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Pampulha - 07 a 13 de abril de 2018

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TOURS DE TAPAS E MERCADOS GOURMET INCREMENTAM OS ROTEIROS DE MADRI ... Caderno de Turismo. Páginas 8 a 11

APLIQUES DE FRANJA E RABO DE CAVALO MUDAM LOOK ... Páginas 25 e 26

MATEUS SOLANO REFLETE SOBRE TEMPOS ATUAIS EM PEÇA EM BH ... Página 15

CAOA CHERY LANÇA SUV COMPACTO TIGGO 2 NO BRASIL EM DUAS VERSÕES ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19

RODRIGO LOPES/DIVULGAÇÃO

7 a 13 de abril de 2018 ANO XXVII número 1445 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838

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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE UARLEN VALÉRIO

QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO Investir não é coisa só de gente rica: blogs e canais do YouTube mostram que é possível sanar dívidas, gerir bem e multiplicar o próprio dinheiro

Leandro e Helena são namorados e aprenderam a investir com ajuda dos blogs e canais de YouTube


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opinião

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de abril de 2018

VITTORIO MEDIOLI

A SEMANA “Relativamente ao condenado e exPresidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão”

Editorial

Sem medo uando aparece um feriado, agradeço a Deus a possibilidade de me retirar para cuidar de mim, de um descanso, de uma leitura, de uma meditação. Nesses momentos bons para esfriar as emoções e refletir de forma mais amena, acabase por entender situações que fugiam à compreensão. A tese do ócio criativo, ou do ócio inspirador, é uma realidade. Permite realizar análises de si mesmo e das circunstâncias que o frenesi e o barulho dos dias de trabalho nos negam. Provavelmente, como sustenta Domenico de Masi, o sociólogo que enxergou nos novos tempos e nas tecnologias mudanças radicais, evoluímos mais nos últimos cem anos que nos milhões que nos antecederam, e em ritmo acelerado nos últimos dez anos se realizaram mais mudanças que nos 50 anteriores. A humanidade enfrenta um momento novo e surpreendente rumo ao desconhecido, à quebra de limites e paradigmas que pareciam inquebrantáveis. Os valores estão se realinhando e deixando em segundo plano os recursos materiais, o que mais emerge são os valores relacionados à inteligência artificial. Até as moedas lastreadas em metais e matérias-primas estão perdendo o passo para moedas digitais e virtuais. Apesar de mergulhados no egoísmo e no medo que obscurece a compreensão, vivemos uma virada de página; surge a humanidade, que era apenas uma ficção, com consciência de seu envolvimento cósmico, que enxerga além do planeta Terra e cada vez mais para o alto e para o infinito. Estão ruindo os velhos sistemas com o aparecimento da verdade, a quebra dos dogmas, a revelação de fatos que faziam parte apenas de um imaginário distante. Quebram-se tabus, descortinamse revelações, perdem-se medos, geram-se sentimentos de respon-

sabilidades além da família, do bairro, da cidade ou da nação. Os desafios ambientais, a preservação do sistema e do equilíbrio global despertam atenções para a responsabilidade com o am-

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Os valores estão se realinhando e deixando em segundo plano os recursos materiais, o que mais emerge são os valores relacionados à inteligência artificial. biente. Hoje compreende-se aquele ditado estranho do monge zen: “Uma folha que cai na floresta da Malásia altera até a realidade da América”. A interligação planetária reforça os elos humanitários, que nunca se fizeram sentir no milênio passado. Despertou-se em todos os continentes a relevância das escolhas e dos métodos em qualquer ponto do globo. Todos, enfim, estamos a bordo do mesmo “navio”, e qualquer furo no casco coloca em risco

Cabe ao homem descobrir seu potencial ilimitado, além da matéria. Feito à semelhança de Deus, na realidade é ele um deus para o qual não tem limite.

de naufrágio todos os ocupantes, mesmo aqueles que viajam na cabine de luxo. E sobretudo deles se exige responsabilidade. Isso desperta e sensibilizará ainda mais as novas gerações, que como nunca são abastecidas de uma avalanche de informações e levadas a níveis de compreensão eclética até então inimagináveis. Amplia-se a consciência, e ela será preponderante no futuro como nunca foi no passado. Nas profecias a nova época, que está apenas no começo, seja ela citada como a Era do Ouro, ou de Aquário, ou da Sexta Raça, representa um retorno a um estado espiritual mais elevado, de valores imateriais. Para quem visitou Auroville, no sul da Índia, lá está o Matrimandir plantado no meio da representação estilizada da galáxia, sistema pelo qual se ordena não apenas o macrocosmo, como também o microcosmo e as células que aos bilhões formam nosso corpo. O que valeu até o limiar do novo milênio está destinado a ser superado, o que parecia sólido como era uma Kodak pode ser tragado em poucos anos, e novas descobertas deixarão obsoletos setores como o petrolífero, o energético e outros que ditaram lei nos últimos cem anos. Cabe ao homem descobrir seu potencial ilimitado, além da matéria. Feito à semelhança de Deus, na realidade é ele um deus para o qual não tem limite. Como escreveu há mais de 140 anos H.P. Blavatsky, o infinito é o nosso destino. “Não temas! Sob o hálito do medo enferruja a chave da evolução, e a chave enferrujada já não pode abrir... Quanto mais avançares, mais e mais serão os perigos que cercarão os teus passos. O caminho que segue para adiante é iluminado por uma chama, a luz da audácia ardendo no coração. Quanto mais ousares, mais conseguirás. Quanto mais temeres, mais a luz esmorecerá – e só ela pode te guiar”. Isso que acontece hoje é para o bem, e o bem atingirá quem não tiver medo das mudanças.

Sérgio Moro, juiz que expediu ordem de prisão contra o expresidente Lula. Ao contrário da expectativa dos petistas, que esperavam a prisão apenas na semana que vem, ordem foi expedida 19 minutos após Moro ser notificado pelo TRF-4

“O moro não respeitou a conclusão do

julgamento (...) O sonho de consumo desse pessoal e do Moro é me manter pelo menos um dia preso na cadeia, eles apostam na radicalização, o Moro aposta na radicalização, mas eu estou calmo, estou sereno e vou aguardar as orientações do meu advogado” Ex-presidente Lula, na última quinta-feira (5), em entrevista ao jornalista Kennedy Alencar, colunista da rádio CBN. Lula criticou o fato de Moro não aguardar o fim do julgamento do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e disse que ainda haveria um recurso a ser julgado até o dia 9 de abril. ALBERTO PIZZOLI/AFP

“Foi espetacular. Eu saltei muito alto. É um gol que fica para a história, seguramente foi o meu melhor” Cristiano Ronaldo, atacante do Real Madrid, sobre o golaço de bicicleta que marcou na vitória por 3 a 0 sobre a Juventus, pelo jogo de ida das quartas de final da Liga dos Campeões, na última terça-feira (3), e foi capa dos principais jornais do mundo.

vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO

pampulha

O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE

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reportagem

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FINANÇAS> Blogs e canais do YouTube dão dicas de como gerir e investir melhor o próprio dinheiro LEO FONTES – 14.3 .18

Aprenda a ser rico O brasileiro é um povo majoritariamente endividado. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e divulgadano iníciodo ano,demonstra: o percentual de famílias com dívidas no país fechou 2017 em 62,2%, acima dos 59% de 2016. Mais do que isso, os poucosqueconseguem administrarmelhorseudinheirooinvestem mal. Um levantamento da revista “InfoMoney” feito em fevereiro mostrou que mais de 1,2 milhão debrasileirosinvesteemfundos cujo retorno é menor do que as taxas cobradas pelo banco para geri-los. Outro estudo, feito no ano passado pelo aplicativo Guiabolso com seus 3,2 milhões usuáriosdemonstrou que somente cerca de 10% deles têm aplicações, e a rentabilidade média destas é muito baixa, como é o caso da poupança. O que esses dados querem dizer, no frigir dos ovos, é simples: ainda não sabemos lidar com dinheiro. Nos últimos anos, no entanto, vem crescendo o número de pessoasinteressadasem mudar esse quadro. A multiplicação de blogs e canais do YouTube que tratam de finanças e investimentos em linguagemleve e descomplicada, ensinando não só como gerir e economizar mais, mas a fazer melhores escolhas com o dinheiro e aumentá-lo, é sinal disso. O maior deles, o Me Poupe!,da jornalista eespecialista em finanças pessoais Nathalia Arcuri, 32, bateu a marca de 1,5 milhão de inscritos na última semana. Ela,quealcançouseuprimeiro R$ 1 milhão em investimentos no ano passado, garante que é mais fácil ficar rico economizando e fazendo o dinheiro render do que jogando na loteria. A consultora financeira Júlia Mendonça, 30, ainda não alcançou a magnitude de Nathalia, mas está no caminho. Seu canal já tem 85.000 inscritos e quase 4 milhões de visualizações, e é sua principal fonte de renda, Jessica Almeida

mesmo tendo sido criado há menos de dois anos. Quem a vênosvídeos dificilmenteimagina que há poucos anos ela chegou a dever cerca de R$ 80 mil.“Quandocomeceia trabalhar e ganhar meu salário, que era bom, ainda morava com meus pais e não fazia ideia do que era gastar, ter dinheiro ou não, cheque especial”, conta. A ficha de que precisava se organizar só caiu quandoquase perdeu a chance de financiar seu apartamento. “Eu decidi que era hora de mudar e fui atrás do que estava devendo, quanto, pra quem, dos juros e comecei a entender os gastos que tinha todo mês, faculdade, transporte, comida. Coloquei tudo na planilha e fiz um planejamento, elenquei minhas prioridades: cheque especial e cartão, que tinham os juros mais altos. A faculdade, por exemplo, eu pagava quando fazia matrícula”, diz ela, que quitou o que devia em menos de três anos. EXEMPLO No canal, ela usa a própria experiência para mostrar que é possível sair do vermelho e ainda fazer o dinheiro se multiplicar, mesmo em tempos de crise. “Todo mundo sempre tem um gasto que pode cortar, substituir ou consumir só às vezes. Um exemplo é pacotedeTVacabo.Jáatendiclientesmuitoendividados que ainda assim pagavam R$ 800 de TV. Nós colocamos na cabeça que determinados gastos são fixos,masnão necessariamente. Então, em tempos de crise, é preciso focar no que se está gastandoe ver se aquilo érealmente necessário ou se dá para tirar. Lembrando sempre que não adianta querer cortar tudo, ser radical. É preciso to-

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Todo mundo sempre tem um gasto que pode cortar, substituir ou consumir só às vezes.

mar um tempo, estudar, para se entender e conseguir economizar”, afirma. Outra lenda que precisa ser desmistificada é a de que só quem tem muito dinheiropode investir, como explica Gabriela Forlin, do canal Mão de Vaca Profissional, quetem15milinscritos.“Issoéum mitoquemuitagente acredita ser verdade, acham que investimento é coisa de gente rica. Hoje em dia, tem plataformas queaceitam investimentos a partir de R$ 1, por exemplo. Com o tanto de informaçãodisponível na internet, em especial no YouTube, com inúmeros canais bacanas, só não investe quem tem preguiça de aprender ou quem não quer ganhar dinheiro – que para mim é a mesma coisa que perder dinheiro. Tendo vontade e reservando uns minutinhos por dia para pesquisar e aprender, não tem por que dar errado, pelo menos os investimentos mais básicos. Só não vale deixar o dinheiro na poupança!”, atesta. Não são só pessoas físicas que estão se ocupando de trazer mais informações sobre o universo das finanças e dos investimentos para a internet. A corretora Easynvest tem um canal com 206 mil inscritos no qual fala dos diferentes tipos de investimentos que podem ser feitos por meio dela, mas também de temas como a relação entre psicologia e finanças e filmes que ajudam a entender o mercado financeiro. O foco é em produção de conhecimento. “Entendemosque a educação financeira é subdesenvolvida no Brasil, porque não temos o hábito de falar sobre dinheiro, é um tabu. Geralmente, não sabemos nem quanto as pessoas mais próximas ganham”, explica Mariana Cammarano, gerente de marca da Easynvest. “Acreditamos no poder da educação de criar umciclo virtuoso.Mais educadas, as pessoas fazem melhores escolhas, conquistam mais coisas e esse dinheiro acaba voltando, porque vão investir mais. É um ciclo próspero tanto na questão do negócio quanto para a sociedade em que vivemos”.

Para todos Hoje em dia, há plataformas que aceitam investimentos a partir de R$ 1

CANAIS E BLOGS PARA SEGUIR FOTOS REPRODUÇÃO

6 Me Poupe! Nathalia Arcuri usa o bom humor como principal ferramenta para conquistar seu público. Seu canal pretende ser o primeiro de “entretenimento financeiro” do Brasil e já conta com 1,5 milhão de inscritos. Os vídeos são postados toda segunda e quinta-feira, por volta das 20h. Seus vídeos vão de dicas sobre como economizar, planejar um casamento ou engravidar a explicações dos diferentes tipos de aplicação.

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Júlia Mendonça Planejamento financeiro que ande de mãos bem dadas à qualidade de vida. Esta é a premissa da assessora financeira Júlia Mendonça, que também faz as vezes de coach. Em seu canal no YouTube, a moça dá dicas de comportamento. Faz sucesso o vídeo em que ensina a falar de finanças no casamento. Júlia também dedica espaço em seus vídeos a incentivar que se aprenda com mulheres investidoras.

Mão de Vaca Profissional Se nasce “mão de vaca” ou é possível se tornar um? A jornalista Gabriela Forlin não tem dúvidas: é exemplo (a ser seguido) neste quesito. Sabedoria essa que ela compartilha através de um canal no YouTube. Os vídeos – em que ensina sobre, por exemplo, como fugir do pagamento de anuidade do cartão de crédito – são bons para quem quer aprender a economizar do zero.


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SEU BOLSO> Influenciada pelo namorado, fotógrafa motiva pai e irmão a também aplicar dinheiro

Famíliaqueinvesteunida... UARLEN VALÉRIO

Jessica F o i e f e i t o Almeida dominó: o policial militar Leandro Cardoso, 32, começou a investir. Tempos depois, sua namorada, a fotógrafa Helena Corrêa, 25, também começou. Ela, por sua vez, acabou influenciando o pai, Éder dos Reis Corrêa, 55, bancário aposentado, e o irmão mais novo, de apenas 15 anos, o estudante Luiz Flávio Corrêa. “Eu tinha o hábito de economizar, mas não de forma sistematizada. Agora, tenho um planejamento de investimento”, conta Cardoso. “Com a internet, hoje muitos profissionais ensinam como lidar com dinheiro, e qualquer pessoa que estudar um pouquinho sabe que a poupança é o pior investimento em termos de rentabilidade”. Aprender a traçar objetivos e escolher seus investimentos de acordo com eles foi o que fez a diferença para ele, que começou a se planejar há cerca de quatro anos e só este ano começou a investir em renda variável, que tem um pouco mais de risco. Sua mudança de postura é nítida. “Quando vou comprar qualquer coisa, sempre me pergunto se realmente estou precisando daquilo ou se seria só um luxo. Estabeleço meus gastos de forma que consiga investir da forma que planejei. Ao mesmo tempo, tento não ficar refém do dinheiro, deixar de fazer as coisas que quero. Mas isso demanda organização”, afirma. “Me pergunto por que demorei tanto para começar. A gente percebe como deixa de ganhar dinheiro por falta de informação”. O namoro com o policial acabou fazendo com

que Helena desmistificasse seu entendimento e fizesse a primeira aplicação em tesouro direto. “Sempre achei que era uma coisa complicada ou para quem já tem muito dinheiro. Meu namorado me apresentou os canais e com eles eu fui entendendo melhor como tudo funciona, a abordagem deles é super simples, deixam as coisas claras, dão dicas e não são vídeos muito longos. Vi que com R$ 30, R$ 40 dá para começar e ter rendimentos melhores que os da poupança. Além disso, dá pra fazer tudo pelo computador ou celular, é bastante fácil e acessível”, diz. Mais recentemente, seu pai e o irmão mais novo também entraram nesse universo. “Mesmo não tendo uma fonte de renda, eu achei que poderia ser bom para o meu futuro, tanto para usar o dinheiro e poder fazer minhas coisas, quanto para me ajudar a criar o hábito de economizar e investir”, afirma Luiz Flávio. Éder, por sua vez, se sentiu motivado a ousar um pouco mais. “Sempre apliquei no banco em que trabalhava, porque tinha melhores condições do que os demais clientes, mas como a Helena estudou sobre tesouro direto, me interessei pela possibilidade de ganhar um pouquinho melhor e diversificar, mesmo tendo um perfil mais conservador”, conta. APOSENTADORIA EM VISTA Mesmo tendo apenas 20 anos, a estudante Isadora Ferreira investe com vistas em sua aposentadoria. Desde que começou a acompanhar os canais, a se organizar a investir, o que mais a surpreendeu foi o quanto é possível economizar, mesmo ganhando pouco. “Eu ganho salário de estagiária, não é muita coisa, mas de pouquinho em pouquinho, vamos guardando e esse guardar vai rendendo, dá pra conseguir uma quantidade bacana com algum tempo. Não me tornei expert nem nada, mas o que aprendi já me deu uma noção muito boa”, garante. “Por exemplo, no caso do investimento para a aposentadoria, sei que devo colocar num que tenha um vencimento mais longo, porque não é um dinheiro em que eu vou mexer agora, quero que renda por mais tempo. Isso me fez mudar minha relação com dinheiro e a for-

Dominó Helena aprendeu a investir com o namorado Leandro e agora ensina o pai, Éder, e o irmão Luiz Flavio

ma como me organizo economicamente”. Sendo assim, sua postura agora é outra. “Hoje eu recebo o salário, retiro a porcentagem que quero investir e vivo o mês com o resto. Antes eu guardava o que sobrava e às vezes não sobrava. Aprendi a administrar melhor e trazer isso para minha rotina”, afirma. CONSUMO RACIONAL O professor de finanças da UFMG Aureliano Bressan confirma que o caminho é esse mesmo. “Em geral as pessoas são levadas por impulsos na hora de tomar suas decisões de consumo e investimento, não buscam racionalizar os processos. Quanto maior o controle de cada um sobre seus recursos, quem consegue estabelecer metas e definir um plano financeiro reduz em muito o peso das emoções”, observa. Ele ressalta que o aumento das ferramentas na internet que ajudam as pessoas a fazer isso é positivo, mas é preciso ter cuidado ao escolher suas fontes de informação. “Isso retrata uma necessidade, atende uma demanda, é sinal de que as pessoas estão buscando mais informação. Mas acredito que é preciso avaliar, saber a formação de quem está produzindo esse conteúdo e verificar se não existe por exemplo um banco por trás daquilo e, se houver, que seja de forma transparente”, afirma o professor que recomenda o site vidaedinheiro.gov.br, do Banco Central como ponto de partida.

INVESTIMENTOS DE BAIXO RISCO MAIS RENTÁVEIS QUE POUPANÇA Os investimentos em Renda Fixa Financeira em troca de uma para financiar a dívida pública. são aqueles cuja remuneração remuneração prefixada ou Similar ao Tesouro Direto, os pode ser previamente definida pós-fixada. Estão entre os Títulos Públicos têm remunerano momento da aplicação. Por investimentos mais rentáveis ções e prazos diferentes do não estarem tão sujeitas às osciem renda fixa. primeiro e são negociados por lações do mercado e como o pessoas, e não pelo Tesouro investidor conhece sua rentabiliTesouro direto Trata-se de Nacional. dade, podem ser consideradas títulos emitidos pelo Tesouro menos arriscadas e, por isso, Nacional para captar recursos LCI e LCA São títulos de Renmais adequadas a quem tem para financiamento da dívida da Fixa, emitidos por instituiperfil conservador. Entenda copública e atividades do Governo ções financeiras com o objetivo mo funcionam alguns dos investi- Federal, ou seja, o investidor de financiar os setores imobiliámentos em renda fixa mais poempresta dinheiro para o goverrio e agronegócio. A grande pulares: no e recebe uma remuneração vantagem é que esse tipo de por esse empréstimo. Possui investimento não tem incidênCDB e LC O Certificado de Debaixíssimos risco e custo. cia de Imposto de Renda e, pósito Bancário e as Letras de apesar de não possuir rendiCâmbio são títulos que funcioTítulos públicos Este tipo de mentos tão altos, é seguro e nam como um empréstimo investimento é um ativo de renideal para retiradas a médiofeito a um banco ou a uma da fixa emitido pelo governo prazo.

CANAIS E BLOGS PARA SEGUIR

Gustavo Cerbasi No caso de dúvidas, pergunte ao escritor e consultor financeiro Gustavo Cerbasi. De preferência, usando a hashtag #CerbasiRespondi. É através dela que o youtuber responde a questões sobre planejamento financeiro que deixam seus seguidores com a pulga atrás da orelha. São tantas as dúvidas, que ele posta vídeos na rede duas vezes por semana.

Primo Rico Quer ser o primo rico da família? Se sim, então é bom dar ouvidos ao consultor financeiro Thiago Nigro. Afinal, esta é a proposta do seu canal no YouTube, que sempre tem vídeo novo nas noites de terça e quinta-feira. As dicas que Nigro dá são preciosas para quem, por exemplo, sonha em se aposentar cedo através dos investimentos.

Easynvest A corretora aposta em um canal no YouTube para ensinar leigos a se tornarem potenciais investidores. Por manter foco em pessoas que estão chegando agora ao mercado financeiro e, portanto, ainda não dominam todas as siglas e jargões, os vídeos têm linguagem fácil e dá dicas para que o público faça escolhas mais acertadas.


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reportagem

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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz

(CRM-MG 25.398)

telmo.diniz@jornalpampulha.com.br

‘Pré-ocupação’ abemos que a palavra preocupação não se escreve como no título desta coluna. Entretanto, quero chamar atenção para o seu real sentido, ou seja, “preocupar-se” nada mais é que ocupar-se de forma antecipada com algo que ainda não correu e que, na maioria das vezes, nunca ocorrerá. Você, caro leitor, tem muitas preocupações na sua vida? O que fazer para não ficar preso aos pensamentos negativos e reverberantes que tomam conta de nossas mentes? Ficar ansioso com alguma situação de cobrança é natural. O exagero ocorre quando o indivíduo só consegue viver preocupado, pensando em resolver problemas que ainda nem aconteceram ou sequer vão acontecer. Uma pessoa dita preocupada tem uma ideia fixa a ponto de não prestar atenção em mais nada. O excesso de preocupação pode ser um sinal de estresse intenso ou ansiedade, ambas as condições características do modo de vida contemporâneo. Para termos uma ideia, entre 1990 e 2013, o número de pessoas com ansiedade e depressão cresceu em 50% em todo o mundo, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde. As nossas preocupações galopam, no mesmo ritmo, como um diálogo angustiante. Todas as preocupações geralmente estão ligadas a coisas negativas, tornando-as piores do que realmente são. É o filho que demora um pouco mais pra chegar em casa; o chefe que muda de comportamento com você; um amigo que não responde seu e-mail; o WhatsApp que não foi respondido naquele momento etc. É neste contexto que começamos a ter pensamentos negativos e intermináveis. Não conseguimos pensar de maneira lógica. Toda preocupação faz com que as emoções tomem conta da Entre 1990 e razão. O resultado fi2013, o número nal é que perdemos boas oportunidades de pessoas com na vida. ansiedade e É praticamente impossível evitar essa tal depressão “pré-ocupação” nos cresceu em 50% dias de hoje. Temos de ser disciplinados em saem todo o ber trocar os pensamentos negativos por mundo, segundo possibilidades positia OMS vas. Caso contrário, vamos continuar presos à insegurança e ao medo. Enfim, ficamos engessados em nossas constantes preocupações. Praticar essa disciplina não é fácil, mas factível. Inicialmente, lembre-se de que as emoções não são um destino, mas uma escolha, por isso, escolhê-las é uma decisão. Você tem todos os recursos de que necessita para gerenciar suas emoções de maneira inteligente, usando a seu favor de forma intencional. Portanto, conheça-se melhor, equilibre suas emoções, busque ocupar se com coisas positivas, converse com pessoas profícuas, pratique meditação e aumente os exercícios físicos. As reduções dos níveis de estresse caminham na direção dos pensamentos positivos e afasta as preocupações, normalmente, infundadas. Quando você estiver preocupado com alguma coisa, muito provavelmente está tendo conversas angustiantes com você mesmo, sobre coisas que imagina que podem vir a acontecer. Inicialmente, diga para si: “pare de pensar nisso”. Parece simplista, mas funciona. Logo após, vá ao passo seguinte – passe aos pensamentos positivos, que levam à resolução de quase todos os casos da sua vida. Seja persistente e logo perceberá a mudança. Afinal, se algo é um problema, provavelmente tem solução; e se não tiver solução, já deixou de ser um problema. Faça uma boa semana.

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Pomada à base de urucum previne dermatite atópica DANIEL SOTTO MAIOR / DIVULGAÇÃO

Por acaso. Ao manipular urucum com a mão ferida, o pesquisador Aloísio dos Reis descobriu as propriedades cicatrizantes

Aestimativa équeproduto chegueao mercado emsetembro Um hidratante corporal feito de extrato de urucum que está sendo desenvolvido por start-ups mineiras promete diminuir a inflamação da pele e agir como tratamento preventivo da dermatite atópica. O produto tem previsão para chegar às farmácias em setembro deste ano. O pesquisador da startup Profitus e professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV) Péricles Fernandes, um dos criadores do produto, garante que o hidratante nutre a pele e tem o poder cicatrizante. “Além de promover a hidratação intensa, também se-

Maria Lúcia Gontijo

rá capaz de inibir a inflamação, reduzindo a necessidade do uso de corticoides”, explica. “Como as tecnologias da composição são 100% naturais, o hidratante não apresenta os efeitos colaterais provocados pela medicação normalmente utilizada”, diz o pesquisador. Ainda segundo Fernandes, a formulação do hidratante já está pronta. “Nos próximos meses, serão iniciados os testes clínicos em pessoas com dermatite atópica para comprovar a eficácia do novo produto”, explica Fernandes. As tecnologias deste produto foram desenvolvidas pelas start-ups Profitus, vinculada à Universidade Federal de Viçosa (UFV), e Bioaptus, vinculada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ainda de acordo com Fernandes, o projeto surgiu do compromisso social das empresas com a população. “Estar vinculado ao Parque Tecnológico de universidades respeitadas como a UFV e a

UFMG nos traz muita responsabilidade. É a busca incessante em produzir inovação, inclusive em segmentos para os quais a grande indústria ainda não possui respostas adequadas”, diz. Ele explica que, em função de todo apoio e incentivo público recebido, é um compromisso da start-up desenvolver produtos que possibilitem a melhora de qualidade de vida da população. Resultados.A parceria viabilizada com recursos do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) objetiva desenvolver

COCEIRA A dermatite atópica é uma reação alérgica e inflamatória crônica com origem genética. É caracterizada por pele seca e lesões que coçam muito. Atinge principalmente a dobra dos braços e a parte de trás dos joelhos.

umcreme com extrato de urucum e aptâmeros (anticorpos à base de DNA produzidos em laboratório) que são capazes deprevenir respostas inflamatórias indesejáveis na pele ao mesmo tempo em que estimulam aregeneração dos tecidos já afetados ou sensibilizados pela doença. Os aptâmeros desenvolvidos, segundo os pesquisadores, atuam bloqueando as moléculas responsáveis por iniciar processos inflamatórios na pele, possibilitando assim a redução ou total bloqueio das manifestações da dermatite atópica. A servidora pública Luciana Teixeira, descobriu que tinha psoríase palmoplantar – doença com sintomas muito semelhantes à dermatite atópica e seus dedos descamavam muito. “Quando meus dedos estavam naquela situação, eu sentia vergonha. Usei pomadas de cortisona, mas não fez efeito. Passei a usar a natural de urucum e, em sete dias, as feridas já estavam cicatrizadas”, disse.


