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A CIDADE DOS 2.0OO TEMPLOS E OUTRAS MARAVILHAS DA EXÓTICA MIANMAR ... Caderno Turismo. Páginas 4 a 6
O SUCESSO DOS COSMÉTICOS VENDIDOS EM LOJAS POPULARES ... Páginas 26 e 27
KAROL CONKA LEVA SEU RAP DE EMPODERAMENTO AO MECAINHOTIM ... Página 14
LAND ROVER LANÇA NOVO DISCOVERY COM EXPEDIÇÃO POR REGIÃO AMAZÔNICA ... Caderno Super Motor. Páginas 18 e 19
8 a 14 de julho de 2017 ANO XXVII número 1406 faleconosco@jornalpampulha.com.br atendimento 2101.3838
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DOUGLAS MAGNO
ALERTA GERAL Incipiente no Brasil, movimento antivacina cresce em países da Europa e nos EUA; especialistas alertam que a não vacinação – seja por desconfiança da eficácia da vacina ou por negligência – pode acarretar grave problema de saúde pública
opinião
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VITTORIO MEDIOLI
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Editorial
Agonia hegou-se a um ponto de criticidade que parece improvável o governo de Michel Temer sobreviver. Resistir à queda é possível, mas o custo da resistência se tornará inviável e manterá o país na UTI. Pesa neste momento o isolamento dele em relação à opinião pública. Bate nele o maior índice de desaprovação da história republicana. Como uma orquestra que enfrenta o ruído de uma locomotiva e não consegue expressar sua sinfonia, da mesma forma o governo de Temer vive sob os gritos de protestos da multidão e não consegue coordenar seus esforços. Os ministros transitam acochados, desacreditados, e deixam de ser engrenagens que movimentam a máquina da União. Quanto mais abalado e encurralado um governo, mais cede aos vícios do Legislativo. O momento mais propício para os piores elevarem sua importância. É claro que o poder constitucionalmente exuberante e inconteste ofusca o pensamento do empossado e o faz resistir além do que seria aconselhável e oportuno para o funcionamento de um governo. Decorrente desse excesso, assistimos nas últimas décadas a demoradas e sôfregas resistências, de Fernando Collor de Mello e de Dilma Rousseff. Caíram Getúlio Vargas, João Goulart, Jânio Quadros. A Presidência da República no Brasil se
C
notabilizou como perecível quase descartável. Um vice, ao contrário de um titular ungido pelas urnas, assume desautorizado, e não lhe é dado assim muito tempo para mostrar serviço. Deve conquistar a “autoridade presidencial” com ações imediatas de estadistas. O governo do vice precisa de um consenso maior, de realizar mais em menos tempo e com maior eficiência. Temer, apesar de sua longa experiência, não entendeu o recado da história. Cercou-se de “amigos”, com currículo tremendamente esgarçado, no lugar de figuras competentes, acima de qualquer suspeita e crítica. Mais que uma equipe, convocou uma confraria, que o apoiou no processo de cassação de Dilma. E sempre se soube que quem é bom numa atividade não o é em outra que requeira excelsa competência. Usou apenas critérios políticos, e não técnicos. Em poucos meses viu tombar um atrás do outro os baluartes de sua fortaleza. Pior, em situação vexaminosa. Deixou cair o desemprego e as atividades econômicas numa profundidade desesperadora. Não vislumbrou medidas de desenvolvimento, de crescimento. Não chamou para si os setores produtivos e não se deu o trabalho de envolvê-los com seu governo. Não se apercebeu de que, enquanto a economia real estiver sangrando, continuará sendo o país fraco e problemático que já é. Enquanto quem trabalha precisa pedir permissão a quem não entende seu esforço e não
sente seu desespero, não haverá solução. O Brasil é uma ditadura cleptocrática nas mãos de insaciáveis especuladores. Ficou inerte a recessão, permitiu que se continuasse e se acentuasse o sofrimento social, que se ampliasse a miserabilidade no país. Assistiu anestesiado ao crescimento de 3 milhões de desempregados, não se solidarizou com o sufoco, não explicou suas ações. Rendeu-se à fórmula econômica ortodoxa, monetarista. Meirelles não é um homem de “fábrica”, é, essencialmente, banqueiro (ainda trabalhou para a JBS, fazendo dela a maior tomadora de empréstimos do BNDES e dos bancos oficiais). Suas retinas enxergaram a vida toda o mundo como um fator tendencialmente monetarista e de lucros provenientes da especulação. Isso não se coaduna com a estreiteza, a fragilidade e o curto raio de manobra de um presidente que entrou no Planalto pelos fundos. As soluções adotadas para enfrentar a crise foram e são claudicantes, tardaram para chegar aos setores produtivos e a gerar efeitos positivos na vida da nação. Dificilmente daria outro resultado com um banqueiro forjado na especulação sem compromisso com o emprego e a riqueza nacional. Temer se esqueceu da fórmula adotada por Itamar Franco ao suceder Fernando Collor. Agora parece ter perdido todas as fichas que a sorte lhe ofereceu para se legitimar e justificar a faixa que lhe caiu nos ombros.
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vittorio.medioli@otempo.com.br Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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Bondes tombados, trilhos arrancados, calçamentos destruídos, além de 30 mortos, 110 feridos e cerca de mil detidos: no início do século XX, a falta de informação fez com que um grupo de pessoas no Rio de Janeiro literalmente se rebelasse contra a vacina que combatia a varíola, doença que àquela altura vinha causando milhares de mortes por ano. O episódio é registrado na história do Brasil como a Revolta da Vacina. Na época, o acesso restrito dapopulação ao conhecimento sobre como a substância agia no corpo, aliada a uma adesão imposta pelo governo, provocaram insegurançae,consequentemente, a insurreição. Mais de cem anos depois, parece que o excesso de informação, ironicamente, está gerando a mesma desconfiança. Nos Estados Unidos e na Europa, vem se fortalecendo um movimento antivacina, que é, inclusive,responsabilizado por surtos recentes de sarampo na Alemanha, Portugal e Itália. Nesta última, por exemplo, das 1.600 pessoas que pegaram sarampo em 2017, 88%não tinhamtomado nenhuma dose da vacina. O Brasil também tem seus representantes no movimento. E autoridades da área de saúde alertam que a não vacinação – seja por desconfiança da eficácia da vacina ou por negligência em relação às indicações de imunização – pode acarretar um grave problema de saúde pública. A questão da postura antivacina é que ela acarreta riscos não só individuais, mas coletivos, como observaainfectologistaeprofessora de medicina da UFMG Marise Fonseca. “Nós temos um programa no serviço público de saúde muito importante,forte, atual.O Ministério da Saúde tem metas de imunização justamente para proteger o indivíduo e a comunidadecomo um todo. Se essa meta não é alcançada, não se consegue a proteção em rebanho, ou seja, se umgrupodepessoas desestimula, amedronta as pessoas com relação às vacinas, a cobertura baixa e a chance de o agente infeccioso reaparecer e circular é muito maior. É o que estamos vendo na Europacomocasodosarampo”, explica. A vacina, segundo a infectologista, é o recurso que mais impactou positivamentea saúde pública,principalmente na questão da mortalidade infantil, e não aderir à vacinação traz implicações sobretudo para as camadas mais desfavorecidas da sociedade. “Uma pessoa saudável e bem nutrida que não se vacinou contra hepatite B, por exemplo, pode ter contato com o vírus selvagem(que nãofoi enfraquecidoparaser inoculado) econseguir que seu organismo se Jessica Almeida
CUIDADO> Cresce movimento contra vacinação no mundo e
médicos alertam para perigo dessa postura para saúde pública RENAN VIANA/ASCOM UEPA.BELÉM/DIVULGAÇÃO
Nova ‘revolta’ da vacina imunizesozinho,masenquanto isso acontece ela estará infectada e será um transmissor. Se nesse período ela tiver contato com uma criança de condição socioeconômica ruim, queestivermalnutrida,ela pode até morrer”, afirma. “É como quando alguém que opta por beber e dirigir: não põe só a própria saúde em risco, mas também a dos outros”. CAUSAS A disseminação de informaçõesdo movimento antiva-
PROCESSO Confiável Todas as vacinas ofertadas no Sistema Único de Saúde são seguras e passam por um processo rigoroso de avaliação de qualidade, obedecendo a critérios padronizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Processo Após aprovação em testes de controle do laboratório produtor, cada lote de vacina é submetido à análise no Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS). Critério Desde 1983, os lotes por amostragem de imunobiológicos adquiridos pelos programas oficiais de imunização vêm sendo analisados, garantindo sua segurança, potência e estabilidade, antes de serem utilizados na população. Fonte: Carla Domingues, coordenadora do PNI
cina ocorre principalmente emgrupos depaisnasredessociais. Grupos no Facebook no Brasil, hoje, contam com mais de 13 mil participantes. Nessesespaços, compartilhamtextos publicados em blogs e sites de origem controversa, muitos deles de outros países e em inglês, sobre as supostas reações às vacinas, tais como danos cerebrais e até autismo. O Pampulha tentou fazer contato com membros de um desses grupos no Facebook, que tem cerca de 6.000 membros. Mas o post feito pela repórter em busca de voluntários com quem conversar não foi aceito e ela foi banida do grupo–os meiosdecomunicaçãotradicionais são considerados aliados do pensamento pró-vacina. Além disso, adeptos dessa ideologia não costumam se identificar por medo deseremdenunciados ao Conselho Tutelar. Já há algum tempo, as autoridades vêm observando essas mobilizações com receio. E elas não necessariamente acontecem entre pessoas com baixo nível de instrução. Uma pesquisa encomendada pelo Ministério da Saúde em 2014 detectou que a média da vacinação no Brasil era de 81,4%, enquanto que na classe A era de 76,3%. No fim de maio, o médico Dráuzio Varella, criticou duramente essas pessoas em sua coluna na “Folha de S.Paulo”. “É um contingente formado, sobretudo, por pessoas que tiveramacesso a escolasde qua-
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
VACINAÇÃO EM DIA COBERTURA DESEJADA %
COBERTURA ALCANÇADA % 90
BCG
95,5 90
Rotavírus
88,97
Influenza*
50
HPV
50
Febre amarela
50
80
95
65
Poliomielite
84,2
95 95
dTpa/Pentavalente
89,26 95
Peneumocócica
94,98 95
Meningite
91,67
Tetraviral
95
31,03
Hepatite A
95
71,57 0
20
40
60
lidade e às melhores fontes de informação, mas acreditam piamente em especulações estapafúrdias sobre os possíveis malefícios da vacinação. (...) Essas sumidades têm todo o direito de discordar dos médicos e dos avanços científicos, mas deveriam ser coerentes. Por que não aconselham os filhos a fumar? As filhas a fazer sexo sem proteção? Por que não amamentamosrecém-nascidos com mamadeiras e leite em pó em vez de oferecerlhes o seio materno, por pelo menos seis meses, como recomenda o mesmo Ministério da Saúde que vacina as crianças?”, disse. O Ministério da Saúde também constatou que, no ano passado, a cobertura da segunda dose da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, teve adesão de apenas 76,7% do público-alvo. Alémdisso, a cobertura vacinal está abaixo do esperado em pelo menos seis vacinas – hepatite A, rotavírus, influenza, HPV, poliomielite, pentavalenteemeningocócica C (veja mais ao lado). A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues ressalta que não bastam apenas os esforços do Governo Federal. “Estados e municípios têm papel fundamental na vigilância dos dados de suas salas de vacinação para que, quando observada uma tendência de queda, avaliem os motivose trabalhemestimulandoavacinação dapopulação”, afirma. “Atualmente, são disponibilizadas pela rede pública de saúde, de todo o país, cerca de 300 milhões de doses de imunobiológicos ao ano, para combater mais de 20 doenças, em diversas faixas etárias”.
80
95
Hepatite B
3
80
100
*2017
Quando muitas pessoas não se vacinam, a proteção coletiva fica em risco, porque, com mais pessoas vulneráveis, as doenças se espalham mais rapidamente Mesmo para doenças já eliminadas ou erradicadas do Brasil, é importante manter a vacinação em dia, porque as enfermidades podem vir de turistas que visitam o país ou de brasileiros que viajam ao exterior. FONTES: MINISTÉRIO DA SAÚDE, BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO Nº 30 DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, ENTREVISTAS
AVANÇO Pesquisa A maior parte das vacinas em uso foi desenvolvida de forma empírica, ou seja, com metodologia baseada em tentativa e erro e sem a compreensão de como funcionam. Pesquisa em curso na USP, porém, busca entender melhor esses mecanismos e desenvolver melhores compostos (ou até novos), para doenças ainda sem vacinação. Pistas Um dos responsáveis pelo estudo, o professor Helder Nakaya, diz que a meta é entender os processos que operam a nível molecular. “A maioria funciona inativando ou atenuando o agente, o que deu certo para doenças como malária, coqueluche, rubéola, mas não para outras, como malária, dengue, HIV. A pesquisa tenta fornecer pistas mais detalhadas do que ocorre justamente para melhorar a resposta imunológica”, diz. Proporção Nakaya ressalta que na comunidade científica a proporção de detratores da vacina é absurdamente inferior à de defensores. “Há quem acredite que há um racha, mas os que são contra são uma parcela insignificante”.
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reportagem
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ALERTA> Especialista diz que efeitos adversos da vacina são uma realidade, mas são muito raros
Risco da doença é mais grave O fotógrafo Jorge (nome fictício), 57, há muito é crítico da medicina tradicional alopata. Foi por isso que, quando sua filha, que hoje tem 22 anos, nasceu, ele e a ex-esposa optaram por não vaciná-la. “Sempre questionei essa medicina que deseja extirpar a doença e não tratar o doente. Ela, a meu ver, não quer que as pessoas se fortaleçam e tenham boa saúde, pois assim não teriam como vender mais medicamentos, vacinas etc.”, diz. Das previstas no calendário nacional de vacinação, deram à filha somente a que previne a poliomielite, por considerarem a doença mais perigosa, incapacitante. Mas, em geral, preferem que a prevenJessica Almeida
ção seja feita de outra forma. “A melhor maneira de se cuidar, de ter boa saúde, é tratando bem do seu corpo, sua mente, seu espírito: boa alimentação, sono, exercícios físicos, meditação”, afirma. “Quando há um desequilíbrio e adoeço, sei que são apenas sintomas de algo mais profundo (raiva, tristeza, intolerância, rigidez em excesso, mau humor, impulsividade desmedida...). Então, nesse caso, procuro a homeopatia, que irá tratar desses sinais mais profundos”. O homeopata com quem Jorge se trata, Antonio Carlos Gonçalves da Cruz, afirma que não é contra vacina, mas que ela não se encaixa na forma que a homeopatia enxerga a saúde. “Eu não me considero contra a vacina, mas também não sou a favor. Há casos em que ela
se aplica e outros que não”, diz. “A homeopatia se baseia na experiência, mas experiência na saúde e não na doença. Essa é a grande diferença, a experiência da ciência é na doença e feita nas massas. Nós tratamos os indivíduos, mas a vacina é deduzida da experiência da doença que tratará as massas. E não é possível produzir uma vacina homeopática porque ela não considera as individualidades. Ausência de doença não necessariamente é saúde”. OPOSIÇÃO PARCIAL A professora aposentada Maria Câmara, 62, não é contra vacinas, mas decidiu que não vai tomar a da gripe, pois não a considera suficientemente desenvolvida. “Sei que contestar vacina é coisa de pessoas que não têm conhecimento e sei da
importância das vacinas em geral, mas na vacina contra gripe, cujo grupo de risco eu faço parte, eu não confio. Já vi muitas pessoas terem reações adversas a ela, inclusive meu pai, que tem 88 anos e em geral é muito saudável, mas quase foi parar na UTI após tomá-la”, conta. CICLOS Os efeitos colaterais de determinadas vacinas e até riscos, em alguns casos, são uma realidade, como observa a infectologista e professora da Faculdade de Medicina da UFMG Marise Fonseca. “Algumas delas têm, sim, contraindicações. A da gripe, por exemplo, não pode ser aplicada em quem tem alergia severa a ovo. Mas em geral os efeitos adversos são raros. Exceto em situações muito específicas, o risco de contrair a doença
é muito maior do que o risco imposto pela vacina”, diz. Ela cita o caso da primeira versão da vacina do rotavírus que foi tirada de circulação após a constatação de que provocava efeito adverso grave. Há também quem acredite que a concentração de muitas vacinas nos três primeiros meses da criança seja problemática, o que a infectologista refuta. “Está comprovado que isso não traz malefícios e é importante aproveitar a oportunidade da presença da criança no serviço de saúde. A meningite, por exemplo, é um problema gravíssimo. Se esperar o bebê crescer demais a bactéria circula, é arriscado”, explica. “Por isso foram criadas várias vacinas combinadas, nas rotinas corridas que levamos hoje, poderia acabar provocando
a negligência das pessoas. Sem contar que quanto menos intervenções, melhor”. O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Helder Nakaya chama atenção para o fato de que as pessoas que adotam essa postura estão preocupadas com a própria saúde e com a dos filhos, é algo feito com a melhor das intenções. Isso torna ainda mais capcioso o processo de refutação. Por outro lado, ele acredita que a humanidade vive ciclos. “Quando as pessoas ficam protegidas, deixam de se vacinar por conta da sensação de segurança. E aí a doença volta e elas começam a aceitar a vacina de novo. Estamos num momento bom, por isso elas acham que não precisam”, conclui. ALEX DE JESUS - 11.1.2017
PELO MUNDO Estados Unidos O avanço dos movimentos antivacina em território norte-americano desperta a preocupação do Centers for Disease Control and Prevention (Centros para o Controle e a Prevenção de Doenças, ou CDC, na sigla em inglês). Segundo dados do órgão, somente em 2015 foram registrados mais de 48,2 mil casos de coqueluche no país – o maior índice desde 1955, 438 de caxumba e 189 de sarampo, todos preveníveis por vacinas. Itália Para o governo do país, o grave surto de sarampo (1.603 casos no último ano) deve-se à força do movimento antivacina que circula pelo território e o crescente número de pessoas que se recusam a ser vacinadas. Inclusive, na tentativa de contornar a epidemia, as regiões da Itália caminham para promulgar uma lei nacional que torne a vacinação obrigatória. Mapa interativo Um relatório produzido em 2014 pelo Council of Foreign Relations, uma entidade internacional voltada para a política e sediada em Nova York, deu origem a um mapa interativo que mostra os surtos de doenças evitáveis por vacinas ao redor do mundo de 2008 até os dias atuais. Constantemente atualizado, o mapa é encabeçado por Laurie Garrett, uma especialista em saúde global que acredita que os surtos de doenças como caxumba, sarampo e coqueluche estão relacionados aos movimentos antivacina. Acesse o mapa em goo.gl/5LxvZe (em inglês).
Origens do movimento antivacina Foi no ano de 1998 que o médico britânico Andrew Wakefield provocou celeuma em todo o mundo ao publicar, na revista científica “The Lancet” um estudo no qual relacionava casos de autismo a uma pane no sistema imunológico decorrente da administração da vacina tríplice viral (contra caxumba, sarampo e rubéola). Wakefield partiu de um grupo de 12 crianças portadoras de autismo, das quais oito te-
riam os primeiros sintomas da síndrome duas semanas após terem tomado a vacina. O estudo aventava a hipótese de os estímulos “excessivos” da vacina terem afetado o sistema imunológico. Como consequência, uma inflamação do intestino teria levado toxinas ao cérebro. No entanto, investigações apontaram que as crianças voluntárias do estudo haviam sido indicadas por um escritório de ad-
vocacia que queria processar a indústria farmacêutica. Em 2010, a “The Lancet” retirou o estudo de seu site. No mesmo ano, o Conselho Britânico de Medicina cassou a licença de Wakefield. No entanto, a semente da dúvida já havia sido plantada. Para se ter uma ideia, em 2013, nos EUA, o sarampo atingiu 189 pessoas, após estar erradicado há quase 15 anos. Vale lembrar que quase todos os Estados nor-
te-americanos permitem a isenção de vacinas em crianças se a família alegar motivos religiosos. Em 2014, o médico francês Bernard Dalbergue, exfuncionário do laboratório Merck, Sharp and Dohme (MSD) publicou um livro revelando o que seriam as entranhas da indústria farmacêutica, e apontando que algumas das vacinas em uso careciam de estudos aprofundados. No entanto, foi acusado de que-
rer se vingar da empresa após ser demitido. O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Helder Nakaya refuta a tese de que a indústria farmacêutica exerceria lobby para pressionar as pessoas a se vacinarem. “O interesse maior é em desenvolver medicamentos para tratar as doenças e não em imunizar as pessoas para que a doença não aconteça. É menos lucrativo”, pontua.
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CENÁRIO BH JÚLIO LEÃO/DIVULGAÇÃO
BARBARA KAUCHER/DIVULGAÇÃO
reúne ativistas 6 Memorial LGBT para conversa
conta a história 6 Exposição da cartografia no Brasil
Para celebrar o Dia do Orgulho LGBT, comemorado no fim do mês passado, o Memorial Vale convidou ativistas do movimento LGBT+ para debater questões relacionadas à diversidade racial, sexual e de gênero. O “De Frente com a Diversidade” acontece neste sábado (8) e é aberto ao público Onde Memorial Minas Gerais Vale (Praça da Liberdade, 640) Quando Neste sábado (8), às 15h Quanto Entrada gratuita
A fim de promover uma viagem no tempo para o visitante, a Galeria de Arte do Minas Tênis preparou a exposição “O Desafio da Cartografia do Novo: Olhares Sobre o Globo e o Brasil”. A mostra conta com documentos cartográficos que apresentam a transformação das terras brasileiras Onde Galeria de Arte do Centro Cultural Minas Tênis Clube (r. da Bahia, 2244, Lourdes) Quando Terça a sábado, das 10h às 20h; domingos e feriados, das 11h às 19h. Até 8/9 Quanto Gratuita
QU4RTO STUDIO/DIVULGAÇÃO
Del Rey realiza 6 Shopping festival de cinema gratuito
O fim de semana promete ser agitado no Shopping Del Rey. Nos últimos dias do festival de cinema, o shopping recebe bandas da cidade e restaurantes consagrados que intercalam a programação com os filmes exibidos ao ar livre Onde Shopping Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3001, Pampulha) Quando Nestes sábado (8) e domingo (9), a partir das 15h30 Quanto Entrada gratuita (com retirada de ingressos via Sympla, através do link: www. sympla.com.br)
DIVULGAÇÃO
galeria lança 6 dotART “Programa Gravura”
Para manter a galeria movimentada, a dotART realiza o “Programa Gravura”, no qual os intervalos das grandes exposições serão ocupados por séries de gravuras. Quem começa e vai até o dia 12 de agosto é José Damasceno, que lança o trabalho RE:PUBLICA, com lambe-lambes que sofreram intervenções urbanas Onde dotART galeria (r. Bernardo Guimarães, 911, Funcionários) Quando Segunda a sexta, das 9h às 19h; sábado, das 9h às 13h Quanto Entrada gratuita
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Cultivando a paciência ocê já perdeu a paciência com alguém ou alguma situação? Acho que boa parte das pessoas, sim! Não é fácil ter controle sobre ela, pois a paciência é uma virtude baseada em autocontrole, quando um indivíduo suporta situações desagradáveis, injúrias e o incômodo de terceiros, isso sem perder a calma e a concentração. Será que isso é possível sem ter de recorrer a uma medicação de tarja preta? É deste assunto que vamos tratar nesta semana. A paciência é, principalmente, baseada na tolerância com os erros alheios ou diante de situações e fatos que não desejamos. O ato de ter paciência pode também significar perseverança em relação a uma resposta que, aparentemente, não tem previsão para se concretizar. A expressão “perder a paciência” é utilizada justamente quando toda a tolerância e perseverança se esvaem, quando um indivíduo já não suporta esperar alguma coisa ou alguém. Outra expressão bastante popular é a de que “paciência tem limite”, pois, por mais paciente que um indivíduo possa ser, a paciência é findável, assim como quase todos os sentimentos humanos. A paciência é uma característica de pessoas educadas. Saber agir com paciência significa não agir com pressa, ser atento e cuidadoso com o que se está fazendo; saber ouvir, ver, sentir e falar com parcimônia. Cultivar a paciência não é um exercício simples para maioria das pessoas, principalmente quando elas se deparam com A pessoa sem situações ou atitudes indesejadas ao longo paciência está do dia. Mas, apesar sujeita a ter de parecer difícil deixar a irritação e a presprejuízos nas sa de lado, esse esforrelações por ço pode garantir uma vida com menos esnão conseguir tresse. Cultivar a pacontrolar ciência é aprender sobre si mesmo, sobre o suas emoções outro e sobre os relacionamentos. O indivíduo paciente consegue lidar melhor com os incômodos do dia a dia, como as filas, a burocracia e o trânsito. Além disso, ele mantém seus relacionamentos mais saudáveis. A pessoa sem paciência está sujeita a ter prejuízos nas relações por não conseguir controlar suas emoções. O impaciente tem mais chances de se frustrar e, em alguns casos, agir com agressividade, quando não é correspondido da forma como ele imaginou. O impaciente exige e espera demais dos outros. É exatamente por isso que chega ao seu limite mais rápido e se decepciona mais facilmente. Então, para quem anda sem paciência, nada melhor do que começar a praticar essa virtude. E dois passos são de suma importância a serem aprendidos. O primeiro é se esforçar para compreender, em qualquer ocasião, o lado da outra parte envolvida. É necessário aprender e entender os motivos que fizeram determinada situação ocorrer de forma diferente da que você imaginou. Em seguida, é importante policiar as atitudes. Respirar fundo e não responder agressivamente são algumas das recomendações. Enfim, ter paciência é a soma de atitudes moderadas com entendimento do próximo. Leonardo da Vinci falou sobre o tema: “A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio”. Praticar a tolerância aumenta exponencialmente as possibilidades de sucesso na vida. Faça uma boa semana.
