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CHICAGO ESTÁ NO TOPO DE LISTAS DE DESTINOS PREFERIDOS EM 2018 ... Páginas 6 e 7
SAIBA QUE TENDÊNCIAS VOCÊ VAI USAR NESTE INVERNO ... Páginas 27 e 28
ANTÔNIO FAGUNDES RETORNA ÀS COMÉDIAS COM “TERAPIA DO RISO” ... Página 16
BEM-EQUIPADO E ESPAÇOSO, VIRTUS HIGHLINE ASSUSTA PELO PREÇO ‘SALGADO’. ... Páginas 18 e 19
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE DANIEL LEAL-OLIVAS/AFP – 27.11.2017
Casamento de Harry e Meghan – atriz norte-americana, divorciada, afrodescendente e mais velha que ele – traz frescor ao reinado e demonstra adaptabilidade da família real aos novos tempos
VIDA LONGA À REALEZA Casamento do príncipe Harry com a plebeia Meghan Markle, no próximo sábado (19), reacende o encantamento de milhões de fãs da família real britânica em todo o mundo, inclusive em Belo Horizonte
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opinião
pampulha jornalpampulha.com.br BELO HORIZONTE 12 a 18 de maio de 2018
VITTORIO MEDIOLI
A SEMANA
Editorial
Mães da vida nsubsti- Mãe é a rainha de miserituível, córdia, de afeto, de protee s s e n - ção, só ela consegue quecial, in- brar a limitação da distândispen- cia, sentir e se comunicar s á v e l , nos sonhos e mostrar que c a d a a telepatia corre na onda um te- desse sentimento indescrive a sua. A vida, qualquer tível da mulher aos filhos vida, tem início em uma que gerou. O filho, mesmo mãe. É a origem da ori- distante, nunca perde togem. Masculino é o com- talmente o cordão que o liponente vivificador, e fe- ga a mãe. minina é a matriz da viAs pessoas idosas conda, ambos igualmente in- fessam que, ao se aproxidispensáveis, mas, para marem da morte, veem as os filhos, a mãe chega, lembranças retornarem à sem sombra de dúvida, a mãe, e os sonhos se ensuplantar a importância chem dela; ao deixar a vido pai, por melhor que da procura-se levar o que ele seja. de melhor Mãe é se recebeu. mãe. Ao se Depois de Mãe e amor tentar defilongas perinão rivalizam, pécias e até ni-la com palavras, esquecimensão, na corre-se o tos, o relaprática, risco de escionamento quecer uma materno sinônimo. É virtude ou reaparece com a mãe mérito imsublime. Paportante ra a mãe que o filho que dimiapenas exisconhece o nua, assim, te o “filho”, seu valor. e as lágriamor. Por isso, pamas dela esra escrever correm para no Dia das qualquer Mães, precisaria preen- um deles. Muitas vezes cher a coluna apenas com mais copiosas para o mais um coração, símbolo de vi- pecador. da, de amor que bate em Se um pai pode perder todos os peitos e inicia a apreço pelo filho, a mãe se funcionar já no feto abri- mantém fiel, sofre silengado no ventre materno. ciosamente. Mãe perdoa É preciso arriscar algumas incondicionalmente, ama, frases, buscar na saudade ama intensamente o filho da infância aquela satisfa- santo como o filho que peção de ser mimado nos bra- cou. O amor dela existe e ços mais acolhedores que persiste a qualquer prova. já encontramos. RecordaMãe e amor não rivalições serenas, macias, do- zam, são, na prática, sinôces como os beijos que co- nimo. É com a mãe que o briam nosso rosto, como filho conhece o amor. os sorrisos que iluminaParabéns a Laura, mãe vam nosso despertar. das minhas filhas, e a toRelação inesquecível. das as mães.
“Com todo respeito a quem faz macumba, pode fazer, pode deixar na porta da minha casa que, se tiver fresco (a galinha preta com um litro cachaça e uma farofa de banana), a gente come. Com todo o respeito por quem acredita nisso, mas não é uma compreensão cristã” Padre Fábio de Melo durante missa realizada na última terça-feira (8), em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. Piada levantou críticas de parte da comunidade e de movimentos contra a intolerância religiosa
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REPRODUÇÃO YOUTUBE
“Eu só queria fazer uma boa música e algo que as pessoas pudessem tocar no 4 de julho (dia da independência americana)” Multiartista Donald Glover sobre a música e clipe “This Is America”, que lançou no último sábado (5), sob a alcunha de Childish Gambino, e que já foi visto por mais de 70 milhões de pessoas no Youtube. Impactante, a obra mobiliza internet, intelectuais e imprensa por compilar um bom número de referências à discriminação racial nos EUA
“Meu coração já vinha me dizendo: não mexe com isso, não” Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, ao comentar sua desistência de concorrer à Presidência da República nas eleições de outubro.
“A Palma de Ouro não é o Nobel da Paz” Cate Blanchet, atriz que preside este ano o júri do Festival de Cannes, ao salientar que não haverá preferências no que diz respeito à escolha dos vencedores. A afirmação fez alusão à situação dos cineastas Jafar Panahi e Kirill Serebrennikov, que cumprem prisão domiciliar em seus países.
vittorio.medioli@otempo.com.br
“Este é o documento mais perturbador que já li em 20 anos de pesquisa” Matias Spektor, da Fundação Getulio Vargas, referindo-se a documento de 1974 que afirma que o ex-presidente Ernesto Geisel (1974-1979) aprovou a continuidade da política de execuções sumárias de adversários da ditadura. Na verdade, o papel foi revelado ainda em 2015, pelo governo dos EUA, mas só na última quinta (10) seu teor veio a público
“Tivemos registro, ao longo desses anos, de fornecimento, às vezes no lanche para as crianças, de uma bolacha Maizena com leite diluído, suco substituindo leite, áudios de empresários que falavam: ‘corta a carne, fornece ovos todos os dias para essas crianças” Melissa Maximino Pastor, delegada da Polícia Federal, em entrevista na quarta-feira (9) sobre a Operação Prato Feito, que investiga contratos firmados desde 2010 para compra de alimentos para merenda escolar em 30 cidades paulistas
Vittorio Medioli também escreve aos domingos no jornal O TEMPO
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O SEMANÁRIO DE BELO HORIZONTE
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reportagem
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ENCANTO> Casamento de Harry e Meghan Markle mobiliza admiradores da família real britânica FRED MAGNO
Eles amam a realeza Oprimeirocasamento da realeza britânicaqueaservidora aposentada Marília Rabello Guerra, 73, acompanhou foi o da princesa Diana e do príncipe Charles, há quase 40 anos. Este, ela considera como o marco inicial de seu encantamento por aquele universo e por aquelas pessoas. Algumas décadas depois, na visita do príncipe Harry a Belo Horizonte, em 2014, a quemchama de “netoadotivo”,elevousuaadmiração a um outro nível. Sócia do Minas Tênis Clube, por onde sabia que o ruivo passaria, foi até lá tentar vêlo de perto, talvez trocar um cumprimento,algumaspalavras.Comoseusamigosahaviam alertado, não conseguiuse aproximar dovisitante ilustre, mas naquele momento pôs uma ideia na cabeça: tornar-se a sósia brasileira da rainha Elizabeth. Algum tempo depois, a promessa se concretizou. NoCarnavalde2016, preparou uma fantasia que repetia, nos mínimos detalhes, um dos trajes monocromáticostãocaracterísticosutilizados pela rainha da Inglaterra em cerimônias oficiais, alémdeseuchapéue acessórios. Não só isso, colocou na bolsa a tiracolo, item essencial na iconografia de Elizabeth, os objetos que ela costuma carregar – que, aliás, por muito tempo foram um grande segredo da Coroa –, batom, espelho para maquiagem,canetatinteiro,balas de menta e óculos de leitura, além de algum dinheiroque doaà igreja. Comocerejadobolo,aprendeuostrejeitos da rainha e não saiu do personagem durante toda a festa. A recompensa foi à altura: conquistou o primeiro lugar no concurso de fantasias do mesmo Minas onde viu Harry cerca de dois anos antes. Aliás, mesmo a apenas uma semana do casamento do príncipe com Meghan Markle, na manhã do próximo sábado (19), acredita que um convite para a “avó de consideração” deve estar a caminho. Brincadeiras à parte, Marília pretende acompanhar a cerimônia de casa mesmo, como tem feito Jessica Almeida
a cada novo evento que se desenrola na vida da família real britânica. Assim como ela, bilhões de pessoas ao redor do mundo deverão assistir ao ritual que será realizado na capela do Castelo de Windsor. A previsão é que seja, inclusive, o maioreventotelevisivo noReino Unido desde a abertura das Olimpíadas de Londres, em 2012. Num mundo cada vez mais marcado pela mudança e o estremecimento das estruturas tradicionais, a realeza britânica é ponto fora da curva ao se mostrar capaz de se adaptar às transformações, ao mesmo tempo em que se mantém ligada aos seus princípios. MUDANÇA E ESTABILIDADE Éjustamenteessahabilidade a responsável por sua longevidade, acredita o cônsulgeralbritânicodoRiode Janeiro, Simon Wood. “A família real continua a ser uma representação de estabilidade em um mundo turbulento, portanto, é uma instituição muito resistente. A rainha agora é a monarca com o maior períododereinadodo mundo(quase 65 anos), não sendo, porém, indiferente às mudanças dos tempos”, afirma. “Um exemplo veio dela mesma, que recentemente comemorou seu 92º aniversário com um concerto musical que incluiu também os melhores artistas do pop britânicos (entre eles Sting, Kylie Minogue e ShawnMendes). Outroexemplo veio do príncipe Harry e MeghanMarklequando disseram que querem garantir que membros do público sejam convidados para a celebração de seucasamento fora da igreja e pelas ruas de Windsor”. Hoje, segundo pesquisas,
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Prefiro saber fofocas da família real do que ler a revista ‘Caras’ Fátima Penna,
professora de inglês
só 19% dos britânicos acham que o Reino Unido deveria se livrar da Coroa. Tal popularidade inevitavelmente é observada também em outros lugares do mundo, como o Brasil. Marília é um exemplo disso. “Já escrevi três cartas para a rainha. Na primeira, disse que a admirava muito e pedi permissão para representá-la no concurso de fantasias do Minas como sósia brasileira. Quando ganhei, escrevi novamentecontandoquetirei oprimeiro lugar”, conta. “E, ano passado,quandoelae opríncipe Philip fizeram 70 anos de casados, escrevi outra vez, agora para dar os parabéns e contar que eu tinha feito bodas de ouro (50 anos) com meu marido. Esta última, ela respondeu, foi muita emoção! Chorei demais”. A sósia brasileira acalenta o sonho de algum dia poder ver a rainha ao vivo – nem que seja de longe, “como quando o papa acena da janelinha no Vaticano”. Enquanto ela espera que algum benfeitor possa ajudá-la na tarefa, a professora de inglês Fátima Penna, 62, já teve a oportunidade de ficar próxima da realeza mais de uma vez. “Nos anos 1990, viajei com minha família para Londres.Primeiro,vimos arainha passando de carro. Como notei que antes dela vinham os batedores, de moto, passei a repararem todomotoqueiro que passava”, lembra. A estratégia deu certo e, dias depois, tomando um sorvete na Trafalgar Square, famosa praça da cidade, Fátima notou a chegada de algumas motos. “Quando olhei para o carro que veio em seguida, a princesa Diana estava nele, com a janela aberta. Eu gritei seu nome e ela acenou para mim. Na mesma viagem, depois ainda fomos assistir ao musical ‘Cats’ e, antes de entrar no teatro, estranhamos uma movimentação diferente.Novamente, eraDiana,dessa vez com seus filhos, ainda pequenos. Do lugar que me sentei, conseguia vê-la, então, acabei perdendo toda a apresentação ao desviar minha atenção para ela”, conta. Como se não bastasse, numa outra viagem (dessa vez, resultantedeumsorteio), àSicília, ficou hospedada no mesmo hotel que a família real. “Foi próximo a um dos jubileusdarainha,então,umanoi-
Sósia
Marília replicou o look da rainha Elizabeth e também aprendeu seus trejeitos
te, um garçom nos disse para observaro céu,poishaveria fogos. Depois, nos explicou que eles estavam lá”, diz. Fátima se tornou admiradora dafamília real porconsequência desua paixão pelalíngua inglesa, que a fez se aproximar também da cultura. Desdeentão,leudezenas delivros sobre sua história e revistas sobre suas vidas. Em sala de aula, já escreveucartazcom seusalunospara a realeza. Em 2011, quandoo príncipe William se casou com Kate Middleton, reuniu pessoas próximas para tomar caféda manhãenquantoassistiam à cerimônia. “Em vez de jantar, prefiro receber as pessoas para café da manhã, e coincidiu com o horário em que o casamento aconteceria. Então, preparei uma decoração azul e vermelha e chamei o pessoal para ver aqui, unindo duas coisas que gosto”, explica.
MATE SUA CURIOSIDADE A proximidade do casamento de Harry e Meghan Markle (no próximo sábado, 19), tem atraído os olhares para a monarquia britânica. A cerimônia deve ser assistida por 2,5 bilhões de pessoas em todo o mundo. Confira algumas curiosidades. Transmissão A cerimônia acontecerá às 8h (horário de Brasília) e será transmitida, a partir das 6h nos canais Globo News, GNT e Band News. Documentários A família real estará na programação de forma intensa na próxima semana. Na Globo News, nos programas “Arquivo N” (16 de maio), “Milênio” (14 de maio), “Sem Fronteiras” (17 de maio). No GNT, “O Armário de Kate Middleton” (até 20 de maio), “Meghan Markle – Uma Mulher Real” (9 a 20 de maio), “Animais da Realeza” (13 a 20 de DOMINIC LIPINSKI /AFP – 11.2.2018
Vista interna da capela de São Jorge, local do casamento
maio) e “Kate – A Rainha do Futuro” (19 a 28 de maio). Aceitação Toda a euforia em relação ao casamento também tem um motivo mais nobre. Ao contrário do que já aconteceu no passado, pela primeira vez um membro da família real irá se casar com uma mulher divorciada sem que isso gere uma crise institucional na monarquia britânica ou uma extrema rejeição pública. Solidariedade Harry e Meghan optaram por dispensar os convidados da compra de presentes. A orientação é a de que o dinheiro que seria usado para esse fim seja destinado a sete instituições de caridade. Convidados Sobrevivente do atentado contra milhares de pessoas no show de Ariana Grande no Manchester Arena, em 2017, Amelia Thompson, de 12 anos, está entre os 1.200 “membros públicos” que foram convidados. Alunos de escolas, funcionários da Casa Real, da comunidade local de Windsor e membros de organizações beneficentes também estão entre os convidados. Sustentável O tema é a primavera, e o sabor, de limão e flor de sabugueiro. Mas o que chama a atenção é que o bolo de casamento de Harry e Meghan será confeccionado com ingredientes orgânicos.
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ENCANTO> Especialistas e admiradores analisam as dinâmicas envolvendo o interesse pela Coroa
Figuras do Olimpo na Terra ELVIS RAMOS/DIVULGAÇÃO
Jessica Pesquisadora da Almeida área de celebridades e acontecimentos do Departamento de Comunicação Social da UFMG, Mayra Bernardes escolheu, para uma análise há alguns anos, a duquesa de Cambridge Kate Middleton. “A família real é célebre por um fator externo a eles, a herança familiar, e geralmente o que acontece com famosos é o contrário. Além disso, de certa forma, a imagem deles é a imagem do próprio Reino Unido. Se fossem sem carisma ou controversos tal qual figuras como Donald Trump, não teriam a aceitação que têm, tanto lá quanto no mundo”, explica. A escolha por Kate se deu porque à época – logo após o nascimento de seu primeiro filho –, falava-se muito dessa imagem de princesa, mãe, perfeita, que acaba de passar por um parto e nem aparenta, tudo muito parecido com o que aconteceu recentemente, com o terceiro filho. “Analisei sua performance por meio de fotos de três eventos: seu noivado, o casamento e o nascimento do primeiro bebê, em imagens de veículos de lá. Foi interessante observar que, pela linguagem da moda, ela constrói uma representação próxima, por exemplo, não usando roupas caras”, afirma.
Ao mesmo tempo, ela conforma todos os padrões esperados da mulher numa sociedade patriarcal: magra, bonita, sempre sorrindo, ao lado do marido, com sua família perfeita. “Lembro que, no grupo de que eu fazia parte, discutimos como uma celebridade tão tradicional, até meio antiquada, fazia tanto sucesso num meio em que se valoriza o contrário, mulheres que quebram padrões. Essa narrativa da mulher princesa carrega elementos que às vezes parecem não ser mais tão fortes na sociedade, mas ainda são”, diz Mayra. DISTANCIAMENTO E PROXIMIDADE Já a pesquisadora Julia Benatti, do Departamento de Comunicação Social da PUC Minas, analisou o período do casamento da princesa Diana com o príncipe Charles, até a união entre William e Kate. “Acredito que o que provoca o encantamento é justamente a distância a que eles se colocam de nós, são um tipo de celebridade muito inalcançável, é preciso nascer assim ou, quando muito, casar com alguém para se tornar. Ao mesmo tempo em que precisam estar próximos de alguma forma. Entendo que a principal preocupação deles, e de tudo o que existe por trás disso, é encontrar o equilíbrio entre a proximidade suficiente para que não sejam esque-
cidos pelas pessoas e o distanciamento necessário para que sejam endeusados”, afirma. É justamente o lado humano dessas pessoas que parecem estar acima de nós o que interessa à professora de inglês Fátima Penna, 62, no universo da realeza britânica. “Eu sempre gostei muito de história e de ler sobre reis e rainhas, não só da Inglaterra. Leio também muitos romances escritos por mulheres de várias partes do mundo sobre suas vidas. O meu interesse é sair do meu mundo e pensar que pessoas levam vidas diferentes da minha, tanto para a pobreza quanto para a opulência. Acho bacana entender que a vida não é só o que eu vivo aqui, esse microcosmo”, explica. O fato de serem pessoas, afinal, normais, ainda que sejam também símbolos, e sua adaptabilidade aos novos tempos são fatores relacionados à sua admiração pela família real inglesa. “A mudança de padrões políticos e sociais afeta a Casa de Windsor, que por sua vez, se esforça para acompanhar a evolução dos tempos. Príncipe Charles e Camilla, Harry e Meghan não formariam casais duas gerações atrás. A rainha Elizabeth reinou em governos conservadores e trabalhistas. Realeza e diferentes ideologias políticas conviveram e convivem em harmonia. Parabéns aos ingleses! E ‘God Save the Queen!’, conclui.
Coleção
De livros e revistas a canecas e outros objetos, Fátima tem um acervo da família real
Estética e idealização O tempo que viveu em Londres, entre 2006 e 2007, foi uma espécie de imersão num assunto que já gostava para a empresária Renata Alamy, 41. “Eu achava que eram só as pessoas de outras partes do mundo que se interessavam pelo assunto, mas lá isso acontece muito mais. Trabalhei num pub e todo mundo falava disso, como nós falamos de novelas. Nas casas existem imagens da rainha, eles estão sempre nos jornais”, afirma. Ao voltar para o Brasil, ela acabou abrindo uma loja cuja proposta estética era herdeira desse universo. “Não só da monarquia, mas de toda essa iconografia inglesa. Inclusive se chamava Cupcake, um nome que até então não era conhecido no Brasil. Como eu tinha me apaixonado por essa coisa meio kitsch, comecei a colecionar brindes da realeza, souvenirs, porcelanas, tudo o que tinha o ícone da rainha – achava ela pop –, trouxe isso para a loja”, conta. Foi lá que ela assistiu ao casamento do príncipe William com Kate Middleton,
em abril de 2011. “Convidei minhas clientes para irem vestidas como se fossem ao casamento para assistirmos juntas comendo cupcake, tomando espumante, se divertindo. Foi bem legal, tipo assistir a jogos da Copa do Mundo”. DESCONSTRUÇÃO Renata acredita que para além de gostar da estética, uma parte do fascínio tem a ver com a construção do ideal de mulher numa socie-
dade machista. “Crescemos com essa idealização das princesas, dos contos de fadas, do príncipe que vai salvar a plebeia e transformála em realeza. Não acho isso positivo, mas acaba influenciando. Isso vem sendo desconstruído hoje, de certa forma, e acho bom para as meninas que haja histórias sem essa figura salvadora. Mas ainda acho divertido gostar da realeza e brincar com isso”, explica. ARQUIVO PESSOAL
Renata (esq.) fez uma festa em sua loja para acompanhar o casamento de William e Kate Middleton, em 2011
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SAÚDE E BEM-ESTAR VIDA SAUDÁVEL Dr. Telmo Diniz
(CRM-MG 25.398)
telmo.diniz@jornalpampulha.com.br
Para quem cuida do Alzheimer á mais de duas décadas acompanhando diariamente idosos e suas famílias, tenho presenciado com frequência um alto índice de transtornos mentais, como ansiedade e depressão, entre outras doenças, que acometem os cuidadores de idosos, em especial aqueles que cuidam de portadores de quadros demenciais como ocorrem na Doença de Alzheimer (DA). Mas por que estes cuidadores merecem também um olhar mais atento? Eles estão adoecendo cada vez mais. No Brasil, geralmente os cuidadores são pessoas da família, especialmente mulheres que residem no mesmo domicílio e se tornam as cuidadoras de seus maridos, pais etc. Entretanto, em quase 70% dos casos, os cuidadores prestam esses serviços sem nenhum tipo de ajuda. A faixa etária de 59% dos cuidadores está acima de 50 anos e 41% tem mais de 60 anos. Isso nos mostra que pessoas idosas estão cuidando de idosos. As condições físicas desses cuidadores nos leva a pensar que são doentes em potencial e que sua capacidade funcional está constantemente em risco. Queixas como dores lombares, ansiedade e depressão, hipertensão arterial, diabetes, entre outras, são uma constante entre os cuidadores. Cuidar de um indivíduo idoso e incapacitado durante 24 horas sem pausa não é tarefa paPelo estudo, ra uma mulher soziverificou-se que nha, geralmente com mais de 50 anos, sem o diagnóstico de apoios nem serviços ansiedade foi que possam atender às suas necessidades. cinco vezes Recente pesquisa maior entre as realizada na Faculdade de Medicina de Ricuidadoras beirão Preto, ligada à USP, chegou à conclusão de que as cuidadoras estão adoecendo mais a cada dia. Isso após analisar o dia a dia e a saúde de 62 mulheres idosas na mesma faixa etária. Os cuidadores que, na sua grande maioria, também já são idosos convivendo diariamente com pessoas portadores de DA, sucumbem a quadros de ansiedade e depressão, picos de pressão e alterações no colesterol. Pelo estudo, verificou-se que o diagnóstico de ansiedade foi cinco vezes maior entre as cuidadoras. A pesquisa mostrou que 90% das cuidadoras dedicam período integral aos pacientes. Isso gera uma situação de sobrecarga para a pessoa, pois acaba realizando tudo sozinha, sem apoio de outros. O cuidador familiar de um idoso dependente precisa ser alvo de orientação de profissionais da área da saúde – médico, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia etc. É extremamente comum que o peso dos cuidados seja deixado a cargo de uma só pessoa da família e o restante se exima de qualquer tipo de responsabilidade. Há muitas críticas ao cuidador. Porém, quando ele propõe que “alguém possa ajudar”, a grande maioria diz que “não tem tempo” ou arruma outra desculpa qualquer. Além da ajuda externa, os cuidadores familiares devem ter a nítida noção de que eles têm seus deveres, mas, acima de tudo, têm seus direitos – de cuidar de si. Têm de receber ajuda e a participação de outros familiares. Têm direito de procurar ajuda externa, de poderem ficar tristes e aborrecidos. Não permitir que outros familiares tentem manipulá-los com sentimentos de culpa. Devem proteger sua individualidade e seus interesses pessoais. Enfim, têm o direito de ser feliz. Pense nisso! Faça uma boa semana.
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Emoções podem desencadear ou agravar doenças na pele Respostacorporaléumaadaptaçãoorgânicaaosdesafios,dizmédica; entre20%e40%dospacientesapresentamalgumproblemapsicológico As interações existentes entre a pele e o psiquismo são bastante complexas. Talvez por isso a expressão “emoções à flor da pele” seja uma das melhores formas de se definir alguns distúrbios que primariamente podem ser identificados como dermatológicos, mas que estão estritamente relacionados a condições psiquiátricas. Estima-se que entre 20% e 40% dos pacientes que buscam os consultórios para tratamento de doenças de pele apresentem algum tipo de problema psiquiátrico ou psicológico, segundo a médica psiquiatra e diretora da Clínica Mangabeiras, Flávia Mello Soares. Esses fatores psíquicos podem tanto causar a erupção de dermatoses quanto ser efeitos de condições dermatológicas. Alguns exemplos são: distúrbio dismórfico corporal, quando o paciente apresenta uma percepção deturpada da própria imagem; tricotilomania, caracterizada pelo ato repetido de puxar os cabelos e pelos, resultando em alopecia (ausência de cabelos); delírios de parasitose, em que o paciente manifesta a falsa crença de estar infestado por parasitas; e as escoriações neuróticas, nas quais os próprios pacientes provocam lesões na pele, através de escoriação compulsiva, geralmente após um estresse psicológico. Outra situação é quando o impacto de estressores emocionais recai sobre algumas doenças que já são de pele, como no caso da infecção pelo HSV (vírus do herpes simples) e também na psoríaLitza Mattos
se e na dermatite atópica. “Cerca de 70% dos atópicos relatam a ocorrência de estressores emocionais antes do primeiro episódio de dermatite. Além disso, vários pacientes com eczema sofrem piora de seus sintomas após episódios de estresse psicológico”, diz. Flávia explica que, ao enfrentar provocações externas ou internas, o organismo responde defensivamente com eventos que culminam com a ativação do eixo hipotálamo-hipófiseadrenal. “Essa resposta é uma adaptação orgânica aos desafios, e é fundamental para a sobrevivência”, afirma a médica. Ou seja, a pele expressa os sentimentos mesmo quando não estamos cientes deles. “A mente envia mensagens para o corpo e para a pele quando o indivíduo se sente ameaçado por acontecimentos dolorosos ou culpabilizantes. O que acontece, então, é que experiências ansiogênicas não conseguem ser pensadas ou faladas e se exteriorizam de um modo primitivo, pré-verbal”, diz. Porém, segundo a médica psiquiatra, se essa reação persistir, pode levar a exaustão e adoecimento, uma vez que o estresse crônico diminui a imunidade e favorece a progressão de infecções.
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Cerca de 70% dos atópicos relatam a ocorrência de estressores emocionais
EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
ÓRGÃO DE EXPRESSÃO Algumas características da pele ajudam a compreender o simbolismo das dermatoses A pele representa a fronteira e a comunicação entre os estímulos externos que chegam para o organismo e os estímulos internos (emoções) que buscam vazão ou precisam ser contidos Ela é uma zona erógena, importante fonte de prazer Ela cumpre um importante papel na conformação do esquema corporal, que é intimamente ligado à constituição do sentimento de identidade É um órgão preparado para a função simbólica de autorrepresentar ou apresentar o sujeito. As variações da aparência testemunham variações da interioridade FONTE: MÉDICA PSIQUIATRA FLÁVIA MELLO SOARES
“PERCEBI QUE NÃO SOU UM DIAGNÓSTICO” “Quando eu tinha 5 anos um tio veio morar na minha casa, e certa noite, ele tentou abusar de mim. A partir daí, eu passei a arrancar (fios de cabelo). Os meus pais estranharam as falhas cada vez maiores no cabelo e decidiram me levar ao pediatra, que nos direcionou a uma psicóloga. Já passei por quatro psicólogos e quatro psiquiatras. Recebi o diagnóstico aos 7 anos, mas foi muito difícil. Já passei por vários tratamentos, mas o que mais vem dando resultado é a conciliação do psiquiatra e do psicólogo. No início foi superdifícil, o preconceito era enorme, eu não me aceitava, usava penteados para tampar, bonés, boinas, tiaras, cheguei até a usar peruca. Um ponto fundamental para essa doença é o apoio. Minha família sempre foi muito presente. Na época dos meus 15 anos, meu cabelo estava até grandinho, mas alguns meses antes tive uma recaída. Todos os meninos da
minha sala rasparam a cabeça em demonstração de carinho. Quando vi minha melhor amiga com o cabelo curto, percebi que eu não sou um diagnóstico. Com auxílio psicológico eu aprendi que o maior preconceito é o que está na nossa mente. Aprendi a lidar comigo mesma e a me achar linda apesar de ser como uma montanharussa. Foi maravilhoso me redescobrir e entender que eu sou a Kauany, eu não sou a tricotilomania!”
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Um ponto fundamental para essa doença é o apoio
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Segundo especialistas, cerca de 70% dos atópicos relatam a ocorrência de estressores emocionais antes do primeiro episódio de dermatite
É fundamental haver parceria entre profissionais Para as pessoas cujo estresse emocional se reflete em doenças na pele, não adianta recorrer a tratamentos apenas com profissionais como esteticistas, fisiotera-
peutas, dermatologistas e cirurgiões plásticos. Esses profissionais devem estar familiarizados com os mais comuns diagnósticos de doenças psicocutâneas
e saber investigar suas manifestações clínicas (psíquicas ou dermatológicas) e os princípios básicos de tratamento. Após uma primeira investigação, é preciso
encaminhá-las para tratamentos com psiquiatra ou psicólogo. O grande problema, segundo os especialistas é que a maioria das pessoas não aceita o encaminhamento. “Grande parte desses pacientes (senão a imensa maioria) reluta em aceitar um encaminhamento para o psiquiatra”, afirma a médica psiquiatra Flávia Mello Soares.
Pais têm dúvidas sobre a vacinação dos bebês Mesmo com o acesso às informações facilitado hoje, quando o assunto é a saúde dascriançasdezero a2anos,a desinformaçãoaindapredomina nas famílias brasileiras. É o que aponta pesquisa feita pelo Ibope Conecta em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). No levantamento,mil pessoas detodas as classes sociais – 60% mães e 40% pais – foram entrevistadas online. A maioria (94%) concordaqueavacinaçãoénecessárianessaidade.Noentanto, mais de 20% (quase um em cada quatro) têm dúvidas completas ou parciais sobre o tema – o que é preocupante, alerta o pediatra Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da SBP. Os resultados mostram que um em cada quatro pais concorda, parcial ou totalmente, com a ideia de que as doenças mais comuns na infância seriam inofensivas e que o organismo das crianças poderiam superá-las naturalmente. E um em cada três entrevistados acredita que higie-
ne e cuidados pessoais seriam suficientes para prevenir enfermidades. O que, alertam os médicos, não é verdade. Chuva, vento e sereno foram elementos mais lembrados por 63% dos entrevistados, quando questionados quais eram os sintomas que mais expunham os pequenos às doenças infectocontagiosas. Por outro lado, fatores que,defato,favorecematransmissão dessas doenças, como a permanência em locais fechados e o convívio com outras pessoas dentro casa, estão entre os menos citados. “Percebemos uma predominância maior de desinformação nos pais mais jovens, principalmente de primeira viagem. São pessoas que vivem uma realidade de conexão constante com a tecnologia, que acabam recorrendo a ela para procurar saber o que deve ser feito, quais são as precauções a serem tomadas, bem como possíveis tratamentos” afirma o médico pediatra Clóvis Constantino, vice-presidente da SBP.
