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OS ENCANTOS DE PORTO DE GALINHAS, MUITO ALÉM DAS PISCINAS NATURAIS ... Páginas 6 a 9
MINAS TREND FAZ AS SUAS APOSTAS PARA O VERÃO 2019 ... Páginas 27 e 28
SUCESSO EM SP, ‘A VISITA DA VELHA SENHORA’, COM DENISE FRAGA, CHEGA A BH ... Página 16
NOVA GERAÇÃO DO HONDA CIVIC SI CHEGA AO BRASIL COM MOTOR 1.5 TURBO, DE 208 CV. ... Páginas 16 e 17
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21 a 27 de abril de 2018 ANO XXVII número 1447 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE EDITORIA DE ARTE
MENTIRAS INCONVENIENTES Grande influenciador de importantes movimentos políticos na nossa história recente, o fenômeno das fake news, ou notícias falsas, ainda está incipiente e, segundo especialistas, tende a se agravar muito. Solução para o problema passa por criação de novas regras e novas tecnologias, proteção de dados e alfabetização midiática
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de abril de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA
Editorial
Se não bastasse e não bastasse o Qualquer naco de poder, mesmo prejuízo de or- o mais recôndito, é tomado pelo desedem econômica jo de enriquecimento, não pela meque empobre- lhoria de vida da população ou por ceu o país nos úl- uma pátria mais justa e digna. A paitimos anos, e se sagem é o mar de lama. ainda não basTomam-se como redentores figutasse o desvio ras cujos valores não são exatamente de centenas de bilhões de reais pelo a ética, a moderação, a austeridade, ralo da corrupção – apenas em parte o conhecimento, a experiência, as recuperado –, o Brasil sofre agora, realizações. Faltam redentores, e famais do que nunca, as perdas incalcu- cilmente se impõem ao eleitor vendeláveis de credibilidade pelo mundo dores de ilusões. afora. A medida aterradora dos desajusEntre se instalar num Brasil caóti- tes está nas filas de atendimento de co e “sem leis”, até os próprios brasi- saúde pública, na baixa qualidade de leiros mais desejosos de evolução são ensino, no alastrar-se de habitações atirados para fora do país. Alguns à de ínfima qualidade, no uso de droprocura de atividades profissionais, gas, no surgimento de um crime orgaoutros pela insegurança e pelo surgi- nizado que está condicionando e resmento de um crime cada vez mais or- tringindo a vida das pessoas. Embora ganizado e oceânico. Não enxergam não fique claro à população, a causa aqui e agora o clima, o ambiente, a da desgraça se liga à baixa qualidade sintonia daquilo que almejam. das elites, à corrupção dos mensa“Brasil” ficou delões, à Justiça confusa, sacreditado, sinôni- “Brasil” ficou aos privilégios que sanmo de mau funciogram os cofres. Ao cornamento, de frau- desacreditado, porativismo que enxerdes estrepitosas, sinônimo ga abusos apenas nos de desmandos, de ciscos dos outros. incapacidade de es- de mau O que esperar de dicolher seus repreferente da falência? funcionamento, Sem ética na adminissentantes políticos, de burocracia de fraudes tração pública que se inconciliável com a materializa nos mensaestrepitosas, razão, mais ainda lões, petrolões, no nedo legislar e julgar de desmandos potismo, na distribuiincorretamente, ção de supersalários de gastar pessimamente o que se ar- que nem existem nos delírios dos olirecada, de dispensar os maiores pri- gofrênicos. vilégios, por meio dos cofres públiExtinguiu-se por carência moral a cos, para quem já tem rendas acima autocrítica, outrora moderadora dos da média mundial. abusos corporativistas, a autorregulaEm comum os Três Poderes consti- mentação serviu para ampliar privilétucionais esgarçaram seus conceitos, gios sem limites. E, quando explode a sua respeitabilidade, atribuindo-se divergência, as diatribes mostram deprivilégios que depauperam a base sentendimentos de sujos contra malsocial e se fazem causas do sofrimen- lavados. Um erro tenta justificar outo, da marginalização, da violência. tros, e os dois lados permanecem exOs ideais de fraternidade e justi- plorando quem trabalha e produz de ça não são parte preponderante da verdade. disputa pelo poder entre facções parNão há injustiça que possa durar tidárias. Quem ganha se dedica a por muito tempo, nem exploração destruir obtusamente os governos que ultrapasse os limites do patrimôeleitos, e as demonstrações dadas nio comum. Bem por isso caminhanos últimos 20 anos mostram que a mos para um momento em que as tosca lógica é agir pelo “quanto pior, contas terão que ser ajustadas. Uma melhor”. época em que a verdade deverá salUm país em guerra permanente var a pátria. não vai para a frente. Que chegue sem demora.
“Tenho acompanhado o esforço do Alckmin para fortalecer a candidatura dele e torço para que ele tenha êxito (...). Quanto à minha candidatura, ela será decidida coletivamente em Minas Gerais, como sempre ocorreu e no momento certo” Aécio Neves, senador pelo PSDB, em resposta à declaração de Geraldo Alckmin, précandidato do PSDB à Presidência, de que ‘é evidente’ que ele (Aécio) não deveria se candidatar. O mineiro se tornou réu esta semana após o STF acolher, por unanimidade, denúncia por supostos crimes de corrupção passiva e obstrução de Justiça
S
vittorio.medioli@otempo.com.br
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“Ele (Sílvio Santos) contou que um dia encontrou com uma cigana na Disney, e ela afirmou que ele morreria se desse entrevista para alguém... é claro que é mentira” Jô Soares, sobre nunca ter conseguido entrevistar Silvio, no “Programa do Porchat”, na noite de quarta-feira (18)
“Para quem não frequenta ambientes públicos, órgãos públicos, quem não dá entrevista, quem leva uma vida pacata, tá muito bom, né?” Joaquim Barbosa (PSB), ex-ministro do STF, na última quinta-feira (9), sobre o resultado da pesquisa Datafolha, em que tem entre 9% e 10% das intenções de voto. Apesar disso, Barbosa ainda não confirmou se se candidatará à Presidência.
“Conversei muito com a Marielle (Franco) e com a Talíria Petrone (vereadora) sobre isso e quero ajudar na luta do feminismo contra o machismo” MC Carol, funkeira, que se disse inspirada pelas duas personalidades da política fluminense ao anunciar a pré-candidatura ao cargo de deputada estadual do Rio de Janeiro
“Afirmo a esta assembleia que o companheiro general do Exército Raúl Castro Ruz, como primeiro secretario do Partido Comunista de Cuba, encabeçará as decisões de maior transcendência para o presente e o futuro da nação” Míguel Díaz-Canel, em discurso de posse do governo cubano na última quinta-feira (19). Ele é o primeiro não-Castro a governar o país desde 1959, mas demonstra que o antecessor, Raúl, segue no poder.
“Chamei minhas amigas para fazer um brechó para renovar meu guarda-roupa” Marina Silva (Rede), pré-candidata à Presidência, na última terça (17). Pesquisa Datafolha do último domingo (15) indicou que a candidata é quem mais se beneficia com o ex-presidente Lula fora da eleição. A ambientalista disse que fará uma campanha “franciscana”, usando, inclusive, voos de carreira na madrugada, para economizar
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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reportagem
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DURA REALIDADE> Fenômeno das notícias falsas está apenas no começo, dizem especialistas A votação do Brexit, no Reino Unido, e as eleições presidenciais norte-americanas, em 2016, são um grande marco na história recente da humanidade no sentido de terem despertado a consciência das pessoas sobre o poder de influência das chamadas fake news, ou seja, notícias falsas. Desde então, esse assunto vem ocupando lugar de destaque no debate público. O que não tem sido tão falado, no entanto, é que esse cenário ainda pode piorar muito. Com o avanço da inteligência artificial, estamos a poucos passos de ter acesso com facilidade a ferramentas de falsificação muito mais refinadas, capazes de, por exemplo aplicar o rosto de alguém em situações comprometedoras, ou, ainda, com amostras de fala de determinada pessoa, produzir qualquer discurso com timbre, cadência e entonação praticamente iguais aos de quem forneceu a amostra. É a era das deep fake news (falsificação profunda), que ainda está por vir. Uma pesquisa realizada pelo instituto norte-americano Pew Research Center perguntou a cerca de mil estudiosos, pessoas envolvidas com tecnologia, pensadores estratégicos e outros especialistas se nos próximos dez anos emergirão métodos confiáveis para bloquear narrativas falsas e permitir que dados mais precisos prevaleçam no ecossistema global de informações, ou se a qualidade e a veracidade do conteúdo on-line se deteriorará devido à disseminação de ideias socialmente desestabilizadoras, às vezes até perigosas. A resposta de 51% dos especialistas foi que o ambiente de informação não vai melhorar na próxima década. As duas principais razões citadas foram que atores manipuladores vão usar novas ferramentas digitais para tirar proveito da preferência inata dos seres humanos por conforto e conveniência, e que nossos cérebros não estão preparados para enfrentar o ritmo da mudança tecnológica. Os 49% que acreditam que as coisas vão melhorar em geral invertem esse raciocínio. Suas razões são que a tecnologia pode ajudar a resolver esses problemas – alguns preveem o surgimento de melhores métodos para criar e promover fontes de notícias confiáveis – e também afirmam que é da natureza humana se unir e resolver problemas, uma vez que as pessoas sempre se adaptaram à mudança, e que essa atual onda de desafios também será superada. Jessica Almeida
Guerra às fake news PROBLEMA COMPLEXO Diante disso, quais são os caminhos e o que pode ser feitoparaevitaresseprimeirocenário, tão aterrador? As soluções, de acordo com o professor associado da UniversidadeHarvard e titularaposentado do Departamento de Ciência da Computação da UFMG Virgilio Almeida, vão passar pordois eixos:ciênciaetecnologia,leiealfabetização midiática (leia mais na página 4). Mas,antesdetudo,éprecisoentender oqueestá acontecendo. O Conselho da Euro-
pa classificou as fake news em três categorias pertencentes a um quadro maior que foi chamado de desordem informacional, um conceito relevante por abranger diversas nuances da manipulação. Existeadesinformação(disinformation), ou seja, a notícia falsa deliberadamente criada para prejudicar alguém, um grupo ou instituição; a informação errada (misinformation), que apresenta erros, mas não é criada com a intenção de fazer mal; e a má informação (mal-information) que embora tenha bases
reais, é editada e disseminada para causar danos. Almeida explica que notícias falsas sempre existiram (veja quadro abaixo), o que muda nesse momento é a velocidade com que se espalham e sua capilaridade, ou seja,a quantidadeediversidade de pessoas que atingem. “Devido à hiperconectividade,estamosotempotodoligados às redes e às pessoas. Isso faz com que qualquer coisa se propague muito rapidamente, é praticamente instantâneo”, afirma. As notícias falsas, especifi-
camente, tendem a se espalhar ainda mais rápido e de modo mais abrangente. Estudos de Deb Roy, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), publicados na revista “Science”, comprovam tal afirmação. O grupo analisou histórias verdadeiras e falsas que circularam pelo Twitter desde 2006 até 2017 totalizando 126 mil sequências de tuítes espalhadas mais de 4,5 milhões de vezes por 3 milhões de pessoas, de temas diversos como política, negócios, entretenimento, ciência e desastres naturais. A
A MANIPULAÇÃO DE INFORMAÇÃO EXISTE DESDE TEMPOS REMOTOS. CONFIRA: CBS/DIVULGAÇÃO
Efetivamente, as notícias falsas sempre existiram. Os primeiros registros de histórias de veracidade duvidosa aparecem logo no século VI, ainda que a produção de notícias falsas tenha atingido seu apogeu em Londres, durante o século XVIII. Período Bizantino Procópio foi um historiador bizantino do século VI reconhecido por escrever a história do imperador Justiniano. O curioso é que ele também produziu um livro secreto, chamado “Anekdota”, cheio de histórias de veracidade duvidosa que arruinaram completamente a reputação do imperador e de seus pares.
Orson Welles narra a invasão de marcianos na Terra; no dia seguinte, episódio foi manchete no “Daily News”: “Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos”
“Pasquinadas” Basicamente, eram fake news em forma de poesia escritas por Pietro Aretino para manipular a eleição para pontífice em 1522. O jornalista do século XVI pregava, na estátua de um personagem chamado Pasquino, sonetos que disseminavam notícias falsas sobre todos os candidatos – surgiu aí o termo “pasquim”. Canard Eram gazetas cheia de boatos e notícias falsas que circularam pelas ruas de Paris durante os 200 anos que se seguiram após o século XVII. Um dos casos mais curiosos aconteceu quando, na década de 1780, foi anunciada a captura no Chile de um monstro que tinha cabeça de fúria, asas de morcego e rabo de dragão. “Homem-parágrafo” Na Londres de 1770, homens recolhiam fofocas em cafés, escreviam algumas frases em um papel e as levavam para impressores e editores, que as
imprimiam em forma de pequenas reportagens. The Morning Post Um jornal fundado pelo reverendo Henry Bate, em 1772, que era uma sucessão de parágrafos sobre notícias quase sempre falsas. O periódico, aliás, chegou a publicar uma matéria falsa sobre um prostituto que prestava seus serviço à rainha Maria Antonieta, da França. Vida alienígena Em 1835, o jornal americano “The Sun”
publicou uma série de seis artigos sobre a possibilidade de que os alienígenas estavam vivendo na Lua. A descoberta, aliás, foi falsamente atribuída ao astrônomo John Herschel e a polêmica foi tamanha que outros jornais começaram a reproduzir a notícia. O verdadeiro autor precisou confessar a mentira. Guerra dos Mundos Na véspera do Dia das Bruxas de 1938, o ator e diretor Orson Welles (foto acima) produziu um progra-
ma de rádio onde dramatizou uma invasão alienígena na Terra. Há relatos de que muitos nova-iorquinos se desesperaram a ponto de deixarem suas casas. História reescrita À época do governo Stalinista na URSS, prática comum adotada era retirar inimigos da história oficial do país. Uma série de instantâneos mostra que camaradas que perderam a simpatia do líder foram apagados das imagens oficiais.
probabilidade de notíciasfalsas serem retransmitidas é 70% maior do que as verdadeiras e a porcentagem aumenta quando os temas são políticos. A equipe de Roy também concluiu que a mentira tem umestiloderedação específico, apresentando linguagem simples e direta e apelando para sentimentos básicos como medo e raiva. “A pesquisa também demonstra que as notícias falsas são articuladas para trazerem novidades, essa é uma das hipóteses de por que elas são mais passadas para a frente do que a verdade”, acrescenta Almeida. FURAR A BOLHA As chamadas bolhas das redes sociais também favorecem a disseminação de informações falsas, como observa a jornalista e professora da PUC-SP Pollyana Ferrari, autora do recém-lançado livro “Como Sair das Bolhas” (176 páginas, R$ 36, ed. Educ e Armazém da Cultura). “Os algoritmos privilegiam o que cada um curte e compartilha, amigos que pensam diferente não são mostrados, ou seja, ficamos dentro das bolhas daquilo que acreditamos. Os produtores de fake news, então, têm a possibilidade de mapear públicos de interesse e postar informações que vão ser direcionadas a ele”, diz. A polarização política é outro elemento que influenciaa penetrabilidade de notíciasfalsas, como pontuao diretor de divulgação científica e professor do departamento de sociologia da UFMG Yurij Castelfranchi. “Seumapessoa odeia um político e surge uma notícia de que ele é pedófilo, ela tende a acreditar. A raiva é tão grandeque a fazquerer acreditar. E se gostaríamos que fosse verdade tendemos a impulsioná-las”, diz. Ele acrescenta que o que pesquisas dentro e fora do Brasiltêmconcluído a respeito do que faz com que alguém acredite e compartilhe um boato pouco têm a ver com a escolaridade. “Este é apenas um fator, mas não o mais importante. Os que parecem mais relevantes estão ligadosa atitudes,visõespolíticas, posicionamento moral, trajetória de vida, crença e, sobretudo, confiança nas instituições”, explica. Dessa forma, a difusão de notícias falsas está menos ligada à ignorância do que ao preconceito, que, ele pondera, não têm relação de causa e efeito. “Quando a informação consola nossa raiva contra o outro, ela tende a ser tida como verdadeira. Por isso, em ambientes racistas, circula muita notícia falsa sobre negros, por exemplo. E, em geral, a pessoa continua acreditando mesmo se alguém explica que aquilo é mentira”, afirma.
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DURA REALIDADE> Combate às fake news deve passar por esforço conjunto de vários setores
Abordagemmultidimensional PIXABAY/DIVULGAÇÃO
Jessica A questão da Almeida desordem informacional é um problema com o qual ainda teremos que lidar durante um tempo, observa o professor associado da Universidade Harvard e titularaposentadodo Departamento de Ciência da Computação da UFMG Virgilio Almeida. “Não há solução a curto prazo, uma bala de prataquevaidar umtiro nesse mal e matá-lo. Nem vai ser uma lei a resolver, isso não foi encontrado em lugar nenhum. O processo é amplo, envolve a sociedade e pressupõe que se tenha mais cuidado ao repassar as notícias, algo que tem a ver com o que é chamado de alfabetização midiática”, diz. O desenvolvimento de tecnologias que possam barrar a disseminação das notícias falsas também é um aspecto importante, assim como a proteção de dados. Há indícios de que nas recentes eleições da França e da Alemanhaa desordeminformacional foi quantitativamente menor e menos eficaz porque esses países têm regras que dificultam a coleta de dadospessoais.Emmaio,entrará em vigor, na União Europeia, a Regulação Geral de Proteção de Dados, conjunto de medidas restritivas nesse campo. No Brasil, há anos existe o debate de uma Lei Geral sobre Proteção de Dados Pessoais. Há projetos na Câmara e no Senado. De novo, vale frisar que essas ações, isoladas, são insuficientes. “A Comissão Europeia apresentou, recentemente, uma proposta cujas linhas de atuação trazem uma abordagem multidimensional (veja quadro abaixo). Acredito que seja umbomexemploparao Brasil discutir e adaptar às nossas características”, afirma.
LEGISLAÇÃO Somente este ano, quatro Projetos de Lei (PLs 9.554 / 9.626 / 9.884 / 9.838) foram apresentados no Senado, no sentido de alterar o Código Penalpara incluir uma nova tipificação a quem oferece, publica e difunde notícias falsas. Há outros projetos tramitando também na Câmara dos Deputados. Focar na criminalização daveiculação e compartilhamento das notícias falsas, no entanto, parece não ser o caminho ideal. “A redação desses projetos é bem vaga, o que é uma dificuldade porque a própria definição de fake news ainda não é consenso. Além disso, já existem mecanismos de reparaçãoesolução paraquempro-
“
Se odeia um político e vê uma notícia de que ele é culpado, aí é que deve checar duas vezes duz calúnia, injúria, difamação”, explica Luiza Brandão, bacharel em direito e diretora do Instituto de Referência em Internet e Sociedade (Iris). Para ela, o viés não deve ser o de criminalização, mas de criação de políticas públicas para promover, de fato, a inclusãodigital.“Oviés punitivo por si só não tem a função de educar a sociedade. O uso dainternetdeformaconsciente é o mecanismo para o combate às fake news. A simples
conexão com a internet não se tratade inclusão digital, as potencialidades são maiores, têm a ver com acesso ao conhecimento, expressão do pensamento e exercício da cidadania por meio da web”. ALFABETIZAÇÃO MIDIÁTICA O fenômeno das fake newsdefato abriu odebate sobrea necessidaded alfabetização midiática, observa Nuria Fernández-García, doutora em jornalismo pela Universidade Autônoma de Barcelona. “Há estudos que mostram que quem realiza cursos de alfabetização midiática incrementasua habilidade para entender, avaliar e analisar as mensagens da mídia. Por isso, diferentes iniciativas demandam a suainclusão no currículo escolar”, comenta ela, mencionando ações como o Project Look Sharp ou o News Literacy Project, ambos dos EUA.Paraela, meios decomunicação e jornalistas, além de plataformas tecnológicas co-
DIRETRIZES DA COMISSÃO EUROPEIA Transparência Obter maior transparência na divulgação de notícias on-line, inclusive em relação a como os dados pessoais são usados para direcionar informações aos leitores; Educação Promover competências em educação para a mídia (“media literacy”), a fim de auxiliar usuários a navegar num mundo com superabundância de informação; Instrumental Desenvolver
instrumentos e ferramentas para que jornalistas, aliados a cidadãos, possam combater a desinformação; Ambiente Impulsionar a diversidade e a sustentabilidade dos meios de comunicação; Pesquisa Estimular estudos continuados sobre o impacto da desordem informacional, tratando deles com análises científicas.
mo Facebook, Google e Twitter devem fomentar o pensamento crítico. Para além disso, ela diz, é preciso formação permanente, e não só nas escolas. Não bastasse, é cada vez mais indispensável que se ensine, nas escolas, competências sobre como funciona o preconceito, aponta o diretor de divulgação científica e professor do departamentode sociologia da UFMG, Yurij Castelfranchi. “É preciso avisar à pessoa que se ela concorda plenamente com uma notícia, é dela que precisa duvidar. Se odeia umpolítico evê umanotícia de que ele é culpado, aí é que deve checar duas vezes”. O professor aponta como essencial a consciência de que todos têm posicionamentos morais e políticos – e eles são muito poderosos sobre nossa maneira de ver o mundo. “Saber que cada um tem uma perspectiva parcial do mundo ajuda a pessoa a ser mais humilde, menos confiante, dogmática nas verdades que difunde. Essa habilidade é fundamental. Temos que aprender a duvidar das verdades profundas que temos no peito e entender que o diálogo é bom – nem sempre significa encarar um outro que é incapaz, bandido”, diz. Ele observa que, na polarização, as pessoas se fecham na sua bolha porque o outro não merece nem a troca de duas palavras. “Assim, as bolhas passam a construir notícias falsas cada vez mais brutais. Temos que furar as bolhas, reaprender a dialogar e duvidar um pouco mais de nossas certezas”, conclui.
DICAS PARA IDENTIFICAR NOTÍCIAS FALSAS Desconfiança Não acredite em absolutamente nada que vem escrito “repasse” ou “compartilhe”. Se aquilo for realmente “repassável” ou “compartilhável”, a própria informação deveria ser capaz de promover essa vontade no leitor. Veículo O veículo é confiável? Existem vários sites de humor e outros que tentam nos induzir ao erro, utilizando fontes ou logos similares às de jornais conhecidos. Publicidade Há excesso de propagandas em uma página? Se sim, desconfie. Muitos desses sites buscam o chamado “clickbait” – ou o clique atraído pela manchete sensacionalista –, e, quanto mais audiência o site tiver, mais dinheiro de publicidade será gerado para seu dono. Fonte Se a reportagem não citar fontes, desconfie. A notícia é bombástica, mas a investigação não aparece? As chances de essa informação não ser confiável são grandes. Muito barulho O sensacionalismo exacerbado nunca é bem visto em um conteúdo puramente jornalístico. Se a notícia quer fazer muito barulho a todo custo, usando adjetivos em excesso, desconfie mais uma vez. Isso não é jornalismo, é opinião ou notícia falsa.
Cópia O texto foi copiado e colado, e você não consegue acessar a fonte original? Há grandes chances de ele ser falso. Pesquisa “Estudos dizem”... sem citar qual é o estudo é o mesmo que nada. Falar a fonte significa honestidade com o leitor; então, se um estudo “inexistente” diz algo, é bom desconfiar. Doação “O Facebook vai doar US$ 1 para a família toda vez que esse link for compartilhado”. Não, o Facebook ou o Google ou o Twitter não darão nada – se estiverem envolvidos em alguma ação, você certamente saberá por vias mais conhecidas e confiáveis. Nunca recorrerão a campanhas de compartilhamento em grupos de WhatsApp. Conspiração Algo é muito importante, mas ninguém conhece? Num caso isolado, por exemplo, uma mulher teria descoberto a cura do câncer em 1951, mas “eles escondem isso de você”. A não ser que o leitor seja adepto de teorias da conspiração, não há por que uma informação dessas ser escondida do mundo.
Fonte: Gregório Fonseca, engenheiro de software e pesquisador de fake news
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DURA REALIDADE>UFMG lança plataforma que permite internauta verificar transparência dos fatos
Site de combate visa eleição DANIEL DE CERQUEIRA
Jessica A proximidaAlmeida de das eleições de 2018 tem deixado muita gente preocupada, na medida em que o debate político pode ser influenciado pelas fake news. Tanto que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem trabalhado em parceria com empresas de tecnologia e pesquisadores do tema e deve divulgar em breve diretrizes sobre o assunto, de modo a evitar a influência de conteúdos mentirosos no debate eleitoral. Foi pensando nisso que, na última semana, foi lançado pela UFMG o projeto Eleições Sem Fake. Coordenador da iniciativa, o professor do Departamento de Ciência da Computação da universidade Fabrício Benevenuto explica que o projeto nasceu de um esforço para evitar que o que aconteceu nas eleições norte-americanas se repita por aqui. “Em vez de estudar o fenômeno após ele acontecer, apresentar um artigo científico que resolveria o problema depois que ele já aconteceu, decidimos colocar no ar ferramentas de prevenção baseadas na experiência dos
Estados Unidos”, afirma. O site contempla cinco sistemas (veja quadro) que possibilitam a jornalistas, analistas, cientistas políticos ou a outros interessados acessar dados de audiência de políticos, audiência e perfis de jornais e monitorar comportamentos suspeitos no Twitter e Facebook. Outros dois sistemas devem ser lançados nos próximos meses. Uma das ferramentas parece ser crucial para que haja transparência no modo como os políticos farão suas campanhas online – o Monitor de Anúncios no Facebook. Como um dos traços mais marcantes das eleições dos EUA foi o uso abusivo de anúncios contendo notícias falsas sobre candidatos impulsionadas por grupos russos, a ferramenta visa monitorar a dinâmica do impulsionamento de campanhas no Brasil. “O usuário instala um plugin em seu navegador que envia para o nosso servidor as propagandas vistas por ele”, explica Benevenuto. “Se acontece de um grupo fazer propaganda com fake news, nós conseguiremos identificar. Dá pra saber também se uma pessoa física fizer muita propaganda para algum can-
didato, o que pode ser indício de caixa dois, não pode ser feito desse jeito. A própria existência da ferramenta pode ser um inibidor de comportamentos maliciosos, por isso é importante o maior número de pessoas instalar os plugins”. CHECAGEM Outra ferramenta importante nesse processo é o chamado fact-checking, ou checagem de fatos. O portal Aos Fatos é um dos projetos que atuam nesse sentido no Brasil. “A iniciativa nasceu para checar discursos de autoridades, suas falas em debates. Mas já fizemos e temos intensificado o trabalho de checar fake news, correntes de whatsapp. Fizemos bastante no caso da Marielle (Franco) e vamos trabalhar bastante com isso nas eleições”, explica Bárbara Libório, repórter de Aos Fatos. A equipe verifica a informação e a classifica em diferentes categorias como verdadeira, imprecisa, exagerada, contraditória. “Seria muito mais fácil se fosse só verdadeiro ou falso, mas há muitas nuances. Classificamos com nossos selos e entregamos para o leitor chegar a suas próprias conclusões”, afirma.
Luta contra as fake news: Notícias falsas divulgadas para manchar reputação da vereadora assassinada Marielle Franco foram veementemente combatidas
CONHEÇA AS FERRAMENTAS DO PROJETO ELEIÇÕES SEM FAKE Iniciativa O site Eleições Sem Fake (www.eleicoes-sem-fake. dcc.ufmg.br) provê diferentes ferramentas para a análise de dados na internet, veja quais são: Monitor de Anúncios no Facebook Por meio da instalação de um plugin no navegador, o usuário fornece dados para que seja possível monitorar as propagandas impulsiona-
das no Facebook. Bot ou Humano A ferramenta permite identificar se trending topics (expressões mais comentadas) foram forjadas por robôs. Notícias Lado a Lado Permite a comparação da cobertura do mesmo assunto por diferentes veículos.
Audiência dos Políticos no Facebook Apresenta aspectos demográficos e comportamentais de seguidores de vários políticos no Facebook. Audiência dos Sites de Notícias Fornece dados demográficos da audiência de vários desses sites de notícias no Facebook.
