Na história, acompanhamos Dorotéia, uma ex-prostituta que largou a profissão após a morte do filho e vai buscar abrigo na casa de suas primas: Dona Flávia, Maura e Carmelita, num es-

Sex. e sáb. 28 e 29.jul.

CAROL BEIRIZ/DIVULGAÇÃO

to bem, formamos uma dupla muito boazinha. Pelo menos é o que a crítica tem dito”, diverte-se. NOVOS ELEMENTOS A encenação de Jorge Farjalla acrescenta ao que foi proposto por Nelson Rodrigues. O texto original só tem personagens femininas, mas o diretor acrescentou um coro masculino, que chamou de “Homens Jarro”, devido à simbologia de o jarroser o itemque asprostitutas costumavam usar para fazer a higiene, após o ato sexual. São eles que executam a música do espetáculo ao vivo. Em toda apresentação, também, cem espectadores são convidados a assistir à peça de cima do palco. “Eu pensei toda a estrutura para teatro de arena, porque gosto de colocar o ator em risco nessaproximidade como espectador. Então, quando começamos a viajar, fizemos essa adaptação, para que se mantivesseo contato”,explica Farjalla.

‘Dupla boa’

Rosamaria divide o palco com Leticia Spiller, que interpreta a personagem-título, Dorotéia

paço sem quartos onde há 20 anos não entram homens. Três viúvas puritanas e feias que não dormem para não sonhar e, portanto, condenadas à desumanização e à negação do corpo, dos sentimentos e da sexualidade. Dorotéia então busca a destruição da própria beleza para se igualar à feiura de suas primas. Embora não seja a perso-

nagem-título, Dona Flávia, interpretada por Rosamaria, é a protagonista (as outras duas irmãs são as atrizes Alexia Dechamps e Jacqueline Farias). Nela, a atriz encontrou o desafio e a desconstrução que buscava aos 60 anos de carreira. “Eu queria fazer algo que ainda não tivesse feito, e eu nunca tinha feito Nelson Rodrigues. Minha perso-

nagem não sai de cena, é 1h23 de falas, são exatamente 297. É um papel difícil, mas uma desconstrução do que eu tenho feito”, afirma. “E o Farjalla me conquistou pelo toque pessoal que dá. Em Dorotéia, ele nos trouxe uma visão muito contemporânea de um texto escrito em 1949, mas que segue muito atual. Afinal, tem coisa mais

atual do que hipocrisia, mentira, enganação?”, questiona. Para interpretar Dorotéia, chegaram a pensar em Bruna Linzmeyer e Bárbara Paz, e até fizeram um teste com Fernanda Rodrigues, mas foram arrebatados por Leticia Spiller. “Quando batemos o olho nela no palco, pensamos que só ela poderia ser a Dorotéia. E além disso, nos demos mui-

VIVAZ Aos 81 anos e afetada poruma bronquite, Rosamaria não dá sinais de que quer diminuir o ritmo. Pelo contrário, diz que quer continuar montando autores que nunca fez, como Beckett e Shakespeare. “Meu próximo projeto é um Tchekhov, mas não posso dar muitos detalhes ainda. Também gostaria muito de fazer um monólogo e descobrir jovens autores brasileiros. Se der tempo (risos)”, diz. Enquanto isso, Rosinha, como é chamada pelos amigos, aguarda o lançamento, aindaeste ano, dodocumentário sobre ela e seu marido, o ator Mauro Mendonça, “O Cravo e a Rosa”, que Farjalla também dirigiu, e no ano que vem, interpretará uma “rainha meio biruta”, em suas próprias palavras, na novela das 19h, “Deus Salve o Rei”, com estreia prevista para janeiro de 2018.

> Dorotéia

Dir. Jorge Farjalla; com Rosamaria Murtinho, Leticia Spiller e grande elenco Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3270-8100). Dias 28 (sexta) e 29 (sábado), às 21h. R$ 75 (inteira).


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ARTES CÊNICAS Clássicos do terror em BH RONALDO GUTIERREZ/DIVULGAÇÃO

“Sessão de Terapia”, do canal GNT, ou por filmes como “Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios”) vai narrar a adaptação de “O Poço e o Pêndulo”, de Allan Poe. “Esse conto trabalha numa suspensão, numa tensão, que tem muito a ver com o mundo atual. O conto coloca o ser humano em uma masmorra, em uma circunstância limite devida e morte. Coloca em xeque a inquisição, todo seu autoritarismo, as autoridades, a sede de sangue e de poder”, discorre o ator. Zécarlos, aliás, vê a contemporaneidade do conto. “Nele, há uma submissão a um regime inquisitorial, e a gente está vivendo um pouco isso, né? Assistimos a manipulações de informação e há um escárnio que paira sobre o nosso universo político e so-

cial. Mas, veja, não só no Brasil, no planeta”. Zécarlos lembra, ainda, que o conto aborda a tortura. “Que existe em várias formas: a moral, econômica, por humilhação... A gente está vivendo uma circunstância de umpovo humilhado, indignado. E esse conto traz à tona questões afins, de maneira contundente”, diz ele, que não refuta a tese de, em breve, transmutar essa experiência em “uma obra teatral mesmo”. Em tempo: o bate-papo pós-leitura, com Zécarlos e Tolentino, será mediado pela filósofa Marcia Tiburi.

Zécarlos fala do fascínio que o universo de Poe exerce: “E o bacana desse conto especificamente é que cada um pode contar a sua história de opressão, pode metaforizar, inclusive para sua vida particular”

Elenco de “A Vida Íntima de Babi”

A filosofia em pílulas divertidas O nome da filósofa Marcia Tiburi também está nos créditos da peça infantojuvenil “A Vida Íntima de Babi”, que estreia no mesmo CCBB, trazendo, em cena, uma menina curiosa – e muito questionadora. Tiburi fez a consultoria tecnológica da montagem, que tem a direção de Renato Linhares. O título dialoga com “A Vida Íntima de Laura”, de Clarice Lispector, e flagra Babi em uma jornada na qual se depara com Aristóteles, Gertrude Stein e Virgínia Woolf, entre outros nomes de calibre. “Importante dizer que, apesar de eu assinar o texto, o processo foi todo colaborativo. Todos os atores participaram, criando, inclusive, cenas inteiras”, conta Renato. Ele conta que, no começo, o projeto visava crianças mais novas. “Mas, depois, por ter muitos amigos com filhos na faixa dos dez, 11 anos, pré-adolescente, começamos a pensar neste público. São me-

ninos cujas mães ainda colocam o lençol para o filho dormir, mas que já estão dando beijos. E se trata de um público muito carente de teatro. A peça tem um pegada adulta, supercontemporânea. A gente conversa com a plateia, e os personagens vão surgindo”, diz o diretor, inteirando que o entendimento (do texto) é aberto e individual”. Sobre ter a consultoria de Marcia Tiburi, Renato é só elogios. “Ela esteve com a gente desde o primeiro chute, e os encontros foram de puro deleite. Há, inclusive, um momento da peça no qual falamos em francês – há uma tradutora. E é uma cena de humor, ou seja, a Marcia apontando como também é especial rir com a filosofia”.

A Vida Íntima >de Babi CCBB (Praça da Liberdade). Sextas e segundas, às 15h, e sábados e domingos,às11he15h.Até7/8.R$ 20(inteira)

FÁBIO AUDI/DIVULGAÇÃO

Patrícia Apresentado Cassese no CCBB Rio de setembro de 2016 a abril deste ano, “Histórias Extraordinárias” acabou gerando milhares de likes e compartilhamentos no Facebook. Não por outro motivo, na sua área, a de ideias, responde por ser um dos projetos de maior público nos últimos anos naquele endereço. Agora, é a vez de a capital mineira conferir o projeto, que tem início com o monólogo “O Poço e o Pêndulo”, de Edgar Allan Poe, na versão para o palco da escritora Heloisa Seixas. O texto será apresentado, na forma de leitura dramática, pelo ator Zécarlos Machado, com direção de Eduardo Tolentino (ambos integram o Grupo Tapa). O projeto segue até janeiro de 2018, sempre com entrada gratuita. “’Histórias’ segue uma tendência do mercado editorial que, nos últimos anos, vem publicando edições de luxo de clássicos do terror, de Poe a H.P. Lovecraft. E em sintonia com a indústria do audiovisual, que anualmente produz longas e séries que têm como ponto de partida a literatura fantástica e de terror, caso de ‘O Lar das Crianças Peculiares’ e ‘Diários de um Vampiro’, série já na oitava temporada, ou ‘Stranger Things’, só para ficar em alguns exemplos”, explica a curadora Beatriz Fonseca. Às leituras, seguem-se debates, “nos quais o público tem a oportunidade de conhecer mais sobre o autor, o pensamento vigente em sua época e o desafio de levar ao palco personagens como Frankenstein, Dr. Jekyll e Drácula, num contexto contemporâneo”. Convidadodaestreia, Zécarlos Machado (conhecido, na telinha, pela série

Histórias >Extraordinárias CCBB (Praça da Liberdade). Estreia dia 26 (quarta), das 19h30 às 21h. Projeto segue em cartaz até janeiro de 2018 em uma quarta-feira de cada mês. Retirada de senhas a partir das 18h30, na bilheteria.

DIVULGAÇÃO

TOM CHENETTE/DIVULGAÇÃO

Freitas chega a BH 6 Nelson com seu novo show de humor

chilena estreia 6 Artista espetáculo em BH

Depois de anos à frente de quadros humorísticos na televisão, o ator Nelson Freitas volta para Belo Horizonte com um espetáculo irreverente de humor. Há mais de cinco anos em cartaz, “Nelson Freitas e Vocês” continua atual e caricaturando o cotidiano e as relações humanas, além de interagir com o plateia durante quase todo o show Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211) Quando Dia 29 (sábado), às 21h; dia 30 (domingo), às 19h Quanto R$ 70 (inteira)

Com forte raiz circense, a designer Maru Rivera desembarca em Belo Horizonte para estrear, em solo nacional, “Frágil”. Dirigido por Igor Godinho, integrante do Pigmalião, o espetáculo de circo contemporâneo mistura sonho, memória e delírio, e faz uso de técnicas e novos aparelhos de circenses Onde Galpão Cine Horto (rua Pitangui, 3613, Horto) Quando Dias 28 (sexta) e 29 (sábado), às 20h; dia 30 (domingo), às 19h Quanto R$10 (inteira)


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ARTES CÊNICAS teatro adulto 3 EM 1 TCHEKHOV Dir. Guilherme Colina Com Intrépidos Cia de Teatro A trilogia propõe a junção dos espetáculos "O Cisne", "O Urso" e "O Pedido de Casamento”. Teatro Pio XII (r. Alvarenga Peixoto, 1679, Santo Agostinho). Neste sáb. (22), às 20h. R$ 20 (inteira).

CARVÃO Dir. Fábio Furtado Com Cia Drástica Dois homens presos em uma mina de carvão onde o patrão os explora. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 17h e às 20h. R$ 20 (inteira).

COMI UMA GALINHA E TÔ PAGANDO O PATO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes O presidiário Zé da Silva conta a história de como foi parar na prisão após roubar a galinha de estimação da filha de um deputado. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Qua. (26), às 21h. R$ 30 (inteira).

PABLO BERNARDO/DIVULGAÇÃO

enquanto fingem ser outras pessoas. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Sex. (28) e sáb. (29), às 21h. R$ 70 (inteira).

FRIDA KAHLO A DEUSA TEHUANA Dir. Luiz Antonio Rocha Com Rose Germano Monólogo inspirado no diário e na obra da artista mexicana Frida Kahlo. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro). Sáb. e dom., às 20h. R$ 40 (inteira). Até 30/7.

GET OUT Dir. Assis Benevenuto Com Assis Benevenuto Um homem não consegue embarcar por causa do medo do seu avião cair, e para provar que o medo tem fundamento, este homem encena diversas histórias. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Ter. (25) e qua. (26), às 21h. R$ 10 (inteira).

GOSTÔSA Dir. Marcelo do Vale Com Maria Cecília Mansur A peça conta a história da mulher que perde seus papéis e decide se reencontrar. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro, 3273-1050). Neste sáb. (22), às 20h30; dom. (23), às 19h. R$ 30.

DOMINGO

HUMOR

Dir. Denise Pedron Com Cida Falabella Um solo construído a partir de relatos pessoais e da vivência da atriz na carreira pública. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (22), às 21h30; dom. (23), às 18h. R$ 10 (inteira).

Dir. coletiva Com Quatroloscinco Um homem possui uma rara doença que seca os líquidos de seu corpo, enquanto isso, pombos infestam sua casa e um cacto toma conta do jardim. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Qui. a sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 10 (inteira). De 27/7 a 30/7.

DOROTÉIA (Leia mais na página 14)

É SÓ UMA FORMALIDADE Dir. coletiva Com Quatroloscinco Homem recebe a notícia da morte do pai, outro escreve carta de divórcio. Teatro de Bolso Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Neste sáb. (22), às 21h; dom. (23), às 19h. R$ 10 (inteira)

ESSA MULHER Dir. Munish Com Leela Grupo Teatral. Uma mulher já na maturidade questiona sua construção do que é ser mulher. Funarte (r. Januária, 68, centro). Neste sáb. (22), às 20h; dom. (23), às 19h. R$ 20 (inteira).

EU TE AMO Dir. Rosane Svartman e Lírio Ferreira Com Sérgio Marone e Juliana Martins Decepcionados com o amor e com a profissão, Paulo e Maria se apaixonam

MEU TIO É TIA Dir. Marco Amaral Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro é surpreendido com a notícia de que seu sobrinho vai se hospedar em sua casa. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 21h. R$ 18.

MORTE ACIDENTAL DE UM ANARQUISTA Dir. Hugo Coelho Com Dan Stulbach, Henrique Stroeter, Riba Carlovich Um louco cuja doença é interpretar pessoas reais é detido por falsa identidade. Na delegacia, se passa por um falso juiz na investigação do caso do anarquista. Cine Theatro Brasil Vallourec (r. dos Carijós, 258, centro, 3201-5211). Neste sáb. (22), às 21h; dom. (23), às 18h. R$ 50 (inteira).

TEATRO DE HISTÓRIAS REAIS: ACONTECEU COMIGO Com Cia. de Teatro Creatio A peça realiza cenas de improviso partindo de histórias colhidas das pessoas presentes na plateia. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo). Neste sáb. (22), às 20h. R$ 20 (inteira)

teatro infantil

A VAQUINHA LELÉ Dir. Cláudio Castanheira Com Jeremias Hallel, Euler Andrade, Marcelo Lima Uma vaquinha discute amizade, alegria e amor à natureza. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sáb. e dom., às 17h. R$ 36 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 30/7.

A VIDA ÍNTIMA DE BABI (Leia mais na página 15)

A BELA ADORMECIDA Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Chris Geburah, Marina Clara Uma princesa enfeitiçada por uma feiticeira para cair num sono profundo até que o beijo do amor verdadeiro a resgate. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Seg. (24), às 16h. R$ 22 (inteira).

ALADIM Dir. Fernando Bustamante Com Alex Alves, Gil Guedes, Mariana Valentina Um jovem descobre uma lâmpada com um gênio que lhe concede três desejos. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Qui. (27), às 16h e às. R$ 22 (inteira).

A PEQUENA SEREIA Dir. Fernando Bustamante Com Cyntilante Produções A história da sereia Ariel, que se apaixona por um príncipe e faz um terrível acordo com a bruxa para viver com seu amado. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (23), às 16h e às 18h. R$ 22 (inteira).

MARCOS MORTEIRA/DIVULGAÇÃO

Martins e Sérgio Marone desembarcam 6 Juliana no Teatro Bradesco com o espetáculo “Eu te amo” O roteiro é de Arnaldo Jabor e o filme, de 1981. No entanto, foi apenas em 2010 que o texto adaptado ganhou os palcos com nome homônimo à película. “Eu te amo” chega a Belo Horizonte nesta semana para uma curta temporada no Teatro Bradesco. No palco, Juliana Martins e Sérgio Marone são Maria e Paulo, duas pessoas que mantêm perfis falsos na internet e se conhecem. Ela finge ser uma garota de programa e ele diz que é rico; neste universo de mentiras, os dois, decepcionados com o amor e com a vida profissional, se apaixonam, mas precisam aprender a ser honestos um com o outro Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360) Quando Dias 28 (sexta) e 29 (sábado), às 21h Quanto R$ 70 (inteira)

DON CHICOTE E SUA AMIGA BALANÇA A PANÇA Dir. Fabiano Lana Com Rafael Neves, Ana Luiza Brandão, Danielle Fortunato A peça aborda a diversidade, a imaginação e a descoberta do primeiro amor. Teatro Estação Cultural BH (Shopping Estação BH: av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova. piso L3). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 16h. R$ 30.

JOJÔ E PALITO EM: O MÁGICO DE OZ Dir. Joselma Luchini Com Joselma Luchini, Olavino Marçal, Jordana Luchini Após um tornado, Dorothy vai parar em Oz. No caminho para casa, ela precisa aju-

Cia. Fusion de Danças Urbanas apresenta espetáculo “Pai Contra Mãe”, neste domingo (23); antes, no sábado (22), participa de bate-papo sobre dança, juntamente com o Grupo Impacto, às 19h, na sala Multiuso do Sesc Palladium

dar amigos que encontra no caminho. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, s/nº, Parque Municipal, centro). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 16h. R$ 36 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).

MATIAS Dir. Leonardo Vieira. Com Carsan, Ivo Peterson, Thaíssa Trancoso Três cientistas criam um mergulhador que viaja no tempo para resgatar uma criança do fundo de um poço. IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1200, Funcionários). Neste sáb. (22) e dom. (23), às 20h.

O FIRME SOLDADINHO DE CHUMBO Dir. Simone Ordones Com Beatriz Machado, Cláudia Antunes, Deborah Silva Firme e valente sobre sua única perninha, o soldado de chumbo enfrenta uma odisséia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Neste sáb. (22), às 20h; dom. (23), às 19h. R$ 20 (inteira).

O MÁGICO DE OZ Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Alex Alves, Rafael Ventura Após um tornado, Dorothy vai parar na

fantástica Oz. Enquanto tenta voltar para casa, a jovem precisa ajudar os amigos que faz durante a volta. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro, 4003-4172). Sex. (28), às 16h. R$ 22 (inteira).

O REI LEÃO Dir. Diego Benicá Com Bernard Bravo, Bernardo Rocha, Bianca Tocafundo As aventuras do jovem Simba para recuperar o trono que lhe foi tomado por seu malvado tio Scar. Teatro Izabela Hendrix (r. da Bahia, 2020, Lourdes, 3292-4405). Sex., sáb. e dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 30/7.

PETER PAN Dir. Fernando Bustamante Com Alex Alves, Sheyla Barroso, Raquel Carneiro A história do garoto que vive na Terra do Nunca e se recusa a crescer. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Qua. (26), às 16h. R$ 22 (inteira).

RAINHA DA NEVE Dir. Fernando Bustamante Com Henrique Moretzsohn, Raíssa Alves, Rafael Ventura A história de Elsa e Anna na luta entre o bem e o mal. Anfiteatro do Pátio Savassi (av. do Contorno, 6061, São Pedro). Ter. (25), às 16h. R$ 22 (inteira).

dança TRÊS GRITOS E PAI CONTRA MÃE Dir. Patrícia Lima e Lidiane Jacinto/ Leandro Belilo Com Grupo Impacto de Dança e Cia Fusion de Danças Urbanas O primeiro espetáculo pretende representar o grito dos excluídos. Já o segundo é inspirado no conto homônimo de Machado de Assis. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste dom. (23), às 19h. R$ 10 (inteira) ou 1kg de alimento não-perecível.


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LITERATURA Agualusa, tradutor de sonhos Foi sob o impacto do que ocorria no norte da África (Tunísia, Egito e na Líbia), a chamada “Primavera Árabe”, de 2011, que José Eduardo Agualusa começou a delinear as linhas gerais do livro “A Sociedade dos Sonhadores Involuntários” (Tusquets/Ed. Planeta). Recémlançada, a obra traz o autor angolano mais uma vez à capital mineira, dentro do projeto “Sempre um Papo”. “A Primavera Árabe teve uma fortíssima repercussão em todo o continente. Em Angola, por exemplo, um grupo de jovens ativistas, entre os quais se distinguia a figura de um rapper iconoclasta, LuatyBeirão,aproveitou o ímpeto para dar início a uma série de manifestações a favor da abertura democrática”, diz ele, aindasobre o insight do romance. Por outro lado, Agualusa sempre quis escrever um romance sobre sonhos. Patrícia Cassese

“Porque sonhar é muito importante para mim, enquanto escritor. Sempre sonhei muito. Com personagens, com diálogos, com títulos, eventualmente com enredos completos de contos”, prossegue ele, que, aos 56 anos, ostenta uma série de prêmios no currículo. A mais recente empreitada do autor se desenvolve a partir de quatro personagens: o jornalista Daniel Bechimol, que sonha com pessoas que não conhece; o neurocientista Hélio de Castro, criador de uma máquina capaz de filmar os sonhos das pessoas; o hoteleiro Hossi Kaley, que caminha pelos sonhos alheios, e Moira Fernandes, artista moçambicana, radicada na Cidade do Cabo, que encena e fotografa os próprios sonhos. Unidos pelo elemento onírico, os quatro terão suas vidas perpassadas por uma sucessão de acontecimentos. Numa análise mais ampla, Agualusa diz que “o ro-

Seg. 24.jul.