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sociedade
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DOLCEVITA ETERNA VIGILÂNCIA
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ercados e vigiados por todos os lados. Invasão de privacidade? BBB involuntário? Amiga, médica, leitora da coluna conta sobre questão levantada numa roda médica. Diz respeito à prática de solicitar o CPF do cliente em máquinas diante de compras com cartão de débito e crédito. Prática essa que chegou às drogarias recentemente e que, segundo a mesma turma de médicos desconfia, não serve apenas para conseguir “descontos” nos estabelecimentos ou informações para a Receita.
ETERNA SUSPEITA
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a conversa, que ficou séria, os médicos consideraram a hipótese de que a intenção de pedir o CPF poderia ser uma “espionagem”. Mais uma das quais estamos cercados em vários momentos, todos os dias. A aquisição de medicamentos específicos renderia um ótimo “diagnóstico”.
ETERNA DÚVIDA
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m “diagnóstico prévio” na área de saúde. Com esse cadastro mapeado, planos de saúde poderiam se valer do mesmo para avaliar os clientes através de suas compras, criando restrições/recusa ou tarifas diferenciadas, visando o risco de futuros custos, como intervenções cirúrgicas.
DIVERSÃO E AULA
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ale a pena registrar um novo, velho, renovado fenômeno: colecionar figurinhas. No lucro, por que não, aprender com o álbum da Copa do Mundo? Aprender o valor do dinheiro: quanto se gasta, o que se compraria com a mesma quantia. Em suma, inteirar-se do lado financeiro da troca de figurinhas. E, claro, a coleção virou febre, multiplicada a cada copa. No nosso caso, em colóquios, na barragem Santa Lúcia, na banca de troca.
Paulo Navarro com Walter Navarro pnnavarro@gmail.com FOTOS PAULO NAVARRO
No capítulo troca de figurinhas na praça, um programa de mãe e filha: Tina e Vitória Lage
lançaperfume o tema 6 Continuando das figurinhas, nas esco-
las, as crianças aprendem e reconhecem o sequenciamento numérico, se divertem com as camisas diferentes e as bandeiras. E até tirar a figurinha do plástico exige fina coordenação motora. cole6 Eçãotemcomtambém moderação pa-
AULA E TROCA
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s domingos reúnem 500 pessoas, pais e filhos, famílias. É uma confraternização que também passa por aplicativos e WhatsApp para troca. Lojas, shoppings e padarias também. Um negócio onde rola muita grana, claro! E, na esteira, álbuns da copa invadem as salas de aula.
AULA E LUCRO
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eu até no “Estadão”. Como em outras copas, há décadas, os álbuns conquistaram as crianças. E nas escolas. Em vez de encarar a brincadeira como uma distração, professores aproveitam para trabalhar conceitos de matemática, português e geografia do ensino infantil ao fundamental.
ra os adultos, em promoção válida até o final da copa. constam no álbum, incitando os alunos a procurar o maior número possível de informações textuais e de imagem, como cores, números, bandeiras, mapas e até mesmo um trabalho de educação financeira. A equipe vencedora leva um pacote de figurinhas no fim da aula.
AULA E INFORMAÇÃO
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as “finanças”, a reflexão é sobre o que as crianças podem ou poderiam comprar com o valor gasto, por exemplo, com dez pacotinhos. “A ideia é incentivar o consumo consciente e, principalmente, mostrar que a troca tem forte poder social”, fazendo os alunos perceberem que poderiam completar o álbum mais rápido se trocassem figurinhas com mais gente.
AULA E SABEDORIA
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inda sobre os álbuns como aprendizado: “A vontade de conseguir as figurinhas faz com que desenvolvam habilidades, fiquem mais desinibidos, cheguem a acordos”. As crianças aprendem a negociar as difíceis de conseguir e o álbum contempla várias linguagens: numérica, textual, de imagem e do espaço social.
cerveja Brahma resgatou os cinco rótulos dos anos em que o Brasil foi campeão. garrafas comemo6 Asrativas já estão no mer-
cado e trazem uma releitura do visual da marca em cada época. Enfim, provam também que o design, a criatividade e arte “caíram” muito. Os rótulos de 1950, 1962 e 1970 dão de 7 a 1 nos rótulos de 1994, 2002 e... 2018. no site O 6 Deu Antagonista, do dia 3:
“Os doleiros e a ‘high society’”, com fotos. Dizem o texto antes de três fotos: “A prisão dos irmãos Marcelo e Roberto Rezinski deixou a alta roda menos festiva”. Fotos de Marcelo Rezinski com Álvaro Garnero, Alexandre Aciolly e Luiz Calainho. E mais fotos de Marcelo e Roberto Rezinski com o ex-sócio e ex-jogador campeão do mundo, Ronaldo Fenômeno, mais Luciano Huck com Roberto Rezinski. Mas, e os doleiros do ‘high society’ de BH?
AULA E LIÇÕES
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utra vantagem, o interesse que as figurinhas de papel – a léguas do mundo digital dos adolescentes – provoca. Professores inteligentes aproveitam a “distração" para tratar assuntos de aula. Como? Na leitura e interpretação de textos que
oficial 6 Patrocinadora da Copa do Mundo, a
Na mesma praça e no mesmo gramado, Emir Cadar Filho, Julia Nogueira e família
todas as mães 6 Salve e esse amor mais bonito que existe!
CENÁRIO BH Feira Nossa Grama Verde acontece neste sábado Inaugurando o seu circuito de feiras de 2018, o movimento Nossa Grama Verde traz ao galpão do restaurante e cervejaria Querida Jacinta a sua primeira feira do ano. A edição contará com 18 marcas locais e o tema “Mãe São Muitas”, como objetivo de contar as histórias das mães que estão por trás de algumas das marcas convidadas. O evento ainda conta com o cardápio e as cervejas artesanais do restaurante. Onde Rua Grão Pará, 185, Santa Efigênia Quando Sábado (12), das 12h às 18h Quanto Entrada Gratuita
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PABLO CALDEIRA/DIVULGAÇÃO
Feira ocupa Bar do Museu Clube da Esquina Para quem gosta de feiras e ainda está à procura de um presente para o Dia das Mães, a segunda Feira da Esquina, que acontece no Bar do Museu Clube da Esquina, pode ser ótima opção. Organizada pelo coletivo Junto Tudo, a feira recebe, desta vez, mais de 20 expositores. No dia, o evento reúne também atrações musicais e um cardápio tipicamente mineiro Onde Bar do Museu Clube da Esquina (r. Paraisópolis, 738, Santa Tereza) Quando Neste sábado (12), das 18h às 0h Quanto Entrada gratuita
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DAIRLANE TORRES/DIVULGAÇÃO
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FOTOS LEO FONTES 20.5.2017
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Sucesso
Evento reúne milhares de pessoas todos os anos
COMIDA DI BUTECO >Oportunidade para conhecer os bares participantes segue até domingo (13)
Tudo pronto para a Saideira; festa acontecerá no Mineirão Se você ainda não aproveitou para experimentar os diversos aperitivos do Comida di Buteco, é melhor se apressar. Isso porque a 19ª edição do evento termina no domingo (13). Ao todo, 21 cidades, espalhadas por todo o Brasil, participam do maior evento gastronômico do país. O tema dos pratos deste ano é livre. Em Belo Horizonte, 50 bares estão na disputa para saber qual será o melhor ‘buteco’ da cidade. PaLeonardo Cunha
ra vencer, além de apresentar um feito culinário de grande relevância, os locais também devem ter boas pontuações em temperatura da bebida, higiene e atendimento. Quem tirou de letra essas exigências foi o Santuário Retrô Botequim Temático, de Eduardo Mendes. Eleito o melhor ‘buteco’ da capital mineira em 2017, o estabelecimento apresentou aos consumidores o Ossobuco du Retrô. No ano passado, o tema foi cereais, e o profissional, então, investiu na quinoa. Conforme ele ressalta, a ideia foi trazer até Belo Ho-
rizonte um pouco de outras culturas. “Nós trouxemos parte de outras cozinhas para dentro da nossa. Neste caso, a italiana e a peruana. Além disso, para fazer o molho, pensamos em muitas características mineiras. Priorizei aspectos como tradição e sabor”, afirma ele. Segundo Filipe Tosta, um dos organizadores da disputa, a avaliação geral está sendo muito positiva. “O movimento nos bares não para. Percebemos casas com fila de espera, já no início da semana. Outro fator a se destacar é o retorno que os visitantes têm dado em re-
lação à qualidade dos pratos e do atendimento dos bares”, ressalta. FOCO NA SAIDEIRA A Saidera, famosa festa de encerramento do Comida di Buteco, acontecerá no dia 19 de maio, no estacionamento lateral do Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, onde será conhecido o grande vencedor de Belo Horizonte em 2018. O público poderá, ainda, curtir música da melhor qualidade durante o evento. Entre as atrações artísticas que se apresentarão na final está o Copo Lagoinha. De acordo
com Dudu Braga, um dos integrantes desse tradicional grupo de samba, a expectativa é a melhor possível. “A nossa história se mistura com a do evento, pois já participamos 15 vezes. É sempre um prazer muito grande estar presente. A plateia pode esperar um show muito animado e dançante”, diz. Já a Maraú Sound System se apresentará pela primeira vez. Alex Horta, um dos componentes da banda, revela que será uma experiência interessante tocar nesse dia. “Tocamos música brasileira e estamos muito ansiosos. Vai ser muito baca-
na fazer o nosso som na Saidera, pois teremos um público grande e bastante diversificado”, ressalta. Outras bandas que completam o time da programação musical são a Oi de Gato e Charanga João Viana. Os ingressos já estão no segundo lote e custam R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia). As entradas podem ser adquiridas no www.centraldoseventos. com.br ou nos postos de vendas descritos no site. O evento será realizado de 12h às 23h55. Os petiscos serão comercializados a R$10.
Petiscos saborosos e boa música não faltarão na festa de encerramento
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reportagem
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CONSUMIDOR
Cláusula de fidelização pode ser considerada abusiva DOUGLAS MAGNO – 20.4.2018
PropostamudaredaçãodoCódigodeDefesadoConsumidor eproíbecobrançademultanorompimentodecontratos Os números são impressionantes. De acordo com os últimos dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o Brasil possui cerca de 235 milhões de linhas de celular em operação, aproximadamente 18 milhões de assinantes de TV paga e mais de 29 milhões de acessos de banda larga fixa ativos. Porém, na mesma proporção em que cresce a oferta desses serviços, aumenta o número de reclamações sobre eles nos órgãos de defesa do consumidor, principalmente no que diz respeito à cláusula de fidelização incluída pelas empresas nos contratos de prestação de serviço. Porém, essa situação pode mudar. A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara aprovou o Projeto de Lei 8.626/2017, do deputado Moses Rodrigues (PMDB-CE), que estabelece como abusiva a cláusula de fidelização, que prevê multa em caso de cancelamento antecipado do contrato, mudando a redação dos artigos 39 e 51 do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O relator da matéria na comissão, deputado Rodrigo Martins (PSBPI), concordou com o projeto, por avaliar que ele protege a liberdade de escolha dos clientes. “A cláusula de fidelização escraviza o consumidor e impede a sadia competitividade entre agentes econômicos em um mesmo segmento de mercado. Defendo, sim, que o consumidor seja livre para se desvincular de uma contratação que não mais atenda seus interesses”, ressaltou. Segundo o parlamentar, o fato de haver informação prévia sobre a existência da cláusula não basta para proteger o cliente. “O suposto benefício transforma-se em uma dor de cabeça quando o consumidor tenta se desvincular, sem êxito, de uma relação de consumo malsucedida, sobretudo quando o serviço não é prestado adequadamenEurico Martins
te. Sabemos como é difícil para o cliente fazer a prova da má execução de um serviço, e mais difícil ainda é convencer o fornecedor a aceitar a rescisão do contrato nesse caso”, acrescenta Martins. A proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Casa. Via-Crúcis. Caso a lei já estivesse valendo, o engenheiro florestal Antônio Starling, 57, seria poupado da via- crúcis pela qual passou. Ele conta que tinha um plano de determinada operadora de telefonia e resolveu fazer a portabilidade para outra. “Na hora, perguntei se o contrato previa a fideliza-
“PRESO” Período Na fidelização, o cliente fica preso ao serviço por um período de geralmente de 12 meses. A maior dificuldade nesses casos é comprovar a má qualidade dos serviços prestados.
ção e me disseram que não. Quando me entregaram o chip, ele não funcionava. Depois de muita luta, consegui outro, após 15 dias, que funcionou. Mesmo assim, tentei cancelar o contrato, e eles não aceitaram. Nessa hora descobri que tinha que pagar uma multa de R$ 228”, lembra ele, que discordou da cobrança. Depois dessa, vieram outras surpresas desagradáveis. “Pouco tempo depois, não sei por que, meu número, que eu tenho há 18 anos, foi cancelado pela nova operadora, e só foi reativado depois que procurei, por duas vezes, o Procon para resolver a pendência”, lembra o engenheiro florestal. Indignado, ele acionou também a Justiça, reivindicando indenização de R$ 10 mil por danos morais, causa que ainda está sendo julgada no Juizado Especial Cível, que analisa pequenas causas em Belo Horizonte. “Sei que estou certo, se tivessem me avisado sobre a fidelidade de um ano não tinha entrado nessa canoa furada”, conclui.
Segundo Matheus Moreira, o consumidor acredita que fez um bom negócio
Para Idec, texto preenche lacuna Operadora não na atual legislação Na avaliação do advogado do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Igor Marchetti, o projeto de lei é importante, na medida em que ele consagra um posicionamento já existente. “Ele traz mais proteção, já que essa prática, que nos parece abusiva, não é abordada de forma específica no Código de Defesa do Consumidor” diz ele. “Hoje, conseguimos fazer a defesa daqueles que se sentiram lesados de forma muito interpretativa e dependemos da interpretação do juiz”, afirma. Com a mudança da redação dos artigos 39 e 51 do CDC proposta pelo projeto, que determinam o que é ve-
dado ao fornecedor de produtos ou serviços e que tratam das práticas consideradas abusivas, o trabalho de defesa será mais fácil. “O texto do projeto é bem objetivo, bem sucinto. Com certeza será um benefício para o consumidor, bastante lesado, principalmente na prestação de serviços de telefonia móvel, internet e TV por assinatura”, diz o especialista do Idec. “Dá uma proteção específica. O consumidor poderá romper um contrato sem justificar o motivo, sem precisar ficar preso ao contrato que não satisfaz suas necessidades por um período geralmente de um ano”, completa Marchetti.
fez sua parte O funcionário público Paulo Cézar Campelo, 47, sabe bem da importância da aprovação do projeto que estabelece como abusiva a cláusula de fidelização, que prevê multa em caso de cancelamento antecipado do contrato. Principalmente após ter enfrentado problemascom uma operadora de banda larga e de telefonia móvel. “Ela não atendia minhas necessidades e decidi trocar de empresa, em busca de um plano melhor e mais barato. Porém, fui convencido a ficar, depois que me ofereceram desconto no preço e aumento da velocidade, que passaria de 15 mega para 25 mega”, diz ele.
Como parecia ser vantajoso, Campelo aceitou, mesmo sabendo da cláusula de fidelizaçãoprevista no novo contrato. “Dois meses depois, percebi que a velocidade continuava a mesma e pedi o cancelamento, mas eles falaram que eu teria que pagar uma multa de R$ 340”, lembra o funcionário público. Após procurar o Procon, ele conseguiu se livrar do plano sem o pagamento de multa e das duas contas enviadas após ele cancelar unilateralmente o serviço e procurar uma nova operadora. Começava aí outro problema. “Eles demoraram 20 dias para fazera portabilidade demeu nú-
mero, e eu fiquei incomunicável nesse período”, reclama Campelo. “Me senti muito prejudicado”, completa. Paracasos como esse, o advogado MatheusCosta de Melo Moreira, especialista em direito do consumidor e digital, tem a explicação. “Infelizmente, as empresas utilizam artifícios que dificultam. Normalmente, uma equipe de atendimento vende, outra presta o suporte técnico, e uma terceira, muitas vezes treinada para convencer o cliente a não cancelar o serviço, oferece outro atrativo. E, muitas vezes, não lançam isso nos sistemas de controle da operadora”, diz. “O cliente acredita que fez um bom negócio, mas às vezes não consegue utilizar de forma adequada os serviços. E, quando reclama, a empresa não tem aquela informação gravada. Infelizmente, o consumidor tem que recorrer ao Procon ou ao Judiciário”.
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reportagem
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COMPORTAMENTO Nuncaseprecisou tantodelas,que haviamsumidoem meioaoavançoda tecnologia;agora, centrosdeformação surgempelopaís A benzedeira, detentora de um saber ancestral capaz de curar praticamente tudo, está presente na memória de muitos brasileiros. E essa tradição, que parecia estar sendo extinta junto com o conhecimento de muitas avós que já não estão mais presentes, tem sido resgatada por vários grupos distribuídos pelo Brasil. Nessa tentativa de recuperar tal saber, o benzimento vem também se modernizando e atraindo mais pessoas. A lembrança da avó, benzedeira já falecida, levou a assistente social Maria Bezerra a querer recuperar esse conhecimento. “Um dia, a memória dela me veio muito forte, e comecei a perceber que precisava continuar o que ela deixou no caminho”, conta. Assim nasceu a Escola de Benzedeiras de Brasília, um movimento que surgiu há dois anos e agora ganha proporções nacionais. “A gente tem uma rede de benzedeiras nacional, que tem se movimentado na direção de valorizar essas pessoas e não deixar esse poderoso conhecimento ancestral morrer, se extinguir diante de tecnologias que comprovadamente não dão conta da nossa saúde e bem-estar”, afirma. Litza Mattos
PROCURA Segundo Maria Bezerra, a benzeção foi sendo deixada de lado por causa da interferência de outras religiões, por medo de um saber médico-científico que condena esse tipo de prática ou até mesmo pela desvalorização dos familiares. No entanto, com a escola, a procura tem crescido. Em uma sexta-feira de atividades, por exemplo, elas chegam a fazer mais de 130 atendimentos. A entidade também atende a distância. “As pessoas esqueceram o poder da fé. Em um mundo tão tecnológico, onde todas as respostas podem estar na ponta dos dedos, se esquecem do coração. E a fé é um ato de coração, de amor. No entanto, acredito que, pela quantidade de pessoas que têm nos buscado, todas com suas memórias afetivas da benzedeira, estamos retomando essa fé”, acredita. No Paraná, outro movimento se destaca. Segundo o educador popular Antônio Michel Kuller, o Movimento de Aprendizes da Sabedoria (Masa) começou esse resgate há dez anos. Estão sendo feitos mapeamentos sociais em três cidades: Rebouças, São João do Triunfo e Irati, com 134, 167 e 187 benzedeiras, respectivamente. “A partir do mapeamento, elas conseguiriam aprovar uma lei mu-
DANIEL DE CERQUEIRA
A benzedeiras estão de volta
Herança
Dona Lili, 80, deixa as portas de casa abertas e benze quem chega: ‘Mãe passou pra mim’
nicipal (em Rebouças e São João do Triunfo) de reconhecimento das benzedeiras como agentes de saúde das comunidades locais, dando direito a elas de ter carteirinha e certificado, além de participação em conselhos estaduais”, diz o educador. PRODUTOS Essas mesmas benzedeiras devem lançar em breve alguns produtos, como florais e pomadas. O trabalho está sendo desenvolvido sob supervisão da engenheira agrônoma e terapeuta floral Andrea Mayer. “Elas fizeram o curso de florais, e estamos criando juntas, com plantas medicinais que elas utilizam para benzimentos, chás e banhos. Deve ficar pronto no final de maio”, conta. O saber popular mostra que não há doença que não se benza. As benzedeiras costumam ter “remédio” para espinhela caída (dor
na boca do estômago, nas costas e pernas), carne quebrada (dor muscular), cobreiro (herpes), quebranto (mau-olhado), encosto e vários tipos de males, do corpo ou da alma. Mesmo após o falecimento da mãe – Dona Filinha, benzedeira famosa em Belo Horizonte –, o cantor e compositor Sérgio Pererê se mantém próximo das benzedeiras, por meio de um grupo no Facebook com mais de 9.000 participantes. “Na busca por uma pseudo-evolução, nos desvinculamos do que é mais puro. É como se tivéssemos ficado órfãos. Saímos correndo buscando evolução e, no meio do caminho, olhamos para trás e nos sentimos sozinhos. Acho interessante que, em um mundo onde estamos falando de coisas tão duras, esse mecanismo da internet seja usado para falar de algo ligado a natureza e espiritualidade”, diz.
Atendimento por vídeo ou pedidos por e-mail Antigamente, as benzedeiras eram referência nas comunidades quando o assunto era saúde. Hoje, suas orações trazidas do passado, com um teor simples, mas de grande força, além de ervas, chás e remédios caseiros, resistem nos grandes centros e desafiam os conceitos da ciência, por meio de atendimentos realizados com ferramentas online, como videoconferências e e-mails. A assistente social Maria Bezerra, da Escola de Benzedeiras de Brasília, diz que é possível benzer a distância, por Skype, apenas com o nome completo da pessoa, colocando-o em oração. “O que nos conec-
ta são campos de energia, são ondas de energia. Então, é possível que a gente envie em onda uma energia de cura, bendita, amorosa, para aqueles que precisam, mas não estão frente a frente conosco”, diz. Maria lembra-se da experiência que teve com o benzimento a distância de uma criança que estava com referência de quebranto. “Era um bebê de 5 meses, a mãe estava em outro lugar. A gente usou, por três dias, o recurso da videoconferência, e eu pude benzer a criança no colo da mãe. Após esses três dias, ela se recuperou, explica. EDITORIA DE ARTE / O TEMPO
CONHECIMENTO POPULAR
Elementos utilizados nos benzimentos: vela, tesoura, faca, carvão, ervas, água, ramos, sal, Bíblia, rosários, fios de linha etc.
O ato de cura das benzedeiras pela natureza e pela fé Benzedeiras: em geral, mulheres solicitadas para prestação de serviços e que muitas vezes são também parteiras Rezadeiras: fazem da oração a principal forma de assistência, assim como o uso de ramos de plantas durante a benzedura FONTE: PESQUISA DIRETA
As benzedeiras surgiram no Brasil com a chegada dos jesuítas, no século XVI Há quem procure benzedores para vários tipos de males do corpo e da alma: carne quebrada, cobreiro, quebranto, mau-olhado, doenças nervosas, espinhela caída, encosto, doenças físicas, olho-gordo etc.
No Brasil, o quebranto está sempre relacionado ao feitiço e a influências maléficas, sendo considerado uma doença causada por mau-olhado e inveja; também conhecida como “quebrante”
Espinhela caída (ou “peito aberto”) é a designação popular de uma doença caracterizada por forte dor na boca do estômago, nas costas e pernas, além de um cansaço anormal que acomete o indivíduo, ao submeter-se a esforço físico
Ervas: arruda, alecrim, levante e guiné são as mais comuns Alguns objetos que agem como defesa: figas, pés de coelho, patuás, olhos gregos, pimentas vermelhas e ferraduras
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COMPORTAMENTO
‘Hoje veio uma porção de gente com espinhela caída’ NobairroEstrelaDalva,DonaLiliantendecomaimagemdeNossaSenhoraAparecida:benzedeirahámaisde40anos DANIEL DE CERQUEIRA
Litza Toda quarta e sexMattos ta-feira, dona Lili, 80, deixa as portas de sua casa abertas para quem quiser se benzer. Quando a reportagem chegou à residência, no bairro Estrela Dalva, na região Oeste da capital, duas mães esperavam para benzer seus filhos, e, na saída, por volta de 16h45, outros dois pais chegavam também trazendo seus filhos. “Bença, vó. Tô todo sujo de escola. Tem como benzer hoje, vó?”, disse o pai, segurando o filho no colo. “Tem. Ainda tem sol, né?”, respondeu dona Lili. Benzedeira há mais de 40 anos, ofício que aprendeu com a mãe, a senhora natural de Ponte Nova, na Zona da Mata, conta como começou. “Lá em casa, mãe passou pra mim, falou ‘umas oração’, e eu fui fazendo. Não tive escola, o que eu sei está tudo guardado na cabeça. Agora a espinhela, um senhor aqui da rua que me ensinou a medir. Que é esse ossinho (disse apontando para o colo), para lá e para cá, aí que a gente sabe. Mau-olhado minha mãe me ensinou, é uma oração bem pequenininha”, disse. Para saber se a espinhela está caída, tira-se a medida. Com um fio de algodão ou uma toalha, a benzedeira mede da ponta do dedo mínimo à ponta do cotovelo. Depois de um ombro ao outro. Se coincidirem as medidas, a espinhela está normal. Se não, está caída. Viúva, católica, dona Lili mora com a filha e os dois netos e recebe em sua casa pessoas de várias partes da cidade, com um sorriso no rosto e sua fé. “Hoje veio uma porção de gente da Pampulha, todos com a espinhela caída. Acho que benzi uns 12 homens. Eu benzo até gente que é evangélico. Jesus é um só. E até enquanto Deus me der força eu vou benzer”, afirma. No corredor estreito de cimen-
entrevista Maria Bezerra Assistente social e benzedeira Escola de Benzedeiras O que é o benzimento? É o ato
de você interceder, se colocar como intercessor entre uma força maior que está além de você, que pela fé consegue alcançar o grande mistério, e uma pessoa que está diante de ti, em sofrimento e em dor. Então, você se coloca como um meio de acessar uma força maior por meio do seu amor incondicional. É preciso ter amor no coração e o desejo de cuidar e curar o outro. O benzimento também é o ato de bem dizer o outro, trazer palavras benditas, palavras que trazem o bem-estar, conforto, que resgata a fé e o equilíbrio emocional. Quem precisa se benzer? Todo
Reconhecimento O inseparável texto nas mãos de Dona Lili; Em 2016, a então presidente Dilma Rousseff assinou o Decreto 8.750, que cria o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais, onde as benzedeiras também têm espaço.
to batido que dá acesso ao cômodo onde dona Lili realiza os atendimentos, em meio a plantas dependuradas, tanque de lavar roupa e um periquito azul na gaiola, a enfermeira Vanessa Silveira, 41, aguardava para benzer a filha. “Eu acredito e acho que mal não faz. Sempre quando ela não dorme bem à noite, fica mais irritada, ou, quando não se alimenta, eu trago para benzer, porque eu vejo que melhora. É como se estivesse tirando uma energia ruim e colocando a boa”, diz a mãe. A dona de casa Maria, 83, também moradora da região Oeste, conta que aprendeu o cantar em voz baixa e o chacoalhar de ramos de ervas de arruda vendo as benzedeiras a que ela le-
vava os filhos. No entanto, parou de benzer porque estes não aprovam a prática. No caso de dona Lili, a filha também não tem interesse em seguir com a tradição, mas a benzedeira já foi procurada por ou-
DOCUMENTÁRIO MG A diretora Sílvia Batista Godinho decidiu dar espaço para as muitas histórias de mulheres responsáveis pelo tratamento místico em comunidades e produziu o documentário “Benzedeiras”. Filmado em São Sebastião das Águas Claras (Macacos), na região metropolitana, o documentário chama atenção para a resistência da tradição e está disponível no YouTube.
Pesquisas mostram que funciona A ciência vem se interessando em decifrar como as experiências espirituais e religiosas se manifestam no cérebro humano e afetam, por exemplo, a saúde das pessoas. Uma das descobertas de neurocientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de Utah, nos Estados Unidos, publicada na revista “Neuroscience Social”, é que essas práticas ativam áreas cerebrais ligadas à concentração e à
recompensa, assim como acontece em situações que envolvem amor, sexo, drogas, música e jogos. Outras pesquisas já demonstraram que, de modo geral, as pessoas com maior envolvimento religioso tendem a ter melhores níveis de felicidade, menos casos de depressão, de suicídio e de uso de drogas. No entanto, algumas formas de religiosidade podem ser
deletérias. As pesquisas científicas que abordam a cura pela espiritualidade têm crescido exponencialmente. Nos Estados Unidos, cinco universidades tinham incluído a espiritualidade em seus currículos acadêmicos em 1993. Sete anos depois, o número subiu para 65, e, em 2004, 84 escolas médicas ofereciam disciplinas optativas ou obrigatórias.
tras pessoas. “Teve uma senhora que já veio, trouxe um caderno. Eu falei umas orações pra ela, e ela escreveu tudo”, lembra. Segundo o professor convidado da pós-graduação de ciência da religião da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Faustino Teixeira, essa tradição típica do catolicismo se mesclou com outras religiões. “Caracteriza-se por muita reza, pouca missa, muitos santos, pouco padre. Não se acabou, mas a linha de continuidade da tradição foi se enfraquecendo em razão de nem sempre filhos seguirem a trajetória dos pais, além do fato de ser muito perseguida por outras tradições”, analisa.
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Eu benzo até gente que é evangélico. Jesus é um só. E até enquanto Deus me der força eu vou benzer
aquele que assim sentir. Porque a necessidade está naquele que busca. Então, se aquele que busca diz “preciso ser benzido”, então aquele que pede o benzimento precisa. O que pode ser benzido? Vá-
rias enfermidades, doenças, inclusive que não estão no protocolo médico, como o quebranto, espinhela caída, cobreiro, erisipela (infecção de pele), torcicolo, luxações, quebraduras, enfim, quase tudo. Está ligado a uma religião exclusivamente? O ato de benzer não se vincula a nenhuma religião. Tem benzedeiras que não têm nenhuma religião, outras são católicas, espíritas, enfim... Mas é imprescindível ter fé, e a fé está para além de qualquer religião. A fé é primordial no ato de benzer. O que é benzer pra você? É um
grande ato de humildade, de amor, de desejo de cura do outro e de mim mesma também, porque o ato de benzer tem mão dupla. É um ato de dar e receber. Ao mesmo tempo que eu estou bendizendo, benzendo, cuidando e curando o outro, curo a mim mesma. É possível aprender a benzer?