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INGRID CARRARO/DIVULGAÇÃO

Linha de dermocosméticos à base de urucum da Profitus tem quatro pomadas

Empresa começou a exportar em 2017 O pesquisador Aloísio José dos Reis, um dos fundadores da Profitus, conta que, em 1999, percebeu o efeito cicatrizante da planta ao manipular o urucum com

as mãos machucadas. “As lesões eram muito profundas e melhoraram com rapidez impressionante”, diz o pesquisador. Curioso, Reis procurou

o professor da UFV Paulo Stringheta e relatou o acontecido. Juntos, eles comprovaram, em laboratório, as propriedades do urucum. A linha de dermocos-

mésticos da universidade, lançada em 2016 e noticiada com exclusividade por O Tempo, já conta com quatro pomadas – para tratar escaras; para grandes queimaduras; para pessoas da terceira idade; e outra para lesões de difícil cicatrização, como de diabéticos. No ano passado, as pomadas começaram a ser exportadas para a Austrália e a Nova Zelândia.

Perder tudo na meia idade aumenta 50% risco de morte precoce Encontrar-se repentinamente falido com mais de 50 anos pode aumentar em 50% o risco de morte nos 20 anos seguintes, segundo um estudo publicado no “Journal of the American Medical Association” (JAMA), o primeiro deste tipo em longo prazo e que analisa em 75% ou mais o impacto na saúde da perda dos bens de uma pessoa em um período de dois anos. Quase um quarto dos americanos maiores de 51 anos viveu essa situação, de acordo com a pesquisa. A perda das economias de uma vida inteira teve seu auge durante a crise de 20072010, mas os americanos experimentaram situações deste tipo a um ritmo relativamente constante nos últimos 20 anos, “independentemente do clima econômico geral”, revela o estudo. “Descobrimos que perder as economias de toda uma vida tem um profundo impac-

to na saúde de uma pessoa em longo prazo”, assinalou a autora principal, Lindsay Pool, da Faculdade de Medicina Feinberg da Universidade de Northwestern. Os pesquisadores também fizeram o acompanhamento de um grupo de pessoas da mesma idade, mas com rendimentos baixos e que nunca tiveram riquezas, e descobriram que seu risco de morrer nos 20 seguintes era 67% mais alto que o das pessoas cujas economias experimentaram um aumento constante durante a vida. “A descoberta mais surpreendente foi que ter dinheiro e perdê-lo é quase tão ruim para a expectativa de vida como não tê-lo tido nunca”, explicou Pool. Este risco mais alto poderia ser explicado pela dificuldade de pagar por atendimentos médicos e pelo impacto na saúde da angústia pelas grandes perdas financeiras.


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sociedade

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DOLCEVITA

Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com PAULO NAVARRO

C’EST LA VIE

S

emana passada, no Minas Tênis, um empresário, 84, lembrava de Nice, sul maravilha da França, poucos depois do fim da 2ª Guerra Mundial (1939-1945). Lá, testemunhou uma cena com muitos velhinhos sozinhos na praia. Parecia um ancoradouro, um estaleiro. Eram tempos duros, principalmente no Norte da França, muito bombardeada, incluindo Paris.

C’EST LA FIN

N

estas regiões pululavam escombros: carcaças de automóveis, ruínas, marcas de bala e de bombas, sujeira. Os pouquíssimos jovens trabalhavam intensamente, já que muitas mulheres ficaram viúvas. As grávidas, geralmente, eram vítimas de estupro dos alemães.

C’EST TRISTE

N

este mesmo triste cenário, idosos, homens e mulheres, “órfãos de guerra”, não mais tinham filhos para cuidar deles, ficaram abandonados. E foi assim, na esteira desta constatação, que nosso amigo empresário teve “A” ideia de planejar um projeto de acolhimento.

C’EST COMME ÇA

U

m espaço de convivência, uma “Casa dos Artistas”. Artistas aposentados da vida. O projeto/sonho não saiu do papel. Ainda! Hoje, mais que nunca, em todo o mundo, o que era regra natural virou artigo raro.

Filhos são criados para o mundo; crescem, voam, somem, com ou sem guerra. Outros tempos, outros hábitos. E, mesmo muito mais saudáveis e longevos, os idosos não escapam da solidão que chega a galope, a cada dia. Não é falta de amor dos filhos. É o carrossel, a roda viva.

C’EST CELA

A engenheira e empresária Marina Guimarães fazendo e acontecendo em seu Dialogue Café, na Vila da Serra

lançaperfume o ser6 Continuamos mão da montanha ou

do Pão de Açúcar, de Abílio Diniz. Sobre superação e dificuldades, Diniz salientou: “Eu era baixinho e gordinho. Sofri bulliyng.”

O

Brasil, há muito, já não é um país jovem. Nossa população, principalmente as mulheres, é muito mais longeva – 80, 90, 100 anos de idade não são mais raridade. E quem cuida desses guerreiros? Faltam boas e ideais casas de acolhimento; asilos são cruéis e do tempo do onça; os bons espaços são caríssimos, raras aposentadorias podem arcar com eles.

C’EST ASSIM

E

sta semana, me vi obrigado a refletir sobre o assunto, ao passar uma madrugada numa enfermaria como meu filho, uma criança. Plugado num balão de oxigênio e num frasco de soro, senti o que é o desamparo. Meus irmãos com celulares desligados ou fora da minha área.

ASSIM MESMO

E

ncontrar a irmã Beatriz disposta a tirar João Paulo do Biocor foi difícil. Daqui a pouco, João, como outros desta geração individualista, sumirá pelo mundo. E eu? Quem me acolherá? Uma companheira? Sim, mas primeiro é “preciso combinar, no caso, com as russas”... De novo, lembrei me da Casa dos Artistas no Rio de Janeiro.

CENÁRIO BH

me defender, 6 “Para aprendi a lutar boxe, fi-

quei forte e consegui inverter a situação. Mas deu trabalho para ajustar essa personalidade de briga e me tornar uma pessoa mais calma.”

ASSIM ASSADO

N

os EUA, por estas e outras, Miami, com seus hotéis, estrutura, clima sempre agradável e ameno, foi invadida pela terceira idade e até criou a fama de ancoradouro VIP. Velhos hospitais são adaptados para acolher idosos em estado terminal, nem de médicos eles precisam mais, apenas de cuidadores. Que tal pensarmos, aqui, em mais asilos bacanas para um final digno?

PALAVRAS DE ABÍLIO

PALAVRAS DE DINIZ

N

isse mais: “as coisas boas que recebi e os momentos desafiadores que tenho vivido reforçam o meu lado espiritual e meus desejos de agradecer a Deus cada vez mais. Considero que ELE quer que você dê o melhor de si e faça o melhor que puder para as pessoas que estão ao alcance de suas ações”.

ão foi sua receita de riqueza que o empresário Abílio Diniz pregou, há pouco, no altar da Igreja de Santa Rita de Cássia, em São Paulo. Para um público numeroso, convidado pelo Facebook, o empresário falou sobre fé, família e saúde que segundo ele, são mais importantes que os negócios em sua vida.

D

Emprestando sua beleza para a coluna Maria Antonia Calmon e Camila Chiari

81 anos, deu di6 Aos cas de saúde: “A medici-

na nos dá hoje uma vida longa, mas do que isso adianta se não conseguir subir uma escada?” mais: “Eu também 6 Egosto de comer lasa-

nha, pizza e doce, mas não em todo almoço e jantar. O que engorda não é a exceção, é a regra”. o uol.com.br, 6 Segundo ao ser indagado pelos

fiéis da igreja sobre negócios, não titubeou a comentar: “Enquanto eu estiver na BRF, ninguém vai mandar na empresa, só o coletivo.” lembrar que Abí6 Vale lio é o presidente do

Conselho de Administração da empresa de alimentos, que pode ser destituído pelos fundos de pensão Previ e Petros, acionistas do negócio. de Abílio 6 Atevepalestra um tom de autoa-

juda, com direito a distribuição gratuita, para todos os presentes, do seu livro “Novos Caminhos, Novas Escolhas”, da Editora Objetiva.

E. RECORD/DIVULGAÇÃO

HENRIQUE LUZ/DIVULGAÇÃO

Um Papo recebe 6 Sempre o mineiro Jacques Fux

Flemming De CORpo 6 ‘Alex e Alma’ em catálogo

Escritor lançará o livro “Nobel” (Ed. Record), romance em que realiza o sonho de todo escritor: ser laureado com um Nobel de Literatura. Com uma escrita divertida, Fux narra o discurso de aceitação do prêmio, enquanto destila toda sua inveja sobre antigos laureados. Com perspicácia, o autor se delicia com o momento e reflete a história de uma das maiores premiações existentes no meio literário. Onde Auditório da Cemig (rua Alvarenga Peixoto, 1200) Quando Dia 10 (terça), às 19h30. Quanto Entrada gratuita

A Fundação Clóvis Salgado lança, na próxima semana, o catálogo da exposição Alex Flemming De CORpo e Alma, que ocupou a Grande Galeria do Palácio das Artes de dezembro de 2017 até o dia 25 de fevereiro deste ano. O catálogo, que será distribuído gratuitamente, reúne fotografias das obras, textos autorais e institucionais, biografia do artista e outros detalhes sobre a exposição. Onde Jardim Interno do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537) Quando Dia 10 (terça), às 19h. Quanto Gratuito


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COMIDA DI BUTECO>Primeira etapa começa nesta sexta-feira (13) em BH e em outras 20 cidades

Contagem regressiva para mais uma edição do concurso M&LAHAM/DIVULGAÇÃO

Atenção, Leonardo ‘ b u t e q u e i Cunha ros’ e ‘butequeiras’ que adoram se deliciar com cerveja gelada e petiscos de dar água na boca. O maior concurso gastronômico do Brasil, o Comida di Buteco, está prestes a começar. A 19ª edição do evento começa nesta sexta-feira (13) e vai eleger o melhor ‘buteco’ de cada uma das 21 cidades participantes pelo país. Belo Horizonte é um dos centros que têm presença garantida na competição, que segue até o dia 13 de maio. Como de costume, quem ajuda a escolher os campeões é o próprio público que visita os bares, por meio de cédulas de votação, além de um corpo de jurados especial. Outra boa notícia é que o preço das iguarias irá se manter no preço máximo de R$ 25,90 e será unificado em todo o país. O tema dos pratos será livre. Para Maria Eulália Araújo, uma das fundadoras do concurso, “a opção de deixar que os próprios participantes escolham qual tira-gosto desejam preparar exige mais criatividade”. Ainda de acordo com ela, a expectativa é de que esta edição supere a

Saideira Em 2017, o título de melhor ‘buteco’ de BH foi para o Santuário Retrô Botequim Temático

do ano passado. “O concurso intensifica os movimentos nas ruas e é um estímulo para as pessoas saírem de casa, se divertirem. As perspectivas, agora, são ainda maiores com a melhora da economia. Notamos um ânimo maior por parte dos donos dos ‘butecos’; todos começam a res-

pirar com um pouco mais de alívio. Esperamos ter um movimento melhor do que em 2017”, ressalta. SEGUNDA ETAPA Depois de saber quem serão os campeões regionais, uma comissão de jurados visitará, no mês de junho, todos os vencedores

para avaliar a performance nas categorias petisco, atendimento, temperatura da bebida e higiene. Cada estabelecimento ganhador receberá a visita de três jurados (um da sua cidade e outros dois de outras localidades). Após isso, já no mês de julho, será anunciado o melhor ‘bute-

co’ do Brasil. DIMENSÃO O Comida di Buteco é o primeiro concurso do gênero e foi lançado no ano 2000 em Belo Horizonte. Ao longo do tempo, a disputa tem ganhado mais projeção. Em 2016, o evento pas-

sou a escolher o melhor ‘buteco’ do Brasil. Em 2017, a competição recebeu mais de 5 milhões de pessoas nos locais participantes. Ao todo, foram 520 mil votos, 6.000 empregos gerados, R$ 140 milhões em negócios na cadeia de valor e 490 mil petiscos vendidos. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

SAIBA MAIS

CRITÉRIOS DE VOTAÇÃO

CALENDÁRIO 2018

Concurso chega à 19ª edição com números expressivos

2000 21 13/4 a 13/5

Primeiro ano do Comida di Buteco. O maior concurso gastronômico do país aconteceu pela primeira vez na capital mineira

cidades vão receber o evento neste ano. A novidade é Florianópolis, no Sul do Brasil

70%

TIRA-GOSTO ATENDIMENTO

10%

HIGIENE

10%

TEMP. DA BEBIDA

10%

PESO DOS VOTOS

período em que o evento será realizado

11 ABRIL

19 MAIO

REUNIÃO COM A IMPRENSA NO MERCADO CENTRAL DE BH

SAIDEIRA EM BH, COM A ELEIÇÃO DO MELHOR “BUTECO”

DESTAQUES DE 2017

520

6.000

520 mil

“butecos” participantes

empregos diretos gerados

votos recebidos por meio de cédulas, um crescimento de 19% em relação a 2016

50%

PÚBLICO

50%

JÚRI

23 JULHO

ELEIÇÃO DO MELHOR “BUTECO” DO BRASIL


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reportagem

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DIA A DIA

Redes sociais se especializam em “balcão de empregos” MARIELA GUIMARÃES

Umaemcadaquatropessoasno mundobuscavagaspeloFacebook eoutrasferramentasdogênero Você já procurou uma vaga de trabalho pelas redes sociais? Com as interações se tornando cada vez mais virtuais, o mesmo está acontecendo na hora de procurar emprego, alertam os especialistas. Para eles, estar fora das redes sociais pode significar redução das possibilidades de conseguir uma vaga. “As redes sociais fazem parte do dia a dia das pessoas. Logo, faz parte buscar uma colocação no mercado através delas”, observa a coordenadora do curso de psicologia do Centro Universitário Newton Paiva, Andréia Barbosa de Faria. Na rede social mais famosa entre os brasileiros, o Facebook, isso já acontece, seja com ofertas de postos de trabalho em páginas oficiais de empresas, ou em grupos específicos com esse objetivo. O diretor de relacionamento da Smartalk – empresa que atua no segmento de apresentações, com criação de slides, vídeos e conteúdos para diversas plataformas –, Flávio Santos, ressalta que redes sociais são redes de relacionamento. “E uma vaga de emprego está ligada aos relacionamentos, ao network”, observa. Ele conta que a empresa sempre usou as redes sociais e o site para divulgar vagas. “Inclusive, lançamos uma campanha exclusivamente pelas redes sociais para criação de um banco de freelancers, e o resultado superou as nossas expectativas”, diz. Flávio Santos frisa que cerca de 50% dos colaboradores da área de marketing foram fruto de contatos pelas redes sociais, em especial pelo Facebook. O estagiário de design Gustavo de Almeida Lima é um dos integrantes da equipe da Juliana Gontijo

Smartalk que ficou sabendo da vaga pelo Facebook. “Foi meu segundo estágio via Facebook. No meu caso, é bem efetivo. Aliás, eu sempre procurei vagas pela rede, não utilizo outros métodos”, diz. A estudante Amanda Eduarda de Oliveira chegou a fazer várias entrevistas para vagas de estágio por causa da rede social. “Participo de grupos e, além disso, muita gente marca e compartilha a vaga”, diz. O atual estágio é fruto da ferramenta. “Acredito que quem não tem uma conta numa rede social pode perder oportunidades na área profissional”, frisa. VITRINE PROFISSIONAL Para a assessora de imprensa Paula Alves, o Facebook pode ser uma vitrine profissional. “No meu caso, consegui uma vaga de trabalho com uma postagem. Eu disse que estava disponível no mercado, um dia depois fui chamada para uma entrevista. Fiquei surpresa como tudo aconteceu”, diz. Ela conta que a proprietária da empresa relatou que analisou o perfil da futura funcionária na rede social, chegando a avaliar até os tipos de curtida. E não é só no Brasil que isso ocorre. Conforme pesquisa online realizada pela Morning Consult com 5.000 entrevistados nos Estados Unidos, uma a cada quatro pessoas procurou ou encontrou emprego usando o Facebook no último ano. Dessa forma, a rede social lançou em fevereiro deste ano ferramenta de busca de emprego em 40 países, incluindo o Brasil, depois de passar por testes no Canadá e nos Estados Unidos em 2017. Conforme comunicado da empresa, é possível fazer buscas pelo computador e pelo smartphone. A ferramenta está sendo liberada aos poucos para os usuários, e o Facebook não informou a data em que estará disponível para os brasileiros.

Flávio Santos contratou 50% de seus colaboradores pelas redes sociais; vagas também são ofertadas pelo Facebook

EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

DICAS

Mais chances de conseguir uma vaga As redes sociais podem ajudar ou não um candidato a conseguir um emprego ou estágio. Isso vai depender da postura adotada pela pessoa na interação em tal rede Tenha sempre muito cuidado com o português, com o tipo de postagem, com fotos e curtidas O seu comportamento nas redes sociais pode ser o ponto-chave na decisão de um processo seletivo

Muitas empresas podem utilizar as redes sociais para conhecer o candidato interessado na vaga. É possível saber a posição política, preconceitos e valores. Procure ter cuidado com a sua imagem profissional, trate como se fosse a sua marca Muitos candidatos podem ter uma formação semelhante e o que pode definir a contratação é o perfil comportamental

FONTE: PROFESSORA DE GESTÃO DE PESSOAS DO CENTRO UNIVERSITÁRIO UNA ELAINE ANDRADE DOS SANTOS E COORDENADORA DO CURSO DE PSICOLOGIA DO CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA, ANDRÉIA BARBOSA DE FARIA

Ferramenta de busca é a nova aposta do Facebook Não é complicado fazer as buscas de vagas pela nova ferramenta do Facebook. Elas podem ser feitas por computador ou smartphone. Para desktop, basta acessar facebook.com/jobs, digitar a área ou cargo que deseja no campo de busca e escolher a cidade em que deseja procurar por um emprego. Já em dispositivos móveis, toque na opção “Empregos”, que está localizada na tela “Explorar”. É possível filtrar vagas por local, área de conhecimento, modelo de contratação dentre outras coisas. As oportunidades de emprego são exibidas para o usuário em um feed, de maneira que os anúncios mais recentes ficam em uma posição de destaque em rela-

ção aos mais antigos. Assim que encontrar uma vaga interessante, o usuário pode se candidatar. Existe também a opção de receber alertas quando forem anunciadas novas vagas que correspondam ao perfil do candidato. ANÚNCIO As empresas que têm a página no Facebook podem fazer anúncios de emprego na própria rede social. O empregador pode usar o Facebook Messenger para agendar entrevistas e até mesmo enviar uma mensagem automática aos candidatos. Um dos diferenciais da ferramenta é que somente a empresa que receber a candidatura pode ver que ela foi enviada.


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reportagem

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CONSUMIDOR

Cartão de crédito pode pagar compra de qualquer produto ALEXANDRE GUZANSHE – 6.4.2009

SegundooProcon,contratonão estipulaqualitempodeservendido Após anos de muita economia, a advogada Marilene Nogueira de Jesus, 50, finalmente deu início à realização de um velho sonho: reformar e ampliar sua antiga casa no bairro Sagrada Família, em Belo Horizonte. Com a ajuda de um amigo engenheiro, fez o projeto da obra e partiu para a compra dos materiais de construção, entre eles louças e metais sanitários, tubos de PVC, pisos e revestimentos, tintas, areia e cimento. A ideia era pagar tudo com cartão de crédito, em dez parcelas sem juros, mas não foi bem isso que aconteceu. “Consegui comprar quase tudo desse jeito, menos o cimento. O dono do depósito não aceitou de jeito nenhum, alegando que o preço do produto subia com muita frequência, às vezes até 10% de um mês para outro”, lembra a advogada. Marilene não desistiu. Tentou comprar o cimento em outros estabelecimentos, sem sucesso. “Em todas as lojas, a resposta era sempre a mesma: ninguém aceitava vender cimento no cartão de crédito, só no dinheiro ou no débito, à vista”, conta ela, que não teve outra alternativa para iniciar e concluir a desejada obra. Porém, o que a advogada não sabia é que a prática é proibida, segundo o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. “Ninguém é obrigado a aceitar cheque ou cartão. O obrigatório é aceitar dinheiro. Mas, a partir do momento em que o lojista aceita o cartão, seja de crédito ou débito, todos os produtos, sem exceção, podem ser comprados com ele”, explica Barbosa, baseado no artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que trata das práticas abusivas na oferta de produtos e serviços. A mesma prática é adotada por padarias, por exemplo, que vendem tudo no cartão, menos cigarros. “Nos contratos assinados com a operadora do Eurico Martins

cartão pelo vendedor e pelo consumidor, não está determinado o que pode e o que não pode ser vendido ou comprado com cartão, como cimento, combustível e cigarro, por exemplo”, acrescenta o coordenador do Procon Assembleia. “E isso vale para todas as bandeiras”. ATÉ UMA BALA NO CRÉDITO Outra prática, menos comum, diz respeito ao valor da compra com cartão de crédito, que também não pode ser alvo de nenhum tipo de restrição. “Se eu entrar numa padaria, por exemplo, posso comprar uma única bala e pagar com o cartão de crédito”, diz Barbosa. “No contrato, também não está estipulado o valor mínimo da compra”, completa ele. Em caso de descumprimento da legislação, a orientação do especialista é denunciar a irregularidade aos órgãos de defesa do consumidor. “Nessas situações, o infrator está sujeito às sanções administrativas previstas no artigo 56 do CDC. A principal delas é a multa, que pode variar de R$ 400 a R$ 8 milhões, dependendo do caso”, conclui Barbosa.

Números

12,4% foi o crescimento no valor movimentado com cartões de crédito na comparação com 2016

Comerciantes não vendem cimento no cartão de crédito alegando que preço sofre constantes altas, o que traria prejuízo

Para Abecs, prática não descumpre lei Procurada pela reportagem, a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs) disse, por meio de nota, que o lojista pode, sim, se recusar a vender determinado produto no cartão de crédito. “Quem determina o modo de operação do estabelecimento é o proprietário. E é ele quem pode optar por aceitar pagamentos no cartão de crédito”, afirma o texto. “Os comerciantes que optam por aceitar paga-

mentos em cartão de crédito compreendem que se trata de um método eficaz para potencializar suas vendas”, acrescenta a nota divulgada. Em relação à fixação de um valor mínimo para compra no cartão de crédito, a Abecs concorda que a prática é ilegal. “O estabelecimento comercial, ao optar pela aceitação de cartão de crédito, não pode estipular um valor mínimo para compra”, conclui o texto. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO

“DINHEIRO DE PLÁSTICO” Quem pode aceitar? Pessoas físicas ou profissionais liberais que prestam qualquer tipo de serviço, como médicos, dentistas, engenheiros, arquitetos, veterinários, feirantes itinerantes, cabeleireiros etc Pessoas Jurídicas de qualquer ramo de atividade

FONTE: ABECS

Quem não pode? Agências de empregos Bingos Casas de prostituição Escritório de cobrança Igrejas Imobiliárias Partidos políticos Serviços de telemensagens Casa de jogos Consórcios Empresas de recolocação profissional Previdência privada Escritórios de consultoria e assessoria

RESULTADOS DA PESQUISA DO BC Líder No comércio, 46,4% dos entrevistados oferecem descontos aos clientes. Construção No segmento de material de construção, o percentual chega a 69,5%. Supermercados Nos hiper e supermercados 2,6% oferecem o benefício.

Média O desconto médio atingiu 8,4% com uso do dinheiro e 7,1% com cartão de débito. Sabiam Segundo o BC, o conhecimento da legislação é amplo, na medida que 85,6% dos entrevistados admitiram conhecer a lei.

Pagamentoàvista podegerardesconto Apesar da grande preferência dos consumidores pelo parcelamento sem juros no cartão de crédito, os lojistas podem cobrar preços diferenciados por determinado produto, caso o meio de pagamento seja o cartão de débito ou o dinheiro. A permissão está prevista na lei nº 13.455, de julho de 2017. “Foi um balde de água fria”, lamenta o coordenador do Procon Assembleia, Marcelo Barbosa. Para isso, segundo ele, “o comerciante é obrigado a informar, em local visível, os descontos que são oferecidos, tanto em

relação ao meio de pagamento quanto em relação ao prazo”. O comerciante que não cumprir essa regra estará sujeito às punições previstas no Código de Defesa do Consumidor. Porém, a prática não é comum nas lojas do país. Segundo pesquisa do Banco Central (BC), apenas 32,4% dos consumidores afirmaram que houve oferta de desconto caso o pagamento fosse feito em dinheiro ou cartão de débito. Esse percentual aumentou para 42,6% entre aqueles de renda mais alta.


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reportagem

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ESPAÇO GOURMET MARIELA GUIMARÃES

DE BANDEJA I RODRIGO SAMPAIO/DIVULGAÇÃO

Até as migalhas

Em Em versão versão petit, petit, aa panhoca panhoca acomoda acomoda oo creme creme de de camarões camarões da da Padaria Padaria Vianney Vianney

De olho no calendário Desde 2012, a plataforma Fartura – Comidas do Brasil percorre todo o país pesquisando a origem dos ingredientes e seu caminho até a mesa por meio da Expedição Fartura, que já visitou os 26 Estados brasileiros e Distrito Federal. O resultado são as edições de festivais realizados em diversas partes do mundo, como Festival Cultura e Gastronomia Tiradentes que, neste ano, acontece entre os dias 24 de agosto e 2 de setembro. Em Belo Horizonte, a edição acontece nos dias 22 e 23 de setembro.

Dose dupla para beber cerveja Cerca de 12 cervejarias artesanais e food trucks com estilos variados de comida vão estar na praça Melo Viana, no centro de Sabará, neste domingo (8) na primeira edição do Beer Horizonte. O evento é gratuito. Para quem não puder ir, tem a segunda chamada: No dia 24, na Savassi (nos quarteirões da avenida Getúlio Vargas, entre avenidas do Contorno e Cristóvão Colombo). Outras informações: (31) 4129-0191

E por falar em pão... Alimento fundamental na mesa do mineiro, o pão envolve misteriosos processos. Os da Passeli Boulangerie, que fica no bairro Ouro Preto, na Pampulha, são produzidos à maneira antiga, de forma lenta, com fermentação natural, modelados, manualmente, um a um. Os croissants, por exemplo, são feitos não só com técnicas francesas, mas com farinha e manteiga importados, fazendo com que o sabor seja idêntico ao do país de origem. Além dele, entramno menu brioches, pão de pesto, baguetes e pain au chocolat. A padaria produz sob encomenda (passeliboulangerie.com.br), comantecedência de 24 horas, de segunda a sábado. ARQUIVO PESSOAL

Seopratoépanhoca recheada,nãosobra praninguém.Chefs incrementamreceita comnovasversões Ninguém resiste a um bom pão à mesa. Nos cardápios dos restaurantes, os do tipo italiano geralmente são os mais aclamados para acompanhar antepastos ou azeites logo na entrada. E o sabor único é justificado logo após a primeira mordida: a casca grossa confere uma crocância surreal enquanto o miolo é elástico e com um leve sabor ácido derivado do processo de fermentação natural – sim, os italianos sabem fazer pão muitíssimo bem há bastantes anos. Sua receita equilibrada permite que seja a base das tradicionais bruschettas italianas. Já no formato mais arredondado – batizado de panhoca – é possível acomodar qualquer sopa ou caldo em uma espécie de recipiente comestível – e não deve sobrar nem mesmo as migalhas. Foi justamente a versatilidade da panhoca que conquistou, sem esforço, o chef Vitor Pacheco, do La Vinicola Wine Bar. Para o menu, ele criou três versões de aperitivos especiais: uma com carne e duas com queijo e carne. “São experiências diferentes proporcionadas com o mesmo tipo de pão. Além de desfrutar do recheio, você come o pão, que fica molhadinho por causa do molho”, explica. Uma dessas receitas para acompanhar um vinho é a panhoca recheada com burrata – Lorena K. Martins

queijo cremoso e fresco de origem italiana. “Depois de tirar o miolo do pão, passo uma camada de manteiga clarificada e levo ao forno para dourar. A burrata é levemente aquecida separadamente. Depois, colocada dentro da panhoca e servida com molho pesto por cima ou uma geleia de morango”, sugere o chef, que fabrica, de forma artesanal, a própria panhoca no estabelecimento. O segredo da crocância pode ser optar pelo fermento natural, de boa qualidade. A receita do pão feito pelo chef ainda é reforçada com água com gás e um tempo certo de forno. A durabilidade é de cerca de três dias. “Um truque para garantir tam-

bém a firmeza da casca é borrifar um pouco de água no pão antes de colocar no forno. A manteiga por dentro também ajuda a isolar o miolo e não deixar que o recheio cremoso desmanche o pão”, ensina. SOLUÇÕES Outro cuidado é a atenção redobrada ao corte da panhoca. “Não pode aprofundar muito para não comprometer a espessura do pão na hora de retirar o miolo. Uma dica é usar um maçarico ou a trempe do fogão para dourar e selar o pão por dentro. Assim, na hora de colocar o recheio, o miolo não irá absorver o creme ou o líquido rapidamente como uma esponja, e vai DÉBORA GABRICH/DIVULGAÇÃO

No La Vinicola Wine Bar, a Burrata Melt é a pedida para o vinho

preservar a firmeza por mais tempo”, explica Márcio Santoro, chef do restaurante especializado em culinária alemã Haus München. O recheio também passa por recomendações. Para a receita de creme de cogumelos elaborada por Márcio, é fundamental que a espessura do molho seja mais firme e menos líquida. “A consistência é mais grossa para acomodar melhor na panhoca, por isso reduzo o creme de leite ao máximo”, explica. Apesar de acompanhar, geralmente, receitas quentinhas e cremosas, Márcio também usa a panhoca para acomodar opões frias, como compotas e conservas. “Mesmo sendo um acompanhamento frio, é preciso selar e proteger o pão para não ceder com o recheio”, esclarece. ARTESANAL Além do La Vinicola Wine Bar, a padaria Vianney também fabrica o próprio pão italiano – dentre outros. De acordo com a responsável pela produção, Isabella Santiago, a fermentação é natural e lenta – dura cerca de 24 horas – e é por isso que possui o sabor mais azedo característico da receita. Por lá, as panhocas são servidas em dois tamanhos – pequenas, para porções individuais, e grandes, para compartilhar. Antes de colocar o caldo de camarão e alho poró, uma das receitas do estabelecimento servidas dentro do pão italiano, Isabella explica que não precisa retirar muito o miolo. E ela sugere um toque a mais no sabor. “Colocamos queijo parmesão por dentro e levamos ao forno para a panhoca ficar mais saborosa. Só depois acrescentamos o molhos. Já a tampa do pão serve para auxiliar na hora de comer”, explica.