SEMPRE UM PAPO/DIVULGAÇÃO

“A mim interessa-me o sonho nas suas diversas acepções”, diz o autor angolano

mance é uma reflexão sobre a necessidade de reinventar ideais, de reabilitar o sonho, num mundo ideologicamente à deriva”. O livro, lembra o também editor e jornalista, está “agora a chegar aos seus leitores”. “Em Portugal, on-

de o lancei há pouco mais de um mês, foi um dos mais vendidos na Feira do Livro de Lisboa. Em Angola, como já esperava, foi recebido ora com desconfiança, ora com entusiasmo, dependendo dos leitores e da sua proximidade com o regi-

me”, analisa. Agualusa relata uma cena frequente desde o lançamento. “Os leitores contam-me sonhos. Falam-me da sua relação com os sonhos. Tenho encontrado estórias muito interessantes”, entusiasma-se. SobreBH, lembra quejávi-

sitou várias vezes. “Infelizmente, sempre a correr. Lembra muito a minha cidade, Huambo, no planalto central de Angola. São cidadesjovens, em rápidaexpansão. Talvez por isso sempre me senti em casa aí”. Já em relação à produção literária de Minas, discorre com propriedade. “Conheço muitos mineiros, naturalmente, de Guimarães Rosa a Drummond. Rubem Fonseca também é mineiro, não? Embora pense nele como carioca. Foi muito importante na minha formação”, diz, sobre o escritor juiz-forano. Atualmente dividido entre Moçambique e Lisboa, ele diz que, nos últimos tempos, tem se sentido “mais escritor, e mais vivo, quando estou na Ilha”. “Mas gostaria de poder voltar a viver e a escrever em Angola”, conclui.

> Sempre um Papo

Com José Eduardo Agualusa Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1.220). Dia 24 (segunda), às 19h30. Entrada franca.


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MÚSICA Tianastácia celebra 20 anos BIANCA BRITO/DIVULGAÇÃO

Ter. 25.jul.

Na estrada

Antônio Júlio, Maurinho, Podé, Murcego e Beto lançam quinto disco da carreira

DIVULGAÇÃO

Serdeira e Malvina 6 Carol Lacerda celebram Elis As cantoras mineiras relembram o legado de uma das vozes essenciais da MPB. Sob a direção musical de Samy Erick, a proposta do show é apresentar releituras das canções eternizadas na voz de Elis, como “Águas de Março”, “O Bêbado e a Equilibrista” e “Como Nossos Pais”. O show também conta com as participações especiais de Sérgio Pererê e Pedro Morais. Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 1.172, Lourdes) Quando Dia 27 (quarta-feira), às 21h Quanto R$ 20 (inteira)

faz 6 Supla show em BH Para comemorar os 30 anos de carreira, o cantor desembarca na capital mineira e apresenta um show que traz sucessos da carreira e os lançamentos de seu novo trabalho “Diga o Que Você Pensa” Onde Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5623, Funcionários) Quando Neste sábado (22), às 23h59 Quanto R$ 25 (lista amiga); R$ 35 (portaria).

A sugestão de título – “Escorrega 1 Cai 5” – foi ideia de Beto Nastácia, a partir de uma piada interna do grupo. “No início, achamos engraçado, mas ele traduz a mais pura verdade”, diz Podé, aludindo ao fato de o nome reforçar a ideia de união entre os integrantes do Tianastácia. “São 20 anos de relacionamento, tem toda uma história”, pondera o vocalista. Na verdade, com a saída do baterista Glauco Mendes (hoje no Pato Fu), o Tianastácia abriga, atualmente, quatro integrantes-sócios (além de Podé e Beto, Maurinho e Antônio Júlio) mais o baterista Murcego. Na terça (25), os cinco sobem ao palco da Autêntica para lançar o citado álbum, composto por 12 inéditas. Mas antes de falar sobre elas, Podé aproveita para lembrar que o título também se aplica ao momento político do país, “no qual uma denúncia envolvendo um nome vai puxando outros tantos”. No geral, muitas faixas trazem uma pegada de irreverência. “Foi um processo Patrícia Cassese

espontâneo, mas o Barral (Lima, produtor) acabou resgatando um pouco da sonoridade nossa, lá do início de carreira”. Um exemplo dessa irreverência pode ser detectada na faixa 2, “Rock dos Piru”, que dialoga com o “Rock das Aranhas”, de Raul Seixas. “Todo mundo que nasceu depois do Raul e optou pelo rock foi inevitavelmente influenciado por ele. O Beto fez essa música e penso que ele foi muito feliz, pois fala de coisas sérias, mas de uma forma leve, respeitosa. O engraçado é que a gente já vem experimentando essa música nos shows há algum tempo e é im-pres-si-o-nan-te: no final, está todo mundo cantando”, assegura. Já “Eu Ando é Pra Frente” conta com a participação de Érika Machado, amiga de Podé desde os tempos em que os dois frequentaram o curso de canto de Babaya, mais de duas décadas atrás. “Sou muito fã dela, para mim, uma das melhores compositoras do Brasil”, elogia. “Ana Paula”, faixa 3, por sua vez, fala de relacionamentos não tão salutares assim. “Não sei você, mas acho que todo mundo já passou por isso, essa coisa de

egoísmo dentro do relacionamento. Fiz a letra a partir da base de uma melodia que o Tom Saboia (conceituado produtor) me enviou, já com uma ideia, há uns três, quatro anos. Ele sempre me cobrava, e um dia, resolvi pegar e fiz a letra em 40 minutos. Ele nem acreditou”. No processo de feitura, um diferencial foi o fato de o disco ter sido gravado aqui, em BH. “Essa história de trabalhar ‘fora de casa’ (no caso, no eixo Rio-São Paulo) é legal, mas a gravação é um processo que envolve muitos detalhes. Exaustivo, de certa forma. E se você está em uma outra cidade, dormindo em hotel e, no caso, com o taxímetro do estúdio ligado, não dá para fazer com a calma que o processo exige”. Em tempo: o show deve ter a participação de Marcio Buzelin (Jota Quest) e, claro, inclui hits de carreira. Na sequência, os Nastácias saem em turnê pelo interior de Minas.

> Tianastácia

Autêntica (rua Alagoas, 1172, Savassi). Dia 25 (terça), às 22h. R$ 20.

VERONICA CANCIAN/DIVULGAÇÃO

homenageia a banda 6 Duo americana The Carpenters Os músicos Vania Evans e Leandro Roverso apresentam o espetáculo “The Carpenters, o Musical Tribute”. Acompanhados de grande banda, a dupla rememora os sucessos dos irmãos Karen e Richard Carpenter que embalaram a década de 70 com seu soft rock. O repertório do show conta com clássicos como “Top of the World”, “I Need To Be In Love”, “Superstar”, “Only Yesterday” e outros. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315) Quando Dia 28 (sextafeira), às 21h Quanto R$ 70 (inteira)


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MÚSICA ‘Abrava’, para animar a festa Com dezenas de músicas em ponto de bala, Tiago Abravanel poderia até preparar um repertório a cada apresentação de seu “Baile do Abrava”. Mas, sim, há um compositor cuja lavra nunca fica fora desta lista: Tim Maia. “Se estou mais agitado, por exemplo, o axé e o rock vão me ‘pegar’ mais (na hora de escolher a set list). Mas Tim Maia, não tem como...”, diz o moço, que, vale lembrar, despontou para a fama no musical “Tim Maia – Vale Tudo”, em 2011, no papel do eterno síndico. À época, o talento do neto de Silvio Santos já começava a impressionar a mídia, mas o paulistano ainda não havia angariado metade da fama que hoje, aos 29, carrega, com modéstia e gratidão. E é assim, já reconhecido, que volta à capital mineira, para apresentação no próximo sábado (29), no Land Spirit. Verdade seja dita, Abravanel tem vindo a Belo Horizonte até mais do que sai nas agendas culturais – é que muitos shows que protagoniza acontecem em eventos fechados (empresariais ou de casamentos, por exemplo). “Mas fiz aí o

Carnaval (no Mirante Beagá), e me diverti muito”, lembra, acrescentando ter duas super amigas locais – as gêmeas Fernanda e Daniela Gontijo – que o acompanham Brasil afora. Tiago diz que o “Baile do Abrava” tem várias nuances. “Até porque, se fosse o tempo todo pra cima, ia cansar não só a banda, como o público. A gente tenta, então, equilibrá-lo, e não só energeticamente, mas quanto ao repertório, com todo tipo de música”, explica, antes de prestar uma reverência. “Posso dizer que me apresento ao lado quase que de uma banda de baile, cujo talento dos músicos tenho que agradecer a Deus todos os dias. Pessoas que entendem de música brasileira como ninguém”, assegura. No curso do show, Tiago também abre para o público fazer pedidos. “O ‘toca Raul’, por exemplo, é um clássico, mas já me pediram coisas do Mamonas (Assassinas), que gosto muito, ‘Lua de Cristal’...”, enumera. Os anos 80 também marcam presença. “Na verdade, penso que a música é, de fato, atemporal”, diz ele. Entre as canções que cantará em BH, está a recém-gravada por ele, “Es-

trada Afora”, de Edu Tedeschi; além de “Baile do Abrava”, “Mamãe Passou Açúcar em Mim”, “Garota Nacional”, “Taj Mahal”, “Bang” (do repertório de Anitta) e outras.

Sáb. 29.jul.

BRUNO FIORAVANTI/DIVULGAÇÃO

NO DNA Estar nos palcos, para Tiago, é motivo de sobra para se sentir abençoado. “De verdade. E muito abençoado, pois, graças a Deus, trabalho com o que amo, me divirto com isso, consigo ganhar meu dinheiro e desenvolver meus projetos. Não tenho do que reclamar”, diz o artista, que também credita à mãe, Cintia Abravanel, o seu se enveredar pela vida artística. “Fui criado nas coxias do Teatro Imprensa (que foi dirigido por ela). Isso foi primordial para estar onde estou, entender e aprender cada vez mais”, reflete ele, hoje também no ar na Rede Globo, comandando os bastidores do “PopStar”, programa capitaneado por Fernanda LIma, e na rádio Globo, com o “Papo de Almoço”, às quintas. (Patrícia Cassese)

> Baile do Abrava

Land Spirit (BR–356, km 7,5, s/nº,- Olhos D’Água). Dia 29 (sábado), às 21h. R$ 140 (feminino,inteira, 1ºlote:) e R$ 160 (masculino, inteira, 1º lote). À venda na Chilli Beans (BH Shopping, Pátio e Diamond).

Hits como “Vale Tudo”, “Garota Nacional”, “Taj Mahal” e “Bang” estão no repertório

LENON REIS/DIVULGAÇÃO

sábado (22) Juvenil da Bahia 6 Orquestra comemora 10 anos do projeto Neojiba (Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia) celebra dez anos levando o grupo de jovens músicos para turnê em quatro cidades brasileiras. Belo Horizonte recebe o concerto especial na casa da Orquestra Filarmônica. Sob regência de Eduardo Salazar e Ricardo Castro a Orquestra da Bahia apresenta repertório de Beethoven, Debussy e Shostakovich. Onde Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090, Barro Preto) Quando Dia 25 (terça-feira), às 20h Quanto R$ 20 (inteira)

BALA DA PALAVRA Clássicos da MPB arranjados e reinterpretados à luz do diálogo entre o rap e a percussão afro-brasileira. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 21h. R$ 10 (antecipado) R$ 20 (portaria)

FESTIVAL WINTER SPIRIT. Nando Reis e outras atrações Land Spirit (br 356, 7575, Km 7,5, Olhos d’Água). Às 21h. R$ 100 (2º lote).

PABLLO VITTAR VHS Sem Frescuras. O Mercado (Av. Olegári Maciel, 742, 3 ° andar, centro). Às 22h. Ingressos esgotados.

Ceará 1205, Funcionários). Às 21h. R$ 50 (vendas no local)

quarta (26) DUO Roberta Brasileiro e Patrick Blancos Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)

SINFÔNICA EM CONCERTO Sinfonias Brasileiras Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 20 (inteira)

quinta (27)

SORRISO MAROTO DIVULGAÇÃO

Maine desembarca 6 The no Teatro Bradesco Para divulgar o novo álbum “Lovely Little Loney”, o quinteto norte-americano retorna para o solo brasileiro em uma turnê que passa por sete cidades. Com BH na lista, o grupo de rock liderado pelo vocalista John O’Callaghan se apresenta neste sábado (22) e leva para o Teatro Bradesco canções do disco, além de outros sucessos da banda Onde Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes, 3516-1360) Quando Neste sábado (22), às 22h Quanto R$ 240 (setor 1, inteira); R$ 200 (setor 2, inteira).

Banda relembra a trajetória de 20 anos em novo show. Km de vantagem Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 23, São Pedro). Às 23h. R$ 48 e R$ 100 (inteira)

terça (25)

MARINA FLOR Show no Teatro de Câmara. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)

sexta (28) ELZA SOARES

MARCOS FREDERICO Lançamento do álbum “Carnaval Cigano”. A Casa (R. Padre Marinho, 30, Santa Efigênia). Às 22h. R$ 15

Show “Mulher do Fim do Mundo” no Inverno das Artes. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537). Às 21h. R$ 100 (inteira)

KAYAJHAMA OS ARRAIS Show “Rastros e Trilhas”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h30. R$ 80 (inteira).

TÚLIO MOURÃO E DONA JANDIRA Pianista e cantora apresentam-se no projeto Afinidades. Grande Hotel Ronaldo Fraga (r.

Banda de reggae originária do Aglomerado da Serra apresenta o álbum “Batendo de Frente”. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$

MUSIC OF DAY Festival com Banda Karbono e Banda Jokerman. Cine Theatro Brasil - Teatro de Câmara (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)


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INVERNO DAS ARTES Zezé Motta em tributo à Divina Seg. 24.jul.

EDEN BARBOSA/DIVULGAÇÃO

Na adolescência, a “cantriz” Zezé Motta, 73 –comoelamesma se define –, frequentavacom a mãeum salão de beleza no Rio de Janeiro e sempre se espantava com a beleza e elegância de uma outra cliente, que sempre ia ao estabelecimento muito arrumada e cheirosa. Muitos anos depois, quando ela começou a se envolver com o projeto em homenagem a Elizeth Cardoso (1920-1990), “Divina Saudade”, que apresenta na programação do InvernodasArtesna próxima segunda (24), sua mãe a contou que a tal frequentadora do salão era Elizeth em pessoa. As duas haviam se encontrado novamente, quando Zezé já era adulta, poucos anos antes da morte de Elizeth, mas ela não ligou o nome à pessoa. Foi numa homenagem a Herivelto Martins (1912-1992) em que as duas (evários outros artistas)cantaram. “Durante os ensaios, enquanto esperávamospela nossa vez, ficamos íntimas. Me aproximei dela dizendo que éramos do mesmo signo (câncer) e começamos a conversar sobre como era ser uma mulher canceriana. Quando vi, estávamos trocando confidências”, lembra Zezé. Duas décadas depois, quando buscava um tema para um novo projeto, a cantriz se deparou com a biografia “Elisete Cardoso – Uma vida” (ed. Lazuli), do jornalista Sérgio Cabral. “Eu a havia lido Jessica Almeida

Zezé Motta canta Elizeth Cardoso em “Divina Saudade”

um ano antes e me esqueci. Estava indo cochilar quando a notei ali na estante, e não consegui mais dormir e comecei a reler o livro encontrando vários pontos em comum entre nós que não notei na primeira lida”, diz, apontando o fato de serem flamenguistas e usarem a mesma marca de sabonete, além do signo e do fato de ambas serem movidas a paixão. Zezé então produziu primeiro um disco, com 11 faixas, lançado no ano 2000. Entre as canções escolhidas, composiçõesde Noel Rosa,Vinicius de Moraes, Tom Jobim, Baden Powell, entre outros.Em seguida,montouo espetáculo, em que amplia um pouco o repertório e dá um tom mais teatral às interpretações. Dividido em dois atos,

traz no primeiro sucessos imortalizados na voz da “Divina”,como Elizeth ficou conhecida, em um cenário que lembra os auditórios da rádio Nacional. No segundo, as letras das canções interagem com a cenografia,com mais dramaticidade e mistério. SHOW TEATRAL “Tenho o hábito de procurar o personagem da música. E aí, dependendo de qual for, fica realmente uma performance. Há vários números bem teatrais no show”, comenta. “Uma delas – não vou dizer qual porque quero que seja surpresa, mas é do VillaLobos –parece que é uma despedida, eua canto de uma forma bem solene. Já quando eu canto o lado assanhado, tem bastante rebolado”.

ELZA SOARES FAZ SHOW ADIADO THIAGO SABINO/DIVULGAÇÃO

Além desse projeto, Zezé está envolvida com vários outros, inclusive a gravação de um disco que deve ser lançado ainda este ano, “O Samba Mandou me Chamar”. “É um projeto que estava na gaveta há dez anos. Há coisas maravilhosas nele. Tive o privilégio de ter Arlindo Cruz cantando comigo uma música dele, participaram também o Xande de Pilares, o grupo Fundo de Quintal e o grupo Bom Gosto”. Além disso, está no filme “ADivina Comédia”,que deve estrear no segundo semestre, na série “Sob Pressão”, que estreia na próxima terça (25) e vai começar em breveas gravaçõesdasegunda temporada da série “3%” da Netflix. O ator e escritor Cacau Hygino também está escrevendo um livro de memórias suas. “Comecei um projeto de biografia com o biógrafo cubano Carlos Moore, mas foi um processo doloroso para mim e imagino que seria para minha mãezinha, que tenho a sorte de ter comigo, aos 93 anos. Então, por ora, lançarei somente as memórias”, diz a cantriz, que por acaso mora no último apartamento em que viveu a escritora Clarice Lispector (1920-1977). “Foi uma feliz coincidência”.

Divina Saudade >– Zezé Motta Depois de adiar o show que faria na abertura do Inverno das Artes, Elza Soares se apresenta na próxima sexta (28)

Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Dia 24 (segunda), às 20h30. R$ 40 (inteira)

A potência de Spike Lee revista O cinema moderno, segundo seus teóricos, requer um espectador atento, ativo. Cada cena contém infinitos elementos precisamente posicionados para criar um diálogo com a experiência do espectador. O norte-americano Spike Lee é um dos que compõem essa escola. A partir da sexta (28), o Cine Humberto Mauro, dentro do Inverno das Artes, apresenta 20 obras de Lee, do clássico “Faça a Coisa Certa” (1989) ao recente “Chi-raq” (2015). O evento inclui palestra do pesquisador e especialista no cinema negro Heitor Augusto, dia 10 de agosto. Segundo Bruno Hilário, curador da mostra, a vontade de exibir as obras de Spike Lee era antiga. “Temos refletido sobre as questões

“Faça A Coisa Certa” propôs um novo olhar sobre o cinema negro e despertou o interesse de Hollywood por esta estética

da representatividade do negro no cinema já há algum tempo. Trouxemos um panorama com os Clássicos Africanos e sobre a Blaxploitation. São estéticas diferentes que trazem um reflexão sobre estereótipos. A obra de Lee surge no momento em que Blaxploitation chega a um resfria-

mento, e uma nova maneira de produzir a estética negra toma forma no pensamento dele”, conta Bruno. PARA OS ‘IRMÃOS’ O cineasta também foi responsável por turbinar a carreira de nomes como Samuel L. Jackson e Denzel

Washington. “O mis-en-scène, o roteiro dinâmico, o peso psicológico de personagens e um discurso objetivo sobre a desconstrução de estereótipos da representatividade do negro na sociedade americana dão o tom de seus filmes”, afirma o curador. Nascido em Atlanta e criado no Brooklyn, Spike Lee cresceu no bairro onde eclodia um dos mais potentes movimentos de expressão cultural dos negros norte-americanos: o hip hop, motivo pelo qual fez, dessa temática, o epicentro de várias de suas obras. Em “Faça a Coisa Certa”, Lee tece uma crônica sobre a tensão racial na comunidade a partir do ponto de vista de negros, latinos, orientais e brancos. Nele, em um dia de muito calor, qualquer atri-

Malcom X Drama sobre o ativista, rendeu a Denzel Washington uma indicação ao Oscar de Melhor Ator

to pode desencadear conflitos de grandes proporções. A mostra da Humberto Mauro também exibe o documentário “4 Meninas – Uma História Real”, sobre o atentado a bomba a uma igreja no Alabama, em 1963, no auge da luta dos negros pelos direitos civis, que deixou o

saldo trágico de quatro crianças mortas. * João H. Motta/sob a supervisão de Patrícia Cassese

>LeeMostra Spike Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537). De 28/7 a 17/8. Confira programação da abertura da mostra, na sexta (28), na página 24. Gratuito.


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FÉRIAS Crianças protagonistas

DIVIRTA-SE

GUSTAVO ARRAIS/DIVULGAÇÃO

Jessica Nos últimos Almeida anos,cada vez mais os grandes eventos culturaisda cidade, como o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT), a Virada Cultural e o Savassi Festival, têm dedicado parte considerável de sua programação aos pequenos. Poucos, porém, ainda são os projetos extensos dedicadosinteiramente a esse público. OFestival Saci–Sociabilização, Arte e Cultura na Infância, cuja 7ª edição começa neste sábado (22), é um deles. A programação inclui shows, atividades na praça, oficinas, rua de lazer, mostradecinemae brinquedoteca, e acontece em três pontos: Centro Cultural Sesiminas, Parque Serra do Curral e Praça Floriano Peixoto. “Começamos a perceber que havia esse vácuo, uma demanda para as crianças, e focamos na produção cultural direcionada a esse público”,afirmaa diretora do projeto, Mônica Simões. “A ideia não era fazer um festival saudosista, como se ser pequeno no passado fosse melhor. Nossa proposta é contemplar a infância no século XXI”, salienta.