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Dieta ‘mais ou menos saudável’ é opção possível Contramodas queproíbem consumode váriosalimentos, especialista indicaviadomeio Dietas que prometem rápido emagrecimento surgem a todo momento, mas elas não explicam os prós e os contras das restrições alimentares que indicam. Excluir do cardápio grupos alimentares – proteínas, gorduras ou carboidratos, por exemplo – pode até levar à perda de peso, mas não favorece a saúde. Assim, especialistas em nutrição estão defendendo uma dieta “healthy-ish” (mais ou menos saudável, traduzido do inglês). “Se você come regularmente alimentos saudáveis, como verduras, legumes e frutas, e se movimenta, não há problema nenhum em querer sair com os amigos, tomar uma cerveja e comer um tira-gosto ou optar por um chocolate na manhã de domingo. Comer tem que ser algo que faça bem à mente, não apenas ao corpo”, defende a médica nutróloga Ana Beatriz Rios, membro da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran). Ou seja, de acordo com a especialista, é perfeitamente possível equilibrar boa alimentação, prática de atividade física e o “luxo” de comer coisas de “fora do cardápio”, mas sem exageros. “São três conceitos básicos que devem estar em qualquer alimentação: a moderação, a proporcionalidade e a adequação. São eles os responsáveis pela sensatez entre a saúde, o bem-estar e o prazer do paladar”, explica. Ana Beatriz destaca que Thuany Motta
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ALGUMAS DICAS BÁSICAS Orientações para ajudar no equilíbrio do cotidiano alimentar
1º Dieta não é uma fase Algo que é tão simples e vital para os seres humanos virou uma confusão para a maioria das pessoas: comer. É preciso saber o que comer, quanto comer e sem medo
2º Adote um estilo de vida saudável Isso não quer dizer consumir apenas alimentos naturais. Ter saúde não é só apresentar exames sem alterações. É necessário sentir o corpo e a mente equilibrados
3º Saiba dosar as quantidades Faça um lanche duas horas antes de um evento, por exemplo. Chegar com muita fome pode levar a excessos. A alimentação pode ser composta por fontes de carboidratos (pão, granola ou aveia) ou de proteína (queijo, iogurte ou frango)
4º Respeite o corpo A correria do cotidiano faz muita coisa passar despercebida. Uma delas é a saciedade. Na próxima refeição, tente parar e sentir os sabores dos alimentos, mastigue-os bem, sinta o estômago completo, e não a barriga “estufar”
5º Coma com consciência Isso é algo que se desenvolve com o tempo. Por exemplo: se vai a um casamento à noite, pegue mais leve no almoço e faça alguma atividade física no dia
6º Deixe a culpa de lado Se exagerar, pegue mais leve no dia seguinte. Iniciar o café da manhã com alimentos leves e muito líquido vai ajudar. Fazer uma caminhada para o sangue circular é uma ótima opção FONTE: RAQUEL RIGHI, NUTRICIONISTA/ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NUTROLOGIA (ABRAN)
essa flexibilidade ajuda também no processo de reeducação alimentar. “Esse equilíbrio incentiva a pessoa a ser ‘fiel’ à rotina de alimentação adotada. Isso diminui as chances de uma sabotagem e de um prejuízo alimentar num possível efeito sanfona”, assegura a especialista. Foi o bom senso na alimentação que fez a nutricionista Raquel Righi perder mais de 50 kg em menos de três anos. “Quando me vi
CAMINHADA Uma pesquisa da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, revelou que praticar 30 minutos de caminhada por dia é suficiente para fazer com que o corpo de um adulto normal seja beneficiado.
aos 31 anos pesando 130 kg, caí em mim. A partir de então, passei por uma reeducação alimentar que não era 100% restritiva”, revela. Raquel conta que durante a semana equilibrava os alimentos com a prática de exercícios físicos e, aos fins de semana, se dava a liberdade de comer algo de fora do cardápio. “Uma taça de vinho ou um pedaço de pizza não eram prejudiciais. Pelo contrário. Já preparava o cardápio semanal pensando no sábado e no domingo. O ato de comer precisa ser prazeroso, mas, é claro, sem exageros dos dois lados”, acredita. Ela considera ainda que a privação em excesso gera compulsão e culpa de comer algo “errado”. “Se você se sente culpado, se arrepende e acaba exagerando na comida”, reflete. Contraponto. Por outro lado, a endocrinologista Janaína Koenen, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem), considera que, para flexibilizar o cardápio, é preciso estar em harmonia com o peso. “Darse o direito de comer algo gostoso, mas pouco nutritivo, vale para as pessoas que estão bem com a balança, por algumas vezes. Aquelas que estão em processo de emagrecimento ou com o cardápio restrito por causa de doença devem evitar (sair da dieta)”, afirma. Ela ressalta que esse período restritivo não é para sempre, mas que desvios devem ser acompanhados por um profissional, para que os efeitos já conquistados não sejam comprometidos. Janaína aponta ainda para as falsas promessas das dietas “milagrosas”. “Não existe mágica, muito menos na alimentação. O equilíbrio reside naquilo que faz sentido, que não parece absurdo. Dietas que prometem resultados em pouquíssimo tempo podem estar na boca das pessoas, mas somem logo depois e se mostram ineficientes”, aponta.
almanaque
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JOÃO GODINHO
Entrevista
É possível
Raquel Righi conseguiu emagrecer mais de 50 kg em menos de três anos, seguindo uma dieta que não a restringia totalmente
“A conquista é gradativa, mas possível Janaína Koenen Endocrinologista Membro da SBEM Qualquer pessoa que tem uma alimentação saudável pode incluir alimentos considerados não nutritivos sem acompanhamento especializado? Existem al-
guns grupos (de pessoas) que não devem ingerir determinados alimentos sem orientação profissional, principalmente os industrializados e ricos em carboidratos. Os principais exemplos são os obesos que estão em processo de emagrecimento, os diabéticos e aqueles que têm intolerância ao glúten.
aos intolerantes ao glúten, pode haver uma piora no quadro que eles apresentam. Como essas pessoas podem usufruir do prazer alimentar? Há
várias opções. Entre elas está o consumo de pães que não levem farinha de trigo na receita, mas farinha de linhaça ou de coco. Eles não são muito baratos, mas compensam na quantidade porque saciam mais a fome. Outra forma é substituir o açúcar por banana em uma receita de bolo: é mais saudável e até mais gostoso.
O que isso pode acarretar? No caso dos obesos,
Qual o critério mais importante na busca do equilíbrio? Dar o
um ganho de peso não programado, retrocedendo no emagrecimento. Quanto aos diabéticos e
primeiro passo sabendo que a conquista é gradativa, mas completamente possível.
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sociedade
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DOLCEVITA VENENO E ANTÍDOTO
N
ossa colaboração nestes tempos tristes e cruéis, via Chico Xavier: “Onde quer que você esteja, seja a alma deste lugar. Discutir não alimenta. Reclamar não resolve. Revolta não auxilia. Desespero não ilumina. Tristeza não leva a nada. Lágrima não substitui suor. Irritação intoxica. Deserção agrava. Calúnia responde sempre com o pior. Para todos os males, só existe um medicamento comprovado”.
ANTÍDOTO E TRATAMENTO
O
medicamento eficaz? “Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós. Pessoas feridas ferem pessoas. Pessoas curadas curam pessoas. Pessoas amadas amam pessoas”.
ANTÍDOTO E CURA
“
Pessoas transformadas transformam pessoas. Pessoas chatas chateiam pessoas. Pessoas amar-
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS EDY FERNANDES
guradas amarguram pessoas. Pessoas santificadas santificam pessoas. Quem sou interfere diretamente naqueles ao meu redor. Um dia bonito nem sempre é de sol. Mas com certeza é de paz”.
lançaperfume
BEM LOCALIZADO
junina do Ha6 Arasfesta Neves vai comemorar os 60 anos do anfitrião, Rono Neves. Renda em prol da instituição Novo Céu.
E
ncarando o esporte como fundamental para a saúde e qualidade de vida, a Localiza, líder em aluguel de carros da América do Sul, fechou com a Norte Marketing Esportivo, apoiando 40 eventos esportivos em 11 cidades brasileiras.
sábado (8), em 6 Será Pedro Leopoldo. Os de-
talhes e atrações da festança por conta da bela Nayla Micherif. neste 6 Também sábado (8), mais um
MUITO BEM LOCALIZADO
A
té dezembro, os participantes dos eventos Circuito das Estações, Bravus Race, Night Run e Asics Golden Run conferirão a marca Localiza nas provas, mídias e carros da organização. Para o diretor de marketing, Herbert Viana Andrade, o esporte move paixão, liberdade e desafio, filosofias da empresa.
No coquetel promovido pelo titular da coluna na mostra Modernos Eternos, as belas Ligia Jardim, Fernanda Sperb, Cláudia Cipriano e Ana Paula Lucchesi
conforto e acessibilidade; 300 empregos. Parabéns aos empreendedores Alexandre Poni e Hallison Moreira. Um show de nacionais e importados, padaria, superadega, parrilla uruguaia, pizzaria, cafeteria, sushi/temakeria, creperia, grill.
MAIS VERDE
AINDA MAIS VERDE
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P
ia 30, o Verdemar inaugurou unidade na Serra. Charme nos 9.769m²: estacionamento para 159 vagas, elevadores,
ara Poni, a loja aumentará o faturamento da rede em 9%. Como sempre, o Verdemar primou pela aborda-
gem sustentável, como na refrigeração, lâmpadas de LED em toda a área de vendas e de produção, coleta seletiva, sacolas retornáveis assinadas por Ronaldo Fraga, caixas ecológicas e etc.
TEMPO NA CRISE
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amos brincar de falar mal da crise até a chata ir embora? Vamos lembrar a novela e Paulinho da Viola cantando “Pecado Capital”?: “Dinheiro na mão é vendaval... Cada um trata de si, irmão desconhece irmão. Dinheiro na mão é vendaval, solução e solidão”? Por ironia, a falta de dinheiro é pior. Atropela até a saúde, o amor, as amizades.
TEMPO PRO TEMPO
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ão precisa ser hedonista, apenas realista, para viver as
férias de julho. Mesmo sem dinheiro, podemos nos divertir e diminuir o estresse. Uma pausa é saudável e recomendável. Vamos aproveitar este frio de céu azul e férias para quebrar a mecanicidade. Está todo mundo preso em bolhas. Todo mundo correndo atrás de prejuízo, em vez de correr atrás de lucros.
TEMPO DE OURO
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essoas se atropelando, reféns da engrenagem. Loucura ruim, doentia, nociva. Explode, haja coração para a pressão desta panela!! férias gerais e de tudo! Todo mundo precisando respirar um pouco! Até mesmo juntando fôlego para os negócios, renegociações. Reflexões futuras pessoais e nacionais, “alvarás de soltura” e de saúde!
Os casais anfitriões Carla e Halisson Moreira e Alexandre e Luciana Poni, na inauguração da nova loja do Verdemar na Serra
casamentão da belíssima Barbara Dutra, desta feita com Henrique Chaves. talentosíssi6 Finíssima, ma e queridíssima, Barbara, fotógrafa “top”, foi colaboradora da coluna e deu um “up” em muita gente, sobretudo da moda e decoração. Henrique, com 6 Idem suas superproduções
culturais cidade afora. A cerimônia e o almoço comemorativo da união dos pombinhos: Fazenda Jaguara Velha, Matozinhos, com família e chegados do bem. mestre em tudo, 6 Do Roberto Brant: “Para as
moças que começaram a envelhecer: Quando as pessoas envelhecem, sua beleza não vai embora. Ela apenas se esconde. É quase como o sol”. sol nunca se vai de 6 “O vez. Apenas se esconde
na noite, atrás dos muros do horizonte. Volta de novo sempre, até a última manhã”. nova manhã da 6 “A beleza escondida, no en-
tanto, não vai aparecer para todos que te olham: só para aqueles que têm nos olhos um resto de amor, ou de afeto ou de saudade...”.
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O LIVRO ACOLHE, ABRIGA E ENSINA>Entidade acredita que a sociedade avança através de laços fortes
SetraBH encerra a primeira etapa da campanha de doação FOTOS JOÃO JCLICK/DIVULGAÇÃO
A população Da de Belo Horiredação zonte doou e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) entregou 81.427 livros a 249 entidades e instituições, como creches, escolas, faculdades, casas de atenção à terceira idade, bibliotecas municipais e comunitárias e unidades de ressocialização. As doações das obras, que fizeram parte da campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina”, beneficiaram 53.370 pessoas em Belo Horizonte, Ribeirão das Neves, Paraopeba e São Joaquim de Bicas. A ação, que foi lançada em 15 de dezembro de 2016, envolveu os 3.000 ônibus do Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus da capital mineira na coleta das obras e, além da generosidade da população de Belo Horizonte, contou com doações de autores como Rogério Procácio da Silva e Sérgio Coelho de Medeiros, da Fundação Itaú Social, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Faculdade Pitágoras e do Centro Universitário Uninter. Receberam obras arrecadadas a Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), que as repassou ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto (PIEP), e a unidade da DPMG de Sete Lagoas. Os livros estão sendo utilizados na remição de pena de mulheres em privação de liberdade.
Receptividade
Nas creches, o dia de entrega de livros foi de festa
Pela lei, a remição pode ocorrer mediante trabalho, estudo ou leitura. O sentenciado tem o prazo de 22 a 30 dias para a leitura de uma obra, apresentando ao fim do período uma resenha a respeito do assunto, que deverá ser avaliada pela comissão organizadora do projeto. Cada obra lida possibilita a remição de quatro dias de pena, com o limite de 12 obras por ano ou no máximo 48 dias de remição por leitura a cada 12 meses. MAIS BENEFICIADOS Também receberam livros 30 bibliotecas filiadas à Asso-
ciação dos Amigos das Bibliotecas Comunitárias, a Prefeitura Municipal de São Joaquim de Bicas, a Secretaria do Estado de Cultura e unidades do Sistema Divina Providência: Centro Infantil Creche União, Centro Infantil Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, Cidade dos Meninos São Vicente de Paulo, Lar dos Idosos São José e Lar dos Meninos São Vicente de Paulo. O SetraBH também repassou obras literárias, didáticas e religiosas à Igreja Pentecostal Deus da Providência, à Secretaria de Estado de Administração Prisional, ao Serviço Voluntário de Assistência
Social (Servas), ao Centro Educacional Professor Estevão Pinto, a unidades do Sistema Sacramentino de Educação (Obra Social e Escola Madre Gertrudes e Associação Mineira de Proteção à Criança), ao Instituto Herdeiro de Deus, ao Instituto Mário Penna, ao Lar dos Meninos Dom Orione, ao Lar Teresa de Jesus, ao Centro Social Lar Frei Leopoldo, à União dos Paraplégicos de Belo Horizonte, ao Instituto São Rafael, à Associação Pão de Santo Antônio, a 193 creches credenciadas pela Prefeitura Municipal de Educação e a pessoas físicas que desenvol-
vem projetos sociais na área da educação. A abrangência da primeira etapa da campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina”, revelada pelos números alcançados, deveu-se fundamentalmente à generosidade da população de Belo Horizonte e demais doadores e ao apoio dos operadores do Sistema de Transporte Coletivo por Ônibus da capital mineira. Para o SetraBH, o resultado alcançado é decorrente de um esforço conjunto, que reforça a convicção da entidade de que a sociedade avança através de laços comunitários fortes.
SERVIÇO O SetraBH disponibilizou link para que os doadores da campanha “O Livro Acolhe, Abriga e Ensina” possam saber quais entidades ou instituições receberam os livros doados. Para localizar o endereço e o telefone de todas as 249 beneficiadas e o total de livros recebidos por cada uma delas, basta acessar www.olivroacolhe.com.br. Lá também podem ser encontrados o total de obras arrecadas por gênero literário, o nível de ensino e a faixa etária dos beneficiados.
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CONCLUSÃO 1 ª ETAPA
TOTAL DE LIVROS RECEBIDOS: 81.427 PERÍODO DE 15/12/2016 A 15/05/2017 (150 DIAS) LITERATURAS DIVERSAS
23.308 23.119
LITERATURA INFANTIL ENSINO MÉDIO
12.292 11.373
ENS. FUNDAMENTAL
3.517 2.632
ENCICLOPÉDIAS RELIGIOSOS REVISTAS DICIONÁRIOS BÍBLIAS
577 543 66
249
53.370
Instituições beneficiadas
Beneficiados Os livros arrecadados pelo SetraBH chegaram às mãos de mais de 30 mil crianças
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA
Pode mergulhar
THIAGO MAMEDE/DIVULGAÇÃO
JOÃO GODINHO
Para Para oo inverno, inverno, oo Tchê Tchê Parrilla Parrilla criou criou oo fondue fondue de de queijo queijo sem sem lactose lactose com com acompanhamentos acompanhamentos menos menos calóricos, calóricos, como como brócolis, brócolis, cenoura, cenoura, tomatomate te ee pão pão integral integral
Julho é o mês do risoto Uma boa pedida para este julho de noites frias é o festival de risotos inaugurado pelo restaurante Un’Altra Volta (r. Grão Mogol, 627, Sion). Às terças, quartas e quintas, os clientes poderão apreciar esse clássico da cucina italiana em um menu que contempla também entrada e sobremesa a R$ 55 por pessoa. Entre os sabores pensados pelo chef Rodrigo Almeida, estão o de peras e queijo brie; tomate com medalhão de filé (foto); linguiça da casa com shitake com crispe de couve e o de beterraba e creme de queijo de cabra. Para harmonizar, a casa oferece opções de vinho a partir de R$ 53 a garrafa.
Escola Mineiraria chega em agosto OclássicoMercadoCentral, emBH,iráreceber, a partir de agosto, a Escola Mineiraria, espaço desenvolvido pelo Governo de Minas Gerais, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig). O local terá espaço de exposição de produtos e umacozinha-escola, gerida em conjunto com o Centro Universitário UNA, e onde serão realizadas capacitações e demonstrações.
Novos fondues para o inverno Iguariatípicadas noitesfriasganha versõesquechegam aserinusitadas
Para celebrar a mineiridade
Basta a estação mais fria do ano chegar para que alimentos quentinhos e que produzam uma “sensação de conforto” se tornem os mais pedidos do cardápio. Entre as opções, uma delas é pedida indispensável – e fica ainda mais convidativa se estiver acompanhada por vinhos e amigos. Estamos falando da fondue – ou “o” fondue, versão também aceita. A clássica receita, uma especialidade na fronteira da França com a Suíça, engloba a mistura de dois ou mais queijos derretidos com vinho branco seco. E que, sim, precisa se manter o tempo todo aquecida no réchaud – o que dá todo o charme às noites geladas e evita o desagradável efeito “emborrachado” na hora de mergulhar as fatias de pão. Manter a iguaria sempre aquecida é, pois, uma dica fundamental, garante o gaúcho SérLorena K. Martins
Instituídono final de 2012, o Dia daGastronomia Mineira, comemorado no último dia 5, ganhou uma programação intensa. Cinco restaurantes de BH – Casa Cheia, Paladino, MMM Café, Omilía e Templo Cervejeiro Backer – foramescolhidos parapreparar pratos comingredientes baseados nos terroirs mineiros: Espinhaço, Central, do Cerrado, dos Rios e da Mantiqueira. Todos ficam disponíveis em seus respectivos cardápios até o dia 30 deste mês. Uma sugestão é o Parmegiana da Nossa Terra (foto), elaborado pelo restaurante Paladino.
gio Monteiro, do Tchê Parrilla, um dos estabelecimentos que sempre entram no roteiro de fondue na cidade durante o inverno. A receita dele é elaborada com uma mistura equilibrada dos queijos tradicionais suíços gruyère e emmental – já o vinho é acrescido em quantidade suficiente para o queijo continuar escorrendo no ponto ideal, com uma pitada de noz moscada.
NÉLIO RODRIGUES/DIVULGAÇÃO
POSSIBILIDADES Além das clássicas opções de queijo, carne e chocolate, muitas novidades têm aportado nos réchauds. Uma delas foi criada visando aliar sabor e saúde, a partir de uma mistura dos queijos prato e minas padrão, também acrescida com vinho. Neste caso, os acompanhamentos também se caracterizam por conter um baixo teor calórico – no garfo, portanto, entram em cena brócolis, tomate cereja, ovos de codorna, cenoura, batata e fatias de pão integral. Já para os que têm intolerância ao leite, o queijo sem lactose é a alternativa – lembrando que costuma ter 30% a menos de calorias, o que deixa também a receita mais light.
“O principal objetivo de oferecer está opção é dar oportunidade a todo mundo de comer fondue nesta época, mas sem abrir mão da dieta”, explica Sérgio, que também criou uma opção doce, feita com chocolate diet e acompanhada de frutas. Já no fondue de carne, Sérgio trocou o óleo quente por uma pedra aquecida de sal rosa do Himalaia para evitar o cheiro de fritura e deixar as ditas carnes “nobres” – como cordeiro, picanha e chorizo – mais saborosas. Por outro lado, o esforço de criatividade para produzir novas versões do fondue vem produzindo resultados curiosos – e até mesmo polêmicos. Uma versão bem abrasileirada do fondue, por exemplo, surgiu há pouco tempo – e provocou rebuliço nas redes sociais. Foi quando o Botequim da Francisca, em São Paulo, postou uma foto com coxinhas no espeto prontas para serem mergulhadas no catupiry. O sucesso foi tanto que outros locais Brasil afora aderiram à ideia, incluindo o fondue de coxinha em seus cardápios. Caso da Coxet, empresa de Belo Horizonte que fornece o kit para ser consumido em casa – basta fritar as coxinhas e aquecer o creme no micro-ondas. Julia Faria, que está à frente da empresa junto a seu pai, recria a receita do salgado aos moldes do caderno de receitas de sua avó, e hoje fornece 27 sabo-
res de coxinha. “Os clientes viram o fondue na internet e logo nos pediram”, conta. Demanda feita, a Coxet criou dois kits para serem vendidos durante o inverno. O salgado é feito com as coxinhas de frango e de massa de abóbora e recheio de carne seca, que acompanha o molho feito à base dos queijos prato, parmesão e mussarela. “Coloquei queijos mais leves (ao contrário dos suíços, que são mais fortes), que saborizam e não ‘roubam’ o sabor da coxinha”, garante. Já o fondue doce tem coxinhas com massa de churros e recheio de doce de leite e brigadeiro. Ambas são acompanhadas por creme de leite Ninho. SEM LIMITES Aliás, na categoria doces, a criatividade vai ainda mais além. O proprietário do Slow Burger, Gustavo Graça, criou uma espécie de híbrido entre hambúrguer e fondue: um creme de chocolate com toque de conhaque, servido no pão australiano ou pretzel – feito à base de cacau –, acompanhado de frutas para serem espetadas e mergulhadas na ganache. O lado negativo é que, como não há uma fonte de calor, a sobremesa esfria mais rapidamente. Em contrapartida, “além de mergulhar as frutas no recheio, o chocolate quente deixa o pão bem molhadinho e saboroso, ideal para comer no final, após as frutas”, garante Gustavo.
reportagem
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RECEITA
Fondue de sorvete Receita desenvolvida por Perfetto e Canal Rango CLASH CONTENT/DIVULGAÇÃO
Ingredientes: 300gr de chocolate ao leite, meio amargo ou com flocos crocantes 180ml de creme de leite fresco Frutas da estação Sorvetes de sabores variados Modo de preparo: Corte as frutas em tamanhos pequenos. O ideal são cubos de 2 centímetros. Depois, com o auxílio de uma colher de chá, faça bolinhas de sorvetes e disponha em um refratário. Coloque no freezer por
30 minutos para deixar as bolinhas bem firmes, para serem espetadas no fondue. Corte o chocolate em pequenos pedaços e acrescente o creme de leite. Leve para derreter no aparelho de fondue (ou micro-ondas). É importante mexer constantemente para não queimar. Assim que os pedaços de chocolate e o creme de leite tornarem-se uma mistura homogênea, desligue o fogo. Prepare a mesa, retire as bolinhas de sorvete do freezer. Sirva imediatamente.
VICTOR SCHWANER/DIVULGAÇÃO
ARQUIVO PESSOAL
No Slow Burger (acima), o fondue de chocolate com conhaque é servido no pão australiano ou no pretzel, com frutas da estação. Já a Coxet (ao lado) oferece o curioso fondue de coxinhas em dois sabores: tradicional de frango ou abóbora com carne seca
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almanaque RETOMADA>Em nova fase, banda toca em BH, agora com o vocalista Rodrigo Suricato à frente Sáb. 15.jul
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
Vocal
Rodrigo Suricato (de barba), assume o lugar de Roberto Frejat na banda
Barão,oretorno Falar em Barão Vermelho é falar de rock brasileiro. Ou melhor, é cantarolar, mesmo que mentalmente, um de seus sucessos. “Bete Balanço”, “Puro Êxtase”, “Codinome Beija-Flor”, “Pedra Flor e Espinho”... Não são poucos, o que só demonstra a importância da banda para a cena do rock nacional desde sua fundação, em 1981. Bem, e se o repertório atravessou décadas e gerações e ainda se prova vigoroso, nada mais natural que o grupo, apesar das várias idas e vindas, complete seus 36 anos cheio de vitalidade. Prova disso é o retorno do Barão Vermelho aos palcos. Mas não, não se trata de uma turnê comemorativa, como se viu entre 2012 e 2016. Agora, a “nova fase significa retomada. Colocar o Barão na estrada e nunca mais parar”, assegura o baixista Rodrigo Santos. Claro, como retorno, o grupo aporta mais uma vez em Belo Horizonte – no caso, no próximo sábado (15). Vale dizer, há algo de novo no Barão que se apresenta. Das diversas fases da banda, figuraram nos voAlex Bessas
cais nomes como o celebrado Cazuza (1958- 1990), membro desde a fundação do grupo até 1985, quando passou a se dedicar à carreira solo. Desde então, o lugar passou a ser ocupado pelo seu então parceiro Roberto Frejat, que, entre idas e vindas do grupo, foi membro até a última turnê, encerrada em 2016. Agora, é o cantor e guitarrista Rodrigo Suricato quem recebe a responsabilidade de dar a voz aos sucessos da banda. O músico, aliás, não esconde que, antes de se tornar membro, era um fã. “O Suricato, com toda sua musicalidade e força, caiu como uma luva na nossa nova empreitada”, elogia seu xará, Rodrigo Santos. Mudança à parte, o formato permanece fiel ao que se via nas últimas décadas. Estão lá, desde os primórdios, Guto Goffi, na bateria, e Maurício Barros, nos teclados (ambos membros desde 1981), Fernando Magalhães, na guitarra (integrante desde 1986) e Rodrigo Santos, no baixo (no grupo desde 1992). Claro, os fãs sentirão falta do percussionista Peninha, falecido no ano passado. “Essa formação foi pegando liga, estamos muito entrosados agora, musical e pes-
soalmente”, garante Santos. Este entrosamento, diga-se, dá fôlego para pensar no futuro. “O Barão estava fadado a se tornar uma ‘banda comemorativa’, não gravar mais discos autorais etc. Isso seria a pior coisa que poderia acontecer”, declara. Agora, a missão é “andar pra frente”, tanto que até um novo disco de inéditas está sendo pensado. LONGEVIDADE “Uma obra como a do Barão, com 36 anos de estrada e sucessos, sempre estará no inconsciente coletivo”, analisa Santos. Mas, é bom lembrar, “cada formação teve sua contribuição pra fazer esse avião ficar no ar”, assegura. Ele vai além. Acredita que a identificação do público com a obra do Barão é o segredo da longevidade do grupo. E, além
“
do mais, “Barão é Barão”. E se a obra da banda permanece viva, tanta vitalidade tem contaminado as apresentações Brasil afora. “As pessoas têm saído muito felizes dosshows!Issoestásendomaravilhoso”, celebra o baixista. Já o guitarrista Fernando Magalhães ressalta um leque diverso de fãs visto na nova turnê. “Temos um público bem eclético e com idades diversas”, comenta. Afinal, “uma banda com décadas de existência tem essa característica na sua audiência, vai passando de geração para geração... Os pais gostam e levam os filhos e netos para entenderem o que eles sentiam nos shows, na sua época”, avalia o guitarrista. E tem ainda “uma garotada, que é antenada em rock, se interessa pelo nosso passa-
O grande diferencial é nossa vontade de mostrar que é só rock’n’roll, mas é o que a gente gosta. O Barão voltou! Maurício Barros, tecladista
do e tenta embarcar na deliciosa viagem da música”, completa Magalhães. Para descrever o que vê do palco, o guitarrista cita Angus Young, do AC/DC. “Ele fala uma coisa engraçada. Diz que o público mais velho fica nas fileiras mais atrás e os mais novos vêm para o gargarejo. É bem isto que acontece”, indica. O músico lembra que há algo de especial entre o Barão e Minas Gerais. “Já tocamos tanto por aí que quase somos uma banda mineira”, ri. Ele lembra que “toda tour, sem exceção, passou por BH”, além das idas à cidades do interior do Estado. Magalhães ainda destaca aquele que considera o show emblemático do grupo em terras mineiras. “Foi por volta de 1988 ou 1989, dividindo palco com Os Paralamas do Sucesso. No fim do show do Barão, Hebert (Vianna), Bi (Ribeiro) e (João) Barone subiram ao palco para uma jam”, recorda. Acontece que, “junto a todos, havia um convidado ilustre e inusitado: Cazuza”. O que torna o feito ainda mais especial é que aquela foi a última vez que o músico carioca tocou ao vivo com o Barão Vermelho.