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almanaque HUMOR> Mateus Solano provoca reflexões com “Selfie”, comédia que traz pela primeira vez a BH VITOR ZORZAL/DIVULGAÇAO

Sex. a sáb. 13 a 15.abr.

Sociedade em cena Sucesso Com Mateus Solano e Miguel Thiré em cena, “Selfie” já foi vista por aproximandamente 250 mil pessoas Deitado em um jardim na cidade de MontemorO-Novo, em Portugal, Mateus Solano encarava o céu com sorriso. Foi com esta fotografia que o ator brasiliense se despediu de março. A selfie (autorretrato feito em smartphone e publicado em rede social), que dividiu com seguidores e fãs, deixava evidente o entusiasmo com a viagem que fazia então. Antes e depois do fatídico post, Solano fez do Instagram ferramenta para falar menos de si e mais do que o cerca. Entre os assuntos, lamentou a execução da vereadora carioca Marielle Franco, lembrou o aniversário do assassinato de Martin Luther King, divulgou espetáculo de amigos e, claro, convidou sua audiência virtual para turnê da peça que protagoniza e que, agora, chega a Belo Horizonte: ao lado do ator carioca Miguel Thiré, sob a direção de Marcos Caruso e com texto de Daniela Ocampo, Solano traz, entre a próxima sexta (13) e domingo (15), no Teatro Sesiminas, a inquietação da hiperconectividade na comédia “Selfie”. Circulando há quatro anos com o projeto, SolaAlex Bessas

no se surpreende sobre como, apesar das constantes inovações, o texto permanece atual e urgente. Aliás, tema contemporâneo em todo o mundo, a montagem fez sucesso em suas passagens pelos EUA e Portugal. Desde 2014, foram mais de 250 apresentações, auferindo um público de cerca de 250 mil pessoas. Às voltas com a comédia mundo afora, é a primeira vez que “Selfie” será apresentada em território mineiro. “Sou muito apaixonado por tudo o que Minas representa poeticamente. Milton Nascimento, João Guimarães Rosa, a peça ‘Hoje é Dia de Rock’... São tantas as referências que passam pela minha vida... Minas é dentro e fora”, elogia Solano, que torce repetir o sucesso por aqui e que, afinal, “o público de BH se divirta e se instigue como todos os públicos têm se mostrado até então”. REFLEXÕES Instigar a plateia, digase, é dever cumprido da montagem. “A peça põe uma lente de aumento na loucura que já estamos há um tempo vivendo com nossos aparelhos de celular”, analisa o brasiliense que vive, no palco, um personagem superconectado, que armazena toda sua vida na nuvem. Ao tentar criar um

sistema de armazenamento de todos os dados de uma pessoa, ele acaba derramando uma xícara de café em seu equipamento e, com isso, perde toda sua história e memória. “Com muito humor, pincelamos situações comuns no dia-a-dia, através de uma história que dá o que pensar sobre essa nossa falta de equilíbrio no uso das novas tecnologias”, situa o ator. Permeiam a dinâmica comédia reflexões sobre valores sociais e morais contidos nas mídias sociais, a auto-exposição de pessoas que se fotografam continuamente e registram seus cotidianos e a interferência da tecnologia na comunicação. Solano lembra que depois das apresentações, em bate-papos, não é raro sentir que as pessoas saem da sala provocadas. “Além do público comum, professo-

“

res e pessoas ligadas à tecnologia sempre chamam atenção para a urgência de se falar sobre o assunto”, comenta ele, que classifica tais conversas como verdadeiros estimulantes. “Hoje em dia, todo mundo tem seus 15 minutos de fama na palma da mão. Isso tem suas vantagens e desvantagens”, diz ele. “Mas, uma coisa é certa: estamos inventando outra vida para viver – como se a vida real já não fosse suficiente. Uma das máximas da peça é a discussão sobre como, hoje em dia, é preciso ser alguém no mundo virtual para existir na realidade”, reflete. AMIZADE Dividindo a cena com Miguel Thiré, Solano decreta: “Trabalhar com amigos escolhidos a dedo é a segurança de ter um processo fluido”. No palco, a parce-

Acho perigoso pensar que protestar sentado com um celular na mão tem tanta força quanto sair de casa e ir à luta

ria deles já superou década: a primeira vez foi em 2007, com a comédia “Dois Pra Viagem”. Agora, em “Selfie”, o carioca interpreta 11 personagens distintos que ajudam o personagem de Solano a recuperar sua memória. A proximidade com a equipe, completa, fez muito bem à montagem. “Foram três meses e meio de criação muito intensos e também muito divertidos”. A coesão do grupo, aliás, é essencial para que “Selfie” se atualize constantemente. “A peça continua se modificando internamente até hoje, já que o trabalho é nosso e, portanto, temos liberdade para tal”, explica. PRESENÇA NA REDE Como dito no início desta reportagem, Solano é presente e atuante nas redes sociais e Thiré, vale dizer, não fica para trás... Eles engajam, opinam, posam para fotos que eles mesmos fazem. Mas, depois de “Selfie”, alguma coisa mudou. “A peça causa uma reflexão e, portanto, eu estou sempre refletindo sobre o meu uso do celular”, expõe o brasiliense, para, em seguida, reconhecer: “a verdade é que, de quatro anos para cá, só multiplicaram as funções que foram delegadas ao celular e, por mais que eu não queira, tenho

que estar cada vez mais online”. Para Solano, ser presente e atuante nas mídias digitais não é algo nem essencialmente bom e tampouco essencialmente mau. “Considero que o posicionamento nas redes sociais é algo importante, já que todo mundo está lá”, pontua. “Mas também acho perigoso pensar que protestar sentado com um celular na mão tem tanta força quanto sair de casa e ir à luta”, conclui. FOCO NA TURNÊ Na sorridente selfie feita em Montemor-ONovo, Solano deixou um conselho: “viaje... e traga ideias novas”. A mensagem, aliás, soou como uma pista de que novos projetos estão por vir. Em entrevista, ele preferiu se ater ao que tem de mais concreto. “Vou rodar a peça pelo Brasil até julho e lanço, em breve, o filme ‘Talvez uma História de Amor’”, comentou o ator sem entrar em mais detalhes.

> Selfie

Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Dias 13 (sexta) e 14 (sábado), às 21h; e 15 (domingo), às 18h. R$ 120 (Plateia 1, inteira) e R$ 100 (Plateia 2, inteira).


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ARTES CÊNICAS Preto: afirmação da diferença NANA MORAES/DIVULGAÇÃO

Alex “A escraviBessas dão permanecerá por muito tempo como característica nacional do Brasil”. O célebre trecho de “Minha Formação”, livro do abolicionista Joaquim Nabuco (1849 – 1910), publicado em 1900, ressoa, hoje, como uma constatação no dia a dia brasileiro. Tal mácula é examinada com lente de aumento pela “companhia brasileira de teatro” (grafada assim, em minúsculo) que traz para Belo Horizonte, pela primeira vez, o espetáculo “Preto”, que estreou em 2017. Em temporada na cidade, a peça estreia na próxima quinta (12) e fica em cartaz até dia 30 de abril. Mergulhando em literatura sobre o racismo, indo do supracitado Joaquim Nabuco ao contemporâneo sul-africano Achille Mbembe, a montagem é desdobramento e dá sequência a pesquisa iniciada em 2013, quando a companhia excursionou por cinco capitais brasileiras, incluindo BH, além de uma cidade alemã. Tais residências artísticas forneceram material suficiente para a criação de um mosaico criativo que reverberou na peça “Projeto Brasil”, em 2015 – montagem

“Como eu me vejo? Como o outro me vê? Do que você nunca esquece do que você é?” são questões centrais de “Preto”

que “faz um mergulho sobre a formação do brasileiro e que tem questões que, em ‘Preto’, voltam a ecoar”, explica a atriz Grace Passô, uma das protagonistas da montagem, que “é também uma continuação da pesquisa da linguagem teatral da companhia”, completa. Dirigida por Marcio Abreu, “Preto” tem dramaturgia concebida por ele, Nadja Naira e Grace. “As ce-

nas nasceram pela improvisação dos próprios atores do elenco”, explica Grace. Ela lembra que, em certo momento, a atriz carioca Renata Sorrah, que também integra o espetáculo, “tentou rememorar uma peça que foi muito importante na carreira dela”. Então, parte do texto de “As Lágrimas Amargas de Petra von Kant”, protagonizada, em 1982, por Fernanda Montenegro e Rena-

ta, foi incorporado a “Preto”. DIÁLOGO O espetáculo, explica a belo-horizontina, “é uma série de tentativas de aproximação, de diálogo com o outro”. Com o foco na afirmação das diferenças, a obra é atravessada por questões como o racismo, mas não é exatamente sobre o tema. “As pessoas em cena tentam se aproximar do outro desespe-

radamente. Então, uma dessas tentativas de aproximação foi a Renata trazendo uma memória muito cara, muito importante da vida dela”, continua Grace. “Eu não acho que o teatro esteja fora da realidade, do todo, ele faz parte da realidade”, defende a atriz, destacando que a tentativa de diálogo se dá a partir da perspectiva da negritude brasileira, esbarrando em questões ur-

gentes e presentes e em debate em todo país. Além de entender o teatro como parte da realidade cotidiana, a companhia e os atores envolvidos no espetáculo enxergam em seu trabalho uma arte expandida. “Não apenas nessa peça misturamos cenas de dança, performance, teatro e outras manifestações artísticas... Afinal, a gente acredita que a linguagem teatral se articula com outros gêneros”, expõe. Fundindo palco e público, o diálogo sobre as diferenças se faz novo a cada apresentação. “Dependendo do lugar onde fazemos a peça, muda muito a forma como ela é recebida”, diz Grace. Vale dizer, “Preto” já passou por Campo Limpo, em São Paulo, por Frankfurt e Dresden, na Alemanha, e Paris, na França. “Senaplateia hámais negros ou menos negros, tudo isso muda... A percepção dessas questões acontece a partir da experiência de vida de cada um”, analisa a atriz, que, para a apresentação em sua terra natal, deseja“viver umaexperiência coletiva real a cada noite”.

> Preto

CCBB (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Quinta a segunda, sempre às 20h. R$ 20 (inteira). De 12/4 a 30/4.

Notas sobre um corpo andrógino Em 1928, a britânica Virgínia Woolf escreve “Orlando – Uma Biografia” e propõe reflexões sobre androginia, gêneros e o papel da mulher em sociedades patriarcais. Pioneira do movimento feminista europeu, a escritora viveu através de suas obras e, vítima de um grave quadro depressivo, suicidou-se no auge de sua carreira. Passadas décadas desde a publicação do livro que narra a trajetória de um jovem que, no século XVI, adormece homem e desperta mulher, a escritora segue cultuada pela atualidade das temáticas tratadas em suas obras. Para trazer à baila tanto as questões universais quanto as atuais presentes no livro, a atriz Ludmilla Ramalho revisita a obra e estreia o solo “Orlando – Um Prólogo”, no Sesc Palladium, na próxima sexta-feira (13). No palco, a atriz encarna sua própria persona e

mescla seus questionamentos aos do corpo andrógino de Orlando e às crises da própria Woolf em um movimento que relembra a técnica literária do “fluxo de consciência” inaugurada pela escritora. “Em cena, vivo um mundo de vozes. Existe a Ludmilla mulher que já foi ex-mulher, que foi filha, que foi mãe, a Ludmilla atriz, o próprio Orlando que atravessa a obra e a Virgínia. São todas as vozes que narram essa história, que vivenciam”, explica Ludmilla. Gestado desde que a atriz ganhou o livro de presente de uma amiga, foi apenas em 2016 que a montagem começou a ganhar corpo com a chegada do diretor Diego Bagagal e suas provocações. “Antes de ler ‘Orlando’, quis conversar muito com a Ludmilla e entender todos os motivos apaixonantes que fizeram com que ela perseguisse essa obra de Woolf. Pedi para que

LUIZA PALHARES/DIVULGAÇÃO

estreia 13.abr.

No cenário da montagem há referências à água, elemento tão presente na obra de Woolf

a Lud selecionasse todos os trechos, textos e palavras que reverberavam na sua alma”, explica o diretor. A ideia de mergulhar num fluxo de consciência partiu exatamente desta seleção de trechos. Assim, atriz e diretor optaram por utilizar ape-

nas o prefácio da obra como base para o espetáculo e, por isso, a montagem leva “prólogo” – o equivalente a “prefácio” nas artes cênicas – no nome. “A peça nasceu de um diálogo com este trecho, nos aprofundamos na estrutura do prefácio que é uma gran-

de ironia, onde a Virgínia faz uma lista de agradecimentos tanto afetuosos quanto críticos, há algumas alfinetadas, reflexões...”, conta Ludmilla. Mas se o projeto deu os primeiros passos em solo tupiniquim, para a atriz o inverno europeu foi impres-

cindível para a finalização do espetáculo. “Passamos o inverno em Portugal, ali eu vivi um tipo de introspecção que nunca tinha vivido. O espetáculo traz uma característica muito própria do inverno: a economia de energia. No inverno a gente só come o necessário, fala o necessário, isso interferiu na linguagem do espetáculo, é um espetáculo muito clean, sem excessos”. Depois de quase seis meses de intercâmbio, a peça estreou e cumpriu temporada no Festival Internacional de Teatro do Alentejo (Portugal). * Lara Alves sob supervisão de Marília Mendonça

Orlando – Um >Prólogo

Teatro de bolso do Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Sexta e sábado, às 20h; domingo, às 19h. R$ 15 (inteira). De 13/4 a 22/4.


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ARTES CÊNICAS Típicas mulheres brasileiras Três gerações de mulheres fortes, com personalidades completamente diferentes, e que vivem dramas e situações presentes no universo de milhares de pessoas. Como elas reagem a temas que a cada ano parecem estar mais aflorados, como o preconceito e a homossexualidade, é o desafio de interpretação para três atrizes: Luíza Tomé, 55, Priscila Fantin, 35, e Olivia Torres, 23. Na comédia “Além do que os Nossos Olhos Registram”, em Belo Horizonte na próxima sexta-feira (13), elas são avó, mãe e filha, respectivamente, de uma tradicional família brasileira. O texto de Fernando Duarte foi criado a partir de depoimentos de mães e filhas, mulheres de diferentes classes sociais. A luta para “dar conta” do lar, das tarefas de casa e do trabalho, além do papel que cada uma desempenha na sociedade, estão no cerne do espetáculo. Além disso, na trama, diferentemente da aparência que elas possam manter na rua, em casa, sem máscaras, é que o verdadeiro diálogo e embate de posicionamentos se torna interessante. O olhar Paula Coura

Dom. 15.abr.

masculino de Duarte sobre o universo feminino traz um tom bem-humorado aos questionamentos. Para Priscila Fantin, que dá vida a Violeta – uma mulher elegante e divertida, que vive um casamento de fachada – o desafio é ainda maior. Será a primeira vez que ela irá interpretar a personagem já que, desde que o espetáculo estreou, ela era Sofia, a filha de Violeta, jovem que tem uma relação conflituosa com os pais. Se-

Em cena, Luíza Tomé e Priscila Fantin trazem relações conflitos enfrentadas pelas mulheres nas famílias espalhadas Brasil afora

rá praticamente uma nova estreia na cidade em que a atriz passou boa parte de sua vida. “Não sei como o público vai reagir à Violeta (sorri). Mas estou muito feliz em fazer esse espetáculo. Passei minha infância e adolescência em BH, minhas amigas são daí até hoje, então, é sempre uma plateia muito especial”, conta. Sobre a parceria com Olívia Torres, sua filha na trama, ela disse que os poucos ensaios já deram o tom.

“Nos encontramos umas poucas vezes para bater o texto, mas já teve uma super sintonia. Como ela vai ser minha filha, eu acho que a gente vai estar unida em um lugar interessante e muito mais profundo de relação entre os personagens e isso transparece na relação”, conta. APAZIGUADORA No papel de uma superavó está Luíza Tomé, a Delfina, uma mulher que, apesar

Sex. 13.abr.

de ser a mais velha na história, é livre de preconceitos. E, na brincadeira de o que a Luíza tem de Delfina, e o que a Delfina tem de Luíza, ambas são bem parecidas em vários aspectos. “A Delfina, bem, eu adoro ela. É uma mulher que apesar de todas as dificuldades, de todas as coisas que ela passou, não se tornou uma pessoa amargurada. Ela não se prende. Eu também sou desprovida de amargores, de invejas, e eu PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO

passei isso para ela. A Delfina veio me afirmar, mais de uma vez, o amor à vida. Eu tenho dois filhos de 14 anos (gêmeos) e hoje a juventude é muito menos livre de preconceito do que na minha geração, e isso é belíssimo neles”, conta a atriz, com a experiência de mais de 30 anos de carreira. Assim como a personagem que interpreta, Luíza também teve que enfrentar a família quando decidiu seguir a carreira de atriz. “Eu nasci no Ceará, vim de uma família rígida, sou filha de nordestino, fui criada a partir de padrões rígidos de educação, lutei contra o preconceito e para ser atriz, porque a minha família não queria. Tive minha luta particular diferente das de Delfina, mas também lutei”, complementa. Sobre a apresentação em Belo Horizonte, sempre bem-humorada, Luíza diz estar muito feliz e ansiosa pela vinda à capital mineira. “E vocês aí, estão empolgados para nos assistir?”, questiona.

Além do que os >Nossos Olhos Registram

Apresentação única no Grande Teatro Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Dia 13 (sexta-feira), às 21h. R$ 20 (Plateia 3, inteira).

MICHEL IGIELKA/DIVULGAÇÃO

Atrizes encenam movimentos de circo ao som de Bach

Bach para os pequenos A primeira vez, ninguém esquece, dizem. Mas, em se tratando do universo das artes, tudo pode acontecer, contam. E foi pensando nessas diferentes possibilidades para instigar e marcar a imaginação dos menores dos espectadores que a peça “Bê a Bach” chega a BH, no dia 15 (domingo), no Sesc Palladium, misturando dança e música num espetáculo contemporâneo e infantil, com universo lúdico e atrativo. Pelo palco, dançarinos e músicos dão vida a seres fantásticos que recriam a história de surgimento do planeta Terra na peça que marca a união do Grupo Furunfunfum e da Cia Noz de Teatro, Dança e Animação, ambos de São Paulo. Sem falas, a montagem é guiada pelos clássicos do compositor alemão Johann Sebastian Bach (1685– 1750). Do Big

Bang até a chegada dos extraterrestres, a história é uma verdadeira viagem em meio a grandes animais e seres micromoleculares, passando pela formação do ser humano até o seu contato com seres de outros planetas. Na criação dos personagens, até os ETs são belos. A intenção dos autores é que todos possam embarcar nesse caminho, inclusive os bebês. Tudo foi feito para chamar a atenção de crianças e adultos, visual e auditivamente. Inspirada pelo filho, que sempre a acompanhou nos palcos, a atriz Anie Welter – que cuida da direção da dança, da cenografia, dos adereços e dos bonecos, enquanto Marcelo Zurawski assina a direção musical do espetáculo – conta que deu toda liberdade para que cada artista pudesse se inspirar e criar seu personagem. A trama conta com a presen-

ça de dançarinos e atrizes que, acompanhados por flauta, violão e violoncelo, traduzem em forma e movimento as emoções do universo sonoro de Bach. “Cada artista, durante a apresentação, monta sua história em cima daquilo que está acontecendo. Os personagens surgem dessa relação com o objeto, movimentados pelas composições de Bach”, explica. Anie também diz que, quando foi chamada por Marcelo Zurawski para preparar o espetáculo, a intenção era abrigar a obra do compositor alemão de uma maneira única no universo infantil. Durante a peça, a música é tocada ao vivo e embala os dançarinos, que apresentam movimentos circenses, em meio a muitas cores, formas e texturas. “O Marcelo sempre diz que a música de Bach é a

mais pura de todas. Ele diz que se a gente fosse para um outro planeta, a música do compositor seria a mais indicada. Juntando isso com o sentimento que a música causa, há objetos entrando por caminhos inusitados. Tudo isso ajudou a compor o espetáculo”, explica. Sobre a estreia em Belo Horizonte, a diretora diz estar ansiosa. Segundo ela, a dita tranquilidade mineira é um grande diferencial na hora de apreciar uma produção como a do “Bê a Bach”. “É uma viagem que a pessoa precisa sentar e relaxar, sem se preocupar com deixar a noite, deixar ser levado. Basta olhar as imagens e entrar nesse universo”. (Paula Coura)

> Bê a Bach

Grande Teatro do Sesc Palladium (rua Rio de Janeiro, 1046, centro). Dia 15 (domingo), às 16h. R$ 20 (inteira).


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ARTES CÊNICAS A saga de Fernanda em Marte Paula Após criar e Coura e n c e n a r a mesma personagem por mais de 13 anos, Mônica Martelli já considera sua obra parte de si. A simbiose entre criatura e criador no teatro em “Os Homens São de Marte... E É pra Lá que Eu Vou” resultou em 12 anos em cartaz, levou 2,5 milhões de pessoas ao teatro, deu origem a um filme, a uma série (no canal GNT) e ainda rende muitas gargalhadas e uma curiosidade natural pelo futuro da personagem Fernanda – a mulher que se envolvia com homens “errados” enquanto buscava o parceiro certo. E é para dar sequência à saga da personagem, agora com 45 anos, que Mônica chega a Belo Horizonte no próximo final de semana (dias 14 e 15) com o espetáculo “Minha Vida em Marte”. “A Fernanda me acompanha. Tudo que eu passo na minha vida, ela vai passando também. Eu escrevo tudo que sinto: desejos, angústias, alegrias, expectativas, tudo eu coloco na personagem e acho que a identificação

teatro adulto 19ª CONFERÊNCIA PARA O FIM DO MUNDO Dir. Mariana Maioline e Michelle Barreto Com Adriana França, Mariana Maioline, Barulhista Quatro especialistas participam de uma conferência que trata sobre diversos assuntos. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4697). Neste sáb. (7) e dom. (8), às 20h. R$ 20 (inteira).

ALÉM DO QUE OS NOSSOS OLHOS REGISTRAM (Leia mais na página ––)

CEGOS, MANCOS E LOUCOS Dir. Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog Com Geraldo Magela e Kaquinho Big Dog Os comediantes reeditam o espetáculo que estreou há 21 anos, com histórias da vida real e paródias. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Qui., às 12h30. R$ 40 (inteira). Até 26/4.

ESSA HERANÇA É MINHA Dir. Fred Mayrink Com Ílvio Amaral e Maurício Canguçu Mary e Elizabeth enfrentam muita confusão para garantir uma fortuna. Teatro Raul Belém Machado (r. Leonil Prata, s/n°, Alípio de Melo, 3277-6437). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 40 (inteira).

ESPALHANDO A PALAVRA Com Afonso Padilha A peça aborda os padrões de beleza existentes, o empoderamento feminino e faz sátira sobre líderes religioso que usam da fé para enganar os fiéis. Teatro Ouro Minas (av. Cristiano Machado, 4.001, Ipiranga). Neste dom. (8), às 19h, às 21h e às 23h;

Sáb. e dom. 14 e 15.abr.

GUGA MELGAR/DIVULGAÇÃO

Agora, aos 45 anos, Fernanda, interpretada por Mônica Martelli, questiona os dilemas de seu casamento

do público e o sucesso que a série (na TV) faz é por causa dessa verdade que tem. São as minhas vivências que eu coloco na personagem. É um prazer poder dividir a minha verdade com o público”, diz Mônica. Após finalmente conseguir encontrar o “amor”, Fernanda agora está casada há oito anos com Tom, com quem ela teve uma garotinha de 5 anos: Joana.

Em terapia de grupo, ela questiona os dilemas dessa nova vida. “Desta vez, a Fernanda luta para o casamento dar certo, porque quando a gente casa, a gente quer que dê certo, mas ela, apesar de romantizar e idealizar uma relação, rompe quando a coisa não está boa. E tem que estar bom para os dois. Se a gente tentar de tudo para um casa-

seg. 99), às 20h, às 22h e às 23h59. R$ 60 (inteira).

PRETO

INTIMIDADE INDECENTE

QUE VENHA A PRIMAVERA PÁGINAS TCHEKHOVIANAS

Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341,centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6.

LÁGRIMAS DE GUARDA-CHUVA Dir. Danilo Alencar Com Grupo de Teatro Arte e Fatos A montagem traz à tona relações humanas vistas pelo prisma do mundo contemporâneo, o medo, a solidão, o egocentrismo e o absurdo. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (7), às 20h; dom. (8), às 19h. R$ 10 (inteira).

MASTER CLASS Dir. José Possi Neto Com Christiane Torloni Uma comédia-dramática que mostra como Maria Callas se comportava nas aulas magnas que proferia nos anos 1970. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes, 3516-1360). Neste sáb. (7), às 21h; dom. (8), às 19h. R$ 100 (inteira).

ONDAS DE ONDE PARTO Dir. Fernando Barcellos Com Mariana Rabelo Mistura recortes autobiográficos e narrativas de mulheres para construir pontos de vista sobre diferentes momentos da maternidade. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 40 (inteira). Até 22/4.