A coisa mais legal de se envolver com um festival como esse, a diretora diz, é aprender a enxergar com os olhos das crianças. “Nós não enxergamos da mesma forma. Às vezes,umacoisa quenos parece muito desinteressante desperta muito a atenção deles”, pondera Mônica. Mas ainda que seja focado no público infantil, o evento é pensado para atender a toda a família. Este ano, inclusive, uma novidade é a inclusão de atividades de dança, música, yoga, oficinas e brincadeiras para grávidas e seus pares, e também para a faixa etária de zeroa 3 anos. “Foi um desafio, porque, nessa etapa, a imprevisibilidade é um traço ainda mais forte. Mas para nós é tudomuitorecompensador,porqueestamoslidando coma célula da sociedade, seu núcleo”, afirma a diretora. Entre as atrações musicais, figura a banda infantil Coisinha, do músico China, que divide o vocal com a banda Mombojó e Lula Lira, filha do saudoso cantor Chico Science. E mais: o projeto Pequeno Cidadão, lançando novo CD, e o Beatles para Crianças, além das pratas da casa: Marina Machado e Celinha Braga, Circo Marimbondo Show fazendo homenagem ao Clube

descobertas que vivemos. Daí lançamos um disco e criamos o show. Hoje, já lançamos mais um álbum, um DVD com animações e um novo espetáculo.Alémdisso,temos umcanalnoYoutube(youtube.com/ grandespequeninos) com mais de 16 milhões de visualizações e um programa na TV paga, o Grandes Pequeninos Chefs”, conta o músico. Mais do que um projeto artístico, Jair acredita que o Grandes Pequeninos é uma forma de unir a família numa atividade. “Tenho percebido muito isso, o quanto é um valor muito grande estar perto da família. Não só pra elas, mas para nós mesmos”, diz. Ele também frisa a importância de iniciativas como o Saci. “A TV aberta tem dado cada vez menos espaço para o conteúdo infantil, mas na internet, nos serviços de streaminghá cada vez mais.Valorizo muito o conteúdo voltado para crianças e participar do Saci tem tudo a ver com o que acreditamos”, afirma.

Família

Jair Oliveira e sua esposa Tania Khalill são os Grandes Pequeninos

daEsquina,eo blocode carnaval infantil Fera Neném. Quem abre as apresentações, neste sábado (22), é o projeto Grandes Pequeninos, dos artistas Jair Rodrigues (o Jairzinho) e sua esposa Tania

Khalill. O trabalho foi criado pelos dois quando tiveram a primeira filha, Isabela, hoje com dez anos, e depois Laura, de6. “Surgiu desseamor enorme que sentimos. Comecei a fazer música sobre todas as

Festival Saci – 7ª >edição Centro Cultural Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia), Parque Serra do Curral (av. José do Patrocínio Pontes, 1951, Mangabeiras) e a Praça Floriano Peixoto. Deste sábado (22), até o dia 30 (domingo). Confira programação completa em www.festivalsaci.com.br

FREDERICO TORRES/DIVULGAÇÃO

Espaço do Conhecimento UFMG Para estas férias, o espaço promove três curiosas atividades para crianças: as contações de histórias “Diário de Bordo: História dos Navegantes” e “Contos da Esfinge”, além de diversas sessões no Planetário. Onde Praça da Liberdade, 700, Funcionários. Confira a programação em: www.espacodoconhecimento.org.br Studio A O espaço voltado para o ensino de circo recebe crianças de 5 a 12 anos, nestas férias para que elas aprendam mais sobre o universo do picadeiro. São lições de malabarismo, equilíbrio e acrobacias. Onde Rua Cláudio Manoel, 149, Funcionários. Quando Segunda (24) a sexta (28), das 14h às 17h. Quanto R$ 75 (diária) ou R$ 65 (por diária a partir da compra de três). “Beagá pra Brincar” O movimento Na Pracinha reuniu em um só livro um roteiro com cem passeios para serem feitos com as crianças em Belo Horizonte. Os livros podem ser adquiridos por R$ 35, no site: www. napracinha.iluria.com

LEANDRO DINIZ/DIVULGAÇÃO

Minas Gerais Vale tem programação 6 Memorial especial para o período de férias escolares

de férias 6 Atividades ocupam Museu Mineiro Caça ao tesouro, tarde de brincadeiras e ateliê de argila são algumas das atividades propostas pelo Museu Mineiro. As brincadeiras são para crianças de todas as idades desde que acompanhadas pelos pais. Confira a programação completa no site: www.museumineiro.mg. gov.br Onde Museu Mineiro (av. João Pinheiro, 342, Funcionários) Quando Dias 22, 23, 25 e 27; das 14h às 17h Quanto Entrada gratuita (mediante inscrição no site goo.gl/ forms/U2aE3823UiapGFlC2)

WALMIR MONTEIRO/DIVULGAÇÃO

Para encerrar com chave de ouro a última semana de férias, o Memorial preparou atividades para crianças de 0 a 13 anos. Para os mais novos, de 0 a 6 anos, acontece a “Ação Educativa: Plantando Vozes e Cultivando Gestos”, no jardim do Memorial, no dia 28, para que as crianças possam aprender sobre o espaço de uma maneira lúdica. Já para as crianças de 10 a 13 anos, a oficina “Criando Games” acontece dos dias 25 a 27, das 14h às 17h, e os participantes poderão experimentar a produção de games e descobrir mais sobre o universo virtual. Além disso, o “Kit Trilha da Criança” está de volta e os visitantes mirins do Memorial podem descobrir o espaço do museu com um mapa, uma lanterna, uma lupa, um binóculo e um espelho fornecidos no kit. Confira a programação completa no site: www.memorialvale.com.br Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Até o dia 28 (sexta) Quanto Entrada gratuita com vagas limitadas (inscrições devem ser feitas pelo telefone 3343-7317 e, em todas as atividades, as crianças devem estar acompanhadas de seus responsáveis).

incentiva a 6 Projeto prática do skate O projeto Academia do Skate recebe jovens de 7 a 17 anos em pistas construídas em shoppings da capital e da região metropolitana para a prática do esporte. Durante os dias do evento, os interessados contam com a ajuda de instrutores para aperfeiçoar e aprender a usar o skate Onde Minas Shopping (av. Cristiano Machado, 4000) Quando Todos os dias, das 11h às 21h. Até 31/7 Quanto Gratuito. Inscrições em www.natividade.esp.br ou pessoalmente, no shopping. O projeto segue até setembro em outros locais.


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CINEMA Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 22 (sábado) e 23 (domingo)

pré-estreias 7 DESEJOS (Wish Upon, EUA, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. John R. Leonetti. Com Joey King, Ryan Phillippe, Ki Hong Lee. A adolescente Claire descobre uma caixa mágica, que lhe concede sete desejos. Claire faz apenas desejos pessoais, e coisas ruins começam a acontecer. BH Shopping 7: 20h40 Cidade 1: 21h15 (*) Contagem 3: 21h (*), 20h40 (*)(somente sábado) Pampulha 4: 21h (*) (*) Sessões dubladas

COMO SE TORNAR UM CONQUISTADOR (How To Be a Latin Lover, EUA, 2017, 1h55) Dir. Ken Marino. Com Eugenio Derbez, Kristen Bell, Rob Lowe. Mulherengo é despejado pela namorada e volta a morar com a distante irmã e seu filho. BH Shopping 6: 21h20 Ponteio : 20h40

EM RITMO DE FUGA (Baby Driver, EUA, 2017, 2h03, 14 anos) Dir. Edgar Wright. Com Ansel Elgort, Jamie Foxx, Lily James. O jovem Baby precisa ouvir músicas o tempo todo para silenciar o zumbido que o perturba desde um acidente na infância. Mesmo assim, trabalha para uma gangue como motorista. Quando um assalto a banco não sai como planejado, cai na estrada em fuga.

BH Shopping 5: 20h30 Boulevard 1: 21h15 Cidade 8: 21h10 (*) Del Rey 4: 21h10, 23h20 Partage Shopping Betim 6: 20h (*) Pátio Savassi 3: 22h (só sábado)

Pátio Savassi 8: 11h30, 13h40, 16h, 18h20 e 20h40 Shopping Estação 1: 13, 15, 17, 19h15 Shopping Norte 3: 14h, 15h45 Via Shopping 5: 12h45, 14h40, 16h30, 18h40, 20h30

(*) Sessões dubladas

DE CANÇÃO EM CANÇÃO

estreias D.P.A - O FILME (Brasil, 2016, 1h30, Livre) Dir. André Pellenz. Com Letícia Braga, Anderson Lima, Pedro Henriques Motta. Os Detetives do Prédio Azul – Pippo, Sol e Bento, com a ajuda de Tom, Mila e Capim – precisam salvar o próprio edifício da destruição. Betim 3: 15h BH Shopping 6: 13h50(somente sábado), 16h40(somente sábado), 19h(somente sábado) BH Shopping 9: 12h20, 14h50, 17h30 e 20h15 Big Shopping 4: 14h, 15h45 Boulevard 5: 13h20, 15h15, 17h10, 19h05 e 21h05 Cidade 1: 14h Cidade 6: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45 Contagem 6: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45 Contagem 8: 21h10 Del Rey 7: 13h10, 15, 16h40, 18h30 e 20h20 Diamond 6: 12h30, 14h50, 17h05 e 20h Itaú Power 3: 21h15 Itaú Power 4: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45 Minas 6: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45, Monte Carmo 4: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Pampulha 4: 13h10, 15h05, 17h05 e 19h05 Paragem 4: 12h45, 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 Partage Shopping Betim 7: 12h30, 16h, 18h10 e 20h50 Pátio Savassi 7: 13h e 15h20

PARAMOUNT/DIVULGAÇÃO

(Song To Song, EUA, 2017, 2h08, 16 anos) Dir. Terrence Malick. Com Ryan Gosling, Rooney Mara, Michael Fassbender. Em Austin, dois casais – os compositores, Faye e BV, e o magnata da música e a garçonete que ele ilude, perseguem o sucesso em meio a uma paisagem de rock’n’roll, sedução e traição. Belas 2: 21h30 Belas 3: 19h20

TAL MÃE TAL FILHA (Telle Mère, Telle Fille, França, 2017, 1h34, 14 anos) Dir. Noémie Saglio. Com Juliette Binoche, Camille Cottin. Avril, 30 anos, bem-sucedida, é o oposto da mãe, Mado. A relação das duas se complica quando ficam grávidas ao mesmo tempo. Belas 3: 14h, 17h30, 21h40 Ponteio 4: 16h20, 20h40

TRANSFORMERS: O ÚLTIMO CAVALEIRO (Transformers: The Last Knight, EUA, 2017, 2h29, Livre) Dir. Michael Bay. Com Laura Haddock, Anthony Hopkins, Mark Wahlberg. Optimus Prime sai em busca dos Quintessons, possivelmente responsáveis pela criação dos Transformers. A Terra vive uma nova ameaça alienígena. BH Shopping 1: 11h50(*) (só no sábado), 15h10 (*)(só no sábado), 18h30 (*) (só no sábado) Big Shopping 2: 14h40 (*), 17h30 (*), 20h20 (*) Boulevard 4: 20h50 Cidade 1: 15h50 Cidade 2: 12h (*), 14h50 (*), 17h45 (*), 20h40 (*) Cidade 6: 20h45 Contagem 2: 17h40, 20h30

O blockbuster “Transformers: O Último Cavaleiro” é atração em vários espaços de BH Contagem 4: 12h20 (*), 15h15 (*), 18h10 (*), 21h10 (*) Del Rey 5: 12h (só no sábado),12h20 (só no domingo), 14h50 (só no sábado), 15h10(só no domingo), 17h40 (só no sábado), 18h10 (só no domingo), 20h30 (só no sábado), 21h(só no domingo), 23h20 (só no sábado) Diamond 1: 11h50, 15h, 18h10, 21h30 Diamond 3: 14h20 (*), 17h30, 20h40 Itaú Power 2: 12h10 (*), 15h (*), 17h55 (*), 20h50 (*) Minas 2: 12h30 (*), 15h20 (*), 21h (*) Monte Carmo 1: 20h30 (*) Monte Carmo 3: 21h10 Pampulha 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30, 21h15 (*) Paragem 2: 18h10, 21h Partage Shopping Betim 4: 18h50 (*) Pátio Savassi 1: 21h40 Shopping Estação 1: 21h30 Shopping Norte 3: 17h30 (*), 20h20

(*) Via Shopping 3: 18h (*), 20h50 (*), 21h20 (*) Sessões 3D: Betim 1: 12h20 (*), 15h (*) , 18h (*), 21h (*) BH Shopping 1: 11h50 (*), 15h 10 (*), 18h30, 22h BH Shopping 2: 11h20 (*), 14h30, 17h40, 21h BH Shopping 8: 19h15, 22h30 Big Shopping 1: 14h50 (*), 17h40 (*), 20h30 (*) Boulevard IMAX: 12h20 (*), 15h, 18h (*), 21h Cidade 4: 12h20 (*), 15h, 18h (*), 21h Contagem 1: 12h20 (*), 15h, 18h (*), 21h Del Rey 1: 12h20 (*), 15h , 18h (*), 21h Itaú Power 5: 12h15 (*), 15h05, 18h05 (*), 21h Minas 1: 12h20 (*), 15h10 (*), 18h (*),

21h Monte Carmo 5 : 12h20 (*), 15h50 (*) , 18h (*), 21h Pampulha 1: 18h10, 20h55 Paragem 5: 12h20 (*), 15h05, 18h (*), 20h50 Partage Betim 1: 11h20 (*), 14h30 (*), 17h40 (*), 21h (*) Partage Betim 2: 15h (*), 20h30(*) Partage Betim 4: 22h (*) Pátio Savassi 4: 12h20(*), 15h40, 19h e 22h10 Pátio Savassi 5: 11h20, 14h30, 17h40, 21h (só no domingo), 22h (só no sábado) e 0h10 (só no sábado) Ponteio Premier: 14h30, 18h, 20h50 Shopping Estação 3: 12h40 (*), 15h45 (*), 19h (*), 22h15 (*) Shopping Norte 1: 14h50 (*), 17h40 (*), 20h30 (*) Via Shopping 3: 12h20 (*), 15h05 (*) (*) Sessões dubladas


24

almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 22 a 28 de julho de 2017

CINEMA estreias (continuação) GATOS (Kedi, Turquia, 2016, 1h19, Livre) Dir. Ceyda Torun. Centenas de milhares de gatos vagam pela metrópole de Istambul livremente, servindo como espelhos para as pessoas, permitindolhes refletir sobre suas vidas de maneiras que nada mais poderia. Belas 2: 14h, 15h50, 19h40

POESIA SEM FIM (Poesía Sin Fin, França, Chile, 2016, 2h08, 16 anos) Dir. Alejandro Jodorowsky. Com Adan Jodorowsky, Pamela Flores, Brontis Jodorowsky. Nos anos 40 e 50, em Santiago, Alejandrito Jodorowsky decide se tornar poeta e vive loucamente com Enrique Lihn, Stella Diaz, Nicanor Parra e outros escritores mestres da literatura moderna latino-americana. Belas 1: 11h(*), 15h, 19h, 21h30

(*) SESSAO CLUBE DO PROFESSOR. NECESSÁRIO COMPROVAÇÃO DO MESMO FALA COMIGO (Fala Comigo, Brasil, 2016, 1h32, 14 anos) Dir. Felipe Sholl. Com Denise Fraga, Karine Teles, Tom Karabachian. O adolescente Diogo liga para as pacientes de sua mãe, a terapeuta Clarice, enquanto se masturba. Quando ele liga para ngela, que acaba de se separar do marido, os dois iniciam um relacionamento. Cine 104: 16h40

em cartaz CARROS 3 (*) (Cars 3, EUA, 2017, 1h49, Livre) Direção: Brian Fee. Durante mais uma disputa eletrizante nas pistas, o campeão Relâmpago McQueen acelera demais e acabou perdendo o controle. O acidente é tão grave que, com os estragos, ele pode ter que se aposentar de vez. Betim 2: 13h40, 16h e 20h50 BH Shopping 10: 13h Big Shopping 3: 14h15, 18h15 Boulevard 4: 12h10, 14h20, 16h30 e 18h40 Cidade 3: 12h30, 14h40, 16h50, 19h e 21h10 Contagem 8: 12h30, 14h40, 16h50 e 19h Del Rey 4: 12h30, 14h40, 16h50, 19h e 21h10 Diamond 3: 11h30 Itaú Power 1: 12h30, 14h40, 16h50 e 19h Minas 5: 12h30, 14h40, 16h50 e 19h Monte Carmo 3: 12h30, 14h40, 16h50 e 19h Pampulha 6: 13h05, 15h10, 17h15, 19h20, 21h25 Paragem 2: 13h50 e 16h Paragem 3: 16h20 e 21h05 Partage Shopping Betim 3: 13h, 19h Partage Shopping Betim 5: 17h10 Shopping Estação 6: 13h30, 16h, 18h30, 21h Shopping Norte 3: 14h30, 18h30 Via Shopping 3: 12h30, 14h30, 16h40 e 18h50 Sessões 3D: BH Shopping 5: 12h10, 15h, 17h50, 20h30, 17h50 (somente sábado) BH Shopping 8: 13h35, 16h20 Big Shopping 5: 16h Diamond 2: 12h10, 15h15, 17h50 Pampulha 1: 13h50, 16h Pátio Savassi 2: 11h10, 12h30(somente sábado), 13h50, 16h50, 19h30 (somente domingo), 22h Pátio Savassi 3: 11h10, 13h50, 16h50, 19h30 (somente sábado), 22h Shopping Norte 2: 16h (sessão 3D) (*) Sessões dubladas

O FUTURO PERFEITO (El Futuro Perfecto, Argentina, 2016, 1h05, Livre) Dir. Nele Wohlatz. Com Xiaobin Zhang, Mian Jiang, Saroj Kumar Malik. Xiaobin tem 17 anos e não fala sequer uma palavra de espanhol quando chega à Argentina. Ela começa a frequentar um curso de castelhano e acaba conhecendo o indiano Vijay. Belas 1: 17h30 Cine 104: 19h

HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR (Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland,

TERMITE FILMS/DIVULGAÇÃO

Michael Keaton, Robert Downey Jr.. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. Betim 2: 18h10 (*) Betim 3: 21h (*) BH Shopping 3: 14h15, 17h20, 20h50 BH Shopping 4: 22h20 Big Shopping 4: 17h30 (*), 20h (*) Boulevard 2: 13h (*), 15h45, 18h30 (*), 21h10 Boulevard 3: 12h50, 15h30, 21h (*) Cidade 7: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Contagem 3: 13h (somente domingo), 13h30 (somente sábado) Contagem 6: 12h50 (*), 15h30 (*), 18h20 (*), 21h (*) Del Rey 3: 12h (somente sábado),12h20 (somente domingo) 14h50 (somente sábado),15h10 (somente domingo), 17h40 (somente sábado), 18h10 (somente domingo), 20h30 (somente sábado), 21h (somente domingo), 23h20 (somente sábado) Diamond 4: 12h, 15h30, 18h30, 21h50 Itaú Power 6 : 13h10 (*), 15h45 (*), 18h20 (*) Minas 4: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Monte Carmo 2: 13h (*), 15h45 (*), 18h30 (*), 21h10 (*) Pampulha 3: 13h20, 15h55, 18h30 e 21h05 Paragem 1: 21h10 Paragem 3: 13h30 (*), 18h30 Partage Shopping Betim 3: 15h30 (*), 21h50 (*) Partage Shopping Betim 5: 14h10 (*), 20h (*), 14h10 (somente sábado) Pátio Savassi 1: 18h40 Pátio Savassi 7: 18h, 21h10 (somente sábado), 21h20 (somente domingo) Shopping Estação BH 4: 14h45 (*), 17h30 (*), 20h30 (*), 23h30 (*) (somente sábado) Shopping Estação 5: 18h45, 21h45 (*) Shopping Norte 5: 20h45 (*) Via Shopping 2:13h (*), 15h45 (*),18h30 (*), 21h20 (*) Sessões 3D: Big Shopping 5: 18h (*), 20h40 (*) Cidade 5: 21h50 (*), 15h30 Del Rey 2: 12h30 (*) (somente sábado), 12h50 (*) (somente domingo)15h10 (*) (somente sábado), 15h30(*) (somente domingo) 17h50 (*) (somente sábado), 18h10 (*) (somente domingo) 20h30 (somente sábado), 20h50 (somente domingo), 23h10 (somente sábado) Diamond 2: 20h55 Itaú Power 6 : 20h55 (*) Minas 2: 18h10 (*) Partage Shopping Betim 6: 12h (*), 14h50 (*), 21h20 (*), 21h20 (somente sábado), 18h (*)(somente sábado) Pátio Savassi 6: 12h50 (*), 15h50 (*), 19h20, 22h20 Ponteio 3: 13h50 e 18h20 Shopping Norte 3: 20h40 (*) (*) Sessões dubladas

UM INSTANTE DE AMOR

Sexta-feira (28) 15h “Mais e Melhores Blues” (EUA, 1990, 2h09) 17h15 “Ela Quer Tudo” (EUA, 1986, 1h24) 19h “Lute Pela Coisa Certa, de Spike Lee (EUA, 1988, 2h01) 21h15 “Faça a Coisa Certa” (EUA, 1989, 2h) (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.