#FICAADICA CLAUDIA ALENCAR/DIVULGAÇÃO
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de Literatura e Cafés 6 Circuito abre os trabalhos em abril
Em torno de uma boa conversa, o CLIC une duas paixões dos mineiros: literatura e café. O novo circuito literário da cidade convida o público para o lançamento de livros de novos autores e autoras bem como para experimentar variados grãos de café produzidos em Minas Gerais. O primeiro evento de lançamento traz uma conversa com o autor de “Novo Poder – Democracia e Tecnologia”, Ale Youssef. Onde Cafeteria do Produtor (r. Pernambuco, 380, Centro) Quando Dia 26 (quinta), às 19h Quanto Entrada gratuita JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
das Artes recebe 6 Palácio exposição de Claudia Alencar
A galeria Mari’Stella Tristão da Fundação Clóvis Salgado recebe a exposição “Jardim em Floresta”, da artista plástica paulista Claudia Alencar. Ela encheu 180 garrafas de água retirando o excesso de umidade de seu ateliê, no Rio de Janeiro, para levá-las ao sertão de Pernambuco e regar o jardim que plantou na localidade de Floresta. O registro do processo culminou na exposição, que fica em cartaz na capital mineira até 8 de julho. Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro) Quando De terça a sábado, das 9h30 às 21h Quanto Entrada gratuita
Minas realiza Seminário de 6 PUC Crítica da Mídia
Os cursos de Cinema e Audiovisual, Jornalismo e Publicidade e Propaganda da PUC Minas promovem série de atividades abertas ao público para refletir sobre os produtos midiáticos contemporâneos. Entram na pauta temas desde a cobertura esportiva à produção cinematográfica. Entre os convidados estão o escritor Francisco Bosco (foto) e o crítico de cinema Pablo Vilaça. Onde PUC Minas – Coração Eucarístico, Prédio 30 (av. Dom José Gaspar, 500) Quando Dias 24, 25 (Francisco Bosco) e 26 (Pablo Vilaça), às 8h50 Quanto Entrada gratuita
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
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Decretado fim da ditadura fitness
Borderline ma pessoa que tem um medo intenso de ficar sozinha; uma tendência em assumir riscos sem pensar nas consequências; que provoca automutilação ou tem pensamentos suicidas frequentes e tem sentimentos paranoicos, acreditando em coisas que não existem e se sentem perseguidas o tempo todo pelos outros pode ser portadora do chamado Transtorno Borderline (TB) de personalidade. As pessoas a sua volta a veem como desagradável, exagerada e agressiva, entretanto, ela é vítima de um distúrbio psiquiátrico. É uma pessoa “limítrofe” ou “fronteiriça”, por apresentar sintomas que se situam entre as neuroses e as psicoses. É um mal que atinge quase 2% da população adulta, respondendo por 10% dos pacientes psiquiátricos ambulatoriais, e que é responsável por nada menos do que 20% das internações psiquiátricas. Cerca de 10% dos portadores deste transtorno de personalidade concretizam o suicídio. Por isso, necessitam de uma ajuda rápida. O TB está inserido em uma categoria da psiquiatria que inclui os esquizoides, os paranoicos e os antissociais. É uma enfermidade relacionada à própria constituição da pessoa, ou seja, é seu “jeito de ser” – como se fosse uma assinatura pessoal pela qual ela passa a ser conhecida. Entre as características básicas de um paciente com transtorno borderline está a dificuldade de controlar impulsos e emoções. Como resultado disso, ele desenvolve relacionamentos extremamente tumultuados. É uma doença das relações. O paciente tem uma relação muito conturbada com as pessoas no geral, seja na esfera familiar, amorosa ou profissional. Os probleVárias pessoas mas de convivência com TB ficam são uma constante na vida destas pessoas. sem diagnóstico Várias pessoas e, portanto, sem com TB ficam sem diagnóstico e, portantratamento. to, sem tratamento. IsIsso leva um so leva um grande sofrimento à pessoa e grande seus familiares. Então, quais seriam as sofrimento à principais característipessoa e seus cas do transtorno? Como podemos enxerfamiliares. gar alguém portador do TB? Geralmente, elas têm grande medo de ficar sozinhas; as relações interpessoais são intensas; são extremamente impulsivas, têm gastos extremados, sexualidade promíscua, abuso de drogas, direção irresponsável e crises de anorexia ou bulimia. De igual forma, se auto-mutilam com frequência e fazem repetidas vezes ameaças de suicídio associado a sentimentos crônicos de um vazio inexplicável. Apresentam constantes crises de raiva, gerando explosões – o que leva a brigas públicas com agressões físicas e verbais. Por fim, é muito comum a ideia de delírios de perseguição. O transtorno borderline é uma doença de difícil diagnóstico e tratamento. Por isso, deve ser avaliada e acompanhada por profissionais da área de saúde mental. O tratamento contempla, geralmente, a combinação de médico psiquiatra com psicoterapia comportamental. A medicação ajuda a controlar alguns dos sintomas, diminuindo a impulsividade e a agressividade. Entretanto, necessita, em paralelo, de uma abordagem psicoterápica do tipo comportamental. São tratamentos de longo prazo, mas que, se seguidos corretamente pelo paciente e com apoio da família, tem bons resultados. Faça uma boa semana.
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Como comer: Nutricionistas adeptos desse movimento defendem o fim da dieta; para eles, só se consegue emagrecer quando o comportamento muda
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Nutrição comportamental defendenova relaçãocom comidaedietas Um movimento que prega o prazer de comer e a libertação do “terrorismo nutricional” ganha força nos consultórios. É a chamada “nutrição comportamental”, que procura ir além daquele modelo tradicional de dieta prescrita num plano alimentar. O conceito nasceu em 2014, quando cinco nutricionistas começaram a questionar por que, apesar de toda a informação disponível sobre nutrição e emagrecimento e da enorme variedade de dietas disponíveis, a obesidade continuava crescendo assustadoramente, conforme explica uma das fundadoras dessa corrente, Cynthia Antonaccio. Ela lembra que, no Brasil, mais da metade da população está acima do peso. Assim como Cynthia, as outras nutricionistas enLitza Mattos
volvidas no projeto – Samantha Macedo, Marle Alvarenga, Manoela Figueiredo e Fernanda Timerman – são especialistas em abordagens comportamentais. Elas integram o Ambulim, programa de transtornos alimentares do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. “Trata-se de uma abordagem inovadora, amparada em evidências e artigos científicos. O objetivo é ampliar a atuação do nutricionista e mudar alguns rumos da atual visão restrita e dicotômica do saudável e não saudável”, disse Cynthia durante o Encontro Nacional de Atividades Físicas (Enaf), realizado em Caeté neste mês. O resgate do prazer de comer, segundo ela, passa por não mais enxergar a comida apenas como nutriente. “A gente considera o comer um ato biopsíquico e sociocultural. Toda a indústria da dieta nos faz acreditar que nosso problema é saber o que comer, mas a gente acredita que o que vai fazer diferença na sociedade é a compreensão do como se come e do por que se come”, diz. Resgatar sinais de fome e saciedade é uma das estraté-
gias para ensinar o nutricionista a trabalhar. A ideia é fazer com que o paciente se conecte melhor com a comida e tenha menos compulsão. Para a nutricionista, é uma libertação da “ditadura fitness”, tão bem ilustrada em alimentos como clara de ovo, batata doce e frango. “A gente propõe liberdade mesmo, libertação. O resgate do empoderamento e da capacitação individual para a competência do que comer. É o fim da ditadura da batata doce e do frango. Enquanto a gente achar que o nutricionista tem que ensinar a comer nutriente, a gente vai continuar esbarrando nesse processo”, diz. A nutrição comportamental não prescreve dietas. “Uma alimentação completamente prescritiva, na qual se co-
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É o fim da ditadura da batata doce e do frango
me o que o nutricionista mandou, é completamente fora de moda. Enfim, não levamos em consideração, porque, se fosse só isso, saber o que pode e o que não pode comer, o mundo estava magro”, complementa. Outra mudança proposta é em relação ao peso. Cynthia explica que nessa nova abordagem os números a menos na balança não são objetivo ou meta. “Toda vez que o foco é esse, gera frustração e não adesão. A perda de peso pode ser consequência, mas a meta, o objetivo, é a mudança de comportamento”, diz. CONTRAPONTO Para a nutricionista especialista em obesidade e diretora do Conselho Regional de Nutricionistas da 9ª Região (CRN9-MG), a nutrição comportamental não é nova, mas não era falada e praticada. “Não se trata de uma tendência, pois não é em todo paciente que pode ser utilizada, vai depender do objetivo e da situação”. Como a obesidade é multifatorial, diz ela, a nutrição comportamental deve ser vista como um recurso. “É mais uma ferramenta para auxiliar. Sozinha não funciona”, afirma. ›
reportagem
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ARQUIVO PESSOAL
Cynthia Antonaccio, do Instituto Nutrição Comportamental
‘É preciso fazer o resgate da cultura alimentar’ Resgatar a cultura alimentar. Esse é, segundo a nutricionista Cynthia Antonaccio, do Instituto Nutrição Comportamental, o segredo para deixarmos de perceber a comida como um problema e olhá-la como um ato de sociabilidade e conforto. Quando o terror nutricional começou? Sabe quando a comida passou a ser um problema? Quando inventaram a nutrição. Porque antes comer era só comer, era muito mais simples. A gente comia por sociabilidade, comia por necessidade. Na época em que o fogo foi inventado, os seres humanos se juntavam ao redor do fogo para cozinhar e contar histórias, para assar carne. A gente complicou quando a ciência da nutrição começou a existir. Ela (a nutrição) é mais nova, a comida é mais antiga. Enquanto continuarmos entendendo a comida do ponto de vista do ‘nutricionismo’, dos nutrientes, vamos acabar tendo problemas, porque vamos conseguir resgatar a natureza mais intrínseca da comida, que é trazer sociabilidade e conforto. É preciso fazer o resgate da cultura alimentar. Enfim, de que comer é um ato biop-
síquico e sociocultural. Por que periodicamente surgem dietas diferentes? Cada vez que a gente causa uma frustração na sociedade, essa indústria cresce. A indústria
da dieta, seja ela por meio de programas emagrecedores, novos regimes, novos livros, novas estratégias ou novos produtos, é uma indústria que vende. Então, quanto mais insatisfeito o indivíduo tiver, mais essa
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
MODISMOS Principais mudanças na alimentação ao longo dos últimos anos ALIMENTOS FUNCIONAIS
Soja, brócolis e margarinas que contenham fitoesteróis – substâncias que prometem reduzir o colesterol – ou iogurtes enriquecidos foram classificados como funcionais, ou seja, produtos que produzem efeitos metabólicos ou fisiológicos benéficos à saúde, e regulamentados pela Anvisa em 1999
A NOVA PIRÂMIDE ALIMENTAR
Após a descoberta de que a gordura saturada é danosa à saúde, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos propôs uma nova pirâmide alimentar sugerindo diminuir a gordura total das dietas e aumentando o consumo de cereais, pães e massas, o que fez crescer o número de casos de obesidade no país
ALIMENTOS ESTIGMATIZADOS
Com a desvalorização da dieta rica em proteína, um dos alimentos mais rejeitados foi o ovo, cenário que hoje se inverteu com o ‘boom’ das dietas pobres em carboidratos. Mais recentemente, o maior conhecimento sobre alergias e intolerâncias reduziu o consumo de lactose e glúten
RAÇÃO HUMANA
MÉTODOS PARA EMAGRECER
Um preparado de cereais e sementes moídos que, se consumido no lugar de algumas refeições, prometia reduzir medidas ganhou a atenção das pessoas e fez a Anvisa, em 2011, divulgar um alerta para que não se substituísse refeições inteiras pelo produto Verdades absolutas como a reeducação alimentar e comer de três em três horas foram sendo substituídas por novas estratégias de emagrecimento e estilo de alimentação, como o jejum intermitente, e outras dietas que vão surgindo
indústria vai vender. O que acontece é que quanto mais somos seduzidos por uma dieta, mais vamos ficando reféns dela. Toda vez que se restringe algo, toda vez que se faz dieta, aparece a compulsão, porque é um ciclo psicobiológico explicado pela ciência. Se você faz uma dieta, você tem uma restrição, isso leva a fome, carência, compulsão. E a compulsão, por sua vez, leva à culpa, e a culpa leva a fazer dieta de novo. É um ciclo que não tem fim. Quando a pessoa consegue emagrecer? Na hora que se estabelece a mudança de comportamento. Aí a gente vai, provavelmente, comer menos ou melhor, e o peso pode baixar. Não é que isso não vai acontecer, mas se a gente focar só nisso, o peso vai ser estático, vai ser momentâneo, e a gente não vai mudar de verdade. Qual deve ser o papel
do nutricionista? Queremos tirar o papel do nutricionista policial para um profissional muito mais facilitador. Por isso, para toda consulta o profissional precisa ser capacitado. Uma das questões é trabalhar, por exemplo, a entrevista motivacional, que é toda uma condução da consulta para que o paciente seja mais participativo. Como tem sido a adesão dos próprios profissionais? A gente está criando uma coisa que está sendo até difícil de controlar. Está virando quase uma nutrição esportiva, mesmo a nutrição comportamental não sendo uma especialidade aprovada. Ela já está sendo reconhecido pelos profissionais, pelos indivíduos, pelas instituições, e, principalmente, pelas universidades. O Sesi já começou a adotar o nosso livro científico lançado em 2015.
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sociedade
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DOLCEVITA
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
SEGREDOS DE MINAS
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oltou a circular na Internet o episódio do programa “Conversa com Bial”, de Pedro Bial, com Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. Em maio de 2017, entre outras, a ministra provou conhecer a fundo o espírito de seus conterrâneos mineiros. Transformou nossos piores defeitos, clichês e gozações em filosofia de vida e comportamento charmoso.
MISTÉRIOS DE MINAS
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edro Bial perguntou se Carmem, entre seis irmãos, era a queridinha do papai (Florival Rocha): “Se eu fosse, não falaria...”. Durante risadas gerais, Bial solta: “Ôooo mineirice!”. E Cármen: “Bem que eu gostaria, mas sou ‘geraizeira’. Você sabe que tem mineiro e tem ‘geraizeiro’, são duas coisas completamente diferentes. O mineiro toma a banana do macaco, deixa o macaco agradecido, satisfeito, como se ele ainda devesse um favor, com uma facilidade impressionante”.
COISAS DE MINAS
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Eu queria ser, ainda estou aprendendo a ser mineira. O ‘geraizeiro’ briga com o macaco quando o macaco toma sua banana. O ‘Gerais’ é o descampado dos Grandes Sertões. Minas é das sombras, das minas, sem nenhum fatalismo geopolítico. Mas é claro que isso orientou (os mineiros)”. E continuou confessando e divertindo: “Eu moro em Belo Horizonte, adoro BH,
Entre flashes no coquetel de abertura do Minas Trend, Glorinha Kalil e Carolina Pimentel
quero ficar lá para sempre”.
COISAS DE MINEIRO
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E o mineiro tem uma coisa maravilhosa. Ele fala: ‘Passa lá em casa’. O amigo responde: ‘Passo lá mais tarde...’. Quem convida não deseja, quem aceita não acredita. Não tem erro, esse encontro não acontece e ninguém fica com raiva. A boba aqui convida, fica lá esperando com seu bolinho, a pessoa não aparece e eu fico mal por ter levado o cano”.
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CASA DE PAPEL
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m novembro do já longínquo 2013, em nossa coluna no jornal O TEMPO, o saudoso e inolvidável intelectual, homem de teatro e cinema Ronaldo Brandão (1940-2016) dava a seguinte ideia/sugestão, uma brincadeira séria: a “Casa do Gay Velho”. “Nós, os gays, temos que ter um lugarzinho seguro para viver os últimos anos. Ela pode ser num bairro mais humilde, na zona norte, não importa”.
CASINHA DE PAPEL
moda é a 6 ACohousing, esquema
de moradia criado na Dinamarca que valoriza o contato com os amigos em comunidade. “Cada morador ou casal tem sua casa e espaços comuns para convivência. O modelo deu certo na Europa, Estados Unidos e chega ao Brasil, em Piracicaba (SP)”. Minas, Tobias Ma6 Em chado Neto tem boas
COISAS DO MUNDO edro Bial diz que adora a expressão mineira: “fala mais que pobre na chuva”. Cármen responde que tem outra ainda melhor: “‘Como diz o outro’. Ninguém sabe quem é o outro, nunca dá processo, porque não foi você quem disse, foi o outro. Uma beleza, adoro!”. E termina: “Eu só acho graça em Paris porque existe BH. Se fosse Paris sozinha no mundo... Vai que eu tenha que ficar correndo naqueles metrôs o dia inteiro...”.
lançaperfume
ideias, pensando na dignidade das pessoas que chegam à maturidade. Ele sabe que os primeiros serviços públicos a sentirem os efeitos são a Saúde e a Previdência, que já estão em frangalhos.
C
ontinuou Ronaldo: “Serão 24 casinhas, 12 de cada lado e um jardim no meio. Um jardim com jardineiro bonito, para nos alegrar, inspirar a memória. Lá, basta nos um catre, um colchão, uma janela para o gramado. Uma TV em P&B, para ver novela, água e um copo para a dentadura”.
isso, cresce o nú6 Por mero de planos privados de previdência. Hotéis geriátricos inevitavelmente ocuparão o lugar das famílias. Os filhos não terão tempo e meios para cuidar dos pais!
CASINHA DE BRINQUEDO
desenvolver pro6 Daí, jetos que contribuam pa-
“
De manhã, cafezinho, pão com manteiga, um copinho de leite. No almoço, coisa mais consistente: arroz, feijão, suflê de ervilha. Bife não, porque velho não tem dente. No fim do dia, um mingau de couve, aveia. Vai ser bem no estilo ABL: morre um gay velho, entra outro”. A “Casa do Gay Velho” seria tipo uma “Casa dos Artistas”. A ideia vingou. Deu no site Perfeito: “Casa de Repouso, que nada! A moda agora é envelhecer com os amigos! Em 2050, o mundo terá o triplo de pessoas com mais de 60 anos. O envelhecimento pode ser algo bem vivido, com qualidade de vida”.
ra melhorar o que já existe e, sobretudo, criar novas opções. Uma ideia já é estudada por algumas construtoras de Belo Horizonte, uma espécie de apart-hotel, que além da infraestrutura normal, teria espaços de lazer, social e ambulatorial apropriadas não só aos idosos. Seria, no mínimo, um bom investimento imobiliário, independentemente do proprietário utilizá-lo para si ou alugá-lo a terceiros. Gonçalves 6 Mônica recebe convidados para Nos bastidores da cobertura no Expominas, a blogueira Cris Carneiro e Isabelle Fontes, do ‘Programa Paulo Navarro’
um talk com Fernando Campana. O encontro acontece na Trousseau, em Lourdes no dia 3 de maio.
CENÁRIO BH ELIZA PEIXOTO/DIVULGAÇÃO
Vivo + Verde ganha edição em Santa Tereza Neste domingo (22), o Mercado Vivo + Verde pousa na parte externa do Mercado Distrital de Santa Tereza ) que estava fechado há anos. Nesta edição, o evento reúne, além de atividades culturais, oficinas, gastronomia e brincadeiras para crianças. Não apenas, haverá também uma feira de produtos orgânicos e um setor de brechós para os visitantes Onde Mercado Distrital de Santa Tereza (r. São Gotardo, 273, Santa Tereza) Quando Neste domingo (22), das 10h às 17h Quanto Entrada gratuita
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PATRICK ARLEY/DIVULGAÇÃO
Sempre um Papo realiza festa para troca de livros Pelo 17º ano, o “Sempre Um Papo” realiza a festa “São Jorge de Rosas e Livros”. Na próxima segunda-feira (23), acontece a troca de livros por rosas com as cem primeiras pessoas que chegarem ao local: é simples, quem doa um livro, ganha uma rosa. Neste ano, a festa conta com apresentações musicais de Maurício Tizumba, Tambor Mineiro, Cláudio Fraga e Celso Adolfo. Onde Hub Minas Digital (Edifício Rainha da Sucata – Praça da Liberdade) Quando Dia 23 (segunda-feira), das 18h às 21h Quanto Entrada gratuita
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reportagem
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CONSUMIDOR
Legislação tributária dificulta troca de produto em outra loja JOÃO LEUS – 24.4.2014
Pelalei,operaçãosópodeserfeitaemespaçosquetêmmesmoCNPJ;pagamento doICMSpelaempresa,nahoradavendadamercadoria,éoprincipalobstáculo Já se tornou rotina o consumidor entrar em uma loja e tentar trocar uma mercadoria que foi comprada em outra unidade da mesma rede, e não conseguir, sob a alegação de que a operação só pode ser feita onde o produto foi adquirido. Muitos não entendem o motivo da restrição e ficam indignados, mas a explicação está na burocracia do sistema tributário brasileiro, principalmente no que diz respeito ao recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ao Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ). Pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), a substituição do produto Eurico Martins
só é obrigatória quando há defeito. “Nos casos de CNPJ diferente, a troca não é obrigatória”, explica o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Porém, ele destaca que a loja precisa ser clara. “O estabelecimento tem que informar, no ato da compra, se troca mercadoria sem defeito, em que prazo e em que unidade, de forma clara e precisa”, explica Barbosa. Segundo ele, não se tra-
SERVIÇO Reexecução No caso de fornecimento de serviços viciados, o consumidor poderá exigir a reexecução deles, sem custo adicional e, quando cabível, a restituição da quantia paga.
ta simplesmente de má vontade a negativa da troca fora da unidade onde a mercadoria foi comprada. “Cada estabelecimento da rede de varejo é uma loja diferente, que pode ter outro CNPJ, como nos casos de franquias”, explica. O impedimento ocorre porque, na hora da troca, o comerciante solicita ao consumidor a nota fiscal para verificar a origem da mercadoria, “anular” a venda anterior e “estornar” o ICMS pago na momento da venda. Porém, isso só pode ser feito entre lojas com o mesmo CNPJ. A tradutora Isabel Cristina Martins enfrentou esse problema quando foi ao Rio de Janeiro de férias. Ela ganhou uma sandália da Arezzo e, ao tentar trocála em uma loja perto da casa de seus pais, na capital fluminense, descobriu que
só poderia fazê-lo onde o presente havia sido comprado. “Fiquei chocada com a exigência. O consumidor brasileiro é muito maltratado. É um absurdo”, queixase Isabel, que mora há 28 anos em Paris, na França. Fábio Monnerat, consultor do Sebrae e fundador do blog de moda masculina Uber Fashion, também disse ter sido surpreendido quando uma loja da Osklen em Juiz de Fora, na Zona da Mata, negou-se a trocar uma camisa que havia sido comprada em outro Estado, apesar de ter o produto em estoque. “Fui dar uma palestra em Juiz de Fora e vi que a loja tinha a camisa do tamanho certo. Quis aproveitar para fazer a troca, mas disseram que eram uma franquia e a troca só poderia ser feita em loja própria da marca”, conta Monnerat.
Redes dizem que são flexíveis O lojista somente é obrigado a trocar a mercadoria que vendeu quando esta apresentar algum defeito que não puder ser consertado no prazo de 30 dias, contados a partir da reclamação feita pelo consumidor. Esta regra encontra-se no artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Porém, as empresas garantem que são “flexíveis”. Procurada, a Arezzo atribuiu a obstáculos tributários e contábeis a não realização da troca fora da unidade onde foi feita a compra. Mas informou que, apesar das dificuldades, trabalha para atender às necessidades do consumidor. Já a Osklen explicou que pode haver casos em que a referência de uma peça não faça parte do mix da loja, o que pode tornar o processo um pouco mais complexo, sem, no entanto, inviabilizar a operação. Até mesmo as grandes redes varejistas, como Ca-
sas Bahia e Ponto Frio, admitiram que a flexibilização das trocas fica “prejudicada em virtude das limitações impostas pela legislação tributária dos Estados,
que não permite a troca de produtos de uma mesma marca em lojas diferentes”. As Lojas Americanas, por sua vez, informou que, de posse do cupom fiscal, o
consumidor pode fazer a troca em qualquer unidade da rede no país, desde que o produto adquirido e objeto da troca faça parte do estoque daquela filial. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
COMO FUNCIONA 1 TROCA OBRIGATÓRIA
2 EM OUTRA UNIDADE DA REDE
3 POR GOSTO OU TAMANHO
O fornecedor só é obrigado a fazer a troca caso o produto apresente defeito. Nessa situação, a lei determina que ele tem até 30 dias para solucionar o problema. Por isso, é essencial que o consumidor tenha um documento que registre o dia em que a reclamação foi feita. Se o reparo não for realizado nesse período, o consumidor pode optar pela troca do produto, devolução do dinheiro ou abatimento proporcional do preço para compra de outra mercadoria.
O fato de ser uma rede de varejo, com várias lojas, não significa que o consumidor poderá trocar o produto em qualquer unidade, já que o CNPJ pode ser diferente, por se tratar de uma franquia, por exemplo. Certifique-se, na hora da compra, qual é o procedimento da empresa para esses casos, pois a legislação tributária pode ser um impedimento para que a troca seja feita em unidade diferente daquela onde se adquiriu o item.
É uma prática comercial de mercado, não uma obrigação. Por isso, é importante, no momento da compra, verificar com a loja qual a sua política de trocas. O ideal é ter essas condições por escrito.
FONTE: AGÊNCIAS
A Arezzo diz que trabalha para atender ao cliente
Ligações para o SAC gratuitas A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 6.704/06, que prevê ligações telefônicas gratuitas para os Serviços de Atendimento ao Consumidor (SACs) destinadas a reclamações ou pedidos de informações sobre os produtos ou serviços adquiridos. O relator, deputado Severino Ninho (PSB-PE), recomendou a aprovação do texto aprovado na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, elaborado pelo deputado Miro Teixeira (Rede-RJ). O texto altera o Código de Defesa do Consumidor e a Lei Geral de Telecomunicações para determinar que se-
rá de responsabilidade das empresas o pagamento das ligações aos SACs. A proposta exclui dessa obrigação as microempresas e as de pequeno porte. A cobrança indevida será considerada prática abusiva. “Sabemos que boa parte dos fornecedores centralizam em tais canais o atendimento ao cliente, de forma que é somente por meio deles que o consumidor pode fazer contato com o fornecedor”, disse Severino Ninho. “Por isso, não nos parece justo que a parte mais fraca assuma o custo pela prestação de um serviço decorrente da relação de consumo já realizada”, acrescentou.
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HORIZONTES DA CIDADE
Clínica particular vai tratar e castrar gatos abandonados FRED MAGNO
Empresaaserescolhidapormeiode concorrênciateráqueimplantarchips nosfelinoseencaminharparaadoção Os cerca de 300 gatos que vivem no Parque Municipal de Belo Horizonte já têm destino definido. Nas próximas semanas, o município vai publicar dois chamamentos públicos para contratar empresas responsáveis pelo plano de manejo dos animais, que inclui tratamento, castração e encaminhamento para a adoção. Além de encontrar um lar para os felinos, a iniciativa busca o fim do abandono e a manutenção da saúde da colônia. São previstos investimentos de R$ 132 mil, do Fundo Municipal de Meio Ambiente. Um dos editais, com valor de R$ 96 mil ao ano, visa contratar uma clínica veterinária para retirar os gatos do parque, com prioridade para os doentes, e realizar os tratamentos necessários e a castração. Os bichos também vão receber um microchip – a tecnologia permite, por exemplo, a detecção de um possível abandono. “A clínica vai recolher e tratar de seis a oito gatos por vez. Ela precisa ter experiência comprovada em felinos, todos os equipamentos necessários e pessoas gabaritadas para tratar gatos, que não poderão ser internados com animais de outras espécies, como cachorros”, explica o gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maciel. Depois de passarem pela clínica, os animais serão levados para um lar temporário, que vai ser contratado por meio de um segundo chamamento público, com valor anual de R$ 36 mil. “O lar temporário tem que ser só de gato, não pode usar gaiolas e precisa seguir uma série de questões de higiene, além de oferecer ração de alta qualidade”, pontua. Vai ser responsabilidade do lar temporário buscar a adoção dos felinos – a empresa terá que disponibilizar e atualizar semanalmente o perfil de todos os Rafaela Mansur
Abandono vira caso de polícia
animais em 19 sites de adoção. “O lar vai entrevistar a pessoa interessada em adotar e visitar o local em que ela vive. Se for apartamento, por exemplo, tem que ser telado”, afirma Maciel. Caso o gato não seja adotado em dois meses, será levado de volta ao parque e, depois, pode ser colocado novamente na lista de adoção. A expectativa é que as empresas sejam contratadas no segundo semestre. O contrato terá duração de um ano e pode ser prorrogado por mais um. ACORDO COM O MP O plano de manejo dos gatos do Parque Municipal foi um compromisso firmado pela prefeitura da capital e o Ministério Público de Minas Gerais (MP) por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), em agosto de 2017. O manejo é necessário para estabilizar a população dos felinos, maior do que o parque comporta. Muitos animais são maltratados no local. “Não cabem mais gatos lá, os novatos estão sendo expulsos e atropelados no entorno, e são agredidos por cachorros de rua”, diz Maciel. Além disso, a medida busca prevenir a esporotricose, doença causada por um fungo que vive no solo que pode atingir animais e humanos.
Está previsto um investimento de R$ 132 mil para por plano de manejo dos gatos em prática
No ano passado, dois gatos com a doença foram abandonados e retirados rapidamente do parque, e, atualmente, nenhum dos felinos que vive no local está contaminado. O trabalho, segundo Maciel, vem para somar ao que já é realizado pela Secretaria Municipal de Saúde e por ins-
tituições de defesa dos animais. No ano passado, o Centro de Controle de Zoonoses resgatou 113 gatos no parque e, desses, 104 foram castrados e dez, adotados. Neste ano,até o últimodia 10, 35gatos haviam sido resgatados e 34 castrados. Até o momento, nenhum deles foi adotado. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
UM LAR PARA OS BICHOS Grupos que disponibilizam e incentivam a adoção de animais e estão nas redes sociais
Bast Adotar Gato Uai Cão Viver Bichos Gerais
A ONG entrevista os interessados para identificar o gato que mais combina com a personalidade do adotante e para saber se ele tem condições de receber o bichinho. www.bastadotar.com O grupo divulga nas redes sociais fotos dos gatos que precisam de um lar. www.gatouai.com.br A associação promove, em sua sede, em Contagem, na região metropolitana, feiras de adoção, sempre de terça a sábado, das 14h às 16h. www.caoviver.com.br O grupo, que resgata gatos do Parque Municipal, posta fotos de animais à espera de adoção no Facebook. www.bichosgerais.org No site do grupo, há informações de contato para adotar animais e
Brigada os critérios que o adotante deve seguir Há também opção de se Planetária tornar voluntário. www.brigadaplanetaria.com.br ONG Núcleo Fauna de Defesa Animal
O grupo promove feiras de adoção de animais. Os interessados em adotar são entrevistados e assinam um contrato de responsabilidade de guarda. A Núcleo Fauna pede uma contribuição simbólica pela vacina e vermifugação. www.franklineumassis.blogspot.com.br
Quem for flagrado abandonando ou maltratando gatos no Parque Municipal será detido e encaminhado para a delegacia a partir dos próximos dias. Segundo o gerente de defesa dos animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Leonardo Maciel, guardas municipais estão sendo treinados com esse objetivo: “As pessoas já vão sair da delegacia com audiência marcada”. Segundo ele, todos os gatos que vivem no parque foram abandonados. Além disso, as pessoas não vão poder mais alimentar os bichos. Isso porque a clínica a ser contratada vai ser responsável também por alimentar os animais com ração: “Não há problema em visitar, só não pode alimentar porque isso não está ajudando os gatos”.