Sim. Periodicamente realizamos oficinas de benzimento porque acreditamos que é possível ensinar o que se aprende do mesmo jeito que era antes. Não é preciso ter o dom. As benzedeiras com quem aprendi me provaram que não precisa ser parente de uma ancestral direta, pois a nossa família cósmica está aí para acessar e compartilhar o conhecimento dela.
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reportagem
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ESPAÇO GOURMET DE BANDEJA OURO MINAS/DIVULGAÇÃO
Um brinde a elas CACA LANARI/DIVULGAÇÃO
Após 4 meses fechado, o Albanos reabre como uma plataforma cervejeira e lança seis rótulos artesanais
Copa do Mundo para comer A próxima edição do Restaurante Week vai convidar os chefs de restaurantes de Belo Horizonte a trabalhar com ingredientes comuns dos países classificados para a Copa do Mundo, entre os dias 18 de maio e 10 de junho. Como de praxe, o evento oferece a democratização da boa gastronomia. A refeição com entrada, prato principal e sobremesa custará R$ 43,90 +R$ 1 da doação à Associação Mineira da Reabilitação (AMR) – total de R$ 44,90 no almoço, e R$ 54,90 + R$ 1 da doação – total de R$ 55,90 no jantar. São 50 estabelecimentos participantes, como o restaurante Quinto do Ouro (foto).
Para celebrar a cerveja artesanal Já é tradição: no segundo sábado do mês, todo belo-horizontino apreciador de cerveja artesanal tem um encontro marcado: a Feira Experimente. Neste sábado (12), o evento acontece entre as 11h e as 18h, na praça Quatro Elementos, no Jardim Canadá. O ingresso pode ser trocado por 1 kg de alimento nãoperecível. Além das várias cervejarias locais – são 30, ao todo –, a feira é pet friendly e tem curadoria gastronômica do chef Cacá Padua.
Happy hour mais saudável Focado em uma alimentação saudável a partir do uso de ingredientes naturais, locais e livres de agrotóxicos, a loja conceito da Green Up (rua Alagoas, 851, Savassi) criou o Happy Healthy Hour. A proposta é unir a gastronomia saudável à noite – oferecendo um cardápio à la carte que inclui entradas, petiscos e pratos principais, assinado pelo chef Felipe Rameh – a cervejas artesanais, carta de vinhos e um bar de gim. O menu engloba opções como o atum selado com jalapeño, nabo japonês e ponzu (foto) e o nuggets de queijo artesanal da serra da canastra acompanhados de ketchup caseiro de goiabada. RAFAEL MOTTA/DIVULGAÇÃO
Endereçosfocados emcervejas artesanaissefirmam emBHeoferecem novaspossibilidades Não é necessariamente uma novidade a adesão do mineiro ao consumo de cerveja artesanal. De fato, os números recentes só confirmam a vocação cervejeira do Estado, conhecido também pelo bordão “já que Minas não tem mar, vou para o bar”. E, não é só no bar, propriamente dito, que se concentram as produções derivadas das 65 cervejarias existentes no Estado – 33 delas só em BH. A cidade engloba endereços que vão de feiras ao ar livre a growlerias e fábricas de produção que também oferecem a degustação da gelada. Os rótulos autorais motivam a existência de várias iniciativas locais, como a feira Experimente, pioneira em promover a maioria das cervejarias artesanais e que acontece neste sábado (leia mais na coluna ao lado), no Jardim Canadá. Na última semana, outra novidade chegou à cidade, abraçando a cadeia cervejeira aqui existente. Trata-se da Plataforma Albanos de Cerveja – uma espécie de “nome completo” para a nova fase do já existente Albanos –, que oferece possibilidades inéditas e variadas para os amantes da bebida. O projeto, localizado no bairLorena K. Martins
SLOW BURGER AND BEER/DIVULGAÇÃO
ro Sion e criado há 22 anos, agora reúne em um mesmo lugar uma fábrica de produções personalizadas, um pub, uma loja e um espaço de aulas, em parceria com a Academia Sommelier de Cerveja e com a Escola Superior de Cerveja e Malte (ESCM), a fim de fomentar e fortalecer a cultura da cerveja artesanal de forma abrangente. “A ideia desse espaço é justamente unir todas as condições que o mercado demanda em um único lugar. A pessoa vem se quiser apreciar uma boa cerveja. Mas se quiser aprender a produzir a própria bebida, vai ter suporte para isso, tudo que engloba desde a criação da receita até a parte de marketing e design profissional do rótulo”, explica Pablo Carvalho, mestre cervejeiro da plataforma. Por lá, o processo de produção da cerveja pode demorar de 20 a 30 dias e ser acompanhado com as visitas guiadas e degustações dirigidas, oferecidas ao público que deseja acompanhar todos os processos de produção. Além de consumir a bebida no local em que é produzida – conceito batizado de brew pub –, o cliente pode também optar pela growler station, que fornece a opção de levar o chope tirado na hora para casa no growler – recipiente que mantém a bebida fresca e que é reutilizável. A UNIÃO FAZ A FORÇA Ao todo, são 11 torneiras de cerveja: seis delas são da bebida produzida pela própria casa e seus estilos (Dry Stout, Session IPA, American Brown Ale, Pale Ale, Weiss e Bohemian Pils-
O Slow Burger and Beer incluiu, há pouco tempo, opções de cervejas artesanais Verace, Küd, Falke Bier, Capa Preta e Laüt Beer
ner), e as outras cinco serão de parceiros e convidados temporários. Todos são bem-vindos, principalmente para as cervejas que não têm fábrica própria. “Uma das características do microcervejeiro é a colaboração. Existe uma série de dificuldades que as grandes empresas não tem. Então, é natural, dentro desse mercado, a ajuda de um ao outro; não enxergamos o outro como concorrente”, acredita. “E, hoje em dia, o cliente que busca cerveja artesanal não tem preferência por um determinado tipo de rótulo, ele quer
experimentar vários estilos e cervejarias diferentes”, disse. De olho na proporção que o mercado cervejeiro tomou na cidade, outros lugares passaram a apoiar a produção local. Na semana passada, a hamburgueria Slow Burger, localizada na Savassi, adotou o sobrenome “beer” ao incorporar cinco marcas artesanais: Verace, Küd, Falke Bier, Capa Preta e Laüt Beer. “As cervejas artesanais estão na pauta dos clientes, dos roteiros turísticos e já são a cara da capital”, finaliza o proprietário Gustavo Graça.
reportagem
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ESPAÇO GOURMET ORFEU/DIVULGAÇÃO
RestauranteOro, dochef,ganhou duasestrelasno “GuiaMichelin”
Ele tem estrela
Aline Gonçalves*
Felipe Bronzeéo maisnovo coroado com duas estrelas no “Guia Michelin” – no último dia 7, seu restaurante, Oro, entrou para o seleto grupo, junto ao Tuju, do chef Ivan Ralston. Além deles, só o D.O.M., de Alex Atala, figura, entre os restaurantes brasileiros, com duas estrelas na principal referência gastronômica mundial. Não bastasse, aos 40 anos, o carioca dá o ar da graça com regularidade na telinha. Em “Perto do Fogo”, no GNT, ensina a usar a brasa e a chama da churrasqueira para preparar pratos sofisticados – tendência gastronômica que apresentou em Poços de Caldas, em abril. No mesmo canal, comanda o “Que Seja Doce”, onde, a cada episódio, recebe três confeiteiros, que são julgados por suas delícias. Também é um dos chefs do “The Taste Brasil”, disputa que apresenta personalidades gastronômicas com seus times de novatos. Seu mais recente projeto é o quadro “Jogada de Chef”, no “Esporte Espetacular” (Globo e SporTV). Nele, Bronze cozinha os pratos prediletos de alguns dos pré-convocados à Copa do Mundo pela seleção brasileira, enquanto conversa sobre assuntos diversos com a destreza de um experiente comunicador, valendo-se, muito, de sua simpatia. Isso sem deixar de comandar seus dois restaurantes no Rio, o sofisticado Oro, também eleito o mais promissor da América Latina pela revista britânica “Restaurant”, e o Pipo, mais casual. “A melhor coisa (de trabalhar na televisão) é democratizar a cozinha, desvendar mistérios e mostrar que todo mundo pode cozinhar bem – basta querer aprender mais sobre ingredientes e técnicas. E não sinto preconceito algum, muito pelo contrário: vários colegas me ligam loucos, elogiando a comida do ‘Perto do Fogo’. (Emmanuel) Bassoleil, Claude (Troisgros), eles adoram. Até deve ter um lado ruim, mas não o conheço. Amo fazer o que faço, tudo ao mesmo tempo e o tempo todo”, comenta o entusiasmado chef. MAGO DA COZINHA Mas sim, houve um momento em que Bronze recuou. Não na TV, mas na co-
Felipe Bronze é o cara da vez zinha. Em 2015, desfez a primeira sociedade que firmou no Oro e remodelou o conceito da casa. Foi nessa época, aliás, que se aproximou do fogo como ingrediente. O flerte com a televisão, na verdade, é anterior. Em 2012, ele era o “mago da cozinha”, codinome com o qual se tornou popular graças ao quadro homônimo, no “Fantástico”. No programa, fazia uso da cozinha molecular, que estava em seu auge, graças à atuação do espanhol Ferran Adrià. Nele, desconstruía pratos surpreendendo celebridades. A aproximação com a gastronomia oriental também já era perceptível nesse período. As duas vertentes da culinária, vale dizer, continuam fazendo parte de sua cozinha. “Acredito desde sempre que minha cozinha era, é e sempre será evolutiva. Continuo amando a cozinha asiática, é a minha favorita na vida. A chamada cozinha molecular é, na verdade, uma ‘caixa de ferramentas’ maravilhosa, um conjunto de técnicas que casou-se maravilhosamente com minha paixão pelo fogo. Estou na minha melhor fase, juntando, com tranquilidade, todas as minhas influências: a paixão pelos ingredientes do Brasil e as pesquisas mundo afora. Meu medo é estar ‘confortável’ e não conseguir melhorar. Vou seguir me desafiando”, diz. Um dos últimos desafios que assumiu foi o de assinar um café, junto à marca mineira Orfeu: o Cafés Especiais. A
bebida, já disponível no mercado (em BH, pode ser encontrada na rede de supermercados Verdemar e nos restaurantes Alma Chef e Green Up, do chef Felipe Rameh), o fez se aventurar por um novo universo, além de repensar a gastronomia. “Eles me convidaram, e foi uma das coisas mais legais que já fiz. Acho maravilhoso que o mercado de gastronomia fique cada vez mais especializado. Os vinhos se estabeleceram, depois os chefs, e, então, os clientes passaram a apreciar nossos queijos artesanais, cachaças, chocolates... E finalmente isso está chegando ao café, um produto legitimamente nosso. É o melhor do mundo”, assegura. MINAS Sobre o que conhece da culinária mineira, além dos cafés, Bronze diz: “Sou apaixonado pela cozinha mineira, de panela, sempre farta e de sabor acentuado. Adoro os queijos, as cachaças e os doces de compota, uso muito nos meus restaurantes. Gostaria mesmo é de ter uma ‘avózona’ mineira, cozinheira de mão cheia – mas não foi nesta encarnação!”. A parceria com a marca de café despertou o interesse de Bronze para o uso da bebida em seu trabalho. “Fiz muitas receitas-teste com café, como um contrafilé na brasa com café e pó de laranja cristalizado, das melhores coisas que fizemos no Oro até agora”, afiança. Mas, bem, chegar até aqui foi uma longa jornada, que
começou na empresa de catering da família, no Rio. Depois, inspirado em uma orientação do chef Claude Troigros, partiu para Nova York, com apenas 19 anos. Por lá, formou-se no Culinary Institute of America e trabalhou em diversos restaurantes. Ao voltar, começou a receber sucessivos prêmios de chef do ano. Hoje, reflete sobre tudo que viveu. “Minhas influências são minhas vivências, os lugares nos quais fui, o que comi, as formas e belezas do mundo das artes. É muita coisa. Claude teve papel fundamentalna minha decisão, ainda jovem, de me tornar cozinheiro profissional. E hoje me influencia sendo ele mesmo: uma pessoa sempre positiva, com energia maravilhosa e contagiante. É meu conselheiro, amigo, mentor... meu pai. Que o Thomas (filho de Claude e chef premiado) não fique com ciúmes, mas amo esse homem!”. Agora, Bronze se prepara para outra inauguração: a de mais uma unidade do Pipo, desta vez, em São Paulo. Sempre privilegiando receitas brasileiras de vanguarda. * A repórter viajou a convite de Orfeu: Cafés Especiais
RECEITA
Costela bovina Chef Felipe Bronze Ingredientes - 1,5 kg de costela bovina - 20 g ou 1 colher sopa de manteiga - 2 unidades de pimenta dedo-de-moça - Sal a gosto, 4 dentes de alho - 1 unidade de alecrim e tomilho - 100 g ou 1 xícara de aipim - 2 bananas-da-terra - 20 g ou 1 colher de sopa de salsa - Suco de 1 limão - 100 g ou 10 unidades de tomate cereja - 1 colher de sopa de açúcar mascavo - 1/2 colher de sopa de picles de cebola roxa - 200 g de aipim cozido - 20g ou 1 colher de café de flor de sal Modo de preparo Sele as costelas na churrasqueira ou no forno a carvão. Coloque em uma assadeira e asse a 120 graus por cerca de cinco horas (também pode ser assada em baixa temperatura, a 72 graus, por 18 horas). Retire o osso e corte a carne no tamanho desejado; aqueça no forno; reserve. Corte a banana em cubos, adicione o limão para não escurecer, a salsa picada e a pimenta dedo de moça cortada. Queime os tomates com tomilho e alecrim na churrasqueira, temperados com sal e açúcar mascavo. Sirva a banana e o tomate com o picles de cebola. Cozinhe o aipim com água, sal e manteiga. Monte o prato e sirva. TOMÁS RANGEL/ DIVULGAÇÃO
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almanaque COMÉDIA> Com direção de Marco Antônio Pâmio, adaptação de espetáculo argentino chega a BH Sáb. e dom. 19 e 20.mai.
CAIO GALLUCCI/DIVULGAÇÃO
Em família
Terapia do riso Desde 2005, Antônio Fagundes não se presenteava com uma comédia. Em espetáculos densos que vinha fazendo desde então, é fato, ouviase uma risada aqui ou acolá – e talvez até uma gargalhada. Mas nada que se compare aos risos soltos que vem conquistando, desde a estreia, a peça “Baixa Terapia”, em 2017. Em turnê orgulhosamente independente, o espetáculo aporta nos próximos sábado (19) e domingo (20) em Belo Horizonte. Embora tenha ficado mais de década longe da comédia, havia sim o desejo latente de voltar ao gênero. Para o ator, este humor feito nos palcos é algo tão especial que soaria quase uma ofensa ouvir que “a comédia é um gênero de segunda linha” – bravata que prefere ignorar, afinal, “a pessoa que diz isso não sabe o que está falando”. O que impedia Fagundes de voltar ao estilo, explica ele, era encontrar um texto que valesse a pena. “Não havia montado nenhuma porque não tinha achado um texto de qualidade: não basta ser Alex Bessas
comédia, não basta fazer a pessoa rir, é preciso que ela leve alguma coisa para casa e ‘Baixa Terapia’ faz isso”, assegura. Mas não foi numa saga ou numa incansável busca pelo texto perfeito que Fagundes encontrou o sonhado texto. Muito mais por um acaso, o ator se viu deslumbrado diante da apresentação da peça “Bajo Terapia” a que assistiu em Buenos Aires. “Nós ficamos tão agradavelmente surpresos na Argentina quanto os mais de 100 mil espectadores que já nos assistiram no Brasil ficaram com o nosso espetáculo”, compara. Classificando a comédia como “extraordinária” e “surpreendente”, Fagundes é só elogios à “dramaturgia impecável” do argentino Matis Del Frederico – a quem procurou imediatamente para realizar a adaptação brasileira da obra. “O autor foi extremamente receptivo, para ele também foi algo muito bom, ter um texto montado no Brasil por uma companhia nacional de renome”, avalia Fagundes. “Ele deve estar muito feliz, porque já estamos em cartaz por mais de um ano e temos pelo menos mais um ano e meio de temporada pela frente, então, tudo deu certo”, completa.
TERAPIA EM FAMÍLIA Na comédia, três casais de diferentes gerações vão à terapia. Lá, descobrem que a psicóloga não irá à clínica e que eles mesmos terão que conduzir uma sessão em grupo. Além de bilhetes com instruções, a profissional deixou, na sala, água, café e uísque. A trama, então calcada no humor, passa por temas delicados, como vício, suicídio e assédio. Com o verniz do humor, no entanto, há leveza ao tratar temas assim. “Seria engraçado ver alguém saindo horrorizado, mas a peça não desperta sensações assim”, garante Fagundes, acrescentando que, pelo contrário, vê o público saindo da sala “animadíssimo”
“
Quase uma trama dentro da trama, “Baixa Terapia” é um espetáculo feito “em família”. Vivendo o casal mais velho, Fagundes forma par com sua ex-esposa, Mara Carvalho. Bruno, que já vinha apresentando trabalhos em parceria com o pai no teatro, dá vida a um jovem casal ao lado de Alexandra Martins, atual mulher de Antônio Fagundes. Para completar, a tradução da obra é de Clarice Abujamra, também ex-companheira do ator. O estranhamento que esta reunião familiar em torno dos palcos pode causar fica longe dos bastidores. “Depois de um ano em cartaz, nenhum estranhamento. Só alegria! É uma coisa muito boa de fazer”, garante ele.
Chamar o artista, no Brasil, de vagabundo é um crime, porque se tem gente que trabalha nesse país é exatamente o artista. Antônio Fagundes
INDEPENDENTE Crítico da dinâmica de funcionamento da Lei Rouanet, Antônio Fagundes prefere circular com seus projetos de forma independente. “Acho que essa forma que tem sido usada não é uma boa, porque cria distância entre palco e plateia ao invés de aproximar”, analisa. “Quando você privilegia a produção e não a manutenção do espetáculo em cartaz, você faz com que as peças sejam efetivamente produzidas, mas sejam vistas por pouca gente”. Ao tecer tais críticas, Fagundes tem o cuidado de se distanciar de uma linha de pensamento que acredita que o Estado não deve se ocupar com produções artísticas e culturais. Pelo contrário: “o Estado tem a obrigação de apoiar a cultura”, pondera. “Chamar o artista, no Brasil, de vagabundo é um crime, porque se tem gente que trabalha nesse país é exatamente o artista... Os teatros estão abertos, os filmes estão sendo produzidos, as obras de arte estão sendo criadas, as companhias de dança estão circulando porque esses artistas estão lutando para que isso aconteça. É uma insanidade falar isso!”, reage ele aos detratores da classe. Pouco familiarizado com
“Baixa Terapia” promete fazer rir e surpreender o público de BH
o ambiente digital – considera-se, em suas palavras, um “analfabit” –, Fagundes tem pouco contato com esse tipo de discurso que prolifera principalmente nas redes. O contato que trava com o público, na verdade, é de outra ordem: desde os anos de 1980 que ele se propõe a conversar com a plateia depois dos espetáculos. E, no teatro, nas conversas que tem tido em todo Brasil, a sensação tantas vezes repetida que o país está polarizado se dissipa completamente, garante o ator, para quem o teatro amortece o clima de disputas. Se a turnê de “Baixa Terapia” ainda está longe de chegar ao fim, Fagundes segue “com um milhão de projetos em vista, como sempre”. Na televisão, ele conta que acabou de filmar a minissérie “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, da Rede Globo, que só deve ir ao ar em 2019. Além disso, o artista está produzindo o filme “Contra a Parede”, que deve estrear ainda este ano e que também é uma produção independente.
> Baixa Terapia
Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, Centro). Dia 19 (sábado), às 21h; e dia 20 (domingo), às 19h. R$ 80 (Plateia 1 e 2) e R$ 60 (Plateia 3).
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ARTES CÊNICAS Tributo a Ney em 24 canções
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são o próprio movimento”. A ideia de “Puro Ney” surgiu da cabeça da produtora Cinthya Graber, amiga pessoal de Ney Matogrosso, com quem trabalhou no musical “Somos Irmãs” (1998). Na sequência, Cinthya convidou Luís Filipe de Lima para assumir a direção musical do espetáculo e, num segundo momento, também roteiro, arranjos e a direção geral. Ao todo, a montagem repassa 24 canções que se tornaram conhecidas na voz de Ney Matogrosso, seja nos primórdios da carreira do artista, no Secos & Molhados, como em tempos mais recentes. “O Luiz estabeleceu o critério de escolher músicas que o público identifica de bate-pronto que são do repertório do Ney, que se tornaram marcantes na voz dele, como ‘Homem com H’. Porque você escuta essa música e diz: ‘É Ney’!. A mesma coisa com ‘Rosa de Hiroshima’. Pode até ser que existam outras gravações, mas a que ficou marcada é a de Ney”, explica ela, acrescentando que a montagem não traz uma dramaturgia. “O que aconteceu é que dividimos as músicas em cinco blocos temáticos”, conta. Entre as composições que são relidas, estão: “Balada do Louco”, “Sangue Latino”, “Flores Astrais”,
LEO AVERSA/DIVULGAÇÃO
Já tendo assentido ao convite para, ao lado do cantor Marcos Sacramento, subir ao palco para protagonizar um musical em homenagem a Ney Matogrosso, a atriz e cantora Soraya Ravenle decidiu mergulhar fundo no universo do intérprete, de quem, vale dizer, já era fã de carteirinha. “E foi incrível! Descobri coisas que até então não conhecia e redimensionei a figura dele tanto para a música, a cultura, quanto para o comportamento”, conta ela, que, ao lado de Sacramento e banda, chega à capital mineira para apresentar “Puro Ney – Um Tributo a Ney Matogrosso”, no Teatro Sesiminas. “Estamos homenageando um artista que está acima do bem e do mal, um mito da nossa música popular brasileira. Ele tem uma coisa transgressora, que provoca mudanças de paradigmas de uma maneira espontânea, sem precisar levantar bandeiras. A (atriz trans) Rogéria falava: ‘Eu sou a própria bandeira’. Acho que ela, o Ney e a Leila Diniz são pessoas assim. Pessoas transgressoras, que fizeram/fazem muito por movimentos como o feminismo e contra a homofobia sem necessariamente estar dentro desses movimentos – mesmo porque, Patrícia Cassese
“Homem de Neanderthal”, “Amé- cê tem que ser o Sacramento, e tudo pronto, seja na pré-estreia e rica do Sul”, “Bandoleiro”, “Vere- eu, mais que nunca, a Soraya. A na estreia, no ano passado, no da Tropical’, “Bandido Corazón”, maior beleza do trabalho é essa. Rio de Janeiro. E ficou muito “Folia no Matagal”, “Não Existe Da forma mais livre e potente, no emocionado! O feedback dele foi Pecado ao Sul do Equador”, “Por palco estão dois intérpretes atra- o melhor possível”, atesta. Em Debaixo dos Panos”, “Tic-Tac do vessados pela filosofia do Ney”, tempo: Ney participa indiretaMeu Coração” e “Pro Dia Nascer confidencia a atriz. mente do espetáculo, em imaFeliz”, entre outros. E qual foi a reação gens especialmente gravaE, claro, “Homem com H”, do homenageado? das para a iniciativa e procomposição de Antônio Barros. “Ele nos deu total lijetadas em cena. “Estou ligadíssima nessa música, berdade. De início, amo fazer. Eu, mulher, hétero, tivemos uma reuPuro Ney – cantando... Acho tão potente!”, nião no apartamenUm Tributo a Ney pontua Soraya. “Veja, a gente es- to dele, e só. DeMatogrosso tá numa crise absurda: econômi- pois, ele já asTeatro Sesiminas (r. Paca, ética, política... Mesmo assim, sistiu a dre Marinho, 60 – 3241-7181). Dias 19 (sáconstato com alegria que nunca bado), às 21h, e 20 se falou tanto no Brasil sobre (domingo), às 18h. R$ 70 (inteira). Inquestões de gênero e sobre o comformações: cenbate ao racismo. Enfim, sobre mitroculturalsesiminasbh.com.br norias que foram massacradas, escorraçadas. Nunca, nunca, nunca. Então, penso, ‘pôxa, estou falando disso’. Essa música está me tocando nesse lugar”, enfatiza. Aliás, “Homem com H” foi a música que Soraya escolheu para apresentar no evento em prol da Sociedade Viva Cazuza!, do qual ela participa há três anos. “O Ney fala uma coisa que acho muito bonita, que a pessoa tem que ser livre para ser. Essa foi a linha-mestra, a filosofia que conduziu o espetáculo. Usamos alguns dos traços prinApoio cipais dele, Ney deu o aval ao mas falei: projeto: não partici‘Marcos, Sáb. e dom. pou, mas aprovou mais que 19 e 20. mai o resultado pronto nunca vo-
O pessoal se torna universal “Eu já tinha 41 anos quando comecei a pensar em ter um filho. Não que eu não tivesse vontade: a vida toda sempre soube que queria ser mãe”. É assim, com uma confidência pessoal e íntima, que a atriz Rita Maia, uma das fundadoras da companhia Teatro Invertido, começa a discorrer sobre o solo “Ciclos”, que estreia na próxima quinta (17), no Galpão Cine Horto. Para ela, impossível que fosse de outra maneira. Sozinha em cena pela primeira vez, a atriz confessa estar “cansada”, dividida entre atividades de coordenação e atuação, mas, seguramente, se sente “pulsante”. No solo dirigido por Juliana Pautilla, Rita reflete sobre questões ligadas ao universo feminino na contemporaneidade, tendo como marco a maternidade depois dos 40 anos. Há, na apresentação,
um quê de autobiográfico. A artista lembra que a decisão de ter filhos hoje perpassa muitas questões. “É algo que transforma tudo”. Então, “não é que eu esperei, é que o melhor momento, para mim, era este”. “Mas, a natureza é um fato: durante três anos, foi uma jornada de alegrias e tristezas. Isso me transformou. Sou uma outra mulher”, revela. Apesar da serenidade com que fala, Rita diz que este processo é ainda uma ferida aberta. “No começo, fiquei na dúvida se levaria isso – o desejo de uma vida toda que não ia se concretizar – para a cena”, revela. “É doloroso, mas eu prefiro falar sobre isso”. Afinal, para a atriz, a questão deixa de ser pessoal. “Muitas mulheres também têm que adiar a maternidade e vão passar por isso”, argumenta. Aliás, “este é um tema para toda mulher, mesmo que seja para optar por não
ter filhos”. É por conta da universalidade do tema que Rita vai para além de uma carga autobiográfica. “A cena, com muita dança, performance, subverte essa pessoalidade”, comenta ela. Na peça, “o corpo vira palavra”, explica. POSSÍVEIS Se o argumento parte de sua história para abranger a questão feminina como um todo, Rita adverte que não se trata, de maneira alguma, de um “ode ao fracasso”. “A peça é uma celebração das novas possibilidades”, assegura. Por isso, o nome “Ciclos”: “mês a mês a mulher tem a possibilidade de conceber uma criança – e sou eu e meu corpo que determinamos o limite desse possível”, conclui. É neste ponto que o solo encontra eco em outras questões, como a emancipação da mulher e as possibilidades de escolhas (ou falta delas). “As-
estreia 17.mai.
MIRELA PERSICHINI/DIVULGAÇÃO
Solo de Rita Maia pensa a maternidade
suntos que são debatidos há muito tempo, mas que ainda precisam muito ser falados”. TEATRO INVERTIDO Desde o final de 2015, a companhia belo-horizontina
Teatro Invertido não se apresentava para o público. A última peça havia sido “Noturno”, naquele ano. “Em 2016, sentamos para pensar um novo trabalho. Como o país já estava em crise – econômica,
política e social –, elegemos este o tema e cada um de nós trouxe uma proposta. Então, vimos que todas tinham força para se sustentarem como um solo”. Agora, “Ciclos”, que cumpre temporada até o dia 3 de junho, marca o retorno ao grupo neste novo formato. Em agosto, é a vez do ator convidado Francis Severino, dirigido por Dimitrius Possidônio, apresentar “Santiago”. Em setembro, Robson Vieira traz sua proposta, a peça “Salvador”. Finalmente, “Carne”, de Maria Rita Fonseca, fecha a programação da mostra “Teatro Insurgente – Mostra de Solos do Teatro Invertido” em novembro. (Alex Bessas)
> Ciclos
Solo de Rita Maia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3613, Horto). De 17 de maio a 3 de junho. Quinta a sábado, às 19h; domingo, às 18h. R$ 30 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Em celebração aos amores Alex Foi quando Bessas esteve em Minas Gerais, na década de 1970, que o diretor de teatro uruguaio Hugo Rodas decidiu se estabelecer no Brasil. “Resolvi trocar de país, de terras, ares, de tudo quando passei por aí”, lembra. Na época, apresentou-se no Festival de Inverno de Ouro Preto e, num estalo, descobriu que “era melhor sofrer com samba que sofrer com tango”. Voltar a Minas, portanto, é sempre uma oportunidade por ele celebrada. E é o que acontece nos próximos sábado (19) e domingo (20), quando a companhia Agrupação Teatral Amacaca (ATA) apresenta, em BH, a sua OperATA – que reúne as peças “Ensaio Geral” (2012) e “Punaré e Baraúna” (2015). “Estou com muita vontade de chegar”, diz com sotaque ainda acentuado, justificando que a visita ao Estado “vai ser absolutamente renovadora”.
ORQUESTRA É como uma orquestra de atores que contam histórias, muito mais que uma companhia, que Rodas classifica o agrupamento artístico brasiliense. No palco, há a convergência entre diferentes vertentes artísticas, com expressões como a interpretação, a dança e a música. “Faço isso desde os anos de 1960, justamente por ser uma época em que a palavra era absolutamente censurada, então o corpo passa a ter um valor enorme”, comenta ele, controlando um acesso de tosse – quando falou ao Pampulha, Rodas estava febril. Mas, bastaram percorrer algumas memórias, como esta, para que certo abatimento desse lugar ao entusiasmo do artista. Os espetáculos “Ensaio Geral” e “Punaré e Baraúna” também compartilham dessa perspectiva de teatro mais ampliada. E, além da miscelânea de expressões, as peças ainda conversam com a literatura. Referên-
Sáb. e dom. 19 e 20.mai.