FUTURO Pensando no futuro próximo, o novo Barão Vermelho trabalha um novo disco de inéditas. O último, vale lembrar, é de 2004. “Vamos gravar álbuns de inéditas, para sempre, e em breve, talvez ano que vem, façamos um, não temos data fixada, ainda”, informa Magalhães. Ele lembra que todos integrantes são compositores. “Temos muitas ideias e somos parceiros, estamos começando a tirar os rascunhos da gaveta”, comenta. As novas composições, diga-se, só não entraram na tour por opção. Por enquanto, a única novidade na turnê é a interpretação da música “Brasil”, de Cazuza, George Israel e Nilo Romero. “Como o Rodrigo Suricato mesmo fala: ‘Vamos namorar primeiro, para depois fazermos um filho’”, brinca Magalhães. “Mas adianto, vai vir muita coisa boa pela frente, o Barão sempre se reinventa e não para nunca mais”, finaliza.
> Barão Vermelho
Km de Vantagens Hall (Av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro). Dia 15 (sábado), às 22h. De R$ 80 a R$ 130 (inteiras).
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MÚSICA Karol Conka no MecaInhotim Patrícia Nos últimos Cassese dias, encontrar um espaço na agenda da cantora e compositora Karol Conka tem sido tarefa hercúlea. Além da planilha de shows, a moça esteve envolvida com as gravações do “Superbonita”, programa que comandapela segunda temporada no canal de TV paga GNT, e de “Mister Brau”, série exibida pela Rede Globo na qual acaba de fazer uma participação especial, ao lado de Taís Araújo (a quem chama de “musa inspiradora”) e Lázaro Ramos. Tarefas agora já devidamente cumpridas, ela volta à “zona de conforto” dos palcos, lugar a partir do qual seu nome ganhou os holofotes e passou a ecoar pelo país a partir de Curitiba, onde Karoline dos Santos de Oliveira nasceu, há 30 anos e seis meses. No caso, o palco de agora é o do Instituto Inhotim. Karol Conka é uma das convidados da segunda edição do Festival MecaInhotim, evento multicultural que, iniciado na última sexta (7), se encerra neste domingo (9). A rapper se apresenta neste sábado (8), dia em que o line up também abarca Jorge Ben Jor e os DJs Joakim (França) e Pional (Espanha), entre outras atrações – o evento prevê, ainda, palestras, workshops e performances.
NOVO DISCO Quem acompanha a carreira de Karol Conka sabe: neste momento, a moça está em processo de finalização do aguardado novo disco, enquanto vem divulgando alguns singles em clipes – o mais recente, “Lalá”, nova dobradinha com o duo Tropkillaz, formado por André Laudz e Zé Gonzales. Mas, por enquanto, apesar de incluir as músicas na apresentação, o show que levará a Brumadinho é o mesmo que vem apresentando país afora. “Na verdade, ainda estou trabalhando no planejamento do novo show. A ideia é que seja apresentado mesmo junto ao lançamento do disco novo”, conta ela. E para quando seria, o novo álbum? “Bem, acredito que em setembro esteja pronto. Mas tenho evitado criar expectativas sobre essa data, já que, na verdade, faz um tempo que venho anunciando”. “LALÁ” Com quase 3 milhões de visualizações, “Lalá” fala sobre um assunto ainda tabu: o sexo oral, no caso, sob o ponto de vista feminino. “Escrevi essa musica pensando em levar mais informação às pessoas. Minhas amigas dividiram suas experiências, e achei que seria ótimo transformar em musica, uma vez que também concordava (com o que elas disseram)”. A letra prega o “direito de prazer igual”, entre homens e mulheres, enquanto clama:
MARCO AURÉLIO RIBEIRO/DIVULGAÇÃO
mineiros encerram a 6 Músicos temporada do Sarau do Filizzola
Figura carimbada na agenda cultural mineira, o Sarau do Filizzola acontece desde 2014 e, para fechar com chave de ouro a temporada 2017, o idealizador do projeto, Eduardo Filizzola, reúne importantes nomes da cena artística mineira no palco d’A Autêntica. Nesta terça (11), alguns convidados como Flávio Renegado, Tadeu Franco, Aline Calixto se reúnem no palco e apresentam seus trabalhos Onde A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Funcionários) Quando Dia 11 (terça), às 19h Quanto R$ 1
“Quebra esse tabu”. Para o clipe, Karol Conka teve uma ideia diferente. “Resolvi montar uma equipe só de mulheres na produção, e as ideias do roteiro vieram em coletivo. A experiência foi divertida e inspiradora”, diz ela, que entregou a direção a Vera Egito (“Amores Urbanos”) e a Camila Cornelsen (direção de fotografia), e o clipe, todo colorido, mostra homens (do projeto My Toy Boys) em interação com frutas (como figo, mamão, goiaba ou pomelo) e flores. Sobre a experiência, Vera Egito declarou: “As mulheres foram criadas para ter vergonha de falar do próprio desejo. Com seu novo trabalho, Karol Conka chegou chutando a porta”. Promover o empoderamento feminino é um dos pilares do trabalho de Karol, que dividiu com MC Carol a música “100% Feminista”. Em tempo: Karol Conka ainda não conhece Inhotim, mas se diz feliz pela oportunidade. Já em relação ao festival, ela confessa estar ansiosa e ávida “para vibrar com o publico”. “Acho sensacional botar a plateia em contato com diversos estilos e mensagens”, pondera, sobre as outras atrações do evento.
Sáb. dom. 8 e 9. jul.
FRED OTHERO/DIVULGAÇÃO
Poderosa
Karol desfila seus sucessos na segunda edição do MecaInhotim
> MecaInhotim
Instituto Inhotim (R. B, 20, Brumadinho). - Neste sábado (8): Jorge Benjor, Karol Conka e DJs Joakim e Pional, das 13h30 às 4h - Neste domingo (9), Lia Paris e Lumencraft, das 13h30 às 4h. R$ 270 (inteira, 1º lote, sábado), R$ 80 (inteira, 1º lote) Informações: www.meca.love.
PAULO LACERDA/DIVULGAÇÃO
Sinfônica interpreta 6 Orquestra composição inédita de Glière
De volta ao palco do Palácio das Artes pela série “Sinfônica em Concerto”, a Orquestra interpreta, nesta semana, uma composição inédita em seu repertório em uma apresentação voltada para o período romântico. Ao lado do trompista convidado Fabio Ogata, os musicistas executam o “Concerto para Trompa e Piano”, de Reinhold Glière, além de composições de Brahms e Berlioz Onde Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro) Quando Dia 12 (quarta), às 20h30 Quanto R$ 20 (inteira)
SYLVIO COUTINHO/DIVULGAÇÃO
de Oliveira apresenta 6 Gilvan canções de seu songbook
Depois do tão aguardado lançamento do songbook com grande parte da obra de sua vida, Gilvan de Oliveira chega ao Cine Theatro Brasil e apresenta um novo show na capital mineira. Neste sábado (8), o músico dedica-se a um repertório com 14 canções, entre elas algumas inéditas, que ainda não foram tocadas em nenhum outro espetáculo Onde Teatro de Câmara do Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro) Quando Neste sábado (8), às 20h Quanto R$ 10 (inteira).
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MÚSICA Ben Jor, para animar a festa Patrícia Mês passaCassese do, Flávio Renegado subiu ao palco do Teatro Bradesco como um dos convidados para o “Tributo a Belchior”, capitaneado pelo bloco belo-horizontino Volta Belchior. No próximo dia 15, o mineiro volta ao mesmo tablado, agora para uma homenagem a um outro ícone da MPB, o fluminense Jorge Ben Jor. Mas, agora, Renegado é o timoneiro. Embora tenha angariado os holofotes na cena hip hop, a partir do Alto Vera Cruz, comunidade onde cresceu, Renegado sempre cuidou para que a sua formação musical fosse a mais eclética possível – portanto, ouvia Ben Jor “desde sempre”. Mas, curiosamente, foi o rap mesmo, a reavivar a chama pela obra do cantor e compositor. “Foi em 1997, quando o Racionais MCs lançaram ‘Sobrevivendo no Inferno’, que trazia uma versão de ‘Jorge da Capadócia’ (música lançada por Ben Jor em 1975, e também já gravada por Fernanda Abreu e Caetano Veloso, entre outros). Na hora
Sáb. 15.jul
TEATRO BRADESCO/DIVULGAÇÃO
que ouvi, pensei: ‘Cara, que música é essa, que som é esse? Daí fui pesquisar ainda mais a obra de Jorge Ben Jor, que é sensacional”. E eis que o destino arquitetou para que o rapper fosse convidado pelo Canal Bis para o episódio 8 do programa “#versões”, dedicado a Ben Jor. A atração foi ao ar no final do ano passado. “Para o programa, a gente deu uma cara nova às músicas, fez novos arranjos”, lembra Renegado. Na sequência da exibição do programa, não raro, Renegado era abordado por pessoas sobre a eventualidade de um show afim. “Agora, veio a oportunidade”, diz ele, que vai colocar a voz a serviço de músicas como “Por Causa de Você Menina”, “Chove Chuva”, “Mas, Que Nada”, “Ive Brussel” e “Taj Mahal”, para citar algumas.
Clássicos
Renegado faz show em que homenageia o ídolo Jorge Ben Jor
BOA SURPRESA Indagado sobre como se processou a seleção de repertório para a apresentação na capital mineira, Renegado conta que foi “com o pensamento de mostrar o básico, as coisas que gosto”. “Mas o repertório dele é muito vasto, então, também quis puxar coisas escondidas do repertório, as quais
tentamos repaginar. No geral, vai ser um show dançante, mas também vai ter o momento para namorar – porque a obra do Ben Jor tem isso também”, lista ele, que estará ao lado de banda. Renegado conta, ainda, que já teve a oportunidade de conhecer pessoalmente seu ídolo. Perguntado se, in loco, Jorge correspondeu às suas expectativas, ele discorre: “Entendo bem a sua pergunta, pois, muitas vezes, a gente idolatra uma pessoa e, ao conhecê-la pessoalmente, acaba se decepcionando. Mas comigo foi ótimo, ele foi super receptivo, brincou... Na verdade, até aumentou mais a admiração”. No entanto, Renegado não sabe, ainda, se o tributo pode render uma versão em disco e mesmo um registro audiovisual – lembrando que ele já tem quatro CDs e um DVD lançados. Tampouco se a apresentação poderá se desdobrar em turnê país afora. “Vou avaliar mais um pouco”, diz o moço.
Renegado >cantaFlávio Jorge Ben Jor
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244, Lourdes). Dia 15 (sábado), às 21h. R$ 30 (inteira)
As muitas ‘bocas’ de Curumin Sáb. 8.jul.
AVA ROCHA/DIVULGAÇÃO
A arte do disco “Boca” é assinada por Ava Rocha, artista e filha do cineasta Glauber
Luciano Nakata Albuquerque ou, como ele prefere, Curumin, ficou cinco anos sem lançar um álbum. Entre shows e participações em festivais, foram muitas as experimentações musicais que motivaram o cantor e baterista paulista a produzir um novo disco. “No ano passado, surgiu de novo aquela necessidade de recomeçar, pensar um disco, dar uma agitada”, conta. Quase um ano depois do pontapé inicial para o trabalho “Boca”, o músico volta ao palco d’A Autêntica, na próxima sexta (14), para o lançamento do álbum, em mais uma edição do “Música Quente” – uma mostra que traz shows inéditos e lançamentos da cena musical para o território belo-horizontino. Aliás, voltar a BH e apresentar para o público mineiro seu novo álbum já era um desejo de Curumin. Isto porque a cidade é parada certeira em todas as turnês do multiinstrumentista desde 2005, quando foi projetado no cenário nacional. Segundo Curi-
min, é a efervescência musical de Belo Horizonte que desperta seu carinho pela cidade e, principalmente, pela casa onde se apresenta outra vez, depois de um grande show no ano passado. “A gente gosta mesmo desse clima de ‘inferninho’”, confessa, referindo-se ao som alto e à proximidade do público com o palco. Mas, ao contrário da última vez em que esteve n’A Autêntica, durante o festival Traço, quando tocou apenas alguns sucessos da carreira, agora o espetáculo desembarca com um roteiro mais completo, que mescla as canções do “Boca” com outros momentos da trajetória de Curumin. O cardápio escolhido é, decerto, um prato cheio para os fãs. “Vou trazer um pouco das músicas dos quatro discos, desde o de 2003 até este último”, adianta.
ra tradicional – estrofe e refrão –, então, acho normal que não só eu, mas outros artistas também, estejam tentando fazer um confronto com esse formato”, explica. Neste espaço de transformações, “Boca” reúne, além de Curumin, nomes como Ava Rocha e Rico Dalasam em um disco que já figura como um dos 25 melhores discos brasileiros de 2017, até agora, segundo a APCA – ao lado de nomes como Criolo e Boogarins. O álbum é diverso e traz o conceito da “boca” em faixas que vão do samba ao rap. As “bocas”, Curumin explica: “Eu entendo muito como um símbolo de um portal que faz a conexão entre o mundo interno e o mundo externo da gente”.
BOCAS “A antítese da canção”. É dessa forma que Curumin define “Boca”. “A música popular era a canção em sua estrutu-
> Curumin
* Lara Alves, sob supervisão de Marília Mendonça
Show de lançamento do álbum “Boca”. A Autêntica (r. Alagoas, 1172, Funcionários). Dia 14 (sexta), às 22h. R$ 30 (antecipado via Sympla).
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MÚSICA Violaaserviçodoencantamento “Violinha Contadeira”, novo trabalho do músico paulista Paulo Freire, pode até ter o público infantil como alvo principal. Mas, na verdade, a ideia é atingir toda a família com um feixe de músicas próprias – que tratam, por exemplo, de lendas da mitologia – somadas a canções de domínio público, cujas letras estão no inconsciente de todos nós. Registrado em disco homônimo, o projeto chega a Belo Horizonte no domingo (16), no Teatro Bradesco. O álbum, na verdade, nasceu do projeto “Baú de Histórias”, com o qual Paulo Freire percorreu várias cidades de Santa Catarina. A reação da criançada acabou sendo o termômetro do qual ele se valeu para selecionar o repertório do registro em disco. “Balão Vermelho”, uma das duas de domínio público escolhidas, por exemplo, veio da influência Patrícia Cassese
de seu mestre, Manoel de Oliveira, ou Manelim, mineiro de Urucuia com quem Paulo aprendeu a tocar viola. Já “A Véia”, ele aprendeu com outro mineiro, o violeiro Nivaldo Maciel, já falecido. “Ele me contou que cantava essa música à noite, nos acampamentos, quando levavam a boiada de uma fazenda a outra. Nos shows, sempre encerro com ela, pois permite que você vá criando versos. Não está assim no disco, mas, no palco, vou fazendo uma trilha junto às crianças”, avisa. No caso das composições próprias, as melodias dão suporte à condução das histórias contadas. “No caso das crianças, existe toda uma espontaneidade, uma resposta direta. Com elas, não tem aquela coisa de aplaudir por educação! Aliás, esse retorno é algo fundamental para a contação de história, até para observar o caminho a ser trilhado. E é um desafio. Algumas vezes, o que o contador acha que vai dar certo
Dom. 16.jul.
ÉLCIO PARAÍSO/BENDITA/DIVULGAÇÃO
Um público espontâneo (e exigente): Paulo Freire canta e conta histórias para crianças
não funciona tanto”. De acordo com o músico, as histórias escolhidas não demandam, do contador, tanto gestual assim, o que permite que se vá dedilhando a viola para compartilhar as aventuras de persona-
gens como Rairu e Caro Sacaibo, da lenda que explica o povoamento da Terra, ou Mapinguari, monstro que habita a floresta Amazônica. Curupira, por sua vez, é o personagem que conduz uma história sobre justiça,
enquanto uma divertida corrida entre um sapo e um veado também entra em cena para animar a garotada. EPIFANIA Nascido em São Paulo, Paulo Freire teve uma espé-
cie de epifania ao mergulhar na obra de João Guimarães Rosa – a ponto de se mudar para Urucuia, norte de Minas, onde acabou travando contato com os mestres citados – antes, já tocava violão e guitarra, embora pensasse em cursar jornalismo, profissão cujo diploma arquivou. Hoje, a escrita é exercitada por meio de romances, como “Jurupari”. “Violinha Contadeira”, o álbum que o traz à capital mineira, foi, na verdade, lançado em 2015, embora, até então, Paulo não tivesse trazido o espetáculo a BH. Ano passado, Freire lançou o CD “Pórva”, com 12 temas instrumentais, e este ano, a bordo das comemorações de seus 60 anos de vida, vai investir em um trabalho em parceria com a flautista Léa Freire.
Violinha >Contadeira
Teatro Bradesco (rua da Bahia, 2.244). Dia 16 (domingo), às 16h. R$ 10 (inteira).
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MÚSICA Dias de rock na capital mineira Patrícia O s p l a n o s Cassese são de uma turnê com produção “de porte grande”, que ficará na estrada até o fim do próximo ano. E o pontapé inicial será em BH, no sábado (8), no Music Hall. “Vai ser histórico iniciar a tour aí”, diz Edu Falaschi, referindo-se a “Rebirth of Shadows Tour”, no qual relembra seus tempos no grupo de metal progressivo Angra – ele ficou de 2001 a 2012. “A gente vai executar somente os sucessos dos anos 2000, em um show nostálgico, que, para os fãs antigos, deve ser cheio de emoção. Já para os mais novos, uma oportunidade de mostrar a magia daquela época, com a voz e a bateria original daqueles discos, para quem nunca viu essa formação”, descreve o moço, que, no palco, estará ao lado de alguns ex-colegas do Angra, como baterista Aquiles Priester e o tecladista Fabio Laguna Falaschi, que também dá o ar da graça na banda Almah, além da carreira solo, fala sobre estar no comando de sua trajetó-
sábado (8) BEATRIZ RABELLO Lançamento do álbum “Bloco do Amor”. Com a participação de Paulinho da Viola. Teatro Bradesco (r. da Bahia, 2.244, Lourdes). Às 21h. R$ 40 (inteira)
BRATISLAVA Banda lança o álbum Fogo. Sobem ao palco ainda O Caso e Vaga Luz. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 20 (antecipado)
MECAINHOTIM Jorge Ben Jor, Karol Conka e outros. Inhotim (r. B, 20, Brumadinho)
PAULA FERNANDES Show “Voz e Violão”. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 21h. A partir de R$ 100 (inteira)
PEREIRA DA VIOLA Show com composições baseadas nas tradições do artista. Tambor Mineiro (r. Ituiutaba, 339, Prado). Às 21h. R$ 10 (inteira)
ria. “Mudou completamente minha rotina, desde a parte burocrática, para colocar a turnê para funcionar, até a artística. Tudo é mais complexo, e deu bastante trabalho para começar. Além do que, voltei a praticar músicas que não executava há muitos anos. Foi muito legal relembrar essas técnicas, e hoje tem coisa que ficou até mais fácil de fazer pela minha experiência. Tem também o fato de voltar a tocar esses clássicos com o Aquiles e o Fabio, somos três da formação das turnês dos anos 2000”, comemora ele, que, sim, pretende levar “Reberth of Shadows Tour” a outros países – lembrando que, quando Edu integrava o grupo, o Angra foi o primeiro grupo sulamericano de heavy metal a se apresentar em Taiwan. Em tempo: o Angra seque em atividade, com Fábio Lione como vocalista – inclusive, no próximo dia 20, em Taubaté, São Paulo, acontece o espetáculo “Angra & Friends”, que terá a participação de Falaschi, além de outros cantores.
Sáb. 8.jul
DANILLO FACCHINI/DIVULGAÇÃO
Labirinto denso
Edu Falaschi, ex-Angra, tocará sucessos da banda de metal
Sáb. 15.jul
SITE OFICIAL
> Edu Falaschi
Com a turnê “Rebirth of Shadows Tour” BH Hall (av. do Contorno, 3239). Dia 8 (sábado). A partir das 21h. R$ 130 (pista, inteira, 2º lote)
“Gehena” é uma narrativa sobre o lado sombrio dos homens
Nas traduções da Bíblia, Gehenna é “inferno”. Para a banda paulistana Labirinto, é “uma metáfora do inferno”. O título do segundo full álbum dogrupo é um convitea emergirem uma atmosfera tempestuosa e a caminhar entre o sacro e o profano, entre as histórias da antiguidade e as paisagens sonoras de nossos tempos (guitarras e sintetizadores). É envolto nestes mistérios que o grupo instrumental faz o lançamento nacional do vinil de “Gehenna” em BH, no próximo sábado (15). “Gostamos muito de tocar em BH, acho que já é a nossa quarta vez. É um público fiel, que lota os shows e acompanha nosso trabalho. Há uma cultura forte do hard core e do metal em BH, muitos dos precursoresdoestilosãodaí”,lembra o guitarrista Erik Cruxen. O álbum foi produzido por Billy Anderson, responsável por ajudar o grupo a achar o que eles queriam para este trabalho: timbres de guitarras mais densos. Além dos efeitos e do experimentalismo pulsante, há um diálogo entre essas guitarras e os timbres característicos da sonoridade
do Oriente Médio.Um diálogo com o próprio conceito do álbum, segundo Erik. “Gehenna era um vale perto de Jerusalém, onde se praticavam sacrifícios humanos e outros rituais de várias religiões. Trazemos algo de metafísico ao conceito deste álbum, uma relação com espiritualidade e religiões.” EM VINIL Em alta, o vinil tem sido formato recorrente para as bandas, segundo Erik e a baterista do Labirinto, Muriel Curi. Eles dirigem a produtora Dissenso, responsável por lançamentos nesta plataforma. “É para além da estética. O vinil permite explorar o material visual, mas tem gente que prefere por ter qualidade (em relação ao CD) diferente. Além disso, tem a nostalgia. Todos da banda cresceram consumindo o vinil”, diz Muriel. * João. H Motta, sob supervisão de Marília Mendonça
> Labirinto
Lançamento do vinil “Gehenna” Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046). Dia 15 (sábado), às 20h. R$ 25 (inteira)
FABRICIO MARQUES/DIVULGAÇÃO
SÉRGIO REIS Cantor revive seus sucessos. Clube Chalezinho (av. Mário Werneck, 530, Buritis). Às 21h. Vendas por mesa pelo sympla.com , a partir de R$ 100
TARDES INFORMAIS Música eletrônica com os DJs Anderson Noise e João Nogueira. Casa do Baile (Av. Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha). Às 13h. Entrada gratuita
Clara Nunes. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 18h. R$ 25 (inteira)
TAMBOR NA PRAÇA Maurício Tizumba, Bloco Tambor Mineiro, Bloco Saúde e Leri Faria. Praça Floriano Peixoto (av. do Contorno, Floresta). Às 16h. Gratuito
segunda (10) 3° INVERNO DAS ARTES
domingo (9) MANHÃS MUSICAIS Com Quarteto Scheffel e Gabriel Coelho Sala Sergio Magnani (r. Gonçalves Dias, 320, Funcionários). Às 11h. R$ 20 (inteira)
ORQUESTRA OURO PRETO Concerto Pelo Barroco e Pela Música do Século XX Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 10 (inteira)
SAMBA NA RODA DE SAIA CANTA Edição traz show em homenagem a
Fabiana Cozza apresenta o show “Ay Amor!”, em homenagem ao pianista “Bola de Nieve”. Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Às 20h30. R$ 40 (inteira)
terça (11) LOOP SESSION FRIENDS Show de Mauro Henrique, Leonardo Gonçalves, Guilherme de Sá e outros. CineTheatroBrasil(av.Amazonas,315, centro).Às21h.ApartirdeR$60(inteira)
PAMPULHA NOTURNO O Museu Casa Kubitscheck recebe a seresta da Confraria dos Amigos de JK e
uma roda de choro com Warley Henrique e convidados. Casa Kubitcheck (av. Otacílio Negrão de Lima, 4188, Pampulha). Às 18h. Entrada gratuita
quarta (12) SUJEITO A REBOQUE Show do EP “Pelos Dedos”. Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro). Às 20h. R$ 40 (inteira)
QUARTETO RADAMÉS GNATTALI Projeto Villa-Lobos 4 Concertos CCBB (pça. da Liberdade, 450, Funcionários). Às 20h30. Entrada gratuita mediante retirada de ingresso uma hora antes do evento
quinta (13) NABILA DANDARA E MARCELO CORRÊA Série Concertos Sesc Partituras Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 19h30. Entrada gratuita com retirada de
Pampulha Noturno Dentre outras atrações do projeto, o MAP recebe, na terça (11), tributo a Janis Joplin, às 20h. Entrada gratuita ingresso 30 minutos antes do evento.
SAMY ERICK Guitarrista lança o álbum “Rebento” Biblioteca Pública (Pça da Liberdade, Lourdes). Às 20h. Entrada gratuita
sexta (14) CAMPOS ROSA Cantor e compositor apresenta seu repertório e influências. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 20 (inteira)
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ARTES CÊNICAS Duncan ‘encontra’ Nijinksky Ao longo de sua carreira no teatro, Roberto Cordovani arrebatou elogios interpretando divas como Greta Garbo. Sua versão para Isadora Duncan (“Isadora Duncan: A Revolução na Dança”), por sua vez, estreou em 1998. Hoje, aos 60 anos, o paulista, radicado na Europa há tempos, retoma o papel da revolucionária da dança em nova montagem que, por sua vez, abarca outro ícone, o bailarino e coreógrafo russo Vaslav Nijinsky (1889- 1950). A boa notícia é que a empreitada terá estreia nacional na capital mineira. Desta vez, Cordovani divide a cena com Ruben Gabira – ele, como Nijinsky. O leitor que acompanha novelas certamente já matou a charada: os dois estão no elenco da novela “Novo Mundo”, da Rede Globo, respectivamente como Sebastião Quirino e Schultz. Aliás, foi justamente nos bastidores da novela que os dois se afinaram para montar o espetáculo que, vale lembrar, por se referir a duas lendas da dança, inclui coreografias, executadas por ambos Patrícia Cassese
com a intenção de prestar a máxima fidelidade aos homenageados. “O Gabira vem do teatro musical e, como sabia que eu já tinha feito a Isadora, me falou sobre a sua intenção de fazer o Nijinsky. Li o texto (sobre o qual ele trabalhava) e pensei: por que não juntar as duas histórias? Assim, coloquei trechos da vida de Isadora com a do Nijinsky – mas, no palco, os dois não contracenam, embora estejam juntos o tempo todo. O que posso dizer é que é uma montagem emocionante”, assegura. No geral, ele calcula que 70% do espetáculo sobre Duncan tenha sido mantido (o figurino, da Maison Chanel, inclusive). “Adicionei partituras musicais da carreira de Nijinsky, como ‘Petrushka’, e, logicamente, falas. O bacana é que a história dos dois acaba se linkando”. Entre os elos, o fato de serem comunistas e não se curvarem ao establishment. “Isadora morre um pouco antes, em 1927, aos 50 anos, e ele, em 1950, aos 61. Mas os dois têm muitas similaridades”, analisa Cordovani. Nascida nos EUA, Isadora Duncan, você sabe, rompeu com os preceitos da dança clássica. “Ela achava aquilo tudo uma
Sáb. e dom. 15 e 16.jul.