Sem ajuda pública, ONG dá tratamento O trabalho que a Prefeitura de BH pretende fazer por meio do plano de manejo, a Associação Bichos Gerais já realiza há anos: voluntários do grupo resgatam, castram, tratam e, quando possível, encaminham para a adoção os gatos do Parque Municipal. Eles ainda alimentam os animais todos os dias. “Vamos ao parque toda noite para alimentar os gatos e gastamos 15 kg de ração diariamente”, afirma a diretora administrativa e financeira da associação, Fernanda Ferreira Hoffman Barbosa. O grupo usa recursos provenientes de uma clínica veterinária para manter esse e outros trabalhos em prol dos bichos. Para Fernanda, a ideia da prefeitura é positiva, desde que realmente ocorra fiscalização para impedir que as pessoas abandonem mais gatos no local.
“Eu estou torcendo para dar certo, mas, se não tiver fiscalização, não vai adiantar muita coisa, é chover no molhado. Toda vez que vamos ao parque tem novos gatos abandonados. Os bichinhos passam fome e frio e são agredidos”, diz. Uma das responsáveis da Gato Uai, grupo de amigos de Belo Horizonte que incentiva a adoção de felinos, Miriene Fernanda Viana acredita que os gatos precisam ser tratados e castrados, mas devem permanecer no parque. “O que tem que ser feito é a conscientização das pessoas para que pare o abandono de animais no parque, o que acontece diariamente. Existem ONGs e pessoas que cuidam desses gatos, e a prefeitura deveria apoiar esses protetores”, afirma.
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA AGENDA COMUNICAÇÃO INTEGRADA/DIVULGAÇÃO
Dia do Porco na Sapucaí Atrações musicais, aulas show de gastronomia e barraquinhas de comidas são as atrações deste sábado (21), no tradicional mirante urbano de BH, a rua Sapucaí, no Floresta. O local recebe o festival “Dia do Porco” para celebrar os seis anos do restaurante Salumeria Central. As outras casas da rua também entram na festa e preparam opções especiais para o dia. O evento começa com a feira de produtores às 11h e segue até as 22h. A Barraca do Porco vai oferecer sanduíche de porchetta (R$18) e barriga de porco na brasa (R$18)
Cultura gaúcha em solo mineiro Evento costumeiro no calendário da capital, a feira MinasTchê acontece até o dia 1° de maio, na Serraria Souza Pinto (av. Assis Chateaubriand, 809, Centro). Neste ano, a grande novidade do evento é o espaço gastronômico “Cozinha Gaúcho Campeira”, onde o público poderá assistir e participar da preparação de pratos típicos como o carreteiro de charque e o sagu. Haverá também um espaço destinado aos apaixonados por cerveja artesanal.
Rooftop Garden de cara nova A nova temporada do Rooftop Garden, no Ponteio Lar Shopping, tem início agora em abril e, de cara nova, a nS Eventos e o Duo Gourmet são os responsáveis pela assinatura do projeto “Terrace”. Inspirado nas feiras de rua, o Rooftop traz agora uma nova proposta: reunir “delícias de rua” em seu espaço. O projeto conta com alguns convidados inéditos distribuídos em barraquinhas, entre eles a pastelaria Marília, a pizzaria Olegário e o Hokkaido. O “Terrace” funciona às quintas e às sextas, das 19h à 1h, aos sábados, das 16h à 1h, e aos domingos, das 13h às 19h. A entrada, exceto aos domingos, custa a partir de R$ 20. DAPHNE CARVALHO/DIVULGAÇÃO
Toda a versatilida Desabor,texturae aromadelicados,a frutaemprestasuas qualidadesa receitasdoces ousalgadas Nas estações mais frias do ano, a oferta de algumas frutas tende a diminuir. Algumas marcam presença apenas nos cardápios de outono e inverno. É o caso da pera (na verdade, um pseudofruto, já que o fruto verdadeiro é a porção central, onde estão as sementes). Na Europa, a pera aparece em pratos, na maioria das vezes, apenas durante o outono, período de safra, uma vez que os europeus procuram respeitar a sazonalidade dos ingredientes. “O europeu leva a sério as safras, para ele é importante que a fruta esteja fresca para ser servida”, explica Mariana Correa, chef da confeitaria La Parisserie. De sabor delicado, a pera chegou a ser descrita pelo escritor grego Homero, na “Odisseia”, como um “presente dos deuses”, enquanto na corte do rei francês Louis XIV era considerada uma iguaria luxuosa. Para quem quer aproveitar ao máximo essa opção milenar (a primeira menção à fruta, como ingrediente medicinal, foi encontrada numa tábua de cerâmica em Sumer, na Mesopotâmia antiga, datada de 2.750 a.C.), o Gastrô ouviu chefs que a utilizam em seus preparos, doces ou salgados. Na confeitaria de Mariana, há duas tortas com a fruta. Uma é a Tarte Bourdaloue: clássica sobremesa francesa de peras com creme de amêndoas. “E, para diferenciar, cozinho a pera com cumaru, a baunilha brasileira”, diz. Recentemente, a confeitaria ganhou outra receita. “Faço uma torta de camadas que leva peras em três texturas: compota, in natura e cozida com especiarias. Além da fruta, a sobremesa leva caramelo salgado”, conta. Na culinária italiana e francesa, é costume combinar a pera em preparos salgados também, principalmente com queijos, como o gorgonzola e o parmesão. “Na Itália, é cultural as famílias comerem pera com queijos no outono. O saFranco Malheiro
FRED MAGNO
bor combina com queijos de sabor intenso, como pecorino e parmesão”, explica o chef Leo Fontanelli, da La Vera Pizza Italiana, que criou duas opções. Uma é preparada com pera, radicchio, queijo gorgonzola, azeite e pimenta-do-reino. A outra é uma criação na qual o chef quis unir Itália e Minas: leva queijo Minas, peras fatiadas e mel trufado. “A pera, o queijo e o mel trazem um agridoce à pizza”. O restaurante D’Agostim Di Paratella, do chef Paratella Matheus, também de culinária italiana, incluiu no cardápio dois pratos. A opção salgada é um risoto que tem a fruta e o gorgonzola como ingredientes principais. “A pera contrasta bem com o sabor intenso do gorgonzola”, explica. Como opção doce, o chef oferece um clássico: peras ao vinho, acompanhadas por um crocante de avelã e um creme de limão-siciliano. No francês Taste-Vin, o chef Rodrigo Fonseca prepara o magret e a coxa de pato confit com molho de laranja e pera cozida – caso o cliente opte por esse acompanhamento. “O agridoce da fruta combina bem com o sabor do pato. Acredito que possa combinar com outras proteínas como carne suína, é tudo uma questão de explorar. O sabor da
Na La Vera, do chef italiano Leo Fontanelli, a pera é combinada com radicchio, queijo gorgonzola, azeite e pimenta-do-reino (R$ 62)
pera, por não ser tão azedo, combina com sabores intensos, de carnes e queijos”, explica Fonseca. PONTO CERTO É necessário ficar atento ao ponto de maturação. “É que a pera não pode estar muito verde, mas também não deve estar madura demais. A fruta muito verde é dura e, quando passada, fica feia, molenga e com muito açúcar”, explica Naty Saraiva, da Horta no Potim. No estabelecimento, ela prepara uma salada com peras, nozes,
copa lombo, mix de folhas e mel trufado. O chef Paratella explica que a espécie da pera também é determinante. “Existem algumas que são mais firmes e, quando cozidas, mantêm a textura. Eu utilizo uma pera muito comum na Itália, a madernassa. É ideal para ser cozida”, explica o chef. O chef Fonseca prefere a pera portuguesa (pera-rocha). “Ela é um pouco mais firme e resiste mais ao cozimento. A perawillians, por exemplo, quando cozida, solta muito açúcar e derrete”, diz ele.
reportagem
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dade da pera VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
Risoto de gorgonzola e pera INGREDIENTES 250 g de arroz carnaroli 1/2 cebola picada 200 g de gorgonzola 2 peras
200 g de manteiga 80 g de parmesão ralado na hora 150 mL de vinho branco seco 2 L de caldo de legumes Azeite a gosto Sal e pimenta-do-reino a gosto
UARLEN VALÉRIO
Preparo é opção na casa D’Agostim Di Paratella e sai a R$ 56
MODO DE PREPARO Descasque e corte em cubos pequenos as peras. Aqueça uma frigideira e coloque 50 g de manteiga. Ao derreter, acrescente as peras cortadas e cozinheas, deixando-as al dente. Reserve. Em outra panela, doure a cebola com um pouco do azeite. Após dourar bem, acrescente o arroz e uma pitada de sal. Torre bem o grão e deglace com o vinho. Após evaporar todo o álcool, continue a cocção com o caldo de legumes, até deixar o risoto al dente. Quando chegar nesse ponto, acrescente o gorgonzola picado e as peras. Mexa bem até derreter o gorgonzola e, logo em seguida, incorpore o restante da manteiga e o parmesão. Sirva com uma farofinha de pão e cacau. LEO FONTES
SERVIÇO D’ Agostim Di Paratella. R. Bernardo Guimarães, 2.520, Santo Agostinho, (31) 3347-7126. Horta no Potim. R. Mármore, 70, Santa Tereza, (31) 4141-0326. La Parisserie. Av. dos Bandeirantes, 1.299, lj.
Tarte Bourdaloue: torta francesa de peras com creme de amêndoas (R$ 100) é opção na La Parisserie
27, Anchieta, (31) 99227-8604. La Vera Pizza Italiana. R. Pium-í, 784, Cruzeiro, (31) 3140-3110 Taste-Vin. R. Curitiba, 2.105, Lourdes, (31) 3292-5423
Na Horta no Potim, a pera é a estrela de uma salada que leva nozes, copa lombo, mix de folhas e mel trufado (R$ 29)
Clássico dos clássicos: pera ao vinho (R$ 26) encontra reduto no italiano D’Agostim Di Paratella
No Taste-Vin, há coxa de pato confit com molho de laranja e pera cozida (R$ 78) LEO FONTES UARLEN VALÉRIO
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almanaque TEATRO> Denise Fraga e Tuca Andrade trazem a BH a montagem “A Visita da Velha Senhora”
Rir pra não chorar Janeiro de 2016. Denise Fraga estava em cartaz com o espetáculo “Galileu Galilei” quando, ao participar do programa “Roda Viva”, foi questionada sobre como, em um país em aguda crise econômica, continuava a lotar teatros. Se de lá pra cá a situação do Brasil não apresentou significativos sinais de melhora, vale repetir a pergunta diante do sucesso de “A Visita da Velha Senhora”, montagem que, por sete meses, lotou casas em São Paulo e no Rio. Visitando os palcos belohorizontinos entre a próxima quinta (26) e domingo (29), a expectativa é repetir Alex Bessas
o feito. E a explicação permanece a mesma: “O teatro tem a capacidade de dar palavra ao que estamos sentindo, e essa peça consegue nomear nossas angústias, ao mesmo tempo que nos diverte”, analisa a atriz. Para ela, afinal, “não basta dizer que é uma comédia que fornece um acolchoado capaz de nos confortar... Ser um convite à diversão e à reflexão, ao mesmo tempo, é um prazer que lota teatros. ‘Pensar é um dos maiores prazeres da raça humana’, afinal”, examina Denise, citando o “Galileu” de Brecht, que ela viveu nos palcos. Ela costuma dizer que “A Visita da Velha Senhora”, obra publicada em 1956 pelo suíço Friedrich Dürrenmatt (1921–1990), fecha uma trilogia que, mesmo lançando mão de diferentes dramaturgos, tem na condição humana e nos valores morais a sua centralidade. Em 2008, a atriz interpretava “A Alma Boa de Setsuan”, de Bertolt Brecht (1898– 1898), onde a questão posta em cena era: “Como posso ser boa se tenho que pa-
gar o aluguel?”. Com “Galileu Galilei”, do mesmo autor, o tema voltaria na perspectiva sobre como ser fiel a seus ideais sem ceder aos poderes políticos e econômicos vigentes? Agora, com “A Visita...”, o questionamento é revisitado: “É uma tragicomédia brilhante, hilária e terrível, que faz pensar até onde vamos por dinheiro? Que horas dizemos que daqui não passo? Será que existe quem não se renda?”, argumenta. Na história, a carioca é a milionária Claire, que retorna à sua falida cidade natal. Recebida com pompa e expectativa, se dispõe a ajudar os moradores, mas impõe uma condição: que seu amor da juventude, Alfred, seja morto. Acontece que, no passado, ele a abandonou grávida, fraudou um julgamento, causando sua expulsão da cidade que agora dela precisa, levando-a à prostituição. A obra que inspirou Jorge Amado em “Tieta do Agreste” (1977) seria, segundo Denise, espantosamente adequada “ao momento do Brasil”. “É uma dramaturgia que vai ser sempre atual”, examina, pontuando que o texto perpassa reflexões sobre “os limites entre justiça e vingança” e “até onde se vai por dinheiro”. Para ela, “a peça não só é atual”, como é propício o ensejo de encená-la agora. “É assustador! Dependendo do dia, fica parecendo que estamos adaptando o noticiário, mas não: é um texto escrito em 1955”. Ao lado de Denise, o ator
pernambucano Tuca Andrada não sai de cena durante todo espetáculo. Ele também se surpreende com a pertinência do conteúdo. “Parece ter sido feito mês passado!”, diz. “É uma trama que traz a atenção do público e põe em cena questões como: o que é ser justo? A quem serve a justiça? São assuntos oportunos para agora, para fazer efeito sobre nossa realidade”. RISO NERVOSO Se o próprio autor da trama já havia apontado que nada estragaria mais “A Visita da Velha Senhora” que o fato de ela não ser levada como uma comédia, Denise Fraga
“
Depois da peça, muita gente continua no saguão, falando sobre o texto, fazendo teses... Acho que é porque é uma facada – mas uma facada deliciosa Denise Fraga Atriz
– que é dirigida por seu marido, Luiz Villaça – acredita que a empreitada está no caminho certo. A carioca lembra que chegou ao texto de Dürrenmatt através do autor das peças antecessoras. “Ele é muito brechtiano, é até mais explícito que o Brecht. Tem uma coisa nele que me atrai e que me causa identificação, que é querer se divertir com o público”, assegura. Tuca lembra que muitas das questões presentes da peça já vêm sendo debatidas exaustivamente. Por isso, para ele, o humor é um dos grandes trunfos, pois, assim, a discussão se re-habilita. “A única maneira de atingir as pessoas é pelo humor. Se o tom fosse dramático talvez não fosse tão bom”. A reação das pessoas é outro aspecto que ele destaca. “Você vai vendo que as risadas vão diminuindo – e o que começa como um riso de uma comédia vai ficando mais tenso, mais nervoso. É aí que a gente nota que está ‘pegando as pessoas pelo pé’”, comenta. Denise, aliás, tem até um nome para o tipo de risada que ouve da plateia. “É a ‘gargalhada pior que é’: aquela risada que acaba no meio, porque começa a haver reconhecimento e, de repente, você pensa ‘pior que é assim mesmo’... E o riso morre”, explica. Este reconhecimento, por sinal, fica mais latente com o trabalho de Villaça, que inclui o público em cenas. O resultado é que, depois de assistir à peça, “muita gente conti-
Denise: “É assustador! Dependendo do dia, parece que estamos adaptando o noticiário”
nua no saguão, falando sobre o texto, fazendo teses... Acho que é porque é uma facada – mas é uma facada deliciosa”. E se o assunto não se esgota, a discussão continua fora do teatro – inclusive nas redes sociais. “Na minha página no Facebook e no perfil do espetáculo no Instagram, as pessoas continuam as discussões, um retorno incrível”, comemora. EM BH Tuca reconhece: “Sempre fui louco para trabalhar com a Denise no teatro... Já havia feito com ela ‘Retrato Falado’, um quadro do ‘Fantástico’ (Rede Globo). Ela é uma atriz que escolhe bem e se arrisca, gosto de gente que se propõe a isso”. A carioca, por sua vez, também é só elogios ao ator e ao elenco como um todo. “São 13 pessoas em cena, todos mais ou menos da mesma idade, somos quase uma companhia”, brinca. Os dois, por sinal, mesmo sem serem perguntados, se dizem ansiosos pela apresentação em BH. “A gente torce para chegar aí, porque respeitamos muito a efervescência cultural e o público de Minas”, comenta Denise. Um público sólido que se formou, em muito, por conta da tradição dos grupos de teatro locais, completa Tuca.
A Visita da Velha >Senhora
Com Denise Fraga, Tuca Andrade e grande elenco. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dos dias 26 (quinta) a 28 (sábado), às 20h; dia 29 (domingo), às 19h. R$ 70 (inteira).
Qui. a sex. 26 a 29.abr. CACÁ BERNARDES/DIVULGAÇÃO
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ARTES CÊNICAS O atual amor das cavernas “Quem inventou o amor? Me explica, por favor” entoava Renato Russo, em tom de quase lamento, no álbum “Uma Outra Estação” (1997), do Legião Urbana. O artista não estava só. Afinal, de onde vieram as regras do jogo nas relações amorosas? E o que, afinal, mudou com o passar do tempo? Se as perguntas parecem difíceis, as respostas podem ser divertidas – pelo menos em “A Invenção do Amor”, peça que Ana Clara Gueiros e Guilherme Piva trazem a BH no próximo sábado (28), no Teatro Bradesco. No espetáculo estariam respostas a várias dessas questões – que poderão inclusive ser recebidas com risadas. E identificação. Quem criou o amor? Foi Croc, o homem das cavernas vivido por Piva. O personagem “cria tudo a seu bel prazer”, cabendo a Nhaca (Maria Clara) se submeter, como ela mesma explica. O ator gaúcho acrescenta: “Na peça, somos um casal pré-histórico. A gente mostra um personagem extremamente machista – e nada melhor que o homem das cavernas para ser assim”. De acordo com Piva, o Croc inventa que, depois de casado, ela só pode fazer Alex Bessas
amor com ele. “Mas ele, como homem não engravida, pode fazer com outras mulheres. A Nhaca vai aceitando, mas, com o tempo, se toca que é uma relação que beneficia só uma parte. Então, começa a ativar a rebeldia, a ativar a vontade dela, a lutar por seus direitos”, completa. O conflito do casal é uma alegoria sobre as transformações das relações amorosas ao longo do tempo. “A gente tem vivido mudanças que vêm para o bem e que, muitas vezes, partem dos questionamentos das mulheres”, analisa Maria Clara. Bem, mas e o que tem atravessado os séculos e permanecido igual? “Os relacionamentos passam por ciclos que permanecem os mesmos, é um tema universal”, avalia Piva. “As pessoas se conhecem, se gostam, casam-se, há os ciúmes, vêm os desentendimentos, os filhos, separações, reconquistas...”, enumera ele. E tudo isso, claro, está na peça. Para cada situação que representa um desses ciclos, a montagem se vale de referências a casais icônicos da ficção ou da realidade. “Meu personagem é um Homo Sapiens e o da Maria Clara, uma mulher de Neanderthal. E eles não poderiam se relacionar... Então, fazemos uma alusão a Romeu e Julieta”, adianta Piva. Quando o as-
RENATO MANGOLIN/DIVULGAÇÃO
Sáb. e dom. 28 e 29.abr.
sunto avança para o feminismo, eles recorrem a Lampião e Maria Bonita. “Ele ficava em casa, bordava, e ela ia para guerra”, cita o ator. Maria
DR: Maria Clara Gueiros e Guilherme Piva em cena do espetáculo, que chega agora à cidade
Clara lembra que há ainda outras referências, como à figura bíblica do Rei Salomão e a suas mil mulheres, bem como ao best-seller “Cin-
quenta Tons de Cinza”. Nem a psicanálise fica de fora: em crise, o terapeuta do casal é Freud Flintstone. “O humor é essencial pa-
ra falar de assuntos muito importantes, pois abre uma passagem fluida e agradável para pensar coisas muito incômodas, como o machismo”, indica Maria Clara Gueiros, sobre as críticas presentes no texto, sempre embaladas pelo riso. Piva completa: “A plateia toda já passou, está passando ou vai passar por alguma situação que retratamos... São temas universais, então, você vê casais se cutucando, dizendo: ‘olha você ali’, ‘esse é você’... Gera uma identificação e todo mundo consegue rir de si mesmo”. Vale dizer que a primeira parceria entre os dois atores no teatro é festejada com ênfase pelas partes. “A gente é da mesma geração, fala a mesma língua”, brinda ela. O gosto pelo teatro é outro elemento que dá liga ao projeto. Piva, por exemplo, compara sua relação com o palco como um “velado amor platônico”. Já a carioca aproveita para dizer que o sentimento sobre o qual a peça gira é o mesmo que os norteia no ofício de atuar. “E as pessoas vão sair da peça pensando nele”.
>AmorA Invenção do
Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2244, Lourdes). Dia 28 (sábado), às 21h; e dia 29 (domingo), às 19h. R$ 80 (setor 1, inteira) e R$ 70 (setor 2, inteira).
DiretodaBroadway,‘Cinderella’ Para alguns, uma história “água com açúcar”, pouca alinhada com tempos em que empoderamento é palavra de ordem. A produção de “Cinderella”, espetáculo que chega agora à capital mineira, optou por ver na recriação da história (cuja versão mais conhecida é a de Charles Perrault) um outro viés. “Fala de esperança, de mudança de rumo, de transformação social. Em tempos de tantas informações que não nos alegram, vejo como um alento”, diz o diretor de produção Rômulo Sales. Mentora da empreitada e diretora-geral do musical, Renata Borges assente. “A história trabalha a capacidade de praticar o bem e enfatiza a necessidade de lutarmos por um sonho. Traz um positivismo, além de ter o
final feliz que, no fim das contas, é o que queremos para as nossas vidas”, diz ela, lembrando que a iniciativa em questão é uma versão da montagem da Broadway que estreou em 2013, com texto de Douglas Carter Beane, e que pela primeira vez que ganha uma versão fora dos Estados Unidos. O espetáculo cumpriu temporadas no Rio e em São Paulo, mas, para viajar país afora, foram necessárias algumas adequações. “Não conseguiríamos viajar com as 120 pessoas em cena (número atingido nas capitais citadas)”, diz Renata. Rômulo, porém, frisa: “O que fizemos foi adequar alguns elementos de cenário e gravar com a orquestra. Não houve nenhum corte de cena”. Ele destaca, ainda, as sessões com intérprete de libras.
Sáb. e dom. 28 e 29. abr
“Além de proporcionar o acesso a este público, impulsiona um olhar diferente para o público ouvinte em geral, que começa a se habituar a presença desse
MARCOS MESQUITA/DIVULGAÇÃO
Além do elenco, montagem conta com coro; iluminação é de Maneco Quinderé
recurso”. Em cena, Bruna Guerin interpreta Cinderella, enquanto André Loddi faz as honras do Príncipe Topher. “Mas a gente deu uma modernizada na
montagem”, pontua Renata. Como exemplo, ela diz que uma das irmãs não é assim, tão má. Já a personagem-título ganhou “pitadas feministas”. “Ela conti-
nua com sua doçura, o olhar ao próximo. Mas também faz com que o príncipe acredite em seu próprio poder – ele é inseguro. Por outro lado, também há uma revolução na vila, um questionamento do reinado, o que acaba sendo muito atual”. Renata também cita outros trunfos da montagem: “A gente criou um dragão em holografia. E a troca de vestido, na versão da Broadway, era muito ‘na cara das pessoas’. A gente conseguiu uma troca super elaborada, esse momento ficou mágico”, afiança. (Patrícia Cassese)
Cinderella, o >Musical
Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1.046). Dia 28 (sábado), às 16h e às 20h; dia 29 (domingo), às 16h. A partir de R$ 75 (plateia III, inteira)
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ARTES CÊNICAS Relacionamento com o humor BETO MORAES/DIVULGAÇÃO
Alex Talvez cauBessas se estranheza que o youtuber Whindersson Nunes, que se casou em fevereiro deste ano com a cantora Luísa Sonza, já esteja em turnê com uma peça que versa, justamente, sobre o casamento. Neste sábado (21), menos de dois meses depois da cerimônia, a montagem já desembarca em BH. “Na verdade o espetáculo já estava em criação desde o ano passado, foi tudo uma estratégia para que fosse lançado após o casamento”, esclarece ele, celebrando a oportunidade de trazer o show “Eita, Casei!” para a cidade. “Os mineiros são todos muito fofos”, elogia. Comediante que emergiu do YouTube para os palcos e até para as telas de cinema – isso sem falar de suas aparições como garoto propaganda na TV –, Whindersson afirma gostar de todas as plataformas e de todas as formas de interação. “Mas a internet é a minha queridinha, é ela quem me fez quem sou”, completa o piauiense que, com mais de 28 milhões seguidores é o segundo maior youtuber do país, atrás apenas da produtora de clipes
O youtuber Whindersson Nunes desembarca em BH para apresentação única do espetáculo “Eita, Casei!”, neste sábado (21). Casado há menos de dois meses, o piauiense ainda tem memória fresca da sua cerimônia de casamento com a cantora Luísa Sonza
musicais KondZilla – que tem mais de 31 milhões de inscritos. Com milhões de seguidores que todos os dias dedicam um pouco do seu dia para acompanhar sua produção, o moço reforça que é preciso ter responsabilidade sobre os conteúdos que publica. “Sempre tenho o cuidado de não ofender nem prejudicar ninguém”, pondera. “A influência que
temos é muito grande, e esse cuidado é necessário”, avalia o comediante. E se é um quase embaixador do YouTube no Brasil, o que Whindersson Nunes costuma assistir no principal site de compartilhamentos de vídeos do mundo? “Olha, eu fico o tempo todo conectado, estou o tempo todo assistindo tudo que a internet me proporciona”, aponta, preferindo não re-
velar se tem algum algum canal preferido ou não. ESPONTÂNEO A simplicidade com que acha a graça das situações cotidianas talvez seja um dos motores que impulsionaram Whindersson ao posto de celebridade e queridinho da internet. Sem muito esforço, ele sabe descobrir uma perspectiva cômica de suas vivências. “Isso come-
çou há muito tempo”, examina ele, sobre essa espontaneidade e bom humor. Bem, mas o que parece um longo intervalo de tempo para o piauiense de 23 anos, na verdade, aconteceu há apenas meia década. Sua autodescoberta como humorista, afinal, ocorreu “em 2013, quando eu decidi gravar minha primeira parodia, ‘Vó Tô Reprovado’ e deu no que deu”, diz.
Em partes, Whindersson acredita que as redes tornaram óbvio que todos sustentam personagens, cada um com sua plateia pronta a aplaudir, mesmo que na forma de curtidas. Mas ele, pessoalmente, garante: “O Whindersson Nunes não é uma personagem, sou eu falando para os meus seguidores”. “Esse é meu jeito de ser, essa é a forma que me comunico a todo tempo, essa é a forma com que falo com todos da minha equipe, todo o tempo”, reforça. Para o show “Eita, Casei!”, que tem apresentação única na cidade, “o público de BH pode esperar um show diferente, com piadas sobre a minha vida de solteiro e de casado”, adianta Whindersson. Ele, aliás, “queria visitar a cidade toda”, mas terá que se contentar em saborear a culinária mineira – e sem nenhum medo de engordar, afinal, “eu amo a comida de vocês!”.
Whindersson >Nunes
Youtuber apresenta show humorístico “Eita, Casei!”. Teatro Arena no Mineirão (av. Antônio Abrahão Caran, 1001, São José). Neste sábado (21), às 18h. R$ 160 (camarote Brahma, inteira), R$ 140 (camarote Tribuna, inteira), R$ 80 (roxo superior, inteira).
#FICAADICA MAURO CARVALHO/DIVULGAÇÃO
DANIEL FONTANA/DIVULGAÇÃO
Clóvis Salgado recebe 6 Fundação Congresso de Dança de Salão
Em sua primeira edição o “Congresso de Dança de Salão Contemporânea: Gênero e Diversidade na Dança de Salão” conta com palestras, debates, mesas redondas, oficinas de dança, espetáculos e uma mostra de dança que transita do forró ao lindy hop. O evento é a primeira realização de grande porte dedicada à modalidade no Brasil, as inscrições são realizadas no site: www.fcs.mg.gov Onde Diversos espaços da cidade Quando Entre os dias 27 e 29 Quanto Entrada gratuita CASSIO CONDE/DIVULGAÇÃO
“O Sétimo Andar” 6 Montagem faz duas apresentações em BH
Inspirada no curta “Tenho Local”, a comédia romântica protagonizada por Thiago Cazado e Enrico Scodeller terá apenas duas apresentações na cidade. A peça carioca narra o envolvimento entre dois homens presos no elevador da empresa onde trabalham e que, ali, veem nascer uma forte atração. Onde Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dias 28 (sábado), às 21h; 29 (domingo), às 18h Quanto R$ 50 (inteira).