CINE SESC (*) Domingo (23) e sexta-feira (28) 19h “Viver é fácil de olhos fechados” (Espanha, 2013, 1h48) Dir. David Trueba

DE FÉRIAS (*) Neste sábado (22) 15h “Lifi - Uma galinha na selva” (Coreia do Sul, 2011, 1h32) Dir. Seong-yun Oh 17h “Uma viagem extraordinária” (França e Canadá, 2014, 1h45) Dir. Jean-Pierre Jeunet 19h “Hoje eu quero voltar sozinho” (Brasil, 2014, 1h36) Dir. Daniel Ribeiro Domingo (23) 15h “O Homem da Lua” (França, Irlanda, Alemanha, 2012, 1h38) Dir. Stephan Schesch Terça (25) 17h “Brinquedos no Sótão” (República Tcheca, Japão, França, 2013, 1h14) Dir. Jiri Barta 19h “Nós somos as melhores” (Suécia, 2013, 1h42) Dir. Lukas Moodysson

Gamzis, o sedutor, é um dos milhares de felinos que transitam por Istambul, e que são foco do documentário “Gatos”, em cartaz no Belas Artes

19h15 e 21h20 Paragem 1: 12h50, 14h50, 17h e 19h Partage Shopping Betim 4: 14h, 16h30 Pátio Savassi 1: 11h50, 14h e 16h20 Ponteio 2: 14h40 e 16h40 Shopping Estação 5: 12h, 14h20, 16h30 Shopping Norte 2: 14h10 Shopping Norte 5: 16h30 Via Shopping 1: 12h50, 14h50, 16h55, 19h, 21h05

NASCIDA DE NOVO

Sessões 3D: Diamond 5: 14h, 16h10, 18h50, 21h15 Partage Shopping Betim 2: 12h50, 18h20 Pátio Savassi 2: 15h, 17h30, 20h10 Shopping Estação 2: 13h15, 15h30, 17h45, 20h

PARIS PODE ESPERAR

(*) Sessões dubladas

(Mal de Pierres, França/Bélgica, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Nicole Garcia. Com Marion Cotillard, Alex Brendemühl, Louis Garrel. Gabrielle é uma mulher que não sabe lidar muito bem com seus impulsos sexuais. Sua mãe arma o casamento dela com o pedreiro José, mas, após um aborto, Gabrielle encontra a paixão por um tenente à beira da morte. Cine 104: 20h15

JULHO-AGOSTO

MEU MALVADO FAVORITO 3 (*)

MEUS 15 ANOS

(Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 3: 13h, 16h50, 18h50 BH Shopping 4: 12h25, 14h40, 17h05, 19h40 BH Shopping 7: 11h35, 14h, 16h05, 18h15 Big Shopping 3: 16h15, 20h15 Big Shopping 5: 14h10 Boulevard 1: 13h, 15h05, 17h10, 19h15 Cidade 8: 11h20 (somente domingo), 13h10, 15h10, 17h10, 19h10, Contagem 2: 13h40, 15h40 Contagem 5: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Del Rey 6: 12h55, 14h55, 17h, 19h10, 21h15 Itaú Power 3: 13h, 15h, 17h10, 19h10 Itaú Power 4: 20h45 Minas 3: 13h, 15h, 17h, 19h, 21h Monte Carmo 1: 14h, 16h10, 18h20 Pampulha 5: 13h30, 15h25, 17h20,

(Juillet Août, França, 2015, 1h36, 12 anos) Dir. Diastème. Com Alma Jodorowsky, Luna Lou, Patrick Chesnais. Duas irmãs, Laura, de 14 anos, e Josephine, de 18, passam o mês de julho com a mãe e o padrasto e agosto com o pai. Durante o período, decisões são tomadas, segredos revelados e relações abaladas. Belas 2: 17h40 Ponteio 2: 18h40

(Brasil, 2017, 1h34, 10 anos) Dir. Caroline Fioratti. Com Larissa Manoela, Daniel Botelho, Rafael Infante. Aos 14 anos, Bia descobre que vai ganhar uma grande festa de 15 anos. Mas a garota sonhadora e apaixonada por música não tem muitos amigos para convidar ao evento. BH Shopping 6: 11h30 Partage Shopping Betim 4: 11h30

MULHER MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Boulevard 3: 18h20 Cidade 5: 18h10 (*) Contagem 3: 15h40 (*), 18h20 (*), 16h10 (*) (somente sábado) Itaú Power 1: 21h05 (*) Minas 5: 21h15 (*) (*) Sessões dubladas

(Brasil, 2016, 2h08, 14 anos) Dir. Mary Grace Hughes. Com Carol Cardoso, Laura de Oliveira, Nicoly Ribeiro. A história de superação de uma jovem menina que vive entre dois mundos completamente diferentes: o real e o sobrenatural, dividida entre as trevas e a luz. Cidade 1: 18h40 (Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 3: 16h30 e 21h

PERDIDOS EM PARIS (Lost In Paris, França/Bélgica, 2017, 1h20, 12 anos) Dir. Fiona Gordon, Dominique Abel. Com Fiona Gordon, Dominique Abel, Emmanuelle Riva. Fiona é uma bibliotecária canadense que recebe uma carta misteriosa de Martha, uma tia distante. Na carta, ela pede que a sobrinha viaje imediatamente a Paris, para evitar que seja internada em um asilo. Belas 3: 15h50 Ponteio 2: 16h40

PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017, 2h09, 12 anos) Dir. Joachim Rønning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Brenton Thwaites, Javier Bardem. O capitão Salazar lidera um exército de fantasmas e está disposto a matar todos os piratas existentes. Jack Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Cidade 5: 20h50 (*)

A VIDA DE UMA MULHER (Une Vie, França, Bélgica, 2016, 2h09, 14 anos) Dir. Stéphane Brizé. Com Jean-Pierre Darroussin, Judith Chemla, Yolande Moreau. Jeanne volta para casa após completar os estudos para ajudar os pais no campo. Encantada pelo visconde Julien de Lamare, mas ele se mostra infiel, avarento e nada companheiro. Ponteio 4: 14h, 18h20

mostras MOSTRA RAOUL PECK (*) Neste sábado (22) 16h “Lumumba – A Morte do Profeta” (ALE-SUI-FRA, 1992, 1h09) 18h “Lumumba” (ALE-BEL-FRA, 2000) 20h “Moloch Tropical” (FRA, 2009, 1h45) Domingo (23) 16h “O Lucro e Nada Mais” (FRA-BEL, 2000, 57 min) 18h “Eu não sou seu negro” (EUA-FRANBEL-SUI, 2016, 1h33) 20h “O Homem das Docas” (FRA-CAN, 1992, 1h45) Segunda-feira (24) 17h “Moloch Tropical” (FRA, 2009, 1h46) 19h “Lumumba - A Morte do Profeta” (ALE-SUI-FRA, 1992, 1h09) 20h30 “Canto do Haiti’ (Haiti, 1987, 1h38) Terça-feira (25) 17h “Lumumba” (ALE-BEL-FRA, 2000, 1h56) 19h “O Lucro e Nada Mais” (FRA-BEL, 2000, 57 min) 21h “Eu não sou seu negro” (EUA-FRANBEL-SUI, 2016, 1h33)

Quarta (26) 17h “Uma viagem extraordinária” (França e Canadá, 2014, 1h45) Dir. Jean-Pierre Jeunet 19h “Casa Grande” (Brasil, 2014, 1h55) Dir. Fellipe Gamarano Barbosa Quinta (27) 17h “Kikoriki - A Turma Invencível” (Rússia, 2011, 1h30) Dir. Denis Chernov 19h “Hoje eu quero voltar sozinho” (Brasil, 2014, 1h36) Dir. Daniel Ribeiro Sexta (28) 17h “Uma viagem ao mundo das fábulas” (Bélgica, 2009, 1h18) Dir. Tomm Moore e Nora Twomey (*) Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Entrada gratuita. Retirada de ingresso 30 minutos antes. Todos os filmes de língua estrangeira são dublados.

MOSTRA DE CLÁSSICOS INFANTIS (*) Neste sábado (22) 17h “Fantasia” (EUA, 1940, 2h06) Dir. James Algar, Samuel Armstrong 19h “E.T. - O Extraterrestre” (EUA, 1982, 1h55) Dir. Steven Spielberg Domingo (23) 17h “Matilda” (EUA, 1996, 1h42) Dir. Danny DeVito 19h “Os Goonies” (EUA, 1985, 1h54) Dir. Richard Donner Quarta (26) 17h “Mogli - O Menino Lobo” (EUA, 1967, 1h29) Dir. Wolfgang Reitherman 19h30 “Matilda” (EUA, 1996, 1h42) Dir. Danny DeVito

Quarta-feira (26) 17h “O Homem das Docas” (FRA-CAN, 1992, 1h45) 19h “Moloch Tropical” (FRA, 2009, 1h46) 21h “Lumumba - A Morte do Profeta” (ALE-SUI-FRA, 1992, 1h09)

Quinta (27) 17h “A Noviça Rebelde” (EUA, 1965, 2h54) Dir. Robert Wise 20h “Mulan” (EUA, 1998, 1h28) Dir. Barry Cook

Quinta-feira (27) 15h “Eu não sou seu negro” (EUA-FRANBEL-SUI, 2016, 1h33) 19h “Lumumba” (ALE-BEL-FRA, 2000, 1h56) 21h “Canto do Haiti” (Haiti, 1987, 1h38)

Sexta (28) 17h “Bambi” (EUA, 1942, 1h10) Dir. James Algar, Samuel Armstrong 19h30 “Labirinto - A magia do tempo” (EUA, 1986, 1h41) Dir. Jim Henson

HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA (*)

(*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita.

Quinta (27) 17h “A Viagem da Hiena” (Senegal, 1973, 1h25) Dir. Djibril Diop Mambéty (Sessão comentada pela curadora da mostra “Studio Ghibli”, Junia Torres)

CINELIXO (*)

MOSTRA SPIKE LEE (*)

(*) Cine 104 (pça. Rui Barbosa, 104, centro). Gratuito

Leia mais na página 21

Terça-feira (25) 20h15 “O Segredo da Múmia” (Brasil, 1982, 1h25) Dir. Ivan Cardoso


almanaque

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O QUE VEM POR AÍ agosto DIAS 5 E 6 CÃO SEM PLUMAS – CIA DEBORAH COLKER

Sesc Palladium. Sáb., às 21h; dom., às 19h. R$ 110 (plateias 1 e 2, inteira), R$ 50 (plateia 3, inteira). DIAS 11 E 12

LINCON ZARBIETTI

DIA 19 POSTMODERN JUKEBOX

Hangar 677. Às 21h. R$ 240 (inteira, 1° lote).

DIA 2

DIA 24

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. A partir de R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote).

KIEV BALLET

Palácio das Artes. Às 21h. A partir de R$ 200 (plateia superior, inteira).

MUSICAL “CARTOLA – O MUNDO É UM MOINHO”

DIA 25

Sesc Palladium. Sex., às 21h; sáb., às 19h. R$ 80 (plateia 1, inteira), R$ 60 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia 3, inteira).

KM de Vantagens Hall BH. Às 21h30. R$ 270 (pista/arquibancada, inteira, 2° lote)

DIA 13 MAISA POCKET TOUR

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 16h. R$ 240 (plateia 1 e Meet & Greet), R$ 120 (plateia 2, inteira). DIA 18 MARIA GADÚ E ORQUESTRA OPUS

Sesc Palladium. Às 20h30. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira), R$ 60 (plateia 3, inteira). DIA 19

arquibancada, inteira, 1° lote).

HANSON

DIAS 26 E 27 MINHA MÃE É UMA PEÇA – COM PAULO GUSTAVO

Palácio das Artes. Sáb., às 19h; dom., às 18h. Ingressos esgotados. DIAS 26 E 27 O GRANDE ENCONTRO

KM de Vantagens Hall BH. Sáb., às 22h; dom., às 20h. A partir de R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote). Ingressos esgotados para o sábado (26).

setembro

CAPITAL INICIAL - ACÚSTICO NYC

DIAS 2 A 6

DIA 23 KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote), R$ 640 (mesa, setor 1), R$ 560 (mesa, setor 2). DIA 30

GIRA - COM GRUPO CORPO

LÔ BORGES – O DISCO DO TÊNIS

Palácio das Artes. Sáb., seg., ter. e qua., às 20h30; dom., às 19h. R$ 90 (inteira).

Palácio das Artes. Às 21h. A partir de R$ 70 (balcão, inteira).

DIA 3

outubro

SHOW DAS PODEROSINHAS COM ANITTA

DIA 17

KM de Vantagens Hall BH. Às 18h. A partir de R$ 90 (arquibancada, inteira, 1° lote). DIA 10 DEVENDRA BANHART

Music Hall. Às 21h. R$ 200 (inteira, 2° lote)

PAUL MCCARTNEY

Mineirão. Às 21h. R$ 850 (pista premium Elo, inteira), R$ 400 (pista normal, inteira), R$ 580 (cadeira inferior, inteira), R$ 350 (cadeira superior, inteira). DIA 20

DIA 18

JOHN MAYER

AEROSMITH

Esplanada do Mineirão. 21h. R$ 500 (pista premium Budzone), R$ 240 (pista, inteira).

Esplanada do Mineirão. R$ 580 (pista premium, inteira, 1° lote), R$ 280 (pista, inteira, 1° lote).

novembro

DIA 20

DIA 11

LUAN SANTANA - 1977

DIA 1°

CIRKOPOLIS - CIRQUE ELOIZE

KM de Vantagens Hall. Às 22h. R$ 110 (arquibancada, inteira, 2° lote).

VICTOR & LEO

Palácio das Artes. Às 20h30. A partir de R$ 120 (plateia superior, inteira).

ARNALDO ANTUNES – A CASA É SUA

KM de Vantagens Hall BH. Às 22h. A partir de R$ 90 (pista/

Exu e rituais afro-brasileiros, ao som de Metá Metá, inspiram Grupo Corpo em seu novo espetáculo, ‘Gira’, que estreia em setembro no Palácio das Artes

PÉRICLES

Cine Theatro Brasil Vallourec. Às 21h. R$ 50 (inteira)

MOSTRA> Escolha da bebida foi pensada levando em conta tendências presentes em todo o mundo

CasaCor inaugura bar de gim PEDRO GONTIJO/DIVULGAÇÃO

Juliana Uma bebida Siqueira que está sendo altamente valorizada no Brasil e no exterior e que é associada a bares descolados, profissionais qualificados e experientes. Uma mostra, que é nada mais, nada menos, do que a maior de arquitetura, design de interiores e paisagismo do Estado: a CasaCor Minas, que já está em sua 23ª edição. Todos esses ingredientes prometem compor uma receita de sucesso no período em que acontecerá o evento, de 12 de agosto a 17 de setembro, no casarão onde funcionava a extinta Rede Ferroviária Federal S/A (RFFSA), na rua Sapucaí, 383, no bairro Floresta. No local, será possível visitar o Ginger, primeiro bar de gim da capital mineira. André Sá Fortes foi convidado para dar toda a sua contribuição. Ele é o responsável pela fabricação e pelo lançamento da marca YVY, que será produzida, inclusive, dentro

soas acerca da bebida, já que muitas ainda não têm algumas informações a respeito dela”, frisa.

Harmonia

O chef Felipe Rameh é o responsável por preparar um cardápio especial para acompanhar a bebida

da própria CasaCor durante a sua realização. Além disso, o chef Felipe Rameh montou um cardápio especial para acompanhar a bebida. Conforme resume Eduardo Faleiro, diretor da mostra, é a alta gastronomia ligada a uma bebida não convencional.

“A ideia de contar com um bar de gim veio de uma tendência que é verificada no mundo inteiro e que verdadeiramente vem chamando a atenção das pessoas. Vi muito isso na Europa. Também, em São Paulo, conheci dois bares: um deles possuía apenas rótulos de

gim; já o outro tinha drinks que exploravam muito essa bebida. Percebi o quanto ela era interessante e resolvi trazê-la para a CasaCor”, relata o profissional. De acordo com Faleiro, essa é uma fórmula que combina bastante com a mostra por ser algo de quali-

dade, que passa por uma seleção de produtos. Ainda segundo ele, o líquido será preparado em um alambique de cobre e os visitantes poderão acompanhar o processo. “Essa é, também, uma maneira de levar um conhecimento mais profundo para as pes-

ESPAÇO Como o gim pede um ambiente especial, isso não passará despercebido na 23ª CasaCor Minas. A arquiteta Ângela Roldão, que está presente na mostra desde a sua primeira edição, ficou responsável por essa parte. “Ela é um supernome. Nós queríamos um bar que contasse com um projeto que acompanha o que vem acontecendo no mundo, algo universal. A Ângela viaja muito para fora e acompanha as tendências”, ressalta Faleiro. Além da bebida que será vendida no local e também poderá ser levada para casa, haverá, ainda, a comercialização de outros itens, como ecobag e produtos de design. O bar terá acesso gratuito, ou seja, não será preciso adquirir ingresso para a CasaCor para frequentá-lo.


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estilo REDE>Colecionandoseguidores,influenciadoresdigitaisganhamfamaecobramcaroporpostagens

Vale

Lorena K. “Que óculos Martins maravilhosos.

NETO FERNANDEZ FOTOS/DIVULGAÇÃO

MIGUEL SCHINCARIOL/AFP PHOTO

quanto posta

Flávia Pavanelli, 19, é blogueira e youtuber. Seu canal tem mais de 1 milhão de inscritos

A empresária Alice Ferraz, que atua há mais de 20 anos no mundo da moda, criou o F*hits, que reúne blogueiras de todo o Brasil

JULIANA DE SOUZA/DIVULGAÇÃO

A socialite Kim Kardashian faturou R$ 48 milhões em cerca de 20 minutos só com o lançamento de sua primeira coleção de maquiagens

JULIANA DE SOUZA/DIVULGAÇÃO

Como faço para comprar?”, pergunta uma leitora, sob uma foto postada pela blogueira Flávia Pavanelli, 19, que coleciona mais de 4,6 milhões de seguidores. A resposta é simples. Basta clicar na tela para que uma profusão de tags indique o caminho das lojas a serem acessadas para adquirir não só o acessório, como a bolsa, a saia e tudo o mais que ela estiver usando. “Confesso que gerar conteúdos interessantes e chamar a atenção do público de uma forma positiva demanda cuidado e exige bastante. Mas o importante é ser uma coisa natural, me preocupo muito com isso”, alega Flávia, que esteve em BH como uma das convidadas do Universo das Blogueiras, evento que aconteceu na semana passada no Ouro Minas Palace Hotel, que foi pensado especialmente para quem tem vontade de ingressar nesse meio – ou apenas tem curiosidade. É justamente essa quantidade de seguidores e likes – reais ou não, pois, em alguns casos, pairam dúvidas– nas fotos que é capaz de influenciar as vendas no varejo. Mais do que isso. A julgar pelas brasileiras mais requisitadas desse universo – Camila Coelho, Thássia Naves, Camila Coutinho e Helena Bordon –, não é de se estranhar que as belas sejam frequentemente convidadas para se sentar na primeira fila das semanas de moda internacionais, além de aumentar o cofre ganhando muito dinheiro ao firmar parcerias relevantes no mercado de moda – caminho que poucos mortais conseguem percorrer pelas vias “normais”. Muitas vezes, por trás dessas influenciadoras digitais está uma grande empresa. Caso do F*hits, de Alice Ferraz, que ostenta uma experiência de mais de 20 anos no mundo da moda. A empresária criou uma plataforma que trabalha com mais de 270 influenciadoras digitais em todo o Brasil, incluindo, na lista, atrizes como Cleo Pires e Lucy Ramos. As duas, assim como as colegas Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine, entre outras, encontram, nesse nicho, uma maneira de estreitar ainda mais o contato com o público. “Uma digital influencer pode ganhar de R$ 2.000 a R$ 250 mil por mês”, calcula Alice Ferraz. E colocar um

Silvia Braz é uma das afiliadas do F*hits e possuía 288 mil seguidores até o fechamento desta edição

produto na mão dessas garotas é sinônimo de venda? “Hoje, uma garota que faz um post e consegue vender cerca de mil peças de roupa, automaticamente, se torna uma influenciadora. E isso é uma carreira. Parece um conto de fadas, parece fácil, mas não é. É preciso seriedade, tem que estudar, precisa saber escrever, saber falar, tratar as mídias sociais como negócio, ter um bom olhar de arte/imagem, ser acessível e ‘real’”, enumera. Ainda segundo ela, a blogueira que usa marcas só por dinheiro frustra leitores, perde audiência e, consequentemente, credibilidade. “A mensagem deve ser próxima para que se tenha engajamento. Ela é paga para falar das marcas, mas não é uma jornalista, e sim um veículo de mídia onde o branded content (marketing de conteúdo) é fundamental”, analisa. EXPANSÃO O Brasil, hoje, ocupa o oitavo lugar no mercado da moda, o que, de certa forma, faz com que a audiência dos blogs continue a crescer mesmo em uma plataforma já abarrotada, como o Instagram. Depois do boom de blogueiras (que eclodiu com mais força em 2007), alguns nomes se estabeleceram como relevantes neste mercado (que hoje ocupa também o YouTube) e aproximaram ainda mais o consumidor final do mundo da moda. Para Alice Ferraz, embora a ferramenta seja democrática, “não basta fazer um post”. “É preciso fazer um trabalho de comunicação completo para se ter sucesso. Nem todos exercem a profissão em si”, enfatiza. Por outro lado, o público que segue influencers também está cada vez mais exigente, buscando conteúdo de qualidade. “Os likes (ou curtidas) em cada foto não são tudo, mas sim o engajamento que cada influenciador tem com seu seguidor – isso, sim, é importante”, esclarece Wemerson Gatti, organizador do Universo das Blogueiras. A blogueira Silvia Braz, uma das afiliadas do F*hits, garante que é preciso ter profissionalismo para nortear seus mais de 288 mil seguidores. “Para mim não existem férias, todo dia é dia de produzir conteúdo. É uma profissão séria, quem leva na brincadeira está fadado ao fracasso”, enfatiza.