WILLIAN DIAS/DIVULGAÇÃO
Cordovani já havia dado vida à lenda Isadora Duncan em espetáculo que agora ganha reforço de outro mito da dança
agressão, uma coisa mecânica, artificial, indigna da alma”. Duncan, também é sabido, teve uma vida trágica. Os dois filhos morreram afogados no rio Sena, e ela própria faleceu em um acidente de carro – mas por conta da sua echarpe, que, presa a uma das rodas, acabou estrangulando-a. Já Nijinsky, russo de origem polaca, sofria de esquizofrenia e passou por várias
internações. Na dança, também se tornou conhecido pela ousadia. NOVELA Sobre o fato de estrear em BH, Cordovani explica: “Tenho uma relação muito legal com a cidade, fiz várias temporadas aí, em diversos teatros. Também dirigi uma peça de final do TU, dei aula na UFMG. Tenho muitos amigos, na verdade, cheguei a
pensar em morar aí, mas viajo muito”, diz ele, que mora entre Portugal e Espanha, embora este ano, vá passar no Brasil, por conta da novela. A respeito, Cordovani comemora o fato de o papel ter sido desenhado para ele. E embora o personagem seja um mau caráter, diz que o feedback, nas ruas, é positivo. “Ele é racista, cruel, só acredita no dinheiro. Mas nunca sofri nenhuma agres-
são, apenas conselhos, como o de deixar a ‘minha filha’ viver o amor dela”, brinca Cordovani, referindo ao romance entre os personagens Cecília (Isabella Dragão) e Libério (Felipe Silcler).
Isadora Duncan >& Ninjinsky
Francisco Nunes (Parque Municipal). Dias 15 (sábado), às 20h, e 16 (domingo), às 18h. R$ 40 (inteira).
Um amor em ritmo de opereta Ter. 11. jul
NILMARA GOMES/DIVULGAÇÃO
A estreia aconteceu em 2009, com “A Serva Patroa”. Neste mês de julho, o projeto “Ópera Para Todos” volta à cena com “Bastião e Bastiana”. Os mais enfronhados no universo operístico podem se perguntar por que motivo os títulos estão em português – originalmente, estamos falando de “La Serva Padrona” (do italiano Giovanni Battista Pergolesi) e “Bastien und Bastienne” (do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart). O artifício, porém, é um dos vários utilizados pela iniciativa justamente para ampliar o público, tirando o estigma de hermetismo geralmente imputado ao universo da ópera. Ao traduzir os libretos para o português, por exemplo, o espectador pode se atentar mais ao que está assistindo, sem se preocupar em seguir legendas. Idealizado pela atriz, cantora e educado-
Vandson, Yangmei e Marcelo, durante ensaios da obra que Mozart escreveu aos 12 anos
ra musical Ana Taglianetti, o “Ópera Para Todos” vem privilegiando as “operetas”, também chamadas de “óperas breves”, em um único ato. “São peças mais curtas, mais leves”, explica Marcelo Kuna, ator que se incumbe de dar vida a Bastião. O humor é outro componente – no caso, a opere-
ta escrita por Mozart em 1768, quando contabilizava apenas 12 anos, flagra os desencontros amorosos entre os pastores Bastião e Bastiana, que, em momentos distintos, acabam recorrendo a um mago. Este, na verdade, acaba se revelando meio que um charlatão. “Bastião e Bastiana” te-
rá duas versões na capital mineira: no dia 11, uma gratuita, no Conservatório da UFMG, só com o acompanhamento do piano. A segunda, com orquestra (nove músicos) e maestro, no palco do Sesc Palladium. Mesmo antes da estreia, porém, a produção já recebeu o aceno de repetir
um dos feitos de “A Serva Patroa”: o de ser incorporada à grade da Campanha de Popularização do Teatro e da Dança. No caso de “A Serva Patroa”, à época (2012), o sucesso foi tal que gerou a necessidade de abrir sessão extra. “Na verdade, o nosso público é mais esse”, pontua Marcelo, referindo-se a uma plateia não tão ortodoxa no que tange ao campo da ópera. “O fato de a obra estar em português leva em conta o fato de que a maioria dos brasileiros não fala uma segunda língua, e, quando fala, geralmente é o inglês”, argumenta. BASTIDORES Além de Marcelo Kuna, “Bastião e Bastiana” traz, no elenco, a cantora lírica belo-horizontina Yangmei Hon (Bastiana) e Vandson Paiva (Dom Colas) – este último, nome conhecido da cena de musicais brasilei-
ros e integrante do grupo Voca People. Além da tradução em português, outra liberdade poética que a empreitada se permitiu foi nos figurinos, que, apesar de se afinarem com as caracterizações exigidas, não estão atrelados a uma época específica. “Escolhemos peças em brechós e uma aderecista fez customizações. Assim, o Mago, por exemplo, usa elementos como um pé de coelho, uma figa e outros signos religiosos e míticos. Já Bastião e Bastiana estão com roupas de camponeses, mas sem arquétipos”, detalha Marcelo Kuna. (Patrícia Cassese)
Bastião e >Bastiana
- Recital vozes e piano. Conservatório UFMG (av. Afonso Pena, 1.534). Dia 11 (terça), às 20h. Entrada franca. - Com orquestra. Grande Teatro do Sesc Palladium (avenida Augusto de Lima, 420). Dias 14 (sexta) e 15 (sábado), às 20h, e 16 (domingo), às 19h. R$ 20 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Apotênciadoerotismoemcena
teatro adulto A COMÉDIA DAS REDES SOCIAIS Dir. Marco Amaral. Com Glauber Cunha, Nilo Faustino e Nikolas Ramos Aborda as diversas situações do cotidiano em torno destas redes sociais. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1.600, Lourdes). Neste sáb. (8), às 21h; dom. (9), às 19h. R$ 17 (postos Sinparc).
AS BARBEIRAS Dir. Freddy Mozart. Com Kayete, Renato Millani, Rafael Neves Duas amigas decidem abandonar o comando de um luxuoso salão de beleza e passam a administrar uma barbearia. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Cultural Praça da Liberdade, 21, Funcionários). Neste sáb. (8), às 21h; dom. (9), às 19h. R$ 17 (postos Sinparc).
CARVÃO Dir. Fábio Furtado. Com Cia Drástica Jim e Hans estão presos em uma mina de carvão falida. O trabalho duro se confunde com as memórias e, enquanto isso, o dono da mina de carvão, dorme tranquilo e enche a barriga. Funarte MG (r. Januária, 68, centro). Sáb. e dom., às 17h e às 20h. R$ 20 (inteira). Até 23/7.
CHURRASCO NA LAJE Dir. Marco Amaral. Com Juliana Almeida, Christiane Almeida, Raphael Calazans Reginaldoconvidaosamigosqueoajudaram a “bater a laje” para um churrasco. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho). Neste sáb. (8), às 21h; dom. (9), às 19h. R$ 36 (inteira).
volvem – como intervenções realizadas em 2015, durante os atos convocados por mulheres contra o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha –, “gostôsa” examina não só as percepções de Maria Cecília sobre si e sobre outras mulheres, como também atenta ao cenário nacional. “O Brasil sempre foi pornográfico, mas não é erótico!”, decreta, reivindicando que há pouca literatura do gênero no país. Principalmente, diz, produzida por mulheres. Do ponto de vista do homem, em geral, a expressão gostosa é cercada de fetiches. Não à toa, Maria Cecília quis mudar até a forma da palavra que dá título ao espetáculo. “Decidi escrever assim, ‘gostôsa’, tudo em minúsculo, puxando o segundo ‘o’”, pontua. “Isso, porque quis mudar essa concepção de um padrão universal de beleza... Quero que todas as gostosas do mundo se identifiquem! Quero ouvir seus depoimentos, quero que coloquem a boca no mundo!”, afirma. MESTRE O blog, onde se dedica à escrita erótica, e as intervenções em banheiros masculinos e femininos com inscrição de frases que remetem ao erotismo, sempre escritas
COMO SOBREVIVER EM FESTAS E RECEPÇÕES COM BUFFET ESCASSO Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes, Douglas Gonzales e Marcos Kass. O ator ensina truques para que a plateia não passe por situações desagradáveis em festas com pouca comida. Espaço Cultural Imaculada (r. Aimorés, 1600, Lourdes). Sex. (14) e sáb. (15), às 21h; dom. (16), às 19h. R$40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).
ESSA MULHER Dir. Munish. Com Leela Grupo Teatral. Espetáculo solo, onde a mulher questiona sua própria construção do que é ser mulher e a visão social do feminino. Funarte (r. Januária, 68, centro). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 23/7.
estreia 14.jul
MARIANA LATERZA/DIVULGAÇÃO
“O erótico é capaz de dizer o que não está dito, ou o que está interdito. O erótico é uma arma potente para o autoconhecimento e para as lutas da mulher. Quem conhece seu prazer é mais seguro e até mais temido”
com batom vermelho, entre outras iniciativas, já davam o tom das divagações de Maria Cecília. É verdade, ela já possuia materiais para compor a nova dramaturgia. “Eu já tinha alguns textos, o audiovisual e até cenários”, lembra. Mas, inserida desde o início no processo de criação, faltava quem costurasse todas as amarras. Acreditando que esta era uma peça de mulher para mulher, foi entre diretoras que a atriz procurou parcerias.
“Mas nenhuma pôde fazer a dramaturgia, assim, nessa condição do independente”, lembra. Eis que, no agir do acaso, Maria Cecília cruzou com seu primeiro professor de teatro, Marcelo do Vale, quando ele substituiu um atoremuma peça queelatambém estava. Detalhe: na época, eles faziam par romântico. Parceiros em cena, passaram a se encontrar mais vezes. Ela narrava as histórias por trás da concepção de “gostôsa”. Foi assim que, final-
mente, Maria Cecília conseguiu um dramaturgo para a montagem. “A vida colocou ele no meu caminho”, comemora. Foi Marcelo do Vale quem sugeriu que os textos autorais fossem costurados à obra da filósofa francesa Simone de Beauvoir (1980-1986). Da pensadora, o diretor extraiu elementos de “Monólogo”, conto do livro “A Mulher Desiludida” (1967). “O resultado é impressionante. Elas têm um jeito de escrever bem pa-
GOSTÔSA
limite. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Qui. a seg., Às 19h. R$ 20 (inteira). Até 17/7.
gues Caldas, 30, Santo Agostinho). Sex. (14), às 12h. R$ 1.
Dir. Marcelo do Vale Com Maria Cecília Mansur Inspirado em um conto de Simone de Beuavoir, o espetáculo conta a história da mulher que perde seus papéis, de esposa, mãe e filha, e decide se reencontrar. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1341, centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 30. De 14/7 a 23/7.
JARDINS Dir. Rogério Araújo Com Camilo Lélis e Kelly Crifer O desaparecimento de um casal de classe média e uma investigação que deflagra situações
MENOS DE NÓS Dir. Adélia Carvalho Com alunos do CEFART Inspirado em Medeia, espetáculo recria o mito e demonstram como os valores cultivados disseminam opressões. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1537, centro). Qua. a seg., às 20h; dom., às 19h. Entrada gratuita com retirada de ingressos 1 hora antes do espetáculo. Até 16/7.
MEU TIO É TIA Dir. Marco Amaral Com Emerson Rezende, Ernane Campos, Cristian Amaral Alessandro é surpreendido com a notícia de que seu sobrinho vai se hospedar em sua casa. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Neste sáb. (8) e dom. (9), às 20h. R$ 40 (inteira); R$ 15 (postos Sinparc).
PÉROLAS DO TEJO
BRUNA TRINDADE/DIVULGAÇÃO
Alex Se 2013 foi Bessas um ano turbulento para o país, não foi diferente para a atriz Maria Cecília Mansur. Enquanto manifestações tomavam as ruas Brasil afora, na sua cabeça uma crise se desenhava. Entre pensamentos sobre afetos e profissão, ela começou a se questionar sobre os significados de ser mulher no Brasil contemporâneo. Ao antecipar uma pauta que ganharia o país nos anos subsequentes, Maria Cecília não se privou de sofrer, verdadeiramente, a crise existencial que se impunha para si. Principalmente, diga-se, em relação à sua lida com o próprio corpo. O assombro, no entanto, iluminou-se. A atriz se debruçou sobre estes pensamentos e fez deles palavra. Os textos, que chama de “dramorgia”, não pareciam suficientes. Fez blog, site, performances e intervenções. É deste emaranhado de produções que surge a peça “gostôsa”, que será apresentada por dois fins de semana, a partir da próxima sexta-feira (14), em Belo Horizonte. Assim como os caminhos até a concepção da peça e as produções que a en-
Dir. Carlos Nunes Com Carlos Nunes As histórias pessoais do ator ganham os palcos e o humorista mescla histórias populares baseadas em personagens reais. Teatro da Assembleia (r. Rodri-
RISCO Dir. Ricardo Alves Jr. Com Luísa Bahia A odisseia de Dora, uma narradora errante e solitária. Museu da Moda (r. da Bahia, 1141, centro). Neste sáb. (8), às 20h. Entrada gratuita.
SÍSIFOS Dir. Cláudia Henrique Com Antônio Rodrigues e Gustavo Bartolozzi Dois personagens refletem sobre sua relação com o poder, enquanto trabalham carregando suas pedras diárias. Teatro Sesiminas (r. Padre Marinho, 60, Santa Efigênia). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 16/7.
SOBRE RATOS E HOMENS Dir. Kiko Marques Com Ricardo Monastero, Ando Camargo, Natallia Rodrigues Homens unidos pelo sonho de trabalhar e comprar um pedaço de terra. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários). Sex. a seg., às 20h. R$ 20 (inteira). Até 17/7.
teatro infantil A MAIOR FLOR DO MUNDO
Sucesso Ladybug, a heroína da criançada, chega ao Palácio das Artes para duas apresentações no próximo fim de semana (15 e 16), com ingressos a partir de R$ 80 (plateia 3, inteira)
Dir. Sergio Abritta. Com Ana Gusmão, Fernanda Lima, Gisele Reis Caminhada de um menino até o encontro da flor que definhava. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia). Sáb. e dom., às 16h30. R$ 24 (inteira). Até 17/7.
O FANTÁSTICO CIRCO DE
recidos. Algumas pessoas ficam até confusas, sem saber de quem é cada texto”, elogia Marcelo. Com o sucesso de sua montagem anterior, “Cachorro Enterrado Vivo”, Marcelo reconhece que há pressão acerca da nova empreitada. Mas não liga. Para ele, aliás, a peça antecessora tinha um quê de masculina. “gostôsa”, por outro lado, pensa o feminino. Esta contradição, diz, lhe interessa. “O que estou fazendo agora é algo que eu quero realmente falar, é algo que quero comunicar”. O diretor lembra que o espetáculo causou grande identificação para as mulheres que viram os ensaios abertos e que os homens não estão imunes a essa movimentação. Completamente independente, Maria Cecília comemora a acelerada venda de ingressos. Também, pudera, ao atender o Pampulha, a atriz se esmerava em anunciar a peça em um ônibus, a caminho de um café, onde acertaria mais detalhes. “É trabalho até o último minuto”, alegra-se.
> gostôsa
Teatro da Cidade (rua da Bahia, 1341). De 14 a 16 e de 21 a 23 de julho. Sexta e sábado, às 20h30; domingo, às 19h. R$ 15 (antecipado) e R$ 30 (portaria).
PAPEL Dir. Tiago Almeida Com Grupo Girino Personagens de papel saltam do “Livro do Circo” e ganham vida nesta história. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (8) e dom. (9), às 16h. R$ 20 (inteira); R$ 8 (comerciário).
O FIRME SOLDADINHO DE CHUMBO (*) Dir. Simone Ordones Com Beatriz Machado, Cláudia Antunes, Deborah Silva Firme sobre sua única perninha, o soldado de chumbo enfrenta uma odisséia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). Qui. a sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). De 14/7 a 23/7. (*) Apresentações com acessibilidade em Libras nos dias 20 e 21.
ópera BASTIÃO E BASTIANA (Leia mais na página 20)
dança FAÇA ALGUM BARULHO (Leia mais na página 22)
SOLOS MONTANHESES Dir. Coletiva Com Dudude Hermann, Chris Cavalcanti, Tica Lemos Três bailarinas tecem a ação de encontrar, e nesse espaço do encontro trabalham a linguagem da improvisação. Foyer do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro). Neste sáb. (8) e dom. (9), às 19h. Entrada gratuita.
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INVERNO DAS ARTES
Encontro entre o velho e o novo DANIEL PROTZNER/DIVULGAÇÃO
Uma década de ‘Família de Rua’
‘Faça Algum Barulho’ persegue ancestralidade e conecta o tradicional e o contemporâneo
aspecto comum com o B-boy. “A cultura do hip hop também tem esse poder de guardar a esperança”, argumenta. “Através da música, da dança, do improviso, conseguimos aproximar as pessoas de algo bom”, diz. Já do ponto de vista da ancestralidade, Rui Moreira destaca que se preocupou em “chegar até à África”. “O que me interessa é essa matriz ancestral em Minas Gerais.As tradiçõesaqui são muito negras, indígenas... Isso se mistura na formação do povo mineiro”, aponta. “O hip hop feito aqui também tem questões mais suas. O Palhaço que representamos é totalmente influenciado por questões afromineiras”, finaliza. Diga-se, o encontro entre tradição e contemporaneidade é, inicialmente, cercado
por estranhamento. “Em um primeiro momento, eles questionam a existência um do outro”, indica o coreógrafo. Mas, então, os movimentos de um são refletidos no outro. “Até que, no fim, tudo vira uma grande roda de dança”. O público, aliás, é convidado a participar. A sonoridade é pensada de forma que reúna temas originais das Folias de Reis e texturas mais eletrônicas, marcantes no hip hop. Ponderaçõessobre vida, morte,o tradicional, o contemporâneo e a ancestralidade também se fazem presentes em textos que compõem a apresentação.
Faça Algum >Barulho
Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Dia 12 (quarta), às 20h30. R$ 40 (inteira).
FABIANA NO EVENTO KRIZ KNACK/DIVULGAÇÃO
Alex Um merguBessas lho ancestral por ritmos, que confronta a tradição e o contemporâneo, encontrando pontos de intersecção entre estes momentos. Esta é a premissa de “Faça Algum Barulho”, montagem de 2012 que tem concepção e coreografia de Rui Moreira e Rodrigo Peres. Adequado à proposta apresentada pela Fundação Clovis Salgado para o Inverno das Artes deste ano, o espetáculo compõe a programação do evento, e será apresentado na quarta (12). O espetáculo é resultado de uma pesquisa realizada por Rui Moreira em 2005. Foi lá que se impressionou com o personagem do Palhaço, das tradicionais Folias de Reis, e sua rítmica, muito próxima à do hip hop. “Fiquei pensando, ‘como nunca havia notado essa semelhança?’”, diz Moreira. Em cena, o que se vê é exatamente o encontro entre deste Palhaço e a figura do B-boy, como são nomeados os dançarinos de breakdance. Existem mais pontos comuns entre estas figuras que aspectos estéticos. “O Palhaço é uma figura interessante das Folias de Reis”, indica Moreira. “Assim como os Três ReisMagos, o Palhaço vai seguir a Estrela de Belém. Mas ele é quem vai distrair os soldados de Herodes para que não encontrem o Menino Jesus”, explica. “Esse personagem, portanto, é uma espécie de guardião da esperança”. Este, para Moreira, é um
O pianista, cantor e compositor cubano Ignácio Jacinto Villa Fernandez (1911-1971), o Bola de Nieve, será homenageado pela cantora Fabiana Cozza no espetáculo “Ay Amor!” Onde Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537) Quando Segunda (10) Quanto R$ 40 (inteira)
Se o Viaduto Santa Tereza é hoje um reduto do hip hop em BH, muito se deve à ação do coletivo “Família deRua”, quehá 10 anos realiza o Duelo de MCs na capital. É justamente para falar sobre sua trajetória que integrantes do “Família de Rua” foram convidados para bate-papo que integra a programação do Inverno das Artes.Depois da conversa, marcada para sexta-feira (14), o grupo realiza uma pequena edição do Duelo de MCs, com quatro convidados – Chris, Crizin, Drizzy e Big Leo. Em meio a uma década atuando na cidade, há muitas histórias. Pedro Valentim, integrante do coletivo, destaca três importantes momentos da trajetória.
“Em 2012, tem um acontecimento importante: a gente faz o primeiro Duelo Nacional”, lembra. “Jáem 2014, com o Viaduto fechado para obras, algo muito estranho, a gente ocupa aquele espaço comdiversos grupos e movimentos e, pela vontade popular,conseguimos reabrir o lugar”. Por fim, cita 2017. “Neste ano, o Duelo Nacional cresceu, 16 Estados vão participar!”, diz, entusiasmado, sobre o evento que será realizado em dois dias, no final de novembro.
> Família de Rua
Palácio das Artes (Av. Afonso Pena, 1537, Centro). Sexta (14), 20h30. Entrada franca. DANIEL IGLESIAS – 26.5.2011
Trajetória do Duelo de MCs é tema de bate-papo
Arraial de Belo Horizonte se despede BELOTUR/DIVULGAÇÃO
O Arraial de Belo Horizonte encerra sua agenda 2017 neste fim de semana. No sábado (8), a dupla Rick e Ricardo sobe ao palco da praça da Estação para esquentar a noite, a partir das 23h. Já no domingo (9), Michel Teló e sua sanfona animam a despedida a partir das 21h. Em ambos os dias, no mesmo local, haverá concurso de quadrilhas. O público poderá assistir à disputa estadual que traz, à capital, quadrilhas do Norte ao Sul de Minas – as danças serão a partir das 15h30, no sábado, e das 14h, no domingo.
Outro evento atrelado aos festejos “julinos” deste sábado é o Baile Perfumado do Hotel Ronaldo Fraga. A quadrilha traz o Baianas Ozadas com pegada mais “forrozada”, além do grupo Faca Amolada e do Trio Lampião. A programação começa às 13h, com aula coletiva de forró. Para participar, é preciso trocar 1 kg de arroz ou feijão pela pulseira de acesso, nas unidades Serra, Savassi e Sion do supermercado Verdemar. O roteiro completo de festas deste fim de semana pode ser acessado no aplicativo Arraial de Belo Horizonte ou pelo site: arraialdebelohorizonte.com.br
Sábado (8) SÃO JOÃO NO GRANDE HOTEL R. Ceará, 1205, Funcionários. Das 13h às 21h. Ingresso trocado por 1 Kg de arroz ou feijão
ARRAIÁ DO PRADO Av. Francisco Sá, 383, Prado. Das 12h às 22h. Gratuito
ARRAIÁ DE SÃO MATEUS R. Itapema, 174, Anchieta. De 15h às 23h. Gratuito
Domingo (9) 13º ARRAIÁ DE SÃO JOSÉ R. Rio de Janeiro, 717. Das 7h às 22h. Gratuito
ARRAIAL DO BUTÃO Movimento Rede Felicidade R. Tomé de Souza, 1065, Savassi. Das 10h às 17h. Gratuito
ARRAIAL DO BARNABÉ
Michel Teló encerrra as festividades do Arraial de Belo Horizonte no domingo
Av. Petrolina, 386, Sagrada Família. Das 15h às 23h30. Gratuito
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ARTES VISUAIS Um mapa na palma da mão FOTOS: LEO FONTES
Carlos Quem já foi Andrei ao Instituto Siquara Inhotim sabe que é necessário mais do que um dia para conhecer todas as 23 galerias onde estão expostas 700 obras. Além dessas, há ainda outras 600 peças que estão dispostas nas áreas externas e convivem com um vasto jardim botânico. Para descobrir cada uma dessas preciosidades, há vários caminhos que, agora, poderão ser explorados por meio de um aplicativo desenvolvido para celular. Os usuários dos sistemas operacionais Android ou iOS já podem baixar a ferramenta gratuita que visa fornecer ao público localização, entre outras diversas informações, que vão desde pequenas biografias de artistas, detalhes de seus projetos artísticos e as características da vegetação existente no local. A agenda de atividades prevista para ser realizada neste e nos próximos meses também vai estar disponível junto com dados de outros serviços. Para Antonio Grassi, diretor executivo, a iniciativa poderá ser um atrativo não só para quem ainda não esteve em Inhotim, mas para aqueles que já percorreram o museu, conhecido por ter um dos maiores acervos de arte contemporânea do país. “A ideia é aprimorar as ferramentas que podemos ter para que a visitação possa ser cada vez mais qualificada e a experiência do público seja a mais avançada em todos os aspectos positivos disso. Não só o novo visitante, que nunca esteve aqui,
A jardineira paisagista Ilma Farias de Almeida compartilha no aplicativo um dos percursos criados por ela
mas aquele que já circulou pelo Inhotim várias vezes, vai poder ter uma experiência inédita que renova a visitação”, diz Grassi. María Eugenia Salcedo, diretora artística adjunta, acrescenta que as informações sobre os trabalhos artísticos a serem acessadas no aplicativo são inéditas e, portanto, não replicam aquelas encontradas nas paredes das galerias. “Esse aplicativo significa mais uma camada de sentido, e isso é sempre algo muito positivo para qualquer instituição, principalmente o Inhotim, que se propõe a ser um museu, um jardim botânico e um pouco mais do que isso. Sendo assim, o aplicativo tem como objetivo a divulgação e o acesso às informações sobre as obras de arte e sobre as espécies botânicas, estabelecendo uma relação entre esses dois acervos”. Como o sinal de telefonia costuma oscilar bastante no espaço localizado no município de Brumadinho, região metropolitana de Belo Horizonte, o aplicativo foi desenvolvido para funcionar independentemente das redes mantidas pelas operadoras de celular. Ao utilizar a tecnologia do sistema de posicionamento global, mais conhecida pela sigla em inglês GPS, o recurso digital também consegue rodar sem o acesso aos pontos de Wi-Fi, que ainda são poucos no Inhotim. “Nós fizemos uma parceria com a Zubb, empresa que criou as funções de geolocalização, e isso permite que o aplicativo funcione com ou sem sinal de celular e dados de Wi-Fi. ”, explica Fabrício Santos, coordenador de marketing e comunicação do Inhotim.