Motta é a homenageada 6 Zezé do Tiradentes em Cena
Em 2018, a mostra “Tiradentes em Cena” traz “Liberdade” como temática central. Escolhida como símbolo de resistência e vanguarda, a atriz Zezé Motta é a principal homenageada do evento por ter sido sempre uma mulher à frente de seu tempo e se posicionado como negra, artista e cidadã. Neste ano, a cidade mineira será palco para mais de 20 espetáculos teatrais, performances, rodas de conversa, oficinas, exposição e shows Onde Tiradentes, na região do Campo das Vertentes mineira Quando Entre os dias 4 e 12 de maio
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ARTES CÊNICAS teatro adulto
GUTO MUNIZ/DIVULGAÇÃO
PRETO
A ESMO
Dir. Marcio Abreu Com Cássia Damasceno, Grace Passô, Renata Sorrah A conferência de uma mulher negra sobre uma série de questões. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Qui. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 30/4.
Dir. Edgard Luis Com Emerson Ceará O humorista Ceará apresenta esquetes. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Qui. (26), às 20h. R$ 70 (inteira, 3° lote).
AGORA VAI!
TUDO DE NOVO
Dir. Paulo Araujo Com Stevan Gaipo O humorista relata assaltos que sofreu e desaforos que ouviu. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (22), às 20h. R$ 40 (inteira).
Dir. Lucas Veloso Com Lucas Veloso Show stand-up com novas imitações. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (27), às 21h. R$ 80 (inteira, 4° lote).
UM POUCO DE AR, POR FAVOR
A VISITA DA VELHA SENHORA Dir. Luiz Villaça Com Denise Fraga, Tuca Andrade, Ary França Os cidadãos de Güllen esperam ansiosos a chegada da milionária. Em sua chegada, Claire avisa que doará um bilhão à cidade se alguém matar Alfred Krank. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia, 3241-7181). Qui. (26), sex. (27) e sáb. (28), às 20h; dom. (29), às 18h. R$ 70 (inteira).
CEGOS, MANCOS E LOUCOS Dir. Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog Com Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog Os comediantes reeditam o espetáculo que estreou há 21 anos. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Qui. (26), às 12h30. R$ 40 (inteira).
HOMEM-BOMBA Dir. Luiz Arthur Com Luiz Arthur Em um mundo desigual, um homem quer compreender os vários eus que o habitam. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 18h. R$ 20 (inteira).
INTIMIDADE INDECENTE Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha
(21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 15 (inteira).
do teatro infantil, a montagem “Pluft! O Fantasminha” tem 6 Clássico duas apresentações neste fim de semana no Teatro Marília
Escrito em 1955 pela mineira Maria Clara Machado, a peça teatral já foi traduzida para dez diferentes línguas e representada em mais de 30 países. A montagem que ocupa o palco do Teatro Marília leva a assinatura da Copas Produções Artísticas e já foi contemplado pelo prêmio Usiminas Sinparc como melhor espetáculo infantil. A peça conta a história de uma família de fantasminhas que vive no sótão de uma casa; em um belo dia, a tranquilidade do lugar termina quando o pirata Perna-dePau rapta a menina Maribel para roubar o tesouro do avô da garotinha Onde Teatro Marília (av. Prof. Alfredo Baleno, 586, Santa Efigênia) Quando Neste sábado (21) e domingo (22), às 16h Quanto R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc).
Um casal longevo precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341,centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6.
JARDINS Dir. Rogério Araújo Com Camilo Lélis e Kelly Crifer Um dia comum marcado pelo desaparecimento de um casal. Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro). Sex. (27), às 12h30. Entrada gratuita.
LÉO E BIA Dir. Leonardo Talarico Com Diogo Monteiro, Bia Arantes, Raíssa
Venâncio A história de Oswaldo Montenegro e da sua trupe teatral no auge da ditadura militar. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (21), às 20h30. R$ 80 (antecipado, inteira); R$ 100 (no dia, inteira).
ONDAS DE ONDE PARTO Dir. Fernando Barcellos Com Mariana Rabelo Mistura recortes autobiográficos de mulheres para construir ideias sobre maternidade. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Neste sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 40 (inteira).
O NEGRO CONTA Dir. Epaminondas Reis Com Aruana Zamby e Evandro Passos O relato pessoal do povo negro e sua relação com a cidade e o país. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (21), às 20h; dom. (22), às 19h. R$ 20 (inteira).
ORLANDO - UM PRÓLOGO Dir. Diego Bagagal Com Ludmilla Ramalho Inspirado no livro de Virgínia Woolf, solo aborda temas como solidão e androginia. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb.
Dir. Chico Pelúcio Com Jussara Fernandino, Léo Quintão e Neise Neves Um grupo de atores resolve discutir, numa peça de teatro, a opressiva sensação do presente. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 7/5.
teatro infantil
SHOW Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso Uma rainha má resolve mandar matar sua enteada Branca de Neve. Apresentação com músicas cantadas ao vivo. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e dom., às 16h e às 17h. R$ 40 (inteira). Até 29/4.
FREDDIE ROCK STAR - THE SHOW MUST GO ON! Dir. Juarez Guimarães Dias Com Fábio Schmidt Performance, teatro documentário e audiovisual presta uma homenagem ao ídolo da banda Queen. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Neste sáb. (21), às 20h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da apresentação.
ópera LA TRAVIATA Encenada em dois atos, a montagem transporta o público para uma Paris do século XIX, cenário para o conturbado romance entre Alfredo e Violetta. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Ter. (24), qui. (26) e sáb. (28), às 20h30; dom. (22), às 19h. R$ 60 (inteira).
PESCADORA DE ILUSÃO Dir. Gpeteanh Petean Com Carol Badra e Mel Lisboa Eu e Tu montam uma peça para que as crianças perdoem Clarice Lispector. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste dom. (22), ás 16h. R$ 80 (antecipado, inteira); R$ 100 (no dia, inteira).
PLUFT, O FANTASMINHA Dir. Diego Benicá Com André Maurício, Bernard Bravo, Bernardo Rocha A tranquilidade da casa dos fantasmas termina quando o pirata aparece trazendo uma menina por ele raptada, em busca do tesouro do avô da garotinha. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (21) e dom. (22), às 16h. R$ 50 (inteira); R$ 22 (postos Sinparc).
musical A BRANCA DE NEVE - POCKET
segunda preta (*) PATRÍCIA, PAULA, PANDORA, PERSÉFONE, PIEDADE... Dir. Priscila Rezende Com Priscila Rezende A artista permanece sentada em uma cadeira e relatará experiências e violências vividas por uma mulher.
EMPRAZAR, CHAMAR PRA COMPARECER Dir. Jade Inácia Com Jeiza Fernandes, Paulo Santos e Suellen Sampaio Um experimento em que os corpos dançantes se relacionam consigo e o outro. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). R$ 10 (inteira).
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MÚSICA Sambetes, para animar a festa O sorriso escancarado que Thiago Delegado exibe na foto ao lado tem tudo a ver com a atmosfera que perpassa “Sambetes Vol.1”, disco que o violonista, compositor e arranjador lança em show na próxima quinta-feira (26), no palco do Teatro Bradesco. Quase todo autoral – à exceção da faixa “Afrosambete”, parceria com Aloizio Horta –, o álbum explicita, em seu título, o gênero ao qual se filia. “Sambetes são sambas pequeninos, que têm uma levada do samba-jazz do final dos anos 50, anos 60 e 70. Remetem, por exemplo, a João Donato, Zimbo Trio... São composições mais curtinhas, menores, com um tema bem definido, mas com espaço para os músicos improvisarem e brincarem”, define, lembrando os vários ícones da MPB que já se filiaram a essa matriz – caso de Roberto Menescal e seu “Telefone” (música de 1964). Menescal, aliás, é o homenageado na faixa de abertura, “Sambete do Menexca”. Lembrando, ainda, que o carioca foi um dos convidados do disco anterior de Delegado, “Viamundo”. “Sambetes”, o disco, teve coPatrícia Cassese
mo ponto de partida o projeto “DelegasCia”, roda instrumental que Thiago Delegado comanda no espaço A Casa, ao lado de um time fixo, formado por Aloizio Horta (contrabaixo), Christiano Caldas (teclados) e André Limão Queiroz (bateria). Democrática, a iniciativa se abre também a participações espontâneas. No curso de toda essa história, o músico passou a compor já pensando na ambiência do projeto – motivo pelo qual a seleção de repertório, no caso, não foi tarefa das mais intrincadas. Das oito faixas que formatam o disco (que também está saindo em vinil), sete são instrumentais. A “estranha no ninho” responde pelo título de “Garoto Matheus” e foi composta sob o calor de um episódio ocorrido no Carnaval 2017 na capital mineira, envolvendo o músico Matheus Brant, seu amigo, e o bloco que ele capitaneia, Me Beija Que Eu Sou Pagodeiro. “Certo dia, acordei e, quando fui ver (nas redes sociais), havia todo um burburinho, com postagens de mensagens do tipo: ‘Força, Matheus’. Fui investigar o que era e achei tão absurdo! Até mesmo um pouco cômico”. Para refrescar a memória: após um concorrido ensaio, no qual alguns foliões ficaram de fora, o or-
ganizador recebeu um e-mail de um morador do entorno (Gutierrez), com dizeres como: “Não queira arrumar problemas com quem é muito superior a você em influência e justiça”. “Um e-mail rude, grotesco, fascista”, rememora Delegado, que escreveu a letra de batepronto. Ao postá-la nas rede social, o conteúdo foi bastante compartilhado. Outra faixa de história digna de registro é “Sambete da Malu”, que ele fez para a sobrinha. “Minha irmã me chamou para padrinho. Então, tinha que dar um presente e optei por fazer uma música: era menos oneroso”, gargalha. Claro, é uma piada. De todo moda, a garota aprovou: hoje, aos 2 anos, já dá seu feedback, batucando a cada audição – embora ainda insista em chamar o “dindo” de “Donegado”.
Qui. 26.abr.
BETH FREITAS/DIVULGAÇÃO
Delegado: Embrião do novo disco veio da série “DelegasCia”
DISCO DE RAIZ Umoutro diferencial é que o disco foi gravado em um estúdio com tecnologia analógica em São João del-Rei. “A gente quis trazer umaatmosfera old school, vintage, e o estúdio que me ofereceu essa possibilidade foi esse”. Não que tenha sido fácil, o processo. “Esses sistemas têm umas complicações que são inerentes ao processo, que é mais raiz. Traz uma verdade, mas realmente é mais difícil, e a gente tinha um prazo curto. Alugamos uma casa antiga, centenária, tínhamos que matar tudo em um dia, mas achamos que a gente ia dar conta – e demos! Não foi fácil de editar, pois não permite muita maquiagem. É mesmo o nosso som e a nossa onda. Tem uma verdade que seria difícil atingir de outra forma”.
> Sambetes Vol.1
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244). Dia 26 (quinta), às 20h30.R$ 20 (inteira).
No tom dos versos de Marisa Há pouco mais de um ano, o capixaba Silva desembarcou pela primeira vez na capital mineira com o show “Silva Canta Marisa”. Fruto de uma paixão nascida em meados dos anos 2000, quando o cantor ainda menino travou seu primeiro contato com o trabalho de Marisa Monte através do álbum “Memórias, Crônicas e Declarações de Amor”, a apresentação está na estrada desde 2016 e durante estes dois anos foi lançado o CD e o DVD da turnê. Não apenas, homenageada e fã se reuniram para gravar a canção “Noturna (Nada de Novo na Noite)” – que, inclusive, integra o repertório do show. Neste sábado (21), Silva volta a Belo Horizonte para mais uma apresentação da turnê, no Cine Theatro Brasil. Se à primeira vista o show pode parecer o mesmo, Silva garante que
mudanças foram incorporadas. “Durante esse tempo todo, eu fui acrescentando algumas coisas no show que não tinham no começo. Acho que isso é uma forma de deixá-lo com um frescor até pra gente que está no palco, para não ficar uma coisa sempre igual”. Além das 12 canções que integram o CD e o DVD – entre elas as conhecidíssimas “Ainda Lembro”, “Beija Eu” e “Não Vá Embora” –, o artista revisita composições de Caetano Veloso, Novos Baianos e Gilberto Gil que foram eternizadas na voz de Marisa. Para o show na capital, Silva propôs ainda uma nova roupagem para outras três interpretações presentes em repertórios memoráveis da cantora. Pinçou, ao lado do pesquisador Marcus Preto, as canções “Acontecimento”, de Hyldon, “Chuva no Brejo”, de Morais Moreira e “Sonhos” de Peninha.
Sáb. 21.abr.
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
Silva canta sucessos de Marisa Monte
ORIGEM Foi a convite do programa “Versões” – em que cada artista apresenta suas próprias interpretações de músicas que marcaram a carreira de seus ídolos – , exibido e gravado pelo Canal Bis, que o capixaba pensou, pela primei-
ra vez, em homenagear Marisa Monte. A repercussão do trabalho foi enorme, Silva e Marisa tornaram-se amigos e desta amizade floresceu o projeto da turnê. “Escolhi Marisa para ir na contramão porque todo mundo acaba querendo ser meio retrô no
programa. Ela é uma artista que quando eu tinha 12 anos tocava no rádio o tempo todo. Depois do programa de TV, a Marisa mandou um e-mail super elegante e, algumas semanas depois, liguei para ela, que me convidou para visitá-la. Nós dois fica-
mos o dia todo na casa dela. Nesse dia já escrevemos Noturno, bateu sabe? A gente se gostou de primeira”, conta. Depois de visitar inúmeras cidades espalhadas pelo Brasil, a turnê agora está em sua reta final e a avaliação de Silva não poderia ser mais positiva. “Bom, fazer essa turnê pra mim foi um presente, me fez crescer muito como músico, como cantor, é um repertório que não é muito fácil de fazer, isso contribuiu muito pro meu amadurecimento, tive contato com um público que me conheceu por meio desse trabalho. Tô muito feliz”, analisa. * Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
Silva canta >Marisa
Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sábado (21), às 21h30. R$ 90 (inteira).
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MÚSICA Jota Quest apresenta acústico Se o Jota Quest celebrou ano passado os seus 20 anos de trajetória no cenário musical brasileiro, se o recorte temporal considerasse apenas a carreira em BH, não seria exagero adicionar mais meia década nessa história. E é com toda essa bagagem que a banda gravou, há cerca de um ano, o CD e DVD “Acústico Jota Quest – Músicas Para Cantar Junto”, projeto com o qual retorna à cidade no próximo sábado (28). “O acústico foi lançado em setembro, então, falando em termos de turnê, estamos há seis meses na estrada”, lembra Rogério Flausino, vocalista do grupo. Nesse período, é a primeira vez que retornam à capital mineira. “Da primeira vez, fizemos o show no Palácio das Artes, algo que nunca tinha acontecido. Agora, voltamos ao nosso ‘habitat natural’, o Km (de Vantagens) Hall”, brinca o músico. Vale dizer que nas duas ocasiões o Jota Quest conseguiu o feito de esgotar os ingressos. Perceptivelmente animado, Flausino frisa que a banda “está vivendo um momento muito especial”. Ele explica que o show tem as músicas como protagoAlex Bessas
nistas da história”, e, por isso, o resultado tem sido “casas cheias e uma receptividade calorosa do público”, que, de fato, canta junto. NOVAS MÚSICAS Preparados para reencontrar o público da cidade que primeiro ouviu o Jota Quest, eles garantem que o repertório mudou desde a primeira apresentação do projeto por aqui. “Naturalmente, algumas músicas ficaram de fora da gravação”, comenta Flausi-
Os integrantes do Jota Quest (na foto, Rogério Flausino ao microfone) voltam a BH para apresentar suas versões desplugadas para alguns dos sucessos da carreira do grupo mineiro
no. Ocorre que as pessoas sentiam falta delas e cobravam essas canções nos shows. “Então, começamos a tocar e algumas foram ficando legais... Agora vamos gravar duas para um lançamento digital, que vai acontecer em maio”. Vale dizer: Flausino está tão animado com o projeto que imagina que as duas novas gravações serão só as primeiras. “Estamos com seis meses de turnê e a média, quando um projeto dá certo, é de ficarmos dois anos. E
acho que vai ser o caso desse!”, brinda ele. “Então, vamos começar a gravar músicas ao vivo, que não estão no CD e DVD”, completa, citando, ainda, que as novas gravações devem incluir clássicos e novos trabalhos. E já que o assunto são inéditas, o show em BH deve trazer novidades, como “Morrer de Amor”, parceria com Alexandre Carlo, do Natiruts, e “Pra Quando Você Se Lembrar de Mim”, com Wilson Sideral. Outra música
Sáb. 28.abr.
inédita é “Você Precisa de Alguém”, co-autoria de Marcelo Falcão, d’O Rappa. “São canções lindas que combinam com o estilo acústico e que trazem uma mensagem positiva, que fazem bem pra gente”, elogia Flausino. LONGEVIDADE A longa trajetória do Jota Quest, vale pontuar, tem um quê de “casamento”. Afinal, desde a estreia nacional que a banda mantém a mesma formação. Um feito e tanto, CÉSAR ORVALLE/DIVULGAÇÃO
que chega a causar espanto. Mas não em BH. Por aqui, grupos culturais têm a longevidade como característica. É o caso do Grupo Galpão e do Giramundo, por exemplo. “Será que existe alguma mineiridade nessa postura de união?”, questiona Flausino, para responder, em seguida. “Talvez haja algo da nossa personalidade de mineiro, sim”. Fato é que, para ele, esses muitos anos de estrada são essenciais para que o Jota Quest continue chegando a lugares ainda não explorados. “São várias cabeças pensantes, muitas ideias, influências, referências... É essa junção que faz o todo. O Jota está nessas diferenças”, pontua. E o que os mantêm juntos? “Fora do eixo Rio – São Paulo, para o qual todo o Brasil fica olhando, conseguimos reconhecimento. E a gente olha para o que conquistou e dá muito valor. É uma história que fomos construindo juntos – e da qual agora, que estamos mais maduros, queremos cuidar”.
> Jota Quest
Show do álbum “Acústico Jota Quest – Músicas Para Cantar Junto”. Km de Vantagens Hall (av. Sra. do Carmo, 230, Savassi). Dia 28 (sábado), às 22h30. R$ 840 (mesa setor 1), R$ 640 (mesa setor 2), R$ 130 (pista, lote 3, inteira).
FERNANDO FURTADO/DIVULGAÇÃO
Daparte debuta com ‘Charles’ Ter. 24.abr.
As influências da banda vão do rock britânico ao mineiro
O amor pelos quatro rapazes de Liverpool é um denominador comum. Mas, além dos Beatles, os integrantes do Daparte comungam o amor por hambúrgueres – e o desejo de viver de música. Depois de se apresentarem em palcos como os da Autêntica, Studio Bar e do Distrital, os belohorizontinos João Ferreira e Juliano Alvarenga (guitarras e vocais), Daniel Crase (bateria), Bernardo Cipriano (teclados) e Túlio Cebola (baixo) sobem ao palco do Teatro Bradesco para apresentar o repertório de “Charles”, disco de estreia da banda Daparte. “Agora é para o público sentar e ouvir”, pede Juliano. “Charles” reúne dez faixas autorais, recrutadas em uma constelação de composições que os integrantes desenvolveram em diferentes épocas de suas vidas – algumas até antes da formação
do grupo, caso de “A Cidade”, poema que Túlio Cebola musicou de seu pai. No show, além das canções do CD, os meninos abrem espaço para três inéditas, além de “outras músicas que são referências para a banda”. Mas sobre essas, eles preferem manter o sigilo. “Tem rock inglês, MPB, muita coisa...”, garante o baterista Daniel Crase. No que diz respeito à própria lavra, o grupo deixa clara a sua opção pelo rock, mas permite que sua sonoridade seja atravessada por estilos afins aos integrantes, desde a psicodelia (como em “Guarda Chuva”) até uma pegada mais country, como na faixa “Aldeia”, escrita por Juliano e João Ferreira. O vocalista, aliás, explica o nome do álbum: “Queríamos dar um nome próprio, ‘de gente’, para o disco. Daí escolhemos ‘Charles’. As faixas podem ser divi-
didas em ‘lado A’ e ‘lado B’: as primeiras são, digamos assim, mais ‘músicas de trabalho’, mais pops. Já no dito lado B, estariam as músicas nas quais colocamos facetas que não estão tão óbvias assim. Cada faixa representa um humor, como se fossem diferentes fases, uma variação de sentimentos em uma mesma pessoa”. Seja como for, o plano dos integrantes é tocar. O grupo, aliás, prepara-se para lançar o clipe de “Aldeia”, ao mesmo tempo que organiza a turnê do disco no interior do Estado, bem como Brasil afora. O álbum será divulgado e distribuído pela gravadora Sony, parceira da Daparte neste período. ESTRADA Foi nos últimos seis meses que a rotina da banda amadureceu: os músicos abriram para o Skank no KM de Vantagens Hall em outu-
bro passado e participaram do line-up do “Planeta Brasil”, em janeiro deste ano. Juliano Alvarenga, vale ressaltar, é filho de Samuel Rosa, vocalista do grupo Skank e um dos convidados do show, ao lado de Fernanda Takai (Pato Fu) e de Luis Couto, da banda Devise. Samuel, aliás, faz uma rápida análise da atual cena belo-horizontina. “O Juliano tem me apresentado muita coisa legal, interessante. Vejo os meninos muito envolvidos com a feitura dos seus próprios álbuns e apostando na música autoral”. Em tempo: no show, Samuel vai tocar “Amores Imperfeitos”, a pedido da banda. * João H. Motta, sob supervisão de Patrícia Cassese
> Daparte
Lançamento do disco “Charles”. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 24 (terça), às 20h. R$ 40 (inteira)
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pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de abril de 2018
MÚSICA Odair José se entrega ao rock Alex Aos 69 anos, Bessas Odair José se permite arriscar como quem começa seu caminhar na cena musical. Não fosse a trajetória de sucesso, hits conhecidos de norte a sul e quase 50 anos de carreira, a escolha por não se repetir e explorar novas sonoridades, talvez, não espantasse. No caso dele, essa guinada para a cena independente, que o afasta do título de “cantor da pílula”, foi uma questão de sobrevivência. Escolhas que fazem do Odair José que vem a BH neste sábado (21) um roqueiro, cronista social e crítico ferrenho do conservadorismo (“desde sempre”). “Estou mais à vontade com o meu trabalho sendo independente”, assegura o cantor. Para ele, afinal, “o artista tem obrigação de não repetir fórmulas. Pois quem não sai da zona de conforto não faz arte e sim negócio, e sempre gostei de rock”, explica o músico, que canta novamente na cidade o seu 36º álbum, o elogiado “Gatos e Ratos”. Mas a verdade é que a história de amor dele com a música nunca foi fácil: um dos autores mais censurados durante o período da Ditadura Militar, ele foi apresentado aos órgãos censo-
Sáb. 21.abr.
res em 1972, quando gravou o sucesso “Eu Vou Tirar Você desse Lugar”. No mesmo ano, a canção “Um Dia Só (Pare de Tomar a Pílula)” foi proibida. Finalmente, em 1977, com a ópera-rock “O Filho de José e Maria”, o goiano tornou-se “maldito”. E não parou. Voltou a cantar sobre temas que eram tabus de então, como a diversidade sexual e o divórcio, como em “Forma de Sentir” e
RAMA DE OLIVEIRA/DIVULGAÇÃO
Mais roqueiro do que nunca, Odair José apresenta o álbum “Gatos e Ratos” em BH. A banda belo-horizontina “Cabezas Flutuantes” faz a abertura do show do goiano, que está atento e em constante diálogo com a juventude
“Agora Sou Livre” – ambas de 1978. Apesar dos esforços, ele acredita que sua relação com a música se tornou insossa e, por algum tempo, não criou conteúdo relevante. VIRADA DA CHAVE O tempo serviu para que o goiano fizesse a autocrítica e decidisse voltar à música independente. A virada veio em 2014, com a gravação ao vivo de “O Filho de José e Ma-
ria”. Depois disso, Odair não parou mais. Em 2015, lançou “Dia 16” e, no ano seguinte, “Gatos e Ratos”. O trabalho, aliás, guarda semelhança narrativa com o disco de 1977: se no primeiro todas as músicas discorrem sobre a vida de um Cristo contemporâneo, neste as músicas trazem críticas que denotam um certo desânimo do artista com os rumos do Brasil. “Não consigo ser otimista a
sábado (21) MACARÉU #1 Shows de Vítor Brauer, Fernando Motta e Thaís Azevedo. Samba Rooms Hostel (av. Bias Fortes, 368, centro). Às 16h. R$ 20 (pelo sympla.com.br)
TUDO VIBRA Lamparina e a Primavera convidam Dom Pepo. Do / Ar (r. Amoroso Costa,32, Santa Lúcia). Às 17h. R$ 15 (promocional pelo sympla.com.br)
segunda (23) SEGUNDA MUSICAL Concerto com Trio Armonie di Roma. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Às 20h. Entrada gratuita
curto prazo... É o presente trazendo o futuro de volta ao passado!”, diz, citando trecho de uma das músicas do novo trabalho. JUVENTUDE De uns tempos para cá, o público que frequenta os shows de Odair se tornou mais diverso. A juventude descobriu sua música e está sempre presente em suas apresentações. “Olha, lá no início as mi-
nhas dificuldades com a censura eram justamente por acharem que o meu trabalho atingia os jovens e que eu era uma péssima influência... Então, minha música sempre teve essa coisa meio de gente cabeça”, examina ele, cruzando a saga do passado com a presença constante da juventude em suas mais recentes apresentações Brasil afora. Com o show “Gatos e Ratos”, Odair não canta apenas suas mais recentes canções. “Estamos variando o repertório, procurando o melhor. O público tem muita gente que se identifica com o que estou fazendo, o que é bom... Mas também temos o pessoal de mais tempo, o que é sempre muito especial”, expõe o goiano. Por isso, pode-se esperar sucessos do artista desde a “época da pílula”. Enquanto circula o país, Odair se prepara para lançar um projeto. “O meu novo álbum deve sair no final deste ano”, diz ele, mencionando que o CD vai se chamar “Hibernar Na Casa das Moças Ouvindo Rádio”. A ideia, é fechar uma trilogia iniciada com “Dia 16”.
> Odair José
Show do CD “Gatos e Ratos”. Abertura com a banda Cabezas Flutuantes. A Autêntica (rua Alagoas, 1172). Neste sábado (21), às 22h. R$ 25 (promocional), R$ 35 (antecipado) e R$ 45 (portaria).