SARTORYI/DIVULGAÇÃO
Retorno
Uruguaio Hugo Rodas celebra vinda a MG, onde esteve em 1970 cias a autores modernos como Hilda Hilst, Caio Fernando Abreu e Eduardo Galeano são presentes. AMORES “Especificamente neste trabalho, começamos com uma pré-seleção de textos sobre o amor. Depois, pedi para
que cada ator escolhesse um texto, do ponto de vista dele, o que ele queria falar acerca do amor, fosse o amor a humanidade, o amor dentro da política... Diferentes pontos de vista”, explica o diretor. Tanto quanto a primeira, “Punaré e Baraúna” também investe sobre a literatu-
ra para falar sobre o amor. Neste caso, Rodas lançou mão do livro “Cansaço, a Longa Estação” (ed. Boitempo, 2012), do escritor Luiz Bernardo Pericás. Se a primeira peça aborda os amores urbanos, a segunda tem como premissa as solidões sertanejas. Dife-
rentes perspectivas sim, mas abarcadas “dentro de uma identidade maior”, pontua Rodas. Para o uruguaio, aliás, discutir a amplitude deste sentimento no palco é fundamental. “O amor é necessário em todos os momentos”, reflete, assertivamente. Quanto mais agora. “Estamos vivendo em tempos terríveis! Terríveis!”, exclama ele, efusivamente. No primeiro final de semana de maio, a trupe Agrupação Teatral Amacaca apresentou a OperATA em Goiânia. Entusiasmado, Rodas classifica a passagem pela capital de Goiás como “de-li-ran-te” – dizendo assim, sílaba por sílaba. A expectativa para BH? Que, com a casa cheia, a experiência se repita.
> OperATA
Agrupação Teatral Amacaca faz apresentação reunida de Ensaio Geral e Punaré & Baraúna. Galpão Cine Horto (Rua Pitangui, 3613, Horto). Dia 19 (sábado), às 20h; e dia 20 (domingo), às 19h. R$ 20 (inteira).
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ARTES CÊNICAS Alice na Tenda das Maravilhas DANIEL AUGUSTO/DIVULGAÇÃO
“Alice no País das Maravilhas” é mais que um consagrado clássico: é uma história absolutamente popular. Obra de Charles Lutwidge Dodgson, mais conhecido pelo seu pseudônimo Lewis Carroll, a inventiva trama continua provocando encantamento mais de 150 anos desde sua publicação, em 1865. E, assim, novos Países das Maravilhas são descobertos, caso da adaptação infantil do dramaturgo Diego Benicá, que estreia neste sábado (12), no Cine Theatro Brasil Vallourec, e, em seguida, cumpre temporada no Teatro Alterosa até o dia 29 de julho. “Esse texto sempre foi muito querido!”, comenta Benicá. “É um clássico muito famoso, mas quis contar essa história tão conhecida do meu jeito”, explica ele, que faz de um tudo na peça, assinando produção, adaptação, direção, cenário e figurino. “Quando lanço um espetáculo, é porque ele já vem pronto na minha cabeça...”, explica sobre esse seu estilo “faz tudo”. A equipe, lembra ele, é extensa. No palco há 11 atoAlex Bessas
teatro adulto A MINHA MÃE É UMA COMÉDIA Dir. Maurício Canguçu Com Beto Sorolli Catarina é uma mulher de meia idade que recebe ajuda de sua avó. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (antecipado).
A TOQUE DE CAIXA Dir. Rogério Gomes Com Marcus Carvalho A história de uma pessoa marginalizada e invisibilizada em situação de rua, catando caixas. Ile Wopo Olojukan (r. Dr. Benedito Xavier, 2.030, Providência). Neste dom. (13), às 19h30. Entrada gratuita.
BLACKBIRD Dir. Bruce Gomlevsky Com Viviani Rayes e Yashar Zambuzzi O reencontro de um homem e uma mulher que viveram um caso polêmico quando ela tinha 12 anos e ele 41. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Neste sáb. (12), dom. (13) e seg. (14), às 20h. R$ 20 (inteira).
BOCA DE OURO Dir. Ione de Medeiros Com Grupo Oficcina Multimédia Na busca pelo poder, Boca de Ouro mergulha no submundo do crime. Centro Cultural Banco do Brasil (Praça da Liberdade, 450, Funcionários, 3431-9400). Sex. a seg., às 19h. R$ 20 (inteira). Até 28/5.
CICLOS (Leia mais na página17)
DESMEMÓRIA AMÉRICA LATINA Dir. Rodolfo Guillén
Estreando em BH neste sábado (12), “Alice no País das Maravilhas” ganha releitura em universo circense, mas preserva a história original de Lewis Carroll
res, que recebem “primoroso trabalho de uma maquiadora” e contam até com um preparador físico – entre outras tantas tarefas.
roll, Benicá assistiu a várias produções cinematográficas. “Foram pelo menos 15”, contabiliza ele. A mais antiga é um filme mudo britânico que data o ano de 1903. A partir dessa pesquisa, o diretor observou que “alguns elementos, que eu pensava que não podia deixar de fora, apare-
ciam em várias obras”. De tudoo que viu, a produção da Disney de 1951, um clássico do cinema infantil, se tornou uma das maiores referências do artista. Constatação importante para a concepção de seu espetáculo, Benicá observou que “em cada trabalho o universo
de Alice era enxergado de uma maneira diferente” – o que só reforçou seu desejo de criar uma adaptação original.
Com Flores de Jorge Cia Cênica Baseado na trilogia Memória do Fogo, de Eduardo Galeano, a peça coloca em cheque as identidades dos latino-americanos e nossas memórias. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Qui. (17), às 19h. Entrada gratuita.
INTIMIDADE INDECENTE
COMO UM SIM
DUPLO ETÉREO
Dir. Henrique Limadre Com Cleo Magalhães A história de uma apresentadora de TV decadente que não aceita seu próprio fracasso. Espaço 171 (r. Capitão Bragança, 35, Santa Tereza). Sex. e sáb., às 20h; dom., às 19h. R$ 20 (inteira). R$ 20 (inteira). Até 20/5.
IVAN
ALICES NO CINEMA Para criar o espetáculo, além de se debruçar sobre a obra original de Lewis Car-
Dir. Fernando Couto e Dhan Marcel Com Fabiana Gois e Gabriel Amaral Dois irmãos têm suas vidas transformadas em um drama psicológico oriundo da intolerância, da esquizofrenia. Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Neste sáb. (12), às 20h; dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira).
FALANDO NISSO Com Guilherme Santez, Rossini Luz e Daniel Gerth Humoristas abordam temas da atualidade com imitações e paródias. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Qui., às 20h30. R$ 30 (inteira); R$ 15 (antecipado). Até 31/5.
FAMÍLIA PÃO COM OVO Dir. Wesley Marchiori Com Dany Viggo, Diogo de Carmo, Italo Dinati Comédia representa famílias de baixa renda no país da crise, revelando mazelas sociais atuais. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Neste sáb. (12), às 20h30; dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc).
FRAU AMÁLIA FREUD Dir. Pádua Teixeira Com Beth Grandi À beira da morte, Amália repassa sua vida e a relação com seu filho, Freud. Teatro da Biblioteca Pública (Praça da Liberdade, 21, Lourdes, 3269-1166). Neste sáb. (12), às 20h; dom. (13), às 19h. R$ 40 (inteira); R$ 18 (postos Sinparc).
Dir. Pedro Paulo Cava Com Andreia Garavello e Geraldo Peninha Um casal longevo às voltas com o passado precisa se adaptar às redes sociais. Teatro da Cidade (r. da Bahia, 1.341,centro). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 50 (inteira). Até 3/6. Dir. Cláudio Dias Com Marco Amaral e Gustavo Marquezini A luta de Ivan Karamazov com sua própria consciência. Teatro João Ceschiatti do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Sex. e sáb., às 20h30. R$ 30 (inteira). Até 26/5.
NOS PORÕES DA LOUCURA Dir. Luiz Paixão Com Alberto Tinim, Anaís Della Croci, Antônio Rodrigues A trajetória do Hospital Psiquiátrico de Barbacena. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277- 4697). Sex. e sáb., às 20h30; dom., às 19h. R$ 36 (inteira). Até 27/5.
PAGODE DA OFENSA Com Eros Padro, Charles Alama, Leandro Sanches e Vinícios Senfrini Uma releitura do canal de comédia "Pagode da Ofensa na Web". Cine Theatro Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, centro, 3201-5211). Sex. (18), às 21h. R$ 70 (plateia 1, inteira); R$ 60 (plateia 2, inteira).
SE EU FOSSE IRACEMA Dir. Fernando Nicolau Com 1COMUM Coletivo O monólogo questiona qual a real possibilidade de convivência entre as diferenças. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12), às 21h. R$ 20 (inteira).
SIMPLESMENTE MARTA
ZONA TEMPORÁRIA DE SILÊNCIO Dir. coletiva Com Laboratória! A partir de um desejo de teatro de sete mulheres, pessoas conhecidas e desconhecidas criam um espaço de convívio. Funarte MG (r. Januária, 68, centro, 3213-3084). Sáb., às 20h. Entrada gratuita mediante reserva pelo telefone 9.9164-9113. Até 26/5.
teatro infantil 3 PORQUINHOS - O CLÁSSICO Dir. Cristian Amaral Com Heloísa Prado, Alê Magalhães, Ingrid Vazzz A história de três porquinhos que precisam proteger suas casas do Lobo Mau. Teatro Francisco Nunes (av. Afonso Pena, 1.377, Parque Municipal, centro, 3277-6325). Sáb. e dom., às 16h. R$ 40 (inteira); R$ 17 (postos Sinparc). Até 20/5.
AS AVENTURAS DA MAGA SARAMAGRA EM CAFUNDÓ Com Selma Maria Junto com a personagem Saramagra, as palavras vivem muitas aventuras. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12), às 14h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do evento.
É TÃO BELO
CIRCENSE Na adaptação de Benicá, o País das Maravilhas se aconchega debaixo das tendas de um circo. No musical, os ato-
Dir. Débora Vieira Com Lucas Barbosa, Igor Ayres, Mara Costa Espetáculo para bebês livremente inspirado em Morte e Vida Severina. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Neste sáb. (12) e dom. (13), às 15h. Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes do espetáculo.
JOÃO E MARIA E A CASA DE CHOCOLATE Dir. Kênia Oliveira Com Keven Kiatt, Noemy Stella, Ana Luíza Amparado Dois irmãos se perdem na floresta e acabam aprisionados por uma bruxa. Teatro Estação Cultural (av. Cristiano Machado, 11.833, Venda Nova, 3118-9902). Dom., às 16h. R$ 40 (inteira). Até 27/5.
O INCRÍVEL MUNDO DAS BOLHAS GIGANTES Dir. Julio Margarida e Diego Krisp Espetáculo brincante com bolhas de sabão. Teatro Marília (av. Alfredo Balena, 586, Santa Efigênia, 3277-4707). Sáb. e dom., às 16h. R$ 30 (inteira). Até 27/5.
PATRULHA CANINA Dir. Roberto Freitas Essa turminha peluda consegue salvar vidas e solucionar problemas. Teatro da Biblioteca Pública (Circuito Liberdade, 21, Funcionários). Neste sáb. (12) e dom. (13), às 16h30. R$ 19 (postos Sinparc).
UMA HISTÓRIA SEM PÉ NEM CABEÇA Dir. André Luiz Dias Com Grupo In-Cena de Teatro Quatro crianças disputam a rua. Meninos e meninas demarcam território. Teatro de bolso do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Sex. (18), às 16h; sáb. (19) e dom. (20), às 18h. R$ 30 (inteira).
res cantam, dançam, sapateiam, andam em pernas de paus e fazem malabarismos. E o foco continua sendo o dilema de uma menina entre permanecer criança ou crescer. Vindo de Esplendor, no Norte de Minas, Benicá explica que a escolha encontra raízes na sua história pessoal. “É uma cidade do interior, em que tínhamos pouco contato com o mundo das artes, o que mudava quando o circo chegava na cidade”, lembra ele. “Cada pessoa tem o seu País das Maravilhas e o meu era lá, na tenda, em um lugar mágico, um lugar de sonhos”. É justamente através deste lugar lúdico que Benicá consegue amarrar toda a história, que na obra de Carroll não se prende a uma narrativa linear. “Quisemos manter a estrutura original, mas tendo o circo como fio condutor da história toda”, explica ele.
Alice no País das >Maravilhas
Estreia: Cine Brasil Vallourec (av. Amazonas, 315, Centro). Neste sábado (12), às 17h. R$ 50 (inteira). Temporada: Teatro Alterosa (av. Assis Chateaubriand, 499, Floresta). Entre 19 de maio e 29 de julho (exceto dias 17/6, 14/7 e 15/7), sempre aos sábados e domingos, às 16h. R$ 50 (inteira).
dança ÓYEME CON LOS OJOS Dir. María Pagés Com María Pagés Compañia A vida e as inquietudes de uma mulher que tinha a vocação da dança no século 17. Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Qui. (17), às 20h30. R$ 120 (plateias 1 e 2, inteira); R$ 50 (plateia 3, inteira).
TRAZ-HUMANTE E SENTI-DO Dir. Marjorie Quast Com Camaleão Grupo de Dança Programa duplo com espetáculos renomados da companhia. Galpão Cine Horto (r. Pitangui, 3.613, Horto, 3481-5580). Neste sáb. (12), às 20h. R$ 20 (inteira); R$ 10 + 1kg de alimento não perecível (meiaentrada social).
musical ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS (Leia mais nesta página)
CANCIONEIRO QUEER Dir. Marcelo Kuna Com Marcelo Kuna, Leo Mendonza, Raíssa Brant Canções LGBT e feministas do repertório erudito e popular. Grande Hotel Ronaldo Fraga (r. Ceará, 1.205, Funcionários). Sex. (18), às 20h30. R$ 50.
SEM FONIA MUSICAL Dir. Bruno Godinho Yepocá - Cia de Teatro Três palhaços, cada um com seu instrumentos criam uma harmonia. Teatro da Assembleia (r. Rodrigues Caldas, 30, Santo Agostinho, 2108-7827). Sáb. e dom., às 16h. R$ 20 (inteira). Até 20/5.
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HORIZONTES DA CIDADE Um espaço para os ‘de bolso’ ALEXANDRE GUZANCHE – 16.6.2008
Patrícia O ponto de Cassese partida veio de constatações alusivas a um formato que vem se espraiando com surpreendente potência pela cena teatral brasileira: os espetáculos solo. Atenta a esse movimento, a equipe do Galpão Cine Horto incluiu, no bojo das comemorações dos 20 anos de fundação do espaço, completados neste 2018, a inauguração de uma sala dedicada aos monólogos, a Sala Solo, situada no segundo andar da construção localizada na rua Pitangui, 3.613, no Horto, região leste de Belo Horizonte. E para balizar o descerrar das cortinas, nada menos que quatro espetáculos poderão ser conferidos pelo público nos 22 lugares disponibilizados. O primeiro, “Ciclos”, texto inédito do Grupo Teatro Invertido, que cumprirá uma temporada de três semanas, a partir da quinta (17). Em cena, sob a direção de Juliana Pautilla, Rita Maia vive uma mulher de 44 anos que se depara com questões relativas à sua vontade de ser mãe. Como ser mulher, livre e mãe em 2018? O tempo é carrasco ou aliado nesse processo? Essas são algu-
20 anos
O Galpão Cine Horto terá uma série de eventos comemorativos às suas duas décadas
mas perguntas que a montagem lança ao público (leia mais na página 17). Em junho, o espaço recebe três montagens: “A Mulher que Andava em Círculos”, do Grupo Mayombe, com direção de Sara Rojo e interpretação de Marina Viana (de 8 a 10); “Um Anjo Passando Aqui”, texto e atuação de Lenine Martins (de 14 a 24), e “Prisioneiro 14/07”, com criação e atua-
ção de Letícia Castilho (29 a 1° de julho). As peças vão sempre ocupar um horário fixo, no início da noite (18h ou 19h), de forma a não impactar o funcionamento dos outros três espaços do Galpão Cine Horto, DE BOLSO Vale dizer que o espaço que passa a abrigar os chamados “espetáculos de bolso” já sediou uma série de
atividades na história do Galpão Cine Horto, como conta o coordenador Chico Pelúcio. “No passado, houve algumas apresentações ali, e também costumávamos usar a área para aulas. Mas sempre pensamos em dar um melhor aproveitamento à sala”, pontua ele, dizendo que, ao mesmo tempo, sempre foi uma diretriz do Galpão atuar onde o grupo entende ser possível dar
algum tipo de contribuição, de fomento. “Já há algum tempo a gente vê que os espetáculos solo vêm ganhando espaço em todo o Brasil. Acredito que, entre os motivos, esteja o fato de, no cenário atual, com a crise, serem mais escassos os patrocínios, os financiamentos para montagens vultosas, que demandam orçamentos maiores”, pontua ele.
Pelúcio lembra, ainda, que o formato solo facilita que o espetáculo consiga circular por outras praças. “Então, acaba sendo uma saída para essa, digamos, crise de políticas públicas de fomento à arte”. Mas, para além da questão financeira, há um ingrediente artístico envolvido nesta opção, reflete Pelúcio. O monólogo permite que atores de um determinado grupo possam criar um trabalho que se afine com suas urgências individuais, independentemente da anuência dos demais colegas. “Tanto que estamos estreando com três monólogos de um mesmo grupo, o Teatro Invertido. E no próprio Galpão há integrantes que já se aventuraram pelo formato solo”. O coordenador frisa, ainda, que o espaço não vai se restringir à exibição, atuando também como um centro voltado para a formação profissional. Nos próximos dias 26 e 27, o Cine Horto oferece a oficina “Dirigindo Monólogos”, com o diretor carioca Daniel Herz. Serão 20 vagas, para ouvintes ou participantes. “A iniciativa faz parte dessa ideia geral de não só abrir o espaço como também fornecer informações aos interessados”.
#FICAADICA FERNANDO MACULAN/DIVULGAÇÃO
MARCELO DACOSTA/DIVULGAÇÃO
Literário 6 Suplemento homenageia Clube da Esquina
Palladium recebe exposição 6 Sesc sobre Belo Horizonte A exposição “Cartografia Imaginária: a cidade e suas escritas”, de Marconi Drummond e Maurício Meirelles, propõe um diálogo entre o acervo histórico e contemporâneo da capital mineira. Baseada na ideia de “mapas literários”, a exposição reúne elementos iconográficos, literários e audiovisuais Onde Galeria de Arte GTO do Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro) Quando Terça a domingo, das 9h às 21h. Até 8/7 Quando Entrada gratuita
SUPLEMENTO LITERÁRIO/DIVULGAÇÃO
Com ilustrações de Fernando Pacheco (na foto abaixo, detalhe) e textos de diversos artistas ligados ao Clube da Esquina, a nova edição do Suplemento Literário traz memórias e depoimentos sobre o movimento, além de fotos raras. Na ocasião, os músicos Tatta Spalla e Bianca Luar interpretarão canções do Clube. Onde Livraria da Rua (rua Antônio de Albuquerque, 913, Funcionários) Quando Neste sábado (12), das 11h às 14h. Quanto Entrada franca. Os exemplares serão distribuídos no local. Amaral lança novo 6 Juliana trabalho no Cine Theatro Com 23 anos de carreira, a cantora, compositora e atriz Juliana Amaral lança seu quarto CD, “Açoite”. O álbum traz canções inéditas, composições próprias e regravações, num repertório que busca tensionar as relações entre tradição e modernidade, campo e cidade, tanto do ponto de vista poético quanto musical. Onde Cine Theatro Brasil Vallourec (avenida Amazonas, 315, Centro, 3201-5211). Quando Dia 18 (sexta), às 20h. Quanto R$ 40 (inteira)
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MÚSICA Encontros potentes no palco Patrícia O lugar femiCassese nino é o epicentro do novo projeto musical que adentra o palco do CCBB BH da próxima sexta (18) a domingo (20), promovendo, a cada dia, encontros potentes. Já em sua estreia, “Feminino” flagra o encontro do gaúcho Felipe Catto com a paulistana Maria Gadú. No sábado (19), é a vez de duas cariocas darem o ar da graça: Fernanda Abreu e Iza. Finalmente, no domingo (20), a violonista e cantora Badi Assad se apresenta com a cantora e compositora Tiê. Para Badi, o mundo está vivendo um momento onde a energia do feminino – “aquela que nutre e abraça” – se faz mais do que necessária. “Afinal, precisamos encontrar equilíbrio entre tantos desencontros. E quando digo energia feminina, não digo apenas a das mulheres, mas da energia yin, presente em todos os seres humanos. E é esta de que estamos carentes, em todos os sexos, crenças, gêneros... mundo afora”, analisa ela. Otimista, Fernanda Abreu salienta que a pauta do empoderamento feminino é um dos movimen-
tos mais potentes e importantes que estamos vivendo, “e não apenas no Brasil, mas no mundo”. “Acredito que seja o início de uma nova construção de sociedade e que a mulher está no centro do processo dessa transformação. E começa já na maneira como educamos nossos filhos. Meninas ou meninos. E a música, expressão da arte tão popular e amada pelos brasileiros, pode reverberar e traduzir esse sentimento, como fazer refletir também”, defende. Instigada a falar sobre uma música de seu repertório que se alinha a essa temática, ela opta por “Garota Sangue Bom”. E explica: “Tem uma frase no meio da música que diz: ‘Dá gosto de ver a inteligência movendo um corpinho como esse!’”. Sobre o fato de o projeto propiciar encontros, Fernanda exalta: “A possibilidade de tocar com outro artista é sempre instigante”. E vai além: “O próprio nome do projeto já é bacana. Esse olhar para o feminino no universo tão masculino da música. Não digo em relação a artistas, mas a toda a cadeia produtiva”. NOVIDADES Badi Assad, por sua vez, conta que aproveitará a vinda a BH para apresentar seu
show mais recente. “Que, aliás, acompanha o lançamento do meu primeiro livro, ‘Volta ao Mundo em 80 Artistas’, com repertório que passeia por influências como Chico César, Hozier, Bjork, Naná Vasconcelos...”. Sobre o encontro com Tiê, vaticina: “É uma artista sensível, com canções que dialogam com um público maior, sem contudo perder a sua essência. O motivo de ela ser minha convidada também tem a ver com o livro, pois, apesar de não estar presente na lista desses 80 artistas/influências, ela, assim como eu, tem, em sua trajetória, grande convivência com o Toquinho, que aparece em minha lista dos mais queridos, no capítulo dedicado ao Brasil. No show, cantamos ‘Aquarela’ junto”. “Feminino” é um projeto idealizado por Débora Ribeiro de Lima e Dani Godoy, do coletivo Ninas. A estreia nacional, em março, no Rio, contou com Elza Soares e Pitty, e foi dedicada a Marielle Franco, por ter ocorrido na semana do assassinato da vereadora carioca.
Sex. a sáb. 18 a 20.mai.
JC MARKUN/DIVULGAÇÃ0
JORGE BISPO/DIVULGAÇÃO
Um encontro que a produtora Débora Ribeiro define como “doce”: Badi Assad e Tiê LORENA DINI/DIVULGAÇÃO
LUIZ TRIPOLLI/DIVULGAÇÃO
O gaúcho Felipe Catto, de voz de timbre agudo, encontra a paulistana Maria Gadú GUI PAGANINI/DIVULGAÇÃO
RODOLFO MAGALHÃES/DIVULGAÇÃO
> Feminino
CCBB (Praça da Liberdade, 450). Dia 18 (sexta): Filipe Catto e Maria Gadú. Dia 19 (sábado), Fernanda Abreu e Iza. Dia 20 (domingo: Badi Assad e Tiê. Sempre às 20h30. R$ 20 (inteira)
Suingue sangue bom: Fernanda Abreu e Iza, convergência no balanço pop
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MÚSICA
“Maestro da loucura”, “Madman”, “Pai do Heavy Metal” e “Príncipe das Trevas”. Esses são apenas alguns dos apelidos que o músico britânico Ozzy Osbourne angariou ao longo de seus 50 anos de carreira e quase 70 de idade – ele aniversaria em dezembro. Com muitas visitas ao Brasil na conta, o ícone do metal registrou sua primeira passagem por aqui na estreia do Rock In Rio, em 1985. Neste mês de maio, ele volta a se apresentar no país, e talvez pela última vez. Isso porque prometeu não realizar mais turnês internacionais após esta, que teve início em 2018 e se estenderá até 2020 – ainda que não descarte fazer shows pontuais. Batizada de “No More Tours 2” – referência a “No More Tours”, série de shows realizados na década de 1990, quando o astro já prometia encerrar sua carreira –, a turnê desembarca na capital mineira na próxima sexta (18), quando Ozzy Osbourne reencontrará seus fãs locais na Esplanada do Mineirão – sua última passagem na cidade, vale lembrar, foi com os companheiros do Black Sabbath, em 2013. Além do risco de essa ser efetivamente a última turnê mundial realizada pelo músiLara Alves (*)
co, quem for a “No More Tours 2” também será brindado com o retorno do guitarrista Zakk Wylde, companheiro de longa data de Ozzy e líder da banda Black Label Society. Quanto ao repertório, é possível prever que os grandes sucessos estarão, claro, incluídos, como já foi atestado nos shows já realizados dessa turnê. Os fãs, então, podem criar reais expectativas de ouvir “No More Tears”, “Crazy Train” e “War Pigs” (Black Sabbath). LEGIÃO DE SEGUIDORES “Loucura” talvez seja mesmo a palavra que melhor resuma a carreira de Ozzy Osbourne. Reza a lenda que ele já arrancou a cabeça de um pombo no meio de uma reunião. Também fez xixi num monumento texano (e foi detido) e – um clássico – mordeu um morcego no palco acreditando que tratava-se de um brinquedo. Seus fãs, saliente-se, também reverberam essa loucura e a paixão desmedida pelo heavy metal. Os brasileiros em particular: a StubHub, plataforma de intercâmbio de ingressos, divulgou, na última semana, que o público patropi foi o que mais comprou ingressos para a turnê de despedida de Ozzy. Mineiro de Cristiano Otoni, Breno Dutra Baeta é dono de um destes ingressos – e protagonista de uma história no míni-
Sex. 18.mai.
Fã de rock. E dono do lápis
WILLIAM PEREIRA
Um ‘adeus’ do Príncipe das Trevas
mo curiosa. Professor de sociologia e coveiro, Breno fez questão de nomear o cemitério municipal da sua cidade com o nome completo do astro britânico. “Um dia, passaram uns vendedores de plaquinhas de jazigo e perguntaram qual era o nome do cemitério. Aí, falei: ‘Cara, o cemitério aqui tem só um nome, porque sou eu quem cuida dele, então, é Cemitério Municipal John Michael Osbourne’”, conta. Agora, o coveiro tenta oficializar o nome dado de supetão. Mas sua paixão não para por aí: Breno coleciona tatuagens de Ozzy, já assistiu a quatro shows do músico – tanto em carreira solo quanto com o Black Sabbath – e não consegue conter a ansiedade para a próxima sexta. “A expectativa é a melhor possível, mas há também uma tristeza lá no fundo, de saber que talvez nunca mais vá ver o Ozzy. E um pouco de medo por esse buraco que ele vai deixar”, desabafa. Outro que reverencia a trajetória de Ozzy é o ilustrador William Pereira (cujo desenho estampa esta página). “O Black Sabbath, influenciou toda uma geração na década de 80 – e continua influenciando a dos dias atuais. Não é à toa que os melhores músicos do planeta tocaram com ele em sua carreira solo, devido a tudo que ele fez no Sabbath”, afirma o artista, que já conseguiu entregar para Ozzy e para o guitarrista Zakk Wylde as ilustrações que fez deles. * Sob supervisão de Marília Mendonça
> Ozzy Osbourne
Com a turnê “No More Tours 2” Esplanada do Mineirão (av. Presidente Carlos Luz, São Luiz). Dia 18 (sexta-feira), às 21h. R$ 300 (pista em pé, inteira); R$ 600 (pista premium, inteira).
Planos
Com o fim da turnê, Ozzy deve voltar sua atenção para um novo álbum
Uma parada certeira para quem visita a “Feira Hippie” da avenida Afonso Pena, aos domingos, e é fã de rock, é o estande do ilustrador William Pereira (que fica na calçada do Parque Municipal). Ali, o artista coleciona desenhos de vários artistas. E não apenas: ele coleciona também e faz questão de guardar as fotos que registram o momento em que entrega as ilustrações para mitos do rock. Entre eles, Ozzy e a banda norte-americana de thrash metal Slayer. “Um amigo sugeriu que eu entregasse um desenho que tinha do Iron Maiden para a banda, quando ela veio a Belo Horizonte. Acabei conseguindo, e foi uma forma de apresentar meu trabalho. Depois disso, vi que poderia chegar mais perto dos artistas”, conta. Em suas tentativas de entregar os desenhos e homenagear os artistas, William viveu casos curiosos. Um deles aconteceu em São Paulo, quando conseguiu entregar as ilustrações para os integrantes do Metallica. A banda gostou tanto do trabalho do artista que, agora, leva uma bandeira com o desenho para as cidades que visita com a atual turnê – além de divulgar os trabalhos de William na conta oficial do grupo no Instagram.