ORLANDO - UM PRÓLOGO (Leia mais na página 16)

mento dar certo e não der, a gente tem que romper e sair em busca da nossa felicidade”, alerta. EM FAMÍLIA Assim como o espetáculo, a série televisiva que narra as desventuras de Fernanda já tem sua quarta temporada confirmada no canal GNT. Já o segundo longa-metragem deve estrear em dezembro deste

ano. E tanto no palco, quanto na TV e no cinema, Mônica é dirigida pela irmã Susana Garcia. “É maravilho estar com ela (Susana). Minha irmã, em um olhar, já sabe o que eu estou sentindo. Nós escrevemos juntas, nos entendemos e nos conhecemos muito. Nós fizemos uma dupla, um casamento perfeito, porque ela lidera, ela diagnostica o que precisa e

eu crio”, diz Mônica, que, em Belo Horizonte contará com uma plateia especial. Filha de mineiro, além da irmã na composição do espetáculo, ela também terá a presença da mãe, Marilene, e da filha, Júlia, entre os espectadores. “Belo Horizonte é uma cidade muito especial, não é comum para mim porque meu pai é mineiro. Fiquei muito emocionada a primeira vez que fiz ‘Os Homens São de Marte’ no Palácio das Artes, porque meu pai faleceu antes de ver meu sucesso e eu acho que ele ficaria muito orgulhoso de me ver naquele palco. Tenho família em BH, a do meu pai. Estou muito empolgada”, resume a atriz. A peça é parte do projeto do Teatro em Movimento, que há 16 anos tem com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo.

Minha Vida em >Marte

Com Mônica Martelli Cine Theatro Brasil Valourec (av. Amazonas, 315, centro).Dias 14 (sábado), às 21h, e 15 (domingo), às 19h. R$ 90 Plateia 1, inteira): R$ 80 (Plateia IB, inteira) e R$ 60 (Plateia II, inteira)

DILA PUCCINI/DIVULGAÇÃO

Dir. Alexandre Biondi Com Felipe Pirillo, Paula Batalha, Dyego Silva Shrek lidera um elenco de desajustados personagens de contos de fadas em uma aventura para resgatar a princesa Fiona. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste dom. (8), às 16h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 80 (plateia 2, inteira).

(Leia mais na página 16)

Dir. Helio Zolini Com Juliana Martins, Mario César Camargo e Raquel Albergaria Em cena um homem e duas mulheres, são confrontados com sentimentos de frustração e impotência diante da vida. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 16/4.

dança

RISCO Dir. Ricardo Alves Júnior Com Luísa Bahia A odisséia de Dora, uma narradora errante e solitária, que delira num fluxo constante em meio a ondas marítimas. Galpão de Ideias (r. Uberlândia, 413, Carlos Prates). Sex. (13), às 20h. R$ 20 (inteira).

teatro infantil

ACHADOS E PERDIDOS

Última semana no CCBB BH Inspirado em um conto de Anton Tchekhov, a montagem “Que Venha a Primavera – Páginas Tchekhovianas” permanece em cartaz apenas até o dia 16 (segunda-feira), no Centro Cultural Banco do Brasil.

3 PORQUINHOS - VINTE ANOS Dir. Roberto Freitas Com Elias Lima, Kainan Ferraz, Rafael Neves Pra fugir do terrível Lobo Mau, os três porquinhos constroem cada um sua casinha de palha, madeira e tijolos. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Neste dom. (8), às 16h. R$ 40 (inteira).

ADMIRÁVEL NINO NOVO Dir. Maurício Guilherme Com Cássio Scapin Através de um novo olhar, Nino vai descobrindo o que é diferente no mundo e o que também pode vir a ser. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb.

(7), às 17h. R$ 100 (plateia 1, inteira), R$ 70 (plateia 2, inteira), R$ 50 (plateia 3, inteira).

música A BRANCA DE NEVE – POCKET SHOW Dir. Fernando Bustamante Com Raíssa Alves, Alex Alves, Sheyla Barroso Uma rainha má resolve, por inveja e vaidade, mandar matar sua enteada Branca de Neve. Apresentação com músicas cantadas ao vivo. Teatro Pátio Savassi (av. do Contorno, 6.061, São Pedro, 4003-4172). Sáb. e

Dir. Andréa Bergallo Com Andréa Bergallo, Anderson Domingos, Bianca Chistian O espetáculo é composto por "Planta Baixa" e "On-Line". Ambos tratam de questões relativas às formas de nos relacionarmos. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Qui. (12), às 19h. Entrada gratuita.

segunda preta (*)

dom., às 16h e às 17h. R$ 40 (inteira). De 8/4 a 29/4.

L, O MUSICAL Dir. Sérgio Maggio Com Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Luisa Caetano Uma autora de novelas está esfuziante com o sucesso do primeiro folhetim a ter um triângulo amoroso formado por mulheres. Mas a chegada de notícias inesperadas muda o destino de todas. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (7), dom. (8) e seg. (9), às 20h. R$ 20 (inteira).

SHREK – O MUSICAL TYA

DESPEJADAS Dir. Edna Freire Com Grupo Nóis de Teatro O espetáculo lança olhares sobre a vida das mulheres periféricas.

A RETICÊNCIA DO SER Dir. Sabrina Rauta Com Sabrina Rauta, Henrique Gabriel, Rafael Santos Um texto experimento sobre o feminicídio no Brasil. (*) Teatro Espanca! (r. Aarão Reis, 542, centro). Seg. (2). às 20h. R$ 10 (inteira).


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MÚSICA Dedicado amor ao samba Alex Maria Rita Bessas deu a volta por cima. Depois de enfrentar intempéries e ver ruir o projeto de um DVD, que seria lançado em 2017, a incensada cantora sofreu, é verdade, mas seguiu em frente com a cabeça no samba. Retomou o projeto ao lado de marido e de amigos, incluiu novas canções e lançou, no início deste ano, “Amor e Música”. É para lançar o novo trabalho que ela vem a BH no próximo sábado (14). “Retomar o projeto foi uma questão de honra”, comenta a intérprete, que se preocupava em lançar um novo álbum de inéditas. “Sentia falta desse desafio”, diz. Com o lançamento e a turnê de agora, “sinto uma carga de superação”. Seguir com o projeto, portanto, “me mostrou uma fibra que eu não reconhecia em mim”. É assim, vibrante, que Maria Rita se volta, outra vez, ao gênero que lhe causa mais identificação. “Eu já estou com o samba, vivendo de samba desde o ‘Coração a Batucar’ (2014)”, lembra ela. É como sambista que ela se sente “mais plena, mais completa e uma intérprete mais relevante”, pontua. Diferentemente de outros trabalhos, em “Amor e Música” Maria Rita não bus-

cou composições em editoras ou de materiais enviados por gravadoras. Desta vez, emprestou sua voz a canções de pessoas próximas a ela. Seu marido, o músico Davi Moraes, por exemplo, assina com parceiros cinco composições. “Tem meu sogro (Moraes Moreira), tem amigos parceiros do Davi, tem amigos parceiros meus”, cita. “De fato, foi uma coisa muito simples de fazer”, examina a filha de Elis Regina. “São pessoas do meu convívio, muito talentosos, me conhecem bem e gostam de compor para mim. Foi muito caloroso e íntimo”, completa. Surpresaespecialíssimapara qualquer sambista, Maria Rita recebeu um presente que lhe tirou o fôlego e a deixou sem reação: a família de Batatinha (1924–1997), nome essencial do samba baiano, cedeu para ela uma inédita do músico, a faixa “Samba e Swing”. “Foi a última que gravei, estava apreensiva, mas à medida que fui cantando e amadurecendo ela em mim, notei que não tinha sido uma escolha ao acaso”. Mas, ainda agora,ao interpretar a composição no palco, Maria Rita sente um arrepio. “Está sendo uma experiência”, decreta ela sobre a força da canção. GRITO INCONTIDO “Não fiz um disco com viés de uma mensagem política, necessariamente, mas há resistência ali”, examina. É o caso da citada “Samba e Swing”

Sáb. 14.abr.

DARYAN DORNELLES/DIVULGAÇÃO

Maria Rita apresenta o seu novo “Amor e Música” em BH

muita gente no palco”, comenta. “E é um show de entrelinhas, as mensagens estão ali”, pontua, destacando que a apresentação pode causar tanto reflexão quanto ser a chance de esquecer o mundo exterior – e que as duas opções são igualmente válidas. Depois do lançamento nas plataformas digitais, aliás, “muitas pessoas agradeceram pelo nome, ‘Amor e Música’, pois lembraram que o que precisamos hoje são essas duas coisas”, menciona. ESPECIAL A caminho da capital mineira, a cantora tenta se organizar para ganhar mais dias na cidade. Acontece que ela tem um cantinho que costuma frequentar quando está aqui. “Sempre que dá, eu vou ao Xapuri ”, comenta fazendo referência a um restaurante de comida mineira. Mas com ou sem Xapuri, Maria Rita é inteira amores por BH. “Sempre gostei da cidade... Me encanta o sotaque, a receptividade, o carinho das pessoas, o estender as mãos sem interesses”, elogia Maria Rita. Com o público daqui, ela descreve sua relação como “respeitosa e calorosa”.

que soa, para ela, como uma crítica à criminalização e opressão da cultura negra. “Invariavelmente, me conectava a algumas mensagens, mes-

mo que as letras não tenham sido escritas pensando nessa conjuntura que estamos vivendo”, detalha. No show, o repertório é

calcado no novo trabalho, embora também apareçam sucessos de outros projetos. “É um show muito para cima, alegre, rico visualmente, com

> Maria Rita

Lançamento do CD “Amor e Música”. Km de Vantagens Hall (av. Sra. do Carmo, 230, Savassi). Dia 14 (sábado), às 22h. A partir de R$ 100 (inteira, arquibancada, lote 2).

Coleguinhas em solo mineiro Foi-se a época em que as irmãs Simone & Simaria queriam apenas provar que o “feminejo” – termo que se refere a cantoras no sertanejo – estava em ascensão. Agora,longe de ser uma moda passageira, elas fazem parte do seleto grupo de artistas de sucesso no gênero, como Marília Mendonça e Maiara & Maraisa. E, claro, transitam tranquilamente em grandes eventos, como o VillaMix Festival, que acontece neste sábado (7), no Mega Space. O evento também conta com outras atrações, a maioria masculina, como Jorge e Mateus, Wesley Safadão, Matheus & Kauan e o “fervo” DJ Alok. As coleguinhas, entretanto, não se intimidam. “A música é para todos, não tem gênero. Sem-

pre existiram mulheres incríveis nos representando no meio, a diferença é que hoje temos cada vez mais. E isso é ótimo”, disse Simone. Além de marcar presença no estilo que se propuseram a cantar, as irmãs tiveram novos desafios na carreira que as colocaram fora da zona de conforto. Um deles foi a incumbência de serem juradas técnicas no reality musical “The Voice Kids”, da TV Globo, já em reta final, ao lado de Claudia Leitte e Carlinhos Brown. “Nem nos nossos melhores sonhos imaginávamos isso. Tá sendo maravilhoso participar do programa, ver de perto quantos talentos passam por aquele palco. É uma experiência incrível. Ontem, éramos nós, as calouras, e, hoje, estamos do outro lado e conseguimos nos transportar

para aquela situação, afinal já vivemos muito isso”, relembra Simone. As irmãs também estão mirando a carreira internacional. O primeiro passo foi oficialmente dado: elas gravaram recentemente com Laura Pausini a música “Novo”, que faz parte do mais recente álbum da cantora italiana, “Fatti Sentire”. A faixa contém trechos em português e espanhol – Pausini tem o hábito de gravar discos em outras línguas. Ela esteve ao Brasil, neste ano, onde se encontrou em São Paulo com as “coleguinhas” para gravar o vídeo do single, lançado na semana passada. “É a realização de mais um sonho em nossa carreira. Sempre acompanhamos o trabalho da Laura e agora fazer esse ‘feat’ com essa diva, é maravilho-

so! Estamos estreando com pé direito no mercado internacional”, empolga Simaria. Apesar da batida marcante do pop latino, ainda é cedo para afirmar se “Novo” será um hit e vai superar “Loka”, lançando em parceria com Anitta – o clipe alcançou mais de 160 milhões de views no YouTube. “Gostamos de levar música que tenha uma letra bonita, melodia marcante e, claro, procuramos sempre levar novidades para os nossos fãs. ‘Loka’ foi uma mistura inovadora de sertanejo com reggaton, o povo amou”, finaliza Simaria. (Lorena K. Martins)

> VillaMix Festival

Com Jorge e Mateus, Alok, Simone e Simaria e outros. Sábado (7), a partir das 15h. Mega Space ( Av. das Indústrias, 3.000, Distrito Industrial II, Santa Luzia. A partir de R$ 120 (inteira, Villa Vip).

Sáb 7. abr.

ISABELLA PINHEIRO/TV GLOBO

Simone & Simaria estarão no VillaMix


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MÚSICA Brilho e pop contra o atraso Alex Quando a viBessas da parecia pesar como um fardo e a sensação era de que iminentes retrocessos tomariam o país, Johnny Hooker precisou cantar para sobreviver. O resultado é o colorido álbum “Coração”, que ele apresenta em Belo Horizonte na próxima quinta-feira (12), no Sesc Palladium. Hooker, vale dizer, vem de Pernambuco e, com seus recém-completos 30 anos, é um artista performático que funde seu corpo e obra à militância LGBT. Ganhou projeção – assim como outros relevantes nomes da novíssima cena musical brasileira – através da internet e faz dela uma fonte para travar contato com seu público. “Coração”, trabalho que agora apresenta, é expressivamente diferente de seu disco de estreia, “Eu Vou Fazer uma Macumba pra te Amarrar, Maldito” (2015). “Com esse novo CD vou mais em direção ao pop”, explica o artista.

MOMENTO DIFÍCIL Embora musicalmente mais colorido, o processo de produção não foi exatamente fácil. “Estava esgotado física e emocionalmente”, diz ele. Depois de mais de dois anos na turnê de lançamento de seu primeiro álbum, que lhe rendeu

projeção e requereu muita entrega, o músico estava abatido. O cansaço “culminou na separação de um relacionamento de três anos”, lamenta. “Precisei mudar de cidade e enfrentei uma grave depressão”. Todas essas memórias vieram à tona pouco antes da conversa com o Pampulha. O gatilho foi uma foto antiga que reapareceu em sua rede social. “Uma pessoa curtiu uma foto no Instagram de quando estava na gravação de ‘Coração’. Foi um dos piores momentos que vivi”, revela. Junta-se a sua história particular o delicado momento vivido no Brasil. “Havia um sentimento de desesperança e retrocesso e vemos o resultado disso agora”, comenta sobre o cenário político e social atual. A busca por sobrevivência diante de um ambiente tão inóspito fez com que o cantor pernambucano buscasse fazer de “Coração” um “grito”, como ele mesmo define. O resultado é surpreendentemente mais colorido e brilhante que o trabalho anterior, com estética mais sombria. “Juntei os pedacinhos desse coração quebrado e desse Brasil devastado e fiz o CD”, diz. “Precisava ser uma resposta a tudo isso, então, é um disco mais combativo, mas também era o momento de brilhar, de resistir”, completa, celebrando o resultado.

Qui. 12.abr.

DIEGO CIARLARIELLO/DIVULGAÇÃO

Estar perto do público é prioridade para Johnny Hooker. “São eles que me dão coragem para fazer o que faço, dizer o que digo e ser quem eu sou”, diz. Em BH, ele agradece o carinho que recebe dos fãs e elogia os grandes bares e a boemia da cidade

E é em resposta a este momento politicamente conturbado que Hooker faz questão de se posicionar. “Meu público é jovem e vê em mim representatividade. Para eles, e para mim, é muito importante falar sobre ser um artista gay”, defende. “Abor-

dar questões (como a homofobia e a violência de gênero) e trazer isso para o disco era algo urgente… Os tempos são sombrios”, conclui. Mas seu ânimo melhora quando fala da sua vinda à capital mineira. “Em BH sempre encontrei um público que

abraçou meu trabalho. Sinto que, particularmente aí, são muito carinhosos comigo”, elogia. Na cidade, aliás, ele diz gostar da grande oferta de bares. “Tem essa boemia, que também é algo que me atrai”, diz. A proximidade com seu

público, diga-se, é prioridade do artista – não só em BH. “São pessoas que acompanham minha trajetória e eu, por outro lado, também acompanho eles… É muito bonitover até mesmo o crescimento dessas pessoas”, pontua. “São eles que me dão coragem para continuar a fazer, a dizer e a ser o que eu sou”, assegura Hooker. A MIL POR HORA Além da música, o pernambucano tem um pé fincado na arte audiovisual: participou no filme “Tatuagem” (2013), chegou a dirigir um de seus clipes e já planeja o lançamento de mais dois: as faixas “Caetano Veloso” e “Corpo Fechado”, ambas do novo CD. A última música, aliás, estará na trilha sonora da série global “Onde Nascem os Fortes”. Sua voz também se fará ouvida na novela “Segundo Sol”, da mesma emissora. Apesar dos muitos projetos e convites para participar de trabalhos de outros artistas, como do recifense Igor de Carvalho, Hooker se dedica principalmente à turnê de “Coração”. “Ainda temos muito chão pela frente”, diz ele.

> Johnny Hooker

Lançamento do CD “Coração”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1046, Centro). Dia 12 (quinta), às 21h. A partir de R$ 60 (inteira).

Frente a frente com o público Com um formato intimista, com a chance de acatar sugestões do público, Geraldo Azevedo promete ficar completamente à vontade em terras belo-horizontinas. O pernambucano, em “Voz e Violão”, traz os sucessos que marcaram os 50 anos de carreira, além de algumas inéditas, que pretende lançar “quando faltar tempo para parar e fazer”. O show, na próxima quinta (12), abre a temporada da Mostra Cine Brasil de Teatro e Música, que quer incluir a capital mineira na rota dos principais eventos do ramo cultural país. “Nesse tipo de show, o entrosamento com a plateia émaior. Tenho mais liberdade naconstrução do repertório e sempre abro espaço para os pedidos do público. É um formato bom também pra testar novas composições e perceber no rosto dos

fãs a emoção provocada pela minha música”, conta Geraldo, autor de sucessos como “Taxi Lunar” e “Dia Branco”, que, segundo o autor, estarão presentes na apresentação única que fará em BH. E, mesmo com tanto tempo de carreira, e tantos sucessos emplacados, o cantor e compositor pernambucano ainda se emociona com a reação do fãs em seus shows. Cada apresentação para ele é única, e é “o público é quem faz a grande diferença” na hora do ao vivo. “Ver uma composição virar um grande sucesso, desses que atravessam gerações, é o sonho de qualquer compositor. Me sinto muito realizado por ter chegado nesse lugar. Ainda me emociono quando escuto a plateia cantar uma música inteirinha, em coro. É lindo demais”, conta o músico, que também se dedica, atualmente, ao projeto “O

Qui. 12. abr.

MARCELO RIBEIRO/DIVULGAÇÃO

ra parar e fazer”, revela. A MOSTRA Além de Azevedo, a Mostra Cine Brasil de Teatro e Música já tem confirmadas montagens como o espetáculo “Guardas do Taj”, com Reynaldo Gianecchini e Ricardo Tozzi, “O Pai”, com Fúlvio Stefanini, e a fábula musical “O Palhaço e a Bailarina”, com Kiara Sasso e Lázaro Menezes. Na edição de 2017, o evento contou com mais de 12 mil pessoas presentes em oito montagens teatrais e três shows musicais, alguns com duas apresentações. (Paula Coura)

Show de Geraldo Azevedo que abre a temporada da Mostra Cine Brasil de Teatro e Música em BH será intimista

Grande Encontro”– em que percorre o país ao lado de Elba Ramalho e Alceu Valença para uma série de show entre os amigos. Sobre os projetos futuros,

o cantor e compositor pernambucano até tenta preencher a agenda, mas falta tempo para dar sequência, a quem sabe, um novo álbum, só de inéditas – ele tem 23 dis-

cos lançados, entre trabalhos solos e parcerias –, com letras que já estariam, inclusive, escritas. “Tenhocom canções suficientes para gravar mais uns três álbuns. Falta é tempo pa-

Geraldo >Azevedo: Voz e Violão

Cine Theatro Brasil Vallourec, no Grande Theatro Unimed-BH (av. Amazonas, 315). Dia 12 (quinta), às 21h. R$ 50 (inteira).


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ARTES VISUAIS Reapresentando Athos Bulcão Jessica Embora BraAlmeida sília seja a cidade brasileira onde Athos Bulcão (1918-2008) deixou mais forte sua marca, o artista plástico também tem obras importantes em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Natal, Recife, Salvador, Fortaleza, São Luiz, Teresina, Cuiabá, Aracajú, Vitória e outras cidades do mundo. Por sinal, um dos primeiros trabalhos de sua carreira foi feito aqui na capital mineira: Bulcão foi assistente de Cândido Portinari (1903-1962), quando este fez o Mural de São Francisco de Assis, na Pampulha. Conhecido por seu legado no campo em que arte e arquitetura se encontram, também produziu pinturas, desenhos, gravuras, objetos, fotomontagens, cenários, figurinos. É essa ampla gama de trabalhos e também o processo de produção do artista que a exposição “100 Anos de Athos Bulcão”, com curadoria de Marília Panitz e André Severo, que entra em cartaz no CCBB na próxima quarta (11) e fica até 25 de junho, propõe mostrar. “Eu mesmo sempre fui

grande admirador de sua obra, mas também não conhecia toda essa diversidade poética. Minha ideia e da Marília, desde o início, era apresentar de novo Athos Bulcão”, comenta Severo. “Para nós, durante o processo, foi muito legal ir cada vez mais fundo nisso e ver como são tantas maneiras diferentes de pensar um trabalho, se expressar”. Dividida em oito núcleos, a mostra traz mais de 300 trabalhos, alguns dos quais inéditos, realizados entre os anos 1940 e 2005. Em vez de agrupar as obras numa ordem estritamente cronológica, os núcleos entre os quais foram divididas as aproximam conforme vínculos, mais ou menos evidentes, entre diferentes momentos da trajetória do artista. “É legal de ver que um tipo de pintura que ele fazia no início da carreira é retomado no final. Criamos os núcleos para deixar mais perceptíveis as vertentes, mas o trabalho de curadoria foi feito muito no sentido de mostrar que o tempo todo ele trabalhava as coisas juntas”, diz o curador. DIVERSIDADE Nos diversos núcleos, obras de caráter figurativo, fotomontagens, “pinturas

REPRODUÇÃO/ATHOS BULCÃO

Abertura 11.abr.

objetos”, máscaras, capas de revistas e livros, ilustrações de jornais, cenários e figurinos, além de, obviamente, sua produção que integra arte e arquitetura e os painéis de azulejos. “Dentro de cada um deles, a questão cronológica some, por conta dessa experimentação ter sido simultânea”, observa.

Exposição que celebra os 100 anos do nascimento do artista plástico Athos Bulcão demonstra que seu legado é múltiplo e diverso

Algo que também foi bastante evidenciado pela curadoria foram os estudos que o artista fazia até criar as obras, de fato. “Mostramos como ele chegava na estrutura dos azulejos, seus primeiros desenhos, os projetos. São projetos arquitetônicos mas ao mesmo tempo são diferentes dos que são feitos por arqui-

tetos”, explica. Um dos núcleos da exposição é dedicado somente a mostrar a influência de Athos Bulcão em artistas contemporâneos. “Essa parte foi muito bonita de fazer porque a ideia era mostrar que ele foi muito importante não só na construção do pensamento artístico brasileiro, mas também que esse

pensamento não se encerra. Continua na poética desses artistas que bebem muito nessa fonte e a mantêm viva e forte”, conclui Severo.

100 Anos de >Athos Bulcão

CCBB (praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). De 11 de abril a 25 de junho. De quarta a segunda, das 9h às 21h. Entrada gratuita.


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LITERATURA Mia Couto fecha trilogia em BH Alex Um dos prinBessas cipais escritores da língua portuguesa dacontemporaneidade, reconhecido e celebrado em todo mundo, o moçambicano Mia Couto vem a Belo Horizonte, onde lança, na próxima quinta (12) o livro “O Bebedor de Horizontes”, que encerra a trilogia histórica “As Areias do Imperador”. A obra retrata a saga final do imperador moçambicano Gugunhana, derradeiro grande governante de um império na África no século XIX. Na mesma noite, Couto também participa de um bate-papo com o tema “Políticas da Memória no Tempo Presente”. Contumaz visitante do Brasil, desta vez, Couto diz que já não sente tanto prazer ao vir para cá. Para ele, afinal, os brasileiros haviam desenvolvido a capacidade, apurada ao longo do tempo, de conservar consigo a alegria. O abatimento deste povo, agora, o afeta. Ao Pampulha, Couto discorreu sobre temas a ele muito caros, indo da literatura à política, sem esquecer, jamais, a História, grafada por ele assim, com inicial maiúscula.

Em toda sua obra, tanto quanto agora em “O Bebedor de Horizontes”, o senhor busca refletir, a partir do passado, questões do agora: os efeitos da guerra e violência, o problema do racismo, o lugar da mulher e, sobretudo, a construção da identidade. Preocupa-se em evidenciar esses debates? Não escrevo com essa intenção. Ninguém que seja realmente escritor usa a escrita como uma ferramenta. O escritor conta uma história. Essa história não pode deixar de percorrer realidades como o racismo, o sexismo e a injustiça. Não interessa o empenhamento político do escritor. Interessa o que sua obra diz do mundo e dos homens. Mesmopartindo de Moçambique, estes temas parecem universais. Ainda com diferenças históricas, você vê proximidade entre Brasil e Moçambique quanto a essas reflexões? Asquestões queestatrilogia levanta são, todas elas, universais. Eu conto um histórialocalizadamas essanarrativa podia acontecer em qualquer tempo, em qual-

quer outro lugar. Estes três volumes pretendem questionar a História como uma construção“científica” deinquestionável rigor e verdade. Mesmo fazendo uso do registro escrito os compêndios de História traduzem versões do tempo.

Qui. 12.abr.

RENATO PARADA/DIVULGAÇÃO

Pergunta-me sobre a experiência moçambicana, mas não sei quanto se pode comparar situações tão díspares. Talvez eu possa recordar uma das lições que tomamos nós mesmos da nossa luta de libertação nacional. Para libertar o país da ditadura colonial, nós integramos as causas identitárias, como as lutas em redor das questões étnicas, religiosa e raciais, numa grande epopeia que nos parecia maior do que todas as restantes. E isso resultou bem nos dois sentidos: combatíamos todo um sistema político que nos sufocava e que, ao mesmo tempo, produzia exclusão e discriminação. Depois da Independência, nós esquecemos a lição dessa frente unitária. E passamos a diabolizar o “Outro”, o que não pensava politicamente como nós. Essa tensão polarizada deu origem a uma guerra sangrenta que durou 16 anos e que nos fez recuar para uma das nações mais pobres do planeta. Temos pena que não tenhamos tido, no momento certo, a lucidez de ensaiar uma plataforma alargada das forças que, mesmo tendo ideologias divergentes, mantinhamuma postura comum perante os que tanto lucraram com a produção do caos e do posterior apelo às forças da “ordem”.

Qual a expectativa do lançamento da obra em BH? Aqui, em Minas Gerais, você encontra muitos leitores seus? Não viajo com expectativas. Espero sempre ser surpreendido por algo que desconheço e que não apetece programar. É claro que desejo muito encontrar os meus amigos brasileiros. Mesmo sabendo que a muitos deles venho dar um ombro para se lamentarem. A amizade serve para isso também. Devo dizer que já me deu mais prazer visitar este país, já vi um Brasil mais feliz e mais esperançoso. Magoa muito saber como se pode ofender tanto isso que parecia intocável que era a capacidade de criar alegria e que era um tesouro que os brasileiros, todos eles, foram apurando ao longo de séculos. Em BH, além do lançamento de “O Bebedor de Horizontes”, acontece debate sobre “política da memória no tempo presente”. Com advento das tecnologias como mediadoras das relações, lhe parece que há uma falsa ideia de progresso? A ideia do progresso comandou um certo modelo de políticas econômicas, um modelo desenvolvimentista que traduz a felicidade em números e estatísticas e que vê na tecnologia a grande solução para um futuro radioso. Sabemos todos que esse modelo esqueceu algo pelo caminho. Sabemos que essa via mágica já provou que não resolve os grandes desafios da atualidade. Não sei, como você coloca na sua pergunta, se existe uma “falsa” ideia de progresso ou se o “progresso” se construiu como uma panaceia

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Devo dizer que já me deu mais prazer visitar este país, já vi um Brasil mais feliz e mais esperançoso.

que ninguém sabe bem definir. Já que falei do falso milagre do progresso, acho que devo referir aqui algo que tem a ver com a atual crise brasileira. Vivemos situações como estas. Em todos os casos é preciso estar vigilante contra os milagreiros de ocasião, os messias de pacotilha que se proclamam com o salvadores da pátria. O país que o senhor visita no dia 12 de abril passa por momentos delicados. O assassinato da vereadora carioca Marielle Franco, o clima político de acirramento e polarização. Qual a leitura o senhor faz deste momento? Há momentos históricos que pedem uma grande frente que unifica aqueles que se batem pelos valores da democracia, contra a violência e contra o advento de regimes autoritários. É preciso colocar em parte as pequenas diferenças. Fico assustado com a ascensão de forças que negam uma solução democrática no Brasil. A grande questão, porém, não é apenas o

avanço dessas forças anti-democráticas. A grande questão é como as forças democráticas estão a responder perante esse avanço. Confesso que não conheço todo o quadro político brasileiro. Também não acho correto que me intrometa em assuntos que apenas pertencem aos brasileiros. Mas fico preocupado em todo o mundo com a fragmentação das forças progressistas que se distraem em lutas parcelares.