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RADAR FASHION DICAS PARA INGRESSAR NESTA PROFISSÃO “É muito importante que a influenciadora digital viva a vida dela verdade, e que goste realmente das marcas que ela trabalha para ser transparente com o seu público”.

“Fórmula para ser blogueira de sucesso não existe, porém o público que segue os influenciadores digitais estão cada vez mais exigentes e buscam conteúdos com qualidade”.

“O diferencial é justamente nossa essência. Temos que deixar um pouco de nós em cada post/vídeo/texto/ foto. Ser único dinheiro nenhum compra”.

Alice Ferraz

Wemerson Gatti

Flávia Pavanelli

Empresária da plataforma F*Hits, que reúne vários blogueiros no Brasil

Organizador do evento Universo das Blogueiras

Blogueira e youtuber com 4,7milhões seguidores no Instagram

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COFRE CHEIO

Conheça as celebridades e influenciadoras digitais do mundo que mais faturam na internet

para o fim de semana: que tal 6 Programa curtir um dia inteirinho na Amadoria? A Amadoria está de cada nova. O imóvel escolhido para marcar a nova fase da empresa é a antiga residência do estilista Ronaldo Fraga, na rua Mucuri, 325, Floresta. Há quase duas semanas, o casarão art déco construído na década de 30 virou reduto de diversos eventos artísticos e gastronômicos. Um deles é o Pentragrama, cuja terceira edição acontece neste sábado (22), das 13h às 23h, reunindo diversas atrações, menu elaborados pela chef Mika Costa e moda com as marcas Sol Brand, Bouór Store e Tatiana Marques Calçados. A música fica por conta da banda Javali e dos DJs Major, Pretin e Les Chics. Ingressos disponíveis em https://goo.gl/Ugpn9W BRUNO SENNA/DIVULGAÇÃO

1

Selena Gomez 122 milhões de seguidores

US$ 550 mil

(R$ 1,7 milhão) por postagem

2

Kim Kardashian 100 milhões de seguidores

US$ 500 mil

(R$ 1,6 milhão) por postagem

3

Cristiano Ronaldo 104 milhões de seguidores

US$ 400 mil

AS MAIS BEM-PAGAS NO BRASIL

RANKING INTERNACIONAL

Número 1 A blogueira Camila Coelho, natural de Virginópolis, em Minas Gerais, é a que mais fatura no Brasil. Colecionando 6,3 milhões de seguidores, ela deve ganhar por volta de R$ 3.500 por uma foto com o produto no Instagram. Já presença em eventos e desfiles pode chegar a R$ 50 mil. Para fazer a propaganda da marca Colgate, veiculada na TV, estima-se que ela tenha ganhado R$ 300 mil. Camila Coutinho, nome por trás do blog Garotas Estúpidas, a blogueira possui 2,2 milhões de seguidores. Estima-se que um publipost no blog fique por R$ 25 mil. A mineira de Uberlândia Thássia Naves cobra R$ 60 mil, em média, por publipost. Já seu cachê para presença VIP beira os R$ 30 mil. Em seguida vem a blogueira Helena Bordon, que cobra R$ 15 mil pela presença em eventos.

na Romaria 6 JaComé verão styling apurado de Mariana Sucupira, a campanha de verão da marca mineira Romaria, lançada neste mês, está repleta de peças fluidas, trabalhadas principalmente nas cores azul e rosa em tons bem claros. Não são novidade coleções de verão traduzidas em estampas clássicas como o floral. Entretanto, a Romaria trouxe a mesma temática de forma renovada, com prints aquarelados que simulam pinturas feitas à mão. A alfaiataria, outro ponto presente, também ganha destaque com a camisa. Os modelos se renovam no comprimento, com detalhes assimétricos e mangas diferenciadas. Vale, inclusive, mesclar as estampas florais com as geométricas, de forma divertida, como a estação exige.

(R$ 1,2 milhão) por postagem

4

Kylie Jenner 95 milhões de seguidores

US$ 400 mil

(R$ 1,2 milhão) por postagem

5

Kendall Jenner 81,7 milhões de seguidores

US$ 370 mil

(R$ 1,1 milhão) por postagem

6

Khloe Kardashian 68 milhões de seguidores

US$ 250 mil

(R$ 800 mil) por postagem

7

Kourtney Kardashian 57,8 milhões de seguidores

US$ 250 mil

(R$ 800 mil) por postagem

8

Cara Delevingne 40,4 milhões de seguidores

US$ 150 mil

(R$ 480 mil) por postagem

9

Gigi Hadid 34,7 milhões de seguidores

US$ 120 mil

(R$ 384 mil) por postagem

10

Lebron James 30,7 milhões de seguidores

US$ 120 mil

(R$ 384 mil) por postagem FONTE: HOPPER HQ/O GLOBO

TABELA DE PREÇOS

MÁRCIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO

De acordo com informações cedidas pelo F*Hits, pioneira e, atualmente, maior plataforma de blogueiras (ao todo são 280) e influenciadoras digitais do Brasil, um presencial de uma microinfluenciadora pode custar a partir de R$ 1.500 e chegar a aproximadamente R$ 50 mil, tratando-se de uma célebre influencer. Por mês, uma blogueira pode ganhar de R$ 2.000 a R$ 250 mil.

A MAIS INFLUENTE DO MUNDO Em 2016, o site fashionista.com elegeu a blogueira italiana Chiara Ferragni, do blog The Blond Salad, como a mais influente do mundo. A italiana, que mora em Los Angeles, tem 28 anos e lidera a lista pelo segundo ano consecutivo. A linha de sapatos que leva o seu nome faturou US$ 10 milhões em 2015.

CELEBRIDADES TAMBÉM ENTRAM NA ONDA Liderança Marina Ruy Barbosa e Bruna Marquezine não cobram menos do que R$ 50 mil para anunciar um produto em suas contas. Já Mariana Rios e Tatá Werneck ganham de R$ 20 mil a R$ 25 mil, de acordo com o jornal “Extra”. Fernanda Souza já entra para a lista dos que faturam alto com publicidade, assim como Bruno Gagliasso: R$ 60 mil por post nas redes sociais.

lança sua primeira linha de 6 Moschino maquiagem em parceria com a Sephora O frisson em volta da Moschino depois que Jeremy Scott assumiu a direção criativa parece não ter fim. Agora, a marca invade o mundo da beleza com uma coleção feita em parceria com a marca de cosméticos Sephora. Pincéis, sombras e batons com embalagens com formato de ursos, símbolo da Moschino, prometem voar das prateleiras. Os valores vão de US$ 23 a US$ 68. A linha Moschino X Sephora tem previsão de lançamento para agosto, com venda em lojas físicas e online. INSTAGRAM/REPRODUÇÃO


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VITRINE

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O inverno em GameofThrones Produtosinspiradosnasétima–e penúltima–temporadadasérie Com estreia do primeiro episódio no último domingo (16), a série “Game of Thrones” (HBO) chegou à sua sétima – e penúltima – temporada anunciando o inverno em Westeros, enquanto segue firme na missão de conquistar mais e mais fãs. Baseada na saga literária “As Crônicas de Gelo e Fogo”, de George R. R. Martin, a atração é uma das mais comentadas dos últimos tempos. O estilista libanês Elie Saab, por exemplo, admitiu que a série foi referência para a coleção apresentada na semana de alta costura de Paris. De carona em todo este sucesso, não foram poucos os fabricantes que lançaram produtos inspirados no fenômeno de ares medievais. E enquanto a bela Daenerys Targaryen chega ao trono de sua Dragonstone, em meio a uma profusão de vinganças em todos os núcleos da trama, aproveitamos para mostrar, aqui, itens que sugerem, de alguma forma, o clima invernal da nova temporada. Por aqui, spoilers são permitidos, ok? Lorena K. Martins

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Rogoberto ACIR GALVÃO

á 1 3 anos escrevo neste jornal. No início, histórias inventadas, ultimamente, fatos pessoais ou ligados a pessoas próximas. Certa vez um amigo me disse: – Laurinha, por que você não cria um blog? – E respondi: – Mas eu já tenho um! Toda semana, por meio das crônicas, acabo falando de mim, da minha família, dos meus cachorros, dos meus amigos... De vez em quando, perguntam-me se tudo o que escrevo é verdade. Se escrevo na primeira pessoa, digo que sim. Posso até florear um pouco, mas procuro ser o mais fiel possível. Felizmente, nasci numa família meio fora do padrão, o que me permitiu viver coisas inusitadas. Por isso, a dúvida: mas isso aconteceu mesmo? Um dia fui convidada para um bate-papo com uma turma da pós-graduação da Faculdade de Letras da UFMG. Uma tarde prazerosa em que falamos sobre crônicas, autores e inspirações. Sei que cada escritor

H

tem sua rotina para escrever. No meu caso, não tenho local, não marco horário e sequer penso na pauta. Posso estar no meio do banho ou numa noite insone, em que me levanto da cama e vou ao computador. Se ele me falta, pode até mesmo ser um lenço de papel a registrar as ideias. Atualmente, com este frio terrível, deixo um caderninho ao lado de minha cama, caso na madrugada me venha alguma inspiração. E é nos fins de semana, com tempo e disposição, que normalmente as repasso ao computador. Às vezes penso em me organizar para tentar dar à escrita certa disciplina, deixando-a menos solta, menos ao deus-dará! Também pode acontecer que, quando eu me organizar, ela deixe de ser natural e passe a ser um simples cumprimento de tarefas. Sei lá. Nesses anos todos de histórias, inventadas ou não, acabei criando um vínculo gostoso e gratificante com alguns leitores, que há anos escrevem-me quase toda semana para comentá-las ou compará-las a suas vivências pessoais. Mesmo não os conhecendo pessoalmente, tornaram-se meus amigos. O bom da crônica é isso. Por se tratar de histórias simples e comuns a tanta gente, as pessoas acabam se encontrando e, assim,

cria-se com quem a escreve certa cumplicidade. Também tem aqueles que escrevem aflitos querendo repassar suas experiências: – Laura! Você precisa escrever sobre minha vida! – E por telefone mesmo, ou através de e-mails, desfiam infindáveis narrativas. Algumas repasso ao papel. Histórias que merecem ser divididas como a da jovem mãe, ex-viciada em crack, que conseguiu dar a volta por cima. Achei importante relatar

sua trajetória, e assim o fiz. Através da escrita, tenho a oportunidade de lidar com leitores divertidos, dramáticos, contestadores, românticos, curiosos, sensíveis. Uma gama de pessoas diferentes, cujos comportamentos acabam me inspirando. Há também os idosos, pelos quais nutro um especial carinho. Não me mandam e-mails, mas cartas floreadas, muitas delas com letras trêmulas, que emocionam.

Mas hoje quero me lembrar de um dos meus leitores mais fiéis e queridos, que, por mais de quatro anos, semanalmente me escreveu. Mesmo com problemas de saúde, ele fazia questão de estar presente em ocasiões especiais para mim, como no lançamento de um livro. Há três semanas, percebi que ele deixou de escrever. Da última vez que isso aconteceu, foi quando sofreu um infarto. Quando

saiu do hospital, contoume de sua internação, das dificuldades financeiras pelas quais passava devido ao sumiço dos clientes por causa da crise. Era um advogado com mais de 50 anos de experiência e mantinha um escritório no centro da cidade. Na sua doença, me falava dos filhos que o ajudavam e tantas outras coisas. Trocávamos ideias, ele desabafava sobre seus problemas, pois sabia que do outro lado da linha telefônica ou do computador havia alguém que lhe dava atenção. Há três semanas deixei de receber seus e-mails. E foi com enorme pesar que li a notícia de sua irmã comunicando o seu falecimento. No fundo eu já sabia que aquela ausência seria para sempre. Fica com Deus, meu amigo! Que nós continuamos aqui, na luta! Sentirei falta de suas mensagens, mas sinto-me feliz por lhe ter proporcionado um pouco de alegria e inspiração. Ao Rogoberto, meu fiel e querido leitor, dedico esta crônica. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


WMinas. Natureza e curiosidades em Conceição do Mato Dentro. Páginas 6 e 7 MUSEU NACIONAL DOS COCHES / DIVULGAÇÃO

WFestival do Café. Evento ocorre até o dia 30 no interior fluminense. Página 12 pampulha

W .

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BELO HORIZONTE Sábado 22/7/2017

Lisboa, ontem e hoje Capital portuguesa renova-se como centro urbano contemporâneo ao mesmo tempo em que cultua suas tradições. Págs. 6 a 8


W2 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

check-in/ W check-out

Mais um evento de Kissimmee em BH A Trend Operadora, em parceria com a Experience Kissimmee, capacitou agentes de viagens em Minas Gerais nas últimas semanas. O evento aconteceu no restaurante Trindade, no Lourdes. O destino da Flórida trouxe novidades, serviços e atra-

ções, bem como as vantagens de se alugar uma casa na região. Esse já é o segundo evento da Experience Kissimmee em Belo Horizonte neste ano. O treinamento foi realizado por Ana Flávia Medina, representante da Experience Kissimmee no Brasil. Ana Me-

dina informa que Kissimmee está tornando-se a “capital internacional das casas de férias”, hoje o grande diferencial da região. O mercado de casas de aluguel no destino conta atualmente com mais de 10 mil unidades, que variam de 2 a 14 quartos, pa-

ra abrigar famílias com espaço, conforto e variedade de serviços. E outras 5.000 já estão em construção. Vizinha de Orlando, Kissimmee recebe cerca de 7 milhões de visitantes por ano, entre eles canadenses, ingleses e brasileiros. O destino também é conhe-

cido pelas atividades de ecoturismo e turismo de aventura, como canoagem, quadriciclo, arvorismo e pesca esportiva. Hoje, cada vez mais famílias brasileiras experimentam alugar uma casa em Kissimmee para aproveitar os parques de Orlando. FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Hotelaria em Minas Pesquisa encomendada ao IBGE pelo Ministério do Turismo revela que Minas Gerais tem hoje 3.900 meios de hospedagem e 255 mil acomodações, enquanto o Estado do Rio conta com 2.700 hotéis e 221 mil leitos.

Hotelaria nas capitais De 2001 até agora, São Paulo e Rio cresceram, respectivamente, 9,3% e 23% em números de leitos. BH cresceu mais do que as duas metrópoles, com 27,3%.

Nova gerência Carlos Eduardo Coelho Gomes, mais conhecido como Cadu, 37, assumiu a gerência de vendas do hotel eSuites Sion, da rede Vert Hotéis. RIO CVB/DIVULGAÇÃO

Fábio Cardoso (VHC), Ana Paula Martins e Rodrigo Nunes (Trend), Ana Flávia Medina (representante no Brasil do Turismo de Kissimmee) e Artur Costa (Trend)

Roberta Valadares (Intervip Viagens), Débora Mendes (Belvitur), Geni Possas (GB Tours), Heloísa Fornazier (Mazel Tour) Thais Montijo (Asas Turismo)

A dupla Raphael Viola e Thaís Pedrosa (Z9 Viagens & Turismo) e o trio Adriana Drumond, Michelle Gomes e Ariel Drumond (agência HD Turismo)

Parte da diretoria do Rio CVB, que enviou membro para receber o prêmio Fernanda Ferreira (Alvo Turismo), Flávia Matos (Visa Turismo), Ludmilla Meireles (Tour Le Londe) e Gisele Mendonça (agência Polo Turismo)

Clayton Batista (Ártico Turismo), Gilberto Godinho (ASB Viagens e Turismo), e o casal Ana Paula Santos de Almeida e José Aparício de Almeida (Castle Tour)

O quarteto de agentes Ana Paula e Mariana Azevedo (Estrada Real Viagens e Turismo), Stela Oliveira e Julia Silveira (Voilà Viagens e Turismo)

personagem da semana PAULO CAMPOS

ros têm Londres como destino, apenas 5% vão para Escócia e outros 5% para o País de Gales. O tempo de permanência em Londres também aumentou para 11 noites e os gastos também subiram 16%, atingindo 43 milhões de libras. Cada turista brasileiro gasta, em média, cerca de 1.052 libras esterlinas (cerca de R$ 4.267) na cidade.

Malcolm Griffiths, diretor para o Brasil do Visit Britain, órgão oficial de turismo da Grã-Bretanha, maior ilha do Reino Unido formada pela Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte; ele esteve nesta semana em Belo Horizonte para contato com operadores e agências de viagens para divulgar mais esses destinos; Minas Gerais é hoje responsável por apenas 12% dos turistas brasileiros que visitaram a região no ano passado

Antes do Brexit – a saída do Reino Unido da União Europeia –, Londres já foi considerada uma das cidades mais caras do mundo e hoje pulou para a 30ª posição, segundo dados da consultoria global Mercer. Londres já não é tão cara para os turistas?

Qual é o objetivo de sua viagem a Belo Horizonte? Assumi o posto de diretor para o Brasil do VisitBritain há apenas oito meses e tenho o objetivo de aumentar o volume de turistas brasileiros na GrãBretanha nos próximos anos.

O que a Grã-Bretanha tem a oferecer aos mineiros em termos de atrativos? Temos histórias e lendas, como a do rei Arthur, as tradições da realeza, o País de Gales, uma cultura fantástica e muito diferente, museus gratuitos, viagens de trens, castelos, monumentos e parques, além de cenários de sagas que fizeram sucesso no mundo inteiro, como Harry Potter.

Quantos turistas brasileiros visitaram a Grã-Bretanha no ano passado? No ano passado, a Grâ-Bretanha recebeu 187 mil brasileiros. Só no primeiro trimestre deste ano, de janeiro a março, foram cerca de 53 mil turistas originários do Brasil, um aumento de 16% em relação ao mes-

mo período do ano passado. O motivo para esse crescimento é a queda da libra esterlina.

Desse volume de brasileiros, o VisitBritain mensurou o percentual de turistas mineiros que visitaram a Grâ-Bretanha no ano passado? Desse volume, 48% são de São Paulo, 23% do Rio de Janeiro e 12% de Minas Gerais. Desses 12% de mineiros, apenas 2% são de Belo Horizonte. Recife (PE) é responsável por 4% do volume de turistas, e Brasília, 5%. Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sul respondem por 8,8%. Geralmente é um público classe B.

Londres é, obviamente, a cidade mais conhecida da Grã-Bretanha e a mais visitada, correto? Sim, hoje 80% dos turistas brasilei-

Não, a libra enfraqueceu após o Brexit e tornou Londres mais barata para os turistas brasileiros. Um hotel de alto luxo em Paris custa cerca de € 1.200 (R$ 4.363); o mesmo hotel em Londres está na faixa de 600 libras (R$ 2.434), a metade do preço. Essa percepção de que Londres é cara não é real. O preço em Londres é melhor do que o de muitas grandes capitais europeias.

Qual é a importância do Brasil em termos de mercado para a Grã-Bretanha? O Brasil é hoje o maior mercado na América do Sul para a Grã-Bretanha.

Quais companhias aéreas fazem voos diretos para Londres? As companhias aéreas British Airways e Latam têm voos diretos de São Paulo para Londres. A partir de outubro, a British Airways aumenta-

rá a capacidade de seus aviões no voo São Paulo-Londres com o novo Boeing 777-300. Poucos turistas sabem, mas não se entra no Reino Unido apenas por Londres. A TAP Portugal, por exemplo, tem voos de Lisboa para Manchester. O turista pode fazer o caminho inverso: entrar por Manchester, conhecer Liverpool e o País de Gales e depois viajar de trem até Londres.

Carnaval do Rio (I) Com foco na geração Millennials, o site norte-americano Trazee Travel elegeu o Carnaval do Rio de Janeiro como o melhor evento do mundo por meio da votação de viajantes de até 35 anos.

Carnaval do Rio (II) Além do Carnaval, receberam o prêmio, em Boston, a corrida de Touros de Pamplona (Espanha), a Oktoberfest (Alemanha), a Festa da Lua Cheia (Tailândia) e o festival South By Southwest (Estados Unidos).

Enxugando custos

A oferta musical diversa do Reino Unido é atrativa para brasileiros; as experiências variam dos Beatles em Liverpool a um show no West End em Londres, incluindo a cena musical de Manchester, País de Gales e Edimburgo

Depois de demitir boa parte dos funcionários do escritório em BH, A Latam Airlines continua enxugando custos. Na última semana, unificou a gerência sênior de canais indiretos e o e-commerce.