ACERVO IEPHA MG/DIVULGAÇÃO
sábado (12) Ed Motta abre versão 2018 do projeto Uma Voz, Um Instrumento Cantor se alternará entre piano, guitarra e a sua coleção de pedais dos anos 70 para mostrar como suas músicas foram construídas, despojadas de grandes arranjos. Show inédito marca abertura do projeto idealizado pelo gestor e produtor Pedrinho Alves Madeira, que já está em seu terceiro ano. No repertório de Motta, sucessos e releituras que vão do jazz à música brasileira. Onde Teatro do Centro Cultural Minas Tênis Clube (rua da Bahia, 2.244, Lourdes) Quando Dia 18 (sexta), às 21h Quanto R$ 25 (inteiraI)
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de música experimental 6 Festival chega a sua quinta edição Em ambiente intimista, o microfestival Liquidificador traz para a edição deste sábado (12) os artistas Macaco Bong, Confeitaria, Sandro Miccoli, Luísa Bahia, Nívea Sabino, Clube do Synth e Soundpainting BH. Com o intuito de promover as formas contemporâneas e digitais das artes, o Liquidificador também reúne performances das artes visuais e da poesia. Onde Do / Ar (r. Amoros Costa, 32, Santa Lúcia) Quando Neste sábado (12), às 16h Quanto R$ 20
DIVULGAÇÃO
BLOQUINHO DA LAGOA Com Durval Lelys e Bel Marques. Alphaville Lagoa dos Ingleses (BR 040, Nova Lima). Às 15h. R$ 150
BRUNA CARAM Cantora repassa canções de todos os seus discos e clássicos da MPB. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 20h. R$ 35 (inteira)
GEORGE ARRUNATEGHI Show “Flor de Maio”. Idea Casa de Cultura (r. Bernardo Guimarães, 1.200, Funcionários). Às 21h. R$ 50 (inteira)
JACK EXPERIENCE Shows com as bandas Devise, Ca$h e Clockwork. Jack Rock Bar (av. do Contorno, 5.623, Funcionários). Às 21h. R$ 30
Com Vinícius Terra (RJ) e NBC (São Tomé e Príncipe), Douglas Din e Tamara Franklin. Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 18h. R$ 2 (inteira) + 1 kg de alimento (Mesa Brasil Sesc)
ORQUESTRA OURO PRETO CPLP Série “Domingos Clássicos” tematiza a Comunidade de Língua Portuguesa Sesc Palladium (r. Rio de Janeiro, 1.046, centro). Às 11h. R$ 20 (inteira)
quinta (17) ARTE CONECTA Festival reúne Sidarta Rian, Gedeon Antunes e Borba. Prédio Rainha da Sucata (av. Bias Fortes, 50, Pça. da Liberdade). Às 18h. Entrada gratuita
sexta (18)
QUERELAS DO BRASIL Show de Regina Milagres e Wagner Cosse. Teatro Santo Agostinho (r. Aimorés, 2679, Santo Agostinho). Às 19h. R$ 40
SINFÔNICA POP Orquestra Sinfônica de Minas Gerais e grupo Cobra Coral. Palácio das Artes (r. Afonso Pena, 1.537, centro). Dias 12 e 13, às 19h
domingo (13) RAP LUSÓFONO
CANCIONEIRO QUEER Concerto cênico com repertório de canções LGBT/feministas, eruditas e populares. Grande Hotel Ronaldo Fraga (r. Ceará, 1.205, Funcionários). Às 20h. R$ 50 (somente no dinheiro)
JUÇARA MARÇAL E BALA DA PALAVRA Show compõe programação do IDEA em Pauta: Cultura Negra. A Autêntica (r. Alagoas, 1.172, Savassi). Às 22h. R$ 25 (antecipado pelo sympla.com.br)
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MÚSICA Cordel viaja em direção à luz “Estávamos em profundo sono”, diz Lirinha, vocalista do Cordel do Fogo Encantado, grupo de Arcoverde, Pernambuco, que recentemente retomou suas atividades, após um hiato de oito anos. “Os integrantes estavam hibernando no centro da Terra – e daí chegou a hora de raiar. Saímos em uma viagem para falar com a filha do vento, que mora no coração do sol, que chamam ‘liberdade’”, prossegue ele, em uma metáfora que tanto abarca a retomada da carreira (anunciada em fevereiro) como serve para costurar as três primeiras faixas do novo disco, “Viagem ao Coração do Sol”. São elas: “O Sonho Acabou”, “Sideral ou Quem Ama Não Vê Fim” e “Raiar ou Vingador da Solidão”. Para os fãs belo-horizontinos do grupo, a boa nova é que o repertório será apresentado em show no palco do Music Hall, no próximo sábado, 19. O espetáculo, porém, vai além do disco. “Mostramos as músicas novas, mas também incluímos, claro, as mais marcanJoão H. Motta (*)
Sáb. 19.mai
tes da nossa trajetória, que ajudam a formatar uma narrativa – caso de ‘Chover’, ‘A Matadeira’ e ‘Na Veia’”. O espetáculo do grupo, que tem suas raízes no teatro, também inclui pitadas do universo lúdico. “A nossa escolha recaiu por uma história que se passa em um tempo e em um espaço diferentes, num universo dos sonhos, da invenção. A ideia é a de que saímos do fundo da Terra, aproveitando o mote
TIAGO CALAZANS/DIVULGAÇÃO
Tributo: no novo disco, Naná Vasconcellos, que dirigiu o grupo na estreia, é celebrado em duas faixas, que fazem remissão a elementos da matriz africana presentes na obra do percussionista, falecido em 2016
desse tempo em que o Cordel parou”, afirma Lirinha. “Daí, passamos por vários personagens, representados nas faixas do CD. Encontramos o ‘Vingador da Solidão’, a “Mulher que Carrega os Grãos de Areias Vindos das Cordilheira’... Aproveitamos essa odisseia, essa viagem, para passar pelas situações narradas nas canções”, completa Lirinha. Os aspectos cênicos, aliás, continuam sendo uma
das meninas dos olhos dos integrantes. “No show, estamos trabalhando com mapping e com uma iluminação especial. Então, é a formação original do grupo – Clayton Barros (violão e voz), Emerson Calado, Rafael Almeida e Nego Henrique (todos, percussão e voz) –, mais a participação da cantora e atriz Isadora Melo, como a ‘filha do vento’”, conta o vocalista. “Viagem ao Coração do
FRED MAGNO 27.10.2016
Sol” também entra em campo para preencher uma lacuna. Em reuniões recentes, a banda se atentou para a necessidade de disponibilizar a sua obra nas plataformas de streaming. “Não estávamos nelas e, por outro lado, nossos discos físicos também estavam fora de catálogo – aliás, por conta disso, já havíamos sido inclusive sondados para o relançamento da nossa obra”, diz Lirinha. “E no processo de organi-
zação da nossa memória, surgiu a ideia: ‘Bem, se vamos fazer isso, por que não apresentar material novo, com uma nova mensagem para esse novo mundo, o digital?”, recorda o vocalista. Martelo batido, Fernando Catatau, da banda Cidadão Instigado, foi chamado para produzir o CD. Segundo Lirinha, o colega esteve muito presente na criação dos violões, optando por uma textura acústica. “Ele lembrou o momento no nosso primeiro trabalho”. Em tempo: o disco retoma a trajetória iniciada com o álbum homônimo, de 2001, e interrompida com “Transfiguração”, de 2006, num percurso que abarca, ainda, “O Palhaço do Circo Sem Futuro” (2002) – todos têm como eixo central conceitos como liberdade e criatividade, atravessados por experimentalismose outras formas de utilizar poesia e instrumentos. * Sob supervisão de Patricia Cassese
Cordel do Fogo >Encantado
Em “Viagem Ao Coração do Sol”. Music Hall (av. do Contorno, 2.039, Santa Efigênia). Dia 19 (sábado), às 22h. A partir de R$ 70 (inteira)
CRISTINA GRANATO/DIVULGAÇÃO
Aniteli retorna a 6 Fernando capital com o show intimista O idealizador do Teatro Mágico traz novamente a Belo Horizonte o espetáculo acústico que repassa todo o repertório do grupo cênico musical. Acompanhado de voz e violão, o músico apresenta suas composições em um formato desplugado, orgânico e original, que remete até mesmo ao momento da composição das obras. No repertório, canções como “O Anjo Mais Velho”, “Pode Ser” e “Você Me Bagunça”. Onde Cine Theatro Brasil (av. Amazonas, 315, centro) Quando Dia 19 (sábado), às 21h Quanto A partir de R$ 60 (inteira, plateia 2C) FELIPE NEVARES/DIVULGAÇÃO
Vercillo traz a turnê de 6 Jorge “Experiências” para BH
ocupa a programação 6 Jazz cultural de BH e Ouro Preto
O cantor carioca sobe ao palco do KM de Vantagens Hall para o show da turnê “Experiências”. Nessa apresentação, o intérprete repassa canções que marcaram sua carreira, como: “Ela Une Todas as Coisas”, “Final Feliz” e “Monalisa”, além de faixas de seu último disco, “Vida é Arte”. O artista também promete testar algumas composições inéditas junto ao público. Onde KM de Vantagens Hall (av. Nossa Senhora do Carmo, 230, São Pedro) Quando Dia 19 (sábado), às 22h Quanto A partir de R$90 (arquibancada, 1º lote, inteira)
O “Festival Internacional de Jazz de Ouro Preto –Tudo é Jazz” acontece de 17 a 20 de maio. A abertura será em BH, com show da cantora Leila Maria (foto), repassando Billy Holliday. Outro destaque é a reunião de Cheyenne Elliott, Jesuton e Ellen Oléria, acompanhadas por uma banda especialmente criada para celebrar Dionne Warwick. Onde Vários locais (confira a programação completa na página do Tudo É Jazz do Facebook) Quando De 17 a 20. Quanto Abertura no Cine Theatro Brasil: R$20. De 18 a 20, programação gratuita na cidade histórica.
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CINEMA Entre os sonhos e a realidade CINEART/DIVULGAÇÃO
Patrícia Quem for asCassese sistir a “Paris 8” (“Mes Provinciales”), filme de Jean-Paul Civeyrac que estreia na próxima quintafeira (17) na capital mineira, no circuito Cineart, vai se deparar não com rostos conhecidos por seguidores fiéis da cinematografia francesa, mas com os de atores neófitos – como Andranic Manet, o jovem que aparece ao lado. Na pele de Etienne, um rapaz que deixa a cidade em que mora com os pais, Lyon, rumo a Paris, onde pretende estudar cinema, Manet contracena com outros debutantes na sétima arte, como Corentin Fila (Mathias) e Gonzague Van Bervesselès (JeanNoël), com quem forma um trio de empedernidos cinéfilos. A opção do jovem diretor (tem 53 anos) por trabalhar com um set não profissional foi, claro, pra lá de premeditada. “Eles me dão a impressão de um tipo de ‘virgindade cinematográfica’, de uma coisa que irrompe com o frescor de um amanhecer. Não bastasse, esses atores ainda não estão propriamente preocupados com sua imagem na mídia e, portanto, se atiram de corpo e alma em uma aventura na qual, na verdade, não há garantia de resultados”, analisa ele ao Pampulha. “Este ‘abandono’, essa
Atenção! A programação abaixo refere-se a este fim de semana, dias 12 (sábado) e 13 (domingo)
pré-estreias A ABELHINHA MAYA: O FILME (*) (Die Biene Maja 2 – Die Honigspiele, Alemanha, 2018, 1h25, livre) Dir. Noel Cleary, Sergio Delfino, Alexs Stadermann. Quando a entusiasmada Maya surpreende a Imperatriz de Buzztropolis, ela é forçada a formar uma equipe para competir nos Jogos de Mel. Com a chance de salvar sua colmeia, Maya irá se aventurar além do jogo. BH Shopping 10: 14h, 16h30 Betim 2: 14h30, 16h20 Boulevard 2: 14h, 15h5 Cidade 8: 12h15(somente domingo), 14h e 17h40 Contagem 3: 15h40 Contagem 8: 14h Del Rey 5: 13h30 Del Rey 7: 14h10, 16h20 Itaú Power 1: 14h30 Itaú Power 2: 16h20 Minas 5: 13h30, 17h20 Monte Carmo 6: 14h30, 18h30 Paragem 3: 13h45, 17h20 Pátio Savassi 3: 14h
Andranic Manet vive o jovem Etienne no filme “Paris 8”
entrega, para um cineasta, é infinitamente precioso”, prossegue o francês nascido em Firminy e que estreou na telona com “Nem Adão Nem Eva”, em 1996. Vale lembrar que, desde então, Jean-Pierre já colheu alguns prêmios importantes em sua trajetória, mas, curiosamente, seus longasmetragens não haviam sido lançados no circuito brasileiro até o momento – lembrando que o Festival de Cinema de São Paulo 2007 incluiu, em sua grade, uma retrospectiva do “metteur en scene”. “Paris 8”, que corres-
ponde ao nono título de sua carreira, portanto, tem um certo ar de début para ele. O título em português do filme faz referência à faculdade (Paris 8) na qual o cineasta inclusive leciona nos dias atuais – situada em Îlede-France, a instituição é voltada prioritariamente para o ensino nas áreas humanas. Aqui, o interesse pela sétima arte norteia a narrativa. E, nesse ponto, o diretor pode falar de cátedra: Civeryac contabiliza quase três décadas de convívio estreito e ininterrupto com o universo do cinema, se con-
siderado, nessa soma, o período em que ele próprio estudou na Escola Superior Francesa da Imagem e do Som, a La Fémis, onde, num segundo momento, assumiu o departamento de direção. Sobre o personagem central de sua nova empreitada, ele elucida: “Etienne é um rapaz que vai experimentar o impacto da realidade em contraponto a seus sonhos. E, neste percurso, vai conhecer a solidão das escolhas próprias e as dúvidas de quem quer compartilhar uma experiência de vida. O fim do filme o flagra em um momento
difícil, mas no qual nem tudo está perdido”, acena. Esse frescor, esse desejo de criar, que contamina a juventude das mais variadas culturas, independentemente da época, prossegue o diretor, é o que conectaria o personagem aos jovens de outros países que se dispuserem a conferir o filme, bem como “a dificuldade em alcançar os sonhos em uma sociedade que, incessantemente, caminha em sentido contrário – e também por conta de nós mesmos, que muitas vezes carecemos de coragem para tomar algu-
Shopping Estação 5: 12h20 Via Shopping 2: 13h30, 17h20
Ponteio 3: 14h10, 16h30, 18h50
(*) Sessões dubladas.
(Death Wish, EUA, 2018, 1h49, 18 anos) Dir. Eli Roth. Com Bruce Willis, Elisabeth Shue, Vincent DOnofrio. O doutor Paul Kersey é um experimente cirurgião e um pai pacífico, que vira uma máquina de matar após sua família ser destruída por um ato violento. BH Shopping 6: 12h30, 15h30, 18h, 20h50 Big Shopping 3: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 (*) Boulevard 5: 14h30, 16h40, 18h50, 21h Cidade 6: 12h(somente domingo), 14h30, 16h40, 18h50, 21h (*) Contagem 7: 14h30, 16h40(*), 18h50, 21h(*) Del Rey 4: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50, 23h(somente sábado) Itaú Power 6: 14h30, 19h, 21h15 (*) Minas 6: 16h30, 20h50 (*) Monte Carmo 1: 14h30, 16h40(*), 18h50, 21h(*) Pampulha 2: 12h45, 14h55, 17h05, 19h15, 21h25 (*) Paragem 2: 14h20, 16h30, 18h40, 20h50 Partage Shopping Betim 7: 14h(*), 16h50(*), 19h20(*), 21h50(*) Pátio Savassi 8: 14h10, 16h45, 19h20, 21h50 Shopping Estação 5: 14h20(*), 17h(*), 19h30, 22h (*) Via Shopping 2: 15h15, 19h10, 21h15 (*)
Dir. Jonathan Goldstein, John Francis Daley. Com Jason Bateman, Kyle Chandler, Rachel McAdams. Um grupo de amigos que se encontra regularmente para noites de jogo, sob a liderança dos competitivos Max e Annie, se vê obrigado a resolver um misterioso sequestro. BH Shopping 4: 14h30(*), 17h05, 19h30, 22h Boulevard 4: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Cidade 3: 11h40(somente domingo)(*), 14h(*), 16h10(*), 18h20(*), 20h30 Contagem 5: 14h(*), 16h10(*), 18h20(*), 20h30 Del Rey 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 Diamond 3: 14h20, 16h50, 19h30, 21h50 Itaú Power 3: 14h, 16h10, 20h50 (*) Minas 6: 14h20, 18h40 (*) Monte Carmo 3: 13h50(*), 16h, 18h20(*), 20h30(*) Partage Shopping Betim 2: 12h15(*), 14h40(*), 17h01(*), 19h10(*), 21h30(*) Pátio Savassi 1: 12h15, 14h40, 17h30, 20h10 Shopping Estação 6: 13h45(*), 16h40(*), 19h, 21h30(*) Via Shopping 5: 13h45, 16h, 20h50 (*)
te violenta, já que Glória foi abusada pelo pai, e seu irmão é um perigoso bandido que está na prisão. Belas 3: 14h, 21h30
ENTRE-LAÇOS (Karera ga honki de amu toki wa, Japão, 2018, 2h07, 10 anos) Dir. Naoko Ogigami. Com Tôma Ikuta, Kenta Kiritani, Rinka Kakihara. Aos 11 anos de idade, Tomo é abandonada pela mãe e terá que confiar na ajuda de seu tio, que a leva para morar com ele e sua namorada. Belas 1: 18h30(somente sábado)
O PROCESSO (Brasil, 2018, 2h17, livre) Dir. Maria Augusta Ramos. O documentário oferece um olhar pelos bastidores do julgamento que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Cidade 1: 18h50 (somente sábado)
estreias ACERTANDO O PASSO (Finding Your Feet, Reino Unido, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Richard Loncraine. Com Imelda Staunton, Celia Imrie, Timothy Spall. Casada há 40 anos, Lady Sandra Abbott descobre que seu marido tem tido um caso amoroso com sua melhor amiga. Ela decide começar a fazer aulas de dança e descobre um novo sopro de diversão e romance em sua vida. Diamond 2: 12h30, 18h10, 21h
DESEJO DE MATAR
(*) Sessões dubladas
A NOITE DO JOGO (Game Night, EUA, 2018, 1h50, 16 anos)
(*) Sessões dubladas
PRAÇA PARIS (Praça Paris, Portugal/ Argentina/ Brasil, 2018, 1h52, 14 anos) Dir. Lucia Murat. Com Joana de Verona, Alex Brasil, Grace Passô. Camila é uma terapeuta portuguesa que trabalha na UERJ, onde atende a ascensorista Glória, e se depara com uma realidade bastan-
O RENASCIMENTO DO PARTO 2 (Brasil, 2018, 1h31, 12 anos) Dir. Eduardo Chauvet. O documentário discute a realidade da obstetrícia no Brasil, onde partos por cesariana são muito mais frequentes do que seria recomendado. Belas 2: 16h, 20h
À SOMBRA DE DUAS MULHERES (L’Ombre des femmes, França/ Suiça, 2018, 1h13, 16 anos) Dir. Philippe Garrel. Com Louis Garrel, Clotilde Courau, Stanislas Merhar. Pierre e Manon são um casal de documentaristas e, apesar de estar apaixonado por Manon, Pierre acaba conhecendo Elizabeth e deseja manter o relacionamento com as duas, mas as coisas não sairão como ele espera. Belas 1: 21h
TODOS OS PAULOS DO MUNDO (Brasil, 2018, 1h20, 14 anos) Dir. Gustavo Ribeiro, Rodrigo de Oliveira. Todos os personagens interpretados por Paulo José, tanto na televisão quanto no cinema e no teatro, se juntam para celebrar uma vida dedicada à arte e os 60 anos de carreira do ator. Belas 3: 11h(somente sábado)(*), 19h30(**) Ponteio 2: 15h10, 19h1 (*) Clube do professor. Somente para
mas atitudes”. Já em relação à opção pela fotografia em preto & branco na condução da trama, o diretor a explica pela pretensão de criar um recorte temporal que, aos olhos do público, mesclaria passado e presente. “E por adicionar toques do romanesco, de ficção, do imaginário”, acrescenta. De certa forma, muitos críticos também viram nessa escolha uma forma de se coadunar, tangencialmente, com um momento icônico francês, o maio de 1968. SOBRE O BRASIL Ao Pampulha, o diretor lamentou não estar devidamente enfronhado na produção cinematográfica brasileira mais recente. “Ou seja, fora dos chamados clássicos, como Glauber Rocha, Cacá Diegues, Ruy Guerra...”. No entanto, faz questão de frisar seu apreço pela música brasileira, em particular, Heitor Villa-Lobos. “Amo muito. E também Camargo Guarnieri, Almeida Prado. Ah, e sou confessadamente um apaixonado por Tom Jobim”, salienta. Perguntado sobre um projeto que estaria tocando junto a Isabelle Huppert, uma das divas do cinema francês, ele rebate. “Eu comecei a tocar um projeto com ela sim, mas, por motivos financeiros, acabou não se concretizando – e acredito que não acontecerá mais”.
professores cadastrados (**) Sessão vitrine: R$ 12 (inteira)
em cartaz 7 DIAS EM ENTEBBE (7 Days In Entebbe, Reino Unido, 2017, 1h47, 12 anos) Dir. José Padilha. Com Daniel Brühl, Eddie Marsan, Rosamund Pike. Quatro sequestradores pró-Palestina raptam um avião repleto de judeus, em represália à prisão de cidadãos palestinos. Israel organiza uma operação de resgate aos reféns, sequestrados para a cidade de Entebbe, em Uganda. Diamond 1: 16h
ARÁBIA (Brasil, 2018, 1h37, 16 anos) Dir. Affonso Uchoa, João Dumans. Com Aristides de Sousa, Murilo Caliari, Renata Cabral. Em Ouro Preto, um jovem encontra por acaso o diário de um operário metalúrgico que sofreu um acidente e por suas memórias embarca numa jornada. Belas 3: 16h10
A CIDADE DO FUTURO (Brasil, 2018, 1h15, 14 anos) Dir. Cláudio Marques, Marília Hughes. Com Milla Suzarte, Gilmar Araújo, Igor Santos. Em uma região marcada pelo machismo e pela homofobia, Milla, Gilmar e Igor formarão uma família fora dos padrões. Belas 1: 14h
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CINEMA VITRINE FILMES/DIVULGAÇÃO
CIGANOS DE CIAMBRA (A Ciambra, Itália/ EUA/ França/ Suécia/ Alemanha/ Brasil, 2018, 1h58, 14 anos) Dir. Jonas Carpignano. Com Pio Amato, Damiano Amato, Koudous Seihon. Pio, de 14 anos, tem vontade de crescer mais rápido e, como seu irmão, Cosimo, bebe, fuma e aprende a dar pequenos golpes na rua. Cosimo fica incapaz de cuidar da sua família, e Pio assume o seu lugar. Belas 2: 21h50
CONSTRUINDO PONTES (Brasil, 2016, 1h12, livre) Dir. Heloisa Passos. Documentário mostra a relação da cineasta Heloisa Passos e seu pai, o engenheiro civil Álvaro. Ele trabalhou em construções importantes durante a ditadura militar. Nos dias de hoje, filha e pai discutem a situação passada e presente do Brasil. Belas 3: 18h
mostras TRABALHO E LUTA (*) Neste sábado (12) 19h Eles Não Usam Black-tie (Brasil, 1981 2h02) Dir. Leon Hirszman
ELLA E JOHN (The Leisure Seeker, Itália / França, 2018, 1h53, 14 anos) Dir. Paolo Virzì. Com Helen Mirren, Christian McKay, Donald Sutherland. Septuagenários, o casal de aposentados decide fazer uma última viagem pelo país, de carro. Desafiando limites e receios, os dois embarcam numa aventura transformadora que sai de Boston e tem como destino a antiga casa de Ernest Hemingway, na Flórida. Belas 1: 16h20, 18h40(somente domingo) Ponteio 2: 17h, 21h10
Domingo (13) 17h “A Grande Feira” (Brasil, 1961, 1h31) Dir. Roberto Pires 19h “Conterrâneos Velhos de Guerra” (Brasil, 1990, 2h48) Dir. Vladimir Carvalho
CINEMA FALADO (*)
Ator Paulo José é homenageado no documentário “Todos os Paulos do Mundo”
OS FANTASMAS DE ISMAEL (Les Fantômes d’Ismaël, França, 2018, 1h54, 14 anos) Dir. Arnaud Desplechin. Com Mathieu Amalric, Charlotte Gainsbourg, Marion Cotillard. Ismael e Sylvia levam juntos uma vida tranquila, mas enquanto ele se prepara para o início das filmagens do seu novo longa, sua vida sai de controle com a volta de sua esposa Carlotta, desaparecida há 20 anos. Ponteio 4: 14h30, 19h
OS FAROFEIROS (Brasil, 2018, 1h43, 12 anos) Dir. Roberto Santucci. Com Antônio Fragoso, Cacau Protásio, Maurício Manfrini. Quatro famílias de classe média baixa acabam numa cilada ao alugar uma casa de praia. Cidade 1: 14h50, 16h50, 18h50(somente domingo), 21h Paragem 4: 13h50, 16h, 18h10, 20h40
GRINGO – VIVO OU MORTO (Gringo, EUA/ Austrália, 2018, 1h50, 16 anos) Dir. Nash Edgerton. Com David Oyelowo, Charlize Theron, Joel Edgerton. Suspeitando que está prestes a ser demitido, Harold Soyinka aproveita uma viagem de trabalho ao México para simular um sequestro e pedir um polpudo resgate. BH Shopping 10: 21h30 Cidade 2: 12h Contagem 3: 13h30 Del Rey 5: 15h Diamond 2: 15h40
UM LUGAR SILENCIOSO (A Quiet Place, EUA, 2018, 1h35, 10 anos) Dir. John Krasinski. Com Emily Blunt, John Krasinski, Noah Jupe. Em uma fazenda do meio-oeste dos EUA, uma família é perseguida por uma entidade fantasmagórica assustadora. Para se protegerem, eles devem permanecer em silêncio absoluto, pois o perigo é ativado pelo som. BH Shopping 8: 13h05, 22h10 Boulevard 2: 19h40 Contagem 4: 16h40, 21h (*) Diamond 1: 13h30 Monte Carmo 6: 20h50 (*) Pátio Savassi 4: 15h (*) Sessões dubladas
NADA A PERDER – CONTRA TUDO. POR TODOS (Brasil, 2018, 2h10, 12 anos) Dir. Alexandre Avancini. Com Petrônio Gontijo, Beth Goulart, Dalton Vigh. A vida do bispo Edir Macedo, empresário
Terça-feira (15) 19h30 “Riobaldo e Diadorim” (BRA, 2017, 58 min.) Dir. Anita Leandro
CONEXÃO HOMEM-MÁQUINA (*)
EX-PAJÉ (Brasil, 2018, 1h21, livre) Dir. Luiz Bolognesi. Um poderoso pajé passa a questionar sua fé depois de seu primeiro contato com brancos que julgam sua religião como demoníaca. Uma missão evangelizadora é posta em cheque quando a morte passa a rondar a aldeia. Belas 2: 14h10
Pátio Savassi 3: 16h (*), 19h15 Pátio Savassi 4: 17h15 e 20h30(*) Pátio Savassi 5: 15h30, 18h45 e 22h Pátio Savassi 6: 18h e 21h20 Ponteio 3: 21h Ponteio Premier: 12h20, 15h15, 18h15 e 21h10 Shopping Estação 3: 12h, 15h15, 18h45, 22h15 (*) Shopping Estação 4: 14h, 17h30, 21h15 (*) Shopping Norte 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Via Shopping 4: 12h10(*), 15h10(*), 18h10, 21h10(*) (*) Sessões dubladas
fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e proprietário da TV Record. Itaú Power 3: 18h20 Via Shopping 5: 18h20 Pampulha 4: 14h, 16h30, 19h, 21h30
PANTERA NEGRA (*) (Black Panther, EUA, 2018, 2h14, 12 anos) Dir. Ryan Coogler. Com Chadwick Boseman, Lupita Nyongo, Michael B. Jordan. T’Challa retorna para casa, a isolada e tecnologicamente avançada nação africana de Wakanda, para tomar seu lugar como Rei. No entanto, quando um inimigo antigo reaparece no radar, o fervor de T’Challa como Rei e ‘Pantera Negra’ são testados quando ele é atraído para um conflito que colocará o destino de Wakanda e do mundo em risco. Contagem 2: 21h Minas 2: 16h10 e 21h (*) Sessões dubladas
PAULO, APÓSTOLO DE CRISTO (Paul, Apostle Of Christ, EUA, 2018, 1h48, 12 anos) Dir. Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Olivier Martinez. Paulo era conhecido como um dos perseguidores de cristãos mais cruel de seu tempo No entanto, tudo muda quando ele tem um encontro com Jesus. Betim 3: 14h, 16h10, 18h20, 20h30 (*) BH Shopping 9: 21h10 Big Shopping 4: 14h20, 18h30 (*) Boulevard 1: 13h40, 16h10, 18h30, 21h Cidade 5: 14h, 16h10, 18h20 e 20h30 (*) Contagem 8: 16h10(*), 18h30(*), 20h50 Del Rey 7: 18h30, 20h40 Diamond 4: 13h20(*), 22h10 Itaú Power 2: 18h30, 20h45 (*) Minas 5: 15h10, 19h, 21h10 (*) Monte Carmo 2: 14h10, 18h40 (*) Pampulha 3: 13h, 17h10, 21h20 (*) Paragem 3: 15h20, 19h, 21h10(*) Partage Shopping Betim 4: 13h40, 22h10 (*) Pátio Savassi 2: 13h40,16h15 (*) Pátio Savassi 3: 22h20 Ponteio 2: 13h Ponteio 4: 16h50, 21h15 Shopping Estação 1: 13h20, 18h20 (*) Via Shopping 1: 14h, 18h40 (*) (*) Sessões dubladas
PEDRO COELHO (*) (Peter Rabbit, EUA, 2018, 1h25, livre) Dir. Will Gluck. Com Rose Byrne, Domhnall Gleeson, Sam Neill. Pedro Coelho é um animal rebelde que apronta todas no quintal e até dentro da casa do Mr. McGregor, com quem trava uma dura batalha pelo carinho da amante de animais Bea. BH Shopping 1: 13h30, 15h40 Partage Shopping Betim 5: 13h10 Pátio Savassi 4: 12h50 (*) Sessões dubladas
RAMPAGE – DESTRUIÇÃO TOTAL (*) (Rampage, EUA, 2018, 1h47, 12 anos) Dir. Brad Peyton. Com Dwayne Johnson, Malin Åkerman, Naomie Harris. O primatologista Davis Okoye compartilha um vínculo inabalável com George, um gorila muito inteligente, que está sob seus cuidados desde o nascimento. Porém, quando um experimento genético desonesto é feito em um grupo de predadores que inclui o primata, os animais se transformam em monstros que destroem tudo em seu caminho. Betim 2: 18h30 Cidade 2: 14h Contagem 4: 14h30 e 18h30 Itaú Power 6: 16h45 Minas 2: 14h e 18h50 Monte Carmo 6: 16h20 (*) Sessões dubladas
TEU MUNDO NÃO CABE NOS MEUS OLHOS (Brasil, 2018, 1h34, livre) Dir. Paulo Nascimento. Com Edson Celulari, Leonardo Machado, Soledad Villamil. Vitório é cego de nascença, pai de família e famoso por oferecer a melhor pizza dos arredores do bairro do Bixiga, em São Paulo. Ele acredita ter superado todas as adversidades que a cegueira provoca, até encontrar a oportunidade de enxergar e os conflitos que ela traz. Belas 2: 18h BH Shopping 10: 18h50
VERDADE OU DESAFIO (Truth or Dare, EUA, 2018, 1h40, 12 anos) Dir. Jeff Wadlow. Com Lucy Hale, Tyler Posey, Violett Beane. Um estudante é assombrado por uma presença sobrenatural após jogar o jogo de ‘verdade ou consequência’. BH Shopping 7: 12h50(*), 15h15(*), 18h10, 20h40 Big Shopping 4: 16h25, 20h35 (*) Boulevard 2: 17h40, 21h20 Cidade 8: 15h40, 19h20, 21h10 (*) Contagem 2: 14h30, 16h40, 19h (*) Del Rey 6: 14h30(*), 16h30, 18h30(*), 21h Itaú Power 1: 16h40, 19h, 21h10 (*) Minas 4: 13h30, 15h30, 17h30, 19h30, 21h20 (*) Monte Carmo 2: 16h10, 21h10 (*) Pampulha 3: 15h10, 19h20 (*) Partage Shopping Betim 5: 15h10 (*) Pátio Savassi 2: 19h, 21h40 Pátio Savassi 6: 13h, 15h45 Shopping Estação 1: 16h, 20h45 (*) Via Shopping 1: 16h10, 21h05 (*) Sessões dubladas
VINGADORES: GUERRA INFINITA (The Avengers – Infinity War, EUA, 2017, 2h36, 12 anos) Dir. Joe Russo. Com Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth. Thanos chega à Terra disposto a reunir as Joias do Infinito. Para enfrentá-lo, os Vingado-
res precisam unir forças com os Guardiões da Galáxia. Betim 1: 14h30 (*) Betim 2: 20h50 (*) BH Shopping 1: 17h50, 21h BH Shopping 5: 13h50(*), 17h15(*), 20h30 Big Shopping 2: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Boulevard 3: 12h30, 15h30, 18h30, 21h25 Cidade 2: 17h30, 20h30 Cidade 7: 11h40, 14h40, 17h40, 20h40 (*) Contagem 3: 17h30, 20h30 Contagem 6: 12h, 15h, 17h, 21h (*) Del Rey 1: 12h10, 15h10, 18h10, 21h10 Del Rey 3: 22h40(somente sábado) Del Rey 5: 18h, 20h50 (*) Del Rey 6: 23h(somente sábado) (*) Diamond 4: 15h50(*), 19h Itaú Power 4: 12h15, 15h10, 18h05, 21h (*) Minas 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Monte Carmo 5: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Pampulha 5: 13h40, 15h35(*), 18h30(*) e 21h25(*) Pampulha 6: 12h50, 15h45, 18h40, 21h35 (*) Paragem 1: 12h, 15h, 18h, 21h Partage Shopping Betim 3: 14h50(*), 18h(*), 21h10 Partage Shopping Betim 5: 17h20 e 20h30 (*) Pátio Savassi 7: 13h20, 16h40, 20h Shopping Estação 2: 13h(*), 16h20(*), 20h15, 23h30(somente sábado) Shopping Norte 2: 14h15, 17h15, 20h15 (*) Shopping Norte 3: 15h, 18h, 21h (*) Shopping Norte 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Via Shopping 3: 12h, 15h, 18h, 21h (*) Sessões 3D: Betim 1: 17h30, 20h30 (*) BH Shopping 2: 14h50, 18h30, 21h50 BH Shopping 3: 13h10(*), 16h40(*), 20h BH Shopping 8: 15h50(*) 19h05 Big 1: 14h30, 17h30, 20h30 (*) Big 5: 14h45, 17h45, 20h45 (*) Boulevard Imax: 12h, 15h, 18h10, 21h10 Cidade 4: 11h50(*), 14h50, 17h50(*), 20h50 Contagem 1: 12h20(*), 15h20, 18h20(*), 21h20 Del Rey 2: 12h(*), 15h, 18h, 21h Diamond 1: 18h30, 21h40 Diamond 5: 13h40, 17h10, 20h30 Diamond 6: 12h50, 16h30, 19h50 Itaú Power 5: 12h25(*), 15h20, 18h15(*), 21h10 Minas 1: 12h10(*), 15h10, 18h10(*), 21h10(*) Monte Carmo 4: 12h10(*), 15h10, 18h10(*), 21h10 Pampulha 1: 12h30, 15h25, 18h20, 21h15 (*) Paragem 5: 12h20(*), 15h20(*), 18h20(*), 21h10 Partage Shopping Betim 1: 14h30, 17h40 e 20h50 (*) Partage Shopping Betim 4: 16h, 19h(*) Partage Shopping Betim 6: 18h30, 21h40 (*)
Quarta-feira (16) 19h30 “Ex Machina: Instinto Artificial” (Reino Unido, 2014, 1h50) Dir. Alex Garland Quinta-feira (17) 19h30 “Ela” (EUA, 2014, 2h06) Dir.Spike Jonze Sexta-feira (18) 19h30 “Blade Runner: Caçadores de Andróides” (EUA, 1982, 1h57) Dir. Ridley Scott (*) MIS Cine Santa Tereza (r. Estrela do Sul, 89, Santa Tereza, 3277-4699). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
Dir. Alain Resnais Quarta-feira (16) 15h “Titicut Follies” (EUA, 1967, 1h24, 18 anos) Dir. Frederick Wiseman 17h “O Caso Pinochet” (BEL-CHI-ESPFRA, 2001, 1h50, 14 anos) Dir. Patrício Guzman 19h “A Cortina de Açúcar” (Cuba-ESPFRA, 2006, 1h20) Dir. Camila Guzmán Urzúa 21h “De Certa Maneira” (Cuba, 1977, 1h12, 10 anos) Dir. Sara Gómez Quinta-feira (17) 15h “Orestes” (BRA, 2015, 1h33, 16 anos) Dir. Rodrigo Siqueira 17h “Videogramas de uma Revolução” (ALE, 1992, 1h46, 12 anos) Dir. Harun Farocki, Andrei Ujica. Sessão comentada 19h45 “Cinco Câmeras Quebradas”, (HOL-FRA-Israel-Territórios Palestinos Ocupados, 2011, 1h34, 16 anos) Dir. Emad Bornat, Guy Davidi 21h30 “Tão Azul, Tão Calmo” (FRA, 1994, 1h10, 14 anos) Dir. Eliane de Latour Sexta-feira (18) 10h Curtas: “Imagine uma Menina com Cabelos de Brasil”, de Alexandre Bersot; “Hora do Lanchêêê”, de Claudia Mattos; “Monica Toy – Nana Nenê”, de José Márcio Nicolosi; “Monica FreeStyle”, de José Márcio Nicolosi. Sessão com recursos de acessibilidade 15h “Os Tempos de Harvey Milk” (EUA, 1984, 1h30, 12 anos) Dir. Rob Epstein 17h15 “Cabra Marcado Para Morrer” (BRA, 1985, 2h, 14 anos) Dir. Eduardo Coutinho 19h30 “Brasil: Um Relato de Tortura” (EUA, 1971, 1h, 18 anos) Dir. Saul Landau, Haskell Wexler 21h “Desaparecido – Um Grande Mistério” (EUA, 1982, 2h02, 16 anos) Dir. Costa-Gavras (*) Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes (av. Afonso Pena, 1.537, centro, 3236-7400). Entrada gratuita mediante retirada de ingressos 30 minutos antes de cada sessão.