Multiplicidade de caminhos Apesar de fornecer informações sobre as obras, as galerias e as espécies botânicas cultivadas no Instituto Inhotim, o aplicativo não pretende oferecer ao visitante um roteiro linear capaz de fechar um único percurso a partir de determinado local. Um exemplo disso é a maneira como textos e imagens vão estar associados de maneira aleatória. Isso significa que quem estiver lendo sobre alguma galeria vai poder encontrar outros conteúdos diversos, não necessariamente ligados a ela, ao navegar pelo dispositivo. Isso pode ampliar as possibilidades de caminhos a serem definidos pelo usuário. Mesmo se duas pessoas estiverem usando o recurso ao mesmo tempo, lado a lado, essas associações não aparecerão da mesma maneira para ambas. “O interessante desse aspecto randômico na tecnologia é que ele espelha uma tendência do que já acontece no Inhotim,que é a deo visitante poder se perder e se encontrar, às ve-
zes, pela referência do outro. A sinalização ajuda, mas, de fato, Inhotim é uma experiência que permite a qualquer um se perder e se deixar ir ao encontro de algo novo. Seja o conteúdo de uma galeria ou deum espaço novomesmo”, observa María Eugenia Salcedo, diretora artística adjunta. Além dessa característica, o aplicativo também vai acolher alguns roteiros sugeridos por funcionários e participantes de oficinas realizadas pelo Inhotim. A ideia é que eles possam compartilhar recortes daquilo que os chama mais atenção no espaço. Um deles foi concebido pela jardineira paisagista Ilma Farias de Almeida. Ela propõe uma trajetória que tem início na árvore Tamboril. “Essa árvore é fantástica, tem uns troncos muitos bonitos, e uma curiosidade é que as sementes dela parecem orelhas de macaco”, diz.
Processo: O dispositivo foi desenvolvido a partir de diálogos com visitantes do Instituto Inhotim
Exposição celebra o tempo de ipê JULIO TOLEDO/DIVULGAÇÃO
O frio já anuncia: logo as ruas de BH estarão coloridas de roxo, amarelo, branco e rosa. Os responsáveis pela explosão de cores são os ipês. A relação intrínseca, quase natural, entre a floração e a dinâmica da capital inspirou Julio Toledo a fotografar as árvores, que formam um enquadramento perfeito quando combinadas à arquitetura da capital. O resultado pode ser conferido no conjunto de fotos que integram a exposição “Pédipê”, em cartaz no restaurante da unidade Savassi do Verdemar. “Pédipê” é um braço do projeto “BH Cidade Jardim”, que Toledo mantém desde 2004. Enge-
nheiro por formação e apaixonado por arquitetura, o belo-horizontino fotografa os ipês há mais de uma década. “Criei o nome Pédipê porque acho lúdico. Num primeiro instante, todo mundo estranha, mas depois ele acaba pegando. Pretendo que o projeto seja contínuo. A ideia é que todo ano seja feita uma campanha com ações diferentes para promover a apropriação da contemplação de ipês”, diz. “Nessa correria do dia a dia, ninguém contempla as coisas. A proposta é incentivar as pessoas a pararem e a apreciar um espetáculo muito significativo”. A exposição de Julio Toledo (que tem apoio do Verdemar, PBH, Circuito Liberdade e Amas) faz par-
te da campanha “Celebre o Ipê”, que, neste domingo (9) realizará a ação “Abrace o Ipê”, em parceria com a Savassi Criativa, o Circuito Liberdade e a Secretaria de Esporte e Lazer de BH. A atividade terá início com uma concentração na praça da Savassi, das 9h às 13h, onde ocorrerá apresentações musicais, oficinas e plantio das árvores. De lá, haverá uma caminhada até a praça da Liberdade, onde haverá um abraço coletivo aos ipês da praça e posterior retorno à praça da Savassi.
> Pédipê
Exposição do fotógrafo Julio Toledo Restaurante do supermercado Verdemar (rua Fernandes Tourinho, 471, Savassi), das 7h às 22h. Gratuito
As fotos de Julio Toledo integram os ipês à arquitetura de BH
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CINEMA SONY/DIVULGAÇÃO
(Brasil, 2017, 1h20, livre) Dir. Rodrigo Gava. Tentando salvar sua família da falência, o pequeno Cristóvão Colombo convence os amigos Leonardo da Vinci e Mona Lisa a irem com ele até uma ilha repleta de tesouros. BH Shopping 10: 13h50, 16h, 18h30 Cidade 1: 11h30(*)(somente domingo), 13h, 14h50, 16h40 Del Rey 7: 13h10, 14h50, 16h40 Diamond 3: 11h40, 14h, 16h20
Boulevard IMAX: 13h(*), 15h45, 18h30(*), 21h15 Del Rey 2: 12h30(*)(somente sábado), 13h(*)(somente domingo), 15h10(somente sábado), 15h40(somente domingo), 17h50(*)(somente sábado), 18h20(*) (somente domingo), 20h30(somente sábado), 21h(somente domingo), 23h10(*)(somente sábado) Diamond 1: 12h, 15h10, 18h10, 21h10 Itaú Power 5: 13h(*), 15h45(*), 18h30(*), 21h10 Minas 1: 12h50(*), 15h30 (*), 18h10(*), 20h50 Monte Carmo 5: 12h50(*), 15h30 (*), 18h10(*), 20h50 Paragem 5: 13h(*), 15h45, 18h30(*), 21h10 Pátio Savassi 2: 19h10, 22h10 Pátio Savassi 5: 12h, 15h, 18h, 21h, 0h10(somente sábado) Pátio Savassi 6: 11h20, 14h20(*), 17h20, 20h20 Ponteio Premier: 13h20, 16h, 18h40, 21h10 Shopping Norte 1: 15h20 (*), 18h (*), 20h40(*) Via Shopping 4: 20h50
(*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
HOMEM-ARANHA – DE VOLTA AO LAR
PERDIDOS EM PARIS
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 8 (sábado) e 9 (domingo)
estreias AS AVENTURAS DO PEQUENO COLOMBO
(Spider-Man: Homecoming, EUA, 2017, 2h13, 12 anos) Dir. Jon Watts. Com Tom Holland, Michael Keaton, Robert Downey Jr. Depois de atuar ao lado dos Vingadores, Peter Parker pensa ter encontrado a missão de sua vida quando o terrível vilão Abutre surge amedrontando a cidade. O problema é que a tarefa não será fácil. Big Shopping 2: 14h50(*), 17h40 (*), 20h20(*) Boulevard 3: 12h50, 15h30(*), 18h20, 21h(*) Cidade 3: 13h20, 18h10, 20h50 Cidade 4: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Cidade 7: 12h50(*), 15h30(*), 18h10(*), 20h50(*) Contagem 1: 13h(*), 15h40, 18h20(*), 21h Contagem 3: 15h45, 18h25, 21h10 Contagem 6: 12h50(*), 15h30(*), 18h20(*), 21h(*) Del Rey 3: 12h20(somente sábado), 12h50(somente domingo), 15h(somente sábado), 15h30(somente domingo), 17h40(somente sábado), 18h10(somente domingo), 20h20(somente sábado), 20h50(somente domingo), 23h(somente sábado) Del Rey 4: 17h50(*), 20h30(*), 23h(*)(somente sábado) Diamond 3: 19h10, 22h Diamond 4: 13h(*), 16h(*) Itaú Power 3: 12h50(*), 15h30(*), 18h10(*), 20h50(*) Minas 3: 13h(*), 15h45(*), 18h30(*), 21h10(*) Monte Carmo 4: 13h(*), 15h45(*), 18h30(*), 21h10(*) Paragem 3: 12h50, 15h30, 18h10, 20h50 Shopping Norte 3: 17h55(*) Shopping Norte 5: 18h15(*), 20h50 (*) Via Shopping 3: 13h(*), 15h45(*), 18h30(*), 21h10(*) Via Shopping 4: 12h50(*), 15h30(*), 18h10(*) Sessões 3D: Betim 1: 13h, 18h20 BH Shopping 1: 11h10, 14h10(*), 17h10, 20h10 BH Shopping 2: 11h50, 14h50, 18h50, 21h BH Shopping 3: 13h30(*), 21h30 BH Shopping 5: 19h, 22h10 Big Shopping 1: 15h20(*), 18h (*), 20h40(*)
(Lost In Paris, França/ Bélgica, 2017, 1h20, 12 anos) Dir. Fiona Gordon, Dominique Abel. Com Fiona Gordon, Dominique Abel, Emmanuelle Riva. Fiona é uma bibliotecária canadense que recebe uma carta misteriosa de Martha, uma tia distante. Na carta, ela pede que a sobrinha viaje imediatamente a Paris, para evitar que seja internada em um asilo. Belas 1: 14h, 15h50, 19h50, 21h30 Ponteio 2: 19h Ponteio 3: 21h10
SOUNDTRACK (Brasil, 2017, 1h52, 14 anos) Dir. 300ml. Com Selton Mello, Ralph Ineson, Seu Jorge. Para realizar uma exposição de arte, o fotógrafo Cris viaja até uma estação de pesquisa polar para se isolar e tirar selfies que capturem as sensações causadas por uma série de músicas pré-selecionadas. Belas 3: 14h, 21h40 Ponteio 2: 14h20, 16h40, 20h40 Pátio Savassi 1: 16h, 21h40
em cartaz BAYWATCH (Baywatch, EUA, 2017, 1h57, 14 anos) Dir. Seth Gordon. Com Dwayne Johnson, Alexandra Daddario, Zac Efron. Enquanto treina o novo e exibido recruta Matt Brody, o salva-vidas Mitch Buchannon descobre uma conspiração criminosa que pode ameaçar o futuro da baía onde trabalha. BH Shopping : 14h35 Contagem 8: 14h (*) (*) Sessões dubladas
AO CAIR DA NOITE (It Comes At Night, EUA, 2017, 1h37, 14 anos) Dir. Trey Edward Shults. Com Joel Edgerton, Christopher Abbott, Riley Keough. Paul mora com sua esposa e seu filho numa casa solitária, mas segura, longe de uma epidemia que assolou o planeta. A rotina deles é perturbada com a chegada de uma família desesperada procurando refúgio. Del Rey 5: 13h20
O CÍRCULO (The Circle, EUA, 2017, 1h50, 12 anos) Dir. James Ponsoldt. Com Emma Watson, John Boyega, Tom Hanks. The Circle
Tom Holland vive uma versão colegial e mais adolescente nesta terceira encarnação de Peter Parker na telona é uma das empresas mais poderosas do planeta, atuando no ramo da internet. Ao ser contratada, Mae fica empolgada, mas logo percebe que seu papel lá dentro é muito diferente do que imaginava. BH Shopping 9: 17h20, 19h55, 22h30 Contagem 2: 13h20 Del Rey 4: 13h30 Diamond 2: 15h20, 20h50
DANADO DE BOM (Brasil, 2015, 1h14, livre) Dir. Deby Brennand. Com participações de músicos consagrados, o documentário acompanha o compositor João Silva, um dos principais parceiros de Luiz Gonzaga, em uma viagem pelo sertão nordestino até sua cidade natal. Belas 3: 16h10
DIVINAS DIVAS (Brasil, 2017, 1h50, livre) Dir. Leandra Leal. O documentário acompanha o reencontro de oito grandes travestis dos anos 70 para a montagem de um espetáculo, trazendo histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época. Belas 3: 19h30 Cine 104: 16h40, 19h (somente sábado)
FRANTZ (Frantz, França/ Alemanha, 2017, 1h57, 12 anos) Dir. François Ozon. Com Pierre Niney, Ernst Stötzner, Paula Beer. Em uma pequena cidade alemã após a Primeira Guerra, Anna leva flores diariamente ao túmulo de seu noivo, morto em uma batalha na França. Um dia, ela encontra ali um jovem francês, Adrien. Belas 1: 17h40
UMA FAMÍLIA DE DOIS (Demain Tout Commence, França, 2017, 1h58, 12 anos) Dir. Hugo Gélin. Com Omar Sy, Antoine Bertrand, Clémence Poésy. Sem conseguir encontrar a mãe biológica, Samuel cria a filha, Glória, sozinho. Oito anos depois, quando Samuel e Glória já se tornaram inseparáveis, a mãe retorna para recuperar a menina. Boulevard 1: 18h20 Diamond 2: 12h30 Ponteio 4: 18h30 Pátio Savassi 8: 14h
A GAROTA OCIDENTAL (Noces, Bélica/ Luxemburgo/ Paquistão/ França, 2017, 1h38, 14 anos) Dir. Stephan Streker. Com Lina El Arabi, Babak Karimi, Sébastien Houbani. Zahira é uma jovem paquistanesa na França. Chegando aos 18 anos, seus pais a obrigam escolher um marido. Mas Zahira não está pronta e conta com o irmão Amir para encontrar uma solução. Ponteio 4: 14h30
MEU MALVADO FAVORITO 3 (*) (Despicable Me 3, EUA, 2017, 1h30, livre) Dir. Kyle Balda, Pierre Coffin. O ex-ator mirim e astro de TV, Balthazar Bratt, foi um típico malvado bem-sucedido nos anos 80 e agora está de volta à ativa. Ele vai aterrorizar a vida de Gru, Agnes, Margo, Edith, Dr. Nefario e os atrapalhados Minions. Betim 3: 14h30, 16h30, 18h39, 20h30 BH Shopping 4: 12h40, 17h40, 20h30 BH Shopping 8: 12h e 14h20 Big Shopping 3: 14h20, 16h20, 18h20,
20h20 Big Shopping 5: 14h30 (*), 16h30 (*), 18h30 (*), 20h30 (*) Boulevard 4: 13h10, 15h15, 17h20, 19h25, 21h25 Contagem 3: 13h40 Contagem 5: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Del Rey 6: 13h, 15h, 17h10, 19h10, 21h10 Diamond 6: 12h20, 14h30 Itaú Power 2: 13h (*), 15h (*), 17h10 (*), 19h10 (*), 21h10 (*) Minas 4 : 12h45, 14h50, 16h55, 19h, 21h05 Monte Carmo 2: 12h50, 14h50, 16h55, 19h, 21h05 Paragem 1: 12h50, 14h50, 17h, 19h, 21h Paragem 2: 14h, 16h10, 18h20 Pátio Savassi 3: 11h30 Pátio Savassi 4: 12h30, 14h50, 18h, 21h Pátio Savassi 7: 16h50, 19h30, 22h Via Shopping 1: 12h50, 14h50, 16h55, 19h, 21h05 Via Shopping 2: 14h, 16h10, 18h20 Shopping Norte 5: 14h30 (*), 16h30 (*) Sessões 3D: BH Shopping 2: 17h BH Shopping 3: 17h, 19h20 BH Shopping 4: 12h40, 13h20 (*), 15h15, 15h45 (*), 17h40 BH Shopping 8: 16h30, 18h45, 21h15 Boulevard 2: 13h, 15h05, 17h10, 19h15, 21h15 Cidade 5: 14h30, 16h30 e 18h30 Del Rey 1: 14h20, 16h30, 18h40 e 20h50 Diamond 4: 13h30, 15h40, 18h20 e 20h30 Diamond 6: 14h30, 16h40, 18h50 e 21h Itaú Power 6: 14h30, 16h35,18h40 e 20h45 Pátio Savassi 2: 13h10, 15h40, 18h10 e 20h40 Pátio Savassi 6: 12h20, 14h30, 16h40, 18h50, 21h Ponteio 3: 13h15, 15h05, 17h Shopping Norte 2: 14h20(*), 16h20(*), 18h20 (*), 20h20 (*)
uma grande festa de 15 anos. Mas tem um problema: a garota sonhadora e apaixonada por música não tem muitos amigos para convidar ao evento. Betim 2: 14h10, 16h20, 18h40 BH Shopping 6: 14h, 16h40 Big Shopping 4: 16h10 (*) Boulevard 1: 14h Cidade 8: 14h, 16h10 Contagem 7: 18h30 Del Rey 7: 18h30 Diamond 5: 11h10 Itaú Power 1: 14h, 16h10 Minas 6: 13h10, 15h10, 17h20 Paragem 4: 14h10, 16h20 Pátio Savassi 2: 13h30 Via Shopping 5: 14h10, 16h20 (*) Sessões dubladas
MULHER MARAVILHA (Wonder Woman, EUA, 2017, 2h21, 12 anos) Dir. Patty Jenkins. Com Gal Gadot, Chris Pine, Connie Nielsen. Quando o piloto Steve Trevor cai numa praia de sua ilha, a amazona Diana Prince descobre que uma guerra está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar, certa de que pode parar o conflito. Betim 2: 20h50 (*) BH Shopping 10: 20h50 BH Shopping 7: 11h40 (*), 18h15 (*) Big Shopping 4: 20h50 (*) Boulevard 5: 13h, 15h40, 18h20, 21h Cidade 6: 13h (*), 18h15 (*), 21h (*) Contagem 2: 15h30 (*), 18h10 (*), 20h50 (*) Del Rey 1: 22h50 Del Rey 5: 15h20, 21h e 18h20 (*) Itaú Power 4: 16h (*), 20h50 (*) Minas 5: 16h (*),20h50 (*) Paragem 2 : 20h30 Pátio Savassi 1: 12h50, 18h40 Pátio Savassi 6: 13h50, 21h50 Via Shopping 2: 20h30 Sessões 3D: Diamond 1: 17h50 (*) Sessões dubladas
(*) Sessões dubladas
(Paris Can Wait, EUA, 2014, 1h32, 12 anos) Dir. Eleanor Coppola. Com Diane Lane, Alec Baldwin, Arnaud Viard. Casada com o produtor de cinema Michael, Anne pega uma carona de Cannes até Paris com o sócio dele. Ao longo de várias paradas, eles passam a se conhecer melhor e apreciam as paisagens francesas. Ponteio 4: 16h30, 20h50
PIRATAS DO CARIBE – A VINGANÇA DE SALAZAR (Pirates of the Caribbean: Dead Men Tell No Tales, EUA, 2017, 2h09, 12 anos) Dir. Joachim Rønning, Espen Sandberg. Com Johnny Depp, Brenton Thwaites, Javier Bardem. O capitão Salazar lidera um exército de fantasmas assassinos e está disposto a matar todos os piratas existentes. Para escapar, Jack Sparrow precisa encontrar o Tridente de Poseidon, que dá ao seu dono o poder de controlar o mar. Cidade 5: 20h30 (*) Cidade 6: 15h40 (*) Contagem 8: 16h20 (*) (*) Sessões dubladas
UM TIO QUASE PERFEITO (Brasil, 2017, 1h36, livre) Dir. Pedro Antonio. Com Marcus Majella, Ana Lúcia Torre, Letícia Isnard. Tony e sua mãe Cecília são malandros trambiqueiros. Despejados, os dois procuram Angela, outra filha de Cecília que recebeu uma promoção no emprego e deixa seus três filhos sob os cuidados do tio Tony. Cidade 8: 18h20, 20h20 Contagem 7: 20h40 Del Rey 7: 20h40, 22h30(somente sábado) Itaú Power 1: 18h20, 20h20 Minas 6: 19h30, 21h20 Paragem 4: 18h30, 20h40 Pátio Savassi 2: 16h30 Via Shopping 5: 18h30, 20h40
NASCIDA DE NOVO UM INSTANTE DE AMOR (Mal de Pierres, França/ Bélgica, 2017, 2h01, 14 anos) Dir. Nicole Garcia. Com Marion Cotillard, Alex Brendemühl, Louis Garrel. Gabrielle é uma mulher que não sabe lidar muito bem com seus impulsos sexuais. Sua mãe arma o casamento dela com o pedreiro José, mas, após um aborto, Gabrielle encontra a paixão por um tenente à beira da morte. Belas 2: 11h Ponteio 3: 21h10
INTRODUÇÃO À MÚSICA DO SANGUE (Brasil, 2014, 1h35, 16 anos) Dir. Luiz Carlos Lacerda. Com Ney Latorraca, Armando Babaioff, Bete Mendes. No interior do Brasil, entre o mundo arcaico e o contemporâneo, uma família vive suas angústias numa atmosfera de desejo e repressão, abalada pela chegada da luz elétrica e de um jovem vaqueiro. Belas 3: 17h40
MEUS 15 ANOS (Brasil, 2017, 1h34, 10 anos) Dir. Caroline Fioratti. Com Larissa Manoela, Daniel Botelho, Rafael Infante. Aos 14 anos, Bia descobre que vai ganhar
(Brasil, 2016, 2h08, 14 anos) Dir. Mary Grace Hughes. Com Carol Cardoso, Laura de Oliveira, Nicoly Ribeiro. A história de superação de uma jovem menina que vive entre dois mundos completamente diferentes: o real e o sobrenatural, dividida entre as trevas e a luz. Cidade 1: 18h30 e 21h
A MÚMIA (The Mummy, EUA, 2017, 1h51, 12 anos) Dir. Alex Kurtzman. Com Tom Cruise, Annabelle Wallis, Russell Crowe, Sofia Boutella. Nas profundezas do deserto, uma rainha mumificada desperta nos dias atuais. Com uma maldade acumulada ao longo dos anos, ela espalha terror, das areias do Oriente Médio aos becos de Londres. BH Shopping 5: 19h40, 22h20 Big Shopping 4: 18h40 Boulevard 1: 16h10, 20h40 Cidade 3: 16h (*) Contagem 8: 18h50 (*), 21h (*) Del Rey 4: 15h40 Itaú Power 4: 13h50 (*), 18h40 (*) Minas 5: 13h50 (*), 18h40 (*) Shopping Norte 3: 15h30 (*) (*) Sessões dubladas
PARIS PODE ESPERAR
NA VERTICAL (Rester Vertical, França, 2017, 1h38, 18 anos) Dir. Alain Guiraudie. Com Damien Bonnard, Christian Bouillette, India Hair. Em busca de inspiração, o cineasta Léo vaga sem rumo pelo interior da França, iniciando um relacionamento com a filha de um pastor de ovelhas, Marie, e rondando um jovem que mora por perto. Cine 104: 20h40(somente sábado)
mostras STUDIO GHIBLI (*) Mostra exibe as animações do estúdio japonês Neste sábado (8) 16h “Túmulo dos Vagalumes” (Hotaru no haka, JAP, 1988, 1h29) Dir. Isao Takahata 18h “Eu posso Ouvir o Oceano” (GA Umi Kikoeru, JAP, 1993, 1h12) Dir. Tomomi Mochizuki 19h30 “Nausicaä do Vale do Vento” (Kaze no tani no Naushika, JAP, 1984, 1h57) Dir. Hayao Miyazaki
almanaque
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 8 a 14 de julho de 2017
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CINEMA mostras (continuação) Domingo (9) 17h “O Castelo no Céu” (Tenkû no shiro Rapyuta, JAP, 1986, 2h4) Dir. Hayao Miyazaki 19h15 “Meu Amigo Totoro” (Tonari no Totoro, JAP, 1988, 1h26) Dir. Hayao Miyazaki 21h “Princesa Mononoke” (Mononokehime, JAP, 1997, 2h14) Dir. Hayao Miyazaki Segunda-feira (10) 17h “O Serviço de Entregas da Kiki” (Majo no takkyûbin, JAP, 1989, 1h43) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão comentada pela pesquisadora do cinema de Hayao Miyazaki Jane Carmen Oliveira 19h15 “Porco Rosso: O Último Herói Romântico” (Kurenai no buta, JAP, 1992, 1h34) Dir. Hayao Miyazaki 21h15 “Contos de Terramar” (Gedo senki, JAP, 2006, 1h55) Dir. Gorô Miyazaki Terça-feira (11) 15h “PomPoko: A Grande Batalha dos Guaxinins” (Heisei tanuki gassen ponpoko, JAP, 1994, 1h59) Dir. Isao Takahata 17h15 “O Mundo dos Pequeninos” (Kari-gurashi no Arietti, JAP, 2010, 1h34) Dir. Hiromasa Yonebayashi 19h15 “Sussurros do Coração” (Mimi wo sumaseba, JAP, 1995, 1h51) Dir. Yoshifumi Kondô 21h15 “Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar” (Gake no ue no Ponyo, JAP, 2008, 1h51) Dir. Hayao Miyazaki Quarta-feira (12) 13h15 “Meu Amigo Totoro” (Tonari no Totoro, JAP, 1988, 1h26) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão dublada em português 15h “Nausicaä do Vale do Vento” (Kaze no tani no Naushika, JAP,
GHIBLI/DIVULGAÇÃO
1984, 1h57) Dir. Hayao Miyazaki 17h15 “As Memórias de Marnie” (Omoide no Mânî, JAP, 2014, 1h43) Dir. Hiromasa Yonebayashi 19h15 “Da Colina Kokuriko” (Kokurikozaka kara, JAP, 2011, 1h31) Dir. Gorô Miyazaki 21h “A Viagem de Chihiro” (Sen to Chihiro no Kamikakushi, JAP, 2001, 2h5) Dir.Hayao Miyazaki
“O Castelo no Céu”, em cartaz na mostra Studio Ghibli, é uma adaptação japonesa do livro “O Castelo Animado”, escrito pela britânica Diana Wynne Jones
FESTIVAL DE CINEMA (*) Neste sábado (8) 17h “A Bela e a Fera” (EUA, 2017, 2h09, livre) Dir. Bill Condon. 20h “Como perder um homem em 10 dias” (EUA/ ALE, 2033, 1h50, 12 anos) Dir. Donald Petrie. Domingo (9) 17h O Rei Leão (EUA, 1994, 1h37, livre) Dir. Roger Allers, Robert Minkoff. 20h30 A culpa é das estrelas (EUA, 2016, 2h06, 12 anos) Dir. Josh Boone
Sexta-feira (14) 17h “Princesa Mononoke” (Mononoke-hime, JAP, 1997, 2h14) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão comentada pela pesquisadora do cinema de Hayao Miyazaki Jane Carmen Oliveira
(*) Arena Viva Del Rey (av. Presidente Carlos Luz, 3.001, Caiçara). Entrada gratuita, com retirada de ingressos no site: sympla. com.br
CINEMA E PSICANÁLISE (*)
Dir. Woody Allen. Sessão Comentada (*) Cine Humberto Mauro (av. Afonso Pena, 1.537, centro). Entrada Gratuita Mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
MAZZAROPI: UM CAIPIRA NO CINEMA (*) Mostra exibe filmes do personagem clássico do cinema nacional Neste sábado (8) 19h “O Lamparina” (Brasil, 1964 1h23)
Sexta-feira (14) 19h “Os Capuleto e os Montéquio” (ITA, 2015, 2h35) Dir. Arnaud Bernard. Com Teatro La Fenice, de Veneza. (*) Sesc Palladium. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Quinta-feira (13) 14h45 “O Castelo no Céu” (Tenkû no shiro Rapyuta, JAP, 1986, 2h4) Dir. Hayao Miyazaki 17h “O Castelo de Cagliostro” (Rupan sansei: Kariosutoro no shiro, JAP,1979, 1h42) Dir. Hayao Miyazaki. Sessão comentada pela pesquisadora do cinema de Hayao Miyazaki Jane Carmen Oliveira 19h15 “O Castelo Animado” (Hauru no ugoku shiro, JAP, 2004, 1h59) Dir. Hayao Miyazaki 21h30 “O Reino dos Gatos” (Neko no ongaeshi, JAP, 2002, 1h15) Dir. Hiroyuki Morita
Sexta-feira (14) 19h30 “Blue Jasmine” (EUA, 2013, 1h38)
Filarmônica de Berlim
Dir. Glauco Mirko Laurelli Domingo (9) 17h “O Corintiano” (Brasil, 1967, 1h35) Dir. Milton Amaral 19h “O Puritano da Rua Augusta” (Brasil, 1965, 1h42) Dir. Amácio Mazzaropi Quarta-feira (12) 17h “O Jeca Macumbeiro” (Brasil, 1975h 1h27) Dir. Amácio Mazzaropi Pio Zamuner 19h30 “Zé do Periquito” (Brasil, 1960, 1h40) Dir. Amácio Mazzaropi, Ismar Porto Quinta-feira (13)
17h “O Lamparina” (Brasil, 1964, 1h23) Dir. Glauco Mirko Laurelli Sexta-feira (14) 17h “O Corintiano” (Brasil, 1967, 1h35) Dir. Milton Amaral 19h30 “Betão Ronca Ferro” (Brasil, 1970, 1h40) Dir. Geraldo Affonso Miranda, Pio Zamuner (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
ÓPERA NA TELA: FESTIVAL DE FILMES DE
ÓPERA (*) As montagens das maiores óperas européias da temporada 2015/16 ocupam a tela do Sesc Palladium. Neste sábado (8) 16h “A Noiva do Czar” (ALE, 2015, 2h32) Dir. Dmitri Tcherniakov. Com a Ópera Estatal de Berlim 19h “O Rapto no Arém” (FRA, 2015, 3h) Dir. Zabou Breitman. Com a Ópera Nacional de Paris Domingo (9) 16h “A Flauta Mágica” (ALE, 2015, 2h30) Dir. Robert Carsen. Com a Orquestra
CINECENTRO (*) Exibição de clássicos de Hollywood Terça-feira (11) 19h “A Luz É Para Todos” (EUA, 1947, 1h58). Dir. Elia Kazan Quinta-feira (13) 19h “Quando o Coração Floresce” (EUA, 1955, 1h36). Dir. David Lean (*) Centro Cultural UFMG (av. Santos Dumont, 174, centro|). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos
Mazzaropi volta à tela grande Certamente não vai faltar saudosismo nas sessões que o Museu da Imagem e do Som (MIS) Cine Santa Tereza realiza até 17 de julho. A mostra “Mazzaropi: Um Caipira no Cinema” traz filmes do ator, diretor e produtor Amácio Mazzaropi, que criou o mais famoso caipira dos longas nacionais. Nascido em 1912, em São Paulo, ele faleceu em 1981, vítima de câncer de medula, mas sua obra, que engloba 34 produções, continua sendo referência para o cinema nacional. O conteúdo dessa mostra foi um pedido dos moradores do bairro da região Leste. “Era uma reivin-
dicação da comunidade. Entre os anos 40 e 80, funcionou um cinema no mesmo local que ocupamos agora, e, depois da reabertura, havia um interesse, uma demanda da população para que retomássemos produções exibidas naquele período, como as do Mazzaropi”, explica a gestora do espaço, Ana Amélia Martins. Para colocar em prática o pedido constante, o MIS Cine Santa Tereza fez contato com o Museu Mazzaropi, em São Paulo, e teve acesso a oito das produções do ator e diretor. São longas como “Zé do Periquito” (1960), “O Corintiano (1967)”, “Jeca contra o Capeta” (1976) e “O Puritano da Rua Augus-