Acordo interline (I) Azul e Beijing Capital Airlines fecharam acordo interline que proporcionará aos clientes viagens rápidas e cômodas entre Brasil e China.

Acordo interline (II) A partir de agora, Azul e Beijing Airlines passam a comercializar passagens de maneira conjunta para voos entre os países, com apenas uma conexão em Lisboa.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

22 de julho de 2017

O RIO GRANDE DO NORTE ESPERA POR VOCÊ

Ponta Negra - Morro do Careca

PRAIAS, RESTAURANTES, VIDA NOTURNA, PASSEIOS DE BUGGY E MUITO MAIS. SÓ FALTA VOCÊ. ENCONTRE A CVC MAIS PRÓXIMA DE VOCÊ NO WWW.CVC.COM.BR/LOJAS, CONSULTE SEU AGENTE DE VIAGENS OU ACESSE O SITE. SAVASSI.............................................3045-0100 CIDADE NOVA.................................2516-3633 GALERIA OUVIDOR........................3271-5454 SANTA INÊS......................................3324-1280 BH SHOPPING..................................3286-1620 GALERIA CHAVES..........................3656-5000 AUGUSTO DE LIMA........................3222-0588 GALERIA TRATEX............................3244-2608

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W4 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

Espinhaço

Serra seduziu desbravador Encantar-se com as belezas naturais da serra do Espinhaço é histórico. O desbravador francês Auguste Saint-Hilaire, que andou por lá no início do século XIX, relatou, em 1817: “Nenhum rio considerável aí nasce, é verdade, mas têm nascentes vários regatos, alguns dos quais correndo para oeste, como o Cipó, lançam-se direta ou indiretamente no São Francisco, e, outros, na vertente leste, tal o Ocubas, levam suas águas ao Rio Doce”, lembrando que ali é um divisor natural entre as bacias dos dois rios, onde se vê pequenos cursos d’água descendo para uma ou para outra bacia bem na crista da serra.

Cachoeira

Queda-d’água ao vento Situada no fundo de um pequeno cânion de pedra, no Parque Estadual da Serra do Intendente – a 11 km de Tabuleiro –, está a cachoeira Rabo de Cavalo, cujo nome deve-se ao fato de, devido a seus 190 m de altura, a queda-d’água balançar ao sabor dos ventos. Com suas três quedas, que formam um poço de 50 m de comprimento e 35 m de largura, ela é de uma beleza descomunal. A visão das três quedas, uma sobre a outra, é surpreendente. Porém, devido à altura, essa imagem só pode ser vista a distância. Verdadeiramente, tem-se a nítida sensação de estar diante de um santuário.

turismo

Conceição do Mato Dentro

Ecoturismo e religiosidade na Estrada Real Distante 167 km da capital mineira, municípioesbanja atrativosnaturais, balneáriofluvial e atécuriosidades, comoo históricoCemitério do Peixe Petrônio Gonçalves* A tricentenária Conceição do Mato Dentro busca retomar o título de “capital mineira do ecoturismo” e não se esquece de reverenciar suas raízes, que são de uma mineiridade profunda. Tudo é história e devoção na cidade. Na região, os primeiros desbravadores, diante de tanta beleza, pararam para descansar e, onde deixaram cair suas armas, nasceram povoados, comunidades e distritos. Assim é Conceição do Mato Dentro, com a história das Minas Gerais espalhada em seus quatro cantos, escondida e protegida nas muitas dobras do maciço do Espinhaço. Situada no meio da Estrada Real, os primeiros relatos dão conta de bandeirantes que, vindos do Serro do Frio, encontraram ouro, pouco, às margens do rio Santo Antônio, e fundaram o belíssimo e histórico distrito de Córregos por volta de 1702. Pouco tempo depois, outros bandeirantes chegaram ao pé da serra da Ferrugem, que circunda a cidade, e entraram em luta com os índios Botocudos. Ali, firmaram residência PETRÔNIO GONÇALVES/DIVULGAÇÃO

até que, no ano de 1734, o escravo Antônio Angola encontrou no campo uma imagem em madeira do Cristo crucificado. Após receber um milagre, o português originário que habitava a cidade, José Corrêa Porto, cumpriu a promessa e construiu no alto do morro uma igrejinha para abrigar a imagem, onde hoje se encontra o Santuário do Bom Jesus do Matosinhos. Desde então, o lugar tornou-se ponto de peregrinação, chegando neste ano ao 230° Jubileu de Bom Jesus do Matosinhos, quando a cidade recebe romeiros vindos de todo o Brasil – hoje, Conceição sedia a maior peregrinação religiosa de Minas Gerais.

Dizem que o pastel de angu nasceu em Conceição do Mato Dentro; oslocaissabem decor a história deque os escravos escondiam pedaçosde carnee toucinho dentrodoangu, parafritar depoisecomer escondido PETRÔNIO GONÇALVES/DIVULGAÇÃO

Tabuleiro A 18 km do centro, por estrada de terra, encontra-se o distrito de Tabuleiro, famoso por ter a cachoeira mais alta de Minas Gerais e a terceira do Brasil: a cachoeira do Tabuleiro. A vila tem vida própria, secular, com seu povo simples convivendo com a beleza à sua volta. A singela igrejinha, consagrada ao Sagrado Coração de Jesus, dá um tom bucólico e de mineiridade ao arraial. O lugar tem boa estrutura para receber o turista (com restaurantes, bares e pousadas) e muitos atrativos nos arredores, entre cachoeiras, corredeiras e poços. No Bar do Crido (na verdade, uma mercearia), toma-se uma cervejinha acompanhada de tira-gostos da roça dentro de um curral, distante 1,5 km da vila. Ao lado, está o alambique da família, onde se bebe uma boa cachaça mineira na fonte (o litro custa R$ 6). Dali, ainda partem passeios a cavalo, com vários roteiros, inclusive até a cachoeira Tabuleiro (R$ 50 por pessoa).

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Colaboração para o caderno de Turismo

Bucólica vila de Tabuleiro; distrito de Conceição do Mato Dentro concentra a maioria dos atrativos naturais do município

Conceição Como Chegar De ônibus: Passagem desde Belo Horizonte a R$ 57. Onde hospedar-se Pousada da Serra Velha. Diária média de R$ 200 para casal. www.serravelha.com.br Pousada Solar do Rosário. Diária média a R$ 100 para casal. (31) 3868-1463 Guia: O serviço é estruturado. Ligue para a Associação dos Guias: (31) 3868-2223 Suvenir: Tapetes arraiolos são vendidos na associação local. (31) 99735-6563.

Cidade cria novo roteiro e quer recuperar título Integrante da Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais, Conceição tenta recuperar o título de “capital mineira do ecoturismo”, como ficou conhecida em 2000. Hoje, está sendo estruturada no município a Rota das 10 Cachoeiras, totalizando 28 km pelas mais bonitas quedas-d’água da cidade. O percurso começa na Comunidade Quilombola de Três Barras-Cubas e margeia os parques Estadual Serra do Intendente e Natural Municipal do Tabuleiro. O caminho poderá ser percorrido de bike, a pé ou a cavalo, atendendo dife-

rentes perfis de visitantes. Situada a 60 km da serra do Cipó e a 40 km do Serro, o município quer servir de base para quem quiser embrenhar-se por Espinhaço e rotas históricas dos diamantes e do ouro, bem no meio da Estrada Real. Uma boa dica na cidade é um passeio ao Balneário da Água Quente, na área urbana. Aberto ao público, ele tem uma piscina de água natural e pequenos poços no curso de uma extensa corredeira, com uma pequena gruta e quedad’água, além de quiosques para churrasco, receptivo e quadra de areia.


turismo

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XARÁ/SETUR-MG/DIVULGAÇÃO

Terra que pertence às almas

Cachoeira do Tabuleiro: a maior de Minas e terceira do país

Como se não bastasse o histórico jubileu de Conceição do Mato Dentro, no distrito de Capitão Felizardo – a quase 70 km dali – encontra-se um dos lugares mais inusitados de Minas: o Cemitério do Peixe, um lugarejo de beleza sui generis, com uma capela, duas centenas de casas simples, o rio e o cemitério, embalado pelo silêncio dos que não estão mais aqui. Pura materialização da fé, pois o lugarejo só existe uma vez por ano, quando para lá vão devotos para rezar por seus mortos e suas almas. Aquilo é a mais bela e profunda obra do inusitado. Tudo começou no século XVIII, quando a Coroa Portuguesa mandou instalar um posto de fiscalização no local, pois aquelas inóspitas paragens, paralelas à Estrada Real, eram usadas como rota clandestina para o contrabando de ouro e diamante. A versão mais plausível narra que, por ser distante de tudo, os fiscais teriam comido peixes estragados do pequeno rio e morrido,

tendo sido enterrados em um cemitério improvisado na região conhecida como serra do Quartel. Para aquelas almas, a Igreja ia anualmente rezar uma missa debaixo de um bambuzal.

Doação O tempo foi passando, e os moradores dos arredores também foram sendo enterrados no local, até que o herdeiro das terras, Antônio Francisco Pinto, resolveu, em 1916, construir uma pequena capela consagrada a São Miguel Arcan-

jo e Almas. Ele ainda permitiu que os fiéis, que iam para as missas e não tinham como voltar, construíssem pequenas casas (de dois cômodos, com janelas e portas caiadas em branco) como abrigo ao redor da capela. Até que, em 1940, Antônio Francisco resolver doar a área, registrando em cartório o inusitado documento: “Adquirente: As almas do Cemitério do Peixe (...) Título particular de doação no valor de 200 mil réis, sem condição”. Quem conta essa histó-

ria é o fazendeiro Luiz Rodrigues, guardião do cemitério, juntamente com a diocese de Diamantina, há 55 anos. Quando menino, recebeu do seu pai, já no leito de morte, a missão de cuidar do cemitério até seus últimos dias. Ele é a memória viva de quase tudo que se passou ali e identifica uma a uma as casas das famílias que construíram e que vão para lá em romaria todos os anos. O Cemitério do Peixe talvez seja o único lugar no mundo que pertence às almas.

Tabuleiro Onde hospedar-se Pousada Gameleira. Diária média a R$ 180 para casal. www.pousadadagameleira.com.br Tabuleiro Eco Hostel. Diárias a partir de R$ 150 para casal. www.tabuleiroecohostel.com.br Camping na cachoeira Rabo de Cavalo. Diária a partir de R$ 15 por pessoa e de R$ 10 para carro. Para mais informações e reservas, fale com Sérgio no (31) 99886-5305 Onde comer

PETRÔNIO GONÇALVES/DIVULGAÇÃO

Restaurante Rupestre. Preço médio por pessoa: R$ 23. (31) 99905-5152 Restaurante da Cec. A refeição custa R$ 25 por pessoa. (31) 99748-5511 Passeio à cachoeira do Tabuleiro: (31) 99915-7226 Sobre a cachoeira Rabo de Cavalo: cmd.mg.gov.br/ atrativos-naturais/cachoeira-rabo-de-cavalo Capela de São Miguel Arcanjo com Cemitério do Peixe em primeiro plano; os enterrados nele têm a posse do terreno


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Bariloche (I)

A melhor temporada Após a grande nevasca e a onda de frio do último fim de semana, Bariloche segue em seu ritmo agitado de inverno. No dia 15/7 foi registrada temperatura de -25º C, novo recorde histórico, e a neve cobriu a cidade e as montanhas da região. EMPROTUR/DIVULGAÇÃO

turismo

Lisboa

Novo e histórico convivem em perfeita harmonia Capital portuguesa passa por revitalizaçãoàs margens do Tejo, ganhanovos espaçosurbanos, mas semperder seus traçostradicionais Stéfano Salles Agência O Globo

Guia (I)

“O Melhor da Àsia” A Lonely Planet, publicada no Brasil pela Globo Livros, lançou “O Melhor da Ásia”, que traz uma seleção dos destinos imperdíveis na região, entre eles a província de Gansu, na China, o sul de Tóquio, no Japão, e Kerala do Norte, na Índia. KAZUHIRO NOGI/AFP

Rola Moça

Centro de Visitantes O Instituto Estadual de Florestas (IEF) e a Vale inauguraram o centro de visitantes do Parque Estadual da Serra do Rola Moça. O prédio foi construído pela Vale com o objetivo de acolher os visitantes. O hall abriga a exposição “Parques de Minas”, do fotógrafo Evandro Rodney.

As charmosas ladeiras que conduzem a destinos como Bairro Alto e Alfama, indispensáveis ao turista de primeira viagem e reveladores sobre a alma da cidade, continuam a marcar a paisagem lisboeta. Na região alta ficam os sete miradouros de onde os visitantes se empenham – e se espremem – para registrar as imagens da capital portuguesa para o mundo. Mas quem está em busca de novidades sequer precisa se esforçar pelas subidas históricas: elas estão na área plana da capital portuguesa, repaginada após as intensas obras de revitalização que anteciparam as eleições autárquicas (que correspondem às nossas municipais), marcadas para outubro. Belém é a Zona Monumental de Lisboa. O bairro histórico não tem metrô, mas é acessível pelos bondes, outra assinatura da cidade. Lá, estão cartões-postais como a Torre de Belém, o Padrão dos Descobrimentos, o Mosteiro dos Jerônimos, onde surgiu a receita do pastel de Belém, e a Pastelaria Belém, onde multidões se reúnem para degustar o melhor da doçaria con-

ventual portuguesa. Enquanto os frades se dedicam a alimentar o mais saboroso dos pecados, às margens do Tejo, a contemporaneidade divide espaço com a tradição desde a inauguração do Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa (Maat), em junho de 2016. Ainda pouco conhecido, o espaço aproxima discussões sobre os três temas que fazem parte dos desafios enfrentados pelas grandes cidades hoje. Bem perto dali, o Museu Nacional dos Coches está de casa nova: passou para o lado par da avenida da Índia. O prédio antigo, localizado em frente, abriga agora a reserva técnica. O equipamento, dedicado à coleção de carruagens pertencentes à família real portuguesa e peças raras, está agora em um prédio com pé-

O Cais do Sodré é o novo point boêmio da cidade, repleto de bares e restaurantes

direito alto, erguido especificamente para esse fim. O projeto é do arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha, em parceria com o português Nuno Sampaio. Três dos maiores orgulhos do acervo são os veículos utilizados para transportar o papa Clemente XI, recebido por dom João V em 1716: o Coche do Embaixador, o Coche dos Oceanos e o Coche da Coroação de Lisboa. A riqueza de detalhes das esculturas que o veículo transportava, como se fosse um altar sobre rodas, impressiona pela beleza, mas os tornava mais pesados e exigia mais cavalos para tração. Principal área boêmia da cidade, repleta de bares descolados, restaurantes concorridos e opções musicais de procedência sortida, o Cais do Sodré acolhe o fim da noite lisboeta, quando jovens descem do Bairro Alto em busca da adiada saideira. A área foi reinaugurada em março, após obras de revitalização.

TAP/DIVULGAÇÃO

Restaurantes As intervenções tornaram o local mais agradável, com novas áreas verdes e espaços mais amplos para os pedestres, e devolveram à paisagem da cidade um cartão-postal: o Mercado da Ribeira. Lá, desde 2014, os produtos frescos, tão próprios dos mercados municipais, perderam protagonismo. Eles continuam por ali, mas os restaurantes internacionais e seus chefs são hoje a principal atração do local, que fica aberto o dia todo.

Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia de Lisboa, inaugurado em junho de 2016

STÉFANO SALLES/AGÊNCIA O GLOBO

Stopover da TAP

VALE/DIVULGAÇÃO

Programa da aérea oferece descontos em ingressos de algumas atrações:

Porto Passeio de trem ou de barco pelo Douro: 20%

Aplicativo: O app Portugal Stopover (para Android e iOS) e o link no site da TAP (bit.ly/2soXcDK) listam todos os estabelecimentos credenciados.

Algarve, Açores e Madeira Extensões: Em março, o programa incluiu como destinos finais o arquipélago de Açores, o Algarve e a ilha da Madeira, que recentemente teve o aeroporto de Funchal rebatizado de Cristiano Ronaldo, com direito a uma estátua em tamanho real (além de um busto) do astro do Real Madrid.

Lisboa Oceanário: 15% Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia – Maat: 50% Museu Nacional dos Coches, agora em novo prédio, abriga as carruagens que transportaram a realeza portuguesa


turismo

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STÉFANO SALLES/AGÊNCIA O GLOBO

Aqueduto que saiu ileso do terremoto de 1755 pode ser visitado

Descontos e mimos em Lisboa e Porto Principal companhia aérea de Portugal, a TAP percebeu que um número significativo de seus passageiros passava por Portugal apenas para fazer conexão a caminho de outros destinos. Para aproveitar esse fluxo que, naturalmente, já chegava o Porto e a Lisboa, a companhia criou o Stopover TAP, um programa que permite aos passageiros desfrutarem, de acordo com a escolha, de um a três dias, na ida ou na volta, em seu primeiro ponto de entrada na Europa – Lisboa ou Porto, para quem vai do Brasil – antes de chegar a seu destino final, que pode ser na Europa ou na África, sem custos extras com passagens, e com direito a descontos e benefícios oferecidos por empresas parceiras. O Stopover da TAP inclui uma rede de 150 empresas associadas, que oferecem benefícios como uma garrafa de vinho gratuita em determinados restaurantes (entre eles o Eleven, que tem uma es-

trela no “Guia Michelin”, e a Tasca da Esquina, no Campo de Ourique), descontos sobre os preços mais baixos na rede hoteleira credenciada e passeios gratuitos, como os feitos por tuk-tuks pelas ruas em bairros de Lisboa, como Baixa e Chiado, ou de micro-ônibus para até 15 pessoas por Sintra.

Gratuidade em Sintra Alguns percursos incluem entrada grátis em espaços culturais, como o Sintra Mitos e Lendas, atração nova e interativa, voltada para o misticismo, que pretende revelar os mistérios da vila histórica pela música e pela literatura, com recursos multimídia. A expectativa da TAP é que 150 mil passageiros sejam beneficiados pelo programa até o fim do ano. Anualmente, o país recebe 11 milhões de visitantes. O Brasil é o terceiro maior emissor. À frente no ranking estão Espanha e França.

Paraty

Pacotes para os festivais A pousada Porto Imperial já está com pacotes para os festivais de Literatura de Paraty (Flip, 26 e 3/7) e da Cachaça (17 a 20/8). Para a Flip, a pousada oferece pacote de cinco diárias para casal, com direito a café, a partir de R$ 6.382 em ap. standard. Para o Festival da Cachaça, o pacote de duas noites, em suíte Master, sai a partir de R$ 1.600 para casal, também com café. Acesse www.portoimperial.com.br ou ligue (24) 3371-2323. POUSADA IMPERIAL/DIVULGAÇÃO


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turismo FOTOS STÉFANO SALLES/AGÊNCIA O GLOBO

MSC/DIVULGAÇÃO

Passeios

Uma viagem no tempo até Sintra De belíssimos palácios, eleitos Patrimônio Cultural da Humanidade,ao novo terminal de tremprojetado pelo maisrenomado arquiteto espanhol da atualidade Cruzeiros

Fly e drive a partir de BH Faltando pouco mais de quatro meses para o início de sua temporada no Brasil, a MSC Cruzeiros anunciou uma parceria com a Latam Airlines. Por meio da companhia aérea, os clientes da armadora poderão comprar o cruzeiro e os trechos aéreos em voos regulares. A oportunidade é válida para cruzeiristas de 12 cidades, entre elas Belo Horizonte e Uberlândia (MG). MSC/DIVULGAÇÃO

Stéfano Salles Agência O Globo

Se a área da Baixa e do Chiado, que abriga um pujante centro comercial, repleto de grifes internacionais, precisou ser completamente reconstruída, aos poucos, Lisboa começa a crescer em direção à zona Leste. A área – onde fica o Parque das Nações, desenvolvido para sediar a Exposição Internacional de Lisboa de 1998, que celebrou os 500 anos dos descobrimentos portugueses – abriga atrações diversas, entre elas o Oceanário, com cinco ambientes que reproduzem os ecossistemas das faunas marinhas.

Surpresas no Teleférico

Lounge Tucano do MSC Musica

Cruzeiros (II)

Ilhéus, Uruguai e Argentina O MSC Musica irá atracar no Rio de Janeiro no início de dezembro. Com capacidade para mais de 3.200 cruzeiristas, o navio realizará roteiros entre o Nordeste brasileiro, Argentina e Uruguai até abril de 2018. Entre os locais, a embarcação fará paradas, por exemplo, em Ilhéus, no litoral da Bahia, Buenos Aires, na Argentina, e Punta del Este, no Uruguai. As vendas de cabines para a próxima temporada estão abertas desde a semana passada. Consulte os pacotes com seu agente de viagens.

Na mesma calçada do Oceanário fica o acesso para a Telecabine Lisboa (teleférico), que corre sobre o Parque das Nações. Do alto, essa é uma das partes mais surpreendentes da histórica Lisboa, onde se vê também despontar a arquitetura contemporânea, com arranhacéus, vidros e metais. A região é atendida pela Gare do Oriente, de onde partem trens para todo o país e o exterior. O projeto da obra tem a assinatura do espanhol Santiago Calatrava, responsável pelo Museu do Amanhã, no Rio, pela Ponte da Mulher, em Buenos Aires, e pela estação Oculus (novo centro de conexões de

transporte urbano do World Trade Center, em Nova York), entre outros ícones da arquitetura contemporânea.