VIDAS EM PORTUGUÊS (*)
CINECLUBE ROCINANTE (*)
Neste sábado (12) 17h “Hóspedes da Noite” (Moçambique/França, 2007, 56 min. 10 anos Dir. Licínio Azevedo
Neste sábado (12) 16h Matador Implacável, (FRA-ITA, 1975, 1h26, 16 anos) Dir. Luigi Cozzi. Sessão seguida de debate
Domingo (13) 17h “José e Pilar” (Portugal/Brasil/Espanha, 2010, 2h05 Dir. Miguel Gonçalves Mendes
DIREITOS HUMANOS - UM MUDNO POR VIR (*)
DIRETORAS NEGRAS NO CINEMA BRASILEIRO (*)
Neste sábado (12) 15h Curtas: “De que Lado me Olhas”, “Do que Aprendi com Minhas Mais Velhas”, de Fernanda Julia e Susan Kalik. Sessão com recursos de acessibilidade 19h “Titicut Follies” (EUA, 1967, 1h24, 18 anos) Dir. Frederick Wiseman 20h45 “Delírio de Loucura” (EUA, 1956, 1h35, 16 anos) Dir. Nicholas Ray Domingo (13) 16h “Greve de Março” (BRA, 1979, 35 min); “Linha de Montagem” (BRA, 1981, 1h30) Dir. Renato Tapajós 18h15 “A Classe Operária vai ao Paraíso” (ITA, 1971, 1h50, 16 anos) Dir. Elio Petri 20h30 “Pai Patrão” (ITA, 1977, 1h54, 16 anos) Dir. de Paolo Taviani, Vittorio Taviani Segunda-feira (14) 17h “O Homem Elefante” (EUA, 1980, 2h05, 10 anos) Dir. David Lynch 19h15 “Moolaadé” (Burquina Fasso-Camarões-FRA, 2004, 2h04, 14 anos) Dir. Ousmane Sembene 21h30 “Soldadinhos” (FRA, 2004, 1h10, 12 anos) Dir. François Margolin Terça-feira (15) 14h30 “Meu Nome é Jacque” (BRA, 2016, 1h22, 12 anos) Dir. Angela Zoé. Sessão com recursos de acessibilidade 17h “O Estranho” (EUA, 1946, 1h35, 14 anos) Dir. Orson Welles 19h “O Fascismo de Todos os Dias” (URSS, 1965, 2h18, 14 anos) Dir. Mikhail Romm 21h30 “Terra sem Pão” (ESP, 1933, 30 min, 18 anos) Dir. Luis Buñuel “Noite e Neblina” (FRA, 1955, 32 min, 18 anos)
Terça-feira (15) 17h Sessão 01: “O Tempo dos Orixás”, de Eliciana Nascimento; “A Boneca e o Silêncio”, de Carol Rodrigues; “Assim”, de Keila Serruya; “Lápis de Cor”, de Larissa Fulana de Tal; “Cinzas”, de Larissa Fulana de Tal 19h Sessão 02: “Das Raízes às Pontas”, de Flora Egécia; “Mucamas”, de Coletivo Nós Madalenas; “Mulheres de Barro”, de Edileuza Penha de Souza; “Conflitos e Abismos, “A Expressão da Condição Humana”, de Everlane Moraes Quarta-feira (16) 17h Sessão 03: “Cinema de Preto”, de Danddara; “Sexy Trash”, de Tainá Rei; “Quijauá”, de Coletivo Revisitando Zózimo Bulbul e Mulheres de Pedra; “Kbela”, de Yasmin Thayná; “Desaparecidos”, de Danddara 19h Sessão 04: “Gurufim na Mangueira”, de Dandara; “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio; Quinta-feira (17) 17h Sessão 05: “Sonar 2006 - Special Report”, de Sabrina Fidalgo; “Black Berlim”, de Sabrina Fidalgo; “Rio Encantado”, de Sabrina Fidalgo 19h Sessão 06: “Cinema Mudo”, “Personal Vivator”, “Rainha” de Sabrina Fidalgo Sexta-feira (18) 17h Sessão 07: “Aquém das Nuvens”, de Renata Martins; “Heitor Carioca dos Prazeres”, de Tatyana dos Prazeres; “Doido Lelé”, de Ceci Alves; “Rap de Saia”, de Janaína Oliveira e Queen; “A Rua - O Corpo Urbano”, de Keila Serruya 19h Sessão 08: “Leva”, de Juliana Vicente e Luiza Marques. Sessão seguida de debate. (*) Cine Sesc Palladium (av. Augusto de Lima, 420, centro, 3214-5350). Entrada gratuita mediante retirada de ingresso 30 minutos antes de cada sessão.
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estilo Quando o frio chegar...
FOCO NO TERMÔMETRO> O inverno te convida a
usar babados, franjas e outras tendências para aquecer e atualizar seu closet. Tome nota! É fato. Em alguns momentos do dia, as temperaturas ainda seguem um pouco elevadas, mas nunca é demais lembrar que daqui a poucas semanas o inverno começa oficialmente: mais precisamente, no dia 21 de junho. Enquanto isso, as vitrines e as passarelas tratam de apontar os rumos da próxima estação. Na verdade, o mundo fashion ainda está anestesiado e respirando os ares de duas semanas de moda – Minas Trend (MW) e São Paulo Fashion Week (SPFW) –, que apontaram tendências que despertaram desejo imediato – a boa notícia é que a maioria delas já está disponível em Lorena K. Martins
prateleiras e araras. No quesito estampas, várias padronagens clássicas ressurgem com força – o xadrez, nosso velho conhecido, é uma delas. A ideia é lançar mão dos padrões, mas com propostas que saiam da mesmice e convidem quem for usar a arriscar-se mais – por que não? Mas é preciso pontuar. Tendência alguma precisa fazer parte do repertório do closet de cada um – a diversidade, aqui, é fator determinante. Mesmo com essa ressalva, apresentamos uma seleção de looks que, de alguma forma, podem inspirar a consumidora nos dias frios – e, principalmente, abrir sua cabeça ao propor maneiras diferentes de vesti-las.
FOTOS AGÊNCIA FOTOSITE/DIVULGAÇÃO
XADREZ
FRANJAS
O xadrez já andava em alta nas últimas temporadas e, com o revival dos anos 90, ganha agora novo fôlego consolidando-se como a estampa absoluta deste inverno. Vale investir na mistura de padronagens na mesma tonalidade, como Virgílio Couture (à esquerda), ou brincar com as linhas, como Reinaldo Lourenço (acima), que combinou a calça no estilo rocker com camisa social.
As franjas estão de volta aos holofotes, mas em versão repaginada, ornando produções invernais nada óbvias. No desfile da Modem (à esquerda), elas apareceram feitas de couro e com ilhoses em saias e jaquetas moderninhas. Já na coleção da mineira Natália Pessoa (acima), a franja surgiu contornando o corpo das modelos, em vestidos justos, feitos em tricô e com contraste de cores.
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DE UMA COR SÓ As produções monocromáticas têm potencial para conquistar também as ruas nesta estação, como apostou Lilly Sarti (à direita), que combinou um look todo terroso, incluindo os sapatos, e a Handred (abaixo), que foi no anil, tonalidade forte para o frio.
BABADOS Os babados estão de volta, trazendo uma dose de romantismo às produções, além de movimento e feminilidade. Para evitar cair no visual infantil, inspire-se na produção moderna de Juliana Jabour (à esquerda) e a clássica camisa romântica de PatBo (acima).
TONS PASTEL A cartela de cores lavadas dominou desfiles como Lenny Niemeyer (à esquerda) e Manzan (acima). Os tons pastel ficam ainda mais interessantes quando usados em peças clássicas e modelagens soltas, que contrastam com o adocicado de rosas, azuis e amarelos clarinhos.
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VITRINE
Mulher-gato Rock’n’roll Um armário de inverno moderno que se preze tem que ter uma boa jaqueta de couro. Melhor ainda se ela brilhar! Quanto R$499,90 Onde www.tvz. com.br
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Vinil é hit para o inverno Roupaseacessórioscomacabamento brilhantevãoinvadiroseuclosete deixaraestaçãofriamaismoderna O couro é um dos materiais mais explorados no que diz respeito a peças de inverno. Porém, para a estação fria que se aproxima, é o vinil que promete ser o hit da temporada. Para quem não conhece, ele é sim uma espécie de couro, porém, mais rígido e com mais brilho. Quem explica melhor é a empresária e consultora de imagem Lu Meneses, dona de espaço multimarcas de mesmo nome em Belo Horizonte. “As peças em vinil têm tudo a ver com inverno, ainda mais combinadas com os tipos variados de botas que estão disponíveis no mercado. O vinil é muito versátil e pode ser utilizado para a fabricação de variados tipos de peças como calças, saias, vestidos e até sobretudos”, ensina. Nas vitrines, a textura vinilizada é o acabamento principal em jaquetas, sobretudos e trench coat, que conferem um ar futurista às composições invernais, bem no estilo “mulher-gato”. Para apostar, sem medo, os calçados, principalmente as botas, e as bolsas são boas opções para incrementar o visual. Confira na seleção a seguir.
A calça 6 Corpão de vinil tem es-
se toque rocker e, geralmente, aparece com modelos mais justos. Combine com peças mais fluidas e largas para arrasar no visual Quanto R$ 1.398 Onde www.bobo.com.br
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dos acessórios mais cotados para a temporada. Que tal investir em um modelo superfashion? Quanto R$ 99,90 Onde www.lojasrenner. com.br
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envernizado, acompanha alça removível em couro e metal Quanto R$ 890 Onde www.modemstudio.com
ousar Quer 6 Para uma peça indispen-
sável neste inverno? Então, invista no sobretudo. O modelo em couro preto e vermelho pode ser usado como um vestido ou por cima de peças básicas Quanto R$ 1.679,90 Onde www.morenarosa.com.br
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acabamento brilhante, ideal para dar um “up” nas produções Quanto R$ 139 Onde Via Mia (31) 3288-3166
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bota vermelha está a postos, pronta para tirar qualquer produção do óbvio Quanto R$ 359,90 Onde Arezzo (31) 3286-2544
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cor verde escuro com zíper frontal metálico é aposta certa para o inverno Quanto R$ 169,90 Onde www.amaro.com
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crônica
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vida leve
Laura Medioli laura@otempo.com.br
Os meninos da Vila Paulo HÉLVIO
a “Vila Paulo”, nome da minha antiga casa n a Pampulha, éramos sete meninos. Eu, caçula entre três irmãos, dois primos e uma prima. Criada em meio a tantos homens, era natural que andasse de carrinho de rolimã, descesse de bacia nas montanhas de pó de pedra, do mesmo jeito que brincava de bonecas com minha prima Ângela. Certa vez, meu pai comprou umas placas de eucatex branco, que, não sei como, foram descobertas por meu irmão mais velho. Ele, cheio de ideias, inventou a melhor brincadeira que já tivemos na vida: um “toboágua”. Já cansados do “estrupício” (uma roldana em que descíamos com uma corda do alto de uma mangueira até o pé do jatobá embaixo do morro), o toboágua veio a calhar. Juntamos a meninada e, em questão de horas, montamos no enorme gramado o maior escorregador de que se tem notícia. Começava próximo ao barranco e terminava embaixo, na cerca de arame farpado. Mais de cem metros de descida ininterrupta. Além da mangueira de
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água, sacos de sabão em pó completavam a diversão. E, a 200 km/h, descíamos escorregando, tendo o cuidado de pular fora antes do término das placas, evitando, assim, o choque com a cerca. De vez em quando, alguém não conseguia sair no momento certo, e haja antitetânica para tanta maluquice! A novidade, claro, meu pai só veio descobrir depois. Quase teve um troço, pois as placas, além de caríssimas, tinham sido encomendadas não sei onde, e, pelo que constava, sol e água eram seus maiores inimigos. Enfim, ganhamos um brinquedo novo, mas, em compensação, um xingo homérico e cara fechada por vários dias. Emocionante também era o carrinho que arrumamos. De madeira, tinha uns dois metros de comprimento. Suas rodas de borracha foram retiradas dos carrinhos de mão. Carregava quatro meninos de cada vez. Sem um pingo de noção, descíamos como loucos a estrada íngreme da pedreira, feita de pés de moleque. Um dia, o carrinho apareceu partido ao meio. Acabaram com nossa farra. Na verdade, foi a única forma que meu tio Paulinho encontrou para evitar uma tragédia. Um longo período de minha infância e pré-adolescência passei com meu primo Marcos. Brincávamos e
brigávamos muito. Marquinhos era assim: o que mandavam ele fazer, ele fazia, sem questionar se era certo ou errado, perigoso ou não. Fazia xixi na garrafa de cerveja, tampava e colocava na geladeira. Depois de tanto quebrar braços e pernas,
o médico alertou: “Juízo, menino! Da próxima vez, não tem conserto!” Já era “freguês” do Felício Roxo. Com a perna engessada, conseguiu a façanha de dar cavalo de pau e capotar com a cadeira de rodas. E, em outra ocasião, fugindo do Chi-
co, nosso macaco enfurecido, pulou de gesso e tudo dentro da piscina. Também pulei junto. De roupa, mas sem gesso. Como era de se esperar, Marquinhos nunca permaneceu muito tempo na mesma escola. Quando minha
tia era chamada, sem mais nem menos, pela diretora, sabia que era o momento de encontrar outro colégio para o filho. Naquele tempo, quase não existiam escolas na Pampulha, por isso estudávamos todos na cidade. Dos sete, cada um estudava em um colégio diferente, ou quase isso. O seu Artur, nosso antigo motorista, vivia de um lado para o outro numa Veraneio carregada de meninos. E foi na Vila Paulo, com seus 70 mil metros quadrados de extensão, repleta de plantas e bichos, uma floresta de eucaliptos, mangueiras, pés de jatobá, jaca, abiu e goiaba, além de uma pedreira onde morava uma raposa, que passamos uma infância livre e feliz. Sapatos? Somente para irmos à escola. O que mais uma criança poderia querer da vida? A Vila Paulo nunca sairá de minhas lembranças. E tenho certeza de que está guardada com carinho num canto especial da mente de meus irmãos e primos queridos. Saudades dos meninos... E da menina que fui, mas que, com a graça de Deus, ainda habita em mim. Laura Medioli também escreve, aos Domingos, no caderno TEMPO LIVRE, de O TEMPO
WViagens incríveis. Delicioso roteiro do vinho pela África do Sul. Página 12 WDe cara nova. Rodoviária de BH está totalmente revitalizada. Página 8
pampulha
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CARLA LENCASTRE/AGÊNCIA O GLOBO
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BELO HORIZONTE Sábado 12/5/2018
Além dos arranha-céus
Chicago, nos EUA, não para de bater recorde de visitantes e tem passeios para todos os gostos. Páginas 6 a 8
W2 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de maio de 2018
paulo campos
Acompanhe as dicas de Paulo Campos no programete Super Viagem, de segunda a sexta-feira, às 10h33, no Manhã Super
paulocampos@otempo.com.br
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sala vip
Sob o signo do crescimento e de Lady Gaga FOTOS PAULO CAMPOS
Nós somos diferentes. Com esse lema, Carlos Ferreirinha, diretor da MCF Consultoria, deu o tom bem-humorado e otimista da Internacional Luxury Travel Market (ILTM), que se encerrou ontem (dia 11), no prédio da Bienal, em São Paulo. Ferrerinha brincou com o idioma. “Não falamos nem o mesmo espanhol”, enfatizou, arrancando gargalhadas da plateia com um vídeo espirituoso. Mostrou ainda que os países da América do Sul, com exceção da Venezuela, crescem acima
de 2,3%, inclusive o Brasil. Abordando o cenário econômico latino-americano, Marcos Troyjo, diretor do Briclub da Universidade de Columbia (EUA), afirmou que, depoisdo boom chinês, a economialatina permanecerá estável nos próximos anos. Deixou claro, no entanto, que crescimento econômico depende da política. “Os governos são importantes para isso”, salientou. Troyjo, que recentemente esteveem MinasGerais fazendo uma palestra na Magnesita, citou a operação Lava Jato para corroborar a ideia de
que corrupção impede o crescimento. Para terminar, a escritora Jackie Huba sustentou sua tese de que “clientes leais se tornam uma força de vendas voluntárias”. Ela, que faz palestras no mundo todo e é autora do livro “Monster Loyalty: Como Lady Gaga Transforma seus Seguidores em Fanáticos”, traçou um paralelo entre sua tese com a carreira da cantora. Simon Mayle, diretor da ILTM Latin America, abriu o evento exibindo números da feira – 5 continentes, 65 países e 14,5 mil reuniões
de negócios. Ressaltou a importância do turismo LGBT para o segmento e anunciou a Proud Experiences, que acontece de 6 a 8 de junho, em Londres. Compradores altamente qualificados, todos focados em ajudar a impulsionar o setor de viagens LGBTQ+, participarão da Proud Experiences, que nasce do slogan: “Eu posso escolher como eu penso, como eu vivo, onde eu vou e com quem eu vou”. Confira nas fotos abaixo agentes e operadores mineiros que participaram da feira.
Simon Mayle, diretor da ILTM Latin America
Chris Biagioni, da Chris Biagioni Viagens Especiais
Bruno Vasconcelos, da Greenwich
Ângela Bittar, da Bittar Turismo
Ludmila Santana (Accor Hotéis), Cristiana Gouthier (Mappa Turismo) e Rafael Romeiron (FVO Travel)
Wilter Machado (Destaque Turismo), Maria Cristina (Arte de Viajar) e Fernanda Couri (Ruy Lage)
Carolina Pinto de Paula e Silva (Honey Moon) e Yara de Medeiros Gomes (Manafy Turismo)
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O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia - Belo Horizonte
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‘A Casa de Papel’
Conheça os destinos
KAZUHIRO NOGI/AFP 22.3.2018
turismo
O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de maio de 2018
que inspiraram os personagens da série Com nomes de cidades, oito protagonistasconquistaram fãspelo país;vejao que hánesses lugares Da Redação A série espanhola “A Casa de Papel”, sucesso na Netflix desde o ano passado, conquistou fãs brasileiros. Os personagens, que planejam o maior assalto
do século, têm seus nomes inspirados em grandes cidades do mundo. São destinos cosmopolitas, a começar por Tóquio, a protagonista da série, mulher moderna e de atitude. Sua personalidade ex-
cêntrica combina com a capital que lhe dá nome, urbana e com energia. Com uma mistura de religiões, a cidade concentra templos budistas importantes. O Sensoji é o mais famoso e antigo deles. Já o Santuário Meiji Jingu, é um famoso local sagrado para os adeptos do xintoísmo, que pode ser desfrutado junto a
um passeio pelo parque Yoyogi. Tokyo Skytree, a torre mais alta do mundo e com uma visão 360º do horizonte da capital, é uma das mais recentes atrações. O desabrochar das cerejeiras no Ueno Park só acontece agora, na primavera em Tóquio. GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO
PAULO CAMPOS
Berlim Mistura de atrações. O museu no Checkpoint Charlie, parte do antigo Muro de Berlim, assim como o movimentado Memorial do Holocausto, localizado perto do Portão de Brandemburgo, são programas imperdíveis para conhecer mais a fundo a história da cidade. A East Side Gallery é a mais longa seção sobrevivente do Muro, onde mais de cem artistas de mais de 20 países decoraram o trecho da muralha do interior com suas obras de arte.
Nairóbi
Pedro Alonso. Ator, de 46 anos, começou no teatro, tem um grande currículo na Espanha e é bastante famoso por lá. Ele já estrelou mais de 20 filmes e séries televisivas VISIT OSLO TORD BAKLUND/DIVULGAÇÃO
Oslo Moderna. É um lugar cheio de energia, com uma gastronomia moderna, além de muita moda e arte. Durante o inverno, é possível buscar atividades de neve, como a patinação no gelo e o esqui. Oslomarka, a enorme floresta nas encostas das colinas que cercam a cidade, oferece uma rede de trilhas públicas para o esqui cross-country.
Carismática. Lugar ideal para se ver a natureza de perto. Os passeios por Nairóbi normalmente incluem visitas ao Parque Nacional de Nairóbi, casa de animais como zebras, gnus, búfalos, girafas e leões. O Bomas do Quênia é um reservatório da cultura queniana, onde visitantes podem ver exposições de casas tradicionais do Quênia – artefatos, danças, músicas e canções.
Denver Agitação. A cidade, com sua localização urbana, tem a Denver Union Station Plaza, um local que pode até parecer improvável para se encontrar produtos locais frescos, abriga um programa de apicultura urbana, onde é
possível encomendar doces, bebidas e outras guloseimas feitas com mel local. O 16th Street Mall oferece 42 cafés ao ar livre ao longo do shopping, tornando o local perfeito para se comer e apreciar um bom café. GETTY IMAGES/ISTOCKPHOTO
Alba Flores. Já fez várias séries espanholas
Darko Peric. Roberto García. De Cantábria (ES), ator já foi agente da Polícia Civil
Ator sérvio, mas que escolheu Barcelona para fincar raízes
VISIT FINLAND/DIVULGAÇÃO
Helsinque Ilhas e parques. O ritmo da cidade é tranquilo e, ao mesmo tempo, revigorante, com ótimos restaurantes e casas noturnas. Design, arquitetura, cultura e compras são coisas legais de se explorar, além de áreas naturais como parques, florestas, lagos e a costa. Um terço de Helsinque é coberto pelo verdes, o que possibilita atividades ao ar livre.
Jaime Lorente. Fez poucos trabalhos como ator, apesar de ter começado a carreira artística bem cedo: aos 11 anos fez a série “Pecado Original”
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Úrsula Corberó. Atriz é natural de Barcelona
Cerejeiras florescendo em Tóquio
JEAN JACQUES LIMBOURG/RCVB/DIVULGAÇÃO
Rio Energia. Há vários passeios clássicos pela cidade brasileira, cartão-postal mundial. Saindo da praia Vermelha, o bondinho leva até o topo do morro do Pão de Açúcar, que tem uma paisagem incrível da cidade lá de cima. O Maracanã oferece um tour por seus bastidores. No alto do morro do Corcovado está o Cristo Redentor, um dos pontos turísticos mais clássicos e imperdíveis para quem visita a cidade. O Museu do Amanhã, com uma proposta pioneira, é um amplo espaço de debate e estudo sobre o futuro.
Míguel Herrán. Jovem de 22 anos nasceu em Málaga
FOTOS DOS ATORES: NETFLIX/DIVULGAÇÃO VASILY MAXIMO/AFP 22.12.2015
Moscou Nos holofotes. A cidade está alta por conta do mundial de futebol, e há vários passeios para aproveitá-la. A praça Vermelha é parada obrigatória. A área abriga construções importantes, como a catedral de São Basílio, que faz parte da história do desti-
no. Ao andar por Moscou é possível avistar os sete famosos arranhacéus conhecidos como “As Sete Irmãs de Stálin”, com uma arquitetura icônica. Eles foram construídos para celebrar a vitória da União Soviética na Segunda Guerra Mundial.
Paco Tous. Foi protagonista de outras séries famosas na Espanha
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Você sabia?
Seguro cobre malas perdidas Somente no ano passado, 21.6 milhões de malas foram perdidas ou entregues com atraso. Isso significa que a cada mil passageiros, seis tiverem suas malas extraviadas. Com o seguro viagem, você não precisa lidar com a companhia aérea, já que a seguradora cuida disso para você e ainda complementa o valor indenizado, dependendo do plano que você escolher. Essa é só uma das vantagens de investir em um seguro viagem. Para mais detalhes, acesse o segurospromo. com.br e tenha 5% de desconto com o cupom BAGAGEMGARANTIDA.