Preto). Às 19h. R$ 15 (antecipado pelo sympla.com.br)
Guimarães, 1200, Funcionários). Às 20h30. R$ 20 (inteira)
MARIANA CAVANELLAS
FAR FROM ALASKA E OCEANIA
Cantora mineira apresenta prévias de seu EP. Sala Juvenal Dias do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 30 (inteira)
Rock nacional e alternativo A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (promocional pelo sympla.com.br)
O CASO
MARCELO TOFANI
Banda mineira apresenta disco homônimo e novidades. Casa da Jornalista (av. Álvares Cabral, 400, centro). Às 21h. R$ 15
Show de lançamento do CD "Nada é Azul". Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Às 20h30. R$ 10 (promocional pelo sympla.com)
sexta(27) ARTUR ARAÚJO Show “Dos Trilhos ao Cais” IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo
VELEJANTE Banda mineira apresenta a música tropical do álbum “Alto Mar”. Growers Espaço de Cultura (r. Vitório Marçola, 43, Anchieta). Às 20h. R$ 10 LYODOH KANEKO/DIVULGAÇÃO
quarta (25) DUO LUMIA Grupo apresenta concerto com piano e projeções multimídia. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 25 (inteira)
ORQUESTRA DE CÂMARA SESIMINAS Concerto da série “Sempre ás Quartas” traz obras de Gnatalli, Pereira e Bach. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Às 20h. R$ 30 (inteira)
quinta (26) A FASE ROSA Banda faz show de sua “Revinda”, após 2 anos de hiato. Casinha (r. Juiz de Fora, 114, Barro
Clássico A Orquestra Filarmônica de Minas Gerais apresenta-se com o vencedor do concurso “Rainha Elisabeth da Bélgica”, o violoncelista francês Victor Julien-Laferrière. Sob regência de Marcos Arakaki. Onde Sala Minas Gerais (r. Tenente Brito Melo, 1.090) Quando Dias 26 e 27, às 20h30. Quanto A partir de R$44
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CINEMA A paranoia nossa de cada dia TAIGA FILMES/DIVULGAÇÃO
Patrícia O embrião Cassese de toda a empreitada pode ser detectado lá atrás, num período em que as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), que começaram a ser implantadas no Rio de Janeiro em 2008, ainda não existiam. Conversando com a irmã, psicanalista, a cineasta Lúcia Murat ouviu dela o relato sobre as tensões que volta e meia emergiam do convívio num centro de atendimento direcionado à população carente. “Brincando, falei: ‘Isso daria um bom thriller’. E coloquei a ideia entre os meus projetos – mas, claro, como acontece com todo cineasta, uns se realizam, outros não”, lembra a carioca. Passados mais de dez anos da conversa, os cinemas de todo o Brasil recebem, a partir da próxima quinta-feira (26), “Praça Paris”, coprodução BrasilPortugal-Argentina que, além da direção de Murat (“Que Bom Te Ver Viva”, “Quase Dois Irmãos”), traz um chamariz e tanto para o público mineiro: a presença de Grace Passô, 37, que divide o protagonismo com a portuguesa (nascida em São Luiz do Maranhão, mas criada em Lisboa) Joana de Verona, 28 anos. Na tela, Joana dá vida a Camila, uma terapeuta muito jovem que chega ao Brasil para desenvolver uma pesquisa sobre violência e que acaba atendendo a personagem de Grace, a ascensorista da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) Glória, uma mulher de alma fraturada: na infância, foi vítima de abusos do pai e, no
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 21 (sábado) e 22 (domingo)
estreias 7 DIAS EM ENTEBBE (7 Days In Entebbe, Reino Unido, 2017, 1h47, 12 anos) Dir. José Padilha. Com Daniel Brühl, Eddie Marsan, Rosamund Pike. Quatro sequestradores pró-Palestina raptam um avião repleto de judeus. BH Shopping 10: 13h, 15h30, 18h, 20h30 Cidade 5: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Del Rey 5: 14h10, 16h30, 18h40, 20h50 Diamond 1: 13h30, 16h30, 19h10, 21h40 Pátio Savassi 1: 14h20, 16h50, 19h40, 22h10
Tensão: em cena, a relação entre a paciente Glória (Grace Passô) e Camila (Joana de Verona) ganha contornos de suspense; “Praça Paris” estreia na próxima quinta (26)
momento em que a história se passa, encontra-se ainda mais vulnerável em função da prisão do irmão, Jonas (Alex Brasil), traficante, tido por ela como protetor. O elenco conta, ainda, com as presenças de Babu Santana, Digão Ribeiro e o argentino Marco Antonio Caponi, entre outros. Vale lembrar que o filme marca a estreia de Grace Passô – um talento já por demais reconhecido na seara das artes cênicas, tanto como atriz quanto como dramaturga – no cinema. Estreia, aliás, já devidamente abalizada. Ano passado, Grace Passô arrebanhou o prêmio de melhor atriz no Festival do Rio, onde o filme foi exibido na Première Brasil. O mesmo certame rendeu a Murat o prêmio de direção. Também em 2017, “Praça Paris” levou para casa o prêmio Dom Quixote
Pátio Savassi 3: 14h30, 19h, 21h10
no Festival de Havana. Neste ano, participou do “FEStin”, em Lisboa, ocasião na qual Grace Passô foi agraciada, novamente, com o prêmio de melhor atriz. DENSIDADE A presença de Grace Passô na produção foi fruto de uma grande coincidência, como conta Murat. “Dois anos antes de rodarmos o filme, eu tinha sido convidada a ministrar uma palestra, para um grupo de atrizes, sobre a Guerrilha do Araguaia (que resultou no espetáculo “Guerrilheiras ou Para a Terra Não Há Desaparecidos”, dirigido por Georgette Fadel), em razão da minha experiência (como é de conhecimento, Lúcia Murat foi uma aguerrida militante contra a ditadura militar no Brasil, tendo sido presa e torturada). E Grace era a dramaturga desse
coloca Areum numa situação delicada. Belas 1: 21h20
CONSTRUINDO PONTES (Brasil, 2016, 1h12, livre) Dir. Heloisa Passos. Documentário mostra a relação da cineasta Heloisa Passos e seu pai, o engenheiro civil Álvaro. Belas 3: 15h50
DE ENCONTRO COM A VIDA (Mein Blind Date mit dem Leben, Alemanha, 2018, 1h51, 14 anos) Dir. Marc Rothemund. Com Kostja Ullmann, Anna Maria Mühe, Jacob Matschenz. Sem contar para ninguém que praticamente não enxerga nada, Saliya põe em prática seu sonho e começa a trabalhar em um hotel de luxo. BH Shopping 7: 19h40, 22h15
O DIA DEPOIS (Geu-Hu, Coreia do Sul, 2018, 1h32, 12 anos) Dir. Sang-Soo Hong. Com Min-Hee Kim, Hae-hyo Kwon, Kim Saeybuk. Areum substituirá uma antiga funcionária da empresa com quem seu chefe, Bongwan, teve um caso. Porém, a esposa dele encontra uma carta de amor e
EXORCISMOS E DEMÔNIOS (The Crucifixion, EUA, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Xavier Gens. Com Sophie Cookson, Brittany Ashworth, Corneliu Ulici. Quando um padre é sentenciado à prisão, uma jornalista investigativa se esforça para desvendar o caso. BH Shopping 6: 12h30, 14h50, 17h20, 19h30, 21h50 Big 3: 14h45, 16h45, 18h45, 20h45 (*) Boulevard 5: 14h45, 16h40, 18h35, 20h30 Cidade 8: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Contagem 2: 14h30 (*), 16h30 (*), 18h30 (*), 20h30 Del Rey 2: 14h30 (*), 16h30, 18h40 (*), 21h Del Rey 2: 14h30 (*), 16h30, 18h40 (*), 21h, 22h40 Estação 3: 12h30 (*), 14h45 (*), 17h (*), 20h (*), 22h05 Itaú Power 2: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Minas 5: 15h, 17h, 19h, 21h (*) Monte Carmo 3: 14h30 (*), 16h30, 18h30 (*), 20h30
projeto”, rememora. Na ocasião, Lúcia soube que Grace também era atriz. “Fui assisti-la e gostei tanto que, quando demos início aos testes, foi o primeiro nome que nos veio, inegavelmente, tanto a mim quanto ao diretor de elenco (Gabriel Bortolini). E ela dá uma densidade ao personagem... Permite ao espectador se surpreender. Nunca entrega seu personagem de bandeja. A Glória não é só vítima em cena, Grace dá a complexidade que a personagem exige – tanto que já ganhou dois prêmios”. Por meio da tensão que brota em Camila a partir dos relatos de Glória, o filme discute, num espectro mais amplo, a questão da paranoia inerente aos tempos atuais, principalmente a que contamina a classe média brasileira. “E como, a
partir do medo, algumas pessoas se tornam machistas, racistas, perversas. É um pouco isso que o filme conta, como o medo vai transformando alguns em pessoas ruins...”.
Pampulha 3: 14h (*), 15h50 (*), 17h40, 19h30 (*), 21h20 (*) Paragem 1: 14h45, 16h40, 18h35, 20h30 Partage Shopping Betim 3: 14h10, 16h40, 18h50, 21h10 (*) Pátio Savassi 6: 14h50, 17h05, 19h20, 21h40 Via Shopping 1: 15h, 17h, 19h, 21h (*)
Diamond 5: 15h50, 21h30 Pátio Savassi 7: 16h30, 22h Pátio Savassi Premier: 14h30, 16h45, 19h, 21h10
(*) Sessões dubladas
QUASE MEMÓRIA (Brasil, 2018, 1h35, 12 anos) Dir. Ruy Guerra. Com João Miguel, Charles Fricks, Tony Ramos. Carlos é um homem que se encontra com si mesmo em um desdobramento do tempo. Belas 2: 16h40, 21h30
SUBMERSÃO (Submergence, EUA, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Wim Wenders. Com James McAvoy, Alexander Siddig, Alicia Vikander. Danielle é uma exploradora do oceano que descobre um novo desafio: descer ao abismo Ártico. Belas 1: 14h, 16h30, 19h Diamond 2: 16h50
RAPHAEL MONTES A praça Paris que dá título ao filme foi construída no início do século passado, numa das várias remodelações pelas quais a capital fluminense passou. No filme, aparece na foto com a qual Camila chega ao Brasil, trazendo sua avó nessa praça. Mas se no início dessa matéria citamos que o projeto era uma das várias cartas na manga de Murat, o que fez a cineasta resgatá-lo? Bem, ela lembra que, com o advento das UPPs, em 2008, “as coisas momentaneamente se acalmaram (no Rio)”. Com o tempo, po-
em cartaz AOS TEUS OLHOS (Brasil, 2018, 1h36, 12 anos) Dir. Carolina Jabor. Com Daniel de Oliveira, Malu Galli, Marco Ricca. Rubens é um professor de natação. Ele se vê em apuros quando um de seus alunos diz à mãe que o professor lhe deu um beijo na boca. Belas 3: 21h20 Belas 3: 11h (Clube do professor. sessão somente para professores cadastrados), 21h20 BH Shopping 9: 16h30 Pátio Savassi 2: 14h40, 17h10, 19h10, 21h15
ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Renata Cabral. Um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que
rém, acabaram “se revelando inócuas”. “Talvez pelo fato de a experiência não ter sido acompanhada por outros projetos complementares, de apoio. Tudo retornou à estaca zero – na verdade, em alguns casos, até pior. Aí, voltei a pensar no filme”, revela ela, que, nesse ponto, já aventava se enveredar pelo gênero thriller. “Como não tinha imaginação para esse tipo de escrita, fui procurar alguém para dividir o roteiro. Ao ler uma matéria sobre o (escritor) Raphael Montes, decidi comprar seus livros”, diz, referindo-se ao jovem (27 anos) autor de best-sellers como “Suicidas” e “Dias Perfeitos”. Leituras concluídas, veio a convicção de que era o nome acertado. “Então, o que aconteceu é que já tinha uma escaleta e ele me deu muitos toques necessários, me complementou muito no trabalho. Tem uma imaginação grande nesse segmento”. Concomitantemente, a situação no Rio de Janeiro se agravava. “No início, com o suporte de ONGs, chegamos a fazer pesquisas no Morro da Providência, sem problemas. Já durante as filmagens, não conseguimos sequer subir. A situação era outra – pois, claro, o processo de um filme demora. Tanto que me perguntam: ‘Como sabia que isso ia acontecer? Mas a volta do tráfico, tudo isso já estava na pesquisa, se podia ver ali”, lamenta ela, embora se declare feliz pelo fato de perceber que, para além de viver o thriller, o espectador, pelo feedback que vem angariando, consegue perceber a questão social que pauta a trama.
sofreu um acidente. Belas 3: 14h, 17h20 Contagem 7: 18h40
BASEADO EM FATOS REAIS (D’Après une Histoire Vraie, França, 2017, 1h40, 12 anos) Dir. Roman Polanski. Com Emmanuelle Seigner, Eva Green, Vincent Perez. Uma escritora inicia uma relação com uma admiradora que vai controlando a sua vida. Belas 2: 14h20, 19h Diamond 3: 21h Pátio Savassi 4: 14h30
CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA (Pacific Rim Uprising, EUA, 2018, 1h51, 10 anos) Dir. Steven S. DeKnight. Com John Boyega, Jing Tian, Scott Eastwood. Mako Mori assume o lugar que era do pai e precisa reunir os pilotos. Contagem 8: 19h10 (sessão dublada)
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almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 21 a 27 de abril de 2018
CINEMA COM AMOR, SIMON
PARIS FILMES/DIVULGAÇÃO
(Love, Simon, EUA, 2018, 1h49, 12 anos) Dir. Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel. Simon leva uma vida comum, mas sofre por esconder que é gay. Boulevard 2: 18h20 Cidade 1: 18h40 (*) Contagem 5: 16h20 (*) Del Rey 4: 18h20, 20h30 Diamond 3: 12h30, 18h Estação 2: 14h (*) Monte Carmo 4: 16h20 (*) Pátio Savassi 3: 12h40, 18h
(Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, EUA, 2018, 1h56, 14 anos) Dir. Martin McDonagh. Com Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody Harrelson. Mildred Hayes decide chamar atenção para o assassinato de sua filha alugando três outdoors em uma estrada. Pátio Savassi 7: 19h
mostras I CICLO DE DEBATES SOBRE O CINEMA LATINO AMERICANO
(*) Sessões dubladas
Quarta-feira (25) 19h “Memórias do Subdesenvolvimento” (Cuba, 1968, 1h44) Dir. Tomás Gutiérrez Alea (*) IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes da sessão
COVIL DE LADRÕES (Den Of Thieves, EUA, 2018, 2h20, 14 anos) Dir. Christian Gudegast. Com Gerard Butler, Curtis James Jackson, Pablo Schreiber. Um ladrão tenta esconder o segredo de que ele pertence a duas facções rivais. BH Shopping 1: 21h30
CINEMA PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO – ÀS MARGENS DA INDÚSTRIA
DEIXE A LUZ DO SOL ENTRAR (Un Beau Soleil Intérieur, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Claire Denis. Com Juliette Binoche, Philippe Katerine, Xavier Beauvois. Isabelle é uma mãe divorciada e solteira que está à procura de um amor na romântica capital da França. Pátio Savassi 4: 16h40, 21h15
OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. BH Shopping 9: 14h, 19h, 21h40 Big 4: 14h35, 16h35 Cidade 3: 16h10, 18h20, 20h40 Contagem 7: 14h30, 16h40, 20h50 Del Rey 7: 14h20, 16h20, 18h20, 20h20 Itaú Power 1: 14h30, 16h45, 19h, 21h15 Minas 4: 16h20, 18h30 Monte Carmo 2: 14h30, 16h35, 18h40, 20h40 Norte 3: 14h20, 16h20, 21h Pampulha 5: 19h05, 21h10 Paragem 3: 14h45, 16h50, 19h, 21h Partage Shopping Betim 7: 11h40, 16h10, 22h
O HOMEM DAS CAVERNAS (*) (Early Man, Reino Unido/ EUA/ França, 2018, 1h29, livre) Dir. Nick Park. Um homem das cavernas une sua tribo contra um inimigo da Idade do Bronze. BH Shopping 4: 13h30 Pampulha 2: 14h05 Partage Shopping Betim 7: 14h (*) Sessões dubladas
JOGADOR Nº 1 (Ready Player One, EUA, 2018, 2h20, 12 anos) Dir. Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Olivia Cooke. Num futuro distópico, as pessoas preferem a realidade virtual de um jogo. BH Shopping 4: 16h, 22h05 Big 4: 20h40 (*) Boulevard 2: 15h40, 20h30 Cidade 1: 16h, 21h (*) Contagem 8: 16h25, 21h20 (*) Diamond 2: 21h50 Minas 6: 13h40 (*) Monte Carmo 4: 18h30, 21h10 (*) Norte 3: 18h20 (*) Paragem 4: 14h30 Partage Shopping Betim 2: 21h40 Partage Shopping Betim 7: 18h40 (*) Pátio Savassi 2: 13h50 e 17h20 Sessões 3D: BH Shopping 4: 19h10 Estação BH 2: 16h30, 19h30, 22h20 (*) Pátio Savassi 2: 20h45 (*) Sessões dubladas
A LIVRARIA (The Bookshop, Espanha/ Reino Unido/ Alemanha, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Isabel Coixet. Com Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson. Uma viúva deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria. Pátio Savassi 3: 16h45 Pátio Savassi 4: 18h40
UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Uma família é perseguida por uma entidade
TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME
Em cartaz A história vai remeter a filmes como “A Malvada”, “Louca Obsessão” ou “Mulher Solteira Procura”. No entanto, “Baseado em Fatos Reais”, de Roman Polanski, em cartaz na cidade, é uma adaptação do livro homônimo de Delphine de Vigan. Em cena, uma escritora de sucesso (Delphine, vivida por Emmanuelle Seigner, mulher de Polanski na vida real). Na iminência de um colapso, ela conhece a misteriosa Elle (Eva Green), mas o relacionamento das duas ganha contornos inesperados. Destaque para a presença de Vincent Perez, ator cujos filmes não têm marcado muita presença aqui, no Brasil.
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fantasmagórica assustadora. Betim 2: 16h30, 18h30, 20h30 (*) BH Shopping 2: 13h40, 16h20, 18h40, 21h Big 1: 16h50, 18h50, 20h50 (*) Boulevard 1: 15h50, 17h40, 19h30, 21h20 Cidade 3: 14h10, 16h10, 18h20, 20h30 (*) Contagem 3: 16h40, 18h40, 20h40 (*) Del Rey 6: 14h50, 16h50, 18h50, 20h40 Del Rey 6: 14h50, 16h50, 18h50, 20h40, 22h30 Diamond 6: 14h, 16h10, 18h30, 20h50 Estação 5: 13h15, 15h30, 17h45, 20h20, 22h30 (*) Itaú Power 6: 13h50, 15h40, 17h35, 19h25, 21h15 (*) Minas 2: 16h40, 18h40, 20h40 (*) Monte Carmo 6: 15h40, 17h30, 19h20, 21h10 (*) Norte 5: 16h50, 18h50, 20h50 (*) Pampulha 2: 15h55, 17h45, 19h35, 21h25 (*) Paragem 4: 17h10, 19h, 20h50 Partage Shopping Betim 4: 13h40, 18h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 12h20 (*), 14h50 (*), 17h20 (*), 19h40 (*), 21h50 Pátio Savassi 4: 12h30, 15h Pátio Savassi 4: 20h10 Pátio Savassi 5: 13h30, 16h10, 18h45, 21h Via Shopping 5: 16h30, 18h30, 20h30 (*)
Minas 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Minas 4: 13h30, 21h Monte Carmo 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Norte 2: 15h40, 18h05, 20h30 Pampulha 4: 14h, 16h30, 19h, 21h30 Paragem 2: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Partage Shopping Betim 6: 14h20, 17h10, 20h Pátio Savassi 8: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 Via Shopping 2: 13h25, 15h50, 18h20, 20h50 Via Shopping 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10
(*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
MARIA MADALENA
PEDRO COELHO (*)
(Mary Magdalene, Reino Unido, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Garth Davis. Com Rooney Mara, Chiwetel Ejiofor, Joaquin Phoenix. A jovem Maria Madalena junta-se a Jesus de Nazaré em sua missão de propagar a fé. Diamond 2: 14h15, 19h15 Pátio Savassi 3: 15h20, 20h30
(Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e dentro da casa do Mr. McGregor. Betim 2: 14h30 BH Shopping 7: 12h10, 14h30, 16h50 Big 1: 14h50 Boulevard 4: 14h, 16h30 Cidade 1: 12h, 14h Cidade 1: 14h Contagem 3: 14h40 Del Rey 4: 14h, 16h10 Diamond 3: 15h30 Itaú Power 4: 14h20 Minas 2: 14h40 Monte Carmo 4: 14h20 Norte 5: 14h50 Pampulha 5: 15h05, 17h05 Paragem 5: 16h40 Partage Shopping Betim 2: 13h30, 15h50 Pátio Savassi 7: 14h Via Shopping 5: 14h45
NADA A PERDER - CONTRA TUDO. POR TODOS (Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h BH Shopping 1: 15h40, 18h30 BH Shopping 5: 14h20, 17h10, 20h20 BH Shopping 8: 15h, 17h50, 20h40 Big 2: 15h40, 18h05, 20h30 Boulevard 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Cidade 2: 13h20 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30, 21h Contagem 4: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Contagem 6: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Del Rey 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Diamond 4: 12h10, 15h, 17h50, 20h40 Estação 1: 13h, 16h, 19h, 22h Estação 4: 12h, 15h, 18h, 21h Itaú Power 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10
PANTERA NEGRA (*) (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para tomar seu lugar como Rei. Quando um inimigo antigo reaparece no radar, o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados. Boulevard 4: 18h30, 21h10 (sessão legendada) Cidade 6: 13h10, 15h50, 18h30 Contagem 5: 13h50, 18h30, 21h10 Itaú Power 4: 16h10, 18h40, 21h10 Minas 6: 16h10, 18h40, 21h15 Partage Shopping Betim 2: 18h40 Sessão 3D: Pampulha 1: 18h30
Betim 1: 14h10, 16h20, 18h40, 20h50 (*) Big 4: 18h35 (*) Boulevard 5: 14h45, 16h40, 18h35, 20h30 Estação 6: 13h45, 16h15, 18h45, 21h20 (*) Itaú Power 5: 14h15, 16h30, 18h45 (*) Minas 1: 14h10, 16h20, 18h30 (*) Monte Carmo 5: 14h10, 16h20, 18h30, 20h40 (*) Norte 1: 16h35 (*) Pampulha 6: 14h45, 16h55, 19h05, 21h15 (*) Paragem 5: 14h20, 18h50, 21h Partage Shopping Betim 4: 15h40, 20h40 (*) Via Shopping 4: 14h20, 16h40, 18h50 (*) Sessões 3D: BH Shopping 3: 12h45 (*), 15h10 (*), 17h40, 20h50 Big 5: 14h30, 16h35, 18h40, 20h45 (*) Boulevard Imax: 14h40, 17h, 19h10, 21h15 Contagem 1: 14h10 (*), 16h20, 18h30 (*), 20h40 Del Rey 1: 14h10 (*), 16h20, 18h30 (*), 20h40 Diamond 5: 13h, 18h50 Del Rey 1: 14h10 (*), 16h20, 18h30 (*), 20h40, 22h50 (*) Itaú Power 5: 21h (*) Minas 1: 20h40 (*) Norte 1: 14h30, 18h40, 20h45 (*) Pampulha 1: 14h10, 16h20, 21h (*) Partage Shopping Betim 1: 11h20 (*), 13h50 (*), 16h20 (*), 19h (*), 21h30 Pátio Savassi 4: 17h40 Via Shopping 4: 21h (*) (*) Sessões dubladas
SEVERINA (Severina, Brasil/ Uruguai, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Felipe Hirsch. Com Javier Drolas, Alfredo Castro, Carla Quevedo. O dono de uma livraria se encanta com uma mulher que visita sua loja e volta dia após dia para cometer furtos. Belas 3: 19h20 (sessão vitrine)
SOBRENATURAL: A ÚLTIMA CHAVE (*) (Insidious: The Last Key, EUA, 2018, 1h44, 14 anos) Dir. Adam Robitel. Com Lin Shaye. Elise Rainier é chamada para resolver o caso de uma assombração. Boulevard 2: 13h30 Cidade 6: 21h10 Contagem 8: 14h15
(*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
RAMPAGE - DESTRUIÇÃO TOTAL
TOMB RAIDER: A ORIGEM
(Rampage, EUA, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Brad Peyton. Com Dwayne Johnson, Malin Åkerman, Naomie Harris. Um experimento genético é feito e os animais se transformam em monstros.
(Tomb Raider, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Roar Uthaug. Com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins. Lara Croft parte para uma incrível e perigosa aventura numa ilha japonesa. Pátio Savassi 4: 22h30
Neste sábado (21) 17h “E agora? Lembra-me” (POR, 2013, 2h44) Dir. Joaquim Pinto 20h “O Ornitólogo” (POR/BRA/FRA 2015, 1h54) Dir. João Pedro Rodrigues Domingo (22) 17h “Ruínas” (POR, 2009, 1h) Dir. Manuel Mozos 19h “E agora? Lembra-me” (POR, 2013, 2h44) Dir. Joaquim Pinto Terça-feira (24) 17h30 “Bab Sebta”(POR, 2008, 1h48) Dir. Pedro Pinho, Frederico Lobo 19h30 “A Vingança de uma Mulher” (POR, 2012, 1h40) Dir. Rita Azevedo Gomes Quarta-feira (25) 18h “Montanha” (POR/FRA, 2016, 1h30) Dir. João Salaviza 19h30 “48” (POR, 2010, 1h33) Dir. Susana de Sousa Dias Quinta-feira (26) 18h “Balaou” (POR, 2007, 1h17) Dir. Gonçalo Tocha 19h30 “João Bénard da Costa: Outros amarão as coisas que eu amei” (POR, 2015, 1h15) Dir. Manuel Mozos Sexta-feira (27) 18h “Cavalo Dinheiro” (POR, 2014, 1h55) Dir. Pedro Costa 20h “Ruínas” (POR, 2009, 1h) Dir. Manuel Mozos (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.
GRANDES NOMES DO KUNG FU (*) Neste sábado (21) 16h “Arrebentando em Nova Iorque” (Hong Kong, 1995, 1h44, 10 anos) 18h “A Fúria do Dragão” (Hong Kong, 1972, 1h46, 14 anos) Dir. Wei Lo 20h “Lutar ou Morrer” (Hong Kong, 1994, 1h43, 16 anos) Dir. Gordon Chan Domingo (22) 16h “O Clã das Adagas Voadoras” (Hong Kong/China, 2004, 1h59, 14 anos) Dir. Yimou Zhang 18h15 “O Tigre e o Dragão” (Taiwan/ Hong Kong/USA/China, 2000, 2h, 12 anos) Dir. Ang Lee 20h30 “O Grande Mestre” (Hong Kong/ China, 2013, 2h10, 12 anos) Dir. Wong Kar-Wai Segunda-feira (23) 17h Encontros Assustadores(Hong Kong, 1980, 1h42, 12 anos) Dir. Sammo Kam-Bo Hung 19h “Era uma vez na China” (Hong Kong, 1991, 2h14) Dir. Hark Tsui 21h30 “Os Condores do Oriente” (Hong Kong, 1987, 1h33, 14 anos) Dir. Sammo Kam-Bo Hung Terça-feira (24) 15h “O Pequeno Grande Guerreiro” (China-Hong Kong, 2010, 1h36, 16 anos) Dir. Ding Sheng 17h “Ip Man: O Grande Mestre” (Hong Kong/China, 2008, 1h46, 14 anos) Dir. Wilson Yip 19h “Herói” (China/Hong Kong, 2002,
1h47, 14 anos) Dir. Yimou Zhang 21h “Comando Final” (Hong Kong/Macau, 2005, 1h37, 16 anos) Dir. Wilson Yip Quarta-feira (25) 15h “Mestre Kam: A Lenda” (Hong Kong, 1993, 1h30, 12 anos) Dir. Woo-Ping Yuen 17h “Kung-Fusão” (Hong Kong/China, 2004, 1h39, 14 anos) Dir. Stephen Chow 19h “Dragão” (Hong Kong/China, 2011, 1h55, 16 anos) Dir. Peter Ho-Sun Chan 21h15 “Kung-fu Futebol Clube” (Hong Kong/China, 2001, 1h53, Livre) Dir. Stephen Chow Quinta-feira (26) 15h “Operação Dragão”, (Hong Kong/ EUA, 1973, 1h42, 14 anos) Dir. Robert Clouse 17h “Cinco dedos de Violência” (Hong Kong, 1972, 1h44, 18 anos) Dir. Chang-hwa Jeong. Sessão comentada pela pesquisadora Yasmine Evaristo. 19h30 “O Templo Shaolin: Os Herdeiros de Shaolin” (China/Hong Kong, 1982, 1h35, 14 anos) Dir. Hsin-Yen Chang Sexta-feira (27) 15h “A Fúria do Dragão”, (Hong Kong, 1972, 1h46, 14 anos) Dir. Wei Lo 17h “O Vôo do Dragão”, (Hong Kong/ ITA, 1972, 2h13, 14 anos) Dir. Bruce Lee
SESSÃO ABRACCINE (*) Sexta-feira (27) 19h30 “Quarto Camarim” (BR, 2017, 1h41, 14 anos) Dir. Camele Queiroz e Fabricio Ramos. Sessão comentada (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
SESSÃO INFANTIL (*) Neste sábado (21) 17h “O Ursinho Pooh - o Filme” (EUA , 2011, 1h) Dir. Stephen J. Anderson e Don Hall
MOSTRA SERTÕES (*) Neste sábado (21) 19h “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (Brasil, 1964, 1h50) Dir. Glauber Rocha Domingo (22) 17h “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro” (Brasil, 1969, 1h39) Dir. Glauber Rocha 19h “O Pagador de Promessas” (Brasil, 1962, Drama, 1h31) Dir. Anselmo Duarte Quarta-feira (25) 19h30 “Aboio” (Brasil, 2005,1h11) Dir. Marília Rocha Quinta-feira (26) 19h30 “O Cangaceiro” (Brasil, 1953 1h35) Dir. Lima Barreto
TERÇA COMENTADA (*) 19h30 Cine Diversidade Curtas: “Luiza”, de Caio Baú; “Na Pele de Charlotte”, de Gláucia Veloso, “Eu não Quero Voltar Sozinho”, de Daniel Ribeiro
SESSÃO PRÉ ENA (*) (Encontro Nacional de Agroecologia) Sexta-feira (27) 19h30 Curtas: “Cultivando Saberes: Experiências Agroecológicas na Região Metropolitana de BH”, de Laura Barroso e Davi Fuzari; “Sempre Viva”, da Articulação Nacional de Agroecologia; “Histórias da Fome no Brasil”, de Camilo Tavares. Sessão comentada. (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
CURTA DEGUSTAÇÃO (*) Terça-feira (24) 13h Curtas: “O Grande Roubo do Trem”, de Edwin S. Porter; “O Último Raio de Sol”, de Bruno Torres (*) Prodemge (av. Augusto de Lima 270, centro). Entrada gratuita.