Palácios e queijadinhas Perto dali, em outro centro urbano, o empenho é para preservar tudo rigorosamente igual através dos séculos. Em 1995, parte da pequena cidade de Sintra, no distrito de Lisboa, foi reconhecida como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. O feito impulsionou o lugarejo, a apenas 40 minutos da capital, como destino turístico. O casario antigo, os azulejos e os palácios são a marca da cidade, como o Palácio Nacional de Sintra (ou Palácio da Vila), com arquitetura de inspiração árabe, e o Palácio da Pena, com traços românticos, próprios do estilo neomanuelino. A Quinta da Regaleira é outro ponto de visita. Seu conjunto arquitetônico e os jardins com lagos, estátuas, túneis, grutas e cachoeira compõem um cenário de beleza cinematográfica. Não perca duas das principais atrações do local: o Poço Imperfeito e o Poço Iniciático, parte da galeria de túneis. Entre uma atração e outra, a fábrica das Queijadas da Sapa merece uma parada. É a casa mais procurada para degustar a queijadinha, representante da local doçaria conventual portuguesa.

Em Sintra, vá à fábrica das Queijadas da Sapa, a mais procurada para degustar a queijadinha, ícone local da doçaria conventual

O conjunto arquitetônico de Sintra, a 40 minutos de Lisboa, foi eleito Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco

Mais em Sintra Palácio de Seteais: Icônico palácio do século XVIII, hoje transformado em hotel. Castelo dos Mouros: De arquitetura medieval, contribuiu para o título de Patrimônio da Humanidade. Palácio de Monserrate: Exótica mansão com extensos jardins tropicais. Serra de Sintra: Cordilheira de 16 km é muito utilizada para trilhas e escaladas, com o sol iluminando a parte ocidental até tarde. Praia da Adraga: Situada a 12 km da cidade, é considerada uma das melhores de Portugal e predileta dos surfistas.

Das gôndolas, tem-se bela vista; elas levam os visitantes aos sete miradouros

A Torre de Belém é um clássico cartão-postal às margens do rio Tejo

Aqueduto histórico ainda abastece Lisboa Lisboa é reconhecida por preservar o passado sem deixar de reverenciar o presente. Acostumou-se a isso na marra, quando, em 1755, um sismo, seguido de um maremoto, devastou a área plana da cidade e deixou pelo menos 10 mil mortos. Se a natureza obrigou Lisboa a se renovar, poupou aquilo que se tornaria uma marca de sua paisagem: o Aqueduto das Águas Livres, com 58 km de extensão, construído anos antes, no reinado de dom João V. A estrutura ainda abastece a cidade com águas do Vale da Ribeira do Carenque e é aberta a visitação. Onipresente na vida, na paisagem, na história e na li-

teratura portuguesas, o Tejo, de onde as caravelas lusitanas partiram para formar um grande império, não tem águas apropriadas para consumo – têm alta salinidade devido à proximidade com o Atlântico.

Suvenir Para quem quiser levar uma lembrança de viagem, a cortiça é boa opção. Mas não garrafas de vinho verde ou do Porto, que levam rolhas produzidas com esse material. Produto mais exportado por Portugal, a cortiça é matéria-prima para presentes criativos, como bolsas, chapéus, cordões e até mesmo gravatas, que exigem perícia para o nó.


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turismo LOIC VENANCE/AFP

Férias

Primeiro dia de viagem é determinante para seu sucesso Levantamento online commais de 18mil turistasrevelou uma certa superstição sobre oandamentode seumerecido descanso Da redação

Turista faz uma selfie na entrada do Palácio de Versailles, atrativo histórico mais visitado da França

Sabe aquele ditado popular “a primeira impressão é a que fica”? Pois é. Uma pesquisa realizada pelo site de reservas Booking. com, com viajantes de 25 países, apontou que o primeiro dia da viagem de férias é o mais importante. A depender dos primeiros acontecimentos, turistas acreditam que eles podem determinar o sucesso ou o fracasso dos dias de descanso. Para 46% das mais de 18 mil pessoas entrevistadas, o primeiro dia define o clima do resto da viagem. Entre os brasileiros, 52% contam com um início bemsucedido da viagem. Mas o que fazemos nas primeiras horas? A pesquisa revelou

que desfazer as malas, explorar a acomodação e planejar as atividades dos próximos dias aparecem como as três principais atividades do viajante global, enquanto, entre os brasileiros, experimentar as guloseimas locais também aparece nessa lista. Como a tecnologia é, hoje, bastante presente nos momentos de descanso – têm pessoas que postam imagens da decolagem ao pouso –, pelo menos para os brasileiros: 43% disseram que, antes de qualquer atividade, eles preferem tirar fotos e postar nas redes sociais assim que chegam ao destino de férias. Na média global, esse número ficou em 27%. Esse item é tão importante para os brasileiros que 48% esperam ter um

Pesquisa Quem e como: Research Now, online Entrevistados: 18.496, sendo mais de mil pessoas por país Data: De 27/4 a 15/5 de 2017 Países: Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, China, Alemanha, Itália, Espanha, França, Índia e Rússia e mais de 500 pessoas da Austrália, Argentina, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Hong Kong, Croácia, Indonésia, Japão, México, Países Baixos, Nova Zelândia, Suécia, Tailândia e Taiwan

bom sinal de Wi-Fi no hotel, dado importante para apenas 32% dos turistas mundiais. Ainda no hotel, a prioridade para os brasileiros é saber como é o café da manhã (49%) e testar a qualidade da cama (46%).


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 22 de julho de 2017

Caribe

Temporada com bons preços Destinos como Aruba, St.Maarten, Varadero,San Andrés, Punta Cana e Cartagena estão comdescontos variando entre20% e 50% ATA/DIVULGAÇÃO

Com bons ventos, praia de Aruba é excelente para a prática de kitesurf

Da redação Sonho de viagem de muita gente, o Caribe tem um bom custo-benefício neste período do ano, quando chega a baixa temporada na região. Com a campanha “É Verão no Caribe”, a operadora CVC está com pacotes promocionais para várias localidades caribenhas. Essa promoção, que teve início no último dia 14, é válida somente até a próxima sexta-feira, dia 28. Os preços estão com descontos que podem variar

de 20% a 50% para viagens ainda neste ano, na baixa temporada. Assim, quem quiser visitar alguns destinos com suas belíssimas praias – de uma infinidade de tonalidades de azul à paleta de verdes –, como Punta Cana (República Dominicana), Cancún (México), Aruba, St. Maarten, Varadero (Cuba), Cartagena e San Andrés (Colômbia), basta procurar seu agente de viagem ou consultar o site www.cvc.com. br/lojas.

Pacotes Operadora: CVC Informações: www.cvc. com.br/lojas Punta Cana A partir de 12x de R$ 278, com saída em 21/9, sete dias, aéreo, traslados e hospedagem all inclusive. Cancún A partir de 12x de R$ 296, com saída em 24/8, sete dias, aéreo, traslados e hospedagem all inclusive. Aruba A partir de 12x de R$ 330, com saída em 22/8, oito dias, aéreo e hospedagem sem café da manhã.

St. Maarten A partir de 12x de R$ 263, com saída em 19/9, oito dias, aéreo e hospedagem sem café da manhã. Varadero A partir de 12x de R$ 336, com saída em 19/10, sete dias, aéreo, traslados e hospedagem all inclusive. Cartagena A partir de 12x de R$ 128, com saída em 12/8, cinco dias, aéreo e hospedagem com café da manhã. San Andrés A partir de 12x de R$ 328, com saída em 22/8, oito dias, aéreo e hospedagem all inclusive.


W12 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

turismo FESTIVAL DO CAFÉ/DIVULGAÇÃO

Ouro Preto

Tour virtual pela cidade histórica Ouro Preto tem agora sua própria visita virtual, que percorre os principais pontos turísticos. O site foi lançado oficialmente na última semana, com destaque para 20 cartões-postais da cidade. O projeto foi proposto pela Era Virtual, responsável por fazer visitas virtuais a museus e patrimônios, e teve financiamento da Fundação Vale, com o apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), da Unesco e da Prefeitura de Ouro Preto. A visita virtual está disponível no endereço www.eravirtual.org/op/ UARLEN VALERIO - 22.10.2015

Vassouras

Região tem belíssimas fazendas, como a União

Festa e arte na ‘Cidade Imperial’ Cidade fluminense, queleva o mesmotítulo de Petrópolis, realiza atédia 30 deste mês a 15ª ediçãodo tradicionalFestival do Valedo Café Da Redação Música, gastronomia e história voltam a se misturar às belas paisagens do Vale do Café. Até o dia 30/7, acontece em Vassouras uma das festas mais tradicionais do interior fluminense: o Festival Vale do Café. Em sua 15ª edição, uma das novidades deste ano é a apresentação da cantora do Congo Sagrace, refugiada no Brasil há dois anos. Outra atração é a programação de shows gratuitos. Além de abrirem seus portões para visitações, fazendas históricas de Rio das Flores, Barra do Piraí, Vassouras, Valença, Conservató-

ria e Engenheiro Paulo de Frontin recebem diferentes apresentações musicais. No período do festival, será possível apreciar, entre outras atrações, os artistas Angélica de La Riva, Dani Spielmann e Sheila Zagury, Turíbio Santos, Cristina Braga, Soraya Ravenle e Marcelo Caldi. As apresentações têm como objetivo misturar ritmos e tendências com atrações dos mais diversos gêneros musicais, da ópera ao choro, da música popular brasileira à música africana. Em Vassouras, a programação reúne encontros musicais gratuitos em pontos específicos da cidade.

Conservatória Além das apresentações no Festival do Café, o pacote da agência Saint Germain le-

Em suas 14 edições, o tradicional Festival Vale do Café já recebeu mais de 920 mil pessoas

va o turista para conhecer os atrativos da vizinha Conservatória, como o túnel que chora, a igreja Matriz de Santo Antônio de Rio, o chafariz, o museu da Serenata e a locomotiva. Curiosamente, as casas de Conservatória são encontradas pelos carteiros não pelo número, mas por uma plaquinha com o nome de uma música, como Saudosa Maloca, Maringá e Iracema. Além disso, o turista conhece o Cine Centímetro, com réplica de um dos maiores cinemas do Riode Janeiro, com peças restauradas pelo proprietário.

Quem leva Operadora: Saint Germain & Atrium, (31) 2129-8032 Saída: De 28 a 31/7 Pacote: Inclui transporte em ônibus executivo, três noites no Mara Palace, com café, três refeições, Concerto na Fazenda, visita à Conservatória, city tour em Vassouras, sarau musical e almoço na fazenda Ponte Alta, guia e seguro assistência de viagem Preço: A partir de R$ 1.440 ou 5 x R$ 288 (ap. standard)


WPcD. Compra de carro com isenções fiscais aquece o mercado. Páginas 16 e 17

ALEXANDRE CARNEIRO

WMoto. Italiana Aprilia Tuono V4 esbanja tecnologia e agilidade. Páginas 22 e 23

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BELO HORIZONTE Sábado 22/7/2017

pampulha

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Dose extra

de potência VersãoAmbitiondoAudiA3Sedan diferencia-sepelodesempenhodo motor2.0TFSIde220cv. Páginas18e19


W14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

interCâmbio

Na rastro da evolução DUDA CARVALHO/DIVULGAÇÃO

São simplesmente fantásticas as modificações que o automóvel de passeio sofreu em sua aparência nesse pouco mais de um século de existência. Mas, certamente, muito maiores e importantes foram as modificações técnicas pelas quais ele passou nesse período. Dos carros a magneto acionados por manivelas aos que hoje o usuário tem à disposição – um verdadeiro mar de tecnologia – há uma enorme distância de conforto e eficiência. Nessa dimensão, a confiabilidade agrega esses itens à segurança e, também, à performance com os quais o consumidor pode contar em seus cada vez mais modernos automóveis. Há uma série de exemplos, mas vamos focar apenas uma das mais recentes modificações, embora já deixou de ser novidade há

quase uma década e meia. Referimos-nos, a um item a que, costumeiramente, foi atribuída a atenção que merece, embora seja essencial ao funcionamento de todo e qualquer veículo. Falamos da quase sempre esquecida bateria. Não faz muito tempo, até com certo exagero, podia se dizer que um simples olhar era o suficiente para que ela descarregasse. Esquecer os faróis acesos ou o rádio ligado era fatal. Só uma recarga na bateria para fazer o motor voltar a funcionar. Hoje, os sistemas eletrônicos poupam a energia, e, cada vez mais, as reservas são menos exigidas. A principal diferença em relação à bateria de uns anos para cá foi a quase total dispensa de manutenção, como aquela sempre irritante verificação do nível de água. Hoje, selada, a bateria tem média de tempo de vida útil de até cinco anos.

O que ainda não foi possível modificar foram o tamanho e o consequente espaço por ela ocupado. Esse é um dos motivos para que os automóveis elétricos, que nada poluem, possam ser desenvolvidos em sua plenitude de utilização. Os híbridos em oferta no mercado são caros, geram pouca potência e têm restrições que prejudicam sua produção em escala comercial. O tamanho ocupado pela bateria é uma delas. Não se pode supor, porém, que tudo vem ocorrendo neste compasso. Há alguns itens que não acompanham essa sintonia. O pneu e o processo para sua substituição é um deles. O famigerado “macaco”, que só tem sua existência lembrada quando da eventualidade de um pneu furado, é o mesmo há décadas. Quando o automóvel foi criado, as rodas eram de borracha maciça. Mas logo al-

Hoje, selada, a bateria tem média de tempo de vida útil de até cinco anos. O que ainda não foi possível modificar foram o tamanho e o consequente espaço por ela ocupado

Baterias são exemplo da atual evolução nas tecnologias automotivas guém teve a feliz ideia de inventar as hoje já abolidas câmaras de ar. E, de lá a esta parte, praticamente não houve alterações, a não ser, obviamente, a utilização de compostos mais resistentes e duráveis. Novo, mesmo, nessa seara são os pneus do tipo run flat. Projetado para rodar mesmo se estiver furado, ele não causa danos às rodas. Mas isso apenas por no máximo 80 km, até que possa ser feito o reparo ou a substitui-

ção. Contudo são específicos para serem utilizados em certos veículos já concebidos para essa tecnologia. Todos os equipamentos que possuem o sistema run flat pedem um sistema de monitorização da pressão dos pneus, senão o condutor pode não perceber que ele foi furado. Portanto, ainda longe de ser uma opção viável ao pneu tradicional.

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Coluna originalmente publicada em 18 de janeiro de 2017

FOTOS TRIUMPH/DIVULGAÇÃO

Clássicas e modernas

Dupla de respeito RevendaTriumphemBHapresenta asduas novas motocicletasda marcabritânica:a Bobber e a Street Scrambler;preço partede R$ 41.990 Da redação A Triumph BH promoveu no último dia 13 um evento de lançamento oficial dos dois novos modelos da marca no Brasil: a Bobber e a Scrambler. O evento de apresentação das moto-

cicletas clássicas aconteceu na barbearia Razor Bros Barbershop, na Savassi, reunindo jornalistas e convidados especiais da Triumph BH. A nova Bonneville Bobber destaca-se pelo estilo minimalista. Com linhas limpas, motor exposto, postura

Street Scrambler vem com um escapamento duplo bem invocado

Motorzão 1.200 cc de dois cilindros da Bobber rende até 77 cv

baixa, assento individual, guidom largo, carroceria e farol mínimos, o novo modelo apresenta uma posição de pilotagem ajustável capaz de se adaptar à altura de cada motociclista. A Bobber é equipada com motor Bonneville 1200HT, de última geração,

nel lateral no lado esquerdo, inspirado em modelos de competição. Equipada com o motor Bonneville de alto torque de 900 cc, a Street Scrambler fornece muito mais torque e potência em baixas e médias rotações. A Scrambler custa

com 77 cv de potência, e custa a partir de R$ 49.990. A outra nova motoca clássica da Triumph, a Bonneville Street Scrambler, combina linhas limpas com carenagem e acabamentos modernos, pedaleiras em estilo adventure, além do clássico pai-

a partir de R$ 41.990. Os dois novos modelos da marca britânica já estão disponíveis para test ride na Triumph BH, que fica avenida Barão Homem de Melo, 4.508, esquina com avenida Raja Gabáglia, no bairro Estoril.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

super motor

Mercado

Vendas para PcD disparam no país Montadorasinvestempesado no comérciode carros zerokm para Pessoascom Deficiência(PcD); segmentocresceu 58% desde 2015 Igor Veiga O mercado de carros novos no Brasil encolheu quase a metade nos últimos quatro anos. Enquanto isso, na contramão da crise, a venda de veículos para Pessoas com Deficiência (PcD) vem sendo a “salvação da lavoura” para as montadoras, com registro de números cada vez mais positivos. Só para se ter uma ideia, nos últimos dois anos, a modalidade de vendas diretas

de carros zero-quilômetro com isenções fiscais cresceu 58%, com um total de 139 mil unidades emplacadas em 2016. Com a queda vertiginosa nas vendas, as fabricantes têm criado versões exclusivas para o público PcD. Por lei, esses modelos têm que ser fabricados no Brasil ou no Mercosul e custar, no máximo, R$ 70 mil. Pessoas com deficiências ou patologias que dificultem ou impeçam a mobilidade têm direito a adquirir es-

Regras Condutores. Para ter o direito a isenções fiscais, a pessoa com necessidade específica ou mobilidade reduzida precisa possuir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) Especial, que começa pelo processo de perícia junto às clínicas credenciadas ao Detran. Não condutores. Pessoas com deficiência física, visual, mental severa ou profunda, e autistas, ainda que menores de idade e que não dirijam, podem adquirir um veículo diretamente ou por intermédio de seu representante legal.

ses veículos com isenção de até quatro impostos: IPI, ICMS, IPVA e IOF. A redução no preço final do carro varia de 20% a 30%. Na prática, um modelo que custa na faixa de R$ 69 mil pode sair, no regime de venda especial, por R$ 54 mil. “As isenções fiscais, em si, para as pessoas com deficiência não são novas. A lei existe desde 1991. Mas a crise gerou essa oportunidade tanto para as montadoras como para esse consumidor, que, até então, era marginalizado”, comemora Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira das Indústrias e Revendedores de Produtos e Serviços para Pessoas com Deficiência (Abridef).

Potencial de consumo Segundo o presidente da Abridef, há no país 46 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência física, visual ou mental, e, ao contrário do que se possa imaginar, a grande maioria pertence às classe A e B (42%) e C (44%). “As montadoras perceberam esse potencial de consumo enorme e estão investindo não só em versões como também

em treinamentos das concessionárias”, afirma Rosso.

Conselho importante Desde 2013, é permitido que representantes legais de pessoas com deficiência possam comprar veículos zeroquilômetro com direito às isenções fiscais. No entanto, segundo a Abridef, o processo costuma ser burocrático, oneroso e demorado. “O passo a passo é complicado. O nosso conselho é que a pessoa que acha ter direito de comprar o carro com as isenções contrate um despachante ou vá dire-

“Acrisegerou oportunidade tantoparaas montadoras comoparaesse consumidor, atéentão, marginalizado” Rodrigo Rosso Presidente da Abridef

tamente ao setor de vendas especiais da concessionária para ser auxiliado em todo o processo. São exigidos uma série de documentos, laudo médico, assinaturas. Resolver por conta própria pode sair mais caro e tomar muito tempo”, aconselha Rosso.

Mitos Apesar de a legislação considerar também deficiências físicas não aparentes como elegíveis aos benefícios fiscais na compra de veículos, a falta de conhecimento e as inúmeras informações falsas espalhadas pelas redes sociais levam muitas pessoas a acreditar, erroneamente, que têm o direito às isenções. “Existe uma série de patologias que podem dar o direito aos benefícios, mas ter a doença em si não lhe garante isso. É preciso que ela tenha causado, comprovadamente, alguma sequela motora ou limitação física que impeça a pessoa de dirigir. E isso quem vai atestar é só o médico, após a perícia. Não adianta querer se aproveitar da doença, porque a lei não trata disso”, esclarece o presidente da Abridef.


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

NISSAN/DIVULGAÇÃO

Picape de luxo

Nissan foi a última a apostar no segmento ao lançar o Kicks Direct CVT, por R$ 68.640

Mercedes revela a inédita Classe X A Mercedes-Benz revelou na última terça-feira (18), a versão de produção da Classe X. A nova picape média da marca alemã será lançada na Europa em 2018 e chega ao mercado em quatro versões: X200, X220d, X250d e X350d. Essa última vem equipada com motor V6 a diesel, as outras três opções (uma a gasolina e duas a diesel) são quatro cilindros. Os preços não foram antecipados pela fabricante. A Classe X será feita em Córdoba, na Argentina, e deve ser exportada para o Brasil a partir de 2019. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

SUVs e sedãs são os mais indicados Com tantas opções de modelos no segmento de vendas PcD, o consumidor pode ficar até meio perdido sobre qual modelo escolher. Nem sempre é preciso que o carro tenha câmbio automático ou automatizado. Se o cliente for cego, por exemplo, quem for dirigir para ele pode comprar um hatch com câmbio manual, mais barato. Para cadeirantes ou pessoas que usam andadores, muletas ou bengalas, por exemplo, o ideal é que, além de câmbio automático, o carro seja um SUV ou um sedã. “Ele precisa de um porta-malas amplo para guardar tudo. No caso do utilitário, é mais fácil de ele entrar e sair do carro”, explica o presidente da Abridef. (IV)

Mercado

Importados recuam 27%

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

COMPRA DE VEÍCULO PCD

LISTA DE DOENÇAS TAMBÉM ELEGÍVEIS AS ISENÇÕES FISCAIS

O que deixo de pagar ao comprar um veículo PcD?