Gastronomia
Pratos do Peru na rede Accor Até o próximo dia 25, os hotéis da rede Accord promovem o festival culinário peruano, com suas cores e sabores típicos – em bebidas, entradas, pratos principais e sobremesas. Conhecida pelo ceviche e pelo pisco sour, a gastronomia do Peru é de dar água na boca. Confira a lista dos estabelecimentos participantes em: accorhotels.com
Migração
Latam inaugura novo sistema A Latam Airlines Brasil finalizou a migração de sistema operacional para a plataforma Sabre. Desde 11 de maio, todos os voos operados pela companhia brasileira têm seu código comercial alterado de JJ para LA. A exceção são os voos de e para os EUA, que permanecem com o código JJ. Outra mudança é em relação ao check-in realizado por meio da internet que, também desde 11 de maio, poderá ser realizado até 48 horas antes do horário previsto para decolagem. Por conta das mudanças, a companhia recomenda que todos os passageiros com voos previstos entre os dias 11 e 15 de maio, tanto domésticos quanto internacionais, se programem para chegar ao aeroporto com três horas de antecedência.
turismo
Chicago
Flores em cenário que inspira filmes, música e arte Cidade norte-americana é a maior do Estadode Illinois e está no topo de listasde destinos preferidosem 2018 Carla Lencastre Agência O Globo
As primeiras tulipas desabrocham. A temperatura lentamente se firma em graus positivos, aproximando-se dos 20ºC a partir de maio. Começa a melhor época do ano para se visitar Chicago. Esparramada na margem sudoeste do grande lago Michigan, a maior cidade do estado de Illinois, nos Estados Unidos, é uma daquelas cidades americanas para ir e voltar várias vezes, porque sempre tem novidades. E porque é linda. Não por acaso, sua arquitetura é cenário para diversas séries de TV e filmes. Para intercalar com um passeio e outro ao ar livre, há museus incríveis, restaurantes estrelados, pizzarias famosas, animados bares e clubes de blues e jazz e espetáculos produzidos originalmente para a Broadway. O que não falta é programa bom. A revista britânica “Time Out” entrevistou 15 mil pessoas em 32 cidades e elegeu Chicago como o centro urbano que deve es-
tar na lista de todo turista em 2018, seguida do Porto, em Portugal. A pesquisa “Time Out city life index” levou em conta critérios como comida, bebida, cultura, simpatia e bons preços. Tudo o que Chicago tem – e muito.
Melhor entre as grandes Ainda no ano passado, a cidade foi eleita pelos leitores da publicação americana “Condé Nast Traveler” como a melhor entre as grandes cidades dos Estados Unidos. E 55,2 milhões de pessoas foram até lá conferir em 2017, estabelecendo um novo recorde de visitantes no local. O Chicago river corta a
A revista britânica “Time Out” elegeu Chicago como o centro urbano que deve estar na lista de todo turista em 2018, seguida do Porto
cidade. Ao norte estão a Magnificent Mile e suas centenas de lojas, bares e restaurantes nos arredores da avenida principal, a North Michigan; a Water Tower, uma das poucas construções a resistir ao devastador incêndio de 1871; o John Hancock Center e seu observatório no 94º andar; o Museum of Contemporary Art, que acaba de passar por uma renovação milionária; e as prainhas da Gold Coast, à beira do lago. A noroeste ficam os bairros da moda, como Wicker Park e Bucktown, com bares e lojas originais. Na margem sul, perto do rio, encontra-se um dos mais famosos símbolos da Chicago do século XXI, o Millennium Park com a escultura “Cloud Gate”, conhecida popularmente como “The Bean” (O Feijão, em português). Outro cartão-postal é o observatório da Willis Tower, onde a ideia é tirar foto em uma caixa de vidro que avança para fora do prédio no 103º andar. Há ainda o Art Institute of Chicago, com bela coleção de obras impressionistas; o Loop, bairro com centenas de lojas, bares e restaurantes; um aquário com baleias-brancas e vista fantástica para o lago e os arranha-céus do centro, e o Soldier Field, campo do time de futebol americano Chicago Bears.
As esculturas “Big Spirits XL”, do escultor Thomas Schütte, bem na porta do Museum of Contemporary Art
A grife da gastronomia italiana Eataly na área norte da cidade; um convite para um pass
seio de maneira despretensiosa
turismo FOTOS: CARLA LENCASTRE/AGÊNCIA O GLOBO
“O Feijão”, de Anish Kapoor é cartão-postal do Millennium Park
Noroeste. É nessa parte da cidade que ficam os bairros moderninhos de Wicker Park e Bucktown, a 20 minutos do centro. É possível chegar de metrô, táxi ou Uber (que funciona bem em Chicago). O ponto de partida para a caminhada pelo bairro pode ser a estação de metrô Damen. Novidades. No ano passado foi inaugurado na região o 606 Bloomingdale Trail, parque suspenso em uma antiga linha de trem, inspirado no High Line de Nova York. Além
de ligar diferentes pontos da cidade, é um passeio agradável para os dias menos frios. Dá para subir e descer em diversos pontos do elevado ou simplesmente se sentar e aproveitar o ar fresco. Outros atrativos. O bairro tem muitas lojas e café únicos, e ir até lá pode ser uma boa sugestão de programa para quem está cansado de ver sempre os mesmos produtos em todas as cidades. Algumas das lojas óbvias também têm filiais por lá.
O Wicker Park fica a cerca de 20 minutos de Downtown, com fácil acesso
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Ao Norte, compras, happy hour e contemplação No Chicago river, atravesse a quasecentenáriaPonte DuSable e passe algumas horas na Magnificent Mile, com quase 500 lojas ao longo da North Michigan Avenue. Antes de se jogar nas compras de grife da Mag Mile ou nas mais populares na State Street (paralela à Michigan), faça uma parada para admirar a Tribune Tower, de 1925, com 36 andares, onde funciona a redação do “Chicago Tribune”. São os últimos meses do jornal no prédio histórico em estilo neogótico. O edifício foivendido e será transformado em residencial. A redação do “Tribune” deve se mudar. São também os últimos meses para aproveitar a ótima cervejaria no térreo, Howells & Hood (sobrenomes dos arquitetos da torre neogótica), com mais de cem rótulos artesanais. A única coisa que certamente não será alterada na Tribune Tower é a fachada do prédio, com mais de cem pedrastrazidasde monumen-
Passeio a 20 minutos de Downtown
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tos famosos como o Arco do Triunfo, em Paris, e a Cidade Proibida, em Pequim. A North Michigan Avenue é o endereço de outro observatório famoso da cidade. O Chicago 360 está no 94º andar do John Hancock Center, prédio da década de 60 com cem andares, perto da histórica Water Tower.
Museu renovado Parte do observatório oferece vista para o lago e as praias da Gold Coast. Vale ir ao Signature Lounge, no 96º andar, para drink, taça de vinho ou cerveja. O bar não é barato (drinks e vinhos custam em média US$ 17, e as cervejas, US$ 10), mas ver a cidade iluminada compensa. Como o local não é ao ar livre, fica aberto o ano inteiro. Perto do Hancock, o Museum of Contemporary Art comemora 50 anos com uma renovação de US$ 16 milhões. Marisol, novo restaurante, tem design de Chris
Ofili, premiado e controverso artista britânico, e cozinha comandada pelo chef Jason Hammel. Inaugurado no fim de 2017, já é tido como um dos melhores da cidade. Vale espiar no Kern Terrace, ao ar livre, a instalação “Big spirits XL”, de Thomas Schütte. Além doMarisol edo Howells & Hood, entre outras boas opções de bares e restaurantes na área do River North, estão os novos e reluzentes café e bar no lobby no 12º andar do Ritz-Carlton; o elegante The Bar, no hotel The Peninsula, bem animado na happy hour; o IO Rooftop Lounge, no terraçodo Godfrey Hotel, aberto até de madrugada; o acolhedor Gino’s East Pizza, que disputa com o Lou Malnati's o título de melhor deep dish pizza da cidade; e oEataly, menor queo deNova York, mas com opções de cafés e restaurantes, ao lado da Magnificent Mile.
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turismo FOTOS: CARLA LENCASTRE/AGÊBNCIA O GLOBO
Efeito Copa?
Férias de julho é na Rússia A Rússia é o destino mais buscado pelos brasileiros que já estão se programando para a viagem de férias entre junho e julho, segundo dados da Booking.com. As queridinhas neste período são Moscou e São Petersburgo (foto). As duas cidades ocupam o primeiro e segundo lugares no ranking, respectivamente. Considerando todas as nacionalidades que reservaram acomodações na Rússia, os brasileiros ocupam a terceira posição, atrás dos próprios russos e dos turistas vindos dos Estados Unidos. JUAREZ BECOZA / DIVULGAÇÃO
Exposição
Os 200 anos de Saint-Hilaire Diamantina, Serro e Orléans, na França, firmaram parceria no que têm em comum em um grande personagem: o francês Saint-Hilaire, que há 200 anos desbravou a região brasileira. Para comemorar os dois séculos desta expedição, o Instituto Casa da Glória inaugurou a Exposição Comemorativa dos 200 Anos da Viagem de Saint-Hilaire pelo Distrito dos Diamantes, que vai até setembro. Os visitantes podem ver documentos, objetos históricos e a reprodução do ambiente de estudo do pesquisador naturalista. PREFEITURA DE DIAMANTINA/DIVULGAÇÃO
Passeios
Rio, lago e parque em meio aos arranha-céus Passear pelo Riverwalké um dos atrativosda cidade; points e rica vida noturnacomplementamos tours, que passam tambémporum aquário Carla Lencastre Agência O Globo
Bom lugar para começar a entender Chicago é o calçadão à beira-rio, na margem sul. O Riverwalk acaba de ser revitalizado; novo paisagismo, bancos para apreciar o cenário e o vaivém no rio, além de bares e restaurantes. Por ali é possível caminhar até o lago. Ótima alternativa é fazer um cruzeiro fluvial para observar os sensacionais arranha-céus da cidade, a maioria erguida ao longo do século passado. O tour do barco Chicago’s First Lady em parceria com a Chicago Architecture Foundation é dos mais interessantes. No Millennium Park, dentro do Grant Park, a escultura em aço “Cloud Gate”, do artista britânico Anish Kapoor, reflete o paredão de prédios em frente e a movimentação das pessoas em torno da obra. Difícil não passar um bom tempo por ali fotografando os reflexos de diferentes pontos de vista. Outra atração do parque é a “Crown Fountain”, do catalão Jaume Plensa, na qual rostos dos moradores da cidade são projetados em tijolos de LED. Ao sul do Millennium Park encontra-se o Art Institute
Ambiente do Commons Club, no Virgin Hotels
of Chicago, com mais de 300 mil obras no acervo. Mais adiante, rumo ao sul, estão o Shedd Aquarium e suas lindas belugas, cetáceos do Ártico; o Field Museum, de história natural; o Adler Planetarium; e o Soldier Field, estádio do Chicago Bears, time da liga de futebol americano.
Lago que parece mar Todas essas atrações estão agrupadas em uma área conhecida como Museum Campus, com um dos melhores panoramas para o skyline de arranha-céus da cidade e as águas azuis do lago Michigan. Um dos cinco grandes lagos da América do Norte, com 58 quilômetros quadrados, o Michigan às vezes consegue enganar o olhar e se fazer passar por mar. De volta para perto do rio e para a área que tem trilhos suspensos do metrô, conhecida como Loop, fica o observatório imperdível da cidade, na Willis Tower, antiga Sears Tower. Concluída em 1973, a torre tem 110 andares e hoje é o segundo prédio mais alto do Ocidente (o primeiro é o novo One World Trade Center, em Nova York). Caixas de vidro avançam para fora do prédio, no 103º andar, o Skydeck. Pise no chão de vidro (ou
pule, sente-se, deite-se) e garanta uma das fotos mais incríveis da viagem.
Bares e pizza no loop Come-se e bebe-se muito bem em Chicago de modo geral. Algumas sugestões, testadas e aprovadas, de bares e restaurantes no Loop e arredores são a filial no Riverwalk da City Winery, uma vinícola urbana; o concorrido sports bar City Social, ótimo para a happy hour; o charmoso Commons Club, no Virgin Hotels; o Atwood, de cozinha americana moderna; o italiano Petterino’s e a pizzaria Lou Malnati’s, uma das mais tradicionais quando o assunto é deep dish pizza. A tradicional pizza de Chicago tem massa de borda alta, como um empadão, com muito queijo e molho de tomate. A receita clássica leva linguiça.
Calçadão à beira-rio foi revitalizado
Para curtir a gastronomia noturna, primeiro a entradinha do Atwood e, na sequência, porções na happy hour do City Social
Passeios De barco. A Chicago Architecture Foundation tem diversos passeios guiados. O cruzeiro pelo rio em parceria com a Chicago's First Lady (US$ 47) é repleto de histórias interessantes sobre os arranha-céus. Mais opções de roteiros nos sites architecture.org e cruisechicago.com. Skydeck e 360 Chicago. Os observatórios da Willis Tower (ingressos a US$ 21, theskydeck.com) e do John Hancock Center (ingressos a US$ 24, 360chicago.com) estão abertos todos os dias do ano.
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Em alto mar
Mitos e verdades ao embarcar em um cruzeiro Modernos e com inúmeras opções de lazer, os naviostêmconquistadoogostodobrasileiroporvários fatores,dentreeles,acomodidadeeaaltagastronomia Da Redação Viajar de navio é uma experiência confortável, segura e repleta de atrações. Esse tipo de passeio oferece entretenimento para todas as idades, gastronomia de alta qualidade e shows internacionais. Um conforto que tem ganhado cada vez mais adeptos. “Viagens de navio têm se
tornado uma prática cada vez mais procurada pelos turistas brasileiros, mas ainda há uma série de mitos que permeiamo imagináriodo turista e acabam sendo uma barreira na tomada de decisão”, explica Ronnie Corrêa, diretor geral da agência Abreu Brasil. Muitas das dúvidas surgem porque nem todos os navios são iguais. É preciso le-
var em conta que grande parte da experiência de viagem dependerá de uma variedade de fatores, como o tipo de cruzeiro, o tamanho do navio, a cabine de hospedagem e o itinerário. Além disso, é preciso desvendar alguns mitos e verdades em relação a viagem. Abaixo, esclarecemos as principais dúvidas dos marinheiros de primeira viagem. COSTA FORTUNA/DIVULGAÇÃO
Quem leva Pacote 1. Navio: Costa Favolosa. Seis noites, entre 20/12 e 26/12 (Natal), passando por Rio de Janeiro, Salvador, Ilhabela e Santos. Categoria. IV- Interna Garantida. A partir de R$ 3.393 ou entrada de R$ 675 + 9 x R$ 302, incluindo taxas portuárias e de serviços. Pacote 2. Navio: Costa Favolosa. Sete noites, entre 26/12 e 02/01 (Réveillon), passando por Santos, Rio de Janeiro, Salvador, fogos de Copacabana e Ilhabela. Categoria. IV - Interna Garantida. A partir de R$ 5.277 ou entrada de R$ 1.056 + 9 x R$ 469, incluindo taxas portuárias e de serviços. Como ir. Consulte seu agente e peça os pacotes da Abreu. Vários navios navegam pela costa brasileira no Natal e no Réveillon
Saiba mais sobre as viagens de navio Lotação máxima. Mesmo com muitos passageiros, os navios não são mais lotados que resorts, hotéis e restaurantes. Em alto mar, para entretenimento, há ambientes sociais diversos e atividades para todas as idades. Enjoos. Muitas pessoas têm medo de ficar enjoadas em um cruzeiro. No entanto, os navios estão cada vez mais modernos e possuem equipamentos que permitem maior estabilidade e conforto no período de navegação.
Idioma. A língua oficial é o inglês. Mas em cruzeiros no Brasil, muitos tripulantes falam português, já que, por lei, 25% dos funcionários a bordo em águas nacionais precisam ser brasileiros. All inclusive. Geralmente, os pacotes de cruzeiros incluem quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar) e bebidas, como água, sucos, cafés e chás nos buffets. Mas a maioria dos navios de cruzeiro não é all inclusive. Ou seja, os clientes são
cobrados em boa parte dos restaurantes especiais e é necessário pagar pelas bebidas. Gorjeta. Ninguém é obrigado a dar gorjetas para os funcionários do navio, e muitas companhias já cobram uma taxa reservada para isso nos pacotes. Mas, mesmo sem obrigação, é um sinal de gentileza dar uma gratificação diretamente para aqueles funcionários que atenderam bem durante todo o roteiro.
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turismo ALEX DE JESUS - 15.06.2017
Setembro
Azul terá voos diretos a Paris A Azul começou, no último dia 7, a vender passagens para Paris, fruto de uma parceria com a área francesa Aigle Azul, no aeroporto de Orly, na região central da cidade. O primeiro voo para a capital francesa acontece no dia 5 de julho. A partir do dia 7 de setembro, a empresa passa a operar com quatro frequências semanais, às terças, quintas, sextas e domingos, com saídas do Brasil, direto do aeroporto de Campinas, a partir das 19h15. INFRAERO/DIVULGAÇÃO
Saídas da Azul do Brasil para Paris serão do aeroporto de Campinas
Rio e Sampa
Michelin lança guia de 2018 A Michelin lançou a edição de 2018 de seu guia de restaurantes de Rio de Janeiro e São Paulo. O Oro, o carioca do chef Felipe Bronze, especialista em cozinha brasileira de vanguarda, conquista sua segunda estrela. Já em São Paulo, o Tuju também foi premiado com duas estrelas. A casa, liderada pelo chef Ivan Ralston, também tem como foco a gastronomia brasileira.
Hotelaria
Encontro no aeroporto No próximo dia 25 acontece, no aeroporto de Belo Horizonte, em Confins, o Encontro da Hotelaria. Com mostras de produtos, palestras, oficinas e rodada de negócios, o evento é uma excelente oportunidade para fornecedores de produtos, equipamentos, insumos e serviços para hotelaria, bares e restaurantes. Inscrições gratuitas para empresários, profissionais e estudantes do setor em: encontrohotel.com.br.
Revitalizada
Rodoviária
Nova sinalização é visível em várias partes
está bem diferente Terminal em Belo Horizonte tem novosassentos,banheirosereabertura darampadeacesso;obrasvãodurar pelo menos até o fim deste ano Paula Coura
paula.coura@otempo.com.br
De cara nova. Assim está Terminal Rodoviário Governador Israel Pinheiro (Tergip), em Belo Horizonte, depois das obras de revitalização. Foram investidos R$ 5,5 milhões em reparos em assentos, banheiros, relógios, bebedouros, placas de sinalização, telhado, rampa de acesso e outros pontos, em uma reforma que começou em 2016 e vai se estender por este ano. Inaugurada há quase 50 anos, a rodoviária da capital fica dentro dos limites da avenida do Contorno, em ponto central da cidade. Movimenta, diariamente, média de 40 mil pessoas e possui 230 linhas em funcionamento. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), que assumiu a gestão do Tergip em 2016, mediante convênio com o Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DEER-MG), as obras ainda não terminaram. “Estão previstas, até o fim deste ano, a renovação do layout das bilheterias, a modernização e revitalização dos sistemas elétrico e de iluminação”, disse a Codemig em nota. Após a reforma, a previsão do governo de Minas é
que no novo terminal, que está sob responsabilidade da Prefeitura de Belo Horizonte, “sejam realizadas obras para adequação do funcionamento do Tergip em terminal metropolitano, integrado às estações do Move”.
CODEMIG/DIVULGAÇÃO
Rampa acessível Uma das estruturas recuperadas foi uma esteira rolante da década de 70. As obras começaram em janeiro deste ano e terminaram em abril. A nova estrutura garante acessibilidade aos passageiros, mas não é a única no terminal. Há quatro elevadores para mobilidade entre os andares.
Banheiro feminino: antes e depois da reforma CODEMIG/DIVULGAÇÃO
O que mudou? As lanchonetes ganharam novo layout, há sanduicheiras de marcas famosas e mais opções de alimentação; além disso, rede Wi-Fi e um posto de informação turística bem-localizado
Áreas revitalizadas
Novos assentos, cerca de 700, foram instalados em torno o terminal CODEMIG/DIVULGAÇÃO
Tergip ganhou um novo auditório
– Pisos do hall de entrada e do mezanino; – Recuperação dos bloquetes na área de embarque e desembarque; – Pintura das áreas internas e externas; – Substituição dos 11 bebedouros danificados; – Substituição de todas as cadeiras do Terminal, totalizando 700 assentos, sendo 14 especiais e alguns contam com mesa de apoio; – Construção de auditório; – Conserto e manutenção de quatro elevadores; – Substituição dos vidros das janelas; – Melhorias nos estacionamentos superior e inferior, com implantação de cancelas automáticas e revitalização da sinalização; – Investimentos no sistema CFTV de segurança e monitoramento eletrônico (instalação de 202 novas câmeras); – Reforma completa e modernização dos banheiros públicos; – Reforma do telhado; – Reforma das esteiras rolantes.
turismo
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FOTOS: MIGUEL AUN/DIVULGAÇÃO
Gastronomia
Serro cativa turistas por suas delícias culinárias Cidade a 240 km de BH preserva acervohistóricoem sua arquitetura, massão asquitandas e o famoso queijoque inspirarampublicação Da Redação Famosa pelos queijos artesanais, a região do Serro, a 240 km de Belo Horizonte, carrega muito mais que sabores. A cidade preserva um importante acervo histórico, nas pinturas de suas igrejas, além de em um notável conjunto de sobrados. As tradições e as festas religiosas são outra riqueza preservada por quem mora no destino. No entanto, visitar os sabores e a cultura da região é programa que não pode ficar de fora no roteiro turístico de Minas. Recém-lança-
do, o livro “A História da Arte da Cozinha Mineira por Dona Lucinha”, faz uma verdadeira viagem pela gastronomia do Serro, narrando um pouco da trajetória e dos registros da história e de hábitos da culinária tradicional, além das preciosas receitas. Do pão de queijo ao aclamado prato de frango com quiabo, todas os pratos levam ingredientes típicos da terra natal de Dona Lucinha, como o famoso queijo do Serro. A quitanda é outra tradição presente na região. “Toda a gastronomia do Serro é doméstica, agora que estão começando a investir
nessa área. Tanto que na época que morávamos na cidade não era viável comercializar nossos produtos por lá, e viemos para Belo Horizonte”, afirma a historiadora Márcia Nunes, filha de Lucinha, que lançou a obra. Da cidade natal, Márcia tem boas lembranças. Para os visitantes, ela indica o roteiro de turismo rural, com os passeios pelas antigas fazendas de produção de queijo e de cachaça mineira, além de uma paradinha na casa de quitandeiras. Não por um acaso a gastronomia do Serro vem sendo alavancada, desde 2015, pelo Governo de Minas Gerais por meio de ações sistemáticas de incentivo e desenvolvimento. “É tudo muito recente”, garante a historiadora. O livro está à venda nas três unidades do restaurante por R$ 35.
Cozinha de dona Lucinha, no Serro: inspiração para grandes receitas, publicadas em livros ao longo dos anos
Relíquia do Serro, queijo é patrimônio imaterial de Minas
Frango com quiabo é uma das receitas de dona Lucinha
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Viagens incríveis
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rafael@fvo.travel
Um canto francês na África do Sul
FOTOS: RAFAEL ROMEIRO/DIVULGAÇÃO
Quando se pensa em enogastronomia, raramente a África vem à cabeça como uma das primeiras opções. Normalmente mais lembrada pelos safáris, a África do Sul produz vinhos excelentes, e boa parte das vinícolas tem uma estrutura incrível para receber visitantes. Entre montanhas, plantações e vilarejos charmosos, a região de Cape Winelands, a cerca de uma hora da Cidade do Cabo, tem centenas de vinícolas que abrem suas portas para amantes da bebida. Além de degustações e visitas aos vinhedos e às adegas, muitas oferecem a possibilidade de um almoço harmonizado ou ficar hospedado na propriedade. Fica até difícil escolher quais incluir no roteiro. Franschhoek,umadas vilas mais antigas do país, foi amor à primeira vista. Fundada por franceses há mais de300 anos– onome significa “cantinho francês”, em africâner, uma das línguas
Vinhedos do La Residence Franschhoek
Quick Tips W Johanesburgo
Novo place ‘to be’ da cidade Um projeto de revitalização vem transformando o bairro de Maboneng, em Johanesburgo, na área mais descolada da Cidade do Cabo, com vários bares, restaurantes, lojas e galerias. O recéminaugurado hotel Hallmark House é a primeira opção de alto padrão na região, bem jovem e artístico. No subsolo do estabelecimento, o Marabi Club é um dos melhores bares de jazz na cidade, com ótima comida de autor.
Vinho e história oficiais do país –, tem hoje poucomais de 10 milhabitantes, mas conta com oito restaurantesentreos cemmelhores do país. A maior parte das vinícolas mantém seus nomes de origem francesa, mesclados com a típica arquitetura de estilo holandês, trazida pelos colonizadores da região. Em 2008, o casal Phil e Liz Biden, que já tinha dois
Entre montanhas, plantações e vilarejos charmosos, a região de Cape Winelands tem centenas de vinícolas que abrem suas portas para os amantes da bebida
hotéis entre os mais exclusivos do país, encontrou ali o cenário perfeito para abrir o La Residence Franschhoek, eleito em 2013 o melhor hotel do mundo pela “Condè Nast Traveller”. É uma incrível propriedade com 30 acres de vinhedos e olivais aos pés da montanha, com 11 suítes na parte principal e cinco vilas independentes. Logo ao descer do carro, os hóspedes são recebidos com uma taça de vinho da produção própria do hotel e uma flor de boas-vindas para as mulheres. A equipe sabe o equilíbrio perfeito entre informalidade e profissionalismo, fazendo de tudo para que você se sinta em casa. E que casa! Toda a decoração é feita pela própria Liz, com peças únicas que ela garimpa em suas viagens pelo mundo. Nenhum quarto é igual ao outro, cada um com sua mistura de peças de antiquário, artesanato local e arte em suas formas mais variadas. Os hóspedes têm à disposição um guia de 46 páginas só sobre as obras expostas
O preferido de Napoleão Na África do Sul, não deixe de provar o Vin de Constance, um vinho de sobremesa naturalmente doce, com mais de 300 anos de história. Adorado por muitas celebridades e políticos no passado, reza a lenda de que o imperador francês Napoleão Bonaparte pediu o vinho como seu último desejo, quando estava prestes a morrer no exílio. Recentemente a Wine Spectator o colocou na sua lista de dez melhores vinhos do mundo em 2015. Bairro de Maboneng, em Johanesburgo: uma ótima opção para um passeio
no hotel. Os visitantes podem escolher como preferem explorar os bistrôs e as galerias de arte de Franschhoek, as vinícolas da região, ou as produções de queijos e chocolates. O hotel organiza passeios de carro, bicicleta, a pé ou até mesmo a cavalo. Depois de um tempo por ali, o nome “cantinho francês” faz todo sentido. É o encontro perfeito do char-
me francês com toques da sorridente hospitalidade africana, e com a vantagem de uma moeda favorável aos brasileiros. Comer e beber bem na África do Sul custa bem menos que nas grandes capitais brasileiras. Se eu fosse você, iria correndo para lá!
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Rafael Romeiro, diretor da FVO Travel, escreve toda segunda semana de cada mês sobre turismo de luxo e roteiros personalizados.
Arte Museu em silo na Cidade do Cabo Um antigo silo de proporções gigantescas na Cidade do Cabo foi transformado recentemente em um fantástico museu de arte contemporânea africana, o Zeitz MOCAA. Além do acervo, a arquitetura impressiona e já valeria a visita. Nos andares superiores, o The Silo Hotel, dos mesmos donos do La Residence Franschhoek, vem para figurar entre os mais incríveis do mundo.
Experiência
Alta gastronomia com engajamento
Sala de recepção do La Residente Franschhoek; arte francesa e requinte
Uma das suítes do La Residente Franschhoek; luxo em alto padrão, um pedacinho da França em plena África do Sul
Na lista dos melhores restaurantes do mundo, o The Test Kitchen, na Cidade do Cabo, tem altíssima gastronomia com engajamento sócio-ambiental. O chef Luke Dale Roberts criou um menu focado na economia de água para ajudar e conscientizar em relação aos problemas de seca na África do Sul. Entre as medidas, o lugar eliminou os pratos e serve a comida em pranchas de madeira e papel.
W Moto. Honda Monkey é repaginada e ganha motor de 125 cc. Página 23
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BELO HORIZONTE Sábado 12/5/2018
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Conteúdo é tudo
Versão top do VW Virtus exibe suas credenciais à base de tecnologia.Páginas 18e 19
EDUARDO ROCHA/CZN
WCaminhão. Subimos na boleia do Mercedes-Benz Actros 2651. Páginas 20 e 21 pampulha
W 14 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de maio de 2018
interCâmbio raimundocouto@otempo.com.br
Acompanhe as últimas novidades do mundo automotivo na coluna Super Motor, com Raimundo Couto, de segunda a sexta-feira, em duas edições, às 08h45 e às 21h45.
Raimundo Couto
Direção segura na FCA FCA/DIVULGAÇÃO
Há cerca de um mês, a Fiat Chrysler Automobiles (FCA) tem um novo presidente para a América Latina. Assumiu o comando dos negócios, em substituição a Stefan Ketter, que retornou para a Europa, o engenheiro italiano Antonio Filosa. Natural da região de Nápoles, o executivo de 44 anos entrou para a Fiat há quase 20 anos. Com longa folha de serviços prestados ao fabricante ítalo-americano, Antonio, como prefere ser chamado, já morou na Inglaterra, na Espanha e nos Estados Unidos, antes de vir para o Brasil, em 2005, e se incorporar à planta da Fiat, em Betim. Um dos vários destaques em seu currículo é o amplo conhecimento sobre a FCA na América Latina por ter ocupado várias funções estratégicas durante sua permanência na região. Como reconhecimento ao trabalho focado e dedicado, ascendeu ao posto
de diretor adjunto de manufatura e passou a ser o responsável pela operação da maior planta do grupo no mundo, a de Betim. Durante sua gestão, a fábrica bateu o recorde de produção, com o registro de 3.392 montados em um só dia, fato de relevo que teve repercussão internacional. Antes de retornar para o atual desafio, Antonio foi diretor geral da FCA na Argentina. Na última segunda-feira (9), o mais jovem integrante do Group Executive Council (GEC), a máxima instância executiva do grupo, recebeu a impressa especializada de BH para um almoço. Descontraído e muito bem-humorado, Antonio revelou que é casado com uma mineira, tem residência fixa na capital e acaba de se tornar pai de Fellipo, seu primogênito, que recebeu o nome em homenagem a seu falecido pai. Durante a conversa informal, mostrou o quanto está preparado e capacitado pa-
ra levar a FCA a voar novamente em céu de brigadeiro, depois de enfrentar as conhecidas turbulências que levaram a marca Fiat a perder a liderança que exerceu no mercado automotivo brasileiro por quase 15 anos ininterruptos. A nova gestão começa com pé-quente, fechando o mês de abril em primeiro lugar em vendas de automóveis e comerciais leves, com 37.355 unidades. Questionado se o número é pontual ou sustentado até o fim do ano, Antonio respondeu que, como FCA, ou seja, somando os resultados da Fiat e da Jeep, o trabalho que vem sendo feito é no sentido de assegurar a primeira colocação com as duas marcas juntas. Sobre novos investimentos na planta de Betim, o executivo deixou claro que nos últimos quatro anos foi necessário concentrar maiores esforços para a construção da fábrica da Jeep, em
A nova gestão começa com pé-quente, fechando o mês de abril em primeiro lugar em vendas de automóveis e comerciais leves, com 37.355 unidades.