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estilo MINAS TREND> Marcas que desfilaram mostram que é a vez de as cores quentes reinarem no verão
Esquenta na passarela MARCELO SOUBHIA / FOTOSITE
Desfile do estreante Vírgilio Couture: alfaiataria descomplicada e print de oncinha
UARLEN VALERIO
Lorena K. I n i c i a t i v a Martins que nos representa no calendário fashion, o Minas Trend realizou mais uma edição na semana passada, em Belo Horizonte, revelando as apostas para o verão 2019. Diferentemente de uma fashion week, o evento mantém o mesmo formato há alguns anos: de um lado, marcas fazem sua apresentação livre na passarela e, do outro, etiquetas expõem, em um salão de negócios, voltado para venda, suas apostas de mercado para a próxima estação. A fórmula permanece dando certo. Mas, nessa edição, foi claro perceber que o line-up dos desfiles, que passa pela curadoria do diretor criativo Pedro Lázaro, ganhou novo fôlego. A temporada trouxe várias novidades – a começar por quatro novos nomes. E bons destaques. O primeiro foi a Skazi, uma marca consolidada
no mercado, fiel às suas clientes – que englobam, principalmente, blogueiras e outras celebridades – mas que nunca havia desfilado em seus 25 anos de existência. Com mais de 500 pontos de vendas espalhados em todo o Brasil, a marca escolheu sua terra natal para fazer a celebração e desfilar peças que suscitaram desejo imediato – algo que o estilista Eduardo Amarante sabe fazer muitíssimo bem. A marca, aliás, foi a última a desfilar na grade dessa edição, possivelmente para consolidar a máxima do “fechar com chave de ouro”. Não só. Escalou celebridades para a concorrida primeira fila, convidou a cantora Ludmilla – fã confessa da marca – para cantar a trilha sonora ao vivo e, não bastasse, convocou a atriz global Juliana Paes para uma aparição especial, encerrando o desfile na passarela. Por outro lado, foi com uma trilha sonora poética e mais leve que o estilista mineiro Fabio Costa fez a sua
estreia. Para quem não conhece, um breve currículo: Fábio morou 12 anos em Nova York com a família, participou da 10ª edição do “Project Runway” e retornou à cidade recentemente, junto à sua marca Not Equal, direto para a passarela do Minas Trend. “O propósito da coleção é trabalhar a desconstrução, com um acabamento que não é finalizado”, explicou. Assim, as peças são intencionalmente modeladas para que o corpo dê a forma que for necessária – homem ou mulher, fica a critério –, além de uma cartela de cores que simbolizam os sentimentos do dia a dia – a alegria, o cansaço e a tristeza são exemplos da coleção, uma das mais elogiadas da edição. Um presente e tanto para quem estava comemorando 35 anos justamente no dia do desfile. A Virgílio Couture, do estilista Virgílio Andrade, já havia desfilado, sem comprometimento comercial, na passarela experimental
da Casa de Criadores, em 2013. Agora, fez a sua estreia na passarela mineira colocando sua alfaiataria bem estruturada a serviço de uma roupa versátil, que pode ser usada em momentos e lugares diversos. O interessante do trabalho dele, no caso, é a capacidade de exagerar – como, por exemplo, ao combinar a estampa de oncinha com o xadrez, usando cores vibrantes como amarelo, azul e rosa; de forma elegante e nada over. As jardineiras adornadas com babados são uma peça forte da sua coleção – e despertam o desejo de usá-las imediatamente. Por último, a mineira Fátima Scofield, já uma espécie de “prata da casa” (enquanto expositora no salão de negócios), abriu mão da estrutura mais rígida que norteava suas criações e propôs peças esvoaçantes, transparentes e fluidas em seda – a maioria em tons quentes, como laranja, vermelho e amarelo. Ah, e chiques, como dita seu DNA.
Na sua estreia, a Skazi trouxe Juliana Paes na passarela
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FOTOS ZE TAKAHASHI/ FOTOSITE
NÉCESSAIRE Na temporada de verão 2019 do Minas Trend, as marcas apostaram em acessórios de tamanho maxi! Os brincos da temporada são coloridos e ideais para serem usados também de um lado só. Veja nossa seleção de acessórios que vão se tornar desejo imediato. FOTOS AGÊNCIA FOTOSITE
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Modelagem geométrica e sobreposição no desfile da Plural
Expert no tricô, Natália Pessoa apostou em formas fluidas
Cintura alta e top estilo sutiã formam o combo fresco de Lucas Magalhães
Os brincões da Virgílio Couture foram desenvolvidos pela Abi Project. As flores coloridas em metal e alto relevo foram usadas em uma orelha só.
Olha quem veio para ficar! É a pochete. O acessório apareceu em uma versão mais discreta e delicada para arrematar as produções desfiladas pela marca mineira Chocker.
Cintura marcada pelo retorno dos cintões na Chocker
Duo preto e branco com bordados em franjas na Anne est Folle
Tecido tecnológico com ares de alfaiataria foi novidade na Molett
Quanto maior, melhor! Essa foi a máxima do desfile da Molett, que contou com acessórios do designer mineiro Carlos Penna, expert em peças irreverentes.
Cores fluorescentes e pegada esportiva dos anos 80 na Manzan
Modelagem que se adapta ao corpo na estreante Not Equal
Fluidez com ares de camisolas para o verão da Fátima Scofield
CONCURSO READY TO GO REVELA VENCEDORES Voltado para novos talentos, o concurso Ready to Go premiou, durante o Minas Trend, as marcas Meniax e Chris Gontijo. A primeira é uma marca de underwear e lifestyle masculino lançada por Nadia Kassab e desenvolvida
para valorizar os homens que buscam se expressar de forma única e, para 2019, preparou uma collab com o estilista Lucas Magalhães. Na contramão, a marca de lingerie feminina Chris Gontijo aposta em
uma proposta contemporânea com peças que transpõem o quarto de dormir e saem às ruas. Os ganhadores receberão como prêmio estandes para mostrarem suas coleções na próxima edição do evento, em outubro.
O slide segue convicto nos pés para a próxima estação quente. A marca Anne est Folle criou uma versão com tramas e macramés.
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Morte na academia HÉLVIO AVELAR
a b e aquela vontade de acordar cedo para malhar, caminhar ou correr, regada a água de coco, suor e serotonina? Pois é, morro de inveja de quem tem. No momento estou mais parada que o pirulito da praça Sete em dia de manifestações. Todos em volta se movimentando, gastando energias, e eu lá, vendo tudo, sem mover uma pedra, ou melhor, uma perna sequer. Aliás, ando que nem pedra ultimamente, com dificuldade de subir escadarias e facilidade pra despencar na cama. Cansaço? Preguiça? Os dois juntos? Sei lá.Hoje, domingo, disse pro meu espelho: “Segundafeira eu começo!” O quê? Ainda não decidi, mas alguma coisa, com certeza, vou começar. Ou melhor, recomeçar, já que de tudo eu fiz um pouco. Lembro quando, após uma parada geral e preguiça endêmica, almoçando com os jogadores de vôlei do Sada Cruzeiro, ouvi a pergunta: – E você, Laurinha, o que anda fazendo de esporte? – Nada –, respondi. E vi as caras de espanto. – Ai, gente, não estou fazendo nada! – completei,
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sem graça. – Nem caminhada? – perguntaram surpresos. “Ai, ai, ai”, pensei. Como explicar para uma turma de atletas, com seus 2 m de altura e sabe-se lá quantos centímetros de bíceps, que eu era uma “antiatleta” total, que minha esteira já tinha virado cabide fazia muito tempo e que aquelas caminhadas de uma hora por dia eram coisas do passado? Assumi, envergonhada, minha posição, pensando em, no dia seguinte, tomar providências. E foi o que fiz: matriculei-me no tênis. No começo quase morri, afinal, depois dos “enta”, passar uma hora correndo atrás de bolinhas não é fácil. Um ano depois, deixei de jogar com adolescentes e passei a jogar com adultos. A glória! Quando me falaram sobre o pilates, confesso que, no início, achei uma chatice. Esse negócio de alongamento, respiração cronometrada, se esticar em bolas gigantescas... Sei não. Até descobrir que por meio dele eu havia desenferrujado, passando a trabalhar músculos que nem sequer sabia que existiam. Sucesso! Depois, a volta natural à academia. O difícil era casar horários. Tênis no início da noite, pilates e academia de manhã em dias alternados. Nos fins de semana, o reinício das caminhadas, até ir acelerando os passos e me descobrir correndo. Uhuuuu!!!
Pois é, acho que está na hora de almoçar de novo com os jogadores. Quem sabe eles me dão uma prensa e eu volto à ativa? Brincadeiras à parte, já entendi que está mesmo na hora de voltar. Tênis? Academia? Corridas? Pilates? Zumba? (Acreditem, até isso eu já fiz). Na última vez que corri, resolvi levar minha cachorra junto. E lá fomos nós, ela com sua coleira e uma enormidade de empolgação à frente e eu atrás, em ritmo acelerado. Até que, de repente, do nada, ela resolveu frear, e eu, sem tempo hábil de perceber isso, não parei.
Resultado: atropelei-a sem querer e aterrissei no cimento duro do outro lado da calçada. Caí feio, machucando mãos, joelhos, cotovelos, tudo! Um desastre que atraiu vários caminhantes para acudir. – Machucou? – perguntavam-me. – Acho que não, está tudo bem! – isso, ainda esparramada no chão, tentando calcular o tamanho do estrago. A cachorra, minha pit-lata preferida, voltou rapidamente e se sentou ao meu lado, provavelmente sabendo que alguma coisa tinha feito para eu estar ali. Sua cara preocupada me fez perdoá-la na hora. Man-
cando, voltamos pra casa. Depois disso, nos fins de semana, apenas caminhadas leves com ela e com meu marido. E hoje aqui estou, sentada diante do computador enquanto o sol da tarde brilha lá fora. É domingo, dia de Atlético e Cruzeiro. Uma ótima desculpa para ficar de frente à TV. Minha pit-lata está ao meu lado, querendo que eu saia com ela. – Nem que a vaca tussa! – tento explicar à minha cachorra. – Segunda-feira eu recomeço! – digo, me justificando. Outro dia, no salão, escutei de uma jovem senhora:
– Resolvi fazer academia e comprei o pacote de um ano. Não se passaram dois meses e já estou querendo largar... E agora? Será que eles me devolvem o dinheiro? “Ai, ai!”, penso com meu botões, quantas vezes já fiz essa besteira. Logo eu que, com um mês, já estava querendo matar o personal. Aquele cara que não desgruda um minuto, vigiando a nossa performance, gritando “só mais um! Vai, que você consegue!” Que mal te dá tempo para um gole d’água. “Vamos lá, 40 abdominais pra começar! Prende a barriga, segura o bumbum, levanta a perna, dobra o joelho!” E você lá, tramando em silêncio como fazê-lo se calar e esquecer sua pobre existência exaurida, enquanto, aos trancos e barrancos, levanta três quilos de ferro em cada braço. Pronto, acabei de decidir o que fazer. Amanhã recomeço: pacote trimestral com direito a um saradão no meu pé, ditando as regras do jogo. Se é pra começar, vamos começar direito. E, se por acaso vocês lerem no jornal sobre um personal trainer morto na academia com um haltere na cabeça, não se assustem. Juro que não fui eu. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WÍndia. A primavera se enche de cores com a celebração do Holi. Páginas 4 e 5 pampulha WViagens Incríveis. O lado chique e asiático dos Alpes Suíços. Página 12
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Um clássico à beira-mar Atualqueridinhodoshermanos,PortodeGalinhasagradatodososbolsosemqualquerépocadoano.Páginas 6 a 9
ASSOCIAÇÃO DOS HOTÉIS DE PORTO DE GALINHAS/DIVULGAÇÃO
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W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
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Porto Seguro, Arraial e Prado em Minas Gerais De 7 a 14 de abril, a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih), a Secretaria de Cultura e Turismo de Porto Seguro, a operadora CVC e o Sebrae promoveram um road show em cinco cidades mineiras – Belo Horizonte, Contagem, Sete Lagoas, Divinópolis e Conse-
lheiro Lafaiete – para capacitar os agentes de viagens locais nos destinos Porto Seguro, Arraial D’Ajuda e Prado. Além da capacitação, foram realizadas blitze em 340 lojas da CVC e agências multimarcas. O road show do projeto Descubra sua Tribo, segundo o presidente da Abih Re-
gional Extremo Sul da Bahia, Wilson Spagnol, serve para potencializar a capacidade dos agentes de viagens para comercializar os destinos. “O desenvolvimento de ações junto ao agentes faz com que esses destinos sejam vendidos de maneira mais eficaz, valorizando o setor hoteleiro e os atrativos
de cada um”, afirmou. Para o secretário de Cultura e Turismo de Porto Seguro, Richard Alves, a capacitação dos agentes de viagens é essencial para que compreendam Porto Seguro e suas potencialidades. “A cidade possui uma diversidade turística, bem como seus equipamentos e as va-
riadas segmentações que apresenta, abrangendo os mais diversos perfis de público”, comentou. Entre os hoteleiros que participaram da ação estavam representantes dos hotéis Transoceânico Praia, Floral Inn Family, Best Western Shalimar Praia, Brisa da Praia, Pontal Praia, Safira
Praia, Nauticomar All Inclusive Hotel & Beach, Beach Hills, Mar Paraíso e Baía Cabrália, as pousadas Casa de Maria e Arraia Sol, o Grupo Sueds, as redes Porto Firme e Soberano, o receptivo AR Turismo, o restaurante Vovó Bela e os resorts Porto Seguro Praia Resort e Portobello Park Hotel, FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Hoteleiros baianos se uniram para divulgar os destinos Porto Seguro, Arraial d’Ajuda, Trancoso e Prado em Minas Gerais
Fabiana Oliveira (Beira da Praia), Simone Santos (Mar Paraíso), Lucas Oliveira (Abih Porto Seguro) e Silvana Matos (Best Western)
Iracema Ribeiro (Casa de Maria), Luciana Amaral, Edy Bino (Nauticomar), Luciana Gomez (Baía Cabrália) e Gabriela Coelho (PS Eco Bahia)
Lelo (AR Receptivo), Júlio Santos (Steak House Frutos do Mar), João Paulo Aguero (Beach Hlls) e Flávio Abade (Porto Firme)
Wilson Spagnol (Sectur), Marcelo Andrade (Arraial Sol), Luís Barros (Safira),Bernardo Sanchez (Transoceânico) eSiegfried Michel(Portobello)
Gabriela Coelho, representante do resort Porto Seguro Eco Bahia, exibe o lema do projeto do Porto Seguro, ‘Descubra sua tribo’
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RIO QUENTE RESORTS/DIVULGAÇÃO
Luigi & Renata
Workshop Visual (I) EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Correu pelas redes sociais: Luigi Rotunno e Renata Righi se casaram, no último dia 7 de abril, em uma cerimônia para familiares, amigos e colaboradores do resort no Clube de Praia do La Torre, em Porto Seguro. Para lua de mel, eles escolheram o exclusivo resort no Kenoa, em Barra de São Miguel, no litoral de Alagoas.
A Visual Turismo, empresa do grupo CVC Corp com o foco em ecoturismo, luxo e viagens de lua de mel, promove neste sábado (21) a nona edição do Workshop Visual Turismo. O evento, bastante tradicional no mercado de turismo mineiro, tem como objetivo capacitar os agentes de viagens, por meio de treinamentos, para o atendimento e a venda de destinos turísticos nacionais e internacionais.
Workshop Visual (II)
Em evento na última semana em BH, Rosângela Gonçalves, nova diretora de marketing e vendas do Transamerica Hospitality Group, recebeu agentes e operadores em um evento e anunciou que o resort passou a adotar o sistema all inclusive desde 2/4
Para esta edição estão programadas mais de 20 palestras e apresentações de destinos, como Aruba, Los Cabos e Europa. Estão confirmadas as presenças de Afonso Louro (diretor geral) e Edson Akabane (head de vendas). O evento também servirá como comemoração do Dia do Agente de Viagens, celebrado no dia 22 de abril.
LA TORRE/DIVULGAÇÃO
Heber Garrido (ex-Transamerica Hospitality Group, onde atuou por 15 anos) é o novo diretor de experiência marketing e vendas do Grupo Rio Quente desde o início deste mês; na foto, entre Francisco Costa Neto (CEO) e Flávio Monteiro, diretor de experiência operações corporativas
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte 21 de abril de 2018
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Experiências exclusivas nos roteiros Premium Travel A VTours, representante em Minas da Queensberry, a melhor operadora de luxo do mercado, promoveu um welcome coffee na sede da Associação Brasileira de Agências de Viagens – Seção Minas Gerais (Abav-MG) o seminário “Premium Travel – cruzeiros, experiências e viagens fit”. O evento, que contou com a presença do diretor de vendas da Queensberry, Mar-
co Lourenço, lançou (e detalhou) o novo caderno Premium Travel, com seis roteiros únicos e exclusivos. Essas viagens aliam o melhor do Grupo Brasileiros no Mundo (GBM) ou seja, guia acompanhante brasileiro, mais tempo em cada cidade, grupos entre 20 e 25 pessoas e hotelaria de luxo. No caderno Premium Travel estão os roteiros Lombardia e Os Mais Belos Lagos Ita-
lianos;ÁfricadoSul,Zâmbiae Zimbábue; Os Fabulosos Castelos da Irlanda; Sultanato de Omã; Portugal e Espanha: Saborese Tradições; eo cruzeiro fluvial De Lyon a Avignon a bordo do SS Catherine. Segundo Vilma Alagiyawanna,essalinha deprodutos acompanha uma tendência mundial do turismo de luxo, onde o cliente escolhe chegar atéoencontrodogruponoexterior com a companhia aérea e classe de sua preferência.
FOTOS EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
Vilma Alagiyawanna (diretora da VTours e representante da Queensberry em Minas Gerais), Mauro Lourenço (diretor de vendas da Queensberry) e Alessandra Silva (VTours), no evento da operadora de luxo ocorrido no salão da Abav-MG
Talita Mara Braga (Associação Mineira do Ministério Publico), Adriana Jamim (Oásis Turismo), Isabel Cristina de Souza (Encontre sua Viagem) e Ângela Bittar (Bittar Turismo)
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W4 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
Intercâmbio (I)
Para a geração Z De olho no universo jovem, a Experimento Intercâmbio Cultural colocou seus experts em produtos em campo para estruturar e lançar um programa de férias diferente no exterior, com a chancela da Youtuber e it girl, Jade Picon (@jadepicon). Com 17 anos e mais de 4 milhões de seguidores no Instagram, a garota é o que as marcas costumam chamar de “influenciadora digital” e, por isso, ganhou um programa de intercâmbio na Europa, com todas as atividades de estudo do idioma e de lazer que sempre sonhou.
Intercâmbio (II)
Inglaterra e Sul da França Destinado a adolescente de 13 a 17 anos, o programa de intercâmbio da Experimento acontece durante as férias de julho na cidade de Bournemouth, na Inglaterra, e no Sul da França. As vagas são limitadas. Para saber mais informações sobre o programa de férias, acesse o endereço eletrônico: experimento.com.br. BAND/DIVULGAÇÃO
turismo
Holi
É primavera
Antigamente, os corantes eram naturais, mas, atualmente, os sintéticos reinam por saírem com mais facilidade da pele
na Índia! Celebrada em cores Umdosmaispopularesfestivais no paísmarca oinício da novaestação, comemoraoamor e até a vitóriado dasforças do bemcontra omal Luiza Bandeira Agência O Globo
São 9h e as pequenas ruas que levam à praça principal de Udaipur, no Estado indiano do Rajastão, estão estranhamente quietas. No feriado, o som ambiente da Índia, uma mistura de buzinas incessantes e vendedores insistentes, dá lugar a um silêncio incomum, interrompido apenas por longínquas batidas de tambor. Mas não demora até a primeira moto parar e pôr fim à calmaria com um desejo de “Feliz Holi”, que comemora a chegada da primavera. E logo se entende o que significa estar no “festival das cores” da Índia: o motoqueiro enche a mão de pó colorido e passa no rosto do turista, sem economia e sem nenhuma preocupação estética. Depois, comemorase com muitos abraços, em um ritual que é repetido por inúmeras vezes durante o dia. O Holi, celebrado anualmente entre fevereiro e março, é uma das festas mais populares da Índia. O festival das cores acontece em todo o país,
mas tem mais força no norte. A romântica Udaipur, apelidada de “A Veneza da Índia”, é uma opção para quem quer escapar do tumulto da festa tradicional em cidades como Nova Délhi, Vrindavan e Varanasi. Em 2019, será nos dias 20 e 21 de março.
História A celebração é antiga: há referências ao Holi em escritos do século VII. Mas não se sabe exata-
mente suas origens, que são relacionadas ao hinduísmo, religião majoritária na Índia. Para alguns, a festa celebra o amor de Krishna por Radna. Com vergonha de sua cor azulada, o deus teria sido aconselhado pela mãe a pintar o rosto da amada Radna. Coloridos, os dois ficaram juntos, e o festival celebraria seu amor. Na segunda narrativa, o Holi marca a vitória do bem contra o mal, simbolizada pela queima de Holika – demônio feminino que armou um plano para queimar seu inimigo na fogueira, mas acabou, por interferência divina, ardendo nas chamas. LUIZA BANDEIRA/AGÊNCIA O GLOBO
Para alguns, a festa celebra o amor de Krishna por Radna. Na segunda narrativa, o Holi marca a vitória do bem contra o mal, simbolizada pela queima de Holika
Crianças também aproveitam a brincadeira das cores para se pintarem: melhor horário da festa é na parte da manhã LUIZA BANDEIRA/AGÊNCIA O GLOBO
Quem leva Operadora: VTours Costa Azul , no Sul da França
Roteiro: Índia e Nepal, via Dubai (16 dias e 18 noites)
Mineirão
Mais uma mega-atração A quarta edição do Festival Brasil Sertanejo acontecerá nos dias 12 e 13/5 na Esplanada do Mineirão. Na programação de shows, estão confirmados Nego do Borel, Anitta, os MCs Kevinho e Livinho, Marília Mendonça, Gusttavo Lima, Henrique & Juliano e Felipe Araújo e Léo Santana. Informações e ingressos no site nenety.com.br.
Roteiro: quatro noites em Delhi, duas noites em Jaipur, duas noites em Agra, uma noite em Khajuraho, duas noites em Varanasi, três noites em Kathmandu e duas noites em Dubai Incluí: Guia brasileiro, hospedagem, serviço de maleteiros, 15 cafés da manhã, passagens de avião e trem, além de ingressos para algumas atrações Saídas: 13/05, 2/9 e 7 e 8/10
Turistas, nativos e quem estiver pela frente: no Holi, é cor para todo lado e não vale reclamar do banho colorido, afinal, é dia de celebração na Índia
Preço: Ligue (31) 3292-5570 ou acesse queensberry.com.br
turismo
5W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
DIBYANGSHU SARKAR/AFP
Curitiba (I)
O glamour dos anos 30 O Expresso Classique, charmoso programa noturno da Serra Verde Express, tem novas datas abertas ao público confirmadas para 2018: 11/5 e dias 12 e 13/6. Unindo gastronomia e arte ao universo ferroviário, o programa se destaca como uma elegante opção de lazer em Curitiba. A proposta é resgatar o glamour da década de 30, época de ouro das ferrovias brasileiras. O Expresso Classique proporciona quatro horas de uma experiência lúdica, de volta no tempo. O passeio custa R$ 279 por pessoa e inclui jantar completo. SERRA VERDE EXPRESS/DIVULGAÇÃO
LUIZA BANDEIRA/AGÊNCIA O GLOBO
LUIZA BANDEIRA/AGÊNCIA O GLOBO
Curitiba (II)
Recepção à moda antiga
Várias fogueiras pelas ruas também simbolizam a queima de Holika
Mulheres relatam abusos durante o Holi e a dificuldade em denunciar as agressões durante o festival das cores
Explosão de tinta por ruas e vielas A noite anterior ao Holi relembra a história da fogueira, com dezenas delas espalhadas pela cidade. Na praça principal, ocorre a festa oficial, com danças típicas indianas em um palco precedendo a queima de fogos e o acendimento da fogueira. Mas vale a pena passear por Udaipur e ver as outras “holikas”, feitas pelos próprios moradores. Antes de acender a fogueira, os presentes rezam para que todo o mal dentro deles desapareça. Mas é preciso estar alerta: o fogo se espalha rapidamente pela palha, e fogos de
artifício presos à “escultura” explodem, forçando as pessoas em volta a correr, numa divertida brincadeira que, entretanto, pede atenção. Na manhã seguinte, começa o festival das cores propriamente dito. Muitos usam roupas brancas e, em referência à história de Krishna, joga-se pó colorido, o gulal, nas pessoas e para o alto. O pó também lembra a chegada da primavera e as cores da estação. Cada cor tem um significado diferente: azul é a cor de Krishna, verde simboliza a primavera e vermelho re-
presenta amor e fertilidade.
Caminhe ao ar livre A explosão de cores forma nuvens coloridas no ar. As batucadas e as pessoas dançando quase em transe um espetáculo inesquecível. Não vale a pena ficar só na praça principal. Pelas vielas, é possível se perder num mundo de cores, para deleite dos amantes da fotografia. Crianças usando pistolas para lançar água ou jogando balões do topo de prédios completam a diversão. O objetivo, quase sempre alcançado, é fazer a tinta gru-
dar no corpo das pessoas. No passado, o gulal era feito de material natural, como flores, mas hoje impera a versão sintética. Para a tinta sair mais facilmente, recomenda-se usar óleo de coco na pele e no cabelo antes da festa. Durante, é preciso dar atenção aos olhos e à boca – a turma não tem o cuidado devido com o rosto dos outros. Leve garrafa d’água, lenços e, se possível, óculos escuros que você não se importe de perder. O mesmo vale para as roupas, que depois da festa devem ir para o lixo. (LB/AG)
Durante a festa Cuidado. Nos últimos anos, mulheres indianas têm denunciado casos de assédio durante o Holi. Segundo elas, o festival é usado por alguns homens para tocar seu corpo sem consentimento. O abuso é agravado por dois fatores: o primeiro é a tradição de que no Holi ninguém pode se chatear com a brincadeira, resumida no jargão “Não fique bravo, é Holi”. Em grupos. Muitos jovens tomam uma bebida feita com cânabis chamada “bhang”. É possível se proteger do assédio andando em grupos, principalmente pela manhã, quando famílias e crianças estão nas ruas. Ao meio-dia, o clima fica mais intenso.
A atração tem início na Oficina de Trens, no final da avenida Silva Jardim, de onde parte o trem composto por seis sofisticados vagões, um deles inteiramente projetado para o programa. O ponto final é a estação rodoferroviária da cidade. Em plataforma caracterizada à moda antiga, os convidados são recepcionados com música ao vivo e podem desfrutar de lounge de dança, charutaria, espaço Kaffe Kantate e refinados ambientes de estar com peças de época. Informações: serraverdeexpress.com.br. SERRA VERDE EXPRESS/DIVULGAÇÃO
W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
turismo
Pernambuco
Porto de Galinhas muito além das piscinas naturais Roteiro pelodestinopodeincluirtour porlocaishistóricos,passeiosde catamarãoudebuggy,próximoao mar,alémdevisitaaartesãorenomado Franco Malheiro O dia em Porto de Galinhas, em Pernambuco, começa cedo. Uma das principais atrações do lugar, que o fez conhecido na década de 90, é o mergulho em piscinas naturais. O passeio, normalmente, é feito nas primeiras horas da manhã. Mas o destino guarda muito mais. Para aproveitar bem as piscinas é necessário ficar atento ao mar e à tábua da maré. Os melhores horários podem ser conferidos no site da Marinha Brasileira, e as marcas ideais para o passeio são de 0,5 m para baixo. As principais piscinas ficam na praia da vila, mas outras também podem ser visitadas em Maracaípe. O passeio é feito com auxílio de jangadeiros, da associação local, que podem ser contratados na orla da praia. Se a maré estiver mais baixa, pode-se optar pela caminhada até às piscinas, que não são distantes da areia. Mas é preciso ter cuidado com a incidência de ouriços do mar nas rochas.
Pacote completo Mas o destino não é feito só de mergulho com os sargentos – peixes mais comuns nas piscinas. O roteiro pode ser dividido em duas partes. Reserve as primeiras horas do dia para visitar as piscinas naturais – com uma hora e meia de duração. Depois, pode-se alugar um bugue e atravessar as praias pela areia ou pequenas estradas. O bugueiro deve ser contratado dentro da associa-
Nos três primeiros meses deste ano, Pernambuco recebeu 48 mil turistas argentinos, crescimento de 134% em relação a 2017
ção local, e o passeio comporta até quatro pessoas. No circuito, o turista vai conhecer as praias mais lindas do destino, começando pela de Muro Alto, famosa pelo recife que forma uma grande piscina. Quanto mais baixa estiver a maré, mais azul e cristalina estará a água. Na faixa de areia, há barracas que alugam cadeiras e guarda-sóis, além de passeios de caiaque e standup paddle. Outras praias são as de Cupe e Maracaípe, que possuem um mar mais agitado e são procuradas para a prática de surfe. Nesses locais, estão o maior número de hotéis, pousadas e resorts “pé na areia”. Em Pontal de Maracaípe, há o passeio de jangada pelo rio Maracaípe para conhecer cavalos-marinhos. O jangadeiro, em um momento, mergulha próximo às raizes do mangue e captura o animal em um vidro para que o viajante possa ver e tirar fotografias.