1

Imposto sobre Produto Industrializado (IPI)

2

Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)

3

Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)

4

Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em casos de financiamentos

QUEM TEM DIREITO? DEFICIÊNCIAS ELEGÍVEIS AOS BENEFÍCIOS FISCAIS:

FÍSICA

VISUAL

MENTAL

AUTISMO

Qualquer alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano, que leve a incapacidade total ou parcial para dirigir

Pessoas com acuidade visual igual ou menor que 20/200 (tabela de Snellen) no melhor olho, após a melhor correção, ou campo visual inferior a 20º

Com manifestação anterior aos 18 anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas

Pessoas com transtorno autista ou autismo atípico que gere a incapacidade de dirigir

FONTE: CONSELHO NACIONAL DE POLÍTICA FAZENDÁRIA (CONFAZ)

Artrite Artrose Artrodese (com sequelas) Acidente Vascular Cerebral ou Encefálico (AVC/AVE) Câncer (com sequelas e limitações físicas) Doenças degenerativas (onde haja um comprometimento físico) Doenças na coluna Doenças neurológicas Encurtamento de membros e má-formação Esclerose múltipla Escoliose

Hérnia de disco Lesão por Esforço Repetitivo (LER) Lesão do manguito rotador Sequela de poliomielite Ponte de safena (com sequelas e limitações físicas) Nanismo Próteses internas/externas Insuficiência renal crônica (com uso de fístula) Síndrome do túnel do carpo Tendinite crônica Sequela de talidomida

O primeiro semestre de 2017 apresentou queda na venda de veículos importados. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores (Abeifa), os 13.289 carros comercializados no período representam recuo de 27% em relação aos primeiros seis meses de 2016. Em junho do ano passado, as vendas foram de 2.788 unidades.

Diversão

Gran Turismo Sport em outubro Após ter seu lançamento adiado por duas vezes desde março do ano passado, o jogo de corrida Gran Turismo Sport finalmente chegará às lojas a partir do dia 17 de outubro. O game exclusivo para PlayStation 4 terá 150 carros diferentes com 17 pistas em 28 traçados possíveis. Também será possível personalizar o exterior dos veículos, além de conhecer sobre a história de cada marca.


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

Prós e contras da habitabilidade Ressalto elevado no centro do assoalho e curvatura da capota roubam espaço dos ocupantes do banco de trás; por outro lado, há difusores de ar e tomada 12 V dedicados a eles. ALEXANDRE CARNEIRO

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Avaliação

Opção para quem gosta de acelerar muito Com motor 2.0 turbo de 220 cv, AudiA3Sedan é um esportivo travestidode modelofamiliar, com estabilidadee desempenho afiados Alexandre Carneiro

Virtual Cockpit é pago a parte O Virtual Cockpit é uma das novidades da linha 2017 do Audi A3 Sedan. O painel de instrumentos em tela de TFT e configurável vem associado ao volante esportivo: juntos, esses itens somam salgados R$ 16.500 ao preço final do veículo.

Faróis do tipo bixenônio têm luzes de rodagem diurnas com LEDs

Nacional há quase dois anos, o A3 Sedan é o carrochefe da Audi no Brasil, responsável pelo maior volume de emplacamentos da marca. As preferidas do consumidor, porém, são as versões de entrada, equipadas com motor 1.4 turbo. A mais potente, Ambition, com propulsor 2.0 turbo, tem preço mais elevado e, por isso, vende menos: custa a partir de R$ 156.190.

Trata-se de uma diferença de preço muito significativa, sem dúvida. Porém, em termos de desempenho, a diferença também é abissal. Afinal, o 2.0 tem 70 cv de potência e 10,2 kgfm de torque a mais que o 1.4: são 220 cv entre 4.500 rpm e 6.200 rpm e 35,7 kgfm de 1.500 rpm a 4.400 rpm. Tecnológico, o propulsor traz, além da sobrealimentação, duplo comando variável de válvulas variável e dois sistemas de injeção de combustível, um

multiponto e outro direto, que atuam de acordo com as necessidades. A única desvantagem em relação ao motor de menor cilindrada é a ausência de sistema flex. De qualquer modo, esses números dão desempenho de gente grande ao sedã. Acelerações a pleno pedal são verdadeiras pancadas, que fazem com que os ocupantes sejam jogados para trás. Na estrada, é preciso segurar o ímpeto para não atingir velocidades superiores ao limite permitido. O mérito não é só do motor, mas também do câmbio automatizado com duas embreagens banhadas a óleo e seis marchas, capaz de fazer trocas rapidíssimas e em momentos oportunos. No 1.4, a transmissão é automática convencional.

Sem simplificações Outra benesse do A3 Ambition é a suspensão traseira independente do tipo multibraço: durante a nacionalização, as versões 1.4 adotaram um sistema semi-independente por eixo de torção, mais simples. Esse sistema dá ao modelo uma estabilidade invejável; mesmo se o motorista abusar, ele se mantém na trajetória da curva sem sustos. Na hora de parar, os freios com discos nas quatro rodas imobilizam o veículo com ímpeto proporcional às acelerações. O ganho em desempenho trouxe revés apenas no consumo de combustível mais alto em relação ao similar equipado com motor 1.4 TFSI: o veículo avaliado cravou 6,6 km/L na cidade.


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

ALEXANDRE CARNEIRO

ALEXANDRE CARNEIRO

Volante tem paddle shifts para trocas de marchas sequenciais

Bom pacote de série e diversos opcionais Versão top de linha na gama nacional do A3 Sedan – há ainda o S3, importado, com motor de 286 cv – a Ambition – vem de série com teto solar panorâmico, sensores crepuscular e de chuva, bancos dianteiros elétricos, central multimídia MMI com entrada USB e compatibilidade com smartphones, retrovisores com rebatimento elétrico, ar-condicionado digital com duas zonas de temperatura e freio de estacionamento elétrico, além do Audi Drive Select, com diferentes modos de direção. Entre os itens de segurança, há sete airbags (frontais,

Interior tem pegada esportiva, mas não é dos mais espaçosos No interior do Audi A3 Sedan, a atmosfera é de esportividade. Os bancos rentes ao assoalho fazem o motorista dirigir em posição mais baixa que a convencional, ao passo que o volante pequeno e de base achatada (opcional na versão Ambition) proporciona ótima pegada. O destaque é o Virtual Cockpit (também opcional), que reúne velocímetro, conta-giros e GPS em uma tela TFT de 12,3 polegadas, dando maior destaque aos dois primeiros ou ao terceiro, dependendo da configuração escolhida pelo condutor. O acabamento, com estofamento em couro e material emborrachado no painel

e nas portas, é de alto nível, como se espera de um modelo de marca premium. O A3 Sedan é ligeiramente menor do que os demais sedãs médios do mercado brasileiro: tem 4,45 m de comprimento e 2,64 m de distância entre-eixos, ao passo que a média da categoria está em torno de 4,60 m e 2,70 m, respectivamente. O interior do modelo da Audi não é dos mais espaçosos. Não chega a ser apertado para quatro adultos; porém, o grande ressalto no centro do assoalho traseiro rouba muito espaço dos pés do quinto ocupante. O portamalas, com 425 L de capacidade, também não é mais que razoável. (AC) ALEXANDRE CARNEIRO

Central multimídia tem sete polegadas, mas não é touchscreen

laterais, do tipo cortina e para os joelhos do motorista), controles eletrônicos de tração e de estabilidade com função de vetorização de torque e sistema anticolisão (que aciona os freios após um acidente). Muitos equipamentos, todavia, são opcionais. Itens como Virtual Cockpit com volante esportivo, assistente de farol alto, assistente de estacionamento, controle de cruzeiro adaptativo e chave presencial com botão de partida são pagos a parte. Completo, o carro salta de preço e chega a R$ 187.690. (AC)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

Linha Sprinter

Revisão com preços fixos A Mercedes-Benz passou a oferecer uma nova opção de revisão com preço fixo da linha Sprinter. A ação começou neste mês e estará disponível até 31 de janeiro de 2018, contando com planos para veículos, produzidos a partir de 2012, dentro ou fora do período de garantia. Os clientes têm acesso às informações dos preços fixos disponíveis por modelos, além dos concessionários participantes, no site www.mercedes-benz.com.br/vans/ servicos-e-pecas/revisaodeclarada. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO

Modelos Ford

Remanufaturado à base de troca A Ford Caminhões acaba de lançar um sistema de venda de motores remanufaturados à base de troca para os modelos das linhas Cargo e Série F fora da garantia, o que aumenta a rapidez da manutenção do veículo. De acordo com a montadora, os motores têm garantia de 12 meses sem limite de quilometragem, e o custo fica mais competitivo na comparação com retíficas independentes. Os propulsores remanufaturados estão disponíveis para todos os caminhões leves, médios e pesados da linha Ford Cargo e também para os modelos F-350 e F-4000, da Série F, em duas versões: motor básico ou motor parcial.

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Transporte

Exposição conta a história da fabricante sueca no Brasil

Trajetória revisitada Scania comemora 60 anos de Brasilcom exposiçãode dezmodelos históricos nafábrica da marca,em São Bernardo do Campo, no ABC paulista Luiz Humberto Pereira Auto Press

Em julho, a Scania comemora seus 60 anos de presença no Brasil. Primeira subsidiária da marca fora da Suécia, a empresa brasileira foi constituída como Scania-Vabis do Brasil S/A – Motores Diesel. Instalou-se no dia 2 de julho de 1957 no bairro do Ipiranga. Em 1962, inaugurou sua fábrica em São Bernardo do Campo. Foi lá que, para marcar as seis décadas de sua chegada ao Brasil, a Scania organizou, de 3 a 7 de julho, uma exposição com dez de seus modelos mais expressivos. O objetivo da mostra foi recontar, por meio de alguns de seus mais emblemáticos veículos, a história da marca por aqui – uma trajetória que se mistura à evolução do transporte de cargas e de passageiros no país. Entre os modelos da exposição, o mais veterano era um L71 importado da Suécia, de 1957. Era impulsionado por um motor D642, de 9,35 L e seis cilindros, com injeção direta, 150 cv e rodas aro 20. A capacidade máxima de tração chegava a 35 toneladas. Força e potência eram suas características mais marcantes. “Era o sonho de consumo de qualquer transportador daquela época e considerado a “Ferrari dos pesados”, conta seu atual dono, Oswaldo Strada, da Strada Transportes. Strada localizou o caminhão há uma década, na cidade

de Curvelo, na região Central de Minas. Com 50 anos e capacidade para 20 toneladas, trabalhava rotineiramente em boas condições. Imediatamente, Strada o adquiriu para sua coleção.

O mais antigo O Scania “brasileiro” mais antigo da exposição é um L75 de 1959, azul-celeste. A Vemag o produziu pela primeira vez em sua nova linha de montagem, em 1958, especialmente feita para atender a Scania. O motor veio da Suécia e era um D-10 de quatro tempos diesel com injeção direta, 165 hp e 63 kgfm. A caixa de câmbio é uma G500, de cinco marchas sincronizadas. A caixa de câmbio auxiliar, também sincronizada, aumenta a força de tração em 40% e torna as mudanças mais eficientes. “Quando olhei bem para o caminhão, quase desmaiei. Vi que era o mesmo que eu namorei durante uma viagem para Porto Velho, 30 anos atrás”, recorda Laurindo Cordiolli, da Cordiolli Transportes, o atual proprietário do veículo. Com 58 anos, o L75 1959 funciona normalmente até hoje e é o “queridinho” da coleção de 50 veículos antigos que está guardada num galpão exclusivo na Cordiolli Transportes, em Maringá, no Paraná. O outro L75 exposto é de 1960 e representa um marco. A partir de junho daquele ano, com uma fábrica de motores já instalada no bairro

Ipiranga, a Scania-Vabis assumiu a produção completa dos veículos. No início dos anos 60, a empresa Irmãos Contatto se dedicava rotineiramente ao transporte de pequenas cargas por São Paulo. O desejo de expandir os horizontes de Atílio Contatto ganhou impulso com a inauguração da cidade de Brasília (DF), que gerava fortes demandas por mão de obra e de transporte. Para se aventurar Brasil afora, Contatto recorreu ao recém-lançado Scania L75. A partir de 1964, a empresa mudou sua configuração social, passou a chamar-se Transportadora Contatto e enveredou pelo transporte de produtos perigosos. O caminhão rodou até os anos 80, quando foi aposentado.

Cavalo mecânico do Scania T124, com motor de 400 cv, ano 1998, é o xodó da montadora no país


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 22 de julho de 2017

FOTOS SCANIA/DIVULGAÇÃO

Clássico Flecha Azul faz parte da história da marca Não foi apenas de caminhões que se fez a história dos 60 anos da Scania brasileira. O ônibus Flecha Azul K113 CL, da Viação Cometa, estava na exposição para lembrar isso. Esse modelo de 1998 é o ônibus mais conhecido do Brasil. Seu visual tipicamente americano e o padrão de conforto, superior ao de boa parte dos outros ôni-

bus que circularam pelas rodovias brasileiras até o fim da década de 90, fizeram dele uma lenda entre os apreciadores dos grandes veículos de transporte coletivo. O ônibus Flecha Azul surgiu em 1963. Ele tinha carroceria Ciferal e chassi Scania e serviu à Viação Cometa por 30 anos, entre as décadas de 60 e 90. Con-

quistou a simpatia dos passageiros pelos detalhes que o diferenciavam dos ônibus rodoviários convencionais, como o característico “degrau”, que elevava o salão de passageiros em relação à cabine do motorista, e as lendárias poltronas de couro legítimo. A última geração do Flecha foi produzida em 1999. (LP/AP)

Difícil encontrar quem nunca cruzou na estrada com o clássico ônibus da Viação Cometa


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Kawasaki

Vulcan S ganha novas versões A linha 2018 da Kawasaki Vulcan S acaba de chegar ao Brasil e traz entre as novidades as versões Special Edition e Café, todas com freios ABS de série. A moto ganhou indicador de marchas no painel, que traz ainda conta-giros analógico e display em LCD com velocímetro digital, indicador de combustível, relógio e hodômetro. A Vulcan S usa um motor bicilíndrico de 649 cc e 61 cv de potência. O preço sugerido do modelo parte de R$ 33.990 (sem frete incluso). KAWASAKI/DIVULGAÇÃO

Recall

BMW convoca 9.500 motos A BMW Motorrad do Brasil divulgou um recall para a R 1200 GS e a R 1200 GS Adventure. O chamado é para verificação e reparo dos cilindros da suspensão dianteira. Uma folga pode ocasionar vazamento de óleo do componente, barulho e, em casos mais graves, problemas no controle da moto, com possibilidade de acidentes. A verificação e reparo serão feitos a partir do dia 31 de julho. Mais informações pelo número 0800 019 7097 ou acessando o site: www.bmw.com. br/recall.

super motor

Duas rodas

Fera italiana com jeitão de domesticada Aprilia Tuono V4 é a versão “civilizada” da supermotoRSV4, mas esbanja tecnologiae agilidade na pista; modelonão évendido no Brasil Victor Bautista

Especial para a Auto Press

Ao longo de sua história, a Aprilia teve forte presença nos campeonatos de duas rodas. Tanto dentro quanto fora das pistas. Sua trajetória desde 1945, ano de sua fundação, traduz-se num recorde de 54 títulos mundiais, entre os quais estão três competições do World Superbike dos anos 2010, 2012 e 2014. Para participar desse campeonato, a marca de Noale – no norte da Itália – precisou criar uma versão de rua da RSV4, a Tuono V4. Essa opção mais calma de sua supermoto vem com guidom mais alto, carenagem menor e motor menos potente: um produto de um segmento de motos chamado Street Fighter. Para o modelo 2017, tanto a RSV4 quanto a Tuono V4 receberam melhorias importantes nas partes mecânica e eletrônica. São mudanças que as deixam mais rápidas e eficientes. No conjunto mecânico, algumas alterações estão nos pistões, nas molas das válvulas e nos apoios do virabrequim, para tornar as peças mais leves. O motor da Tuono V4 é derivado da RSV4, mas com “apenas” mil cilindradas – a ver-

são de pista tem propulsor de 1.100 cc. Isso significa que, no lugar de produzir os 201 cv da RSV4, a Tuono gera 175 cv. Mas a entrega de potência é realizada de forma mais rápida, e a relação final é mais curta, para passar a sensação de agilidade em velocidades baixas e não chegar a velocidades muito altas. Uma diferença entre o

atual modelo 2017 e a geração anterior está no sistema de escape. Agora, ele cumpre os requisitos da norma Euro 5, mas sem prejudicar o som grave característico do motor metálico em V. Além disso, o quadro é fabricado em alumínio e permite o ajuste do braço traseiro e a posição do motor. A Tuono V4 2017 conta com a quarta geração do sistema APRC (Aprilia's Performance Riding Control). Ele engloba todas as assistências eletrônicas, como controle de tração e ABS – que agora tem função “curva”. Graças

a esse novo sistema e ao acelerador eletrônico (cujo sensor está colocado no manete), foi possível configurar três modos de direção que modificam a entrega da potência – Sport, Track e Race. Como no modelo anterior, a Tuono V4 2017 é oferecida nas versões RR e Factory. As diferenças estão na pintura, nas rodas e na suspensão Öhlins. Em outras palavras, a Factory permanece impecável, enquanto a RR apresenta direção não tão precisa. (Colaboração de Victor Alves/Auto Press)

Ficha técnica Potência máxima. 175 cv a 11 mil rpm Torque máximo.12,2 kgfm a 9.000 rpm Suspensão. Dianteira com garfo invertido ajustável e com 120 mm de curso. Traseira monoamortecida fixada ao duplo oscilante de alumínio, ajustável e com 130 mm de curso Freios. Disco duplo de 320 mm na dianteira e disco simples de 220 mm atrás Peso seco. 184 kg

Versão “civilizada” da motocicleta de competição tem carenagem menor e motor menos potente


super motor

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FOTOS APRILIA/DIVULGAÇÃO

Moto tem reações ‘explosivas’

Modelo vem equipado com três modos eletrônicos de condução – Sport, Track e Race

Painel colorido digital em tela TFT da Tuono V4 destaca o velocímetro e qual é a marcha engatada

A versão testada foi a Tuono RR. De início, com os controles em nível máximo, a moto vai passando a segurança necessária para inspirar confiança de ir retirando pouco a pouco os níveis de controle. Na configuração mais “bruta”, é possível sentir o carácter “explosivo” do motor V4 da Tuono de forma que a roda dianteira chegava a se desprender do chão em algumas acelerações bruscas. A posição de pilotagem da Tuono parece familiar para quem está acostumado a motos mais voltadas para uso urbano, com o guidão elevado e posição mais cômoda. Mas, graças ao estreito assento e à posição das pedaleiras, é possível se mover bem o corpo para a parte interna da curva para aproveitar melhor a pista. (VB/AP)


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super motor FOTOS FCA/DIVULGAÇÃO

Serviço

Manutenção

É tempo

Filtro antipólen. O item presente na maioria dos sistemas de ar-condicionado é responsável por filtrar o ar que entra na cabine. Aconselha-se que seja substituído a cada 10 mil km. Deve-se também mandar limpar os dutos de ventilação pelo menos uma vez ao ano a fim de eliminar bactérias e fungos e evitar possíveis reações alérgicas e infecções.

de se aquecer Esquecido por muitos, sistema de ar quente do carrospode e deve ser usadono inverno; funcionamento ésimples, mas exigecuidados Da redação Durante o inverno, muitas pessoas saem de carro superagasalhadas e não se dão conta de que a maioria dos veículos conta com um sistema de ventilação interna capaz de proporcionar temperaturas agradáveis, mesmo com o clima frio. De acordo com o boletim técnico divulgado pelo Cesvi Brasil, o segredo está

no controle de temperatura do ar circulante, que está lá quase sempre intocado, na posição de ar mais frio possível. Mas a pergunta que você talvez sempre se faça e para qual não tenha tido resposta: de onde vem o ar quente do sistema? O princípio de funcionamento é simples. Dentro da caixa de ar, existe um pequeno trocador de calor por onde passa a água quente do

Apesar de útil, sistema presente na grande maioria dos carros no Brasil é pouco aproveitado motor, transferindo o calor para o ar circulante dentro do veículo. No início do funcionamento do motor, não é possível aquecer o ar, mas, poucos minutos após a partida, com o seletor posicionado no “quente”, sempre sinalizado pela cor vermelha no painel, é possível sentir logo a diferença de temperatura no ar. Esse seletor de temperatura no painel é responsável por

permitir ou não a circulação de água quente no trocador de calor, que fará o aquecimento do ar interno. Dosando a temperatura, é possível ter mais conforto ao se dirigir em dias frios. O direcionamento do ar quente pode ainda ser ajustado para desembaçar o parabrisa, mas é uma opção mais demorada em relação ao uso breve do ar-condicionado para a região do vidro.

Recirculação do ar deve ser acionada, mas não por longos períodos


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