Goiana, em Pernambuco. No Nordeste foi instalada a moderna linha de montagem que hoje produz a bemsucedida picape Toro e os dois SUVs da Jeep, o Renegade e o Compass. Mesmo sem poder revelar mais detalhes, a boa nova ficou por conta do anúncio de que, no próximo dia 2, em uma importante reunião chefiada pelo CEO mundial, Sérgio Marchionne, será apresentado o novo ciclo de investimentos nas quatro regiões de atuação da FCA para os próximos cinco anos, e a região que com-
preende o Brasil receberá um bom destaque. Com a planta nordestina em plena produção, desta vez os holofotes serão voltados para Minas, que deverá receber maior volume investimentos para modernização de suas linhas e produção de modelos inéditos, como um aguardado SUV compacto com a chancela Fiat. Por enquanto, nada oficial, mas é algo que poderá ser confirmado no começo do próximo mês. Antonio, seja bem-vindo novamente a Minas! E boa sorte em sua nova missão!
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FOTOS RENAULT/DIVULGAÇÃO
Evolução
Além do
Cristina Palmaka (presidente da SAP Brasil) com Luiz Pedrucci (presidente da Renault do Brasil)
‘monte o seu’ Renault estreia o K-Commerce; nova plataforma web promete revolucionaro processode compra onlinede carros 0 km da marca Igor Veiga A Renault começou a testar no Brasil sua nova interface de vendas online. Desde janeiro, clientes interessados na compra do Renault Kwid já contam com a praticidade do K-Commerce. A plataforma chamada de Hybris foi desenvolvida em parceria com a empresa SAP Brasil e se destaca por ir muito além da simples opção do “monte seu veículo”, oferecida virtualmen-
te pela maioria das montadoras. Pelo K-Commerce, o cliente faz todo o processo de compra do Kwid 100% online. Na prática, ele só precisa ir à concessionária para retirar o veículo. Após montar o Kwid pelo site selecionando versão, cor e equipamentos, o comprador escolhe se quer pagar à vista ou a prazo. A pré-aprovação ou reprovação do financiamento pelo Banco Renault é obtida na hora, em questão de segundos. No caso de ser à vista,
o cliente já emite até o boleto de pagamento. Em comunicação direta com a fábrica, o site inclusive fornece instantaneamente uma previsão da data de entrega do carro. Caso haja um seminovo envolvido no negócio, o K-Commerce também já faz uma pré-avaliação do carro pelo sistema AutoAvaliar, já utilizado por lojistas e concessionárias. Após finalizar a compra, o cliente pode acompanhar o andamento do pedido pelo site e tam-
bém via e-mail. “Isso é o que nós, da Renault, chamamos de Easy Life: soluções que facilitam a vida dos clientes”, afirma Luiz Pedrucci, presidente da Renault do Brasil. Segundo a Renault, o K-Commerce já registrou mais de 1,5 milhão de acessos, a maior parte por celulares e tablets (70%). Ao todo, mais de 5.100 Kwid já foram vendidos pelo novo sistema. Por enquanto, não há previsão de expansão da ferramenta para outros modelos da marca.
Pelo novo site, cliente já obtém aprovação do financiamento e recebe previsão da data de entrega do veículo na concessionária
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No Brasil
JAC confirma o SUV T80 A chinesa JAC quer mesmo deixar para trás a época de vacas magras e sabe que os SUVs são um bom caminho para isso. Tanto que já planeja o lançamento por aqui de um crossover maior que o T6 – o maior atualmente disponível no Brasil –, o T80. Batizado na China de S7, o modelo é 10 cm maior que o Volkswagen Tiguan Allspace – que mede 4,70 m de comprimento – e terá motor 2.0 turbo a gasolina.
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Japonês ligado na tomada Segunda geração do Nissan Leaf, que chega ao Brasil em 2019, aprimora autonomiae ganha mais tecnologiae itens de segurança Carlo Valente Especial para Auto Press
JAC/DIVULGAÇÃO
Chevrolet
Novo Onix será meio chinês A Chevrolet pode lançar, em breve, uma nova geração para o líder de emplacamentos no mercado brasileiro, o hatch Onix, e uma para o sedã Prisma. A nova plataforma adotada pelos compactos será construída em parceria com a chinesa Saic. Além disso, há ainda o plano de apresentar um novo SUV da marca, montado sobre a mesma base dos dois carros. Na China, há expectativas de que os novos modelos hatch e sedã sejam exibidos ainda este ano.
As boas notas que a nova geração do Nissan Leaf vem conseguindo nos testes de segurança na Europa estão servindo para que o carro elétrico se estabeleça ainda mais em todo mundo. Mas não foi apenas em segurança que o Leaf melhorou em comparação com a primeira geração. Agora com nova bateria de 40 kW/h, a autonomia declarada finalmente atinge os 380 km no circuito Nedc, o que no dia a dia representa uma condução de 300 km. O modelo anterior era capaz
de fazer 160 km. A recarga também ficou mais rápida. Agora, é possível “encher” 80% das baterias em apenas 40 minutos. Esta nova geração do carro elétrico mais vendido do mundo, apresentada no ano passado, deve chegar ao Brasil em 2019. Assim como seu nome em inglês, “Leaf”, que significa “folha”, o carro é leve e mostra bastante agilidade. Com um motor 100% elétrico, ou seja, com emissão zero de CO², ele é capaz de entregar 150 cv e 32,6 kgfm de torque. Em relação às medidas, o carro é um hatch médio típico, com 4,48 m de compri-
Na traseira, as lanternas ganharam formato de bumerangues
mento por 1,79 m de altura e 2,70 m de entre-eixos. O espaço interno permite uma viagem confortável para quatro adultos e uma criança, e o porta-malas com capacidade para 435 L. O veículo pesa 1.610 kg e tem velocidade máxima indicada de 144 km/h, enquanto a aceleração de 0 a 100 km/h ocorre em 7,5 s. É um bom resultado e permite uma dirigibilidade honesta tanto na cidade como em estradas. O interior se assemelha muito ao do Sentra. O Leaf de segunda geração tem um design mais esportivo. E corresponde a isso dinamicamente, pois da primeira para a segunda geração ganhou dirigibilidade e aderência, que geram maior sensação de segurança e esportividade.
Freio no acelerador O hatch médio da Nissan usa a tecnologia e-pedal, a mesma do BMW i3. Ou seja: concentra as funções de aceleração e frenagem apenas no pedal do acelerador, como se tivesse um freio-motor muito forte. Outra tecnologia presente que auxiliam o motorista são a direção assistida e o estacionamento automático. Em relação à segurança a Nissan fez seu dever de casa, e o Leaf 2018 tirou nota máxima nos testes de segurança do Euro NCAP. Itens como seis airbags, controles de estabilidade e frenagem automática e avisos para cinto de segurança garantiram uma avaliação de 93 em 100 para adultos. Para as crianças, a nota foi de 86 em 100. Em relação à detecção de ciclistas e pedestres em ambientes noturnos, o carro ganhou nota máxima.
Volks se une à dona do app 99
Autonomia das baterias do elétrico praticamente dobrou
Hatch elétrico ganhou visual mais esportivo
Modelo deve desembarcar no Brasil no ano que vem e espera contar com novos incentivos fiscais
Modelo amadureceu em todos os sentidos
Mobilidade
A Volkswagen deve formar, a partir do mês que vem, uma nova joint venture com a chinesa Didi Chuxing, atual dona do aplicativo 99 no Brasil. A princípio, a empresa especializada em transporte individual por meio de aplicativo terá dois terços de sua frota própria, cerca de 100 mil veículos, administrada pela montadora alemã. Por enquanto, a parceria se limitará ao território chinês.
Na Europa, a Nissan oferece o carro por € 33 mil, competitivo para o mercado de lá. Já aqui no Brasil, a montadora aguarda incentivos fiscais para baratear o carro, que hoje custaria algo em torno de R$ 200 mil.
Internacional
Ao conduzir a segunda geração do elétrico mais vendido no mundo, as impressões são claramente positivas. Isso porque a Nissan conseguiu melhorar significativamente os limites da primeira geração, tornando o Leaf 2018 ainda mais próximo das necessidades dos consumidores de todo o mundo. O aumento da capacidade das baterias foi um dos grandes pontos que o hatch teve a seu favor, dando mais autonomia para o carro. A tecnologia presente é similar à encontrada hoje em automóveis de segmentos superiores e, por isso, chama atenção. Sucesso em todo o mundo e na vanguarda dos veícu-
los elétricos, o Leaf 2018 torna a condução divertida. Na estrada, a segunda geração do Nissan Leaf se comporta como um carro mais maduro do que o primeiro. O que muda da primeira para a segunda geração é, acima de tudo, a dirigibilidade e a aderência à estrada. O Nissan Leaf oferece uma garantia considerada forte, que assegura a bateria por oito anos ou 160 mil quilômetros rodados enquanto a garantia em todo o veículo é de 36 meses ou 100 mil quilômetros. Além da boa cobertura, o novo Nissan Leaf é um carro confortável e com uma direção estável. (Auto Press)
Ficha técnica Motor. Dianteiro e elétrico de corrente alternada por indução Potência. 110 kW (149 cv) com 32,6 kgfm de torque Câmbio. Transmissão direta com marcha única Suspensão. Do tipo McPherson (na dianteira) e eixo de torção (na traseira) Direção. Elétrica Dimensões. 4,48 m (comprimento); 1,79 m (largura); 1,56 m (altura); 2,70 m (entre-eixos) Porta-malas. 435 L
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FOTOS NISSAN/DIVULGAÇÃO
Recarga total em tomada doméstica aterrada leva cerca de 7h
O Leaf traz uma série de tecnologias de direção autônoma
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Primeiras fotos
Citroën C4 Cactus nacional O Citroën C4 Cactus, que será fabricado na planta da marca francesa em Porto Real (RJ), teve as primeiras imagens divulgadas nesta semana. E o modelo nacional será praticamente idêntico ao vendido na Europa, onde é ofertado desde 2014. Na linha 2018, o Cactus foi reestilizado. Os air bumps nas laterais tiveram seu tamanho reduzido. O lançamento do C4 Cactus no Brasil está previsto para o segundo semestre deste ano. CITROËN/DIVULGAÇÃO
Mudança na lei
Motorista novato com identificação
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Avaliação
Um Volkswagen
R$
79.990 Volkswagen Virtus Highline
com muitas virtudes Versão Highline do Virtus, a top de linha, capricha em tecnologia e espaçointernoetempreçocompetitivo; motor1.0turbode128cvédestaque Raimundo Couto Quando a Volkswagen anunciou o lançamento do compacto premium Polo, aproveitou a ocasião para divulgar, também, que dele derivaria uma versão com carroceria sedã de nome Virtus. Ali era dado o pontapé inicial para que a montadora alemã começasse a reescrever sua história no mercado brasileiro. O Virtus é o segundo produto lançado dentro do plano da VW de retomar a liderança a montadora já anunciou que pretende,
até 2020, produzir 20 novos produtos, dos quais 13 serão fabricados no país, todos utilizando a flexibilidade da plataforma denominada Estratégia Modular MQB. O Super Motor avaliou por 15 dias a versão top de linha do modelo, a Highline, com o comprovadamente reconhecido motor TSI, turbo, de 128 cv, câmbio automático de seis velocidades e 200 Newtonmetros (Nm) de torque. Projetado para atender a mercados como o do Brasil e de países da América Latina, o Virtus não foi fei-
to à imagem e semelhança de seu irmão Polo. Apesar de compartilhar conjunto mecânico e componentes ele é maior no comprimento e no entre eixos, oferecendo mais conforto aos passageiros que viajam no banco traseiro. A parte da frente remete ao visual visto no Polo, sobretudo por faróis, grade e desenho do capô. A traseira do Virtus, mesmo com personalidade própria, faz lembrar as linhas do Audi A3 sedan, primo rico produzido pela marca alemã na planta de São José dos Pinhais, no Paraná. O modelo tem linhas equilibradas, e o destaque fica para o eficiente motor de três cilindros para o espaço, tanto no habitáculo como no amplo porta-malas de 521 L de capacidade.
Segurança Uma das preocupações da Volkswagen com o Virtus foi manter um alto nível de segurança pelo programa de avaliação de carros novos da América Latina, o Latin NCAP. Por isso, como no Polo, ele traz de série itens ainda não exigidos pela legislação, como cintos de três pontos e apoios de cabeça para todos os assentos, airbags laterais, além dos frontais, e sistemas de ancoragem de assento infantil. Com isso, alcançou cinco estrelas, com 32,56 pontos em 34 para adultos e 43 em 49 para crianças. A aposta é que os consumidores deem cada vez mais valor à questão da segurança – estimulados principalmente pela própria indústria automotiva. EDUARDO ROCHA/CZN
Motoristas recém-habilitados poderão ser obrigados a ter que fixar uma placa em local visível no veículo identificando que ele está sendo dirigido por um condutor inexperiente, até obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) definitiva, depois de um ano. A nova exigência foi aprovada pela Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, e agora segue em caráter conclusivo para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Principal rival do Virtus é o também recém-chegado Cronos, fabricado pela Fiat
Fim da linha
Tucson some das revendas Depois de 13 anos de mercado, o veterano Hyundai Tucson está perto da aposentadoria. O modelo fabricado na planta do grupo Caoa, em Anápolis (GO), já não é mais encontrado na maioria das revendas da marca coreana. As últimas unidades do SUV foram vendidas com preço promocional, oferecido por R$ 76 mil. O Tucson estava sendo vendido em versão única, com motor 2.0 flex de 146 cv e câmbio automático de quatro marchas.
Acabamento interno do Virtus Highline é de bom gosto, mas poderia ser mais caprichado e com menos plástico rígido por todos os lados
Ficha técnica
Com o sedã sempre na mão Os vincos horizontais nas laterais e a última coluna bastante inclinada finalizada em um discreto spoiler, fazem o Volkswagen Virtus parecer veloz. E ao pressionar o acelerador, fica evidente que ele realmente é rápido. Na versão Highline o motor 1.0 tricilíndrico turbo de 116/128 cv, chamado de 200 TSI, empurra o sedã com vontade em qualquer si-
tuação, já que o torque máximo de 20,4 kgfm – ou 200 Nm – está a pleno aos 2.000 giros. A suspensão é outro ponto alto do modelo. É capaz de filtrar bem as irregularidades ao mesmo tempo em que impede movimentos indesejados da carroceria, seja em curvas, buracos ou quebra-molas. O acerto segue o estilo tradicional da Volkswagen,
que privilegia a estabilidade – no que recebe uma grande ajuda da moderna plataforma MQB, que tem um alto nível de rigidez. O espaço interno é extremamente generoso para um modelo classificado como compacto – na verdade, as dimensões o colocam como um médio-compacto. A bem da verdade, o entre-eixos de 2,65 metros e o comprimen-
to de 4,48 m seriam aceitáveis em um sedã médio poucos anos atrás. A virada de mesa já começou no QG de São Bernardo do Campo, em São Paulo, onde fica instalada a sede a Volkswagen no Brasil, e a depender dos recentes lançamentos, incluindo o Virtus, podemos confirmar, sem medo errar, que a montadora alemã está de volta ao jogo. (RC)
Motor. 1.0 TSI flex, 12V, turbo, três cilindros em linha. Potência. 128 cv (etanol)/116 cv (gasolina) a 5.500 rpm Torque. 20,4 kgfm de 2.000 a 3.500 rpm Câmbio. Automático de seis marchas. Tamanho. 4,48 m (C); 1,75 (L); 1,47 m (A); 2,65 m de distância entre-eixos.
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EDUARDO ROCHA/CZN
Belo Horizonte 12 de maio de 2018
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Com os opcionais inclusos, versão chega a custar R$ 85.550
Equipamentos do Virtus Highline
Desempenho da versão top chamou atenção durante a avaliação do Super Motor EDUARDO ROCHA/CZN
VOLKSWAGEN/DIVULGAÇÃO
Porta-malas com 521 L de capacidade é um dos grandes trunfos do novo modelo da Volks
De série. Alarme, ar-condicionado digital, vidros, travas e direção elétrica, computador de bordo, controle de estabilidade e tração com assistência de partida em rampa, volante multifuncional com ajustes de altura e profundidade, sensores de estacionamento traseiro e dianteiro, rodas de liga aro 16, paddle shifts, partida do motor por botão, contro-
le de cruzeiro e luzes diurnas em LED. Opcionais. Frenagem automática, detector de fadiga, central multimídia com tela touch de oito polegadas e navegador GPS, indicador de pressão dos pneus e painel de instrumentos 100% digital em tela de 10,2 polegadas.
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Ônibus
Galo recebe novo Volksbus O novo ônibus do Atlético, em parceria com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, foi entregue ao clube na última segunda-feira, na Cidade o Galo. Com predominância da cor preta, o novo ônibus traz, em suas laterais e na parte superior, o escudo do clube e a frase “Aqui é Galo”! Trata-se de um Volksbus 18-330 OT, com o motor Cummins ISL de 8.9 L, de 330 cv e câmbio de seis marchas. Com carroceria Marcopolo G7 Paradiso 1200, o ônibus conta com 38 lugares e apresenta quatro monitores distribuídos ao longo do veículo e entrada USB nas poltronas, entre outras funcionalidades. ATLÉTICO MINEIRO/DIVULGAÇÃO
Picape basicona
Ranger volta a ter versão XL A linha 2019 da Ford Ranger traz de volta a versão de entrada XL, disponível como chassicabine, cabine simples ou dupla e motor 2.2 diesel de 160 cv. A tração é sempre 4x4, e o câmbio, manual de seis marchas. Outra novidade é a XLS automática 4x2, também equipada com o 2.2 diesel de 160 cv. A Ranger XL tem preço inicial de R$ 124,2 mil, e a nova XLS 4x2 automática, de R$ 151.890. A garantia é de cinco anos para toda a linha. A Ranger XL tem capacidade de carga para 1.234 kg na versão com cabine simples.
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Transporte
Pesado de alma leve Super Motor conhece de perto o extrapesado Actros 2651; caminhão mais modernoda linhada Mercedesé produzido em Juiz de Fora Raimundo Couto De São Bernardo do Campo (SP)
Confesso que fiquei apreensivo quando o gerente para área de caminhões da Mercedes Benz do Brasil, colega de tantas jornadas ao longo dos anos, Valter de Oliveira, ligou-me convidando a conhecer em detalhes toda tecnologia embarcada no bruto Actros 2651. A proposta de passar parte do dia na boleia do caminhão, ao lado de um experiente motorista, conhecedor do “trecho”, como se diz no vocabulário dos caminhoneiros, foi aceita sem pestanejar. Afinal, para um jornalista especializado na cobertura do setor, a adrenalina que nos move é sempre o melhor combustível. Com toda a logística da viagem acertada, e lá fomos nós, embarcando em uma nova experiência com gosto de aventura. Assim que chegamos à fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, fomos recepcionados, ainda na portaria, pela simpática Natalia, que integra o time da assessoria comandado por Oliveira, que nos aguardava junto ao diretor de comunicação e relações institucionais da marca, o executivo Luiz Carlos Moraes. Depois da agenda do dia repassada era chegada a hora de ir ao encontro do pesado Actros e de João Moita, que seria nossa compa-
nhia durante toda jornada. Moita, como é mais conhecido, é um motorista profissional com 50 anos de estrada, sendo que 40 deles foram dirigindo os caminhões da Mercedes Benz.
Muito prazer No pátio onde estacionam os ônibus que fazem o transporte dos funcionários da fábrica, nos esperava o Actros 2651, vermelho, acoplado a um bitrem, com sete eixos e Peso Bruto Total (PBT) de 57 t, como nos apresentou João Moita, nosso embaixador que nos conduziria a uma experiência a bordo do caminhão pela Estrada Velha de Santos. Tudo com direito a noções de dirigibilidade de um bitrem em uma área fechada e a um almoço no Flutuando, um velho barco transformado em restaurante que fica ancorado às margens da represa Billings, em São Paulo. Estava na hora de partir, mas não sem antes explicações sobre a tecnologia incorporada que faz com que o Actros seja muito mais moderno do que a maioria dos carros de passeio à venda hoje no Brasil.
Professor João Moita Até mesmo para ter acesso à cabine, precisei ser orientado. São três degraus distantes um do outro que podem ser vencidos com a ajuda de duas barras de ferro laterais. Sentado no lu-
Espaçoso e conveniente gaveteiro fica entre os assentos do motorista e do passageiro do Actros gar do passageiro, o mestre das estradas, João Moita, começa a nos explicar que aquela era a versão top de linha do Actros, o 2651, com tração 6x4, equipada com câmbio automatizado Powershift de 12 marchas e que oferece tecnologias e confortos que fazem da tare-
fa de dirigir um caminhão extrapesado algo bem diferente do trabalho árduo que isso significava antigamente. Ele seguiu nos falando que o pesado é empurrado por um motor diesel OM 460 LA de seis cilindros em linha com 13 L e 510 cv de potência. O torque máximo
é de 244,7 kgfm. Trata-se do modelo extrapesado mais potente da Mercedes–Benz produzido na planta industrial da marca alemã na cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata.
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O jornalista viajou a convite da MercedesBenz Caminhões
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FOTOS MERCEDES-BENZ/DIVULGAÇÃO
Hora de comandar o Actros
Mercedes-Benz Actros custa cerca de R$ 500 mil
Painel de instrumentos é simples e de fácil leitura; computador de bordo é em tela TFT colorida
Tecnologias de condução semiautônoma se destacam Sem pressa e didaticamente, ante de começar a viagem, Moita foi pautando cada diferencial do Actros, que a essa altura estava com motor ligado e com o eficiente ar-condicionado gelando a cabine do extrapesado. Vários dispositivos de condução autônoma ou semiautônoma estão disponíveis no Actros 2651. Um deles, que nosso professor detalhou, é o assistente ativo de frenagem, ou Active Brake Assist (ABA). Ele atua acima de 60 km/h e identifica tanto os obstáculos em movimento à frente do caminhão quanto os que estão parados na via. Quan-
do detecta uma situação de risco, o sistema reduz a velocidade do caminhão automaticamente. Se houver risco de colisão, o ABA ativa um alerta visual e sonoro. Posteriormente, faz uma leve intervenção nos freios e, se for necessário, realiza uma freada de emergência. Se o motorista aciona o freio, o sistema devolve a ele o controle total da frenagem. Já presente em automóveis de alto valor agregado, a maioria importadas, também está disponível no Actros o sistema de permanência em faixa, que conta com uma câmera montada no para-brisa que detecta a posi-
ção do caminhão em relação às faixas de estrada, à direita e à esquerda. Um alerta sonoro avisa o motorista se o veículo se move para fora dessa via, aumentando a segurança de circulação. Outro sistema é o de controle de proximidade, que é um sensor de radar, localizado no para-choque, que monitora o tráfego à frente. Com base na velocidade dos demais veículos e na distância em relação ao da frente, o sistema adequa a velocidade do caminhão às variações do tráfego, mantendo uma distância segura para diminuir o risco de colisões. (RC)
Ficha técnica
Banco do motorista tem sistema de amortecimento pneumático Na cabine Megaspace, o piso é 100% plano e dá para trocar de assento sem sair do caminhão
João Moita vira ‘embaixador’ da marca
Raimundo Couto com o embaixador da Mercedes, João Moita
Em uma propriedade particular, com ampla área fechada e segura, o instrutor João Moita estacionou o Actros. Era a hora da verdade, eu iria conduzir e fazer algumas manobras ao volante do caminhão. Para trocar de posição basta levantar: o interior da cabine Megaspace é alto e o piso é plano, o que facilita bastante a circulação a bordo – e ainda há uma cama atrás dos bancos para eventual repouso. O banco pneumático do motorista é aconchegante, e logo pude me sentir à vontade e seguro. Moita me ensina o funcionamento do câmbio, que é similar ao dos automóveis, e lá fomos nós, tranquilos, com o “bruto” de 57 t dominado. Depois de alguns exercícios na pista, sem nenhum susto, foi a hora de devolver o comando do Actros para Moita. A sensação de ter guiado, mesmo que por poucos quilômetros, o extrapesado da Mercedes me proporcionou momentos de satisfação pelo nova experiência vivida. Ao fim de um dia muito rico em conhecimentos, tanto do caminhão quanto do perfil dos profissionais das estradas, pude comprovar como a evolução da máquina consegue proporcionar, atualmente, aos caminhoneiros, viagens mais prazerosas e menos cansativas. O Brasil fez a opção pelo modal rodoviário há décadas, e são pelas estradas, quase nunca bem-conservadas, que esses valentes caminhoneiros levam e trazem, diariamente, quase tudo o que é produzido e consumido no país. Modelos como o Actros só contribuem para deixar essa árdua missão mais segura e confortável. (RC)
Motorista e instrutor há mais de 50 anos, João Moita foi na semana passada alçado pela Mercedes ao cargo de “Embaixador da Voz das Estradas”. Ele irá ao encontro dos caminhoneiros e frotistas em eventos e feiras, postos de combustível e pontos de parada, empresas de transporte, concessionários
e outros locais. “Já estou acostumado a rodar muito por esse imenso Brasil e a conversar com motoristas. A gente sempre aprende alguma coisa diferente a cada encontro. Por isso, essa experiência é muito interessante”, afirma Moita. “Queremos que ele percorra o Brasil para conhecer
o que o mercado tem a dizer sobre os nossos produtos”, explica Roberto Leoncini, vice-presidente de vendas, marketing, peças & serviços Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz. A marca irá utilizar amplamente o Facebook e o Instagram para divulgar o projeto e dar continuidade a cada etapa. (RC)
Motor. BlueTec5, a diesel, seis cilindros em linha. Potência máxima. 510 cv a 1.800 rpm Torque máximo. 244 kgfm a 1.100 rpm Câmbio. Automatizado de 12 marchas Velocidade máxima. 120 km/h
W22 O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de maio de 2018
super motor FOTOS IVECO/DIVULGAÇÃO
Gincana do Caminhoneiro
Turma boa de braço
Célio Soczek fechou o pódio
Estradeiros puseram suas habilidades ao volante à prova no Iveco Tector
Primeira etapa do maior evento itinerante das estradas do país contoucom a participação demais de500 motoristasem MontesClaros Atlove Charles foi o 2º lugar Da redação A cidade de Montes Claros, no Norte do Estado, serviu de palco para a primeira etapa classificatória da 28ª edição da Gincana do Caminhoneiro. O evento foi realizado no último fim de semana de abril e é promovido pela “Revista do Caminhoneiro” com patrocínio da Iveco e apoio da Deva, a concessionária exclusiva da marca italiana em Minas. O cenário da disputa foi o Posto D’Angelis, no KM
516,5 da BR–251, onde, durante três dias, 536 caminhoneiros se inscreveram para mostrar suas habilidades. A competição tem início com um teste de garagem, no qual os participantes manobram o caminhão num espaço demarcado pela organização. Na sequência, mostram suas performances numa prova de slalom, que consiste em percorrer um caminho preestabelecido, num zigue-zague entre cones, procurando registrar o menor tempo possível e sem derru-
bar nenhum cone. Os competidores fazem a prova no mesmo caminhão Iveco Tector oferecido pela organização. As performances foram avaliadas por uma dupla de cronometristas, que revelaram os classificados da etapa mineira da gincana. Foram eles: Emerson Leandro Ferraz Rosa, de Montes Claros, com o tempo de 24s117; Atlove Charles Santos, também de Montes Claros (24s200) e Célio Soczek, de Araucária, no Paraná (24s315).
A Gincana do Caminhoneiro é dividida em seis etapas classificatórias, realizadas de abril a outubro deste ano. Em cada uma delas, classificam-se os caminhoneiros que obtiverem os três melhores tempos. Na grande final, que será no Paraná, os 18 caminhoneiros classificados ao longo do ano disputam um caminhão Iveco Tector zeroquilômetro. A próxima etapa será de 18 a 20 de maio, no Posto São Gonçalo, da BR–324, em Feira de Santana, na Bahia.
Com o tempo de 24s117, Emerson Leandro Ferraz Rosa, de Montes Claros, foi o primeiro colocado na primeira etapa da gincana
super motor
23 W O Tempo - Pampulha - Super Notícia Belo Horizonte 12 de maio de 2018
FOTOS HONDA/DIVULGAÇÃO
Moto
Bela macaquice Honda relança na Europa a minimoto Monkey; clássico modelofica mais moderno e tem pelaprimeira vez um motorde 125 cc Com visual de brinquedo de criança, a Honda Monkey, a famosa Hondinha está de volta à Europa. A minimoto criada em 1961, no Japão, que foi febre até o fim dos anos 70, ganhou um inédito motor de 125 cc, herdado da Honda MSX Grom – exposta no último Salão Duas Rodas, em São Paulo – no lugar do antigo, de apenas 50 cc. O quadro da Monkey segue em tubos de aço do tipo backbone. O novo motor monocilíndrico conta com refrigeração a ar e tem injeção eletrônica. Ele rende até 9,5 cv de potência com torque de 1,12kgfm a 5.250rpm. O câmbio é manual de quatro marchas. A minimoto é muito leve – pesa apenas 107 kg – mede 1,70 de comprimento por 75,5 cm de largura e tem só 1 m de altura. A distância entre as duas rodas é de 1,15 m. Além do estilo “pueril”, o que chama atenção na Hondinha
é a economia. Segundo a marca japonesa, a minimoto movida a gasolina faz até 67 km/L. Mas o tanque também é bem diminuto, cabe apenas 5,6 L.
Toque de modernidade Apesar do visual clássico, com farol redondo, a nova Monkey ficou mais moderninha: ganhou luzes de LED e painel de instrumentos em tela LCD. As rodas também estão maiores, passaram de oito para 12 polegadas. Os pneus do tipo balão ficaram mais grossos e a suspensão também foi retrabalhada. Na frente, agora é do tipo garfo invertido com 100 mm de curso e conta com dois amortecedores de 104 mm na traseira. A minimoto agora tem freios a disco nas duas rodas (de 220 mm na frente e 190 mm atrás) e sistema ABS. Para terminar, a Monkey 2018 ganhou uma pegada de moto fora de estrada com escapamento com saída elevada e para-lamas longe das rodas.
Painel de instrumentos segue minimalista, mas agora é digital
Modelo tem escapamento cromado e com saída bem alta
Clássico farol redondo da minimoto ganhou iluminação de LED
Lanterna e setas são com luzes da mesma tecnologia
Imagens meramente ilustrativas.
Igor Veiga
As rodas aro 12 e o tamanho fazem a moto parecer de brinquedo
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24 W O Tempo - Pampulha - Super NotĂcia 12 de maio de 2018
Belo Horizonte