ta” (1965). “É uma das diretrizes do Cine ressignificar esse espaço trazendo produções universais e contemporâneas, mas também dando acesso a filmes emblemáticos, como esses, valorizando o cinema nacional”, diz Ana Amélia. Além das velhas gerações, é uma possibilidade para as gerações mais novas terem acesso, na grande tela, a um dos mais aclamados produtores nacionais – e com o charme de um cinema de rua. A mostra conta também com uma exposição de cartazes originais de filmes de Mazzaropi. Elas integram o acervo do MIS de Belo Horizonte. (Aline Gonçalves)
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Negócio da China
Lorena K. Assim como roupas, Martins acessórios e bolsas,
o mundo da maquiagem também é responsável por uma grande parcela de itens de desejo. Entretanto, os produtos que andam surgindo no mercado, longe de ser caros ou de marcas famosas, é que têm causando uma espécie de frisson em quem é apaixonada por maquiagens. Encontrados em comércios populares apelidados de “lojinhas xing ling” – por conta de a maioria dos produtos ter origem na China – e mesclados com uma profusão de bijuterias e bolsas nas gôndolas, esses itens de beleza têm algo em comum, além do preço baixinho: uma qualidade surpreendentemente boa. A origem do sucesso de algumas marcas chinesas e, até então, desconhecidas começou com a base da Ruby Rose Cosméticos, que custava, no fim do ano passado, apenas R$ 6,90 e que se tornou um fenômeno nas redes sociais nas páginas de blogueiras representativas do segmento, como Mari Maria, Alice Salazar, Niina Secrets e Bruna Tavares, do Pausa para Feminices. Nenhuma delas ganhou um centavo para falar do produto. Tudo isso foi por conta de uma espécie de boca a boca e indicação dos próprios seguidores e leitoras dessas meninas. “Elas sempre pedem a minha opinião com resenhas ou tutoriais utilizando esses produtos que são mais acessíveis. Quando eu os testo, eles costumam viralizar”, disse Alice Salazar, digital influencer e referência nacional quando o assunto é beleza. Alice foi uma das várias a testar a base da Ruby Rose, que está disponível em nove tonalidades e que conquistou uma gama de mulheres por conta de sua alta cobertura e acabamento mate – além do preço extremamente acessível. “Acredito que esses produtos bem
DOUGLAS MAGNO
Ana Luiza compra maquiagens em lojas populares no centro de BH
ARQUIVO PESSOAL
Foi nos produtos baratinhos, encontrados nas lojas chinesas em BH, que Karla Lopes, do blog Hey Cute, encontrou opções satisfatórias para seu tom de pele
baratos ganham repercussão pelas pessoas que amam maquiagem, pois realmente valem a pena ser testados. Esta base mesmo foi um desses casos. A empresa apresentou um produto diferente, com uma ótima cobertura”, garante Alice. O sucesso foi tanto que em pouco mais de seis meses o preço da base, encontrada do centro de BH, já beira os R$ 20 – mesmo assim, ainda bem mais em conta se comparada a outras marcas do segmento. PROGRESSÃO Já a blogueira mineira Karla Lopes, do blog Hey Cute, também acredita que o tubinho de base da marca brasileira que importa seus produtos da China foi o principal motivo para dar progressão às maquiagens populares, que sempre existiram, mas que, até então, não ganhavam espaço cativo nas nécessaires. “Eu já consumo essas maquiagens há alguns anos e não acho uma novidade encontrar um produto realmente bom e baratinho nessas lojas populares. Cada vez mais eu percebo que eles estão sendo comentados e avaliados por outras blogueiras do ramo de beleza também focado na
classe A”, acredita Karla, que, recentemente, gravou um vídeo mostrando suas aquisições baratas de outras marcas do mesmo segmento, como Luisance, Jasmyne, Belle Angel, Ricosti e Shines – todas encontradas nas prateleiras do centro da cidade em lojas populares localizadas na avenida Afonso Pena, rua Rio de Janeiro e rua dos Caetés e comércios como Feira Shop e Oiapoque. Quem também fez uma espécie de guia por essas lojas onde comprar maquiagem boa e barata foi a blogueira Ana Luiza Palhares. De acordo com ela, um dos motivos que a fizeram conhecer os produtos chineses foi, logo no início, o preço. “Encontrei outras opções atrativas no mercado, e como todas eram bem baratas, resolvi pagar pra ver”, brinca. “Eu testei já pensando que, se a maquiagem não fosse tão boa, eu não iria perder tanto dinheiro, mas elas são realmente de qualidade, embora a maioria das marcas não invista tanto em design de produto”, diz, referindo-se às embalagens com estampas cafonas e com material pouco resistente que abrigam esses artefatos. Pontos positivos. Além de mos-
trar que não é preciso gastar muito dinheiro para conquistar um make de qualidade, essas marcas investem, cada vez mais, em novos artigos, como delineadores para olhos e sobrancelhas, corretivos em diversos tons e paletas especiais de contorno facial, sempre alinhados a tendências de moda. “Com certeza dá para extrair ótimas opções de maquiagem desses produtos. Eu sou mais criteriosa com os de pele – como base e pó compacto –, então, o que sempre olho é a questão da durabilidade. Mas isso não impede de um produto mais em conta ser muito bom”, acredita Alice Salazar. Outro ponto positivo é que, como muitas empresas fazem quase réplicas de itens de desejo de beleza de marcas famosas e gringas, como Urban Decay e Naked, é mais fácil encontrar cores que sejam correspondentes a mais tonalidades de pele. “Eu sempre tive dificuldade de encontrar produtos especiais para a minha pele, que é negra, e foi com uma paleta de corretivo da Ruby Rose, bem baratinha, de R$ 25, que me deparei com cores excelentes para fazer um contorno facial de acordo com a minha tonalidade”, entrega.
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ALICE SALAZAR/DIVULGAÇÃO
NÉCESSAIRE Inverno representa a combinação de tempo frio e úmido e uma condição ideal para que o frizz reine em todos os tipos de cabelo. Conheça alguns produtos aliados para o combate dos fios revoltados.
Alice Salazar viralizou o teste da base da marca Ruby Rose, a mais comentada entre as blogueiras de beleza
FOTOS DIVULGAÇÃO
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Verificar rótulo é necessário Os produtos baratos e com resultados satisfatórios têm gerado, entretanto, uma dúvida comum: será que têm algum defeito? A blogueira Bruna Tavares, do Pausa para Feminices, que também testou a base da Ruby Rose, postou que “base sempre prejudica um pouco a pele, baratinha ou cara”, e ressaltou a importância da limpeza na pele, principalmente porque a textura mate e a alta cobertura e durabilidade – de três horas – podem obs-
truir ainda mais os poros da face. Já a blogueira Karla Lopes entende que, por serem produtos da China, a procedência dos materiais pode ser duvidosa, embora o rótulo esclareça a composição do produto. Para o dermatologista Bruno Vargas, independentemente do item, é importante que haja uma liberação da Anvisa que assegure a viabilidade legal da maquiagem no Brasil. “Só porque o produto é bem
barato não quer dizer necessariamente que ele seja ruim para a pele. Essas maquiagens não têm a função cosmética, pois são fórmulas simples que focam a cobertura. Mas é superimportante avaliar o rótulo e verificar se você tem alergia a algum composto”, explica. Ele alerta também que outro fator importante é verificar sempre o prazo de validade e o lote de fabricação. “Se não tiver isso, pode desconfiar”, destaca. (LKM)
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Iluminador bronze da Belle Angel, R$ 11,49
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Os “memes” que colocam Belo Horizonte como um dos possíveis destinos para quem quer esquiar têm feito a festa dos internautas. Não é para menos. A capital mineira registrou, nesta semana, seus dias mais frios em 42 anos, com termômetros que marcaram abaixo dos 12ºC, sem contar os ventos, que fizeram a sensação de frio aumentar. Mas nada de fugir do friozinho. A estação é prato cheio para aproveitar e deixar a casa e o armário mais quentinhos e aconchegantes e incluir programas como em casa debaixo das cobertas, assistir a um filme ou receber amigos para jantar – que tal um fondue? Aproveite também para reforçar a hidratação com produtos específicos para pele e cabelos, que sofrem muito nesta época do ano. Mantas, cobertores e velas cheirosas também deixam o lar um dos destinos mais requisitados da época. Se for sair de casa, abuse dos tricôs e dos casacos felpudinhos que, além de dar um charme à produção, aquecem mais do que nunca. Veja a seleção a seguir. Lorena K. Martins
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Apesar dos pesares HÉLVIO
i n h a amiga quemorou na Nova Zelândia durante 17 anos, após se aposentar, veio para o Brasil em definitivo, com o esposo neozelandês. O povo querendo pular fora, e eles de malas prontas para viver numa pacata cidadezinha no litoral da Bahia. Lembro-me das inúmeras vezes em que ela, atenta às notícias de sua terra natal, me ligava: – Laurinha! Que caos é esse aí? Aqui só chegam notícias negativas do Brasil, e o Larry fica horrorizado… Por mais que ela tentasse, não conseguia explicar o Brasil ao seu marido. Para ele, em sua cabeça anglo-saxônica, era inconcebível captar o “jeitinho” brasileiro de resolver as coisas. Entender a capacidade de grande parte de nossos governantes e legisladores arrumar encrencas com a coisa pública, sem escrúpulos e sem seriedade. Dentre tantos absurdos, como explicar, por
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exemplo, esse oceano de lama em obras superfaturadas, construídas com o dinheiro surrupiado da população? Propinodutos de proporções inimagináveis, balcões de negócios escusos, em que o dinheiro da saúde, da educação, do saneamento e de ou-tros parece estar relegado a um segundo plano? Isso, num país onde se assiste à maior onda de desemprego, violência e desespero. Antigamente, bastava um Fiat Elba para derrubar um presidente, hoje, nem um superpetroleiro de falcatruas consegue. Derrubálos: estou falando no plural, ok? Válido também para os ex. Tem horas que minha amiga prefere nem explicar, até porque muitas das coisas ele não entenderia mesmo! Semana passada, quase foram atropelados ao atravessar uma rua na faixa de pedestres. Fui a primeira a gritar: – Cuidaaaaado! Olha o carro... E ela, com cara de espanto, tentava compreender o ocorrido. – Mas nós estamos na faixa de pedestres... Será que o cara não nos viu? Pois é, o problema é que
o balde e, no caminho inverso, decidiu voltar ao Brasil junto com seu companheiro. Fizeram as malas e encheram um contêiner de mudanças. Porque aqui, apesar de todos os pesares, ainda encontram pessoas calorosas, espontâneas e, principalmente, que sorriem mais.
as faixas de pedestres no Brasil não são como as da Nova Zelândia. Lembrolhes que aqui as coisas são diferentes, e a probabilidade de ainda levarem um xingamento é enorme. O triste é que acabamos nos acostumando às más condutas, à má educação, aos maus atendimentos. Nem é preciso viver o outro lado para entender que as
coisas por aqui têm urgência de mudanças. E fechar esse estômago de avestruz que digere todo tipo de safadeza oficial é uma delas. A impressão é a de que todo mundo quer tirar vantagem sobre tudo e todos, reinando a lei do mais esperto. Enquanto seguimos com um cortês “licença, por favor", outros atropelam com um “sai da frente”.
Mas, enfim (e mesmo assim), minha amiga, sentindo falta do calor da família, das amizades antigas, do arroz com feijão, do “aparece lá em casa” (mesmo que não faça ideia de onde seja a casa), do pão de queijo, das sandálias Havaianas, das conversas descontraídas na mesa do bar, do bom humor e carinho das pessoas, mediu tudo na balança, chutou
PS: Nesta semana o contêiner chegou da Nova Zelândia e desembarcou no porto do Rio. Após uma novela de burocracias, taxas e mais taxas, incluindo as “embutidas”, provavelmente propinas maquiadas, finalmente as mercadorias foram liberadas. Em meio a sofás, mesas, fogão, geladeira etc., etc., uma caixa vazia. “Onde foram parar as 12 garrafas de vinhos australianos permitidos pela alfândega?”, pergunta o marido. E ela, dando um sorriso desanimado, prefere nem explicar. Enquanto isso, eu, cá com meus botões, penso: bem-vindos ao Brasil!!!
Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
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BELO HORIZONTE Sábado 8/7/2017
A joia de Mianmar
Bagan, a cidade dos 2.000 templos, é o ponto de partida para descobrir a simplicidade, os mistérios e as belezas do país do Sudeste Asiático. Págs. 4 a 6
SUSANNAH PRITCHARD/DIVULGAÇÃO
WServiço. A importância do kit de medicamentos na hora de viajar. Página 8 pampulha WPromoções. Confira os pacotes para a baixa temporada. Página 11
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paulocampos@otempo.com.br
sala vip (I) W
Quatro bandeiras com conceitos diferentes EDY FERNANDES/DIVULGAÇÃO
A Snow Operadora reuniu cerca de 370 agentes de viagens no restaurante Graciliano, no bairro Lourdes, para um workshop de capacitação. O objetivo foi apresentar não só as novidades, mas explicar mais a fundo as quatro bandeiras da armadora Royal Caribbean –
Royal Caribbean, Celebrity Cruises, Azamara e Pullmantur, cada uma com suas especificações e conceitos bem próprios. “Cada marca tem um conceito e é destinada a um determinado público. A capacitação é exatamente para o agente de viagens descobrir a pegada de cada cliente”,
afirma André Vieira, um dos sócios-diretores da operadora mineira, ao lado de Rafael Vieira. A Snow Operadora ganhou o título da agente referencial, outorgado pela Royal Caribbean, e também é hoje representante oficial da companhia marítima norueguesa em Minas Gerais.
André Vieira (diretor da Snow Operadora) e Karina Nascimento (R11), que representa as marcas da Royal Caribbean no Brasil
check-in/ W check-out Quaresma no PSE Alessandra Quaresma não para nunca. Workaholic, agora ela cuida do comercial do Porto Seguro Ecoresort, antigo Vela Branca. E, como sempre, com sucesso. PORTOSEGURO ECORESORT/DIVULGAÇÃO
Destino: Suécia Nosso amigo e parceiro Breno Pádua está deixando a CVC para enfrentar um desafio: morar na Suécia. Desejamos sucesso na nova vida e breve retorno ao Brasil.
Sonia Souza (WA), Sylvie Lojda (LCN), Itália Diniz (Master), Monia Zahreddine (Oásis) e Juliana Ataídes
Ramon Ferraz (Ramon Turismo), Delma Baranowski, Emerson (São Gabriel), Amira e Gabriel (Volta ao Mundo)
Geisa Lopes (Speed System), Cadu Lobo e Maria das Graças (Tissotur) e Bruno Paiva (Mayor Turismo)
Torneio de futebol (I) No dia 24/6, a April, empresa de seguros de viagem, deu início à primeira Travel League, torneio de futebol para o trade turístico de BH. Torneio de futebol (II) O torneio visa estreitar os laços com o trade. O campeonato será realizado aos sábados até o dia 22, no Centro de Futebol Zico. O evento contou com a presença do gerente regional, Celso Andrade.
Wagner Amorim, Marcela Duarte, Eduarda Bernardi e Breno Silva (da equipe Snow Operadora)
Fernanda Mazoni (Roteiros), Ana Cristina Silva e Patrícia Saraiva (Ibiza) e Gisele Mendonça (Polo)
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Da agência comandada Sarah Campos (2ª à esquerda), Nathália Campos, Carlos Campos e Vandeir
Vivian Ambrósio (Roteiros Tour), Humberto Vieira e Gracie Freitas (Primus Turismo) e Breno Silva (Snow)
Rafael Vieira (Snow), Márcia Ptotzer e Mairo Gabriel (Aquarius) e Simone Pires (Ideal Viagens)
Ana Luíza, Thaís Montijo e Júnia Castro (Asas), Andréa (Kleper) e Adriana Peixoto (Oásis)
sala vip (II) LUCIANO PALUMBO/DIVULGAÇÃO
A Flytour Viagens celebrou os bons resultados do primeiro semestre deste ano durante o FlyReport, encontro anual de vendas, e já projeta, segundo o presidente Michael Barkoczy, crescimento de 50% em 2017
ABR/DIVULGAÇÃO
Miguel Garcia (Tivoli Mofarrej), Bruno Omori (AbihSP), Luigi Rotunno (ABR) e Michael Soll (Innovation Group) no IV Brazilian Gaming Congress; Luigi participou do painel “Gaming como um novo setor da economia”
FESTIVAL DAS CATARATAS/DIVULGAÇÃO
Com 8.200 visitantes, o Festival das Cataratas superou as expectativas da organização do evento; foram 55 caravanas, 209 estandes, 21 Estados e 14 países; o evento de 2018 já tem data marcada: 20 a 22/6
ARQUIVO PESSOAL
Crescimento de 24% A Azul Viagens registrou crescimento de 24% em sua receita no primeiro semestre de 2017,na comparação com o mesmo período do ano passado. Passaporte Braztoa (I) Em três meses, o Passaporte Braztoa 2017 já conta com mais de 3.500 agentes de viagens inscritos e aproximadamente R$ 9 milhões em vendas cadastradas. A campanha (passaportebraztoa.com.br), no ar até 1/9 Política de turismo O Projeto de Lei 3.844/2016, que institui a Política Estadual de Turismo, foi aprovado em primeiro turno pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais,em reunião extraordinária no último dia 5.
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turismo
O conjunto de templos de Bagan foi um dos 20 finalistas na lista para escolher as Sete Maravilhas do Mundo, mas não ganhou
Rangoon (I)
Pagode sagrado O pagode Shwedagon Paya é visita obrigatória a quem vai a Mianmar. O nome Shwedagon vem de “shwe”, que quer dizer “ouro”, e de “dagon”, que é o antigo nome da cidade de Rangoon. Em torno surgiu um vasto complexo de pagodes menores, salas de oração e outros edifícios religiosos.
Mianmar Mianmar faz fronteira com Tailândia, Bangladesh, Laos e China; país só abriu as portas para o turismo a partir de 2011
Uma onda de cores, forma e sensações no Sudeste Asiático Sobre uma áridaplanície do noroeste do país,encontram-se templos majestosos,umdos maiores (e menos conhecidos) tesouros dahumanidade
MYANMAR TOURISM/DIVULGAÇÃO THAN WIN/AFP
João Lobato (*)
Rangoon (II)
Ornado com ouro e diamantes Shwedagon é o mais sagrado (e rico) dos templos budistas do país. Tem 98 m de altura, 13.153 placas de ouro, catavento no topo com 1.100 diamantes e 1.383 pedras preciosas. Na sua ponta, esfera de ouro é decorada com 4.351 diamantes (um de 76 quilates).
Raio x * Melhor época: Novembro a fevereiro, com temperaturas em torno de 20ºC * Visto: É necessário * Vacina: Obrigatório certificado contra febre amarela * Moeda: A moeda é o quiate (1.000 quiates = R$ 2,41) * O que conhecer: Rangoon, Bagan, Inle Lake, Mandalay e Ngapali Beach
Mianmar, antiga Birmânia, era, até recentemente, um dos lugares mais fechados do mundo. Governado durante 50 anos por cruéis ditadores, o país parou no tempo. Apesar das consequências extremamente negativas, isso preservou tradições que se perderam em quase todos os outros países da região. Mesmo em grandes cidades, como Rangoon e Mandalay, é comum ver pessoas usando roupas tradicionais, monges budistas recolhendo doações diárias e ofertórios para as divindades pré-budistas sob frondosas árvores, os nats, que, assim como os orixás, são incorporados em festivais religiosos. As atrações de Mianmar são inúmeras: praias intocadas em Ngapali Beach, metró-
Turistas em Ngapali Beach, região que concentra alguns resorts; praia já foi eleita uma das dez miais bonitas do mundo
poles como Rangoon, que inunda os visitantes com um mar de sensações, cores e formas, e Mandalay, com seus templos e o belíssimo Palácio Real, o misterioso lago Inle,
cravado entre montanhas ao leste, na fronteira com a Tailândia, monastérios que preservam a forma mais antiga do budismo, bucólicas cidades coloniais na costa sul e
Bagan, a antiga capital do reino de Pagan.
W João Lobato é escritor, autor de sete livros, e cineasta. Contatos podem ser feitos no site: www.jalobato.com
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A mágica cidade dos 2.000 templos Bagan tem mais de 2.000 templos – não se sabe o número oficial. Muitos deles ainda são usados pela população budista para oferendas, rezas e meditação. Os templos têm um interior relativamente simples, sobressaindo-se estátuas do Buda, normalmente modernas. O exterior das construções, no entanto, é incrível. Construídos entre os séculos IX e XIII por reis ansiosos em demonstrar sua devoção ao budismo – apesar das inúmeras guerras e massacres que comandavam –, o conjunto de templos constitui
uma das mais espetaculares paisagens criadas pelo ser humano. Acredita-se que um dos mais famosos, o templo Ananda, foi construído por arquitetos indianos e é tão bonito que o rei Kyanzittha mandou matar os arquitetos para que eles não construíssem algo que pudesse comparar-se a seu templo. Outro detalhe macabro é que crianças eram sacrificadas e enterradas na fundação dos templos devido à crença de que os espíritos se tornariam guardiões do lugar.
Quem leva Operadora: Queensberry Inf.: VTours, (31) 3293-5570 Saídas: Julho a outubro Duração: 9 dias/7 noites Pacote: Inclui aéreo Rangoon/ Bagan/Mandalay/Heho/Rangoon, sete noites de hospedagem com café da manhã e almoço, traslados, visitas a Rangoon (Chatrium Hotel),
Bagan (Tharabar Gate Hotel), Mandalay (Mandalay Hill Resort), Mingun, Amarapura e Inle Lake (Novotel Inle Lake) Preços: A partir de US$ 1.790 (outubro) e a partir de US$ 2.251 (até setembro) Aéreo: Não inclui bilhete aéreo desde o Brasil. Apenas sob consulta JOÃO LOBATO/DIVULGAÇÃO
Curiosidades (I) * O país adotou o nome de República da União de Mianmar em 1989. O nome antigo, Birmânia, vem de Burma, que por sua vez origina de Burmese Bamar, a principal etnia do país; * A antiga Birmânia foi anexada ao Reino Unido em 1885 e permaneceu colônia até 1948; * Como o país é muito, mas muito quente, muitos homens usam saias, os chamados longhis; * È comum ver adultos e crianças com os rostos pintados com o pó da tanaka, uma árvore. É uma maneira de proteger a pele do sol intenso; * Os dentes dos birmaneses são avermelhados por causa do hábito de mascar a noz de areca misturada com folhas de betel; * Não se recomenda dirigir em Mianmar. Como foi colônia britânica, a mão era inglesa no trânsito. O governo decidiu mudar para a mão francesa nos anos 70, só que a maioria dos carros são feitos pensando na mão inglesa.
Templo Dhammayangyi, o maior de Bagan: 6 milhões de tijolos
Nos raios da manhã ou em voo de balão Nos primeiros minutos da manhã, Bagan experimenta uma dúbia existência. Do alto de um templo – apesar das restrições, turistas ainda podem subir ao topo em alguns deles –, se veem duas facetas da cidadela. De um lado, cobertos pelas trevas, as silhuetas dos templos são irreais – torres alongadas que parecem garras, estupas circulares que se assemelham a serpentes petrificadas, templos maciços que lembram os zigurates
da Babilônia. Do outro lado, banhados pela fraca luz da aurora, os templos emitem tons entre o amarelo-ouro e o laranja, fazendo da luz uma extensão da arquitetura. As construções de Bagan, que ora parecem saídas de um conto de fadas, se tornam reais frente aos nossos olhos. Na região, além de visitar os templos budistas, é possível fazer voos de balão contemplando do alto essa paisagem arrebatadora.
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turismo : SUSANNAH PRITCHARD/DIVULGAÇÃO
Lago Inle
Aáguavida que flutua na e os costumes do interior do país Navegandopelolagoconhecem-se os costumes do povo simples, suas feiras, seus jardinsflutuantes, suas tradições e atéseu artesanato João Lobato Quem se cansar dos templos, pode pegar um barco pelo rio Irrawaddy, que nasce no Himalaia e desemboca no oceano Índico. Ao longo do rio, se veem palafitas e casebres sem saneamento básico nem eletricidade, um reflexo da difícil condição em que a maioria da população vive. Surpreendentemente,aspessoas sãosempre amigáveis e ainda não se acostumaram com os turistas, a quem olham fixamente, quase com espanto. Todas as vezes que descobrem um brasileiro, reagem com empolgação. “Futebol” era a réplica mais comum, seguida de uma listagem de jogadores – Ronaldinho, Romário, Kaká, Pelé, depois vinham perguntas sobre Carnaval, Amazônia, comida típica... É impossível não se encantar com a afabilidade das pessoas. Penso que nunca se parte de um lugar como Bagan, porque, depois de conhecê-
la, por onde quer que você vá, uma parte da fantástica cidadela estará com você.