Fora da praia Além das atrações naturais, Porto de Galinhas reserva um circuito gastronômico rico, com vários restaurantes. Além de se comer bem, na vila, pode-se conferir lojas de artesanatos e obras do artista plástico Carcará, pessoa responsável por criar a galinha considerada símbolo da cidade. Além disso, em uma das ruas, o céu é coberto por guarda-chuvas – local que
Projeto Porto Cult se inspira nas sombrinhas de Águeda, em Portugal, e visa promover a cultura local. Elas devem ser trocadas quatro vezes ao ano, sempre em uma data comemorativa atrai turistas pela beleza e pela harmonia das fotos.
Baobá Quem chega a Porto de Galinhas certamente ouve comentários sobre o baobá gigante – uma árvore que se encontra no distrito de Nossa Senhora do Ó, a cerca de 9 km do balneário. Aqui, ela tornou-se conhecido pela grossura de seu tronco. Para abraçálo, é preciso cerca de 20 pessoas. O baobá foi plantado no local pelos escravos vindos da África e possui mais de 400 anos de existência. A árvore é considerada sagrada pelos povos da África e da Oceania. Nesses locais, ela é a “árvore da vida”.
Em Carneiros, visite a igrejinha e conheça o ‘jacaré gigante’ FRANCO MALHEIRO/WEBREPÓRTER
AHPG/ DIVULGAÇÃO
Tradicional capelinha de São Benedito é cartão-postal em Carneiros
Baobá em Porto de Galinhas possui mais de 400 anos e foi plantado no lugar pelos escravos trazidos da Índia para serem vendidos no Brasil
É da Barra de Sirinhaém, a 34 km de Porto de Galinhas, que parte o passeio de catamarã até a praia dos Carneiros, em Tamandaré, com duração de seis horas. Mas a praia, com coqueiros, piscinas naturais e mar de águas transparentes, merece um dia inteiro só para ela. Nesse caso, faça o passeio de bugue a partir de Porto ou vá com carro próprio – são 62 km até lá. A enseada fica em um propriedade privada. Caso o viajante opte por ir de carro, precisará desembol-
sar R$ 30 para o estacionamento do restaurante Bora-Bora. Em Carneiros há opções de passeios de catamarã ou lancha para conhecer as piscinas naturais, o banho de lama e até o “maior jacaré do mundo” – uma forma de vegetação em formato de jacaré. Os preços variam de R$ 30 a R$ 60 por pessoa. O cartão-postal fica por conta da capelinha de São Benedito, uma igrejinha linda, branca e verde, localizada na área e cercada por coqueiros. (FM)
turismo
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SSOCIAÇÃO DOS HOTEIS DE PORTO DE GALINHAS (AHPG)/ DIVULGAÇÃO
Belas piscinas naturais são um prazeroso convite ao deleite
AHPG/ DIVULGAÇÃO AHPG/ DIVULGAÇÃO
Buggy
Passeio entre matas e o mar Um passeio imperdível é o de buggy de ponta a ponta. Nele o viajante poderá conhecer todas as praias de Porto de Galinhas. O valor da diversão é R$ 250 para até quatro pessoas. Normalmente, os hotéis fornecem os contatos de bugueiros credenciados. AHPG/ DIVULGAÇÃO
Cavalos marinhos
Mergulho é espetacular O passeio no Pontal de Maracaípe reserva uma das maiores belezas naturais do destino. Viaja-se de jangada, pelo mangue, para conhecer o cavalomarinho e custa R$ 25 por pessoa. Ele pode ser adquirido no local, com jangadeiros da associação.
Tradicionais galinhas podem ser encontradas em diversas lojas de artesanato em Porto de Galinhas; algumas delas estão expostas nas ruas
Artesanato inspirado na história local O passeio pela vila deve ser anotado no roteiro. Além das excelentes opções de restaurantes, as lojas de artesanatos encantam. Quem passa pelo calçadão da rua da Esperança (a principal da Vila) não deixa de notar a sedutora e coloridíssima vitrine da loja Gatos de Rua. Descolado, o lugar vende itens que vão de roupas a chaveiros, boa parte feita a partir da reciclagem
de garrafas PET. Na mesma rua, há uma feira de artesanato com inúmeras barraquinhas. Os produtos encontrados vão de rede, cangas, bolsas a suvenires, como imãs de geladeira, miniaturas de galinhas e girafas, além de alimentos regionais, como o bolo de rolo.
Artes O artesão Carcará, famoso por esculpir galinhas em raízes de coquei-
ros, agora tem uma exposição permanente ao ar livre. Pelo centro da cidade, inúmeras galinhas gigantes estão expostas. O ateliê do artista fica em Ipojuca é aberto a visitação. Carcará, inclusive, esculpe suas tradicionais galinhas nos caules e em raízes de coqueiros da região. Suas estrutura firmes servem de base para que o artista possa criar, os cortes precisos que dão forma às charmosas galinhas. (FM)
Como ir Pacote 1: Oito dias, com aéreo e saída em 28/4 e acomodação dupla no Estação do Sol Praia e Hotel. Preço: A partir de dez parcelas de R$ 200. Inf.: (31) 2515-3310. Latam Travel Pacote 2: Quatro noites, com saída em 27/4, incluso aéreo e hospedagem na pousada Radiante. A partir de R$ 1.539,30. Inf.: Procure a loja CVC mais próxima de você.
Naturais
Piscinas de água salgada O tradicional passeio pelas piscinas naturais deve ser feito com os jangadeiros credenciados. O tíquete é comprado em um guichê na praia da Vila, e o valor do passeio é R$ 25
por pessoa, em grupos. Caso a preferência seja por um roteiro mais exclusivo ou individual, o valor passa para R$ 150. É importante frisar que o turista deve prestar atenção na tábua da maré para acompanhar a melhor época do passeio. A tábua está no site da marinha brasileira.
W8 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
turismo FOTOS ASSOCIAÇÃO DOS HOTÉIS DE PORTO DE GALINHAS/ DIVULGAÇÃO
Peixes e frutos do mar predominam nos cardápios de Porto de Galinhas
Gastronomia
Comida farta para todos os paladares Pratos a base de peixe e frutos do marsãoos mais encontrados, mas Portotambém temgalinha ao molho pardoe escondidinhode macaxeira Franco Malheiro As praias são a principal atração de Porto de Galinhas, mas não podemos dizer que é a únicas. Quando o assunto é culinária, o destino representa bem o Estado de Pernambuco. São inúmeras opções, e o turista estará bem servido do café da manhã ao jantar. Logo na primeira refeição do dia é possível perceber as peculiaridades gastronômicas dessa parte do país. Em vários hotéis e pousadas a oferta vai muito além do habitual pãozinho com frios e frutas, incluindo pratos mais fortes, como carne seca, macaxeira (mandioca), queijo coalho, tapioca e o tão tradicional bolo de rolo – esse, mais comum com os recheios de goiabada e doce de leite. Para o almoço e o jantar, procurar um bom restante pela vila é uma ótima pedida. Peixes e frutos do mar predominam nos
cardápios de Porto de Galinhas, como, por exemplo, no do estrelado Beijupirá. O restaurante é conhecido pela irreverência de seus pratos, e opta por ingredientes regionais e inesperados, como molhos à base de frutas da região. Embora a maioria dos restaurantes esteja concentrada na vila de Porto de Galinhas, na praia do Cupe a famosa galinha ao molho pardo da Cabidela da Natália faz sucesso há duas décadas. Outra delícia local é o escondidinho de macaxeira no Barcaxeira. O restaurante é especializado nesse prato, oferecendo diversas opções de recheio. Os de maior saída são o de camarão e o de carne seca com queijo coalho. São servidos em três opções de tamanho (pequeno, médio e grande) e os preços variam de R$ 20 a R$ 40. Destaque para as opções de caipirinhas do bar. Vale experimentar a de limão com caju. As moquecas do Restaurante e Bar Pescaria dão
A oferta vai além do habitual pãozinho com frios e frutas, incluindo pratos mais fortes, como carne seca, macaxeira queijo coalho, tapioca e o bolo de rolo
Bolo de rolo pode ser encontrado até no aeroporto de Recife; os tradicionais têm recheio de goiaba ou doce de leite
Serviço Barcaxeira. Rua Esperança, 458, Porto de Galinhas, Ipojuca. Os famosos escondidinhos variam de R$ 20 a R$ 40. barcaxeira.com.br. Bar e Restaurante Pescaria. Galeria Htur - ruas das Piscinas Naturais, s/nº, loja 14. Vale a pena conferir a porção de caranguejos. R$ 3o, com três.
água na boca. Destaque para a de camarão, além dos caranguejos no coco.
Points A vila concentra o movimento. O eclético Birosca da Cachaça é point de paquera, especialmente às sextas e sábados, quando recebe DJs que tocam vários ritmos. Para curtir um bom forró, o Lua Morena é a pedida certa às quartas e aos sábados – na quinta, o ritmo é o sertanejo. Se preferir uma noite menos agitada e um jantar leve, A La Creperie oferece uma cardápio extenso de crepes doces e salgados, além de excelentes sucos.
Beijupirá. Rua Bejupira, 90. Uma dos mais famosos tradicionais restaurantes do Nordeste. beijupiraporto.com.br. Birosca da Cachaça. Rua Bejupira, 26. Lua Morena (PE 09, Porto de Galinhas. La Crêperie. Rua Beijupira s/nº. Os preços variam de R$ 18 a R$ 35. lacreperiepe.com.br/ Restaurantes também servem pratos refinados, como espaguete com camarão
turismo
9W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
FOTOS: HOTEL VIVÁ/DIVULGAÇÃO
Hospedagem
Perto de todas as atrações Com atmosfera agradável, muito conforto e uma localizaçãoprivilegiada, a 4,5 km do centro da vila,o Vivá Portode Galinhas é uma ótima opção dehospedagem
Hotel oferece variadas opções no spa
Bar tem apresentações culturais diárias
Franco Malheiro Cinema, spa – cobrado à parte – , restaurantes, seis piscinas, quadras e um bar com apresentações culturais. São esses os principais atrativos do Hotel Vivá Porto de Galinhas. Localizado à beiramar, na praia do Cupe e próximo às piscinas naturais, o hotel tem quatro estrelas e conta com apartamentos confortáveis e aconchegantes, ideais para todas as famílias. Ele fica a 47 km do Aeroporto Internacional dos Guararapes, em Recife, a 4,5 km da vila de Porto de Galinhas e a 500 m dos arrecifes e das piscinas naturais da praia do Cupe. O hotel tem um único bloco de apartamento e oferece quatro tipos de acomodações – standard, com vista parcial para o mar; superior, com vista total do mar; luxo, com banheira de hidromassagem e vista parcial para o mar; e superluxo, com vista total para o mar. Os serviços são três – o cliente tem opção pela diária com café da manhã, com almoço ou com as três refeições, no sistema pensão completa. O café da manhã possui um bufê variado de produtos regionais, como tapioca, carne seca, cuscuz,
Serviço O Vivá Porto de Galinhas possui 50 mil m² de área, sendo 25 mil m² de muito verde; hotel foi todo estruturado a partir da proposta de ser autossustentável bolo de rolo e macaxeira. Segundo Tenistone Douglas, gerente geral do Vivá Porto de Galinhas, não aderir ao all inclusive faz parte da estratégia para que o turista possa desfrutar das atrações do balneário. “É do nosso interesse que o cliente possa também conhecer a cidade e as praias e fazer os passeios, que são o que dá nome ao nosso destino”, explica.
Diversão em família Os hóspedes têm à disposição uma programação de cinema, com sala ampla e confortável, além, claro, de uma telona. A seleção dos filmes é feita diariamente,
Onde se hospedar. Hotel Vivá Porto de Galinhas. Avenida Beira Mar, s/n, Lote B, Gleba 2, Praia do Cupê. Internet: vivaportodegalinhas.com.br/pt-br/o-hotel. Preços. Diárias a partir de de R$ 500 (em apartamento standard, com café da manhã). Passeios. Luck Receptivo. Informações sobre os passeios no www.luckreceptivo. com.br/passeios/recife/porto-de-galinhas Área de lazer conta com seis piscinas; localização também é estratégica, já que o empreendimento é um pé-de-areia
com seções de filmes para adultos e crianças. Já o spa conta com várias opções de massagens, além de piscina aquecida e da sauna. Para utilizá-lo, é cobrada uma taxa de R$ 30 por pessoa.
Sustentabilidade A preocupação com o verde é visível em todas as áreas do hotel. A madeira utilizada é ecologicamente correta, toda a água é reaproveitada e aquecida com energia solar, e a arquitetura valoriza o uso da luz e da ventilação natural. Priorizase, ainda, a separação e a reciclagem do lixo produzido no local.
Acomodações têm vista total ou parcial para o mar e são divididas em quatro categorias: standard, superior, luxo e superluxo
W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
turismo STOCKXPERT
Pacotes
As duas últimas folgas no primeiro semestre Operadoras de viagens contamcom programas diferenciadospara quem quiser relaxar e curtir oDia do Trabalho ou oCorpus Christilonge de Belo Horizonte Internacional
Buenos Aires com aéreo e hotel MICHEL FILHO/AGÊNCIA O GLOBO
A Latam Travel conta com pacotes especiais para Buenos Aires, que, além da arquitetura charmosa, oferece diversos pontos turísticos, parques, variedade de restaurantes, opções de entretenimento noturno e muitas lojas. O programa para saída de BH, no feriado de Corpus Christi, em 25/5, às 5h05, e retorno em 2/6, às 2h01, inclui aéreo e hospedagem em apartamento no Bebel Plaza. O pacote está a partir de dez parcelas de R$186,14. Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31-3286- 3999), Diamond Mall (31-2533-0933), Boulevard Shopping (31-2515-3310) e Minas Shopping (31-3245-5718).
Caldas Novas
Terrestre
Abril
Opções em duas datas
Rio Quente em ônibus de luxo
Fortaleza com preços exclusivos
A ABC Viagens conta com programas exclusivos para o feriado do Dia do Trabalho em Caldas Novas, com saída em 27/4 e retorno em 1/5. O programa custa a partir de oito parcelas de R$ 155. Já para o feriado de Corpus Christi, ainda no destino, com saída em 30/5 e retorno em 3/6 está a partir de oito vezes de R$ 165. Os preços em ambas ocasiões são por pessoa em apartamento duplo, com hospedagem no Hotel Boulevard. Mais informações: (31) 3519-8800.
Para quem programa passar o Corpus Christi nas águas termais de Rio Quente, a ABC Viagens oferece pacotes terrestres, em ônibus leito superluxo, com TV, ar-condicionado, geladeira e lanche a bordo, com saída em 30/5 e retorno em 3/6. A viagem inclui hospedagem no Hotel Giardino com meia-pensão e está a partir de oito parcelas de R$ 191. Mais detalhes, ligue (31) 3519-8800.
A CVC Viagens conta com programas exclusivos para quem deseja visitar a capital cearense, Fortaleza, no fim de abril. A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú e conta com pontos turísticos como Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses entre 1649 e 1654. O lema da cidade, presente, inclusive, em seu brasão, é a palavra em latim “Fortitudine”, que em português significa “força”, “valor” ou “coragem”. O pacote com saída em 27/04 tem duração de quatro noites e incluí aéreo, além de quatro diárias de hospedagem no Aramar Hotel. O preço está a partir de R$ 1.511,30 por pessoa em apartamento duplo. Para outros detalhes e informações, acesse www.cvc. com.br ou procure a loja CVC mais próxima de você.
ABC VIAGENS/DIVULGAÇÃO
TARCÍSIO ARARUNA/DIVULGAÇÃO
América do Sul
Santiago em hotel três estrelas TURISMO DO CHILE/DIVULGAÇÃO
Nordeste
Folga em Maceió ou Salvador
Santiago, no Chile, é um pequeno tesouro incrustado bem na América do Sul. A capital do país consegue mesclar história e modernidade em um destino único e inesquecível. Para o feriado do Dia do Trabalho, há programas exclusivos, com viagem saindo do Rio de Janeiro ou de São Paulo. O pacote de quatro noites de hospedagem em hotel três estrelas, com café da manhã e traslados, sai a partir de US$ 800 por pessoa (mais taxas). Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Abreu Viagens.
Ainda dá tempo de comprar pacote para o feriado do Dia do Trabalho em Salvador. Saída em 29/4 e retorno em 6/5, incluindo aéreo, transfer e sete noites de hospedagem no Hotel Sol Plaza, está a partir de dez parcelas de R$ 79. Já para o feriado de Corpus Christi, em Maceió, com saída em 26/5 e retorno em 3/6, com aéreo, transfer e oito noites de hospedagem no Hotel Aram Ouro Branco, está a partir de dez vezes de R$ 146. Consulte seu agente de viagens e peça esse pacote da Visual Turismo.
All inclusive
Sete dias
Santo André para família ou seu par romântico bem na baixa temporada
Porto Seguro para casais
PAULO CAMPOS
O Grupo Samadhi Hotels, que administra o Costa Brasilis All Inclusive Resort & Spa, em Vila de Santo André (BA) e as três unidades da Pousada Corsário (Búzios, Paraty e Vila de Santo André), tem opções de pacotes e promoções para os próximos feriados e paraa baixa temporada. No Costa Brasilis All Inclusive Resort & Spa há opções para curtir uns dias com toda a família ou um fim de semana romântico de relaxamento total, com aulas de meditação, ioga e tratamentos terapêuticos no spa Ruby. Reservas (21) 4020 - 4140 ou consulte seu agente de viagens.
Ainda há pacotes disponíveis para o feriado de Corpus Christi em Porto Seguro. A Latam Travel tem programas com partida dia 26/5, às 12h30, e retorno no sábado seguinte (2/6). O pacote inclui aéreo e acomodação em apartamento no Andimar Hotel. A viagem custa a partir de dez parcelas de R$ 83,45 por pessoa em acomodação dupla. Promoção válida para as lojas do BH Shopping (31-3286-3999), Diamond Mall (31-2533-0933), Boulevard Shopping (31-2515-3310) e Minas Shopping (31-3245-5718).
turismo
11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
PAULA AUTRAN/AGÊNCIA O GLOBO
Serviço
Onde o guia
Baltazar Almeida visitou a Indonésia de Gili Trawangan um guia
é imprescindível HádestinosnoBrasilenomundoem que a contratação de um profissional especializado é quase obrigatória para tornaraviageminesquecíveleatémesmomaissegura Paula Coura
paula.coura@otempo.com.br
Das belíssimas grutas descobertas por Peter Lund – naturalista dinamarquês considerado o pai da paleontologia no Brasil – em Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, até as ruelas de Pompeia – antiga cidade do Império Romano, na Itália. Esses lugares únicos despertam o interesse de centenas de turistas. E, além de toda a programação que pode incluir um passeio, é preciso se atentar para um detalhe que faz toda a diferença: a necessidade de contratar um guia de viagem. Em alguns destinos, principalmente os de aventura ou locais com florestas, montanhas e desertos, além dos que têm muita história, fica praticamente impossível desfrutar de tudo sem a ajuda de um profissional especializado. Por mais que os guias digitais e impressos possam conter uma gama de mapas, informações e rotas de direcionamento, em certos lugares, essas orientações podem não ser o bastante. Nem todas as atrações são preparadas com informações suficientes
“Em todas as fronteiras do Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão é difícil ir sem o guia. As pessoas avançam nas malas, pedem comida. Você fica sem saber o que fazer” Baltazar Almeida Aposentado
aos turistas, fazendo com que o passeio descontraído se torne um pesadelo.
Experiências Turista experiente, Baltazar Almeida, 64, já visitou 67 países. Em vários desses destinos, como os túneis da guerra no Vietnã, ou as florestas intocadas em Laos e, ainda, a travessia da fronteira do Butão, é praticamente impossível aproveitar e fazer um passeio seguro sem a orientação de um guia de viagens. “Na fronteira com o Siquim, na hora que chega à ponte, eles recolhem seu passaporte e ‘somem’ com ele. Só no hotel somos avisados que o passaporte será
entregue no dia seguinte, na hora do passeio, com autorização para entrar no país. Mas eles explicam isso para os guias, no idioma deles e depois em inglês, e eu não sou fluente. Para lá, recomendo ir com um guia contratado daqui”, relata.
Economizando tempo Procurada por turistas principalmente na primavera, no verão e no outono, Londres é uma cidade inesgotável em qualquer época do ano. Clarissa Donda, guia brasileira na cidade, explica que mesmo no inverno, que pode ser um período não agradável para muitos brasileiros não acostumados com o frio, ter um guia local pode fazer a diferença no aproveitamento do tempo. “Um guia pode sempre te ajudar a localizar, perdendo menos tempo e aproveitando mais o dia de passeio. Em Londres, a segunda maior capital da Europa, com tanta coisa, além de referências de história, cultura e arte, é preciso um guia para não só direcionar aos pontos turísticos, mas um aprofundamento em cada um deles em vários aspectos. O melhor de Londres é o que há entre uma atração e outra, o caminho, e isso, por exemplo, só um guia mostra”, explica. ARQUIVO PESSOAL
Como contratar Credenciado. Segundo a presidente da Associação dos Guias de Turismo do Brasil em Minas, ( Agturb-MG), Shirley Bacelar, no Estado, há 700 guias formalizados, sendo 190 em Belo Horizonte. “Os profissionais são indicados dependendo da demanda turística, já que alguns são mais capacitados para atender grupos de estudante, da terceira idade ou de amigos”,
explica Shirley. ‘Pseudoguias’. Shirley recomenda, sempre, a contratação de um profissional credenciado, já que este pode evitar que o turista entre em furada. A Agturb-MG e agências de viagens podem indicar esses profissionais tanto em nível regional e nacional quanto internacional. “É possível sair de Mi-
nas com um guia, inclusive bilíngue, para qualquer destino. Existem vários “pseudoguias”, que por falta de conhecimento, acabam denegrindo a história local”, diz. Indicação. O boca a boca vale, e muito, na hora de contratar um guia. Muitos deles têm sites e extensa rede social. Acompanhar os comentários faz toda a diferença.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
EVITE ARMADILHAS Em destinos de aventuras, como florestas, montanhas e desertos, a experiência de um guia treinado fará o viajante manter-se seguro e bem-informado. O profissional conhece a região o suficiente para indicar como agir da melhor maneira, quais caminhos evitar e as condições climáticas favoráveis. Em locais em que o viajante não tem fluência da língua nativa, como países muçulmanos, por exemplo, um guia auxiliará aconselhando sobre a melhor forma de se portar.
Existem lugares sem sinalizações como a Cidade Velha de Jerusalém, onde sem um guia, fica quase impossível achar sozinho o local da Última Ceia. Outro exemplo é uma caminhada pelo interior do souk na cidade de Fez, no Marrocos, onde algumas escolhas sem indicação nas compras podem se tornar um desastre. Tem ainda a saída da intrincada centena de ruelas tortuosas no coração da Medina, que não há mapa que resolva. Locais místicos como Machu Picchu também são aproveitados quando sua história é mais bem contada por uma dessas pessoas conhecedoras do lugar.
SAIBA TAMBÉM A profissão de guia está regulamentada pela Lei 8.623/1993 e o guia de turismo tem de ser um profissional qualificado e cadastrado no Ministério do Turismo pelo Cadastur para poder exercer a profissão. É preciso, inclusive, ser registrado no mínimo como autônomo na prefeitura daquela cidade. Vale lembrar: existem várias categorias de guias turísticos: regional, especializado em atrativos naturais, nacional e internacional. É bom escolher o que mais convier para cada atividade. Em Londres, Clarissa Donda, guia grupos de brasileiros para locais tradicionais e também os não convencionais
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Viagens incríveis rafael@fvo.travel
Alpine chic com toque asiático nos Alpes Quick tips W FOTOS RAFAEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO
Um pacato vilarejo nos Alpes. Essa pode ser a descrição de Andermatt, cidade com pouco mais de mil habitantes, que vem se transformando em um dos destinos da moda na Suíça. O local, que já era conhecida por belas paisagens de montanha e por sua arquitetura tipicamente alpina, começou a chamar a atenção do resto do mundo com a abertura do hotel The Chedi, no fim de 2014. Do lado de fora, os vários chalés chamam atenção por seus toques contemporâneos, mas sem destoar da arquitetura tradicional do restante da vila. E, ao passar pela porta de vidro da entrada, qualquer um se impressiona com o que vê: uma releitura contemporânea do design alpino, com toques asiáticos, em um estilo que vem sendo chamado de “alpine chic”. Com um pé-direito altíssimo, cada canto é mais convidativo que o outro para uma taça de vinho ao lado das incontáveis lareiras espalhadas pelo lobby. Obras de arte e garrafas de vinho fazem parte da decoração. São 4.000 garrafas expostas em adegas envidraçadas espalhadas pelo hotel, com destaque para as coleções de safras diferentes de Château Mouton Rothschild e Château d’Yquem, dois dos vinhos mais célebres do mundo. Continuando nos comes e bebes, o hotel tem um dos melhores restaurantes japoneses da Europa, estrelado pelo guia Michelin, com um sommelier responsável pela harmonização de saquês com os pratos. O restaurante principal, no qual também é servido o café da manhã, tem quatro cozinhas abertas, cada uma responsável por uma parte dos menus. Mas o grande destaque fica por conta de uma torre climatizada de
Awazi Iguazu
Alta gastronomia e all inclusive
Um dos chalés do hotel The Chedi, com o vilarejo de Andermatt ao fundo
“O grande destaque do restaurante fica por conta de uma torre climatizada de cinco metros de altura, com os mais diversos queijos suíços, à disposição dos hóspedes.” cinco metros de altura, com os mais diversos queijos suíços à disposição dos hóspedes. Como não podia
faltar, no inverno, um chalé nos jardins externos serve raclettes e fondues – destaque para o com trufas negras, o melhor que já experimentei na vida.
Da neve às trilhas Ao contrário de muitas estações de montanha, que só funcionam durante o inverno, Andermatt tem vida o ano inteiro. No inverno, o destaque são os esportes de neve. Um loft recém-inaugurado sai da porta do hotel e dá acesso a pistas de esqui de todos os níveis, chegando a 3.000 m, o que garante neve de boa qualidade durante toda a temporada. No resto do ano, há trilhas para trekking e mountain-bike, além de um premiado campo de golfe com 18 buracos.
Área de estar em torno de uma das 196 lareiras do hotel, um lugar extremamente sofisticado e aconchegante
Para recuperar as energias, o spa do The Chedi é algo único. São saunas, piscinas e hidromassagens de vários tipos e temperaturas, em um ambiente que remete a Bali ou à Tailândia. A piscina principal, com 35 m de comprimento, coberta por um teto de vidro, dá acesso a uma parte externa com água quente, embora cercada de neve. Apesar da suntuosidade do hotel, a vida em Andermatt continua no mesmo ritmo. Crianças brincando na rua, senhoras caminhando para a missa e pequenos restaurantes típicos e familiares. O som do sino das vacas que pastam bem próximo à vila é um dos barulhos mais altos que se ouve.
Localização Para quem viaja de carro, a cidade fica a uma hora e meia de Zurique e a duas horas de Milão. De trem, Andermatt fica no meio do caminho do Glacier Express, o mais famoso dos trens panorâmicos suíços, que liga Zermatt a St. Moritz. É uma localização estratégica e prática para incluir em um tour pela Europa. Os menores quartos do The Chedi têm 52 m², maiores que muito apartamento por aí. Os valores começam em € 400 por noite, para duas pessoas, já incluindo café da manhã. Em alguns períodos, a quarta noite de estadia é cortesia.
W
Rafael Romeiro, diretor da FVO Travel, escreve na segunda semana de cada mês sobre turismo de luxo e roteiros personalizados.
Fondues e vinhos aquecem os turistas, que conta com variados rótulos
Já presentes na Patagônia e no deserto do Atacama, os lodges Awasi, membros do selo Relais &Châteaux, acabam de inaugurar sua terceira propriedade, em uma área de selva próxima a Foz do Iguaçu, do lado argentino. São 14 bangalôs de 100 m², com piscina privativa e integrados à natureza. O conceito Awasi já inclui todas as refeições, bebidas e experiências customizadas e privativas para cada hóspede. Até outubro, quem ficar três noites paga apenas por duas.
Paris
Hotel-palácio em St. Germain Reabre no dia 15 de maio o Lutetia, o hotel mais icônico da Rive Gauche, situado à margem esquerda do rio Sena, onde ficam os bairros de Saint-Germain-des-Près e o Quartier Latin, preferidos por boa parte dos brasileiros que frequentam a cidade. Foram quatro anos de trabalho e mais US$ 150 milhões gastos para restaurar o hotel, aberto em 1910. Considerando a localização e bem-sucedida mistura de legado histórico com conforto contemporâneo, o hotel tem tudo para ser o novo hotel queridinho dos brasileiros endinheirados que visitam Paris.
Sul da Bahia
Exclusividade em Corumbau Não é de hoje que o destino dos descolados na Costa do Descobrimento vai migrando, cada vez mais para o Sul da Bahia. Já foi Arraial D’Ajuda e Trancoso, agora é Caraíva que vive seu auge. Para quem busca sossego e rusticidade, com poucos turistas e exclusividade, Corumbau é o melhor lugar para se refugiar. Para os mineiros, a Azul tem voo direto de Confins a Teixeira de Freitas, e depois são duas horas por terra. Incrustada nesse cenário, a Fazenda São Francisco do Corumbau ainda tem bangalôs disponíveis para o feriado de 1º de maio.