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É preciso estar vigilante contra os milagreiros de ocasião, os messias de pacotilha que se proclamam com o salvadores da pátria.

Vejo com preocupação o modo como brasileiros que se definem de “esquerda” estão entretidos a ofender figuras como Caetano Veloso e Chico Buarque, figuras que só podem surgir como estandartes na luta por um Brasil mais livre e mais justo. Fico preocupado com os calorosos debates sobre a necessidade de censurar termos tidos como politicamente “incorretos”. Parte do debate que me chega do Brasil não se centra em redor de ideias, mas nas pessoas que produzem essas ideias. Procura-se, sobretudo, conhecer a raça, o sexo, a orientação sexual de quem fala. Como lembrava Wole Soyinka (escritor nigeriano, Nobel de Literatura em 1986) as ditaduras não se preocupam com as nuances da cor da pele dos que são pisados pelas botas dos seus militares. O que o senhor, que reflete sobre os impactos da violência do passado e do presente em Moçambique, teria a dizer para o nosso país diante de tudo isso?

Após o encerramento da trilogia “As Areias do Imperador”, a ideia é se voltar para a poesia ou seguir como prosador? Sim, estou escrevendo um novo romance que se inspira na minha infância e na figura do meu pai. É um espécie de jogo poético com as memórias que guardo de um tempo infinito e de um lugar encantado.

> Mia Couto

Lançamento do livro “O Bebedor de Horizontes”. Casa Fiat de Cultura (praça da Liberdade, 10, Funcionários). Dia 12 (quinta), às 19h30. Entrada gratuita. Sujeito à lotação do espaço. Distribuição de senhas a partir de 18h30.

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Fico assustado com a ascensão de forças que negam uma solução democrática no Brasil.


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CINEMA Ode ao trabalhador A vida ordinária, aquela que passa diante dos olhos diariamente, está quase sempre relacionada ao trabalho não reflexivo, mecânico. Mas há muito a se falar sobre ela. Que digam os romancistas, poetas, contistas. Um universo inteiro do cotidiano tem sido inspiração a eles, mas nem sempre é explorado em outras artes, como o cinema – e, mais ainda, a atual produção brasileira. É inserido nessa lacuna que o filme “Arábia” estreia hoje no circuito e aborda a história repleta de frustrações (e alguma felicidade) de Cristiano (Aristides de Sousa), um operário de uma fábrica de alumínio que passou os últimos dez anos pulando de cidade em cidade, pelo interior de Minas Gerais, sempre em busca de uma “cama limpa e um trabalho digno”, como ele mesmo define em certo momento. Revela, ao fazêlo, também uma realidade do desenvolvimento social e econômico no Brasil. Dirigido por dois mineiros, Affonso Uchôa e João Dumans – citados pelo “The New York Times” como novos cineastas a se assistir, por causa do longa –, o filme foi gravado entre 2014 Aline Gonçalves

Atenção! A programação a seguir refere-se a este fim de semana, dias 7 (sábado) e 8 (domingo)

estreias 1945 (1945, Hungria, 2018, 1h31, 14 anos) Dir. Ferenc Török. Com Péter Rudolf, Bence Tasnádi, Tamás Szabó Kimmel. Um judeu ortodoxo e seu filho retornam à um vilarejo portando caixas misteriosas. O tabelião teme que os homens possam representar uma ameaça aos bens que ele adquiriu ilegalmente durante a guerra. Belas 3: 16h, 17h50

ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Renata Cabral, Murilo Caliari. Um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico e por suas memórias embarca numa jornada pelas condições de trabalhadores marginalizados. Belas 1: 16h40, 19h10, 21h10

COM AMOR, SIMON (Love, Simon, EUA, 2018, 1h49, 12 anos) Dir. Greg Berlanti. Com Nick Robinson, Jennifer Garner, Josh Duhamel. Aos 17 anos, Simon leva uma vida comum, mas sofre por esconder de sua família e amigos que é gay. BH Shopping 5: 13h, 15h30, 18h10, 20h50 Boulevard 5: 16h40, 18h50, 21h Cidade 8: 16h45, 18h55, 21h05 (*) Contagem 8: 14h (*), 16h10, 18h20 (*), 20h30 (*) Del Rey 4: 16h10, 18h20, 20h30, 22h40 (somente sábado) Diamond 3: 14h, 16h30, 19h, 21h40 Estação 5: 13h40, 16h20, 18h45, 21h30 (*) Monte Carmo 4: 14h20 (*), 16h30

e 2017, em Ipatinga, Brumadinho, Belo Horizonte e Contagem. Arrebatou elogios e prêmios nos 50 festivais pelos quais passou, incluindo cinco no Festival de Brasília, o principal do país, de onde saiu com os Candango de melhor filme e melhor ator. A aproximação da literatura com o filme, como dito, está na temática, mas também no formato. Isso porque Uchôa e Dumans escolhem dar ao longa uma narrativa romancista próxima da que alguns escritores usam. E fazem isso, sobretudo, ao deixar que o protagonista narre sua história por meio de suas anotações em um caderno de memórias encontrado pelo jovem André (Murilo Caliari) quando Cristiano adoece repentinamente. Construção. A motivação para Uchôa e Dumans, que se conheceram nos bastidores do Cine Humberto Mauro, surgiu quando trabalhavam em “A Vizinhança do Tigre” (2014), filme premiado na Mostra de Cinema de Tiradentes, também com Aristides de Sousa como um dos protagonistas, e cuja história gira em torno de cinco mora-

dores do bairro Nacional (Contagem) divididos entre o trabalho e a diversão, o crime e a esperança. “Durante o processo, surgiu a ideia de fazermos um filme em conjunto, no patamar de parceria. Essa foi a primeira motivação para o ‘Arábia’. A consolidação da ideia veio no sentido de criar um filme em que a gente conseguisse ver o Aristides trabalhando em um registro mais ficcional, mostrando

(*), 18h50 (*), 21h Pampulha 2: 14h20, 16h30, 21h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 13h50 (*), 16h50 (*), 19h50 (*), 22h10 Pátio Savassi 4: 12h30, 15h25, 18h10, 20h50

Big 2: 14h55, 16h55, 18h55, 20h55 (*) Boulevard 2: 15h40, 19h30, 21h20 Cidade 4: 12h (somente domingo), 14h10, 16h20, 18h30, 20h30 (*) Contagem 3: 14h10 (*), 16h20 (*), 18h30, 20h30 (*) Del Rey 6: 14h30, 16h30, 18h20, 20h40, 22h30 (somente sábado) Diamond 6: 12h30, 14h50, 17h05, 19h10, 21h20 Estação 3: 14h30 (*), 17h (*), 19h40, 22h15(*) Itaú Power 6: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Minas 5: 14h40, 16h40, 18h40, 20h40 (*) Monte Carmo 1: 14h40 (*), 16h40, 18h40 (*), 20h40(*) Norte 5: 14h50, 16h50, 18h50, 20h50 (*) Pampulha 3: 14h05, 17h45, 19h35, 21h25 (*) Paragem 2: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 Partage Shopping Betim 1: 12h40 (*), 14h50 (*), 17h20 (*), 19h30 (*), 21h50 Pátio Savassi 5: 13h, 15h10, 17h30, 19h40, 21h50 (somente domingo) Via Shopping 1: 14h30, 16h30, 18h30, 20h30 (*)

(*) Sessões dubladas

COVIL DE LADRÕES (Den Of Thieves, EUA, 2018, 2h20, 14 anos) Dir. Christian Gudegast. Com Gerard Butler, Pablo Schreiber, Curtis ‘50 Cent’ Jackson. Um ladrão planeja um roubo a um banco enquanto tenta esconder o segredo de que ele pertence a duas facções rivais. BH Shopping 4: 21h30 BH Shopping 10: 16h30 Cidade 3: 13h40 (*), 18h10 (*), 20h50 Del Rey 3: 15h40, 21h Ponteio 3: 16h30, 21h (*) Sessões dubladas

O HOMEM DAS CAVERNAS (*) Early Man, Reino Unido/ EUA/ França, 2018, 1h29, livre) Dir. Nick Park. Um homem das cavernas une sua tribo contra um inimigo da Idade do Bronze. BH Shopping 9: 13h50, 16h20, 18h50 Cidade 1: 13h30, 15h20 Cidade 3: 11h50 (somente domingo), 16h20 Contagem 7: 13h30, 15h20, 17h10 Del Rey 1: 13h10, 15h, 16h50 Estação 6: 12h30, 14h45, 17h40 Itaú Power 1: 13h30, 15h20, 17h10 Pampulha 4: 14h, 15h45, 17h35, 19h25 Partage Shopping Betim 7: 11h20, 13h40, 16h, 18h20 Pátio Savassi 8: 12h40, 15h, 17h45 (*) Sessões dubladas

UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Uma família é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. BH Shopping 2: 12h40, 15h10, 17h20, 19h30, 21h40

o ator que nós já sentíamos que ele, de fato, é. Começamos as pesquisas e chegamos a Vila Operária, em Ouro Preto (cidade natal de Dumans), um bairro vizinho à uma fábrica onde, de fato, filmamos. Ali, nos deparamos com a importância do trabalho na vida das pessoas, na arquitetura do local, e essa foi a nossa terceira motivação: tematizar uma questão meio esquecida no cinema brasileiro, a

dimensão proletária da vida comum para, pela trajetória do personagem, mostrar um pouco da história do Brasil atual”, diz Uchôa. Dumans, por sua vez, explica o fundamento para a narrativa literária como base do filme. “Não queríamos mostrar a história do operário de maneira documental e nem de maneira realista. Isso tem a ver com um certo cansaço meu e do Affonso com o ciPIQUE-BANDEIRA FILMES/DIVULGAÇÃO

Aristides de Sousa é Cristiano, essencialmente um operário

(*) Sessões dubladas

UMA TEMPORADA NA FRANÇA (Une Saison en France, França, 2018, 1h40, 14 anos) Dir. Mahamat-Saleh Haroun. Com Eriq Ebouaney, Sandrine Bonnaire, Aalayna Lys. O professor africano Abbas e seus dois filhos fugiram da guerra civil. Ele se apaixona pela feirante Carole, que dá abrigo aos três. Ponteio 2: 18h40, 21h10 Ponteio 3: 14h

projeto clássica STROMBOLI (Stromboli, terra di Dio, Itália, 1950, 1h47, 12 anos) Dir. Roberto Rossellini. Com Ingrid Bergman, Mario Vitale, Renzo Cesana. Karen é uma refugiada e, para conseguir permane-

cer na Itália, casa-se com um marinheiro. Belas 3: 11h (somente sábado)(*), 19h40 (*) Clube do Professor. Sessão somente para professores cadastrados

em cartaz 15H17 – TREM PARA PARIS (The 15:17 to Paris, EUA, 2018, 1h34, 14 anos) Dir. Clint Eastwood. Com Anthony Sadler, Alek Skarlatos, Spencer Stone. O

filme acompanha três soldados que descobrem um plano terrorista. Belas 2: 14h, 19h

CÍRCULO DE FOGO: A REVOLTA (Pacific Rim Uprising, EUA, 2018, 1h51, 10 anos) Dir. Steven S. DeKnight. Com John Boyega, Jing Tian, Scott Eastwood. Mako Mori assume o lugar que era do pai no comando do grupo Jaeger. BH Shopping 10: 14h, 22h10 Betim 2: 18h30, 20h40 (*) Big 3: 16h40, 20h50 (*) Cidade 1: 21h10 (*) Contagem 2: 19h10, 21h20 (*)

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nema brasileiro atual, um pouco sensacionalista, um pouco chantagista, que tenta abordar a pobreza dessa ótica realista, e isso acabou se tornando um clichê na forma de tratar a realidade social e política das classes mais desfavorecidas do Brasil. Mas, mais importante que isso, tem a ver com o nosso interesse prévio na literatura, acho que é uma das razões pelas quais queríamos trabalhar juntos”. Vários escritores foram inspiração nessa jornada devido à “capacidade de expressar os dramas e os conflitos dessas camadas (desfavorecidas) de uma maneira contundente”, como Graciliano Ramos, James Joyce, Joseph Conrad e John dos Passos. “São autores que nos marcaram muito pela capacidade de traduzir essas vidas, consideradas menores, com muito poder para a literatura. Queríamos fazer algo que fosse equivalente, pegar um trabalhador comum e mostrar sua grandeza. Por isso essa abordagem com textura mais literária do filme. Foi uma ferramenta para ajudar a gente a conseguir representar a vida desse operário com a força e a grandeza que a gente imaginava que teria, em toda a sua profundidade e drama”, comenta Uchôa.

Del Rey 1: 18h40, 20h50, 22h50 (somente sábado) Itaú Power 4: 14h, 18h50 (*) Minas 6: 15h, 19h (*) Monte Carmo 2: 20h50 (*) Monte Carmo 5: 16h (*) Norte 3: 18h30 (*) Pampulha 5: 16h45, 21h10 (*) Pátio Savassi 5: 21h50 (somente sábado) Via Shopping 5: 16h20 (*) Sessão 3D: Partage Shopping Betim 4: 21h20 (*) (*) Sessões dubladas


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almanaque

pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 7 a 13 de abril de 2018

CINEMA em cartaz

REPRODUÇÃO

DEIXE A LUZ DO SOL ENTRAR (Un Beau Soleil Intérieur, França/ Bélgica, 2018, 1h35, 14 anos) Dir. Claire Denis. Com Juliette Binoche, Philippe Katerine, Xavier Beauvois. Artista parisiense, Isabelle é uma mãe divorciada e solteira que está à procura de um amor na romântica capital da França. Desta vez, ela deseja vivenciar um amor verdadeiro. Ponteio Premier: 15h, 17h, 19h

mostras 1º CICLO DE DEBATE SOBRE O CINEMA LATINO-AMERICANO (*)

UMA DOBRA NO TEMPO (A Wrinkle In Time, EUA, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Ava DuVernay. Com Oprah Winfrey, Storm Reid, Reese Witherspoon. Após o desaparecimento do pai cientista, Meg embarca numa aventura pelo tempo e espaço para resgatá-lo das forças do mal. BH Shopping 10: 19h40 Big 3: 14h35, 18h35 (*) Boulevard 5: 14h Cidade 6: 13h30 (*) Contagem 5: 13h40 (*) Del Rey 4: 14h Monte Carmo 5: 13h50 (*) Paragem 5: 16h20 Partage Shopping Betim 4: 12h50 Pátio Savassi 2: 16h Sessões 3D: Pampulha 1: 14h10, 18h55 (*) (*) Sessões dubladas

OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. BH Shopping 6: 13h30, 16h10, 18h40, 21h20 Big 4: 16h45, 18h45 Boulevard 2: 13h30, 17h30 Cidade 1: 17h, 19h05 Contagem 7: 19h, 21h Del Rey 7: 13h50, 18h30, 23h (somente sábado) Estação 6: 20h Itaú Power 1: 19h, 21h10 Minas 6: 13h, 17h10, 21h20 Monte Carmo 2: 18h30 Norte 3: 16h30, 20h35 Pampulha 5: 14h40, 18h55 Paragem 3: 14h10, 18h50 Partage Shopping Betim 2: 14h, 16h10 Via Shopping 5: 14h20

A FORMA DA ÁGUA (The Shape of Water, EUA, 2018, 2h03, 16 anos) Dir. Guillermo del Toro. Com Sally Hawkins, Michael Shannon, Richard Jenkins. Elisa, zeladora em um laboratório experimental secreto do governo, conhece e se afeiçoa a uma criatura fantástica mantida presa no local. Ganhador do Oscar de melhor filme, diretor, designer de produção e trilha sonora. Diamond 2: 21h

JOGADOR Nº 1 (Ready Player One, EUA, 2018, 2h20, 12 anos) Dir. Steven Spielberg. Com Tye Sheridan, Ben Mendelsohn, Olivia Cooke. Num futuro distópico, as pessoas não tem interesse no mundo real, dando preferência à realidade virtual do jogo Oasis. Nele, Wade e seus amigos precisam encontrar três chaves para ganhar um prêmio de valor inestimável. BH Shopping 9: 21h Betim 1: 18h10, 20h50 (*) Cidade 5: 13h20, 18h20, 21h (*) Contagem 1: 13h, 15h40, 18h20 (*) Del Rey 2: 13h, 18h20 Itaú Power 5: 18h30, 21h10 (*) Minas 2: 18h30, 21h10 (*) Monte Carmo 5: 18h10, 20h50 (*) Pampulha 2: 18h40 (*) Paragem 5: 13h40, 18h30, 21h10 Pátio Savassi 2: 22h Via Shopping 4: 18h20, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 15h (*) BH Shopping 3: 12h50, 15h50, 19h, 22h Big 5: 18h, 20h40 (*) Boulevard Imax: 13h10, 15h50, 18h30, 21h10 Contagem 1: 11h Diamond 1: 12h50, 15h40, 18h45, 22h Estação 2: 14h, 17h20, 20h30 (*) Norte 2: 18h, 20h40 (*) Pampulha 1: 16h20, 21h05 (*)

EUA/ Holanda/ Brasil/ Portugal/ México, 2018, 1h55, 14 anos) Dir. Lucrecia Martel. Com Daniel Giménez Cacho, Lola Dueñas, Rafael Spregelburd. No fim do século XVIII, Don Diego de Zama é um oficial da Coroa Espanhola que deseja partir para Buenos Aires. Ele se junta a um grupo de soldados à caça de um perigoso bandido e explora terras distantes habitadas por índios selvagens. Belas 1: 14h10 Belas 3: 21h40

“O Clã das Adagas Voadoras”

Grandes nomes do Kung Fui ocupam o Cine Humberto Mauro em uma mostra que exalta o universo da milenar arte marcial chinesa Entre os dias 11 de abril e 3 de maio, a sala de cinema do Humberto Mauro recebe a mostra “Grandes Nomes do Kung Fu”. Com curadoria de Júlio Cruz, o evento reúne 27 longas que abordam a arte marcial e traz alguns dos atores mais conhecidos no ocidente, como Bruce Lee e Jackie Chan. Além disso, a programação pode ser dividida em três eixos principais: ação, comédia de ação e wuxia – um gênero literário e cinematográfico tradicional da China. Onde Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400) Quando De 11/4 a 3/5. Confira a programação completa em www.fcs.mg.gov.br/ Quanto Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.

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(Madame, França, 2018, 1h30, 14 anos) Dir. Amanda Sthers. Com Toni Collette, Harvey Keitel, Rossy de Palma. Um rico casal decide se mudar para Paris e, chegando lá, apresenta-se à sociedade em um grande jantar. No entanto, o número de convidados presentes é 13, um número de azar para eles. Ponteio 3: 14h30, 19h10

Itaú Power 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Minas 3: 11h, 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Minas 4: 11h, 13h30, 16h10, 18h35, 21h Monte Carmo 3: 13h40, 16h10, 18h40, 21h10 Monte Carmo 6: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Norte 1: 13h15, 15h40, 18h05, 20h30 Norte 2: 13h30 Pampulha 6: 14h, 16h30, 19h, 21h30 Paragem 1: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Paragem 3: 16h20, 21h Partage Shopping Betim 3: 17h50, 20h40 Partage Shopping Betim 4: 15h40, 18h30 Partage Shopping Betim 6: 11h30, 14h20, 17h10, 20h Ponteio 2: 13h30, 16h Pátio Savassi 1: 12h50, 15h40, 18h30, 21h20 Pátio Savassi 2: 13h10, 19h Via Shopping 2: 11h, 13h25, 15h50, 18h20, 20h50 Via Shopping 3: 11h, 13h40, 16h10, 18h40, 21h10

MARIA MADALENA

OPERAÇÃO RED SPARROW

(Mary Magdalene, Reino Unido, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Com Rooney Mara, Chiwetel Ejiofor, Joaquin Phoenix. Em busca de uma nova maneira de viver, contrariando a sociedade, sua família tradicional e o machismo dos apóstolos, a jovem Maria Madalena junta-se a Jesus de Nazaré em sua missão de propagar a fé. Diamond 2: 12h20, 15h20 Pátio Savassi 3: 14h20, 19h20

(Red Sparrow, EUA, 2018, 2h21, 16 anos) Dir. Francis Lawrence. Com Jennifer Lawrence, Joel Edgerton, Matthias Schoenaerts. Após um acidente que encerra sua carreira como bailarina, Dominika Egorova é recrutada como Sparrow, uma sedutora treinada na melhor escola de espionagem russa, cuja primeira missão é o agente da CIA Nate Nash. BH Shopping 1: 20h (somente domingo)

NADA A PERDER – CONTRA TUDO. POR TODOS

PANTERA NEGRA

Partage Shopping Betim 2: 18h40 (*), 21h40 (*) Pátio Savassi 6: 11h50, 14h50, 18h, 21h (*) Sessões dubladas

A LIVRARIA (The Bookshop, Espanha/ Reino Unido/ Alemanha, 2018, 1h50, 10 anos) Dir. Isabel Coixet. Com Emily Mortimer, Bill Nighy, Patricia Clarkson. Em 1959, uma viúva de espírito livre deixa o luto para trás e arrisca tudo para abrir uma livraria. Belas 2: 16h30, 21h30 Ponteio Premier: 21h Ponteio 4: 16h30, 18h40

MADAME

(Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo. Betim 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h BH Shopping 1: 14h20, 17h10, 20h (somente sábado) BH Shopping 4: 15h40, 18h39 BH Shopping 8: 15h, 17h50, 20h40 Big 1: 13h15, 15h40, 18h05, 20h30 Big 5: 13h30 Boulevard 1: 13h, 15h30, 18h10, 20h40 Boulevard 3: 13h50, 16h20, 18h50, 21h20 Cidade 2: 13h, 15h30, 18h10, 20h40 Cidade 7: 13h30, 16h, 18h30, 21h Contagem 4: 13h, 15h40, 18h20, 20h50 Contagem 6: 13h45, 16h15, 18h45, 21h15 Del Rey 3: 13h30, 16h, 18h30, 21h Del Rey 7: 15h50, 20h40 Diamond 4: 12h10, 15h, 17h50, 20h40 Diamond 5: 14h20, 20h Estação 1: 13h, 16h, 19h, 22h Estação 4: 12h, 15h, 18h, 21h Itaú Power 2: 13h, 15h40, 18h20, 20h50

(Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. No entanto, quando um inimigo antigo reaparece no radar, o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados quando ele é atraído para um conflito que colocará o destino de Wakanda e do mundo em risco. Boulevard 4: 18h30, 21h10 Big 4: 20h45 (*) Cidade 6: 15h40, 18h20, 20h50 (*) Contagem 5: 16h, 18h40, 21h15 (*) Del Rey 5: 18h40, 21h10 Estação 6: 22h30 (*) Itaú power 4: 16h10, 21h (*) Minas 1: 13h40, 16h10, 18h40, 21h20 (*) Pampulha 4: 21h15 (*) Partage Shopping Betim 7: 20h50 (*) Pátio Savassi 3: 22h10 Via Shopping 5: 18h30, 21h10 (*) Sessão 3D: Diamond 2: 18h

(*) Sessões dubladas

PEDRO COELHO (*) (Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor. BH Shopping 4: 13h10 BH Shopping 7: 12h10, 14h30, 16h40, 19h10 Big 4: 14h45 Big 5: 16h Norte 2: 16h Norte 3: 14h30 Betim 2: 14h30, 16h30 Boulevard 4: 14h, 16h30 Cidade 8: 13h, 14h50 Contagem 2: 13h10, 15h10, 17h10 Del Rey 5: 13h, 14h50, 16h45 Diamond 5: 12h, 17h30 Itaú Power 5: 14h30, 16h30 Minas 2:14h30, 16h30 Monte Carmo 2: 14h30, 16h30 Pampulha 3: 15h55 Paragem 4: 14h40, 16h40, 18h40 Partage Shopping Betim 3: 13h20, 15h30 Pátio Savassi 3: 17h05 Pátio Savassi 7: 11h40 (somente sábado), 14h, 16h20 Via Shopping 4: 14h10, 16h10

Quarta-feira (11) 19h “El Mégano”, de Julio García Espinosa e Tomás Gutiérrez Alea; “Pedreida de São Diogo”, de Leon Hirszman; “Hanoi, Martes 13”, de Santiago Álvarez; “Venceremos”, de Pedro Chaskel e Héctor Ríos. Sessão comentada por Marco Túlio Ulhôa (UFF). (*) IDEA Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Entrada gratuita mediante retirada de senha 30 minutos antes da sessão.

2ª MOSTRA INTERNACIONAL DE CINEMA EM CORES (*) Sábado (7) 15h “Xavier”, de Rick Mastro; “Diva”, de Clara Bastos; “Na esquina da minha rua favorita com a sua”, de Alice NameBomtempo; “Tubarão”. de Leo Tabosa. 17h “E sua mãe também” (MEX, 2001, 1h45) Dir. Alfonso Cuarón 19h “Belize”, de Lu Hiroshi; “Ingrid”, de Maick Hannder; “Maravilhosa”, de Augusto Brasil; “Dandara”, de Flávia Ayer e Fred Botrell. 21h “Piscina”, de Leandro Goddinho; “São Paulo com Daniel”, de Nicolas Thome Z. e Deborah V.; “Vando Vulgo Vedita”, de Andreia Pires e Leonardo M. Domingo (8) 15h “A Fé que nos une” (BRA, 2017, 0h50) Dir. Paulo Guerra 17h “Paris Is Burning” (EUA, 1990, 1h18) Dir. Jennie Livinsgton 19h “Piscina”, de Leandro Goddinho; “São Paulo com Daniel”, de Nicolas Thome Z. e Deborah V.; “Vando Vulgo Vedita”, de Andreia Pires e Leonardo M. 21h “Luana Filha da Lua” (BRA, 2017, 1h18) Dir. Rian Córdova Segunda-feira (9) 15h “A Vida que não me cabe”, de Baruc. C. Martins; “Mademoiselle do Rap”, de Raphael G. da Silva; “Maravilhosa”, de Augusto Brasil. 17h “Corpo Estranho”, de Vic Es Te Ves e Aranha; “Belize”, de Lu Hiroshi; “Ingrid”, de Maick Hannder; “Dandara”, de Flávia Ayer e Fred Botrell. 19h “São Paulo em Hi-Fi” (BRA, 2013, 1h41) Dir. Lufe Steffen 21h “E Sua Mãe Também” (MEX, 1967, 1h45) Dir. Alfonso Cuarón

(*) Sessões dubladas

TOMB RAIDER: A ORIGEM (Tomb Raider, EUA, 2018, 1h58, 12 anos) Dir. Roar Uthaug. Com Alicia Vikander, Dominic West, Walton Goggins. Lara Croft faz entregas de bicicleta em Londres até o dia em que recebe uma missão secreta de seu desaparecido pai. Ela, então, parte para uma incrível e perigosa aventura numa ilha japonesa. BH Shopping 7: 21h50 Cidade 5: 16h (*) Paragem 4: 20h40 Pátio Savassi 8: 20h10 (*) Sessão dublada

TRÊS ANÚNCIOS PARA UM CRIME (Three Billboards Outside Ebbing, Missouri, EUA, 2018, 1h56, 14 anos) Dir. Martin McDonagh. Com Frances McDormand, Sam Rockwell, Woody Harrelson. Inconformada com a ineficácia da polícia em encontrar o culpado pelo brutal assassinato de sua filha, Mildred Hayes decide chamar atenção para o caso alugando três outdoors em uma estrada raramente usada. Ganhador do Oscar de melhor atriz e ator coadjuvante. Pátio Savassi 7: 18h45, 21h30 Ponteio 4: 21h10

ZAMA (Zama, Argentina/ Espanha/ França/

Terça-feira (10) 15h “Xavier”, de Rick Mastro; “Diva”, de Clara Bastos; “Na esquina da minha rua favorita com a sua”, de Alice NameBomtempo. 17h “Luana Filha da Lua” (BRA, 2017, 1h18) Dir. Rian Córdova 19h “Paris Is Burning” (EUA, 1990, 1h18) Dir. Jannie Livingston 21h “Piscina”, de Leandro Goddinho; “São Paulo com Daniel”, de Nicolas Thomé Z. e Deborah V.; “Vando Vulgo Vedita”, de Andréia Pires e Leonardo M. (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINECLUBE ARANHA (*) Terça-feira (10) 19h30 “Nascidas em Chamas” (EUA, 1983, 1h30) Dir. Lizzie Borden (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

CINE SABADINHO (*)

Sábado (7) 10h “Kikoriki - A turma invencível” (RUS, 2011, 1h30) Dir. Denis Chernov (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes da sessão.