Lago Inle Pode-se ir de Rangoon a Bagan de barco, trem, ônibus ou avião. Todos normalmente envolvem doses indesejadas de emoção. Com um dos piores índices de acidentes aéreos do mundo, o voo de uma hora de Rangoon, maior cidade do país, costuma ser turbulento. Ônibus é a opção de muitos turistas, apesar das sete horas de distância de Rangoon e das dez horas do lago Inle. No lago Inle, a curiosidade são os pescadores que utilizam as pernas para remar. É incrível ver de perto os jardins flutuantes que lotam as zonas de cultivo espalhadas pelos vários canais que cortam o lago. Outra dica é visitar a surpreendente vila de Indein, seu mercado e floresta de estupas e pagodes, alguns muito antigos. O cenário guarda muitos mistérios acerca de
sua origem. Perto do lago, há ainda as duas únicas vinícolas do país. Agora, se você quer um programa mais animado, pode escolher várias opções de trekking ao redor do lago. Para o turista que gosta de compras, Mianmar oferece uma variedade de ateliês com produtos feitos em laca, madeira tradicional local, assim como pinturas feitas com areia em tecido, bijuterias em prata e pedras preciosas e estátuas de Buda. Mas o que vale mesmo a pena ao visitar um destino como Mianmar é combinálo com três ou quatro países da região para compensar a distância e a passagem cara.
Visitar templos, fazer voos de balão, passeios de cruzeiro e conhecer uma das 800 ilhas do arquipélago de Mergui são algumas das atrações em Mianmar
Monge budista de um secto só encontrado em Mianmar, antiga Birmânia FRANCOIS XAVIER MARIT/AFP
Curiosidades (II) * Para ir a Mianmar, você pega um voo do Brasil até Bangcoc, na Tailândia, que fica a uma hora de Rangoon ou Mandalay. De lá, apanha voos da Air Bagan (airbagan.com), Myanmar Airways (maiair.com) ou Mandalay Air (airmandalay. com); * O esporte nacional é o chinlone, uma mistura estranha de futevôlei com dança; No lago Inle, o jeito de remar dos ribeirinhos, que seguem em pé na proa do bote mexendo o único remo com a perna
Na história, reis e ditadura militar Entre os séculos XI e XIII, os soberanos da antiga Birmânia construíram, às margens do rio Ayeyarwaddy, uma capital de um encanto singular. Bagan foi fundada pelo imperador Anawrahta em 1044 para dar vida a uma planície árida no centro do país. Ele transformou a cidade na nova capital de seu império, unificou toda a Birmânia, implantou o budismo Teravada no reino e deu início à construção de centenas de templos. Hoje, Bagan ainda revela parte da importância que tinha como centro espiritual e cultural. Espalhados por uma área de 42 km², cerca de 3.000 santuários conseguiram chegar até nós, vencendo intempéries e invasões. No país, deve-se conhe-
cer também a história de Aung San Suu Kyi, filha do general Aung San, agraciada com o Prêmio Nobel da Paz em 1991. Ela ficou presa durante 15 anos pela ditadura militar e é vista pela população birmanesa como um símbolo da resistência democrática pacífica em Mianmar. As fotos de Suu Kyi estão espalhadas por vários lugares, às vezes de forma discreta, às vezes de maneira venerada. Mas foi o Nobel à líder pacifista que chamou a atenção do mundo para a luta contra a ditadura militar que durou mais de 50 anos no país. Suu Kyi vive até hoje e atua politicamente no Myanmar. Sua história está registrada no filme “The Lady”, de Luc Besson (2011). (Com Agência O Globo).
* O país é o segundo maior produtor de ópio no mundo, perdendo apenas para o Afeganistão; * São de lá as mulheresgirafa, que carregam no pescoço argolas que pesam até 6 kg; * Em Bagan, é atividade comum colar folhas de ouro em estátuas de Buda; * A semana em Mianmar tem um dia a mais. A quarta-feira é dividida em duas: pela manhã é o Bohdahu e pela tarde é Yahu. O calendário birmanês tem 12 meses de 28 dias desde 1373; * Em Rangoon, há a tradição de lavar um buda como forma de reverência. Para começar, é preciso descobrir qual é o “seu” buda. Basta saber o dia da semana em que você nasceu. Cada dia corresponde a um buda em uma posição e com um significado.
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turismo
Farmacinha
Entrevista ARQUIVO PESSOAL
Remédios que todo turista deve levar para o exterior
José Sallovitz,
Como a maioria dos países tem normas rigorosas para comercialização demedicamentos, é semprebom o viajante ter emmãos umkit providencial para dar cabo,simplesmente, de azia a dor de cabeça e atémá digestão JAQUES DIOGO
coordenador médico da Allianz Global Assistance, orienta sobre a importância de se levar uma farmácia básica na viagem ao exterior e as precauções no acondicionamento e no transporte desses medicamentos
Podem-se comprar remédios de uso contínuo e controlado no exterior?
A prescrição médica brasileira não vale no exterior. Logo, o viajante teria que fazer uma consulta no destino. Mas um agravante: os seguros-viagem só cobrem consultas emergenciais.
Pode-se levar remédios de rotina sem preocupação?
Alguns medicamentos de uso irrestrito no Brasil, como a dipirona sódica, são proibidos em certos países, como os Estados Unidos. O mesmo vale para anti-inflamatórios, que, em muitos países, também só se compram com prescrição médica local.
Qual a quantidade de remédios que se pode transportar?
Isso depende do o tempo que a pessoa irá passar fora do país. Entretanto, uma boa dica é levar uma quantidade extra, para uma semana a mais, por exemplo, caso a sua viagem de retorno seja adiada.
Onde deve-se carregar os medicamentos?
Sempre na bagagem de mão (e dentro das embalagens originais dos medicamentos), pois, se a mala for extraviada, a pessoa terá os remédios em mão, o que é imprescindível no caso de medicamentos de uso contínuo.
Leve suas receitas para evitar problema A relações públicas Bruna Reis é um exemplo de turista cauteloso: a primeira coisa que ela coloca na bagagem de mão é um kit de combate a males diversos
Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Medicamentos para enxaqueca, refluxo, dor de estômago e de coluna, enjoos, má digestão, afta e cólica, além de anti-inflamatório, relaxante muscular, calmante (daqueles naturais) e, claro, descongestionante nasal. Calma! Isso não é uma lista de farmácia destinada a algum distribuidor de remédios, mas sim o conteúdo de uma nécessaire – prevenida – de viagem. “Eu não viajo sem minha farmacinha básica”, vai logo emendando a relações públicas Bruna Reis, depois de, mentalmente, rever todo esse conteúdo da nécessaire que a acompanha em todas as suas viagens. “Ainda mais para o exterior, onde o atendimento na área de saúde é muito caro e só se compra remédios com receita médica”, explica. Obviamente que em alguns hotéis cinco estrelas – como é o caso do Iberostar Grand Hotel Bávaro, em Punta Cana – há atendimento médico, com o
fornecimento de remédios básicos, mas isso não é a regra. O mais comum é você se ver em apuros, conforme já me aconteceu. Eu tive uma noite infernal em um hotel, quando um simples antiácido teria dado cabo daquela incômoda azia. Aí, nesses aflitivos momentos, ocorre-nos a fatídica pergunta: “Por que eu não incluí na minha bagagem um kit providencial?” Uma questão que, convenhamos, Bruna tira de letra e, garante ela, ainda costuma socorrer o noivo, seu companheiro de viagem.
Algumas regras Mas um detalhe: farmacinha de viagem funcional tem que ser transportada na bolsa ou na bagagem de mão, pois, do que vai adiantar levála se na hora que bater aquela dor de cabeça ou mal-estar, comuns em longas esperas nos aeroportos ou passeios demorados, você não tiver acesso a seus remédios? Entretanto, para evitar imprevistos, é importante estar atento a certas regras para o transporte de medicamentos, especialmente os de uso contínuo. Apesar
de não ser obrigatório em viagens nacionais, é indicado levar a prescrição médica no nome do viajante, orienta o coordenador médico da Allianz Global Assistance, José Sallovitz. “Para o exterior, com diferentes normas sanitárias, é recomendado que o passageiro leve também uma versão da receita em inglês e, se possível, também a nota fiscal dos medicamentos, além de transportar os remédios nas embalagens originais”, acrescenta o médico. E não se esqueça: remédios líquidos só em frascos até 100 mL; embalagens com volumes maiores que esse serão confiscadas no embarque.
No exterior, o atendimento médico é muito caro, e só se compram remédios com a receita
Os sete mais São sete as classes de medicamentos que, segundo o cardiologista Rafael Munerato, não podem faltar na bagagem de todo viajante a outros países: Analgésico e antitérmico: dipirona e paracetamol (genéricos). Anti-inflamatórios: nimesulida (genérico). Antialérgicos: fexofenadina (genérico), conhecida como Allegra, usada para rinites, coceiras e alergias de pele.
A propósito, providenciar as receitas dos remédios que toma regularmente, na hora de viajar ao exterior, foi um cuidado que teve a esteticista de Belo Horizonte Maria das Chagas Barbosa antes de viajar para o Canadá, onde esteve durante a primeira quinzena de junho. Ela solicitou ao genro, o clínico geral Rodrigo Guimarães Oliveira, de Itaúna, as receitas de seus medicamentos de uso contínuo para colesterol e tireoide. Além desses remédios, Chaguinha, como é chamada por familiares e amigos, também levou calmante (natural) e remédio para dor (forte). Porém, como transportou-os na mala, não precisou apresentar as receitas para entrar no território canadense ou circu-
lar entre as grandes cidades do país, explica ela. Desde que esteve nos Estados Unidos, em 1999, e precisou pagar US$ 100 por uma consulta médica para ter acesso a um simples antigripal, Chaguinha não se descuidou de sua farmacinha básica.
Sem atropelos Dedicada a conhecer os países sul-americanos antes de se aventurar por outros continentes, Bruna Reis é outra que nunca teve problemas para levar sua farmacinha básica aonde quer que vá, apesar de transportar seus medicamentos na bagagem de mão. Ela conta que já desembarcounaArgentina,noUruguai e na Colômbia com seu kit de remédios e nunca foi questionada nas alfândegas. ARQUIVO PESSOAL
Antivertiginosos: Dramin, para tontura e náusea. Antiácidos: hidróxido de alumínio e ranitidina (genéricos) para gastrite. Anti-heméticos: Plasil, para tratar náuseas e vômitos de qualquer origem. Antiespasmódicos: Buscopan e dimeticona (genéricos) para cólicas intestinal ou uterina. Chaguinha em frente à Casa Loma: museu (castelo neorromântico) de Toronto
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O Tempo - Pampulha - Super Notícia - Belo Horizonte
8 de julho de 2017
O RIO GRANDE DO NORTE ESPERA POR VOCÊ
Dunas de Genipabu
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W10 O Tempo - Pampullha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
turismo FOTOS PORTOBELLO/DIVULGAÇÃO
Infraestrutura
Construção de estilo polinésio Situado numa área de 25 milhões de metros quadrados, o Portobello Resort & Safári funciona num prédio com espaços amplos e decoração em estilo polinésios, que utiliza muita madeira e palha – a começar pelo enorme lobby, aberto e com cobertura de sapé. Na decoração dos apartamentos – são 152 unidades, de cinco categorias de hospedagem –, são utilizadas muitas cores claras, além de objetos de fibras naturais, o que imprime ao resort um perfil rústico-chique.
O rústico lobby do Portobello
Férias de julho
Resort prioriza atividades infantis O Portobello, na Costa Verde, vai oferecer deescolinha de futeboldo ParisSaint-Germain a oficinade circo Tânia Ramos
taniaramos@otempo.com.br
Único resort do país com safári, encravado numa área privilegiada entre a montanha e o mar, o Portobello Resort & Safári, em Mangaratiba (RJ), é sinônimo de exclusividade, conforto e muita diversão – principalmente nestas férias de julho, que, focadas no público infantil, terão interessantes atividades para alegrar a criançada. Da praia privativa, ideal para banho e prática de esportes náuticos, a um extenso cardápio de lazer, com caminhadas, cavalgada, pescaria, passeios de bi-
ke e, obviamente, visitas aos cerca de 500 animais ao estilo dos safáris africanos, as crianças ainda podem interagir com animais domésticos na fazendinha.
As crianças podem se divertir na praia de águas calmas ou na piscina clusa na diária, é destinada a crianças de 5 a 13 anos hospedadas no resort, bastando comprar o uniforme.
Serviço Hospedagem: Portobello Resort & Safári
Novidades Além dessas atividades fixas, as crianças também vão encontrar lá, durante a segunda quinzena de julho, oficina circense com malabares, equilibrismo, palhaços e mágica, assim como de beach tennis. Entre os dias 19 a 22 e 26 a 29, elas terão ainda a Clínica de Futebol do Paris Saint-Germain Academy Brasil. A programação, in-
Cercado de Mata Atlântica, o resort possui cachoeiras, piscinas naturais e trilhas
Informações: 4020-8005 / (21) 2789-8000 / 2175-1000 ou reservas@portobelloresort. com.br Pacote: Com um mínimo de três noites, a diária para casal em ap. standard duplo sai a R$ 1.320, com pensão completa (café da manhã, almoço e jantar), bebidas durante as refeições (água, refrigeran-
te, sucos, cerveja nacional em lata, chope e chá gelado) e hospedagem de duas crianças de até 12 anos gratuita. Diária cortesia: Para aqueles que quiserem prolongar a permanência no resort, o Portobello oferece as promoções 5x4 ou 7x6, que proporcionam aos hóspedes a oportunidade de ficar cinco noites, pagando apenas por quatro diárias, ou ficar sete noites, pagando apenas seis.
turismo
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SETUR-AL/DIVULGAÇÃO
Baixa temporada
Para antecipar a compra de pacotes de viagem Se você pretende dar uma esticada depoisdepassado ofrissom de julho, apresentamosalgumas opções de Nordeste,Serra Gaúcha e Fozdo Iguaçu até BuenosAires Outubro
Nordeste
Curta Canela e Gramado
Fortaleza no mês de outubro
A Latam Travel oferece pacote para a Serra Gaúcha, de 17/10 a 21/10, a partir de 10 vezes de R$ 75,65 (+ taxas) por pessoa. Inclui aéreo, traslados, hospedagem em ap. duplo no Hotel Estrela da Serra, com café e pontos Multiplus. Inf.: BH Shopping - (31) 3286-3999 / Boulevard Shopping - (31) 2515-3310 / Diamond Mall - (31) 2533-0933 / Minas Shopping - (31) 3245-5718.
A Latam Travel tem pacote para Fortaleza, de 21/10 a 28/10, a partir de 10 parcelas de R$ 121,56 (mais taxas) por pessoa. Inclui aéreo e sete noites em ap. duplo no Vila Azul Praia Hotel, com café e pontos Multiplus. Inf: BH Shopping (31) 3286-3999 / Boulevard Shopping - (31) 2515-3310 / Diamond Mall - (31) 2533-0933 / Minas Shopping - (31) 3245-5718.
Hotel
Festa julina em Itabirito O Samba Rio de Pedras realiza, nos sábados deste mês, a festa julina, com brincadeiras, barraquinhas com comidas típicas e shows, além das atrações habituais. Na programação cultural, música ao vivo e quadrilha. Informações: 0800 20 SAMBA / 0800 2072 662 ou www.sambahoteis.com.
Santo André
Agosto e setembro
Um all inclusive com promoção
Arraial d’Ajuda, Foz do Iguaçu, Maceió e Buenos Aires a escolher
Para quem quiser curtir um merecido descanso num hotel que reproduz uma vila colonial, mas que se situa na paradisíaca praia de Santo André, no Sul da Bahia, o Costa Brasilis Resort é a opção. Para a baixa temporada, esse all inclusive está com diárias promocionais (mínimo de cinco noites) a R$ 999 para ap. duplo de categoria Superior. Informações e reservas: (73) 3282-8200.
A Azul Viagens oferece, em agosto, pacote para Arraial d’Ajuda (oito noites na pousada Casa Grande e Senzala, saída em 26/8 e preço a partir de 10x de R$ 119). Em setembro, a operadora está com pacotes para Maceió (oito noites no Tambaqui Praia Hotel, saída em 23/9 e preço a partir de 10x de R$ 147,70); Foz do Iguaçu (cinco noites no Wyndham Golden Foz Suites, saída em 13/9 e preço a partir de 10x de R$ 168,70), com Duty Free Argentina; e Buenos Aires (quatro noites no 562 Nogaro, saída em 21/9 e preço a partir de 10x de R$ 148,20), com city tour + Señor Tango com jantar. Incluem aéreo, hospedagem em ap. duplo, com café, e traslados. Consulte a central Azul Viagens (4003-1181), o site www.azulviagens.com.br ou seu agente de viagens.
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Belo Horizonte
WLançamento. Reprojetado, Audi A5 Sportback chega ao Brasil. Páginas 16 e 17
LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
WAvaliação. Com motor TSI, Volkswagen up! agrada ao motorista. Páginas 20 e 21 pampulha
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BELO HORIZONTE Sábado 8/7/2017
W
Aventura amazônica Land Rover lança nova geração do Discovery; dirigimos o utilitário por estradas de terra e trilhas no Estado do Pará. Páginas 18 e 19
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interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Raimundo Couto
Bodas de prata Há duas semanas, a cidade histórica de Tiradentes, em Minas Gerais, sediou mais uma edição do Bike Fest, um dos mais tradicionais encontros de motociclistas e motos do Brasil. Mas esse não foi apenas um evento para ser marcado na cronologia da memória dos amantes das duas rodas. Neste ano, a festa completou seu 25º aniversário, desde a primeira vez
que aconteceu, em 2002. E nas bodas de prata, o encontro foi ainda mais memorável para todos que dele participaram. Se não é o maior, é, com certeza, o mais charmoso encontro de motos e motociclistas de todo o Brasil. Nos quatro dias em que foi realizado, passaram por Tiradentes mais de 30 mil pessoas, movimentando o comércio local, pousadas e restaurantes. Segundo a organização, mais de R$ 14
milhões circularam nesses dias. A confraternização reúne famílias inteiras, amigos e muitos profissionais ligados ao setor, que aproveitam a oportunidade para exporem seus produtos e apresentarem suas marcas a potenciais consumidores. Durante todo o fim de semana, caravanas de motociclistas dos mais distantes lugares do país chegaram a Tiradentes. Muitos se reencontram nesses eventos e, em DIVULGAÇÃO
O Bike Fest da cidade histórica de Tiradentes, se não é o maior, é, com certeza, o mais charmoso encontro de motos e motociclistas de todo Brasil
torno de uma mesma paixão, trocam experiências, dicas de viagem e desfrutam do prazer que um passeio de motocicleta proporciona. Quem compareceu pôde conhecer lançamentos de novos modelos, que aconteceram nos estandes dos patrocinadores, e motos clássicas e raras, em um museu montado pelo empresário Romulo Filgueiras, da maior loja de acessórios para motos de Minas Gerais, a Motostreet. O evento levou a Tiradentes as melhores marcas do setor motociclístico, como Harley-Davidson, Honda, Ducati, BMW e Triumph, entre outras, somando 52 estandes divididos entre motocicletas e acessórios. De acordo com levantamento do Grupo Berg e da Production Eventos, empresas responsáveis pelo Bike Fest, o giro financeiro foi superior ao esperado. “A edição histórica de 25 anos foi um sucesso e superou nos-
sas expectativas. Registramos vendas expressivas de motos e acessórios e no comércio da cidade. Ao todo, os expositores venderam cerca de 85 motocicletas, além da área de serviços e produtos, que ofereceram troca de pneus, venda de peças e acessórios de motos, vestuário, suvenires e equipamentos”, revela Jordano Berg, um dos organizadores do evento. O Bike Fest Tiradentes foi bem recebido também por moradores, comércio e rede hoteleira, que geraram mais de 380 empregos diretos e 1.200 indiretos. A Triumph levou a seu estande os modelos inéditos no mercado nacional: Bonneville Bobber e Bonneville Street Scrambler. A nova Bonneville Bobber destaca-se pelo estilo minimalista, e a Bonneville Street Scrambler possui um caráter autêntico.
Mercado
Vendas de veículos crescem Números mostram alta de 13,49%em junho em relação aomesmo mês de 2016; resultadoacumulado durante oprimeiro semestre do ano tambémé positivo LÉO FONTES – 19.5.15
Da redação A venda de veículos novos no Brasil subiu 13,49% em junho deste ano ante o mesmo mês do ano passado, com 194,9 mil unidades vendidas, em soma que considera automóveis comerciais leves, caminhões e ônibus, informou nessa terça-feira, 4, a Fenabrave, associação que representa as concessionárias. Trata-se do segundo crescimento consecutivo nesse tipo de comparação e o terceiro no ano. A expansão ocorre apesar de junho deste ano ter contado com um dia útil a menos. Na média diária, conta que se faz para reti-
Previsão é de que o setor termine 2017 com alta de 4,3% rar esse efeito, o avanço é ainda mais expressivo, de 18,9% ou 9.200 unidades. Se comparada a maio, a média diária teve avanço de 4,4%. Porém, em relação ao resultado absoluto, houve queda de 0,3%. No primeiro semestre,
que se encerrou com o mês de junho, as vendas cresceram 3,65% em relação a igual período de 2016, atingindo 1,019 milhão de unidades. O mercado não apresentava expansão na primeira metade do ano desde 2013.
super motor
15 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
FOTOS NISSAN/DIVULGAÇÃO
Lançamento
Para entrar de vez na disputa Agora produzido no Brasil, Nissan Kicks ganhanovas versõescompreços maisbaixos e torna-semais competitivona brigapelo segmento dos SUVs compactos Nacionalização não alterou o design do modelo, que segue o mesmo desde o lançamento Igor Veiga De Resende
O Nissan Kicks fabricado no Brasil já está à venda nas concessionárias da marca japonesa. O SUV compacto teve sua linha ampliada com novas versões, cores e equipamentos inéditos. O modelo, antes importado do México e agora feito na planta da montadora em Resende (RJ), chegou às lojas custando de R$ 70,5 mil (na versão S) a R$ 94,9 mil (na versão SL). Mas, afinal, o Kicks nacional ficou melhor ou pior que o importado? O veredicto do Super Motor é que o utilitárioesportivo feito aqui por nossas bandas ficou, sim, mais interessante. Em termos de acabamento, o Kicks mexicano e o brasileiro são idênticos. O salto foi mesmo na tecnologia e no maior leque de versões. Em suma, quem antes não tinha grana para ter um Kicks talvez agora inclua o modelo na lista de opções de compra. Com o começo das vendas do modelo produzido no país, o preço inicial do campeão de vendas da Nissan no Brasil caiu R$ 16 mil. Em maio, o Kicks que chegava importado do México, na SV Limited, saia por R$ 86.490.
O Kicks S com câmbio manual de cinco marchas fabricado em solo fluminense, a inédita versão basicona do modelo, vem equipado com ar-condicionado, Isofix para cadeirinhas, rádio MP3 player com entrada USB e bluetooth, travamento central automático das portas e vidros elétricos nas quatro portas, além dos obrigatórios airbag duplo e freios ABS. Opcionalmente pode receber controle eletrônico de tração e estabilidade e sistema de partida em rampa. Os para-choques não são na cor do carro, e as rodas são de aço aro 16 com calota. O preço da versão S com câmbio automático vai a competitivos R$ 79,2 mil. A versão SV Limited brasileira vem agora só com câmbio automático CVT e sai por R$ 85,6 mil. Além dos equipamentos da versão S, destaque para o controle de tração e estabilidade com assistência de partida em rampa como itens de série. Nesta opção, o carro também passa a vir com câmera de ré e sensor de estacionamento, sistema keyless com partida do motor por botão, faróis de neblina, para-choques frontais e traseiros na cor do veículo e retrovisores elétricos, além de GPS com tela touchscreen de sete polegadas integrado ao rádio. Bancos re-
Nacional é idêntico ao importado
Quando ainda vinha do México, o Kicks já era o mais vendido da linha Nissan no Brasil vestidos em couro e airbags laterais e de cortina são oferecidos como opcionais. Na versão SL (R$ 94,9 mil), o Kicks nacional também recebeu um belo upgrade. Além de tudo que tem as versões mais baratas, a nova opção topo de linha do japonesinho vem com maçanetas cromadas e retrovisores com rebatimento automático. Fora isso, traz também câmera 360° com detector de objetos, bancos em couro, sensor crepuscular dos faróis e airbags de cortina e laterais, além de arcondicionado digital e painel de instrumentos em tela TFT com sete funções, entre elas, computador de bordo. A opção top de linha do cros-
Com o começo das vendas do modelo produzido no país, o preço inicial caiu R$ 16 mil. Em maio, o Kicks que chegava importado do México, na versão SV Limited, saia por R$ 86.490.
sover compacto introduz no segmento mais uma novidade: o alerta de colisão e assistente inteligente de frenagem, item que será vendido como opcional, que inclui ainda os faróis dianteiros com assinatura em LED.
Aferição O Kicks chama atenção pelo visual ousado e não faz feio também no quesito economia. Na cidade, segundo testes do Inmetro, o crossover faz média de 8,1 km/L (etanol) e 11,1 km/L (gasolina). Na estrada, o consumo salta para 9,6 km/L e 13,7 km/L com etanol e gasolina, respectivamente.
W O jornalista viajou a convite da Nissan
Em termos mecânicos, dá para dizer que não há diferença alguma entre o Kicks mexicano e o agora nacional. O SUV da Nissan é empurrado pela nova geração do motor 1.6 flex da Nissan, de 114 cv (com gasolina ou etanol), que trabalha legal com o câmbio automático CVT com função Sport. Não há sinais de tranco ou solavancos. O único porém fica por conta das retomadas, um tanto quanto lentas às vezes, mas nada que condene o desempenho geral do japonês. O isolamento acústico do carro também é satisfatório, bem como o conforto a bordo. Definitivamente, o Kicks chama atenção pelo visual ousado. Para quem busca um SUV compacto, o japonês parece ter mesmo entrado na briga por terreno entre os rivais como Ford EcoSport, Honda HR-V e Jeep Renegade, por exemplo. (IV)
Cores Novas combinações: Outra novidade que chega com o modelo produzido no Brasil é a ampliação das cores disponíveis para a linha. Uma delas é o vermelho Malbec com interior com acabamento em preto. Além da já conhecida carroceria cinza com teto laranja, o Kicks nacional agora conta com outras quatro combinações de pintura em dois tons: prata com teto preto, branco com teto preto, cinza com teto preto ou preto com teto cinza.