W Duas rodas. Naked Suzuki GSX-S750 é testada no México. Páginas 22 e 23
HONDA/DIVULGAÇÃO
W Especial. Setor de caminhões respira mais aliviado em 2018. Páginas 18 a 21
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BELO HORIZONTE Sábado 21/4/2018
pampulha
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Civic apimentado Nova geração do Honda Civic Si estreia no Brasil apenas em versão cupê com motor 1.5 turbo, de 208 cv, e câmbio manual de seis marchas; esportivo custa R$ 159,9 mil. Páginas 16e 17
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Histórias do fundo do baú Vai longe uma época em que as revendas autorizadas de Belo Horizonte pertenciam a tradicionais famílias do comércio de automóveis da capital. Naqueles tempos, era possível identificar os donos dessas empresas, que, invariavelmente, passavam quase todo o dia no salão da concessionária, grande parte do tempo recebendo cativos clientes de uma “carteira” feita com muita conversa e amizade. Hoje, o belo-horizontino que retornar após uma razoável ausência, encontrará a cidade bem diferente do que poderia supor. Já deixamos, também, de ser um dos centros financeiros do país, tendo sediado alguns dos mais importantes bancos brasileiros, como o já extinto Nacional e também o Banco da Lavoura – depois Real, e, hoje, Santander. E vem sendo assim com as demais ativida-
des, com enfoque – como é o tema – de nosso InterCâmbio desta semana – no comércio de automóveis, cujas autorizadas vêm sofrendo mudanças no comando acionário com muito mais frequência do que outrora. Há muito tempo, a Volkswagen focava suas atenções em Belo Horizonte nas revendas Mila, Mercantil, Reauto, Carbel e Veminas, brigando pelo mercado de carros novos na cidade. Permanecem até hoje apenas a Carbel e a Mila, esta última com a gestão do Grupo Líder, o mesmo da Recreio VW, da avenida Barão Homem de Melo. A Catalão, em BH, e a Reauto, em Contagem e Betim, também seguem com a bandeira da marca alemã hasteada. Vale ressaltar que a Carbel está entre as poucas remanescentes que permanecem sob o controle da mesma família – no caso, os Pentagna Guima-
rães. Outras que disputam a liderança de vendas têm novos donos ou deixaram de existir. Da parte que cabe à Chevrolet, a Motorauto do saudoso Antônio Augusto Ferreira e seus filhos, alternava com a Casa Arthur Haas, na rua Timbiras, no centro da cidade, a liderança do pódio. A revenda do “seu Antônio” na avenida Pedro II já virou primeiro Orca e depois Jorlan, ambas pertencentes ao mesmo grupo oriundo de Goiás de mesmo nome. Já a Casa Arthur Haas foi vendida ao forte Grupo Líder (Recreio VW) depois de décadas sob a batuta do incansável líder empresarial Luiz Fellipe Haas. Aqui vale abrir um parênteses. Até a negociação do controle da concessionária, Luiz Fellipe conservou o hábito de ficar no salão de vendas recebendo os clientes de relações construídas ao longo de uma vi-
Na dança das cadeiras, muitas revendas fecharam as portas, e outras tiveram a bandeira vendida, dando lugar aos grandes grupos empresariais.
da e dedicação à centenária Casa, que levava o sobrenome de seu avô Arthur, fundador da empresa. Para concluir as negociações com a marca da gravatinha, a Grande Minas, leia-se Gercino Coelho, sucedeu a Brasvel na avenida Antônio Carlos. Já a Ford passou por sérios percalços anos atrás em Belo Horizonte. Naturalmente, a rede de distribuidores não passaria incólume às desventuras da marca norte-americana. Do passado, representando a marca do oval azul, só restou hoje a Cisa, ou melhor, Pisa Ford, que mudou a letra C pela P, mas manteve o endereço na avenida Amazonas 7.700, no bairro Gameleira, com a família do empresário Leonardo Augusto Ferreira (filho de seu Antônio) no comando, hoje exercido por Leonardo Augusto Filho. Em relação à Fiat, houve muitas mudanças. Na ca-
pital mineira hoje, apenas a Automax segue firme na direção segura de José Eduardo Lanna Valle, que tem a seu lado o competente e dedicado executivo Victor Gomes, além da filha Adriana Valle e do genro Rogerio Bechalany. A rede em Belo Horizonte conta, ainda com o sólido Grupo Roma, a Tecar, a Sinal e a Strada, esta última do Grupo Bonsucesso. Na dança das cadeiras, muitas revendas fecharam as portas, e outras tiveram a bandeira vendida, dando lugar aos grandes grupos empresariais que mantêm o controle de concessionárias de várias marcas de automóveis espalhadas por todo país, comprando e vendendo grandes volumes. Só assim para manter lucratividade em um negócio que hoje conta com margens cada vez mais reduzidas.
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
FORD/DIVULGAÇÃO
Serviço O ideal é procurar o mecânico de confiança ou a concessionária, caso a luz OBD fique sempre acesa
Quando parece, mas não é Luz acesa no painel nem sempre está ligada a um problema na injeçãoeletrônica;ela pode sinalizar falhano catalisador do veículo Igor Veiga Obrigadas por lei a reduzir as emissões de poluentes na atmosfera, em meados dos anos 90 as montadoras começaram a instalar nos veículos os chamados catalisadores. A peça fica no sistema de escapamento logo após a saída do coletor de escape. É uma espécie de “carcaça”, geralmente de aço inox por fora. Já por dentro, é composta por uma colmeia de cerâmica que acelera as reações químicas nos gases do escape do
motor. Com isso, ele transforma até 98% dos poluentes emitidos pela queima de combustível em substâncias inofensivas, como água, nitrogênio e gás carbônico. No entanto, o que muitos motoristas desconhecem é que o acendimento da chamada “luz de diagnóstico a bordo” no painel, também conhecida como OBD (On Board Diagnostics, em inglês), pode ser um sinal de que o carro está poluindo acima dos limites legais. “O acendimento da luz OBD pode ser uma indicação de que a peça es-
tá degradada e precisa de substituição urgente, pois não realiza a conversão de forma eficiente, fazendo com que o carro libere mais gases tóxicos, elevando a poluição atmosférica”, explica Cláudio Furlan, gerente comercial da Umicore, multinacional que fabrica a peça para vários modelos no Brasil. Originalmente, o catalisador foi feito para durar em torno de 100 mil km, mas a falta de manutenção
adequada de outros itens do carro, assim como o abastecimento com combustível de má qualidade e o consumo elevado de óleo lubrificante, reduz a vida útil do equipamento. “Por esse motivo, é importante não esperar a luz acender no painel para inspecionar tanto o catalisador quanto outros componentes, respeitando sempre a orientação das montadoras”, alerta o especialista. Se ter certeza sobre a
qualidade do combustível com que você abastece seu carro é algo muito difícil, talvez seja mais fácil tentar não deixar o veículo cair em buracos muitos grandes ou passar por irregularidades na pista que causem impactos na parte debaixo dele. Assim, segundo os técnicos do Centro de Experimentação e Segurança Viária (Cesvi Brasil/Mapfre), você evita deformações na estrutura do catalisador e danos na colmeia de cerâmica.
O motor sofre Catalisador ruim. Mesmo que ocorra algum dano apenas na carcaça externa do catalisador, é recomendado substituir a peça inteira, evitando que partículas de cerâmica obstruam a passagem dos gases de escape. Essa dificuldade provoca perda de potência e superaquecimento do motor.
W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
Renegade 2019
Porta-malas ficou maior A Jeep lançou a linha 2019 do Renegade com uma alteração relevante: o aumento do porta-malas, de 273 L para 320 L. O ganho no compartimento de cargas ocorreu pela troca do estepe de dimensões normais por outro de uso temporário, mais fino. Outra mudança foi a adoção de rodas de liga leve de 16 polegadas no lugar das rodas de aço na versão de entrada Custom, que parte de R$ 75.790. O SUV compacto é produzido na fábrica de Goiana, no Estado de Pernambuco, desde 2015, e em três anos de mercado já alcançou 139 mil unidades. JEEP/DIVULGAÇÃO
super motor
Lançamento
Para entusiasta
R$
159,9 mil Honda Civic Si
nenhum botar defeito Com motor 1.5 turbo de 208 cv e câmbio manual de seis marchas, novageração do HondaCivic Si chega aoBrasil recheada de novidades Igor Veiga A Honda começou a vender no Brasil o novo Civic Si. O esportivo lançado mundialmente há um ano desembarca em nosso país importado da América do Norte em uma única versão (cupê duas portas) com preço sugerido de R$ 159,9 mil. Equipado com câmbio manual de seis marchas, o novo Civic Si ficou mais nervoso. Deixou de lado o antigo motor 2.4 aspirado, de 206 cv, para trazer debaixo
do capô o mesmo propulsor 1.5 turbo do Civic Touring. No caso da versão Si, ele foi recalibrado pela Honda para render até 208 cv de potência, com 26,5 kgfm de torque, que aparece com apenas 2.100 rpm e é mantido em 70% da faixa de rotação. Além do inédito motor turbinado, outra novidade na parte mecânica do esportivo está na suspensão do cupê, que traz agora amortecedores adaptativos. Ao acionar o modo Sport de condução, eles ficam mais
duros, garantindo uma tocada mais agressiva em curvas. A resposta no acelerador fica mais direta e a direção elétrica fica mais pesada. A intenção é uma só: deixar a conexão do motorista com o carro ainda mais visceral e intensa, do que jeito que os puristas gostam.
Elementos do R-Type O carro também usa molas, barras estabilizadoras e buchas mais firmes oriundas do Civic R-Type, a mais apimentada de todas as versões do sedã, que não é vendida no Brasil. Outra diferença para o Civic “civilizado” de quatro portas está no sistema de freios. No Si, os discos são de 12,3 polegadas nas rodas da frente. O carro oferece também controle de estabilidade
e de tração. Para amansar a fera, basta desativar o modo Sport. Aí, os amortecedores “relaxam” para privilegiar o conforto a bordo e o volante volta a ficar leve e suave. O Civic Si vendido no Brasil traz uma exclusividade, que é a adoção dos faróis full LED. A dianteira traz um visual agressivo com grade frontal preta e tomadas de ar. Na traseira, o cupê mantém a assinatura de design do modelo, com um invocado aerofólio traseiro e acrescenta novos elementos, como a barra de LED horizontal, além do escapamento central com acabamento cromado. Para completar, pneus de perfil baixo (235/40) calçam as rodas aro 18 de dez raios do esportivo japonês.
Ficha técnica
Confirmado
Motor. 1.5 16V, a gasolina, turbo, quatro cilindros em linha, duplo comando variável de válvulas, injeção direta de combustível
Gol e Voyage automáticos Depois dos rumores, a Volkswagen tratou de confirmar que vai aposentar o câmbio automatizado I-Motion no Gol e no Voyage. A partir do segundo semestre, ambos os modelos, produzidos na fábrica da marca em Taubaté, em São Paulo, terão versões com o mesmo câmbio automático de seis marchas já utilizado em modelos como Polo, Golf, Virtus e Jetta. Apesar de continuarem sendo produzidos sobre a plataforma PQ, o Gol e o Voyage ganharão também mudanças no visual. Além disso, o motor 1.6 flex de 104 cv será substituído pelo novo 1.6 MSI, de 117 cv.
Potência máxima. 208 cv a 5.700 rpm Torque máximo. 26,5 kgfm de 2.100 rpm a 5.000 rpm
Rodas de liga leve aro 18 e com dez raios são exclusivas da versão
Na traseira, o escapamento central e o aerofólio se destacam Transmissão. Manual de seis velocidades Suspensão. MacPherson (dianteira); independente do tipo Multilink (traseira) Freios. A disco nas quatro rodas Aceleração. De 0 a 100 km/h em 7,2 segundos Velocidade máxima. 238 km/h
Painel traz até acelerômetro e medidor de força G nas curvas
Cupê de duas portas tem bancos esportivos em formato concha
super motor
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FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
No Brasil, modelo tem como maior rival o Golf GTI
Interior traz elementos esportivos bem sóbrios Por dentro, o novo Civic Si traz elementos esportivos bacanas, mas nada muito chamativo. Os bancos dianteiros são em formato concha. A costura vermelha presente neles também é vista nas portas, no volante e na coifa do câmbio. Outros detalhes incluem a iluminação vermelha do painel em TFT e as pedaleiras em alumínio. O esportivo traz comodidades legais, como freio
de estacionamento eletrônico, ar condicionado digital de duas zonas e sensor de chuva no para-brisa. O carro também não fica devendo em termos de conectividade. Traz uma central multimídia com tela touch de sete polegadas compatível com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto. O sistema de áudio tem dez alto-falantes com 450 W de potência. (IV)
Esportivo vem com central multimídia com tela de sete polegadas
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
Scania
Pista livre à frente A concorrente Scania também crava sua aposta na recuperação do mercado e projeta um balanço positivo em 2018. O resultado das vendas nacionais de semipesados e pesados deverá superar as 40 mil unidades – um aumento de 30% em relação ao resultado de 2017. “Temos uma melhora gradativa do mercado e contamos com alguns fatores que poderão ser decisivos para um ano melhor, como a baixa dos juros e uma renovação da frota Euro 5, adquirida no auge do mercado entre 2012 e 2014”, festeja Roberto Barral, vice-presidente das operações comerciais da Scania no Brasil. SCANIA/DIVUULGAÇÃO
super motor Mercado
Caminhões saíram da banguela Após primeiro trimestre com expansão de 50,4% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado,clima de otimismoimpera no setor dos pesados Igor Veiga Após um dos períodos mais difíceis da história do setor de transporte no Brasil, quando se chegou a atingir uma queda de 70% nas vendas de caminhões, o segmento mostra que saiu da banguela em 2018 e começou a subir forte, com o pé cravado no acelerador, no primeiro trimestre do ano. De janeiro a março, o mercado de caminhões novos cresceu 50,4%, com 14,5 mil unidades vendidas, contra 9.700 no mesmo período do
ano passado, conforme dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). A produção no primeiro trimestre também aumentou, foi de 24,4 mil unidades, 55,1% a mais que as 15,8 mil fabricadas no mesmo período do ano passado. No terceiro mês de 2018, 10 mil caminhões foram fabricados, o que representa alta de 28% com relação às 7.800, de fevereiro, e de 67,1%, se comparado com as 6.000 de março de 2017.
Novo ritmo No âmbito das exportações, o segmento indica um crescimento de 25,3% no com 7.300 unidades exportadas no primeiro trimestre de 2018 contra 5.800 nos primeiros três do ano passado. Em março, 2.800 unidades foram exportadas, o que representou um aumento de 2% em relação às 2.700 unidades de fevereiro. “Todos esses aumentos são importantes, mas é sob uma base muito baixa do ano passado. De qualquer forma, os números indicam
que o setor de veículos comerciais voltou a crescer e a ter um novo ritmo, confirmando a estimativa nossa de crescimento de 25% para 2018. Isso em função da queda da inflação, redução da taxa de juros e de uma estimativa positiva do PIB”, avalia Luiz Carlos Moraes, vice-presidente de veículos pesados da Anfavea. Segundo o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior, a retomada do mercado de caminhões no Brasil está maior que a esperada e as projeções de crescimento do setor praticamente dobraram. “A procura está maior que a oferta, porque os clientes ficaram sem comprar praticamente nos últimos dois anos e meio. A frota é antiga”, justifica Júnior. Agora, a expectativa da Fenabrave é que o segmento de caminhões deva registrar alta de 17% nos emplacamentos em 2018, somando 60.919 unidades. No início do ano, as projeções indicavam crescimento de 9,5%. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços da Mercedes-Benz do Brasil
Volvo
Grupo sueco reforça fábrica A Volvo também não disfarça a euforia com a retomada do mercado de caminhões no Barsil. O grupo sueco está aumentando a produção de caminhões em seu complexo industrial de Curitiba, onde contratou cerca de 100 funcionários no fim do ano passado e mais 150 pessoas no início de 2018. “A retomada da economia e uma expectativa de crescimento do mercado de caminhões acima de 30% este ano são os grandes motivadores para a expansão”, comemora Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina.
super motor
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VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America, evidencia o recorde de exportações para a Argentina
Fabricantes alemãs celebram primeiros resultados de 2018 Entre as fabricantes do segmento, o clima de euforia com o bom começo em 2018 é inevitável. A MercedesBenz Caminhões, por exemplo, comemora um expressivo aumento de 87% na venda de seus modelos extrapesados, com 1.937 unidades emplacadas entre janeiro e março. “Esse crescimento é mais um sinal consistente da retomada da economia do país. Isso contribui de forma muito importante para nosso resultado como um todo no mercado brasileiro”, afirma Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças e serviços da MercedesBenz do Brasil. Enquanto isso, a MAN Latin America, fabricante das marcas Volkswagen Caminhões e Ônibus, celebra novo recorde de exportações para a Argentina, que recente-
Ford eleva produção na fábrica
Ford Cargo é carro-chefe da marca entre os caminhões médios FORD/DIVULGAÇÃO
João Pimentel, diretor de operações da Ford Caminhões
Para João Pimentel, diretor de operações da Ford Caminhões para a América do Sul, a necessidade de renovação de frota aliada à redução dos juros e a possibilidade de financiar 100% do bem têm sido fatores que impulsionam a venda de caminhões novos no país. “Nós vimos já no ano passado, na Fenatran, um número de consultas bastante animador para venda e troca de caminhões, que veio a se consolidar nos meses seguintes à feira numa expectativa que a gente já tinha para 2018 de um crescimento no segmento de leves e pesados entre 20 e 25%”, avalia Pimentel. A Ford Caminhões aumentou em 45% o número de caminhões montados na fábrica da montadora, em São Bernardo do Campo (SP), comparado ao último trimestre de 2017 para atender a demanda. “É bastante animador. A gente vê o nível de confiança de empresários e frotistas querendo buscar essa oportunidade do mercado para trocar a frota com juros baixo, confiança em alta, uma safra boa e a indústria se recuperando”, finaliza. (IV)
mente passou a contar com dois novos modelos de caminhão leve da família Delivery: o 9.170 e o 11.180. “Esses lançamentos vão ajudar a sustentar nosso crescimento em níveis recordes na Argentina. Fechamos nesses primeiros dois meses o melhor bimestre da história dos negócios da MAN no país vizinho, com 638 unidades embarcadas para este que é nosso maior mercado internacional e onde completamos 20 anos de operações em 2018”, aponta Roberto Cortes, presidente e CEO da MAN Latin America. Em janeiro e fevereiro deste ano, a MAN mais que dobrou seus embarques internacionais, alcançando o melhor bimestre de sua história, com 1.893 unidades. (IV)
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
Futuro
Volvo lança seu primeiro elétrico A Volvo lançou na última semana seu primeiro caminhão 100% elétrico na Suécia. De acordo com a fabricante, o FL Electric de 16 toneladas tem autonomia para percorrer até 300 km com uma carga de bateria. O novo modelo pode ser usado principalmente em entregas urbanas ou em lugares fechados, já que não emite nenhum poluente. Segundo a Volvo, as primeiras unidades do FL Eletric devem entrar em operação em Gotemburgo, mas as vendas no restante da Europa começam só em 2019. Ainda não há previsão da chegada do modelo no Brasil. VOLVO/DIVULGAÇÃO
Ônibus
Vendas crescem 40% Os fabricantes de chassis para ônibus produziram este ano 6,9 mil unidades – alta de 67,4% se comparado com as 4.100 de 2017. Em março 2.800 unidades foram fabricadas, aumento de 34,4% ante as 2.100 de fevereiro e de 68% quando comparado com as 1.700 de março do ano passado. As exportações de ônibus nos três primeiros meses do ano foram de 2,5 mil unidades, superior em 51,2% contra as 1.600 de 2017. No segmento, as vendas cresceram 40%, passando de 2.5320 para 3,53 mil unidades.
super motor
Mercado
Iveco avança e
Da esquerda para direita: Marcos Farias, Ronaldo Silva e Abner Saldanha
aposta em novos produtos Fabricante italiana registra alta de quase 50% nos emplacamentos no 1ºtrimestre de 2018 e sedestaca porsuaversátil linhade caminhões Igor Veiga O novo momento do mercado de caminhões no Brasil, com vendas reaquecidas, também contagia e entusiasma a italiana Iveco. E não é para menos. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o volume de emplacamentos de seus veículos pesados – em que atua com os modelos Iveco Stralis e Hi-Way – mais que triplicou no primeiro trimestre de 2018, com alta de 165% em relação ao mesmo período de 2017. Além disso, nesses primeiros três meses do ano, o número de licenciamentos de modelos da Iveco já é 48,9% maior que o do ano passado. Para o diretor de marketing e vendas da Iveco para a
América Latina, Ricardo Barion, a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB) no país neste ano criou uma chance de melhorar as vendas dos veículos comerciais. “É um número que não se vê há algum tempo no Brasil, e isso deve impulsionar o crescimento do mercado de caminhões. A inflação já apresentou queda muito significativa e tem perspectivas de estabilidade, ficando em torno de 4%, e a taxa básica de juros sofreu cortes que a colocaram no menor patamar desde 1986”, justifica. Essas e outras medidas devem estimular o consumo interno, gerando novos recursos e um cenário que, ao que parece, será novamente positivo para investimentos. “Além disso, o agronegócio continua sendo um dos prin-
cipais motores da economia brasileira e teve safra recorde em 2017, o que também pode impactar o segmento de transporte, mantendo altos níveis de produção”, completa Barion.
Ano de novidades Para crescer ainda mais no Brasil, a Iveco prevê investir cerca de US$ 120 milhões no país até 2019. O valor será aplicado em pesquisa e no desenvolvimento de novos produtos. Entre as novidades da marca para 2018, destaque para o Daily City 30S13, nas versões chassi cabine e furgão, que será lançado em maio. O veículo atende ao segmento de carga fracionada e tem Peso Bruto Total (PBT) de 3,5 t, com livre circulação em cidades por estar na categoria comercial leve, que permite a utilização de CNH categoria B. Fabricado no Complexo IndustrialdaIvecoemSeteLagoas (MG), o Daily City 30S13 tem altura reduzida que proporciona maior con-
fortoparaoacessodomotorista à cabine. O modelo é equipado com motor F1A 2.3 que, segundo a Iveco, é o mais potente da categoria (com 150 cv a 170 cv), além disso, conta com a tecnologia EGR, que dispensa o uso de Arla. Além do Daily, outro produto de sucesso da marca italiana, o caminhão semipesado Tector – que recentemente estreou a versão Autoshift, com câmbio automatizado de dez marchas – também deve ganhar ainda neste ano duas configurações inéditas, de 8 e 11 t. “Quem está conhecendo o caminhão, está comprando. É um produto extraordinário”, comenta Marcos Farias, gerente de vendas da Deva Iveco. Segundo Farias, a meta da Iveco para 2018 é dobrar sua participação no mercado brasileiro, que hoje fica entre 4% e 5%. Para isso, a marca conta também com os avanços no setor de vendas ao governo. “O setor tem obtido resultados positivos devido ao
grande aumento de licitações em função de vários recursos e linhas de créditos disponibilizados aos órgãos governamentais e suas autarquias”, finaliza Abner Saldanha, gerente de vendas ao governo da Deva Iveco.
IVECO/DIVULGAÇÃO
“Estamos contratando mais gente para o setor de vendas. A expectativa ainda é grande, mas voltamos a acreditar no mercado.”
“Temos capacidade para suprir essa alta de demanda. Mais de 90% dos nossos mecânicos são treinados pela própria Iveco.”
Marcos Farias Gerente de vendas da Deva Iveco
Ronaldo Silva Gerente de pós-venda da Deva Iveco
Iveco Tector com câmbio automatizado é novo destaque na linha de semipesados da fabricante
super motor RONALDO SILVEIRA/DIVULGAÇÃO
21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
IVECO/DIVULGAÇÃO
Iveco Daily City 30S13 deve chegar às revendas a partir de junho
Deva Iveco também investe no pós-vendas Para garantir um atendimento eficaz de pós-venda, a concessionária Deva, representante Iveco em Betim, Patos de Minas, Montes Claros, Pouso Alegre e Juiz de Fora, tem investido em treinamento de seus profissionais. “Contamos com um grande percentual (acima de 90%) de mecânicos treinados pela própria fábrica da Iveco. Uma coisa é ligada à outra. Com o crescimento nas vendas, a demanda dos serviços de pós-venda também aumenta, mas já esta-
mos preparados para suprilá”, garante o gerente de pós-venda da Deva Iveco, Ronaldo Silva. Para realizar reparos com agilidade, a concessionária conta hoje com um estoque de 10 mil peças de reposição, segundo Silva. “A estratégia é focada no cliente. Em prestar um atendimento de qualidade, mas com rapidez e agilidade, e que seja um serviço sempre bem-feito desde a primeira vez”, pontua o gerente da Deva Iveco. (IV)
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
Kawasaki
Versys-X300 com seguro grátis Até o fim de abril, a Kawasaki está oferecendo um ano de seguro gratuito contra roubos e furtos na aquisição da Versys-X 300 zero quilômetro. A campanha, realizada em parceria com a Suhai Seguradora, segue até o dia 30 de abril e é válida em todo o território nacional. A promoção abrange tanto compras à vista como também na forma de pagamento a prazo – com uma entrada de 30% e 48 meses para pagar o saldo devedor. A condição promocional tem estoque limitado. KAWASAKI/DIVULGAÇÃO
super motor
Moto
R$
Nova japonesa
38.777 Suzuki GSX-S750
acelera bem na medida certa Naked Suzuki GSX-S750 se destaca nas vendas no Brasil comótimorecheio de equipamentos eagilidade de sobrana pista Márcio Maio Auto Press
É difícil disputar com a Honda e a Yamaha no mercado de duas rodas brasileiro. A Suzuki, no entanto, tenta se destacar com um fator que, além de poder alavancar as vendas da marca, ainda é uma boa estratégia de marketing: lançar seus produtos no Brasil em datas próximas às dos lançamentos mundiais. Prova disso é a nova GSX-S750, que chegou ao
Brasil no último trimestre do ano passado, pouco depois de começar a ser comercializada na Europa, e mexeu com a concorrência. A naked de média-alta cilindrada veio para preencher a lacuna deixada pela descontinuação da GSX 750. Dela, inclusive, vem o motor de quatro cilindros em linha e 749 cc, duplo comando e com refrigeração líquida, capaz de gerar potência máxima de 114 cv a 10,5 mil rpm e torque de 8,2 kgfm a 9.000
giros. O ronco grave é garantido por uma nova caixa de ar com três entradas otimizadas. A transmissão é feita por corrente e tem seis velocidades, com as primeiras marchas mais curtas do que antes – a Suzuki defende que essa mudança melhorou a aceleração. O consumo médio é de 19 km/L, o que indica uma autonomia de cerca de 300 km, graças ao tanque de gasolina com 16 L. Ao contrário do que o visual mais agressivo da moto induz, alguns esforços foram feitos para garantir um rodar mais confortável. A inspiração do design, na verdade, veio da GSX-S 1000, daí a presença de um assento modelado para pilotagem esportiva. Na carena-
gem, as cores azul, vermelha e preta são as opções. De qualquer forma, é na tecnologia embarcada que a GSX-S750 mais chama atenção. O modelo traz controle eletrônico de tração com três níveis, com a opção de desativação, além de freios ABS de série. O painel é todo digital, com ajuste para brilho e cinco opções para a exibição do tacômetro. O freio dianteiro, com dois discos flutuantes de 310 mm de diâmetro, tem pinças de quatro pistões, enquanto os traseiros são simples de 240 mm. A suspensão é de garfo telescópico invertido na frente, com curso de 120 mm, e monoamortecedor atrás, com 138 mm de curso com ajustes na pré-carga de mola.
Painel digital em tela TFT monocromática é herdado de modelos mais esportivos da Suzuki
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 21 de abril de 2018
FOTOS SUZUKI/DIVULGAÇÃO
Modelo oferece boa dirigibilidade na cidade e na estrada
No Brasil, a GSX-S750 teve 420 unidades emplacadas no primeiro trimestre deste ano
Modelo tem robusto sistema de freios com disco duplo de 310 mm
Visual da naked é bem mais agressivo em relação à versão anterior
Visualmente, a Suzuki GSX-S750 não é nada revolucionária. Aliás, uma identidade própria entre as motocicletas naked viria bem a calhar, como a adoção de um conjunto ótico mais esportivo. Mas o desenho e os tons são mais conservadores, com chassi e a maioria dos componentes na cor preta – interrompido apenas pelo escape em acabamento de alumínio polido e pela breve carenagem no azul característico da marca. O assento é fino, mas bastante confortável para o piloto – apenas para ele, e não para o passageiro, que ainda precisa lidar com uma superfície bem escorregadia. O painel de instrumentos vem de versões esportivas, com uma tela digital com todas as informações da viagem e
grau de controle de tração. Em movimento, a GSX-S750 é bem equilibrada e sensível, graças ao motor de quatro cilindros e 749 cc. O propulsor é adequado para a proposta da motocicleta e lida bem com seus 178 kg de peso seco. Ele entrega boa agilidade e quase não se sente o peso do modelo. Além disso, o som quase sedutor que é emitido conforme os giros sobem inserem uma dose extra de prazer nas acelerações. E as arrancadas suaves – e bastante seguras – disfarçam bem toda a força que é disponibilizada em médias e altas rotações. Graças a isso, a GSX-S750 se torna agradável tanto para o trânsito cotidiano quanto para as viagens de estrada. (Auto Press)
Motor de 749 cc entrega bom desempenho com arrancadas suaves
24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 21 de abril de 2018
Belo Horizonte