GRANDES NOMES DO KUNG FU (*) Quarta-feira (11) 17h “O Dragão Chinês” (HK, 1971, 1h55) Dir. Wei Lo e Chia-Hsiang Wu 19h15 “A Fúria do Dragão” (HK, 1972, 1h46) Dir. Wei Lo 21h15 “Operação Dragão” (HK, EUA, 1973, 1h42) Dir. Robert Clouse Quinta-feira (12) 14h30 “O Vôo do Dragão” (HK, ITA, 1972, 2h13) Dir. Bruce Lee 19h30 “O Mestre Invencível” (HK, 1978, 1h51) Dir. Woo-Ping Yuen 21h30 “Police Story” (HK, 1985, 1h46) Dir. Jackie Chan e Chi-Hwa Chen Sexta-feira (13) 15h “Arrebentando em Nova Iorque” (HK, 1995, 1h44) Dir. Stanley Tong 17h “O Pequeno Grande Guerreiro” (CHI, HK, 2010, 1h36) Dir. Ding Sheng 19h “Lutar ou Morrer” (HK, 1994, 1h43) Dir. Gordon Chan 21h “O Templo Shaolin: Os Herdeiros de Shaolin” (CHI, HK, 1982, 1h35) Dir. Hsin-Yen Chang (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

HISTÓRIA PERMANENTE DO CINEMA (*) Quinta-feira (12) 17h “O Grande Mestre Beberrão” (HK, 1966, 1h31) Dir. King Hu Sessão comentada pelo crítico e pesquisador Luís Felipe Flores (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

MOSTRA SERTÕES (*) Quinta-feira (12) 19h30 “O Canto do Mar” (BRA, 1953, 1h27) Dir. Alberto Cavalcanti Sexta-feira (13) 19h30 “O Homem do Corpo Fechado” (BRA, 1972, 1h26) Dir. Schubert Magalhães (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

SEMANA DA LÍNGUA ALEMÃ (*) Domingo (8) 17h “Egon Schiele - Morte e Musas” (Áustria/Luxemburgo, 2016, 1h49) Dir. Dieter Berner 19h “Mulheres Divinas” (SWI, 2017, 1h36) Dir. Petra Biondina Volpec (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.

SESSÃO INFANTIL (*) Sábado (7) 17h “Bob Esponja: Um Herói Fora d'Água” (EUA, 2015, 1h32) Dir. Paul Tibbitt, Mike Mitchell (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.


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13 de abril de 2018

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CABELOS>Apliques de franja e rabo de cavalo são alternativas para mudar visual temporariamente INSTAGRAM/REPRODUCAO

PAULO BELOTE/TV GLOBO

Antes de ficar loira, a cantora Anitta já investiu na franjinha provisória

Com medo de cortes radicais, a cantora Marília Mendonça também aderiu ao aplique de franja INSTAGRAM @THASSIANAVES/REPRODUÇÃO

Força na peruca! Se você for buscar uma imagem de beleza representativa dos anos 60, certamente vai perceber que a maioria das mulheres – como Brigitte Bardot e Jackie Kennedy – usava perucas e apliques removíveis para atingir o efeito volumoso ou dar mais forma às franjas côncavas que eram usadas na época. Durante muito tempo, a cabeleira fake caiu em desuso e ressurgiu com um toque mais extravagante nas recentes passarelas internacionais com as grifes Fendi e Jeremy Scott. Na vida real, a peruca funciona como uma aliada para variar o visual temporariamente – caso das blogueiras Camila Coelho e Thássia Naves. Ambas surgiram, recentemente, com suas versões fakes de franja e, se não tivessem entregado o jogo para suas leitoras, o aplique poderia ter passado despercebido – muita gente, inclusive, achou que ambas haviam cortado, de verdade, o cabelo. Posteriormente, ensinaram, por meio de seus canais no YouTube, como colocar o aplique, em um passo a passo simples que demora cerca de três minutos. Situação similar aconteceu também com a blogueira e consultora de imagem Deborah Zandonna, no fim do ano passado. “Eu tinha quatro casamentos marcados para o mesmo mês, então pensei em investir mais nos penteados e aderi à franja fake”, relembra. Em sua busca ao acessório, encontrou – na Galeria Ouvidor, em BH – um modelo com fios sintéticos que correspondiam à tonalidade de seu cabelo e recorreu a Lorena K. Martins

Thássia Naves também investiu no alongamento do rabo de cavalo THASSIANAVES.COM/REPRODUÇÃO

Outro penteado de sucesso da blogueira: coque alto com franja faka

seu cabeleireiro (Léo Batista, do Tif’s) para arrematar o aplique com um leve corte para que ele e o cabelo natural se misturassem. “Quando eu cheguei no casamento, até a noiva achou que eu realmente tinha cortado a franja. Ninguém acreditou que era uma peruca”, relembra. “É uma solução muito prática e barata, principalmente para quem tem uma agenda cheia de eventos”, finaliza ela, que desembolsou cerca de R$ 40 na cabeleira postiça. O beauty artist Washington Rodrigues já fez alguns penteados usando os apliques arrematados com presilhas para aderir melhor ao cabelo. “Quando a gente fala em construir beleza, tudo é válido. Então, por que não utilizar de um artifício fake, já que o mercado oferece isso, né? Se cortar a franja só para um evento, a cliente pode arrepender depois. Às vezes, até a textura do cabelo dificulta o corte e, para que a pessoa não fique refém de uma escova na franja, por exemplo, a melhor forma é criar uma”, acredita ele. TEST DRIVE Por outro lado, o aplique também funciona como uma avaliação para descobrir o melhor formato para um futuro corte de cabelo. “Quando testei a franja, estava na dúvida se eu cortava o cabelo ou não. E foi bom que eu testei como seria ter franja no dia a dia; achei bem bonito, mas não era o visual que eu queria adotar permanentemente. Prefiro usar como uma opção, eventualmente”, opina Deborah.

Ana Assis, visagista e sócia do Tif's Cabeleireiros, concorda com a versatilidade do acessório: “Acho fantástico usar os apliques, tanto de franja quanto de rabo de cavalo. É um recurso muito usado em cabelos de noiva, e, agora, mais pessoas estão adotando o acessório para o dia a dia. É uma mudança radical que não é permanente”, descreve ela, que sugere também extensões capilares, ideais para dar volume e comprimento aos cabelos e incrementar penteados, como rabo de cavalo. ACABAMENTO Ainda, de acordo com ela, o ideal na hora de comprar o acessório é pedir auxílio a um profissional para que seja feito um corte estratégico. “Assim, a franja falsa consegue se adaptar melhor e a mesclar com os fios do próprio cabelo, deixando o visual mais natural”, descreve. Se for um aplique de fios artificiais, a dica é encontrar uma tonalidade que combine perfeitamente com a cor do cabelo original. “Mas, se for apostar em um cabelo humano, é mais fácil alcançar uma coloração mais exata, como luzes e reflexos, e pode-se fazer chapinha e babyliss, por exemplo, para deixá-lo parecido com sua textura natural”, esclarece. Ambos os tipos de aplique podem ser lavador com xampu, secados com o secador e guardados em uma caixa, livre de poeira para não sujálos. Dicas de como acertar na escolha e colocar o aplique você confere na próxima página.


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estilo

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NÉCESSAIRE

PASSO A PASSO FOTOS MARIELA GUIMARÃES

FOTOS DIVULGAÇÃO

Incluir uma máscara facial na sua rotina de beleza faz com que a pele fique limpa, iluminada e bem hidratada. Além disso, a maioria delas tem tempo de ação rápido, o que é perfeito pra quem tem uma rotina agitada. Veja alguns lançamentos recentes que podem contribuir instantaneamente para te deixar mais bela.

Passo 1 Divida o cabelo ao meio e coloque atrás da orelha. Use uma pomada para criar textura nos fios. Esse truque cria aderência entre o aplique e o cabelo natural.

Passo 2 Encaixe a franja e empurre o aplique para trás para que as presilhas agarrem no cabelo natural. Depois é só apertar sobre a franja falsa para que as presilhas se fechem.

Passo 3 Para um acabamento mais natural, você pode jogar o cabelo para a frente para cobrir as laterais do aplique. Outra dica é pegar fios das laterais, próximo à orelha, e prender na parte de trás. Use um spray para fixar, e pronto!

noite Feita com ácido salicíli6 Boa co e óleo de tea tree e com textura em gel, essa máscara vegana garante uma pele mais saudável e suave, com uma aparência renovada. Use durante a noite e retire pela manhã Quanto R$ 119 Onde www.thebodyshop.com.br

Débora Villela e Deborah Zandonna mostram os apliques com presilhas W

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dar um respiro? Esta máscara é ideal para retirar as toxinas acumuladas dos poros a fim de revitalizar a pele Quanto R$ 39 Onde br.caudalie.com

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Esta máscara hidra6 Revitalizante ta e refresca a pele. Formulada Passo 1 Primeiro, é preciso fazer um rabo de cavalo com os fios secos. Use uma pomada para criar textura nos fios. Uma dica é enrolar uma mexa de cabelo envolta do elástico para dar mais firmeza.

Passo 2 O aplique precisa envolver todo o rabo de cavalo: coloque um grampo em uma extremidade da prótese e encaixe no rabo de cavalo. Gire em volta do rabo.

Passo 3 Por último, tire uma mexa de cabelo e cubra novamente o rabo de cavalo com o aplique para dar maior sustentação. Finalize com um spray de fixação.

com extrato de melancia e óleo da semente de macadâmia, ela precisa de apenas minutinhos para agir Quanto R$ 34,90 Onde www.korresbr.com.br


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shopping DIFERENCIAÇÃO> Empresa enfatiza mão de obra artesanal e cria peças com características únicas

Mais beleza para os ambientes FOTOS AMPLIO MÓVEIS/DIVULGAÇÃO

“Nós não Juliana Siqueira fazemos ape-

nas móveis, nós fazemos obras de arte”. É com essas palavras que a Amplio Móveis – uma das principais fabricantes de móveis em alumínio, fibra sintética e corda náutica para áreas internas e externas do Brasil – define os itens comercializados pela marca, bem como a maneira como eles são feitos. Com um processo de fabricação industrial atrelado ao artesanato e com grande ênfase à mão de obra humana, a empresa, que já está há 17 anos no mercado, tem se empenhado em oferecer verdadeiros diferenciais para os consumidores. “Comercializamos itens refinados, que contam com muito estilo. Fazemos parte do segmento de alta decoração e atendemos, inclusive, grandes lojas e os arquitetos mais renomados da região e do país”, destaca Airton Junior, sócio-proprietário do estabelecimento. Por falar em arquitetos que são uma referência em sua área de atuação, vários profissionais de peso também assinam os móveis da marca, como Eraldo Pinheiro. Além disso, muito da matéria-prima que compõe os itens e que apresenta bastante qualidade vem de várias partes do mundo, como da França e da Itália. “Também a adquirimos de grandes fornecedores brasileiros”, destaca o proprietário da empresa. QUALIDADE As peças da Amplio Móveis, conforme ressalta Airton Jr., não enferrujam ou oxidam. Isso, aliás, faz com que os exemplares chamem bastante a atenção também de clientes na

faixa litorânea. “Os móveis são resistentes a várias intempéries da natureza. Podem tomar sol, chuva, sereno”, garante o profissional. Aliás, a qualidade, segundo Airton Jr., é sempre o foco da empresa, que pensa, a cada momento, como obtê-la cada vez mais. “É a nossa maior preocupação. A gente busca a excelência a cada meia hora do dia”, destaca. Diante de todas essas características que fazem a diferença, a Amplio Móveis vem marcando presença em diversos eventos, sempre com destaque. Para se ter uma ideia, no ano passado, por exemplo, a empresa esteve presente na CASACOR Minas, na Morar Mais por Menos e, ainda, na Dmais Design. “Agora, em 2018, estamos nos preparando para os mesmos eventos”, conta Airton Jr. E quem deseja ter as peças da Amplio Móveis tem, agora, uma oportunidade a mais para isso. Até o dia 21 de abril, na sede da empresa (avenida Francisco Epifânio Fagundes, 83, Nova Granja, Vespasiano), diversos modelos poderão ser adquiridos a preços promocionais. Estão sendo oferecidos descontos de até 40% e formas de pagamento diferenciadas para produtos disponíveis a pronta entrega ou entrega rápida com agendamento. SAIBA MAIS Amplio Móveis Endereço: Avenida Francisco Epifânio Fagundes, 83, Nova Granja, Vespasiano Telefones: (31) 3621-7725 / (31) 3621-9458 / (31) 98427-5166 Email: amplio@ampliomoveis. com.br

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shopping

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crônica

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vida leve

Laura Medioli laura@otempo.com.br

Reencontro SALOMÃO SALVIANO

menin o olha para a menina e, esticando a mão pequena, cumprimenta-a sem jeito. Coincidentemente tinham a mesma idade, o cabelo escorrido e a morenice na cara, como se fossem irmãos. Na verdade, foi o que de certa forma lhes propuseram os respectivos pais. – Filha, eu e Paulo estamos pensando em nos casar, refazer nossas vidas... E distante dali... – Filhão! Telma e Clarinha vão se mudar pra cá... E assim, Paulo, Telma, Carlinhos e Clara passaram a conviver sob o mesmo teto, numa pequena e pacata cidade de Minas. Tempos depois... – Não há mesmo a possibilidade de ser transferido? – Telma, eu não tenho como cobrar isso, já dou graças a Deus por estar trabalhando. Sou um engenheiro, para onde me mandarem eu vou... – Mas isso aqui é o fim do mundo! – Antes de vir, você já sabia, deixei tudo muito claro...

O

– Não consigo trabalho... Nem sequer tem escola direito pros meninos! Não foi isso que sonhei pra Clarinha... – E pro Carlinhos? O que você acha? Se a mãe dele não fosse tão louca e irresponsável, eu o teria deixado com ela, numa escola decente, cursando inglês, estudando computação, treinando judô, sei lá, hoje em dia tem tantas coisas... – Pois é, tantas coisas, e os nossos filhos aí, mal aprendendo o português... – Telma, o que você quer que eu faça? Largue o meu emprego? – Eu não quis dizer isso... – Então, o quê? E na rua o tempo parecia não passar. Junto à meninada da vizinhança, Carlinhos e Clara improvisavam brincadeiras. A amizade e a sintonia eram evidentes. Apesar da pouca idade, compartilhavam os sentimentos confusos que os afligiam. A mudança inesperada, a convivência forçada, a nova cidade, a nova escola, os novos amigos e, de certa forma, a nova família, tudo era demasiado para ambos. Talvez por isso, por dividirem as mesmas experiências, a afinidade se manifestou de forma tão intensa. Não estudavam inglês, tampouco ouviam falar em computação, mas duvida-se que alguém de fora soubes-

se, como eles, pescar traíra no açude, curar dores com raizadas e, nas noites de lua, contar histórias horríveis de mulas sem cabeça. As ruas calçadas de pedra lhes pertenciam; não havia trânsito, perigo de assalto. Pelos mais velhos aprenderam a ter respeito, pedir a bênção. Com os mais jovens, a amizade descompromissada, sem disputas ou ostentações. Inexistiam desejos pelos tênis da moda, por smartphones de última geração o máximo. Disputavam-se goiabas maduras, sombreados na praça... Até que um dia... – Filha, nós vamos ter que voltar... Os anos passaram, deixando saudosas lembranças. Perderam-se os contatos. E por aquelas estranhas veredas, Carlos tornou-se agrônomo, e a menina Clara, veterinária. E foi numa exposição de gado que os dois se reencontraram. Coincidentemente, trabalhavam na mesma cidade, no interior de Goiás. E desde então nunca mais se separaram. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO


WParque. Beto Carrero World oferece mais de cem atrações. Páginas 4 a 6 WVisto eletrônico. Crescem 48% os pedidos de e-Visa para o Brasil. Página 12 pampulha

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CRISTINA MASSARI/AGÊNCIA O GLOBO

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BELO HORIZONTE Sábado 7/4/2018

Madri em porções Tours de tapas e mercados gourmet ampliam roteiro gastronômico da capital espanhola Páginas 8 a 11


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paulo campos

Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super

paulocampos@otempo.com.br

sala vip W

Barkoczy vem a BH para falar da fusão Flytour e MMT EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO

Desde que foi anunciado pelo Grupo Flytour como novo presidente da operadora MMTGapnet, em dezembro do ano passado, Michael Barkoczy ainda não tinha visitado Belo Horizonte. Na última semana, o executivo esteve na capital mineira para manter os agentes de viagens informados sobre a fusão da Flytour com a MMTGapnet anunciada em 27 de fevereiro. A fusão criou a segunda maior holding de turismo no país, atrás apenas da CVC. Com um faturamento da ordem de R$ 6 bilhões, a Flytour MMTGapnet faz um road show por diversas capitais brasileiras para estreitar o relacionamento com os agentes de viagens, hoje seus mais importantes parceiros. Barkoczy e equipe mostraram a nova marca, o suporte 24 horas,

as ferramentas do novo portal – que estreia em abril – as divisões nacional e internacional e o setor para atender especialmente os grupos. “Temos uma equipe de mais de 300 colaboradores e trabalhamos para melhorar cada vez mais a relação entre os agentes de viagens e seus clientes, dando todo o suporte necessário”, enfatizou o executivo. Barkoczy pretende reprisar em 2018 o Hiperfeirão em Santos e Campinas com nova roupagem. Sobre um terceiro destino para realizar a mega-ação de vendas ele desconversa, mas uma das cidades na mira da nova operadora é BH. A proposta da Flytour MMTGapnet, “empresas que mantém o DNA bem definido”, segundo o executivo, é se tornar referência nacional no atendimento das agências de viagens, hoje o principal meio de distribuição de seus pacotes e serviços.

Cristina Cecílio (CMC), Heloísa Mafia (Realizar Viagens), Danielle Ramos (Viagens Incríveis) e Nathália Kezia (Vavatur)

Michael Barkoczy (sétimo à direita e sexto à esquerda) com a equipe das operadoras Flytour e MMT Gapnet, que agora formam uma única empresa, destinada a atender a carteira conjunta de clientes

Também da equipe: Eduardo Vansan (gerente da Flytour MMT Gapnet em Minas Gerais) com os colaboradores Tamuana Gurgel e Clinton Ramos

Leandro Vieira (Lextour), Ana Paula Chagas (Flyvip Viagens), Francine Teixeira (Labtour) e Sonaly Ribeiro (BHZ Viagens)

Geizienne Ribeiro (My Travel), Daniela Oliveira (Graça Tour), Zenaíde Chaves (Lúmini) e Giovana Alves (Voar Turismo)

Carla Sales (Viagens Incríveis), Ana Claudia Lima (Champion Turismo), Simone Carvalho (Arte Fly) e Flávia Matos (Ibiza)

Aparício e Ana Paula (Castle Tour), Rodrigo Baía (Terra Brazilis), Andréia de Oliveira (Flytour) e Rita Miranda (Flytour Minas Shopping) M[IDIA MUTÁ/DIVULGAÇÃO

Wcheck-in/check-out

Turismo no Uruguai (I)

Liliam Kechichian, ministra de turismo do Uruguai, anunciou que a partir de 1º de maio os turistas não residentes terão o retorno de 9% do IVA (Imposto Sobre Valor Agregado) no pagamento de serviços de turismo com cartões de crédito ou débito emitidos no exterior, da mesma forma que os turistas residentes. O turismo representa cerca de 7% do Produto Interno Bruto (PIB) no impacto da atividade econômica uruguaia e 8% da força de trabalho está relacionada ao setor.

Arrais no Fornatur

Investimentos de R$ 15 mi

O secretário de Turismo de Minas Gerais, Gustavo Arrais, foi eleito presidente do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), em substituição a Felipe Carreras, atual secretário de Turismo de Pernambuco. “Gustavo é hoteleiro, é do trade, nosso querido mineiro que entende mais de turismo do que eu”, disse Felipe Carreras, em sua despedida.

Luigi Rotunno, diretor geral do La Torre, tem um case de sucesso. Prova disso é o crescimento do La Torre nos últimos anos, que se reposicionou no mercado e hoje é um dos resorts mais elogiados pelos usuários em renomados sites. Daqui para frente, os investimentos não param. Recentemente, Rotunno anunciou investimentos da ordem de R$ 15 milhões para construção de um hotel-butique no Quadrado de Trancoso, novos restaurante para 450 pessoas, clube de praia e parque para atividades ao ar livre, painéis solares fotovoltaicos, uma panificadora e a ampliação do almoxarifado.

EMERSON SOUZA/DIVULGAÇÃO

Turismo no Uruguai (II) Os impostos são devolvidos ao turista estrangeiro quando requeridos pelo visitante nos postos comerciais autorizados pela Direção Geral Impositiva (DGI). Deve-se preencher um formulário e entregar junto à nota fiscal. Os documentos devem ser apresentados nos postos da Direção Nacional de Alfândegas ou terminais do Tax Free existentes no aeroporto de Carrasco. A devolução do dinheiro do IVA não é realizada na hora, mas em até cinco dias úteis.

Gustavo Arrais (à esq.), secretário de Turismo de Minas

Renata Righi, diretora comercial, e Luigi Rotunno, do Grupo La Torre, de Porto Seguro (BA)


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O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia - Belo Horizonte

7 de abril de 2018


O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Porto (I)

Colorido nas ruas Um colorido especial passou a fazer parte da rotina de visitantes em Porto de Galinhas. Quem transita pela rua das Piscinas Naturais já encontra nos céus do balneário uma decoração temática baseada num dos símbolos máximos da cultura pernambucana – as sombrinhas –, além de contar com espaço dedicado a atrações musicais e gastronômicas.

turismo PAULO CAMPOS

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Beto Carrero World

Como aproveitar todo o parque de diversão Criado por famosoum empresário apaixonadopor caubóise rodeios, espaçoreúne mais decem atrações emPenha, município catarinense

VINICIUS LUBAMBO/DIVULGAÇÃO

Paulo Campos

paulocampos@otempo.com.br

Porto (II)

Porto Cult quer atrair turistas Intitulada Porto Cult, a decoração com sombrinhas teve início no período de Carnaval, em caráter experimental. Agora, será trocada quatro vezes ao ano, sempre em alusão a uma data comemorativa, a algum evento do calendário regional ou internacional. A próxima temática deverá estar ligada à Copa do Mundo.

Porto (III)

Pacotes a partir de R$ 1.508 Para você usufruir de Porto Cult e de outras novidades do balneário, a Abreu Viagens está com pacote para o feriado de Corpus Christi (29/5 a 5/6), incluindo sete noites de hospedagem na Pousada das Galinhas com café, aéreo e traslado a partir de R$ 1.508. Consulte seu agente e peça esse pacote da Abreu Viagens.

Montanha-russa Tigor, na área temática Vila Germânica

Viagens a parques temáticos são as mais complexas, porque exigem planejamento. É importante pensar em tudo – hotéis próximos, ingressos, condições climáticas, atrativos, gastos diários. Atrações como as de Orlando (EUA), o Beto Carrero World (SC) e o Beach Park (CE), por exemplo, não podem nem devem ser explorados em um único dia. Pais com crianças pequenas devem incluir no orçamento gastos extras com suvenires, refeições, lanches e guloseimas (pipoca, algodão-doce, picolé etc.), que costumam minar as finanças nas viagens. Há, ainda, brinquedos que exigem altura e idade, aqueles pagos à parte e os combos (combinações), que podem fazer diferença no bolso.

fissões – chegou a participar, nos anos 80, do programa “Os Trapalhões”.

Parceria São mais de cem atrações em 14 milhões de m², divididos em nove áreas temáticas. Para se renovar, o parque fez, em 2011, parceria com os estúdios Dreamworks e Universal Studios, construindo uma área temática

inspirada nos personagens do desenho animado “Madagascar”. A parceria ainda originou um espetáculo inédito, “Velozes e Furiosos Show”, com pilotos executando manobras radicais para a plateia. Na esteira de parques como os de Orlando, o Beto Carrero World mistura brinquedos radicais com outros infantis e de temas circenses. Mas o forte do parque brazuca são os shows que acontecem em horários pre-determinados. Para assistir a pelo menos três deles, é necessário chegar no horário de abertura do parque, às 9h, e atravessar a tarde na diversão.

Para acesso diferenciado Fast pass (fura-fila). Custa R$ 92 e dá acesso direto a Fire Whip, Crazy River, Big Tower, Star Mountain, Dino Magic, Betinho Carrero 4D, Raskapuska e Autopista Acesso garantido. Custa R$

80; para um só show, R$ 25 Pagos à parte. Acqua Boat, Adventure Kids, Espaço Zen, Bolha Aventura, Games, Kart, Extreme Kids, Drop Kids, Super Carros, Kartódromo, helicóptero, Portal da Escuridão e Excalibur BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

Vista área do Beto Carrero World

Beto Carrero Inaugurado em 28 de dezembro de 1991, no município de Penha (SC), a 37 km de Balneário Camboriú, o Beto Carrero World foi criado por um empreendedor, o empresário João Batista Sérgio Murad, artista de circo fascinado pelo universo dos rodeios e caubóis, que se aventurou em outras proPAULO CAMPOS

Complexo de brinquedos para dois dias de diversão

SETUR-PE/DIVULGAÇÃO

Crazy River Adventure, a divertida atração molhada da área Madagascar

O Beto Carrero World é um parque enorme, as atrações, distantes,e as filas, grandes, principalmente na alta temporada (leia-se os meses de férias e os feriados). Dois dias inteiros são suficientes para usufruir de boa parte das atrações e assistir a dois ou quatro shows, com parada para refeições. Como o parque fica em uma área isolada, as refeições devem ser consumidas na praça de alimentação ou

nos quiosques – não é permitido que o visitante entre com alimentos. O Castelo da Nações é a entrada para o complexo. No imenso hall há bilheterias, lojas de suvenires, balcão de informações, totens para comprar fast pass, guarda-volumes, farmácia, fraldário e caixas eletrônicos. Não dispense o mapa com a localização dos atrativos ou baixeo aplicativo em seucelular. Apesar de ser bem-sinali-

zado, o parque imita um pequeno (e curioso) labirinto. Apraçade alimentaçãoestá no centro, em uma imensa tenda com carrossel venezianoiluminado, com restaurantes, pizzarias, churrascaria, pastelaria, sanduicheria e choperia, além do Palácio dos Sorvetes nas proximidades. Recomenda-se, antes de visitar o Beto Carrero World, procurar os horários de funcionamento, que variam de acordo com a temporada.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de abril de 2018

BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

O parque mistura brinquedos radicais com infantis e de temas circenses O colorido Castelo das Nações, a entrada oficial do Beto Carrero World PAULO CAMPOS

O parque é bem-sinalizado, embora você se perca em alguns momentos

Horário e preços Horário de funcionamento. Em abril, o Beto Carrero World abre de quinta-feira a domingo, das 9h às 18h. Promoção. Neste mês, o segundo dia de visita é grátis e quem compra antecipado tem desconto. Os valores antecipados partem de R$ 85 (acima de 60 anos), R$ 100 (4 a 9 anos) e R$ 115 (10 a 59 anos).