Kicks S vem com câmbio manual; CVT é para vendas diretas ao público PCD
Versão top de linha SL vem de série com bancos revestidos em couro
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Aniversário
Kia completa 25 anos no Brasil A Kia completou 25 anos de atividades no Brasil: a marca sul-coreana chegou ao país em 1992, com a abertura do mercado às importações, sempre representada pelo Grupo Gandini. Durante uma visita dos concessionários da empresa à linha de montagem do comercial leve Bongo, em Montevidéu, no Uruguai, que marcou as comemorações do aniversário, a empresa revelou que vai trazer quatro novos modelos para o Brasil. Entre eles, estão as novas gerações do subcompacto Picanto, do sedã grande Optima e do compacto Rio, nas configurações hatch e sedã, além de um novo SUV compacto que ainda não teve a identidade revelada. KIA/DIVULGAÇÃO
super motor
Lançamento
Novidade alemã na vitrine
Design manteve os traços característicos, como a grade frontal sextavada
Segunda geração do Audi A5 Sportback começaa ser vendida no mercadobrasileiro; modelo de luxo chega emquatro versões,com preços a partir de R$189.990 Igor Veiga De São Paulo
O novo Audi A5 Sportback começou a ser vendido nesta semana no Brasil. O sedã da marca alemã com carroceria de cupê desembarca no país em quatro opções de acabamento: Attraction e Ambiente, equipadas com motor a gasolina 2.0 TFSI de 190 cv e tração dianteira, e Ambition e Ambition Plus, também com motor 2.0 turbo, de até 252 cv, e tração integral nas quatro rodas. Todas as versões vêm com câmbio automatizado S tronic, de sete marchas e dupla embreagem. Lançada na Europa no início de 2017, a segunda
geração A5 Sportback traz um visual mais esportivo que a anterior, com destaque para os marcantes vincos no capô e grade dianteira mais plana e larga. O sedã ficou, digamos, mais atlético e encorpado. O novo modelo, que é tratado pela Audi como o principal lançamento da marca neste ano no Brasil, também passou por uma dieta, e a carroceria está 85 kg mais leve. Em termos de espaço, as mudanças foram sutis e para melhor. Com 2,82 m de distância entre-eixos, o sedã esportivo transporta fácil quatro adultos com bastante conforto. Segundo a Audi, o espaço para os ombros ficou maior para moto-
rista e passageiro da frente e cresceu 2,4 cm para os joelhos de quem viaja no banco de trás. Por dentro, o carro também é completamente novo. Do painel à manopla de câmbio, tudo foi praticamente redesenhado pela Audi.
Equipamentos Desde a versão de entrada (Attraction), o novo A5 Sportback vem equipado de série com itens como faróis bixenônio com luzes diurnas de LED, ar-condicionado automático de duas zonas, piloto automático, sensor de chuva e crepuscular, porta-malas com abertura e fechamento elétrico, keyless, retrovisor eletrocrômico, além de bancos revestido em couro, entre outros. A partir da versão Ambiente, o luxuoso modelo alemão traz pela primeira vez o Virtual Cockpit, que é o painel de instrumentos digital em tela de 12,3 polegadas de TFT configurável da Audi. Também é item de fábrica nas versões Ambiente e Ambition o sistema multimídia MMI plus, com tela de 8,3 polegadas e navegador GPS. A versão topo de linha (Ambition plus) acrescenta ainda faróis full LED, ar-condicionado digital de três zonas, teto solar panorâmico, retrovisores externos rebatíveis, além de câmera de ré e pacote visual esportivo (S-Line).
W O jornalista viajou a convite da Audi
Bancos revestidos em couro equipam roda a linha
Preços A5 Sportback Attraction: R$ 189.990
A5 Sportback Ambition: R$ 239.990
A5 Sportback Ambiente: R$ 213.990
A5 Sportback Ambition Plus: R$ 268.990
super motor
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FOTOS AUDI/DIVULGAÇÃO
Carroceria ao estilo fastback, com quatro portas e caimento suave da traseira, diferencia o A5 Sportback do A5 Coupé
Condução prazerosa e segura Assim com outros modelos da Audi, o conjunto mecânico do novo A5 Sportback dispensa comentários. A boa dirigibilidade sempre é ponto forte dos carros da marca alemã. O casamento do motor 2.0 TFSI com o câmbio S Tronic de sete marchas e dupla embreagem é impecável. O sedã segue seu caminho com rapidez pela pista e sem fazer muita força. Por dentro, o acabamento do sedã também ostenta o DNA da fabricante e preza pelo capricho e pelo bom gosto, seja na combinação dos materiais ou no equilíbrio entre esportividade e elegância. (IV)
Condução semiautônoma evolui e incorpora recursos Ao rodar na estrada e, sobretudo, na cidade com o novo Audi A5, o que vale destacar mesmo é o aprimoramento de condução semiautônoma. O sedã é o primeiro da marca a poder vir equipado com o que a Audi chama de Traffic Jam Assist, um sistema inteligente que assume a direção do carro em velocidades de até 65 km/h quando o trânsito está congestionado. A tecnologia entra no pacote de opcionais do sedã, que deve custar por volta de
R$ 13 mil, segundo a marca, e é um grande barato. Por meio de radares, o A5 é capaz de seguir o veículo que segue a sua frente em um engarrafamento, isso sem que o motorista tenha que acelerar, frear ou virar o volante em caso de curvas. Além disso, o modelo também traz novidades como alerta de saída de estacionamento de vagas perpendiculares e aviso de saída para ocupantes. Se você vai sair de ré de uma vaga ou garagem, o carro “enxer-
ga” por meio de sensores e câmeras o que está vindo em sua direção e dá um alerta sonoro para o motorista. Antes de abrir as portas para sair do A5 Sportback, o sistema também faz uma varredura e avisa a tempo se o procedimento pode ser feito com segurança. Se um carro estiver para passar muito perto ou a se porta puder esbarrar na calçada, além de um alerta sonoro, luzes de LED piscam em vermelho em sua parte interna. (IV)
Instrumentos reunidos em tela digital: novidade vem de série a partir da versão Ambiente
W18 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
Express
Oroch ganha nova versão A Renault Oroch ganhou uma nova versão de entrada. Batizada de Express, ela é voltada para o trabalho, e perdeu vários equipamentos em relação à configuração Expression, que, até então, era a mais em conta: os principais equipamentos de série resumem-se a protetor e ganchos para amarração de carga na caçamba e direção eletro-hidráulica. O motor é o 1.6 SCe, que desenvolve até 120 cv de potência. O preço da picape é de R$ 66.190 RENAULT/DIVULGAÇÃO
BMW X3
Utilitário terá novidades A BMW lançou mundialmente o X3 2018. Entre as novidades, houve mudança no visual e na carroceria, com a aplicação de detalhes em alumínio e prata fosco. Como sempre, o peso está dividido igualitariamente entre os dois eixos – 50% de carga no frontal e 50% de carga no traseiro. A grade frontal e os faróis estão com aparência tridimensional, e os faróis de neblina têm formato hexagonal. O fabricante confirmou que o modelo chegará em breve ao Brasil. BMW/DIVULGAÇÃO
super motor
Lançamento
SUV off-road em meio a seu habitat natural Nova geração do Land Rover Discoverychega aoBrasil; reportagem experimentouo modeloem umtrajeto de170 km portrilhasna Amazônia Alexandre Carneiro De Santarém
Subidas enlameadas, alagados e trilhas de areia às margens do rio Tapajós. Todos esses obstáculos foram superados pela nova geração do Land Rover Discovery durante sua apresentação à imprensa, em um percurso de trilhas em meio à floresta amazônica, no Estado do Pará. O fabricante afirma que o modelo é o mais preparado para uso off-road de sua linha atual, além de ser um dos poucos a contar com sete
lugares (há duas poltronas retráteis no porta-malas). O Discovery, de fato, conta com todo o arsenal necessário para transpor caminhos difíceis, do qual faz parte tração 4x4 do tipo permanente – que atua sob demanda, enviando a quantidade de força necessária para cada roda – e o Terrain Response – uma botoeira com cinco opções específicas para cada tipo de terreno: geral, neve, lama, areia e pedras. Esses programas alteram desde o tempo de resposta do acelerador até o comportamento
do câmbio automático de oito velocidades, que pode “segurar” as marchas por mais tempo ou trocá-las mais devagar, para evitar que o veículo “patine”. Há ainda reduzida com acionamento eletrônico, controlador de velocidade em descidas e suspensão hidropneumática com altura variável que, ao toque de um botão, faz com que o vão livre aumente em 7,5 cm. Se o percurso estiver muito radical, uma das centrais eletrônicas do veículo eleva o conjunto em mais 3,5 cm e dá ao motorista a opção de levantar o conjunto em 3,5 cm adicionais. Assim, a altura em relação ao solo pode variar em 14,5 cm, chegando a até 28,4 cm. O motorista pode monitorar o funcionamento desses
Ângulo máximo de ataque do SUV é de 34º, enquanto o de saída é de 30º
recursos na central multimídia InControl. A capacidade de imersão, segundo a Land Rover, é de 90 cm, e, se o veículo estiver equipado com o opcional Wade Sensing, é possível calcular a profundidade de alagados por meio de sensores instalados nos retrovisores externos. O novo Discovery oferece duas opções de motorização, ambas 3.0 V6 turboalimentadas. A primeira, que é movida a diesel e abastecerá os estoques das concessionárias, desenvolve 258 cv de potência e 61,1 kgfm de torque. Foi a ela que o Super Motor teve acesso, na versão HSE. A segunda, que será oferecida apenas por esquema de encomenda, gera 340 cv e 45,8 kgfm.
W O jornalista viajou a convite da Land Rover
Com 4,97 m de comprimento e 2,07 m de largura, veículo é muito corpulento
Eletrônica facilita a condução Tradicionalmente, aventuras off-road exigem perícia e prática do motorista. No Land Rover Discovery, elas viram quase brincadeira de criança. Mesmo equipado com pneus de asfalto, o modelo encarou com facilidade um itinerário de cerca de 170 km por estradas ama-
zônicas, grande parte delas em más condições, entre as localidades de Santarém, Belterra e Alter do Chão. A reportagem também experimentou o SUV em uma pista montada para a prática off-road, com obstáculos como rampas com 30° de inclinação, “caixa de ovos” (uma
sequência de crateras), pêndulo (que tira duas rodas do veículo do chão), valas diagonais e um piscinão com 85 cm de profundidade. Por outro lado, o veículo foi submetido a poucos quilômetros de estradas asfaltadas, nas quais, de qualquer modo, demonstrou bons de-
sempenho e estabilidade. Só os passageiros têm alguns pontos a reclamar: o banco central, apesar de largo o suficiente para acomodar três adultos, é muito baixo, causando desconforto. Para a terceira fileira de assentos, faltam difusores de ar dedicados. (AC)
Preços SE: R$ 363 mil (diesel) ou R$ 358 mil (gasolina) HSE: R$ 389 mil (diesel) ou R$ 384 mil (gasolina) HSE Luxury: R$ 429 mil (diesel) ou R$ 424 mil (gasolina) First Edition: R$ 469 mil (diesel) ou R$ 464 mil (gasolina)
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19 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
FOTOS LAND ROVER/DIVULGAÇÃO
Equipamentos diferem as quatro versões O Land Rover Discovery é oferecido em quatro versões. A SE, de entrada, traz partida do motor por botão, bancos elétricos forrados em couro, ar-condicionado de duas zonas, tela multimídia de oito polegadas, som com dez alto-falantes e rodas aro 19. A HSE acrescenta assistente de farol alto, coluna de direção e porta-malas com comando elétrico, memórias nos bancos, ar-condicionado com três zonas, tela multimídia de 10,2 polegadas, 11 alto-falantes e rodas aro 20.
A partir da configuração HSE Luxury, há teto solar panorâmico, iluminação interna configurável, minigeladeira, bancos com aquecimento e ventilação, abertura gestual do porta-malas, TV digital e 17 alto-falantes. A série especial Fisrt Edition, limitada a 500 unidades, adiciona comandos elétricos para os bancos traseiros, volante com aquecimento, chave em formato de pulseiras e rodas aro 21, além de detalhes de acabamento exclusivos. (AC)
Uso de alumínio na estrutura e na carroceria deixou a nova geração 480 kg mais leve que a anterior Bem-acabado, interior é revestido com materiais de primeira
W20 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
Utilitário
Jumpy chega ao país em outubro A Citroën marcou para outubro o lançamento da van Jumpy no Brasil. O modelo será o primeiro dos seis novos utilitários que devem estrear no país até 2018. Além do Jumpy, o Grupo PSA pretende começar a vender aqui o Berlingo, o Jumper, além do Peugeot Expert e as novas gerações do Partner e do Boxer, já comercializadas na Europa. O Citroën Jumpy feito sobre a nova plataforma MP2, a mesma utilizada pelo Peugeot Expert, deve chegar ao Brasil importado do Uruguai. Na Europa, o modelo tem motor a diesel 1.6 e 2.0, com potências que vão de 95 cv a 180 cv. SALÃO DE B. AIRES/DIVULGAÇÃO
super motor Transporte
Doce sabor da tecnologia Volvo lança o caminhão VM Autônomo,desenvolvido no Brasil, voltadoespecialmente para uso emcolheitas de cana-de-açúcar Luiz Humberto Pereira Auto Press
Em um Brasil politicamente conturbado e economicamente fragilizado, o agronegócio não para de surpreender – e de mostrar sua força. Para atender as demandas específicas de um grande produtor paranaense do segmento sucroalcooleiro, a Volvo acaba de fazer o lançamento do primeiro caminhão autônomo produzido no Brasil já testado numa operação real e comercialmen-
te viável: o VM Autônomo. Criada no Brasil a partir de tecnologias disponíveis globalmente no Grupo Volvo, a versão com tecnologia autônoma do caminhão semipesado foi projetada para eliminar a perda de produtividade provocada pelo pisoteio de soqueiras (brotos) pelo caminhão durante a colheita da cana. Segundo os produtores do setor, o problema é responsável por prejuízos que chegam a quase 10% da produção anual de cana-de-açúcar. E a utiliza-
ção do caminhão autônomo pode eliminar 4% dessa perda. “Este lançamento vai revolucionar o transporte no agronegócio brasileiro, um dos mais competitivos do mundo”, comemora Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina. O novo caminhão foi desenvolvido em pouco mais de um ano e testado nas lavouras da Usina Santa Terezinha, do Grupo Usacucar, sediado em Maringá, no Paraná. Graças a um sistema que combina sensores, radares, GPS e controles eletrônicos de direção e velocidade, o semipesado consegue rodar ao longo das linhas da plantação, ao lado das colheitadeiras, sem passar por cima das soqueiras, com uma precisão de 2,5 cm.
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21 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
FOTOS VOLVO/DIVULGAÇÃO
A precisão no trajeto do caminhão na plantação é fundamental no setor canavieiro
Antena de GPS de alta precisão define a rota do caminhão
Motorista apenas monitora os movimentos do veículo autônomo
Geomapeamento digital é a referência do novo veículo O VM Autônomo foi desenvolvido pelos engenheiros da Volvo no complexo industrial da empresa em Curitiba, no Paraná, em colaboração com os especialistas da marca na Suécia e com os técnicos da Usina Santa Terezinha. Depois de o mapa digital do canavial ser inserido no computador de bordo do caminhão, o sistema reconhece precisamente as linhas da plantação. O papel do condutor é levar o veículo até o início da linha na lavoura, encontrando a rota a ser seguida, e depois retirá-lo da plantação para fazer o transbordo nos veículos de transporte que levarão a carga até a usina de açúcar. O modelo desenvolvido para a colheita da cana-de-açúcar mecanizada é um caminhão de 6x4 eixos, com pneus de alta flutuação, mas dotado de outros modernos equipamentos. O sistema autônomo do VM é composto por duas antenas GPS de alta precisão, parte do sistema de esterçamento VDS (Volvo Dy-
namic Steering), dois giroscópios de alta sensibilidade e um display posicionado no interior da cabine do caminhão, que funciona como interface homem-máquina. Além de parte do VDS da Volvo Trucks, o novo veículo assimilou o Co-Pilot da Volvo Construction Equipment e também dispositivos da Volvo Penta e da Volvo Bus, respectivamente, para o posicionamento do caminhão nos mapas e para a integração na arquitetura eletrônica do veículo. O semipesado autônomo da Volvo utiliza a tecnologia RTK (Real Time Kinematics) para geolocalização, usando unidades de medição de inércia, os chamados “giroscópios”. “O novo VM resolve o problema de precisão, que é humanamente impossível de conseguir, inclusive nas manobras em marcha à ré”, complementa Roberson Oliveira, gerente de projeto de engenharia avançada do Grupo Volvo América Latina. (LHP/AP)
BELOHORIZONTEAV.SANTAROSA,209-PAMPULHA.(31)3491-5700/CONSELHEIROLAFAIETERUALOPESFRANCO O,Nº.790BAIRRO O CARIJÓS.(31)3762-1715/JUIZDEFRAPRAÇADAREPÚBLICA83-POÇO RICO.(31)3215-4547/SETELAGOASAV.RA AQUELTEIXEIRAV VIANA, 1010B.CANAAN.(31)3773-1717/MONTESCLAROSAV.JOÃOXXIIINº1188BAIRRO:EDGARPEREIRA.(38)3223-10602
PEDESTRE, USE SUAFAIX XA. PROMOÇÃO VÁLIDA ATÉ O DIA 10/07/2017 OU ENQUANTO DURAREM OS ESTOQUES.OS MODELOS DE PNEUS ENVOLVIDOS NA PROMOÇÃO SÃO : PNEU 175/70R14 EDGE TOURING 88T XL; PNEU 195/55R15 EAGLE SPORT 85H LGU.AS CONDIÇÕIES E PRAZOS DE GARANTIA ESTÃO SUJEITOS ÀS CONDIÇÕES S PREVISTAS NO CERTIFICADO DE GARANTIA DO FRABICANTE FRABICANTE.CONFIRA CONFIRA AS FORMAS DE PAGAMENTO COM NOSSA EQUIPE DE VENDAS VENDAS.NÃO NÃO ACUMULATIVA COM OUTRAS PROMOÇÕES OU CONVÊNIOS VIGENTES VIGENTES.DESCONTOS DESCONTOS APLICADOS A PARCEIROS NÃO SE APLICAM ITENS DESTA A PROMOÇÃO.OS PREÇOS AQUI CONSTANTES SÃO VÁLIDOS APENAS PARA AS LOJAS:BELO HORIZONTE AV. SANTA ROSA,200-PAMPULHA/CONSELHEIRO LAFAIETE RUA LOPES FRANCO,Nº790 BAIRRO CORIJOS,/JUIZ DE FORA PRAÇA DA REPÚBLICA 83-POÇO RICO/SETE LAGOAS AV.R RAQUEL TEIXEIRA VIANA 1010 B.CANAAN/MONTES CLAROS AV.JOÃO XXIII Nº1188 BAIRRO:EDGAR PEREIRA.NAS DEMAIS CIDADES ATENDIDAS PELO CURINGA DOS PNEUS,A EQUIPE DE VENDAS DEVE SER CONSULTADA QUANTO AOS PREÇOS,CONDIÇÕES DE PAGAMENTO E DISPONIB BILIDADE DO PRODUTO.ALGUNS PRODUTOS PODERÃO,POR MOTIVOS DIVERSOS,NÃO ESTAREM DISPONÍVEIS EM TODAS AS REGIÕES COBERTAS PELO CURINGA DOS PNEUS.
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
Recall
Mercedes chama Actros e Axor A Mercedes-Benz convocou um recall para os caminhões Actros 6x4, nas versões 2646, 2651 e 2655, e Axor 6x4 2644. A ação, que envolve veículos fabricados entre novembro de 2013 a setembro de 2016, foi causado pela possibilidade existir uma inconformidade em um cordão de solda do eixo cardan, o que poderá acarretar trinca e quebra da peça, com consequente risco de acidente. Mais informações pelo telefone 0800 970 9090 ou no site www. mercedes-benz.com.br. MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Pará de Minas
Cidade receberá ônibus antigos A cidade de Pará de Minas, na Região Central do Estado, será palco da terceira edição da Confraria do Ônibus. O evento, que reunirá veículos coletivos antigos de diferentes modelos e anos de fabricação, irá ocorrer no dia 29 de julho, a partir das 10h, na Praça Frei Concórdio, bairro São Francisco. Os encontros anteriores, que aconteceram em 2015, em Itaúna, e em 2016, em Divinópolis, animaram entusiastas e profissionais do setor de transporte.
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Avaliação
Renovado, up! TSI ainda é um foguetinho Aperfeiçoamentos queestrearam nalinha 2018 tornaramo hatchda Volkswagenmais agradável; nova versão Connect é top degama Raimundo Couto Considerado um dos lançamentos de maior importância para a Volkswagen nos últimos anos, o subcompacto up!, na verdade, custou a engrenar nas vendas. Seu lançamento aconteceu em janeiro de 2014, mas o “up” na comercialização ocorreu, mesmo, depois que a montadora alemã tirou o melhor coelho de sua cartola: uma versão empurrada por um propulsor com a mesma capacidade cúbica de um litro, mas dotada de turbocompressor, que transformou o hatch em um foguetinho. A nova oferta fez aumentar em 28% a potência e em
62% o torque do up!. Enquanto o convencional aspirado rende 75 cv e 82 cv com gasolina e etanol no tanque, respectivamente, a versão mais “nervosa” entrega 101 cv e 105 cv com os mesmos combustíveis. Nossa reportagem avaliou por dez dias o modelo na versão Connect e constatou que o “carrinho”, além de ter mantido suas principais virtudes, ganhou acabamento diferenciado e materiais que o distinguem dentro de seu segmento. “Um carro divertido de guiar” poderia ser uma síntese do que é conduzir o up! TSI. Mesmo que outros modelos compactos, com o mesmo apelo, como a ver-
Linha 2018, que trouxe leve reestilização, foi lançada em abril
são RS do Sandero, o Fiesta Turbo e o 208 GT, tenham suas conotações esportivas, o fato de o up! ter tamanho reduzido o torna mais versátil e ágil. Por isso, chamá-lo de foguete de bolso não é um simples eufemismo. Os 16,8 kgfm de torque máximo do 1.0 turbo são liberados já a partir das 1.500 rotações, proporcionando arrancadas capazes de surpreender os “colegas” que se alinham a seu lado. Ele pula, literalmente, na frente de todos. Mas nem por isso deixa de ter tocada dócil. Dentro da cidade ele mostra sua versatilidade, é ligeiro e econômico e seu tamanho facilita as manobras em vagas cada vez mais apertadas nos grandes centros. Na estrada, ultrapassa com segurança –
basta uma pequena pressão no pedal direito para que o motor se prepare e, valente, o TSI siga seu caminho.
Mudanças O incremento na gama de oferta com esta versão denominada TSI, (de Turbo Stratified Injection) contribuiu para impulsionar o up!, mas ainda não era tudo que precisava para que a Volkswagen atingisse a meta estipulada em sua estratégia de retornar a liderança de mercado. A opção foi dar um tapa, de leve, no visual, introduzir mais equipamentos, mas mantendo o que de melhor traz o up! TSI: sua essência esportiva e o prazer que sua condução proporciona para os que têm o volante na nãos.
Lanternas traseiras mantiveram o formato, mas ganharam novo arranjo das luzes internamente
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23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
FOTOS MOISÉS SILVA
Rodas de alumínio de 15 polegadas são de série a partir da versão High
Interior do hatch subcompacto ganhou um “up” A modernização pela qual o up! passou começa pelo interior, que não chega ao ponto de ser sofisticado, mas nitidamente ganhou um plus quando comparado ao modelo do ano passado. Dependendo da versão, o painel conta com iluminação ambiente e faixa de LED que percorre a base da peça e confere um ar de modernidade. No visual externo, a versão 1.0 TSI turbo flex recebeu tratamento diferenciado, com frisos, adesivos da sigla TSI e detalhes como acabamento preto nos retrovisores e nas colunas centrais. A grade dianteira exibe frisos cromado e preto ou vermelho, conforme a pintura externa. Dessa forma, o TSI pode ser identificado logo na dianteira, e não apenas pela pintura em preto fosco da tampa traseira no porta-malas. O acabamento do modelo anterior, nessa versão com motor turbo, não po-
Ficha técnica Motor: Dianteiro, transversal, 0,999 L, três cilindros em linha, 16 válvulas, turbocompressor e injeção direta de combustível. Potência: 105 cv com etanol e 101 cv com gasolina, a 5.000 rpm. Torque: 16,8 kgfm tanto com etanol quanto com gasolina, entre 1.500 e 4.000 rpm. Câmbio: manual de cinco marchas. Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás.
Motor TSI não é restrito apenas à versão top Longe de ser o modelo de entrada da marca, o up!, com a restilização de meio de vida que acaba de ganhar, se posiciona em um degrau mais elevado na gama de modelos da Volkswagen. A bem da verdade, o up! não nasceu para ser um carro barato, a versão avaliada, Connect, tem preço sugerido em R$ 55 mil. Ela traz de série acabamento interno escurecido (teto e colunas), adesivos laterais “Connect”, retrovisores externos pintados em preto, função de dados na porta USB do suporte para celular, rodas de liga leve de 15 polegadas diamanta-
das com pneus 185/60 R15 (de baixa resistência à rolagem) e sistema de som Composition Phone, com tela colorida de cinco polegadas e acesso ao app Maps+More, disponível para Android e iOS. A versão mais cara traz ainda forração de couro. Esse valor pode subir a R$ 57.237 se o cliente optar pelas cores metálicas, azul, laranja ou prata, que trazem o teto pintado em preto. Para quem não se dispõe a gastar tanto em um sub compacto, a versão menos equipada, Move, custa R$ 52.00 e entrega o mesmo prazer de dirigir um foguetinho. (RC)
Versões equipadas com o motor 1.0 TSI vêm sempre equipadas com transmissão manual
dia ser chamado de espartano, mas ficava devendo algo melhor, o que foi corrigido na linha 2018. O painel praticamente em nada remete ao passado e teve modificações significativas no console central, no quadro de instrumentos, com grafismos atualizados, e uma nova visualização do computador de bordo, que era um ponto negativo em razão de seu porte, o que dificultava a leitura. Ao sentar no banco, o motorista logo percebe a mudança no volante, que foi uma boa herança do Golf, irmão maior e de mais valor agregado. Outra mudança que coloca o up! TSI em consonância com os novos tempos foi a substituição da tímida central multimídia, que mais fazia lembrar um GPS portátil. Em seu lugar, a VW optou pelo sistema Composition Phone, com aplicativo para os smartphones. (RC)
W24 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 8 de julho de 2017
super motor BMW/DIVULGAÇÃO
Moto
Repaginada, naked esportiva ganha potência BMW S 1000R traz novidades pontuais no visual e namecânica Da redação A BMW S 1000R traz novidades na linha 2017. O design foi renovado, com novas carenagens mais compactas, traseira
levantada, frente baixa, faróis assimétricos e as características entradas de ar em formato de brânquias. O painel de instrumentos ganhou nova inclinação. A superesportiva conta ainda
com um novo subchassi traseiro e um novo escapamento em titânio. Há mudanças no propulsor de quatro cilindros em linha, que agora desenvolve 165 cv de potência a 11 mil rotações por minuto, um aumento de 5 cv. O motor oferece 11,62 kgfm de torque a 9.250 rpm. A
Novo sistema de escapamento é confeccionado em titânio
naked conta ainda com o novo Shift Assist Pro, similar ao dos modelos RR e XR, que otimiza a troca de marchas sem a necessidade de embreagem. Na versão 2017, há também dois novos modos de pilotagem no pacote opcional Pro: Dynamic e Dynamic Pro. Além delas, estão disponíveis os modos Rain – que confere respostas mais suaves do acelerador, com os sistemas ABS e ASC (controle de estabilidade) adaptados ao piso molhado – e Road – que otimiza para piso seco as respostas de acelerador, ABS e ASC.