Observação: Os preços de bilheteria, no dia da visita, não têm desconto. Os bilhetes custam R$ 170 (de 10 a 59 anos) e R$ 155 (de 4 a 9 anos). Valores válidos até 20/12, exceto em julho. Mais informações sobre o parque, preços e descontos. Acesse o endereço eletrônico betocarrero.com.br.

Fura-filas só na alta temporada Os ingressos de entrada custam a partir de R$ 170 (adulto)por pessoa e permitem o acesso à maioria dos brinquedos do parque, com exceção de oito atrações, que são pagas à parte. Para evitar filas existe a pulseira fast pass, que custa R$ 90 e dá acesso rápido às atrações mais concorridas. Ela pode ser usada duas vezes em brinquedos como as montanhas-russas Fire Whip e Star Mountain, Big Tower, Betinho Carrero 4D, Raskapuska, Crazy River, Dinomagic e Autopista. Já o acesso garantido é um ingresso VIP para os shows –mesmodepoisdeesgotada a lotação ou iniciada a sessão –, inclusive com direito aos melhores assentos. O preço é um pouco salgado e custa, na baixa temporada, R$ 90 por pessoa. Uma das maneiras de driblar as filas é procurar os brinquedosconcorridos exatamente na hora dos shows. Para organizar a visitação,naentradadoparqueestá a Tenda da Medição, que funcionaatéas10h30eobjetiva medir os pequenos para indicar as atrações em que eles podem ir sozinhos ou devem ir acompanhados.


W6 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

turismo PAULO CAMPOS

Áreas temáticas

Da cultural local à fantasia e à aventura radical Crianças sempre foramo públicoalvo deBeto CarreroWorld, mashá atraçõespara toda família;parceria comDreamworksrenovou o parque Parques de grandes proporções são geralmente divididos em áreas temáticas para facilitar a localização das atrações. No Beto Carrero World, essas áreas prestam homenagem ao fundador do parque, à cultura germânica e à fantasia. Diferentemente de mui-

tos parques como, por exemplo, o Beach Park, no Ceará, onde as atrações para pequenos são restritas, no Beto Carrero World a criançada tem uma área dedicada especialmente a elas, a Triplikland, além de vários brinquedos espalhados em outras áreas temáticas. Os adolescentes tam-

bém têm dose extra de adrenalina. No complexo, ainda são contemplados com pistas de kart e minikart. Os shows acontecem em horários predeterminados – “Monga” (10h e 13h); “Excalibur” (12h e 14h); “Portal da Escuridão” (12h30 e 17h30); “Extreme Show” (13h); “Madagascar Circus Show” (14h); “Blum” (16h) e “O Sonho do Cowboy” (18h). Não perca “Extreme” e “Madagascar”. Desses, dois são pagos à parte, “Excalibur” e “Portal da Escuridão”, esse último é bom para se divertir em turma. BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

Madagascar. Atravessando a ponte que liga a Aventura Radical a Madagascar, surge a parceria de Beto Carrero World com a Dreamworks. A área temática tem uma das atrações mais deliciosas do parque, o Crazy River Adventure, a descida em um rio em uma embarcação que gira. Quem vai ao parque pode comprar suvenires, como os chapéus e o chicote de caubóis e levar de lembrança uma fotografia com personagens da Dreamworks. BETO CARRERO WORLD/DIVULGAÇÃO

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Mundo Animal. Na área central do parque está o zoológico, um circuito para observar pássaros e outros animais, como girafas, macacos, leões, zebras, camelos e elefantes, além da unidade do projeto Tamar. Há ainda a seção Mamães & Filhotes.

Aventura Radical. As estrelas da área são a Fire Whip, a montanha-russa invertida, onde o trilho fica sobre sua cabeça e seus pés ficam pendurados, e o Big Tower, o elevador que despenca de uma altura de 100 m a uma velocidade de 120 km/h.

Velho Oeste. Próximo à praça de alimentação está a área menos aventureira do parque, porém, a que homenageia o “vaqueiro” Beto Carrero, reproduzindo os cenários do Velho Oeste, com a aldeia indígena, o Fort Álamo, chapéu e botas gigantes, um memorial com museu que conta a história de João Batista Sérgio Murad, um teatro, onde é encenado o espetáculo musical “O Sonho de Cowboy”, e uma hípica com cavalos e pôneis para montar. PAULO CAMPOS

PAULO CAMPOS

PAULO CAMPOS

DinoMagic. Nessa área, um trenzinho sai da estação João Alves de Queiroz e faz um trajeto narrado pelo maquinista, que passa por vários cenários, como a réplica da casa de Beto Carrero, a caverna dos dinossauros, o túnel da serpente, a terra dos gigantes, a Vila Árabe e o centro de Primatologia.

Vila Germânica. Do lado esquerdo, atrás da praça da Triplikland, Beto Carrero prestigia a cultura regional com uma cidade cenográfica tipicamente alemã, onde acontece o show “Excalibur”. Outras atrações são a montanha-russa Tigor e um cinema em homenagem a Renato Aragão.

PAULO CAMPOS

Avenida das Nações. Entre as atrações estão o Betinho Carrero 4D, a Raskapuska, uma montanha com bonecos animados, a montanharussa Dum Dum, um teleférico e o Teatro Acqua, onde acontece o espetáculo circense “Blum”.

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Ilha do Pirata. Essa área fica localizada à esquerda de quem entra no parque, atrás da roda-gigante. É acessível por uma ponte pênsil. A ilhota abriga um portal para fotos, um bar pirata, a Casa dos Espelhos – que modifica a imagem das pessoas –, a Taverna dos Marujos, um dragão e um barco gigantesco que funciona como pêndulo em alta velocidade.

Triplikland. É a área dos brinquedos de parques de diversões, como roda-gigante, Baby Elefante, pedalinho, Acqua Bot (pago à parte), xícaras malucas, carrossel e carrinhos bate-bate.


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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de abril de 2018

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O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Hotel (I)

Gramado tem nova unidade No mês de março, a rede Laghetto Hotéis inaugurou, em Gramado (RS), o Laghetto Allegro Alpenhaus, com localização privilegiada. O empreendimento, de 98 apartamentos, possui estacionamento pago, Wi-Fi, web space, espaço kids, fitness center, bicicletário, piscina coberta aquecida e salas de jogos e reuniões. Inf.: laghettohoteis.com.br.

turismo

Madri

Sabores diversos na atrativa capital dos tapas Os muitos roteiros para a “movida gastronómica” sãorenovados com a inauguraçãode gastrobarese a sofisticaçãode mercadostradicionais

LAGHETTO HOTÉIS/DIVULGAÇÃO

Bruno Dutra Agência O Globo

Hotel (II)

Novo resort no México A Meliá Hotels International anunciou, para o início de 2019, a abertura do Paradisus Playa Mujeres, situado à beira-mar a apenas 35 minutos do Aeroporto Internacional de Cancún, no México. Ao lado da costa de Cancún, com espetaculares praias de areia branca, Playa Mujeres é o novo destino da moda para turistas estrangeiros e locais. Inf.: melia.com. MELIÁ HOTELS/DIVULGAÇÃO

Hotel (III)

Recife: unidade corporativa A partir deste mês, a rede Hotéis Othon passa a operar o Othon Suítes Recife Metropolis, na capital pernambucana. A apenas 11 km do aeroporto internacional e 7 km do Centro de Convenções, o hotel (de 17 andares e 84 apartamentos) está localizado na Ilha do Leite, área predominantemente comercial e segundo maior polo médico do país. Inf.: othon.com.br.

Novos gastrobares foram abertos, dois mercados tradicionais da cidade foram remodelados, agências de turismo passaram a oferecer diferentes tours de tapas. Nem o inverno, com temperaturas próximas de 0°C à noite e 6°C de dia, tem sido impedimento para se desfrutar da “movida”, atividade que se transformou e continua movimentando Madri, especialmente entre os jovens. Nascida na capital nos primeiros anos da Espanha pós-franquista – em um movimento contracultural regado a arte, música e comida –, a chamada “movida madrileña” logo se espalhou por grande parte do país. Entre seus expoentes, estavam nomes como os dos cineastas Pedro Almodóvar e Fernando Trueba. Hoje, transformada e incorporada não só como atividade artística, a movida pode ser explicada como parte da identidade contemporânea espanhola. A moda cult é andar de bar em bar, ir de restaurante em restaurante, degustar as famosas tapas, beber os melhores vinhos a bons preços e papear em happy hours que nunca começam antes das 21h. Como, no contexto dos anos 70 e 80, Caetano Veloso sugeriu em “Vaca Profana”, a ideia é seguir “a movida madrileña”. E colocar o pé na rua para conhecer o que há de melhor na capital: seus bares, restaurantes, mercados, palácios e museus. Recentemente mais incorporada ao circuito jovem, a capital espanhola conserva seus ares de seriedade, mas descortina a boemia, repleta de sabores e surpresas dentro dos mais variados estilos gastronômicos, servidos em deliciosas doses e porções.

Festas hipsters Seja ao meio-dia ou à noite, as opções são muitas, de bares tradicionais a mercados gourmet. Apesar de ser chamada pelos madrilenhos de cidade espanhola dos negócios, Madri é um lugar onde se pode degustar um bom vinho em um bar tranquilo ou descobrir festas hipsters ímpares em locais provisórios, como em

CRISTINA MASSARI/AGÊNCIA O GLOBO

W8

Plaza de Cibeles com palácio e chafariz a cinco minutos a pé dos principais museus

Malasaña, Salamanca e Chueca, três de seus principais bairros turísticos. A vida noturna de Madri é conhecida pela animação: a festa em ruas, bares e casas noturnas vai até o amanhecer. E há sempre um pós-festa em algum canto da cidade. Deixar-se levar pela movida e pelos jovens madrilenhos com espírito desbravador, ávidos por conhecer estrangeiros e fazer novos amigos, é lema da cidade. No fim da noite, entre uma rua e outra, é comum ouvir os exaustos festeiros exclamarem: “¡Madrid todavía me mata!” (Madrid ainda me mata!). BRUNO DUTRA/AGÊNCIA O GLOBO

Restaurante El Espejo BRUNO DUTRA/AGÊNCIA O GLOBO

Serviço Passeios Urban Adventure. Tour guiado de tapas a 82 euros. urbanadventures.com Adventurous Appetites. Passeio a pé por Madri com tour de tapas, a partir de US$ 50. adventurousappetites.com Corral de la Morería. Espetáculo de dança flamenca mais jantar, a 50 euros. Calle de la Moreria 17. Museu Thyssen-Bornemisza. Ingressos a 12 euros. Paseo del Prado, 8. museothyssen.org Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia. Ingresso a Vermuteria Bocablo: é ideal para degustar tapas e tomar um bom vermute

8 euros. Calle Santa Isabel, 52. Museu del Prado. Ingresso a 15 euros. Paseo del Prado s/n. Onde comer Mercado de San Miguel. Plaza de San Miguel s/n. mercadodesanmiguel.es La Platea. Calle de Goya 5-7. plateamadrid.com El Pabellón Del Espejo. Paseo de Recoletos 33D. Mercado de San Antón. Calle de Augusto Figueroa 24B. Inclán Brutal Bar. Calle de Alvarez Gato 4. Dionisos Gastro Bar. Calle Conde Duque 26.


9W

O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte

7 de abril de 2018

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Destino com saídas diárias. Preço por pessoa para saída em 04/junho.

RIVIERA MAYA

Museu do Prado, com a estátua de Diego Velázquez (importante pintor espanhol do século XVII) à frente, data de 1819

Cara a cara com algumas icônicas obras do mundo Andar por Madri e não esbarrar em alguma obra de Pablo Picasso é praticamente impossível. Mas o roteiro cultural e artístico da cidade leva o visitante muito além das obras do gênio catalão e o faz descobrir tesouros até em museus mais badalados, como o do Prado e o Reina Sofia. No Museu do Prado, a exposição do momento destaca obras do catalão Mariano José Maria Bernardo Fortuny y Marsal, considerado um dos pintores espanhóis mais importantes do século XIX depois de Goya. Batizada “Fortuny”, a mostra apresenta quadros emblemáticos do artista, morto em 1874. Entre eles, “La Batalla de Wad-Ras”, que retra-

ta um dos momentos mais importantes da Espanha na campanha do Marrocos, a partir da década de 1860. Ainda pelos corredores do Prado, pode-se apreciar outra mostra, “La Donácion”, uma homenagem ao advogado, acadêmico e político espanhol Óscar Alzaga, que doou importantes obras para o acervo da instituição. Pelas galerias, uma viagem que começa no século XVI e termina no século XIX. Entre as peças principais está o retrato de Manuela Isidra Téllez-Girón, de Agustín Esteve y Marqués, comprado com parte da doação de Alzaga.

A poesia de Pessoa No Reina Sofia, as artes

plásticas se combinam à poesia para encantar os visitantes com a exposição “Pessoa, Toda Arte é uma Forma de Literatura”. Na delicada homenagem ao poeta português Fernando Pessoa e seus heterônimos, uma seleção de artistas como os pintores modernistas José de Almada Negreiros, Eduardo Viana e Amadeo de Souza-Cardoso, entre outros, retratam cenas lusitanas que remetem à obra do poeta. E, estando no Reina Sofia, impossível não passear por algumas das obras mais aclamadas de Picasso – como a icônica “Guernica”, que ocupa quase uma parede inteira do museu, denunciando os horrores da guerra.

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W10 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Mangaratiba (I)

Resort está com 20% off Para o Dia do Trabalho, o Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba (RJ), tem pacotes a partir de R$ 5.520 para dois adultos (inclui duas crianças de até 12 anos), pagos em 6x. De 27/4 a 1/5, inclui ap. standard vista mar, pensão completa com bebidas nas refeições e lazer para adultos e crianças. Inf.: (21) 2789-8000 ou 0800-282-0868. PORTOBELLO/DIVULGAÇÃO

turismo

Petiscos

Tempero agrada aos paladares mais exigentes Um tour de experiências da típica cozinhaespanhola,comcincoparadas edireito a um petiscoe uma taça de vinho, custa entre50 e 80 euros Bruno Dutra Agência O Globo

Intercâmbio

Programa com inglês e Disney Para as próximas férias de julho, a Experimento Intercâmbio Cultural lançou um novo programa dirigido a crianças e adolescentes (entre 13 e 17 anos): o Magical Miami, que combina aulas de idiomas com diversão nos parques de Orlando (EUA). Com três semanas de duração, o pacote custa a partir de US$ 5.155. Inf.: experimento.com.br. FLOWERS/DIVULGAÇÃO

Em Madri, o tradicional e o moderno se misturam, e, na gastronomia, não é diferente: os madrilenhos mais conservadores preferem as taperias tradicionais, já os mais jovens têm dado preferência aos gastrobares. Nesse cenário, em que o simples e o sofisticado estão lado a lado, cresce a oferta de salões com a possibilidade de beber no balcão ou em mesas altas, com pratos para compartilhar. A oferta de um ou outro petisco de graça é menos comum na capital do que em Barcelona, Granada, Segóvia e Málaga. Mesmo assim, também em Madri, muitas vezes pequenas porções de batatas bravas (assadas e apimentadas), azeitonas e anchovas saem por conta da casa como acompanhamento para as bebidas. Esse é um dos cartões de visita dos bares e restaurantes que fazem parte dos tours de tapas – em que é possível experimentar uma dezena de petiscos e tomar pelo menos dois tipos de vinho sem gastar muito. Em passeios guiados, como o da Urban Adventure, o turista é levado às me-

lhores taperias da cidade, ao preço de 82 euros por pessoa. Pela Adventurous Appetites, também com guias, o tour custa 50 euros. Em geral, a duração vai de cinco a seis horas. E nesses valores estão incluídas cinco paradas, com direito a um petisco e uma taça de vinho. Além do espanhol, há passeios em inglês. Mas andar de bar em bar por conta própria é tarefa fácil. Até porque Madri é cheia de várias boas opções. Na Vermuteria Bocablo, no centro; no El Pabellón del Espejo, em Chueca; ou na Tapería de Malasaña (destino dos jovens na noite madrilenha), as doses de vinho ou vermute são generosas, assim como pratos tradicionais como os monta-

A fusão gastronômica tomou conta de Madri; petiscos têm ingredientes mexicanos, orientais e até caribenhos

ditos (pequenos sanduíches recheados de presunto, molho branco, azeite, e queijo manchego com molho de mel) e as croquetas (com recheios variados, mas sempre com azeitonas, pretas ou verdes). O Don Jamón Bar de Tapas, na Gran Vía, a cinco minutos da Praça de Espanha, é outra sugestão, por conta da qualidade de seus embutidos. Os tradicionais mercados da capital, por sua vez, estão se renovando com sofisticação. Caso do San Antón e do San Ildefonso. Também o Torrijos e o Moncloa partilham da mesma filosofia, colocando Madri em um dos roteiros turísticosgastronômicos mais concorridos da Europa. No mais tradicional deles, o San Miguel, que fica nos arredores da Plaza Mayor, há dezenas de bares e restaurantes. Entre os destaques nos cardápios, os clássicos soldaditos de Pavía (espetinhos de bacalhau com pimentões vermelhos), os croquetes, as lulas ou pratos mais elaborados. O fato é que os mercados detêm papel importante na cena turística e gastronômica da capital. Nos últimos anos, inclusive, a oferta gastronômica madrilenha está se internacionalizando. Sem deixar de lado os tradicionais ingredientes espanhóis – o jamón (presunto) ibérico é servido do café da manhã até o jantar –, os melhores bares e restaurantes da cidade usam diferentes produtos para atrair o mais exigente dos turistas.

Tour de tapas na capital espanhola inclui o concorrido gastrobar Gran Clavel

Onde ficar Hotel Iberostar Las Letras. Diárias para casal a partir de 207 euros. Gran Vía, 11. bit.ly/2CRAvsk

Eletrônica

BH recebe Flowers No dia 21 de abril, o Iate Clube Lagoa dos Ingleses (BR–040, KM 565) sediará a Flowers, a maior festa de música eletrônica de Minas. De 12h às 2h, grandes nomes do cenário nacional e internacional se revezarão no palco. Os ingressos custam a partir de R$ 120 e estão à venda pelo site do Sympla (sympla.com.br/flowers_236093).

Catalonia Puerta del Sol. Diárias a partir de 160 euros. Calle Atocha, 23. cataloniahotels.com H10 Puerta de Alcalá. A partir de 148,50 euros. Calle Alcalá, 66, E-28009, bairro de Salamanca. h10hotels.com Nuevo Madrid. Diárias a partir de 133 euros. Calle Bausa, 27, 28033. hotelnuevomadrid.com Corral de la Moreria: taperia e casa de show de flamenco é imperdível

Taperia Malasaña, no Universitários, é opção barata para degustar cervejas e tapas


turismo FOTOS BRUNO DUTRA/AGÊNCIA O GLOBO

Promoções feitas para o happy hour Com os mais diferentes paladares à mesa, a apresentação das tapas tem se sofisticado, e a fusão gastronômica tomou conta da cidade. Não é difícil, por exemplo, encontrar nos famosos mercados de Madri ingredientes orientais, mexicanos e até caribenhos nos petiscos. O moderno Platea – que se apresenta como espaço gourmet revolucionário – funciona num antigo cinema. É um sofisticado ponto gastronômico, recheado de propostas originais. Ali, o ambiente é menos barulhento do que o dos famosos mercados ou taperias da capital frequentados por jovens universitários. O empreendimento manteve a estrutura do cinema, com as cadeiras e palcos, onde acontecem atuações musicais e projeções. E o espaço gastronômico reúne propos-

Pacote Operadora: Abreutur Inf.: (31) 3263-1840 Preço: R$ 9.473 (+ taxa) por pessoa. Valor pode variar conforme o câmbio do dia. Pagamento: 20% de entrada e o restante em até nove parcelas sem juros. Período: De 31/5 a 8/6 Programa: Circuito Madri, Andaluzia e Catalunha (Europa para Todos) Inclui: Aéreo, traslados e hospedagem em ap. duplo

tas de várias nacionalidades, bem como pratos clássicos espanhóis, além de uma área específica para drinks. Na lista dos gastrobares que vêm chegando à capital, está o Inclán Brutal Bar, de ambiente moderno e agradável. Especializado em comida espanhola e mediterrânea, fica localizado no centro e é bastante frequentado por jovens no happy hour e por grupo de amigos aos fins de semana. Outra boa pedida é o Dionisos Gastro Bar, um lugar aconchegante que tem como diferencial oferecer pratos gregos no menu, além de cervejas, vinhos e licores. A casa faz promoções durante o happy hour e é conhecida por ficar aberta até quase de manhã.

Atrativos madrilhenhos devem ser vistos a pé Em um pequeno percurso, é possível alternar entre observar a paisagem ou se aventurar por milhares de títulos em uma das livrarias próximas. A caminhada pelo Paseo del Prado é diversa. Nesse circuito, a viagem varia entre arte contemporânea e uma parada essencial no Museu Nacional ThyssenBornemisza, que, até maio, apresenta a exposição “Sorolla y la Moda”, além da mostra permanente do acervo da baronesa espanhola Carmen Thyssen-Bornemisza, do século XIII ao XX. Dos museus ao Palácio Real, e à Plaza Mayor, o fato é que Madri nos convida

a passear a pé. Uma das principais atrações turísticas de Madri, a praça é uma construção espanhola típica, presente em nove de cada dez cidades do país. O local é uma excelente opção para se apreciar o clima cada vez mais descontraído da capital, que recebe jovens universitários de todo o mundo, que se espalham por seus bares e cafés. Com esse clima jovial vivido por Madri, não pode ficar fora uma caminhada pelo bairro Universidad. Conhecido por ser o mais pop e alternativo da cidade, oferece de excelentes livrarias e sebos a pequenos bistrôs.

Bairro dos Universitários: o mais alternativo de Madri, com pequenos bistrôs

11 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Tiradentes

Festival da cerveja em abril De 26 a 30 de abril, acontece, em Tiradentes (MG), o TremBier Festival. Em sua quinta edição, o evento terá grandes cervejarias, circuito gastronômico, seleção de bandas, concurso de cerveja em panelas e atrações como a Corrida Alcoológica, por circuito de 5 km em trilhas com vista para a serra São João. Inf.: trembier.com.br. KELVIN MARTINS/DIVULGAÇÃO

Pernambuco

Corpus Christi em balneário Para o feriado santo de Corpus Christi, a Abreutur oferece pacote para Porto de Galinhas (PE) com preço a partir de R$ 1.508. De 29/5 a 5/6, inclui aéreo (voando Latam), traslados e sete noites de hospedagem na Pousada das Galinhas, com café da manhã. Para obter mais informações e fazer reservas, ligue (31) 3263-1840.


W12 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

turismo ALESSANDRO BUZAS/AGÊNCIA O DIA

Vistos Retrospectiva

Brasil recebe 48%

E-Visa. A política de facilitação de vistos faz parte do Brasil + Turismo, um programa criado pelo Ministério do Turismo para estimular o setor de viagens no país.

a mais de pedidos e-Visa Turistas dos países beneficiados – Austrália,Canadá, EUAe Japão – coma modalidade eletrônica têm focadonos destinos brasileiros Da redação O Brasil já está colhendo os frutos da introdução do visto eletrônico – o e-Visa – para Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão. Em fevereiro e março, os dois primeiros meses de vigor da medida nos quatro países beneficiados, a solicitação de vistos para o Brasil cresceu 48,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. De acordo com levantamento do Ministério das Relações Exteriores, o número de autorizações de

entrada no país saltou de 29.697 para 44.007. Desses, 72,8% (32.035) foram eletrônicos – ou seja, e-Visas.

Solicitações Os norte-americanos (23.472)foram os que mais aproveitaram a facilidade,

seguidos dos australianos, com 3.707 e-Visas. Em terceiro lugar, aparecem os canadenses, com 3.161 vistos, e, por fim, os japoneses, com 1.695. Segundo projeção do Ministério do Turismo (MTur), com base na média de gastos dos turistas desses quatro países, esses visitantes teriam, somente nos meses de fevereiro e março, injetado US$ 16,4 milhões a mais na economia brasileira, na comparação com igual período de 2017.

Expectativa. Como o e-Visa tem se mostrado uma iniciativa de sucesso para a atração de turistas estrangeiros, o Brasil pretende, com ele, chegar a 12 milhões de turistas estrangeiros em 2022. Agilização. Com o visto eletrônico, o processo de solicitação e emissão da autorização para entrada no país dura, em média, 72 horas. Anteriormente, eram necessários cerca de 40 dias para emissão do visto no passaporte.

MTur comemora resultados Impacto. “Não poderíamos estar mais satisfeitos com o êxito dessa iniciativa. Os números são muito positivos e terão um grande impacto na nossa economia”, comentou

Beneficiários. O primeiro país beneficiado com a medida foi a Austrália, em novembro de 2017. Em janeiro deste ano foi a vez de Japão, Canadá e Estados Unidos contarem com o e-Visa.

o ministro do Turismo, Marx Beltrão. Abertura. Segundo ele, “a ideia é que tenhamos um país cada vez mais aberto para o turismo internacional”. O Cristo Redentor é um dos atrativos apreciados por estrangeiros no Brasil


FCA/DIVULGAÇÃO

WServiço. O que é mito ou verdade quando o assunto é o sistema de arcondicionado de seu carro? Página 15 W Moto. Edição especial e limitada da Ducati Panigale V4 desembarca no Brasil por R$ 269 mil. Páginas 22 e 23

pampulha

DUCATI/DIVULGAÇÃO

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CAOA CHERY/DIVULGAÇÃO

BELO HORIZONTE Sábado 7/4/2018

W

Negócio da China Caoa Chery lança o SUV compacto Tiggo 2 no Brasil; primeiro modelo da nova joint venture chama atenção pelo visual agradável, faixa de preço competitiva e bom nível de equipamentos de série. Páginas18 e 19


W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br

Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.

Raimundo Couto

Para não doer no bolso (I) FRED MAGNO - 4.1.2018

Nesta e na próxima sena vamos falar sobre economia, mas não da conjuntura econômica do país, que, cá para nós, segue indefinida. O tema é como diminuir o consumo de combustível de seu carro. Essas dicas foram elaboradas a partir de um trabalho do projeto Etanol, uma iniciativa da União da Indústria da Cana-deAçúcar (Única) que sugere reflexão sobre combustíveis renováveis. No momento da primeira marcha, por exemplo, o consumo é alto. Dessa forma, não é bom forçar a aceleração. O ideal é acelerar suavemente, fazendo a troca de marcha de maneira progressiva. Mesmo em veículos com câmbio automático, o segredo também é acelerar suavemente. Professor Renato Romio, do Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), autor do recente estudo “Análise Estatística de Desempe-

nho e Performance de Combustíveis”, na hora de abastecer, é preciso avaliar não apenas o preço do combustível na bomba, mas também a autonomia do veículo. “Independentemente do automóvel, o condutor pode fazer o seu próprio cálculo. Basta abastecer o veículo, rodar o equivalente a meio tanque e encher novamente. É fundamental anotar a quilometragem na saída do posto nas duas ocasiões, para saber a quilometragem rodada, e a quantidade de litros abastecida na segunda vez. Depois, é só dividir a quantidade de quilômetros rodados pela quantidade de litros reposta no tanque, desta forma é possível obter o resultado em quilômetros por litro (km/L). É um procedimento simples e rápido que ajuda a prestar atenção no consumo e economizar”, explica Romio. O estudo mostra também que a relação entre o

etanol e a gasolina pode ser diferente dos 70% adotados como padrão pelo mercado. O desempenho do etanol em modelos de veículos testados variou de 70,7% e 75,4%, uma diferença considerável. Como referência, os valores encontrados para os mesmos modelos de veículos, testados em laboratório, foram, respectivamente, 66,7% e 72,1%. “Ou seja, os valores de consumo no uso real do veículo podem ser melhores do que os resultados verificados em testes de laboratório. Por isso, é importante avaliar o consumo individual, nas condições de trânsito e trajetos habituais”, finaliza o professor. A procura pelo melhor trajeto também pode ajudar na proposta de economia, já que nem sempre é o caminho mais indicado. Congestionamentos, subidas e lombadas só fazem o carro consumir mais. Se

No momento da primeira marcha, por exemplo, o consumo é alto. Dessa forma, não é bom forçar a aceleração. O ideal é acelerar suavemente, fazendo a troca de marcha de maneira progressiva.

houver um caminho mais longo, mas que permita uma velocidade mais constante, prefira esse. Aplicativos para smartphones podem ajudar a descobrir as melhores rotas. Outra dica: evite acelerar na descida. A partir de 40 km/h, sem aceleração, não entrará uma gota de

combustível no motor. Essas são apenas algumas orientações, nesta primeira parte, deste interessante estudo que tem como objetivo propor uma reflexão uma utilização mais racional do combustível. Na próxima semana, finalizamos o assunto. Até lá!


super motor

15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

RENAULT/DIVULGAÇÃO

Serviço

Para ficar

Item merece atenção do dono a cada 30 mil quilômetros ou seis meses, o que ocorrer primeiro

Troca do gás Precisa ou não? Se o sistema e a tubulação não forem danificadas, a resposta é não. Segundo Geraldo Arantes, instrutor do Senai e autor do livro “Climatização Automotiva”, os fluidos do ar-condicionado não se esgotam e têm validade indeterminada, pois são substâncias estáveis e circulam em um sistema hermeticamente fechado.

sempre geladinho Especialista tira as dúvidas mais frequentes sobre a manutenção eo uso do itemde conforto presente emquase todos os carros 0 km Igor Veiga Se antes ele era artigo de luxo nos automóveis no Brasil, hoje o ar-condicionado é praticamente item de série em quase todos os carros novos e seminovos à venda no país. Mas, afinal, o gás do ar do carro acaba? Ele exige alguma manutenção preventiva? Apesar de ele ter ficado popular, essas e outras dúvidas ainda cercam o indispensável equipamento de conforto. Segundo o gerente dos centros automotivos Porto Seguro,

Marcos Iombriller, é recomendado que uma manutenção do ar seja feita a cada seis meses ou 30 mil quilômetros rodados, o que acontecer primeiro. “O motorista deve ficar atento e observar se, ao ligar, há mau cheiro e também se os passageiros começam a espirrar ou respirar com dificuldade”, orienta. Outro indício de que o sistema precisa de uma manutenção é quando pode ser percebida uma demora excessiva para o ar “gelar” a cabine do carro. Nesse caso, pode ser que o gás refrige-

rante esteja vazando. A manutenção do ar-condicionado é, geralmente, realizada em duas partes: higienização e limpeza da tubulação. A primeira envolve a troca do filtro de partículas (também chamado de antipólen). Já a segunda etapa é feita por meio de um spray próprio de limpeza do sistema, que é homologado pela maioria das montadoras. É verdade que o consumo de combustível aumenta com o ar ligado, mas o

motorista pode tomar alguns cuidados para que esse impacto seja menor. Entre eles, manter o filtro do ar-condicionado em boas condições, fazendo com que o equipamento não precise exercer um esforço maior que o necessário.

Mito puro Na estrada, por exemplo, muitos motoristas abrem os vidros e desligam o ar, acreditando que assim economizam combustível,

mas o efeito é totalmente contrário, já que as janelas abertas comprometem a aerodinâmica do carro sobretudo acima de 70km/h. O melhor mesmo é fechar os vidros e ligar o ar. Para desumidificar o sistema e diminuir a proliferação de fungos e bactérias dentro da tubulação, também é sempre interessante desligar o ar e deixar só o ventilador ligado alguns quilômetros antes de chegar a seu destino.

Mas é indicada. Por pura precaução, as fabricantes até recomendam que o gás do ar seja trocado a cada cinco anos. Isso porque a circulação dele é feita, em grande por parte, por meio de mangueiras de borracha, que podem contaminá-lo com o passar dos anos. Use sem moderação. O ar-condicionado do carro possui lubrificação própria, e é a inatividade do equipamento que pode comprometer sua eficiência, além de danificar peças do sistema e causar vazamento ou escape total do gás.


W16 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Volkswagen

Fim do suspense sobre o Touareg A Volks finalmente apresentou a terceira geração do Touareg. O modelo será feito sobre a mesma plataforma do novo Porsche Cayenne. O SUV traz uma novidade tecnológica interessante: uma tela central de 15 polegadas, sensível ao toque, que funciona em conjunto com a tela à frente do motorista, de 12 polegadas, que comanda quase todas as funções do carro. A terceira geração do Touareg ficou 7 cm mais comprida, passando a medir 4,87 m de comprimento. VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO

Salão de Detroit

Auto show sofre segunda baixa

super motor

Avaliação

Fôlego extra à base de tecnologia FordFiesta Titanium Plus 1.6 se equilibraentre recheiomais moderno ebom desempenho;câmbio Powershift seguepresente no modelo Márcio Maio Auto Press

As mudanças apresentadas para o Ford Fiesta Titanium em sua linha 2018 não são fáceis de reparar. Foram poucas alterações, bem pontuais, e a principal delas é a presença de detalhes cromados na grade frontal, além de um novo para-choque. Está certo que seu visual está longe de ser incômodo, mas o modelo é esvaziado pela certeza de que o fim dessa geração no Brasil não deve demo-

rar – se seguir a lógica, a nova chega no final de 2019. Em relação ao conteúdo do carro, a história é outra. A variante mais cara do Fiesta traz confortos que chamam atenção, como a chave presencial que permite a entrada no veículo e a partida do motor pelo toque de botões e também a nova central multimídia Sync 3, que tem GPS, compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay e até roteia a internet, via conexão wireless. Além disso, itens de se-

gurança como os sete airbags e controles eletrônicos de tração e estabilidade estão presentes, assim como bancos revestidos em couro e sensores de luz e chuva. O acabamento decepciona, já que os plásticos rígidos imperam no interior. O toque não é suave em boa parte da área e não há uma preocupação com qualquer traço de requinte. Nada disso condiz com a faixa de preço em que o modelo atua e muito menos com os rivais mais novos, que se diferenciam nesse aspecto – como o Fiat Argo e o Volkswagen Polo. Em compensação, é bem fácil se adaptar à cabine, já que os comandos ficam em locais corretos e os ajustes de banco e volante facilitam a vida do condutor, garantindo boa po-

R$

75.190 Ford Fiesta Titanium Plus 1.6

sição de direção. O motor Sigma 1.6 até tem números que chamam atenção em sua ficha técnica: 128 cv máximos e 16 kgfm de torque. Mas este último chega apenas em 5 mil rpm, o que se traduz em uma arrancada correta e faz com que qualquer retomada ou ultrapassagem dependa de fazer o propulsor gritar um pouco para elevar o giro. O câmbio automatizado de dupla embreagem passou por uma reengenharia e agora apresenta maior suavidade nas mudanças. Porém, é perceptível a demora na hora de responder às solicitações do motorista, como reduções de marcha instigadas por uma pisada mais firme no acelerador. Entre a diversão e a economia, a Ford optou pela segunda.

Depois da Mercedes, foi a vez de a BMW antecipar que não participará mais do Salão de Detroit, nos EUA, em 2019. A marca afirma estar estudando o retorno de sua participação em salões e busca agora novas plataformas de lançamento no ano que vem. A organização do Salão de Detroit vem considerando a possibilidade de mudar a data do evento de janeiro para outubro. O objetivo é evitar a concorrência com a CES, maior feira de tecnologia do mundo, em Las Vegas.

Já roda na China

Ka com câmbio automático O novo Ford Ka 2019 foi visto rodando com câmbio automático na China. A novidade mostra a Ford está mesmo disposta a investir em seu carro de entrada global. Já está confirmada também uma versão mais aventureira para o hatch, a Freestyle, que concorrerá com alguns crossovers compactos no mercado brasileiro na segunda metade deste ano. A linha 2019 do Ka deve chegar por aqui também com a oferta de câmbio automático.

Fiesta nacional continua com design defasado em relação ao modelo europeu

Fiesta Titanium agora tem faróis de neblina com moldura cromada e luzes diurnas em LED

Confortável e muito obediente O Fiesta 1.6 se sai bem nas curvas. A suspensão é bem ajustada e, mesmo em velocidades mais altas, passa ao condutor a sensação de estar com o carro sempre à mão. Há ainda aparatos eletrônicos para ampliar a segurança, como controle de estabilidade e tração. De qualquer forma, apesar de ser a configuração mais cara, não está no motor 1.6 o lado mais enérgico do Fiesta e o

condutor não se sente muito instigado a exceder os limites do modelo. Todos os comandos do veículo são de fácil manuseio e bem-localizados. A chave presencial é um diferencial da versão Titanium Plus, e o sistema Sync mais recente tem boa tela e até se conecta à internet. Para trocas de marchas manuais do câmbio automatizado de dupla embreagem, porém, é preciso re-

correr a botões na própria alavanca – algo entediante e que desestimula o motorista. Quanto ao consumo, o Inmetro testou a versão Titanium 1.6 do Fiesta e aferiu médias de 7,8/10,3 km/L, com etanol, na cidade/estrada, respectivamente, e de 11,2/14,9 km/L com gasolina, nas mesmas condições. Apesar de se posicionar em um patamar superior no segmento, o Fiesta é um com-

pact, isso se traduz em seu espaço interno. Os bancos possuem excelente densidade, principalmente para quem vai à frente. Por outro lado, a robustez dos assentos dianteiros diminui a área disponível para os ocupantes de trás. Quatro pessoas de estatura mediana viajam sem grandes apertos, mas não sobra muito espaço para as pernas atrás. (MM/AP)

Considerações Segurança. O motor 1.6 do Fiesta não é tão novo, mas sua potência está entre as melhores nessa litragem no Brasil. O controverso câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift, segundo a Ford, recebeu melhorias. Sete airbags, controle de estabilidade e tração e chave presencial estão entre os itens oferecidos na versão, um recheio que se destaca ante os rivais.


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17 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

FOTOS JORGE RODRIGUES JORGE/CZN

Versão vem equipada com a moderna central multimídia Sync 3

Facelift englobou mudanças na grade frontal, que ficou côncava, além do para-choque redesenhado Na traseira, lanternas ganharam um novo grafismo interno


W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

super motor

Salão de NY

Lançamento

Facelift no Hyundai Tucson

Primeiro filho

A Hyundai mostrou no Salão do Automóvel de Nova York, nos EUA, o facelift do Tucson. A principal mudança visual foi na grade frontal, que ficou mais reta. Os faróis agora são full LED. Na traseira, as lanternas têm novo grafismo. Por dentro, o SUV ficou mais tecnológico e ganhou uma nova central multimídia com tela flutuante. Por enquanto, a marca sul-coreana ainda não confirmou se o Tucson produzido no Brasil também receberá a atualização estética mostrada no evento norte-americano. HYUNDAI/DIVULGAÇÃO

de um novo casamento Joint venture Caoa Chery lança no Brasil o Tiggo 2; inédito SUV compactochinês produzido em Jacareí(SP) chegaem duas versões Igor Veiga O Tiggo 2, primeiro carro da recém-criada parceria entre o grupo Caoa e a chinesa Chery, começa a chegar às concessionárias da marca chinesa a partir da segunda quinzena de abril. Fabricado em Jacareí, no interior de São Paulo, o SUV compacto chega ao mercado em duas versões (Look e ACT) com preço bem competitivo, a partir de R$ 59.990. O Caoa Chery Tiggo 2 ofe-

rece o clássico desenho com linhas fluidas, que percorrem a lateral do carro e dão aquela sensação de movimento, algo que é quase uma receita de bolo da escola europeia de design. A traseira herda certa semelhança com o hatch Celer, da Chery, mas nada que descredencie o novo crossover. Inicialmente, o modelo estará disponível apenas com transmissão manual de cinco marchas nas duas versões. No entanto, o câm-

bio automático está previsto para estrear no Tiggo 2 até o meio deste ano. Por debaixo do capô, o modelo usa motor 1.5 flex 16V, com até 115 cv de potência. O torque é de 14,9 kgfm. Pelo padrão Inmetro, o consumo divulgado com gasolina é de 12,3 km/L na estrada e 10,9 km/L na cidade.

O melhor até então Seguramente, dá para dizer que o Tiggo 2 é o melhor produto da Chery já vendido no Brasil e tem bom custobenefício. São de série no SUV, itens como ar-condicionado, trio elétrico, Isofix, luzes diurnas em LED, rodas de liga aro 16, sensor de estacionamento traseiro, além de computador de bordo

com sensor de pressão dos pneus. A versão top de linha, ACT, oferecida por R$ 66.490, acrescenta teto solar, central multimídia com tela de oito polegadas e compatível com Android Auto e Apple CarPlay, além de controle de estabilidade e de tração, assistente de partida em rampa, volante multifuncional em couro, piloto automático, câmera de ré e arcondicionado automático. O primeiro modelo da Caoa Chery é um pouco menor que o Hyundai Creta, porém maior que qualquer hatch aventureiro. Se levarmos em conta o tamanho do porta-malas, aí então que não dá mesmo para menosprezar o Tiggo 2. São 420 L de espaço para bagagens.

Modelo chega com preço competitivo e bem-equipado


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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

FOTOS CAOA CHERY/DIVULGAÇÃO

R$

59.990 Caoa Chery Tiggo 2 (Look)

Ponteiros do painel de instrumentos estão em posição nada usual

Versão top traz central multimídia com tela touch de oito polegadas

Ficha técnica Motor: 1.5 16V flex, quatro cilindros em linha, com duplo comando variável Potência. 115 (etanol)/110 cv (gasolina) a 6.000 rpm Torque. 14,9 (gasolina)/13,8 kgfm (etanol) a 2.700 rpm Câmbio. Manual de cinco marchas. Tração dianteira

Mercado

Suspensão. Independente do tipo McPherson (dianteira) e eixo rígido (traseira)

Rivais. A Caoa Chery elenca o Renault Duster Expression 1.6 (R$ 69.990) e o EcoSport 1.5 SE (R$ 76.690), ambos manuais, como principais rivais de mercado do Tiggo 2. No entanto, pela faixa de preço, o Tiggo 2 disputa espaço mesmo é com o Citroën Aircross, que custa R$ 62.990 (manual) e R$ 66.990 (automático). O SUV chinês JAC T40 também entra na briga.

Freios: A disco nas quatro rodas, com ABS e EBD Dimensões. 4,20 m (comprimento; 1,76 m (largura); 1,57 m (altura); 2,56 m (entre-eixos) Porta-malas. 420 L Peso. 1.240 kg

Tiggo 2 oferece acabamento equiparável ao de SUVs compactos de marcas tradicionais

Marca deve ganhar 30 lojas em 2018 Após adquirir 50% da operação da Chery no Brasil, o grupo Caoa, responsável pelo surgimento da marca coreana Hyundai no Brasil, começa a traçar a estratégia de expansão da nova marca. Até dezembro, a Caoa Chery pretende inaugurarpelo menos 30concessionárias no país. “As revendas da Chery que já existem continuam, e vamoscolocarmaislojas,tanto independentes quanto da Caoa. BH é um dos grandes centros e está no foco desta estratégia”,afirmaMárcioAlfonso, CEO da Caoa Chery. Em BH, a Pisa Chery da avenida Amazonas 7.700, no bairroGameleira, éa concessionária exclusiva da marca chinesa na capital. (IV)

Modelo prova que chineses evoluem a passos largos Durante o lançamento do Caoa Chery Tiggo 2, o Super Motor pôde ter um rápido contato com o modelo em um test drive com pouco mais de 40 km pelas estradas de São Paulo. Antes de guiar o carro, foi preciso despir-se de qualquer preconceito a respeito dos carros chineses, algo que os veículos coreanos da Hyundai, vendidos pelo grupo Caoa, também sofriam décadas atrás. A primeira impressão sobre o Tiggo 2 foi bem positiva. Visto de fora, o visual do modelo agrada e detalhes como o nome Tiggo impresso dentro das lentes dos faróis revelam um cer-

to esmero com o design. A boa distância do solo logo sempre transmite aquela sensação maior de segurança a bordo, como todo bom SUV que se preze. Por dentro, o acabamento melhorou e muito em relação à primeira geração do Tiggo. O conforto dos bancos, então, nem se fala. Apesar da presença maciça de plástico rígido por todos os lados, as peças aparentam ser bem encaixadas, sem sinais de rebarbas ou desalinhamentos. O que não ficou legal foi o painel de instrumentos, com leitura confusa, além de um grafismo do tipo “colmeia de abelha” de gosto duvidoso. Na pista, o Ti-

ggo 2 acelera de forma honesta com desempenho suficiente para ultrapassagens e retomadas seguras na estrada. O motor 1.5 flex às vezes se mostrou mais barulhento do que deveria, mas trabalha legal com o câmbio manual de cinco marchas, bem escalonado e de engates precisos. A direção hidráulica é uma desvantagem do carro em relação aos modelos rivais, mas dizendo bem a verdade não comprometeu a dirigibilidade, pelo menos na estrada. Para quem busca espaço, o Tiggo 2 recebe bem até quatro adultos. Mais do que isso, é aperto na certa. (IV)

Lanternas lembram as do Chery Celer; único opcional do modelo é o teto pintado de preto (R$ 1.500)


W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Novidade

Ford Ranger XL está de volta Fora de linha desde 2016, a Ford Ranger XL estará em breve de volta ao mercado brasileiro. A versão com visual mais enxuto da picape, voltada para frotistas, terá controle eletrônico de tração e de estabilidade, assistente de partida em rampas, controle automático de descidas e controle adaptativo de carga. Debaixo do capô, a Ranger XL virá com o motor 2.2 turbodiesel, que rende até 150 cv e vem sempre ligado ao câmbio manual de seis marchas, com tração 4x4. Serão três configurações: cabine dupla, cabine simples e chassi. FORD/DIVULGAÇÃO

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Transporte

Francesa com carga de sobra para entregas Versão elétrica da Renault Master agrega versatilidade à nova tendência pelasustentabilidade tambémno transportede cargas Alessio Macaluso Especial para Auto Press

Marcas automotivas que querem se destacar no cenário global costumam atirar para todos os lados, ou seja, apostar em diversos segmentos e públicos-alvo. A Renault, por exemplo, tem uma divisão esportiva, linha popular, modelos elétricos e uma gama de comerciais leves. No caso dos dois últimos nichos, a francesa já trabalha na união deles, com veículos profissionais que ro-

dam com zero emissão. Um deles, o furgão Master Z. E., foi apresentado no início do ano passado, no Salão do Automóvel de Bruxelas, na Bélgica, e carrega toda a expertise que a fabricante do losango já tem em carros elétricos, sem perder as qualidades que fazem do Master um verdadeiro sucesso e uma referência no segmento de furgões grandes. A variante elétrica do Master tem como principal público-alvo os clientes frotistas que rodam majorita-

riamente em tráfego urbano, assim como grandes administrações municipais e órgãos públicos. Para isso, o carro une vantagens em relação à carga, autonomia e tempo de recarga adaptadas ao uso destes potenciais clientes profissionais.

Autonomia O modelo é equipado com a bateria “Z. E. 33”, de 33 kWh, e o motor elétrico R75, produzido na fábrica da Renault em Cléon, na França. O conjunto entrega potência de 57 kW e 76 cv e a promessa é de uma autonomia que pode chegar aos 200 km, baseado no NEDC oficial (novo ciclo europeu de direção). E pode ficar com energia completa em menos de uma noite, já que

uma recarga de 100% é feita em cerca de seis horas por meio de uma fonte WallBox 7 kW. O Master Z. E. está disponível em três comprimentos e duas alturas, que formam quatro versões distintas para o furgão com volume útil de 8 a 13 m³ e carga útil de 1 a 1,1 tonelada. O espaço de carga é o mesmo da versão equipada com motor a combustão. Isso porque a bateria é instalada na parte de baixo da carroceria. E há um outro detalhe capaz de chamar a atenção do público que deseja um modelo profissional elétrico: a soleira do compartimento de carga é uma das mais baixas do segmento em que atua, em cerca de 55 cm de altura.

Master Z.E. é mais um elétrico a ser produzido em série pela Renault, na Europa


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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO

Furgão chega a 100 km/h e autonomia chega a 200 km

Interior traz central multimídia fixada no teto do modelo

No universo de automóveis comerciais leves elétricos, o Renault Master Z. E. leva uma clara vantagem por se beneficiar da experiência que a aliança Renault-Nissan já tem no mercado europeu. A bateria utilizada é de nova geração e seu motor é mesmo eficiente. A autonomia real beira os 120 km em sua utilização mais típica de transporte, mas a recarga completa em cerca de 6 horas auxilia os frotistas na logística de entregas. Um outro ponto que se destaca – principalmente na comparação com modelos a combustão – é o fato de que, graças à emissão ze-

Descarregada, bateria leva 6 horas para ter recarga de 100%

Master Z.E tem autonomia para rodar até 200 km com única carga

No painel, ponteiro mostra o nível de carga da bateria do furgão

Furgão da Renault é o quarto produto elétrico da marca francesa

ro de poluentes e à ausência de barulho do motor elétrico, o Master Z. E. é um furgão de grande porte que tem acesso livre para circular mesmo nas áreas de tráfego restrito de qualquer cidade. Sob o capô, está o mesmo motor que já equipa os Zoe e o Kangoo elétrico. Além de proporcionar uma velocidade máxima interessante para o trânsito nas cidades, de 100 km/h, é possível definir o modo Eco para economizar energia. E mesmo nessa condição, ainda chega a satisfatórios 80 km/h. (Auto Press)


W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

Yamaha

Marca mostra nova trial elétrica A Yamaha apresentou no Japão a inédita TY-E. Trata-se da primeira moto elétrica para prática de trial – modalidade de manobras em baixa velocidade na terra. Pesando apenas 70 kg, o modelo participará de competições de trial pelo mundo, mas ainda não há previsão de vendas. Feita para rodar apenas no off-road para esporte ou lazer, a TY-E tem motor elétrico supercompacto focado em fornecer torque. A Yamaha não informou os dados técnicos sobre o novo modelo. YAMAHA/DIVULGAÇÃO

super motor

Moto

Não é para quem

R$

269 mil Ducati Panigale V4 Speciale

quer, é só para quem pode Ducati trará apenas três Panigale V4 Speciale ao Brasil; versão superespecial do modeloesportivo da marcaitaliana custará R$ 269 mil cada Márcio Maio Auto Press

Exclusividade é valor, principalmente em segmentos premium. No universo das duas rodas, é cada vez mais comum modelos top de linha ganharem versões especiais em edições limitadas. De tão limitadas, algumas vezes nem sequer chegam ao Brasil. A Ducati, no entanto, não quis deixar o mercado brasileiro fora na hora de distribuir as 1.500 unidades

produzidas de sua Panigale V4 Speciale. E separou três para nosso país, já anunciadas em pré-venda pela marca italiana por nada menos que R$ 269 mil. O valor é alto, mas tratase da primeira Panigale V4 a chegar ao Brasil, e, para reforçar a ideia de exclusividade, as 1.500 unidades que serão vendidas em todo o mundo são numeradas. E a chegada das motocicletas deve acontecer apenas daqui a cinco meses, ou seja, em meados de setem-

bro. A Panigale V4 já mostrou ter uma função importante para a Ducati quando foi apresentada noSalão de Milão, no ano passado: aposentar a 1199 Panigale e a 1299 Panigale, que ainda usam motor de dois cilindros. Assim, um dos principais trunfos do modelo é o novo propulsor V4, um 1.103 cm³ com 226 cv e 174 kg de peso. O torque de 12,6 kgfm aparece em 10 mil giros, e a transmissão é de seis velocidades.

Efeito whelling A versão Speciale tem 12 cv a mais que a versão V4 normal do modelo, apesar de usar o mesmo motor V4 de 90° com válvulas de acionamento desmodrômico e virabrequim contrarro-

tativo, que gira no sentido contrário ao movimento das rodas. Esse recurso reduz naturalmente o efeito whelling, de levantar a frente nas acelerações bruscas, e permite que a moto seja mais ágil nas mudanças de direção. Essa foi a primeira vez que essa arquitetura de motor, com quatro cilindros em V, foi adotada em uma moto de produção da marca italiana. Projetada para as pistas de competições, a Speciale também recebe para-lamas de fibra de carbono, banco revestido de alcântara, pedaleiras ajustáveis e escapamento de titânio da Akrapovic – é da configuração deste escapamento, inclusive, que surgem os 12 cv a mais de potência.

Husqvarna

Novos modelos de rua no Brasil

Ficha técnica Motor. 1.103 cc, quatro cilindros em V a 90°, quatro válvulas por cilindro, virabrequim anti-horário e refrigeração líquida.

Mais conhecida no Brasil pelas motos off-road, a marca sueca Husqvarna pretende começar a vender seus modelos “convencionais” de rua no país a partir de maio. A princípio, serão comercializadas três motos: a 701 Enduro, a 701 Supermoto e a naked Vitpilen 701. Os modelos enduro e supermoto tem preço de R$ 75 mil e 77 mil, respectivamente. A Vitpilen chega no segundo semestre, por R$ 75 mil.

Potência. 226 cv a 13 mil rpm Torque. 12,6 kgfm a 10 mil rpm Câmbio. Manual de seis marchas com sistema Ducati Quick Shift Peso a seco. 174 kg

Segredo

Honda registra novas patentes A Honda registrou no fim de março a patente de duas novas motos no Brasil: o scooter Beat 110 e a Cross Cub. Vendido na Ásia, o Honda Beat tem mecânica parecida com o PCX 150 à venda aqui. O motor de 110 cc tem 8,6 cv e vem com sistema start-stop. Já a Cross Cub é a versão aventureira da tradicional Super Cub japonesa. Seria uma opção à atual Pop 110. A Cross Cub tem motor de 5,9 cv e câmbio manual de quatro marchas.

A edição especial da supermoto foi apresentada durante o último Salão de Milão, na Itália, em 2017

Versão tem quadro menor e mais leve O motor era uma preocupação da Ducati, já que não era interesse da marca promover ganho de peso na Panigale. A solução, então, foi adotar um novo quadro, menor do que o anterior e também mais leve. Suspensões com amortecedores Öhlins NIX-30 na frente e TTX36 na traseira

e na direção, semiativas com ajuste eletrônico, rodas de alumínio forjado e bateria de íons de lítio também são algumas das diferenças entre a V4 Speciale e a V4. Freios ABS especiais para curvas, sistema de troca de marchas sem que o manete de embreagem seja

acionado, modos de pilotagem de corrida, esportivo e para as ruas e uma unidade de medição inercial que reconhece mudanças de direção, inclinação e velocidade para determinar a entrega de potência no eixo traseiro também estão entre as características da Panigale V4. (MM/AP)

Assento da versão é revestido com o requintado tecido Âlcantara


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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 7 de abril de 2018

FOTOS DUCATI/DIVULGAÇÃO

Versão superexclusiva vem com pintura nas cores da bandeira italiana

Modelo será raro e terá apenas 1.500 unidades produzidas

No detalhe, as belas luzes diurnas em LED da V4 Speciale

Moto tem a melhor relação potência/peso da categoria: 1,1 cv/kg


24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂ­cia 7 de abril de 2018

Belo Horizonte


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Pampulha - 07 a 13 de abril de 2018 by Tecnologia Sempre Editora - Issuu